Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18674

Full Text

AMO LliJJ JflJME*0 9a
PARA A CAPITAL E LUGAR*** OMDB NAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantados...............
Por seis ditos dem.......... ......
Por um anuo idem................. 2300
Cada numero avulso, do mesrno di*. '......... O
BBDO 30, US ABE 11881
PARA DEMTBO E FORA DA PROTISCIA
Por seis meses adiantados..............
Por novo ditos idem................
Por um snno idem................
Cada numero avulso, do dias anteriores..........
130500
20^000
270000
0100
n
,'



I
< .
I

!
Pr0prieirai>e t Manca Jtgiicira i>e -feria i -fljos

Oa Srs. imede arlase k C.
de Pars, E os nonos agentes
xclu-Ivo de annnnctos e pa-
blieacSes na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMAS
sss::;: fasticlas a: siabio
RIO DE JANEIRO, 29 de Abril, s
2 horas e 5 minutos da tarde, (rtecebi-
do s 3 horas e 20 minutos, pelo cabo sub-
marino) .
S. H. o Imperador achsie meibor.
Ctaegon boje no paqaele Ingles LA
PLATA o Exai. Sr. Dr. Fellppe de Fi-
KDilroa lana.
(Especial para o Diario)
PARS, 29 de Abril.
o Sr Schnoebel commiasarlo fran
cez que fol preiio por oldadoo pra-
lano. ful po*to em llberdade.
RIO DE JANEIRO 29 de Abril.
A. asoleada de S. H. o Imperador
M|ue um carao normal de carcter
baatance wallsfaclorlo.
O Dr. Torren Homem sendo eonnal-
tado reconbecea qne S. M. eata iof-
fren J de ama febre paludosa e ap-
prova o Iratamenlo aegaldo al boje.
O dlatlncto facultativo aeonaelbou
a S. M. oae fo*e para Tijaca.
LONDRES, 29 de Abril.
A Ma do descont no Banco da
Inglaterra fol Usado a 9 %
PARS, 29 de Abril.
As negoclacoes diplomticas ajus-
tada* eatre a Franca e a Alienta-
nba a respeito da qaesto Schnoe-
bel esto em bom camlnbo.
Esperase brevemente am accor-
o.
BERLIM, 29 de Abril.
estado de nade de 4. H. o prin-
cipe berdelro da llmanna apr-
senla ama melbora senslvel.
NOVA-YORK, 29 de Abril.
a Coagresso de nicaragua ratll-
eoa o contracto para a abertura de
a di canal inter-oceanlco.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
29 de Abril d*. l7.
IISTRUGCiO POPULAR
ELECTRICIDAD^
(Extrahido)
DAS ESCOLAS E UA BIBLIOTHECA DO POVO
ELECTRICIDADE RVMAHICA
CAPITULO XI
EXPERIENCIAS K thbobIA DE GaLVASI. ExTBIISHCIAS
OS VOLTA. TbHSAO F. QASTIDADK. PpLOS ELI -
CTB0DO8, COBBESTE. MoDIFICACOES (fEITAS HA
rau DK Volta. PlLFlAS ssccas. Ath-icacoes
0UBIO9AS DF.STA8 MESMAS PILRAS.
( C o n t t nn a f o )
Para provar a ana tbeoria da origera da electri-
eidade independente da electricidade animal, ima-
ginou Volta urna serie de elementos, formados cada
nai por um disco de cobre e outro de sinco, solda-
dos. Estes elementos eram separados entre si por
ama rodela le panno molbada em agua acidulada,
collocados uns sobre es ontros, na m- sma ordem,
em forma de columna ; na parte superior desta
havia um disco de cobre, e na inferior um disco de
sinco. Quando esta serie de elementos, ou pilha
estova solada do solo, pretendia Volta que na ex-
tremidade cobre havia electricidade negativa, e
trae na extremidade sinco havia electricidade po-
sitiva.
A tbeoria de Volta est hoje abandonada e sub
stituida pela electro-cbiinica. Eooncial-s-hemos,
porm resumidamente, porqne della proceden as
variadas modificadora de algumas pilbas mais mo-
dernas. E' a segvfinte :
O contacto de dous corpo heterogneos bastan-
te para se produxir electricidade.
Havendo, como effectivamente ha, urna desigual-
dade na* accoes desses corpos, a esta differenca
qoe se chama torca electro motris.
Qoando se junta nm disco da cobre com outro
de sinco, interpondo nm panno molhado em agur
acidulada, o xinco earrega-se de elecridade posi-
tiva e o cobre de electricidade negativa.
(Continuo. )
?ARTf! OFFCiiU
overno da Provincia
BXPEDIHTC DO DLA 5 DB *BBIL DS 1887
Actos:
presidente da provincia de conformidade
a representaco do eng nheiro fiscal da illa-
aiaac> publica da cdade de Olinda em officio n.
79, de baje, resolve impor a companbia de Santa
Therexa aa maltas de que tratam a :lausula 17*
do contracto de 4 do Junho de 1870 e artigo 18
do regulamento de 12 de Agosto de 1873 por te-
rem nido encontrados durante o ro-z de Marco ul-
timo, na illuminaco publica da mesuia cidade 19
lampos apagados e 102 com lus amortecida.
Communicou-se as obras publicas c remetteu-se co-
pia ao Thesouro Provincial e a Cmara Municipal
de Olinds.
O presidente da provincia, attendendo ao que
requTen o juiz munieipal e de orphos do termo
de Nazareth, bacharel Manoel Cjbral.de Mello, re-
solve conceder lhe30dias de lieenca com os venci-
mentos a que tiver direito para tratar de sua sau-
de, devendo o peticionario entrar no g*so da refe-
rida liceica no praso de 15 dias.
Officios :
Ao inspector do Thesouro Provincial.Ao
arrematante das obras de receonstrueco da bom-
ba da Batalha, Hermenegildo Eduardo do Reg
Monteiro, mande Vmc. pagar a quantia de......
980100 importancia das mesmas obras, de con-
formidade com a informacao de Vmc. em officio n
536, de 31 de Marco ultimo e o certificado que de-
volvo, deduzida a responsabilidade do estylo
Communicou-se ao engenheiro chefe da repart -
cao das obras publicas.
As commandante do corpo de polica.Ao
Dr. chefe de polieia mande Vmc apreseotar sete
pracas, afim de escoltaren) 5 presos da cidade do
Cabo para esta capital. Communicou-se ao Dr.
chefe de polica.
Ao director do Arsenal de Guerra.TraDs-
mitto a Vmc, em resposta ao sea ofiicio n. 902, de
25 de Fevereiro ultimo as inclu as notas remeti-
das pela presidencia da provincia do Cear, rela-
tivas ao iardamento das pracas do 11 batalho de
infantaria.
Ao mesmoDe conformidade com o que so-
licita e brigadero commandante das armas em of
ficio n. 179 de 31 de Marco fiado, autoriso Vmc.
a mandar receber e concertar nesse Arsenal os ar
tigos cargo do 2 batalho de atontara, cons-
tantes do incluso pedido frito pelo respectivocom-
mandante.Communicou-ss ao brigadeiro coin-
mandante das armad.
Portaras :
O Sr. gerente da companbia pernambucana
faca transportar ao Rio Grande do Norte, por
conta do ministerio da guerrs, no vapor lpojuca,
o desertor da companbia de nfantaria daquella
provincia Joo Pereira do Nascimento, e b-in as-
sim o anspefada Manoel Francisco Alves que u
vai escoltando. Commun'ccu-se ao brigadeiro
commandante das armas.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
de navegaco costeira por vapor mande transpor-
tar gratuitamente r at Alagoas o sargento-
BJudante Modesto Veira Celio e sua mulher.
O Sr. gerente da companhia Pernambucana
de navegaco costeira por vapor fafa transportar
ao presidio de Fernando de Noronha por conta de
Res & Santos, os gneros constantes da relaco
aqu junta.
dem du J. J. Al.cs & C.
Iden de Jos Rufino doj Santos.
dem de Ferreira Oliveira & Irmao.
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco mande dar passagem de
ida e volta em carro de 3a classe da estaco das
Cinco Puntas at a do Cab >, por conta dos pases
gratuitos a que i governo tera direito a sete pra-
cas, providenciando ao mesmo tempo para a rinda
de cinco criminosos.
O Sr. superiutendente da estrada de ferro *to
Recife ao Francisco, sirva-se demandar trans-
portar gratuitamente em carro de 3 classe da es-
taco de Cinco Pontas a da Kscada o anspecada
do 14 batalho de infantaria Antonio Pereira de
Carvalbo acompanhado de su* mulher e nm filh
menor, providenciando igualmente sobre o trans-
porte d'alli at Ciuco Pontas de um soldado a
quem aquelle vai reoder.
EXPEDIENTE DO SECRETABIO
Oficios :
Ao agente da Companhia Brazileira de Na-
vegaco a VaporDe ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, aecuso o rscebimento do offi-
cio em que V. Exe. participa que vapor < Ma-
nsos chegou dos portos do sol hoje s 9 horas da
manb e seguir para os do norte amanb s 4
da tarde.
Ao commandante superior da guarda naca
nal da comarca da Victoria coronel Manoel Caval-
cante de AlbnquerqueO Exm. Sr. presidente da
provincia, (cauda aecusar o recebimento do offi-
cio do ldo corrente, em que V. S. participa ha-
ver na mesma data, por motivo de molestia, pas*
sado o respectivo exercicio ao commandante do
12- batalho de infantaria tenente-coronel Joo
de S Cava! cante Lina.
Ao coiumaudante do corpo de polieiaO
Exm. Sr presidente da provincia, attendendo ao
qne V. S. pondera em officio n. 4,066, de 2 do
corrente, manda recommendar-lbe que faca op-
portunamente, em havendo torca, begnir'para
Aguas-Bellas oito pracas. sob o commando de um
inferior, afim de cooduzirem d'alli para a Casa de
Deteoco diversos criminosos.Communicou-se ao
Dr. chefe de polica.
Ao juiz de direito da comarca de Aguas-
Bellas0 Exm. Sr. presidente da provincia, man-
da declarar a V. S. que expedio-se ordem no
sentido de.opportunamonte, havendo forca, serem
destacadas nessa comarca as pravas necessarias
pira o fim indicado no seu officio de 19 de Margo
Bada
Mutatis mulandie ao juiz municipal do termo
de Aguas-Bellas.
EXPEDIENTE DO DA 6 DE ABSU. DE 1887
Actos :
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta de Dr. cHefe de polica, em officio
n. 329, de 5 do corrente mez, resolve nomear o ci-
dado Joo de S e Mello, para exercer o cargo de
1* upple.ite do subdelegado de Marotos do termo
de Nasaretb, em substuico deFranklin Becerra
Cavalcante, que o exercia.
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de polica, em officio
n. 330, de hontem datado, resclve exonerar pe-
dido, o major Ptorismundo Marques Lina, do lu-
gar de delegado do 1" districto do termo da Esca-
da, e nomear para sobslituil-o o actual 2* supplen
te Antonio (Jampello de Albuquerque.
O presidente da provincia, de c nforraidade
com a preposta do Dr. chefe de polica, em officio
n. 39, de 5 do corrente mes, resolve nomear o c-
dadu Joaquim Cavalcante Mauricio Wanderley,
para exercer o cargo de 2 supplente do subdele-
gado de Laga do Carro do termo de Nasareib,
vgo por ter solicitado exnn-raco Jos de Hol-
landa Cavalcante, qne o exercia.
Cilicios :
Ao brigadeiro commandante das armas.
Deferindo o requerimento do cabo de eaquadra do
14 batalho de infantaria, Goncalo de Araujo
Cbaves, autoriso, de accordo com a sua informacao
de hontem datada, sob n. 188, conceder baixa do
servico doexercito referida praca, medifcnte sub-
stituto.
Ao inspector da Thcsouraria de Faienda.
Transmuto a V. S, para os fina convenientes, o
officio por copia, de 31 de Marco Modo, em que o
juiz de direito da comarca de Plores, bacharel
Francisco Domingues Ribeiro Vianna, declara o
motivo porque dcixou de reassumir o respi ctivo
exercicio u'aqueliu data quando termioou o prazo
da liceoca com qoe esuva para tratar de sua
sade.
Ao mesmo. Declaro a V. S., para os fina
convenientes e em solufo do seu officio n. 2U7, do
1* do corrente mes, qne o pedido aqu junto, de
gneros e diversos artigos necessarics ao suppri-
mento do almoxarifado do presidio de Fernando
de N rocha, deve ser satisfeito observadas as glo-
sas da contadoria.
Outroiioi, convm que V. S. providencie quanto
ao tornecmento das 12 cadeiras*de junco destina-
das secretaria d'aque'le estabe.'ecimento e de
720 kilogrammas de milho para semen tes, ex-
cluindo entretanto, os lO metros de casemira en-
carnada, a pipa de agurdente de canna e o vinho
do Porto, que devera ser comprehendido nos pedi-
dos organisados pelo pharmaceutico do citado pre-
sidio.
Ao mesmo.Communico a V. S. para os fios
convenientes, que o juiz municipal e de orphos
do termo de Barreiros, bacharel Joaquim Cordeiro
Alvim da Silva, reassnmio no 1 do corrente mez
o exercicio de seu cargo, renunciando o resto da
licenca em cujo goso se aehava, concedida por esta
presidencia.
Ao mesmo. Remetto a V. S. para"os devi-
dos flus, copia do aviso de 21 de Margo prximo
passado, expedido pelo Ministerio da Justica, pelo
qual foi revogado o de 26 de Novembro ultimo, na
parte em que mandmi fxzer descontos pela quinta
parte no vencimento do secretario do presidio de
Fernando de Noronha, capito Manoel Accioli de
Moura condim.Mutatis mutandis ao director do
presidio de Fernando de Noroaha.
Ao inspector d'Alfandega.Informe V. S. a
esta presidencia o que constar a respeito do ex-
pendido na inclusa petico de Francisco de Souza
Albuquerque, a qual daver opportumente ser-
me devolvida.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Sao
deficientes os esclarecmentos prestados por Vmc.
em eu officio n. 530, Oe 29 de Marco fiudo, para
se conhecer se o plano de loteras da provincia
apresentado pelo respectivo tbesoureiro est no
caso de ser appruvado.
A le n. 1470 de 1879, oreamento de 1880 a 1881,
reduzo a 7 0/0 o beneficio das loteras e a 1 e 3/4
por cento a gratificago dos examinadores das
mesmas.
Se esta disposiec a que vigora, o plano nao
est de accordo com ella, i levando a 15 0/0 o be-
beneficio e a 2 0/0 a commisso dos examinadores,
o que, posto seja as mais vantagens para o bene-
ficiado e mais de accordo com o officio desta pre-
sidencia de 15 de Dezembro ultimo, comtudo exclue
os 15 0/0 de irrposto geral a que se refere a cir-
cular do ministerio da fazenda de 7 de Fevereiro.
que, quando nao applicado ao tundo de emancipa-
co pela iaeoco da 2* parte do artigo 18 n. 7 da
lei geral o. 2910 d^ 31 de Outubro de 1879, re-
verte ao beneficiado conforme aquella circular, e
avisos anteriores a esta presidencia do mesmo mi-
nisterio da fazenda, de 30 de Abril e 27 de Julho
de 1885.
E' certo qu, attendendo estas circunstancias,
as loteras em que os 15 0/0 do imposto geral re-
verterem para o beneficiado, pode se levar isso em
conta, que quanto ao recommeodado no citado li
co de 15 de Dezembro para qud em qua!qu>T pa
no nunca o beneficio seja inferior a commisso do
thesoureiro, mas nao se pode supprimir o beneficio
para que a lotera corra smente para tirar o im
posto geral, uem converter o imposto em premios
com erradamentt j se praticou, contra a expli-
caco dada por squelles avisos.
Cumprc pois que Vmc. tendo em attenco as
ordena de ministerio da fazeada e leis provinciaes
ainda em vigor, me informe :
1- Qual o beneficio liquidado dis loteras mar-
cadas por lei provincial, indicando a mesma lei;
2- Qual a commisso do thesoureiro e despeza
da extraceo caso estas nao corram por conta
d'aquella commisso, indicando tambera a lei ;
Por quanto em falta de lei provincial que ou-
tra causa determine, deva ser intrramento obser
vada a circular de 7 de Fevereiro.
Ao engenheiro chefe da repartco das Obras
Publicas.Devolvo a Vmc. os ttulos de nomea-
co de engenheiro civil da escola de artes e ma-
nufacturas annexa a Universidade de Gand, na
Blgica, Joaqnim Gomes de Oliveira e Silva, de
agrimensor Antonio do Reg Netto, e dos tmpre-
gados dessa repartco Joo Pinto da Silva e Joa-
qnim Jos de Mello Cabu' que acompanharam o
sen officio de hoje, de cujo contedo eco nteirado.
Ao commandante do Corpo de Polica.
Mande Vmc, com urgencia, completar o destaca-
mento da villa do Buique.
Ao mesmo.Mande Vmc. apresentar ao*Dr.
chefe de polica, logo que baja torca dispmivel,
urna escolto de 10 pracas afim de condnzirem di-
versos sentenciados da villa de Bonito para a casa
de Detenco.Communicou-se ao Dr. ebefo de po-
lica e ao juis de direito.
Ao mesmo.Mande Vare, apresentar ao Dr.
chele de polica, quando houver forca dsponive,
urna escolta de 10 pracas, afim de conduzir 6 sen-
tenciados do termo de Garonbuns para a casa de
Detenco.Communicou se ao Dr. chef de poli-
ca, e ao juis municipal de Garauhuus.
Ao direct r do Ai seal de GuerraAutoriso
Vmc. conforme solicita o engenheiro das obras mi-
litares em officio de h j sob n 120, a mandar re-
colher a eise arsenal diversos cannos de chumbo,
extrahidos do antigo encanameuto degaz do quar-
tel do 14* batalho de infantaria afim de serem de-
pois de fundidos, aproveitados em alguma obra
da estado. Communicou-se ao engenheiro das
obras militares.
Portaras :
Para resolver sobre o assumpte do officio de
29 de Margo lindo recommendo Cmara Munici
pal do Altinho que me remetta copia Jo termo de
arremataco de impostos de que trata o seu predi-
to officio.
Respondo aos oficios de 11 e 22 de Janeiro ulti-
mo declarando Cainar i Muuicipal de Buique que o
cidado Belchior Arcoverde de Albuquerque deve
continuar a faser arrecadaco dos impostos desse
municipio, visto ter prestado a fiauca determinada
por esta presidencia em officio de 7 do referido mez,
ficaudo salvo Cmara proceder criminalmente
contra os verad .res da Cmara transacta, ai de
facto ao falsas as uformacoes com que obt ve esta
a approvacfto dos seus contractos.
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco mande dar transporte de
ida e vclta do Recife a Palmares em cario de 3*
classe por cunta dos passes gratuitos a qu.- o go
verno ten) direito a urna escolto de des pracas do
corpo de polieia ; providenciando tombem para
que tenham transporte os $< is sentenciados que a
aesmi escolta conduzir para esta capital.
O Sr director do prolongameoto da estrada
de ferro do Recife ao Fi ancuco mande dar trans
porte de ida e volta de Palmares a uauh tinho em
em carro de 3* classe, por conta da provincia a
urna escolta de des pruga do corpo de polica, pro-
videnciando tambem para que tenham transporte
os seis sentenciados que a m ama escolta conduzir.
EXPEDIENTE DO DB. SBCBITABIO
Oficios :
Ao brigadeiro commandante das armas
O Exm. Sr. presidente da provincia manda decla-
rar a V. Exc. para seu conhecimento e devi ios fina,
que no requerimento do capello tenente do c irp >
ecclesiartico do exercito, padre Antonio Nogueira
Gervasio, sobre que versa a informacao desse com-
mando de ai mas de 29 de Margo findu sob u. 173,
proferto o segante despache :
Nao pode ser o que pretende em vista do art.
14 do decnto n. 3579, de 3 de Janeiro de 1866.
Ao Dr. Praucuco de Assis Rosa e ilva, 1.
secretorio d* Assembla Legislativa Provincial
Do ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia
transmuto a V. Exc. para os flus convenientes, o
balaugo da reccita e despesa do exercicio de 1885
a 1886 da Cmara Municipal do Rto Formoao
Ao matmo.De ordem de Exm. Sr. presi-
dente da provincia, transmits a V. Exc. para os
fina convenientes, o bala 1190 da receita e despesa
do exercicio de 1885 a 1886 e o orgaim.nto para o
de 1887 a 1888 das Cmaras Municipaes do Espi-
rito Santo, Panel las e Bonito.
Ao agente da Companhia Brasileira de nave-
gaco a vapor.0 Exm. Sr. presidente da provin-
cia manda acensar o recebimento do officio de boje
em que V. Exc. communica que a saluda do vapor
Afanaos para os portos do norte ficou transferida
para amanb s 4 horas da tarde, por asslm o exi-
gir os interesses do commercio.
Ao gerente da Companhia Pernambucana de
navegaco a vapor,O Exm. Sr. presidente da
provincia ficou nteirado pelo officio de 4 do cor-
rente, no qual V. S. communica que esta compa-
nhia expedir a 9 deste mez s 5 horas da tarde o
vapor Jaguaribe para os porfos do su! at Araca-
ju, e a 11 ao meio dia o Giqui para o presidio de
Fernando de Noronha.
Aos agentes da Londun & Brasiliaa Bank
Limited.Sua Exc. o Sr. presid nte da provincia
manda aecusar o officio de Vv. Ss. datado de 4 do
crtente, acompanhado do balango das operages
dessa caixa filial durante o mez de Margo ul-
timo.
Ao engenheiro chefe daRepartigao das Obras
Publicas.Sua Exc. o Sr. presedente da provincia
ficou inteirado pelo officio de hoje sob n. 78 de
ter V. S. mandado lavrar termo de recebimento
definitivo e passar certificado de pagamento a que
tem direito o arrematante das obras de reparos
das tres pontes do Rio Formozo, por ter terminado
o praso de respoosabiidade e acharem-se em per-
f"e 11. estado de conaervago.
Ao direetor do presidio de Fernando de No-
ronha.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da
provincia communico p V. S., em solugo ao seu
officio n. 159, de 22 de Margo findo, que em vista
do que informa o inspector da Thesonraria de Fa-
senda no officio, incluso por copia n. 209, de 1."
do corrente mez nao pode ser foruecida aguarden-
te para ser destribuida por sentenciados.
No citado officio esto expostos os motivos por
aue faz aquelle fnnecionario restriegues aos pedi-
dos do almoxarfado.
Ao jais municipal e de orpb>s dos termos
reunidos de Bezerros e Gravat.Sua Exc o Sr.
presidente da provincia manda declarar a V. S.
que fica aciente de ter V. S. assumido no dia 28
do mez findo, o exercicio de seu eargo. Communi-
cou-se a Tbesouraria de Fazenda.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 28 DE
ABRIL DE 1887
Alvaro Barbalho Uoba Cavalcante.
Informe o Sr. collactor geral do municipi o
do Rio Formoso.
Francisco dos Santos Macedo.Sirn,
provando a propriedade e indernnisando as
despezas feitas.
Fielden Brotbers.Deferido com officio
de hoje Tbesouraria de Fazenda.
Francisco Vctor Coelho. Concedo per-
missSo pelo tempo requerido para tratar-
se fra da provincia, parcebendo dous ter-
cos de seus vncimontos actuaos.
Bacharel Gaspar de Drumraond.Infor
me o Sr. collector geral do municipio do
Rio Formoso.
Bacharel Jos Soriano de Souza Filho.
Sim, com os vencimentos a que tiver di-
reito.
Manoel Salustiano dos Santos. Infor-
0 Si. inspector da Thcsouraria d<> fazeada.
Bacharel Vicente Pereira do R'-go.
Informe o Sr. inspector da Theaouraria de
Fazenda.
Secretaria d<* Presidencia de Pernam
buco, 29 da Abril de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
-..
Repartios da Polica
2.a seceo. N. 410 Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 29 da Abril de 1887.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos Casa de De-
tenco os seguintea individuos :
A minha ordem, Joo Maxiraiano da
Silva e Francisco Dias da Rocha, viudos
de Garanbuns, como sentenciados
A' ordem do Dr. delegado do 1. dis-
trito da capital, Hermino de Albuquerque
Maranhao e Joaquim Pereira da Silva, por
disturbios e offansas a moral publica.
A' ordem do subdelegado do Recife,
Bernardina Francisco Correia, por distur-
bios e M. Winliames a requisicjlo do cn-
sul inglez
A' ordem do de Santo Antonio, Joo
Bernardo Ramos, conhecido por perigo,
por disturbios.
A' ordem do do 1." districto de S. Jos,
Jos Francisco do Nascimento e Manoel
Francisco da Paixao, por embriaguez e
disturbios.
A' ordem do do 2. districto, Antonia
Mara da ConceicSo e Manoel Theotonio da
Silva, por disturbios.
No lugar Mutuns do termo de Palmares,
no dia 24 do corrente pelas 7 horas da
noite os individuos de norae Manoel de
Li.na, conhecido por Mercurio, Jos Bispo
e um escravo do engenho Estrella do Norte,
sem motivo conhecido, feriram gravemente
a Augusto de 01veiray alli estabele^ido na
occasitu "in qn1* este se aehava sentido
junto ao seu estabelecimento. Os crimino-
sos evadram-se danlo diversas cacetadas
em Jos Pereira tambara d'ell^ aiorador.
O delegado respectivo toraou conheci-
mento do facto, abri o competente inque-
rito e diligencia a captura dos criminosos.
Comiaunicou-me o Dr. delegido do 1.
districto da capital, ter nesta data feito re-
messa ao Dr. juiz de direito do 2. distric-
to criminal do 'Dquerito policial procedido
contra Jos Francisco dos Santos cenheci-
10 por Cab clinUo, par crim> de furto.
Deus guarde a V. Ex \Illm, e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azev.do, omito
digno presidente a provincia. O chefe
de polica, Antonio Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 29 DB ABRIL DE 1 887
Manoel Sinres Pmb-iro e Jos da An-
nuiuiaySo Car^alho Informa o Sr.
Joao Rodrigues de Moura. -Ao Consu-
lado para atteoder.
Dr. Manoel Gomes Viegas, vigario Joo
da Costa Bezerra da Carvalho e Joaqnim
Goncalvea & C. Ao contencioso para
cumprir o despacho da junta.
Dr. Silverio Cavalcante de Albuauer-
que, Dr. M. Claudino de Mello e Silva,
Carvalho Irma & C- e Mara Thereza Ca-
valcante de Albuquerque.Certifique-se.
Mura Theadora de At>8umpc3o Ferrei-
ra, Francisco Cypriano da Silva Santos e
Epbygenia Mara da Almeida Gomes.
Infirme o Sr. contador.
Philadelpha Qertrudes Pereira da Cos-
ta e contas da 5a serie da lotera n. 24
dos Dgenuo8 da Colonia Isabel. Haja
vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
PERNAMBUCO
r,
D
administrador do Consulado.
Francisco Autune*. Eatreguc sa p-la
portu.
Dr. Manoel Juvenil Rolaigu-s da Sil-
va. Ao Sr. Dr administrador do Con-
sulado para os deviios fias.
J0R0 Cavalcante de Albuquerque o J.
Antonio de Luna Freice. Curapra-se, re-
gtstre-ss e fajara so as notas.
Assembli Provincial
22 SESSO EM 15 DE ABRIL DE 1887
FKESIDBHCIA DO EXM. SR. DB. JOS MANOEL DE BABEOS
WANDEHLEY
Scmmabio :Chamada e abertura da sessao.Cin-
tura e approvaco da acta.Expediente.
Vothco e rejeifo do requerimento de
informacoes do Sr. Jos Maria.Dis-
curso e requerimento do Sr. Jos Maria.
Discurro e emenda do Sr. Barros
Baareto Jnior. Discursos dos Srs.
Jos Maria e Visconde de Tabaiinga.
Retirada do requerimento do Sr. Jos
Maria e disenssao do do Sr. Barros Bar-
retto Jnior.Discursos dos Srs. Jos
Mara e Barros Barretto Jnior.Vota-
cao e approvaco do requerimento.
Novo requerimento de informacoes do
Sr. Jos Maria discurso do mesmo.
1.* parte da ordem do dia.Diecussao
do projecto n. 22 deste anno e leitura a
apoiamento de emendas.Discnrso do
Sr. Reg 1 Barros.R- qncriinento do Sr.
Rodrigues Porto e encerramento da dis-
cussao.VotHcSo do art 1." do projecto
e das emendas2. parte da ordem do
d8. 3. discusso de projecto n. 1 deste
anno.Leituri e apoiamento de emen-
das.Discurso do Sr. Lourenco de S.
Requerimento de adiamento do Sr. Jos
Mara.Adiv-se a 3.a discusso do pro-
jecto n. 3 deste anno.Levanta-se a
eessao.
Ao meio dia, leita a chamada e verificando-se
estarem presentes os Srs. Ratis e Silva, Coelho de
Moraes, Luiz de Andrada, Constantino de Albu-
querque, Sopbronio Portella, Soares de Amorim,
Reg Barros, GonQalves Ferreira, Augusto Fran-
klin, Prxedes I'itsnga, Herculano Baudcira, Do
miDgues da Silva, Lourenco de S, Barao de Ita-
pissuma, Rodrigues Porto, Jos Man*, Ferreira
Velloso, Costa Gomes, Rogibi-rto, Barros Wan-
derley, Juvencio Maris, Gomes Prente, Rosa e
Silva, Visconde de Tabatnga, Barao de Caiar
Joo de S, Julio de Barros, e Bairos Barretto J-
nior, o Sr. presidente declara a berta a sesso.
Comparecen] depois os Srs. Alfonso Lustosa, Joo
de Oliveira, Drummond, Regueira Costa, Ferreira
Jacobina, Costa Ribeiro, Antonio Vctor e An Ir
Dias.
Faltam os Srs. Amaral, Joo Alves e Solonio de
Mello.
O Sr. 1.* secretario procede leitura do se-
grate
EXFED1EITE
Um officio do secretarlo do governo, communi
cando nao ter-se effectuado o accordo eom a Com-
Sanhia de Trhos Urbanos do Recife a Olinda e
eberibe, por nao ter esta querido reduzir os pre
eos de transporte nos carros de 1. a 2. classe.
Intentada.
Urna petico de Francisco Antonio Brayner de
Souza Rangel, escrvo do crirae e civel, official
do registro e escrvo do jury de Pao d'Alho, re
querendo a consignafo da quota de 625988, que
ibe deve a Caraira Municipal d'alli, de custas ju-
diciaes.A' commisso de oreamento municipal
Outra de Antonio Florentino de Barros Sereba,
reqnerendo consigoaco da quota de 1:500/000
que Ihe deve a Cmara Municipal de Garanhuns
de custas judiejaes.A' commieso do oreamento
municipal.
Outra de Gomes de Mattos Irmos, negociantes
importadores, reclamando contra a execuco dada
pelo Consulado i'rovinoial, acerca do 15 do art. 2
da le do oreamento de 1885 a 1886.A' com-
miso de oreamento provincial.
Outro do Dr. Felippe Nery Collago, ex-professor
substituto de grammatica e philosophia no antigo
Lyceu e ex-professr de inglez no Gymnasio Pro-
vincial. requerendo que se Ihe torne extensiva a
resoluco tomada com relaco ao seu ex-collega o
Dr. Jos Soares de Azevedo.A' couimissao de
ustrucco publica.
Outra de Joaquim da Silva Carvalho, como su-
brogado nos direito de D. Maria Aunuuciada do
C<>rmo Rocha Costa, requerendo consgaselo da
quota de 5694384 r-ue Ihe deve a Cmara Muni-
cipal de Recite de castas.A' commisso de orea-
mento municipal.
Sao lidus, julgados cbjecto de deliberafo e vo
a impiimir os seguintes projectoi:
N. 46.A Assembla Lcgsla'iva Provincial de
Pernambuco resalve:
Art. 1. Fia dispensada dos impostos que est
a dever a casa de Joaquim Vieira Escore!, sita
ra da Cotieeico na cidade da Itamb.
S-vogam-se as iisp .sq-h em contrario.
Em 15 de Abril de 1887.Soares de Amorim.
N. 47A Assembla L-gislativ* Provincial de
Pernambuco resolve :
Art. nico. Fica : ermittido collocar se em qual-
quer ra da fr-guezia da Boa-Vista a cadeira de
ustrucco primaria da mesma freguezia regida
por D. Amelia de Mello Pires Glvo.
R-.'VOgadas >i. disposicoes em contrario.
Sala das s^Soej, 15 de Abril de 1887.Luiz de
Andrada.
N. 48 A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco resolve :
Art. nico Kiea creada urna escola mixta no
povoado de Jurema, do termo oe Quipapa.
Revogadas aa dlsposicoes em contrario.
Em 15 de Abril de 1887.------JacobinaLus-
tosa.
N. 49A Aasembta Legislativa Provincial de
Pernambuco resolve :
Art. 1.* Fica rescind lo o contracto de arre-
mataco do pedago da barreira do Giqui, de que
arrematante Jos Gomes Ferreira ffaia, iude-
pendeDlemente de multa.
Art. 2. & rescuo ser c> ntada depois de findo
o actual semestre de Jiueiro a Juuho do correute
anno.
Art 3.e Ficara revocadas as disposicoes em con-
trario.
Sla das Seaso-s en 13 de Abril de 1887.F.
Veloso.Julio de Barros.
N. 50A Ass-mbla Legislativa Provincial de
Pernambuco resolve:
Art. 1." Fea creada urna cadsira de instrurcao
primaria para o sexo masculino na povoajo de
S. lioureuc 1 de T'jucupapo.
Revogam.se as -lsposivoes em contrario.
Sala das sessoes em 15 de Abrilde 1887.Soa-
res de Amorim.
Submettido a consider'cao da casa o requeri-
mento de votaco nominal, que ficara empatado na
sesso anterior, rtjeitado.
E' tambem rejeitoda o requerimento do Sr. Jos
Maria, pedindc infermacoes sobre o destino que
teve a quantia de 1:000000, que devia ser appli-
cada a inbnmaco dos nufragos do vapor Baha.
O Sr. los liarlaSr. presidente, o te-
legrapbo annuncisu-nos h ratero, a morte de nm
adversario politico, mas distracto cidado, o Sr.
senador Joaquim Antao PVinandea Lto.
Sendo praxe nesta casa dar-se urna prova de
sentimento sempre que occorre nm facto desta
natureza, eu esperto que algum dos membros da
bancada oppoefa se levantaste para manifestar o
seu pezar por to infausto aconte cimento.
Debalde esperei, e como attribua a falta a nm
descuido, e nao a um proposito dos meus Ilustres
adversarios, que razo para isto nao teem ; vou
mandar mesa um requerimento, que espero seja
approvado, para que, como prova de profundo sen-
timento pela morte do distincto brasileiro, se sus-
penda a sesso de hoje.
Embora nao fosse o finado representante da pro-
vincia de Pernambuco, o era de urna provincia ir-
m, e embora cao fosee um politico exaltado, to-
dava grandes e relevantes seivicos preston pa-
tria, sendo nm dos omtmeutos do senado brasi-
leiro. (Aj oiados].
Espiro, portanto, qne o mcu requerimento seja
approvado.
Vem roesa, lido, apoado e entra em discus-
so o seguinte requerimento:
Requeiro que se suspenda a sesso como prova
de profundo pezar pelo infausto passamento do se-
nador do imperio, conselbeiro Joaquim Anto Fer-
nandes Leo.Jos Maria.
O dr. Hiirris Brrelo Jnior diz que,
foi para o orador, como est certo foi para toda a
Assembl, reo bula ceno muito pezar a noticia do
tallecimento do ilustre senador o Sr. Joaquim
Anto Fernandes Lto.
C Sr. Rosa e Silva-Apoado.
O Sr. Barres Barreto JniorMas por mais sen-
sivcl que seja esta perda para opaiz e para a As-
sembla, nao parece ao orador dever ser aceito o
requerimento tal quul foi formulado pelo nobre
depnt&do que acaba de sentar se.
Vosos da Opposico Oh Oh !
O Sr. Barros Barrtto JniorAntes er que a
Aaseuobla dar urna prova solemne do sentimen-
to de que se aeba pe ssuida procedendo como ha
poucos dias o fez, por occasio do fallecimento do
(Ilustre parlamentar o Sr. senador Martiuho Cam-
pes. .. (apelados)
Urna VozNao menos notavel.
O Sr. Barros Barreto Jnior... inserindo na
acta um voto de pezar por to infausto acontec-
ment.
Nao pode o orador ser suspeitado de parcialida-
de Desta parte, porquanto refere-se amorte de um
seu correligionario. Colloco a questo cima das
paixes pelitiesa, e sem querer estabelecer paral-
lelos inopportuoos, nao po,- duvida em declarar : a
morte do Ilustre senador Anto, a que se refere
o requerimento do nobre deputado, nao mais sea-
nivel para o paiz, para a provincia de Pernambuco
do que o foi a morte do eminente estadista Mar
tinbo Campas.
E se pela morte daquelle Ilustre senador limi-
tou-ae a Assembla a msi rir na acta um voto de
profundo pezar, parece que boje deve preceder do
mesmo modo tendo assim preenebido o seu dever
para com a memoria do Ilustre morto. (Apoiados).
E' lida, apiada e entra conjunctameote em dis-
cusso a seguinte emenda :
Requeiro que se lance na acta um voto de pro-
fundo pezar pelo infausto passamento do conse-
lbeiro Joaquim Anto Fernandes Leo.B. Bar-
reto Jnior.
O Sr. que o meu requerimenlo fosee impugnado pela
bancada oppcsta. (Apoiados da oppoaico).
De feito, de duas urna : ou os nobres deputa-
dos julgain que ha dezar para si em approvarem
o requerimento i-artindo da inhiba parte, ou os
nobres deputados tcem anuito desprcaopara como
Ilustre morto, seu distincto correligionario.
Eu; Sr. presidente, nao podia esperar que par-
tindo da bancada liberal um requerimeuto pedindo
que se levantasse a >esso como prova de grande
sentimento pela morte de um brasileiro distincto,
t ivesse cate requerimento de ser impugnado por
um dos membroa da bancada conservadora.
O nobre deputado que acaba de fallar allega que
por mais sensivel que Beja a morte do Sr. conse-
lbeiro Anto nao o mais do que a do Ilustre chefe
liberal o Sr. conselbeiro Martmho Campos.
Ha, entretanto, urna grande difierrnca entre o
requerimento apresentado pelo meu Ilustre amigo
deputado pelo 4o districto, pedindo que se lancasse
na acta um voto de profundo pesar pe la morte do
Sr. senador Martinho Camp- 8, e aquelle que agora
va'. sujeito a apreciacao da assembla.
O Sr. Visconde de TabatiugaPeco apalavra.
Se 1u nao m*ndei urna inv-nda aquelle reque-
rimeuto para que se cuspendes9e a sesso foi por-
que rece el ter de passar pela decepcao porque
venho de passar agora.
Eu acreditava que os nobres deputados eram
capazes de mandar emenda subtitutiva ou de re-
ge tar o meu requerimento, e por esta razo assim
uo proced.
Enteradla, entretanteo, que era dever desta casa
dar urna prova solemne do seu sentimento pela
morte daquelle cidado.
J^presentei hoje eate requerimento, porque tra-
tando-so de um conservador,, e partmdo ura roque-
riin-rato da bancada liberal, nao poda imaginar
que) elle fosso impungnado.
Eutrctant 1, senhore-, desd que por esse modo
foi recebido o requerimento qoe eu apresentei e
que era o resultado do sentimeratoque me ia n'alma
pela morto dease cidado ; desde que foi pela ban-
cada opposta assi.n recebido este requerimento, o
que que;r du r que elle ser regeitado, eu peco a
V. Exc, Sr. presidente-, que consulte a casa se
conseute ua sua retirada porque se nos bavemos
de dur urna prova de desrespeito, de pouca con-
sideraco a memoria de un cidado Ilustre que
j perteLCe ao outro mundo, pref rivel que os
nobres leputados nao n testeinmiho algum.
Eu, p ilnnto, insisto ua retirada do meu reque-
rimento.
O Sr. Vioconde de TabatngaSr.
presidente, winho tomar parte nesta discusso,
pirque o meu humille ora fu aqu le obrado pelo
nobre deputado, me companheiro de bancada.
Sinto, Sr. presidente, descordar do pensamento
do honrado deputad >, e< nao v-jo razo para que
hoje se venha r-querer a suep-nso da sesso pela
inor'e de ura snior, quando ba poucos dias eu me
satistir., p.ra nao estorvar o tiabalho desta caa,
em pedir que uu voto, de ezar fosse laucado na
act pelo passamento do Ilustre estadista Martinho
Camp'8, de shu losa inom' ra, nao t par esta
provincia, como tambera para to o paiz, (apoiados)
p rei.ie era o tanmein da justica e da recfi lo.
Asido:, Sr. presidente-, nao ve j<> m-.ior razo para
que heje se .-uspenda a aess > pelo passamento de
um a nai r igual ao que filleceu antes delle.
Por iss.i, Sr. presidente, eu me satistaejo com um
Voto laucado ua acta.
votando centra o requerimento don-.bre depu-
tndu cora pe-zur O faijo porque uo des jarla dis-
cordar de :n. txc. (apoiados, minto beuo).
E' cnerdi la a r-tirada do requerimento do 8r.
Jo; Maria, periDanecndoem diCussii 1 como novo
requerimentei a emenda apreaoutada pelo Sr. B.
Barreto Joior.
O *r. Jelluila-Sr. presidente, os p-
rente, < amigos do illusfie brazi eiro que *e*.bm
de fallecer, ao ten m noticia doi ncid-nte occortido
nesta casa, bi" de ficsr seno duvida mnito cons-
teraadef. Ette requiricento um calde reqnea-




r mam "


2
o b t'ernambacoSabbado 30 de Abril de 1887


para nao dzer um escarneo aturado a se-
pultura do dstincto brasileiro.
Os oobrei deputados doixaram paaaar deaaperca-
aidamente a morto d saaador sea co-religionario,
nao ai e trateaee de uss cao go que neshuma
importancia deve merecer.
Os nobrea deputado*, Sr. presideate, nSo ae leas-
nraro at do que tio commam entre nos, wto e,
nadir para que ae lancasse na acU um voto de
peaar pelo passameoto do um grande do Impe-
n0-
fa-
de-
I (O
e
'St. Gancalvea FnicaE V. Exc. sai
str poltica at com a asarte dos outros.
O Sr Jos Mar ia... usaais dapntaaaa
poia de aisim procedureea mosteana-se contrara
requerimento aprsentelas por sm adversari
ao qne por desencarga de esaacieaeia apresen -
im nm outro, qoe nada. maja aprime do que o
inpremo desprezo por anas nonas compatriota alus-
Jre.
A generoaidade, o sentiaasato da humanidade,
a corteiia que deve existir de homem para ho-
rneo), indepeadente mesmo de er poltica, man-
davao qne os n obres deputados qne occnpan
a bancada opposta votassem pelo meu requer
ment, anda mesmo qnando elle nao se referiste
a nm senador, a um grande do imperio. Anda
mesmo qnando elfo se referisee a nm cidaao hu-
milde, oa nobrea deputados deviam aeceital-c, por-
que um dever da religiio ptestar homenagem
aoa ortos e por easa raale que nos vemos cons-
tantemente esquecarem-ae aa offensas que por-
veatura se tenas recebido em vida de alguem que
ja paaaau, e por easa raaao que sempre ante o
turnalo eccultain-ae as deeitos dos homens, para
apresentarem-se simplesmente aasnas virtudes.
Oa nobrea depatadoa deram, com o seu precedi-
asento, prova evidente, inacneussi da que, para
Sa, Exea.de nada vale o eminente brazilairo que
bonrou o senado, e qne grande* e relevante ser-
vcos presto-a ao sen partido.
Querem agora oa nobres deputados que en Jhee
d a raio por que requ-n que se encerrasse a
sesaio, como prov* de prufun 10 sentimento y
Eu lata direi : que se S. Exc. milita va boje
no partid conservador, j fea parte do partido li-
beral e as grandes ideas do partido a qae per-
teocp, foram sustentadas por S Exc, qae empe-
~mu a arma do rebelde na revoluco mineira E
qn; felizmente conbeco a historia daminhapa-
_ia, aa que sei venerar aqaelles que prestaran
serviooa ao mea partido, embora tivessem poete
nrmente abandoaado as suaa fileiras, curvo-me
lmpre reapeitoso anteelles em vida e principal-
mente depoia de mortos.
Comprehendem, por consequencia, os nobres de-
putados, que grande sentimento invadi a minba
alma, ao ver impugnado por essa forma, con-
demnado amorte, e morte ingloriosa, o meu re-
queriesen to.
Declaro casa, Sr. presidente, que voto contra
o requerimento do nobre deputado, que um ver-
dadeiro remend, e voto cuntra esse requerimento,
porque elle um escarneo atirado face do illua
tre correligionario dos nobres deputados, mas
men antigo e dedicado co-religionario.
Vim i tribuna simplesmente. para dar a raaao
do voto contrario, que pretendo dar a esse reque-
rimento : en concorreria tarobem coro os nobrea
deputados para laucar o opprobrio, seno o ndi-
culu sobre a sepiltura Ilustre do illustre brasi-
leiro, se assn nao procedesae.
Sr. Barres Brrelo Jnior Sinto,
Sr. presidente, e sinto profundamente que o no-
bre deputado que me preceieu na tribuoa, leve
to longe o seu ardor partidario, que nao respeita
aem a santidad* do tmulo.
O Sr. Jos Mari-O nobre deputado que nao
res paita.
O Sr. Barros Barreto Jnior... e que faca
poltica at cm a memoria ios mortos.
O Sr. Jos MaraCom a memoria dos mortos.
e anda mais, com a memoria de um seu correli-
gionario fx poltica V. Exc.
O Sr. Barros Barreto JuaiorSinto, Sr. pre-
sidente, que o nobre deputado to mal interprete,
ou queira fazer crer que interpreta os sentimentos
do humilde signatario do requerimento ora em
disenssao.
Desde quanio. Sr. presidente, um requerimento
para iue se lanc; na acta um voto de profundo
pesar pelo tallecimento de quem quer qu: seja,
foi considerado um escarneo ?
O Sr. Jos MaraNessaa condic-s Ten-
do-se regeitado um requerimento que pedio o le-
vantamento da sosso, como na bypothese verten-
te, sea duvda que .
O Sr. Barros Barreto Jnior Aeeeitamos a
retirada do requerimento do nobre deputado,
. erdade, mas em que condicoes acceitamos V
Quizamos m strar que collocariamos muito aci-
al a das questoes polticas as questoes semelhan-
tes a esta ; quizemes mostrar que jamis fizemos
questo poltica de um requerimeoto desta erdem,
e tendo votado por oceasio do failecimento do
illu.-trado senador por Minas, o eonselheiro M&r
tidao Campos, urna simple.- oooco para quo se
'.ancasse na acta um voto de profundo pesar, que-
remos agora, que pranteamos a morte de uro noaso
correligionario, que se proceda do mesmo modo.
Entendo, Sr. presideute, que uas quisto- a como
esta, deveui tesapparec^r o inpletaineut os par
vidas, e declaro : rstou sempre proropto a votar
por um requerimento desta uatureza, quer elie
venha da bancada conservadora, quer venha aa
bancada liberal. O meu partidarismo nao vai ao
ponto dj partidarismo do nobre deputado.
Estou convencido de que a Aasembla ioteira
pensa neste cunto do m:smo modo que eu e con-
fi-ido que ella ni) aeompanhar o illustre repre-
sntantc do 2o diatricto ; cerr<. de que o mea re-
querimento ser approvaflj, eento-me, limitando
me as palavras que tenbo proferido.
Eocerrada diacussao e pjsto a votos nppro-
vsdo o requ J riinento.
Vem mesa lido, apoiadj e entra em diacuaso
o segaiute nquorimentj :
Requeiro que pelos canjes competentes se
informe :
Se o presidente da provincia providenciou no
sentido de serein apanbadas as malas do vapor
Bahia, com a c rrespaadeucia das diversas provin-
cias, e que andam vagjnJo a merc das ondas ao
longo da costa entre tsta provincia e a da Para-
hyb.., e bem assim outres objeetoo. S. B. ot
Mara.
(Continua).
Errata
Nos tr.ibalhos da Aasemb!i.h>ntPm publicados,
depois do discurso do Sr. deputado Jcs Mara,
entra o do Sr. Dr. Pitan:/; ?, que e completo da
21* sesso, j publicada no Dtario de 20 do cor
rente.
No discurso do Sr. Ritis e Silva, no fim da ses-
so, em lugar do none do Sr. Risa e Silva deve
ler-se o do Sr. Ratis e Silva.
HtviSTA DIAMi
Aaacniiila Proviucial Funcconou
bontcm sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoe* de Barros Wanderley, tendo comparecidj
36 Srs. deputados.
Foi lida e approvada sem debate a acta da sea-
gao antecedente.
O Sr. Ia secretario pr.^cedeu leitura do se-
guinte expediente :
Um offieio do secretario do goveino remetiendo
outro sem original do inspectur do Tbesauro Pr
viucial conteudo a dein ristracilo da insuffieencia
do crdito de 05:9t674 relativamente ao paga-
iseat de jurus de apoliees.A' commisso de or-
cameato provincial
Ouaro do da Parabyba enviando uii. coliecco
das leis e regulamentos promulgados all em 1886.
Inteirada-
Foi a imprimir sob u. 71 um projecto precedido
de parecer da commisso de constituico de po-
deres, eoacedendo um privilegio por 15 annos para
te moatar urna fabrn-1 de tecidoa de seda e da-
masana, atediante varias clausulas.
O Sr. Rats e Sil7a, pela ordem recltmou sobre
a perturbacao que ae d na publicacao dos deba
sea. O Sr. Jo j Mana, pela ordem, orsu no mesmo
teatido.
O Sr. Affoso Lustosa, pela ordem, envin
mesa nos requerimento, por elle assignado e p lo
Sr. Ferreira Jacobina pediuJo varias iii o .(de*
relativamente estrada de ferro de Cuiu^r, fi
cando aoore a m. sa, depoia de lido e apoiado para
ser opportunnaten' discutido.
AaHoa-ae pela h ira a disenssio do requerimento
. (ieocalves Ferreira, sobre o lugar em que
se eubaiergio eiHBur nacional Bahia, tendo orado
O Sr. toncalves Ferreira.
e 1.* parte da ordem do da.
pela hora a 2.a discoasio das
i projteto n. 22 des'-e auno (orcamento
ido orado o Sr. Jos Mara.
se a 2 parte da ordem do da.
(9do um requerimento de

urgencia dos Srs. Jis Mara, Bario de Itapis-
sibm, Javcncio Maris, para ser discutido de pre-
ferencia o projecto n. 24 deste anno (exerciooa
findos),
Enceron-se a 2. diseuseao das emendas ao pro-
jecto n. 34 de 1886 (illominacao a gas do Recife)
sendo apoiado um requerimento do Sr. Jos Mara
de adiamento da discussio por 24 horas nao se vo-
tando por falta de numero, e tendo orado o Sr.
Costa Gomes.. Barros Barretto Jnior e Jos
Mana
Adioa-se a 1. dnKavsao da projecto a- 87 deste
auno. .
A ataVm a.dia*: 1-'parte: csatiaaacao da
anteacshn'e e atis ft disenssao do projecto n 41
desta aanov P" continuacie da antece-
dente e mais E diaaaaso da pronto a. 69 deste
Trtstainal t Jury aV> alectaV Foi
hontesa submettido 4 julgassanto o ia Irnociace
de Paafo Santos, caahecMio por Baca Pana, qua
no dia 24 de Maio do auno pasaado tentou assass-
nar Mara Senhorinha da Paz, no pateo do Li-
vramento desta cidade.
Foi sen defensor o Sr. Dr Mascarenhas.
Compoz-se o jury de sentenca dos senhores :
Francisco Marcelino do Amaral.
Christovo Brekenfeld Vieira da Silva.
Agnello Honorio Beaerra de Meneses.
Alborto de Olveira Coelbo.
Jbo Jos Bezerra Cavalcante.
Florencio Domingues da Silva.
Dr. Augusto Coelbo Leite.
Sydronio Silvano Nuaes Sette.
Jos de Aievedo Mkia da Silva Jnior.
Antonio Leonardo de M. Amorim.
Adolpho Coelbo Pinheiro.
Antonio F. da Silveira Carvalbo.
F o reo eujtito ao interrogatorio, e respondes
chamar-se Frauciaco de Paula Santos, ser natural
desta provincia, ter 35 annos de idade, ser solteiro,
morador na ra da Penha, onde rrsde desde sua
infancia, ser talhadcr, e calafate, saber ler e es-
crever, ter estado no pateo do Livramento, quando
sa den o facto de que acensado, nao conhecer as
testemunbas do procfsso, e ter de declarar m sua
oefeza, que se achavn embrngado, quando com-
metteu o delicto de que aceusado.
A promotoria obtendo a palavra para fazer a
aecusaca* do reo declarou, que ha pouco tempo
tinha elle sido despronunciado em um precessn,
qne Iba fara iaataarada por ter tentado contra a
vida da mesma Senhorinha.
Anresi nt.u este facto para demonstrar nao s
o preeedentes contra o reo, como para ficar pa-
tente quaes suaa intenedes para cem a offendida.
Baseado ao eorpo de delicto e nos dapoimentos
das ttrstemunhas, demonstrou que o reo tentara
contra a vida de Suiherinha, tendo para isto en
trbdo k forca em casa dn mesma. impulsando
os autos demonstrou a existeneia do exame de sa-
nidade, que veto confirmar o do corpo de delieto.
Cure os autos provou a exist ncia da circum
stancia aggravante da superioridade em sex > e
armas.
Feito o que, pedio a condeinnacao do reo de con-
formidade com o l.bell >.
Dada a palavra ao defensor do reo, comecou ne
gando a gravidade dos fermentos para o que de-
tidameote eatudou e corpo de delicto e o exame
de sanidade.
Nfgou os elementos da tentativa, e bem aesim
as circunstancias, que levam o c'rime ao art lb2
du cdigo criminal
Destru o a aggravante da superioridad* em ar-
mas, e juttificou a attenuante da embriaguez.
Pidi a abaolfico do reo, allegando que se
aeliu preso ha um anno.
Pelo Sr. presidente do tribunal foi feito o resu-
mo e apresentado os quesitos.
O conselho recolheu-se sala secreta, d'onde,
passados 40 minutoe, voltou trazendo a condem-
nncao do reo 20 annos de galea, medio do art.
192 do cdigo, combinado cem o art. 34 do mes-
mo cdigo.
Entra hoje euijulgiment. oreo Jos Joaquim
de Sant'Anna, pronunciado uo art. 269 do cdigo
criminal.
Faruldade de OirelluEia o resultado
dos actos de hontcm :
/." anno
Alfredo Tacita da Rocha Pag, plenamente.
Val devino Demetria da Roeba Wanderley, siin-
plcsmeate.
Manoel Al ves da Silva Freiie, dem.
Marcolino Poppe da Silva Lupes, idem.
3 reprovados.
4.* anno
Joaquim Velioso Freir do Mondonga, simples-
mente.
Antonio Cclho Pinheiro, idem.
2 reprovados.
Hjje comecarao a funceionar as aulas do 1.
anno, do 3. da 1. cadeira do 2.' a a 3." do 5 e
oa segunda fia 2 de Maio, tolas ae aulas e.taro
abertas.
-i------------- P --------------r *gg
criminosos evadiram-se, dando diversas ca-
cet.adas em Jos Pereira tambero all morador.
O delegado respectivo tomou conhecimento do
facto, atrio o conpetrate inquerito e deligencia
captura doa crmiaosos.
Ttaeaira Santa IsabelApecsr da mnita
ehava qae cabio ante-hontem, noite, teve lugar
o espectculo dado pela companhia de zarzuela
hespanhola em beneficio da primeira typle abso-
luta D. Josefa Pl.
Foi levada acea pela primeira vez o 1- e 2'
attoa da zarzuela cmicaOt lobrinhve do capi-
tto Grant, prodaecao do dramaturgo D. M. Car-
rssa e msica do saaeatro Caballero.
Tendo por fundasBatito, o libreto, o muito co-
hasado rosatnca da Julio Terne Os filbos do
capssio Grant, aaoi m poda fazer precisamente
aaijaizo a raapeit da aanuela de que falla-
moa, pr tersa* apenaa sida levadas i acea doaa
actas,
A jasgar-se so ptdos dous actos nsfo nos jiiii lisas
de grande merecimento a produc^So, apezar da
orieinalidade de algumas aceas.
Quanto a partitura, porm, a sua msica mui-
tissimo agradavel, poden lo-se qualiacal-a como
urna das boas composices de Caballero, no gene-
ro em que est escrpta.
O coro da introdcelo, a walea ao primeiro
acte, o coro dos grumetes, das fumistas, eo bai-
lado chileno no segunde acto, sai trechos que de-
leitando sero sempre com satisfcelo reeebidoe
A Sra. Pl, foi urna p.rfeita madrilea, cantan-
do & parte de Soledade, e cosa a sonorosidade,
arte e graca que a carcter isa n como artista,
cantou todos os nmeros de sua parte.
Ketti, foi interpretada pela Sra. A. Sacanel-
les, ase foi regularmente no trecho que eantou.
Os Srs. Garrido, Durand e Manso, cada um na
parte de que se encarregoa, foram esmo costo
mam ser, artistas conseieneiosoa que Banca se vio
mal
O Sr. Ramos, fui um sir Clyron completo, isto
, um iaglez em Hespanha.
A Sra Roiz e o Sr. Ramrez, dancaram com
bastante graca o oailadoLa Rama cueca, pelo
qoe merecern: as honras de uro bit
Passando a tratar da festa que os admiradores
da beneficiada promov raro, diremos que estove
muito boa.
Todas as vezes que a beneficiada assomava a
seena era rceebida com urna grande quantidade
de lindos bouquets, res exparsas, pombus
e palmas que umitas vezes fez parar a represen-
tacao.
Alm oes bouqnets qre eram jogados scena
muitos outros com ricas fitas foram off^recidos,
bem como differentea presentes alguns dos quaes
de valor.
Acreditamos que a intelligente actr'z nao es-
qnecer a noite de ante-hontern
^,
rs

vra ao capillo de que guardara iaeommunieavel
0 "/a*"'* J' nao devia faltar esta palana.
Tendo todos excepto o Alcaide se retirado, ap-
pareee Theresa que mordida peto Temorso, com-
feBsa a sea irmao qae tudo qae se esteva passando
eradevido urna infamia praticadapor ella, como fim
de comprometter a Mara, pois aman lo a Joo nao
poda tolerar o casamento d'este com a moca, mas,
que a tudo estava disposta para salvar a ambos.
Depoia de alguns pedidos do Alcaide a respeito
do perdao de Joo e da recusa do Caprto, Mura
e Tberesa concordara no meio de salvar ao sar-
gento, pelo qoe apparecendo a Capitao, Mara sap-
plca-lhe o perdao do seu amado e Tbereza eon-
fessa a que sai para perder a Mara afim de casar
com Joo, historia esta que o ofEcial nao quer acre-
ditar.
(negando Alcaide, se rastraai aadaas e este a
sos com o Capitao lhe records de qas em um asm'
bate o offieial sne commandsts s forea alea de
terido j ia ser morte pelo niaaiga, asando sai
soldado arriscando a sua vida, sarvou a do offieial
e que o offieial era elle Capitao e o soldado era o
sargento Jo&o.
Agradecido pela revelaco que lhe faz o Alcai-
de, o Capitao nao s perda a Joo, como pede a
este para ser seuamigo, offereceudo-se para obter
a licenea do casamento do sen salvador com Ma-
ra.
No meio da maior alegra para todos apparece
o novo destacamento qae vem substituir ao que
estava na aldeia, retirand -se o Capitio, mecos
Joo, ficando todos bemdisendoao Capitao.
BinoenluO proprietario e redactor prin-
cipal deste peridico pedio-nos para declarar aos
seus assignantes que, por motivo de achar se elle
seriamente incomimdado, nao ser hoje distribui-
do o.mesmo peridico.
Pelo que eipera urna justa acquiescencia dos
benvolos teitores.
K re be lo r i a Termiua impreter velmente
boje, 30 do correte, a cobranca sem multa do 2
semestre do imposto sobre industrias e profiseoes
do exercicio correte de 1886 1887.
Besa JardlmO noesa correspondente en-
vieu-nos a seguinte carta em 26 d > corrente :
Anda que tivesse promettido em mioha ulti-
ma miseiva t escrever-lhe depois das eleicoes mu
uicipaes, quebr o proposito pira inteiral-o do
que ae tem dado aqu ltimamente.
Nu domingo (24) foi esta cidade testemunha
de uro facto bem contristador e revoltante :
<- Ao Dr. juiz de direito foi apresentada ama
preta de uome Bonifacia, se viciada eem estado ae
uao proferir palavra alguma, dizeudo ella ter aido
surrada por seu seuhor.
O Dr Ctstello Branco mandn apresentar a
nteliz antoridade policial, para fazer corso de
delicto
Sf
da tarde; SE (Mn> iaterruooSo de 1 hora e 17
minutos ESEjat J.0 horas e 31 minutos da tarda ;
8SE at meia ntite.
Velocidade media do vento : 1,93 por segundo.
Nebulosidade media: 0.75.
Hospital PoriugaezO movimento das
enfermaras deste hospital na semana fioda foi o
seguate :
Existiam em tratamento...... 16
Entraram dorante a semana..
Falleceram................,
Ficam em tratamento.......
o Sr. mordomo
21
2
19
21
Manoel de
e proce E' mais um producto da instituicao ia esira-
Tuc u no saliu do theatro a msica do corpo de vido, o que ah tica narrado.
Jos
polica.
Hoje ter lagar o beneficio do Sr. U
Romos, 1- aaix) da compmhia.
Exonerara e taonsescas de star-
bt-lo :Jor pr ipo.-t-i do Dr. e!i-fe de p: li- i a du
boje datada foi exonerado, a pedido o barbeiro da
Casa de D-tencao, Vicente Ferreira da' Paixo, e
noueado pnra substituil-o, Ricardo Soares de
Fieitas.
Canamlnsaa le soccorros aos nau-
frago*Ao Sr. Francisco Gurgel do Amaral
foi entregue 52000, remettidos pelo Rvd. padre
Jo) Tbnorio Vieirade Mello, residente em Be
zerros, para soccorru aos nufragos do Bahia.
Zarzuela eapanliola. Sor hoje can-
tada no theatro de Santa Isibe!, a zarzuela cm 3
actos de D G. Gomes e D. F. Caballero msica
A quem nao falla Deas nao ouve
A noasa reclatnacao de hontem acerca da prancba
que falta na segunda pontcsinha de Santo Ama-
ro foi tomada em coosideraco neto zeloso Dr. di-
rector das obras publicas, que apressju-.io em
communicar-nos que nao poda attender-nos por
nao deverem correr por cunta das obras publicas
as despezas com o concert de que neeesaita a
mesma pontesinba.
A obrigajo dease concert incuinb' ao Sr.
Eduardo Burle, a quem pertenecen aetunlm?ute as
casas e o terreno da antiga e hoje extincta fundi-
cao Starr, pois que, sendo cesa pontcsinha urna
dependencia da mesma fuuriico que a construio
para cobrir o ca al, que servia-lhe para transpjr
tar es seus productos, sempre couservou-a em boro
estado.
Passando a propriedade ao Sr. Eduardo Bu le,
o digno director das obras publicas exigi delle
que atterrasse o canal e fizt-sse o respectivo caes,
ou entao obrigaase se pela conservaco e eoneer-
tos da pintesiuha, e o Sr. Eduardo Burl preferio
aceitara nltimj alvitre.
ltimamente o fiscal da fregaezia da Boa-Vista
notando a necessidade do concert procurou para
esse fim ao director das obras publicas e teve em
resposta a explicacao que ahi fia.
Ni i sabemos, porm, se o fiscal cumprio intei-
ram -nte o seu dever, isto obrigar o proprietaria
a fazer o concert o j commuuicar a Cmara para
pruvidenciar.
Nessas cndicoe8 faremoa com vista ao Sr.
Eduardo Burle, ou lguem quo o represente, a re-
e miayo de hontem.
E sa por esse meio nada con ^eguirmos, com o
que nao contamos em vista d solicitado e cuidado
que o Sr. Burle, como tolo propretario, deve ter
pulo qoe seu, seremos forcado a recorrer a
C mipanhu Ferro-Carril.
Esta companhia tem os seas trilhos sobre a re-
f ridi p uites.nba eem liuha dupla pela clausu-
la 10* do sea contracto de 25 de Julho de 1879
obrigada a fazer os reparos precisos no lastro das
pontea em que estijain asaentados os seus earr.
Seja, porm, o Sr. Eduardo Burle o principal
responsavel ou subsidiariamente a C.mpauhia
Ferro-Carril pela conservaco da ponte, iato
questo que deve ser decidida entre os proprios
iuteressados
O que pedimos e desejamos bem poucoa col
locacao de urna pruneba de madera no lastro da
ponte para evitar accidentes e desirracas aos que
por all transitan).
Conselno de inveNilgaro-E' na se-
gunda-feira 2 de Maio, que {se rene no quartel-
general o conselho de investigar) a que foi man-
dado sujeitar-se o tenente-coronel Manoel de Aze-
vedo do Nascimento, comman tente do 2- batalho
de iufantaria.
' presidido o c.nselho pelo ebefe de divis?o
Job Mantel Picando da Ctsta, inspector do Ar-
senal de Marioha.
A proposito de ama denuncia A
denuncia do 1 promotor publico contra os respon-1
A escola fundada e sustentada pelo Revm.
vigario desta freguezia Jos Francisco da Silva
Burges, da qual tratei em minha penltima m.asi-
v.i, fu.ieeiuna noite ; e urna das condicoes de sua
existencia n> aceitar-se meninos que nao sejam
pauprrimos e de pea dcecalcos.
O vigario j tero metmo se recusado a reeeber
alumnos de certa ordem, allegando que, ae a-iinit-
tir qualquer menino vestindo roelnor e c-lcado, os
pobres, para os quaes foi a escola creada exelusi-
vameute, envergonh'idos pela deaigualdade no tra
jar, se retirarn. Nesta parte, o vigario t m ra-
zio de sobra, vistos os nossos eoatujjes e preooo-
ceitos.
Lejos na Prooineii de 21 do corrente, a
tranacripeo, na seecu Noticias, do offieio, cuja
copia lh enviamos, do Dr. juiz de direito Custello
dos maestros M. Caballero e J. Cesares, que se in- I Branco, sobre um ju'garoeuto no jury, dirigido
titulaAs nove d'i noite ou o condemnado, e cujo promotoria.
argumento o seguate :
Personagens:
Mara.
Tberesa.
Juo.
Cap to.
Alcaide.
Mocos, mocas, povo, soldados, etc.
A scena passa-se n'uma aldeia de Arago--
1837.
Acto .Vista de praca
No offieio fez um judicioso c sensato critico
alguns commentarioa, mimoseando taulo ao ma-
gistrado como ao D'. promotor publico com al-
guns epithetos, que na j houram muito ao critico,
e annotador critenoso.
Entretanto o procedimento do juiz muito
louvavel, pois teve a franqueza e curagem de con-
fessar o seu engao, mostrar que nao conniven-
te com o crime, e nem tem proposito de apatroci-
nal-o, violando a le.
Cenfeasar o erro e procurar eorrigil- >, 4 uni-i
Ao levantar o pauoo, Thereea urna carta, cm i dociiidade, a que chamaremos virtude ; e, ao con-
quauto que as raqarigaa fazem commenterios a trario, reconbecel-o e persistir nelle, um deleito
respeito da tristeza de Ther.-s i, acreditando ser censuravel em um particular, e condemnavel em
aquella carta urna carta de amor dirigida a Tue- nm juiz.
ris-i. Se todos os juizc-s assim prueedess 'm, nao te-
O alcaide veio aanunciar ao povo a chegada do riamos oceasio de testeraunhar magistrados le-
um destacamento que vnha guarnecer a aldeia e vados a barra do tribunal, por denuncias particu -
g.rantl-a da revoluco, censurando ao mefmotem-' lares, pi:ra;se justificarem de decisesde igual jaez
po a luta fraiieida que se es'ava dando em Hesp
nha, aconselhando a todos o eumprimento de seus
deveres.
Mara sahiudo de casa cruelmente reprehen-
dida por Tberesa, o que nao agrada o Alcaide,
que censara sua irm por tal procedimento, dizen-
do-.h que Mana urna exeellente rapariga que
t- m sabido ser grata a elle pelo acolhimento que
lhe deram desde que essa perdeu seus pas.
Os rapases e ruparigas annunciam a chegada
di destacamento, o qual app.rece trazendo como
dadas le boa f.
Pecimos licenca ao sensato e jurdico esm-
mentador para apontar-lhe, por exeovdo, o caso
que se passou com o jaiz de direito da 1* vara da
corte, Agostiuho Luiz da Gama, por denuncia do
eonselheiro Moreira de Barroso qae se deu com
refe: enca ao juiz de direito da comarca de Villa
Nova, em Sergipe, e finalmente, e qae occorreu
com o juiz municipal Buk- Jnior, em Barra
Mansa, que depois de Sudar o quatrennio e estar
ausente, foi denunciado por ter procedido contra
sargento a Joo, que era filbo d'aquella aldeia; e le expresa e teve de justiScar-se, soff.-endo com-
que se julga feliz por voltar novamente all por ser \ tulo orna pronuncia e submettdo a julgamento
equelle lugar o seu berco, o cofre de suas sffei- to afinal abaolvido.
coes e do seu amor. A respeito do juiz de direito de Villa Nova em
Cbegando o Capitao trava com todos conheci- I Sergipe, remetto-lbe, Sr. redactor, ama copia do
mentu, entend-ndo-sc logu com o Alcaide a res- decreto que foi expedido, e por nao ser muito co-
peito do alojamentu da tropa, ficando elle e Joo ; nhecido, vale a pena ser publicado.
p r instancias do Alcaide alojados em casa d'este. I Convertesae o governo dopaz em le a medida
Tberesa a sos com Joo sabe do immenso amor queja foi lembrada por um dos presidentes d:.a
que esse tinha a orpb Mana, e da promessa de nosaas Relatos, de serem as correico s as 00-
casamento que havia entre os dous, conveucendo- ; mareas feitas pelos deaembargadores. e o paiz te-
se ento de que nao p deria obter o amor de Joo, ra de ver apparecerem de dentro do p dos carto-
proeura in^utir-lhd no espirito susputas a respeito ; nos cuusas muito bonitas- alias' oriundas de b)a
de Mara, a qu m odiava ] intenco.
Esta encontrando-se com o Capitao, diz lhe este Demais disae o judicioao critico, que deve
a'gumas amabilidades que nao sao ucceitas, e,
qnaadj sj o j vem militar confessa estar apai-
aosado.
Joo sahindi de casa dn Alcaide encontra The-
reza e procura saber d'ella a explicado das pala
vraa mysteriosas que disse a respeito de Mara, ao
que se recusa a irm do Alcaide e se convence
anda de qnenuuca dever esperar o amor de Joo,
pe i u jura a si aesma vingar de maneira tal
que nuuea o sargentu ser esposo de Mara.
O Alcaide tem una icen desagradavel rara
elie cun sua irm por continuar essa a tratar mal
e iftrMider sem motivo a orpha, at qua appare-
cendo Joo, o Alcaide o f lcita pela escolha acer
tada q -. fez co M ira, felicita(o esta que Juo
nao recebeodo muito bem, pela duvda que tem o
seu espirito a respeito da in ca, enfurece o Alcai-
riaapplaudir a sinceridade du juiz ageitou a seu
gosto e industria aqullo que o proprio juiz con-
fessou, isto o engao intencional e procurou
coriigll-o.
O promotor publico, Dr. Hercilio de Soaza,
a qne-n o annotador alustrado e litteratc chamou
de inepto, um mofo reconhe^idameute hbil, co-
nheceder dn seus deveres e desempenha o lugar
com muita hombrdade.
Desde que o juiz de direito nao poda mais re-
correr do seu despacho, devia como ultimo recurso
dirigir-se ao advogado da justics para intcutal-o.
E depois o caso nao anmalo : ha preceden-
tes, mesmo recentes e de mais gravidade qae o
autorisam.
Eis o decreto a qne me refiro :
Constando qne o juiz municipal da villa da
do que chamando Mana esnta-lhe tudo, vinao fi- Capel la, comarca da Villa-Nova, na provincia de
nalinente o desconfiado namofado pedir perdo
das infundadas saspeitas que a resp ito della nu-
tri; perdo esse que Mina concede por ter un
eoraoo de urjo.
Acto 2 .Sala.
Os soldados, mocas e rapases, alegres saudam os
52 annos do Alcaide, FinqunntoM>--iaihesser?ede
beber, esse Joo fallam de cusas do tempo que
j passou.
j ao pergunt.i a sua amada, qual o motivo de
tanto M esquivar ella de estar sa com elle, at
que Mara, para dsspar toda e qnalquer suspeita
do seu amanto lhe concede ama entrevista psra
as 9 horas da no:t', o que sendo ouvido por The-
reza, ocuorre-lhe a idea de viogar-se da moca.
As-i, Joo riflo'te a respeito da corte que o Ca-
pitao faz a su i amada e desconfa que por isso
que o Cipito tanto o atropelia no servico, e en-
trando esse repiehende ao sargento por nao estar
no seu posto.
O A cado apparecendo vem dar as boas nortes
ao Capitao e se retiraodu, chega Mana a quem o
offieial trata de conquistar, fu.'indo eoto a moca.
Logo, depois, en;ontra-se o Cipito com Tbe-
reza qae lhe informa da entrevista que Mara ha
de ter com o seu apaixonado as 9 horas, revelaco
esta qae contraria ao jovem offieial, que resolve
esperar a moca.
po:a de algames scenas, apparece M tria que
saveis pelo desfalque na Tnesouraria de Fazanda,! comeca'a fallar com o sargento, quando sentiudo
motivou urna explicaco pela imprensa entre os] pasaos trata de fugir, no que ob.tada pelo Ca-
Srs. Joaquim da Silva Carvalho e J. Bastos dt C. [pito, que depois de lhe ter decarado todo o amor
Em outra seceo publiearemos um artigo do!que por ella s.nte, procura estretal-a nos bra-
primeiro e em nosso poder existe, para ser visto
por quem quizar, o documento authentico a que
serefere o mesmo artigo.
Carta pastoralR cebemos a carta pas-
toral de Exc. Rvma. o bispo diocesano acerca do
jubil) sacerdotal do Santo Padre Leo XIII, di-
rigida ao clero e fiis desta diocese.
Agradecemos e reeommeodamos aos fiis a sua
lei tura.
Fermentos e cacetadas No lagor Mu-
tuns di termo de Palmares, no da 24 do corrente,
pelas 7 horas da noite os individu s de nome Ma-
noel de Lima, conhecide poi Meienro, Jos Bispj
e um escravo do eogeobo Estrella do Norte, feri-
ram gravemente sem m itivo conhecido a Augusto
de Cliveira, all eatabelecido, na oceasio em que
este se achava sentado junto ao sea estabele-
cimento. .
cus.
Nesta oceasio, Joo que tendo abandoaado sea
posto e tudo ouvido, entra depois de arrombar a
porta e pondo a arma cm pontana f z fogo sobre
o Capitao.
Ao estampido do tiro, acodem o Alcaide, solda-
dos e povo, aos quaes o Cipito qne prendam ao
sargento que o qiiz assasiuar, caja ordem os sol-
dados ezecutam.
Mari a em vo entercede por Juo, mas o Capi-
tao a aiuguem ltenle e manda condaair ao infe-
liz sargento para a priso, considerando todos a
Joo, perdido pelo crime que acabava de commet-
ter.
,.58 cU 3 >Casa do Alcaide
O soldados, amigos e Mara, pedem pura ver o
prez, mas, ajtotos se recusa o Aloaida conceder
tal permisso, allegando que tendo dalo sua pala-
Sergipe, Franeisco da Silva Freir, servindo in-
terinamente de juiz de direito e presidente do jury,
deixou de appellar da sentenca que absolveu ao
padre Manoel Jos da Silva Porto, e outros, no
procesao em que eram aecusadoa pela morte com-
mettida na pessoa do juiz de paz da dita villa,
Jos Alvares Pereira, e achando-se o delicto con-
fessado pelo proprio reo, e nao parecendo sufi-
cientes para justificar o procedimento do mencio-
nado juiz municipal os motivos por elle allegados
em eua respasta datada de 15,de Julho do corren-
te ann1, hei por bem suspendel-o do exercicio de
suas funecoes, devend) todos os documentos rela-
tivos a este objecto serem remettidos aojuizo com-
petente, para que nelie se proceda ua forma da
le contra o sobredto juiz municipal, afim de que
se taca a efiectiva responsabilidade.
Jos Carlos Pereira de Almeida Torres, do
meu conselho de estado, ministro e secretario de
estado dos negocios do imperio e interinamente
dos da justica, assim o tenho entendido, e fac^a
executar.
* Palacio do Rio de Janeiro, em 23 da Agosto
de 1845, 24 da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o imperador.Jos
Carlos Pereira de Almeida Torres.
Directora dan obras de conserva
cao dos portosBoletim meteorolgico do
da 28 de Abril de 1887 :
Entrn de sei
ouza Azevede Pires.
L.eil Ae*Efeetaar-se-ho :
Iioje :
Peto ajenie Pinto, s i I horas, so pateo de S.
Pedro n. 17, de movis, louca?, vidroa e crstaes.
Peto, agente Martins, s 11 horas, na ru* Du-
que de Oaxias n. 66, da armico e mercadoras
ahi existentes.
Peto agente Pinto, s 11 horas, no pateo de S.
Pedro n. 77, de urna mobilia de junco, etc.
Segunda -fe'ra :
Pelo agente Pestaa, s II horas, na ra do
Bom Jess n. 16, de um importaate estabelec
ment ahi sito.
Peto agente Pinto, s 11 horas, na roa do Bom
Jess o. 43, de 12 pecas de esteiras a.ariadaspara
forro de sala.
Mlsaas fnebre.Serio celebradas
Hoje :
A's 8 horas, na matriz de Santo Antonio, por
alma do tenente-coronel Austriclino de Castro S
Barreto
A's 8 horas na cap-Ha de Preguicas, pjr alma
do tenente-coronel Austriclino de Castro S Bar-
reto.
Segunda-feira :
A's 8 horas, oa ordem terceir* de S. Francis-
co, por alma de Joaquim Jos da Coat Pinheiro ;
s 7 1/2, no convento de S. Francisca, por alma
do Dr. J-os Tioarcio Perira de Magalbes ; s
7 1/2 horas, na Conceico dos Militares, por alma
do coronel Francisco Camello Pessoa de Lacerda ;
s 8 horas, na eapelli ia Torre, por al.na de An-
tonio Martina Ouarte ; s mesmas horas, oa Or-
dem 3l de S. Francisco, por alma de D. Francis-
ca Brazilina e Lima do Amaral; s t horas, na
matriz de Santo Antonii e na capaila de S. Ber-
nardo, em P i d'Albo, por alma do bichare! Jos
Mara de Albiqnerque L-'uia.
Goteria da corteA 204" lo'era da cor
te, pelo novo plano, cujo premio grande de____
90(000*000 ser extruhida no da .. de Mar-
go.
Oa bilhees acham-se vivida na praca da In-
dependencia na. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da Fo;-
ctua roa Primeiro de Marco u. 23, de Martina
Fiuza & C.
L'ileria doUro-ParaA lotera deste
provincia, pelo wvo plan,, cujo premio grande
40:i)()0jOUO, ser extrahida no dia 33 do cor-
rete.
B'lhetes 4 venda n i Casi do Ouro, ra do Ra-
riu da Victoria n. 40 de Joo Joaquim da Costa
Leite.
Tambem achim-se venda na Casi de. For-
tuna rua Primeiro de Marco u. 23, ,do Martins
Fiuza & C
Lotera rta provincia du Paran
A 11a lotera desta provincia,pelo novo piaiu. eu
jo premi grande de 15:000^000, se, extrahiri
u i da 3 de Miio.
HMhtes a vonda na Casa da Fortuno, ruu
Primeiro de Marco n. 23, de Martina F;uza & C
Loteria daParabybaEajt lotera cujo
premio grande de 20:OJOjOJ ser extrabida no
dia .. do corrente.
Os bilhetea acham-se venda na C>,sa do Ouro
ruado Bari da Victoria n- 40 da Joi-i Joa-
qnim da Coata Leite.
L. >l<-rlu da alagoa*.1 1G parte desta
lotera, pelo novo plano, cujo premie grande de
l.-.'Ml > 0, ser extrabida do dia .. de Maio.
Oa bilhetes acham-se venda na Cas Feliz
praca da IuJepen ieucia ns. 37 e 39.
Tambero aeham se venda na Casa da Fortu
na rua Primeiro de M.rc. nd 23, de Martin;
Fiuza \ C.
Lotera da provinciaA 15a parto da
Ia lotera era beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife. ser extrahida quarta feira 4 de
Maio.
Oa bilheti-a acham-se venda na Casa Feliz na
pr..c i da Inleuendeueia us. 37 e 39.
Tambero acharo ee venda na Casa da Fortuna
rua Primeiro de Marco n. 23, de Martins Fiu-
za & C.
Cemltcrlo PublicoObituario do da 28
do correute:
Manoel Soares de Almeida, Bahia, 37 inn.i:, sol-
teiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Thomaz de Aquico do Eapinto-Santo, Pernam-
buco, 33 annja, .solteiro, Boa-Vista ; pneumorrha-
gia.
.Dulce Varejo, Pernambuco, 18 aauos, solteira,
Boa-Vista ; pulmouite.
Um feto, Peroambuco, Santo Antonio ; ao nas-
eer.
Jos do Reis Gomes, Pe.-nambuco, 60 annos, ca-
sido, Graca; dyarrba.
Jos Felippe do Espirito-Santo, ignora-se a na-
turalidades idade e o estado, S. Jos; remetti-
dj pelo subdelegado.
Cibrinha,
appellado
appellado
GHRONICA JUDICIRI
floran S '~ a o -a 82 o o te i* Barmetro a O T.asao do vapor o ce S CU
6 m. 9 12 3 t. 6 236 24-4 271 253 252 759">36 76u72 760n>00 lb8"H 759>45 19,20 20,92 23,19 21,4ll 19,97 89 92 86 89 83
Temperatura mxima27,50.
Dita mnima23,60.
Evaporaco em 24 horas ao sol: 1,>6 ; som-
bra : 1,-6.
Chuva9,"5.
Direcco do vento: S de meia noite at 2 horas
e 40 minutos da manba ; SSW at il horas e 30
minutos da manh ; S at 12 horas e 18 minutos
Tribuna! da Hela?ao
SiSSO ORDINARIA EM 29 DE ABRIL
DE 1887
PBK8IDENCIA DO EXM. SE. COXSELHEIEO
QOISTINO DE MIBANDA
"Secretario Dr. Virgilio Coelho
A's horas do costume, presentes os Srs. desem-
bargadores em numero legal, foi aborta a sesso,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidor e passados os feitoa deram-.se os
seguiutes
JDLOAMENTOS
Habeas Corpus
Paciento .
Jo& Ignacio de Olveira. Negou se a ordem,
unanimem ente.
Recursos e'eitoraes
Da EaciiaRacorrente Dr. Jos Engenio di
Silva Ramos, recorrido Joo Virgilio Saraiva Gal-
vio. Relator o Sr. eonselheiro Queroi Barros.
Deu-se provimeato, unnimemente.
De IngazeiraRecrreme o promotor publico,
recorrido Silvino Ayres de Albuquerque Caval-
cante. Relator o Sr. deseuibargador Toscano
Barre:o. Oonverteu-se o julgaaento em diligen-
cia.
De Paulo AffousoR'correte o jaiz i, recorri-
do Pedro Vieira Rogo. Relator o Sr. desembar-
gador Toacano Birrete. Dju-se proviment,
unnimemente.
De ri. JoJoReorrente o juizo, recorrido Joo
da Costa Villar. Relator o Sr. desembargdor
Pires Ferreira.Deu-sa provimeato, ujiauime-
maute.
De IugizeiraRecorrente Domingos Trigoeiro
Giatello Branco, recorrido Qiintioo Jos Pereira
Brando. Relator o Sr. desembargadat Pires
Ferreira.Negou se provimento, contra o veto do
Sr. desembargador Olveira Maciel.
De S. JooRecorrente o juizo, recorrido An-
dr Rodrigues de Almeida. Relator o Sr. desem-
bargador Monteiro de Andrade. -^Negou-se pro-
vimento, unnimemente.
De IngazeiraRecorrente o promotor publico,
recorrido Bal bino Ferreira da Silva. Relator o
Sr. desembargador Monteiro de Andrade. Em
diligencia.
De S. JooRecorrente o juizo, recorrido Ma-
noel Jos de Freitas. Relatero Sr. desembar-
gador Pires Gonfalves. Negou-ae proviment),
unnimemente.
De PanellasRecorrente Manoel Martins de
Olveira, recorrido o juizo. Relator o Sr. desem-
bargador Pires Gonoalves.Negou -se provimea-
to, unnimemente, com ama advertencia ao jaiz
de direito.
De IngazeiraRecorrente o promotor publico,
recorrido Manoel Ferreira Neves. Relator o Sr.
desembargador Alves Ribeiro.Em diligencia.
De PanellasRecorrente Mathias Pinheiro de
Azevedo, rcorrido o juizo. Relator o Sr. des-
embargador Alves Ribeiro.Neou-se provimen-
to, unnimemente.
Do Catle do Rocha Recorrente Jos Tavares
Guimares Carry, recorrido Felippe Datra de
Almeida. Relator o Sr. desembargador Alves
Ribeiro. Deu-se provimeato, unnimemente.
De AtalaiaRacorrente Joaquim Antonio dos
Santos, recorrido o juizo. Relator o Sr. desem-
bargador Tavarea de Vasconcelos Em dili-
enoia.
Da EscadaRecorrente o hachare! Jos Euge-
nio da Silva Ramos, recorrido Jos Candido de
uima. Relator o Sr. desembargador Tavares de
VasconeelloeNc se tomou conhecimento. un-
nimemente.
n x, .. ocursos crmes
uo JjMciteRecorrente o juizo, recorridos Fran-
ciaco Alves de Lima e Manoel Fcrrein Borges.
Relator o Sr desembargador Toscaoo Barreto.
Adjantjaosbrs. oonselielro Queroz Barros e
deseasbargsdor Al vea Ribeiro. Negou-se pro vi-
ment, unnime nente.
Da PanellasRecorrente Paulino Antonio de
Souaa Ayrea, recorrido o joiao. Relator o Sr.
desembargador Deluso Oavateante. Adjuntos os
Sra. deaembargadores Toscano Barreto e Olvei-
ra Maciel.Dease provimento, contra o voto do
Sr. desembargador Toscaoo Barreto.
Aggravos de petico
Do Recife Aggravante Vicente Conde, aggra-
vados Agostinho Santos & C Relator o Sr. des-
embtrgador Pires .Goncalves. Adjuntos os Sra".
deaembargadores Buarque Lima e Pires Ferreira.
Negou-se provimento, unnimemente.
Do RecifeAggravante Manoel de Medeiroa,
aggravado o juizo de or.,hos. Relator o Sr.
desembargador Alves Ribeiro. Adjuntos os Sra.
deaembargadores Delfiuo Cavalcante e Toscane
Barrete.Negou-se provimento, contra o voto do
relator.
Appellacoes crmes
Do RecifeAppellante Komana, escrava de D.
Anna Franceliua da Cunha, appellada a justica.
Relator o Sr. conaelheiro Queroz Barres. Re-
formou-se a sentenca, para se condemaar a appel-
lante no medio do art. 203, unnimemente.
De CamaragibeAppellante o juizo, appellado
Flix Beaerra Montenegro. Relator o Sr. eonse-
lheiro Queroz Baos.Mandn-se a novo jury,
unnimemente.
Do RecifeAppeHante Antonio Francisco Car-
ga, appellada a juatc*. Relator o Sr. desembar-
gador Alves Ribeiro.Deu-se provimento a ap-
pellaco para se absolver o appellante contra o
voto do Sr. cooselheiro Queroz Barros que an-
nu'lava o proeesso.
PASSAGENS
Do Sr. desembargador Buarque Lima ao Sr.
desembargador Toacano Barreto :
Appallacoe3 crmes
De Matnanguap Appellante o juizo, appella-
do Manoel Luiz Bispo.
Do BrejoAppellaute Sebastai Jos doa San-
toa, appellada a justifa.
Da GravatAppellaute ojuizo, appellado Fir
mino Francisco doa Sautos.
Appellaco civel
Da VictoriaAppellante Francisco Cartio, ap-
pellado J..a Peixe Boa-Ventura.
Do Sr. desembargador Toscano Barreto ao Sr.
iesemb.irgador Delfiuo Cavalcante :
Appeaeio civel
Do I icfeAppeilante Jo^ Caetano do Me-
deir8, aopelladoi a Viacondessa do Livramento
e outros.
\> i Sr. desembargado! Olveira Maciel ao Se
desembargador Pires Ferreira :
Appellaco crime
De Caruarz>Appellauto Joao Joaq-'iin de Me-
u- zas, appellada a justica.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
deserobaigador Monteiro de Andrnde :
Appellaco crime
Lo logaAppellante o juizo, appellado Galdi-
n i, escravo de Antonio Cecilio dos Santos Passos.
Do S:-. desembargador Pires Gonca'ves ao Sr.
desembargador Alvts Kibeiro :
Embargos infriogentes
De NazarethEmbargante Manoel Rodrigues
da Silva, embargado Joaquim Nunes Xavier de
Souza.
O Sr. desembargador Pires Goncalves como pro-
carador da cora e promotor da justica interino
deu parecer nos seguiutes teit.is :
Appellacoes crmes
De Macei Appellante Joo Fe'ix
appellada ajuatifa.
Do Limoeiro Appellante o juizo,
S-Tafin Gomes da Silva.
Do LimoeiroAppellante o juizo,
Manoel francisco da C>6ta.
Do Bonito-Appellaute Antonio Francisco do
Curmo, 8Dp -liada a justiga.
Do Sr. desemb irgador Alves Ribeiro ao Sr.
desembargador '.'avares de Vasconcellos :
Appellacoea crmes
De AtalaiaAppellante o juizo, appellado Jos
Placido da Costa.
De Garanliuns -Appellante o juizo. appellado
Basilio Jos Ferreira.
De TaqnsretingaAppellante o juizo, appel-
lado Jos Joaquim Ferreira.
Appellaco commercial
Do Alaga Grande Appellante Manoel da
Coata Travassos Jnior, appellados Brito Lyra
6c C.
Di Sr. desembargador Tavares de Vasconcellos
ao Sr. eonselheiro Queroz Barros :
Appellacoes enmes
De GaranhunsAppellante o juizzo, appellado
Satyro Goaies da Silva.
Da TaquaretngaAppellaute o juio, appella-
do Amaro Jcs do Carmo.
DILIGENCIAS
Com vista s partes :
Appellacoes commerciaes
Do RecifeApoellantea Ernesto & Leopoldo,
appellada a masaa f.llida e Flix Gomes Coim-
bra.
Do RecifeAppjllaote 1). Mara Joaquina d&s
Dores, appellado FraucUco Cecilio Fernandes da
Silva Guimares.
Appellaco civel
Do RecifeAupeilante Joaquim Monteiro Gue-
des Gondim, appellado Virginio Horacio de Fre-
tes.
Km diligencia
Appellaeao crime
De Goyannairjfcplla te o promotor, appella-
do Manoel Joaquim d Sant'Anna.
DISTKIBUIfOES
Recursos elcitoraes
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De Pedras de FogoRecorrente o juizo, re-
corridos bachaiel Alexandre Rodrigues doa An-
jos e ontpos.
Do TeixeiraR- crrente Aritides de Araujo
Guerra, recorrido Jos Alves Ferreira.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Do TeixeirRecorrente Aristides de. Araujo
Guerra, recorrido Joo Serafiro da Costa.
Do TeixciraRecorrente Braz Alves Pereira,
teeorrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Tavares de Vasconcellos :
Uo TeixeiraRecorrente Aristides de Araujo
(Juerra, recorrid- Maaoel Dias de Medeiros.
Dj TeixeiraRecorrente Agostinho Pereira da
Silva, recorrido o jvizo.
Ao Sr. eonselheiro Qjeiros Barros :
Do TeixeiraRecorrente Aristides de Araujo
Guerra, recorrido Serafin Dias de Araujo.
Do IVixeira -Recorrente Francelino ^Pereira
de Arruda, recorrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Dj TeixeiraR-corrente Aristides de Araujo
Guerra, recorrido Manoel Avelno de Medeirss.
Da TeixeiraR-corrente Manoel Dantas Cor
rea de Ges Jnior, recorrido o juizo.
Ai Sr. desembargador Toacano Barreto :
Do Teixeira- Recorrente Aristides de Araujo
Guerra, recorrido Agoatiuho dos Santos Araujo.
Dj Teixeira- -Recorrente Joo Bernardo Fer-
reira Rocha, recorrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Delfino Cava'cante :
Do TeixeiraRecorrente Aristides de Arante
Guerra, recorrido Pedro Paulo do Amaral.
Do TeixeiraRecorrente Leoncio Pereira Mon-
teiro Wanderley, recorrido o juizo.
Ao Sr. desembargad ir Olveira Maciel :
Do TeixeiraR- corrente Aristides do Araujo
Guerra, recorrido Manoel de Souza e Silva J-
nior.
Do TeixeiraRecoi rente Joo Pires de Al-
meida, recorrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
Do TeixeiraRecorrente Aristides de Araujo
Guerra, recorrido Jos Deoclecio Bezerra da No-
Ao Sr. desembargador Monteiro do Andrade :
Do TeixeiraRecorrente Aristides de Araujo
Guerra, recorrido Joaquim Jeronymo Baptista.
Aggravos de petico
.Ao Sr. desembargador Tavares de Vasconeelios:
Do commercio do RecifeAggravante Rodol-
pho Pessoa, aggravado Laurentino Prea de Car-
valho.
Ao Sr. eonselheiro Qaeiroa Barros :
Do commsrcio do RecifeAggravantea Lopes





iain
[ PIRAN


i
Diario de Pernambudt-Sbbado 30 de Abril de 1887
>
s-

\
Rodrijuaa fc C-, aggtd* asa. i**** ie
Moura 4 C. .
i2Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Do Recife--Aggravantes Antonio Jos a (Js-
a e outros, aggravad. o juiso i* provedona.
Appellaclo coaunereisl
Ao Sr. desembargador Pires Goncalvee :
Da ParabybaAppellanto Jos Rufino de Sou-
m Rangel, appellada D. Florencia Coutinho da
Asevedo.
Encerrou-se a sesoao a 2 horas e meia da
tarde.
IHDICACOES OTIS
edicos
O Dr. Lobo Moscoso, de volta
viagem ao Rio de Janeiro,
de sua
oonatia ne
icio de sua prosso. Consltuas das
10 s 12 horas da mano*. Especiald^des
eperacoes, parto e molestias do s-n horas e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreta Sampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a roa S"> Bario da Vistona, n. 51. Resi-
dencia ra Seta de Setembro _n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia rua do Hospicio n. 20.
Consultorio: rua Larga lo Rosario n. 24 A.
Consultas das l horas da inauha s 2 da
tarde. Espeeialidade : molestias e opera-
cSes dos orgaes genito-unnarios do hornera
e da mulber
Dr. Joaqaim Lourziro medico e part3i'ro
Consultorio na rua do Cabug n. 14^ 1.-
, andar, de 12 s 2 da rarde ; resiJencia no
Moliteiro.
_Dr. Manoel Argollo. Residencia e con-
sultorio rua Duque de Casias n. 86, 1
andar. Consultas das 11 horas s 2 da
tarde nos dias uteis. Telephone n. 283.
Connultorio Bomceopatico
O Dr Miguel Themudo, medico ho-
mo3opatico, tem o seu consultorio rua do
Barao da Victoria n. 7, 1. andar, onde
d consultas diariamente das 12 s 3 ho-
ras. Charoaos por ea.-ripto a qualquor
hora do dia ou a a noite.
ou outroi Hmhores. A fra sao a viseira nio pfe
ser tau erguid* quanto b*te para atontar, eor-
aelhoe como m'os d Sr. J. Bastos i C. no final
de aeu cominunicado. .
A deelaraooes qae eu diese me terem feito
aquelles respeitaveis coinmerciaotes, feitas e obti-
da cm reserva coma commummente silo as deesa
natureza, de diflicil oa metrao impowvel prova,
eu jmala sahiria desea reserva se nao fosse cora-
pelhdo, perante o poder publico a declarar o que
em minha ooascincia soubesse. a menos que os
Srs. J. Basto & C. tenham a pretenco d'esperar
que eu par am >r de si trabisse ao appllo que i
minha dignidade fes a justica, eoa cujo nome fui
chama lo a depor.
Qo auto, porm, a parte de meo deooimento on-
de disse que por mais de urna ves fui procurado
pelos Srs. J- Bastos repetindo agora o qae entSo disse, provoco aos
Srs, J. Basto C, qae me exijam judicialmente
a prova qae dal-as hei em grao de faser-lh.es re-
cordar do qae sr moetram esquecidose chamam de
absolutamente falso.
E' urna deolaracao qua eeinpromette o crdito
de um eommerciante que nio podo e nem deve ser
impunemente atacado. E' de esperar, pois, que
os Srs. J. Bastos & C. acudam o seu crdito e
salvem-n'o. Eu os espero, uos tribunaes, onde
Ibes darei melhores expicacoes, e nao m-.ia pela
mprensa, aoode uo voltarei.
Recife, 29 de Abril de 1887.
Joaqun da Silva Carvalho.
O Dr. Milet raudou son esiriptorio de
advocacia para rua do Duque de C xi-is
n. 50, 1. andar.
tiros; arla
tProncisco Manuel da Silva & C, i-, o-
stanos de odas ceticas, tintas, drogas, productos chisiic*.
e medicamentos homosopaticos, rua do Mr-
quez de Olinda u 23.
Drogara
Faria Sobrinho & C- droguista por atU-
cado, rua Mrquez do Olinda n. 40.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapina
de Franciseo dos Santos Macado, caes
de Capibaribe i. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provinoia neste
genero, compra-je e vend3-so raadeiras
de todas as cualidades, serra-sa madeiras
de conta alheio, asim corno se preparara
obras de carapina por machinas e por pre-
50 sem competencia Pernambuco.
PtBLIClOOFS A PEDIDO
J
ura Garvalo aos Srs.
. J. Bastos & G.
Os Srs. Joo Bastes & C. leiam o meu depoimen-
to abaixo transcripto e d'elle vero que eu nao me
arrognei gloria de ter sido form'cedor de capitaes
para seu gy;"0 c mmareial e bem assim que nao
disse terem-me declarado os Srs. Cramer, Frey &
C, Bernet & C. e Francisco de Azevedo & C. que
recu;aram vendas ao Sr. J. B O qus eu disse foi que os Srs. J. Bastos & C. me
procuraran! muia de u:na vez pera deseontar-lbes
lettras de pequeos valores, o maior dos quaes foi
ama de 1:000 j, lettra que eu euppus do proprio
acceite doa Sra. J. Bastos & C por nao terem estes
fallado em outras firmas ou garantiaa como de
estro commercial.
Eu disse tisis que algumaa daqnellas casas que
me foram, alias indicadas pelo Dr. delegado, como
se v de sua perga :ta, haviam indagado de mim
sobre as eoadicepes dos Srs. J. B-istos & C. dan-
do-me elles a rasao de suas indga(oes, o est >rem
aquelles aenhores, J. i!. ti3 i C, em atraso em
seas pagamentos ; respondendo-lhe ento somante
que J. Bastos & C., negociavum, entilo em peque-
uas proporc^ss. Por tanto nao fallei nao sabia e
nem me foi perguntado se aos Sra. J. Bastos & C.
aquellas caaaa recusarais vendas, por aquello ou
outre qoalquer motivo.
Se, porm, de minha iaformaejio tal qual foi
dada e consta dos autos, o Dr. promotor publico
em sua denuncia concluio semdhante recusa ou se
deata Ihe deu motivo qualquer outro depoimenfo,
o certo que 03 Srs. J. Bastos & C. solando urna
das pbrases di denuncia e inserado-a d'envolto
com o meu nome as cartas que dirigriam
aquelles honrad s comxorciantes, parece que o fi-
zeram multo de industria para mistificar as denun-
cias e da confuso tirareu proveito, como parece
rajn tirar das respostas ubridas.
Pouco me importara o }ogo dos Srs. J. Bastos
& C. se nelle nao troxessem parada a minha
dignidade, por que costumo deixar por conta de
cada um as consequ ncias dos proprios actos, como
assumo a rcspoDuabilidade a aquelles qae sao
mena.
Mas, como qner que os Srs. J. Bestos & C em
sea communicado no Jornal de aate-bontem me
involvem ou procuram envolver-me n'aqaillo que
as circunstancias s fazem p?rtencer-lhes, nao le
varao a mal que cu Ibes observe o seguate:
Se os Srs. J. Bastos & C. pedissem em suas car
taa aimplesmente esclareeimentos sobre o que eu
disae, e nao encartassem circamstancias estranhas
e nao compre hendidas em mea depoimento, como
* talrecusa de vendas,estoa certo que as res-
postas seriam multo diferentes d'aquellasque lhes
foram dadas.
Se oa Srs. Cramer, Frey c5 C. e os outroa nada
me dlaseram sobre tal recusa; se oa Srs. Joo
Bastos & C. me attribu- ui essa argaicao, nada
mais naturale di;no da dignidade d'aquel les cava
lheiros do que reaponderem negativamente como o
fixeram.
No entretanto, apesar da subtileza uzada as
cartra dos Srs. J. Butos, & C. comparem-u'as es-
tes con as reapostas rju se lhes deo,r>flictam bm
sobre urnas e outras e verao que as ultimas se nao
contm as primeiras.
Seria para deaejar que os Srs. J. Bastos & C.
u'aqaellas cartas, fallando em atrasos de paga-
mentos, se remontasEem a todo tempo da suas
transaccoes, e poca a que me refer pelo menos,
e nao redigissem-nas de modo a s comprebender
o presente, quando toda probabilidade est em
qae os Srs. J. Bastos e C. pelo incremento que tem
tido sea commercio nesses ltimos 'empos e hon-
rados como se dizem, ectejam em dia com seue
compromtsss sem dependencia de descontes de
lettras de pequeos valores.
Permittam me os :Srs. J. Bastos 4 C. ama pe-
quena analyse das respostas di que tanto se ufa-
nara: Os Srs. Cramer e Bernet dclaram sim
plesmente que jmaia conversaran! eoramigo sobre
suas transaer;*. a com os Srs. J. Bastos & C.; o
Sr. Aaevedo se C. di que nocmvindo aquelles
as condicoes as rendas, saldaro elles sea de-
bito.
O doas primeiros se nao coofirmam, em todo
caso nio deamentein o queitionado atraso; o ter
aelaraudo terem oa Srs. J. Bastos ce C. sal-
dado seu debito, tuto o diz se foi no praso estipu-
lado, oa posteriormente com atrazo que l seria
irrefragavelmente contestado se os Srs. J. Bastos
& C. eom provat irrefragav* de que jAmis ati-
vera em atrasa ds pagamentos pars com sqaelles
AUTO DE PEBGUNTAS FEITAS A JOAQOIM DA
SILVA CARVALHO
Anno do nascimento de Soaao Senhor Jess
Christo de 18S6, aos 15 dias do mes deoutubro
nesta cidade do Recifa de Pernambuco, perante
o Dr. francisco Isidoro Rodrigues da Costa, 1.
delegado de polica da capital, comparecen Joa-
quim da Silva Carvalho, ao qual foram feitas as
pergantas segnint-s :
Pirguntadi) qual seu nome, idade, estado, pro-
fissso, naturalidade, residencia e se sabe ler e
escrever ?
Respondeu chamar-se Joaquim da Silva Carva-
lho, de 40 anuos de idade, casado, negociante, na-
tural de Portugal, residente na freguesia da Gra-
9a e sabe ler e escrever.
Perguntado se exacto como gcralmente ge tem
dito delle respondente fornecer capitaes firma
de Joao Bastos & C-, descontando ttulos ou em
prestando dioheiro a juros ?
Responden que por mai de una vez fra pro-
curado por Joao Bastos a/im de Ihe fazer desoontos
de lettras de acceite do mesmo Joao Bastos, o que
noeff'cruou por nio ter a'gumas vezes diuheiro
disponivel, outras vezes porm deixara de accei-
tar o descont desses ttulos por saber que um dos
filaos do Barao de Limoeiro era quem lbe fornecia
capitaes, e portauto nenhum melh :r do que esso
poderia descontar taes ttulos, e que o proprio
lodo Bastos era quem dizia que o filho do Bardo
do Limoeiro era quem Ihe forneeia os capitaes de
que necessitava.
Disse mais por lbe ser oerguntadn, que Joao
Bastos Ihe procuraoa para fazer esses descontos ha
cerca de um anno pouco mais ou menos e que oa t-
tulos eram du poueos valores, sendo o maior de
1:000, oumpiindo notar que cada un desses ti-
tulo* eram apresentados por sua vez, isto qo
o maior pedido que teve para descontar foi de. .
1:000000, sendo que e lie respondente uuuca vira
os ttulos, mas qu-. Ihe parece que deveriam ser do
acceite do mesmo Joao Bastos ; que nunc> Ihe fal
lara cm garanta, e snu Ihe diz'a que procurara
descontos por causa da erisu, pouco u'-goco e pe
quena capital com que se ha va eatabelecido, e
que ignora actualmente as ondico.-s desse nego-
go.;iante.
P.Tguutado se pouco mais ou menos no espaco
do anuo de 1184 ou 1885, elle respondente nao
sabia ser o estabelecimento da firma Joao Bastos
& C, p >uco sortido, tanto assim que os negociantes
importadores defazendas recusaram-se a vender,
como Francesco de Azevedo & C, Bernet e Cramea
Fres, & C ?
Respondeu que a'guns desses negociantes pedi-
ram irformaces acerca dafirm Joia Bastos & C
elle respondente dissera que o est ibelecimento era
pequeo, e querendo saber a razio desse pedido res -
ponderam-lhe que era porque a mesma firma se
ac/tava em atraz'j para com elles dos pagamentos
commtrciaes.
Nada mais Ji.sa: nem lbe foi osrguntado, pelo
que mandou o Dr. delegada encerrar este auto em
que assigna eom o respondente, que ouvindo ler
achod coufo- me : e dou f.
Eu, Jo= de Armalha C-sta Pontea, eacrivii,
escr.-vi. Rodrigues Costa. Joaqaim da Silva
Carvalho.
E mais se nao continha no auto de. perguutas
cima transcripto dos autos de denuncia dada pe
o Dr. Io promotor publico contra o bacharel Ar-
thur de Barros ?al;o de Lacerda, e aos quaes m;;
reporto: dou f. Sabacrevo e assigna.
Recife, 28 de Abril de 1887.
Felicissimo de Azevedo Mello.
< Tavare* da Raeha, Arriero
Florentino Pesaoa de Mello, e o capita-
Francisco Nanee Jfoateiro opiaaram em
sentido contrario, lazando sentir que no
contracto celebrado entre o governo da
provincia e a erapreza do canal nSo se en-
contra clausula algaraa que se opponha
estrada projectada pelo commenlador Ivo
Antonio de Audraie Luna, e alem disto
que devendo o contracto para a construc-
cSo dessa estrada ficar dependente da As-
sembla Provincial a esta competa decidir
a questao relativa aos allegados privilegios
do anal.
Encerrada a discussao e pasto a votos o
reqaerirxjento, votararn a favor os vereado
res Manoel Tavares Barreto, Francis-
co Tavares da Rocha, Antero Florentino
Pessoa de Mello e o capitSo Francisco Nu-
nes Monteiro ; e contra os vareadores -r-
major Leodegario Correia de Oliveira, ma-
jor Jos Correia de Oliveira Andrade, Ma
thias Pinto de Abren e Leocadio Jes de
Figueiredo, sendo atnal approvaio o re-
querimento pelo voto de qualidade. Em
seguida a esta votacao suggerio o vereador
ranjor Leodegario Correia de Oliveira a
idea de cor.sultur-se ao Esm. presidente
da provincia se as cmaras municipaes t a
competencia para contractar estradas de
ferro, mas n3o houve votacao a respeito.
E nada mais havendo, oque tenho a
certifear em f do meu cargo.
Nao me conformei, portanto, cor o
pacho da preaideocia; e, amando-sa pr-
xima a reunilo da Assembla Provincial,
entend qua de va reclamar a essa Ilustre
carporacSo, olictanlo a prorograSo do
meu oontracto.
En J0S0 Feliz de Mello Azedo, secre-
tario a es revi.
Paco da Cmara Municipal 23 de Ab ril
de 1887.
Joao Flix de Mello Azedo.
Ao publico
Em resposta carta dirigida re la ".gao
deata fulha pelo vereador L -ocadio Jos de
Figueiredo, offere^o apreciaao do publi-
co a certido authentica da acta da aessao
de 4 do crrante, em que a Ill.ua. Cmara
Municipal deferio o r-querimento qurj lbe
liirigi, solicitando aatorisacao pan cons
truir urna liaha frrea entre esta cidade e
o porto de Japomira.
Ninguem dir, vista dessa cenidao,
que foi apooripho ou clandestino o contrac-
to que celebrei com aquella corporagao ; e
isto justamente o que pretendo tornar
bem patente, para desfazer a in$inuac3o
que se teve em vista, segundo me prese,
com a publicaco da alludida carta.
loo Antonio de Andrade Luna.
Recorrendo ao livro das actas a fl. 58 bo
encontra a acta pedida por certidSo pln
supplioante, que do theor seguinte :
Aos quatro dias do mea de Abril, de
rail oitocentos e oitenta e sete, no Pago da
Cmara Municipal desta cidada de Goyan-
na:
Presidencia do vereador Manoel Tava-
res Barre o, presentes os vereadores Ma-
jor Leodegario Correia de Oliveira, major
Jos Correia de Oliveira, Mathias Pinto de
Abreu, Antero Florjntino Peasoa de Mello,
capitilo Francisco Nunes Monteiro, Fran-
cisco Tavares da Rocha e Leocadio Jos
de Figueiredo, faltando com participacSo o
vereador Agoello Caetano de Medeiros.
Sendo meio dia, o presidente declarou
aberta a sesso, foi d'scutida e approvada
a acta da sessao passada.
Apresentou-se parante a (Jamara o te-
nente Francisco Tavares da Silva Caval-
cante, fazendo urna proposta mesoa C-
mara para retirar um montao de liso que
exist:' na rua da Baixinha, junto ao oitiio
4a casa do eserivo Costa L^ite e foi deci-
dido pela Careara que se affixasse editae3,
mandando por em concurrencia.
Foi apresentada urna petigao do Sr.
Francisco Sergio do Reg, pedindo C-
mara para lbe mandar pagar a qu -ntia de
duzentos e cincoenta n duz-mtos e ses
senta ris, de forneciment d'agua para a
cadeia desta cidade, de Outubro de 1885 a
Margo de 1887, e a Cmara ^dsapacbou
convenientemente.
Depois disto o presidente subtnetteu
discuss&o um requerimento do commenda-
dor Ivo Antonio de Andrade Luna, soli-
mim, otfjrecendo diversas vantagens mu-
nicipalidade. Os vereido 3 Major Leo-
degario Cirre-a de Oliveir, major Jos
Correia de Oliveira Andrade, Mathias Pin*
to de Abreu o Leocadio Joa de Figueire
do, pronunciaram'se contra, allegando que
a canoesaao pretendida ia ferir os interes-
sea da empreza do canal de Gojanna.
Os vereadores Manoel Tavares Barre
citando luenga para construir urna linha de
trvmways entre esta cidade e o rio Japo-t(1880) autorisou a sua prorogragao nos
0 coiuflierciante Joo Rodrigues
de Moura ao publico
IX
Tendo de effectaar-seo contracto para o
exercicio da 1836 a 1887, requer, em
tempo, presidencia da provincia a sua
prorogago, fundaado-me nos precedentes
e no facto, que tambem servio-lhes, sen
pre de has,falta de pagamento da im-
portancia do contracto anterior, relativa 3
duas Icimas prestagies.
Nao era pequea a quantia a que tinba
diroito, e a qual, pela 4a clausula de meu
contracto, devia eu haver na proporgSo de
cada entrada dos artigos lornecidos.
Os seguintos documentos provam o que
venho do expor :
Em vrtude do despacho supra certifi-
co que ao supplicante Joao Rodrigues de
Moura se est a dever a quantia de.....
l66:3550275) sessenta e seis contos tresen-
tjs e cincoenta mil, duzentos e setenta e cin-
co ris, proveniente da segunda e terceira
prestares do fardamento fornecido ao Car-
po de Polica, e entregues em sete de De
zembro do anno passado, e em vinte e sete
de Feoereiro prximo findo. E para cons-
tar, etc.2a secgao do Thesouro Provin
cial, em 12 de Margo de 1886.O 2o es-
cripturario, Pedro Barbosa de Araujo. n
Certifico em obediencia ao despacho re-
tro que na quarta clausula do contracto de
que se trata estipulou-se que o contractan
te haveria a importancia dos fornecimentos,
parcialmente e na proporcao de cada en
Irada dos artigos fornecidos e devidamente
receidos pelo Corpo de Polica. Passada
n i secretaria do Th-souro Provincial, era
13 da Margo de 1886. -O oficial, Lindol-
pho O. dos liis Campello.
Meu requerimento foi indeferido, fun
dando-se a presidencia no art. 70 do Re-
gulaindnto do 8 de Novombro de 1873,
que determina a praga, co.no o raeio d'-.
fazer-so o torneciraento.
Ateve se, portanto, a presidencia da
provincia disposigao da lei, nao attenden-
do aos precedentes, por mim, invocados
nem s condigSas em que me achava, de
credor da mesma provincia.
A pra,a curtamente, o meio legal de
fazer-se o forneciraento para o Corpo de
Polica ; mas, parece, qm sempre que s?.
verificar embaragos do Thesouro com o
fornecedor, acerca do pagamento, pode
ella ser dispensada, sendo os contractos
tndos, no caso de sor precisa a renovagao,
prorogsdoa, como ha exeraplos em diversos
> xer.-ijios tinaucoiros.
Si, fin vrtude da lei os contractos, em
todos os tempos, fossem cumpridos por
parta da provincia si houvesse, sempre,
r -gulari-l i2 nos respectivos pagamontos ;
si, finalmente, de anno a anno o Thesouro
se raostrasse quite com os fornecedores,
comprehende-se que a praga deveria ter
lugar, e assim seria ella o
invariavel.
Mas guando o contrario de tudo isto a
o qne tenho exposto; quando por tudo isto
m smo foram, por cinco vezes prorogados
os meus contractos, resultando das proroga-
c3es uma vant.tgem para a Fazenda Pro-
vincial na importancia de Rs. 52:580^204
sendo -Rs. 21:953^204 em relagSo ao
fardamento do Corpo de Polica e Rs------
30:627^000 em relagao ao da Guarda C-
vica, como se v dos documentos que se
seguem ; qus nio antes de ser credor da
provincia, tiz contractos, independentemen
te de praga, no dominio do referido Re-
gulamento de 8 de Noverabre de 1873, por
ordero dos Exms. Srs. Deserabargadores,
Henrique Pereira le Lucena e Manoel Ce
meutino Cameiro da Cunlia, nSo poda es-
perar, senSo que desta vez, fosse ainda
attendido.
Eis os documentos a que cima alludi :
i Em obediencia ao despacho retr8 cer-
tifico : Quanto ao 2o quesito que a Fazen-
da Provincial tem tido a seu favor, nos,
'xercicios de mil e oho cestos o oitenta e
um a mil e oitocentos e oitenta e cinco
uma differenga de (30:6270000) trinta cin-
tos seiieentos e vinte e sete mil ris, rasul-
tante da coraparagSo dos pregos dos con-
tractos do supplicante com os offerecidos
pelos concurrentes ultima praga. E' o
que consta, etc. Secretaria do Thesouro
Provincial, & de Fevereiro de 1885. -O
oficial, Lindolpho O. dos Reis Campello.
c Em observancia ao despacho retr3
certifico : qu9 o presidente da provincia
em vista do lucro que auferiram os cofres
provinciaes com o contracto supracitado,
projec-
to do orea nento provincial para o exjrci-
cio de 1886 a 1887 a seguinte disposigao :
Art. 34. Pica em vigor por mais
dous annos, lavrando-se novo termo, o ac-
to celebrado polo Thesouro Provincial em
17 de Setembro de 1880, e relativo so-
que diapSem os arts. 68 e 70 do Rfgula
ment de 8 de Novembro de 1873. *
Era a Assembla composta de membros
ambos os partidos polticos ; e, sem que fos-
se aberta a questao em outro sentido que nao
o do direito, da justica e da economa, fra
votada essa disposigao.
Devolvido Assembla o mesmo pro-
jecto, nao teve ella occasiao de tomar co-
n lecimento delle e prejuJieado fui, ainda,
com esse acto da administragao.
Releva ponderar qua as raides de nao
sanegao, nao diziara respeito, smente
aquella disposigao, mas a muitas outras, e,
especialmente, infraccSo do art. 141 do
regiment da mesma Assembla, como seu
principal defeito.
Como quer que fosse, esnsiierei-me, ple-
namente, satisfeito com o reconhecimento
do direito que me assistia, feito por um po-
der competente e extreme de quaesquer
su3peitas, bem ou mal fundadas.
Mais tarde, em vrtude do augmento de
vinte rragas na guarda cvica, decretado
pela lei de fixagao da forga policial, houve
necessidade de contractar-se o fornecimen-
to do fardamento preciso, e essa necessida-
de foi considerada de natureza urgente.
Posto que nao baja lei expressa que re-
gule o modo desse fornecimento, todava
tem sido eile feito ora em praga, ora por
uutorisagilo da presidencia da provincia.
O completo para as referidas vinte pra-
gas foi por mim fornecido, na administra-
gao do Exm. Sr. Dr. Ignacio Joaquim de
wm
gando-lhea qae a auxilien em seu
vel intento.
Para sciencia de todos, tambem faz pu
bli.-o que em dita sessao foi exonerado o
Sr. Henrique Mara Palmeira, do cargo de
secretario des?a com-nMSo, visto ter
Fiz, como nao poda deixar de fazer, o declarado que nao podia tomar parte nos
iistonco de tudo qnanto era oocesaario e reactivos tr .balhoa, em virtude do quo
ive a satisfagao de ver incluida no projec- passa a ser substituido oelo abaixo assi*-
passa a ser substituido pelo abaixo assig-
nado, que tambem por sua vez substi-
tuido pelo procurador Sr. Bento Vioira de
Mallo.
Santo Amaro das Salioao, 29 de Abril
do 1887.
O secretario,
Pedro Antunes Ferreira.
Souza Leao, pelos mesrnos procos do con-
Irmandade do Senhor iBoiu Je-
ss das Dores, em sua Igreja
en S. onealo.
Tendo se procedido a eleicao da mesa regedora
desta irmandade no dia 24 do corrente, ficou as-
sim orgauisada :
Pro vede r
Jos Jacome da Costa.
Eserivo
Man el Jos de Sonsa.
Thesoureiro
Jorge da Paz Texeira Lima.
Fiscal
Marcos Evangelista Correia.
Procurador do patrimonio
Simao Antonio Rufino.
Procurador da meza
Joa Augusto de Albuquerque Maraohao.
1 definidor discreto
Jos Alexandre dos Santos.
2 definidor discreto
Qeraldo de Paula Medeiro.
3a definidor discreto
Jos Antonio Soares Rosas.
4 defiaidor discreto
Francisco Vallentim de Lima e Silva.
5 definidor discreto
Luis de Franca Reg.
6o definidor dscroto
Joaquim dos Santos Rocha.
7 defiuidor discreto
Deodato Francisco da Silva.
. 8 definidor discreto
Santino Cameiro Pinto.
Definidores suscintos
Io definidor Roberto Ignacio do Espirito-Santo.
2o dito Urbano Fernandes da Rosa.
3o dito Lus Moreira de Souza.
4 ditj Ignacio Manoel Oas.
5" dito Joo Jos de Jess Ainericc.
6 dito Jos Mana Accioly.
7 dito Miguel de Castro Oliveira.
8o dito Roberto Fianciaco Furtado.
Consistorio, em meza geral, 24 de Abril de 1887.
O secretorio da cominisso,
Urbano Fernandes da Rosa.
tracto anterior, deseinpenhando-me, per'ei
tamente, bem das obrigagoss contratadas. I
Essa3 obrigg3es eram, como se sabe, a
igualdade do panno comparado com as
amostras e o prazo para a entrega.
Nio incorri em falta ; e a guarda cvi-
ca, com o i ugmento decretado, continuou,
em pouco tempo, a prestar 03 servigo3 a
que destinada. Alagoas, ao preso de 500 ris cada dcimo : ora,
E'-me lisonjuro ter factos, CjOio este, 1aeul havia a' dizer ora oi'foi. .',,.. ,j m:k. -^rs^ s"- thesoureiro Manoel Jos de Pinho se lembraria
para citar era aono da minha reputagao,, de ta|. M pre(0 e tae3 bi|betes ge8 ^
como tornecedor s repartigSjs publicas. fim iancar uma rede cujas malhas apertadissimas
Importante declarara (\
As virtudes do PEITOBAL DE CAMBARA'
de J. Alvares de S. Soares, de Pelotas (Rio Grsa-
de do 8ul) vantajosamente empregado tm todas
as molestias do apparelbo respiratorio, ds "slo
h je postas em duvida por muitos Ilustres filbss
da sciencia.
O babil medico Sr. Dr. Carlos Marchand, de 8.
Gabriel, escreveu ha ponco o seguinte ao antor
do preparado :
O sea rarope perroaAL os ciJiBiJtA, tem-ss*
eito muita falta, porque quasi nanea o encontr
no seu deposito d'aqu. Tenho-a aconselhado aa
minha clnica e com elle tenho tirado resultadas
importantes no tratamento das molestias ronco-
pubnonares. >
Outras declarares importantssimas de mu-
tos distintos mdicos, comprovam valiosamente as
virtudes de to precioso medicamento.
O leitor poder aprecial-as no opsculo que
acompanha cada frasco e que vende-ae na aeeu-
cia a cargo dos Srs. Francisco Manoel da Silva
& (. rua Mrquez de Olinda n. 23.
Frasee 2^500, meia dozia 13^000 e duzia 24
A agencia envia a quem pedir condices im-
presas para as vendas por atacado.
Sloa cllmasi dos (roplooa o cabello cahe
cedo, se qae nao se conjerva com grsnde cuida
do. Uma friceao suave e frequente com a escoba,
torna-se multo necessano para sc-u desenvolv-
ment vigoroso ; porm requer-ae ain Ja mais al-
guma coasa.
O crneo torna-se secco, e precisa de forca e vi-
gor. O melhor vigorador que se tem inventado
o Torneo Oriental., o qaal to admiravelmente se
assimila com as secretes dos vasos caplares
unidos cutcula, e assiste a produsir uma co-
Iheita abundante de cabellos lindos e lusidios. Os
bigodes, barbas e suicas ralas .ornam-se bastas e
vigorosa-: sob seu estimulante effeito.
Enc.ntra se venda em todas as pharmacias a
drogaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & O,
rua do Ccmmercio n. 8.
idyogado
O bacharel Julio de Mello Pilho tem o
seu escriptorio de advocacia rua Primei-
ro de Margo n. 4, Io annar, onde pode
ser encontrado drs 10 horas da manhl s
3 da tarde
Oculista
Alagoas-nova pomada
Est venda entre nos ma9 uma lotera das
Em seguida annuneiou-se a praga para
o fornecimento do fardamento do corpo de
polica.
Alterado o uniforme do corpo, isto em
lugar de fardas, blusas, e de caigas de
brira braneo, ditas de brim pardo, concor-
r ella, tendo ura outro concurrente, por
differenga de prego, assignado o termo da
arreraatagao.
Conheci des la logo o grand ; prejuizo
do arrematante; e enera o prejuizo nares-
eisSo do contracto nio duvidaria afirmar
que esta ser lhc-hia mais vautajosa.
Posteriormente veriticou-sa a segunda
liypothese : o contractante nao foz a en-
trega da primeira prestagao e requercu a
reseialo do seu contracto preferio pa
gar a multa a carregar com prejuizos ainda
maiores.
fiase facto justifica a rasoabilidade dos
pregas por que tenho fornecido os farda-
mentos do referido corpo e da guar la c-
vica, pregos que serSo ainda comparados
meio legal e
com os dos fornecimentos feitos pelo Arse-1 uada de novo,
nal dr- Guerra.
Pela tabella, que, no artigo s?guinte, vira
incluida, ficar mais patente aquella minha
afHrmativa e desfetas as in3nuagos ma-
lvolas a respeito dos prejuizos quo tem
tido a Fazenda Provincial com os meus
contractos, si, pelos documentos que hoje
levo ao coahecimento do publico, esaas in-1
sinuagoes nao eatejara, completamente, des-1
truidaa.
Recife, 29 de Abril de 1887.
Joao Rodrignes de Moura.
colhero grande numero de incautos, e chegamos
esta eonclusao, porquanto muitos sem faserem re-
paro liara) naturalmente no mnimo por cada um
lUO0, peca que smente descobriro quando por
acaso tenham de receber o chamado mesmo di
nheiro 500 ris. Sirva isto de prevenfo a todos,
e vejam que quando muito nao d; em mais de 600
ris por cada dcimo, tendo ainia em vista os
compradores, que cuitando os bubets todos.....
80:000$ smente do em pr-mios 48:000/ o que
d para beneficio e de-ipezas a enorme cifra de
40 /0 muito peor que todab as outras loteras, que
quasi todas dao em preuios. 70 "/, como o Para, a
Parabyba e o Paran, a corte, o Ro de Janeiro,
senda ella portanto, muito interior a da nossa pro-
vincia.
Outro abuso, estao se igualment; rendando aqai
de urna grande das alagoas qae nnaca correr
por nao estar de aejordo com q, aviso de 7 de Fe-
vereiro, j por -io dar o imposto e o beneficio es-
tipulados sello, v.c, que vo a eerea de 30 0|0
quando ella smente desconta 25, cousa por tanto
impossivel e contraria a 1-i e anda pnncipa'men
te porque nao sao os bilhetes inteiros ou frac-
cocs relativas a formar inteiros, visto que 5 vig-
simos smente um quarto, dis ter o thesoureiro
licenca onde essa liceaca ou autorisaco do Sr.
ministro da fazenda ; pura ioven(o, por quanto
j toi instado para apreseutar essa ezcepcao e
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
lista, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, d consultas de meio dia s
3 horas da tarde, no 1." andar da casa
n. 51 rua do Barao da Victoria, ex-
cepto nos domingos e dias santificados. -
Residencia rua Sete de Setembro n.
34. Entrada pela rua da Saudade n. 25.
Dr. Coto Me
Cuidado, uiujuem os compre que isso espe-
cular com a boa i dos nutros; mais boa f Sr
thesoureiro ; e os vendedores d'aqu seroleigoa ?
O indigoado.
Doi'iiiracao
exercicios-de 1881 a I882,,de 1882 a 1883
de 1883 a 1881, resultando assim para
a Fazenda a vantagem de (21:953020 ')
vinte e um contos noocentos e cincoenta e
tres mil duzentos e quatro. E para cons-
tar, etc.O amanuense, servindo de offi-
cil, Manoel Mara de Araujo. Secreta-
ria do Thesouro Provincial, 26 de Junko
de 1884. *
Coinpanliia zarzuelas
E' por demais inqualificavel o procedimonto do
Sr. Joo Pinto de Lemos com relaco venda de
bilhetes desta e outras companhias quaado ha
grande influencia de encorreles ou ha benefi-
cios.
Annunciou a distincta artista a Sra. Pl, na
t.'rea-feira ultima em progiammas, o seu benefi-
cio para hoje quinta-feira 28, e em cujas program-
mas annuncava desde j a venda de bilhetes no
escriptorio e bilh-tariado theatro. Di/eraas pes-
soas assistented no espectculo procuraram tomar
os bilhetes para o dito beneficio, o que nao pode-
ram conseguir em vista de nao os haver ainda,
entretanto o Sr. Lomos tomou nota de diversos
pedidos. Hontem alguna foram buscar os seus
pedidos notados, sendo outros negados com des
culpas desarasoavsis.
Ainda outros, fiados na palavra do Sr. Lomos,
que a isso se encarregou, deixaram para hoje e re-
ceber os bilhetes encommendados, e eis que rece-
bem a decepcao dizendo, que sando beuefieio e
tendo diversas pessoas tomado cadeiras e camaro-
tes para passar para obter mais dinneiro, como
tnha quem desse, uo podia dar as encommendas,
mas tinha outras que poda ceder por 20 camaro-
tes, cadeiras por 5 e 3 segunda.'!
Por casualidade alguns dos ludidos encontra-
ram na mesma occasiao no theatro em tno dos
cambistas, as suas cadeiras encorninendadas, of-
ferecendo 5 e 3# ? !
Pelo que se v os cambistas sao privilegiados,
e augmento do preco ser para a beneficiada :'.'.'
Os que tiubam encommend do nao poderiam
dar o augmento ? Nio, no entender Jo Sr. Lo-
mos, a quem s serve a certos e determinados
amigos necessarios...
A S'a Pl nao exigi nem annunciou aagmeoto
do prefo, t estou certo que ella ficar muitissmo
satisfeito em ter a casa toda vendida e pelo preco
da casa, e isso de excesso est na vontade dos es-
pectadores que ao se negaro muitos em dar de
sua propria vontade.
As vendas de bilhetes dc-viam sar feitas a ho-
ras certas e ao i-alcao, quem qu-or que quizesse e
por uma pessoa de confiauca da empresa ou com-
panhia, poia os factos j de muito Iooge e presen-
temente dados provam a irregularidade das ven-
das dos bilhetes ? *
E' o qoc torno a dizer como acaba de nos acon-
tecer que ninguem contestar como a maior parte
do publico est ao par !
Rscife, 28 | 4-87.
Muitos logrados.
A directora da Associaco Commercial Bene-
ficente previne a quem interessar possa, que em
j a ultima sesso celebrada no edificio da Asso
I ciacao Commercial, foi approvdo a seguinte pro-
posta aprese:.tada pelo socio Sr. commendador
Manoel Jos da Silva GuimarSes :
< Que fique a directora da Assocacao Commer-
cial Beneficente autorisida a fazer a obra que o
predio necessita, abrindo uma conta especial e
permanente noi livros da Associaco.
Que seja tirado da receita ordinaria a impor-
tancia precisa para a ref t i i obra, e caso nao
chegue Janear mo do f judo de beneficencia da
Aasociace. Para conhecimento de todos os in-
teresados feita a prese ite declaraco .
Recife, 26 de Abril de 1857.
Jos Mara de Andrade,
Vice presidente. .
Joaquim Alves da Fonseea,
Secretario.
Medico, parteiro e operador
Hiizdencia rua Barao da Victoria n. 15, 1' andar
Consultorio rua Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 horas da manila s 2 da
tarde.
Atiende para es chamados a qualquer hirs
telephoue n. 449.
MEDICO HOMEOPATHA
Dr. Ballfcazar da Silveira
.{},
:-ii
Especiali dadesfebres, molestias das
eriancas, dos orgaos respiratorios e das
senhoras.
Presta-se a qualquer chumado para
Ora da capital.
*vi*o
t
Tenciite coronel t ut i rli.io
Cutro H Barreto
de
Festa de S. Goacalo de Amaran-
ho da -apella de Santo Ama
ro das Salinas
Cm sessao de 26 do corrente, resolveu
o Sr. presidente com os demais membros
desta i-oraiiiissao, adiar a referida fosta,
at que fique concluida a arresadacao das
esmolas, conforme ser annunciada.
Aproveita a occasiao para dirigir um
appello aos fiis devotos do milagroso saa-
(CIRCULAR)
Palmares, 25 de Abril de 1887
Illm. Sr.
O partido conservad r de Palmares, querendo
dar um testemunho de saudade, religiao e amisa-
de ao seu sempre lembrado chefe o tenente-eoro-
nel Au8triclino de Castro S Barreto, que foi to
grande em suas dedicares, quanto infeliz era sua
carreira de homem poltico, resolveu fazer o seu
funeral, que ter lugar no uia 24 de Maio, 30 dia
de seu passainento, na matriz desta cidade, e para
isto nomeou em commisso os abaixo asignados,
que se dirgndo a V. S., pedem, nao s o seu com-
parecimento como amigo que foi do finado, como
ainda um obulo para ajudal-os na realisaje dea-
ta obra de'caridade, leligio, saudade e amisade.
Os abaixo assignados, sao com o devido respei-
to de V. S. amigos attenciosos, veneradores e cria-
dos.
Fiel de Torres Grangeiro.
Joaquim Lopes da Silveira.
Joo Flix Pereira.
f Urcino Texeira de Barros.
Adolpho Firmo de Oliveira.
Jos Prente Oliveira Firmo.
Joaquim Augusto Xavier da Maia.
Agrlpino de urea Flalho
O Dr. Jos Julio Fernandes Barros, Joo F.r-
nandes Barres, Antonio P. de Andrade Luna Ju
nior, Ant'nio Jos da Silva Sarment. Joaquim
Elvro Perdra de Magalhaes, Antonio Carlos Soa-
res de Aveltar, Sverio Fernandes de Araujo Jor-
ge Filho, Jovno da Silva Santiago, Elias da Cruz
Ribeiro e Manoel Zeferino dos -antos, mandam
celebrar missas s 7 horas da inanba do da 4 do
Maio vindoorc, quarta-fera, na matriz da Boa-
Vista, poralmadeAQRIHIN DE ABRE FIA-
IMO, e para assistil-as convidara aos seus amigos
e aos do Ilustre morto. __________________
Todos "s chamados devem ser dirig* j
dos pharmacia do Dr. Sabino, rua da
Baro da Victoria n. 43, onde se indicar ) j
sua residencia. f |
MEDICO
Tem o seu escriptorio rua Duque de Caxias
n. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta hora
em diante em sua residencia rua da Santa
Cruz n. 1.
Especialidadesmolestias de senhoras e crian -
das.Tolephone a. 326.
[j ^*a ij
Dr. Ferreira da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 rua Larga do
Rosario.
Ciinlcaaicclieo -cirarca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
Bspflciali.laie?artos, molestias de seaho?ai e
crianzas.
Residencia Rua da Impcratrs n.4, segunda
andar.
Consultorio medico
cirurgico
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 annos
de escrupulosa observacao, reabre consultorio, nes-
ta cidade, rua do Bom Jess (antiga da Crui
n. 23, 1. andar.
Horas de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De note : das 7 s 8.
as demais horas da note ser encontrado nc
eitio travessa dos Remedios n. 7, primeiro por-
to esquerda, alm 'o porto do Dr. Cosme.
\tlYQC;\lH)
DR. CLODOALDO LOPES
EA ESTREITA DO ROSAKIO K. 4
Medico
Dr. Silva Ferreir, de volta de sua viagem i
Europa, com pratica nos hospi'ais de Pars, Vi-
enna e Londres, onde dedicou-se a estudos de
partos, molestias de seuh ras e da pelli-, ofi.'reee
os seus servicos mdicos ao respcitavol publioo
desta capital e ora d'ella, pod ado
no seu consaltoricrua da Cadeia n. 53, de
3 horas da tarde, ou em sua residencia tempora-
ria Ponte d'Ucha 55.
MUTILADO I
sco'a mixta particular
Uma senhora competentemente habilitada '-
aberto um curso primario rua da Concordia n.
163. Eniitte como o melhor dos attestados oapro-
veitamento immediato dos seas discpulos.
Pode ser procurada a qualquer hora na mesma
sua.
Leonor Porto
Etna do Imperador a. 45
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
gurinos recebidos de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeieao do costura, em bre-
Ivid.ule, modicidade em precos e fino
[g oato.






Diario de PcruaiubucoSabbado 30 de LW de
Advogadt
(For cItII e ecclela*le)
acharel Antonio d- LeU e Son*
Pontea.
Ruado Imperador n. 37 1.- andar.
Al vagad* e profesor de lingoas
O baeb*rel Eduardo Alfredo de Oliveir* tein
aberto o seu eacnpwrio de aivogado ros 1 de
Mareo n. 4, oode tambem pode ser procurado para
ksceionar o ingles, francs e allemao, pratica e
taeoricamente, nos collegios e casas de familia.
T&mbem par comuicdidade dos estudautes
empreados do commercio, resolvea abrir do
curso nocturno das ditas linguas. A tratar no
escriptorio cima referido.
Dr. Joto "aillo
MEDICO
Especialista em partos, molestias de senhoras e
de criangaa, con pratica as principaes entern-
dades e hospitaes de Pars e de Vieaua d'Austria,
fax todas as operacoes obsttricas e cirurgicas
concernentes as suas especialidades.
Consultorio e residencia na roa do Bario da
Victoria (antiga rna Nova) u. 18, 1 andar.
Consultas das 12 as 3 horas Ib tarde.
Telepbone n. 467.
Professora
Urna senhora cooipetentemente habilitada, pro-
ooe-s a leccionar em collegios e casas partcula
res, as segaintea materias : portuguoz, francez,
msica e piano ; a tratar na ra do Marques do
Herval n. 10.
ED1TAES
Edital n. 13
O administrador do Consulado Provincial, dan-
do cumprimento ao que dispoe a le n. 1860, faz
poMico a quena interessar possa, que no espado
improro^avel de trinta dias uteis, contados de 2
de Maio prximo, dar-se-ha principio nesta re
nsorever seus nomes no competente livro. neste
escriptorio, do da 2 a 6 da Maio prximo findou-
ro, das 10 horas da aanha as 2 da tarde.
A emusa falta as seguintes condices :
L
Por subscripeao publica e franca a preco de
cenlo e cincoenia mil res actual cotacao da praca.
i
O pagamento da i missio ser devidido em tres
prestacoes. 1.* des por cento no acto da uucrip-
cao cu subscripta). 2 de cineoenta pdr cenlo
durante trinta dias subaequentes da subscrico,
c 3.* di! quarenta por cent. no correr de noventa
dias contado do dia da subscripcio perdeodo o
subscriptor o dweito as entradas realisadas se
por ventura nao t-ffectuar o pagamento integral
nos praaos determinados.
3."
O possuidor das novaa aeces ter direto ao
devideodo contado do primeiro de Maio do cor-
rente.
A cada um dos subscriptores se fornecer um
exemplar da proposta justificativa do augmenta
do capital social, com o parecer da commiaso
fiscal.
Recife 26 de Abril de 1487.
Jote Eustaquio Ferreira Jacobina
Director secretario.
Irmandade de Nossa Senhora
da Luz
De ordem do ir.ua j juiz, convido a todos
os irinos a comparecerem em noss > con-
sistorio no domiugo 1 de Maio, s 3 ho-
ras e meia da tarde, afiai de, etn mesa g
ral, el-geruios o secretario e primeiro defi-
nidor, cujos lugares se achara vagos.
Secretaria da inuande dr- Nossa Senho-
ra da Luz, erecta na igreja dor,Caroju, 28
de Abril de 1837.
O secretario interino,
Joao Antonio Barbosa.
IRMANDADE
DO
SS. Sacramento da Boa Vista
De ordem da mesa regedora deata irmandade,
convido os irmaos a se reunirem em meaa geral a
5 horaa da tarde do dia 2 de Maio vndouro, d>>
consistorio deata matrix, afim de tratar-se de ne-
gocio de interesa'.' da mesma irmandade.
Consistorio da irmandade do SS. Sacramento
partico a cobranca, livre de multa, dos impostos | da matriz da Boa- rista, nm 29 de Abril d^ 1887.


seguintes, relativamente as 2- semestre do exer-
cicio corrente de 1886-87.
fg3 0/0 sobre o gyro de casas commerciaes a re-
retalhe.
10 0|0 sobre estabeleeimentoa fra da cidade.
12 0|0 sobre escriptortos de advogados, solicita-
dores, cartorios e consultorios mdicos.
20 0(0 sobre estabelecimentos da cidade.
2004 por escriptorios de descontos de letras.
1:00J por casa de garantir bilnetes.
1:0004 por casa de vender bilhetes de outras
provincias.
24500 p ir tonelada de alvarengas, candas, etc.
20 i por escravo empregado em servido me-
chanico.
200 rs. poi baralho de cartas de jjnr.
Imposto de reparticiocwpreheuden io :
Parte 1*
1 Casas de comirissoes de consiguaces e de
commisso-'S e consignacoes.
2 Ditas ou depositji de vender em grosso car-
vio de pedra em terrc. ou sobre agua.
Parte 2*
3 Lojas de vender joias sanente, ou joias e re-
I agios.
4 Ditas de vender relogio3 somente.
5 Ditas de vender pianos, msicas e instru-
mentos musicaes.
Parte 3
6 Fabrica de rap Muuron.
7 Ditas de sabio, iuclujive
fregaesia de Afogados.
8 Ditas de cerveja, vinagre,
licores e limonadas gazozas.
a Ditas de gas.-
10 Ditas agencias e depsitos de gaz.
Parte 4
11 Empiezas anonymas ou agencias destas.
Companhia de Beberibe.
13 Bancos, agencias filiaes e representantes dos
mesmos e casas bancarias.
14 Companbiaa, agencias ou casas de seguro ou
qualquer pessoa que no carcter de agenta de
companhias de seguro fier contrato deata natu
reza ou promovel os, com exeepcao dos que teein
sede nesta provincia e contrataren! o servico es-
pecial do art. 13 desta lei.
15 Arinazeud alfandegados. de depsitos ou de
recolher.
16 Casas de jago de bilbar.
Consulado Provincial de Pernambuco, 20 de
Abril de 1887.
P. A. de Carvalho Moura.
DECLRALES
O eacrivao,
Jos A. F. da Costa.
a que se acha na
vinhos, genebra,
Tendo de se emittir 3000 tres mil aeces desta
Companhia para completar o capital ocial aug-
mentado por deliberaco da assembla geral em
18 do corrente mez, convida-se a aquellos que
quir.erem auhscrever para a dita emissao a virem
COMMERCIO
B-la vrlUinerclal
C'OTACOES OFFICIAES DA JCNTA DOS COR-
RECTO RES
Recife 29 de Abril de 1887
Aeces da companhia de edificicao, do valor rea-
lisado de 1004 a 65f cada urna.
Cambio sobre Londres vista, 21 1/4 d. por 14,
do banco.
Jmrabio sobre Paria vista, 440 rs. franco, do
banco.
Na hora da >olsa
Veuderam-se :
20 aeces da cempanhia de edificago.
(i presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U secretario,
Eduardo Dubeux.
Moii.'iii-iilo bam uno
BECIFE, 29 DE ABRIL DB 1887
Os bancos mantiveram anda no balco a taxa
de 21 1/2 d. sobre Londres.
Em pap I particular fizeram-se transaeces a
21 11/16 d.
As taxa a que vigoraran) officialmente foram es-
tas :
Do Londo u Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 1/2 e vista 21 1/4.
Sobre Pana, 90 d/v 442 e vista 446
Sobre Hamburgo, 90 d/v 548 e 4 vista 554.
Sobre Portugal, 90 d/v 218 e vista 250.
Sobre Italia, vista 446.
Sobre New-York, vista 24350.
Do English Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 1/2 e vista 211/4.
Sobre Psris, 90 d/v 442 e vista 446.
Sobre Italia, a vista 416.
Sobre Hamburgo, 90 d/v ;48 e vista blA.
Sobre New-York, viata 24350.
Sobre Lisboa e Porto, 9() d/v 248 e vista 250.
Sobre as principaes cidades de Portugal, a vista
255.
Sobre liba dos Acores, vista 258.
Sobre lina da Madeira, vista 255.
Mercado de asaocar e algodao
XCIFB, 29 DE ABBIL DE 1887
Aetucar
Foi boje eotadaaos algarismos seguintes :
3. batxo, por 15 kilc a, do 24000 a 4100.
3 regalar, p >r 15 kilos, d-24100 a 24200.
3. boa, por 15 kilos, de 2200, 24300 e 24400.
3. sapemr, por 15 kilos, de 24500 a 24600.
Braoco tarbina polverisado por 15 kilos, de 243O0
a 24400.
S^menoa, por 15 kilos, de 14600 a 14700.
Masca vado, por 15 kilos, a 14200 a 14300.
Bruto, por 15 kilos, de 14100 14200.
Setsuaes, por 15 kilos, de 840 a 14000.
De ordem do Illco. Sr; Dr. inspector, faco
publico que no dia 5 de Maio proximj vindouro,
ir piaca, conforme determinou o Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, em officio de 22 do crrente,
o fornecimenta de 100 capotea pira a guarda c-
vica, iguaes em faz-nda e manufactura ao ex-'m-
plar que existe nesta Secretaria.
Secretaria do Tbesouro Provincial de Pernam-
buco, 26 du Abril de 1S87.Servindo de steret.--
rio, Lindolpho Campello.
Assembla geral extraordinaria
A diiectoria da estrada de ferro de RibeirSo no
Bonito codvida aos Srs. accionistas, se reunirem
em assembla geral extraordinaria, no dia 12 de
Maio prximo, s 11 horas da maaha, ui 1- andtr
do predio n. 73 pract de Pedro II, para o fim
de deliberarem sobre a parte do i.ugmentj do ca-
pital que est realisado e resolver acerca de mo-
dificacii i dos estatutos.
Recife, 26 de Abril de 1887.
secretario.
Joe' Bellarmino Pcreira de Mello.
Carrejo geral
Eiame para o provlmealo de qua-
tro logareN de prattcanteN
FaQo publico que ateo dia 16 de Maio prximo
futura acha se aberta nesta adminislrn^ao a na
cripco p^ra o ex iine dos caudidatos quatro va-
gas de praticautes, de-vendo o exame Comr.f ir no
dia 18 do dito mez, s 11 li ras da manha.
As materias, sobre ;.s quaes versar o exame,
ao : exercic:o de 'jiligraphia e orthograpbia, ari-
thuieti-a elimentiir, comprebendendoo uso do sys
tema mtrico e noces geraes de geographia.
O conheciinentn das liuguas estraugeiras < ais
direito a preferencia.
Para serem admitti-los inscripco, de veril j os
pretendentts pruvar eom certido que nao tem
menos de 18 nem uiaia de 30 annos de idade, e
apresentar certificado medico de boa sade e
quaesquer outros documeutos que o < abonem.
Administracao dos correios de Pernambuco, 22
de Abril de 1887.
O administrador,
Affonao do Reg Barros.
Confrarlado Wenhor llom Icsus
da Vla-saera da -Igreja da Nau-
ta Cruz.
ELEI^AO
D ordem da mesa regadera, convido a todos os
nossos eonfrades a comparece'rem em nosso con -
sistorio no sabbado 30 do corrente, a 6 horas da
tarde, afim de reuoidos em numero legal de mesa
geral, proceder-se a eleican para os novos fuuu-
cionarios que teem de reger esta contraria no
anno compromiaaal de 1887 -88.
Consistorio, em 26 de Abril de 1887.
Francisco Antonio da Silva Beirix,
Eacrivao interino.
Companhia de Tnlhes Urbanos do
Recife a Olinda e Beberibe
Assembla Geral 3.1 ecnvoeaco
Insistindo a directora na reuniao da As-
sembla Crural, nos termos das duas ante-
riores nvocac8ie, por or^em de S. Exc-
o Sr Dr presidenta convido ao Srs. Ac-
cionistas a se reunirem no dia 2 de Maio
no es ripiorio da companhia s 11 horas
do dia, aegunio a lettra da lei, sendo esta
a terceira convouacjlo, funcionar a assem-
bla com o numero de accionistas que com-
pare Recifn, 22 do Abril de 1887.
O secretario da Assembla Geral.
Jos Antonioo de Almeida Cunha.
O mximo ou minimo
canforme o sortiuieuto.
dos piecoa sao obtidn.i
Algodao
O preco deste producto tende a baixar.
Hoje fizeram algumas vendas do de Pernambu-
co a 74000 (frouxo) por 15 kiios.
Entrada de sanear e aluodo
MEZ DE ABKIL
snauoai
Barcacas.....
Vapores.....
Estrada de ferro de Ca
ruar.....
Animaes .
Estrada de ierro de S.
Francisco .
Estrada de Ierro de Li-
moeiro .
Q 1 A 28 1 28 l 28 1 29 1 27 I 27 S 2
88.6O1 3.149 7.638 4.816 56.125 2.485
112.718
1
2.481
8.910
283
8.894
4.275
2.319
27.162
Fretamento
Effectuou-se o do patacho allemao Cato, para
carregar aqui, com destioo ao Rio Grande do Sul
assucar a .330 rs. por 15 kilos.
Erigae alletno loa Cenebra
Sahio hontem, cooduzindo para Santos, a se-
guinte carga :
3,850 saceos cem assacar branco.
3,250 ditos com dito mascavado.
100 pipas com agurdente.
Carregaram Baltar Oliveira & 1'..
Patacho nllemu Kart
Sahio hontem, com destino ao Rio Grande do
Sul, psra onde levou :
300 saceos com assucar branco.
1,350 barricas com dito dito.
250/2 ditas com dito dito.
150/4 ditas com dito ditc.
Cari-egarain diversos.
Banca de Crdito Real
At o dia 15 do mes vindouro, devem os ac-
cionistas do Banco de Crdito R-.al de Pernam-
buco realizar a terceira entrada do valer no-
minal de suas ace,-8, na razao de 10 0/0, levan-
do-a sede do banco, na ra do Commercio n.
34.
Este banco est pagando o seu primeiro divi-
dendo razao de 44000 por accao ou 10 0/0 do
valor real izado de ada urna.
O pagamento fs-e na sede do torneo, das 10
Na secretaria da Santa Casa arrendara se os
seguintes predios :
Ra do Bom Jess n. 12, loja e 1 andar.
dem idem n. 13, 2- e 3- andares.
dem do Vigai io Their.rio n. 22, 1 andar.
Id m do Mrquez de Olinda n. 53, 3' andar.
dem do Apollo n. 24, 1 andar.
dem da Madre de Deus n. 20.
dem idem n. 10.
dem da Moda n. 45.
lii'm idem n. 47.
dem idem n. 49.
dem da Liugoeta n. 14, 1 andar.
dem da Guia n. 25.
Becco do Abreu n. 2, 2- andar.
dem das Boias n. 18, sobrado de dous andares
e loja.
Ra da Aurora n. 37. 2- andar.
dem da Detengan (dentro do qua iro) duas
casas.
EMPREZA D iikl
Pede-se aos Senho
res coDsummidores que
queirain fazer qualquer
conaunicaco ou recla-
ma?% seja esta eita no
escriptorio desta empre-
za na do mperador n
29, ohde tarabem se re-
ceber? qualquer conta
que queiram pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Senhores
ilerraillo Francisco Ro-
.irigues Freir e Maooel
intonio da Silva OH
veira, e quando for pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
as Car.valho.
Todos os recibos
desta emprezadeverao
serpassado em talocs
eanmbados e firmados
pelo gerente semo que
nao tero valor algum.
George Windsor,
Gerente
VENEBAVEL CONFRARIA
Saa1a Rta'de i ssia
Elelco
Lie ordem do cnnselho administrativo desta con-
traria, convido a todos os nossos carissimos ir-
maos para que, reunidos no consistorio pelas J1
horas da manbl de domingo 1 de Maio prximo,
se proceda a eleicio d conseibo adminisUstivo
que tem d reger a mesma contraria no asno com -
promissal de 1887-1888.
Consistorio da veneravel contraria de Santa
Rita de Cassa, 27 de Abril de 1887.
O secretario intorino,
Manoel H.ndena Filho.
talMeria le rendas geraes in-
Os recebedores da recebedoria declaram aos de-
ved.ii-es dos impostos de industrias e profissoes e
predios, do 1 semes-xe, e tas* de escravos d
1886 a 1887, que esta procedendo a cobran;-1 de
ditos impostos nos domicilios dos devedores as
freguezias da cidade e de fra, cotn a multa de
6 0/0. Recife, 18 d- Abril dv 1887.
Joaquim Hurgoliao da Silva Fragoso.
Manoel G. Ferreira da Silva Jnior.
Seraphim Victor de Miranda.
US
COMPANHIA DE EDIfICAvfl
0 escriptorio d'esta
companhia a c h a s e
tunecionando no largo
de Pedro II, n. 77, l.
horas da manha
uteis.
s 4 horas da tarde dos das
>..taH do Tneaonro dilacerada*
O recolhimeuto de notas dilaceradas est sendo
feito na Thesouraria de Fazenda, as tercas e
sextas-feiras, das 10 s 12 horas da manha.
Pauta da Alfandega
NA DB 25 a 30 DE ABRIL DB 1887

Alcool (litro)
Algodao (kilo)
Assucar refinado (kilo)
Dito branco (kilo)
Dito mascavado (kilo)
Borracha (kilo)
Cacao (kilo)
Ca.-haca (litro)
Caf bom (kilo)
Caf restolho (kilo)
Carnauba (kilo)
Caloyos de alrodio (kilo)
Carvo de pedra de Cardif (toa.)
Couros seceos ef pichados (kilo)
Ditos salgados (kilc)
i >itos verdes (kilo)
Farinha de mandioca (litro)
Fumo restolho (kilo)
Genebra (litro)
Mel (litro)
Milho (kilo)
Taboados de am trello (du.~la)
218
400
151
131
067
126S
400
077
40
320
366
040
16U0O
580
500
275
500
400
200
040
040
100*00
Exportaco
HECIFB 28 DE ABBIL DE 1887
Para o exterior
Sao bouve despacho.
Para o interior
No patacho nacional Taborda, carregou :
Para Pelotss, Affonso Taborda 60 pipas com
28.800 litros de agurdente.
No lugar aliemo Helene, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, J. S. Loyo 6t Filho
940 barricas com 99,625 kilos de assucar branco.
= No vapor ingles Eudid, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, J. S. Loyo & Filho
3.500 saceos com 210,000 fcilos de assucar branco;
V. T. Coimbra 1,000 saceos com 60,000 kUos de
assacar branco.
No vapor nacional Jacuhype, carregaram :
Para Peuedo. P. Al ves C 5 barricas com 500
kilos de assucar refinado.
Para Aracaj, J. Ignacio do Vul 2 barricas com
270 kilos de carvSo animal.
Na escuda portuguesa Joaquina, carrega-
ram :
Para Parnabyba, P. Alves A C. 35 barritan
com 1,550 kilos de assacar branco.
= No hiate nacional D. Julia, carregaram :
Para o Cear, J. L. dos Reis Ferreira 1,000
saceos com tarinha de mandioca.
Para Mossor, U. Beltro de Irmao 5 saceos
cem 375 kilos de assucar branco.
a No hiate nacional Joo Valle, carragaram ;
Para o Natal, P. Alves de f. 10 barricas com
602 kilos de assucar branco.
Imcumbe-se median-
te contrato < a paga-
mento em prestares,
de construyes e re-
construefocs de prc
dios, cujos projectos c
ornamentos sejam ou
nao confeccionados
pela companhia.
3\o escriptorio se cn-
contraro sempre, as
amostras dos produc-
tos da fabrica vapor
do Taquary, tendti sem-
pre venda: tijolts
inassicos de al venara.
ditos para ladrilhos,
diversos formatos, te-
Ibas romanas, france
zas, de capote com cn-
caixe, de crista; canos
e curvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e tijolos foro-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas c en-
comendas. no escripto-
rio central.
de Per-
Companiiia de Cavallarla
ntmbuco
Esta companhia vender em hasta publica no
dia 3 do mes prximo \indouro, s 11 horas do
dia, em frente do respectivo quartel, 12 csvallos
que se acham inutilisados para o servico.
Q i artel no campo das Princesas, 28 ds Abril
de 1887.
O tenente, Jos C. Haciel da Silva,
agente
THEATRO
Oli'llEZA ARTSTICA
6BHDE GOMPnHHII DE ZARZUELUS
HESPANHOLA
Director de scena
D. Valentn Garrido
Maestro-director
D. iitoiio id Valle
e extraordinaria
funeco!
Sabbado, .1(1 do corrente
BENEFICIO
DO 1 BA1XO ABSOLUTO
D.JOS RAMOS
Ao publico |Co
Estrada de ferro do Recife a
Girar.
De ordem do Illin. Sr. director se faz publico que
at o dia 3 de Maio prximo futuro recebem-se
propostas para o servico de cargB, descarga de
mercaduras as estscoes do Recife, Victoria e sen
transporte das mesmas estacSes ao domicilio ou
deposito dos destinatarios, evice-versa : median-
e coodiedes que serio estipuladas em contracto
celebrado com a admioistracas da mesma estrada,
tendo por base as especificacoes organisadas pela
directora e que os interesaados encontrarlo nos
escrptorics central e do trefego ra de S. JoSo
u. 38.
Neste ultimo escriptorio poderao os mesmos in-
teressados obter quaesquer ioformacSes e escla-
recimentos a respeito.
As propostas serio apresentadas no escriptorio
central e abertas no dia cima referido ao mei
dia.
Secretaria do prolongamento da estrada de
terrO do Recife ao S. Francisco c estrada do ferro
do Reci:e a Caruar, 25 de Abril de 1887.
O secretario,
Manoel Juvencio de Saboya
a a tu b ii cana
Ruado Commercio u.
Capital oubscliptG
Fundos accumulados
Becella annuali
Di premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
3.000,000
3.134,34j
Descjoso de manifestar ao Ilustrado novo des-
ta capital o quanto me acho reconhecido pelas
demnstraseos de alto spreco qu- aqui tenho re-
cebido, resolv fazer a minh festa artstica e
pol-a 80b a eg de (leste distincto publico que to
bondoso tem se mostrado para commigo.
Nao me sendo possivel, pelo curto espaco de
tenipo e palos nieus grandes afazeres ir convi-
dal-os pessoalmcote, p ,-nho os meus bbetes a
disposico no escriptorio da companhia e na lii-
Iheteria do theatro. Conscio de que o llustrado
publico patrocinar a ininlia Testa, almejo que o
espectculo cscolhido por mim satisfaga esse
distincto publico, coroando por essa forma os
desejos de quem se confessa ser
ltenlo e S. L.
Jos Ramos.
PEOGRMMA
Estra
Subir scena a milito Hpplaulida e rep"ada
sarzuela em 3 actos, original de D. Jos Casares,
icutica do dstlucU> maestro Caballero :
LIS N1FE DE Ll NOH
O EL
OMPANH1A

c
PERSONAGENS
(A.)
Navio a carva
Barca norueguense Glitner, Rull.
Uarca n >rueg.iense Brodrene, Bltico.
Barca norueguense Dome, Bltico.
Lugar portugus Temerario. Porto.
Lugar norueguense Han* Tode, Montevideo.
Lugar nacional Juvenil!, Rio Grande do Sul.
Lgur norueguense Alrana, Hull.
Lugar norueguense Speranza, Canal.
Lugar ingles May, Hull.
Lugar allemao Helene, Montevideo.
Patacho alltms Calo, Rio Grande do Sul.
Patacho naeionl Padre Cacique, Rio Grande
do Sul.
Vapor nacional $. Francisco, jiortos do sul.
Navio a deacarga
Barca norueguense or, varios gneros.
Lugar inglcz Kalmia, ba^alao.
Patacho nacional ..oven Correia, xarque.
Patacho nacional Rival, xarque.
P itacbo nacional Andaluza, isrque.
Vapor nacional Ipojuca, varios gneros.
Vapor nacional Jacuhype, varios gneros.
Dlnbelro
O vapor nacional Ipojuca trouxe :
De Natal para :
Francisco Manoel da Silva 4 O. 8000 !0
Prente Vianns i C. 524500
Machado Lopes Jt C. 500*000
W. Hugbe* 3734000
De Maco para :
Machado & Pereira 6:239*780
Soares Amaral & Irmo 600*000
De Mossor para:
Paiva Valente & C. 285*520
Do Aracaty para :
Rodrigues Lima i C. 1:1565080
Rendimeatos pblicos
Miria................... Sra. Pl.
Tlieresa.................. Sra. Sacinellcs
Jo .ii, sargento........... Sr. Manso.
El eapitan................ Sr. Dursn.
El Alcayde..... ........ Sr. Ramos.
Mouros, inouras, gente do povo, sollados, coro
geral e acompanhamento.
No 2o acto ser cantada c dancada urna precio-
sa Jola HenpaMbula. pelas partes e coro,
reputada em todos os lugares como a melhor de
todas as couhecidas.
i's 8 horaa.
Presos do cosame
llavera trens para Apipucos e Olinda e bonds
para todas as liubas.
O beneficiado em um dos intervallos ir
aos camarotes agradecer as Ezmas. fami-
lias, que se diguareai ubrilbantar sua hu-
milde testa.
E
*E EST: 1803
Edificios e mercaduras
Taxas baixas
Pr'/mpto pagamento de prejitizo
CAPITAL
Rs. 16,000:0005000
Agentes
BROIVNS & C.
N. ^ Ra do Commercio N. 5
Fhe Liverpool k huiln & G!obe
INSIR4NCE COMY
Salte Brotte & G.
INDMNISADOBA
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelclda em 1-.55
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
\U 3t de dezembro de 18 84
Martimos..... 1,110:0008000
errestres,. 3I6':000$000
4 I Ilua do < iniucrelo-
"COMPANHIA DE SEGBOS ~
CONTRA FOI-O
Nortb British A Hercantile
CAPITAL
COOO.OOo de libras sterlinas
A GEN 1 ES
V domsoii Howic & C.
O.- i a 28 dem oe 2'J Recife Drainage 10:504*904 153.980
10:658/884
Mercado Municipal de S. loa
movimento deste Mercado no dia 29 de
Renda geral
le 1 a 28
dem de 29
MEZ DE ABBIL
A tj aniega
679:6654770
30:183.'326
Abril foi o seguinte :
Entraram :
43 bois pesando 4,568 kiios, sendo de Oliveira
Castro, 24 ditos de Ia qualidade, 3 ditos
de 2 dita, 7 ditos de particulares.
981 kilos de peixe a 20 ris 19/620
76 cargas de farinha a 200 ris 15/200
8 ditas de fructas diversas a 300 rs 2/400
9 taboleiros a 200 ris 1/800
8 Sumos a 200 ris 1*600
Foram occuoados :
231/2 coiumias a 600 ris 14/100
22 compartimentos de farinha a
500 ris. 11 000
21 ditos de comida a 500 ris 10/500
84 ditos de legumes a 400 ris 33/600
18 ditos de suino a 700 ris 12/606
11 ditos de tressaras a 600 ris 6/600
10 talhos a 2/ 20/000
6 ditos a 1 6/000
A Oiiveira Castro & C.:
."i4 talhus a 1/
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quaatia de
54/000
209/020
5:846/980
6:05600>
tienda provincial
De 1 a 28
dem oe 29
105:4781192
2:894946
709:849/096
108.373*138
Oe la28
dem rie 29
De 1 a 28
dem av 29
Recebedoria
'Jonsuladt Provincial
818:222/234
48:9031272
6:100/538
55:003*810
24:979/061
319/624
25:98*085
88
Rendimento dos dias 1 a 28
Foi arrecaJado liquido at hoje
PrecoB do dia :
Carne verde de 280 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
S unos de 560 a 640 ris idem.
('amiba do 200 a 32G ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
-.ao de 640 a 1/000 idem.
HaiaUuoro Publico
Foram antidas no Matadouro da Cabanga
rezes para o consumo do dia 30 de Abril.
Sendo : 63 rezes pertenceo te a,Oliveira Castro,
& C, e 25 a diversos.
Vaporea e navio* eaperadoa
VAPOBES
Bkamenyde Trieste hoje.
Mate
Valparnizodo sul a 1.
Manoodo norte a 3.
Ville de Santosdo su. a 3.
Senegalda Europa a 4.
Aymordo sul a 5.
Financede New-Port-News a 6.
Ville de Maceido Havre a 6.
Guahydo sul a 6.
Parado sul a 7.
Cotopaxida Europa a 8.
Mondegodt. Europa a 10.
Szcbnyide Fiume a 10.
Pernambucodo norte a 13.
Marinerde Liverpool a 13.
Tamardo sul a 14.
Argentinade Hamburgo a 16.
Espirito Santodo sul a 17.
Ceardo norte a 23.
Tagusda Europa a 24.
Manosdo sul a 27.
NAVIOS
Amandade Hamburgo.
Apotbeker Dirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade Carditf.
Anne Catharineda Bahia.
Anne Charlottedo Rio Grande do Sul.
Bernardus Godelewus do Rio Grande do Sul
Carolina do Rio Grande do Sul.
Diudado Rio Grande do Sul.
Danurede Terra Nova.
Enjettado Rio rande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Sul.
Elysado Porto.
Favoritede Santos.
Guadianade Lisboa.
Jolanthede Santos.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Katalinade Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Maggiede Terra Nova.
Mimosado Rio Grandj do Sul.
Marinbo VIIdo Rio Grande do Sul.
Marendo Rj Grande do Sul.
Nordsoende Liverpool.
Nantilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenos-Ayres.
raPremierdo Rio de Janeiro.
Positivo-do Rio Grande do Sul.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Rabbido Rio Grande do Sul.
Sparkde Terra Nova.
Stellade Terra Nova.
Ulsterde Terra Nova.
Withelminede Hamburgo.
.ifoviiueuto do port
Navios sahdos no dia 29
Terra-Nova Barca ingleza Beltrees, capi-
to Archebald Service, em lastro da
areia.
Rio-Grande do Sul -Patacho allemao Ma-
ry, capitao J. Brackoldtt oarg assu-
csr
Santos e escala-Vapor inglez Eudid,
commandante A. Mathuson, carga va-
rios gneros.
Amonstadt -Barca norucgunse Mondrene,
capitao J. Oisen, carga algodSo.
SantosBrigne allemao Jos Genebra, ca-
pitio J. H. Dehaude, carga assucar.
Ooseroaooo
Nao houve entradas.

SEGUROS
>IARITIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenfx Per-
(-onp.txmi i<: m:.i itih
NORTHERN
de Londrese berdeen
Powico Qnanceira (Ilezembro 1885)
577,330'
M91VO00
132,000
O AGENTE,
John H- Boxaell
UVA OOCOHMERCIO \. < I >H 11*
Imperial

r
I MIMAN I



I

.





Diario de PernambncoSabbado 30 de Abril de
,
Ln ton and BrasIIlao Ba
lAmlteA
Ra 3o Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca-
m do niesmo banco em Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Capellistas a 75 No
Porto, ra dos Inglezes.
Ciii He Sesmos FiHeiaiie,
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESUS-N.
Si'Kuru marlllaaoa e lerreMrm
Neates ultimo a uuica coapanbia ueste preca
que concede Srs. scguradis ueaipviU> de
ment de premio em cada elimo sano, o i
equivale ao d >><;onto de cerca dj 15 por ji.j'.j
avor dos segurados.
MARTIMOS
DniCJ States & Brasil M S. & .
O paquete Finalice
Espera-se de N*- ror
News, at o da 6 e Maio
o qual i eguira jup> t, d-
demora uecsian pira.
Baha e Rio de :ioeiro
Para carga, passagens, euc uin-nJas dinheir
a frete, tracta-se com o
AGENTtd
hrstM1 & C.
/O COMMERCIO 8
/ anden
Henn
N. 8 RIJA
2-
DanipfschilTfahriS-GeselIschaft
O vapor Valparaizo
E' esperado dos po -
tos do sul at o dia 2
de Maio e seguir da-
pois da demora necei
saiia para
Lisboa e Ilaiubiirgo
Para pasagens. tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstehnann & C.
RA DO COMMERCIO N. 3
/ andar
Pelotase Porto-Ajegro
Vapor Ayraor
E' esperado do Rio de Janei-
ro com escala pela Bahia no
dia 5 de Maio, e seguir de-
pois de pequea demora para
os portes cima indicados
Recebe carga, enocmmeudas e passageiro, a
tratar com
PEREIRA CARNEIRO & C.
N. 6 RA DO COMMERCIO N. 6
1. andar
PaclGe Sieam Navigation Company
STRAITS OF MAQELLAN LINE
Paquete Ootopaxi
' esperado da Euro-
pa at o dia 8 de
Maio, e seguir de-
Ipois da demora do cos-
'tume para Valparao
com escala por
Baha, Rio de Janeiro e Honie
video
Para carga, passagons, encommendas e din-
beiro a frete tracta-iecom os
tvilson Moas A c .. Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO-N. 14
mhpaiwm rmmmAmmvcA za
DE
^avegaco Costeira or Tapar
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Memor, Ara-
caty e Cear
0 vapor Ipojuca
Cora mandante Costa
Segu no dia 5 do
Maio, s 5 hori.-
da tarde. Kccebi-
carga at o dia 4.
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de d dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pertamb'uvmti
n. 12
sof, 1 jardineira e 2 canslos com podra marmore,
2 cadenas de bracos e 12 de guarnieio, 4 casti-
ces e manges, 2 pares de jarros' para fiare, 1
candieiro gaz de soapenso, 2 cadenas de. ba-
la neo de Jacaranda, 4 escarradeiras finas e 1 ta
pete forro de sala e 2 de quartoe.
Urna moMlia de janeo oom tampos de pedra.
Urna cama francs* nova, 1 guarda-roupa, 1
guarda-vestido, 1 mesa de amarello, 1 dita de cos-
tura, 1 cabide, 1 lavatori 1 berco, 1 marquezao,
6 cadeiras de junco,
jUn>a ra8a[ela8tica com 8tab.se, 1 guarda-louca,
2 apparaderes, 12 cadeiras de p> carga, 2 de ba-
lanco americano.' 1 apparador esm armario, 1 re-
logio de parede, 12 cadeiras de junco (novas),
apparelhos para ch'e jantar, copoi, clices, gar-
rafas, compoteiras, talberes, c.lberee, mesas, ca-
deiras, marquesas, camas e muitos outros objectos
de casa de familia.
Sabbado, 3o do corrate
Agente Pinto
No sobrado da esquina do pateo de S. Pedro
n. 17
O referido leilo principiar s 10 12 horas ; a
entrega rffeetuar se ra no mesmo dia.
Agente Pestaa
Tontoras de cabera ou enchi-
quecas
Esse terrivel soffrimento curase fazenio-se
uso diariamente, ao deitar-se, de urna a duas pi-
lulas anti-dyspepticaa e reguladoras do ventre,
preparedas por
Bartbolomea C. iaeeetsore
34 Ra larga do Rosario 34
Pernambnco.
Ama
Preciaa-se de urna ama para o servico de urna
casa de pouca familia ; tratase na ra do Mr-
quez do Herval, casa n. 182.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de p quena
familia, para Agua Pi ia de Beberibe ; a tratar
na ra de Pedro Aff.mso n. 58, antiga da Praia.
Ama
do importante estabel^einento do barbeiro
sito ra do Bom Jess n. 16, prompto
a fuu'ciou ir, e dos movis que se achara
no armazem n. 14, raesma ra
8EGUNDA-FEIRA 2 DE MAIO
A s II horas
O agente Pestaa, autoiiaado pelo Sr. Mainel
Rumos Chaves, vender em leilo, segunda-feira
2 de maio, os movis e mais objectos existentes
na leja de barbeiro cima mencionada, os'quaes
constam do seguate :
Quadro eapelbos com moldara dourada, 1 toi -
lett- de Jacaranda com pedra, diversos quadros
de moldura duurada com oleographia, 12 cadei-
ras de junco em purfeito estado, 2 ditas de jaca-
randa com encostos, proprias para barbear, 1 dita
de junco menor, 2 pares de etagers, 5 arandellas,
1 quartinheira, 1 lavatorio eo-jt bacia e jaira, 2
pares de jarros, 1 relogio de parede, 1 mesiuha, 1
lavatorio de ferro e bacia e muitos outros objee
tos que se acharao patentes no acto do leilo.
Findo o mesmo 'eilao paesar o referido agente
a vender diversos movis no armazem annexo.
Precisa-Be de uma ama que cesiuhe e eneimme
com peifeijao ; na ra do Mrquez do Herval
numero 10.
Aviso
O Sr. Antonio Vieira da Silva deixou de ser
nosso empregado desta data em diante. Recite.
29 de Abril de 1887.
Domingos Jote Ferreira & C.
AlleiU'ao
Lotera da Provincia
Qnarta-feira, 4 de Maio, ao meio-diase
extrahir a 1.a lotera era beneficio da Santa
Cat>a de Misericordia do Recife, jno consisto-
rio da -groja de Nossa Senhora da Conce-
fo dos Militares, onde se acharao expostas
as urnas c as espheras arrumadas em ordem
numrica apreciado do publico.

Vende-se um sitio em Tigipi, ficando a casa
na beira da estrada n. 18, com muirs fructeiras,
bom banho e perto da estacao ; a tratar no mesmo,
com Alejandrina de Albuquerque.
%*.
C'OIII'IMIIl l'ill\Hll('(t\l
\itcs.-iv:io costeira por vapor
-ORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahia
0 vapor Jacuhype
Commandante Esteves
Segu no dis 30 at
Abril, s 5 horas da
-t.irde.
Itecebe carga at o
Idia 29.
Encommendas. passagens e dinheiros frete at
as 3 horas da tarde do dia 28.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pernambucana
n. 12
Bahia, Rio e Santos
a vapor austraco SzcBnyi
DE
vav ;o Costeira por Vapor
Rio Fornusoe Tamandar
vapor Giqui
Comandan te Lobo
Segu no dia 30 de
Abril, pelas 4 ho-
ras da manh.
Recebe carga ate o
dia 29.
Encommendas, passagens e dinheiros a frete
at s 4 horas da tarde do da 28.
ESCiWTORIO
f ae da Companhia Ptroanh
cana o. 12
de 12 pegas de esteiras para forro de sala,
Bendo 4 de cores lavariadas]
TERCA FEIRA 3 DE MaIO
A'b 11 horas
Ra do Bom Jesns n. 43
O ageole Piufo levar a leilo, por conta e ria
co de quem pertencer 12 pee" de esteiras des-
carre^ndas de bordo do vapor inglez Orator, com
avaiia d'ug ia do mar, marca dirmante M S & C
dentro n. 342 a 553.
Grande e importante
Leilo
Ordem do da n. 63
Grande rotoluco
Em bros de todas as qualidades, cores e lar-
guras, desde 5 centmetros at 1 metro e 20, e
quem vende por presos mais resumidos o Pedro
ntunes & C, ser bom verem Bonitas fitas
de borracha para ligas, artigo de omita necessida-
de para nao deixarem correr as meias,que se torna
muito feio, vende-se o metro pelo menor oreco ;
tranca medalh'era para fazer crochet, parda e
branca; fios de l o seda para o mesmo fim ; ne-
vos leques pretos diaphanos, enfeitadoa com lan-
tijoulas, proprios para luto, tambem bonitas vol-
tas e braceletes. Alem destes artigos, muitos
outros, que sur conveniente vprem, na casa de
confianfa de Pedro Antunes 4 C ra Duque de
Cazias n. 63, Nova Esperanca,
Massa fallida de JTC.
Levy & C.
E' esperado de Fiume at o
dia 10 de Maio, se guia do de-
pois da demora necessaria
para os portos cima.
Recebe carga e encommendas a frete mdico
tractar com os
CONSIGNATARIOS
JOHNST-^N PATER iV C
RA DO COviMERCIO N. 16
COMP.4!VlIlE BM MEHMAUB
RE TI lili II ti] S
LINHA MENSAL
Paquete Senegal
Comtuandante Moreau
Espera-se da Eu
ropa at o dia 4 de
Maio seguin
do depois da de
Imera do costume
para o Rio de Ja-
ro, tocando na
Baha
Lembrn-Ee ao3 senhores paasageir.) de todat
as classes que ha lugares reservados para est*
agencia, que podein tomar em qualqner tempo.
Previne se ao ssenhores recebedores de merca
dorias que s se attender as reclamacoes por fal-
tas nos volumes que forem reconhtcidas na occa
sio da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheir
a frete: tracta-se com o
AGENTE
\ii 9 RA DO COMMERCIO-9
CHARGEtRS REUNS
companhia Franceza de Mavega-
co a Vapor
Linha quinzenal entre o Hjvre, Lis-
Rio de Janeiro e
qu
boa, Pernambuco, Bahia,
Santos
0 vapor lie de Saltos
Com mandante Henry
Espera-se des Dortos do
sul at o dia 3 de Maio,
' seguindo depois da indis-
pensavel demora para o Ha-
% re.
Conduz medico abordo, de marcha rpida
e offerece excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As pasiagens pode rao ser tomadas de auteino
Recebe carga eucommendas e parsageiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
0 yapop vi ae Macelo
Commaodante Panchvre
E' esperado da Europa
at o dia 6 de Mai, se-
guindo depois da indispon
savel demora para a Ba-
lita. Blo de Janeiro
e Manto*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p'lo
vapores desta linha,auciram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvarcng.. t-
quer reciamaco concernen te a volumes, quo po
vmtu. btenham seguido para os portos do sul,afin
de se poderein dar a tempo as providencias neces-
arias. ,
Expirado o referido prase i companhoa n se
responsabilisa por extravos.
Para carga, passagens, encommendas e dinheira
a frete: trata-se com o
AGENTE
te Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
Royal Mal St-am Pacfcet Co^paay
Vapor extraordinario
O vapor Ni/e
De 3,039 'oneladas de registro
Sahir do porto do Rio
de Janeiro no dia 1 de
Junho prximo com es-
cala para Babia e Per-
nambuco, seguindo depois de pouca demo
ra com malas e passageiros para
LISBOA E SOUTHAMPTON
Desde j recebe-se encommendas par
camarotes na
AGENCIA
Ra do (ommerclo n. 3
1 andar
A damson Howie &C.
AGENTES
Pra Camossim
Segu no dia 30 do cerreate a escuna Joaquina,
reecbe carga ; a tratar com o Pessja, ra da
Moeda n. 1.
LE1LUBS
O de m por intervenco do agente Pinto deve ter lugar
hoje, eabbado, 30 do corren te, no pateo de S. Pe-
dro n. 17.
Segundo
LEILAO
Da casa da ra do Jardim n. 30, Iregue-
zia de S. Jos, servindo de base a offer-
ta de 1:350^000
Sabbado 3 do correte
A's 11 horas
No armazem ra Estreita do Rosario
d. 24
O agente Modesto Baptista competentemente
autorizado far leilo da casa cima.
3- Leilo
Em continuoslo
Da loja de miudezaa ra Duque de Ca-
xias n. 66, denominada Camacan
C instando de uma importante arinacao de ama-
i ello, diversos utencilios e mercadorias de lei, ao
correr do tnartello.
Sabbado 3 do corrate
A's 11 horas
POR INTERVENCAO DO AGENTE
De my; !. loiicas, vidros ets
pelhos
Constando
De uma mobilia com encost de palinha, 1 rico
piano de armario, 1 cadeira para o meamo, 1 ca-
pa, 2 cadeiras de balanco com assento de tapete,
4 jarros de porcellana, 2 de alabastro, 4 quadros
com paisagens e 2 espreguicadeiras.
Um sof de junco preto, 6 cadeiras italianas, 1
mesa de oentro com pedra marinore, 2 consolos de
Jacaranda, 2 figuras de biscuit, 4 jarros de ala-
bastro, 1 mesa de Jacaranda com abas, 1 quarti-
nheira, 2 quadros pequeos com paisagem e 1
mappa mundo.
Um rico guarda louca de amarello com pedra
marmore, 1 etager grande com pedra marmore
1 mesa clstica, 12 cadeiras de junco, 1 mesa di
amarello para quartinhas, 1 dita para costuras, 2
quadros, 4 figuras de marmore, 1 relogio de pa-
rede, 1 alcatifa de coco, 5 quadros, 1 centro para
mesa de jantar, clices, copos, garrafa*, compotei-
ras, galheteiios, 1 apparelho para jantar, 1 dito
para cha, 1 resfriadeira com torneira, 1 importan-
te filtro inglez, compoteiras, 1 Dorta-licor de elec-
tro-pate, chicaras e pires, 1 paliteiro ae prata, 1
trabuco prussiano e 1 revolver.
Uma coinmoda de amarello, 1 toilet com pe-
dra marmore, 1 guaruica para o mesmo, 1 guar-
da-vestidos, 1 quadro fino com moldura dourada e
1 cabide.
Um cabide de columna, 1 dito de parede, 1 toi-
let de amarello com pedra marmore, 1 guarda
roupa, 1 lavatorio de ferro com guaruico, 1 mesa
de amarello com pedra marmore, 1 dita de louro,
4 mochos e 1 mesa.
Um tapete de borracha, 1 cabide de amarello, 2
cadeiras de junco, 2 caxorros, 1 era vinote e 1 fa-
ci e muitos outros objectos de cusa de familia.
Terca-felra. 3 de Halo
A's 11 horas
Na estrada dos Afilie tos, cbacara n. 32,
confronte casa azul
O Sr. Joo Baptista de Souza teudo de retirar-
se com sua Exma. familia para a Europa, far lei-
lo dos movis e mais objectos cima menciona-
dos, por interveuco do agente Alfredo Guima-
ravea.
Os referidos movis tornam-se recommendados
nao s por serem novos, como pelo estado de con-
serva cao.
Ernesto & Leopoldo, cessionarios da massa fal-
lida^ de J. C. Levy & C., con vi i um aos devedores
I dita massa, conforme os respectivos livros, a
comparecereni no sen escriptorio, ra larga do
Rosario n. 22, 1 andar, dis 10 horas da manh
s 2 da tarde de qualquer dia ut.il, at 10 de Maio
do correte anno, depois do qu- serao chamados
a juizo. Recite, 29 di: Abril de 18S7,
_________ Ernesto & Leopoldo.
Protesto
Constando me que o Sr. Alexandre Rodrigues
da Silva, senhor do engonho Sapucaia, em Rio
Formoso, t-m contratado com o Banco Real hy-
pothecar dito engenbo, e provalmeute incluindo
como propriedade do referido engenho, terraa do
engei.ho Oiudnhy. d cujas trras e engenho sou possuidora de metade,
por beranca paterna, venlu pelo presente protes-
tar por qualquer transaeco feita com ditas trras
denominadas Barro Branco, e lazer valer em tem-
po opportuno os meus direifos nos tribuir.es.
Recife, 2T de Aoril d 1887.
Mara Jovita de Barroe Wanderley.
CAJIJRIBEBA
PREPARADO VINHOSO DEPURATIVO
MOFADO PE JUNTA DE DTK1S0H PUBLICA DA GORTE
Antorisado por decreto imperial de 20 de Junho de 1883
Coinposcio de Firmino Candido de Figueireie
EMPREGADO COM A MAIOR EFFICACIA NO RHEUMATISMO
DE QUALQUER TATREZA, EM TODAS AS MOLESTIAS DA PELLE, AS
LEUCORRHAS OU FLORES BRANCAS, NA ASTHMA
bronchites (uiolesfi;is da vas respiratorias), nos soffrimentos
OCCASIONADOS PELA IMPCREZA DO SANGUE E FINALMENTE
AS DIFFERENTES FORMaS DA SYPHILIS
PropagadorA. P da Cunha
As importantes curas, que este importante medicamento tem produzido, attea-
tadas por pessoas de elevada posicSo social, fazem com que de toda parte seja elle
procurado, como o melhor e mais enrgico depurativo do sangue.
Depurar o sangue, como que consiste principalmente o raeio mais seguro de conservar a sade e de curar 35
molestias que a impureza do tangue occasiona.
O Cajrubba, pela sua aceito tnica e enrgicamente depurativa, o medica-
mento quo actualmente poda conseguir esse resultado 3em prejudicar nem alterar as
unecoes do estomago e dos intestinos, porque nao contm substancias nocivas, apesar
do vigor depurativo dos productos que constituera a base principal d'este medicamento.
As muita8 curas que tem feito, estilo omprovadas pelo testemunho dos dis-
tinctos e conhecidos cavalleiros que firmara os attestados, que este jornal tem publica-
do em sua seoo&o neditorihl.
Deposito central Fabrica Apollo, ra Hospicio 79
A* venda em mallas ptarmacirii do Brazll e do eairangelro

Attengo
Constando que a Sra. Mara Duarte,
tem mandado cartas a algunas Kxraas. fa-
milias, que me tara honrado cora suas or-
dens, annuuciando-se como ex-cortadora
do meu atelier, declaro ser falso, pois a
mesma senhora nunca exerceu tal cargo, e
que at hoje nunca o confiei a ninguem, e
que durante a rainha ausencia na Europa,
nao deixo pessoa alguma encarregada do
meu atelier.
.Pernambuco, 30 de Abril de 1887.
Ra (lo Imperador n. 50 Io andar.
Mme. Fanuy Silva.
20--Rua.. deMarfo (jinlii ao Louvre)- 20
os precos



AVISOS DIVERSOS
Martin s
Leilo
de uma linda mobilia de palha ajunco
torcido, 'cem 1 sof, 1 divn, 2 jardi-
neras, consolos, 4 cadeiras de bracos
e 8 de guarnico
AugusU
30 de Abril
A's 11 horas
Agente Pinto
Por occatio de um outro leilo de mobilias de
Jacaranda e junco, jarros para flores, apparelhos
de porcelana para cb e jantar, erystaes, tapetes
para forro de sala e quartos, mesas elsticas,
aparadores, 1 excellente guarda-roupa, camas e
outros movis no Pateo de 8. Pedro n. 17.
Lcilao
De
movis, louca, vidros, erystaes, jarros
para flores e tapetes
A saber:
Um piano, ama mobilia de Jacaranda com 1
Aluga-so casas a 80GU no neceo dos Coe
ihos, junto de a. Uoucallo : a tratar na ra a>
mpcratrii n. 56.
= Preci8a-se de uma ama; na mu do Bom
Jess n. 42, qaarto andar.
AMA Precwa-so de uma, de boa conducta
para cosinbar e lavar para pouca familia ; na ra
da Matriz da Boa-Vista n. 3.
AMA Precisa-se de uma ama para co-
sinhar em rasa de pequea tamilia ; a tratar na
ra do Bom Jetos n. 50, 2- andar.
Aluga se a casa da ra da Conceico n. 2-A
do po^oado da Tuire ; o 1- andar c a loja da ra
do Padre Floriano n. 69, e a loja da travessa da
Bomba n. 4 ; na ra do Apollo n. 4.
A pessoa qu quizer adiautar a quantia de
(SfiOOO para a alforria de uma tsc.-ava que sabe
lavar, engommar e cosinbar. para a escrava Iht-
pagar com sens servicoB, dirija-se a ra do Mr-
quez do Herval n. 23, oja.
Arrenda-se o sitio das Jaqueiras, com gran-
de casa de vivenda, todo cercado, e mais tres
pequeas no mesmo correr, servindo perfeitam n-
te para penso ou hotel : a tratar no mesmo sitio.
Precisa-se de* uma ama de boa conducta
para andar com uma crianca ; na ra de Deo
Parias n. 49.____________________^^^^
O pbarmaceulicu Sabino Olegario Ludgero
Finbo declara a quem iuteressar possa, que nesta
data compro'J livre e desembarazada de qualquer
onus, ao Sr. Satyro Serapbim da Silva, a phar-
macia Victoria, sita ra do Barao da Victoria
numero 51. Cidade do R.-cite, 29 de Abril de
1887._________________________________ _
= Offerece-se uma m ti para ac#mpanhar uma
tamilia que se retire para lora da provincia ou
mesmo para alguin engenbo perto da cidade :
quem precisar dirija-sc ra estreita do Rosario
n. 12, 1- andar.
Priso do ventre
A cura dessa molestia que tantos incommodos
causa, obtem-se muito aimplesmente tomando-se
por algumas noites uma ou duas pilulas andi-dis-
pepticas e reguladoras do ventre, preparadas por
Bartholomeu A C. Soccessores
34Ra larga do Rosario34
Pernambuco._______________
Por 16$000
Alu lentinas n. 50, eaiada e pintada de novo ; a tra-
tar u livraria Parisiense a ra Primeiro de Mar-
co a. 7-A.
Antonio Martina Duarte
Mana Julia de Foutes Braga, traspassada pela
mais sensivel dor de perder seu presado to, An-
tonio Martios Duarte, desde ja se confessa grata
a todas as pessoas que se dignaram acompanhar
seu corpa ao cemiteno publico, e de novo as con-
vida para assistirem a missa que pelo repouso
eterno de sua alma manda celebrai as 8 horas da
mauha, no dia 2 do prximo mes de Maio, trig-
simo de seu passamento ; e por este acto de ca-
ridade, se confessa desde j agradecida, tendo
lugar a minga na ca pella da Torre.
t
Antonio Jmi1 liopen Braga
Vicente Lopes Braga, sua inulhur e filbos, e
seus irmoe, convidain aos seus parentes e amigos
e aoa do fioado sea irino Antonio Jos L pts
Braga, para assistirem a uma missa que maudam
rezar por sua alma, no dia 2 de Maio prximo,
scguiida-f-ira, pelas 7 l boms da inaub, na
igreja do Divino Espirito-Santo, 1" anniveraario
de seu p.ssameuto, pelo que desde j se confes-
sam gratoj.
t
Francisca llraoilina Lima do (mural
1. ANKIVKRSABIO
Joo do Reg Lima e sua inulber. uandam resar
missas pnr alma de sua presada filba, Francisca
Brasilina Lima de Amaral; cujos suffrazis tero
lugar na igreja da Ordem Terceira de S Francisco,
segunda feira. 2 de M^io, s 8 hora do di...
Bacnarel Jos liarla de Albnqner
qae Lima
Manoel Arthar de Albuquerque^Liaa e seus ir-
maos, Dr. Arthur Garcez Paranhos Montenegro e
sua mulber (ausentes), Maria Lina Fras Villar,
Anna Lins de Albuquerque Lima, Dr. Antonio
Ribeiro de Albuquerque Maranho e sua mulber,
Francisco Jos de Araujo Mello e sua mulher,
agraducem cordealmtnte todas as pessoas qae se
dignaram de acompaihar ao Cemiterio Publico os
reatos mortaes de seu sempre lembrado pai, sogro,
irmo e cuneado, hachare! Jos Maria de Albu-
querque Lima, e de novo convidam-n'as para as-
sistirem as missas do 7* dia, que leem de ser cele-
bradas na matriz de Santo Antonio d'esta cidade
e capella do engenho S. Bernardo, em Pao d'Alho,
no dia 2 de Maio, s 8 horas da manh.
Desde j confesm-se agradecidos por este acto
de religio e caridade.________________________
Bramante de linho, com 10 palmos, a 1$900, o metro.
Bramantes de algodao, cora 4 larguras, a 800 rs., 1S000 e ljJlOO, o metro.
Madapol3es, a 3-J800, 4^500, 5^000, 5^500 e 6^000, a peSa.
Ditos americanos, com 24 jarda9, a 7(5800 e 8(5000, a peya.
Algorioes. a 3^000, 4,5000, 4^500, 5^000 e 5^500, a peSa.
Cretones escuros, cores fixas, a 320 e 360 rs., o covado.
Ditos claros, liados padroes, a 280, 300 e 320 rs., o covado.
Percales de cores, fazenda superior, a 240 rs., o covado.
Ditos de cores escuras a 200 rs., o corad.
Zephyres de core-, a 160, 180, ^00 e 2-10 rs., o covado ; muito largos.
Setineta8, de cores, a 320, 360, 400 e 440 rs.. o covado.
Creps de cores, para acabar, a 360, o covado
Batistes de cores, muito largas, a 160, 240, e 280 rs., o covado.
Cambraias brancas bordadas, a 55500, a pega com 8 1/2 varas.
Ditas, em retalbos, a 700 rs a vara.
Alpacas di cores, lisas, de preco de 600 rs., o covado, por 280 rs., o covado.
Sargelins de todas as cores, da melhor qualidade, a 240 rs o covado.
Chitas linas para coberta, a 280 o 320 rs., o covado.
Gangss muito finas, com lindos deseuhos, a 280 e 300 rs., o covado.
Esguio pardo, para vestidos e vestuarios de crianzas, a 380 rs., o covado.
Pao da Costa, le listras, a ljJlOO, o covado.
Dito dito, de quadros, a 1,5100, o covado.
Brins de cores para calcas, a 40 rs., o covado.
Ditos de linho de iSres, a 1,5500, 10800 e 22O0, a vara.
Dito de dito branco n. 6, 20400, a vra.
Cascmiras de cores, para costumes, a 10800, o covado.
Ditas em cortes para calyas, com listras de *lia, a 60000 e 100000, um.
Cobertas forradas, com dous pannos, a 30000, urna.
Lenyes de linho e algodao, a 20000 e 30000, um.
Cortinados de cambraia bordada, a 60500 e 80000, e par.
Chambres para homem, a 50000 e 60000, um.
Toalhas felpudas para rosto, a 30500 e 50000, a duzia.
Ditas grandes, para banhos, a 10500, uma.
Kspartilhos tinos de todos os nmeros, para senhora, a 50000, um.
Babados e entretneios .bordados de 50 a 20000, a pega.
Fichs, de linho, rndalos, a 20000 e 20510, um.
Ditos, dp la, felpudos, a 50000, um.
Lencos br;.iuos, a 10200, a duzia.
Ditos de esguio de linho, a 40500, a duzia.
Meias de tres, lisas, para horaens, a 40800, a duzia.
Ditis de fio de Esoossia, cruas, para Lmeos, a 110000, a duzia.
Ditas ditas, rendadas para meninos de 6 roezes cima, a 500 rs., o par.
Ditas de la, de cores, para homens, a 10200, o par.
Ditas de algcdo, de cores, com listras, muito finas para senhora, a 100000 e
140000, a duzia.
Camisas de lii, S!'m punho e sem collarinhos, por barato preyo.
Colletes do flanella com mangas e sem ellas, de diferentes preyos.
Costumes de banho de mar, para senhora,,a 100000 um.
Ditos de dito, para bomens, a 80000, um.
Ditos de dito, para meninos, a 50000, um.
Sapatos para o mesmo rim de differentes t.imanhos.
Grande sortimento de artigos para homens', sendo: de camisas de linho, uitas
de meias, gravatas, punbos, collarinhos, ceroulas e muitos outros que lembraremos ca
presenga d'aqu'?lles que sa dignarem visitar o nosso estabeleciraeuto.
A' ra Primeiro de Marco n. 20
Teiephone n 158
AMARAL &








C.
GRAGEAS
toCopahlba, Cubeoa
Ratanhi* a Farro, Bismutho
4/oafrio, rerebenthina.-
FORTN
Tnjegqo*
Higinica a Prest;
aam causar
accidento algom.
As ORAQEA9 TOP*"! :orio as primeiras que obtiveram a approvacio da Ai
de modtema (1S30j ,< ptaram-ae uos Hospitaes. Curam aa molestia* s*crtaa,
mai* rebelde-/ "-% fatigar os estmagos mais delicados.
A INJECQO POBTIN sempre recommendada como o complemento da medicacio.
.en JVf-MCMtOMee i TRXH- M. da SILVA O, nea erlnoleeea
f*
1





'eriuuubuM---Subbado 30 c Atril de 887
Tonteo
Oriental.
^0
#\o
Aviso
J. C. Levy avisa ao publico que Ernesto &
Leopoldo, ex-aocios da firma J. G. Levy 4 C.,
ten do temado posse da inassa fallida, responsabi-
lisando-se pelo pagamente as er^dorea, de con-
formidade com a concordata concedida e aceita no
juizo do eomrorrci'), ficando assim livre e desem-
buracado peraute os credore* daqutlla maesa,
otferece seus servicos aos e> us amigos e fregueies
na pharmacia Central, ra do Imperador n. 38,
achando-se a -eferida pbarmacia reconstituida e
premunida dos medicamentos iritis noves e espe-
cialidades pharmaceuticas de toJos os ais acre-
ditados fabri mf"i.
DIY&MARTIM
Fornacadon. de Sai Hajestidt tirita da lnltfm.
do Estrato i 't Uartkk brltJink*.
GflAIXA BRILHANTE LIQUIDA
GRA!XAe.PAST*UNCTUOSA
OLEO para ABBBIOS
Etadt^sjKisctuarlo i4niii?ini*jncat1a
atoan ultra.
2BPGSIT0 GBRAL KM LilDRU :
, High Holbern, 07
taA-k*: nuie a. a* avA*.
nssagem la Magdalena
Aluc-- rm>i eXd llentH cusa e -itio ra do
KemfL ;>, U8 ; toira te c m Jos Antonio Pinto
Comp..nhi-i P> rnmi \i I fila n 6
Cosinhcira
Tricofero de Barry
flnin Be qnefaa as
on ecrescer o caballoainda
aoa mala calves, cora a
tinba e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de calar onde emblanque-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, los
tfoao e abundante.
:'/AlWC
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor ere
1829. E' o nico prfnme nomun-
do que tem a approvacao ofEcia! de
um Qoverno. Tem duas vezes
raais fragrancia que qualqner ontra
e dura o dobro do tempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
uiuito mais fina e delicada. E'
mais por snente e agradavel no
lenco. S c -izas mais refres-
cante no banho 3 DO cuarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidfio e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
I desmaios.
Xarope le Vida e Renter No.
AIRESravaiii-o. ditois dersii^-a.
Cura positiva radical de todas as formas de
sscrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
AffeccSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
eneas do tiangue,. Figado, e Bine. Garante-se
que parifica, enriquece e vitalisa o Songa
restaura e renova o systema inteiro. 0 -a
Sabao GoraYo de Reoter
-?;:?:
TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHOoouWJOHANNO
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito
"""""""-o nos casos que necessitao tnicos para reconstituir e recenernr
oorjanismo arruinado por molestias, excessos, natureza do clima Anemia, Cbloroala,
Amenorrhe. Cachexla, rimo branca, .jue tanto arrulno a saude das mulheres.
Pobreza de Sangne, Fraqueza gert, Sebllldade, etc.
S- nB8 Pregniata, 50, Boulevard"da Straabour*, em PARTS
MR
WOLFF & C
N. 4-UA DO
-14
Precisa se de urna cosirhiira ara cas de fa-
iiiili.i ; a tratar no nrmszem do caes do Apollo
numero 47.
V'ERMIFUGE COLMET
CHOCOLATE com SANTONINA
UTAlUVa para destruir as LOMBRIGAS
Iste Vermfugo e recommendado pelo {Lfl
I aaaaaiaracnaiTcl eeonsemcio indefinida, t/
Exigir a assignaturt : / \& *^'
1 rirtl,Pku C0tMET-a'AA6E. tafrrmlura fTUWW MUTA *P
Peitoral de cambar
Agentes e depositnos geraes n' st* provincia
FRANCISCO M DA SILVA & C.
No armazcm de drogas 1 ra do Mrquez de
Olmdan. 23.
Preces : Frasco 2*580, 1/2 duza
13J0O0 e duzia 245000
TINTU
NICA
T
TNICA
Para o Banho, Toilette, Crian,
cas e para a cura das moles-
lias da pelle de todas as especias
am todos os periodos.
Approvados e : utorisados pela inspecto-
ra geral de hygienne do Rio de Janeiro.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
AS DA FORTUNA
Aos 5:0001000
DE FI.'.LIJL DE FILLICt
JUSTAN TAN EA pir a barba. } BOS1SA pul dn oblUa
S HB vxdro, sm preparante brinco*
n lirigcd. sea Cor primlfjTb
Zti<4 feral ea Pars r rirxiOZ.,47, rui Tir,na, P19
a Ptrmeoi^ee. FRar.* m 4a sixv*. *

Kl

-.
Bu
i
*

BUCrt
ADL ;
.^m
\
turro ctonico ua bsztga.
hfltavSa to uanal da urgtrtr
'sst(as da srostata,
I *?iCQnii((5n.ciG da Urina,
.'.s na urina, etc.
IV....... asmOMthl
v. .i^PARS ._Jf
"i
Bi heles gai-anldos
23- RA PRIMEIRO DE MAR(;0-2?
Martin Fiuza \k O. tem 'zposta a ven-
da os seus afortunados bilhetrs garanti-
dos da Ia lot^-a da provincia a beneficio
da Sonta Casa de Misericordia do Re.ufe
PREgOS
1 inteiro 3l 00
1 terjo .OOO
Esa pocfo de 100000 para
cima
1 inteiro 2#700
i terco 900
Hadame Fanuy Hklva
Madaioe Viiuy Silva, modisra e coetureira
ra do lu: erad"r u. 50, l- andar; p.riindo para
Paris, no torrente mes sguai as ordens de suas
Exmas. freeupzns, e aprtveif:'. a oceusio para
agiaaecer a prutee^.'-o e OOOsiderafiSo, que lhe dis-
penaaram as cas'as com que tvve tr^nsaccoes cotu-
merciaes, e decUta que nad ve a pesera al-
gucia nesta prnca, r qae nao deixa pessoa algu-
ma encarreguda d tun utfieina de c >sturas e mo-
das, e que fei srropre nica cortadora e directora
nao tendo nunca qnem a snb9tituiase ou r<'pre-
sentasse, visto que todo o trabalho era feito e ad-
ministrado por eda mesmo.
IV'eate omito ouhecido estabeleoinen-
(o enoontr; r o reapeitavel publico o nmi<
variad e eanepleto soi tmenlo de JOSAS
recefiidas sempre directamente dos melho-
res I", brcantes da Europa, e qu 9 pr i mitin
pelo apurarlo gowto do mundo elefante,
Ricos adereoss completos, lindas piilsei-
ras, alfinetes, voltas de o uro era vejabas co-
brilhantcs, ou perolas, aunis, cacoletar,
botoes e ontros milito* rticos proprios
dcste genere.
ESPECIALIDADE
Em reoslos do curo, prata e nickelados,
para bornees, senhoras e meninos dos mais
acreditados fabricantes da Europa e Ame-
rica.
Para todos os rtigos dest cssa ran-
te-se a boa qualidade, assim como a m :dici-
dade nos preces que sSa seus compete ncia.
M'esta casa tarabem concerta-se qual-
quer obra de ouro ou prttta e t^nobem r r 2o-
gios de qualqucr qu letaiie qu- sejo.
4Ba do abug4
>
frofessor
Criado
Precisase de um rapaz ; na travesea do Corpo
Santo n. 27.
Ama
Precisa-ee e uma urna para comprar e .'oai-
nhar ; a tratar na ra Direita n. 64, 2- andar.

PASTILHAS
De AN6ELIM & MENTRUZ
RANDE


*s*
f>a
=
SO
a

O Remedio mais effictt e
Seguro que se tem descoberto ate
hoje Mar expe'/ir as ion trigas.
ROORl'AVOL FRESEN'
Plalas purgativas e depurativas
de (aoipanha
Estas pilu'.as, cuj; preparacao puramente ve"
.getttl, te m jIi por mais de 20 anr.-s aproiitadas
com os melhores resultados as soguintes moles-
tias : affeccoes da ^elle e do figado, sypbilia, boa
, escrfulas, i'bags invfteraHas, erysipelas e
rrban.
Modo (le tanal-a*
mo purgativas: tomr-se de 3 a i> per.da, be-
bendo-se aps cada dse um prmeo d'ag-ia doca-
da,
. Hni, de invencao dos pbarmaci-uticc.'
Alireida & Fdhos, feem verdictttm di
Irs. ne^Hnraa in-'lbor garanta, foroande-
ie mais a^Huend'.. is, por serem um sogtnt
porgativn t\on p. ilen. ser
usaoas em viagem.
ACHAM-8E A' VENDA
- r*aria e Farin Sobrlnho %
A DO MAEQUEZ de olinda 4]
fvu toaae ou notTret do pello !4 i
lo melhor minfii", que e oPEITOKAL DE
CAM RA i fi'nmo/ito des-
apparece. Vtn inaajaaa uuicos ren-
tes deposita,- ca, Franciaco
Maaoel da Silva Sr m tsoao Mimqh de Olinda
a. 88,
O bache re Joaquim Cavaloante Leal de
Barros enxina mathem; ti as pelos uovos
prograinmus 9 prepara alumnos p.ra exa-
mes na corte.
Tarobem s" prop3e a ensinar em casas
pardroJkres muras moterias.
S Ruar da Pa lua- 7 3
Engenlio Serra-nova
Arrenda-se o de Agua Preta, distante um quarto de legoa da
fStacSode Preguics, moente e corrrn'e, com hoa
m achina a vapor, bous terrenos para p!antacoea,
podendo safrejar 2,000 pies annualmente ; tra-
ta-se na ra Primeiro de Marco n. 17. 1- andar.
Advocado
O bacharel Antonio Ribeiro de Albuquerqne
Maranbio tem su>i banca de advocrcia na praca
de Pedro 2 n. 75, no mesmo escriptorio do Dr.
Manoel Nttto Baudeira.
Attencao
No dia 3 do crrente cbsmei ao Sr. JoB Del-
fino da Silva Csrvalho para ir travessa do Prin-
cipe n. 1-C, afim de tratar de negocio sen, nao
(ppareceu ; paseando mais quatro dias cbamei
por um bilht-te postal, nao me responden ; dahi a
dous dias chamei por ontro, diefudo este senhor
que viesse pugar-uif, nada; donois mxndei uma
carta com o sub escripto ao Sr. Dr. administra-
dor, e devo star certo que este scuhor est
aciente desta carta, aao me resp ntfeu ; portante
chamo diariamente, at qne me pague.
Recite, 23 de Abril de 1887.
Antonio da Silva Gusmo.
ADMLNI8TRAAO :
| PAR?, 8, Boulevard Hontmartra, PARIZ
Fastilhas digestivas rabrlcadas em ]
vichy com os Sott extrahos das Ponte. SSo I
de gosto agradavel e a sua accao certa con-
I tra a Azia e as DgestSes dif/iceit.
$E$ DE VKHT PARA BANHOS. Um rolo para um kanbo, para as pessoas que nao poden Ir a Vlcb.
hHra evitar cu tmitatfSu exigir em todos os productos
MARCA DA COMP I>H VIOHY
Wm Prrawtmo. m PrdncWs cima a-h&o-M em casas de HARISMEVDY a LAEILLE, i, n 4* Cfl
SUt-ZER A KOECH' V. 35. na da Croa. ^^
Cerveja alloma
Prlmeira qoalldade
g Offerecem por precoi mais baratos Herin Petrr-
en & C. Soccessores, ra Mrquez de Olinda nu-
mero 22.
De todas as fazendas existentes na antiga casa de
Os seguintes artigos comprovan. a realidade em vista dos seos presos
Cortes de fustao para coletes, a 1^1000, 1200 e 1#800!
dem de casemira de cores, a 20000, 20500 e 30000 !
Casemiras pretas e flanellas, a 800 rs-, 10000 e 10200 o covado, uma largura '
dem diagones, a 20000, 20200 o dito duas larguras.
Brins de puro linho, de cores, a 800 rs. e 10000 metro I
dem dem, branco n 6, a 10500 o dito I
Las de todas as qualidades para rostidos, a 200 e 240 rs. o covado em reta-
lho para acabar.
Cachemiras idem, a 400 e 500 rs., o dita !
Setins de cores, a 600 e 800 rs. o dito !
FustSes b; anco e de cores, a 250 "e 320 rs. o dito !
Meias alv*ts para meninas, a 20;>OO a duzia I
Camisas inglezas, finas, a 3G0O9O a dita!
dem francezae, branca e de cores, a 240000 a dita!
Guardsnapos grandes e de linho, a 305OQ a dita I
Ceroulas bordadas, de 200000 ipara acabar) a 120000 c 150000 a dita !
Espartilb-.s, de 80000 e 1O0OO (vende-se) a 40000 e 50000 1
Madapolo americano, a 60000, pteas de 20 jardas !
Esguioes para casacos, a 40000 a dita de ditas I
Oambraias bra icas bordadas, a 50000 e 50500 a pega !
Grande sortiraecto da chapeos para seDhor, a 40000 e 50000 1 para liquidar.
Fichs e capas_ de 13, a 20000, 40OOG um !
Bramantes de finho puro, de 30000 (para acabar) a 20000 o metro I
Setinetas, a 280 rs de tolas as cores.
Pannos para mesas, atoalhados brancos, algudoes, e finalmente liquidam-*e
odas as fazendas por monos 40 % dd seu valor as que (stiverem abertas as pegas.
Antiga casa
DE
CiMEBRO DA OllfflA
59Ra Duque de Cavias59
Fundico de sinos brooze
DE
LUIZ M CRUZ MESQUTA
66Ra do Baro do Triumpho66
(Antiga do Brom)
Neste estabelecimento encontraro os
Srs. agricultores e seus correspondentes
todos os objectos tendentes a agricultura,
como sejam :
Machinas para fazer espirito, de destil-
lar e rastillar, alambiques do antigo e no-
vo systema com esquenta garapa, serpenti-
nas e carapucas, tachas, tachos, bombas de
bronze, de cobre e de ferro, de espirante e
de rcpuxo, para agua, mel e garapa, tor-
neiras de bronze, de madeira e de todos
os tamanhos, canos de cobre, chumbo, fer-
ro, de todas as dimensoes, cobre picado,
fundos para alambiques, repartideiras, pas-
sadeiras e escumadeiras de cobre, de fer-
ro galvanisado, rmelas e lcn^es de co-
bre, bombas continuas, sinos de l libra at
110 arrobas, sola ing'eza c do Rio, cadi-
nhos patentes e de lapis.
Fazem se concertos de todas as qualida-
des 6 com toda presteza Cpfirfeicjio a presos
mdicos
Vendem-se a prazo ou a dinheiro com
descnto.
PARS
15 Ba da l'Bcbiqaiar.
Porno c e do r
privilegiado da Casa Real da Espanha
e de 3. jI. a Bainha de Italia.
Ozea P.
Ozea Sachet.
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os dentes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabo.
Ozea Pomada.
Ozea Fixavo
Ozea Cosmtico.
Ozea Brilhantina.




Ozea Pasta para os dentes. Ozea Cold Cream
E9tas exquisitas preparaces sao nsito apre
ciadas na mais distincta sociedade pela deli
cadeza do seu perfume.
WMR EC'ER'S
TRANSPARENT CRYSTLS0AP
(Sabj transparente cristalino)
roconhecido como "> mais perfeito 6V> todos os sabaos de toilette pelas suas
propiedades hyjionicas, ;>olo oou -rom- c pele sua larga duraoo.
Dop3:: > : i ^..-lAoij.. Ptr'umi.riii", Farmacia, ca.



k
m
DIQESTOIt DPFICEIS
Dyspepsias, Qaetralgias, Anemia,
Perda de Appetite, Vmitos, Diarrhea,
Debilidade das Crianfaa
GURA SEORA B RPIDA PELO
ELIXIR0REZ
TNICO-DIGESTIVO
c*m Quina, Coca t Pepsina
Adoptado em todos os Hospitaes
MEDALHAS HAS EKPOSiQOES
[ FA1IS. r. UBnijw,M. tmUia u Pturaicu.
Proeiga-ae de um s#rven!e da be licr 5 oa raa
larga do Eosaxio a. 34.
Ra f de Marco n. 6. '
Participan) ao respei-avel publico que, teudo augmentado seu
estabelecimento de JOIAS com mais uma secgSo, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos Exmas. familias e seus rumorosos freguezes para visitar seu estabele-
cimento, onde cii ontraro um riqiissirao sortimento de joias de ouro e
prata, perolas, brilbantes e outras pedrapreciosas, e relogios de ouro,
prata e nikel.
Os artigos que rrceb:>m directamente por todos os vapor s5o
exe'.-utados pelos raais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias do subido valor acharSo uma grande variedade
'e obiectos de ooro/ prata e electro pate, proprios para presentes de
.a8&mritos, b plisados e nnDversaries.
N''in em MlaQU) ao pr-50, e nem qualidade, oa objectos cima
mencionados, encontrar&e concurrencia n'esta pra$a.
ALLAN PATEKSOIS tt C
N.44Eu 1 do BrumI. 44
OJOTO A E? f A(JA0 DOS B0NBS
t ^ a vender, por pre^ mdicos, as segu s ferragans:
Tac didas, batidas e caldeadas.
Crivac. diversostamanhp.
Rodas de ^apora, dem, dem.
Ditas ang.il-!"''. idem, ide
Bancos de trn ' Grradea;n .1.
Vanadas de : -t
Ditas di: 'i- .. i'-', de liados aioaelos
Portasd foraatho.
Vapores de 'or^i de 3, 4, 5, t o 6 cava!os.
Moendas de 10 a 40 pollugadas de aanadur-v
Rodas d'agua, systema Lieaudro.
IFlimiHHHilim flii ilii''Un 1. nun ni ninn li mu-ansi: -aecutam trabalho com perfeicSo o presteza.

SUSPENSORIO MILLERET
Elstico, sem GordSaa
Para evitar as Contrafaode*
Exigir a marca do Inventor imprimida
em cada suspensorio.
WriiiH para Yarixe*
Tio eUcoi ilgodio e sedi
FUNDAS MILLERET
A Caaa Mllleret rtammenda as
tuat Fundas anatmica* 1
ruat tunilii infintela, par
canter as hernias t quebraduras as maii
diffieeis.
oimrui pba i barusa e o omico.
MUjLBRST, LE OONIDEC, Saccesaor, -49, roa i.-l. Rouaawti, PARS
DEPSITOS EM TODAS AS PRINCIPAES EHABMACIAS
aa*B^BBBlBiBBBWBBiaa^BBBaHMBB^pBIBBBia*B^B^iBMBBBIBWB^

rj.PIVER em P^^


TTxco Ii3.-^T-e2i toi
DO
. ,- ----- ~~
0 nisLhc'-" >o$ Ssbes de oucaao.
*1* ln PELO* **4
JfcS-vJ.taar ata* Irjait.c6e
poattoa asm principan Pwwuwia* PhewveKiaa t Ca*Iarraf AaMCtc*.
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s.
I
I

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I
.=__
Diario de Pcrnambnco- Subbad 30 de Abril de 1887
Ala-se
casa eom comm.ido Pu" gT*nde familia, e
riti arborisado ; n Pte <* Ucb0 n- 10-
ga se barato
Ha do Guararapes n. 96.
Boa Viaconde de Itaparica d. 43, rouem.
Roa do Viacondc de Goyanna n. 163, com agua
Largo do Mercado n. 17, loja com agua
Kua Viaconde Goyanna n. 167, eom agua e gaa
Roa Coronel Suassuua n. 141, qaarto.
rratfc-ee na ra do Coinniercio n. 6, 1* andar
eriptorio de Silva Guimarae & C.____________
Alug-a-sc
casa terrea ra do Vi conde de Albuqoerqne
a. 170 e a loja do predio ra do Marque do
Hrrval, travossa do Pjcinho n. 33 ; a tratar no
TfO do Corpo Siinto n. 4, 1- andar.___________
AI uga-se
A caa de ra do Pilar n. 37, com 6 quartoe,
4 salas, coeiuha e apparelho fra, caiada e pinta-
tada ha proco teropo; 4 tratar na roa da Impera-
trix n. 56. ____
Precita-se de urna ama par ooarahaf e com-
prar ; na ra Primeiro de Marca a. 25, loja.
Ama
Precisa se de urna ama para servicos domesti-
co a tratar na roa da Roda n. 16.
Ama
Precsa-se de urna ama para cosinhar
de Pedro Aflonao n. 58, antiga da Praia.
na rna
AVISO
Concertara se machinas de costura de
qualqupr fabricante, bombas e toda e qual-
quer quaiidade de machinas movidas a va-
por, ou gaz, etc.
PRECOS SEM COMPETENCIA
39-Eoa flo Bom-Jesas-39
Ama
Precisa-so de orna ama para cosinhar ; na ra
de Santo Amaro n. 14, sobrado.
AMAS
Alusra-sc
O armasen) e pavimento superior da ra da
iloeda n. 35, muito proprio para deposito de g-
neros, asaim como o 2o andar da roa do Impera-
dor, n. 67, tendo excellentes accomodacoes para
familia, a tratar na ra 1." de Marco n. 20
linlio da Mourisca
Proprio para mesa
Joao Perreira da Costa, ra do Amoro) n.
64, acaba de reccb3r uuia partida d_ vinhos em
cascos excessivamente grandes, e como deseja
tornar bem conhecida esta superior quaiidade, que
se fax reeommendada pela sua puresa e bom pa-
ladar resalve vender esta renx'ssa no seu esta-
b?lecmento em barris de quinto e de dcimo, por
precos muito raioaveis, para o que cbamam a
attencao dos senborer apreciadores, assiui como
aos donos de botis.
Em retalho vndese em casa dos Srs. Justo
Teixeira Se C. Successores :'; rna ia Penha n. 8
TSh. iifim
PARATINGIR A
barba e os cabellos
tintara tinge a barba e es cabellos ins-
tantneamente, daudo- Ibes urna bonita cor
e natural, inofensivo o sc-u uso simples e
rpido.
Vende se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqueyrol Fre-es, successores de A
CAORS, ra do Bjm-Jesus (antiga da Qrai
m. 2f__________________________________________
Obras devime e vinho
da Mourisca
Justo Teixeira 4 C. Successores, ra da Pe-
nha n. i, receberam d. Li<_b,;. pelo ultimo vapor
OS costumados cestos, balaios e roupeirts de vime,
ellegantemente acabados, que vendetn por prc,os
muito raz aveie e ao alcance d>a senhores pieten-
dentes, pelo que chamam a atteiiet.); como bem,
tem expoEto venda o excelente vinho da Mi u-
risca, o melbor vinho de pasto, actualmente oeste
mercado, e que p-r sua purera e superior quaii-
dade, a.ito tem agradado ; cao preciso recom-
menal o. elle pr pro se recommenda
Piano
Compr-sft um piano pequeo, forte,d e rez cor-
das, em bem estado d c< nsprvaeo, quem tiver
appareca ra de Marcilio Das n. 60, loja.
Precisa-se de urna para cosinhar e mais serv-
qos de cnsa, e de -outra para menino ; na ra da
Cnio n. 31 A.
Ama de leite
Prociea-se de nma ama de leite ; na rna do
Aragao n. 35.
Amas
Precsa-se de ama para cosinba e mais servico
de casa de familia, e ama rapariga honesta para
cuidar de criancas no interior da casa ; na roa
Bella n. 43._____________________________________
AMA
Precisase de urna ama para comprar e cosi-
nhar : na ra de Riachuello o. 13.
Ama deleite
Precisa-se
Flores n. 18
de una ama deleite;
(porta larga).
na ma das
de assuear
Apparelhoa econmicos para o cozimen-
ta e cura. Proprio para engenhos peque-
nos, sendo mdico em preco e ef-
fectivo em operaco.
fode-se ajuntar aos engentaos existentes
do systema velho, melhorando muito a
quaiidade do assuear e augmentando a
quantidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
ma binismo aperfeiyoado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
EspeciticacSfs e informales com
Biowns C.
5-RUA DO C'O.MMERCIQ-5
Criado
Precisa-se de ax criado ; no largo da Penba n.
4, hotel.
Aos Srs. propietarios e edifica-
dores
Na antiga e bem acreditada olarip de B> oto dos
Santos Rames, roa do Visconde de Albuquerquc
(oatr'ora da Gloria) n. 85, encontrarlo os Srs.
preprietarios e edificadores, os segnintes objec-
tos:
Tijolos de alvenaria batida.
Ditos quadrados de diversos tamanhos
Ditos para forno de padaria.
Ditos de tapamento.
Ditos para cacimba.
Telbas.
O proprietario drssa conceituada olaria scienti-
fica aes interessadis que todos os seas productos
sao manufacturados com o excedente barro d'agaa
doce, do lagar Taquary, tornando-se por conse-
guate recommendaveis nao s para a sade, por
nao ser hmido, como o sao s d'agaa salgada,
mas tambem pela duracao. Outrosim, scientifica
igualmente, que a forma de saas telbas maior do
que qaalqaer outra, sendo estas, ao meso, o tempo,
mais leves por nSo receberem dorante o invern
grande quantidade d'agua, como succede com as
de barro d'agua salgada. Presos mdicos. 87,
na do Visconde de Albuquerque, oatr'ora da Glo-
ria, 87, Entrada pelo lado do caes, defronte do
passaiieo.
Materiaes de conslrucfo
Precos rednz dos
A Companhia de Edificagab, tem resol
vido d'ora em diante, p ra as vendas dos
I productos da sua olaria a vapor do Taqua-
' ry, o seguinte :
Tijolos de alvenaria grossa,
formato commum, descarrega-
dos em qualquer caes, o mi-
Ibeiro 220000
Ditos, formato inglez, idera
idem 180000
Ladrilboa idem 354000
Telhas cornmuns, idem 38)5000
As compras de ce.o a quinhen'.os mil
re s, tent um descont de cinco por cen
to, e d'ahi para cima dez por cento.
Jalroph
Manipoeira
Esse medicamento de urna eficacia r- conhecida
no beriberi e outras molestias em que predomina a
hvdropesia, acha-sc modificado em sua prepara-
cao, -iracas a urna nova frmala de um distincto
medico desta cidade, sendo que somante o abaixo
assignado est habilitado para preparal-c demodo
a melborar lhe o gosto e cheiro, aem todava alte
rar-lhe as propriedades medicamentosas, que se
conservam com a mesma actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado pel
estomago.
nico deposito
Na pharmacia Conccicao, rna do Marques de
Olinda n. 61.
Becerra de Mello
Tinta preta
INALTERAVEL

COHMI'.\IC.4TIVt
PHARMACIA CENTRAL
38 Ra do Imperador 38
l'rrnamliucu
Serve para escripturacSo mercantil e d 3 ou 4
copias de urna vez,
afosque
Traspassa-se um em bom lugar ; informa-se na
travessa do Arsentl de Guerra n."9.
PILLAS DIGESTIVAS DE PANCBEATINil
de
Pharmaceutico de Ia Ciaste, Forneeedor do* Hospitaes ia Par
A Pancreatina empregada nos hospitaes de Paris, o mais poderoso
digestivo, que se conhega, visto como tem a propriedade de digerir e
tornar assimilaveis nao smente a carne e os corpos ordurosos m
I tambem o po. o amido e as fculas.
depois
2a co-
Imida, sempre alcangain os melliores resultados e sao por isso prescrplas
|pelos mdicos contra as seguinles affecgoes:
Anemia.
Diarrhea.
Dysenteria.
Gastrites.
i Somnolencia depois'.- comer, e vmitos que acompanham a gravidez
I PANCREATINA DEFRESME em fcasquinhos com a dosc de 3 a 4 colhe-
radazinhas depois da comida.
|Bm ca de DEPBESME autor da Peptona, PARS, e ;m loai as Fkrmaciu
I Falta de appetite.
'Ms digestes.
Vmitos.
Flatulencia estomacal.
Gastralgias.
Ulceracces cancerosas.
Eaermidades do figado.
Emmagrecimento.
Tenenie-coronel tuxiriciiao de
Castro fcs Brrelo
Mara Cavalcante d S Barroto, seus filbos,
filbas, genrof, oras e netos, presentes e ausentes,
agradecem a todos os amigos e parentes que
acompanharam os restos mortaes de sea sempre
lembrado esposo, pai, sogro e av, o t nentc-co-
ronel Austriclino de Castro S Barreto, ao cemi-
terio publica, e de no\o os convidam para assis-
tirem ae missas de eetiao da, que mandam cele-
brar as matrizes de Siinto Antonio do Recte e
de Palmares, no dia 30 do corrente (sabbado), s
8 horas da manha.
u. 8 Ecm
z
ron ano n avnaao
||KO Elixir, P e Pasta dentifricios
RR. PP. BENEDICTINOS
da Abbadia de SOTJLAC (Gironde)
D0M MAGELONNE, Prior
2 MEDALHAS DE OTTKO
Iroielbs 188 Londres 1SM
I -. iiki h flei-iiilas iiiiiiiijiiii.su-,.
INVENTADO i O TfO Peio Prtor
jo jm | O # O iemBOURSAUD
O uso quotidiano do llxlr
Bentlfricio dos SS. PP. Be-
nedictinos, com dosc de al(ru-
naas gottas com agua, prevem
e cura a carie dos dentes, em-j
branqueceos.fortalecendoe tor-l
liando as gcnglvas perfelta-l
mente sadias. !
* Prestamos nm verdadelro
scrvii;o.s.--ignalando ao? no.ssos
leltores este antigo e utilissimo
reparado, o mrllior enra-
ivo e o imieo preservativo contra as
AffeecoeH dentarla, t
Cauda lunuada em 1807
Agente 2 F<> | 11 WkM 3. RE H1GCERIE. 3
Qeral SBUUIIl BOROEAUX
Ach-te em todesat bou 'trfumtrlu, Phirmicias
e Drogaras.

4cham-a>e expostos venda os bilheles da
lotera das Alabas
3NTO-VO 3P3C^Jk.O
Sorte grande
15:000^000
DIVIDIDOS EM DECIMOS
as casas da Fortuna, ra ], de Margo
n. 23.
Casa Feliz, pra^a da Independencia
ns. 37 e 39 e na ra larg-a do Rosario
n. 24 A.
O dia da extracc.o ser brevemente
annunciado.
Tamancos do porto
para homem e senhora. o que se pode deseiar de
mais aperfeicoado.
Scmeiitrs muito novas
de hortalizas e flores
Selias
Amores perfeitos
Pocas Mendes & C.
Ra estieita do Rosario n. 9, junto a igreja.
f Ma %
Aluga-se o 1- e 2- andares do predio n. 27
rna do Imperador, caiado e pintado de novo, tendo
bous commodos e agua ; a tratar na ra Duqne
de Cazias n. 47.
Vinho de Collares
Legitimo, superior, e ero barris de quinto e d-
cimo, ha para vender no armazem de Francisco
Ribeiro Pinto Guimares & C, ra do Bario
do Triuiopho n. 96.
Aos 1.000:000^00
200:0001000
100:000*000
LOTERA

Era favor dos ingenuos ds Colonia Orphanoloffica Isabel
DA
0 tlicsou
PKOVJNC \ DE PERNAMBGO
Eztracca a 14 di Maio fle 1887
rciro
Francisco (onpalvcs Torres

VENDAS
Cimento
Julio Porto Carreiro
Os caizeiros da casa de Amorim IrmSos & C.
mandam celebrar duas missas na matriz do C>rpo
Santo, d 7 1[2 horas da mauhi de 3 de Maio
prozimo, por alma de Ba infeliz companheiro,
Julio Porto Carreiro, cuja perda sinceramente de-
plorara. Aos seus amigos, aos parentes e amigos
do finado pedem para assietir a este acto de reli-
gio e caridade.
Coronel Franclnco Camello <
soa de Lacna
O teneDte Jos Carueiro Maciel da Silva, grato
memoria de seu presado compadre e amigo, o
coronel Francisco Camello Pessoa de Lacerda,
manda resar uo.a missa pelo repouso eterno de
sua alma, no da 2 do mez prozimo vindouro, s
7 1(2 horas da manha, na igreja de N. S. da Con
cei$3o dos Militares ; e para as-istil-a convida
aos parentes, companheiros d'aroia e amigos do
finado.
PHARMACIA CENTRAL
38Ra do lmperador38
Tendo passado por ama completa reforma acba-se montada a satisfazer
aromptidao as iniicagS-s medi ia, ten-lu para esse fioj meciieamentos de
lidade e especialidades pharm.i':eaticas dos primeires fabricantes.
com
prirneira qna-
Bate 1*m*t*%
Halade;
pelos meJhorsa
gaarri "
m.
s
Avm Viettrii
la Anaawr
r.iuaiift*
fiadavel, adoptada com paat* zlt ha
" da fariz, cura oa cuflux,*, *rm*,wToom,
oooo% $M Too wfooorioo "% vf
(oronel l'raiicii'O Camello Pe-
atoa de Lacerda
D. J jaquina Lhura Pesiea e seus sobrinbos,
agradecen: cordialm :ntc a todis 8 p-ssoas que se
dignaran) acompanhar ultima mirada os restos
mortaes de sea presado irtnto e tio, o coronel
Francisco Camello Pessoa de Lacerda ; e de novo
rogam-lhes o obsequio de assistirem as missas de
stimo da, que, por sua alma, -naadam celebrar na
igreja de N. S. da Ccnceicu dos Militares, segun-
da-feira 2 do mez prozmo v.nd jur-, s 7 \[ ho-
ras da manha, agradecendo da mesma forma aos
que compareccrem a este neto de religio e cari-
dade.
mommmmmmmmmmBmtmtmtvt^nmmm
llr. Jun Tilturt-io l'erelra de
Uasaltaaes
Gomes Augusta G'j > de Miranda, sua mulher
D. Umbelina Leoror Pinto de Miranda e suas fi-
lbas, Eustaquio M.>nop.l Cirtrinonda?, sua mulher
D. Lenidas Pinti de Magalhes Carminondae,
cunbado, irma e sobrinbos do finado Dr. JosC Ti-
burcio Pereira de Msgalhaes, convdam aos seus
parentes e amigos e aos do finado para aseistirem
as m8St>8 que mandam resar por sua alma no dia
2 de Maio prozimo (segunda feira), pelas 7 1|2
horas da manhS, no convento de S. Francisco, 1-
anniversario de seu psssamento ; pelo que desde
j se contessam gratns.__________________________
t
Joeqnlm Jote da Coma Plabelro
Carlota Marcelina Soares Pinbeiro, Joaquim
Jos da Costa Pmheiro Jnior (ausentes), Anto-
nio Duarte Carneiro Vianna e Mara Emilia Soa-
res Vianna e seus filhos, Nicolao Joo Ldstone e
Isabel Soares Lidstoue e seus filbos (ausentes),
feridos da mais acerba d r pelo fallecimento em
Lisbsa do sea presado espeso, pai, cunbado e tio,
Joaquim Jos da Costa Pinbeiro, mandam res ,r
urna missa pelo descanco eterno de sua alma, na
igreja da ordem terceira de 8. Francisco, pelas 8
horas da mann do dia 2 de Maio, trigsimo do
seu psssamento ; e convidam a assistir a esse
acto aos parentes e amigos, tanto seas como do
finado, peto que se cunfessim desde JA lumu.a-
mente agradecidos
Fonseca irmos & C. vendem cimento inglez,
marca pyramide, e cimento hamburguez, por me-
nos preco que em outra qualquer parte.
WHISKY
ROY AL BLEND marca VlADO
Este ezcellente Whisky Escesscs .eriv<
o cognac ou agurdenle de canoa, para ortifiea
> corpo.
Vende-se a retalho nos & Ihores armazens
molbados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADOcujon
me e emblema sao registrados para todo o BrasL
BROWN8 & engentes_________
Vende-se
um sobrada com bastantes commodos ra de S.
Jorge n. 13, com grande armazem no fondo com a
frente para a ra do Pharol ; vende-se tambem
orna cata terrea na mesma ra n. 33, com o fundo
para a mesma ra do Pharol ; a tratar na ra do
Har) da Victoria n. 65.
Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo um descobert.
e outro coberto, em perfeito estado, para um oo
dous cavallos; a tratar ra Duque de Caziat
4 A' Florida
Rna Duque de Caifas n l oa
Chama-te a attencao (Ss Ezmas. familias par
os procos segnintes :
Cintos a 1,5000.
Lavas de pellica por 24500.
Lavas de seda cor granada a 24, 24500 e 34
o par.
Fitas de velludo a. 9 a 600 rs n. 5 a 400 rs. .
metro.
Albuns de 14500, 24, 34, at 84.
Ramea de flores finas a 14500.
Luvas de Escossia pr.ra menina, lisas e burda
das, a 800 e 14 o par.
Por-a-retrato a 500 r., 14, 14500 e 24.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um
AnquinhaB de 24, 24500 e 34 urna.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 re
Espartilho Boa Figura a 44500.
Ideo; La Figurine a 54000.
Pentes para coco com inscripcSo.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 124000
1 eaiza de papel e 100 envelopes por 800 ri
Cap' lia e veas para noivas
Suspensorios americanos a 24500
La para bordar a 24800 a libra
Mi de p .pe de cores a 200 ris
Estojos para crochet a .$000 rs
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largara a 34000, 44000 e 54000 a peca
Laques transparentes a 34000
dem preto a 24000
Lindos Brozes a 34000 1400 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Linha para machina a 800 ris a duza, (CBKj
Bordados com dois dedos de largura 600 ris,
3 dedos 80 ris, 4 de.lop 1 -.mo
Garrafa d'agua Florida 800 rs.
Leques com borlota a 800 rs.
Bicog branc s pura s -tinta, cretone e chita pa-
ra correr baados a 14000, a 1450) a peca com
10 varas, barato.!
Albuns de chagrem, velado e verbotina para
50 e 60 retratos a 64, 74 e 8*000.
Meias de Escossia para senboras, a 74500 o par.
Lencos de linh em lindas caizas,
Bico das libas muito fino proprio para toalhas
e ssias.
dem japonez proprio para alvas e roqueta e
toalhas de altar.
dem brancos com 5 dedos de largura, a 34000
a peca com 10 varas.
Caizas com sortea de jogo de mgica proprios
paraealo, a 54000.
Sabonetes de deversas qualiaades.
Bolsas de courc para menina de eseola.
Collarinbo de linho a 31-0 ris um.
(-rinde perhlncba em eapartlIbON
de linho a 3AOOO. om.
BARBOSA & SAOST8
hu bom negocio
Vende-se a posse i kiosque da ra Nova ao
p da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
L
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Cnaunto de Holloway um remedio infallivel paia os males de pemas e do peito tambem ptra
as fendas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as enfermi-
dades de peito na se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resframentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nfto teem semelhante e para os membros
contrahidos e juncturas recias, obra Jomo por encanto.
lisas medicinas to preparadas smente no Estabelecimento do Professor Holuwav.
78, HEW 0XF0ED STEEET (antes 633, Oxford Street), LONBfiES, '
E vendemse em todas as pnannacbs do universo.
tV O compmdores slo convidados respeitosamente a examinar os rtulos de cada caixa e Pote, se nio teem a I
-. _______ dueccao, 533, Oxford goeet. s_b-sus-ficacoes.
A REVOLUTO
0 48 ra Duque de Caxias
p ira um explendido sortimento de fa-
iliihar
Chama a attencSo das Exmas. familias
zendas que vende por precos seto competencia.
E' bom ver-sc para acredlar-se
Etamine de 1S com palmas de seda, lOflOOO, a pe^a.
Cambraia bordada oom 10 jardas, 5(5500, a dita.
Guarnieres de veludilho bordadas a vidriluo, 7000, urna.
Lindas cachemiras broche, 15">00. o eovado.
Cachemiras de cores, 800 rs., 15000 e 1(5200, o dito.
Damass de seda, 1400, o dito.
Setim Macan. 800 r., 1,5000 e 1,5200, o dito.
Dito preto, 10200 e 1,5400, 20000, o dito.
Gorgurinas de listrinhas, 320 rs., o dito.
Setim damass, 320 rs o dito.
Lindas lils de quadrinhos, 400 rs.. o dito.
Ditas alpacas lavradas a seda, 320 rs., o dito.
LSs com listrinhas de beda, 560 rs., o dito.
Ditas com bolinhas, f.00 rs., o dito
Fustao branco, fino, a 400, 440, 500 e 00 rs. o dito.
Cortes de cachemira para vestido, 200000, um.
Cretones escaros e claros, 240, 280, 320, 360 e 400, o eovado.
Algodao de duas larguras, 800 rs., o metro.
Bramante de quatro larguras, 10200, o dito.
Dito tranado de duas largaras, 10200, o metro.
MadapolSo gema de -o, 65500. a pega.
Cortinados bordados, 60500, 70000, 80000 e 90000. o
Colchas bordadas, 50000, 60000 e 70000, urna
Ditas de crochet, 80000, urna.
Grinalias cora rico* veos, 100000, ama,
Leques de pao, pretos e d cores, 500 rs., um.
Ditos de papel, novidade; 700 rs. e 10000, um.
Artigos para konicns
Cortes de casemira de c6r para costumes, 250000 um.
Uitos de dito de edr para calca, 50, 60, 70, 80500, um.
Ditos do fustao para colete, 10000, 10800 e 20500, um.
Ditos de 12 e seda para colete, 60000, um.
Casemiras de cores para 10600. 30000, 30500 e 40000, o eovado.
Dita diagonal e alcochoada, 20500, 40000, 50000 e 60000, o dito.
Dita Sedao, 20800, o eovado.
Cheviots azul e preto, 10200 e 30800, o eovado.
Gr.inde sortimento ero brins brancos e de c es, casinetas moleslcins, meias,
gravatas, lencos <* outros trtig s que se l^mbrarao na prevenga dos fregu zes.
Uenrique ta Silva Moma

par.

XAROPEd reinvrllier
Laureado pela Academia de Medicina
/ fo,_ UtlUOauu pcid -OLi-iCtUCUJUa uc iuouiuuui
)s^b:^t
OdaCAL.
GrSat-*-
oe

O phospnato de ou a substancia mineral mala abundante do orginls.no e toda ves quantidade normal dlmlnue resolta umaa'teccao orgnica grave.
Mais de cinco mil curas, a mor parte jblil/cada pelos Profeasores e Mdicos das Faculdades
forSo oDtlaas ltimamente e fizerao eom que o Xmrope do Sf Roinvillier fosso classincaao
Como o especifico mais seguro contra a Tsica pulmonar, Broacfctte cbronlca. Anemia,
Bacn.Uamo, Debilidade do Organismo. O tarop do V ReiMiiUtsr adnUnutradO
diariamente as cr"ancas facilita a denUco e o cresclmento :nas mies e amas de leite torna O
leite tnelhor; impede* a '.arle e queda dos dentes to frequentes desos da prenhez.
Dar~Mito: Pxi&rmacia
QVS, 8, Plaoa da la BCagdalalne.
Em Pcrnambuco: WMAtf M. da SILVA C*. pHncipmt Htrmaciai Drojtrin
Vende-se um bilhar e m sqkb perten^ns, a pre-
co commdo ; icformacdf'a oo caes do Capiburibc
n. 42.__________________________________________
Cofre e ja ra
Vende-se v.m cofre iuglez e ana jarra drada
najrua Form a o. 91.
VINHO gilbertSEGUIN
_A_ip pro-vado pola Academia de .Medicina de Franca
AIS IM 8E88ENTA ANNOS DE EXPERIENCIA
Vinho de ama efficacia incontestavel como Antiperiodico para cortar as Yebrea,
e como Fortificante as ConvoleseeHfos, Debilidad? do Sat.Gue,
falta de Menstruac&o, Inappetenda, IHaestoen difficis,
Enfertnldadea nervosa, Debilidade.
Pharmacia O. SEGUIN, 378, ra Saint-Honor, PARS
Depositarios eui PernamOuco : FRAN'0 M. da SILVA C1.
riaM


LITTERATb*
airo oe
lastitnto Archeologic* e Se-
graphlce Pernambucaao.
^ELATOEIO APBE9ESTADO PELO 1. SBCKE-
TABIO DO INSTITUTO AKCHEOLCGICO E
GEOGBAPHICO PEBNAMBOCAKO, HA SBSSXo
magna atjnivebsabia de 27 de janeiro
de 1887.'
(Concluso)
Nao me licito, senhores, obusar, por
isais terapo, da vossa attngo
A benevolencia coin que rae tendes ou
vido, ctrastituindome para coin vosco de-
vedor de immensa divida, como que me
est impondo silencio.
Antes da concluir, porra, permitti que,
inais urna vez vos dirija alguroas palavras,
acerca dos fins desta Associagao e da som-
ma de esforgos que preciso empregar
Dra attingirmos ao nosso desidertum.
Si, no espago de. um quarto de seculo,
pois, tanto o que conta de existencia o
Instituto Archeologico, alguma cousa temos
leito, muito nos resta ainda a fazer
Como os pontfices romanos que guar-
davam cuidadosamente, no fira de cada
asno, os extractos dos quadros brancos,
onde escreviaro, dia por dia, os aconteci-
mentos pblicos mais notaveis, nao tenha-
mos nos do Instituto por nica misslo, ar-
chivar os documentos, monumentos e tra-
dicues, que podermos salvar do esqueci-
mento.
Ao contrario, escolhendo os assumptos
mais dignos de memoria, procuremos des-
envolvemos luz da critica que exercer-
mos sobre esses elementos, que enrique-
cen! os nussos archivo?, dando-lhes ura va-
lor scientifico.
Fagamos, com relagao aos nossos estu-
dos, para apropriarme de urna compara-
dlo He Pierron, o que fazem os lapidarios,
que tomara um diamante e o cortam, que
passam em seguida a outro, depois a outro
e os v3o afeigoando com o mesmo cuidado.
Mas, na reunio desses materiaes para
o futuro historiador, nao sttria sraente a
nossa attengad a historia militar d'esta pro
vincia.
N2o se diga das nossas investigacoes o
que dizia Agesilo dos limites da Lacede-
monia: que elles chegavam at onde che-
gava a sua langa.
Nao, nao sraente at onde tem che-
gado a nossa espada, a espada de nossos
beres, que devem terminar os estudos, a
qu nos consagramos
Nem limitemos as nossas elocubragBes a
am passado tilo prximo, como at hoje
temos feito.
Si pra attennar aquella especie de pa-
tritico egosmo podem ser applicadas r
nos do Instituto as palavras de Tcito, com
reUgio aus gregos, de que elles s admi-
rara os seus Jeitoi: qui sua tantum miran-
tur, applique-se-nos tambera o que diz o
severo historiador, acerca dos romanos de
que gao indiferentes ao que moderno e s
presara o que antigo, recentium incuriosi,
dum vetera extollunt.
Qual um rio caudal, que se alimenta de
innmeros tributarios, a historia recebe os
elementos que Ihe fornecem diversas scien
cias e mais do que nenhuma a archeologia,
qne a que construe as civilisago'es pelo
eBtudo dos objectos antigos.
De todas as sciencias, diz o sabio Mas-
Belin, cujo dominio mais vasto e mais
variado, nenhuma mais interessante,
mais profunda e mais til do que a archeo-
logia.
t Pelo estudo dos monumentos, das habi
tages, das medalhas, dos desenhos, dos
utensilios, etc., etc., esta sciencia nes re-
vela o grao de civilisagao dos povos, suas
linguas, seus costumes, suas crengas, e
seus usos. Ella nos iuicia em vida intima,
em suas ceremonias particulares e publicas
e nos ensina raelhor que a tradgao, a
causa e a daU precisa dos aconteciraentos,
FOLHETIM
JOSLARONZA
POR
JACQUES DL PLOT E PEDRO YUEL
come sea justo vafr, fazenlo revi-
ver para nos os potos, entra os quaes
elles se deram e tornecendo historia os
materiaes mais verdadeiros e mais preci-
sos, quando completamente a nSo subati-
tue.
E se eBtes s3o os horisontes da archeo-
logia, estes devem ser os nossos horison-
tes, porque nos dominios dessa scienoia
e da geographia, que, pela lei da nossa
creacao, procuramos os elementos neceasa-
ros para offerecerraoi ao futuro historia-
dor.
Si, porra, no meio das explorages, que
fizerraos, apossar-se de nos o desanimo,
pela indiflvrenga dos contemporneos e
pela frieza com que torem recebidos os
nossos esforgos, l9mbremo-nos que tambera
os navegantes dos mares polares, cuja mis-
sao toda scientitioa, sao muitas vezes
cercados pelo gelo que vitrifican! as suas
ondas, sao entorpecidos pelo fri daquellas
regiSes glaciaes; mas afiaal, desappare-
cendo as inclemencias da ostagSo, prose-
guem elles as explorag5?s que encetiram
e em resultado conta quasi sempre a scien-
cia urna ora conquista.
Assim, pois, aquecidos pelo sol do pa-
triotismo zomberaos dos gelos da inditte-
reoga, reunidos em torno de3ta especie de
lareira, que se chama Instituto Archeolo-
gico, affrontemos a frieza glacial dos con-
temporneos-
Refere Boichot ura curioso pbenomano,
que se observa as eminoncias do Bro
km.
Quera se achar de mandil, na monta-
nha; diz aquell escriptor, e voltar-se para
o occidente, ver uraa figura colossal que
repetir todos os seus movimentos.
Como na ordem.physica, na ordera mo-
ral dir-se hia que d-se o mesmo pheno
meno.'
E applicando ao Instituto a comparadlo
que taz a esso respeito ura litteratto dis-
tineto, direi: que quando galgarmos o cume
da roontanha, o que symbolisar termos at-
tingido ao nosso desidertum, se parecermos
pequeos para os que estiverem no valle,
a nossa figura projectar-se-ha alm em
proporgSes colossaes: ser a aossa estatu-
ra moral perante a posteridade.
Sala das sessSes do Instituto Archeolo-
gico e Geographico Pernambucano, 2< de
Janeiro de 1887.
Joao Baptista Rhgueira Costa.
O moviraento cora'gou a ser extraordi- digand, se fosse
nario. Preparavara-se todos para aahir do'cora o olbar
navio. A vista
duzido azougue as veias dos officiaes, dos
soldados e dos mariaheiros.
Um segundo tenente aproximou-se do
commandante com o bonet na mo.
O meu commandante tem ordena a
dar para o desembarque?
Sabe o que tem a fazer ?
preciso; acoupanhar
de marido e de pai todos
* tfi^.?;r0"ll^rmtf0 08incideutei da a 'da, afastar (testes
os obst i culos, todos os perigos, ser seu pro-
tector ignorado, ojyaterioso, pago nica-
mente cora os seus momentos felizes
de Abril de 1887
Se, commandante.
Desembarace se primeiro dos seus for-
cados. Est talo preparado para os re-
ce ber.
O of:ial deu alguma? ordens.
A balburdia accentuou-se a bordo, em
seguida os botes partiram do navo, car
regados de condemnados.
Daniel ia no meio dos outros.
Va praia mandarara formar os forjados
em linha.
Distrbuiu se lhes viveros, e deu-se-lhes
ordera de porera-se a caraiaho.
O nosso hroe ia acorapanhar os seus
companheiros quando chegou ura guarda a
correr.
- O n. 517 exclarnou elle.
Daniel aahiu da forma.
E' voc?
Sou eu.
E' a voc que chamam o desconhe-
cido ?
Sou eu mesmo.
Siga-rae !
O Sr. do Serves acorapanhou o homem
cmquanto o grupo dos condemnados segua
para o interior da ilLa.
com
as suas raagoaa, com as suas dores.
M*a para realisar este
O SEGREDO DE DANIEL
POB
JULES DEGASTYNE
-(*)-
I rime ira parte
'. ContinuacjLo)
IX
O governador levantou se atirou o guar-
danapo para cima da mesa, tirou ura
charuto da charuteira qae o commandante
Ihe offerecia.
E quando o desembarque ? pergun-
tou o oBcial
Quando quizar; est tudo proiipto
para receber o 8*u carregamento... E'
numeroso ?
Urnas quarenta caberas...
Tudo gente escolhida...
Ha alguna cora urnas caras mais te
rozes que os seus carracas.
Acredito, os meus carracas tem meda
d'elles.
Assassiaos ?
Cinco ou seis, inclusive aquclle que
acabamos de ver. Durante a viagem por-
taram-se bem.
Oh abordoportam se serapre bem...
Mas quando chegam trra... Temos
amaneado outrns. E' natural que aman-
earemos estes.
O doia personagens, conversando, ti-
nhxrn chega'lo ao tombadilho.
K I > PAUTE
O PIRATA
(Coutinuaco do n. 94 |
IV
Cada vez mais admirado, o mojo re-
cuou.
Na minha roao ? Tarobem pes 1er
abi o futuro ?
Perguntou isso cora essa mesdn de in-
credulidade e de terror religioso que sen*
tem os brancos ao contacto dos fakirs o
dos sacerdotes da India.
O brahmn levantou a mao.
- Nao mofes, disse elle, j o I. Sers
Selia se souberes evitar os perigos que :e
vSo assaltar.
O mogo quiz levar mais longe as suas
perguntas.
Nao, responden o velho, este dia
consagrado s ora^oes e s lagrimas. Mor-
reu ura homem, um amigo, urna consolago
da minha velbice, quasi meu filho. Ago
ra posso chorar, elle nao me v mais.
E, com "sforco, dando li vre curso sua
aficgao, accreseentou :
Am -nh a esta hora, se quizeres tu-
do saber, vai me procurar atrs do palacio,
no pigode de Bhowance. fiu te direi la-
do que a luratm humille scien ia, esclare-
cida pelo olhar de Krischna, me psrmittir
que te desvenda. Agora, ide desjaa^ar tu
e o tuu joyira companbeiro. Nao s? per-
mitte aos da tua religiao Velar os nossos
mortov
lotj foi dito solemnemente.
A um signa! do bralunane, os criados lo
vantarara o corpo do infeliz nababo e o le-
varam para depositar em urna cama de es-
tado, espera das pompas fnebres do dia
fegyiute.
No dia segninte effeotuoa-se a ceremo-
nia, segundo o rito indu, a que assistiram
os otMaes da guaruijao ingleza, desde
Punta de Galles at Colombo.
Foi especialmente triste para Arband,
que nesse dia despedio ss de Treguern, que
na vespera recebara um telegramma do
i|ii:rtel genera!, ordenando que e aviso fos-
se reuuir-se divso na altura das Sey-
ehelias.
Sendo r i:-;id quatro horas, afim de esperar o paquete
em que devia seguir para Siogapoor, Ma-
ximiliano teve terapo de conversar com o
Vr!ho brahmane.
A' hora marcada, fui ao pagodc. Ramcu
Su l o espera va.
Aqui e9tou, padre, disse o moco,
cumprimectando respeitosamente o sacer-
dote inuu.
Bera, meu fiiho I Pensei em ti toda a
noite. Posso abrir-ts o livro do destino.
Pronunciou essas pclavraa com um i gra-
vidade que fez o joven medico estreme
cer.
Depois, indi ando Ihe ura divn coberto
de urna siraplis toalha, l'az-lhe signal qae
83 seocasse.
.Vlaxiiuiian i obedecen,
Eulo o velho tomoa-lhe a m2o como na
vespera.
Mar.ociio, disso elle, estendoste esta
ui3o b.-mazeja sobt! ama criana que nSo
era el., wa raca, sobre minha filha. Vis-
aciiaou, oConservador, nao quiz que a boa
aeco ficasse perdida ; deixou-me par mais
algans dias para cossolar a minha velhice
a virgem Lakhrai, que Roudraoi via com
orhos de tigre. D'ixa-me, pois, abencoar
essa o 1er celia o bem e o mal que te re-
serva a ordem do Pai Soberano.
Comquanto ponco crdulo, Arband, aba-
lado pela esperten vi.i da vespsra, aentio-ae
coraraovido por es9* exordio.
Rainou Sa joctinuou :
Tu t jov-^n, loasj tens ojuizo da
velbice. lnterroaipeste a tua carreira em
busca dft .-bimera do ouro. NSo trrbalhas
para ti s u.u eate :a-o, rauto caro, urna
inulhe: do ten sango, tu t irmS, talvez,
oceupa todo o tei] d. .isamento.
Maximiliano levaatou-s" como movido
no- urna mcl.i.
'no sabtt isso ? pergantou rira-
raentt-
() b uuane sorrio.
t ds Sib, re*piodeu Arband. Mas como
sou be V
O governador da Numa curaprio a pro-
ra essa finta a Daniel.
Depois de o baver erapregtdo na cui-
tara do jardim, deu Ihe o lugar de seu se-
cretario, quando este voltou para a Fran-
ja.
O inteliz fidalgo leva va, pois, urna exis-
tencia relativamente livre, o que seria
quasi feliz, se a rocordaclo daquellea que
havia deixado no Mxico nao Ihe oceupas-
se constantemente o pensamento, repellin-
do delle toda a idea de alegra e de re-
poaso.
Saba que os tinha deixado em embara-
ces, quasi na miseria. Como sa tirariain
desse esttdo ? Que seria dalles naquella
trra estrangera, longe dos seus conheci-
mentos, longe de qualquer auxilio ? Oh !
tornar velos protegel-os I Saber se
eram felizes! Era nisto que o desgranado
pensava constantemente. Logo que tinha
um momento de desgane! corra para o
mar, depois, seguindo a praia, refugiava-
se as solidrjes que rodeiam Numa, com
risco de cahir era poder doa canacas, es-
perando sempre descobrir ao largo algara
navio que tivesse corapaixao delle, que
puies3e al.-angar ; procurar ama occasiao
de que aprovetaria. Infelizmente, rauit03
anuos sa passaram sera nenhuma muian-
ya se operar na saa situadlo, sera ter ne
nhama noticia daquolles a quera ama va.
Naquelles poucos annos o pobre hornera ti-
nha envelheci lo vinto annos. Tinha razao
era pensar que a sua mulher e os seus fi-
lhos nao o roconheceriam. Estava todo
branco. Tinha as faces abatidas e des-
carnadas ; a pelle ara a reliada e rugosa.
Os olhos fundos, perdidos sob as pestaas,
consumidos por um fogo interior. Quem
teria descoberto, sob aquello involucro del-
gado e minado pela ddr, o antigo fidalgo
lavrador, de faces rosadas, olhos brilhan-
tes, alegres, dos c rapos do Sologoe ?
Oh I poda apparecor inopinadamente dian-
te dos seus. Nem um grito de reconheci-
mento se levantara. O proprio olbar da
esposa se engaara? Era sobre esta cer-
teza de nao ser reconhecido, que Daniel ti
nba baseado o plano qae meditava havia
muito as suas horas de solido e as suas
noite8 de insonia. Pensava em evadir se,
fugir para o Mexio, ir ter com os seus,
viver junto delles, nao importa como, raen-
Nao te disse que lia na tua raSo ?
O medico eneolheu os hombros. O brah-
mane nao se zaugou.
Vos outros, Feringh'8, disse ello com
aerto vislumbre de desuera na voz, negis
tudo quanto excede a vossa pobre scien-
cia. Seria raelhor se acreditassem, como
o mais humilde dos soudras e dos veicias.
Nao posso irritar me por to peuca cou-
sa, aocre8centou elle com maosuetude. Do-
mis, ura servico que te presto, nSo me
perraittido parar abi.
Contina, respondeu Maximiliano,
subjugado, entregando a mi sem resis-
tencia.
O brahmane continuou :
O deus dos prazeres crueis tocou-te.
A felicidade nasce do soffrimento. Outr'ora
o amor tambera ferio o divino Rama, fa
zendo o apaixonar-se por uraa mortal. O
esposo do Sita te proteja, mancebo ; tu
amas a urna mulher que nao te ama
Ah I... exclarnou Maximiliano, com
o cor-agito magoado per ddr profunda.
Tranquillisa-te, tornou o velho. Ella
ha de amar-te algura dia.. se escapares
ao teu cruel inimigo.
Maximiliano tornou a levantarse.
Que inimigo ? *
Procura, respondeu o brahmane. Ha
no mundo ura boraem, cujos projectos per-
turba*. Essa hornera j levou a morte
tua casa.
MeU pai... examou o doutor, es-
pantado, meu pobre pai Anci2o, quo po-
der eatranho te revelou tudo isto ?
Urna suspeita terrvel go.rou-se no espi-
rito do joven medico.
O padre pareceu 1er no seu olhar.
Brabma, Pai dos Seres, disse elle so-
lemnemente, castigue aquelles que julgara
antes de coabecer. A suspeita e a c-lura-
nia caminham a passo accelerado ; a usti
i;a e a sabedoria sio cxas.
Maximiliano crou por ver assim desco-
berto o seu pensamento.
Murraurou trmulo:
PerdSa-iue, hornera veneravel. Mas
tocaste era urna ohaga cruel, reabriste uraa
f.-n ia qne anda sangra. S^bes que hon-
tem, aute o corpo do teu amigo, do ten
dis. ipulo Jahar Siag, um noine, um nome
terrivel invadime a mente, subi me aos
labios ?
Sei que nome esse e vu repetil o,
disse gravemente Ramou Sa.
Obi...
Disseste coratigo mesrao, que o ho-
rnera que raatou ao uababo, o mesmo que
raatju a teu pai. Nao te ooganaste.
E esse hornera ?...
prograrama,
era preciso reconquistar a liberdade, sa-
bir daquella maldita ilha, onda o peso das
eadaias se fazia sentir, se nSo materialmen-
te ao menos mortalraente.
A occasiao nao se apresentava. Daniel
esperau-a, espreitou-a, ella paraoa fogir-
lhe irnicamente... O proprio co pare
cia estar contra elle.
Entretanto, outros antea delle se ha-
viam evadido, outros que mereciam me-
nos que elle.
Disde que estava em Nutoea, Daniel de
Serves tinha feito conhecmento com um
negociante da ra Solferino, a quem o go-
vernador o tinha mandado rauita vezes.
Esse negociante, chamado Dartige, ti-
nha por irrcao um armador do Havre, qae
expeda de seis em sois mezas, para a
Nova Caledonia, um carregamenta de mer-
cadorias destinadas aos colonos e popu-
lacho canaca.
Urna tarde, Daniel ia, segundo o seu
costurae, medit-ir para louga de Numa,
era un lugar deserto e triste, de que mui-
to gostava, quando ura grito agudo Ihe
fez levantar a cabeca.
Era ura grito de dr e de terror ao mes-
mo terapo.
Dir sehia a voz de urna moja.
O nosso amigo, muito admirado, levan-
tou-se e correu para o lagar d'onde o grito
tinha partido.
A noite mo tinha ainda cahido comple-
tamente, mas a esiurido estendia-36" j,
envolvenlo do trevaf os raassicos de arvo
res < as anfractuosidades dos roche los.
O nosso her) nada via, nem ouvia
mais rumor.
Parou para oscutar.
Passarara-se alguns segundos, cheios de
angustias.
O fidalgo solonez ia voltar para traz,
quando ura ruido de passos rpidos e aba-
fados, corno passos de ps descalzos subre
a areia, attrahio a sua atteugao.
Pulou para o lado, para traz de um ro
chedo, para ver o que se passava.
Um espetaculo trgico se Ihe apresen
tou.
Quasi ciante delle, tao perto qua lhes
ouvia a respirarlo, dous negros, dous co
iossos, que se destacavam no crepsculo
como estatuas de Hercules, de bronze,
passaram rpidamente, levando pelos ps
e pela cabega uraa moga que pareca des-
maiada.
Daniel fez um moviraento para precipi-
tarle sobre os raptores, mas reflectio qui
a luta n5o seri- igual, e que se faria matar
sera proveito para a viutiraa, que quera
libertar.
Deixou passar os selvagens e poz-se a
seguil-os o mais de vagar qu: ple, para
nao despertar a sua attencao.
Onde iam e qual era o seu fim ?
O nosso here trema que fossera escon-
der-s no matto, onde nao poleria se-
guil-os; mas com grande satist'agao sua
vio os coatinuar ao longo da praia.
Para fazer monos bulha, Daniel tinha
tirado os tpalos.
Caminhava descaigo como os canacas.
A noite tinha j cabido. Mas a la quo
se ergua illumiaava a paisagara, reflactin-
do os seus raios de praU sobre o mar.
Os dous negros caminhavam rpida-
mente.
Daniel tinha difficuldade para no per
del-os de vista.
O fardo que transpartavam pereca in-
commodal-os tanto como um pena.
O Sr. de Servas perdia-sa em conjectu
ras.
Quem poleria ser aquella moga ? Como
se tinham os selvagens apoderado d'ella?
Para onde a levavam? Era todo caso a
desgrayada estava em perigo, senao por
morte, pelo menos de deshonra... e Da-
niel quaria slvala.
N'aquelle momento teve am instante de
terror e de anciedade.
O grupo desapparecen de repente, como
que engolido pela trra.
Daniel continuou a caminhar com pre-
caugao, mas nao levou muito terapo em
comprehender a raaneir porque os dous
canacas e a moca sa haviam eclipsado dian-
te d'elle.
A lingua de trra sobre a qual so acha-
va acabava bruscament, quasi a pique,
um pouco mais longe, alongando-se sobre
o mar, cujas ondas vinham quebrar-se por
debaixo d'ella quando a raar estava cheia.
Era ama especie de penhaaco abrupt),
formado da rochedos negros, calcinados,
fendidos, d'on le se destacavam aqui e all
mattos de arbustos infesados.
Em baixo, um lengol do areia lisa, n'a-
quelle momento a descoberto, e que os raioa
da luz fazia ii scintillar.
O nosso here, que se tinha debrugado
sobre a borda do abysrao, nao via nem
ouvia nada mais.
Era evidente que os selvagens tinham
alcangado um esconderijo, a conhecido
d'elles.
O fidalgo procurava um meio de chegar
praia, porque estava persuadido de que
sraente ahi tornara a encontrar os rapto-
res e a sua victima. O grupo devia ter-se
escondido em alguma gruta.
O Sr. de Serves estava muito perplexo.
Cada minuto que se passava, diminua a
efBcacia de sua intervengao.
Nao sabia bem o que daa fazer, se de-
via resignar-so a afastar se, quando um
rumor attrahio a sua attengo. Dera-se
urna disputa Palavras cavernosas, gu-
turaes, vociferag5es e araaagas... em urna
linguagera desconhecida.
Erara os canacas que disputavam. .
queriam ambos, sem duvida, a presa de
que se tinham apoderado.
Daniel fez um moviraento de alegra.
Aquillo retarda va a pratica da infamia que
os miseraveis meditavara.
Viu em breve que n3o se enganava.
Os dous canacas sahrara bruscamente
do reconcavo dos rchelos e appareceram
na lingua de areia, era plena luz, Ilumina-
dos pela la, n'aquelle momento sem nu-
vens.
Disputavam, araeagavam-se, e Daniel
viu lhes brilhar as mos duas laminas de
ago reluzente. Depois atiraram-se um con-
tra o outro, solt ndo gritos medonhos. Ura
combate terrivel comegou entao. Os dous
colosso3 oflfegan'.es, corpo a corpo, levan-
tavam am torno de si uraa uuvem de po-
dras e de poeira. Ouvia-se-lhes o ranger
dos msculos.
Daniel observou os, a principio pasmado,
horrisado, despois comprohendeu que de-
via aproveitar se daquelle momento para
salvar a moga... Deixou-se escorregr ao
acaso, sera saber onde ia cahir, arriscan
do-se a despedagar se sobra os rochedos
ou as regras as carnes, durante a decida,
noa ramos das arvores e as arestas das
podras.
Mas a sua vida era agora tao preciosa,
que elle deixass: da a arriscar para salvar
alguem ?
XI
Daniel de Serves chegou base dos pe-
nbascos inclume, e sem ser presentido pe-
los selvagens. Viu a entrada da gruta e
entrou.
A moga estava cahida no chao, desmaia-
da, o paluda como cadver.
O nosso here fez um gesto de sorpre-
sa.
Parecialhe reconhecer aquella rosto.
I certificarse de que nao se engana-
va, quando um grito terrivel fendeu os
ares, e e pregn no chao petrificado.
Um dos canacas tinha cahido, cora as
guelas cortadas por um golpe.
O velho deu alguns passos na sala, e to
mando um punhado de tjpos de letras in-
dicas, reunios em cima ue urna mesa de
laca.
As fontes de Maximiliano estavam humi
das de suor.
Sabes 1er o indu ? perguntou o pa-
dre.
- Um pouco.
Enfo, l.
Arband abnxou se.
Dos seus labios parti ura grito, ama es-
pacie de rugido.
Lewis Jubb 1 dase elle.
Houve ura silencio de alguna momentos,
silencio penoso, que apenas perturbou a
respiragSo opprimida de Maximiliano. Ra-
mou Sa, em p, immovel, parecia urna es-
tatua de bronze.
Por mais esforgos que fazia para conter-
se, Maximiliano nao consegua dominar a
sua eraogao. Lagrimas, lagrimas de rai-
va, aaltaram-lhe dos olhos.
Afina!, uraa palavra saho-lhe da gar-
ganta contradi la :
Meu pai meu pai !
E de punhos cerrados e olhar de fogo,
perguntou em voz rouca :
Nao conhego, nunca vi esse homem'
esse assassino ?
Engaaste, replicou o padre. J duas
vezes esse homem atravessou o teu eami-
nho. %
O doutor, fremente, perguntou :
Mas, entao, quem ?
O brahmane levantou es bragos.
__ A minha sciencia nao vai alm do
seu nome. E' um limite iusuperavel. Ella
s condece Lewis Jubb.
- E, dizendo isso, o anclo tinha no olhar
urna expressao de odio implacavel.
Oh rugi Maximiliano, hei de ma-
tal-o. Mas. probas, preciso de pro vas.
En tao o velho, segurando Ihe o punho e
levantando urna esteira que oceultava a en-
trada de urna especie de gruta :
Vero, disse elle.
Arband, segua loo, entrou em urna es-
pacie de laboratorio de alchimia.
Esqueletos, animaes erapalhados, figu-
ras e cores estranhaa tapizavam as pare-
des de rocha.
as prateleiras e nos fornos viam-se
alambiques e retortas. O brahmane era
ura grande chimico.
Tamu ura frasco isolado, no qual bri-
lbava um licor lmpido como o crystal. Er-
guendose, porra, o frasco e poodo-o con
tra a luz o liquido toraava ama cor lgeira-
raeote rosea,e fugitiva, reflexo vago da
luz externa.
Daniel langouse vivamente enr um re-
canto, desconfiando que o vencedor ia vol-
tar para junto da moga.
Acudiu Ihe um 1 Idea. A grata tinha
duas aberturas. Eraquanto o canaca en-
trava por um lado, Daniel esgueirava-se
para fra pelo outro. Depois correa para
o lugar onde o cmbete se effeettiara. O
canaca tinba cahido em um mar de sangue.
J estava raorto. Com a mao crispada
segurava um punhal igual quelle com que
tinha sido ferido.
O nosso here apoderou se delle e vol-
tou para a enverna.
Agora nos I murmurou elle.
Quando penetrou de novo ni subterr-
neo viu a moga de p, defendendo-se com
raiva, julganlo fugir faria do canaca.
Este com o olbar chammejante, a bocea
cheia de espuma, a mao ensanguentada,
persegua a.
Acabava ae agrrala, e com a mio sel-
vagera ia curval-a, deital-a, qaando soltou
nm rugido abafado. Abriu 03 bragos e
cabu para traz.
Daniel havia-lha enterrado a arma entre
as espaduas.
A moga admirada olhava em torno de
si sera comprehendar, emquanto e selva-
gem se estorcia na areia, deitando golpha-
das de sangue pela bocea, enchendo a ca-
verna de uivos selvagens, tentando em vao
levantar-se, e ameagando ainda.
Venha, minha senhora, disse elle.
Ao mesrao terapo um grito sahiu dos la-
bios de ambos.
Mlle. Bertda, murraurou Daniel.
O senbor I
O Sr. de Serves tinba reconhecido na
moga que salvara a lilba d'aqu-lle nego-
ciante da Nuooa, de que j fallamos, o
Sr. Dartige, com quem tinham relagSas.
Mlle. Dartige tinha visto muitas vezes
Daniel em casa do seu pai. Nunca sa ti-
nham fallado, mas todas as vezes que en-
contrava o forgado, elle compriraentava-a
respeitosamente e com tristeza; nao era
para ella um desconhecido ou mesrao um
indifferente, porqae em sua casa se tinha
muitas vezes fallado de Daniel e da sua
apparencia de hornera honrado. N2o acre-
ditavam l que fosse tao criminoso como a
sua condemnagao podia fazer suppor. Pen-
savam, e nao sa enganavara, qua tivesse
sido arrastado o crime por urna especie
de fatalidade mais forte que elle. Por isso
tinham por ella urna especie de sy.npathia
oceulta, syrapathia justificada pjlas atten-
goes que o governador parecia ter por Da-
niel. Para Bertha o fidalgo solonez nac-
er ura forgado. Era ura hornera desgra-
gado.
Pegou sera receio e sem repugnancia na
mo que elle lhc estendia.
Fj o serihor, murmurou ella, queme
salvou a honra e a vida.
Fujamosl exclarnou Daniel, que que-
ra fugir s effusos do seu reconhecimen-
to. Nao estamos aqui em seguranga. Po-
dem vir outros canacas.
Sim sim disse Bertha, fujaraoa !
Como meu pobre pai deve estar inquieto i
Gomo elle lbe ficar agradecido.
Nao fallemos em agralei.'imeutos,
disse vivamente o nosso amigo ; apenas fia
o meu dever.
Estava cora certeza perdida, porque
nao sobreviva minha deshonra.
Como bemdigo a Providencia, mur-
murou o nosso here, por ter-me conduzi-
do aqui.
Mas o que fez.
Est vendo, apunbalei o seu raptor.
- E o outro ?
O aeu companbeiro livroa-nos d'elle.
Sahiram da gruta a tinham chegado a
praia.
A pouca distancia via-se urna massa ne-
gra.
Eil-o, disse Daniel.
(Contina)
Isso, disse-Ihe, quasi cora dureza,
o veneno que inatou au nababo.
E que matou a meu pai, disse o mo-
go.
Sra. Este veneno nada mais do
qne o sueco destillado da euphorbia. Urna
gotta na ponta de ama flecha ou na lami-
na de ura kris mata instantneamente ao
hornera o mais forte, ao animal o mais vi-
vaz. Vas ter a pcova.
De urna caixa chata, cuja tampa levan-
tou, sabio, a aeu chamado, urna cobra d9
pescogo grosso, em cujas membranas dis-
tendidas desenhavam-se as manchas carac-
tersticas da sua raga terrivel.
Uraa cobra de capello exclarnou Ar-
band, que recuou instructivamente.
O reptil ergueu-se com um silvo, abrin-
do horrivelmente a bocea, emquanta da gar-
ganta sahiam-lhe silvos ameagadores-
Podes silvar. disse o brahmane, o
teu veneno mene3 prompto do que o
meu.
Eraquanto fallara, molhou no frasco a
ponta de um stylete corto.
Sera esperar o ataque do reptil, estendeu
o brago. A cobra metteu nelle as suas
duas prezas.
Mas, no mesmo instante, os anneis da
serpente distenderam-sa e prido penden corao uraa correia, preso ni-
camente pelas prezas carne do brago de
Ramou.
O animal estava morto.
Cuidado mordeute 1 exclarnou Ar-
band, assustado.
O anciao tranquillisou o.
O que mata cura, disse sentenciosa-
mente ; e poz a lamina envenenada era ci-
ma da sua proqria ferida.
Eis rae ao abrigo da cobra. Agora pre-
ciso tratar da euphorbia.
Da outra garrafa, derramou era urna t-
ga algaraas gottas de um liquido amrella-
do, que sobdificou se logo, e elle eogolo os
fragmentos dessa raassa.
Na verdade, isso maravilhoso, ex-
elaraou o mogo, attonito. <
Ura sorriso de satistagao llumioou as fei-
g<3-'3 do brahmane.
Pago-te a miaba divida de gratidao,
mancebo. Eis ura segrodo que s por si
garantira una fortuna.
E accrescenton :
Quando o veneno entra por am feri-
mento, o remedio deve ser tomado dentro
de duas horas depais. Sa foi ingerido,
pode se, demorar a applicagao do contra
venooo at o outro dia. Passados esses es
pagos de tempo, tolo o esforgo intil.
Entao, perguntou Maxiriliano, pode-
rlas reanimar esse reptil ?
Nao, respondeu o sacerdote. O ve-
neno da cobra e o da euphorbia tra isso
de particular: neutrasara-se no corpo de
outro animal que nao a cobra. E' esse to-
do o segredo da immunidade dos mangue-
tos, as suas lutas com os reptis. Os man-
gustos, porra, comem a euphorbia, o que
o hornera nao pode fazer.
E o antidoto ?
Ab I disse o padre sorriudo, esse 4
o meu segredo. Quando eu morrer, eu t'o
legxrei. Entretanto, s posso premunir-te.
Encbeu ama caixinha de sndalo com
uraa libra da preciosa massa amarella. E,
entregando a ao mogo :
Vai, confiando nisto. De ora em
diante o veneno de Jubb nSo te far mal.
Se quizeres, ples levar um frasco delle;
ha de servir, se fures picado por algum
reptil.
Maximiliano agradeceu vivamente ao
brahmane e aceitou os dous presentes. J
possuia o segredo do drama terrivel. Par-
ta sem receio para a Australia, ainda mes-
mo com a perspectiva de l encontrar o
seu inimigo mortal.
Todava essas armas defensivas nSo ga-
randara seno a existencia do joven medi-
co. Nao serviam de prova contra o In-
glez. O brahmane tinha lbe dito, essa ve-
neno nao deixa vestigios. Da mais, se,
em rigor, podia-se, por oocasiao da morte
do nababo, fazer reoahir suspeitas sobre O
negociante rica, Arband nao tinha a seu
favor nenhuma apparencia de fundamento
para aucusal-o do as^asainato de seu pai.
Foi cora uraa especie de desanimo que elle
expoz tudo isso ao vellio brahmane.
Oh disse ella irnicamente, bem
sei. A justiga dos brancos vg Uro. Nao
tere seno os pequeos criminosos. Mas
Ouurgai que mata a todos os horaens bons
e raaos, vigia-bs e prepara-lhes urna occa-
siao em que elles castigam se a si mes-
mo.
D-pois pareceu cahir em meditago.
O seu olhar illuminou se com ama la*
estranha.
-L-wis Jubb, disse elle, propioou o ve-
neno ao nababo no da ora que'Jabar bing
nnstrou-lhe o seu testamento. Eu sempre
.iia ao raeu tilho, qua ella fazia m-1 do pre-
venir o destino e de abrir de par em par
a8 portas de sua casa aos Feringhis, No
dia em qae os homens da jusga ingleza
entrarara no antro do leo, o leo foi mor-
dido por serpentea e pelas tormig .s.
(Continuar-ser'' )


r

Typ do Diario ru JJoquo le Uaxlat n. t.
r
MUTILADO
1
r usmi