Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18667

Full Text
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AUO LIIJI IfflfilO 91

fe

f
I
S
*
'

PARA A CAPITAL E LIGARES OXDE SAO ME PACA POR^E
Por tres roezes adiantados............... 6t>000
Por seis ditos ideui.......... ...... 120000
Por um anno idem................. 230000
Cada numero a valso, do mesmo da............ 0100
SEI'fHEM 22 DE ABRIL DE 188?
PARA DEXTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis meses adiantados.............."
Por nove ditos idem................
Por um anno idem.............I
Cada numero avulso, de dias anteriores.......,
130500
200000
270COO
5100
^^B
NAMBUGO

Proprieta)* Zr* Manat Jiflurira &* -tarta i Styos
v
Os 9rs. lmeilo il'rJuee fc C.
c Pars, sil- os nassos agentes
exclusivos de onnundos e pu-
blicacdes na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMAS
32.w.:o m:n:itt ao sxaexo
RIO OE JANEIRO, 21 de Abril, a
12 horas e 15 minutos da tarde, (dece-
bido s 2 horas da tarde, pelo cabo sub-
marino) .

Fslleceu o enador por Minan te-
rse Lulz Carino la Fonieca.
= Foram aotueadoat
3. eacrlpturarlo da Alfandega de
Pernambui-o. o praticante Hanfredo
Barata de Almeida :
Praticante da meima repartico.
Martina Bibeiro :
Praticanten da Becebedorla da
meama provincia, oa Sr. fjeovegll-
do Samuel e Coala Pontea.
sesw::: ba usci savas
(Especial para o Diario)
MONTEVIDE'O, 21 de Abril.
Esperan) e como provavela mo-
dlflcacftea miniaterlaes.
ROMA, 21 de Abril.
Oa Jornaea Itallanoa publlcam e
commentam o prozramma do mi-
nisterio Depretla e acoibem em ge-
ral mal favoravelmenle.
Agencia Havaa, filial em Pernambuco,
21 de Abril de 1887.
IHSTRCCIO POPULAR
ELECTRIC1DADE
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLA8
EliECrBICIOABE ESTTICA
iContmuac&o)
CAPITULO VII
Elkcibophobo. Machina elctrica de Ramsden.
Cabqa mxima. Electbombtbo de Heslb
O electrophoro, a mais simples das machinas
e'ectricas compoe-se de um bolo de resina, vasado
n'um prato de mideita, c de um disco de-:ta ulti-
ma substancia, cobeito de estauho, com cabo de
vidro.
O modo de obter electncidade com este simples
apparelbe, cociste cm bater a resina, depois de
bera secca, com urna pelle de gato. A resina fica-
r eletrisada n-gativamente. En seguila collo-
ca-sc o diMO sobro ii resina, e toea-se-lhe com o
dedo : o fluido n-gativo do ciisco, que tem sido re-
peludo para a parto superior deste, por effeito da
influencia, pasar para o solo ; o o flaido positivo
couservar-se-ha accumulado na faca inferior. Re-
tirando o disco, assim carregado de fluido positivo
e Ihe t c innoo com o dedo, produzir-se-ha urna
faisca, devida 'i ombinaco do mesmo flaido com
O fluido negativ > Amachina c.....tu ordinaria ou machinado
Ramsden, consta d > disco de vidro, que tem ro-
tacoaobreo centro.., nal qnando cm movimento,
fortemente friccon <> par duas almofadas de
substancia muito eias ca, forradas de coure.
Abracando o diso de vidro, usas sem lbe toca-
rem, ha duas pevis meUllicas, em forma de ferra-
dura, guarnecidas de dentes pela parte interior,
adptalas a d us tubos de lata > que sao sustenta-
dos por columnas de vidro.
Pondo o disco de vidro em movimento, eleetnsar-
ae-ha po*itiv-.mente, pela friccao, accumulando-se
as alofida3 fluido negativo e passando destas
para o solo. O fluido negativo dos tubos metalli-
eos projectado sobre o disco devidre pelos dentes
metallicos reorpondo o disco, e faxendo acca-
mul&r na extremidade opposta dog tubos o fluido
positivo. Estes phenomenos repetem-se successi
vamentepela mesma ordem, emquauto o disco est
em movimento.
A cirga mxima ou tensao mxima | da machina
elctrica attinge-se quando pelos dentes metallicos
deixa de ser exgottado o fluido negativo que yai
neutralisar o disco. A tensao da machina avalla-
se por meio de um pequeo instrumento denomina-
do electrmetro.
O electrometroJdeHenley consta de um semi-cir-
- culo de marfim, adaptado verticalmente a nma haste
de madeira, no centro do qual est fixo um fio de
barba de baleia, terminado por urna bola demeiul
la de sabugoeiro, constituindo um verdadeiro pn-
dulo elctrico. A haste de madeira aparafasada
em um dos tubos metallicos da machina. Quando
esta funcciona, e em virtude da influencia, o pn-
dulo afastado da haste de madeira ; este ata-
tamento, que se le na graduaco do semi circulo,
tsnto maior quanto maior a tensao elctrica.
(Continuo.)
ARTE OFFICUi
Ministerio da Agricultura
Foi declarada de nenhura effeito a por-
tara que, em 18 de Marco ultimo, norneou
o engeoheiro Benjamim Franklin de Albu-
querque Lima para o lugar de inspector es
pecil interino de trras e colonisaco na
provincia de Santa Catbarina ; sendo no
meado para substituil-o o engenbeiro au-
gusto Fausto do Souza Jnior, com a gra-
tificado mensalde 500,$0U0.
' Ministerio de Estran&elros
Por deorotos de 9 do corrente foi nomea-
do director de seccSo da secretaria desse
ministerio, o 1.* oficial Pedro Pinbeiro
Guimaraes e promovidos a 1.' oficial o 2.'
Antonio Vicente de Andrade e a 2.' oficial
o amanuense Pedro Pinbeiro Guimaraes
Jnior.
>
Ministerio da Guerra
Foi nomeado, para ficar a disposico da
presidencia da provincia de Matto-Grosso,
o coronel do corpo de estado-maior de 1.*
classe Joaquiro da Gama Lobo d'Eca, que
se encarregou alli da direc^o das obras
militaren, at que seja nomeado um enge-
nbeiro militar para oceupar-se desse ser-
vico.
Foi nomeado para urna das vagas exis-
testes no batalhao de engenheiros, o teen
te Pedro Maooel Gomas Carneiro.
Expedio-so ordem para que v servir
no 17 batalho de infantaria, conforme re-
quereu, o aiferes alumno Clarimundo Adal
berto Nepomuceno da Silva, que se acha
addido ao 1.- do artilheria a p
E'oram transferidos; do 16 para o 20
batalhao de infantera o alfercs Philadelpbo
Leonardo Ferreira Lima e tambera para o
8.' de infantera o tenente do 3.- da mes-
ma arma Frcderico Lisboa de Mra.
Mandou-se desligar do 10- de infantera
o major do 18- Mjrtharistides Fortuna,
visto ter de seguir a 17 com destino a
companbia de infantera da Santa Catbari-
na, onde vai servir.
Mandou-se servir addido companbia de
cavallaria de S. Paulo, al ulterior delibe-
rajilo, o tenente do 1.' regiment da mes-
ma arma Olegario Hercalano de Oliveira
Pinto.
Foi exonerado, seu pedido, o 2.* te
nente do 2.- regiment de artilheria Jos
Pereira Pegas, de cargo de quartel-mestre
do referido regiment.
Ministerio da Marinha
Foi nomeado o capitao de fragata Joaquim
Nolasco da Fontoura Pereira da Cunha,
conmandante da flotilba de Matto Grosso.
Tiveram ordem de embarcar: no en-
eouragado Solimdes o capitao de fragata
Joaquim Nolasco da Fontoura Pereira da
Cunha; no cruzador Quanabara, o lv
tenente Js2o de Perme Fontes ; no cru-
zador Primeiro da Marqo o capitao te-
nente Francisco Coelho de Cerqueira Car-
valho; no vapor de guerra Amazonas, o
1.' tenente Francisco Pordeos da Costa
Lima e o 2.- tenente Jos Borges L*ito ;
na corveta Nitheroky, o 2.- tenente Hen-
rique Adalberto Thedin Costa ; no enera-
rajado Ajuidaban, o capitao-tenente Anto-
nio Francisco Velho Jnior ; no cruzador
Primeiro de Mar^o, o oficial de fazenda
de 3.a classe Antonio Mariano Barreto de
Pereira Pinto ; no encouracado Javar/, o
2.a tenente Agostinho de Souza e Mello;
no encouracado Solimdes, para destacar na
Intendencia, o 2.* tenentf Leao Anzalatk;
no cruzador Quanabara, os raachinistaa de
2.' classe Albino de Araujo Guimaraes e
de 3.a Joao Hallen; na canhoneira Bra-
connot, o machinista de 4.a classe Allredo
Augusto Ribeiro.
Te ve ordem de desembarcar do encou-
racado* Tbeotonio Coelho de Cerqueira de Carva-
lho atiiD de partir para a commissae que
lbe est ordenada.
Teve ordem de passar do encouracado
Sete de Setembro para a corveta Nitherohy
os guardas marinha Olympio Pereira Go-
mes e Adolpho Ferreira Caramba ; do
encouracado Aquidaban para o cruzador Im
perial Marinheiro o 2.* teneate Alipio
Mitra*.
Ministerio da Fazenda
Circular n. 7. Ministerio dos Negocios
da Fazenda. Rio de Janeiro em 5 de
Abril ae 1887.
Francisco Belisario Searea de Souza,
Presidente do Tribunal do Thesouro Nacio-
nal, de conformidade com o disposto no
art. 28 da lei n. 3313 de 16 de Outubro
de 1886, que determina que os ornamen-
tos da receita e despeza para o exercicio
de 1886 1887 sejam taiibem o primeiro
semestre de 18871888, declara aos Srs.
inspectores das Thesouraras de Fazenda,
para a devida execucao ;
l. Que a eseripturaQao do actual exer-
cicio de 1886 L887 contera tres semes-
tres correutes a findarem em 31 de De-
zembro deste anno;
2. Que o semestre addicional de liqui-
dae2o principiar em 1.- de Janeiro prxi-
mo vindo'uro ;
3." Finalmente, que o trimestre conce-
dido s inestnas, theeoururis para o com
plemento da escripturacSo dever ser de
i.' de Junho a 30 de Setembro de 1888,
data em que ficar definitivamente encer-
rado o exercicio. F. Belisario Soares de
Souza.
Cioverno da Provincia
EXI'BOIBilTE DO DA 19 DE MABI,3 DE 1887
Actos :
O presidente da provincia de conformidade
com a proposta do Dr. cuefe de polica em otficio
de hontem sob n. 275, resol ve nomear o capitao
Theoduro Herminio doa Santos Costa 3 supplente
do delegado de Olinda, em substituidlo de Jos
Qoncalves de Andrade que perdeu o cargo visto
ter sido nomeado official da guarda nacional.
O presidente da provincia attendendo ao que
requeren o juiz dedireito da conurca de Tacarat
Jos Novaes de Souza Oarvalh resolve c-juceder-
Ihe tres mezes de licencia, com ordenado, para tra-
tar de sua saude ; devendo entrar no goso da
citada lice. 9a no praso de 40 dias.
O presidente da provincia tendo etn vista a
informacin. 45 de 8 de Fevereiro lindo do in-
spector geral da InstruccSo Publica, determina
qae continu a tunecionar no lugar Barreiras a
cadeira mixta de Tabatinga, regida pela profes-
sora Mara Rita de Aguiar Fonseca ; passando
dita Cbera a pertencer ao districto litterario de
Caxang.Communicou se ao inspector geral da
Instrucjilo Publica.
Offijios: ,
Ao presidente da provincia do Maranhao.
Acensando o recebimeuto da certidao do proceas o
do reo Vicente Al ves Pereira, annexo ao otficio de
V. Exc. datado de 5 do corrente mez, eem vir ella
acomoanhada de informado do juiz da condemna-
co, conforme preceitua o aviso circular do minis-
terio da justica n. 287 de 28 de Junho de 1885,
ou d'quellft que o substituir ao cargo, em face
do JisDosto no aviso do mesmo ministerio de 22 de
Outubro ultimo, rogo a V. Exc. que se digne de
providenciar, no sentido de ser enviada secreta-
ria de*ta presidencia a mencionada informacSo.
Ao Dr. chefe de polica.De accordo com o
final da ioforraacao de V. S-, prestada em officio
de boje, s.b n. 278 e com o parecer do official
externo da policia do porto anuexo em original do
seu dito olficio, autoriso-. a mandar por elle cer-
tificar para os devidos efici tos visto nao ha ver nesta
capital agente consular mexicano quo o lu'gar in-
glez Linda Park, procedente do Rio Grande
do Sul, com destino ao Mxico, nao recebsa aqni
passageiros, nem carga e segu com o mesmo las-
tro de areia e pedra com que d'alli veio.
Ao inspector interine da Thesourariade Fa-
zenda.A vista da iuformaco n. 172 prestada
por V. S em 17 do corrente, deliro o requeri-
mento de Ismael Carneiro Lins de Albuquerque em
que pede a rectificaco da matricula da escrava
Luzia, de sua propriedade, no municipio do Cabo
segundo o documento que apresentou.
Ao inspector d'Alfandega.Tendo o conse-
Iho de compras de fardamentos para o corpo de
policia em otficio n 497, do Thesouro Provincial,
de 14 do corrente, declarado nao possuir conhe-
cimento suficiente para decidir sobre amostras de
panno e brim, destinado ao referido fardainento,
preciso no interesse publico que V. S. por si e por
urna commissao de pessoas competentes dessa Al-
fandega, ou de fra della, como lbe parecer mais
acertado, me esclareca sobre as amostras que
junto remetto, dizendo-ire se quanto ao panno e
quanto a brim, sero inteiramente iguaes, e na ca-
so contrario tara classificar as qualidades das re-
feridas fazeudas.
Espers de sua solicitnde, pelo servico da pro-
vincia, qae 1 ao se recusar a prestar me este
auxilio com o desempeoho da commissao de que o
encarrego.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Con -
vem que Vmc. remetta ao director do Arsenal de
Guerra a amostra do calcado que se destina ao
corpo de policia, afim de que o respectivo com-
mandante, confrontando-a com o calcado all em
deposito, emita parecer fundamentado, conforme
ordenei, sobre o da cuinmiaso que ltimamente
examinou-o.Communicou-ie ao director do Ar-
senal de Guerra.
Aocommandantedocorpode policia.Em res-
posta ao seu olficio de 3 de Fevereiro ultimo, n.
3,011, em que me transmitte por cpa outro que
Ihe dirigi o fiscal do corpo sob seu commando,
participando ha ver a praca Urbano de Moura Ro-
lim, destacada em Barreiros, desertado com o sol-
do pertenceote ao destacamento daquella locali-
dade, correspondente ao mez de Dezembro ultimo,
oa importancia de 266540, e solicitando que se-
ja de novo pago pelo Thesouro Provincial igual
quantia, tenfco a sejentificar a Vmc. que nos ter-
mos do reguiamento de 8 de Novembro de 1873,
arts. 23, 35, 36, 41 e 45, e tendo ouvido o The-
souro, que informou por otficio de 15 do corrente
mes, n. 500, nSo cabe a esta repartico repetir
pagamentos j feitos, nem ha lei que o autorise,
devendo o extravio desse dinheiro correr por u-
t de quem a elle tiver dado causa.
Sendo Vmc. e o fiscal os principaes responsa-
veis pela economa e tudo mais concetnente ao
corpo, e tendo sido recebidos de dez em des dias
os ven mentos dos soldados, a vista do pret as-
signados, e entregaos ao quartel mestre, que os
tinha de distribuir a quem pertencia, ou as pes-
soas para isso autorisadas, cabendo apenas a
responsabilidade propria com os recibos do ofi-
cial legtimamente encarregado de pagar os des-
tacamentos, ca: e-lhe o dever de, fiscalisando a
escripturaco e documentos aos cuidados do quar-
tel mestre, verificar se e te ou quem o respon-
savel, afim de ser-lhe feta carga por igual quan-
tia, na certeza de qae em face do regalamonto
essa respodsabilidade pode afinal chegar ao fiscal
e a Vmc.
Do resultado de suas pesquisas me dar minu-
ciosas con tas, fi cando entendido que de modo al-
gum sero prejudicadas as pracas, e providen-
ciando sobre o pagamento dellas com a pussivel
brevidade.
Ao Dr. juiz de direite da comarca de Li-
moeito.Reitero a requisico feita em 7 de Ou-
tubro ultimo afim de Vmc. fazer apresentar na
secretaria desta presidencia a certidao do proces-
so dos reos Iriueu Samuel de Carvalho e Jos
Elias da Rocha, que iaterposerain recurso de gra-
da pena que Ihe foi imposta pelo jury do termo
de Limoeiro, como incursos no art- 2--7 do cdigo
criminal.
Convm que a referida certidao venha, acom-
pauhada de iuformaco do jais da eondemna^ao,
ou daquelle que o succedeu no cargo de coutor-
midade com o aviso circular do Ministerio da Jus-
tica n. 287 de 28 de Junho de 1865, tendo se em
vista o disposto no aviso do mesmo ministerio,
datado de 22 de Outubro ultimo.
Portari as :
Determino Cmara Municipal de Boto Jar Jim
que expeca communicaco aos juizes de paz e d
as providencias do stylo afim de que se proceda
nesae municipio no Uia 23 de Maio viudouro
eleijo para vereadores e juizes de paz, visto nao
ter sido concluida a hora legal a que teve lugar
no dia 1. de Julho do anno passado, segundo
cousta de intormacao que prestou-me em 25 de
Fevereiro findo o Dr. juiz de direito da comarca.
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recito ao S. Francisco mande dar transporte da
estaco das Cinco Poutas a da Escada, por conta
do Ministerio da Guerra, em carro de 3.' classe,
ao cabo d'esquadra do 14 batalhao de infantaria,
Antonio Nuues Pereira de Araujo, que para alli
destaca.Communicou-se ao Brigadeiro Uommau-
dante das Armas.
EXPBDIESTE DO DB. SECRETARIO
Oficios :
Ao Gerente da Companhia Pcmambucau.
S. Ex-.', o Sr. prosidente da provincia ficou in-
teirado pelo omcio de hontem de ha ver V. S.
transferido a sabida do vapor Pirapama para os
porti/8 do norte at Cammossim do dia 22 para 24
do corrente s 5 horas da tarde.
Ao commandan e do corpo de policia.De
ordem e S. Exc. o Sr. presidente da provincia
communico a V. S. que nesta data autorisou-ae
o director do arsenal de guerra permittir que
V. S. veja o calcado alli em deposito afim de
que, confrontando-o com a amostra do que se
destina ao corpo de sen commando para V. S.
d r parecer fundamentado sobre o da commissao
que ltimamente examinou-o conforme ordenou s
mesmo Exm. Sr. por despacho de 14 do cerrente
mezRemetteuse copia ao theseuro provincial.
Ao Dr.juiz municipal e de prpoos do ter-
mo da Escada.De ordem de S. Ex--, o Sr. pre-
sidente da provincia recommendo a V. S. qn
informe si resulta deavantagem para o servico da
accumulaco. pelo substituto legitimo do oficio
de escrivo de orphos n'esse termo, cujo serveu-
tuario vitalicio Joo Carlos Cavalcant de Albu-
querqae obteve por despacho de boje tres mezes
ae lictnca para tratar-se.
Ao promotor publico da comarca de Bo-
Vlsta.De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da
provincia communico a V. S que no seu oficio
de i do corrente mez proferio-se o seguinte des-
paoho : Ao Sr. Dr. chrfe du polica para sen
couhecimento. .
Ao Dr. juiz de dirsito do 2* districto enmi-
ual da comarca do Recife. De ordem de S. Exc.
o Sr. presidente da proviucia communico a V.
S. que no seu olficio de hontem datado proferio-
se o seguinte despacho : Ao Sr. director do
presidio Je Fernando de Norouha, para s atisfaser
a rcquisiclo.
DESPACHOS DA PBE8IDENCIA DO DIA 20 DB
ABRIL DE 1887
Antonio da Silva Ramos. Romettido ao
Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda
para mandar attender, do accordo com sua
informacao de 15 deste mez, n. 224.
Aiferes Antonio Jos da Silva.Conce-
do o prazo de quinze dias.
Bacharel Francisco Domingues Ribeiro
Vianna. Informe o Sr. inspector da The-
souraria do Fazenda.
Francisco Themotheo de Andrade.
Conforma a informacSo, n2o tem lugar o
que requer.
Generosa Rosa da Silva Correia Gomes.
Sitn, mediante recibo.
Joao Rodrigues de Moura.Satisfga-
se o artigo 89 do decreto n. 5,115 de 19
de Outubm de 1872, sendo marcado ao
suppli -ante novo prazo para a substituicao
exigida.
Joo Ferreira Viilala de Araujo.Inde-
ferido em visto dos artigos 133 e 134 do
reguiamento de 6 de Fevereiro de 1885.
Joo Angelino de Oliveira Cabral.De
ferido com o oficio desta data ao briga-
deiro commandante das armas.
Joaquim Pedro Barreto de Mello Reg.
Como roquer.
Dr. Joo Vieira de Araujo.Deferido
com oficio de boje thesouraria de Fa-
zenda.
Joo Ferreira de Almeida*Informe o
Sr. inspector interino da Thesouraria de
Fazenda, ouvindo o respectivo collector.
Joaquim de Albuquerque Andrade Li-
ma.Concedo.
Salustiano da Silveira Lessa. Informa
o Sr. edgenheiro chefe da repartico das
Obras Publicas
Secretara da Presidencia de Pernam-
ubco, 21 de Abril de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Repartico da Polica
Secco 2.'N. 383.Secretaria da Po-
licia de Pernambuco, '21 de Abril de 1837.
111 m. exm. Sr. Participo a V.Exc.
que foram hontem recolhidos Casa de De-
tenerlo os seguintes individuos :
A' minha ordem, Antonio Francisco da Silva e
Antonio Lopes de Oliveira, viudos do Bonito, afim
de responder urna ordem de habeas-oorpui.
A' ordem do Dr. Delegado do 1- districto da
capital, Bebiana de Jess Bandeira e Joo Jos de
Oliveira, por disturbios.
A' ordem do Dr. Delegado do 2- districto da
capital, Felismina Tbereza Rodrigues c Paulina
alaria da Concsico, por disturbios.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio, An
tonia Jovina de Oliveira, Caetano Jos da Silva,
Daro de tal, Jos da Silva Torrea, Jovina Mara
da Conceico, Maria da Annunciaco Oliveira e
Pedro Francisco Antonio, por embriaguez e dis-
turbios.
A' ordem do do 1* districto de S. Jos, Lau-
rentino Ferreira Onca e Severo Jos Francisco,
por embriaguez e disturbios.
A' ordem do de Belm, Affonso Benedicto Pi
nheiro, por disturbios e emonaguez.
A' ordem do de Apipuco^, Pedro 3arb>sa, por
enme de roubo.
Deus guarde a V. Exc Ulna, e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. Ocbefede
policia, Antonio Domingos Pin o.
Commando das Armas
n. 210. quartel geheeal do commando
das armas de pernambuco, 19 de abril
de 1887
IUm. Exm. Sr.Sob a epigraphe-Que man-
tenedores da ordem noticia o Jornal do Eecife de
hoje, que duas pracas do 14- batalhao de infan-
taria e urna do 10- andaram ante-hontem, pelas
9 horas da noite, armadas de navlhas e embria-
gadas, por diveras ras da capital, a ageredir a
quantos encontravam, e at mesmo aos ous esta-
vam as portas do suas residencias.
Cumpre-me informar a V. Exc. que nenhuma
praca do 14- tomou parte as aggressoes de que
trata a notieia, e sim trez pracas do 10- batalhao,
daquella arma, das qne vieram ltimamente das
corte, escoltando presos civis, toram encontradas
na ra, em completa embriaguez, pelo que, desde
hontem, mandei recolhel-as presas at a chegada
do prximo paquete do norte, no qual d^vem jc-
greaaar ao seu corpo.
Deus guarde a V. Exc IUm. e Exm.
Sr. Dr.' Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia.-O Briga-
deiro, Jos Clarindo de Queiroz.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 20 DE ABRIL DE 1887
Jos Elias de Oliveira, Dr. Jos Honorio Be
zerra de Menezes, Joaquim Francisco Pereira da
Silva^Nicas da Silva Guarni, oficio do inspec-
tor da Alfandega. Ribeiro de Almeida tB Alheirss
Oliveira 4 C. -Informe o Sr. contador.
Padre Marcolioo Alves doa Prazeres Lima.
Registre-se e facam-se as notas.
Felinto do Reg Barros Pessoa. Certifique-se.
Joo Antonio de Almeida.Entregue-se pela
porta.
Sebastiao Cyrillo Gomes Pereira.Campra-se,
registre-se e facam-se os assentann-ntos.
Manoel Marques de Autonra.Infirme o Sr.
Dr. administrador do Consulado.
Dr. Diogo Carlos ae Almeida Albuquerque e
Caetano Ignacio de Medeiros Reg.Facam-se as
notas da portara de licenca.
Consulado Provincial
DE3PACHOS DO DIA 20 DE ABKIL DE 1887
Hemio Ribeiro da Cenceico, Emeliana Alexan-
drina da Silva Santiago.Deferido de accordo
com as intorma^oes.
Joaquim dos Santos Sjuza & CA' 1. secco
oara os devidos nns.
y 21
Augusto Cesar Stepple.Certifique.-se.
Raymundo Bernardo Lasserre. Iutorme a l.
secvo.
Mara Augusta Pereira Magalbes o Minervno
Avelino Fiasa Lima.A' 1.' secco para attender.
Jos Ferreira CA' 1. secco para os de-
vidos fins.
Maria Lucinda Ferreira da Cunha.Deferido
de accordo eom as informacoes.
Ayres de Souza Baptista.Iodefendo em vista
das informacoes,
Pereira & Magalhes.A' 1. Secco para os
devidos fins.
DIARIO DE rjRgmCCO
>o tlcias do Pac fleo Rio da Pra-
ta e sul do Imperio
RECIFE, 22 DE ABRIL DE 1887
O paquete francez N^er, entrado ante-
hontem a tardinba do sul, trouxe as ae-
guintes noticias e as que constam das ru-
bricas Parte Official e Interior.
Pacifico
A cmara dos deputados do Chile
discuta em sessSo secretas, os protocollos
referentes indemnisajo dos certificados
passados aos salitreiros pelo governo pe-
ruano, e a autorisaco pedida pelo poder
executivo, para contrahir par 1 aquelle fim
o emprestimo de um milho de libras es-
terlinas. Os conservadores procurarara
procrastinar a passagem do projecto de
lei que conceda a autorisajao, o que obri
gou a maioria a requerer sess3es extraor-
dinaria*, conseguindo se assm a adopeo
do projecto da generalidade.
Segundo o diario Los Debates, desdo
26 de Janeiro, em que se deram os pri-
ineiros caso3 de cholera-morbus, at 25 de
Fevereiro, houve mais de dous mil bitos
em Santiago.
No dia 6 do corrente deram-se 3 ca-
sos novos e cinco bitos era Santiago e
3 casos e um bito em Valparaizo.
iiio da Prata
Datas de Buenos-Ayres at 6 e de Mon-
tevideo at 7 de Abril :
No dizer da Revista media quirr-
gica, de Buenos-Ayres, salvo alguna ca-
sos que tinham sido denunciados como do
cholera-morbus direceo da assistencia
publica, o estado sanitario daquelle muni-
cipio nao apresentara sensiveis dfferena3
na ultima quinzena merecendo chamar a
attencao das autoridades sanitarias a diph-
theria que se manifestava com carcter
epidmico em algumas parochias. El Na-
cional, porm, tratando do estado sanita-
rio exprimise nestes termos : a A des
peito dos decretos do ministro do interior,
a despeito das capas da assistencia publi-
ca, a despeito das f roclamacSes do famoso
conselho medico presidido pelo Dr. Pardoi
especialista na introdueco de epidemias,
o cholera est ainda em Buenos-Ayres,
ameacando-nos como urna repetico das
peiorts consequencias. Acredita se que
com oucultar a verdade se vai combater
nova exploso da epidemia e pretende-se
Iludir a irnpreasa. Emquanto a imprensa
official apoio nos seus embustes a assisten-
cia publica e no3 seus disparates o con-
gresso me lico, as fabricas da Boca conti-
nuara a envenenar as aguas do Ria-
chuelo. >
La dacin tambera censurou severa-
mente as autoridades por quererem occul-
tar a verdade.
Na Republiea Oriental, o Dr. Men-
dilharzu renunciou o cargo de ministro dos
negocios estrangeiros, fundando a sua re-
soluco em um incidente pessoal que af-
tectava a dignidade do ministro, dado com
o official-maior da repartico da fazenda
O presidenta da repblica aceitou a renun-
cia e incumbi interinamente da pasta ao
Dr. Herrera.
A cmara dos senadores approvou em
primeira liscusso o projecto de lei de re-
vogacSo das leis restrictivas da liberdade
de imprensa, ficando estas sujeita as dis-
posicoes do cdigo criminal.
O presidente da mesma cmara, Fer-
nando Torres, justificou a seguinte raoco,
que foi adoptada: < O senado rio cora
tanta surpreza quanto desagrado as publi-
cares do diario El Dia, referentes ao Sr.
Joaquim Santos, e espera confiado que
dentre de 15 dias saber justificarse,
como a lei manda e exigem a honra da
corporaco a que o senador pe:tence e o
crdito da najao.
O citado diario imputsu ao senador
Joaquim Santoa os eriraes de Passo Hondo,
afirmando que se a aso fosse aecusado
provaria cabalmente todas as suas asser-
c5as.
Acreditava-se que Joaquim Santos nao
aecusaria El Dia, preforindo ser expulso
do senad3.
A iiuprensa de Montevideo publicou o
manifest que aos seus compatriotas diri-
gi de Petropolis, com data de 13 de Mar
50, o general Mximo Santos, o qual con-
clue pedindo aos amigos polticos, em no-
aie do porvir da repblica, que prestera
ao governo actual o concurso do seu pa-
triotismo, da sua abnega5o se f8r neces-
sario, para tornar-lhe fcil a nobre misse
de radicar a paz q .e o bem supremo da
patria.
El Siglo corneja assim, em artigo edi-
torial, a narraco da ceremonia fnebre do
dia 31 de Margo : Realizou-se a anuun-
ciada ceremonia fnebre om recorda.o
das vi^timts da accao de guerra do Que
bracho, celebrada com o assentimento do
paiz inteiro, que reconbece os elevados e
patriticos motivo* que induziram a alguns
milhares de cidadaos a erguerem-se arma-
dos contra a domioagilo pessoal de D. M-
ximo Santos, hoj-J justamente execrada
por todos.
S. Paulo
Datas at 15 de Abril :
Da Provincia de S. Paulo trans re-
vemos a seguiute noticia quo Ihe fora trans-
mitida de Ytu' pelo Dr. Francisco de Bar
ros Jnior :
< Mais am desastre aconteceu boje, por
falta da ponte que ligava esta freguezia,
Salto, estaco da via-ferres Ytuana.
a Sendo grande o numero de passagei
ros que voltavam hoje de Ytu', pelo treat
das 6 horas e 5 minutos da manha, e de-
vido imprudencia do piloto que admittio
na balsa maior peso do que podia estasup-
portar, foi a pique no centro do rio Jun
diahy, com mais de vinte pessoas ; feliz-
mente havia urna outra balsa logo Sbaixo.
que salvou quasi todos os nufragos, pere-
cendo somente Candida Garcia com um
casal de filhos, menores de oito annos de
idade.
o Como o governo ainda nao mandou
dar principio construeco da nova poate,
e os desastres esto se repetindo mais do
que era para esperar, resolv mandar fazer
a ponte minha custa.
c Hoje deve principiar a construeco
de um andaime bem reforjado, atrarez do
rio, para ir dando passagem s pessoas e
carrocas ; logo que estejam reunidas e ap-
parelhadas as madeiras necesarias, armar-
se-ha a ponte permanente sobre este an-
daime ou ponte provisoria.!
Em autos, commissSes nomeadas pe-
la Sociedade Emancipadora 27 de Feve-
reiro, Delirara aos senhores dos escravos
alli existentes, a libertario destes sob clau-
sulas razoaveis, sendo bem succedidas no
seu empenbo.
L se no Correio Paulistano do dia
13 :
Hontem, s 9 horas da manh, foi
preso em flagrante delicto de passar notas
falsas de dez mil ris, um individuo de no
me Ricardo Schritzmeyer, pardo, liberto
ha poucos dias.
A prisao effectuou-se em virtude de
denuncia dada policia por alguns nego-
ciantes desta cidade.
Ainda ignoramos o resultado do a
querito immediatamente aberto em sgre-
do.
Sabemos apenas que o Dr. chefe de
policia fii i!;-r busca na residencia do indi-
ciado, ra de Santo Antonio, tendo en-
contrado na chcara, junto a urnas baa-
neiras, dous massos de cdulas de dez
mil ris, contendo cada um delles cin-
coenta.
Em poder do indiciado a^havam-se 64
cdulas idnticas aquellas todas estampa
71 e a8signaturaJ. S. da Rocha.
< Ou'ras muitas cdulas, alm daqucllas.
foram arrecadadas durante o dia.
Alguns commercantes, que liaviam
recebido em pagamento muitas das men-
cionadas cdulas, foram lvalas policia.
j O numero das cdulas arrecadadas at
s 5 horas da tarde sobe a 189.
< Continuam as diligencias policiaes.
Foram presas mais dous individuos.
O Sr. Jos de Campos Salles, resi-
dente om Campias, concedeu liberdade
aos seus escravos Luciano, David, Bernar-
dino,' Rita e Anoa.
Na noite de 7 para 8 do corrente
eado-e da cadea de Jacarehy o reo Jo-
s Soares de Oliveira, condemnado a sete
annos o seis mozas de prisao simples, grao
medio do art. 222 do cdigo criminal.
O reo, para conseguir sua evaso, fez
um rombo na parede, quo da tijolo, por
baixo da janella da frente da cadea.
As rendas arrecadadas pela fabrica
de ferro de Ypanema, no mez findo, mon-
taram a 6:460$295, ten lo sido em igual
mez do anno passado de 3:6885706.
Hlo de Janeiro
Datas at 16 de Abril:
Constam as noticias da carta do nosso
correspondente, publicada na rubrica In-
terior.
Sua Magegestade o Imperador tinha
alternativas era sua saude. Esperava se
que o mal cedesse com a mudanca de ares.
Fallecer o senador por Minas Ge-
raes Joaquim Anto Fernandes Leao, fac-
to de que tiveraos noticia por telegramma.
Baha
Uatas at 18 de Abril:
O ctnsclho administrativo do Club
Nav,l, tendo recebido ooiumunicajo de
que a mi do desventurado Dr. Manoel
Carlos de Azevedo Riboir^, victima da
naufragio do vapor Bahia, se acha em ex-
trema pobreza, e sera arrimo, resolveu le-
vantar urna subscripoao papular com que
acudir aquella infeliz senhora.
At o dia 5 do corrente s 4 horas,
a quantia obtla pela comuiissSo central
de soccorros aos nufragos no Recife ele-
vava-se a '22 contos de rcis.
A convite do directora da Associa-
cao Commercial do Maranhao, r;uniram-se
a 29 do p .ado, varios negociantes impor-
tadores, para tratar do imposto de 1 ,|*
laucado sobre os gneros importados do
estrangeiro.
Depcis de varios alvitres, foi resolvide
que tal imposto fosas impugnado na nova
lei do orgaraento provincial, podendo, era
attengo ao precario estado das finanjas
da provincia, ser substituido por urna m-
posigo de 3*[0 sobre os dividendos das
acjSes dos bancos e companhias da provin-
cia, e pelo augmento de 1 0\ na decima
urb ra.
O Dr. chefe e polica conseguir*
capturar os ebefes de urna quadrilha de
gatunos, que, ha algura tirapo, praticavara
furtos na cagital
Esses gatunos tiutiam viudo da corta,
usavam de nomes suppostos, o apresenta-
vamse bem trajados e apparentementa
passavara por cavalheiros de boa sociedade.
Consuraraados artistas, nunca se deixa-
ram apanhar com a nio no furto.
Aesignaram termos de bem viver.


ra
4-




Diari
mbucoSex
* Oa utros membros da quarrffba iwj-
-ee ao fresco.
tX)s cadetes e inferiores do 16.- bata-
infantera dirigiram-se em marche
ibeaux a residencia do sea com-
ante o coronel Frederico Christiano
e como manifestacSo do apreso ofFe-
ram-lhe um rico quadro com os retra-
W dos manifestantes e do dtamate cora-
sel
Aeharain-se preaentes general camman-
aate das armas, offi nacidade do batalhao
pessoas gradas.
Os Srs Fisher 4 C. degella praoa pro-
overara ama exporten ai, festa peto Sr.
igard Ely sobra stinccSo de incendio^
meio de um apparelho de urna simpli
cidade tnorme e que est destinado boa
tstracc&o entre nos.
E um cylindro d 15 pollegadas ingle-
sa de altura e 5 de dimetro, o qual en-
alto se de urna solucao de bicarbonato de
Mda.
Na parte superior est adaptado uu pe-
or ao ?aso de vidro, que se coche com
asad sulfrico, conservndose em plano
perior a agua, de medo a poder aasin
"car por muito tempe
Qaerondo se utiliaar do apparelho volta-
je- para baixo, de modo que o acido sal-
Snieo encontrase com a solug2o bi-car-
baaatada, dando lugar a urna forte reaccSo
senca," e ahinda impetuosamente a com
baaeao por urna vlvula quo se abre e que
est cetocada na parte superio. do ppa-
rsaSo.
A experiencia foi feita na P.-aja do
Oaro, cora a assistencia de representantes
-:i imprensa, inembros da associaaao com-
aarcial, engeaheiros, directores de com-
acsisi m de seguro, commendadar Gonssl
Martina, capitalistas, etc.
A dou8 gran tes caixScs cheios de palba,
aadaeos de tnadeira, notados de pixe e
bebidos de kerosene ateou se fogo, ap-
saroeondo grandes cbammas com a rapi
~dr* para que e caso eslava preparado
Tomando o fogo proporcSes com que se
jodesse fazer a experiencia, o 8r. Ely,
Vepresei-.tante de iabricas ee New-York,
jo em aefao o interessante apparelho,
Scwseguindo em raaito poucos minutos ex
liii i i completamente o fogo.
Ficou, pois, exhuberantemente pn vado
ase para comesu de incendia e o appore
acto de nm inteiro valimento, constituindo-
a am objecto indispensavel ao3 escripto-
Tootf casas de negocios e particulares.
\ otkia da Bu ropa
mpor f rese Vle de Maraado, entrado
anaem da Europa, trouxe datas de Lisboa at 6
s*> rente, sete dias mais recentes do que as
atortelo Mage'an.
Jtem das de Portugal hontem publicadas, eis as
tasis noticias:
Henpaoba
Sobre este paiz escreve o nosso correspondente
JeLieboi. '
Parece ser efficial a versio de que ce individuos
o esa Madrid estavam implicados u'um com-
jiti destinado a comme'l-r attentados contra de-
trnsinadas autoridades, especialmente contra o
astao-general da Uastella-Nova.
Os conjurados tencionavam empregar bombas
eeynamite, que nao foram encontradas. Apenas
sa appr< hendern) papis que compromettem as
Mku que os tinham em seu podr.
Entre os presos figura o armeiro do palacio, e
Hite iiI que os conspiradores contasse com a sua
smapricidade para obter armas.
Pt>r agora nao se teem feito novas prises em
Moa.
Aapriees effectuadas as provincias teem rea
sjoeom a conpiracio frustrada.
A imprensa de Paria d muite pouca importan-
aajaoa beatos de revolucio em Hespanha, de que
yt ecopam os telegremraas recebidos de Madrid.
O governo adoptou precaueoes militares em
Madrid, Bilbao, Albacete, Uuelva, Vailodolid,
San Sebastiio, Coruna e Valencia; e teem-se
Jeito nuitas pribdes em Barceona e Madrid.
Tem corrido boatos de que a mallograda revo-
feo tiaha por fim allarmar a rainha D. Izabel
xetra da actual regente de Hespanha.
BaUeceram doas homens i Ilustren ; o antigo pro-
aarcMnta D. Juan Moreno Bentez, governador de
ffar^ii e represeutante do paiz tanto no congresso
amo so senado.
Sntre os rasgos mais notaveis da sua vida,
roer tem er citados : a creaeao dos Asyloi del
Pttr, com os quaes desterrou uuia grande parte
a aseadi cidade de Madrid; e o ter arrostado a epi-
desata de bexigae, no povo de Arganda, ao qual
kYon mdicos, remedio,soccorros de toda a especie,
do outroa facultativos e autoridades o haviam
abandonado.
O ontro fallec ment foi o do general D. Jos
Seso. auepertenceusempreao partido conservador.
Na, pi-imeira guerra civil foi ajudante do valente
general 1>. Diogo Lean, e achaudo-se em Roma
ac a ex^ediclo militar hespanhola em \8 ao
jaaer que um filho de Garibaldi estava refugiado
ma i casa, gravemente enfermo, e que os sol-
eados pontificios pretendiam preudel-o, oppos-se
mso eom a maior energia, tomou-o debaixo de
ta proteccr.o, e nao o abandonou cmquanto o nao
iolvo.
Foi deputado em varios congressos, e na actuali-
rde era vice presidente da cmara popular.
Sealisou-so ha dias em Madrid a ceremonia d
pe si cao do barrete carinalicio a monsenhor
Ktpolla por S. M. a rainba regente.
X 2 de Abril tarde, quHndo a cmara dos
ieoJta*lo3 estava em sessao, um continuo descubri
awsilcieute entrada das salas das sessoes, es
tdido atrss do repost*-iro, um cartucho de 12
timetros carregado u'um substancia rxplotiva.
O cartucho foi rcmettido p^ra o laboratorio
ico, afim de ser analysado. A noticia d. ste
&ctu produziu viva sensa^-o na cmara.
A .porta onde foi acbado o cartucho, aquella
ocr eodeeutra e g 'verno e o presidente da cmara.
A Correspondencia de Espanha accrescenta que
cartucho cinha o rastilho acceso quando o cju-
bo o descubri.
O exame fci feito pelo laboratorio chimico ao
itucho encontrado na cmara dos Jeputadoa
bou i horas, e deu em resultado reconhecer-se
qe era um cartucho metallico, carregado de dy-
aaaite e encerrado u'um outro de pergaminho,
oreudo entre ambos urna substaucia gorduresa
iMarada com plvora, n'uma daa extremidades
rastilao de 50 centmetros, pina-se que esta
XAchiua infernalproduziria|pxploso e incendio si-
lUaos, e caicula-ss que a forca explosiva do
jincho abrangia seis metros de raio.
3to dia seguinte por vo'.ta da noite, rebentu no
ctam-tr da escada do ministerio da fasenda, um
aartucho carregado de materia explosiva, que -
cando alguna vidros, mas nao fazendo neuhuma
eJhaa.
Franca
A situacSo parlamentar tornava outra vez diffi-
al a vida do governo.
Urna questo importante sem duvida, mas menos
efe sua importancia poltica absoluta, do que por
fenecer ensejo para aclarar a tusca o, servio para
ii votacio em que o governo obteve maioria.
' bem sabido e trabalho que deu ao anterior
anrsterio o debate sobre o orcamento.
A eamara nem se inclinava ao emprestimo nem
a* iaipoato, e por isso era levada a procurar eco-
jias- Deseja louvavel por certo e nao fora mais
Jtc realisal-o, do que alimental-o com carinho.
Foi assim que se fez urna economa de alguinas
Unas de milbares de francos em um dos ser
ajeas do ministerio da tazenda.
O ministro da tazenda reconheceu depois per-
aate senado que ulo poda fazer tito grande eco-
tt- sem prejuizc do servieo, mas indicou o re-
weo a um crdito supplentar.
O Ateto que > votacio parlamentar ficou de
i mas o servieo continuou a fazer-se, e chega-
i urna situacao difficil, porque nem bavia
para fazer esse servieo, nem era justo dei-
_ ae pagar a qatm trabalbara.
"Vodia dizer-se que a cmara cortara aquella
- tros cortosTuuueicuariBC, eajeee eoo-
Mguis9.m todo Bssim se dissej'bascando-se o meio de reaiisar a
econemia, distribuindo-a poi f jrma que nio fosse
prejudcar especialmente este ou aque le servieo,
e que em geral viosse a realisar-se tal economa,
sem pertarbaco de nenhum ervco. j .
Nem sempre esta pesqui fcil, e aasim foi
que nio poderam entender-se o ministro da fasen-
da, eom o vogal da coramisso, quo com o minis-
tn> deviam buscar o modo piwtico de reaiisar a
imisaia e o governo, priacipalmente de-.
Ni temos aindaitslBs os promenorea de como
tta ccsbcm sevpew m ns ltimos momentos, en-
tre m
tora te esm desea superioridade intellectual,
nao se ohegou a urna solucio, nem se previ qual
seja, porque se ama ou outra se annanciam, bem
depressa se reconheee nao ter sido possivel reali-
aal-a.
Nao tem por ora fuudtmeoto a noticia de qua
se fasem cao alguna jornaes estrangeiroa, eom
reapeito ao prximo casamento do principe her-
deiro da Italia com a archiduqueta Margarida, fi-
Iba do archiduque Carlos Luiz, de Austria.
luarlaterra
A discussao eero da reforma da legislacio
aisainal n t Iriauda, tam sido muito acalorada.
Sata It'gtal&cn uaexcitiva nio pdc deixar de
repugnante aas ajpiritus lioeraes, e por isso
DoisttoiJr Dr^ftus *e recusar a acr o retator, ma :Ja depuiados qae companhara^ o br. faroell,
o certo que oh- Botlet posa queetao de coi- pi Hr. Gladatoue ae'tem pronunciado com todo o
fiaooa, e o resuhad da votocio deu ao governo vigur cooa aSa dagialaoao preparada odhac,
urna mniaria ito <0 votos. .
De ba muito que-ee trata da toruaimum-
trativa do munieipio de Paa, A grande cidade'
vivesob urna tutella que nada justifica ; e pJi is
so a opinao em favor dos direitos de Pars se tem
fortalecido pouco a pouco. Os governas a custo
se resol vem a dar a Paris que ihe pertence.
Jnlgam assim evitar o que elles chamam a supie-
macia da cidade sobre a Franca toda. E' um
A neta que Paris sustenta para reivindicar os
direitos de que justamente nio pode ser privada,
que ceuatitae uai estado proprio para ajudar os
espintos, e prepor faturos sinistros que s as ima-
ginac'As ardentes podem pbantasiar.
Em toio o caso senao para dar satsfacio as
justas reclamases da cidade de Paris por modo
completo, ao menos par acalmar o ardor das re-
clamacoes, o ministerio do Sr. Groblet esta dispos-
to a cooperar em urna K-i, que eomeee por der *a-
nsfcao i ci(de. _
Entretanto approxnendo se a poca da el-icao
do conselho municipal de Paris, a todos se depa-
ra a conveniencia de aproveitar o ensejo de en-
satar o novo proceisoeieitoral,caso ees; novo pro-
cesso spja adoptado.
Efectivamente como modificacao no rgimen
municipal de Paris eutendia-se que S cleico dos
cooselneiros municip^es ou vereadares devia dei-
xar de coutinur a ser feita pelo actual processo,
em virtude da qual cada conselheiro era escofbido
por nm circulo, sto a eleicao era teita em cir-
cuios uninominaes.
A opiniao de que o escrutinio devia passar a
ser de lista, isto a eleicao em circuios plunno-
minaes era geralmente recebida, posto que a elei-
cao singular anda conservasae defensores.
Na cmara dos deputados passou j a le, ulte-
rando a forma da eleicao, e estabelendo o escru-
tinio da lista para cada bairro, o numero de con-
selheiros a escolher em cada beirro nao pode ser
igual.
Adoptou-se como regra,o uumero de quatro
conselheiros por cada bairro, dando porm um ate
dous mais dos bairros mais populosos. Assim ha
ver bairros que tem de escolher os vereadoree em
lista de 5 annos, e ainda outros em lista de 6 no
mes. Deste modo se pretende cooservar o prin-
cipio da lista para cada bairro, dando a devida
representacilo a cada bairro.
Esta repreicntaco deixar de ser proporcional
se por exemplo o baiiro que ti ver certa pupulacao
escolher quatro conselheiros, e o que tiver popu-
lacao duplicada ou maie escolher apenas seis con-
selheiros municipaee. O principio da proporcio-
nalidade na representacao deixar de ser respei
tuda, ou o que equivale a dizer que um voto mais
em urna circumscripcao pauco populosa, do que
em una circumscripcio de maior populacho.
Nio se cooseguio, porm, igualar melhor a re-
presentado em cada bairro, e i triumphou o
principio da eleicao por lta, que depois de ter
sido adoptado em Franca para a eleicao geral de
deputados, a custo poderia suateutar-se na cidude
de Paris.
Com reiacao ao conselho geral do S'na a elei-
cao deste passou a fazer-se como em todon os do-
mis coaselhos geraes da Franca.
Dentro em pouco entrar cm debate o orcamen-
to para 1888, mostrando-se assim como a cmara
se interesal em regular o estado financeiro da re-
publica. A modificicio no imposto mobiliario
proposta pelo minisrro da fazenda eneontra objec-
cOes ; mas bem verdade que a cmara votou em
principio o estabelecimento do imposto de rendi-
mento. Convm por isso shber ae a cmara man-
tera o principio votado, ou se embora o aceite, r>-
pelle toda a applioacio do mesmo principio. Nio
a primeua vez que succede o sustentar se urna
opiniio theorica, repugnando depois a admittir
toda a forma de a applicar ou tornar pratica essa
opiniao.
O 8r. oblet j disse que o goverao deseja tra-
duzir o pecsamento e os intuitos da cmara, e se
novas duvidas surgem, indispensavel resolvel as
persnte a cmara.
Santa S
Conforme asseveram despachos de Roma para o
Temps, o Papa solicitou a cooperacio da Austria
e da AUemanha para fazer melhorar a sua situa-
cio em Roma; mas a sua pretencio mallogrou-se,
porque as duas potencias mponderam que consi-
deravam a liberdade espiritual do Papa em Roma
completa.
O Papa est muito desgestoso com a nova feicao
qne inopinadamen'e tcmaram os negocios ecclesi-
stieos no centro da uropa.
Sua Sautidade, nao podendo oceultar o seu des-
contentamente, diese que o nio surprehender o
mau xito das negociacoes, entabeiadas com os go-
vernos de Vi. una e de Berliin para melhorar a
situacio da Corte pontificia, por meio de urna al-
liauca.
A's iliusoes do Vaticano receberam um golpe
tremenda com a resposta dos governos.
O Papa, recebendo alguns membros da familia
Wannutelli que foram agradecer-lhe a elevacao a
cardeal de monsenhor Serapbino, disse-lhes qua o
novo cardeal ir prximamente oceupar o lugar de
secretario de Estado vago por morte do cardeal
Jacobiui.
llalla
Ainda se nao pode considerar resol vida complc
lamente a crise ministerial italiana.
U Sr. Di pretis nao conta victoria nem se d
por vencido, ou antes nao querem que elle assim
se declare, porque o llustre estadista mais de urna
ves manifeslou o dse jo de renunciar a todas as
tentativas para se conservar no poder.
Mas ou a inlluencia da corda, ou pressio das
circumataucias, nio permittem squelle estadista
ifFastar-se, como deseja, da direccio dos negocios.
V,' nma situacio em demasa dolorosa para o Sr.
D'pretis, e de prolongal-a nio eremos que possa
advir nenhuma grande vantagem s actuaes iu
stituicoes polticas de Italia.
Mas o certo que cem toda a habilidade do Sr.
Depretis, nem o coojuncto de todas as cufras cir-
cumstancias que tem contribu .o para dar crise
este carcter, pod. ram at agora achar a solacio
para urna crise ministerial, que a um tempo en-
volve interesses impoi tantea de ordem externa, e
de ordem interna.
A interveneao do papa as eleicoes allemas
f.izia recetar que as reclamacoes do summo pont-
fice com resaeite oua situacio em Roma, podes-
sem acbar cbo nos conselhos do governo do im-
perador Guilberrae ; segundo, porm, se annuncia
por esse lado as tentativas do papa nada poderam,
c a declaracio de tal insuccesao dos esforcosde Le-
so SIII, tio feliz em todos os seus empeaos, con-
tribuir at certo ponto para facilitar a resolucio
da crise ministerial italiana.
Entretanto apezar de tornar-sa publico o have-
rem-se frustado por este lado os esforcos do papa,
e posto se desafogasse assim um pouco a questio,
ainda muito duvidoso o resultado de todas as
combinacoes tentadas pelo Sr. Depretis.
) que bem parece certo, que o Sr. Depretis
carece do concurso da esquerda para reconstruir
o gabinete, ou para comprar um governo transi-
torio, que cstabeleca ponte de paesagem para a es-
querda.
E d'ahi provm o empenho do Sr. Depretis em
entenderse com o Sr. Crisp, que pa:e:eestar des-
tinado a representar um papel importante nesta
transformacio O Sr. Crisp tinha sido arredado
em tempo da scena publica por motivos de ordem
particular, e por isso nio era pela sua decadencia
poltica, que o vimos affaatado dos negocios.
Agora, porm, em vez de escolher outro dos ho>
mena nata veis da opposicio, e como Sr. Ctispi que
o Sr. Depretis parece de preferencia desejar en-
tender-se. Mas boje o Sr. Crisp nio est affaata-
do em demasa nem de Zanar.Ielli, nem de Nico-
tera, nem de Cairoli, e o pendor da opposicio
principalmente representado por estes homens.
Pretender o Sr. Depretis separal-os ? Que o Sr.
Depretis pretenda levar as divergencias ao seto
da opposicio oomprehende-se fcilmente, mas
natural que a opposicio se prepare para repellir
um esforco que s pode prejudical-a.
A prolongacio da crise poe bem em evidencia a
grandeza das difficoldades, e por muito notavel
que seja o espirito poltico dos homens pblicos na
momia, e menos quena que ella se dirigisae I Ju^ 0 qae certo, que at agora, e por vea-

cx irve jppriiatr o pavo irlxndec.
OatHb -rana uauouiat-s anida au se teem movto)
A ves iibel qne rinte-ie drraitas da Irlan-
da ; aquella grupo de liberaes dissideutes conti-
na a apoiar o ministerio presidido pelo marquez
de Salisbury.
Pode se mesmo dizer qae esse grupo quem
d as verdadeiras condicois de existencia ao ga-
binete.
Ni..a'* ^partido eonaarvador ioglas quetanw
a peito abrir urna caupanha de repressio contra
a Irlanda ; tambem urna parte do partido li-
beral ; e s por causa do apoio que el a presta
ao ministerio actual, que a legislacio repressi-
va contra a Irlanda podar passar no parla-
mento.
O prim-iro passo est dado e espera-se que o
governo consiga arrancar a approvacio parlamen-
tar para estas leis, queja ninguem suppuaha po-
derem ser votadas no parlamento in^lez.
O gabinete, porm, annuindo a os desejis dos
unionistas, resoiveu retiiar o artigo da le de re-
pressio da Irlanda que se refere organisacio
da justica. O referida artigo estabelecia que
os reos daviam comparecer ante o tribunal iu-
glez. .
A despeito de todo os irlandeses residentes nos
Esta los-Uuidos dirigem pela imprensa e em re-
onioes publicas os maiores ataques Inglaterra,
ameae;ando-a com o emprego da dynamite se le-
var por diante a lei de ropressio contra a Ir-
landa
Os radicaes e parnellistag resolvern, celebrar
no dia 11 .i; Abril um meeting monstro en Hy le-
l'..ik. de Londres, para protestaren contra o pro-
cedimento do o verno em assumptos irlandezes.
1)2 in de Nova-York que o movimento a favor
da Irlanda se vai propagando rpidamente nos
Eitados- Unidos, onde se estio preparando mani-
festacoes do todas as classes para dentn itrar as
sympathias que a causa do povo irlanduz eneontra
no americaua.
Na ultima sessao da cmara dos commuas, em
Londres, os irlandezes tentaran, prolongar o de-
bate acerca do projeeto de repressio da Irlanda.
Fui n'ecse sentido re^eitada uina proposta do par-
nellista O'l^onnel, apezar da ter o apoio di Sr.
(a iitoue c dos seus partidarios.
O Sr. Dillon tundameateu um* proposta, p^-
dindo que a cmara declarasse o assumpro sutfi-
cientemeute diicutidi. Posta A votacio a pro-
posta do ministro foi approvada por 3ol votos
contra 253. Ao proclamar-ge esta vofatcio, o Sr.
(jladstone e todos os seus partidarios, pozeram se
de p e abandonaram solemnemente a sala das
sessoes. Pouco depois o inenni procedtmeato por
parte des parnellistas de inoJo que na cmara ti-
caram apenas os partidarios do projeeto, que ap-
provaram, em .otacao ordinaria, priineira lei-
tura do mesmo.
Lord Churcill, no discurso que proferio na ses-
o de 3, approvou a poltica do gabinete a res
peito da IrlauJa ; disse que depois da sua de-
missio, a poltica externa do marques de Salisbu-
ry tem-se modificado ; declarou que pela sua
parte est agora convencido de que o povo ioglez
nao se deixar arrastar guerra pela questio bul-
gara-
tllemannn
A polica de Lubeik deu ltimamente busca s
moradas de -5 socialistas demcratas, i- apprehen-
deu all escriptos eompromettedores.
As negoeir;oJS entaboladaa entre o Vaticano e
a Allemanba para o estabeleiimento das congre-
-ac-es religiosas, lograram bom resultado sobre
as seguintes bases : as ordene designadas para a
propaganda iu parlibus infedelium como silo os je-
sutas e os dominicanos, nio podero regressxr
Alleinauha, e as ordeas admittidas poderio crear
estabelecimentos de caridade e educacio, mas nio
fazer propaganda.
Painel Baixott
O governador das ludas telegraphou para Haya
ao governador da m.-tropoie, dizendo quo llie nio
constava haver desordena as Clebes, sendo coco-
tudo neeessana urna demonstraoao naval para
persuadir os indgenas a renovaren) os contractos
estipulados com a Hollanda.
Rutista
A' 29 de Marco passeava o czar no parque de
Gastchina, quando um official do exercito quasi
a queima-roupa Ibe dispirou um tiro de pistola.
A bala desviou-se, sahindo Ileso o imperador de
mais essa tentativa centraos seus dias. O offi-
cial foi preso em acto continuo.
Algumas infor nacoes se encontrara no Standart
acerca da conspiracao militar deacoberta na Rus-
sm. Dizen os telegrammas dirigidos de Vieuna
quelle jornal, que as guarnieres do Caucaso
teem tido presos tnuitos officiaes do exercito.
N ida monos de 100 estio encarcerados am Titlis.
O Daily Chromclc publicou um telegramma de
Vienua, em que se atErma que a Russia nio ser
represeptada na exposicio universal, que deve ce-
lebrar-se em Pars em 1889.
O embaixalor francs em S. Petersburgo Sr.
Laboulaye, convidoa o governo do czar a que a
Russia tone parte na exposicio; mas parece que
o Sr. de tiers responden negativamente, affir-
mando que a Russia nao s nio concorrera offi
cialmente a um acto que tem por principal objecto
glorificar a revolncio de 1789, mas que o governo
do imp.'rio.'prohibir tambem e enrgicamente, que
qualquer subdito russo concorra exposicio.
A impreuia russa e a austraca estio trocando
srtigos violentos. Os jornaes russos fallam des-
denoocamente da allianca da Allemanba com a
Austria e a Italia, que I he ha de causkr serios em-
barazos. Os jornaes austracos pntam um qua-
dro sembro da situacio da Russia, mento dizem estar no regresso alliauca dos
tres imperios.
Oriente
Nao tem adiautado a questio blgara. A re-
gencia prosegua em dafeza da poltica nacional,
que pretende subtrabir-se influencia exclusiva
da Rusaia
Mas por sua parte, a Russia apparenta dispo-
sicoes mais benvolas para com a Bulgaria ou
pelo menos deixa de empregar aquelles procesaos
contra os quaes todos os espintos se insurg-
ram.
A Turqua que fra incumbida de sanar as dif-
ficuldndes, nao p >ude conseguir nada at agora e
at parece estar decidida a dizel-o claramente
Europa.
Nio se pode por ora dizer o que far a Europa
em presenca de tal declaracio- Espalha-se, en-
tretanto, a noticia .e que a regencia, em vista das
mallogradas tentativas para escolher um rei, est
resolvida a voltar-se i novo para o principe
Alexandre.
Nio pro va ve', oin tudo, que sto venba a suc-
ceder. E nao s porque nio agradara a Rus-
sia tal solncio, pois que no actual estado de coi-
sas ni) provavel que nenhuma potencia da Eu-
ropa protegesse a causa do principe Alexandre.
Elle mesmo entendeu que devia abdicar para fa-
cilitar a solacio desses negocios. Depois da abdi-
cacao voluntaria, nao pode pensar o principe Ale-
xandre em tornar a occopar o throno da Bul-
garia.
Se o caso viesae a realisar-se eitranhas circun-
stancias deveriam determnalo.
O certo que as ultimas noticias recebidas da
Bulgaria sffirmam ter ganho rrande terreno o mo-
vimento a favor do principe Alexandre de Batten-
berg de d'onde resultara portanto, a completa
autonoma de todo o territorio blgaro e rome -
lista
Ras populace? mais importantes organisarar-
se juntas battenbergistas. A regencia protege e
alimenta este movimento. No entonto a Porta pa-
rece resolvida a tomar urna attitude inergica, com
respeito as correte autonomistas, que proced :m
da Bulgaria.
Os jornaes de S. Petersburgo usam de urna lin-
guagem violenta contra o governo de Sofia. Di-
zem que se peasa em converter o Mar-Negro em
base de operacoes dos inglezes contra a Russia e
que portanto a situacio ae vai tornando cada vez
mais inautentavel.
E*tadon-l nido*
Correm diversos boatos sobre a saade do presi-
dente da repblica dos Estados Unidos, Cleve-
land.
Um celebre medico de Washington declarou que
so o chefrf do estado nio tiver mais deseanco do
que aquelle que actualmente tem, nio chegar ao
termo legal das suas funecoes No entanto esta
opiniij combatida pelo secretario particular de
Cleveland, pois sustenta que a sande do presiden-
te boa, Trabalha tanto como qu Iquer homem.
E' factaque Clevelaud tem emagrecido desde
que foi nomeado presidente, mas esse symptom* ,
segando os mdicos mais favoravel do que assus
tador.
A repartcio de agricultura de Washington es-
t prestando muita atteucio a tado qnanto se re-
fere a producesto de seda.
Na nassada legislatura votou o cougrezso um
crdito especial destiuado a experiencias officiaes
com as machinas mais modernamente inventadas
para fiar uaoaaulos, e o chafe da repartcio agri-
J2ol* aprovaitou a opportunidade.
Para oaaB-rfeito, tem j inatalLidaa acia machi-
sns Serrlufam edificio annearo a nanepatticip,;
e conta coa grande qaantidade de casulos destina-
dos para as primeiras experienciab.
Ha trez annos que o governo de Washington se
comecou a oceupar com interesse da produccio da
se la n-s Estados Unido, e, apezar de se ter per-
dido algum tempo, ha esperanzas de desenvolver
por easo lado una frrandee proJnctiva industria.
No seu ultimo relatorio, diz o director geral da
agricultura, o Sr. Cdeman, que durante o auno de
1885 se importou seda cra n'aquelle paz, no va-
lor de 20,OUO:OUO pesos. Se os cssulon que deram
essa seda ae tiveasem produzido noa Estados-Uni-
dos, 08 agricultores do paz teriam repartido en-
tre si, pelo menos 15.000:003 de pesos addicionaes
sem contar qne a operacio de fiar os casuUs te
ria dado trabalho a dez ou done mil pessoas.
EXTERIOR
Correspondencia do Di arlo de
Pernambuco
PORTUGAL- Lisboa, 6 de Abril
de 1887.
Ha dias foi a S. Vicente de Pora ouvir urna
inissa par alma de seu pai o rei D. Femando e
visitar o real jazigo, onde esteve orando.
O ultimo telegramma recebido de Port Dar-
wiu pelo governo, de 31 de Marco Nolle Ihe
participa o novo governador de Timor haver to-
mado poase a .29. Est preso um dos assassuos
de Alfredo Maia, governador daquella nova poa-
sesso. A justica procede. Deprehenle se do te-
legramma ter sidu morto o governador cm Dilly,
que a capital da colonia portugueza nao por ef-
feito de revolta, mus em consequencia de conten-
d, rixa, ou vingaaca de alguns dos iudig-inas.
Palleceu em L;sboa o Conde das Antas, fi-
'lho do fallecido general do mesin> titulo Foi
grande o numero de amigoa p^saoaeado finado que
o acompanbaram ao cemiterio Occidental. O cor-
no foi depositado no sumptuoso mausoleo que ha
annos so eriga, por subvenidlo nacional e onde 60
ncham os restos mortaes daquelie bravo caudilbo
da liberdade,
Una engenheiros inglezes, que se achatn hc
fUltmente em L'sboa, pediram autorisacio ao mi-
uiatro da marinhi fiara faz .iwa urna experiencia
com um certo typo de dockis fluctuantea junto ao
aiseual. A' experiencia asaisdr o almir nte da
esquadra inglesa, o nusso commandante geral da
armada, director geral da niarinb, superinteu
dente do arsenal, etc.
No dia 2 do corrente priucipiou a circulacao
piblica de comboios no camiuho de ferro de Cintra.
0,'primeiro comboio levou para aquella eneantdo-
ra villa grande numero de visitantes. Na garc
estava muito povo e as philarmonicas do sitio aau-
davam aquelle melhoramento. E' espantosa a
quantidade de gente que tem ido de Lisboa pas-
sar a semaua -santa em Cintra.
Parti ha poneos dias para Liverpool, donde
tomar o primeiro paquete para a America o Sr.
Bario de Almeirim, ltimamente nomeado nosso
cnsul geral em Nova-Yoik.
Foram elevados ao pariato vitalicio, oa Srs.
conselheiros .los Luciano de Castro e Heurique
de Barros Gomes, presidente do cooaelho de mi-
nistros e ministro do reino, o primeiro, e ministro
dos negocios estrangeiroa o segundo, para o que
se tinha reunido no da 31 de Marco o conselho de
estado.
No mesmo dia rcuno-se na aie de sua resi-
dencia a assembla geral da compauhia de cr-
dito predial portuguez. Presidio o Sr. Conde de
Valen'jas, sendo secretarios os Srs. Joaquim Mo-
reira Res e Joao Ulrich. A reuniio esteve muit
concorrida, sendo discutido na su. geoeralidade o
relator.o da companhia.
O presidente propoz e foi apprnvado unnime-
mente e de p um voto de profundo sentimento
pela morte do ultimo governador da companhia
Antonio Mara de Fontes Pereira de Mello.
Em seguida foram votadas e approvadas as eon-
clusoes do relatorio do conselho fiscal, procedeodo-
se logo 4 2* parte da ordem da noite eleiflo dos
corpos gerentes :
Ficaram assim constituidos :
Meaa da asaembla geral Presidente, Duque
de(Palmella ; vicepresidente, Conde de Valencae;
secretarios, Joaquim Moreira Marques e Joio
Henrque Ulrich.
GovernadorConselheiro Jos Muciano de Cas-
tro.
Conselho de administraba-)Polycarqo Jos L -
pea des Aojos e Conde de Valbom.
Supplentes do conseibo de administracioVis -
coude de Ottolini e Visconde de Miranda do Corvo.
Vogal t fivetivo do conselho SscalConde de
Castro.
Vogal supplente do conselho fiscalFrancisco
Antonio Alves Pereira.
A mesma assembla suspenden s 2 horas da
noite os seus trabalhos para continuarem no dia4.
Est aaaignada a carta regia nomeando pre-
sidente da cmara dos pares o Sr. conselheiro Joio
Chiysostomo de Abreu e Souza, ministro de esta-
do honornrio. O Sr. Abreu e Souza foi ministro
da guerra no ultimo gabinete Braancamp.
Opportuoatnente Ibes diese que, logo depois da
morte do conselheiro Fontes Pereira de Mello, que
era presidente vitalicio da cmara dos paret, foi
decretado que a nomeacio doa presidentes da c-
mara alta fosse animal, para que esse lugar tives-
se a feicao poltica da situacio, medida esta indis-
ponaavel, desde que urna parte daquella cmara
electiva.
Ficou reconduzdo na vice-presideneia o Sr. An-
drade Corvo, antigo diplomata e ministro de. es-
tado honorario, que j desempenhava esse lugar,
sendo presidente o Sr. Fontes.
O governo nomeou urna commissio para
examinar as condices da proposta apresentada
para a construccio dos mclborameutos do pirt-i de
Lisboa. A commissio composta dos Srs. Joio
Joaquim de Mattos, Manoel Affonso Espergueira e
Adolpho Ferreira Loureiro, engenheiros.
O Sr. Vifconde de Castilho foi nomeado cn-
sul de Portugal em Zanzbar. O Sr. Visconde foi
em tempo governador civil do districto da Horta
e ha bastanteJ annos era conservador da Biblio-
theca Nacional de Lisboa.
Julgo ter-lhes dito que o commissario do gover-
no para negociar o tratado com o sultio de Zam-
sibar o Sr. Hermenegildo i',apello.
Em aubstituicao do Sr. Raymundo Valladas,
teen te-coronel de i ngenharia, foi nomeado direc-
tor da Casa Pa de L sboa o Sr. Dr. Sequeira Oli-
va. Parece que o provedor actual, que o digno
par do reino Carlos Mara Eugenio de Almeida
pediiia a sua exoneraco. Iodigita-se para este
importante lugar o Sr. conde de Valencas, (Dr.
Luiz Jardiro) que baver dez annos sendo vena-
dor da cmara municipal de Lisboa, preatou assig-
nalados servicos ao municipio no pelouro da ns-
trucco.
Pedio a sua demissao de commandante da 3*
divisio militar (Porto) o geuerai Henrique Jos
Alves.
Na sessao de hontem ca sociedade de Geo-
graphis, fez-se com solemuidade a entrega das
medalhas offeracidas pela provincia de Angola aos
benemritos exploradores, os Srs. Brito Capello e
Soberto^Ivens.
JjForam gravadas pelo abridor MoUrlnbo, do Por-
to. O trabalho est primoroso.
Um incidente que tem o que quer que seja
de imprevisto : Dissera o Seculo, jornal republi-
cano qne se publica em Lisboa, que o manifest
cortununista'anarchitta, que tem andado en circu-
lacao, foi pago pelos cofres da polica e distribuido
por indicacio de Sr. Mariano de Carvalho, minis-
tro da tazenda, para tornar antipatbica a causa
dos operarios manipuladores e revendedores de
tabaco.
^Um ciiadio 'que se assigna Joio Antonio Car-
dse, acaba de dirigir ao Seculo urna carta, que as
Novidadei de 4 do corrente publicaran!, onde se
lem trechos multo curiosos.
Termina assim :
Pela leitura do obredito manifest depressa
se eoaclue quo insensata seria a polica e o go-
verno auxiliando propaganda por igual perniciosa
a monarebcos, como a republicanos ou socialistas,
e sapponho, tambem, que o auxilio a espersr d'uns
e ontros reside certameute no* tribuuaes compe-
tentes, o que por forma alguma nos nio atemoriaa.
_ O manifest em questio do grupo cetnmu-
nista-anarchista, que ha pouco se fundou em Lis-
boa, e do qual s operarios fasem parte ; foi ela-
borado pelos mesmoa operarios e a expensas suas
impresso n'uma typographia operara tambem.
Se sobre estas informacoes lhe restam algunas
duvidas, e pessoalmente lhe poderei dar outras,
esperando que V. Exc. d publicacio a estas li-
nhas, afim de uttenoar a imprecado produzida pelo
labo infamante quo V. Exc. lancou sobre nm gru-
ji de operarios, inaccecsiveis, pela sua rijeza de
moivecoes, a eapcculaa upter natureza.
Lisboa, 4 de Abril de 1887.
Em nome e por acoordo do grupo communis-
ta-anarchista.Joao Antonio Cardoso.
Esta carta, se nao mais urna blagiie, certamen-
te que tem todo o valor de urna curiosa revelacio.
Palleceu de typho mais um estudante que de
Coimbra trouxera para Lisooa os germeua do mal
a que suecumbio. Foi o Sr. Joaqnim Jos Pires,
que frequeatava na umvrrsidade o primeiro anno
de aireito. Tinha apenas 19 annos e era filho do
Sr. Julio Pires, deputado eleito por Lisboa, e um
dos directores do Banco de Portugal.
Um filho dos Srs. condes dos Olivaes, que tam-
bem estava e.-.tudando em Coimbra achava-se ha
poucos dias sm psriga de vida, eom um febre ty-
phoide. A epidemia ainda contina fazendo es-
tragos uaquella cidade.
Parece que na actual aessio legislativa o
Sr. conselheiro Beirio, ministro da justica, pro-
por ao parlamento a reforma da legislacio com-
mercial, cujas disposico '8 por abaolut .a e incon-
gruentes, ba muito esta va m pedindo reforma, bem
como se diz que reconstruir em novas oases o
processo criminal, atteadendo s justas reclama-
coes da opiniao, tantas vezes e por tantos modos
aaitestada.
Pelo ministerio da guerra serio apresenfadas
propostis tendentes a melhorar a ultima organi-
sacio do esercito.
Dom-ng) 3 effectuou-se a definitiva despe-
dida dos artistas de S. Carlos. Foi um delirio de
pal as, chamadas aem cont, florea. Pouco autos
haviam-se consagrado tres noitcs consecutijas a
featas artiaticas de Valero | tenor) e das damas
Tbeodorini e Bemdazzi.
Alm de um sem numero de bouquels, coras,
veraog, retractos e chamadas, as insigues cantoras
recaberam algumas joas riquiasimae.
L.
aflu-.
Correspoadeaclu do filiarlo de
Pernatnbuco
RIO DE JANEIRO Corte, 16 da Abril
de 1887
Scmurio: Partida do Imperador para Aguas Cla-
ras. -Chegada all de Suas Magestadea.
Memoria exp-.-rimciitadaa pelo au-
guato enfermoVisitas que all tem re-
cebido.Urna excurso e recreio pela
liuna da Principe do Grao-Hjr at
Rio Preto.Discripcao d'aquellas para-
geus e casa rjoe serve de residencia
imperial, publicado uo Rio de Janeiro.
Duas o .'icios sem fundamentoA chapa
seuatorial orgmiaada peloa aenadores
mineiros liberaes.Divergencia man
festda no partido. Una noticia sobre
a for:una do general D. Mximo Sau-
tor.
Conforme era esperado, apoz a couferencia dos
mdicos da imperial cmara, parti o Imperador
na maulia uo da 11 para a fazenda de Aguas
Ciaras. 0 augusto enfermo achava-se tao enfra-
quecido que ao apear se do carro, quando chegou
a estacio d estrada de ferro Principe do Grao
Para, seutij-sc sem forjas para camiuhar at o
trem e pedio urna cadeira para descansar. E em-
quaut-o oram buscar esta, elle asaenton-ae em um
banco que all acbuu.
Tomando depois o trem, e aeguindo este, foi-se
animando maia e durante a viagein, que durou duna
horas, e foi f. ta em b as condicoea, nio tomou
nenhum al un uto, limitando-Be a beber agua pura.
Chegadoa estacio de Aguas Caras, onde os
eapeeava o Dr. Carlos Leite e grande concurso de
miradores do lugar, dirigiram-se Suas Majesta-
des, em carro, capella da fazenda, onde fizeram
oracae, seguindo depois para casa de vivenda, que
vasta.
O Imperador mostrou-se satisfeito, recolhendo-se
aoa aposentos que lhe estavam deatinudos, afim de
deacanoar da viagem. Ao meio dia almocou, co
metido pouo, mas com algum apetite, o que uio
tinba .Tantea.
TenJo a companhia db GrcEo Para c tnpletad
a sua I i n ha telegrapbica e estabelecido um fio at
a casa da fazenda de Aguas Claras, temos tido
diariamente noticias do estado do Imperador, que
contina a melhorar, A febre nao tem appareeido
mais ; o apetite vai se reatabelecendo, e o augusto
enfermo vai readquinndo at torcas perdidas. E'
isto o que nos dizem os telegrammas aqu recebi-
dos, que sio li los com grande satsfacio, pois ba-
via muito recei.o de que a eafermidade de que foi
accommettido S. Magestade tivesse um termo fa-
tal, vista do que pela boca pequea ae dizia atri-
bua lo-se aos mdicos juizos muito diferentes do
que o que publicamente externavam.
Dizem oa telegrammas que o augusta enfermo
inostra muito boa disposi(,io de espirito e acha
agradavd a localidade, apazar da solidio d'a-
quellas piragens, que seguudo urna discripcio que
dellaa faz o Rio de Janeiro, podem, operando a
cun de Sua Mageatade, tornar-lhe o carcter in
sociavel e trate, ae a ccnvalescenca for longa.
Sua Mageatade j tem feito passeios matinaes
p, e recebe indistinctamente as pessoas que o vio
visitar, o que acontece diariamente. Hoje deve
ter seguido para all o Cr. Belisario levando para
assignatura imperial algus despachos, calvez s
mente da sua pasta, visto que por ter estado doente
o Sr. Cotegipe. -que j se acha melhornio bou ve
conferencia ministerial nesta semana.
Nunca a empreza da Groo Para imaginou que
logo em principio te-ia de conducir tantos e tao
qualificados passageiros. Antes da ida do Impera-
dor, a directora deesa estrada, em obsequio ao
Sr. Cotegipe, que manitestou desejos de conhecer
a liuha at o ponto em que os trabalhos se acham
terminados, convidoo-o, bem como a varios cava-
lbeircs e respoctivas familias que acham-se, ou
achavam-se entio em Petropols, para um passeio
at o Rio Preto.
Dessa excarsao, em que tomou parte um dos re
dactores do citado Rio de Janeiro, deu essa folha
minuciosa noticia, e assim tambem a discripcio da
localidade, fazenda e casa de Aguas Claras, da
qual nio levar a mal o leitor que aqu eu traas-
ereva os seguintes trechos, escriptos com elegancia
perfumada de poezia :
Aguas Claras, diz aquelle jornal, nio um
arraial ou povoado, mas a denominacio da fazenda
do Dr. Carlos Leite. Como topographis, a posi-
cio magnifica, e a casa da faz-nda, situada no
corte de urna das montanhas, domina vasto hori-
sonte e um valle profundo.
Entre a casa e a estacio pasa* o Rio Preto.
Ha ah urna extensa ponte, para cuja construccio
a provincia do Rio de Janeiro concorreu com
10:000*000, completando o Dr Carlos Leite a obra
com mais 20:000*000 de sua al^ibeira.
Si Aguas-Claras um lugar encant idor como
vegetacio e como moutauhas, cobertas de enorme,
cafezal de folhas verde -negras, montono pela
uniformidade, e cruelmente triste pele iaolamento
em que. se fica, apenas as locomotivas da Grao-
Para deaapparecem.
i Durante o da, um ou outro viandante passa
ao longe no zig-sag dos morros ; e quando o sol
desapparece, quando a noite cae lentamente no
seio d'aquellas cercanas mimosas, a sohdio ab-
soluta, o cora ci aparta-se do mundo para viver
das saudades ou para atordoar-se de preocenpa-
coes.
< E' possivel que a pureza da clima nos resti-
tua o Imperador sadio e forte ; mss si a conva-
lescenca tr longa, elle voltar com a natureza e
o carcter transformados : voltar insociavel e
triste.
< A casa, hoje palacio imperial de Aguas C a-
raa, urna constrnecio solida, assentada encesta
de um morro, que se pode dizer o scenario de onde
se olba para um vasto amphitbeatro, eternamente
vacio de espoctacdor<:8, tendo alias nma cpula
perfeitameute architectada, azul transparente e
claro dorante o dia, azul escuro e mysterioso du-
rante a noite. Interiormente o palacio tem urna
decoracio severa e confortavel, embora desgra-
ciosa.
I
Logo a entrada, esquerda, nm gabinete eom
estantes, livroa e instrumentos de engenharia, a
aatiga profissao do Dr. Carlos Leite.
Segue-se urna sala guarnecida de retratos de
familia, mortos e vivos, e de alguns qnadros, re-
presentando golpes de vista da fazenda.
Depois de descrever a sala principal e a collo-
caco dos seus movis, contina o eacriptor, que
nio outro senio o Dr. Jos Avelino :
A um canto est um piano, a qualquer que
seja a sua idade e o seu autor, elle rejuveneseer,
transformar se-ha em um magnifico piano armario
o. 4, bis, de Fleyel, apenas a dama de companhia
de Sua Magestade a Imperatrz, Mme. Tosta (*)
assentar sobre elle os seus magnficos dedos.
Na colidio bygienica, que a ccienca medica
impoz ao imperador, o piano vai car o elemento
mais propicio a reatauracao do augusto enfermo.
A inspirada virluoii aaber saturar de aons dul-
ciacimaa e confortativos o ar que o imperador tem
de respirar: os grandes meslres da arte clnica
compareeeram noite ao serio intimo, e dsccr-
reram sobre o que sentirn), soffreram e amaram ;
o rei adormecer tranquillo e feliz, como se a har-
pa de David estive'se psalmodiando seus cnticos
divinos.
Soguero ae os aposentos interiores. No ulti-
mo, cujas janellas deitam para um jardim, est o
dormitorio de Suas Mageatades. Quem diria qae
na alcova de urna familia burgueza, bavia de ca-
ber um dia todo o imperio !
L estava j no leito imperial o travesseuo
de Sua Magestade, o mudo confidente, o deposita-
rio da historia inteira do segundo reinado. O es-
pirito do visitante indagador, enche-se de super-
sce8, e comeca a querer peuetrar naquella mae-
sa de plumas, como se fosse a massa encephalica
de urna cabeoa, que possue grandes segredoa da
sciencia e das fraquezas do saber humano.
Alguns pequeos e curiosos detalhes do pas-
seio.
O Dr. Carlos Leite veio estacio rebeber os
viajantes.
E' um bonito homem de o annos, pouco mais
ou menos, olhos verdes, barba tenue o cerrada,
bocea pequea e distincta, urna pbysonomia in-
tellgente, um todo deselegante, mas nobre. E' ex-
tremamente cortez e ainavel, tem modo3 de um
verdaieiro fidalgo. Todoi s o tratavam por Sr.
Bario de Aguas Claras. Si nao tiver a nomeacio.
j tem a mi uiiiiie acclamacao
Taoto quanto foi possivel na rapidez da de-
mora, cbsequiou os hospedes, ofiereeendo-lhes m:ig
nifi;o caf.
Iuexplicavel contraste, mas velha tradiccio!
A ra dreita de todas as ciladea sempre a mais
torta; a t-gaa de Aguas-Claras esverdeada e
grosaa.
Ora, ah tica o que a fazenda de Aguas-Cla-
ras, onde actualmente se acha a familia imperial.
Corren aqui ltimamente que por causa da
molestia do imperador, tinha o governo resoivido
adiar a abertura das cmaras pira o Io de Junho;
e um jornal, creio foi mesmo o Rio di Janeiro,
chegou a noticiar que o decreto do tal adiamento
j se acha va asignado. F.i isto motivo para
ae-rbas cousuras ao Sr. Cotegipe ptla Gazeta da
Tarde, principalmente, e peloa tpicos do Paiz.
SeiDeibemto b ato, porm, acaba de ser desmenti-
do pnr autorisacio do goverao pelo Jornal do Com-
mercio e pelo proprio Paiz.
Outra noticia que tambem f .i dada ha diau
por nm jo-nal. e que ainda se nao confirmou, mas
que nao ob-tantc, hoje muito commentada pelo
Sr. Serra nes seus tpicos, que o Sr. Cotegipe,
logo que aJnec-ra, expedir telegramma ao Sr.
Paulino, cliarnaiido-o pira conferenciaran.
No tacto, ou antes, na noticia, pois que nao hou-
ve tai chamado, ao que me dizem. v o citado au-
tor dos tpicos o intento do Sr. Cotegipe de pas-
o santo e a tema da situacio ao honrado senador
fluminense, fazendo prevalecer Macuco sobre
Goyaoua, o que diz alie, manifesta ingratdao.
pois nao toi aquelle senador qm-m no ostracismo
proclamou o meamo Sr. Cotegipe o pontfice mxi-
mo; no emtanto, S Exc/cbaina-o e prepara-o para
a suecetso, bradando em tom de inspirado : sa-
cer esto.
Tudo sto nio passa doa eostumados passeks,
como bem o pode avaliar o leitor.
Ja se acham orgauisadas as chapas, quer
conservadora, quer liberal, des can lidatoa a va-
ga deixada no cenado pelo conselheiro Martinbo
Campos,.e cuja eleicao de?e ter lugar por todo o
mez de Junho. A dos primeiros compoe-se dos
Srs. Bario de Leopoldina, M. Jos Soares e Eva-
risto Veiga, o qual entra agora em lugar do Sr.
Brettas, que com os outros dous fez parte da
chapa da eleicao passada que foi derrotada. A
dos segundos, organisada peios senadores liberaes
mineiros, coaopde-se dos Srs. Carlos Affonso, Fe-
licio dos Santos e Joio Penido.
Segundo corre esta combmaca-) nio tem sido
bem Hcceita pelo partido, nao s pela exelusio
do Sr. Cesari i Alvim, como pela nio inclusao nel-
la do Sr. Affonso Penna, ao qual foi preferido o
Sr. Penido por influencia do Sr. Lima Boarte,
seu cuuhado. Por isso falla-se em urna chapa
dissidente, de que fardo parte aquelles dous ; e
hontem noticiou O Paiz que por telegramma de
Ouro Preto constava que alli nio tinh sido ac-
eeito pelo directorio do partido aquella combina-
cao.
A circular que a recommenda, assignada pelos
jeteridos senadores, concebida em um certo tom
autoritario, que se affasta da norma geralmente
observada em taes documentos.
Os abaixo assignados, diz a circular, sena-
dores pela provincia de Minas Geraes, participan!
aos seus correligionarios polticos residentes n'a-
quella provincia, que, fiara a eleicao etc. etc.
ficou organisada a chapa do partido liberal, cou-
forme em tempo opportuno aera comtnunicado a
um dos dignos membroa do corpo eleitoral, com
os seguintes nomes etc. etc. *
Assignou-se em primeiro lugar o Sr. Affonso
Celso, e em segundo o Sr. Lafayette, o qual nio
obstante ser actualmente o diere proclamado e
reconhecido do partido reorganisado e unido, dei-
xou-se fiear por baixo de seu collega, como que
para tornar bem patente que a este cabe toda a
responsabilidade da exelusio do Sr. Cesario Al-
vim. Oa outros signatarios sao ca Srs. Lima
Duartc, Ignacio Martina e Candido de O'iveira.
H>je o Sr. Matta Mchalo apparece na Gazetti
de Noticias dizendo que s peloa jornaea teve co-
nheciineuto da chapa assiguada peloa seus corre-
ligionarios, aos quaes muito respeita e considera ;
mas que individualmente nio os pode acompa-
nhar por dever de eoherencia e dignidaie polti-
ca, pois que a questio para elie da ideias e prin-
cipios e nio de pessoas, e qne nesse sentido se
dirigir aes eleitores de seu districto.
Para concluir, e visto que nio me resta tem-
po para tratar de cutros assumptos de que tenho
apontamentos, entre o quaes figura a noticia dada
pelo Pas de ter a senhira do general Santos da-
do a luz, em Petropolis, urna linda menina, tran-
screvere o seguinte da carta do correspondente
do Jornal do Commercio no Rio Grande, pnblice-
do hoje, o qual tratando das reclamacoes dos cbar-
queadores do Estao Oriental, diz :
Esta questao industrial, chamcu a attencio
da provincia sobre os negocies do general Santos,
cuja familia materna consta que vira defin tiva-
mente eleger domicilio em Porto-Alegre. Umn
folba bem informada tronteira deu-nos os seguin-
tes pormenores sobre a fortuna do ex-presidenta
da republica do Uruguiy.
Alm da estancia dr Colorado, que vale a
(*) E' a consorte do desembargado! Tosta, filho
do eir. Visconde de Muritiba, que foi por muitos
annos juiz de direito de Petropolis, de onde sanio
para a Reiacao da corte. Alli teve aqu -ila sc-
nhora opportunidade de entreter com a princesa
imperial relacoes intimas que de alguma sorte pas-
saram para a imperatrz, e d'ahi veio a sua no-
meiaco, nio ha muito, de dama de paco, bem como
a de geutil homem para seu marido, alias muito
digno de tal honra pela integrdade de seu ca-
rcter e tio reapeitado eomo magistrado, quanto
o que mais o possa ser.
Por causa da molestia da velha amiga da Im-
peratrz, a Sr. D. Jostphma, Baronesa de Fon-
seca Costa, que com grande e manifest pezar de
Sna Magestade teve de fiear em Petropolis, foi
designada a Sra. Tosta, e bem assim o Sr. Tosta,
para acompanharem Suas Mageatades, o qae em
nada Ibes penoso, por sorem um casal sem
filhos.
A Sra. Tosta, que teve muito esmerada educa-
cio e distincta tanto pelos seus dotes physieos,
como pelos moraes, 4 filha do abastado e conhe.
cido fazendero Joaquim Ribeiro de Avellar, re-
centemente agraciado com o titulo de Visconde de ,
Ub, pelo facto de haver alforriado, maia de 400
escravo?, com a prestacio de servieo por tempo
nio maior de tres annos, que lhe pateco sufiicienle-
para encaminhal-os e collocal-os as trras de snas
fazendas como futuros colonos.
i



Diario tte Pernamfciic*Seita-feira 22 de Abril de 1887




olboa cerrado 2.000:000* d aoa moeda, a do
luxuoso palacete ae inarmore da oalle 18 de Julho
avallado era cerca de 800 cont, o ex-geoaral
Santos possue una 20 predios que oo vaism me-
nos de 2:000 contal, e mai tres grandes estan-
cias que estio oteadas em igual quantia. Aos
6:800 eontos em propriedades de rai, ha que ac-
crefcceour li20 em acooes da estrada de ferro
contral du Uruguay cerca de 4,000:000* em ti
tuloa da divida unificada e outros 4,000:000* em
ttulos de difforentes especies. A estas........
16,O00:0OJ addiciona-se a parte que lhe cabe em
tres importaotissimas casas importadoras, das
(unes socio capitalista ; part que cao baixar
de 2,000:00M o oais 1,100:000* que elle toi aos
poueos aecuinulandj no Bauco Iagles de Monte
video, segundo voz geral. A somma de to
avultada cifra, 19,100:000*. seria a fortuna real
de Mximo Sautos, se nao houvesse quo juntar
ella os bens de su virtuosa esposa, que s em
joias e pedrarias, p >ssue cerca de 800:000* e em
propriedaie uos J ,200:000*. Ao subir ao poder
o feliz mortal possuia apenas o sold de coronel
a algamas dividas que nao pudera saldar.
Bem r.iz.o tuina eu de ecommendar que se
tratasse bem o Ilustre exilado, que pelo menos
um exeioplo da felicidade repuolicana. O nico
perigo qie vejo elle de^o -rtar as ambicoes dos
nossos d 'mocratis, que 4 sejariam imital-o. E'
preciso confessar que o Imperio fraeo meio para
se arranjar fortunas rpidas e brilhantes.
PERNAMBDCD
Asseinbla Fnmnciil
DISCURSO DO SB. JOS MARA NA SESSAO DE
15 DE M Ui(,'J
O Sr. Jos Mara (pela ordem)Sr. pre
sdente, baria podido a paluvra o meu illustre col-
lega o Sr. Bario de Itapissumx, e, por consequen-
cia, V. Exc nao podia dar a palavra ao nobre de-
putado para pedir o encerramento.
O Sr. Presidente V. Exc. nao pode fallar so-
bre o encerramento.
O Sr. Jos Mara Eu nao quero fallar sobre o
encerramento, quero apenas diser que V. Exc.
nao podia dar a palavra ao Sr. Joo Alves, quan-
do j bavia solicitado o meu illustre collega o Sr.
Baro de Itapissuma.
Ditas estas palavras, eu me retiro.
Agora V. Exc. vote com o numero que fica.
O Sr. Jos Uaria (pela ordem) Segando
o nosso regiment, Sr. presidente, V. Exc. s pode
considerar a discu.-sao encerrada quando proferir
as palavras sacramentaes :est encerrada a dis-
cusso.
Eutretanto assim nao proceden : V. Exc. ia di-
zendo : nao ha vendo quem peca a palavra encer-
ra-se a discusso ; e autes que houvesse termina-
da a phrase, e por consequ3ncia, antes de haver
dito est encerrada a discusso, eu fui pene-
trando no recinto e em voz clara c bastante alto :
peco a palavra. (Apilados).
O Sr. PresidenteEu j tiuba declarado en?er-
rada a discusso.
O Sr. Jos MariaIsto nao c exacto. V. Exc.
nao me pode contestar.
A discusso nao estava encerrada ; para que o
eitivesse seria preciso que V. Exc. houvesse dito :
nao havenio quem peca a palavra encerrase a
discusso e apj isto acereseentasseest encer-
rada a discusso
O Sr. Presidente -Eu disse : nao havenio quem
peca a palavra, est entrrala a discusso. As-
sim eu nao podia conceder a palavra ao nobre de-
putado, visto como V. Exc. nao se acbava no re-
cinto.
O Sr. Jos MariaDe tacto, eu nao me acbava
no recinto, me havia retiraao muito de proposito,
supponio nao haver numero, para que a materia
ticasse adiada, porque eu nao quera deixar pas-
sar sein discutir em seu primeiro turno este pro
jeetc, e nao me acbava habilitado para raeel-o na
occasio. Vendo, porin, de junto do repisteiro
onde me acbava, qae bavia numero para votar-se,
que tfF.ctivam. nM o meu requerimento tiuba sida
votado e que V. Exc. ia encerrar a discusso, pe-
nstrei uo recinto e ped a palavra muito a tempo ;
pois que V. Exc. anda na tmha pronuaciado as
palavras sacramentaos do rrgimeuto, como anda
nao as prouunciou.
Desde que V. Exc. disse : nao havendo quem
peca a palavra vou encerrar a discusso, e eu
apressei-mc em pedil-a, devia-me ser concedida.
O Sr. Presidente Mas V. Exc. nao estava no
recinto, c sendo assim eu nao podia conueder-lhe
a palavra.
O Sr. Jos MariaEn pergnnto a V. Exc. Se
eu me tivesse retirado por necessidade, e houves-
se encarregado a qualquer de meus collegas de
avisar-me, e assim tivesse acontecido, entrando eu
na occasio em que V. Exc. dissessenao haven-
do mais quem pev* a. palavra encerr a discusso,
e pcdindo nessa occasio a palavra, deveria ticar,
por ventura, tolhido em meu direito ?
Parece-roe que nao, tanto mais quanto o regi-
ment clare.
O regiment diz terminantemente: antes de
ser encerrada a discusso o presidente dir : nao
havendo quem peca a palavr vou enenrrar a dis-
cussi, e nao havendo quem queira fallar, acere?-
centara : est encerrado o debate. Mas V. Exc.
nao completou a phrase, como determina o regi-
ment u V. Exc. tem sempre praticado nest casa.
Com relaco ao meu requerimeoto hontetn votado
V. Exc. assim praticou. Tendo V. Exc. dito :
nao havendo quem peca a palavra, encerrase a
discusso, o Sr. Dr. Pitanga pedio-a, e V. Exc.
Ih'a concedeu.
Como, pois, V. Exc. agn pretende proceder de
modo contrario ? V. Exc. ter dous p sos e duas
medidas, urna para a maioria e alguus deputados
da minora e outra para mim ?
V. Exc. pode ter em mais consideraco os seus
amigos, pelos seus merecimentos e dotes particu-
lares ; pode prestar-lhe mais altencoes, dedicar-
Ihesamisade, adoral-os mesmo, est no seu direito ;
mas isto como particular. Neste recinto, com re-
laco a direitos, eu tenho tantos quaulos aquelle
que mais os tiver.
Aqui todos nos somos deputados, tenho tanto di-
reito auanto aquelle que mais elevado estiver.
O Sr. PresidenteSo V*. Exc. quena tomar par-
te no debate tinha obrigaco de estar presente.
O Sr. Jos MariaEu tenho o mesmo direito de
retirar me, qu< tem qualquer outro deputado; eu
nao seu obrigado estar aqui amarrado, desde que
cunecam os trabalhos at que terminara. Depois
V. Exc. tem concedido a palavra, quer a deputa-
dos da maioria, quer a deputados da minora as
mesmas condices. V. Exc. s nao pode conce-
der a palavra, depois de haver declarado en .-er-
rado o debate depois de haver pronuaciado as pa-
lavras do regimeu'o.
O Sr. presidenteEu nao posso conceder a pa
lavra ao deputado que est no reposteiro.
O Sr. Jos MariaEu tinn: entrado e disse coui
voz firme, peco a palavra, iuim >diat,mente depois
que V. Exc. declarou qne ia enecerrar a materia.
V. Exc. lea o regiment e ver que eu tenho toda
a razo. Nao havendo que queira a palavia, en-
cerra-se a discusso diz o regiment. O que
qner isto dizer ?
O que significa isto se r. Vi um aviso aos depu
tados que queiram fallar .' Se depois deste aviso
ninguem, pedir a palavra, ento sim, fica encerrad >
o debate. ,
Foi esta a theoria por mim aprendida desde
que teubo assento nesta casa, no lempo em que nao
se dirigan) aos deputados pela forma porque boje se
quer dirigir. Lembro me di que em occasio idn-
tica, no tempo em que o Sr. Baro de Itapissuma
hourava essa cadeira, nao teve esse illnstre amigo
nem a menor duvida em co.iceder a palavra ao Sr.
Meira de Vaconcellos, quando ote deputado pedia
no momento em que S. Exc. acabava de proclamar
a discusso encerrada, e nao quando aonunciava
que a encerrara se ninguem quizesse osar da pa
larra, como p-ecedei agora, < assim praticou 9
honrado Sr. Baro de Itapissuma com applausos
de todo* nos que eramos ento maioria. Vr. Exc.
sab: que nao ba de nossa parte o. intuito de pro-
telara discusso. Anda hintem entrn o projecto
ii* ordem do da. Como que sendo um projecto
to importante como este tendo apenas se pronun-
ciado dous oradores, j V. Exc. quer impedir qae
outro *e inanifMteai ? Amauh, tambem nio po-
: tomar parte na discusso, porque V. Exc.
t'm o arbitrio da rolha que pjdc ser applicsda a
eu belo prazer, e no fim de 3 dias este projecto
que conten em seu bojo tudo o que ha de crivel,
quantas iniquidades se pode imaginar, passar sem
a miuina contestayio. Bisti dizer-se que se nao
taa a propnudade do pobre, do orpbo, dei-
. .-se qae cm toda iniquidada soja execotado
faseoda.
E' um projecto nestaa c indico 's, Sr. presidente,
i rauca o sanguedas veas dos deaberdados da
lortun, qo arranca-o pou, arrebata-ao orpbo o
i que lhe serve para mitigar a dores. um
projeeto nenas condices que V. Exc. quer que
p.tsse um o nosso protesto, sem o mea protesto de
representante do *> districto, a quem mais prxi-
mamente vai ferir essa dsposicio iniqua lembrada
pela nobre commisaao de oramento, que nao oogi-
ta do dia de amanhS, porque ffectivament. s
do que nao se lembra a nobre maioria. que estan-
do no fansto s procura desfructar oa gosos.
Para os cobres deputado* boje tudo ventura,
amanb p le estar em condices muito diversas.
O Sr. PresidenteSe V. Exc. quera discutir o
orcamonto devia estar no seu posto.
O Sr. Jos MarisBu j disse a V. Exc. que
fui a ante-sala, mas chegnei aqui e pedi a palavra
antes de V. Exc. declarar incerrada a discusso.
Este projecto cu nao o li, e urna quest impor-
tante como esta, que nao urna questo de lana
caprina, nao se pode discutir assim a vol d'oiseau,
sem se pensar mador e reflectidamente.
Um Sr. DeputadoTem a segunda discusso.
O Sr. Jos MaraMas quem me assegura que
nao estarei impedido de tomar parte na segunda
discusso ? E se for proposto o encerramento antes
de ser discutido ?
Outro Sr. DeputadoO nobre deputado manda-
r emendas que bao de sei tomadas em considera-
cao afim de que nao se arranque o pao aos pobres.
O Sr. Jos MariaOs nobres deputados igno-
ravam a lei de 1860 que determinava que smente
quando a divida proveniente da falta de pagamen-
to de dcimas fosse superior metade do valor do
predio poderia elle ser vendido ? Nao ; os nobres
deputados tanto conheciam esta lei que a revoga-
ram. K como esta disposico iniqua < immoral ha
muitas outras nesse projecto,que para mim quasi
desconhecido, porque como disse aiuda nio pude
estudul-o convenientemente.
Foi, pirtanto umainiqnidade o que V. Exc. aca-
ba de praticsr para cummigo, iniquidade tanto mais
revoltante quanto certo que nao tem s.do prati-
cada para com outros ; mas V. Exc. est no seu
direito, V. Exc. tem a faca e o queijo na mo :
Proceda como entender ; mas l> mbre-se de qua
amanh eu posso estar oceupando essa cadeira, e
V. Exc. acbar-se nesta bancada.
Ento nao ha de gostar que eu proceda para
com V. Exc. do mesmo molo porque V. Exc. acaba
de proceder para commigo.
Tenho lavraJo o meu protesto e basta.
(Muito bem da epposico)
O Sr- Jos liarlaNao faltava mais nada
Sr. piesidente a obra est coosummada Era
preciso que se fizesse desapparecer Tacarat para
surgir Jatcb afim de acabar-se de urna vez com
os poueos, com os insignificantes liberaes que exis-
ten! naquella comarca !
Nao me causou admiracao a apresentacio deste
projecto, de ba muito que disto se cogita, de ba
muito que se annuncia este par'o laborioso ; o que
me admirou foi queso agora visesse discusso,
quando nos espera vamos que elle fosse apreseatado
na sesso extraordinaria.
Mas, que interesse, que vantagem encontram os
nobres signatarios deste projecto na passagem de
Tacarat para Jatob seno a de governarem mais
sua vontade os correligionarios dos nobres de-
putados ?
Por que motivo se faz esta transferencia ? Que
razo 's de interesse publico a aconselham ? S se
os nobres deputados querem por esta forma levan-
tar monumentos de gloria aos assassinos que ao
mando do governo sacrificaran) na cachoeir.t de
Itaparica nobres victimes que, desarmadas, se ba-
viam entregue forca publica, confiando que ao
menos sei iam respeitadas as suae vidas.
Alm da c mificina sem nom? e talvez sem ex-
emplo alli praticada ; alin Je terem sido cobertos
com o manto da misericordia pol .tica os assassinos,
aquelles que covardemeute arrancaram a vida a
homeus in:rmes, ainda qnercm agora ga'.irdoar os
que ascim proeederam elevando urna povoaco in-
significante cathegoria de sede de comarca para
por esta forma perpetuaren] o feito que eu reco-
nhecs, grandioso na actual situ$o !
Admiro, Sr. presidente que V. Exc. d preferan-
cia a projectos destes, que nenhum interesse pu-
blico tem, a outros moitos projectos do grande
vantagem para a provincia, e que alias se acbain
dormindo o somno lelhargico empoeirados as es
tantes do archivo.
Isto o que demonst:a? Que at V. Eic, que
ainda hontem nao tmha estes arrebatamentos po-
lticos, o su intcllerancia, 03se excesso, por se achar
retirado das luas partidarias, tambem j se vai
contaminando do virus do partidarismo em excesso
e mal entendido virus ainda mais fatal do que o
bacillus koku ; porque se este traz o cholera, que
dizima um i populaco inteira, todava desanpare-
cendo, abandonando a regia o que fra por mal to
terrivel aasoiada, nao deixe caitaminados es que es-
caparam, os que noforam victimas; aquelle porm
que traz como consequancia immediata a corrn-
peo perdura na sociedad", pois a corrupeo
nao aj limita aos que exisUm na epocba em que
ella fez a sua apparico, mas prolonga-s p r mui-
to tempo, at que urna commcfo poltica venha
trazer a regeueraco social.
Deve V. Exc, portanto comprebender que eu ex-
perimento senssco desagradabilissima, ao conven-
cer me de que V. Exc, que eu julgava incapaz de
contamioar-se, j i marcha coa pasaos acelerados
para o precipicio que necessanameute tem de tra-
gar essa organisaco que eu supponho forte e in-
capaz de acompanbar aquelles que abaiidonam tudo
que ha de nobre e elevado, cumtaut > que satisfa-
cam o sentimento poltico.
O Sr. PresidenteV. Exc. est w, offendendo
por ter eu cumprido o meu dever. O Sr. deputado
nao estava presente, j o declare; nao ouvi a sua
voz.
O Sr. Jo
eu demonstre a inconveniencia, S. Exc, primeiro
signatario do projecto e representante do 13* dte
trcto, que deve vir tribuna demonstrar a.con-
veniencia qae existe n'essa transferencia.
O Sr. Gomes Prente -Nao oei que relacao tem
o projecto com o acontec meatos de Jatob.
O Sr. Jos MariaV. Exc est muito espinba
do hoje. Parece que o ferro chegou mesmo
chaga...
O nobre deputado iocommoiau-se; d'abi con-
cluio que efectivamente acertamos, que a razo
foi justamente esta.
O Sr. Gomes PrenteQual ?
O Sr. Jos MariaEsta que eu venho de dar.
Por que razo o nobre deputado nunca se lum-
brou de apresentar este projecto ?
O Sr. Joo de OliveiraPorque nao o apresen
tou o anno paseado?
O Sr. Gomes PrenteEst o nobre deputado
jnlgsndo-me por si.
O Sr. Jos MariaJulgando por si, como?
O Sr. Gomes PrenteEu era incapaz de apre-
sentar esta medida por urna causa odiosa.
O Sr. Jos Mina Mas se eu nunca proced as-
sim, sobretodo depois de acootecimentos como es-
te, como diz S. Exc qoe eu o tstou julgando por
mim? O nobre deputado faz justamente como
urna crianca e sahe depois com disparates desta
erdem...
O Sr. Gomes PrenteDisparates diz o nobre
deputado todo o da.
O Sr. Jos MariaEst outra prova de crisn-
cice : Est V. Exc. transformado em relogio de
repet cao.
O Sr. Gomes PrenteE' o que o nobre depu-
tado : o relogio de repetico.
O Sr. Jos MaraAh est o nobre deputado
como crianca... um beb...
(O Sr. Gomes Prente levanta-se para retirar-
se do recinto).
O Sr. Jos MariaO nobre deputado supoe que
me offeade com isto? Causa-me pena. Pude re-
tirar-se quando quizer. Quando voltcr ha de ou-
vi r.
Um verdadeiru crianca, e o que mais crian-
za barbada !O nobre deputado fez istoo nobre
deputado que fez. Tambem nao sei porque para
tirou a carta de doutor de borla e capello !
O Sr. PresidentePeca ao nobre deputado quo
nao se dirija individualmente a um seu collega.
O Sr. Jos MariaMas V. Exc. vio que, discu-
tindo eu seriamente e nao feudo o nobre deputado
com que responder-me, sabio com um disparate e
retirou-se do recinto.
Eu havia appellado para S. Exc, para dar i.s
razoes justificativas da apresantaco do sea pro
jecto, e o meio que S. Exc achou para responder-
me foi esse, porque nao psdia subir tribuna para
dar outro.
O nobre deputado nao encontra justificaco al-
gnma par* a transferencia d'essa comarca, porque
nao ha para isso motivo nenhum de ordem pu-
blica.
Subi tribuna, Sr. presicente, com o fim de pro-
vocar o nobre deputado, 1. signatario do projecto
s, portanto, o mais competente, mesmo porque
representante do districto, para dar as razes de-
monstrativas do seu acto. S. Exc. apr sentou a
opportunidade de um incidente sem sguificacoes
para retirar se e assim nao me responder.
Dou por cumprida a miuba misso, at que
S. Exc. u outro qualquer Sr. deputado signatario
do projeeto venha dizer qual a vantagem que ha
na mudanc de sede d'essa comarca. (Muito betnj
MariaAo contrario, Sr. presidente :
ou V. Exe. nao me comprehendeu, ou eu nao soub
explicar o meu peusamento. Louge de otFendcl-o,
estava eu dizendo que fazia de V. Exc. o mais
elevado conceito e por isto senta profundamente
que V. Exc fosse acompauhando aquelles que
abaudonam tudo que ha de grande, nobre e ge-
neroso para dar razo aos sentimentos pequeninos,
baixes e vis.
Mas, desde que V. Exe. allude ao 1." facto,
permitta-me que diga que nao estava alm do re-
posteiro quando pedi a palavra no momento em
que V Exc. proferia as primeiras palavras regi-
inentaes : Se nu ha quem peca a palavra vou en-
es-Tur a discusso.
O 8r. Ferreira Jacobinr.E' exacto.
O Sr. Jos MariaV. Exc. tem razo, se eu
houvesse pedido a palavra alm do reposteiro; mas
eu o fiz portas a dentroe, quando pedi a palavra es-
tava frente de V. Exe., V. Exc. encarou-me, vio
que quem se dirigir a mes* era um deputado e que
esse deputado era eu. V*. Exc deve estar lembra-
do de qu?, em condices semelhantes, deu a pala-
vra ao Sr. Dr. Jacobina, que tem por costume pe-
dil-a depois que o presidente daulara que, nao ha
vendo quem queira pedir a palavra, vai encerrar
a discusso.
O Sr. PresidenteQuando o Sr. Jacobina pedio
a palavra, nao tinba eu encerrado a discusso.
') Sr. Jos MariaDa inesma forma que eu.
Mas, Sr. presidente, isto sao aguas passadas, e
sempre ouvi dixcr que aguas psss-idas nao moem
engenho. Nao guardo rancir por isto. O perdi-
do recupararei. Imagine que ej desejava fallar
urna vez na segunda discusso do orcamento, ago-
ra fallare tres vezes. Quem pe.-de cao sou eu,
V. Exc.
O Sr. Gomes PrenteJ v que nao tinha ra-
zo ha pouco.
O Sr. Jos MariaNote que eu digopretendo.
Nao sei se ao sahir daqui seiei detido para ama-
nh nao voltar. Tudo permittido n-sta desgra-
nada Bituaco: eu poderei ser detido da mesma
forma que foi o Sr. Dr. Telesphoro, exrcendo o
lugar de juiz substituto em lguarass. Eu pode-
rei, ao sahir daqui, ser detido e so fosse preso nes
ta freguezia, que pertence ao 4" districto criminal,
ento.....adeus, minhas encommendas porque
juiz deste districto um daquelles de que fallos
ante-honcem o Sr. Amara!.
O Sr. Gomes PrenteFelizmente um dos
melhores juizes.
O Sr. Jos MariaFique registrado; satisfaco-
me com isto. O que sinto que V. Exc. nao diga
que o melbor juis.
O Sr. Gomes PrenteComo o nobre deputado
diz de outros.
O Sr. Jos MariaV. Exc. anda nao me ouvio
dizer isto, e quando j me tivesse assim manifes-
tado, seria a respeito de um magistrado digno des-
te uotne, e nao de um mentecapto, de um idiota
perverso.
Nao vejo, Sr. presidente, qui iuteresse publico
pode haver na t ansferencia da tde da Cmara
de Tacarat du lugar oude se acha para a povoa-
co de Jatob.
O Sr. Games ParateVamos ver a demonstra
cao.
O Sr. Jos MariaQue demonstraco?
O Sr. Gomes PrenteDe que nao convenien-
te o projecto.
O Sr. Jos ManaNao vejo, nao cocheco, e
tanto nao cooheco que nunca apreseatei este pro-
j-icto. L-mge de esperar o nobre deputado que
DISCURSO DO SR. DEPUTADO JOS MARA NA
SESSAO DE 17 DE MAR0 DE 1887
O Sr. Jone MaraSr. presidente, pare
ce-me que em nenhuma lei deste paiz existe dis-
posici alguma que permita o uso do tronco, urna
iustituico autiquissima, que j desappareceu fe-
lizmente das sociedades civilisadas mis que para
honra e gloria desta trra desgravada aindi entre
nos perdura.
V. Exc. t-nha um dia a pachorra d entrar as
esracoos da guarda cvica d'esta capital.
O Sr. Joo de OUvsiraE cadeias do interior.
O Sr. Jos MariaAnnuncie-se, diga quem ;
pena permisso para correl-as, e de l V. Exc. sa
hir horrorisado, por ver que no centro da capital
da provincia de Pernambuco, no anno da graca de
1887, j ao deseambar para o occaso o secuto
desauove, que foi chamado das luzes, por ver,
digo, que o tronco que faz-nos lerabrar a ida Jo
media, onde o seuhor feudal prenda, para torturar,
os seus vassallos, anda entre nos existe ; send.
alli atados os nossos compatriotas, os noss ) i'onci
dados, que, em vista das uossas leis, sao iguaes
a nos ; gosam das mesmas prerogativas que nos
gosamos.
Se isto se d n'esta cidade, imagine V. Exc. o
que se passa este respeito em todas as locali-
dades a'esta extensa provincia. (Apoiados).
O Sr. Liurenco de SB' um escndalo!
O Sr. Jos MariaNao ba urna cadeia do inte-
rior que uo teoba um ou mais troncos ; e aquelles
cidadcs brasileiros ou mesmo estrangeiros que
pussam por osa-'s lugares, e vam o espectculo
tiiste de homens semi-ns, faces descoradas, pello
sobre os ossos, pescoco, ps ou inos mettidos no
tronco, tomum-se de horror e chorain as desgracas
da patria; se sao brasileiros, ou, se sao estran-
gi iros, ao voltarem para o seu paiz, emittem a
nosso re?p.'ilo o triste juizo de queja gosamos na
Europa, e que muito justo e razoavel. Por mais
que queirantos vaugloriar-nos com os foros de
paiz civilisado, uo passaremos de botucudos, Sr
presidente, porquante smente entre os selvsgens
este systema perinittido.
Nao se persuada a tidarismo, increpe este facto siinplesmente a par-
tido que ora domina. Sei que o partido a que
porteo >, turbera uo mantivesse na alta escala
em qua hoje vemos, todava permittio este estado
de colisas. E' um atteutado e eu devo profligal-o
parta de quem partir, quor domine ou nao o partido
contrario. E ou tolgo do dizer n'esta occasio, que
nao a primeira vez que para pn.fl gar este facto,
subo tribuna. J o tenho feito de outras veses,
quando deputado no dominio liberal, me apraz re-
cordar casa que a primeira vez que oceupe esta
tribuna, d'este mesmo lugar, porque desde que sou
deputado tomci couta d'esta cadeira, a primeira
vez que fallei d'este posto de honra que me fei
conferido pelos meus concidd.ios para zelar os
seus direitos, oceupei rae d'este assumpto.
Domiuava, portanto, o partido liberal, e*eu en-
to apoiava o governo, porquanto nao se bavia
aiuda o partido fraceionado, tendo-me filiado co-
mo por essa occasio me filiei, ao grupo contrario
ao governo
Comprehnde, portanto, a casa que o sentimen-
to que me leva a piofigar este acto, no o sen-
timento de partidarismo, mas o sentimento de bu-
manidade
Pois que, senil ores Nao bastante, a prso
as cadeias ?
Pois uo urna verdadeira desbumanidade con-
sentir-se que irmos nossos, porque o sao, quer
queiram os nobres deputados, quer nao queiram ;
irmos nossos que tenham a desdita de commettor
um crime ou a mfolicidade de ter incorrido uas
iras dos potentados, sejam, nao reclusos as ca-
deias pub icas, conforma maudiui as nossos leis,
u>as mettidos uos troncos ?
L; alguma permita isso ; um abuso e, por
cousequooeia, nos que somos sagrados defensores
da povo, nos que aqui estamos para zelar pelos
cumprimentos das leis, s-jm distincco de partido,
priuc palmate depois qje cu venho de demons-
trar que nao o sentiment) partidaria que aqui
me traz, devemos todos concorrer para que ocaso,
para que desappareca esse abuso, que urna ver-
gonha, que um opprobrio para ni.
Espero, portanto, Sr. presidente, que o meu re-
querimeuto, que nao tem por fim censurar qual-
quer autoridade que teuna praticado porventura
arbitrariedades e violencias,. mas que trata de
urna materia geral, que affecta a todos nos, que
nao implica propriamente urna censura, uem ao
presidente da provincia, nem situsco que infe-
licita esta patria; espero, digo, que, em taes con-
dices, o meu requermento seja approvado.
O Sr. Praxed-'s PitangaV esperando.
DISCURSO DO SR DEPUTADO JOAO ALVES
NA SESSAO DE 24 DE MARCO-
O He. Jo tlvexE' sempre desagrada-
vel, Sr. presidente, entrar n'uma discusso to
iuiporcaufe quanto esta que se rrf :re ao projecto
orcamentario da provincia...
O Sr. Jos Maria -Ao contrario : sem pie agr -
avel entrar se n'uma discusso assim importante.
O Sr- Joo Alv.-s... em hora to adiaucala,
quando, ou o e-pinto da Assjmbla se acha na-
tural e reconocidamente fatigado...
O S-. Jos Maria-^Apoiado : urna censura ao
Sr. presidente, de accordo com V. Exc.
O Sr. Joo Alves... ou as cadeiras dos re-
presentante da provincia tem sido por elles aban-
daada*
Eotretsnto, acbando-e este projecto na 2 par-
te da ordem do dia, veje qne qualquer adiamento
por uha parte dar no mesmo resoltado, e que
os diao m vio passando sem que ea trros emitti-
de o me juiao ceres de ama questo de to ele-
vado sleauce, sobre a qual corre a cada um de
nos o dever de manifestar-ae.
Isto posto e-pelo natural compromisso de profe-
rir sempre algumas palavras em relaco a este
projecto...
..O Srr Jos MaraPara o que V. Exe. tem
mostrado muita aptido.
O Sr. Joo Alves ... obrigado, nao podia dei-
xar de vir tribuna nesta occasio, apecar de re-
conhecer o enfado dos collejas (nio apoiados)...
O Sr. Jos MariaA mim nanea V. Exc en
fada.
O Sr. Joo Alves... e de observar um to
immenso vacuo na bancada opposta que quasi me
tolhe o uso da palavra, porquanto nao faz muito
bem aos ervos pregar-se no deserto.
Um Sr. DeputadoNos estamos ouvindo com
muita attenco.
O Sr. Joo AlvesAceito, 8r. presidente, o
projecto de orcamento provincial, ora em discus-
so, nao porqae veja n'elle urna taboa de salva
cao para esta provincia, que tende a naufragar,
pela incuria dos poderes-pblicos, mas sim por-
que nao deixo de reconhecer a sus approximacio
as necessidades que se apresentam palpitantes aos
nossos olhoB.
Quando eutrei este anno nesta Assembla, Sr.
presidente, confesso qae tinha o espirito um tanto
prevenido contra este projecto, por me havernm
dito que elle havia sido manufacturado ms offlei-
nat Wiiruvianai da ra da Aurora, que para mim
nao sao das m is acreditadle.
O Sr. Jos MariaV por ah que vai muito
bem. (Biso.)
O Sr. Joo 7 Al vesEntretanto tendo chegado
1-pois ao perfeito conbecimento de que elle, o
projecto, nao fra manufacturado em ditas ofici-
nas, e ao contrario representa o fructo do traba-
Iho e das locubracoes da illustre commisso de
fazenda, tratei de desprevenir-me sobre elle, dis-
pondo-me assim a aceital-o, com urna pequea mo-
dificaco, que outra cousa nao encerra seno urna
ligeira consideraco dispensada aos contribuintes
do iuterior da provincia, que ne padem ser me-
nos dignos de que os contribuintes de c, a quem
constantsmente to dispensados favores.
Reconhecendo, Sr. presidente, como reconheco,
e a casa nao pode oceultar que o sertao de Por
iiaicbuco tem sido sempre esquecido dos poderes
pblicos, e smente lembrado quando se tem tra-
tado de imposicoes que as mais das vezes tem si-
do grandemene onerosas, tlve a idea de propor
nesta sesso, ecomoeff ctivamente propuz, a sup-
presso da una das muita contribnicoes que pe-
sara sobre os sertanejos.
R.-firo-mo a emenda sob n. 1, que supprime o
imposto de dizimo de gado vaceum, cavallar e
muar.
Efectivamente, Sr. presidente, a industria pas-
toril nesta provincia sempre esquecida, sempre
abandonada, entregue sempre aos azares da ssrte,
Bupporta encargos superiores as snas mingoadas
forcas, caminhanio d'est'arte para um completo
anmquillsmento.
E' assim, Sr. presidente, que alm dos muitos
males que flagellam a criaco do gado vaceum en
tre nos acha-se ella sobrecarr gada com cinco
pesadas contribuicaos, como vou demonstrar
casa.
Em primeiro lugar temos o imposta de dizimo,
a que est o gaio sujeito, smente pelo facto de
ter nascido.
Temos depois o imposto de transito, creado na
Parahyba e cabrado sobre cada rez que tem de
pisar em seu territorio, no acto de ser tratida ao
mercad) consumidor.
Temo ainda o imposto de subsidio sobre o ga-
da que tem di ser abatido para o consumo.
Temos alm disto o impoito de exportaco lau-
cado sobra o couro ; e finalmente para coroar tu-
do isto vem a municipalidade meter o bico no
sangue do boi, cobrando 500 rs. por cada sangra!
Tenho me lembrado da propor urna medida que
d direito ao criador para, em troca destes 5J0 rs ,
offerecer Cmara o sangue do boi, qae materia
i.npr-stavel ; nao o faco para nao ser tomada como
gracejo esta proposta, e mesmo porque a eonside
raco que tenho s municipalidades me tolhe ate
passo.
Est, portanto, o gado de Pernambuco sujeito a
cinco impisices, ficaado apenas livre de impasto
o chifre, e isto porque ainda ninguem se ave o tur.u
a propol-o, sem duvida para nao expor-se a al-
guma pilheria desagradavel. (Riso.)
Tendo, pois, em consideraco tanto vexame de
lib-rei-rae a propor a soppiesso deste imposto,
offerecendo em troca o alvitre consignad i na emen-
da sob n.... que, com o collega pelo 10 districto,
assignei e mandei meza, a qual creando urna im
posicjLo sobre o gado da Parahyba que fr expor-
tado para esta previ acia offerece urna fonte de re-
ceita superior a que pretendo supprimir.
Se eu vissn que os poderes pblicos eram so.i-
citos e:n prover o interior da provincia ao menos
em suas mais urgentes e palpitantes necessidades
de certo que nao me abalanzara a cortar lhcs estes
pequeos rendimientos, mas, reconhecendo, como
reeonheco, e j nao possivel negar se, que esta-
mos sob o domiuio completo das centralisseoes,
e que somante para esta capita I e seus arrabaldes
83 voltam s vistas do governo e dos corpos le-
gislativos nao tive duvida em offercer a emeuda
que eetou justificando, e que espero seja acceita e
approvada, porque rila contm urna satisiacio a
aquelles que sao excluidos dos beneficios outorgs-
dos a outros que nao t n melhores direitos.
Allegara, os centralisadores que os cofres pbli-
cos pagam a instrueco primaria que, dizem elles,
tem sido derramada por todos os pontos da pr >
vincia, mas nao attendem que a maior parte da
verba destinada a este, ramo do servco publico
consumida nesta capital e seus arredores, onde os
cstabelecimentcs de instrneco se encontrara a
cada canto, sendo-me at fcil indicar o aome de
urna ra onde existem tres (!) cadeiras de instruc
cao primaria.
Entretanto existe, ha mais de seis annos no ar-
chivo de3ta Assimbla um projecto que trata de
urna cadeira de instrueco secundaria na impor-
tante cldaledo Trumpbo, da comarca de Flores,
e at hoje tem esta mesma Assembla faltado ao
dever da converso deste projecto em lei.
Eu estou bem certo de que se a cadeira a que
me refiro houvesse sido creada no mesmo anno em
que foi projectada estara anda hoje sem provi-
mento, porque depois que o r. Visconde do Para
nagua estabulccou neste paiz o rgimen da dicta-
dura as leis sao consideradas leUra-morta para
s sorem dadas execuco quando isto apraz ao
goveruo na corte e aos presidentes as provin-
cias.
O Sr. Jos MariaE os ostros que o substitui-
rn! porque nao ten feito a maxainbomba entrar
no trilha ?
O Sr. Joo AlvesV. Exc. deve couhecer por
experiencia tirada de factos que o bem de muito
difficil propagaco, ao passo que o mal contamina
como bexiga. Eis a ri.zo porque o rgimen da le-
galidade n;> pode ser mais restabelecido, devendo o
paiz o triste otado em qne se acha nica e exclu-
sivamente lo Sr. Visconde de Paranagu, debaixo
desto ponto de vista.
Aqui mesmo em Pernambuco temos um triste
exjmplo, que por ser de data muito recente vem
ao easo trazcl-o para o debate.
O .ircameuto vigente, que toi votado em _85
contm urna verba de 2:000000 para concluso
das obras do acude de Vertentes.
Depois de sanceonada esta lei a Cmara Muni-
cipal dirigio-se ao presideut: da provincia encare-
ceado-lhe a necessidade da realisaco da obra, e o
Sr. Joo Rodrigues Chaves, que era ento admi-
nistrador fez ouvidoa de mercador e nenhuma sa-
tisfaco deu a municipalidade. Mais tarde pas-
sando as redeas da administraco s mos do Sr.
Ignacio Joaquim repetio a Cmara o seu pedido,
dando-se o mesmo resultado, e o acude de Verteu-
tes tove de ver por um oculo o 2:00. 000 votados
por esta Assembla.
Eis a razo porque en ba pouco disse que se a
cadeira doTriumpho egtvesse creada desde 1881
("data do projecto) estara at hoje sem provi-
mento.
O Sr. Jos MariaV. Exc. est opposicionista ?
O Sr. Joo AlvesA questo hoje nio poli -
tica, mpu collega, de interesse publio.
O Sr. Jos MariaV. Exc. vai muito b?ra.
O Sr. Joo AlvesE' o que mais me entristece,
Sr. presidente, ver que ao passo que se trata
com tanto despiezo a fundacode am curso de in-
strueco superior em urna cidade, cujo futuro nao
duvidoso mantm-se aqui no Recite o Gymmsio
Provincial, onde se gasta annualraente mais de
7(J:00000. sem nenhum aproveitameuto para a
sociedade, ulin de outros estabeleeimentos que
sustentamos as mesmas condices.
O Sr. Gasrar de DrummondMas urna cadeira
de latim em Triumpho ? |
O Sr. Joo AlvesSim senhor, nem ha de que
7. Exc se admirar; seria proveitosissima a crea-
co dessa cadtira, porquanto o profesor Sto teria
de ensiuur smente latim,
(Ha diversos apartes".)
O Sr. Joio A!vesFoi
Poram este, meu senhorss,
o motivos que obrigaram-me a vir a tribea, em
hora to inconveniente.
Sei que nao tere a f jres de remover os obsta
culo qne se accumulam contra o interior delta
provincia, onde nunca p le penetrar a vistas dos
homens do poder, mas sei tambem qae lavranda
constantemente o meu protesto contra esta poster-
garn do justo e do razoavel tenho cumprido a meu
dever, sahindo com a coosciencia illesa dessa
lacra rm quo me tenho ingerido.
E' o que tenho, por hoje, a dizer.
Agora permttam os collegas que eu considere
desnecesearia a continuaco desta discusso, pe-
dfndo, como peco, o encerramento della, sobre o
qual requeiro ao Sr. presidente que consulte a pi
nio da Assembla.
E tenho concluido.
EHBNDAS APSE8E!(TA1JAS AO ABT. 3 DO PROJECTO B. 22
DBSTE ANNO M 2* OISCCSSAO (ORCAMENTO MUNI-
CIPAL) .
N. 52.Artigo additivo. Pica a Camar Mu-
nicipal de Caruar aufrisada a contrastar a con
strueco de urna casa de morcado mediante as
aeguintescondiC/Oos :
5 l.o O custo do edificio nao ser inferior a
10.O030IJO.
2.o Ao contracta ite perteneero dois tercos
de todos os impostos cobrados no mesmo mercado,
pelo tempo mximo de 15 annos, e quando entre-
gar o edificio, em perfeito estado de conservaco,
ter a indeinnisaco nuooa superior a metade de
seu valor.
3 o A execuco do cratracto que se fizer em
virtude da presente autorisaco, ficar dependen-
te da approvaj-o do presidente da provincia ou
da assemb>a.Reg Barros. -Rodrigues Porto.
N. 53. A Cmara Municipal de Gamelleira,
fica autonsada a mandar pagar o que estiver a
dever de eustas aos escrives Joo Baptista da
Rocha Baixa Linse Herculano Theotoaio da Sil-
va Guunares.Reg Barros.
N. 54.Oude con bar. Pica em vigor o art.
78 da lei n. 1882. -Herculano Bandeira.
N. 55.Pica em vigoro art. 83 da lei n. 1882,
que prohibe a abertura de estabeleeimentos mer
cantis ou casas de negocios a-s domingos e das
santificados, ficando comprehendidos em o n. 11
aB casas do barbeiro, cabelleireiro, refinarias, de
psitos de assucar e caf e tabacarias.Reg
Barros.G. de Drummond.
N. 56.A Joo Ferreira Doraingues Carneiro
a quantia de 60|, que Iho deve de eustas a C-
mara Municipal de Pau d'Aiho.Vigario Augus-
to Frauklin.
N. 57.Pica autorisnda a Cmara Municipal
do Kecife a despender at a quautU de 4.000S
com a co as truc-cao de um necroterio no cemiterio
publico de Santo Amaro, para i que se marcar a
devida verba.Jos Mana.
N. 58.Fica autorisada a Cmara Municipal
de Timbauba a pagar de preferencia o que estiver
deveudo d eustas ao bachnrol Julio Augusto de
Luna Freir.Jos Maria.
N. 59. A Cmara Municipal do Recife fica
autorisada a pagar a Thomaz Ferreira Maciel
Pniheiro o que lhe dever de eustas judiciaes.Dr.
Pitanga.
N. til).Oude couber. Fica autorizada a C-
mara Municipal de Muribeca a fiscalisar e admi-
nistiar o cemiterio da mesma villa.Lourenco
de S.
N. til. Artigo additivo s disposicoea geraes
Pica a Cmara Municipal de Nazareth autorisada
a eutrar era accordo com Manoel Gomes dos San-
toa acerca d) pagameuto da excucao que contra
elle promove, levando em canta a importancia dos
mandados que lhe deve, c dividindo o restante da
execuco era quatro prestaees annnaes, com a
clausula de proseguir a execuco em taita de pa-
gamento das prestacos. -Reg Barros.Amaral.
N. 62. -O guara do cemiterio passar a ter
a denominauo de fiscal e ter as mermas vanta-
gens o cathegoria do amanuense. Jos Maria.
aratiytiaAs folhas que recebera
t-m dessa provincia, folhas que slcancam
corrente, nada referem digno de nota.
antUuto dos Sardos ados-
bemos da corte dous exemp'ares, que sgral
roo, da 3 edico de urnaNoticia dolnsti
dos Surdos-Mudus do Rio de Janeiroaseria,
publicada pelo seu director Dr. Tobas Leite.1
Como jitivemoj occasio de dizer, am ..
interessante e que d urna boa idea daquellee-
tabelecimento.
LundonA Brasilia Bank, Lira te*.
'Jommunieam-nos que, na reuuio geral dos ac-
cionistas dse Banco, que teve lugar em Leu***
no meiado do corrente mez, foi declarado o segua-
te resultado do anno financeiro findo em 31 da Ja-
neiro prximo passado:
Dividendo e bonus dos accionistas 12 /t,
Augmento de fundo de reserva 50 0 0, p.-e-
fazendo esta cootao total de 300,000 sondo aic
disto levada para crdito da nova conta deluere
e perdas a somma de 13,003.
Em favor dos nufragosO Sr. Alai
niano Cavalcante Marques, autor de urna poesi*
sob o titulo Nufragos do Baha eutregou b*-
tem ao Sr. F. Gurgel a quantia de 5/ par
nufragos.
Faculdade de Direito Reune-se naje
s 2 horas da tarde a cougregaco dos lentes.
Diplmala,No paquete fraucez *Xiger<
entrado^aute-hontem do Rio de Janeiro, veio o tt-
lustre Sr. Alc-xandre lonine, enviado extraordina-
rio e ministro plenipotenciario da Russia, UJC.
perio do Brazil.
S. Exc. houpedou-se em caa do Sr. comia^o-
dador Jos Antonio Pinto, na Estancia.
Operarao cirargicaFoi praticada :
hospital Pedr-j II, no dia 21 do con-cnte, a sa-
g inte :
Pelo Dr. Malaquias :
Ampucaco da perua esquerda pelo methodo cir-
cular, reclamada por esraagamento da perna.
Directora das obras de conserva-
cao dos portosBoletim meteorolgico a
di* 20 de Abril de 1887 :
Hora*
ti m.
9
19
-'i t.
6

24--2
24-4
2t5
262
263
Barmetro a
0
Teaso
do vapor
759ii70
760">96
760m44
59'18
759'69
21,23
21,83
22,62
22,43
21,63
o
a
B
S
34
m
m
84
HtviSTA DIARIA
Assembla Provincial Funccionou
hontem sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoe' de Barros vVauderley, tendo comparecido
38 Srs. deputados.
Adiou-sepela hora a discusso da acta da ses-
so antecedente, tendo orado os Srs. Jos Mara,
duas vezes, sondo um* pela ordem. Barros Bar-
reto Juuior, Ferreira Jacobina e Rosa e Silva.
Vem mesa e foi regeitado sendo a votaco ve-
rificada a pedido do Sr. Jos Maria, um requer-
mento de urgencia por 5 minutos, assiguado pe-
los Srs. Jos Maria o Jo> Alves, para se consig-
nar na neta que a assembla rememora cora pro-
fundo pesar a data de 21 de Abril de 1789 em quo
se realisou o martirologio de Jos Joaquim da
Silva Xivier, o Tira denles.
Passou-se Ia parte da ordem do dia :
Adiou-se pela hora a discusso das emendas em
3 ao projeeto n. 1 deste anuo, (orcamente provin-
cial), tendo orado os Sis. Baro de Itapissuma,
Costa Ribero e Jos Maria, que requereu, sendo-
Ihe negada, continuar a discusso na 2 parte da
ordem do da.
Passou-se 2' parte da ordem do di :
Approvou-se em 2" discusso, sendo dispensado
da intersticio a requerimento ao Sr. Reg Barros
tendo orado o Sr. Jos Maria, o projecto n. 22
deste tnuo (orcamento mu-iicipal), tendo sido
apiesentadas mais 16 emendas ao artigo 3o sob ns.
63 a 78. Ao artigo 2 foram approvadas as emen-
das ns 50 e 51 e regeitad* a de n. 4D ; ao artigo
3 forara approvadas as de n. 52 a 56, 68, 61, 63
a 72, 74 e 6 a 78, regei tudas as dens. 57, 60, 62
e 75, fieando prejudicada a de n. 73.
A votaco da emeodi u. 63 foi nominal a re-
querim 'uto do Sr. Ferreira Jacobina, votando a
lavor 23 e centra l Srs. deputados.
Eu:errou-se a la discusso do projecto n. 41
deste anno (forca policial) tendo orado o Sr. Jos
Mana e sendo apoiado um requerimento do mes-
mo Sr. deputado de adiamento por 48 horas, nao
se votando por falta de numero.
Adiou-se a 3' discusso do projecto n. 2 deste
anno.
A ordem do dia :
Continuaco da disousso das emendas offerec-
das em 3a do projecto n. 1 deste anno. 3Jdo de
n. 22 e 1 do de n. 41, ambos deste anno, 2a
parto continuaco das autecedentes e mais 1" ais-
cusso dos projectos ns. 54, 59, 60 e 61 todos
deste anno e 1 do de n. 51 de 1886.
Tribunal do jury do Reclfe=Ainda
hontem nao foi iustallada a 2a sesso deste tribu-
nal.
Comparecern! apenas 31 juizes de facto, sen-
do sorteados mais os seg notes :
Freguezia de Santo Antonio
Dr. Augusto Coelho L;it;.
Augusto Cesar Coussciro de Matto?.
Dr. Manoel Pinto de Mello Gomes.
Francisco Napo'eo Lohs.
Freguezia de S. Jote
Jesuino Rodrigues Carioso.
Dr. Julio Augusto da Cunha Guioiires.
Manoel Antonio Teixeira.
Francisco Jos da Silva Guim ir.V'5.
Jos Cecilio Carnairo Mooteiro.
Freguezia da Boa-Vista
Cietauo Po reir de Brito.
Domingos Joaquim da Fonseca.
Ernesto Jos Felippe Santiago.
Jos Pereira da (Junha.
Dr. Joo Baptista Kegueira Costa,
Frequezia da Graca
Pedro Pcd:oio Vetlsta da Silveira.
Freguezia do Poco
Jos Adelpho de Oliveira Lmn.
Frederico Maia.
O presidente do jury impoz a multa de 20
aos jurados que deixaram de comparecer.
Gremio Recreativo FamiliarHoje,
s 6 horas da tarde, reune-se osti associacao, em
sua sede, ra Mvrcilio Dias, afim de eleger o
seu novo presidente.
Comit liittrarlo AcadmicoHoje,
s 4 horas da tari-, funeciona esta sociedade em
sesso ordinaria, n> Ljcu de Artes e Officioa.
Carne arruinada Hontem o fiscal da
Magdalena maudou deitar ao mat 53 kilogram-
mas de carnes verdes que estavam deterioradas,
e expostas venda na Torre, uo talho dos Srs.
Oliveira Castro 4 C.
Embarques- No paquete francez Nigereut-
barcoa hontem com destino a Europa o honrado
negociante dosta pra?a, Sr Joseph Kraase, chefe
da acreditada firma Joseph Krasue c C.
Numerosos amigos aco.npanharam-u uo ao caes
Oude fizeraoa suas despedidas.
T mbem seguio no mesato vapor e com igual
destino o Dr. Manoel da Trindade Peretb.
Boa viagem.
Temperatura mxima,2i0.
Dita mnima24,0.
Evaporaco em 24 horas ao sol: l,n>5 ; som-
bra : 1,-3
Chuva27,i9.
Direcco do vento : SE de meianoite at 9 ho-
ras e 5 minutos da tarde; ENE at meia a >te
com nterrnpco de calmara durante 3 horas, <
madrugada, e 2 horas antes de meia noite.
Velojidade media do vento : 1,00 por seguuds.
Nebulosidade media: 0.83.
Comarca de Timbauna Escreve-uat
d'aili em 18 do corrate :
No da 21 de Mirco prximo fiado, abri se
a 1" sesso ordinaria do jury nesta comarca, safe
a presidencia do juiz de direito, Dr. Lourenco 8e-
zerra Vieira de Melle, oceupando a cadeira dr
ministerio publico o Dr. Pedro da Cunha Pedross
o sendo esenvo o cidado Saturnino Francisco de
Souza e Silva.
Aberta a sesso, eompiri'ceu o juiz rauaieips
Dr. Bellarciino Guedes Correia Gondia, e apre-
sentou dev idamente preparados 6 processos, sead
5 de reos presos e 1 de reos ausentes, os quaes fo-
ram submettidos a julga:n;nto em ordem o pcSt
forma seguinte :
Dia 21. Reo Antonio Ferreira Borges, pro-
nunciado como inciuso as peuas do art. 257 de
Cod. Crim. Advogado o cidado Silvestre D:ar
Cardoso. Coodemoado a 1 anno, 7 mezts, 13 diar.
e 8 horas e multa correspondente, grao medio d
referido artigo combinado com o 35 do Cod. Crim.
Dia 22. Reo Joaquim Mariaho Borges, pro-
nunciado ao mesmo tomp > nos arts. 267, 257 de
Cod. Advogado o cidado joo Barbosa de Soe-
za. Condemnado a 13 annos e 8 mezes de r'-' -
sendo 8 com trabalho. grao mximo do art. 269 e
4 anuos o 8 mezes de priso simples, grao mxi-
mo do art. 257. O re appellou da seuienca pare
o Tribunal da Relaco do districto.
Di 23. Reos Hcnrique Baptista de Lima e
Autonio Barbosa de Aguiar, aquella pronunciad*
no art. 191 combinado com o art. 195 do Cod-,e
este pronunciado no art. 269. Advogado de am-
bos Silvestre Dias Cardoso. O Io condemnado t
7 annos de priso simples, grao medio do art. 194,
e o 2o absolvido o apyeilado polo Dr. promoec
publico. Este ultimo foi julgado pelo Dr. juiz me
nicipal em virtude de incommodo sobreviudo as
Dr. juiz de direito.
Dia 21. Reos Joo Fran.-isco do Rosario, pre-
so, pronunciado no art. 25 do Cod., e Joo Me
nio e Joseph* Vieira, ausentes, pronunciados nc
art. 257. Foi advogado do reo Joo do Rosario e
Or. Jos Bozerra Cavalcante, sendo elle condem-
nado a 1 mez de priso e multa corresoondeate
a metade do tempo, grao mioimo do art. 201. 0
Dr. promotor publico appellou para a Relaco de
districto.
Em ultimo lugar e sob a presiuencia do Dr.
juiz municipal, pelo mesmo motivo j exposto, fo
ram julgados a revelia e absolvidos os 2 rea
cima declarados.
Encerrou-so fioalmeute a sesso, retirendo-S
toi'o-, os circunstantes muito sarisieitos pala ma-
neira attenciosa com que foram tratados pelo il-
lustre magistrado Dr. Lourenco Bezerra Vieira de
Mello.
O invern'i tem sido rigorosa e 03 caminltsf
vo se tornando quasi iutransitaveis ; mas as li-
vouras vo dando as mais lisongeiras esperaaf c
de urna grande safra uo presente auno.
Continuara com actividade os trabalhos da es
trada de ferro e todos se nutrem na animadora ei-
peranc* de vel-a fuuccionar at Setembropr-xiun
vindouro
Aqui veio ter ha poueos dias o sympatbies
intelligence acadmico Luiz de Franc com o Ijk-
vave projecto de estabelecer nesta cidade ai
co'legio cora um pessoal docente iuteirameufe ha
bilitado para ensinar todos os preparatorios eli-
gidos as faculdades do imperio.
Para ieso aplainou terreno e apezar das dif
ficuldades qu eacontrou em acbar urna casa suf-
fioiente, todava voltou resoluto a realizar to til
quanto interes3unto empreza litteraria. Ss conse-
guil-o ser cortamente o mais importante dos me-
Ihorami-ntos para e3ta trraa instruaco de que
alias tanto necesitamos. S-'ja, pois, bem vindo c
ilustre acadmico; cs, anciosos o esperamos.
Em falta de outra distraccao ti vera >s aqui o
bem coiihocido diV'-rtimento tiurada. Agglome
rado o povo em diversos pontos, aprosentou-Ee o
valente touro o logo depns o destemida topador ,
Soledade.
< T.-vado o per'g03O combate, foi logo ao pri-
meiro encontr prostrado por t^rra o pobre ho-
rnera quo nao poude resistir ao impeto do furiwe
boi!
Veio substitu r no combate ora qu" foi venci!.
Soledade, um outro c .mpanh-iro que blascnavx
os seus dotes e destresas na tauromacbia. Colla-
do foi igualmaute iufeliz e ambos ap tremen-
-da vaia toram couduzidos pharraacia do presti-
moso Amara! que pens mices as feridas recebi-
das na tytanica luca taurina e felizmente j es-
to fra do perigo.
i No dia 31 do mez passado, foi preso o cele-
bre criminoso Sebistio Crrela da Rocha pre-
nunciado no art. 257 do Cod. Crim.
o Esse monstro depois de haver cumprido 11
annos de sentn;* em Fernand \ a) voltar casa
materna estoproil urna sna'irm arae*cando-a de
morta se descobrisse o crime praticado; a familia
deu queix* co Dr. pr motor publico o este pros:
gue nos termos da loi.
Foram matriculados at o dia 30 de Marco
ultimo nesta ollecton 1,197 escravos e nenhum
de 60 anuos foi incluido ness i numero devido
philantropia dos respectivos senhorss
Admira-nos como a Provincia

um
^
aceita eut
suas colurauas noticias apocripbas sem examinar
a su* procedencia e as publique sob sua respon-
ssbilidade, como o tem feito, dando assim lagar a
que inimigos gratuitos aproveum se dessa t'aci-
lidade para dosabafar seus odios o dospeito con
tra autoridades e pjssoas rcspeitav<*i d.;sta co
marca.
< Felizmente as victimas nada p^rjem na opi-
nio publica oom Bemolhantes ocim.
Aqui chegou ltimamente o ex juiz de direito
desta comarca Dr. Maciel Piuheiro.
> C mtiauamos a pedir aos iliustres deputador
por este districto que nos prora ovara os melbora-
mentos de que j tallara s u* anterior missivs


BUUayjaMjiemUl
Mario de PcrnambacoSexta-lcira


ama quota sufficiento para, a conttruce.o
L i eadeia qae sabstitaa ao inmundo quartel
gzmente aqu fanaciona eoos este nome e
olas publicaurna em Moc e outia em
ontra vea .
.|lo*aEffectuar-se-ho:
Hoja:
agente Pestaa, s 11 horas, na ra do
Tigario n. 12, de predio.
Peto agente Guando, as 11 horai, raa do
Marques deOliuda n. 19, de viuh-.s e moven.
/^mnha :
Pelo agente Stcpple, ao sio da, na ra do
Imperador n. 22, de predio.
Pelo agente Br.tto, as 10 1/2 horas, na ra
das Trincheiraa, n. 38, de movis, espetaos e
.obras de ouro.
Mtsaaw fnebres.Serio celebradas :
Eoje :
A's 8 horas, na matric de S. Jos, pela alma de
D. Enedina Augusta Serrano Travassos.
Amanhil :
A's 8 horas, na matriz n B ja-Vista, pela alma
e D. Anna Candida Cesar de Andrado ; as 8
horas, ni igrej de Sauta Cruz, pela alma de D-
Mara Marcial da Silveira Carvalho.
Segunda-feira:
A's 8 r.oras, na matriz do Sorpo Santo, pela
k :aa do I- tenente Henrique Cbrstiano Brauue
e Dr. Manoel C irlo* Ribero de Azevedo ; as 7 1(2
horas na igreja da Soleiade, pela alma de Julio
Porto Cirreiro.
Pas*as:elros'Jhegados dos portos do sul
no vapor francs Niger :
Aexander Jouine (ministro), Joo Biark, G.
Navaref, Di vid Rtbert e Joao Briga.
Sabidos para Europa no mesmo vapor :
Antonio Affouso Simos, Manoel M. da Silva,
tu. senhora o 2 filbos, Jos J. da Costa Pinto e
su.: sanho.-a, Antonio A de Soasa Aguiar, Ma-
nuel Das Saldauba, Antonio Francisco P.ubeiro,
Augusto F. Lima, Joiquim A. da Costa Fer-
reir, Augusto Clemente e 1 filho, Jos da Silva
Rodrigues, Francisco de Bito Lyr, Carlos A.
Siiveira, Jo) Jos domes Liureir >, Jos di Motta
e 1 filho, Manoel C Isarola, Jacintho Psdra do
Mello; Boaveatura Pereira Penna, Joaquina G.
Valecte, Agistinho da Silva Cirvalho, Bjr.hesi
Guisappe, B rnardo Jos C irreia, Jos Joaquina;
A tonio Francisco Dias, Jos F. D m, Van-el B
de Misanda Jnior, Manoel Flores, D-. Manoel
da Trindadc Pirete, Masxei Antonio, Jobn Aretz,
Antonio D. de Souza, Hiurique Pinto Alves, H.
B irle, Joseph Krause, Grisi Guisepp, Groco An-
tero, Felipes Pietro Polo, Joiquim da Costa J-
nior. Cuzati Vicenso Antonio e sua senhora, S ir-
rentino Nicola, Sorrentino Cario Riphaeli Li-
cheate, sua senhora, e 2 filos, Cuiaoeta Giovani,
Craselio D>m''nicj, Joe de Figueiredo, Menta Z*-
cbarias, Feiippes, V7. H i, Biaei Martosani e
Chapeta Francorcj.
Sabidos para o sul no vapor nacional Mari-
ho Yiseonde:
Jos Rodrigues Vieira, Camillo Jos da Costa,
Francisco B irbosa de Messias, Demetrio Greco
Jorge Irmo, Alfredo Vctor Ribello Peasos, Re-
gis Jnior e Joaquim O. de Alueida.
Chegados do norte no vapor nacional Ja-
aukype:
Asaras Gurgel do Amaral, Henrique Piulo Al-
ves, Carlos Salvini, AfFro Vieira Oavalcautr, Joa-
quim Antunes da Costa Birros, Felippe Linhardt,
Mara Virginia, Mara Severina da Couceicao.
D Jos Olivio Uzoda, sua eeuhor.i e 3 fillus,
I). Mara, Jnlir, Luir, Raymundo e 2 menores,
1 praca de linba, Joaquim Riberj, Nicolao Mar-
Torano, B'assi Martorano, Antonio D. de Souza,
Jeronymo da Costa Lima, Samuel P. de Lima,
Sebastio J Cibral Filho, Autonio Augusto P.
a Silva, Antonio Lima, Jjs da Silva Pacheco,
Manoel da Costa C. Lima Filho e Getuli >
Gomes.
Proclamas de cisamentusForam
idos no domingo 17 do crrente, na m.itriz da
Boa-Vista, os seguintes:
Joao Nunes da Siiva rom Igoaeia Mara Vieira.
Albino Moreira de Souza com Anua Felismina
Maciel.
Antonio Pereira de Salles com Francisca Mara
Valeria de Albuquerque.
Joaquim Apolinario de Figueiredo, com Fredo-
vitida Brasilina de Miranda Costa.
Manoel Francisco de Paula com Ascendida Leo-
poldina de Miranda Costa.
Constantino Jos Henriqnes da Costa com Ma-
ri* dos Aojos Torre e Silva.
Bm-hiirel Antonio Minervino de Moura Soares
c.m leopoldina Carolina da Fonseca Pereira;
Casa de DelencioMov me uto dos pre
3s da Casa de Detenco do Recife no da 20 do
corrrnte :
Existiam 382; entraram 19; sahiram 5.Exis-
tem 397.
A saber :
Nacionaes 37 ; mulberes 14 ; estrangeiros 15 ;
escravos sentenciados 6 ; idem procejsado, 1 ;
dem de correco 4.Total ?97.
Arraco9dos 365.
Bous 340 ; doentes 25Total 365
Movimeoto da enfermara.
Tiveram alta :
Jos Antonio Victorino dos Santos.
Joae. escritvo do inajor Belmiro A. Lias.
Tiveram baixa .*
Antonio de Souza Almeida.
Jos Joaquim Nogueira.
Laurentino D. dos Santos.
Bcliarmino Jos dos Santos.
M.ibias Alves de Aguiar,
Lotera da corleA 204 lotera da cor-
re, pelo novo plano, cojo premio grande de....
30:000|000 ser extrahida no dia .. de Mar-
eo-
Os bilhetes acham-ae venda na praca da In-
dependencia na. 37 e 39.
Tambem achata a 4 venda, na Casa da For-
tuna roa Primeiro deMarco.
Lotera do6rio-ParA-A lotera desta
provincia, pelo novo plano, cujo promio grande
40:000*000, aera extrahida no dia 30 do cor-
rente.
Bilhetoi i venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40 de Joao Joaquim da Costa
Leite
Tarabem achum-se venda na Casa da For-
tuaa ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera da provincia da Paran
A 10* lotera desta provineia.pelo novo plano, cu
jo premio grande de 15:000*000, se extrahir
am.nbi 23 do eorrente.
Bilbotes a vouda na Casa da Fortuna, a ra
Primeiro deMarco n. 23, de Martina Fiusa & O.
Lotera da ParanybaEsja lotera cujo
premio grande de 20:000*000 ser extrahida no
dia .. do eorrente. _".*
Os bilhetes acham-se venda na Casa do Uuro
ra do Bario da Victoria n- 40 de Joao Joa-
quim da Costa Leite.
Lotera para o fundo de emancl-
pae.ioA 22* parte desta loteria cujo premie
grande de 6:000*000 ser extrahida ni dia ..
de Abril, as 2 horas da tarie.
Os bilhetea acham-se venda ua Roda da For
una ra Larga do Rosario n. i.
Lotera da provinciaA 15 pa'teda
1 lotera em beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife, ser extrahida quauio for an-
uunciada.
Os bilhetes acham-se expostos venda na the-
sonraria das loteriaa ra do Bario da Victoria
n. 14.
INDICARES UTEIS
Mdicos
O Dr. Lobo Moscoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, oonatia no
oxercicio de sua profiaaao. Coasltuas das
10 s 12 horas da manuS. Especialddas
eperar;oes, parto e molestias de s-n horas e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreto Sampaio <\k consultas de
meio-dia s 3 horas no 1." anaar da eaa
s ra i- Baraoda Vtona, n. 51. Resi-
dencia ra Seta de Setenabro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. '',
sobrado.
Dr. Oama Lobo medico operador e par-
teiro, reside acia rua do Hospicio a. 20.
Consultorio : rua Larga do Rosario o. 24 A.
Consultas das 11 horas da raanha s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e oper i-
c5es dos orgaos genito-urinarios do horneen
e Via mulher.
Dr. Joaquim Loureiro medico e partoiro
Consultorio na rua do Cabug n. 14, 1.-
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Montei ro.
Dr. Manoel Argollo. R-sidencia e con-
sultorio rua Duque de Cxias u. 8(3, 1.
andar. Consultas 'las 11 horas s 2 da
tarde nos dias uteis. Telephono n. 283
ConanUorlo Homceopalico
O Dr Miguel Themudo, medico
ho-
COMERCIO
Bolsa couiinerra!
t'OTA55ES OFPICIAKS DA JMTA DOS COB-
KECTOBES
Recife, 21 de Abril de 1887
C imbic sobre Para, 90 d/v. con: 3 0/0 de des-
cont.
Dito sobre dito, 15 d/v. om 12 0|0 de descont.
(, prcBoentr,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U secretario,
Eduardo Dnbeux.
oilniento sanearlo
ECIFE, 21 Di ABRO. DE 1887
Os bancos mantiveram boje no balcio a taxa de
21 3/8 d. (firme) sobre Londres.
Bor ser dia ue mala, poucas foram as traneac-
,'5?s que realiziram.
Em papel particular constou transaec^s a 21
5/8 d.
As tabellas, portante, que vigoraram official-
rronte foram estas :
jo Lundon Bank :
sobre Londres, 90 d/v 21 3/8 e vista 21 1/8.
So ore Pars, 90 d/v 445 e a vista 449.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 551 e vista 556.
Sobre Portugal, 90 d/v 250 e vista 252.
Sobre Italia, vista 449.
Sobre New-York, vista 2*370.
Do English Bank:
>obre Londres, 90 d/v 21 3/8 e vista 211/8.
.-obre Paris, 90 d/v 445 e vista 419.
Sobre Italia, vista 449.
.-robre Hamburgo, 90 d/v f 51 e -rista 56.
- bre New-York, vista 2*370.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 250 e vista 252.
Sobre as principaes cidades de Portugal, vist
257.
Sobre liba dos Acores, vista 260.
robre liba da Madeira, vista 257.
Mercado de assucar c algodao
EECIFE, 21 DE ABRIL DE 1887
Astucar
O mercado de assncar contina na raesma posi-
no havendo alteracio nos precos, que foram
anda os seguintes :
3. baixo, por 15 kika, de 2*000 a 2*100.
guiar, pir 15 kilos, de 2*100 a 2*j
boa, por i kilos, de 2*00, 2*300 e 2*400.
J. superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600
.raneo turbina pulverizado, per 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
< nos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
avado, por 15 kilos, a 1*200 a 1*300.
, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
oes, por 15 kilos, de 840 a 1*000.
mceopatico, tem o seu consultorio rua do
Baro da Victoria n. 7, 1. andar, onde
d consultas diariamente das 12 s 3 ho-
ras. Chamados por eecriptj a qualquer
hora do dia ou ua noite.
O Dr. Milet raudou seu esjriptorio de
advocada para na do Duque fie Caxias
n. 50, 1.a andar.
trovarla
Francisco Manat, dn diva dt C. tsoo*
stanos de todas as espacialidanes pharma
eeutipAS, tintas, drogas, producios ohinuo
a medicamentos homoeopatioos, rua do sLtr<
q uez de Olinda n 23.
trovarla
Faria Sobrinho & C- droguista por atu-
cado, rua Mrquez de Olinda n. 40
aterrarla u Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapina
de Francisco dos Santos Macedo, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta
belecimento, o primeiro da provincia ueste
genero, compra-se e vndese madeiras
de todas as qualidadea, serra-se madeiras
de conta alheia, assim como se preparam
obras de carapina por roaclr.nas e por pre-
vo sem competencia Pernambujo.
riiBLiacoKs \ migo
A proposito do naufragio do va
por Baha
I V
Tomamos agora o encargo de responder, conve-
O mximo ou mnimo Uos piceos sao obtdns
conforme o sortimento.
Algodao
Manteve-se firme ao preco de 7*000 por 15 ki-
los, o de Pernambuco e boas procedencias, cm
trra.
Entradas de assncar e algoilo
HEZ DE ABRIL
EXTRA I) AS
Barca cas .
Estrada de ferro de Olin-
da ... .
Estrada de ferro de Ca-
ruar
Aoimaes .
Estrada de ferro de S.
Francisco .
Estrada de ferro de Li-
moeiro .
r
s 1 r 9
1 20 24.657
1 20 . .
l 20 1 21 4.932 3.268
L 19 33.886
1 19 1.445
6S.188

1.864
5.303
221
5.644
2.540
1.711
nientemente, o artigo d'O Paiz, de do eorrente,
sob a epigrape naufragio do Bahia.
Consderando-o de sua Ilustrada redaeco,
ella nos referiremos, na cabal contestaco, que
paitamos a oppor-lbe.
Para chegar conclosSo do que ho ve da parte
do commandante do vapor Pirapama a mais com-
pleta ignorancia ou deliberado proposito de faltar
a vordade, com que se compras em nffrontar a so-
ciedade que o contempla cheia de indiynac&o, ser-
vio -lhe Oh base o protesto que o mesmo comman-
dante lavrou a b;rdo.
Con tes 3a o contemporneo que. obeequioiidade
de ui cavalleiro da corte, que recebeu do Recife
u :ia cjpia do documento original, deve o eusejo
d.' dar onhecimento ao publico dessa peca im
portante do proceso que se vai iniciar e a qual
contitue a prova flagrante (os griphos sao nossos)
pela qual tem a jnstica publica de julgal-o com o
rigor que elle merece e transcreve o protesto, que
o seguinte :
Aos 24 dias do mez de Marco de 1887, a bor-
do do vapor braxileiro Pirapama, do commando de
Francisco Raymundo de Carvalho.
Navegando convenientemente para os portos
do norte at Camocim, acontecru que navegando
para o sul o vapor brazileiro Bahia, s 11 horas e
40 minutos da noite viesse abalroar com este va
por Pirapama, faxendo-lhe avariss do lado de EB,
que ficou partido e com grande rombos proa,
tudo motivado por falta de caute.a da parte do
commandante daquelle vap ir, que, se a tivesse,
nao se teria dado este acontecieimeuto que obrigou
a arribada deliberada.
Em vista, pois, do que fica relatado, reuni o
commandante a gente que se achava a bordo e
diante desta diese que, em nome da Companbia
1 eroambucana, carregadores e ontras pessoas a
queic pudesse intcr-'ssar o vapor Pirapama e o
ou CHrregamanto, protestava contra o vapor bra-
xileiro Balda, s^u commaudanti-, Cunpauhia Bra-
silcir.i de Navcgaco a Vapor, carregadores, con-
siguatarios e contra quem de dreito fosse, por
tolos os prejuizos, perdas e damnos e lucr.is ees
santos aue lhe p^ssam provir das avariss que
acaba de faser no vapor Pirapama, de seu com-
mando, aquelle vapor Bahia. E, de aceordo com
a acta de dcliberacao firmada pelo mesm> com-
mandante e mais pessoas da tripolaca, e para
constar mandei lavrar o'presente, que assigno eom
as lestemunhss abaixo, depois de lido.
Eu Alfredo Monteire de Almeida, que escre
vi. Bordo do vapor Pirapama, 25 de Marco de
1887(Seguera as assignaturas) .
N'esse protesto encontrou o importante orgao
da imprensa fluminense laconismo, impericia,
falta de indicacoes necessarias ao decobrimento da
verdade, emfim a criminaUdade em que ixcorbeu
o commandante do vapor Pirjpamm,.
Antes de tudo, preciso distinguir a criminaU-
dade da penalidade.
Nao sao a mesma cousa.
Depois, em que fundou-se a acreditada folha,
para aventurar t2o seevros conceitos?
Vejamos :
Que rumo segnia o Pirapama quands avistou
o navio naufrago, nao o dis o commandante pro-
testante :
Se conservou o romo em que navegava at
dar-se o abalroamento ; se mudou de rota, de qual
e para qual ; que tempo decorreu entre o momen-
t i em que o vapor naufragado e aquelle'em que
se deu o sinistro; quaes as razoes que o impossi-
bilitamm de mauobrar de forma a desviar-se do
navio encontrado fcio flementos indispensaves
de cenhecer-se n'aquec documento, ineontesta-
velinente oceultos pirque o commandante do va-
por Pirapama est indefeso .
Na apreciacao do facto, houve, nao ha negtl-o,
urna certa precipitacao.
Quem querque, desta cidade, remetteujao cavnl-
leirn da cor te a copia do protesto dt) commandante
do Pirapama se nao foi ttMnbem autor de um tc-
legrainma para o Jornal d" Comatercio, datado de
29 do mez passado, afirmando que aquelle vapor
foi o causador da abalroacio e que havia militas
provas, ('./ devia, si de sua parte nao houve deli
btrado proposito, ter remet tido tambem urna copia
da acta de deliberadlo para a arribada forcada
p*fa abalroacdo lavrada a bordo, n is terows do
Decreto n. 447 de 19 d^ M*o de 1816, Aviso n.
147 de 13 de Abrrt de 1866 e que precede ai p_o_
>t na conf.T.nidvJe do art. 64 do Rrg. n. 737
de 20 de Nuvembro de lS.ri0.
Nesse documento que e.lo fftitas as ndimeo-is
n hi'.--.iras para o descobrunento d* verdade ;
nrlle que se fnz o histrico dj fact, epois di des-
cripto o estado do navio, oim declaraci do porto
de un ie sahio e com que destino e de tidaa as ci"-
eumstaucias que 'iverem occorrido.
E pnra que na- pareca que o que fica dito nao
aesenta em disposiyao lugal copiaremos aqu o ci
tado art. 364 do referido regulamento
Art. 364. O protesto on processo testemunha-
vel firmado a burdo alo dispensa a ac'a de deli-
beracao (arts, f.04, 509 e 770 do cod.) em a qual
ALKM DO VACIO B ClBCCMSrANClAS occobrestes se
d v n d clarar os fundamentos da dehberaci e
dos votos vencidos, assira como o motivos da de
ternin A acta preceder' ao pbotesto que a ella se
deve iiifebib e o juis Ho ADMiTriBA a ratifiua(So
d'i lot'tiao protesto, si do diario da naveeBcao nao
COKSTAB 4 KBFKB1DA ACTA. (ArtS 504 e 505, codi-
Eis abi. O commandaate do Pirapama cumprio
fielmente a lei.
N* acta de deliberacSo declarou o tacto com
teds as circumstancias oceurrentes; e no profsto
referise ella, como se v das seeuint.es p'a-
vras : R de aceordo com a teta de deliberacao
firmada pelo mesmo esmmandante e mais pessoas
da tripolacao, etc. etc.
A acta esta :
Aos 24 dias de Marco de 18S7 do anno do
Nasciuiento de Nosso Sennor Jess Christo achan-
17.283
Vapor francs \ser
Sahio bontem para a Europ, levando 775 tac
eas com aigodo serem entregues na praca de
Lisboa.
Existia tambem um carregamento do couros sec-
eos salgados, j despachado, que deixou de seguir
por nao haver tempo para embarcar.
Barca noraeguense .tino
Segoio bontem para Hull conduztndo 700 tone-
ladas de carolos de algodo.
Carregon C. P. de Lemos.
Banco de Crdito Beal
At o dia 15 do mes vindouro, devem os ac-
cionistas do Banco de CreJito Real de Pernam-
buco realizar a terceira entrada do valer no-
minal de suas accocs, na raxao de 10 0/0, levan-
do-a sede do banco, na rua do Commercio n.
34.
Este banco est pagando o seu primeiro divi-
dendo raxao de 4^000 por accao ou 10 0/0 do
valor realizado de cada urna.
O pagamento fuz-se na sede do banco, das 10
horas da manhS s 4 hora* da tarde dos das
uteis.
>ota do TUesouro dilaceradas
O recolhimeuto de notas dilaceradas est sendo
feito na Thesouraria de Fazenda, as tercas e
sextis-feiraa, das 10 s 12 horas da manh.
esa
de 1887
218
400
151
131
067
126S
400
077
460
320
366
040
16000
66)
500
275
50i
400
200
040
040
lOOOO
Pauta da Aifaui
bLSI>NA DE 18 A 23 DE AB11IL
Alcool (litro)
Algodao (kilo)
Assucar refinado (kilo)
Dito branco (kilo)
Dito uiascavado (kilo)
Borracha (kilo)
Cacao (kilo)
Cachaca (litro)
Caf bom (kilo)
Cafrcstolho (kilo)
Carnauba (kilo)
Crdeos de alfodao (kilo)
Carvo de pedra de Cardifi (toi.)
Couroa seceos etpchados (kilo)
Ditos salgados (kil)
verdes (ki"i
Fariuia demaulioea (litro)
Fumo restolho (kilo)
Uenebra (litro)
Mel (litro)
Milho (kilo)
Taboados de amarello (duzla)
KECIFE 20 DE AbBIL DE 1837
Para o exterior
No vapor ingles Orator, carregarsm :
Para Liverpool, J. Pater fc C. 680 saceos com
57,800 kilos de assucar mascavado ; P. Carneiro
& C. 361 couros espichados com 2,527 kilos.
Iso vapor inglez Tino, carregaram :
Para o Bltico, Bortelmann 4 C. 355 eaccas
com 27,541 kilos de algodo.
Na barca no.oeguense Brodrene, carrega-
ram :
Para o Bltico, S. Brothers & C. 8 saccas com
617 kilos de algodao.
= No vapor trances Niger, carregaram :
Para Bordeaux, A. Reg C. 1,3'X) graos de
ouro e 1,000 ditos de praca.
Para Paris, J. Kr*use C. 6,000 g aos de ouro
e 32,000 ditos de prata ; E. Goetchei 1,303 pas-
saros seceos.
Para Lisboa, Fernandei da Costa 4 C. 400
taccas com 29,467 kilos de algodSo.
Para o interior
No patacho allemo Mary, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, J. M. Dias 1,300
barricas cetn 1K4.825 kilos de assucar branco.
No brigue allemao JoU Genebra, carrega-
ram :
Para Santos, Bailar Oliveira & C. 500 saceos
com 3-.>,000 kilos de assucar mascavado.
No vapor nacional Marinho Visconde, carre-
garam :
Para Bahia, S. Q. Brito 50 barricas com 5,075
kilos de aisucar branco ; A. Figueiredo & 0. 1
caixo com 20 kilos de doqe.
Na barcaca .Pama dos Atstsaes, carregou:
Para Macei, J. F. de Paula 10.000 litros de
tal
do-se o dito vapor (Pirapama) sarto no porto do
Recife, com carregamento de varios geueros para
os portos de sua escala, estando o vapor estanque
de quilha a borda e convz e bem apparelhado a
seguir viagem, s 5 1/2 horas di Urde do mesmo
da sahtmos do mencionada porto do Recite sem
novidade debaixo da direceo do pratico da costa,
Vicente Jos da Costa, seguimos para o porto da
Parahyba navegamos assim 3G milbas, ponco
mais ou menos al s 11 horas e 30 minutos da
noite, quando avistamos um pharil de luz branca
palo nosso EB alguma di.-tancia ; continuamos
a navegar e s 11 horas e 45 minutos reconheee-
mos eu, commandante, o pratiej c mais pass Re-
ros quo estavam todos no tombadilhn que a men-
cionada Iu branca psrtenc-ia a mn vapor qii!j'4
mostrava tambem a sua luz verde que euDpKemjs
ser o Bahia, da Companhia BrasilJra de Naveta-
ci a Vapor, e que j com grande marcha vinha
prximo nos. Tendo avistado a luz verde e
mostrado nos tambem a luz da mesma c6r, cont-
nuei o rumo que lovava antes. Logo depois me
apercebi que o vapor que vinha em rumo opposto
ao que levavamos arribou para a trra, sem com-
tudo mostrar a luz encarnada, qua se tivessemos
avistado obrigana a orear para o mar e mostrar
Iha tambem a luz da uiiama cor
N'estas circumstancias e com a consciencia
de estar seguado as regras estabelecidas no res-
pectiva cdigo de naveg icao nao alterei o rumo
que seguia, e grande toi o nosso espanto quando
vio se o dito vapor Bahia tilo prximo e com o ru-
mo to alterado que s tivemos tempo de parar,
por o teme ao revez e tonar a inachiu* a tola a
torca a traz para ir caminbo do mar. Infelizmen-
te, j era tarde, porque o Bahia vinha grande
marcha e chocamos-uos desastrosamente. Log?
apos o choque parei o vapoi de meu commando,
Pirapama, o fui verificar quaes as avarias sofiV -
das, demjrnudo-ine n'esto s.rvico uns bons viute
minutos; e nVte interim o outro rapor, o sup-
p.isto Bahia, apenas nos perguntouquem eramos
; seguio rumo para o sul, sem indagar se jue-
riamos e sem pedir-nos soecorro.
As avarias que s.',eu o Virapama foram :
amassamento c iuteira deterioracao e defonnacao
do talha-raar at liuha de fl-ictuafao, e das cha-
pas do costado de E. B. da proa at asenxarcias
do traquete, e todas as avarias consequentes des-
tas interessando na construccio do vapor proa
e aberto taes rombos que s mcia forc podemos
navegar, arribando s 7 horas da manh de boje,
etc., etc.
Estam-is certos de que a Ilustrada redacco
d'O Paiz em face dos doos documentos nao einit-
tria os conceitos que se i un no seu citado artigo,
todos em desabono das habilitacoes e carcter do
comsiandan'e do vapor Pirapama.
- iin Nao encontrara no protesto qae to mal
qualificou, a completa ignorancia do menino com-
mandante ou o seu proposito de faltar verdade.
Nao dina que o Commandaute de vapor que
procede como procedeu o do Pirapama se compraz
em offrontar a sociedade
Nao dina que um protesto, como o que fdz esse
commandante constituya prova flagrante pela qual
tem a justiga publica de ju'gal-o om o rigor que
elle merece.
Nao dira, emfim, que eMe iscorbeu em cri.ini
lidade !
Si, pois, nada dira se tivesse attendido a que >
prjtesto se referia, como se refere k acta de d-li-
n-'rac.o ; se tivesse attendido a que essa acta nao
foireme'tida ao cavalleiro da corte, que prjporeo-
uou-lhe o eusejo d verberar por uiodo to cruel
a quem soube cuinpnr o seu dever, nao ha ue-
gal-o, repetimos, houve urna eer'a precipitacao ua
apreciacao o tacto.
Portanto : Como que dexamis eseripti, temos
feito a defeza do coaitnandaiilt do Pirap.ma, jal-
eado, alias, indefeso pe'O Pait, no artigo que cha-
i ou a nussa atteucao e ao qual acabamos de dar
mer.-.eida r-eposta.
Esse mesmo i.rtgo contera .segunda parte ; mus
est prejudicada por nao ter fundamento a pri-
m -ira, e ainda por assentar no protesto do 1* pilo-
l.i io Bahia, lavrado no escriptorio da agencia da
Companhia Brasileira, n'esta cidade, documento
nico e millo. s~
Y.
liecife. 20 de Abril de 1887.
Colonia OrFhanolozka Isanel
I
Em urna poca em que a impiedade procura a
todo o tiuoac desfigurar o ct>;ilcn :er du religi e
de alu'iiuia norte persuadir aos incautos que
a igreja tem perdido sua pnmifi.-a energa,
e sobre tudo, apontar para o sacerdote catho-
lieo, como para o iuimgo das grandes mstituicoed
e das raigesfisas empresas, justo que sem sabir
do nosso paiz facamos resaltar aos olbos dos ad-
vrsanos, queso procurara deprimir o clero, q">" a
igreja. mesmo oppnraida como vive, ueste infeliz
paiz, anda procura diflnudu- >ua benfica influen-
cia rn favor da grande causa dn civilisacaj.
Um dos exeraploa mais el'iquentes e palpitantes
a Colonia Urphaoologca Isabel na provincia de
t'ernarabuco.
Talvez os adversarios conscientes do clero jul-
guem ine o padre catbolco s serve para cusiuar
a rezar.
Pois bem, se assim que entrem, que pene-
tren! nesse lugar e vero como a rcligo, a scien-
cia, as artes, os ctHcios e o amor da patria se alliam
de um modo sublime para encaminhar o hornean
verdadeira felicidad?.
A mesma voz, que dis ao joven, pela manh :
levanta as milos aos c<>s e be.tndiz o creador, de-
pois repete lhe ao ouvido; Trabalha que o fu-
turo te espera.
A mesma roo que toca os altares sacrosantos
da religio, depois empunhi o compasso e a regoa
e traca magestosos planos para sobernas construc-
ces.
.Vino a aran
Barca dinamarquesa Arica, Rio Gande do Sul.
Barca norueguensc Glitner, Uull.
Barca norueguense Aino, Hull.
Brigue allemo Jos" Genebra, Santos.
Barca norueguense Brodrene, Bltico.
Barca norueguense Dovre, Bltico.
Lugar nacional uvenal, Rio Grande do Snl.
Lg..r norueguense Alrana, Hull.
Lgai^norueguense Speranza, Canal.
Lugar inglez May. Hull.
Lugar allemo Helene, Montevideo.
Patacho allemo Mary, Rio Grande do Sul.
Patacho portugaez Osear, Santos.
Vapor inglez Tinto, Liverpool.
Vapor nacional Jaguaribe, Parahyba e escala.
VapJr ingles Auslerlity, New-York.
Vapor in&lez Orator, Liverpool.
Navios descarga
Barca inglesa JSthel, bacalbo.
Barca ingleza Bellrees, bacalho.
Lugar inglez Kalmia, bacalho.
Lugar inglez Hans Tode, carvo.
Patacho nacional Andaluza, xrque.
Patacho portugus Joaquina, vano gneros.
Vapor nacional Jaeahype, varios generes.
Aque/le mesmo que ba ponco dizia ao joven
apuntando a imsgem do Christo: Eis > tea re-
demp'or, adora-o ; agora volcase mostrando o
pavilho nacional fluctuando sobre tantas cabecas
infantis : Eis osymbolo da tua patria, ami-o
Ete conjuncto de circumstancias acha-se per-
feitamente desenvolvido na Colonia O.-phanologi-
ca Isabel.
II
No alto de urna colina levanta-se magestoso es-
te importantissimi estabel-cimento, verdadeiro
primor d'arte e de um alcance immenso para
aquella provincia a para o Estado.
Lanzada a primeira p^lri dis se.us alicerces
no dia 8 le Dezerabro de 1873, quando aquelles
lugares eram aiuda urat vasta floresta, o viajante
que outr'ora percorrua aqujlln p, fi;a
agora deslembrado ante a imponente perspectiva
do grandioso edifi.o que corda a colina da Col-,
nia, cortada por dous ros fluentes e cercad t de
um terreno ubrrimo que osteuta em todo esplen-
dor luxuriante. vegetaca i.
Ao mesmo tempo que contempla esse conjuncto
de circumstancias to oppostas e to intimamente
entrelacadas, o observador perspicaz psrece per-
guntar insti ictivaraeut; a si mesm como op irou-
se to surprehendentes transtormicojs ?
Euto aquellas pelrss, aquellas mrat*nhn.
aquelles valles, aquelles prados, aquelles ros;
tudo emfim p .rece pronunciar um nome por m lis
de urna ves venerando, o do benemrito missiona-
ro capuchinh), Fr. 'Fidclis Maria de Fognano.
E' aos esforcos mgeutes, ao zelo inexcedivel
desse verdadeiro apostlo qu a provincia de t'er-
natnbjco deve esse monumento incomparavel para
a educac > de seus filhoa.
Por qualquer lado que s olhe. a Gilonia Orpia-
oologica Isabel, impossivel conter urna phr.i
se de udmiraco, que. salta iusensvelm \:\'..\ dos
labios deqii":o eontemola urna obra t) g;em
tesca em meo daquelles palmares e entre as ser-
ras daquelUs montanhas.
Sua tjpographia sublime : situado o estabele-
cmento no alto, ah eleva-3e urna linda capella
do gosto toscano e architectura correcta, esplui
n.-indo-se em frente um in.m '-isj quidro, cuj ia
lados sao oceupados por diversas escolas de >-r-
tes e officioj e fechado p>r urna grade e porto de
ferro sym'tricamento guarnecido de collosse>
palmeir&e.
D..hi a vista espra-se diante de um horizo ite
poticamente lindo : urna ve^etaco vic'sa de in-
vern avei), a lira lidez das aguas quiregaoi
os campj, sempre verde, as fabricas, que se vo
levantando de prooriedaie da Cclinia ; e de mais
amis aamenidide de um clima puro e saudavel,
tuJo C'jntribje para a glorificaco de um estab
lecimeuto qu-' tem principalmente a missio de
educar slidamente pibres orphos desvalidos qoe
ticariam immersoa na miseria ou talvez persegui-
dos pela lei, e foragidoi da sociedade se nai lora
urna instituico eminentemente humanitaria, co-
mo a de que tractamos. '
Sob a direecao dos misionarios capuehinh is
que tem sua frente o virtuoso e meansavel Fr.
Fideiis, all esto 136 orphos tratados com todo o
desvello e recebando um i educic que lh>:s ga-
rante um futuro hnralo, urna vida tranqu IU de
maneira a nao sebera pesados a uinguem, uem p
rigosos nociedadr.
Neste pinto os resultados obidos at agora
sao os mais isougiros qu '.so pidein esperar.
O Revd. Fr. Fi elis disse-ius cnjio de alegra
que anda n ohjm d-.s alu.rm s sabidos da Colo-
nia tem daio iiieoinmodo p'Ucia, por causa lie
ui i 's costume*.
Todos qu-ntos all aprenderam, vivera hinrada-
mente ui tra'iallio, rauitos oceupaudojlugarea mais
ou menos distinetoa ua sociedade.
Cada c 1 io, alin da cultura iutellectnal qu-'
recebe, ministrada por dous distinctus professore,
dedicam-se a urna arte, ou a uin officio compa-
tivel con suas torcas e aptides.
Assim que possue o cstabelecimento urna mag-
nifica b-inda de msica, composta de educandos
sob regencia do eopuihiuhu Fr. Franeaco de
Mild, p-olessor ioi-llieote e dedicado, que tem
habilitado muiros colonos para os raistere a que
se dedieam, i idusive a escripturaca mercantil.
U.timame'ite ftraia julgados promptos cinco, dos
quaes um oceupa eerto euiprego pnb ico na cidade
do Recife e dous tomaram direecao das oln-nus
de aifaiate e sapateiro, para o que acham-se aptos.
A'tingida a idade em que deve estar completa
sua educacAo, u colono, al.n da n-truccs que re-
cebe, tirar de umt caixa econmica Crala, um
quantum, expeliente auxilio para o inicio de sua
vida qualquer que ella sej.i.
Tal aconteceu aos que sahiram ltimamente, a
cada um do. quaes coube a quantia de 360/100).
Cjnvin dizer que se o colono educado, quer
ain I : continuar na Colonia, ahi empregade per-
cebendo uin eerto salario, tendo casa e alinvn-
ta$o.
Alera dos dous capuchinhos, cujos nomes apon-
tamos, O'itros cooperara na administrar) do es-
la beleeimen'o, co.ni) sejam o Revd. Fr. Francisco
de Alatre, t/ndi or auxifiar Fr. Vicente de
Trento, a cojo cargo est a mordomia, F.-. Pas
choal de Bjiouhi, engenheiro intelligente que
dirige as uuras em andamento; Fr. Sil veno de
trento, que e o capelio; Fr. Flix de Alatre e
Fr. Loureoco de Cana, todos iucansaveis, e, ape-
lar de nao teretn rctnbuico pecuuiaria, traba-
Ibain com a mesma dedicacao e dasinteresse, sem-
pre Ih.iuos para os colonos, que os respeitam e os
prezam inmensamente.
O florescimento da Colonia progride a olbos vis-
tos ; n i fallando de obras que se tem levado a
tffeito com surpreza geral, como pontes, estradas,
urna bem montada serrana movida a agua, snbre-
saem no ciift i lapso de 2 annos a eJiticaeio de 4
boas casas e os tiab".lbos do engenbo central diri-
gido pelo distincto engenheiro Fr. Pasen al que
j se acham terminados, e que ainda ha poneos
dias foram inaugurados no meo dos applausos d
mais selecta e distincta sociedade pernambucana.
Acham-se tambem convenientemente preparados
2 kilmetros de estrada de ferro para ligar a re-
ferida fabrica a diversos pontos.
Os terrenas prestam se completamente ao cul-
tivo da canna, e por isso a nova fabrica de assu-
car, as cindicOes em que se acha, mclhorar
mnito o estado financeiro da Colonia, que entre-
tanto, j vai tendo urna economa propria.
E' pena nao estar concluida todo o estabeleci-
meoto que, segundo o plano, dever ter propor-
c.-s para asylar 800 colonos, outros tantos futuros
cidados operarios, ar.istas, perfeitamentc educa-
dos no trabalho, a salvo da miseria e affeitas ao
curaprimento das leis civis, moraes e sociaes.
S pode, emfim, ter urna idea exacta da Colonia
Istbel, la b dleza de sua topographia, da fe'tili-
dade de seus campos, de seu rgimen-interno, da
solidez e correceo de suas obras, quem quizer
examnal-a de perto visitando-a e reflectiado sobre
as vantagen3 incal-.ulaveis que provem de urna
instituico que nao tem similar em todo o Im-
perio.
Hrara, poe, ao ilustre eapuchinho que se ach
a trente rio to grandiosa empreza, e praza aos
Co3 que a provincia de Pernambuco saiba devi-
danente apreciar us seus esforcos e sua heroica
de di :aco.
(Di Civi'.isaco, do Muranhc).
Ao publico
imete pequeo artu;o, sob pena de sr julgado se-
veramente pelo pnotii
para o qual apoello.
juiz imparcial e criterioso.
Dlsabelro
O vapor nacional Jacuhype,
De Maco para :
Gomes de Mattos limaos
Cramer Frey it C.
De Aracaty para :
Ridrigues Lima & C-
Du Natal para :
Luiz Antonio sequeira
Fonseca Irmios 4 C.
Antonio Pereira da Cunha
Da Prahyba para :
Machado Lopes Ce C.
trouxe de norte :
10:4601620
2:203j;C00
3:287/420
1:500*000
1:194*490
400*000
4:000*000
Joasiiladu Provincial
nela 20 19.472*842
Id-ra du 21 202961
19;675*803
Recite Drainage
l>o 1 a 20 7:867951
Iden d 21 140 675
8:008G26
Mercado Municipal de m. Jos
O moviraento deste Mercado no dia 21 de
Abril foi o seguate :
Entraram :
892 kilos de peixe a 20 ris 17840
105 cargas de farinha a 200 ris 21*000
8 ditas de fructas diversas a 300 rs. 2400
9 taboleiros a 200 ris 1*800
11 Sumos a 200 ris 2i .00
Foram oceupados :
231/2 columnas a 600 ris 14*100
23 compartimentos de farinha a
500 ris. 11*500
23 ditos de comida a 500 ris 11*50
851/2 ditos de legumes a 400 ris 34*200
18 ditos de suino a 700 ris 12*600
11 ditos de tressuras a 600 ris 6*600
10 tainos a 2* 20*000
10 ditos al* 10*000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1A 54*000
Deve ter sido arrecadada nestes diss
a quantia de 219*740
Rendimento dos dias 1 a 20 4:1. 3*080
Recife, 22 de Abril de 1887.
Manoel Cavalcante do Reg Barros.
O secretarlo da Cmara Municipal
do Recife. e o comntissario de Po-
lica da menina cmara.
I
Os factos dados ltimamente na Cimara Muni-
cipal desta cidade, motivados pela suspensao lile
gal e arbitraria que me foi imposta pelo Sr. ve-
reador capito Joaquim Alves da Fonseca, me
obrigam vir a imprensa expor fielmente o que se
passou com rclaco a mnba pessoa, depois do que
o publico julgar da raido que assiste a aquelle
vereador.
Em scsaio de 10 de Pevereiro prximo lindo re-
solveu a Illma. Cmara Municipal por proposta do
Sr. vereador Alves da Fonseca remover por 60
dias. de uns para outros lugares alguns saoprega-
dos, para o que expedio-se as respectivas com-
municaco .-.
No dia 9 do eorrente, ista um dia antes de
fiudar-se aquelle praso, mandou o Sr. commissa-
rio urna portara, ordenando que os empregados
Foi arrecadado liquido at heje
4:342*8.'0
Rendimientos pblicos
HEX DB ABRIL
A Ifaniega
Renda geral :
U 1 a 20
dem de 21
465:228*584
18.494 504
Renda provincial
De la 20 74:5731530
dem de 21
'e la20
dem de 21
r

5:195581
Rccebedoria
1
483:723*088
79:769*111
563-492/199
23:7981631
1:383*572
25:1821203
Precos do dia :
Carne verde de 240 a 40J ris o kilo.
Carneiro de 70 a 800 ris idem.
Sumos de 56(1 a 640 ris ideus,
Farinha de 200 a 283 ris a cuia.
Milho de 240 a 320 ris idem.
Feijo de 640 a 1*000 idem.
Maiadouro Publico
Foram abatidas no Matadonro da Cabanga 103
rezes para o consumo do dia 21 de Abril.
Sedo: 73 rezes pertencentes a Oliveira Castro,
C, e 25 a diversos.
Vapores e navios esperados
VAPOKES
Bkamenyde Trieste amanh.
La Platada Europa a 24.
Espirito Sautodo norte a 24. A
Euclidde Liverpool a 25.
Advancedo sul a 25.
Ceardo tul a 27.
afaie
Financede New-Port-News a 6.

Acabo de receber deraissao do cargo de moni-
tor do Gyinnasio desta p.cvincia, o como nao de-
sejo que pjr meio de insiauaeos malvolas, esta-
beleca-se um cmceti d sfavoravel minha pes-
soa, veuho expr os motivos qae eoncxreram pa-
ra se.raelhaute tacto.
Eoteado, e istj resulta do qu' ja me foi com-
nuuicado partioularments que estes reduzem-se
duas ordena concebidas pela maneira seguinte :
I." Ter eu desrespeitudo com liuguagem vehe-
mente ao regedor interino d'aquelle estabeleci-
uio.it i ;
2<> Haver por diversas vezes abandonado o
trabalho em detrimento e grave prejuizo do regi-
ment da casa.
Creio,taes foram as cinsas hpautadas no of-
ficio dirigido pelo Sr. bieharel Celso T. F. Qiin-
teila no Exra. Sr. Dr. presidente da provincia;
ca isas estas iuter>tnmte infundadas e que sen-
contram juatificaco n'um exarcebamenSo mjmen-
tanej.
S;no, exatninemo'.-as, a corae^ar pelo ponto
capital da aecuaaco.
O regedor interino d'aquelle estabelecimento
aitribje-me ama violencia, contra a qual protes-
tam oolenlneraente os meus principios, betn como
a educoslo que tenh> recebido at hcje.
E' verdade que, repurna-idi-ra: servir-me da
inaiiteig* francesa de pessima quadadc apreseu-
tada i mesa d'aquelle estabelecimento, dirig^nje
ao Sr. bcharel Celso Q lintella no intuito do so-
licitar a co oplente autorisacao para ulisar-me
de genero mais delicado e menos uoscivo a sade.
Aquelle senhjr, porin, uo attendendo a mnba
reclamac), respondeu-me que absolutamsnte con-
sentira na existencia de um tacto que reputava um
privilegio; resultan!j de tal resposta palavras
quer de um, quer de outro lado ; mas ioteiramen-
tn inotFmsivas.
Eis a qu'i so reduz o principal topi to da aceu-
saca> do digno Sr. bicharel Celso Qaintella, se-
cretario vitalicio do Gyranasio Pernarabucano, e
regedor utenuo actualmente.
Vejamos agora o outro ponto.
Accusa-me o Sr. Ceiso de ter-me ausentado por
diversas vezes do Gyinnasio, prejudieaudo assim
o trabalho e pliutauio de alguini forma a indis-
cipliua.
Protesto contra urna tal especie de canard.
E' verdada que para tratar de negocios urgen-
tissimos, ti ve de sahir por diversas occasioes do
estabelociment, deixando o competente suostitoto
em meu lugar ; mas se assim proco I i foi nica-
mente antorisado pelo Sr. Celso Quintella. Qaanto
so facto de anseutar-me nos lias em que rf traba-
lho nao me competa, ainda o fiz bateado em con-
ce&so expreesa e ao mesmo tempo tacita do refe-
rido regedor interino.
E' esta a verdade que aqui fica esmo urna satis-
fa^ao ao publ.co sensato, e como um protesto a
bacal aecusaco do meu gratuito nmigo. Appello
para os mcus collegas do Gyinnasio Pernambueano
da veracidade d >s tactos estipulados, e emprazo o
.Sr. bacharel Celso Quintella, vir, o mais breve
possivel impugnar as assercS.'s q"e estubeleco
Amaudade Hamburgo.
Apotheker. Dirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade CarditF.
Anne Catharineda Babia.
Bernardas Godelewus do Rio Grande do Sul.
Catode Hamburgo.
Diudado Rio Grande do Sul.
Danraede Terra Nova.
Enjettado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Sul.
Elysado Porto.
Favoritode Santos.
Guadianade Lisboa.
Jolanthede Santos.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Joven Correiado Rio Grande do Sul.
Katalinaie Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Maggiede Terra Nova.
Mimosado Rio Grande do Sul.
Marinho VIIdo Rio Grande do Sul.
Nordaoende Liverpool.
Nautilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenos-Ayres.
Premierdo Rio de Janeiro.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Rivaldo Rio Grande do Sul.
Sparkde Terra Nova.
Withelminede Hamburgo.
.11 oriniento do perto
Navios entrados no dia 2L
Rio de Janeiro e escalas4 1/2 dias, vapor fran-
cs Niger, de 2,327 toneladas, commandante Al-
bert Baule, equipagem 128, carga varios gene-
ros ; a Augusto Labille j C.
Baha10 dias, patacho nacional Maria Augusta,
de 220 toneladas, capito Antonio Manoel Jos,
equipagem 8, em lastro ; ordem.
Camossim e escala-'8 dias, "Pr ?*Z l^ri
hype, de 382 toneladas, commandante Joaquim
Jos Estoves Jnior, equ.psgeir. 30 carga va-
rios geros ; Companhia Pernambuona. _
. Navios sabidos no mesmo dia
Bordeaux e escala Vapor francex frger, com-
mandante Albert Banle, carga vanos gneros.
Macei Barca norueguense CAr:San cnvtr
capito B. Olsen, em lastro.
Hall (Rusta) Barca naruegense Aino, capitio
H. Gunderten, carga caroeos de algodo.


,.x


L^HLHL^HHH
Diario de PerflambncoSeita-feira 22 de Abril de 1887

;
i
>
iato em virtade do deliberado da C*roara, coo
tinuassem, no lugares ein que eatavam por mais
20 dias; expediado ainda ama cut-a portara no
da 12 na qual mandav que fos?e cumprda a de
9 era toda su plenitude, sob pena de suspento.
Todas estas portaras foram cumpridas pela se-
cretaria, qued'ellas deu coohecunnto aos empre-
ado* a qoem se referiam.
Reunida a Cmara no da 13 e exposta esta
questo pelo Sr. presidente, resolveu a mesma C-
mara depois da dtscusso, que os emprega ios re -
movidos vol'assem parr os seus respectivos luga-
res, visto ichar se fiado o praso marcado mw-
slo de 10 do Pevereiro, nao approvando assi o o
acto singular do Sr. commissario de polica.
Encerrad* aquella sesso, ordenou-me o Sr. pre-
sidente da Cmara que desse aos empregados re-
movidos conbecimenio da deliberaco da Cmara ;
e quando procumva cu cunuprir esta ordem, e aca-
bava de fazer a minuta da communic-co.-s, en-
trou no meu gaDineto o Sr. commissario e per-
guntou-me se cu ia tambem expedir communica-
clo ao administrador do matadouro da Cabanga
capito Ignacio Pedro aas Neves, no sentido de
vo.t.r pra o seu lugar ; ao que respondi-lhe p la
afirmativa, em vista da deliberaco da Cmara.
A' esta minha resposta disse-me entio o Sr.
commissario, ja bastante alterado, qae nao poda
consentir e intal ordem, e que me prohiba termi-
nantemente a sua expedido, coui relacj refe.
rido administrador do matadouro; pos achava-se
anda dependente de appr vacio da Cmara o pe-
dido de demisa Jo d'aquelle funcconario
Nessa occasio fi eu sentir ao S. commissario
de polica, e com toda braudura, que elle colloca-
va-me em dificu'dades, querendo que obedccesse
a su ordem que estava em oppjsici formal a
dciib-racj, que a Camarj acabava de tomar, nao
podeudo eu cuicprir duas ordeus diametralmentc
oppostas; mas que achando-se anda na casa nao
s o Sr. presidente da Cmara e alguus Srs. ve-
readores, procurasse o !Sr. commissario com elles
se entender a respeito e resolvessem algama
cousa.
A nada, porin, quiz attender o Sr. verexdor
capito Alves da Ponsec*, que, em voz bastante
kita, decUr.ui que se en nao cumpnsse sua ordim
me suspendera.
Cmd Coda hrandura deque sou dotado e que todos
me reeonbecem procurei ainda evitar o desfeicbo
dessn oecurencia bastante desagradavel, e enten
d-me com o Sr. vereador Neves Cardoso, a quem
uarrei o oceurrido ; e lconheco.ido elle o meu em-
barazo, foi ter oin o presidcnt-;, com quem con-
versou a respeito.
Achava me cu mtao na ante-sala onde ainda|
permaneciam quasi todos os Srs. vereadores, quau -
do voltou o Sr. Neves Cerdoso dizendo-me que
A defesa, portanto, nao f*i honra ao
t Baha, por que alm de sappor tanto des-
cuido a bordo que s se viu o outro vspor
quando j nao hasia tampo de fugir d'elle,
suppoe erro de manobra, porque neste ca-
si o que ambos deviam faser nao era gui
nar, como se diz no artigo, mas andar pa-
ra atraz, como manda o art. 13 do regula-
menta citado. N art. 15 nao applica-
vel a hypotbese assim figurada.
Ora, o Pirapama diz que parou, e o
Babia* diz que guinou. Aceitan lo como
verdad o que cada um diz, si alguum dos
dous fez o que devia foi o Pirapama.
O art. 19 diz:Todo navio de vapor
seopre que ge approxiinir tanto de outro
qualquer outro navio que corr.i risco abal-
rotr-se dever dim'nuir de marcha ou pa-
rar ou mesmo andar atraz si isto for ne-
cessario.
Nao fazemos mais do que mostrar como
Leigo, argumenta com urna simples hypo-
these, e como nessa mesmo hypothese a
eonulusao nao favoravel ao Babia, nem
toitrario ao Pirapama*.
Recife., 21 de Abril de 1887.
Marino.
Extincc,o de
dios
meen-
O Jornal de bontem publicou as bazes
offerecilas per diversas companhias de se-
guro para organisacao do servico de ex
tinccSo de incendios.
Em artigos SUCC983VOS mostraremos os
inconvenientes de semelhantes bazes, que
abrirao espaco para urna companhia de
borabeiros manca, semi-publica e ante-eco-
noraica e que nao passar de um viveiro
de protegidos ; continuando as tradiejoes
dos serventes e guardas cvicos de casaca,
e prest*-ido-se sement para fius el.-itoraes.
O servico da extinc(,ao de incendios de-
ve ser integramente publico.
O hybrid8mo, que se pretende adoptar,de Viremont ir ao
fosse eu mesmo eritendcr-me cem o Sr. presidente I contrario a tudo quanto ha de elemen-1 chamar,
da Cmara,o que fiz, deciarando-me elle qae eu no'tar a respeito.
tica as enfermidades do cerebro ou ner-
voso e obtevo por duas revelarles sobre o
futuro, tanto na Europa, como na America,
os mais brilhantes saccossos, convencendo
os mais incrdulos.
Entre as notabilidades que lhe teem feito
a honra de consultal-o, conta elle sua emi-
nencia o areebispo de Paria, o rei dos
Belgas, a rei da Grecia, Ismael-Pacha, Fer-
nando de Lesseps e sua familia, o general
Boulaoger, a Patti, Sarah Bernbardt, etc.,
e, no mez de Janeiro ultimo, em Madrid,
a princeza Eulalia de Bourbon e o principe
Victor Napoleao, em Bruxellas.
A Phrinologia e a Chiromancia sao duas
ciencias tSo antigs quanto o mundo, suc-
cessivamente cultivadas pelos bebreus, os
egypcios e os gregos, e, mais recentamen-
ta, popularisadas pelos sabios Lavater,
Gall, Spurshein e Desbarolles ; nesta pe-
ca do progresso e luzes ellas se nos apre-
sentam despidas de toda idea de mysterio
e obscurantismo.
Quem, pos, desejar coubecer a impor-
tancia das enfermedades do cerebro e as
disposicoes naluraes u orgnicas d'um me-
nino para dirigir consoante ellas os seus
estudos, quem desejar conhecer os aconte-
cimentos futuros d sua existencia, confor-
me as rvgras da pbrenologia, da physiog-
nomonia da chiramancia combinandas, tudo
isso lhe ser desvendado nos menores de
talhes, p< is tudo isso visivel na palma da
mao knte do Dr. de Viremont.
As lices de Phreaologia dadas nos col
legios de educacao, terao por objecto e se-
rao feitas em face de um crneo prepa-
rado.
O Dr. de Viremont d consultas em seu
gabinete no hotel de D. Antonio, at ao
meio dia, e das 6 s 9 horas da noite, no
seu escriptorio, pateo do Paraizo n. 26,
leja.
5)5000 cada consulta.
Presos convencionaes para as criadeas.
Para commodidade dos clientes o Dr.
domicilio de
Nestes termos. P*dera V. Exc. defe
rimenio. Esperam receber merc.
Recife, 31 de Marco de 1S87. Manoel
Joaquim Silveira. (Atvog- Estava urna estampilha de duzentjs reis
legalmonte inutilisada.
E mais se nao continua em dita pnlico
na qual dei o meu despacho do theor se
guinte. Distribuida. Como requerem.
Recife, 1.- de Abril de 1887. Ribeiro.
E mais se nao continha em dito despa-
cho, depois do qual se via a distribuicao
do theor seguinte: A' C. e S. H. Pires.
E mais se nao contiaha em dita distri-
buicao e em virtude de men despacho
cima tianscripto, chamo, cito e hei por
intimida e supplicada Madame Blancha
para que compareya perante este juizo no
prazo de trinca dias, a fim de allegar o
que for bem de seu direito e juatica
pena de revelia.
Dado e passado nesta cidada do Recife
de Pernambuco aos quatro dias do mez de
Abril de 1887. Eu Antonio de Burgos Pon-
ce de Len, eserivo o esurevi. ,
Joaquim da Costa Ribbiro.
Escriptorio da directora
De ordoem do Illm. Sr. director se faz Dublico
que datar de 25 do corrente fica previsoriamen-
te suspenso o trafego entre as estacoes de Pombos
e Cascavel.
Secretaria do Prolongamento da Estrada de
Perro do Recife ao S. Prancisco c Estrada de Per-
ro do Eecife a Caruar, 20 de Abril de 1887.
O secretario,
- _____ Manoel Juvencio de Saboja.
DamprscbiftTahrts-GeselIschatli
0 vapor Valparaiz
quem o
poda deixar de dar curnprimento aquella delibe-
racao da Cmara que nao tinha exceptuado o ad -
ministrador do matadouro.
Ainda urna vez proeurei entender-m*! cem o Sr.
vereador A'ves da Fo:iseca a quem com toda ur-
banidade jommuniquei o qu tica cima dito, e
elle 8 m neubuina delicadeza, com ia priun-ira
vet, renovou a sna aineaca de suspender me ac-
ureauentando, que apenas tivesse maioria sua, pro-
proria a moha demisso.
Piudo este incidente nao exitci en dar cuirpri-
ment a deliberarn da Cmara, pjrque k'ji- nte
assim poda cumorr o meu dever de secretario; e
losge estava de snppor que o curnprimento desse
dever podeste servir de base para o procedimento
qae teve o Sr. vereador capita; Alves da Poneeca
aeis das depois, e do que me occupare no s>-
guinte ortigo.
Recife, 21 de Abril de 1S87.
Assis Rocha.
A Ciipitaiitn lo Porto de Pernambu
co e O Pas
O jornal O Paiz conlinna a aecusar o capito
do porto de Peruau.buco, dizendo nao ter dado
este digno funecionano as necessarias providen-
cias por occaso do naufragio do vapor Bahia.
Assim que ebegou ao Rrcie a noticia do nau-
fragio o cnefe de diviso Picando pedio ao presi-
dente da provincia que uzease partir para o lugar
do sinistro o rebocador da Altandega. O Exm.
Sr. presidente, levando em coosideracio o peiido,
ordenou a sabida.
O rebocador precisava de concertos, que s no
dia immediato ficariam promptificados ; noite,
porra, ch>-gou de volta um cutro rebocador, man-
da io ao lug,r do siuistro pela companbia de pa-
quetes, c soube-seque nao ha via mais nada a f.t-
zer-se.
U capito do porto pedio ineios para soccoi rer
os nufragos ; nao os conseguio em tempo ; no foi
culpa de S. Exc.
O Paiz de h je devit. transcrever toda a corres-
pondencia trounda entre o presidenta da provincia
e o capito do porto ; a questo fijara esclare-
cida..
Quanto ao capito do porto nao baver logo no
dia 25 e sim a 26 telegraphado para a corte, sobre
as mortes dos otficiaes e praga* da armada, temos
a dizer qne urna autoridad? superior e faz coui-
muuicaco desta ordem depois de possuir exacto
conbecimento dos tactos e nao por simples iufor-
macoes.
A capitana do poi to tambem nao podia tomar
a si a misso de mandar procurar os cadveres;
bem sabe a redaccao d' } Paiz {onde ha^um 'J' te-
enente da armada) qu-" nem a capitana, nein o
arsenal de marinha de Peruambuco, tem os meios
indispensaveis para esse servico.
O Paiz deve tratar da reorganisacao das capita-
nas dos portos, que nao teem rebocadores, nem
apparelhos de salvacao para casos de naufragios ;
e nao atacar os fuueciouarioa que as dirigen).
O ebefe de diviso Picaneo, como sempre cum-
prio com os seus deveres ; toinou as providencias
que podio tomar em tal caso.
Francisco Picaneo,
Eogenbeiro civil.
Rio dt Janeiro, 12 de Abril de 1887.
Naufragio do "Babia"
No artigo assignadn por Leigo, e publi-
cado na Provincia de hontern, figura-se a
seguinte bypothese para se concluir pela
culpabilidade do Pin-pama no naufragio
do Babia
Aceitamos, pois, este cas> como o mais
pos8vel porque justificado pela derrota
que eranj obrigados a fazer. Assim sendo,
o que curapria a cada um fazer ? Mano-
brar onforme manda o art. 15 do regu-
lamento de 12 de Maio de 1883 que diz
se dous navios a vapor vierem em directo"es
oppostas na mesma linka ou prximamente,
de maneira que possa haver risco de encon-
trarem-se, cada um delles guiar para B
E (bor'este), afim de passarem por B B
(bombordo) um do outro.
Sabemos por dito do pratco do Pirnpa-
ma que este nao mudara de rumo desde
que avistara at o momento qu3 chocara
com o Bahia; assim nao manobrara co-
mo devi, tendo pela sua proa um outro
vapor que vinhu a rumo prximamente op-
posto.
O Bahia que vinha S S O estava
com proa de S O quando recebera o cho-
que, isto estava arribado para B E
(bor'este), duas quartas, tendo portanto
praticado a regra do artigo 15 citado que
manda arribar para esse bordo no caso
gurado. Quem faltou, pois? Foi o Ba-
bia qu fez o fou dever ou o Pirapma
que nao attendeu a regra ?
Provado est que o Bahia manobrou
regularmente e para que o desastre nao se
desse era nicamente bastante que Pira-
paman tivesse orjado para B E (bor'este),
a fazor pr6-i N N E (Nor'nordeste) ou
E4N (Nordeste quarta de norte).
Assim sendo dizemos nos, o Bahia s
arribou para O quando o perigo era im-
minente, quando o choque era innevitavel;
porque si tivesse arribado algum tempo an-
tes, dous minutas, um minuto, quanto bas-
tasse para por todo o casco fora da linha
em que vinha navegando, ainda que o Pi-
Lembraremos ao Exm. presidente da
provincia o plano offerecido pelo coronel
JoSo St>ars Neiva, oommandante do Cor-
po de Bombaros da Corte, publicado no
Diario de Pernambuco de 18 de Marco de
1882, que nicamente convem a esta ci-
dade, salvo o desejo de fazer-se asneira e
grossa
Rece, 22 de Abril de 1887.
Nemo.
A acta da ultima sesso da :v
seMfela da companhia Manta
Thereza
Errata
No artigo hontdm publica'o ha entre
cutros oa seguintes erros typographicos :
L'nl 17 so com50 do artigo onde so
I posto sem pro va em favor do bem geral
dtve-se l;r postos em prova em favor
do be g-cal.
L'nbA 28 do sou final, onde se l -que
para qire to infirmado se mostrassa so-
bre a lisposic^s de cada accionista an-
tes da 8wsao ; -se deve 1er : -que para
rutar que tSo informado se mostrasso so-
bre aa aposioBes de cada accionista antes
da s--ssilo.
Linha 69 do mesmo final, onde se l :
e repetindo vezes em voz alta e sem con-
testado ; lea se :e repetindo em voz alta
e sem coutesta^&o. "
Telephone 49.
Ultima semana om Pernambuco.
Ao vlare] pico
O Ignacio Nery de que so trau no Diario de
bontem, em urna publicacao sob esta epigrapbe,
nao Ignacio Nery da F-joseci, empregado da
companhia Centra1. Sugar Faetones.
dvogad -
(Foro civil c ecelesiastieo)
Bacbart-1 Antonio d- Lellis e Sonza
Ponte 8.
Ruado Imperador n. 37 !. andar.
Despedida
rapama continuasse
nao se dara.
a avancar, o choque
Manoel Plores, socio da casa Viuva Guilherme
(Goisiares, Irmos dt C). teguindo para Europa
no vapor Niger, afim de effectuar as compras an-
nuaes da casa, ofierece all aos seus amigos e
frrguezes o seu limitado presumo
Uise a Companhia de Limoelro
Os abaixo assigiiodos, consenhores do engenbo
Paresa, da cemarca de Timbaba, protestan) con-
tra o dainno que est essa companbia fazendo em
trras Ja referida propriedade, com a obra do
ramal da estrada de ferro a seu cargo.
E para que chegue ao seu conhecimento do
publiciQade ao presente, scientificoudo-lhes qne
u8aro dos recursos que a le Ibes garante.
Goyauaa, 19 de Abril de 1887.
Joo Joaquim de Mello.
Jos Velloso Ferreira de Mendonca.
Fabio Velloso F. de Mendonca.
Joaquim Velloso Freir de Mendonca.
Importante leelarace (3)
As virtudes do PEITORAL DE CAMBARA'
de J. Alvares d.: 6. Soares, de Pelotas (Rio Gran-
de do Sul) vantajosamente empregado em todas
as molestias do apparelho respiratorio, na sao
b je postas em duvida por muitos illjstres fiibos
da aciencia.
U babl medico Sr. Dr Carlos Marchand, de S.
Gabriel, escreveu ha pouco o seguate ao antor
do preparado :
O sen xarope i-eitoeal db cambara' tem-me
feito multa falta, porque quasi nunca o encontr
no seu deposito d'aqui. Tenho-a aconselhado na
minba clnica e com elle tenho tirado resultados
importantes no tratamento das molestias bronco-
pulmonares.
Outras declaracoes importantissimas de mui-
tos distintos mdicos, comprovam valiosamente as
virtudes de t>> precioso medicamento.
O leitor poder aprecalas no opsculo qne
acompauha cada frasco e qoe vende-sa na afeo-
ca a cargo dos Srs. Francisco Manoel da Silva
& L* ra Mrquez de Olioda n. 23.
Frasco 2$'A)Q, meia duzia 13*000 e duzia 24*
A agencia enva a quem pedir condic,oas im-
presas para as vendas por a'.acado.
EDIT&ES
)0 FTEO^
Revelado pelo estudo do crneo,
da phisiononiia e da mo
BRILHANTES SCCESKOS EM LONEBES, PARS,
LISBOA, MADKID E LTIMAMENTE NA BAHA
O primeir8 phrenologista e cbiromancista
da poca, Dr. de Viremont, discpulo e
collaborador do celebre Desbarolles, mem-
bro da academia de Zirrieh, acha-se pre-
sentemente em Pernambuco, onde demora-
Be alguna dias.
D consultas sobre o futuro pelo estudo
lias linhas d mo, onde todo o ser huma
no tem a sua existencia escripia, sobre as
disposisBes e aptidSes naturaes pelo exame
do crneo e da physionomia.
O Dr. de Viremont, pelo estudo dos tra-
tados antigos e modernos sobre este as-
Kumpto, por suas numerosas viagens para
estudo das differentes ragas humanas, pelas
li$3es de aeu pranteado mestre, conseguio
ckegar, oenta materia, ao mais alto grao
da poesibilidade humana, e por isso tem
p*e0t*d> fe familias e hamanidade ser-
ricos reaes e iarmensos, indicando-Ibes com
precisao as dispoaicSes naturaes e os vicios
orgnicos, pela perspicacia do seu dyagoos-
Edital n. 13
O administrador do Consulado Provincial, dan-
do curnprimento ao que dispoe a le n. 1860, faz
publico a quem interessar possa, que no espaco
improro^avel de trinta dias uteis, contados de 2
de Maio prximo, dar-se-ba principio nesta re-
partico a oobrauca, livre de multa, dos impostos
soguintes. relativamente ae 2- semestre do exer-
cicio corrente de 1886-87.
3 0/0 sobre o gyro de casas commerciaes a re-
retalbo.
10 0,0 sobre estabclecimento* fra da cidade.
12 0|0 sobre escriptonos de advogados, solicita-
dores, carinos e consultorios mdicos.
20 0|0 sobre estabelecimentos da cidade.
2U0 por escriplorios de descontoe de letras.
I:9(j0 por casa de garantir bilnetes.
1:000* por casa de vender bilhetes de outras
provincias.
2*500 por tonelada de alvarengas, canoas, etc.
20ii* por escravo empregado em servico me.
chanico.
200 rs. poi baralho de cartas de jo^ar.
Imposto de reparticaoemprebeaden lo :
Parte 1
1 Casas de comirissoes de consignares e de
commiBSes e consignacoes.
2 Ditas ou depsitos de vender em grosso car-
vo de pedra em terr- ou sobre agua.
Parte 2-
3 Lojas de vender joias somente, ou joias e re-
logios.
4 Ditas de vender relogios somente.
5 Ditas de vender pianos, msicas e instru-
mentos musicaes.
Parte 3
6 Fabrica de rap Mvuron.
7 Ditas de sabo, iuclu3ive
freguezia de Afogados.
8 Ditas de cerveja, vinagre,
licores e limonadas gazozas.
U Ditas de gaz.
10 Ditas agencias e depsitos de gaz.
Parte 4
11 Empiezas anonymas ou agencias destas.
1 Companhia de Beber be.
13 Bancos, agencias filiaes e representantes dos
mesmos e casas hincaras.
14 Companhias, agencias ou casas de segur ou
qualquer pessoa qne no carcter de agente de
companhias de seguro fizer contrato desta natu-
reza ou promovel-os, com exeepcio dos que teem
sede nesta provincia e rontratarera o servico es-
pecial do art. 13 desta Ici.
15 Armazeus alfandegados. de depsitos ou de
recolber.
16 Casas de jogo de bilhar.
Consulado Provincial de Pernambuco, 20 de
Abril de 1887.
F. A. de Carvalho Moura.
Conselho de compras da repar-
tlco de marinha
Propostas pira o suppriinento de medicamentos
enfermara de, marinba e aos navios de guerra
fondeados no porto desta capital.
D ordem do Illm. Sr. chefe de diviso, Jos
Manoel Picando da Costa, inspector, fago publico
que no dia 29 do corrate mez, as 11 horas da
maabi. contracta-se em conselho o supprimento de
medicamentos enfermara de marinha e aos na-
vios de guerra fundeados no porto desta capital,
por 6 mezes, a contar do Io de Julho ao ultimo de
Dezembro vindour >.
As propostas deverao ser apresentadas nesta se
cretaria em cartas fechadas at as 11 horas do dia
r ecitado, tendo por base o formulario que desde
acha-se exposto a consulta dos pretendentes.
O contracto ser celebrado sob as seguintes con-
dicoeB:
1' Todos os medicamentos se.-o de primeira
qualidade.
2* Ser entregues pelo fornecedor quando pe-
didos immediatmeate.
3" Ficam expostos a appruvaco ou reprovaco
do medico da enfermara.
4- O fornecer pagar a multa de 10 por cento
do valor dos medicamentos que nao entregar, e
de 20 por cento o daquehes cuja entrega nao
effectuar ou forem reprovados, se os nao substi-
tuir por outros, que sejam aceit03 ; e bem assim
a dfferenca que possa haver entre os precos ajus-
tados e aquelles porque se tiver de obter no mer-
cado.
5- O fornecedor ser pago da importancia do
fornecimento que fizer, pe competente repartico,
em vista dos documentos que obtiver.
Observaces
1* Nenhuma proposta ser recebida sem que o
proponerte nell declare por ext--nso sem claro
algum, entrelinha ou rasura, o prego e mais cir-
cumstancas que inti ressem ao fornecimento-
2* Nao ser acceita proposta em que o nego-
ciante nao declare que se sujeita ao iag<.mento da
multa de cinco por cento ao valor provavel do
fornecimento, durante o praso para que este an-
nunciado, se nSo comparecer nesta secretaria para
aesignar o contracto que ttt celebrado no praso de
tres dias, contados daquelle em que for chamado
pela imprensa.
3* Nao serao admittidas as propostas dos nego-
ciantes ou firmas sociaea que nao apresentarem
certido de matricula da junta commercial, bilhe-
te de pagamento do imposto de industria do ultimo
semestre, e certiio de contracto secial extrnhido
da junta commercial.
4* Neobuma proposta ser recebida depois do
dia e hora designados ueste annuucio.
5a Os propanentes apresentaro os documentes
exigidos, trez das antes do marcado para o rece-
bimento das propostas, afim de ser feita a compe-
tente venficaco.
6a Os fornecedores ficaro sujeitos a mais 30
dias de supprimento, altn do praso estpuUdo (no
contracto, sem que esta eircumstancia Ibes d di-
reito proregaco do ajuste, conforme a clausula
estftbelecida pelo avipo do Ministerio da Marinba,
de 13 de Julho de 1877.
7 Os obj ectos fornecidos s sero pagos no mez
seguinte.
Secretaria da inspeceo do Arsenal de Marinba
de Pernambuco, 18de Abril de 1887.
O secretario
Antonio da Silva Asevedo.
Companhia de Edifica.ao
Asssembla geral extraordi-
naria
Terceira convucarao
Nao se tendo efrjctu?do por falta do nu-
mero a reuniao de aasembla geral convo-
cada para hontem 19 do corrente, sao no-
vamente convocados os Srs. accionistas da
Companhia de Edifcales, a reunirem se,
na s lo da mesma Companhia, ao largo
de Pedro II n. 77 no dii 25 do corrente,
ao mcio dia, para, era assembla geral ex-
traordinaria deliberarem sobre a reforma
dos estatutos tm vigor, e especialmente do
art. 13, sendo a deste uo sentido da recla-
majao feita pilo Sr. Francisco Ferreira
Borges conforme a proposta do accionista
o Sr. Antonio Carlos Ferreira da Uva,
approvada na sessao de assembla geral
ordinaria de 1 de Marco prximo finio.
A reuniao se effectuar com qualquar
que seja o nuiiero de accionistas presen-
tes, como preceila o art. 65 do Deer. n
8,821 de 30 de Dezembro de 1882.
Recife, 20 de Abril de 1887.
Gustavo Antunes,
Director secretario.
E' esperado dos
tos do sul at O di;
de Maio e seguir
pois da demora neces
saria para
Lisboa e Ilamburgo
Para pasagens, tracta-Be com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA. DO COMMERCiU N. 3
1' andar
Comp&tijsla Hratiieira de Nave-
gacaoa Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Cear
Commandante o 1.' tenente
checo
Guilherme Pa-
E' esperado dos portos do sul
at o dia 27 de Abril, e
seguir depois da demora in-
' dispciis'xvel, par?, os portos
, do norte et Mancos,
Para carga, passagens, cncoaunendas e valores
tracta-se na agencia
PRA?A DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mana Pessoa
E' esperado dos ,,vrtos do
norte at o dia 22 de Abril
e depois da demora indis-
pensavel, seguir paraos
, pi-rns do su!.
Recebe tambem carga para Santos, Santa Ca-
tharina, Pelotas, Porto Alegre, e Rio ftrande dj
Sul, frete modic .
Para carga, passgens, encommendas e valores
trata-se na agencia
PRAGA DO CORPO SANTN 9.
-
\
Estrada de Ferro do Recife a Ca-
ruar
De ordem do Illm. Sr. director, fago publico qae
at o da 23 do corrente, ao meio dia, rece'o em-se
propostas, no escriptorio central, ra de Anto-
nio Carneiro n. 137,para o fornecimento de 10,000
tijolos de aivenaria ordinaria.
As propostas que devem ser feitas em carta fe-
chada, sero abertas e lidas no lupar, dia e boca
acimB indicados, na presenca dos Srs. proponen-
tes, que devero sllalas s assignal-as, indicando
sua residencia.
Os tijollos sero postos pelo fornecedor na esta-
ca da Victoria.
Os Srs. propanentes faro acompanhar as suas
propostas da competente amestra e fizaro o dia
da entrega dos tijolos no lugar exigido.
Secretaria do prolongamento da estrada de fer-
ro do Recife ao S Francisco e estrada de ferro do
Recife a Caruar, em 19 de abril de 1887.
O secretario,
Mansel Juvencio de Saboia.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 4000 contos, em 3 sorteios,
fica transferida para o dia 14 de Maio viudouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho de
Exm. Sr. presideute, de boje.
Thesouraria das Loteras para o fundo de
emancipacao e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Desembro de 188G. f
O thesourern,
Francisco Goncalves Taires.
a que se acha na
vinhos, genebra,
O Dr. Joaquim da Costa Ribeiro, juiz de
direito do civel desta cidade do Recife
de Pernambuco, por S. M. o Impera-
dor, etc.
Fajo saber a todos que o presente edi-
tal virem ou delle noticia tiverem, que por
parte de Alheiro, Oliveira & C. me foi
dirigido a peticao do theor seguinte:
Illm, e Exm. Sr. doutor juiz do civel.
Alheiro, Ohveiro & C, estabelecidos n-i
ra da Imperatriz desta cidade, sendo
credores da baroneza L. V. d' Herpent
e sua tilda Madame Blanche, directora do
collegio de Nossa SenBora das Victorias, da
quantia (l:G53f>l 10) saldo de conta annexo
(documento numero um), do gneros forne-
cidos aquelle collegio, reconhecido pelo pri
meiradas supplicadas (documento numero
dois~> oom arresto em bens das mesmas, para
garanta do respectivo pagamento, perant
juizo ("scrivao Burgos], veera requerer e
V. Exc. se digne de mandar cital as, urna
vez que foram esgotados os meios concilia-
torios (documentos numero tres e quatro),
afim de verera ofFeressr. no primeira audi-
encia deste juizo um libello civel, em que
melhor exporao a sua intengao, fcando
logo citados para todos os termos e aetos
judiciaes at final sentencia e sua execu-
gao, pana de revelia e custas.
E por que se acha a segunda das suppli-
cadas fra dessa provincia, em lugar acer-
t e nSo sabido, como se v do acto con-
ciliatorio (documento numero quatro) re-
querem, outro-sim, e sua citacao por edi-
tos, servindo a justificarlo produzida no
juizo de paz o oficiando par dependencia
o escrivSo Burgos, e quem foi destribuido
e arresto.
Thesouraria de Fa-
zendn
Pasamento de costuras
De ordem do Illm. Sr. inspector, faco peblico
que as costureiras do Arsenal de Guerra sero pa-
gas no lugar do os turne, s 11 horas do dia '23
do corrente, as importaucias relativas s cesturas
do mez de Marco deste anno (segunda qnnzena).
Thesouraria de Pascnda de Pernambuco, 21 de
Abril de 1887.
O secretario,
Lus Emygdio Pinheiro da Cmara-
Companhia Islna Pinto
Sao convidados os Srs. Accionistas d'esla Com-
panhia para urna reuniai de Asamblea Geral no
dia 4 de Maio ao meio dia no escriptorio da mes-
ma Companhia ra de Ccmmerci j n. 11, para
tratar-se de assumptoque diz respeito aos interes-
ses ds mesma Companhia.
O secretario,
Jos da Silva L yo Jnior.
C"ot55;>;iuIi .
dos Irilhos urbanos do ec.i*
Olinda eBeberibe
Havendo o Exm. Sr. Dr. presidente da provin
ca resolvidn a questo, que deu causa convoea-
cao extraordinaria da assembla geral desta com-
panbia, a qual por falta de numero n.< se realisou
no dio 13 do correte e nem hoje, de ordem do
Exm. Sr. Dr. presideute da mesma assembla ge-
ral, declaro aos senhores accionistas que, por nao
ter mais razia de ser, nao se effectuar a sesso
extraordinaria, deixando assim de fazer-se a ter-
ceira e ultima convoeacao dos senhores accio-
nistas.
Secretara da assemDla geral da companhia de
trilbos urbanos do Recife a Olinda e Beberibe, 21
de Abril de 1887.
O secretaria,
Jos Antonio de Almeida Cunha.
Monte pi dos volunta-
rios da patr a
Eielco
De ordem do Sr. presidente, convido aos senbo
res socios para ceseo de eleico no dia 25 de
corrente mez. s 4 horas da tarde, no 1 andar
ra Duque de Caxias n. 11.
Chame a attencao dos senhores socios para o
que determina o 2o do art. 27 dos estatutos.
Secretaria do Monte Pi dos Voluntarios da Pa-
tria, 22 de Abril de 1887.
O 1- secretario,
Jeo Paulo Rosa Cesar
Recebedona de Pernamneo
Imposto de industria e profllmiSeN
O Administrador da Recebedoria faz publico
que finda-se no da 30 do corrente o praso para o
pagamento livre de multa do imposto de indusuri-
as e profissoes relativo ao segnndo semestre do
exercicio (jrrente de 18861837, depois do que
ser cobrado com a multa estabelecida.
Recebedona de Pernambuco 21 de Abril de
1887.
Alexaodre de Soasa Pereira do Carmo.
C. C. 0. D.
Por ordem do Sr. director deste club ficam os
senhores socios avisados para reunirse domingo
24 do correo:e, para sesso ordinaria, s IX horas
do da, na sede de suas funecoes.
Antonio Msthias de Albuquerque,
! secretario.
Club de Regatas Per-
nambucano
Em nome do conseibo administrativo deste club,
convido os senhores socios a se reunirem em as
sembla geral na sede do mesmo club, sexta feira
22 do corrente, s 7 horas da noite, afim de se
tratar de negocio urgente.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano,
em 19 de Abril de 1887.O 1- secretario,
".r C. Moiteiro.
Hospital Portuguez de
Beneficencia
Asaembla ral
De ordem do Illm. Sr. provedor, convido os se-
nhores socios a reunirem-se em assemli.a geral,
na sede social, no domingo 21 do corrate, s 11
horas da manha, afim de dar-se curnprimento ao
que dispoe o i- do art. 17 dos estatutos, e dar
posse no\a junta administrativa.
Secretaria do Hospital Portuguez de Beneficen-
cia em Pernambuco, 18 de Abril de 1887.
Feliciano de Azevedo Gomes,
Io secretario.
THEATRO
il Stam Mit
Vapor extraordinario
O vapor Nile
De 3,039 toneladas de registro
Sabir do porto do Rio
de Janeiro no dia 1 de
Junho prximo com es-
cala para Bahia e Per-
nambuco, seguindo depois de pouca derno
ra com malas e passageiros para
LISBOA E SOUTHAMPTON
Desde j recebe-se encommendas par,
camarotes na
AGENCIA
Rua do Commercio n. 3
1 andar
AdamsonHowie &C,
AGENTES
COHPANDIl' peb-vAMIC*XA
DE
ftavegaco Costeira oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
vapor Jag-uaribe
Commandante Baptista
Segu no dia 23 di
Abril, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 22.
_/ncommendas passagens e dinheiros a frete at
a 3 horas da taide do dia da saluda.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pei-iambucana
n. 12
i
u
liflied Slates k Brasil "M. 8.&t
0 paquete Finanee
spera-se de S .v -' or -
News, at o dia 6 ^e Maio,
o qual i eguiri uepj da
demora necssvii i' p ira
Baha c Ro de laneiro
Para carga, passagens,eae mnenlas ;d:nheiw
a frete, tracta-se com o
O vapor Advance
E' esperado dos portos do
sul at o dia 25 de Abril
depois da demora necessaria
seguir para
Maranho, Para. Barbados, H.
Thomaz e Xcw-York
Para carga, passagens, c encommendas tracta-
*e com os
AGEN TES
Hcnry farsler & C.
N 8 RUA './) COMMERCIO 8
/ anda

lt(>ni\4.3> 94
BENEFICIO DO ACTOR
Fernando de Lima
Primeira e nica representacao do drama em 4
actos e 11 quadros, ornado de msica, mutacoes,
etc., etc
Principiar as 81/2 horas.
MARTIMOS
OVAL MAIL STEAI FACKET
Vapor La Plata
E' esperado daEuropa no di
23 ou 24 do corrente,seguinde
depois da demora necessaa
ra para
Baha, Ro de Janeiro Monte
video e Buenos Arres
Para passagens, fretes, etc, tracta-se u.m os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howic & C.
N. 3- RUA
DO
1-
COMMERCIO. -N. 3
andar
COHP.t>Hli Pt;il.\ABlX'AXA
DE
Maregaco costeifra por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahia
0 vapor Jacuhype
Commandante Esteves
Segu no dia 28 de
Abril, s 5 horas da
tarde.
Kecebe carga at o
'dia 27.
Encommendas, passagens e dinheiros frete at
4s 3 horas da tarde do dia 28.
ESCRD7TORIO
Ao Caes da Companhia Parrambucana
n. 12
Para Maranho
Segu para o porto cima nestes dias a barca
portugueza Vasco da Gama ; para osrga e passa-
gairos trata-se com os consignatarios Jos da Sil-
va Loyo & Filho.
P"ra Camossim
Segu no da 30 do corrente a escuna Joaquina,
recebe carga ; a tratar com o Pewoa, rua da
Moeda n. 1.
lElLUft
Leilo
De 300 garrafas com vinbo fino de Bordeaux,
1 lavatorio graude de Jacaranda, com pedra e de-
B
^vU.


M^kWaWkWkWa^klkWk%Wk\
M
^C
HH

Diario de Pernamboco-- Sexta--feira 22 de Abril de

psito d'agua, mobilias, goarda-louca, eimu, mar-
queioes '>WHV"< espelhos ovaes, 43 pe-
dral para bideBpnichinas de costura, i prek> pe-
noenc, diversos movis avalad, jarro, copo*, c*
j, talbere o milito outroa objectoa.
eita-felra. > correte
'armazem na do Mrquez de Olinda
n. 19
POR INTERVENCO DO AGENTE
Gusmo
Leilo
)s casas terreas ns. 34, 36, 38 e 40
ra Bella ou Tlua do Carvallo
O agente Pestaa, por mandado e assistencia
3 Exm. Sr. Dr. Jnia de direito da Provedoria de
tpellas e Residuos, a requer rento do inventa-
ante dos bens de Anua Zurick Ramos levar a
eilao as casas cima, em terreno foreiro.
Desde j podem examinar .litas casas.
Sexta-feira do eorrcoe
A's 11 horas
Na ra do Vigario Tencrio n. 12
Agente Pestaa
Leilo
Das casas terreas ns. 20, 22, 24, 26, 28,
30 e 32 ra Bella ou Ilha do Car-
valho.
O agente Stepple por mandado e aesi-tencia do
Exm. Sr. Dr. Jniz de direito de Provedoria de Ca-
pellas e Residuos a requerimento do inventariante
dos bens de Anna Zuiick llamos levar a leilo as
casas cima em terreno foreiro.
Desde j podem examinar as casas.
Ka I) bat o 93 do corrate
A's 12 horas
No armazem ra do Imperador n. 22
Agente Stepple
Lclao
De movis, espelhos e obras de ouro
U agente Biitto, autorisado pelo Sr. Marcolino
Arr.olo da Costa, que se retira para o sul, vende-
r em leo o seguinte :
Urna mobilia de junco, 1 cama frinceza, 2 mar-
quezoes, I commoda, 1 toncador, 2 aparadores,
bercos, 1 machina 'de costura, i cadeira pura
advogado, 12 cadeiras de janeo, 1 dita le ba-
laceo, 6 cadrir i americanas, cabides, quartichei-
ra, t mesa elstica, bancas, 1 secretaria, 2 lava-
torio!, etagers, grandes espelhos, 1 re'ogio de pa-
rede, 1 lote d livros, tapetes, jarros, 1 grande
caixa para armador, bah Je folba, salvas de
metal, louca, lanterua, serpentinas, copos, cli-
ces, tretn de cesinba e outros objectoa aj c ner do
martello.
Segunda l'elra 95 do corrate
A's 10 lj2 horas
Na ra das Trincheiras n. 38, 1* andar
Agente Britto

*
___AVISOS DIVERSOS
= Aluga-se urna casa terrea com espacosa so-
tea n. 82 no pateo Jo Terco, est liuipa ; a tratar
na ra do Pilar n. 56, taverna.
Precisa-se na casa do Dr. Cerqueira Leite,
& ra da Sania Cruz n. 10, de urna boa cosi-
nheira.
Alluga-se a excellente casa terrea n. 82 do
Pateo do Terco, e a da ra da matriz da Boa-
Vista n. 5G ; a tratar na ra do Pilar n. 5b' ta-
verna.
- Aluga-se casas a 8(X/U no beceu doa Uoe
lhos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra d>
Imperatriz n. 58.
Aluga-se o predio da ra do Baria de S.
Burja n. 26, com commodos para numerosa fami-
iia, cem agua e gaz encanados : a tratar na ra
dos Pires n. 59, ou em Obnda ra do Bomfim
numero 49.
I
Alujase a casa do Dr. Castel'o Branco, sita
4 ra de Matbias Ferreira, em Olinda ; chnves
' para ver, est na 1 jy.i de barbeiro contigua ao
mesmo predio, tem agua encanada c uons com-
modos: trata-se no Recite, ra Duque de Caiias,
es2riptorio n. 23.
= Precisa-se de urna ama para comprar e co-
sinbar, para casa de pequea tamilia ; a tratar
na ra du Marcio Das u. 61, 2- andar.
Madame Fanny Silva, modista e costureira
roa do Imperador n. 50,1 andar; p.-.r lindo para
Paris, no correte mez aguan! as ordens de suas
Exmas. freguezas, c apruveita a oceusio para
agradecer a proteccao e eonsideraeao, que lhe dis-
pensaram as casas com que teve transaccoes coiu-
merciaes, e declara que nada deve a pessea al-
guna nesta praca, e que nao deixa pessoa algu-
ma encarregada da sua officina de c >sturas e mo-
das, e que foi sempre tnica cortadera e directora,
nao tendo nunca quera a substituisse ou repre-
sentasse, visto que todo o trabalbo era feito e ad-
ministrado por ella mesmo.
Precisa se de urna senhara habiiitada em
portuguez e francez. para ensinar cm um enge-
nho na cidade de Goyaiiua ; a tratar na ruando
Hospicio n. 3, com o Sr. Jos Tavares de S e
Albuquerque.
Aluga-se o '' e 3- ndales, juntos ou sepa-
rados, da caaa ra larga do Risario n. 37, es-
quina aeironte di igreja: a tratar no pavimento
torreo.
= Aluga-se por 20000 ; a tratar na ra da
Imperatriz n 16, 1 vndar.
o Offerece-se urna seubora du meia idade para
costura, cm casa de familia ; na ra da Impera-
tris n. 16, 1* andar.
Precisa-se de urna
ainbar para urna pessoa
ao n. 40, 2- r.aj r.
ama para comprar e eo-
; na :ua do Padre Fio-
Tricofero de Barry
Ontn quefaa as
ou erascar o eabeUoaaada
M mala cclvoa, enra a
linha e a caspa e remoro
todas as impurezas do cas-
co a cabeca. FoaitiTa-
mente impede o cabello
da caiar ou de embranqoo-
ter, a iBfallivelmente o
torna eapesso, macio, ls-
tralo e ahondante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nnieo perfume no Mun-
do que tem a approvaeao oficia', de
um Governo. Tan dnas vezes
:aaia fragrancia qua qnalquer outra
e ilnra o dobro do tempo. E' rcnito
n.a;8 rica, suave e deliciosa. E'
mnito uiais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. 2 '.din* Tszes mais refres-
cante no IxinSo no cuarto do
doente. E' especiao contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacoa e os
detunaios.
larope Je Yiia ie Beiter So. I
MTTES DE rSAL-O. B*0B DBtJSI^-O,
Cura positiva e radical de todas as formas de
acrofulas, Sypailis, Feridas Escrofulosa,
AJfac95es, Cutneas e as do Cour Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas aa do-
ancas do Sangue, Jigado, e Bins. Carante-ae
que purifica, anriqoeoe e vitolisa a Sangua
restaura e renava o syatema inteiro^ g
Sabao Curativo de Reuer
Preciaa-sc de urna
Nova n. 51, pharmacia.
ama cosinheira : na ra
= Existe urna ama di; leite no Fundo. e na
casa do Sr Minoel Goncalves Boa Ventura n. 10 ;
quero, pretender, dirija-se.
Tendea toe on BOflrrelH do pello : I
Usai o melhor remedio, que o PEITORAL DE
CAMBARA', e veris como vosso acffnmento dea-
apparece. Vende-se na drogara dos nicos agen-
tes e depositarios geraes na provincia, Francisco
Manoel da Silva C., ra do Marque de Olinda
n. 23.
Para o Banho, Toilette, Crian.
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Approvados e autorisados pila insp ecto
ra geral de hygienne do Rio de Janeiro.
Deposito em Pernambueo casa do
Francisco Manoel da Silva & C.
Para cosinhar
Frecisa-sc de una
ama para cosinhar,
mas que cosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da ra Duqur de
Caxias. por cima da y
pographia do Diario.
Ao publico eao com
mcrcio
Oabiixo a*i]taado, retiraiido-ae temporaria-
mente para a K iropa, atim de tratar dr sua sade,
deixa como teis procuradores para tratarem de
todos o n-iia negocios era aua aua< acia, o seu cai-
xeiro Francif & Flodrigues de Siuza e os Sra.
Jos Tbeotnolo Dcuiincmas e Msnoel de Souza
Cordeiro Simo- ~t. >'ntro-eim. oede todos os seus
amigos, que por fal'a de tempo d5t pode despe-
dir-se dellee, <] e lh" detculin in esta falta, e lhes
offerece o Beu diminuto prestimo pura aquillo que
lhea posa se] til no reino de l'oi'.uga!.
Recife, 19 -21 Abril de 1887.
An'onio Affonso Simea.
LIQU1DACA0
PARA ACABAR
FAZB\DAS E ROUPAS
75-Sfl Dole He Gaiias-15
lm Iwm negocia
Vende-sc a pesa* i- kioique da ra 'ova so
p da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
Paga-se bem
Na ra do Imperador n. 46, 1 andar, precisa-se
de urna b menino | ara recado. E' de cndilo, dermindo em
casa.
Ensino primario e secundario
Urna pessoa habiiitada cffercc-se para ensinar
em algum engenho as aesuintes mHterias : por-
tugus, tranci-z, lati, historia, pbiiosophia e pri-
nifiras lettraa. Pode ser procurado na ra Imoe-
rial a. 17. "
rf.'

t los que
Trsepaaiia-ao um em bom lugar ; informa-ae na
ravcaaa de Arsenal de Guerra n. 9.
Maleriaes de constructivo
I re vos reduzldos
A Companbia de EdificacSo, tem resol
vido d'ora em diante, p.ra aa vendas dos
productos da sua olaria a vapor do Taqua
ry, o seguinte :
Tijolos de alvenaria grossa,
formato commum, descarrega-
dos em qualquer caes, o mi-
lheiro 22oOOO
Ditos, formato irglez, idem
idem
Ladrilbos idem
Telhas coramuns, idem
NTURAfl POMADA
NICA TNICA
u
___t FILLIOL 0E FILUIOI.
tmTANTAMEApantlMtha. f
M OB *:dr, ni prayarafl
MU lTgem
*MIrl ea Puin TO.iiOi.i?, raitlTieuu, Pltt
OSADA Mr> dar >oi
VlDCOi
ana Cor prtmtMv
Compra-se
18^000
35^000
38,5000
As compras de cem a quinhentos mil
ria, terao um descont de cinco por cen
to, e d'ahi para cima dez por cento.
Garankups
Eapecial fumo ; vendese aa ra do Baro da
Victoria n. 69.
Pilias porgars e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparaco puramente ve"
jetal, tecm sido por mais de 20annos aproreitadai
com os melhores resultados naa seguiotes moles-
as : affecces da ,*Ue e do fijado, syphilis, bou
boee, escrfulas, uhagas inveteradas, erisipelas e
gonorrhas.
Modo de iimiI a<
Como purgativas: torae-se de 3 (i por dia, i*-
oendo-se aps cada dse um pauco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como ri-pulailoras; tome-se um p'lula ao jantar
Eetas pilulas, de invenco dos pharmaceuticoe
Alii'Cida Andrade & Pilhos. tcem vrridictum do
Srs. mdicos para sua melhor gxrautia, tornande-
ie mais reciiuimendaveis, por avrem um segure
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
asaras em viaeem.
ACHAM-SE A' VENDA
^ drogara le Faria Konrinbe A
^-l RA D> MRQUEZ DE OLIXUA 41
iivro
de lembranjas para 1888
Us editores dsata publitacao avisam aoa senho-
res annunciantes que se est a encerrar a sssig-
natura di* annunei a para 1888, nao sa lecebeudo
mais d poia rte 30 d" coirente ; q'irn quixer pode
entregar o seus uiniuncios cea de G. La-
Srte 4 C 46 ra du Imperador, ou ao agente
aobonca.
Quem tiver para vender urna casa as ras da
Uuio, Marque do Herval, Aurora, Pormoaa,
caes de CaniSaribe ou Hospiei dirija-se ra do
Baro da Victoria n. 37, 2" andar, pela manhl,
ou a tarde, que encontrar eom quem tratar.
f-lPOS
; O ;>'Uhut ..ail, autor da itoifi.>hr..'ji iTTi.iriT lirtni ouraUva dr Hj-popbos-.l
phis no tratamento da tiaca pulmonar.|
!uein a honra de participar aos set-.s colle,sra,
medlcoc, -jue os nicos Hyp>phouulo."
reconhee'.vioc e recorp.me" la.'.os por ell
iso os jue -^repara o Hi.t fewajiT. har-
B5aceuSi;o. \. ra Ct-aiighone, Paria.
Os Xxropes de Hyppphoephitoai de
'Soda. Cav r Ferro vende;n-se om Irascos
ijtadraa'os teud.) o SOBM io C Cn?cfelLi
"flo viro, sua asaipnatura ao envetorio e^j
Jna tira do papel enckrnado. juo cobre a rolha. i
, Cada ftaacr. verdafieia ;."vs alem d'toto a;
Jaaaroa d< fabrica da Phajma-jia Bwmw t
roaiuuo no
^r.
i. A*% 1^*^ _,, __'," ~~" BFaao do -^mm f,
||K Hhxnt, Pe Pasta dentifrioios ~S/
RR. PP. BENEDICTINOS
da Aibadia de SOTJLAC (Gironde)
DOM MAGUELONNE, Prior
3 MEDALHAS 3DE OO
BruelUs 1889 badre UM
A* innin elevada* rrcmiupenaas.
INVENTADO IM^O "io"prior
so an.no | > # O PierrtBOURSAUD
t O uso quotidiano do Elixir
Deutlfrleo dos BB. PP. Be-
netlctljion, com dose de algu-
mas guttas com agua, prevem
e cura a carie dos dentcs, em-j
t)ianiiueceos.fortalecendoe tor-
nando as genglvas perre!ta-|
mente sadias.
Prestamos um verdadeiro
servi<;o,assignalando aos nossos
leitores este antigo e utlisslmo
preparado, o tnethor cura-
tiva e o nico preservativo contra as
A fervor tienta riu.
Casada lUndada em 1807______
Agente & ETf^ I 11 M 3 RL'E *Ut'ERIE. 3
Geral : 9CU W 11^ BORDEAUX
Acha -se em todas as 6os Perfumeras, Pharmaciat
e Drogaras.

Sao os meihores que tem viudo a esto merend. ;
que tornam-se recommendaveis, tanto pela boa
qualidade, como por virem colorado?, em caizi
uhas de phantaaia e com cromos variados, ven-
de.se por precos mdico..
nicos depositarios :
Francisco Lauria db C, ra do Bom Josus n. 61. !
Lauria & C., ra da Imperatriz n. 32.
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
ajamada ha mais de ora seclo; excede todas
u outraspelo cu perfume delirado e exquisito.
TRFZ MKDAI.HAH US ORO
PARIZ 187. CALCUTTA lf4
pela oxtra-ioa exrelli>ncia de sua qualidade.
Afamada
ACDi DE COLONIA DE ATIINSOH
in<-onii>TraTel pelo *eu i-rfu.-ne e sua
concentrarn. Excede todoi o* productos
nim:lirr-i vendidos oS o me-mn n-nne.
SABOHETE 0L0 BROWN WINDS DE ATIINSOH
tale sabonete univer>j] sopenoratodot
os out ros pela modo de limpara pelle
eaas^etinadoqnelbecommunicadeexiellente
perfume e prolongado uso.
beoara-sf fin Cm it lados a* Nfomulrt tFabricutei
J. A E. ATKINSON
24, Od Bond Street, Londres.
k Marea de FaSricaUrna Ro^a brauca>"
sobre urna Lyra de Ouro.
PH0SPHATINA
Falires
ALIMEITAgiO* RACI01AL
Motes, Criangas, Amas,
Conoalescentes,
Este alimento, de un sabor agradavol, 6 precios)
sobretudo :
Para as Mies, durante a gravidez;
Para as Griancas, na occasi&o de- de.srnamal-as-
Para te Velhos o Convalescentes.
A PH0SPHAT1NA constitue o verdadeiro alimento
"das (Mancas alimentadas no seio ou na mamadeira. Nenhuma
Fcula, Conserva ou Pos ditos de alimentac/io para a infancia,
pode competir-lhe.
E a administrando fcil do Phosphato de Calcium, que fortifica as
Criancas durante o seu crescimento.
PARIZ, 6, Avexme Victoria, 6, FARI2
fcneiUri03 ni Pernamtsuco : FRAN M. da SILVA A. O'v
Cosinheira
Cosinheira
Na rus do Paysaiid n. 19, precisa se de urna
boa casinheira.
Precisase de
Aurora n 81, 1"
urna b .i cosiuher
andar.
na ra da

Despedida
20^000
Caixciro
Precisa se de um menino pra caixeiro, com
pratica de molhados; na ra dn Florentina n. 32.
Perdido
_.Tendo sido dtixado por esquecimento, hontem,
no trem que do Recife parti as 4.45 da tarde um
embrulho contendo algumaa peca- de roupa, e no
trem que da Casa Forte parti psra Apipucos as
6.22 da tarde um chapeo de sol para seobora, ro-
ga-se a quem achou taes objectoa o favor de en.
tregal-os no L.ndon & Brasiliau Bank Limited,
ra do.Commercio n. 32, que ser recompensado.
Francisco lime* Marquen da
Fonneca
Trigsimo dia
Victorino Marques da Fonsfca, Dionizia Mara
de Oliveia e seus fi.hos mandam resar urna missa
no dia 25 do andante, pelas 7 1|2 horas da ma-
nha, no convento de S. Francisco, por sima do
seu inditoso pai, genro e cunhado, Francisco Go-
mes Marques ila Fooeeca, tallecido em conse-
quencia do naufragio do paquete nacional Baha ;
e para astistir a esso acto de religio, convidam
urna sala com dous quartos : a tratar no largo de aos patentes e amigos seus e do fiudo, confes-
Aluga ae o 2- andar do sobrado n. 62 a ra da
Guia, rom 2 salas grandes e 3 quartos, caiado e
pintado ; trata-so na loja.
Alus-a-se
Nao podendo desped-rr..1 e agradecer pessoal-
mente acs meus amigos as muitas pro 'as de ami-
snde que durnnte a miuha molestia tenh.) recebido,
o faco por meio deste, offerecendo-lh-s os meus
prestimos na cidade do Porto onde pretendo residir
por algum tempo.
Recife 21 de Abril do 1887.
Bernardo Jos Corroa.
Aviso
Pedro II n. 73, loja.
Piano
Compra-se um piano pequeo, forte,d e recor-
das, em bom estado de censi rvacao, quem tiver
appareca na de Marcilio lias n. 60, loja.
AMA
Precisa-93 de urna cosinheira p milia : na ra de Pedro Affonso n. 34,
sanndo-se desde j soturnamente gratos.
D. Joaquina Bernarde Seve-
riana Qnlntelro
Rogo aoa in^us pAreutes e amigos, parentes e
pessoas da amizade le miuba veneranda tia. D.
Joaquina, a cxridade e religio de asel9tirem as
missae quu st> bao de celebrar no convento do
Carmo, no sabbado 23 du coirente s 7 horas da
manh, pela alma da mMiiia, et-timo dia de seu
passameuto. com o que muitu me penhoiarao.
___________________ Francelino B. Q
J. C. Levy aviaa ao publico que Ernesto &
Leopoldo, ex-socios da firma J. C. Levy & C,
tendo tomado posse di uiHssa fallida, responsabi-
lisando-se pelo pagamento aos credores, de con-
formidade com a concordata concedida e aceita no
juizo do coramercio, ficando assiin livre e desem-
baracado parante os credores daquella massa,
offerece seus servieos aos a-us amigos e freguezes
na pharmacia Centra!, ra do Imperador n. 38,
achando-sc a referida pharmacia reconstituida O
premunida dos medicamento? mais uovos e espe-
cialidades pharuiaceuticas de tolos 03 Tais acre-
ditados fabricantes
IVJ M
De todas as fazendas existentes na antiga casa de
r\,\\VAWO D\CUiNH\
Os seguintes arligos comprovain a realidade em vis la dos seus presos
Cortea de fustao para coletea, a 13000, 1^200 e 1$800 !
dem de casemira de corea, a 2000, 2,5500 e 35000 !
Casemiras pretas e flanella, a 800 rs-, 1^000 e Ij5200 o covado, utna largura I
dem diagone8, a 25000, 2)5200 o dito I duas largaras.
Brins de puro linho, de cores, a 800 rs. e 1$000 metro !
dem idem, branco n. 6, a 15500 o dito I
L3s de todas as qualidades para vestidos, a 200 e 240 rs. o covado cu reta-
Ibo para acabar.
Cachemiras idem, a 409 e 500 rs., o dito !
Setins de cores, a 600 e 800 rs. o dito !
Fust3es brarjeo e de cures, a 250 e 520 rs.
Meias alvas para meninas, a 2(5500 a duzia I
t
Hurla Harilo da Silielra Cnrvalbo
Joaqun*) Candido da Silvcira Carvalho, seu fi-
lho, sogra, tui o innilos agradecem sinceramente
a todas as pessoas que se di-jnarain Mcompanhar
ao cemiteiio piib'iee us reatod tuurtaes de ua pre-
sada rap-ea, mi, liiha, m>ra e cunhada, Alaria
Martins da Si veira Cnrvnlbo; e de novo os con-
vidam para assistiiem s miesas que mandam ce-
lebrar na igreja da Sau^a Cruz, s 8 horas da ma-
nha de 23 do corrente, stimo dia de seu fallec-
ment, |"'lo que se confi-ssam gratos.
1. teneuie Henrtquc Clbrifttlano
Braane e Dr. Manoel Cario. Hi-
belro do Izevedo.
O chefe de divisa) inspector do Arsenal de Ma-
rinba, os officiaes da armeda e mais empregadoa
do mesmo arsenal, teridos da mais oungente dr
pela morte de seus inditosos compacheiros e ami-
gos I. tenente Henrique Christiano Braune e Dr.
Manoel Carlos Ribeiro de Azevedo, victimas do
horroroso nanfragio do vaper Baha, na noite de
de 24 de Marco, convidam aos seus amigos e dos
finados para assiatirem as rnissas que pelo eterno
descanco de suas almas mandam celebrar na igre-
ja do Carpo Santo, segunda feia 2'") do corrente s
8 horas da -ran ha.
dito
Camisas inglezas, finas, a 365090 a di ir
a |
Carlow Horeirn da Uva
. Visconde e Viscondesea de Itaqui d Norte e
Mus filhos, mandam celebrar rnissas na igreja do
f-orpo Santo, no da 23 do corrente, pelas 8 boriis
da manfla, 1 annivarsario do passamento de seu
pranteadu lho e irmo, Carlos Moreira da Silva.
e convidam para assistir a esse acto s pessoas de
sua air.izide 6 do finado. Desde j se confesaum
gratos a peesoa qaw concorrerem esse acto de
relig'
auna Candida Cenar de in
drade
Augusto Cesar de Andrade, lendo de mandar
celebra* ama misaa por alna, de ana sasc* etqne-
cida esposa, Anna Candida Cesar de Andrade, s
8 horas do dia i'3 do corrente, na matriz da Boa-
Vista, segundo anniversano de sen fallecimento,
convido aos seos parentes e amigo* para assisti
rem a esse acto de regij. peb que ee confeisa
desde j agradecido.
SA DA FORTUNA
Aos 5:00OOO
Bl he tes garantidos
23 RA PRIMflRO DE M ARQO 23
Martina Fiuz* & C. tem expost a ven-
da os seus fortunados bilhetes garanti-
dos da 1 lot'ria da provincia a beneficio
da Sonta C-.sa de Misericordia do Re.iife.
PRECOS
1 inttiro 3(5' 00
1 terco 1,5000
l.a poreo de lOO^ooo para
cima
1 inteiro 2 TOO
1 tet.. 900
dem francezas, branca e de cores, a 24000 a dita'
Guardanapos grandes e de linho, a 35500 a rtitt I
Ceroulas bordadas, de 20^000 (para acabar) a 125000 e 15,5000 a dita !
Espsrtilhos, de 8000 e lO^iOCO (vende-se. a 4000 e 5^000 I
Madapolo americano, a 6^000, pecas d? 20 jotris* 1
Esguines para casacos, a 45000 a dita d* ' Cambraias brancas bordadas, a 5;5000 < 5)5500 > p*q* !
Grande sortimento de chapeos para senli r, a 45000 e 6^000 p^ra liquidar.
Fichs o capas de 13,' a 20000, 40000 um !
Bramantes tit; linho puro, de 3(5000 (par-t acabar) a i"5000 o laelrj !
Setinetas, a 280 rs de todas as cores.
Pannos para mesas, atoalhados bratr o-, olgudje, e Umlmente liquidnin-se
V:ssa brekre
No dia 2d do corrente, a t horas da manb,
ser celebrada urna missa na capel la de >n:i'n An-
tonio de Agua Pria, em Beberibe, que manda re-
sar a mesma i^mandade d^ Santw Antonio, por
alma das pessoas que fnlleceram no naufragio do
vapor Bahia, no da 25 do mes prximo passado,
para c que convida e agradece todas 84 pessoas
que quizerein comparecer a este acto de religio
e candarte.
Julio Porto t'arreiro
Josephh Alexandrina Porto Carreiro, suas irmas
c eus fiibos agradecsm do intimo d'alma todos
os amiiros que se dig-ram de comparecer in-
hutnavao do seu finado e caro filho, sobrinho a
irmao, Julio Porto Cirreir-, e rotram aos meemos
e aoa demais am'gos o ob- nuio de asslsfir a mis-
sa que por alma nqueu n*udo, ter lugar as 7
i|J horas da manh do da 25 do corrente, na
ignja da Solpdsde.
odes as fazendas por menos 40 /0 dd seu ralor
stivi'r.-.n .-.iiurtas aa pejas.
Antiga casa
DE
CiMEIKO DA CTUHA
59Ra Duque de Caxias59
0 meihQi dos Sa bees de Tmeaor
^ CO^B.O-00 ^6 "'
as Imitacea
fhocsitoe as principaes Per*umgriaM, Phrjroneaa t Cabal,ersiros da Amx*f->*.
Ao Co iimercio
Joa Joaquimde S ua Motta, retiraajo-se tem-
porariamente p-ra E'oropa fM sciente que deixa
como seus procuradores*: eiuarregados de seus ne-
gocios commercacs os Srs. Francisco Antonio de
Magalhes, F.licio Jet Vaz d'CliTeira e Antonio
Alves Vi el a, n r.rdput em qoe e achao.
Recife, 20'de Abril de 1887
JW Joaqnim de Souza Mota.
wm
Quem quizer dispr da quaiitia cima, psra um
negocio de altas vanfage-ns, deixe curta no es-
criptorie deste Diario :cm as ioieiaei P. P., prra
ser procurado.
PEROLAS DO DR CLERTAx^T
Ippi-oTadast pela Academia de Medicina de Paris.
V
Guarda vestidos
AS PEROLAS DE TEREBEniTIIV* acalmara em alguns minutos as enzaquecas, as MAIS
VIOLENTAS DORES DE CABECA e DOENCAS DO PIGAL O. Si a dose de trez ou quatro perolas
nao produzir effecto dentro de alguns instantes intil sera s-)Q ^^
continuar. Cadra vidro contem trinta perolas. Para ter o pro- V-^*~-g-A^~*^
ducto bem proparado e efficaz, convem exigir a assignatura do: d waiS-3
AS PEROLAS D'ETHER sao o remedio, por excellencia, das peSSas ^q ^_
0erV0S&S suieilas s suffocaqes, cambras d'estomago e aos desmaios. as quaes _^\_~~-^$
devem ter sempre mo este precioso medicamento. Exigir a assignatura : jj v*e?
AS PEROLAS DE QUININA conteem cada urna dez centigrammas (dois graos) de sulfato de quinina puro.
Por isso efficacia dellas certa nos casos de febKS alem do que nao causam repu-
gnancia, nem fastio e engolem-se facilpnente. As perolas de quinina conservam-se
indefinitamente sem estragarem-se. E indispensavel exigir a signatura :
veade a varjo na mor parta das Pharmacias.
Fabricaqo e atacado, Casa L. FRERE
19, rae Jacob, em Parii.
f
Vende se 4 guarda
vestidos novos, de a-
marello: a traetar eom
o agente Martins.
Ao publico
Pelo presente c mm- nic: que assumi o eom-
mando do palbab it? hespnnhnl Dos Hermanas,
desde o dia 20, tendo se. retiid* do ine^mD o c&-
' pito D. Juan Mol, ficando patas todas as coutas
relativas ao referida nav'o. P-rnambuco. 21 do
1 Abril de 18S7. /-
i Tomas Mascw.
IRRR 1


>
'
*
,1


MMBHMH
m





Diario de PernambacoSexta-eira 22 de Abril de IS87
Atan-se
Bmi cui com commoos par* grande familia,
sitio arboaisado ; na Ponte de Ucha n. 10.
Aluga-se barato
jtoa dos Guarnrapes n. 96.
Roa Visconde de Itaparica d. 41, armacem.
Boa do Viseondc de Goyacna n. 163, com agua
Largo do Mercado a. 17, loja com agua
Ra Viseondu Goyaaoa a. 167, com agua e gaa
Roa Coronel Suaasnna n. 141, qoarto.
rraU-ie na ra do Commercio u. 5, 1' andar
ecriptorio de Silva GuimarSea & C.
Ama
Precisa-se de orna boa cosinbeirH, para casa de
pequea familia ; a tratar na Caes da Companhia
a. 2. Frefere-te eacrava deve dormir em casa.
Aluga -se
a caaa da rua'do Hospicio n. 10, com grandes ac-
comoaodaooea para ccllegio ; na roa Duque de
Caxiaa o. 9.
Ama de leite
No largo do Corpo Santo n. 19, 2- andar, se
precisa de ama ama de leite.____________________
Ana
Precisa-se de ama ama que saiba ootiohar ; a
tratar na ra de Cabng a. 14, 1 aadar, do mcio
dia is 2 horas._______________________________
7___MM.%
Preciaa-ae da ama ama para cosinbar e com-
prar ; na roa Primeiro de Marea n. 25, loja.
A luga-se
AMA
a loja do sobrado no largo de S. Ped o n. 4, tem
agua ; a tratar na ra estreita do Rosario n. 9.
Precisa-se de ama ama para cosinbar e lavar
na roa da Poate Velha n. 16.
Alujase
Ama
Jalroph
Manipoeira
Rase medicamento de nma eficacia rrconhecida
no beriberi e ontras molestias em que predomina a
bydropesia, acha-se modificado em sua prepara-
cao, iracas a ama nova formula de um distincto
medico desta cidade, sendo que somonte o abaixo
assignado est habilitado para preparal-c de modo
a melhorar lbe o gosto e eheiro, sem todava alte
rar-lhe as propriedades medicamentosas, que se
conservam com a mesma actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
eatsmago.
Un leo depotllo
Na pharmacia Conceicao, roa do Marques de
lida n. 61.
Be-erra de Helio
Cabriolets
Vende-ee dona cabnoleta, sendo um deaeoberU
e outro coberto, em perfeito estado, para um on
dous cavallos; tratar roa Duque de Gaxiai
a. 47.
Vende-se
Engento
Arrenda se o engenho Geiabeira, meia legoa
distante da cidade de Jaboatao, mnito bom de
agua, com trras para safrejar at 2,000 pes de
assucar, grande casa de vivenda, pomar, etc.: a
tratar com os propriUrios ra da Imperatris n.
49, 2- andar.
urna terciaria em um
fregue-ia de S^Jos ;
Rosario n. 1.
dos melhores p.ntos da
a tratar na roa larga do
a caaa terrea ra do Vi conde de Albuquerque
n. 170 e a loja do predio ra do Mrquez do
Herval, travesea do Pjcinho n. 33 ; a tratar no
argo do Corpo Santo n. 4, 1 andar.
Viniio da Mourisca
Proprio para mesa
Joio Ferreira da Costa, ra do Amorim n.
64, acaba de rec cascos excessivamente grandes, e como deseja
tornar bem conbecida esta superior qaalidade, que
se faz recommendado pela sua pureza e bom pa-
ladar, resal ve vender esta remessa no sen eata-
belecimeoto em barris de quinto e de dcimo, por
precos muito razoaveis, para o que cbamam a
attencao des senhores apreciaderes, assim como
aos donos de botis.
m retalho vende-se em casa dos Srs. Justo
Teixeira & C. Sueceseores ra da Penba n. 8
Mnica e menino
Preeiaa-se de urna menina de 10 a 12 anuos de
idade, para casa de familia, para andar com urna
criancinha de dous annes, trata- se bem e da-sa
de vtstir, e o menino para tazer compras, median-
te um pequeo ordenado mensalmente ; a tratar
Da roa Velba n. 36, collegio.
Preciaa-ae de urna para coainbar em casa de
poncafamilia na roa do Cotovello n. 9.
Ama
Tifn iaoiane
PARA TINGIR A
barba e os cabellos
Lsta tintara tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, daado-lhes ama bonita cor
e natural, inofensivo o seu uso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqueyrol Fre-es, successores de A.
CAORS, ra do Bom-Jesus (antiga da Crui
n. 2?
Precisa-se de urna ama para cosinbar e com-
prar ; na ra nova de Santa Rita n 47.
Ama
Precisa-se de urna cosinheira ; ao largo de Cor-
po Santo n. i 7, 3- andar.
Ama deleite
Caixeiro
Precisa-se de ama ama
ra dos Pires n. 53.
de leite ; a tratar na
Engenho para arrendar
Arrendase o engenho Serra, distante meia le-
goa da estacao do Cabo, me com agua e tem
toda* as obras em bom estado ; quem o pretender
pirija-se ao seu proprietaro no Kecife. ra Im-
erial n. 209, ou ao engenho Xovo do Cabo.
Ka mercearia da ra de Paysand n. 7, preci-
sa-se de um caixeiro com pratica, de idade de 12
a 14 annos, e que d Sanca de sua conducta :
Ao commercio
Nos abaixo assignados, declaramos ao commer-
cio que dissolvemos amigavelmente a sociedade
que tinhamos no estabeleciment de ferragens
s to ra da Imperatriz n. 77, que gyrava nesta
praca sobre a firma de Bastos & Ramos, retiran-
do-se o socio Joaquim da Silva Ramos pago e
satisfeito de sea capital e lucros, e cando o socio
Antonio F. Ribeiro Bastos de posse do activo e
passivo, e responsavel pela firma.
Recife, 31 de Marco de 1887.
Joaquim da Silva Ramos.
Antonio F Ribeiro Bastos.
de assucar
Professor
O bacharel Joaquim Cavalcante Leal de
Barros ensina roathematicas pelos novos
programlas e prepara alunnos para exa-
mes na curte.
Tambera se propue a eosinar em casas
particulares outras materias.
76 Ruar da Palma-9 A
Apparelbos econmicos para o cozimen-
te e cura. Propro para engenho* peque-
os, sendo mdico em preco e ef-
fectlTo em operaco.
Pdese ajuntar aos eogenhos existentes
do systema velho, melhorando muito a
quadade do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERACO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenho centraes,
maminismo aperfeijoalo, systema moder-
no. Plantas completas ou macbinismo
separado.
EspecificacSes e informac5es com
Krowns C.
5-RUA DO COMMERCIO-5
Cruz das Almas
Em rrenie 6 cuacara dsSr, Tom
Aluga-se urna casa com todos os commodos para
pequea familia, edificada a moderna, entre as
duas estates da via frrea ; a tratar na ra Pri-
meiro de Marco n. 25.
VENDAS
Cimento
Criado
Precisa-ae do um criado de 12 a 14 annos
ra do Payeand n. 19 (Magdalena).
Cosinheira
Fonseca irmaos & C. vendem cimento ingles,
marca pyramide, e cimento hamburgus, por me-
nos preco que em oura qualquer parte.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Eseseses $ .en*.
ao cognac ou aguar den.e de canna, para ortifica
i corpo.
Vendese a retalho nos tu lhores armacens
aolhadoa.
Pede ROY AL BLEND maree VIADO cojo
1 me e emblema sao registrados para todo o BrasL
______ BROWNS & C, agentes__________
Vende-se
A' ra da Soledade
boa cosinheira.
n. 54, precisa-se de urna
um sobrada com baetaote commodos a ra de S.
Jorge n. 13, com grande armasen) no fundo com a
frente para a ra do Pharol ; vende-se tambem
urna caaa terrea na mesma ra n. 33, com o fnodo
para a mesma ra do Pharol ; a tratar na ra do j *e lisalio
Baro da Victoria n. 65.
I
Pinlio de Riga
MATHES ASTIN & C, receberam ultima-
mente um completo aortimento desta madeira,
como sejam : pranchdes e tabeas para assoalbo,
da melhor qualidade e de diversas dimensea, e
que vendem por precos commodos, t reduaidos,
coutorme os lotes ; no armazem do caes do Apollo
>. 51, ou & ra do Commercio n. 18, 1 andar,
A' Florida
Ra Duque de Caxlas n loa
Chama-e a attencao das Exmas. familias par
es procos aeguintes :
CiBtos a 1*000.
Luvas de pellica por 2*500.
Luvas de seda c6r granada a 24, 2*500 e 3*
o par.
Pitas de velludo a. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. c
metro.
Albuns de 1*500, 24, 3*, at 8*.
Hamos de flores finas a 1*500.
Luvas de Escossia pera menina, lisas e borda
das, a 800 el* par.
Porto-retrato a 500 rr, 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anquinhas de 2*, 2*500 e 8* urna,
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 ra
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
Pentes para coco com inscripcio.
Enchovaes para batisados a 8, 9, e 12*000
1 eaira de papel e 100 envelopes por 800 ri
Capella e veus para noivas
Suspensorios americanos a 2*500
L para bordar a 2*800 a libra
Mo de papel de cores a 200 ris
Eslojos para crochet a .$000 rs
Breo de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Leques transparentes a 3*000
dem preto a 2*000
Lindos Broxes a 3*000 1*000 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Linha para machina a 800 ris a duzia, (CBK)
Bordados com dois dedos de largura 600 ris,
3 dedas 808 ris, 4 dedos 1*200.
Garrafa d'agua Florida 800 rs.
Leques com borlote a 800 rs.
Bicos brancas para snieta, cretene e chita pa-
ra correr babados a 1*000, a 1*503 a peca com
10 varas, barato.!
Albuns de chagrem, veludo e verbotina para
50 e 60 retratos a 6*, 7* e 8*000.
Meias de Escossia para senboras, a 1 *500 o par.
Lencos de nho em lindas caixts,
Bico das libas muito fino proprio para toalhas
e saias.
dem japones proprio para alvaa e roqueta e
toalhas de altar.
dem brancos com 5 dedos de largura, a 3*000
a peca com 10 varas.
Caixas com sortes de jogo de mgica proprio*
para salao, a 5*000.
Sabonetes de deversas qualidades.
Bolsas de couro para menina de escola.
Oollarinho de linho a 300 ris um.
Grande peehlncna em eupartllhow
SSooo. un.
BARBOSA & SAONTS
4os {.000:000^000
200:000*000
100:000*000
(HUBE LOTERA
DE 3
Effl favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extraccao e 14 He Haio Sil 1887
0 tlicsourciroFrancisco Goncalres Trrc
PH0SPHAT0 e CAL GELATINOSO
de E. LER0Y, Pfiarmaceutco de ln Classe, 2, ma Oaonon, PARS
OBTBOGEXEO tara o Baiinolvimsitii a Seutifa ii Criat, castra bcaltinu a MUntla M fax.
Recommendamos este Xarope aos Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de asslml-
* f*??0 5C e mU vezes superior a todos os tarops de lacto-phosphato Inventados cela especu-
lacao. Todos sao cidos ao posan que o Fhosphato de Cal Beiatinoao nao o e.
O Sor. Professor Bouchut. Medico ao HospiL.il dts Ciisdcss. (Sa/erre dtt HplUux, 19 de nio de ltff.)
VINH0 PHOSPHATADO DE LEROV Reparfdor^Sencia
n$mit, CoMvmpco, Brorchite enrome a, Tsica, Fraoueza orgnica, Convalescencas difflce.
Depositarios em Pernambvco : FRAN H. da SILVA e C*.
m uuv i t
Ra Io de Marco n. 6.
Par'.i ipam ao respeiavel publico que, terido sugmentado seu
estabelecimento de JOIAS com ruis urna seccjlo, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos de ELECTR-PLATE, convidam as
Exmas. familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimento, onde encontrado um riquissimo aortimento de joias de ouro e
prata, perolns, bri!hante3 e outras pedras preciosas, e relogios de ouro,
prata e nikel.
Os artiges que recebem directamente por todos os vapor sao
exeeutados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-UiiiHos.
A p*r das joias de subido valor acharSo uraa grande variedade
3e objectos pasamentos, buptisados e aniversarios.
Nem em rela^iio ao prejo, e era qualidade, os objectos cima
mencionados, encontrarlo concurrencia n'esta praja.
AOMINI8TRACAO :
| PAR? S.Bonlevard Montmartra.PARIZ
Ftstixhas DIGESTIVAS fa'rtcadas em I
| Viohy com os Sa*s extrahidos das Fon tei. SSo
de gosto agradavel e a sua acco 6 serta con-
I tra a Azta e as Digestocs difficeii.
| SAES DE KiCHj PARA BANH0S. Um rolo para um ..anho, para as pessoas que nao poden aVaBay. |
Pera evitar as intitafStt exigir em todo* os producto t
MARCA OA GOMP. DE V1CHY
ee Productos Men i nim tm cu > HAR1SMENOT k LABILLE, *. re so I IMIII
5ULZER V KOECHLIN. 3S. ras d Cru.






I
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*
LISTA GERAL
DA rWrW PARTE DAS LOTERAS PARA O
FUNDO OE EMANCPALO
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO, EXTRAHIDA EM 19 DE ABRIL DE 1887.
US. I'REMS. RS. l'REMS. H8. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. N8. PREM8. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PREMS. NS. PBEMS.1NS.
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Diario de PcrpanibQco---Sexta~feira 22 de Abril de 1837
SC1ENCIA




Ima quarta ornn de beri-beri
Na pratiea, para ge diagaosticar com seguranza um
caso de beri beri. pncuraio os mdicos encontrar era seus
docntes ou urna iachago, ou urna" paralysia, ou ambas as
cousas ao mesmo tompo.
D'esta principio uascem as tres denorainagoes classicas,
d'esta molestia- beri-beri do forma edematosa, beri-beri de
forma paralica e beri beri de forma mixta; e quando so
nao encontra esta inchago mais ou menos desenvolvida,
esta paralysia mais ou menos completa, geralmente as
extremidades inferiores, nlo se acredita que o doente esteja
soffrendo do beri-beri. \
Era minha pratiea, porm, eu tonho encontrado docn-
tes que sem edema, ou sem paralysia podea ser classi-
ficados de beribericos.
Estes casos do beri-beri, sem inchago, sam paralysia
se apresentam sempra que a molestia se localisa era algu-
mas das visceras aodomiaaes ou thoroeicas, e por isso, wra
muito cb^dal intelleotual, eu rao animo a designal-os de
beri-beri visceral.
Mas, quaes ao as razoes cliieas era que me funio
para admittir mais urna quarta forma de beri-beri ? Ellas
sao de tres ordens : a priraeira eu a deduzo da apreciaco
analytica da historia mrbida dcsta molestia ; a segunda
nasce do resultado dos tratamentos empregados contra
ella ; a tereeira resulta da observago clnica.
1." Geralmente os casos de beri beri, molhor obser-
vados, comecam por urna febrcula de 38 pouco mais ou
meaos com um pulso da 70 a 80; f'ebre esta cuja exis-
tencia 03 doentes e mesmo o medico no a aceitara se
o thermometro nao lhes demonstrasse o erro da opinio
contraria.
J era meu opsculo publicaio em 1871 (O Beri-
beri em Peruarabuco) folha 7.a, havia eu notado j)sta
febre diminuta nos beri berioos da Casa de Deteagao, e
para ella ch^mei a attengo -Jo Sr. Dr. Lobo Moscoso, e
a respeito da qual o Sr. D:. Malaquias me fez urna va-
liosa considerago.
O carcter desta febre, alm de branda, ser intermit-
iente ou remittente, durar poucos dias e desapparecer com
ou ten remedio; mas ella deixa aps si, quando verdade-
ramente beri-beri &, syraptaraas que fazem prever sena
malignidadc, simulando ou urna febre oepbalica, ou urna
perniciosa, 'que o nao pela sua pouca intensidade. pelo
pouco incommudo que causa ao doente e pelo pouco tempo
de sua durado.
Entra estes malignos syrapto.nas noto quatro, para os
quaes chamo a attengo dus meus collegas: e sao elles:
suores abundantes, vmitos pertinazes, dor crus.iante e
asphyxia iramnente.
a Esta febrcula que chauarei d'ora em diante beri-
berica multas vezes acorapanhada de suores profusos
antes de sua invasao, durante seu periodo e a pos d'ella;
elle goral e capaz de ensopar as vests e a roupa do
leito, nocturno e diario; nao um suor critico coma
aqueile cm que termina urna febre intermitiente D9uiga
ou outra, como um suor colliguativo, devdo antes a
paralysia das glndulas sudorferas da pelle, qu a seccre-
c2o pbysiologica das res mas.
Destes quatro symplomas o suor o menos assusta-
dor, o que dura iLeoos tempo, e as vezes nem mesmo
spparece.
b O Tomi.o que a.ompauha esta febre beriberioa,
sem fallar das cnsequenci.iS qua podem accarretar para
a nutrigao em geral, a principio aguacento, ou mucoso,
mais tarde bilioso, amarello, ou verde, com ou sem de-
posito ; c rebelde aos melhores remedios contra elle indi-
cados; parece que todos llio alo inuteis, e se por acaso
algura delles d ullivio ao doente, isto dura pouco, e reap-
pareto no m de dias ou mesino de semanas. Pjr esta
sua frequoncia o rebelda assemelha-se elle aos vmitos
incohersiveis na gravidez excepcional.
Quando se procura ligar esta symptoma t'uaecional ao
seu symptoma orgnico ou anatmico, nao se encontra
equivalencia alguma, pois que nada se observa no estomago
ou no ligado que induza a crer que estes orgaos estejam
soffre-nio; e se as vezas o pratico julga encontrar dureza,
dr, ou crescimento no volume destes rgaos, 3to to
pouco que parece ser mais urna illuso que realidade,
como tive occasio de observar com mu;tos collegas cas
autopsias dos doentes fallecidos na Casa de Dtenlo.
Durante a vida do dueute o pratico nao aebando pela
palpacao nem velume, nem dor no estomago, ou no figado,
o que serveria para explicar a'. certo ponto estes vmitos,
atira-se eonjeeturas, entre as ques as alterage3 cere-
braes (meningitis encephalitis), lhe vera logo a mente ;
porra de balde proiura elle os outros symptoraas que
acomp^inham a estas molestias e no as encontra, e contra
sua expectativa v que a molestia progride de dia em dia
sea- que taes alteracdes supostas se pronunciem como era
de esperar.
A expectativa nestas occasoes instructiva.
Nos casos destes vmitos rebeldes nao tenho encon-
trado nem edema nem paralysia em parte alguma do
corpo ; eu as tenho procurado com cuidado para certificar-
me tarabem do estado d'is rins ou do tero, '.emendo um
nephritismo ou um hysterisrao.
Seu carcter principal ser amarello, Sr de ouceo
de manga, lirapo, geralmente sem deposito, indepondenie
de lezo orgnica apreciavel, pertinaz a rebelde aos mais
enrgicos e apropriados tratamentos.
c As dores beri-berieas era sua forma comraura ata-
cam em geral s artieulagois ou aos msculos junto ou
separadamente.
Ordinariamente nao sao raui agudas ; os doentes sj-
portam oielhor os exames que quando ellas sao verdadei-
raraente rheuraaticas; e n'aquulle caso se encontrara, sem-
pre mais ou monos, quer as articulaco'.s, quer no tecido
cellular cutneo ou intermuscular, ligeiro e lemareconhecido
pelo maior volume destas partas, ou ento por urna certa
dureza, aue o medico raconhece pela pressao, e o doente a
exprime dizendo que sent um certo embarago nos mov
mentos que faz para andar, como se estivesio apertado,
ou para p''gar algura objecto entra os dedos.
N'estes casos, taes dores musculares ou articulares
nao tomam jamis o carcter das nevralgias; mas, quando
ellas deixam os msculos e as articulares e apparecem
as visceras do baixn ventre ou do tborax, sao verdadeiras
nevralgias agudissimas. E' irapossivel descrever os tor-
mentos que soffrem os doentes com estas dores. Ellas slo
tambem acompanhadas de um sentimento de aporto, ou arro-
cho que os doentes exprimera, dizendo que se sentem aper-
tados por urna taboa, corda ou cinta N'este estado pracj-
rara eflV-s uai travesseiro, ou outro qualquer corpo, que ap-
piteado sobre o ventre e curvados sobre elle possam obter,
ao menos por instantes, um allivio instantneo e fugaz; e
senesta crise se ibes pergunta oaie a sede da dor, elles
apootam ora ura ponto, ora ura outro, como indecisos, e
se o medico as procura t mbem para apreciar pela pres-
so sua localidada, e a intencidade 'ellas, reconhece a
va iablidade da sua sede; e jamis a encontra intensa
presso.
Esta dr da regiito epigstrica estende-ae umitas
vezes at o corago cora ?. roesraa expresso de arrocho,
porm de sofFrimentos in^xprimiveis e cruseiantes. Appa-
recem ellas por periodos mais ou menos longos, e se nos
intervalos de repouso o medico procura indagar n'esta re-
guo o orgam doente, nenhuma materia encontra que possa
justifical-as. Comparando-as cora outros sofFrimentos do-
lorosos sao ellas muito se.uclbantes as crises que costu-
mira apparecer as alteracoas da raedulla chamadas es-
clerosa em placas (mielitis chronica) limitadas a regiao
dorsal; e por isso qu<-, para e3te lado, o pratico dirige
suas vistas, e ahi descarrega violentas 'e enrgicas appli-
cacoes therapeuticas (custicos, fon ti culos e pontas gneas)
porm sempre inuteis. D lugar a este juizo, alm da
acuidadn da dj, as remissoes que ellas "apresectara, e a
seren acompanhadas tambem de fraqueza as pemas, v-
mitos, embotamiento intellectual a que o doente .-ama
Kzeira da cab$. Esta euposicSo torna-se necessaria em
face da rebeldia aa dr, au s para dar ex^lieacao do
qua se observa, como para justificar o rigoroso tratamento
empregado; porm tudo isso no passade mera hypothese,
por quanto se o medico deixando as visceras abdomiaaes
onde o soffrimento extremo, vao procurar na espinha
dorsal a lesao que devo dar-lhe a explicacSo, ou se pro-
cura os symptoraas que costumam a;ompanhar estas alte-
ra;3es medularestaes como as acedes retfexas tendinosas
das pernas ou dos bracos, as oscilacois digitaes, a insen-
sibilidad) ao calor ou ao fri, ou as impressonabiiades
exageradas da coluna vertebrdnada encontra:todo o
exaras lhe d resultado negativo.
O cara-ter especial destas dores o terem comecado
brandas e se tornarem mais tarde cruzantes em extremo,
serem rebeldes a todos os tratament>s at mesmo aos
mais activos narcticos que s por momentos as mitigara.
d Urna anciedade extrema se nota rauitas vezes nos ca-
sos de beri-beri de forma coramum; ella tambera apparece
no beri-beri visceral, e neste caso j nao propriamente
urna anciedade, mas sin urna orthopna prxima a as-
phyxia ; a angustia eatao terrivel; todo o ar pouco
para o doente respirar; o pulso pequeo, o suor copioso.
Comparando esta angustia com a que causa a asthma
cardiaca, ou pulmonar, a priraeira excede em muito a
estas; igual a ella id me parece a aapbyxia paroxistica
dos nephritcos.
Para explicar esta orthorpna nos casos de beri beri
de forma cora mura paralytL-a, costumam os praticos appel-
lar para a invaso da paralysia dos inambros das extre-
midades aos msculos respiratorios ; o se o beri-beri
edematoso, soccorre-se entao as infiltrabas pulmonares,
ou a derrames pleuriticos.
Tu lo isto pode ser admissivel, se taes alteracas exis-
tase m na realidade, mas nos casos de beri-bari visceral,
onde nao se observa nam paralysias, nem edemas, nem
derrames serosos, a explicacSo deve ser outra. Racorre-se
entao as alteraces do blbo medullar, ou as alteraeoes san-
guneas.
Mas onde est a prova de tudo isto? Aeraste anda
que esta orthopna extrema pode durar horas, urna uoite,_
ou m-s:uo um dia, ou repatirem-se semanas inteiras ; mas
quando dcsapparecem, ve se jogo que o pulmao rospira
francara-nte, o coracao pulsa, e faz o jogo de suas func-
c/l?s sivu indicar embaraco algum em suas aberturas; e se
o doente fallece, as indagares anatmicas para se reuo-
nhecer a sede indigitada d'esta orthopna nada revelam,
ou tao pouco revelam que nao explicam a intensidade dos
symptorais observados durante a vida.
O carcter esseneial d'esta orthopna nao ter sede
anatmica que a explique cardiaca, pulmonar, bolbar ne-
phriti .a, uterina, etc., etc., quer o exame seja feito du-
rante a vida, ou depois da morte.
2* O tratamento nos casos de beri-beri comraum nao
repousa ainda em medicamento algum especial, e por
isso recorre-sa aos dadoi symptomaticos da occasio.
' Nao ha boje medico algum em Pernambuco que nao^
tenha tratado de doentes de beri-beri, e por isso ha de tar
observado quanto silo iofructiferos os remedios mais bem
eacolhidos, ainda que empregados com constancia e por
loogo tempo.
Sa isto v^rdade pelo lado pharniacologico, nao o
pelo lado hygenico, porquanto j sao hoja bem couhecidas
as vantagens que se obtra cora a inudanca de lugar, sobre
tudo com as viagens martimas, quando os doentes se
acham ainda em boas condites, e no estragados pela
molestia e pelos remedios violentos, dos quaes abusaram,
attenta a pertinacia do mal.
O resultado deste tratamento hygenico o mais evi-
dente e o mais prompto possivel; elle corneja peucas ho-
ras depois da partida.
Embarcando aqu p.-.ra o Norte ou para o Sul, um
doente que j no pode andar, qur pela paryl3a, qur
pelo edema das pernas, pela fadiga ou c&ncaco nos casos
de beriberi coinmura, ella telegrapha de ilacei, 16 horas
depois, informando ue vai melhor -, da Babia quasi
bom; do Rio ou de Lisboa, 30 ou 40 dias depois, resta-
belecido.
Nenhum doente ainda em boas coadicoes falleceu de
beri-beri bordo.
Esta vantagera portanto a mxima que se pode
obter no curativo de urna molestia to grave e rebelde
como esta.
Nos casos de beri-beri visceral, isto sem edema e
sem paralysia, o mesmo resultado que se obtem com a
mudanca de lugar, por via martima ; os doentes acham-
se restabelecidos em 30 a 40 dias, como mostrarei com
exemplos.
No objeco valiosa o ter apparocido o beri-beri
bordo de navios em viagem, e ahi mesmo no mar terem
fallecido algn; doentesdosta molestia.
Para explicar esles casos que parecem ir de encontr
ao que cima affirmei, basta recorrer em primeiro lugar
intensidade do mal e falta de varios recursos; e em
segundo falta de mudanca da moradia, visto corao
quando estas tres circunstancias se no do, e se os doen-
tes de bordo vo para trra, o allivio e a cura no se fa-
zem esperar
Muitas pessoas tambem me tem perguntado se a mu-
danca de habitaco por trra no dar o mesmo resultado;
a ellas eu tenho respondido, que alguns beribericos se
tem curado em sua propria residencia, ou raudando-se
para lugares prximos; mas que geralmente isto acontece
nos cosos de beri-beri brando, e no naquelles que apre-
sentam mxima intensidade, pertinacia e rebeldia ao tra-
tamento ; nos casos de beri-beri galopante preciso correr
mais depressa que elle.
Da analyse dos symptoraas descriptos o observados
no beriberi commum, se v em resumo quanto so elles
agudos, pertinaces e rebeldes aos melhores tratamentos
empregados, e finalmente quanto todos elles sao benfica-
mente modificados pelas viagens; circumstancias todas
estas verificadas tambem no beri-beri visceral.
Portanto urna molestia que comejou por urna ligsira
febre, deixando aps ella suores abundantes, prostaco,
indifferentismo, hyperesthisias localisadas, vmitos oiliosos
incohersiveis, dores cruciantes em alguma viscera abdo-
minal ou thoraxica, com ou sem aspbyxia ultra, sem pa-
ralysia ou edema das extremidades pelvianas, sem se en-
contrar alterajoas anatmicas que as expliquem, rebeldes
a todo o tratamento, e influenciadas benficamente pela
viagens, sobre tudo martimas, devein ser tidas como urna
nova forma de beri-beri, que cu, em razSo de sua sede or-
dinaria, denomino deberi-beri visceraldistioguindo-se
esta do beri-beri cora raum pela taita de edema e de pa-
ralysia.
3o Passemos agora a referir os casos, que sam edema e
sera paralysia, me pareceram beribericos. Oito so elles
segundo a miobi lembranga, todos quasi semelhantes;
tres perdidos de vista, ignoro mesmo quaes foram as pes-
soas que o testeraunharam; elles datara de mais longo
tempo, e por isso no podem ser descriptos.
Cinco, porm, sao draais recente data, suas testetnu-
nhas autonsada esto presentes, e de alguns delles fui eu
o observador nico exclusivo por todo o tempo da moles-
tia que durou anuos.
Primeiro caso Em Margo de 1885, urna joven de 22
annos, casada de peucos mezas, de organisaco regular,
sem precedentes viciosos, foi accommettida de urna branda
febre com remissoes acorapanhada de dores de cabera ;
era conselho de familia lhe foi proscripto um purgante de
oleo de ricino; depois do que foi consultado seu medico
assistente, o Sr. Dr. Teixeira, que classificou a molestia de
tebre palustre, e neste sentido prescreveu o sulphato de
quinino em regra. A febre ceden dous ou tres dias de-
pois ; mas em seguida lhe appareceram vmitos biliosos
varias vezes ao dia, e tna parece que tarabem a noite.
Estes vmitos foram em uns dias mais frequentes e em ou-
tros menos, e a doente chegou mesmo a passar urna se-
mana sem tel-oa; foram rebeldes a tudc, eram acompa-
nhados de urna prostraco que s lhe permettia estar dei-
t*da sobre o dorso. Havia tambem indifferectismo a tu-
do, repugnava-lhe sentar-Be, passear e conversar.
Na supposico de que taes vmitos fossem tambem da
mesma origem que febre, o medico assistente combata-
os com diversos e variados remedios, tendo em vista nao
s o impaludismu, como o incommodo local. Mas tudo
era baldado.
Attenta a esta rebeldia do mal, que j durava para
mais de 30 lias, fui eu consultado ; e depois de ter exa-
minado a doente e os remedios usados, declinei a opinio
de que taes vmitos eram de origem hystherica, lembran-
9a que no foi acceita pelo assistente. Continuando este
naa suas ideas, e por sua vez a molestia a progredir, dias
depois fui de novo consultado; e na occasio em que pro-
ceda meu exa-oe, entrou o medico assistente que rae deu
varias informales.
Do meu exame resultou que nada havia localmente
que explicasse to rebeldes vmitos; persist, pois, na
idea de um bysterismo, e o collega assistente no impalu-
d8mo. Mas combinamos nm que a doente tomaria opio em
dses mais enrgicas. Elle assim o fez, mas o resultado
foi sempre nullo.
Dous mezes depois da invaso da molestia, rebeldes
a tudo os terriveis vomitoi, j era lastimoso o estado da
doente; e pela tereeira vez foi ou consnltado. Proced a
um rigoroso exame como se vai ver.
A doente falla o responde correctamente ; no tem
febre nem dor de cabega ; seu pulso pequeo; os dedos
das mos no apresentam oscillaco alguma ; sua sensi-
bilidade tctil era normal, na pelle dos bracos, do tronco
e das pernas, pois toda ella foi examinada palmo a palmo;
nenhuma anestheaia ou hypersesthizia foi encontrada. O
tero f )i examinado, qur pelo toque, qur pelo ventre,
nada de mal nel!e se notava. Intestinos mollea sem fla-
tulencia ; nenhuma dor, dureza ou crescimento se notava
no ligado, estomago e bago. No havia arrotos, azia
nem discamaco da lingua. No tinha sede ; o ventre
se conserva va sempre preso.
Sua forca muscular era ainda boa, pois que apertava
minha mo e estendia suas pernas, que cu as retnha,
ainda com bastante torga
A doente via bem, e no se resenta da claridade que
entrava por urna janella que lhe ficava em frente. A
audigo era um pouco fraca.
Nada pois absolutamente encontrei que pudesse expli-
car-me a pertinacia e a rebeldia daquelles Vmitos.
Prescrevi-lbe ainda algum remedio no sentido da hys-
tberia.
Falleceu 8 dias depois deste exame, 26 de Maio
dous mezes e ponos dias da invaso de sua molestia.
Mas de que falleceu esta doente4 de impaludismo?
no: de hystherismo ? no : mas sim de beri-beri visce-
ral.
Se advirtido pela observago, como estou hoje, tiv6sse
accnoselhado a esta doente urna viagem, talvez que ainda
hoje fosse ella s delicias de seus pas.
O Sr. Dr. Moraes e Silva pode dar informages exac-
ta dcsta doente.
J em meu opsculo a respeito do beriberi em Per-
nambuco, escripto em 1871, pag. 18, col. 2a, eu disse o
seguinte :
Entre as molestias nervosas conhecidas, a que mais
ralagSes tem com a beri-beri meu ver, a hysteria.
No caso vertente o que eu suppuz ser urna hysteria
fura o beri-beri ; e se no fixei n'este sentido o meu dia-
gnostico, foi por que ainla estava rente de que o beri-beri
era sempre acompanhado de edema ou de paralysia,
S3US caractersticos.
SegundoEm Agosto doanno passado o Sr. I)., ho-
rnera de 55 annos de idide, sanguneo e nervoso, activo e
laborioso, sem precedentes viciosos, e que gosai'a sempre,
at ento. boa sanie, informou-me o seguinte: Que em
um domingo desta mez almogara bara mo de vacoa, de-
pois do que montara cavallo e fora a casa de um amigo,
onde encontrara mesa urna feijoada, da qual parcicipou
com satisfago. Na noite seguinte foi accommettido de
urna indigesto fortissima; os vomitas e as dejegos fo-
ram repetidos e abundantes: Tomara varios remedios
domsticos, e no terceiro dia julgou se rostabelecido, por
lhe terem cessado os effritos da indigesto ; mas ficando
sempre indisposto e abatido, o que muito natural uestes
casos.
Dias depois entrou a sentir n useas, e mais tarde
vmitos de urna aguadilha ordinariamente para a tarde ;
e embora tivesse almogado ou jantado, no deitava a prin-
cipio nos vmitos o que havia comido. At ento tinha
bom appetite, o que sempre conservou, e se mais no co-
ma era por temer que lhe fizesse mal.
Estes vmitos lhe appareciam repentinamente, estan-
do at a conversar entre alguns amigos.
A' principio pouea importancia ligou a este seu in-
commodo, mais tarda, par a, euiiou delle com toda a
attengo.
Consultado a este respeito, ma pareceu que eetava
soffrendo da urna gastritis chronica, e neste sentido dei-
lbe varios conselhos, mas qua nada aproveitaram ; porque
os vmitos se coa3ervaram no mesmo estado (4 6 vezes
no dia), e j ento vinhara nelles as materias ingeridas :
cousa notavel, porm nem sempre.
Prescrevi-lha entio a dieta lctea, qua observou-a
por quasi triota dias, com o que obteve melhoras, isto ,
no vomitar seno l umi ou outra vez de dias em dias ;
porra mais tarde os vmitos eram 03 meamos em numero
e qualidade.
Foi-Ilie ento applicado um largo caustico na regio
do estomago, que purgou vigorosamente por quaai vinte
dias ; o doente sentio-se melhor ; chegou mesmo a suppr
que estava curado, quando de novo lhe appareceram os
vmitos sem haver infringido o rgimen severo em que
estava.
A'.tendendo a que o Sr. D... morava em urna casa
situada em terreno argiloso, no qual haviam grandes es-
cavacSes e aguas estagnadas, desconfiei que o impaludis-
mo tivesse sua parte oestes vmitos, e neste sentido pres-
crevi-lhe sulfato do quinino em pilulas addiconado de ex-
tracto cl'opio e valeriana, que usou pjr quasi vinte dias.
Nenhum efifeito produzirara.
Aconselhe ento a mudanga de habitagao, e foi para
S. Lourango, onde na primera semana passou bom, isto ,
no vomitara, usava ento de papas e leite. Mas oito ou
dez dias depois lhe appareceram de novo os vmitos, que
foram attribuidos, se bem ma record, a um padacinho de
batatas doces que comer.
J ento o doente nada comia que nao vomitasse, e
mesmo sem comer vomitava bilis amarellas ; grande era
j a sua nanigo, e j lhe iam apparecando syncopes ner-
vosas, indicios de anemia cerebral; teve por isso que vol-
tar para sua casa.
Observei de novo este doente, de quera era medi-
co exclusivo, ha mais de trinta annos, e ae quasi toda
sua familia.
No encontrei alterago em orgo algum, mesmo na
regio do estomago, nada havia que fizesse desconfiar da
existencia de pequeas lesijes. Noo tinha sede e s beba
agua posta e aos golles, com medo de rejeital a ; a lingua
era boa; no tinha azia alguma ; o ventre sempre preso,
e era por este motivo que usava dos confeitos julienos
que o estomago no rej-itava, cora os quaes dofecava fe-
zes resequid s.
As ourinas foram de novo observadas ; eram ellas
normaes, na cor, no chairo, no peso e na analyse qua-
litativa.
No podendo o doente comer cousa alguma que no
vomitasse, foi prescript a nutrigo rectal com leite, caldos
de carne, ovos, vinho, etc. Peiorava sempre, embora fi-
casse um pouco mais animado.
Ento exig urna conferencia, e, no obstante a op-
posigo forte do doente, ella se fez. Foram chamados pa-
ra esse tira os Srs. Drs. Malaquias e Joo Paulo.
E' o proprio doente que com sua razao clara e luci-
da expoz os seus soffrimentos. O exame de todos 03 or-
gos accessiveis observago, deu resultado negativo aos
dous collegas, que nelle se esmeraran).
Nesta mesraa occasio o Sr, Dr. Joo Paulo lhe pergun-
tou se tinha as pernas inchadas ; o proprio doente que
levanta as caigas e lhes mostra urnas pernas atropbiadas,
mas no paralyticas, por quanto, perante os mesmos col-
legas e rauitas pessoas que assistiam a conferencia, andou
elle da cadeira em que estava para o leito em que dorma.
Viram tarabem as ourinas, sem aellas notar a menor som-
bra de alterago.
Qual era, pois, a doenga deste homem ? O Dr. Ma-
laquias acorto o meu parecercancro do estomago. O
Dr. Joo Paulo insisti ainda na idea de urna gistritis
chronica,e no sentido de acalmar os vmitos, aconselhou
o uso da Cocana e mais alguns remedios, de que o doen-
te fez uso, porm infructuosamente.
Quinze dias epo3 deste exime falleceu em 30 de
Dezembro do anno passado, cThco raezos depois da sua in-
digesto.
Devo ainda observar que por tres vezes (no uso da
dieta lctea, no uso do vesicatorio no epigastrio e na mo-
rada provisoria em S. Lourengo) este doente chegou a
passar semanas sera os seus pertinazes vmitos : e bem
assim que nunca deitra a menor gotta de tangue nestes
vmitos, os quaes por ordem minha eram escrupulosa-
mentee xarainados.
De que falleceu, pois, esto doente ? de gastrite chro-
nica ? de cancro no estomago ? de endurecimento chro-
nico do piloro ?
Tudo isto pode ser, mas eu hoje estou inclinado a
crer que falleceu de beri-beri visceral, do que vou dar um
exemplo era seu legitimo mano.
O Sr. Bernardo Damio Cavalcante Pessoa ple dar
todos os esclarecimentos precisos 3 respeito deste doente.
TerceiroO Sr. J. T., hornera de 60 annos deidad,
pouco mais ou menos, casado, sem precedentes viciosos
qu6 lhe tenham alterado a sade, eut doente, ha perto
de tres annos, pouco mais ou menos
Comegaram seus incommodos por suores, que elle sup-
punha serem iacommodos moraes, tendo estado por muito
tempo desempregado, recurso de que viva. Mais tarde,
j no eram estes suores que o incomraodavam, mesmo iam
elles desapparecendo, eram sim a iaapeteneia, os dese-
jos de vomitar, e os vmitos que mais o atormentavam.
Estes vmitos foram a principio de urna materia
aguacenta e sem os aJmentos que tivesse ingerido e assim
oMiraram muito tempo. A estes vmitos, que mais tarde se
tornarara biliosos, se ajuntara urna dr na regiao epigstrica
mui incommoda, qua se foi estendendo regio cardiaca.
No fija nsto s; a estes vimitos biliciosos, rebeldes,
com ou sem os alimentos, a esta dor da regio cardio-
epigastrica se ;juntou an ia urna suffocagao terrivel, que
o deixava prostradissimo e coberto de suores profusos.
Passados que fossem estes aciessos, entrava o doente, com
custo verdade, a cuidar de seus pequeos interessos par-
ticulares, embora muitas vezes na ra ou em casa de um
ou de outro amigo fosse ainda d'elles accommettido.
Durava esta pertuabagao gastro-cardioco, a principi
instantes, depois minutos, repetiam-se por varias vezas
ao dia e com mais froquencia noite; e um dos recursos,
que olla tinha mo sempre guardado, era os largos sina-
pismos applicados em volta do peito, que se o nao curavam
lhe melhoravam 03 soffrimeotos.
Durante tres annos nunca estes incommodos cederam
a remedio algum, embora eu esgotasse toda a lista dos
anti-nevralgicos, dos calmantes, dos auti-esparmodicos, dos
anti-dispepticos, dos anti-periodicos, dos substitutivos, das
injeeges hypodermicas, da3 correntes elctricas, dos ba-
nhos salgados ou doces, fros ou momos. Tudo foi intil.
Cansado eu, e esgotados todos os meus recursos,
pedi-lhe que consultasse a outros mdicos, o que elle fez,
ouvindo separadamente aos Srs. Drs. Cisneiro, Pontual o
Joo Paulo.
Estes tres collegas foram de accordo que o doente
estava soffrendo nicamente de dyspepsia, o foram tambem
accordes no tratamento que s variava nos adjuvantes.
Foi escolhida a receita do Dr. Cisneiro por me pare-
cer mais activa; no seu uso o doente achou-se alliviado
por espago de uns vinte e cinco dias, depois dos quaes,
no obstante insistir nos mesmos remedios, seus iacommo-
dos reapparecerara.
Passou depois a usar da receita de ura do3 outros
dos consultados; o resultado foi o mesmr, nullo sempre.
Estavamos neste estad.), isto nenhuma melhora
com os remedios por mim aconselhados, igual resultado
fra o que elle obtivera cora os remedies indicados por
outros.
Progridem os incommodos do doente; seus accesso3
(vmitos, dores, sufocagoos) so quotidianos, ou noctur-
nos; a dr intensssima da regio epigstrica estende-
se ao corago, onde 3ente um aparto inaxpriraivel e um
accesso de suffocago mortal, de que s allviava com os
sinapismos largos e por muito tempo conservados.
Neste vai-vem de vmitos, de dores e de angustia
cardiaca, veio elle ao meu escriptorio podir um attestado da
molestia para obter urna licenga da Asserabla Provinjial,
ondo era empreado, a urna nova receita que o alliviasse
dos seus tormentos.
Repeti nesta occasio novos exames, e por mais urna
vez dirijo ainda rainhas vistas para o lado dos rios, e
nada encontrei: a analyse feita pelo acido ntrico, pelo
fogo, nada disse ; nem to pouco vi edema, nem paralysia
as estremidades inferiores, nem em parte alguma do
corpo.
Neste dia demorou-sa elle na Assarabla, retiran-
do-so pareceu lhe que estava tropago, e no podendo al-
cangar lego sua casa, ficou por algumas horas no armazem
de madeira de um sobrinho, e foi este quera me informou
desta cireumstaocia. A' tarde e noite ti vera os mesmos
accessos, e no dia seguinte sentio-se mais tropego ainda
attribuindo este estado, nao s a fraqneza em que estava
como a terse conservado por muito tempo sentado em
um salo da Assembla.
Isto passou-se em raeiado de Oatubro do anno pro -
ximo passado.
Em razao deste entorpecimento das pernas, que
a primeira vez qua lhe apparece, me consulta de novo ;
examino as pernas e vejo que csto ligeiramente edema-
ciadas, e sensiveis, pressao rpida, os msculos gastro-
cnemos.
Declarei desde logo ao doente qua elle estava soffren-
do de beri-beri, e que em face de seus longos padecimentos
devia embarcar quanto antes.
Dez dias depois continuava o doente com todos os
seus antigos incommodos gastro-cardiacos, e de mais com
as pernas, coxas, ventre e rosto inchados, grande fraque-
za as pernas e cansando muito ao andar.
Embarcar I como as suas circumstancias I I
Felizmente tinha de partir para Fernando de Noro-
nha o novo director, pessoa de meu particular conheci-
meoto e estima ; a elle recommendei este doente que em
sua companhia parti a 16 de Novembro.
Cousa admiravel! 36 dias depois estava elle de volta
daquella ilha, desinchado, corado, nutrido, andando per-
feitamente, sem dr, sem vmitos, sem orthopna I
Foi este estupendo facto de um doente, com tres an-
nos de soffrimeotos, curar-se era 36 dias, que veio escla-
recer meu espirito como urna luz viva, clara e penetrante ;
que me ensinou a ver retrospectivamente o caminho erra-
do em que eu tioha andado buscando molestias que no
exiatiam, e applicando remedios violentos que nunca apro-
veitariam; e bem assim ensinando-me que erara as viagens
martimas que eu devia conselbar com mais acert e uti-
lidade aos doentes que encontrasse em idnticas circums-
tancias.
Qual, pois, seria a molestia que a tres annos martiri-
sava este doente ?
A resposta no poder ser outra'queberi-beride
marcha retardada, localisado no estomago e no corago,
manife8tando-se por vmitos, a paincipio com longos in-
tervallos, mais tarde com vmitos e crises dolorosas sobre
o corago; e mais tarde ainda cora voraitos, dores inten-
ssimas na regio do estomago, corago e ortbopna; e
finalmente de todos estes incommodos acompanhados de
edema geral de paralysia as pernas.
E qual foi o remedio, que depois de tantos outros_e
por to loogo tempo empregados intilmente, melhor lhe
aproveitou? a viagem martima.
(Contina).


Typ. do DiarioKua Duque de Caxias n. 42
MUTILADO

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