Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18673

Full Text
AIJO LIIII lOIE-O 97
S
.






PARA A CAPITAL E LUGAREM OXBE SAO B PACA PORTE
Por tres mezes adiantados........? ..... 6KXX)
Por seis ditos dem.......... ...... 1:^000
Por am anuo dem................. 235000
Cada numero avulso, do meamo dia............ 0100
SEXT-FEIBA 29 DE ABE BE 1887
PARA DEHTEO E PORA DA PROVISCIA
Por ten mezea adiantados..........m
Por nove ditos den............... *
Por um anno idem..............
Cada numero avulso, de diaa anteriores........
13450
20,9000
27JIO0
410O
NAMBC
ffc^rietafct t>t JXlmotl J\$nevcfa fre Jara i S\o9
Os Srs. Itneilo TVlnee k C.
de Parla, i*a nosso* agentes
exclusivo de annunelos e pu-
blleacdes na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMMAS
::::::: ?s:::::s se ::lz::
RIO DE JANEIRO, 28 de Abril,
1 hora e 35 minutos da tarde, (decebi-
do s 2 horas e 35 minutos, pelo cabo sub-
marino) .
*. M. o Imperador de boniem par*
boje lena patsado bem.
Sea entado de aade nao aprsen-
la noeldade.
sss::;: a*, as-sicia savas
(Especial para o Diario)
PARS, 28 de Abril.
Aa negoelaedea diplomticas en-
labuimiu entre a Franca e a Alle-
maniia a reNpeito da questao fteb-
noebel enlo se demorando. Toda-
va esperase qne ba de se cursar a
am accardo.
BERLIM, 28 de Abril.
o Hi-u lunij adoptoa o projeclo de
le pollilco-eccleslastlco apresenia-
do pelo governo.
Agencia Havaa, filial em Pernambuco,
28 de Abril de 1887.
INSTRDCCiO POPULAR
ELECTRIC1DADE
(Extrahido)
DAS ESCOLAS E DA BIBLIOTHECA DO POVO
ELBCTBICIOADE UV\IH1CA
( Conttnuat&o)
CAPITULO XI
Experiencias e thkobia de Galvaxi. Experiencias
de volta. txnso e o.uantidade polos ele-
ctrodos, correrte. modificacoes feitas na
I'ILUA DE VOLTA. PlLHAS SKI CAS. ApPLK'ACOES
(UBI O? AS DISTAS KB8MAS I'II.IIAS.
Data de 1767 a primeira mencilo de que ha no
ticia sobro a eleerridade galvnica ; encootramol-
a n'uiia memoria publicada por Sulser em que
narra um facto acontecido com elle meamo.
Diz Sulzer que t mando daas laminas de metaes
difieren tes (cobre e sinco) collocra urna pela parte
superior da lingua e a outra por dobaixo. e que
nenhama seusacao experimentara; quando, porm,
as duas laminas ee tocaram, sentio um certo ardor
acompaando de am gosto pronunciado do sulpha-
to de ferro. Repetindo a experiencia, com as lami-
nas dispostas no sentido inverso, dis haver expe-
rimentado ama commoco indescriptivel. Esta ex-
periencia nao foi convenientemente estadada, e
asaim coniinuuu ignorada por mais alguns annos
a existencia da electricidade dynamica.
Ka 1786, talvani (medico italiano) obaervou
casualmente em urna r morta movimentos convul-
sivos, os quaea julgou seren prodnzidoe pela ac-
cao dos dous fluidos contrarios contidos nos mas-
culos e ervos do animal e postos em communics-
cao por uns fios metatlieos (de cobre e de ferro)
que estavam em contacto com o cadver da ra.
Podo fcilmente repetirse a experiencia de Gal-
vani ; para i eso prepara-se um destes animaes pelo
systema culinario asado, que consiste em separar-
Ibe as pernas do resto do corpo, drpois de esfolada
descobrem-se-lhe os ervos lom bares, que se fasem
communicar com os msculos das pernas por meio
de um arco formado de cobre e zinc); observam-
se ento grandes contrsccoes musculares.
Volta, celebre physico italiano, oceupou-se
muito do estudo da nova descoberta : e, reco-
nhecendo quilo infundada i ra a theoria de G-alva-
ni, avauc-iu que n'aqaelle caso o electro motor era
o contacto dos dous metaes, e que o corpo da ra
apenas servia para completar o circulo. Tambem
affirmou que a causa da electricidade era abetero-
geneidade dos metaes, que o acaso puzera em con-
tacto, e qne a forca da electricidade dependa da
natureza d'cllei.
( Continua. )
?ARTE OFFIClAi*
Governo da Provincia
FALLA une Assembla Legislativa Provincial de Pernambuco
o da de *ua Installa^o t de Mareo de 1889, dirigi,
o Exm. *r. presidente da provincia Dr. Pedro Vicente de
Azevedo.
(Continuar; o)
REPARTICO DAS OBRAS PUBLICAS
O relatorio annexo, do chafe desta repartilo, que contina a cargo do enge-
nbeiro Francisco Apoligorio Ltal, poupa-me o trsbalbo de reproduzir informacSes sobre
as obras que se fez e foram autorisadas durante o anno lindo.
depois, constando tambem este servigo dos relatnos ltimos e recentes,
apenas vos darei corita das destes ltimos mezea, que sao :
Em 10 de Dezembro approvei a arreinatagao feita por Manoel Carneiro
Xavier de Albuquerque psra reparos do empedramento da estrada da Escada, na
ramificacio para a Victoria, com o abate de 7 /* sobre 44500, valor do ornamento de
cada ro tro crrante, com a clausula de ser o mesmo arrematante pago da importancia
do trabalho realisado, no futuro ezercicie.
Em 15 loi passado o certificado de pagamento da prestacSo de reaponsabili-
dade, na importancia de 900)5000, a que tinha direito, o mesmo Manoel Xavier, sorno
contractante de 2.000 metros primitivos, e executados em 21 de Agosto do anno
passado.
Em 10 ds mesmo roez foi igualmente passado o certificado da 1.* prestacSo
dos reparos da cadeia de I^uarass, na importancia de 5014SI0.
Em 11 approvei o contracto feito com Luiz de Franja Pinheiro par exeeu-
cJo dos reparos das pontea da estrada da Luz, Tapacura e Maus, com o abate de
l o/ sobre o orcamento de 7504000, os quaes foram concluidos, passando-se o res-
pectivo certificado de pagamento em 17 de Fevereiro.
Em 14, rnandei pagar a Nicas da Silva Gusmao 8124250, importancia da
obra suppleraeiitar, -xecutada as pontos do Aterro, Ra Bella e Ayougue.
Em 15, foi passado o certificado do pagamento da prestaelo de responsobili-
dade, na importancia de 994000, a que tinha aireito o arrematante dos reparos dos
pontilhoes do porto de Qallinhas.
Em 23, autorisei o pagamento de 8504500, importancia da 1. prestaelo dos
reparos da ponte sobre o rio Sennhaern, do engenho Po-Sangue.
Em 30, vista da informacJo prestada pelo eogenheiro chefe da ReparticSo
das Obras Publicas, mandei rescindir, com imposicao de multa, o contracto celebrado
com Francisco Avila de Mendoocs, para a obra de reparos da ponte de Duas Barras
aobre o rio Aroaragy, visto nao ter dado cornejo a dita obra, coatraetada em Outo-
bro de 1885.
Tendo sido recebida, provisoriamente, em 23 de Dezembro, a obra de con-
eertos do agude de S. Bento, ordenei, em 13 de Janeiro, o respectivo pagamento, na
importancia de 2:13 4^74, prosedendo-se na forma do estylo quanto prestagio de
responsabilidade.
Em 19 da Janeiro, approvei a arrematagao feita, peranle o Thesouro Pro-
vincial, por Francisco (andido de Medeiroa, para a obra de reconstruegao da ponte
sobre o rio Piraparoa, no engenho Junqueira, com o abate de 14 / sobre o orja-
mento de 7:5O04UO0.
Na mesas data approvei os ornamentos para os reparos precisos as pontea
de Iguarrss, Araripe d Baixo, na estrada do Norte e dos Qarvalbos sobre o rio Ja-
boatao, O primeiro na importancia de 1:6694800, o segundo na de 2:6954286 e o
ultimo na de 6704000, e autorizei a de vida prsja, nos termos da* instruccBes da 30
de Agosto de 1875.
Em 21, foi recebida definitivamente a obra de reparos da ponte de Uruab,
na estrada de Pedras de Fogo.
Em 25, mandei pagar, em vista do certificado passado pi:la ReparticSo das
Obras Publicas, a Manoel Adriano de Souza, empreiteiro da pintur i do proprio provin-
cial denominado Escola Modelo, onde funeciona o Instituto Arcneologico, a quantia de
3504000, importancia da mesma pintura.
Em 3 de Fevereiro, mandei igualmente pgar a Camillo Lins do Amaral
AragZo, arrematante Ha obra de reconstrucc&o do empelramento na estrada de Jaboa-
tao, a quantia de 1:3374730, correspondente 1." prestacio do respectivo conttacto,
vista do certificado exhibido
Em 4, approvei o orcaraento de 1:4164300 psra os reparos precisos na ponte
ds Magdalena e autorisei a de vida praca.
Em 14, foi recebida definitivamente a obra de reconatruego da cideia de
Limoeiro e passado o certificado de pagamento na importancia de 440880, a que
tem direito o arrematante, e em 17 foi recebida provisoriamente a da bomba Batilba, ns importancia de 8824090.
Para evitar o damno que deve causar salubridad* publica da cidade de
C&ruax, sigundo me foi representado, recumraendei em 16 de Fevereiro, Cmara
Municipal da mesma cidade que, de accordo com as Autoridades competentes fizesse
sustar, quanto antes, es reparos urgentes que se estSo procedeodo no edificio publico
que all serve de cadeia, na parte relativa aos depsitos de materia fecaes, removendo
para lugar conveniente os residuos do qualquer ur-turza, no interesse do aceio e boas
condicoes uo mencionado edificio.
Attendendo necessidado que me imposta pelo estado financeiro da pro
vincia de circumscrever a despeza ao indispensavel apenas, dirigi ao chefe da Repar-
tilo o seguinte officio.
5.a scelo.Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 27 de Dezem-
bro de 1386.
Sendo de indispensavel necessidade, para evitar dficit no corrente exer
cicio financeiro diminuir e mesmo supprimir despezas ainda qu.cdo autorisadas ou com
verbas orgamentarias, pois est no orgamento o dficit sem os meios regulares de sup
pril o, recommendo a Vmc. que, pelos modos ao seu alcance, realise as despezas
quantos cortes for possivel, snpprimindo as de ua attribuiclo e propondo-me as que
dependeram desta presidencia e ainda as da Assemblca Legislativa, para que sejam
levadas ao conhecimento dessa corporsgao em sua reuniSo de 1. de Margo.
a NSo pode a provincia gastar com funecionalismo e obras publicas mais do
que comporta a sua receita, da qual preciso ainda sahir os meios d satisfazer os
juros c amortisaglo da divida passiva.
< Ninguem vive a supprir dficit com emprestimos.
O emprestimo meio extraordinario de receita e como tal s pde-se re-
correr a elle em cirenmstancias tambem extraordinarias.
Do seu zelo pelo servigo publico e patriotismo pela causa da provincia,
espero o maior auxilio n'este empenho da admidistraglo.
Auxiliado pelo referido chefe, j se acham reduzidas em mais de 4:0004000
mensaes as despezas de conservaglo, e preparadas aa bases para tlgumas modifica-
goea regulamentares, e meamo do pessoal, se para iaso me autorisardes.
Com eFeito, nao era possivel continuar osarvijo de conservado das estradas
com a superabundancia de pessoal, a despezas extraordinarias que se estava e em parte
ainda se est f'azendo.
Encontrei o servijo dividido entre engenheiro chefe, engenheiros de districtos,
conductores, pagadores, desenhistas, recebedores, 20 apontadores, 50 cabos e cerca de
300 trabalbadores.
Era mesmo, na occasiSo, impossivel dar que fazer a tanta gente, que fogo-
samente se ternaria imprestavel para quando fosse precisa, pelos habites de occiosidade
adquiridos.
A conta de Novembro foi de 9:6944060, a a de Dezembro de 8:8724390.
Era esta a proporclo anterior, que e-pero tenha ficado em pouco mais da metade.
Tendo conhecido que a despeza com aluguel de casas para guarda de ferra-
rcentas e utensis so devava a 1:3684000, ofliciei em 9 de Fevereiro ao engenheiro
chefe no sentido de tazer cessal-a, sendo taes objectos confiados guardas dos chefes
de servigos quando fra da capital, e a qui propria Repartilo ou em edificios pu-
blieos que forem designados, quando soja demasiado o material desoecupado.
O pessoal de empregados da repartigSo nlo sofiVeu alteragSo alguma.
1LLUMINA9AO PUBLICA
E' faita por contractos, assignados no Thesouro Provincial, a illurainaylo das
cidades do interior, que corre por conta da provincia.
A da capital e de Olinda por companbia subvencionadas, tambem nos ter-
mos dos respectivos contractos. Funocionam, nesta ultima cidade, 311 lampooes, ten-
do importado as multas impostas corapanhia durante o anno em 3870870, por lam-
peos apagados e com luz amortecida, e na do Recite 1834 lampeoes, elevando-se as
multas do anno a 3:6384340.
A illuminacSo da capital, em 1886, contou a provincia lls:5274260.
Em 1859 um s fiscal inspeccionava todo este servigo, que passou em 1864
(lei n. 596, art. 20) para a repartigao das obras publicas, com o auxilio de diversos
agentes policiaca.
Mais tarde, pelo regulamento de 21 da Outubro de 1870, que em parte ainda
vigora, foi a cidade do Recife dividida em quatro districtos de fiscalisaglo, e nomeados
4 guardas, percebendo remuneraclo equivalente ao sold de um primeiro sargento do
Corpo de Poli.-ia.
Estes guardao foram elevados a cinco, em 1879 sete, em 1880 a dez e
ltimamente (1885) a doze, sendo dous para Olinda.
Os vencimentos destes guardas, destinados a substituir as pragas rondantes
da policia, tambem foram sendo elevados gradualmente. A lei n. 1064, de 13 de
Junho de 1872, sem crear-Ibes mais obrigagSes, mas, ao contrario quando estas dimi-
nuiam, com o augmento dos fiscaes elevou os vencimentos dos guardas a 8004000 an-
anaes para cada um.
Esta remuneraclo subi a 1:0004000 em 1832 (lei n. 1633 de 6 de Junho).
Nestas circumstancias, embora deixe de voltar para a policia o servigo de
fiscalisaglo e continu a cargo da repartilo das obras publica, oomtudo convem re-
regularisal-a devidamente ; pelo que reeommendei a 3 de Fevereiro, ao engenheiro che-
fe que formuUsse um projecto de reforma do regulamento da 21 de Outubro da 1870,
no qual dividindo as cidades do Recife e Olinda em districtos dentro da urna verba de
despezas, correspondente aos vencimentos de doze primeiros sargentos, conserve o nu-
mero de guardas actuaes ou substitua-os pela metade, como lhe parecer meihor pela
experiencia, com obrigaclo u'esto caso da fazerem o servigo montados.
Aguardo o trabalho exigido para resolver no qua estiver em minha com-
petencia.
JARUINS PBLICOS
Com a conservaglo dos jardins do palacio, largo Pedro II, Praga Conde d'Eu
e do Campo das Priacezas, despsndeu-se~ durante o anno 6:8844540, e entretanto to-
dos alies precia am de reparos.
Neste ultimo, com a verba de 1:1004000 do saldo do exercicio findo, poude-
se autorisar a pintura do gradil de ferrro, das estatuas do pavilblo e dos bancos.
O mesmo precisam os outros tres, no interesse de sua conservaglo.
CALCAMENTO E CANOS DE ESGOTO
Este servigo, todo de natureza municipal, corre, como sabis, por conta da
provincia, que nella tem empregado grandes capitaes.
ltimamente, porm, o estado financeiro da provincia nada tem permittido
faser-se a nlo ser pequeos reparos de conservaglo.
Entretanto, ras ba em que o calgamento imprescindivel.
SERVIDO METEOROLGICO
Tendo a directora das obras de consrvelo dos portos estabelecido urna es-
taglo meteo ologica,, publicando diariamente o resultado de suas observagSes, foi sup-
primida a que funscionava, por conta da provicia aa Escola Modele.
Este facto importou a dispensa do empregado enearregalo do servigo, com
o que houve para o cofre publico urna economa de 7004000 aonuaes.
(Contina).
EXPEDIENTE DO DIA 4 DE AB DE 1887
Acto :
O presilente da provincia, em complemento
dssdisposices regulamentares urgentes relativas
fiscalisacao da illamiuacao publica das cidades
do Recife e Olinda, resolve que se observe o s-
guinte :
Art 1. Fica dividido em 10 districtos o per-
metro ds cidade do Recite Iluminado a gaz, a sa-
ber :
i*. A freguezia do Recife.
2. A freguezia di Santo Antonio.
3. A freguezia de S. Jote, at a parte da raa I
Imperial em que est a estrada d Cabanga.
Io. ContinuacSo da ru* Imperial e freguezia de;
Afogados compieh-ndendo Remedios e P.issagm |
da Magdalena.
5. A parte norte da freguezia da Boa-Viat, i
limitada pelas ruaa da Princeza Isabel e do Prin-
cipe, couiprebendendo Santo Amaro e Pombal. !
6o. O sul da Boa-Vista, da liaba frrea de Ca-
xsng ao bul da ra do Visernde de Goyanns.
7. A parte central eutre o 5e c 6" districto, com-
prebendando as ras Fernandes Vieirs, Julo de
Barros e Eapinheir.
8o. A Capunga, Mangainho, AHLctoe, Rowri-
nbn e Beber i be.
9. A Ponte de Ueb at Parnameirim, San-
t'Auna, Cruz das Almas, traveasa da Estrella e
Arraial.
10*. Par ameirim at Apipucoa, Chacom e Poco
da Pan-lia.
Art. 2. O permetro da Cidade de Oliuda tam-
bem fica di vi ido em dona diatricios, compreben-
denio:
O 1 a parte baixa da cid .de; o a parte alta.
Art. 3. A nspecco da lluininacaa coutinaar
a ser feita, como al agura, por guardas fiscaes
sab a inmediata direceo e respou.-abilidade do
engeubeiro fiscal, que para o bom desempenn
deate servico expedir a precisas mstru.-yoea a
seas sobordiaados.
Art. 4. Estes guardes percebero a diaria de
Of), quando em eflectivo exercicio.
g l9. Sao aduiittidos e dispensados do servico
pelo fiscal, Cjm coanr.uuieneo inmediata ao pre-
aidente da provincia.
g 2". Nlo goaam deliceoca, podendo, entretan-
to, quando doentes, aer substituidos a saa casta
1 at 30 das consentindo o fiscsl.
Art. 5*. O pogxmento d>s gunrda fiscaes ser
feito pelo Tbesouro Proviucial a vsita do attestado
do engeabeiro fiscal em qje conste especificada-
mente os dias do mes em que funccionou o guarda.
Art. 6. Sao exouerado os actuaes guardas,
considerados empregados publico^ ficando-lhea
salvos os direitos adquerid is, e obngado o fiscal
preferil-os na admisso ao servico por este nudo
reorganisado.
Art. 7'. Sao revogadas aa disp.sicoes regula-
mentares em contrano. Rumetteu-se copia ao
inspector do Thesouro' Provincial e ao engenheiro
ebefe da repartilo das Jbra Publicas.
O presidente da provincia attendendo ao que
requeren o esenvio de oiphijs do termo da Esca-
da Joao Crl..s C*valeaut. de Albuquerqua, resol
ve conceder lhe 3 mezas de tieMBf para tratar de
aua aaude; devendo entrar uo goso da referida li-
cenca no prazo de 15 dias.
O presidente da provincia tendo em vista o
exposto pelo inspector da Th.sjuro Provincial em
officio de 31 de Marco prximo passado o. 235, re-
aolve dcclrr que collectoi- nom^ado por porta-
ra de 9 de Novembro de 1886 para o municipio
de Gravat chama-se Manoel ianoa de %-n%*
Barros, e nao Manoel Vianna daSilva Brasil, cou-
forme ue meucionou ns dita jJortaria.Coinmum-
cou-seao Thesouro Provincial.
O presidente da provincia, resol ve, de con-
formidade era o artigo 31 da lei de 3 di Dezem
bro de 1841, artigo 223 do regulamento n. 120,
de 31 de Janeiro de 1842 e decreto n. 7844, de i!
de Outubro de 1880, cr.-ar foro c vil no term do
AltiKh'>, na comarca di Caruar.
__ O preiideute da provincia resolve nomear os
cidadaos Joaquiiu Aotunio Corris de Vasconcel-
os, Joo Fraucisco de Azevedo Silva e Ciementiuo
R Irigues dos Sanios psra os lugares de I, 2- e
3- supplentes, na ordem em que ae aeham coloca-
dos, do juiz municipal e de orphSos do termo do
Aitinho, os oaes prestaram o juramento do estylo
no ptzo deum mea.Co;nmuuicou-se a Thesou-
raria do Fusenda.
Otfic'.os :
Ao coronel Conrado Jacob de Nicmeyer, pr-
sidente d provincia do Amazonas.Pelo officio,
a que respondo de 2 de Marco findo, fieo inteirado
de baver V. Exc. na mesma data prestado jora
ment e aasumido o exercicio do cargo de presi-
dente desta provinci.
Apresento a V. Exc. os meus protestos de esti-
ma e consideraco.
Ao br'gadeiro commandante das armss.
Sirva-as V. Exc. de indicar am iffieisl para pre-
aidir a commissSo, que, na forma das disposicoes
em vigor, tem de dar mconsumo, diversos artigcs,
ltimamente remettidos do presidio de Fernando
de Noronha, do que tratam os tfficks desee com-
mando de armas de 28 ds Marco findo e 2 do cor-
rente sob n. 166 e 181.
Ao Dr. chele de polica.Pels informacao
que acompanba o seu officio de 1 de Abril, o. 317,
verifica-se que a 22 de Marc/j findo foi recolbido
cadeia da cidade de Olinda, para ser all casti-
gado com duas duziaa de palmatoadaa, um menor
eacravo, por ordem de sua senhora, ou do subde-
legado do 1* districto.
Como, porm, sao as cadeias publicas destinadas
prislo de criminosos e nao para lu^ar de appli-
eafao de castigos a escravos, recommendo a V.
S. que lernbre isto mesmo ao delegado de Oliuda,
se entender qua o caso requer > nente esta provi-
dencia policial, urna vez que o promotor publico
da comarca est tomando delle conhecimento.
Ao mesmo.Providencie V S., para qne se-
is prestada pelo administrador da Casa de Deten-
Cao, informacao relativa ao comportamento do reo
Manoel Costa do Nascuneoto, que interpoz recur-
so de graca da pena de i annos e 8 mezes de pri-
so e multa de 20 do valor roubado, que lhe
foi imposta en. 27 de Maio de 1886 pelo jury do
termo de Bonito.
Deve acompanbar referida informacao a peti-
cio de graca que o mesmo reo tem de dirigir ao
poder moderador.
Ao inspector da Tbesouraria de Fazenda.
Srvase V. S. de dar suas ordena para que pela
Alfandcga seja entregue aos negociantes Fernan-
do Silva & C, nesta cidade, o terno de pesos e
medidas do ayatema decimal, conforme requisita
a Cmara Municipal da villa de Correntes em offi-
cio n. 52 de 28 de Marco ultimo.II nnmuiiicou-ae
Cmara Municipal de Correntes.
Ao mesmo.Para conhecimento de V. S e
devida execuco, remetto-lhe copia do aviso expe-
dido em 21 de Marco prximo passado pelo Minis-
terio da Guerra, sobre o crdito da impor-.ancia
de V03800 a verba do 20. Despesas de cor-
pos e coutinuaco do actual exercicio.
Ao mesmo.Remetto a V. S., para seu c-i-
nbecimento e flus convenientes, copia do aviso ex-
pedido pelo Ministerio da Justica em 19 de Marco
prximo passado, com referencia ao crdito pedido
para a verba justica de 1* instancia, e augmen-
to da quantia de 36356S verba pessoal e ma-
terial da policia.
Ao inesmo.Mande V. S. ajusfar contas ao
captao Antonio Ignacio de Albuquerque Xavier e
ao alierea Felippe B.-nicio de Castro e Silva, os
quaes seguem para a corte no vapor Ctar, proce-
dente dos portos do norte.Communicou-se ao
brigadeiro commandante das armas e mandou-ae
transportar corte no vapor Ctar os officues
cima mencionado*; e bem aasim as peasoas de
suas familias.
Ao mesmo.Mande V. S. ajusfar contas aos
officiaes nufragos do vapor Baha, capito deen-
genbeiroa agrcolas Ewerton Pinto e 2* tenentcs
do 3o batalbo de artilbara Victor Ugo de Paula
e Francisco Baptsta Pereira, os quaeg seguera
para a corte no vapor Cear, procedente dos por-
to* do norte.Communicou-se ao brigadeiro com-
mandante das armas e mandou-ae transportar
corte, no vapor Cear, oa officiaes cima mencio-
nados, e bem aaaim a dous criados.
Ao mesmo.Mande V. S. ajusfar contas ao
2o cirurgio do corpo de aaide do Exercito, Dr.
Arthur Imbassahy, o qual tendo sid por portara
do Ministerio da Guerra de 7 de Marco findo trans-
ferido da guarnicao desta provincia para a das
Alagoas, segu o saa destino no vapor Cear, pro-
cedente dos portos do norte.Commanicou-se so
brigadeiro commandante das armas e mandn-se
dar paasagena provincia das Alagoas no referi-
do vapor ao official cima mencionado e a saa se-
nhora.
Ao inspector do Thesouro Provincial.-In-
forma Vmc. se esae Tbesouro j est eos dia com o
pagamento do funecionalismo publico, principal-
mente com o dos empregados menos remunralos,
serventes oa quem se Ihes equipararem ; dizen 1 >
no caao contrario, o estad-> de taes pagamentos e
propondo meios de sere.n removidas as difficulda-
des que, nesse sentido, ainda encontr o The-
souro.
Ao mesmo.Attendendo ao que expoz o Eim.
Sr. bispo diocesano no officio junto por copia, aa-
toriso Vmc a mai \*r entregar ao missionario ca-
puchinho, frei Venaucio Mara de Ferrara, qualquer
qnantia existente nesse Thesouro, proveniente de
1.tenas ecn favor daa ohras da igreja de Jatob,
para ende segu brevemente o dito missionario,
afim de continuar as m -nciooadas obras. Cam-
rounicon-se ao Exm. Sr. bispo da diocese de
Olinda.
Ao director do Arsenal de Guerra.E-n ai-
ditamento ao mea officio de 7 de Fevereiro altimo
transmito a Vmc., para oa fina convenientes, a iu
slusa copia da relauao dos utencilios e raais art
gos qne jnlga los em mo estado, foram rem-r -
tidoa do presidio da Fernando de Noronha para
serem abi recolhidos e dados em consumo.
Ao mesmoRestituiudo as iaclusas propos-
tas, que ficain approvadas( acceitas pelo conselho
de compras desse Arsenal em sess> de 3 de Margo
findo, para o foruecimento de artigas de farda-
mento e armamento a diversos corpo* do exercito,
autoriso vine, a mandar lavrar o respectivo termo
de contracto na forma do regulamento de 19 de
Outubro de 1872. Cjiumunicou-se a Tbesouraria
de Fazenda.
Ao director das Obras Pub'icas Geraes.
De conformidade com a informacAo do inspector
da Thesourara de Fazenda em officio n. lOb, d>
lJ do crente approvo o alvitre por Vmc. indicado
em officio de i de Margo ultimo sob n. 16, "o
intuito deacceitar a proposta do engenheiro An-
t nio Cari ja de Arrula telt:ao. para execnco di
reparos c pintara da ponte da Boa-Vista, nas tor-
ean da verba diatribuida pela ordem do Tbesouro
Nacional u. 246 de 23 de Novembro do auno pas-
sado na consignacaoObras Publicas,para re-
paroa de pontea.Uouimnniccu se a Tbesouraria
de Fazenda.
Ao commandante do corpo da polica.Dj-
claro a Vine, paia os fins convenientes e em so-
lucio a ii uvida suscitada no sea olci > n. 4067,
de 2 Jo corrente mes, que decreta a pronuncia
fica o reo sujeito ac?usacao e ao livramento, a
suspencaa do exercicio dos aireito* polticos e fuuc-
coes publican, Constitmcao art. 94, 3 ; regula-
mento n. 120 de 1842, art. 293; le u. 2033 de 20
de Selembro de 1871, art 29.
Portanto, se o alferes Paulino Antonio de Souza
Ayres est pronnuciado no art. 145 do Cod. Crim.,
cujo mximo das penaas de pt-rda de em prego,
nao pOle Vmc. consideral o preso, dentro oa fra
do4]U*rtel, mas somenta suspenso da exercicio a
suas fuiceoea Je ^fficial do enrpo de policia e com
direito apenas a metade do ordenado ou sol io que
tiver em razio do emprego e qu-" perder todo,
na i s .iio afiual bbsnlvido, nos trrmos JU art. 165,
4* do Cdigo do Proceaso Criminal.
Ao agente do Companbia Brasilera de Na-
vegacio a Vapor.Sirva-ae V. S da niandar
transportar pr couta e com ender./go do Minate
rio da Agricultura uo vapor Cear qiw segu ama-
nhi um aoVclUOrD conten lo as plau'as e mai
aesenaws referentes ao projecto do ineih'jraueato
do p rto de Pernambuco reinettido pelo enge-
nheiro eucarregado das obras do parto.
Portaras :
0 Sr. agente da Corapanhia Brazil ira de
Navegacao a Vapor faca transportar corte, por
conta do Miuisieno da Marluha, no vapor Cear
procedente dos portos do norte, os voluatarios da
armada Jos Alvaro de Moara e Francos de
Paula Lins Tavarea, os quaes seguem para alli i
disposicao do qnartel general da marinhs, segundo
declara o inspector do Arsenal de rlirinh* em
officio de hoje sob n. 37.
O Sr. gerente da Companbia Perxtambncana
mande dar passagem de re, at o porto de Caraos-
sim, no vapor que segu psra o norte a 6 do cor-
rente, a Jos Gitirana, por conta das gratuitas, a
que o geverno tem direito, providenciando sobre a
volta do mesmo opportunamente.
O Sr. gerente da Companbia Pernambncana
sirva-se de mandar conceder passagem de r at
Penedo ao Rvm. tre Venancio de Ferrara por
conta das gratuitas a qne o governo tem direito.
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao S. Francisco, sirva se de mandar con-
ceder passagens de Ia claase, por conta das gra-
tuitas a que o governo tem direito, da estacao de
Cinco Psotas a de Una aos Rvdma. frei Clemente
e frei Cassiano, providenciando da ignal forma so-
br a volta dos mesmos opportunamente.
EXPBDIEXTE DO "E. SECBETAJOO
Officioa :
De ordem do Exm. Sr. presidente da provin-
cia, transmiti a V. Exc. afim de tero convenien-
te destino, o incluso requerimento, no qual vai
psssada a certdao qne pedio o 2- sargento do2-
batalhao de infamara Jote Armando da Cnnhs.
Ao inspector do Arsenal de Maiinha#e
ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
declaro a V. Exc, em raaposta aos sen officio* de
hoje sob ns. 37 e 38 que ficam dadas as provi-
dencias aumentes ao assumpto doa citados ofi-
cios.
Ao meemo.O Exm. Sr. presidente d* pro-
vincia, manda acensar o recei tinento do officio
n. 36 de 31 de Margo findo, em que V. Exe. parti-
cipa que o patacho Pirapama, em virtude de or-
dem do min8terio da Marinha, seguir boje com
destino as Rocas, para o fim indicado no predito
officio.
Ao Dr. Francisco de Asis Rosa e Silva, 1
secretario da Assembla Legislativa Provincial.
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provin-
cia, transmiti a V. Exc, para os fios convenien-
tes, o balanco da receita e despesa do exercicio de
1885 a 1886 e o orcameuto para o d* 1887 a 188
da Cmara Municipal de S. Jos do Egypto.
Ao agente da Companbia Brasilera de Na-
vegacao a Vapor.De ordem de S. Exc o Sr.
presidente da provincia aecuso o recebimento do
ufficiii em que V. Exc. participa que ebegou boje,
s 6 horas da manb, doa portos do norte o vapor
Ciar, e que seguir para os do sol nmanhS s 4
da tarde.
= Ao inspector da Tbesouraria de Faae&da.
O Exm. Sr. presidente di. provincia, mant'a re-
metter a V. S. 7 erdens, sendo 6 de no. 36 a 42
do Tribunal do Tbesouro Nacional e i do ministe-
rio da guerra datado de 21 de Marco ultimo.
Ao director das obras publicas e geraes.
S Exc. o Sr. prssidente da provincia, nesta data
providenciou no sentido da requiaifSo de Y. S.,
constante do officio n. 40 de hoje.
Ao gerente da Ompauhi* S&nte Therexa,
emprezaria de abastecimento d'agna e io* A cida-
de de Olinda.S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia, manda aecusar o recebimento io utScio de
V. 6. de 28 de Marco altimo, acompnohsdo de um
exsuiplar imprasso do relator.o lidj peraate a as-
sembla geral de accionistas dessa empresa.
Ao Dr. juia de direito de Bem Jardim. -Be
ordem de S. Exc. o Sr. presidente da provincia,
communico a V. S. para sea cuub> canalo e em
resposta ao officio n. 1 do 2 do correte, que por
despacho de 2 de Marco findo forana justificadas
as fallas de exercicio que por motivo de molestia,
dea, de 16 a 28 de Fevereiro ultimo, o jais muni-
cipal e de orphoa do termo lessa comarca, o qual
cm 29 de Marco obteve 3 mezes de liceos, a eon-
tar d* dia 1-, para tratar de sua sande.
Au Dr. juiz da direito da comarca de Ca-
ruar.De ordem de- S. Exc. o Sr. presidente da
provincia, comrauuico a V. S. para os fin* conve-
nientes e em s findo que foi hoje creado foro civil ao" termo de
Aitinho tendo sido nomeados os cidadaos Jo-quim
Auto-lio Correia de Vasccncelloe, Joau francisco
de Asevedo Silva c Clementino Rodrigue dos
Santos na ordem em que esto coiloeadoi, 1 *. 2* 0
3- snppltsntes do uiz munieipal, ao* quaes mar-
cou-sa o prsso de um mes para prestare o jura-
mento do estylo.
O mesmo Exm. Sr., recommende a V. S qne
abra concurso e proceda desde j as demais dili-
gencias legaes para o provimento do urBcio de es-
crivo do jury e execugas criminosa, do referido
termo.
Ai ju'i municipal e de orpboa do* termos'
reunidos de Ciru-.ru e ,iltiuho.---i>: (den de S.
Exc. o Sr. presidente da provincia, etnamunieo a
V. S. para o seu conhecimento e fins convenientes,
ou-, de conformidade no disposto do art. 31 da lei
de 3 de Dezembro de 1841, art, 223 da> regala-
mente n. 120 de 31 de Janeiro de 1S42 a decreto
7,844, de 12 de Outubro de 1880, vi boje <
do foro civil no termo de Allinbo ; teada sido Bo-
rneados Joaquim Autonio Correia de Vascoocello*
Joo Francisco de Azevedo Silva eCftMotioo Ro-
drigues dos Sautos, aa ordem que esiau col loca-
dos, 1\2- e 3- supplentes do respeetivi jais mu-
cipa I e de orpbaos, aos quaes inareoB- o praso
de um mez para prestarem o jucaucato do es-
tylo.
O mesmo Exm. Sr., recommeada a V S. que
abra o curso e proceda, desde j, s demaia di-
ligencias, para o provimento dos ofisetos de ta-
bellies e annex^s, partidor e conUdor de qu
trata a lei provincial u. 1863 Oe 24 de Abril da
auno passado.
Ao promotor publico da coreare de Cimbres.
O Ex. Sr. presidente da provincia, inauda de-
clarar a V. S que por despacho oV hoja datado
deu proviinen;o ao recurso interposlo por eaaa
piomoturia a favor dos 68 cidadaoaexcluido* da
lista do* jurados pela junu revisor d jualifica-
cao do termo de Cimbres, maaoaadx iuclnir aa
mencionada lista, nao t aqaalles S8 cidadaos, o
mais aila aoa 49, que o jai de dsr ito deesa
comarca julaou se acbarem na* a>-asa* ejndi-
gos Gommunicou-ae o jai*, da dorerto da co-
marca de Cimbre.
DESPACHA OA PRESIDENCIA DO Uta. 27 DB
ABUU. DB 1887
Antonio Jos do Nas i'neato. De Jare
em que termo foi condemnadov
Tenente Anselno Ayrea d.e Asordo.-
Pa8se- portsria designando- o 1" batalklo
do servigo (U reserva par a eSa aer ag-
gregado o peticionario.
Antonio Louren/; Caroer. Informe o
Sr. Dr. jui de dir-ito de 2 disixicto cri-
mina) do Kecife.
Pieldeu Brothers. Informe o Sr. ni-
pector da Tneaouraria do Fa*-ola-
B.charel Francisco r.a -ost Muta R-
Iho. -Cinco io a lisene* coro ord-^n-*d9.
FraniMs-o Flix dos Santos- Informe "o
Sr. Dr. juiz de dir-ita do 2^ dia'jicto cri-
minal do R-cit'e.
Genesio Libani; d Arbuq--^oe Men-
teiro. Eutiegieae, fijando, sat.atonde
neuhu u effto o despacb 6 d Do-
sen bro do anno pea-ado, pcv* ^oe o sup-
plicaate rerjueira a nomeaejUr pr *"n!f*f"
to, etn visu do *rt 22 da tei b IIO *
27 de Junho de 18S4.

**


Joaquim Cordeiro Coetho Cintra, -
formo o Sr. inspector da Theaaoraria do
Fazenda.
Jos Vicente Ferreirt. -Informe o br.
Dr. juiz de direito do 2o districto criminal
do Recife.
Jos Marcolino de Araujo. -Informe o
Sr. Dr. juiz de direito do 2o diatrioto cri-
minal do Recite.
Liberato Villar Barrete Cbuiinfao. R-
mettido ao Sr. inspector da Thesoaraxia de
Fazend > para attender as sappctnte, de
accordo cono aviso do Ministerio da J n-
tica, de 22 de Margo ultimo, a que se re-
fere a sua mforuiacao de 21 do cerrente,
n. 235.
Manoel Costa do Nascimento. Em vis-
ta da infrmaselo, nao ha que deferir.
Manoel Gomes da Silva. -Siro, satisfei-
toa os diraitos fiscaes e procedidas as deli
gencias do estylo.
Maria Jos Pereira Rosado.Nao lia o
que attender, em vista das informacfos.
Mana Celestina da Conceigo. Informe
o Sr. commandante da escala de aprendi-
1*8 raarinheiros.
Manoel Francisco de Sant'Anna. In-
forme o Sr. Dr. juiz de direito do 2- dis-
tricto da Recife.
Manoel Felippe dos Santo. Informe o
Sr. Dr. jais de direito do 2- districto cri-
minal do Recite.
Pedro Alves. Passe portara, designan-
do o 2- baialbo do servido da reserva
psra a elle sar aggregado o peticionario.
R. de Druzina C. -Iudeferido. Tra-
ta-se de um julgado administrativo, contra
o qual nao ha motivo supervenante que
autorise sua revogaga.
WIsod, Sons A O. Limited. -Remetti-
do ao Sr. Dr. inspector da sanie do porto,
para attender, nos termos das ordena e
instruccoes em vigor.
Secretaria d* Presidencia de Pernam
fcuoo, 28 de Abril de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Diario it ernambucoSexta-feira 29 de Abril de 1887
rtweseuUute d'mqm* emprasm, qae, a wtiea A' orem do Dr. delegado do Io distrio-
Deauucia do Dr. 1" promotor
publico
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito do 2> dia-
triclo crimiaal.O Io promotor publico da comar-
ca, usando di direito que dimana do i* do art.
37 e do i" do art. 74 do Cdigo do Proceaao Cri-
oiaal, vem perauto V. Exc. denunciar o inspector
da Theeourana de Fazenda desta provincia, An
tonio Caetano da Silva K-Uy, administrativamente
tuapeoao do excrcicio de sea cargo, por portalia
da presidencia de 11 da Setembro ultimo, como in-
curso na penalidade do i3 do art. 129 do Cdigo
Criminal, em razan de naver deixado da cumprii
por affeicao e contempUeao com deveres do dito
cargo para com o bacharel Eduardo de Barros
Falco de Lacerda, thesjureiro da mesma The
souraria, sem respeito aos regulamentos das toe
souraras de fazenda, em vigor, como passa a ex-
pox, baseado no inquerito junto por copia, proce-
dido pelo chrfe de policia e no offieio junto, da
nresidencia, datado de 13 de Outubro u'timo, por
copia, trausmittindo o offieio do inspector, igual-
cenle datado do mesmo dia, acooipanbado de nove
documentos.
O Jenuaciado foi administrativamente suspenso
das fuaccoes de seu cargo, como declama a preai
denciu da provincia na alludida portara janta,
por copia, em razo de ter, no dia 10 de Setem-
bro ultimo, dirigido-!he o offieio junto, por copia,
a respeito do desfalque verificado no cofr daquel-
la Tbesouraria, no dia anterior,sem fid> lidade
relativamente a narraco dos factos o a aB cir-
enmstancia verificadas por occaaio das diligen-
cias, a que se procederam, perante elle, loco que
foi commuuicada a n oficia do mesmo aconteci-
mento, o que o dedunciado praticou, sanente
para Balvar, por affeicao e cantemplaco ao the-
soureiro, seu amigo e aos fiis, j que nao ha pro
vas, por ora, para se considerar o denunciado tam-
bis envolvido por interesse pessoal no referido
attentado contra os cofres pblicos.
Com effeito, em dito offieio, datado de 10 de Se-
tembro, desde o principio at o fim, o inspector
procu.ou attribuir o desfalque de 793:l45J387,
altimamente verificado no cofre da mesma Tbe
aour, ria, a crime de roubi, planojado e levado a
efisito por audaciosos peritos, de que se compoj a
quadrilha de adroes, que diariamente assalta as
casas desta cidade, aemque tenha sido presa ; en-
tretanto, que em vista de todas as diligencias pro
cedidas perante elle proprio, perante o vice-pre
tidente da provincia, o ebefe de policia, autorida
des e outras pessoas presentes, as quses compare-
cern) todas aquella repartico, sem demora, na
xnanhl do dia 9 de Setembro ultimo, logo quo di-
valeou-se a noticia de que o respectivo cofre havis
Sido violado, tornou-gc publico e notorio, que o
caso era de um desfalque, planejado pelo thesou-
reiro e ontros, pelo que j foram catea denuncia-
dos, pelo ministerio publico, co.no ineursos na in
cnmiuHcao dos arts. 170 a 172 do Cdigo Crimi-
nal.
O denunciado tanto previa a dfficnldade, qu^
deparara para ser o acontecimento acreditado,
como o resultado de um audacioso roubo, em vista
das diligencia procedidas perante ovice-presi-
dente da provincia e o caifa de policia, as quaes
comparecern! iminediatamente Ttiesourana, e
por ti inesmos verificaram o modo pelo qual dizia-
a qu o attentado ti vera lugar duranto os dias^7
e 8 daqo'lle mez, dias em que aquella reparticao
ge conservara fechada, como n> ha duvidar, em
Tista do inquerito junt, que proeurou logo elevar
o tremendo acant'ciment cathegoria de am
mysterio, o qual difficilmente pvl-ria ser dercor-
tinado, como assegurou no principio do seu re-
ferido offieio.
Estando reconhecidoo desfalque, e no podendo
deis ir de ser pjr elle responsavel o thesoureiro,
como disse tambem o denunciado, no final do raes-
mo ofH-io, smente por esta circumstancia propu
nha, como propoz, a suspensj administrativa
daquelie fuuccior.ario, at que fosse devassado o
iacto e reconhecida su i iuculpabilidade, oa o go-
Terno resovesse como eotendssae em sua sabedona.
Nio poda o denunciado manifestar a sua aftei-
cao e comtemplaco para com o thesoureiro, pnn-
cipil reaponsavel para com a Fazenda Nacional
pelo extravio de to enorme quantia, por forma
maia eloquente c expressiva, attribuindo inconti
nente, nao obstante as diligencias at ento po-
cedidas, o aconteeimeuto a resaltado de um crime
de toaba, para innocenrar priori o th-soureiro,
ten amigo, alterando oj fictos e suas circunstan-
cias verificadas, o que motivou a p rtaria de sua
saspensio do referido cargo.
Tauto real, qne o denunciado offieioo naquel-
ies termos a presidencia, smen'e para encobrir o
crim-i do toesoureiro e seus socios, e que o desap-
parecimento do dinheiro, qae devia existir nos co
tres da Thesonraria, o resultado de am desfal-
que e nao o deum roubo, qne declarou elle proprio,
__dtpis de considerar o edi5cio da Thesonraria
seguro, segundo consta do sea auto de pergnntaa
168 v, nao poder explicar o facto, e que im-
mediataaiente o considerara como um desfalqoe ..
Tanto assim que, tendo Olympio F. Loup, re-
presentante do itopfe e-ro do prolongamento da
estrada de trro do Becif ao S. Francisco e da
estrada de Caruar, de receber da Thesonraria a
quantia de seitcenlot e tantos cantos importancia de
cortificados por elle apresentados desde Julho e
para enjo pagamento j o thesoureiro havia rece
bido a competente ordem, segundo declaron o ins-
pector a fl. 162 do inquerito, e apezar de poder
eoneluir-se em duaa oa tres horas o procesfo para o
pagamento e constar, que acbava-sc elle concluido,
no dia 21 de Agosto, apenas pagon a quantia de
quatrocentos e dous coritos, sendo necessario para
cjmpletai-a dar dutentos cantos em notas aervi las,
Tenas e dilacerada, que estao sendo recolh las e
que por este motivo, nao podiam ser novamente
emittidas em virtude de ordem do Thesouro, como
reeonhecen o proprio iiispector, allegando apena
gnorar e at reprovar o procedimento do tbesou-
rairo, fazendo pagamentos com aquellas sdalas.
Entretanto, o tnGureiro affirmon, como consta
do inquerito junto, qne assim proceder por ordem
do inspector, apeaar de saber qae era prohibida a
sjsjda do dinheiro que eslava recolhido.
AsaisD eftectuado parte d'aqutlle pagamento
pelo modo expoato, deixandose de pagar quantia
Snperior oWnto* coafcw, diste eom raaio o re
do roubo na importancia de cerca de oitocentos
cantos o sorprehendeu, principalmente, nao tendo
ficado na Tbesouraria quantia superior i quatro-
centos cont.
Interrogado o ihesoureiro sobre a falta do paga-
mea o do dazcnto8 e tantos cont, deelarou que
nao o fes, porque Loup nao quix recebar algum di-
nheiro miado, no dia i de Setembro por occasiao
de perguntar o proprio Loop, quando podena re-
ceber aquella qoaatia; cireemstancia esta que o
mesmo Loup a fl. 381 erastettoa, quando (hsse que,
no nciooAi dia, *, ne foi a Thesoerana, ona
ete*pe'a ultima vw ante do acaatatsmento, na
dia 3d Agatto. ^
OtmtM d nao ter sido paga a stenciona*
quant, con*, refere a recapitulado rio inquent.
e dar-ie ausento, e tantos oontos an noumindas,
que nmlhiam+c, fa* crer. qw j n aaaella poea
oio exaati eotre da Thesrar. a som,
qne ski dev earitli, goperior a rast eonto, a^
gando o balaoco dado no dia 9, porquanto, se exis-
tisse a referida somraa, seria fcil effictuar o pa-
gamento, tanto mais quanto o theaoureirodoclarou
a fl. 144 v. que o inspector o Unha procurado em
sua sala, Manifestando '-tejo de qae ene pagamento
sefisesse. __
Anda prova-se, eomo tamban ds-e a reea
pitulacao do inquerito,que os cofres da Tnisou-
raria nao tinham o taidos, qne deviam ter, com a
declaracio do proprio inspector, o denunciado, de
que pedir ao Thesouro um supprimento de ainheiro
na importancia de quinhentos cantos para trocos e
despezas, o que nao exacto, porquanto, no offieio
a fl. 123, datado de 23 de Agosto em qae foi feto
aquelle pedido, drsse elle,- que aquella quantia
devia fer applicada ao pagamento da despeza.
que se tinham de faser com o prolos^amento e es
irada de Caruar.
Prova se aioda com o inquerito, que o thesou
reiro longe da adoptar as uecasearin precaucoes
para a seguranca do dinheiro confiados a sua
guarda, facilitara o mam possivel qualquer extravio,
j entregando a chaves da casa forte a seu filho
bacharel Arthur de Barros, que o usastituia du-
rante seus imp^dimentJ^ por vezes prolongados, ja
mandando que o servente Silva entregasse as cha-
ves da porta e do cadeado, que fecham a sua sala
na loja de Joao Bastos & C. onde eram guardadas
at o dia segainte, em que o mesmo servente ^
reccbel-as; e tambera toda a chaves da gecco
do thesoureiro, inclusive a do cofre e asaim fiea-
vam entregues a pessoas, que as nao podiam legal-
mente guardar, pois, as nicas competentes para
conserval-as em seu p>der, conforme o regula-
mento da Tbesouraria da 22 de N ivembro de 18.il,
eram o mesmo thesoureiro ou o fiel Victorin Fia
lho, por elle indicado para subscitait-o noe seus
impedimentas (art 27 do regulamento citado)
E ao pasao que isto acoutecia sem mysterio,
parece extraordinario qu o inspector dissesse que.
at o da 9 de Setembro, nao tinba conhecimento
de tito grandes abusos, o que nao verdade, em
vista dos autos de perguntas de fl. 131 a fl 152 '/.,
em que o fiel Victorino Fialho disse, que o inspec-
tor sabia, que o tbe8oareire era substituido em
seus impedimentos por seu filho Artbur, tanto que
algumas vetea indo o inspector a sala do thesou-
reiro, sem ete estar all presente, vio o bacharel
Arthur fazendo as suas vezes, e que consenta no
abuso de ter em seu poder as chave? da casa forte,
abril-, receber dinheiro, f>.zer pagamentos, con-
ferir a caixa, e exercer emfim toda as funecoe
de theainrelro, menos a de assignar documento,
nica fuoccao que elle Fialho exercia nos impedi-
mentos do thesoure.ro, como seu substituto.
Isto ainda prova-se com o auto de perguntas a
fl. 402, em que o contador Manoel Aut. doBO, declarou que o mesnto inspector tanto tioha
completo conhecimento do procedimento irregular
do thesoureiro e seu filho Artbur, que disse ao ins-
pector em conversa, por maia de urna vez, que era
abusivo e Ilegal o mesmo proeedime ito do thesou-
reiro, fasendo-3e substituir por seu filho que nao
era seu fiel.
,'Esie facto da substituicao Ilegal d) thesourei-
ro pelo filho, tolerado criminosamente pelo denun-
ciado por affeicao e contemnlacao para com o the-
soureiro, seu amigo, quando pelo 1* do art. 31
do citado reguUmento das th-sourarias cabia-lhe
dirigir e iuspeccionar os trabalhos de todas at es
taces da reparticao e decidir os negocios da coto-
pelcncia d'ella, tambem coufi.mado por quasi
todos os einpregados Ja Thesonraria e por muitas
peisoas ella estranhas, que declarara ter maia
de urna vez encontrado o bacharel Arthur de Bar-
ros all exercendo todas as funecoes d'aquclle car-
go, o que at confessado pelo proprio thesourei-
ro, que a fl. 141 v. declarou, que est certo de
que inspector sabia, que seu filho o substitua,
porque, vivbkdo con elle na itexhob coiyiyencia
NAO rODlk ISSO IG.MJBAH.
Aioda resulta da combinacao das respostas do
proprio inspector da Thesouraria, nos autos a fli.
149, 162 e303 com as do thesoureiro nos de fla.
13, 106 e 140, como to bem refere a recapitula-
cao do inquerito, contradicoes que nao podetn ser
procedentemente explicadas.
O inspector, o denunciado, declarou qu' nunca
entrn na casa forte, nao sendo para estranhar, se
o fizesse, pois, era do seu dever fiscaIsartoda a
repartido, cniretanto, nao s o bacharel Arthur
de Barros, no auto de perguntas a fli. 305 decla-
ron o thesoureiro por diversas vezes mostrou o co-
fre e o estado em que achava-ae o dinheiro ao ins-
pector e a oatras pessoas ; como ainda consta a
fla 201 que, no da 4 ou 6 de setembro, elle f.-a
sala, onde demorou-se, por algum tempo, vendo
carimbar notas, e depois ate entrn na eaaa forte,
mandando o thesoureiro, par aceno, que um dos
fieie o acompanhasse, nao porque descoufiasse del-
le o inspector, mae, para que foss^ com elle pea-
soa, que p idesse dar qualquer explicaco.
inspector contestn, que tivesse pedido ou
recommendado ao thesoureiro, que fizesse pagi-
mento a L>np, e bem assim que lyvesst na melhor
convivencia com o mesm) tnesoureiro, ao passo
que este affkmou, nao s que aqulle Ihe manifes-
tara dcaejo de que fosse Caita o meamo pagamen-
to, e at Ihe determinara que o fizesse, como vi-
va com elle na melhor harmonio, motivo Dorque
aaegurava que o inspector nao podia ignorar,
que, o seu filho Arthur de Barros, o substitua
nos seus impedimentos.
Sobre tudo as duaa certidoea, pissadas pela pro-
pria Tnesouraria de Fazenda, que acompanharam
as duas peticoes do supplicante, ambas datadas de
17 de Jaueiro do corrente anno, dirigida a V.
Exc. para aerem juntas aoprocesio instaurado
contra o thesoureiro e seus fiis, e constam de fl'.
517 a 5S5 do inquerito junto por cjpia, levam
evidmeia, que o desfalque j vera de longe, tole-
rado por affeicao e contemploslo pelo denunciado,
ebegando ao pinto de admittir quo o thesoureiro
tivesse em sea poder, em ser debitado, a emrme
quantia de cem contos de rus por mais de um mez,
u que inaudito.
Es vista de todo o exposto, pois, como o denun-
ciado tornaar-se criminoso, por fteice e contem-
placao, o que nao cessarei de repetir, ji que nao
pode se provar que o houv^sse lata, por einquan-
to, para tambem promover nteresae peasoal seu,
encobnndo o crime de pecu'ato praticado pelo the-
soureiro e sena socios com aquelle eu offieio di-
rigido presidencia da provinea e mais tu Jo
quanto esse respeito fie m demonstrada j to-
lerando e dissimnlando, que o bacharel Arthur de
Barros illegalmeote substituase a seu pa1 thesou-
reiro, ainda por affeicao e contempladlo a este,
em suas faltas e impedimentos, a vezes prolon-
gados, quando cumpria dirigir e inspeccionar oa
trabalhos da thesonraria, na forma dos respecti-
vos regulamentos em vigor : ja em vista das duas
alluJidas certidoea ultimas, requer o VImisten >
Publico qae se Ibe forme culpa, como incurso no
4 do art. 129 do coiigo criminal, off recaudo
como testemunhas, a seguintes pessoas : Manoel
Antonio Cardoto, Francico Antonio de Oliveira e
Silva, Joaqaim Jos de Oliveira, Laiz Emygdio
Piuheiro da Cmara, Jovin da Silva Santiago,
Manoel Leite Pereira Baato, Alexandrino Alve
de Mendonca e Jote do Oliveira e Silva, proce-
dendo-se tambem para esse fim todas as diligeu
cas necessarias.
Netes termos. Pede a V. Exc. deferimento.
E. R. M. Becife, 27 de Abril de 1887.
O 1* promotor pnblico,
JoSo Joaquimde Freitas Henriques.
Repartira da Polica
2. sccclo.N. 403Secretaria de Po-
licia de Pernambaoo, 28 de Abril de 1387.
Illm. e Ex. Sr.Participio a V. Exc.
que foram hontem recolhido* Gaaa de De-
tencao os seguintea individuos :
A' minha ordem, Aoaa Neves de San
t'Atina, como alienada, at que tenha o
coaveniente destioo, e Jos Vicente Fer-
reira, como pronunciado no art. 205 do
cdigo criminal, a ditpoaicao do Dr. juiz de
direito do 1 districto criminal.
to da capital, Manool Ferreira, por distur-
bio*.
A' ordeno do subdelegado da Magdale-
aa, Joaquim de Aquino Fonseca, por dia
turbios.
Communicou-me o delegado do termo de
S. Bento, em offi:io de 23 do corrente,
que no dia antecedente Cecilia Maria do
Amor Divino, ferio com urna facada a
Gaetana Alves de Araujo, por ter esta da-
do naqoella umae bofetadas, depois de
ata a altreselo qae tiversxn.
A criminosa fji preaa em flagrante.
O d-llagado respectivo tesaou conbaei-
manto fasto, fea proceder vistoria, e
abrid o oauapetsaato inquerito policial.
No dia 17 deste mez, no districto de
Preguica, do termo de Palmares, e no eo-
genho Lavradinhas do mesmo termo, Ma-
ria de tal, ferio a um escravo de nome
Ignacio, da propriedada de um dos rendei-
ros daqaele engenho, evadalo se de-
pois.
A raquerimento do referido rendeiro
fez se a competente vistoria, e abrio-se ia
querito sobre o facto.
H ntem s 6 horas da tar le, Thomaz de
Aquino do Espirito Santo, pardo, solteiro,
foi acomettido de um ataque na occasiSo em
que passava pelo largo 4o Arsenal te Ma-
naba, na fr.'guizia do Recife, do qual fal-
leceu momentos depois.
Conduzido o cadver para a casa de um
seu cuahado na ra de S. Jorge, da mes-
ma freguezia, all comparecen o Dr. Jos
Joaquim de Souz-i, que procedendo ao
competente oxame declarou ter sido a
causa da morte urna pememorrahagia.
H mtein s 1 1[2 da noite na rm da
Madre de Deus, e no predio n. 3, onde
tem hotel Manoel Alves Pitla, mauifes-
tou-se um inceedio que teria tomado serias
propircoas, sa nao fosse era tempo visto
pelos guardas civicis ns. 31 e 31 que
aquella hora rendavam a freguezia.
Avisado o dono do referido hotel, qu*,
com sua familia dorma no segundo andar
daquelie predio, e sendo elle auxiliado
pelos mesmos g lardas e mais pessoas da
casa, conseguio S3 a extiascao do incendio
que principiou em urna barrica de csjo,
que sa achava junto da escada do predio.
Denme sciencia o cidadio Rufino Deme-
trio da Paixao e 'Silva, em offiio datado
de 17 do corrente, ter naquetla dat* reas-
sumido o exercicio do cargo de delegado
do districto da Carapatos.
Deus guarde a V. Ex;.Illm, e Exm,
Sr. Dr. Pedro Vicente de AzeVJdo, muito
digno presideute da proviaeia.O chafe
de policia, Antonio Domingos Pinto.
fique
Jos Cecilio Carneiro Manteiro.Certi
e-ae e qne constar.
Offieio do thesoureiro. A' 1* seccao
para proceder de accordo com os despa-
chos do Thesouro.
PERNAMBCO
Thesouro Provlocfal
DESPACHOS DO DIA. 27 DE ABRIL. DE 1837
Offi io do Dr. procurador dos feitos.
Informo o Sr. Dr. administrador do Con-
sulaio.
Jeronymo Theotonio da Silva Lonreiro,
Dr. Manosl Juvenal Rodrigues da Silva,
Contas do thesoureiro das Obras Publicas,
Ribeiro 4 Almcida, offi :io do Dr. Io se-
r-tari da Assernbli, Bernardino Pereira
Runo*, Manoel Clemontino Cjrreia de Mel-
lo e padre Joao da Costa Bezarra de Car-
valbo.11.j i vista o Sr. Dr. procurador
fiscal.
Contas do thesoureiro das Obras Publi-
cas. Eacaminhe-se-
Francsco Jos Liice mente serlo attendidos.
Antonio Gonjalves de Azevedo, padre
Francisco Virissimo Bandeira, Francisco
Qoncalves Torres o Jo3 Fernandos Mar-
ques.Informe o Sr. contador.
Julia Ayres de Almeida Freitas. Fa-
cara-se as notas da portara de lioenca.
Fielden B:-others. Junte-se copia das
informa93?s.
- 24 -
JoSo Baptista Accioli de Wanderley e
Florencio DjmingufS da Silva Certifi-
que-se,
Joaquim Goacalves & C. Deferido, fi
cando irresponsaveis os supplicantes pelo
debito anterior do estabelecimento havido
no pavimento terreo do predio n. 38, a
ra da Madre de Deus, por nao suecude-
rem no mesmo estabebeiment segundo as
inforraac3e.8.
Souza Nogueira & CAo Contricioso
para cumprir o despacho da junta.
Dr. Manoel Oomes Viegas.Deferido
Francisco Joaquim Antunes. Indefe-
rido.
Medeiros d C, Porto & Santiago e An-
tonio Ignacio do R:go Medeiros.Informe
o Sr. contador.
Francisco Maria de Paiva, Antonio
3oncaivesde Azevedo, Jos Mua Ribei-
ro, viuva de Saraphim de Souza Jorge e
Joao da Fonsaca, Saja vista o Sr. Dr.
pracurador fia :al.
Dr- Manoel Juvenal Rodrigues da Sil-
va. Deferido daudo-se baixa na collecta
e no debito consequente, visto qua doa im
postos do Consulado resulta achar-se em
ruinas e sem locagao acerca de 6 annos o
predio n. 67 a ra dos Guararapes.
Francisco Goncalvas Torres. -Eitregua-
se a quantia euj deposito.
Vsario Joao da Costa B -zarra de Car-
valbo. Daferid >, tomndose por termo a
fianca offerecida,
Contas de Jos Francia :o de Paula Ca-
valcante de Albuquerque, do thesoureiro
das obras publicas e do Corpo de Policia.
Approvadas.
Adaoeu Rodrigues de Franja L?ite.
Ao Sr. collector de Iogazeira para satis-
faz*r a exigencia do Sr. Dr. contador.
Pacifico Paulino Malaquias. Facam-se
as notas na portara de licenca.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 27 DE ABKIL DE 1887
Jos Joaquim Simo:s do Amaral e Jos
Primo do Espirito-Santo. Certifique-se.
- 28 -
Procurador dos feitos, Josepha Maria do
Espirito-Santo, Faria Sobrinho A C, Ma-
ria Joaquina das Dores e Laurinda Maria
dos Prazeres. Informo a 1* seccao.
Gomes de Mattos Irmaos. Informe a
2a seccSo.
Jos Antonio dos Santos e Lipes Fon-
8-ca & C.A' 1" Beccao para os devidos
fins.
Albino Ferreira dos Santos. -Deferido,
de accordo com as informac3as.
Souza & C.De accordo com a infor-
macSes facam so as devidas notas na res-
pectiva collecta.
Assembli frovincial
DISCUB80 PROFERIDO LO 8R. DEPDTADO
JOS MARA NA SE8SAO DE 18 DE MARCO
o H r. presidente, que este requerimeatc, qae preeentt"i
sem pretneio a opposicao politio, aem intnite
de cen arar o governo actaal, fjtjea coocsaiusfc
como foi.
O notare deputado pelo 1 districto, director da
inaioria d'esta casa, declarou, aps a justiBcacao
que eu fit deste reqnerimento, que nao poderia elle
ser approvado, em vista dos tenaos em que est
concebid j.
Abstenho-me de analysar o termos em qoe es-
ta, eaaeebiaa eeterequerimeoto, por j& tel-o foito
atigfactonamente o mea illustre amigo, deputado
pelo 12 districto.
Efectivamente, Sr, presidente, nao se encontra
ah urna s paUvra spera ou inconveniente, nao
sa encontra mesmo urna censura ao governo actual;
e, se por ventura do modo porque est redigido
este reqnarimento, se polesse deprehender algn-
a ceasura ao paternal governo de 8. Ere. o Sr.
Dr. Pedro Vieeate, qualquer dovida deveria dee-
apparecer em vista do modo porque eu o motive'.,
declarando at que o abnso a que eu me ratina
en autiqnissimo, e eu proprio, por mais de urna
vet o tioaa profligado na situactj liberal.
X.i> sei, portaato, em que ae fundn o illustre
leader da maioria (ou nm dos leader da miioria),
porque me parece que ba mais de um, o nobre de-
pntado pelo 1 districto o Sr. Dr. Gaspar Drnm-
mond e o nobre deputa lo pMj l" districto o Sr.
Joao A'ves, qua ha de querer guardar o penna-
chu, que to galhardaraeote conquir.ou na sesso
passada, desejo que ainda hontem demonstran, re-
qu reodo o en.-erramento dj celebre prejecto de
Jatob, nai si, digo eoi q*s se uarlou o nobre
deputado chefe da imioru para ordennr a sua
phalange qua vote ontr-t o ineu reqnerimento,
desde qua >. Exc. ne cuotestou o facto, e at o
justificou.
MMa S. Exc. que o presidente da provincia,
tendo conbecimento de que na cidade se d esse
abuso, que &. lxc. coudeinria, procurara provi-
denciar de modo a que elle cessasse.
Mi s perguoto eu ao nobre deputado qual o
meio que tem S. Exc para saber a verdade, nao
aculo approvado este re luerim 'nt ?
Sr. (ionc ilves FerreiraPosso adiantar al-
guma consa a V*. Exc. ge me permiitir. Hon-
tem attirumam-me que nao havia absolutamente
tronco em nennuma estaco da guarda cvica, e
at que en algu.nns nao havia xadret.
Sr. Jos M-triaEu deaejaria qun V. Exc.
longe de traser ess-i infirm icio qu-. Ibe foi dada,
viesse prestar o seu testemuuho pe83oal. I'ec>
permissao para nao aceitar a declaraco do nobre
deputado, por quinto muito fcil cor>testar-se,
por ouvir aiaer, um facto, ain 1* que coobecido
de toda esta cidade.
VI .s dizia eu : qunl o meio que tem o preeidente
para chegar ao conhecimento do facto argido
u'esta casa, seno a approvacao do requerimento?
S. Exc. nao tem obrigacao de acompanhar as
discusso s desta casa c, aiola mesmo que o fses-
se, os oossos tribilbos sao publicados t> dem i-
radameute no diario offieial, qua smeot mu to
tempo depois leria S. Exc. o debite levantado nes-
t sseiuD c.i a este respeito.
O Sr. Goncalves Ferreira Attenda V. Exc.
que o requerimento veein quasi sempre trans-
criptos na noticia que se d no dia seguintc na
Revista D.ana .
O Sr. Jos Maria-Ainda assim podara passar
desapercebido a ti. Exc, porqunnro sao tautos os
affazeres que pesam sobre o presidente da provin-
cia que alguma consa Ibe ha de escapar. Eutre-
tanto, nao ibe escapar ir. o meu pedido de mtor
macoes, porque directiin-:nte be chegaria s
maos.
O Sr. Goncalves Ferreira_ Mas a assembla
havia de perguntar ao presidente em que lei se
funda i.:n abuso ?
O Sr. Jos MariaQual o meio que temos pa-
ra fzer chegar ao conhecimento do presidente
um abuso que se d, neste estado de que elle
governaa ir, seno este ?
O Sr. Goncalves Ferreira No sabemos qne
nao ha le a este respeito. Portante, de veramos
limitarmoe a censurar o facto, se existase
O Sr. Jos MariaNao poderiamos censurar o
presiden'e, porquanto S. Exc. qu^ nao desta
trra, que aqui est ba poueo tempo, nao tem cul-
pa de ignorar um tac o que o nobre deputado,
que aqui nasccu e crion-se, descoahece, facto que
s dado conhec*r a ni outros que vivemos em
contacto com as victimas deasas torturas. Aqujl
les que pairam em atmodphera mais elevada,
aquelles qua nao se immiscu m com a pleb -.
aquelles que nao se importam com as desgracas
do povilo, deicoohece'o, certament, to I s e--"s
abuso. Por consequencia, eu nao podWia levan-
tar desta tribuna urna censura a S. Exc. o Sr.
presidente da provincia, ante de ter plena c rte-
za de que S. Exc. tem conhecimento desse
abaso.
Dizem que S. Evj. as vetes faz de D. Pedro
I; que "i aa dez horas, para de visa verificar se
em certos estabalecimentos pblicos do-se os
abusos argidos pela opposicao.
Consta-rae. por ezemp'o, que. em urna das mi-
les passadas, S. Exe. percorreu, depois daa dez
hora, todo o quartei Je policia, e que nao sabio
muito gostoso do que por l vio. Ea nao o afirmo,
nao sei se verdade: chamo-me Aleixo, no mun-
do acho no mundo deixo.
O Sr. Goncalves FerreiraNao exacto. S.
Exc. fji effectivamente noite, ao quartel de
polica, mas nao mostrou por aeto algum qua nao
tivesse sabido satisfeito.
O Sr. Jos MtriaV-se por es3a confirmacao,
que S. Exc. o Sr. presidente da provincia faz de
D. Pedro I. Vai verificar de visu, inesperada-
mente, pela calada da noite, o que se passa nos
quarteis e nos estabelecimeoto publico.
Mas S. Exc, qne foi ao quartel de policia, que
tem ido a outros estabelecimentos, pode ignorar o
que se passa pelas estscoes da guarda cvica.
Por consequencia, nos deviamos dar o grito de
alarma, nos deviamos, sem fazer censura, como
nSo fit, pedir inforaiaces ao presidente da pro-
vincia, porque se esta o presidente da provincia
bem intencionado, ae quer governar esta trra
paternalmente, como jfazia o Sr. D. Pedro I, de
saudosigsima memora, seno para miuJ, ao menos
para quasi todos os brazileiros, o qu: se demonstra
pela muita plvora gasta no anniversano de sua
morDe, pe.a collocaci de bandeiras a meio;po para
exprimir grande sentimento que experimentamos
por este factv, tomara em considerado e faria
cessar o abuso.
Pode ser que S. Exc. queira nos governar pa-
ternalmente, como o primeiro imperador mas
como nao se chama Jos e nao tem dom da advi-
nhaco, gmente em vista do nosso grito de alar-
ma, pedinJo providencias, poder S. Exc. dal-
Eu, portento, contava que o meu reqnerimanto
fosse approvado, tanto mais quanto elle nao en-
ce.-ra censuras e se limita a chamar a attenco
de S. Exc. sobre um facto desagradavel qne
acha-se no dominio puolieo.
Sr. presidente, fiquei admirado ds ouvir de S.
Exe. o nobre deputado pelo 1. districto diz'r
que lamentava o abuso do tronco nosta capital,
mas que reconhecia que no interior da provincia
elle era urna necessidade.
Ento o legislador criminal em 183i reconhecia
?ue nao havia necessidade desse instrumento in-
amante para o cidado, quando as nossas condi-
9oes eram muito diversa do que sao boje, quando
nao estavam to adiantada as localidades do in-
terior ; quando essas villas nao tinham ainda ca-
deiss, e boje mais de 50, nobres deputados, quaai
60, quando por quasi todo o centro j se ouve o
silvo da locomotiva, quando o telegrapho p -reorre
todo o Brasil do Amazonas ao Prata ; quando a
civilisacij penetrou no ultimo canto do Brasil,
aqui I lo que o legislador de ento suppunha urna
desnecessidade e reconhecida como urna necessi-
dade ?
Pois um homem na condicoes do nobre depu -
tado, qae bacharel em direito, que deputado
provincial e deputado geral, sustenta semelhabte
tbeoria ? Por ventara baver urna villa em que
nao haja ama cadeia? De certo que nao.
O Sr. Goncalves FerreiraHa mais de urna.
O Sr. Jos MaiiaSe as cadeias do interior da
provincia nao offerecem seguranca, porque motivo
ba vemos de estar a gastar tanto dinheiro com es-
tas mesma cadeias qae nem servem para deter
um preso por 24 horas f
j3|0 Sr. Soares de AmorimEm Ttamb quando
ha am preso de importancia, manda-se para a Pa-
rabyba.
O Sr. Jos MariaPara o lado oppotto da roa.
Se qualquer cidado preso correecionadmente,
por um crime insignificante, ae nao ge trata de nm
pieso de importancia, poder ser detido no quar-
tel, mesmo nao tendo leguranca, porquanto elle
nao procurar de certo fugir, porque, fazendo-o,
peiorar a sua aorte.
O Sr. Goncalve FerreiraMuitas vetes trata-
te de um conderanado.
O Sr. Jos MariaSe nm condemnado qae
est comprindo aeatenca deve estar na cadeia e
nao no tronco, e se por ventura na localidade oade
elle tem de cumprir a aeatenca nio existe ama ca
deia. qne se mande pata esta cidade, e, poroa,
se trata de individuos que estando eondoBoa-
doa achavam-se foragldos e foram capturado,
neste caso aquelles que effectuaram a priso, longe
de dtelo por dias em um tronco, qae o facam
envinr inmediatamente, logo aps priso para
a localidade onde possam ter elle detidos em ca-
deia com toda a segnraoca,
En portanto, Sr. presidente, encarando a priso
'bano de todo estes pontos de vista, nao enxer-
go eata neceittdade, que o nobre desatado quah -
ficou, felizmente de triste.
Nao caocarei de repetir : se o individuo preso
por nm crime insignificante, rte deve ter levado
ao tronco, enbora na localidade nao bsja priso
segura; basta ser detido em um quartel mesmo
sem seguranca, porquanto elle nao procurar fu-
gir. certo de qu a sua priso provisoria
Se um condemnado, um criminoso de impor-
tancia, que est cumpriado sentinca, que j foi
capturado ka muito tempo- deve ser reeethtdo a
urna cadeia que offereca toda a seguranca, e se
porventura, na localidade ao houver cadeia nes-
gas condiea<8, rleve ser reraettido para o lugar oa-
de o h aja-
Se ira? criminoso j4 condeomsdo oa qu* anda
nao foi julgado, mas que se achava forajido e foi
capturado,ainda asaim san tero qu er detido em
tronco.
Logo aps a sua eaptura, dever ger remettido
para esta cidade.
Qu-> se proceda assim, mas que nao se augmen-
te a afflieco ao afflc'o ; qne nao se torture um
cidado, fazeudo-se dclle urna victima, quando de-
vemos nos limitar a pnnil o pelo dehetj commet-
tldo de accordo com as leia
Fique o nobre depurado convencido de que o
ooprjb.o que nestas condi?5's recaae sobre o ei-
dadao, refl >cte principalmenf sobre todos nos,
sobre todos aquelles que consentem no tronco, so-
bre tado3 aqu>lles que, podendo protestar contra
sem lhtnte barbaridad* nao o fazem.
O Sr. Goicalves FerreiraEu creio qne ne-
nImm de n-t deix.ir de estar neste ponto de ac-
cordo cora V. Ex<.
O Sr. Jos Mara Entretanto o nobre depita-
d> nao aceita o meu requerimento. O mea reque-
rimento vai ser rej itdo, porque nio mereceu a
saneco de S. Exc. Eu agradecera ao nobre de-
putado 8e me ensmasse o meio de redigir o reque-
rimento. Conf -sso qu-1 assim o r"digi, porque foi
a forma qu- acudi minha mente, que como os
nobres depura i is sab-mi. bastante aciuhada.
i XI i apoiados).
Desde que S.Ex;. declara estar de accordo chu-
migo, mas diz nao poder aceitar o meu reqneri-
mento p?lo facto de ter sido redigid em termos
inconvenientes, eu esparo qae S Etc. ou m en^i-
. ., K ,i.i>.^ii ni /' viuwi-o<.v..- 'a^fa nuil1 ico uciltt
?e! mod0'. r6""* Pwqae ea deva redtgit-o ou dlZH f Jin..nle re3pOI,o a venda d oiilvfes de
outras provincias na corte e nao prohiroia que
esses bilhetea all distribuidos, fossem vendidos
as provincias, nao pidia sjr acceito, e por esta
forma caho o artiga.
J ve, portanto, S. Exc. que a materia, ja como
em qae o individuo qae nao tenha a pratica neces-
arit, hade precisamente trazer nm noviciado difli-
cil. E por isso que nos sabemos que o ex-the-
gonreiro que a ponco deixou ese mesmo lugar,
nao conseguio eatabelecer se, nao teve tempo guf-
hciente_para realisar esse fim, de modo que a sua
demisgoem nada Ihe foi infensa. Depois, Sr.
presidente, todos ng eabemog que em toda a parte
os generog gimilares quando prejudicam a venda
de teas congenere, apena, o legislador tem o di-
reito de fater recahir sobre elle nm imposto que
dificulte a sua introduccao. Temos ainda bem
patente o facto do sabo da Inglaterra. Acho,
portanto, que a Asembla Provincial nao pode
prohibir qne gneros de outras provincia e de
natnreta similares sejam exposto venda aqui.
Se por ventura esta Assembl entende e entien-
de com rato que no3 prejudica os blhetes per-
teacentes s loteras de outras provincias, o mais
sae pede faser laucar sobre a venda desseg b-
Ibetes nm imposto que quando nao nao geja pro-
hibitivo, ao menog difficulte a sua entrada no
nosso mercado. Pois nos nao sabemos por ventu-
ra que as grandes imposico s quaai sempre facili-
tan! o contrabando? Pois nos nao sabemos que
os blhetes da Hegpanha que por urna ordem geral
nao podem ser introduzidos em nosso paiz, sao
entretanto vendidos em nosso mercado pelos bi-
Ibeteiroa ? Por ahi veem os nobres deputados que
a prohibieo muitas vetea nao t diminse a renda
da provincia, coma facilita o crime e o contraban-
do, e esta Asaembla nao deve legislar de modo
algum com intencao de facilitar o contrabando e
mesmo eatabelecer o crime.
NSo da venda de blhetes de outras provincias
que resalta o males em rela^o ao nojsc merca-
do. Estou convencido de que aquelle que se en-
carregar de distribuir ns blhetes e o fizer como
tseos os thesonreiros de outras provincias, en-
volvendo-se a pratic* do genero, a-ioteria ter O
seu curso regular, como sempre teve no tempo do
thesoureiro Rodrigues de Souza, chegaudo ao pon-
to de correr oito loteras por mez. Ja v portan-
to, o nobre deputado que o mal nao est na cansa
por S. Exc. apresen!ada. nem to ponco o defeito
est na competencia, porqaanto ainda por esse
lado 8. Ex. nao foi feliz, apesar de suo alta il-
lustraco, de sua pratica e de seu talento. S.
Exc. perguntou se a limitaco nao era um mal
menor, desie que nao se podia prohibir a venda
dos bilhetea.
Se se considerar a lotcria como um mal, mas
mal que a lei prrmittc, mal que a lei tem autori-
aado, que a le nao tem podido terminar, ni de-
vemos olh..r, nao orno vicio, mas como o produ-
ctor de rendas, e neste caso eu pens ao contrario
de V. Exc. : que quanto maior fir o jago esta-
belecido na praca, tanto maior sir o producto que
result.a em favor da provincia.
S. Exc. por sua pro;>ria b cea, acabou de con-
tessar, que seudo considerado um mal de certa
importancia, o giverno geral. proeurou nao s
acabar, com localisar. En nao tenho a memo-
ria de S. Exc. que muito mico, mas creio que
o governo geral, que proeurou sempro monopoli
sar em favor do centro os recursos da piiz, pro-
eurou apenas prohibir no Rio de Jaueiro. a venda
de blbe'.es de outras provincias, mas nao tinha
o recurso na lei, mas nao prohibi qoe esses bi-
luctes do Rio, fossem expostos venda e;n outras
provincias. Eate arfgo que veo enzorrado na
l-i de orftmetiTo, nao conseguio p'.ssar, porque
d '-spertaado interesses differentea, teve quetn
eorno S. Exc, g- levmtagse contra o artigo, fa-
zend) g-iot'r, que desde que a lei ni) pr.iia res-
tringir s proviuciaa a venda dos blhetes d'ella,
fa?a un outro qu- eu preatarei o meu voto.
Slnto-me trate e aeabrunhado, 8.-. presidente,
vendo qae a iraioria deata casa n> quer s e ex-
clusivamente, como eu supounha, despresar as
i leas emanadas desta bancada, por mais justas e
rasoaveis que sejam, quando envolvam a poltica;
o espirito p .rti i ru chega ao ponto de se condem-
nar um requerimento, que como Ss. Eics. mesmo
confessara, coafm urna idea g, aceitavel e que
nada tem de poltica.
Ora, cono-prebende V. Exc, que para quem an-
da alimenta a utopia de ver cedo ou tar le rege
nerada esta patria te mitivj para magna, para
grande sentimento, pois que, nestas condicoes,
din5eilmjnte chegaremos a essa grande desider-
tum, (vluito bem da oopisico).
O 9r. Praxeden Pllanga-Sr. presiden-
te, eatava pensindo que ainda a maioria urna vea
havia de abatar a minora sem que viesse jusnfi-
interessu particular, ja como mtaresse geral, nao
deve ser rejeitada e se a provincia tira resultado,
necessariamente este resultado, deve tambem
estar ligado aquelles qu^ dcfend.'m on aecusaoo a
idi. Sem interesse particular, ni se pode le-
var a cffsito a emprez i ; sem b imens uaa ha obje-
ctas.
Portanto. s urna verdade qua a lotera um
mal, porque um evocro que r a econo-n a los
pob'es, que assalta as gavetas alheias, no intu; o,
de como producto dellas, coosegoir un premio
para se lia;rtar ; se tem silo mesmo a ruina de
individuos bem collocados, ella nao ple rodavia
ser localisada, desde que essa disposico u) pir-
car a razao porque este projeeto passava um trez tlr do cen, dMe tS3d |0cill3ii;-v) 1, vier
discnasojs aemque ao monos urna voz se ouvisse d corte
em saadeteza. Se urna lei somante prohihir que esaes bilhtes,
Mas asaim nio aeonteeeo. Em resposta o .1- K- veild.dos de umis pira outras
lustre deputado pelo 4 districto, o nobre deputa-
do pelo 10 district), Ilustrado como correu ao
seu appello e proeurou justificar com a su* reco-
nhecida eloqu -ocia os motivos que deram lagar a
aprea^ntaclo deste projeeto, procuran i i em cada
am dos seus artigas assentar a justificativa que
Ib pareceu mais rasoavel.
Defendendo o projeeto a% parte da sua consti-
tuci jualidade, que f.-a atacada pelo meu illustre
amigo deputado pelo 1 districto, S. Exc. reapon -
deu qu assim coaio a Aisembla Provincial po-
dia legislar a respeito da nrganiaacao das loteras,
assim tambem podia prohibir venda de seus b-
lhetes.
Ht de permittir o Ilustrado deputado que ape-
zar da mmha insuficiencia em miteria do direito
provincias,
limitando-se a corte a extrabir suas loteras, e
: nao permittir que gejam ellej vendidos eu todo o
' imperio as assemblaa provinciaes nao precisara)
ter o trabalhn de procurar essa local.sacii.
Se aqutllo que muitaa veres in:anstituioaal
em outras constitucional, por interesse ds oc-
j gio, dah na > ge segu que tste principio dova ssr
. aceito para ser applicaiu em todoi os factos.
Um Sr. D -potadoA questo diili-'il de reso1-
' ver.
O Sr. Prxedes PitangaNos nao podemos dei-
! xar de dizer qae o projeeto ataca de freute a li-
| berdade de commercio, sob pena de nao consiie-
\ ramos blhetes de lo:erias una mercadona
Se eonsiderarmos que nao pode deixar de ser
vendida onde o individuo possuidor entender, des-
Ihe diga : ae a Assembla Provincial c -ns. lera a de 8e 8ujaiu a loca|idade e :l0 DagH,ceat0 dos
venda de bilhetea urna mercadona, nao ple fa- im)a.03 qa,, 8obre elu fizer. 0 U1 p)defazcr
ser mais do que .mpor-lhe um imposto prohibitivo, a ^3elQ^i recoahecendo que os blhetes de ou-
desdeqneconhece que a venda dessa mercador.a tra6 provJI]CHS produzflm males ao3 qne aao con-
pode a:*oar o interesse da similar ; mas prohibir I ^ e8t; aMemol!1 para b,.liefico de dif-
quo entre na prac de Pernambuc um objecto ai- tereates estabelecimentos impor um imposto car-
milar o que me parece que est fra da sua com-1 m lg B-0 i prohibitivo.. porque
patena* e por .sao o projeeto que asaim se annan ^ 8 na8Cer 0 contr,hand., e se ha-
cia tere de trente o art. 179 da Constituicao do I em)S dt,9siatir a vend do3 bilhetea, s^m que
Imperio, atacando a liberdade do commercio. I Q devdo im osto 3(;ra meihor qut aobre
Ja. ve, portanto, o .Ilustrado deputado quo a j ^,| |aaceal09 um imp03to mia carregado, qoe dif-
resposta dada ao meu illustre amigo pelo 1 d.s- ficuUe bua vea la em^miior esCla.
tr.cto nao tatisfas, porque b Exc. nao d.sse que ; u tant, nJ) peu30 C0;nJ S. Exc, de que e,_
esta Assembla era .ncompetente para impor im- u a8Jajba e ^Jt le i?Ur 8eeroa de iottfrias
posto na venda de bilhetea deata provincia.
S. Ex:, diss' : o projeeto coatm principios de
vantagem em favor da provincia, por quanto os
bilhetea de loteras de outras provincias nao con-
correa) eom imposto para as rendas desta.
Digo eu: S. Exc. nao ce recorda de que aquel-
les que se encarregam da propagar a venda dea -
tes bilhetea sao contribuintes como ao aquellos
qu3 vendem os bilhetes da provincia.
Pelo orcamento apres?ntado pelo theaouro se
verifica que ao passo qu3 apenas urna casa col-
lectada para a venda de bbetes desta provincii
na impirtancia de 1:0004, ba cinco collectadas
pode tambe n prohibir a venda de bilhetes de ou-
tras provincias.
Lsvmta se urna questo qua mi parece ainda
de orop sito. A constitufo autorisa a appre-
henso dos blhetes na mao daquelies que possui-
rem e que o tenhain adquirido com toda a legali-
r dade.
Esta assembla tira competencia para anida.
[ aposaar-a' da propriedade alheia ainda meamo
| quando eata nao fosse introduzida legilmentc no
mercado, ou na temos leis que regulam o c.ontra-
| bando ? So temos leis que regulara o contraban-
i do para objeetos introduzidos no mercado contra
para a venda de b.thetes de outras provincias a ,e eXDregga veremo8 contrabnd ter de
PorUuto na mercanca entre os diversos en- i f a^ marcha d, prQce3S0 estabelecido por es-
carregados dapropagacao deste commercio os bi- ^ ,eU e de3de a aS30mbla diz a ppre-
lhetesdas outraa provincias produzem maior ren-
da do que oa bilhetea da nassa provincia.
Por esse lado, pois, parece qae nao ha razo
pira se oppor a que os bilhetes daa outras pro-
vincias aejam aqu expostos a venda como merca-
dera.
Agora vejamos se procele a razo apresentad*
par S. Exc. de que og egtabelecimentas de cari-
dade, as igrejaa e a provincia nao rec bem os be
detcios que eram de esperar da venda doa bilhe-
tes desta provincia, parqo; oa daa outras provin-
cias nao estando sujeitos as imposicoes a que es-
t aujeita oa bilhetes desta proviucia, nao produz
os beneficias desejadia.
Digo eu : S. Ex:, argumeutoa sem funiamento
quando fez o argumento a par, porque eu poderia
responder a S. Exc, ae a estati.-tica da provincia
durante o decenio pasaado provoa que a sus
renda diminuid pela arrecada^o dos bens prove-
niente dos impostos sobre loteras da provincia,
por ter sido exposto a venda bilhetes de oatras
provincias; se porventura o nobre deputado coi-
cluisse que aestatiatiea provou que ao passo que oa
bilhetes de outraa provinciaa eram vendidos nosta
com prejuzo dos beneficios resultantes doa impos-
tos lancdos sobre a venda de bilhetes, ea direi
que o mal nao pela competencia, mas sim por-
que tem outra causa, que necessario estndal-a.
Nao pela competencia do genero, nao pelo
plano ento usado as outraa provincias, nao
pela vantagem prometida que as loteras desta
provincia deixaro de ser vendidas, nao. 0 indi-
viduo que se encarrega de commerciar pela pri-
njeira vez com nm genero a que nao est acost-
mado, lata com difficnldades para eatabelecer ae.
E toi assim que o finado thesoureiro muito conhe-
oido nesta provincia, o Sr. Rodrigues de Souza,
latn com grande difficuldades, sacrificou parte
de sua fortnna para conseguir eatabelecer o mo-
do pratico de levar a effeito a venda de bilhetea.
Bu posso asseverar ao nobre depuado qae o no-
viciado do thesoareiro, os planos qae por elle por
ventura estabeiecidos e outras circnmatanciaa, mui-
tas vetes concorre para que os bilhetes desta pro-
vincia nao poaesfcem ser vendidos com a mesma
promptido como eram vendido durante o dominio
d'aqaelie thesoureiro queja fallei.
V. Exc. sabe que a mercanca de um genero
henso dos bilhetes poder ser feia pelos empre-
gados fiscaes, pelo thesoureiro, ao pelas autorida-
des paliciaes, chegaremos a concluir que absur-
da.
Eu creio que este artigo, anda offaosivo da
c.nstituico das noasaa leis geraes, porqae, se a
materia materia de contrabando, nos temos as
leis qus regulam o systema, que fim tero estes
bilhetes ?
A quem ser elle entregue ?
Ser dado a algum estab.'lecimeuto para tirar
o goso daquillo que elle produtir?
Ser restituido a quem vender ?
Qual o deatino que tem ease bilhete | qae
aprisionado e que tem direito de receber o que Ihe
coib-r por sorte ?
Os contrabandos como os nobres deputados sa-
bis, sao vendidos em hasta publica ; deduz-se do
seu producto o valor do imposto e ae restue ao
doao o resto do valor, on se entrega aos estabeie-
cimento3 de caridade quando a lei assim se ex-
presas.
Mas que destino tero esses bilhetes ?
Elles sero consumidos ?
Os bilhetes nao tero valor, nc constituem um
objecto que produz ?
Creio, portaato, que o projeeto, quo, como mai-
to b8cn disse o meu Illustre collegg, deve ser re-
mettido a commisso de constituicao e poderes nao
ple passar sem censura, porque contm um ar-
tigo altamente prejudicial, desnecessario e incon-
veniente.
(Acredito, Sr. Presidente, que o projeeto nao te-
ve por fim beneficiar smente o cidado qne fra
nomeado thesoureiro daa lotera actuaea ; estou
convencido que os Ilustres signatarios deste pro-
jeeto tiveram em mente prestar um servico pro-
vincia, fazendo reverter em favor do encarregado
deBse trabalbo as vantagens que Ihe ao inheren-
tes mas, pens que as vantagens promettidaa
provincia ni reaaltaro da aceitaco do projeeto,
porqae, como fi sentir, nem a competencia d
similar no mercado, nem o plano vantajosc das
loteras das outras provincias o que taz com qoe
te procure de preferencia as loteras que nao sao
desta provincia; porque esta, como as demais, cs-
nbecendo que indispenaavel ter um plano vanta-
i

"
noaifi
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Diario de Femanifcic#~Sexta-leira 29 de Abril de 1887

/


,

*
*
joso, upas de satianuer sosjig>res de loteras,
ter tambera o direito de reformar o eu plano, de
serte a entrar em ooiapjtencia quanto aoa valorea
promettidoa. ,
O qua prejudica aa lotera da proviooia a fal-
ta de pratica da parte d'aqoelle que est na d-
recjo deate trabalho ; porque, como na sabemoa
durante um certo periodo, 10 deceunio pactado, aa
lotera? d'esta provincia corriam regu rmente no
decura, de cada mea, oito ou 10 vezea, nao dei-
xando entretanto, de eatar em competencia a lo-
teras de outraa provincias. lato qaer diser que o
individuo que ae encarregava da venda do3 aeua
jilhetea j ae tioba preparado de tal forma que
jogava com aa loteras das outraa proviociaa. de
maneira a nao deixar da correr aa auas loteras no
prazo determiuado, nao aendo, alia, prejudicadae
aa loteras de outraa provinciaa.
Tenho teimiuado.
Pica a discussao adiada pela hora.
Passe-se
2 PABTE DA OBDEM DO DA
Entra cm 3' disouasao o projeeto n. 1 deate anno
sao lidaa, apoiadas e eniram em dacusaio con-
juntamente com a projeeto a aeguintoe emendas:
N. 101. Ao 67 do art. 2, s palavraadivida
de exerciciua lidos, accrescente-se: 9:254/139,
esnforme o qoadro fornecdo pelo Theaouro Pro-
vincial, o mais a quantia de 12:894*400 4 Compa-
panhia Pernambucana de Navcgajo pelo trans-
porte de pre-os a prajas para a lina de Pernando ;
a de 2:ol-i a Mederoa & C, pelo foruecmeuto
de objectos Secretaria da Assembla e Escola
Normal; a de 240*300 para pagamento ao emprei-
teiro das obras da eadeia de Agua-Preta; a de
lUrf a Honorio Hermeto de Oliveira, pelo aluguel
de sua casa para quartel euo Quipap; a de 45 a
Manoel Viaana de Barros, pelo aluguel de tUa
casa para quartel em tira .-ata ; a de 1204 a Jos-
no Jos daa Cnagas, pelo aluguel de sua casa para
eadeia em Bonita ; a de 879/830 a Ismael Cle-
inentno Bezerra, pelo tomecimeuto ao destaca -
ment de Iguarass; a de ilibU a Laurindo
Marques de Souza, p- lo sustento dos presos p.bres
da eadeia de Plores; a de 1:148/691 pora paga-
meuto do que as deve ao corouei Mauoel do Nasei-
mento Vieira da Cuuha; a de 32/ a Cosme Jos
Guedes, pelo aluguel de sua casa para quartel em
8. Lour. neo ; a de 40/ a Mano. I Cavalcante Coe-
lho, pelo aluguel de sua casa para quartel na fre-
gaezia da Graja ; a de 70/ a tiaspar Peres Ca-
valcante, plo aluguel de sua casa para quartel
em Serinhem; oque ae estive a dever a Jos Ger-
mano de Lyra, proveniente do aluguel de sua casa
para quart.l em Riacho do Matto; o que ae estiver
dever a Vctor Marques Santiago, ei praca do cor-
S de polica; o que su estiver a dever a Eduardo
arneiro Leo, de aluguel de sua casa para quar-
tel em Muribeca ; o que se eatver a dever a Jos
Piuza de Oliveira, contractante da ponte de Gra-
vat, em Agua-Prrta, por accrescimo de trabalho,
e 864 que se ost a dever a Antonio Pereira do
Monte, do aluguel de sus casa para quartel no
Cabo.Coelbo de Moraes. Gomes Prente.
Gonjalves Ferrera
N. 102. Ao 12 do art. 2." Em lugar de...
2:000/, dgase 2:200/ Goncalves Ferreira.
Gomes Prente.Coelho de Moraes.
N. 103. Os 10 .'o coi :edidos eos etnpregadoa
dojuizo dos feitos para a cubranja da divida acti-
va serio distribuidos na seguate proporjo :
3N 150. Ao 8 17 do art. 1 acereaceate-ee : aendo ver, qua os deputados da uuiona aero obrigadoa
. i i _____e.:-- ..Ir.. .mi ^*iri a nhmlMiaF F.atSn nava *ima
Para o juiz
Para o escrivo
Para os cfficiaea de justija
Para o catador e distribuidor
Para o procurador dos feitos
Para o solicitador
Para o procuiador fiscal, pela arreca-
dajo a que se proceder com guias
e pedidos pelo contencioso
a /.
i Va
i /
. 1/2 %
'2 %
11/2 /o
o imposta de 6 /o asbre calcado, roupa feta, catle-
rinhos, puohoa e peitos de,eamiaaa, cer. ulas, cha
paos, obraa de aellero e marcineiro, viuhoa finos,
cerveja e outras bebidas acooliea* ou fermentadas
joiaa de ouro, prata ou imitado, armas de fego e
plvora.Catibo de Moraes.Goncalves Ferreira.
Gomes Prente.
H. 151. Onle couber : 3:000*000 para aun
liar a coocluso das obras da mariz de Bom Jar-
d.m.Bogoberto.
N. 152. Onde convier : 5:0001000 par a cons-
trueco de um mercado em Gainelleira.Joo de
Oliveira.
N. 153. Onde convier : 10:000*000 para a ca-
nalisajo d'agua em Rio Fomoao.Joo de 01 i
veira.
N. 154. Oade soovier : 5:000*000 para a caos-
trueco de um mercado em Agua Preta.Joo de
Oliveira.
N. 155. Onde convier : 10:000*009 para a con-
clusao das obras do mercado de Barreiros.Joo
de Oliveira.
N. 156. Onde convier : 5:000/000 para a cona-
trueja de um mercado em Palmares.Joo de
Oliveira.
\. 157. Onde couberIlluimnajo publica : 30
lampela para a comarca de Itamb.Soares de
Amorim.
N. 158. Ao art. 2., onde couber: 500*000
para'eo npra de mobilia para as escolas publicas
da cidade de Nazareth.Or. Costa Gomes.
N. 159. Ao art. 2., onde couber : 2:000*000
para melhoramento da fonte da cidade de Naaa-
retb, ccnhecida pelo nome de Bombo.Dr. Costa
Gomes.
N. ICO. Onde couber : 20:000* K)0 para as ea
deias de Timbados, e Itamb.Soares de Amo-
rim, Vsconde Tabatinga.
N. 161. Onde couber: 10:000/000 para a cona-
truccao ou compra de urna casa para eadeia em
Palmares.Joo de Oliveira.
N. 162. 500*000 para as obras di igreja de S.
Miguel de Afogados.Barros B&rretto Jnior.
N. 163. Onde couber : 3 lampeos para o becco
do Quiabo e 3 para o do Maxixe.Lua de An-
drada.
N. 164. Fica marcada na le vigente a q.iota
de 20:0UU*000 para mensalidadp dos alumnos des-
validos do Gymnasio Pernambucano.Lourenco
de Si.
Vem mesa, ldo e apoiado o seguinte reque-
remento :
<< Requeiro o adamento da discussao dn proje
cto por 48 boias, emquanto ao imprimem as emen-
das boje apresentadas.Jos Mara.
Vem 4 mesa e lido u mento do Sr. Cosa Ribero e outros, que nao
acceito pela mesa.
O r. Jos Mara (pela oriem) Oa V.
Exc, Sr. presidente, que o requerimento apresen-
tado pela minora ia Assembla, uo pode ser
aceito, porque nao estipula o prazo, dentro do qual
deve dar-se o adiamenlo do projeeto em discus-
sao.
Eu discord da opino de V. Exc. Efectiva-
mente o regiment, exige qua se determine praao
a curvar a cer va, a obedecer. Ento para qua
maia votaco de fotc.i publica ?
O Sr. Gonealvee Ferreira d4 um aparte.
O Sr. Jes MaraE quaatas vees tem V. Exc.
visto aerem rejetadoa projectos das commiasoes
da coufiauca, levando estes tremendos chequea ?
Qaantas vezea ?
O Sr. Viaconle de Tabatinga Aqu meamo.
O Sr. Jos MaraAqui mesan, n'eata casa,
quantaa veaes ? Qaem nos da a na que ama-
ah nio de taear-se hao por justo motivo algans
dos membros da bancada opposta e, unidos 4 pha-
laage liberal, procuram dar cheque na commiasao
da forc* publica, por isso oiesmo que urna co a-
misso de confiauca ?
Nao confie muito o nobre depatado ebefe da
maiori.i, nao confie dem&siadament j na obediencia
cga e paaeiva dos seua Ilustres collegas !
O desprezo com que os tem tratado at hoje
que estimula os bros dos nobres deputados, maia
do que a voz iraca do humilde orador que ueste
momento ae dirige 4 Aasemola.
Quem garante ao nobre deputa Jo que eos uo
pisamos sobre um vulco e que aconiecimentos
importantes talvez nao esto prestes a se desen-
rolar ? N'i uo somos prophetaa e nao podere-
mos por consequeucia saber aquillo que se tem de
realisar no da de amanb.
E' urna irregularidade, Sr. presidente, um erro
ao encarando j debaizo do ponto de vista de
que me veuho de occupar= urna irregularidade,
contra o nosse regiment votar a vorba para
pagameato da forca autea de passar a lei que mar-
ca essa mesma forca.
O Sr. Goncalves FerreiraA maioria ae appro-
var a verba relativa forca publica, j tem com-
binado votar o projeeto de forya d-.'utr j dos limi-
tes da mea na verba.
O Sr. Jos Mara Mas aquellos mesmos que
votarem boje a verba, amanha podem mudar de
opino, conforme a discussao travada nesaa casa.
O Sr. Gaspar de OrummondCom a apresenta-
co do projeeto, poderiam tambera mudar de op-
uio.
O Sr. Jos MaraMas, depois de votada a le
de forca, pso/acto est determinado o quantum da
despeza que se dever fazer e seria incluido esse
quantam sem mais duvida no orcamento.
(Apartes.)
Eu tenho por costumo nao dizer : -deate pao
nao comerei, desta agua nao beberei. Tado no
mundo possivel.
Nao vejo, Sr. presidente, desar pan V. Exc. em
aceitar o requerimento da mnoiia da assembia
provincial, porquan'o ahi ae estipula o praso den-
tro do qual deve ser adiada a discussao do orca-
cameuto provincial, e o praso este : at a apre- 't
sentacao e votaco do projeeto de lei de forcas.
O Sr. Costa RiberoSem duvida. Eita urna
data certa, determinada no regiment.
O Sr. Jos Mara V. Exc. sabe que ha um
praso 6xj. dentro do qual as commiasoes devem
apresentar seur trabalbos.
Se a commisso anda nao cuinprio oseudever,
V. Exc. deve obrigal-a assim proceder.
O praso est finio no reqaerimento, j o dis-
V,
io Goncalves Ferreira.Coelho de Moraes.Go-
mes Prente.
N. 104. Aoa ns. lie 12 da tabella de repar-
tico, diga-se em lugar do que est no projeeto :
emprezas anonymas ou agencias destas, inclusive
a Couopauhta do Beberibe 2:0.0*. Coelho de
Moraes.Gouclves Ferreira. Gomes Prente.
N. 120. Ao 26 do art. 2, 4:000*, para a
compra de urna casa que sirva de eadeia e asa
da cmara na villa de Muribeca.Lourenco de
S.
N. 121 Ao 26 do art. 2, 19:500* para con-
strueco de uma :nt* sobre o rio Pirapama, no
lugar denominado Junqueira hugmentando-se a
respectiva verba Lourenco de S4.
. 122. Illuminaco publica, additivos.
Villa de S. Miguel de Ipojuca 12 lampeoea.
Lonrenc) deS.
N. 123. Illuin naci publica, SS additivos.
Villa de Nossa Senhora do O', 10 lampeoea.
Laurneo de S.
N. 124. Illuminaco publica, g additivos.
Cidade de Cabo com 20 lampeoea. Lourenco de
S.
N. 125. Onde couber, 20:000* para a acquis-
co de uma casa em 'aboato que sirva para ea-
deia.Lourenco de S.
N. 126. Augmaute-se na verba illuminaco pu-
blica a quautia uecessaria para a collocacao de 20
iampedea na villa de Munbeca Lourenco de
S4.
N. 127. Onde c nvier. 15:000* para se faier a
estrada de Iprjuca 4 /illa do meamo nome.lou-
renco re S4.
N. 128. Depoia do 68 accresccnte-se, 69
Instituto Vaccinieo 5:4U0*.L urea; de S4.
N. 329. Supprma-seo 8 do art. Io. Lourenco
i Si.
N. 130. Ao 3 do art. Io, em lugar de 8 /
diga-se 4 o/0.Lourenco de S4.
N. 131. Suppnma-se a emenda n. 3, approvada
em 2a discussao. Lourenco de S4.
N. 132. Ao 27 do art. 2. 1:200* para con-
strueco de um chafara na foute d'agua potavel
existente na villa de Pauellas. Ferreira Jacobi-
na.Lustosa.
N. 133. 15:C00* para a ponte da Jaqueira, no
rio Pirapama.Vis.-oude de Tabatinga.
N. 134. A) 26 art. 2. Com a canstrneco de
uma poute no rio Pirapama, no lugar Pirapama,
8:000*, augaientando-se a respectiva verba,
Barros Barrotro Juuior.
N. 135. Fica em vigor o 8 do art. 7 da lei n.
1713 de 1882, na parte que se refere ponte
sobre o rio Ipojaea, em Salgado.Barros Barretto
Jnior.G. de Drurcmond.
N. 136. Fica em vigor o art. 14 da le n. 1786
de 1883.Lourenco de S.
N 137. Ao art 3o. Fica em vigor o 3" do art.
14 da iei n. 1786 de 1883.Lourenco ae S4.
N. 138. Ao art. 3. Fica em vigor o art. I'"* da
lei n. 1786 de 1883.Lourenco de Sa.
N. 139. Ao art. 3. Fica em vigor o 2*
do art. 27 da lei n. Iz61 de 1877.Lourenco de
S.
N. 140. Substitutivo a emeuda n. SO p-laseguin-
ts: deve do o governo rever o contracto no intuito
de melhorar o servico da compaohia e mauter a
obrigaco de uma via^em por mez ao forte de Ta-
manaar e 15 .ira do Rio Fomo6o; uo podendo o
preco da passagem exceder de tres mil res e de-
vendo demorer-se ueste ultimo porto, pelomenos
seis horas.ti. Je Drummoud.
. 141. A> 33 do art. 2o, accrescente-se no
final : a cargo do mijor do meamo corpo e qae
ser de 200*000-G. de Drummoud.
N. 142. A- 16 do art. 1, 200 es por kilo de
fumo de qualquer qualidade e a ua preparados, qua
forem importados para a provincia, 800 ris por
centos de charutos e 160 ris poretnto de cigarros
igualmente imporiidis.Goncalves Ferreira.
Gomes Prente.-Coelho de Moraes.
N. 143. Jnde couber 6:000*000 para construece
de um caes uo Varadouro em Onda.Dr. Joo
de S.
N. 144. Ao 40 accrescente-se: 1:500* cara a
illuminaco da cidade de Jaboato, ficando o
governo obligado ollocacao de pontea e lam-
ptea. G- de Drummoud. Barros Barretto
Jnior.
N. 145. Ao 40 accrejeeute-se : mais 12 lampees
para a estrada do Encanamento em Parnamairim
a partir dessa pstaco, ficando o geverno obrigado
collocaco dos postes e lampees.G. de Drum-
mond.
S. 146. Ao art. 2o onde couber : 100*030 para
pagamento a Gaapar Cavalcante Perea Campello
de 10 mezee ce alaguel la caaa qae aei vio de
quartel em .Seriuhem.G. de Drumnrand.Bur-
ro Barr-to Jnior.
N. 147. Da verba deatiuada a obras publicas,
applique-ae o que for nrcessario para compra de
urna casa que airva de cadeira em Jaboato.So-
phrouio Portell-t.
N. 148. Aog 27 doart 2', incluav- a despexa
para cooaerv-.co do editieio provincial cito na
Agua Branca do termo do Qupap da comarca de
Panellaa.Jacobina.Luatoea.
I. 149. Ao 67 da art. 2 accrescen'e-s.>:
20Q*0U0 para pagar ae o subsidio do debutado
Herculano Bandeira.Coelho de MoraesGanes 1-
vea Ferreira.Gome Prente.
para o adamento daa diacussoea, e tem por Gm ae, at a apreaeutaco e votajo do projeeto
de f rea.
O projeeto tem necessariamente de ser apresen-
tndo, ha de ser presentado emjuanto a aaaein-
bia estiver aberta, c portanto, o adamento da
diecusso do orcamento proviuial, approvado o
requerimento continuar.
Por consequeucia, est4 fizado o praso.
Eu espero que, em vista das consideracoes que
veuhe de fazer, V. Ezc. aceitar o requerimento.
O Sr. PresidenteNao posso acetalo, porquan-
to o art. 75 do regiment expresso.
O Sr. Jos ManaNeste caso peco a V. Exc.
que me devoiva a requerimento, afim de fizar nelle
o praso como V. Exc. entende.
V. Eic. arbitrario c cabecudo, por consequon-
cia outro remedio nao ha seno proceder asom.
O *r. Cunta BibeiroSr. presidenti*, nao
posso deixar de tomar parte n'esta questo de or-
dem, seno para conseguir de V. Exc. a quem
alias muito respeito, que modifique a sua deciso,
ao menos para justificar o meu proeadimento, man-
dando 4 meza esse requerimento de adamento, do
qual fui o primeiro signatario.
A questo de que trata o requerimento exacta-
mente umadaquellas que eu tiaha de suscitar, en-
trando na 3' discusss do orcamento. Dei-me
pressa cm mandar 4 meza o requerimento para que
elle pudesse desde logo ser lido e apoiado, e, assim
procodendo, bem longe estava de esperar que V.
Exc, a quem attribuo a intenco de sem ore pro-
ceder com justica, respeitando os nossoa direitos,
deixasae de aceital-o por ser contrario 4 disposico
do art. 75 do regiment.
O Sr. Presidente V. Exc. permita que cu faca
uma pequea cbaervaco.
O art. 138 do regiment determina que todas
as queates de ordein que occorrerem durante a
sessao de cada dia sero decididas polo presidente
da meza; e ae, pirventura, qualquer deputado nao
concordou com a solucao, poder interpor recurso
para a Assembla. E' o caso de que se trata.
Nao ha, pois, nada em discussao.
O Sr. Costa RiberoV. Exc. ha de peimttir
que, desde que son signatario do requerimento,
diga algumaa palavras justificando-o, isto mos-
trando que nao eat em termos extra-regimentaes
esta exigencia impedir o adamento indefeoi io ;
mas o requerimento de que se trata, deteimina o
prazo ; est, portanto, de accordo com o regimen-
t, (apartes).
Determina o prazo, desde que diz : Requeiro o
adamento at a apreaeutaco e votaco do pro-
jeeto de terca policial.
Se nao tivesse essa determinaco, esse limite,
V. Exc. estara no aeu direito, nao accitando-o,
mas asaim commette urna violencia, porque como
prove, o requerimento estipula o prazo, embora
nao diga expressamente de quantos das deve ser
ease prazo. A Assembla uo pode encerrar se
antes de haver passado a le de forja, por conse-
queucia o adamento nao ser udefcmdo, que o
que quiz evitar o legislador.
Eu pergunto a V. Ezc. se no orcamento ae
marca verba para a forc. publica, e em virtude
de que lei se marca essa verba antecipadamente ?
A Assembla pode saber emquanto importar as
despezas a fazer com a forca publica, antes de vo-
tada a lei que tem de marcar o numero de solda-
dos de que ella se deve co'opr e o sold desteo e
vencimentos dos officiaea ?
Pde-se, por ventura, prever o que a respeito
resolv-r a Assembla ?
C'uheceinos us, por ventura, o que pretende
apresentar a respeito a llustre commisso incum-
bida da apresentaco desse projeeto ?
Coohcce a Assembla a disposico da sua maio-
ria, com relavad a esse projeeto anda para na
desconhecido ?
Como pois, que se hade votar o orcamento,
em que ae determina a despeza para o pagamento
deasa forja, ae anda nem ae quer o projcto toi
aprsenla I ?
Em que poca, nesta Assembla j se vo'ou o
orcamento, antes de se ter votado a lei de forja ?
V V. Exc, Sr. presidente, que assste a nos
minora na Assembla, toda a razo na apresen-
taco deate requerimento.
O Sr. Gaspar de Drummond A commisso de
torca, declara que nao uugmeuta despeza.
Sr. Jos MaraA declaraco do illustre de-
putado, nao bastante, porque, embora V. Exc.
de va contar com o apoio da maioria, nao pode ga-
apenaa easaa mal ceuatraidas, sem aeguranca, es-
curas, immundas e insalubrea.
A cidade de Bezerros ae re.ente da falta de uma
eadeia ; ella apenas tem, que serve de eadeia, ama
mei'agua, ato urna maia caaa, porque penas
cem a ooberta com um t declive para aa aguas
pluviaea.
E' esta, 8r. presidente, a casa que aerve de ea-
deia naquella cidade ; alin de aceuhada, de falta
de aeguranca, immanda e inaalabra, nao eat naa
condicoea da Constituico.
E por que aou neceasdade ndeelinavel nma
eadeia nos termos e comarcas, e eu vejo que a pro
vincia pelas suas ms circumatanciaa nao pode
dispende.- 10 ou 20 contos com uma casa para
esse fim, mandei esta emenda aut-irisando o pre-
sidente da provincia a diapender at a quantia de
6 contos para a compra de uma caaa naquella ci-
dade que airva de eadeia, e qua offereca melho-
rea conaicoea do que aquella mei'aguu, que nao
tem segaranca abaolutamente nenhama, e nem ea-
paco sufl.'iante.
E aasim, Sr. presidenta, nao s se compre um
dispositivo da constituido, coma at am meio d
nao estarmos aqu ouvindo todos 04 das reclama-
coes contra as autoridades policiaea, que na falta
de caJeia se aervam de troneos para guardar pre-
sos.
Em uma das ultimas sessoes o mea illuatre col-
lega, e amigo, deputado pelo 2o diatricto, que se
aenta na bancada opposta, levaotou uma grave
aecusaco contra as autoi idades policiaea, porque,
mettiam individuos em troncos.
Mas, aenhorea, onde nao ha uma caaa que 8rva
para recolher com aeguranca 08 presos, o que ha
de fazer dcllea a autondade policial ?
Ou ha de raettel-os em troncos, on ha de atal-os
com cordas, ou acorrental-as, o que certamente
muito peior.
E para que o mesmo se nao d na cidade de
Beierros para evitar a faga do presos, alguna alias
de importancia, dos que all so aehan recolhidos,
que apresentei esta emenda, e espero que seja
approvada.
Me parece que v3ta da necessiJade urgente
e palpitante desta providencia nao vai aggravar
as circumstaacias da provincia esta pequea
quantia.
O Sr. Gomes PrenteD' uma desoeza necea-
saria.
O Sr. Rosa e SilvaSeis contos de ris uma
bagatella que pouco influe ; entretanto que se vai
fazer um grande beaeficio, se satisfaz urna neees-
aidade urgentissima, e se cumpre una determina-
cao da lei.
Passaiei agora emenda n. 91, que diz : (10)
Antea, Sr. preadente, de entrar na materia
desta em ouda, eu devo fazer uma declaraco a sa-
ta casa.
Nao posso aceitar a theoria de se laucar impos-
tes sobre os ordenados d;s emaregados pblicos ;
nao posso aceitar ssmelhante idea. Mas em vir-
tude do estado precario, ditficil mesmo cm que es-
t a provincia, declaro que voto pelo artigo, lau-
cando, porm este protesto .para que se nao diga
amanb que eu aceitei de bom grado uma doj tri-
na que condemno.
Feito este protesto passo materia da emenda
relativa aos membros desta Assembla.
Sendo, Sr. presidente, a Assembla Provincial
obrigada pelo art. 11 9 do acto addiconal a va-
lar na g'iarda e execuco das leis, nao possivel
que esta assembla seja a primeira dar o exem-
plo da infraeco da le, que v infringir a lei, lau-
cando um imposto sobre o subsidio dos deputados
proviuciaes. Esse imposto ante constitucional.
I-'or essa razo, e comente por ella, que eu
apresentei a emenda, que su8teato.
A Assembla Provincial, como disse, que deve
ser a primeira a velar na guarda e execuco das
lea, nao deve ser aquella que v iufgrinir a mes-
an lei.
Na pelo quantum do imposto que eu apresen
rantir que seu projeeto, nao scfFrer alteraco. E' para nao ser aceito, e lavrando o meu protesto,
de pr. sumir isto, maa nao ser urna uouaa nunca I Nao ap .ellarei para a maioria, porque sei que
vista se o succeder. mea appello uo teria provimento a vista das deci-
O regular votarse o orcamento, depois de ve- aes aqui temadas peloa nobre3 deputados. Mas
tada a lei de forca. Antea da apresentaco do desde que ae tratade uma questo cm que figuro, eu
projecro, antea de ter sido convertido em le, nao | que uao posao recorreita eaae meio porque nao me
pode a Aaaembia marcar verba para pagamento
deesa despeza. Oa nobres deputados j sabem
que qualquer que seja o projeeto ser approvado ;
oa nobres deputados aabem que a sua maioria, em
hypotbcse alguma reagir; maa para que expr
aasim oa seua amigos ?
Ao menos fing, senhores !
Para que essa ostentaco de forca ? para que
eaae uxo desmarcado de podero ? Os nossoa ami-
gos obedecem pasivamente 4s vossas ordena, nao
reagein ; vos sabis disto, mas para que ao menos
nao guardis aa conveniencias? Na veles que
isto tambem oe deagosts, e fere-lhes o amor pro-
prio?
Que conveniencia ha em marcar-se antes de ser
apresentado o projeeto de forca a verba destina m
ao pagamento dessa inesma forca, quando, se nao
de presumir, pode todava succeder que o pro-
jeeto apresentado pela cominisso Bija modificado
esta casa ?
Se oa nobres deputados da maioria constituem
nma manada de carneiros, que vota inconsciente-
mente, obedecendo 4 voz do nobre deputado pelo
1 districtj, senhores, nao proprio, uo decen-
te que ei-tejis fazendo alarde dessa fraqueza los
nossos collegaa. Guardai ao menos as apparen-
ciaa.
Que vantagem ha nesse toque de corneta ante-
cpado ; para que expr-se oa bnoi da maioria da
Assembla ?
F'ojam ao ranos os nobres deputados que s-us
collegas tem independencia, que votam segn i o
suas conviccoes, que dirigem-se pelas auas cabe-
cas. O que se pretende fazer o mesmo que di-
zer ao publico que os deputados conservadores
obedecem cegamente, servilmente a voz do mando.
O Sr. Gaapar de DrummondV. Ezc. affirmar
que nao tivesse ouvido os meus collegas ?
O Sr. Jos Mara Pis V. Exe. andou como
ceg de porta en porta, ouvindo a respeito oa seas
amigos? Nao ht tal ; isto uma tangente. V.
Exc. muito hbil, eu o coubaco asss. Fing ao
menos, por amor dos brios da Assembla.
Senhores, fing ao menos por amor dos bros da
maioria da Assembla Provincial de Pernambuco.
fiajam os nobies deputados qae a cousa feita
aqui regularmente, por accordo mutuo,, mas nao
denunciein que a cauda obedece cegamente, como
14 fra se diz, voz, 4 ordem de quem tado pode
nesta casa. Dirijam os noDres deputados que
sao chefes, os seus collegas por outra forma ; fa-
cam com que alies aigam pelo camiuho que Ihea
fr designado, obriguem-n'oa a nao sabir da raa
que lhes taz aaaignaLJa ; mas ao menos nao drem
a entender 14 tora que essea s-.ua collegaa nao tem
vontade, que esaea seas collegas obedecem por es-
ta forma. Facam aa cousas coastitucionalmeute :
tenbam ao menos oa nobres deputados a caridade
de nao expr por esta forma os seut Ilustres col -
legaa.
O Sr. Goncalves FerreraOs brios da maioria
da Assembla nao precisara de ser estimuladoa.
O Sr. Jos T4ariaNem eu procuro estimular
oa brios da rtaioria da Assembla Provinciale
Mae o que indubitavel que, antes de ser apre
sentado o projeeto de torca, vota-se a verba desti-
nada para essa mesma forja sem ae dar mnima
aatisfajo 4 Assembla, o qae qaer dizeroa de-
putados da maioria aero obrigados a votar pelo
projeeto que aqui fr apresenUdo, e iiso, forja
confeesar, nao abona muito oa crditos deaaea de-
putados, cujo voto j antecipa*, mente couheei-
aproveitaria quero ao a enoa deixar aqui ceaagna-
iiS algumas palavras, fizando a verdadeira iuter-
pretajo do legiuiento nesta questo. Nao posso
submetter-me resignado a uma deciso injusta.
Se ficarmos silenciosos, aunaba se ha tirar daqui
o argumento de que nos callamos porque reuonhe-
mos a justija com que V. Ezc. procedeu.
V. Ezc. nao pplicou bem o art. 75 do regimen-
t, porque quando elle diz que nao se proporo
adiaisentos indefinidos nao qaer exigir que v no
requerimento marcado lateralmente o numero de
das ou semanas, basta que o adamento,se retira
a um facto, a uma epocha, para nao ser um ada-
mento indefenido.
E adamento que propuz refere-sc apresen-
taco do projeeto de forja polica), que segundo o
regimanto tambem um facto certo, que uecessa-
riamente se deve'dar nesta sessao.
O Sr. Presidente faz uma cbservaco.
O Sr. Costa Ribero*Eu quero que V. Exe. me
ensine se de boje em dante s posao apresentar
requerimentos de adamento marcando dase horas
com toda a preciso.
O Sr. PresidenteMas este o procedente es-
tabelecidona casa.
O Sr. Costa RibeirsNao isto o que diz o re
gimento.
O Sr. PreadenteA mesa nao acceita requer -
meatos por tempo' iadetnido.
O Sr. Coata RibeiroEste procedimiento Sr.
presidente, nao honra a Asse nbla Provincial de
de Percambuco, (apuiados da apposijo) o reg
ment tem tolos os dias uma interpretaju ou
antes lettra morta e se V. Exc. entendeque aasm
deve ser preciao oqje declare para que eu aaiba
como devo proceder de ora em diante. Fico aa
beodo que duixa de aer determinado o tempo aubor-
dinado a nm facto que necesasnaa ente acontece-
r, salvo ae esto resolvidos a nao apresentar o
projeeto de forja policial
J disae o que julgo suSiciente para justificar
a minh t reclamajo ; nao irei ..dante.
O Sr. Jos Maa e outros Srs. deputados muito
bem.
Vem mesa, lido, apoiado e entra conjuucta-
mente em discussao o seguinte requerimento :
Requeremoa e adamento da 3* discussao do pro-
jacto de orjamento provincial por 10 dias, at que
aeja adoptado o que houver de fixar a forja poli-
cial. Costa Ribeiro. Jos Mara.Baro de
Calar.Ferrera Jacobina.Afionso Lustosa.
Juvenci Mariz.Lourenjo de S.Joo de Oli-
veira .
O Sr. PreMdcutj Tem a palavra o Sr. Ra tia
e Silva.
O Sr Bata e SilvaSr. presidente, venho
tribuna dizer algumas palavras em justificajo
das duaa emendas qae apresentei na 3* diaeusso
do orjamento provincial uma das quaes tem o n.
88 a a outra o n. 91.
Comejarei pela primeira que diz o seguinte ():
E' inconteatavel, Sr. presidente, que todos oa
termos e comarcas devem ter uma eadeia pora re-
cluso daqo.-.'lles que forem presos por baverem
comaiettido crimes, ou para correceo policial.
Infelizmente, porm, raro o termo oa comarca
do centro que tem uma eadeia, e o que tem uma
casa a qae ae chama eadeia nao aquella eadeia
couatruida naa condioes do 21 do art. 179 da
Cinatituijo do Imperio, que manda que as cadeias
aejam seguras, limpas e arrjadas.
Ora, no centro poueae ao aa cadeias qua se
tei a emenda; acbo que o imposto pequeo,
supportavel ; mas porque entendo que a Assem-
bla Provincial nao deve dar o mo exemplo ; uo
pode decretar este imposto, sem offender o acto
addiconal.
Compctindo a ella, cm virtud: do acto addicio
nal velar sobre a guarda e execujo das leis, de-
ve ser a primeira a zelar essa attnbuijo.
O* deputados, coma V. Exc. sabe, tecn uma
diaiia, mas uma diaria marcada por uma lei
constitucional, e estabelecida na legislatura ante-
rior. Ja xi, portanto, a casa, que essa diaria nao
pide ser tributada, sob pena de praticar-se um
acio inconstitucional. Por esse motivo mandei a
emenda e pens quo a teuho justificado suificien-
temente.
E' encerrada a discussao.
E' adiada a Ia discussao do projeeto n. 100 de
1886.
O Sr. Presidente levanta a sessao, designando a
seguate ordem do da : 1* parte, continuajo da
antecedente e ra..is : 1 discussao das projectos
Aoreliaao Augusto de Oliveira.
Joaquim Antonio Moreira Jnior.
Mauoel Ciernen ti no Ribeiro.
QAdolpho Coelho Pinbeiro.
Joa Gon jal vea de Medeiros.
Antonio Fernandea da S. Carvalbo.
Submettido o roo a ioterro ratorio reapandeu
chamar-se Manoel Francisco das Anjos, natural
do Rio de Janeiro, 25 annoa do idade, casado,
morador na ra do Socego, onde reside ha treze
anuos, oficio de pintor, aoalphabeto, saber o mo-
tivo porque eat preso, nem ter o qu8 oppor e
testemunhas, e que nao pratcou o furto de que
acensado.
Fei desenvolvida a accusaoo pelo Sr. Dr. Oli-
veira Escorel, qae sustentou o libello.
Provou que o reo fizera arrombamento na cerca
do quintal da casa de Bernardo d'onde retirara
aa aves, e que fra preso em flagrante qaando fa
ia com e roabo as mos. Provou mais, que o
reo perpetrara o crima noite pelo que pedia a
sua condemnaca no grao mximo do art. 269 do
cdigo criminal.
O Sr. Dr. Vianna bazeou a defeza negando,
qae hoavesse a flagrancia, por quanto o reo nao
foi preso quaado fazia (se fez) o furto, e aim mui-
to depois. Isto provou com o depoimento de Ce-
cilio, que foi quem prendera ao reo. Tratou com
mterease deste ponto da defeza, porque, quanto
ao arrombamento da cerca j ae achava a asse ve-
nci desse facto destruida pela pronuncia .
Em vista deate arga ata e de outros em que
abandoa pedio ao conselho que abaolvase o reo
per pereinjijo de acjo ao pseunheceado a fla-
grancia.
O coaselho retirou-8e para a sala secreta; don-
de passado8 30 minutos, voltou trazendo a absol-
vilo do reo, por perempeo de acjo, visto nao
reeonheeer a flagrancia.
Vapor Ingles TaoaarPor telegramma
expedido a Agencia da Real Malla nesta cidade
sabe se que o paquete inglez Tamar, que d'aqui
sabio no da 15 do corrente com escala por S. Vi-
cente, ebegou a Lisboa ante hontem, 27, 3
horas da tarde.
Vapor coalelroConfirme estava ar.nun-
ciado ebegou hontem pela raauh o vapor Ipojuca
da Companhia Pernanrbucana de volta de sua va
gem aoa portos do norte.
Os jornaea de que foi portador nao trazem no-
ticias de interesse.
DenunciaNa Parte Official publicamos hoje
a integra da denuncia do 1* promotor publico, Dr.
Freitas Henriques, contra o inspector da The-
snuraria de Fazenda, Antouio Cactano da Silva
Kelly.
Hez Mariano Durante o prximo mez
ter lugar esse santo exercicio na igreja da Madre
Deus e no altar de Nossa Senhora Mi dos Hu-
meas pela madrugada a comejar no dia 30 do cor-
rente.
E* com a Obras Publica* Ao zeloso
director das Obraa Publicas pedimos o obsequio
de tomar um bond, dos que pasaam em fren'e de
sua reparfijo, com o que pensamas, que nada da-
pende, e quando chegar segunda pontesinha que
cobre o canal da initincta fandija Starr, desja.
sente-se em um banco, qae ah existe encostado ao
muro e muito commodamente examine o estado da
pontesinha e veja se nao necessario collocar urna
prancha em substituijo de outra, que cahio
u'agua deizando uma armadilha onde os transen-
tes podem quebrar pernas, se alli passarem des-
cuidados, ou anda mesmo com todo cuidado, te fr
noite.
Ainda ante-hontem um pobre velho foi victima
dessa armadilha e portanto, at caridade, acce-
der o Sr. Dr. director ao nosso pedido e conse-
quentemente mandar fazer o reparo de que ha
necessidade.
VaccinacoContina cargo do Dr. Au
gusto Serafim, membro da juuta de hygieue pu-
blica, o servija de vaccinajo na inspectora de
bygiene, ra do Baro da Victoria n. 32, todas
quartas fei ras e sabbados, das 10 horas da maub
s 2 da tarde,
O dito servijo de vaccinajo ser feito tambem
nos arrebaldes da cidade, comejando no domingo
1 de Marjo, na coveajo de Caxang, s 9 horas
da manh, na igreja d'esta localidade.
FallecimentoPor communicajo tslegra-
phiea foi-nos tranamittida a triste noticia do falle-
cim.nto de Agripina Fialbo, 2o escripturario da
Thescurara de Fazenda da Babia, onde se achava.
Succumbio vict;ma de ttano espontaneo e deixa
sem arrimo duas irmes que viviam em sua com-
panhia e a quem servia de amparo.
Foi por muitos annos empregado na Thesouraria
de Fazenda desta provinci, ondt deixou numero-
sos amigos, que seutiram immenao a aua morte.
Era dotado de seutimeutos generosos, trabalba-
dor e muito exacto no cumprimento de seus de-
veres.
Paz a sua alma.
VinzouseEm S, Bento o individuo Caeta-
Teern sido abundantes as chovas aqu, e se-
guidaa de grandes endientes no rio Serinhem.
Em eatag. s como esta, terna-se o transito,
n'eata villa, difficil e perigeso devido a ficarem
inundadas as principaes estradas.
Qaando com grande trabalho cousegnem os
transentes livrarem-ae doe atoleiros, maia adiante
deteem ae em frente os riachos e vallados que so
eneontram geralmento em todas aa eatradaa qae
vo ter aoa eogenhos circumvsinhos e isto por fal-
ta de uma insignificante pontesinha.
O que mais para notar-se que, sendo esta
villa ama daa maia antigs d'esta provincia, nao
baja para ella um s melhoramento.
Conatantemente lemos nos jornaea immensida-
de de projectos sanecionados pela Aasembla, en
beneficio de outras localidadee.
Esta villa que conta 200 eleitores, porm, uo
ha quem d ella se lembre a nao ser em poca elei-
toral !
. Temos aqui cerca de 30 casas commerciaes e
a'gumas d ellas em boas condijoes de fregueziaa
eom os engenhoa d'aqui e os dos termos visinhoa.
Tambem temos ama boa fera muito concorri-
da o animada, a qual estara em mclhores cir-
eamstancas se os dignos representantes do 7o dis-
trelo voltassem suas vistas para ate status rernm.
e promovesaem alguma cousa em sentido de me-
Ihoral-a.
Compete agora aoa meamos Srs. deputados
d este distncto, apreveitarem o eus jo da Assem-
bla Provincial eatar funeciooaodo, para pedirem
verba para uma estrada de rodagem, que partiudo
d'este ponto v terminar na cidade da Estada.
Ser um grande beneficio que faro a popula-
cao a esta villa.
Em sessao de 24 do mez prozimo fiado, fui
apiesentado pela commisso nomeada o cdigo de
posturas e novo orjamento de 1887 a 1S88, e sen-
do approvado, foi remettdo pela respectiva Cma-
ra ao Exm. presidente da provincia para faz el o
chegar Aasembla Provincial.
Espeainos que estas posturas nao tenhsm
igual sorte da que foi rernettida em 1885.
A' 22 teve lugar a 7 eesao da Cmara deste
anno.
Foi_ demittido do cargo de fiscal Demetrio S.
Gumares e nomeadopara substituil-oLuz Fran-
cisco da Cruz.
Cans-a-nos que tratou se de officiar ao Exm.
presidente da provincia, sobre a creajo de uma
seguuda cadeira do sexo masculino, para esta villa
e bem assim sobre a estajo telegraphica.
Na houve aqui neuhum acto da semana san-
ta, mas em compensajo temos todas as sextas-
feiras a adorajo ao Crucificado no convento
de S. Francisco e o terjo na igreja do Lvra-
mento.
Urge providenciar a q-iem de direito for, acer-
ca de troco para o nosso mercado, que nos tem
causado grandes embarajos nos das de feira.
Directora da obra de conserva-
fo do portoBoletim meteorolgico do
di* 27 d- Abril de 1887 :
Horas
6
9
12
1
6
1 9 *
fi<= o
o q a
3
o o M>
r31
H __
25 -8
28 -6
29- -9
2S"- -7
26- -1
Barmetro a Teaao
0 do vapor
759ro79 19,04
76 inK.13 19,90
760'" 76 19,96
759 759">73 19,36

-a
3
O
g
1;
68
63
67
T
ns. 62 de 1886, 27 e 32 deste anno, e 2a do de n. no Alves de Araujo, sem duvida confiando na sua
20 de
dente.
l"iSl; 2 parte, continuajo da antece-
KLVSTA DIARIA
do, Gcsndo asaim no dominio publico que aquillo acham nestas conuco: c, nao sei mesmo se alguma
jae se tem de fazer posteriormente para ingle* [ baveri acatas ceadijSes ; qae ha por alli sao |
TeleirammaS. Exe. o Dr. presidente da
provincia receben ante-hontem de S. Ezc. o presi-
donte do coas lho o seguinte telegramma .-
Sua Magestade o Imperador deixou boje a fa-
zenda Aguas Claras e reculbeu-se par conselho dos
mdicos ao pajo de S. Christovo.
O sea estado tem incinerado e nao inspira
maior cuidado.
Aembla Provincial Funccionau
hontem sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Man oe1 de Barros fYanderley, tenda comparecido I
27 Srs. deputados.
Foi lida e approvada sem debate a acta da ses-
sao antecedente.
Nao houve expediente.
Approvaram-ae: um parecer da commisso de
redaejo sobro a do projeeto n. 12 deste anno e
outro da de orjamento provincial pedindo infor-
majes sobre o requerido pelo gerente da The
Nor'h Brazilian Sugar Factonca L mted.
Orou pela ordem o Sr. Joa Mara.
O Sr. Ferreira Jacobina enviou un requeri-
mento, que foi lido e apoiado, ficando sobre a mesa
afim de ser opportunamente discutido, indagando
mbre se foram feitas as devidas communicajes
relativamente ao lugar em que se subnergio o va-
por nacional Baha.
Rejeitou se o requerimento do mesmo Sr depu-
tado sobre o desacato soffrido em S. Lourenjo da
Matta pelo redactor Fortunato Pinbeiro, orando o
Sr. Jos Mara.
Adiou-se por 24 horas a pedido do Sr. Goncal-
ves Ferreira o requerimento apresentado na sessao
pelo Sr. Ferreira Jacobina, que orou.
Passou-se 1* parte da ordem do dia.
Adiou-se pela hora a 2' discussao das emendas
ao projeeto n. 22 deste anno (orjamento munici-
pal) tendo orado os Srs. R go Borros, Prxedes
Pitanga e Jos Mara.
Passou-se 2* p.rte da ordem do da.
Veio mesa e foi rejeitado um requerimento de
urgencia dos Srs. Joa Mana, Joo de Oliveira e
Bario de Itapissuma, pedindo preferencia para a
discussao do projeeto n. 24 deste anno (dividas de
ezercicios findosj.
Eocerrou se depois de orarem os Srs. Coata Go-
mes, Rosa e Silva e Jos Mara, a discussao das
emendas ao projeeto n. 34 de 1886 (illumnajo
da cidade do Recite) aendo apoiado am requeri-
mento dos Srs. Jos Mara e Juvencio Mariz de
adiamanto da diacusa por 24 horas, nao ae vo-
tandopor falta de numere.
A ordem do dia : 1* parte : continuajo da
antecedente ; 2* parte : 1' discussao dos projectos
ns. 23; 68 e 2 do de n. 40 todos deste anno e 3'
do de n. 23 de 1886.
Tribunal do Jury do BeclfeFoi hon-
tem julgado o reo Maaoel Francisco dos Anjos
pronunciado no artigo 257 da cdigo criminal por
ter furtad* na noite de 23 para 24 de Maio do an-
no passado dous pers, tres galliohas e urna par-
jo de ceblas Bernardo )>omingues da Silva
morador na Casa Forte. Qaando depois de ter
arrombado a cerca do quintal da c aa de Bernar-
do, vinha para esta cidade condazindo a presa foi
apprehendido pela polica, que considerando o ac-
to como flagrancia fez lavtar o competente auto.
A prometoria publica baseando-se no inquerito
deu a deauncia eontra o reo pelo crime de roubo,
maa o juiz reapectivo reeonhecendo que daa pro-
vas dos autos nao resultara ao reo a culpa do
crime de rotibo prouuncou-o como ocurso oa ar-
tigo 257 do cdigo criminal por crime de furto.
Compoz-se o conselho dos aegumtea Srs. jaizea
de facto ;
Joo Cavalcante Moreira Campos.
Jos Guiherme da Silva Duarte.
Antonio Gomes Leal.
Franciaco M. da C. Paee d'Andrade.
Manoel Joa de Sant'Anna Araujo.
Ageito Honorio B. de Menezes.
superioridade de sexo, esbofeteou a Cecilia Mana
do Amor Divino com quem tivera uma altercajo
desagradavel.
Esta, para restabelecer o equilibrio das forjas,
munio-se de uma faca de ponta e provou ao aeu
offensor, oue nao se dovia desfeitar assim a ama
mulher e presenteou-o com uma facada.
O delegado de polica iutervcio, viatoriou o of-
fendido, fez recolher a priso a valente mulher que
que havia sido presa em flagrante, e abri o com-
petente inquerito policial.
Fe-rimentoNoengenbo Lavradinhe, do dis-
trito de Preguija e termo de Palmares, Manoel
de tal ferio a um escravo do rendeiro do mesmo
engenho, evadalo ae em seguida.
Foi vistoriado o escravo a requerimento do
mesmo rendeiro e abrio-se inquerito sobre o
facto.
Morte repentinaAnte-hontem as 6 horas
da tarde, no largo do Aisenal, Thomaz de Aquino
Espirito Santo, pardo, solteiro, fei accommettido
de um ataque e morreu momentos depois.
Couduzido o cadav r de Thomaz para casa de
um seu cunhado na ra de S. Jorge, all compare-
cea o Dp. Souza, qae declarou ter sido a morte
produzida por poeuraorrhagia.
Conseco de Incendio Anteh9ntem s
11 horas da noite na ra da Madre de Deus e no
predio n. 3 onde tem hotel Manoel Alves Pitla,
manitestou-se um incendia que teria tomado serias
prop ircoes, se nao fosee em tempo visto pelos guar-
das cvicos n. 31 e 34 que aquellas horas ronda-
vam a froguezia.
Avisado a douo do referido hotel, que com sua
familia dorma no 2." andar d'aquele predio e
aendo elle auxiliado pelos mesmos guardas e mais
pessas de casa, conseguio extinguir o incendio
que principiara em uma barrica de lxo que estava
junto da eacada do sobrado.
TintaA Pharmacia Central ra do Impe-
rador n. 38 euviou-nos um frasco de tinta preta,
inalteravel e communicativa, de sua cumpoaijo e
que excellente para copiador, pois d diversas
copias com nitidez.
Agradecemos.
Ferro-la do BonitoA directora dessa
estrada de ferro convocou os respectivos accio-
nistas a se reunirem em assembla geral extraor-
dinaria no dia 12 de Maio prozmo, s 11 bciaa
da manli no 1. andar do predio n. 73 a praja de
Pedr) II afim de deliberaren! sobre a parte do
augmento do capital que est realisado e acerca
de modifica jo dos estatutos.
BeneficioFaz amanb beneficio no thea-
tro San :a Isabrl, com um escolhido programma o
baixo da campanhia de zarzoelas D. Joa Ramos.
Interamente conhecedor da arte que profesas,
o Sr. Ramos um bom artista que trm sabido
conquistar as" aympatbias e applausos do publico,
pelo modo correcto porque sempre interpreta as
partes de que se encarrega.
Reunindo as quaiidades de artista inteligente
e conscieucioso, s de cavalheiro, o beneficiado
merecedor de toda a protecjo do publico, que
to justamente o tem applaudido, qelo que acre-
ditamos que a noite de atnauh, t-ira o Santa Isa-
bel uma euchente complots de espectadores.
Pytnou!sa L' o ttulo de uma interes-
sante e vasta coliecjo de versoa e variedadea,
proprias para divertmento na noite de j. Jco,
e de outros santos que ae costuma festejar com
fogos, bolos e sortes.
Est sendo publicada pela redaejo do Bino-
culo, em cujo escrptoiio ae recebem assignaturas
na razo de 1* cada exemplar.
Exercicio* do mea marlanno- Ama-
nb, a 5 1[2 boraa da tarde, tero eomeja na
igieja de N. Sra. da Penha, os t-iedosos excrc
cioa do moz marianno ; contuuaro r.oa outros
dias a serem praticados pela manh, entr. ado o
terco s 6 horas, segainde-se a pratica, e s 7
horaa missa e benjo com o Santisslmo Sacra-
mento.
Serlnnaesnt Envisram-nos desta villa a
seguinte maaiva datada de 24 do corrente :
,_ Oa habitantes d'esta villa ficaram immenso
consternados ao reoeberem a desastrosa noticia do
aaufragio do vapor Bahia.
i einpcn.iuia uiaximaSO",5.
Dita mnima25,25.
Evaporaco em 2i horas ao sol: 5,ra0 : som-
bra : ',"1.
Chuva3,">4.
Direcjo do vento: SE e SSE (eom interrup-
coes de S e 20 rainutosde ESE) de meia noite at
1 hora e 48 minutos da tarde; SSE e S alternados
al 4 horas e 15 minutos (eom interrupjo de 15
minutos SE); &E at 5 horas e 30 minutes; 8
at meia n ate.
Velocidade media do vento : 2">,85 por segundo,
(das 3 huras s 6 da manh 4,nl10).
NVbuloaidadc meda: 0.66.
t,ot leaEttectuur-3e-Do :
Iioje :
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, ra do
Mrquez du Olinda n. 19, de espetaos.
Pe2o agente Brito, As 10 1/2 horas, na ra
de Pedro Alfonso n. 13, de movis, quadros, lon-
jus e .idros.
Amauh :
Pelo agente Pinto, s 11 horas, no pateo de S.
Pedro u. 17, de movis, louca!', vidros e cristaes.
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas ue
24, de predio.
PeZo agente Martina, s 11 horas, na ra Du-
que de Unas u. 66, da arm>.jao e mercadorias
ahi existentes.
Hi** fnebre.Scro celebradas :
Hoje:
A's 7 1/2 horas, na matriz da Boa-Vista, por
alma do acadmico Domingos Eliseu do Amaral.
Amanb :
Sabbado:
A's 8 horas, na matriz de Santo Antonio, por
alma do teneate-coronel Austriclino de Castro Si
Bai reto
A'a 8 horas na capella de Preguijas, por alms,
do teuente coronel Austriclino do Castro S Bar-
reto.
Segunda-feira :
A's 8 horas, ua ordem terceira de S. Francis-
co, por alma de Joaquim Jos da Costa Pinbeiro ;
s 7 1/2, no convento de S. Francisao, por alma
do Dr. Jos Tiourcio Perira de Magalhes ; s
7 1/2 hars, na Conceijo dos Militares, por alma
do coronel Francisco Camello Pessos de Lacerda.
Paesageiro Chegadoa dos partos do nor-
te no vapor nacional Ipujuca :
Joaquim Alouso M. de Almeida, sua seniora,
8 filhos e 3 criados, Liberata E. de Oliveira, Emi-
lio r'ereira de Abreu, sua senhora, 2 sobriuhos e
1 criada, Helena de Abreu, Luis P. de Mello,
Dr. Jos A. C. de Barros, Th aaz Ernesto P. M.,
Manoel Gomes da Silva, Jos Campos, padre Ma-
noel Pereira, Vicencia M. Pereira, Severina Pe-
reira, Dr. Viriato Pereira, '.ntoaio Feneira Di-
niz, Philamena Mara da Conceijo, J. Tobas
Jnior e 3 nufragos do igar norueguenae Com-
r er.
Sabidos para c sul no vapor nacional Ser-
gipt :
Feliz Ricardo da Silv, Pedro A. do Sacra-
mento, Dr. Jos DaDtas de Magalhes, Dr. Luis
Zachsrias de Lima, Dr. Antonio Texeira Fontee,
Dr. Heitor de Souza, Ch les Nilson, Wilhelm
Bruns, Torbyon Jacolsen. Francklin Jos de Au-
drade Pogy, Licinio de Magalhes Tunes, Antonio
Jos Vianna, Argemro Brro30, Dr. Aotonia
Francisco Leite Piodahyba, Alhino Henrique da
Silva, S. Martins, Antonio Fernali, Domingos
Kerriali.
Casa de DetencaoMovimento dos pre-
ses da Caaa de Deteujo do Recife na dia 27 do
corrente ;
Ezistiam434; cntraram 4; sahiram 10Exis-
ten) 428.
A saber :
Nacionaes 384 ; mulheres 16 ; estrangeros 14 ;
escravos sentenciados 7 ; dem procesado, 1 ;
dem de correja 6.Total 428.
Arracoados 381.
Bona 3G0 ; doentes 21 Totai 381,
Movimeoto da enfermara.
Tiveram baiza :
Manoel Correia da Coata.
Herculano Alves das Neves.
Francelina Francisca Maria de Jess.
Lotera da edrfeA 204> lotera da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de....
30:000,000 ser extrahida no dia .. de Mar-
jo.
Oa bilhetes acham-se venda na praca da In-
dependencia na. 37 e 39.
Tambem acham-ac venda na Casa da For-
tona ua Primeiro deMarjo.
Lotera do tlro-Par-A lotera desta
provincia, pelo novo plano, cujo promio grande
40:100^000, ser extrahida no dia 30 do cor-
rente.
Bilhetos venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
ro da Victoria n. 40 de Joo Joaquim da Costa
Leite.
Tambora acham-se venda na Casa da For-
tuna A ra Primeiro de HazcQ u. ":3.
botera da provincia do Paran
A 12* lotera deata provinci*.,pelo novo plano, cu-
jo premio grande de 15:000000, so extrahir
no dia 3 de Maio.
Billetes a vouda na Caaa da Fortuna, ruu
Primeiro de Marjo n. 23, de Martins Fuza & C.
Lotera ata ParatiybaEsji lotera cujo
premio grande de 20;0J0*000 ser extrahida no
dia .. do corrente.
Os bilhetes seham-se i venda na Casa do O



mi


Mario de PernainbttoSej.ta--.eira 29 de Lbril de 1CS7
irwifa Bario 4a Victoria n- 40 do Jo4o Joa-
qaua da Costa Lei te.
Lattria a provincia- \ 15* P*' te da
1 lotera oa beaefcio da Santa Gasa de Miaen-
l 4 Racite, era cxtrahida qaauio for aa-
Os aaetes aesam-M expostos i veada na tbe-
soararia des loteras roa da Bar da Victoria
Ceaaiterl* pabliRO Obituario do da 26
de Abril :
Coronel Francisco Camello Pessoa de Laeerda,
Pernaasaaco, 79 anuos, solteira, S. Jos ; servil-
Peraambujo, 4) aaaos, solteira, Boa-
Vista ; aessotraagia cerebral.
Joao Haraardo de Araujo, Portugal, 23 aanos,
solteira, Boa-Vista ; beriberi.
sunnrilfi. Pernambuco, 3 sanos, Santo Anto-
nio; gaatro entente.
Catbariaa de Oliveira, frica, 80 laiw, soltei-
ra, Boa-Vista ; cachona ail.
Flilin Joaqun de Jeaut, I' -raambuco, 40
iw^ soltdirs, Bja-Vista ; tubrculos pulraona
res.
Joaquina liara da Conc ic-Io, IV-roambue, 20
aanos, solteira, B -Vista ; syphilis.
gueda Miquilina da Aonuociacao, Pernambu-
co, 45 aanos, solteira, Boa-VisU; cancro do te-
ro.
Awlioo Correia, Pernambuco, 22 aonos, soltei-
ra, Boa-Vista ; tubrculos pulin nares.
Laorini) Pereira Guimaries, Pernambuco, 39
aonos,casado. Boa-Vista: pneumona.
Luis de Franca, Poruantbuco, 5 aanos, Boa-
Vista ; ttano.
Teswato Sufiao d i Silva Ramos, Ijruambuco,
52 t1"". easado, K -cife ; uremia.
Amaro Aitoaio de As vedo, Pernambuco, 22
aanos, solceiro, Grac* ; hidropesa.
Plwado, 30 anuos, Grasa ; esmsgamiuto.
Augusto, 5 meses, S. Jos ; spasno.
Um foto, Pernambuco, Boa-Vista.
27
Isuliaa, Pernsmbuco, 7 in.zes, Santo Aatonio;
desintern.
Alfredo, Puruambuco, 5 meses, Boa-Yuta; ea-
terite.
Candida Mara da C racaicao, Pernambaco, 30
annos,casada, Boa-Vista; tubrculos pulmonares.
Jnvina Beraaria da Cooceioao, Pernambuco,
25 sanas, olteira. Boa-Vista ; tuoereulos pulmo-
nares.
Eduardo Nepomuceno dos Santos, Pernambuco,
45anana, casado, Boa Vista; broochite.
Joa Bellarmino de S int'Anna. Pernambuco, 21
anaos, solteira, Kia-Vuta; diarrhea.
CoasCantiaa Maris da Coneeico, Paraambao.
60 aaaos, sol te ir., Boa Vista ; diarrhea.
Marta, Pernambi-jo, 2 meses, Boa Vista ; ente-
ralgia.
Antonio Felixardo dos Santos, Alag**, 32 an-
aos, solteira, B >a-Vista; aneurisma da aorta.
Sinti de Castro Bez>rra, Parabybi, 34 auuos,
casada, Boa-Vista; cancro do recto.
Manoel, Pernambuco, 2 horas, S. Jos; ttano
dos reeeomaseidos.
Cbastentino Cavalcanta de Araujo, 46 annos,
vinvo, traca ; resasttido pelo sublelegado.
18DICAQ0ES TE1S
edleoa
O Dr. Lobo Moscoso, de voitr. de sua
riagesjB ao Rio de Janeiro, conntia do
oxercico de sua prossSo. Consltuas das
10 s 12 hars da manha. Especialdades
eperaees, parto e molestias de g-ohoras e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreta Sampaio d consultas de
mejo-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra i-* Bario da Victoria, n. 51. Resi
deacia roa Seta de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saadaie n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. .23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia raa do Hospicio n. 20.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manha s 2 da
tarde. Eapecialidade : molestias e opera-
j&es dos orgaos genito-urinarios do horneo:
e da soullier
Dr. Joaqaim Louroiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1.a
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Mootero.
Dr. Manad Argollo. Residencia e con-
sultorio roa Duque de Caxias n. 86,' 1
andar. Consultas Has 11 horas s 2 da
tarde nos das uteis. Telephone n. 283.
C*al(erto Homirupsllco
O Dr Miguel Themudo. medioe ho-
moBopatico, tem o seu consultorio ra do
Bario da Victoria n. 7, 1 andar, onde
d consultas diariamente das 12 s 3 ho-
ras. Chamados por eeeripto a qualquer
hora do da M ua noite.
O Dr. Milet mudou sen es jrip torio de
advocada para ra do Duque de Cotias
a. 50, !. andar.
G0HHERC10
B la cs-ininercial
COTA^WS* OFFICIAK3 DA JUNTA DOS COB-
BECTOBES
Beetfe 28 de Abril de 1887
sobre Londres. 90 div. 21 1,2 d. por 1*,
da
Dito sobre dito, vista, 21 1/4 d. por 1*000, do
O preaiaentfc,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U secretario,
Eduardo Dubeoz.
Hu lmenlo bsnrarlo
aacirE, 28 de asan, de 1887
Os baaeos atantiveram anda na balcao a taxa
de 21 1/3 d. sobre Londres.
Vigoraram, aortauto, offljialm-nte as tabellas
segaintas:
Os I ancos mantiveram hoje no balcao a mesma
taza de 21 1/2 d. por 1*000 a-.bre Lindres.
As tabellas, porunto, que vigoraram offi:ir.l
osate ioram estas :
Do Lami* Bank :
Sobre Londres, 90 J. 21 1/2 e visto 21 1/4.
-jobre Pana, 90 d/v 442 e vista 446
Sobre Hanburgo, 90 d/v 548 e 4 vista 551.
Sobre Portugal, 90 d/v 248 e vista 250.
Sobre Italia, vista 446.
votare New-York, vista 2*350.
Do Emglk Bank:
Sobre Londres, 90 d/v 21 1/2 e visto 21 1.4.
Sobre Psris, 90 d/v 442 e a visto 446.
S^bre Italia, vista 446.
Sobre Hambargo, 90 d/v 48 e vista bU.
Sobre New-York, visto 2*350.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 248 e visto 250.
Sobre as priaeipaes eidades de Portugal, 4 vista
866.
Sobro Usa dos Acores, vista 258.
Sobre lias da Madeira, 4 visto 255.
*srasls> Je aaaaear e alsodao
ancn:, 28 de aaan. de 1887
aVsBjsar
Os areoos, pagos ao agricultor, foram os se-
sjajaaas:
o.' heno, por 15 kil s, de 2*010 a 2*100.
3 regalar, por 15 kilos, de 2*100 a 2*200.
3. boa, por 15 kilos, de 2*200, 2*300 e 2*400.
3. sapeer, por 15 kilus, de 2*500 a 2*600.
Braveo turbina pulverizado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
SuJisass, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
Maseavado, por 15 kilos, a 1*200 a 1*380.
Broto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
por 15 kilos, de 840 a 1*000.
Drogara.
Francisco Manoel da Silva ltanos de todas as especialidades pharmn
-auticas, tintas, drogas, productos chimics
a medicamentos hoinceopaticoa, ra do Mar-
ques de Olinda n 23.
rosarla,
Faria Sobrinho A (7- droguista por atta-
cado, ra Mrquez de Olinda n. 40.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapina
de Francisco dos Santos Macodo, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, compra-s e vendo-se madeiras
de todas as anualidades, serra-se madeiras
de conta alheia, assirn como se preparara
obras de carapina por machinas e por pre-
co sem competencia Pernambuco.
Promovel-a-bei, pois e por sao peco aoa
Sr. J. Bastos Se C. tenham a boniade de
esperar me.
O prazo nlo ser longo, mas suffi.-iente
para Ss. Se., reflejtindo sobre os docu-
mentos que exhibirara, verem so ellos, de
um modo-obsoluto respondem negativaunn
te ou n2o rninha iufonnacao perante a
poli a.
Recife, 28 de Abril de 1887.
Joaqun da Silva Carvalho.
PLBLlCiCOES A PEDIDO
Ciyoanaal* Peraambueaau, em S3 de
abril de i*s
Illm. e Exm. Sr. -Lindo no Diario
de Pemambuc9, de hontem, no artigo do
monitor Manoel Ca valan te do Rgo B ir
ros, om o qual articulou ura facto bem des-
a^radavel, como tendo sido praticado pelo
monitor Jos Raphael Soares de Azevedo,
que actualmente exerc9 o cargo de censor
em substituieSo ao eff:utivo bacharel Di >-
go Carlos de Almeida e Albuqucrque, tra
tei logo de sjrn.itc-ar sobre a existan;ia e
veracidado de semelbante facto, e com
toda a prudencia, nao obtendo em resulta-
do pro va alguma.
Longe de mira a proteneao de garantir
a V. Exc, a nao possibilidade da existen-
cia de factos desagradave3 no recinto des-
te estabelocimento, onde toda a vigilancia
pouca; mas asseguro a V. Ex:, que
nos dous mezas e piucos das que admi-
nistro, nenhura se deu da orden daquel-
lo nem dara sem prompta r -pressao.
Suhmetto a esilarcila apreoiajo da
V. Exc. um document pot copia do se-
cretario deste Iustituto, que n-lle reside,
ha quasi um anno, sem nterrupcao.
Deusguarde a V. Exj.Illm e Excn.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. Celso
Tertuliano Fernandes Qaintetta, servindo
de regedor.
Theatro de Santo-Antonio
Os artistas abnito asignados, promotores do es-
pectculo nos nufragos dj vapor BaDia rea-
lisado no thi'str.i Saoto-Aotonio, no dia 2 d<> cor-
rente, vem hoje a imprensa cumprir o seu dever de
grntidSo, sgradecndi aos distinctos cnvallfiros
que arestaranj-SSgratuitameote a auxilial-os oes-
sa tao nsbre e hoarada missao.
Aos proprieurios dj J irnal do Recife, Diario
de Pernambuc e Provincia em haver posto a
diaposicao dod abiixo assignados a< columnas dos
seas jornies para nelles serem inseridos na an-
nuncios do espectculo, ao Sr. Ouarte Coimbra
por haver cedido o theatro, a l/tbograpbia Mi-
randa pela collecco dos bilhntes. ao Sr. Ar.tnt.es
(biiheteiro do theatro), aos Srs. Biptista 6e C.,
pela mobilm par a scena, aos Srs. Silfa Fernn
des & C.. pe i3 cadeiras qie pos a nossa disposi-
cae, a distiocta sociedtde de musct 16 d Julho
que espontanea se offerecsu para abrillianUr a
nnssa festa de caridade, ao muito digno gerente da
Companbia le l mmioacJ > a Gaz, que ceden tndo
o consumo do espectculo, aos seus collegas Jos
Bemardiuo, (ponfo), Antinio Valle, Jeronymo
Silveira, Braga, Tomaxia Lacci, Maria Cjrolina
e Joao de Souza.
A actriz Rosa Maubonca fazendo parte da com-
misso da distribuico dos bilbetes particularmen-
te agradece ao publico que tan benvolo e bondo-
so a acoliten nesto ardua missSo.
Rosa de Mello Maaboufa.
Herminia Coimbra.
Carvalho Lisboa.
Manoel Gomea Machonca.
Pereira d* Lyra.
Augusto Peres.
Joaquim Teixeira.
Antonio Coimbra Jnnior.
Recife, 28 de Abril de 1887.
A memoria do amigo Domiago
Klyseu do A mu ral
E' hoje o 7o dia de teu fallecimento,
Elyseu, e portanto permitte, que com
o coracSo confrangido de saudades, eu
derrame sobre tu a campa algumas lagri
que traluzam fielmente a dr que me vai
n'alma.
Quando contavas apenas 27 annos de
Hade, quando soffrego para voltares ao
seio de tua familia e estreitar em teus bra-
cos tuas estremecidas irms, procurabas
chegar o mais breve possivel ao m que
visavas, quande o futuro aguarda va um
punbado de louros para cingir-te a froate,
eis que tombaste como a sensitiva que fe-
cha as ptalas aos ltimos vapores da
tar-le.. .
Ah !.. amigo, quanto foi cruel a tua
ana !..
A ineiicina, os carinbos de urna das fa-
milias inais pbilantropicas desta cidade (*)
que te acolbeu e onde encontraste todos os
disvellos possiveis, onde foste trstado como
ura filho extremoso, as palavras, os desejos
do teus amigos e collegas que continuada-
mente cercavamte o leito, e de todos fi-
nalmente, que se deb"ucavara sobre o teu
corpo para dizer te ao ouvido as ultimas
pahvras da vida, nada etotim te pode sal-
var............
Sira, amigo, a tua sentenca estava de-
cretada, e hoje que s greja suffraga a tua
alma, hoje que todos os teus collegas con-
gregados chorara a tua desapparijao, boje
que pesa sobre nossos coraces, urna dr
profunda e cruel, deixa que teus amigos
debrucados sobre tui campa laraentem o
dia em que esvaeceste, como as nuvens da
primavera depois das chuvas de invern..*
R-cie, 29 de Abril de 1887.
________________Morpiu Rfskeig.________
t
JoaQQim fla Siira GaiTal&o aoi Srs.
J- Bastos & G.
Para demonstrar a Ss. Ss. quem de nos
inais imprudente e leviano; se eu no que
depoz peranto a polica relativamente a
esta firma, ou Ss. Ss. no seu communica-
do no Jornal de hoje, na parte pou o arna-
vel que a miro se referem, preciso de tem-
po: pois de mister a publicacSo integral
de meu depoimento, o que conseguirei s
mediante certidSo :
O mximo ou mnimo dos piecos sao obtidos
-.-ufarme o sortimento.
Algodao
de Pernambucs e boas procedencias, em tr-
ra, foi cotado a 7j000 (frouxo) por 15 kilos.
Ealrsaas de aaaacar e alaodo
HEZ DE ABH1X
ENTRADAS
Barcacas.....
Vapores.....
Estrada de ferro de Ca
ruar .....
Aointaes.....
Estrada de ferro de S.
Praucisc .
Estrada de Ierro de Li-
moeiro.....
1 27
1 27
l 27
1 28
1 26
1 a 27
3 S
* I
35.126
3.149
7.146
4.636
52.310
2.485
104.852
,i so
I '
J i
aq X
2.481
8.314
283
8.870
3.948
2.319
26.215
Tstente-coronel Aualrlc-l.io de
Caatro SA Brrelo
(CIRCULAR)
Palmares, 25 de Abril de 1887
Illm. Sr.
O partido conservador de Palmares, querendo
dar um testemunho de saudade, religio e amisa-
d ao seu semDre lembrado chefe o tenentecoro-
uel Austriclino de Castro S Burreto, que foi tao
grande em suss dedicacoes, quanto infeliz era sua
earreira de bomem poltico, reslveu fazer o seu
funeral, que ter lugar no dia 24 de Mato, 90* dia
de sen passamcoto, na matriz desta cidade, e para
isto noineou em commissao os abaixo assignados,
que se dirigiudo a V. S-, pedem, aao s o seu com-
parecimento como amigo que foi do finado, como
ainda um obulo para ajudal-os na realisacao dus-
ta obra de caridade, legiao, saudade e amisade.
Os abaixo assignados, sa com o devido respe-
to de V. S. amigos sttenciosos, veneradores e cria-
d.
Fiel de Torres Grangeiro.
Joaquim Lopes da Silveira.
Joilo Pelix Pereira.
Urcino Teixeira de Barros.
Adolpho Firmo de Oliveira.
Jos Prente Olivsira Firmo.
Jonqu>m Auenst-i Xavier da Maia.
compradores, que cuitan lo os bi I he tes todos.....
80:0004 smente dio em premios 48:000/ o que
d para beneficio e despezas a enorme cifra de
40 % muito peior que toda as ootras loteras, que
quasi todas do em premio 70 / como o Para, a
Parahyba e o Paran, a corte, o Rio de Jansiro,
sendo ella portanto, muito inferior a da nossa pro-
vincia.
Outro abaso, estilo se igualmente vendendo aqu
de urna grande das Alagoas que nunca correr
por nao estar de ac .-ordo com o aviso de 7 de Fe-
vereiro, j por nao dar o imposto e o beneficio es-
tipulados sello, etc., que vo a aeree dd 30 |0
quando ella smente deaconto 25, cousa por tanto
impossvel e cintrara a le e anda priocip timen
te porque nao sao os bilhetes inteiros ou frac-
coes relativas a formar inteiros. visto que 5 vig-
simos smente um quarto, dis tur o (hesoureiro
licenca onde essa lice-nca ou autorisacao do Sr.
ministro da tazenda; pura iovencao, por quanto
j toi instado para apresentar essa exeepcao e
nada de novo.
Cuidado, niugaem os compre que isso espe
cular com a boa t dos outros: mais boa f Sr
thesoureiro ; e os vendedores d'aqui seraoleigos ?
O indigaado.
Declarado
AIgoas--noYa pomada
Est venda entre nos mais urna lotera das
r'.lagoas, ao preco de 500 ris cada dcimo : ora,
quem htvia de dizer que para chegar aseusfins o
6.. thesoureiro Manoel Jos de Piuho se lembraria
de tal; tal preco e taes bilhet-s s e s tem por
ri.n lancar urna rJo cojas malhas apertadissimas
colher i grande numero de incautos, e ebegamos
esta conclnso, pjrquanto muitos sem tazerem re-
paro danto naturalmente no mnimo por cada um
1/000, peca que smente descobrirao quando por
acaso teuliam de receber o chamado mesmo di -
uiieiro 50) ris. Sirva isto de prevencSo a todos,
e vejam que quando muito nao deem mais de 600
ris por cada dcimo, tendo ainda em vista os
!* A familia do major Clauno de Al-
moida.
Vapor nacional Sersrlpe
Sabio hontem para os portas do sul, levando a
carga seguinta :
Para Macei :
80 fardos com x^rque. -
Para Penedo:
5 barricas com assuear brancu.
1/5 com vinbo.
2/i0 com dito.
Para Aracaj :
251 fardos com xarqne.
Para Baha :
100 barricas com assuear brauco.
6 ditas com qneijos do sertao.
100 saccas com algodao.
Carregaram diversas.
Banco de Crdito Real
At o dia 15 do mes vindonro, devem os ac-
cionistas do Banco de Crdito Real de Pernam-
baco realizar a terceira entrada do valer no-
minal de saas aec-s, na razia de 10 0/0, levan-
do-a sede do banco, na ra do Commercio n.
34.
Este banco est pagando o seu primeiro divi-
dendo 4 razao de 4/000 por sccao ou 10 0/0 do
valor realisado de cada urna.
O pagamento fas-se na sede do banco, das 10
horas da manha s 4 horas da tarde dos das
uteis.
Nata* da Taeioars dilaceradas
0 recolbiaenCo de notas ilaceradas est sendo
feito na Thesouraria de Fazenda, as tercas e
sextas-feras, das 10 s 12 horas da manha.
Pauta da Alfandeca
SfcM>NA DE 25 A 30 DE ABRIL DE 1887
Alcool (litro) 218
Algodao (kilo) 400
Aosucar refinado (kilo) 151
Dito branco (kilo) 131
Dito mascavado (kilo) 067
Borracha (kilo) 1/26S
Cacao (kilo) 400
Cachaca (litro) 077
Caf bom (kilo) 460
Cafrestolho (kilo) 320
Carnauba (kilo) 366
Cancos de alrodo (kilo) 040
Carviode pedra de Cardiff (-o.) 16/000
Iwuros necios Crpichados (kilo; 580
Ditos salgados (kilo) 500
i Utos verdes (kilo) 275
Farinha de mandioca (litro) 500
Fumo restolho (kilo) 400
Genebra (litro) 200
Mel (litro) 040
M.lho (kilo) 040
Taboados de amarello (duzia) 100/00-)
A directora da Associacao Commercial Bene-
ficents previn a quem ioteressar nossa, que em
a ultima sesso celebrada no edificio da Asso-
ciacao Commercial, foi approvado a seguate, pro-
posta apresentada pelo socio Sr. commendador
Manoel Jos da Silva GuimarSes :
Qac fique a directora da Assocacao Commer-
cial Benefiuente autorisada a fazer a obra que o
predio ncccssita, abriudo urna conta especial e
permanente un livros da Associacao.
< Que seja tirado da receita ordinaria a impor-
tancia precisa para a referida obra, e caso nao
chegue lngara raao do fundo de beneficencia da
Associacae. Para couhecimento de todos os n-
ter -ssados feita a presente deelaracao .
Recife, 26 de Abril de 1837.
Jos Maria de Andrade,
V'ce presidente.
Joaquim Alves da Fomeca,
Secretario.
As abaix i assignadas encarregadas de
promover os sufifragios das almas dos que
pereceram no naufragio do vapor Baha,
os quaes foram celebrados pelas 8 horas
da manha do dia 25 do corren'e, na ma-
triz de Santo Antonio do Recife, v o do
imti jio d'alma agradecer a todas as pessoas
que as r.judaram nessa dolorosa missao,
e com eapecialidade ao Exm. Sr. D. Jos
bispo diocesano, ao Exm. Sr. Dr. Pedro
Vicente de Azevedo, muito digno presi-
dente da provincia, ao Rvm. conego vig*-
rio da fregu^zia, co.-mendador Manoel
Moreira da Gama, e o Dr. Barros Guima-
raes, aos religiosos dos conveatos do Car-
m> c S. Francisco, e ao Illm. Sr. Manoel
Gonyalves Agr, que gratuitamente pres-
tou todo a arraaco para o acto.
Befo, 27 de Abril de 1887.
Maria Tnenpbila de Guimaraes Pcixoto.
Maria Augusta da Costa.
Tnereza de Siqueira Alves.
Nao se engaen,
O terreno alagado qne cooieca da esquina do
Pombal at a ponte, na estrada de Luiz do K'_' .
annunciado veuda em praca publica, pela Fa-
zenda, no da 29 do corrente, nao de inarinha e
s>m proprio dos herdeiros de Maooel Luiz da Vei-
ga, pois este terreno foi vendido pela Fazen.ia
R-al, em praca publica, no dia 7 de Dexembro de
1763, viuva do inestre de campo Jos Vaz Sal-
ga-Jo, e posteriormente vendido pelos herdeiros
deste a Manoel Luiz da Veiga, como j declarei
pelo Jornal do Resife ns. 202, 203 e 204 d m'-z
a tieteuibro prximo passado, sob a epirraphe
l'ara evitar duvidas, por necasiao da Thesoura-
ih de Fazenda f.ir chamado os herdeiros do Vis-
conde de Suassuua, a tirar titulo do terreno de
uiariuh'i, na lugar denominado Pombal, e como
coueta do protesto que por esta mesma oczasio
tiz peraute o Illm. Sr. inspector da Thcsou'aria
de Fazenda.
Recife, 26 de Abril de 1887.
Joao Demetrio Feruaudes Vianna.
Cigarros Matliematicos
Em virtude de ter a meretissima Junta
Commercial declarado haver semolhanca
nos rtulos destes cigarros com os dos Me-
teoros, marca egistrada por Joaquim Ber
mr.io dos Rsis A C, o abaixo assignado
pede aos seus freguezss e consumid ires,
que por ventura ainda tenham alguus rao
508 dos ditos cigarros Methematicoa o fa-
vor de remetel-os, afm de serem substitui-
dos os rtulos por outros differente, visto
uho poder o abaixo assignado usar dos re-
feridos rtulos.
Recife, 28 de Abril de 1887.
Antonio Dwirte Correia.
ato
A Jnventade perpetua Isapoaal.
eli porm o eabello pde-se conservar em ana
formosora orgnal e sem mudar de cor, desde s
infancia at a velhice, mediante o uso constante
do Tnico Oriental, esse admiravel e tamose vigo-
rad or vegetal.
Ainda mais Quando por motivos de descuido,
enfcrmidadfc 00 falta de vigor natural no crneo,
as fibras sao debis e ralas, e corre engo inmi-
nente de se ficar calvo dd am todo; plu se esti-
mular e obter nma esplendida cabelladura medi-
ante o uso persistente deste regenerador liquido.
Nos climas calidos, onde a transpirarlo profusa
s faz debilitar as forcas do crneo, suoprimindo
as suas propriedades vitaed, o Tjnieo Oriental,
um indispensavel e absoluto requisito do toucador,
que, tanto na Amrica do Sol, como na Antilhaa.
Ibe tem grangeado tao grande fama, tao vasta p>-
pdlaridade!
Ene.ntra se venda em todas as pharmacias e
drogaras.
Agentes em P roambuco, Henry Forster 4t C,
ra 00 Comnercio n. 8.
PODEMOS ASSEGURAR (2)
Infeizmente bem commum, nesta pro-
vioeia, urna molestia terrive!, conhecida
pelos nomes dt lyaica, Comumpccfo Doen
fi do pelto, ote.
Nao pretendemos affirmar que o Peito.
ral de Cambar cure todas as tysicas, por-
que at b.3Je tem sido impossvel curar a
tysica, quando chegada ao ultimo periodo;
porm, podemos assegurar que todos os do-
entes que usarom do Peitoral de Cambar
ne primeiro e segundo periodo, log> acha-
rao, com toda a c.rteza, grande allivio
e depois a sua cura completa, por meio de
um trata ment prolongado e persistente-
O Peit ,ral de Cambar nSo limita a
sua accao benfica, s doenjas de peite:
cura, tambare, muitos deflus os, broncliites
i', toss.'s que, as mais das vez s, quando
deapressdas sao a causa dcsatfecyoes pul-
monares.
O Peitoral d) Cambar a^ha-se a venda
na agencia a cargo dos Srs. Francisca
Manoel da Silva & C. ra Mrquez de
Olinda n 23.
Frasco 2-S0J, meia duzia 13^000 e du-
zia 245000.
A agencia envia quem pedir condi^oes
impreasss para as vendas por atacado.
\\WOG\DO
DR, CLODOALDO LOPES
RA KSTEEITA DO 80SABI0 K. 4
Advo^adn
i,Foro civil c ccclcsiastieo)
Baoharel Antonio d> L;llis e Sonza
Poot's.
Ba do Imperador n. 37 1.' andar.
Advogado e professor de linguas
O hachan:! Eduardo Alfredo de Oliveira teiu
ab-rto o seu es.rip-'orio de advogado ra.Io de
Marco n. 4, onde rambein pode ser procurado para
leceionar o ingles, francs e allemo, pratita e
theorieamente, nos coilegios e casas de familia.
Tamben para a oomincdidade dos esludautes
e euipregaJos d,i uummercio, resolveu abrir um
curso iiocftirn> da? ditas lioguas. A tratar no
eSviripturia cima referido.
Dr. Joao Paulo
HE UICO
Especialista em partos, in destias de senhoras e
de enancas, com pratiea as principaes enterni-
dades e bospitaes de Pars e de Vieana d'Austria,
fas todas as operacoes obsttricas e cirurgicae
ccocerneutes as suas especialidades.
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Victoria (antiga ra Nova) n. 18, 1- andar.
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veitamento immediato dos seas discpulos.
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I
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1}
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Bario da Victoria n. 43, onde se indicar
sua residencia.
S
Profcssora
Iiuporiaco
Vapor nacional Ipojuca, entrado de Camossim e
escala em 27 do corrente e consignado a C-an-
panbia Pernambucana, manifestoa :
Algodao 596 3accas ordem.
Chapeos 4 fardos ordem.
Ciurod saldados seceos 2 ordem.
Ora de carnauba 2 saceos ordem.
Courinbas 2 fardos.
Esleirs 20 ios ordem.
Peixo 2 barris a Carlos Looreoco Gomrs.
Queijos 9 caixas ordem.
Velas 2 caixas a Cirios L>urenco ttosm;.
Ex.ior.:c5
kecife 27 de aban, de 1887
Para o exterior
No lugar portugus Temerario, carrega-
ram :
Para o Porto, Amorim Irmos & C. 2,000 sac-
eos com 150,000 kilos de assuear mascavado.
Para o interior
No lugar nacional Juvtnal, carregaram :
Para Porto Alegre, P. Carneiro & C. 250 sac-
eos com 18,750 kilos de assuear branco e 175
ditos com 13,125 itos de dito mascavado.
No lugar aliemao Helene, carregaram :
Para o Ro Grande do Bul, J. S. Loyo 6c Filho
450 barricas com 26,698 kilos de assuear branco
e 30 ditas com 3,210 ditos de dito mascavado.
= No vapor ingles Euclid, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, J. S. Loyo & Filho
1,500 saceos com 90,000 kilos de assuear branco ; Renda geral
S. Q. Bnto 1.U00 saceos com 75,000 kUos de U 1 a 27
assuear branco; J. Lopes Barros 5,000 cocos, dem de 28
nata.
< No vapor nacional Sergipe, carregaram :
Para Babia, Andrade Ljyes & C. 57 saccis
com 3.582 kilos de algido.
= No vapor nacional S. Francisco, carrega-
ram :
Para Penedo, Fernandes da Costa & O. 1 bar-
rica com 90 kilos de assuear refinado.
No vapor nacional Cear, carregaram :
Vara o Para, A. R. da Costa 10 volnmes com
150 kilos de doce e 50 ditos com 2J053 ditos de
dito refinado ; V. T. Coimbra 400 volumes com
31,219 kilos de arsuear branco ; F. M. da Silva
& 2 caixas com medicamentos.
Para o Cear, F. M. da Silva 4 C. 1 caixa com
medicamentos.
Para Maranho, F. VI. da Silva & C 1 caixa
com medicamentos.
Para Manis, F. A. do Asevedo 25 saceos e 60
barricas com 4,375 kilos de assuear arasen ; J.
de Albuqnerque 2 barricas cora 131 kilos de assu-
ear branco.
Na barcaca D. Arma, carregaram :
Para Villa da Peoba, F. da Costa fe C 8 barr-
cas com 180 kilos de assuear refinado.
Navloa A carca
Barca norneguense Glitner, Hull.
Brigue allemo Jos Genebra, Santos.
Barca noruegiense Brodrene, Bltico.
Barca norueguense Dovre, Bltico.
Lugar portugoez Temerario, Porto.
Lugar norueguense Hans Tode, Montevideo.
Lugar nacional Juvenal, Rio Grande do Sul.
Lg..r norueguense Alrana, Hull.
Lugar norueguense Speranza, Canal.
Lugar ingles May, Hull.
Liur allemo Helene, Montevideo.
Patucho nacional Padre Cacique,' Rio Grande
do Sul.
Patacho allemo Jtfary, Rio Grande do Sul.
Vapur nacional S. Francisco, portos do sul.
\avio deecarga
Barca norueguense or, varios gener:s.
Barca inglesa Beltrees, bacalho.
Escuna allema Calo, varios generas.
Lugar ingles Kalmia, bacalno.'
Patacho nacional oven Correia, xarque.
Patacho nacional Rival, xarque.
Patacho nacional andaluza, xarque.
Vapor nacional Ipojuca, varios gneros.
Vapor ingl'z Euelid, varios gneros.
Vapor nacional Jacuhype, varios gneros.
Dlabelro
O vapor nacional Sergipe levou para :
Macei 1:000*000
Penedo 8:000*000
Aracaj 7:985*000
Readlmentos publico
U"]* senhora competentemente habilitada, pro-
poe-s ^ a leceionar em coilegios e casas particula-
res, as seguintes materias : portugus, francs,
msica e piano ; a tratar na rna do Marques do
Herval o. 10.
Dr. Cernir Lete
K
Medico
Dr. Silva fc'erreira, de volta de sua viagem
Europa, com pratica nos hospitaes de Pars, Vi-
enna e Londres, onde dediuou-se a estudos de
parto, molestias de senhoras e da pelle, ofierece
os st'ts servicos mdicos ao respeitavel publico
desta capital e ora d'ella, podendo ser procurado
no seu coosuitoriora da Cadeia n. 53, de 1 s
8 horas da tarde, ou em sua residencia tempora-
ria Poiite d'Ucha 55.
Renda provincial :
De la 27 100:9814681
dem de 28 4:496i5 Ll
105:478*192
785-143*92
Mercado Municipal de 8. Joa
O movimento deste Mercado no dia 28 de
Abril foi o seguinte :
Entrarain :
41 bois pesando 5,148 kilos, sendo de Oliveira
Castro, 24 ditos de 1* qualidsde, 3 ditos
de 2 dita, 14 ditos de particulares.
10J5 kilos de peixe a 20 ris 20*100
78 cargas de farinha a 200 ris 15*600
7 ditas de fructas diversas a 300 rs, 2*100
8 taboleiros a 200 res 1*600
11 Sumos a 200 ris 2*200
Foram oceupados :
23 1/2 columnas a 600 ris 14*100
22 compartimentos de farinha a
500 ris. 11*000
21 ditos de comida a 500 ris 10*500
80 ditos de legumes a 400 ris 32*000
18 ditos de suioo a 700 ris 12*600
11 ditos de tressuras a 600 ris 6*600
10 talbos a 2* 20*000
10 ditos a 1* 10*000
A Oliveira Castro & C.:
S4 talbos a 1* 54*000
Oeve ter sido arrecadada neste dia
a quantiade 212*400
HEIMCO
Tem o sen escrptorio ra Duque de Caxias
n. 74, das 12 a 2 horas da tarde, e desta hora
em diante em sua residencia ra da Santa
Cruz n. 1.
Especialidadesmolestias de senhoras e crian-
Jas.Tolephone n. 326.
[ Oculista
Dr. Ferreira da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Chuica medico -el r urca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
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enancas.
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andar.
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cirurgico
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 annos
de escrupulosa observaco, reabre consultorio nes-
ta cidade, roa do Bom Jess (antiga da Gru
n. 23, l.o andar.
Horas de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as demais horas da noite ser encontrado no
sitio travessa dos Remedios n. 7, primeiro por-
to esquerda, alera lo porco do Dr. Cosme.
Rendimento dos dias 1 a 21 5:631*580
KEX DB ABRIL
Alfandega
646:620*030
33:045*740
79;66*370
Foi arrecadado liquido at hoje 5:846*980
Precos do dia :
Garu verde de 280 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Sumos de 560 a 640 ris dem.
r*annba de 203 a 920 ris a cuia.
Milbo de 280 a 320 ris dem.
Feijo de 640 a 1*000 dem.
Maladouro Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 94
reses para o consumo do dia 28 de Abril.
Sendo: 67 reses pertencentes a Oliveira Castro,
ScCf, e 27 a diversos.
Vaporea e navio* esperados
Bkamenyde Trieste hoje.
Maie
Valparasodo sul a 1.
Manosdo norte a 3.
Ville de Santosdo sai a 3.
Senegaida Europa a 4.
Financede New-Port-News a 6.
Ville de Maceido Havre s 6.
Guabydo sul s 6.
Parado sal a 7.
Mondegoda Europa a 10.
Pernambuco do norte a 13.
Marinerde Liverpool a 13.
Tamar-do sul a 14.
Argentinade Hamburgo a 16.
Espinto Santodo sul a 17.
Ceardo norte a 23.
Taguida Europa a 24.
Manosdo sul a 27.
BAVIOb
Amandade Hambargo.
Apotheker Dirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade Cardiff.
Anne Catharineda Babia.
Anne Charlottedo Rio Grande do Sul.
Bernardas Godelewus do Rio Grande do Sol.
Carolinado Rio Grande do Sul.
Diudado Rio Grande do Sul.
Danurede Terra Nova.
Enjettado Rio rande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Sul.
- Elysado Porto.
Favoritode Santos.
Guadianade Lisboa.
Jolanthede Santos.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Ratalinade Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Maggiede Terra Nova.
Mimosado Rio Grandj do Sal.
Marinho VIIdo Rio Grande do Sal.
Marendo Rio Grande do Sul.
Nordsoende Liverpool.
Nautilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenos-Ayres.
Premierdo Rio de Janeiro.
Positivodo Rio Grande do Sul.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Rabbido Rio Grande do Sul.
Sparkde Terra Nova.
Stellade Terra Nova.
Ulsterde Terra Nova.
Wthelminede Hamburgo.
Moviincnto do porto
Navio mirado no dia 28
Camossm e escala, 11 dias, vapor nacional Tpa-
juca de 360 toneladas, commandante Francisco
Alves da Costa,' eqnipagem 30, carga Tarios
gneros ; Companhia Pernambucana.
Nano sabido no mesmo dia
Bahia e escala, vapor nacioual Sergipe, comman-
mandante Pedro Vignas, carga varios ge-
neras.
Obaervacflo
Saspeodeo do Lamario com destino ao Havre,
e vapor francs Suez, |dcpois de tomar carvao de
que necessitava para sua viagem.


L
y
*


Diario de PcmambucoSexta-leira 29 de Abril de 1887
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1


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EDITAES
Edital n. 13
O administrador do Consulado Provincial, dan-
do cumprimento ao que dispe a lei n. 1860, faz
publico a quem interessar possa, que no espac>
improrogavel de trinta dias atis, contados Je 2
de Maio prximo, dar-se-ha principio nesta re-
partico a cobranca, lvre de multa, dog impostes
seguintes, relativamente a 2- semestre do exer-
cicio corrente de 1886-87.
3 0/0 sobre o gyro de casas commerciaes a re-
retalbo.
10 0|0 sobre cstabelecimento fra da cidade.
12 0(0 sobre eacriptonos de advogadoa, solicita-
dores, cartonos e consultorios medico.
20 0i0 sobre estabelecimenfos da cidade
200* por eacripiorios de deai-ontoa de letras.
1:000* por cas do garantir bilnetes.
1:000,1 por casa de veuder bilhetes de outrai
provincias.
24500 p>r tonelada de alvarengas, canoas, etc.
20t/4 por escravo empregado em servico me-
dian ico. .
200 re. pul baralho de cartas de lOtjar.
Imposto de reparticioemprebeaden lo :
Parte i"
1 Cass de comirissoe de consignacoes e de
eommisso s e consignacoes.
2 Ditas ou deposito) de vender em groaso car-
vao de pedra m trr- ou sobre agua.
Parte 2*
3 Lojas de vender joias rnente, ou joias e re-
logioa.
4 Ditas de vender relogios somente.
5 Ditas de vender pianos, msicas e instru-
mentos musicaes.
Parte 3
6 Fabrica de rap M.uron.
7 Ditas de sabo, iuclusve
freguezia de Afogados.
o Ditas de cerveja, vinagre,
licores e limonadas gazozas.
9 Ditas de gaz.
10 Ditas agencias c depsitos de gaz.
Parte 4
11 Empiezas auonymas ou agencias destas.
12 Conipauhia de Iieberibe.
T.3 Bancos, agencias filiaes e representantes dos
mesmos e cns.s bnneanas.
14 Companbias, agencias ou casas de seguro ou
qaalquer pessoa que no carcter de agenta de
companbias de seguro fizer eoutrato desta natu-
reza ou proinovel os, com exeepcio dos qne teem
sede nesta provincia e contratareis o servico es-
pecial do art. 13 desta lei.
15 Arinazcus alf.indegidos, de depsitos ou de
recolher.
16 Casas de jogo de bilhar.
Consulado Provincial de Pernambuco, 20 de
Abril de 18S7.
F. A. de Carvalho Moura.
a que se acha na
vinhos, genebra,
Boa-Vista
Casa mei'agoa i ra do Socego n. 17 A, com 2
portes e 2 jan lia de frente, 1 metros e 50 ceo-
timetios de comprimnto, 5 metros e 30 centme-
tros de largnra, 2 salas, 2 quartos, cacimba, ava-
hada &em 400* per.encente a Jis boares de Ii-
veira.
Casa mei'agoa travesa da ra do Principe n.
16 com 4 metras e 60 centmetros de vio, 7 me-
tros e 30 centmetros de funda l sala, 1 qnarto,
quintal, avaliada .m 30JJ, pertencente a Joaquim
Martina Monteiro. ...
A terea parte do sobrado de um andar a ra de
Luiz do Reg n. 11, com 8 metroi e 25 centmetros
de va, e 10 metros e 55 centmetros de fundo, o
Io andar com 2 portas de frente e copiar, 11) ja-
nellas em cada oito, 2 salas, 6 quartos, cozinba
fra, o andar terreo com 1 porta e 3 janeilas no
oitio, repartido em 3 lojas, tendo cada urna 2
quartos, coebeira, sitio murado na trente com por-
tao de ferro e viveiro, avaliada dita terca parte
em 1:100, pertencente a Josquim Rodrigues de
Amorim.
Boa-Viagem
C isa ra da Qatuelleira n. 14, com 7 metros
e ''" centmetros de frente, 13 metros e 30 cent-
metros de comprimento, 2 portas e 2 janeilas de
trente, 2 salas, 2 quartos, cozinha, 1 quarto exter-
no, quintal em aberto, por 8004 jA t-ito o abate da
lei, pertencente a Joo Manoel Poutual.
Giqui
Casas a estrada do Giqui a Jsboato n. 271 e
269, com porta e janella, 2 salas, 1 qusrto, coz-
nba externa, aquella avaliada em 400 e esta cm
704, nerteucentes a Guilbermina Jesuina Freir.
Caxang
Cas* n. 2, em solo proprio, com 13 metros e 40
centmetros de vo, 8 metros e 10 centmetros de
tundo, divididos em 2 tendas sein repartimento,
o.'cupada aom padaria, e entra eom 2 janeilas e 1
porte de frente, i janeilas e 2 portas no oti, 2
salas, 3 quartos, cozinha e 2 quartos externos,
quintal em aberto com cacimba, avaliada em
3004 e pereocent.; a Ma.-ia Bacellar de Oliveira.
Recife, 26 de Abril de 1S87.
Compaahla de Cavallaria de Per
namuuco
Este companbia vender em hasta publica no
dia 3 do mes prozimo vindouro, s 11 horas do
da, em freate do respectivo quartel, 12 oavallos
que se acbam inotilisados para o ser vico.
Q lartel no campo das Princezas, 28 da Abril
de 1887.
O tenente, Jos C. Miciel da Silva,
________- agente
Wfile Miiicfii
Lo
DECURACOES
De ordem do Illa). Sr; Dr. inspector, faco
publico que no dia 5 de Maio prximo vindouro,
ir praca, conforme determinou o Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, em offico de 22 do corrente,
o forneeiment de 100 capotes pira a guarda c-
vica, iguaes em fazenda e manufactura ao ex m-
plar que existe nesta Secretaria.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, 26 de Abril de 1887.Servindo de secreta-
rio, Lindolpho Caoipello.
Na secretaria da Santa Casa arrendara se os
seguintes predios :
Ra do Bom Jess n. 12, loja e J andar.
dem idem n. 13, 2- e 3- andares.
dem do Vigaiio Tbenorio n. 22, 1- andar.
Id m do Mrquez de Olinda n. 53, 3* andar.
dem do Apollo n. 24, 1 andar.
dem da Madre de Deus n. 20.
Idein idem n. 10.
dem da Moda n. 45.
dem idem n. 47.
dem idem n. 49.
dem da Lingoeta n. 14, 1- andar.
dem da Guia n. 25.
Becco do Abreu n. 2, 2- andar.
dem das Boias n. 18, sobrado de dous andares
e.loja.
Ra da Aurora n. 37. 2- andar.
dem da etenco (dentro do quadro) duas
casas.
don and Brasillan a
Limited
Ra do Commercfo n. 32
Sacca por todos ob vapores sobre as ca-
do mesmo banco em Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Capellistas n 75 No
Porto, ra dos Inglezea.
as
HARuilOS
Unued SUtes 4 Brasil 1- S. S. .
0 paquete Finance
N
Espera-sede \''*-^>r:
News, at o dia 6 e Maio
o qual i e gira icpi d-
demora neceiiiii i pa
Bahia e Rio de aoeiro
Para carga, passagens.eic in n.-ndaa dinhein
frete, trete-se com oj
AGESTES
Henry Puntar & C.
8 RA i,o COMMERCIO 8
1 awUu
VENERAVEL CONFRARIA
DE
San'a Rila de i ssia
Elelco
De ordem docanselho administrativo desta con-
traria, convido a todos os nossos carissimos ir-
mos para que, reunidos no consistorio pelas 11
horas da man ha de domingo 1 de Maio prximo,
se proceda aekicao ds conselho administiativo
que tem d reger a mesma contraria no anno com-
promissal de 1887-1888.
Consistorio da veneravel contraria de Santa
Rite de Cassia, 27 de Abril de 1887.
O secretario interino,
Manoel Bandeira Filho.
1 ii Jiffl, 1M io Sol
Pelotas e Porto- Alegre
Vapor Ayraoic
E' esperado do Rio de Janei-
ro com escala pela Bahia no
dia 5 de Maio, e seguir de-
pois de pequea demora para
os portes cima indicados
Recebe carga, enocmmendas e passageiros, a
tratar com
PEREIRA CARNEIRO & C.
N. 6-RA DO COMMERCIO-N. 6
1. andar
Bahia, Rio
o
Santos
l
1
DampfschinTahrts-GeselIschan
0 vapor Valparaizo
E' esperado dos po~-
tos do sul at o dia 2
de Maio e seguir de
pois da demora nece
saria para
E' esperado de Fame at o
dia 10 de Maio, segaiado de-
pola da demora neeessaria
para os porros cima.
Recebe carga e encommendas a frete mdico
tractar com os
CONSIGNATARIOS
JOHNSTON PATER & C.
RUADO COMMERCIO N.16
apparerhos para cha e jantnr, copos, calicea, gar-
rafas, compoteiras, talheres, eilheres, mesas ca-
deiras, marquetas, camas e milites ourros objectos
de casa de familia.
Nabbado. 3o do corrate
Agente Pinto
No sobrado da esquina do/pateo de S. Pedro
n. 17*
O referido leilo principiar s 10 1/2 horas; a
entrega effectuar-se-ra no mesmo dia.
Leilo
O agente Brito vender, para liqui^acao, ao
correr do martello, os segaintes movis :
Mobilias, commodas, guarda-louca, fiteiros, apa-
radores, mesas, toilete, lavato-ios, camas france-
zas, ma quezoes, machinas, marquezas e muitos
outros movis ; espelhos, jarros, qnadros, loucas,
vidros, cendieiros de gaz earbonico e kerosene
fazendas, miudezas e outros artigo, existentes'
no armazem ra de Pedro Alfonso n. 43.
Stxta-feira 29 de Abril
A's 10 e Ij2 horas
le
o>
Jtiizu (lus Pellos da Pazend.
Ecrlio Reg Barros
Perante o Sr. >r Liudoipbo Hisbella Correia
de Araujo, juiz substituto das teitos da tazenda
desta provincia de Pernambuco, se veoder em
praca publica no dia '2'J do correute mez de Abril,
pelas 11 horas da manba, depois da audiencia do
mefmo juiz, os bens seguintes :
A casa terrea de tijolo e cal n. 29i, sita a ra
Imperial (tiegjezia de S. Jos), pertencente a
JoSo Fraucisco Paredes Porto, situada em solo
foreiro de marinha, avaliada por 8000J0.
O dominio til dos terrenas de inarioha ns 296
e 296 A, sitos ra Imperial (treguezia de S.
Jos), cojos terrenos prineipiam do oiao da caaa
n. 27 e termiuatn na de n. 55 da mesma ra Im-
perial, ambos com aliceices na frente, mediado
esa toda extensa i ds frente 37 metros e 6'J cen i-
metros e 11 metros e 40 centimetros de fundo,
per^ncentes a Prxedes da Silva (usuao. e ava-
liados por 160J000.
O dominio til do terreno de marinba alagado,
sito ra de Santo Amaro (fregHezia da Boa*
Vista), o qual principia da esquina do r'ombal
at a ponteaiuh- da mesma ruH, com a extenso
na frente de 270 metro e 80 centimetros, perten-
cente aos herieiros de Jos Vaz Salgado, ava-
ado por 150*000.
A casa terrea de tijolo e cal n. 70, sita ra
dos Gua arapes, edificada em terreno ioreiro da
marinha, pertencente a Ridrigues Duarte fe Ir
mao, avallada por 1:200.
A casa de taipa n. 6. sita ra do Sol (freguc-
zia da Varae), com quintal cercado e diversos
arvore ios fructferos, pertenceute a Manoe! An-
selmo de Figueiredo, avaliada por 400.
Os quaes beus foram penbora jos pela tszenda
nacional e vo ser vendidos para aeu pagament
e cuates.
Recife, 5 de Abril de 1887. = Eu, Jos F. do
Reg Barras, esenvo, o escrevi.
0 solicitador,
Luiz v #uizo dos feitos da fazenda na-
cional
ESCBIVAO CINTRA
No dia 29 do correte mes depois da audiencia
do Sr Dr. juiz substituto da fazenda se ha de ar-
rematar a quem maio der o aeguin'e :
S. JE
A casa terrea n. 83 a ra de Hartas com i me-
tros de largura e 12 metros e 40 centmetros de
fundo, porta e janella de frente 2,salas, 2 quartos
e cosinba fra avaliada em 80J00 I para paga-
mento do que deve a fazenda provincial Francis-
co de Souza Reg.
Sannto Antonio
Um artnaco e balco de amarello existente no
estabelecimento n. 12 a ra do Baro da Victoria
avaliada em 6J0#00), penhorada por execnclo da
mesma fazenda contra Sebastian Vlartios & C.
Recife
Um banco, 1 cartera e < cadtiras de junco exis-
tente no estabelecimento n. 20 a ra do Commrr-
cio avaliadospor 5800 peohnrudos por execuco
da mesma fazenda contra R. K. Canoll.
A togados
A casa terrea n. 45, a ra de MolocMomb, fre-
guezia dos A togado com 3 metros e 13 centmetros
de vo 4 metros e 10 centmetros de tuudo com 2
salas, 2 quartos, 1 porta e 1 janella de trente, quin-
tal murado avallado em 50000 para pagamento
do que deve a mesma fazenda Autoaio Jos da
Silva Santos.
A casa n- 4 na Torre, freguezia doa Afogados a
roa- do Rosario, avaliada em 200*000 penhorada
por execuco da mesma fazenda contra Joo Car-
neiro Rodrigues Campello.
Recife 26 de Abril de 1887.
O solicitador di fazeda,
Luna freir.
" Juizo dos Feitos da Fazenda
Escrlvao Torres Bandeira
No dia 13 de Maio prximo ir) praca, por
venda a quem mais der, os predios abaixo decla-
rados, penhorados por execuco da Fazenda Pro-
vincial :
Recife
Sobrado de 2 andares rna de Domingos Jos
Martios n. 36, com 6 metros e 60 centimetros de
largura, 17 metros e 40 centmetros de fundo ; o
Io andar com 3 jinellas o varanda de ferro, 2 salas,
5 quartos, cozinha interna ; o 2* andar com es
mesmos commodos e sota com 2 quartos e cozi-
nha, por 2:8(0*000 j feito o abate da lei, perten-
ceute aos herdeiros de Joanna Mara da Trindade.
Caaa ra do Areial n. 6, cem 3 metros e 80
centmetros de frente, 15 metros e 50 centimetros
de fundo, 2 salas, 1 qnarto, cozinba fra, avaliada
em 400*000, pertencente a Antonio Gon^alves
Ferreira Cselo.
Casa ra do Areial do Forte n. 4, com 6 me-
tros e 40 centimetros de largura, 6 metros e 5 cen-
tmetros de fundo, 1 sala, 1 qnarto, cozinha inter-
na, por 320*'<)0, j teito o abate da lei, perten
eente a Jo&o de Souza Pereira.
Santo Antonio
A quinte parte do sobrade de 2 andares ra
das Larangeiraa n. 12, o qual tem 6 metros e 30
centmetros de largura e 13 inena e 40 centme-
tro de fundo, o Io andar com varanda de ferro, 3
portas de frente, 2 salas, 2 quartos, o 2 andar
eom varanda de pao, 3 jottes de frente, 2 salas, 3
quartos, cozinba externa e aota, a loja com 2 sa-
las, quintal, avaliada a dita quinte parte em 60u*
pertencente aos filbos de Manoel Jos da Costa
Pereira.
S. Jos
Caca ra do Padre Floriano n. 66, com porta
e janella, 4 metros e 26 centmetros de vio, 12
metro i e 50 centimetros de fundo, 2 salas, 2 quar-
tos, cozinha fra, quintal e cacimba, avaliada em
700*000 pertencente a Antonio Jos da C>ste-
Assembica eral extraordinaria
A diiectoria da estrada de ferro de Ribeirao ao
Bonito codvida aos Srs. accionistas, se reunirem
em assembla geral extraordinaria, no dia 12 de
Maio prximo, s 11 horas da inanh. ns 1' andar
do predio n. 73 prac* de Pedro II, para o fim
de deliberarem sobre a parte do augmento do ca-
p'tal que est realisado e resolver acerea de ino-
dificagao dos estatutos.
Recife, 26 de Abril de 1887.
O secretario.
Jo Bellarminc Pereira de Mello.
Correio geral
Eitme para o pros-lttiento de qua-
(ro lugarea de prallcnten
Fafo publico que at o dia 16 de Maio prximo
futuro acha se aberta nesta administracab a ins
cripcau pra o exxme dos candidatos quatro va-
gas de pratieantes, devendo o exame comegar no
dia 18 do dito mez, s 11 horas da manh.
As materias, sobre as quaes versar o exame,
silo : exercicio de naligrapbia e ortbographia, ari-
thmetKa elimectar, comprehendendo o uso dosys-
tema mtrico e uo$oes geraes de geographk.
O conhcimenti das linguas estrangeiras cara
dreito a preferencia,
Para serem adrnittidos mscripco, devero os
preteudentcs provar eom certido que nao tem
menos de 1* nem mais de 30 annos de idade, e
apreseutir certificado medico de boa sade e
quaesquer outros documentes que o abonera.
Admini'tracao dos correos de Pernambuco, 22
de Abril de 1887.
I) administrador.
Anonso do Reg Barros.
Coiupanhia de Trilbos Urbanos do
Recife a Olinda e Beberibe
Assembia Gcral 3.aconvocaco
Insistindo a directora na reuniSo da As-
sembla Qiral, nos termos das duas ante-
riores oonvocaco o Sr. Dr presidente convido ao Srs. Ac-
cionistas a se reunirem no dia 2 de Maio
no es riptorio da companhia a 11 horas
do dia, segn lo a lettra da lei, sendo esta
a terceira convocarlo, funcionar a assem-
bla com o numero de accionistas que com-
parecer m.
Recife, 22 de Abril de 1887.
O secretario da Assembla Geral.
Jos Antonioo de lmeida Cunha.
Estrada de ferro do Recife a
Caroar
De ordem do I ii .o. Sr. director se faz publico que
at o dia 3 de Maio prximo futuro recebem se
propostas para o servico de carga, descarga de
mercaduras as estucos do Recife, Victoriae seu
trausp rte das mesmos estacoes ao domicilio ou
deposito dos destinatarios, e vice-versa : median-
te coodicoes que serao estipuladas em contracto
celebrado com a administrac da mesma estrada,
tendo por base as especificacoes organisadas pela
directora e que es interessados encontrarlo nos
escriptorics central e do trefego ra de S. Joo
n. 38.
Neste ultimo escriptoro poderlo os mesmos in-
teressados obter quaesquer uformacoes e escla-
recimentos a respeito.
As propostas serao apresentadas no escriptoro
ceutral e abertas no dia cima referido ao meia
dia.
Secretaria do prolngamelo da estrada de
trro do Recife ao S. Francisco e estrada de ferro
do Recife a Caruar, 25 de Abril de 1887.
O secretario,
Manoel Juvencio de aboya
Os recebedores da recebedoria declaram aos de-
vedores dos impostos de industrias e profisses e
predios, do 1 semestre, e texa de escravos da
1886 a 1887, que esto procedendo a cobranca de
ditos impostes nos domicilios dos devedores as
freemezias da cidade e de fra, com a multa de
6 0/0. Recife, 18 de Abril de 1887.
Joaquim Hurgolino da Silva Fragoso.
Manoel Q. Kerreira da Silva Jnior.
Seraphim Vctor de Miranda.
Contraria do Senhor Bom lesus
da Via-sacra da -Igreja da San-
ta Jruz.
ELEIQAO
De ordem da mesa regedora, convido a todos os
nossos eonfrades a comparecerem em nosso con-
sistorio no sabbado 30 do corrente, s 6 hjras da
tarde, afim de reunidos em numero legal de mesa
geral, proceder-se a eleican para os novos func-
canarios que teem de reger esta eonfrana no
anno compromissal de 1887-88.
Consistorio, em 26 de Abril de 1887.
Francisco Antonio da Silva Beiriz,
Kscrivao interino.
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhia Phenix Per-
nambncana
Huado Commercio u. 8
(OMPA^iiia in: si:<.a uos
SORTIIKRN
de Londres e Aberdeen
Paslco Oaanceira (Deiembro 185)
Capital oubsciiptc
Fundos accumulados
ecelia animal i
Da premios contra fogo
De prem03 sobre vidas
De juros
3.000,000
3.134,34o1
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John. H- Boxtce
14 OOCOINMEBCIO N. 961* ANOB
AGESTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESSN.
SegnroN marlllaaos e terreatresj
Nesies ultimo a nica companhia oeste praca
que concede aos Srs. segurades isesapcao de paga
ment de premio em cada stimo anno, o ejne
equivale ao descont de cerca ds 15 por can: j
avor dos segurados.
SEiBi
CONTRA F06O
The. Liverpool & London Globe
INSUME C0MPANY
ibera k G.
ID
Tendo de se emittir S000 tres mil acooes desta
Companhia para completar o capital ..ucial aug-
mentado por deliberad-So da assembla geral em
18 do corrente mes, convida-se a aquelles que
quiserem su^screver para a dita emisso a virem
inscrover seus nomes no competente livro, neste
escriptoro, do dia 2 a 6 de Maio prozimo vindou-
ro, das 10 horas da manh as 2 da tarde.
A emitsSo fcite as seguintes condices :
1."
Por subscripcao publica e franca a preco de
cento e cincoente mil ris actual cotaco da praca.
.'
O pagamento da emisaao ser devidido em tres
prestaces. 1. des por cento no acto da injerip-
cSo cu subseripeo. 2.a de cincoente por cento
dorante trinte dias subsequentes da subscricao,
c 3.0 de quarenta por cento no correr de noventa
dias contado do dia da subscripcao perdendo o
subscriptor o direito as entradas reaiisadas se
por ventura nao effectuar o pagamento integral
aos prasos determinados.
3.
O possuidor das novas aeces tera direito ao
devidendo contado do primeiro de Maio do cor-
rente.
A cada um dos subscriptores se fornecer um
exemplar da proposte justificativa do augmente
do capital social, com o parecer da commisso
fiscal.
Recife 26 de Abril de 1587.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina
Director secretario.
NDMISADORA
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabeleida em 1 .
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
At 3 1 de dezembro de 1884
Haritimos..... Ml:OOO$OO0
Terrestres,- 5I6:000$000
4-1 lina do Coinmereio
Lisboa e Hamburgo
Para pasagens. tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmanii & C.
RA DO COMMERCIO N. 3
1* andar
(OMPiMii in:\ tnosclv
DE
IVavegacao eostera por vapor
fORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahia
0 vapor Jacuhype
Commandante Esteves
Segu no dia 30 de
Abril, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
'da 29.
Encommendas, passagens e dinbeiros frete at
as 3 horas da Urde do dia 28
ESCRIPTORO
Ao Cae da Companhia P&mambucann
________________ n. 12
St:i~Pac
Vapor extraordinario
O vapor Nile
De 3,039 fondadas de registro
Sahir do porto do Rio
de Janeiro no dia 1 de
Junho prximo com es-
cala para Babia e Per-
nambu.'o, seguiodo depois de pouca demo
ra com malas e passageiros para
LISBOA E SOTHA3IPTON
Desde j recebe-se encommendas par,
camarotes na
AGENCIA
Ra do Comniereio n. 3
1 andar
AdamsonHowie AGESTES
COHPAXH1E DE U-
RIES HARITIHEN
LINHA MENSAL
Paquete Senegal
Commandante Moreau
Espera-se da Eu
ropa at o dia 4 de
Maio seguin
do depois da de
mera do costum
para o Rio de Ja
ro, tocando na
Baha
Lembra-ee aos senbores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para este
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Previne-se ao ssenhores recebedores de merca
dorias que s seattender as reclamaces por fal-
tas nos volumes que forem reconbec:das na occa
sio da descarga.
Para carga, passagens, encommendas < dinheir-
a frete: tracta-se com o
AGENTE
iognste Labilie
9 -RA DO COMMERCIO-9
OaKHlS REUNS
Companhia Franceza de \ vega-
da o a Vapor
Linha qainzenal entre o Havre, Lis-
boa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
Pacific Sieac Navigaon Companv
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Cotopaxi
E' esperado da Euro-
pa at o dia 8 de
Maio, e seguir de-
pois da demora do eos-
turne para Valparaso
com escala por
Baha, Rio de Janeiro e Monte
video
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete trete- Wilson Sons jfc c .. Limited
N. 14 RA DO COMMERCIO -N. 14
COHPA\mt PER,\AMaiC 2A
DE
Wavegaco Costelra or Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty e Cear
0 vapor Ipojuca
Commandante Costa
Segu no dia 5 do
Maio, s 5 horat
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
Encommendas passagens e dinheiros a frete ate
s 3 horas da tatde de dia da sabida.
ESCRIPTORO
Caes da Companhia Pemambucana
__________________n. 12
COMPAVUU PKRriAMBiCAllA
DE
tfavegaco Costelra por Vapor
Rio Formisoe Tamandar
O vapor Giqui
Comandan te Lobo
Segu no dia 30 de
Abril, pelas 4 ho-
ras da mauha.
Recebe carga at o
'da 29.
Encommendas, passagens e dinbeiros a frete
at s 4 horas da tarde do da 28.
ESCRIPTORO
caes da Companhia sPernambo
cana n. 19
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Coe-
ihos, junto de S. Qoncallo : a tratar na ra da
(mperatris n. 5o.
= Precisa-so de urna ama; na rus do Bom
Jess n. 42, quarto andar
AMA Precisa-so de urna, de boa conducta
para cosinbar e lavar pra pouca familia ; Da ra
da Matriz da Eoa-Vieta n. 3.
AMA asi Precisa-se de urna ama para co-
sinhar un caaa de pequea familia ; a tratar na
ra do Bom Jess n. 50, 2- andar
Aluga se a casa da ra da Conceico n. 2-A
do po.'oadn da Toire ; o 1- andar t aloja da ra
do Padre Floriano n. 69, e a loja da travessa da
Bomba n. 4 ; na ra do Apollo n. 4.
= Vende-sc um deposito de cigarros, na ra
estreita do Rosarlo n, 15 : a tratar no mesmo.
A pessoa que quizer adantar a quantia de
G8S000 para a alforria de urna escrava jue sabe
lavar, engommar e cosinhar. para a escrava Ihe
pagar com sens servicos, dirija-se a ra do Mr-
quez do Herval n. 23, loja.
= Precisa-se de um menino para casa de fami-
lia, de 10 a 12 annos, que d boas informacoes :
a ra do Rangel n. 42.
Arruiida-se o sitio das Jaqueiras, com gran-
de casa de vivenda, todo cercado, e mais tres
pequeas no mesmo correr, servindo perfeitam0n-
te para penso ou hotel : a tratar no mesmo sitio.
Precisa-se de um:i ama de boa conducta*
para sudar com urna enanca ; ua ra de Deao
Parias n. 49.
Precisa-se de um
Santo n. 27.
Criado
rapaz ; na travessa do Corpo
Cofre e jarra
Vende se um cofre inglez e urna jarra vidrada ;
na ra Forrmsa n. 31.
0
Coromandante Henry
tOXTHA FOGO
Norlh British k Hercanlile
CAPITAL
t:OOO.OOo de libras stcrllnas
A GEN 1 ES
Adonison Howie & C.
(OMPANHIA
Jmperia I
DE
SEGUROS contra FOGO
EST: 1803
Edificios e meroadoriai
Taxas baixas
Frompto pagamento de prejuisos
CAPITAL
fis. 16,000:000/000
Agentes
BROWNS & C.
N. 6Ra do CommercioTi. I
Espera-se dos oortos do
sul at o dia 3 de Maio,
seguindo depois da indis-
pensavel demora para o Ha-
vre.
Conduz medico abordo, de marcha rpida
e ofFerece excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As passagens poderio ser tomadas de antemo.
Recebe carga encommendas e paesageiros para
os quaes tem excedientes necommodacoes.
lELES
O leilo de movis, louca, vidres e crystaes an-
nnnciado por in'ervenelo do agente Pinto deve
ter lugar no sobra lo do pateo de S. Pedro n. 17.
Leilo
De 3 caixas com espelhos avariados viudo
pelo vapor Paranagu
SEXTA-FEIRA, 29 DO CORRENTE
A's 11 horas
ATo armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
Em continuaeo
De 2 mallas francesas para viagem, escovas fina
de Vienna para cabello e fato, camisas e casacos
bordados para senhora, camisa para hornero, cha-
peos para dito, caixas com garrafas d'agua mi-
neral, armnicos, um g'ande sortimentn de sabo-
netes de diversas qualidades e muirs outras
mercadorias que serao vendidas para fecbamento
de con tas.
POR INTERVENCO DO AGENTE
Gosmo
Julio Porto Carreiro
Os caxeinis da casa de Amorim Irmaos & C.
mandam celebrar duas missas na matriz do Cirpo
Santo, s 7 Ii2 horas da minh de 2 de Maio
prximo, por alma de s-u infeliz companbeiro,
Julio Porto Carreiro, cuja perda sinceramente de-
ploran). Aos seus amigos, aos parentes e amigos
do finado pedem para assistir a este acto de reli-
cio e caridad'.
Coronel FranciNCo Camello Pe*
sos de Lacerda
tenente Jos Carneiro Maciel da Silva, grato
memoria de seu presado compadre e amigo, o
coronel Francisco Camells Pessoa de Lacerda,
manda resar uu.a missa pelo repouso eterno de
sua alma, no da 2 do mes prximo vindouro, s
7 1|2 horas da manha, na igreja de N. 8. da Con
ceicao dos Militares ; e para assistil-a convida
aes parentes, companheiros d'arma e amigis do
tinado.
Segundo
o
Coinmandante Panchvra
E' esperado da Europa
at o dia 6 de Maia, se-
gurado depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia. Rio de Janeiro
e Manto*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga pelos
vapores desta linha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng^. jai-
quer reclamaco concernente a volumes, que po-
vcntu a tenham seguido para os portos do sul.atin.
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhiiea n se
responsabilisa por extravos.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frrte: trata-se com o ,
Aognsle Lablile
9 RA DO COMMERCIO 9
Pra Caffiossim
Segus no da 30 do cerrente a escuna Joaquina,
reecbe carga ; a tratar eom o Pessoa, ra da
Moeda n. 1.
Da casa da ra do Jardiro d. 30, tregue-
zia de S. Jos, servindo de base a offer-
ta de l:3d0000
Sabbado 3o do corrente
A's 11 horas
No armazem ra Estreita do Rosario
d. 24
O agente Modesto Baptista competentemente
autorisado tara leilo da casa cima.
5* Leilo
Em eontinua^o
Da loja de miudezas ra Duque de Ca-
sias u. 66, denominada Camaean
C nstaodo de urna importante armacao de ama-
iello, diversos utencilios e mercadorias de le, ao
correr do martello.
Sabbado 33 do corrente
A's 11 horas
POR INTERVENCO DO AGENTE
Coronel Francisco Camello Pes-
. D. Joaquina Laura Pesioa e seus sobrinhos,
agradecer cor Jialm -.ntc a todas as p^ssoas que se
dignaram acompanbar ultima morada os restos
nortees de seu presado irmo e to, o coronel
Francisco Camello Pessoa de Lacerda ; e de novo
rogam-lbcs o ob.-cquio de assistirem as missas de
stimo da, que, por sua alma, -nandam celebrar na
igreja de N. S. da Conceico dos Militares, segun-
da-feira 2 do mez prximo vindour-, s 7 1\ ho-
ras da manh, agradecendo da mesma forma aos
que comparecerem a este ucto de religiSo e cari-
dade.
Dr. Uaealbe*
Gomes Augusto G.-.j > de Miranda, sua mulher
D. Umbelina Leoror Pnitj de Miranda e suas fi-
lbas, Eustaquio Manoel Carminondas. sua mulher
D. Lenidas Pinte d" Magalbes Carminondas,
cunbado, irm e sobrinhos do tinado Or. Jos Ti-
burcio Pereira de Msgalbes, convidam aos seus
prente e amigos e aos do finado para assistirem
as missas que mandam resar por sua alma no dia
2 de Maio prximo (segunds-Wra), pelas 7 1(2
horas da manha, no convento de S. Francisca, 1
anniversario de seu passamento ; pelo que desde
j se contessam gratos.
Martins
De movis, lou$a, vidros, crystaes, jarros
para flores e tapetes
A saber:
Um piano, urna mobilia de Jacaranda com 1
sof, 1 jardineira e 2 censlos com pedra marmore,
2 cadeiras de bracos e 12 de guarnico, 4 casti-
caes e manges, 2 pares de jarros para flores, 1
candieiro gas de suspenso, 2 cadeiras de ba-
lando de Jacaranda, 4 escarradeiras finas e 1 ta-
pete forro de sala e 2 de quartos.
Urna mobilia de junco com tampoa de pedra.
Urna cama franceza nova, 1 guarda-roupa, 1
guarda-vestido, 1 mesa de amarello, 1 dita de cos-
tura, 1 cabide, 1 lavatori>, 1 berco, 1 marquesao,
6 cadeiras de junco,
QUma raesafelastica com 8tab.as, 1 guarda-louca,
2 apparaderes, 12 cadeiras de pao carga, 2 de ba-
taneo americano} 1 apparador cem armario, 1 re-
logio de parede, 12 cadeiras de junco (novas),
Domingo Elytea do maral
Os seus companheiros de casa convidam a codos
os amigos do tinado, para assistirem a missa, que
por sua alma mandam resar hoje s 7 horas da
manh, na matriz de Santo Antonio.
t
Joaquina loa da CoNla Pinbeiro
Carlota Marcolina Soares Pinbeiro, Joaquim
Jos da Costa Pinhero Jnior (ausentes), Anto-
nio Duarte Carneiro Vianna e Maria Emilia Soa-
res Vianna e seus filbos, Nicolao Jo j Lidstone e
Isabel Soares Lidstone e seus filbos (ausentes),
feridos da mais acerba d r pelo fallecimento cm
Lisboa do seu presado esposo, pai, cunhado e to,
Joaquim Jos da Costa Pinbeiro, mandam resar
urna missa pelo descanco eterno de sua alma, na
igreja da ordem terceira de S. Francisco, pelas 8
horas da mano do dia 2 de Maio, trigsimo do
seu passamento ; e convidam a Resistir a esse
acto aos parentes e amigos, tanto seus como do
finadov pelo que se confessam desde ja summa-
mente agradecidos_______________^^_^___




Diario ci fenuuiilNico- Seita-ieira 29 de Abril de 1
_________________ ^^^^^_____---------------------------. t___________
ex
Tricofero de Barry
Garntese que fax as
cerecrescer o cabello anda
aoa mais calves, cnsa a
tinta e a caspa e remoro
todas as impurezas do cas-
co da cabeca- Positiva-
mente impede o cabello
de cahiron de enibranquo-
ctr, e infallivelinente o
Krn* espesso, macio, las
t.oeo e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segnnda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico prfume no mun-
do que tem a approvncao oficia? de
um Govemo. Tem duas vezes
mais fragrancia que qualqner outra
edura o dobro do tempo. E'muito
mais rica, suave o deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais pertinente e agradavel no
I lenco. &' auao Tszaa mais refres-
cante no banho e no cuarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidao e debilidade. Cura ai
dores de cabeca, os cansacos e os
I desinaios.
Xarope Je Vida Je Reiter lio. I

OOD^CHIfHIIL
1
urra de rsAL-o. dbpois de rail/-*.
Cora positiva e radical de todas as formas de
scrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
AffeccSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludocom perdado Cabello, e de todas as do- I
eneas do Sangue, Figado, e Rins. Garante-M I
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue ;
restaura e reno va o sy stema inteiro. o % \
Sabao Curativo jfReter
Para o Banho, Toilette, Crian.
Ks e para a cura das moles-
s da pelle de todas as especias
em todos os periodos.
Approvodos e autorisades pela inspectc
ria geral de bygienne do Rio de Janeiro.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
CASA DA FORTUNA
Aos 5:000$000
i heles garantidos
23 RA PRI3I fcIRO DE M A RgO 23
Martina Fiuza & G. tora exposto a ven-
da os seus afortunados bilhetes garanti-
dos da Ia lot^.'ia da provincia a beneficio
da Sonta Casa de Misericordia do Re>;ife.
PRECOS
1 inteiro 3' 00
1 terSo I-iOOO
Eai poreo de tOO#ooo para
cima
1 inteiro 27O0
___________1 terco______________900
Hadante Fuany Silva
M&dame Fani-y hilva, modista e costureira
ra do Imperadc.ru. 50,1- andar; partindo para
Paria, no correte mci xguard as ordeus de suas
Extnas. freguezas, e apreveita a oeeusio para
agradecer a proteecao e considemcao, que lbe dis-
peosaram as casas com que teve traosaccoes coiu-
merciaes, e declara que aada deve a pessoa al-
guena nesta praca, e que nao deixa pessoa algu-
ma encarregada da eua oficina de c i-turas e mu-
das, e que foi sempre nica cortadura e directora
nao tendo nunca quera a substituase ou r< pre-
sentasse, visto que todo o trabalbo era feito e ad-
ministrado por e.la mesmo.
XAROPE
DE HYPOPHOSPEITO DE CL
Empregadj" com tanto nti'.o p^ra cae.'.r a
ptthleica cas molestia? tuberca'.ifa,
vendem^e nicamente em frascos quitrn*
lace com 1 uouie do doutor Churceiu. uote
80b a influencia dos llyjwphoepriltoe a
Uoese diminu, o appetit augmenta, w> for-
8 toroo& vir, os auores nocturnos MasSo,
e o (coate goza de um bem oslar dc.. Cs U^ot^tnosphios que iecSo 3 msi-caj
dt taortca da pftarmacia SWASX,
II,'ru Casliafione, Pdriz, sSo os uni-j
e*s reconhecios e recommeridados pelo!
' CHRCH'ILL autor da cUaccberta.
d* suv. propried&des curativas.
Prec : 4 francos por fiasco el a *rfcuc.a.
Ymif-it mu rtuyaet Pnaraacios.
WOLFF
N. 4-1A DO
& c.
'--N. 4
J
Engenhos e casas pa-
ra ?ender
Por precos baratissimos vende-se :
O engedho Boa F, margem da estrada do
prolongamento. era Barra de Jangada, movido a
agua, com boas trras.
Metade do Fortaleza, e tras legoas da estacao
de Catende, com casa de vivenda, distilacJto. es-
tribara, casa de tarinba e de moradores, e cerca-
dos bons ; ambos na comarca do Bonito.
O sobrado le um andar e soto, na ra das
Trincheiras n 31.
A casa terrea n. 18 da ra de Santa Cecilia,
nova e cem sotao.
As casas ns, 1, 3, 5, 7. 9, 11, 15, 17, 19 e 32 da
travessa do Bandejra, na ra Imperial.
O sitio n. 3 da estrada de Jaboatao, com casa,
arvores fructferas e tres viveirs.
A tratar com o Dr. Claudino de Mello, ra
das Trincheiras n. 34, 1 andar, das ti horas do
da s 4 da tarde.
senos w cm
Scm dicta esem modifi-
ca?oes de eostinnes
Laboratorio central, ra do Viconde d
Rio-Braneo n. 14
Esquina da ra do Regente .Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelo phar
maceulico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvado pelas juntas de hygiene da Corte.
Repblicas do Prata e academia de industria d<
Paria.
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeccoes difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chioro-anemicos, debella a hjpoemU
intertropical, nconstitue os hydropicos e benbe-
ricos. .
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recommtndado na bronchite, na hemop-
tyse e as toases agudas ou chrenicas.
Oleo de testudns ferruginoso e cascas dt
laranjas amargas
E' o primeiro reparador d* fraqueza do orga
uismo, na tysica.
Pilulas aute-periodicas, preparadas com
pererina, quina e jaborandy
Cura radiealmente as febres intermitientes, re
uiitti'ntes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambern fer
ruginoso, preparados em vinho de caj
Effieazes as inflammayoes do figado e ba?
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado as convalesctnyas das parturiente
retico antefebril.
Francisco lanoel da Silva C.
RA MRQUEZ DE LDDA-
\'e.te muito onhecido estabelecimen-
lo eucentr. r 0 repei(avel publico o mais
variad e con.pelo gortimento de JII\!S
recefiidas sempre directamente dos melho-
res fabricantes da Europa, e |ii primam
pelo apurado oSo do mundo elefante,
Ricos aderemos completos, linda pulsei-
ras, alfinetes, voltas de uro era vejadlas co >
brilbantes, ou perolas, aunis, cacoletas,
botdes e outroa muitos artigos proprios
des te genere.
ESPECIALIDADE
Em relogios de ouro, prata e niekelados,
para heneas, senkoras e meninos dos mais
aere sitados fabricantes da Europa e Ame-
rica.
Para todss os artigos desta easa g ra -
te-se a bda qualidade, assim como a modici-
dade nos preces que sito sena competencia.
'esta easa tambem concerta-se qual-
quer obra de ouro ou prata e tambem r-.;.o-
gios de qualquer qualidade que seja.
4Rui do Cabugft-4
Caixeiro
Precisase de um menino para caizeiro, com
pratica de Caverna, que d fiador eua conducta,
prefere-s brasileiru ; a tratar no Caminho Novo
numero 91.
Advocado
Frofessor
0 bacharel Joaquim Cavalcante Leal de
Barros ensina matbematicas pelos novos
programmas e prepara alumnos para exa-
mes na corte.
Tambem se propoe a ensinar em casas
particulares oulras materias.
3 Kiiar da P?.lma-9 3
fooasse
EXP0S1CAO S? UNIV*1 1978
Mddle d'Or ^SCroiid-Cheralier
US PLUS HI.UTCS RCCMPEKSES
2Tova CrjagSo
I PRIffiVERA I
E. COUDRAY
VEEPaSUEIA ESPECIAL de LACTEMi
To aprtciado d; alio mundo.
Saboneta........ PRIMAVERA
Oleo............ PRIMAVERA
Agua de Toncador PRIMAVERA
Essencia........ PRI GAVERA
P de Arroz...... PRIMAVERA
FABItICA E DEPOSITO :
PARS 13. Roe dEoghien, 13 pars
Aeha-sc i ;b la fa toda? as priafipaea PwfoBarias
O bacharel Antonio Ribeiro de Albuquerque
Maranhao tem soa banca de advocada na proeja
de Pedro 2o n. 75, no mesmo escriptorio do Dr.
Manoel Netto Baudeira.
ttencao
No dia 3 do correte chsmei ao Sr. Jos Del-
fino da Silva Carvaiho para ir travessa do Prin-
cipe n. 1-C, afim de tratar de negocio seu, nao
sppareceu ; paisando mais quatro dias chamei
por um bilnete posta', nao me respondeu ; dahi a
dous dias chamei per outro, dizendo a este senhor
que viesse pagar-me, nada ; depois mandei ama
carta com o sob escripto ao Sr. Dr. administra-
dor, e devo star certo que este senhor est
sciente desta carta, nao me resp ndeu ; portanto
chamo diariamente, at que me pague.
Kecie, 23 de Abril de 1887.
_________________Antonio da Silva Gusmao.
Cerveja allem
Prlmelra qaalldade
Offorecem por presos mais baratos Uerm Pe ter-
sen 6i C. Successores. ra Mrquez de Olinda nu-
mero 22.
Amas
Precisa-ae de ama para cosinba e mais servico
de casa de familia, e urna rapariga honesta para
cuidar de enancas no interior da casa : na ra
Bella_n. 43.
Vinho deCollares
Legitimo, superior, e em barris de quinto e d-
cimo, ha para vender no armazem de Francisco
Ribeiro Pinto Gumar3es Se C, ra do Baiao
do Triuuipho n. 96.
0uera achou
Perdeu-se dous pequeos livros de recibos de
tallo, com as rubricas da Baroneza de Bemfica,
um e outro com a de Jos de Oliveira Castro :
quem os achou, querenda restitu I 03 pdde leval-os
ra de Santa Ceeilia n. 18, que muito se Agra-
decer e se reeo-npensar, e nao ple aproveitar
senao acs interessados.
De todas as fazendas existentes na antiga casa de
i uy\v;uu> D\CNH\
Os seguintes artigos comprovan a realidade em vista dos sens oreos
Cortes de fustao para coletea, a 1^000, 10200 e 1#800 !
dem de caseniira re cores, a 20000, 20500 e 30000!
Casemiras pretas e flanellas, a 800 rs., 10000 e 10200 o covado, urna largura I
dem diagones, 20000, 20200 o dito duas largaras.
Brins de puro linho, de cores, a 800 rs. e 10000 metro I
dem idem, branco n. 6, a 10500 o dito 1
Las de todas as quaiidades para vestidos, a 200 e 240 rs. o covado em reta
lho para acabar. .
Cachemiras idem, a 400 e 500 rs., o dito !
Setins de cores, a 600 e 800 rs. o dito !
FustSes branco e de cores, a 250 e 320 rs. o dito I
Meias alvas para meninas, a 20500 a duzia I
Camisas ioglezas, finas, a 360090 a dita I
dem francezaB, branca e de cores, a 240000 a dita!
Guardanapos grandes e de linho, a 30500 a dita I
Ceroulas bordadas, de 200000 tpara acabar) a 120000 i 150000 a dita I
Espartilhos, de 80000 e 100000 (vende-se) a 40000 e 50000 I
Madapolao americano, a 60000, pecas de 20 jardas I
EsguiSes para casacos, a 40000 a dita de ditas I
Cambraias braaeas bordadas, a 50000 e 50500 a pega !
Grandi sortimento de chapeos para senhora, a 40000 e 50000 para liquidar
Fichs e capas de 12, a 20000, 40000 um !
Bramantes de liabo puro, de 30000 (para acabar) a 20000 o metro I
Setinetas, a 280 rs., de todas as cores.
Pannos para mesas, atoalhados brancos, algudes, e finalmente liquidara -se
odas as fazendas por menos 40 % at seu valor as que tstiverem abertas as pegas.
Antiga casa
DE
GAKNEffiO DA CNHA
59Ra Duque de Caxias59
LUIZ DA CRUZ MESQUITA
66Ra do Rarao do Triumplio66
(Antiga do Bran)
Neste estabelecimento encontraro os
Srs. agricultores e seus correspondentes
todos os objectos tendentes a agricultura,
como sejain:
Machinas para fazer espirito, de destil-
lar e restil'ar, alambiques do antigo e no-
vo systemacom esquenta garapa, serpenti-
nas e earapu^as, tachas, tachos, bombas de
bronze, de cobre e de ferro, de espirante e
de repuxo, para agua, mel e garapa, tor-
neiras de bronze, de madeira e de todos
os tamanhos, canos de cobre, chumbo, fer-
ro, de todas as dimenses, cobre picado,
fundos para alambiques, repartideiras, pas-
sadeiras e escumadeiras de cobre, de fer-
ro galvanisado, rmelas c lcnces de co-
bre, bombas continuas, sinos de 1 libra at
110 arrobas, sola ing'eza e do Rio, cadi-
nhos patentes e de lapis.
Fazem se concertos de todas as quaiida-
des ecom toda presteza eperfeico apresos
mdicos
Vendem-se a prazo ou a dinheiro com
descont.



de Marco n. 6.
Participara ao respeitavel publico que, tendo f.ugmentado seu
estabelecimento de JOIAS com mais urna seccSo, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos de ELECTRU-PLATE, convid.m as
Exmas. familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimento, onde encontrar2o um riquissirao sortimento de oas de ouro e
prata, peroles, brilhantes e outras pedras preciosas, e relogios de ouro,
prata e nikel.
Os artiges que recebem directamente por to^os os vapor sao
3xecutado8 pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias de subido valor acharo urna gr.inde variedade
le objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
jasamentos, buptisados e -.nniversarios.
Nem ero relaco ao prego, e nem qualidade, os objectos cima
mencionados, encontrarlo concurrencia n'esta praga.
GRAGEAS
deCopahlba, Cuben
Ratanhia Ferro, Bismutho
ileatrio, Terebenthlna, **
FORTN
INJECQAO
Hygienica e (Vesti-vadora
tem causar
accidente aJgom.
As QRAQEA9 ^^OPv"l. :orao as primeiras que obtiveram a approvai^So da Acodtmia
de medicina (1830j ><*- ptaram-se uos Hospitaes. Curain as molestia secretas,
mais rebelde **S< fatigar os estmagos mais delicados.
A INJECQAO FORTN sempre recommendada como o complemento da medicscSo.
tlep ontiim kc ArasmtMM t FRAN M. da SILVA A C, usa prinoipaM Pnarmaeaa-

ftf
.^ M
figenho Serra-neva
Arrenda-se o engenho Serra-nova, na fregoezia
de Agua Preta, distante um quarto de legoa da
eataciOde Preguica, inoente e eorren'.e, com boa
machina a vapor, bous terrenos para plantat-s,
podendo safrejar 2,000 pes annualmente ; tra-
ta-e na roa Primeiro de Marco n. 17. 1- andar.

Vendc-se noeserjp-
tori da Empreza do
Gaz latas com tres
caadas de Tar (al-
catro) a 1$600 rs.,
promptas e soldadas.
Faz-se grande re-
duc^o no prec,o do
mesmo para as en-
commendas de quan-
tidades maiores, a*
tratar a ra do Im-
perador n. 29.
Vende-se ahi tam-
bem coke (carvo) em
saceos avulsos.
Peitoral de cambar
Agentes e depositarios geraes nesta provincia
FRANCISCO Ai. DA SILVA & C.
No armazem de drogas ra do Mrquez de
Olinda n. 23.
Precos : Frasco 2*580, 1/2 duaia
13*000 e duzia 24*000
Cosinheira
Precisa-so de urna cosinheira para cae de ta_
milia ; a tratar no armazem do caes do Apoll
numero 47.
---------------------- O
ca botica ; na ra
ALLAN PATERSN ir C
N.44--Ru t do Brum-N. 44
'UNTO A E npAO DOS B0NDS
> a vender, por prei_ rjjodicos, as segu r- ferragsns:
Tac didas, batidas e caldeadas.
Crivac diversos tamanhos.
Rodas de ^spora, idem, dem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular
Gradeamento para jardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos medeloa
Portasd fornalha.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavalos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-8e de conferios, e assentameato de raachiniamo
trabalho com perfeigSo e presteza.
execuiam
Precia -se de um servente
larga do Rosario n. 34.
AMA
Precisa-se de urna ama para comprar
nhar : i e cos-
Ama deleite
Precisa-se
Florea n. 18
de una ana
(porta larga).
de Itite : na la das
de GRIMALT e'C>
r;srrr.acsuticos em Parla.
Admlttido na nova
pharmacoj.ea oilUial de Franga.
Approvao tela Junta centrl oe
Hyciene oo Brazii..
Ikisa aspirar a fum.ica dos Cigarros
indica .tarafazeidesappareceremcomple-
Uinente os mais violentos ataques de
A.-lima, a Tate nervosa, Rouquidao,
Exlincfo da vox, Xevralgia facial,
Insomnio, e tambem combater a Tilica
iaryngea.
Cada estojo leva a marca da fabrica, a
"raa e O sallo da GROfAUlT 0a,
PARS, 8, Ra Vlvienne, 8
E RAS PRlNCIPlCS rBAMUCIAI.
Foriiocedor
privilegiado da Casa Real di Espanha i
e da S, Id. a Rainha de Italia.
Ozea Pd.
Ozea Sachet.
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os dentes.
Ozea Pasta para os dentes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabio.
Ozea Pomada.
Ozea Fixaiivo ^
Ozea Cosmtico.
Ozea BriHiantina.
Ozea Cold Cream.
Estas exquisitas preparaces sao niito apre-
ciadas i:a riis distincta sociedade pela deli-
cadeza do sea perfume.
W7 RIECER'S
TRANSPARENT CRYSTAL^0AP
(Sab-' transparente cristalino)
reconhecido como i mais perfeito V" todos 63 sabaos de toilette polas suas
propiedades hygionicas, Talfl ooa arom- o pele sua larga deraeao.
.. Dopos'.:) : .1 i irx'n-. Ferfiuabrias, Fannacias, 4ca-
f UGIffl 1
r


.

>

.

Diario de PernambncoScita-feira 29 de Abril de 1687
Aluja-se
tus* casa eonmodo. part p-aode **>
r^arbarisado ; na Poote de Ucbda a. 10.
Aluga-se barato
toa dos Guararapes n. 96.
Eaa V sconde de Itapirica n. 43, armasen.
Ra do Viacoodo de Goyanna n. 163, cotn igua
Largo do Mercado n. 17, loja coro agua
Ba Viacoade Goyanna n. 167, con agaa e gai
Roa Corcnel Suaseona n. 141, quarto.
TraU-se na ra do Commercio n. 5, 1 andar
seriptorio de Silva Guimaries C.
Preciaa-M de ama ama para connhar e com-
prar ; na roa Pris<:iro de Marco n. 25, loja.____
Ama
Precisa-se de orna corinbeira
po Saato n. 17, 3- andar.
Aviso
Ama
Aluga-se
a casa terrea roa do Viconde de Albuquerque
a. 170 e a loja do predio roa do Marques do
Herval, travessa do Pocinho n. 33 ; a tratar no
argo d Corpo Santo n. 4, 1- andar.____________
Precisa te de urna ama para servicos domsti-
cos a tratar na roa da Roda n. 16.
Ama
Precisa-*e de urna ama para cosiohar ; na roa
de Pedro Afronto n. 58, antiga da Praia.
Ama
A luga-se
A casa de ra do Pilar n. 37, com 6 quarto,
4 salas, cosiuba e apparelho fra, caiada e piata-
tada ha penco tempo; tratar na roa da Impera-
tris n. 56.
Alusra-sc
O armarem e pavimento aoperior da roa da
Moeda a. 35. muito proprio psra deposito de g-
neros, assim como o 2o andar da roa do Impera-
dor, n. 67, tendo excellentes accomodacoes para
familia, a tratar na ra 1. de Marco n. 20
Vinho da Mourisca
Proprio para mesa
Joao Ferreira da Costa, roa do Amorim n.
64, acaba de recibsr urna partida d~ vinbos em
cascos exceasivamente grandes, e como deseja
tornar bem conhecida rata superior qoalidade, que
as fas reeemmendado pela oa purea boa* pa-
ladar, resal ve vender eata remessa no sen eata-
belecimento em barris de quinto e de dcimo, por
prejos muito rasoaveia, para o que cbainam a
attenco dus senboree apreciadores, assim como
aoa denos de botis.
Em retalho veude se em casa dos Srs. Josto
Teixeira S C. Successorcs a raa ia Penha n. 8
Procisa-se de urna ama para engoramar e mais
outros servidos internos, pretere-se que nao saia
roa : na ra da Princesa Isabel n. 6.
Ama
Precisa-so de urna ama para cosinhar ; na iua
de Santo Amaro n. 14, sobrado.
AMAS
Precisa-se de urna para cosinhar e mais servi-
cos de casa, e de outra para menino ; aa ra da
oiao n. 31 A.__________________________________
Ama de leite
Anda precisa-se de urna
de Alecrim n. 63.
Ama de leite
Procisa-se de
Arago n. 35.
Tintan isliaoa
PARA TIN GIRA
barba e os cabellos
tintura tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, dando-Ihes urna bonita cor
e natural, inofensivo o sea uso simples e
rpido.
Vend-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqupyrol Fre-es, successores de A
CAORS, roa do rJom-Jesoa (antiga da Crui
n. 2?
AdmltiUnfla : PAR?, f, Boultrtrd Hontmtrtn.
OR1NDE-GRILLE.- Affc-*-eilvmpbaticiv1oen-
tas las Tas d Restiras, Astro croe do filiado e do ba?o
otxlraccocs vuceraM.eoocratiea calculosas da bile.
HOPITAi.. Atfoc-r^jdi Tiadjgestiruincomfno-
i'.s do estomago, digesto difcil, ioappettad,
ga'tralgus il;>-jspsia.
CLESTINS Affifedofriai, .ianorici iroian,
concito^e? das ODrinas, gota, diabetas.al&ui-J.auru.
HADTERIV:.Anectocdoirn.dhiigaj reta:
soncretoesd-a. sariaas, gola, diabetes, albimiiioria.
BXUA-SE 0 ROME da FOfiTE na C\PSDU
J. C. Levy avias ao publico que Ernesto &
Leopoldo, ex-socios da firma J. G. Levy 4 C,
tendo tomado posse da musa fallida, responsabi-
liaando-se pelo pagamente aos credores, de con-
do largo de Cor- fbrmidade com a concordata concedida e aceita no
joiso do commercio, ficando assim livre e desem-
baracado parante os credores daquella massa,
offerece seos servidos sos seus amigos e fregueses
na pbarmacia Central, roa do Imperador n. 38,
acbando-se a referida pbarmacia reconstituida e
premunida dos medicamentos mais novos e espe-
cialidades pharmaceoticas de todos os rrais acre-
ditados fabricantes.
"AVISO-
Concertam-se machinas de costara de
qualquer fabricante, bombas e toda e qual-
quer qualidade de machinas movidas a va-
por, ou gax, etc.
PRECOS SEM COMPETENCIA
39-Bna 1 Bom-JesQs-39
Aos Srs. propietarios e edifica-
dores
Na antiga e bem acreditada olaria de Bento dos
Santos Rames, ra do Visconde de Albuquerque
(outr'ora da Gloria) n. 85, encontrarao os Srs.
proprietarioa e edificadores, os seguinteu objec-
tos:
Tijolos de alvenaria batida.
Ditos qoadrados de diversos ta man boa
Ditos para forno de padaria.
Ditos de tapamento.
Ditos para cacimba.
Telhas.
O proprietario dessa conceituada olaria ecienti-
fica ase intercalados qae tosa* oa aras paosaasBas
sao manufacturados com o expeliente barro d'agua
doce, do lugar Taquary, tornando-se por conse-
guale recommendaveia nao s para a sade, por
; nao ser hmido, como o sao >a d'agua salgada,
mas tambem pela dnraco. Uafroairo, scieatifica
I igualmente, que a forma de suas telhas maior do
que qualquer outra, sendo estas, ao musito tempo,
mais leves por nao receberem dorante o invern
grande quantidade d'agua, como succede com as
de barro d'agua salgada. Precoa modicoa. 87,
ra do Visconde do Albuquerque, outr'ora da Glo-
ria, 87, Entrada pelo lado ao caes, defronte do
psssadico.
ama de leite ; na ra
urna ama de leite : na ra do
Jalroph
Manipoeira
Esae medicamento de orna eficacia r conhecida
no beriberi e outras molestias em que predomina a
bvdropesia, acha-se modificado em sua prepara-
cao, -Tracas a urna aova frmala de um distincto
medico deata eidade, sendo que someate o abaixo
assignado est habilitado para preparal-c de modo
a melhorar lhe o gosto e cheiro, sem todava alte
rar-lbe as propredades medicamentosas, que se
conservam com a mesma actividade, se nao maior
em vista de modo por que elle tolerado pelo
estomago.
(Jaleo deposito
Na pbarmacia Conceicao, i ra do Marques de
Olinda n. 61.
Becerra de Mello
Tinta preta
INALTERAVEL
E
com\ic4Tin
PHARMACIA CENTRAL
38 Ra do Imperador 38
Peraambur*
Serve para eseripturaco mercantil e d 3 ou 4
copias de urna ves,
KIosqae
lTraspassa-se um em bom lugar ; informa-se Da
travessa do Arsenal de Guerra n."9.
Um e GRAGEAS vmEH
do
DOUTOR
Extracto natural de Fijado de Bacalhao
PREMIADO COM MEDALHAS DE OURO E PRATA
^ I>ela -A.cad.emia Nacional
Ordenados nos Hospitaes de Franca, America, Inglaterra, Russia, etc., etc.
ass?m%%^
tKIS O, Bottlrvard Te Straebourg, SO
PARS
VENDAS
Cimento
Em Ptrnsmcjco, as Agua du Fonies de Vieat,
cima noP".edas, tfHi W em ca&as de
sURfSlICN ;Y Je LABILLE, S. ra do Commartl
S-U^ZEB & KC-.'.CMLIN, 3S, ra da CrM-
de assucar
ATKINSON
PERFUMARA ingleza
afamada ba mais de ara scalo; excede toda
Moairispelo sen perfaire delicado e exquisilo.
Trkz Mf.ualhas de Ocho
pariz 1878. calcutta 1mh4
yeiaextra-fiua exeell^ncia de uaquaiJad*.
GOLD HEDAL BOIOI'ET
ESS. BOOOBET I HuflD VIOLET
IBETOl CHYPRE
e onlros muiios perfumes roobeciJos pela sos
qualidade e odor deleitare! e exquisito.
i k Tsitrrrc be losdies be ATimsas
inoomparsrel para rf(re*ar e suari e pela inexcedire! escolha de Perfumes
para o lenco. Artlgos noros preparados peloa
Iurentores exclusivamente.
baiitri-ie a Cau tt MisIrmnila i fikr.aila
J. E. ATKINSON
24, Cid Bond Street. Londres.
. Maread" Far.ricaL'raa" Rosa branca**
obre urna Lrra de o.-o."
Apparelbos econmicos para o cozimeo-
te e cura. Proprio para engenhos peque-
os, sendo modic* em proco e cf
feoilvo em operacio.
I fode-se ajuntar aos engenhos existentes
do systema velho, melborando muito a
quadade do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERA^O MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
ma:binismo aperfeicoa no. Plantas completas ou machinismo
separado.
Especificajoes e informac5es com
BrowDS C.
5RA DO COMMERCIO-5
Materiaes de construc^o
Precos reduzldos
A Companhia de Edifcaclo, tem resol
vido d'ora em diante, para as vendas dos
productos da sua olaria a vapor do Taqua-
ry, o seguinte :
Tijolos de alvenaria grossa,
formato commum, desearrega-
dos em qualquer caes, o mi-
iheiro 22-J000
Ditos, formato irglez, dem
idem 18)5000
Ladrilhos idem 35,5000
Telhas commnns, idem 38$000
As compras de cem a quinhentos mil
ris, terao um descont de cinco por cen-
Fonseca irraSos & C. vendem cimento ingles,
marca pyramide, e cimento hamburgus, por me-
nos preco que em outra qualquer parte.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Eate exctllente Whisky Escesses f. Mili
o cognac ou agurdenle de canna, para rortifica
i corpo.
Vende-ae a retalho nos ba Iheres armasens
oolbados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo no
me e emblema sao registrados para todo o Braii
________ BROWN8 de C, agentes___________
Vende-se
um sobrade com bastantes commodos ra de S.
Jorge n. 13, com grande armarem no fundo com a
frente para a ra do Pharol ; vende-se tambem
urna casa terrea na mesma ra n. 33, com o fundo
para a mesma roa do Pharol ; a tratar na ra do
Baro da Victoria n. 65.
Cabriolis
Vende-se dous cabriolets, sendo um descobert-.
e outro coberto, em perfeito estado, para nm ou
dous cavallos; tratar ra Duque de Caxias
n. 47.
4os 1.000:000^000
200:000*000
100:000j>000
LOTERA
Em favor des ingenuos da Colonia Orphanolosf.ca Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBG0
Eztnicca 814 Malo -SB1837
0 thesoureiro Francisco Goncalves Torres
Em casa de todos os Per-fumistas e Cabelleireiros
da Franca e do Extrangeiro
PAEIS, Xe-vxa
PRBPARADO COM BISMUTHO
I*A.ir9 Perfumista
de la Faiac, 9, PART3
to, e d'ahi para cima dez par cento.
Passagem da Magdalena
Aluga-se urna encllente casa e sitio ra do
Pemfica n, 38 ; trata-se cotn Jos Antonio Pinto
Companhia Pernambucana n. 6.
Acbampe expostos venda os bilhetei da
lotera das Alabas
estovo Dpr,jk.^a
Sorte grande
15:000*000
DIVIDIDOS EM DECIMOS
as casas da Fortuna, ra ], de Mar^o
23.
Casa Feliz, pra-^a da Independencia
ns. 37 e 39 e na ra larga do Rosario
n. 24 A.
n.
O dia da extrac^ao
annunciado.
ser brevemente
POS DE ARROZ SIMN
Sabonete reme Simn
preparados com glycerina, para a toilette diaria, contra
as influencias perniciosas da atmosphera e para dar ao
rostro : Frescura, Mocidade e Macieza.
FRUSTRAL AS NUMEROSAS IWTAQOES.
J. SIMN, 36, Ru de Provence, PARS
PRIHC1PAES PHARACIAS, PERFUMERAS ET L0JAS DE CABALIEREIROS
>^*^*>Jsaat*R>>RaM<#lj>
Obras de vime e vinho
da Mourisca
Justo Teixeira & C. Successores, 4 ra da Pe-
nha n. 8, receberam de Lisboa pelo ultimo vapor
os costumados cestos, balaios e roupeires de vime,
elegantemente acabados, que vendem por prc.os
muito rasoaveis e ao alcance dos senbores pieten-
dentes, pelo qoe cbamam a attenco; como bem,
tem exposto venda o excellente vinho da Mou-
risca, o melbor vinho de pasto, actualmente neste
mercado, e que par sua pureza e superior quali-
dade, acto tem agradado ; nao preciso recom-
mend&t-o, elle proprio se recommenda
Piano
Compra-se um piano pequeo, forte, d e res cor-
das, em bom gestado de conservacSo, quem tiver
appareca ra"de Marcilio Dias n. 60, loja.
Tainancos do porte
para homem e senbora. o que se pode desejar de
mais aperfeicoado.
Sementes muito novas
de hortalizas e flores
Selias
Amorps perfeitos
Pocas Mcndes & C.
Ra estieita do Rosario n. 9, jauto a igreja.
Aluga-se o 1- e 2* andares do predio n. 27
ra do Imperador, caiado e pintado de novo, tendo
bons commodos e agua ; a tratar na ra Duque
de Cazias n. 47.
Precisa-se de um criado
hotel.
Driado
no largo da Penba n.
Acadmico Domingo* Elizea do
? mural
O major Claudino de Almeida e sua familia con -
vidam os collegas e amigos do finado acadmico
Domingos Elizi-u do Amaral para ouvirem as mis
sas que por sua alma serSo celebradas s 7 1/2 ho-
ras do dia 23 do corrente na matriz da Ba-Vista,
bem como a tomaren", luto at esse dia.
PHARMACIA CENTRAL
38RaImperador38
Tendo paseado por urna completa reforma acha-se montada a eatisfazer com
Eonjptidio a indicac5's medica., tendo para esse fin medicamentos de primeira qua-
ade e especialidades pharmacentioaa dos primeiro fabricante.
Tsenle coronel tiislriclino de
Cuatro Su Brrelo
Maria Cavalcunti1 d S Barroto, seus filhos,
filhas, gi uro.-*, oras e netos, presentes e ausentes,
agradecen) a todos os amigos e parentes que
acompanharam os restos mortaes de sen sempre
lembrado esposo, pai, sogro e av, o tunete-co-
ronel Austriclino de Castro 8 Barre to, ao cemi-
terio public-i, e de no\o os convidara para assis
tirem ae missas de seti*xo dia, que mandam cele-
brar as matrizes de Santo Antonio do Recite
de Palmares, no dia 30 do corrente (sabbado), s
8 horas da manh3.
A'Florida
Hua Duque de faxlas u loa
Chama-Ee a attencSo das Exmas. familias par
os precos seguintes :
Ciatos a 1*000.
Luvas de pellica por 2*500.
Luvas de seda cor granada a 24, 2*500 e 3*
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. c
metro.
Albuus de 1*500, 2*, 3*, at 8*.
Ramos de florea finas a 1*500.
Laras de Escossia pera, menina, lisas e borda
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 rv, 1*, 1*500 e 2*.
Pestes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anquinhas de 2*, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
Pentes para coco com inscripcSo.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 12*000
1 eaiza de papel e 100 envelopes por 800 re
Capella e veus para noivas
Suspensorio americanos a 2*500
L para bordar a 2*800 a libra
Mi de papel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a .$000 rs
Bico de cores 2, 3, e4 dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Leques transparentes a 3*000
dem preto a 2*000
Lindos Broxes a 3*000 1*000 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Linha para machina a 800 ris a duzia, (CBK)
Bordados com dois dedos de largura 600 ris,
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1*200
Garrafa d'agua Florida 800 rs.
Leques com borlota a 800 rs.
Bicos brancas pura s;tinta, cretone e chita pa-
ra correr babados a 1*000, a 1*501) a peca com
10 varas, barato.!
Albuns de chagrera, velndo e verbotina para
50 e 60 retratos a 6*, 7* e 8*000.
Meias de Escossia para senboras, a!*500 o par.
Lencos de linho em lindas cairas,
Bico das 11 has muito fino proprio para toalhas
e saias.
dem japonez proprio para alvas e roqueta e
toalbas de altar.
dem brancos com 5 dedos de largura, a 3*000
a peca com 10 varas.
Caixas com sortes de jogo de mgica proprios
para salo, a 5*000.
Sabonetes de deversas qualidades.
Bolsas de courc para menina de escola.
Collarinbo de linho a 300 ris um.
rande peentn-cnsa em espartilbos
de linbo a 3#O0O. nm.
BARBOSA & SAONTS
Um bom negocio
Vende-se a posse ia kiosque da ra Nova ao
p da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
grageas de Ferro Rabuteau
Launado do Instituto d Franca. Premio de Therapeutica
O emprego em medicina de Ferro Rabuteau baseado na Sciencia.
As Verdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
Chlorose, Anemia, Plidas Cores, Corrimentos, Debilidade, Esgotamento, Convalescencia
Fraqueza das enancas, Depauperamento e Alteracao do sanque em consecuencia de
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 a 0 grageas dor dia.
Nem Constipacao nem Diarrhea, Assimilacao completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nao podem engulir
enguhr as grageas. Um calix de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as enancas.
*> Urna $xplicaco detalhada acompanha cada frasco.
Exigir o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & Cia, de PARS, que se
_ ___________encontr em casa dos Droguistas e Pharma-.PAiticos.
Buhar
Vende-se um bilbar cm suas pertencas, a pre-
co commodo ; inforraacoes no caes do Capibaribe
n. 42.
Quasi de Gra^a
Vende-se nina mobilia estufada, forrada de seda
e com pregoa dourados, por ter o dono de embar-
car ; a tratar na ra das Trincheiras n. 24, 1*
andar, com o Dr. Claudino de Mello.
A REVOLUiO
0 48 ra Duque de Caxias
Chama a attencSo das Exroas, familias para uro explendido sortimento d fa-
zendas que vende por precos sem competencia.
E' bom ver-se para aereditar-se
Etaroine de 13 com palmas de seda, lOJOOO, a pega.
Cambraia bordada com 10 jardas, 50500, a dita.
GnarnicSes de veludilho bordadas a vidrilbo, 7000, urna.
Lindas cachemiras broche, 1$500, o eovado.
Cachemiras de core, 800 ra., 1^000 e 1-5200, o dito.
Damass de seda, li$400, o dito.
Setim Macan, 800 rs., 1,5000 e 10200, o dito.
Dito preto, 10200 e 10400, 20000, o dito.
Gorgurinas de listrinhas, 320 rs., o dito.
Setim damass, 320 rs o dito.
Lindas las de quadrinhos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradas a seda, 320 rs., o dito.
Las com listrinhas de seda, 560 rs., o dito.
Ditas com bolinbas, 600 rs., o dito.
Fustao branco, fino, a 400, 440, 500 e 600 rs. o ditD.
Cortes de cachemira para vestido, 200000, um.
Cretones escuros e claros, 240, 280, 320, 360 e 400, o eovado.
AlgodSo de doas larguras, 800 rs., o metro.
Bramante de qnatro larguras, 10200, o dito.
Dito tranjado de doas larguras, 10200, o metro.
Madapollo gema de ovo, 60500, a pe-ja.
Cortinados bordados, 60500, 70000, 80000 e 90000, o par.
Colchas bordadas, 50000, 60000 e 70000, urna
Ditas de crochet, 80000, urna.
Grinaldas com ricos veos, 100000, urna,
Leques de pao, pretos e de cores, 500 rs., um.
Ditos de papel, noridade; 700 rs. e 10000, um.
Ar%os para honiens
Cortes de casemira de cor para costumes, 250000 um.
L'it03 de dito de edr para caiga, 50, 60, 70, 80500, um.
Ditos de fust3o para colote, 10000, 10800 e 20500, um.
Ditos de 13 e s"da para eol<*te, 60000, un.
Casemiras de cores para 10600. 30000, 30500 e 40000, o eovado.
Dita diagonal e alcocboada, 20500, 40000, 50000 e 60000, o dito.
Dita Sedao, 20800, o eovado.
Cheviots azul e preto, 10200 e 30800, o eovado.
Grande sortimento em brin brancos e de c es, casinetas moleskins, meias,
gravatas, lencos e outros artigos que se lembraro na preeenca dos fregu zes.
Henrique da Silva Moreira.
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pllulas purlflcao o Sanue, eorrigem todas as desordems de Estomago b
dos Intestinos.
i
Fcrtalecem a saude das constitufoes delicadas, e sao d'rnn valor incrivel para todas as enfermidades
peculiares ao sexo ferainino em todas as edades. Para os meninos assim como tambem para as I
pessoas de idade avauada a sua efcacia e incontestavel.
Esas medianas slo preparadas smente do Estahetecimento do Professor Hollotaav,
78, NEW OXFORD 8TBEET (antas 538, Oxford Street), L0KDBE8.
E vendemse em todas *>'pharmacas do universo.
t& O compradores sao convidados respeitosamene a exaaiinar oe rtulos de cada <~vva e Pote se nSVo MM|
direcsao, 533, Oxford Street, Jo ilsificaooes.
j
Teen te coronel A aatriellno de
Castro M Barrete
Dr. Deomedea Tbeodoro da Costa (ausente) e
Francisco Lopes, mandxm celebrar na capella de
Preguicas urna missa s 8 horas da manba de 30
do corrente, por alma de sen anrigo o tenente-cc.
ronel Anstrielino de Castro S (Jarreto, stimo dia
de sea pissamento, e para isso pedem a seas pa-
rentes e amigo, assim eomo ass do finad a as-
siitirem a este acto de religi2o, pelo que desde ji
i* confetanm Hgritdpcidot.
%
APPROVACAO da academia de medicina
pars
O quinium Labarraque um Vinho eminentemente tnico febrfugo destinado a substituir todas a
overas preparaces de quina.
O quinium Labarraque contcm todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium Labarraque prescripco com vantagem aos convalescentes de doencas graves, as parturientes e
i todas as pessoas fracas ou debilitadas por urna febre lenca.
Tomado com as verdadeiras pilulas de Vallet. sao rpidos effeitos que produr nos casos de chlorose,
mi, cores paludas.
Em razao da efficecia do Quinium Labarraque, prefcrivel jff* C^? Jt
V
o em copo de licor, no fim da refeico e as pilulas de Vallet antes. (
Vende-se na mor parte das pharmacias sobe a assignatura
Fabricacao e atacado : Casa L. FRERE
19, roe Jacob, Paria.


le rcnuimbacoSeil
a 29 de Abril de 1887
lina quarta forma de beri-beri

I




i
( ContinuacHo do Diario u. 91)
Hija tal o mea humilde pensar.
O Sr. capito Jo Tbomaz Cavbante Pessoa pode
ser ouvido a respeito desee importantissimo caso. O doen-
te anterior era seu mano; todos os seus incommodos foram
vmitos rebeldes tudo, e delles falboeu.
A prmeira, doente aqui referida, aSo teve outros
incommodos que vmitos iucohersiveis dos qua.s falbceu.
Em todos estes tres doentea o exarae orgnico feito
por varios e distinctos collegas den sempre resultado
nullo, com) soo ser nos casos de beri-beri.
A tberapeutica por mica acooselhada em tSo longo
espado de tempo, e aquella que fflra indicada por habis
mdicos consultados, foi sempre de nenhum effeito, nulla
sempre em seus resultados, como tambem costuma ser nos
casos de beri-beri.
A mudanza de habitayo por via martima, s, nica
e exclusiva, deu so resultado prompto, iinratadiato, impo
nente e mara.ilhoso, que ferio viva e intensamente o roeu
espirito, fazendo-rae v%r que os syraptoraas, de beri-beri
podem ser retardados por muitos anuos em sua plena ma-
nifestayto, e, bem assim, que durante este retardamento
podem manifestar se terriveis e mortacs syfljptomas, iude-
pendentes d'aquelles que Iho sao classicoa adema e pa-
ralysia, aos quaes preciso assignar a mesma causa, e
indicar o seu mais til tratamento.
A informaySo seguinte semelhante a de a. 3. ; o
beri-beri de symptoma retardaro; nullo todo o trata-
menta ; rpida a cura pela viagem, mas sem os caracte-
rsticos, edema e paralysia.
Quarto casoA. urna senhora de 60 anuos de
idade, sesada, de temperamento nervoso. NSo tm prece-
dentes que autorisem julgai-a de organismo deteriorado.
A cinco annos, puuco mais ou menos, compon a sen-
tir-se indisposta do estomago, e algumas vezes esta indis-
posiySo era accompanhada de vmitos biliosos.
Persistiudo e amiudando-se estes incommodos retrou-
se para urna casa de campo, onde nao obstante as bas
qualidades do ar, da mesa e da franqueza, seus males fo-
ram augmentando, e chegaram a tal ponto que nada mais
poda comer porque tudo vomitava, e vomitava mesmo
sem comer 15 a 20 vezes por da e noite.
durando estes incommodos por espago de 5 a 6 me-
zes levaram-na a um ponto de enfraquecimento tal, qu se
julgou sua vida quasi terminada.
Contessou-se, sacramentouse, etc.
S vmitos e mais vmitos eram os seus incommodos.
O eiame em scu corpo nao mostrara orgSo algn doente
anatmicamente.
A forya muscular, das raaos e ps, os orgSos senso-
riaes, o pulino, o corceo, tigado, estomago, rios, tero
nada absolutamente indicavam que n'elles bouvesse qual-
quer leso material sensvel.
Nenhuma era a sSe; o pharinge e txophago esta-
vam escaladadcs pelos repetidos vmitos; nao se queixava
de arrotos chocos ; o veotre tinha sempre preso.
Tudo quanto empreguei f> baldado; pois eseusado
repetil o; aecreseentarei smente para esclarecimeoto que
esgotei os anti espasmodicos, os anti-dyspepticos, os alte-
rantes e os substituitivos mais enrgicos sem obter resul-
tado algara satisfactorio.
Nestas tristes circumstancias ped urna conferencia,
que foi logo chamada o organizada oom os distin tes pra-
ticos os Srs. Drs. Pitanga, Ramos, Save e Abibiades
Velloso.
Depois do feita por mim a exposyao da doenya; de-
po8 de haverem files examinado por longo terap> a doen-
te, e dell* ouvrem as particularidades de sua molestias
chegaram a este resultado : ou ira maero no estomago
ou urna lesao da medidla. Eu apadriuhei sempre esta
ultima hypothese, refusando aceitar a prmeira por que a
doente nune* dentara o menor vomito sanguinolento ou
puramente de sangue ; nenhum tumor ou dureza, por
pequea que fosse, reconhecida pela presso, se notava
no estomago, no figado, ou no bayo; apenaB .io-. ligeira
dor senta a doente nestas regidas, e em sua familia cao
havia precedentes.
Tiveram todos, e entre ellos eu, como mais provavel,
que se tratava de urna alteraySo da medulla (mieditis coro
nica) com suas terrives crises, e oeste sentido eosaiaram-
se novos medicamentos.
O organismo, ou j caneado por deraais, ou pelo ca-
rcter proprio da molestia, entrou a manifestar nansa nos
soffrimentos, que deixarara de ser continuos, e menos in-
tensos, havendo das queja os nao sentia; isso deu lugar
a que a doente se fosse reanimando, e fOm esta reaciraa-
yao se a raandou para os banhos de mar em Olinda, onde
continuaram as melhoras, mas nao ura resubebeimento;
porquanto, l urna vez por semana ou de mez em mez,
*inhara os vmitos, mas uao tSo terriveis como daotes
Do meio dd auno passado para c recomey-iram os
mesmos incommodos peninuzes e rebeldes a tudo como
dantes.
Neste estado fo- ainda ouvido em Janeiro do correte
anno o distiucto clnico Sr. Dr. Argollo, o qual examino-a
a doente que de viva voz Ibe contou os seas crusciaotes
soffrimentos, inforraando-o logo de que estes t se acal-
mavam com as injecy8cs de morpuina a > ora o hydrato
de chloral em tao a!; dse que Ihe causara aimiracao.
O colleg. foi de opioiao que se tratava do ama ane-
mia uiedull.-r, e neste sentido receitou-lhe um preparado
de sua pratica, do qual ella usou por dias, mas sm re-
sultado algum.
O estado da doente era em Janeiro do correte anoo
O seguinte grande inapetencia para tudo, vomitava tudo
que coraia, apenas conservava pequeas papas de varas
gommas, ou algumas raeias chicaras de bi:e, ou de choco-
late, ou alguns goles d'agua e vinbo.
Pela manha passava melhor, os accessos ihe appare-
ciam mais frequentes e soberbos a tarde e a noite, que
i2o a deixavam dormir.
Estes accessos rara necoropanhados de urna dor ter
rivel sobre o estomago c ebegavam at o eorayo que a
doente sentia como que aperlado, e o mesmo sentimento
era o que experimentava no estomago.
A estes vmitos e a estas dores cruciantes se ajuotava
urna orthopna tcrrivel; a doente atirava se aos bracos
das pessoas que a assistiam quero ar; estou morrendo
era o que dizia em suas terriveis agonas.
Dura va j esta recrudescem-ia quatro mezes com a?-
c'essos diarios; seu medico j nao tinha mais remedio algum
que recetar Ihe ; prepara va-se para ir repetir as ojeeges
de morfina, quando no seu cscriptorio re.'ebia a visita do
doente n. 3 que Ihe informou, e elh vericouo etj-
pendo resultado da sua vngem, e que tanto iuminoj o
seu espirito.
Terminada esta visita, e satsfeita raipha curiosidade
diiigi-me logo casa da doente a disse-tbe que se pre-
parass'i para fazer urna vi.igam a Fernando, pois que sea
mal era beri-beri. No dia seguinte seu esposo veio per-
guntar-me s-! o que eu dissera na vespera a sua senhora
era real ou mera brincadeira ; ao que Iba respond que o
estado de sua senhora era para wr tomado muito ao serio,
e nao como brincadeira.
Ella poder ainda t'izer esta viagem ? Oo mal a via
E' meu paracor que stm ; e pens qie ha de tirar ptimo
resultado.
Esta familia n5o poda deixar de tomar-o meu con-
selbo, o conseibo de seu medico assistente exclusivo de
perto de quarenta anuos.
Oito ou dea di*s depois carregada em urna cafaba
por aouB marinbeiros, segura anda por ama pesso* por
diante e outra por detraz, fui posta em ama lancha e
d'r.bi conduzida a 14 de Janeiro para o vapor Giqui onde
foi guindada e levada paia 9!U camarote, mam oomo um
fardo, que como urna pessoa ainda viva.
Neste vapor seguio para Fernanuo o Sr. Dr. Car-
nauba, a quem ttratera foi ella recoromeedafa.
A' 24 de Fevereiro, 38 dias depois ueste embarque,
esta senhora voltava no mesmo vapor para sua casa,
corada, suficientemente nutrida, andan Jo com seu pro-
prio ps, sem vomito, sem inapetencia, sem dore, sem a
phixia, em fira sem tudo quanto a havia inartyrisado tanto
e por quasi cinco anuos.
Qual seria pois a molestia dasta senhora ? cancro do
estomago? So ; esta molestia irremedivel: mielitis
chrjuica ? nao; porque nao ha recursos para ella depois
de cinco annos; hystcria ? n'aquella iiade sempre
dormente ; anemia da medulla ? tambera nao : era si a o
beri-beri na forma visceral, com deseovolvimeuto tardo,
ou o beri-beri sem edema sem paralysia d.s pernas,
loeaaado desde longo tempu no estomago, corayao e pul-
ino*es, e juatiyado planamente pela viagem martima.
Quinto CO80C. A. 6 um hornera de 50 annos, pouco
mais ou menos, de estatura pequana, de temperamento
nervoso ; activo e Jabonoso. Nao tem precedentes que
lho tivessem alterado u constituicSo.
No mez de Margo do anno corrente, em um domingo,
assistira na Nova Hamburgo a urna conferencia abolicio-
nista feita p 'I > Dr. Joaquim N.ibuco, depois do que se-
guio para a casa, onde chegou bastante suad> ; raudou de
roupa, e em seguida bbeu dous copos" de limonada de
maracuj gelada, nao obstante as refl-xSes em contrario
de sua esposa.
Imme listamente nada seutio, senao a satisfacXo de
ter bebido limonada tSo saborosa e tao fresca.
Do dia seguinte, porm, cmtliant, sentb-se lnguido,
fastionto, indispjato emfim.
Dous dias depois estava febricitante, e por essa motiva
ouvio scu medico assistente que be prescreveu um
laxai.t.s de calomelanos seguido de duas colheres de oleo
de ricino que produzio bom effeito.
K-p tiudo-se este calor febrd no dia seguinte, foi
prescripto caohets com dous decigrammas de sulfato de
quinino, do qual s usou um neste dia.
No domingo seguinte, 8 dias depois da conferencia
abolicionista teve um vomito amaretlo bilioso que se repe-
ta a noite, em conseguencia do que seu assistente Ihe
prescreveu ligeira iufuso de ipecacuanha einetisada que
produzio alguns vmitos biliosos.
Desde este dia, nove depois do uso da limonada, co-
megou a ter febre intermitiente frauca, que o accoramet-
tia pelas 11 horas do di i o terminava s 11 pouco mais
cu menos da noite : temp. 38. mximo 38 1/10pul. 70
a 75 suores abundantas que Ihe molhavam nao s as
vestes como as coberturas do bito. Estes suores eram
conetantes ante3 da febre, durante esta e depois della ;
nao correspondaos, pois, aquella temperatura, nem urna
crise benfica.
Era a febre acomponhada de dSr surda na cabera, de
rxcitacao cerebral quando dorma, de incommodo auricu-
lar quando ouva conversas, ou mesmo cnticos brandos,
e de vmitos biliosos, amarellos, quatro a ciaco vezes ao
dia, inapetencia a tudo, e prostrayao.
O doente dizia, que g-ralmente s estava a seu cora-
modo deitido sobre o dorso, embora mudasse constante-
mente de lugar.
A febre cdeu no fim de tres das (11 depois da li-
monada) ; permanecendo porm os suores e a perturbaco
da cabega cora insomnia.
Para acalmar o cerebro prescreveu-se bromureto de
potassio em solujao, adoyado cem xarope de morphna, 3
colheres de sopa a noite e urna de hora em hora.
Para raodificar-se a sudaco, que era enorme, pres-
creveu-se plulas de camphora e valeriana, tres por dia,
pela manha, ao meio dia e a tarde.
^Reappareceu o somno, e diminuiram consideravelmente
os suores; mas os vmitos, com estes remedios, em nada se
moditicaram, eram sempre biliosos, amarillos e sem de-
psitos .
O i-ther sulfrico era capsulas 4 a 6 por dia, o cha
de canella s colherinbaa de meia em raeia hora tambem
nada approveitaram.
Permaneciam portanto os vmitos, a inapetencia, hy-
peresthesia ajricular e o indiferentismo; a lingoa era boa,
espalmada, rosea e sera descamayao alguraa. A respeito
de alimentos, o que melhor supportava, e nao vomitava,
eram os mngaos de araruta aroraatisados com canella ;
ato mesmo em pequea quantidade. Nao tinha sede nem
azia; o ventre era ligeiramente timpnico, mas sera dor
alguraa, e se conservou sempre preso, sendo por esse mo-
tivo que usara de clysteres e de um ou dous copos d'agua
de Janos.
As ourinas foram examinadas e nao derara sguaes
de albmina.
Os exames de to los os orgaos do veotre e do peito,
feitos quasi diariamente, s da vara resultados negativos.
Nao havia edema ou paralysia as pernas.
A idea de urna febrebre perniciosa foi a priraera que
se apresentou ao espirito do esclarecido medico assistente
o Sr. Dr. Caetino Xavier Pereira d Brito.
Desvanecida esta ida ao dcimo terceiro dia, pela ter-
minacho da febre e diminuico dos suores, suspeitou-se al-
guraa alferayo do cerebro ou de suas mininges, pela per-
sistencia dos vmitos, do indifTereotismo, da insomnia, eda
hy peresthesia auricular, etc., etc.
Eu, que acorapanhava ao Sr. Dr. Brito no tratamento
dest) doente, partilhava tambera das mesraas suspeitas.
A hypothese de um envenenamento saturnino tam-
bera fot por arabos ventilada por ter o doente recentimen-
te preparado sua casa cora tintas a oleo; mas esta hypo-
these foi desde logo inadimissivel.
Permanecendo, portanto, taes incommados j por 20
das, sem alterayo alguraa orgnica raanibsta, e rebeldes
ao tratamento empregado, foi por mim apiesentada a idea
de ura en vene amen to beri-berico. Abracada esta idea
tambem pelo Dr. Brito, fui eu autorisado a declaral-a ao
doente e a sua esposa, a aconsalbar-lhe urna viagem ma
etiraa, devendo porm, antes de tora ir este alvitre, ouvir
era ennferenca os mdicos de sua centianya e seguir o
raminho que esta indiciase.
O doente acceitou o nosso parecer a repeito da via-
gem, que foi logo marcada para dous dias depois, mas
resusou fazer a conferencia; e firme nesta sua resoluyo
mandou tomar passagera para Europa no vapor Ville do
Cear, qu dous dias depois deste conselho, devia aqui
chegar a 26 da Margo
Js amigos, porm, do doente nao accoitaram esta sua
resoluyo, e persuadrara-no a que ouvisse separadamente
tres mdicos por elles indigitados, o que foi feito no dia
segunte.
O primeico consultado foi o Sr. Dr. Prxedes Pitanga
que conheoia bem o doente e j o tinha visitado como
amigo por occasiao de sua molestia. Este collega, depois
de seu exarne, declarou que nao achara sigaal algum de
beri-bera, e via smente ainda as consequeneia3 de urna fe-
bre palustre ; e por isso liraitava-se a aconselhar a mudanya
da jasa, e o uso de limonadas sulfricas g.dadas.
O doente repugneu de raotu proprio estes eonselhos,
porque j havia se mudado de sua casa para a de um ir-
raao; d'ab voltou para a propria, e desta para o Arraial,
onde a contento estava; e na verdade estava bem rolloca-
do: eraquanto porem ao uso da limonada, de maaeira algu-
raa quz 'isnial-a,lembrando-se que sua molestia comecara
por motivo igual.
Em seguida foi ouvido o Sr Dr. Loureiro, o qual
depois de minucioso exame declarou que o doente estava
sotfrendo di envenentmento saturnino, e por isso accou-
selhava os banhos sulfurosos. O Dr. Caetano, que nesta
occasio achava-se presente, disse-lbe que esta hypothese
j tinha sido suscitada, e que nao fra auceita, porque o
doente embora morasse era urna casa qu* acabava de ser
reparada em pintura, cora tudo nao passava os dias nella,
e noite dorma em quarto de taina v&, mui arejado e
fra da piatura ; que neahuma dor aecusava o doente no
ventre; que loe faltava a orla cinera das gengvas; e
finalmente, que hoja as pinturas em geral sao foitas com
alvaiade do zinc e nao de chumbo.
NI o foi aceita esta hypothese.
O terceiro colbga consultado foi o Sr. Dr. Carueiro
da Cnnha, o qual depois de minuciosamente ter examina
do doente, dissa que nao admttia a idea do b beri, e
julgava o doente em ptima convabscenca; e por isso
apenas podia crer que os asaisteates por mui oondesceden-
tes para cora o doente, nao quorendo causar-lha dores,
haviam deixado de aoonselhar-lhe ura vizicatorio no epi-
gastrio ; e estava carto de que cora este tratamento e
oom a tnudanya das capsulas de ether, ura pouco irritantes,
para urna beberagem etberea, o restabebeimeuto seria
prompto.
Tendo affirraado este seu parecer cora rauita confian-
ya, o doente resolveu adiar sua viagera e por em pratica
o tratamento por elle aconselhado, eque foi inmediata-
mente posto era pratica.
Com effeito nesta mesma tarde o doente nao vomi-
tou, nem tilo pouco a noite, como era habitual ; mas s
11 horas do dia seguinte tivera um vomito duplo daquelles
que fazia dantes, e vomitara mais duas vezas a tarde, o
que sobremodo o contraiiou.
Deliberou elle ento expoataneamente sabir no pri-
meiro vapor que partase do Recfe, fosse l para onde
fosse, embarcando por isso na tarja-feir, 29 de Marco,
muito cedo no Aymor que no mesmo dia devia seguir pa-
ra o Rio Grande do Sul, com escala pelo Rio de Janeiro.
Na vespera de sua partida e no dia do embarque at
s 2 horas e raeia da tarde nao havia tido vomito algum,
e estava mui satist'ci'o com a sua resoluyo.
Ao despedir-me dell, e de sua familia a bordo, abra-
cando-o disse-lhe, o marcom toda a certeza Ihe ser pro-
picio .
Tebgrarama do dia 4 de Abril, seis dias depois de
sua partida, datado do Rio do Janeiro, inforraou-rae que
nos tres priraeiros das o doente vomitara 0*4 vezes (tanto
quanto vomitava so estivesse em trra) ; nos djus ltimos
das tres vezes, e j ia com bom apetite. Em onsequencia
doquedisse aos seus amigos que odoUnteia bem, e que em
breve estara restabebeido.
Mas, de que molestia estara affeetado esta doente?
de Urna febre perninciosa que abortara ? da urna febre
ratermittente palustre mascarada? de urna meningo-en-
cephalit8 frustra ? ou pura e srapbsmente de uraa hyper-
secregao biliosa, cuio fluxo s se dirigia para o estoma-
go ? I !!
Tudo isto pode ser, era hypothese, pois que nada se
realison que o justificasse. Entretanto, que eu tendo viv
era mnha lembranya os vmitos iucohersiveis etc., da pri-
meira doente, ?ua sobrinba e do segundo, os quaes
fallecern vomitando sem mais outro incommodo; e do
terceiro e quarto que s alibi .rara e sa restabebeeram em
p lucos dias dos seas rebeldes vmitos, mudando de bea-
fidade por via mmtiraa, ti ve como mais acertada a hypo-
these de ser sua molostia a consequencia da um envenena-
raento beri-berico de forma visceral, ao qual a viagem ma-
rtima faria prompta justiya e foi o que realmente succedeu.
Appresentando estes factos a apreciayao dos mena
distinctos colbga8 clnicos desta ci lade, e de outras tam-
bem, nSo tenho era intenyb irapor-lhes alguma idea, mas
nicamente chamar sua attenoo para elles, e pedir-Ibes
que, recordando o que por suas clinicas se t ver passado,
vejara se ha ou nao razao para t3mar taes factos como ca-
sos de beri-beri sem os caractersticos classicoa (edema e
paralysia), e que eu, para distingul-os destes, admitto-os
como fazando uraa 4a frraa intitulando-a deberi-beri
visceral, e neste sentido nSo s poupar aos doentos tra-
traentos inuteis, como propor-lhes um outro se nao to
fcil, ao menos mais vantajoso.
A's pessoas aqui citadas, e que foram desses factos
testemunhas, ou pey que se encontrarem qualquer inex-
actilo. adeclarera a bera da verdaia, da seiencia e da ha-
mauidade.
Racife, 6 de Abril de 1887.
, Dr. Cosme de Sa Pereira.
ir. o
Os doentes n. 3 e 4 que foram a Fernando, e obtb
verara era 36 dias tao feliz resultado, nao se deraoraram
o terapo preciso para consolidar suas curas, e por isso j
comeyam a sentir amaayos dos seus anteriores incommo-
dos, mas ainda se conservam em bom estado : eum delles
j parti para a mesma ilba.


IITTERATUK
OSEGREDO DE DANIEL
POR
JULES DEGA.STYNE
-(*)-
Prlmelra parte
{ContinuacH)
IX
O mov manto em torno d?lb accentua-
va-se. Do navio para o caes iam e vi-
nham os botes, circulando em torno de
navio. Gritos de enramando domnavara a
balburdia... os apitos cortavam o ar...
a policia afastava a multidao e os guardas
turmas approxiraavam-se, praruejaodo, e
mandando levantar os coaderanalos.
Daniel despertoa das suas rcflxSis e
poz-ae de p como os outros.
Ura instante depois a turma coraeyou a
caminbar e dirigia-se para o navio.
Urna hora depois tinha lugar o embar-
que ; o paquete bvantou ferros e fez se
ao largo.
O tempo estava sobarbo. As vagas bri-
Ihavara, douradaspeb sol... o espayo au-
gmenta va, e via-se Marselba, as casas, o
porto, a depois a sua floresta de casas di-
minuir pouco a pouco, sumir se na immen-
sidada.
Infelizmente os forjados nao podiam go
zar do aspecto daquelle ferico panorama.
Encerrados as suas gaiolaa do gradea,
como feras, nSo tinham sob a vista senao
as paredes sombras do navio, sojas, co-
bertas de urna carnada de carvo de po-
dra, e naquella especie de noite, com os
olbares chammejantes dos seus caraaradas
deitados diante delles rompen lo a escuri
dSo, como olhoa de tigres.
Daniel tinha se refugiado a ura canto, a
parta sem fallar a ninguem.
Abra d'isso, os seus companheiros, que
todos conheciara a sua historia, tinham por
elb uraa especie de deferencia.
Nao era dos seus.
Viam-n'o pelo seu todo, pela sua phy-
sonoraia, pela sua lingaagem, e afasta-
vam-se delle como de ura ente superior,
de quem quasi tinham raedo.
Daniel nao procurava de resto combater
aquelb especie de terror que inspira va,
porque quera tbar s cora os seus pansa-
raentos, e estava satiafeito que nao Ihe di-
rigissera a palavra-
A viagem cnntinuou sem incidente.
A bordo, os coaderanados sao divididos
en turmas.
Era elle qua devia olhar pela manuton-
yoj da boa ordera da sua diviso, que ia
buscar os vveres para a sua gente.
Fez se notar ao cab) de alguns dias
pela sua intelligencia e pela sua docilida 1 a.
Uraa manha, o commandante, encontran-
do-o, fixou n'elb o seu olhar penetrante.
E' a si, dissa elle, que ehamam o
Desconheeido T
Sou eu, sm, ra;u commandante.
Tinha raz3as para alo se dar a co-
ahecer ?
Razos muito graves, raen comman-
dante.
Acompanhei cora toda attonyao o seu
processo. Nao foi para roubar que inatou
aquelb hornera ?
Nao sou um ladro.
Parcebi-o pelas suas reapostas, e se
eu fosse raembro do jury, palavra de com-
mandante, nao o tinha condemnado. Ha-
via no seu processo alguraa eouaa que me
impresiooou .. nao sai o que, pois que
nao quiz explicarse, mas emfim, alguma
cousa.
- Agradeyo-lhe, meu commandante, o
nteres se qua tara por mim.
Nao tera de que. Tinha odio aquelb
hornera ?
Consiuta, meu commandante qua nao
me explique.
Quer guardar o seu segredo... Com-
prehendo... nao me coobece...
Oh I meu coraraan laate, nao por
desconfiar.
O official ficou um instante sera fallar.
Examina va atentamente Diniel.
De repente fez ura movimento brusco,
como se a abassa de tomar uraa resoluyo
sbita.
Olhe, disse ell, venha ao meu ca-
marote, tstou acostumaio a couhaeer os
bomens, a ficarei muta sorprendido, se
nao valer mais qua o traja deixa suppor.
Camiahbu para a frente.
Dauiel saguio, muito intrigado. Quan
do chegaram ao camarote do commandan-
te, estb offarecou urna cadeira ao forjado.
Sente-se, disse elle, e cont-me o seu
caso. Nao sou juiz de iostracySo, e dou-
lhe a miaba palavra de honra de que o
seu segredo morrer commigo. Logo
priraera vista, apezar da suaposi.o, con-!
cebi pelo senhor a mais viva sympathia.
Quero ver se me enganai ou se ti ve ra-;
zo, se realmente digno do interesse.
A' excepyo do meu no rae, disse
Daniel, vou contar Ihe tudo.
Estou ouvindo.
Cora urna voz calorosa, arrebatadora,
entrecortada rauitas vezes pelos soluyos,
Daniel contou a sua triste historia, sera
omittir o menor detalhe.
O commandante com dfficuldede cont-
nha a sua emoyo.
Cora os diabos exelamou ella, eu
bera sabia que aquelles idiotas dos jurados
nada tinham visto no seu processo.
Nao se lhes deve querer mal; nao
sabiam.
Devam adiviohar, que diabo Loga
se v pela cara das pessoas mas fique
tranquillo, guarlarei o seu segredo... o
que nao impedir de Ihe tornar a bordo a
vida mais suave que fr possivel, e de
quando chegarmos racoraraeudal-o ao go-
vernalor.
Oh meu commandante, como bei
de agradecer-lhe murmurou Daniel.
N5o tem que agradecer-me, fajo o
meu dever; re-plbou bruscamente o official
superior. No seu lugar faria a mesma
cousaj.. approvo completamente o que faz...
bella ossa dedicajao. e admiro-o ;
grande... isso comraove-o I Para o sa-
nhor, ao menos, a honra ainda alguraa
cousa. Os seus bao da viver honrados,
estimados... suberbo.
O vlente horaem quasi chorava !...
Daniel conmovido, quasi sam voz, ape-
nas gaguejava alguns agradeciraentos in-
intelligiveis.
O commandante estandeu-lhe a mu.
De me a sua mo... tanho satisfa-
jao era apertal-a... e cont commigo.
O Sr. de Serves precipitou-se sobre a
mo da commandante, beijou a, e regou-a
de lagrimas.
E' a priraera alegra que sinto...
murmurou elle, depois... Nao pode di-
zer mais nada, e retirou-sa afUictiasissimo.
Desdo aquelb momento o commandante
deu ordom para que deixassem Daniel era
liberdade.
Havia mais de um mez qua o navio que
levava Daniel e os seus companheiros ti-
nha sabido de Marselba, quando uraa ma-
nha, o mariuhairo de viga, no topo
raastro grande, soltou um grito qua
do
fez
a gente
ao tombabilho
subir toda
Terra I trra !
Tinha chegado.
Daniel, sentado popa do navio, sentio
urna grande melancola apoderarse delb.
O corajo batia Ihe com forja.
Estava tudo acabado...
Er naquella trra que ia acabar os seus
dias,
Nao tornara a ver a Franja nem os
seus.
A bordo do navio julgava-se ainda na
sua patria; mas all, naquella ilha deseo
nhecida, onda ia ser atirado, toda a espe-
ranza morria para elb.
Aquelle ponto negro, qua augraentava
proporyao qoe o vapor 8a approximava,
apparecia-lbe carregado de tristezas e de
dores, como urna nuvein que se levanta
no borisoute preohe de tempestades.
A telbidade e a liberdade estavara per-
didas pare. elle.
Porque nao havia de ter a coragom do
deixar-se submergir naquellas vagas cor
de esmeralda que vinham quebrar-se no
coatado do navio ?
Ninguem o via. ninguem se opporia
ao seu projecto.
Quando muito, a sua queda formara
urna ruga na superficie das aguas.
Desappareceria desconheeido, ignorado,
sera que o navio se bmbrasse ao menos
de diminuir a marcha.
Para que Ihe servia a vida, se nao tor-
nara a ver aquelles a quem amaya?
Debrujou-se sobre a borda, prestes a
deixar-se cahir, mas foi retido por aquella
derradeira esperanja, que nunca abandona
o homem, anda o mais desgrajado.
Quem sa be ?
Podia sabir das gales, ver a pena som-
mutada, podara talvez evadir-se, e eatao
quem o impedira de ir ter com os seus,
de ir para onde elles estavam, de os ver
de boga sera se dar a coohecer ?
Estava bastante mudado para sua mu-
lher nao encontrar nella o esposo, seus ri-
bos o pai...
Sabina aa menos se lhes faltava algu-
ma cousa, se eram felizes ?
Arrao ou-se bruscamente coutempla-
_uo do abyarao qua comeyava a attrahil-o,
a produzir Ihe vertigens.
O navio estava agora m.is prximo da
costa.
Distinguia-se a verdura que formava so-
bre o solo cinzento, como qua placas es-
curas ; depois a alvura das constru :y3es.
As pessoas livres de bordo tinbam su-
bido para o convez e assestavam os oculosj
Designava-se j pelos seus nomos, os lo*
garas, as colimas, as casas.
Na praa, sobre a aria resplandecente e
araarella, agitavara-so pontos negros.
Eram curiosos que tinham visto o navio,
a que vinham assistir ao desembarque.
O vapor acabava de lanyar ferro, quan-
do se vio ura bote largar da praia, e diri-
gir-se para o navio torga de reinos.
Nesse bote vinha o governador da ilba.
O commandante, qoe tinha corrido ao
seu enooutro, convidou-o a almojar com
elle.
Durante a rebiyao fallaran de Daniel.
O official superior contou "O persona-
gem official, que do resto conhecia pelos
jomaos os datalhss do processo, parte do
que Ihe tinha dito o torrado, e rocomraen-
dou o com empenho.
O governador quiz ver aquelb condem-
nado extraordinario.
A' sobre-mesa mandaran chamar de
Serves.
O commandante, disse o governador,
deu-rae a seu respeito as melhores infor-
maoSes.
O commandante muito bom, mur-
murou Daniel intimidado,
Nao, nao, dissa o official, contei ao
Sr. governador tudo quanto podia dizer-
Ihe sem o compromatter, e elle proraettea-
me minorar a sua pena quanto Ihe fosso
possivel.
O forjado, fazando se vermelho, ia res-
ponder.
O governador perguntou Ihe brusca-
mente :
Que sabe fazer ?
Eu... gaguejou Daniel embarayado.
Que otfi.-io tinha antas da sua dea-
graja ?
NSo tinha officio nenhum.
Nao trabalhava ?
Era lavrador.
Sabe jardinar, ento ?
Ura pouco...
Empregal o-hci no meu jardim, pro
visoriamente.
O Sr. governador tem muita bonda-
de, balbuciou Daniel inclinando-se.
O representante do governo fitava-o com
attenyo.
Reeebeu alguraa nstru -yao ? pergun-
tou elle em seguida.
Sim, Sr. governador.
Sabe escraver, contar e tora ortno-
graphia ?
Sai, aira, Sr. governador.
E' talvez bacbarel?
Sou bacbarel.
Os dous personagans fisaram ao mesmo
tempo ura gasto de surpreza.
Era que faculdade estudou ? pergun-
tou o governador.
Pejo permissao para nao responder.
Tara razao, murmurou o funciona-
rio ura pouco vaxado... esquecia-me d'a-
quelle famoso segredo.
E accrescentou em tem mais benvolo,
se bera que ainda ura pouco brusco.
Todava pode contar commigo. Ir
trabalbar para o meu jardim por eraquanto.
D'aqui a pouco tempo o meu secretario re-
tira-sa e substitu!-o ha. Gozar nessa posi-
jo de urna liberdade relativa, e em qual-
quer caso vivera sep-.ra io dos outros ban-
didos com qua o commandante vai enrique-
cer a minliac'lbjao.
Daniel, confundid, agradeceu profunda-
mente o commandante e o governador,
ratirou-se.
E' exacto, disse o governador quan-
do elle desappareceu, este rapaz nao vul
gar.
Quanto a mim, um homem honra-
do, que teve ura momento da alluciaajo,
disse o official.
Entre estes patifes ha alguns que sao
muito fiaos I
Oh este sincero, garante.
O governador abanou a cabeja.
NSo poude arrancar Ihe oseueegredo.
Foi impossivel .. tambera nSo in-
sist.
Procurarei ser mais feliz, murmurou
o governador, e espero que me sera o raconbecidos.
Dvivido muito qua o consiga, respon-
deu o oom mandante-
K' o que veremos.
Este homem nao recuou diante das
gales, que podia talvez evitar, para nao
dizer quem pra nSo expor o seu nem
a urna deshonra; duvido qae se descubra
meio de o fazer fallar.
O almoyo estava terminado.
(Contnuar-e-^")


,
Typ. do Diario ras Duque de C*xias a. 42.
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