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Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
newspaper ( marcgt )
newspaper ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
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Resource Identifier:
002044160 ( ALEPH )
AKN2060 ( NOTIS )
45907853 ( OCLC )

Full Text
La Lili jB 111 ABO
PAHA A CAPITAL E LVIR O.'tDE .V%0 SE I'A.A PORTE
Por tres mezw adiantadoa ... ..... 60000
Por seis ditoa dem...... ...*....'. 120000
ror un anno dem. ................ 24 OatU numero Wso,' do meimo da! ."....... .' ,5100
Ti
m
<*5&r-zp
PARA DENTRO *E PORA DA PRO VIS CA
Por seis mezes. adiaatados..............
Por nove ditoB idem................
Por tinx anno dem............. ^ .
Cada numero avulao, de dias ..anteriores.........
13*500
20*000
270000
0100

\
Propriefralu fc* Jttaniul -ftguctra \>t Jaria 4 -ftlljos
Srs. Amstleo Prines (I C '
de Pars. s< os nossos agente
exclusivos de anannelos e pii-
blic c5es da Franca e Ingln-
terra.
INSTRDGCiO POPULAR
TELEGRAMMAS'
. HISTORIA ANTIGA.
(Extrahido)
OA UIULIOTUKCA DO POTO E UAi ESCOLAS
OS I "VIMOS
52B7SS LmWWh 20 BIASIC
RIO DE JANEIRO, 30 de Novembro, s
2 horas e 55 minutos da tarde. (Recebi-
o s 5 horas o 50 minutos da tarde, pelo
cabo sub r.r.r'mo).
Foram apoNntadoNOM mlnlaf roa do
Nopremo liilmnal de Juanea, con-
elbeiroM Mnuoel de Jeana Valdcia-
ro. Joo Lopet da Usa Coito e Con-
tedlo Manoel !! Nouza i.uimurai-s.
Fol id iii a do prealdenle do me*
mo Supremo tribunal, o conaelbelro
looEtanuplUia deKcgrelroMSayfio
Lbalo.
Foi exonerado do cargo de aecreta-
rio da prealdencia de... i r i Tbeopbl-
lo Cmara.
Foram tranaferldoai do .para
<> J I batalb&o. o major floral Eate-
ai> Jo- Ferraa; e do 14. para o o."
ha (a ilio de infantera, o major fio
ral Joo- Franclaco Ribelro.
Segulram para o norte no pa-
quete nacional o Dr. Boaa e Silva, o
brigadelro Mallet e o major Cintra. '

(Keperil pira o Diario)
BUENOS-A^RES, 30 de Novembro.
Vio ultimaa t-t boraa dcram-aeOS
canoa no os de cbolera-morbo, e 3S
obltoa.
MARSELHA, 30 de Novembro.
i in.i quarentena de 3 & t diaa
aqu Impoata aa procedenclaa do Itio
da Prata.
PARS, 30 do Novembro.
A Cmara doa Deputadoa votuu oa
creditoa pedidos pelo governo para'
O Tonkim.
I
MADRID, 30 de Novembro.
I m grande incendio deatrnlo una
al completamente a cidade de Tai-
verde, na provincia u- Len.
i
Agn< ia Ua\ as, jial em Femambuc1,
30 '- Novembro -e 1886.
CAPITULO VIII
(Cont inu a cao)
Ao leriodo brahmanico succedeu o periodo bud-
dhico, que fecha a historia antiga da ludia. Neste
periodo a theoeracia brahmanica soffre um gran-
de abalo e teve que defender se ero luta porfiada.
No seculo VI antes da era de Christo appareceu
na Iu ia um hornera de talento extraordinario, que
era ao mesmo tempo um propagandista audacioso
e infatigavel Chamara- e ikya-muni, era filho
de um lajab de um paiz visinho do Nepaul, e teve
o cognome (pelo qual ficou < teroisado na Hi.stira)
de Buddba (o sabio) Pbilhosopho de ferup rumen
o, aos vinte e nove anuos de idade abaudonou o
palacio patern, as riquezas eo direito realeza
| para vi ver uo deserto, investigando a verdade.
Nove anuos depois, fortalecido o espirito com as
i meditacoes da solido, voltou ao povoado ; e come
, qou a pregar nova doutrina s mullidos*, reunidas
ao acaso. Por toda a parte orava,expondo os
i scus principios, (quer n is povoaeci s, quer nos
, campos) gente de todas as condicoes sociaea.
8 rva-se na sua predica, de parbolas (o mesmo
systema que depot? f >i seguido por Christo.) Apre-
i sentava a principio a sua doutrina como urna sim-
ples reforma ; mas ella tendia ruina completa do
1 brabmanismo, substituindo so rgimen das castas
o principio da igualdode de todos os bomens pe
rantc a lei moral, e s falsas virtudes pregadas
pelos brahmanes a pratica do b?m
A's promessas de sal vaca) (uto da unido com
1 a essmcia divina) s concedida pela religido an-
tiga aos brahmanes substitua a capacidade, para
todos os homons, que gozarem da bemaventuran-
ca, ganha por seus mritos e virtudes. Rurapia
eom o privilegio da casta dos brahmanes, para
chamar ao sacerdocio os pobres e os mendigos que
quiz ssem dedicarse vida religiosa.
A sua doutrina admittia sois elementos de pe-r-
feco, que eram : a sciencia, que devia tur p >r
objecto distinguir os verdadeiros dos falsos, bens ;
a energa, que devia consistir na resistencia contra
os nossos maiores inimigos, os prazeres dos men-
tidos ; a pureza, que era a victoria adquirida por
aquello residencia ; a paciencia, que consista em
scffrer os males imaginarios e os transitorios ; a
caridade, lac > de unido entre os homens; a esmola,
como consequenu'a neccessaris da caridade.
To sympathica e tdo santa doutrius, qiu tantos
pont ;3 de si ir.eihiin, i tem com a de Christo nao,
podia deixar defazer, como fes, um proselytismo
enorme.
A-sim pregou at aos oiteutas, anuos, respeitan-
do emprc a ordein esUbelecida, e proclamando
(como o f_z mais tarde Christo) que aos principes
se ieviadaro que ibes era Jevid). Por sua morte
os discpulos reuoiram os principaes discursos del-
le e cenvocaram o primelro concilio buddhico, em
quo tomaram parte 560 religiosos. Oepois de sete
mezes le diecuasao, esse con i lio assentou na forma
do culto e no corpo das douirinas, o que tudo ficou
mais precisado em segundo e terceiro concilio, que
que se reuniram um novo seculo Veo ontro 150
annos antes de Christo.
Por fim os brahmanes, conheoendo o perigo emi-
nente que jgCorria a religiao antiga e o edificio
social, que eles haviam construido, e sombra dos
quaes viviam e d'sfructavam commodidades, non-
ras e distintios comecaram urna luta feros contra
o bu idbismo, chegando a desencadear contra os
sens prjselytos urna atroz perseguicao.
Entre outros anathemas, prgavam os brahma-
nes : Que desde CeylSo at ao Himalaya, eoberto
de nevo, os buddhistas sejatn exterminados. Quera
poupar a enanca ou o velho, soffra a | ena de mor-
te. > Esta perseguir o deu resultado na India,
que voltou toda ao brabmanismo; maso buddhismo
eepa!hcu-se no Thibet (que boje o seu centro),
na China na Indo China e em Ceylao. Nestes
paizes eonta ainda mnites milboes de seguidores
sendo ccmtudo poucos os que praticam as doutri-
as e os pri ctitos de Buddba na sua pureza.
A eivilisHfao Juliana, toda com carcter religio-
so, nSo primou nem pelo progresso das sciencias
nem p- lo das artes. Em sciencia, s a da gram-
matica e da linguagem se desenvolveu considera-
velmente ; da arte s ficaram monumentos gran -
diosos as proporcocs, mas de pouca belleza artis
tica. Prosperaran), porm, algumas industrias
enre o indios
(Continua)
fARTE OFFICiA
Govcrno da provincia

IIEI. \TO?IO com que o xm. Sr. Dr. Igaacio Toaqulni de Son
za i.eo. t. Vlce Presidente, entregon a admlnls
traeo da provincia, em lo de Sovembrode !*,
a* E\m. 9r. Presidente Dr. Pedro Vicente de
Azevedo.
(Cont inuacoj
THESOURARIA DE FAZENDA
Cumpre-me instruir V. Exc. do faeto tristemente celebre, Ocorrido na Tho-
souraria de Fazenda d'esta provincia, e divulgado nesti cidade com assornbro da
populacao no dia 9 de Setembro fndo, en que foi encontrado vasio o cofre existente
na Oasa forte dVsaa repartido, sendo o'elle retirada a consideravel quantia de
7O3cl450387.
Corarnunicando-roe na raanlid d'essc dia, por aviso telephonico, o inspector
ii Thesouraria de Fzenda ter-s deparado aberta a porta e grade interna do com-
partimento da casa forte, dirigi-in, sem perda de tempe, aquella repartico, onde se
chava o ulicfj de polica, inspector e diversos empregatos da Thesouraiia, alai de
ouras pessoas, que, attrahidas pla importancia do facto, para all se dirigiram, e
verifquei a verdade d'essa audociosa ocenrrencia, sem duvida a de maior gravidade
qu; relativamente a desapparacimento de dinheiros p blieos, se condece n'este paiz.
(Convencido, c as demais pessoas preseotes, da triste realidade, que n'aquella
iso se patenteava observacfto de todos, cumpria a autoridado policial proceder
s diligencias necessarias prova do crime e descobrimento de se autor ou autores ;
p,,r i o que proceden, se desde logo, s respectivas diligencias, acbaodo-se boje concluido
o inqtierito e j remettido autoridade juliciaria, pira os effaitos devidos, e offerecida
pela 1.a promotoria publica a coropetent denuncia.
Nao s a gravidade do facto, como principalmente-as circumstaneias,que o
cer jaran?, determinavam-mc a saspender. como de facto suspend, por acto de 11 de
Setembro, ai inspector Antonio Caetano da Silvn K'-lly, em cujas funches est sendo
substituido interinamente pelo contador da mesma repaticio, Manoel Antonio C Tambera pnr a< to do dia antecedente j havia suspendido, sob propos-
ta do inspector, o tbesooreiro bacharel E luardo de Barros Falcao de Lacerda, e,
em virtude de telegrarnma do Ministerio da FazeqAe, crdenei sua prisSo administrativa,
por acto do dia 12.
Por-acto do dia 11, destitu ao procurador fiscal interino bacharel Du^rto
E-tc.vSo de Oliveira, nomeando nessa oceasiSo par o substituir, tambem inierinament",
por achar-se o etfectivo em aervico no Thesouro Nacional, ao bacharel Olyrapio Mar-
ques da Silva, cuja solicitude pelos interess-'S da fazenda, me grato aqu consignar.
Na mesma data noraeei, e sob proposta da Thesouraria, o 2.* escripturario
Elias da Cruz Ribeiro, para exercer interinamente o lugar de tbesoureiro.
Devo tambem fazer menoao dos Iouvaveis esforcos, empregados pelo Dr.
chefe de polica, Antonio Domingos Pinto, para v colhimento das provas do crime, em
cujo ompenho foi eficazmente auxiliado pelo 1. supploute da 1.* delegacia, bacbarel
Francisco Izidoro Rodrigues da Costa, e polas demais autoridades inu nbidas da for
macao do inquerito e outras diligencias.
Sem que possa, por mais que o faga, verberar suficientemente crime to
audaz, e affecto como se ama hojn elle ao conbeciraonto do poder judiciario, que o fem
de apreciar e julgar polas provas colhidas e outras, que serlo sem duvida encontradas
no curso do processo, abstenho rao de emittir a V. Exc. o raeu juizo a r< speito, limi-
tando me a ofFerecer apreciacSo de V. Exc. o offijio em seguida transcripto que a 10
d'aquelle raez me dirigi o inspector, boje suspenso, scientificando-rae oficialmente do
facto e bem assim a recapitulagSo do inquerito, feito pelo digno chefe de polica, o
parecer emttido pelo Dr. procurador fiscal interioo, sobre uraa petico em que o tbe-
soureiro preso desistia do prazo que, de conformidade com a le, lhe fora marcado para
a entrada da quantia subtrahi a, e a denuncia apresentada pelo digno 1." promotor
publico, Dr. Joito Joaquim de Fretas Henriques, contra o referido thesoureiro e
seus fiis.
Por duas vezes denegou o Tribunal da R-lacSo do districto ordem de habtas-
corpus, que lhe impetrou o referido thesour. iro.
Em todos esses documentos encontrar V. Exc. suffi encientes detalhes do
facto criminoso, todos elles colhidos no s as diligencias do inquerito, como nos do-
cumentos obtidos pelo mesmo Dr. procurador fiscal.
Copia.N. 615. Thesouraria de Fazenda de Pernambuco, em 10 de Setembro de 1886.
Iliu.. e Exm. Sr. audacioso roubo que sofinu o cofre d-sta Thesouraria. conforme honte'm dei a
V. Ex--, aviso pelo telepbone, e ao Dr. chefe de polica, que comparecram immediatamente nesta
Repartiese, e por si mesmo verificaran o mod. porque teve elle lugar durante os dias 7 c 8 do cor-
rento, em que a.Reparticiio conservoti-se fec'-ada, um mysterio que riifEcilmente poder ser des
cortinado.
A port do corredor do edificio que da ingreuso para o lado onde funeciona o thesoureiro foi
encontrada techada, segundo ufor" E' notav I, porm, que o c mmandante da mesma guarda nao conservasse junto a cssa
porta, no topo da escada, a sentinella que, conforme as ordena de louga data expedidas, all deve per
manecer desde que sao as portas do edificio fechadas, d pois de percorrido pelo porteiro e pracas da
guarda, at qu i se abrem no di. seguinte, par recomecar o expediente.
A porta da sala onde trabalha o eicrivio do caixa, e que contigua aquella, chapeada de
ferro e fechada coin segaranca, eslava intacta, e fora encontrada fechada pele servente, que assevera
tcl-a aberto, assim o cadeado, que prende a grossa chapa de ferro, que encobre a fecbadura.
As jancra* da varanda de ferr-, que deitam para a ra, por cima do corpo da guarda, e
observadas pela sentinella das armas, estavam intactas, excepedo da que corresponde ae comparti-
mento onde trabalha o thesoureiro, que fra encontrada com um vidro tirado prxima ao ferro qne a
fecha, tendo urna das dobradicis arrancada, sendo digno de reparo que a porta de dentrs fosse en-
contrada pelo servente Jos de Oliveira e Silva fechada com a tranca de ferro, segundo elle in-
formou, entretanto que elle proprio, mais tarde, declarou ao Dr. ebefe de polica, que encontrara a
tranca fora de seu lugar.
A primeir porta da casa forte, que de madura, foi encontrada aberta pelo fiel do -.hesou-
reiro, Victorino Traja no da Costa Fialbo, quando recebeu do thesoureiro a chave para abril-a, assim
orno a que sn lhe segua, afim de penetrar na casa forte e tirar dinheiro para os pagamentos do dia ;
sendo encontrada sobre urna pequea mesa, contigua a essa porta, a chave falsa, limada e prepanda
para o crime.
Asegunda porta, que toda de ferro e muito pesada, foi encontrada aberta tambem, e na
fechadura urna especie de chave de lato, que nao podendo funecionar, de cert nao foi a que servio
para abril-a ; sendo ainda de notar que o orificio da fechadura era oceulto por urna chapa de ferro.
que e por casualMade podia ser levntala, bat-ndo se sobre o boto do segredo, como de facfo deu
se pelo vestigio recanbecido.
Na casa forte foram encontradas as ferramentas de queservio-se o ladro, ou ladres, para
abrir o cofre de ferro onde se continha grande somma em notas novas do Tbesouro e outras j com
alg.im curso, ouro, prata e diversos valores.
Conforme V. Exc. observou, na fechadura desse cofre esteva ainda urna gazua de lato, as
duas echadurat dosapparafusadas e arrancados oa esoelhos ; a ferramenta estava junta ao cofre, e
em cima delle um rolo de cera em pavio, urna vela de spermaette, ambos mostiando tercm sido acosos,
. scadas de corda, etc.
Foram tambera encontradas sobre urna caixa de folha quatro chaves, duas das quaes limadas
e que se adaptavam exactamente s fechaduras do cofre.
O dinheiro substituido, guardado em caixas de madeira (por existir apenas aquelle cofre)
afim de ser preparado e remettido Caixa de Amortisaco, ndj foi tambem poupado.
Os ladioeso revolvern), tiraramn'odas caixas. sendo muitos macos encontrados dispersos
pelo cbo, faltando as notas de maiores valores, que o tbesoureiro nao as tinha feito carimbar
ainda.
' extraordinario que, fechadas todas as portas com a mxima segranos, conforme V. Exc
mesma ve.-ificou, podesse ter penetrado na casa forte quem quer que foi e alli fizesse o estrago e o
servico qu foi observado, sendo ella situada mesmo sobre o corpo da guarda, e nao fosse presentido
por pessoa alguma ou ruido que por forca devera ter havido !
Esto circunstancia, a retirada da sentinella de que cima tallei, e a desercao de duas pra-
cas da mesma guarda, segundo ouvi referir, mesmo a V. Ex:., sao elementos de ordem tal que pire
cen bastante poderosos para crer-se que os ladioes foram auxiliados por pracas da guarda
Com eff-ito. sendo esta hypotbese admissivel, de eerto que para os ladrods outras difficulda-
des nao se dariam a nao serem as da abertura da casa forte e do cofre, parque todas as portas exte-
riores at ah, poderiam ter sido abertas e fechadas eom'gassa oa chaves falaasJjque acilmente ob-
teriam, sera deixar o menor vestigio, e foi isto o que parece ter occorrido, em razo do alicate limado
encontrado sobre urna caixa da casa forte.
Devo informar a V. Exc. que o cofre violado at nesta Repartico ha cerca de vinte annos
quando thesoureiro o coronel Domingos ASouso Nery Ferreira, o qual por occasio de seu ialleci-
raento, foi substituido interinamente pelo 1 escripturario Manoel Antonio Cardoso, baje promovido a
cantador.
Este honrado empregado recebeu apenas de quem o precedeu as duas chaves do cofre, de
que est de posse o seu succef sor o Dr. Eduardo de Barros Falcao de Lacerda, a quem as entregou,
asseverando nao haverem chaves em duplicata ; sendo que as duas deixadas pelos ladres foram pre-
fiaradas tai vez mesmo no acto de praticarem o roubo ; segundo se presume da limalba adherente s
iraas.
_ Sem duvida o roubo foi plan-jado e levado a effeito por audaciosos peritos, de que se compo
a quadrilba de 'aaroes, que diariamente assalta as casas deata cidaae, sem que tenha sido presa.
Devo tambem informar a V. Exc. que, depois do balsnco a que proced por occasio de fin
dar o primeiro semestre de exercicio de 18851886, mais tres foram por mim dados em Marco, Maio
e Junho do corr nte anuo, sendo d'estes, o segundo ioexperado, e foi tudo encontrada na melhor or-
dem ; e nao tenh >, portonto, motivo para desconfiar da prob dade do thesoureiro. Entretanto, sendo
r. cubecido o desfalque na importancia de 793:145*387 e estando o dito tbesoureiro as condicoes de
responsavel fazenda, por esta nica circuo stancia corre-meodever de solicitar a V. Exc. asuspenso
administrativa d'essc funecionario, como medida preventiva e de seguranca, at que seja devassado o
facto e reconhecida a sua mculpabilidade, ou o governo resol va como entender em sua sabedona, alen
de qualquer outra providencia que a V. Exc. parecer mais ace:tada, depois das diligencias policiaes,
a que se esto procedendo.
Deus guarde a V. Exc.Lina, e Exm. Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Ledo, vice presiden-
te da provincia.O inspector, Antonio Caetano da Silva Kelly.
bem uo ficou pessoa algHma cceulta, pirque lopo que o fiel Carneiro da Cunha o fechou e retirt,u'-se.
fi-ch :ram elles todo n edificio, e no da 9 estava techada a po/ta do mesmo biombo, para o qual nc
se encontrou chave falsa, e aberta n'esse da pelo servente Silva perante o fiel Fialbo, nao encontra-
ran estes pessoa alguma i-hi escondida, e npenss duas pequeas pecas de corda com ganchos de fer
ro, em cima da mesa do thesoureiro, as quaes nao tinham prestado servido algunvpois as jai lases
tavam todas fechadas e a tinta cu verniz cem que foram pintades os ganchos estavam intactos.
Dos autos de peruntas de fls. 22 a 30 e 41 a 72, teitas aos offi.-iaes e aos soldados que fize
ram parte da guarda que ahi cateve nos dias 6, 7 e 8, v te que durante as tres noites e dous da
em que o edificio esteve fechado, nao s nao entrou pessoa alguma, nem pela porta, nem pelas janellas
do mesmo, como que nao bouve o m bre aguarda, o que amda confirmado peles guardas civiecs qne fizeram o servico de ronda naquer-
es dias nos lugares prximos (fie. 287 a 303).
I Dos riferidos fx&mes e autos de perguntss,. resulta pois, que o desapparecimento de cerca
de oi tocen tos contos de ris do coire da Tbesturana, nao foi o resollado de um rcubo e nao pode ser
attribnido a pessoa estranha mesma repartico e que lli tivesse penetrado nos dias 7 e 8; ocr-
quanto nao se pode admittir a existencia do roubo nao existindo,cmo nao existiam, vestigios de violen-
cia em parte alguma do edifiejo.
A circumstancia de nao podercm as chaves falsas ser fabricadas sem a presenta das verda
deiras, e ainda a de nao prestarem-se es instrumentos encontrados na casa foite para abrrem as por-
tas da mesma cssa e bem assim as do cofre, convence de que procurcu se simular o ro'nba que rea!
mente nao existi.
Accresce que se tivesse havido roubo, nao se teria deixado abi tedos os instrumentos c'o cri-
me, o que poderia concorrer para o descobrimento do criminoso, se este fosse pessoa estranha.a re-
partico.
Anda mais, nao se cemprehene que ulguiu. pieparando-Ee para o crime de que se trata -
mandando fabricar chaves para a porta de madeira da casa forte e para ambas as portas do cofre, se
esquecesse de mandar tambim prepaiar chaves para a perla de ferrr, que foi encontrada ajoerto e
tero instrumento cor* que podesse sel o e para a perta do biembo que eslava fecfcada a 9 quando se
abri a sala do ibes- un iro.
Dos autos de perguntas fritas ao tbesoureiro, seus fiis, serventes Silva e Candido e ao porteiro Mec-
donca, a i. 1, 13, 17, 19, 79, 82. 85, 89, 105, 129, 133, 17, 154, 155,170, 343 t 422, v se:
Que no dia 6 o ihffosre'ro, antes dt retirar-te da repartico, o quo teve li'gar s 2 1/2 he
ras da tarde, mandou, segundo elle declara, fechar pelo fiel Cameire da Cunba, t.s duas portas da
casa forte, recebendo d'este as respe ctivts ehavis e sthic- accnpanhfcdo pelo fiel Fialbo, a quem con-
vidou para irem juntos drogara de Fiancisco Mxnoel da eilva, comprar um medicamento de que
lhe havia fallado ; quando eheganm ua Nova, lembrcu-re elle de que nao bavia comprado aquelle
medicamento; nao consentindu que Fialbo voltasso psr ir cerr-pn.l-o poique j se acbavam muito
afastados da referida drenara, antgio se cada um para sua esta, ficando Da ta!a do thesoureiro o fiel
Carneiro da Cunba, com os deus serventes Silva e Candido, para entinusrem notervico do carimbe
de notas, servico que bavia sido preregado ltimamente, at s 4 luas por erdem do inspector, e que
terminaran) no dia 6, lego que o thefouieiro relircu-se. srgundo declara o fiel Carneiro da Cunba, a
flj. 116.
Qae, segundo diz o fiel Fialbo a fls. 83, era elle qutm devia ficar astistndo ao servico do
carimbo no dia 6, e nao o fiel Carneiro da Cunba, mas que retircu-se com o tbesoureiro a chamade
deste, deixando o fiel Cameiro da Cunha, dectro do rcsirvado, e os deus serventes naquello seryiee
que se faz'a na sala contigua ao meimo reservado, accrescentando que antes de retirar-se nao vio C
fiel Carneiro da Cunha, fechar a porta de ferro da casa-furte e tmente a de ma'?eira ;
Que o fie 1 Carneiro da Cunba ccnfima a fl= 115 e 137, que foi elle quem fechou as portas
da casa-forte e que quando relirou-se o thesoureiro depois de cuas horas da tarde elle continuou na.
repartico ficauao per algum tempo no reservado lendo um romance de Julio VerneDa trra a la
e o servente Silva na sala do carimbo, cujo su vico acabcu-ce nesse dia logo depois da sabida do the-'
soureiro, e isto porque eram 3 bores, e, portanto, ttmpo de terminar o expediente, e posto que
houvesse ordem da inspectora paia o servido ir at s 4 horas, ella somonte, foi cumprida nos primei-
ros dias, que quandu retirou-se fecheu nao e a jancila do reservado como a porta do mesmo, dexandc
a chave deste sobre a mesa.
Que, segundo declara o servente Silva, a fls. 79, 343 c 422, o servico do carimbo nesse dia
tirminou s 3 horas da tarde logo que o thesoureiro retirou-se em companbia do fiel Fialbo e que ape-
nas sahiram estes da repartico entrou o fiel Carneiio da Cunha para o reservado da thesoureiro, onde
estove trancado por espaco de mei hora mais ou rames, ficando elle na sala contigua ao reservado
sentado era urna cadeira, a espera que o dito fiel sahisse afim de fechar, como costumava fazer, a ja-
nella e porto do reservado ; que sabinoo o fiel elle perguntou-lbe se bavia ftchuflo a jinella do reser-
vado com a tranca ao que responden-lbe o fiel affirmativamente e fechando nesta occasio a porta do
reservado c tirando a chave da mesma, sahic em seguida, e quando elle procurava a ebave da porta
que nao estova nem na fechadura nem na mesa onde costumava ficar, para fazer o servico de asseic
do reservado no primeiro dia til entrqu o perteiro Alexaudrioo e lhe disse que fechasso as janellas e
a .porta afim do sabirem por j ser um penco tardefcao que elle responde que estova procurando a
chave da porta do reservado, por nao saber onde o fiel a tinha deixado, e instando de novo o porteiro
para que fechasse as janellas e a porto elle assim o fez, e retirou-se da repartico, entregando as duas
chaves da burra em casa do tbesoureiro.
Que, segunderrefere o porteiro Alexandrino a >. 133 e 170, tendo elle visto sabir o fiel Car-
neiro da Cunha fra a porta da <>ala do thesoureiro, indagar do motivo porque o servente Silva pac
tratava de techar logo a mesma porta-e ahi chegando encontrou o servente Silva junto a urna mesa
como quem procurava alguma cousa, e dizedWIhe que tratosse de fechar as janellas e porto da sala
respondeu-lhe Silva que estava procurando a cha ve" da reservado que nao sabia onde o fiel tinha dei-
xado, e porque elle dissesse a Silva que nao se importasse corB enave, e tratosse de fechar a porta,
assim este e fez immedlatamente sahiudo ambos, sendo o edificio"depffl'apercorrido par ello, pelos ser-
ventes e quatro soldados com era eostume. "^z.
Eis em esumo o-que se passou no dia 6 de Setembro at a hora em que Fi'"fe6,ado o edificio.
Diz o porteiro Mendonca que no dia 9 pela manb ao chegar a repartico, verifioC'J perante
o cabo da guarda, que o acompaobar, que na i t as portas como as janellas do edificio estavam per-
fectamente fechadas como linham sido no dia 6 e as chaves funecionando as fechaduras, isto quanto
as portas e janellas que lhe competiam abrir.
(Auto de perguntas s fl. 9). *
O servente Silva, a quem cumpria abrir a sala do thesoureiro declara que n> referido dia 9
foi receber as chaves em casa do thesoureirs e chegando a repartico encontrou j abertas as portas
pelo porteiro Mendonca, -menos a da seceo do thesoureiro, que foi por elle aberto tem que tivesse
encontrado qualquer vestigio de violencia ou signal de que ella tivesse sido aberta, e que entrando
em seguida o fiel Carne ro da Cunha, elle perguntou-lh| pela chave do reservado, ao que este respon-
den que a tinba deixado ei
vente que no dia 6 ella nao ficou ahi.
deu que a tinba deixado em cima da mese, onde ento i encontrada, si bem que affirma o mesmo ser
|P
Recapitulado do inquerito tobre a lubtracc&o de cerca de 800:000^000 havida na Thesouraria de
Fatenda
i
Avisado pelo inspector da Thesouraria de Fazenda no dia '.' de Setembro, pelas 10 horas e 20
minutes da manh de que se achava violado o cofre da mesma repartico, imorediatomente para ahi
me dirig c proced acs exames e diligenciss constantes do presente inquerito, d'oode se evidencia :
Qne as varandas e janellas da sala do thesoureiro nao existia vestigio algum de violencia
(vistoria a fl. 2).
Que na porto principal que d entrada para a mesma sala tambem nao bavia vestigio al^um
de arrorobamento (vistoria a fl 4), que existinde duas portas, urna de madeira e outra de ferro, ua
casa forte, neuhuraa d'llas suffreu violencia alguma, tendo sido encontrada na primeira urna cbave
igual verdadeira, e com a qual se abra perfetameute a ra sma porta, e na segunda urna especie de
cbave de lato i soldada e que nao se prestava a abril-a (vistoria a i. 5 e 6).
Que a chave encontrada e com a qual se abre a primeira porta (de madeira) nao podia ser
f-ita sem a presenta da verdadeira, porque nao era possivel am nte pelo futi do espelho da fecha-
dur i conhecer-sc a guarnic?. > interna da mesma o que com a chave de lato que estava na porta de
ferro nao se podia absolutamente abril a, sendo udisdensavel ter a propria chve para fazer outra
com que se abrase a mesma porta, o que nao se podia co .seguir com gasas, nem ou'ro instrumento
toscamente fabricado (vistoria a fl i. 35 c 36 e declaracoes de (L. 208, 209, 2 0, 212, 214 e 219)
Que fu-ara affrouxadoa os parafusos dos espelhos das fechaduras do cofre e dentro de urna
d'cllas encontrou-se urna gazua de lato e no soalho juufo ao mesmo cofre urna torquez, um alicate,
duis gazuas, alm de outros instrumentos, e tres chaves, duas das qaaes abriara perfeitamente o co-
fre, dentro do qual estavam tambem duas gazuas e dous parafusos (vistoria a fls. 7 c 8).
Qu is referidas chaves nio to duplcalas das verdaieiias. pois n> sao iguaes a estos no
comprimento e nao podiam ser feitas por molde tirado na fechadura, nao sendo possivel fazel as de
modo a ajustarera.se e fanecionarem, como funccionaram, sem a preseuca das proprias chaves do cofre
que deviam ter servido de modelo, nao constando que at boje tivejse sido encontradas chaves de um
cofre dv Milners que servitsem para outro d mesm i fabricante.
Que nao existiam no cofre vestigios de violencias que iudicasse ter-se procurado abril o sem
a chave, p.rquauto apenas foram affrouxados os parafusos dos espe hos das fechaduras e existiam al-
guna arrnLi'C3 cm roda dos meamos espelhos, e finalmente que os instrumentos encontrados junto su
cofre nao serviain para abril-o (vistoriaa de fia. 38 a 4 pecialmente a de fl. 101 fvita pelo agente importador dos cofres de Milners u'esta roviacia, d onde se
\ que para o fabricante preparar as chaves de algum cofre, preciso que pessoa conhecida e de n-
teira confianca remetta outra chave, visto elle nd guardar o ropdelo e nao ficar com os moldes das
fechaduras dos cofres que fabrica.
Qu -i as portas que du entrada pura a Contadora e para a sala do carteiro e para o corre-
dor nao havia vestigio de violencia e que as respectivas fechaduras, bem oorao a da porta da sala do
rheioureiro, nao podiam ter sido abertas com os instrumentos encontrados na casa forte (vistoria* as
fls 3c33).
Dos autos de perguntas de fls. 9, 11, 26, 29, 79, 89, 134 e 313, ver!Pca-se que na tarde do dia
6 foram fechadas, co hs formalidades do eostume, todas as portas e janellas do edificio e que uo dio
9 foram ellas encontradas techadas como i avian sido ao dia 6, sondo para notar que deixuu o serven
te Silva de fechar a janella que existo no biombo feito na sala do thesoureiro,i jfedido d'este, por-
que o fiel Carooiro da Cui.h i fechou .. orto do mesmo biombo e nao encontrn aquelle a respecti-
va chave; a refuida janella fji encontrada no da 9 to tmente fechada com o forrolho e sem a
tranca de ferro com que aquelle servente eostuuiava fecbal a.
Dos meamos autos de perguntas (vistoiia de fl<. 245, 250 a 261, 270, 274 e 277, verifica-so
anda :
Quo ndo penetren no edificio pessoa alguma nos diaa 7 u 8, quer pelo lado do Arsenal, quer
pe'o da F-.culdade de Direito, quer pelo da igreja do Espirito Santo, onde existe urna parede alta que
aivide completamente a coberta da igr ja da do edificio em que fuuceiona a Tu souraria.
Que nao ficou no dia 6 pessoa algu.na occuiia no edit-cio da Thesouraria, nao s porque se-
gundo declara os empregados a fls. 9, 11, 79, 89, 133 e 143, percorreram elles todo o edificio, acompa-
obadps por pracas da guarda como se costuma fazer todos os dias, tomo porque nao existe alli lugar
apropriade onde quem quer qae fosse, se podesse escon 1er, conviado accresoentor que no biombo tam-
Accrescenta elle que abrindo o reservado e dirigindo-se para a janella notou logo que ella
apenas estova fechada com o ferrulho e urna tranca de ferro, o que sorpreheudeu-o porque o fiel Car -
aeiro da Cunba lhe bavia d'to no dia 6 que a tinba fechado com a tranca, e que nessa occasio en-
trando Fialbo logo depois o tbesoureiro, este deu a Fialbo as chaves da casa-forte p*ara onde dirigi-
se o mesmo Fialbo que quandfl procurava abrir a primeira porta, conheceu'que estova ella aberta por
ter cedido a presso que kz ap'deitar-lhe a mo o que deu lugar a que elle podesse logo ver que a
porta de ferro qae fica em frente tambem se achava aberta, e dando Fialho parte ao thesoureiro do
occorrido, este mandou logo cCawirr o inspector (auto de perguntas a fls. 11, 79 e 343).
As declaracoes do serv nte Silva sao mais oa menos confirmadas por Fialbo, que, no auto de
pergunta a fl. 17, accreacento que Do havia na porta de madeira vestigio de violencia e quena fe-
chadura da de ferro havia urna chave de lato.
Refere o fiel Carneiro da Cunha que, quando chegon a repartico no dia 9 ainda Be achava
fechado o eompaitimento reservado ae thesourerpe perguntado ao servente Silva a razao porque nao
o tinha aberto e arraojado, respondeu-lhe este que nao tinha a chave, que lhe foi e ello, retirando-te em seguida para a sala do porteiro de onde somonte voltou para a seceo do thesou-
reiro depois que foi chamado por este, e ahi ento j encontrou o inspector e mais empregados, pois j
era conhecido o extravio do dinheiro (auro de perguntas a fl-. 19, 138 e 155).
Diz o inspector que no dia 9 achava se no seu gabinete quando abi entrou o tbesoureiro, e-
declarou-lhe que tinba soffrido um ataque de eryoipela e por esse motivo tinha ido em umearo para
a repartilo e relirou-se para a sua seceo de oudepoucis momentos depois mandou chamar por .uun
servente, e dirigindo s elle para a sala do tbesoureiro encontrou na porta da sala e foi eirtao infor-
mado de que tiuham sido encontradas abertas as portas da casa-forte ;" que encaminbando-aV para abi
vie que a porn de m ideiri estava aberta e encostada e querendo entrar foi advirtido pelo thesoureiro
que nao o fisesse sem a presenca do chefe de polica a quem convinha participar o occorrido, O qne
elle immediatamente fez
Das declaracoes que acabo de transcrever'se evideuciaque sem motivo plausivel foi xetirade
no dia 6 do servico do carimb o fiel Fialho para ser substituido pel fiel Carneiro da Cunha, que em
vez de mandar executar aquelle servico "fui ler no resrvalo um romance e lito por espaco de meia
hora, cooduzindo quando se retirou a chave do reservado, pois que segundo affirma Silva ella nao fi-
cou sobre a mesa o que de c-ito modo confirmado pelo por-.eiro Mendonca que declara ter encon-
trado Silva junto a mesma mesa como quem procura alguma cousa.
Accresce ainda que no dia 9 a referida chave smeute foi encontrada depois que o fiel Car-
neiro da Cunha entrou na seceo do thesoureiro e mostrou ao referido servente, qne at auto nao a
tinha visto pesar de a ter pro -u.-ado, o que faz crer que o mesmo fiel a levou para que no dia 6 nao
visse o servente o que all se havia preparado para simular o roubo.
Nem por outra firma se pode explicar o facto de ter silo encontrada aborto a porto de forro
sem chave oa Instrumento com quo se p desse obter esse resultado.
Convra notai que o fiel l arneiro da Cunha foi quem fechou, por orlem 1 jUa* -ureiro, a
portas da casa-forte e o fiel Fialbo declara quo apenas vio techar-se i porta de madeira para a qual
foi encontrada urna chave que funceionava c mo verdadeira.
Alm das circumstaocias referidas outras existem pelas quaes se chega a concluso de qua o
iesapparecimento do dinheiro que exista n -3 cofres da Theaourarial o resultado de desfalques suc-
cessives.
Assim que tendo U'ympio F. Loup, representante do empreiteiro do prol ingaroonto d* es-
trada de ferro do Recife ao S. Francisco e da e-tra ia de ferro de Caruar, de receber da Thesouraria
a quantia de seis centoj e tantos coutos, importancia de certificados p>r elleapresentadosdesd Julho
para eujo pagamento j o thesoureiro hevia recebido a competente ordem, segando declara o inspec-
tor a fls. 162, nao obstante em duas e i ?res boras p der-se concluir o processo Dar o pagamento e
constar que aehava-se elle concluido, apenas no dia 21 de Agosto fui paga tai tineute a quant.a de
4"2:000#000, sendo nec-ssaria para compietol dar-se duze ntus e tontos cout s, em notas miudas, ve-
Ihia e dilaceradas e que es'd s-nd-i recolhidas e que par isse motivo nao p lr.m ser novameute
emittidas em virtude de ordem do Thesouro, como reconhece o mesmo inspector que diz iijnorar e ate
reprova o proce.iimuit que leve o th soureiro fazendo pagamento com aqu llat notes deixando de ser
paga a quantia de dutentos e tantos con'os por nao haver nessa occasio mais dinheiro, salvo naquel-
las notas miudas e dilaceradas.
Cumpre notar que o thesoureiro diz que assim proceda por ordem do proprio inspector,
apezar de saber que ora probihida a sabida do dinhero quo estava sendo recolhido.
Effeetuudo parte do pagamento como foi. em notas que nao deviam oer emittidas e deixando de
pagarse qumitia superior a duzeutos cont-s, com razo d-z o r-presentante d'aqnelle emprezano, qae
a noticia do roabo no imp rt .ncia de crea de oitoc-ntos finado na thesouraria quantia superior a quatr centos conti s.
Ii terrogado o thesoureiro sobre a falto do pagamento dos duzentos e tontpiv-rontos, disse
elle que nao f porque Loup n. quiz reo-eber algum diheiro imudo e isto no difi 5 de Setembro
p ir occasio ia perguntar Loup quando p 'da receber aqu-l a quantia, circumstaucia essa que o meara
Loup : Atesta a fls. 388 quaudo declara quo n> mencinalo da 4 nc fui a Tbesxnraria oude esteve
pela ultima vez, antes do acont-cimenro de que se trato no da 30 ele Agosto.
O saeta d n. ter silo p-.g* a r ferida quantia e dar se duzentos e tent >s contos em notos
miudas p que estavaiu sen lo recolbidas, fas crer queja u'aquella epocba nao exista nosostres a som-
ma que d>-via ah estar superior a mil cont >8, segund o bautuCo dad i no da 9 ; porquafito s- exstuse
a dita S'irnin ana f icil ff >ctu.ir o p i^' iiaeat -, tanto m os qu m: i dudara o b.-s jur iro a fl 144 v^.
qu o ins) etor o tinba procurado em sua sala e manifestado Ainda ee prova que os cofres da thesouraria ndo tiuhtm os saldos que deviam ter.com a de
claraco do inspeotor d- qu p>diu ao thesoaru utn suppnm nti d diuheiro n"1mp-rtancia da qo-
nhentos contos para trocos e despezat, o que nao exseto, porquanto uo offioio de fls- 123 datado.
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HUMVsJ.'IJ l-WtiBt^. .,

Diario de PcrnanibncoCuarta-feira l de Dczcmbro. de 1886

,
de 23 de Agosto em qe f pagamento ds despezaa que se tinha de faxer com o prolongamenfo e estrada de Garuar.
Acha-se tambem provado no presente inquerito que o thesoureii% longe de adoptar as neces-
sirias'precaucoes para seguran? dos dinheiros confiados ana guarda facilita va o mais possivel qual-
quer extravio, j entregando as chaves da casa forte e da cofre a sen filho o b ichirel Arthnr m BtetV
tos, que o snbatuiSn'uraate os seus impadimentos, por veces prolongados ; j mandando qne o serven-
la Silva entregaese as chaves da porta e do cadeado que fecha a sua sala as loja de Joio Bastos & C,
onde eram guardadas at o da seguinte em que o mesmo servente i recebel as, sendo assira todas as
chaves da seccSo do thesoureiro, inclusive as do cofre, entregues a pessoas que nao as podiam guar-
dar, pois que os nicos competentes para conserval-as em seu poder eram o mesmo thesoureiro, os o
fiel Pialho, p r ello indicado pira eubstituil o nos seas impedimentos, como deelarajo inspector, que
diz nao ter tido at o da 9 do Setembro coubeeimento de tio gravee irregalaridades, que tambem
nao exacto a vista dos actos de pergisatas de fi... cspeeialoaeate do de n* 131 e 152 v. em que
Fialho diz que o inapectar sabia que o thesoureiro no anas imsedimeatos er> substituido par seu f Iba
Artnur e tanto que algunas venes indo a sala do t Imanar -'r~. sam estar este presente, vio o Do. Ar-
thur fazendo as saas veses e que consentia na, irregataridade aratiiaada pelo mesmo Dr. Arthur de-
Barros, de ter em sen poder as chaves da, casa forte e abril-a e reeeteer dinbeiros, faaer pagamentos,
conferir a caixa e exercer emfim todas as funeeoes d thesouieiro, menos a de asaignar documenten,
nniC funecao que elle Pialho exorna nos impedimentos do thesoureiro coaw seu substituto ; e ainda
do de flj. 402, onde e contador refero que o mesmo inspector tanto tinha eesaplste coabecimesan do
procedimento irregular do thesoareiro e de seu filho Dr. A'thur que por mais de une*, vea lbe diss -
em conversa que era abusivo e Ilegal o mesmo procedimento do thesoureiro, fazendo-se substituir
por seu filho Dr. Arthur.
O ficto da substituidlo do thesoureiro por seu filho canfessado por quasi todo3 os emprega-
dos da thesouraria e at por pessoas a ella estranhas que declaram ter mais de urna vez encontrado
elle exercendo todas as f uaeces do cargo, o que confirmado pelo thesoureiro, que a flj. 141 v. de-
lara que est certo de que o inspector sabia que seu filho Arthur o substitua, porque vivendo coin
elle ira melhor convivencia nao podia ignorar isto.
Desee facto illegal e boje por todos reprovado, resuitaram abusos como o que relata o Ba-
ro de Limoeiro, no auto de perguutas a fls. 413, 6to leva o Dr. Arthur cinco contos e quinhentos mil
ris em notas miudas completamente novas e emmacadas e lacradas, como vieram dacsixa.de amortiaa-
eo para elle trocar por sedulaa grandes, o que fez entregando depois dojantar ao mesmo Dr. Artbur
aquella mesma quantia em notas de duzentos mil ris, d'onde v-sc que da thesouraria salvia diiihei-
ro para ser trocado, sem que all casse o troco.
Consta tambem do auto de perguutas a fls. 419 que per diversas vezes um empregado da casa
de Jlo Bastos ir. U. foi portadar d blhetes do mencionado Joao Bastos e do Dr. Arthur de Barros
dirigidos ao thesoureiro, pedindo dinhoiro, c que se lhe recortan nda va todo o cuidado para nao screm
perdidos es mesmss biihetes que tmente deviam ser entregues ao thesouroiro, o qual ora responda
pessoalmente, ora por eicripto fechad em um enveloppe, diz ainda o mesmo empregado de Juio
Bastos que quaai sempre o mesmo thesoureiro una lav.i trszer dinheiro ao seu paulo, ora par inter-
saedio de um individuo moco, irmao de um tal Figueredo, ora por iutrmedio de nm individuo Je nomo
Gusmao, que amigo e vive sempre com a dito Je o Bastos o o Dr. Arthar de Barros, e que o di-
nheiro era entregue algumas vezes no interior da ioja, e outras no escriptorio no pavimento aupen-ai-,
nao podendo elle precisar a importancia assim remettida, atfirma entretanto c,uo nos fres ltimos ma-
ses os pedidos de dinheiros so amiudaram, sempre sendo satisfetos.
Estas decUraees sao em parte cotifiamadas pelo servente Silva, a 422, quando r'.iz que
exacto que o dito empregado de Joao Bastea ia sempre thesouraria e fallava cem o Dr. Eduardo,
ignoraudo elle se recebia deste qualquer quantia.
Convm lembrar que nesse roesmo auto de r.erguntas o referida servente declara tumben)
aun um mea, pouco mais ou menos, antes do facto, o thesoureiro lhe ordeuoi que nao deixasse mais
as chaves da sua sala em casa de Joao Bastos, onde elle as guardara por ordem do mesmo thesou-
reiro, e que as levassc para a sua casa, o que tile enmpria.
Combinundo-sc as respostas do inspector da thesouraria nos autos d 149, 162 e 393,
com as di thesoureiro nos de flj. 13, 103 e 140 notain-se contradiccoes que nao podem ser explicadas
rasoavelmente.
Diz o inspector que nunca entrou na casa forte (o que nao seria para estranhar que o fizos
se, pois era seu dever fiscalisar toda a reparticao), entretanto nao s o Dr. Arthur de Barros no aato
de perguntas u fl-i. 305 iecla'a qua o thesoureiro por diversas vezes mastrou o cofre e o estado em que
se achava o dinheiro ao inspector e a outras pessoas, como o mesmo thesoureiro atfirma que aiula no
da 4 ou 6 de -etembro, este fura a sua sala onde demorou se poralgum te un o vendo carimbar notas
e depois entrou para a cas i forte mandando elle por aceno que um dos fiis o acompanhasse, nao
parque descoufiasse do inspector, mas para que fosse com ello pessoa que podesse dar qualquer expli-
eaco de que necessitasse.
O inspector tambem contesta que tives e p alido ou recouimendada ao thesoareiro que fiseaee
o pagamento devido a Loup e bem assim que vivesse na melhor convivencia com o meara thesaarei-
to ao passo que este afirma nao t que aquello manifestara o desojo de quj fosse feito o mesmo
pagamento, o at lhe determinara que o fizesse, como qu-' vivia com elle na melhor convivencia, oo-
livo por que ass-gura que oie ii.iu poda iguorar que o Dr. Arthur o substitu nos seus imped -
asalos.
E' ainda notavel a seguinte declaracSo feita pelo thesoureiro qoando interrogado sobie a
iertun i de seu filho Dr. Arthur de Barros e a heranca de sua mi adoptiva Feliciana Mara Olynpia :
Que os bena que seu filho Dr. Arthur htrdou foram poucos, parfin que herdou boa fortuna em di
aheiro mo podendo precisar qunnto, e que essa fortuna tem elle augmentado em tiansae^es a que
se dedica, alm de que tem sido en?arregadu de negocios forenses, administrativos c cominer jia s de
mnitos de seus pmentes e amigos, lauto que s ndo exonerado do lugar de secretario da polica na lhe
fea isto differenca, tanto mais teudo sido Bornalo para esse esoprago com o fim de esperar ou como
ama traasico para o cargo de presidente de provincia que lhe pretenda destinar o sen uroigo Dr.
Jo* Marianno e que lbe sera dado ua primeira opportunidade se nao luuv< sse mofdadj a s'tuacao
poltica, e por iseo nao exercia cargo publico por deficiencia de recursos, e tanto assim que depois
da sua exoneracao tem continuado a vi ver da mesma forma que vivia, tendo at feito despezaa avul-
ftf/4... com pess...'as de sua familia que tem sahido da provincia por ai tivo de molestia ; nao pjdea-
do precisar a fortana de seu filho porque nao partindo ella delle respondeute nao sj julga com diruitu
de indagar e mesmo fiscalisal-a. *
Do conjuncto das circumstancia cima referidas resulta que nao se pode admit'ir a bypotbesc
de que o desapi-ar- cimento de cerca de oitocentos contos dus cofres da Tbesoararia fosse a resultads
de um roubo ; todos os empregados que foram interrogados n respeito affirmam que nao penetrou no
edificio da Thesouraria pessoa alguma a ella estranha, que na > existe vestigio ulgum de roubo e que
era imposaivel, effectuado este, conducii-se to avnltada quantidade de dinheiro sem que. a guarda
i cousa alguma.
O ptoprio inspector considera o edificio da Tnesouraria bastante seguro, segundo consta de
, respostas afl. 168 /. e, nao pdenlo explicar o facto considerou-o i inmediatamente cante um
desfalque pelo qual o thesoureiro o nico reponsavcl para com a fazenda (fl. 389 v.) e quer esto e
eoer os seus fiis nao affirmam qu? tenha entrado pesooa alguma na Thesouraria e coosideram iin
mytltrio o que se deu al i.
Entretanto, pens que o presente inquerito offerece base bastante para eonhecer- :e que uao
aaave roubo e sim desfalque pelo qual sao prinoipslmente responsaveis o tbesoureiro Dr. Eduardo de
Barros Falca de Lacerca c neis Francisco de Siqueira Carneiro da Cuaba e Victoriano Trajino da
flest* Fialho.
Na forma da lei indics.como test-munhas Christovo 8anti-go de Oliveira, Luiz Emygdio
Piabeiro da Cmara, Cedeo Forjaz de Lnceria Juuior, Francisco Canuto Emeraneiano, Heliodoro
Cyreno de Oliveira Coragem, Joviuo da Silva Santiago, escripturarios da Thesouraria de Fazenda e
porteiro da mesma reparticao Alcxandrino A! ves de Mcndonca e o servente Jos de Oliveira e
rjika. ....
O amanuense servindo de oacrivao, remetta ao Dr. juiz de direito do 2* das(riato criminal o
presente inquerito e obie.ets e6nstant- s da relacao de fls. 431 v.
Recite, 9-dVOutubro de 1886.
^ Antonio Domingo Pinto.
lobo.
PARECER DO DR- PROCURADOR FISEAL INTERINO
Seccao do Contencioso da Thesouraria de Fazenda de Pernambuco, cm 23 de S-terebro de
O Thesoureiro desta respac.tieo, Dr. Eduardo de Barros Falco de Lacerda, quer renunciar
o praso de 15 das que lhe foi marcado para recolber a quantia de 793:145J387, em quanto importou
o desfalque verificad', nos cofres sob sua guarda; e d orno razao de seu pedido a impossibilidade
m que est de fazer esse recoihmento, por ter sido o desfalque nao o resultado de um acto seu, mas
Je um roubo. como f communicado pelo Dr. chefe de polica presidencia da provincia e por esta
a* Ministerio da Jastca.
A fixao do praso para os thosoureiros e mais esponsaveis por dohei'os pblicos reco-
]bereai os seus alcances, nao um favor que a lei Ihes faz e que elles possam renuuciar ; mas urna
arovidincia a b-neficio da fazenda, para compell-os a restituieo dos valores extraviados.
Nem seria curial que a lei quizesse apenas fazer um favor ao empregado que abusa do seu
argo para apropriar-se dos dinheiros pubiieos.
E quando teja um favir, a regre isnwfo bineficuim non datar sofre diversas exceptes,
-atre outras, quando a disposic3o da lei que concede o favor, teto por fundamento alguma cusa pu-
iica on o interesse de tereeiso.
A fixaco do praso tom por fim principal admoestar o funccionario defraudador, obrigal-o a
reiectar as consequeucias de su i culpa, entender-se ca:n seus auxiliares, cmplices ou receptadores,
denunciaI-o:, e, por qualquer cutro modo, fascr restituir o dinheiro subtrahido 4 fazenda publicu, que
m taes casos representaos contribuiutes, que ni podem ver tranquilamente que os impostos que
agaui para oeeorre aa desposas publicas, sirvam para enriquecer os seus gestores c alimentar-Ibes
91 vicios. .
Trata se, pois, tambora de acautelar interesses pblicos e de ordem geral da soeTedade, c nai
3mplimente do nm favor ao funceonaro que prevarica.
E Be licito a cada um renunciar os f .vores que a lei he concede, tambem eertj que nao
se pode derrogr.r aquillo que estabel-rido pela le, no interesse da ordom publica e dos bons costu-
mee : privatorum conventio jar i publico non derngal.
Longe, pois. de annuir aa pedido, peuso que o praso de 15 das marcado ao thesoureiro, fei
logo que se retiraram os empregados das demsis seccoes, s 3 h iras, devendo ele demorar se por
mais urna hora no servico de carimbo, conforme as ordens do inspector, que, alias, ba omito nao eram
cumprida, dsspedio um dos serventes, dizendo lhe que estava acabado o servico, porque tinha nec>s-
sidado de sabir; e em seguida trancou-se dentro do compartimento do thesoureiro, do qual sahio de
20 a 30 mioutos depois, fechando a pequea porta do biombo, sem ser visto (ao que parece) pelo
servente Silva, que estavn na sala a espera que elle sahisse para fechar, como de costume, a porta que
da mesma sala d para o corredor, e levar ao thesoareiro as respetivas chaves (da fechsdura e ca-
deado). f
Notando depois o servente Silva que o fiel j havia sahido, tratou de procurar onde tinha
elle deixado a chave do biombo ; e ainda a procurava quando o porteiro o advertio de que devia
sabir, para fechar-se a reparticao.
Em seos differeutes interrogatorios, ora dit este fiel que, durante aquelle rempo, esteve pss-
seiando da sala para o corredor, ora que esleve lendo um romance de Julio VerneViagem la ;
ora qu* alternadamente lia o romance e paaseiava ; mas oqae raxoayelmsnte se deduz do seu proce-
dimento que elle foi o principal auxiliar do thesoareiro, e que all conservou se para preparar o
altimo qssadro da seena que devia ser descortinada quando se sbrisse a reparticao na m inli do dia 9
Dix elle (fiel) qae, ao entrar na manos, de 9, encontrando fechada a parta do biombo, per-
ssantou aa servente Silva porque nao a tinha asla aborto, para espanar e auscar o compartimento
da thesaamiro ; e obteade a resposta que devia prever, rasssirou-llie a chave sobre a auna, onde Silva
esse a sadsa enesaassada) asan antes da chegada de mesmo fiel, aera depais de sna sabida do dia 6. E
esa aet eootitnssB, w/tirom se para a sata de narteiro a eowversar com este, pissando d'ahi para a
contadura, onde se achavs, quando foi chamado. Recoiou sem duvda que faltassem lhe (n'aquella
occaeio o sangue fri e a coragem que sobraran, lhe quando a tardo de 6, com tanta sngacidade,
preparou o scenario da furca.
E' digno de reparo o modo pelo qual, tres mezes antee do simulado roubo, foi elle admittidj
como fiel, em substituidlo de um irmao, que at entSo exercia este carga.
Diz o thesoureiro que o admittio para corresponder ao dse jo manifestado por um outro seu
i/mao; porque tendo o mesmo fiel liquidado com prejuizo urna sociedade commercial que teve com
aso irmao, achasa-se desempregado; mas isto em parte coutestado pelo fiel, que athrma nao ter
soffrido prejuizo siguas. E na verdade assim parece ; pois que seu irmtto e ex-socio fui quem pagou
diversas lettras da r sponsabilidade do fiador do thetoureiro, de quera passeu a ser commissnrio, ou
correspondente, e s quaes refeiir-me hei mais adianto ; o continoou a eommerciar.
Tambem faz admirar que deix&ase ello fiel urna profisaao segura, na qual nao teve pi-'juicos,
psra oceupsr am lugai de 1:600^000 do vencimentos, quando seu irmilo e antecessor, dispoudo de
piucos recursos e depois de abaadonar a profissao de agricultor, voltava'para ella cm urna quadra em
que tilo poucas vaotageus cffereee esta profissao.
Outros muitos faetos e circamstancias completam e tortalec- m os que cam resamidamentc
mencionados, autonsaodo niduccoes Ido concludentes quo se eontuedem com a evidencia immediata,:
indiciia ad probstienem indubitatis et luce clarioribus. (L ult. Cod. do pvc: I
Cosa rffoiio ; desde a-n-unraco do thesonrsiro que se assentou no plano de um aisalto aos
cofres desta Thesouraria, o qual se foi api rf icoando at a su i completa realisacao.
O thesoureiro nao tinba fiador idneo, por mais que o procurasse, e coaseguindo, depiis de
seis mezes, apresentar um, que foi acceito, recusoa este assignar a flanes, ignorndose a'nda o nr-
tivo da recusa.
Teve, pois, di procurar outr.-, e de ufiereeer um, a quem pouco ou nada conhecia, mas que
lhe foi apresentado por um tere-uro.
Parece, por>c, que este segundo fiador s ro3olveu-se depois do 7 de Abril do anuo paseado,
data cm que, miiogriida a primeira fianca, fui expedido pelo Exm. presidente do conselho c ministre
da fazenda d'aquelle lempo, uto telcgramma presidencia da provincia, perraittindo que, se o thesou-
rere houvessc assignado o termo de fianc/i p.ovisoria, entrasse em exercicio, marcando se-lhe o praso
de 60 das para especalisar ns bens.
A expedicio d-ste tel.gromma, cuja redaccao deixa'suppor que a fianct j devia estar pres-
tada p*lo proprio thesoureiro, nao por tereciro, denota que a situaco do thesoureiro ora aportada, e
que 6 poderia elle achttr h inca, depois de tomar posae do cofre, aflu de garantir o fiador de prejuizo
certo e j previsto.
No dia 28 do mesmo mez, o novo fiador, que nao possuia ainda integralmente o iramovel que
derla s-'r dado fiauyi provisoria, comprou a credito, mas por praso breve, a p-rtc qne nelle tinhsl
um dog seus condominos, e no da 30 a de nm oatro, nao constando porque titulo, n.*m quando com
prou as partes dos outros condominos; p>ia que ao processo da esp 'cialiai;ao apenas jnntou uoa c r-
tido ptdigida capciosamente e rxttahida don autos de dons inventarios findoe ha muitos annos, dos
.jnaes uao p.diam enastar estas acqaisico s.
O fiador s possuia urna parte deste immovel ; era um agricultor de poucos recursos e estava
devenda aesta praca.
Oppoado um des seus eredores embarafos flanea, foi pago por mcio de lettras, tambem a
praso curto.
Removidas estas dilHculdades, foi prestada a flanea provisoria no dia 6 de Mato, entrando o
thesoureiro ein exercicio no dia segrate.
As I- ttraa passadas p-lo fiador, tanto as da primeira compra como s outras foram pontu 1-
m;nte pagas. Qdauto, pcriui, s outras acquisicoes nada posso afirmar por agora : cstouuvc-i
guando.
O oiaovei dalo a fianoa, ougenho Fernandas, do municipio de Ipojuca. foi ca 1867 avaliado
por 45:0O0*VJOO, quando as propnedades agrenlas tiuham mais valor do .ne actuilra- r.tc, e acbava-se
elle entao convenientemente preparado e b-a.liciado.
H j1', -;u- nao eal na mesmss coudicoes, desfalcado em crea de metade de seus r/iclhores
terrenos, onde 1.. edificado o engeoho CaBtollo, fui avaliado por cem contos de ris, para garanta da
taeenda publica, p -la responsabilidad tanto do thesoareiro como dos seus fiis !
E lauta convic(o tinha o fiador que o engenho hypothocado seria, cm praso breve, exeuctado
pela fazenda, que tratou logo de comprar, levantar ou arrendarou!ro em lugar distante, e municipio
difierentc; o que nao se pie conciliar com a compra que, nas condicoes descriptas, fez das partes do
ougeuhv Fernandas, smtnte para afiaicar um thesoureiro a qu-m poueo conhecia.
Penco depois de entrar no exarcici t, coracm o thesoureiro a abasar da eondeseendencia do
chele Ja reparticao, com quem coufesta, e publico, que andava na melhor convivencia, fazendo-se
substituir, em seus frequentes impedimentos, p;r um filho, pessoa extranha reparticao, o- qual tinha
entrada faanea ua Thesouraria, e exercia, publica e siinuitsnstmeote com o p*i, hs fu eeo?s d'este.
O que parece, pois, que os desfalques 19 foram saecedeodo, e eram acobertadoa por meio
do quaesquer artificios, a que de ordinario reeorrem os depositarios inteis, e contra os quacs nao ha
scalisa^io pose vel; tanto mais quanto, ganando elle d* mate plena confianca do seu cher-', nlo
podia ser apanh ido de sorpreza.
Depois do altimo balanco, em 30 de Junbo d> eorrente anuo, principiou elle a dar cxecu^lo
ao plano, mandando substituir a grade de sua sala por um Upinvjii'.o de tntdeira, ou biombo, com
urna porta, que se conservava sempre fechad*, e dous pequeos postigis que s s abriaui nas occa
sities de pasramanto; de sorto quo consorvava-se iuteirameote fra das vistas do publico e dos em-
pregados que trabalhavam na seccSo.
A 3 de Agosto fui prorogado o exp diente do th"8)areirj por ama hora, a pretexto de atrazo
no servico do carimbo das notas dilaceradas ; mis passados os primeiros das, nao obstante fiear um
dos fiis c.nn dous serventes na seoco do ihosour iro, sob o mesmo pretexto, o servico nao se faca.
Tomadas estas cautelas, era fcil, como foi, preparare scenar-o do crim-t, na hora da proro-
gacao, e quaudo s se co.ieervava aberta a scelo ds thescureiro.
Coa outra ci'cumstaiicia da ra iior ponderacao me occorre lembrar, pin mostrar que, depois
do nltimo balan?!, os cofres desia Thcs turara riearara anda mais desfalcados : Em 18 e 2'' de Julho
entraram dous c.-rti ;*dos de pagamento ao catpreiteiro das obras do probngamento da via-ferrea do
Recite a Caruai, um de 402:5584524 c oatro de 226:4302029. O primeiro s foi pago um mes d.--
pois, em 21 de Agosto, dndose ae emprentlo perto de 200 oontos em netas miudas, vdhas e di lace-,
radas, e at notas em recolhisaenta, o qne era "xpressammite prohibido ; deixando de ser pago
gaado certificado, sob o inexacto pretexto, allegad* pelo thesoureiro, de que nao tinha dinheiro
cb-'gasae ; quiuJu a verdade que tnbi ou devia ter, n'aquella data, um saldo de 627:815
sendo 425:32 00 do axerc'cio emliquidagao, qut poli* faser passar para o eorrente no momento em
que quizesse ; e quando est verificado quo de 21 de Agas'o ate 6 de Setembro foram augmentando
os recursos da caixa, -scllanda os saldos (por periodos de dez en dez dias, a contar de 26 de Junbo)
entre 708:'.)9)132 o 936:9156418. excluidos os saldos das caixas espocises.
Pela me ma razao nao se justifica a#grande demora no pagamento do pumeiro certificado ;
entretanto, sob o pretexto j declarado, foi-se protellando o pagamento do segundo, at o dia em que
dcscobiio-se o simulada roubo, no qual da, apssar de estar doente a de costutnar fizer-se substituir
por seu filho, dirgio-BC o thesoureiro a carro para a repartilo, sob o pret-ito de pagar ao cmprei-
teiro, quando. certa que uenhum i razio tinha para suppr que este fosse recebor o dinheiro n'aquelle
dia, urna vez quo o prevenra com antecedencia de que s palera pagar-lhe depois do 8 dia til do
mez (e o dia 9 era o secta), como porque o mandara avisar na tarde de 6 (a que nunca tez nem havia
necessidade de fazer) que poderia ir receber at o dia 11. E' que, por mais doente que estivesse,
nao poderi deixar ue estar em sen posto para assistir e tomar parte no desenlace da com- dia.
Uutra circumstancia de grande peso : ao passo que as quantias sabtrabidas consistirn) em
notas em circulaco, deixaraia os suppastos roubadores de levar a quantia de 28:000*000 cm notas
novas, resto de ama remessa de 100:0004000, feita pouea antes pela caixa de amortisacao, e perfeita
mente acondicionadas ou erapacntadas, naturalmente porque, podendo ser conhecida a sua numrraco,
arrisear-se-hiam elles a ser descobertos, quando tivessem de lancal-as na circuladlo ; o que s poderia
ser previsto e coro tanto acert calculado por pessoas coaheeedoras desta especialidade
Outra circunstancia de grande valor :
Na saleta, entre a grade de ferro da casa-forte e a porta, que foi abarta e im a chave falsa,
exutiam diversos pacatos j lacrados ; misos pretendidos loubadirea nao tiveram a curiosidade de
abrir nem um e, porque, sem duvida, sabiam que cantnham sedulas sem valor ; o que mostra que a
substraccao foeita parqu'-m conhecia a espeeialidade daquelle servio i.
Decorapondo o scenario do crime, e acompanoando in mente os pasaos do famoso ladraa, antes
de entrar e quando se schou fechado no compartimento do thesoureiro, veremos o segumte:
Para penetrar ueste compartimento teria elle neoessariamente de abrir ou alguma jaaella,
ou (passando pela sala da guarda, ao pavimento terreo, e subind-o a oseada) a porta do corredor, para
depois abrir a porta da sala do thesoureiro, fechada chave e cadeiado, finalmente a porta do biombo ;
mas todas estas portas cbtavam e conservaran!-se fechadas at a manha do dia 9, sem o menor signal
de violencia ; nem podiam ter sido abertas por mel dos instrumentos all encoutrados.
Ha! i v.i ni e nram encontradas igualmente fechadas as janellas que da sala do thesoureiro dao
cionario publico, que tem dinheiros a sea cargo, denemina-se p'culato ; o que s se poderia veri-
t car depois de ioformacoes que at a data d'aquellas pecas ofiiciaes ainda nao tinham sido co-
lhidas.
Tudojscanto tenho affirmsdo neste meu parecer est comprovado por pecas officiacs de cre-
dito irrccusavelnaes como, interrogatorios dos propros culpados, vistorias e docanentos authen-
ticos.
Se precisssse em meo apoio de urna opinio, que deve ser insHsp"i(a ao thesoureiro, invoca-
ra a do inspector sea amigo, que cm um de seus interrogatorios nao teve a menor duvida em decla-
rar que o considerava o nico responsavel pelo desfalque, emquanto nao provasse que outro fra o
seu autor.
Pareee-me haver justificado o meu requerimento para que, em lugar de annuir-se renun-
cia pedida pelo thesoareiro, se lhe marque um praso maior, afim de que, convencido, como devo elle
estar, de seu crime, cm vista de pro vas to evidentes, reflicta n s consequencias delle e recolha aos
cofres pblicos os valores quo extraviou ou deixou extraviar.
Ainda em tempo : acabo de receber iot irmaces cffieaes, qae reqnisitei, das quaes consta
que as duas psrtes do engenho Fernandas, compradas pelo fiador a 28 e 30 de 'Abril, o foram por
procos correspondentes ao valar de 45:000000, ou pauo menos,, dado ao mesmo engenho em sua in-
tegridade ; entretanto, quince das depois, no processo da eapecialiaacao da hypothica, avaliado o
engenho em 100:000^000, sendo dispensado o fiador, contra a expressa dispoBJco do art. 5 das ins-
truccoes de 27 do Abril de 1966, da exbibic^o dos ttulos de acquisicao, cujo# preco3 contraatavam
com o da escandalosa avaliaco !
Diente de tantas facilidades para que o thesoureiro toras'se possj dos cofres pblicos, o des-
falque era um facto natural e lgico ; e. at, ba muito previsto e esperado.
0 procurador fiscal interino,
Olympio Marques.
(Con'iua).
iUweratOCla l*rovUa fim facilitar o trabilho do op3rkrio da mido a
DE8PACHOS DA PaESIDENCIA DO DIA 29 DE poder elle perecb-r mais claramente 03 poatss
NOVEMBBO DE 1866 indicado? m deseuho. Ao fuucciouarem Jas ma-
Bernardina do Souza Castro Feitosa.Informe chio, Dote que compoem-se de duas partes,
e Sr. inspector g-ral di Instrucclo Publica.' ; u,na eompretameutc immovel, onde collocada a
Jos Nicolao Sosres. Inf rme o Sr. Dr. chefe de^jolicia. i m'10 do qual se obtem a redcelo, seis veces
Joaquim Pacifico do Arroda e Mello.Informe ; menjr, como j fieou drto. Cida machina tr .balha
o 8r. Dr. juiz de direito da comirea de Bom Jar- comvf '8 g'"1"1 e 2 cratiraetro de comprimento
/
lilace-, e
itin
uito restricto edeve sor elevad de acc rdo com o que. em caso semelhante, recominendou a Ord. para o exterior do edificio, abaixo das quaes estava a seotine-lla, junto ao corpa da guarda.
287 de 27 de Agosto de |S57 ; tanto maie quanto tra'a-se de um desfalque de quantia elevada, o i Admittida a hypothese de que houvesse elle conseguido occultar-se dentro da sala, ao fecbar-
inaior de bm temos noticia no Brasil : e certa e est exhuberantemen^e p.-ovada a cu'pabilidade do 'se a reparticao no dia 6, (hyjothese uo aceita par tidos os interrogado)), por. onde ter-se-hia elle
besoureiro brm com? que elle teve auxiliares ou socios pclo3 qiaes deve estar repartida a quantia escapado, si as portas e janellas conaervaram se fechadas o nao loaTrcranV a menor violencia? !
subtraliida aos cofres eob sua guarda.
Cem cffeito, dos documentos ja existentes em meu poder, dos quaes constam ai principaes
diligencias feitaa pela polica e do outras informaci's officiaes por miro requisitadas, est provado :
"l." Que, ao abrir-se a reparticao ns manha de 9 do corrate, schavam-se fechadas, orno o
baviam sido na terde de 6, tidas as portas e janellas interiore e exteriores do edificio, inclusive a
a parta do corredor que d entrada para a sala do thesouro, e cujas ehaves eram por elle guar-
ichas ;
2. Que foi encontrada tambem intacta a porta de um biombo ou repartim-'nto de -nadeira,
iue divide esta sala em dous compartimentos, no primeiro dos quaes fuacconain o oscrivlo do caixa e
as serventes e ao segundo o thesoareiro com os seus fiis, nao se tendo, porra, encontrado a chave
da porta do bioffibo, a qual era de costume ficar, ou na fechadura, ou sobre urna mesa quo lbe
fie em frente, on em poder do servente Silva, para que este podesse varrer o espanar o com-
.nentn do thesoureiro, antes de principiar o expediente, do dia seguinte ; como j uao a tinha
encontrado o rnsuo servente na tarde de 6, qnando se fechou a reparticao, e por n-as que a po
'' 3." Quo, appareeendo nfinal a chsve sobre a mesa, e aberto o compartimento do thesoureiro,
D este, e, encontrando aberta nao t a porta de madeira qae do mesmo compartimento d para
ana salera,'no fundo da qual scha-se a grade de ferro qae d entrada para a casa forte, como tam-
bem esta grade, roandou avisar ao inspector e ambas ao Dr. chefe de polica, cojo comparecimento
4 o Que, chegando loga o Dr. chefe de polica o pracedendo a exam"8 e vistorias em todcs
W compartimentos do edificio, e a antos de pergnntas ao thes urf iro, seus fieie, servente Silva, por-
eiro c .outros empregados, deelararam o thosooreiro e seas fiis qae antes de sshir da reparticao, as
h.ras da tarde de 6. fecboa o thesoureiro o cofre grande da casa frtemandon fechar, c
em sua presenca feram fechadas por am de seas fiis, a grade, de ferro da oasa-forte o a porta de raa-
c]ri verifi^ou que ambas estas portas est.vam bem fechadas e levou comsigo todas as
respectivas chave.', retirndose na coropanhia o outro fiel;
Que a p.rta de ma eir da saleta anterior casa-frte achava-se aberta por meio de
ama chave falsa, encontrada sobre nma mesa ao lado, a qual chave fabricada poneos dias antes,
- poda tcl-o sido vista da chave verd-ideira, sob a guarda do thesoareiro e por artista perito ;
6." que a grade de ferro da casa-forte esta tambem aberta, encontrndose dentro da fecha-
dura um instrumento de lati, simulando urna chave; mas, procedendo ae ao mais rigoroso exame,
7erificou-se que esto instrumento, pela sua mperfeico artstica, nao podia reaccionar ni fechadura e
hbrir a grade, que e podia, ter sido aberta, ou com a propria chave, existente em poder do thesou.
011 com outra feita a vista d-sta, taes eran as difliculdades de sea fabrico ; seudo ainda de
que o orificio detta fechadura ctberto qcr orna chapa do ferro, que se_fecha per urna mola do
'7. que ach;u-sc fechado o cefre grande, existente na casa-forte, encontrando-se ao lado
ie chaves falsas, guace s verdade iras, que estavsm em poder do thesoureiro.
Da vistoris verificju-te que, como a primeira, estas chaves e podiam ter sido fabricadas a
.s verdad-iras, (qne, alias, confessa o th-foureiro, nunca sahram do seu poder) ; bem como
.ma dellas podia ter sido feita por modelos tirados sobre as respetivas fechadaras ;
8." que, alguns outros instrumentos encontrados, como gazas, limas, paraiusos. ama vela e
b de coras finas, com pequeos ganchos de ferro nas pautas, neuhum prestirno tiuh im, c
f.ram nem podiam ter sido utilisadoe.
Todos entes indicios formam nm conjuncto de provas circumstanciacs, bastante p.ra fazer
r que, qaando se f> chon a Thesouraria na tarde de 6, j se achava tudo no estado em que
centrado na manha du9. .,,,. jjj Parece certo que, quando retircn-se o thescureiro s 2 1,2 horas da tarda de b, deixou te-
. a porta da saleta anterior 1 casa-forte, no fundo da qual est a grade de ferro qne fecha a
i-torte mas, depois de toa sabida, ficando nm dos fiis occopado, com doas serventes, no
Je notas recolhidas c dilaceradas (apesar de nio lhe competir n'aquelle dia este servico)
As chavea da porta da eutrada estavam ein poder do porteiro ; as da sala do thesoureiro em
poder deste, e a do biombo cm poder do fiel, que a tinha fechado no dia 6; as janellas fechadas inte-
riormente, e as varnndas sem o menor indicie de se haver por ellas deacido; sendo qae as cordas
com pequeos ganchos, encontradas sobre a mesa do thesoureiro, alli ficarain e nao foram, nem podiam
ter sido nlisadas. -
Accresce que ss janellas interiores (do corredor! dio para um pateo sem sabida, o as exte-
riores sobre o c ra da guarda e a respectiva sentinella.
Supponha-se, poim, que causervou-se elle trancado, at abrir-se a reparticao no dia 9 : por
onde poder-se hia elle escapar, e com to volumosa carga? !
Consideremos ainda o modo pelo qual teria procedido o supposta ladrio,*uando se achou,
nao se sabe corao, dentro do compartimiento do thes-ureiro.
Aberta a primeira porta interna (a da saleta) com a chave falsa, deixou elle a chave sobre
ama mesa, ao lado da porta.
Aberta a grade de ferro da casa-forte, depois de descoberto o segredo da chapa que cobre
orificio da f-chadura, e nao hivendo aa lado lugar onde poazssse a chave, d ixou-a na fechadura :
mas ficou provado que esta chave, imperfeita instrumento de lato, j quebrado e mal soldado, nao
podia fuueeonsr n'aquella complicada fechadura.
Aberto o cofre, e effectuado o roubo, fecbon-o de novo e deixou ao lado as chaves tala s, in-
troduzndp, porm, em urna das fechaduras urna gaza imprestavel.
O que era natural, e estava ao alcance do mais inexpert) larapo, era levar comsigo as cha-
ves de que re havia -orvldo, deixando fechados tanto o cofre como ns portas, para compcsinetter o
thesoureiro e desorientar a noticia, em summa, apagar os vestigios do crime, para difiicultar, senil--
iuipossibilitar a propria perseguicq,
Mas nao : quiz ser caridoso para com o thesoureiro, com sacrificio da propria segursnea ; e
para nao comprom-ttcl-o, foi deixando vista as chaves com que abri a primeira porta e o cofre
grande ; e co no nao tiuba chave que abrisse a engenhosa fechadura da grade de ferro da casa-forte,
deixou alli urna chave iuiprestav-l.
Como poroi, nao inh mais chavos para ir deixando aojado das portas, por onde deveria
psssar para gaubar a rus, e nao querendo utilisar-se das cordas que levou, para descer por qualquer
janclls, al-i lau.bem deixou as cordas ; e entao, abandonando o thesoureiro sua torte, moderno Ala-
diuo, fcubtilieou-fe < deeBppareceu com a preciosa carga-----
Ora, f. iccso eonvir que este roubo tuigeerit, alm de estar fra de todas as coudieoeg ar-
tisticas, mdifpeDtai eis a um semelhante ccmmettiment, est superior s lea inoraos e pbysicas,
pelas qnses so reg seus umplieip, a qual cao attingio a desejada peifeico, porque nao poaia ser, por mais tempo, adia-
do o detenate, e 11S0 ie pode preparar ccnvcnimtemcnte a chave falsa para a grade de ferro da
casa-forte, ccn.o fotum preparadas as outras. O ettado em que foi encontrada esto, chave denota
qne ainda lho eslava cci-cluido o seu fabrico, e que fra exp- riuicutada, mas, quebrando se, foi sol-
dada e talvc anda apeifncoada, porm, intilmente, ante o engenho d'aqoella invencivel fechadura,
ccuio deelararam os dito peritos terralbeircs, dos mais habis desta cidade, que funecionaram nas vis-
torias.
A precipitscao do desenlace, : nes de concluido o fabrico da chave da grade de ferro da
casa-forte, e ant-s da renl8r.t>> de um faeto, de que tratarei em occasio opportuus, foi devida
preseo eaereida pelo nnpreit- iro das obras do prolcngament", quando o cofre j estava exhausto, e
nao tinha mais o thesoureiro pr- texto alguiu para demorar por mais tempo o pagamento do segundo
certificado.
Este concurso de cirenm-tancius pois, (e emitto muitas outras de qae nSo julgo convenien-
te cecupsr-me por sgors), accent e afirma a responsabilidad* do tbesoureiio e o convence de sua
culpa.
A parte olcial do Dr. chefe de polica e o telegramma do Exm presidente da provincia nao
lho podem aproveitar, porque estas autoridades refer rain-su ao acto material do crime, que, se'ein
sua geueralidade denomina-se loubo, considerado subjectivamente, e quando commettido. por fuw-
. JUIZ
dim.
O'avo Cirrcia Crespo.Informo com uigencia
a Cmara Municipal le S. Bento.
Secretaria da Prasidenuia do Pernam-
buco, em 30 de Navambro 1886.
O portcir-i,
Francelino Chacn.
i o 111 !u.-niIo das Armas
qcartel general do commando das ar-
mas de pebsambfco, em 29 de novem-
;bro de 1886
Ordem do dia n. 137
Tendo s> apresentado a --ste quartcl general no
dia 27 do eorrente, vindo da corte para onde ha-
Vta seguido accommottido do b riberi, o Sr. alfe
res secretario do 2 b.UIhao ds in'.utaiia Miguel
Goncalves de Caetro Mascaronbas, o que, segun-
do communicacao da reparticao do ajudante (e-
ncral, esa offi :i > n. 7310 de 17 di eorrente, resig-
nnu u'esta data o recta dalteeafsv com que se
achava pira tratar de sua snade; assim o faca
constar gnarnic) pira os fius ccmvenieiites.
( Assignado ) O brigadeiro Agosnh
Marques de (Canforme) O toonts) Joaquim Jor/fv
de Mello Filho, ajudante de ordona iat -
rinoeencarregado do detaic.
neparfi-cSo Ju Polica
Sacyilo 2aN 1161. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, oO de Novoiubro de
1836, Illm. e Exm. Sr.Purtecipo a V.
Cxc. que foram re :oibidos Casa de De
tencao 08 seguintes individuos :
A' ordem do subdelegado do llecife, Clara Ma-
ra da Canceicao, Silveria Celestina da Costa, par
disturbio; e John Hyug, a reqoisico do cnsul
iuglez.
A' ordem do de Santa Antonio, Gabriel Fran,-
cisco d-> Sanza e Ildefonso Goncalves do Siqueira,
por .uso de armas defezas : Mauoel Soares e Joo
Bispo, por embriagu z.
Coinmuuicou me o deleg do do Io distrie-o
da Escada que na noite de 27 do eorrente o indi
vidua de nome Generina Jie dos Santos, asssssi-
MO'i com duas tacadas ao subdita inglez Thomaz,
empregado no engenho ce itral Pirmesa, daquellc
dis trelo.
O dclinqucnte fai preso e contra elle a autbrida-
de loc.l presegue nos termos da lei.
Hontera s 11 horas da naife fai fcri-lo gra-
vemente com seis facadae, no becea dos Ceceados
Mortaes, o alfeiea do 2" batalhlo de infantaria,
Joao Ay.es da Silva Moura, por Mara Franela -a
da Anounciaco. *'
Dea causa a este lanientavel acontecimento,
urna ligeira altereajo entre o off-ndido o a offen
sora, na oasa desta.
O oftendido foi reeolhido Pharmacia do Terco,
e sendo ahi vistoriada e medicada peina Drs. Vir-
,ilo Imbassshy e Carneiro Lcao, e depois conda-
ido para seu domicilio.
A offenaora foi presa em II aerante por pracas
da guarda civica e recolbida Casa de Dctencao
Abri se inquerito s;bre o facto.
-- 11 mte n, esa am qaarto da hotel roa de
Thim de Souza n. 1, freguozia do Recife e onde
est hospedada a subdita portugueza Mara Joa-
quina Antunes, f >i subtra'.ii-lo cerca de 500 em
joias e 23 libras stertiuae.
Nao liouvn arrombainento.
A autoridade local teinoa conhecimente do tacto
e prosegue nas diligencias recommendudas por lei.
.us guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr Dr. Pedro Vicenta de Azeveda, muito
digno presidente da provincia. O chefe de
polica, Antonio Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 30 DE NOVEMBRO DE
Francisco Jos Leite & C. -Informe o
Sr. Dr. administrador do Consulado.
Francisco Bezerra da Vasconeellos Pas
sarinho e padre Floriano de Queiroz Cou-
;nho. Haja vista o Sr. Dr. procurador
fiscal.
Jacintho Pacheco Pontes.Informe a
coramissao liquidadora.
Joaqun Lopes Machado, Joao Goncal-
ves da Luz, Emilio Roberto e outros, Bar-
bosa dos Santos. -Entregue-so pela porta.
Dr. Vicente Ferrer de Barros Wander
ley Araujo, Manoel Jos Goncalves Braga
e coraraando do corpo de polica. Infor-
me o Sr. contador.
Consulado provincial
DE3PACHOS DO DIA 29 DE NOVEMBRO
de 183G
Cramer Frcj & O Indeferido, em
vista da informacao.
Cr-rnero da Cunha & C, Felippe Ri-
beiro da Silva e Joaquim Moreira R;is.
Informe a 1* seeyao.
Carlota Leopoldina de Andrade Brede-
rodes e sua irmS. Informe a Ia seccao.
Ferreira Rodrigues & C.-A' l1 sec9ao
para os devidos lias.
- 30
Jos Hugo Goncalves, Jos Gome3 de
Moraes Marinho <& C. Informe a Ia sec-
cao.
Baptista & Santos, -A1 l1 secsSo para
os de vi ios fin3.
INTERIOR
com duas pontas e um fundo no ine-10, as quaes
atravessam simu'taiieamento a fazenda, logo que
urna Jas extremidad do pautog aphc iuica o
ponto sobre o deseuho em questa. Em cada
machina traballia nm operara e duas meninas que
te occumpnm em cufiar a'agulha e col|ocal-ss era
seus lugares. (Jom um desenlio dado pode se'bor-
dar ao mesmo tempo sobre fazeudas de differenles
cores com liabas a estis. corK'spondentes. O
pessoal da fabrici Cantta do dozc pessoas. As
amostms que vi na fabrica sao cortes de vestidos
bordados de r*la, la, linho e algad>, vestidinhos
pira criancas, cortinados p saias, fronhas, etc. Alcn d. differenva de preco3
cornos bordados estrungeiros ha a grande van-
tagem de ter se o bordado que se quer.
Sua Magestade examim>u minuciosamenfe o
trabalha, e pedio diversas nformaeoes ao proprie-
tano. mostrndose satijfeito. A fabrica na
culidade importarfte, e, embara em modestas pro-
p 11.0 8 presta jl bms 8ervcos agradaudo muito
101 visitaiiie3 os trabalhes expostue. Nao nos
consta qu-* hija oatri uu im lorio.
Du fabrica de bordaos f 1 ra do Baro
de Itapeljninga para exlniuaro panta d.: partida
de Tiadueto que devo i/ doeaa ra Direita ns
Ceatro da cidade.
V.s;t Selolf, que trab-tlli-i c.nn b ms apsrelboS movidos
por um 1 i.mpurtant machina de 1G cavutlos e na
qual est-i empregados 35 operarios. *1t
Foi depois hbriea >'m canstrueco, proprie-
kte dw e ironel Auiadiao iiitroductdr det.ibricas
deste genero na pnvinca, ten lo sido a primeira
inaugurada em It 110 dia 2 do Dezembro de 1869.
O edifieiu jue so e*: consVojndo 110 biirrodo
B 'in l{- tir 11> m dous na-viaentaa, a eonatrneelo
toda de tij ,1 is sobre soidus aiieerees de iilv. aaria,
oeeu pando o edifico urna rea de 2.38| metros
qutdradus; a mid-ir imprecada p.rarilumuas.
vigas e ss ia Albo .cr bu- A ehasain ,leua sjbm
.liura de o I ps, ten lo u:ni ciragem d. 1 pi em
qnadra na nrrrsiiiiliidii um coadaetm de atoetri-
cidaile.
- A ma-.'hina a vapor 6 de for^i d 200 cival-
loi. leuda um vo'antc da 20 ps de dan.etro, syj-
t in.i Hice II irgreaTea, premiado na ultima expo-
sicao de Londres ; a caldcira tem forga de 150
eavallos com uuia pressao de 4 nthmospberas,
tem ella 3) ps de cumprmen'o sobr- 6 do di-
metro e do" meetno sjratema Hick Hargreaves.
lii u'-lla um ejouomisador d; combustvi'l, c um
condensador pira poiipar a agua e augmentara
forca 1 a machina de vapor. O volante est a-
collocado cutre dom grossos padroes no centro do
edificio, movendo 5 cabs, 2 para um lado e 3 para *
outro, fazeudo assim a distribuicao da for^i por f
todas as machinas. E^ta-a .presentemente montados
51 leares a que Be deve elevar a 250 e que
quaudo trtibalbarcm aduaittirau mais uma caldeira,
que ji tem logar reservado. A' CHldeira vem
agua di Cantareira, que tem uma presso do 4
atomosobcias, alein dist- miii duas bomba?,
sendo ama tocada pelo vapor que vai d>cctamente
da caldeira a bomba.
Estas iujectam a agua p .ssando p lo eeoao-
mador de combustivel e entra fervendo em cal-
deira. Esta agua formad* por am p co de 21
ps de pn-f andida le c 10 de dimetro e a agua
vertida durante dez horas attinge a 25 metros
cuides. As achinas f irara encommeudaijas pele
engenheiro Dr. Luiz de Aohsia Mello, que foi
especialmente para Europa estudar os melhara-
mentos mais importantes nas fabrier de tecidos de
algoda-a.
A fabrica qae a nona que vai passuir a pro-
vincia, tem montados os 250 theares em 430 can-
tos. Sua Magestade receida pela Sr. Anbaca e fi-
Ihos percorreu todo o' edificio, examinando o cem
toda a attencao, p. rctirando-se s'gmfieou ao pro-
prietario a sua satisfacao pela visita que acabava
de fazer. Esta 'fabrica que "ai ser noaa das mais
impo'tantes da provincia a cuja construeco corae-
c>u em Novcmbro do nno pascado, deve estar
concluida em Pevereiro de 1887.
Da fabrica foi Sua Magestade ao leposito de
immigrantes: um luficia milig i e de grandes
proporcoes que est serviudo provisoriamente para
accommodar immigrantcs que chegam co'nstaute-
men'.e capital. Sua .Magestade foi recebido pelo
Dr. Frederico Abrauches, que dirige o servico de
immigracaa, perconeu todo o edificio examinando
os dormitorios, refeitorio. cozinha e gneros ali-
menticias e bem assim o deposito de bagagens que
est bem organisado. Estao alli actualmente alo-
jadas mais de 100 immigrautes, e e este mez j
tem alli entrado mais de 1,000, elevando-se a mais
de 7,000 o numero desde o principio do anno.
Quaotos chegam, querendo ir para as tazendas,
tecm logo destino, e s alli se demaram mais dias
os que nao querem sabir da cidade. .
Em S. Paulo trata-se seriamente da immigra-
cao, e'por isso o immigruiite tem a passagem inte-
gral paga, sustento por 8 dias e as estradas de fer-
ro particulares conduzem-nos gratuitamente aos
seus destinos. A Assembla votou para esse servi-
5o00^:OJ0 e para a nova hospedara 130:0005,
estando o presidente autorisado a despender mais
se o exigrem as circunstancias. E' mlica de de-
posito o Dr. Gama Cerqueira, que o.vi=ita todo os
clias. Sui Magestade iuterrogou alguns inmigran-
tes, sendo pela mor parte da Ilha da Madeira oa .
que all estavxm.
Visitn d,-pos Sue. Magestade duas fabricas
de cermica, offeiecend>lbe o dono de uma o bus-
to de Carlos Gomes. Na primeira o proprietario
emprega o greis para os objectos quo fabrica e
disse qu ia pedir privilegio.
Visitou ainda urna fabrica do pedra artificial
e de ladrilUos de mosaico e fijlos, na qual se em-
pregain 50 bperanos.
D-.-ssa fabrica foi Sua Magestade s ofiicinas
da estrada de ferro ngleza, visitando as antigs
e as9stindo a diversos traba.hos, e passando de-
pois s 11 .vas construidas ltimamente para sub-
stituir algumas das anti; s que vo ser demolidas.
Nesta visita foi Sua Mag stade ac-mpanhado pelo
Sr. Bnrker, chefe de traccio.
Visitou ainda o quarttl dos urbanos, cOrpa que
conta 400 pracas c cuja quaitel est em boas cou'-
di^oes. J que filio em urbanos, devo dizer que
para completar o corpo policial, que de 508 pra-
cas, faltara apenas 4*
Foi depois examinar as obras da nova thesou-
raria e examinou os planos que lhe foram apresen-
fados pelo Dr. Conceicao.
* Ricolheu-se a palacio, almocou, e sahio logo
depois, inda em primeiro lugar Cmara Munici-
pal, visitando todas as dependencias. No archivo
confiado ao Sr. Francisco Ignacio Xavier de As-
V
:
1/



Eicurso Imperial
(Jornal do Commcrcio, da corte)
18 de NovcmbroA's seis horas da manh de
antebontera sahio Sua Magestade e visitn em
primeiro lugar a serrara de Domingos Jos ?13 Mouta- teve bua Mfgestade occasia de ver
Coeluoda Silva, estataelecimento bem preparad, ."portantes e antigos docaraent.s, taes como Rg
com machinismos aperfeicoados movidos por um,a:'8! da cmara da extmeta villa de S. Andr, da
forca de 24 eavallos e no qual
locomovel de forca de 24 eavallos e
trabaiham 25 operarios. Sua Magestade per
corr u o estabelecimenle e examinou--alguns tra
balboa,
Di serrara foi s fabricas do bordados per-
tencente ao engenheiro civil Dr. Fernando de
Albuquerque. Consta ella de quatro machinas
saissas, fabricadas nas ojciaas de Sauter &
Sons, com cinco metros de comprimento sobre
tres de largo; cada machina borda nove metros
de qualquer fazenda de cada vez, dando 208 pon-
tos por minuta O processo consiste em copiar-se
todo u qualquer desenlio feito em escala seis veses
maior do que o bordado desejado, tendo isto por
I
1
IllSiO
1555 a 1577. O livro de termos que servio para o
i" goveruador Antonio de Albuquerque Coelho de
Carvalho e no qual est o termo assignado pelo ac-
tual presidente Baro de rYrnah^b 1, tendo desse
modo servido para-todos; o foral de D. Affonso^I
de 1660 marcando a posee real e actual, civel e
natural da Cmara de S. Paula e as divisas do
municipio com as da villa da Farnabyba e diver-
sos documentos' sobre historia jpatria e especial-
mente sobre as conquistas dofpanlistas nos sor-
toes, sobre a expulsa > dos jesutas de S. Vicente,
sobre limites do Brasil cora a Repblica Argenti-
na, sobre aa divisa;de S. Paulo com outras pro-
vincias e mnitos outros qae com a maior solicitiide

4


Diario e> PernamboeoUnnrta-feira 1 de Dezcmbro de 1NN6
L '

B
c zelo tem organisado o Sr. Asis Moura, que offe-
receu a Sua Magest ide a epia de alguna, que o
mesmo augusto seuhor ee dignou aceitar.
* O archivo da muuicipaliJade de S. Paulo 4
ama importante fonto para calados histricos e
geographicos e a ordeno, o cuidado e o methodo que
nelle se notam honram e muito aquelle que a cuja
guarda em to boa hora o confiou a Cmara.
Da Cmara passou Sua Magostada Assem-
bla Provincial, que ni mesmo edificio e est
moito bem preparada. Depais de ter estado as
galeras toi o imperador no recinto e sentou-se em
urna das cadeiras.
t Da Assembla dirigise Sua Magostado par
o gylo de mendigos. Este estabelecimeato, para
coja creacao muito concorreu Hyppolito de Cu-
margo, tem da provincia 12 e da municipalidad.;
3:000/ annufto, estundo entregue s irmas de.
Jos, e sendo delle cncarregada a Santa Casa de
Misericordia.
No mesm) t-sylo est outro do meninas, ba-
vendo 11 que do aquillo que podem e 13 gratui-
tas e sendo o numero de externas superior a UO.
Este asylo est completamente separado do outro,
etnbora no mesmo edificio e uelle se enaiua pri-
meiras lettrss e trabalhos de agulha. Na de meo.
digos ex'st.-m 50, sendo 38 hemens e 21 mulberes,
tambem o -mpletamente separados.
Sua Magestade toi recibido pelo Dr. Abran-
ches, eserivo da Santa Casa, no impedimento do
provedor, o pelo mordomo o Sr. Jos Francisco
Soares.
" P, rcorreu todo o edificio, examinou eu.dadosa-
mcr.te todas as dependencias e elogiou o que vio.
Se do asylo da corte quizesaem mandar al-
guem examinar o desta capital seria de incontes-
tavcl vantagem. Tudo neste asyb denota metho-
do, ordera e cuidado.
As meninas cntoar m urna saudatao chega-
da do impraior e antes da sabida houve um dia-
logo em fraueez cuma allocuco em portugus, na
na qual urna asylada agradecu a honra da vi-
sita .
Desde 1883, poca em que comecou o asylo de
mendigos tem al!i entrado 101.
Depois viaitou sua magostado o collegio Psu-
listano, onde pouco se demorou por estar em pin
tura, e nnatro escolas publicas as do sexo f.me-
nino de que li i preess-ras D. Isabel Meira Viei-
ra Tarrea o D. Guilbennina Mareolina de Vascon-
celosa primeira com a matricula de G0 e fre
quen. ia de 40 s gunda com a matricula de 53
C a frequencia t!e 44: as do sexo mascolino de que
sao prcf ssores Benedicto Borges Vieira e Jos de
Paiva Borcsuccesso. a primeira tendo na matricula
109 e na fiequencia 50, e asegunda na matricula
64c frequencia 35.
:t Em todas oxaminou sua magestade os alum-
nos que respondern) mais ou menos satisfa-toria-
mente, sjbresahindo poim na de rr.cninos o de
nome Henrquc Ferreira.
Visitou mais urna escola alloma, fundada ha
mais de G annoo e mantida por urna associacao, e
que tem matriculados 72 alumnos de ambos os
sexos.
" Reccbid) pelo director Paulo Isberner c por
varios memb-'s da associacao, ex minou sua Ma-
gestade nm menino e uma'tneniua, percorreu todo
o ediacio, e antes de retirar-se fez coro que can-
tassem um c ro.
Dirigio-se depois ao hospital e Beneficencia
Portugmza fAndado em 1877, pela tocledade que
existe desde 1856.
Ueceb rom sua magestade o presidente Do-
mingos L-.urenc) da Cruz eo medico Dr. Antonio
Caetano de Camp s, visitou todo o edificio que est
no maior ancle e muito beo organisado.
Alli existem actualmente 9 doentes, mas pode
admittir 24 cm 12 grandes qiurtos, muito bem
prep rados.
Demorada foi a viagom que fez sua magesta-
de detenco e a penitenciaria.
Existem na primeira 170 presos citando cntce
estes Jo Pinto de Alraeida, com quem sna ma
gestade fallou algum tempo.
<> Almeida segundo me informaram, passa o
tempo em um canto da priso quasi semprc calado
nao ss queixa nem se ex ispera.
Sua magestade entrou em todas as p-isese na
penit nciaria que percorreu toda e na qual exist m
tamb'in 170 condemnados, ontr.' os quaes 20 mu-
lhere, examinou todas as dependencias, indo in-
terinara em que esto 18 doentes, tendo a de de
tencao 15, e nao se mostrou satisfeito do que ob-
servou porque em verdade o edificio est as peio-
vora, a casa em que funeciona o Tribunal da Re-
faeo e a igreja da S, onde esto os tmulos dos
iispoi.
Esteve depois no Musen Sertorio, era que exa-
minou as importantes colleccea que all existem
prestando epacialtnente atteuclo a um carneiro
de Araraquara, notavel pelo desciment de la.
Este mus ii, j dissa o repito, a provincia deve
tratar de obtel o, faaer um edificio ap'opriado,
para conservar o muito que, nelle ha digno de
apreco.
Por ultimo foi a resideucia do engenheiro
Bezzi e ahi examinou o moj 'lo em geoso do corpo
centrtl do monumento do Ypiranga, construido
pelo raesmo engenheiro, antor do projecto e di-
rector das obras em construccao, faltando ao mes
mo o atticoquedeverser construido quando apie-
sentar o modelo completo para o qual j tem todos
os elementos e que ainda nao foi montado por
falta de um ateler com as proposicoes e condi-
ca, trazida pelo Sr. major NovaM, que aeom-
panhou Suas Majestades at Rezende, onde os
esperavam os Srs. presidente e chefe de polica
da provincia do Rio de Janeiro.
A's 2 e 10 minutos chegou o trem barra do
Pirnhy e chi estavam esperando Suas Magostados
o Sr. presidente do conseibo, ministro da tasenda,
guerra o marinba.
Poueo depois seguio o trem pora o Desengao,
onde est o Atylo Agrcola fondado pela Asaocia-
ca i Protectora da Infancia Dt amparada, sendo
ahi recetadas Suas Magestades por S. A. Impe-
rial e seu espeso o Sr. Conde d'Eu, Principe D.
Pedro, ministro do imperio, senadores Correia e
Soares Brando, conselheiros Pereira Franco, Do-
ria, Tito de Mattos, general Beanrepaire, Bario de
Ypanems, Visconde de Caiapebs, Dr. Paula Frei-
tas, outros senbores e algumas senhoras.
o Snas Magestades percorreram o edificio, que
conta vinte e cinco aaylados'e ist muito bem or-
?oes ttclnicas necesaarias. Esperua o engenheiro ganisado, e depois de pequea demora voltaram
B zzi a todo o momento para completar n modelo \ para a Barra, onde pela directora da atrada de
que est construindo a alto relevo decorativo de (ferro D. Pedro II, foi servido um lauto juntar.
publicado na res-
' Antes, p'rini, de ir adianto devo referir que
ha alli um preta de ICO annos de idade que est
prest a 50 annos.
A cemmiasao inspectora da cas& de correccao
da provinc t composta dos Srs, conselbeiro Andr
Flenry, Joaqnim Pedro Villaca e Rang l Pestaa
apresentou um relatorio que importa na condem-
naeSo do que existe.
Nesse trabalho torna elle patentes m pessi
mas condices do estabelecimento os erro q e se
commetteram na sua constrnecao e que se deram
tambem na casa de c rrocyo da curte, indica qual
melhor fystema a seguir-se e diz que pelos defei-
tos da cnstrueco ternou-se espantosa a mortali-
dade, sn^o porm, quatro vezes menor a das rao
lheres, que estao todas em urna sala e nao soffrem
o inpplicio des cubculos.
Emquauto aos 132 recolbidos desde a funda-
cao at o anno paseado, tem fallecido 7 na propor-
cao de 5,3; ios homas, no mesmo espaco de 32 an-
nos, dos 1,777 presis tom m>rrido24i, elevando se
a proporfo a 21 O'q.
As causa desta mortalidade sao, diz a com
missao a f lta do ar sufficiente, a bumidade e as
essimus ccndici:'s hygenicas, e accreacenta, que
sociedada a titulo do exercicio do direito de pu-
nir, nao podo sujeitar os con :en nados ao depau-
pera, uento de f reas produsido pela habilitaco
uoute cm cavidades hmidas e fras cuja capaei-
dade cubica de ar pouco excede d 8 mftros.
lato d idea do que a penitenciaria da capi-
til de S Paulo, que nao pode deixar de snbstituil-
a por outra as condicoes exigidas, saa magesta-
de visitou a escola, que trequentada por 50 sen-
tenciados, e as officinas de chapeos de palha, al-
faiate, sapateiro e funileiro.
Sua magestade foi recebido rielo director Joa-
.: qnim Mariano GalvSo Bueno, conselbeiro Fleury,
Dr. Leite Moraes, lente de direito penal, e Dr. Li-
beralino de Albuquerquo, delegado de polica em
exercicio.
E' medico do estabelecimento o Dr. Joaquim
Pedro Iliaca.
Depois de ter examinado a planta do novo quar-
tel pai a 900 pracas, oreado pelo major Jardim
em 250:000^000, fui Sua Magestade ao hospi-
tal dos Lazaros onde existem 20 e diste que po-
diam ir para o da corte aquelles que quizessem.
i Foi depuis reunirse a Sua dagestade a Impe-
ratriz que cstava no convento da Luz e com ella
foi ao Jardun Pnblico, que estava ademado, to-
cando ah a mu-ica do corpo policial.
Do Jardun recolheram-se Suas Magestades ao
palacio depois da? 6 horas da tarde.
Sua Magostado a Imporatriz acompanbada da
Sra. D. Mana Candida, Barcs de Saboia e Ivi-
nheima, i onde de Trez Ros e familia sabio do
palacio s 2 horas tarde o foi visitar o convento de
Santa Thereza no qual existem 3 freirs, e 26 re-
colbidos pod.-udo estas deixar o convento, quando
lhes aprouvor.
Sustenta o convento um externato que tem
mais do 100 meninas pobres que alli apreudem
primeiras letras e trabalho de agulba.
Do convento foi para a casa do Sr. Conde de
Trez Ros, ondo se demoion at depois das 5 horas
indo depois ao convento da Loz, onde a foi encon-
trar Sua Magestade o imperador.
A'a 7 horas, aervio-se no palacio o jiutar de
deapeiida, a que asaiatiram alui dos semanarios,
o Sr. Baro de Parnahyba e sua familia, ministro
da agncnltura, hispo diocesano, Condes de Tres
Ros e It, Visconde de Pinhai, conseiheiro Costa
Pinto, Drs. Elias Chaves, conselbeiro Prado e
' Nabor. A uv 4i estava um ^erdadeiro primor, era
ama toalha de flores artsticamente arranjada,
e tudodisposto com tanta eymetna e gosto, que
bem indica va estar alli a dmcco do engenheiro
Nabo.-.
> Depois de jantar r. cob ra-n Suas Magestades
os compnmeutos das .autoridades civis e militares
de diversas corporago;-s e associacOes de cresci-
donuinro do snhor.a e senbores de todas as
i.lasses socaes.
Depois das 9 horas aabiram 8uas Magesta-
des e assistir P concert do Club Haydn. O
concert custo de c^mposcoes musicaes de
Tlaydn, Bethow.n, Madettei, Guiraud, Wolbman,
Vioti e Mendelahon, ejecutadas por tres protes-
sores e amadores que foram muito appl ludidos es-
pecialmente o Sr. Lnia Levy ao piano, na coropo
sico de Mendelah >n.
Noijtcrv lio da 1 a2 parte assistiram Suas
Mag atades o theatro sobre oqual n*da direi poit
que o jornal don a d -iicI1.
As 11 1/3 acabou o concert.
Hontem, s 6 horas da manbS sahio Saa Ma-
gestade o Imperador e, visitn o deposito da |>ol-
tyni ano de grande frento, representando a pro-
clamacao da independencia por D. Pedro IV, es-
tando encarregado desso trabalho o esculptor Be*-
nardelli, queja o tem modelado em cera. O que
o Sr. Bezzi apresentou pira mostrar a S M. o Im-
perador um trabalho digno de\er-se e que faz
grande honra ao seu autor.
A's 9 horas voltou Sua Magestade para pa-
lacio, e depois do almoco dirigram-a os augustos
viajantes paro aestacao do norte, onde entraram
s 11 horas.
Era extraordinario, o concurso de povo que
estava para despedir se do Suas Magestades, qne
entraram no trem, no rucio de cntbusiastas accla-
maco-'s, deixando a capital da provincia s 11 e 5
minutos.
A cidade de S. Paulo progrde de dia a da, a
iuiciativa partrcular aili nao descanca, e nao ba
ra em que se nao depare com urna nova construc-
cao ; a sua industria desenvol-se de um modo pro-
digioso ; o seu cummercio importantissimo. Per
sua parto, presidencia, asseinbla e inuaicipaliJa-
de nao se descuidam o promovem melhoramentos
que de si dep"ndem.
Se em rwUcln a capital o seu desenvolvimen-
to incontestavel, no que diz respeto provincia
nao ha dujidar de seu engrandecimento, do qual
imp irtantissimo faltar a immigracao da qual se
cuida com a maior dedicaco e pela qual se empe
nham eepiritos altamente praticos. Nao procura
nem precisa recursos estrauhos, das suas pro-
prias torcas que ha de sabir a sua gra ideza e por
sao posso sem indiscripcao referir qua razo teve
Sua Magestade quando dase : Quando estuu
n'esta provincia smto a alma expandir-se me de
prazer.
De S. Paulo comninharam Suas Magestades
os Srs. Conde de Tres Rios e It, Visconde do Pi-
nhai, Baro de Mossor, conseiheiro Duarto de
Azevedo, coronis Quedes de Souza e Rodovalb),
tenente-coronel Anhaia, Dr. Elias Chaves, padre
mestre Dr. Valoisfe ulros senhores.
as estates de S. Jos dos Campos e Jun-
dialiy, era grande o concurso de povo e roa peque-
a parada do trem, foram entbusiaaticas as sauda-
coes, tocando as msicas o hymno nacional.
Em Cacapav i demoraram-se Suas Magestades
urna hora. A estaco, ras c pracas estavam en-
f'itad.s e grande concurso do povo esperava os
augustos viaj ntes, que deixaram o trem e foram
para a eas do Sr. Antonio Moreira Leite, onde
ma delicada me>i de doces, preparada por urna
coremissao popuUr.
Ficando na /casa S. M. a imperatriz, sahio o
imperador, visitou o mercado em construccao, a
matriz velha que ainda esta servindo, c a nova,
que muito melh r e nao est acabada, a casa da
cmara, a cadeu, onde existem dona presos e urna
escola de meninos, de que professor Luiz Leme
do Prado, e de meninas D. Mara Perpetua Salles
Darmisceno. A cidade tem quatro escolas, duaa
para cada um dus sexos, seado a matricula supe-
rior a 00 alumnos. Elevada a cidade desde 1860,
pouco Um progredilo e nenhuma construccao a
nao ser do edificio publico.
" Chogamos a Taubat s 4 e meia da tarde : a
recepco feita a Suas Magestades fui esplendida ;
cmara municipal, autoridades e militares de ci-
dadaosde todas as classes eucheran a estaco e
visiuhancas e ao estrugir de bombas e foguetes c
ao acra do vivas c do bymno desembarcaram Suas
Magestades que foram em carro para a residen-
cia do Sr. Baro de Treinemb, qoe offereceu
Bumptuosa hospedagem.
A's 6 horas foi servido em tres mesas um lau-
to banquete no qual realiaavam a riqueza o luxo
o bom gosto e a variedade, sendo tudo para con-
tentar o mais exigente.
As honras d i casa eram feitas pelos Srs. Ba-
ro de Trememb e familia, Baro de Araujo
Ferraz e Baro de Mossor.
Na m sa sentaram-se ao lado da Imperatriz o
Bro de Tremenb e do Imperadcr a Sra. Baro-
neza. Ao terminar o banquete o Sr. Baro saudou
Suas Magestades.
Pouco depois de jantar assistiram Soas Ma-
gestades das j mollas da casa em que estavam o
fogo de artificio que lhes foi offerecido pelo artis-
ta pyrotecbnico Daniel de Cacr.argo. Tenho visto
muitos togos de artificio, mas nenhura que tanto
agradase. A variedade e novidade das pecas, a
combinacio das corra, tudo quanto pode concor-
rer para deleitar a vista, aoube o artista reunir no
fugo que preparou e cuja ultima peca era urna
saudaco aos imperantes.
Para tanta gente que ha najorte enthusiasta
por fego de artificio, seria um acbado o artista
Daniel de Camargo, que no genero, posso quasi
affirmar, nao tera competidor.
Dwpois do fogo fjram Suas Magestades ao
theatro, em que dava a Ia recita urna modestia e
deeprentenciosa companbia dramtica.
Antes de principiar a representsco, veio ao
palco a menina Aurora do Prado c com muito de-
sembarazo recito com geral applsuso urna sau-
daco a Suas Magestades.
Representou-se a comedia oTio. Braz.
O theatro que pertence a urna associacao
bonito, tem 33 camarotes em duas ordens, 2j0
eadeiras e espacosa galera, est limpo, bem aaor-
nadq e i luminado.
A despeza com a sua construccao foi de....
42:000*.
Fallando em espectculo, devo referirme
sociedade de msicaPrinceza Impe:ial. Com
posta de mocos do lugar, tocou nos intervallos de
modo digno de applauso.
A cidade estava bem enfeitada e em frente
casa do Baro de Tremenb haviam dous corotos,
em que tocavamduas bandas de msica.
A's 9 1/2 da noite ehoveu extraordinaria-
mente ; nao se podendo apreciar por mais tempo
a illuminaco da cidade que estava bonita e fra
mandado preparar pela cmara e por ama com-
misso popular.
Do Sr. conseiheiro Moreira de Base sua
familia recebeu o representante desta fulha a mais
cordial e franca hospedagem, e dos Sra. Baroes
de Trememb, Araujo Ferraz e Mossor as mais
delicadas attencoes e obsequios.
< H je, s 6 horas da manb, sahio Sua Mages-
tade cun es 8rs. Visconde de Paranagu e Baro
da Parnahyba e percorreu alguna lugares da ci-
dade.
A's 7 1/2 horas almocaram Suas Magestades,
foram depois igreja e dahi seguiram para a es-
laco, entraram no trem qne os devia conduzir
Cacboeira. Foram entbusiasticas as siudacoes di
rgidas' a Suas Magestades, no acto da despe
dida.
O Sr. Baro de Trememb e outras pessoas
do lugar cempunharam Suas Magestades.
Em Pmdamonbangab, Qnaratinguet je Lj-
rena, enjas estacos estavam enfeitadas, cmaras
muuicipaea. autoridades e i xtraordinario concurso
de povo esperavam os augustos viajantes, que fo-
rtn muito saudados. entrando uo trem para irem
at Cachoeira, o depurado Rodrigues Alvos, os
Sra. Visconde do Moreira Lima, Baro de Castro
Lima, Theopbilo e Alm ide Braga e sDa familia.
Na Cach jeira drspediram-se as pessoas que tinbam
vindo de S. Paulo e outros pontos, e Sua Mag. s-
tade estava vesivelmente commovido. E tinba
razo," pois desde Cachoeira at o mais longinquo
ponto da provincia que visitn, recebeu to con-
stantes e significativas demonstraces de respeito
o amor; teve to lisonjeiro e enthnsiastico ac.lhi-
meuto, que nao poda dtixar de recordar-ae sau-
doso e agradecido la provincia que ia deiwr.
Sr. ministro da agricultura regressou para
S. P. ulo, onde se demorar cinco a seis dase
eom elle.fui o Sr. Baro da Parnahyba, presidente
da provincia, a qaem coube a direceo da loriga
viagem feita por Suas Magestades e que desen-
volvend > admiravel actividade, providencia n de
modo qne nennuma a falta se deu, prop roioaando
nao i aos angustia vi .Jai.tes eom> &s pe.-.-oas
que os acompaunavam tolas as cimmudidad s, e a
todos captivando pela sua franqueza, aff-bilidade
e extr Na Cachoeira entrou no trem urna banda de
findo o qual levantou o Sr. presidente do conselho
um brinde Suas Magestades.
A's 5 horas parti o trem da Birra com des
tino corte.
Sua Mag-istade o Imperador deixou na cidade
de S. Paulo paraos pobres das diversas fregue-
sas, 800/ ; para os da Penha, 100; para os de
Santo Amaro, 10;><; para a matriz desta villa,
200 ; para a escolada Boa-Vista, onde asaiatio
o lanoamento da pedra fundamental, 300/ ; para
o hospital italiano, 200J ; para o Circulo Italiano,
200/ ; para o Lyceo dos Salesianos, 200/ ; para o
Instituto do D. Anna Rosa, 200/; para as orphs
da Santa Casa, 300/ ; para aa do Asy!o de Men -
dicdade, 200/ ; para o Asylo, 200/ ; para o hos-
pital dos Lazaros 200/, e pan o Lyceo de Artes e
Officios 200/. Cacapava, para a matriz 300/, e para
os pobres 100/ ; em Rezende, para aliberdade de
un escravn, 300/, e esmola a urna viuva, 30/, c
no Desengao para o Asylo Agrcola, 300/.
A's 7 1/2 eras cliogaram Suas Magestades
estaco imperial, em S. Cbnstovo, onde foram
recebidos pela cmara municipal encorporada com
o estandarte pelo corpo diplomtico, ministro de
justica, grandes do imperio, generaes, e extraordi-
nario concurso de povo, tocando o hymuo nacional
as msicas do 1 regiment de cavallaria e do 2
de artilharia.
Ao entraren) no carro, foram Suas Magestades
entusisticamente victoriados.
rtbviSTA DIARIA
asoembla Provincial Roalisou-se
hontem n 2" sesso preparatoria, soh a presiden
cia do Exm. Sr. Dr. Jos Manoel de Barros Wan-
derley, tendo comparecido 20 Srs. deputados.
Foi lida e approvada sem debate a acta da ses-
so antecedente.
Nao houve expediente.
O Sr. presidente declara que havendo numero
legal de Srs. deputados para ser aberta a sesso
extraordinaria, ia otficar-ss ao Exm. Sr. Dr. pre
sidente da provincia, afim de designar a hora da
abertura solemne.
E nada mais havendo a tratar, levantou-se a
teeso.
Abertura da Annentbla Provin-
cialHoje, 1 hora da tarde, effocti'ar se-ha a
abertura solemne da sesso extraordinaria da As-
sembla Legislativa Provincial.
t uto rielaelc* policiaeN Por acto da
presidencia d provincia do 27 do passado foram
nomeados :
Delegado de Canhotiuho, Paulino Antonio de
Souza Ayrcs ;
Delegado de Quipap, alteres Porfirio Poppe
Giro.
Por portaris de 29 do passado foi nomeado
2 supplente do delegado de Pao d'Alho Francis-
co Carneiro da Silva.
.Inniveraarloo.Amanb completa 61 an-
nos de idade S. M. o Imperador o Sr. D. Pedro II.
E' dia de grande gala. Haver salvas s 6 horas
da manb, 1 hora e 6 horas da tarde.
Hoje f izem 64 annos que foi creada a Im-
perial Ordem da Cruzeiro, do Brasil.
Fcrimenlo grave.Antc-hontem, cerca
de meia noite, tendo urna patrnlba rondante na pa-
roebia de S- Jos ouvido uns apitos, derigiu-se
para o local de onde partiam elles, e, chegando ao
b-eco dos Pecados Mortaea canto da ra da Vira-
co, encontrou um individuo, paisano, encostado
parede, e, interrogando-o,elle respondeuaquella
mulhur matou-ineindicando urna mulher que se
distanciara.
1) ferido, que o era realmente e com diversas
facadas, algumas graves,era o alteres do 2 bata-
lbo de infantera, Jor Ayres da Silva Moura, e
a mulher, indicada como autora do crime, Mara
Francisca da Annunciacao, moradora no becco dos
Pecados Mortaes n. 12.
Esss mu or foi logo presa, e o ferido levado
para a pharmacia do Pateo do Terco, onde, depois
de vistoriado, fui interrogado pelo Dr. chefe de po-
lica, que immediatamente alli comparecen.-
Referia elle que tendo estado em casa deesa
mulher.' tivera com ella urna altercaco, e que,
querendo retirar-se e sendo por ella obstado, deu-
Ibe com o chapea de sol, ao qne ella retorquia com
urna aca, fazendo-lhes os ferimentos que a presen-
tava.
Mara da Annuciaco, interrogada tambem, negou
o facto, insistindo em dizer que, quando o alferes
sahira, nao estava ferido.
Nao houve testemunhaa da oceurrencia. .
Mara contino, presa na Detenco ; e o alteres
Moura foi levado para a casa de sua residencia na
ra do Marques de Horval, onde est em trata-
mento, sen Jo o seu estado gravisaimo.
Faculdade de DireitoEis o resultado
do* actos de hontem :
Io anno
Fernando da S e Albuquerquo.Plenamente.
Jos Brasiliano Cavalcinte de Albuquerque.
dem.
Fernando Rodrigues da Costa.dem.
Tbomaz Lins Caldas Filbo.dem.
Theopbilo Borges Falco.dem.
Quatro reprovados.
2 o anno
Jos Joaqnim Coelho r*ereira Leito.Plenamente.
Jos Eugenio Neves de Mello.dem.
Geraldo das Mercs Ferreira Lanlim.dem.
Elviro Carrilho da Fonseca.dem.
Antonio Espindola Ferreira de Oliveira.dem.
Victoriano Regueira Pinto de Souz-.Simples-
mente.
3- anno
Sebastio da Cunha Lobo.Simplesmente.
Jo!-|Vicente de Figueiredo.dem.
Nicolao Tolentino do Santos dem.
Raymundo de Araujo Lima.dem.
Dous reprovados.
4' anno
Jos Raymnnd) do Lago.--Plenamente.
Augusto Elysio de Castro Fonseca.dem.
Alberto da Rocha Paria de Nioac.dem.
Fernando de Barcellar Fontenelle.dem.
Antonio de Araujo de Arago Buco.Simples-
mente.
Jos Ldlz Alvares da Silva Campos.I iem.
Franklin Ferreira Sampaio.dem.
Dous reprovados.
.5* anno
Antcnio Joaquim Pire des Carvalbo Albuquerquj
Distincc.
Aleandre Herculano de Britto Amorim.Plena-
mente.
Jos Buarque de Maoedo.dem.
Francisco Alcedo da Silva Marrocos.dem.
Luiz Jos Pereira.dem.
Pedro Francisco de Mello.dem.
Estes receberam o grao de bacharel.
Hoje no 1 anno eero chamados os ns. 48,
185, 186, 187, 188, 190, 191, 193, 194 e Untos
quantos forem npcessarioepera o completo de nove.
Exame de latinaHoje haver exames de
latrm a 1 hora da tarde.
Ferro va de camarH^-Amanb ser
inaugurada com novo trecho forreo na buha do
Caruar, entre S. Jto dos Pombos e Cascavol,
estaco esta situada na Berra da Rnssa cima do
2' tnel.
O novo horario dos trena vai
pectiva seccode8te Diario.
Tribunal do |ary de Mecife. Joa-
quim Pereira da Silva foi o reo snbmettido a jul-
gameoto, hontem, neste tribunal.
Achava-se elle pronunciado no art. 205 do Cod.
Crim., e foi absolvido, appellando o presidente do
jury para o Tr bu nal da Rea cao.
Promoveram sua defeza os Srs. Drs. Luiz de
Drammond e Jos Horacio Costa.
Medida* byglenlcas -O Sr. Dr. inspec-
tor d bygiene publiea, no intnito de promover o
sneamento desta cidade, padio providencias a o
Exm. Sr. presidente da provincia para que seja
cm pregada areia e nao lixo nos atcrrament03 dos
alagados do Hospicio, Detenco c travs sa do
Pcxoto em que, alm deste foco de infueco, ha
urna galera de esgoto em construccao que, con-
forme diz o mesmo inspjctor, impresciudivcil
mandar ligar com outrs.que existe a alguna me-
tros de distancia.
Pedio ainda, como medida altamente hygienica,
que foase intimada a Coinpauhio Drainage para
remover o lxo, quo recebe das casas, em carrocas
bem feehadas para fora da cidade, onde dever
enoioeral-o do melhor modo pessivel at que tenha
fornos aproorados a este serviep.
Sao realmente medidas indispensaveis estas re-
c'amadas e que nao podem deixar do ser tomadas
na devida csnsideraco, principalmente sgjra que
nos devemos acautelar dainvasodo cbolera-mor
bus.
/VNMaNftinatoMandarain ("izer da Escada
que, 27 d o passado, Generino Joo dos Santos
assassinou com duas facadas ao subdito inglez
Thomaz, empregado do engenho central Firmeza,
sendo preso o delinquente.
Sel de ontubroDistribuio-se hontem
o n. 21 do 4o anno deBte quinzenario, or^^i fla
Associacao dos Funccionarios Provinciaes da'Per
ui. mbuco.
Hovimento de dlnbelro No mez pr-
ximo findo a praca do Recife, sob a responsabili -
dade das diversas companhias de vapores que a
servem:
Recebeu
Expedio
A expedico foi para
Rio de Janeiro
Babia
Alagoas
Fernando
Parahyba
Rio Grande do Norte
Cear
Maranho
Para
Que bonito!Para edificacao
conhecimento do governo aqui damos
comparativo, que nos foi offerecido, do orejo e va-
rios artigos remettidos no almoxanfado de Fer-
nando no anno de 1885, com os precos eorrentes
da capital :
1.470:110/761
757:250/531
15:240/000
500/0O
195:310/000
6:&37594
106.031/560
221:734/010
207:997/340
1:600/000
2:000/000
do publico e
um quadro
CLASSIFICAgO
Paos de jangada..
Pavioa par i caudleiros
patente a gaz.....
Ditos 1|2, idem dem.
Lapis de cores......
Chocalhos pequ.nos..
Velas stearianas (da
fabrica nacional)..
Chamins para candi-
eiro a gas........
Cabos para enchadas.
Cera em vela (do pes-
sima qualidade)-----
Dita em brandes
(idem idem).......
Banba de porco......
Pennaa d'aco........
Balanbi horiaontal comV
forc de 20 kilo-
T grammas........
Limas chatas \e des
bastiy?............
Fechadura singla pa-
ra porta........
Cal para aiar (sacco
com 1 alqueire)..
Fole para ferreiro (ta-
manho regalar)....
Forno de ferro r ara
bancada .....
Caetas de pao....
Taboas de amarello
para assoalho...
Ditas de pinho com 3|4
de pollegada de es
pessura...........
Carreteis de linha n.
30..............
Botes de osso (ordi-
narips............
Palhiuha para empa-
lhar..............
Agnlhas de palombar
(vieram de coser
brim de vela)......
Ditas de dita........
Absucar refinado 2*
sorte (somenos)....
Asaucar masca vado, de
pessima qualidade,
rtame...........
Caf em grao (idem
idem)............
I
1
1
1
majo
1
l
kilo
I1
i"
1
kilo
1
500
kilo
4S0"l
200
160
400
1/500
950
2S0O0
750
2/890
3/680
1/780
1/080
48/000
2/250
2/400
9/000
275/000
87/500
140
19/500
7/500
150
460
'5500
220
110/000
400
220
535
8-3
20/000
60
40
160
320
400
500
200
2/000
3/000
900
700
25/000
600
500
5/000
100/000
40/000
40
8/000
2/000
80
200
6/000
40
20/0 240
Hile. Ismenia Guimares, idem. '
^ Franoexi. clesse
Mlle. Mara Amelia Q. Barros, approvada com
distineco.
Mlle. Martha Tinoco, idem.
Mlle. Julia Costa Ribeiro, idem.
MH<. Angelina Lins, idem.
Mlle. Elvira Silveira de S, approvada plena-
mente.
Mlle. Mara Jos Q. Barros, idem.
Mlle. Ismenia Quimares, idem.
Mlle. Camilla de Mello, idem.
Arithmetiea
Mlle. Mara Amelia Q. Barros, approvada com
distineco.
Mlle. Elvira Silveira de S, idem.
Mlle. Julia Costa Ribeiro, approvada plenamente.
Mlle. Mara Joe Q. Barros, approvada.
MI o. Martha Tinoeo, idem.
Das alumnas de 2.* classe prestaram exames :
Mlle. Candida Poggi, approvada com distineco.
Mlle. Angola Lins, idem.
Mlle. Mara Luiza Aguiar, idem.
Mlle. Laura Lobo, approvada plenamente.
Mlle. Mara Philomena de Amorim, idem.
M!lo. I alma iiai boaa, i lem.
Mlle. Auna Olympia Poggi, idem
Mlle. Mara Isabel Goncalves Lima, approvada.
Mlle. Salvina Barbosa, dem.
Cowulaelo Provincial Comeca boje
nesta repartido a cobranca, livre de multa, da
dcima urbuna das diversas freguezias, relativa
ao 1 semestre do exercicio de 183687.
dulzo do commcrcio Por ser feriado
amanh, a audiencia deste juiz ter lugir hoje,
s horaa do costume.
A Moda IMuHtrada D'este excellente
jornal das familias veio do sul o n. 189, do J> d
mex que boje comee.
O numero do que damos noticia' traz alm de
muitas gravuras intercaladas no texto urna estam-
pa de moldes e borlados e um fiurno colorido.
O* Crimen do Recite Do interessanle
romaneo aub o titulo cima, cuja 2* edico st
publicando o seu antor, Sr. Dr. Joo B. P. Corte
Real, distribuio se hontem o fascculo n. 7.
Z Agradebemos.
Msica do corpo de polica Esta
banda musical executar no Campo das Princesas,
hoje e amanh, o seguinte programma :
[.Ouvertura dramtica Gustavo Wetege
2.Gavota Stephania A. Czibuik
3.Valsa Vcnzano G. Strauss
4.Salut porte drapeau (do-
_ brade) De Mirechi
Directora dan obran de conserva-
cao doN portnBoletim meteorolgico do
diij?9 de Nuvembro de 1886 :
Casa Felia,
1 a . -a
Hora? 1 B g g Barmetro a Tenso do vapor a
- !l 0 a w

6 ra 259 758">07 18.11 73
9 28 9 759m24 18.15 62
12 29-G 759m23 18.63 60
3 t. 28"-8, 757m93 18.30] 17.96! 63
6 2761 758".3 65
Jos Thomaz de Oliveira.
Maximiano da Silva Carneiro.
Manoel Francisco Cabral.
lioteria da provincia.
Dezcmbro, as 4 horas, so extra bir a 12 nnr "
da 1. lotera em beneficio da Santa
Mscricurdia do Recife, pelo noy prano
vado.
No consistorio da igreja de Nesaa 8enh
Couceijo dos Militares ser feita a extr
pelo systema da machina Fichet. *
('runde lotera da provinciaA4a
serie desta lotera ein beneficio dos ingenuos 4a
Colonia Isabel, cojo premio grande 240:000/00a
ser extrahida no dia 1 de Dezembro.
Os bilhetes acham-se venda na Reda da for-
tuna ra Larga do Rosario n. 36. .
LoteraA 12> parte da 1* lotera da provin-
cia, cm beneficio da Santa Casa de Misericorfs.
?^'&'n -vo Pzscuj0 Premi0 &CM,*t
100:000/001 s:raextiuhida no dia 2 de Dezeat-
bro.
Os bilhetes garantioTos acham-se venda 'na
Casa da Foi tuna, i ra Prmeiro de-Marco naare-
ro 23.
Tambem acham-se venda na
praca da Independencia ns 37 e 39.
lioierla Fxtraordiarla do Ypl
a-O 4." eultimo surteio das 4. e 5.*
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000/000, ser trahida no dm 16 de Desea-
bro. *
Acham-se exposos venda os restos dos hi-
tes na Casa da Fortuna ra Prmeiro de Mario
Q< '>,
Tambem acham-se venda na praca da Imrfe-
dendencia ns. 37 e 39.
S olera do filoA 2 parte da lotera
a. 366, do novo plano, do premi, de. 100:000/OOQ
ser extrabda no dia ..- de clezembro.
Os blhotos acham-se venda na Casa da for-
tuna ra Primeiro d> Marco.
Tamb-m acham-se venda na praca da aaxe-
peiJoncia ns. 37 e 39.
Lotera da i-drteA 3 parte da 20t fo-
reria da corte, cujo premio grande de 100:000*
ser cxtrahida no dia 4 de Dezembro. -
Os bilhetes ach.:m-so venda na Casa da Fnr-.
tuna na Primeiro do Marco n. 23. .
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Maiadouro PublicoForam abatidaaaa
Vlatadouro da Cabanga 81 rezes para o eonanas '
do dia 30 de Novcinbro.
8endo:_84 rezes pertenceutsa Oliveira astro
'
: .
TI
fie
de .
dia 30
Temperatura mxima29,5.
Dita mnima25,75.
Evaporaco em 24 horas ao sol: 7,5 ; som-
bra : 4m,6. "
Chuvannlla. O
Direceo do vento : E de meia noite s 6 horas
e 28 minutos da manb ; ENE at meia noite.
Velocidade medra d vento: 2,"37 por segundo.!
Nebulosidade media) entre 0,3 0,4.
Craangy.Escreve nos em 16 do passado
C, e 17 a diverses.
ercado Municipal
movimento deste Mercado uo
foi o seguiute :
Entraram :
35 bois pesando 5,702 kilos.
467 kilos de peixe a 20 res'
102 cargas de farinha a 20Q ris
28 ditas de fructas diversas a 300 rs.
4 taboleiroa a 200 ris
15 Sumos a 200 ris
Foram oceupados :
26 columnas a 600 ris
24 coinpartimentcd de farinha a
500 ris.
22 ditos do comida a 500 ris.
64 ditos do legumes a 400 ris
16 ditos de anio a 700 ris
11 ditos de tressuras a 600 ris
10 tainos a 2/
3 ditos al/
A Oliveira Castro i C.:
51 talh .'8 a 15 ris
2 taihos a 500 ris .
Deve ter sido arrecadada neste lotis
quantia de
doneO
do cortante
9/34C
2O/40C
8/4
3/OOC
1KQC
12/OOC
11/00
25/eoo
11/200
6/600
20/000
%tm
51/OOC
!/<*>.
Mais urna vez pedimos a Vs. Ss. a iusero i Rendimento dos dias.l a 29 de No-
100
BendlmentoM publicon Alrecadaram
as seguintes estacoes em Nuvembro :
Alfandega :
De 1886
De 185
De 1884
De 1883
De 1882
Ufeebedoria Geral
De 1886
De 1885
De 1884
De 1883
De 1882
Consulado Provincial :
De 1886
De 1885
De 1884
De 1883
De 1882
1.081:834/175
793:379/534
948:281/345
1.260:838/817
1.077:466/251
42:344/569
41:851/552
56:169/775
56:096/281
56:751/292
209:934/811
178:820/546
137:217/696
141:609/005
92:795/760
\
Examen preparatorios-Eis o resulta-
do dos de inglez feitos hontem :
Joo Pedro dos Santos, approvado.
Joaquim de Souza Leo, plenamente.
Joaquim dos Santos Lessa Jnior, idem .
Jos Antonio Pinto Jnior, idem.
Jos de Goes Cavalcante, dem.
Jos Populo de Mendonca Vasconcellos, idem. .
Jos Augusto Pereira de Mendonca, idem.
Manoel Barretto Lins, approvado.
Manoel Marques de Amorim Jnior, distineco.
Reprovados 2.
Nao foram admittidos oral 13.
Hoje haver prova escripta e comecar a 2a e
ultima chimada.
(ollenlo de N. S. dan Victoria*' No
dia 27 do mez findo, eneerraram-se as aulas desta
casa de educaco para o sexo feminino.
Em presenca das familias das alumnas e de
suas amigas, que alli comparecern!, a convite da
digna directora Baronne d'Herpent, e perante
urna commisso composta do professor do collegio,
dos Drs. Manoel Sebastio de Araujo Pedrosa c
Joo Gomes Barbosa Almeida, e Rvdm. padre Lo-
bato Carneiro da Cunha, como examinadores,
prestaram as alumnas provas das materias, cm
que foram leccionadas durante o anno, revelando,
em geral, b>m aproveitamento, havendo mesmo
algumas que se distinguirn! pelo seu adiauta-
mento.
O Sr. conselbeiro Silveira de Souza se dignou,
durante alguns minutos, e no principio do acto de
presidil-o, e a elle assistio, em grande parte o Sr.
conselbeiro Queiros Barros.
Terminada* e julgaias as provas, procedeu-se
distribuico dos premios, que foram sendo en-
tregues as premiadas a medida qne ia sendo pro-
c-amado o grao de approvaco do cada urna.
ATthseptora havia preparado nm protuso lunch
para os s*us convidados, que delle se serviram
u'um intetvallo havidj duraute o trabalho das
provas. *
Foi urna festa simples e modesta, mas que deve
ter agradado a todos que a ella assistiram.
Eis a re'aco das alumnas que prestaram ria-
mos :
Porluguet1. classe
Mlle. Maria Amelia Q. Barros, approvada com
distineco.
M le. Julia Costa Ribeiro, idem.
Mlle. Martha Tinoco, approvada plenamente.
Mlle. Elvira Silveira de S, idem.
Mlle. Marn Jos Q. Barros, idem.
Mlle. Ismenia Guimarea, approvada.
Mlle. Camilla Rodrigues de Mello, idem.
Qeographia1." classe
Mlle. Maria Amelia Q. Barros, approvada com
distineco.
Mlle. Martha Tinoco, idem.
Mlle. Julia Costa Ribeiro, approvada plenamente.
Mlle. Elvira Silveira de S, idem.
Mlle. Maria Jos Q. Barros, idem.
Mlle. Maria Camilla de Mello, approvada.
das seguintes linhas em o seu concetuado jornal.
< Limos, e com pezar no Diario de 23 do mez
prximo fia Jo a noticia do fallecimento de D. Jo-
scpha Bezerra de Audradro mi dos Ilustres con -
aelbeirus Joo Alfredo Correa de Oliveira e Dr.
Bellarmino Correa de Oliveira Andrade
" Hontem mesmo, trigessimo dia de seu passa-
mento, o Sr. Jos Feliciano Cabral de Vasconeel -
los manduu celebrar, nma misaa resada pelo eter-
no repouso de sua alma, convidando, para assistil-
a, aos seus migos.
Os _agrioultures esto desanimados, porque
seus prieipaes gneros nao tem o devido valor.
i- Que fazer-se o estrangeiro quain d o pro-
co a seus gneros e tambem aos nossos ?
< A tranqnilidade publica vai sem alteraco.
Acha se era exercicio de subdelegado o 3o
supplente Aleandre Vaz da Silva, tendo deixalo
o 2 Manoel Honriques da Cunha Rabello.
A excepeo de algumas febres, a salubrida Jo
do lugar tambem nao softre presentemente altero.-
gao algurca.
Nada mais por ora. >
L.t'i ie.fiectuar-se-ho:
Hoje : i
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, n. ra da
Gloria n. 104, do establecmento ahi sito.
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, na ra de S.
Miguel de Afoga los n. 16, da taverna ahi sita.
Pelo agente linio, s lO 1/2 horas, na ra do
Marq.it z de Olinda n. 6, de movis, loucas, .vi -
dros, et.
Vembro
201JMB
5:780/9*
Foi arrecadado liquido at hoje 5:832/8SC
Precos do dia :
Carne verde de 240 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Soinod de 560 a 640 ris idem.
bannha de 200 a\320 ris a cuia.
Milho de 280 a 320 ris idem.
Feijo de 560 a 640 idem.
CHRONiCA JUDICIARIA
Tribunal da Rclaeo
SESSO ORDINARIA EM 30 DE NOVEMBJBP
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SB. CONSELHKusB
QraTIiO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
A's horas do costume, presentes os Srs. deseaa-
bargadores em nume o legal, foi aberta a aeaafa.
depois de lida e approvada a aeta da antecedente.'
Distribuidos e paseados os feitos deram-aa ox
seguintes
JOLGAMENT8
Recursos eleitoraes
Do RecifeRecorrente Antonio do3 Santo
Masomba, recorrido o juizo.
.
do
Relator o Sr. conso-
Pelo agente Brito, s 101/2 horas, no pateo d i Iheiro Queiroz Barros. Negou sa proyimeato
unnimemente.
Do Buiqae Recorrente o juizo, recorrida An-
tonio Marques de Albuquerque Cavalcante. Re-
: lator o Sr. desembargador Monteiro de Andrade.
! Deu-se provimento, unnimemente.
Do BuiqueRecorrente o juizo, recorrida Luis
de Albuquerqae Cavarcarte Arcoverdo. Relator
Terco n. 3, de movis, loucas, vidros etc.
Pelo ayenle Martina, s 11 horas, na ra
Imperador n. 50, cte passaros,
Amanh :
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
travesea do Corj.o Santo n. 23, de miudezas, per-
fumarias, ferragens, etc., etc.
Telo agente Martin, s 11 horas, no 2o andar jo Sr. desembargador Pires Goncalves.Negon-
do sobrado da ra do Imperador n. 50, de mo- provimento, unanimemente.-
veis, loucas t vid ros.
1
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, no armazem
do Aunes, de passa?.
Pelo agente Brito, s 10 1/2 horas, na ra do
Pedio Alfonso n. 43, de urna parte do sobrado n.
37 na mesma na.
Celo agente Grusm&o,% s 11 horas, na ra do
Mrquez de Olinda n. 19, de movis diversos.
Sexta-.feira :
Pe'o agente Pinto s 11 horas, em Fora de Por-
tas, do cavername de um navio.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, ra do Mr-
quez de Olinda n. 6, de toalhas felpudas e diver-,
sas tazendas.
Hlnnan funebren.Sero celebradas :
Hoje :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, pela al-
ma de D. Mariauna Joaquina Ferreira.
Panna ge I ronSabidos para os portos do
sul no vapor n .ci al Marinhv Visconde :
Dr. Heitor Souta, Dr. Jos Gomes Villar, Dr.
Antonio leireira Font*s, Dr. Miguel Siqaeira
Torres, Manoel Vieira de Siqueira Tosas e nm
sobrinbo, Luis Zacaras de Lima, Virgilio" Gran,
Antonio Cavalcante, Americo de Moraes, Dr. Pau-
lo Martina Fontea, Francisco Vieira de Mello,
Eugenio Goetschel, Olympio Guimarea.
Procln man de casamentaForam l-
elos na matriz da Boa-Vista em 28 de Novembro
os seguintes :
Julio Emilio de Carvalho com Julia Antunes de
Silva.
Manoel Villarim do Bom Fimcom Oly ppia Ma-
ria da ConceicSo.
Iiidiolgnjcio da Fonseca com Maria Candida
de Albuquerque Mello.
Rufino Ucha de Sant'Anna com Maria Fran-
cisca Perreira.
Manoel Severino da Costa com Maria Thereza
de Jess.
Tueophilo Leopoldo Raposo da Cmara com
Alce Adonr.
Honpital l'orlusnezO movimento das
enfermaras deste hospital na semana finda foi
seguinte :
Existiam em tratamento...... 15
Entraram.................. 4
Salffram curadsa.
Falleceu.........
19
....... 4
....... 1
Fieam em tratamento........ 14
19
Est de semana o Sr. mordomo Manoel Joaquim
Pereira..
Cana de DetencoMovimento dos pre-
sos do dia 29 de Novembro :
Existiam presos 352, entr ram 7, aabiram 9,
exiatem 850.
A saber :
Nacionaes, 313, mulberes 13, estrangeiro* 11, et-
era vos senteneadoa 5, procesjado 1, ditos de cor-
rcecSo 7.---Toral 350.
Arracoados 310, sendo: boaa 301, doentes 9
Total 310.
-Movimento da enfermara :
Teve baixa :
Josu Jos de Sant'Anna.
Do JRecifeRecorrente Jos Joaquim Al ves Ja
nior, recorrido o juizo. Relator o Sr. desem-
bargador Alves Ribeiro.Negou-se proviaento.
unani memento.
Rectificacao
Da ParahybaRccorrentes e recorridos o juisc
e Joo Daniel da Cruz. Relator o Sr. dmcmhac
gador Pires Ferreira.Negou-se provimento ao
recurso official e nao te tomou conhecimento de
segundo contra o votoj'em parte, do Sr. conseihei-
ro Queiroz Barros.
Recursos cromes
De BezerrosRecorrente o juizo, recorrida D-
Maria Joaquina do Espirito Santo. Relator nSr.
desembargador Toscano Barrcto. Adjuntos ne
Srs. desembargadores Pires Goncalves e conae-
lheiro Quriroz Barros. Negou-se provimento
unnimemente
De NazarethRecorrente o juizo, recorrisk
Manoel Cypriano dos Santos. Relator o Sr. dea-
embargad-.r Oliveira Maeiol. Adjuntos os Srs
Vscmbargadores Monteiro de Andrade e Alvet
Ribeiro. -Negou-se proviment, unnimemente, e
manduu se responsabilizar o delegado de polica-
Do AreiaRecorreute Glicerio Cavalcante de
Albuquerque, recorrido b juizo. Relator o Sr. des-
embargador Montoiro de Andr.de. Adjuntos m
Srs. desembargadorfs Pires Ferreira e Alves Ri-
beiro.Deu-se provimento ao recurso, unnime-
mente, i
Do RecifeRecorrente o juiz,1:, recorrido Con-.
rado da Fonseca e Silva. Relator o Sr. desesa-
bargador Pires Gunoalvea. Adjuntos os Srs. dea-
enibargadores Toscauo Barreto e Oliveira MaeieL
Deu se provimento ao recurso, contra o voto de
relator para te pronunciar o recorrido no art 154
do cdigo criminal.
Aggravo de petico
Do comu.ercio do RecifeAggravante o admi-
nistrador da massa fallida de Moura & C, aggtn-
vado Victorino Domirgnes Alves Maia. Relator
o Sr. desembargador Pires Ferreira. Adjuntan
os Srs. dfsembu n;adores Monteiro de Andrade c
Alves Ribeiro.Negou se provimento ao aggra-
vo, unnimemente.
Appellacoes dimes
De ItambAppellante Antonio Yieira da Ro-
cha, appellada a justica. Relator o Sr. desem-
bargador Tolano Barrcto.Reformou-se a se-
tenc, contra o voto do Sr. desembargador Pires
Goncalves.
De Nazar thAppeilante o juizo, appellada a
juctica, reo condemnado Francisco de Lyra Bar-
bosa. Relator o'Sr. desembargador Oliveira Mn-
ciel.Convorteu se o julgamento rm diligencia.
PA68AOENS
Do Sr. conseiheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appell.iciw crime
De PitimbAppel'ante Antonio Tavares da
Lima, appellada a juatie-t.
Do Sr. desembargador Toscano Barreto ao oc.
desembargador Oliveira Maciel :
Appellacoes crimes
Do IngaAppellante Jos Alves Barbosa Se-
briobe, appellada a justica.
De Pedras de FogoAppellanre o juizc, an-
pellado Frcncisco Jote do VasecnceJb, conheci-
do por Francisco Brabo.
I


Diario de PernambucoQuarta-fcira 1 de Dezeuibro de ISC6

*
M

I

De Granhunc_AppeHante Bellarmino Correia
de Amoriro, appellada jastica.
Dj Sr. desembargador Otivoira Haciel ao Sr
aocemoargador Prea Ferreira :
Appeliacao civel
De MaceiAppellante Jos Adolpho de Bar-
ros Correia, appellado Beliniro Jos de Amorira.
Do Sr. desembargador Pires Goncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribairo_:
Appeliacao civel
De Bom Jsrdim Appellante o juiz>, appellado
Jos Francisco de Paula.
Do Sr. deserobirgador Alves Ribeiro ao Sr.
eons-lheiro Freitas Henriques :
Appellaces crimes *
De raquaretingaAppelKnte o promotor pu-
blic, appellado Antonio Henri jue de Araujo.
De Boin Jard mApellante o juizo, a"ppeU*1os
nianoda Silva Guiraaraes, elaborou a sua fecun-
da obra sobre Economa Poltica, e a fez publi-
car na Revista Brasileira em forma de artigos,
como poderlo ver, ge quizerem ter o trabalho da
leitara, nos nureros do anoo de 1879.
J4 em 1877 o mismo mostr a tioha enviado ao
Conselko de Estado, peiindo a sua approvaco,
depois de ter sido julgadt peks duaa ccademias
jurdicas do Imperio.
' verdad, que nao se pode diser em absoluto,
que a mocidade por esto simples facto recebia o
influzo da ssieneia moderna.
Mas, o que verdad) que emquanto a sua
obra estava esquecida. na papelada do Contelho
de Estado, o Ilustre mestre se fasia ouvir, com
aquella m. thido e dureza que sabem tor aquel les
q .e submettem os seus couhecimentos a urna dis-
cipliua seientifica. ()
Manoel Antonio, Manoe Fraucisco de Alie uia e j \'m por ahi pois, os redactores da Vida Moder-
ontro. na, que nao disseram a verdade e a5o conhecem o
DILIGENCIAS ( qu ja a nossa academia.
Com vista ao Sr. conselheiro procurador da co- { M rto o Dr. Aprigio Gnimaraes, houve na ver-
; o promotor da i nstica nos seguate* teitos : } dade am resfriaineoto n'este movira?nto que se
Appeilaces coimes '* operando na nossa academia.
AppellacL.
De PalmaresAppellante o promotor puwic i,
appellado Sergio de Siqueira ampos.
De Bom JarJim Appellaute o iuizo, appellado
Clenientiu > Los do Araujo. I
Do Catle dj Rocha Appellante o promotor
oublico, appellado Manoel Pedro do Nascmento.
Appeliacao civel
Do Beeif jAppellaotes Antonio Jos de Lomos
e outros, appellado Autonio de Souza Brai.
disthiboiv<5e3
Recursos crimes
Ao Sr. conselbeiro Frenas Henriquea :
De Bom JardimRecorreute o ju zo, recorrido
Carlos Cesar Coetiohi.
Ao Sr. conselbeiro Queiroz Barros :
Do BonitoRecorrente o juizo, recorridos Fran
cisco Antonio de Olivera e seu irmSo.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Do fJuiqucR'corrente o juno, rejorrido An-
tonio Carmelitano di Cuuha.
Ao Sr. deaembugadcr Toscauo Barrete :
De PalmaresAecorreute" Liberato Pereira L)
pes, recorrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel:
loe JaboatoRecrreme ojuizo, recorrido Mi
goel Ignacio de Oliveira.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
Dj ResifeRecorrente Dr. Eduardo ie Barros
Falcao de. Lacerda, recorrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Do RecieR-correntc o juizo do commercio,
recorrido Jo&o Francisco Paredes Porto.
Appeliacao commercial
Ao Sr. conselbeiro Queiroz Barros :
Da Parabyba Appellante Paulino August-
Rodrigues J/ianna, appellado Clauciino do Reg
Barros.
Appeliacao civel
Ao Sr, desembargador Buarque Lima :
De AtalaiaAppellante o juizo, appellado Ves-
pasi^uj Lopes de Faria, senhir do eseravo Sol
lio.
Eneerrou-se a sesso a 1 1/2 hora da tarde.
PlBLllHCOflS A PEDIDO
Pro veritatc
(Urna licSo aos re a t "res da Vida Mo-
derna)
Lein-s e rilemos o u. 16 de 3 de Outubra de
de 18*>t da Vida Moderna.
Para n.<, pausara com esta dupla leitura sim -
plesmente, se nao tivessemos obs-rvado na sua
ultima pagina, primeir* columna, com ama extra-
vagante noticia, motivada pela offerta de um
exemp'ar do discurso do nosso Ilustre mestre Dr.
Joi Hygino, recitado na stssao de 11 de Ag- sto
deste auno.
Deizar passar sem correctivo aquellas phraaes
atiradas ao publico, em forma de insulto a u rn
oorporacao a qne pert mc-inos, seria de n igsa pir-
te muita covardia e muita indolencia.
Os redactores da Vida Moderna, nao tm o ver-
dadeir 1 criterio de j irnslistas, f .liara sobre tudo
e de tod.08, g-'m conhecimento. sem analyse e sem
observacao.
V'jinos urna de sute consiJeraco g, inserida
na Dticio, diz, m ell.-s :
O i'l'istrado professor ainda urna vez deizou
firmado de um 'modo evir'entigsimo o alto va'or
de sua ntelligencia e de seus estudcsy e a consc-
ueute e singular posico em d'ne ge acha eolLca-
0 em face de seus cciopauherof de magisterio.
Nada teriamts a contestar, se nao viesse u'este
periodo.urna palavra, que por ai s' xprime urna
falta d^ verdade e carencia de eunhecimcnt< s,
com relaca m asa Escola de ireita.
Esta palavra, singular diz, se n>> houve no
sea cmprego incongcienci, que o Ilustre Dr. Jote
Hyyino trabalha em pr. >l da sciencia moderna,
sola lo e s.m apoio de eeus c.llegas.
E' g-'bre ist", ije querernos fazvr a lu, egta'
falta ou ignoiaucia, que qu-r. m contstela,
mostrnndo nos redacti-rea di V'uln Moderna, que
para se ser jorn o lista sao uecessarios alin de e-
cursos niocetari s, muito criterio e muito b;m sen-
so e conbecim< utos.
A Academia de Direito d> Recif--, comec^u a
eer influenciada pela sciencia moderna, desde que
o chorado e talmtoso mestre Dr. Aprigio Justi-
Mas como o grito de revolta nio morro 6ca
sempre eeoando, erabora gurdamente, uos eoraceg
dog patriotas, nos vimos apparecer em 1880. quan-
do regia a cadeira de Direito-Natural, o talentoso
Dr. Jo5o Vieira pregando a'g brilhantes theorias
assentadas por Spenser, contra o velho compen-
dio que Ihe servia de tex'o.
Tres annos depoig, rm 1883, veio a mesma ca-
deira, cara um verdadeiro apobtolo da acieneia o
Dr. Jos Hygino pregal-a com toda viveza do seu
talento e eruiicSo do seu espirite.
Foi ni verdade, este terceiro periodo, qne
mais slidamente se fez assentar.
O Dr. Jos Hygino foi o primeiro que no gen
programa oficial, pregentou thegeg com carcter
cientfico e de ene mtro com ae volhaa theoriag.
No seguinte anuo, era 1884, foi a cadeira de
Direito Natural entregue an Dr. Tobas Barretto,
dum das maiores illustraces brasileiras do nosso
tempo.
Revolncionar:o, por ndole e por escola, o gran-
de mestre rompen com os velhos preconcetos o
com as velhaa'cAapaj n 'turaes, o corcluio a gran-
do obra encetada corajosamente pelo seus ante-
cessores.
Assim. orno a Italia e a Allemanha exportam
grogramotas de ensino superior pira os paizes
visinhoi, nos podemos exportar da mesma forma e
com a mesma intenco mostrar o nosso adian-
fam> uto nestas materias, sem que haja de nossa
parte reccio do ridculo.
Eis algumas das thesos apresentadas no pro
gramma dj Dr. Jis Hygino em 1883, na cadeira
de Direito Natural :
Da condicSo do homem e das sociedades huma-
nas.
Darwni mo.
Se ha on pie hacer umi sciencia social. Oefac- '
tos sociaes estao sujeilos as leis naturaes.
E assim por diante.
Ag"ra estas oufi*, presentidas pelo Dr. To 1
bias Barretto em 1885 111 mesma cadeira :
O direito o producto da cultura humana. Con- .
ceito do Direito.
A th'oria naturalstica dos orgaos rudimentares
applicada a esphera jurdica.
Theotia das alacancas da mechanica social. O
direito urna deltas
E utr-.s umitas, neate sentido e cora esta
orientacJo.
Temos mais una considc.aca ojbre este pro-
gramma.
Havendo leccionado o Dr. Tobas B~rretto.todo [ 'utr"s tMMucsoM j excluidas, qm b. Sj-legiti-
o anr.o de 1884 aos alun nos de Direito N.tural, 'ca 3 fgunda procur-cao, cujas test, munbas nu
foi-ihe imposta pela Congregac< a tar.fa de or I moraras a mpugnaram r !
ganizar o novo programa desta raferia para o Com "" que S. S. tende ;er destru
anno seguinto 18-5 d Prova da fc'sldade da asssignatura da 2. pro-
Fazem parte delle as proposites que j men cuncao, na qual se procedeu o came que a cuusi-
conamos. def"" TJli* ,
N> Ihe sndo designada a cadeira, apezar de | D',z ,* S- Ia''" 8 08t0? embargos, tendo
(er or-anisado o programma, foi ella ocenpadu rcctbidu cem onderanaeao, ?eran afi-iai ser jul-
em primeiro lugar pelo l'ustre mestre o Sr. Co- ,' ad,08 nao provadot ? Engao* se S. 8. !
selheiro Pinto Jnior, que fez as suas cxpeacoes F:' Pr Mta ncorrencia, foi por.esta pouca '
de aecord.com o programma. \le"^ P^aUi P=l jun ars autos, que .n
Em segundo lugar pelo Dr. Albino Meira, M ; 8U=' a.sentencja-paM.decIarasio.
p.-zar de ter rieatieio phil sophci ontr.ria a i _,. eceb.ios como foram, os embargo?, td sepo-
do illusre organisador, 11S0 d-ixou, comtudo, de *1 fil )ulgr-na> privados,-t mi. impraee
satisfacer a expectativa d 1 m i&ufa acadrari^a, dent-s, como o forom .
conedeado Ihe p'eua liberdade de p-nsamento e mostr.u-se g'onow e tnumphante, ao en
facultando ao escritor dess linh.s, o diroit de ctb" Plano da rPalisaco de y na nova ettoca-,
publicar p:ntos que sustentavara athe-ria do Itenao um entalo, contra o1 direit^ de detesa d s
programma. Para se oceup^r urna eadeira de i mo,,s oonstituiutes privando-lhes do recurso de ap-
onde sahia um mestre c^rai o Oe. Tobas Bar etto 1 plelo .
jurdico um producto de adapta cao consciente e
moderno com as escolis philosophicas do crime.
As suas preleccoes estao publicadas desde 1883.
Este facto tambem desconhccldo dos mocos
redactores da Vida Morderna, cousa que nao po-
demos conceher, pois oesta redaeco existem mo-
cos que aqui estiveram e cursarnra a nossa Aca-
demia.
Veem por-ahi os 3rs. Redactores da Vida Mo
/lerna que p Dr. Jos Hygino nao o nico que
ensigna a mocidade, a sciencia moderna, na nossa
Academia.
E verdade, como j dasenos, que, a elle debe-
mos o exemplo, o grito primeiro de revolta como
urna realidade.
' Mas per igto, nao devemoa egqmcer o mestre
que em vida se chame.u Aprigio Gnimaraes e os
que actualmente u auxiliara na tarefa encetada.
Terminando dizemoa ai mncoa da Vida Moder-
na : Quando se quer escrevvr sobre aBsumpto de
tilo alta responsabilidade, nao se devo ter en vis-
ta simplesBiente a maneira de dizer, necessaria
a razao pela qual se diz.
Disse.
Samuel Martin.
Engeuho Yarzea Grande
Chegoa-mo s mos c Diario de hontem em 'que
vi m publicado um artigo assignado pelo Ilustre
Sr. Dr. Oliveira Fonseea refutando parte de rai-
nhas asseveraces constantes do artigo publicado
em o .lia antecedente.
A mestria com qne S. S. deaenvolveu all o di-
reito de seu constituinte deixando passar desaper
sebidos os act a mais graves da questao, me obri-
ga a voltar a imprensa para tornar mais c< nhe-
cida sua confissao tacita s falsidades articula-
das.
Asucverei n'aquelle artigo que as falsidades ar-
ticuladas nos auto ficaam perfeitam n'e provadas
com os deprimentes das testemunhas numerarias
dos instrumentos e da crtidao do proprio tabel
liao!
Nos autos o Sr. (,'astio n. nliuma pruva em con-
trario ff re eu c nem allegou 1
'em sequer S. S. contestou a nSo existencia.
em notas, da pr--eurs5o de 22 de Julho de 1882,
com a qual se lavron a eseriptura de bypoth-'ca de
11 rio Agosto de 1882! !....
No contestou 8. 8. a certidio do tabelliao e os
depoi-mentos das iuas testemunhas cujos nom.'s
representam n'aquella apocripha proeuracao !
NSo e- nt' steu S. S. os dep imentos das duas
testemunhas que representam na segunda procu-
rac3o datada de 24 de Fcvereiro de 1881, i,uc com
ella se lavreu em 3 de Marco do mearan anno, a
ultiina eseriptura de ratific'9J0 d'aquella hypo-
these !
Nao ontestou S. S. a falsidade da c inciacio
com a qual se iniciou 1 m juizo a acao que se dis-
cute e a sa.p cao do juiz preparador, 3. sup-
plente !
Nao contestn o depoimento de miaba cousti-
tuiote, e nem o resultado do exame c confrontacau
da Arma, procedido de asistencia dos Srs. Drs.
Barr a Rg', Americo Netto, e outros advrgados
e e-p'cUdores que se achavam na .audiencia !
Em ves de S. S. vir nos dizer, aqai < st j aa
provos destru loras dns que fizeran 03 RR, na
respondo :
J txhibi carta do reo, que ce nfessa o debito /-
Y. assin qne se destroe a prova feita, com as rc-
gr.:s do direi'o sobre a falsidade de urna eseriptu-
ra que reduz urna familia miseria II!!
E' eom a exhibifSo d'eesag cintas, referentes .-.
Abra as prineiras lohas civeis do Sr Dr Tei-
XC'r,ao o? PretH8 e le,a na nofa 636> o que dis o
D 12 r '
Alli encontrar S. 8. a prova de que,-Oa sen-
tenca que declara, ou interpreta, outra sentenca de-
fintttva, e esta for appeUavel, cabe appeacao.
S. 8. confessou squelia sentenca que julgon in-
prucedente os nogsos embargos appcllavel, e como
nos diz que os autos haviam CBtinuado a fnnecio-
uar depois de terminado prr sentenca final que
nao houve appeliacao ?! 1
Diz anda S. 8. : qu9 o jniz preparador 2.
supplente major Thom Leio de Castro, hivia
sido averbado de suspeito e continuado a fuuceio-
nar no feto ; isto risorio !
E por que 8. 8, conseutio que o juiz suspe-
tado contionasse funceionar nos autoa ?! I
Seria para vir mais tarde allegar nnlii'dade de
pror-esso pur t. r nVlle funeconado dous juizes sus-
peitos?! J
Progegue 8. S.-. O Dr. Marcolino nao fra ad-
mittido ao acto do exame, a pretextodo nao ter
exhibido sen titulo acadmico.
Esta declaracao lem sua malignidad", c.ue nao
pode passar sem reparo.
O Sr. juiz municipal 2 supplente, em observan
da do Aviso de 1G de Janeiro do 1862, mandando
anxar editaeschamando 03 advogados e sollieita-
dores, que perante elle tivessem de requerer, a Ihe
apresentarem seus ttulos acadmicos ou provises
term 1 1. 1 des dias sob pena de nao serem mais ad-
mitttit is a exame perante elle os oflicios de advo-
gado ou s licitador, e terminado o praso, mandou
declarar no protocollo d.ia audiencias os nemes dos
advc gados 1 sollicitadoros habilitados, em cuio nu-
mero nao representara o Sr. Dr. Marcolino. que,
apenes alleg.u j ter si lo promotor publico du co-
marca, e sempre exereido a profisa3o de advo-
gado !
Chegado o da e kora do exame, a elle n3o eom-
p ireceu o Sr. Dr. Marcolino.
E como se dicer h, jo qne, o juiz nao o admittio
no exame como advogado do 8r. Tastro, a cuja au-
diencia nao comparecer ? !
E' preciso serse mais serio na exposico dos
factos !
O 8r. Dr. Fouseca, concluio seu artigo nos dizeu-
do que o Sr. major Mergulbo Ihe apreeentara a
proeuracao piscada a 28.de Janeiro de 1.-J84 !!
A' que vem essa proeuracao garbosamente apo-
sentada ? "
A proeuracao que o tabell So e as test- munhas
instrumentaras impugnam figura na esonptura
cora a date de 22 de Julho do 1882, e aquella, eom
a qual se raptificou esta, ten a data de 23 de Fe-
ve re i ro Je 1884 !
oQFjeaiRS8'-Dd6ln;m6,,'lc' 1ue e88a Prcuraclo de
28 de Janeiro nada temos que ver com ella, s*Ivo
se de nova edicao !
En todos os temp.se en toda parte a eseriptu-
ra de hypotheca garante as letras aeei'arpelo hy
pothecante, entretanto, a hypotheca que se discute
est garantida-pelas letras aeceitasrnente por
meu constituinte! I
O meu constituinte t m asseverado, que ao Sr.
Castro n,da dve, e que fra vic ima de urna cila
Ja armada & sa boa f !
Logo no comeco da acedo intentada contra meas
constituate veiifiquei que a mesma a.-ct) seria
logo julgaJa milla, pr mal encamiuhada pela tal
*a de couciliagao, e pela falsidade da e-criptirn,
que. conforme o Reg. u. 737 de 25 de No* mbro de
18jO, o juizo devia tomar conhecimento d .s niilli-
dades p;ra depois 1 ntrar m nereeim'nt? da causa
e assim doixei de reserva docomeut'S e cartas que
comprevam o allegado do meu c nstituiute.
E por qje, causa, apezar de tumul'uanam nte
mcaniniuhada p :1o autor nao cefem querido tcmir|
conhecimento das uullidadcs e falsidades, vee.ha
boje o Sr. Dr. Fcnse.-a asseverar com sna honra-
da palavra, que o debit) real, se fez preciso que
d'entre >.s documentes que existem em uo3jo poder
se de publicid i4d a um delira.
Eu t poderia esperar cesa prctencao oa p..rte
de um calouro ou rbula de al>'<* 1, requerendo pe-
rante juiz leigo e anulpbabeio, e nunca ,d? S. S.
e r qu m abundam altes onhocinv nt' s juridicj; e
praticn8.
Di: S. S. que,o nao tendo en appellado d'a
qnlla eentenca, e apenas (Merecido embarg-ia
para declaragao havia por estes embargos dei-
COMERCIO
*. >iuiuer bur
Pernaui
RECIFE, 30 DE NOVEMBRO OE 18S0.
As ireB horas Ua tarde
f'otacien oiciaes
Accoes da compaobia dos trilhos urbanos do Re-
cife Olindk e Beber i be do valor de
200* 110* cada urna.
Letras hypotbecarias do banco de crdito real de
Pernambuco. a 'J3000 <>da urna, sen
juros.
Cambio sobre Londres. 9.) d|V. 22 d. por 1/000, do
banco.
Sa hora da c!:a
Veudei ara-se :
20 acedes da compauhia des trilhos urbanos da
01 inda.
47 leras hypithecarias do banco de crdito
real de Pernambuco.
Ufierecerara vender
20 aecea dos triihos urbanos do Reates 4 Olin-
dt e B beribe, do valor de zMOjtOO a 220/ cada
urna.
O presidente,
Podro Jos Pinto.
O secretario,
Caudido C. (J. Alcoforadj.
REVISITA COMMERCIAL.
Dasemana de 'tn' le Vo
vexnbro de lio
Cambio cobre u Rio de Janeiro, na consta fran-
- 1C9S0 alguma.
Cambio sobro a Bah:a, dem dem.
Cambio sobr Santos. dem 1 iem.
Cambio asbre 8. Paulo, a 60 d/y 1 5/3 e 9dd/v
i 3/8 0/0 de descont. (
Cambio sobre o Rio Qraade do Su! c Porto Ale-
gre, nio consta transaco. >
Ombio sobre Londres, 90 d/v 21 7/8 d/j t
11 i/iti pjr 1/ do Banco.
Cambio cobre Pars vista 4S9 rs. o frano do
Banco.
Cambio sob'e Hamborgo, a vista 515 r*. R. M.
00 Banco.
Cambio sobre Lisboa viste 14S 9') d/v 140
o de premio de Banco. Lisboa pagavel era Lon-
a 90 d/v 22 1/8 pr 1/.
Cambio s^bre Aloutevido em trausarc^ao -\\
-'e-.
i/tmbio sobre Buenos Ayres dem, ideo.
A plices da divid publica do G o/., celamos
1 pas.
Dita provincial 7 / idem com 2 / de abato
t'ompanhia Seguru lndemiusadora, uiinternas
um cotaces.
Compauhia Phenix, Jera dem.
Uoropaobia Seguro Amphitrite, n> coo-ta trui-
aa^o.
Compauhia Pecpam'oue.auo, a ultima tranfeo.i
1 i i fji p>r acc de 209/ a 6')/ u la 11 na .
i.'wnpaubia de Fiaeo e Teeilm, c-n tran
So que eo ate.
l'rro Carril 4t P.rn.'oUJj, ia c;o a p
e deixe.va um programma como o de 1885, era ne
escario nilo c o conhecimento da mesma theoria,
como um grende talento para critical a como fez
o Dr. Albino Meira, durante o tempo que regen a
cadeira.
Apezar de ter sido dada a cadeira a oufro cd-
Tega, o Dr. Tob?s Barretto, n:V) deixou de tra-
balhar a favor de s;u programma.
Publicoi durante o anno de. 1885 pontos onde "j:"10 PaMar em J"'?do k sent-raQa e perdido o
se acham desenvolvidas as theorias de sua escU dl,e,t0 de ppellacao l
pililos prea juridici. ,c C8ta manifest'icao de S. S. nao trac urna tu -
i Para completarmos'o nosso qnadio, lembram-s 8,1'w?ao Previa H0 'lustrado juiz que tem de
o illuarre mestre Dr. Joao V11 ira. cuja obra nio | ulPar nosgos embargos, permuta que Ihe f-ca
menos metitoria, tem sido feita em prol ia scien algumaa interr'igacoea.
da e da mocidade qne estuda. Em 1ue otf espoeitor de direito encontrn *.
Regendo a cadeira de Diieito Criminal, procu j-43- dna"a Para firmar I"", da deelarceo gen-
rou com muito trabalho o talento fazer deste rumo *?* "&> cbe appeliacao ?. !
___________ Abra S. S. o liv. 3 das Ordenacoes e u'elle l ia
() Anda hoj", dorme no egqnecinvnto o noine i '" ^ 1
e a .bra de illnstre mostr, por gruc da ind den- j Abr a Conro;lidae5o das leig civeis. pele Dr
cia gov. rnante. Juli, Ribas, e nella lei no crt. 1,515 o 5
Diz meu constituinte,-que o Si. Castro lutando
cora d ficuldades, e niio p Hiendo por aso continuar
a saiiafazer os seus pedid' a de firnecirai'uto en-
bar- I Cf"'r^'^'1^, ao Sr. Dr. Ponlual de o (ser garanti
do pi ntnalidade em sen pigaine.ito, e que por este
bono o Dr. .Pontea! s- pestara a> meem 1 frne
cimento.
E porque .0 Sr. Cus!*. !;iha enxorl.-.Jo 09 autos
cem cartas de meu c.natittiinte, dirigidae ao seu
guarda I vr"s, no intuito d bem provar cora ellas,
que a oscriptura de hypotheca a ui<-gem de um
debito ron i-.nbcra en-anado da oscriptura de hy-
polhcca que fra passada pir urna procuracfo da-
reiiciaea de 7 % e do valor de 20J/ se vende-
r m a 30/ cada urna. *
Coinpanhia de Beberibe, mantera as cot-icva de.
150/ por accio de 50/.
Compauhia de Santa Thereza, nao ha alteroste
de Bnaa cotaces.
Coirparhia de Olinda e Beberibe, .nintcas as
cotaces anteriores. '
Lettras hypotbecarias de *i ", com juros, as de
100/ tem se vendido a 96/500 e s:m jures a 93/
cada urna.
Dscont de lettras, 8 "/ ao anno.
Gneros naclonaes
Alpiste.Retalhi-sc de 51 a 4/500 03 15 kilos,
dem dem.
Aceite de oliveira era barris. Retalha se de 3/
a 3 1100 o galio, dem, idem.
Dito un latas.Rete I ha-se de 15/50) a, lata,
dem, dem.
Bacalho. Deposito 6,000 barucas, retalho
a 18/500 a barrica, com descont.
Bauba de porco.-- Retalha se a 420 rs. a libra,
c Batatas portuguesas.Nao consta entradas. *
Ditas inglizas. dem.
Brea Mercado tupndo. Cutamos de 8/ a 124
AgurdenteAs Vendas foram de 55/000 por a barrica, conforme a qualidade e p<-so.
a. Carvo de pedra-Citamos d* 15/IXX
pipa
Alcool As vendas foram de I20i'00 a pipa
Assucar-Vendas, obranco de 2/800 a 3/200;
gmenos, de 2/550 a '270O; o mascavado, de
1/600 a 1/800; o aixo d 1/200 a 1/3'JO, re-
gular de 70 a 900 rs.
AlgodaoAa venda firam de 6/309 os 15 ki-
los de 1 sor te.
Arroz em casca.Rctaiha-ae de 2/600 a 2S800
o sacco, liguido.
Caf.Colamos as veudas erete:ha-te de 6/OGO i
a 90'jOcs 15 kilos.
Ceblas do Rio Grande do SuiNao houve en
tradas.
Cera de carnauba.Sem alteracao o mercado
desatteudido. -
Couros salgados seceos. Veudas a 500 rs o
kilo.
Cerveja nacional Retalha-se a 5/ nteiras,
6/OX) as meias, liquido.
Fariuha do mandioca.A facer-se ndagacO.;a
sobre o artigo nao se tem feito esta semana ven-
das. O tamos a do Mir.uhio de 2J500 a 2/(09
is de Santa Cthir.ni a Pelotas du 3/000 a
3/200, oa da nrovincia ora lotes de 109 a 200 por
2i90Oe3/O00o sacco.
FumoRetalho rm c .rJa 21/ os 15 k'los.
Gemina de mandioca. Retalh-.-ie de 3/ a
3/300 ee 15 kilos e>ra descont.
Graxa do Rio Grande do Sul.Sera transaco
esta semana.
Gordura do Rio da I'rata-ldera iJi m.
Genebru nacional Reuillvi-ge de 3/20J a
6/500 a eala coai d. se. nt >.
Mol.Nao ha no m"rendo.
Millio. Retalha-se a 60 rs. o kilo, tendo-sc
feito valas de 5 a 60 rs. o kto em 'o'a?.
Pellos corfidaa. As cotayocs ao de 60/ a 70/
o cento.
P< lies em cab- lio.As cotayes sao de 102/.
Sal do Ass e M que:re.
Sebo cando.Sem transteo esta semana.
TapiocaRw-talha-ce de 4/ a 4/30J o 15
kilos eom cBcou'o.
Velas stearinas do Rio deJaneiro.Rctalb'.-se
a 309 rea o masso de 6 vella-, liquide.
Ditas Mtas da provincia. Retalhi-se a 280
ris o masso de 6 vi las, liquido.
Vinagre do Rio. Vendas de 80/ a 91/ a
pipa.
Vinho do Rio. Veudas de 150/ a 180/000 a
pipa.
Xarque do Rio Grande do Sul. Deposito de
110,000 arrobas. Venda de 5/ a 8/500 a arrob 1.
(eneros esfrangelros
Alf'azemaRetalha-se a 7/509 os 15 kilos com
descont.
Anoz da InliaR tallia-ae a 2/300 03 15 ki-
15/000 a 16/000
oa 15 kilos.
Canella. Retalha-se de 1/500 a 1/000j 15
kilos cora descont.
Ceblas. Rt-taiha se a 13/500 a caixa com
descont.
Cervejas Retalha-se de 7/000 a 103500 a
duzia cem descont.
Cimente. Retalha-se de 6/400 a 3/ a barri-
ca, retiforme a procedencia, qualidade e peso.
Cominhos. Retalha-se de 16/ a 18/ os 15
i i' >*, eom descoito.
Cr..vo da I11I1.1 Ilota in-'O a 1/103 o kilo
com descont. ~
Farinha de trigo Deposite 11,000 barricas.
Retelho : a de Triestre, de 22/000 a 26/000;
a americana de 18/00 a 19/000 a barrica.
Feijao -Retalha-se do 6/rxfO a 7/00 o sacco
liquido.
Ganaf.s vasios Retalha se de .000 a 1/500
cada um.
Doces cm caldaRetalha-se a 850 ris a lata
Fare.llo doRio da Prata Retalha so de 4/200
a I/OO o saco eom descont.
Dit.. de Lisboa Retalha-se a 5/000, o m.eco,
iem .
tada de 22 de Julho do |S-i2, que o pro^xio tabel-
liao que nella figura certifican nao exis'Jr em saas
note, vtu dar publicidade a urna carta do guarda
livros do Sr. Castro, dirigida a meu constituinte,
de da'a posterior e feita era 188J !
Eis a carta a que m refiro :
Reeif, 17 de Jaueiro de-1883. (!!!;
Meu cbaro c--mpradra Andr.
Hosanas !................................
F... h je jela m:.iihi enveraon com o Dr. Pacj.
tual para ser s u correspondente, c ao mi 10 dia o
Cattro ( tambera fallar, ticando entaonesta ccea-
aio fixada que..............................
Portan-0 pude fazer 1 >gn geu pedido por Carta.
.leeie tnens pambem d'sejando toda a felicidade
e pontualidade de sua parte como leve para com
nosco (!!!!!)
Amigo grate. Chave'.
Por esta carta, o leitor conheccri, se a oscripf:.--
ra que se discute mi rece o cunho de realidade de
um debite ; o proprio guarda livros do Sr. Cas-
Toucipho americanoUem de 10/500a 11/OOU
os 1* kilos, dem.
Velas_stearinajRetalha-se de 540 a 900 ris o
masso cora 6 vela?.
Vinagre de L-aboa Vendas 110/ a 150/000 a
pipa.
Vinho de Lisboa. Vendas de 200/000 a 210/
a pipa. L
Dito francezVeudas de 250/100 a 280/000 a
pipa.
Dito de FignciraVendas de 230/000 a 240/
a ipa.
Xarque do Rio dsPrata Deposito 1.500 ar-
robas, retalho de 8/000 a 8/200.
.UMiiviKMns PfJKLU OS
tro que forneee a prova da nao existencia do de-
bito !
Digge ainda o 8r. Dr. Fongecn, que os autos nSo
Ihe foram com vista para dizer sobre o exame que
se procodeu de ordem do juizo e nao a meu:jeque-
rimento como disse 8. 8.
Pois bem, provoco a S. S. para que exhiba nma
cortidodo escrivao do feito em que proye nao ter
8. 8. recebido os autos eom vista para dizer sobra
o exame em 29 de Setembro e os restituido em 18
de Outubro, acompanhades das razes em forma
de peticio, que logo tora despachada pelo Dr. juiz
de direito.
Sabe 8. S. que sobre qualquer exame o juiz
tem por dever mandar dar vista as partea ; e assim
o fez o major Thim Le o de Castro, e o eserivo
no vumorimento desse despacho fez os autos ebe-
garem s mSos de S. S. com o respectivo termo de
vista.
. Sem divida 8. S. demora va os autos em sua mao
portete tempo oceupado no ea'uJo que fizara
para privar-mede, por uiinha vez, diz'r noa autos
sobre c .exime.
Sempre uproveitou o ostudo quo fez.
Depoia de haver 8. S. feito um reaurao dos autoa
apresentou-o ao Dr. jniz de direito pediudo que
*hamaa3u o proceeso a ordem, quando isto nao po-
da ter lugar.
'' O juiz ae direito conformo o Aoc da Re. da
Babia de 4 de Pevereiro de 1874 nao pode avocar
o proeesso que est sendo preparado pelo ju z com-
petente.
Os autos estav m sendo proparados fdo juizo
competente, quandj S. S requereu que tosse cha-
mada o proeesso a ordem, esse requerimento ou pe-
-ticiio, devia ser dirigida ao juiz preparador o nao
ao Sr. Dr. juiz de direito, que nao estava ainda
'funccii.nan 10 na causa seja cono for o Dr. juiz de
direito j avocan os mites, sem que eu ainda t-
vesse fallado uelle sobre o 1 xiirae, nem por isto mo
considero privado desse direito e de obt-r justica
do Ilustre magestrado.
Pao d'Alho, 26 de Novembro de 1886.
Ignacio Leopoldo.
Ao Mr- director do Circo Uaravilia*
Aviso ao Illm. jr. Jos Ovidio,ftireutor
do Ciruo Maravilhas que do auto/isei ps-
soa alguma a pedir benefieio para niinlia
matriz.
J .boatao, 29 .le Novembro do ^886.
O pro-parooho palio Muo:'! Z'ich't'ias
c/e fiouza Lyra.
lucerruiico do fornecinieato
d'ngua
Srs. Radactores da ^Revista Diaria.
Rogo a Vm '8. ojut digne U de inserir em
seu i'onci-itualo j iroal as seguintei iafor-
majS's %obrd a iterrupg do foroe^iraon-
to d'agua a esta ci lad-> J ir -te algo 11168
horas do dia le hontem. ,
L>go quei re:cb a noli ia, Lbutcm pela
maiihii, de quo estava partida uaa ilas li
ulias de en nmiento, o Monteiro, fiz pi-
r.'ysar as obras de :issonta'nentos de i-
vos en-anam.-ntn, c seguir para alli os
iiieotn'8
operarios c todos es irabilbado-
pronaler-se o immediato eon
res atim ote
certo.
Iafe!z.ii"iitc o cana partido era em lo al
em que o cncanameot) fioa a grande prj-
fundiJadf, e ainda mais estando os trilhos
ia estrada .le ferro collocados scirc o dito
eooapaaieoto,
O vasameuto d'agua dav.-.-33 em 11 n .1
m ia f -guada linh-. ass^utadv e" funeci
anudo o crea de 20 auuos, sem j naia
demonstrar a ezjatenuia da racbaduea, e a
4 annos resiste a nt sma presjao que c ja-
da presentemente.
S" nlo ni:essario fechar o enoanamcuto,
tan'.o :uais quanta o terrsno estava embe-
bido d'agua, e esta corra em abundancia
resultou d'iato urna interrupcSo g ral no
ford^cimento d'agua, inos aproveitan lose
de outr.i linha conseguio-se ao meio dia
rislririgir a taita aj burro I) Rjdfj as
4 horas da tardo ostava conclu loo cu
corto c reatabelecdo e fornecimento d'a-
gua.
Nada pdupei, nem deraorei nenhuma
providenci para quo o con.-ert fosse feito
con tola a brevidade.
O vssamento d'agua teve cometo na
vespera os moradores da lao. lijado dei-
xui'om de mo commuucar porque contia
?am que a estrada de ferro do Cnxang o
f ra, ijue pelas relaces que de"em existir
entro as compendias, quer pela conservaca>
das suas linbas damnificadas pela agua, e
quer pela manut rgo de seu trafego qu-j
seria como fui interrumpido ; e so realmente
tivesse-me chegado na respera exacta noti-
cia do facto, a fosse incontinenti posto as
ordens da Companhia do Beberibe, um
trem de lastro para transporto do pessoal
e material, embora se cobrasse o triplo do
prego do aluguel, pir certo que se teria
conduido o concert durante a noite, 6em
nenhuma iaterrupcSo d'agua ao publico
nem damao de quem quer que fosse.
Sou seu constante leitor, '
Ceciano Mamede
Ao Exm. Sr. Dr. Pedro Vicente
de Azcvedo
Pedmos ao honrado administrador des-
ea proviocia que haja de providenciar so-
bro o escandaloso ,facto de estar, exerjen-
do em Iguarassu' o cargo de pro jurador da
Samara Municipal, indepen lente de fian-
5a, o cila lo Jos Ribeiro Cavalcante de
Albuquerque. Muito maor escndalo
ainda o referido eidadao exercer conjuncta-
mento o cargo do promotor publico interi-
no da comarca 1 ,
Era preciso um bom instrumento' para
perseguir os liomens de bem de Iguarassu
e o nico capaz foi o mesmo Jos Ribeiro,
cuja profissao a de fogueteiroje que de
tonga data, vive 'provocar sce-nas vergo
abosas as ras desta villa, trocando as
mais injuriosas palavras com ura seu visi-
nho, Ciinheeido geralmontn por Zumban
Juramos sor verdade tudo quanto aca-
bamos do allegar e, p dindo S. Exc.
enrgicas providencias, rogtcmos;lhe haja
do solicitar ioforra: g8aa das autoridades po-
liciaes da comarca.
Iguarassu' 26 de Novembro de 1886.
Um visinho.
Para o lim. Exm. Sr. premldcnle da
nrovlncla vito providenciar. -
E' contristador o estado lastiraavel em
qu 1 so acdia a praia do Caes do Ramos em
frente ao mercado, onde alem de rouitoa
niraacs mortos que .aporta.) aquetle lugar
mu tos outros silo laucados nos monturos
alli permanentes por roox-tdvr^s p uco cs-
crapolotoa das crcunvisinh.in9as c outros
lug r 3, existindo constantemente um chei-
FO n,.usiabun'o destes animaos em decox-
posiyo', c ctn.qui occasilo I Em um tem-
po do calor abrasador a'usaa poca em
qua est grassando com todo o seu cortijo
miatro o rwrivel cholera norbu9 na Eu-
ropa e no Prala I,
A Cmara Municipal quo devia ser ai
pr'rooira a cuidar no ssneamento da.cda-
de o seus suburbios, consente quo seus
empregados mandem langr (em vez de
enterrar] em frente daoffi-ini de macli as
das obras de c^nservicSo dos portos, todo
p-ixe e carn-' que ppoire.e no dito mer-
cado, augmentando desta forma 03 f'03
de infeceo j existentes pela sua incuria
odesleixo! Nao seodo sufieeota tudo isto
os negociantes que matao carneros e .ca-
bras tambem por sua. voz mando deitar
fressuras e cabecas destes animaes ja em
estado adiantado de pulrefafan fazendo com
esto conjunto o lugar inhabitavel onde 5'i
pod"r reinar o terrord
O espanto E a morte 1 I !
As victimas ameac/idas.
buStacimcnlo d'apa
Srs. Redactores do Diario.Queiram
declarar em seu conceituado jornal, ser
completamente destituido de fundamento,
falso, o boato que alguna gaiatoa malvolos
t n espalhado de ter sabido e morrido
dentro do ayude ou caixa d'agu* um cassa-
co ou iogtez.
Em segu la limpeza de figura trecho
do eocanaraeoto, a agua apresenta um
certo travo de barro, nao obstante o pro-
longado esgoto quo s d, o que s se pD-
poderia evitar se se deix.issem abortos os
inesmos esgotos por 24 horas, o que nSo
possivel, pois uao se pode deixar- a popu-
larlo sem agua, tanto mais quanto -tuof-
t'ensivo o travo observado.
Reunido este facto ao da morte repenti-
na de um homem na ra, jjinto c-dcada
R-talha so de 3i300 a 1UCO0 a
do 160 a 181000
1* 130 a 3500alata
m dtsconto.
(enebra -
eolsa, ideai.
Herva doceRe.'alha-se
os 15 kilos, iilem.
KeroseneReta'ha se de
liquido.
Louca ingiecaordinar a Rctnlha-se de 80*000
a 130^000 o gigo.
MadeiraNao ba no marcado
Masa do tomate Retalha-se de 520 a 560
ris a libra com descanto.
Manteiga em barrisRetalha-se de 730 a 740
ri'is a libra, id m.
DitaemUtaa-Retaltia-^edelODOa l300a hra,
idem.
Massas italianas-Retal a se do 7J5K) a ^000
a caixa, dem.
eo de linhacaRetalha-se a 1J60O o galjto.
Pussas commjiisNao lia entradas.
Passas finas Retalha sa a 10500 a oaixi
cem descont.
Papel deembrolh-Retalha se de 640 feis a
1*500a resma, idem.
Pimenta da lud-Rerulha-sc de 1350 a 1100
o kil >, idem.
Polvor-i inglezaVenda 20*000 o barril.
Queijos Retalha-se de 3*200 a 3*300 cada
um.
SalSem .-bogadas do estrangeiro.
SBrdmliasReUlba se de 280 a 320 ris a l.ta
do 1/4.
Toueinho de Lisboadem a 2*0 kilos, com descont.
vl,;t K Novembro de 1886
\lpan!ie;a
R.tl.* iKKii. fi 2 28 1 i> 3J 1,016:951*758 64 882*41/
... .... i,oI.j41
>aii; eauviaciSL lie 2 a 29 178.427*991 1 30 5:832..6il
TJ.n
l'K)BM l>
i 30
2 a 29
184:260 (602
1,26*094*807
40:8963916
1.447*623
Mercadoriac 2 volumes ;i rdo n.
Materiaea para estrada do ferro 381 volnmes e
peo;&s a estrada de ferro de S. Francisco.
Ditos pira esgoto 1,431 rolamos c pecas a le-
oif.i Drainage C mpany.
Folvora 300 barris de quarto a -'auulers Bro-
th-rs 6t C.
Salitre 100 barricas a Antn o Rodrisueii de
Souza t (.'., 50 :i Ferreira Guimares & C.
Tanques de ferro 2 a Francisco Manoel da
Silva ('.
Tinta 3 bairicasa G. L-ipirt & C, 4 a Oli-
veira Bast & C, 2 ordem.
OK-.sPAtMUS DE KXPORTACA
/
x i 9 de Novembro de 1886
rara o exterior
iai 1.1 ... 1H...1NCIAL Da 2 a 29
Mein d 30
.rr simias
3)
2 .1 29
42:314*569
23:725*447
1:948,497
25:673*944
9:610065
797*123
10:407*188
DESPACHOS DE IMPORTACO
Lare iugl z O'therine, entrado de Oardiff no
da 29 do corrate e consignado a W*. W. Robi-
liird, manltcston :
Cirv&o de pedra 480 toneladac a Recifo Drai-
iiogo Caaapauy.
Lugre noroeguense Sant Joseph, entrado de
Plymoutb no dia 29 do corrente e consignado a
Iliowiis & C, manifeetou :
CarvSo de pedra 552 toneladas aoc consigna-
trios.
Patacho sueco Arvii, entrado de Londres no
dia 29 do corrente e consignado a Adamson Ho
wie & C, manifeetou :
Cimento 1,358 barricas a 8alaer Kiuffman
C., 700 A ordem.
Ocrveja 80 caixas ordem.
Capsulas i caixas a Ferreira Gnimaraes &
1 k ordem.
Ferragens 4 volumes a Samu. 1 P. John t n
U., 1 a Ferreira Gnimaraes ft C.
_ Fogareiros 21K) a Oliveira Basto 4 C.
No vapor nglez Lykus, carregaram :
Para Liverpool, J. r*ateri C. 5,(00 ssccds com
375,000 kilos de assucar mascavado. -
No V8por ioglez Merchant, carregaram :
Para Liverpool, P. Carneiro & C. 1,459 sa:cos
com 109,425 kilos de assucar mascavado.
Na barca ingleza Lavinia, carregaram : jrl
Para New York, J. Pater e V. 1,700 suecos
com 127,500 kilos de assucar mascavado
Na burea americana M. G. Reed, carrega-
ram :
Para New-York, J. S. Loyo & Filho 1,400
saceos cem 105,000 kilos de assucar masca\ado.
Na barca italiana D. Lanata, carregaram :
Para N-w-York, Jnlio 4 Innao 1,000 saceos
com 70.00.) kilos de assucar inaseavado ; M. J. da
Rocha 2,00il caceos com 150,000 k los de assucar
mascavado.
No ataeho americano John M. D., earre
gou :
Para Liverpool, ?. Sthlmann 500 sacevs com
44,892 kilos de al^odo.
No vapor allemao Cernambnco, arregaram :
P..ra Hamburgo, Bortelinann & C. 156 t'.r i -
com 28,721 kilos de algodo e 7 barricas com 170
abaeazis ; P. Carneiro C- 4 barricas com 10'J
abacaxii ; Couipauhia Transatlanti-- 1 sacco com
60 kilos de cal e 1 dito com 3) ditos de ?su ar
refinado.
No lugar noroeguense Solcha, carregaram :
Para Santos, P. Carneiro & C. 3.950 sacco3 com
237.000 kilos de assucar branco e 3,050 ditos com
183,000 dito3 de dito mascavado.
= No vapor nacional Marjiho Visconde, carre-
garam :
Para Bahia, Araori n rmeos 4 C. 50 barricas
e 50saceos com 9,465 kilos ae assucar branco; J.
A da Costa Me tetros 30 barrio u com 3,360 kiles
de assucar branco ; J. C. de Albuquerque Filho
50 barricas com 5.741 kilos de assucar branco :
M. J. de Azevedo 1 caixa com 200 kilos de doce.
Para Mncei<5, M. A. C. Araujo 1 barrira com 00
kilos de assucar branco e diti com 60 ditos de
dito mascavado.
MOVIMENTO "DO PORTO
1
Naoios entrados no dia 30
Curdiff -30 dias, lugar nglez Catharine,
de 316 toneladas, oapto Jaoica Reine.
equipagera 9, carga carv.to de pedra ;
a Companhia Drainuge.
Londres 42 dias, de 200 toneladas, capito N. P. Cbris-
tiansen, equip gem 8, carga ?arios g-
neros ; a Adamson Howe & C.
Baha o dias, barca ingleza Eth*l, de
28b toneladas, canitao William Sopp,
equipagem 10, em lastro; a Saunders
Brothers efe C. jj
Navios sahidos no mesmo dia
&.
C,
Parce o Interior
j Na escuna dinamaiqueza Anne oha ne
carregaram :
Para Porto-Alegre, F. A. de Ase redo 3 0 volu-
mcc.com i4,ii5 kilos de assucar branco ; S. G.
Brito 150 saceos com 11,250 kilos de assucar
branco.
--No lugar nacional Amelia, carregou :
Para Pe.'otac, r.. G. Brito 100 saceos com 7,500
kilos de assucar mascavado.
No patacho allemao D. Pedro, carregaram :
Para Pelota?. P. Carneiro 4 C. 825 barricas
com 76.026 kilos de assucar braceo.
N) patacho dinamarqnez Carolina, carrega-
ram :
Para o Rio Grande .lo Su', Amorim Irmos & C.
110 saceos com 8,210 kilos da assucar branco.
Na b.rca noruegueuse Alexanara, carrega-
ram :
Para o Ro de Janeiro, II,. Luudgrin it C. 900
saeces com 51,000 kius de milho,
Ntw-York Barca ingleza Parejero, capl-
tao R. L. Davison, carga assucar.
Bahia e escalaVapor naoional Marnhb
Vistonde, com mandante Jos Joaquim
Coelho, carga v?r08 gen.ros.
New-York Patacho ioglez Plover, capi-
tae J. H. Cros8elly, cara assucar.
lio Grande do SulBsouna din uar.juc-
za Caroline, captSo P. A. Branett,
carga assucar.
Macei Hyiato oacioaat S. Lourenco,
mestre Vicente F. da Costa, em laslro.'
VAPORES ESPERADOS
Bahia
Gironde
Principe do Grao
Para
Auctor
ViUe de Maranh&o
Vitte de Macei
Moyellan
Mandos
Advanee
Elbe
Para
Finance
Rio
Pernambuco
Patogenia
Espirito Santo
Neva
Bahia
do norte a 3
da Europa a 4
da Bahia a 5
de Liverpool 1 G
do sul -a t
do Havre , a ti
do sul a 7
do sul a 7
do sul a 9
da Europa a 10
do norte a 13
de New-Port News a 13
de Hamburgo a 16
do sul ! a 17
da Europa a 21
do norte a 23
da Europa a 24
do sul a 27

>f. -

.
.

(
' I
4-
I


Diario de PernmbucoQuarta-feira 1 de Dezembro de 1886
5
-
xterna da caixa d'agua da ra dos Pires,
nesta cidade, como noticiaram os jornaes,
urviram estes tactos de pretexto para a
invenco do boato do roo gosto que pro-
curaran) espalhar.
A limpeaa dos encanamentos prosegue
eom a rapidez compativl cora o simultaneo
ornecimento d'ugua a esta eib.de.
Com a iosergao destas l.nhas eniBeu con
ceituado jornal, Ihe tiear agradecido seu
constante leitor
Cecili no Ala mede.
AOS TALENT:S08 AMIGOS E J^
COI.LEGAS
^Fellppe de Fsu<-ir Fa-
rla Sourinlio
-*loo t'nplxlruno de touia
\ Rlbeiro /
/
/3 pelas suas justas .-.pprova-
gSes plcn;.s do 2o hnno
y FE LIC I TA-0 3
H Noveuibro-18c6.
\ 'Maiioel Cavalcante do Bego Barres
Purgar cora um coufeito de forma so-
doctora e de ura sab ir defii i.>so, que roais
parece sahir da confeitaria '!o que da bo-
tica, tomase per un sonho priracira vis
ta. Porm pergunte-sa s nbt de familia
e s creangas que o provarim urna vez e
ellas dirilo que esse purgativo a Fructn
Julien, suave laxante reeonhecilo umver-
salmente como o mais agradavel e adequa
do medicago Ja infancia, pois ns crean-
gas o toa So con ver i;d ir.i avidez.
Estrada de ferro do
Recife a Caruar
llorarlo do trena de aunurbloa
DAS uteis
MANHi
das santificados
MANIlI
Estagoes

f I
lidffai a
S. 1.
Recibe Tigtp Jaboatj 7.8 7 35
s. :y
Recife. Tigipi Juboatio 98 9.35
3
3
1
7.0b
7.20
Estafo**
9.00
9.2U
S. 2.
Jabato
Tigipi .
Recife .
S. 4.
Jjiboatao
Tigi.i .
tiecifs .
S. 6.
Jaboato
Tigipi .
Recife .
a
S,
9
-C
O
6.15
6.35
8.15
8.35


10.15
10 35
6.00
6.17
8.00
8.17
S. 1.
Recife .
Tigipi .
Jaboati
S' 3.
Recifo .
Tigipi .
Jaboatj
7.18
7.35
9.18
9.35

7.00
7.2
9.00
9.a
EstigSes ce o 1 to cu 3
S. 2.
Jaboato Tigip Recife . 6.15 6.35
S. 4.
Jaboato i
Tigipi Recife . 8.15 8.35
S. 'i.
Jaboato
Tigipi Recifo . .15 10.35
91
"O
6.00
6.17
8.00
8.17
10.00
10.17
10.00
10.17
DE TARDE
DE TABUE
Estagoes
S. 5.
!S. V. A E ulsito de. Seott 6 o ruelhor re-
medio at Iioje descolarlo para o 'ura da
tsica, bron'diites, escrfulas, anemia, ra-
chitis e debilidade em geral ; tambera e
am curativo infallivcl para os dtfluxos
tosse ohroaicfl e affecgojs da garganta.
- Ieo paro medid ni de Osado t'e
bacnlb". de Huriaj A laiininn
3 O
Quando vS urgsoa d:i r spiii.-aj sao di masiados
debis paraetpeliir a mucosidude cug n Irada p3
!a Furermidadc i: flauiir,ator:'a, uo ha nos arcanos
jcieu :ia m'dic, uada que fe posst c romo tnico, so uleo de figado de b u al .io Poim
jnvimos diz r, que. os resultados variain. Algu-
ma sao eouijic atas de materias rancora?, oitras
adulteradas, emquauto que urna grande parte das
tomposicCus que tomam o mesmo nomc sao eom
defmente espurias. Volvt-udo de todas estas, o
fue puro medicinal do figado Je bacalbo, de
Lanmau & Keaip, u'elte traoa um especifico de
prima fciee e d> nasa r^pitago universal, que al
hoje nunca dcsm-iiti) as espera ifas djs dientes.
BEDedicos o rtccuimcn-inin, porque a sua iffica
ca est mais que provad', u.'S peA>r."s casos de
aficces pulmonares C. rsciofulosas. ]
Outros o-'eos de gn'OM de hmeaihl, p-ji-m sjr
paros, porm este iudisp-tavelait'r.te o c. Como
S4^a um obj:cto da m-.ioi impurtaucia, p ra aquel-
le quu p^idtcem dos juhuO 'a e da gsrgauta, nqm l!c
qe for ibiihor de urna preparadlo legitiita, far*
b-"m en confiar se uuicameute Da de Laninan Jt
Kemp, a qun! iJe ser comprada cin toda aparte
de mondo.
Acha-se v> rtda em todas as boticas e lijas de
prfnmaras
Agente Pin Pornambuco, Henry Fusler A C ,
i na do L'.'imnercio n. 9.
' tacto positivo que a nica agua florida que
cstc mercado 6e cncont.-a ostrictauento couformr
a verdadeira f .rinula riginai a t|ua Flor!
da de Barry, cuja receiu fji descobertH ha
)Q aooos. Seu perfume rao snp rior ao de tudas
as ontras conibinHsoes at luje descub< rtas, que
qaem urna vez a usa na i vo'ta a usar uenhuma
ootra. A A(DB Florida de larry o nico
perfum no muudo que te>o recebido h npprovuco
officinl de um g< ' to era que vai cuvjlta cada garrafa, v se o certi
ficado do governo dos Estados Unidos, assignado
yoi seus cfficiaes e auihenliea u> pir tabellio pu-
Mico.
Recife .
Tigipi .
Jaboato
S. 7.
Recife .
Tigipi .
Jal] Jllto
S. 9.
Recife .
Tigipi .
Jaboato
CS
I
o
4.48
5.5
6.48
7.5
-
-a
1
I
8.48
9.5
4.3t.
4.50
6.30
6.,50
8.30
8.50
EHagda
&
-----------
1 ) Jaboato Tigipi Recite . 1.15 10.35
S. 10.
Jaboato Tigipi Recife . 5 4r> 6 5

-
1000
10.17
5.30
5.47
* 1 T3
Eslafes i
----------------1---------- --------
8.5.
Recife .
Tigipi . 2.581
Jaboato 3.5 .
S. 7.

3

2.30
2.50
Recife
Tigipi
Jaboato
S. 9.
Recife
Jaboato
Tigipi .
S. 11
Recife .
Tigipi .
Jabcatu
4.48
o 5
7.18
7.45
Estagoes
o
3.
8.48
9.5
7.00
7.30
8.30
8.50
S. 8.
la bota ao
Tigipi'.
rtecife .
S. 10.
Jabonto
Tigipi .
Recife .
S. 12
Jaboato
Tigipi
Recife .
3.45
4.5
6.15
6.35
3!
O

CO l%\llli: >B HEMSIAVe
RES HAItlTIME
LINHA MENSAL
0 paquete Gironde
Cornmandante Minier
Espera-se da Eu
ropa do dia. 4 de
Diz do depois da de-
mera do costume
para Bueuos-Ay-
res, tocando na
Baha, Ro de Janeiro e Moaie
video
Lembra-se sos senhores passageiros de to-ia."
as classes que ha lugares reservados para ett
agencia, que podem tomar em qualqoer tempo.
Previne se ao sseuhores rece hedores de merca
dorias que s seattender as reclamacoes por fil-
fas nos volumes que forem recouhecidi'.s na occa
sio {ja descarga.
Para carga, passagens, cncommendus e dinh'-ir
frete: traer-se com o
AGENTE
4opsle Lab le
9 RA DO OOMMERCIO -9
Para
O navio Sarah, esperado do Rio de Janeiro,
contrata algnma carga para o porto cima ; tra-
ta-se com os consignatarios Ponseca Irmos &
Compaohia.i.
Leilo
Lisboa
Segu com brevidada a barca portugueza Pe-
reira Borq,s i para o resto da carga que falta,
tra'a-se com Silva Guimares ^ C, rqa dg
Commercio n. 5.
sabia, 1 cheche", 1 curi, 1 szulo,
1 gallo de campia e outros mu i tea
IEIL8K
Sexta-feira, 3 de D.-zembro, o do esvername de
iirn navio existente em Poras de Portas, officina
de Carpinteiro das Obras publicas.
Leilo
de
movis,
8.00
8.20
3.30
3.47
6.00
6.17
7.45
8.2
NOTANos dias de festa
horario dos. dias uieis.
nacional regular o
i nuel Sutes & Brasil M\ 8. i ft
O vapor A.dvance
E' esperado dos portos de
sul at o dia 9 de Desembr
depois da demofa necessaria
seguir para
Maranho, Para, Barbados, .
Thomaz e \e\v Vori
Para carga, passagens, encommendas tracta-
AGENTES
0 paquete Finalice
loujas, vidros, juadroe e cs-
pclhos
A saber : 1 piano de Blondel & Wignes, I mo-
bilia com 1 sif, 2 confolos, 2 cadeiras de brscos,
12 de guarnico. 2 cadeiras de bslauco, 4 jarros,
1 espi Iho oval, 4 quadros, 4 candeeiros a gaz car-
bono e kerosene, 1 toillct de Jacaranda, 1 guarda-
vestido, 1 costureira, 1 lavatorio, 1 bid, 1 cama,
1 mesa clstica, 1 guarda louca, 1 quartinheira,
12 cadeiras, 1 sof, 2 mesas, louca para chi e
jautar, copos, clices, garrafas, jarras, quadros,
filtros, trem do cozioha e mais accessorios de casa
de fu rn i I a.
loarla relia. I de Deiembro
No armazero da ra do Mrquez de Clin
- da n. 6
De passaros cantadores
Sendo:^ 1
1 Qorrupio,
passaroS
Quima feira, do correte
^o segundo andar do sobrado da ra do Impera-
dor n. 50.
A's 11 horas
Pelo agente Martins.
Ag ate-Petana
Leilo.
Da 40 caixas cora passas novas e fir ?
A's 11 horas
A' pnrta do nrm- zen do Sr. Annf, para f elv
ment decontas
3 leilo
Agente Pinto
Estrada de Ferro do Recife a Caruar
Da ordem do Illm. Sr. director engenheiro chefe, fuco publicj que no dia 2 de Dozembro
ser entregue ao trafegj a estaci de Cascavel,' vigoran io, pravisoriamente, d'aquella data em
diante, os horarios seguintes.
As tarifas poder) s'i consultadas as estaces, pelos iuteresiados.
Recife, 30 de Novembro de 1886.
O secretario,
Manotl Juvenci de Saboia.
O referido leilo comecar e 10 1/2 borus em
ponto.
Leilo
De movis, espelhos, louya, etJ.
Agente Brito
Espera-se de New-Port ^ agente cima, hutorisado por urna familia que
News, at o dia 13 de De I se retira para o Rio de Janeiro, far leilo : de
zembro o qual seguir depoif I U0lil "l00'!' de pao carga, 1 guarda-vestido, 1
,da demora necessaria para hlcama franceza, 1 toilette com espelho, 1 marque-
sa, 1 sof de amarillo, 2 cadeiras de bajancj de
Baha C Rio de Janeiro Jacaranda, 1 cabido e 1 quartinheira de Columna,
Para carga, passagens, encommendas edinheir | ^ cnim^a 2 mesas ds leuro, 1 aparador de ca
frete, tracta-se com os ,xo' l '^a'0"0 "> espelho, cadeiras avulsas, 2
capas de lona, 2 espelhos grandes, jarros, qua
dros, tspetes, louca para alm< 50 e jan'nr, copes,
clices, coiheree, facas, bandejas, trem de eosinba
e outros objectos proprios para familia.
Quartafelra, l de Ii zembro
A's 10 1/2 horas
____Pateo do Terco n. 3, Ia andar .
DE
Agente Brito
O n gente cima, a mandado do Exm. Sr. Di.
juiz de dircito e da pr;vodoria, levar a leilo es
seguintes :
.Urna parte do sobrado n. 37, roa de Pedr*
Aff.nso, na importancia de 2:608l60. para pa-
gamento de legados a desp.as ; metade da casa
terrea n. 15 ra do Csmaro ; 2/5 partes da casa
terrea ra do Cnmaro, servindo de base a
cffe'ta de 500*, etses pertencentis ao acervo de
Antonio Martins de Carvxlho e o sobrado a reque-
limeuto de D. Anua .Varia dos Santos.
Quinta feira 2 de Bezembro
A's 11 horas
Ao nrmazem ra Pedro Affonso n. 4%
Leio
N. 8
AGENTES
Henry Forsler i C.
RUADO COMiLfc-lClO
! "andar
E. F. R. C.
HORARIO DOS TRKVS DI SERRA
A' vigorar do 2 do Dezcmbro
Maulla
ESTATUS
Chegad*
Partida
Tarde
DE
.DaregaeSo Coste!ra or Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear e Acarahu
0 vapor Ipojuca
CommaDdante Costa
dt
Agente Pestaa
Leilo
Da
ESTACUES
EDITAES
i.- Meeeo. Secretrla da Prouldcn-
rla de Pernnmbaro. t! de ^oten-
bro de l SSO
De ordem do Ksm Sr. prefjente da provincia.
3c? constar a quem interetsar p ssa, qu' ncom-
paah*do d m>is papis, fji remetrido a TIkisJu
razia de Kazend-i o nqierimento de Joo Luiz de
Olrveira Mello, ped ndo pagamento da quantia de
900^0 0, .proven ene do valor ie teu eseravo
Jos, que se acha cot praca no 14o batalhSo de
iofantaria, com a supposto Dom' de Jos Joaquim
do. Naseimento, afim de que o peticionario, coufor
me determina o aviso lo Miuisterio dlt (J ten-a, de
!6 do eorrente, satisfaga o qiii o procurador da
Oori, ober.inia e Faz n I i Nncioia1, exige no
paree-r anu zo aos retWidcs papis. -
O secretario,
Pedro Frsnesco Correia de Oliveira.
DECLARCOES
Estrada de ferro do Re-
cife ao S. Francisco
Aviso
IVJo presente sao convidados oa senhores ac^ii-
aiatas des'a companhia a virem receber na esta-
,io das Cinco Pootas o 46 dividendo coneernente
ao'icQK-'tre findo tm 30 de Juuh) do corrente
a eso.
Eecrijitjrio da supeintendencia, no C'ibo, 1- de
Dtz ui'jio de 1886.O superintendente.
_______________________Wells H.xid.
Hinistcrio da Marinha
Reparti(2o do phures
Aviso aos navegantes
SUBSTITCIV-VO DE LDZ
Pk'D'ol daBarrra do RQ'Qrande
Provincia do Ri>-Ganlc do '"ni
BRAZIL
(3o de 1886)
Tendo io proceder-sc .ubstituico do appare-
ifco catcptrico do pharol da brra do Rio Grande
do Sal, avisa-se que ser br- vemente exhibida do
alto da torre d'este pharol urna luz provisoria il-
tamnand) todo o harisontc do mar, que apresen-
Ur 'uz branca, fiza, variada por luz scintiltante
e 25 em 26 seguraos, em substitnic) d actual,
raiqaant} durarcm os trabalhos.
O apparelho da lus'provisoria dinplrico. gy-
rante, da ordem, e a luz ser vifivel da distan-
% de 14 milbas, com t mpo claro.
O nvo apparelho de Inz do pharol da barra do
Kio Grande do Sul di prico, gyranie de 2* or-
deso, cxbibiri luz fxa, branca, variada por tus
semtillane de'30 cm 30 segundos, illummindo todo
o boricorite.
O plan local elevarse-ha a 29m,550 ao nivel
Jo solo e 31m,650 ao do mnr, o a luz ser visivel
da distancia de 16 milbas, com lempo claro.
Novo aviso marcar a data da eih-bcio da Ini
yroninoria e a da nova Inz d'este pharol.
Ri'prtico dos pharesRio de Janeiro, 4 de
1%tobro de 1886.
(Aasignado).Pedru Bfjamin de Cerqvetra L
na, eapio de fragata, director geral.
CoafinraCapitaoia do port 27 de Novembro de 1886.O secretario, Antu.iio
im Silva Ate vedo.
P. 1.
Recife.................
Jaboato..............
M< renos..............
Tapera................
Victjria..............
Pomb'is...............
Cascavel..............
I.
Todo oh dlaa P. 2.
9.55
10.25
10.52
11.21
11.56!
12.25!
0.20
9.58
10.30
10.55
11.30
12.
Caseavrl.
Puoibos. .
Victoria .
T-pera..
M-.ien 'S .
Jaboato
Recifo...
Chegada
Recife.............
Tigipi...........
Jaboato..........
Morenos...........
Tapera............
Victoria...........
C. I. (*)
Victoria...........
Pomb-s...........
Case .vel..........
mabmI
C 9.
i
Recife.............
Jaboato..........
Morent s...........
Tapera.............
Victoria...........
H non dlaa ui-is- usui
ii. S.
3 30
3.50 3.55
4.11 4.16
4.43 4.47
5.14 5.19
5.50 ~~
7.40 8 ?l 7. 7.45
Victoria............
Tapera .. .........
More- os...........
Jaboato..........
Tigipi.............
Recife..............
C. (*)
Case i vel.
Pombos..
Victoria .
Part Ilativo tasde
C. .
Victoria.......
Tapera.......
Mrcaos........
Jaboato......
Recife..........
11.
11.40 11.50
12 23 12.30
1.3 1.10
1.50 -
2.43
3.7 3.10
3.85 3.46
4.12 4.15
4.37 4.42
5.5 5.8
5.43 _
6.30
7.3
7.35
7.56
8.20
9.36
10.25
3.40
4.23
6.30
6 2 i
Partida
6.
6.35
7.8
7.40
9.
9.41
3.
3 50
4.50
5 4C
(*) Ua trena C I c C t Mro teitos duaa vezes por semana ; as teryas e e-xtas-leiras.
THEATRO
ANTO ANTONIO
Congresso Dramtico Beneficente
QUINTA-FEIRA, 2 DE DEZEMBRO
Espectaulo de grande gala pelo anniversario de S. M. I. o Sr. D. Fc'ro II
Honrado com a presenta de S Exc.oSr. Presidente da Provincia
Logo que S. Exc. comparega no seu camarote, ser exeenfa lo em scena aberta e perante a ef-
figit de S. M. o Imperador, u Hyuno Nacional pela orchettra da societade, dirigida p lo maes'ro
Antonio Maitins Vianna.
Seguir se-ba a 2. e ultima represent vio do spplandido drama em 5 actos ou 8 quadros
As duas orphAs
Comecsr aa 9 liorns.
Uma banda marcial obsequiosamente cedida por S. Exc. o Sr. presidente da provincia, abii-
Ibautar o espectculo f caud. 1109 intervallos.
Os bilhetes p dem ser procurados na casa do ?r. tenente Paul* Mafra ra po Imperador, ra
da Florentina n. 3), Tabacaria Popular, no Cife Ruy, ra Nova n. 56 e na bilhuturia do theitr'o no
dia do espectculo das 10 horas da manh cm di; ite. '
iBiTIIOS
n vc-
Compmzr :n Braslleira de
gseSoa Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Cornmandante 1- tenente Chtilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do sui
at o dia 7 de Dezembro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas e valores
tracta-se aa agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
0 vapor Baha
Cammandante Silveriu Antonio da Silva
E' esperado dos ,rtos do
norte at o dia de 3 Dezem-
bro e depois da demora in-
dispeusavel, seguir para
os r-'-A8 do sul.
Recebe tambeui carga para Santa Catharina,
Grande d > Sul, Pellas e Porto Aiegre,frete mo-
dic .
Para carga, pass^-jns, encommendas e valores
trata-se na agenei: _
PRACA DO CORPO SANTO N 9.
Segu no dia
Dezembro, s 5 hor.ic
da tarde. Recebe
carga at o dia 6
Encommendas passagens e diuheiros a fate ate
4 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pemambucann
n. 12
Companhia Kahiaua de navega
vio a V:por
Macei, Villa Nova, lrenedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Principe do Gro-Par
Cornmandante J. F. Teixeira
E' esperado dos do oh aci
ma at o dia 5 de Desastan
e regressar jara os ir.es-
mos, depois da demora do cos-
tume.
Para caiga, passagens, encommendas e dinhein
i frete 'racta-se na agencia
7 /iua do' Vigario 7
Domingos Alvos Ma beus
Pacific Sieam VavigaoD Coinpany
3TRAITS OF MAGELLAN UNE
Paquete Magullan
Espera-se dos portos do
sul ateo dia 7.de De-
zembro seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume..
Este paquete e os qne dora
em diante sepirem tocaro em
Plymoiilh. o que facilitar clie-
prem os passageiros eom mai
lircvidade a Londres.
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a fretij tr ic-k -e cmn os
AGENTES
%Ilson Kons A C, L.lmlicd
S. 14- RA UO OOMMERCIO Ni 14
CHARGEIRS REUNS
Companhia Franceza de \avefis
cao a Vapor
Linlia quinzecal entre o Havre, Lis
ooa, Pernmbuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santoa
Sieair Villit de HaraiMo
Espera-so des w.rtos do
snl at o dia 3 de Dezembre
seguindo depois da indis
peosavel demora para o Ha-
vre.
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rpida
e offerecera exccllentes commodos e ptimo passa-
dio.
As paseagens poderao ser tonadas de antetno
Recebe carga encommendas e parsageiros par
os t^aes tem excelentes accommoitiieoes.
Stnr Yilje e Macei
E' esperado da Europa
n > dia '> di Dezembro, ee -
guindo depois da indispon
savel demora para a Ba-
liia. Rio de Janeiro
e auto.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p dot
vapores desta linha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng i.-
quer reclamaC/o coneernente a volumes, que po-
ventuva tenham seguido para os portos do sul.afirx
de se poderem dar a tempo as providencias necee
arias.
Expirado o referido prase i\ companhia alo se
responsabilisa por extra vios.
Uecebe carga, encommendas e passageirv par*
el quaes tem exce'lenfes .lecomodacoes.
cxcellento (averna sita ra de S.
Miguel n. 16, em Afogados
QUARTA FEIRA, 1 DE DEZEMBRO
A's 11 horas
C agente Paataua, competentemente autorisado,
vender, no da e hora cima mencionados, a ar-
maco e gneros existentes na taverna sita ra
de S. Miguel n. 16, cm Afogados, em um on m is
lotes vontade dos Srs. compradores.
Leilo
Do taverna sita ra do Vis-
conde de .tjbiiquerqne antis; \
rna da Gloria u. rol.
Quarta feira 1 de Dezembro
A's 11 horas
Ra da Gloria n. 04
. O agente Barlaranqui autorisado pelo Sr. Jor
Emygdio Ferreira Lima, levar a leili a taverna
con armsco, balco e mais utencilios, geneoj
sendo estes todos nov. s, garntese a chave, ten
do a mesma bastantes commod. s para familia, um ou mais ltea a vontade dos compradores.
Leilo
De fazendas inglezas e rancezas
Quinta f el ra i <)e llezembro
A's 11 h ras
Agente Pinio
Marqn- z de Olindi n
De toilhaa felpudas, sargelira, crotones,
flanela, vcJudo, bicejs c rendas prctas,
e camisas de linho para homens.
Sexta feira .i de Dezembro
A's 11 horas
No armazem da rita do Mrquez de Olindi
n. 6
O agrote Pinto levar a leilo, pjr mandado do
Extn. Sr. Dr. juiz de direito especial do commer-
cio, em virtude d.j requeriincnto do curadae fiscal
e depositario da massa fallida de Caeta,.o Ramos
& G, 5 volumes com fazendas de le, ltimamente
tiradas daAlfandega r. existentes n^ armuzem di
ra do Marquiz de Olinda n. 6.
Em r*octinuaro
Vender o mesmo agente differentes caixas com
mariposas, baptista, calcadas para meninos c 2
'caixas cora calcados para meninas.
Leilj
ievno
De nma catraia forrada de c. bre
Sabbado 4 de Dezembro
Agente Pinto
Per occ&Bio dob-ilo do cui'crname de i
vio, em Fra de Porfns.
Leilo
De um completo cu vename de um navio, todo
(.litado de madeirs de eieupira e amarclloj fal-
tando- Ihe dmente o taboado de costado, tendo as
segurntes dimensofs : 3344 de> roda a rods,
31,m35 de qui h, 3,'"24 de pental T.^IO de bceca.
l^abbaito de Dezembro
A's 11 horas
Na officina de carpinteiro da repartiqao das
Obras do Pcrto em Fora de Portas
O agente Pinto, legitmente autorisado levsr a
leilo no dia e lugar cima mencionados c caver-
name de um navio tal qual ahi se acba.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 80C0 no becco dos Coe-
hog, junto de S. Goncallo : a tratar ng roa da
Impci atnz n. 56.
No armazem da ma d>
S-
Iieilo
Augusto F. de Oliveira H
42 RIJA DO COMMERCIO -45
De importantes movis, ricos espelhos p ra
consolos, jarros finos e ura bonito espe-
lho cal. i
Sendo : uma linda mobiKa de n .gueira, cuta-
Ibada e encost de palh't ha, 1 sof, 2 dunquer-
ques, 12 cadeiras de guirnieao e 4 ditas de br
908, 2 grandes espelhos eom m louri>s dourad .-
para & ns 1. s, 4 impoitames figuras grandes d<^
biscuit, 2 grandes jarres io baccr< deiras tinos, 1 tapete gran le para s. f, divers s
tapetes para portns, 8 ranefas douradas, 6 pares
do cortinados e 2 cfagir.
Uma impor;iutu cama tr-.nceza de Jacaranda, 1
bonito toillet de dito, 1 lavatorio com pju'm, 1 bo-
nita guarnico pura lavatorio, 1 irarquezo para
enanca, 1 berco fingindn esas, 1 pequea bae
para quarto de dormir, 2 mflias con m Jl. de nina
re lio, eeiidj urna para Orianea, 1 cabide d" colum-
nti, 1 cadeira retrut", 2 j rros e divers. s eabides
di- mola para parede.
Uma mebilia de junco Ci m encost aito, tendo
12 cadeiras de guarmeo. "J oitHS de bracos, 2 di-
tas de batane", 1 sola e 2 consolas com pedra, 8
cadeiras de Jacaranda, 1 bBft com eet.ti.te pnra
livros, I armario, 1 sirpei.tina, 6 quadros de leo-
graphias, 1 guarda-l<,nca de 1 maiello, 1 grande
aparador eom pedr; 1 mesa elstica de amarello,
1 quartinheira do columna, lavatorios de ferro,
binquiibiis de r.inxrrll^. I tapete forro de quario
e 1 esttira para quarte.
Siis mappr.8 anatmicos, 4 figuras de gesso di-
tas, 12 cadeiras de junco, sof de dito, 1 mesa
de carvalho entalhada, 1 poltrona entalhada, 1
rica espingarda de carregar pela culatra e cu-
tos muitos movis todos de osto e bem conser-
vados.
Quinta feira < de Dezembro
No ." andar o sobrado n. :")0 d? rita do
Irop:ra(l< r
.IV 11 hora
O agente Martina far leilo d< s m .veis e espe-
lhos perteneentes B gn familia que se retira para
o Rj de Janeiro, es o/iaes orara transportados
para o referid-j sobrado e sei.lo ve dido*.
Ao correr do martcllo
Ainga-se npredia n.2 aa rnad\ tommercie,
onJc ^ii o hotel de i'Un:verso : t ra tr s (.ndfres,
griiti Vs :.ce mmoda^oes, < est cirnltlamente
restaurad s- ndo prop.-i 1 elu Ma magnifics po-
sico, para um grande hotel ou t sciiptorio com-
ir crea i : a tratar na praca da Cinc^rdia n. 11. .
Aluga-se a tasa n. t da ma da Priceza
Isabel, bairro d;i Boa-Vista, e>m commodos para
grande familia, rmitcndo pavimento te-reo, pr-
meiro andar e s.tac, muito fresca, tem despejo,
gnz eagua : chaves ra da Aurora n 85.
Aluga se duas casas na pavosco da Torre :
a tratar na ra Primciro de Marco n. 25 A.
Precisa-se saber noticias e informacoes so-
bre Francisco Prez, francs, nascido do departa-
mento dos Baixos Pyreneus, com cerca de 35 an-
nos de idsde, o qual veio para esta provincia ha
nlguns unos, c consta que dsqui seguio jara a
Parahyba Agrade<-e-se quaesquer informacoes
dadas no escriptorio de Maia Rezende, ra do
Commercio n 38, 1- andar, entrada pela ra do
Torres.
Uuga e a casa teirea n. 42 da ra da Ma-
triz da Boa-Vis.a, com 2 quartce, soio, quintal e
cacimba; a tratar na ma do Pi ar n. 6n, taverna.
de^jis das 4 horas da tarde
Precisa se de um criada para vender em
tabeleire, que soja de boa conducta ; na ra da
Matriz da Boa-Vista n 3. '
Alaga se os andares superiores do predio n.
51 ;l ra do Imperador, com exce'.lentea accommo-
dscoes pira f-milu : a tratar com N. I. Lidstone,
ra do Cea m< icio n. 10.
Vende se o rstabelecimenio de molhados sito
praca do Conde d'Eu n. 15; a tintar no mesmo.
Pneisa se de um caix iro de 14 16 aunos.
e que tenha pratiea do molhedcs ; a tratar na
: ra de Marcilio Diae n. 124.
Leilo
Enr continuado
De iniuJizas, perfumaras, ferrngens, fl>-
rr, real' jos e umi machina p.-ira fsz?r
plisss
Quinta-felra, 3 de Dezembro
A's ti horas
Xa travesea ('<> Corpo-Santo u. 23
Agente Modesto Baptista
Leilo
i-m contlnaaco)
De 12 cadeiras de janeo novas, 2 linios
consolos dourados com lieos etpelhos,
movis avuUoa novns, usados, qualidadea de bebidas, miudezas, fa
zendas e muitos outros objectos.
Qmnta feira. 9 do corrente
No armazem da ma do Mrquez de Ulinda
As 10 1 |J2 horas
POR INTERVEN AO DO AGENTE
Gosiuao
PeLoral de Cambar (5)
D-sceberta e prepnraga do Alvares de S^
Sonres. de Pelotas.
-Approvado pela Exma Junta Central de Ilygie-
ne Publica, autorisado pelo governo imperial, pre-
miado com as medalhas de ouro da Academia Na-
cional de Pars e Exposicao Brasileira AllemS de
1881, e rodeado de valiosos attestados mdicos e
de muitce outr(s do pessoas curadas de: tpsses
simples, bronchitcs, asthma, rouquidao, tsica pul- '
monar, coqueluche, e3carros de saugue. etc.
Precos as agencias :Frasees 2500, meia
dusia 135000 c dusia 244000.
Precos as sub-agencies :Frasco 2800, mea
dueia 15^000 e dusit 28000.
Agentes depositarios geraes nesta provincia
FRANCISCO MANUEL DA SILVA & C,
ua Mrquez de Olinda n. 32
Aluga-se
o 2- andar da ma estreita do Rosario n. 32, com
commodos para famitia, tem agua ; a tratar na
ra da la perutrz n. 16, 1- andar.
Caixeiro
Precisa se de um caixeir, prcf re-se que tenha
pratiea de refinac \ e c Sador de sen cemporta
ments ; na iu.i do Viscondc de lLb:.m n. 43.
Vende-se
um carro cem boi, 'm bom estado, paia s ivico de
engeubo ; a tratar com Frederco Chavea, no
go de Pedro II, V> andar do sobrado n. T5.
Criado

N'o largo do Copo i-"aiito u. 19, 2 hadar, p:c-
ck um ci'.udo qi" .alba I- r e ere.-- -v>r.
]
i itar,


6
Diaria de Pcrnanilmco-- Qaarta-teira 1 de Dezembro de 1886






>


'..

*

Luzbrilhante, sem Fumo


QZ
/
/
^4:
wWB

AYER
KTtra SEZOES
(aixii's aouc i
CUS MHMMEHT ECOH CttTTU
as
FeLresIuerK":' aaiesj
Mentes
Maleila
loles alosas.
Alu^a-sc
i
para recolher algodo cu oatro qaalqaer genero o
predio da ra da Moda n. 85 ; a tratar na ra
Primeiro de Marco n. 20.
Alllg*!
a casa n. 3 em Beberibe
M. Reg.
ase
a tratar cora
J. I. de
Aluga-se
a cata da ra nova de Santa Rita n. 19, a da
-..ravessa da FuudicSo n. 8 ; a tratar na saboaria
rna nova de Sauta Rita.
Alug
a-s
3 segando andar da casa ra da Aurora u. 81,
ianto a eataco da estrada de ferro de Olinda ; a
tratar na ra do Commereio a. 15, escriptorio de
Sebaatio de Barros Barreto.
Ahijase
> predio n. 140 a ra Imperial, proprio para es-
abelecimento fabril: a tratar na ra do Commr r-
4o n. 34, com J. I. de Medeir.w Reg
Alagase barato
Rna do Bom Jeans n. 47, 1 andar.
Boa de Lomas Valentinas i. 4, com soto
Largo du Mercado n. 17, 1 ja com agua.
As casasda ra d<> Corona1 Suassuna n. 141
Largo do Corpa Santo n. 13, 2. andar.
Ba da Palma n. 11.
Trata-se na ra do Commereio n. 5, 1* andar
escriptorio de Silva Guimaraes St C.
Aluga-se barato
O 1 e 2a andares do sobrado roa do Brum n.
36, cada qaal com bastantes commodos para fa-
milia, vista apraaivel c muito arejado, alugue ra
zoavel ; trata-se na ra larga do Rosario u, 34,
pbarmacia.
Ama
Precisa-se de urna coainheira para casa de pe-
quena familia ; a tratar na estrada nova de Ua-
xang, no sitio do Sr. Vaicnca, ou no escriptorio
YDtnsteario.
Ama
Precita-se de urna ama para cosinhar, pira
urna familia de quatro pessoas ; na ra do Tor-
res n. 36, 3- andar.
AMA
i'rccisa-se de urna,
para o servido de casa
de pouca familia: na
rna do Cotovello 11. 46.
Ama
Precisase de urna ama de meia idade ; na rna
da Aurora n. 137.
Enana
tdmlnlstnco : PAKIZ, t, Boultrtn) Uontmtrtr*
BRANDE ORILLE ABeetSel;rar*tic*s,do*o-
fu das Tas J iges n as.obslra^es do Bgado e do bato
obitraecoos vitceraes, concrete* calculosas da bile.
HOPITAL. ABYepIcsda iasdigstiuincomn-
da do estomaro. digestio diScil, iuappetaneU,
gastralgias djspopsia.
CLESTINS >ltecccidosriii,dalieiiga eoncr*ci-Jas 001 mas gita, dubetas, albamioaria.
H AUTEIU VE.Affe:('5is do rioi. da bai iga.artia.-
eoncrecesda^ourin:!.-, go'a, diabatas, rJbcmioara.
EXIME 0 ROSE Aa FQKTE Ba CAPSULA
Em tHnumouco, m Aguas da* r'onies de Vichy,
rima ngroaJas, kUhi em cuu de
AmlfiMEN-Y LABILLE, 9, roa do CommftrcM'
SLZBH KC'CULIN, 35, roa i
Criado
'. Precia-se de um criado que seja bjm copeiro
.rfc-esaa n. 5 da ra do Principe.
Ao publico
Telephone n. 34 H
Os abaizo assignadea proprietario da reGoaria
4 roa do Coronel Suassuna n. 7, avisam ao pu-
blico e sos Srs. fregueses que em seu modesto
estabelecimento cncoutrarao sempre assucar refi-
nado de 1*, 2", 3', especial e caudy, assim como
assucar de carolo de todas as qualidades.
Alm de sinceriJ.de e agrado cm eeu tratos,
nconlrarao tainlj.cn muita modicidsde em pre-
oos.
Recife, 25 de Novembro de 1886.
Vi uva Barros t C.
iiMiimi'M.....imimi
MORSONs PEPSINA
Remedio inaivel e aflraflaTd
HKA CONBATIfcR A
INDIGESTAO
Sob a forma de
rsaicos, S
N OIOBIII.OS.
VNDESE no MUNDO INTEIftO.
PREPARA!'
Pepsina forran
Multo recommendidu
petos principies Hedios.
ORION % SON
MI i asta so*, B...sell-Sijuart
LONOON
tnmiltmen^ema^bvco frufif iiSILVaa g
OLEO AROMTICO
Hy
gienico e Econmico
para lamparinas
SAUDE PARA TODOS.
FILULAS HOLLOWAY
1
As PHulaa purlflcao o Sangue, oorrlgem todas aa deaordems de Estomago &
dos Intestinos.
Fortalecem a saude das constitucoes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfermidades \
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para os meninos avim como tambem para as
pessoas de idade avancada a sua eflicacia e incontestareL
ICARTINSa BASTOS
Pernmnbuco
NUMERO TELPHONICO M' 38
Agua florida.- Kxtrabida de flores bra-
eileiras pelo seu dclicadd perfume, suavida-
deesuas propriedades benficas, excede
a tudo que neste genero^tem apparecido de
oais celebre.
Tnico americano.- E' a primeira das
preparadles para a tonservacSo dos ca-
bellos. Extingue es caspas e oulras mo-
lestias copulares, faz n&scer os cabellos,
impede que embrauquejam e lem a grande
vantagem de tornar livres de habitantes as
cabecas dos que os usam.
Oleo vegetal- Compcsto com vegetal
innocente, preparado para amaciar, for-
tificar e dar bruno aos cabellos.
Agua dentifricia. Excllente remedio
contra a carie dos dentee, fortifica ns gen-
gives e faz desapparecer o rcao balito.
Vende-se as principaes casas desta ci-
dade e na fabrica de leos vegetaes ra
da Aurora n. 61.
TFLEPnONE N 33 _____
Tricofero de Barry
Garante-se qnefaz nas-
eerecresccr o cabello anda
aos m.'iii calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de caiiir ou de embranque-
cer, f infallivclmente o
torna, eepesso, morio, lus-
troso e abuidante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacito oficial de
um Governo. Tem duas vezes
inais fragrancia que qualquer outrn
eduraodobrodotempo. E'muito
mais rica, suave o deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
maie permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banbo e no qnarto do
doente. E' especifico contra it
frouxido e debilidade. Jura ns
dores de cabeca, os cansacos e os
desmaios.
larope ie Yiia Je Benter No. I
Airres p tjaiiro.
DEPOISDEUSAL-A
iposn
acrofulas, Sypnilia, Feridas Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas e aa do Couro Cabel-
ludo com perdadlo Cabello, e de todas as do-
encandooangiie^Figado, e Kins. Garante-se
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
restaura e renova o systema inteiro. 0
Sabio Curativo de Reoter
Para o Banho, Toilette, Crian-
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Deposito em Fernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
DAY&MARTIM
Forntctdoru d Sm HiJnUdw Rlrht di Intlitim,
do Enrcito ,'j Mtrlntt Drttasn/ea.
ORAIXA BRILHANTE LIQUIDA
GRAIXA-PasuUNCTUOSA
OLEO para AREEIOS
E Udo sat i necesurlo pjri 11 HMMMl
m toan ts ttrsw.
DEPOSITO OBRA 1. EM l_JflDRCSl:
v, lligh llolborn, 97
BB hTMikut: niK- M. M OlTi k f.
Bazar de passaros
Ha lo Bom JeatuM n. 9H
Neste estabelecimento eocontra se sempre gran-
de sor"iic< nto de especiara paros e gaiolas,
naciim:ca e cstraogeiras, fruc'as de diversas qua
lidades, baiaiohos para ninli s de caarles do
imperio, jarros e cestos da timb, tn.baiho muito
aperfeicoado, a saboroea pimenta em conserva em
lindos fra.-qumhos v:od preco de l'M ra. cada um, c >utros muitos gene-
ros, que se toruam cnfadui.ho m>'iiccnar, tudo por
precog m.dic;s.
O
Aluga se a casa sita na travessa do Corpo San
to n. 16, com Orna bea armaco tnvidrayada, faz
se qualquer neeocio ; a tratnr na ra de Mariz e
Barros n. 14, armszem de fum' s.
Perdt'n-stt
a cautela do Mi ni; de 8 ocorrn d'eeta provincia
n. 12.067; qmm mccntral-a c quiaur restituir,
pode dirigir so rna do Vgar > n. 5
Elixir carminativo e tnico do
pharmaceutico Ye as
Remedio que ira dyspcpsias, gastralgias e to
das as p^rturbacoes ligadas desarraojos de es-
tomago e intestinos. Aconselbado por vares el
nicos dos mais conceituados desta eidade, acba-s<
venda exclusivamente na pbatmacia americann
de A- la. eras & C-, 4 ra Dunue de Casias nu
mero 57.
Guas medicinas *o praiaradu Kmcnte no Esuhtlccimento do Professor Hoi.lowav,
78, WEW OXFOEB 8TBEET (antes 33, Oxford Street), LOKDBES,
E vendanue em todas as pharmacias do universo.
compradores ato convidados respetosamente a examinar os rtulos de cada caiza e Poto se nSo teem
direcsao, }}l Oxford Street, sao falsificase*.
.1
1 tT Os com
Aos 1.000:0008000
200:000*000
100:0005000
Loniiiii
tiln
DE 3
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUGO
Eitracd a ls k Mm a \m
0 thesoureiroFrancisco Goncalrcs Torres
PHOSPHATO de FERRO
t
de LERAS .
Pharmaceutico. Doutor em Sciencias, Inspector da Academia
Approrado pela Junta de Hygiene do Rio-de-Janeiro
a !
Esta soluto, que foi admittida na Pharmacopa Francesa (Edi$ao
de 4884), clara, lmpida, anloga a urna agua mineral ferruginosa
concentrada, o nico dos ferruginosos, que, assemelhando-se
composicao dos glbulos do sangue, tem a grande vantagem de obrar como
reparador e reconstituinte dos ossos e do sangue. Sem fatigar
jamis o estomago, sem enegrecer os dentes, sempre de grande van-
tagem para combater as dores de estomago, as cores paludas, a
anemia, a pobresa do sangue, a leucorrha, a irregularidade
da menstruaco e outras indisposicoes a que esto sujeitas as senhoras,
as mocas na idade da puberdade e as creancas debis, anmicas e
sem appetite. ,..i,-......
Deposito em Paris, 8, rae Vivienne o as principaes Pharmacias a Drogaras.
Tintar i furo
PARA TINGIR A
barba e os cabellos
Coziiiheira
Precisa-se de una ama para
eozinliar: no .1 andar da ra
Duque de Caxias n. 42, ; or cima
da hpograp'iia do Diario.
Ao commereio.
Antonio Martins Gon es, avisa ao corpo com-
mcrclal desta prac, e a quem mais posea interes-
sar, que tiesta data comprou ao Sr. Francelino
Barbosa de Oliveira, seu estabelecimento, sito
ra Vidal de Negreiros o. 2, livre e desembara-
cado de qualquer onus, cujo estabjlecim ntogyra-
ya sob a firma de Oliveira & C, e se aleuem se
julgar credor do mesmo qneira apresentar suas
c; utas no craso de 8 di:is a c ntar da data deite,
i ra do Nogueira n. 1.
Recifc, 24 do Novembro de 1886.
Engommadeira
Precisa se de una pmta engommadeira
para casa de pequea familia, dando-se
preferencia sendo escrava, a tratar ne
Caes da Companbia n. 2.
KANANGAdoJAPAO
RIGAUD y 0\ Perfumistas
PARS 8, Rae Vivienne, 8, PARS
" fc*
(A $gU ie $nIlga, a looao a mais refrige-
rante, a que mais vigor d a pelle, e que mais branquea a'
cutis, perfumando-a delicatamente.
(EXtrCtO de Q&atlng, suavissimo e ariBtocraco,
perfume para o lenco.
{OleO de (Knng, tbesouro dos cabellos que abril-
lian ta, faz crescer e impede de cair.
b0nte de fnang, o mais agradavel e macio,
conserva cutis sua nacarada transparencia.
(gS de (Knng, branqueao a tez dando-lhe elegante
cor mate o a preservao de sarda*.
Depsito nat pritwpdxt Perfumari+j
GRAGEAS
de Copahlba, Cubtba
Bafan/i/a e Ferro, Bismutho \
Alcarto, Terebenthina, X'
FORTN
INJECCAO
Hyglenlca e Presenadora
sem causar
accidente algum.
As ORAGEB9 TOP' oi2o as primeiras que obtiveram a approvacSo da Academia
de medicina (1830) i ptaram-se nos Eospitaee. Curam as. molestias secretas,
iaais rebelde .< fatigar os estmagos mais delicados.
A INJECCAO FORTN sempre recommendada como o complemento da medicacSo.
U***toa m Pevpmtntsuevi ntAN M. da 8TLVA O, e um principie Pnarm
SMULSAO
DE
SCOTT
VE OLEO PURO DE
Fiffado de biealho
COM
flypopliosphUos ile cal e soda
.pprovada pela Suntfa de Uy-
glene c auto risada-pelo
governo
E' o melbor remedio at lioje deecoberto para a
Hulea broncbt(e. eseropbnlas, ra-
rleiiin. anemia.'bllidadc em geral.
defluxoM.. (oniie ebronica e afTeeces
do pello e da garanla.
E' muito superior ao oleo simples de -figudc de
oacalho, porque, alm de ter ebeir e sbcir agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconetituiDtf s dos bypophosphitos. A' venda nat
i rogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Feilor
Precisa-se de um ilh. para um sitio em Bebe-
rib" ; a tratar no caes da Companbia n. 2. .
Pillas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparacao puramente ve
^etal, teem sidj por mais de 20 anuos aproreitadat
com os melbores resultados as eeguintes moles-
tias : affeccoes da pelle e do figado, sypliilis, bou
boes, escrfulas, cbagas inveteradas, erysipelas e
gonorrbas.
Modo d UMal-aH
Como purgativas: tomr-se de 3 a 6 por dia, be-
sendo-se a pos cada dse um perneo d'agua adoca-
da, cb ou caldo.
Como reguladoras : tome-so um pilula ao jantar.
Estas pilulas, de iuvenco dos pharmaueuticos
Almeida Andradc & Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
se mais rece mmendaveis, por seren um seguc
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
asadas cm visgem.
ACHAM-SE A' VENDA
S drogara de l'aria Hobrlubo dV
l BA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Traklbailor
Precisa-sa de um preto para ajudar em
um fitio era trabalho de cnxada, dando-se
preferencia sendo escravo, a tratar no Caes
da Companbia n, 2.
Registrada;
Gah'irgen de Jaguaribe
Abri se ra do Bcm Jess b. 23
um armazem onde se vende constantemen-
te a superior cal virgem de Jaguaribe^
acondicionada em barricas proprias para o
fabrico d assucar.
Esta cal, era nada inferior que noa
vem do esrangeiro, vendi !a pelo prego
fixo de 6#000 a barrica por contracto que
fez o Sr. Vicente Nascimento com o Sr.
Jos Costa Pereira proprietario do engenho
Jaguaribe, cujas pedreiras l!io d o nome
E' enenrregado da vonda nicamente,
nesta eidade o Sr. Sebastiao Bezerra,:
com escrrptorio ra do Bom Jess 23.
JT-
n
D0DBCgftGHLL
XAROPE
pE HYPOPHOSPHITO BE CAL
' Eaauregados c;m Uot sillo p*ra corar
pUuiot c. as molestia* tuberculosa,
'vendem^c mlcamente eaa frasHa cuadra-
lia/, cor: r d^re
a rijfv '
Bofa a ssAaRBAia i
tosae dimiiuo.x api-etc
a:, torn.'oa v;4o3.-
i
D'CHHCSILL. aa ober(a|
ie as* p\
Prei.-o : 4 trines por Enasi i <--:.i imusb, ,
!

Aoj senores Qe eugano b oatros
Tooiem nota
Trilhos para engenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
Hach^ttismo completo para en
genhos de todos os tam.tnhos
System aperfeicoado
KtpecificacZea e presos no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
.V S Rna do Commereio
N. B Alm do cima B & C, tem .cathalogos de,
mi i t implementos necessarins agricultura, como
.ambem machinas para descantear algodSo, mei-
ahoi para caf, trigo, arroz e milho; cerca de fer-
ro galvanisado excellente e mdico em pre?o, pea
oa nenbuma pode trpala, neto mal que-
ejral-a. A
P^rapassarafista
Aluga-se urna ptima cusa na Boa-Viagern.
perto des banbos e com excellente accojimoda-
coes para familia, preco razoavel; trata-se na rna
arga do Rosario n. 34, pharmacia.
OPPRESSAO
UTiUfll-fiU'LIU
ASTHM
NEVRJL&iaS
slc CIGAEBOS BHt
taplra-ae a fum"-* que penetra no pello acalma o aytnptoma aerroao, facilita
a expectorado e Qf orla as funecoes dos orgaos respiratorios.
Tisif 1 Ti Tl*-TTlls ntr-------*- E*P1C. 11S, i u S^-Lninrf, t Prd
_ Bejatitarioi em f-erum^mtim jpt^fc- te ml vaJMgs .._
Criado
Precisa-sc de um criado para casa de familia,
dando-se preferencia a escravo ; no caes da Com-
panbia n. 3.
Precisa se de urna costureira, preferc se que j
techa trabalhado om alguma fabrica de chapeos ;
a tratar na ra da Crur,jno Recife n. 51, tereejro
andar.
Aviso
Criado
Precisa se de um crudo de 12 15 annes iJ.'
idade, que saiba 1er e escrever alguma couea, e
que d conhecimento de sua conducta ; na ra <.o
Bom Jess n. 28.
o commereio
Os abaixi assignsdos declaram que de tuas
transaccoes >ao es nicos rosponsaveis pelos d-
bitos contrahidos em sua firma, e nao se entcn-
dend coirj o annuncin que fax o Sr. Antonio Mar-
tins Gomes, visto ser a case n. 2 da ra Vidal de
Negreiros filial a do n. 21 dainecina ra.
Olivtira & C.
Portas e janellas
No escriptoria deate Diario se dir qiem precisa
cernrrar 2 portas de l 1|S palmos di- altura e
18 janellas de 8 palmos, tu lo de Ipuro ouamareo.
Fara qnem precisar de banhos
salgados e ares salitrosos
Aluea se por oree barato urna casa em Olinda,
ra de S. Francisco, concertada de novo, calada e
pintada, com 4 quartos, 2 sulas e cosinba fra,
muito fresca e coas linda 'vista para o mar, fica
muito perto dos banhos e tambem da cstaco de
Carino : a tratar na ra do Imperador n. 81, ar-
mazem do gaa, e as chaves esto na tavern i jun-
to a estacao de Caraio..
As pesseaB que se julgarem credores do falleci-
do Luiz Ferreira de Almeida ou de sua viuva,
apreseutem bu as cautas no escriptorio da Dr. Go-
mes Prente para serem pagas.
Em casa de todos os Perfumistas e Cabelleireiros
da Franca e do Extrangeiro
SnEX,o5,
v PAEIS, S, Ra de
.SSIGIUIIUS PERMANENTES
NA
Livraria Gorazzi
Sosres Qnintas k C.
Largo do CoDselheiro Saldanha Marinbo n.
4, antig) Matriz de Santo Antonio
PKintMBIlO
os
IWISIVEIS DE [ ISBOA
6
OBIOINAL "E
Precisa se de um sacerdote para celebrar urna
missa de Natal no nginh > 8. Miguel, diatante da
esta^So do Uuyi.mbuca lego e aria, cfTree-se
a join de 7 IfOiiO, dando ao curiui-cao da merma
estica) p:tra o>ngeuho O sac< nlote qu- no
e8(iver Compromettido e quizer aceitar a i ff:rt,
escn va para o as*MM eiigcnlio, au Sr Aiitoni.i
Pedro da (^o-ta, cttacao de Cuyambuca, at o da
10 di Dezembro.
Precisa ec de utia preta cetinlieira para
casa de ppquena familia, datido-sc prefe
rencia sendo escrava, a tratar no Caes da
Co:i;patihia n. 2.
Attengo
Na ruado Mrquez do Herval n 81. sobrado
precisa-se de nma ama para t-jdo o aervico de ama
caa de ujmia.
A o publico
A iib'iix-i asrignada previnu a quem ii.ti'resaar
P'/Sa que n:io tem a menor re^pootabilidadit ju-
ridic em qunlqii' r transsccS qu pro.'POVe h seu
marid i Antonio Machado dos Santos e Candido
Ate'ino de Aibuqti:-rque M'llo.
H Maria du Looctic.lo Sdxas.
Gervasio Lobato & Jay-
mc Vctor
Desenhos do Manuel de Macedo
Execntados pelo novo processo Ignio Eberle
e pelo processo Gillot
Pnblir&rao meimal por volumen
1SS00 ris"cada um
O Io VOLME D1STRR1BUIR-SE-HA EM 1 DE
JANEIRO DE 1887 .
O que o romance
Os IiuImi, in ie Lisboa um romance
on !e se eatudam e descrevem com verdade acon-
ttcimentos notaveis, typw, coatumos, eo vi ver in-
time naa differentes rt-gioes da eociedade portu-
guesa e braseira, eatreitameote ligadas pelos
meemos lavoa de sangue e de familia, sem que to-
iavia deixe de ter todos os attrativ)s do romance
verdhdeiriiui< uti- pooular.
Pela ampiitude da aecSo eint complicada ur-
didura o novo romance abracar essea dous pai-
aea que fallam na mesma lirgua, vivem como ir-
anios e se coadjuvam como amigos. pelas pa-
ginas des ei'U captulos o publico brasileiro ver
desdobrar se aa ri lentes paiaagens d'esta adora-
vel n'giao da America, personagens e costumes
aeus canbecidos, de todas as casara, de todos os
grupos, desde a vida servil da roca, na provincia,
at vida conforta vel da chcara, na corte ; ten-
do demais occasiao de conbecer pelo cstudo d'a-
prs tinture que d'elles se offerece os costumes, oe
typos e a sociedade em Portugal.
Alm d'estas qualidades excepcionaes que apre-
senta o romanee Os Invlsivela de Lisboa,
outraa verdadeiramente importantes despertarse
a atteucao dos seas leitores. Sem deixar de at-
render a tudo quanto r.qaer urna obra litteraria.
nao se preoecupar, porm, com principios de es-
colas, e ter apenas em vista tornr-se excessiva-
meate popular, ao alcance de todas as inteligen-
cias e de todoB.os paladares, com um assumptc
extremamente enr'eJaj", scenjas palpitantes, ai-
tuacoes imprevistas, tendis sempre fixa e presa a .
attencao do leitor em teda a sov^<^^,-^ra~c6"mT
movente e altamente dramtica, ora humorstica e
cortada de episodios ccmiccs.
i Om Invisivels serao como que a historia
dos crimrs mais notaveis dos ltimos tempos, oc-
. corridos e n Portugal e no Brasil, todos os effei-
: tos nefastos e trgicos de urna sociedade terrivel,.
' que preoecupa todos os esujritos e vastamente se
i ramifica pelas capitaes dos dous paizi's. E' un"
romance de sensncao, a que a verdade das perso-
j usgens e dos aeontecimentos dar um grande in-
teresse.
Menino perdido
Des8ppareceu no dia 29 do correnfe, da casa de
Manoel Jos da Ct-sTa, o seu eaixeiro de nome
Antonio Jos da Silva ; pede-se s pessoas que
delle tiver noticia mandar dizer em sua casa
ra Imperial n. 232, ou lvalo mesma casu, oo
ra da Impentrij n. 42.
Ao commereio
Os abaixo assiguados participam ao res; cita-
vel corpo commerciaK que compiaram viuva de
Luiz Ferreira de AIm seceos e molhados, slio ra do Vheonde de In-
hama n. 69, livre e desembaracado de tode e
qualquer debito ; se alguein se julgar cem direito
ao mesmo aprsenete-se no praso de tres das.
Reeife, 30 de Novembro de 1886.
liamos & Sautos.
Profesara
Urna aenhora que eneina primeiras lettras,
desenbo, piano, flores, bordados e todos os traba-
Ihos de agulba, prope-se aleccionar em casas
particulares por mdico preco, garautsndo crande
adiantamento de suao diacipulas : quem desejar
utilisar se de seus torvicos, queira dirigir se
ra do Caldeireiro d. 2, 1 sudar, onde achara
com quem tratar.
Ao publico
O abaixo assignado, proprietario da fazends
denominada Euv ou Gan^orra, sita ao rio Xicu-
r, provincia da Parabyba, comarca de j. JoSo,
protesta contra a usurpacro eks limites, de qne
est sendo victima por paite dos viainhos da re-
ferida fasendt.
Recife, 30 do Novembro'de 1886.
Jo3o Carneiro Leitito de Mello.
-

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I WBUsl l
t ILEBftfEI.
1


Diario de Peroambuco-- Quarta-fcra 1 de Dczcmbro de 1SS6
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VENDAS
A KevoluQo
A' ra Duque de Caxias, resolveu vender
os 8eguintes artigos com 25 /9 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Zephiros tino, lindos padroes, 500 rs. o covado
Las de quadros, a 100 ri o ovado.
Ditas lavradas a 400 res o dito.
Ditas com bolinbas a 500 e 600 ris o dito.
Ditas cora listrinhas de sed a 660 ris o dito.
Ditas meaCladas de seda a 7tl0 ris u dito.
Cachemira de cor a 900 e 1*200 o dito.
Ditas pretas a 1*200, 1*600 e 2*000 o dito.
Ditas de eor bordada de seda a 1*500 (, dito.
Linhos escosae*es a 240 rs. o covado.
Zephiros de qaadrinhn e raos a 200 ris o ao-
vado.
Liuhos liaos a 100 ris o ovado,
Setiui maco a 800 e 1*200 o dito.
Dito damass a 320 rs. o dito.
Setinetas de quadrinh:s a 320, rs. o dito.
Ditas escocesas a 440 rs o dito.
Ditas matizadas a 360 rs. o dito.
Crotones finissimos a 360, 400 e 440 ris o co-
vado.
Chitas escuras e claras 240, 280, 300 e 320 ris
o covado.
Nansue finas a 300 ris o dito.
Enxovaes par* baptisado de 9*008 um.
Colchas bordadas a 4*, 54, 74, e 8*000 urna.
Seda erua a 8(0 rs. o covado.
Colchas brancas a 1*500, e 1*800 nma.
Cobertas de ganga a 2*800 urna.
Fecbs pratoadosa 24W0 e 3*000 um.
Ditas, de peiluasia a. 6*000 um.
Ditos de la a 1*000, 2*000, 3*000, 3*500 4*00u,
e 5*000 um.
Panno preto fino a. 1*000 o covado.
Cortes do oaaemira a 3*000, 6*000 6*001
om.
Crcpa para cob-?rta a 1*000 o covado.
.....Cretone para coberta a 400, 500 rs. o covado.
Lencoes a 1*800 um.
Bramante de linho a 2*000 a vara-
Dito de algodo a 1*200 a dito.
Dito de 3 larguras a 900 ris a dita.
Panno da costa a 1*400 e 1*00 o ctado.
Dito adamascado a 1*800 o dito.
Espartilboa.de ciuraca a 4*000, 5f000, 5*500,
6*000 e 7450? um.
Cortinados bordados a 6*500, 7/500 e 9*000 o
par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Lencos de 1*200 a 2*000 a duzia.'
Velludilho lisos e lavrados a 1*000 e 1*200 o
covado.
Anquinhas a 1*800 rs. urna,
Panno de crochet para cadeiras eait a 1*000,
1*200, 1*600 e 2*000 um.
Henrique da Silva Moreira.
Cabriolet
Vndese um cabriolet em'perfcito estado ; na
ochcira ra da Roda n. 45, por mediao preco.
Cocheira venda
Vende-se unta cocheira com boni carros do
passeio, bem loealisada e afreguetack, por preco
muito mdico, em razio de seu dono nao poder ad-
ministrar por ter de faxer urna viagem : os pre-
tendentes acbarSo com quem tratar roa Duque
de Caxias n. 47.
~A'TiOTidr
Ra Dnqnc de Casias a. IOS
Chama- se a attpncio das Exmas. familias para
oa pr^ eos seguintes :
Lavas de seda preta a l*000^o par.
Cintos a 1*500.
Luvas de pellica por 2*500.
2 caixaa de ppel e envelopes 800 rs.
Luvas de seda cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios p.ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 3*.
Metas de Esrossia para enanca a 240 rs. o par
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 24, 3*, at 8*.
Ramea de flores finas a 1*500.
Loras de Eseossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 509 rv, 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brilhantes chimicos a 200 rs. o par.
Guamiles de idem dem a 500 rs.
Aaqulnbas de 1*500, 2*, 2*5CO e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 ra
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
gldem La Figurine a 5*000.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1*000
P6**- ...
Feotes para coco com nscripeao.
Babadores com pintura e iuscripcoes a 500 rs.
Para toilet
Sabio de areia a 320 rs. um.
dem phenicad a 500 rs. um.
dem alcatrio a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem dealface a 1*000.
Agua celeste a 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agu i Florida a 1*000.
Maceos de seda a 100-rs.
Meias brancas para senhora a 3* a duaia.
Eslojos para crochel a .$000 rs.
Linhas para crochet cor de crema 200 rs.
Linbas para crochet de seda mesclada 300 ra.
BARBOSA & SANTOS
Leitura para senhora?
Brolh'cs nikelados e dourados a 2*000.
Bonitos grampts dourados a 500 ris o maca
Esplendido sortimento de galoes de vidrilbo.
Grande variedade de le incs de sitim, a 4*000.
Frisadores americanos paia cabello a 3*000 o
maca
Setas de phantasia para cabello.
Bonita colleccao de plisss a 400 ris.
Brineos, imitacao de brilhante, a 500 ris.
Aventaea bordados para enancas a 2*000.
Chapeos de fusto e setim para enancas.
Sapatos de merino e setim idem, idem.
Meias brancas e de cores, fio de Escocia.
Pomada de vozelina de diversas qualidades.
Sabonetes finos de vozelina e alfaca.
Extractos fiaos de Pinaud, Gueriaine Lubin.
Lindas bolsas de cour* e velludo.
Fecbs de 13 para senhora a 1*800.
Sapatos de casemira preta a 2*000.
Tesouras para costura, de 400 ris a 3f 000.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immenaa variedade de botoea de phantasia.
E militares de objectos preprios para torear urna
senhora elegante, e amitos outros indispensavois
para uso das familias, tudo por precos admiravel-
mente mdicos.
Na Graciosa
lina lo Crespo n. 9
_______________Pilarte A Grande reforma !...
Vende-se
SUSPENSORIO MILLERET
Hastien, seo limadoras sebiizs sai esiai.l
l'ara eviler ai falsiflcaeoe; I
exig'afirma domvenlor, e$tampaa\
j em e da f.tt*peti8orio.
a-"- F1AS DE TOBOS OS STSTEMASI
MEIAS PARA VARIZES P
JltLLEBET.LtGONlDIC,snc--!r.Paris. .r.l.-J. JMSSMSJ
Vende
^e
uin telheiro de zinco e um moinho de pedra do
Porto para moer milho, urna uiasseira, urna ten-
dedeira, um torno de ferro, urna bomba espirante,
urna porco de rnade'ra para cocheira e um balco,
tudo burato ; no largo da Santa Cros n. 16.
Tecidos de linho
A OO rs. o covado
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vende se
r.Ji bonita sortimento de tazendas de linho para
vestidos, feudo largura de chita frmecas, com
muito bonitas coros e palminhas bordadas, pe-
tbincha a 500 reis o covado, na loja oe Ptreira da
Silva.____________________________________
Serrara a vapor
Caes do CapJtoaritoe *8
JTesta serrara encontrarlo os sfnhores fregue-
ses, um gran sortimento de pinho de resina de
rino a dez metro! de compnmeno e de 0,08 a
0,24 de esquadros Garante-se proco saais como-
4o do que em outra qualquer parte.
Francisco dor Santos Macedo.
O estabelecimento de molhados sito ra de D.
Maria Cesar n. 9, proprio para principiante par
dispor de poucos fondos, cu admitiese um socio
com capital, o motivo o dono precisar de reti-
ar-se por incommodo de sade._________^^^^ '
WHISKY
BOYAL BLEND marea Y1ADO
Este excdlento Whisky Eacossca preferive
40 cognac ou agurdenle de canoa, para fortifica'
3 corpo.
Vendese a retalho nos tu lhores armazens
zsoihados.
.Pede BOYAL BLEND marca VIADOcujotw-
oie e emblema sao registradlos para todo o Brazi
BROWNS & C, agentes___________
LilDli
PARA
ACABAR
Liquidaco
Cbpos modernos, palmas, plumas flores e fitas
udo por preco mutt o barato.
Mmc. Miquclina
Rila as Cruzea n. 39
PIMO DE R1G4
de 3X9, 4X9 e 3X12; vende-se na serrara a va-
por de Ciimaco da Silva, caes Vinte Dous de No-
vembro i>. 6.
IMffli!3lHiEEIIES
NICA II TNICA
Eua Dojne He Mas i. 81.
Completo sortimento
metado de aea valor.
de fazendas par
Aproveitem!!!
Oleo para machinas
Em latas contendo cinco galoes, a 94000
de-se nos depsitos da fabrica Apollo.
ven-
Vende-se
2 cofres preva de fago Milners, 1 carteira el
piano, tudo novo; na rus do Barao da Victoria
n. 35, andar terreo.
DE FH.L.IOL
IHSTANTANEA pir barba, j
M UvifMI
DE FiULIOi.
ROSADA wi dar m<
brttico!
soa C*r primi'.lra
tj|Hi*nril t* Pfcris : FIX.X.XOX., 47, ni TlT.nnt, tktM
m PfuaH.a..(: rBA- M da SILVA O*
AO N. 17
Vende-se na ra de Hortos a. 17, gneros por
precos sem competencia, alm de muitos outros :
O fino c >gnac.
O fino verm^utb.
Vinhos 6nos do Porto.
Dito Borieaux.
ito do forto fino, a retalho.
Dito Figueirs.
Dito especial puro engarrafado. .
Cervejas das melhores marcas.
Macas para sopas.
Conservas ni vas.
Azeitonas.
Ameixas.
Passas.
Docrs fii.es.
Veilas finas.
Chocolate noto.
Leite coiideiisado.
Furinba de ararnt.a verdadeira.
O pos finos a 2*650 a duzia, e na ra de Hor-
tas, esquina ao vnltar prra o largo de S. Pedro.
WRNE1.R0 DA CUNH4 C.
Pedeo as Exmas. leiloras S minutos de alten.io para os se-
guintes artigos, alias baralissmos!!!
Bonitos aortimentos de rr'erins de todas as corea, a 600 rs. o novado !
Linda es-olha das roelhoTes cachemires, a 500, 600 e 700 r. o dito !
dem i lem de quadros, novidadcj duas largaras, a 1600 e 13800 o dito !
SetinetKS re phantasia, 400 e 500 rs. o dito !
Caxerair.es felpudas, duas larguras, a l^OOO o dito 1
Limons cora palmas de *eda, a 800 rs. o dito !
Merinris pretos, desde 900 rs. a 2300, o dito 1 cor garantida.
Lindos vestuarios de la para criaasas. a 73500 e 80W- .
Ricas guarnicSes de crochets para cadeira e sof, p r 83000
Vdlurlfnhos de todas as cores, a 13000 e 13200 o covado !
Sitios Maco, verdadeiro, a 800 o 13000 o dito !
Luvas de seda de tudas as coras, a 23000 I
Lques de phantasia, a 13000 e 13500 1
Meiaa para erianess, a 23500 a duzia I
Esguiao para casaquinhos, a 43000 e 435000, dez jardas 1
( ambraia branca bordada, a 63000 e 83000 a peca !
Actoalhados, bramantes para todos os pre$os ; algod3es, madapoln bara^
muitos outros artigos qua se liquidara por menos que em outras partes.
59Ra Duque de Caxias- 59
tissimos o
INJECQO DE GRMAULT E C
Preparada oom as folhas do Idatico
ApfMftda pe* Jant* d'Hygiene io Rlo-d+Jaaein
Esta tajeccao preparada com as folhas do Matice- do Per para a cara
da blennorrhagia, adquiri em pouco tempo urna reputacio universal por
ser a nica innocente, contendo apenas vestigios de ses adstnngentes, que
se encontrao em outras em grande quantidade. Em poucos das ella acaba
com os corrimentos mais dolorosos e mais rebeldes.
Omd* frmmee lava a
Deposito em Paria, 8, Roe Vivienne, 8
cm d fabrica, arma o lio da aoaaa oaM*.
Realmente foi grande a que se fez na Loja dss
Barateiros.
Ra da Imperairlz st. 40
E sao os nicos que tem as seguintes especia-
lidades !!!...
L e alpaeas, grande e importante sortimento,
e lindissimos padroes, o mais fino e apurado goeto
que tem viudo, e por preco baratissiroo, do 500 600,
700, 800 e 1 i000, o covado, porm fino e bom !...
Querem ver ?... aparefam !!1...
Exmas. grnboras II...
Temos um lindissimo sortimento de iailhc, que
a vista agrada a mais excepcional fregu: ; isto
por menos do que em outra qualquer casa ; ai n.
40!....
Pois custa 600 rs. o covado.
Temos mais indos sortimento de fustoes a 500
rs. o covado.
Chitas finas, especialidad*, porque houve gasto
na estolba, e vende-se por 240, 280, 320, 360,400
e 500 rs. o covado, n. 40.
Tambcm temos!!!...
Lindos padroes em baptista de 180 a 200 rs. o
eovado.
Cambraia victoria c transparente finas e boas
de 3^300 a 8/000 a peca.
Bnm branco de linho especialidade de 1^500 a
3500 a vara pechincha !
Brim pardos lizas e trancados de 700 a l&OOa
vara, aproveitem festa! 1 !...
Mohsvk m grande sortimento a vontade do ire-
quez, vende-se de 400 a 560 o covado, venham !...
Sitinetas !!!... esplendido e importante sorti-
mento nesse artigo, sendo brancas, pretas e de co-
res, lavradas e lizas, o que se pode desejar em bom,
ven de-so de 400 a 6C0 o covado.
Temos mais T! !. .
Casemira de todas as qualidades e cores, e ta-
semos costumes de 304 a 60400, barato e em
covados de 24500, cousa tina e que a todos agra-
dara, apptrecam !
Acreditcm ?...
Venham ver, par crer !!!...
Madapolo de 1 qualidade de 44500, 54500,
64000, 74500, 84500 e 104 a peca, e que ha de
mtlhor.
Algodo de 345CO a 74500 e 84000 a peca tem
20 jardas.
Camisas de meia de cores e. brancas de SOO a
14800e24000.
Colcha de lindos desenhos a 44000, casta 64000
em outras casas.
Pannos da costa do melhor que ha custa apenas
24750, o metro, pichincha !
Bramante de linho a 14800 a vara, 10 palmos,
para a cabar.
dem de algodo a 14300, palmos tambem bom.
Algodo emfesudo, 10 palmos a 900 rs. o metro,
muito bom pura lcncoes.
Altm das fazendas j mencionadas temos muitos
artigos de modas como seja, leques de fino gosto,
gravatas, eorarinhos, punhos, meias etc. etc.
Alheiro &C.
RA DA IMPERATRIZ N. 40
DA
COLOIA ISABEL
/
1886
EXTRACQO SEMANAL
4.a parle da 24.a .olera
CORRE
No (lia 1 de Dezembro de
ktransferml I IairanseriveH
PORTADOR M UM VIGSIMO ESTA' HABILITADO A TIRAR
12:006$200 ;
Esta lotera est garantida, alm da fan (a, por um deposito
no Banco Rural do Rio de Janeiro equivalente ao premio grande
de cada serie.
BILHETES A/ YENDA
0
NA
Camisas nacionaes
A **60. 3*00e S4500
32^= Loja ra da lmperatrix = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnbos da linho como de algodo, pelos
baratos p-ey>s de 24500, 34 e 44, sendo tasends
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
rauito mais bem feitas, por serem cortada por
um bem artista, especialmente camiseiro, tambem
e manda facer por encommondaa, a v,utade des
fregueses : na nova loja da ra da Imperatris n
3 J, de Perreira da Silva.
Ao32
Nora loja de fazer Jas
* Hua da Inipc t = 3i
DE
FERREIRA DA. SI^VA
Neste novo estabelecimento encontrar o res-
poitavel publico cm variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem por
preces baratissimos, assim como um bom sorti-
mento de roupas para homens, e tambem se man-
da taser por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
caiemiras e brins, etc
RODA DA FORTUITA
36-Ra Larga do Rosario36
Bernardmo Lopes Alheiro.
EXTRACQO
DA
4.'
serie da 24 lotera que se evtrahir na greja da Cunee cao dos Militares
HOJE 1 DE DEZEMBRO
SOB O SEGUIWTF.
wp-wLi-m. me*
PARA EXTRACCO DE LOTERLAS NESTA PROVINCIA
DA
-
-a
74001
104001
124001
I24OOI.
54501
64501
84001
3400C
1460
140U
Bisa da Imperairli
Loja de Pereira da Suva
Neste estabelecimento vende-se as roupss abai
10 mencionadas, que sao ba" i ,p;u.as.
Palitots pretos de p-ir?oi aiagonaes e
acolchoados, sendo tasenaas muito en-
corpadas, e forrados
Ditos de casemira preta, de cardao muito
bem teitos e torrados
Ditos de dita, faxenda muito melhor
Ditos de flanella asul sende inglesa ver-
dadeira,,e forrados
Calcas de gorgoro preto, colchoado,
sendo faxenda muitc encorpada
Ditos de casemira de sores, sendo muito
bem feitas
Ditos de flanella inglesa verdadeira, e
muito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 24, 24500 e
Oeroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem feitas a 14200 e_
Colletinhoa de greguella muito bem teitos
Assim como um bom sortimento dejlencos d
nbo e de algodo, meias cruas e collannhcs, ett
to na loja oa ?ua da Imperatris n. 3i
fies, sjettnetaa e lasinliaa a KO
rt, o covado
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vende-*
ao grande sortimento de istoes brancos a 501
rs. o covado, laxinhas lavradas de furta-corei.
f senda bouita para vestidos a 500 rs. o covadt,
e setinetas lisas muito largas, tendo do todas ai
cores, a 500 rs. > covado. pechincha : na loj<
do Pereira da Silva.
ilRodozlnho trances para lenco
a MOrs., i* e avoo
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vende-s
superiores algodaosinhos franceses com 8, 9 e 1<
palmos de largura, proprios para lencoee do un
s panno pelo barato preco de 900 rs. e 14000 i
metro, e dito trancado pa a toalhas a 14280, a*
siu como superior bramante de quatro largurai
para lencoes, a 14500 o metro, barato na loj
ii Pereira da Silva.
Roupa para meninos
A 4, liSOSJ e 6*
Na nova loja da ra da Imperatris tu' 32, s*
vende um vanado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sende de palitosinho e cal
nha curta, feitos de brim pardo, a 44000, dita
de moleequim a 4450C e ditos de gorgorito preto
emitando casemira, a 64, sio muito baratos ; m
loja de Pereira da Silva.
COLONIA ISABEL
CONCEDIDAS PEU Ll PaOYtHCML N. 184?, IPP13H30 PELO EXM.Sfl. VICE PflESlOEUTE
POR ACTO BE 7 DE SETEMBROI
4o,ooo bi'betes em vigesinkis ISooo .
Despezas
U
800:000$
H8;8ooS
68:2o4
i
1
i
i
i
9
23
400

premio de.
dito de .
dito de
dito de
dito de
ditos de........2:0003
ditos de 1:000$
ditos de 1003 para todas as centenas, cajos dous algarismos
forem iguaes aos dous ltimos do primeiro premio inciusive

240:000$
40:000$
20:000$
10:0001
5:000$
18:000$
' 23:000$
40:000$
1:000$
1:000$
39:600$
19:800$
9:900$
8:000$
6:000$
4:000$
2:200$
1:700$
96:000$
96:0001
681:200$
Esta lotera sera dividida em 20 series de 4,000 dezenas. Quando as terminacoes do t.'e 2. premios torem
iguaes, a d'este passar ao algarismo inmediatamente superior. De9 passa a 0-e de 0a1. Os premios sao
pagos sem descont algum. ,; t nnil|,
0 premio grande de cada serie acha-se garantido por um deposito equivalente-e igual quantia no Banco
Rural do Rio de Janeiro.
24 de Novembrode 1886. ___,:,., .
O THESOUREffiO,
francisco Goncahes Torres,
1 dito de 1:0003 para a sorte, cujo numero na extraccao for mais alto
1 dito de 1:0003 para a sorte, cujo numero for mais baixo
99 ditos de 4003 para toda a centena do Io premio.
99 ditos de 2003 idem idem do 2 premio
99 ditos de 1003 idem idem do 3o premio
2 apps. de 4:0003 para o Io premio .
2 ditas de 3:0003 para o 2' dito
2 ditas de 2:0003 para o 3o dito
2 ditas de 1:1003 para o 4o dito
2 ditas de 8503 para o 5o dito
4,000 terminacOes de 243 para o-Io premio inclusive
4',000 terminacOes de 243 para o 2 premio inclusive
Vi




8
Diario de PcrnambucoHuarta-feira l de Dezembro de 1886

UTTERAM'.

.


<

CASAMENTO A REVOLVER
POE
JULES 3IARY
-)()(-
(Continuaglo)
X
Quam sib?, pensava ella, escapei lbe
urna vez, quando j tioha pTJo toda a
esporanga ?.. So cu pulessa avisar a
Mourad ? !... So Valentira o seus amigos
pudessem sr.ber onde estou ? I. ..
Norberto lia na phyjionomia de Ga-
briella, como en uro livro aberto, o que
so lbe passava na psnsatcento.
Nada dis30 daria resultado, disse
elle. .. nao experimente !...
Gabriella sentio uro moviroento de cole-
ra desesperada, e olhou ao redor, no salo,
procrenlo uroa arroa... resolvida a tudo,
de preferencia a supportar aquella vergo
nLa...
Maia urna vez, o marquez comprehendeu
e sorrio-se.
Nao achara arma alguma, disse elle ;
intil procurar !...
A joven dexou escapar um grito de
raiva e preeipitou se para a janella... elle,
porem, preeedeu-a... e semprc calmo :
Estamos no primairo aniar... disse
elle... ferir se-la, sem conseguir matar-
se... -'Se deseja apenas gritar por soccorro
... polo fazel-o, livre...
f abri de todo a janella...
Gabriella debrugou se vidamente. .
Fassavam algunas pessoas...
Dous guardas ci ricos dous verdadei-
ros guardas atraveasavam lentamente a
ra, coro as maos atlas das costas...
Estava al i a salvado... basta va uma
p .lavra, um grito para salval-a !.,.
Norberto estava um pouco mais paludo
que de costume.
Ao laclo da joven, scguia lhe, com olhar
febril, cada um dos movimentos.
Os guardas, chegando defronte da ca3a,
levantaram roachinatmente os olhos e avis-
taran! Gabriella.
Lembre se do que acabo de dizer-
lhc, disse o marquez em voz baixa... a
menor palavra causar a raorte de seu
pai...
Gabriella estava com inetade do corpo
para f >ra da janella. .
Os guardas estavam tilo perto, que ella
ouvio o que diziam.
Mocinha bonita '... munnurou um
delles.
Demasiado paluda, para meu gasto...
responden o outro... gasto mais das cora-
das !... ,
Gbriella conservou-so calada... os guar-
das afastaram-s-, desapparecendo em di-
recgo ao Cours la Reine.
E a ma ficau outra vez deserta...
O marquez torno.u a fechar a janella...
O sangue, detido um instante, affluia lhe
cabega e infl immava-lhe as faces e os
olhos...
Boro disse elle; torna-serazoavel...
Tomou Iba a mao e b'ijou lh'a galante-
mente.
Nao tardar que seja ruarqueza
d'Argental '...
Gabriella, cora a cabega pesada "e va-
rillante como se fosse um fardo incoramo-
do, deixouee cahir sobre uma cadeira.
Marqueza d'Argental murmurou
ella... Se minha morte pudesse salvar meu
pai, com que prazer eu morreria !
marquez, porem, implacavel, conti
nuando a ler-lbe no pensamento:
A morte delle seguir se-hia sua '
... Pense bem '...
Entilo, Gabriella fi eou immovel, com os
olhos fechados, nao ousando sequer pen
sar, j que elle tudo adivinhava.
FOLHETIH
0 (JOBCUNM
POR
PAULO T7AL
PRIMEIRA PARTE
OS 11ES15ES CAMAS
O marquez retirou-se, mas Gabriella
0.1o fioou so; os dous agentes do Rou-
quim, disfarcados em policiaes, que a ti
nham trazido, entrarara na sala ; estavam
de sobre-caBaca c caigas escuras Instala-
ram-se, uro perto da porta, e o outro junto
s janellas. Tudo sao foi feito ero silencio
E o di a passou se nwhn,' longo como
um seeulo.. .
A' tarde, apparaceu Sorberto; vinha
vestido com uro elegante traj) de viagera,
que lhe assentava admiravelraente. lacl-
nou-se levemente diante ue Gabriella.
Os agentes sahiran.
Querida menina, disse o marqu -z,
venho D usen la. tenho um carro porta
... Sao-nos precisos vinte o cinco miau
tos para irmos eslagSo do caminho de
ferro de Paris Lyon. O trem parte s oito
horas e vinto e cinco minutos. Sao quasi
oito horas. Nao temos tempo & perder
Gabriella fitou--) quasi louca do terror...
Entilo. tudo verdade?... Nlo,
n.lo. .. nao quero. nao quero !. .
E recuou at o fundo da sala.
Gabri.-lla, disso elle suavemente,
sem impaciencia, para tirar-lhe as ultimas
hesitagoes, nao lhe disse que vai encontrar
seu pai ? Nao de vera isso causar-lha sa-
tsfago ?
Miseravel I Junta a irona ao crime
mais cobarde!... Ataca urna joven sera
deieza... e nao teria coragem para aflVon-
tar o olhar de um hornero.
O futuro Iho mostrar, talvez, que
tambero n3o temo os homanS O tempo
foja... Venha I
- NSo I
Norberto tirou o relogio e vio a hora.
Se daqui a tres minutos nao estiver
decidida, eis o telegraroroa que passarei
aos que esto incumbidos da guarda de
seu pai.
E arrancando uma folha da carteira, es
creveu :
S Papillon Castello de Bois-Tor-
du, Corbigoy en .Morvan Faga o que foi
combinado.
Norberto.
Depois passou o papel joven. Esta
leu e comprehendeu. Era a senteng* de
morte d seu pai, nenhum poder mais
terei sobre a senhora : nosso casamen-
to tomar-ae-bia impossivel. Por con-
seguinte, tres horas depo:a da remesBa
desta ordem, que partir amanh muito
eedohoje j tardeisto pouco mais
ou menos mesma hora em que o t -le-
grara ma chegar ao castello e Papillon ti ver
morto a B-rtarta, a aenhora. fi;ar livre !...
Eu proprio abrir-lhe-hei o pona desta
casa e tcarei aqi'i esperando a justig!...
Tem anda uro minuto para refle :tir !.. .
Ah I como me tortura! disse ella tre
mua... E como hai da rogar a Deua quo
mo d a vinganga E como serei, entilo,
sem piedado, tanto quanto o senhor o ,
hoje !
O minuto passou-se..
Tome cuidado Talvez se arrpenla
uro dia ?.. .
O minuto passou-se... o tempo vfla !
disse elle impasssivel.
Gabriella lovantou-ae.
Acompanho-o, mas... desgragado do
senhor I...
O marquez guardou o relogio, rasgou o
telegramma e deu lhe o braco. Ella nao
O vio, passju-lli? aliante e desceu.
Quando chegaram ra, Norbert > pe
gou-lhe na mao.
Estava parado un carro.
Na bolea estavam dous homens, um co-
cheiro e um dos falsos guardas, Bontemps,
o assassino de Smelo.
A' toda disparada ordenou o mar-
quez.
O carro parti e vinte minutos depois
chegou estacSo.
O marquez obrigou Gabriella, transida
de medo, a dar-lbe o braco e arrastou a,
por assim dizer.
A joven nem tinha forjas para cami-
nhar.
Estava lhe de ante mo resrvalo um
wagn especial.
(Conti nuacao d.o n. 275)
VI
A Janella balxa
Foi Lagardre que pagou todas as des-
pezad, i
Minha menina disse elle, fecha as
janellas e p3a as tramas.
Ou;as o que ouvir, esta noite, alli no
fosso, drme a sirano solt.
S2o negocios qne nlo te dizem respeito.
A C8talajadeisa fe;hou as janellas e pz
as trancas Era quasi noit?, uma noite
sem la e sem estrellas. Um ticao famo-
so collecado na entrada da ponte do U-
boas, debaixo de oro nicho da Virgem,
brilh&ya francamente, mas nao illuminava
absolutamente senao um circulo de dez ou
doze pasaos. A luz alm disso nao poda
ir at aos fossos, por causa da ponte que
a tapava.
Lagardre estava s.
O galope dos cavallos tinha se extingu
do ao longa. O vallo de Louron merga-
Ihava se em uroa escuridao profunda, onde
scintillavam aqu e alli alguus claro :s aver-
melbados, indicando a cabana de uro la-
vrador ou a enoja de alguro pastor.
O som plaogente dos cnocalho3 presos
ao pescojo das cabras suba quaadu o ven-
to soprava com os murmurios surdos na
cachoeira de Arau, que deita as suas aguas
na Clarabide, junto da Machadada.
Oito contra uro misera veis dizia
comsigo o joven Parisiense, tomando o
caminho de carro para descer ao fundo do
fosso ; uro assaseina'o I Que bandidos 1 E
deshonrar a espada I
Esbarrou no monte do feno devastado
por Carrigue e pelos sous.
Por Deus contnuou elle, sacudindo
a capa, eis uro temor que me invade. O
pagem vai prevenir Nevers que ota aqui
uma quairilha de salteadores, e Nevers
nao vira, e nao se realisar a partida, a
maia bella partida do mundo.
Se assm for, amanhS ter oito velhacos
desancados. -J
Chegou ponte. Os olhos habtuaram
se escuridao.
Os forragealores tinham feto urna larga
praca exactamente no lugar em que La-
gardre estava naquelle momento diante
da janella baixa.
Olhou para aquillu com um ar satisfeito
e pensou que estavam bem naquelle lugar
para jogar a espada. Mas pensou anda
em outra cousa. A idea de penetrar na
quelle nexpugcavel castello preoecupa-
Vf.-3.
Sao verdadeiros demonios aquelles h-
roes que nao empregam no bem a forca
excepcional de que sao dotados.
Muralhas, ferrolhos, carcereiros, de tudo
aquilla ra se o bello Ligar lre. NSo que-
ra uma aventura a que faltasse aquille
tudo.
Reconhecamos o terreno, dizia elle
comsigo, tendo j recuperado a sua alegra
habitual ; com os diabos, o Sr. duque vai
encontrar nos zangados, e precisamos fa-
zer lhe frente. Que noite temos que com-
bater ao acaso. Os diabos me levem se
pulermos ver as pontas das espadas !
Estava junto des grandes muralhas. O
castello erguia a pique por cima da cabega
a sua masaa enorme, e a ponte tragava um
arco negro no co. Escalar esta parede
com o auxilio de un punhal era negocio
para uma noite oteira.
A's apalpadellas a mao de Lagardre
encontrou a janella baixa.
Boro, esclamou elle. lito sim I o
qa-j direi a esta orgulhosa belleza ? Vejo
daqui o brilho dos seus olhos pretos, as
jobrancelhas de agua, carregadas pela in-
dignago...
Esfr-gnu as maos, contentsimo.
Delicioso delicioso I Dir-lhe-bei :
preciso alguma cousa bem preparada. Dir-
Ihe-hr. Puupemos a eloquenda.
Mas o que isto? ioterrompeu elle de
repente. N-wers encantador. Parsu para
ouvir um ruido que chegara-lho aos ouvi-
dos.
O trom ia partir ; j tinham comegado
a fechar as portinholas.
Alguna segundos depois, a locomotiva
apitou... o comboyo parti... e no fundo
do wagen, onde tinha se refugiado, enoo
Ihendo se o mais que poda, Gabriella piz
se a chorar, dando gritos nervosos...
O marquez deixou-a chorar vontade,
contando que, logo em seguida, ficara
mais calma.
Mas as lagrimas suscediam-se sem in-
int-rrupgao e por fin teve uro ataque de
ervos.
- Felizmente tudo provi I murmurou
Norberto.
Tirou de uroa elegante bolia de viagem
um vilrinho de saea o deu-lhi a respirar
Gabriella acal.nou-se um pouco,- mas
conaervou os olhos fechados, margulhala
era um torpor lathargico.
Norberto tinha-so ajoelhado aos ps
dola.
Estava vestida como no dia em que Lt
Guyana e Louffard a tinham raptado, na
ra de Allomagne.
Trajava vestilo dla escura, cuja sim-
pli id ida nao poda encobrir-lhn a elegnn-
e fl xibili-lalo do ti.lv: .. Um collarinho es-
treito amoldava-se-lhc ao pescogo elegante
e gracioso... e o chap), sem flores nem fi
tas, deixava entrever a abundancia de
seus admiraveis cabellos louros...
Naquelle momento, a febre corava-lhe
as faces e dava-lhe aos olhos uro brilho
singular. .
O marquez contemplava-a.
E, cousa notavel, ha vi a de repente mu-
dado de physionomia, os olhos tinham-so-
lh; tornado meigos, quasi tristes.
Norborto era bdlo, de uma belleza roas-
cula e enrgica, e nesso momento, nao
sei que pensamento intimo suavisava a
exprsalo uro tanto rude dossa belleza.
pegou docement na railo, que a joven
deixar.t cahir inerte sobra a almofada do
wagn, e conservou a entro as suas, bei
jando-a sbitamente, como se receiasse
que a joven o percebesse. .
E murraurava baxinho :
Gabriella, amo te... Porque que te
orno... com um amor verladeiro, mais vio-
lento do que nunaa sent?... Ser por que
s mais h*lla em tua siroplicidade. ero tua
tristeza, ero tuas coleras, do que aquellas
Bin que u tenho sonbado at hoje? Ser
por que rae desprezas e por que te causo
terror ? Ou por causa das lagrimas que
fago correr e qui avermelham essea teus
olhos forraosos*? Ser o ni ti n por que tudo
nos separa e porque foi necesaario o crime
para approximar-me de ti?...
Gabriella fez um leve moviment). Ha-
va a iorm-ci lo, com um somno agitado.
Norberto receou acordal-a e calou se*.
Depois, vendo que continuara a dormir,
tomn a beijar lhe a mao.
Desde que te amo... existem em
mim dous homens, continuou elle; occu
para meu coragSo dous sentimentos de for-
ga igual... o amor e a ambiguo... quero
casar-me com esta crianga... porque queco
tomarme rico e poderoso.., o entretanto,
se ella puoraettesse amar rae, talvez en
consentase em viver ignorado de todos,
pobre como so i, aomtanto que a tivsse
ao meu lalo !
Ao roesrao taropo que os beijava, uro
por uro, observava os dedos afilados da jo-
ven ; tinha pegado na outra mao, dous de-
dos da qual conservavam os uestigos dei-
xados pela agulha...
Trabalhava murmurou elle, e era
feliz !
E repellindo uma idea penosa:
Oh I has de amarme, Gabriella...
has de amar-me... assim o quero... e
minha vontade ser mais forte do quo a
tua resistencia... A-abatas por esquecer
meu crime e as lagrimas que te fiz derra
mar!... os esplendores oora que rodea
rei tua vida ho de apagar o teu resenti-
mento... Quero que mo ames !-..
E, naquelle momento, Gabriella moveu
os labios, morgulhada em um somno agita
do, povoado de sonhos e delirios...
Via-se no palario de M*urad, no raeio
dos perfumes e das fl iras.. .
E todos redeavam-n'a : aeu pai, Valen-
tira, Mourad, e Frili e Fatroa, de olha
res profundoa e carinho8oa.. .
E todos diziara-lhe, -seria a voz de Nor-
berto que, atravez do somno, chegava-lhe
aos ouvidos ? Todos iziam lhe :
Amo te!...
E ouva vagamente, mas muito ao Ion-
ge, a melancola do canto oriental, que es-
cutara uma noite :
tA vida, a vida a tempestada!... Nun-
ca o repousa... sopro eterno, briza ardente
ou glacial... mudattea sem Jim... tempesta-
de... flores na juventv.de... flocos deneve no
invern.
Uro baijo mais ardente de Norberto ti-
rou a daquelle torpor.
AcordouTse e, vendo aquella homem de'
joelhos a sem ps... deu um grito estri-
dente :
Soceorro !
Mas o marquez afastou so para a outra
extremidade do wagn...
E gravemente, com labios descorados
por sbita emogSo :
A'alme-se, Gabriella. Jar lhe qm
nada tem a recear da mim !
XII
O castello de Bois Tordu aeha-se situa-
do em plan i fl iresta de Montreuillon, qua-
si a duas leguas da aldeia d* Oorbigny ;
de todos o* lados cerca-a a fl>r->sta cora
seus mysterios e terrores ; a fl iresta, por
cons^guinte a solido.
Desde o dia era quo comega a nossa nar-
ragao desde o da era que, tinha silo ven-
dido, padago por polaco, tudo quanto res-
ta va da fortuna do marquez d'Argental-
Rouquin, pravendo os aconteeimentos futu,
ros, mandara restaurar BoisTorlu.
. J nao era o mesroo castello em ruinas,
por cujas aberturas sibilavam as rajadas
do invern ; j nao era o mosmo ninho de
curujas, que soistramente gemiaro, em
torno dos torroas derrocado, em raeio da
noite sombra; B is-TorJu estiva comple-
tamente renovado e apresentava, pelo lao
de fra, um aspecto alegre que deleitava a
vista; e no interior Rauquin e Norberto ha
viara accumulado oa movis mais ricos, era-
bora um poujo s pressas.
Nao havia aiada l o luxo sonhado pelo
marqu'Zj no seu pensamento era aquella
apenas urna instillagao provisoria, desti-
nada a tornar o ca3tello habitavel, para
Gabrielfa.
U n carro tinha ido receber Norberto na
ast.igSo da Corbigoy.
A rainal" eatava fra ma3 esplendida ; o
sol, a principio envolto em brane->s vapo-
res, brilhava acirai das ar/ores elevadas,
cujas extremidades no horizonte pireciam
tocl-o.
0^ caminho que o carro segua era pitto-
resco o agrest ora raergulhando em ple-
na fl iresta, ora subalo ao alto de outeiros
quo atravessava por entre rochas de gra-
nito, que dir-'se-hia terem all sido arra-
messadas aps algunTormidavel terrera Jto.
As folhaa e os ramos esguios das arvo-
res ftrfalhavam, agitadas pela briza, e era
| esac o uqco ruido que ouvia-se, al n do
rodar do carro.
i Gabriella experimentou a sensagSo da-
quella solidto completa.
Emquanto tinha-ao visto em Paris, ero-
quanto n2o havia sabido do wagn, onde
entretanto estava raercO da Norberto, ti-
nba conservado uma vaga osperanga.
Entre a multilSo por onde passava, on-
de viva, nao podia haver um salvador ?
Quera viria procrala nesse deserto,
atravessalo por caminhos desconhacidos,
frequenta los nicamente pelos javalis, pe-
los veados e pelos lobos ?
Ninguem !...
O carro que conduzia Gabriella e Nor-
berto tioha-sa desviado, havia muito tero
po, da estrada e segua pelos atalhos e es-
tes, por vezes estreitavarn-se a tal ponto
que os carvalbos, cujos ramos penliam por
cima dell8, intercepta varo a luz.
' Efectivamente, .soavara p issos na borda
do fosso, passos da fidalgos, porque ou
viam se o tinir das esporas.
Oh oh pensou Lagardre, mestre
Oocardasso teria dito a verdade ? O Sr.
duque vira ac npanhado ?
O ruido de passos cessou.
O raorr-To collocado na entrada da ponte
Haminou deus homens envolvidos em gran
des capas e imraoveis. Via se perfeita-
raente que os olhos brilhavam na escuri-
dao.
Nao vejo ninguem, disse um delles
em voz baixa.
Sim, est alli alguem, respondeu o
outro, l em baixo, perto da janella.
E cbamou cora precaugSo :
Cocardasse !
Lagardre ficou immovel.
Faenza chamou outra vez o segun-
do interlocutor: sou eu, o Sr. de Peyrol-
lea.
Parece-me que conhego o nome deste
patife 1 disse comsigo Lagardre.
Peyrolles chamou pela terceira vez :
Passepoil Stanpitz !
Se nSo for um dos nossos ? murmu
rou o seu companheiro.
E' impossivel; replicou Peyrolles ;
ordenei que dcixassem uma sentinella. E'
Saldanha, reconhego-o, S ldanha I.
Pro npto respondeu Lagardre, com
sotaque hesp rohol.
Que lhe dizia eu I exelamou Peyrol-
les, tinha certeza. Desgamos pela esca-
la. ... por aqui.... olhe o primeiro de-
gro.
Lagardre dizia comsigo :
Oa diabos me levem se nSo repro
sonto um papel neata comedia 1 '
Os dous homens desceran). O compa
nheiro de Peyrolles eatava embugado era
uma capa, e era de bonita estatura.
Lagardre julgou recoahecer na sua pro-
nuncia, quando elle fallou, uma ligeira re-
cord agSo da lingua italiana.
Fallemes baixo, disse elle descendo
com precaugSo a eacada estreita e direita.
- E' intil, Alteza, respondeu Peyrol-
les.
Bom disse Lagardre, uma Al-
teza.
E' intil, proseguio o factotam ; os
marotes sabem perfjitamente o nome da-
quellea que Ihas pagua.
C por mim, nada sei, disse coraai-
o o Parisiense que desojara muito sa-
el-o.
Tive que faaer, oontiauou o" Sr. de
Peyrolles, nao queriara acreditar que era
o Sr. marquez de Cayius.
- E' precioso saber se disto, disse com-
sigo L igardre ; evidente que tenho de
tratar aqui com perfeitos velhacos.
Vens da capella ? perguntou aquelle
que pareca ser o amo.
Cheguei muito tarde, respondeu Pey-
rolles com um ar contricto.
O amo bateu com o p encoleriaado.
Inepto exelamou elle.
Fiz tudo quanto pude,, meu senhor.
Encontrei o registro em que D. Bernardo
tinha inscripto o casamento da menina de
Cayius com o Sr. de Nevers, assim o as
cimento de sua filha... t
E depois ?
As paginas que continham estas ins-
cripgo" -s estavam arrancadas.
L garlero prestava toda a attengao.
Furam mais adiantdos que nos I
disse o amo oora despeito ; mas quem I
Aurora ? airo, deve ter sido Aurora. Ella
pensava ver Nevers esta noite, quer entre-
gar-lhe com a crianga os documentos que
atiestan) o seu naseimento. A Sra. Mar-
tba no po le dizer me isto, visto que o
ignorava, mas adivioho-o !
Pois bom, nao importa, disse Payrol
les. Estamos na parada. Uma vez mo'-
to Nevers...
Uma vez morto Nevers, continuou o
o amo, a beranga vai para a crianga.
Houve um silencio. Lagardre suffoea-
va a respiragao.
A cr'anga. comegou muito baixo
Peyrolles.
A crianga desapparecer, interrom-
peu aquelle a quera cbaraavam Alteza. Dc-
sejaria, disse elle, evitar esto extremo ;
ma nSo me far parar. Que hornera
este Sxldanha ? -
Um destemido velbaco.
Podomo nos fiar, nelle ?
Comranto que lhe paguera bem.
O amo rtfl?ctia.
Dcsejaria, disso elle, nao ter oulros
conSdente3, senao nos meamos, mas nem
tu nem eu temos o garbo de Nevers.
O senhor muito alto, replicou Pey
rolles ; eu sou muito magro.
Est escuro como breu, continuou o
amo, e este Saldanha quasi da estatura
do duquo. Chame por elle.
SJlanha disse Peyrolles.
- Presente respondeu anda o Pari-
siense.
Approxiraa te.
Lagardre avangou.
Nossts oecasi5as Gabriella senta aug-
menfar-lhe o medo.
Quasi sem o pensar rezava mentalmente.
Norberto nao lhe diriga a palavra ; na
floresta, entretanto, vando-a estremecer,
pergumtou-lhe :
Est com fro ?
Gabriella tirtava e bata com os dentes,
mas era de medo.
Norberto passou-lhe uma capa nos hora
bros e tornou so outra vez silencioso e im-
movel.
A fl iresta pareca in'terrainavel ; de re-
pente, porra, o carro sahiu della brusca-
mente o' meia'ob3curidale succedeu, sera
transiegao, a luz quento o rcsplandecente
daquelle sol da primavera; tinham chega-
do... ""
Em frente, rodeado pelo jardira, ergua-
se o valho castello restaurado ; urna ala-
meda coberta de areia branca conduzia
ponte levadga langada sobre um regato
largo e lmpido, que corra caprichosamen
te atravez do jardim ; e defronto da ponte
levaliga, como que obstruindo e alameda,
um car valho enorme, todo torto, esp lhava
a dous metros do chao sous ramos torcidos
ero convulso'es gigantescas.
Era elle que tinha dado o nomo ao cas-
tello.
Como a alameda elevava-se um pouco
naquelle lugir, o carro foi de vagar ; com
o dedo, o marquez d'Argental, dobrugan-
do-sa para fra, mostrou a Gabriella um
ponto do regato onde pareeia que os tojos
tinham silo emmaranhados de proposito,
tilo inextricaveis erara j l estava sentado
um homem sombra... cora ae cjstae vol-
tadaB para os que ehegavam. ..
Tinha o aspecto de uro homem a qum
a fadiga tivesso esgotado as forgas ; tra-
java urna vstia de velludo castanho e ti
nha na cabega uro chapeo de palha...
Seu pai... que nao a espera disse
o marqu 'Z. .
-- Meu pai! disse ella sem poder con
ter ura grito de alegra, juntando as maos
era ura momento de extase. .. esquecendo
tudo para s pensar no velho Bertara.
E, nebrugando se tambem para ver me-
lhor :
O que estar fazendo?
Est pescando tratas.
Gabriella estreraeceu; que na quella
simplos palavra havia un contraste estra-
nho, quo mpr.esshraava !... Calmo, con-
fiando em Norberto e protegido contra si
proprio por urna fraqueza da espirito que
fazia delle um pobre ente inoffensivo e
raeigo, Bertara divertase a pescar e sua
filha, perto delle, aehava-se em uma stua-
gilo tilo atroz, quo para subtrahir-se a ella,
era prc .-so matar seu pal
Ura instante Gabriella tinha julgado en
contrar era Bertara uro apoio, uin protec-
tor !
Mas ah n5o seria ella antes que deve
ria proteger aquelle velho gasto, alquebra-
do e cuja intelligencia se tinha obacure-
cido ?
Dj novo e maia do que nunca experi-
mentou a sensago do seu isolamento. ..
Um suor de agona banhou lhe a fron-
te../
Norbert), que- lia-lhe no pensamento,
tinha nos labios um glido sorriso.....
O carro chegava nesse momento ponte
levadga ; o pescador levantou a cabega,
olhou para c arro e, reconhacendo Ga
briella, estenleu-lhe o bragos.
A joven atirou se lhe aos' bragos solu-
ganlo e esconleu o rosto no seio do ve-
lho.
Mea pai, oh meu pai I. .. murrau-
rava ella.
E Bertara chorava tambem, feliz por
tela encontrado : grossas lagrimas de ale-
gra corriam-lho pelas faces, atravez das
rugas cavadas pela idade.
Minha pobre filha, eis-ta erafim I
torno a achar-ta ?.,: ests salva !. Ah
se soubesses quanto tonho soffrilo a o rae-
do que tenho tido O que foi quo te
aconteceu ?
(Continua(
VARIEDADES
Tinha levantado a golla da capa, e as
abas do- chap) escondan) o rosto.
Queres ganhar cincoenta pistolas,
alm da tua parte ? perguntou lhe o amo.
Cincoenta pistolas ? reipondeu o Pa-
riziense ; o que preciso fazer ?
Fallando, fazia o que podia para distin-
guir 03 tragos do desconhacido; mas este
ultimo estava tSo bem escondido como elle.
Adivinha, disse-lhe o amo de Pey-
rolles.
Sim, replicou este.
Approvas ?
Approvo. .
Mas o nosso homem tem uma palavra
de passe.
A Sra. Martha disse-m. E' a divisa
de Nevers.,
-- Adsum ? parguntou Peyrolles.
Tem o costume de nao dizer e:n l-
tiro : Aqui estou !
Aqui estou I repetio- involuntaria-
mente Lagardre.
Pronunciars isto e1n voz muito surda
debaixo da janella, disse o desconhecide
que so inclinou para elle. As portas abrir
se-hao ; depois por traz da grade que est
na humbreira, uma mulher apparecer;
fallar te-ha, nSo dirs uma palavra, mas
collocars um dedo sobre a bocea. Com
prebendes ? ,
Para fazer acreditar que somos es-
pionados ? Sim, comprehendo.
Depois continuando :
A mulher ,ta entregar um embru-
Iho., tomal-o-has em silencio e entrega-rao.
- E o senhor dar-me-ba cincoenta pis-
tolas ?
E' isso.
tSou o 8eu hornera.
Silencio I disse o Sr. do Peyrolles,
EscuUram todos tres.
Ouvia-se un ruido longinquo no campo.
Separemo-nos, disse o amigo ; onde
estil > os teus companheiros ?
Lagardre mostrou sem hesitar a parte
dos fossos que ia alm da ponte para o la-
do da Machadadai
Aqui, replicou elle,, de emboscada en-
tro o feno.
Bem ; recorda-te da palavra de pas
se ?
Aqui estou !
Payrolles e o seu companheiro subiram
do novo a escada. Lagardre acompanba-
ra-o coro o olhar. Enchugou a fronte que
estava banbada de suor. .
Deus me levar em conta nos meus
ltimos momentos, disae comsigo, o esfor-
Irm de Phr'u
(ao amigo melchsedech lima)
Eil-a : coberta de ouro
Garbosa sorrnlo vae !
E' uma prenda, um thesouro
Da finas vestes fitae !
Esbelta, meiga, engragada
Deslumbrante, apaixonada,
No lupanar, na orgia,
Vae entilo sorver delicias,
Poixoes, amores, caricias
D'um dia t outro dia!
Eil-a no baile, na walsa,
Fingndo riso innocente I
Como jura I como falsa !
Como engaa comomenta I
Mas a moga adorada,
E' a mulher mais cercada
De amor, affecto e ventura :
,Seu nome vi na sala, :
E' della s que se falla
De abysmo, de formusura !
.A-festa reina na vida
E- ella a mesma na fasta l
E' moga, bella, querida,
Que a vaidado lhe attesta ;
Fallas suaves, frementes,
Promessa fortes, ardentes>
Febro e delirios tambem,
Tagos trazendo licores,
Tapte3, jarros o Aires,
Eis tudo quanto ella tem I
:
Mas eis agora trint'annos
Sao decorridos to lontos,
E os das dos desengaos
Chegaram emfira bem funestos !
Vele: p'ra alli s'encarainha
Ursa mulher quo definha
A mingoa do triste pao !
Va coberta de pez-ares
Batiendo por tolos lares,
Chorando, padindo em vao I
V le : que fronte abatida,
Que voz roquenh sahda
Djs seus labios descorados !
Como rota a veste iramunda
Que cobre a ulcera funda
-Do maguado coragao I
Cabellos soltos ao vento,
Ps descalgos ao relento
Do fro e grosseiro chao.
L"vai l embalde procura
Quem lhe d.G abrigo e pao j
Triste pranto d'araarguraj
Derrama, ma3 sempre em vao '.
Prosegue, la vai deserente,
Coropassiva e ja demente
Ptra o. repens tristonho ;
Li ento, conjura a sorte,
Contnct.i, esperando a morte
No seu martyrio enfadonho.
Mas ah passaram se dias,
Eil-a n'uro leito mortal, .
Em palhas hmidas, fras,
Dura pestilento hospital
NSo ha quem va proeural-a,
Nem conforto quem v dal-a
Nem uma esmola siquer ;
E nos an'ceios da morte
Ella maldisse da sorte,
Maldisse de ser mulher !
1880 Recife.
Anjosio J. Henriques Lima.
i
r

:
.

i

. '
ge que fiz para nlo atraveslfar a minha
espada no ventre destes -misraveis Ma&
preciso ir at o fim.
Alm de tudo quero saber.
Colloeou a cabega entre as mos, por-
que os seus pensamentos ferviam-lhe no ce*
rebro.
Podemos affirroar que ello nao pensava
absolutamente n>m no seu duello, nem* na .
sua aventura amorosa. .
Que fazer? disae elle comsigo j rou
bar a filha ? porque esse embrujho deve
ser a erianga. Mas a quem confial-a ? nic
conhego nesta trra senao Carrigue e os
seus salteadores, mos govemantes para?
u na menina I E entret nto preciso tel-a
E' preciso I Se nao a tiro de l, os infa-
mes matara o a crianga como contam matar
o pai. Com os diabos 1 nao era entretan-.
to absolutamente para tudo isto que vira *
aqui.
Passeava a pasaoB largos por entre as
moltas de fenow
A sua gtagSo era extrema. A todo o
instante olliava para a janella baixa, par;
ver se os batontes rolavam nos gonzos en- .
ferrujados.
Nada vio, mas ovo em breve ura ruido
no interior. Era a grade que se abra por
traz das portas.
Adsum disse uma voz de mulher _
que trema.
Lagardre galgou de ura salto as mon-
tas de feno quo o separa vara da rauralha e
respondeu debaixo da janella :
Aqui estou
Deus louVado 1 disse. uma. voz de
mulher. E as portas abrirara-se. .
A noite estava muito escura ; mas -
-olhos do Pariziense estavam ha muito ha-
bituados s tre vas. Na mulher que sa^n-
clinou para fra da janella reconheseu per,
fetaraen:o Aurora de Cayius, sempre bel-
la, mas pallida e abatida pilo medo-. Se
tivessem dito Daquelle momento -a Lagar- _
dre que elle tinha tido intengao de entrar
no quarto daquella mulher, de sorpreaa-
seriam desmentidos por elle. Isto na me-
lhor f do mundo.
Foi apenas por alguna minutos, que su
febre louca fazia treguas. Fra prudente:
tornando-se ousado como um le3o. Talver
que aquella hora um outro. homem naaeesse
nelle.
Anrbra olhou em torno de si.
{Continuar se-hm)
Typ. do Diario ra Duque de Cazas n. 43L