Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18668

Full Text

AMO Lll JffMfifiO 92



?









PARA A CAPITAJL E LUGABJBS OXDE MAO SE PACA PORTE
Por tres meses adiaptadoi............... ^ 60000
Por seis ditos idem.......... ...... i2&
Por um anno idem................. 230O0C
Cada numero avulso, do mesmo dia............ 100
SABBABO 3 DS ABE DE 1887
^"B""ssssssssssssss
PARA DESTRO E PORA DA PROVISO*
Por seis mezes adiantados............
Por nove ditos idem..............\ [
Por um anno idem ....,........
Cada numero avulso, de das anteriores.........
130500
270GOO
100
NAMBUGO
Pr0j)tieraie ir* Mmo Xtflurira He aria i ftyos
Os Srs. Ataede Prinee C.
de Paria, -lo os nassos agentes
exclusivos de annunelos e pu-
blieacdes na Franca e Ingla-
terra
_.
TELEGRAMAS
s:::;;: pabiibul.,b so subid
PARAHYBA, 22 de Abril, s 12 horas
e 45 minutas da tarde. (Reoebido s 3 ho-
ra e 30 minutos, pela linba terrestre).
.iqui cnegoa boje, procedente do
aorte, o paquete nacional ESPIRITO
SANTO, o ciuai ecne a tarde para
reraambuco.
SEvigo : as3sc; satas
'Especial para o Diario)
LONDRES, 22 de Abril.
Lord Salisburj presidente do con-
seibo de ministro*, ao proferir um
discurso ii' ni a reunlao publica, de-
rlanni que os eleiiores devlam com-
prebender que o Sr. Gladatone pro-
tege os intuitos dos bome-rulers da
Cansara dos Communs. alias suspel-
tos. pois que parecen! approvar os
crime que sao commettidos diaria-
mente na Irlanda.
ROMA, 22 de Abril.
O presidente da Cmara dos De-
satado da Italia retlrou sua demls-
ao.
CAIRO, 22 de abril.
Fallecen Cberlf-Pacba. ex-minis-
tro.
Agencia Havas, lial em Pernambuco,
22 de Abril de 18*7.
INSTRUCCO POPULAR
ELECTRIC1DADE
(Extrahid)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
BLECTBICIDADE ESTTICA
Con; muafoo )
CAPITULO VIH
EXPBRISKCIAS DIVERSAS COH A FAI8CA BLSCTSICA.
CaBRILhO E TOBNIO.BBTB ELCTRICOS J SOPBO BLE -
CTBICO.
Experiancias diversas com a faitea elctrica
Sa approximarmos ino de un coductor da ma-
china elctrica o fluido desta attrae da mi o de
nome contrario e repelle o do mesmo nome para o
solo. Aquelles combinara ae, prodnzindoama faia-
ca, aio estalido e um choque ou commoco elctri-
ca-
A experiencia do banco elctrico consiste em
oollocar, sobre um banco com ps de vidro, saja
pessoa cuja mo vai tocar o conductor da machina
elctrica : o nudo elctrico distribuir-se-ha pelo
corpo da p?ssoa sujeita a experiencia sea eesa pea-
aoa soffrer coininu\-iio alguma. Se outra pessoa
tocar com e dedo t-m quaiquer parte do corpo da
que esta isolada, sestwao ambas um rpido cho-
que, e produzir-se ha nina paqnena faisca entre
os dona pontos d > contacto.
O Carrilhao elctrico nm apparelho composto de
tres timbres suspensos de urna rettua metailica, que
est em cominunicaciio com a machina elctrica.
Os timbres laferaes sao suspensos por fios me-
tal lieos, e o central por ura no de seda que o isola
da machina, as coinmunica com o solo por meio
de urna cadeia de lati. Entre o timbre central
e cada um doa lateraes est suagn-nsa urna bola
de cobre, por um fio de seda. Quando a machina
tuneciona, os timbres lateiaes electiisam-se posi-
tivamente e attrahem as bolas de cobre, que sao
repel i das, logo que eatabelecem contacto com elles
por fiearem electrisadas com a mesma especie de
fluido ; indo tocar o timbre central que est em
communicacSo com o solo, perdem a sua electrici-
dade, sao de novo attrahidas pelos timbres I ateraes
assim successivamentc. A influencia exercida
pela mschina e pelos timbres laterses pode ter
electrisado o timbre central negativamente ; neste
caso, os pndulos sao repellidos por este ultimo,
logo que eatabelecem contacto com elle, como f-
cilmente se comprehende.
O torniquete elctrico um apparelho cosnposto
de seis raios metallieos, recurvados as extremi-
dades, todos no mesmo sentido, e soldados a urna
pequea chapa que pode girar sobre um fulcro
vertical. Pondo se o sopporte do apparelho em
eommuicacao com a machina elctrica, logo que
e&tiver carregada, comecar o torniquete a girar
no sentido opposto a inclinaco das pontas. A
electricidade que se exgotta pelas poubis do tor-
niquete, vai electrisar o ar, que, ficando earrega-
do do fluido do mesmo nome, as repelle ; por este
motivo, o torniquete elctrico nao pode funecionar
no vacuo.
Se dispusermos. sobre o conductor de urna ma-
china elctrica urna ponta metailica, recurvada
horisoatalmente, e Ihe approximarmos a lus de
ama vela, a repulso do Huido, que por ella se ex-
getts, produs um moviolento no sr, que pide apa-
gar a luz, se a machina tr de grande forja.
( Continuo. )
JARTE OFFICUl
toferao dr PaoTlncla
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 21 DE
ABRIL DE 1887
Absixo assignados, todos interessados
nos transportes que obrigado a com-
pauhia de Trilhos Urbanos do Recife -
Gazanga.Informe o Sr. engenbeiro fis-
cal da estrada da ferro do Kecife ao Ca-
tanga.
Antonio Jos Correia. Informe o Sr.
juiz de direito da comarca de Cantaru'.
Agostinho Ferreira da Silva Azeveiio.
Informe o Sr. jniz de direito da comarca
de Garanhuns.
Companhia The Qreat Western of
Brasil Ralway Company Limited.Nao
havendo crdito na lei do orcamento vi-
gente para ter lugar o pagamonto reque-
rido, nesta data submetto o meamo paga-
mento deliberajSo da Assembla Legis-
lativa Provincial.
Vigario Francisco Virissimo Bandeira.
A lei n. 1,320 de 4 de Fevereiro de 1879
e art. 86 do Regulamento de 2 de Julho
do mesmo anno se oppoe ao que pretende
o supplicante. Como, porm, allega que
esta intelligencia nao tem sido uniforme,
recorra Assembla Legislativa Provin-
cial, solicitando interpretado authentica.
Framisca Alaria de Paiva.Informe o
Sr inspector do Thesouro Provincial.
Naria dos Martyres Tavares dos San
tos. Informe o Sr. Rev I. director da Co-
lonia Orphanalagica Isabel.
Sebastiao Cyrillo Gomes Penna Iafor-
me o Sr. inspector do Thesouro Provin-
cial.
Vigario Trajano da Figueiredo Lima.
Recorra Assembla Legislativa Provin-
cial. J foi usada a autorisacao contida
no art. 2o da lei n. 1883 de 20 de Dozern-
bro de 1886, expendendo-se o acto de 18
de Janeiro ultimo, que nao pode inais ser
alterado.
Valerio Francisco Regia.Informe o
Sr. inspector da Thesouraria de Fazonda.
Secretaria d Presidencia de Pernam-
uboo, 22 de Abril de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Keparticao da Polica
SeccSo 2.' N. 387.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, '22 de Abril do 1887.
Illm. e Ex tu. Sr.Participo a V.Exc.
que foram hontm recolhidos. Casa de Oe-
tengo os seguintes individuos :
A' ordem do subdelegado do Recife, Ma-
ra Francisca da Coaceicao, Josepha de
Souza e Luiz Antonio do Nascimento, por
disturbios e oftvnsas moral publica.
A' ordem do de Santo Antonio, Jos
Francisco da Silva, Jos Marcolino do
Nasciment, Cassiano Teixeira de Mello,
Maximiano Pereira da Cunha, Candido
Herculano do Reg, Zefcrino Jos Espin-
dola, Albino Victoriano dos Santos, Anto-
nia Matia da ConceicSo e Maria Antonia
Goncalo, por disturbios.
A' ordem do do 2o districto de S. Jos,
Joto Francisco da Silva, por disturbios.
Participou-me o delegado do termo de
Limoeiro, em officio de 16 do correte,
ter naquella data feito remessa ao Dr. juiz
municipal do referido termo, do inquerito
policial procedido contra Manoal Francisco
Leite, por ter 'erido com duas facadas a
Joaquim Florentino de Mello.
Anda em data de liontem communicou-
me o subdelegado do 1 districto de S. Jo-
s, ter na mesma data feito remessa ao
Dr. juiz de direito do 3* distriuto criminal,
do inquerito policial procedido contra o
subdito portuguez Joao Jos dos Reis, por
crma de tentativa de morte contra Maria
Amalia do Espirito Santo Marques, factu
este que teve lugar no da 14 do corren te,
na ra de Lomas Valentiuas.
Deu-me sciencia o cidadSo JoSo da Ro-
cha Hollanda Cavaicante. em officio data-
do de 15 do correte, t-sr no mesma occa-
so assumido o exercicio do cargo de de-
legado do termo de Barreiros, na qualidade
de 2o supplente.
Em trras do engenho Lages, do termo
de Gamelleira, no dia 15 do crrente, o in-
dividuo de nome Antonio Aires deu diver-
sas escotadas em Lourenco de tal, produ
zindo Ibe graves offensas.
Anda no dia 17, tambem deste mez, no
engenho Bom Gosto, do referido termo,
os individuos de nomes Luiz Antonio da
Silva, Caetano Jos Francisco e Antonio
Deodato, trabalhadores da via-ferrea do
Bonito, travaram-se de razes, da qual re-
sultou sahirem feridos gravemente Luiz
Antonia e Caetano Jos Francisco, este
com urna e aquello com oito facadas.
O respectivo subdelegado tomou coaha-
ciTiento de ambos os factos e proseguenos
termos do inquerito policial.
No lugar Agua Fria, do districto de Be-
beribe, pelas 5 horas da tarde do hontem,
o individuo de nome Francisco Bonifacio
Alves Ferreira assassinou com diversas ca-
cetadas a Zacaras O.-sario Das, evadin-
do-se aps o crirae.
O subdelegado respectivo tendo sciea :ia
do faeto para all se dirigi, fez proceder
a vistoria, prosegue nos termos do inque-
rito policial e trata de capturar o crimi-
noso .
Deus guarde a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azavedo, omito
digno presidente da provincia. -O chefe de
polica, Antonio Domingot Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 22 DE ABRIL DE 1887
Souza Nogueira & C. Jos da Costa Ra-
bello e Josepha Mara do Espirito-Santo.
-AoSr. Dr. administrad r do Consu-
lado para cumprir o despacho da junta.
Carolina Soares de Amorim Moureira e
Clodoaldo Bezerra da Costu Guedes.
Entregue-se pela porta.
Maria de Carvalho Paiva. Sellado o
conhecimento e certificado pelo tabeliiao
que nao foi assignad a escriptura, volte
para os fins requeridos.
Mello d Vianna, Antonio Goncalves de
Azeved Manoel da Silva Nogueira e Mi-
randolina Maria do Espirito-Santo. In-
forme o Sr. Dr. -administrador do Consu-
lado.
Dr. Paulo Jos de Oliveira, Dr. Manoel
Goncalves Viegas,baro de Jaboatao e Vir-
ginio Horacio de Freitas. Certifique-so.
Francisca Maria de Paiva, Florentino
Cavaicante de Albuquerque, officio do Dr.
chefe de polica, Dr. padre Manoel Gon-
galveB Soares de Amorim, Sebastio Ci-
ryllo Gomes Ramos e Fielden BroBthera.
Intorme o Sr. contador.
PERNAMBUCO
Assembla Provincial
DISCURSO DO SR. DEPTADO JOS MARA
PROFERIDO NA SESSAO 14 DE MAR50
O Sr. lo' Mara E'-rae indiferente, Sr.
presidente, jo adiamento ou nSo do requerimento
que se discute. Eu, coma muito bem disse o il
lustre orador <,ue me precedeu na tribuna, nao te-
nho a Dretenco de que ceja elle approvado.
O Sr. Prxedes PitangaTemos a certeza de
que nao o ser.
O Sr. Jos MariaQuando o apresentei, tive o
nico intuito, como ento dase, de fazer com que
nriis esta immoralidade ficasse registrada noe an-
naes desta casa ; alm de que era inconveniente
que tivesse inais publicidade o attentado descom-
munal, praticado pjr ordem do goveroo contra um
magistrado.
Pouco se me d, portante, que seja rej itado
hoje ou ama.ih ; mas nem por isso deixarei de
reconheccr que tem toda procedencia as conside-
racoes produzidas pelo meu Ilustre collega, depu-
tado pelu \2 districto.
Efectivamente, o nobre deputado que impug-
non o requerimento nao pode voltar tribuna,
porque s Ihe dado fallar urna ves, e isto j4 suc-
cedeu ; S. Esc. terminou a sua misso, e, por
consequeucia nada adianta que estejn presente ou
ausente.
Se u tivesse necessidade de fazer recrimina-
V'es, o cavalbeirismo impuuha-me a obriga^ao de
pedir eu proprio o adiamento desse requerimento,
porquanto, como V. Exc. sibe, como deve saber a
casa eu nao tenbo par coetume, eu nao tenho por
habito ferir pelas costas, com > fasem os assassi-
nos cobardee.
Entretanto, como prstendo apenas responder
respeitosamente s consideracoes teias pelo meu
Ilustre amigo, embora adversario poltico, per-
mitir V. Exc. que eu fa;a coro com a opinio
do nobre deputado qa: encetou o debate
Quando eu fallava contra o attentado inaudito
praticado pelo subdelegado de Maricota contra o
juiz municipal de Iguarass, o nobre deputado
pelo 3* districto em aparte prometteu destruir,
cabal e completamente as considerares por mim
produzidas.
Preparei o espirito para convenser-me de que em
tudo tmha ido urna inven^o, de que o Sr. Dr. Te-
lea phoro nao tiuha sido preso, mas infelizmente
asaim nilo succ^deu.
Comecou S. Exc. o seu discurso dizendo que
ea tivera um nico intuito apresentando este re-
querimento,e era o de affltgl-o, porquanto se
attribuia a S. Exc. a sutoria d'aquelle atten-
tado.
O Sr. Prxedes PitangaGu panas que nSo ;
pens que e Ilustre deputido pelo 3- districto 6
m.-apiz disso.
O Sr. Jos MariaRespond em aparte que nao
era esse o meu mtuito, nem S. Exc. poda assim
suppor, porquanto eu nao aViio passsr, quando
est esta casa aberta, qualquer tacto de certa im-
portancia aem discutil-o.
Por consequencia, nao poda S. Exc. esperar
que um attentado inaudito coiro esse, urna verda-
deira immoralidade, passasse deaapercebi lo neata
casa, aem que eu bouvease levantado o meu pro-
'testo, aem que eu houvesse concorrido com a mi-
nha voz para que ficasse elle registrado, afim de
produzir seus effeitos mais cedo on mais tarde.
Cou7enca-se S. Exc, portanto, de que nao foi
esse o meu intuito ; ao contrario, eu faria violen-
cia aos meuft sentimentos de poltico, se porventu-
ra, para tratar deste tacto, eu tivesse neceasida-
de de offeoder a S. Exc, um dos poucos deputa-
dss conservadores a quem devo grarido, a quem
muito respeito e a quem muito acate, pois que tem
ido S. Exc. um dos poucos que hao concorrido pa-
ra a approvaco de requerimentos meus, quando
os ciernis os rejeitam, embora seja o objecto sobre
que versa a votacao o mais justo, o mais rasosvel.
Eu nao poderei ejquecer-me, por exemplo, de
que nos primeiros diaa de seats preparatorias,
na 1* seasao da presente legislatura, quando eu
estava na tribuna, havia mais de 4 horas pugnau-
do pelo direito do meu distincto collega que havia
sdo legtimamente eleito pelo 2* districto, direito
de que a maioria procurava esbulhal-a para ore-
sentear o Sr. Ferreira Vellaso...
O Sr. Qoncalves FerreiraQue to deputado
como qualquer de nos.
O Sr. Jos Maria... como effectimeute succe-
deu; eu u > me posso esquecer, digo, de que es-
taudo na tribuna tiavia ja mais de 4 horas, e ten
do necessidade de satufazer as exigencias do
meu estomago, pedi permiss&o para retirar-ine por
5 minutos, e foi o meu requerimento rejeita.10 por
todos es deputadoa conservadores, com excepcao
do Ilustre deputado a quem me retiro
Comprehende a casa que uao sendo eu um ho-
rnera desconhecido, um homem ingrato, nao podi,
tendo S. Ero. me dado essa prova de considera-
;o, subir a esta tribuna com o proposito delibera-
do de magoal-o. '
Fique o nobre deputado certo de qne esse nao
foi o meu intuito, mas sub tribuna levado por
um intuito muito m*is nobre. Foi o meu dever
de poltico, de opposicioniata, de cidado, que obri-
gou-me a vir prjtestar contra o acto arbitrario,
contra o acto iuqualificavel do subdelegado de
Maricota, praticado com acquiesceocia do presi-
dente da provincia, o qua se demonstra com o tac-
to de ter S. Exc. se negado a tomar as providen-
cias promptaa e enrgicas -ue o caso requera.
Como j disse, Sr. presidente, o nobre deputado
prometteu que destruira todos os meus argumen
tos, pedindo-lhe eu nessa occaaio que nao se so j-
corresse para contestar a mesma argumentacio.
das razoe's de cabo de esquadra apresentadas, j i
no artigo anonymo, publicado por esse subuele-
gado (e digo anonymo porque eBt aesgn>ido com
nm nome que nao o seu,) e j as inforinacoea
prestadas por esse mesmo subdelegado ao presi-
dente da provincia. S. Exc. me affirmou que pro-
curara destruir com argumentos inconoussos a
minha aecusacio, mas longe de fasel-o praticar
aquillo que eu justamente receiava : limitou-se a
defender o subdelegado com as suaa palavras como
se o subdelegado acensado viesse contessar o at-
tentado por elle praticado.
O Sr. Gaspar de Drummcnd K Vv. Exea, nao
esto acensando com as infornraco .'8 do Sr. Drs.
Telesphoro ?
O Sr. Jos MariaNSo ha paridade, meu colle-
ga, entre urna cousa e outra.
O Sr. Gaspar de DrummondU toda a pari-
dade.
O Sr. Jue MariaV. Exc. sabe que um homem,
a menos que seja um lonco, um magistrado que vai
exercer o seu direito de voto, nao e capaz de vir
dizer sociedade : eu fui victima de um atten-
tado, eu foi detido por um subdelegado para nao
votar, sendo este-facto inexacto.
O Sr. Gaspar de Drammond-O Sr. Dr. Teles-
phoro um hornea muito politice.
O Sr. Jos MariaAqaelle que pratica o acto,
o crime, a immoralidade, v-sa necesariamente
toreado a defender-se, embora seja preciso faltar
verdade, embora esteja evidentemente provado
o delicto commettido. O individuo que pratica
um crime, acha aem ore meio de negal-o. M*s
com certeza um homem que nao recebe urna of -
fensa, que nao injuriado, principalmente se um
homem as condicoes do Dr. Telesphoro, que exerce
nm lugar aportante, nao vem, aem necessidade,
dizer que foi desacatado quando isto nao suc-
eedeu.
NSo posso acreditar que haja um homem que
venha declarar que foi desfeiteado sem tel-3 sido,
ao passo que crivel que aquelle que praticou o
attentado, o negu.
O Sr. Gaspar de DrummondQua outras pro vas
adduzem Vv. Exea, se nao a aecusaco d'aquelle
que se quer fazer de victima nesse negocio ?
Um Sr. DeputadoMas o tacto nao foi con-
testado.
O Sr. Jos MariaNao acreditavel que o hon-
rado magistrado viesse declarar que havia sido de-
tido, sem tel o sido efectivamente. Depois, Sr.
presi lente, o proprio subdelegad* confessa que o
Sr. Dr. Telesphoro passon pela frente de sua casa
em demanda de Iguarass, e nao se comprehende,
senhores, que o Sr. Dr. Telesphoro tendo empre-
hendido urna viagem para exercer o seu direito de
voto, tivesse ficado no caminbo de proposito, so-
monte para attribuir a autor.dade policial um at-
tentado esntra si praticado.
Aim disto o Sr. Dr. Telesphoro ia acompanhado
de outre cidadao tambem eleitor.
O Sr. Costa BbeiroJ bouve quem se reco-
lhesse ao Arsenal de Marinha de proposito.
O Sr. Goncalves FerreiraContra este aparte
da nobre depotado protesta a populacao do Recife.
O facto foi publico.
O Sr. Jos MariaMas, Sr. presidente, como
dizia, o Sr. Dr. Telesphoro ia acompanhado pelo
Sr. Magalhies e este foi igualmente'muito detido.
P.ir ven tur a, senhores, nega-se que o Sr. Dr. Te-
lesphoro tivesse ficado as mattas de Utinga ? E'
acreditavel que S. 8. se tivesse perdido naqoelle
ddalo inextrincavel, abi permanecendo desde 7
h jni8 da man ha at 4 da tarde, sem ter podido
delle sabir? Nao de certo. S. S., dado a hypo-
hese de se haver perdido, poderia deixar de che
gar em Iguariss a hora conveniente para votar,
mas com certeza nao chegaria pela tarde, por-
quanto nao to longe o camioho, nao to ex-
tensa a matta e eu appallo para o nobre deputado
pelo 3 districto para que me diga se essa matta
to grande, to extensa, tem caminhos to varia
dos, to iutrincados que sejam preciaos 8 ou 10
horas para percorrel-a ; que ainda mesmo quando
alguem nul'a se perca, nao pjss* sabir desde 6 lio-
ras da inanh, sempre andando, se nao s 3 cu 4
horas da tarde.
O facto est pravado saciedad: o Sr. Dr.
Telesphoro foi victima de um attentado, que o Sr.
presidente da provincia cncampou, desde que deu
toda a forca ao subdelegado que o praticou, nao
o punindo, e afirmando o seu secretario a Deus e
ao mundo, que elle sena mantido.
Desgracadamente, na siiuacao actual, pratiea-
se um faeto to grave, urna immoralidade desta
ordem sem um protesto da part dos nobres de u -
tados da aaioria, mas lembrem-se Ss. Excs. de
aue nos amanh podemos estar no poder c prati -
caremos attenlados iguaes.
O Sr. Prxedes PitangaApoiado. Isto urna
faca de dous dimes.
O Sr. Jos MariaIsto, psrm, nao quer dizer
que se algum correligionario meo assim proceder
eu fique do lado delle ; ao contrario, hei de vir
tribuna, nao para fazer edro com os meus amigos,
com aquelles, que por ventura, pretenderen] en-
campal-os, mas com os que os profligaren!.
Considerai, senhores, que o cidado que foi vi
ctima desse attentado descommunal nao um sim
pies individuo, mas um collega nosso, um moco
que cursou a Faculdade de direito (apoiados) e,
portanto, por esta razo se nao por outras, deve
merecer toda a nossa consideraci. Eatretanto,
vos vos esqueceis disto, pira eocamparies um
acto de prepotencia, de baixa vinganca de um
belrguiuv policial, suppondo talvez o poder eterno
em vossas mos.
O facta foi cabalmente demonstrado ; o Ilustre
deputado pelo 3 districto, nao o contestn, visto
como apenas basou-se as infornacoes do subde-
eado, que sao todas contradictorias.
O Sr. Gaspar de Drummond E o inquerito ?
E os depoimentos das testemunhas?
O Sr. Jos Maria ^s tustemunhas, que fora-u
os soldados do destacamento os mesmos que rea-
lisaram o attentado, es instrumento?, os manda-
tarios, limitaram-se u dizer que tinbam encontra-
do o Dr. Telesphoro as matas, accrescentando
que o nao cinheciaui, o que urna falsidade, por-
que nao ha soldado que nao conheca o juiz da co-
marca em que est destacado.
Um Sr. DeputadoMandam soldados praticar
immoralidadea desta ordem! ...
O Sr. Jos ManaO Sr. Ainara!, como j disse
justificando este attentado, limitou-se a informa-
(o da autordade policial, alm disto uad* mais
tez do que a'.irar insultos ao Sr. Dr. Telesphoro.
(Apjados da opposico e apartrs.)
E depois uo desespero em que ae acha va. revoi-
tou-ae at contra os seus proprios correligionarios,
contra a magistratura inteira do paiz dizendo que
todos os juizea mercadejavam a justica !
lato foi dito nesta casa, peraute os nubres de-
purados que ouviram silenciosamente, deixando
pairar sobre a cabeca des seus proprios correli-
gionarios e amigos to grave aecusaco !
O Sr. Goncalves FerreiraElle nao quiz dizer
isto.
O Sr. Jos MariaTanto quiz dizer que o dis-
se o repetio com insistencia em vista dos protes-
tos vehementes levantados desta bancada, princi-
palmente pelo humilde orador que neste momento
se dirige assembla.
O 8r Goncalves FerreiraDisse que o juiz po-
ltico caballava.
O Sr. Jos MaraDisse quo os jnizes cabal-
lavam e mercadejavam a juatica.
(Apartes.)
Eu appello para aa notas tachygraphicas, e se
_ seu discurso ni sibio publicado tal qual foi
squi proferido, eu hei de reclamar.
O Sr. Goncalves Ferreira Se elle estivesse
aqu tena explicado o seu peuaamento.
O Sr. Prxedes Pitanga O pensamento est
escripto. E' ou uao verdadeiro ?
O Sr. JoB MariaEu chanwi a attenco do no-
bre deputade e doi seus amigos ; e disse mesmo :
como que Vv. Excs. ouvem taciturnemente isto
e nao protestam, tendo Ilustres correligionario!
que sao magistrados]? !
O nobre depurado queixou-se do3 seus correli-
gionarios ; disse que a derrota qua soflVeu parti
nao da falta do prestigio que tem na sua comarca
-as d falta da orca por parte doa seus amigea
e do governo, tanto que leitores conservadores
deixaram da votar, porque nao tiohim sido atttn-
didos as suaa pretenco s a lugares pblicos.
(Apartes.)
Se assim Srs, de quem is culpa? E que
esses conservadores da Iguarass uao tem eren-
cas firmes e arraigadas, nao sao verdadeiroa poli-
ticos ; que e partido conservador de Iguarass
n) arregimeutado, f.rte o cheo de dedicacoea
mido o partido libera .
Fique registrado que o proprio chefe dec'.arou
que perdeu a eleico porque os couservadorts de
l-uaraes s votam sendo sUisteito* os seus pidi-
dos; mas quando o goveroo nao atiende as suas
preteuce8, nao Ihes U empregos, deixam de vo-
tar. (Riso e apartes)
Neste caso esses homens nao sao conservadores,
sao uns aventuremos, una especuladores.
Se nos tivermos necessidade desses homens el-
les rao votar comnosco, se diro liberaes.
Urna VozComo ho de sel-o.
O Si. Jos ManaCreio que nao ho de sel-o. Se
n quando subirmos tivermos 3} laguas em dis-
ponibilidade devemos dl-os aquullea que nao noa-
sos correligionarios sinceros e firmes e nao a es -
ses bue mercadejam o voto e o vendem.
-.:Hi. .1 c .. .r.c...'
'-re uenutaao peiO 3o districto, responden-
do a um aparte do meu nobre amigo o Sr. Baro
de Itapissuma, declarou que hi muito tempo Igua-
rass est fra dos eixos.
Ora, se assim nao ha qua extranhar que s;
pratiquem attentados como este a que veuho de
eferir-me.
Mas, senhores, estar urna comarca fra dos ei-
xos (riso) o que quer dizer ?
Que urna comarca tora da lei. Ora, se Igua-
rass urna comarca onde nao ha lei, onde nao
ha ordem, onde tud* confuso, um chaos, o que
ha de admirar que o subdelegado, que um regu-
lo na sua aldeia, sa julgue com torca para mandar
prender um juiz ?
Assim ninguem pie ter garantas desde que
pertenca ao partido decahido.
Por esta propria confisso do Ilustre deputado
pelo 3o districto, chele, director da poltica con-
servadora n'aquella localidade, nos, quanio ou-
tras razos nao tivessemos, quando provado nao
estivesse o attentado de qua foi victima o Sr. Dr.
Telesphoro, nos digo por este facto nao poderia-
mos duvidar de que fosse verdadeiro.
A comarca est fra dos seus eixos, nao podein
contestar os nobres deputados porque a autorda-
de na materia j o disse, os nobres deputados nao
contestaram, nem podiam fazel- X
Eu nao tsnho a esperanca, digo ainda urna vez,
de que o meu requerimento seja approvad); o
meu fim est satisteito, o meu intento est reali-
sado ; eu quiz tornar anda mais publico o facto
descommunal, praticado no da em que sa ferio a
eleico municipal de Iguarass ; fiea registrado
nos annaes, ha de produzir, mais cedo ou mais tar-
de, e quem sabe seno muito prximo est o dia,
o resultado.
O Sr. Prxedes PitangaNI> osassujte.
O Sr. Joe MaraNao couto que este requeri-
mento seja approvado, nao espero que S. Exc. o
Sr. presidente da provincia tome piovidencias, sa
tiefacome em pedir ao Todo Poderoso que n
castigue aquelle que praticou, eu nao quero dize
o sub lele gado que nao o f:z por si, mas aquelle
que tem toda a responsabilidade, o qne mandou e
concordan., anuuio e deu toia a (forca a esse sub-
delegado, que nao castigue a quem quer que seja
que praticou esse attentado, fazendo com que Ihe
succeda ou a pessoa de sua familia caso idntico.
Quer queiraui quer nao, o presidente da pro-
viucia to bom como o Dr. Telesphoro ; perante
a sociedade, perante a lei, tem os meamos dir.-i-
toa e deve se leinbrar de que ae oceupa hoje a
pisici elevada em que se acha, e que nao sabe
presar, tanto que eucainpa um acto desta ordem,
amauh o Dr. Telesphoro poder occupal-a e se
nao S. Exc que estar muito velho, mas um seu
filho, poier passar pelo mesmo dissabor.
Nao ha uada como um da atraz do outro.
S. Exc. p le ter um filho e se amanb este fr
victima do mesmo atteutado, S. Exc. ha de sentir
o corac/lo amargurado. Nao se persuada S. Exc.
que paira em outras alturas qae nao aquellas em
que se acha o Dr. Telesphoro.
S. Exc. um homem como o Dr. Telesphoro ;
se hoje est bem collocadu, amaoh pode ser com-
parado ao ente mais vil do mundo, porque o ho-
mem estsujeito a todas essas vicissitudes. Ama
nb o Dr. Telesphoro poder estar em boa posi-
co e poder menoscabar de S. Exc. e dos meus
jiiustres collegas que cuj o sarcasmo e com o riso
da mota encampam um attentado como este.
Nao ha uada, senhoras, como um dia atraz do
outro. (Muito bem, muito bem.)
DISCRSO DO SR. DR. BARROS BARRETOJU-
XIOK NA SESSlO DE 23 DE >I.\K(,0
O Sr. Barros Brrelo Juntar (2o se-
cretario)Sr. preaideute, voto contra projecto
ora em discusso, e igualmente voto contra qual-
quer dos substitutivos a elle aposentados, caso
nao suti'ram profundas modificacoes.
Nao que me pareja teuba razo o nobre de-
putado pelo 8 districto quando disse que o prw-
jecto e o substitutivo n 1 eram pouco claros a res-
peito da concurrencia. Nao pens assim, e neste
ponto nao 03 julgo merecedores de crtica seria.
Mas em outros pontos nao s elles eomo o substi-
tutivo n. i precisara ser muito alterados para que
possam aer convertidos um urna lei qne antoriae a
presidencia da provincia a coutractar a illumina-
co publica.
Um Sr. DeputadoV. Exc. entao presenta ou
tro aubatitutivo ?
O Sr. Barres Barreto JniorEm tempo ver-
mis ; por agora vou fazer apenas lifieira analyse
dos dous substitutivos que foram presentados. E
se nao me retiro ao projecto porque entendo que
elle est de algum modo fra do combate (apoia
dos), tendo preenchido completamente o :im que
tiuham em vista os seus Ilustres autores, o qual
era : iniciar o debate sobre este inomentoso as
limpio e a chamar para elle a atfencao dos que
governam e dos que legislam.
Felicito por essa patritica iniciativa os nobres
signatarios do projtcto, < sem mais prembulos
comeco a analysar o substitutivo n. 1, certo de
que a casa com a costumada benevolencia se dig-
uar de ouvir-me.
O s ibstitutivo ni. pirdoem-me os seus illus-
tres signatarios, omisse e prolixo, para nao di-
zer casustico.
Um Sr. DeputadoOh aenhor
O Sr. Barros Barreto JniorVou explicar o
parallo.
E' omisso o substitutivo, porquanto elle deixa no
esquecimenfo conucos da maior importancia,
como p^r exemplo : nao iinpor ao futuro contac-
tante a obrigaco de nderanisar a actual compa-
nhia, obrigaco a que a provincia actualmente
sujeita por torca da clausula 13a do contracto em
vigor. Ora, como ne de suppor que a provin
cia encoutre quemihe queira pagar pelos appare-
Ihos, obras e materiaes da actu il empresa o pre$o
pelo qUal esta ser indemnisada, segue-se : que a
provincia terde vender por dez aquillo que rece
ber por cera.
O Sr. Luiz de AndradaNesta parte V. Exa.
est de accordo commigo.
O Sr. Brros Barreto JniorIuteiramente de
accordo com o nobre deputado
Entendo que esta unn condiflo nao direi stne
qua non, mas de muito valor, e que de modo al-
gU'n ple ser esquecida.
Ha um outro pon'o em que me parece tambam
deficiente o substitutivo n. 1, e o de nao tratar
da reversa o para a provincia finio o praso do con-
tracto, mas esta questo nao a considero to im-
portante como a prnneira.
O Sr. Luiz de AudradaIsto urna condico
inaceitavel.
O Sr. Barros Barreto JniorNao faco della
"raude questo, mas deadeque o pm.30 do contrac-
to to longo, me parece que, o menos, pode a
provincia, findo elW, u> ser obrigada a indemni-
saco.
O Sr. Luiz de AndradaE' to inaceitavel como
a de nao haver concurrencia.
O Sr. Barros Barreto JniorAinda omisso
o aubstitut numero de horas eui que devem estar accesos os
comoustores publ eos.
Esses pontos de que acabo de tratar sao de urna
impvrtauciu que niuguem contestar e nao podem
fie.r no esquecimento*
Passando a analysar o artigo nico do substi-


tutivo encontr o seguinte l): Fies o presi-
dente da provincia > u'.orisado a contraetar com
urna pessoa ou companhia a Uuminafo publica a
de axz....
Ora perdoem-me nao seria mais conveniente
tirar iste a gaz e deixar somente a il-
luminaco pub.ila ?
( Trocam-se apartes. )
i erdoem-me os nobres deputados, aqu nao se
jrata somente de urna questo de euphona. Nao
trata-se de dar ou nao urna esphera de accao mais
lata a administrado. Acceitem por exemplo os
nobres deputados a hypotbese de que d'aqui a um
anno est revolvido o problema da luz elctrica
(apartes)... nem eu digo que esteja. Bem se:
Sr. presidente, que ainda hoje o proco da illumi-
naco elctrica muito superior a illuminaco a
gaz mas tambem sei que a sciencia tem feito tan
to caminhar a industria n'estes ltimos tempos
que a cada momento se espera ver resol vida a
questo da illuminaco elctrica.
E, assim, nao vejo inconveniente, desde que te-
nhamos fixado o mximo do preco da luz, a sua
intensidade, duraco da illuminaco, prazo de
contracto, etc., nao vejo inconveniente em deixar
a administraco completamente livre para que
possa contraetar com quem melhores vantagens
offerecer.
Ainda no principio deste artigo vejo, piermit-
tam-me os nobres signatarios do substitutivo,
urna pequea redundancia (l) a para continua
$o do 8ervico etc.
No 1 trata o substitutivo da < avaliaco da
nJcmuisaeo das obras.
E, neste ponto nao bastante explcito nem ri-
gorosamente exequivel desde que de alguma for-
ma fere o contracto existente.
O presidente da provincia deve mandar proce-
der a avttliaco das obras, mas deve mandar pro
ceder a esta avaliaco por meio de arbitros no-
meados nao por elle s, mas sim por ambas as
partes, de accordo com a clausula 25 do contrac
to em vigor.
Um Sr. deputadoAt ahi cstam03 de pjrfeit;
accordo.
O Sr. Barros Barreto Jnior Porem quanto
mais claresa melhor.
Pareco-me tambom que esta avaliaco nao de-
ve ser somente d-.s obra^, mas tambem da mate-
ria prima e de tu o o miis que possua a compa
nhia referente a iluminadlo publica. (Apartes).
Pois bem pasaarei adiaute.
(Li o 3o o prazo do privilegio ser de 30
annos.
Ora aqni estou completamente em desaecordo
com os nubres depurados. Primeiramente julga
lougo o prazo do contracto e era segundo lugar
nao me parece boa a redaego dada a este para
grapho.
Para q'ie dizer prazo de privilegio, quando es-
tamos aqu tratando de um contracto e nao de
um privilegio ?
Para qie dizer ser de 30 aunos quando t
muito possivel qua algum doi oroponentes possa
na occasio ca concurrencia o ti' rucer os seus ser
vicos por maior espaco de tempo ? (Trocam-sc
apartes. I
D^'scuipe-me o nobie deputado a disposico do
paragrapho, tal como est, imperativa, e nao
facultativa. A s>>r approvada tal como est, anda
que algum proponente ee off-'reca para contraetar
por 10 annos s pedera fazrl-o por 30.
Em todo caso me parece que desde que se de-
termina que o prazo do privilegio ser de 30
annosdevemos de algum modo salvaguardar 03
iiiteresses da provincia.
Dida a hypotbese que por qualquer circum-
staucia os aperteicoanientos industriaos tornen.
conveniente urna mudanc 1 no systema de illumi-
naeo ou pro mzain grande baixa nos precos, se
ra conveniente que se desse a provincia, o direi
to de findo um certo prazo, 10 annos por exem
po rescindir o contracto, iudemnisando a compa-
nhia.
Um Sr. deputadoIsto sera pagando milhares
de eolitos.
O Sr. Barros Barreto Jnior Nao sei; mas
a companhia que substituir a que t ver contracta
do, peder ficar na ubrigncao de iddemoisar a
provincia.
(Apartes).
lo -seu 1 pem os no orea deputados, Ss. Excs. sa
bem melhor do que eu que o gaz de iliuminaco
nao se tira somente do carvo de pedra, tira-se
de todas 43 substauciHs gordurosas, tira-se da
borra do viuho, da resina, da tura, etc., etc., ji
li mesmo alguma cousa sobre a extraeco do gax
da sement do aigodo.
O Sr. Costa Gomes Substancias orgnicas;
na Inglaterra existem companhias para extrahir
do dos cadveres o gaz.
0 Sr. Barros Barreto Jnior0 nobre deputa-
do nao contestar qne n impossivel, antes que
meamo muito provavel que a chimica de moe
dadas com a pbysica, tragara a industria do gaz
melhorameutos que facara baixar o pre^o a ponto
que convide a provincia a entrar em negociacei
cora a companhia.
Diz o projecto: (l) O preco da illuminaco.
etc., etc.
Antas de tuio eu desejava que os nobres deputa-
dos me explicasseiii isto : deveodo ser do^padro
monetario d 1 paiz de valoe rixo eu nao coa-
praheudo o que quer dizer padro monetario de
valor fixo se nao pagameuto em ouro.
O Sr. Ferreira JacobinaO primeiro que fex
eata critica entendeu.
OSr. Barros Barreto Jnior Eu declaro ao
nobre deputado que nao entend tal, e tanto nao
entend, que nao sei se o nobre deputado se refere
ao pagamento em ouro, ou.. .
O Sr. Ferreira jacobina Di um aparte.
OSr. Barros Birrete... o nobre deputado
se refere uraaa cartas do R >, cartas d.rigida
ao Diario ae Pernambuco. Sao en r ;gra interes-
santissimas e a respeito do substitutivo urna della*
fas consideracoes muito sensatas.
Pois bem, aflirmo aos nobres deputados que me
inspirei nrllas e nao tenho duvida en aceeitar *
fazer minbas aa judiciosas observacoes do corres-
pondente do Diario.
Vamos ver o que quer dizer padro monetaria
do pas.
O Sr. Ferreira JacobinaMoeda papel.
(Apartas).
O Sr. H*rr*a Barreto Jnior Perde-meo no-
bre d-oputau-, parase me ter entendido o Sr. Mello
R go, porm pode sur que o Sr. Mello Reg nao
tenha enteudiio o pensamento dos nobres deputa-
dos.
Disse-me o nobre deputado que trata-se de pa-
pel moeda. E' forca confessar, Sr. presidente!
que ninguem lendo as palvras que ac sei de 1er
possa coinprehender que se trata de papel moeda.
I oucj imoorta que o correspondente do Diario te-
nha entendido ou nao ; preciso que todos enten-
dam e outra redaeco ser conveniente para evi-
tar duvidas no futuro.
Agora que tenho certeza do quo se trata de
moeda papel ea nao tenho duvida em dizer ao no-
bre deputado que concoruo em parte, isto con-
eel~. ado nieaino rauito razoavel que o paga-
mento eeja em papel, mas quando a materia pri-
ma tor do paiz, mas emquaoto para obter o gax
for preciso miniar buscar carvo na Inglaterra,
e estivfrinoa sojeitos s oscillacoes cambiaes eu
nao vejo que ee possa aceeitar a lembranca do
nobre deputado.
Um Sr. DeputadoCarvo de pedra vem a
troco de moeda pipi.
O Sr. Barros Barreto JniorE sujeito s man
impravibtaa oscillacoes cambiaes, nccrescente o so-
bre deputado. Eu posso assegurar ao nobre de-
putado que um dos prineipaes importadores os



|MBMHM|
aaaBaaasaBBBBBeMBIjaeasBBMBBBBaBBMta
Diario de fernambncoSabbado 23 de Abril de 1887
curio de pedra, aqui na provincia ten offrido
jerjuizc enorme eom oscillacoe do eamao.
do
O meamo Sr. DepnUdoE' a conaequeocia
conaeqaen-
deixnndo
preoe do
rcoeo. ,
O Sr. Barro* Baroeee Jun.or.
a do negocio, una t tornar a orle da compa-
flm dependente de un jogo de asar.
m Sr. DeputadoA companhia fa aa depe-
B aqui.
{Trocam-se ootro apartea.)
O Sr. Barro Brrelo Jnior Sbi
i quet..o tratarei raapri amante do
a*** -'
Gomo nio ignorara oe bw deputados nag -
aa* actualmente 317 ri* uatro cubico; aeae-
ttaato preco comparad* md qae pagan elgu-
aa da* grande cidadaa ds Efipii, e principal
aaots com o que pjga Loada* korbitante.
loadres paga 50 ria o asatro onbico, ata nio ae
aorairera o nobrea deputado ; aa ooseeompaBoias
pe ea deaoito usinas explora hoja a Ilumin-
is de Londres produzem mai de 50 milhoes de
artro cubicoa de gaz e di o servico acerca de
MfiOO borato. Era Par a .liumiuaco publica
3a 60 ria e a particular 120 ria e aqui devo
aerar, a cidade de Paria, apeaar do reconhecei
ae paga o g -z por um proco muito elevado, nio
yate modifica!-a por estar preaa por um contracto
* enorme preso.
Ea Bitkim o prego do gas de 80 rea.
E Viesa* 4 Je 110 iw.
En Bruxellaa 80 ri.
Ea Amtterdam 80 ri, etc.
Ea Rouen, Bordeaux e em outra cidade da
/mea o preco uo gaz na* passa de 101 ria por
aes.-j cubico.
Ore, en aoa o primeiro a reeoohecer; impos-
srvoi ane na provincia de Pernambuco, provincia
-MU aa qual o consumo da gas nao tem tanto
7limiii.-''~irm~''. onde lufeliameate a agricultura
aio pro vella as agua arara raiacea onde mal se
saraasita o coaltar ou borra, do gas, como geral-
>aqoi o chamaio, onde o consumo do coks
, limitado, produet* secundario estes, que
crea muito par* baratear a prodcelo dogas,
anossivel digo, correr parelba, >om aquella ci-
iadaa qae acabo de mencionar tanto maia qunndo,
oaw tado o muudo sabe, em alguma daquellas b
aMsdes o curvai de pedra abunda.
Uta Se. Diputado Mas a Franca importa de
asaterra.
OSr. Barros Barreto Janiar A Franca tem
arrio-de diversas qutlidadea e posso adir mar ao
iioe deputado que as companhiaa de Paris quei-
-nua swasi exclusivamente o carvo Flener, mietu-
-adoom p>u?o com o car va a duro de Mon : ai o as
ana quaJidaJes mai salas aperar de emprega-
sea atiabara o de Sainte Etienne.
Tw* o euidado. antes de vir para eata casa, de
joasoJtar um expositor francez muito moderno, e
Ja ti ieto. a Inglatarra, im, empregam o car-
td New-Catle, um dos mai ricos carvoes e o
Sksjjaead.
Maadizia eu, incontestavel que aqui na pro-
ttocia onde os producto secundarios nao acham
asida fcil, onde alguna delles nao achara abao-
srtaawote sabida alguma, onde o custo da pro-
Bejo muito superior ao que ae paga nos pa-
ses da Europa, oude o'preco da materia prima
tafee* tras veres superior ao preco da uaada na-
B>a|M paizes, incontestavel que o preco do gaz
ajo poda ser equiparado ao dalii nais tem neces
sanamente de ser muito superior.
O casto da prodaegao do gaz em Pernambuco
ve ser metmo em idnticas eircumslnucias au-
jerior ao casto da produeco do gas no Rio de Ja-
neiro.
O Sr. Luizde AndradaNem ha comparaco .
V. Esc. nio pode comparar a illuminacao daqui
2oa> a do Rio de Janeiro.
O Sr. Barros Barreto Junior=0 abate de 20 por
esto obre o preco que actualraeute pagamos 31"
-e-S per metro cubico quer dizer se nao me enga-
so 25 ris.
Na corte paga-se 210 ris, como etou certa que
a aebres deputados sabe o,. Ha por consequeu-
ae ama diff-ren^a de muito mais de 20 por cento
aa di2erenf;amaia de 30 pjr cento do pr^co por
a-ry actualmente pagamos e o estado tem o direi-
V da roviaSo.
K. pito que nao acho eseegsivo o abate de 20 por
acato que os Dobres deputadu lembrm em seu
jobatituto. Entretanto, esta quustao prende-se
aaait iatimaraente- a queato do praso de que ba
jlUfii fallei. Seria muito con veniente deixar cla-
, caaJ o praso doootracto seja longo, que se por
saai'joar circumsUncia o preco do gaz abanar
at;aidiaariamente, fique provincia o direito de
nasadi? o contracto, caso o julgue conveniente e
aviado em couta a depreciadlo do gas.
E aera isto urna novidade: esta clausula a
aa ae refiro foi consignada, nao t no actual con-
saflio.da illuminacao aa corte, clausula 12como
a aaterior, e foi tamb m consignada no contrae w
de JUaminavao de Parir.
NNMM at de que sobre este ponto bou ve
aeasacioade grande debate judiciario em 1884,
aST tsr querido o prefeito do aeuu-i diminuir, nao
rub rasa i de 17 ",', o preco do gaz.
O Sr. Gaspar de DrummondAcho que n urna
joratao de gas tudo deve ficar muito claro.
OSr. Barros Barreto JniorFicar tud mui-
nontev, principalmente depois que o nobre de pu-
ado tiver Iluminad/ eat i casa com algura di>s seu
efcantfa discursos. Permitta-me qne contina.
A atensidade da lus corresponder, etc.
Aqm nao pens como o nobre deputado pelo 8"
Satncto, que juga indillerenle fixar o numero de
imito*
Ni, c-n ach, qae muito importante fixar o nu-
BBxo.aio velas, e acho ainda mais importante do
sae Ssar o numero de velas tomar providencia
aaia que effectivamente nos tenhamos a intenaida
e de luz que for exigida pelo coucracto.
ocsdo eom o nobre deputado : a illuminayito
aa ata; ">s uao o porque a intendade da las cor-
nsaondente a drz velas, como exige o contracto
sni*vigor, sij1 pequea.
) Sr. Bego BarrosA iutensidade das niaio-
-&t qae se conheeem.
{) r. Barros Barreto JniorTambera nao di-
Hiiaac A intensidado de dea velas iguiil in-
>oiade da luz da Pai; sendo, porra, de no-
t sjne em Pariz ha tres cath- gorias de bicos de
^s: a 1* serie, que tem um pouco raai de lorca
ttec velas, outra serie que mais ou menos de
jwe velas, ae ov nao engao, e a 3* serie de dz
Nasa
Un Sr. Deput- doDez velas o miniino.
O Sr. Barros Birreto JniorE' ominim-, mas,
3M.SC- (Sssim, os buv. s de dez velas sao para illu-
scao de ras que tem dez ou vinte veze nn H
arealacao que as das noseas cidades.
Damais, d-se aqui na cidade um facto que
amitos dos nobre deputado tero presenciado :
aecendedor de lampeio acceude-o, e immediata-
aeiitetem o cuiiacio -i diminuir a intenaidacie da
as. Eu p. lo menos t'nho visto istx (Afniada).
?cr ensequencis, repito, preciso ha ver ciu-
kila e tomar providencias em ordem a que a fisca-
Ssa*c do servido de illurciaaco aeja urra reali-
** -,
OSr. Reg BarrosProvidencia existem no
CBBtracto actual ; man nao se tornara itfectiva.
^Apartes).
OSr. Barros BarretoPermittam ca nobres de-
notados que eu faca a seguinte refl;xao : abso-
Ciaente ioiposivel que um engeuhtiro poesa
esdadeiramente fiacalisar, isto impoaaivel
as sm s enhenheiro fiscal faca as experiencias
aactometricas necesiarias para conhecer a inten
idade da luz, etc.
O Sr. Cesta GomesNao preciso fazer axpe-
encias todca ea dia.
U8r. Barrea Burreto JniorE preciso que al-
dm ver faca.
0 e*i> Costa GcmesBaata aahir de casa urna
aotte para ver que a illuminacao de lamparan.
O Sr. Birros Barreto JniorSe o nobre depu
tado ach que, para faser experiencia photome-
Iritaa, bssta urna lamparina...
O 8r. Costa Gf.meaNao foi eso o quo ea disse;
ta diese que um engenheiro fiscal, para ver que
a illuminacao de lamparina, basta sahir de

O Sr Barroj Barreto JniorOuvi mal. Ago
xa perraitta-me o nobre deputado, primeiro aigoa-
ario do aubstitutivo, que eu me refira anda a
?aoaaa conideracoe do correspondente do Da-
to de Pernambuco.
9 Sr. Ferreira JacobinaPara iaso V. Exc.
aSo precia* do permi8sa> minha.
O Sr. Barroj ,1 rr. tto JniorAcho que ell-j
tea perfettameut" r iJo qaando de alguna forma
tilica, bem que auitoj delicadHmente, nao quero
fy, a superabundancia, a redundancia com que
ata formulado o n. 5, onde ae refere as vellaa
do 6 em libra.
-Ora, Sr. presidente, etou certo que o nobre
Vaciados sabem ptrfeitamente, (nio quero doa-
oofiar do conheciaaoto photometricoa
aa.)
de Ss.
O 8r. Gaapar de Druamoad A aeo respeito
pode desecafiar.
O Sr. Barros Barretto Jnior... que nio ha
om pairio fizo para coah'cer a intenaidada da
los. Na Alleraanaa usam-ae a vallas da parafina
(estou oerto de que oa uobros deputados aabem
perfaitmente). (Apartea).
A parafina um carbrete de Vrdrogeneo, aa
vellaa de parafina aio fabricadas com urna certa
quantidade 10 a 13 / de ateaaa.
Por coaaequeoeia, aio vetas ya compoaicas.
ariavol o aaaia aio stodem aw de P"rao re-
galar saam ae esaaheear a ineaaidade da **.
Em Franca aCigaaeate aao-ao daa vallas eioi-
le ehaaadas por iaau ailas pjtatoaetriea*.
Na laoraterrao sas Etad-adja a*m daa
vellaa de esparasaeea (Londoa StandardSperma-
ceti Caadle). ^.. .
Neusaa deaaaa padroea de ama esaesidao n-
nas, por qiaata 6 abido ja. a aa da saa vel-
peade oo 6 da aateria de qaa tjaajeaaa
a vella mai* do eu maior oa menor grao de pu-
resa, do aeu tamanho e groaura, do maior ou me-
nor movimeoto do ar em que ae opera a combaa
tao etc., etc.
A lampada Crcel, hoje adoptada em Franca co
rao padrio photometrico e cuja lus equivale a cer
ea 7,4 eaadleo e a 7,6 parafiaa e aio ae eagaao,
ae parece eer ua padrao prefcrivel wqne, dd
que nejara tomadas as conveniente cautela, aio
esta to aujeito aa varia^oe da ataoaphera e a
variacea da compoaicio como o de que acabo de
oceupar-ae.
O* nobre* deputadoa aqui se referem as veilas
de spermacnte. Eaa vellaa nio aio muito bom
padri'.*, como j disse.
OSr. Ferreira JacobinaV. Exc. indicarou-
tro ayatema.
0 Sr. Barroa Harretto Jaaior Mas em todo
caso ea nao teuho davida* em aceitar o projacto
neata parte, p rquanto eutenio que io nao de
grande importancia. O que me parece de gran-
de importancia que no deea a luz que for ea-
tipulado no contracto.
No 6o disem oa uobres deputadoa aignataros
do aubititutivo, n. 1 O gas ser toraecido Un
to a uoite como de da, seudo daa -horas da tarde
a meia uoitecom urna preaai) igual a de urna
columna d'gua de 0,ai02 a no mai tempo cor-
responder o 0 m 15. Parece- to deveria ficar a margem, nao parque ella nao
tenha importancia, maa porque, por melbor que
seja o deaejo da companhia, ella nio poder man-
ter em todos oa canoa a meara prenso com esee
rigoriamoOaaobrea deputados aabem perfeitamente
que a presso varia conforme a distancia em qoe
se aebam oa combuatores do gasmetro. Aasim
que o* combuiturc* que eto juntos ao gasme-
tro, uo podem ter rigorosamente a meama pres
sao que aquelle que ficam a mu tos kilmetros de
distancia.
Um Sr. DeputadoA inteaaidade da luz que ha
de ser de 10 ou 14 vella augmenta ou dimraue
conforme a presao.
O Sr. Barros Barretto Jnior A pressao do
gaz oo ii.fljo exclusivamente no valor photoge
ni co da las. (Apartea).
Est engaado o uubre deputado, que me nter
rompe cora o aeu aparte, a iutensidade da luz nao
est na razio directa da pressao. R c rd.> m-
mea-no ji ter lido, que, segundo exptrienciaa de
Penot ura bieoque deve gastar 75 litro de hi
por hora sob a pressao de 10 milimetroi, gasta soO
a preaao de 8, sra nte 58 litroa e a los equivale
a 4 veiia, e sob a preaao de 5 miHimetne, gasta
180 litroa, e a luz produsida equivale a 2 vellaa.
E' qu ', como obvio a preaao exagerada faz com
que o gas saia com tal velocidad'! que no d
tempo a que a combusta? ae opere regularon ule.
Depois. oa nobres deputados devem saber per-
feitamente qae e torca da lus depende muito e
muito do carvo empregado. E' asaim que o gas
carvao Cannel tem aete ou uito veses mais forca
do que os demaia carvoes......
Neataa circumatanciaa, Sr. presidente, julgo que
eata queato de pressao nao to importante que
de va figurar como uaia das baaes da lei....
O Sr. Ferreira JacobinaE' urna das mais im-
portantes.
O Sr. Barro Barreto JniorMaa ento ae-
jarn logicoa oa nobrea deputadoa e ae querera dee-
cer a esaa* minuduneia determioem u'eota lei qual
a especie de carvo que dever eer empregado, qual
a forma dos bicos do gaz e quanto furos devero
ellea ter, etc., etc.
Diz o 7 a las aera clara brilhaute, sem cou-
ter aulphureto de bydrogeneo.
Ora Sr. preaidente, confesas que intrigou-me
eaae aulphureto de bydrogeneo, que mereceu a
honra da especial menco. O aeua conbecimen-
toa em chimica bao extraordiaariamente limitado.
tala aobre essa grande acieacia uocoes muito
vagae, resaltado de alguma leituraa de amador, e
recetando que sahisse d'essa casa urna lei que ti-
veaae alguma condico inexequivel tratei de recor-
dar alguma couaa cobre o mtlphurelo de bydroge-
neo.
O resultado d'eaeaa leituraa que, me parece, nao
se pode impedir que o gas de illuminacao (gaz
ligbt) contenha sempee alguma dosesinba do aul-
phureto de bydrogeneo.
E' verdade, que de certo tempo para c o Sr.
Mallet iutrcdusio melhorameatos importantes para
a punficavo do gaz. e que hoje cora o emprego da
dsaoluc5e8 metallicaa de pouco valor, como o ul-
fat > le ferro, etc., c obteta iacaateatavelmente
urna punficacrio muito mais completa do que com
o emprego da cal como antigamente.
Mus, aupponbo poder ffirmal-o, nunca se obtem
absoluta purificado do gas.
Diz o 8 o evntractante ae obrigar a intro-
duzir no fabrico do gaz e modo de illuiainar oa
melhcrameutua que se torem deacobrindo. incluaive
o syatema de iliummar.
.sao teubo duvida em acceitar o que diz este
com tanto que aeja elle um pouco mais explcito,
isto accreaceote-ae :da accordo com o presi-
dente da provincia.
Um Sr. DeputadoIsto o qae V. Eic. de-
8'ja. (Apartea).
O Sr. Barres Barreto JniorO nobre deputa-
do que mais velbo do que eu sabe que nos tcinoa
exnraplos at de eompaohias que nao sei por que
inilagr s eato isemptaa de multas. S. Exc. uo
pode, deac uheaer este facto que est no dominio
publico.
Ora, eu tenbo receio que, aceita a doutrina do
tal qual est, um bello dia, a comp-.nhia aera
mais tir-te n -m guar-tt, sob pretexto de malhora-
meuto*, faca urna modanes, completa no aervic.o de
lluminsfo; assim lembro a conveniencia de
accrescentar-se-de accordo com a presidencia da
proviacia.
Diz o 1. '.Serio estabelcido3 tantos gas-
metros qoantos os necesaarioa para fiel eaecucio
d'este contracto em um ou mais lagares.
Ent< udo o que querem dizer oa nobrea deputdo8,
mas Ss. Excs. permittirio que eu diga qoo nao sao
baatante ciar s. E' o caso ainda da ciitica do
correspond nt do Diario de Pernambuco. (Apar-
tes).
Vou tornar mais claro o mea pensameoto e pro-
var que se w- iospirei na carta do correspondeote
do Diario, nao me limitei a beber all informa-
do -a.
Oa r.o rea deputadoa sabem perft mente que a
extr:iCcao do gazcompc a* de diverasa operacoes.
Primeraraente o carvao de pedra ctlkcadu
em i-yiiudros de Ierro fundido.a que chamam re-
tortas, easas sao por muitas horas levadas a tem-
peratura rubro cereja para que se opere a decom1
posicio do carviv, cu antes a destillacao do gaz.
Depois d'eata primara operacio, passa anda o
gaz por diversas outras : retrigeracio, ccradenfa-
080, lavagem. .. e finalmente vai aoa parificado-
res ; porquanto o hydrcgenio bicarbonato (ouo gaz
de illuminacao) oo ae obtem paro, como aabem os
nobres deputadoa, mas de envolt com muitos ou-
troa gazea e materias extranhaa; como p r exem-
plo, aulphureto de carbono, sulphuretc de hydro-
genio olcoa .empireagmalicoa, saes ammoniacaes,
etc., etc. i- depois de purificado que o gas vai
para o gasmetro.
(Ha alguna apartes).
O que nio quero que fique esaa redaeco, por-
que a companhia pode na sus fabrica estabeiecor
dnis ou tres gasmetros e,ter preenchido a exigen-
cia da lei. No entanto nio isto o qae os no-
bres deputadoa querem, mas sim que n'eata cida-
de baja maia de urna fabrica, para qae a presado
possa aer igualmente diatribuida por todos oa bi-
cos d gaz.
(L): O contractante aez obrigado a fornecer
gns aoa particulares pelo preco do contracto, etc.,
etc.
Aqui ha a clausula de 50 /. para utabeleci-
mentos pioa.
Eata ama queato de qae aio tratar, i. V se
n'ella o dedo de ura dos doa selosoe protectores da
Santa Casa de Misericordia.
Agora, quanto aoa registros, acho que aqui o no-
bre deputado um pouco exigente.
12. Oa registros do gas paralas casas parti-
caiares > etc.
113. Nenhum registro de gas ser collocado
sean aer aterido pelo engenheiro fiscal >.
Mas como poaaivel qae um pobre engenheiro
fiscal di para tanta couaa? (L):
14. Haver um engenheiro fiscal.
Acho que o ordenado de 2:4004000 para um
engenheiro 6 muito poaco.
A companhia deve eoneorrer com maior quanta,
e auxiliar a proviacia para que o servico da fiseali-
aaco da illuminacao publica seja ama realidade
entre a.
Passare agora a tratar do segando aubstitutivo
apreseutado pelo
a.aatij que a.aor;
stawi a minias
Art. 20. O.
ateasMte lei
pv acedar a
tteea> querer ssa densanr 1
gen* tasa aakici, v
deputado pelo 8* diatricto,
bague a resumir o mai poe-
araces, (L) :
d80 das acontar da data da
desate da provincia mandar
o. te.
aa apreciar as vanta-
Saa de factura de 3
ana aesa.tdoc ao fase* saaar a* tarea o
nobre deputado est com multa precaa.
E' impoaaivel qae em 30 das se fa 'a esw ava-
liaco, to detalhada como qar o Ilustre signa-
tario do substitutivo a. 2.
No ert. 3 leio findo o praso da avaliaco se
abrir a concurrencia por espaco de 90 diaa. >
B* arorto paaeo tempo. Eso 90 drae sao pe-
aivel que as caoipanbiaa se organisea de modo a
podWem faser ama concurrencia seria (apartes).
E' preciso quo baja maior espaco de tempo
Dia o nobre deputado no art. 4. (Lo).
A empieza aetual nio tera em caso algum
preferencia a qualquer proponente..........
Devendo a le n'eata parte aer dar- etc
Nao sei a que lei se refere o nobre deputado.
C o Sr. DeputadoRefiro-me a eata.
O Sr. Barroa Barrete Jnior alas, eata a
propiia lei que o nobre deputado redigio, o por
concequencia niuguem melhor de que o nobre de-
pu Dado p-ie ter a esperanca de ter deizado bem
clara a cundiclo da concurrencia.
O nobre deputado tambem se ref-re a um privile-
gio, maajno sei a que privilegio ao retere S. Exc.
Art. 5. (L4) :
Neobuma proposta ser recebida sem que o
proponente aprsente com ella documenta de haver
teitu no Thesouro deposito da quantia de 50:0Oq4
para garantir a aceitaco do contracto-
Acho que muito aprovoitavel a lembranc da
nobre deputado, masenteado que eata caneci deve
ficar no Thesouro para garantir a execaca da
propoata. (Apartea).
Eu tenho presas de concluir, porque vejo que
estou cansando ao nobres deputadoa. (Vluitoa nao
adusta).
N<> artigo 6o diz o nobre deputado. (L) i
O contractante ficar obrigado a anbstitoir o
actual ayatema de faoricaeai e illarainaeo de quo
ae serve a actual empresa para o ayatemamtri-
co o mais aperfeigoaio que ae conhece na Eu.-opa ;
devendo tambera eate, etc.
Coutesao que uo sei absolutamente a qua syt-
tima de illuminacao ae retare o ubre deputado.
N-j tenho abaolatamente noticia alguma desse
ayatema de illuminacao, o maia uperfeic, mdujque se
conhece ua Europa, denominado syatema mtrica
E*tou e. rto de qu- na se retere ao ysterna de
toecao, porque oeste cogita o nobre deputado uo
art. 9, diaeado, que a medic/.io ser pelo syatema
mtrico; nao ao syatema de verificuco pelo
raesmo syaternx, ignoro pota completamente, o ijue
qm-r o nv.be deputado per iaa) voto contra eata
parle do substitutivo. (L):
Art. Ia. O coatractante ser obrigado a forne-
cer luz elara, etc.
lato, pod ae dizer, no pap'l nao casta a obri -
gacio, a queslo da re^lidale. A queato de
ubriga* o coatractante a caraprir o contracto.
Art. 8*. O contractante se obrigar etc.
Muito bem. Acbo que este artigo muito pro-
ve i t oso, urna daa condicoa tine qua non, pelo raen para rara, pata queeu d o raeu voto autoriea^o
atim de que ae faga o coutracto da illuminacao a
gaz. (L):
Art. 9". O preco do gaz ser inferior ao actual...
Mus quanto?Iuferiorquanto ?
Nesta queato o quantum tudo.
O nobre deputado sabe que na queato de illu-
minacao um real inri 10 extraordinariamente, e por
conaequencia perigoio deixar to ampia liberda-
de aquello qu4 ti ver de firmar o contracto; oda,
pelo m. nos, devemos marcar o m nirao para o preco
de cada combua'or. (L):
Art. 109. O privilegio nao exceder de 30
anucs. >
Aqui o nobre deputado tambem merece o mi u
decidido apoio, tanto maia quanto a radaccio do
artigo muito melhor do que a do aubstitutivo
n. 1.
Sera querer abusar anda, mais do qae o tenho
feito, da benevolencia da Aaaembla (muitos nao
apoiados) ponho termo aqui ao meu discurso lem-
brando ao nobre deputado signatario do segundo
aubstitutivo a falta que incorre nao fallando ua
duracu da illuminacao, nara tambem na especie
de dinheiro com que tora de ser pago o gaa. (Muito
bem, muito bem).
EMESKaa APPBOVADAS HA 2a DISCCSSAO DO PBOJECTO
M. 22 DESTB AIWO (OBC/AMBNTO HUXICll'AI.)
Ao are 1 :
N. 1. 1." Cemiterio do Recite. Veneimentoa
do administrador, sendo 2:lM)f de ordenado e
700 de gra'aficaco 3:200. -Ratia o Silva.
N. 4 1. AferigOis. Vencimentos do director,
sendo 2:000j de ordenado c 800 de gratiSeaco
2:800*-Ratia o Silva.
N. >. S 1." Contadura. Vencimentos de doas
lancadorea, tendo cada um 1:700* de ordenado e
700* de gratificarlo 4:800*.Ratia e Silva.
N. 9. | !. Ceraiterio do Recife. Vencimentos
do guarda, sendo 1:300* de ordenado e 70I1* de
g.-atificacio 2:0)0*.-Ratia e Silva.
N. 10. Cmara Municipal de Jaboatio :
600*000
400*000
400*COO
oosm
sitio Cicote, producto do imposto do g 80 do art.
2.aBago Barros Rodrigues Porte.
N. 15. Cmara Municipal de Itamb. Ordenado
do secretario 600*. -Soarea de Amorim.
N. 16. Cmara Municipal de Timbeaba. Orde-
nado do secretario 300*.Reg Barros.
N. 17. Ao g 6. Cmara Municipal da Victoria
no n. 13, accrescente-se : asado 182*5U0 ao Dr.
Joo Bernardo de Magalhiea, que revertern em
beneficio da nova matriz.Reg Barros.Rodri-
gue Porto.
N. 18 Substitutivo ao g 55 :
Ordenado do secretario
Idea do advogado defensor dos
presos pobre
dem de sa fiscal daa obras do
mercado, ora ee eat conatraiado
eom obrigeeie de xelar os edificas
aunicipaes
dem do sastaaro
dem de aa eeutinno, sendo obri-
gado a zelar e limpar as salas da C-
mara Municipal e audiencias, acom-
panhar o fiscal, quando em correicao
lavrar os termos de infraccio de pos-
turas ; conduzir os officio dentro da
cidade, e auxiliar o empregado
qnando for mistar
Porcentagem ao procurador a ra-
zio de 6 */o e mais 300* pelo traba-
lho ds arrecadacia fra da cidade
dem do fiscal
Poreeatagem de 10*/0 ao aferidor
Expedienta e sssignatarado Diario
Jury e eleicoes
Custas judiciae
Agna e las para a cadeia
E ventosee
Limpssa das ras e aeoagues
Limpezs do puco municipal con-
cert dos mivea
Cbras publicas manicipies, sen-
do 400* para a c mstruecao de urna
ponte de madeira sobre o riacho
Carrapicbo, no povoad > Pedra Ta-
pada e continuace doa trabalhos
do mercado
200*000
*
350*000
*
120*000
140*000
200*000
150*000
150*000
300*000
200*000
2:000*003
Reg Barroa.Rodrigues Porto.
6:100*000
I Reg
lOOOOO
108*0;'0
1. Ordenado do secretario
2. ld"ui do porteiro
3. dem do fiscal
4. I tem do administrador do ce-
unteno
5. Ijera do servente do ceraiterio
6. Id* m aoeacrivo do jury sem
direiro a reehmacao
7. dem ao ajudante do porteiro
8. Poreeatagem de ti / ao pro-
curador
9. Obras e melhor&mentoa
10. Agua c luz para cadeia
11. Evcntuaea
12. expediente, jury, eleicao e
asaigmitura do Diario
13. Custas judiciaes
00(1*000
200*000
600*000
400*030
300*00J
300*003
5t*000
220*000
400*000
50*000
50*000
100*000
200*000
3:470*000
Reg Barros.Rodrigues Porto.
N. 11. Offereceraos como emenda o seguinto or-
camento da Cmara Municipal da Victoria, apre-
8>-&tado em 21 de Marco.Rago Barros.Rodri-
gues Porto :
Ordnalo do secretar o 600*000
dem do porteiro 300*00)
dem do fiacal 50U*0'JO
1 era do guarda fiacal, quo zelar
o acougue 280*000
dem do administrador do cemiterio 500*000
Diaria de dous serventes 730*000
Expediente e assignatura do Diario 70*'XK)
Jury, eloicJo e impreaao >-0*0U0
Agua e -uz para a cadeia 60*000
Purceotagem de 6 % ao proco -
rador 552*000
dem de 10 / ao aferidor 50*000
Orde.iado do advogado, defensor
des presos pobres 400*u00
Cuataa judiciaea i:000*G0
Aluguel da casn da Cmara 230*000
Limpezi daprac daf,ira e raa 150*000
Obrits e meihoramentos raunici- i
paes 2:288*000
Eventusee 50*000
Curativo dos presos e pepsoas des-
validas 300*000
Eac-ivo do jury.pel.s suas custas 600*000
Publicaco do expediente no L\-
dador 220*000
Mobilia para a Cmara 300*000
Limpeza da praca da fera de S.
Joo 40*000
9:200*000
Bodnguea Porto.Reg Barros.
N 12. g 2, accraacente-se 430* para o ama-
uuenae, segando veio no orr;ameoto daquella C-
mara, tiraado e a verba don. 15 g 2o. -Dr. Joo
deS.Reg Barros.Porto.
N. 13. Ao n. 1 do g 32, diga-so 500* em lagar
de 400*; ao n. 7 do meamo g diga-se 6 /, em ves
de 5/o dedusidoa da yerba do n. 16 do meamo pa-
ragrapho.Hetculano Bandeira.
N. 14. 1. Oude se l disposicoes gerae.- No
n. 10, em lugar de 35:000*, diga-se 30:000*. No
n. 14, osgavs* 17:000* em lugar de 10:000*, seudo
7:000* para pagamento das letras da compra do
N. 19. Ao 54 :
Ao u. 10. m vez de 100*, dga-ee 150. Ao
u. 12, diga se obraB municipaea inclasive 150*
ps ra ama ponte de madeira no lugar denominado
riaca, riacho de Tabocas : 150* para ca reparos
da ladeira Pregnica deate dietricto e com prefe-
rencia ; 400* para construeco de maia 10 lam-
peoea e maoutencao doa meemos qne j ae acham
enllocados na cidade, e 1:305* para o cornejo da
casa de mercado no lugar pateo da igreja de Nos
aa Senhora do Bom Conselho 2:005*.
Ao n. 13 em vez de 605* diga-se \l
BarroaRodrigues Porto-
N. 2'. Ao g 28 uccreasente-ae :
N. 15. Ordeuado do advogado
N. 10. Em lugar de 40* diga-se
P Reg Barroa.
N. 21 Ao 46 ;
Augineute-8e a verba dcatinada a pagamento de
custaa judiciaea com a quantia de 414*890, sendo
77*500 para pagamento ao capilo Miguel Arehan-
jo da Silva Braga e 337$390 para pagamento
ao capto Joo Evangelista de Soaza, deduzda
eata qoaotia do n. 10 do meamo g.Reg Barros.
N. 22. Ao g 32 200* para saneamento da cida-
de de accordo com as requisicoes do delegado da
bygiene11 r-'ulano Bandeira.
N. 24. Ao g 31 n. 1 diga-pe 600*, traodo-se
150* do n. 14. -Dr. Joo de S.
N. 25. g 51. Supprima-s no n. 9, aa palavms e um do de Q< yanninha e re-
daaa-ae a verba a 450*Reg Barres.
N. 26. 41. Cmara de Cimbres o. 3 : em lugar
de 200* oiga ae 250* n. 14, aecnacente-se sondo
200 para concert da ladeira da Serrinba, na es-
trada de Peaqaeira para Cimbrea.Bego Barroa.
N. 27. g 1. Cmara do Recife. Onde se l or-
denado doa fiacaes, sabatitua-se pela dispoeiciio da
lei vigentn.Luiz de Andrada.
N. 28 10 n. 4, cuates judiase, inclusive o
que se eat a dever a Pedro r'errao de Albuquer-
que 320*Reg Barroa.
N. 37. Ao n. 8 do 5. Cemiterio do Recife, da-
ra de um pedreiroa 4* 1:460*.Ratia e Silva
N. 39. Cmara do Recife. Oude ae l, costea
criniinaes, accrescente-se inc'usivo 132*900 a
FVanctoco Teixeira de Ahneida Cruz, e 621* ao
contador do crime desta cidade, Joe Joaquina
Pereira de Oliveira.Reg iiarn s.
X. 19. g 32. Cmara de Nazareth. Ao n. 13.
Accrescente-se incluaive 360* deduBdos do n. 16,
ao eacrivo do ju-y aem direito a reclamaco, ele-
vando-ae a verba P60*.Reg Barros
N. 41. dem ao n. 12 em lugar de 10O diga-se
200*.Reg Barras.
N. 42. Serinhem 12 aubatitna-se o n. 4 pela
egninte, dem do procurador alm daporcentegem
de 6 % 159*
No art. 1* g 12, n 9 eleve-e a verba a 400*
sendo 200 para o eacrivo Eustaquio Valcacer.de
custas, Bem direito a reclamacio alguma Gaspar
de Drummond.Barros Barreto.
N. 43. Aa n. 5 do 6. Camaia Municipal da
cidade da Victoria. Administrador do cemiterio.
Em lugar de 500*000, diga-su 600*OCO. Ratis e
Silva.
N. 44 Ao n. 11 do 32 Em lugar de 100*,
diga-s 200*000.Reg Barros.
N. 45. Substitutiva a emenda n. 2, diga-se :
1:003* de ordenado e 500* de grati ficaco, como
na lei vigente Reg Barros.
N. 48. Ao g 52 n. 13, accreacente-ae: o que se
deve o eacrivo do jury de custas judiciaes.
Jacobina .Lustoaa.
Ao art 2.:
N. 50 Ao g 75 do art. 2. Por maacate de f i
zendas, miudezaa e objectos de folba ou cobre no
municipio do Recite, sendo estrangeiro 100*000 e
nacional 20*000; nos demaia municipios, sendo
estrangeiro 50*000 e nacional'10*000. Reg
Barros.
N. 51. Ao 36 do art. 2 Substitua-se pelo
aeguinte : 500 ris por carga de agurdente, 320
ris por carga de carue secca, Knguicaa, qaeijoa,
raspaduras, bacalho e curoa peixes expostoa a
venda nos mercados e feiras. sendo a metade do
impoato, quando os genero forera em metade ou
em renos de metade de urna carga. Reg
Barros.
Ac art 3.:
N. 52. Artigo additivo. Pica a Cmara Muni-
cipal de Caruar autorisada a centractar a con-
strueco de urna casa de mercado mediante as se-
guales condicops:
g Io O cuato do edificio nao ser iuferior a ...
10:000*000.
g 2o Ao contractante pertencero dous tercos
de todos os impostas cobrados no meamo mrcalo,
pelo tempo mximo de 15 annos, e quando entre-
gar o edificio, em perfeito estado de conservacio,
tara a indemnisafo nunca superior a metade de
seu valor.
g 3 A execuco do contracto que se fizer em
virtude da presento autoriaaco, ficar dependen-
te da approvaco do preaidente da provincia ou
da Aasembla.Reg Barroa.Rodriguea Porto.
N. 53. A Cmara Municipal de Gamelieira, fi-
ca autoriaada a mandar pagar o que eative-r a de-
ver de custas aos escrives Jlo Baptiste da Ro-
cha Baixa Los e Herculano Theotonio da Silva
Guimarea.Reg Barros.
N. 54 Onde couber. Fiea em vigor o ar'. 78
da le n. 1,882.Herculano Bandeira.
N. 55. Pica em vignr o art. 83 da lei n. 1,882,
que prohibo a abertura de estabelecirnentos mer-
cantil ou c>sas de negocio no domingos e das
santificados, ficando comprehendidos era o u. 11
as casas de barbeiro, cabelleireiro, refinarias, de-
psitos de assucar e caf e tabacarius. Reg
Barros.G. de Drummond.
N. 56. A Jeo Ferreira Dominguea Carneiro a
quanta de 60*000, qae lbe deve de cuates a C-
mara Municipal de Pao d'Albo.Vigano Augusto
Fraoklin.
N. 58. Fica autorisada a Cmara Municipal de
Tirababa a pagar de prefereneia o que estiver
devendo da cuate ao bacbarel Julio Augusto de
Luna Freir. Jos Mara.
X 59. A Cmara Municipal do Recife fica au
torisda a pagar a Thomaz Ferreira Maciel l'i-
nheiro o que lhe dever de custas judiciaes.Dr.
Pitanga.
N. 61. Artigo additivo s disposicoes geraea.
Fica a Cmara Municipal de Nazareth autorisada
a entrar em accordo com Manoel Gomes dos San-
tos, acerca do pagamento da execuco que contra
elle promove, levando em conta a importancia dos
mandados que lbe deve, e dividindo o restante da
execuco em quatro preataces unnuaes, com a
clausula de proseguir a execuco em falta de pa-
gamento das prestaooea.Reg Barros.Amara).
N. 63. Art additivo: No caso de vaga nio ser
precnebida na Cmara Municipal do Recife:
1." 0 lagar de ajndante do administrador do
Mercado de S. Jos.
2.a Os lugares de lancadorea ficando os lauca-
mente cargo doa fiacaes como eerapre foi.
3.a Um doa lugares da reparticio de afericio.
4. Um dos lagares de amanuense da Secretaria
e da Contadoria.
5.a Um dos lagares de fiscal da Boa-Vista e
- Jos, fregaezias onde existe doas fiacaes.Reg
Barroa.
S. 64. Onde couber : g Ficam as cmaras mu
nicipaes de Beserros e Gravat aatorisadas a pa-
gar de preferencia o qae devem de entes judiciaes
ao Bacbarel Joaqnim Manoel Vieira de Mello.
aero Barros.
, H. 65. Oode coaber: Ficam as cmaras auni-
cipaes de Bonito e de Beserros aatorisadas a pa-
gar o qae devem de castas judiciaes aos escrives
savgio Clementao de Sonto Maior e Albnquerqae,
JJweano Eustaquio Gome Jos Mariabo da Hai-
aada Falcio.Regoeira Costa.
N. 66. Onde couber : Fica a Cmara Municipal
do Recife, autorisada a pagar de proferencia a
quantia de 569*384 que ae acba a dever de cua-
taa a Joaqun da Silva Carvalho, subrogado nos
direitos de D. Maria Annunciada do Carmo Rocha
data.Reg Barro8. -Rodrigues Porto.Araaral.
N. 67. Oode couber: Fica a Cmara Municipal
de Cmara autoriaada a pagar ao afficisl de jos-
tiea Jos Das de Morae a quantia de 33*500 qae
lhe est a dever de custas.Rodrigaes Porto.
Rogo Barro.
. 68. A Cmara Municipal de Pao d'Alho, pa-
gar ao tenente Jote Francesco Paea Barreto a
quantia de 120*000 que lho deve de custas.Reg
Barros.Rodrigaes Porto.
N. 69. A Cmara Municipal de Pao d'Alho, pa-
gar preferencialmente e le cuataa a quantia de
625*000 que deve ao eacrivo Francisco Antonio
Crayaer de Souza Rangel.Reg Barro. Ro-
drigues Porta.
rJ. 70. Ficam as cmaras municipaes de Inga-
zeira e S. Jos do Egypto aatorisadas a pagar de
preferencia o que devem de cuataa ao eacrivo Mi-
guel de Queiroz Amara!.Reg Barros.Rodri-
gaes Porto.
N. 71. Onde coaber : Fica a Cmara Municipal
de Nazareth aatorisadu a pagar de preferencia a
quanti.i de 258*>50 qne eat a dever de cuataa a
directora do Centro Luterano Nazareno. -Rodri-
guea Porto.Reg Barroa.
N. 72. Onde couber: Fica a Cmara Municipal
de Jaboato autoriaada a pagar o que estiver a
levar de cuates ao Dr. Jos Donato Gomes Tor-
rea.Sophronio Portella.Barroa Barreto Jnior.
N. 74. Fica a Cmara Municipal do Recife au-
torisada a pagar o que dever de cuatat'ao eacrivo
do S. Lourenco da Matta Jos Francisco Tclha de
Mendonca.Ja venci Mariz.
N. 76. Onde coavier : Fi<-a a Cmara Munici-
pal de Barrciros autorisada a pagar o que estiver
a dever de cuataa ao es trivio Flix Macedo da
Cunba Franca.Joo de O.iveira.
N. 77. Fiea a Cmara Municipal do Recife au-
torisada a p^'gir a D. latb'l Lemos da Silva o
que for julgado llovido pelo terreno tomado pela
Cmara para servjdo publica ua eatrada da Tor-
re.Jacobiua.
N. 78. Ao 18: Depois daa oalavras enmmu-
nicneio prv.a, accrescente-se : independeute de
qualqu r pigaraent Kego Barros.
EMENDA APPBU-VADA NA 3.a D1SCUSSAO DO
DO PBOJECTO X. I DE6TE ANSO (ORCA-
MSXTO PROVIXCI4L).
N. 140. Substitutivo emenda n. 80 pela ae-
guinte: devendo o governo rever o contracto no
iatuito de melhorar o arvicoda companhia e man-
VT ao obrigac.) de urna viagem por raez ao forte
de Tamandare e Barra do Rio Forraoao; nao po
denlo o preco da passagem exceder de 3*000 e
devendo demorar-se ueste ultimo porto pelo menos
seis hars.G. de Drummond.
A commisaSo de redaeca a quera foi presente
o projecto n. 2 deate anno de parecer que aeja
adoptado o seguinte :
A Aasembla Legislativa Proviucial de Pernam-
buco rcaclve :
Artigo nicoFija elevada villa a povoac'o
de Jafobi e para ella transferida a s Je do muni-
cipio de Tatarata'.
Bevogsdaa aa dispoaieoea em contraro.
Sala das commiasoes, 22 de Abril de 1887.
Barros Barreto Juaior.G. de Drummond.
PROJECTO N. 63
A Aasembla Lcgiala'iva Provincial de Per-
nambuco reaelve :
Artigo nnicoPica revogada a le n. 1346, de
7ii qae creoa a fraguetia de Jacarar ; ficando as
freguezia do Brejo e Taquaretinga com oa limi-
tes anteriorea a esta lei.
e ontro da de legialacio, idem, so-
por Maria Canuda Branco da
Revogam-se aa disposicoes em contrario.
Sala das sessea 21 de Abril de 1887. -
Joo
Al ves.
PROJECTO N. 64
A Assembla Legislativa Provincia! de Per-
nambuco reaolve :
Artigo nicoPica o presidente da provincia
autorisado a mandar restituir 1:237*000 filbas
de Migu-'l Augusto de Oliveira, herdeiroa lo re-
manescente de D. Generosa Rosa d* Silva, que
de maia pagaram fazenda, de accordo com o S 71
do art. 2. da le a. 1810. ^
R-vogam-ae as dispoaieoea em contrario.
S*la das Seasoea. 21 de Abril de 1887. Soarea
de Amorim.=cVigario Augusto Frankiin.
KnViSTA DIARU
A <* m i i Provincial Funccionou
bontem son a presidencia do Exin. Sr. Dr. Jos
Manoe1 ds Barros WauJerk-y, tendo comparecido
35 Srs. deputados.
Fcram approvadaa aa actaa das sesaoes de 20 e
21 do correte.
O Sr. Io secretario proceden a leitura do se
guinte expediente :
Ura officio do secretario do governo reinettenio
urna conta documentada da eatrada de ferro do
Recife a Limoeiro, relativa a pasaageaa concedi-
das p" r conta da provincia na importancia de
14J5U0A' comrniaso de orcamento provincial.
Um abaixo assignados de negociantes estabele-
cidoa neata capital com lojaa de jolas e relogios
peindo iaenco do impoato de repurtico po" classe
e isenco do pagamento domesmo imposto relativo
ao anno financeiro de 1885 a 1886.A' comrniaso
de orcamento provincial.
U;i odieio do secretario do governo da provin-
cia do Rio Grande do Norte, agradecendo a re
mesaa doa Annaea desta Assembla de 1886. In-
teirada.
Um abaixo assignados de eemmerciantes desta
capital, pedindo um abate em seus debitas de 50
por cento.A' commissao d*;orcamento provincial.
Urna petico dos directorea do Companhia Santa
Tbereza, requerendo um amplamento por 6 annoa
do praso marcado tas clausulas 7a o 3a da innova-
cao doa contractos.A' commiss de orcamento
provincial.
Outra da empresa de lluminacio a gaz desta
cidade, requerendo pagamento de 102:945*450eom
o restante da emprestimo autorisado pela lei n.
1860 para id utico fim.A' commissao de orca-
mento provincial.
Outia da The Nartb Brazilian Sugar Faetones
Limited, requerendo o pagamento de 30:000 con-
signada ua le n. 1713 para a ponte aobre o rio
Cipibaribe, as immediaco>s da cstacio le Tiu-
ma.A' commissao d'^ orcamento provincial.
Outro de Francisco da Gouveia Queiroz reque-
rendo eonsignacio da verba de 147*140 de cus-
tas judiciaea. qae lbe deve a Cmara Municipal da
Victoria.A' comraisi- de orcamento municipal.
Outra de Manoel Apolinario Santiago, arrema-
tante de diversos generas no 2 districto de Li-
moejro, requerendo um abatimeuto do 40 valor da arremataco.A' commissao de orca-
mento municipal.
Outra de Umbeliaa Domingas do Espirito San-
io, viuva de Albino Beserra de Moura, requerendo
urna moratoria de tres annos para pagar o m
posto que est a dever de soua pred.os.A' com
misa.'io do orcamento provincial.
Outra de Anto Borges Alve3 tabelliio publi-
co, eacrivo do crime, civel e jury da Gloria de
Gota, requerendo consignaco da verba de 600*
que lhe deve a Cmara Municipal d'alli.A' com-
orsso de orcamento municipal.
Outra da Antonio da Costa Teixeira, proprieta-
rio da casa terrea roa do Rosario da Boa-Vista,
requerende consignaco da qnota de 360* do alu-
guel da referida casa, que serve de quart I da
guarda cvica a erntar do Io de Jnlho de 1885 ao
lo de Julho de 1886.A' commissao de orcamento
provincial. s
Adiou-e por ter pedido a palavra a Sr. Jos
Maria, ura parecer da commiaao de oroaaiento
munici|ial, indefenndo a peticao de Joo Autonio
Monteiro.
Foratn approvsdos os segaintes pareceres : tres
da commiaao de orcamento provincial, pedindo
nformacoes sobre o requerido por Ivo Antonio de
Andrade Luna, Javancio Silvioo de Barros e Joo
Portella Mattos; oetro da de postaras, idem, so-
bre o requerido pela sociedade Uoio Commercial
de Mercieiro ; e
bre e requerido
Matta.
Foram a imprimir os segaintes projeetos, o al-
timo dos anees precedido de parecer da commis-
sao de legislaco, sendo o de n. 63 dispensado da
impreasao em avulsos a requerimento do Sr. Joa
Mana e o de n. 04 a requerimento do Sr. Soares
de Amorim.
N. 63Revogando a le a. 1,346, qBe creoa M
fregoesiaa de Jacarar e Taquaretings, ficando as
do Brejo Taquaretinga com os limitea anterio-
res s cata lei.
N. 64.Mandando restituir 1:237* s filhas de
Miguel Augusto da Oliveira, berdeiraa do rema-
nescente de D. Genoveva Rosa da Silva.
N. 65.Interpretando a lei n. 1,415.
O Sr. Goncalves Ferreira, pela ordem requereu
e obteve que fosse consignado na acta um voto de
profuudo pezar pelo fallecimento do senador por
Minas-Geraes, Dr. Luiz Carlos da Fonseca.
O Sr. Soares de Amorim, pela ordem, envin
meea um abaixo assignados de moradorea em Goy-
anna, pedindo a approvaco solicitada pelo com-
mendador Ivo Antonio de Andrade Luna para o
contracto relativo construeco de urna linha de
Iramwayt entre aquella cidade e o porto de Japo-
ma, por elle celebrado com a respectiva Cmara
Municipal. A' commissao de orcamento muni-
cipal.
Adiou-sc de aovo pela hora a diacusaio do re-
querimento dos Srs. Prxedes Pitanga e Jos Ma-
ra, pedindo diversas nformacoes preaidencia da
provincia, tendo orado c Sr. Gaapar Drummond.
Paaaou-te Ia parte da ordem do da.
Adioa-se de novo pela hora a 2 dscusao daa
emendaa ao projecto n. 1 deste anno (orcamento
provincial) orando o Sr. Jos Maria, teudo roque
rido, maa nao obtendo o Sr. Lourenco de Si pro
rogaco da discuaso do orcamento provincial por
60 minutos.
Pa8sou-sc 2 parte da ordem do dia.
Approvou-se em 3 discusso, sendo rjmettido
'fcmraiss i de redaeco o projecto n. 2 desto anuo
(elevaco de Jatob a villa) tendo oado o Sr. Go-
mes Prente, que requereu, aento acceito, o encer-
rameuto da discuaso, c, pela orden^ o Sr. Jos
Maria.
Em 2 discusso approvou-se o projecto n. 105
de 1886 (districto da Paz) sendo o Sr. Jo> Alves,
qae requeren e obteve o encerramento da diseuB-
t>o, sendo apoiadas 12 emendas, das quaea foram
approvadas as de ns. 2, 3, 4, S, 10, 12, sendo aa
demais reg*-itadas.
Orarau. pela ordem os Srs. Jos Maria e Joo
de Oliveira. A requerimento do Sr. Joo de S
foi o projecto dispensado do intersticio.
Vieram mesa, que os nao acceitou, dous ro-
qaerimeiuoa de urgencaa um do Sr. Jote Majia.
pedindo preferencia para ser isentido o pr. jecto
n. 41 deate anno (forca policial), e outro ci >r.
Bro de Itapissuma para a do pnjejto o. 22,
deste auno (ornamento provincial).
Earcerroa-se a 2a discusso do art. Io do projecto
n. S deate auno (elevando Taquaretiuga a cidadei
oranJ.. o Sr. Joa Maria e nao ae vstaudo por fal-
ta ds numcio, ficando adiada a discusso do ar-
tigo 'o.
A urdtin do dia : 1 a parte : continuacao da
antecedente; 2 parte : Ia discusso do projecto n.
& 3a do de n. 12, ambos deate anno, e 105 de
1884> e coutinaayo da anteceeente.
Sociedade Auxiliadora da Agricul-
tura de Pernambuco Verificou-ae na
quarta-feirn, como foi auuuuciado, urna seaso es-
traordiuaria do cousellio adrainialrativo desta so-
ciedade.
Nao estando presente o Exm. Bario de Seri-
uhera, pr-s'dente effectivo do conseliio, presidio
ao acto o Dr. Paulo de Amorim Salgado.
Depoie de I ida n approvada a acta da seaao
precedentt (27 de >uturo de 1886) tal qual fra
publicad* no Diario de Pernambuco-de 17 de Fe-
verciro do correnta anno, o 'r. secretario geral
deu conta do expediente pos'erior ultima reunio
do raaelho e mais promenores da vida interna
externa da sociedade solicitando varias provi-
dencias.
Era seguida oceupod-se o conselho Buccessiva-
mente com e ida um dos tres assua,ptos que ha-
viam motivado a seaso extraordinaria ; e depois
de urna discusso, ua qtisl tomaram parte todos
os meoibroa preaeates, decidiu-se :
l.o quo visto j so achar encerrada, na nos**
Assembla Provincial Lcisiativa a 3a discossio
da le do ornamento, seria inoportuna qualquer
represeutaco tendente auppresso ou diminui-
co da taxa de expoitaco do assucar,
2. que, existiudo uesia provincia, verdadero
centro da industria asaacareira no Braail (poia fi-
gura e .in mais de 150 mil toneladas n'uma pro-
dueco total que poucas vezes attingio 300 mil)
urna sociedade com estatutos approvados pi lo go-
verno imperial, que conta j 12 annos de existen-
cia e cojo programma ubrauge, alm de outros
todca os fina que tem hoje em vista o Centro da
Industria e Commercio do Assucar, ltimamente
crala na coi te, nao tera razo de ser qualquer
esforco para crear, como pede dito Centro, em seu
officio de 8 de Marco, associages congeneres, que
cong-reguem os seus esforcos aos do mesmo Centro,
para obttncao das medidas reclamadas pela crine
que (Uravessa a industria assucareira.
3.a qae, visto o estado anormal em que se acba
boje a industria do assucar de canna, era pro. en-
(.-i de 2 milboea e 5C0 mil toneladas de assucares
premiados atirados animalmente no mercado pelos
industnaes da Europa, tornar ndispeiisaveis, da
parte dos poderes pblicos, medidas protectoras
da mestna industria, de entre as quaea avulam
as exaradas pelo Centro da I.idustria e (Jommer-
co do Assucar em seu manifest de 18 de Feverei-
ro, achar se elle em favoraveis circumstanciaepara
consegml es, ficaase intensada a superintenden-
cia a manifestei directora do dito Centro a
i'ihesio da Sociedade Auxiliadora da Agricultura
de Pernambueo aos fins que se propoe rcalisar, e
entrar cara ella, aem quebra da respectiva auto-
noma, em relacoe to intimas como permita a
distancia, em ordem de coordenar oa esforcos de
ambas as corporacoes em pi da almeja la salva-
cao da industria asaacareira no Brasil.
4 que os membros do conselho eugenheinvs
H. A. Milet e A. P. Sintous ficassem encarregadus
de estudar as nosaas t ritas de fretes e paesagena
da vi* frrea de Caruar para verificar, si, como
parece a pnmrira vi.-r i, fram desprezadas, na
orjaniaajo das meamas, as bases constantes do
aviso de 14 de Outnbro do amo prximo passado,
com cu;a expedir;o declarou o Exm. miuistro da
agricultura ter satisfeito a rer-resentaco da so-
ciedade.
Decidio-se tambem, que as cotiaagocs doa so-
cios, para o auno social de 188788, foasem a<
mesma* doexercicio jrrente, isto 5 mil ris
P'r trimestre e assignntura; e que fosse convoca-
da com a possvel brevidade x. assembla jeral
doa socios, em ordem de proceder a reuovacao doa
memoro do conselho e maia funecionarioa electi-
vo da 80Ciedade.
Levautou-ae a aesao s 5 horas da tarde de-
pois de marcado o dia quarta-feira 24 de Maio pa-
para a sesso ordinaria do dito mez.
Trlbuaal do Jary do BecifcHmtem
com a presenca de 42 juises de facto foi testellada
a 2a sesso do Jury desta capital no correte
anno, oceupaudo a cadeira da presideucia o Sr.
Dr. J'-aqaim Antonio da Costa Rioeiro, h da pro-
motara o Sr. Dr. Manoel Clumentino de Oliveira
Escore!, e a d eacrivo pelo Sr. major Florencio
Rodrigues de Miranda Franco.
Para aerara julgados na presente sesso foram
apres ntados os processoa doa segniutas reo :
Antonio Tibartao de Mello, preso 30 de Abril
de 1886, e pronunciado no art. 257 ds cdigo cri-
minal por crime de furto.
Joo Ferreira de Mello, preso 11 de Maio de
1886, e pronunciado no rt. 193 do cdigo criminal
por homicidio.
Joo Carlos Borrameu de Albuquerqu, preo a
12 de Maio de 1886, e pronunciado no art. 193
do cdigo criminal por crime de homicidio.
Jos Bello dos Santo, preso a 15 de Maio de
1886, e pronunciado no art. 257 do cdigo criminal
por crime de furto.
Francisco de Paala Santos, preso a 24 de Maio
de 1886, e pronunciado no art. 193 do cod.go com
binado cora a ur.igo 34 do mesmo cdigo por crime
de tentativa de morte. .,,,.
Manoel Francisco dos Aojos, preso a 24 de Maio
da 1886 e pronunciado no art. 257 do codito eri-
mnal por crime de furto.
Jo= Joaquim de Saot'Auua, preso a 27 de Maio
de 1886, a pronunciado no art. 269 do cdigo eri-
rainal por crime de ruubo.
Manoel Francisco de Hollanda Cavalcante, Ma-
noel de Oliveira Mello, Conrado Francisco de Oli-


L
UEGlVil
~l


[o de Pernambu
(mi^abbtQo 23
de Abril de 1887
3



>




*
1
veira e Amello da Caoba Boato M aior, preaoa a
28 de Miio d 1884, e praMsmeiadae no art, 269 do
cdigo criminal por crime de roabos.
Joia Mendes das aantos e Cariolano H. Paea
Barretto, preso a 31 da Maio de 1886, e pronun-
ciados no art. 269 do cdigo criminal por crime
de roubo.
Cadete Francisco Beltrao Gomes da Silveira,
presa a 4 de Junho de 1886, e pronunciado no
art. 193 do cdigo criminal por homicidio.
Ludgero Ilencio da Annnociacio, preso a 8 de
Evaporacio em 24 horas ao sol: 3,>6 ; som- i mee aptico, tem o sea consultorio ra do
bra: 2,-3.
Chava0 8.
Direccia do vento :'ENE de aaeianoite at aho-
ra* e 39 amates da tarde ; E ate meia noite.
Calmara durante 3 hor..s, pela asadrugada.
Velocidade media do vento : 1,44 por segundo.
Nebuloaidade media: 0.3.
enaltes 4>elaeHa amacha as segra-
te :
Do Hospital Portagaez de Beneficencia, em aa-
Juubo'de 1886 e pronunciado ni art. 193 do eo- sembla geral, s 11 horas do dia, para posse
nova juuta e cumpnmento do g 1 do art. l doi
digo criminal por homicidio.
Liibaoie Jos de Sant'Anna, preso a 8 de *
tembro de 1886, e pronunciado no art 201 do co
digo por crime de terimentes leves.
Alfredo Bezerra de Msgalbies, preso a 2d de
Fevereiro do corrate aino, e pronunciado no
art. 201 do cdigo criminal por ferimentoa leves.
- C imparten perante o Tribunal o rea Anto-
nio Tiburtmo de Mello, que sendo menor tere
por curador o Dt Emygdio Vianna, advogado dos
pobres. Pioon organisado o cansilho dos seguiu-
tes seiihares juizes do faeto :
Antonio Gomes Leal.
Theodoiniro C Duarte Ribeiro.
Antn.o L -ornirJo Meuezes de Amorim.
Francisco M. da C. Paes de Andrade.
Joio da Costa Moreira Guapos.
Jos Guilherme da Silva Duarte.
Manoel Joaquim Machado.
Sebastiao Jo j Gomes Ponoa.
Adolpha Coclba Piuhairo.
Amaro Affonao de Oliveira.
Jcaquim Antonio Moreira Jnior.
Dr. aetaao Maris de Fanas Nevas.
Sendo o reo submsttido ao interrogatorio res-
ponden chimar-se Antonio Titurbino de Mello,
ter 16 a.ruj, natural desta provincia, solteiro, ido
rador no Caldeireiro, oudo reside ha um auno e
me6es, ser criado, ana phabefo, saber a causa por-
que estava preso, nao conhecer as testemunhas
que depuzeram no processo e quo tem do allegar
em eua dfifasa, uo tar tido a iatencio de praticar
0 furto.
Do processo consta, que o reo sendo criad de
servar em casa de Jos Callaco Das costumava
levar ao estaDelecimento deste ra do Rangel o
almaco e jautar em um caixo. No dia 3 de Abril
do anuo paseado, quando ia conduzir o caixo pa-
ra fr i do *-sf:ib I cimento lancou mao de urna
colcha de algodao e eseondeu-a dentro do caixo.
Collaca, ;ue com elle ja estava desconfiado, pe-
gou-o c.-m o furto na mao e testemuubando o
facto i. v i o rea a presenta da aucoridade.
A promotoria bascada as pravas tcstemunhaes
e beui asaim na propria coafisaio do reo, quer pe
rauta o sub-J. legado, quer parante o juiz formador
do culpa, pedia a caademuacio do reo as penas
do art. 267 do cdigo criminal.
A dofeza nazcan meira t'-steinu.iha, que foi a nica de vista, disse
que o seu curatcllado nao furtara a colcha, e sim
que a tirara sem dolo, tanto que houve quein o
visse pratocar esse acto, que nao sendo um crime
as poda trazer lhe couaemnacao. E caso o sen
euratelUio considerasse tal acto um crime procu-
rara na fu^i livrar-sfl de qualquar vexame. O
seu earatellado sendo empregado em :a=a de Col-
laca abi vio por alguea. tempo Barbosa, como cai-
xeiro, e teudo este sido ha das despedido pedio-
Ibe q-ie lhe levasse umacotaln qua abi se eas.uo-
cera quando ae retirara. Ella vio a colcha e ia
leval-a, qutnd-o Coll&cu iiase, que e'.le estava a
turtur I Concille a dofeza pediudo a abaolvicio
do seu curatellado, que com um anna de prisas
Boffridk j deve ter pago a culpa, se culpa tem.
Foi feito pelo Sr. Dr. Costa Bibeiro o resumo
dos d bates.
Ao eonselho faram eios, alin das quesitos do
formulario, os seguiutes : o reo menor de 21 an-
nos .' O o menor de 17 annos ?
O conaelbo rocolheu-se sala secreta urna
hora na tarde d'onde voitoo urna hora e vin:c
minutas trajeado a couJeinuaeia da rea. Tendo o
cansaliio recoohecido ser o o menor de 17 annos
toi coa i miado a 46 dias de priaio siaples, pena
de cimplieidade.
Faruldade tle DirelloEis o resultado
dos actos de hontem :
1.a anno
A'fredc de Barros Lima, simplesmente.
Jo-> Baptista araiva Lto, dem.
4 repro vados.
2 auno
Leviuo Jos Pacheco, simplesmente.
3.' anno
Sebastilo de Vascoacellos GalvaOj simples-
mente.
Francisco Jos Pinto, dem.
Francisca Joaquim da Rocha Jnior, dem.
Elp'.dio Martius Carvalho de Andrade, idem.
Man !! da Silva Lemos, idem.
Julio No^ueira Tabosa, idem.
Aula da Faauldadt
' Acham-se abertas as aulas do 5. anno da
Faculdade ue direito, desde o dia 18 do corrente,
e as da 2. anno, a comecar'de boje visto se terem
terminado os actos desses dous annos.
Assim t-iinbem s-raa abertas as demais aulas a
p- p ire i que se forem canclaindo os respectivos
actos.
(lub IjUterarlo tjre Gama-Ren-
ne-se h je em eesso ordinaria es socios deste Club
ne lugar e hora do costume.
>apoii'n em W? terlooE' o titulo
estatutos.
Do Club C O. D., em sessao ordinaria, s 11
horas do dia, para fina sociaes.
&eti Elfectaar-se-hio:
Hoje :
Pelo agente Stepple, ao meia dia, na ra do
Imperador n. 22, de predio.
Peo agente Brito, s 10 1/2 horas, na ra
dn Pedro Alfonso n. 43, de movis, oucas e obras
de ouro.
Segunda-feira :
Po agente Brito, s 10 1/2 horas, ni ra das
Triocbeiras, n. 38, de movis, loncss, vidros,
etc.. tec.
Pelo agente Ommo, s 11 horas, 4 ra do
Marques de Olinda a. 19, de mavei., cofres, etc.
Terca-feira :
Pelo agente Modesto Baptitta, s 11 horas, ra
estreita do Rosario n. 24, de predios,
Mitta fonenrea,Sero celebradas :
Hoje :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, pela alma
de D. Anna Candida Cesar de Audrade ; s 8
horas, na igreja de Sauta Cruz, pela alma d.- I).
Maria Murtins da Silveira Carvalho.
Segunda-feira :
A's 8 horas, na matriz do Sorpo Santo, pela
alma do 1' tenente Henrique Christiano Brauoe
eDr. Mano-1 Carlos Ribeiro de Azevcdo; s 7 1(2
horas na igreja da Soleiadc, pela alma de Julio
Porto Ctrreiro ; s 6 horas, no Terco, por alma
de Fortunato Francisco de Senna; s 8 horas, no
Carino, por alma de Cacaceoo 11., Constancio de
Vilhena, Souza Brito, Moura Rios e J Jeronymo
de Aranjo Serveira.
Terca-teira :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Visto, por alma
de D. Mana da Conceico Silva Pappe; s 8 bo
ras, na matriz da Boa-Vista, por alma de Hypi-
lito Xavier Coutinho. ,
Quarta-feira :
A's 8 horas, na matriz de Palmares, por alma
de Vicente Ferrreira da Silveira; s 8 horas, na
matriz da Boa-Vista, pela do commendador Cap
dido Alberto Sodr da Motta,
Pa**as;etroa>Sahidos para os partos do
sul no vapa* franeez Vie de Maranhao :
Jos Martins ds Souza Estrella, Francisco de
Paula da Suva Reg, sua ssnhora, 2 filbos e 1
cralo, Jos Antonio Teixeira Machado, conego
J. C. da Costa Aguiar, R. Valle, Arttrur Cortines,
Jos Pedi-o Moncador, Mauoel Pereira dos Anjoa,
Jacob Sola Pinheiro, Agostinho Fontana e An-
tonio Azevedo de Castro.
Casa le De ten canMovimento dos pre-
ses da Casa de Deteucao do Recife no dia 21 do
corrente ;
Existiam 397 ; entraram 13; sahiram4.Exis-
tem 406.
A saber :
Nacionaes 362 ; mulheres 18 ; estrangeiros 15 ;
escravos sentenciados 6 ; idem processado, 1 ;
idem de correco 4.Total 406.
Arravoado3 366.
Bous 337 ; doente 29 Tata! 386
Movimeato da enfermara.
Tiveram baixa :
Jos Jeronymo Cesar.
Vicente Rodrigues Xavier.
Tiveram alta :
Vicente Perreira de Paula.
Vicente Ferreira de Araujo e Silva.
tUoteria da cdrieA 204* ioreria da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande ds....
Barao da Victoria n. 1, 1." *ndr, onde
d consultas diariamente das 12 s 3 ho-
ras. Chamados por eauripto a qualquer
hora do dia ou a a noite.
O Dr. Milet raudou sea es :rptorio de
advocacia para ra do Duque de Cazias
n. 50, 1.' andar.
Brog siria
Francisco Manoel da Suva db G.. depo-
sitatios de tod^s as eapocialidaaeb pharu
oeuticas, tintas, drogas, productos chimicx
3 fsedicamentos homceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Uro garla
Faria Sobrinho & Q. droguista por atta-
cado, ra Mrquez de Olinda n. 40.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, compra-se e vndese madeiras
de todas as qualidades, serra-se madeiras
de conta alheia, assim como se preparam
obras de carapina por machinas e por pre-
go sem competencia Pernambuoo.
P1BL1C4C0ES A PEDIDO
Inslrucfao Publica
A Provincia equivocou-se, euppondo que o de-
pacho do Exm. Sr. presidente da provincia no
requerimento do Sr. Geminiano Joaquim da Mi-
randa, determinando que provasse impaesibilidade
por.molestia ou idade de continuar a rxercer o
magisterio, foi proferido contra lei expressa e cn-
volve principio perigoso que pode acabar com a
instrnecao publica.
Nao d-se nem urna, nem outra cousa.
E' certo que os arts. 153 e 155 do regulamen-
to de 6 de Fevereiro de 1885, que alias sao repro-
dcelo dos arts. 187 a 189 do regulamento de 7
de Abril de 1879 pareceu dar a entender que o
professor que tiver mais de 25 annos de effeetivo
exercicio poder ser jubilado com ordenado e gra-
tificacao ordinaria, mesmo quando nao se ache em
idade avaacada, gese de parfeita sade e anda
esteja apta para continuar a ensinar.
Mas nao assim.
Tauto um regulamento como ou'ro sao delega
coes de lei, e nao podiam exceder a esta, nem es-
tatuir direito novo.
O regulamento de 179 tem sua foote na lei a.
1,314 de 18 de Fevereiro d'aquelle anno e o de
1885 no art. 5 da lei n. 1,810 de 26 do Junho de
1884 e oenhuaia destas leis alterou ou autorisau a
alterar urna disposicao uue inherente a natureza
das apa8entadorias, como seja a de que esta na
se conceda senl-o a quem por caneado, velho e
doente se inhabilitou d3 continuar no emprega.
Na urna gra^a, urna gratificacl) por certa
numero de anuos de servicos do empreado, mas
Gymoasio Pernambnoo 2i de Abril de 1887
lllms. Srs. profesaores.Paco a Vt. Ss. a bem
da verdade, se dignem delarar ao p deata, como
conhecedores de todo o movimento variado desta
estabelecimento, se os gneros alimentares que
dispenso aos alumnos e empregados que nelle re-
idom, inclusive a manteiga irenceaa, sao ou nSo
de boa quaUdade, e se conatituem alimentacao
sadia, permittiodo Vv. Ss. que eu faca da res-
posta o aso qae me convicr.
De Vv. Ss. attenta collega obrigado
Celso Tertaliano Fernandos Quintella
lllm. Sr. Dr. Celsa Tertuliano Fernandes
Quiutella. Gyraaasio em 22 de Abril de 1887.
Em esposta a carta que V. 8. se dignou en
defecar nos, pedindo o nosso r-arecer sabr a qua-
lidade dos gneros aumentare que dispensa aos
alumnos e mais empregados desta intermito, ca-
be nos o rigoroso dever de declarar solemnemen-
te, que a alimentacSo de que se pro v o estele-
oimento nao pode ser mais variada e sadia do
que aquella que V. S. tem dispensado, como por
vezes tem sido por nos observada, e anda hoje,
qae encontramos na despensa e cosinha do mes
ao estabelecimento, onde V. S. n.s levou, todos
os gneros de muitoboa qualidade, inclusive ovos,
feijo, arrozj fariuhs, manteiga francesa, haca
Iho, muito boa cavada etc. etc. se preparando
para o jantar do da.
Ple V. S. faser desU nossa resposta o nso qao ir
lhe convier.De V._S. attentos co'.legss e ami- outro o thessureiroe outro o gerente qacat mesm'
panbia, como da Companhia dos Trilhos Urbanos
da qual muito de vos sois igualmente accionistas,
a falta de clarean na especificacao dos poderes
conferidos principalmente a aquelle dos directores
exclusivamente em cootaeto a principalmente res-
ponsavel pela admiuistraco da Companhia.
Aquellas direetorias da cineo wembros, na Com-
panhia de Trilhos Urbanos, o de crea membros, na
nossa Companhia, alheias quasi aumpre a muitas
sendo a todas as circninsUncias da vida intuu das
empresas ; principalmente porque nao senda remu-
neradas Ibes havia por forca de faltar o tempo
esseucial para de servicos gratuitos se oceuparem ;
abnam, como vos deveis lembrar, luctas constan
tes com os gerentes, que para ellas nao passavmn
muitas vezes de um simples cumpridor de ordens
de certa cathegoris, de um assalarado, e nao de
verdaderoa administradores; luctas que nenhum
resultado pratico vinhum a ter senao o de serem
anarchi8adas as sessoas respectivas e serem levan-
tadas sdministraco tao serios obstculos que foi
foruoao reconhecer como uuico meio de salvar os
capitaes n'-llaa comproinettilos a venda das c;m
panhias.
Vos deveis lembrar, illustrissimos senhores, que
estava esta annunciada quando seado reformados
os estatutos da Companhia de Trilhos Urbanas foi
ah assentado o.ue em vez de unta directora de
cinco membros e um gerente tivesse a Companhia
d aquella data em diaote urna administracaa de
tres directores, dos quaes um seria o secretario
gos.Cicero Odn Pcrigrino da Silva, Joaquim
Pereira da Silva Guinaraes, Antonio Justina do
CO.
Os inlhetss acham-se venda na prae. da lu-
dependeucia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro deMareo.
liiticrin 'loUro-ParA lotera desta
provincia, pelo novo plano, cujo premio grande
40:000*000, ser extrahida no dia 30 ti. cor-
rente.
Bilbctcs venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40 de Joao Joaquim da Costa
Le te
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra v-rimeira de Marco a. '23.
Lotera da provincia do Paran
A 10 lotera desta provincia,pelo novo plaua, cu-
jo premio grande de 15:000000, se extrabira
baje 23 do corrente.
:lbted a vooJa na Casa da Fartuui, ruu
Primeiro de Marco n. 23, de Martina Fiuza & C.
Lotera da ParabybaEsja lotera cujo
premio grande de 20:000*000 ser extrahida no
dia .. do corrente.
Os bilbetes acham-se venda na Casa do Ouro
ruado Bario da Victoria n- 40 de Joia Joa-
quim da Costa Leite.
Lotera da provinciaA 15a parte da
1 lotera em beneficio da Santa Casa de Miberi-
de urna poesa do Sr. Amancia da Cunha, queo sn cerdia do Recite, ser extrahida qaanio r'ar an-
obs-quiou com a remessa de umexemplar.
Agradec am >s.
HomicidioAnte-hontem, cerc de 5 horas
da tard;-, no lugar Agua-Fra, do districto poli-
cial de Beberibe, Francisco Bonifacio Alves, as-
sassiuou com pauladas a Zacaras Cesario Dias.
A autoridade policial competente tomn conhe-
cimauto do facto. O delinquente evadio-se.
I'urailaiEm trras do engenho Bam Gosto,
do termo de Gamelleira, e no dia 17 do corrente,
Luis Antonio da Silva, Caetaoo Jos Francisco e
Antonio Deodato, operarios da ferro-va do Bibei-
rao ao Bonito, travaram lata, da qual sahiram fe-
ridos Luiz Autonio com oito facadas e Caetaoo
com urna facada:
A autoridade local toman conhecimento do fae-
to.
\a/arc!:i Dizem-nas da cidade de Naztre-
th que, no respectivo municipio, foram matricula-
dos, at .3 e que em 31 de Dezembro de 1886 existiam 4,300.
Agora, no encerrar-se a nova matricula, exis-
tiam 3,196 escravos, e foram arraladas 114 msio-
res de 60 annos, sendo 58 do sexo masculino e 56
do sexo feminino.
Das escravos agora matriculados sao:
Da sexo masculino
Da Bexo feminino
Sendo:
Menores de 30 anuos
De 30 40 annos
De 40 50
De 50455
De 5? 60
E sao:
Solteiros
Casados
Viuvi-s
Sendo;
Agricultores
Artistus
Criados
1,544
1,652
1,712
867
507
91
19
2,703
366
128
3.156
32
10
como a palavra o diz, urna hospedag. in, gazalha'
30:000*000 ser extrahida na da., de Mar- do ou pousada, aa funccionario que precisa de des-
canjo, que uao pola mais trabalhar, para que nao
fique abandonado.
E' par sto que o regalamenta da 2 de julho dd
1879, art 82, estatu :
A3 apasentadorias dos empregados proviu-
ciats serio determinadas por inhabilitaca > pby-
sica ou moral, adquirida na exercicio do eropre-
go e verificada por luspaocio medica, o.- ieaada
pelo presidente da provincia e regular-se-bia
pelas disposicoes legaes em vigor .
Disposicao esta que est de accordo cora a lei
n. 276 de 7 de Abril de 1851, que resa o so
guite :
Art. I. A faculdade concedida pela lei pro
vincial n. 82 de 4 de Maio de 1810 ao presiden-
te da provincia para aposentar empregados pro-
vincae8, soiente poderf ser exercida em favor
d'aquelles que estiverem as coudiccojs se-
guintes :
8*1. Na de idhabilitacio physica, ou moral
para contiuuacao do emprego, adquirida durante
o mesmo e verificada por urna junta medio c-
rurgica especialmente nomenda para conhecer
do estado de cada um dos emprega los que se
uprsuntarem reclamando o favor desta lei.
Art. 2." O empregado que hauver servido
por mais de dea annos, poder, tornauda-se in-
habilitado, ser aposentado proporcionalmente ao
tempo de servicos prstalos a.
A le referida n. 82 de 4 de Maio de 1840
diz :
Art l. O presidente da provincia poder
aposentar com o ordenado por inteiroaos empre-
gados provinciaes, que centarem 25 annos de
servica sem interrupcao e sem nota ou erro de
of&cio, prestado cm quaesquer reparticoes pu-
blicas geraes ou provinciaes >.
Pelos valores dados pelos respectivos senhores,
assim se classificou :
Menores de 30 anuos 1,228:770*000
De 30 40 annos 584:675*000
De 40 50 243:525*000
De 50 55 26:220*000
De 53 60 6:900*000
.CalbalogoRecebemos um exemplar do que,
por ui-rmedio dos Srs. Bowna & C, nos remet-
teram os Srs. Joseph Couston & Sons, de Lau-
exportadores de varios artigos manufactura-
dos, de que se encon'.ram especimens na casa dos
releaidos Srs. Browcs 4 C, na ra do Marques
do Herval.
All tambem se encentra urna machina especial
para descarocar algodao, cuja perfeico nota-
?el.
Directora da* otras de conaerva-
co to porto*Boletim meteorolgico do
dis 21 de Abril de 1887 :
Horas v > S'-s o a 2 Jo. Barmetro a 0 Trnaio do vapor SJ "O ai T3 i a
6 m. 22"9 76016 19,04 91
9 7-3 J61>21 16,58 60
12 28^-*; 760-61 226 76
3 t. 284 ;5920 21 ^9 74
276 760-07 20.80 75
nunciada.
Os bilbetes acham-se expostos venda na the-
souraria das loteras ra do Baria da Victoria
n. 14.
Cemlterlo pnltlinoObituario do d a 20
de Abril :
Francisca Pires M. Breves, Pernainbuco, 30
annos, salteira, S. Jos; aneurisma a.irtiea.
Afionsj, Para 3 mezes, S. Antonio ; gastro-in-
tente.
Manoel, Pcniairibiico, 10 anuos, solteiro, Recife,
eclhampsia.
Clemente, Pernambuco, 79 annos, viuvo, Boa-
Vista ; anasarca.
Belmira Antonia da Silva, Alagaas, 30 annos,
solteira, Boa-Vista ; bronchro-pneumonia.
_ 21
Maria da Conceicao Silva Pape, Pernanbuco. 51
annos, viuva. Olinda; tubrculos pulmonares.
Jos, Pernambuco, 5 mezes. Boa-Vista; entente.
Salvino Joaquim da Siva, Pernambuco, 32annos,
viuvo, Boa-Vista; tubrculos pulmonares.
Bernardino Tavares da Silva, Pernambuco, 45
annos, casado, Boa-Vista; dyarrha.
Francolina Maria da Ccnceicio, Pernamduca, 25
annos, selteiro, Boa-Vista; dyarrha-
Dativo Lopes de Azevedo, Pernambuco, 24
annos, solteiro, Poco; bronchite.
Vicencio, Pernambuco, 1 anno, Recif; eclam-
psia.
l'omingos Francisco Ferreira, Portugal, 25 an-
nos solteiro, Boa-Vista; hemorrahagia cerebral.
Souza, Joao Feliciano da Motta c Albuquerqne,
Jos Diuiz Barretto, Dr. Joaquim Laureiro (me-
dico), Joao Baptista Rigueira Costa, Francisco da
Silva Miranda, Dr. Raymundo Bandera (medico),
Padre Jeronymo Thom da Silva, Antonio Jos
de Moraes Sarment, Monsenhor Joaquim Arco
verde de Albuquerqne Cavalcanti (ex-regedor),
Ezequiel Franco da 'i.
Gymnaaio Pernambucano, 22 de Abril do 1887.
Sirva se o Sr. Censor de declarar se Manoel I] i-
valcante do Reg Barros, ex-monitor deste Insti-
tuto frzia asistencia na mesmo exemplo de seus
compacheiros de trabalho cumprindo com as obri-
gacoes inherentes a* cargo nos dias que lhe caba
o servico, e se praiiooa perante a cammundade e
na presenca de creados acto de indisciplina e in-
subordinacio.
Sirva-se mais de declarar, se no dia 20 do car-
rente, data em que foram dispensados os servidos
do referido monitor, quem se achava na direccao
da banca de estudo dos alumnos da 3* divisia, s-'
se deu algum facto desagradavel e se o monitor
director da dita diviiSo estava presente.Celso
Tertuliano Fernandes Quintella.
lilao. Sr. Dr. Celso Tertuliano Fernanles Quin-
tella.Reepoudendo a portara supra de V. S.
cumpre-me declarar que o Sr. Manoel Cavalcante
do Reg Barros, ex-monitor deste instituto pouca
asistencia nelle razia, destacando-se des doma s
companheiros no pouco caso ao servico que Ih -
competa.
Quando V. S. assumiu a Regedoria do Gymna-
sio encarecidamente pediu aos monitores em geral
como seus legtimos auxiliares que, em dias que
Ihes coubessem o servio? nao compromettessem
a disciplina e a ordem que em casas como esta dc-
vem sempre reinar, pcrmittiadoem compensaci)
que em das que nia os de servica gozassem de
liberdade, guardada porm a disposicao do art.
192 de regiment interno que obriga a residencia
dos monitores no estabelecimento.
Ainda mais : determinando o mesmo regiment
a divisao dos alumnos em tres clusses V. 8. divide-
os apenas em duas, cabendo por isso a cada moni-
tor tres diaa de servico por semana, mas nffo can
tente o Sr. Manoel Cavalcaute com tamanhas pra-
vas de benignidad de V. S., s compareca ao es-
tabecimento nos das da semana que lhe tocava o
servido e assim mesmo para fazel-o de u;u modo
reparavelabandonando os alumnos naa b incas
de estudo, recreiacoea e refeitorio, sahindo quando
mesuro em servico estava embora deixando substi-
tuto o que dclle fui par mais de urna vez quando
exercia as tu.iccoes de monitor. Senda de notar
que ntm sempre comorecia nos determinados diaa
para o sc-rvico.
Quandt na dia 19 do corrente noite assistia
eu ao refeitorio a que sou obrigado por forja do
regiment interno, o Sr. Manoel Cavalcante que
presidia a mesa dos alumnos seu carga declarou-
me qua nia se serveria da manteiga franceza por-
quanto nao estava acostumado a comer poicara.
e isto na presenca dos alumuos e criados, pondo-
rando-ihe'eu a meia vozque aquelle proceder
uao era muita correcto em relacao ao que elle aili
repreaentava nio lhe sendo obrigatono servir-s
deeta on daquella especie de alm^ntacao qualquer
e que aguardasse a su- observacia para fazer
valer perante o Sr. Regedor.
Quaudo, porm, no dia seguinte pela mar.ha
V. S. e eu ass8tiamos o refeitorio, o Sr. Manoel
Cavalcante a quem competa presidir a mesa dos
alumnos nao comparecen e nem deu substituto.
Natando entio V. S. que, a mesa na tinhi pre-
sidente e sabendo que aa referido monitor compe-
ta presidil-a, manda o chamar por um dos refei-
torosiros, nao para almocar visto cma ni) o poda
ebrigar, mas para presilir a mesa dos a'umnos que
na occasiio a elle competa, ten-la V. S. cm res-
posta e na presenca dos alumnos e mais empre-
gados : que o Sr. Mauoel Cavalcante mandava
diarr que n-l-o descia porquanto ia almfar fra do
estabeleeimento.
N^st9 mesma dia pela manha foi V. S. sorpre-
hendido pela noticia de nma briga que se dava
entre dous alumnos da respectiva divisaa que es-
tava entregue aos cuidadas Sr. Cavalcante e em
plena banca de estudo, e correndo V. S. pressuroso
a pyndicar do facto foi pelo proprio Sr. Manoel
Cavalcante do Reg Barros declarado que nada
poda dizer em relaeio a especie, porquanto se
achava ausente da respectiva banca.
Assim, creio ter respondido fiel e conscieocio-
samente o que me ordenou V. S. na portara
cima.
Gymnasio Pernambucano, 22 de Abril de 1887.
Jos Baphael Sitares de Azevedo.
Servindo de censor.
Temperatura mxima3,0.
Dita mnima22,50.
INDICARES ATIS
Medico
O Dr. Lobo Hoscoso, de volt? de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conntia no
oxercicio de sua prosao. Coasltuas das
10 s 12 horas da manha. Especialdades
eperacSes, parto e molestias do s-nhoras e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreta Sampaio H consultas d<-
meio-dia s 3 horas no 1. anaar da casa
a ra J") Bario da Victoria, n. 51. Resi
dencia ra Sote de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par- bucano, cuja honrosa misaia me foi confiada palo
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20. Exm. Sr. presidente da provincia e muito beoa
n t jo* c.4 a aculhiaa pelos funcciona.ios que se mteressam
Consultorio: ra Larga de.Rosario n.\ A. pelo engrandecimeato do meamo e par muitas
Consultas das 11 horas da cianhi s 2 da Pgs
tarde. Especialidade : molestias e epera-
cSes dos orgos geaito-urinarios do horbero
e da mulher.
Dr. Joaqaim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1.-
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro.
Dr. Manoel Argollo. Residencia e con-
sultorio ra Duque de Carias n. 86, 1.
andar. Consultas das 11 horas s 2 da
tarde nos dias uteis. Telephorte n. 283
Canaoltorlo Homeopatico
O Dr. Miguel Themudo, medico ho-
Eitas que sao as dispaaicoes oxpreaas ainda, Cavalcante do Reg Barros fazia assstencia no
^ estabelecimento, a exemplo de seus companheiros,
em vigor.
Agora, o dizer-se que se as jubilacoes s se dc-
rem em taes condicoes, importar isso desorgani-
sayio do ensino, permitta-nes a Provincia que uio
Iha ac hemos razio.
Em que se fonda ?
Onde o perigo do principio, a escalar e ferir di-
icitos, fcgnndo a sua linguagem ?
Pois a aposentadaria somonte aos que d'ella
precisain fas tamo mal inatruccia publica ?
Seas paiavras usadas nio foaaem tao forte?,
diria nos que ellas melbar se applicariam ao prin-
cipio inverso, isto o de aposeutar-se quem no |
lllm. e Exm. Sr. Dr. Deao Joaquim Francisco
de Faria.
Gymnasio Pernambncano, 22 de Abril da 1887.
Peca a V. Exc, a bem da verdade, se digne de
respondfr-me ao p desta, se no tempo da regedo-
ria de V. Exc. nste Instituto, o monitor Mana!
e os campria com as obrigaces inherentes ao
cargo.
D* V. Exc -Amigo obrigadoCelso Tertulia-
no Fernandes Quintella.
lllm. Sr. Dr. Celso Tertuliano Fernandes Qain-
tella.
Respondo ao seu pedido que, durante a mmha
regodoria, o monitor Manoel Cavalcante do Reg
Barres resida no estabelecimento; mas dellesahia
muitas vezes, e par isso faltara ao cumprimento de
sena deveres.
Sou de V. S.--Amigo obrigado.Deo Dr,
Faria.
precisa, parque, multas vezes, alm de den nm
de continuar a prestar os servicia pedos quaea ci
remunerados, podeuda e devendo, ainda vio soli-
citar outros empregaa, tornando se aposentados e
eSectivos ao mesmo tempo.
Isto que se nio escala alguma cansa mais
escala pelo menoa oa cofres publicoa-
Ao pnhllco e em reupoola ao artigo
que foi eaicripio esn nomu de Ua-
noel Cavalcante do Siego Barros.
Na qnalidade de regedor do gymoasio pernam-
pas de familia, que em ncim tee:n depositado a
immensa confianca de educador de s> us filhos, na
poda de modo al^um consentir que contiouasse
no instituto, como um de mana auxiliares, o Sr.
Manoel Cavalvante do Reg Barros pelos sguin-
tea motivos : 1 porque nio para va na estabele-
cimento, ausentando-se d'elle at nos dias qne
lhe caba o trabalho 2- porque nio se quera amol-
dar ao cumprimento de seus dev rea, cuja i recu-
elo nio era por rnm exigida de moda velatorio ;
3- finalmente, porque pretendeu plantar a deser-
dem e insubordinacSo perante a communidude.
E para que nio paire a menor duvida no espi-
rito de quem quer que seja, lea o publico as se-
guate* p cus ejulgue.
Gymnasio pernambucano 22 de Abril de 1887.
Celso Tertuliano Fernandes Qaintella.
Jompanhia Santa Thereza
MO^'AO APRESESTADA PELO DIRECTOR OE
RENTE DA COMPANHIA SANTA THEREZA
EM SE s SAO DE A8SEMBLA GERAL DOS
SRS. ACCIONISTAS A 24 I>E MARCO DE
1887.
Meus 8eu!ior.s.Saa vos deve j ser completa-
mente estranbo o motivo da mocao indicada no
aununcio da couvocacao da presente assembla c
que uVate momento mi cabe apresentar-vos.
Explical-o-hri, porm, e o farei por escripte. E
assim me resol vendo o taco por entender que si a
mocao deve por sua natureza fici.r traascripta na
acta da pre-ente sessio, que por lei deve ser pu-
blicada, quellcs tactos que a Tginaram e aqu a
jusiificarao nao devem passar alm das ruatro
paredes qu-' n'esta sala nos incerram, sali o caso
em que me seja necessario defender em publico a re-
solucao que conforme o vosso julgamento terei de
ttmar.
Por isso coraeco p. r pedir so Sr. presidente
para mandar tomar n .ta de sua substancia afim de
ser ella transcripta na acta junto com a approvx-
qo ou reprovacio que lhe votardes, ficando todas
as considcraces justificativas quo tos passo a ltr
regiatrdas n'um respectivo annixo supplementar.
Tuda .nian"o vea tenbo a propar se resume na
descrumnaci de poderes que pelos noesos esta-
tutos cabem ao gerente e aos directores da Com-
panhia ; e na indicacio, em bem da futura harmona
de vistas de nossa administraoao, de serem de urna
vez tees ttulos perfeitameute confeccionados e
ettab-le-.-iioa.
Nio vos deve ser estranho que, como motivo
principal, muito concorrea para o mo effeito das
admiuistracoes primitivas, nio s de nossa Com-
tempo seria o presidente d directora; e igual-
mente foram refrmalos ua estatutoa da nosaa
Companhia onde se deixou bem clara, aoa olhos de
quem quisease ver, que a directora igualmente
composta de trea membros, doa quaes um seria
forzosamente subatituido em cida anno, se cons-
tituisse um* especie de conselho consultor, a
actuando reunido; e sendo indicado um adminis-
trador da Companhia, u, determinado gerente, o
meu amigo e digno mestre m^jor Laurentino de
Miranda, que urna vez destituido seria substituido
pela directora, a qual naturalmente entre si ha-
via de dividir os ca-gos de secretario, theaoureiro
e gerouta ; pois nio crivel a este ultimo respeito
que ua cabeoa do legislaicr, que toi o mesmo dos
ettatutus da Companhia de Trilhos Urbanos, en-
trasse a ideia de quo a administrarlo nos diffaren-
tes ramas seria unifrmemete incumbida aus tres
directores, sendo tres justamente os cargos esseu-
caes e especiaes.
Por tal resolucao, descrimiuadas as responsabi-
lidad, a, divididos os servicia, ficou cada director
com eua aeco propria, habilitando- =e o gerente a
agir cam conhecimento de cauaa, aem tropecos, e a
faser de sua administracio emanaren as medidas
filhas da obaervaei' e da pratica, as quaea tao
bons resnltidae trouxeram para as Campauhiaa
que o estada de miseria, digamos assim, em que
estavam entraram desde loga no caminha de urna
crescente prosporidade.Stisfeitos todos vs.rs.
accionistas, s tivestes desde en fia em mente, como
p-nsamenta constante, caraetsrisar o melhor poa
sivel a benfica Concentracio da admiuistraco
imiaidlata da Campaohia em maoa justamante da
director por ella reaponaaval, do director ou ge-
rente cojos actos a directora, e nio os demais
directores, notai bem, tinha o direita de discutir
para approvar ou reprovar; cujas prapoatas de-
veriam ahi, na directora vl.i b;m, ser con-
sideradas e s itisfeitaa ; maa cuja acfJo nia en-
contrasae nenhum fropeQa alm das que uas dia-
cusso.-s, trabadas em aeasoes m -naaca, fassem crea-
dos e consignados uas actas pela maioria de votos
do Srs. Directores.
Foi assim, por exemplo, quj nesta Compa-
nhia o mee illuatre anteeesaar e hoje amigo Sr.
major Laurentina chegou a ser durante muito tem-
po, cam grande, vautegam p-ira oa cre.iitoa da Com-
panhia, a nica pessoa da directora, absolvendo
em si toda a a liniuiatra-oa i, sendo secretario, the
soureira e gerente ao mesmo tempo, como naa vos
deve ser estranho, e como se quera que ou Umbu.
foase na accumulacio dos cargos, qu in lo se m
canvidou para as magmas coniicoss substi-
tuil-o, eximiula-iu! eu desta ultima, eomo poder
attestal-o o Sr. Sebastiia Guimariea si tal lem-
br&nca nao lhe tiver sido varrida da memiria.
Foi assim que, modernamente, o meam) coufeccia-
nador d'aquellas icfarmas de Estatutaa, sendo in-
cu.ubido de reformar ainda urna v.'z oa da Compa-
nhia de Triihos Urbtnos tirou directora at o
direita de cleger o seu preaidoate e gerente espe-
cificando que este de veri a a-r nom 'adamante clei-
to pela asaembli geral, e assim oa demais directo-
res segundo os cargas que ii-iam exorier, parque
cada um d'elles exig. lio rspeciats habilitacoss
que .ne'hor seria nia contal- cam oa trea igualmen-
te habilitadas para a vootade a? revesaram no ser-
vica. Fai assim quo esse mesma senhor, na qual
j tereis escobarte o lllm. Sr. Ferreira Bargea,
aqu pr-se .te, na ultima eleicao na nossa directo-
ra ae lembrou e conseguiu eleger director aa ga-
reute que voa falla, accei'.audo-o ao meama tempo
como presidente da directora; apezar dos escru
puloa que uesca occasiai m m.f. stei. nia porque
imagiuasac que estava essa res nugaa fra da letra
e do espirito da nossa lei orgnica, mas parque eu
tema ser demasiadamente grato a canauca Ili-
mitada que em mim depositavam assim, uao s o
Sr. Ferreira Borges como o seu inseparavel amigo
Sr. Sebastiao Guinaraes com quem at ent) ser-
vira e que tanto apara a reaolucio ; essea dous
seiihares que sao como sabis os roaiares accionio-
nistas daCampaahia.
Poa bam, ao passo que isto assim ao passo
que isto se deu, preten leram, par urna resolucao
mal posadaeu o creiaoa companheiros de di-
rectora que me destes eutia, iutervir, contra to-
dos os hbitos anterior-a, iutervir saladamente
em urna questio de pura admiuistraco, j julga-
da em directora, e exclusivamente de mmha com
patencia; e tio desastradamente o zeram que por
semilhanre intervencio addiaram, com damno da
Companhia, a aolucio qu estava prxima, prolon-
gando-a at ainda al n da presente rnunio.
Srs. accionistas, eu teuho a narota de por cima
da amisade que me ligue a quem qasr qu; seja o
cumprimento do meu dever, d'ah a neceas idade
que sent perante a ind-;bita e ofensiva nter ven-
ci de protestar enrgicamente contra ella.
Costumo tambem usar das paiavras para expri-
mir os pensamentes e nio para occultal-os, embora
esteja convencido qne nostempos que correm nao
a franqueza a raoeda de mais fcil curso; d'ah a
eircumstancia de en nio oceultar todos os reaes
caractersticos que viuham denunciar, na mmha
opiuiao, a verdadeira intencao do offenaivo intro-
mettimento. OSensivo, porque elle que nio se.
dera at entaa nos momentos mais crticos, pehs
quaes j havia eu passado na minba administra-
ca, vinha mu significar que apezar do meu pr .-
cedimento sempre franco e leal, dvam os Srs.
directores arrbas as affirmacoes de um homem que
era pretendente contra os interesses da Companhia
e qu legar que o gerente estava fazendo < urna questio
de capricho, t
E isto, mcua senhores, lepas que esa; homem, a
quem al entio nao conhecia, tinha esgotado con-
tra mim todos oa empeos passiveis ; e isto de-
pois que o Sr. director Coimbra Guinaraes em
sessio, que ac realisara poucos dias antes, ma ha-
via iuterpellado a respeto, eamo se desconfiara
dos empnnhos que erara nutr-rios, offerecendo me
urna occasiio de ver de novo confirmado em di-
rectora todo o mea proceiimeata anterior.Va da
assim havia valido para consolidar a confianza
que de dia cm dia ei> tinha merecido no animo de
tantos accionistas e que tao fcilmente ss des-
truir !Eu vos lembraroi a este proposito, per-
mitti-me este parenthesis, ai nao aqu ao menos na
Companhia do Trilhos Urbanos, ao ser eu propasta
pelo homem que entio nio pissava para mim de
um simples conhecid", o Sr. major Laurentino,
houve quem dissesse insist>ntimente ser m a es-
colha de um dontor, que alias nio son, para
gerente, me emprestaudo desde logo caractersti-
cas todos raaos; houve at quem por asa veniesso
accc8 ; c aquelles que, sem me terem Ciuda co-
nbecido no lugar do qaal f.i tirado psra me faze.
rem accionista e gerente, eram em todo caso mais
reflectidos, a confiavara na procedencia da indi-
cacio.Esta triste ideia. pois, de envolta cam a
memoria de todos os esforcas qua sempre fiz para
conservar Ilesa a mmha autoridade, de sorte que
nio se pareeease ella com o papel que a muitos
ipraz representar ; porque mantel-a prestar a
homeoagcm a que tem direita o principio da ordem,
e esse principio iiidispensavd para caracterisar
o progresso. Esta triste idea assim revivida era
a maior das cffeusas que entio se rao pedera
fi.zer !...
Aqu est o livro das actas, aqui eatia os docu-
mentos que vos fasem o histrica dessa questio.
cuja nica importancia que agora tem paa mim
significar o primeiro passo da nova e estranha
senda em que eutrou a directora.Eu fa-oi o eea
resumo, si e exigirdes, depois que tiver terminado
a piesente lei tura.
O mu protesto, Sra. accionistas,o que nao era
natural si ae desae o plena conhecimento das at-
tribuicos; originen a retitada do Sr. director
Ciimbra Quintarles, em coja conscicnel por *>
tara pesou toda a responsabilidada de tur ta*.
causa oecasional da tao lastimavel incidente.
d'ahi a neoessidado de ser .mamado o Sr. coa ayu-
dador Gan^alve Netto, immediata em votos,
teriormente o 8r. F. 9. Borges ; porque aqatafc
Sr. commendador qne, em ou tras pocas, ti esto-
vantes servicos prestara a nossa companhia Se
podera aceitar por doente o encargo ; qao a ate
vinha a caber sendo seguida a lettra dos esta-
los; nio obstante ser muito reduzido o sea ast-
mero de votos em relacia aos que obtiveramuaas.
eleicio; 10oatraos41 mease da Sr. Caimhr*
'm.*r*8 os 38 d Sr. Sebastiio.
O Sr. f. F. Borgca, cuja chamada para *-
rectora hoje tereis occaaio da confirmar, e**~
gendo o definitivamente, poi eUe director pea-
visorio, para ella entrn bondosamente embot*
mas infelizmente, preciao que eu o diga,W
a suspeita pretenaia de se couatitur seu eoasa
iheiro supremo, urna especie de sage Nstor .
E de entio mantendo-me eu na posicao que bavm
tomado, avallareis pela leitura que fizerdes 4ac
actas qulo coa^ida foi a mmha accio desae ata
ment em diante, desde que por qualquer atftm
ia ella contrariar ao Sr. Ferreira Borges qne,.-
nia sei a que proposito.anda a canfessar ar
tempa j de cuidar de seus interesses ; ou ao Sr.
Sebastiio Guimaries e>m elle ligado tio intiss-
mente como sempre, e que hoja at o:c aecuta fe
ter faite retrogadar a Companhia I
Srs. Accionistas, eu a ovante essa sccus$i
aqui para qu.; S S. a quem -dirijo neste acni
urna provocaco directa tsuha a occasiio de eoa-
proval-a perante a vossa assemb'a, que o lugar
proprio, o uoico exclusivamente pivprio, ate*
tanto...
Se fizerdes semslhante leitura veris que deade
entio deixei de merecer o apoio plena de Ss. Ss.
De Ss. Ss. que, compreheudereiscoulu-eed-
res dos bamena e das cousasaaa era paaaivel que
tanto se engauss3eai a priucipio ao dwsj respeta,
nem decente era que procuraaaem como praprit*
occasiio de manifestar a aua deaillusao, aquella
em que o seu melindre individual era um teste-
muuho auapeito na interpretasao do inters
se individual confrontada com o interesa* de
na todos !... Eu sei, Srs. Accionistas, que a
minha linguagem vos poder parecer spera di
mais. Attendei, porem, eu passare d > doraiaie
das consideracoes ao dominio daa provaa, segue-
do as eontestaeoas que me forem levantadas.
Nada mais me preciso dizer-vos para q*#
comprehendais se ter tarando assim impossivei a
administracio, calma e reflactida da Compauhia 5
e ella nia o se>- de hoje em diante a coutinuir
em seraelhaute p de desordem e anaichia.
Ha nm m-io, porm, para qua as duvidas se
jam sanadas ; ha um meio U9 serem cortadas <
diacubsocs pela raz ; e eu o venho propar, mis
pelo prazer que me cause o exercicio do espiuhosa
cargo d que fui incumbido, mas pela o'origacio
que at o ultima momento de minha poasivol ad-
ministsacia Cofitrabide elevar na medida de rat-
nhas torcas oa crditos da Companhia. B'essu c
lauca mao apr<.eotando-voa a presente mocio :
Proponuo, Sr. Presidente :
^ Ique sendo lidos os arta. 18 28 dos nassac
Estatutos decida a aaaembla geral dos Sra. Accio-
nistas ai em face dellea devein au podem os Srs.
Directores, laoladameute e em carcter official, in
fluir em negocios da adminiatracao da Cimpauhia.
IIa,ue de accordo cam eases meamos artig.K
decida a aaaembla si toi regular o meu procedi-
mento, proteatando contra a iutervancila dos Sra.
Directarea assim caracterizada e coutraria a ross-
lucao exarada na acta da ultima eeaaio.
IIIquo se decida a asaembla a equiparar nesta
p>nto oa Estatutos da Campaubia Saur.a TheresS
om os Estatutos da Cimpauhia de Trilhos Urba-
nos, ltimamente confeccionados pelo Sr. Ferreic
Bargas e Sebastiao Guimaries, adaptando part
estes oa mesmos artigos It, 17, i, 20, 22, 23, i
e 25 d'aqueile3. que uullificarao os actuces u'a-
quillo qua Iba forem contrario?.
Era, meus aecbores, o qui vos tiuha a ;zr,
obrigado pelaa auonteeimeutjs oxtraoidiaarus
que vos relatei e que, notai sempre, a vieram lu-
tvrromper gora a harmoaia que commigo exiatta
na directora, deade que de Julio do 1881 coas
voaso apoio tentii exercido o cargo de gerente l
administrador da companhia. A vos coaso M -
pois, tomar agora irreatediavelmcote urna rosle-
c loera ta! seutdo. Sendo que a ella me suhmefr
t-rei, qualquer que neja, guardando apenaa par*
nim o direito de seguir o cammho que me vir
ella indicar. (Aasignado)A. Pereira Sirnei.
Nio traria este documento aoa olhos do publica,
si no modo pelo qual foi confeccionada a actt
I contra a qual proteste), antea de hontem, miaka
Ipasicio na ultima assembla geral nio podtsae
ser posta em auvida; principalmente quando no?
pontos que sublianei trocoa-se um e por um oa: e
um caracterisada por um caractirisados que trans-
tormam completamente o sentida njai de mick
proposta ; e quando se faz crer que vencen-fo par
um si vote e esse o meu tive a coragem de perma-
necer frente da comptnh.a qu^ certamente s
desmoralisaria com o 4e8auihoram<-nto do gerente.
Sei, que entre os qua votaram contra mim estc
o lllm. Sr. Sebastiao Guimaries posauidor de
600 accoes (aeis centaa), e dous outros giandet
accionistas ; mas alm de ter tido de meu lade
outros grandes aeci mistas da companhia, que all
comparoceram ou se fizeram repre eutar, o qae
nia digo por louvor, eatou acostumado a julgar e
criterio individual autos pela paasado de cada k>-
mem do que. pela somma dos seus haveres ; e pea-
sa ido assim peuso tambem que o possuir maii
saladamente nio o que melhor ensina a seacas.-
telar ; nao o que melbor ensina a velar pelo in-
teresse ligado ao capital, particular ou geral. E
felizmente est neste ponto de accorda com -,dou-
trina que adopto a nova lei daa asaociacois sno-
nymaa.
A eircumstancia de ser chamada o publica s
julgar de urna questio principalmente do interes-
se da companhia, o que eutre as quatro paredee
da sala em que discutimos deveria ficar sepultada
depois de julgada, sem vir tomar lugar usssncial
na acta, em outros pontos totalmente defieieute,
me Obriga a fazer anda urna puolicaco touiaudo
para assumpto a questio que como disse t<
tem hoje para mim o 7aIor de ter sido o primen ..
passo dado pela ex-directoria da companhia cae
tio estranha senda >, visto que toda a miaba jus-
tificacao foi omitfida na acta impugnada. Fal-e-
hei amanbi.
Dev) dizer antea determinar que s po* nai
me ser possivel dispor dos origins.es da mocJa,
que pertencem ao archivo da companhia, e nio ter
tempo de fazer d'edes desde, loga urna copiaj dei-
xei de huutam realisar a pre?:utc publicaco 5
pois o Sr. secretario da assembla geral m'os re-
mettea logo pela manbi de hontem, conforme me
promettera na vespera.
Recife, 22 de Abril de 1887.
A. Pereira Simoes,
Drector-gerante.
0 privilegio em beneficio da Fa-
brica de lgodoes da Magdaien?
Deparando na Jornal d ReC'fe de 15 de Mareo
prximo passado cora um artigo relativa aquella
Fabrica de Tecidos, no qual s 1 acba e-tarado o ul-
timo bataneo da Companhia, usalvemos com a
presente publicarlo vir chamar a >tte::ci-! dos
legisladores provinciaes e do ecmmenij >xpo:ta
dor de assucar para a manife.-ta e calorosa mjut '
tifa que "o impasto d: 10 > ra. por sacco de nasa-
car ensfccado em algodao nio fabricado em Per-
nambuco representa contra as fabricas n.cionaee
estabelecidaa em outros pantos da Imperio.
Nio deixaremos de mencionar quo taes privi-
legios produzem sempre efTeitos inos, o que no
casa vertente se aa ai. ata pela producyio de ge-
nero imperfeitoj cuja venda assegnrada psl ex-
cluso da etneuneno-.a.
Que o protecci. iiis:no significa semare para as
industrias protegidas um decrescimo devitnlidada
ecooonica, pois .-.-arante acs a uo pr.ductos urna
vantagem, que nao corresponda urna superorida
de real, vemol-o pelo exam.' do balanca aeiaa
mencionado, porquanto, Ja despert da proteCOJU
euorme resultaute do referido impMto, nio uvin
a Fabri:a lacros equivalentes.
O dita imposto importa para o producto quo
com elle nio onerado, em urna vantagem oV.
cerca df 50 rs. por metro de fazenda para a*0
o que sobre urna produeco diaria de _'.:) raotios,
OU annual de 75J:I3U0 metras; repiej- i.ta urna
differenca a favor da Fabrica Pernumbucaua le
37:50'd000 contra 1 afras fabricas nac >a u*s. C
balanco a que nos reforimos, provn qae, a despeito
do preco fabuloso que a Fabrica c maegua obtur,
devido a exclusio de campetidoica ; uao d ella
beneficios correspondentes, poa que dividendo
apenas de 30:000^000, isto meaos qu-.- h
fereacs cima citada.
81 pois, uio (sist-ss-i s-quellc ajutoimpaiio,ais


aria a Fabrica resultado, porquanto fiearia deate
aodo aberto o mercado da Pernsmbaco para o con-
sutno dos prodoctoa de outras procedencias.
Naf circainitanciaa actuaes, deve o commerco
exportador faser sacrificio par* sustentar am esta-
belecimeut.) fabril, pagando o teeido por preeo ex
Ser juito que ae estabelee to elevado onus
para as Fabricas em ontras provincias qae traba-
harn com algodo pornambucano, dando extraeco
ao producto agriejla d'aqnella provincia, e can-
corren Jo assim para os cjfrea proviociaes com o
imposto de 2 "/. sobre o algodo exportado ?
E entretanto na.) dovia a Fabrica Magdalena
temer a concurrencia, como parece lasel-o, por-
quanto tem a en irme vantagem de ter O algodo
no lag*r de sua prodcele e nao estar sujeta,
como as ontras, ao imposto de exportaco, fretes,
commisaao, seguro. Se ella com estas vantagens
(10 */o) nao podeviver, porque mesan nio tem
condic3es de vida.
Nao podero alguna da as ontras provincias ad-
optar o systema de represalias, onerando a im-
portaco doassucar em saceos pernambucano* ?
Em todo casi, encerra o imposto um grave ve-
ame para as outras fabricas nacionaes, mxime
para as situada em provincias que nao produ-
zem o algodo e o iraportam da Pernambuco, co
aw o faz exclosivament a fabrica do Rio-Gran
'e do Sul.
A continuar o ioiquo imposta, nao sera pira e-
trahar que esta fabrica algu dia sollicite por
sea tarao da Asemblx Provincial do Rio-Gran-
de a deerataco de um imposto sobre cada arroba
de assucar importado de Pernambuco, (e ess* im-
portaeao pdese calcular em 2,500:00')*) que ve-
aha en sacc nao produiidos na fabrica Rio-
Srarii'I OH
Acabe-se com o vexatario imposto, baja o im-
pulso da concurrencia e vero a fabrica Magda-
lena progradir, procurando madir se com as ou-
tras fabricas u-cioaaes na perfeici de seos te-
cidos, o que a dispensar da neiessidade de cha
mar em sen soccorro o protecionismo.
O resaltado do privilegio tem sido, e estranba
mol-o em vista da immensa proteceo, insignifi-
cante quanto aos lucros auterdos, como se evi-
dencia do balance; quaoto ao producto troure elle
o inconveniente de acobertar-se a fabrica Magda-
lena com a salvaguarda do imposto que impossi-
bilitaa competencia, proiusiodo assim genero im
oerfeito e caro.
O dever
Sob a grande iropressao de urna dOr
oestingaivel, parecendo mti ouvir ain la os
aurdos gemidos daquella que neste mundo
ae oh.raou Antonio da Silva Ramos Ne-
vos, que para mim signifieava tudo porque
era meu irmo, pois compartilhava quer
dos meus pezares, quer das minbas ale
grias, assim, com a alma vertendo lagrimas,
venho manifestar publicamente n grati lo
de que me acho possuiio, para oom lodos
aquelles que procurnvam suav3ar as mi
nhaB angustias.
Aos prestantes amigos que nunca aban-
donaran) O leito do ineu irrnao, quo con-
duziram seus despojos ao Cemiterio, e que
bondosamente comparecern) s raissas do
7o dia rogando ao Eterno Juizo a salvadlo
da su;i alma, ou dobrando os joelbos since-
ramente agradeco.
Peco agora permissSo para fechar o cir-
culo de sirapathias estabelecido em toruo
de mim e de meu innao, espeiialisando 03
meus bons companheiros de residencia, os
Srs.: Dr. Artbur de Lima Campos, Tho-
maz Coelho de Almeida Sabrinbo e Antonio
Carlos Chicborro da Gama, os Srs. Dorain
gos Joaquim da Fonseca, Dr. Jos Jacintbo
Bnrges Diniz e Joaquim de Gusmao Coe-
iho e suas Exroas, familias, estes pelo seu
desvelh e solicitude paternaes sao credo-
res de minha eterna gratidao, e aquelles
pela muita dedicacio que tocou ao extre-
mo, pois bera, o que por mira fizeram per-
Diario de PernambucoSabbado 23 de Lbril de
mittam-me que conelua com aa seguintes
paltvrss : muito obligado.
Recife, 22 de Abril de 1887.
Agostinho da Silva Neoe$.
Pedid* a Deus
O' Deas; se o odio e a avaresa sepultaran), ja
a tanto tempo, no fondo do mar tantos paes de fa-
milia, tantos filbinhos innocentes, tantos parentes
e tantos estraohos, como at hoje nao foram cas-
tigados os culpados? decei dos Ceos, traxei Jus-
tina que na trra dIo h.
Um que toffrt.
iTelleca perpetua
315
COMMERCO
Hovlmenlo i>m-tri<
RECIPE, 22 DE ABRIL DE 1887
O mercado de cambio contina sein alteraco.
Os bancos inantiverain uo balco a laxa de 21
'i/8 d. sobre Londres, sobre a qual fizeram trans-
acioes, fechauou firme.
As tabellas ao estas :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 3/8 e vista 21 1/8.
Sobre Pars, 90 d/v 445 e vista 449.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 551 e 4 vista 55S.
Sobre Portugal, 90 d/v 250 e vista 252.
Sobre Italia, vista 449.
Sobre New-York, vista 2*370.
Do English Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 3/8 e viata 21 1/8.
Sobre Paris, 90 d/v 445 e a vista 449.
Sobre Italia, vista 449.
bobre Hamburgo, 90 d/v 51 e vista b.
Subre New-York, vista 2*370.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 250 e vista 252.
Sobre as principaes cidades de Portugal, vist
U57.
Sobre liba dos Acores, vista 260.
Sobre liba da Madeira, vista 257.
Mercado de assaear e aluoduo
RECIFE, 22 DE ABRIL DE 1887
Astucar
Manteve-se aos algarismos segnintes :
3." baixo, por 15 kilos, de 20(>0 a 2*100.
3.* regular, por 15 kilos, de 2*100 a 2*21)0.
3.* boa, por 15 kilos, de 2*200, 2*300 e 2*400.
8i* superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
Branco turbina pulverisado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Smenos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
Masca vado, por 15 kilos, a 1*200 a 1*300.
Bruto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
Retames, por 15 kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou mnimo (los pieyo sao obtidns
..nforme O sortiincuto.
Algodao
Este producto foi estado durante a semana a
7*000 (firme) para o de Pernambucu e boas pro-
cedencias, em trra, e ainda boje o foi, comquan-
o aprsente tendencias a menos firme.
t" verdade que se tem feito algumas transac-
fitU a preso superior, devido a necessidade de fe
' bamento de uavios e mesmo a filta de entradas,
aitnbuida s ultimas chuv-s, qu- dealguma for-
ma tecm interceptado as estradas.
leso, porm, nao po\le servir de base para se fi-
xar a cotayo d" qualquer genero, urna vez que a
alta ou baixa ao preyo seja determiuada por c:r>
eumstancias occasionaes, ou mesmo convencionaes
eatre o vendedor e o comprador, como ordioaria-
meute acontece no oaercaoo de algodo.
Entrada* de tarar e algodo
HEZ DE AB111L
ti
ircacas .....
Vapores .....
tetrada de ferro de Ca
ruar .....
Animaes .....
.* da de ferro de S.
Francisco .
.ida de trro de Li-
moeiro.....
1 <5 I
1 21 i a 21 24.657
1 21 1 22 5.226 3.536
1 20 37.192
1 a 20 1.620
72.225
1.864
7.697
223
5.68
12.589
1.751
29.806
Vapor fraoee* Vil le de Muranliao
Sabio hooUm para o sal, levando a carga se-
guate :
Porventura ba alguma seohora que deseja per-
petuar o brilho, cor e abundaucia de suas tran-
cas ? A pergunta intil. Todo o bello sexo acha-
se perfeitamante unnime sobre este ponto, visto
ser possivel. O cabello nasce de amas radculas
bulbosas secretadas em celnllas diminntas que se
acham debaixo da epiderme ou cu'is superior.
Quando estas cessam suas secr do cabello nao ten bastante vigor para levantar
as secreyoes, as fibras morrean e canean.
O remedio consiste em estimular suavemente 03
vasos do crneo e restabeleeer ama accao vigorosa
nos ductos capillares do cabello. De todas as pre-
parares para os cabellos, o Tonteo Oriental, o
nico artigo que o conseguir prompta e infalli-
velmente.
Enc-ntra se a venda em todas as pbarmacias e
drogaras.
Agentes em Pernambuco, flenry Forster & C,
ra do Comuiercio n. 8.
Aos Srs. propietarios e edifica-
dores
Na antiga e bem acreditada olarin dr B<-nto dos
Santos Ram-8, 4 ra do Vitconde de Albuquerquc
(outr'ora da Gloria) n. 85, encontraras os Srs.
propietarios e edificadores, os seguintes ob|ec-
tos:
Tijolos de al venara batida.
Ditos quadrados de diversos tamanbos
Ditos para forno de padaria.
Ditos de tapamento.
Ditos para cacimba.
Telhas.
O proprietario dessa conceituada olaria scienti-
fica aos interessados que todos os seus productos
sio manufacturados com o excellente barro d'agua
doce, do lagar Taquary, tornando-se por conse-
guinte recommendaveis nao e para a sade, por
nao ser bumido, como o sao as d'agua salgada,
mas tambera pela dura?ao. Outrosim, scieutifica
igualmente, que a forma de suas telbas maior do
que qualquer outra, sendo estas, ao memo tempo,
mais leves por nao receberem dorante o invern
grande quantidade d'agua, como succede com as
de barro d'agua salgada. Precos mdicos. 87,
ra do Visconde de Albuquerque, outr'ora da Glo-
ria, 8T. Entrada pelo lado do caes, defronte do
passadico.
Profcssora
Una senhora competentemente habilitada, pro-
ooe-& a leccionar era collegios e casas particula-
ea, bs segnintes materias : portoguex, francex,
msica e piano ; a tratar na ra do Marque* do
Uerval n. 10.
DR. CLODOALDO LOPES
BA ESTEEITA DO ROSABIO N. 4
Dr. .loan fauio
HEDICO
Especialista em pirfos, molestias de scnboras e
de criancas, com pratica as principaes entern-
dades e bespitaes de Pars e de Vieana d'Austria,
fas todas as operafoes obsttricas e cirurgicas
concernentes as suas especialidades.
Consultorio e residencia na na do Bar) Victoria (antiga ra Nova) n. 18, 1 andar.
Consultas das 12 as 3 hora* de tarde.
Telepbone n. 467.
Advogade e professor de Hngoas
O baeharel Eduardo Alfredo de Oliveira tem
aberto o seu escriptorio de advogado roa 1 de
Mar<;o n. 4, onde tambem pode ser procurado para
lercionar o ingles, francs e allemo, pratica e
theoricamente, uos collegios e casas de familia.
Tambem para a commedidade dos estudantes
e empregados do commerco, resolveu abrir am
curso nocturno das ditas linguas. A tratar no
escripforio cima referido.
alista
Dr. Ferreira da Silva, consultas
das 9 ao mel dia. Residencia e
consultorio, n. 20 roa Larga do
Rosario.
Medico
Dr. Silva Ferreira, de volta de sua viagem
Europa, com pratica nos hospitaes de Paris, Yi-
enna e Londres, onde dedicou-se a estudos de
partos, molestias de senhoras e da pello, offerece
os secs servicos mdicos ao respeitavel publico
desta capital e ora d'eila, podendo ser procurado
no seu consultoriora da Cade'a n. 53, de 1 s
3 horas da tarde, ou em sua residencia tempora-
ria Ponte d'Ucha 55.
MEDICO HOMEOPATHA
Dr. Baiihazar da Silveira i i
Especialidadesfebres, molestias das
(.ranlas, dos orgaos respiratorios e das
senhoras.
Presta-se a qualquer chamado para
fon da capital.
AVINO
I
II
II
Para Babia :
50/2 barricas com assucar branca
Para Rio de Jane'ro :
75 saccoe com assucar branco.
Para Sautos :
1,149 sacc-s com assucar branco.
650 ditos com dito mascavado.
50/2 barricas com dito branco.
30 pipas com agurdente.
Carregaram diveisos.
Barca dlnnmarqaea Arica
Esta barca deve seguir buje para o Rio Gran-
de do Norte, adra de carregar algodo com desti-
no a Liverpool.
Banco de Crdito Beal
At o dia 15 do mes vindouro, devetn os ac-
cionistas do Banco de Crdito Real de Peruam-
bueo realisar a terceira entrada do valtr uo-
minal de suas aego-s, na razao de 10 0/0, levau-
do-a sede do baueo, ua ra do Commerco n.
34.
Este banco est pagando o seu primeiro divi-
dendo rasao de 4*000 por acfo ou 10 0/0 do
valor realisado de cada urna.
O pagamento fas-ae na s le do banco, das 10
horas da manha s 4 horas da tarde dos das
uteis.
Xotaa do Tiienoiini dllaceradoH
O recolhimeato de notas dilaceradas est seudo
feito na Thesouraria da Paseada, uas tercas e
deitas-feiras, das 10 s 12 horas da maub.
Pauto da Aifandea
SkMANA DE 18 A 23 DE ABB1L DE 1887
Alcool (litro) 218
Algodo (kilo) 400
Assucar refinado (kilo) 151
Dito branco (kilo) 131
Dito mascavado (kilo) 067
Borracha (kilo) l*26S
Cacao (kilo) 4<>0
Cachaba (litro) UJ7
Caf bom (kile) 4o0
Cafrestolho (kilo) 320
Carnauba (kilo) 366
Carocos de alf odao (kilo) 040
Carvo de pedra de Cardifi (toa.) 16*000
Couros seceos etpichados (kilo) 58o
Ditos salgados (kilc) 500
Ditos verdes (kilo) 275
Farioha de mandioca (litro) 500
Fumo rcstolho (kilo) 4U)
Genebra (litro) 200
Mel (litro) 040
Milbo (kilo) 040
Taboados de amarello (duiia) li)0*0'J0
_^___ Importatjo
Vnpor francs Vle de iaranho entrado do
Havre e Lisboa em 20 lo corrate, e consignado a
Augusto Labille, mauifesteu :
Carga do Havre
Amostras 20 volumes a diversos.
Bctdes 1 caixa a Angelo Raphael, 1 a Ferreira
M nleiro tst C 1 a Gomes de Mattcs Irmaos.
Batatas f 0 meias c-aixas a Goncalves Ro &
Fernandes, 150 a Sulser KiufFaann & C., 100 a
Paiva Valente & C, 100 gig.s a Paulinojd'li-
veira Haia.
Capsulas 1 caixa a Miranda Alie t C.
Cerv.ja 25 caivas a Sodr da Motta & Filho, 6
barra a C. Pluyu & Q,
Cachimbos 1 cain ordem.
Cbampanha 30 gig^s e 25 caixas a Sulser
Kiuffmann & C.
Checolate 1 caixa a Gonvalves Rosa & Fer-
nandes.
Camisas 2 caixas a Agostinbo Sanios 6t C, 1 a
Parete Yianna A C.
Calcados 2 caixes a Thomas de Carvalho & C,
1 a Cesar Lopes & C.
Cartas para jogar 3 caixas a H. Nuesch & C.,
4 a Prente Via una.
Chapeos 1 caixo a Adolpho & FerrJo, 1 a B.
da Silva Carvalho, 6 a Antonio Jos Maia & C,
1 a Rapbael Das & C.
Couros 1 caixo a Diogo A. dos Res A C 1 a
Prente Vianoa c C 2 a Gomes de Mattos Ir-
maos. Ditos e calcados 2 caixors a Ferreira Bnr-
-osa os C.
j ) Todos os chamadas devem ser dirig- I
| j dos pharmacia do Dr. Sabino, rna da )
| Barao da Victoria n. 43, oude ea indicara 1 (
1 i sua residencia. I I
Esco'a mixta particular
Urna seobsra competentemente habilitada tem
aberto am curso primario ra da Coocordia n.
163. Eniitte como o mclbor dos attestados oapro
veitamento iramediato dos st-ns discipnlos.
Pode ser procurada a qualquer hora ra mesma
aa.
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
luta, ex-ehrfe de clnica do Dr. de
Wecker, d consultas de raeio dia s
3 horas da tarde, no 1.' andar da casa
n. 51 roa do Barao da Victoria, ex-
cepto nos domingos e das santificados.
Residencia ra Se te de Setembro n. V .
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25. ) {
Dr. Mello lime*
Medico cirarglo-partelro
Ra de Paulino Cmara (antiga da Gamboa
do Carnoo n. 36), onde pode ser pro-
curado qualquer horado diae da noite.
Consulta :10 ao meio dia *
Chamado por escripto.
Ejecialidades ;Febres, molestias de peito e
das seuhoraa, syphilis e sotfriineutos da uretlira.
Ac de a qualquer chamado para fra da ca-
pital.
Tambem pode ser procurado, de raeio dia s 3
lioras, na Pharmacia do Povo, ra do Raugel
n 34.
Despedida
Manoel Flores, socio da casa Viuva Guilherme
(Gaimaraes, Irmos & C). segoindo para Europa
uo vapor Niger, afim de effectaar as compras au-
nuaes da casa, ofterece all aos seas amigos e
fregueses o sea limitado prestimo
Iyso a Coiiipanhia de Limoeiro
Os abaixo assignadoB. consenbores do engenbo
Puresa, da cemarca de Timbaba, proteatam con
tra o damno que est essa companhia fssendo em
trras da referida propriedade, com a obra de
ramal da estrada de ferro a seu cargo.
E para que chegne ao sen conliecimento do
publieidade ao presente, scientificondo lhes que
usarao dos recursos que a lei lhes garante.
Goyaoos, 19 de Abril de 1887.
Joao Joaquim de Mello.
Jos Vell6so Ferreira de Mendonca.
Fabio Velloso F. de Mendonca.
Joaquim Velloso Freir de Mendonfa.
------ "**
A impreima e o peltoral de Cam-
bar (4)
D'entrc as omitas apreciadora que este impor-
taote medicamento tem continuamente merecido
do jornalismo de quasi todo o imperio, offerecemos
agora ao publico a opiuio insuspeita de um Ilus-
trado orgo que v a luz da pnblicidade na cida-
de do Rio-Gr nde do Sul.
Eil a:
Sabemos de um ssthmatico, dis o Artist?, que
regularmente, urna ves por mes, era accommettido
de ataques que o inutilisavam por aiguns dias.
Entretanto, no espaco de oito meses que tem usa-
do do Peioral de Cambar do Sr. Jos Alvares
de Sousa boares, o seu estado de sade nao tem
continuado a scfi'rer os rucies golpes daquella iu-
commodativa enfermidade.
* Escrevendo estas linhas, o fazemos na cren^a
de qoe prestamos um servic humanidade soffre-
dora.
Apontamos-lhe o Peitoral de Cambar, que
nao contendo na soa prepara^o cousa alguma no-
civa, tem prcduzido curas admiraveis.
Advogado
(Foro el vil e ecclesiastleo)
Baeharel Antonio de Lellia e Souza
Pontea.
Ruado Imperador n. 37 1.- andar.
advogado
O bacbarei Julio de Mello Filho tem o
seu escriptorio de advocacia roa Primei-
ro de Marco n. 1, 1 annar, onde pode
ser encontrado drs 10 horas da manhS a
3 da Urde
Dr.
MEDICO
Tem o seu escriptorio ra Duque da Casias
o. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta hora
em diante em sua residencia ra da Santa
Crns n. 1.
Especialidadesmolestias de senhoras e crian -
5as.Tolephoue a. 326.
Clialcaraedico-clrarca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
dio'ciali I adepartos, molestias de senhoras e
enancas.
Residencia Ra da Imperatrii n.4, segund"
andar.
Dr. Coelliu Lie
Drogas 22 volumes a Francisco Manoel da Silva
& C, 9 a Rouquavrol Frres.
Espclhos tiras e luvss 2 caixas a Gaimaraes
Cardoso & C.
Kufeites de flores 1 caixa a Francisco de Asw-
vedo C.
Essencias 4 caixas ordem.
Ferrageus 6 voluuies a Ferreira Gai.nar>'S &
C, 4 a Miranda & Souza, 4 a Parete Viunna &
C, 1 n. Miranda Alvea t C 1 a Albino Silva &
C, 2 a V-anna Castre & C.
Livros l caixio a A. de Oliveira, 1 a G. Lipor
te 4 C-, 2 a J. YV. do Madeiros.
Lapis 1 caix* u G. Laporte 4 C, 1 Netto
Campos a C.
Legues 1 caixa a Angelo Rapbael.
Lixa 1 caixa a \V. Halliday 4 C, 1 a Vianna
Castro A C.
Mauteiga 20 barns e 44 meios ditos a S >usa
Ba-to, Amorim & C, 280 e 420 i ordem, lU e 20
a Fernando* Irmaos, 5 e 5 a Fraga Rocba k C ,
ll) e 25 a D .mogos Cruz & C, 125 e 250 a Soa-
res do Amaral Irmos.
Mercaduras diversas 1 V ilume a T. Just, l a
Oliveira Basto & C, 3 a Netto Campos A C, 2 a
Manoel J. Ribeiro 4 0,1 Angelo Rapbael, 1 a
Albino Crus C, 1 a Antonio D. de Lima t C,
3 a R. de Drusiua & C, 4 a E. G. Casco, 1 a
Guimares C irdoso 6c C, 5 a Salazar & C, 1 a
Perreira Monteiro & C, 4 a Guimares Irmos &
C, 1 a Duarte C, 3 a Francisco Laaria ce C,
3 a Maia A Silve, 3 a Gomes do Mattos Irmos,
4 a NuoeB Fonseca & C, 1 a OJilou Duarte & Ir-
mos, 1 ordem.
Obj-ctos para chapeos de :ol 2 csixoes a Leite
Basto & C. Ditos para escriptorio 2 caixoes a
Joo W. de Medeiros.
Porcelana 1 cano a Laurindo de Moraes Pi-
uhtiro, 4 a Bernardino Duarte Campos & C, 3 a
Deodato Torres A C.
Perfumaras 1 caixa a Angelo Rapnael, 2 a A.
D. Carneiro Vianna, 5 a Nuues Fonseca os C* 2
a A. Lopes A C, 7 a Francisco Lauria & C, 1 a
Duarte 6t C.
I'n -1 2 caixas -i Jos Nogueira de Souza, 1
.ni- 1 e 10 ard.is a Cuta Lima & C
Qiuijos 20 emt'i *. Antonio Jv.s Soares A C.,
lia Domingos Ferreira da Silva & C, 11 a Gui-
mares Rocha S C, 12 a Goncalves Kosa & Fer-
nandes, 22 a Paiva Valente 4k C-, 20 a Sousa Bas
to, Amorim & C 10 a Fernandes da Costa & C,
30 a Jos de Macedo, 20 ordem, 20 J. J. Alves
di. C, 10 e 2 fardos a Theodoro Christiansen
Roupa 1 caixa a Liurindo de Moraes Piaheiro,
1 a Andrade Maia a C, 1 mala a Albiuo Jos da
Silva.
ttegistro e tecido 2 caixas ordem.
Tecidos diversos 1 volume a Rodrigues Lima
& C, 1 a Silva & Alvaro, 1 Manoel da Cunha
Lobo, l a Albino Crus & C, 14 a D. P. Wild &
C.,3 Andrade Lopes sC.,1 Diojo A. dos
R. is, 2 a Goncalves Irmos & C, 5 a Francisco
d'Azvedo & C, 7 a Machado Pereira itC.,1
Flix Venancio de Cantaliee, 13 a Luiz Antonio
Sequtira, 1 a N>.rciso Maia & 0., 5 a Outo Jar-
dira JtC, la Leite Basto ec C, 5 a Bern^t 4
C, 4 ordem. Ditos e malas para viagem, 3 cai-
xoes a Francisco Gurgel do Amaral t C.
Tinta 1 caixa a G. Laport & O.
Tintas 20 barricas a Faria Sobrinho A C.
Velas 7 caixas a Goncalves Roa & Fernandes,
5 a Francisco G. de Aranjo.
Vidros 5 volumes a Bernardino Duarte Campos
A C, 4 a Bartholomeu A C-, 2 Antonio Daarte
Carneiro Vianna, 7 ordem.
Carga de Lisboa
Aseite 6 caixas a Joo F. du Csta, 100 a Do
mingos Cruz A C, 35 a Domingos Alves Malheus,
60 a Fraucisco R. Pialo G'iimares i C
Alpiste 62 saceos a Silva firuirerew A C.
Azeitonas 9 caixas ordira.
Amindoos 1 barrica a Sousa Bsato Amorim &
C
Baga 1 barril a Gomes de Mattos Irmos.
Jarne em conserva 1 caixa a Siqaeira Ferras
* C.
Conservas 1 caixa a Soares do Amaral Irmos.
Ceblas 20 caixas a Esnaty Rodrigues & C-, 25
Paiva Valente A C, 20 a Goncalves Rosa AFer-
naodes.
Doce e sabonetes 1 caixa a Manoel Alves Bar-
bosa SuQeessor.
Impressos 1 caixa a Andr.Santos.
Medico, itarteiro e operador
Retidencia ra Bardo da Victoria n. 15, V andar
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 horas da man fui s 2 db
tarde.
Atiende para os chamados a quaiquer horv
tolephoue n. 449.
Leonor Porto
Rna do Imperador a- 45
Primeiro andar
Contina a externar os mais ditBccis
figurinos recebid;i8 de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfe5aode costura, em bre-
Ividade, modicidado em precot. e fino
la osto.
Consultorio medico-
ciriirgieo
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 ar.no
le escrupulosa observaeo, reabre cons il torio oes-
(a cidade, rna do Bom Jeus (antiga da Crui
u. 23, 1. andar.
lloras de consulta.*
D dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8
as domis horas da noite ser euC"Utrado nc
ito travessa des Remedios n. 7, primeiro por-
'ao esquerda, alm 'o porro do Dr. Cosme.
Editai n. 79
Livros 1 caixa a Medeirjs & C.
Medicamentos 5 caixoes a Faria Sobrinho &l
C.
Pslitos 3 cano '.s a Basilio Lopes Pereira.
Rolbas 3 saceos a Soares do Amaral Irmos, 8
a Joaquim Felippe A Aguiar.
Tremocos 3 barricas a F.-i nan.les Irrao.
Viobo 3 pipas J. F. da Custa, 20 barra a Go-
mes de Mattos Irmos, 5/10 a Sequeira Ferraz ex.
C, 10/10 a Goucalves Rosa a Fernaude*, 1 barril
e 3 caixas a Soares do Amaral Irmos.
Vapor nacional Jacuhype, eutrado de Camo?sim
e escala, em 21 do correute, e cousiguado Com-
panhia Pernainbucana, mauif Arcos de pao 1 amarrado a E'izebio da Cuoba
B Hro A Irmo.
Algodo 300 sccas a Joo Victor Alves _Ma-
tbeus iS( C, 46 a Gomes ti Matfoa Irmos, d56 a
Amsriin Irmos A C, 287 a Luiz Antonio Sequei-
ra, 597 a Borstelmauu os C, 108 a Maia A Re-
zeude.
Borracha 9 barricas ordem.
Barricas 4 amarrados a Euzebio da Cunha Bel-
tro A Irmo.
Coaros salgados teccos 25 a H. Louret.
Courinhos 90 fardos a Abe Stein & C.
Jaborandy 2 fardos a Fernandes a Irmos.
Pe lies 3 tardos a H. Louiet A C
Sola 720 mcios a Gomes de Mattos Irmos, 3
rolos ordem.
Velas 13 caixas Gomes de Mattos A limaos.
Patacho nacional Rival, entrado do Rio Grande
do Sul, em 22 do correte, e consignado t Amorim
Irmos te C. maniteston :
Xarque 181:500 kilos ordem.
Exportae
BECIFB 21 DB xbaiL DE 1881
Para o exterior
No vapor ingles Orator, carregou :
Para Liv.ipool, J. fires Lcbo 128 saceos com
10,000 kilos de carooos de algodo.
Na barca norueguense Dovre, carregaram :
Para o Bltico, Borstelmauo & C. 20 fardos
com 38,207 kilos de algodo.
Na barca noineguense Brodrene, carrega-
ram :
Para o Bltico, S. Brothers A C. 132 saccas com
10,259 kilos de algodo.
Para o interior
No lugar allemo Helene, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, J. S. Loyo 6t Filho
600 barricas com 33,398 kilos de assucar branco e
500 ditas com 53,128 ditos de dito mascavado.
No lugar nacional Juvenal, carregaram :
Para Porto Alegre, P. Carneiro & C. 1,800 vo-
lumes com 140,250 kilos de assucar branco e 4t0
ditos com 43,900 ditos de dito mascavado.
No patacho nacional Osear, carregaram :
Para Santos, Amor m Irmos t C. 4,875 saceos
com 292,500 kilos d assucar branco e 3,125 ditos
com 187,5( 0 ditos de dito mascavado.
= No brigue ailemo Joit Genebra, carrega-
ram :
Para Santos, Baltar Oliveira A C. 500 saceos
com 30,000 kilos de assucar branco e 1,500 ditos
com 90,000 ditos de dito mascavado.
__ o vapor francs Ville de Maranhdo, car-
regaram :
Para Santos, Amorim Irmos & C. 400 saceos
com 24,00C kilos de assncar branco e 650 ditos
com 39,000 ditos de dito mascavado; P. Pinto A
C. 30 pipas com 14,400 litros de agurdente ; J.
S. da Costa Moreira 50 barricas com 3,656 kilos
de aasacar bracee.
Para o Rio de Janeiro. J. S. da Cesta Moreira
Go saceos com 3,900 kilos de assucar branco e 10
ditos com 600 ditos de dito mascavado ; Theodo-
ro de Menses 200 kilos de palha uricury.
Para Babia, A. Corroa d Silva 3 caixas com
300 kilos de doce.
__ No vaper nacional Jaguaribe, carregaram :
Para Camossim, V. T. Coimbra 10 barricas com
1,243 kilos da assncar branco.
Para o Cear, A. F. dos Santos 2 caixas com
medicamentos.
Navios A carga
Burea noruegueuse Olitner, Hall.
Brigue allemo Jote Oenebra, Santos.
(3a pro?a)
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector se faz pu-
blico <|oe s 11 horas do dia 26 do corrento mez,
sero vendidas em praca no trapiche Conceics, as
seguintes mercaduras :
Armazem n. 3
Marca SBCUrna caixa, n. 23, vinda de Lon-
dres no vapor ingles Phosoix entrado em 11 ae
Fevereir) de 1.-86, nao cinsta do manifest, con-
tendo ama bemba de ferio rotativa, pesando liqui-
do 100 kilograramas.
Marca RM contra marca A. L. Guimares Um
pacote, sura numero, dem, dem, idem, contendo
amostras.
Armazem n. 4
Marca JVAMUina caixa, sem numero, vinda
do Havre no vapor allemSo oParanagu, idem era
15 de Fevereiro de 1887, contendo 108 k lograra-
mas, peso nos eavoltorios, de enveloppes e obras
impressas em uina cor, abandonada aos dlreitos
por Joo Vctor Alves Matheus & C.
Armazem n. 5
Marca SBAC dous diamantes 7 e 10 no centro
Urna caixa, sem num> r >, dem de Liverpool no
vaper ingles Delambre, idem em 11 de Feve-
reiro de 1886, consignada a Sooza Basto, Amorim
& C. contendo amostras.
Armazem n. 6
Marca ancora F BDuas caixas, ns. 1 e 2,
(Tdem de Bordeaux no vapor fram-rz Ni^er, idem
em Janeiro de 1887, e-mleu-io 36 kilogrammas de
livros imuie-;s jb e 3t> kilogrammas de cartazes de
duas cores, abaudouadas aos direitos por H.
Burle o C.
Aroizem o. 7
Marca AC contra marca MUrna caixa, n 25,
dem de Genova na barca italiana N. Catha-
rina, aera em 27 de Marco de 1886, consignada
ordem, c-ntend<> amostras.
Marcas JL e JL couMa-marca RDuas bar-
ricas, sem n uero, idem de Terra-Nova no vapor
inglez !! -i.-na Isabel*, dem em 31, dem, idem,
idem, cuniendo cinco duzins do garrafas com cer-
vej comrauui, medindo liquido legal 38 litros.
Marca WHACUina ch .pa de ferro, quebrada,
idem ae Loudres no vapor mglez Phoenix. idem,
dem, dem, idem a W. Halliday & C.
Marca ACUn barrica, sem numero, idem de
Liverpool no vpur inglez Orator, idem em il
idem, id'ni. idem a A biuo Cruz A C, coufendo
casfxnhab, sei Va or.
Marca MlB c.mtra-m irca C&CQnarenta e
teto caixas, sem numero, dem, idem uo vapor in-
glez Warrier, idom em 5 idem, idem, idem or-
dem, contendo vidros brancos lisos para vidi'UQa,
pesaudo liquido legal 2310 kilogrammas.
3* secfo da Alfaudega du Pernambuco 22 de
Abril de 1887.
O chefe,
Cicero B. de Mello.
Editai n. 13
0 administrador do Consalado Provincial, dan-
do cumprimento ao que dispe a lei n. 1860, fas
publico a quem interessar possa, que no espso
improrogavel de trinta dias uteis, contados de 2
de Maio prximo, dar-se-ha principio nesta re-
partico a cobranca, livre de multa, dos impostes
segaiutes, relativamente ae 2- semestre do exer-
cicio corrente do 1886-87.
3 0/0 sobre o gyro de casas commerciaes a re-
reta I ho.
10 0|0 sobre estabelecimonto fra da cidade.
12 0|0 sobre escriptonos de advogados, solicita-
dores, cartonos e consultorios mdicos.
20 0|0 sobre estabelecimeatos da cidade.
200 por escriptorios de descontos de letras.
I:0u0 por casa de garantir bilnetes.
l.'OOOj por casa de vender bilhetea de ontras
provincias.
24500 por tonelada de alvarengas, canoas, etc.
204 por escravo empregado em servico me-
chanico.
200 rs. poi baralho de cartas de jogar.
Imposto de repartidoC"mprebeaden Jo :
Parte i*
1 Casas de como-issoes de consigaacoes e de
commisees e consignacoes.
2 Ditas ou deposito* de vender em grosso car-
vo de pedra em terr. ou sobre agua.
Parte 2*
3 Lojas de vender joias somente, ou joias e re-
logios.
4 Ditas de vender relogios somente.
5 Ditas de vender pianos, msicas e instru-
mentos musicaes.
Parte 3
6 Fabrica de rap Mcurou.
7 Ditas de sabo, inclusive a que se acha aa
fn g K-zia de Afogados.
8 Ditas de cerveja, vinagre, vinhos, genebra,
licores e iimonadas gazozas.
9 Ditas de gas.
10 Ditas agencias c depsitos de gaz.
Parte 4
11 Empiezas anonymas ou agencias destas.
12 Companhia de Bebcribe.
13 Bancos, agencias filiaes e representantes dos
mesmos e casas bancarias.
14 Compauhias, agencias ou casas de seguro ou
qualquer pessoa que no carcter de agente de
compauhias de seguro fizer contrato desta natu-
reza ou promovelos, com excepto dos que teem
p.de nesta provincia e contrataren) o serviQO es-
pecial do arr. 13 desta lei.
15 Armazcus alfandegados. de depsitos ou de
recol her.
16 Casas dejogo de bilhar.
Consulado Provincial de Pernambuco, 20 de
Abril de 18*7.
F. A. de Carvalho Moura.
Barca nurueguense Brodrene, Bltico.
Barca norueguense Dovre, Bltico.
Lugar nacional avenal, Rio Grande do Sul.
Lgtr norueguense Airona, Hull.
Lugar norueguense Speraiiza, Canal.
Lugar inglez Muy. Hull.
Clisar allemo Helene, Montevideo.
Patacho allemo Atary, Rio Grande do Sul.
Patacho portugaez Osear, Santos.
/ apor ingles Actor, Liverpool.
Vapor ingles Ttn'o, Bltico!.
Vapor nacioual Jaguaribe, Parahyba e escala.
Vapor ingles A usterlity, New-York.
Vapor n&lez Orator, Liverpool.
Navio* & descarga
Barca inglesa Beltree, bacaiho.
Lugar ingles Kalmia, ba-alo.
Logar ingles Han Tode, carvo.
Patacho nacional Rival, xarque.
Patacho nacional Andaluza, xarque.
Vapoi nacional Jacuhype, varios gneros.
Dlntieiro
O vapor fruncez Niger, trouxe do Rie de Janei-
ro para :
Francisco Goncalves Torres 121000
Amorim Irmos & C- 10:0004000
Rendiineatos pblicos
MES DE ABRIL
Alfandega
Renda geral :
L) 1 a 21 483:7234088
dem de 22 54:468323
----------------538:191410
O Dr. Joaquim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel desta cidade de Recife
de Pernambuco, por S. M. o Impera-
dor, etc.
Fayo saber a todos que o presente ed-
I tal virem ou rielle noticia tiverero, que por
| parte de Albeiro, Oliveira & C. me foi
| dirigido a petigo do tbeor segninte:
Illm, e Exm. Sr. doutor juiz do civel.
Albeiro, Oliveiro & C, estabelecidos na
ra da Imperatriz desta cidade, sendo
credores da baroneza L. V. d' Herpent
e sua lilha Madame Blaocbe, directora do
j collegio de Nossa Senhora das Victorias, da
quantia (1:653^110) saldo de conta aDnexo
^documento numero um), de gneros forne-
cidos aquella collegio, reconhecido pelo pri
meirada8 supplicadas (doeumento numero
dois) com arresto em bens das mesmus, para
garautia de respectivo pagamento, peranta
juizo (e8criv5o Burgos!, veem requerer e
V. Exc. si digne de mandar cital as, urna
vez quo fui a iu esgotados os meios concilia-
torios (louiuentos numero tres e quatro),
atim de verem oiFerecer na primeira audi-
encia deste juizo um libello civd, em que
melbor exporto a sua intenc;So, ficando
logo citados para todos os termos e actos
Renda provincial
De la 21
dem <-e 22
79:7691111
5:1442164
84.913*275
Rectbedoria
Oe la21
dem ce 22
623-1041685
25:182*203
2:2878i4
27:47&37
Jonsnlado Provincial
e 1 a 21 19:742/427
dem de 22 108660
lia 1 a 21
dem de 22
Recit Drainage
19.851 087
6:076038
34^551
6:1104589
Mercado Municipal de 9. Jone
O movimento deste Mercado no dia 22 de
Abril foi o seguinte :
Entraran) :
33 bois pesando 4,125, sendo de Oliveira
Castro, 17 ditos de 1 qualidade, 4 ditos
de 2 dita e 12 ditos particulares.
1453 kilos de peixe a 20 ris 29040
95 cargas de farinba a 200 ris 14900
8 ditas de fructas diversas a 300 rs. 2*400
9 taboleiros a 200 ris 1*800
10 Sainos a 200 ris 2*400
Foram oceupados :
231/2 columnas a 600 ris 14*100
23 compartimentos de farinba a
500 ris. H*500
23 ditos de comida a 500 ris 11*500
82 ditos de legumes a 400 ris 32*800
18 ditos de suino a 700 ris 12*60(3
11 ditos de tressuras a 600 ris 6*600
10 taihos a 2* 20*000
11 ditos a 1* 11*000
A Oliveira Castro & C-:
54 taihos a 1 54*000
Deve ter sido arrecadada nestes diss
a qaanuade 228*340
Rendimento dos dias 1 a 21
Foi arrecadado liquido at heje
4:342*820
4:571*16
Precos do dia :
Garu verde de 240 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 res idem.
Sumos de 560 a 640 ris ideu:.
familia de 200 a 320 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris id'ra.
Feijo de 640 a 1*000 idem.
Maiadoaro Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 96
rozos para o consumo do dia 23 de Abril.
Sendo : 72 reses pertencentes a Oliveira Castro,
t C, e 24 a diversos.
Vaporea e uavios esperados
Espirito Sautodo norte boje
Bkamenyde Trieste hoje.
La Platada Europa amanb.
Sergipedo sul amanb.
Advaucedo sul a 25.
Euclidde Liverpool a 25.
Ceardo sui a 27.
Maie
Valparasodo sol a 1.
Manosdo norte a 3.
Senegalda Europa a 4.
Financede New-Port-News a 6.
Parado sul a 7.
Mondego da Europa a 10.
Pernambucodo norte a 13.
Argentinade Hamburgo a 16.
Espirito Santodo sul a 17.
Ceardo norte a 23.
Tagusda Europa a 24.
Manosdo sul a 27.
Amandade Hambargo.
Apotheker Dirseode Santos.
Ameliado Rio Grande do Sal.
Albanade Carditf.
Anne Cathariueda Bahia.
Bernardas Godelewus do Rio Grande do Sul.
Catede Hamburgo.
Diudado Rio Grande do Sul.
Danrnede Terra Nova.
Enjettado Rio Grande do Sul.
ratede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Sul.
Elysado Porto.
Favoritade Santos.
Guadianade Lisboa.
. Jelanthede Santos.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Joven Correiado Rio Grande do Su!.
Katalinale Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophade Hamburgo.
Malpode Brunswick. t
Maggiede Terra Nova.
Mimosado Rio Grande do Sul.
Marinho VHdo Ro Graude do Sul.
Nordsoende Liverpool.
Nautilosdo Rio de Janeiro.
Our Aoniede Buenos-Ayres.
Premierdo Rio de Janeiro.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sal.
Sparkde Terra Nova.
Witbelminede Hamburgo.
novimento do porto
Navio entrado no dia 22
Pelotas-27 das, patacho nacional Aval, de 241
toneladas, capillo Francisco Jos Feroandes,
equipagein 9, carga xarque ; a Amorim Irracs
Navio saludo no mesmo dia
Santos e escalasVapor francs Vite de Mar-
nh&o, commandante E. Breant, carga varios ge-
eros.

1

UGlffl i


Diario de PenuunbueoSabbado 23 de Abril de 1887





i

i

'
>

execu-
*aa-aaaaa- -- -
judieiae ale final sentenca o su
cao, pena de reve e cusas.
E por que se acha a segunda das suppli-
cadas fra dessa provincia, em lugar acer-
t e nao sabido, como se v do acto con-
ciliatorio (iooumento numero quatro) re
querem, outro-sim, a su citacSo por edi-
tos, servindo a justifijacSo produzida no
juiz de paz e oficiando par dependencia
o escrivaa Burgos, a que.u foi destribuiio
e arresto.
Nestes termos. Pddem a V- Exc. dte
riuiento. Eaperam receber merc.
Rooife, 31 de Marfil de 1S87. Manoel
Joaquim Silveira. (4vog-do).
Estava urna estampilha de duzeutjs reis
legdlmeate inutilisada.
E mais se au contina era dita paticJo
na qual dei o raen despacho do theor so-
gainte. Distribuida. Como requerem.
Recife, de Abril de 1837. Ribeir,>.
E mais se nao contina em dit> despa
cbo, depois do qual se via a distribuiyo
Recebedona de Pcrnamoco
Impoolo de IndUMlrla* e proflIttaSe
Administrador da Becebedoria faz publico
que fiada-te do da 30 do correte o praso para o
pagamento livre de multa do imposto de indusuri-
as e profissoes relativo ao segundo semestre do
exercicio corrente de 188618i7, depois do que
era cobrado com a multa establecida.
Renebedona de Pernainbuco 21 u Abril de
1887.
Alezaodre de Sousa Pereira do Carino.
Correio geral
do theor seguinte: A' C. e S. H. Pires.
E mais se uu contiaba em dita distri-
buico e em virtude de men despacho
cima tiansoripto, chamo, cito e hei por
intim ida e supplicada Madame Bianche
para que comprela perante este juizo no
prazo de tnnta dias, a tim de allegar o
que t'or bem de seu direito ejmuica:
pena do revelia.
Da Jo e pissade nesta cidada do R-icife
de Ptfrnainbuco aog quatro dias do mez de
Abril do 1S37. Eu Antouio de Burgos Pon-
ce de Loon, e*crivao oesjrevi.
Joaquim da Costa Ribiro.
DECLARACES
Conselho de compras da repar-
tidlo de marinha
Propostas pira o supprimento de medicamentos
enrerinria de marinha e aoa navios de guerra
fondeados no pono desta capital.
De ordea do Iilm. Sr. cliefe de diviso, Jos
Manoel Pieanc) da Codt que no dia 29 do corrate mez, s 11 horas da
mmh contrctil' seem conselho o suppriinento de
medicamentos enfermarla de marioh e aos na-
vios di- guerra fuuleados no porto desta capital,
por 6 in Dezembro vindour>.
As propostas devera i 8-r apresentadas nesta se-
cretaria em c rt..3 fechadas at as 11 horas do dia
precitado, tendo por base o formulario que desde
j acbase exposto a consulta dos pret-udentea.
O contrae) ser celebrado sob a seguintes cun-
dieres :
1* Todos os medicam-iotos se j de primeira
qualidade.
2- Ser* entregues pelo fornecedor quando pe-
did >s imin"diatmeate.
3- Ficam expostos a approvacao ou reprovaco
do medico da enfermara.
4- O fornecer pagar a multa de 10 por cento
do valor dos medicamentos que nao entregar, o
de 20 por cento o daquelies cuja entrega nao
effectuar ou forem reprovados, ti os uo substi-
tuir por outros, que si-jam aceitoj ; e bem a^sim
a differeuca que possa liaver entre os precos ajus-
tados e aquelles porque se tiver de obter no mer-
cado.
5' O fornecedor ser pago da importancia do
ornecimiiiito que tizer, pela competente repartico,
em vista dos documentos que obtiver.
Obervaces
Ia Nenhuma propesta ser recebida sem que o
proponente nella declare por ext<-nso sem claro
alguin, eutrelinha ou ranura, o preco e mais cir-
eumstuncias que iut' re.-sem ao foruecimento.
2' Nao ser aeceita proposta em que o nego-
ciante nao declare que se sujeita ao ->ag<.raeoto da
multa de cinco p-.-r eeuto ao valor provavel do
tornecimeuto, duraute o praso pira que este an-
nunciado, se nao comparecer nesta secretaria para
assignar o contracto que fur celebrado no praso de
tres das, coutados daquelie em que for chamado
pela imprensa.
3a Nao serio admittidas as propostas dos nego-
ciantes ou firmas sociaes que nao apresentarein
certidao de matricula da junta commercial, bilhe-
' e de pagamento do imposto de industria do ultimo
semestre, e certidao de contracto secial extrabido
da junta commercial.
4* Nenhuma proposta ser reebida depois do
dia e hora desiguados ueste anuuucio.
5* Os proponentes apresentaro os documentes
exigidos, trez dias antes do mtreado para o rece-
bnento das propostas, afim de ser feita a compe-
tente verificacao.
> Us fornecedores ficarao sujeitos a mais 30
dias de supprimento, alm do praso estipulado {no
contracto, sem que esta circuinstancia Ibes d di-
reito prorogacao do ajuste, conforme a clausula
rstabelecida pelo aviso do Ministerio da Marinha,
de_13 de Julbo de 1877.
1* Os objectosforuecidos s serio pagos do mes
seguinte.
Secretan* da inspeceo do Arsenal de Marinha*
de Pernambuco, 18 de Abril de 1887.
O secretario
Antonio da Silva Asevedo.
Gxame para o proiiracnio le qua-
tro tugare de pra tic ante*
Faco publico que ateo dia 16 de Maio prximo
futuro acha se a berta nesta admiaistraco a mi
cr peo para o exime dos candidatos k quatro va-
gas de pratieantes, devendo o exame cumecar no
dia 18 do dito mez, s 11 h ras da minhi*,.
As materias, sobre as quaea versar o exame,
sao : exercicio de caligrapbia e ortbographia, ari-
tbmetica elimectar, comprebeodendo o uso dosys-
t'-mu mtrico e noedes geraes de geographii.
O couhecimento das hnguas estrangeiras cara
direito a preferencia,
Para sen m admittiJos inscripcao, devero os
preteu lentes pruvar eom certidao que nao tem
menos de 18 nem mais de 30 anuos de idade, e
apresenttr certificado medico de boa anude e
quaesquer outros documentos que o* abonem.
AdiniuUtracao dos correios de Pernambuco, 22
de Abril de 1887.
O administrador.
Alfonso do Reg Barros.
Hospital Portuguez de
Beneficencia
Assembla toral
De ordem do Illra. Sr. provedor, convido os ao-
nborea socios a reunirem-ae em assembla geral
na sede social, no domingo 21 do corrente, s 11
horas da matiha, afim de dar-se cumprimento ao
que dispSe o g i- do art. 17 dos estatitos, e dar
posSe no\a junta administrativa.
Secretaria do Hospital Portuguez de Beneficen-
cia em Pernambuco, 18 de Abril de 1887.
F< liciano de Asevedo Gomes,
Io secretario.
IfrSAi,
Tf^W^
zsa.
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta repart-
ci, faco publico que no dia 23 do corrente mez,
paga-se a classe de professoras do 1* entrancia,
relativamente aos veueimentos do mez de Feve-
reiro prximo findo.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, esa 22 de Abril de 1887.
O escrivo da despeta,
Silvino A. Rodrigues.
Conselho de compra da repar
lico de marinha
Objectos de expediente e o servico da lavagem, en-
gommado e concert da roupa da enfermara de
uiarioba
De crdero do Exm. Sr. chele de diviso Jos
Manoel Picanjo da Costa, inspector deste Arsenal
e capito do porto desta provincia, faco pnblico
que no da 28 do corrente, s 11 horas da manh,
contrata-se em conselho, em cartas fechadas, por
tempo de 6 mezts, a contar do Io de Julho ao ulti-
mo de Dezembio vindouro, o fornecimento cima
declarado.
Os S.-s. pretendeutee devem apresentar suas
proposUs acompanhadas das amostras dos artigos,
para cojo fornecimento se propoem, e em caso con-
trario nao se tomar conhecimento das
Us.
Estrada de Ferro do Recife a Ca-
rdara'
De ordem do Illm. Sr. director, faco publico qae
at o dia 23 do corrente, ao mel dia, receoem-se
propostas, no escriptorio central, ra de Anto-
nio Carneiro n. 137,para o fornecimento de 10,000
tijolos de alvenaria ordinaria.
As propostas que devem ser feitas em carta fe-
chada, sero abertas e lidas no lugar, dia e hora
acims indicados, na preaenca dos Srs. proponen-
tes, que devero sellal as e assigual-as, indicando
sua residencia.
Os tijollos sero postos pelo fornecedor na esta-
cao da Victoria.
Os Srs. propenentea farao acompanhar as suas
propostas da competente amestra e fixarao o dia
da entrega dos tijolas no lugar exigido.
Secretaria do prolongamento da estrada de fer-
ro do Recife ao S. Francisco e estrada de ferro do
Recife a Caruar, em 19 de abril de 1887.
O secretario,
Man-ael Juvencio de Ssboia.
SJkLo don and BrasJIIan Ba
Iluiitci!
Ra do Commercio n. 32
bocea por todos os vapores sobre as ca-
as do mesmo banco cu Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Capellistas n 75 No
Porto, ra dos Inglczes.
ARIT1M0S
propos-
Objectos de expediente para o Arsenal e depen-
dencias :
le
i-
Os recebedores da recebedoria deelaram aos de-
ved 'res dos iinp.wtoa de industrias e profissoes e
precios, do 1 semestre, e tai* de escravos d-t
1886 a 1887, que es ti) procedendo a cobranca de
ditos imnostos nos domicilios dos devedores as
fi-esaeziaa da cidade o de fra, com a multa de
6 00 Recifs, 18 de Abril de 1887.
Joaquim Hurgolmo da Silva Fragoso.
Manoel (i. Rerreira da Silva Jnior.
Svapbim Vctor de Miranda.
IRMANDADK
DO
Senhorfiom Jess das Dores
Tendo de proeeder-se a eleicao desta irmanda-
de s 11 horas da manh' do dia 21 do corrente,
de conforniidade c mi as rdeos terminantes do Sr.
Or. juiz de residuos e capellas, convido a todos os
irmaos da mesinn, para no dia e lura cima indi-
cadus, comparecerem ao e-nsistorio da igreja de
S. Goncallo, afim de assistirem a missa votiva,
que ter lugar s 9 horas daquelie dia, e em se-
guida proceder se a dita eleiciio.
Secretaria da irmandade do Senhor Bom Jess
das Dores, 2) de Abril de 1887.
O secretario da commissao,
Urbano Feruandes da Roea.
CompaBlifa de Trilhos trbaios do
Recife a Otada e Beberibe
Asseatfbla Geral S nvocact
Insistmdo a directora na reuniao da As-
sembla Crural, nos termos das duas ante-
riores convocacS-'s, por ordem de S. Exo-
o Sr. Dr presidente convido ao Srs. Ac- tados da data em que os pedidos forem despacha-
cionistas a so reunirem no dia 2 de Maio du.8. I*'0 Exm. Sr. inspector.
no iptoA, da compaobia as 11 hora. ^SUn^^tt^XlS!^
do da, segn lo a Iettra da le, sendo esta miual-os.
a terceira cotyMwacSo, funcionar a assem- 4a Os fornecedores pagaro as multas de 10 %
do valor dos gneros no caso de demora as en-
Compasso, um.
Caeta, urna.
Caivete fino, un.
Colehetes, urna ca xa.
Cartas alphabeticas, urna.
Cathecisrao da doutrina christa, um.
Jito brazileiro, idem.
Collecco de compendios, exernplar, um.
Compendios de economa da vida humana, um.
Crayons, um.
Cordo, rolo.
Euvelopes diversos, conforme as amostras, cento.
Ditos com inscripcao para efiicios, dem.
Escrivanhia de metal, urna.
Faca para cortar papel, orna.
Goman arbica liquida, vidro.
Gutta percha, um.
Lapis de cores, um.
Ditos pretos, dem.
Livros em branco de 25, 50, 100. 150 e 200 tolhas
um.
Limpador de panna, un .
Livros grandes para registro de officios, um.
Lousas, tamanho SS, urna.
Lacres de cores, pj.
Ooreias de massa, caixa.
Ditas de colla, dem.
Papel branco liso, conforme a amostra, caderno.
Dito branco pautado, conforme a amostra, idem.
Dito Uollanda pautado, idem.
Dito dito liso, idem.
Dito marca pequeua, c.iixa.
Dito com iuscripcu para officios, resma.
Dito mata-borro, folba.
Dito ministro, eaixa.
Dito propnu para inappas, urna tolha.
Dito pir.io pr-prio pata capa, idem.
Pennas de ac, como a amostra, caixa.
Pasta, urna.
Pesos de vidro, nm.
Regoas, urna.
Raspadeira com cabo de osso, urna.
avilaban j portuguez, um.
Traslado calligraphico, um.
Tinta para escrever, litro.
Tinteiros de vidro, metal ou louca, um.
Tiuta carmim para esenpta, vidro um.
Tira linhas, um.
Thesouras, urna.
Vaso com esponja, um.
Condicoes
1.a Todos os artigos seio de primeira quali
dade.
2."^ Sero entregues pelas Srs. fornecedores as
porcoes que Ihe forem pedidas pelo almoxarifado
e pelos navios de guerra, o<* prazo de 3 dias, cou-
Santa Casa arreudam se 08
andar.
Na secretaria ca
seguintes predios :
Ra do Bom Jess n. 12, loja e J
dem idem n. 13, 2 a e 3- andares.
dem do Vigario Tbenorio n. 22, 1 andar.
Id m do Mrquez de Olinda n. 53, 3- andar.
dem do Apollo n. 24, 1- andar.
dem da Madre de Deus n. 20.
dem idem n 10.
dem da Moda n. 45.
dem idem n. 47.
dem idem n. 49.
dem da Lingoeta n. 14, 1- andar.
dem da Guia n. 25.
Becco do Abreu n. 2, 2 andar.
dem das Boias n. 18, sobrado de dous andares
e.loja.
Ra da Aurora n. 37. 2- andar.
dem da Deteuco (dentro do quadro) duas
casas.
THEATRO
SANTO iTOMO
DOMINGO 94
BENEFieiO DO ACTOE
Fernando de Lima
Primeira e nica representaco do drama em 4
actos e 11 quadros, ornado de msica, mutacoes,
etc., etc.
OSNILiGRES DECANTA CECILIA
Principiar as 8 1/2 horas.
KOYALMAILSTEAN PACKET
COMPANY
Vapor La Plata
E' esperado da Europa no di
23 ou 24 do corrente,seguind
depois da demora necessaa
riapara
Baha, Ro de Janeiro Monte-
video e Rueos Aj re9
Para passagens, fretes, etc., tracta-se -< m os
CONSIGNATARIOS
A damson Howic & C.
S. 3- RA DO OOMMERCIO N. 3
1" andar
eompanhia Hahlana de navega-
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, tenedo, Aracaj,
Estancia e Baha
0 vapor Sergipe
Ccmtnandante Pedro Vigna
E' esperado dos oortoe ci-
ma at o dia 25 de Abril
e regressar oara os mes-
moa, depois da demora docos-
tume.
Para carga, passagens, encommendas e dinhei-
ro a frete, trata-se na
7Ra do Vigario7
Domingos Alves Malta
LEiLOR
Li
DampfschiMrts-Gesel.schaft
0 vapor Valparaizo
E' esperado dos por
tos do sul at o dia 1
de Maio e seguir de
pois da demora neces -
sara para
Lisboa e Hamburgo
Para pasagens. tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCIO N. 3
1' andar
Thesouraria de Fa-
zcndr
Pasamento de costuras
De ordem do Illm. Sr. inspector, taco publico
que as costureiras lo Arsenal de Guerra sero pa-
gas no lugar do eostume, s 11 horas do dia 23
do corrente, as importaucias relarivas s cxsturss
do mez de Marco deste anuo (seguuda quinseua).
Thesourana de Fazenda de Pernambuco, 21 de
Abril de 1887.
O secretaria,
Luiz Emygdio Piubciro da Cmara.
fi9K
Cotaoanhsu
dos trilhos urbanos Ueci:e
Olinda e Beberibe
li.ivendo o Exrp. Sr. Dr. presidente da provn
cia resolvido a questo, que deu causa convoca-
jo extraordinaria da assembla geral desta eom-
panhia, a qual por falta de numero nao se reasou
no da 13 do corrente e nem hoj<-, de ordem do
Exm. Sr. Or. presidente da mesma assembla ge-
ral, declaro aos senhores accionistas que, por nao
ter mais razo de ser, nao se effectuar a sesso
extraordinaria, deixando assim de fazer-se a ter-
ceira e ultima convocaco dos senhores accio-
nistas.
Secretaria d. assemDla geral da eompanhia de
trilbos urbanos do Recife a Olinda e Beberibe, 21
de Abril de 1887.
O secretarle,
Jos Antonio de Almeida Cnnha.
Monte pi dos volunta-
rios da pat! a
Eleicao
De ordem do Sr. presidente, convido aos senho
res socios para cessSo de eleicao no da 25 do
eaijente mez. s 4 hpras da tarde, na 1 andar
rJrDuque de Caxias n. 11.
Cbamr a attencao dos senhores socios para o
que d> termina o 2o do art. 27 dos estatutos.
Secretaria do Monte Pi dos Voluntarios da Pa-
t a, 22 de Abril de 1887.
O I* secretario,
Joio Paulo Rosa Cesar.
C. C. 0. B.
Por ordem do Sr. director deste clnb ficam os
senhores socios avisados para reunirse domingo
24 do correte, para ssso ordinaria, as 11 horas
do da, na sede de suas fnoecoes.
Antonio Mathias de Albuquerque,
1- secretario.
bla com o numero de accionistas que com-
pare<-.erern.
Recife, 22 de Abril de 1887.
O seTeUri da Assembla Geral.
Jos Antonioo de Almeida Cu*ha.
Associacao Commer-
cial Beneficente
N2o obstante ter podido deliberar a As-
sembla Geral, desta Associaclo com o
pequeo numero de socios e coasenhores
do predio que serve de sede, que compa-
recerem na segunda convocarlo, marcada
para 18 do corrente mez, todava a direc-
tona, tendo em vista a importancia do
assumpto que determinou esBa convoca-
ciio, que tratar-se do concert urgente
do referido predio, extraordinariamente
pelo lado do mar, ameagando dcsabar, en-
tendeu, ainda urna vez convoual-os de
novo pira l hora do dia 26 do frrenlo
mez, a ti n d que liqai ella habilitada a
tratar de tilo nadiavel neuessidade, certos
de que se ainda no compareeerem, ser
ella obligada a lanzar mao do fundo de
beneficencia desta associacSo, para ser
appluaio a refer la construeyao, caso
cneguo elle para fazer fa;e do quo tiver
do se despender, e no caso contrario, li-
mitar-se-ha a lsvrar o seu protesto, fcando
cargo daquelles que ullo comp: recerem
t^o grande responsabilidade, que se aggra-
var com o esperado desabamento.
Recifs, 22 de Abril de 1887.
O secretario,
Joaquim Alves da Fonseca
Companhia islna Pinto
Sao convidados os Srs. Accionistas d'esia Com-
panbia para urna reunio de Assmbla Geral no
dia 4 de Maio ao meio dia no escriptorio da mes-
ma Companhia ra de Commercio n. 11, para
tratar-se de assumpto que diz respeito aos iuteres-
ses ds mesma Companhia.
O secretario,
Jos da Silva L yo Jnior.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera do 4000 confos, em 3 sorteios,
fien transferida oara o dia 14 de Muio vindouro,
impreterivehnent', nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de boje.
Ttiesouraria das Loteras para o fundo de
err:aucipacao e ingenuas da Col na Isabel, 14 de
Oezembro de 1886.
O tbesonreiro,
Francisco Goucal ves Tai rea
tregua e de 20 "/. no de falta de entrega eu rejei-
co por ui qualidade indemnisando neste caso a
fazenda nacional da differenca que se der entre
os precos justados e os porque forem comprados
os gneros nao fornecidos ou rejeitados.
5.a O pagamento da importancia dos forneci-
meutos ser feto pela Thesouraria de Fazenda,
vista dos documentos que obtiverem os fornecedo-
res, depois de satisfeito o sello proporcional.
6 Conforme o aviso circular do Ministerio da
Marinha n. 172, de 28 de Janeiro do corrente an-
uo o fornecedor ficar siijeito a mais 60 dias de
supprimento, alui do prazo estipulado no contrac
to, sem que esta circumstancia lhe d direito a
prorogacao do ajuste.
7. Os objectos fornecidos Berilo pegis no
mez seguinte :
Observacoes
).' Nenhuma proposta ser recebida sem que o
proponente nella declare, por extenso, sem claro
algum, emenda, eutrelinha ou rasar, o oreco de
cada genero.
2.a Nao ser aceita proposta sem que o nego-
ciante declare que se sujeita ao pagamento da
multa de 5 "/ do valor provavel do fornecim .nto
durante o prazo para que este annuociado, se
nao comparecer nesta secretaria para assignar o
contracto, nu prazo de 3 das, contados daquelie
em que for notificado pela imprensa, como deter-
mina o aviso de 28 de rezembro de 1874.
3.* Conforme o recommendado em aviso de 11
de Maio de 1880, nao serao admittidas as propos
tas dos negociantes ou firmas sociaes, que nao
aDreseutarem os documentos seguintes:
Certidao da matricula da Junta Commercial,
bilhete de pagamento do imposto de industria no
ultimo semestre.
Certidao do contracto social extrahilo do regis-
tro da Junta Commercial.
4. Nenhuma proposta ser recebida depois do
dia e hora designados neste annuncio.
5.' Os proponentes apresentaro os documentos
exigidas pelo aviso de 11 de Maio cima referido,
tres dias antes do prazo marcado para o recebi-
mento das propostas, para a necessaria averigua-
cao.
6.a Os fornecedores ficarao bujeitos a mais 30
dias de supprimento, alm do prazo estipulado no
contracto, sem que esta circumstancia Ibes d di-
reito a prorogacao do ajuste, conforme a clausula
estabelecida pelo aviso do Ministerio da Marinha
de 13 de Juubo de 1877.
Secretaria da inspeceo do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 16 de Abril do 18S7.
O secretario,
Antonio da Silva Atevedo.
MUll'.MIII m SI (.1 nos
NORTHERN
de I.ondr'. e Aberdeen
fonieo flnsnrelra (Oezembro I HW&i
Capital oubsciipto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,348
Beeelta. animal i
Dd premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
hu UOCO!
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John. H- Boztcell
IMBHCIO \. S61* i\llUt
SEGUROS
\IARITI3IOS
Companhia Phenl\
nambucana
Ruado Commercio u
CONTRAFOGO
Per-
CONTRA FOG
The. Liverpool & London & Globe
INSURANCE COMPANY
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelclda em ->..
CAPITAL 1,000:0000
SINISTROS PAGOS
4t 31 de dezembro de 14
Haritimos..... 1,110:0008000
Terrestres,.- 510:0008000
*Kua do Commereio
Cont^arjia Kratllelra de \ave
ffacoa Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Cear
Commandante o 1.' tenente Ouilherme Pa-
checo
E' esperado dos porros do sul
at o dia 27 de Abril, e
seguir depois da demora in-
dispensavel. para os portof
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas valeres
tracta-se na agencia
PRAgA DO CORPO SANTO X. 9
Boyal Mail SUai Packet GQBiDany
Vapor extraordinario
O vapor Nile
De 8,039 'oneladas de registro
Sahir do porto do Rio
de Jaueiro no dia 1 de
Junho prximo com es-
cala para Babia e Per-
nambuco, seguindo depois de pouca dc.no
ra com malas e passageiros para
LISBOA E SOUTHAMPTON
Desde j recebe-se encommendas par,
camarotes na
AGENCIA
Ra do Commercio u. 3
1 andar
A damson Howie & C.
AGESTES
lOHIMMIli l'i:[|\4Ht\t
DE
*aTegaco Costeira oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahybn, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
> vapor Jaguaribe
Commandante Baptista
Das casas terreas ns. 20, 22, 24, 26, 8,
30 e 32 ra Bella ou Ilha do Car-
valho.
O agente Stepple por mandado e assi tencia do
Exm. Sr. Dr. Jniz de direito de Provedoria de Ca-
pellas e Residuos a requerimento do inventariante
dos bens de Anna Zmick liamos levar a leilo as
casas cima em terrena foreiro.
Desde j pdem examinar as casac.
Sabbado 3 do corrente
A's 11 horas
No armazem ra do Imperador n. 22
Agente Stepple
Leilo
O agente Brito vender ao correr do martello
para liquidaco o seguinte :
Mobilias, secretaria, estantes, commodaa, guar-
da loocas, toilete, iavatorios, cadeiras de junco e
americana, 1 lustre de vidro e 4 de metal para gas
carbnico, camas, marquezoes, bercos, aparadores,
cabides, mesas, banquinhoe, loncas, lanternas, ser-
pentinas, copos, clices, chapeos, fazeuJas, mio-
dezas, 1 adereco de ouro com 8 brilhantes, 1 re-
logio de ouro com cadeia e amitos outros artigos
no araiaiem ra de Pedro Alfonso no 43.
Sabbado. 93 do corrente
A's 10 e l\2 horas
2. c ultimo leilo"
Da casa iteia agua 6ta a ra do Padre
Floriano n. 76 em solo proprio servindo
de base a offerta de 510^1:00.
Sabbado 93 do corrente
A's 11 horas
No armazem a ra do Imperador r>- 22
O agente Stepple bastante aurorissdo levar a
leilJo a casa cima, os srs. preti-ndentes desde j
poderao ir examinar a dita casa.
[ eilo
De 1 guarda vestido de amarello, 1 gujrJa loo-
va de dito, mobilias, cam 8 francezas, 1 biom-
bo de madeira, sabonetes finos de diversas qua-
lidodes, espelhos, borcoe, 1 cofre grande prova
de fogo, 1 dito francez, miudezas, vinho, co-
gnac, jarros, quadros, venezianas e outros ob-
jectos.
Segundafeira 25 do corrente
A's lt horas
No armazem da ra do Marjuez de Olin-
da n. 19
Por Intervenco do asente
Gusmo
Le:lo
ferro ft
Garaaru'

I&seriptorio da directora
De erdoem do Ulna. Sr. director se faz publico
que datar de 25 do corrente fica previsoriamen-
te suspenso o trafego entre as estacoes de Pombos
e Cascavel.
Secretaria do Prolongamento da Estrada de
Ferro do Rebife ao 8. Francisco e Estrada de Fer-
ro do Redife a Caruar, 20 de Abril de 1887.
O secretario,
Manoel Juvencio de Sabaya.
(ompanbia de Edifica.ao
Asssembla geral extraordi-
naria
Terceira convocarao
Nao se tendo effecturdo por falta do nu-
mero a reuniSo de assembla geral convo-
cada para hontem 19 do corrente, sao no-
vamente convocados os Srs. accionistas da
Compaohia de Edificares, a reunirem se,
na sede du mesma Compaobia, ao largo
de Pedro II n. 77 no dia 25 do corrente,
ao meio dia, para, en assembla geral ex-
traordinaria deliberarem sobre a reforma
dos estatutos em vigor, e especialmente do
art. 13, sendo a deste no sentido da recla-
marlo feita pelo Sr. Francisco Ferreira
Borges conforme a proposta do accionista
o Sr. Antonio Carlos Ferreira da Silva,
approvada na sessao de assembla geral
ordinaria de 1 de Marco prozimo findo.
A reunilo se effectuar com qualquer
que seja o numero de accionistas presen-
tes, como preceita o art. 65 do Decr. n
8,821 de 30 de Dezembro de 1882.
Recife, 20 de Abril de 1887.
Gustavo Antunes,
Director secretario.
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESS-31.
Segaron nariilmu* ? terrestre*
Nestes ultimo a nnica cosapanhia eests praca
que concede uas Srs. seguradle iseSip~ocle paga
ment de premio em cada stimo acao, o qos
equivale ao deroonto de cerca &z 1* par csaJ
avor dos segoradas.
Segu no dia 23 do
Abril, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 22.
Encommendas passagens e dinbeiroa a frete at
s 3 horas da taide de dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemamb'iwui
n. 12
IfledSutestBrasil i- ILC
0 paquete Finance
lispera-se de N < r or;
News, at o dia 6 .c Maio,
o qual i egnirA Jepo'a d
demora necesjai i n -ra
Baha enlode Janeiro
Para carga, passagens, ene mjenlas dinheir*
frete, ir.ieta-se com os
De movis, espelhos e obras de ouro
O agente Britto, autorisado pelo Sr. Marcnlino
Arbolo da Costa, que se retira para o sul, vende-
r em leiio o seguinte :
Urna mobilia de junco, 1 cama franceza, 2 mar-
quezoes, 1 commoda, 1 toncador, 2 aparadores,
2 bercos, 1 machina de costura, i cadeira para
advogado, 12 cadeiras de junco, 1 dita le ba-
lance. 6 cadeirnB americanas, cabides, quartiRhei-
ra, 1 mesa elstica, bancas, 1 secretaria, 2 lava-
torios, etagers, grandes espelhos, l relogio de pa-
rede, 1 lote d livros, tapetes, jarros, 1 grande
caixa para armador, bah Je folha, salvas de
metal, louca, lanternas, serpentinas, copos, cli-
ces, trem de cesinha e outros objectos ao cjrrer do
martello.
Sefiinda-felra 25 do corrente
A's 10 12 horas
Na ra das Trincheiras n. 38, 1- andar
Ag-ente Britto
Leilo
O
vapor
A d vanee
c o.vrit.t fogo
ftortb Brilish k Hercanie
CAPITAL
C'OOO.OOo de libras sterllna*
AO EN 1 ES
idomson Howie & C.
(Jompanhia
mperia i
DE
iEblROK costea FOCO
EST: 1803
' Edificios e mcrcadoria
Taxas baixas
Prompto pagamento de pre/uins
CAPITAL
Ks. 16,000:0004000
Agentes
BROWNS & C.
N. Ra do CommercioN. i
E' esperado dos portos de
sul at o dia 2 de Abril
depois da demora necessaria
seguir para
Haranho, Para. Barbados, S
Thomaz c Xew-York
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
te coa os
AGBNTiS
Ilenrv F-rster & C.
N 8 RA" .i) uOMMERCIO h
1 anda
( OIIPtMIl 1 PER* A UBICAN A
DE
.avesaro costeira por vapor
fORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahia
0 vapor Jacuhype
Commandante Esteves
Segu no dia 28 de
Abril, s 5 horas da
tarde.
Kecebe carga at o
dia 27.
Encommendas, passagens e dinbeiros frete at
3 horas da tarde do dia 28.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pemambucana
n. 12
ks
P ra Camossim
Segu no dia 30 do corrente a escuna Joaquina,
recebe earga ; a tratar com o Petssa, a ra da
Moeda n. 1.
Da casa n. 30 da ra do Jardim, fregutszia
de S. Jos e da casa n. 35 da ra Di-
reita de Afogados.
Terca-felra, 26 do corrente
A's 11 horas
Na ra estreita do Rosario n. 24
O agente Modesto Baptista, autorisado ari
eilo das casas cima e dar os esclarecimentoe
precisos.
Leilo definitivo
Do sobrado de 3 andares n. 25 a ra do
Livrameuto em terreno forfiro.
Quartafeira 27 do corrente
A's 11 horas
RA D& IMPERADOR N. 22
O ageate Stepple por mandado e afsi&tencia de
Exm. br. D. Juiz de Direito Privativo da Orphaos
e ausentes a requerimento do Sr. Joo Goncal-
ves de Souza ieiro credor do espolio de Jos
Mara Ferreira da Cunba, levar a k-ilo o sobra-
do cima em solo foreiro, os srs. prtendentes des-
de j podem examinar o dito predio e para qual-
quer imf^rmaco o mesmo agente dar.
AVISOS DIVERSOS
= Aluga-se uira casa terrea com espacosa so-
ta n. 82 no pateo m Terco, est limpa ; .-. tratar
na ra do Pilar n. 56, taverna.
Precisa-se na casa do Dr. Uerqueira Leite,
ra da Santa Cruz n. 10, de urna boa cos;-
nbeira.
Alluga-se a excellente casa terrea n. 82 do
Pateo do Terco, e a da ra da matriz da Boa-
Vista n. 56 ; a tratar na ra do Pilar n. 5G ta-
verna.
Aluga-se casas a 8UC0 no becco dos Coe-
.boe, junto de S. toncallo : a tratar na ra da .
(mperatriz n. b'6.
Aluga-se o predio da ra do Baro de S.
gorja n. 26, com commodss para numerosa fami-
lia, eom agua e gaz encanados : a tratar na ra
dos Pires n. 59, ou em Olinda ra do Bomfim
numero 49.
Aluga-se a casa do Dr. Castello Branco, sita
ra de Mathias Ferreira, em Olinda ; chaves
para ver, est na loja de barbeiro contigua ao
mesmo predio, tem agua encanada e bons com-
modos: trata-se no Recite, roa Duque de Caxias,
escriptorio n. 23.
Madame Fauny Silva, modista e cuotureira
roa do Imperador n. 50,1 andar; partiudo para
Paris, no corrente mez aguarda as ordens de suas
Exmas. freguesas, e aproveita a occasio para
agradecer a proteceo e considera5ao, que lhe dis-
peosaram as casas com que teve trimsaccoes com-
merciaes, e declara que nada deve a pessoa al-
guma nesta praca, e que nSo deixa pessoa algn-
ma encarregada da sua officina de c isturas e mo-
das, e que foi sempre a nica cortadora e directora
nao tendo nunca quem a substituase ou repre-
sentarse, visto que todo o trabalho era feito e ad-
ministrado por ella mesmo.
UbBBHI


M^BSMMBHMBflHB
^ ^
^i
JHBMB^M^BI
Diario de Peroambiici--Sabbado 23 de Abril de 1887
=- Precisa-se de urna ama :
Jesu* n. 42, qaarto aodur.
na i as do Bom
Precisa e de ama seuhora habilitada em
poctaguei e francs, para entinar em nm erige-
nho na cidade de Ooyanna ; a tratar na ruade
Hospicio n. 3, com o Sr. Joa Tavarei de S e
Albnqaerque.________________'_________________
Aluga-ae o i- e 3- andaies, juot->* on sepa-
rados, da casa roa larga do RMario n. 37, es-
quina aeiroute d* igreja: a tratar no pavimente
torreo. ^^^^__^__^________
__ Piecisa-ac de urna ama coeiuheira ; na rus
Nova n. 51, pburmacia.
= Existe ama ama de leite no Fundi, e na
asa do Sr Manoel Goocal ves Boa Ventura n. 1;
quem pretender, dirija-se.
Tnde lue os noftreiM to pello : 4
Usai o mflnor remedio, que o PEITORAL DE
CAMBARA', e veris como voo wffrimento des-
apparece. Vende-se na drogara dos nicos agen-
tes e depositarios geraes ns provincia, Francieco
Manoel da Silva & C ra do Marques de Olinda
n- 23.
Perdeu-se
na noite de quinta-feia 21 do correte, da praca
do caes do Rumos para o theatro de Santa Isabel,
urna pulseira de euro com ama esmeralda de va-
ler, rodeada de pequeos brilhuntes, simulando a
dita pulseira um annel de medico ; pede-se a pes-
aos que a lenha achado para entregal-a no esta-
b* lecimento balnearia do Sr. Medeiros, ou na ra
Duque de Caxias n. 8tt, toja, pelo que ser ra-
soavelmente gratifieado.
ASA
Aluga-se o 1- e 2- andares do predio n. 2/ a
ra do Imperador, caiado e pintado de novo, tendo
bD8 coinmodos e agua ; a tra'ar na rus Duque
de Caxias n. 47._______________
Ama
Pr-ciss-ee de urna ama para cosinhsr e com-
prar ; na ra Vidal de isegreires n. 134._______
Buhar
Vndese um bilhar c^m suas pertencas, a pre-
go commodo ; ioformagoes no caes do Capiburibe
n. 42.
Paga-se bem
Na ra do Imperador n. 45, 1 anditr, precisa-se
de una b a cosinheira. urna engcuimndeira e um
menino ara recado. E' de condico, dormindo em
casa.
Oleo de baliput
Antes que se acabe ; na ra da Praia n. 35.
AVISO
Conaertaro-ae machi us de costura de
qualquT fabricante, bombas e toda e qual-
quer qualid&de de machinas movidas i va-
por, ou gaz, etc.
PREgOS SEM COMPETENCIA
39-Bm M om-Jesns-39
Guarda vestidos
Vende-se 4 guarda
vestidos hotos, de a-
marello; alractar com
o agente Martins.
Delux->3. Grippe, Bronohltes,
Irritacdea do Peito, o XABOFE PASTA peitoral I
de AP de DELANC HENIER .-lo de urna ef. cacia certa J
e verincada por Membrosd-TAciidcniiade'Me'iicma da Franca. 1
Bem Opio, Morphiiia nem Cedrina ilt-i-t sem recelo s
crianzas affectodas de Tosss ou Coqueluche.
PARS, rna tirienne, SB, PARS
B EM TODAS AS PHAKMAC1AS
PO HUNDO.
BBstMiaaMiimiifiMwi cm^.->.
arla da Csiiccic<> Silva Pape
Domingos da Silva Ferreira, Murcohno Jos
Pupe, Juvenal Soriano Pape e J.:ec Lino Pope,
agradecem a innandsdedo Sat-iisioio Sacramen-
te da matriz da Bou-Vista e i tod:i9 ns po.-s-.ms
que se dignaram acmipauhr.r ;il o cemiteiio pu-
blico, os restos mortaes de snn pn-sadissima irmi
e mai Mara da Cuneeicao Silva lJupe e de novo
convidam os scus amigos para ( uvirem as icissss
que em teccaoda ulio da finad*, mandum resar
na matriz da Boa Visca, as 8 horas da inHuha do
dia 26 do correte, 7' dii de seu fallecimento, por
cujo acto de caridivde auteciparn os seus ng.-vd-
cimeucos.
Reclfe. 22 do Abril de 887.
Commendador Candido Alberto So-
cir da Multa
Os filhos, genros e netos do commendader Can-
dido Alberto Sodr da Motta, convidan) aos pa-
rentes e amigos do finado para assistirem a mis-
ss que mandara celebrar na m lriz da B.ia-Vtsta,
s 8 horas da manha do dia 25 no correte, tri-
gessimo dia do scu faliecimento, pelo qae se con-
fess.:n mnitn irrhtos.
THcofero de Barry
Garntese que faz as
oer ecrescer o cabello simia
sos msis calvo6, cora a
tinbs e n caspa e remove
todas as impnrezas do cas-
co da caneca. Positiva-
mente impede o cabello '
de cahironde embranquo-
rer, e inallivelmente o
toma espesso, niacio, lus-
troso e abundante.
At V
Agua Florida de Barry
PrepcraJ segunda a formula
original asada pelo inventor em
1829. T o nico perfume no mun-
do qne tem a approvac&o official de
um Governo. Tem duas vezes
uais fragrancia qnsqualqner ontra
ednraodobrodotempo. E'rcuito
ihiih rica, suave e deliciosa. E'
imito tuss fina e deiift-.da. E'
inais pe-"r lec;o. 3 > ,i Tazas mais refres-
cante no banao a a? onarto do
doente. E' especalo contra a
fronxidfio e debilidade. Cura as
dores de oabec/s, os cansacos e os
derimaios.
Xarope e Vida Se Beiter No. i
AIRES DI VSAIV-O. DCFOtS DE VSJr-9.
Cora posi t i v a e radical ds todas as formas de
tscrofulas, Syphiiis, Feridas Escrofulosa,
AffecfSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
lado com perda do Cabello, e de todas as do-
encas do 8angueFigado, a Rins. Garante-as
que purifica, enriquece e viuliss o Sangos
restaura e rsnova o systema inteiro. ^> .
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, enan-
cas e para a cura das moles-
Oas da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Approvados e utorisados pela inspecto
ria geral de hygienne do Rio de Ja:eiro.
Deposito ena Pernambuco easa de
Franciaeo Manoel da Silva & C.
LIQUIDACO
PARA AGaBAfi
FAZESDAS E ROUPAS
15- Roa Don fie Gaxas-15
liosqiie
Trn!>naHsa-se um em bem lagar ( informa-se Da
. do Ar-n-;,al de Guerra n. !t.
Compra-sc
Quem tiver para vender otra casa as ras da
Uuiao, Marqws do Herval, Aurora, Formosa,
caes de Capibarihe ou Hospiei dirfjs-se ra do
Baro da Victoria n. 37, 2- sudor, pela nanh.
ou a tarde, que encontrar com quera tratar.
ao oa inelbores que tem viudo a este mercado,
que tornara-jc n c. uunendaveis, tanto pela boa
quuitdade, como por virem colorado;, em caixi-
nbas de ph>.' raate e com cromos variados, ven-
derse por pircos medico?.
nicos depositarios :
Francisco Lauria Lauria & C, iuh la imperatriz n. 32.
Piano
Compra-s um piano pequeo, forte, d e res cor-
das, em bom estado de ccnservacSo, quem tivsr
appxre^a roa de Mareilio Das n. 60, loj*.
20$000
Aluga-se o 2- andar do sobrado n. 62 ra da
Guia, com 2 salas grandes e 3 qaartos, caiado e
pintado ; trata se na loj a.
QVliO
Oriental.
Ensino primarlo e secundario
Urna oessoa habilitada cffen.ce-se para ensnar
em atgam engenho as segnin^es materias : por-
tuguez, trance/, latim, historia, philosopbia e pri-
m- iras lettras. Pode ser procurado na roa Impe-
rial n. 17.
sM#^l^^^^^^^^^^^^VV>A^VV>rVVVV#^/^yf VINHO MARIANI
______ DE COCA DO PER
O Viauo haxiani que foi eiperimentado nos hospitacs de Parlz,
prescripto diariamente com xito para combater a Anemia, calorse.
Slzeatdes ms, Molestias das vas respiratorias e Enlraquecl-
mento do orgao vocal.
O* Mdicos recommendam-no da Pctfioaa/rocas e delicada*, exhaustas pela molestia.
aos VeUtos e Crirteos.
E' o Reparador dap Perturbado digestivas
O FORTIFICANTE por EXCELLENCIA
O VINHO MARIANI SK ENCOMTRA I'.M CASA DE
Sur.M AHInWI,Pi"Parla, -11,boulmrd Esnssnaiin; ew-Tork,li,list,{l,StrMt
Em Pemambuco : Franclsoo BE. da SILVA 4. c".
DE
lm bom negado
Vende-se a posse i* kiosque da ra Hova ao
peda poae ri B'-Vis'a ; s tratar no mesmo.
Attemjao
Precisa se de dons criados de certa 'de e de
bou conduf-ta, prefirs as eseravo-, nara hotel ; a
tratar na la >i Madre de eut :. .'!.
o publico
-''
Ferlunato Francinro de S<>nna
Us empregados ^ operarios d'i fabrica Godi-
nho, cordilmente egradf cem s pessoa3 que se
dignaram scoflspanbnr a-j cemiterio publico os
restos mort'ies de sea hsditasa companheir.', For-
tunato Francisco au Senna ; e -i nuv dan!, bem como aos parent: 3 do inado, assisti
rem a raissa do stimo dia. qac m^iidnra resar na
igrej:i de S. S. do Teto:, j.e!*s G horas da ica-
nha de 26 do corr :it por cijo bacquio desJe j
se confessam gratos.
nypolilo Xmier Coalinlio
Manuel Antonio Rodrigues Pinheiro e sna mu-
Iher, tendo recebirio p r teirgramnia a intausts
noticia de baver fallecido no oia '20 do correnf,
no Marar.hac, seu sogrj e jai, ilypoiito Xavier
Continbo, mandara celebrar ini8bs na matriz na
Boa-Vista, s 8 horas da msnb do da 26, setim-.'
do seu f.illecimento, e conviuaiu para assist'r a
esse seto s p1 sson? de sna amisade ; pelo qiie se
confessmn desde j ::^r>\decidos. "_____^^^
Vlcrnle ferreira ou ilveira
D. Mcria Leopoldina c .-eus fiihos eonvid m a
eus pareutes e a.nigos, pra no da 27 do corren-
te, a 8 hon.s Ja manba, ouvir as missas que prr
alma dam ce!: brar na matriz 'Plinarfs, c desde j
agradecem a codos qu se dignaren) compare cer a
este acto de piedade.
Joaquim Rsyanndu Pires, J0S0 de Moraes
Martina Filho, oOr Beso i!e A'raeidn Rrag't e
. Aaro Karuumu .'> Reg Brite, teudo de mandar
resar uissas na igreja de N. S. do C> rn.o, s 8
horas da msnb do dia 2 d. crrente raes (se
gnnd^.-teira). por alma de scus iufelizes umgos e
eollegas, Cae iceno Henriques, C< netar eio de Vi-
Ihena isouta Brilo. Antonio de Moura Ros e Jos
Jeronymo de Arsnjo Cerveira, convidara a todo
os sens prenles, au.igos e collegas, bem como nos
dos fsllecidss, a ccmpareccrcm aa referida ipnja,
afim de assittitero-uas ; ocio que se confessam
desde A surnmsmei.te gratos.
Pelo presenta comiaunico qu>- ssesssi o com-
mando do paihabute hespaiiho! Dos Hermanas,
desde o dia 20 fe*lo 6e Mitrado d 1 > e.mo o ca-
pifo I). Juan Mol', fieaini'. psBnS lodas as cuotas
relativas ao referidj navio P Abril de iHS'i.
T(.maz Msscar.
GiS M FORTUNA
Aos 5KNM)|000
Iti hetes garantidos
23- RA PRIMKIRO DB UAIJC'O -23
MV.rtin Foz iS 0. ttn sxposttf 'i ven-
da os seus rt!*>rtunatlas bHbetes garanti-
dos da Ia Iot."a Ha provio:-.in a beneficio
da Sonta Casa t!e Misericoni-it do Recife.
PBEC09
1 itriftaJ 3(5'(K
1 terco lOOO
Ka por^o efe Ioomoo para
d 111.1
1 inteiro 2^700
1 terca 900
Pillas purgars e depnrativas
de rapanl
Estas pilulas, cuja pi-eparacao purameute ve
.retal, tei-m sido por mais de 20annns aproreitada
eom os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affecooes da ,>elle do figado, syphiiis, bou
boes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
,-onorrhas.
Modo de nsal-as
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, ;.
aendo-se aps cada dse um pouco d'agua aooca-
da, cha ou esldo.
Como reguladoras toti.e-se um pitla ao jantat
Estas pilulaB, de invengao dos pharmauenticos
Almeida Andrade & Filhos, teem ticrdicu dot
Srs. mdicos para su meihor garanta, tornande-
>e mais recouiineiida^cis, p..r screm nm segur.'
ourgativo e de pouca dieta, p-lo qtie podeiii ser
isadas em via^e ...
ACHAM-S A* VoNDA
m droearia de t'arin Wolsrinho .V
*t KtTA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Livro
delenibranaspara.888
Os editores deata pnblicao/io i res anonncianes qae te estA a encerrar a rssig-
nstura de annunei.s para 18?8, nao si letvbeudo
mais drpois de 30 do coirente ; qnem quizer pJe
entregar os teus annnneios e cata de ii. La-
porte # C., 46 ra do Imperador, ou ao agente
Alanhonea.
DE
WOLFF
N. 4-EA DO GABUI
'estf milito onhecido estabel''cimen-
to enetnts- -A o repe;tavel publico o mnis
variado '? a-
"eeo'idas scimprc- dir c -ucnt'J dos scIIio-
i-*-m bricantes da Europa, e <|ii primam
p"Io p alo gorto do miiado elegante.
HicoH .dercoa completos, lida* pulsiei-
at*. Sinv.tes, voltao de 011ro cravejn'-a* co<>
brtlhantes, 011 perolas, anneia. i*a>poleta,
b;(ea e ontrc* muitns artejos prop iiw
dete ge' re,
ESPECIALDADE
fr*a relogioai de upo, prata e uickelado,
para hor.-v^s, senboraM e meninos dos maiw
acre lila fabricantes da Europa e Ame-
rica.
Vara todus os -.rtigos desta c.;-a g ran-
te-se a boa qnalidade, assim fomo a an,.
  • dade nos preces qu- mSn weui rinjypetsncia,
    .li'esta casa fambeiu conci-ta-e qul-
    quer obra de euro ou prata e ttenbem ftl%9-
    gioN de qualqu*r qualldade que seja.
    4Ra do Cabug4
    LUIZ DA CRUZ MESQUTA
    66Rna do Baro do Triumpho66
    (Antiga do Bi :ii)
    Neste est ibelecimento enontraro os
    Srs. agricultores e seus correspondentes
    todos os objectos tendentes a agricultura,
    como sejam:
    Machinas para fazer espirito, de dstil-
    lar e restiUar, alambiques do antigo e no-
    vo sjstemacom esquenta garapa, serpenti-
    nas e carapu^as, tachas, tachos, bombas de
    bronze, de cobr e de ferro, de espirante e
    de rcpuxo, para agua, niel e garapa, tor-
    nearas de bronze, de madeira e de todos
    os tamanhos, canos de cobre, chumbo, fer-
    ro, de todas as dimenses, cobre picado,
    (lindos para alambiques, repart deiras, pas-
    sadeiras e escumadeiras de cobre, de fer-
    ro galvanisado, rmelas e lenccs de co-
    bir, bombas continuas, sinos de 3 libra at
    110 arrobas, sola ing cza e do liio, cadi-
    nhos patentes e de lapis.
    Fazem se concertos de todas as qualida-
    des ecom toda presteza e perfeicu apresos
    mdicos

    Vendem-se a prazo ou a dinheiro com
    descanto.

    uqnier.
    Fornocedor
    privilegiado da Casa Real e de Z. Id. Rainha de Italia.
    Ozea Po.
    Ozea Sachet.
    Ozea Essencia.
    Ozea Agua de toilette.
    Ozea Vinagre de toilette.
    Ozea Agua para os dentes.
    Ozea Pasta para os dentes.
    Ozea Oleo.
    Ozea Sabo.
    Ozea Pomada.
    Ozea Fixativo ,

    Ozea Cosmtico.
    Ozea Brilhantina.
    Ozea Cold Cream.
    '^.s-iza
    SI VERDADEiRO
    UXIR. ET OUIL.L!
    Tnico Attti-Catarrhal e Anti-Bilioso
    preparaflo por^PAUL GAGE, ptiarnacei'ilco He ltlasse, flcsior e mediana
    WLT\
    NICO PB0PRIETAB1 OE ESTE MEDICAMENTO
    P11IS, i, na de rcid'e-Saint-Gruiaio, S. UBIS
    Main de sesgentn anuos de successo tem provado % elfictci
    incon(etavel -lo Elixir de Gullli* ; e esle medicahieiuo o msis
    eeouoroicssp o irnn roninodopan ser empregado qnercomo Pnr-
    gsats ou Depurativo.
    Iffneonflar as falsifaeOea
    aifjr o ii'jiioii Elixir de Gmll ni i hu Pant SAGE
    Cada gumita deer str accomprnihoda eom o
    TATADO -ORUK A ORIOKH KO AIAUIIHO (PITCITAj
    fcpositarios n Pemambueo: rr* H.d SllTi fe f.
    FEBRES
    CONTAGIOSAS
    Flmes
    DO PEITO
    MOLESTIAS
    das Wulherts
    e das Cr/arcas
    SAUDE PARA TODOS.
    PI LULAS HOLLOWAY
    i
    4
    As Pllulas purifleb o Stngue, eorrigem todas as desordems de Estomago b ?
    dos intestinos. j
    Fcitalecem a saude das consfituooes delicadas, e sao 'um valer incrivel para todas as eftfermidades i
    peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para es mciinos as^im como tambem para as ?
    pessoas de idade avnicada a sua ciT'cacia e incontestavel.
    Estas exquisitas preparaves sao mito apre-
    ciadas ::a aais distincta cociedade pela deli-
    cadeza do seu perfume.
    W? RIEC ER'S
    IfakMia-IMHyflfdB
    n.u^iB..n^.BMri>iniviec
    (SabC i transparente cristalino;
    reconhoeido .-orno i mais perfeito todos os sabaos de toilette pelas suas
    propiedades hygienicas, ;.elo bou .ron;., c pela sna larj,'a duraco.
    >;; > i .-.os,.. rer-niai.ra, Farmacia, ca.
    AL j A
    3
    'i
    I
    O? compradores sao convidados respeitosamente a examinar o* r .tulos de cada ca\x?. e Poto ts zAo tssm a s
    direcsao. 533, Oxford Street, sao ralsilicasoe.
    !ssas medicinas sao preparadas smente no Etabctecimento do Professor HoLLOWAr,
    78, NEW OXFOHE STKEET (antes 533, Oxford Street), LOHDRSS,
    G vendemse em todas as phar.nacias d<~ universo.'
    *

    5V

    )*+++0kf*i*+**+++++++A

    DE ARROZ S.IHON
    abnete Creme Simn,
    preparados com plyccrina, para a toilette diaria, contra
    as influencias perniciosas da atmespbera e para dar ao
    rostro : Frescura, Mocidade e Macieza.
    FRUSTRi.L AS NUMEROSAS MITACOl.
    J. SIMN, 36, Eue de Provence, PARS
    PRINCIPAES PHABMACIAS, PEtFUMERIAS ET LOiiS CE CiBALLEREIROS.
    CS3
    .44--Ri3 i do BmmN. 44
    fraTagenti:
    '
    s? rApo bo
    a vender, por pr mdicos, as segu
    Tac -lidas, batidr.s e 'aldaadas.
    Crivac diversos t.. ir.;.:^s.
    Rodas de spora, idera, ;
    Ditas abalares, idem, id
    Bancos de ferro coro serra r. uai-
    OtadeaRMaHii para aniim.
    Varandi'.s ts ir batid
    Ditas de dito fttad'ttr, :- indofl
    Portasd fwnallia.
    . Vapore,s d Srjs de 4, 5, !> s S o -..
    Moendaa de 10 a 40 poliegadaa de paitad
    Rodas d'agua. TSteraa Leandro.
    Sncarregau-se de .;ounerum, monto da maobiaisi^o
    trabalho com perfei< atea.
    -- tUftt-
    esa
    "Sb
    l'HiliniHlil'M'litil'l
    ***'
    V* LICENCIADOS PELA INSPECTOHIA GERAL PB HTQIENE IO IMPERIO DO BRAZIL
    4 Aperientes, Estomachicos, Fur-qativo, Depurativos
    ._ ;onlra a Falta de ao-ottlte, a ObstruccSo, a Enxaqui-ca, a> Vertig-em.
    /* as ConirnatSes, etc fou oriiinarid: 4, 2 graos.
    15 Desconfiar i i^ir o rclulo junto Imprimido cm francaz
    * cada uSa^i^tia^^Sio e 0 Sello da Onio dos Fabricantes.
    Em PAKZZ, Pharmaola LSSOT. Djposilot cm Wdas u prticifes Phjrmaeias.
    SSZ&..
    -^S
    ttUMtXMBVhi
    Sft^*ras*^*..

    n t i sj
    IiYaiiilffiift.* i<-?Pt'3 Hl
    aplrarse a 'jsi"~ ctoe ptaietra im->-'io. fsr:t\l>
    * expector&ca e rorlsa as ruacc/Jos uw o Kaa raaiata.
    Tus' ralnimfT ras caas te Jt. Kswic. 11">. i* h^-I-siaurr. esa Paria
    nasi
    (esfiam.ento, $osse, atarrho, Risica
    Aflfti de o I r rfiuSrni 1 y de L
    e GRIMALT & Gia
    Appntmao pol Jauta d'Hygiene do Rio ge Janoiro
    Fazendo-se uso deste Xarope, calmao-se os accessos de tosse, desap-
    Sarecem os suores Aiocturno%, goza-se de um somno reparador,
    esperta-se o appetite, e o doente, augmentando suas forcas, apresenta o
    aspecto de quem gosa.Sa sade. Os mdicos recommendao que se tome
    ao mesmo tempo as Pastilhas peitoraes de sueco de alface r
    agua de louro cerejo de GRIMALT e G, que constituem os
    dois calmantes mais inofensivos da materia medica.
    Os frutos cra3, qae aontm este Xarope. e3o de urna bolla cor ete rosa o tormo
    a marca da tahrica, 9 sello e a. rma da nossa casa.
    Deposito a PARS, 8, Ru Vivienne, t un principa* Pharn'SK; s~
    JSWSW
    3SS
    m-
    :mmm.

    <
    4



    i

    Diario de Pernambuco Sabbado 23 de Abril de 1887
    Alu?a-se
    urna cu* com commodos r*r RTand* &',
    sitio arborizo ; ?<">" de Uchoa n. 10.
    Aluga-sc barato
    Coa do Guararapes n. 96.
    Ras Vitcoade d Itaparica o. 41, armasen).
    Boa do Viiconde de Goyanna n. 163, com 3gna
    Largo do Mercado a. 17, loja com agua
    Ba Viseonde Goyanna n. 167, com agua e gaz
    Ba Coronel Suassuna n. 141, quarto.
    Trati-se na rus do (Joinmercio n. 5, 1' andar
    aariptorio de Silva (juimaraea C.
    Ama
    Aluga
    se
    a can da ra do Hospicio n. 10, com grandes se
    commodacee* para ccllegio ; na ra Duque de
    Caxia n. 9.
    Precios-i de urna boa cosinbeira, (tara cata de
    pequea familia ; a tratar no Caes da Companaia
    a. 8. Prefere-se eecruTa a dee dormir enj cata.
    Ama
    Precisa-te de urna ama que saina eosmhar ; a
    tratar na ra do Cabnga n. 14, 1 andtr, da meio
    dia is 2 horas.
    Precisa -se de urna ama para cosinbar e com-
    prar ; na ra Primevo de Maree n. 25, laja.
    Cosinbeira
    Na rus do Paysand n. 19, precisa se de ama
    boa coainheira.
    Cosinheira
    Precisa-se de
    Aurora a 81, 1*
    urna boa cosinheira
    andar.
    na ra da
    AMA
    Aluga-se
    a loja do sobrado no largo de S. Pedio n. 4, tem
    agua ; a tratar na ra estreita do Rosario n. 9.
    Alujase
    a casa terrea ra do V conde de Albuquerque
    n. 170 e a loja do predio ra do Marques do
    Herral, travesea do Pocinho n. 33 ; a tratar no
    argo do Corpo Sunto n. 4, 1 andar.
    Precisa-se de ama ama para oosinhar e lavar
    na roa da Ponte Velha n. 16.
    Ama
    Precisa-se de urna ama para oosinhar e com-
    prar ; na ra nova de Saota Bita n. 47.
    Vinho da Mourisea
    Proprio para mesa
    Jcio Perreira da Costa, ra do Amorim n.
    64, acaba de recibar uoia partida d viuhos em
    cascos exeessivamente grandes, e como desoja
    tornar bem conhecida esta superior qualidsde, que
    se fas recommendado pela sua purera e bju pa-
    ladar, resal ve vender esta remesa* no seu esta-
    belecimeuto em barris de quinto e da dcimo, por
    preeos muito razoaveis, para o que cbamam a
    attencao dos senbores apreciadores, asaim como
    &oi dunos de botis.
    Em retalbo veude se eos casa dos Srs. Justo
    Teizeira se C Successorca a raa ja Penba n. 8
    e menino
    Preeisa-se de urna menina de 10 a 12 annos de
    idade, para cata de familia, para andar ata urna
    criancinha de dous aunes, trata- se bem e d-s*
    de vestir, e o menino para iazer compras, median-
    te nm pequeo ordenado mensalmente ; a tratar
    na ra Vetea n. 36, colWgio.
    Tunar i iai
    PABA TIN GIBA
    barba e os cabellos
    Ama
    Despedida
    Nao podendo despedir-rte e agradecer pessoal-
    mente aos meas amigos as coaitas pro .as de atni-
    eade que dorante a minba molestia tenho reeebido,
    o faco por meio deste, offerecendo-lhes os mena
    prestimos na cidade do Porto onde pretendo residir
    por algum tempo.
    Recife 21 de Abril de 1887.
    Bernardo Jos Crrela.
    Aviso
    Prcci sa-ae de urna cosinheira : do largo de Cor-
    pa Santn. 17, 3- andar.
    AMA
    Precisa-sa de urna cosinbeira pira casa de fa-
    milia ; na ra de Pedro AfLnso n. 34.
    Ama de leite
    Precisa-sn de urna
    ra dos Pires n. 53.
    ama de leite ; a tratar na
    J. C. Levy avisa ao publico qne Ernesto &
    Leopoldo, ez-socioa da arma J. C. Levy & C,
    tendo tomado posse da msssa fallida, responsabi-
    lisando-se pelo pagamento aos credores, de con-
    fbrmidade com a concordata concedida e aceita no
    juizo do commercio, ficando assim livre e desem-
    baracado perante os credores daquella maesa,
    offerece aeus servicos aos seus amigoa e fregueses
    na pharmacia Central, raa do Imperador n. 38,
    achando-Be a referida pharmacia reconstituida e
    premunida dos medicamentos mais novos e espe-
    cialidades pharmaceuticas de todos o oais acre-
    ditados fabricantes.
    Jalroph
    Manipoeira
    Esse medicamento de urna eficacia r conhecida
    no beriberi e outras molestias em que predomina a
    bydropesia, acha-se modificido em aua prepara-
    cio, iracas a urna'nova frmala de um distincto
    medico deata cidade, sendo que someate o abaizo
    assignado est habilitado para preparal-c de modo
    a memorar 1 he o gosto e cheiro, sem todava alte-
    rar-lhe as propriedad :s medicamentosas, que se
    conservan com a mesma actividade, se no maior
    em vista do modo por que elle tolerado pelo
    estomago.
    Volco depostlto
    Na pharmacia Conceicao, a roa do Marques de
    OUnda n. 61.
    Beierra de Mello
    Enitenho
    Perdido
    Engento para arrendar
    Arrenda-se o engenho Herra, distante meia Ie-
    goa da estaeao do Cabo, me com agua e tem
    todas as ohraa em bom estado ; quem o pretender
    pirija-se ao seu proprietario vo tiecife, roa Im-
    er.al n. 203, ou ao engenho Novo do Cabo.
    Tendo sido de izado por esquecimento, hontem
    no trem que do Becife parti as 4 45 da tarde um
    embrulho contendo algumas pecaa de roupa, e no
    trem que da Casa Forte parti para Apipncos as
    6.22 da tarde um chapeo de sol para senhora, ro-
    ga-ee a quem achoa taes objectos o favor de en.
    tregal-os ao Ljndoo & Brasilian Bank Limited, 4
    ra do Commercio n. 32, que ser recompensado.
    de assucar
    ata tintara tinge a barba e os cabellos ins-
    tantneamente, dando-hes urna bonita cor
    e natural, inofensivo o stu uso simples e
    rpido.
    Vendf se na BOTICA FEANCEZA E DRO-
    GARA de Roaqueyrol Fre-ee, snecessore de A.
    CAOK8, ra do Bom-Jesus (autiga da Coz
    n. V-
    Prafessor
    Apparelbos econmicos para o cozimen-
    ta e cura. Proprio para engenhns peque-
    os, sendo mdico em preco e ef
    lectivo em operaco.
    Pdese ajuntar aoa engenhos existentes
    do systema velbo, melhorando muito a
    quadade do assucar e augmentando a
    quantidade.
    OPERAQAO MUITO SIMPLES
    Uzinas grandes ou engenhos centraos,
    majhinismo flprfeic,oado, systema moder-
    no. Plantas completas ou machinismo
    separado.
    EspecificacSes e inforraacojs com
    Hrowns C.
    5-RUA DO COMMERCIO-5
    triado
    Arrenda se o engenho Goiabeira, meia legoa
    distante da cidade de Jaboatao, muito bom de
    agua, com trras para safrejar at 2,000 pies de
    assucar, grande casa de vi venda, pomar, etc. : a
    tratar com os propritarios ra da Imperatris n.
    49, 2- andar.
    >
    Caixeiro
    Na mercearia da roa de Paysand n. 7, preci-
    sa-se de um caixeiro com pratica, de idade de 12
    a 14 annos, e qne d nanea de sua conducta :
    Cruz das Almas
    Em frente & chcara do Sr. Toan
    Aluga-se ama casa com todos os commodos para
    pequea familia, edificada a moderna, entre as
    dnas eataedes da via frrea ; a tratar na ra Pri-
    meiro de Marco u. 25.
    Aunas Candida Cesar de in
    drade
    Augusto Cesar de Andrade, tendo de mandar
    celebrar urna missa per alma de sua nanea esque-
    cida esposa, Anna Candida Cesar de Andrade s
    8 horas do dia 23 do corrate, na matris da Boa-
    Vista, segundo anniversario de seu fallecimento,
    couvido aos aeus pareles e amigos para assisti
    rem a esse acto de religio, pelo que se confeesa
    desde j agradecido.
    lateriaes de construido
    Preeos rednzldos
    A Compauhia de Edificacao, tem resol
    vido d'ora em diante, para as vendas dos
    productos da sua olaria a vapor do Taqua-
    ry, o seguinte :
    Tijolos de alveuaria grossa,
    formato commum, descarrega-
    dos em qualquer caes, o mi-
    lheiro 220000
    Ditos, formato inglez, idem
    idem 180000
    Ladrilfaos idem 350000
    Telhas communs, idem 38)5000
    As compras de ce.a a quinhentos mil
    ris, terSo ura descont de cinco por cen-
    to, e d'abi para cima dez por cento.
    VENDAS
    Precisa-se do um criado de 12 a 14 annos
    ra do Paysand n. 19 (Magdalena).
    Da
    Cosinheira
    n. 54, precisa-se de ama
    O bacharel Joaquim Cavalcante Leal de
    Barros ensina matemticas pelos novos! r
    prograrama8 e prepara alumnos para exa-! boa cosinbeira.
    mes na corte. !--------------------------------:------------------------
    Tambem se propSe a ensinar era casas AlU?a"Se
    particulares outras materias. ,
    > Ruar da Palma-? S-"" c ~8 qaart0": *tratar no ,arg0 de
    Pedro II n. 73, loja.
    Carla* Morelra da Uva
    Visconde e Viscondessa de Itaqui de Norte e
    seas filbos, mandam celebrar missas na igreja do
    ^orpo Santo, no dia 23 do corrente, pelas 8 toras
    da manb, 1 annivarsario do passamento de sea
    prauteado filho e irmao, Carlos Moreira da Silva,
    e convidam para assistir a esse acto s pessoas de
    saa amisade e do finado. Desde j se confiessam
    gratos s pessoas que concoirerem esse acto de
    religio.
    "***N*l*>*m****mFW9>**99UV999991W*M
    ELIXIR &VINH0
    Digestivos
    TROUETTE-PERRET
    de PAPAINA (Pepsina vegetal)
    sao os mais poderosos digestivos conhecidos at agora, para combater as
    AFFECQES DO ESTOMAGO: GASTRITES, GASTRAL61AS
    DIARREAS, VMITOS, PF.SO NO ESTOMAGO, M DIGESTAO, ETC., ETC.
    i CAUCE LOGO DEPOIS DA COMIDA BASTA PARA CURAR OS CASOS MAIS REBELDES
    A venda as principies Pharmacias e erogaras.
    Venda em grosso em Paris :TRODETTE-PEBRET, bov.lett.ri Volteare, tti
    De ve-se exigir o Sello la 01'AO lo* FABIKAITES sobre os Frascos para evitar as failieacM.
    Depsitos era Pernamtuco : FRAN Bf. da SILVA e C e as principaes pharmacias.
    *'*''''''""'">->^rrniiiiTiiiiff iTMiiuMUsUTjLfUi
    Francmco tomes Marques da
    Fenuera
    T r i ge simo dia
    Victoriao Marques da Pon c, Dionisia Mara
    de Olivcia e aeus fihos mair^.m resar urna missa
    no dia 25 do andante, pelas 7 1|2 horas da ma-
    uha^ BM convmto de S. Francisco, por alma de
    sea inditoso pai, genro e cunhado, Francisco Gro-
    mes Marques da Fonseca, fallecido em conse-
    quencia do naufragio do paquete nacional Baha ;
    e para assistir h eese acto de religio, convidam
    aos patentes e amigos sens c do finado, coates-
    sanndo-se desde j summamente gratos.
    Cimento
    'IIWHH
    De todas as fazendas existentes na antiga casa de
    Os seguintes argos comprovara a realidade em vista dos seas preeos
    Coiu- de fustopara cobtes, a l(5r000, 1(5200 e 1.J800!
    dem de casemira de cores, a 20000, 2500 e 35000 !
    Casemiras pretas e flanellaa, a 300 rs., 1^000 e 1^200 o covado, urna largura I
    dem (iiagones, a 2000, 2)5200 o dito duas larguras.
    Brins de puro linho, de corea, a 800 rs. e 1)5000 metro !
    dem idem, bronco n 6, a 1(5500 o dito I
    Las de todas as quadades para vestidos, a 200 e 240 rs. o covado em reta-
    lho para acabar.
    Cacbemiras idem, a 400 e 500 rs., o dito !
    Setins de cores, a 600 e 800 rs. o dito !
    FustSes braceo o de cores, a 250 e 320 rs. o dito !
    Meias alvas pra meninas, a 2^500 a duzia I
    Camisas inglezas, finas, a 3b')5090 a dita !
    Id^m francez.a, branca e de cores, a 24)5000 a dita '
    Gtirdanapos grandes e de linho, a 3,5500 a dita I
    Ceroulas bordadas, He 200000 (para acabar) a 12,5000 c 150000 a dita !
    Eep-rtilhos, de 80OO e 100000 (vende-sel a 40000 e 50000 !
    Madapolao americano, a 60000, pecas de 20 jardas I
    Esguioes para cosacos, a 40000 a dita de ditas I
    Cambrazas braicas bardadas, a 50000 e 50500 a peca !
    Gr*r< sortimento d< chapeos para senbora, a 40000 e 50000 1 para liquidar
    Fich* e capas de 13, a 20000, 40000 um !
    Bramantes de liuho puro, de 30000 (para acabar) a 20000 o metro !
    Sotioetas, a 280 rs de todas as cores.
    Pannos para m<*as, atoalhadog brancos, algudoes, e finalmente liquidam-g>
    odas as faz-udas por monos 40 % dd seu valor as que tBtiverem abertaa as pecas.
    Antiga casa
    DE
    CARNEffiO DA CNHA
    59Ra Duque de Caxias-59
    Fonseca raos & C. vendem cimento ingles,
    marca pyramide, e cimento bamburguez, por me-
    nos preco que em outra qualquer parte.
    WHISKY
    KOYAL BLEND marca ViADO
    Este excellente Whisky Escasas ; .erivi
    so cognac ou agurdenle de canna, para tortfie
    i corpo.
    Vende-s- a reta'ho nos u, iheres armasen
    noihadoe.
    Pede ROY AL BLEND marca VIADO cajo nt
    xe e emblema so registrados para todo o Brasil
    _____ BROWNS c C^ agentes
    Vende-se
    um sobrade com bastante! commodos roa de S.
    Jorge n. 13, com grande armasem no fundo com a
    frente para a ra do Pharol ; vende-se tambem
    urna casa terrea na mesma ra n. 33, com o fundo
    para a mesma ra do Pharol ; a tratar na ra do
    Bario da Victoria n. 65.
    \
    Cabriolis
    Vende se dous cabriole13, sendo um dejeoberu
    e outro coberto, em perteito estado, para um 00
    dous cavallos; tratar roa Duque de Caxiai
    n 47.
    Vende-se
    urna uierciana em am
    freguezia de S. Jos ;
    Eosario n. 1.
    dos melhoivs p utos da
    a tratar na ra larga do
    D. Jou|niiii. BernardeN Seve-
    rlanii Uninieint
    Rogo aos U3"us pareles e amigos, paren tes e
    pessoas da amisade ie minba veneranda tia. D.
    Joaquina, a candade e religio de_assistirem as
    missas que se bao de celebrar no convento do
    Carmo, no sabbado 23 do corrente s 7 horas da
    manb, pela alma da mesma, stimo dia de seu
    pasamento, com o que muito me penhoiaro.
    __________________Francelino B. Q
    t
    Hara Harllns da Silvelra Carvallio
    Joaquim Candido da Silvcira Carvalho, sea fi-
    lho, sogrs, mi e irmSoi agradecem sinceramente
    a todas ss pessoas que se dignaram aompanbar
    ao eemiterio publico os restos mortaes de sua pre-
    sada esposa, mi, tiiha, ora e cunhada, Mara
    Martlns da Silveira Carvalbo; e de novo os con-
    vidam para assistiiem As missas que mandam ce-
    lebrar na igreja da Santa Crus, s 8 hjras da ma-
    nh de 23 do corrente, stimo dia de seu falleci-
    mento, pelo que se confessam gratos.
    I. lente Henrlque Clbrlullano
    Braane e Br. Hnnoel Corlo r
    belro do asevedo.
    _ O chefe de divisa 1 inspector do Arsenal de Ma-
    rinbt, os officiaes da armada e mais empregados
    do mesmo arsenal, teridos da mais oungente dr
    pela morte de eeus inditosos companheiros e ami-
    gos I. tenente Henrique Cbristiano Braane e Dr.
    Manoel Carlos Ribeiro de Asevedo, victimas do
    horroroso nanfragio do vapor Baha, na noite de
    de 24 de Marco, convidam aos ssus amigos e dos
    finados para assistirem as missas que pelo eterno
    descansa de suas alm.-.s maudam celebrar na igre-
    ja do Corpo Santo, segunda feira 25 do corrente s
    8 horas da iianb.
    Bm oasa de todos os Perfumistas e Cabelleireiros
    da Franga e do Extrangeiro
    S. PARI8, 3, Sua
    PRBPARADO COM BISMTHO
    ', Perfumista
    d.e la Paiac, 9, PAJ2I8
    Julio l'urlo Carrelro
    Josepha Alezandrina Porta Carreiro, suas irms
    e seus filbos agradecsm do intimo d'alma todos
    os amigos que se dignaram de comparecer in-
    humaco do sea finado e caro filho, sobrinho e
    irmao, Julio Porto C rreirn, e rogam nos mesmos
    e aos demais amigos o obsequio de assistir a mis-
    sa que por alma daquelle finado, ter lucrar as 7
    i|2 horas da machi do da 25 do corrente, na
    ignja da ftnledade.
    Missa fo- ebre
    No dia 25 do corrente, s 8 horas da manh,
    ser celebrada urna missa na capella de Santo An-
    tonio de Agua Fra, em B b rio-', que maudu re-
    sar a mesma irmsndade a ma das pessoas que falleceram 00 naufragio do
    vapor Baha, no din 25 do mes prozimo passade,
    para oque convida e agradece todas as pessoas
    que quizerem coopareuer a este aeio de religio
    t caridade.
    Pinlio de Riga
    MATHUE* AU8TIN & C, receberam ultima-
    monte um completo sortimento desta madeira,
    como sejam : pranchoes 1 taboas para assoalbo,
    da melhor quadade e de diversas dimenses, e
    que vendem por preeos commodos, 6 redusidos,
    conforme os lotes ; no armazem do caes do Apolle
    o. 51, ou raa do Uommcrcio n. 18, 1 andar,
    A' Florida
    Ra Unqne de Caxias n. IOS
    Cbama-se a attencao (".ss Ezmas. familias par
    os pro eos seguintes :
    Ciatos a 1*000.
    Lavas de pellica por 2^500.
    Linas de seda cor granada a 24, 2500 e 34
    o par.
    Fitas de velludo n. 9 600 rs, n. 5 a 400 n. c
    metro.
    Albuns de 1*500, 2/, 3. at 8*.
    Ramcs de flores finas a 1*500.
    Luvaa de Escossia pr.ra menina, lisas e borda
    das, a 800 e lf o par.
    Porta-retrato a 500 n., 11, 1*500 e 2*.
    Pentes de niktl a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
    Anqainhas de 2*, 2*500 e 3* orna.
    Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs
    Espartilho Boa Figura a 4*500.
    Jim La Figurine a 55000.
    Pentes para coco com inscripcSo.
    Enchovaes para batisados a 8, 9, e 12*000
    1 eaiza de papel e 100 envelopes por 800 ri
    Capelia e veus para noivas
    Suspensorios americanos a 2*500
    L para bordar a 2*800 a libra
    Mo de p ipel de cores a 200 ris
    Estojos para crochet a .$000 rs
    Bico de cores % 5, e 4 dedos
    de largara a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
    Leques transparentes a 3*000
    dem preto a 2*000
    Liados Brozes a 3*000 1*000 e 500 ris
    Leques para menina a 200 ris.
    Linha para machina a 800 ris a duzia, (CBK;
    Bordados com duis dedos de largura 600 ris,
    3 dedos 80 ris, 4 dedos 1*200
    Garrafa d'agaa Florida 800 rs.
    Leques com borlota a 800 rs.
    Bicos brancos pera s'fineta, cretone e chita pa-
    ra correr babados a 1*000, a 1*503 a peca com
    10 varas, barato.!
    Alhuns de cbagrem, veludo e verbotina para
    50 e 60 retratos a 6*, 7* e 8*000.
    Meias de Escossia parn senboras, a 7*560 o par.
    Lencos de linho em lindas caizas,
    Bico das libas muito fino preprio para toalhas
    e saias.
    dem japonez proprio para alvas e reqaets e
    toalhas de altar.
    dem brancos cura 6 dedos de largura, a 3*000
    a peca com 10 varas.
    Caizas com sortes de jogo de msgica proprios
    para salo, a 5*000.
    Kabonetes de deversas oualioades.
    Bolsas de couro para menina de escole.
    Collarinbo de linho a >< 0 ris um.
    Grande peoitluctta em euparlilhoi
    de llano a 3000. nm.
    BARBOSA & SAOSTS
    4os 1.000:000^000
    200:000*000
    100:000*000
    LOTERA
    Ea a?r dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
    DA
    PBOVINCIi DE PERNAMBUCO
    um$v a 14 i Mi le 1887
    0 thesourciro Francisco Goncalves Twrc
    A MELHOR PERFUMARA IlfGLEZA

    "PREMIADA COM SETE MEDALHAS
    TAUGLEWOOD, MATHIOLA, WHITE-ROSE, OPOPONAX,
    WHITE-HLIOTROPE, Ess. BOUQUET,
    CRAB-APPLE BLOSSOMS o mais novo Perfumo.
    61bo Dos AaqciiiHos- dc io*t;ki,
    COK A TAPA DA OO&OA.
    Esses Perfumes sao os melhores que existi, e sao tendidos
    em widros com tapa patentada.
    Fimest emolish, eau de cologne. a mais refrigerante em
    vidros dc 2,4 e 8 oueas.
    AGUA de florida. Parao banlio,qualidadeextra.
    opaline p6 de toilette, -inocua envisivel.
    CHERRY TOOTH paste (Pasta para os denles;. Conserva os denles
    c torna-os iertcitamente brancos.
    O melhor sabo imglez transparente.- sem ser perfumado,
    ou com delicioso perfume, em lageas, bolas ou pao para a barba.
    o melhor sabXo inglez. Comalfazcma ouopala. era pao.
    opalina soap. Sabao para a tez e a cor do rosto.
    COAL TAR SOAP. Sabo de alcatrao. Garbolic Soap, Saboes
    superiores para a toilette. Deliciosamente perfumados, quali-
    dade non plus-ultra. Od Brown Windsor.Honey, Eider Flower,
    Rose. Glycenna o Amendao. Escovas de dentes afamadas da
    Cor a
    Todos os artigos cima ievao a nossa marca de fabrica aqu junta,
    c pdem ser procurados i casa dos principaes negociantes da
    America do Sul e da America central, e tambem pelo intermedio
    de qualquer negociante inglez.
    O Catlogo lustrado enviase gratuitamente i quem pedir
    The GROWH PERFDMERT C
    177, Xric-Bond Street, 177 L.OXDRES
    ico agente p.ra o Brasil: F. M. Brandon no Rio de Janeiro.
    Mil
    ISiih \ de Marco n. 6.
    Participan) ao respeitavel publico qit, tendo augmentado sea
    r-stauelecimento de JOIAS com mais um t seclo, no pavimento terreo,
    com especialidades em artigos de ELECTRO-PLATE, convidam aa
    Exroas, familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
    cimen'o, onde enontrar.o um riquissimo sortimento de oias de ouro e
    pr^ta, perolag, brilhantes e outras pedrua preciosas, e relogios de ouro,
    prata e nikel.
    Os artigos que recebera directamente por todos os vapor sao
    ejecutados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
    Estados-Unidoa.
    A par das joia de subido valor acharSo urna grande variedade
    Je objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
    basamentos, bsptiV.dos e .*nniversarios.
    Nem ero r* lcjlo ao pn-90, e era qualidade, os objectos cima
    mencionados, encontrarlo concurrencia n'esta praja.
    tkeneUdopela Inspectora Geni de ygine de Imperio do BnzIL
    8 do Estmago,
    Anemia, Febre
    remio ^*^2T 35 sf IJ**~~' Med*lhM
    de 16,600 fr. ^*=i;^^| WJf de CURO
    em LAROCHE Pharmaceutico 1- PARS, VIENNE, NICE. etc.
    O Quina-Laroche nao i um qualquer preparado, porm 9 resultado de trabalhos que
    trangeraoao su autor as mais altas recompensas do Estado. O mesmo ferruginoso.
    S%rli. 23 k 19. raa Drouot. aa* Phrmactaa.
    h REVOLUCAO
    0 48 ra Duque de Caxias
    Chama a atteneito das Exroas, familias para um explendido sortinwnto de fa-
    zendas que vende por preeos aero competencia.
    " bom verse para acredilar-se
    Earnine de la com palmas de seda, O^OOO, a peca.
    C;:mbraia bordada com 10 jardas, 5)J500, a dita.
    Gufiruieoes de veludilho bordadas a vidrilbo, 7,5000, ama.
    Lindas cachemiras broche, lijlOO, o eovado.
    Cachemiras de cores, 800 rs., 15000 e 1^200, o dito.
    Damass de seda, 10400, o dito.
    Setim Macau, 80G rs., 1,5000 e 1$200, o dito
    Dito preto, 10200 e 10400, 20000, o dito.
    Gofgurinas de listrinhas, 320 rs., o flito.
    Setim damass, 320 rs o dito.
    Lindas las de quadrinhos, 400 rs., o dito.
    Ditas .slpacas iuvrad.s a seda, 320 rs., o dito.
    L3s cora listrinhas de seda, 560 rs., > dito.
    Ditas com bolinhas, 600 rs., o dito.
    Fustao braBco, fino, a 400, 440, 500 e 600 rs. o dito.
    Cortes de o&obemira para vestido, 200000, um.
    Cretoma escuras e claros, 240, 280, 320, 360 e 400, o copado.
    AigodSo de daafl larguras, 800 rs., o metro.
    Brumante de quatro larguras, 10200, o dito.
    Dito truncado! de duas largaras, 10200, o metro.
    MadapolSo gema de ovo, 65500, a pega.
    Cortinados burlados, 60500, 70000, 80000 e 90000, o par.
    Colchas bordadas, 60000, 60000 e 70000, uros.
    Ditas dc croh t, 80000, urna.
    Grinal'ins com rico- veos, 100000, urna,
    Leques ie pao, pretos e d* cores, 500 rs., um.
    Ditos de papel, novidade; 700 rs. e 10000, um.
    Artigos para homens
    Cortes de rasemira de cor para coslumes, 250000 um.
    itoj de dito d-j er para eaiga, 50, 60, 70, 80500, uro.
    Ditos do fusta.) para col-te, 10000, 10800 e 20500, um.
    ). da a o s-da psra col^t*", 60000, uo.
    Casimiras e-odrea para 10600. :i0OOO, 30500 e 40000, o covado.
    Dita diagonaJ c alc.o-hoada, 0OO, 40O(JC. 5*000 e 60000, n fit.
    D\U Sefai., 208UO, o ce vado.
    Cheviot* m1 e preto, 10200 e 30800, o covado.
    Grande sii^uento em brics brancos e de t es, easinetas moleskins,
    gravatas, .lecyui e outros artigos que otario*)* preeenca dos fr,arn-'zee.
    Silva Moreira.
    oieas.
    Heurique
    mnuH r
    IllGlVfl


    ^taM^Bi
    MiBHfl
    MMH
    Diario de PcnuunbQai Sabbado 23 de Abril de 1887
    LIIIEBAIli'
    Instituto Arefcolglc e Oeo-
    graphco Pernambucan*.
    "elatorio apresextado pklo 1. 8bcre-
    tabio do instituto archeolggico b
    geogbaphico pebsambocano, ha sbssxo
    magna atnivbksaria de 27 de janeiro
    de 1887.
    (Continuacao)
    Aos quo ouviram a leitura dessa iropor-
    tantissiroa p-ja, aos qua lcran na poste-
    riormente publicada em noasa Revista nao
    ter, setn duvida, escapado a considera-
    cao da que nlo esteva inactivo na Europa
    o Dr. Jos Hygino o qua nlo foi intil,
    nem destituida da importancia urna nova
    investigelo nos archivos da Hollanda ; ao
    contrario, como elle nos annunciara, havia
    abi innmeros raateriaes para so ascrever
    a historia do Brasil Hollandez, os quaas
    nao tinhara sido ainda explorados cora van-
    tagem, nem podiam sel o sem muito teropo
    e trabalho, mas que, por un roilagre de
    forja de vonti.de, foram convenientemente
    aproveitados pelo digao commssaro do
    Instituto, durante o poueo tempo em que
    permaneceu naquelle reino.
    Nao porm, somanta com relajlo ao
    dominio bata/o entre nos qua deva ser
    considerada de grande alcaaee a roissaV
    de que esteve encarr'gado na Europa o
    qosso consocio.
    Entre as nstrueeocs, com qua elle d'aqui
    partiu, instruejoes que foram approvadas
    pelo Preseute da Provincia, figuraba
    tambem a incumbencia de extrahir copias
    de quaesquer outros documentos, que jul-
    gasse d3 utilidade para a historia do Bra-
    sil e especialmente desta Provincia.
    J dizia Tcito que os factos mais im-
    portantes permanecem sepultados na in
    certeza'; de um lado a credulidade ado-
    pta os boatos mais vag03 ; do outro a des-
    conanja rejeita os factos mais provados e
    dest'arte cada vez mais se condensam as
    nuveus para a poateridade : Mxima am-
    dum alii quojuo modo audita
    tiram noticia Barleus eFr. Raphael de Je-
    Uus e de que so Fr. Mano el do Salvador
    tratou mais largamente, trabalhou no pala-
    cio das Jorres do Recife, desde o dia 27
    de Agosto at 4 de Setembro d'aquelle
    anno e compunha-sa de 55 membros entra
    escabiaos portugueses e moradores de to
    das as freguezias, os quaes, sob a presiden
    cia do Conde Mauricio, alli se reuniram
    para deliberar acerca dos negocios palia-
    res ao Brasil Hollandez; versando as propos
    tas sobre > culto,a administrajlo da justi-
    5a, a polica, assumptos econmicos e es-
    pecialmente sobre aimioistrajao local.
    Apreciando ease documento, diz 0 nosso
    consocio, que elle p3e em relevo a attituJe
    nobre, leal e independente, que assu mirara
    os nossos antapassados perante aquella cor-
    porajlo, recommendando-se ainda ao nosso
    estudo por ser talvez o que nos d a me-
    dida mais ajustada da sita jlo do Brasil
    Hollandez, em 1640, pois abi se achara in-
    dicados todos os males qua padeca o cor
    po social e os remedios que, a juizo dos
    conquistados e dos conquistadores, sa Ibes
    deviam oppor, sendo qua entre as diferen-
    tes pecas, de que consftm as actas destin-
    gue-se a falla de enoerraraento da Assem-
    bla, da qaal sa evidencia qu9 Mauricio,
    desejando ver o p^rto do Reeifa abarto a
    todas as nacSes, aproveitou se do ensejo
    para inspirar aos moradores vistas
    largas sobre a agricultura do paiz
    Nlo menos interessants urna raonogra-
    phia, intitulada -- Descripcao geral da cap
    tania da Parahyba Je que apresentou-nos
    tambem o Dr. Jos Hygino urna tradcelo,
    na sesslo de 26 do Junho do anno passa
    do.
    Esta Memoria foi publicada em Hollan-
    dez na Chronica do Instituto de Utrech e
    tem por autor Elias Heri-k nan.
    Director da Capitana da Parahyba, em
    cujo carcter teve de empenhar-se nos
    combates que se travaram, Elias Her
    ckman sabia manejar, com a mesroa habi-
    ldade, a aspada e a penna e dexou-nos
    diversos trabalhos de sua lavra.
    Traduzindo a DescpccLo d'aquella Ca-
    bigua suntt, dum aln quojuo moao anana ^.^ ^ ^ coatp3t contribuiua Dr.
    Jos Hygino para fazer nos conheaida essa
    pro compertis habent, alii vera in
    rium vertunt et gliscit utrnmque posteritatc.
    E de feto, si folhearmos a nossa hsto-
    70 ella se resente de innu-
    monographia do Ilustre escrptor, a qual,
    na realidada, contera curiosas informaoSes
    a resp^i.o de todas as aldeas e engenhos,
    Ibas e cabos, rios o lagas da Parahyba,
    alm de urna noticia sobre as suas produc-
    coes naturaes e os costum dos Tapuyas.
    (Contina).
    na, veremos qu
    meros erros e que tornase preciso reco
    lher o maicr numero de documentos, afim
    de servirem de base crtica que tenha-
    m-:8 de exercer sobre os acontecmentos,
    afim de offere:ermos os inateriaes necessa
    rios ao futuro historiador ; palo que in-
    contestavel a relevancia do servjo, quo
    prestnos na Europa o Dr- Hygino, pois Q SEGREDO DE DANIEL
    nlo li.nou-se ao peno lo da dorainajao
    eonsultou os ar-

    hollan ieza entre nos, mas
    chivos, copiando 03 raanuacriptos mais va-
    liosos, relativos a outros pontos da nossa
    historia e geographia e estandenJo a3 suas
    investigares s dais provincias do Im-
    perto, nenhuroa das quaes quasi qua dei-
    xou de ser contmplala no s*u peculio de
    copias.
    Si entretanto, com relajlo 3 difficulda-
    des, que venceu, em pou-o menos de um
    anno, decifrando os caracteres da velba escri-
    pta bolla ndeza, potera o nosso consocio ex-
    clamar, como o g moral Romano : Veni, vidi,
    POR
    JLES DEGASTYNE
    -W-
    Prlmeira parte
    II
    (Continuacao)
    Riustan lerobrava-se mesmo da ter ra-
    cebido um.'. -arta da part'cipajlo. Entre-
    tanto, era preciso tentar a aventura. Era
    vici, nao se lhe poJem, cora certeza, applicar j Ulaa (j0a oceasiio de reatar o conhecimen-
    aspalavras dirigidas ao venjedor de Phar- j to ge fusgp^ infeliz, vel-o-bia- Partiu. Vi-
    maoio : Ta sJbes vincer, Annibal, mas nao ; m03 eaBI0 chegou, como foi recebido e
    sabes aproveitarte da victoria, porque, em i _ue gerrnea nvenenado ja tinha lanzado
    vez de descansar sombra dos louros do j D0 se0 0 geu amigo,
    primeiro successo, que obteve, procura tirar | Acabou de limpar-se, Desee u.
    vantagem das riquezas que colheu, no' O sol inundava agora todo o jardim.
    desemp^nho de sua commissao, traduzinio, pican Jo indeciso ni esoada, procurou Da-
    apreciando e entregando aos dominios da D9i com 0 0har e nao Urdou a vl-o. Cor-
    publicidade os documentos principaea, de Jeu a e]|p
    que extrahiu copias m-s archivos da Haya j 1VT
    e cuja leitura nao dev ser privilegio ae; Depois io abnoco, Roastan havia con-
    eruditos. quisudo r.s boas grapas da Mme. de *or-
    Nease intuito apresentou nos elle, na ves. Mostrou-se solicito e espirituoso;
    sessao de 20 da M*io, a tradueco Jas brincou com as enancas, tallou de um lho
    Actas da Assemb'a Geral convocada pelo que dorava, lembrou os annos que passou
    principe Mauricio de Nassau, documento no jollegia aom Daniel, contou as esperte
    este quo en.ontrou entra os Ntalos de 1640 zas deste, gabou as dr-cira
    da vida de
    e que nos revela todas as particularidades provincia e fez urna "pintura horrivel da
    4-Tnl. ,il ., nanii existencia agitada dos parisienses. Mas
    elle eslava na fornalha a era obrigado a
    do que alli ee passou.
    Essa Asserabla, da qual nos transmit-
    assur-si como os outros. Como invejava
    o socego dos campos, o ur embalsamado
    das suas florestas l
    Fique alguns das comnosco, disse
    Mme. de Serves.
    Ob .' nSo era possivel! Nao podia
    nem dispor do dia. Como ssntia 1 Tinha
    ido vel-os de passagem! Chamado aos
    arredores por grandes negocios, lembrou-
    se de que estava na trra de Daniel... e
    destinou alg:tmas horas para ir apertar-
    lbe a mao, apresentar as homenagans do
    seu respeito sua sonhora, a quem nao
    tinha ainda a honra de conhecer, abracar
    os filhinhos, se os tivesse. E teve a gra-
    ta surpreza de encontrar duas encantado
    ras crianyas.
    la voltar para Pariz, tenio respirado
    um ar puro, com o espirito tranquillo; era
    tudo que podia fazar.
    Volta ao menos, pelos ferias, disse
    Daniel.
    Com certiza.
    Traga seu filho tambara, accrescen-
    tou a dona da casa.
    Oh Sim I Sim exalamou Gas-
    tn, bavomos de brincar juntos.
    Alice comecou tambem a sorrir e a agi-
    tar as mosinbas, como se comprehendesse
    o que lhe diziam.
    Roustan prometteu tudo quanto que-
    riam.
    Levant3ratn-se da mesa. Que ia tomar
    o trem das tres horas.
    Vou acompanbar-te estacSo, disse
    Daniel.
    E lancou-Ihe um olhar de inteligencia.
    Ao mesmo tempo, deu ordem para qua
    apromptasaem a carruagem.
    Mme. de Serves e as crancas acompa-
    nbaram o amigo de Daniel at extremi-
    dade do parque, depois os dous homens
    entraram para a carruagem, desapparece-
    rain na estrada em urna onda de p e rea-
    taram a conversa.
    O qu: inquiatava Daniel era a diflicul-
    dade de prepor o negocio sua mulher e
    de a fazer consentir.
    Por outro lado, vender as propriedades,
    sem a prevenir, nao o faria. Tinba re-
    flectado bastante o o negocio parecia-lbe
    mais difficil que nunca... Entretanto,
    desejava bem ter alguns lucros, augmen-
    tar seus randiraentos. O3 seus recursos
    tornavam sa exiguos com os seus dous
    filhos.
    Roustan offereceu se para arranjar quem
    emprestasse o dinheiro. Ninguem saberia
    cousa alguma.
    Daniel meneava a cabeca ; nao ncradi-
    tava na possibilidade de conservar em se-
    gredo urna negociadlo dessa importan
    cia.
    O seu entbusiasmo tinba cahido.
    A reflexao tinha-o arrefecido.
    A approximajao da realisajao do pro-
    jecto tinha esfriado a sua resolucao como
    agua na fervura.
    O banqueiro tornava-se inquieto.
    Naufragara ?
    Os dous amigos separaram-se sem ter
    nada concluido, mas Daniel prometteu es-
    crever. Tinha os maiores desejos de par-
    ticipar da operagao, de confiar capitaes ao
    seu amigo para os fazer render.
    Passaram-se oito dias e o banqueiro nao
    recebeu noticias do seu antigo camarada :
    comecava mesmo a desesperar e a pensar
    em dinjir-sa para outro lado, quando lhe
    chegou s mos, no seu escriptorio, o car
    tao de Daniel de Serves.
    Estremecen de prazer.
    Daniel em Pariz ? Tinda afinal trium-
    phado ?
    Deu ordem para que introduzissem im-
    mediatamente o fidalgo.
    Tenho o dinheiro, disse Daniel logo
    que entrou.
    Roustan deu um salto :
    Quinhentos mil francos ? Que fizes-
    te ? Tua raulber consentio afinal ?
    Minha mulher nlo sabe nada.
    O banqueiro teve difficuldades em dis-
    simular a sua alegra.
    Explica-me.
    E indicou urna cadeira.
    Daniel sentou-se.
    Deram-se muitos acontec mentos de-
    pois qua estivemos juntos.
    Felzes, espero ?
    Infelizes... Perdemos nosso irraao.
    Tinhas um irmSo.
    Um irmjQ, que se tinha refugiado no
    Mxico e a, quem eu n3o va ba mais de
    vinte e quatro annos. Era muito mais
    velh* do que eu. Morreu, deixando-me
    toda a sua fortuna.
    Eh Eh 1 exclamou Roustan, j
    nao to desagradavel.
    Infelizmente, essa fortuna difficil
    de realisar. O notario escreveu me, avi-
    sando-me de que a miaba presenca in-
    disp^nsavel; que preciso iemorar-mo l
    alguns annos para poder tirar partido das
    propriedades.
    E vais partir ?
    = Vou.
    E tua mulher, teus filhos !
    Levo-os conmigo ; minha mulher
    nao quer separar se de mim.
    Tens razio.
    E vamos expatriarnos... Ah 1 nlo
    des-
    muito tempo. Resolvida a par-
    Que coraclo, murmurara elle,
    cendo a eseada.
    Daniel foi reunir-sa a sua mulher e 5a
    seus filhos, e no dia seguinte pela manhl
    tornavam o trem quo devia leval-os a Bor-
    dees. A viagem foi muito alegra. Ral,
    que ia para os quatro annos, estava muito
    contenta, e Alice, ao eolio da ama, sorria
    para todos, satisfeita com o raovimento do
    trem e com tudo quanto va. Mme. de
    Serves nao estava menos alegro que seus
    filhos. Como j dissemos era urna mulher
    elegante e distmeta. Sem ser de urna bel-
    leza completa, seu rosto ora agradavel.
    Tinha aquella meiguice de physionomia,
    aquella harmona de feicoes que militas
    uezes preferivel regularidade das linhaa
    Era loura, de estatura mediana trajando
    com elegancia apezar de ter sido educada
    na provincia. Casou com Daniel por amor,
    e todo o seu coraclo, toda a sua alma par-
    tencia a seu marido e a seus filhos. Tinba
    a mais completa confianca na lealdade do
    marido e apezar de ter trazido um dote
    quasi igual fortuna quo elle tinha, nunca
    se inquietou com a maneira por qne ella
    adroinistrava os saus haveres do casal. Se
    Daniel nlo lhe tallou da collocaclo do di
    nbeira em casa de Roustan foi para lhe
    poupar urna preoecupagao e urna inquieta-
    cao, porque, nlo conhecendo ella o ban-
    queiro, como elle julgava conhecer, nlo
    estando habilitada a apreciar como elle a
    capacidade financeira do director do Ban-
    co dos Dous Mundos, poderia conceber
    su3peitas. Quanto a elle, partia com urna
    confianca absoluta, nlo js na honestidad
    do seu amigo, como tambem na sua habi-
    lidade. A sua confianca era completa. Jul-
    gava o seu dinheiro to garantido em casa
    de Roustan como nos cofres do Estado ou
    no3 depsitos do Banco de Franja-
    Foi elle quem teve a idea de partir para
    o Mexho.
    Atormentado pelo desejo de cumprir a
    promessa feita ao seu amigo, agarrou a
    oceasiao pelo3 cabellos.
    A carta do notario sem ser muito expl-
    cita, fallava em difiisuldades eventuaes dos
    prejuzos enormes que poderia ter se ven-
    desse os terrenos que nao estavam anda
    em plana exploracao ; eram precisos pelo
    i menos dous ou tres annos de administra-
    custam a comprehender os negocios, e pre- qSo, de cuidados, para dar heranga todo
    firo evitar as suas perguntas. i o seu valor, que podia vir a ser coeside-
    Como quizeres, disae o banqueiro, jravel. O mais velho des Serves l tinha
    se bem que o teu dinheiro est to seguro j ga8to a vida e consumido a fortuna. Mor-
    em minha casa como no Banco de Franja. ra n0 momento em que devia comecar a
    Nlo duvido. S colher o que tinha seraeado. A colheita
    Vou passar-te um recibo. estava prxima, Nlo devia deixar fazel-a
    Daniel tinha tirado do bolso da so- Por estranhos.
    brecasaca o mago de notas, que estendia ; Daniel leu e releu esta carta a sua mu-
    era cima da mesa contando, e que Rous- lher,'serapre com a idOa txa que o domi-
    ter
    levou
    tida...
    E o teu castello ?
    Vendi.
    As tuas trras ?
    Vendi "tambem. A nossa intenclo
    se a fortuna de meu irmlo to conside-
    ra vcl como se diz, residir em Pariz quan-
    do voltarmos para Franja!
    Comprehendo-os.'
    Meu flbo estar entao em idade de
    entrar para o collegio. Assira nao me se-
    paro della e posso dirigir a sua educaclo.
    As minbas propriedades produziram um
    pouco mais de seiscentos mil francos...
    Trago-te quinhentos mil, e fico com o res-
    to para despezas de viagons, e a nossa
    insta'laclo na Amrica.
    Rountan exultava.
    E Mme. de Serves est em Pars ?
    disse ella para dissimular a sua alegra.
    Desejava apresentar-lhe os meus respeitos.
    EBt minha espera parto da esta-
    5I0 com as crancas. Mas prefera que
    ella nlo te visse. Assim nlo desconfiar de
    nada. D88e-lho que ia empregar o di-
    nheiro em ttulos do Estado. As mulhares
    tan devorava com o olhar, parecendo mui-
    to attento ao que fazia.
    - Entro nos, disse elle, um simples re-
    cibo suficiente.
    Certamente; e isso mesmo
    causa de minha mulher e de meus
    Somos todos caortaes, disse
    mente o banqueiro.
    Tinha acabado de escrever o
    Tecava por sau turno os papois sedosos ; 11u^
    contou-os, fez depois um majo que atirou
    e por
    filhos.
    nava. Ambos haviam-Ihe pesado os
    mos, e elle 0I0 ousava pronunciar se.
    Sera para lastimar perder estas ri-
    quezas que nos annunciam. Temos dous
    filhos.
    Anna de Serves nlo responda. Tremia,
    grave- lembrando-se de que podia ser obrigada a
    separarse do marido,
    recibo. | ^ verdade I murraurou ella ; mas
    ha vemos de fazer?
    Daniel por seu turno fiaou calado,
    para dentro da urna gaveta, com se fosse Sim, que havemos de fazer? Mandar
    papis sem valor, como ae elle e8tivesse alguem.
    to acostumado a lidar com o dinheiro, Quem 7
    que vista denotas de mil francos nlo' Sim, quem ? Nlo muito fcil. Se-
    produzsse sobre elle o raener effeito. ra preciso um homem em quem se tivesse
    Daniel de Serves tinha pressa. Dobrou' absoluta confianja, e que alm disso fosse
    o recibo e metteu-o no bolso. | inteligente e capaz.
    Informar-me-has do que se passar, | difficil encontrar.
    disse elle. Houve alguns minutos de silencio.
    Regularmente, todos osmezes. Man- | Depois o marido insinuou:
    Que importa? Se vamos ganhar o
    cntuplo? Pois isto vida : metermo-nos
    n'este buraco da Sologne, onde nlo vemos
    ninguem ? A modicidade das nossas rendas
    impede-nos de ir adiante, prega-nos aqu
    por assim dizer. Ral d'aqui a pouco est
    em idade da ir para o collegio. Teremos
    de separar nos d'elle, mandal-o para lon-
    go : e Alice, que mocidade lhe est reser-
    vada aqui no meio dos lobos ? E' principal-
    mente nos peqnenos que pens.
    Mas no Mxico estaremos mais anda
    longe da civilisajlo.
    A minha intenjlo nlo ficar na
    America, mas voltar para Franja e fixar
    residencia em Pariz I
    Mme. de Serves estremeceu. Pariz I
    Havia tanto tempo que sonhava com elle !
    Realisando afortuna da meu irmlo
    podemos fazel-o, proseguiu Daniel. Em
    Pariz nlo nos separaremos des nossos fi-
    lhos, podemos velar sobre a sua educajo.
    Ral entrar para um collegio, vndo dor-
    mir casa todas as noites. Alm disso ve-
    remos a sociedade. Rcceberemos. Alice
    poder encontrar um marido qua nlo seja
    um lavrador. Nlo ha de ser condemnada
    a viver toda a vida na provincia. E tu
    mesmo, querida mulher, encontrars afinal
    o meio que te convem, o triumpho que a
    tua belleza merece.
    Anna sorriu.
    Oh 1 se fosse eu s murraurou ella.
    Mas Daniel replicou :
    E por que rilo? Elle, mais que nin-
    guem teria muito prazer em apresental-a
    em publico, em mostrar a toda a gente o
    thesouro quepossuia.
    Mme. do Serves continuou a sorrir:
    mas o programma apresentado por seu
    marido era por demais seductor para nao
    tentar. Tambera ella nlo quera separar-
    se de seu3 tilbo3. Tambem ella tinha the-
    souros a mostrar s outras mais : Ral e
    Alice.
    Fajo tudo [quanto quizeres, respon-
    deu ella, mas para essa viagem precisa-
    mos de muito dinheiro... Como arran-
    jal-o?
    Daniel abanou a cabeja.
    Comoarranjal-o ? Urna vez que nlo
    voltamos mais para a Sologne, para que
    conservar propriedades que pouco rendem?
    Queres vender ?
    Cora o teu consentimento.
    Tudo quanto fizeres, dou por bem
    feto.
    O Sr. de Serves poz-se immediatamente
    em campo.
    Havia chegado provincia um nego-
    ciante de Pariz, retirado dos negocios, mui-
    to rico e que desejava comprar um castel-
    lo e uns dominios como elle dizia. Da-
    niel e elle entenderam sa com facilidde.
    Depois de alguns dias de discusslo ficou
    tudo terminado.
    Um tabelliao lavrou a escriptura e oito
    logo
    que chegares

    F0LHET1M
    JOSLARONZA
    POR
    JACQUES DL FLOT E PEDRO >UEL
    PRIHGIRA PARTE
    O EXIGHA
    ( Cuntinuayo do n.
    IV
    89)
    Os malaos a;>n>7eitaram-se logo disos.
    Obedientes voz da Stentor que mandou
    parar, tinbam matado os raacbinistas no do q bandido! segjrando-a cora brajo vi
    seu posto, techado as vlvulas do vspor e
    con vez escoltado por una vinto bandidos,
    diversamente vestidos, brancos tambem.
    A' vista cessa homem, Carmen estreme-
    cen e adiantou-se um passo.
    Maximiliano a re;eve e voltando-se para
    o capit&o e seus marojos :
    Eis o ebefe desses tratantes, dis3e
    j elle. Se o mata-roos, acabaremos com
    ! elUs.
    Tem razio, responden o oflicial.
    E dirigindo-se sua gente :
    - Avante griteo elle.
    O pequeo magote c*rregou contra a
    quadnlha, que recuoa, dispersando-se.
    O claro aberto foi grande. Uns vinte
    cadveres ticaram em torno dos valentes
    defensores.
    O ehefe reuni os seas bandidos, pelos
    menos eram cem, pa- lanjal-os em massa
    contra o grupo heroico, afim de acabar com
    a resistencia.
    Mas, de repente, o seu olbar fitou o ho-
    rizonte e elle ergueu a ralo.
    De um salto, Ca-men 'estava ao seu la-
    apagado 09 fogGS
    O vapor entao nlo govcruju mais e fi-
    cou entregue ao capricho das oudas.* Sa
    nlo houvesse urna intervenjlo quasi mila-
    grosa o navio estava p-ruido.
    Duas vezes as pejas tinbam vomitado
    metralba e varrido o convez, entre os mas-
    trjs da raezena o do traquete.
    Animados por urna raiva de fras, mas
    seutindo as forjas diminuiris, os ladross
    heaitavum indecisos se deviam tentar um
    ultimo esforjo.
    Da repente um grupo mais temerario
    avanjou para o tombadilbo-
    Uns dez bomens, completamente us,
    tentaram a conbuista da ultima trincheira.
    At entao, Carmen, que desde o cemeco
    tinha manifestado profundo terror, tinha fi-
    cado imroovel.
    Vendo os Malaios se approximarom, ella
    recuoa espavorida. Por um roovimento
    natural de generosidade, Maximiliano poz-
    ae na su trente, protegendoa com o Beu
    corpo.
    O primeiro bandido que se approximou
    cabio mutilado ; segundo e tarceiro ti"e-
    > ram a mesma sorte.
    Nesse momento houve rebolijo entre os
    assaltantes.
    Um hornero, alto, branco, trjado de
    modo singular, de cojos hombros penda
    um grande manto verroelho, appareceu no
    pa-
    goroso, levou a pulando por cima dos
    vezes.
    Maximiliano to'.'iou ama carabina.
    Laval-r ao hombro, apontar para o m-
    seravel e fazer fog>, foi para elle negocio
    da um srgundo.
    Erraste bradou urna voz. Mas eu
    nao hei de errar-te.
    Maximiliano estremeceu.
    do essa woz algnres.
    Os piratas evacuaram o
    pitandu-se nos seus juncos,
    ra torra.
    Troou um tiro de canblo.
    Os sobreviventes do Hindouston volta-
    ram-se.
    Viram um vapor e guorra,| com aban-
    deira franueza, que vinha a toda a forja em
    seu eoccorro.
    Essa navio era o avino Jean Bart, coro-
    mandado pelo tenente Jlo de Treguern.
    KIH DA l'RIMEIRA PARTE
    J tinha ouvi-
    convez, preci-
    a voltaram pa-
    RCUKBA PARTE
    O
    I'III ATA
    I
    O tenente J0S0 de Trege npresenta-
    va, em toda a sua belleza masculs, o 'ypo
    da marujo francs.
    Bretlo de sangue e de na se i ment, lou-
    ro, com olhos da um pardo lmpido, que ti-
    nham s vezes a acuidade do ajo, cabellos
    naturalmente annellados, queixo acentuado,
    signal de vontade tenaz, tinha hombros lar-
    gos, era de altura mais do que mediana e
    de-urna flexibilidade que, alliada a urna
    forja herclea, realisava a obra prima da
    forja elegante. Mos e ps de mulher, re-
    vela vam nelle a raja, urna raja de verda-
    deros Armoricanos valdhtes.
    Sempre esses dos de Tagala 1 disse
    elle.
    Ordenou que se dsso urna ultima des
    carga das suas pegas contra os juncos qne
    se espalhavam ao longe.
    Os passageiros do Hindoiuton, recolhi-
    dos a bordo do Jean Bart, tomaram a di
    recelo de Ponta de (ialles.
    Logo que Arband soube o nome do com-
    mandante do aviso, pelo qual j senta a
    mais viva sympatha, resolveu apresentar-
    se sem mais prembulo.
    Commandante, disse elle, venbo da
    Franja, e, alm de noticias que podem in-
    teressar ao seu patriotismo, sou portador
    de outras, que lhe dizem respeito mais par-
    ticularmente.
    Treguara pareceu admirado.
    A mim, senbor ? Estou ancioso por
    conheuel-as.
    Cbacuo-me Maximiliano Arband. Es-
    se nome lhe estrauho ?
    Nlo 1 Ha na marinha um joven me-
    dico com ease nome, ao qual tenho ouvido
    tecer muitos elogios.
    Sou eu.
    Nesse caso, doutor, apresento-lhe os
    meus cumprimentos, Felicito-ma por ter
    chegado a teropo de o tirar de urna posi-
    jlo desagradavel.
    E estendeu cordialmente a mo a Maxi-
    miliano.
    Maa, perguntou elle bruscamente, co-
    mo que venbo encootral-o a bordo de um
    paquete das Messagories ?
    Arband sorrio.
    Estou com liceoja, respondeu elle.
    Negocios de familia obrigam-me a ir
    Australia para recber urna beranja.
    Treguern interrompau-o alegremente.
    Ah l Urna beranja As de l slo
    boas. Hoje que nlo ha mais tos da Ame-
    rica, rinda os ha ver na Australia ?
    Sim e nlo. Foi um prente longe,
    qne morrea sem filhos e sem testamento, e
    cuja fortuna toda, urna duzia da milhSea,
    Sa eu fosse.
    Tu? deixar-nos? Prefiro abandonar a
    beranja, exclamou ella
    Daniel reflectu outra vez.
    E quem te impederia de acompanha-
    res-mo ?
    da-me o teu enderejo
    l.
    Est dito ; at vista.
    Boa viagem, querido migo
    Roustan apertou com as duas mos a
    rolo do seu amigo : depois, nlo podendo I
    mais reprimir s aua emojlo, laujou-se-lhe *
    1 n< u -_- f_ Com as enancas.
    nos brajos. Estava quasi a chorar. rra '
    coro certeza de alegra. j Nao fallas serio. Urna viagem lon-
    O fidalgo retuibuo-Ihe o abrajo e reti- ga, fatigante, dispendiosa... E' preciso
    rou-se remito impressonado.
    levar a ama.
    tocava a meu pai. Hoje minha irml e eu
    somos os unios herdeiros.
    O senbor tem urna irml ?
    -- Sim, urna menina de quinze annos, o
    nico lajo que me prende a este mundo,
    disse Mazimiliano com tristeza.
    Quinze annos I suspirou Jlo. A ida-
    de das vrgens I Segundo vejo, accrescen- J jas. O astro re appareceu cima do ho-
    tou elle hesitando, nlo tero no corajao ne- i rizonte
    brando-se das desilluoi8 e dos sofTrimen-
    tos que o futuro talvez lbe trouxesse.
    Entretanto, o aviso os levava.
    Tinha cahido a note. Urna alma de al-
    guna minutos preceda o nascer do sol.
    De repente urna listra de luz agitou-se
    como urna fita de ouro as ondas movedi-
    nhuma outra afleijlo.
    Nenhuma outra, senlo da minha par-
    te, disse o joven medico com eforjo. Ao
    Sr. commandante nlo acontece iaso, nlo
    assim ?
    O tenente o encarou admirado.
    Ah / disse elle, por que faz essa cb-
    servajSo ?
    Maximiliano quiz causar ao amigo novo
    urna sorpreza agradavel.
    Mais um dia I um bello dia! excla-
    mou o Bretlo enthusiasta. Eu devia pre
    vl O, logo qua o senhor fallou-me nela
    O seu nome, s por si, trazme felicidade.
    Foi um deslumbramento.
    Duas milhas a leste Ceyllo, a Taproba-
    na antiga, Ceyllo, a ila maravilhosa, o
    paraizo terrestre,, a esmeralda do Pacifico,
    estendia as suas linbas da verdura. Por
    cima, com a CBbeja as nuvens, o pico de
    Ado surga como urna columna prodigiosa,
    Ora, respondeu ella rindo, eu o di- (
    . ', r. v 0 penas tnoitas verdes, o cuma apagado
    go do modo mais simples do mundo. Na f *" &
    0 i j_: no azul,
    sua idade e tal como de crer que dei-
    xasse na Franja alguma noiva bella, to
    digna do senhor quanta o senhor o della.
    Treguern segurou-lhe o brajo.
    Nada de enigmas, meu caro doutor.
    O senhor sabe alguma cousa. Slo esaas
    as novas particular mate interessantes que
    tem a dar-me ?
    O rosto do oflicial revelava viva ancie-
    dade.'
    Arband nlo quiz prolongar por mais
    tempo essa incerteza.
    Dase simplesmente :
    Tenho a honra de conhecer as Sras.
    Renata e Alice d'Isaac.
    O tenente soltou um grito de alogria.
    Eu bem pensei 1 Ob falle-me em
    Alice, doutor. Sabe que nao a vejo ha
    mais de um anno ? Que recado mandou-
    me ella t Como a deixou ?
    Maximiliano contou por miudo a Tre-
    guern o modo por que tinha conhecido as
    dnas meninas.
    Para elle era urna felicidade immensa,
    cheia de re3ordj3es pungentes, fazer re-
    viver urna por urna todas as minudencias
    na sua iniciacao no amor. Apaixonados am-
    bas, os mojos perderam-se em recordajoes
    caras e inebriantes.
    Para Maximiliano, era Rena, para Jlo,
    era Alice, que fazia vibrar essa passado.
    Mas, emquanto o tenente, certo da sua re-
    compansa quanJo voltasse, s tinba que de-
    plorar a ausencia. Arband, que nenbuma
    confisalo tinba que lhe garaatisse o dia se-
    guinte, senta um aparto de corajao lem-
    no azul.
    as enseadas urna agua azul, transpa-
    rente como a aaphyra embalava milhares
    de embarcajoaa de velas colbidas, embar-
    cajSes singulares, que os pescadores de co-
    ral e de perolas governam com a pericia
    dos mais habis marinheiros. Aqui e alli
    via-se urna galera ou urna escuna europea.
    Da costa vinharo sons quasi musicaes, sua-
    visados pelas caricias das vagas.
    Treguern disse ao doutor :
    D'aqui a oito horas, quando muito,
    fundearemos em Ponta de Galles.
    O Jean Bart costeava a paysagem ma-
    ravilhosa.
    Os passageiros e os marujos contempla-
    vam encostados. Mesmo Arband, poste
    que fosse grande a sua tristeza, deixou-so
    suavisar pela grande poesia da natureza,
    em face dessa trra sem igual, dessa joia
    dos trpicos, que todos os navegantes vera
    com emojlo. Oh I como seria bom viver
    nessas sombras embalsamadas, perdidos
    em axtase, ao rythmo melodioso do amar]!
    O sol tem desses encantos sobrenaturaes.
    Aquece o corajao e a trra ; anima o si-
    lencio, povoa o deserto.
    E, ao lado do joven doutor, Treguern
    com a cabeja entre as mos, encostado na
    amurada, murmurara inconscientemente
    um nome, cuja harmona multiplicara os
    saus sanhos : Alice Alice !
    n
    Quando o navio fundeou, concedeu-se
    triptlajlo algamaa horas de liceaca. Era
    dias depois a familia de Serves podia por
    se a caminho.
    Vou collocar quinhentos rail francos,
    disse o fidalgo mulher. Ficaremos com
    o resto para a viagem.
    J viraos em que mos foi o dinheiro
    cabir.
    A viagem passou-se sem ucideates.
    A travessia nlo fatigou muito a senho-
    ra nem as crianjas.
    Entretanto, antes de partir para Puebla
    Daniel deu familia alguns dias de des-
    canjo. O paiz, apezar de queimado pelo
    sol, pareceu-lhe encantador.
    Partiram na semana seguinte bem dis-
    postos e no goso de perfeita saude.
    A propredade do irmlo de Daniel era
    situada a poucos kilmetros de Puebla.
    Foram obrigados a alugar urna carrua-
    gem para fazerem a vagam.
    O fidalgo pedio ao notario todas as ir.-
    formajoes necessarias.
    Sera precedido pelo intendente, um an-
    tigo zuavo que sa enamorou de urna me-
    xicana, e deixou-se l ficar depois da guer-
    ra do Mxico.
    (Continua).
    alli que deviam separarse, porque o aviso
    s tocn neste porto para os passageiros
    do Hindoustan esperarera outro navio. Tre-
    guern e Arband tinhara-se ligado por urna
    amizade que s a morte desfaz, e iam se-
    parar a de novo, depois da alguns instan-
    tes de intimidade precisa para ambos, que
    iam affrontar os perigos de urna carroira
    aventurosa.
    Antes da se separare ra, quizeram em-
    brenhar-se nos bosques que dominara a ci-
    dade.
    Alli conversaram sobro todos os assump-
    tos. A iembranja de Renata e Alies oc-
    cupou a maior parte do tempo. Mas, fal-
    lando do seu encontr inesperado, trata-
    raro do acontecimento que o produzio.
    Estava de proposito cestas para-
    ge ns? perguntou Maximiliano.
    Sem duvida, respondeu Jlo. Ha
    tres mezes que damos caja a esses pira-
    tas.
    Ha tres m ;zes ?
    Sim. a divslo do mar da India re-
    cebeu ordem positiva para vigiar o golfo
    de Bengala e o mar de Ornar. Nlo ha dia
    que nlo nos traga a noticia de algum novo
    attentado, alguma abordagem de navio
    mercante por esses ladroes intangiveis.
    Notamos mesmo que esses bandidos empre-
    gavam urna tctica pouco usada, paiecen-
    do ob decer a algum chefa hbil e, em to-
    do caso, qua condece bem as manobras o
    a navegajao ouropa.
    Nlo ha ahi nada para admirar, disse
    Maximiliano. No momento em que a sua
    intervenjlo to opportuna nos salvou da
    morte, nlo era mais com Malaios, mas com
    homens brancos que combatamos.
    Treguern o interrompeu :
    Disse bomens brancos ?
    Sim, horneas brancos. Segundo me
    pareceu, havia uns doze ou quinze, que
    obedeciam a um d'ectre alies, um hornero
    hbil, a julgar pelas apparencias.
    E o joven medico conton ao afficial os
    episodios do ataque do Hindouttan, o ap-
    parecimento do desoonhecdo, o arrebta-
    melo da Carmen. Insisti sobre o carc-
    ter singular da maja, passando em silen-
    cio o que Ihe^ dizia respeito, maa lembran-
    do as suas primeiras conversas.
    * Como se chamava essa moja ? per-
    guntou o tenente..
    \J/Continuar-sehf )
    Trp. do Diario roa Duque de Caxiaa a. 4>
    ns