Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18700

Full Text

AMO Lili NM0 218


PARA A CAPITAL E LUGARES OXDE SAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantado. ... ..... 600
Por seis ditos idem. ..... "..... 120000
Por um anuo idem. ............. 240000
Cada numero avulso, do .mesmo da............ 0100
DIARIO DE
SGIA--MEA 3 1 EZEMBBO C 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantado*.........,..... 13^500
Por novo ditos idem.................. 200000
Por om anno dem. ..._,. #............ 270OOG
Cada numero avulso, do dias anwrioroi. .......... 100
Proprieiral* te JHanoel guctra ht -tarta & -tlljo*
O* Srs. ImoJce Prlnce A C
de Paria, silo os nossos agentes
exclusivos de annuncios e pu-
bltcocdcs da Franca e I aga-
te
Aviso
.jos Srs. subscriptores deste Diario avi
sa a respectiva direccSo que, do 1. de
Janeiro prximo cm diante, far-se-ba a ar
recadado das assigaaturas pela forma se-
riante :
Na cidade do Recife e lugares para onde
nao se paga porte, 6$000 por trimestre,
adiantado ou durante o 1.a mez do mesmo
trimestre, 6$500 nos 2. e 3. mezes.
No fim do trimestre ser suspensa a re-
messa do Diario aos que nao tiverem sa-
tisfeito o seu debito.
Foia da cidade, uos lugare3 para onde
se fazem as remcssas pelocorreio, 130500
por semestre, pago as mesmas condicSes
cima.
Aos que quizerem pagar o anno alian
tado, faz-se-ha o abato de 10000, par ato-
dos os assignantes.
'mw sa a&ssci um
(Especial para o Diario)
LISBOA, 1. de Dezembro, noite.
iqni. no Porto, em Braga e n'oo-
tr* Ierra* do Reino lloare a* eon-
lamadas icmonrn oes de regoal jo
pelo annlversarlo da restaurar.
Honir cortejo popular e forana de-
positada* corda* obre o monumen-
to commemoratlvo em Llaboa.
BUENOS-AYRES, |. de Dezembro.
Va* ultimas i Horas derana e em
Buenos j ios o bitos de cholera, no
Rosario e em C'ordova 5.
PESTH, l.o de Dezsmbro.
* delegaco blgara votou o orea-
mento para o prximo exercicio.
PARS, 1. de Dezembro.
Fot concluido um tratado de coua-
mercio entre a Franca e o Mxico.
Agencia liaras, filial em Pernambuco,
2 de Dezembro de 1886.
IBSTRDGCiO POPULAR
HISTORIA ANTIGa
(Extrahido)
l)A BIBLIOTHKCA DO POVO R DAS ESCOLAS
{Co ni inu a quo)
CAPITULO X
o (begos;
Na antiguidade, a Grecia propnamente lita era
apenas orna regiio c instituida por urna pequen*
porgo de territorito do continente eurepu, e pela
peninsnla que na bacia oriental do Mediterrnea
termina o mesmo continente, entre o mar Jonio ao
occidente eo mar Egeu (hoje denominado Archi- I
pelago) no oriente.
Tambera, pertenecen Grecia as numerosas
ilhas que ha as proximidades d'aqulla regiio. As
diversas populagoea que na Grecia vieram a ter^
importancia histrica derivaram-se todas da raga
:iryans, da qual constituan) um grupo espacial (o
hellenico. E = te grupo, pela brilhante cvilisacao
que no seu seio se elaborou, constitne um dos mais
nobres da historia, e formou urna individualidade
distinctissirr.a atravez dos seculos.
a obscuridade dos primitivos tempos, parece
que os primeiros habitadores da Grecia foram os
pelasgos e os jonioi. Os primeiros povoaram com
suas tribus a Asia Menor, a Grecia o a Italia, lan-
garam nestes paizes os primeiros fundamentos da
civilisigo, e por toda a parte deixaram nos seus
moaumentos provas eternas da sua actividade e
das suas poderosas aptidoes. Desapparcceram,
porm, sera que sobre o seu destine ulterior baja
tradigo segura.
Quando a Grecia apenas sabia do estado sel vagem
vieram (segundo antigs tradicocs) colonias dos
paises mais civilizados da Asia e da frica trazer-
lhe os conhecimen'os das artes uteis e urna reli-
gio mais pura. Eoi assim que Cecrops,- oriundo
do Egypto, desembarcou na Attica, reuaindo os
habitantes d'ella em diversas povoagoes, das quaes
Alhenas veio a ser a capital : ensinou-lhes algu-
mas culturas, promulgou as Ira do casamento e
instituto o tribunal do Areopag>, destinado a jul-
gsr os pleitos.
Do mesmo modo na Beocia, Cadmo introduzio o
alphabeto phenicio e edificou Cadma, emtorno da
qual se elevou mais tarde a cidade de Thebas.
Dao introduzio cm Argos algumas das artes do
Ezypto ; e Pelops, phrygio, estabeleceu-se na
Elida, d'onde a sua raca se espalhou por toda a
pennsula que delle tir ju o nome. O acontecimen-
to dominante d'aque'la epocha foi a invaso dos
Hl leos que do norte da Grecia, sai primeira ha
bitaca", se derramaram par todas as outras partes
da pennsula, custa dos pelasgos que foram ab-
sorvidos pela papulacaa invasora.
Apz esta epocha primittiva seguiram-se os tem-
pos heroicos,em que horneas de grande valor pby-
8co ptrc.rriam a Grecia, para a libertar dos sal-
teadores, dos oppr.sa ros e los animaes selvagens.
Passando a sua vida a combater todos es fl .gcllos
aquelles hroes recebiam dos povos agradecidos as
honras de semi-deuses ; mas militas vezes abusa
vam da sua forga e das suas vantagens pessoaes.
Entre outros forano notaveis Hercules e Theseu.
Tambem ficaiam as tradigoes poticas; os ar-
gonautas e a sua viagem aventurosa at Culchi
da, em busca do vellocino de ouro os sele cheles
que foram cercar Thebas, infamada pelos crimes
de OEdipo e pelas dissences entre seus filhos : o
sabio Minos : etc.
Foi neste periodo que se deu a guerra de Troya.
Esta cidade era a capital de um poderoso reino
estabelecido no noroeste da Asi i Menor e o ultimo
resto do dominio dos pelasgos. O celebre Pris,
filho de Pryamo (re de.Troya), fez urna viagem ao
Peloponeso e d'allrfurton e levou para a sua pa-
tria Helena, mulher deMenelo (rci de Esparta ou
Lacedcmonia. Pedindo-a d-'pois o marido eos mais
gregos aos troyanos, estes negaram-se a entregal-
a, pelo que Ibes foi por aquelles declarada a guer-
ra. Quasi toda a Grecia com seus principes foi
a esta txpedig \ levando por .general supremo o
re Agametnnon.
A's ordene d'este principe iam Achules (capitn
de grande valor), Ajax Tellamonio, Ajax Oilea,
Diomedes, Mencsteu, Ulysses (rei da Itaca), e
Nstor (vario de idade j muito avancada. Foi
posto cerco a Troya: m is durante quasi dez annos
oo hoave batalba decisiva. Troya defendia-se e
pareca disposta e habilitada a continuar a defen
der-se com vantangem, nao obstante a falta de
Heitor, que a commandava c que morreo s mos
de Achules. Os gregos usaram por fim de um es-
tratagema ; fiagiram retirar-se deixando no cam-
po, como presente um gigantesco cavallo de ma-
deira, que os Troyanoa recolheram dentro de suas
muralbas. Mas no corpo do animal oceultava-sa
os mais bravos dentre os gregos, que assim se in -
trodasiram na cidade, cujas portas abriram ao
resto do exercito.
Desse modo c.hio Treya, sendo Pryamo assassi-
nado ao p dos altares Os principes gregos que
nao baviam morrido na luta voltaram a caininho
da suo patria ; mas grandes infelicidades os espe-
ravam. Uns morreraj na viagem ; outros, como
Uiysses, andaram muito tempo desviados do ea-
minho por ventos adversos ; outros (como Aga-
metnnon) ao ebegarem aos seus paizes, encontra-
ran! os thronos oceupados por usurpadores, de qac
foram victimas ; outros, em&m, viram-se obriga-
dos a ir estabelecer habitaco em regioes longt-
qnas, como Diomedes e Idomeneu.
Toda a historia desta epocha est tao eivada
de fbula, que quasi impossivel apurar-se a ver-
dade.
Os oiteota annos que se seguiram guerra de
Troya foram todos oceupados por dissences intes-
tinas, que derrubaram as antigs dynastias, e
transferirn: a preponderancia para as maos de
novos povos. Estas revoluces, e outras que mais
tarde houve, deram lugar a varias correntos de
emigraco; e ao longo das costas da Asia Menor,
da frica, da Sicilia, e da Italia formou-se ama
nova Grecia, que cresceu e prosperou, e por muito
tempo toi mais rica do que a metropole. Foi assim
5ue os gregos se estabeleceram em Smyrna, Phoca,
Ipheso e Mileto (na Asia Menor) ; em Cyrena (na
Atrica) ; em Messtna e Syracusa (na Sicilia); e
em Taranto, aples e Sybaris (na Italia). as
colonias da Asta, em contacto com as velhas socie-
dades do Oriente, comecou a erolucao civilisadora
de que Athenas veio a ser mais tarde o brilhanlis
simo toco.
Mas, apezar de tao grande dispersa/) da popula-
cho grega, apezar da divisao da Grecia em tantos
estados, a grande familia hellenica conservou a
sua uniddde nacional, pela communi lade dalingua
e da reltgiao, pela celebridade de alguna orculos
(o de Delpbos principalmente, ao qual concoma
gente de todos oa pontos do mundo grego), e por
algumas instituicoes geraes que conservavam es-
tratos os lacos moraes dss populscoes entre si.
IContinua)
JARTE 0FFIC1A*,
Governo da provincia
tlt'..AiliRlO com que o Exna. Sr. Dr. Ignacio loaqulm de Son
za 1-eo. t. Vlce Presidente, entregon a admlnls
tracSo da provincia, cm lode Hovembro de IS16
ao E\m. Sr. Presidente Dr. Pedro Vicente de
Azevedo.
(Continuaco)
DENUNCIA DO DB. 1." PROMOTOS PUBLICO
Illm. e Exm. 8r. Dr. jais de direito do l.o districto criminal.O 1." promotor publico da co-
marca, autorisado pelo 1. do art. 37 e 2. do art. 74 do cdigo do preceeso criminal, vero Derante
V. Exc. denunciar o bacharel Eduardo de Barros Falco de Lacerda, thesoureiro da Thesourarla de
Fazenda desta provincia, suspenso do exercicio das funecoes do sea cargo e administrativamente pre-
so na Casa de Detencao desta capital, bm como os fi"is do mesmo thesoureiro, Francisco de Siquei-
ra Carneiro da Cunha e Victorino Trajano da Costa Fialho, na qualidade de prineipaes responsaveis
pelo desfalque na importancia de 793:1454387 ltimamente verificado nos cofres d'aquBlla reparticio,
como prova se com o inquerito, que acompanha a presente denuncia, procedido pelo chef de polica
da provincia e com o offieio da presidencia, datado de 13 do eorrente mez, transmitan Jo o ofBcio do
inspeetor d'aquella Thesoararia, igualmente datado do mencionado 'da, acompmbado de nove docu-
mentos, per copis, para se formar colpa aos referidos responsaveis por esse enorme extravio de di-
nheiroa pblicos, como nJo ha exemplo igual nos annaes forenses do paiz.
- O ministerio publico por sen orgio nesta instancia, offereco a presente duunii per.inte V.
Exc., porque, tendo jurado snspe.co em referencia causa o juis de direito do 2 distrietO criminal,
orno verifica-se de sen dpacho i fls. 445 v. do inquerito, e mandudo que s denuncia f-osse apresen-
tada perante o joiz sen substituto, houve a promotoria publica de apresentar a duvida constante de
;ua promocJo fl*. 449 dos proprios autos do inquerito, o que dea lugar a que o juis supplente do
substituto proferase o despacho 4 fl). 447 dos referidos autos, mandando que a denuncia tosse apre
sentada perante o juiz competente, sendo V. Exc. na hypotbese dos autos a quem o ministerio publi-
co assim considera.
Com i ffeito, nos crimes de responsabilidade dos empregados pblicos nao privilegiados, como
os indiciados, quer as comarcas especiaes, quer as geraes, sao competentes nicamente para for-
mar-Ibes culpa e jiilgal-os definitivamente os jutzes de direito, e n3o os seus substitutos, como resulta
da lettra do espirito do art. 85, dos 1. e 5 da lei de 3 de Dezembro de 1841 e do art. 200 g 1.
do regulamento de 31 de Janeiro de 1812, disposicoes legaes estas, que nao foram alteradas pela ul-
tima reforma judiciaria.
Compete somonte aos juizes substitutos as comarcas especiaes, como a desta capital, pro-
cessar os crimes communs at a pronuncia exclusivamente, como dimana da lei de 20 de Setembro de
1871, art 8.o 1. e o regulamento de 22 de Novembro do 1871, art. 15 20, e oeoperar no preparo
dos processos d? outros crimes communs; mas, nunca formar culpa aos empregados nao privilegiados
por crimes de responsabilidade, como nao compete aos supplentes dos juizes substitutos, salvo quan
do uns oa outros cstiverem no exercicio pleno dss varas de direito, que aubstituem.
A jurisprudencia no foro desta cidade combina perfeitamente com a doutrina sustentada
pela promotoria publica neste caso, como acontecen nos autos contra os empregados do Consulado
Provincial, iniciados em 22 de Dezembro de 1880, perante o juiz substituto do l.o districto criminal,
e posteriormente chamados ordeno pelo magistrado que ento servia o cargo de juiz de direito do
mesmo districto criminal, como ic-se do seu despacho fls. 130 dos referidos autos, despacho impl-
citamente confirmado pelo egregio Tribunal da Rolacao desta capital, em grao de recurso necessario,
por occasio de confirmar o despacho de improcedencia d'aquelle processo.
Tendo o 2. promotor publico interposto recurso voluntario do despacho que chamou or-
deno aquelle processo, o Venerando Tribunal da Relacao, por accordo de 9 do Julho de 1881, dei-
xou de tomar conhecimento do meacionado recurso por terem sido apresentadas as razoes do recor-
rente fra do praso legal. *
Eis os fundamentos da denuncia :
No da 9 de Setembro prximo passado, pelas 10 horas da manh, pouco mais ou menos,
avisado o Dr. chefe de polica pelo thesoureiro da Thesouraria de Fazenda, do que achava se viola-
do o cofre da mesma reparticio, immediatamente para all dirigio-se c procedeu aos exames e dili-
gencias constantes do inquerito, que serve de baso presente denuncia.
Em vista de todos os exames e diligencias r.alisadas pela policia, acha-se plenamente pro-
vado, que ao abrirse a Thescuraria na manbS do dia indicado, estavam fechadas, como haviam sido
na tarde de G, todas as portas e janellas interiores e exteriores do edificio, inclusive a porta do corre-
dor, que d entrada para a sala do thesoureiro, cujas chaves eram por este guardadas, em sua casa,
dentro de urna carteira, que est no seu quarto de dormir, conservando sempre em seu poder a chave
da carteira, pesar de ser de segredo, e que nao tinha a mais li^eira suspeita de que alguem se ti-
vesse apoderado dessa chave, pois, dormiam nesse quarto nicamente elle e seu filho Arthur, como
deelarou no auto de perguntas, procedido no dia 17 do mez passado.
Assim tambem foi encontrada intacta a porta do siombo ou repartimento de madeira, que
divide esta sala cm dous compartimentos, no primeiro dos quaes iunccionavam o escrivo do caixa e
os serventa, e no segundo o thesoureho com seus fiis.
No encontrn-se a clnve, porm, da porta do biombo, a qual era de costume ficar, ou na
fechadwra, ou sobre urna mesa, que lhe fica em frente, ou em poder do servente Silva, para que este
podesse correr e espanar o compartimento do thesoureiro, antes de principiar o expediente do da se-
guinte : como j nao a tiuha encontrado o mesmo servente, na tarde de 6, quando se fechou a repar-
tico, por mais quo a procuraste.
Cunvm aqui logo referir, que o escripturario da mesma reparticao, Emygdio Pinheiro da
Cunara, no auto de perguntas que se lhe fez, interrogado se existia a divisao de madeira que se vO
na sala do thesoureiro, ha muito tempo, a razio que houve para se fazer aquella divisao, respondou
que o biombo somonte fra ieito dous mezes a esta parte e nao sabia o fim para que se o fizera, por-
que nao acba-lhe utilidade alguma.
Evidencia-se tambem das pesquisas procedidas, que, spparecendo afinal a chave da porta
do bonbo sobre a mesa e aborto o compartimento do thesoureiro, entrou este, e encontrando aberta,
nao s a porta de madeira, que do mesmo compartimento d para urna saleta, no fundo da qual acha-
se a grade de ferro que d entrada para a casa-forte, como tambem a grade alli existente, maodou
incontinente avisar ao referido inspector, c ambos ao chefe de policia, cujo comparecimento aguar-
darais.
Chegado este, procedendo a exames e vistorias em todas as divisoes do edificio, e autos de
perguntas ao primeiro denunciado, seus fiis serventes, porteiro e outros empregados, declararam o
thesoureiro e seus fiis que, antes de sahirem da reparticao, s 2 horas e meia da tarde de 5, fechou
o thesoureiro o cofre grande da casa-forte, mandou fechar e em sua prsenos foram fechadas por um
dos seus fiis a grade de ferro da casa-forte e a porta de madeira da saleta e verificando elle the-
soureiro que ambas estas portas estavam bem fechadas, levando comsigo todas as respectivas chaves,
retirara-se em companhia do outro fiel.
A porta de madeira da saleta, anterior casa-forte, achava-tc aberta por meio de ama cha-
ve falsa, encontrada sobre urna mesa ao lado, cuja chave fabricada poucos dias ante, s poderia tl-o
sido vista da chave verdideira, sob a guarda do thesoureiro e por artista perito.
A grade de ferro da casa-forte estava igualmente aberta encontrando-se dentro da fechadu-
ra um instrumento de latSo simulando urna chave ; mas, procedendo-se ao mais rigoroso exame, ve-
nficou-se que este instrumento pela sua imperfeieo artstica, nao poda funecionar na fechadura, e,
portento, abrir a grade que s poda ter sido aberta ou com a propria chave existente em poder do
thesoureiro, ou com outra futa vista desta, tees eram as difficuldades de seu fabrico, sendo ainda
para notar, que c orifi.-io desta fechadura coberto por um* chapa da ferro, que se fjeha por urna
mola de sogredo.
Achava-se fechado o cofre grande, existente na casa-forte, ncontrando-se ao lado deste
duas chaves falsas, iguaes s verdadeiras, que o thesoureiro confessou nunca terem sahido do seu po-
der e que nenhuma deltas poda ter sido fcite por modelos tirados sobre as respectivas fechaduras.
Do exposto resulta que, como a primeira, estas chaves s podan) ter sido fabricadas em vis-
ta das verdadeiras, sendo estes fornecidas pelo thesoureiro,
Assim tambem alguns outros instrumentos encontrados no lugar, como gazas, limas, para-
fusos, urna vela, duas pas e duas pegas de cordas finas, nenbum prestimo tinham e nena foram e nem
podUm ti r sido utiliaadas.
Em vista d todo este conjuncto de factos e circumstancias, alm das nao mencionadas na
presente denuncia, porm, constantes da recapitulacao do inquerito, manifest, que esse desappa-
recimento ou estupendo desfalque de cerca de oitocentos cantos de ris do cafre da Thesouraria, nao
foi o resultado de um caso de torca maior ou de um roubo, como pretende o primeiro denunciado,
nem pode ser attnbuido a pessoa estranha mesma reparticao e que alli t:vesse penetrado nos dias
7 e 8 do mez passado, por isso que nao pde-se admittir a existencia de um crime de roubo nao
existin lo, como nSo encontraran! se vestigios de violencia em parte alguma do edificio e nem no res.
pectivo cofre.
A circumsteneia de nSo poderem ser fabricadas as chaves falsas, como refere ainda a reca-
pitulacao do inqoerito, sem a presenca das verdadei as, e tambem a de nao servirem es instrumentos
encontrados na casa forte para abrirem as portes da mesma casa e bem assim as do cofre, convence
de que procurou-se simular um roubo, que realmente nao commetteu-se.
Accresce que. se ti vase bavido roubo, como tambem diz a recapitulacao do inquerito, o cri-
minoso nao teria alli deixado todos os instrumentos do crime, o que poderia concorrer para o deseo
brimento do delinqueate, se este fosee pessoa estranha 4 reparticao.
Assim igualmente nao comprehendd-se que algueoa preparando-se para o crime de que
trata-se, mandando fabricar as chaves para a porte de madeira da saleta que d para a casa forte e
para ambas as portas do cofre, se equecesse de mandar preparar outra chave para a porta do biombo,
que estava fechada uo dia 9, quando abiio-ae a sala do thesoureiro, como conste do inquerito.
VY -se dos antos de perguntas f-itas ao thesoureiro, seus fiis, Bervetes Silva 6 Candido e ao porteiro
Mondonga a fls. 9, 11, 13, 17, 19, 79, 82, 87, 89, 115,133, 137, 154, 155, 170, 343 e 422 que, no dia
6 o thesoureiro antes de retirar-se da reparticao, o que teve lugar, s 2 horas e meia da tarde, man-
dou, segundo deelarou, fechar pelo fi I Carneiro da Cunha as duas portes da casa torte, e recebendo
delle as respectivas chaves, sahio acompanhudo pelo fiel Victorino Fialho, a quem convidou para
irem junto drogara de Francisco Manoel da Silva, comprar um medicamento de que lhe havia
fallado, e quando chegaram ra do BarSo da Victoria lembrou-se de que nSo havia comprado
aquelle medicamento, nao consentindo qu> Fialho voltasse para ir compral o, porque j achavam-se
muito afastedos da mencionada drogara, e dirigio-se cada um para sua casa, ficando no sala do the-
soureiro o fiel Carneiro da Cunha, com os dous serventes Silva e Candido para continuarem no ser-
vico do csrimbo de notes, servico que havia sido prorogado, ltimamente, at s 5 horas, por ordena
do inspector, e que terminaram no dio 6, logo que o thesoureiro retirou-se, segundo declaran o fiel
Carneiro do Cunha a fls. 11G.
Como refere o fiel Fialho k fl*, 13, era elle quem devia ficar assistindo ao servico do carimbo
no dia G, mas retirou-se com o thesoureiro a chamado deste, deixando o fiel Carneiro da Cunha dentro
do reservado, e os dous serventes naquelle servico, que se fazia na sala contigua ao mesmo reservado,
accresceodo que antes de retirarse nao vio o fiel Carneiro da Cunha fechar a porte de ferro da casa
forte, e smente a de madeira.
Por sua vea o fiel Carneiro da Cunha confirma a fh 115 e 137, que foi elle quem fechou as
portes da casa forte, e quando retirou se o thesoureiro, depois de duas horas da tarde, elle con-
tinuou na reparticao, ficando por algam lempo no reservado, leudo um romance de Julio Verne, da
Terra La, e servente Silva na sala do carimbo, cujo servico acabou-ie nesse dia, logo depois da
sabida do thesoureiro, e isto porque eram 3 horas, e portanto tempo de terminar o expediente, posto
que houvesse orden) da inspectora para o servico ir at s 4 horas, esta smente foi cumprida nos
inaeiros dias.
Assegurou tambem que quando retirou-se echou, nao s a janella do reservado, como a por
te domosmo, deix-ndo a chave deste sobre a mesa.
O servente Silva a fls. 79, 348 e428 d-clarou que o servicj do csrimbo naquelle dia termi-
non s 3 horas da farde, logo que o thesoureiro retirou-se em companhia do fiel Victorino Fialho, que
apenas sahiram estes da reparticao entrou o fiel Carneiro da Cunha para o reservado do thesoureiro,
onde esteve trancado por espago de meia hora, mais ou menos, ficando elle na sala contigua do reser-
vado, sentado em urna cadeira espera que o dito fiel sahisse, afim de fechar, como costumava, a ja-
nella e a porta do reservado.
Sahindo o fiel elle perguntou-lhe se havia fechado a jmila do reservado com a trauca, ao
que i-espondeu o fiel .ffirmativamente, e fechando nessa occasio a porta do reservado, tirando a chave
da mesma, sabio em seguida, e quando elle procarava a chave da porte, que ao estava na fechadura,
nem na mesa em que eoatumava ficar, para fazer o servico do asseio do reservado no primeiro da
til, entrou o portoiro Alejandrino e lhe disse que fechasse as janellas e portes, afim de sahirem, por
ser j um pouco tarde, ao que elle responden, que estava procurando a chave da porta do reservado,
por o5o saber onde o fiel a tinha deixado e instando de novo o porteiro para que fechasse as janellas
e a porta, elle assim o fez e retirou-se da reparticio, entregando as duas chaves em casa do thesou-
O porteiro Alexandrino a fls. 133 e 170, tendo visto sahir o fiel Carneira da Cunha, foi
porta da sala do th soureiro indagar do motivo porque o servente Silva nao tratava de fechar logo a
mesma porta, e ahi chegando enconutro o servente Silva junto mesa, como quem proeurav alguma
cousa, dizendo-lhe que tratesse do fechar as jsnellaa e a porta da sala, respondeu-lhe o dito serven'e,
que estava procurando a chavo do reservado, que nao sabia onde o fiel a tinha deixado, e porque elle
dissesse a Silva que i>So se importasse com a chave, tratasse de fechar a porta, assim esti o fez,
immediatamente, suhindo ambos e sendo o edificio depois percorrido por elle,pel09 serventes e quatro
soldados, como era de costume.
O porteiro Alexsadrino de Mendonca deelarou que, no dia 9, pela manha, ao ebegar repar-
ticio, verificou perante o cabo de esquadra e pracas que o acompanhavam, que nSo s aa portas como
as janellas do edificio estavam perfeitamente fechadas como tinh un sido no dia 6, e as chaves tune-
cionando ns fechaduras, isto quanto s po> tas e janellas que lhe competa abrir, como tudo assim
v-se do auto de perguntas A fls. 9 de inquerito.
O servente Silva a quem cumpria abrir a sala do thesoureiro deelarou que, no referido dia
9, foi receber as chaves do thesoureiro e chegando reparticio encontrara j abortas as portas pe'o
porteiro Al. xandrino de Mendonca menos a da secgo d > tbes ureiro, que foi por elle aberta sem que
tivesae encontrado qualquer vestigio de violencia o signal de que ella tivesse sido aberta e que en-
contrando em seguida o fiel Carneiro da Cunta, elle perguntou-lhe pela cBave do reservado, o que
este responden que a tinha d-'ixado em cima da mesa, onde entilo foi encontrada, se bem que unirme
o mesmo servente que, no dia 6, ella nao ficara alli.
Accrescentou ainda, que, abrindo u n servado e dirirndo-se para a janella notou logo que
ella apenas estava fechad* com o ferrolho e sem a tranca de ferro, o que o sorpreudeu, porque o
fiel Carneiro da Cunha lhe havia dito, no dia 6, que a tinba fechado com a tranca ; e que n'aquella
occaaiio tntrando Fialho e logo depois o thesoureiro, este deu a Fialho as chaves da casa forte, para
onde dirigiu-se o mesmo Fialho que, quando procurava abrir a porte, conheceu que estava ella aberta
por ter cedido pressao que fez ao deitar lhe a mo, o que deu luz>r a que elle poJesse logo ver
que a porta de ferro, que fica em frente, tambem achava-se aberta, o lando FiallK parte ao thesou-
reiro do occorrido, este mandou logo-chamar o inspector, como v-se dos autos de perguntas a fls. 11,
79 e 343 do inquerito.
As declaragoes do servente Silva sao mais'cu menos con i miadas por Fialho, que no ante
de perguntas a fls. 1.7 accrescentou que nao havia na porta de madeira vestigio de violencia, e que
na fechadura da grade de ferro havia urna chave "de latao.
O fiel Carneiro da Cunba disse que, quando chegou reparticao no dia 9, ainda achava-se
fechado o compartimento reservado do thiEOureiro'e pciguntundc ao servente Silva a razao porque
nao o tiuha aberto e arranjado, respondeu lhe esre", que nao tinha a chave, que entSo lhe foi mostrada
por elle, retirando-se em seguida para a tala do porteiro, de ende smente voltou para a secgo do
thesoureiro depois que foi chamado por este, e ahi j enecntrou o inspector e mais empregados, pois
j era conhecido o extravio do dinheiro, como verificase de seus autos de perguntas a fls. 19 133 e
155.
0 inspector por sua vez declaiou que, nc dia 9, achava-se no seu gabinete, quando ubi entrou
o thesoureiro e declarou-lhe que tiiiha scfTiido um ataque de erysiptla, e por esse motivo tinha ido a
carro para a repartigao, e retiicusc para a sua eeceao, de ende peuces momentcs depois mandn eha-
mal-o por um servente, e dirigindo-se elle jara a ea;a do thesoureiro, enecntrou-o na porta dells, e
foi ento informado de que talism sido ecccniredis bertas as portas da cssa firte, e encanoinhaudo
se para all viu que a porte de madeira ettava aberta e encestada, e quereudo entrar, foi advertido
pelo thesoureiro que o nSo fizesse sem a presenga do chefe de policia, a quem convmha participar o
occorrdo, o que elle immediatsmente fez.
Resulta destas declaragoes que sem motivo pelo menes plausivel foi retirado do servico de
carimbo o fiel Fialho, no da G, para ser substituido pelo fiel Carneiro da Cunha, que em vez de man-
dar executar aquelle servigo foi ler no rescivado um romance, e isto por espago de n-.eia hora, condu-
zindo, quando retirou-se, a chave do reservado, pois que, segundo fBinia Silva, ella nSo ficou sobre a
mesa,o que de certo modo ccnfimato pelo porteiro Alexandrico de Mondonga, que deelarou ter en-
contrado Silva junto mesma mesa, como quem prccoiava alguna cousa.
Accresce ainda, que a referida chave no dia 9, somonte foi encentrada depois que o fiel Car-
neiro da Cunha entrou na secgo do t hese ureiro e mrstrou-a so referido servente, que at ento a nao
tinha visto, apezar de ter procur&do, o que fas erer, que o mosmo fiel a levou para nao ver o seivente,
no dia G, o que alli havia-se preparado para simular o roubo.
Nem por outra ima pde-se explicar o facto, como tsmbem disse-se na recapitulagao do in-
querito, de ter sido encontrada aberta a porte de ferro sem chave cu instrumento cem qne se pudesse
obter esse resultado.
Cumpre tambem notar, que o fiel Carneiro da Cunha, foi quem fechou, pofctrdem do the-
soureiro, as portas da casa-fertee o fiel Victorino Fialho dcclaror, que i penas vio fechar-se a porte
de madeira para a qual foi encontrada urna chave, que funecionava como verdadeira, e uiui dos cir-
cumstancias referidas existe m outras pelas quaes chega-se concluso, de que e desappsrecimento do
dinheiro, que devia existir nes coiros da Thescurari?, o resoltado de um desfalque.
Tanto assim que, tondo Olympio F. Loup, representante do empreiteiro do prolcngamento
da estrada de ferro do Bccife a S. Francisco e da estrada de Csruai, de rea ber da Thesouraria s.
quantia de seiscentcs e tantos centos, importancia de certificados por elle spresentados desde Julhc
e pora cujo pagamento j o thesoureiro havia recebido a competente ordeno, segundo deelarou o in-
spector a fl. 162 do inquerito, e apesar de poder ccnclu:r-se em duas ou tres horas o processo para
o pagamento e constar, que acbava-se elle concluido, no dia 21 de Agosto, apenss pagon a qusntia
de quatrocenlos e dous centos, sendo necessario para compltala dar dvzento centos em notas miadas,
velhas e dilaceradas, qne eeto sendo recolhidas e que, por este motivo, nSo pcdiam ser novamente
emittidas em virtude de ordom do Thescurc, como reconheceu o proprio inspector, dizendo ignorar e
a' reprovar o procedimento que teve o thesoureiro, fazendo psgfmento com aquellas cdulas.
Entretanto, o thesoureiro sffirmcu que aesim proceder por ordem do inspector, spezsr de
saber que era prohibida a sabida do dinheiro, que estava recolbido.
Assim efiectuado parte do sobredito psgamento pelo modo oxposto e deixando-se de psgar
quanlia superior a duzentos contos, disse com rbzao o representante d'aquelle empresario, que, a no-
ticia do roubo no importancia de cerca de oitocentos. contos sorprenden, principalmente, tendo.ficac. :
na Thesouraria quantia superior a quatrocentos contos.
Interrogado o thesoureiro sobre a falta de paguncnto des duzentos e tantos centos, deelarou
que nao o fez porque Loup nao quiz receber alguno dinheiro miude, no dia 4 de Setembro, por occa-
sio de perguntar o proprio Loup quando pedera receber aquella quantia, ciicumstsncia esta que o
mesmo Loop a fl. 581 contestn quando c:se que, no mencionado dia 4 nao foi Thesouraria onde
esteve pela ultima vez antes do acontecitrentc, no dia 30 de Agosto.
O facto de nao ter sido paga a mencionada qusn-is,,cerno ainda refere a recspitulsgao do
inquerito e dar-se duzentos c tantos contos em notas milicias, que estavam senda recolhidas, faz crer
queja n'aquella poca nao existia nos cofres da Thesouraria a semma, que ahi devia existir, supe-
rior a mil contos, segundo o balango daao no dia 9. porquanto, se existiese a reieiida somma, sena
fcil effectuar o pagamento, tanto mais quanto o thesoureiro deelarou a fls. 144 v. que o aepecter
o tinba procura'do em sua sala manifestando desejo de que esse psgamento se fizesse,
Ainda prova-se, como tambem disse-se na recapitulago do inquerito, que os cofres da The-
souraria nao tinbam os saldos, que deviam ter, com a declarago do proprio inspector d que pedir
ao Thesouro um supprimento de dinheiro na importancia de qninhentos contos para trecos e despezas,
o que nao exacto, porquanto, no offieio a fls. 123, dtado de 23 de Agosto, tm que foi feito aquelle
pedido, disse elle, que aquella qnantia devia ser appcada ao pagamento das despesas que se tinhsm
de fazer com o prolngame uto e estrada de Caruatu.
Prova-se ainda com o inquerito que o thesoureiro longe de adoptar as necessarias precaugoee
para a seguranga dos dinheiros confiados sua guarda, facilitava o mais possivel qualquer extravio
j entregando as chaves da casa-forte e do cofre a seu filho bacharel Arthur de Barros, que t sub-
stitua durante os seus impedimentos, por vezes prolongados, j mandando que o servente Silva en-
tregasse as chaves da porta e do cadeado, que fechara a sua sala, na loi de Joo BaBtcs & C, onde
eram guardadas at o oa seguinte, em que o mismo servente ia recebel-as, seno tambem todas ss
chaves da secgo do thesoureiro, inclusive ss do cofre, e assim ficavam entregues & pessoas, que as
nao podiam guardar, pois, os nicos competentes para conserval-as em seu poder eram o mesms the-
soureiro ou o fiel Victorino Fialho, por elle indicado para substituil-o nos seus impedimentos.
E ao passo que isto acootecia sem mysterio, parece extraordinario que o inspector dissesse
que al o dia 9 de Setembro nSo tinba tido conhecimento de tao grandes abusos, o que nao verdade.
cm vista dos autos de perguntas de fls. 131 e fls. lf>2 v., em que Victorino Fialho disse que o inspec-
tor sabia que o thesoureiro era substituido em seus impedimentos por seu filho Arthur, tanto que al-
gumas vezes indo o inspector sala do thesoureiro, sem este estar alli presente, vio o bacharel Arthur
fazendo as suas vezes, e que consenta no abuso de ter este em seu poder as chaves da casa forte, e
abril-a, receber ainheiros, fazer pagamentos, conferir a caixa, e exercer emfim todas as funegoes de
thesoureiro, menos a de assignar documentos, nica funeco, que elle Fialho exercia nos impedimentos
do thesoureiro, como seu substituto.
Isto ainda prova-se com o auto de perguntas a fts. 402, em que o contador, Manoel Antonio
Cardoso, deelarou que o mesmo inspector tanto tinha completo conhecimento do procedimento irregu-
lar do thesoureiro e de seu filho Arthur, que disse ao inspector em conversa, por mais de orna vez
que era abusivo e Ilegal o mesmo procedimento do thesoureiro, fazendo-se substituir por seu filho,
que nao era seu fiel.
Esse facto da substituicao do thesoureiro pelo filho tambem confirmado por quasi todos os
empregados da Thesouraria e por muitas pessoas a ella estrsnbss que declaram ter mais de urea vez
encontrado o bacharel Arthur de Barros alli exercendo todas as funegoes d'aquelle cargo, o que at
confesaado pelo proprio thesoureiro, que a fls. 141 v. deelarou que est certo de que o inspector
sabis, que seu filho o substitua, porque vivendo com elle na molhor convivencia nao poda isso ig-
norar.
Desse facto Ilegal, como tambem refere a recapitulago do inquerito, e boje por todoa repro-
vado, resultsram abusos como e que relata o BarSo do Limoeiro, no auto de perguntis a fls. 413 isto
, levar o bacharel Arthur de Barros cinco contos e qninhentos mil ris em notas miudas completa-
mente novas, emassadas e lscradas, como tinham vinde da caixa de amortisaco, para elle trocar por
cdulas grandes, o que fes, entregando, depois de juntar, aquelle bacharel a moncionada quantia em
notas de duzentos mil ris, e do que resulta, que da Thesouraria sahiam dinheiros para serem troca-
dos, sem que alli ficasse o troco. ,
Consta tambem do auto de perpuntes a fls. 419, feitas a Joaquim Ferreira Bsmos lilho,
caixeiro da firma social Mendes & C, estabelecida ra do Cubug desta capital, que por diversss
vezes, como empregado da casa de Joo Bastos t C, foi portador de bilhetes do mencionado Joao
Bastos e do bacharel Arthur de Barros, dirigidos ao thesoureiro, t edindo dinheiro e ao mesmo tempo
recommendando-se-lhe todo cuidado para nao serem perdidos ditos bilhetes, que smente deviam ser
entregues ao thesoureiro, a cujos bilhetes este ora responda pessoalmente, ora por escripto fechado
em euvoloppe. .
O mesmo empregado tambem disse no seu interrogatorio que quasi sempre o thesoureiro
mandava levar dinheiro ao seu patrio, ora por intermedio de um individuo irmo de um tal Figuei.
redo, ora por um individuo de nome Antonio Gusmo, que amigo e vive sempre com o ditd Joo
Bastos e o bacharel Arthur de Barros, sendo o dinheiro algumas veaes eotregue no interior da leja
e outras no escriptorio do pavimento superior, nao podendo elle precisar as quantias assim remettt-
das, entretanto, que nos ltimos tres mezes os pedidos de dinheiros se amiudaram e foram sempre
satisfeitos.
Estas deelarag5es foram em parte confirmadas pelo servente Silva a fls. 422, qunndo disse
ser exacto, que e referido empregado de Joio Bastos ia sempre a Thesouraria e fallava com o the-
soureiro, ignorando elle, se deste reerbia qualquer quantia.
Nesse mesmo auto de perguutas o servente referido deelarou, que um mez pouco mais oa
menos, antes da descoberte do estrondoso aecntecimento, o thesoureiro ordenou-lhe, que nao deixasso
a chave de sua sala em casa de Joio Bastos, onde elle as guardava por ordem do mesmo thesoureiro
e que as levasse para a sua casa, o que cumprio.
Anda resulta da combinago das respostas do proprio inspector da Thesouraria, nos auto
a fli. 149, 162 e 393 com as do thesoureiro nos de fls. 13, 106 e 140, como refere tambem a rscapitu-
lagio, contradiegoes que nio podem ser procedentemente explicadas.
O inspectoV deelarou que nunca entrou na casa-forte, nao sendo para estranhar, se o fizesse,
pois, era do seu dever fisealisar toda a reparticao, entretanto ; nao s o bacharel Arthur de Barros,
no auto de perguntas fls 05, deelarou que o thesoureiro por diversas ve*es noostrou o cofre c o
estado em que acbava-se o dmbeiro ao inspectores outras pessoas, como ainda affirmon que, no dia
4 ou 6 de Setemoro, elle fra sne sala, ende demorou-sc por algum tompo, vendo carimbar netas, e
dopiis at entrn rs casa-forte, mandando o thesoureiro por acno, que um des doua fiis o acompa-
nbasse, nio porque desconfiasse do inspector, mas para que fosse com elle pessoa que podesse dar
qualquer explicago.
O inspector contestn que tivesse pedido ou rtcommendado ao thesoureiro que fizesse o pa-
gamento devidn a Loup, e bem assim que vivesse na melher convivencia com o mesmo thesoureiro,
ao passo que este affirmon nao s que aquelle lhe manifestara o desejo de que fosse feito o mesmo pa-
gamento, e at lhe determiaara que o fizesse, emo vivia com elle na meihor harmona, motivo por'
que ussegurara que o inspector nao poda ignorar que o seu filho Arthur de Barros o substitaia nos
eos impedimentos.
E' notavel a declarago do thesoureiro, quando, interrogado sobre a fortuna de sea filho, e a
heranga que deixou-lhe sua tna adoptiva, Feliciana Mara Olympia, refere que os bens que elie her-
don tinham sido peucos, porm possuia urna boa fortuna em dinheiro, nao podendo precisara quanto
attingia, pois que essa fortuna tem elle augmentado em transaegss a que dedica se, alm de que
Um sido encarregado de negocios forenses, administrativos e commerciaes de muitos de seus paren'es
e amigos. Tendo sido exonerada do lugar de secretario da policia, nao lhe fizera isto difFerenga, por-
quanto havia sido nomeado para esse emprego com o fim.de esperar, e como urna transigi para o car-
go de presidente de provincia, que lbe pretenda destinar o seu amigo Dr. Jos Marianno, e que este
ser-lhe hia dado na primeira npportuuidade, se nio se houvesse mudado a situsgio poltica Nao
exercia o cargo publico por deficiencia de recursos, tanto assim que depois de sua exonerugo tem con-
tinuado a viver da mesma forma que antes vivia, tendo at feito despezas aventadas cotn pesssas de
sua familia, que tem sahido da provincia, por motivo de molestia. Nio podia precisar a fortuna de
seu filho, porque, nio partindo d'elle, nio julgava-se com direito para isso indagar e fisealisar.
Causa o maior repare o modo pelo qual, tres mezes antes do similado roubo, fra Francisco
Carneiro da Cunha admitttdo ao lugar de fiel em substituigio de um outro seu irmio, que at entio
exercicia o ref rido cargo, e mais inda que ficasse ell- feebado na sala reservada do thesouteiro na
tarde do dia 6, depois da retirada deste da reparticio, para ler o romance de Julio VerneDa Ter-
ra La o que deu lugar ao Dr. procurador fiscal dizer no parecer constante dos papis juntos, que
pode-se realmente dduzir d'< ase procedimento ser Francisco Carneiro da Cunha o principa1 auxi-
liar do thesoureiro no grande at.enfado e quo alli conservou-se s n'aquelle da para preparar o ulti-
mo quadro da seena que devia ser descortinada quando se abrase a reparticao na manb do prinriro
dia o:il



\

$
V


TTi
Diario de Pernambuco---Sexta-fcira 3 de Dezembro de 1886



Aaffiroiativa da thesoureiro de ter admittido csae fia) para corresponder ao desojo manifes-
tado por outro seu irmo, porque toado Francisco Carneiro da tinha liquidado com prejuizo uro so-
aiedade conimercial que teve con outro irmo, de facto aehava ee dse npregado, foi em parte corites-
jado psr iffirinou nao ter tido prejuizo algum ai liquidaco da referida sociedade.
E na verdade assim parece, como tambem dissee o Or. procurador fiscal em dito seu pare-
cer, poia que eaae irmo e ex-socio foi quem pagou diversas lettraa da responaabilidade do fiador da
tbesburciro, de quem passou a aer commiaaario ou correspondente e aos quaoCefero-Be em dito pa-
recer.
Admira aiuda que o novo fiel largasse urna prrfisso segura, na qual nao teve prejuizos,
aara oceupar um lugar de 1:600* 0 de veaeimentoe, quando eea irmio o o antecessor, dispondo de
pouooB recursos e depois de abandonar, a profiaaio da a^cultor.-vossswa para-cHa em urna quadra
aoe to pequeas vantajpaawefferecc a a gr i cu-Hura.
Por aeu turno, Victoria FiaJbo, indotado patouproas* thareiro para o substituir era a
pedimentos, de ccaforaoiaorle com aaleia e onda diopaicoee dosw^Blamaotoa da faceada em vigoaj
aontentia que o ba-hrel-Aa*faur de Barros, filao do tbeaaureiraa oaaawvaaa em sea poder as cbaas
da cas forte e a aJarissa^recobeaae dinheiro, fizesse pagamento, ceoaorisse a can e dssempenhawoo
Jodas as raais funcedes aottasoafeiro, como asiona j Jiisenao, e consta de seua autos de pergunla
de fia- 131 e fls. 152 e, reaainde ae setenta- ao papel de mero lattrotnento d*-uma pessoa> estraaba^-
Theaouraria, v-rdairo intruso, ecivUiter el eraninaUUr respons-T*r-l por ludes o* desfalques qaa.se
dcMcm nos inpediawntos repetidos e freqacntea do thesoureiro, liraitundo-se unieaaienta-n'eseea im-
pedimentos asaignatara di s documentes, o qu parccejjncriv.l se tenha passado amiudadamente no
jeo da prim ira repartirn fiscal da Fazenda Nacional n'esta capital.
Ti'do iniiea que bouve um plano combinado entre os trea denunciados para esse criminoso
extravio do dinheiros pblicos, alm do bacharel Arthur de Barroa Faleo de Lacerda e de-ootras
aessoas que, poaaam ter nelle tomado parte, o que ainda um mysterio, como consid ra o proprio
Mspector, e que somehte o futuro completamente poder desvendar.
Nio houvc o crime-oVroubo, porque eos vista de todas ar-visteriao, diligencia* o a/otos- de
perguntas f. its aoa empregados da Thescuraria nao pode-ae admittir a byputhese de que o desap
Bore.'iinento de cerca de 800:000*000 fosae o resultado d'eeae crim', nao tendo penetrado no edifi-
cio da Thesouraria pessoa olguma a ella etranh3, durante o periodo que o edificio- esteva fchalo,
que era imposaivel dar-ao o crime de roubo, conduzinlo-se to avultada quantia de dinheiro, aem
ajae a guarda visae cousa alguma.
O inapector tamb.m considera o edificio da Theaouraria bastante seguro, segundo consta
alo-seu auto de perguntas fla. 168-., e nao podendo explicar o facto, considerou o immediatamente
aouvo um deslalqua e quer o tbesourciro, quer oe seua fiea, nao afBrmam que n'aqaelle edificio ti-
?eeae-enttado peaaoa alguma, no correr do periodo indicado.
O 1. promotor publico, poia, firmado em todos os indicios referidas que formam um con-
junto de provaa circumstanciaes bastante pira convencer a qualquer de qu o thesoureiroda mesrai
sopartico, bacharel Eduardo de Barros Faleo de Lacerda, e os scus fieia Franeiaco de S. C'arneiro
da Cucha e Vctor no Ti ajano da Costa Fialho, sao os principies r.sponsaveis ou co-autores pelo
-aoneiouado desfalque, os denuncia de conformidade cem o art G do desreto n. 657 de 5 de Dezem-
bro de 1849, todcs tres na qualidade de empregados pblicos, pelo crime de pnculato, previsto no
t, 170 do Cdigo Criminal, o nease aentido requer que ae Ihea forme culpa, procedendo-se para
eaae fim todas as deligeneias legaes.
O ministerio publico protesta pela inquirico de outras testemunhas, aim das abaixo
aieaeionadas se no correr do proceaso for precia provar-ee outros criaros, que accresesm do de que
2tala-oe ou pai a cemprehender outros dehaquentes sujeitos competencia especial de quo tambem
Eequer mais que junte-so aos autos, as duas copias autheatieas das portaras da presiden-
cia da provincia, urna datada de 16 e outra.de 23 do mez passado, que acompanhim a pres-nte de-
janeia, e cm virtude das quaes, verificou-se ter sido nomeada ama commisso de syndicsoeia para
soceder-se na Thesourana de Fazenda a exante e averiguaco'a relativamente ao gravo attentado
deacoberto o 9 do meamo mez, noa cofres d'aquella Thesouraria do qual foi victima a fazenda nacio-
nal e opportunamente depreque ge k presidencia copia do trabalho da mesraa commisso, afim de ju-
lamentar-se a eatea autos.
O L promotor publico requer ainda, que reqniaite-se A Thesourana ae azenda, pelo in-
termedio da p*isidencia, copias daa acas dos balaneo dados n'aquella repartico, Je que falln o
inspector em seu offisio junto, eob n. 645, datado de 10 do mez passado, s siode fiiidar-se o primeiro semestre do exercicio de 1885 1886 c os deinais em Marco, Maio e
Jalbo do rorredle anuo. ... ,. .
Eequer finalmente, que sejam extrahidas duas copias authenticas dos autos do inquerito,
o .ffici-8 e papeia da Thoaouraria ie Fazenda enviadoa pelo intermedio da preaidencia, para serem
Jenunciadus o inspector da meama Theaouraria, administrativamente auspenso do aeu cargo, e bem
' i o bacharel Arthur de 3arroa Faleo de Lacerda, filho do theaoureiro, com" de direito fcr. Nes-
pee a V. Exc. d-ierimento. E. R. Merc.
Teataanunhas : Chriatovo Santiago do Oliveira, Luiz Emygdio Pinbeiro da Cmara, (ic-
isao Forjas de Lacerda Jnior, Francisco Canuto Emerenciano, Heliod'ro Cerino de Oliveira Co-
.-ajrem, Jcvino da Silva Sintiago, Alexsndrino Alves de Mendonca e Jos de Ofiveira.e Silva.
Recife, 25 de Outubro de 1886.
O Xf promotor publieo- ALFANDEG.V
Acha-se no exercicio das fancsBet de inapector da Alfandega ochefe de
seocto Jos Gonjalves ds Medeiros, a quero designei por portara de 5 Junfao altiroo,
*a conformidade do art. 76 1. da consolidayao di8 leis das alfandegas e da proposta
a-Theaouraria. do Fazenda, para sahatituir o effectivo iospector, bacharel Joao Cru-
Vello Cavalcante, qua entao entrara no g->za de licensa.
A 15 e 17 do citada mez resolv, vista do expasto em officio da Thesou
,-aria de Faaenda, exonerar Antonio Fernandes de Albaqaerqne e Cornelio Rabelo
ftidilha dos cargo de fiis de armezem e Momear, para substituil-os, Maooel Jos da
Costa e Manoel Estanislao da Costa Jnior, nos termos da proposta, que me fui
apxesentada. .
Exonerei a 5 do corrente Flavio Ferreira Clao do cargo de porteiro da
eeme-Alfandega e nomeei no dia seguinte para substituil-o, ao cidadao Francisco
Jas Gucdes de Laeera, proposto de acord com o 3. do art. 39 da mencionada
'SOawolidacSo.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GERAES
Continua na adrainistracao da ReccbeJoria de Rendai Internas Gcraes o
jacharel Alexandre de Sonza Pereira do Carmo.
Sob propostas annexas s infornras5es da Tbesoararia da Fazenda de 2 de
JbhIh i 6 do corrente, ns. 372 e 787, nomeei em taes datas, Manoel Goncalvcs Fer
ceira e Silva Jnior e Seeafim Vctor de Miranda para exercerem os lugares vagos de.
bradores- da itesma Recebedoria.
FAZENDA PROVINCIAL
Dificultosa tem Sido a sitnacSo financeira da provincia, desd-? que, para a
Baaidaclo dos: exercicios, se ha laucado mito decperagSe de crdito emittindo-se a po-
iciaea- para pagamento n'essa especie dos vencimentos dos frincoionarios provinciaes a.
sita de mais dividas.
No corrente exercicio de 18361867, em que se acha prorogadrr o orca-
Mtnto de exercicio de 1885 -188G, nos termos da portara de 4 de Agosto, paree
.ase, si as rendas da provinoia nao derera para occorrer s suaa dcBpezas, nao ser
rade o de^ci, nao obstante j achar-se em atrazo de dous raezes o pagamento dos
?eaeimento dos funecionarios pblicos e o de oulros dbitos ; mas de crer que o
jsaposto de gyro, que agora cobra-se regularmente, produza elevacao de renda, alm.
e qae algumae verba do orcamento prorogado nao terao de ser satisfeitas,, porque j
foram no exercicio passado.
Pelas in8truc,5e8, que exped a 14 de Maio do corrente anno de accordo con
Ici n. 1,867 de 13 do mesmo mez e o aviso do Ministerio da Fazenda de 2 de Abril
altirno, sao arrecadados actualmente pela Alfaadega os impostes de gyro coramercisl
e de exportacao e bem assiro, por connexao, os^de com rei por saecos de assucar e de
3t a ris por couro procedente de outras provincias decretados na lei n. 1,860. \
Por portara de 15 de Junto prximo pretrito approvei a tabella referente k
OTeentagem a pagar aos empregado da AUandega pela arrooadacao de taes impostos,1,
xjando assim alterado o art. 13 daa citadas nstruccoes. --------^
Por portara de 7 de Outubro prximo passado reduzi, vista das nformac^s
Ja. Theaouro Provincial e da Thesouraria de Fazenda, a 2:0005000, a fiansa estabe-
fccidano art. 15 d'aquellas instruccSes para garanta das rendas provinciaes, arreja-
cada pelo Theaoureiro da dita Altandega-
liverem pago imposto, contraria ou ataca a competencia da autoridale administrativa,
tornando imposaivel o nico caso em que a ella compete processar o jul^ar o con-
trabando j
Resolve, de accordo com o art. 25 do regularaento n. 124, de 5 de Feve-
rciro de 1842, ordenar que cesso tjdo o ulterior procedimAnto o sejam citados os
interessados para, dentro do prazo de 5 das, contados da intimacto, deduzircm o seu
direito. Ignacio Joaquim de Souza Ledo.
a i* se:cao.Palacio da Presidencia do Pernambufio, em 26 de Maio
do 1886.
< O' vce presidente da provincia, considerando que nao procedem as allega*
jg^es apresentada* por Monhard Huber & C, relativamente ao mandado do. manuten gao
pe obtislililHi Dr. juia dos feitos da faz'oda, para impjdir que foaaero approlien-
>xidas aatinwcaioias por elles retiradas da Alfandwga, sem que fosse sctfsfdto o imr
post de:ggrro-commarcial decretado nela le n. L,860, de 11 de Asjpato do aras
pfoxiisssvpassaao^, art. 2. 12; por qmmto se Vcnato, como elle* roaaalieoBm-, qu:
verificava se o contrabando quando nao era pago o imposto de consumo, ex vi do art. 98
do regularaento do Consulado, de 4 de Julho de 1879, tambem certo, que, substituido
este imposto pelo do gyro commcrcial, no art. 5. das instroucSes de 26 de Abril do
corrente anno, expedidas de accordo com a cita lei n. 1,860, se estabeleaeu quo as
mercadoriis que sahissem dos pontos e que estivessem sem o devido desembarazo o
antes dfe satisfito o imposto pwmueialj so conotituiam as- condijfTs de contrabando;
considerando que o crime do contrabando dase todas as vezes quo deixam se de pagar
os direitos do ioiporta^ao ou exportacao, qur sejam devidos ao Estado, quer pro-
vincia; considerando finalmente que a autoridade judiciaria nao tem competencia para
conhecer si a autoridade administrativa, nos regulamentos ou instru"c3es expedidas
para arrccadagRo de impostos, proceden bem ou mal, determinando a apprehensao de
mercadorias pela falta de pagamento dos direitos a quo ellas estavam suj'itas, para
conceder ou negar mandados que imposaibilitem a exccuclo dos roesmos regulamentss
e instruejoes; resolve, de conformidade com o art. 26 do regularaento n. 124 de 5 de
Fevereiro de 184*, julgar iacorapetento e Dr. juiz de direito dos feitos da fazenda
para conceder o mandado de rcanutenc^o, que expedio em favor dos referidos nego-
ciantes Monhard Huber & C, por tratarse de arrecada^ao de impostos, materia da
exclusiva competencia da autoridade administrativa. Remeta so copia d'esta portara
e da de 7 do oorrenti mez, das disposir;? ps provinciaes n'clias citadas, cora todos os
papis a que ellas se referem, Secretaria de Estado doa Negocios da Justia.
Ignacio Joaquim de Souza Ledo.
Aoha se ainda pendente de deyisao do Goveino o citado conflieto-
THESOURO PROVINCIAL
No cargo de inspector do Thesouro Provincial contina o digno e zeloso ba-
charel Antonio Witruvio Pinto Bandeira e Accioli do Vaseonccllos.
A 1 de Maio conoedi 30 das-de Hcenca, sem vencimento, na forma do pedido
ao procurador dos feitos da fazenda provincial, bacharel Miguel Jos de Almeida Per
nambuco, que em data de 27 do mesmo mez reassumio o exercicio do seu cargo.
Em 28 de Maio citado conced 2 mezes de liccn! com vencimentos ao carteiro
Francisco Cordeiro-Faleo Brasil.
Em 4 de Junho conced ao contador bacharel Antonio Mara de Faria Neves
a graticac5o da 3.* pirte dos respectivos vencimentos, na conformidade do art. 5. da
lei n. GS'i, restablecido pelo art. l. da de n. 1,522, visto contar mais de 30 annos
do exercicio.
Era 28 do Junho, 25 de Agosto, l de S:tembro o 30 de Outubro proroguei
por noventa das, ali.enca, em cujo gozo achava-se o 3. tscripturari', bacharel Antonio
Adolpho Coelho de Arruda e por 4 mezes a qua obtivera o carteiro Francisco Cordeiro
Fak-ao Brazil.
Proroguei ainda por 3 mezes em 6 deste mez, com melada do ordenado, nos
ter nos do art. 40 da le n. 1,860, em vigor pelo art. 3. da de n. 1810, a licenca
obtido pelo 3. escripturar a.ima indicado.
Con'ina.
PEBIAIBDCO
CONFLICTO DE ATTRIBUICES
Tondo o inspector do Thesouro Provincial roe representado contra um man
liado do manutenso, expedido pelo desembargador juiz dos feitcs da fazenda, para
impedir a apprehensao, por contrabando, de mereadorias retirada da Altandega por
Monhard Huber C. sem o pagamento do imposto provincial decretdo no 12 art.
2. da lei n. 1,860 de 11 de Agosto de 1885, resolv, depois de exigir as necessariaa
rfbrmacoes a respeito, expedir em 7 e 26 do Maio ltimos os actos abaixo transcriptos,
MBcitando conflictos de attribu'cSea entre esta presidencia e aquello juizo.
.3.'
e 1886.
secrjao. Palacio da Presidenia do Pernambuco, em 7 de
Maio
c O Vioe-presdente da provincia em vista do officio n. 607, que, no 1. do
orrente mez, lhe dirigi o inspector do Thesouro Provincial, referindo que nesse
sesmo dia, Monhard Huber C. retiraram da Alfandega algumas caixas com fazenda
Tocelberam aos seus armazens, sem que fosse pago o imposto provincial, como exigi
empregado do Consulado, que nao as pO le apprehander, na forma do art. 5." daa
iistruccoes de 26 de Abril ultimo, porque o Dr. juiz dos feitos da fazenda bavia expe-
ndo um mandado de manutencao, para o fim de impedir a apprehencao por contra-
tando ; tendo mandado informar sobre o mesmo offi.io o referido juiz, de quem exigi
a r. zoos pelas quaes ae julgou competente para expedir a referido mandado e
attendendo: .
< I. que o impooto, cujo pagamento foi exigido, est decretado pela le
rovincial n. 1,860, de 11 de Agosto do anno prximo passado, art. 2.# 12, a qual
ao art. 5." autorisou o presidente da provincia a expedir as precisas inatrucSoes para
arrecadacao da receita proveniente do metmo imposto determinando a nwlbor forma da
arreeadacao, e comminando as penas que, para taes casos, sao apphcaveis.
2. que, portanto, regularmente e de accordo com a le, no art. 5. das ins
*trcc5es de 26 de Abril, se declarou que as mercadorias que sahissem, sem o devida
ieserobaraco e antea de satisfeito o imposto provincial, dos pontos em que estivessem,
constituiam se as condi5es de contrabando o podiam ser apprebcndidaa por quaeaquer
mpregados do Consulado onda Alfandega.
a 3. que o aviso expedido pelo Ministerio da Fazenda em de Abril, no
nal ae antorion a Theaouraria de Fazenda para maniar proceder pela Alfandega a
eobranca do imposto provincial do gyro mercantil, nao pode aer invocado para provar
auo nao se deva considerar contrabando a mercadoria que nao tiver pago o meamo
' a 4. que os arta, 459 a 503 e 643 e aeguintea da cotraolidasSo daa lea daa
alfandegas referem-se exclusivamente ao contrabando pelo n5o pagamento do imposto
oral o quo nao excloa o contrabando pelo nio pagamento do imposto provincial;
5. qu a inatruesao e o julgamento do procesa, no cae de flagrante
delicto de ooatrabando, compete excluaivamente autoridade administrativa, qoer
ek lei ral, quer pela provincial,-art. 742 do regnlamonto n. 2,647 de 19 de
Setombro do 1860, aviso n. 131 de 20 de Setembre d 1865.-art. 9 e seguinteo
do re zlame ato de 4 de Julho de 1879, e conaoguintemente nenhuma apphcasSo tom
a caso o tliapoato na lei de 29 de Novembro d 1841 e avioo de 12 de Janeiro
de 1842; _
c 6.* qne a manutengao, impedindo a apprehenalo daa mercadorias qae na i
AOTA DA SBS8O EXTEAORD1NARI DA
AS8EMBLAGESAL DA.COMPANHIA DE
TRILHOS URBANOS DO RECIPE OLIN'-
DA E BEBER1BE, EM 19 DE NOVEMBRO
DE 1886.
PRESIDBHCH DO EIM SE. DH. PRXEDES GOMES DE SOU-
ZA P1TENOA
Ao rucio da, presentes 2G Srs. aecionistas, in-
clusive 6 por procuraelo, representando 908 ac-
voes, o Sr. presidente declarou aberta a sesso.
Foi lida e approvada sem debate a acta da ses-
so de 12 do corrate.
Era seguida foi- tambem lido um officio da com-
missao nometda para fornular os estatuto?, data-
do de 24 de Scteinbro ultimo, apresentarido o pro-
jecto dos Tferidos'estatrrtos, contendo 34 artigo?.
O Sr. presidente submettendo-o discusso,
consultan a asseasbloa sobre o modo mais conve-
niente de ser discutido, se englobadameote ou ar-
arti lo ultimo alvitre.
O .Sr. Aurelio Coimbra, pela ordena, propon que
fosae o projacto reinettido directora; que nao lo-
ra ou vida, afim da dar o seu parecer. O Sr. Dr.
Pereira Simos, tambem pela ordeni, declarou que,
estando trabalho, que ia discutir-so, impresao,
tendo sido distribuido ha dias aos Srs. accionis-
tas, a directora acha se habilitada a dUcutil-o.
A' vista da scmelbante declaraeao retiro o- Sr.
Aurelio Coimbra a sua proposta, que f6ra verbal.
Foram approvados todos os artigos menos o 7*,
que toi aubstituido pela emenda a. 2 e o 26 pela
n. 11. As emendas presentad* foram 16, saado
rejeitadaa as de ns. 1,6 e 7, approvadas as- de ns.
2, 3, 4, 6, 8, 9, 10, 11, 12,14, 15,16 e ficando pre-
judicada a do n. 18.
Oraram os Srs.: Reg Valenca e Aurelio Coim-
bra sobro o art. 3; Crrela de Vasconcellos e Dr.
Pereira Simoea sobre o 7a; Almeida Cunha e Dr.
Ermiris Ciutinbo sobre o 14; Dr. Pereira Si-
moes, Botges, duas'eses, e Drs. Pereira Sisaea
e Erasirio Coutiuba sabr o 17 ; Almeida Cuoba
eSilva Carvalho sobre o 18; Goncalvea Netto,
Silva Carvpiho e Ferreira Boiges sobre o 21 ;
Fe reir Borges o Dr. Ermirio Coutinho sobre o
24; Silva Carvalho sobre o*; Almeida Cu-
aba sobro o 27; Dr. Pereira Sm5et> e Ferreira
Borges, duas vezes cadaum, e Silva Carvalho so-
bre o 28; Dr. Pereira Simors sobre o 31 ; nao
se travando discusso qoanto aos ontros artigos.
Eis a integra das emendas apreseutadas.
N. 1.Ao art. 3 g 2.Em ves de intervallo
de 60 dia, diga-se : nanea Inferior a 30 dias.
Valenca.
N. 2.Era vea do art 7, eonserve-so o ax*. 9
dos estatutos actuaes. Antonio Pereira Simoea.
Manoel Jos Carneiro Por procuradlo de, ,
Laurentino Jos de Miranda, Antonia Corris de d*g,r Estatutos approvads e designou o da 27
Vaaeoncellos. ao corrate para a leitura e spprovacao deaae tra-
N. 3.Ao art. 14 3 Em lagar do lanoar, *>*]*<> ....,.
diga-se : faser e mandar lancar, e em ve de den-' Sr. Aurelio Coimbra lembrou a conveniencia
to, leia-se : no fim de 15 diaa.Almaida Cnnha. de e"n nota8> Betem PobUeados os artigos da le e
N. 4.-Excloa se do art. 17 a obrigacao de ser do decreto sobre as sociedades anonymaa, citados
sempre reeleito um dos directores, eliminndose nos referidos Estatutos.
a ultima linha do artigo. Aotonio Pereira 8i- E "*<> mais havendo a tratar o Sr. presidente
moes.-Manoel Jos Carneiro. Por procuroslo levanto a sea sao s 3 horas da tarde,
de Laurentino Jos de Miranda, Antonio Crxeia a Eu, Jos Antomo de Almeida Cunha, secretsrio,
da Vaaconeelloe *** aasembla geral, fiz a preaente acta que, segun-
N. 5.-Ao ar 18. Na parto que di 9:600* ^^to no art- 79 2 n. 2 do decreto n.
diga -ae : 7:8O0#, dividido pela forma seguinte : 8,821 da 30 da Dezembro de 1882 vai ter publica-
ao presidente gerente 6:000,1; ao director theou- do pela impransa.
reiro 1:200* : ao director secretario 6'0#.Joa- ^^creta,n" da a!8eS,bl^ *e! *? ^^Pfn_h'lde
q im da Silva Carvalh*. Trilho Urbanoa do Recife a Olinda Bebebenbe,
N. 6. Ao art. 21. Depois de ter aogmente-se 2 ** Novembro do 1886.
a palavra Umbem.J. A. do Almeida Cunba. Jo Antonio de Almeida Cunha.
N. 7. Ao art. 21. Subemenda de n. 6. De-
pois de tambem, diga-sc : metade do ordenado.
Joa3 Goncalves Torrea.
N. 8. Ao art. 22, 2." Depois da palavra efife-
ctuar, diga se: de accordo coa. os outros directores.
0 maia como se acha.F. Ferreira Borges, Sebas-
tiano Lipes Quimares, J. A. de Almeida Cunha.
N. 9. Propomos a subatituico do 2. do art.
24 pelo seguinte : 2 Reeolhi r ao Banco, fecun-
do resoluedo da directora, os dinheiros disponiveis
ou lucros lquidos, nao podendo conservar um seu
poder quantia de tai natureaa snperior a 5:(O0/.
Antonio Pereira Simoes, Manoel Jos Carneiro,
por proiurac de L mrentino Jos de Miranda,
Autouio Correia de Vasconcellos.
, N. 10. Ao art. 25. Na 2.* parte, depois da
palavra requisicSo, accrescente-ae : dos outroa di-
rectores ou commisso fiscal. O mais como se acha
F. Ferreira Borges, Sebastiao Lopes Guimares,
J. A. de Almeida Cunha.
N. 11. Substitutivo ao art. 26. A commisso
fiscal ser composta de ties membros, sendo que
nm, pelo menos, seja proissioaal em escripturaco
mercantil, accionista ou nao. O mais como est.
Joaquim da Silva Carvalho.
M. 12. Ao art. 27. Cada membro da commis-
so fiscal ter direito a receber, lindo o seu man-
datos qnantia de 100*000. J. A. de Almeida Cu-
nha.
N. 13. A o art. 27. A commisso fiscal ser re-
tribuida a jniso da ass?mblea geral, anuualmente.
A sua retribuico ser no mnimo 100* e no m-
ximo 300* a cida um.Joaquim da Silva Car-
valho.
N. 14. No art. 28, depois do 1." periodo aceres-
cante se o sejuinte eliminaudo o periodo explica-
tivo, que ao mesmo primeiro periodo se segu :
O fundo de reserva, porem, s comecar a ser
constituido quando a companhia tiver pago a sua
divida e concluidas as suas obras. Sendo quo at
1 i a porcentagem de 10" o o o saldo dos lucros l-
quidos taes applictcojs doverio ter.An'onio Pe-
reira Simoea, Manoel Jos Carneiro, por procura-
cao de Laurentino Jos de Miranda, Antonio Cor-
reia de Vascjncellos.
N- 15. Ao art. 29. Os dividendos sero pagos
semestralmcnte, saudo um na primeira quinzena de
Janeiro e outro na primeira quinzena de Julho.
Dr. Ermirio Coutinho.
N. 16. Ao art. 32. Em vez de 100:000*000,
diga-se 500:000*900.Antonio Correio de Vas-
concellos.
O Sr. Ferreira Borges pedio e a Aasembla ap-
provou que fosse autorisada a directora a pagar a
impreasao, que a commisso mandara faser, de di-
versos exemplares do projecto da reforma dos Es-
tatutos.
O Sr. presidente designou o secretario pa. a re-
KtviSTA DIARIA
Elelcfto municipalNo dia 25 de No- dre Ibiapina, emais um pacotede retalhos gran-
vembro procedeu se em Bom-Oenselhos eleico des de chita, quo com igual destino nos man-
para vereadores e jnises de paz
O resultado foi este :
Juizes de Pas
Candido Carlos da CosU Vi le la (C)
Antonio Pinto de Miranda (C)
Jos Alexandre de Soasa Cutamba (C)
Antonio Ferreira Dot'a (C)
Snpplentes
Antonia Jos Reneville Canuto (C)
Jos Ferreira Franca (C)
Flix de Barros Rolim (C)
Manoel Laurindo de Rosario (C)
Vereadores
Trido Pinto Crespo (C)
Lourenco de Carvalho Araujo Ipyranga (LJ 20
Augusto aartiniano Lopes Vilella (C) 19
Francisco de Albuquerque Hollanda Cavalcante
Q 19
Vo a 2* escrutinio
Joo Tenorio Luna (L) n
Joao Ferreira de Barros (C) 15
Jos Goncalves da Costa (C) 16
Custodia- Eljeu de Barrea Piaag (C) 5
Josa Emiliano Cavalcante de Albuquerque (C) 5
Causa esMasaattsa ala Paxlre aatltt-
plaaAos Srs. Braga Gomes C, remettemos
hontem a quantia de 58*, que recebemos de di-
versas pessoas para as casas de caridade do Pa-
daiam.
Exames primar! Sob a presidencia
; do delegado litterario do districto Dr. Pedro Af-
5 fonso, efl*ctuaram-se no dia 27 de Novembro ulti-
54 mo, os exames das alumnas da escola publica do
54 Campo Verde, regida pela professora publica Anua
53 Ignes da Silva Ramos.
Serviram u examinadores o professor Ricardo
da Fonseca Medeiros e a professora da cadeira.
Foi este o resaltado :
lgro
Isabel Mara de Figueiredo e SilvaMuito
adianiada.
Henriqueta Philomena de Medeiros.dem.
Joanna Mara da Conceico.dem.
Amsbelia Leal Ferreira.dem.
Laura Elisa da Fonseca.dem.
Sob a presidencia do delegado litterario do
distritos, Dr. Celso Tertuliano, effactuaram-se no
dia 1 do crtente moa oa exames das alumnas da.
4* escola publica da Boa-Vista, regida peta pro-
fesaos Cosma Joaquina de Liosa Nunes.
Sei viram de examinadores o protesoor publico
do Eossn.o districto, Flix de Valoia Correia, o a
professora da cadeira.
Exhibidas as pravas escripias o osos, do con-
formidade com as prescripcoes do regiment inter-
no, den o seguinte resultado;
1 grao
Z'ilmirs Lambert Pereira.Adiantada.
Leonor Rodrigues de Souza.dem.
Eugenia (Je Souza.dem.
Eulalia de Souza.Idom.
Julia Mondim de Albuquerque.dem.
Mara Lupierna Cordeiro.dem.
Carolina doa Arijos Simes. dem.
No dia Io, sobre a presilcncia de delegado
litterario do 1 districto da Graca, Dr. Jos Fran-
cisco Ribeiro Machado, efF-ctuaram-so os exames
dos alumnos da escola publica da Estancia, re-
gida pelo professor Antonio Juvino da Fonsecs.
Serviram de examinadores o professor Jos
Joaquim Borg Em vista das provaa escripias e oraos produzidas
pelas eliminando e de conformibade com o novo
regiment deu o seguate esaltado :
1 grao
Jos de Bittenourt Andrade, muito adian-
tado.
Eduardo Rsymundo de Lima, adiantado.
2 grao
Jos Rodrigues Limt, muito adiantado.
Jos Cassiano da SiIvp, dem.
Eugenio Moreira Das, adiantado.
Olympij Satyro da Ro3a Borges, dem.
No dia 1 do corrente. sob a presidencia do
delegado litterario Dr. Jos Osorio do Cerqueira,
presturam exames os alumnos de ambos os sexos
das escolas publicas do povoado dos Remedios
dando o aeguinte resultado :
-Seaso/emimVto
1 grao
Mara Augusta Peixoto, muito adiantada.
Lylia Augusta Ferreira, dem.
Elvira P .va Ferreira Campos, adiantada.
Isab'-l Monteiro da Costa, dem.
Mara Paula Soares, idem.
Brmvinda Uchi, idem.
Mara Ignacia da Silva, pouio*adiantida.
Emilia Damaceno, dem.
2 grao
Maria Augusta Pein.to, adiantada.
Lylia Augusta Ferreira, idem.
Mura Pau'a Soares, idem.
Elvira Pai, Ferreira Campos, p:uco adiantada.
Isabel Monteiro da Costa, idem.
Bimvmda Uchi, idem.
Serviudo de examinadores os professores, a Ja
cadeira D. Maria Auta de Jess Campello e Cae-
tano Francisco Dures.
Sexo masculino
1 grao
Joo Hypolito Gomes Jardiin, adiantado.
Jos Elpido Ferreira, idem.
Manat Peixoto, idem.
Pedro Alexaudrino de Salles Menczes, idem.
2 grao
'iaiiocl Fraucelino dos Santos, adiantado.
Servmdo de eraminadores os professores, o dw
cadeira Caetano Francireo Oures e Cristovo
de Burros Gromes Porto.
Bxnortaru de Pernnmhnco Na
prximo finio mez de Novembro foram exportados
pela A'fandega os seguiutes gneros^:
AlgodaoExterior 1:467:662 kil.
Interior 308:08')
Total ' 1:775:742 O
AssucarEt tenor 14:927:703 ki!.
, Interior 8:548:675 O
Total 23:476:378
AgurdenleExterior 5:002 litros
Interior 345:112
Total 350:414
Alcool Interior 10:050 litros
MelExterior - 2:650 M
Couro Exterior 71:150 kii.
AbacaxitExterior 390
InKr'or. 200 '
Total 590
BorrachaExterior 2:827 kil.
CafExteiior 90 D
Carocos de alqodao Exterior 110:203
Garrapato ulterior 25:500 *
Carvao animalInterior 3:715
Cera de carnaubaInterior 1:200
CigarrosExteri or CocosExterior 40:000
5:000
Iuterior 23:500
Total 28:500
CollaInterior 420 kil.
CourinhosExterior 41:340
DocesExterior 60 kil.
Interior 495 W
Total 555
Espanadores Interior 1 lilii
Parinha de mandiozaInterior 1:716 i uceas
InsectosExterior 1 . ana
ilfadeirasExterior 140 prsn-
choes e 981 as tas
Interior 2 taboas
MedicamentosExterior 88 voluincs
Interior 617
Total
705
Milho -Interior 384 saceos
Ouro velltoExterior 8 kil.
i oloilho -Exterior 500
RapInterior 2"0,5
SalInterior 2:000 litros
SeboInterior 1:810 kiL
SolaInterior 630 meios
VoitouraInterior 40 duzas
Calculado pelos precos medios do mez,
valor dessa exportacao o seguinte :
AlgodSo
Assucar
Agurdente
Alcool
Mel
Couros
Abacaxis
Borracha
Caf
Carocos de algodao
Garrapato
Carvao animal
Cera de carnauba
Cigarros
Conos
Colla
Courinhos
Doces
Espanadores
Farinha de mandioca
Iudo
Madeiras
Medicamentos
Milho
Ouro velho
Polvilho
Rap
Sai
Sebo
A
Vastouras
716:215*910
2.882:899*095
44:165*000
2:625*000
247*500
28:329*100
236*000
1:413*500
45*000
11:020*300
2:550*000
1:114*503
480*000
200*000
1:710*000
168*000
33:072*000
1:110*000
50*000
4:633*200
20*000
16:551*000
9:575*000
1:450*890
, 6:692*640
1:500*000
541*000
200*000
664*270
2:520*000
200*000
Total
3.766:198*935
Fallecen As 3 horas da madrugada, de
hontem falleceu o alferes do 2 batalho do infan-
tera Joo Ayresda Silva Moura, o qual fdra ferido
com diversas facadas pela marafona Maria Fran-
cisca da Annuncisco na noite de 29 de Novem-
bro findo, ao becco da Viraco, canto do dos Peea-
dos Mortaes.
Conseibo LUterarioLomos mi Seis de
Outubro, orgo da assoeiacao dos funcionarios
provinciaes de Pernambuco de 30 do mes ultimo
a seguinte noticia:
Preecdendo annuncio pela imprensa, reuni so
ao dia 25 do cadente mes, sob a presideocia do
Sr. Dr. inspector geral da Instrucco Publica, a
commisso enearregada de tomar conhecimento
dos ofBcios enviados peles professores pblicos,
elegendo um collega que os represente no Conselbo
Litterario, durante o anno vadooro.
Procedida a respectiva apuraco, depois dos
trabalhes preleminares, verificou-se har.' sido
reeleito pela 4* vea, cora 78 votos, do cargo de
membro do Conaelho Litterario, qne tem exercido
com o mais inexeedivel zelo, intellgenciae dedica-
cao o nosso amigo professor Francisco Carlos da
Silva Fragoso, digno 2o vice-presidente da Asso-
eiacao dos Funecionarios Provinoiaes de Pernam-
buco.
Os relevantes servicos prestados por esoe noe-
so consocio i causa da instrucco em geral, o es-
pecialmente i classe dos professores, de que um
dos mais bellos ornamentos tm sido devidamento
aquilatados pelos s as collegas de magistei 10 que
por essa forma, em urna eleico in'eiramente des-
pida de caballa, como a que se verificou, do a mais
solemne prova do apreco e consideraco om que
tem-n'o.
Receba o Sr. Silva Fragoso os nosso para-
bena.
Paquete Inglez Hageilan Segundo
commnnicico telegrapbica, hontem recebida pelos
Srs. Wilson Sons & C, agentes dos paquetes in-
gleses da linha do Pacifico, ao paquete Magellan
foi imposta quirentena no Rio de Janeiro, e depois
della fita seguir directamente para a Europa.
Oiioh de Jofu> remandes Vieira
o parecer medico, apreseutado aoIntituto'Archeo-
logico e Geograpico, aob-e os ossoa exhumados em
17 de Junho do corrente anno e suppostos serem
da Jeao Fernandos Vieira :
No abaixo aasignados doutoi-es em medecina
pelas faculdad'-s medicas do Brazil, mdicos clni-
cos residentes no Recife, enearrgados pelo Ins-
tituto Archeologico c Geogr.'ipbico Pernambucano
de examinar os ossos exhumados em 17 de Junho
do 18j6 nacapella mor do convento do carmo de
Olinda c analysar as substancias calcreas conti-
das na sepultura, depois de acurado estado e va
rias pesquisas, somos levados a diversis con-idj-
ra^oes em resposti aos cinco seguiutes quiaitos
propostos, embora a resolucao de questes desta
natureza seja sempre difficil, e tanto mais quanto
os dados fornecidos no caso presente sao em nu-
mero pequ' no d'entre os que podem aer estudados
e estes mesmes bastante deteriorados pelo teuipn.
1. Qu-sito.Pertencem todos os ossos exhuma-
dos a uia a individuo ou eontin fragmentos beta
caractersticos de mais de um.
2. Quesito.Qunl o sexo do nd'viduo a .q e
ees perteuceui ?
3.o Qii"to.Q.ie idado podia ter aproximadi-
nente ote individuo ?
4." Quesito.Pode-e colhecer o temp dain-
huin ieao do cadavtr respectivo e saber se esta foi
ha um seeulo ou ha dous see/ilos ?
5." Quesito. -Decnvolta coma cal nchada na
sepultura d'onde foram extrahidos os ossos, existe
algum metal e qu:il a sua narureza?
Descripcao
Os dados que nos (brarn t mecidos, al.n da sub-
taucla calcrea, pregos grandes e pequen >s, taxas
de cobie e pequeos pedados de inadei>a qu si quo
carbonisado8, rcsiun -m se nos ossos encontrados na
Cutacnroba pela maior parte em fragmentos de ta-
manbo to diminuto que nao pod se determinar a
que parte do es-jueleto pertencem, sendo pequeo
o numero daqueilea que p de-se dizer de quo osso
facem parte, e muito menor ainda o dos que per-
mi ttem irm estudo mais ou menos completo.
us fr igxnentos de tmanho diminuto apenas
existe do ttcidoosseoa substancia etpanjoss, ten-
do desapp*recido a substan'-ia compacta, ficando
todos r duzidos pel pre sai digital a urna subs-
tancia pulverulenta, devido a ter o esqneleto per-
oanecidu por tempo muito longo debaixo da trra
u necio lenta, continua e prolongada do calrico
que descnvolvi-80 no lugHr.
Os fragmentos que. podtm ser determinados a
que o-so peite.icem, eom > a parte esquerda do osso
troutul, partes da diaphyse do humero, pedacos de
diveisas costelias o das phalanges, gerulininte em
todos os oss.'s submettidosa exame solada c cco-
jariitivimente, nao mostran dous p utos ou duas
p.trtes iguae;, notando-su entretanto partes syme-
triciS ; nen a esppesura deixa de ser a mesma, o
que exclue, a idea de haver ossos dts m.is de um
individuo.
Os ossos que p ruoittun um etudo mais ou me-
nos completo sao : a clavicula, o omoplata, os deus
femnics, o osso Iliaco, o maxilar infrior, os parie-
taes e i'guoias phalanges, sendo que todos elles
nao esto em estado de completa integridade.
Clavicula.A unea que encontramos a direi-
ta, medindo 15 centmetros de couiprimento ; uo-
ta-se nclla que a superficie de insercao do mscu-
lo ateruo-cleido-raastoito no terco interno darface
superior e a em que se iusere o msculo grande
peitorai i.cs dous tereis internos, e o msculo del-
toide no terco externo do bordo anterior, bfra como
a superficie de inscrco do msculo trapezio no
terco externo do bordo pe sterior, sao sensivelmente
rugosas.
As rugosidades que existem neste osso para
cima e para diante, destinadas as insertes mus-
culares, para baixo para nserco do ligamento
costo clavicular e para traz para o ligamento stvr-
no-cleido-hyoidano, sao bastante salientes.
OmoplataDas duas scapulas a dinita est
men s deteriorada e mede do ngulo superior ao
inferior 16 centm tros de comprimeuto e 9 de
largura tomada na parte media, iato ; do bordo
externo abaixo da cavidde gleaoide at ao ponto
correspondente do bordo interno,ou espiuhal. Sen-
do este osso de forma triangular, cuja base est no
bordo superior ou cervical largo e de tamanho
nao pequeo.
Nao aprsente a apopbyse coracoide, o acromio,
a espitiha doofflsp'.ala e do boi do superior sosen-
te encontca-se urna pequea parte, onde v-so o n-
gulo superior. As suas duas superficies rugosas de
forma triangular, urna na parte inferior da face
anterior, onde se insero o msculo grande dentado,
a outr i no bordo sxillar ou externo, desda o ponto
em que termina a cavida ie glenoide at o ngulo
inferior na qual se iasere a longa perco do mus-
cu'o trceps, sao bastante speras. A crista obliqua -
paca, baixo e para f.a, qne divide adepresso da
face posterior em duas partes e d insercao supe-
riormente ao msculo pequeo redondo c inferior-
mente- ao msculo grande redondo, visivelmente
saliente.
Fmures.Ambos bem expsssos e de igual es-
pessura ; o esquerdo bastante estragado, o direito
d lugar a urna investgaco mais satisfactoria,
tem 10 centmetros de circunferencia, o canal me-
dular bastante largo, mede 30 centmetros de com-
primeuto, sem fallar as extremidades superior e
inferior, que n"o existem.
Nao apresenta mais supcriormeite a cabeca do
fmur, o eolio anatmico, o grande e pequeo tro-
chanter, nem o eolio cirurgico, que ae nao faitease
esclarecera mnito nossas investigacoes, depois das
grandes discussoes ha vidas e estudos feitos por
Chassaigne, Rodet, Malgaigne, Rich.-t e outros.
sobre a differenca de lougitude e direc;ilo do eolio
cirurgico do fmur, segundo a idade e o sexo ; in-
feriormente tambem nao aprsente os dous con-
dylos, nem o espaco poplteo, mas deixa ver clara
mente a bifurcacao da linha spera, conbecida
tambem por bordo posterior, com rugosidades muito
proeminentes em toda a sua extenso, particular-
mate na parte media.
A trifurcacao desta linha para cx'remidade
supe ior visivel, onde o ramo externo vai ao
grande trochanterje d insercao ao msculo grande
glteo ; o medio se dirige ao pequeo trochanter e
insere em sua extenso o msculo pectineo; o in-
terno, apezar de pouco pronunciado, ainda visi-
vel, e vai ter ao bordo inferior do callo, dando
insercao ao msculo vasto interno.
Sua curva disfarcada e nao muito convexa.
Coxal.A porcao dcste osso quo pode ser estu-
dada, urna parte do leo esquerdo, onde encon-
tra-se a fossa Iliaca interna situada cima da
superficie de articula?ao com o osso sacro, e a
parte posterior da crista Iliaca, que bastante
rugosa e insere no seu labro interno o msculo
transverso do abdomen, no labio externo o mus-
culo grande obliquo.
Se esto osso estivesse completo, poder-se-ia es-
tablecer om seguranca e clareza o sexo, atten-
dendo ao grande numero de caracteres distinti-
vos ; nao obstante v-se smente que a fossa
liiaca interna concava e nao achatada
Maxillar inferior.A parte esquerda deste osso
de pequeo tamanho e deixa s ver o enmeco do
ramo ascendente ; a direita, comprehendida desde
a symphyje do meato, ponto de soldadura das
duas metades do maxillar, at o ramo ascendente
que vai constituir a apopbyse coronoide, que falta,
assim como o condylo que se articula na cavidde
glenoide do osso temporal, deixa ver bem saliente
o tubrculo mentoniano, o orificio do mesmo nome
mais prximo do bordo alveolar que do inferior, o
estado gasto deste bordo e a estreitez* do canal
dentario, sendo que os 5 dentes encontrados esto
igualmente bastante gastos.
Os quatro pequeos tubrculos da face posterior
denominados apophyses geni, algumas veces pouco
distinctos, sao muito salientes, sendo visiveis a
linha obliqua externa e a myloidiana.
Parietaes.De grande espessura, aproseatam a
sutura bi-parietal ou sagital j ossificada.
Phalanges As encontradas se nao sao de grande
tamanho, tambem nao sao pequeas; a nao ser
ato nada aprejeatam digna de rnetuo.
^fntideracSes
1* Oeaasg
paracao
o dimei
salaos nr
deixam, da
cereo todos
Sao ioomeros
ioso de todos oa ossos. a com-
tos de todos o teauahos
symotricos, a igualdade de
rimeuto, neahaaa duvida
podemos afSrssar portea
individuo.
os caracteres distinctivos
V

ft
^
qoanto idade ao esqueleto intoiro ; todava noa


Diario de PernambneoSexta-Icira 3 de Dezembro de 1886

m.


c,

calado n<
.de do iadi-
n 6 mnito superior i 50

viduo a qu
aro!
I ta provas ou razies sao : a ossificaco das
suturas cranianat, como se verifica na sutura sa-
gital, o qao tora lugar dos 50 anuos em diante ; o
estado casto do bordo alveolar do maxillar in-
ferior ; a approxiaaco do orificio meutoniano do
bordo superior da maulla interior, o que s tem
lugar uas possoan idosas, e nao do bordo inferior,
como us enancas e na parte miit da faco an-
r como nos adultos ; o estado gasto dos dan
o phenomeno da raref ico da substancia os
tea, determinado dmente pelo progresso da idade,
o que foi notado ero tolos os cssos, particularmente
uis femares e cliviculii ; a largura do c mal me-
dular dos fmures nos quaes a substancia com
ta que forma (ua superficie botante delgada.
i.a Do mesmo modo que a idade, exist- m mui
tos dados para distinguir o sexo no esqueleto com-
Eleto, .mxime ua (onfiguruco e couformaco da
acia, mas apoza., do estado incompleto e deterio-
rado dos ossos, encontram-se caracteres pelos
quaes pode-se dizri qual o sexo do indiv do.
Em sleologis principio concille sercm os os-
sos do hemem mais desenvolv ios em tamanho
e esp'ss'ira que os da muiher, bom como todas as
lidades, tubrculos, cristas e ealiencias, ge-
ralmsutc falUuio, iniis pronunciadas no sexo for-
te qu: no fraco. Estas circumsUnciai em sua to-
talida.de verificam-se nos ossos que examinamos,
revelando que as insercoes musculares deixiram
fortes iuiprceses, o qne nos leva a afrmar seren
t jdos elles de um individuo do sexo masculino.
Se ajuntarmos a isto o nico dos caracteres dis-
tinctivis que encontramos em todo osso coxal, is-
to o nao aehutamento da fossa Iliaca interna
que no caso presente concava e nao achatada
como u.i muiher, e ainda mais nao sendo a curva
da clavicula disfareada, como se ser na muiher,
e sim proeminente, nem sendo a curra do fmur
muito convexa como na muiher e sim disfareada,
znititr a r izao de nosa affirmativa. Alm d'isto,
attendendo-sc a longitude do f. mur que mede 30
centmetros, faltando as extremidades superior e
inferior, o dando proporcional e approximadam?n-
te 15 centmetros para as auas extremidades, te-
mos 45 centmetro.' pira todo fmur, co.'nprim.nto
mais que regular e que nao o mximo.
Orfila m di^ em grande -aumero de calaverea o
coaiprimento proporcional do tronco o dos mem-
bros superiores o inferiores, comparativamente ao
tamanho do individuo; e medindo tambem em
nao peqneno amen de esqueletos, proeur >u de
terminar o compri nento de cada ua dos ossos dos
membn superiores e interiores prnporcionajmen-
te ao compri r.ento do tronco e de todo corpo.
Estas pe?quizas levaram-n* a organisar dous
quadros ou taboas: A 1*, resultado das medidas
tomadas com exac.idao em 51 cadveres organi-
sada, segur, lo a idade e o sexo, serve para por el-
la determinar-se nao s isoladamente o compri-
inento de cada um dos ossos longos dos membros
superiores e inferiores, como tambem o de todo
corpa, do tronco, de todo membro superior e infe-
rior; a 2*, resultado das medidas exactas torna-
das em grande numero de esqueletos, e organisa-
da segundo o comprimonto de todo esqueleto, do
tronco, dos membros superiores e inferiores, serve
para por ella deternuar-dc o comprimento de ra-
da osso l.ngo don dous membros superiores e in-
feriores e vict-versa.
' asslm que t>-udo calculado approxmadamen-
te cm 45 centmetros o c.mprimeuto do fmur e
procuran!) na tab>a n. 1 este comprimonto, a que
sexo e idade corresponde, encontramos sem ore
corr spundendo ao sexo masculino, tres vezes a
idade de 6.) minos, urna n de 55, outra a de 50 e ou-
tras a idades m:uores entre 40 e 20 anuos.
D sjrezando estas idides abaixo de 50 anno?,
porque no caso presente temes dad .s que po-
diam ser aehados tn individuos idosos u de idade
sup2rior a 50 anuos, chegamos a mais ama prova
em favor do sexo masculino e da i ale cima de
50 aunos.
4.a N'esta 'mesma taboa um fmur de 45 c.nti
metros de longitude corresponde a cadveres
de tamanhos v*riaveis entre lra,64 o 1",77 ; to-
mando a m lia temos aproximadamente l,n,71
para altura do individuo a que pertenee este f-
mur.
Pela tabea n. 2 este osso com tal extenso cor-
respjjnde a esqueletos txrjoi comprimeutos sao
jn- j 1111,07, r mando a media d'estes dous no-
temos I1",')!! para comprimento do esquele-
de a parte mais clevida do crneo at a fa
antar dos ps.
Ajautando-se a l',6(j, m-di la do esqueleto, 50
millimetros, miia justamente da espessara das
partes melles no orpo humano, temos para altura
do individuo lm,71, numero que est de accordo
como t uando cima determinado, segundo a ta-
boa, de m'didas tomadas em 51 cadveres.
5.' Mediado a clavicula 15 ceutimeros de com-
primento, p;de se calcular cora u pr ximacao a
distancia que vai da checa do humero direito
do humero esquerdo em 45 centmetros e tendo a
scapula 16 centmetros, desde o ar.gulo superior
ao inferior e 'J centmetros de largura na parte
miia, conforme descrecemos tratando d'este osso,
concluimos por estas me i as i,u o individuo a
que p-Ttcncia esta escpula e clavicula era d i
hombros largos.
t.' Determinar com exactidao o tempo da iuhu
macao de am cadver, tmente pelo exaame dos
ossos difiic.il, porque a molestia de que soffrcu o
individuo a que elles pertencem, a natureza do
terreno, onde foi inhumado o cadver, e muitas
outras circumatancias podem i afluir para a dte
rioraco mais uu menos rpida dos meamos; to-
dava atteudendo-se ao estado de pulverisaco
em que est a maioria dos ossos, a falta da caae-
ca dos harneros, e ainda a destruioao da maior par
te do esqueleto, de presumir que a inhumacao
de tenga data, polen Jo ser de muto mais de se
culo.
Analyst chimica qualilativa
Apesar de nao h iver um laboratorio apropriado
para exames tiesta natureza, da falta de appare-
lbos proprios e ainda de Ig-ns reagentes, como
acido sul hydrico, sulfure! > de ammonio e outros,
procedemos a ezame chimico na substancia calca-
rea sobre a qual tiuha de verificar se a existencia
de metal ou icetaes. Ella compunha se de duaa
partes, urna branca pulverulenta e friavel desfa-
zeudo-se mais leve presso e aseemelhando-se
ao carbonato de cal, porm com mais densidade ;
a outra aciuzeutada e em fragmentos bastante du
ros com aspecto metallico e sem deixar risear-su
com a unba. Esta ultima substancia tratada pelo
acido ntrico e submettida depois aeco dos dif-
fereotes reageutes deu, alm de outras, as seguin-
ter reac,oea : com o mono-sulfareto de solio, pre-
cipitado braneo gelatiooso ctbs pontos escuras ou
cinzentos nao soluvel em excesso de rejtivo ; com
a potassa caustic, precipitado braneo gelatinosa,
soluvcl pela maior parte em excosso de reactivo ;
o ferro cyanureto de potassio precipitado azul de
Praseia.
Aparte que nao dissolveu-se em excesso de po-
tassa caustica, sendo tratada novamente por agua
destillada e acido ntrico e sabmeltida depois
aeco do acido sulfrico, deu um precipitado bran
co perfeitamente soluvei no acido azotico ; levada
a chaunas do alcool nao tinglo de purpura a luz,
tratada isoladamente pelo acido oxlico e bi car-
bonato de sola, o preciptalo obtidj foi braneo e
abundante.
7 Procuranio interpretar tz-.tas reaeces nota
se evidentemente a presenca de tres mitaes, por-
quanto o preeipitado brinco com inouo-sulfureto
de sodio e a potassa caustica, qne em escesso o
diasolve em parte, prova a existencia de zinco,
assim como srr experiencias teitas sobre o resto de
preeipitado (nao solnvel rm oxeessa de potassa
caustica) pruvnm existir cal, di mesmo modo que
O precptalo azul com o ferro cyanureto de po-
tassio prova a pr. senca do ferm, o que nao para
admiiar, n;. o t p >.-que de envoita com a substan-
cia calcrea forano encontrados muitos pregos
ozydados, como tanbem porque no zinco do com-
mercio ha serr.pre ferro, sendo que o ferro foi acha-
do em pequea q.iant.dade. emqu.nto que a cale
o sineo furam aehados em proporces quasi equi-
valentes.
Concluioet
mando por base as considerarles que Timos
da fazer, quer sobre os ossos, quer sobre a sub-
sfanei i calcrea, respinde nos : os quesitosque nos
foram a presentados pelo moda seguate :
Ao Io qnenito ; todos os ossoa tao de am s in-
lao.
Ao 2 qaesito ; o indi vid ao a que elles perten-
-iam era do sexo mas-u
Ao 3* que.iito ; o i:... ..do nade idade muito
maior de 50 tinaos.
Ao 4* quesito; a inhumacao antiga, sendo
presumivcl que tenba tJ4tlug: h mais de um
s;ealo.
Ao 5* quesit; ca'. *^^^^^^K foram os-dm
taes encontrados na ub i calcares submet-
tida a analy; chimica.
^Reeife, 12 de 0
Loureiro.Dr
Dr. Raymjndo Bandeira.Dr. Barrutto Sampaio.
Dr. Prxedes G)mes de Souza Pitanga.Ci-
rnrgiao deutista, Numa I'
Da diiraro e intenctdadea dasi
epidemias)Parece estar demonstrando o facto
do diverso gran de durae,ao e intenai lade que pode
temar umi dala forma d'iufeccao a curso du cada
epidemia.
Em principio sio ordinariamente as formas
muito gravea, as quaes matam ou compromettem
seriamente a vida dos individuos que eo atacados.
Mus, cm seguida, a doeuca com'Ca a perder pouco
a pouco a sua primitiva violencia e se reveste de
formas mais brandas, que sao accotaivcis the-
rapeutica. lito tccontcce na varila, na febre
amarella, no cholera e em outras doeocas de infec-
cilo com forma epidmica e isto nao pode explicar-
se em diverso modo, seno pelas frequentes m t.-
morphosese pelograudc successiva dec'uacao que
sutfrem os agentes infectivos ao passar de gera^ao
em geraco at a sua completa eztia
Demaia nao novo o ca30 de um remedio til
na cura d'uma dada molestia, ser adopttda cm a
mesma coufianca a combater outras doencas d'in-
doles diversas da primeira.
Em outras eireumstanei 8 fica tambem immu-
tavel o methoio de admiuistraco. E o que parece
mais admiravel que a uoif rmidade de aeco de
eertos remedios, tornados hoje populares, est
demonstrada igualmente cfficaz sobre ua enfermi-
dadesque atacam o corpo humano como n'aquellas
que te encontram nos vegetaes.
Assim, por cxemplo, o caz -fre que se emprega
felizmente para comoater a sarna, applicado
tambem contra a cryptogamia dos vinhas, tcm
dado oa explendidos resultados qne todos saben;.
Este facto demonstra como nao inteir. mente
imp lasivcl que todas as doencas de natureza para-
sitaria podem ser subjagadas por um tratamento
uuico, como pretendemos mostrar em outro artigo.
Bel l'mbi'rto soberano de Franca
e HenpanhaParece que Jaime, filho de Dom
Carlos est melhtr; mas se merresse, eis o que
succederia, segundo escreve o correspon lente pa-
risiense da Indepeiidance lelge:
Alguna genealogista teem deserberto que
depois da mortc de Dom Jaime, o h-rdeiro actual
dos seus direitos seri o rei Unb?rto, o qual vera
a ser o soberano legitimo de Franca e Hespanha.
Haveria a Uuiao Latina om toda a sua belleza.
ttleuN ao mundoOs jornaes parisienses
refererp que o Sr .Oliveira, tenente de marnha,
jovem de vinte e cinco annos que se distingui no
Annam em Tuukim na China e o primeiro na as-
salto de Hu e condecorado com a Legio de
Honra p do bombardamento de Fux Tcheu, di sse
adeas ao mundo e se fez irado 13 uedictino.
tiellfiea.Effectnar-se-ho:
Hoje :
Pelo agente Pinto, s 11 horas, rna do Mr-
quez de Olinda n. 6, de toalhas' felpudas e diver-
sas tazendas.
Ctlo agente Giumao, s 11 horas, na ra Vi-
dal de Negreircs n. 7, do hotel ah sito.
Amanha :
Pe'o agente Pinto s 11 horas, em Fora de Por
tas, do cavername de um navio.
Pelo agente Silveira, s llhoras, na ra estreita
do Rosario n. 24, de predios.
Segnnda-feira :
Pe/o agente Silveira, s 11 horas, no Caxang,
da taberna abi sita.
Miasia* ruaelsre.Sero celebradas:
Segund i-feira :
A's 7 1/2 na matriz da Ba-Vista, por alma de
Henrique Soares de Andrade Brederodes.
Asylo de Mendicidade O movimento
d'este estabelecimeuto de caridade no mez de
Novembro, foi o seguinte
Itcra do MoA 2* parto da lotera
io, do premio de IG
ismbro.
Os bilhetes aeham-se venda na Casa da Fo-
'una rna Primeiro de Marco.
Tambem aclium se venda a praca da nae-
icia us. 37 e 89.
Lotera do Cear A 8 serie da 2 lote-
ria desta provincia, cujo premio grande e.....d
2 0:0001000 ser extrahida no da .--de Dezem-
bro.
Oa bilhetes acham-se venda na Roda da Fjr-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera da rorte A 3 parte da 201* lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:000
i era extrahida no dia 4 de Desembro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambem achain-se venda na praC/i da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Homens Mulheres
Existiam 60 110
Entrar.un 5 4
_ - i
65 114
Sahiram 5 4
. aso ----
Existem 60 110
as enfermaras:
Existiam 23 38
Entraram 7 4
30 42
Tiveram alta 13 15
17 27
Fallecen 0 1
Existem:
as enfermaras 17 26
Nos dormitorios 43 84
INDICARES uTEIS
Mdicos
O Dr. Lobo Moscoso, de volta de sua
viagera ao Rio de Janoiro, contina na
oxercicio de sua profiasao. Consultas das
10 s 12 horas da manhl. Espacia lidade
epcrajBes, parto e niole3ta3 do sjn horas e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Brrelo Sampaio l consultas de
mcio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra i o Barao da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sote de Setembro n. 34, en
trada p la ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio me.lico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo mdico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20.
Consultorio : ra Larga.do Rosario n. 24 A.
Consultas das l horas da manh s 2 da
tarde. Especializado : molostias e opera-
iSes dos orgilos genito-urinarios do hornera
e da muiher.
Advoirado
O Dr. Henrique Millet tem o scu. es
criptorio de advogacia ra do Imperador
n. 22, 1." andar.
Drogara
Francisco Manoel da Suva & C i^so-
stanos de todas as especialidades pharmi.
ceuticis, tintas, drogas, productos chimici
e medicamentos homceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23. "
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de Garapio
' u Francisco dos antos Maoedo, caes do
Capibaribe n. 28. N'oste gr.iaio estaba o
oihiento, o primeiro da provincia n'cste ge-
aero, compra-se e vndese madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparara obrar
de carapira por machina e por pregos ceit
Drogara
Farm Sobrinho & C., droguistas por at-
acado, ra do Marqu;z de Olinda n. 41
la Fessoa, ratica das Cor-
i i).
E ussim, dizem todos os criminalistas, nio a
'idado, que sem mais nem nonos, torna os cri-
pblicos, particulares ou polciaes; eisto exhu -
11 temeu te r .que aSo pobli
coi os crimea dos arts. 100, 123doCod., cujap-
dade, no mximo, n.i
e multa correspondente a metade do tempo ; a que
sao particulares os crines dos arts. 132 e 193, cu
ja penalidad no mximo a morte e gales prpe
lus; e finalmente, a que sito polieiaea >s dos arts.
278 e 3Q0, cuja peuslidade de 4 mezes a um au-
no. Terminando a presente promoco, seja-me li-
cito transc-rever aqu us textuaed pal tvras de um
emini ate jurisconsulto brazilo:ro, emittindo opi-
uiiio sobre a pieaeute hypothese, opiuio esta at
hojs seguida por todos os tribuuaes e ju.zes do
Brazil : Crimea ha que cabem na aleada, mas nao
silo policiaes, e nao podem ser processados por
deuune.a ou eioffieio ; a esta classe perten-
cem os de que trat im oa arts. 191 e209do Cod.
Crim estes o ou'.ros crimes da mesma naturexa
< sao particulares e como taes deixam de estar
stijcitos a denuncia ou procedimeuto da justica
(arts. 262 e 263 doreg. n. 120 de 31 da Janeiro de
1842) p-ira s seren processados por queixa
apresentada pela parte ofendida- (Olegario, Prat.
das Correic^es, pag. 375).
eo
Pl BLICOES A PEDIDO
Olinda, 13 de Abril de 1886. O promotor publi
. Manoel Mara Tavares da Silva.
3' Despacho dojaizde direito
Voltem os autos ao Dr. promotor publico para
cumplir o meu despicho ltimamente proferido,
nao obstante o seu arrasaado, noto quu, trata-se
de entrada na casa. alheia, sem consntimento de
sea dono t fra dos casos marcados as Lis, pois
que, esse crime proceBsado e julgadi policial-
mente na forma don arts. 12, 7, 205 e 206 do
Cod. do Proa, 4 e 17, 2 da lei de 3 de Dezem-
bro de 1811, 3, 4 e 64 do reg. n. 12 j de 31 de
Janeiro do 1842, 37, 1 do Cod. do P.-oc, e ain-
da na forma do art. 47 do reg. do 22 de Novembro
de 1871, que se inscrevedo preparo dos proces-
808 nos crimes policiaes, que como taes capit-
lala os crimes, cuja pena nao excede do 6 mezes e
multa correspondente a metado do tempo, como
o cr me de entrada na casa alheia de noito.
Nao exacto como allega o Dr. promotor, qua a
entrad i fosse na venda, quando dos proprios dc-
poimentos das testcmuuhas neste processo consta,
que a entrada foi nos quartos ou quarto interi ir
da casa, onde moravam c habitavam os cmpr.'ga
dos da casa.
Sendo a taveraa na sala da frente, o penetrar
esta e ainda os quartos interiores, segundo opi-
uuj da promot na publica, pcuetrar na taveina
somente, o nao no Interior da casa, como se a ta-
veraa, que sabido o.cupa somento a sala da
frente, occopasse toda casa, e como, se os que
moram na taverna, nao tiressem em seu interior
um a9ylo iaviolivel como qualquer outra hsbita-
gio.
Olinda, 20 de Outubro de 1886.Tavares de
Vascoucellos.
_ 3. parecer do promotor
Pelos m ti vos coustantes de mus ifBeios de fl.
8 v. e i. lia 12, nao me dado offerecer a de-
nuucia rxigida pelo respeitavel despacho de fl. 14,
e pmso ter assim eumprido o mea dever.
Olinda, 22 de Outubro de 1886.O promotor
publico,Manoel Maria Tavares da Silva.
4. despicho do juiz de direito
Na forma do art. 15, 5- da lei de 20 de Se-
tembro d-- 1871, multo o Dr. promotor publico em
em mil ris.
presaamente dspo" 'pje i policiaes cabe
oproeedimento ex-oficio dos juiz-sorraadoresda
culpa, forcoso convir^que exigir urna denuncia
para processar os autores de taes crimes- a o m :
nos, urna inutilidade.
Em vista do exposto, orecorrente espara e con-
fia que V. M I. se dignar, de ref rmir o des-
pacho recorrido para rcleval-o da multa, que lhe
foi imposta ecm todamente algum.
Jus ica o C.
Olinds, 4 de Novembro de 1886.
O promotor publico,
fcianoel Maria Tavares da Silva.
SustentacJo
Senhor.Todo este inqverito em ssus depoimen-
tos de fl 6 a fl. 11, e despachos de fl. 14 v., 15 e
19, para o qual chamo a'attencio d? V. M d os
fundamentos de meu despacho recorrido.
De feito, trata-se de crime de entrada na casa
alheia de noite, sem consentimrnto de que n nella
mora, artigo 209 do cdigo criminal, e fra dos ca
sos permitidos por esto mesmo artigo 1 a 4 :
caja p na de 6 mezes de prisao e multa corres,
pondeuto metade do temp i.
Desde que essa a pena, o crime policial e
policiamento procc3sado na forma do artigo 47 d>
regulamcuto de 22 de Novembro de 1871, caben-
do denuncia a promotoria puolica.
Deixo de citar toda legislacao cm qus me fun-
dei para as3im pensar, porque sata ella citada nos
meus despachos r feridos, evltaad',1 assim repeti-
coee.
O promotor publico entendeu nao denunciar
deste crimo apezar do inquerito e de miuhas ad-
mocstacoes, como j o fez no processo de Mai a
Liurenca, indiciada era crime do roubo, que cor-
reu ex-officio e a sua revelia, nao obstanto ter
arranjado pess~a que por ella iu'erp:zesse recur-
so da pronuneia, que coatra ella profer.
Para evitar lulas e desagrados entre psssoas
que devem viver em harmona para o bdm anda-
mento da administracSo da jusfifa ; nesse proces
so recorrido, a que me refer, ped a esso Tribu-
bunal, que me esclareces-re e declararse, se era li-
cito ao promotor publico desta comarja, insurgir-
se contra os despachos que profer, ordenando a
denuncia oor st-r caso della.
Anda na appellaco ex-officio que internas, p>r
oeeasio da improcedencia do processo da menor
Mara, co-r de Mara Lourenfa, pedi essa cscla-
recimento.
Entretanto, d-se agoa a mema recusa de de-
nunciar em processo de crime policial o policial-
mente procesa ido.
Por isto, multei-o fundado no artigo 15, 5 da
lei de 20 do Setembro d-t 1871, visto que se recu-
sava a denunciar em crime, que era sua obriga-
cao fazel-o.
Qua.ito a censuras que se diguot fazer-me o
Dr. promotor publico, bB3ta ponderar que nao
pode ser motivo del las a f ilta de declaracao do
mez em que foi dada o despacho recorrido ; por-
que este um puro esqueeimento a que s nao
est sujeito o Sr. promotor publico, e que em nada
prrjucv porque a certido a fl. 21 logo abaixo
do termo do publicaco do despicho, declara ser
a data da publicaco de 30 de Outubro deste
auno.
Poderia, Senhor, ter sanado esse descuido, se
costumasse iudireitar os despachos, depois de pu-
blicados, ou pedir aos esenvs para recebal-os
com auto data, afim de salvar os prasos legaes c
campar de pontual.
A censura de acodam'rito de meu despacho re-
corrido, aquoattribuea promotoria publica des-
cuido, cima ref rido, cahe por trra, em v3ta da
Ibe foase imposta ; dJ< provimento. ao re.uraOj.
absolvem o recorrente da multa de cem mil r
que lhe foi imposta, e condemnam a municipaiii*-
de as custas.
R" ite, 23 de Novembro de*18S6.
Qiiintino de Mirando,
Presidente.
Pire Ferreir.
Pires Goncalvet.
Queiroz Barros.
II!u8trado-Sr. redactor. Os morador
da circunmsinhanca da fatal fabrica Ape-
lo, agradeccm sinceramente a atenc;3o de.
V. S. em reclamar j por duas vezas, ac.
seu conecituado Diario contra o n Uteabua-
do o pestilente fumo devido ao celebre ole
vegetal.
Entretanto, como a referida fabrica con-
tinua, contra lei, e caprichusamento a tor-
turar os desventurados moradores, 'v,
dent que as autoridades rompeteates nfr
drram a menor providencia em favor 4c
saude publica, por isto rogamos o obseqi
do enserir ainda estas liabas, .cajos im b
simplemente provenir ai' publi jo
neste canto da cidade o^p ha garanta dt
saude ; que existe a fa motaba b rija Ap>
lo, que so propoa espucialmente a*^pVdi
o enjo, as violentas colijas, o dasespere^
a p'-.stij!
E' muito natural que o Sr. Cunhadiga
i os cncommodados quo se mudem. > Mu
cumpro nos lembrar ao grande industria,
que o progresso m rjha sempre, mas rus
a custa da saude o da vida humana.
* *
O escrivo officie ao inspector da Thcs jurara i eoncluso feita em 22 de Outubro a fl. 20 e a da-
Qeral commuaic indo esta multa e rem;tta este ta de meu despacho di 29 do dito mez e anno a
pioceso ao Sr. juiz substituto supplente para pro-, A- l, e certido a fl. 21, de molo que interme-
ceder ex-officio. diou entre a coucluso e o despacho alludido sete
Olinda. 29 de 1886.Hermogeues Scrates Ta-, das.
Helado io Rscife
60
110
Total 170.
Escolas de instruccao primaria n) Asylo :
Foram frequeatadas por 12 alumnos, inclusive
2 na dos cegos.
Casa lie DeteneoMovimento dos p-e-
sos do dia 1 de Dezembro :
Existiam presos 340, entr. ram 13, sahiram 14,
existem 339.
A saber :
Nacionaes 308, muiherea 6, estrangeiros 12, es-
era vos sentenciados 5, proces do 1, ditos de cor-
receo 7.Total 339.
Arracoados 309, sendo : boas 296, doentes 13
Total 309.
Nao houve alteracSo na enfermara.
Hatailonro PublicoForam abatidas Be
Vatadouro da Cabanga 81 rezes para o consumo
do dia 2 de Dezembro.
Sendo: 64 rezes pertenceutsa Oliveira Castro,
St, C, e 17 a diversos.
Mercado Municipal de 9. Jos-O
movimento deste Mercado no dia 2 do corrente foi
o seguate :
Entraram :
32 bois pesando 5,128 kilos.
767 kilos de peixe a 20 ris 15*340
82 cargas de fariaha a 200 ris 1640O
17 ditas de fructas diversas a 300 rs. 5*100
3 taboleiros a 200 ris 0)0
15 Sainos a 200 ris 3*000
Foram oceupados :
26 columnas a 600 ris 15*60
24 compartimentos de farnha a
500 ris. 12*000
23 ditos de comida a 500 ris 11*500
67 1/2 ditos de legumes a 400 ris 27*000
16 ditos de sumo a 700 ris 11*2 .0
11 ditos de tressuras a 600 ris 6*600
10 talhos a 2* 20*000
4 ditos a 1* 4*000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 15 ris 51*000
2 talhos a 500 ris 1*000
Deve ter sido arrecadada neste da
a quantiade 203*340
Rendiraento do da 1 de Dezembro 205*560
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde di 320 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
S unos de 560 a 640 ru dem,
farnha de 200 a 320 ris a cuia.
.Vliiho de 280 a 320 ris idem.
Feijo de 560 a 640 idem.
103*t00
serla da provincia.Segunda-fira 13
de Dezembro, as 4 horas, sa extrahir a 13a parte
da 1.a lotera em beneficio da Santa Casa de
Misericordia do Recife, pelo novo plano appro-
vado.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Uonceico dos Militares ser teita a extraeco
pelo systema da machina Ficbet.
baleraA 13* parte da 1* lotera da provm
jia, em beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Beeife, pelo aovo plano, cujo premio grande
100:000*000 s?r extrahida no dia 13 de Dezem-
bro.
Os bilhetes garantidos acham-se venda na
Casa da Fortuna, ra Primeiro de Marco nume-
ro 23.
Tambem acham-se venda na Casa Feliz,
pr9a da Independencia ns 37 e 39.
Grande lotera da provinciaA 5>
serie desta lotera em beneficio dos ingenuos da
Colonia Isabel, cujo premio gr >nde 240:000*000,
ser extrahida no dia 8 de Dezembro.
Os bilhetes acham-se venda na Reda da For
tana ra Larga do Rosario' n. 36.
Lotera Extraordlarla do Vplran
K O 4." e ultimo sorteio das 4. e 5.* seres
desta importante lotera, cujo maior premio dt
150:000*000, ser extrahida no dia 16 de Desem
bro.
Acham-se expostos venda os restos dos bi
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
a. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
dendencia ns. 37 e 39.
Recorrente o promotor publico do Olinda
Recorrido o juizo de direito
Recapitulaco do inquerito policial
Dos autos de perguntas das fls. 2 e 3' e dos
dep omentos das testemunhas das fls. 5* e 6* veri
fica se, que Francisco Jos Temotheo no dia Iodo
corrente, polas 9 horas da noite. ntrando pelo in-
terior do estabclecimento do Fraucisco Nigro &
lrmo, lancara mo de um clavinote carregado
com plvora e chambo, e o disparara para .entro
de um dos quartos, onde se ach iva urna cachorra
presa com corrente de ferr-', cuja carga se empre-
gou na referida cachorra, sendo isto na oeeasio
que um dos caxeiros corra esconderse dentro
de outro quarto do mesmo estabelecimeuto, te-
niendo que aquello tiro fosae propusitalmente dis-
parado em sua pessoa.
O escrivo remetta o presente inquerito ao Illm.
Sr. Dr. juiz de direito da comarca, offereco as teo-
te.cunhas.
Olinda, 20 de Dezembro de 1885. O subdelega-
do. -Francisco de Licerda Cavalcante de Al bu
qnerque.
Despacho
Remettido ao Dr. promotor publico, que reque-
rer ao Dr. juiz substituto.
Olinda, 10 de Janeiro de 1886.Tavares de
Vasconcellos.
Parecer do promotor
No presente inquerito n-Io ha materia para de-
nuncia. O que se deu oa bypothese foi o crime
previsto no art. 266 do Cod. Crim., que nao tem
proeedimento official.
Compete ao offandido promover, os termos da
aecusacao.
Olinda, 19 de Janeiro de 1886. O promotor pu-
blico.Manoel Maria Tavares da Silva.
2 Despacho do juiz de direito
O crime de damno da 1* parte do art. 266 do
Cod. Crim. sempie policial, e nelle cabe de-
nuncia e proeedimento crucial na trtna dos
arts. 12, 7, 37 c 205 e 206 do Cod. do Proa, 47,
48 a 49 n. 2 do Reg. de 22 de Novembro de 1871.
Entretanto o damno ciusado pela morte da cachor-
ra ao interior da casa de oSendido, tendo sido com-
mettido noite, como consta do mesmo inquerito,
nao pode deixar de ser capitulado na 2* parte do
eitado art. 266 do mesmo Cod. Crim., e por isso
am crime particular, do qual cabe ao offandido
qaeixar-se, visto nSo ter sido o delinquente pre3u
em flagrante. Mas, ee o reo nao pode ser punido
deste crime por denuncia ou ex officio, pode e de-
' ve o Dr. promotor denaucial-o por crime de en
trada na casa alheia de noite >, sem consnti-
mento de quem nella morava, art. 209 do Cod.
Crim., que policial, e no qual cabe denuncia
e at proeedimento official da propria autori
dade *.
Olinda, 19 de Marco de 1886.-Tavares de Vas
concellos.
2o Parecer do promotor
Diz o art. 214 do Cod. Crim.as disposicoes so
bre a entrada na casa do cidado, nao compre-
bendem as casas publicas de estalagem, e de jogo,
e as lijas de bebidas, tavernas e outras se-
meihantes, em quanto estiverem abertas.
Ora, se certo, em vista ios antos de fls 2 a 7,
que a casa de Francisco Nigro 4 Irmio, offendi-
dos neste inquerito, urna taverna e a hora
(9 da noite) que Francisco Jos Temotheo, iffen-
sor, nella entrn, estava aberta, ucontestavel
que, ex vi da disoosieo supra, nao se deu na pre-
sente bypothese o crime do art 20> do Cod. Crim.
Mas, quando mesmo assim nao fosse, e quando
ainda nao se presuma, como parece mais natural
pelas circumetancina descriptas as diversas pe-
cas deste inquerito, que a entrada de Timotheo
na casa de Nigro foi um meio para matar urna ca-
chorra, pertencente a este, e neste caso, conci-
tas apenas a agravante do art. 16 14, ainda
assim, nao me dado cffereccr denuncia con-
tra o referido Temotheo, porque o crime pre-
visto uo art. 209 aeha se comprehendido na 3'
parte do Cod., e como tal particular. E para que
os autores de crime3 psrticulares possam ser pro-
cessados por denuncia, ou mesmo por queixa do
promotor publico, nao ba negar, newssario que
se verifiquen! certas e determinadas circumatan-
cias, como por cxemplo : ser o delinquente preso
em flagrante; ser o offendido pessoa miseravel ;
ser o crime inaffiancavel ; ser prathado contra
empregado publico em acto de exercicio de saas
funcces ete. etc. (Cod. do Proc. Crim., arts. 73 e
74, l e 6, lei de 1 de Setembro de 1860, art. 20
e lei de 20 de Setembro de 1371, art. 15), e ue-
nhuma destas circunstancias existe no presente
caso. O coneeito emittido no respeitavel despacho
de fl. 9 v., data venia, absolutamente inexacto, e
tem por causa, segundo me parece, a cenfuso de
cousas bem distinctas em tace de nosss actual or-
ganisHco judiciaria, quaes sao-crimes de aleada
policial, e crimes policiaes. Aquelles sao todos os
compreliendidos no art. 12, T do Cod. do Proc.
Crim.; mas, estes sio to somente os de que tra-
te o Cod. Crim. na p*rte 4, arte 276 a 307 (Pan-
vares de Vasjoncellos.
Razoes do recorren te
Senhor.Para V. M. I. recorre o pr.motor
publico da comarca de Olinda, fundado no art.
57. 3 do reg. n. 4824 de 22 de Novembro de
1871, da deciso do juiz de direito da mosma co-
marca, que lhe impoz a multa de cen mil ris (!),
por nao tei eumprido es seas despachos const in-
tes de fl. 9 v. e fl. 14 do inquerito policial junto
por copia, mandando ao mesmo tempo que O
escrivo cfficiasse ao inspector da Thesourana Ge
ral communicaudo a referida multa!
Autes de entrar no deseuvolvimento das razoes
justificativas do presente recurso, seja-mo licito
invscar a attencao de V. M. I. para o facto de
t'r deixado o juiz a qii de datar dito despacho,
indicando assim ao menos, acedamente indiscul-
pavel no uso da attribuico que lhe conferida
pelo it. 15, 5 da lei n. 2033 de 20 de Setem
bro de 1871, infringindo teiminantemente o dis-
postona Ord. do L. 1, tit. 1, 13, tit. 6, 16. e
Decreto de 25 de Fevereiro de 1823.
Deixando, porm, de parte esta questo de for-
ma, passo a analysar o despicho recorrido, limi-
tsndo-me a relatar como, e porque elle sa dea,
pois isto suficiente para conhecer-se a proce-
dencia do recurso.
O facto de que se oceupa o alludido inquerito
0 seguinte :
Fraucisco Jos Timotheo s 9 horas da noite de
1 de Dezemb'o de 1885, entrando na taverna de
Senhor, tendo servido com innmeros jaizes
substitutos, municipaes e promotores, e at h >j i
nao tive oeeasio de multar, reprehender ou res-
pousabilisar a qualquer del les.
Se alguma falta teoho commettido a da qui-
dade ou mesmo tolerancia.
Mas, se agora sou desarrasoado e procuro tor-
nar a promotoria publica meu iustrument o : cnto
compraso me de estar na boi companhia de 3 a 4
juize8 de direito das comarcas onde tem o Dr.
promotor publico servido, e com os quaes esteve
sempre em desaccordo, motivando-lhe isto, conti-
nuas remucoes, a bem da harmona do fdro e das
rcclamaoes dos povoe, cuja te icidade elle ra-
zia.
Anda ha pooco de Jaboato para aqui, a pedi-
do dos povos daquelia comarca.
Oiirrda, 8 do Novembro de 1886.
Uermogen s Scrates Tavares de Vaoconcellos.
Accordo
Accordo em Relaco ete, ete.
Que feito o sorteio, expostos e discutidas estes
autos de recurso crime, em qne recorrente o
promotor bubl co da comarca de Olinda, bacharel
Manoel Maria Tavares da S Iva, e recorrido o res-
pectivo juiz de direito :
Co isiderludo que do inquerito policial por tras-
lado de fl Ola fl 12, remettido pelo recorrido ao
recorrente, para denunciar a Francisco Jos Thi-
moteo, coasta que o crime por e. te commettido, na
noite. de 1 de Dezembro d
1 de Dezembro de 1885, foi o de damno,
Francisco Nigro & lrmo, que eslava aberta, all : por ter entrado na taverna de Francisco Nigro &
encontrou urna davina da qual se servio para fe- lrmo, e morto um ci alheio com um tiro, recu
rir, ou matar ama cachorra pertencente a Nigro, sando-se o recorrente, pulas razos expendidas em
conta a vouta-de deste. sen parecer a fl. 13 v., a dar a denuncia, visto
Ora, se assim (como o proprio juiz a qu o que tratava-se de crime particular e afiiancavel,
reconhece), do simples enunciado do facto se v, nao se tendo dado a prisao em fl ip-rante, cmase
qae este unicamentep.de ter a qualific.{Jo do vedo artigo 74. 1 e do cdigo do processo
art. 266 do Cod. Crim., como opinei na promoco
de fl. 8 v ; o seido tal crime particular, e nao
exUtindo nenhuma das circumstancias exigidas
para que cm crime particular officiasee o promotor
poblico, ou lei que tal determinasse, nao denun -
ciei o delinquen.e.
Indo euto 03 autos ao juiz a qu, que j me os
havia remettido para requerer perante o Dr. jais
substituto, profaro elle o despacho de fl. 9 v. di-
zendo, ors, que o crime de damno sempre policial,
ora, que sosente tal, quando capitlalo na 1.a
porte do art. 266 do Cod. ("rm. (como se am
mesmo crime podesse participar de duas naturezas
distinctas, e para o ofieito de, quando o seu autor
fsse possivel de pena maio-, ficar em mehores
condices do* que quando sujeito p?na menor) ;
mas conclnindo por impor me o dever de denun-
ciar o autor d'aquelle facto, nao mais como pre-
visto no citado arte 266, mais sim no art. 209 do
Cod.!
Ento, se apezar das distinecoes creada pelo
digno juiz a qu sobre as hypotheses do art. 206
do Cod., cima alludidas, e que se leem o fl. 9 v. e
fl. 14, nao me era licito na bypothesesem proce-
der criminosamente offerecer denuncia, muito
menos o poderia fazer tratando se do crime pre-
visto no art. 209 do Oi, e assim offereci a pro-
uoco de fl 10 v. a fl 13
Deu causa esta segunda promoco a qae o Dr.
juiz substituto da comarca, a qu>>m foram conclu-
sos os autos, no fim de tres longo mezes os res
tituisse ao escrivo sem despacho, por oeeasio
de deixar o exercicio do csrgo f
Mais tarde, por intermedio j do juiz substitu-
to supplente aubiram os autos mat urna vez ao
juiz qu, qua insisti novamente, seja me permit-
tido dizer, na sua desarrasoada e ilUgal pretenco
como se v a fl. 14 *, e simplesmente porque ainda
nao me conformei com o seu modo de pensar, por
parecer-me que se o fizesse, com netteria um cri-
me, fui severa e injustamente multado e smente
em cem mil ris (100*000) porque a lei limitou
nesta quantia o mximo das imitas que os juizes
de direito podem impor aos promotores pblicos.
Somente o que venho de dizer, e a pura ex-
presso da verdade, como se v, attendendo se ao
que consta do inquerito junto, me parece sufE-
ciente para demonstrar a evidencia, que o despa-
cho recorrido nao se justifica.
A omiso do promot r em apresentar queixa
ou denuncia, depos de esgotados os prasos legaes
eomente autorisa a multa, quando deixa elle de
offerecer motivos justificativos do seu proced-
ment, como a lei terminantemente prescreve ;
no caso presente, porm, a recusa da denuncia
imposta recusa de comroetter o crime de prevari
celo, previsto no art. 139 do Cod. Crim.
Terminando, lembrare para tornar mais sa-
liente a mjustica de que sou victima, que aiuda
quando pela mais absurda das hypotheses, se
considere policial o crime do art. 209 do Cod.
Crim e que neste crime incorreu Francisco Jos
Timotheo, para qne fosse devidatnante punido,
bastava que o juiz qu usasse c. seu respeito do
direito qaerexpreesamsote lhe conferido p do mes-
mo art. 15, em que se baseeu para p oferir o des-
pacho recorrido, sem ter assim a oasis leve neees-
sidi.de de impsr multa a quem qcei qne fosse ;
salvo se a sua preteaeo nao ee limita vi justa
punieao de criminoso, mas visava untes reduzir o
promotor publico desta comarca a posicao de seu
simples instrumento, e o que mais a posico de
iastiumento com imputabiiidadu palos actos que
neis qualidade praticasse.
De fito, se o citado artigo 15, principio, ex-
er i mi nal
Considerando, que nao obstante a opinio car-
rente e 'crdadeira, expendida pelo recorrente, e
t hoje nlo contestada, o recorrido pelo despa
cho di fl 140, de novo urdenou-lhe que dsse a
denuncia, nao pelo crime da 1* parte do artigo
266 do cdigo criminal, eoai quanto policial e ter
lugar o proeedimento oflicial, como entend, nem
na 2a parte, onde estava o damno Classificado
por se ter dado a circumstancia aggravante da
noite, e ser nesta bypothese particular e s ca-
ber queixa do offendido, mas pelo crime de entra-
da na casa alheia contra voutade de seu dono, e
previsto pelo artigo 209 do mesmo cdigo, qae o
recorr lo entendeu tamb-rn, qu era crime poli-
cial, e tinha lugar o proeedimento ofEdal;
Considerando a illegalidade de semelhante des
pacho, j quando divide o crime de damno em par-
ticular e policial, j na parte em que clasaifica de
crime policial a entrada na casa alheia para o fim
de commetter-se o de damno, quando na bypothe-
se nao passava de circumstancia aggravante do
mesmo crime, enjo julgamcnt o da competencia do
jury, avisos de 2 de Setembro de 1849 c 22 de
Maio de 1360 ;
Consiieraudo que ainda ao cumprimente de se-
melhante ordem do recorrido, recusju-se o recor-
rente a fl. 16, dando as razoes porque nao deuan-
ciava pelo crime de entrada na casa alheia con-
tra vontade de seu dono;
Considerando que o recorrente procedendo por
tal modo, nada mais fez do que cumprir com lea
dever de orgo da justica publica, visto como o
crime de entrada na casa alheia cqntra vontade de
seu dono particular, e nao policial, e nao tinha
o recorrente competencia para denuncial-o, nao se
tendo dado priso em flagrante ;
Consid:rando que dito crime particular, por-
que est classificado no Cod. Crim., debaixo desta
epigraphe, e nao policial por ser dejulgamento
definitivo, como pensa > recorrido, havendo alm
disto crimes policiaes, cujo julgamento da com-
petencia do jury ;
Considerando que o art. 47 do decreto n. 4,824
de 22 de Novembro de 871, que dea regulamento
a lei n. 2,033 de 20 de Setembro do mesmo anno,
nao mudou, nem poda mudar a cUssificacao dos
crimes feita pelo Cod. Crim., para se considerar
po cines todos os crimes de aleada, e pelo contra-
rio no art. 10 da lei citada se v a co itirmacao do
que est disposto a respeito no art 12, 7 do Cod.
do Proc. Crim.;
Considerando que, do mesmo m>do, j foi expli-
cado aquel le art 47 do regulamento citado, pelo
aviso da justica de 17 ie Juluo de 1878 ;
Considerando que s disposices iegaea, e nss
quaes bem se baseou o recorrente para nao dar a
denuncia ordenada pelo recorrido, o coll cariam
um responsabilidade se por elle fossem infringidas,
e nem rtell se livraria, por ter sido a denuncia
ordenada pelo recorrido, art. 142 lo Cod. Crim.:
Considerando qne o recorrente deixando de dar
a d'-nuncia pelos motivos expostos, ex-.rceu um di-
reito seu, nao podia ser compellido a dl-a, como
pretenden o recorrido, sem ficar p dusido a simples
instrumento do mesmo recurrido;
Considerando que nao foi omisso o recorrente
em dar denuncia no praso legal, caso deimposi-
co de multa, e antes offerereu razoes jurdica?, e
motivos por demsis justificativos para nao dl a ;
Considerando finalmente que, se o crime de en-
trada na casa alheia contra vontade de seu don >
fosse policial, eomo entendeu o recorrido, sua com-
petencia para instaurar o processo ex officio, nao
dependa da omisso do RO trente, e, malta que
ProIonganieuJo da estrada dt
ferro do lec'fe ao 4. Fran-
cisco.
NSo podemos deixar passar J,;s perceb
dos os grandes melhoram.mtos que tamoc
aLanjado depois quj voltou a ese roer o
cargo de chefe do trafego e Jocomacao le
Prolongaminto da Estrada d- Ferro
R-cife ao S. Francisco c Dr. Joo Jos
Das de Farias.
Ha pouco tempo deparadnos com he
artigo publicado neste Diario em que a
pedia ao mui digno Dr. director que p*-
zesam termo a demora que em viagem o
o interior solTriaru as m 'rcaderias na es-
tagode Una.
Felizmente, porm, gragas a energa.
intelligencia e zelo do Ilustrado Dr. Fa-
ria acha-se, hoje removida aquella diffieds-
dade, como a suppnssao do trem de cai-
ga que em cousa algurfa aproveitorva ac
coramercio e agriju'lturaydo interior, resot-
tande dessa acertada medida urna consida
ravel economa para os cofres do Estada.
A regularidade do sjrviga, o respeite,
aceio e activida ie dos empregados de3st
estrada, como quem, outr'ora, 8o IcmaM
quisi impossivel fallar, sao aflftjMfl tac-
tos attestados da restricjSo co.n cftt
cumpre os scus daveres o mencionado r.
Farias, em beneficio do publico e do Es-
tado.
Assim pois, fazemos sin'".os votos pe*,
conservagao do illustaado Dr. Ferias, ac
lugar para que lo acerta-iamente foi es-
collado, eertos do que sero atten iido ac
interesses da agrievltura e do cornmercio do
interior. '
Os prejudicados do interior.
i>rolonganiento da estrada de
ferro do Reelfe ao S. Fra
efseo.
Pedimos i o Exra. Sr. ministro da agv
cultura, que mande por em execujo t
dioiinuica'o .da tarifa do Prolongamento de
estrada de ferro do Recife ao S. Frac-
cisco.
As 7antagen3 que dessa convenio r-
sul am para o Estado e para o com marola
do interior, sao tSo conhecidas que dispeos-
sam nos de quaesquer considerac3;9.
Os negociantes do interior.
Por telegramma de 1- do corrente soube qae
deputado geral Dr. Francisco de Assia Rosa e
Silva, o que mais manifestou-sc a favor de nosst
provincia (sem cor poltica), embarcara no vapor
nacional Manos, o qual chegar a este porto I
do andante, convido ao povo pernambncano pvet
irmos a seu desembarque ao caes da Linguete,
pelas 7 horas da raanb, compri i-.entar o di tate
patriota.
Um brJleiro. .
Ao Illm. Sr. Dr. Brrelo Saiup:iw
Faltara a um dos de veres mais sagrados, s-
nao viesse por meio deste jornal manifestar minio
gratido ao Illm. sr. Dr. Sampaio, pelo feliz re-
sultado obtido na extraeco de urna catarata ea
um de meus olhos, que eslava completamente
ceg, pelo qual agora cscrevo e leio perfeita-
mente.
Recife, 30 de Novembro de 1886.
Carlos Antonio de Aravj:
AO A1IGO
,/^fe\
AdOLPHO COBDBIKO DE
Cajipello
MOBAES
coiipriwierito
ol sua tormatura
em 1 de Dezembro de 188;^
A. TracassQS-
'\^P
- V^X
Eleico
da mesa regedora da irmandade de Nos&f
Senhora do Rosario, em sua capilla o
povoacSo de Tracunhilem, para o anas
de 1886 a 1887
Juiz
Professor Gaspar Antoni> dos Res.
Secretario
Francisco Tertuliano .Fernandes Lian.
Procurador geral
Viecute Barbosa de Lima.
Thes.ureiro
Manoel Francisco de Barros.
Procurador do patrimonio
Tertuliano Turybio dos Prizeres Lima.
Procuradores
Jos Blandino Qoncalves da Luz.
Antonio Luiz Percra.
Definidores
Jos Ferreira da Cunha.
Manoel Pinbeiro da Silva.
Antonio Alves de Moraes.
Jos da Silva Cardoso.
Antonio Jnrruario dos Praze.-es L na.
Severino Corrci de Mello.
Joo Walfredo dos Prazeres Lima.
Manoel Flix de Millo.
Joo Nep muceno da Silva.
Joo Jos dos Santos-
Liberato da Silva Cardoso.
J; t Luiz de Andrade.
EleigSo dos devotos que teem de festejar
Nos3a Senhora do Rosario, na ovoaca
de Tracuiihiiera, no anno de 187
Juiz por eieico
O Rvdm. Sr. vigrio Basili. Goncalvej da Lav.
Miifiuie i
LJlfiD


Diario de PeruambueScAta-feira 3 de Dezembro



Juia por eleico
A im- Sra. D. Joan aa, esposa do Illm. Sr. capi
to Joaquim Ignacio Goncalves da Loa.
Juizes por devoco
Os Ilion, e Exms Srs.:
Bario de Tracuobaem.
Bario de Nasareth.
Dr. Felippe de Figuoira Faria.
Dr. Hercalano Bandeira de Mello.
Dr. Augut} da Costa Gomes.
Dr. Jlo Barbalho Ucha Cavalcante.
Professar Sabino Romio de Luna Freir.
Dr. Augusto Lopes d'Assumpco Pessoa.
Proressor Joao Polycarpo Soares Rotas.
Tenente Aatooio Jos de Souza e Silva.
Professor Manoel Americo.
Eugenio Antouio da Costa Siqueira.
Professor Simplicio da Silva Barbosa.
Professor Ludgero Lopes Ljma.
Padre Valeriano d'Alleluia Corria.
Capito Joao Goncalves da Silva Brasil.
Vigario Anisio de Torres Bandeira.
Capitj Vlauoel Barroso de Moraes.
Capito Lourenco de Mello Cavalcante.
Dr. Nertu Goncalves Guerra.
Dr. Manoel Cabral.
Dr. Jos Soriano de Scuza Filho.
Padre Marcolino Alves dos Prazeres Lima.
Dr. Olympio Maraues da Silva.
Desembargad >r rraucisco da Assis Olivei'a Ma-
ciel.
Dr. Candido Sadr da Motta.
Dr. Francisca Gomia Prente.
_^-Brr-Pra\edes Gomes de Souza Pitanga.
Antonio X ivier Carneiro de Moura.
Dr. Jos Maia Cardoso.
Major Francisco Eraygdio de Souza Magalhes.
Rorigj Carvalho da Cunba.
Tcutute Joaquim Ambrosio do Reg Pacheco.
Juizas por devoco
A Exma. Sra. D. Anna, esposa do Illm. Sr. Dr.
Ermirio Cesar Continuo.
A Exma. Sra. D. Guilhermina Amalia Carneiro de
de Arauj >.
A esposa do Illm. Sr. Dr. Cirios Augusto Vaz de
Oliveira. .
A esposa do Illm. Sr. Mariano de Figueir Paria.
A Exma. Sra. D. Felippa, esposa do Illm. Sr.
Francisco An'onio Correia Cardse
A Exma. Sra D.Augusta, esposa do Illm. Sr.
Eduardo Correia de Mesquita Cardoso.
A Exma. Sra. D.Anoa, esposa do Illm. Sr. capito
Luduvico Gomes da Silva.
A esposa do Illm. Sr. major Domingos Jos da
Costa Bragl.
A esposa do Illm. Sr. Dr. Joaquim Francisco de
Mello Ca"alcaote.
A Esposa do Illm. Sr. Dr. Jos Joaquim de Oli-
veira Fonseca.
A esposa do Illm. Sr. major Joaquim Nunes Ma-
chado Coutinho.
A esposa do III*. Sr. Hugolino Machado da Cu-
nta.
A esposa do Illm. Sr. Manoel Reginaldo de Albu
qurque Mello.
A esposa do Exm. Sr. Dr. Jos Mara de Albu-
qnerque Mello.
A Exma. Sra. D. Maria, esposa do Illm. Sr.alferes
Severiano Gomes d-i Araujo.
A espisa do Illm. Sr. Dr. Jos Antonio d'Almeida
Cuuha.
A Exma. Sra. D. Idalina, esposa do Sr. capito
Joo Iguacio Viei'a t Albuquerque.
A Exma. Sr. D. Anna Augusta Mesquita Cardoso.
A esposa do Illm. Sr. teuente Francisco Pinto de
Souza Neves.
A Exma. Sra. professora Mariana Pereira do Car-
ino e Silva Pinto.
A esposa do Illm. Sr. capito Elysio Tavareo do
Mendonca Pagas.
A esposa do Illm. Sr. Dr. Mathus Vaz de Oli-
veira.
A esposa do Illm Sr. tenenta Herculano Dimel
da Silva Loureiro.
A esposa do Illm. Sr. professor Cyrllo Augu,t >
da Si va Santiago.
A espesa da Illm. Sr. tenenta Joao Vieira de Mello.
A Exma. Sra. D. O.mna, esposa do Illm. Sr.
professor Amaro Joaquim do Espirito Santo.
A Exma. Sra. D. Anns, esposa do Illm. Sr. capi-
to Diogo Lius Carneiro de Albuquerque.
A Exma. Sra. D. Maria, esposa do Illm. Sr. B.-l-
larmino de Aguiar.
A espesa do Illm. Sr. capito Domingos da Costa
Azevedo.
A Exma. Si a. D. Candida, esposa do Illm. Sr. te
Dente Manoel Marca l de Moura Coutinho.
A Exma. Sra. D. Candida, esposa do Illm. Sr. An-
tonio Jos Lopes de Albuquerque.
A esposa do Illm. Sr. Antouio Jos Lipes de Al-
buquerque Filho.
A esposa do Illm. Sr. Ag -stinho Jacoate Bezerra
Pessoa.
A Exma. Sra. professora Minervina Peitosa Bran
do.
A Exma. Sra. D. Joanaa, esposa do Illm. Sr.
Leonillo Los Carneiro de Albuquerque.
A Exma. Sra. D. Erial Braziliana da Silva.
A esposa do Illm. Sr. Fabncio de Albuquerque
Cardozo.
A Exma. Sra. D. Capitulina Cavalcante Vieira
de Mello.
Escrives por eleico
Os IIIids. senhores :
Abdon, filbo do Illm. Sr. Silvino Sacerdote Men-
des de Azevedo.
Man el Gomes Ventura.
Joaquim Jos Lopes de Albuquerque.
Teuente Amaro Jos Lopes Coutinho Neto.
Francisco Barreto Coutinho.
Fabricio ae Albuquerque Cardoso.
Alipio Barreto Coutinho.
Qointino Urengae.
Capito Pedro Alejandrino Maia e Silva.
Professor Marcelino Cleto.
Japito Manoel Torquato de Araujo Saldanha.
Dr. Candido Jos Lisboa.
Dr. Joaquim Candido Li.'ba.
Joo Salvino de Souza Peixe.
Joo Alfredo Machado Guim irea.
Professor Manoel Gregorio Vieira Lima.
Jos Floripes de Aguiar.
Jos Lopes de Albuquerque.
Alferes Emilio Antonio Soares.
Professor Joo Borges.
Manoel Verissimo Guedes.
\ntonio Araujo GoncrJv-.-s Gierra.
Antonio Gomes.
Joo Baptista do Amaral e Mello Filho.
Francelino Libaoio Tenorio.
Antonio Pinto de Moraes Tartaruga.
Manoel Brito de Araujo Novaes.
Lydio P. Santiago de Oliveira.
Escrivs por eleicl*
A esposa do Illm. Sr. Jacintho da Costa Braga.
A Exma Sra. D. Argentina, lilaa do Illm. Sr.
major Francisco Villar Barreto Coutinho.
A esposa do Illm. Sr. Joo Bezerr.i.
A Exma. Sra. D. Guilhermina, esposa do 111 n.
Sr. professor Gaspar Antonio dos Res.
A Exma. Sra. D. Francisca d-; Paula.
A Exma. Sra. D. Maria Carolina Vieira de Mello.
A Exma. Sra. D. Gjilhermina, esposa do Illm.
Jos Martina do Sacramento.
A Exma. Sra. D. Ursulina Olympia Lopes Lima.
V Exma. Sra. D. Francisca Amelia de Araujo
Pentes.
A esposa do Illm. Sr. Joo Marques Pessoa.
A Exma. Sra. D. Heruniina Adma Lapes Lima.
A Exma. Sra. D. Herandina Mirandulina de
Mell
A Exma. Sra. D. Fatuta Mana Pereira de Mello.
A Exma. Sra. D. Eufrozint Rosa da Silva Reis.
A Exma. Sra. D. Maria Tita dos Praieres Lma.
A Exma. Sra. D. Felicia Maria dos Prazeres Lima.
A Exma. Sra. D. Maria Rosa Vieira do Mello.
A Exma. Sra. D. Maria Anglica Minteirodo Li
ma.Btala o.
A Exma. Sra. D. Maria Rosa Machado da Cunha.
Escrives por devoco
Os Illms. senhores:
Samuel Minteiro da Lima Botelho.
Capito Deodato Pin'o dos Santos.
Professor Luiz El uterio.
Joo Filismino.
Jos Felismino.
Fructuoso Thomas de Aquino.
Joo E esbo,
Germiro de Souza Mafra.
Alfares Guarino de Souza Peixe.
Jos da Souza.
Thiago Vctor Pereira.
Tenente Maximiano de Oliveira.
Ignacio Vieira de Mello.
Tenente Francisco Oroncio de Arauj Lima.
Joo Ciementino.
Alfares Feiippe Eneas da Costa.
Profeaaor Manoel Vietor da Mello.
Vaterniano Barroso.
Professor Gabriel Archanjo.
Professor Santino Carneiro.
Tenste Maximiano Ribeiro de Araujo.
Thiago Vctor Pereira.
Damio Antonio da Costa.
Theopazio Laurio Rvirigues de Azevedo.
M.moj dos Santos Bassone.
Escrivs
A Exma. Sra. D. Maria, filha do Illm. Sr. Girn -
ci Ferreira Machado.
A Exma. Sra. D.Olndiua, filha do Lira. Sr. Fran-
cisco Ignacio da Cruz Mello.
A Exma. Sra. D Anna, filha do Illa. Sr. Luiz
Antonio Pereira.
A Exma. Sra. D. Eliza Ra.cb.el de Albiqunrque
Gama.
A Exma. Sra. D. Etclviaa Duarte Carneiro da
Cuuha Gama.
A Exm i. Sra. D. Francelna Bertboleza da Silva
Nasareth.
Mordomo3 todos os divotos que cancorrerern
pira a testa da mesma Senhora.
Tracunhem, 14 de Novombro de 1886.
Todos sabem que o remedio indicado contra as
nevralgias c enxaquecas, as febres iut .-rmitt entes,
perniciosas e rh.'um- ticas, as molestias do figado
e do bac", a quinina, adescoberta immortal de
elletier. E' preciso, porm, qu : a quinina seja
pura. Teaha se, pois, o cuidado de exigir as Cap-
sular de Sulphato de Quinina d; Pelletier, qje
sao transparentes, rooservam-ae indefinidamente
e digerem se com a maior rapidez.
Estas capsulas, marcadas com o nome do inven-
torPelletier,conten de* ccntigramoias de sul -
fato cry.-tallisado em tida a sua pureza, e curam,
dentro de pouco tempo, as molestias cima men-
cionadas, trausmittindo aos nosso. org.'t s rra
e .ergia e extraordinaria torca vital.
O Isii lo do lodos os bacaliioo da
Terra \nv.i, conteem nm elemen-
to medicinal de Incntimavel valor
E debaixo da forma do oleo puro medicinal de
figado de bacal h o, de Lanman & Kemp, possai-
mos este balsamo martimo em toda a sua cxcel-
leocia nativa, con: todas as suas propriedades cu-
rativas, puras e tem alter.ico, tal qur.l nos foi
transmittido pelo Creador. As curas que esta pie-
p.-.raco est fazendo, quer no paiz, quer no es -
traugeiro, e nos casis de tyaica, escrfulas, affec-
co da figado, ascim como todas as maia molestias
agudas e chrouic u a quo os orgas da respir.ico
se acham expostos; sai as suas melbores ere Jen
ciaes. Tantas fraudes se team commettido com o
oleo de figado de bacalbo; to extensa e vergo-
nbosamente tem sido diluido, adulterado u taisifi-
cado, que o publico e a autoridade medica ; su
d.am com jubilosa alegra, ama preparacao bygie-
nica pura, na qual se pie confiar com toda a se-
guranza.
Os qn? desejamobter um artig> de superior ex
eellencia, adaptado todos os climas e sem rival
para a cura da tosse, resframeotos enfermi lades
conseguntes devera pedir o oleo puro medicinal
de figado de bacalho, de Lanman & Keinp, e re-
parar bem ae no letreiro c na capa se acha estara-
papa a firma desta casa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Henry Foster & C,
ra do Commercio n. 9.
Dr. Octaclio Aristides Cmara, medico I H-645Urna pulseira de ouro com brilhantes.
homeopatha, cirurgiSo honorario da arma- \\ I25~Hm re,ogio oara de UL
da nacionol, etc.
Atteato quo o xarope PeitorS ds
Cambar, preparado pelo Sr. Jos Alvares
de Souza Ssareg, ostabelecido nesta cida
de, goza d propriedades emolientes e fa-
cilita a despectoracjlo, e o considero como
um excellent meio para alliviar e curar a
tosse quando convenientemonto pres-
cripto.
O referido verdade e o affirmo sob f
de meu grao.
Pelotas, 27 de Fevereiro de 1884.Dr.
Miguel Rolrigues Bar cellos.
Atiesto que o Peiloral de Cambar
do Sr. Jos Alvares de Souza Soares, pro-
parado de urna arvore aromtica deuomi-
nada -CAMBARA' que vegeta na Serra
dos Tapes, desta provincia, um excel-
lentc balsmico e expectorante, e como tal
o tenho expregad sempro com bom resul-
tado nos affecySes pulmonares.
O o referido verdade e o juro sob a f
de meu grao.
Pelotas, 28 de Feverciro de 1884.
r. Vicente Cyprirno da Maia. i
Atiesto que o Peitoral de Cambar^
preparado pelo Sr. Jos Alvares de Souza
Soares, um expeliente medicamento era-
pregado com muito bons resultados as
molestias broncho pulmonares.
E por ser verdaio passei o presente que
assigno em f de meu grao.
Pelotas, 38 do Fevereiro de 18S4.
Dr. Serafim Jos Rodrigues de Araujo.
Attesto que o Peitoral de Cambar,
prepnrado pelo Sr. Jos Alvares de Souza
Soares, tem urna acefto especial sobre a
mucosa das vias respiratorias, curando ou
alliviando mu tas molestias tiestas mesmas
vias, o que prova cabalmente a sua crescen-
11 procura e aceitacjlo, que ainda n2o teve
producto algum offi inal nesta provincia.
O referido verdade, o que afBrmo em
f do m:u grao.
Pelotas, 28 de Fevereiro de 1884. Dr
Octaclio A Cmara.
nicos agentes e depsitos geraes cm
Per njim buco
FRANCISCO MANOLL DA SILUA <& C.
Ra Mrquez de OHnda n. 23
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
Ikta, ex-ehefe de clnica do Dr. de
Wteker, d consultas do meio dia s
3 horas da tarde, no 1." andar da casa
n. 51 ra do Baro da Vietorii, x-
cepto nos domingos e das a lotificados.
Bcdidenaia ra Sote de Sefembro n.
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Dr. (oo Leus
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Raidencia ra Barao da Victoria n. 15, andar
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 horas da manila s 2 :b
tarde.
Attcnde para os chamados
tclcphoue n. 449.
ADVOCACIA
A Agua Florida de Barry. Esta es-
plendida agua fljrida to superior a todos os ou-
tros artigos da sua classa h je no mercado, que
quando urna pessoa a usa ama vez, nao pode con-
formar-sj com nenhum outro perfume. E' teita pe-
la formula original empregada pelo inventor ha
mais de 50 annos. Tem urna fragrancia opulenta,
forte, suave, deliciosa, sem igual e a que nada se
approxima em nennenoa outra, e tanto mais re-
frescante e fortaleeentn que m;ia garrafa dvlla no
banho tem mais aeco e mais agradavtl do que
um* garrafa inteira de qualquer ou:ra.
O co S' lheiro Dr. Manoel do^
Xaecimento Machado Portclla |
contioi no esteroicio de suaf
^profissao de advogado podendo] {
'ser encontrado em seu escripto-J '
rio a ra de Imperador n. G5,l I
1. andar, das 12 s 3 da tarde.) )
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio roa do Bom Jess n. 30.
Consultas de meio dia i 3 horas.
Residencia ra da Aurora"n. 127.
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iahia e escala6 das, vapot nacional Jacuhype,
de 380 toneladas, commandante Joaquim Jos
Esteves Jnior, equpagem 30, earga varios
gneros ; & Companhia Pernambucana.
Obseroaclo
Nao hoive sabida.
VAPORES ESPERADOS
labia do norte hoje
Girondt da Europa amac
Principe do Grao
Para da Baha a 5
Auctor de Liverpool a 6
Ville de Maranh&o ViUede Maceii do Havre a 6
Magellan do sul 7
Manoi do sai a 7
-id vanee do sal a 9
EOt da Europa a 10
Para do norte a 13
Finance tle New-Port-Ncwi a 13
Rio re Hamburgo a 16
Pemambtuso do sal s 17
Patagopia da Europa a 21
Erpirito Santo do norte a 23
Neoa da Europa :i 24
BtMa do sol a 27
Diversas pessoas que nao podem ser in-
diferentes s grandezas q te ainda restara,
e Tibor a em estado de ruinas, nesta cidade,
rcunirain-se na cas > da residencia do Exm.
e Rvm. Sr. coneg r. Luiz- Francisco
de Araujo, para o tira de combinarera nos
meios de reparar o magestoso templo de
N. S. do Carino hoje tao arruinado.
Escudados os reparos e senciaes pelo in-
teligente e pratico engenheiro architecto,
Dr. A. Pereira Siraoes. quo de boa von-
tade a ato se prestou, e est prorapto a
dirigir a parte technica do trabalho, forara
eleitas duas commissoes : urna garal, coa-
posta do Dr. H. S. Tavares de Vascon-
cellos, presidente, tenente Manoel J. de
Castro Villela, secretario, padre Julio Ma-
ria do Reg Barros, thesoureiro ; e outra
de esmolas, composta do deserobirgader
Joo Francisco da Silra Brag, presiden
te, Antonio Estevo de Oliveira, se .Teta-
rio, eonego Manoel Joo Gomes, e conego
Dr. Joaquim Graciano de Araujo.
As commisso s trabalham com esforz
para obter os recursos necessarios effee -
tividade do intento, que emprehenderam e
de esperar que encontrera ap lio e ar. i-
raaco da parte de todos aqielles, aos
quaes reconerem para fm to piedoso.
Nesse sentido jro dirigir circulares.
N. 9. A Emulso de Scott fortifica e
desenvolve o systema osseo e nervoso das
crianzas debis e rachiticas, e nao ha nada
que possa se comparar este remedio to
agr tdavel a reconstituinte para a cura das
doenjas devidas a m condico de sangue
e debilidade do corpt
Iliado (Ilustres mdicos brasl
le ros residentes na Impor
tanta eldade de Pelotas
Dr. Miguel Rodrigues Barcellos, vice
presidente da provin ia, medico da Santa
Casa de Mseri -ordia, condecorado pelos
governos da Alle.nanha, de Portugal e da
Italia.
Dr. Vicente Cypriano da Maia, medico
da Cmara Municip il, commissario vacci-
nador da mesma, capito cirurgio-mr do
commando superior da guarda nacional do
municipio, delegado da aade publica, etc,
Dr. Serafim Jos Rodrigues de Araujo,
ex-raelico da Cmara Municipal, ex-dele-
gado da sau'de qublica, cavalleiro da iin-
C'linlca medico cirursica
U
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de senhoras e
enancas.
Residencia Ra da Imper.itriz n 4, segundo
andar.
EDITAES
Circular n
Thesonrara de Fazenda de Pernambuco, 1 de
Dazembro de 1886.O contador, servindo de ins-
pector, tendo em vista o officio da presidencia da
provincia de 26 do correte, tratando da provi-
dencia turnada no sentido de nao serera homolo-
gados p los juizes de direito e municipaes os ae-
cordos ou arbitramentos caprichosa?, sobre os
preco* dos escravos libertandos por conta do fun-
do de eraancipaco, visto haver se verificado, pelo
emprego da 7 quots, que, em alguna municipios
da provincia, os colletorea geraes aceordo cora
es senhores de escravos sobre os mximos precos
da tabella do 3 do ai t. 1 da le n. 3,27 d- 28
de Setembro do aono passado, sem uttendeivm a
que estes presos sao simplcsmente os permittidos
para a nova matrcula, mas nao podem nem de-
vem ser admittdos em absiluto ; quer porque o
("do.'irt. 3" da citada le, determina que cooti-
niein cm vig r *a providi-iu-ias do art. 37 e se
guintes do regulameuto n. 5,135 de 13 de Novcm-
bro de 1872, quer por ser indeclinavel a necessi-
dade de reconhecer ae, por inspeceo ocular as
cendiccoes physicas e quaeaquer deieitos dos li-
bertandos, de acoordo com a ordem circular do
Thesouro Nacional n. 44, de 1G de Julho de 1883
chama a attenco dos senhores cpllectores das
rends geraes da provincia para observancia
escrupulosa e^fiel do que fica ezposto, ficande, po-
rm, na ioteliigeucia de que proceder com todo o
rigor, de accordo com a mencionada circular, con-
tra aquella ou aquelles dos senhores colli ctores
que olvidarem ou trknsgredirem a citada recora
uiendaco, que feta com tanto maior empenho
quo vantajoso o emprego justo e equitativo do
fundo de cmancipaco, em favor dos escravos.
Manoel Antonio Cardoso.
Kdltal n. 9
O administrador do Consulado Provincial faz
publico a quera interessar possa, que ua forma
do respectivo regulamento ser tffeetuado por
esta repartico, no espaco do 30 das uteis, con-
tados da data deste, a cobranca independente de
uiulta, dos impos'ns de dcima urbaua e 2j 0|0
sobre a renda dos bens de raz, pertencentea
corporacoes de roo morta, relativos ao 1- semes-
tre do ezercicio de 1886 87.
Consulado Provincial de Pernambuco, 1 de
Deiembto de 1836.
F. A. de Carvalho Moura.
perial ordem da Rosa, etc.
le e Soccorro
lili. \0 DE alOl.tW
Esto eatabelecimento far leilo no dia 15 de
Dezembro prozimo, por intermedio do ageote Mar-
tin, ru* do Bom Jess n. 32, s 11 horas da
manh, dos objectos que nao orem resgatados
at a vespera, das seguintes cautcllas, a dinheiro
de contado. .
Eataro em expeaico tres diaa antea.
11.632Um annel de ouro com brilhante, urna
pulseira, ama coi rente e medalha para re-
logio, o iro de le.
11.633Um par de rosetas e um annel com bri-
lhantes.
11.976Urna corrate para relogio ouro de le,
um relogio da ouro e um paliteiro prata
de lei.
l .981Urna pulseira ouro d lei.
11.988Um annel de ouro e tres botoes com bri-
lhantes, ama volta de ouro com medalha,
duas correntes, duas medalh s para re-
logio, um par de brincos e seis moedi-
nhas de o'iro em botos.
12.010Um par de rosetas de ouro eom brilhan-
tes.
12.022Urna pulseira ouro de le.
12.025Um annel de onro com brilhantes, urna
pulseira, um broche, um par de brincos,
um dedal ouxo de lei, urna pulse.'ra, um
broche, um par de brioco3, ouro bailo.
12.167Um-* pulseira de ouro com brilhantes,
quatro anneis com ditos, um corrento
de ouro para relogio, urna ghrgantilha,
urna pulseira, dous broches, dous pares
de brincos onro de le, um relogio de
ouro.
12.168Urna cruz de ouro com bnlhan'cs.
12.202Um annel do ouro com brilhantes e tran-
celn], ouro de lei.
12.302Um annel de ouro com um brilhante,
duas coroas de oura de lei, urna moeda
de ouro com laco, um cordo e um cora-
co de ouro, ouro baizo.
12.306Claco anneis ouro de le.
l.319Duaa pulseiras, tres broches, um par de
brincos, dous ditos argoloes, um dedal,
quatro anneis, ouro de lei, um broebe,
dous pares de brincos, um par de argo-
loes, um de botoes e um annel, oun bai-
zo, urna salva, um splendor, urna conchi
para topa o 17 colherea de pra'H.
12.324Urna volta de ouro cem m'dalha, ouro
do lei.
12.329Um annel de ouro com brilhante, um ro-
sario e urna cor i de ouro, um cordo,
um par do brincos o urna cruz, ouro
baizo.
12.335Um traneelim, urna volta de Jilo, urna
cruz urna fi?a, urna nredinha de ouro,
dous aunis e tres rozetas, curo de le.
12.336Um annel de ouro com brilhante.
12.346Uin broche, cinco pares de rosetas, urna
medalha, tres anneis e um loneto, ouro
de lei.
12.349Um annel com brilhantes.
12.360Um relogio ouro de lei.
12.361Um trancelim e urna medalha, ouro de
lei.
12.36Um cordo e urna mcdalba, ouro de lei.
12.370Um trancelim e um annel ouro de le.
12.371Um relogio, ouro de lei.
12.376Doua trancelras, duas medalbas e duna
cruzes, ouro de lei, 13 eolheres para cha,
e um marac prata baiza.
12.381Um relogio, ouro de lei.
12.387Um relogio ouro de lei.
12.391U n trancelim e urna cruz ouro de lei.
12.392Urna volta de trancelim e tres toteias,
onro de le.
12.394Urna pulseira ouro de lei.
12.402 Urna corrente e medalha, para relogiu,
ouro de lei. ,
12.405 Um par de brincos de ouro ora brilbau-
tcs
12.406Urna pulseira, um alfinete, um par de
brincos de ouro com perolaa e esmeral-
das, ouro de lei.
12.407 Uina salta prata de le.
12.408 -Urna pulseira de ouro com bullanlo.
urna volta dt ouro com laco e urna meda-
lha, ouro de le.
12.409Um broche para retrato com brilhan-
tes.
12.411Uina cjrrente de ouro, e um re'ogio .uro
de lei.
12.412Urna corrente dupa para relogio ouro de
lei,
12.416 Dojs pares de brincos, dous ditos de ro
zetas.
12.431Uina corente para relogio ouro de lei.
12.-138Um cordo ouro de lei.
12.439Uina redoma curo de lei.
12.441Umaccrrentee medalha para r.logit,
ouro e platina, urna dita ouro de le.
12 449Urna corrate dupla com medalha e um
relogio, ouro de lei.
12.46247 moeJas de prata de difierentes valo-
res.
12.463Duks pulseiras, um par de b: incos, urna
volta de trancelim, urna moedinha de ou-
ro com lar;o, e dous mim is, ouro de lei.
12 467Um par de rezotas de ouro com brilhan
tes.
12.472Um annel de ouro com um brilhante.
12.473Uro trancelim, urna medalha, um alfine-
te e dous anneis, ouro do le.
12.486 Urna correute e medalha para relogio,
ouro de lei.
12.497Um trance! m oarode lei.
12.501Urna correute dupla com medalha para
re gin, duas pulseiras, tres pares del
brincos, duas medalbas, iuas moedinhas
de ouro com laco, tres anneis, urna volta
de contua de ouro com cinco teteas, ouro
de lei.
12.505Tres anneis de turo com brilhantes, um
trancelim, onro de lei, um cordo e jm
annel ouro baizo.
12.510Urna corrente e medalha, ouro de lei.
12.511Um alfinete c um par de brincos ouro de
. lei.
12.517Duas lunetas do ouro, um trancelim, qua-
tro voltas de ditos, um alfinete, duas me-
dalbas, dous pares de brincos, quatro di-
tos de rozetas, um par de botes, dous
dedaes, dous anneis, um ponteiro e oito
teteias ouro de lei ; urna salva, um pali
teiro, "m marac, 25 tolhi res para topa
e cha e duas cuelas de prata.
12.521Um annel de ouro cem um brilhante e
um par de rozetas com ditos.
12.524Dous pares de rozetas de ouro, e anneis,
um par de boto s com brilhantes, tres
correntes, duas medalbas para relogio;,
urna dita para acnhora, um par de bo-
tes, ouro de le, e um relogio de ouro.
12.525Urna cruz com brilhantes e urna volta de
ti-ancel'm, ouro de lei.
12 .531Urna medalha, um emblema do Espirite-
Santo e 4 anneis, ouro de lei.
12.532Urna corrente e um relogio ouro de
lei.
12.533Dous anneis de ouro com brilhantes e um
par de rozetas, um biacellete com requi
fifes, ouro baizo e um par de rozetas ou-
ro diamantes.
12.538Urna pulseira, dous alfinetes, dous an-
neis, ouro de lei.
12.551Urna volta de ouro para benhora.
12.552Duas correntes e urna medalha para re-
logio e trez botes, ouro de lei.
12.561Urna volta de perolas e urna cruz crave-
jada de diamantes.
12.583Urna pulseira e dous botes, ouro de
lei.
12.584Doua casticaes com anglicas um palitei-
ro, 18 eolheres para sopa, 28 ditas pa-
ra cha e urna dita para arroz, prata de
lei.
12.594Tres voltas de trancelim ouro de lei, urna
moeda de ouro de cinco mil ris, trez
ditas, dollars e um cordo ouro baizo.
12.595Urna corrente para relogio (incompleta),
ouro de lei.
12.596Um par de botas para punho, ouro de
lei.
12.603Um par de esporas de prata.
12.614--Um cceulo de ouro, urna volta de tran-
celim, urna moedinha, um par de rozetas,
ouro de lei, um fio de contas de ouro, nm
rmblema do Espirito-Santo, e um par de
botes ouro de lei.
12.621 Um annel de ouro com nm brilhante
grande.
12.622m annel de ouro com brilhantes e urna
pulceira, ouro de lei.
12.628Um trancelim ouro de lei.
12 630Urna redoma e um cordo onro baizo.
12.633Dous botos de ouro com brilhantes e um
annel com dito.
12 636Urna escrivania, prata baiza.
12.669Urna pulceira, ouro de le.
12.672 Um par de rozetas de ouro com dous bri-
lhantes, dous anneis com ditos, um dito
com dito e rubina.
12.684Dous anneis de ouro com brilhantes.
12.693Um annel de ouro com brilhante.
12.694Um annel de ouro com um brilhante, um
par de rosetas cravejadas de diamantes,
urna pulceira ouro de lei.
12.697Um alfinete e um par de rozetas, ouro de
lei.
12.704Um par de rozetas de ouro com doua bri-
lhantes e urna cruz com ditos.
12. 714Urna pulceira, um alfinete, un amedalha, I
um per de brincos, um dito de rozetas
uro de lei.
12.717Urna corrente para relogio, e um relogio,
tudo prata de lei.
12.719Urna volta de trancelim um cordo, urna
cruz, um par de brincos, um dito de ro-
zetas, dous alfinetes e urna redoma edous
anneis de ouro.
12.724Um trancelim e ama cruz ouro de le.
12.7Urna medalha ouro de lei, duas cruzes
curo baizo, um cliz com colher, um pa-
liteiro e urna salva de prata.
12.742Urna corrente para relogio e 4 anneis ou-
ro de lei.
12.744Urna cruz e tres botes de ouro com bri
lhantes.
12.746Um alfinete quatro b>tds, um trancelim
dous cordea ouro de lei e seismoedinhas
de ouro em botes.
12.747Um par de rozetas do ouro cravejadas
de bi libantes pequeos e perolas, un an
nel com um pequeo brilhante, ama pul-
seira ouro de lei.
12.749Um relogio de ouro para seabora.
12.750Um mcdulho de ouro era vejado de bri-
lhtit'.'s, una pulseira do ouie cora bri-
lhantes o diamantes, duas m?dalhas da
ouro com ditos, urna volta de ouro para
Benhora, ura medalbo ouro de lei, dous
firs"de perolas.
12.755 Un trancelim, urna volta de dito, duas
mcialhas, um cordo e um aune! ouro de
lei.
12.757Um cordo ouro de lei.
12.761Urna medalha ouro de lei.
12.765Un relogio ouro de lei.
12.771Urna cruz de ouro com brilhantes.
12.771Una pulseira, um par de brincos e urna
figa, ouro de lei.
12.779Um re'ogio ouro de lei.
42.786Um aunel de ouro cem brilhmfe, uina
pulseira, um alfinete e um par de brin-
cos, ouro de lei.
12.787Urna medalha e um par de argas ouro
de lei.
12.788Um relogio de ouro.
12.790Um par de brincos e nma mcitalh* ouro
de lei.
12.792Dous pares de brincos, um alfinete pe-
queo, um casto, doua anneis cora pe-
dras e urna figa de ouro i'e lei; m alfi
nete, uro casto ouro baizo.
12.793Urna corrente para relogio (ncouipleta)
e um r.logio, ouro de lei.
12 794Ura relogio curo de lei.
12.802Una pulseira ouro de lei.
12.809Um nunel de ouro com brilhante, um di
to de onro e un volta do trancelim ouro
de lei.
12.841Urna errente e medalha para relogio e
um annel, ouro de lei.
12.847 -Ura anuel ouro de lei com brilhaute.
12.850Urna pulseira, um volta de trancolim,
nm par de brincse urna cruz ouro de Ic.
12.855Ura par de rozetas de ouro cora brilhau
tes.
12.8704> u relogioa ouro de lei.
12.871.Um traucelim e urna cruz, ouro de lui.
12.873Un par de rozeuis o quatro b .tea onro
de lii, e um paiit- iro de prata 12.878Uma ra dalha do oniz, conteni brilhan-
tes.
12.888Um par de brincos, ura alfim te, umi vol-
ta de tri.nc lira e um cordo, ouro de
lei.
12.889Uid anuel de o. com brilhantes, uma
crrate para relogi-, um trancelim pe-
queno e uin par de brincos, ouro de lei.
12.895Uma pulseira ouro de lei, treze cclhes
para chi, piafa b'.ixa.
12.912D-us bntes de ouio cun biilhantes.
12.1114Urna palasra ouro re le:.
12.918Um paliteiro prata de lei, frrze eolheres
para to, .i, dezeseis ditas p< baiza.
12.922Um alfinete e tr> a rozetas, ouro de Ici,
uma pulseira ouro baixo.
12 924Duas pulseir;s e um traucelim, curo de
lei.
12.935 Uma corrente para relogio, un. par de
rozlas c um annel, ouro de lei.
12.936Una corrente e medalha para relogio,
ouro de lei.
12.937Uma pulseira e um tranceln, onro de
lei.
12.949Um trancelim, dous par s de botes para
punhos c um relogio, ouro de lei.
12.950Uma corrente para relogio e um relogio
de ouro de le.
12.953Dona aunis de ouro com brilhantes,
uma moeda de ouro Ib urna dita de 20
traucos, utra dita de 105 e quatro dol-
lars.
12.955Um relogio curo de le para senhora.
12.960Dua8 correntes e duas medalhas para
relogio e duas pulseiras, oaro de lei.
12.965 Uina corrente para relogio, ouro de lei,
um relogio de ouro.
12 966Uma correute e m dalha para relogio,
ouro de lei.
12.978 Um trancelim ouro de lei, uma cruz on-
ro ban<.
12.980Ura annel de ouro com brilhante.
12.987Un par de brincos de ouro e um annel
enm brilhantes.
12.988Uma medalha, um par de brincos e um
dito de botes, onro de lei.
12.989Um alfinete de ouro com brilhantes, uma
vernica, um dedal, urna cruz, ouro de
lei.
12.994 -Uma corrente com porta-ielogio para se-
nhora e um alfinete, ouro de lei.
12.995Uma volta de ouro, uma medalha e uma
Eulseir.i, ouro de le<.
ni annel de ouro com um brilhante e
dous rubins.
13.004Uma volta de ouro, um alfinete e ura par
dn brincos, ouro de ouro de lei.
13.00-^Uma volta de cordo, ouro de lei.
13.006Um annel de ouro eom brilhante.
13C57.Uma fivella de ouro, um annel cravejado
do diamantes, um par de rozetas com
brilhantes pequeos, ouro de lei.
13013.Uma corrente e medalha para relogio e
um relogio, ouro de lei.
13014. Um par de rozetas e um arinel contendo
brilhantes, uma pulseira, ouro de lei, um
relogio, ouro de lei.
13016.Urna pulseira, uma corrente e medalha
para relogio, uma volta de ouro, um tran-
cellim, uma medalha, uma dita pequea,
um par de brincos, ouro de lei.
13017-Um par de brincos, ama medalha, dois
anneis, ouro de lei ; sete ditos, ouro
baizo.
13018.Um cordo, ouro de lei.
13019.Uma corrente e medalha para relogio,
onro de lei.
13024. Um relogio, ouro de lei.
13026.Um alfinete para retrato, uma medalha,
um tranceljim, dois pares de brineos, um
annel, oaro' de lei.
13038.Tres alfinetes, um par de brincos, um de
rozetas, ouro de lei; uma pulseira, um
par de rozetas, ouro baizo : um marac e
nm grampo de prata.
13040.Duas pulseiras, dois trancellins, ouro de
lei ; um cordo, onro baixo.
13044.Uma corrente e medalha para relogio,
ouro de lei.
13045.Duas pulseiras, dois pares de brincos, um
dito de rozetas e um dedal, ouro de lei.
13(58.Uta trancellim, um alfinete, dois pares
de brincos, tres anneis e uma cruz, ouro
de lei.
13061 Ujj cordo e uma cruz, ouro baizo.
13067.Uma volta de ouro com medalha, dois
tranceilins pequeos, dois pares de brin-
cos, um dito de rosetas, urna moeda de
5/, cora laco' um emblema do Espirito
Santo, um annel, um e meio par de bo-
tes, ouro de lei.
13069.Uma volta de ouro e uma medalha, ouro
de lei.
13073.Ura relogio, ouro de lei.
13076.Urna volta de trancellim, ouro da lei.
13079.Uma corrente para relogio, ouro de lei.
13U80.Um par de brincos de our> com brilhan-
tes pequeos e tres anneis com ditos.
13038.Uma corrente, medalha e um relogio, ocro
de lei.
13091.Um annel de ouro com pequeo brilhante,
uma coi rente e si nete para relogio, seis
botes, ouro de lei.
13092.Um cordo e um redoma, ouro de 16 lu-
ales.
13095.Uma corrente e medalha, ouro da lei.
13096.Uma corrente dupla com medalha para
relogio, ouro de lei.
13097.Uma pulseira, um alfinete e um par de
brincos, ouro de lei.
Recife, 27 de Novembro de 1886.
O gerente e guarda-litros,
Felino D. Ferreira Co'l\o.
DECLARACOES
Imperial socledade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
De ordem do respeitavel irmo director, convi-
do a todo! os nossos irmaoi a reunirem-se em
nossa sede domingo 5 do corrente, pelas 11 horas
da manh, afim de ter lugar a ass mbla geral
do mez prximo patsado, que deixou de funcciouar
no dia aprasado por falta de numero, devendo
esta ter lugar com o numero que comparecer.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mccbanicos c Liberaes do Pernambuco, em 3 de
Dezembro de 1S86. O l" secretario,
Jos Castor.
Confraria de >. H. d<* Soledade da
Boa-Vista
Para curaprimento dos arta. 38 e 42 e seos ,
sao convidados tolos os irmos a comparecer em
nosso consistorio s 11 horas da manh do dia 5
do correnti-, para em mesa geral proceder a elei-
ce dos ovos funeciouarios que teem de reger a
nossa confraria.
"VENERAVEL IRMANDADE"
DE
Santa Cecilia
De ordem da mesa regedera, convido a todos
os irmos profesEorcs para se reunirem cm assem-
bla geral srgunda-feira 6 do corrente, s 10
hjras da manb, afim de proceder ae r. eleico
dos novos funecionarios pira o anno compromissa
de 1886 a 1887.
Consistorio da veneravel irmandade de Santa
Ceeilia, 2 de Dezembro de 1886.
O secretan?,
Amaro J. do Espirito Santo.
Companhia de Edificado
Communica-se acs Sra. accionistas, que por de-
liberado da directora foi resolvido o recolbi-
mento da quinta pr< ataco, na razao de 10 por
cenio do valor nominal das reipectivos ace, a
qual dever realisar se at o dia 5 de Dezembro
prximo futuro, no escriptorio da companhia
praca da Concordia n 9.
Reeife, 5 do Novembro de 1886.
Gustavo Antunei,
director secretario.
S. R. J.
Socledade Recreativa Mi
Sarao bimestral em 5 de Dezembro
Sc-ieotifico qie os convites para este baile aeha-
ie a disposieo dos-ceuhores socios na secretaria
i!a soei-dade, tesina orno os ingrisses em mo do
Sr. thesoureiro, os quaes devero ser procurados
at o dia 4 de Dezembro. Previne-se que nao se
adraitte aggregados.
Retafe, 25 de Novembro de 1886.
Joe de Medices,
2o secretario.
Estrada de ferro do
Rccifc a Caruar
Horario doN Ircnm de Huburbio*
i
DAS UTEIS
Estaques
S. 1.
Recibe .
Tigfp .
Jaboato
S. 3.
Recife. .
Tigipi .
Jaboato
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Estacoes
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S. 2.
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S. 4.
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S. 6.
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Estaques 8)

S. 5.
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DAS SANTIFICADOS
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Estaques
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Recife .
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DE TAROF.
Estaques
S.5.
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S. 12
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3.30
3.47
6.00
<6.17
7.46
8.2


NOTANos diaa de testa nacional 'regular o
horario dos dias uveir.
r
i
cw r


Diari<
m/
PcNiambucoSexta-eira 3 de Dezenibro de 1886


Estrada de Ferro do Recife a Caruar
De oidetn do Illm. Sr. director engenhero chefe, faco pablici que no dia 2 de Dosembro
ser entregue ao trafego a estacao de Cascavel, vigorando, pravisoramente, d'aqaella data era
diante, os horarios segrate.
As tarifa poderlo ser consultadas as estacSes, pelo inters ados.
.Recife, 30 de Novembro de 1886.
O secretario,
Manoel Juvencio de Saboia.
E. F.~R. C.
HORARIO DOS TRENS Di SERNA
A' vigorar do 2o do Dezembro______________^^^^
CO
MniiliH
BSTACOES
P. 1.
Hocif <.........
Jaboato......
Morenos.......
Tapera........
Victoria.......
Poml> .......
Csseavil......
n. i.
Chegada
9.55
10.25
10.52
11.21
11.56
12.25
Partida
Tarde
BST4COE8

Todos o* da -P. *.
9.20
9.58
10.30
10.55
11.30
12.
Casca vi 1.
Pombos. .
Victoria .
Tpera..
Morenos .
Jaboato
Kecife...
s no* dia* atelnmash
liecife................
rgipi...... ........
Jaboato.............
Morenos..............
Tapera...............
Victoria...............
C. 1. (*)
Victoria .
Pombos .
Cascivel
C. 3.
Hccife. .
-Jaboa'iV)
Moreno .
Tapera..
Victoria .
3.50
4.11
4.43
6.14
5.50
7.40
8.21
3 30
3.55
4.16
4.47
5.19
7.
7.45
II. i.
Victoria..............
Tapera..............
M'.i.-ci o...............
Jaboato..............
Tigipi................
Recife.'................
Chegada
3.7
3.L'5
4.12
4.37
5.5
5.43
C. .-<*)
Cascivel.
Pombos..
Victoria .
Facultativo tsde
11.
11.40 11.50
12 2- 12.30
1.3 1.10
1.50
C. 1.
6.30
7.3
7.35
7.56
8.20
9.86
10.25
Partida
2.42
3.10
3.46
r 1.15
\ 4.42
\ (V
;>.!
IMAlIlli, "Kf* E8A
RES HARITOLES
LINHA MENSAL
O paquete Gironde
Cornmandante Minier
Espera-se da Eu-
ropa no dia 4 de
Dezembro segura-
do depoi da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Rio de lanelre e Ma*
video
Lembm-se sos senhores passageiros de todas
a classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se ao ssenhores recebedores de merca
dorias que s se attender as reclamacoes por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidas na occa-
sio da descarga.
Para carga, pttBsagens, encommendas edinheirj
a frete: tracta-se com o
AGENTE
Lab He
9 RA DO OOMMERCIO 9
Leilao
De ama arras cito de amarello envidraca-
da e envernisada e um balco com tampo
de pedra, servindo de base a offerta ob-
tida.
Sexta fera, 3 do corrate
A's 10 i/2 horas em ponto
O agente Pinto levar a leilo a armaco e per-
(once da loja do Sobrad- rus do Mrquez de
Ollnda n. 31.
A's 10 1|2 horas em ponto, por ter um outro
leilao de fazendas na mesma dia.
Le'lfio
4npstc
(jnii4^s*i'uai2?M.8.C.
6.
6.35
7.8
7.40
8.
9.
9.41
Victoria .
Tapera ..
Morenos .
Jaboato
Recife...
3.40
4.23
6.30
6 20
3.
3 50
4.50
5 40
.'' esperado dv iros do
su! at o dia 9 de Dezembro
depois da demora necessaria
seguir para
HaranhSo, Para, Barbados, NI.
Thomaz e \ew Vork
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
ie com os
AGENTES
O paquete Finance
Eepera-se de New-Port-
New, at o dia 13 de De-
zembro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
N. 8 RUADO G'OMMEtClO N.--8
! andar
De toalbas felpudas, sargeliin, cretones,
flanela,* vetado, biccos e rendas pretas,
e camisas de linbo pura hornera.
Sexta feir 3 de Bezeinbro
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 6
O agente Pinto levar a leilao, por mandado do
Eira. Sr. Dr. juiz de direito especial do commer-
cio, em virtuJe da requerimento do curadar fiscal
e depositario da massa fallida de Caetauo Ramos
& C, 5 volumes com fazendas de lei, ltimamente
tiradas da Alfandega e existentes no armazem da
ra do Mrquez de Olinda n. 6.
Em p.ontinua^o
Vender o mesmo agente differentes caixas com
mariposas, baptista, calcadas para meninos e 2
caixas com calcados para meninas.
Garante se a authenlicidade e origem dos
ohjectos. Provando-se o contrario retorna se o
objecto comprado e volta-se duas vezes a impor-
tancia paga por elle.
O mesmo refere se aos objectos at sgora
comprados.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8/0C0 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Goucallo : a tratar na ra d
Imperatriz n. 56.
Aluga-se a casa n. 1 da ra da Princeza
Isabel, bairro da Boa-Vista, com commodos para
grande familia, contendo pavimento terreo, pri
meiro andar e sotc, muito fresca, tem despt-jo,
gaz e agua : chaves ra da Aurora n. 85.
Aluga-se duas casas na povoacao da Torre:
a tratar na ra Primeiro de Marco n. 25 A.
.llaga -se a casa terrea n. 42 da ra da Ma-
triz da Boa-Vis!, com 2 quartos, sotSo, quintal e
cacimba; a tratar na ra do Pilar n. 56, taverna,
depois das 4 horas da tarde
Precisa se de um criado para vender em
tabsleiro, que seja de boa conducta ; na ra da
Matriz da Boa-Vista n 3.
Aluga-se os andares superiores do predio n.
51 ra do Imperador, com excellentea accommo-
daces para familia : a tratar com N. I. Lidstone.
ra do Commercio n. 10.
Vende se o cstabelecimemo de molhados sito
praca do Conde d'Eu n. 15; tratar nt mesmo.
Leilo
Do hotel denominadoRocambole sito
ra Vidal de Negreirop, antiga Pateo do
Terco n. 7.
Sexta feira. 3 do corrate
A's 11 horas
Constando :
De mesa elstica de 5 taboas, aparadores, 1 fi-
teiro grande, quaflros, etagere?, jarros, 1 mesa
grande, espelhos, loucas, vidros, diversas bebidas,
trens de cosinha c amitos outros utensilios. Em
seguida ser vendida urna mobilia de amarello.
O agente Gusmao autorisado far leilo do hotel
cima mencionado, em um ou raais lotes vontade
dos compradores.
Garante-se as chaves da casa.
Precisa se de um caix iro de 11 16 auuu-,
e que tenha pratica do molhaJcs ; a tratar na
ra de Marcilio Dias n. 121.
Prepara-se bandejss paia casamentos, e
qualquer encommenda para cha ; na entrada da
ra de Chrlstovo Colombo n. 3.
Aluga se o 3- andar da ra do BarSo da
Victoria n 52 ; a tratar na mesma casa no pri
meiro andar.
Leilo
(*) Os nena C I c C t b MH teitos uas vezes por semana ; uas tercas e sextas-teiras.
Manoel tiendes da Silva.
Manoel Paulino Cavalcante de Albuqu erque.
Manoel Pereua de Ar&ujo.
Manoel da Silva.
Olinda Augusta de Miranda.
Pedro Celestino de Azevcdo
Rita Joauna D. A.
Rita Rosa de Castro.
Raymunda Maria Joaquina.
Sebastio Cavalcan'e de Menezes.
Sebastio Antonio Vidal.
Sebastin Passollo.
Tyrso Jos Maria de Souza.
O 1 fficial
Deodato Pinto dos Santos.
Monte Pi Popular
Pernambueano
Aesf oab'i geral domingo 5 do corrente, s 10
horas da manb, para ter lugar a lcitura do rela-
torio do ultimo semestre, e a posse do novo conse-
Iho que ttn de administrar esta seciedade no
auno social de 1886 a 1887. Sao pois convidados
para esta sesso nilo s os novas eleitos como to-
dos os drmais socios.
Secretaria da sociedade Monte Po Popular
Pernambueano, 3 de dezembro de 1886.
O 1* secretario,
Regino P. de Carvalbo.
martimos
_. i i i i 1 i k i Marcelino Augusto de Macedo.
Estrada de Ierro doRe-ls^fijrrB...
cife ao S. Francisco M noel Fe c no
Aviso
Pelo presente sao cmvidadcs os senhores ac:i.J-
uistas di-s'a companbia a viren receber na esta-
co da Cinco Pontas o 46 dividendo concernente
-io semestre lindo em 30 de Junio do corrente
anno.
Escriptorio da superintendencia, no Cabo, 1' de
Date0 de 1886.O superintendente,
______________ Wells Haod._________
Hospital Portuguez de
Beneficencia
-" Assembla geral
j ordem do Ilim. Sr. provedor, convido os se-
,nrea socio deste hospit&l a reunirem-se em
nssembla geral no prxima doming, 5 de De-
zembro, s 11 hora da manb, na sdc social,
;fi.n de dar se cumpriment / dispotico dos esta-
-n:.s no art. 18 e3 do art. 17 que tratam da
eleico da nova junta admi istrativa para o anno
de 1<587.
Secretaria do Hospital Portug.iez de Benefi-
cencia, 29 de Novemhro de 1886.
Feliciano de Azevcdo Gomes,
l" secretario.
Lyco de Arlse (inicios
gf.De ordem do respeitavel irmo director, face
publico a qu^m interesear possa, que em vista de
ilgum expositores nao terem podido acabar os
sroductos que tencionavam expor,e pedirem a esta
:"rectoria a transferencia da abertura da sexta
ixposi^o artistico-induatrial, ir.arcada para o dia
21 do correte, e como a directora visse que d'ah
varia bem nao aos expositores, como tambero
'xposic'1, que se enriquecer de mais productos,
jouve por bem nao s a exposico, como tambem
o anniversario, designar para o da 12 de Dezem-
sro futuro, esperand que os seus esforcos sejam
oroados do melhor xito possivel.
Secretaria da imperial sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes de Pcrnambuco, em 19 de
Novembro de 1886O 1" secretario,
Jos Castor de A. Souza.
VDMINISTRACAO DOS CORREIOS DE PER
NAMBUCO, 1 DE DEZEMBRO DE 1886
Jlelaqao da correspondencia registrada (sem
valor) que existe nesta repartiqao, por
nao terem sido encontrados seus destina-
tarios.
Alberto Perraz.
Alexandre Francisco da Silva.
Aut*ro Gomes da Silva Ramos.
Vgripino T. C. Branco.
Antonia Tbereza de Jess.
Antonio Culimode.
Antonio Cardoso do Reg.
Antonio Furtado Bezerra de Menezes.
Antonio Joaquim da Costa.
Antonio Lopes Ferreira.
Braatjes & C.
B. Schwob (3).
Carolina Maria do Bomfim.
Constantino de Alneida.
Csaiio Clementino dos Santos.
C .simiro Francisco de Araujo.
Cuiudino da Incarnaco do Verbo.
Clementino Monteiro Duarte (2).
Citano Prat.
Cndido Valeriano d Mello.
Eitepli ih da Silva Lima (3).
, Pontea 6t Gome.
Fabiana Amaro L.p^b.
Firmino An-onio du Fri.
Flix Francisco de s'ouza Magalbe.
Fernando Moura.
Francisco Antonio Salgado.
Francisco da Chaga Faleo.
Francisco Jos Silverio.
Franciseo Soares Monteiro.
Guilhcrmina 8. Santos Neves.
Gratiru Milliet.
Herculano Alv sda Silva.
Isabel Soares do Reg Barros.
Ignacio Ribeiro Guimaraes.
Jorge Jos Marque.
Jo2o Jos de Araujo (2).
Joo Morac.
Jlo d Motta.
Joo do Prazeie.
Joa^uim Bibiano.
Joaqn'Q Ferreira de Souza.
Joaquina Pereira Freir-
Jos Bernarie Gome.
Jos Francisco de Soasa.
Jos da Costa Dourado.
Jos Olympio da Rocha Santos.
Joo Vieira de Mello.
Libania Benedicta da Conceiclo.
Luiz Antonio das Chaga Craveiro.
Loiz Urbano da Cunha A.
Maria Ciryaca.
Maria Magdalena da Conceicao.
Maria dan Mercs Miran la.
Maria Ros da Assumpcao.
Msgaihies.
iler.
Compae&ia Braiileira de n .ve
gr.co a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandanle 1- tenente Guilherme Wad-
djngton
E' esperado dos portos do sui
at o dia 7 de Dezembro, e
seguir depois da demora in-
dibpcnsavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommeodiu e valeres
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
O vapor Baha
Cammandante Silverio Antonio da Silva
E' esperado do ^rtos do
norte at o dia de 3 Dezem-
bro e depois da demora in-
dispcnsavel, seguir para
os p<1/>8 do sui.
Recebe tambem carga para Santa Catharinn,
Grande d> Sui, Pelotas e PorU Alegre.trete mo-
dic .
Para carga, passgens, encommendas e valores
trata-e na agencia
PRAGA DO CORPO SANTO N 9.
: companhia Bahlana de navega
^io a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Araoaj,
Estancia Rahia
O VAPOR
Principe do Grao-Par
Commandanie J. F. Teixeira
E' esperado dos nonos aci
ma at o dia 5 de Dezembro
e regressar mra os mea-
mos, depois da demora do cos-
tume.
Para caiga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
7lirta do Vigario7
Domingos Alves Ma heos
t(lHP,l\nit PFU^AMlCAXt
DE
Wavegaeo Cos el ra oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor Jacuhype
Commandanto Estoves
Segu no dia 7 de
Dezembro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 6
as e dinbeiros a frete at
da sahida.
Encommendas passag
Sboras da tai de do t
ESCRIPTORIO
Cae$ da Companhia Pvrutmkuwvi
n. 12
CHARMIRS KELMS
t'ompachla Franceza de navega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
San toa
Steair 7111b fle MaranMo
Espera-se dos oortos do
sui at o dia 3 de Dezembrc
seguindo depois da indis
pensavel demora para o Ha-
vre
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rpida
e offerecera excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As passagens poderlo ser tomadas de antemo.
Recebe carga encommendas e passageiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
Steamer Til de Macei
E' esperado da Europa
ni dia 6 de Dezembro, se-
guindo depois da indispen
save) demora para a Ba-
ha. Rio de Janeiro
e Mantos.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p'los
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng: ual-
quer rcclamacuo concernente a volumes, que po-
ventura tenham seguido para os portos do sul.afirr,
de se poderem dar a tempo as previdencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companbia aio se
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageira* par
.. quaes tem excellentes aecomodacoes.
Augusto F. de Ofiveira A .
><;k.\'tk
42 rija do commeroio-42
Da armaco envidracada, balco, spelhos doura-
dos, candieiros a gaz, csrleiras, cadeiras, me-
sas, repartiment) de escriptorio, mesa com ma-
china de copiar car tilo, e mais pertences da ar-
maco da loja da roa do Baro da Victoria
n. 52.
Sabbado4 do corrente
Ao mtio dia
O agente Pinto levar novamente leilo a ar
rnaco e mais objectes cima mencionados, por
nandado do Exm. Sr. Di. juiz especial do com-
mercio, em virt.de do requerimento do curador
Bacal e depositario da massa fallida de Caetano
Ranos & C.
Lei'o
De urna catraia forrada de cebre
Sbbado 4 de Dezembro
Agente Pinto
Poroecasio doleilo do cavernams de um na-
vio, em Fura de Portas.
Leilao
DE
Quim precisar de urna ama com b .ra e abun
dante lcite. dirija-se ra de Hartas n. 18.
"-. Vende-se urna t vina bem localisada, pro-
pria para prlacipiant'1, cu tambem se admitte um
socio com alguin capital ; a tratar na ra do Bar-
tholomeu n. '33.
Quem precisar de urna professora para en-
sinar primeiras lettras, francez, italiano e flores,
dirija-se ao Caminh ; novo n. 128, que achara com
quem tratar, at as 9 horas do dia, e deixar
cartas no caso de nao estar ah a peasoa depois
desea hora.
Non plus ultra
Surprendente e nunca vindi a este mercado do
vinho puro de uva sem a mnima composico, de-
nominado
Maduro
proprio para mesa ; e escolhdj especialmente pelo
socio na nltima viagem que tez aos lugares vinna-
teiros de Portugal.
Chcgou tambem o acreditado
Malvazia
vinho proprio para constituices debis, especial-
mente para senhoras. Este vinho que tanta ap
provaco tem tido, ponto de haver taita, demos
as ordens precisas afim do chegar-nos remes-
sas, tantas quantas forem necessanas pora con-
sumo.
4 Alcva das Princezas e
Rainlros
POR
IUO BAUJOINT
TRAUCQAO DE J. C. DA COSTA
A obra, Vrdadeiramente uotavel, que vatnos dar
estampa, ser de certo bem reeebida pelos noa-
iios assignarites, porque, alm das innmeras aven-
turas galantes que encerra, aventuras cujas proto-
gomstas foram testas coroadas, contera a deserS-
co histrica do usos e costumes dos povoa do3
diversos paizea em que se derara o episodios que
consttuem este hvro, desde o temp dd velha Ro-
ma dos Cesares at quasi a actualidade, e prova
que a immoralidade e a duvassi !ao em tempo'1
gum Lram apanagio exclusivo das classes prole-
tarias.
Esta vasta galera, em que figuram Cleopatra,
Messalina Joanna, raiuha de Jerualm, Catharina
II, da Ruwia ; Leonor Telles, de Portugal; Maria
Stuart, Maria de Mdics, Auna d'Austria, e tan-
tas outras rainhas, e que revelando os terriveis
nysterios da torre de Nisie, termina em Maria
Antonietta, cuja cabeca embranquecda na priso
n'uma noite de angustia, cahio no cesto da guilho-
tina, pode afoitamente denominarse :
Distribuida> do 1 volune no da 4 de Dezem-
bro.
EditorFrancisco N. Cellares
Para
O navio Sarah, esperado do Rio de Janeiro,
contrata alguma carga para o porto cima ; tra-
ta-se com os consignatarios Fonseca Irmos &
Companhia.
Lisboa
Segu com brevidada a barca portngueza Pe-
reira Borg.s para o resto da carga que falta,
tratase com Silva Guimaraes A C, ra do
Commercio n. 5.
LIVEEPOOL, VIACEABA'
O vapor inglez Pa-
ranftense sahir para os
portos cima no ab<
bado 4 do corrente s
6 horas da tarde.
Para frete trata-se
com Johnston, Pater
& C., consignatarios.
Ra do Commercio.
Nabbado, 5 do corrate
A's 11 horas
A' ra estreita do Rosario n. 25
O agente Slveira, devidamente autorisado le-
var leilo um sobrado de 2 andares, n. 6, ra
da Lapa, freguezia de S. Fr. Pedro Goncalves, em
cerreno proprio.
Urna casa terrea mesma ra n. 4, em terreno
proprio.
A chave do primeiro andar do sobrado pode ser
procurada na casa terrea n. 4.
Os senhores pretendentes desde j podem exa-
minar.
Leilo
De um completo caveroame de um navio, todo
cintado de madeira de sicapira e amarello, fal
tando-lhe comente o taboado de costado, ttndo as
seguintes dimenaoes: 33,n>44 de roda a roda,
3J,'"35 de quilha, 3,ln24 de pentol e 7,in10 de bocea.
Labbado de Dezembro
A's 11 horas
Na officina de carpinteiro da reparticio das
Obras do Porto em Fora de Portas
O agente Pinto, legalmente autorisado levar a
leilo no dia e lugar cima mencionados c caver-
name de um navio tal qual ahi se acha.
Leilo
LEILOES
bexta-feira 3, s 10 e meia horas em pint] da
armaco e balco da loja do sobrado da ra do
Mrquez de Olinda n. 31.
A's 11 horas o de fazendas, camisas, biers, cal-
cados para meninos, exi?teutrs no armazem da
ra do Mrquez de Olinda n. 6.
Sabbkdo 4, o de urna catraia forrada de cobre
por occasio do leilo do ca ver ame do navio.
Ao m. io dia o da armaco e pertences da loja
da ra do Baro da Victoria n. 42.
Leilo
De 32 duzias de s patos de charlte para ha-
mens e senhoras, com e sem saltos.
21 ditas de ditos de castor para homens e se-
nhoras, com e sem saltes.
6 petlea de vaqr/eta da Rassia para carros.
66 duzias de botinas para meninos.
Dous ricos espelhos todo de crystal.
Hoje, 3 do corrente
A's 11 horas
Agente Brito
Rus do Mrquez de Ollnda n. O
Por occasiSo do leilSo de fazendas, miu lo-
zas, movis, serveja, cognac e
roanteiga
A entrega e pagamento efVctoar-se-bao em ac-
to continuo, por ter o msmo asentd de eff ctuar
entrega da chave do mesan armazem.
Do 14 Larris de 5o com vinha commum
Segunda feira 6 do corrente
A's 11 horas
No Largo da Assembla, trapiche do Baro do Li-
vramt-nto, administrador Jos Luiz de Souza
O agente Modesto Baptista fara leilo por can-
ta e risco de quem pertencer j dos barra cima
declarados.
LEILAO
Da casa terrea de taipa coberta de tribu n. 11
em Caxang, c des gneros, armaco e utencilios.
Segunda-feira 6 do corrente
A's 11 horas
O AGENTE SLVEIRA por mandado e com
assistencia do Exm. Sr. Dr. juiz de direito espe-
cial do commercio, e rrqurimento de Franco
Ferreira & C, contra Amaro Affonso Baudcaux,
levar a leilo a casa terrea de taipa coberta de
telha n. 11, em Csxang perto da estacilo e os g-
neros, armaco e utencilios existentes na referida
casa.
Leilo
DE BONS MOVIS
1 piano de Pleyal, 1 espelho oval e quadros.
Ter?a feira 1 do corrale
No 3." andar do sobrado da ra do Livramente n. 6
Pelo agente Martins
No Diario d'amanh
lbadamente.
sahir o annuncio deta-
Expos$ao Japoneza
Grande e importante
Leilo
De ricos jarros, vasos, pratos de porcelana,
objectos de bronzo para ornamento de
eala, entre tiles os grandes jarros de
forma e de execucao original, o templo
Japonez, cloisonncs, obras de char&o,
de bambae, bordados, biambas, e rauitos
outros artigos de aparado gosto.
Te rea -fe Ira, Y de Dezembro
A's 11 horas
Na ra do Baro da Victoria n. 67
Bender tendo de retirarse para o sui far leilo
por intervnc'o do agente Pinto dos objectos
cima mencionados que fizersm parte da Expo-
ico Japoneza ra do Baro da Vicionr. p.
67, Io andar.
Em consequencia do leilo cima avisado, foi
vista do publico a exposico dos objectos du-
rante os dias precedentes excepto domingo.
- Constando que ba pessoas que espalhsm opi-
nioes errneas a respeito da qualidadee originali-
dude dos object. s,esto os rresnos franqueados ao
exame dos conhecedores, e de,montado para este
fia) um dos grandes jarros de bronze para appreciar
a qualidade do nieemo.
em todos os vapores sementes novas de hortalizas ;
ass'm como :grao de hicoen liban-.'
faiii da India.
Obras de vime
Nova remessa em CESTAS PARA COMPRA.
Condenas e assafates
Balaios para roupa soja
Cadeiras e borros.
Pocas Sfoctes & fi.
RA ESTREITA DO ROSARIO N. 9
Attencao
A Loja das Estrellas
A' na Dmii le Gaxias n. 5^
Querendo liquidar diversos artigos para nao
entrarem em balanco, resolven vender por
menos 50/0 de seu valor.
Como sejam :
Damasco de algodao a 320 rs. o covado.
Casemira Othemana a 320 rs. o covado.
Zepbir de urna s cor e quadros a 100 e 120 rs.
Alpacas de todas as cores a 240 rs. o covado.
Brin de cores a 320 rs.
Algodo com duas larguras a 700 rs- o metro.
Bramante cem 10 palmos de largura a 1/500 o
metro.
Merinos de todas as cores, 2 larguras a 800 rs.
o eovado.
Fnsto branco muito fino a 400 rs. o covado.
Plisss^finissimcs a 400 e 500 rs. o metro.
Panno fino preto, 2 larguras a 13200 rs. o co-
vado.
Poreallea finas a 240 rs.
Nansuk lindos deseohos a 160 rs. o covado.
Toalhas alcoxoadas a 2/200 a dusia.
Atoalhado com lindos desenhos a 1/300 o me-
tro.
Guardanapos pequeos e grandes a 2/500 e 4/
dusia.
M'.ixs inglezas para homem a 4/000 a duzia.
Assim como granJe quantidade de retalbos de
sedas, setinetas, lans casemiras, chitas, etc., que
se vendem pela tersa parte de seu valor.
Para eagenhos
Grande sortimento de algodo da Bahia, Rio,
Americanos, brancos e de cores, que se vendem
lquidos e com descont.
Para a tenia
Novidades recebidas pelos ltimos vapores.
Cortes de etaroyon ricamente bordados de 30/ a
60/000 um.
Mantas andaluz" s para soire.
Seiim mnlsumauo ao todas as cores a 1/000 e
1/200 o covado
E muitos ontros artigos que se vendem sem com-
petencia.
Obran publicada*
PAULO DE KOCK
O Rnrbeiro de Pari. 2 volumes
Ilustrados '/40Q
4 SJuier de 3 Cara, 2 volumes
Ilustrados 2/400
O Joo, 2 v. lomes Ilustrados 24400
lucir o Nnboyano, 2 volumes il-
lustrados 2/4C0
A Lelleira de llonlferniell. 2
volumes 2/4r0
O Amante da ft.ua. 5 volumes 5/000
PAULO FEVAL
O Bel dos Mendigos, 5 volumes
Ilustrador 5/00 )
i'ONSON DU TERRAIL
O JiiiMinenio clon Homons
ler me Ilion. 2 volumes Ilustrados 2/400
Os Subterrneo* de llocinej'.
2 volumes Ilustrados 2/400
O Cavalnelro Negro, 1 volume il-
lustrado /50o
A v<>na de Rocambole, 4 volu-
mes illu6trud.>8 4/000
JULES LERMINA
An Mil e I'na llulberen. 4 vclu-
mes Ilustrados (esg ) 4/000
FERNANDEZ Y GONZLEZ
O Desherdados. 5 volumes Ilus-
trados
Os Fibon Perdidow. 5 volumes 1-
Qlustrados
O Panteleiro de Madrigal,5 vo-
lumes ilustrados
HCTOR MALOT
Padre* e Beato*, 6 volumes Ilus-
trados QI000
CONSTANT GUE )ULT
4* Nova* Proezas de Bocam-
bole. 4 volumes Ilustradas 4/O0O
LUIZ DAR ME
i'avorlia de Boa A mema. 5 vo-
lumes Ilustrados 5/000
CAMILLE BONHEUR
O Bel do Crlme, 4 volumes Ilus-
trados 4/000
XAVIER DE MONTE PIN
O* Cigano* da Begencia. 5 vo-
lumes Ilustrados 5/000
F. L. PARRENO
.4 Inqni*ico. o Bel e o Novo
Mundo, o volumes Ilustrados ftfOOQ
mam maravilhosas
AOS
5/000
5/000
5/000
GRANDE EDICAO POPULAR DAS OBRAS
DE
mu YEKKE
Prefps-80J ris um volume brochado e 1/200
encadernado-
ASSlGNATURAS PERMANENTES
NA
LIVHARIA C0PZZI
DE
I>argo do C'onselheiro Saldanba Marinho n.
4 (antigo da Matriz de Santo Antonio)
PERNAMBUCO
Oleo para machinas
Em latas contendo cinco galoes, a 9/000; ven-
de-senos depsitos da fabrica Apollo.
Aia
Precisase de urna ama que bem cisinhe eei-
gomme ; a tratar na ra da Praia n. 11.
Vende se
um dt psito com poucos fundos, bem afregueaaco,
proprio para principiante ; a tratar na ra do
Coronel Suassuna n. 91. O motivo da venda se
diri ao comprador.
Manoel Jone da Fonseca
Joaquim Jo da Fonseca e Ventura Jos da
Fonsica. pelo presente convidara a seus prenles
e amigos para assistirem a urna m9sa que por
alma de seu sempre lembrado pai, Manoel Jos da
Fonseca, mandam celebrar na igreja do Espirito
Santo, pelas 7 1|2 horas da manb do da 4 do
corr.nte, 1" anniversario do seu infausto passa-
mento, pelo que antecipamos nossos sinceros agra-
decimentos. ^^^^
Henrlqae Soares de Andrade
Brederode
A*viuva e filhos de Henrique Stares de An-
drade Biederode, cenvidam os seus parentes e
amigos para aesiatirem a um missa que mandam
resar na matra da Boa-Vista, s 7 l|i horas da
manba de 6 do c rrente, 1- anniversario d seu
falleimento ; pele que ficario eternamente agra-
decidos.
bbobods p coras
Sem dieta esem modif-
caf oes de costumes
Laboratorio central, ra do Vconde do
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Regente.Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelo phar
maceulico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvados pelas juntas de bygene da Corte.
Kepubiicas do Prata e academia de industria de
Pariz.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as dges-
tes e promove as ejecoes dfficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chlero-anemieos, debella a hjpoemia
intertrepical, rt constitue os hydropicos e benb?-
ricos.
Xarope de flor da arueira e mutamba
Muito recommt ndado na bronchite, na hemop-
tyse e as toases agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga -
oismo, na tysica.
Pilulas ante-peridicas, preparadas com
pererina, quina e jaborandy
Cura radealmente as febres intermitientes, re-
mitientes e perniciosas,
Vinho de jurub<:ba simples o tambem fer-
ruginosa, preparados em vinho de caj
Efficazes as inflammaooes do figado e baoo
igudas ou chronicas.
Vinho tnico de capuana e quina
Applicado oas convalescencas das parturientes
are tico antefebril.
Francisco Manoel da Silva k C.
-RA MRQUEZ DE OLINDA-
1 1HMI I


6
Diario e Per na wbuut---Sexta-f tira 3 de Dczembr*
Tnieo
Oriental.
Luz brtthante, sem Fumo
oleoIatico
Hygienico e Econmico
?m LAMPARINES
___
PlLULAS
tfim^\
Prgame as Familias.
Aluga-se
para recolher ulgudo ou uutro
predio da roa da M.da n. 35
Prisneiro de Margo n. 20.
qualquer genero o
a tratar Da ra
Alug-a-se
a casa n. 3 em Beberibe ;
M. Reg.
a tratar cora J. I. de
Alug-
a-se
o segundo andar da casa ra d* Aurora n. 81,
jsnto a estacSo da estrada de ferro de Olinda ; a
tratar na ra do Commercio n. 15, eseriptorio de
Sebastio de Barros Barreto.
Alujase
predio n. 140 ra Imperial, proprio
ibelecimcnto fabril : a tratar na ra do
to n. 34, com J. I. do Meder.is Reg-
ei
mmer-
Aluga se barato
Ra do Bom Jess n. i i, 1 andar.
Ra de Lomas Val atinas i. 4, com soto
Largo do Merend n. 17, I ja com agua.
As casasda ra d<. Coi om>' Suassuna n. 141
Largo do Corpo Santo n. 13, 2. andar.
'Roa da Palma n. 11.
Trata-se na ra do Commercio n. 5, 1 andar
eioriptorio de Silva fuimurSe & C.
Aluga-se barato
O 1 e 2 andares do sobrado rua do Brum n.
36, cada qual com bastantes commodos para fa-
milia, vista aprasivcl c muito arrjado, alugue ra-
oavel; trata-se na ra larga do Rosario n. J4,
pharmacia.
Alnga-sc
2 andar da ra < streita do Rosario n. 32, com
commodos para familia, tem agua ; a tratar na
roa da Imperatriz n. 16, 1 andar.
Ama
Precisa se de uma cosinheira para casa de pe-
quea familu ; a tratar na estrada nova de Ca-
sanga, no sitio do Sr. Valmca, ou no eseriptorio
d'este Diario.
Menino perdido
Desapparecen no dia 29 do corrente, da casa de
Manoel Jos da Costa, o seu caixeiro de nsme
Antonio Jos da Silva ; pede-se s pessoas que
delle ti ver noticia mandar dizer em sua casa
ra Imperial n.z32, ou levl-o mesma casa, ou
a ra da Impera tris n. 42.
MARTOTS* BASTOS
Pernambuco
NUMERO TELPHONICO : r4' 38
Agua florida. Extraliiifa de flores bra-
sileras pelo seu delicado perfume, suavida
de e suas propriedadea benficas, exced
a tudo que ncsle genero tem eppcrecido tic
mais celebre.
Tnico americano.- E' a primeira dr.s
preparajoes para a icnservacSo dos ca-
bellos. Extingue as caspas e outras mo-
lestias cepillares, faz nascer os cabellos)
impedo que embraequecam e tem grande
vantagem de tomar livres Je balitantes as
cabecas dos que os usam.
Oleo vegetal' Compcsto com vegetal
innocente, preparado para amatiar, for-
tificar e dar brilho aos cabellos.
Agua dentifricia. Exctente remedio
contra a carie dos dentee, fortifica as gen-
gives e faz desapparecer o n,o h&lito.
Vend-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 161.
TFLEP10NE N 33_________
Tricofero de Barry
Garntese que taz nas-
eer ecrescer o cabello ainda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remeve
todas as impurezas do cas-
co da cabera. Positiva-
mente impede o cabello
do cahir or. Je eiubranqno-
cer, e in.l!ivelniente o
torna espes-o, macio, lus-
troso e abundante.
'r/AIUite'
Ao publico
Telephonc a. 3JLH
Os abaxo asnignadcs proprictario da retinara
ra do Coronel tiuassuna n. 7, avisam ao pu-
blico e sos Srs. fregueze3 que em seo modesto
estabclecirrento enconm.rao atiopre aasucar refi-
nado del', 2, 3', especial e candy. aasim como
assucar de carneo de tudas i.s qnalidades.
Alm de sinecrid:d>k e agrado em seus tratos,
encontrarao tamb m muita modiudt.de em pre-
coa.
Recite, 25 de Novembro de 1886.
Viuva Barros & C.
Agua Florida de Barry
T. -parada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvaco oficia] de
um Govemo. Tem duas vezes
ruis fragrancia que qualquer outra
adata o dobro do tempo. E'muito
n.ais rica, suave o deliciosa. E'
mnito mais fina e delicada. E'
mais permanente 6. agradavel no
lenco. E' dos vezas mais refres-
oanto no honlio e no quarto do
doente. # E' especifico contra a
frmixido c dcbilidadc. Cura as
dores de cabeca, os cansados e os
desmaioe.
Xarope Se Vifla le Mer No. 2.
HTUMlX VSAlr-O. DXPOXS DETSAL-4.
Cura positiva e radical de todas as formas de
Escrfulas, Sypnilis, Feridas Escrofulosas,
AffeccSeB, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda-do Cabello, e de todas as do-
Sncasdo.Sangne_Figado, e Eins. Garonte-s*
que purifica, enriquece o vitalisa o Sangus
restaura e reno va o systema iuteiro. 0 *
Sabao CaratiTo de Reoter
FERRO GIRARD
Approrsido pela Academia de Medicina de Parte.
Approvado pela ueta Central de Hygiene publica do Brazil.
0 Professor Hrard encarregado do Relatorio Academia demonstrou t que
fcilmente accedo pelos doentes, bem tolerado peto estomago, restaura as
forcas e cura a chloro-anemia; que o que distingue particularmente este
novo sal de ferro, que nho causa priso de ventre a qual combate, e elevn-
dose a dse, obtm-se dejecces numerosas.
O FERRO GIRARD cura anemia, cores pallidas, caimbras de estomago,
empobrecimento do sangue; fortifica os temperamentos fracos, excita o
appetite, regulariza as regras e combate a esterilidade. im
Deposito em Pariz, 8, ra Vivienne e Das principaes Drogaras e Phsrmscias ^My
Aos 000:vw,
200:000*000
100:0001000
GRAND
DE 3
Em favor dos ingenuos da Colonia Ornhanologica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Eilra a 15 fie Dbmsn un 1896
0 thesTcroFrancisco Goncalrcs Torres
Capsulas
IYIathey-Gaylus
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nao fatigo nunca
o estomago e sao recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos anligos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrbagia, a Cystite
du Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgaos genito urinarios.
UU Urna explicago detalhada acompanha cada Frasco.
\UEDALBA DE HONRA
0 OLEO CHEYRIER
i desinfectado pelo Alcatrdo,
tnico 0 balimico, o qu$ multo
augmenta a proprledadot 40
0l*O.
0 OLIO de FIGADO
K BACALAO FERRUGINOSO
t rjtet prepoticSo quo permttto
administrar o Ferro sem pro-
duzir Priso de Ventre rem
Incommodo.
DIPOSITO cfl eD P4RIS
21 TtdiriBb'-MontmartreJl
L&/EVRIER
* 3&W Oriim dt \**~
*<$*'
DIPLOMA DE BOlfR
B1CE1TADO POE TODAS AB
Celebridades Medicas
DA f lA.1CA E DA EUROPA
MOLESTIAS DO PEIT0,
AFFECQ8ES ESCROFULOSAS
CHLCROSIS,
ANEMIA, OEBILIDA0E,
TSICA PULMONAR,
BROHCHITES^RACHITISMO
Vinho de Coca
DEPSITOS EM TODAS AS PRINCIPAES PHARMA.CIAS DO BRAZIL,
IMLSAO
DE
SCOTT
DE OLEO FURO DE
Figado de !>acalho
CO.M
Bypophosphitos de cal e soda
ipprovada pela unta de Hy
giene e auto-risada pelo
goverao
E' o melbcr rcrai dio al hoje deocoberto para a
(luir broiicbKeii etcropbula, ra-
cbiiin. anemia, ciilii dcfluxoM. loMwe rhronica e attecqen
do i.'cllo e da carL-nnla.
E' muito superior no olio simples de figsdo de
sacalho, porque, a!m de ter ch 'iro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinales c nu-
tritivas do oleo, alm das propriedad"s t nicas
reconstituintes doo hypoj>hosphtos. A' venda nat
irogarias e boticas.
Deposito em Pernambuco
Tiiiai imiaia
PAR ATINGIR
liTba e os cabellos
Efcla tintura tinge a b.'ba e oa cabellos ins-
! taD'aueamente, dando Ihes uma bonita cor preta
'e natural, inofensivo o sin uso simples e muito
rpido.
Vende ee na BOTICA FRAN'CEZA E DRO-
GAHIA de Rjiiqu'yrol Fre-es^ suceessorea de A.
CAORS, ra do Jiu-Jesoa fant'm da Crli
o. 22. v b
Capii
era
^ Aluga-te uma boa casa, int- da de novo, con
sitio, na trav.ssa das Fernambucanas n. 1 ; a
tratar na ra do Sb.i n. .''.
Cosinheira
Precisa se de uma preta cosinheira para
casa de pequea faruilia, dacdo-se prefe-
rencia sendo escrava, a tratar no Caes da
Companhia n. 2.
Exigir as Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & Gie, de PARS,
que se achao em casa dos Droguistas e PhartnaceuticoB.
Cozmheira p,i ra passar a fi sta
Precisa-sB de uma>nia para,
eozinbar; no 3 andar da roa
Duque de Caxias n. 42, j or cima
da fypograpliia do Diario.
A lucra fn nina optim m na Boa-Vagem,
erto do b.inhos c com cxcellente acjoamioda-
cSpb para familia, preco razonvel ; trata-se na ra
arga do Rosario n. 34, ph^rmncht.
Portas e janella
s
Engommadcira
No eseriptorio deste Di:irio se dir q'iem precisa
comprar 2 portas de 12 1|2 palmos de altura e
18 janellas de 8 palmos, tu lo de louro ou amarcllo.
rM>>>0<^0M>04
Molestias das Cranlas
XAROPE DE RABIO I00AD0
de GR.MAULT e Ca, Pharmaceuticos
Approvado pela Junta d'Eygiene do Rio-de-Janeiro.
Este Xarope que, pela sua reconhecida tfP ocia# gora na Pharmacopa frartce!a
(Edicao^ de 884J, goza da nielhor reputur-, BD're OS medico? de todos ob paizee.
Substite o oleo de ligado de bac-ilho pela i niel'i eren te con bin :3o intima do iodo C2m
o sueco de plantas antiscorbuticas, omo o agrio, o raba a cochlearia, beb
conhecidas na medicacSo dos adultos e das cranlas pcl< iodoe o eirxofre que
contm. Este xarope oonvm ;is ci ftll tracas, se:n i
postas a certas molestias, como a ozagra, as ero it "cV uuieute
das glndulas do pesceco, qae desapi o md
Essensialmente depurativo e in
eo iodureto de ferro, mn< comoeste. ;:tos
debis e para comia: *
os mos humores, os molestias c.d. pil
do sangue. ------------------
Deposito em PARS, 8. P.reViv; m
^3-C>-2_ Si E>eS-rMB>
.
i
1

Precisa se de uma prota engommadeira
para casa de pequea familia, dando-se
preferencia sendo eserava, a tratar no
Caes da Companhia n. 2.
Criado
Precisa-se de um crudo de 12 ft 15 annes ue
idade, que saiba 1er e escrever a'goma cousa, e
que d conhec'mento de sua conducta ; na ra o
Bom Jess n. 28.
Cuidado com as Falsificaces.
AGUA de
dos Carmelitas
F'A.^.ZS, 14,
I Contra a Apoploxla. o Cholera, o Enjo do mar, os Flatos, as Clicas. Indi-
[ gestftas, a Febre amarella. etc. ter o prospecto no qual tal ennlrido cada ndro.
Deve-se exigir o letreiro branco c preto, em todos os vlUios,
seja qual fur o tamanho, como tambem a assignatura:
Depsitos em todas as Pharmacias das Americas.
nico Successor dos Carmelitas |
Ra de l'Abbaye, 14, PARS
PIMO E RIGi
de 3X9, 4X9 e 3X12 ; vende-e na serrara a va
por de Climaco da tilva, caes Vinte Dous de So-
vembro p. 6.
Fekoral de Cambar (3)
Descoberta e preparado de Alvares de S.
Soares. de Pelotas
Approvado pela Exma Junta Central de Hygie-
ne Publica, auterisado pelo governo imperial, pre-
miado com as medalbas de ouro da Academia Na-
cional de Paris e ExpnsicSo Brasileira Allem de
1881, e rodeado de valiosos attestados mdicos e
de muitos outns de pestaa curadas de : totsee
simples, bronchites, astbma, rouquidao, tsica pul-
monar, coqueluche, eecarros de sangue, etc.
Precos as agencias :Frasees 2500, meia
dusia 13/000 e dusia 24/OCO.
Precos as sub-agencias :Frasco 2#800, znea
dnsia 15/000 e dusii 28*000.
Agentes depositarios geraes nesta provincia
FRANCISCO MANOEL DA SILVA & C,
ra Mrquez de O.inda n. 32
Para o Banho, Toilette, Crian.
Ss e para a cura das moles-
as da pelle de todas as especies
# em todos os periodos.
Un sacerdote
Precis se de um sacerdote psra celebrar nma
missa de Natal no cogcnlio S. Miguel, distante da
estatu de Cnyt.mbuca legoa e meii', ifferc.e-sc
a joia de 730(X), dando se conduccao da mesma
cst.'-.cSo para o ngeoho O sacerdote que nao
i ti ver comprme! i ido c quizer aceitar a < fftrta,
escreva para o mesmo engcnbo, ao Sr. Antonio
Pedro da Coita, esta9io de Cuyambuca, at o dia
10 de Dezembro.
Deposito em Pernambuco casa de
FrancEco Manoel da Silva & C.
Ao commercio
Os abaixo assignados participara ao respeita-
vel corpo comm-'icial, que compiaram viuva de
Luiz Ferrera deAlm seceos e molhados. siio ra do Viseonde de In-
bama n. (9, Itvre e desembaraeado de tode e
qualquer debito ; se algu m se julgar cem direilr
ao mesmo p-scuete-se no | raso de tres das.
Reeife, 30 de Not embro de 1
Unmos & Santos.
Bazar de passaros
Ba do Bom Jc*us n. sh
Neste estabelecimento eneontra se sempre gran-
de ortimrnto de ee-eciaes passaros e guilas,
nacinnaes e estrangeiras, frucias de diversa* qua-
lidades, balainbos para oinhos de canarios do
imperio, jarros e cestos de timb, tr.balho muito
aperfeicoado, a saborosa pinienta em conserva em
lindos frs>quinhos viudos da America, pelo barato
preco de lO rs. cada um, e ootros muitos gene-
ros, que te tornam enfadoi.ho mencionar, tudo por
preyos m dieos.
Caixeiro
Precisa-s de um caixeiro, pref> re-se que renha
pratici de refinaga>, e d fiador de teu cempjrta
mentt ; na ra do Visconde d.' Inbima n i i.
Trabhador
Precisase de um prtto para ajudar em
um sitio em trubalho 'le enxae'a, dndose
preferencia sendo es-?ravo, a tratar no Caes
da Companhia n, 2.
NOVA
LOTERA DO CEARA
AS* serle da 2' ir hu u .....fie Mesero
2OO:OO00O0
Esta lotera est a cargo de um no\v
thesoureiro, que prestou uma grande fianza
para garanta dos premios.
0 portador de dous vigsimos
desta importante lotera est habilitado a tirar
20:012$000
Logo que chegue o telegramma da ex-
tracto sao pago?, immediatamente, os pre-
mios.
Ama
Criado
No largo do Corpo Santo n. 19, 2- sndar, pre-
cisa-se de um criado que faiba Icr e ererever.
Marea
Attencao
Aluga-se a casa sita na travesea do Corpo San-
to n. 16, cem uma bea armaco envidrscuds, faz
se qnalqucr negocio ; a tratar na ra de Mariz e
Barros u. 14, armzzein d-; fum'S.
Pcrdcu-se
Regislradd
No bscoo da ling:eta n 6, precisa-se dj uma
ama pura casa de pequea familia.
Pilulas pcrgaiivas e depurativas
de Campanil'!
Estas | lula 8, cuja prepara c;lo puramente ve
ietd, tetm sido por mais de 20 anuos aproveitadat
eom os mclbores resultados as seguintes moles-
tias : affeccoes da pelle c do figado, syphilis, bou
bCes, escrfulas, enagus inveteradas, erisipelas c
ironorrhas.
Moflo de ntnl ni
Como purgativas: tomn-se de 3 a t por dia, he-
Sendo-se pos cada dse um pouco dTagua adoca
ia, cb ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um piiula ao juntar
Estas pilulas. de invenco dos pbarmacenticot
Almeid.-i Andrade c Filhos, teem veridictum do
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornando-
je mais reccmmeudaveis, por serein um segure
onrgntivo e de punca dieta, polo que poden, ser
is:iciiiB em vifcgem.
ACHAM-SE A' VENDA
draaria de l'aria ohrinlio ft
ll A DO MABQDEZ DE OLISDA 41
BILHBTES A VEXDA !
RODA DA FORTUNA
36Ra Larca do Rosario36
Olinda
Profesara
Urna senbt-ra qae rnsina prieirns lettras,
deantho, piane, flores, bt-rdadoi e todos 03 traba-
ihos de gnllir, pro e-se aliccioiiir em cimi
particular< s por mdico prreo, gnrautsDdc grande
adiantmenlo de sitas diseipulas : quem desojar
tilisar se de seus lervicos, queira dirigir se a
.ua do Cnldeireiro n. 2, 1- andar, onde achara
com quero tratar.
Para quem precisar de banhos
salgados e ares salitrosos
Alaga se per prreo barato una cusa em Olinda,
raa de 8. Francisco, concertada de novo, cuiaJa e
pintada, com 4 qurto, 2 als cosUiba fra,
muito fresca e con liud vis' para o mar, fica
astuto perto dos banhos e Umbem da estaco de
Carao : a tratar na roa do Imperador n. 31, ar-
Mxem do gsa, ai chavea tato na Uvrrn 1 jun-
ta a estacij de Carmo.
a cautela do Monta de Soccorro d'esta provincia
n. 12.0t>7; quem encntral-a; e quizer restituir,
pode dirigir s" ra do Viga'io n. 5.
Precisa se de uma costure ira, prefere se qae j
tenha trabalhado em alguma fabri-a de chapeos ;
a tratar na ra da Crai,_no Reeife n. 51, terceiro
andar. w
Aviso
As pesseas que se jnlgarem credores do f Icei-
do Luis Ferrtira de Ameidt c u de sua viuvs,
aprteentem suas ca tjs n" escriptorii co Dr. Go-
mes Prente para ser-.'in p
Ao commercio
Antonio Mxrtins Qon os, avua ao corpo cea
mercial desta pract. e aquim mais possa intere-
sar, que uela data con prou o Sr. Fraue Barbosa de Oliveira, ceu estnl-ebcimento, sito
roa Vidal de Nogreir. s 2, livre e desembara-
cado de qualqu-r eaoa, cujo fst-b leeim ntogyra-
ya sob a firma de O iveira C., e se algu. m so
jular credor do mesmo queira apresentar suas
contas no oraso de 8 oits a contar da data deste,
a roa, do N.jgueira n. 1.
Recifo, 24 do Novembro de 1886.
Cal virgem de Jaguaribe
Alrio se ra do Bom Jess n. 23
um armazem onde se vende constantemen
te a superior cal virgem de Jaguaribe,
acondicionada em barricas proprias para o
fabrico do assucar.
Esta cal, em nada inferior que not
vein do eslrangeiro, vendida p fixo de 6(5000 a barrica por contracto que \o ao caiadae pintada, om agua o gaz cana'isa
fez o Sr. Vicente Nascimento com o Sr. ;_ a ,rutar n0 Pa,eo do CorP ti,nto 17> 3'
Jos Costa Pereira proprieta rio do engenho
Jaguaribe, cujas pedniras Ihe d o nomo
E' encarregado da venda nicamente
nesta cidade o Sr. SebastiSo Bezerra,
com eseriptorio ra do Bom Jess n. 23.
",;:,r S0LUGA0 COIRR**r
AO CHLORrlYDRO-F!03PHATO DE CAL
O uto poderoso diia recotutltolnte adoptado por todos os Mlicos da Carona na
tyvtet* gerai. Anemia, CMorosts, Titica, Cachexia, BscrorMat, tachitismo, Dometu
ios ossos, Crescimento dintcil d' Ptrit,
COIRRE, ftr/l), ni Ctsrcbs-Iidi. DiilM_nu ^jpcifii^PhtrsieM._
Jaboatao
Vende-se tima casa em Jaboata". :m 'erreno
proprio, eam 2 salas, 9 quart- s, cosinha e um bom
terreno, pela quan'.ia de 3:4i 0 ; a tratar na ra
do Hosnicio n. 4.
Tor 22:000 rs.
Cosnhciro
Aluga-se o 2-
Valentinas n. 0
Alug.i se na ru Vinte Seto de Jane.ro urna Marco 7_A Ilynir}ll.
boa casa eom binscomm,H,,cl "" o,.i. ..1.,.^
andar e sotio roa de Lomns
a tratar na ra Primeiro de
ud .r.
Cosinheira
Prec'sa-se de uma cosinhe ra p ra casa d" pe-
quea familia : a tratar na ra
(antipa Cruz) n. 32.
Vende-se
o hotel e ho; redara Estrella do Norte, na Lio-
goeta. O proprietario deate hotel tendo de reti-
rarse psra fra desta cidade, vendo o seu esta-
trata-
Prceisa se de um cosinheiro ; a tratar na ra
do Paysand n. 19, Pbssagem da Magdalena,
Compra-se
u a srmacao para fazendas ; na ra do Rangel
n. 10, preco medico.
AInga-se
a casa terrea da mi Augusta n. 274, com bastan-
tes eorrm idos ; a tratar na ra do Apollo n. 51.
Criado.
Precisa-se de um criado, dando fiador
da Imperatriz o. 1, 1- andar.
na ra
do Bom Jess beleciraento por prec.T bastante commodo
! se no mesmo, ra Thom de Sousa n. 8.
APPROVACAO DA ACADEMIA DE
MEDICINA DE PARS
ootrai
a todas as
O quinium Labarraque um Vinho eminentemente tnico et febrfugo destinado a
preparaces de quina.
O quinium Labarraque contem todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium Labarraque prescripto com vantagem aos convalcsccnr.es de doencas
ipessdas fracas ou debilicadas por uma febre Icr.c.
Tomado com as verdadeiras pilulas^dc Vallet, sao\api
- .jptdos effeitos que produz nos caaos de Moros; mu-
cores palhdas. \ '
Era razao da eirecia do Quinium Labarraque, prefcrivel _. ^o
nnal o em copo de licor, no fim da refeir;o e as pilulas de Vallet antes
Vende-se na mor parte das pharmacias sobe a assignatura :
Fabricaco e atacado : Cas L. FRERE
,y.
Caixeiro
10, ru Jacob, Pars.
Precisa se de um caixeiro cem pratica de refi-
nscao ; a tratar na ra do Hospicio n. 57.
Criado
Precisase de um criado ; na ra Ncva n 15.
O Sr. Dr. Joo
-
Al ves Pereira Franca
que morououmora na
rua do Hospicio quei-
ra vir ao eseriptorio
deste Diario a nego
ci.
MUTILADO I
/
I ILEbliEI


\
Diario de PcrnambucoScxta-fcira 3 de Dczenibro de 1886
VENDAS
Tccidos de ltnhr

A LievoluQo
A' rna Duque de Casias, resolveu vender
os segu ate a artigos com 25 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Zephiros finoj, lindos padrSes, a 500 ra. o covado
Las de quidros, a 400 ris o cavado.
Ditas lavradas a 4(0 ruis o dito.
Ditas cora bolinhas a 000 e 600 ris o dito.
Ditas com listrinhaa de seda a 560 ris o dito.
Ditas mesehidaa de seda a 700 ris o dito.
Cachemira de cor a 900 e 1J200 o dito.
Ditas preta* a 1*200, 1*500 e 2*000 o dito.
Ditas de eor bordada de seda a 1*600 y dito.
Lmhos escosseres a 240 rs. o covado.
Zephiros de quadrinhua e lisos a 200 ris o eo-
vado.
Linhis lisos a 10") ris o ovado,
Setim macio a 800 e U200 o dito.
Dito damass a 320 rs. o dito.
Setinetas de quadrinh.s a 320, rs. o dito.
Ditas escocers a 440 rs o dito.
Ditas matizadas a 360 rs. o dito.
Cretones fiuisaiinos a 360, 400-e 440 ris o co-
vado.
Chitas escuras e claras 240, 280, 300 e 320 ris
O covado.
Nansuc finas a 300 ris o dito.
Euxovaes para baptisado de 9*000 un.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Seda crua a 800 rs. o covado.
Colchas brancas a 1*500, e 1*800 urna.
Cobertas de ganga a 2*800 urna.
Fechas pr;iteidosa 2*500 e 3*000 um.
Ditas, de pe:lussia a 6*0>X) mu.
Ditos de la a 1*000, 2*000, 3*000, 3*500 4*0u,
5*000 um.
Panno nreto fino a lOOO o covado.
Cortes da caaemira a 3*000, 5*000 6*00
am.
Crep para cob. rta a 1*000 o covado.
Cretone para coberta a 400, 500 rs. o covado.
Lencoes a 1*800 um.
Bramante d? liuhu a 2*000 a vara.
Dito de algodao a 1*200 a dita.
Dita de 3 larguras a 900 ris a dita.
Panno da costa a 1*400 e 1*00 o Cv^a !o.
Dito adamascado a 1*300 o dito.
Espartilhos de ouraca a 4*000, bf 000, 5*500,
6*000 e 7*500 um.
Cortinados borddos a 6*500, 7*500 e 9*000 o
par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Lencos de 1200 a 2*000 a duzia.
Velludilhos lisos e lavrados a 1*000 e 1*200 o
Covado.
Anquinhas a 1*800 rs. ums,
Panno de crochet para cadeiras e M a 1*000,
1*200, 1*600 e 2*000 um.
Henrique da Silva Moreira.
OSnrRAPHAELdeVASSON
Licenciado em Dmeito
fiua do Cherc/ie-Wid/, eV, em PiIZ
ENCARRE6A-SE DE QUUQUER NEGOCUQO
Froeeues Herutu ectbimut de Futf
Cempra de dividas e Coirasas por Juie
Sereocia de tortitas 6ertnna de troprlodade.
NAO SOMSNTK
em FRANQA como na ALGERIA
tara as tnformarges dirjase ao Eseriptorio
ditte Jornal.
Na I
im b
A 400 rs. covado
da ra da Imperatris n. 32, vende-se
trmeutu de tuzeudas de linhs para
.eatidoi, rendo largara e* ehita friucesa, com
"noito bonita corea e palminhas bordadas, pa-
-hincha a 500 rea o covado, na loja de Pereira da
Iva.
A' Florida
Ra Duque de Caxias n 103
Chama te a attencSo das Exmas. familias para
os procos aeguiates :
Luvas de seda prcta a 1*000 o par.
Cintos a 1*500.
Luvas de pellica por 2*500.
2 caixas de papel e envelopes 800 rs.
Luvas de seda cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para bomem a 3*.
Meias de Escossia para enanca a 240 rs. o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuus de 1*500, 2*, 3*, at 8*.
Raines de flores finas a 1*500.
Luvas de Escossia para menina, lisis e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porra-retrate- a 500 rv, 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guarnieres de dem idem a 500 rs.
Anquinhas de 1*51:0, 2*, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs.
Espsrtilbo) Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5000.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca.
Pentes para coco com inscripcao.
Babadores com pintura e insenpeocs a 5C0 rs.
Para toilet
Sabio de areia a 320 rs. nm.
dem phenicado a 500 vs. um.
dem alcatifo a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem de alface a 1*000.
Agua celeste & 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Maceos de seda a 100 rs.
Meias brancas para seahora a 3* a duaia.
Eslojos para crochel a .$000 rs.
Linbas para crochet cor de creme 200 rs.
Linhas para crocb t de seda mesclada 300 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3*C00. 4*000 e 5*000 a peca
BARBOSA & SSTOS
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este cxcellente Whisky Eecessos preferiv*.
10 cognac ou a guarden -e de canoa, para fortifica1
> corpo.
Vende-se a retalho nos tu Iheres armasens
taoihados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo ru-
e e emblema sSo registrados para todo o Braai
BROWN8 & C, agentes
Leiturn para senhorar
Brolhes nikelados e dourados a 2*000.
U.noi gramp s dourados a 500 ris o maco.
Esplendido sortimeoto de galoea de vidrilho.
Grande variedade de le jaes de sitim, s 4*000.
Frisadores americanos pa.a cabello a 3*000 o
maeo.
Setas de phsntasia para cabello.
Bonita collcecilo de plisss a 400 ris.
Brineos, m.'taco de bnlhante, a 500 ris.
Aventaes bordados para crianca3 a 2*000.
Chapeos de fustao e setim para criaocas
Sapatos de merino e setim idem, idem.
Meias brancas e de cores, fio de Escocia.
Pomada de voselina de div Sabonetea finos de vozelioa e alface.
Extractos fiaos de Piuaud, Guerlaine Lubin.
Lindas bolsas de coure e velludo.
Fechs de l para senhora a 1*800.
Sapatos de casemira preta a 2*000.
Tesouras para costura, de 400 ris a 3|000.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Iinmensa variedade do boioes de phantasia.
E milbares de objectos preprios para tornar urna
senbora elegante, e muitos outros indispensaveis
para uso das familias, tudo por precos admiravel-
mentc mdicos.
Na Graciosa
Ra do Ctespo n. V
Duarte & C.
Grande reforma !
foi grande a qne se fez na Loja dos
en
Serrarla a vapor
Caes do Capibarlbe n. I
Westa serrara encontraro os s*nhores fregue-
ces, um grande sortimento de picho de resina de
cinco a dea metros de comprimenco e de 0,08 a
0,24 c
lodo
1,24 de esquadros Garante-ee preco mais como-
/
que em outra qualquer parte.
Francisco dor Santos Macedo.
Liquidaco
Chpos modernos, palmas, plumas fl< res e fitas
ddopor preco mnito barato.
Mine. Niquelina
Ra uas Cruzes^n. 39________
Vende-se
O estabelecimento de molbados sito ra deD.
Mara Cesar n. 9, proprio para principiante por
dispor de poucos fundos, ou admitiese um socio
com capital, o motivo o dono precisar de re'.i-
ar-se por incommodo de sade.
(ochara venda
Vende-se urna cocheira com bons carros de
paaseio, b-ni localisada e afregnezadi., por preco
multo mdico, em razio de si u dono nao poder ad- '
ministrar por ter de fazer urna viagem : os pre- j
tendentes aeharao com quem tratar ra Duque
de Caxias n. 47.
PARA
ACABAR
A BOM MARCH
Esa Domio de Caxias 181.
Completo sortimento
metade de sen valor.
de fazendas
por
Aproveitem!
PILLAS do Dr CRONiK
de /ODUAETO de WW s de QUIMA I
TRINTA airNOSOboinEzltotaBdmeait ad
atacad li contotar d'Hiu PUalaa, qn tvem *m
mi w tUmmioM prrelmpara a rtgim'^tt U fMjM.
Plu ims propridad towttai i mpajoxhm,
xonxrxtxxo de rwmmo e de ^tnan*
19 By^cUMOtC Uk XSIVO OOBU M
Mrw a lisio** mona* **/
Perda de ejppatlt*
fstn rnijnfirrr'iTT trr*n tfo SanotM
fTsccdss esc-ofu/osas, sst
issseju Bsral: 9, na dt reue-Sjat-rm!, PiBS
ai -o- 'CrtCr- r> >0> *Q>'
AON. 17
Vende-se na ra de Hortas a. 17, gneros por
precos sem competencia, alm de muitos outros i
O fino c gnac.
O fino vermoutb.
Vnhos finos do Porto.
Dito Borieaux.
Dito do Porto fino, a retalho.
Dito Figoeira.
Dito especial paro engarrafado.
Cervejas das melhores marcas.
Macas para sopas.
Conservas nevas.
Azeitonas.
Ameixas.
Passas.
Doces finos.
Vellas finas.
Chocolate novo.
Leite condeussdo.
Farinba de ararnta verdadeira.
Copos finos a 2*650 a duzia, s na ra de Hor-
tas, esquina ao voltar para o largo de 8. Pedro.
AGUA SALLES
Acabaro-se as Cus
(mmi.H(M 3oi CfekeMoa e t Bmrrut
a Cor natural
Ba: j una i im ip caco ua LavagDm na ftyttltl
3 ANNOS DE XITO
E. SALLES (la; J. MONTGHETTI. auoocaaor
Pirltmkti-CDiatN, 73, m Tirite, rUQ
Vnttm-u m l.dil u principis PtrKm'.rilH t Drotrlt
|__rii^'-tn'B Pi"^mt,uK> -.Fnsc^M. di SILVA s C\
Realmente
Barateiros.
Una da Impe'-airiz n. i O
E sao os nicos que tem as seguintes especia-
lidades !!!...
LJe alpacas, grande e importante sortimento,
e lindissimos padrdes, o mais tino e apurado gosto
que tem vindo, e por pre^o baratissimo, de 000 000,
700, 800 e i*000,o covado, porm fino e bom !...
Querem ver ?... aparecam !!!...
Exmas. aenhoras !!...
Timos um lindissimo sortimento de tailhe, que
a vista agrada a mais excepcional freguesa ; isto
por menos do que em outra qualquer nasa ; s n.
40!....
Pois custa 600 rs. o covado.
Temos mais lindos sortimento de fustoes a 500
rs. o covado.
Chitas finas, especialidad)-, porque houve gosto
na escolha, e vende-se por 240, 280, 320, 360, 400
e 500 rs. o covado, n. 40.
Tambera temos NI...
Lindos padroes em baptista de 180 a 200 rs. o
covado.
Cambraia victoria e transparente finas e boas
de 3*300 a 8*000 a peca.
Bnm brauco de liuho especialidade de 1*500 a
3*500 a vara pechincba I
Brim pardos lisos e trancados de 700 a 1*600 a
vara, aproveitem festa! !...
Mobsck m grande sortimento a vontade do fre-
quez, vende-se da 400 a 560 o covado, venham .'...
Siluetas !.'!... esplendido e importante sorti-
mento Desse artigo, sendo brancas, pretas e de co-
res, lavradas e lizas, o que se pode desejar em bom,
vende-so de 400 a 6C0 o covado.
Temos mais! !...
Casemira de todas as qualidades e cores, e la-
xemos costumes de 30 a g0*00' barato e em
covados de 2*500, couga que a todos agra-
dara, appirecam fina e
Acreditan) ?..
6*D00, 7*500, 8500,USo*: peca, e que ha de
melhor.
Algodao de 3*500 a 7*500 e 8*000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e brancas de 800 a
1*800e 2*000.
Colcha de lindos desenbos a 4*0C0, casia 6*000
em outras casas.
Pannos da costa do melhor que ha casta apenas
2*750, o metro, pichincha !
Bramante de linho a 1*800 a vara, 10 palmos,
para a cabar.
dem de algodao a 1*300, palmos tambero bom.
Algodao contestado, 10 palmos a 900 rs. o metro,
muito bom para lencoes.
Alem das fazendas j mencionadas temos muitos
artigos de modas como seja, lequcs de fino gosto,
gravatas, colarinhos, pannos, meias etc. etc.
Alheiro &C.
RA DA IMPERATR1Z N. 40
de 5*500.
CARNEIRO DA CUMA C.
Pedem as Exmas. ieitoras S minutos de aliento para os se-
guintes artigos. alias baratisslmos!
Bonitos sortimentos de merinos de todas as cores, a 600 rs. o covado !
Linda escoha das raelhorea cachemires, a 500, 600 e 700 rs. o dito !
dem idem de quadroa, novidade, duas larguras, a 1J600 e 1(5800 o dito !
Setinetas de phantasia, a 400 e 500 rs. o dito !
Caxemires felpudas, duas larguras, a lr)UO0 o dito 1
Liaicrjs com palmas de aeda, a 800 rs. o dito !
Merinos pretos, desde 900 rs. a 2^800, o dito 1 cor garantida.
Lindos vestuarios de 11 para crian$as. a 7500 e 8 Ricas guarnieres de crochets para cadu-a e sof, ps> 8S000
Velludinhos de todas aa cores, a 1000 e 1200 o covado !
Setins Macao, verdadeiro, a 800 e lfJOOO o dito !
Lavas de seda de todas as coras, a 2<$000 1
Leques de phantasia, a 10000 e 10500 1
Meias para enancas, a 25500 a duzia I
Esguiio para cassqaiBhos, a 40000 e 405000, dez jardas 1
(iambraia branca bordada, a 60000 e 80000 a peca 1
P0R? Actoalhados, bramantes para todos os precos ; algodoes, raadapoles bara-
tissimos e moitos ootros artigoa que se liquidara por menos que em outras partes.
59Ra Duque de Caxias59
Camisas nacionaes
A .fSOO. 3AOOO e S*SOO
32=-; Loja roa da lmperatriz -= 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortim*nto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e punhoc da linho como de algodao, pelos
baratos p'e^os de 2*500, 3* e 4*, sendo tasenda
maito melhor do qae as que veem do estrangeiro e
?cito mais bem feitas, por serem cortadas por
um bom artista, especialmente camisciro, tambem
se manda faser por encommendas, a vontade des
fregueses : na nova leja da roa da lmperatriz n
3, de Ferreira da Silva.
Ao32
Sova loja de fazer Jas
AS Roa da inipc i = IS
DE
FERREIRA DA S1^.VA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
jitavel publico un variado sortimento de tsen-
las de todas as qualidades, qae se vendem por
precos baratissimos, assirn como nm bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man-
da faser por encommendas, p r ter um bom mos-
tr alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc
Mas para Homens
IRos Ja Impernirli II
g
7*0W
10*000
12*001
12*0(X
5*50t
6*50
8*001
3*00t
1*60
1*0W
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungento de Holloway um reasedio intallivel para os males de pernos e do peito *, tambem pura
as fcidas sungas chagas e ulceras. E famoso pana gota e o rheumatismo e para todas as enfermi-
dades de pot ni* se reconhece egnal
Para os malea, de garganta, bronchltes reifrlamentos e tosses.
Tumores ras glndulas e todas as molestias da pelle nRo teem semelhante e para os membros
contiahidc* e juncturas recias, abra como por f no ato.
tUtat medicmjj tSo preparada smente ne> KetabcUcanto io PrafeMor Hollwat,
71, MI W 0170111 R1HT (aataa MI, Oxfcr Straejt), 10VSXM,
C Marimw ee* todas M|t rlii do uniweBO.
NM
loa Ja Imperairli
Loja de Pereira da Silva
Neste estabelecimento vende-se as roupas abai
zo mencionadas, qae sao bar Uosimas.
Palitots pretos de gnTgoi aiagonaes e
aoolchoados, sendo rasendas rnui) en-
corpadas, e forrados
Ditos de caaemira preta, de ceedio zanito
bem feitos e forrados
Ditos de dita, fasenda maito melhor
Ditos de flaneUa azul sendo inglesa ver-
dadeira, e forrados
Calcas de gorgorito prew, acolchoado,
sendo fasenda muitc encornada
Ditos de casemira de cores, sendo maita
bem feitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
maito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brisa pardo a 2*, 2*500 e
Cerclas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
CoUetinboB de greguella muito bem feitos
Assim como nm bom sortimento de lencos dt
inho e de algodao, meias croas e collarinhas, etc
to na loja aa ro da lmperatriz n. 3i
esj, se ti neta* e laslnhas SO
ra, o covado
Na loja da roa da lmperatriz n. 83, vende-
am grande sortimento de fustoes brancos a 50t
rs. o covado, lasinhas lavradas de farta-eoret.
fasenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade,
e setinetas lisas maito largas, tendo de todas ar
cores, a 500 rs. > covado, pechincha : na lojt
do Pereira da Silva.
iBodaualnbo franrea para lencei
a 00ra., t$ e l#00
Na loja da roa da Impcratris n. 82, vende-
superiores algodoxinhos francezes com 8, 9 e 1(
palmos de largura, proprios para lencoes de un
so panno pelo barato preco de 800 rs. e 1*000 >
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*280, a*
sn como superior bramante de qaatro largara*
para lencoes. a 1*500 o metro, barato na lojt
da Pereira da Silva.
* Ronpa para meninos
a #, ta&o e
Na aova loja da roa da Imperatris n. 32, s>
vende am vanado sortimento de vestaarios pro
prios para meninos, sendo de palHosinho e calci
nha carta, feitos de brim pardo, a 4*060, dita
dt ssetasaas a 4*800 e ditos de gorjorae pratc
asnitseaelo caaemira, a 6*, sio mut
loja do Pereira da Silva.
DA.
COLOIA ISABEL
EXTRACCO SEMANAL
5.a parle da 24; lotera
CORRE %
No dia 8 de Dezembro do 1886 4
Iiitransf$T*)l 1 IntraasfriT^ll
PORTADOR DE UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:00S$200
Esta lotera est garantida, alm da fianza, por um deposita
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
de eada serie.
BILHETES A' VENDA
0

NA
RODA DA FORTUNA
30-Ra Larga do Rosario36
Bernardino Lopes Alheiro.
PERAL
Ba 12.a part) da 1.a lotera om beneficio da Santa Casa da
Misericordia de Reeife
EXTRAHIDA EM 2 DE DEZEMBRO DE 1886
15028
PREMIOS
^00:000^000
14215
12121
7764
8060
14551
15565
15968
18629
19619
22534
1398
5982
6995
7015
11335
12836
17764
18861
30:000
10:0001
4:000|
2:0005
2:000$
2:000$
2:000$
2:000$
2:000$
2:000$
1:000$
1:000$
1:000$
1:000$
1:000$
1:000$
1:000$
1:00$0
19590
22795
444
667
1849
2561
4719
8837
11749
12548
14073
14909
15002
16466
16664
19452
21428
22385
1:000$
1:000$
500$
500$
500$
500$
500|
500$
500$
500$
500$
500$
500$
500$
500$
500$
500$
500$
15021-2:
1
14214-1:
14216-1:
Os nmeros de 15:001 15:100 (excepto o premio da sorle grande) esto premiadas com 200$
Os nmeros de 14:201 14:300 (excepto o premio de 30:000$) eslo premiados com 100$.
Os nameros de 12:101 12:200 (excepto o premio de 10:000$) eslo premiados com 00$
Todos os nimeros terminados cm 8 e 5 esto premiados com 20$. (Veja-se o plano no
verso dos bilhels)
N. B. A exlraeeo da 13.' parte da i' lotera, em benecio da Sania Casa, ser,
na seguada-feira 13 do corrente.
0 iesoureiroAugusto Octamano de Souza.


Diario de PcniambucoScxla-feira 3 de Dezembro de 1806
LITTRATllR^


CASAMENTO i REVOLVED
seu
POB
JULES MARY
-)()(-
(ContiouagSo)
XII
Nos diac que seguiram-se nao se repro-
luzio raais a raesma scena. Smenta a
vigilancia inv-sivel exercida noito e dia so
bre Gabriella e o pa, tornou-s mais rigo
rosa, vigilancia hbil, na qual agentes
astutos e experimentados conservavam a
apparencia da mais completa ndifferenga.
Norberto deaonvol" urna activid&de
febril, apresaava os preparativos do casa-
mento, diriga um exercito de operarios
que iastaavam no jardim gyrandolas de
copos de cor para a illuminagao ; mas-
tros eu cujos topos deviain tremular au-
riflammas eom as cores da familia d'Ai-
geutal.
Norberto tinha decidido, que, na noite
da bengSo nupcial, seria'' offerecido um
grande baile' aos habitantes do Corbi-
gn 1
O casamento na cmara municipal e
a, ceremonia religiosa dcviam ter lugar no
mesmo dia ; o contracto j tinha sido as-
signado; Rouquin, previdente em tudo,
ceder ao marquez ttulos de propriedade,
que elevavam o total da fortuna do Nor-
berto ; ficavam assim salvas as appa-
rencias, porque, alm dessas proprieda
des que consistan! em predios situados
em Pars e expelientes herdades, Nor-
bert) entrava no contracto, por sua par-
te, com o castello restaurado a as tr-
ras de Bois-Tordu resgatadas por
cumplice.
Bertara, de seu lado, abandonava, pura
e airaplesmente, tilha e por conseguinto
ao genro, pois que o casamento effectua
va-se sob o rgimen ca communhSo de
bens, todos os direitos que Iha cabiara, na
heranga ao seu irmao...
S pedia para passar o resto de saus
dias na coropanhia da filba e de Norberto,
sem estipular, sequer, a menor peaso, con-
tando com a affeigSo de Gabriella e com o
reconheeimento do marquez.
Aproximava-se a poca do casamento ;
faltavam apenas alguna dias e a situacao
de Gabriella em nada havia mudado.
Naquelle lugar solitario, em meio da flo-
resta, pareca estar a mil leguas de Pars.
Seu pensamento voava para junto de
Valentim e de Mourad desses dous ho
mens que a tinham iopresaionado, a ponto
que nSo ousava consultar o coragSo, de
Valentim, cuja coragem, espirito iuventivo
e dedicagSo tSo bem conhecia, de Mou-
rad, que prometiera slvala e a quem a
fortuna permittia reunir um exercito de
servidores zelosos.
Ninguem viria slvala?
Cada hora que decorria renovava-lbe o
snpplicio ; todos a comprimentavam com
respaito e langavam lhe olhares de inveja ;
Norberto nSo tinha parentes, era o ultimo
descendente da familia d'Argental, mas nos
castellos vizinhos estavam dissemnados
amigos quo todos, um por um, informados
do romance desse casamento, em que or
berto representava o melhor papel, fo-
ram a Bois-Tordu, visitar a
noiva.
Dominada pelo olhar ameagador do mar-
quez, Gabriella teve de corresponder com
um sorriso a todos os sorrisos, a todos os
comprimentos, a todas as lisonjas.
O castello recebia visitas, todos os dias.
A pobre moga viva em urna febre cons-
tante, que queimava-lhe o s mgue, consu-
ma-a pouco a pouco e abalava-lha o ce-
rebro.
E Bartara^ alegre, dizia de lempos em
tempos :
Eltao, parece-me que es feliz En-
chtm-te de miraos I Todos quo te vem
sahem encantados !
Sim, papai, sou muito feliz I
Norberto nao havia renovado suas tenta-
tivas junto da joveq, nem mais falado no-
amor que senta ; somonte, quasi que a nSo
deixava, obrigando-a a passeios de carro,
ain quo Bertara 03 acompanbava e que
eram outros tantos triumphos para olla,
porqu > por toda parte por onde passava
recebia, como se fosse urna rainha, os sig
uaes da mais viva admiracSo...
Paluda, silenciosa, com o olhar perdido
no vacuo, Gabriella pareca nada ouvir,
nada ver.
Nuoxa a menor al egria rogava-lhe pelos
labios, cujos cantos pendentes comraunica-
vam lho ao rosto urna expresado de dor,
de soffrimento oceulto. ..
A's vezes Bertara observava-a com olhar
suspeitoso ; e, nao obstante sua cegueira,
sentia urna vaga inquietado.
Isso, porm, durava pouco ; seu espirito
fraco cedia outra vez influencia que so-
bre elle exerciam os preparativos da gran-
de festa que ia ter lugar, admiracSo que
Gabriela despertava em todos, solicitu
do constante con que Norberto o rodeava
e doce vida que levava, contente por
ver se livre das preoccupago*38 da existen-
cia e dos trabalhos inenotoaos para ganhar
o pao do dia seguinte.
E repetia a Gabriella a phraso quo tinha
sempre nos labios, desde que chogara a
Bois-Tordu, sem desconfiar sequer que
essa phrase entrava no coragSo Je sua fi-
lha como se fosse urna punhalada: '
Parcce-me quo s feliz? Enchem-to
de mimos 1...
E Gabriella responda com sua voz gra-
ve, velada pelas lagrimas :
Sim, pai, sou muito feliz 1
Na vespera do casamento, at 3 quatro
ou cinco horas, o dia esteva soborbo, mas
muito quento : de tarde trovrjou e come-
c)U a chover com violencia; levantou so
um p de vento, que varreu as nuvens e
fez cessar a chuva fra da floresta ; mas
as rajadas, no interior de Montreuillon, sa-
cudindo os ramos, fazia cahir as gottas
d'ogua, que tinham ficado sobre as folhas
e consttuiam urna nova chuva
Com semelhante tempo, favoravel nica-
mente aos cagadores furtivos, a floresta de
Montreuillon deveria estar deserta, e en-
tretanto, havia urna hora ou duas, cinco
homens tinham percorrido os caminaos es
boroados pela chuva e procurado abrigo
em urna choca de carvoeiros situada no
funio de urna clareira chamada do Homem
Negro.
O lugar onde estava a choca distava urna
legua do castello de Bois-Tordu.
Um dos homens ficou debaixo das arvo-
res, na orla da clareira, como sentnella
avancada ; os outros entraram.
NSo haviam pronunciado urna palavra.
A noite estava tSo oscura que, por mais
chegados que estivessem uns do3 outros,
nSo se poderiam ver. Estavam com a rou-
pa completamente molhada. O vento, ten-
do mudado para o norte, era glacial e el-
les tiritavaro de fro.
Brrr! disso um... seaccendessemos
fogo?...
J me lambre disso, respondeu ou-
tro... A queatlo, porm, est em achar
interossante | phosphoros que nao estejam molhados...
Tenho-os eu... trouxe-os com todo
o cuidado, por baixo da roupa...
Eoto, accenda!...
Ajuntaram um bragado de ramos seceos,
deixados polos carvoeiros, e um segundo
depois brilhava no fogSo urna chararaa
viva, Iluminando com seus clarSes fantas
FOLHETIM
O flOKCUNM
POR
PAULO PVAL
PRIMEI'RA PARTE
os mesii.es caimas
. (Continuagao do n. 277)
vn
Don contra vale
Faz-me morrer de impaciencia, ex-
clamou Nevers, quo estava em torturas
vio Aurora ?
Vi.
Onde ?
Aqui nesta janella.
E foi ella que lhe eatregoa a crianga ?
Foi julgando por sua filha sob a
protecgSa de seu esposo.
Endoudego 1
Ah 1 Sr. duque, passam-se aqui cou-
sas extraordinarias Urna vez que est
disposte para os combates, vai tl-os d a-
qui a pouco a fartar.
Um ataque ? disse Nevers.
O Pariziense abaixou-se e encostou o
ouvido ao chao.
Pensei que vinham ahi, murmurou
elle, levantando se.
De quem Lila t
Dos bravos que estao enesrregados
de o assassinar.
Contou em poucas pslavras a conversa
que tinha sorprehendido, a sua entrevista
com o Sr. de Peyrolles e um desconheci-
do, a chegada de Aurora, e o que se tinha
seguido. Nevers ouvia-o estupefaeto.
De maneira que, oont luio Lagardre,
ganhei esta noite as minhas cincoenta pis-
tolas, sem o menor incommodo.
Esso Peyrolles, dixia o Sr. de Ne-
vers fallando comsigo mesmo, o homem
de confianga de Felippe de Gonzags, o
meu melbor amigo, o meu irmSo, que est
agora neste castello para servir a minha
ticos os rostos dos horneas que all se acha-
vam reunidos.
Eram*AIourad e Valentim, Trompe-l'OZil
e Augusto.
A sentinea, de plantSo debaixo das
arvores, era Chilpric. ^*
Como se achavam naquelle lugar ?
Como haviam descoberto a pista de Ga-
briella e de Norberto?...
O assassinato de Smelo tinha teito
grande ruiio em Pars e chama Jo a atten-
gSo da polica; SimeSo ora um falso co-
cheiro ; o verdadoiro cooheiro do fiacre ti-
abasa apresentado, mas nao tiaha podido
coatar senSo que, urna manha, dous ho-
mens tinham-se chegado a elle e poste as
mitos urna bolsa cheia de ouro, com a con-
digao de disporem livremepte do fiacre.
Nada mais sabia.
Chilprio teve coahecimeuto do assassi-
nato, tarde, por urna noticia publicada
nos joinaes e reconhecou SimeSo, na Mor-
gue.
Eram amigos, havia muito tempo ti-
aham corrido juotos perigos, arriscado a
pelle mais de urna vez e salvo a vida, um
ao outro, quaudo empn gados na prefei-
tura.
Chilpric n2o pudera abater sede chorar.
Pobre rapaz... murmura va elle. Bem
razao tiaha do descoofiar daquelles guar-
das. de seujroatos patibulares. .. forara
ellas que o assiuaram... pobre amigo, dea-
cansa cm paz... eu to viagarei!.. .
SimeSo o Chilprio eram muito conhe-
cido3 o estimados no caes de l'IIorloga;
maodaram chamar Chilpric e interroga-
ram-n'o.
Mas, nSo querendo fazer intervir a po-
lica nos negocios do Mourad, affirmou nada
saber e rccu3ou fallar.
O assassinato de Simeao era a prova
mais evidente do quo Gabriella tinha tor-
nado a cahir m poder dos que a procu-
ravam e que o marquez Norberto e seus
agentes estavam resolvidos a nSo recuar
diante de crime algura, para conservaren
sua presa.
Por couseguinte, recomegarara as inves
tigag3cs. Agora que conheciam o iumigo,
tial^ra mais probalidades de encontrar Ga-
briella. O a aso alias foi-lh-s propicio.
Nos ltimos dias Trompe l' abandonado, qu-.si completamente, a pres-
tidigitagSo, e como nSo queria, por mais
tempo, ticar a cargo do Augusto, e nao ti
nha ecoaoraias, comegou a procurar traba-
lho de um lado e d'outro.
O trabalho, porm, era escasso; a esta-
c;a > ora ma para os operarios ; alm disso,
sempre que lhe perguatavara :
t O que sabe fazer ? via-se obrigado
a responder : a Tudo I > isto nada I. .
O que poda fazer o pobre homem, se-
no passes de escamoteacao '. .. E' este
um genero de trabalho raramente exigido
as ofnainas e fabrios !...
Urna raanba, seriara 10 horas, passava
elle pela avenida Laumire, defronte da
casa da cmara do dcimo nono quarteiro,
quando viu um grupo de cinco ou seis pes
soas, regularmente vestidas, e que esta-
vam paradas, com as raaos as algibeiras,
dianta da porta principal.
Tendo tornado a passar por alli, urna
hora depois, viu no mesmo lugar tres da-
quellas peesoas, que se nlo haviam afas-
tado.
O fa~to sorprendeu-o e comegou a pas-
seiar pelas immediagaes, at, que afinal,
decidiu se a dirigir a palavra a um dos in-
dividuos :
Estou sem trabalho. .. sabe se na
casa da cmara me poderao indicar algum
em prego ?.. .
O outro encolheu os hombros e respon-
deu com mo humor :
- O mesmo me acontece. NSo ha tra-
balho. .. Faga o que eu fago
O que ?
Ah 1 isso nSo rende grande cousa...
causa.
Nunca tve a honra do ma encontrar
com o Sr. principe de Gonzaga, respondeu
L-gardre ; nSo sei se era elle.
Elle I murmurou Nevers ; nSo e pos-
sivel. Este Peyrolles tem urna cara de
scelerado; vendeu-se ao velho Caylus.
Lsgardre limpava tranquillamente aos
pa ia na aba da farda.
NSo era Caylus, disse .elle ; era um
mogo. Mas perdemo-nos em supposigSes,
Sr. duque, qualquor que seja o nome desse
miserave 1, e um sujeito hbil ; as suas me-
didas estavam admiravelmente tomadas, sa
bia at a sua palavra de passe. Foi por
meio d' ssa palavra que pude engaar Au-
rora de Caylus. Ah ella ama-o muito,
ouve ? e desejaria beijar o chSo que ella
pisa para fazer penitencia da minha tola
fatuidade. Vejamos : tenho mais alguma
cousa a dizer-lhe ? Nada, a nSo ser que
ha um embrulho lacrado, preso camisa
da menina ; a certidSo do nascimento del-
la e a certidSo do seu casamento. Ah I
Ah I minha bella disse elle admirando a
espada lustrosa, que pareca attrahr todos
os polidos raios esparsos na noite, e quo
os reflectia em um feixe de faiscas fugiti-
vas, estamos promptos. J temos frito
muita tolce ; agora vamos entrar em cam-
po por nma boa causa, minha senhora, e
perte-se bem.
Nevers pegou-lhe na roSo.
Lagardre, disse elle com a voz pro-
fundamente commovida, nSo o conhecia.
E' um nobre coragSo.
Eu, replicn o Pariziense rindo se,
agora s tenho urna idea, casar-me quan-
to antes, para ter um anjinho louro para
beijar. Mas silencio.
ajoelhou apressadamente.
Desta vez nSo rae engao, disse elle.
Nevers inclnou-se fambem para escutar.
NSo ougo nada.
E' que o senhor um duque, repli-
cou o Parizionse.
Depois accrescentou, levantando-sa :
Sobem l em baixo, do lado da Ma
cbadada, e aqui do Oiste.
Se eu podesse fazer saber a Gonzaga
em que situagSo rae vejo, disse em voz alta
Nevers, teriamos una boa espada de mais.
Lagardre abanou a ca&ega-
Eu prefera Carrigue e os maus ho-
mens com as suas carabinas, replicou elle.
Interrompeus8 de repente para pergun-
tar :
Veio s ?
__Com um pequeo, Berrchon, o meu
pagem.
Conhego-o ; ligeiro e esperto, se
fosse possivel fazel o vir c. ..
Nevers metteu os dedos na bfcea o deu
um assobio estridente: um oatro assobio
Ha pessoas que vera cmara aera testo-
rauahas, para o resgistro de nascimen-
tos... Eu e algum amigo dos que aqui
estSo, servimos de testamuahas.. Ganha-
mos com isa o 200 ris, outras veze3 400
res ou um copinho de vioho no bot'qum 7
muitas vezes nada, conforme o papai est
algre ou furioso.. Um nascimento
urna felicidade ou urna desgraga, isso de-
pende !.. .
Eu conhecia urna infiaidaie de in-
dustrias, imaginou Trompa l'(Eil, mas nSo
esta! Vou adoptal-a; que remedio !..
E espera da freguaza, poz-3e a pas-
soiar como os outros, aacudiudo o p da
sobra-casaca, j no fio, e alisando o chap}
cora a manga.
Passeiando assim, aproximou se da gra-
de, por tras da qual estSo affixados os pro-
clamas de casamento, e, para distrahlr-
se, comegou a lelos.
Da repente, deixou oscapar um grito de
estupefaccSo...
Entre os proclamas figura va o que an-
nunciava o casamento do marquez Nor-
berto d'Argental com Gabriella Bertara,
casamento que devia ser celebrado alguns
dias depois, cm Corbigny, no Mor van.
No prmeiro momento Trompe-l'GSil jul-
gou ter lido mal.
Estou louco, murmurou elle, onda
tenho a cabega !...
Tornou a 1er. NSo se havia engaa-
do I...
Eotao, sem mais reflactir, disparou a
correr, aSo dando ouvidos a um sujeito de
sobre-casaca preta, que procurava alcangal-
o. gritando lho :
Ola, amigo, quer rae servir da testemu-
nha ?
Correu sem parar ; era alguns minutos
chegou ra MreaJet e subiu 03 seis an-
dares da casa de Augusto.
Ah raeu velho, meu velho, ella ca-
sa-se. .. Gabriella... com o tal Norber-
to... Eu li o proclama, na casa da c-
mara. ..
Hein ? 0 que que dizes ?
Foi preciso quo Trompe-l'USii repetase
cinco ou seis vezes o quo tinha dito ; o
honrado clowa nSo o comprehsndia.
IIlio de sorto !... disse elle pa-
ra que o marquez nSo receie publicar o
casamento, a toque de caixa, c preciso que
tenha obtido o conseatimento do Gabriella.
O que so ter passado?
Vamos casa de Valeatim!... Acho
bom dizermos tudo a Mourad. .
- Vamos, depresaa I NSo ha tempo a
perder.
Mourad e Valentina foram prevenios e
naquella raesraa tarde dirigiram-se e3ta-
gSo de Lyon e to.naram pa8sagera pira
Corbigny, em corapanhia do Trorape-l'Giil,
Augusto e Chilpric, que tanbem tinham
sido avisados.
Chegados a Corbigny, separaram-sa, fin-
gindo nSo se conhecerem, e tornaram a en
contrar se na floresta.
Na estrada de Corbigny a Lormcs, ha
urna psquena estalagem muito eonhecida
dos viajantes e em cuja taboleta l-sc :
O IIomcm-Negro; desigoagSo tirada do
nome do barranco profundo quo fica bei-
ra do carainho. Passaram ahi dous dias,
que empregaram em percorrer o arredores,
informar-se doa hbitos da gente do cas-
tello, vigiar Bois-Tordu e cstabelecer, em-
tira, um plano deoparagoas.
Em toda parte, s se fallava no casamen-
to de Norberto cora Gabriella e na3 festas
pomposr.s que ara ter lugar...
Como era grande o numero de viajantes
e artistas que costumavam ir floresta de
Montreuillon, Gabard, dono da estaligem
do Homem negro, nao tinha tilo a menor
suspeita sobre a qualidade dos cinco hos-
pedes que lhe chegavam. Interrogado por
ell?s, a respeito de Norberto e da noiva, o
to Gabard contou de boa vontade o que
sabia.
- Parece que muito rica a jovan mar
queza, mas ha pouco tempo sraente...
porque, antes disso, era urna simples ope
raiia... parece quo recebeu urna heranga...
muitos milhoea... o afgaos malftitores de
Pars quizeram jbrigil-a a casar-33 cora
um delles... um estrangeiro... um turco,
segundo diaem... Felizmente o marquez,
que havia muito tempo estava apaixonado
por ella, consaguiu salval-a... o tirou-a das
mSos daquelles miseraveis... Admira o nu-
mero de malfeitores que ha na cidade de
Pars I...
Dous dias dopois que haviam chegado,
Valentim, a quem os corapaoImro3 erara
obrigados, dez vezes por dia, a rerammen-
dar to la a prudencia, ficou oceulto no mat-
to, durante a noite, as proximades do ca-
rainho que conduzia ao castello.
Da manlia, no lugar onde estava, sen-
tiu urna emocSo intensa...
Tinha visto Gabriella encostada saca
da de uaia janslla, immovel, cora o olhar
perdido ao infinito do co azul; sim, era
ella, tinha a ree rahecido, adiviahando ape-
zar da distancia ; conseguiu a custo con-
ter uraa exclamagSo... a machinalraeata os-
tendeu 03 bragos como se Gabriella fosse
precipitar se e elle estivesse prompto para
aparal a...
A' tirde voltou paro o mesmo lugar...
O que que esperava ?Que Gabriella
ira at alli, s, e que poderia Lllar-lhe?..*
Havia tanto tempo quo nSo a tinha vis-
to, sentia urna necesaidade immcasa de di-
zer-lhe que o seu amor era aampre o mes-
mo !...
A's cinco horas, quando o sol declinara
o j os passaros nao contavam mais e a
natureza, com o seu silenoio, annunciava
a noite, que vinha tombindo leataraente,
Valentim avistou, de repento, Gabriella,
quo atravessava a pona levadica e vinha
pela alameda.
Mas nao estova s.
Acorapanhava a B.-rtira, corainhando ao
lado da lorOerto.
E, por outras portas do castello, ha-
viam sabido ao mesmo tempo tres homens,
que pire;iara regulir o passo pelo da jo-
ven, nSo a perdcnlo de vista, decididos a
tudo.
9-
}
deviam procurar penetrar no castello,
aoite, apoderarse de Norberto, o, urna
vez que Gabriella e Bertara estivessem ao
abiigo de qualquer perigo, avisar a jas-
tiga...
Norberto a seus cumplices seriara en-
tregues polica ; o rapto de Gabriella e o
assassinato de Simeao eram mais do que
sufiicientes para-que nunca mais se ouviis
fallar aellas...
Tinhara-3e reunido no barranco do.Ho-
mem-Negro pora coinbinarem o plano, an-
tes doexecutal-o ; como^ se haviam con-
servado oceultos at aquella occasiSo esta-
vam certos do que em Bois Tordu, o mar-
quez nao desconfiava de sua presenga.
Eram cinco homens robustos e resolutos;
aabiam que iam encontrar no castello cin-
co advBrsarios tambara vigorosos e a quem
o sangue derramado nSo faria recuar:
Norberto, Papillon, Bon-teraps e, alora
dojses, Li Guyane e Louffard, chegados
na ve3pera.
A's dez horas, mais ou menos, Mourad ,
e os corapanheiros deixarara a choga de
carvoeiros; j nao c'iovia, mas as folhas
ainda estavam hmidas e o caminho cm
pessirao estado apre3entava depresaSss
chcias de agua barrenta, onde tropegavam
a cada passo.
Quando ebegaram a algumas centenas
da metros de Bois-Tordu, pararam esta-
vam calados e o coragSo bata-lh?s des-
compa8sadamente.
Coraprehendiam que havia chegado o
comento mais grave da luta que tinham
travado cora o marquez d'Argental, e aper-
tarara-se as mSos, abandonaram o cami-
nho que seguiam, o, arrastando se pelo
matto, chegaram orla da florosta.
A noite estava to escura quo nSo pude-
rara avistar o castello.
Dir-se hia que este havia ds3apparecido,
que tinha se evaporado; aenhuraa luz bri-
lhava uas jaaellas ; do terapoi em tempos
Mourad e Valentim, que iam na frente, ti-
nham de parar detidos por aramos atra-
vessados no carainho: eram os preparati-
vos para a illuminagao do dia seguate.
Trompe l'GJil e Augusto, ao dexarena
o bosque, adiantaram-se no descampado
alia de darem volta
. ao castello e asaegu-
Valentira v.o-os passar porto dello a al- i rarem-se que ninguem os ospreitava ; Chil-
guns passos; po le contemplar os vestigios | rc fo.se col|ocar debaixo do carvalhc
que alguraas semanal da solfriraento -1 torcdo que fiaaTa na extremdada da ala-
1 moda a alguns passos da ponte levadiga, e
igual respondeu por detraz da estalagem
MagS rio AdSo.
A questSo est em saber, murmurou
Lagardre, se poder chegar at nos.
E' capaz de passar pelo fundo de
urna agulha disse Nevers.
Um instante depois viram effectivamente
apparecer o pagem no alto do fosso.
E's um valente rapaz 1 exclamou o
Pariziense, que se dirigi para elle. Salta
ordenou.
O pagem obedeceu immediatamente e
Lagardre recebeu-o nos bragos.
Ande depressa, disse o pequeo; elles
avangam l em cima. D'aqui a um minu
to nSo haver raa'S passagam.
Julgava os l em baixo, replicou La-
gardre admirado.
liaos por toda a parte.
Mas apenas oito?
SSo victo pelo menos. Quando viram
quo os senhores eram dous, foram buscar
os contrabandistas do Mialhat.
Ora 1 disse Lagardre, vinte ou oito,
que importa ? Monta a cavallo, meu rapaz,
os raeus homens estao na aldeia do Gan I
Meia hora para ir e voltar 1 Marcha l
Pegou-lhe pelas pernas e levantou o.
O pequeo fez-se duro e pOde alcangar
a borda do fosso. Passaram-se alguns se-
gundos, depois um assovio annunciava a
Ba entrada na floresta.
Que diabo diase Lagardre, aguen-
tamo-nos bem meia hora, se nos deixam
levantar as nosaas fortificag5js.
Ole I disse o joven duque, mostran-
do com a mao um objecto que brilhava do
outro lado da ponte.
E' a espada do irei Passepoil, um
grande patfe, que nunca deixa a sua lami-
na cear ferrugein. Cocardasse deve estar
com elle.f Aquellas nSo me atacarSo. MSos
obra, Sr. ouque se faz favor, eraquanto
temos tempo.
Havia no fundo do fosso, alm dos mon-
tes de feno dispersos ou accumulados, res-
toB de toda a especie, taboas, troncos de
arvorea, ramos seceos. Havia alm disso,
urna carroga meio carregada que os sega-
dores tinham abandonado quando chega-
ram Carrigue e os seus companheiros. Li-
gardre e Nevers, tomando a carreta por
ponto de apoio e o lugar em que dorma
a cranga por centro, improvisaran! s pres-
eas um systema de barricadas, afim de ao
ao menos romper a lnha de ataque dos as-
saltantes. O Pariaiense diriga os traba
lhos. Era urna oidadella bem pobre e bem
elementar, mas tinha o mrito de ser con-
struida em um minuto. Lagardre tinha
reunido materiaes aqui e alli ; Nevers
amontoava os feixes de feno, que serviara
semanal da sotfrimento
nhara deixado no rosto do Gabriella. Palu-
da, con as feig3.>s fatigadas, os olhos fun-
dos e verraelhos por tantas lagrimas que
havia derramado, pareca ter envelhecido
dezannos... Curvada, como ao tives30
sobre 03 hombros um fardo pesado, fizia
por vezas ge3tos incoherentes, soraelhante3
aos da uraa louca...
Foi preciso ao joven todo o imperio quo
tinha sobre si mesmo, para nSo atrar-se
sobro o marqnez e estrangulal-o...
Seria perder Gabrielb, perdel-a para
sempre.
Nem por um momento suspetou urna
Mourad e Valentim, atraveaaando- a ponte
entraram no jardim e oceultarara-sa atrs
de um massigo do arvores, esperando a
volta do eacamoteador e do clown.
NSo tiverara muito que eaperar. -
Nada, dis3e Trompe-l'G5;l era voz
baixa... Ninguem descoafia... o negocio
ficar concluilo era dous tempos... Urna...
duas... pas3P... Prompto!...
EntSo seguiram adianto, no jardim, ati-
ranto .se de brugos, cada vez que um del-
les fazia ranger a areia da alameda...
Chegados parte lateral do castello,
f^
infidelidade, por parte da joven... Tudo onde ficava a entrada da copa, paiaram :
nslla revelava t3o claramente que era urna I haviam resolvido entrar por alli; Chilpe-
victima e camiahava contra a vontade, que! ric, que tinha levado urna alavanca, in-
Valentn perguntava sa, nicamente, ar*-1 troduzio urna das extremidades desUi por
raneando se 03 cabellos
Qual o meio da que dispoe este ho-
mem para conserval-os em seu poder ?
Por que nSj foge ella com o pai?...
Esta reflexSo era a raesraa que faziara
Mourad e os corapanheiros.
Qual o artificio, o ardil, o novo crime,
com que o marquez consegua reter Ga-
briella e o pai junto delle, quasi livre-
mento ?...
Entretanto o tempo voava ; o casamento
approximava-se; deva effectuar se no da
seguate; no da seguinte Gabriella estara
perdida para todos.. .
Era preciso trabalhar...
Todas as tentativas empregadaa para se
approximarem da moga, tinham sido in-
fruotiferas; Mourad, entSo resolveu que
de faxina. Vaubera teria inveja daquella
fortaleza improvisada.
Meia har I Era preciso sustentar meia
hora l
Trabalhando, Nevers dizia :
EntSo, decididamente vai bater-se
por minha causa, cavalheiro ?
E em regra, Sr. duque 1 Pelo senhor
um pouco; pela pequenina, enormemente I
As fortiflcagSes estavam concluidas. Na-
da valiam ; mas, naquella escuridSo, po-
diam atrapalhar muito o ataque. Os nossos
dous sitiados contavam com isso, ma3 con-
tavam ainda mais com as espadas.
Cavalheiro, disse Nevers, nanea me
esqdecerei ; d'ora avante, entre nos, para
a vida e para a morte !
Lagardre estendeu-lhe a mSo : o duque
puxou-o para si o abragou-o.
IrmSo, disse elle, se eu viver, tudo
ser commum entre nos, se morrer. ..
NSo ha de morrer ioterrorapeu o
Pariziense.
Se morrer... repetio Nevers.
Pois bem, pela minha parte, no co,
exclamou Ltgardre com emogSo, juro que
serei seu pai !
Conservaram-se um instante abragados,
e nunca dous cora^oes mais valeotes bate-
sam de encontr um ao outro. Depois La-
gardre desprendeu-ae.
A's nossas espadas, disse elle, eil-os.
Ruido abafados estenderam-se pela noite.
Lagardre e Nevera ppgavam com a mSo
direita na espada nua e apertavam a es-
querda.
De repente as trevas pareceram animar-
se, e um grande grito os cercou. Os assas-
sinos cahiam sobra elles do todos os lados
ao mesmo tempo.
VIII
a halallia
Eram vinte pelo menos; o pagem nao
se tinha engaado. Achavam-se entre elles
nSo s os contrabandistas do Mialhat, mas
tambem u na meia duza de contrabandis-
tas apanhados no valle.
Foi por isso que o ataque domorou tanto.
O Sr. de Payrolles tinha encontrado os
runfles de emboscada.
Vendo Saldanba admirara se muito.
Por que nSo ests no teu posto ?
perguntou elle.
Em que posto ?
NSo te fallei ainda ha pouco no fosso 1
A mira ?
NSo te prometa cincoenta pistolas ?
Explicaram-se.
Quando Peyrolles soube que se tinha en-
gaado, quando conheceu o nome do ho-
mem a quem se entregara, apoderou se
delle un grande terror. Por mais que os
bravos dissessera que Lagardre estava
alli para atacal o, o qua entre Nevers e
ella havia guerri de morte, Peyrolles nSo
ficou de todo tranquillo. Comprehendeu
por instincto o effeito que devia produzir
sobre urna alma leal e muito joven, a s-
bita descoberta de urna traigSo. Naquelle
momento Lagardre devia ser um alliado
do duque. Naquelle momento, Aurora de
Caylus devia estar prevenida. O que Pey-
rolles nSo adivinhou foi a conducta do Pa-
riziense. Peyrolles nSo pode coneeber
aquella teraeridade de se encarregar de
urna criaaga, aa hora do combate.
Staupitz, Pinto, o Matador e Saldaaha
foram despachados como recrutadores. Pey-
rolles encarregou-se de prevenir seu amo e
de vigiar Aurora de Caylus. Naquelle tem-
po, principalmente uas fronteiras, acha-
vam-se sempre sufficieiite quantidade de
espadas pira vender. Os quatro mostrea
d armas voltavam bem acompanhados. Mas
quera poderia dizer o embarago profundo,
as raagoaa, as dores, era urna palavra, de
mestre Cocardasse Jnior e de sou olter
ego, frei Passepoil ? Eram dous velhacos,
concordamos ; matavam a prego fixo ; as
suas espadas valiam tanto como um punhal
de salteador, ou a faca de um bandido ;
mas os pobres diaboa nSo o faziam por ma-
licia. Ganhavam com iaao a sua vida. Era
culpa do tempo e dos costumes, mais aind*
que culpa delles.
Aquello seculo tSo grande, que Ilumi-
na va tanta gloria, nSo tinha de brilhante
senSo uraa certa carnada superficial, por
baixo da qual estava o cahos.
Ainda esta carnada da cima tinha mui-
tas nodoas entre as lantejoulas e sobra o
seu brocado A guerra tinha desmoralisa-
do tu 10, desde do alto a baixo. \ guerra
era mercenaria ao primeiro chofe. Podiam
dizer perfeitamente, que para a maior par-
te dos generaos, assim como para os lti-
mos soldados, a espada era puramente um
instrumento, e o valor um ganha pSo.
Cooardasse Passepoil gostavam do seu
pequeo Pariziense, que oa exceda em ta-
lento.
Quando a affeigSo nasce ne8tes coragoea
pervertidos, tenaz e forte. Cocardasse e
Passepoil, alm diaso, e parte esta affei-
gSo da qual sabemos a origem, eram capa-
zas de fazer bom. O fundo era bom nel-
les, e o caso do pequeo orphao do pala-
cio arruinado de Lagardre, nSo era a ani-
sa acgSo boa qua tiaham praticado na sua
vida, ao acaso e por engao. Mas a sua
ternura para com Henrique era o sea me-
lhor sentimento, apezar de se envolver nis-
so um pouco de egosmo, visto que se mi-
ravam ambos no seu glorioso discpulo ;
podia-se dizer que a sua amizade nSo tinha
baixo da porta, fz pressSo sobre a outra
e a fechadura saltou, fijando entreabirta
a porta.
Cinco minutos depois, deviam achar-se
no interior do castello. Pararam um m'o- \
ment ; tinham dividido o trabalho : Va-
lentim devia procurar Gabriella, o que nix
lho seria difflsil, pois havia notado a situ-
gSo do quarto desta ; Chilpric estava en-
carregado de achar Bertara ; Mourad in-
curabio-se de Norberto ; quanto a Trom-
po l'OEil e Augusto, deviam fazer frente,
cora o auxilio dos outros, do agentes de
Norberto.
Vamos, diase Mourad, em voz baixa,
para a frente !
(Continuarse-ha)

absolutamente o interesse por movel. Co-
cardasse e Passepoil tinham exposto da
ra'lhor vontade as suas vidas por Lagar-
dre. Eis qu nesta noite a fatalidade os
collocava em frente delle NSo havia meio
de desdizer-se.
As suas espadas eram de Peyrolles, que
as tinha pago. Fugir ou abster-se era fal-
tar positivamente a um ponto de honra, ri-
gorosamente reapeitado pelos seus iguaes.
Tinham estado urna hora sem dirigir a
palavra um ao outro. Duranto toda a noi-
te Cocardasse nSo prauejou um se vez l
Soltavam ambos grandes suspiros unsonos
De tempos a tempos olhavam-se com ar
compassivo. Era tudo.
Quando comegaram a agitar-se para o
assalto apertaram as foSos tristemente.
Passepoil disse lhe :
O que queres ? faremos "o que po-
derraos. A
E Cocardasse suspirou.
NSo podemos, frei Passepoil, nao po-
demos. Faze o mesmo que eu.
Tirou do bolso das suas polainas o botSo
de ago, que lhe servia para a sella e adap-
tou o pont da sua espada.
Passepoil imitou-o.
Oa dous respiraram entSo; tinham o co-
ragSo mais leve.
Os ruli.s e 03 noves 'allados estavam
di viudos em tres grupos : o primeiro, ti-
nha contornado o fosso pelo lado do oeste ;
o segundo, guardava posigSo por traz da
ponte ; o terceiro, composto principalmen-
te de bandoleiros e de contrabandistas, con*
duzidos por Saldanba, devia atacar de fren-
te, avangando pela pequea escada.
Lagardre e Nevers viam-os distincta-
mente, havia alguns' segundos, e podiam
contar aquelies que se esgueiravam pela
escada.
AttengSo tinha dito Lagardre ;
cosas com costas, apoiados sempre na mn-
rallu. A crianga na .la tem a temer, est
protegida pela pilar da ponte. Jogo serra-
do, Sr. duque. Pravino-lho que sSo capa-
zea do enainar lhe o seu bote, se por aca-
so se esqueceu delle. E fui eu ainda, mur-
murou elle com dojpeito, fui ainda eu quo
commetti esta tolce mas conserva se fir-
me. Quanto a mim, tenho a pelle muito
dura para as espadas deates tratantes.
(Continuar -se-kd)
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Typ. do Diario roa Duque de Caxa ix 40,