Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18665


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Full Text
AMD LIIJ--NOIIB0 89
---------------------------------------
PARA A CAPITAL E LUGARES OXDE MAO B PAA PORTE
Por tres meaes adiantados................ 60000
Por seis ditos idem.......... ...... VJfflXX)
Por dio anno idem.........'........ 230000
Cada numero avulso, do mes to da............ 0100

(JOABA--FEIBA 20 DE ABSIL DB 1881
PARA DEHTRO E PORA DA PROTIMCIA .
Por seis meses adiantados............... 134500
Por nove ditos idem................. 20(J000
Por um anno idem................. 270CO
Cada numero avulao, de dias anteriores........... 0100
BNAMBUCQ
Itopreta&t ^ Jttaiwcl .itgneira i>c -tarta i Styos



*
K
Os Sr. Amadeo Priafto t. C.
de Pars, a os nsos agentes
exclusivos de annuncios e pu-
beacSes na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMMAS
*.*W
ST!j: DA &SXC savas
(Especial para o Diario)
ROMA, 19 de Abril.
O Mrquez de Turriglanl delegado
italiano na trasladara da cinsaa
de Roaninl Manto de Hcimii para Ir a
ParlM.
O Parlamento Italiano recomecon
toai aeMHoeN boje, poli que explrou
o prazo de adlamenlo.
O joverno formulando urna decla-
rar O offlclal perante a Cmara doa
Deputadoa. annunclou que a Italia
se cifornira a u.unier a pai na Eu-
ropa.
Quanto poltica colonial do novo
mlniNterio DepretlM. Mera reflectlda
e de conlormldade com ai vlataa da
muiotia.
Opreuldente da Cmara dos Uepu-
tado*. o Sr. niancberl. den ma de-
mlaso. que nao rol aceita unni-
memente.
.ti forra* de que diupoem a* au-
torldaden locaeit e que foram Impo-
tente para comprimir a exploa&o.
nao podem combater a exlenio
ameacadora do movlmento edi-
cin o.
Agencia Havas, filial
19 de Abril de 1887.
em Pernambuco,
IHSTRCC10 POPULAR
PARS, 19 de Abril.
As relacoe entre a Inglaterra e a
Franca que ae acnavam em eatado
melindroso acerca do Egypto. me-
Ihoraram loniiiclmi-nic.
O governo ingles acceita a neuira
llaaco do Canal de Sues.'
BERLIM, 19 de Abril.
H. A. o principe berdelro do impe-
rio da Allemanba fol accommettldo
de molestia na laringe.
Sen estado inspira alguma tuquie-
taca o
^LONDRES, 19 de Abril.
Uasa inanrrelcao bastante
rebentou'MO Affgbanlstan.
ELECTRIC1DADE
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS E8C0LAS
ELECIHICIDADE ESTTICA
i Co n i i nu a y do )
CAPITULO VI
ElECTBISACAO POR 1HFLUEBCIA. PoDKE INDUCTOR
ELECTRIC'l. pENETBACAO DOS COBPOS ISOLADOBE*
HELO FLUIDO ELECTBICO. CoMBINAcO A DISTANCIA
DAS DUAS ELECTRICIDADES. FaISCA ELCTRICA.
Descargas SILESCIOiAS. ExPUCACAO DOS MOV
MENT08 DOS COBPOS ELECTRIZADOS. ELECTROSCOPIO
DE FOLHAS DE OURO.
Quando um corpo electrisado acta sobre outro
que est na estado neutro, decompec o fluido neutro
do segundo e ittrae a electricidade de nome con-
trario, repellindo a de mesmo nome. Assim se ap-
proximarmos a esphera electrisada negativamente
do corpa o fluido neutro deste ultimo se decompor
accumulando-se a electricidade positiva e sendo
repellida a negativa. Isto exprime-se dixendo
que foi electrisado por influencia.
Fazendo actuar a electricidade positiva d es-
phera sobre o cylindro electrisar-se-ha este nega-
tivamente por influencia, e os pndulos dispostos
as suasextremidades repellir se-ho, por estarem
carregados de fluidos do mesmo nome. 0 estado
elctrico do cylindro so se conserva emquanto du-
rar a influencia da esphera ; se, porm o fizermos
communicar com o solo, por meio de um conductor
collocado em qualquer das suas extremidades, ex-
gottar se-ha por esse conductor o fluido Je nome
igual ao da esphera (positivo) ficando s o de nome
contrario (negativa), que espalhar por todo o cy-
lindro logo que cesse a influencia e a communica-
co com o solo.
Pider inductor a propriedade que teem os
oorpos de transmittir a influencia elctrica atravez
da sua massa. Segundo Faraday, este poder uio
igual em todos os corpos .soladores. Representan-
do por 1 e poder inductor do ar, ser 1,77 o da re-
sina, 1,90 o da cera, 2 o da gomaa- 'acca, etc
A propagarlo da electridad nu corpos r fluctua-
se de modo anlogo electrijaco de um corpo por
influencia. Representemos as partculas de qual-
quer corpo, rxageralamente ampliadas. Se a
esse corpo approximarmos um corpo e'ectrisado pa-
altivamente, succeder que o fluido positivo deste
ultimo corpo decompoia o fluido neutro de cada
nma das particulis daquclle, attrahindo o negativo
para o bemispbrrio osis prximo e repellindo e
positivo para o outro hemispherio O fluido posi-
tivo de cada nma destas partculas ir decompr o
' finido neutro das que lhes ficam immediatas, e as-
Sjratwe | sim s jceessivamente.
( Continua. )
?ARTE OFFhm
cese,
varios templos.
cisco
Governo da Provincia
FALLA ne Asseiublca Legislativa Provincial de Pernaanbuco
o da de sua installacSo a 9 de Mareo de i88, dlrglo,
o Ein. Sr. presidente da provincia r. Podro Vicente de
Azevedo.
(Continuado)
MISSIONARIOS CAPUCHINHOS
Os missionarios capuchinhos sob a direocao, na dioceae de Olinda, do Rerd.
prefeito Frei. Caetano de Messina, continuara a exercer com dedicacao o sea ministerio.
Durante o anno nodo, fiaeram 10 miasoea n'eata e outras provincias da dio-
e aproveitaram o eervico do povo congregado erigindo 4 c(miterios e restaurando
COLLEGIO DE BOM-CONSELHO
Contina a funecionar esa* til instituto de educacao, fundado pelos missio-
nerios capocSiul i s em 1853, no interior da provinca. E' dirigido por senhoras brasi-
leiras, e teve no auno paseado 70 educandaa.
C/PMARA MUNICIPAL DO RECIFE
De conforroidade com a lei aposentei com a penaao annual de 4590720, por
incapacidade pliyica, verificada pela junta medica provincial, ao guarda fiscal Fran-
cisco Antonio Teixeira de Albuquerque, cojo lugar fisou supprimido, em vista do art.
62 da lei n. 1,882, do anno passado.
Pela portara era seguida transcripta fijareis instruidos dos motivos, pelos
quaes determinei que cesse todo o procedimento da autoridade judiciaria quanto ao
contracto annullado, que a Cmara do Recite celebrara com Silva & C. para colloca
nao de placas para numeracao da casas e disticos das mas da cidade :
4. aeccao.Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 3 de Fevereiro
de 1887. .
O presidente da presidencia tendo noticia, em virtude de requenmeoto de
18 de Outubro do anno paasado, do vereador da Cmara Municipal do Recife, bacba-
rel Jos'Francisco de Ges Cavalcante, e pea nformacao presUda pela msma C-
mara em data de 9 de Dezembro, bem como pelos esclarecimentos do Dr. juiz de
direito da vara civel, de 29 de Jpneiro ultimo, que effe.?tivamenie esta autoridade judi-
ciaria, tomando conhecimento de urna accao de manutenclo de posse intentada perante
seu juizo por Silva & C, por forga de um contracto celebrado com a Cmara Municipal
do Recife, em data de 4 de Maio de 1885, para collocacao de placas para numeracao
das casas e disticos das ras da cidade, expedio mandato de munutencao com a Cmara,
com a clausa de embargos primeira audiencia, considerando :
t 1. Que o referido contracto de 4 de Maio de 1885 entre a Cmara Mu-
nicipal e Silva & C. foi declarado insubsistente e nullo por acto da presidencia, de 8 de
Maio de 18S6, em grao de recurso interposto por Miguel Xavier de Souza Fonseca,
nos termos do .-.rt. 43 da lei do 1." de Outubro de 1828, por entender ser materia
meramente econmica e administrativa fart. 86, 1 da citada lei 4828);
. 2. Que a presidencia tomando, por essa forma, conhecimento da questao e
decidindo-a, como decidi, podiam os interessados, se sentiram-se aggravados, na con- pagamento, u*j*?*jl^I?U'
formidade do aviso n. 49 de 22 de Fevereiro de 1872, recorrer ao Governo Imperial g^ ^.iSEmma"!JT/Thestr.:
e nao Asaembla Legislativa Provincial;
t 3. Que esta mesma eorporacao, approvando em termos vagos (art. 75 do
orcamento municipal lei n. 1,228) o contracto, sem dizer de quando nem com quem,
mas simplesmente celebrado pela Cmara Municipal do Racife, para o servico autori-
sado no art. 74 da lei n, 1,515. nem sequer deixou liquido que se referia ao mesmo
contrato de Silva & C, e nao a outro; e que fjsse sua intervencao reformar o acto
administrativo para o effeito de tornar valido o que tendo sido legtimamente annulla-
do, estava ao tempo da lei (10 de Sitembro de 1886) como se nao existir::;
< 4." Que, deste modo; ou se'considere o art. 75 da citada lei provincial
n. 1,882, irregularmente, como provimeoto de recurso contra recurso, ou como reso-
lucao nova (art. 10 4. do acto addicional) permanece, em todo caso, o acto de 8 de
Maio de 1386, j por essa circumalancia de nao ser explcito que aquella le impor-
tasse revogacao pelo poder legislativo, em acto do recurso, de urna questo administra-
tiva julgada e deridida pela presidencia, j pela ineficacia da le, que ficou sem objec
tivo approvando, na hypothese de referir as a Silva & C um contiato que, nSo exis-
tindo, era impossivel de ser approvad ;
t 5. Finalmente; que Silva & C. nio^odem allegar poase de um contracto
que sabem estar de nenbum effeito, nao s pela decisSo de recurso, como ainda pela
reclamacao que fizeram e que foi ilefuri la por aespacho de 8 de Julho de 1886, mo
tivo porque os mesmos reconbecendo nullo o seu contracto retiraram da Secretaria os
documentos com que baviam instruido sua petico (11 de Agosto de 1886) sendo
que dependendo de approvacao (art. 97 da lei provincial n. 1,221 de 1875) nunca
seu contracto deu-lbes direito de dominio ou posse ;
Resolve, do accordo com o art. 24 do regulamento n. 124. de 5 de Feve-
reiro de 1842, ordenar que cesse todo o Iterior procedimento sobre este objecto, sen-io
citados os interessados para no prazo de 10 dias contados do conhecimento deste acto
deduzirem o seu direito.
INSTITUTO VACCNICO
Attentos os motivos, expendidos no acto em seguida transcripto, ex'-nerei os
empregados retribuidos do Insftituto Vaccinieo, e mandei cessar toda a despeza, que a
provincia razia com o servico da vaccinacao.
a 4.a seccao. Palacio da Presidencia de Pernambuco, em 14 de Janeiro
de 1887.
O presidente da provincia, considerando que o Instituto Vaccinieo, creado
por lei n. 1,637, de 1832, e regulamentado por acto de 21 de Abril de 1883 perdeu
aa importancia e necessidade com o decreto geral n. 9,554, de 3 de Fevereiro de
8S6, arta. 26, I, 27 1.;
y Considerando, que, alm disso, n'esta provincia, nunca a instituico pres-
tou 08 8ervicos que d'dla era de esperar-se, tendo havido, pelo que consta, apenas
algumas vaccinacSes de Agosto a Novembro de 1884, deixando de ser remettido a
esta presidencia os relatorios e mappas circumatanciados, a que se referem os $| 16 e
17 do art 7 do regulamento ;
a Considerando, entretanto, que nao obstante ter sido aceito por portara de
23 de Abril de 1883, sem onus algum para a provincia, o offereciraento do Dr. Anto-
nio de Arruda BeltrJo, do 1. an lar do predio n. 25 da ra do Imperador devidamente
mobiliado para sede do Instituto, sendo o mesmo Dr. nomeado director, timbem sem
vencimentos e sem adquirir pelo exerciuio do cargo de presente e de futuro, direito a
qualquer indemnisacSo de servico* anteriormente prestados e feitas mais as nomeacoas
idntica, doa Drs. Antonio Baptista de Moraes e Joao de S Cavalcante de Albuquer-
que, para vaccinadores commissarios do Recife e Manoel Alcantilado Torres para es-
cripturarios da repartic&o, ainda assim carregou a provincia, no exercicio financeiro
immediatamente ssguinte, 1883 a 1884, comeyado dous mezes e pouc03 dias, apenas
depois da citada portara de 23 de Abril, com aspezas na importancia de 5:790)5496,
com aluguel de casa, movis e pagamento dos empregados ;
Considerando que estas despezas, s nos tres ltimos exe-cicios liquidados
e 1.* semestre de actual tem subido a 19:696|J0O0, sem levar em conta lympha vac-
ciniea, do que o Iastituto nao tem precisado, certamento por falta de vaceinajoes a
tazer;
t Considerando ainda que todo este pessoal, hoje remunerado, de director,
commissarios, escripturarios e serventes constitue urna reparticao que onora o orca-
mento com urna verba de 6:9000000 (lei n. 1,860, de 1885, art. 1. 84.) ;
i Considerando, finalmente, que as fioancas da provincia nao permitiere que
ae cont ne com despezas desta ordem, que, .pelo modo porque esto sendo feitas sem
que tragam proveitos certos e conhecidos para o bem geral, antes um desperdicio do
que serviyo :
Resolve, nos termos do art. 5., do regulamento de 21 de Abril da 1883,
demittir todos os actuaes empregados remuneadoa do Instituto Vaccinieo, cessaudo o
aluguel da casa e removendo-se os movis existentes no valor de 190)5500, para a
Inspectora de Hygiene ou para a Reparticao das Obros Publicas, onde serao conser-
vados at que definitivamente se reorganise de melhor modo ou se extinga o Iastituto,
cessando assim desde j esta verba de despeza para os cofres provinciaes.
a Cumpra-se e communiquu ae.
SALUBRIDADE PUBLICA
O eatado sanitario quer do porto, quer da cidade e mesmo do interior da
provincia foi satisfaetorio, no anno passado.
NCLEOS COLONIAES
No assumpto de immigracSo e colonisacao da provincia, nao obstante algu-
mas tentativas de annos anteriores, pode-se dizer que tudo est por faz3r.
O cultivo da canoa de asaucar, servio mais fcil e mais agradavel que o do
cafeeiro, de resultados mais promptos, de ha muito tempo que est seodo feito por es-
cravos e livres, promiscuamento. Nao de falta de bracos que se queixa o agricultor
pernambncano, elle o tem mesmo entre os nacionaes quantoa queira e por diminuto
salario.
Seu desanimo provm de outras causas, e principalmente dos baixos precos
de produeco.
Na enuineracSo do que mais carece, elle nunca considera o immigrante ; faz
echo antes coas a errnea opiniao de que o clima do norte do nosso paiz nao serve
para o europeu, que at certo ponto Buppoi que vira a ser ms um competidor de sua
desalentada industria.
Convm dissuadir o agricultor, como a todos, destes falsos preconieitos.
O aarescimo da populacSo augmenta aa necessidades da vida. Exige novos
esforsos ; o que e um grande bem. E' preciso que, pelo exemplo, se saiba e ae veja
o quacto lia benficos os resultados da applioacao assidua das forcas e capacidade de
cada um nos variados ramos da industria humana.
Por aviso do Ministerio da Agricultura de 18 de Janeiro deste anno, foi
encarregado o engenheiro Lycurgo Jos de Mello da exploracao da zona de trras devo-
lutas desta provincia, que melhor se prestarem ao estabelecimento de ncleos coloniaes,
pelas suas conds3es de fertilidades e aituacSo, de preferencia no municipio ae GUra-
nhus onde brevemente deve estar o prolongamento da estrada de ferro da S. Fran-
nos que a linha de Caruar percorre, ou que a esta ficam prximos
tendo
em conrideraco os seguintes pontos:
l.o A populacho actualmente existente e que estiver no caso de ser esta-
belecida como pequeos proprietarios nos lotes medidos;
2 A extensio aproximada das trras devolutas, a sua natureza, o genero
d cultura a que se possam maia ventajosamente prestar, e as cond^Sas climatol-
gicas da regiao. ,
3-'o A situayao das trras em relayao aos moios de transporte lluvial ou ter-
restre, distancia doi mercados consumidores ou exportodores, e a impoitancia dos
respectivos fretes. "
O dito engenhoiro chegou a esta capitel a 27 de Fevereiro ultimo. Breve-
mente dar Ihe-hei as instrucsSes necessarias para o cabal desempenho de sua commis
silo, inormando entao ao Governo Imperial o que maia convier com relacSo ao proble-
ma da colonisajao da provincia.
Por vossa parte podis tomar alguma8 medidas no sentido de completar o
que provincia fizer o poder central.
{Contiuuar-tt-ha )
overeo da Provincia
EXPEDIENTO DO DA 16 D MIBOO DB 1887
Actos :
__ O presidente da provincia atteniendo o qu:
requereu o engenheiro Lycurgo Jos de Mello,en-
c8rreg*do de proceder neata provincia a explora-
cSo das trras que melhor se prestam ao eatabe-
iecimento de nucios colonia-s, e tendo em vist*
a ioformacio d* Thesouraria de Pazenda de 12
do corrente, n. 156, resolve abrir sob sua reapon
sabilidaie, nos termos do decreto n. 2884 do 1*
de Fevereiro de 1862,um crdito da importancia
de 192J857 ris a verba T. rras Publicas do
ministerio d agricultura, commercio e obras pu-
blicas, exercicio de 1886 a 87, afm de occorrer ao
ria de Pazenda.
O prssideute da provincia attendeudo ao que
requereu Adoipfaj Astolpio Lin de Albuquerque,
proteasor da cadeira de ensino primario da Cabo, | Santi Antonio bscharel
e tendo em vista iutormacau u. 18, do ioapec- Lima, interrompeu o exei
officio de 14 da corrente, sob n. 938, haver sido
pelos peritos julgado completamente inutilisado o
torrador de ferro para caf do 2- batalhao de infao-
taria de que trata o incluao pjdido; assim ocom-
munico a V. Exc. para que providencie no sent
do de ser dado em conaummo dito torrador.
Ao inspector da The^uuraria de Fazenda.
Communico a V. 8. prra os fins conveuientes, que,
em 2 do corrente mez o bacharel Alfredo S^ra-
phico de Assis Carvalho assuraiu exercicio' do
cargo de juiz municipal e de orphaos dos termos
reunidos de Cimores e Alagoa de Baixo, para o
qual foi nomeado por decreto de 5 de Fevereiro
liii i i.
En 10 io ci'Ado mez o uir municipal do termo
de Itamb bacbarel Augoato Quedes Correia Gon-
dim assumiu o exercio do cargo de juiz de direito
interino da comarca visto haver fallecido, a 9 o
respectivo juiz de direito bacharel Carolino.de Lima
Santos.
Em 14 do corrente o juiz municipal do termo de
Antonio Sergio Lopes
exercicio de seu cargo por
motivo de molestia.
Ao mesmo -Depoia do praso do artigo 44 du
regulameuto de 13 de Novembro de 1872, sirva se
V. S. de mandar pagar a Jos So res Pereira a
tor gera! da lustruccao Publica, reselve conceder
ao peticiouario a contarde 16 de Janeiro nltim
30 dias de licencr. oom ordeaado para tratar de
.ua_aaUdeo^
requereu o guarda de 1 cla.se da Casa de D;ten- ] ned.cta, libertada no termo de Agua Preta p-jr
cao Caetano Iguacio de Medairos Reg e de ae- cmta da reduo da 7 qnota d, fundo de emane.
ebefe de polica p9o, conforme a relaco juuta.-Commumc^u ae
cordo com a iuforinaco do Dr.
constante do offioio n. 240, de 9 do corrente, resol-
ve coaceder-lhe um mez de licenca, com o venci-
mento a que tiver direito para tratar de sua sade ;
devendo o peticionan > entrar no goso da referida
liceuca no prazo de 15 dias.
Oficios
ao juiz municipal.
__ Ao mesmo. -Siiva-se V. S. de informar com
a possivjl urgencia quando foi incerrada a matri-
cula especial doeacravos do municipio de Salguei-
ro, e, no oaso de ter sido capacada para 1874.
quaes os motivos de ordem puolica que determ-
tB dfn.'.S'S "^aT dPeXrdoo Amna. de Guerra.-Remetto
Declarando o direot r do Arsenal
a Vmc. a inclusa nota do fardamente recebido pela
companhia de infantaria da provincia da Para-
hyba, conforme solicitou em seu officio n. 902, de
25 de Fevereiro fiado, e bem assim copia da nfor-
macao do commandante da tnesma companhia
Ao mesmo.AutorisO Vmc, conforme soli-
cita em seu officio n. 936, de 11 do corrente, a
despender a quantia de 136*115, com a acqui-
aicao dos artigos mencionados no orcamento que
acompanhou o citado officio destinados caiadora
e pintura da Fortaleza do Bruin Communicou-sa
Thesour .ria de Fazenda.
Ao director do presidio de Fernando de No-
ronha. C >mmuoico a Vmc, em resposta ao seu
officio n. 130, de 21 de Fevereiro findo que mandei
fornecer medicamentos, drogas e utensilios phar-
macia desse presidio de accordo cim as restric-
cea feitas pelo inspector de Hygiene as rela-
coes que d'ahi vieran em 18 de Dezembro e 21 de
Janeiro ltimos.
Entretanto recommende a Vmc. que providencie
para que 03 pedidos contenham sement o que for
restrictamente indispensavel ao regular auppri-
mento da pharmacia, devendo os mesmos ser d'ora
em diaute acompanhados de um mappa iemonstra-
tivo da carg e descarga dos medicamentos, dro-
gas e utensilios existentes, entrados e conau.-ni io=,
com declaracao de eatarem em bom ou mau estado,
seguiodo a praxe adoptada na enfermara militar,
e de outro mappa do movimento em cada mez da
enfermara e da chimica domiciliaria.Fizeram-se
as convenientes communicaco 's-
A' junta claasificadora de eacravos do muni-
cipio d*: Goyinoa. -Nao pie ser approvad a a
classificaco supplementar, por copia remettida
por Vmc. cem o officio de 9 do corrente e organi-
sada em virtude do que determinou esta presiden-
cia em 17 de Fevereiro para emprego do residuo
da 7* quota do fundo de emancipacaoo, na impor-
tancia de 1:653/083,porque oeacravo Joaquim, ca-
sado com ineu >r livre, deve, por ter dous filbos
menores livres, cujt idade cumpre ser menciouada
na classificaco, preferir a Bernardo, da mesma
clasae, e aos dous filos escravos, que este tem, na
forma do aviso do ministerio da agricultura, com-
mercio e obras publicas d; 31 de Maio de 1884.
Outrosim, si Simplicio, fiibo de Bernardo, j at-
tingio a idade de 21 anuos, mencionada na clas-
sificaco, nao pie maii ser libertado pelo fundo
de cinancipaco de accordo com o aviso de 19 de
Janeiro de 1883.
Ao remetterem Vmcs, nova classificaco que ora
recommendo, determino que me sejam enviadas as
certides da matricula de Simplicio e Rubina.
Finalmente informal ao Vmcs. se foram publi-
cados os devidos editaos para a reunio dessa jun-
ta a si nao ha no municipio escravas casadas com
homens livres.Communicou-.e ao juiz munici-
pj.
EXPEDIENTE DO 8ECBBTABIO
Oficios:
Ao inspector geral d.i lustruccao Publica.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
municar a V. 5*., em resposta ao seu officio n. 87
de 14 do corrente, que no requerimento do pro-
fessor Martiuho Jos de Jess proferiu h >je o se-
guinle despacho : Sun, sem onus nem obrigaces
por parte da proviucia.
Ao juiz de direito do termo de Seriuhaem.
De ordem do Exm. Sr. presi.le.ite da provincia,
transmiti a V. S., em soluco ao seu officio de 9
do corrente mez opia do de hontem do Dr. chefe
de polica sob i. 265.
Ao agente de paquetes.S. Exc. ficou intei-
rado pelo officio de V. S. de que o vapor Pernam-
buco entrado hoje s 6 horas da manb dos portos
do norte seguir s 6 da tarde para os do sul.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 18 DB
ABBIL DE 1887
CapitSo Agricio Rodolpho de Arauj Lins.In-
forme o Sr. commandante superior da guarda na-
cional da comarca do Cabo.
Browjs & C O procesao do distribuico das
quota ou taxas de repartido incumbido s pro-
prias classes, a que pertencem os conribuintes, e
s em caso de recusadas mesmas clases nter vem
o Consulado Provincial conservan lo a collecta do
exercici* financeiro anterior, iustrnecoes de 27 de
Julho de 1883, artigo 24, le n. 1810 de 27 de Ju-
nh > de 1884 artigo 14. Foi este o procedimento
fiscal.
*\)a recorrentes, porm, nada piovaram que au-
torise a passagem de urna classe para outra, a nao
ser a propria declaracao de que auteiem poucas
vantagens de seu negocio, reduzido presentemente
a pequeas prop*. re .-a. A cireomstancia de outros
commcrciantes se ach trem em clasaes que nao de-
viam estar, pie servir para mostrar que ex a tem
defeitos que devem ser corrigisos na clasificaco,
porm nao para augmentar essea defeitos, trans-
formando os em regras, como bem observa o ad-
ministrador do Consulado em suas informaco s.
Deixo, portanto, em tace destes motivos, de at-
tendtr aos recorrentes, confirmando a deciso da
junta do Thesouro Provincial.
Delfina, Beatriz, Vicente, Mara, Alfredo, Ame-
lia e Adelina.Juntem a prova a que se refere o
artigo 6- das instruccea de 17 de Janeiro ul-
timo.
JoSo Pereira do Nascimento.Encamiuhe-se,
devendo o suplicante pagar porte na reparticao
dos correios.
-Mananta Augusta de M.-llo Rodrigues, Maria
Carolina Nones Rodrigues e Domiciana Materna
Nunes Rodrigues.O artigo 118 do regulamento
de 6 de Fevereiro de 1885 nao executavel, e tem
sido indeferidaa as pretencoes nelle fundidas e no
artigo 149 do regulamento de 7 de Abril de 1879,
do qual reprodueco, como informa o Thesouro
por officio de 15 de Marco, sob n. 493. Eases ar
tigos regulamenlares crearam penso exorbitante
do espirito e da letra das delegacoes comidas as
leis n. 1,344 de 18 de Fevereiro de 1879 e artigo 5
da de o. 1,810 de26 de Junho de 1884,de modoqne
tanto nm como outr devem ser .considerados co-
mo se nunca tivessem existido, porquanto a facul-
daie que tem o governo de regulamentar, ou mea-
meamo de reorganisar certos ramos do servico pu-
bl.co por forca de delegaeoes especiaos do poder
legislativo, nao vai ao ponto de ojautoriaar a esta
tuir obrigaces ou favores illega e mesmo in-
constitucionaes como a penao requerida.
Manoel Goncaives Alves. Prove por algum
dos meios permittidos pjlo deeseto n. 1,950 de 12
de Julho de 1871 que maior de 21 annos de
idade.
Maneel Rodrigues d* Silva.Informe o Sr. di-
rector do Arsenal de Guerra.
Senborioha Mara de Oliveira Mello.Nao pro-
cede o que pretende a supplteante, conforme bem
o explica o inspector geral da instrucco publica
em seu offieio de 31 de Marco, sob u. 110, pcis o
artigo 157 do regulamento de 6 de Fevereiro de
18 0 nSo est nem podia estar p ir uao haver dis-
poaico intil n* lei ou regulauento, comprehen-
dido no % 5 do artigo 156.
A grauficaeo daquelle artigo extraordinaria,
e s extraordinaria-neiite aoa profesaores que pro-
vaui as eondicoes nelle exigidas se e inputa as
jubiaco.*. A regra que a aposentadora nao
coinprehende as gratificacoes pro ia6ore. A sup
plic .nte, entretanto, por exeepeo da lei, jubilou
se tendo alm do ordenado, a gratificado ordina-
ria e ainda a se antiguidade por iuteiro. E' o que
o citado 5 do artigo 156 ehama todos os
veucimentos reservaudo para oj distinctos
(artigu 157) mais a gratificaeo adJieioual do arti-
go 115 do in-aiDo regulamento.
Secretaria d* Preaidenjia de Pernam-
buco, 19 de Abril de "1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Reparticao da Polica
Seccao 2.' N. 374Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, \9 de Abril de 1887.
Llm. eExm. Sr.Participo a V.Exc.
que foram recolbidos Casa de OetenoSo
os seguintes individuos :
A' minha ordem, Maria da Conceicao, cerno
alienada, at que tenha o conveniente destino.
A' ordem do Dr. D legado do 1- ,*stricto da
capital, Jos Francisco dos Santos, coahecido por
Caboclinho, Manoel Jos de Oliveira, Francisco de *
Paula Silva Peixotc e Octaviano Jos Ribeiro, por
disturbios.
A' ordem do Dr. I) legado do 2' Jistricto da
capital, Manoel Barbosa de Paiva como indiciado
em crime de forte.
A' ordem do subdelegado do Peres, Jos Igna-
cio de Vasconcsilos, oor crime de furt.
Communicou me o delegado do 1- districto da
capita1, ter nesta data feito remesan ao Dr. juiz
de direito do 2- districto criminal doa inqueritos
policiaca procedidos contra Jlo Francisco de
Carvalho e Severiana Bellarmina da Conceicao,
pelo crime previsto no art. 201 do cdigo criminal,
e ao Dr. juiz de direito do 3- districto criminal,
contra Florencio Jos dos Santos, por crime de
furto.
Pelo delegado do termo do Jaboato, foram re-
mettidas a esta repartieo 14 f .cas de ponta to-
madas a d-sordeiros naquelie districto.
Ainda pelo subdelegado da Magdalena foram
tambem remettidas a esta reparticao 5 facas de
ponta apprehendidas no referido districto.
O delegado de Serinhem, por offiaio de hon-
tem, communicou-me que sendo avisado por Au-
tonio Gomes de Barros e Silva, proprietario do
engento Araqura, de que em seu engenho dera-
se, na noite antecedente, um conflicto, entre di-
versos individuos, resultando delle a morte do de
nome Jos Firmino e ferimentos de outros, man-
dou para all urna forca no intuito de capturar
03 criminosos, visto residirem longe do lugar, que
pertence ao termo de Gamclleira, as -espectivas
autoridades, e conseguio a prisa de Francisco de
Salles da Rocha Wandcrley, Manoel Firmino.
Firmino Francisco di Lima e Joo Antonio Fer-
reira, pondo-ae em fuga JoSo Firmino, que tam-
bem tomara parte no conflicto.
Eflectuada as pris -a, aqbelle delegado com
municou o facto ao dfc Gimelleira, a cuja dispo-
sico poz os referidos criminosos para contra
elles proceder nos tjrinoe da lei.
Communicou-me o cidadao Ildefonso Francisco
Gomes, em offieio de hontem, ter naquella data
assumido o exercicio do cargo de delegado
do term da Escada, na qualidade de 2- sup-
plente.
Daus guarde a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe de
polica, entonto Domingos Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DA 19 DE ABBIL DE
1887
Dr. Manoel Juvenal Rodrigues da Sil-
va, Francisco Jjaquim Antunes, Josepha
Maria do Espirito Santo, Jeronymo Theo-
tonio da Silva Liureiro, officios do Dr.
procurador dos feitos, regedor do Qymna-
8o, Joaquini Goncaives A C Dr. chefe
de polica e Flix Pereira de Souza. -In-
forme o Sr. contador.
Jos Cordeiro dos Santos, Oarolino Soa-
res de Amorim, Souza Nogneira & Ce
capitaes dos navios Laoinia e Rimd. H*ja
vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Jos Elias de Oliveira. -Ao contencioso
para satiafazer a requisijao da contadoria
Offijio. do Dr. procurador os feitos.
Informe o Sr. Dr. administrador do Con-
sulado.
Miguel Francisco Ferreira Novaes.
Satisfaca a exigencia.
Minervino Avelino Fiuza Lima. Ao
Consulado para attender.
Francisco Alves de Carvalho Barros,
Manoel Delphino de Medeiroi Favilla e
Taciana Alexandrina Monteiro Lopes.
Registre-se e fa9am-se os assentamentos.
Josephina de Miranda Pinto.Aguarde
a decretacao de fundos pela Asaembla.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DA 18 DE A,BIL DE 1887
Jos Joaquira Alves & C 9 outro, Jo-
sepha Maria de Almeida, Francisco Da-
miao Cavalcante Pessoa e Manoel Bsnto
Borges Cmara. Informe a 1* seccao.
Manoel Avelino Fiuza Lima.A 1*
aeecao para atten 1er.
Joao Antonio de Almeida. Cumpra-B9.
- 19
Jos Joaquim Alves & J. e outros. -
Cartifique-se.
Jos de Souza Guimares.-.xim, em
vista das informacoes.
Jacintho de M;deiros Babosa d C.,
Mello & Pereira. Sim, em vista das iu-
formajo'es. ,
Marcos Fraaciiio d* Paula Rjjis. A
Ia secsao para os devidos fins.
__ PERNAMBBCC
Asseaiblca Provincial
18 SESSAO EM 2 DE ABRIL DE 1817
P.ESIDBNCIA DO EXM. SE. DB JOS MANOEL DE BABRO
WAMDBBLEY
Sommario :Chamada e abertura da sessao.
Approvacao da acta Leitura do expe-
diente.Discussai do requerimento de
inf 'rmacoi sobre o naufragio do vapor
BahaDiscursi s dos tre. Rodrigues
Porto, Urummund e Prxedes Pitan-
ga.-Requeriment) do Sr. Gomes P-
rente e observncoea do Sr. Jos Maria.
Votacao dj requerimento de informacoes
e declaraces de voto1. parte da or-
dein do dia. 3. discassao do prejecto
o. 21 deste auno.Observaces dos Sri.
Jus Mara e G)uc*lves Ferreira, e re-
querimento do ptimeiro pediudo o adia-
uieuto da distussau.Votaban e appro-
vacio do mesmo requeriineuto.Appro-
vacao aos projectos ns. 3 e 17 deste
annj.1. dueusso do prjjecto n. 13
deste anuo. D.scurso do Sr. Prxedes
Pitanga e Hpprovacaa do projecto.-- Vo-
tacao do prejecto u. 16 deste anno.3 *
iscussj do proj vto n. 7 deste anno|e
discursos dvS Sra. Costa Kibeiro e Gon-
caives F. rreira.2' dtaunisao do art. 1"
do projectu n. 22 d'-ste ann > e apraiea-
tacio de emendasRvqunriiaento do
adiauentJ da dissureaj cend-rramento
di mesma.2. p;rtc da urdem do da
*


non
an
' mam >


I
Diario db fernambucoQuarta-feira 20 e Abril de 1887
.
Adia-se a 3. diacnsao do projecton. 1
deste anuo. En rrm'Uto da essa .
Ao meio dia, feita a. diaua-a verificndose
estarem presente* os- ara Luiz de Audnida, rUtia
e Silva, Constantino do Albuquerque, Barros Wan-
derley, Amara!, Juo de S, Druoimond, Julio de
Barre, Vacoudo de T.bitnga, LemreDSo de Sa,
Roirigues Porto, R sa e Silva, Sopbronio Pcrtella,
Rgc Barros, Augusto Fraukin. Soares de Amo
rim, Costa Gomes, Herculauo Bandeira, Barros
Barreto Jnior, Affouso Laatoza, Jos Mari, Fer
reir Jacobina, Joao de Oliveira, Prxedes Pi-
tanza, Goncalves Ferreira e Bogoberto, o Sr. pre-
sideote decan aberta a es;iao.
Comparecem dep da e>e Srs. Andr Das, Bar > de
Caiar, Costa Rib-iro, Gines Prente', '.'ceibo de
Mnraes e Ferreira Velloso.
Faltiin os Srs. Baro de Itapiesuma, Juveuco
Maris, Joao Alves, Autoaiu Vctor, Regueira Costa,
Domingues da Silva e Solunio de Melle.
' lida e sern de-bate approvada a acta da ses
sao antecedente.
, *0 Sr. I." secretario procede leitura do se-
gtrioe
EXPEDIENTE
Uuia peticao de Automo de Menezes Cysneiros
Bandeira de Mello, proesscr publieo de Cruangy,
requerendo que os seua vencimenws sejam equi
parados aos da profesaora d'alli. A' coinaiisso
de ordenados.
Outra de Joaquim Pedro da Rocha Pereira, pro-
feasor puoiieo euo. Cimbres, nquer.udo dispensa
da idade legal para seu fiha Jercnymo Euzebio
da R cha Pereira matricular-ae no Io anno da Es-
cola Normal.A' commistao de instrucclo i/U-
blica.
E' lido o vai imprimir o scguinte projecto:
N. 39.A Aaeembla Legislativa Provincial de
Pero embucio t.-solee :
Att. l. lica reatabelecila a cadeira da eseola
prenica-' de uoathematicua, croada pela lu n. 177
de 21 de Juuho de 1883.
O 8r. Prxedes PitangaV. Exc. disse-o no seu
prnviro diaciuse. (Apartes)
Sr. Gaspar de Drummond-Eu diste que o
presidente da provincia s 4 huras da tarde rece-
bera c. mmunicaco do naufragio.
O Sr. Goncalves Ferreira-Apoiado ; cousa
jiffereme.
O Sr. Gatpar de DrummondMas diga-se em-
bira que o presidente da provincia s ao meio
da teve conhecimento do facto, intil ha.
Exea, cnteudem que e presidente da provincia,
porque veste urna farda bordada, deve eer pres-
cie.ne, deve aaber dos faetos, anda ato teudo
aci.-neia, ou eomuouoicac aljama (Apoiado. da.
maiori*.)
Diga-se aiuda qe* ae primeirus eomawnicacoe
nao eram a tal ponto aterradoras que obrigasse
logo o p-eaidentc da provincia a dar previdencia
inmediatas, porque da cooMCunicaco do gerente
da C-mpuiihu Peruambueao resulto que p;nae
se noticiava o abalrcamento do Pira-pama com o
Baha, s. m mais nada, e era multo c onjecturavel
que naquelle abalroemento o vapor Pirapama
tiveaae sofliido maiores avarias do que o vapor
Baha, e o Pirapama conseguir ebegar ao nosso
porto, iuutil, s. Exc. nao tem deten !
D'ga-se mais que da commupicaco do agente
da Companhia Brasileira consta va aimpiosaiente o
abalrcamento e mais que o vapor Baha tinha ar-
ribado e quo se ha va expedido una vupurzaho em
d. manda daqueUe, intil a allegaco, o pr.ai-
deute da provincia procedeu mal, deveria gastar
dinheirc publico fretando outro vaporziuho, que
afinal nada adiantarium I (Apoiad.s da maioria).
Diga-se embora e prove se com es acontecimen
tos posteri res, que anda metmo eme o presidente
ao receber a communicacao do abalroamento, fi-
zesse partir para o lugar do sioistro, urna fljtilha
mteira para eaeeOBei "9 nufragos, iieuhuin sal-
vara mais, porque a coinmuuicaco fez-ae ao meio
dia e, s 9 horas da manh, j nao havia mais
nanfragos a salvar ; que importa, nao obstante o
Art. 2 Esta caca p der funcionar no Gym- pretideute deveria tel-o feito!
nasio i rovmoial, cu em outro qualquer e8tabeleci-
uo- uto publico da instruccao seeunlaria.
Art. 3. Ficam rev.'gadas as dispoBicoes em con-
trario.
Sala das si'steJes da Atsemb.a Provincial, em 2
de Ab il de 1887.o deputa.lo Satis e Silva.
Contina em discuso o requerimi'nto de infor-
macoeb sobre o naufragio do vapor Baha.
Sti lidaa c apoiadas e e-Btram eir. discussao com
o re^uerimento as seguintes emendas:
Diga-se anda que S. Exc. s 4 horas da tar-
de, quando acompauhava a procist) de Passos.
no ter conhecimento dos deUlhes do naufiagu
prrecurara dar as providencias de momento man-
dando o seu ajudante de ordens eoteuder-se com
inspector do Arsenal de Mariuba, cid o inspector
da Allandegn, emfim Com as autoridado qud de-
veriam providenciar no sentido de acolher os au
fragas e isio consta das pecas .fficiaes. nao im-
! porta ; o presidente da provincia culpadode-
bona tratar da materia, por enteder que ella esta-
v suficientemente debatida, se o meu Ilustre
amigo, deputado pelo 1.* districto, nao tivesse
presentado um additimenta ao requer inento com
o fim de levantar aecusacoes a um empregado da
Alfandega, que sendo por detnais zeloso no cum-
pnnvnto de seas deveres, nSo esteva de certo as
uondico 'B de ser aecugado por S. Exc.
Eu nao ternaria a palavra para mostrar quanto
havia sido irregular o procedimeuto da adminis-
trarao da provincia as medidas a adoptar com
relaco ao naufragio do vapor Baha, 83 nao visse
que 8 procura taitr recahir injustamente aecu-
sao s gjbre um mpregado que moatrou-se por
is zeloso, repito, no eumprmeato de seus de-
Que se remettam a esta Assembla copia dai va ir salvar os naufrsgot (Apartes aiversoa
correspondeuci i offieial trocada entre es Srs. ins-
pecter da Alfandega, chefe da 1* seccao e guarda-
mr, e bem assim que se informe quanto fo gasto
por cunta do crdito aberro pelo presidente da pro-
vincia, e em que fo empregada a quantia que
porventura tenba sido dispondida. S. RJos
Mara.
Ao requerimento do ?r. Jos Mara, no caso
de ser approvado,aei'reaceute-se: e soliciti-se
por iutermedio da Presidencia inf.irmacoos no sen-
tido de sab-r-se se o guarda-mr interino ao tera
noticia do ubalroameuto do vapor Baha com o
Pirapama, tizera qualquer commuuicacao verbal
ou por escripto ao inspector da Alfandega.Gas-
par de Drummond.
O r. Rodriguca Porto(Nao dtvolveu
o sea diseuiso).
O r. Campar de Urumaiond Sr.
presidente, voltaudo tribuna tobreo requerimen-
to que se debate, nao meu intuito prolongar a
discussao, que at j tem perdido rauito de sua
razio de sera oppononidade.
Uso da palavra, apenas, para ligeirameote mo
tivar urna emenda, que man ei mesa.
Procuro saber com a emenda se o guarda mor
interino da Aandega, ao ter noticia do abalroa-
meuto do vapor Baha com o vapor Pirapama,
procurara inmediatamente entender-se, ou por es-
cripto ou verbalrreute, com o respectivo chefe, resta, purtanto, a fazer?
inspector da Alfandega. O Sr. Prax .Jes ; tangaR-geit
O nobre collega representante do 2 district".
Diga-se embira que o presidente da provincia
dra as providencias no intuito de soccorrer <*
nufragos, aquelles que eouseguirain pela salva-
co chegar s nossas plagas, e que alguns dellea
f raui recebidos e scccorridos na euiermaria mi-
litar, mandando adianUr por seis mezes sold aos
c fficiaes, dando toda as provideucins que eram
corepatveis c:in as circunstancias, e se ae n to
tudos foram all recolbidos purque muitos prrfe-
nram a caridade particularque o presidente da
provincia nao p.dia e nem d^via impedir a ini-
ciativa dos particulares, e menos as obrigacoesque
tem a Ciinpanliia Brazileira ntstus coiijuucturas
de pres'ar socc-urrosembira S. Exc. assim
procedesse, intil ; o preaideute da provincia e
culpado !
Ora, comprehende-se qu-i collocaaa a questao
diga-se ainda, qus S. Exc. mandara um vapoizi-
nho com lanshas e desinfectantes para recolher os
cadveres, que bjiavam as proximidad-s do si-
niftro e quJ isto se fez, dando-so depuia sepultura
aos cadveres, eoinparecenio ao acto as autorida-
des policiaej'lempo perd Jo, S. Exc. s fez is-
to depoie qco es cadveres buiavam.
Ora, comprebeude.-se que collocada a questaj
oeste terreno, nao ha defeza poeeivel, neste terre-
no nao ha deteza possivei desde que Ss Exc. obs-
tinadamente uao aceitam defeza algmna. O que
na l Ij de ac>;Uoaco-:s qu'-1 entret'ceu, proe-urou
apaohir tambem o inspector da Aliaudegt, aecu
sando-o de negligente, por deixar de providenciar
sobre os nufragos do Vepor Baha.
S. Exc portanto, nao se liiuitou a colhei nessa
lele o preaideute da provincia ; quiz tambem co
lher a outrus funcionarios pblicos, sfi bem que
pelas malhas deixasao escapar o seu amigo e cor
religionario, culpado uestes acoutecimento*.
O Sr. Jos MaraO uuico que sonbe cumprir
o sen de ver.
O Sr. Gaspar de DrummondRefiro-me ao
guarda mor interino da Alfandega.
Desde que o guarda-mr teve conhecimento das
eccurreaeias, seu dev.;r principal naqueila occa
si> era providenciar por si ou procurar entender-
se por escripto ou verbalmente com o seu respec-
tivi chefe.
O Sr. Prxedes Plt-ngaPeco a palavra.
O 8r. Gaspar de DrummondPorventura assim
procedeu o guarda-mr interino da Alfandega ?
O que fez elle ? Teudo sciencia de que o inspec-
tor da Alfandega no se aenava ua capital, o que
nao exaet, porque S. S. retirou-se da cijaue.
depois de 1 hora da tarde, nao procurou ceuhecer
bem dessa ausencia, se era veidadeira ou nao ; e
euto, cm vez de dirigir-se ao inspector purtiei-
paudo Ihe o ocorrido afim de que e-ste [.roviden-
Ciasse, pelo c mtrario, nada fez ueste sentido, 'I-
mitando-se apenas a procurar o chefe de urna das
seecoe*.
Desde que; o guarda-mor interino nao coraron-
nicou c facto. como devin, ao chefe, elle mme-
diatamente culpado e procedeu desidioiamente ;
e nem ;;- ulc-m que o eximem da rcspousabilidade
allegando haver elle procurado a um outro fuoc-
cianario que pod ria na occasiao providenciar, co-
nbcecu Ju a ausencia do inspector da Alfaudega
Este facto nao o releva ua culpa desde que tkou
provado, como est no dominio publico, que o in-
spi ctor da Alfandega achava-se presente na ci-
dade at 1 hora da tarde
Portanto, t.quelle fuuecionano procedeu culpo-
samente quan'.o a estes aconteciments..
O r. Prxedes PitangaSao apoiado.
O Sr. Jos MaraV. Exc. bem sabe que o cul
pado o Sr. Pedio Vicente.
O tir. Gaspar de DrummondEis aqu ; iusis-
tem os leus nobres collegns em aecusar a S. Exc.
o Sr. Dr. Pedro Vicente, digno presidente da pro-
vincia. ..
O Sr. Prxedes PitangaE com to Jo o fuuda
meuto.
O Sr. Gaspar de Drummond... por negligente
e desidioso em providenciar qHanto aos nufragos
do Baha. A obstinaco, a ricalcitracao de Ss.
Exea, nessas aecusat^ies formuladas...
O Sr. Prxedes fitaugaE' o exercicio de um
direito.
O Sr. Gaspar de Drummond... a despeito das
explicaces que tem sido cabalmente dadas, a des-
peito das p cas officiaes que se acbam publicadas,
a derpeito de tude quanto, finalmente, est no do-
minio publico, cuja cousciencia formou-se e repoa-
sa n'um facto verdadeiro, isto que S. Exc. o Sr.
presidente da provincia soube ser activo e deli
gente em face d triste acoutecimento ; a obstina-
cao do nobre deputado e de s -us ol. gas de ban-
cada denuncia que Ss. Excs., avides de provas
com que rjossam fazer carga administracao da
provincia...
O 8r. P.axedes PtangaAo contrario, exis-
em fac os sobijos
O Sr. Gaspar de Drummond... mu diaute da
ausencia desees factos, nao tenio outros para esme-
rilhar, Ki intuito ds fazer opposicao ao presiden-
te da provincia, uo trepidam em tirar todo o
proveitJ de um acontecimente triste, a que se
prendem as lagrimas de muitos, o desprezo ele
alguns e a dr de todos nos, nao trepidam em ti-
rar proveito deste acontecimento, procurando le-
vantar contra S. Exc. as antipathiis publicas !
Provaes^m Ss. Exc. que o presidente da pro-
vincia, apeaar de uao ter conhecimento^ do facto,
podia ter providenciado ; provassem Ss. Excs.
que, dopoia de ter S. Exc. conhecimento do facto,
devndo ter providenciado, nao o fez ; provassem
que os acontecimentoe que se deram poderiam em
grande parte aer evitados, se S. Ere. immedia-
temente acudisse com providencias, e Ss. Excs.
teriam conseguido o seu desidertum, isto le-
vantar contra S. Exc. a animosidade publica,
Mae emquauto Ss. Excs. assim nao procederem;
cmquanto Ss. Excs. estiverem ahi se exercitando
xe'uma gymnastica de arumcntacao, suspeudeudo-
se em trapesios como veedadeiros acrbatas para
attrahirem a attencio publica, nao bao de conse-
guir indispor o animo publico contra o presidente
da provincia, que soube cumprir o sen dever.
(Apoiados, muito bem da maioria; contestares da
opp.sco.)
Dig-se embora que o presidente da provincia,
ao meio dia ou depois que teve conhecimente
do abalroamento ..
O Sr. Prxedes PitangaT. Bfcc. diaae que
4a 4 boras da tarde.
O Sr. Gaspar de DrummondEngaa e 7.
Exc.
i requeri-
mento.
O Sr. Gasoar de D uminou:Ss. Excs. nao
aceitam as explieacoes d .das ; Ss. Excs. uceusam
o preaideute p ir tudus oa modos : de desalmado,
de deshumauo (potados) e at de respousavel pelo
abalroamento.
O Sr. Jos MaraNao apoiido.
O Sr. Gapar de DrummonlAqui dissj-se is-
to, o que motivou um aparte in-u.
O Sr. Jos MaraISo se f-z respousavel p:lo
abalroamento, utas aim pelas mortes.
O Sr. Gaspar de DrummondNestas cundieoes,
pois, para que mais prolongarmos este debate?
O Sr. Prxedes PitangaAh que est a gym-
nastioi. (Riso).
O Sr. Gaspar de DrummondEu nao tenho
diante de mim adversarios leaes que se batam
c_m armas propria da guerra de boje ; os nobres
deputadoa fazem lembrar os antigos guerreiros
que batiam-se surpreu iendo oa adversarios as
barracas, envenenando as gentes e usando de'to-
dos os estratagemas e tctica de guerra, que nao
estao mais em moda.
Ss. Ezcs. nJo eucontram factos pra aecusareot
o pr'siiente da provincia...
O Sr Prxedes PitangaHa de sobra.
O Sr. Gaspar de Drummond... mas procurara
esmtrilnar, tirar conclusos systematicaa, faser
emfim confroutacoes eem alcance algum, smente
paia aricaren) ao eff ito publico, e nada mais.
A' vista di.-so, qual o alcance do prest nte deba-
te ? Para que prolcngal-o mais? Para repetir
mais algau.ae pulaeras a f.ivor do Sr. Dr. Pedro
Vicente, que cumprio o S'-u dever, se diaute da
cbstiaacao dos nobres depu'ados tudos os nossos
argumentos vao a qnebrar?!
O Sr. Prxedes PitangaV. Exc. nao diz isto
geriameute.
O Sr. Gaspar de DrummondDigo, sim.
O Sr. Prxedes I'itnDgaTacto uo diz que es-
t a surrir-se.
O Sr. Gaspar de DrummondEu nao sei pro-
nunciar-me pela tribuna t. mando aspecto carran-
cudo, nem usando voz tronituaute. (Ilis).
Sr. presidente, ao encetar-se o debate deste re-
querimento, tve occasiao de declarar que, ouvin-
do grande parte dos ireus amigos e correligiona-
rios de bi.ncada, Ss. Excs. commigo mostraram-
se dispostos a aceitarem o requerimento do meu
Ilustre collega, representante do 2' districto.
Apezar disto, ao terminar o meu discurso dase
que o fazia, nao esquecendo que o movel que im-
pel! i Ss. Excs. a apresentarcm aquelle r< queri-
meuto era inquestionavelmente o movel poltico e
partidario; porm que nos a i versarlos de outra
ord-m. collocadoa (permitta-se-me a expreseo)
u'nra plano superioi...
Urna voz da upp ,bie; loPois nao !
O Sr. Gaspar de Drummond... procedanos de
uutro modo, e assim nao terixmos duvida em votar
pelo requerimento, para que naqueila occasiao o
presidente da provincia se defendesae.
Mas boje que a defeza de S. Exc. est feita,
nao pele humilde orador, (uo apoiados) mas p das
pecas officiaes que esto publicadas ; hoje que es-
t ua consciencia de todos o modo honroso pelo
qual S. Exc. portou-se duote desta triste emer-
gencia ; que alcance pode ter a approvaco do re-
querimento do nobre depata lo seno o de sujeitar
o Sr. oresidente da provincia aos caprichos da op-
poaico? (Apoiados, muito Oem e apartes).
Ainda urna outra. razo accreace :
O nobre deputado pelo 2" districto, qneiende ti-
rar partida de urna declaraco qoe fiz em nomo
dos iners migas de bancada, disse que nos nao
tinh.mu- fui i;. para regeitar o requerimento, por
sso que amitos dos n s us collegas, prufun lamen-
te indignados com o procedimento do ?r. presiden-
te da provincia, queriam apjiroval-u. (Apartes).
De maneira que com a approvaco de seu reque-
rimento pretenda o nobre deputado mostrar que
nos aqui reprovamos francamcute o procedimento
do presidente da provincia, e que assim iramos
lavrar um protesto da uosaa ndiguaco (Apoia-
do se i.parts )
E' possivei, Sr. presidente, que o nebre depu-
tado nao se dando por sa'.afeito, e nao bistando
os recursos do seu grande talento, queira ainda
para sjudar a : assagem do seu requerimento ex-
plorar os nossa bros partidarios n'uma questo
d'esta ordeno ; mas porventura haverA algum col-
lega da nossa bancada que ee preste a isto ?!
(Apoiados, muito bem ca maioria.)
O nobre deputado quiz tirar partido de ama de-
cUraco que tiz, quando esta questo nao tinha o
aspecto que tem hoje. Ento era necessario que
o presi Jeate te ficesse ouvir a respeito da ques-
to, 'jue as pecas officiaes apparecessem, que a de-
teza do presidente se fizesse; mas boje que a de-
feza est feita, que as pecas officiaes esto publi-
cadas, e que todos, tantj nesta Assembla como
tora d'ella, reconhecem que o presidente da pro-
vincia cumprio peiteitame ite o seu dever, qual a
neoesBuade da approvaco deste reqjeriraento ?
(tpoiades a apartes )
Voto, portanto, contra o requerimento do nobre
daputado. (Muito bem, muito bem da maioria )
O Hr, Prxedes PilancaSr. presiden-
te, como um do* signatarios do requerimento apre-
sentado c:nsiderat,o da casa, eu nao viris i tri-
O Sr. .I.is MaraApoiado.
OSr. Prxedes PitangaS. Exc, o Ilustre de-
putad* per 1* diatrcte, nsV desejando snbir
tribuna para fazer peia segunda vea urna defeca
pallida a i preaiJeate-da provincia, qaul a qu fi-
zcra na occasiao sm qu fatlou pela primeira vez,
apezir to seu reconh. cid i taleuto, apezar da sua
llustrac'i, Je sua forca d; palavra, procurou mo-
tivar o seu addiameuto, prosganlo contra um
empregado da Alfandega uccasacoes injustas.
Procurarei prevar ao nobre deputidi que ou S.
Exe. fceultou a sciencia que tem do 'egolamento
da Alfaudega, ua parte que tem rclaioo com a
guarda mora, ou muite propositalmeiite procurou
ferir njustameute a uui empregado honesto e ze
loso as funecoes que esto a seu cargo.
Eu nc entrara, Sr. presidente, as aecusacoes
que duvera recahir sobre a administracao pela ne-
nhuma providencia que dera acerca do naufragio
do vapor Baha, poro/ie. ojuizo d> publieo eo
mB acertado, o mais justiceiro acerca do seu
procedimento ; nao entrara, digo, nessa aprecia
cao, ce uo fus^e a sao ohrigado pelo nobre de-
putado qun me preceden na tribuna.
A desculp de que S. Exc, e:nbora[tardaineote,
teve noticia do facto occorrido entre o vapor Pira-
pama e o vapor Baha, nao pode proceder, porque a
prova em contrario est extiarada n i mesmi diario
ffical etn que S. Exc. confessa haver reeebido
coinmunicicaodo inspector do Arsenal de Mariuba
ao meio dia. Q laudo S. Exc. ae quizesse eximir
de ter tido um amigo que ao romper do dia \h.
a sse noticia do sinistro; quando mesmo o facto
nao ee tivesse divulgado nesta cidade, nao ae po-
deria de certo eximir da declaraco por elle feita
em re8posta ao ffieio que lbe dirigir o iospeetor
do Arsenal de Marinha de que t ao meio dia es-
tava verificado o t ,c .
A entrada do vapor Pirapama s 8 horas da
manh i, tempo em que de sobra deveria se adiar
no ancoradouro o vapir Baha; 03ia circumstan-
cia per ai sosera biati.nte para presumir-se um
desastre, um fracasso, p irque teudo o vapor Balda
partido da Parahyba s 5 oras da tarde, ao rom-
per do da deveria estar aqu tundeado no porto.
E, Sr. presidente, quando anda esta cireuinitau-
cia nao fosee bastante, a entrada do Pirapama
que noticin o encontr, seria sutficiente para .us-
pirtar a administracao fazendo-a pre-u-uir que
um fac'o extra irdiuario se hivia dado entre o va-
por que regreasara e um outro que iicara abaudu-
nado.
Se de primeira intuicao que corre a obriga-
co ao-adminiatrader de ter sciencia dos faetos
que eccorrem em sna administracao, por interme-
dio daqueilcB que lhe sao auxiliares, uo acredi-
tavel que S. Exc. teudo noticia da chegada do Pi-
rapama tendo noticia da declaraco feita pelo
eoinmande.nte. j-istieando a razo por que volta
va, deixaasede pensar que uina circumstancia nao
prevista t.vcsse dado lugar a uo chegada do Ba-
ha 1:80 por ai : seria bastante, como toi, pira
despertar o guarda-mr, para fiear de promptido
a espera da primeira ordem. /
J v portanto o nobre deputado que o guarda
mor da Allaudega a quem uo cun, ra agir sem
ordem superior a respeito de entrabas n sahid m da
vapores, outro procedimento ulo podera ter, sob
pena de exhorbitar de suas attribuicoes. lstu
do r.gul.imeuto e u appello para V. Exc. mesmo.
Nao podia portanto o presidente da provincia
ignorar do tacto e sendo assim cuuipria-lhe dar
ordena nnmediitas a seus subalternis, afim de que
ae providencias foss. m as mais promptas possi-
veia.
Quem pasaaasc na Lingueta s 9 boras da ma-
nh vina que o vapor Meduza fumegava iudieau
do qne tinha as cal leiras accesa.
O Sr. Gaspar de Drummon 'Nao exacto este
faetn.
O Sr. Prxedes PitangaDeclaro que exacto
ouvi a pessoa competente que incapaz de men-
tir. Poseo asseverar a V. Exc. sob a oiinb* pa
lavra de hon.a a veraci ade deste facto e V. Ex.*,
nao pode contestar.
Purtanto, Sn., quem passasse n Lingueta e
visse s 9 horas da m .nal o vapor Meduza fume
gando, diria : este vapor est as coodices de
funecionar, roas porque motivo uao sabio? Jus-
tamente porque nao competa ao guarda u.r fas-ir
partir o Vapor 6em ordem superi-ir.
As accusae;oes portanto; Sr. presidente, levan
tadas contra esse empregado palo nobre deputado,
que me precedeu na tnbuua, nao poeria absolu-
tamente preceder.
0 Sr. Gaspar de DrummondSa o guarda-mr
soube porque ui> commuuicou a S. Exc. ?
O Sr. Prxedes P.tangaPorque? Oude V.
Exc. vio isso?
Acaao elle portador de neticiis '? Mas, aiada
quando lhe correse easa obrjaco,-que nao cor-
reS. Exc. tinha tanto quanto elle o dever de sa-
ber ; e os nobres deputatios, se a tem >o souberam
da noticia, deviam, como amigos do presidente da
provincia, ter-lh'a communicado incontinente para
que elle tomasse us provi iencias que lhe mmpra
tomar
(Apartes.)
Mas, Srs., continuemos a iudagar.
Porque nao sahio o vapor durante o dia ? S.
Exc. teve a noticia ao meio dia, por intermedio da
inspector do Arsenal de Mariuba o vapor estava
prompto : porque nao deu a essa hora ordem para
que elle partase ? Pra que se diz no jornal que
o vapor nao tinha combustivel, quaudo o diguo
inspector da Alfandega, examinando os livros d .
mesmo vapor, reconheceu que dentro delle havia
quatro toneladas de carvo quantidade sufficieute,
uo smente para elle ir ao lugar do sinistro, mas
para ir at Parabyba e voltar? Aca60 isto pode
servir de di-scuipa ao administrador da provincia
que, durante o da iutoin, t-ndo-lhe a noticia do
sinistro sido commumeada pelo digno inspector
do Arsenal de Marinba, nao deu oidcJi para que
o vapor seguisse ? Acaso a defeza de Exc.
funda-se somente nesaa aecusaco, que devia o
empregado seguir o vapor s porque empregado
inferior, porque este pertence ao partido adverso ?
E' geueroao este modo de defender a administra-
cao, fazendo recahir sobre um empregado, que se
mostrou por Jemais zeloso no cumprimento dos
seus deveres, toda a perseguico possivei ?
Um Sr. DeputadoV. Exc. reconhcee que elle
soube do sinistro, e nao commuuicou ao presiden-
te a noticia que tvera ?
O Sr. Prxedes PitangaEu disse que elle n0
tinha obrig icao de communical-a.
O Sr. Gaspar de DrummondPe regulamen-
to tinha.
O 8r. Prxedes PitangaV. Exc. nao conhece
muito o regulamepto, nao pode mostrar nelle se-
me.lbante diaposico.
Permuta me dizer lhe que desconheco a aua il-
lustracio neste ponto, empraeo a V. Exc. para que
me mostr essa disposico.
O Sr. Gaspar de DrummondSeinelhante ap-
pello n'uma questo desta ordem !
O S""- Prxedes PitangaE' que nao exijte o
que V. Exc. est affirmando ; V. Exc, apezar de
sua reconhecida llustraco, desconhece com-
pletamente essa parte do regulamento.
O Sr. Gaspar do DrummondO facto este :
elle soube e nao commuuicou ao presidente.
O Sr. Prxedes PitangaNao tinha ubrigacao
de fazel o ; o regulamento nao Ib'a impo. Por-
tanto, V. Exc. nao pode accusal o por isso, tanto
mais quanto elle fo por demais zeloso no cumpri-
mento do sea dever, preparando-se para dar promp-
to e immediato cumprimento ordem que a ad-
ministracao sjperior lhe mandases com o fin de
faser seguir o vapor.
Senhores, eu nao subira tribuna, se o nobre
deputado com essa injusta aecusaco nao tivesse
por fim amesquinbar a posico desse empregado,
qoe alias nao receio diante da ameaca.
Nao urna demiaso o qoe pode atemorisar esse
fuuccionario, moco honesto tal-ntoeo e digno de
tola attencio.
O Sr. presidente da provincia que nao cumprio
seu dever. A sua delezapode consistir em duer-se
que elle nao pensoa que o a. alroameoto tivesse Jido
conseq leTocias funestas, por que esto* convencido
de qoe S. Exc. nao deshumano, nao deixaiia de
ea seguida prestar os devidos soccorros, se ero tem
po bjvesse tido pleue conhecimento dos facto ;
mas descuidou-se, e descuidou-se de modo tal que
concorreu p iderosamento para que o resultado do
ioiatro fosea mais funesto do que podia ser.
CrGaapar de DremmondV. Exc. d lic^nca para
nm aparte ? Se o presidente tivesse tido eoohe
cimento do facto pela manh e fisesse seguir va
pores para o lugar do siuiatro, afim de presta'em
socco.roeaoa nufragos, esses soccorros aiudaapro
veitariam ?
O Sr. Prxedes PitangaSem duvida.
O Sr. Gaspir de Drummond -N.to ha tal, por
que o rebocad, Moleque que l foi 11 horas da
manha, j nao eonseguio salvar mais nufragos,
mas apenas recolheu os que se tinham salvo as
barcacas.
O Sr. Prxedes PtangaSe o pr sideute da
provincia tivesse expedido ordea para que, cha
gada do Pirapama partase o vapor Meduza mu*
lamente mu icos dos nufragos, que foram salvos
lamento ra Alfandega. nao tem difeito de aeco
seuao sobre o Seu escaler.
O Sr. Gaspar Je DrummondO que nao pesso
conciliar como, tendo o Meduza as caldeiras
accesas pela manh, se disecase a noite que elle
nao podia seguir per ns estar em condices de
navegabilidade.
O Sr Pn.xedes PitangaS. Ex.', nao affirms o
faeto bascado em dados otlhiass, e isso me obriga
a contestar o facto por falta de provas.
D;vo declarar a S. Exc. qae o digno inspector
da Alfandega Dr. Ignacio de Barros Barretto e*-
tauio s 10 horas da noite a bordo do vapor n>
so o encootrou em condicies de navegabilidade.
como tambem com combustivel superior as suas
necee sidade8.
depois das des horas da manh, teriam sidos salvo. Appello para o teatemunho do mesmo honrado
por esse vap ir.
_Dem c i prestar na se referiam s n 'lite ia pessoa d i*
naufraga. V. Exc. conhece b-ta o reg',-'
di polica...
O Sr. Gispir de Drummond E> nao eoaheco.
O Sr. Praxeiea PitangaCouhcce, tem ohriga-
co de coohecel-o, porque como representante da
provincia, deve conhecer tudo aquillo que tem r-
lacao cum o m.ivimsnto p>litico, policial ejuridiio
de. mema provincia. Mas, se por inni-i declara
que nao conhece, eu Ih: digo quio ebef,' de polica,
pel> regulaavmlB d; ua rep* i u pelo regula-
meato internad mal, tem neco sobre s oraias, e
S. S. devera ter I t r.nina i o o presidente di
provincia que niconcineute so aehasse uo lugar do
siuistro, nao s para proceder arrecad icio do
que se podesae a-elvar do naufragio, como pare
prestar por sua parte o auxiliopossivel aos uaufra-
gos.
Portanto, S. Exc. ainda peccou deixando cm
abandono aquillo que podia dar a costa e sido ar-
recadado.
As coinpanhias de seguros fazem os seus c m-
tracto3 de seguros m iriti mu, contando com o au-
xilio que a polica Ins possa prstamo salvam u
to e arrecadaco das cargas e merca lorias dos na
vios naufragados.
A este reapeito, S. Exc. o Sr. presidente da pro
viuda nada prjvideaaiou, devemos atermal-o, o r
quanto nao consta qu de S. Exc. emiuaiae na
nh'ima ordem ao Sr. "),. chefe de polica, afim de
tratar da arrecaJaco dos salvados.
V ae portanto, que, alin de qje S. Ex::. n>
tem defesa pelo mod i porque procelea, pelo esiiia
com que se houve em relaco a03 soccorros que de
vera ter prestado aos nufragos, ainda culpado
pela uo arrec-idauo dos s-vados, qual se devin
proceder por f>r;a do regulameuto da pilicia. f>.
Kc uSo caidou diss-o, deixou que c rreace pir
couta do acaao ou por couta da coinpanhia t da a
perda de baga^ens e mercadorias.
Entretanto, o ilustre deputado taxi talentoe
illustracco folgo da recouhocer, sub'O atribum
com o fim especial de espesinbar um empreg-da,
qu alias se mostrou cuidadoso do cumprim--nt i
dio seu dever e para fazer recahir sobre elle t., 11
a respousabitidade quando casa responsabi diado
deve recahir sobre aquelle que admiuistrou a pro
vincia.
O guarda mr interino da Alfandega, por forct
do respectivo regulainenl > ^ dispoei do a -u esealer,
uuica mbarc-ic io que elle polo maudar sthir uu
recolher segn lo o seu arbitrio cm,tu:o maU-
cumpridor das orden q i em mam da autorid i le
superior, sem a qual nao pola por em moviment i
o ii'iico vapor que possue a pooa'd* Alfandeza.
Eitm certo que o illostre inspeat je da Alfauie-
ga, q i alias couservou-se nosta ci.lale at depois
do m-i i dia prestar u-ituralioente em lu^ar que
as uoticias nao chegarain, deix ^u de pro icder eo n >
era de esperar, n > d-terminiuio a ptrti la do
v.ipor q'ie est a seu cargo.
Mas S. Exe. o Sr. presidente da provincia que
nao se pode escusar de ter sabid > di noticia p>r
que chegou esta a tido o mundo que existia na
capital ainitu a aquel! -s que n-o sahiram do se>o
de auaa familias, liuha a abrigaco de diapertar a
acelo d > digno iuspectjr da Alfaudega, procuran-
do-o no lugiir em que elle se achasse, ou transmet-
tindo ordena directamente ao a -u immedia'o. para
que fiaesse partir o v-ipir que se achava ao servi-
do da Alfaudega, p ir quo este aa nove boraa da
manh, estava completamente preparado, para
prestar aos uaufragos os soccorros de que parveu-
tura bovesie mister.
Nao tinha e nem tenho inteuco de nttribuir
proposito criminoso uo administrador da provincia
poique son o priineiro a crer de que S. Exc. es-
tiva convencido de que o mal nao havia chegado
ao citr mi a que chegou, o que acontece muitis
vezas em ideticas circumstancias, pela confianca
que se tem na serenidade dos tempos, na mansido
do mar e na pericia dos directores do navio. Em
um lempo soreuo, um vap>r conhecido, sob o
mando de un marinheiro perito nao podia pro lu-
cir o receio de as costas de, Pernambuco, quasi
ao entrar no seu jiorto, ter um infeliz enc.ontr >
com um pequeo vapor quo sahia costeando a-
praias em demanda da provincia da Parabyba.
A noticia chegada por urna certa forma e dada
pelo vapor que havia recuado, ou para satiafazer
as exigencias dos passageiros oa receioso de uo
poder por muito tempo permauecer no la-ur do
naufragio, teniendo que os estragos produzi ios
;>-.-: m eapazes de fazel-o aubmergir ; aa noticias
pal.idas dadas pelo com:n tudau'e des-i-- vapor
at urna certa hora, inluziam a crer que n outro
navio tiveaae procurado um porto de aalvaco ;
mas o retardameuto de sua chegada, a inquieta-
cao da populacvo, a ausencia de medidas destina
das a acudir oo fracasso, nao podiam deixar de
t-r chegado ao conhecimento de S. Exc, para
que o dispertasse do lechargo em que se achava e
tomasse urna enrgica posico.
Mas, S. Exc. fez como os velbos directores :
de mininis non curatpraUor, de cousaa iusiguiti-
caites nao cura esta alministraco, e, portante,
de crer que tudo isso nao pasee de um ligeiro
boato.
Mas, senhores, qual foi o resultado de tudo
isso ? Resultou a perda de vidas preciosas ; che-
garmos ao conbecimeato de um estado de extrema
afflicfo entre os passageiros do v-ipor Baha, o
que n3o pode deixir de coufranger o coraco mais
empedernido, e ainda o desappar.-cimento de gran-
des fortunas, o estrago de um navio e o ptejuizo
para a eompanhia que o tinha segurado.
Portanto, esse movimento mercantil, esse estado
moral e ease resultado, qm nao pode deixar de
ser lamentado por todos, seriam motivos mais que
suitcientes para dispertar a alma mais fraca, o
espirito mais abatido, quanto mais a S. Exc. em
quem eu reconheco graude energa e elevada
ntelligeucia. S. Exc nao podia dormitar, por
mclhor que fosee o sommo em que estivesse, ao
ouvir dizer que o vapor Baha se havia perdido e
que centenas de vidas debatiam-se sobre as aguas
do o :eano, ameacadaa de urna horrorosa morte.
Por conseguinte, pens que S. Exn. deu impor-
tancia mnima noticia, confiando em que naa
costas de Pernembuco, n'um tempo em que os
mares sao serenos, bonancosos e em vapor cojo
commande estava confiado a um dos melhoree
nuticos da costa do norte e do sul do Brasil, se
podesse dar o fracasso, que enlutou o coraco do
povo pernambucano.
Mas, porque S. Exe. assim pensou, poraue S.
Exc. descuidou-se, por S. Exc. dormitou no meio
de empregar os recursos a ponto de produzir os
efieitoa benficos que deviam produzir, ee deve
fazer recahir a aecusaco, a reaponaabilidade do
acoutecimento sobre um empregado subalterno,
que alias se mostrou activo, pondo-se de prompti -
dio ao primeiro avien, somente porque esse empre-
gado de poltica diversa e se diga mesmo que
a aecusaco evantada no intuito de accentuar
principios polticos e de se fazer guerra, e tudo,
porque o adversario nao commuDga na mesma
mesa?
De certo que nao.
Sr. presidente o nobre d-putado pelo Io districto
foi infeliz.
Da primeira vez, levantando-se contra a ban-
cada adversa, procuran na terie de consideracoes
que ento desenvolveu defender o digna adminis-
trador da provincia, o Exm. Sr. Dr. Pedro V-
ceute de Azevedo, sem ter tido todos os dados ne-
cesear ios para assim proceder, para que a defeza
ficasse acceitavel, affirmando que S. Exc. somente
4 horas da tarde tvera noticia do triste acou-
tecimento, quando S. Exc. posteriormente as
pecas officiaes que foram publicadas, declara que
ao meio dia lhe fra communicada a noticia da
borrosa cataetrophe.
Portanto, ee o nobre deputado desejou fazer a
S. Exc. o Sr. presidente da provincia sosa defeza
nao marchou em terreno corto, nao porque lbe
faltem dotes intellectuaes, quereconheco por demais
superiores em S. Exc, mal porque nao tivesse
conseguido cg dadas necessario?, pira desenvolver
a sua defeza.
S- Exc. anda foi iafelis hoje, quando, conti-
nuando na faina de acenluar a sua adheao ao
procedimento do presidente da provineja,"" veiol
faser recahir a responsabilidade dos fact sobre
ni empsegado subalterno, que, em vista de regu-
Sr. inspector da Alfandega, que teve uccaaio de
visitar o vapor, em cujos livros consta o exama a
jue se procedeu no mesmo navio.
Portanto, nao poda o guardamr Interino da
Alfandega dizer noite que e vapor uo tinha
e;arvo.
O nobre deputado se firma cm dados officiaes
Posao aasegurar a S. Exc, que vi a resposta delle
c ni ecbidii uestes termos: nio obstante ter sido
examinado o vapor o anno passado, e julgars;
que elle necesgitava de concert, est eomtudo no
caso de fazer uo s esta como cuera qualquer
vlag-'in.
O Sr. Gaspar de DrummondPnisno foi esta a
informarn dada.
O Sr. Prxedes Ptanga- Eu vi a informaco
escripta.
O Sr. Gmcalves FerreiraMaa a informaco
particular dada ao preaideute nao foi esta.,
O Sr. Praxed s P.tanga-Contudo, S. Exc. o Sr.
presidente dajprovincia sao podiajtcruro-alc -mmuni-
caci > ufficiil pela qual se devesse regular em sen-
tido contrario.
Sr presidente, fui chamado tribuna i-mvnte
pela aecusic.io que parti da pirre do meu illuatre
amigo contra um empregado que miatrara-se ze-
loso no cumprimeuto de seus deveree. Contenta-
va-mo que passasae o requerimento, e que S. Exc.
viesse iIizt a A^osembl ns razoea que teve para
proceder desta eu d.iquella forma.
Agunrdava ees- momento para, se me nao eonfor-
raasse com ae iutormicoee dalas, levantar ento a
inhiba censura sdministraco da provincia, mas
fui a isto feriado sendo que o illustre deputado
pelo Io districto defendendo o administrador da
provincia u'i piocurou asaemar a defeza em razes
que podeaeem demover o espinto da assembla a
acreditar que S. Exc. na melhor inte icio e na
inelhor f deu as providencias que cnteudeu con-
veui nt.es para remediar o mil, mas que ao en-
trarlo proenrou nina declinatoria fazendo recahir
aecusacoes graves sobre um empregado que, por
demais eeverj se tinha preparado para recoser ae
suas ordens e ex-cutal-as ao primeiro signa!.
Fazendo, ii-ii-i, a defeza deate illustre amigo,
cuja demsso se propala, seuto me guardando
ainda que a illustre bancada g ivernista, que se
man; fon tira a favor da pafsiigeui do icquenincnto
uo retraa o sen prenuneiam, uto sement porque o
mu nobre amiga deputado p-lo 2" districto oase
no eultiuslasmo da discus.-o que o requerimento
havia de passar por forc, pois que ouvira dizer a
muito* que v,tari un a f.vor delle.
Esta tese, que alias verdadeira,nao pd.-eu
contrar a sua contestaco na aecusaco feit* por
S. Eze. ao administrador da provincia: e a illas
re binan U overb8tft, que tem a c -rt"za deque
o Sr preaideute da pr ivincia pr,,ce,leu com toda a
iscncj di animo e cun todo o cavnlbeirismo, dan-
do as p ovideucias que julgara convenientes e ade-
cuadas c oec isio em qun lhe chegou a n-iticia do
desastre, deve ser n primeira a conc irrer pira que
. Exc. veuh-i dizer Assembla :eu s sonb-
do facto a tuntas h>ras. a pr .videncia foi de tal
p irte, as medidas que estavam ao uieu alcunce fo-
ram estas Se por isso sou culpado u Assembla
tem o direito de cenurar-ue; mas, se ao contra-
rio ellas foram de accordo Cim a verdide, e com o
que parmittia < o.-casie) eir a o oposico proco-
deu violenta c irre. ularmente, aggrediudo-me sem
ma ter ouvido.
Acho, portanto. que esse requerimento nao deve
ser rejeitado peia Assembla, porque des;e modo
obriga a opposic->, qu* nao pele onfiar m-iis na
jaat'Oa de suas pret-nces, lirmir as suas aecu-
sacos contra aq""l,es de quem aguarda respostas,
smente para que fique registrado nos Annaes
desta casa, que a maioria dispondo de numero
abifa toda o qualquer pretenc- da parte da op-
posico unicam-nte para que ella nao desempenhe
o exereioio regular de suas funecee. (Vluito bem,
muito bem da opposlc*).
Sr. (.o nc Prente Peco a palavra
peia ordem.
O Sr. r/residente Tem a palavra o nobre de-
putado.
O Sr. Gomes PrenteSr. presidente, estando
a materia d.-sfe requerimento aufficientemente dis-
cutida, e tendo o meu nobre amigo dsputado pelo
Ia distric'o o Sr. Dr. Gaspar de Drummond dado
nobre o.-posifo a maii catearorica, a miis cabal,
a mais irreplicavel respoeta, eu requeiro o encer-
ramento da discueso. (Apoiados).
O Sr. alon Harta Peco a palavra pela
ordem.
U Sr. Presidente Tum a palavra o nobre de-
putado.
O Sr. Jos MaraSr. presidente, V Exc em
virtnde da le que nos rege, uo pode aceitar o re-
querimento do uobre deputado.
Os encerramentos das diecussoes desta casa re-
terem-se simplesineule aos projectos e nao aoa re.
querimentos. (Nao apoiados)
PJe aer que eu esteja em erre, mas me parece
que assim .
M is, como qu >r que seja, V. Exe. r.o p le su-
jeitar este requerimento vot&co, desde que eu
estava cim a palaxra O requenmentc do nobre
deputadj deve aer votado depois que eu houver
usado da palavra.
Muito a tempo eu havia pedido a palavra e nem
/. Exc. e nem a maioria devem ter falta de gene-
roeidade para commigo, de modo que eu eija assim
arrolhalo, sem que possa dr resposta ao discurso
do nobre deputad i, que certamente nao julgar
aer isto um acto digno de S. Exc. S. Exc. respon-
deu b aecusacoes por mim feitas; eu tenho o di-
reito de replicar, a menos que os nobres deputadoa
recouhecam que o acto do presidente to censu-
ravel que a bancada conservadora receia-se de
que cu destru, como destruira completamente as
euusideracoes feitas pelo nobre deputado, porquan-
to S. Exc. manteve-se naqueila tribuna, como um
verdadeiro danzador de corda bamba, fazendo dos
bracoe maromba.
(Beclamacoca; tumulto. O Sr. presidente sus-
pende a seaso por 5 minutos. Cinco minutos de-
eoa reabre-ae a seaso).
O Sr. PresdemeOa senhotes que spprovam o
requerimento de encerrara, .'uto, queiram levan-
tar se.
Est' approvado.
(eclamaco da opposico, protestos, novo tu-
multo).
O Sr. preeden.te suspende novamente a sesso.
Reabr, -se a se3so.
0 Sr. Ferreira Jacobina (pela ordem) pede qu J
seja nominal a votaco do requerimento de eneer-
rameato.
E' recusado o pedido.
Posto s. votos, approvado o requerimento de
encerramento, havendo o Sr. Ferreira Jacobina
pedido verifieaco da voUco.
(" Em seguida rejeitado o requerimento de iu-
formico sobre o uautragio do 'Babia.
Vem mesa, afim de ser inferida na acta, ae
s-?guintes declarares de voto :
Declino que nao estive presente votaco do
requerimento de eucerramentc e que me abstive
de tomar parte em todas as votacoes referentes ao
assumpto do requerimento sobre o naufragio do
vapor Bahiii".Barros Barreto Jnior.
Declaro que votei contra o requerimento refe-
rente ao naufragio do vapor Babia, presentado
pelo Sr. deputado Jos Mara-Herculano Ban-
e: a. i
Passa-se a 1* parte da
ORDEM DO DIA
Entra em 3 discussao o projecto n. 24 deste
anno.
O Sr. Jone Hara (pela ordem)Sr. pres-
dente, peco a V. Exc que me mande trazer o pro-
jecto.
(E' satisteito).
Peco ainda a V. Exc, Sr. presidente que me
faca o obsequio de mandar e quadro a que se re-
fere este projecto : s pederei discutir o assump-
to, tendfc em viet-i este quadro; Dor isso, peco-o a
V. Exc.
O Sr. Presidente0 quadro de ve estar em po-
der da commieso.
0 Sr. Jos MaraNeste caso pedirei com-
misso a fineza de enviar-m'o.
O Sr. Gonoalves FerreiraPeco a palavra pela
ordem.
O Sr. encalves Ferreira (pela ordem)
vina como membro da commistio que eonfeccionou
o projecto dar ama explieaf 5o o nobre deputado
que acaba de pedir o quadro a que se refere o
projecto.
A commiaso, esto anno, nao encoutrou entre os
papis que se achavim em sua pasta o quadro em
questo.
O Sr. Gomes PrenteFoi devolvido ao the-
souro.
O Sr. Joo de OliveiraJulgo te!-o ha pouco
vi ato. r
O Sr. Goncalves Ferreiraobserva qoe o no-
bre deputado, labora em equivoco : o quadro a
que V. Exc. se icfere o que foi remettido a este
anno ao thetouro, ae paseo que aquelle a que al-
inde o projecto o que foi remettido o anno pas-
eado.
A commiaso que devia desemp nhar-se do eoro-
promisso que tomou, na seeso extraordinaria, de
presentar eete projecto agorado modo que nao
c i-resse elle a sorte do orcamento, que e deve
vigorar de Julho em diaute apressou-se em ir ao
theeouro pedir a nota do quadro do anno passado,
e, neste sentido, apresentou discussao o presente
projecto.
Julga que o seu illustre collega pode desistir do
seu pedido ; entretanto, se S. Exc, iusistindo, jul-
gar que deve examinar esse quadro, jdc leque-
rer o adismento da discussao at que Iho sc-ja elle
remettido do Tbesonro.
O Hr. lofc Hara (pela ordem)diz que,
em vista dadeclaravoqueucabadefasero illuatre
relator da coramisso de orcamento do que nao se
acha na casa o quadro a que se refere o prejecto
em dieeuseo, e parecendo-lbe que nao somente
para inglez ver qut sao submettidos discussao os
projecto desta ansembla, mas sim para que es
deputad-is discutam c votem com cousciencia ao
menos aquelles que a tem, vai mandar mesa um
requerimento de-adiamento por 48 boras deste
projeto, at que lhe saja foruecido o qnadroa que
se tem referido.
V.m a mesa lido, apoiado, ssin debate, nppro-
vado o seguinte requerimento :
Requeiro o adiarpento da discussao do pro-
jecto n. 24 deste uno per 48 horas.Jos Mara.*
Entra em 2 diso-use*. o projecto n. 3 deste an-
no, com us emendas a elle eff recidas.
Ninguem pedindo a palavra, e poeto a votos,
appr.ivado o projecto cm as emendas de na. 1, 2
e 3. sendo n jeitadas as de ns. 4 e 5.
O Sr. Ferreira Jacobina (pela erdera)
requer e a assembla concede a dispensa do inters-
ticio para que o projecto entre em discussao na
sess&o seguinte.
Entea em 3 discussao o pr jecto n. 17 deste an-
no, que sen d bate approvado, sendo remettido
commiaso de ledaeco.
Entra en 1 discussao o projecto n. 13 deste
anno.
OSr, PrnxedcM PilaugaSr. presiden-
te, direi muito poucas patavras acerca cesto pro-
jecto.
O estado financiiro da Santa Casa d- Miseri-
cordia, o atiazo em que se acha, as elidieuldudes
e.m que lucta, para re nir as suas dividas, a
ciencia de lecursos qu" teve este anno, obrigam-
ine a (.presentar o presente prejecto que autonsa
i Santa Cisa de Misericordia u cmitrahir um em-
restim/i de 1(I:00'J (10, cauciouando para esse
: os titules que possue.
A Santa Casa de Misericordia t r necessidade
de lechar a~ ;-u-is portas caridade publica ou de
entregar a aua administracao io g verno se esta
Assembla, na deficiencia de ,-utros mcios, uo lhe
penniltir que ella o.i possa adquirir por este mo-
do, para f ,zer face s suus despezas, nio as que
tem de faier, nas as que ten, contratado e feito
por f oca di obrigacao de maoutenir os cstabcleci-
mentos sen cargo.
A Santa Casa uo pJe continuar a ter o for-
occimento do indispensavel pira a manutenco
desses estabelecimentos, porque os s, us fornece-
lores se d-iclaram iir.possibilitadoa de fazel-o
vista do atraso em que ella se acha.
Para recorrer, poi-tiinto, s sua3 despezas pre-
cisa a 'anta Casa encntr>ir alguns recursos, c
nao os ubteuiio por outros meios, vem pedir a esta
Asai minea por meu intermedio urna nutorisaco
para coutrahir esse emprestimo caucionando para
iseo os seus ttulos.
Portento, eu creio que sendo de primeira intui-
fo a utilidade do pr jecto, a Assembla nao lhe
deve negar essa adopcao
Limitar me hia a isio se o nobr- deputado nao
me perguntasse com que mcios pretende a Santa
Casi de Misericordia indemoisar o seu debito.
Eu direi : no projecto do i r^amento elevei a tj
0/0 os 5 0/0 a Idicionaes, com o fim somente da
remisso dessa divida o pngamcnt"s dos juros.
Se isso nao conseguir a Santa Casa tomar urna
deliberaco qualquer, ou entregar a administra-
cao doe diversos estabelecimentes que esto a seu
cargo aos poderes pblicos, cu fechar us suae por-
tas ao Ilimitado numero de doentes.
A Santa Casa de Misericordia do Recife deve
approximadamente 140 contos de iis. Um des
seus credorea j fez cessar o f-rnecimento e era o
que fornecia aseucar. Assim a Santa Cosa se vio
toreada a emprar diversos o assucar necessario
e esta verba t por si imperta em 36 contos de
riB, approximadamente: nestas circumstancias
nao podendo ella encontrar fornecedores que se
queiram prestar ao forueeimento de generoe pelo
tetado do atrazo em que se aeba, lem neceesidae
de tomar urna medida suggsnda foi a de que co-
gita este prejecto : contrahir um emprestimo.
Portento, ea espero que na primeira discussao
passar o projecto, e se algum dos nobres deputa-
dos entender que na segunda pode offerecer qual-
quer di mais proveitosa, eu uo rerei duvida cm
aceita! a.
Encerrada a discussao o projecto posto a vo-
tos e approvado, sendo dispensado do intersticio a
requerimeuto do Sr. Prxedes Pitanga.
Entra em 1 diacuss-o o projecto n. 16 deste
anno, que eem debite approvado.
Entra em 3a discuso o projecto n. 7 deste
anno.
O Sr. Cotila Hibeiro Sr. presidente, se
eu houveese estado presente aos trabalhoa as
duas eeesee em que este projecto foi eubmettido a
discussao, ter-me hia dado prrssa em vir a tribu-
na justificar o voto, que estou disposto a dar con-
tra elle.
Enteodo que o projecto exhorbitante de nos-
sas attrbuicoes, porque a'; ca a liberdade indivi-
dual e de industria, e apezar de vexatorio, uo
Pcachera os us, qae, fuzendo justica aos eens
honrados signatarios, me parece ti,eram elles em
vista.
Sr. presidente, comecarei por dizer que sou dos
que c n-Jcmu-im nos termos mais formaes e po-lti-
Vos o jogo das loteras. Digo mesmo que o gran-
de desenvolvimento, a grande derrama, que tem
tido ltimamente as loteras n'este imperio, con-
stitue um facto demonstrntivo de quanto andamos
atrazados em materia de administracao publica e,
o que peior em materia de educaco.
A lotera um jogo condemnado pelas leis da
mora), e, ao mesmo tempo, condemnado pelas lea
econmicas. Se recorrermos aoe balances do The-
seur-o das diversas provincias e do Estado; se re-
flectrmiB tambem no grande numero de loteras
qae correm annualmente e ssbreo preco dos bilhe-
tee, levado em couta o agio eobre os valores por
que figurara nos planos viremos a reconhecer que
por esse meio tira-se da algibeira do povo, sem
que elle o tinta, urna somma de milhares e railha-
res de contos. Nao direi que essa somma chega
j da receta do Estado, que passa de eem mil
eontos, mas que ella avulta, attinge a milhares de
cintos uo ha duvida, contando-se com o que o
Estado aufere a titulo de impostos, cem o oue a
igual titulo arrecadam as provincias e com os lu-
cros dos intermediarios, nao fallando da quota dos
beneficios, qne alias mui pouco ou nadi em relaco
a esse= r.utr '3 interesses.
Mas, desdo que pens assim, estou na obrigago
de oppr-me a oue da immoralidade se pretenda
fazer monopolio em favor de quem quer que
seja.
O Sr. Sophrouio PortellaE' apenas cm favor
da provincia esse monopolio.
O Sr. Costa RiboiroAinda assi a.
Sr. presidente, parece-me que ste projecto
prende-Be a um plano de medidas, que a presiden-
cia da provincia ou a actual situaco poltica con-
cebeu para melh"rar o estado das loteras provin-
eaes. Direi que as providencias contidas n'este
projecto hode ser to deaaatroaas como a primei-
ra que o 8r. presidente da provincia tomn, sem
dar motivo nenhum que a jus/ficasse, qual a sub-
Btituicio do thesoureiro qu ento exercia, e qae
longe de commetter falta exercia o eargo cam todo
o zelo. .
Era preciso que a cor poltica dominante inva-
diese tambem as loteras. O thesoureiro foi sub-
stituido embora d'isso viessem a resultar para a
provincia e para os estarbelecimentos pos graves
prejnizos! Sabemos que, ha seis mezes as lote-
ras piovinciaes se acham suspensas em virtark.
d'eese acto do Sr. presidente da provincia, que s*
teve duv.'di em pratiesrf o, logo ao oomefo de su
< HUTrlAH I


^^^^HHB^^^h

Diario de PernambucoHuarta-icira 20 de Abril de 1887
;]



<*



administra e->, apesar de ter a pretendo dr ier,
como ninguem. amiga da jm'ica e da moralidade.
Sr. presideute, cu disse que o projecto exorbi-
tante de nossa attribaico *. ai verdale, no po-
demos formular lea que ataquemos principios con-
signados na iei fundamental do imperio, na Coasti-
tuiC'Xo.
Eit em um dos do art 47 da Constituicao
do Imperio, entre as uposicoes garsntidoras dos
direitos individuaes, consignado o principio da li-
berdade de industria e coinmercio.
Qualquer habitante di nossa paiz, nacional ou
estraugeiro, tem dircto do applicar a sua activi-
dad a qualquer ramo de industria ou comm-rcio,
ama res que Uto nao oppjnhi moral nim a
seguranza do Estado. N.ii e pode totas* a liber-
dade de industria oa de coramercio sem que m pra-
tiqm ara attentado contra a liberdade individu il.
Perianto os nobres autores do projecto: o
commerci.. d i biiiieos do loteras de outras pro-
vincias consut'ie ou ni um ficto licito, um far-to
legal ? ,
Os nobres deputados nao poiem dcixar de res
ponder pela afirmativa, p>is anda nao se promul-
gou lei bolindo as loteras.
Mas, so asaim porque motivo, orno remoz yr
impecilios a um commercio n'essas ercumstancias,
e, nao s pr-iho impedios, como prohibii-o abso-
lutamente '! (Apoiados).
Senhores,, 9e recorrermos chroica da provin-
cia, uos Annaes d'eita Assembli, haveraos de ver
que esta id nao nava.
J se tratan de impedir na provincia, cora o in-
tuito de favorecer a circulado dos seus bilhetes.
a venda dos bilhetes de loterias de fra, mas ento
a Assembla nao se lembrou de prohibir absoluta-
mente a venda de taes biluetes, lmiteu-se a esta-
beleeer ssbre elles um imposto prohibitivo. Esta
medidb, porm, foi inteiramente inetfieaz, parque
a fiscalisacao torucu-s.: iinpissivel, apesar de t >-
das as decencias postas era pratica para tornal-a
urna realidade.
Attendaui beta os nobres deputsdos para os ter-
mos do projecto. Diz o artig) nico ():
Vejamos os nobres diputados at que ponto
quizerara ch 'gar os illustr -s signatarios do pro
jecto : j nu se contentaran! com prohibir a vea-
da na provincia, de biluetes de fra ; chegam at
a prohibir que o agente iessas loteras de fra
pessa anooneiar aqu os seus bilhetes, que te-
nham de ser vendidos o extrah.'dos l, encarecer
as vaotageus dos respectivos planos, apregoar pe
1 imprensa que sao excellentes, que sao inulto
bous, para que possam l mesmo ser comprados
os bilhetrs.
Eu crcio que, para os nobres signatarios do pro-
jecto completaren! o seu peusamento, coroarem
sua obra, s fallou urna cous, que foi estabele-
cer multa grande e pena de priso para aquelles j nada se quera sujeitar, a nada annuia, ora n-
no existindo em dinheiro, co.-no.eata determina-
do na lei das sociedades auony.ua, de.veria pas
Bar para cantas de eonatruccao.
O Sr. gerente declara que no balanco presenta-
do est uto feito.
O Sr. presidente consulta a casa se est do ae-
cordo com a resoluoo timada.
O tir. P. R- Pinto Guirnares obtevo a paiavra
e disse que achava a medida acertada, porque o
funlo de reserva, que n> est em dinheiro, com
determina a lei, eraOora esteja erapregado em ma-
terial da eompanhia, Ihe parece ser ficticio.
O Sr. S. L. tiuimares, obten lo a paiavra, diz
que sendo o fundo de reserva eatabelecido porua
lei, t poderia ser legalmente supprimido por outra
lei, e per isso emende que, se o funda de reserva
nao est era dinheiro, existe, empregado em o ma-
terial da compachia quetem um valor representan-
do aquelle tundo, pelo que vota contra a delibe-
raco.
Posta a votas a deliberado, toi approvada.
Obteve de novo a paiavra o Sr. gerente e apre-
aentou sua moco precedida de una longa justifi-
cativa.
Moco
Proponho. Sr. presidente, Io, que sendo lides os
arta. 18 a 28 dos nossos estatutos, decida a assem-
bla geral dos Srs. accionistas, se em tace delles
devem ou podem os Srs. director .s, isoladamente
ou em carcter offi -ial, influir em negocios da ad-
ministrar* da eompanhia?
2, que d accordo era esses meamos artigos de-
cida a assembla se toi regular o nvu procediraeu
to, protestando contra a iutervenco dos Srs di
ree'-orea assim caracterizados e contraria reso-
luto exarada na acta da ultima sesso.
3o, qne ae decida a assembla a equiparar neste
ponto os estatutos da Compahia Santa Tbnrez i
com os eatatutos da Cxnpsnhia de Trilhos Urba-
nos ltimamente contecienados pelos Srs. Ferreira
Borges e Sebastio G-uiraares, adoptando par-i es-
tes os mesmos arts. 16, 17, 19, 20, 22, 23, 24 e 25
daquelles, que nullidcaru os actuaea naqullo que
Ihe podem ser contrarios.
Submettida ella discusso, pedio a paiavra o
Sr. A. J. Coimbra Guirnares, e disse que na jus-
tificativa da raoeio se faz meuco de seu neme era
dous lugares, e em relacao questo dus muros da
'ravcaaa do S. Pedro em Olinda, quer explicar
como tal incidente se deu; o que fez em termos
precisos, deixando patente que nao fora aquella
cidade tratar de accordo algum co n o proprieta-
rio da casa em qaesto, idra, apeuaa, saber qual
melh ir condiyXi para reaalvar os direitos da
c tnpauhia em .* I guia accommoda^o que por ven
tura se bonvesse de fazer com nquelle proprieta-
. i ', visto Ihe constar que elle isso d>-sejava; en-
tretanto o Sr. gerente sustentava sempre que elle
il a directora resolveu
accao judicial eom o fim
de garautir eompanhia seus direitos, e qae de
| volta de Olinda foi sorprendiio pulo modo pou-
co delicado por que o Sr. gerente se bouve, usau-1
do de palavras de sattencioaas para com elle e seu j
collega de directora, por all terem ido verificar
qual a importancia que para a eompanhia tioha a
coastrueco do indicado muro, para abertura do
qual ia ser accionado o proprietario, obrigando o
collega a reapouder-lbe enrgicamente ; mas, co-
nhecendo o dito Sr. gerente e o terreno em que ae
acha, julgou mais or udeute presentar, como apre-
aentou, sua reuunca do cargo de director, e que
nao tefe em mente ir alinda no intuito de offen-
der-lhe a autonoma.
Obleado a paiavra o Sr
sendo chamado para pr- -
directora, em Oezeraoi
bem recebi lo pelo Sr.g-' t<
com maueiras iuconveni'-
minada com des igrado
que deve defender seus interesses e assim o
deuiaia accionistas ; prova c m o calculo dos
que se prov.ir terem d'aqui mandado comprar al- I 'ransigente, razo p^la qu^
gum biihete no Kio ou em qualquer outra parte, mandar cital-o para urna s
para jogar coui elle. Alas, se isto um direito,
os que veiidem 03 bilhet-s tambera devem ter o
direito de anuuiiciar pelos jornaes os planos e
mostrar as vaotagens das suas loteras.
O Sr. Jos MarisO projecto nao pune com pri-
sao a micui an lUnciar ?
O Sr. Cosa KibeiroPune cora a multa de du-
zeutos mil r a e, na fLt do pagamento d'eata,
com a pena de priao por 5 das.
O Sr. Joa MaraNi jornalistas ? !
O Sr. Ciata itib-irosin, senhor.
O projecto reaponsabiliaa os jornalistas, desde
que puue os auuuuc 8 pela impreusa. Ha mais
de 70 husos, tratou-se disto neata Assembla, e
seuo me engao o co'.selheiro Paula 15 -ptiata
tomou granie parte em tal diacussa 1. Mas a
Assembli eutSo uo f o que se procura f.zer
hoje; estab.'leceu um imposto prohibitivo e este
mesmo cahio, toruou-se iiicxequivel ; afina! a lei
tcou sem prestiiii 1. E' o que ha de acontecer
com a que ora se pieteude decretar.
Oa senhores fazem a As3euibla adoptar urna
lei defeituosa, anta lei que incorre em grave Crn-
sura, e cora ella nao hii de c nseguir os seus t 1.-.
O Sr. Jos .ManaJ se sabe que vou para a
cadea, pirque hei de puuiicar quantoa anouucioa
me uia:i'l-ir ra pala l.
O ^r. Costa ttibairaV. Exc est sujeito em
primeiro lugar a multa...
O Sr. Jos ManaEu nao pago ; j se v que
irei para a cadea... Ora que luminares estes
desta Assembla... Isto urna couaa ridicula,
isto nuuca foi Assembla.. -
O Sr. Costa iiibeiro Um doi motivos pelos
quaea ceuauro o projecto ser elle inefiicaz, por-
que, apezar de todas as medidas que o Sr. preai
dente da provincia, com o zelo que, apenss
aqui ebegou, mostrou pelas loteras, apez r
das providencias que S. Exc. posea por em
pratica para tornar '-ata le urna realidade, ella
arabia ael-o-ha. Poda acontecer que umitas pea-
soas pobres, mulheres, meninos, todas estes miae-
raveis que atidara por ah uiorrciido de fomc,
contrastando tanta miseria com a riqueza de nos
so solo, e qua laucara mo d'este recurso em ul-
tima extreuidade, fiquem privad s dessea meaqui-
uhos e tristes meios de subsistencia, pode aconte-
cer que alguna dcases vo parar a cadea, mas,
apezar disto, bao de ser veudidcs bilhetes de fora
e os d'eata proviucia bao de cucoutrar os embara-
zos que os uobres deputados teem em vista re-
mover.
Depois digam-me os nobr s leputadoa : as lo-
teras d'esta provincia uao s> veud das tambera
no liio de Janeiro e emoutiaa provincias? Co-
mo querem eutao fazer iato?
Eata idea, este projecto, este modo de legislar
era conforme com o sentimecto de integridade,
de uuidade nacional, pjis as provincias uo de-
vem fazer leis que tirara reciprocamente os inte-
resses urnas das outras.
J no Rio de Jaueiro, sobretudo agora, ha pou-
cos raezca, ae tera pretendido ealabelecer tambem
providenciaa iguaea a esta.
O Sr. Jos M iraMaa li nao se prohibe o
annuncio.
O Sr. Costa RibeiroPassou mesmo nma emen-
da no projecto de ornamente, na cmara dos Srs.
deputados prohibalo ou estab^lecendo grandes
restriegues aos biiiietes de loara das provincias,
mas esta medida cahio no senado, e failou contra
ella, cutenJeu que dcvia levantar sua poderoaa
voz para impugaal a o grande Jos Bonifacio.
Elle oppoz-se, claraou coutra isso, duendo que
era preciso extinguirera-se as loterias, mas que,
se o goveruo nao tioha coragera de propor urna
medida radical nesae seotido, uo procurasse en-
trar aiuda mais do que j anda uo raeio de tal
jogo, protegendo a uua com derrimeuto da outros.
E' o mesmo que digo era reUcii a este projec-
to, do qual estou persuadido que nao resultar
ueuhura bem provincia.
0 Sr. Prxedes Pitanga Apoisdo, resultar
mal : o imposto nao a: arrecadar.
O Sr. Costa RibeiroNao ser esta a intensan
dos nobres signatarios do projecto, mas o resul-
tado ser o que acabo de apoutar.
PJe advir d'aqui iuteresse pgra algum indivi-
duo, cusa do prejmzo de mtitos, mas afiual a
provincia nao c dher b.-m algum, ao paeso que
deixamos consignada na collecco de nossas leis
urna que, par-ce-.ne, nao ba ae honrar muito a
actual legis.atura.
Tenbo justificado o meu voto. (Muito bem )
(Cotnat)
Os meamos seuhores respoBderanque um sira
pies aviso nao tira a esse.-iciaTa lei, e sao acoor
dos que as procurares sai val'das.
0 Sr presidenta consulta a casa sobre a especie
qne decide pela validado das procurac3?s contra
o voto do Sr. searetario.
0 Sr. presidente manda fazer a leitura do art.
Io da inogao para scieutificar aos Srs. accionistas
qne ua > estiveram preseatea na sessio de 24 do
Marco adiada para hoje ; cujo artigo estava em
discuaso. Lido, pedio a paiavra o rtr. S. L. Gui-
rnares e faz urna ligeira analyse sobre as pala-
vras dever e poder, com referencia a directora,
bemcorai sobre a phraseDirectores iaolalamen-
te que se I no referido art. 1 da mocao. Julga
a assembla geral incompetente, em virtude da lei,
para tomar e >uri"ciraento do que se passa entre o
gerente e a directora. O -Sr. gerente, em apatte,
diz qne nao a preaentou a mici como gerente, e
sm como directo* ; ao que responieu o Sr. Gui-
inniea, que na tjualidale de diructor elle ns pi-
dia aprea-utai, anda mesuio que o caso se desse,
porque o resolvido por dous directores contra a
opimo do terceiro fica resolvid restando ao ter-
ceiro 1 asignar-se vencido declarauio na respectiva
acta o motivo de seu voto, e nunca vir a assem-
bla gera propor deliborace.s senelbantes : sus-
tenta que nenhum, absolutamente nenhum accor-
do ou nesoeiaco fra feita pela directora com o
proprietario da casa na questo vertente, que iato
urna inverdade, e, coms alm dsso considera
urna injusta acc sacao, nao a deixar passar sem
sua cppjsifilo; e, aps mais algumas judiciosas
consideraces a resuelto, termina por pedir que
seja a mocil 1 regeitada.
Obtendo a paiavra o Sr. F. P. Borges, diz que
o Sr. gerente, na 1* sesao a que elle servir, como
j urna vez o dis3e, nao portn se convenientemen-
te, procura desgostar os directores dedicados ao
servido da eompanhia e que se oppoera aos seus
desacertos; que ein;todas as sessoes declarvaa que
nao liga va importancia a eompanhia e della nao
precisava e entretanto vendo sua pretencao arris-
cada, andou a peiir votos em seu favor, por iu
termeJio do Sr. Baibosa, solicitando daquelles que
nao .--p invam so i moQito, nao viessem a sesso ;
verificando se at, que se fzeram representar ac-
cioniatas por procuracao passada a pessoas que
nao sendo accionistas nao podiam aqui estar como
determinara os nossos estatutos : e depoisde lar-
g-is cousiJeraco-'s sobre as sociedades anonvmas,
principalmente sobre as que existem nesta cidade
das quaea distingui gmente t, menos de metale,
terminou dizendo que v*<< coutra a inicuo
Dada a paiavra ao Sr,- gerente, disse que o Sr.
Borges se mostra muito injusto para cora elle, que
sempre o tratou com atteucoes merecidas, que po-
deria tamb 111 i.ccus'ir o Sr. Borges na sua passa-
da admiuistraco nesta eompanhia, se quizesse se
reportar aquella pocha ; quauto a andar sempre
a pedir votos, nao foi isso a seu pedido, foi acto
exponanlo deile, conclue dizendo que essa ques
to para elle smente de deveres.
O Sr. Agr pede que tendo chegado tarde, se
para
Companhia Sania Thereza
ACTA OA SESSAO OliUlN'Alil V DA ASSEMB-A
OEBAL DA COMPASHIA SANTA ilIKKKZA,
AOS 2- DE MAKgO OE 1887
Presidencia do Illm. Sr. Jos Ferreira
Buhar
A' urna bo-a da tarde, em urna |das salas da
Associacao C inmercial Bcneficente, achandu-se
presentes os Srs. Heciouistus A. J. Coimbra Gui-
rnares, Antonio P. S-ireie*, J. Augusta C. G.
Coimbra, C. J. Rodrigues, t\ F. Borget.,'F. R. P.
Guimaraes, F. G. Netto, J. de A M. Silva, J. J.
Monteiro, J. P Bailar, J. G. Torres, J. Luz de
Araujo, J. R. F. de Mello, L. J. de Oliveira, L. A.
de Magalhes, Lnudon 4 Brasilian Bauk, M. J. da
C. Porto, S. L. Guirnares e Tneodoro Christian-
sen, 19, representando 2,420 accoes, o ;r. presi-
dente convidou para occujar o lugar de secreta-
rio o Sr. accionista t. L. Guimaraes, visto nao tr
aceitado o cargo o secretario eleito; e havendo
uuraero legal, o Sr. presidente declara aberta a
sesso.
Eds, approvada sem debate a acta da ante-
cedente.
Apresentadoe lido o pirecer da 2ommiseo fis-
cal, foi igualmente approvado som debate.
O Sr. presidente submttte discusso o relato
rio spresentado pelo Sr. gerente, cuja leitura foi
dispensada a pedido de um Sr. accionista, poia
que o mismo rcUtoiio achava sa impreaso e dis
tribuido.
O Sr. presidente declara que, na sesso de anuo
prximo paasado teu?ionava fazer algumas cousi-
deracoes relativamente ao fuudo de reserva, o qual
V. F. Bt2P3 'lisse que
a irag 1 ao .ta na
:i 3 asaado ;io -o
i!i |U6 api esentaado-te
- leu lugar a ser ter-
. rouuio da directora
dos
lu-
cros de diversos anuos que aa fiuan9as da eompa-
nhia vo era decadencia desde a retirada do Sr.
major Laurentino, moatra que aa gran lea multas
que a eompanhia tera sofFrido nos d ,ua anuos lti-
mos provain que ella nao zelesaraeuce gerida, e
que, ti lalini-nte, sem razo se tem augmentado os
salarios dos trabalhadores na razio de cerca de
50 /o resultando disso a corapaubia u> puder
manter-se.
O Sr. F. R. P. Guimaraes disse entender que so
deve dar ao gerente toda a fo:ca e deixal-o obrar
orno melhor entender, e portanto a uirectoria nao
poda ir a Olinda tratar otficialmeate de negocios
da eompanhia. Quantn aos lampeoea apagados
nao considera culpado a gerente, este uo pode
prever taes aconteciraentos : que a eompanhia
est agora em melhores coulicoea do que eativera
ha alguus anuos paseados o que prova a cotaco de
auaa accoes, pelo que nao acha justas as censuras
fc-itas ao tnearao gerente.
O Sr. F. F. Borges obtendo novamente a paia-
vra disse que quanio a cinta das multas consta
de urna cei tidio que aprsenla. Conata que a 14
de Abril de 1877 da da reunio da assemula ge-
ral da compauhia, passava elle aqui, viudo da
Europa, f >i a reunio, e instando ento o gerente
por sua detitui-.>, o que cbteve, elle lembrou
para o substituir o Sr. major Laureutiu > o qual
sendo nomeado tomou couta do cargo e lio accer-
tadaicente andou que deixou a eompanhia no p
de proaperidade em que se achava quando, ba 3
anus a bavia deixado ; disse mais que o Sr. ge
rente tem to m vontade eompanhia que faz
garbo em dizer que nao lbe liga importancia, nao
precisa della, e que j nao besitou dizer que 1.a
de fazer baixar o preco de suas accoes 10J0OO
para com ellas fazer o fundo de reserva da Com-
pauhia Trilhos Uroauos Je Olinda.
Obteudo a paiavra o Sr. gerente, diz que se ad-
mira que em vez de se discutir sua mtcao se le
vautasse aecusaco a sua gerencia ; mostra que as
multas sao desde pocas remotas e uo soraente no
terapo de sua gerencia, e que o Sr. B irges prova
nao estar bem informado da gesto da em-
pieza.
Obtendo a paiavra o Sr. secretario declara que
a convite do Sr. Coimbra Guirnares foi Olinda
ver o local dos alludidos muros c qual o grande
iuteresse para a eompanhia n'aquella pendencia ;
chegaudo Olinda procurou com o maior cuidado
ver a praifo do reservatorio d'agua, a travessa e
o tapameuto questionado, e que isso servio-Ihe
para certificar-se que nao ha uem haver necesai-
dade de passar por aquelle becco eucauamento al-
gum ; que a questo dos muros toda poltica,
toda L-xirauba aoa intereasca da compauhia ; que
nenhum accordo fizera com o proprietario das fal-
ladas obras, o que bem prova sua declaradlo em
sesso de directora, que a procurayo passada
para ser intentada a accao estava boa para todos
os seus efieitos.
Sendo a hora adiantada o Sr. secrertario propoe
que avja adiada a sesso, o que foi approvado.
O Sr. presidente declara adiada a sesso para
quando tosse annnnciada.
E para constar lavrei a presente acta. Eu S.
L Guirnares a escrevi.
Presidencia do Illm. Sr. Jos* Ferreira
Saltar
Ihe explique qual o motivo da moco para dar
seu vnt 1 com consciencia : o Sr. presidente I o
art. 1" o o Sr. gerente I as setas de Outubro e
Dezembro das quaea consta os motivos da referida
raoeio, feito o que o mesmo Sr. Agr, obs- rva que
nao eucoutra nesses motivos, bas-; para censu-
rar aos directores, que apenas all forum para
ter conhecimentj da causa, e por isso vota contra
a m cao.
Ninguem mais pedindo a paiavra _e posto a vo-
tos o art. Io da moe,o, approvado por 11 votos
represeuta ido 897 accoes contra 10 votos repre-
sentando 1,340 uccas ; nao sendo contados 2 ac-
cionistas por nao poa-uircm numero de ac\5aa
que Ihe deem direito a votar; votaram a favor os
Srs. Francisco Ribeiro Guirnares, Francisco
Gonfalves Netto, Isidoro Bastos de Oliveira, Do-
mingos Teixeira Basto Joo Gincalves Torres,
Antonio Perrira Simoes por procuracao. Theodoro
Clinatiansen, desembargador Fiaiieiseo de A. O.
Maciel, Francisco Guedes de Araujo, D. Nyla 1 e
Fre tas e herdeiros de Joaquim Ridrigues T. de
Mello 11, contra os Srs. S. L Guirnares. Anto-
nio J. C. Guirnares e sua Sra. D. Augusta C.
G. Coimbra, F. F. Borges, Manuel Guncalves
Agr, Luiz Alves de Magalhes, por procuracao
Manoel J. da O. Porto, Custodio Jos* Rodrigues,
Luiz J. de Oliveira, viuva Goyanna10.
Era seguida o Sr. presidente aeclara prejudi-
cado o art. 2o da moco.
O Sr. gerente pede e retira o art. 3- o ultim
da dita moco.
O Sr. director S. L. Guirnares servindo de se-
cretario, pede a paiavra, obtila esta, declari que
reuunca o cargo de director ua <.'urap>.nlva Santa
Tberesa.
O Sr. Pinti Guirnares obtendo a paiavra pela
ordem, apresentou a seguinte proposta:
Nao venda nem counecendo motivos justifica-
dos para as aecusaco' 's Fe tas ao Sr. Dr. Autonio
Pereira Simoes, pr iponho um voto de confianca
ao mesmo senhor .
Poeto a discusso e uinguem pedindo a paiavra,
foi posto a votos approvado por 11 votos cou-
tra 9.
O Sr. director gerente apresentou a seguate
proposta :
Proponho que a assembla geral ee manifest
no sentido de aera directora aulorisada a pedir a
Assembla Provincial o adiameuto do pagamento
dos 70:0c0/000 que a corapaubia resta a provin-
cia, ou levautameuto de empreslimo para pagar
essa divida, de sorte que nao sejam obrigatorios
03 prasos; seudo em todo caso autorisada por
invio idetico ampliar a execuc.Ii das obras no-
vas .
Submettida a discusso foi approvada.
O Sr. piesdente declara que val se proceder
a ele lea; para dois directores e a cominiaso
galeras, e tornando-se a sesso tumultuaria, o
presidente levaatou a mesan sessio, drigindo-
se com outros vereadores ao palacio presidencial
para eommuniear o oecorrido ao Exm. Sr. presi-
dente da provincia.
O s.li da Edilidado estava repleto de espec-
tadores, e porta da edificio agglomeraram se
multas pessoas, pela mor parte curiosos.
A' roquisici ta Cmara esteve presento urna
forca da guarda cvica e tambe n all estiveram
o subdelegado da paroohia de Santo Antoaio e o
Dr. Bslegado do 1- districto.
Felizmente, nada hoave do maior, nem ehegou
a haver couflieto- D use ap mas um denama-
mento du biliis por parta de alguns espectadores
imprudentes, para all mandados ad rem.
RouboHontem pela rn;nha foi encentrada
arrumbada a porta posterior do Davitnento terreo
do pramo u. 32 da ra da Imperatris, onde sao
eatabelecidos oa Srs. Liuna l C.
Oa gatunos, autores desaa gentileza, con3e,'U-
ram oeastrar no interior da loja, e violando um
gaveta e um bahu, roubaram da primeira lOOi
em sedulas^c do segundo diversas moodas de ou-
ro. todo no valor de 500OOO.
A polica do 1 districto da Boa-Vista all com-
parecen, e procedeu k vistoria, encabecaulo o in-
querito.
FallttciaiputnVictima de tubrculos pul-
monares fallecen hontem Julio Porto Carreiri,
eraprega.lo da casa comm rcial dos Srs. Amorim
Iranios.
Tinha 20 annoi de idade e era um bom moc>,
honesto e trabalhador.
Seja-Ibe a trra leve.
Pa*eiata acadmica-Hd itera, da at>-
niversario da promulgaco do decreto que esta-
tuto a liberdade d; ensiuo, 03 moejs academicis
fizeram urna boni'a pasaeata commamorativa, sa-
hindo encorporados, e cora urna b->nda de msica
frente pe.-correr diversas ruis e san lar os
seus lentes.
A passeiata dssolvu-se eu boa ordem.
PassamentoDizem-nos de Becerros que
no da 19 d corrate, all falleceu, victima de pa-
decimentos ebronicoa, Jos Francisco Claudino,
carcter nobre e hornera geralmente bemquistn.
Era o tinado membro da Cmara Municipal de
Bezeiros, e antes all exercera o cargo de auble-
legado.
Seja-lha a lerri leve.
CoiiEresi Oramnlico Beoeflcente
A nova direccoria deata asaoeiaci). eleita no
da 17 do corrente, tieou assim constituida :
P-reaidente, Ceovegildo Agr.
Thesoureir >, Sidrouio Sette.
Secretario, Alfredo Quintaes.
Director da scena, Uodolpbo Jayjje.
Jantar. O Sr. coraraendador Jos da Silva
i'roclam de cawamentoaNa ma
triz de Afogados for-am lidos ao da !7 do correa-
te os seguintes:
Antonio Ljiz Pereira Filho com Cosma Fran-
cisca da Luz.
Jos Beato da Silva com Mara Antoni 1 da Cou-
ceicio.
TarbulentoaPedem-nos para chinara
atteuco do quem competir para urna malta de
vadios insolentes que, postados todas as noites as
p irtas das oseadas dos sobrados ns. 38 e 45 da
ra estreita do I sirio, procedem de malo digno
de severa puncao.
Q 1 in por all tiver a infelicidade de transitar,
ter de sujeitar-se a ouvir li)guagem tirpiasima,
o se tiver de fazer alguma observaea >, ser at
ameacado cora faca de poata.
JacubvpeEste vaper da compinhia per-
nambucana que devia hontem 19 partir do p .ro
da Parahyba para este, foi demorado palo presi-
dente duqiiella provincia para hoje 2 ), pal que so
aqu estar amanb 21.
En molaDa Sr. Delmiro Gonveia recebemos
hontem urna carta conteudo 4050'K), qua diz S. S.
serproducto de um caprichiafim de ser dis-
tribuido com viuvas necessitadas.
Cumprindo o encargo, assim distribuimos com
as viuvas :
D. Laura, ra do Wangue
O. Marianna Pires, nadas Carrosas n. 32
D. Joanua Mara da Silva, ra do Re.n-
D. Hermina Sette, ra Visconde de Albu-
querque n. 64
D. Mara Autran ra Mrquez do Herval
n. 137
'\ Joanna Pires, ra Pedro Affonso n. 76
D. Miquilina, ra do Nogueira n. 12
D. Francisca M.aranho, ra da Penha
- 5 5*000
tureotorla da* orai de conserva-
co non porto*Boletim meteorolgico do
da 18 de Abril de 1887:
5O0O
5*000
5*000
5 00
5*00J
500)
5000
Temperatura mxima3J,0.
Dita mnima23,50.
Evaporado em 24 horas ao sol : 3,m6 ; som-
Loyo Jnior, quereudo obsequiar alguns dos seus ora: 2,a5.
1 HA
Hora Barmetro a 0 TBso do vapor 1
6 m. 23'-5 758">10 19.65
9 27"-4 75929 21.35
12 28"9 758">89 21.07
3 t. 29'1 57mS2 20.92
6 277 758-03 22.00
di
77
7!
69
80
Uwrat Ortrndes dos Prazeres, P.rpassbuco, 40
aunoa, solt.ra, Boa-Vsts ; aneurisma da aorta.
S-bastiao, Pernambuo. 3 mezef, Boa Viata ;
czagre.
Mara, Pernambuco, 40 annoa, eolteira, Boa
Vista; febre pernioiosi.
Adalaule, Pernambuco, 19 anuos, gnora-se o
estado, Boa-Vista ; mcuiigo encepnalite.
Um feto, Pernambuco, Boa-Vista,
- 17
Leopoldina de L=raos Doarte, Pernambuco
atoaos, casado, G/aca ; gastro enterite.
Ciernen :ia, Pernambuco, 60 ai.nos, solteira, Boa-
Vista ; disenteria.
Man- Martina da Silv:.ira Carvalho, Pernam
bu-.-, 27 anno?, casada, Ba. Vista : tubsrcnlos
pulmonares.
Joaquina Bernarda Seveiiana Quiuteiro, Per-
nambuco, 81 annoa, soltera, Santo Antonio; me-
nengite.
Senhorinha Mana da Qinwwisjgo, Pernambuco,
42 annos, soltera, Boa-Yista ; tubrculos pulmo-
nares.
Flix M irinho dos Santoa, P-rnambuco, SO an-
nos, casada, Boa Vista; ulceri da perua.
Joaquina Ferreira, frica, 90 anuos, soltera,
B>a-Vis.ta ; gastro entente.
Francisco Machado, frica, 78 annoa, solteiro,
Boa-Vist ; diarihca.
Franci co Jos Camello de Freitas, Alagoas, 60
annos, casad i, Graca ; anemia.
Manuel, Pernambuco, 7 raezos, S. Jos; eonvul-
Eoes.
18
Antonio da Cesta Cruz, frica, 54 annos, casa-
do, Boa-Vista ; enterite.
Mara Benedicta, Pernambuco, 25 snnos. sol-
tera, Boa-Vista ; tubrculos oulmonares.
Joaquim Leo de Mello, P.rahybs, 26 annos,
aolteiro, Boa-Vista ; insuficiencia mitra!.
Anna Rita de ant'Anna, "ernarabaeo, 50 an-
nos, 7uvH, Boa-Viata ; darrha.
Severino, Pernambuco, 7 as, Santd Antonio ;
espasmo
Fortunato Francisco de Senna, Pernambuco, 21
anuos, solteiro, Bs:i-V8ta ; terida penetrante do
pulma.
pmici(M-s i ?mm
o
amigos ntimos deputados geraes, offereceu-lhes
um esplendido jantar, uo domingo 17 docorrente,
em sua linda vvenda em S. Josi do Manguinho.
A esae jantar, alm dos obsequiados, assiatiram
alguns outros amigos do amphitrio.
O men foi eacolhilo e delicada, os vinhos finas,
0 o servico perfeito e completo.
A sobre-mesa f r*m trocados expressivos brin-
des, reinando em todo curso da festa, que termi-
uou s 10 horas da noite, a mais cordial alegra.
A Ilustre familia do Sr. commendador Liyo Ju
nior desvelou se em bem acolher aos convidados
do sen ebefa, primando pea delicadeza da trato e
pela amabilidade, alia congenita casa raspeita-
vel familia.
Tribunal !o Jury do Becire.Hon-
tem apenas res;i-'ii ie.-am n chamada 15juizea de
facto. Foraui multados em '0$ os que laltaram, !
sendo sorteados mais 03 seguntes jurados :
Freguezia do Refe
Bernardo Lopes de Siqueira.
Bellarmino Correia.
Antonio tleurique Mafra.
Jerunyin) Duarte Reia.
1 '.s lio Manoel de Jess.
Syiromo Silvano Nunes Sette.
Carlos Halliday.
Freguezia de Santo Antonio
Pbilomcao Arminio dos Guimaraes Peixoto.
Jos de Azevedo Mai* o Si'va Juni ir.
Angelo Custolio oa Silva Guirnares
Mauoel Ferreira Ramos.
Pedru Frauciaco doa Santos Costa.
- Freguezia de S. Jos
Agostinho Bezerra Cavalcante.
Manoel Diego Chaves.
Autonio Francisco de MI lo.
freguezia da Boa-Vitla
Fra..cisco de Souza Res.
Jos Irioo da Silva Autunea.
Joo Moreira de Araujo Livramento.
Hermenegildo da Cunha Albuquerqne.
Dr. Fabio Baima.
Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro.
Joo Paulo da Silva Cauto.
Theodomiio Cesar Duarte Ribeiro.
Emiliano Cyrisco da Costa Cavalcante.
Freguezia da Graga
Francisco Leovigildo da Albaqnerque Mnrauho.
Maaoel Antonio Ferreira Gomes.
Fregaezia de Afogados
Francisco Urcicino de Carvalho 1 aes de Aadrade.
Joo Duarte Carue.ro da Cunha Gama.
Silvino Joo Neporaueeno Bastos.
Mauoel Joaquim Machado.
Freguezia do Poco
Joao Cavalcante Moruira Campos.
Francisco X iver doa Santos.
Dr. Carlos Eugeuio Duarche Mavignier.
Eleico acadmica.Hontem a hora de
rminada, u'um dos sanies da Facilidad- de Di-
THEREZA,
ter
reito reunram se os estudautes de diversos annos
acadmicos e suecesaivainente procedeu-se elei-
fiaeal : mme. u para escrutiador o Sr. tenente-1 ?o para oradores que oa representen! na sesso
A meia hora depois de meio da, em urna das
s. lae da Associato Cammtrcial Beneficente,
achaudo-se pitsentes os Srs. accionistas, A. J. C.
Guirnares, A. P. Simo.-a, D. Aueusta C. G. Coim-
bra, C. J. Rodriguas, P. F. Borges, F. G Neto,
D. F. Bastos, F. G. de Araujo, desembargador F.
A. de O. Maciel, J. M. Bessoni, I. B. de Oliveira,
viuva de 1. da C. C yauua, J. F. Baltar, J. G.
Torres, berdeiros de J. R. T. de Mello, L. J. de
Oliveira, L. Alves da Magalhes, M. J. da C-Por-
to, M. G. Agr, D. Nyla F. Nogucirs, S. L. Gui-
rnares, Theodoro Chnstiansen e F. R. Pinto Gui-
uiarrs, 23, representando 2.251 accoes ; e veri-
ficado numero legal o^Sr. presidente deelarou aber-
ta a sesso.
Obtendo a paiavra pela ordem o Sr. accionista,
servindo de secretario S. L. Guirnares, faz ver
que dispondo o art. 9 dos estatutos confirmado
pelo aviso do ministro da fazenda de 8 de Marco
de 1881, e poderem representar accionistas, ou-
tros da mesraa eooipavihia, o como se acbassem
presentes alguna procuradores que uo sao acco-
st-ie, pensa que tiles nao podem tomar parte
nesta assembla.
O Sr. Dr. Autonio de Souza Pinto usando da
paiavra declara que 6 mezes depois da publicacao
da lei n. 3150 que rege as sociedades anooymaa
todas esaas dispoai(5es de estatutos que sao con-
trarias a dita le, ficiro revogadas, o 8* do art.
15 da dita le permute ser procurador qualquer
peasoa, e i.tfirma ser legal a admiseo de procura-
dores que nao sao accionistas ; no que concorda o
Sr. Dr. Jos Diniz que na mesma qualdadu do
primeiro representa um accionista.
O Sr. secretario replica, dizendo que sendo a lei
de 4 da Novembro de 1982 e o aviso citado de 8
de Marco de 1884, data posterior, Ihe parece que
essa aviso veio esclarecer essa dispoarfio dos es-
tatutos, e que sendo amigo da observancia lei
nao aceitava essa explicacio.
coronel Jos Fiuza de Oliveira.
Para directores recolberam-se 20 sedulas dando
o seguinte resultado: os Srs. Jos Antonio de
Araujo L.vramento 87 votos, F. R. Pinto Guirna-
res 79, F. F. Borges 10, Isidoro Bastos de Oli-
veira 2: para cou.tnis.su fiscal reolheram 6e 18
sedulas que de rara o resultado seguinte : os Srs.
Jos Nogueira de Souza 34 votos, Joo Luiz de
Araujo 34, major Liureatino Jos de Miranda 32,
todos reeleitos ; tambem obtiverara votos os Srs.
A. J. C. Guirnares 14, S. L. Guirnares 14.
Joo Torres 10, Jos F. Baltar 10, Francisco G.
Netto 10, Izidoro Bastos 7, V. F. Borges 7. O
Sr. presidente preclamou ele'tos para a directo-
ra os Srs. Jos Antonio de Araujo Livrameuto
e F. R. Pinto Guirnares e para fiscaca os Srs.
major Larentino, Jos N. de Souza e Joo Luiz
de Arauj 1.
O Sr. F. P. Ribeiro Guirnares obtendo nova-
mente a paiavra pela ordem, propoe um voto de
louvor aos dois Srs. directores que renunnaram
os seus lugares, pelos bous erv.c ,s que prestaram
Companbia Santa Therexs : foi approvado sem
discusso.
Nao havendo mais nada a tratar, o Sr. preai
dente declara encerrados os trabalhos da prca, n
te sesso, s 2 3[4 horas du tarde.
E para constar lavrou-ae a presento acta.
Eu, Sebastio Lopes Guirnares, secretarlo, o
eacre vi.
Sebastio Lope) Guirnares.
Assembla ProvincialNao houve hon-
tem sesbo p^r terem comparecido apenas 18 Srs.
deputados.
A reunio foi presidida pelo Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Bairos Wanlerley.
Nao hoave expedieute.
Cmara MunicipalHontem a sesso d
Cmara Municipal do Recife toi tumultuaria.
Para essa sesco ti.iham sido convocados seis
suppUntes, visto nao se terem reunido anterior-
mente, e na irraa da lei, veradiri-s em numere
legal para poder funecionar a corporac.
Comparecern! os convocados ; mas tendo tam-
bem comparecido cinco dos vereadores de nume-
ro, smente um dos supplentes, o Sr. Alexandre
A. de Caldas Padilha, prestou juramento e tomou
asenlo.
Logo depois disso, comparecendo mais um ve-
readar de numero, o Sr. Padilha foi convidado a
retirar-se, conforme s praxe da Cmara e ua cou
formidade da lei. O Sr..Padilha, porm, deelarou
que uo se retirara, e isso deu lugar urna dis-
cusso por demais auiraada ; perraanecendo por
fim o Sr. Padilha n'uma das curs da Edilidade.
O presidente da Cmara deu sciencia esta de
que, tendo sido o Dr. Secretario suspenso de suas
func;oes pelo Sr. Vareador commissario do poli-
ca, mandara sobrestar uessa suspenso, decla-
rando a sem effeito por falta de competencia de
que n a decretara. t
Sogetado o acto deliberacao da Camam, foi
approvado o procedimento do preai Jeme, fieando
sem effeito o acto suspensivo.
Nisso travou-ac acre discusso, e internado as
fnebre que, por iniciativa da Academia, celebrar
sc-ha no da 24 do correte.
Foi o seguinte o resultado da eleico: Io anno,
Miguel Tinoco; 2o anno, Joo Pacifico Ferreira
doa Santos; 3o antio, Antonio da Costa Pinto e 4o
anno, Sebastio da Cunha Lobo.
A eleico ao 5o anuo proceder se-ha boj?, pelas
12 horas do dia.
Urail e Oitenta e!\'owe.-E' este o ti-
tulo de urna poesa do Sr. acadmico de diri to,
Sabino Jos doa Sanios Jnior, natural da B 1:11a,
e que acaba de ser publicada em folheto.
Agradecemos a offerta que nos fizeram de um
exemplar.
Faculdade de OireltoEs o resultado
dos actos de hontem :
i." anno
Jos Francisco de Moraes e Silva, plenamente.
Jos Rxo d'Almeida Braga, simplesmente.
Jos de Macedo Franca, dem.
3 reprovados.
2. anno
Jos Machado de Oliveira, plenamente.
Gregorio Tbaumaturgo de Azevedo, simplesmente.
Waldemiro "Javalcante, dem.
Raymundo Jos de Lma, dem.
2 reprovados.
3.' anno
Ant mi Gomes Pereira Jnior, plenamsnte.
Tobas Gabriel de Oliveira, dem.
Justiniano Cesar Jacobina Vieira, simplesmente.
Eduardo Estanislao da Costa, dem.
Arthur Meaquita Cortine Laxe, dem.
Joo Antonio Teixeira Maehado. dem.
Conflicto, mortee ferimentosEm a
noite ae domingo ultimo e no engenbo Araquara,
do Sr. Antwuio Gomes de Barros e Silva, do ter-
mo de Gamelleira, houve um conflicto entre diver-
sos iudivduoa, do qual resultou a morte de Jos
Firmiuo e os ferimeutos de outros.
Havendo o Sr. Barros e Silva commanicado o
facto ao Sr. delegado de Serinbem, esta autori-
dade conseguio prender a Francisco de Salles di
'tocha Wauderiey, Manoel Firmino, Francisco
Firmino de Lima e Joao Ferreira, que baviara to-
mado parte no conflicto, evadindo-ae Joo Fir-
miuo.
A mesma autoridade communicou o facto aa sen
coliega de Gamelleira, a cuja disposioo pos 03
referidos criminosos, afira de que proceda contra
elles nos termos da lei.
Cailiedrai de Olinda.Nesta igreja ef-
fectuar se-ha amauh o oificio fuuebre, ba diaa
annunciado, em suffragio doa que perecern na
lamentavel catastrophe do vapor Bahia.
Alm do Rvm. calido, tomaro parte ueste ac-
to de earidade os sacerdotes profe3sores do Semi-
nario, e os alumnos do curso de philosophia e
theologia. A Missa de rquiem e o Libera Bei >
ant&dos orchestra.
Caes do HamosCommunicaram-nos o
seguinte:
Ha das que se acha este caes atravancado
por um grande raattro novo, urna das extreu ida-
des do qual se acha n'agua.
a Alm de ser difficil o transito por aili, ainda
ma:s amelhante eapautalho, e, o quemis pe-
rigoso, pas os transentes, 4 noite, podem nelle
tropezar e soffrer quedas.
> Nao haver quem cohiba tal abuso? I
Cbuva0,i5.
Direcco do vento : SE de meia noite at 8 ho-
ras e 17 minutos da manh ; S at 9 horas e 8
SSE e SK alternados at meia noite.
Velo cidade media do vento : l,m76 por segundo.
Nebuioaidade media: 0.36
ACTA DA SESSAO OBOIMxEIA DA ASSKMBL
6b RAL DA COMPANHIA SANTA
AOS DE ABE L DE 1887.
i.eiiupEtiectuar-se-hao:
Hoje:
Pelo agente Pestaa, s 11 boras, na ra do
Vicario u. 12, de predio e vaccas tourioas.
Pelo agente Modesto Baptista, As 11 horas, ra
Estreita do Rosario n. 31, de pianis e movis.
Amanb :
Pelo agente Slveira, s 10 1/2 horaa, a ra los
Martynea 11. 146, de movis, loucas e vidros.
""'i" fuaehres. Sero celebradas :
boje :
A's 7 be'-as, na greja de S. Pedro de Olinda,
pela alma de D. Mana Mafra Padilha; s 8 horas,
na matriz da Boa-Viata, pela alma de Antonio da
Silva Ramos Neves.
Ainanh :
A's 7 1/2 horas, no Espirito Santo, por alma de
Mana Jacintha Candida da Silva.
Sexta-feira :
A's 8 horas, na matriz de S. Joa, pela alma de
D. Enediua Augusta Serrano Travassoa.
Sabbado:
A's 8 horas, na matriz a Boa-Vi3ta, por alma
de D. Anna Candida Cesar de Aodrade.
PawMaseiro Chegado doa portas do sul
uo vapor inglcz Coian:
Antouio U ys3ea de Carvalho.
Casa de DetencoMovimento dos pre-
8"3 da Caaa da Deteuco do Reeifa no da 18 do
crrente :
Eiiatiam 395 ; entraram 7; sahiram 15.Exis-
tem 388.
A saber :
Nacionaes 3l ; mulheres 12 ;
escravoa aentenciados 6 ; dem
dem de correcao 4,Total ?88.
Arraco idos 36.
Bona 33S ; doentes 26.Totai 362
Movimento da enfermara.
Tiveram baixa :
Autoaio dos Santos Bandeira.
Severiana Bcllarraina da Ciaceif .
Josephina Amelia de Parias.
Tiveram alta :
Joa G. Btrb isa doa Santos.
Joo Jos da Silva.
Antonio Carneiro de Oliveira .
Antonio G. de Aguiar.
Joo Kedro d'Assumpco.
Lotera da Paranyba-Eis o plan) des
la lotera, que ofFerece a precisa garanta, pois
que o r speetivo thesoureiro tem fi mea prestada
no Tlioaouro daqualla provincia
1 premio de
estrangeiroa 14
proceisa do ;
Cornal e a escravidc
Diz o Jornal fartigo sobre Negocios Muneipaes)
as responsabilidades que se dividem sao respon-
sabilidades que se anuullam...
_ Aasim con 'encido e tendo a sua respontabilidade
dividida eutre dous directores e por toda orna asso-
ciaco anom/ma, ser esta a razo du Ihe fazer
pouca moasa a ereooa generalisada de qne a si'a
respe oaabilidade nula ? !
Vejamos; a cuaa nao ser assim. .-'i uo seu
programma prometteu o Jornal, isto si se res-
ponmbiHsou a ter r.pinio sobre todas as questoes
econmicas, soeiues e industriaes que se discutissem
no imperio eparticularmente n'esta provincia ; ver-
dade que tambora contessou logo que tudo isto
fazia cercando il vero ..
E para cercar a verdade preciso primeiro que
tuoo usar das tintas stin f.a'zer o desenlio ; porque
ellas davam um borro, urna eonfuso, onde a ver-
dade ha de ticar forcasaueute cercada
Ti vemos, porm, urna confisso implcita se pu-
xarmoa com a nossa peona um pensamento per
elle encaixsdo, surrateirameute, por entre o phra-
seado do seu artigo A crise do assucar. E o fa-
zemos: Variar, aperfei$oar e nao substituir
deve ser o eecopj dos nossos lavradofes. Sena
empreza in-ensata diunte das difiiculdades, que
agorentum, certo o presente, ten'am o deacoube-
cido com grande pr dos em custosos raachinismos, e abandonar os h-
bitos seculares de traballio agrcola e indus-
trial.
Apezar de ser tudo sto dito a proposito de mu-
danca de cultura, primeira vista parece ser urna
mauhosi- e vclhaca tirada contra a aboliyo o que
agradar os agricult ires, como elle quer. Mas
quem attender ao to continuadamente compro-
vado, cercando ii vero, nao esqu-cido at as mais
commesiubas figuras emprogadas, ver que ab-
solutamente contra a eacravido ; opino que elle
tem, ra>.3 que julga dever ocoultar por ora.
O agricultor nao deve abandonar os hbitos sk-
cclabbs do trabalho agrcola ii dtisrial (!!) Deve
ter sempre em mira, tariaie, apeufbicoar e nao
substituir (!!)
Pois. bem, u 1 devendo abandonar os hbitos
deve conservar o negrinho. Ao que disem os es-
cravagistas :Sim, senhor, muito bem, apoiadia-
aimo; e cabera com os cobres, asaignando o
Jornal.
Mae, variando, aperfeicoando, nao substituindo.
E como i-'ao s poder ser mudando-'he a condico
de escrijyisado para a liberto, porque sob aquella
clausula nao ha outra variaco, nao ha outro aper-
fecoamento; em nada ter perdido a i'pinio t.bu-
liciouista do Jornal.
O Jornal nao disse s era abolicionista, si era
escravagista ; mas nao oase que era liberal? E
dizel-o nao o mesmo qua vir atfirmar :posso
ser urna ou outra cousa !
Nao ba duvidar, a sto que ee chama prove,
tosamente cercar il vero !
S. Moreira de Souza C.
Aos agricultores
1 . '>
1
2 oOOOOO
4 - 2005000
12 . 1 HX)S(iOO
20 . 504000
2 approximacoes para os
ns. anterior e posterior
ao Io premio 125
2 ditas dem dem ao 2*
premio 1003
2 ditas dem dem ao 3'
premio 40J
99 premios para a centena
em qne sabir o primeiro
premio 152
99 premios para a dem do
segunde premio 10/
999 premios para o final da
ultima lettra em que sa-
bir o primeiro premio
bl 00
Imposto, sello e despo-
sa de 30 por cento
20:000*000
2:000*00')
1:000*000
1:00.1*000
800*000
1.-200000
1:000*000
250* 00
200*000
80*000
1:485*000
990*000
4:995*000
commendador Joao Fernandes
qual pede ura auxilio du cinco
35:000*000
15:000*000
0:000*000
- Eata lotera composta de 10,000 bilhetes a
*, divididos em quintos.
50:000*000
Os premios sao pagos sem descont, prescreven-
do seis mezes depois da extracclo.
N.io sero pagoa bilhetes to estragados de mo-
do a prejudcar a conferencia do numero ou ta-
lo.
Oa bilh'tes eataa venda na Casa do Ouro,
ra do Bari da Victoria n. 40, casa do or.
Jos Joaquim da Costa Leite.
Lotera doCro-ParftA lotera desta
provincia, pelo novo plano, cujo premio grande
40:100*000, ser extrahida no dia 30 do cor-
rente.
Bilhetes venda na Casa do Onro, rna do Ba-
ro da Victoria n. 40 de Joo Joaquim da Costa
Leite
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera da provincia do Paran
A 10" lotera desta provincia,pelo novo plano, cu
jo premio grande de 15:000*000, se extrahir
uo dia .. do corrente.
Itilbotes a vonda na Casa da Fortuna, ras
Primeiro de Marco n. 23, de Martins Fiuza & C.
Lotera da rdreA 204 lotera da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de-----
30:i*K)000 aera extrahida no dia.. de Mar-
co.
Os bilhetes acham-se venda na praca da In-
deoendeneia ns. 37' e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tana ra Primeiro deMarco.
^JCemiterlo PublicoObituario do da 16
do correute :
Jovelina, Pernambuco, 4 mezes, S. Jos; con-
vnlsSes.
Theotonio Alfredo da Cruz Costa, Pernambuco,
22 anuos, solteiro, Affogados ; febre maligna.
Luiz, Pernambuco, 7 metes, Boa-Vista; denti-
1
UMA BOA NOVA
Do expediente da Assembla Provincial,
publicado no Diario de Fernambucu, de 13
do C'-rrente mez, consta que fra apresen-
tado mesma, un requerimento do Sr.
L ipes, no
contos de
ria, semestrnes, durante 5 annos, para
promover e augmentar a producjo de di-
versas culturas uteis esta provincia.
Procurando conhecer maia detallada-
mente o fin que se prop5 o dito Sr.
commendador, obtive de pessoa fidedigna,
a informacSo de que, o dito Sr. no empe-
nho era que tem estado, de propagar de
modo effijaz e em larga escala a cultura
do caf, do cacao, do trigo e do fumo de
Havana n'esta provincia, nao podendo
fazel-o tmente a espemas suas, como faz
e tem feito, requerir Assembla Pro-
vincial a concesso d'aquelle auxilio no dito
proposito, e mediante aquella concessao,
obriga-se :
A abrir urna casa especial para ter em
expsito permanente, plantas de caf e
de ca o, e onde podero dirigir-se os Srs.
agricultores para obterem sementes de tri-
go e de. fumo, e sementes e mudas de ca-
co e de caf em numero total de 10 mil
plantas de cada especie, de um metro de
altura, creadas em latas de folba, qua se
propon a distribuir annualmente, e a pres-
tar infornacSes e instruosBes respeito da
cultura, da trun*plantasao, colheita e b-ne-
ficiaraento dos ditos productos, e tambem
destinada compra 'estcs artigos, mes-
mo em pequeas por^oes, para que, por
flta do compradores constantes no mer-
cado, prego regulares, nao afrouxe a boa
disposi'sao de animo d'aquelles que, quei-
ram explralos.
A mandar bascar em Cayenna e distri-
buir pelos agricultores cinnas, para sabs-
tituico da3 atacadas da molestia, assim
como mandar buscar era qualquer outra
parte,sementes pra amostras e distri
buicao de diversas plantas que possam ser
cultivadas coro vantagem n'esta provincia,
entretendo para tal fim correspondencia
para dentro e para tora do Imperio.
A mandar buscar, onde convier, pessoa
habilitada, para exemplificadamente ensinar
curar as folbas de fumo; rganisar
ct eceoes de amostras dos produ tos da
provincia, prestar ao Governo informagSes
respeito do objecto a que se propSs e a
auxilial-o no concernente s ExposicSos a
que concorrer a provincia.
A prestar contas justificadas das qunn




Diario de PernanibneoQuarta~fcira 20 de Ibril de 1SS7
tias que recebar e despender. submet-
ter-se a fisoalisaclo dos agentes do The-
soaro, pagar as inultas em que incor-
rer segundo fr estabelecido.
Quem oonhece as hfflictivas condicBes
dos fabricantes de assucar e plantadores de
canoa de Pernambuao, quem entine ce a
insuffiaiencia de nossa competencia em re-
lacSo ao abrico principalmente-, e com-
para o resultado auspicioso que se pie
obter das outras culturas qu- o Sr. com-
mendador Joo Fernandes Lopes se pri-
p3e propagar, desenvolver e aperfo/-
coar, eoai certeza deve felicitar a agri-
cultura, porque urna Era prospera raiar
para ella, e para todas as outras classes
activas da provincia.
Fundara se nossas fagueiras esperancas
na convicglo de qua os Ilustres merabros
da Assembla Provincial nao recusarlo de
certo o auxilio solicitado para os indicados
tos, despeza altamente reproductiva, como
porque o Sr. commendador Jo2o Fernan-
des Lipes, tomando ao seu cargo seme-
lhaute coinmetimento, pelos honrosos prece-
dentes do mesmo Sr., urna garanta de
sua realisac&o.
Saja dito em eonclusao; a digna As-
sembla Provincial, nio pode em epocha
alguma, applicar com mais proveito os di-
nboiros pblicos, do que n'esta emergencia,
o Sr. commendador Jlo Fernandes Lo-
pes sendo j oredor de alto reconhecimento
da agricultura d'esta provincia pelos seus
servias,com o deseraponho de tilo ardua
tarefa, qual a que se prop3?, se lho per-
mittirem -ser ura benemrita
Habilitado nutica
HODIE MIHI CEAS TiBI !
Qaodo eu fui em demanda da Ilha de
Fernan&o e nao a enconrei, arribando por
isso Parahyba a pretexto de tomar car-
rilo, eu, argonauta valente.. -. fiquei mui
to descontente !
Tinba razao.
Sabendo como este mundo embrva-
me de que, l um dia haveria algn to que
me renovsse a dr, trazendo o triste
tacto luz da publicidade.
Dito e feito.
Ha dias, Marino allulio a -lie e eu dis-
se : isto commigo !
S eu, nao pude encontrar a Iba de
Fernando 1
I Que desdouro para quem t'm ga!5es !
Mas ah I nSo ba nada como um da
atraz do outro!
Lndo boje o Jornal do Recife deparei
eem o seguinte :
sOpatacho Pirapama Por telegram-
ma honteic expedido do Cear, sabe-aeter
arribado ao porto daquella provincia o pa
tacho nacional de guerra Pirapama, que
d'aqui sahira, no dia 4 do correte, sob o
cota mando dol.* teoente Rayrnundo Fre-
derico Kiappe da Costa Rubim, com direc-
c3o Fernaodo de Noronha e Roccas.
O movel de sua arribada foi nao ter en-
contrado os portos de seu destino.
Por ordem do Sr. presidente da provin
lia, a quem t'oi dirigido o telegramroa,
preparou-se o cruzador Meduza, afim de
ir verse encontra as referidas ilhas.
Creei alma nova o excUmei: solatio
est miserea socios habuisse malorum !
Os meus collegas do patacho Pirapa
ma (vejam bem que patacho o de guerra)
arribavao ao Cear para tomar carvo,
mas o Jornal diz que o movel da arribada
foi ttdo ter encontrado soportos de seu des-
tino.
g^Enes portos eram a ilha-aquella raes-
tua ilha de Fernando, que eu nunca pude
avistar e as Roccas 1
Oh leva arriba I
J nao sou eu so a quem se deve furir
com & tal historia de nao haver encontrado
a ilha.
Podo agora Marino apreciar tambem a
a: bedoria dos nuticos do Pirapama (pa-
tacho e de guerra) e deixar-me em paz,
por algum tempo.
Os factos modernos fazem esquecer os
antigos.
Si Dos me der vida e saude espero
anda r rouitos vico-almirantes nSo en-
contrare, n a ilha.
A questao terem de ir ella.
Tempo ao tempo.
19-4 87.
Mirtins.
Ao rflspeitavel poblico
PecJ ao Sr. Ignacio Nery, que quando
quizer ganhar as suas proteccSes, nao
preciso ttzer intriga de um infeliz preso,
ao Sr eserivao do erime desta cidade
Casa de DtencSo do Recife, 19 de Abril
de 1887.
Vctor Leandro Pereira Leite.
313
Toda a ennora abem qne
urna desgraca ternvel e incaiculavel o perder-aa o
cabello, e igualmente nao ignorim, que em amitos
casos a culpa sua. O Tnico Oriental ama pre-
parado vegetal pura e fragrant, destinada ex-
pressamente para a conservaco e aformoseamento
dest 1 grande dom da naturesa, e com smente
asal-n, geobtem urna basta e vigorosa cabelladura
de suaves, brilbantes e flexiveis cabellos aone-
ladog.
Milhares de peasoas de ambos os sexos era t odas
as parles da America do Sul e as Aofilhas, co-
nhecera e attestam este acto.
Se bu un existem a'guns incrdulos eoncernente
8 suas virtudes vitahsadoras e aforraoseadoras,
que perguntem aquellas pessoas que o usam dia-
riamente.
Acha-se venda em todas as prineipaes phar-
maciaa, drogaras a lojas de perfumaras
Afrentes em Perua nbuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 8
Em horoenagem verdade
Aconteciment .s se do na vida humana que
comquanto relativos a um s individuo, interes-
um, todava a todo, em geral.
Nesta ordem de fact'g, est iodabitavelmente
adstrcto o da conservaco da vida, sto da vida
esa sadde.
Ha quem diga, de si para si, que a nica con-
vieco firme aquella que se funda as provas
que cada um adquire peasoalmente e nao aquella
que se transmitte ao individuo ]p ir factos que se
dio com outrein. Ma-, easa assercio, sobre niio
ser mais do que um paradoxo inacceitavel, mais
do que isso, pois significa a expresso mais ant-
pathica do egosmo.
Pois justo e admissivel que s acreditemos
em nos meamos? Poia nao haver, u'aquclles
que nos rodeam, pessoas que mere^am tanta con-
fianca como a que temos 110 que experimentamos
ou no que pres.'nciamoj ?
Aquelles que lerem estas linhna, far nos-hao a
justica de crtr na snceridade d'ellas ; nao aa-
sim ?
Pob ah est s respo?ta mais lgica aoa argu-
mentos capciosos dos qua niio creen) nos eloquen-
feg attestados passado t'm favor dos prodigiosos
effeitos do Peitoral de Cambar, preparaco cujas
materias componentes nao sao, em nada, nocivas
sde e, alm disso, permittem que ess reme-
dio 8ja o preferido pelas senhoras, creancas e
pessoas de paladar delicada.
Em homenagpm verdade, p)s, rigoroso dever
de i|ueo), como ot, sabe das innmeras curas
pri'duzi'las pelo Peitoral de Cambar, apresaar-s*
a f.z-r publicas esaas me^uiaa curan, arrn de, cjid
isso, prestar relevante ervic- a humanidad''.
A vot da verdade.
Recife, 11 de Abril de 1887.
Advocado
(Foro civil c eccleslastieo)
Bacharel Antonio de Lellis e Sonza
PodUs.
Ruado Imperador n. 37 1.' andar.
EDITAES
O Dr. Joaquim Correia de Oliveira An-
drade, juiz de direito privativo de or-
phlos e ausentes, nesta comarca do Re-
cife seu termo, por Sua Magestade Im-
perial e Constitucional o Senhor D. Pe-
dro U a quem Deus Guarde, etc.
Faca saber que tendo fallecido sem testamento
e berdeiros conhecidos, Manoel Domingues Uibei-
ro da Silva e sea espolio arrecadado por este jui-
zo : sao chamados pelo presente edital seas leg-
timos aaceessores. para na forma da le se habili-
taren) a heranca.
E para que chegue ao conhecimeato dos inte-
ressados mandei passar este edital que ser pa-
blicxdo pela imprensa e outro affixado no lagar
do custume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, aos 21
de Marco da 1887.
tii Francisco de Siqueira CavaIcante escrirao
subscrevi.
Joaquim Corris de Oliveira Andradc.
Urna casa de taipa, coberU de teUias, em mo
estado, na ra de S. Joo, em Beberibe, asente
em um terreno de 50 palmos de largura sobre 460
de fundos (que va at o ro), no qual existem di-
verso arvoredos de fructo, como sejam coqaeiros,
J o-n'Uk oit**',o. eajaeiro o jaqaeira, avaliado
Convido portanto os pretendentes a compare-
cerem no dia cima designado, afim de ter lugar
a alludida arremataco.
E para que ebegae so eonheciraento de todos,
mandei passar edital, que ser affixado no lugar
do cstume publicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade de Olinda, aes 8
de Marco de 168/.
Eu, bacharel Francisco Lins Caldas, escrivo, o
subscrevi.
Jos Antonio Carreia da Silva.
G"
I"
III .11. Mr. plim inactMillrii I.iia CarlON
de trraila Mcndes
S CarloB do Pnhal, J7 d Maio de 1883.
Presadissimo srnhor.--Aerea de 8 inrzes que a
minha st-nhora suffria de borriveis dores nos ou/i-
dos acompanhadan de corrimento, dedus qu la
leu mo a surda, e a'm disto stffria d feridas
na garganta que j se va obrigida a alimentar
se a caldos; passando noitcs sem dormir, e 'lias
sem poder cuidar do3 nt/resseg da casa. Todo
esti tempo viveu ella sempre em dieta de rigoroso
tratameuto, sam obter .--i u! .
D.'saninaJa, com"cou e>m ot seus (santo--') pre-
parados, o Licor Autipsorco junto com os Pos De-
purativos, e lojo a saude veio cheganda, e hoje
gracas Providencia, posso c im todo o praz- r
annunciar a V. 8. e a todi mundo qm miuha se-
nbora acba-se completamente boa dos ouvidos e
da terrivel ferida de garganta, e autoriso V. S. m
publicar esta a beneficio dos que eoffrem igual eu-
fermidade.
Sou com estima. De V. S. amigo, venerador e
obrigado.Eduardo da Suva Tavaret.
DepositariosFrancisco Manoel da Silva droguistas, ra Mrquez de Olinda n. 23.
BoUa cvusmercial
COTA^OKS OFFICIAKS DA JUNTA DOS COE-
BECTORES
Recife 19 de Abril de 1887
Apolices pro*inwaes de 7 0|0 valor de 1:000000,
ao par.
Accoes do banco de crdito real de Pernambuco
do valor realsado de 604000 a 6500O
cada urna.
lambifi sobre Para, 60 d/v. con; 2 0/0 de des-
cont.
..rabio sobre Londres. 9J d|v. 21 3i8 d. por
U000, do banco.
Cambio sobre Lisboa, 90 djv. 148 0,0 de premio,
particular, hontcm.
Sa hora da bolsa
Vend rain-se :
16 apolices provinciaes de 1:0004.
15 accoes do banco de creiito real de Per-
nambuco.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigaes.
ij secretario,
Eduardo Dubeux.
Moii.'nenio baucarlo
BECtFE, 19 OB ABRIL DE 1887
O mercado de cambio nao sofireu alteraco.
As taxas dos bancos, afiliadas hoja no balco,
foram as mesmas dos dias anteriores.
Vigoraran), portanto, officialmeute estas tabu-
las : '
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 3/8 e vista 21 1/8.
-obre Pana, 90 d/v -145 e vista 449.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 551 e vista 556.
Sobre Portugal, 90 d/v 250 e vista 252.
S bre Italia, vista 449.
Sobre New-York, vista 2370. *
Do English Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 3/8 e viata 21 1.8.
Sobre Pars, 90 d/v 445 e vista 449.
Sobre Italia, vista 449.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 51 e vista 56.
Sobre New-Yurk, vista 24370.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 250 e vista 252.
Sobre as principaes cidades de Portugal, vista
257.
Sobre Una dos Acores, vista 260.
Sobre Ilha da Madeira, vista 257.
Mercado de asaocar e algod&o
BECIFB, 19 DE ABRIL DE 1887
Asiucar
Mantiveram-sc os prego diste poducto, notan-
!o-.=e ainda as s guintcs cotaces :
{.' nano, por 15 kks, de 24000 a 24100.
regular, p;r 15 kilos, de 24100 a 242oO.
boa, pur 15 kilos, de 24^00, 24300 e 24100.
U superior, por 15 kilus, de 200 a 24600.
co turbiua pulveibado, por 15 kilos, de 24300
a 24400.
>joieno, por 15 kilos, de 14600 a 14700.
cavada, por 15 kilos, a 14200 a 14100.
fruto, por 15 kilos, do 14100 a 14200.
brames, por 15 kilos, e 840 a 14000.
O mximo ou minino dos piecos sao obtidos
csaforme o sortiinento.
Algodao
Foi cotado o de Pernambuco e beas proceden-
cias, em trra, a 74000 (multo firme) por 15 ki-
los.
Entrada de assocar e algodo
HEZ DE ABRIL
11
1 18
Barcacas.....
Estrada de ferro de Olin-
da ......1 4 18
Estrada de ferro de Ca-
riar .....
Animaes.....
Estrada de trro de S.
Franciscj ....
Estrada de trro de Li-
moeiro.....
I 18
1 19
I 17
1 17
23.557
3.844
2.864
27.311
1.121

59.297
1.114
5.194
161
5.638
1.433
1.371
14.971
Edital n. 78
(2a praca)
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector se fas pu-
blico :|ue s 11 horas do dia 22 do corrente inez,
serlo vendidas em praca no trapiche Conceic", as
seguintes mercaduras :
Armazem n. 3
Marca SBC Urna caixa, n. 23, vinda de Lon-
dres no vapor inglez Pbcaaix entrado em 11 de
Feveiiiro de 1:86, nao consta do manifest, con-
tendo urna bomba de ferio rotativa, pesando liqui-
do 100 kilogrammas.
Marca KM contra marca A L. Guimaraes Um
pacote, sem numero, idem, idem, idem, contendo
amostras.
Armazim n. 4
Marca JV'A.MUmi caixa, sem numero, vinda
do Havre no vapor allemSo Paranagu, idem em
15 de Fevereiro de 1887, contendo 1J8 kilogram-
ma, peso nos envoltorios, de enveloppes c (bras
impri'asaa f-n urna cor, abandonada os elrcitos
por Joo Victor Alves Mathens.
Armazem n. 5
Marca SBAC dous diamantes 7 e 10 no centro
Urna caixa, sem numero, idem de Liverpool no
vap^r inglez Delumbre, idem em 11 de Feve-
reiro le 1836, consignada a Sonza Baato, Amorim
C, contendo amostras.
Armazem n 6
Marca ancora F BDuas caixas, ns. I e 2,
iJeni de Bordeaux na trapor frawrt Niger, ideu
>;m Janeiro de 1887, contendo 36 kilogrammas de
iivr. h impressos e 36 kilogrammas de cartazes de
duas cores, abandonadas aos direitoi por H.
Burle Arrszem n. 7
Marca AC contra marca MUrna caixa, n 25,
dem de (enova na barca italiana N. Catha-
rin,. i.i-m em 27 de Marco de 18S6, consignada
i orji'tn, contendo amostras.
Marcas JLeJL contra-marca li Duas bar-
ricas, tem njinero, dem de Ti-rra-Nova no vapor
inglez Helena LabeU, idem em di, idem, idem,
idi'in, contendo cinco duzias de garrafas com cer-
v.jt commum, m>- Marca WfCUrna ch'pa de ferro, quebrada,
iilcm >ie Londres no vapor inglez Phosaix. idem,
idein, dem, idem a W. alliday & C.
Marca AC U.ni barrica, sem numero, idem de
Liverpool no vapor inglez Orator, idem em 7
idem, idem, idein a Albino Cruz & C, couiendo
castanhas, sem valor.
Marca MMB contramarca C&CQuarenta e
tete caixas, sem numero, idem, idem no vapjr in-
glez Warrier, idea em 5 idem, idem, idem or-
'em, contendo vidria branc >s lisoa para vidraca,
pe-ando liquido legal 2310 kilogrammas.
3* seccio da Altan lega de Pernainbuo 19 de
Abril de 1887.
O chefe,
Cicero B. de Mello._____
O Dr. Jos Antonio Correia da Silva, ca-
valimro da Ordem de Christo, juiz de
direito de orphos e ausentes da comarca
de Olinda, por Sua Magestade o Impera-
dor a quem eua guarde, etc.
Face saber aos que o presente edital virem e
d'elle noticia tiveram, que a requerimeuto dj cura-
dor do espolio do finado Francisco Manoel da
C sta, vai no dia 21 do corrente, depois Jaaudieu-
cia, .-:.! hasta publica, pir venda e arremataco, a
quem mais der e melhor lance urf.ricer, os bcus
seguintes :
Um terreno no lugar Porto da Madeira, em Be-
beribe, com 100 palmoi de frente e 400 de fundo,
avaliado em > )- K'O p.ir 64000, por ser aba'.ida a
quinta parle daquella quan'ia, visto n.'.o apparecer
lans-.dor na piitneira praca.
Uurca norueguenae Ctarltttiaa
Ncrivcr
E-ra barca, que chegoa aqu no dia 12 do inez
fiado, procedeate de Cardiff, com um carregamen
to de uarvo e consignada a W. Sona & C., se
hoje em lastro para Macei, afim de carregar al-
godao com destino ao Bltico.
Banco de Crdito Real
At o dia 15 do mea vindouro, devem os ac-
cionistas do Banco de Creiito Real de Pernam-
buco realizar a lerceira entrada do vaii.r no-
minal de suas acco-8, na razao de 10 0/0, levan-
do-a sede do bauco, na ra do Commercio n.
34.
Este banco est pagando o seu primero divi-
dendo razio de 44000 pjr aeco ou 10 0/0 do
valor realizado de cada urna.
O pagamento fiz-se na sie do banco, das 10
horas da manha s 4 horas da tarde dos das
atis.
DECLARAC0ES
Consclho de compras da repar-
tleSo de marlnha
Supprimento de sobresalentes e materiaes aos na-
vios da gaerra, tundeados no porto desta capital
e s dependencias deste Arsenal.
De ordem do Exm. Sr. chele de divisio Jos
Manoel Picando da Costa, inspector deste Arsenal
e capitao do porto desta provincia, faco publico
que no da 25 do corrente, s 11 horas da manha,
se contracta em conseibo, \ista de propostas
apreseutadas em cartas fechadas, por tempo de 6
meses, contar de 1 de Julho a 31 de Dezembro
vindouro, o supprimento de sobresalentes e mate-
riaes aos navios de guerra fundeados no porto des-
ta capital e es depeudeociaa deste Arsenal.
As amostras deverJo ser apreaentadas at a
vespera do dia em que tem de se reunir o conse-
Iho.
Os obje jtos a contractar-se sao os seguintes,:
Abastecimento do almoxarifado
A
Agulhas para bitacula, preco de umt.
Agalho, dem.
Agulha para lona, idem.
^galha para brim, dem.
Amarras de ferro, idem por kilo
Ancoras de ferro, idem.
Anc .retas, idem.
Ancorles, idem.
Arrebem, dem por kilo.
Algodo em rama, idem.
Dito branco, idem.
Dito em fio, idem.
Aseite de sebo, litro.
Alvaiade de xinco, kilo.
Dito do chambo, idem.
Azeite de peixe, litro.
Alcatro da Suecia, barril.
Agaa-raz, kilo.
Agulhas meio-palomb.tr, ceuto.
Ditas de palombar, idem.
Alicates de ac, redondos, idrm.
Ditos de seo, quadrados. idem.
Ac quadrado, idem.
Dito em barra, dem.
Dito fundido a S, dem.
Dito em vergas, idem.
Dito batido, idem.
Oito fundido em varao S 8, idem.
Dito em vergalhao redondo, idem.
Dito em vergalhao sextavado, idem.
Dito em vergalhao oitavado, id> m.
Dito em b.iilia, idem.
Dito para molas, idem.
Aldriibaa de ferro, urna.
Ditas de metal amarello, idem.
rame do cobre, kilo.
Dito de ferro, idem.
Dito de lati, dem.
Argola ilo lato, idein.
Arcos de ferio, kilo.
Amagro, dem.
azus ou pegadeiraa de lati, qualoaor imeasSo,
idem.
Azul ultramar, k lo.
Amarello franesz, idem.
Archotes alcatroadoe, cento.
Arco de pao para b.rril, idem.
Bandeira nacional de 2 a 12 pannos, um :.
Baii'leiras do uacAo Ue 4 pannos, idem.
Brim branco, metro.
Brim ne linho para veame, idem.
Brinzo, idem.
Brim da Uussia, idem.
Baetilha uti fltuella branca, dem.
Balancas horisoutaes com conchas de meta!, idem.
Balancas para mesa com conchas, idem.
Bandija de pao, idem. ./
Balitea terrados, pequeos", idem.
Baldes ferrados, grandes, idein.
Baldes di: sola, idvin.
Baldes de lineo, idem,
Bitaculas, idem.
Barquinhas de patente, idem.
Badawcs, um.
Belmaz. s de f^rro, klo.
I i lm..zes de latan. i.em.
Borracha em lenc-jl, idem.
BoiOes de metal para caixilhos e vidros, idem.
Breu, kilo.
Brochas chatas, dusia.
\ota do Tiiexniiru dllaceradan
O recolhimeuto de notas dilaceradas est sendo
feito na Thesouraria de Fazenda, uas tercas e
sextas-feiras, das 10 s 12 horas da inauha.
fnica ;! 4if Vapor nacional Pernambuco
A carga deste vapor, que ga'do nt.hontera
para os portos do norte, censtou do seguinte :
Para o Cear :
50 saceos com assucar branco.
Para Maraoho :
10 caixas com cajurubeba.
3 ditas com calcado nacional.
Para o Para :
20 saceos curo assucar bran-o.
20 barricas com dito dito.
561/2 ditas com dito dito.
745/4 ditas com dito dito.
250 barriquinhas com dito dito.
415 saceos com mi lho.
347 fardos com xarque.
460 meios de sola.
30 pipas com aguardante.
2 barricas com cerveja.
3 caixas com doce.
2 ditas com calcado nacional.
1 dita com espanadores.
Para Manas :
90/2 barricas com assucar branco.
130/4 ditas oobi dito dito.
30 latas com dito dito.
2 pipas com agurdente.
1/2 dita com dita.
135 barris de quin'o com dita.
10 fardos com xsrtjue.
Carregaram diversos.
Barca porlueueza Vaneo da Jama
Sahio hontem, com destino a provincia do Ma-
rantiaa, para cuja pra^a levou a seguinte ctrga :
7(0 barricas com assucar branco.
300/2 ditas cem dito dito.
50 ditas com dito mascavado.
42/6 pipas com agurdente.
36/12 ditas com dita.
Carregaram diversos.
KfcMANA OB 16 A 23 DE ABRIL db 1887
Alcool (litro) 218
Algodao (kilo) 400
Assucar refinado (kilo) 151
Dito branco (kilo) 131
Dito mascavado (kilo) 067
Borracha (kilo) 1426S
Cacao (kilo) 400
Cachaca (litro) 077
Caf bom (kilo) 460
Caf restolbo (kilo) 30
Carnauba (kilo) 366
Cargeos de alfdao (kilo) 040
Carvo de pedra de Cardif (tos.) 164000
Coaros seceos et pichados kilo) 58'
Ditos salgados (kilc) 500
Ditos verdes (kilo! 275
Fariuha de mandioca 'litro) 500
Fumo restolho (kilo) 4t;0
lieneiira (litro) 200
Mel (litro) 040
Milbo (kilo) 040
Taboados de amarello (luzia) 10040'JO
fjlxnort.jco
HEC1FK 1 8 DE AbBIL DB 1887
Para o exterior
m No vapor inglez Anslerlitij, carregaram :
Para New York, J. Pater & C. 10,000 saceos
com 7.'0.000 kilos du assucar mascavado ; V. da
Silveira 2,000 saceos com 150,000 kilos de assucar
mascavado.
No vapor inglez Cuban, carregou :
Para Ntw-Yoik, M. J. da R-jcha 292
com 21,900 kilos de assucar mascavado.
No vapor ingl'z Orator, carregaram :
Para Liverpool, V. Neesen 30 fardos com 5,366
kilos de residuos de algodao.
tm No vapor trancez Niger, carregou :
Para Lisboa, A. Cesar da Silva 530 meioa de
sola e 200 coures salgados com 2,400 kilos.
Para o interior
saceos
Brochas para pintar, ama.
Ditas psra caiar S S, idem.
Bronze, idem.
Bronzil, grammas. '
Bules de folha, um.
Baldeadeira de folha, idem.
Bules de folha, um.
Bagottas tS, ama.
C
Conchas de ferro para coainha, urna.
Ditas de ferro agatha, dem.
Cera preta para corrame, kilo.
Dita amarelia, idem.
Dita em pao, idem.
Dita em velas, idem.
Dita virgem, idem.
Carmn, liquido inglez, vidro grande, um.
Cera em archotes, kilo.
ColcbSo de capim de 1,550X666, idem.
Cabo de linho branco, kilo.
Dito de manilba, idem.
Dito de cairo, idem.
Croks de ferro, um.
Colberes de ferro, urna.
Compseos para desecho, um.
Cassarolas de ferro estanhado, kilo.
IJit.iS de ferro esmaltado, idem.
Chaleiras de ferro estanhado, idem.
Ditaa de ferro esmaltado, dem.
Carretel de barquinba, um.
Camurca, pclle.
Cadinbcs de patente, differentes nmeros, um.
Catracas de diversas dimensoes, idem.
Ditas com manivella, dem.
Cal branca, litro.
Dita preta, idem.
Dita de Lisboa, iem.
Dita de Jaguaribe, idem.
Cadeados de ferro, um.
Cira da trra, kilo.
Dita branca, idem.
Cinzas azuce, idem.
Colla da Baha, 1.* qualidade, idem.
Dita de pellica, idem.
Dita de pintura, idem.
Colberes de teiro para peJreiro, urna.
Compasaos de ferro, um
Correia de sola singella de Tuke. idem.
Dita de sola dobrada de Tuke, idem.
Cjbre fm chapas, kilo.
Dito em barra, i.en..
Dito em vergulbao, dem.
Dito em folba para forro, idem.
Dito em vario, iJem.
Dito em folha, idem.
Dito em Icncol, dem.
Chumbo em lettfol, idem.
Dito em barra, dem.
Chaves de fenda ou parafuso, urna.
Ditas inglesas, idem.
Cimento Portland, barrica, idem.
Carnauba em velas, kilo.
Cr, dem.
Cravos de ferro, cento.
Canos de chumbo, kilo.
Ciibr a de qualidade, um.
Calaeiruo de ferro estanhado, kilo.
Cobertores de la, um
Cadernaes bronzeadus S-v idem.
Chinello de vaqueta para a aoferaiaria.
Camisola ae brim.
I
Decaes de repucho, um.
Uuinasco de la, metro.
Diamante para Cortar vidro, idem.
Dobradicas de ferro refincadas le junta, cempri-
M-. duqualquer dimensan, urna.
Ditas de ito quadradag para machina, du qual-
quer il nso, dem.
Ditas.i libatido. quadradas, de qualquer di-
meiii.. ictn.
Ditas de lato, compridas, de junta com eixo do
mesmo metal, returcadas, de iiualqucr dimensao,
idem.
Ditas de l*far>, compridas, de junta, com eixo do
mu-'" ">e toreadas, de qualquer diineuao,
ide ii
Ditas l
mesmo ir-
menso, i i-i-.
Ditas de d;t> qua
dimensao, idem.
Ditas de dito quaili n.las, nao retorcadas, de quer-
quer dimensao, idem.
Ditas de dito quadradas leforeadas, para machinas,
de qualquer dimensao, dem.
Ditas de dito reforjadas para madeira, idem.
Ditas de ferro, dem.
Ditas de metal dem.
E
Eoxofre em p, dem,
i Mto em pedra, idem.
Espirito de viuh> da 37 a 90 graos, litro.
Cstaubo em vergoinha, kilo.
Dito em barra, idem.
Env.das de ferr >. una.
Ditas de dito cale idas de ac, idem.
Enxs para carapiuaa ou donteia, idem.
Ditas para ditog ou doriteira, com cabo, idem.
Dita para carpinteiro, com cabo, idem.
Estopa da trra, kilo.
Dita de linho, dem.
Escpulas de ferro, idem
Dita de latao, idem.
Escalas metricar, idem.
i c'aeou de junta com eil do
retorcadas, de qualquer di-
das, reforjadas, de qualquer
Kendliueatos pblicos
MEZ DB ABRIL
Alfandcya
Renda geral :
Di 1 a 18
dem de 19
Senda provincial :
Del a 18
dem de 19
401:555313
3u: 639 i 522
63:430*799
6:4944998
432:1944835
Rectbedoria
importaco
Vapor nacional Mandahu, entrado de Aracaju'
e escala em 18 do corren t-.1 e consignado Com
panhia Pernambuca a, manifestou :
Algodao 79 saccas a Joaquim da Silva Carneiro.
Patacho noruega Hant Tode, entrad i de Cardiff
em 18 do corrente e consignado ordem, manifes-
tou .*
Carvo de pedra 383 toneladas estrada du
ferro de Limoei-. o.
Hiato nacional Aurora II, entrado de Maco em
19 do corrente, e consignado a Joao Paes de OH- I
veira, mauif'St'-u :
Assucar 70 saceos a Rea & Santo .
Algodao 12 saccas a Gomes de Mattos lrmaos.
Cera de carnauba 32 sacos aos meamos.
Palha de carnauba 256 molbos ao consignata-
rio.
Sai 35,080 litros ordem.
Velas de cera de carnauba 4 caixas e 1 barrica
a Gomes de Mattci Irmace.
No vapor nacional Pernambuco, carrega-
ram :
Para Mano, H. Burle de O 10 barris com 960
litros de agurdente ; J. M. Dias 15 barricas com
375 kilos de assucar branco.
Para Maranbao, A. F. dos Santos 10 caixas ca-
jurubeba.
Para o Para, V. T. Coimbra 250 barricas com
19,577 kilos de sssucar branco ; M. J. Alves 6
barricas com 398 kilos de assucar refiaado ; B li-
tar Ir .ni )S & C. 20 pipas com 9,60J litros de agur-
dente e 150 barricas com 9,595 kilos de assucar
branco ; J. M. Dias 100 barricas com 5,652 kilos
de assucar branco
Na barcaca fainha dos Anjos, carregarau? :
Para Maco, Coala & ^'edeiros, 150 saceos com
farinha de mandioca : M. A. Scnna & O 3 barri-
cas com 371 kilos de assucar branco.
NavION a carea
Barca nornegoenae Glitner, flull.
Barca noruegaense Aino, ilull.
Brigue allemo /. G. Fichte, Montevideo.
Brigue allemo ot Genebra, Santos.
Barca nerueguense BroSrene, Bltico.
Barca norueguense Dovre, Bltico.
Lugar nacional Juvenal, Rio Grande do Sul.
L,-..r norueguense Alrana, Hull.
Lugar norueguense Speranza, Canal.
l-g.r inglez May, HulL
Lugar ailemo Helene, Montevideo.
Patacho portugaex Osear, Santos.
Vapor ingles Tinto, Liverpool.
Vapor nacional Jaguaribe, Parahyba e escala.
Vapor nacional Marinho Visconde, Maeei e escala
Vapor ingles Austerly, New-York.
Vapor in&lez Orator, Liverpool.
Navio* a deacarfa
Barca inglesa Ethel, bacaibo.
Barca dinamarquesa Arica, carvo.
Barca inglesa Beltreei, bacalho.
Escuna portuguesa Joaquina, varios gener s..
Lugar inglez Luate R. Wilce, bacaibo.
Lugar inglez Kalmia, bacalho.
i.jar inglez Han Tode, carvo.
Patacho nacional Andaluza, xarque.
Patacho allemo itary, xarque.
Patacho portugus Joaquina, varios gneros.
Dlnhelro
O vapor nacional Pernambuco levou para :
Parabjba 39:0^040001
Pe la 18
dem de 19
Escarradeiras de ferro, idem.
Ditas de ferro agatha, idem.
Dita de folha, idem.
Esqyiadro de ac, qualquer dimensao, idem.
Estopa de algodao, dem, kilo.
Dita ingleza, dem.
Escovas de rame para tabes de caldeira, qual-
quer dimensao, idem.
Ditas de cabello, idem.
Ditas inglesas, idem.
Ditas de rame, idem.
Espumadeiras de folua, urna.
Euieril em p, kilo.
bT
Filele SS, metro.
Fio do vela de urna qualidade, kilo.
Dte de algodo, dem.
Porquetas de ferro, ama.
Facas para coainha, idem.
Frigideiras de ferro esmaltado, urna.
Ditas de ferro estanhado, idem.
Funil do folha, dem.
Fio de cobie, kilo.
Folhac de Flandres grandes, Charaool, marca
X XXXXX. caixa.
Ditas dita grandes K.ke, marca X XX XXX idem
Ditas dita pequeas K.ke, marca X,XX,XXX,
idem.
Formoe.-, idem.
Fouces, urna.
Flor de euxofre, kilo.
Fezet, de ouro, idem.
Feltro secco, idem.
Fechos de ferro, qualquer dimensao, um.
Fechaduras de ferro para armarios e gavetas
qualquer dimensao, urna.
Ditas de dito para gavetas, duas linguetas e duas
voltas, qua'quur dunenso, iiem.
Ditas de dito deentalhar, para porto com ou sem
macauctaa, iireita ou esquerda, qualquer
dimensao, idein.
Ditas de dito de caixao para porto com ou sem
ma^inetas direita ou esquerda, qualquer di-
mensao, idem.
Ditas de dito com ferrjlho para caixao, qualquer
dimensao, idem.
Ditas de dito du bomba, qualquer dimensao, idem.
Ditas de dito francezas, qualquer dimensao, idem.
Ditas de dito de embutir, de lanceta, qualquer di-
ineuto, idem.
Ditaa de dito e.m trinco e macaneta, qualquer di-
mensao, idem.
Ditas de dito de tambor, qualquer dimensao, dem.
Dita de dito de lanceta para portas de correr,
qualquer dimensao, i .em.
Ditas de dito de agorja, com e sem cauhao, quaN
quer dimensao, idem.
Ditas de dito de broca, com metaes e chaves, ate
020 0 080, idem,
Ditas du lato para arenario e gavetas, com e sem
can bao, qualquer dimensao, idem.
Ditas de dito e e talhar para portas, com maca-
netas du pao, vidro ou porcelana, direita e
esquerda. q'lalquer dimensao, idem.
Ditaa de Hit.) ile entalhar para portas, sem maca-
netas, qualquer dimensao, direita e esquerda,
idem.
Ditas de dito de caixao para portas, com e sem
inae inetas direita e esquerda, qualquer di-
meuso, dem.
Ditas de dito com micnnetas de vidros ou porce-
lana, qualquer dim nsao, idem.
Ditas de lati para armario e cavetis, com e sem
couho, qualquer dimensao, idem.
Ditas de lato de entalhar para portas com maca-
netas de pao, vidro ou porcelana, direita e
esquerda, qualquer dimensao, idem.
Ditas u lati de entalhar para portas, sem maca-
netas de qualquer dimensao, direita e es-
quirla, dem.
Ditas de lato de caixao oara portas, com ou Bem
mu ine-;is, direita e esquerda, qualquer di-
mensao, idem.
1) ti.s de lato com maennetaa de vidro ou porce-
lana, qualquer dimensao, idem.
Ditas de lato de duas entradas de 1 c chaves,
qualquer dimeue&o, idem.
Ditas de lato de embutir com caixao, qualquer di-
mensao, idem.
Ditas de lato de embutir canastras, qualquer di-
mensao, idem,
Ditas du lato com trinejs c maanetas, qua'que
dimensao, iJem.
Ditas de lati de tamborete, qualquer dimensao,
idem.
Bitas de lato de lanceta para portas, qualquer di-
me.nsio, idem.
Ditas de lato di agorja com ou sem canho, qual-
quer diinenso, i ein.
Ditas de ferro, idem.
Ditas de metal amarello, dem.
Ditas com macanetas (francezas) idem.
Ditas de metal suitidas, idem.
Ferro em chapas BB, kilo.
Dito em vergalhao, idem.
Dito en barra BB, idem.
Dito era cantone!ras BB, idem.
Dito inglez em barra, dem.
Dito inglez em varn, idem.
Dito inglez em l-ncul, idem.
Dito ingles em caotoneiro, idem.
Dito Lawraoor em chapas, idem.
Dito Lawraoor era barra, idem.
'lito Lawraoor em vergalhao, idem.
Dito Lawmcor em cantoneiras, idem.
Macadoaro Publico
Foram abatidas ao Matadouro da Cabanga 100
rezes para o consumo do dia 19 de Abril.
Sendo: 74 reses pertencentes a Oliveira Castro,
& C, e 26 a diversos.
Das 74 rezes pertencentes aos Srs. Oliveira Cas-
tro & C, 1 foi para a caldeira.
onsulado Provincial
ne 1 a 18 19.0504056
Id-va da 19 151*719
'> 1 a 18
Idee d 19
Recife Drainage
19:201*775
7:020*967
688.915
7:709882
Mercado Municipal de 9. Jone
O movimento deste Mercado no dia 19 de
Abril foi o seguinte :
Entraran) :
49 bois pesando 7,944 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 28 e 1/3 ditos de 1.a qualida-
de, 6 e 1/2 de 2 dita e 14 ditos par-
ticulares.
763 kilos de peixe a 20 ris 15*260
112 cargas de fariuha a 200 ris 22i400
5 ditas de fructas diversas a 300 rs. 1|500
6 taboleiros a 200 ris 1200
13 Sainos a 200 ris 2*600
Foram oceupados :
231/2 columnas a 600 ris 14/100
23 compartimentos de fariuha a
500 ris. 11*500
22 ditos de comida a 500 ris UlOO
821/2 ditos de legumes a 400 ris 331000
18 ditos de suino a 700 ris 12*600
11 ditos de fressaras a 600 ris 6/600
10 talhos a 2* 20*000
10 ditos a 1* 10*000
A Oliveira Castro 4 C.:
54 talhos a 1 54*000
Deve ter sido arrecadada nestes dhs
a quantia de 215*760
Rendimento des dias 1 a 18 3:696*360
Vaporen e nailon esperados
69.925*797 vafobes
S. Franciscodo sul hoje.
502-120/632 ViUe de Maranbao-do Havre boje.
Nigerdo sul amanh.
Bkameny-de Trieste a 23.
18:570/673 La Platada Europa a 24.
1:510*511 Espirito Sautodo norte a 24.
Euciidde Liverpool a 25.
20:111*184 Ceardo sul a 27.
avos
Amandade Hamburgo.
Apotheker Dirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade Cardiff.
Aune Catharineda Baha.
Bernardus Godelewus do Rio Grande do Sul.
Brothersdo Rio de Janeiro.
Catode Hamburgo.
Diudado Rio Grande do Sul.
Dnumede Terra Nova.
Enjettado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Sul.
Elysado Porto.
Favoritade Santos.
Guadianade Lisboa.
Jelanthede Santos.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Joven Correiado Rio Grande do Sul.
Katalinaie Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Maggiede Terra Nova.
Mimosado Rio Grandj do Sal.
Marinho VIIdo Rio Grande do Sul.
Nordsoeude Liverpool.
Nautilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenos-Ayres.
Premierdo Rio de Janeiro.
Rosa I-I 111do Rio Grande do Sul.
Rivaldo Rio Grande do Sul.
Sparkde Terra Nova.
Withelminede Hamburgo.
Foi arrecaJado liquido et boje 3:912*120
Precos do dia :
Carne verde de 280 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 50J a 640 ris idera.
Fariuha de 200 a 249 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijo de 640 a 1*000 idem.
lloviuiento do porto
Navios entrados no dia 19
Maco14 dias, hiate nacional Aurora II, de 70
toneladas, mestre Manol Duarte da Silva
equipagem 5, carga varios gneros; a Garlos
Antiuio de Arauje.
Macei24 horae, vapor inglez Coban, de b89 to-
neladas, commandane Robert Traser, equipa-
gem 27, carga varios gneros ; a Henry Fors-
teB Se C.
Navio sahido no mesmo d#
Maranbao Barca portuguesa Vasco da Gama,
capito Antonio Ferreira Coelho, carga vario*
gneros.

r


s

^^^^^^l
^^__^__





*\



i

<.
*
Diario de Penuunbuco(tuarta-lcira 20 de Abril de 1887
Dito Lawmoor po vaiio, idem.
Dito Lawmoor en lenco I, iiem.
Dito da Suecia em barra, idem.
Dito da Suecia em vergalhao, dem.
Dito patente em barra, idem.
Dito patente em vergalbo, idem.
Ditos psra arcos, idem.
Dito para grelhas, dem.
Dito zadrec em chapas, idem.
Ferro guia, idem.
Dito ingles em vaii redondo S8, ident.
Dito ioglez em vario qaadrado, idem.
Dito da Snecia em varo redondo, idem.
Fechos pedreses, um.
Foles 8, idem
Ferrolboa de metal amarellc, idem.
Ditos de ferro SS, idem.
Gauchos de lati, um
Ditos de ferro idem.
Garlopes com ierro, idem.
Goivas para calafates, dem.
Ditas para carpinteiros, idem.
Grozas d-* ac, idem.
Gazetas do algodo, kilo.
Dita do linho, id> *.
Dita elstica putete, dem.
Dita patente, idem.
Giz em p'dra. dem.
Gomma lacea clara, idem.
Gesso, idem.
Gadanhos d>> ferro, um.
Gomma arbica em pedra, kilo.
Garfas (.-ara cos'nha, idem.
Dito de ferro, idem.
Gatos com sapatilbo, idem.
Ditos eingclos, idem.
Ditos dobrados, idem.
Graiza do Bio-Graude em bexigas, kilo.
los i as, urna.
K-'n.zt'UP, luta.
H
K
Lixa de panno branca, i:iej.
Dita de papel, dem.
3ita de peixe, dem.
Dita de vidrj, i:ea.
Dita esmeril, idem.
Lubrificadores, um.
Dita alcatronda, idem.
Di_a de barca, idem.
Lato cm i-hnpas para todas hs dimensoes, idom.
Dito eu? vcrgallioes, idem.
Dito em fulha para forros, idem.
Dito em leucol, idem.
Limas inglezas quadradas de 0,101 a 0,550, do-
zia.
Ditas ingzezas chatas 1/2 canna, speras e abas-
tardas de 0,101 a 0,550, idem.
Ditas inglezas parallelas bastardas, do 0,101 a
0,550, idem.
Dita de 3 quinas bastardas e speras de 0,101 a
0,550, Meca.
Ditas iel 'Ss maurcas chitas 1/2 caima de 0,101
a-0,550, idem.
Ditas inglezas uiaar^is parallelas de 0,101 a 0,550
idem.
Ditas de quinas maurcas do autor P. Jacbson de
0,100 X 0,02, 0,200 X 0,100 e 0,200 X 0.016,
idem.
Ditas ntmndoinas maurcas do mesm- autor de
0,100 X 0,009, 0,200 X 0,011 e 0,200 X 0,016
idem.
Ditas cylindr:cas maurcas do mesmo autor 0,100
X 0,200, idem.
Ditas lancbeiras maorcas do mesmo autor-de 0,250
CJX 0,125, idem.
Ditas curvas de 0,101 a 0,550, idem.
Ditas de 3 quinas do autor W. Wales de 0,101
a 0,550, iaem.
Ditas de 1/2 cannan chatas e bastardas do mesmo
autor, 0,101 a 0,550, idem.
Di as paralllas maurcas e bastardas do mesmo
autor, 0,191 a 0,550, idem.
Ditas speras do mesmo auior, de 0,101 a 0,550,
idem.
Difan mnendoeiras do meino autor de 0,101 a
0,550, idem
Ditas de xca, urna.
Limatoes ingleses quadrados de 0,101 a 0,550,
duzia.
Ditos ingleses redondos de 0,101 a 0,550, idem.
Ditos cylindros de 0 200, idem.
Lona da Russia 'arga, metro.
Dita estreita, idem.
Dita iugli-za, larga, idem.
Dita estrena, idem.
Dita de algodao nacional, id-m.
Luiitcmas de patente, urna.
Lavatorios de ferro, um.
Leneol de brim, um.
Mealhar branco para gaveta, kilo.
Dito alcatroadr-, idem.
.Merlim. kilo.
Moinhos para caf de Fiy, de 6, 8,10, 12, 14, J6,
18 e 20 kilos, um.
Medidas de ferro decimaes para seceos, jogo.
Medidas mtricas de tolha, terno.
Martn, metro.
Machado, idem.
Malhos de ferro, idem.
Martello de carpinteim, idem.
Martello de pedreiro, idem.
Metal mnntt, kilo.
Metal patente, idem.
-Metal em fita, idem.
Metal em folha, idem.
Mordeute, kilo.
Moiioes bronzeados, idem.

Oculos de alcance, um.
Oleo Je linhaca, kilo.
Ocre, idem.
Ouro em pa i, livro.
Jxido de ferro, kilo.
P
Pas de ferro, urna.
Pas de ferro com ponta, idem.
Ps de ac, idem.
I'is de ayo eom ponta, idem.
Pedras de afiar, idem.
Pedras de amolar, idem.
Pedra de rebolo, idem.
Cidra de mjer tintas, idem.
Puehadvires de vidro e louca, idem.
Peneiras de rame de ferro galvanisado, idem.
Penetras de rame de latao, idem.
Penetras de cabello, idem.
P'.neira de rame, idem.
i'eueira de seda sem tamps, ii m.
Pedra pome, kilo.
Pedra podre, idem.
Plrouilagina, idem.
Potasaa em pedra, idem.
Pixe da Suecia, litro.
Piuceis esc<-peiro3, dem. .
Pos preto, idem.
Picare tas de ferre, dem.
Pas cumpletas, idem.
Pregos de cobre batido, idem.
Ditos de cobre de embutir, iuem.
Ditos de bronze, idem.
Dit* s de cobre para torro, dem.
Ditos de cobre (le tulbamar, dem.
Ditos de ferro para forro, iiem.
Ditos de ferro de peso, idem.
Ditos de ferro, grandes, cento.
Dit s de forro, pequenes, kilo.
Ditos batelliuhos, dem.
Ditas de ferro, de batel grandes, idem.
Ditos d? ferro, de batel pequeos, dem.
Ditos de ferro, ripaes, idem.
Ditos estopares, idem.
Ditos de ferro, caibraes, idem.
Ditos de embscar, idem.
Ditos ue ziuco, idem.
Ditos lia ferro de cali-anisados, dem.
Ditos de cobie ripal.
titos balmazes, idem.
Ditos de ferro, de costado, dem.
Ditos de costados, galvanizados, idem.
Ditos de cobre, de batel, idem.
Ditos de cobre de costado idem.
Ditos de cobre, para frpj, idem.
Dit' s ae ferro, de guaraicio, idem.
Ditos francezes. idem.
Ditos de ferro, de soalho, cento.
Dit' cab'fa de purccliaoa, um.
Dito* cabeca dourad., idem.
PlUitOe, idem.
Parafusos de ferro com poreas, qualquer dimen-
so, idem.
Ditos de poreas, eom eepelhos, idem.
Ditos de ferro, de cabera chata, differentes dime-
toi-a, grosa.
- de ferro, cabeca redonda, differentes dimen-
le, dem.
[Ditos de lati, de cabeca chata, differentes dimen-
soes, idem.
i SS, una.
Ditos de metal amarello, idem.
Pmceis de Malta, um.
Ditos de seda, idem.
Pratos fundos de ferro, sgatha, um..
Ditos travessos de ferro dito, idem.
Ditos de ferro, estanhados, idem.
Ditos de ferro, esmaltados, idem.
Ditos de fulha, um.
Piassara, kilo.
Pharoes para topes, um.
Dito para os lados, ver le e encarnado, idea.
Pannos para mesa, metro.
Pticaro de folha, um.
Prato travesea de folha, iiem.
Dito redondo de f jlha, idem.
Pele do carneiro preparada, urna.
m
Ramos de faia SS, um.
Rebote de ferro gslvanisado, idem.
Raspas de ferro, dem.
Rouge, kilo.
Rozo rei, idem.
Katoeiras, urna.
m
Sapatilbos de ferro, idem.
Ditos de bronze, idem.
Ditos de metal, idem. v
Sextante, dem.
Sabao em pao, kilo.
Sebo em velas, idem.
Dito coado, idem.
ntearinas em velas, idem.
Dit-s em archotea, idem.
conduiexa, idem.
Serrote para cortar carne, um. '
Sola iogieza, urna.
Dita da trra, dem.
Sangue de drago, kilo.
Seccaste le zinco, kilo.
Dito do chumbo, dem.
Sida forte, idem.
Scente de ouro, kilo.
Salrr.s de ferro ca.cadas, urna.
Tbeaouras para cortar metal, idem.
Temos de ferro de bancada, kilos.
T. rnos de mesa, um.
Tornos pequeos de mo, dem.
Torquezes, urna.
Traaos de rosca de todas as dimensoes, idem.
Ditos de colherde tolas as dimentoes, idem.
Trena mtrica, idem.
Tubos de ferro, idem.
Ditos de ferro para caldeiras, idem.
Ditos de ferro para estaes de caldeiras, idem.
Ditos de lato para caldeiras, idem.
Di ti s de lato para estaes de caldeiras, kilo.
Ditos de cobre, idem.
Ditos de chumbo, idem.
Dito de metal, dem.
Ditos de borracha, idem.
Tenas de zinco SS, um .
Tijollos ingleses, um.
Tachas de bomba, idom.
Ditas de zinco, idem.
Dita de cobre, idem.
Ditas de ferro, idem.
Trmcal, idem
Terra de sene, crua e queimada, idem.
Tubo- de tinta, francezes, bisnagas, um.
Tiuta azul ultramarina, kilo.
Dita amarella preparada, idem.
Dita branca de zinco. idem.
Dita branca de chumbo, idem.
Dita palha, idem.
Dita preta preparada, idem.
Dita verde preparada, idem.
Dita encarnada preparada, idem.
Dita azul preparada, dem.
Dita ruxo-terra, idem.
Torneiras de estanto n. 1 a 10, urna.
Ditas de metal curvas, idem.
Torcidas francesas, metro.
Terrina de ferro, agatba, idem.
Terrina de foih.., dem.
Travesseiros de capim cu de crina, um.
Ditos de p ilh-. ideui.
Toios de janipab, dem.
Taboas de pinho americano differentes espu mae
metro quadrado.
Dita de pmho da Suecia, metro corrido.
Dita de pinho de Rica, dito, dito.
Dit de cedro da Babia, dec. cub.
Dita de amarello de ussoalho, idem.*
Dita de costado de pao carga, idem.
Dita de costadinho, dito idem.
Dita de cedi paia forro, idem.
Dita de cedro de 0,025, idem.
Dita de cedro de 0,019, idem.
Dita de louro para assoalbo, idem.
Dita de pao carga de 0.013, idem.
Dita de pi carga de 0,025, idem.
Dita de pao carga de 0.037, idem.
Dita do pao costado, idem.
Dita de pao costadinho, dem.
Dita de amarello, para forro, idem.
Dita dearr.arello de 0,025, idem.
Dit* de amarello de 0,019, dm.
Dita de amarello de 0,087, idem.
Dita de s na relio de costado idem.
Dita de amarello de costadinho, dem.
Dita de pinho da suecia de 0,019, idem.
Dita de pinho da Sueeia de 0.025 idem.
Dita de pinho da Suecia de 0.035, idem.
Dita de pinho da Suecia de 0,075, dem.
Dita de louro para forro, idem.
Dita de pa > carga de 0,019, idem.
D Dita de pinho da Suecia de 0,050, idem.
Toros de jaoipabo de 2,14 a 2,30 de camprimento
e de 0, 5 a C65 de dimetro no topo inais grosso
e que nao teuham nos, um.
V
Vidros curvos para phares, brancos e encarnados
idem.
Vidros de vidraca brancos e de cores, idem.
Vasscras de piassava com cabo, idem.
Verrumas de roscas para calafate, idem.
Vero i branco de boneca, kilo.
Dito de eolher, idem.
Dito branco francs, encorpado, idem.
Dito amrrello, dem.
Dito de pincel branco e prcto, vidros grandes.
Dito de queim ir nos, kilo.
Dito de alambre, idem.
Dito branco e preto de S. Freir, vidro grande.
Dito seccativo ingles, kilo.
Dito copal, idem.
:to metlico, idem.
Dito crystal, idem.
Dito Bcrt Blank Japn, lata.
Dito Bert Weamirag, idm.
Verde Paria, kilo.
Vernix de coaltar, dem.
Verde composto, idem.
Dito nat.iv.', idem.
Verde franca, idem.
Dito ingles, idem.
Vermelho da China, id.'m.
Vidros para vidracaa de 0,0020, 0,004, um.
Ditos ingleses de 0,0020, 0,005, idem.
Dito da Bohemia, idem.
Dit-'b lavrados, idem.
Ditos estrellados, idem.
Ditos de cores lisos, idem.
!>ito de cores curvos, idem.
Ditos opacos, id-m.
Ditos para espellios, id. m .
Ditos musseliua, dem.
>itcs redondos paia vicias, idem.
Z
Z-irco, kilo.
Ziuco ein barra, iiem.
Zneo em fulha, idem.
Coodicoes
1. Todts es rticos serlo de primeira quali-
dade.
2 Serao entregues pelos fornecedores as por-
ces que I he forein pedidas pelo alm .xarifado e
peles navios de guerra, do praso de tres das,
contados da data em que os pedidos forem despa-
chados pelo Exm. Sr. inspector.
3.n Os generoa ficarSo sojeitos approvacao ou
reprovacj do perito que fr designado para exa-
minal-o.
4.a Os fornecedores pasarlo as multas de des
por ceuto do valor dos (eneros no caso de demora
as entregas e de vinte por cento na de falta de
entrega, ou rejeicad por ra qualidade, iodemni-
sando ueste caso a fazenda nacional da differen-
ca que se der entre os prreos ajustados e os por
que forem comprad) oe geueros uo fornecinos
ou rejeitados, salvo se forem inmediatamente
substituidos poi outro da quaidade contratada.
5.' O pagamento Ja importancia dos forneci-
raentus sera teito pela Th escurar i a de Fazenda A
vista dos documentos que obtivereih os fornece-
dores, e depois de satisfeito o sello provincial.
6.a Conforme o aviso circular do Ministerio da
Merinos D. 172 de 28 de Janeiro do corrente as-
no o fornecedor ficar sujeito a mais sessenta das
de suppnmento, aim do praso estipulado no con-
tracto, sem que esta circunstancia lhe d direito
prorogaco do ajuste.
7.a Oe objectos fomecidos e serao pagos no Companhia Peraambueana n. 11
mes s^guintc :
Observacoes
1.a Menhnma proposta ser reeebida sem que o
proponente della declare por extenso, sem claro
algu'.n, emenda, entrelinha ou rasura,o preco de
cada genero.
2.a Nao ser aceita proposta sem que o nego-
ciante declare que se sujeita ao pagamento da
multa de cinco por cento do valor provavel do
fornecimento durante o praso para que este an-
nunciado, se nao comparecer oesta secretaria pa-
ra assignar o contracto, no praso de tres das,
contados daquelle em que fr notificado pela im-
prensa, como determina o avioo de 28 de Descm-
bro de 1874.
3.a Conforme o recommendado em aviso de 11
de Maie de 1880, nao serSo admitt'dasas propos-
tas dos negociantes ou firmas sociaea que nao
apresentarem os documentos seguintes :
Certidao da matricula da junta commercial :
Bilhete de pagamento do imposto de industria
no ultimo semestre.
Certidao de contracto social exhibido do regis-
tro da junta commercial.
4.a Nenhuma proposta ser reeebida depois do
dia e hora designados neste aonuncio.
5.a Os proponentes apresentaro os documentos
exigidos pelo avisi de 11 de Maio cima referido
tres dias antea do prazo marcado para o recebi
ment das propostas, para a necessaria verifica-
cao.
Secretaria d inspeccio do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 14 de Abril de 1887.
O secretario,
__________________Autonio da Silva Asevedo.
O proeurudor dos Feitos Ja Fazenda
f-'rovincial tendo reoebido do Thesouro Pro-
vinci.1 a relajo abai'xo transcripta dos
conf,ribuintes do* impostos de classe e ra2o
raorta, que dcixaram de pagar no tempo
competente, declara aos niesmoa contri-
buites, ques Ibes fica marcado & praso de
30 lias, a contar da publicacSo do presente
edital, para recolberem ao Consulado Pro-
vincial a importancia de sous dbitos, cer-
tos de que, findo este praso, se proceder
eobranc* judicialmente.
Recife, lt de Abril de 1887.
Miguel Jos de Almeida Pornambuco.
RelacSo dos devedores do imposto de classe, e i o-
postos de mo mora, do exercicio de 1885 a
1886 que deixaram de pagar no tempo compe-
tente.
Classe n. 1
Largo do Corpo Santo. Alberto V>z
de Carvalbo
Ra de Marcilio Dias n. 16. Anto-
nio Guilbermino dos Santos
Cor o Santo n. 13. Bcrnardino Go-
mes de Carvalho
Imperial n. 44. Cic ro Tercio Torres
Tavares
Imperador n. 28. Campos & C
Dita n. 46. Crrela & C.
Largo d-. Corpo Santo d. 15. Fran
cis.'o de Albuquerque Mello Caval-
cante
Ra di Bom Jess n. 28. Francisco
(. Rodrigues Esteves
Dita n, 30. Fereira C-isco & Filho
Estreita do Rosario n. 3. Francisco
Isidoro Ribeiro de Carvalbo
Visconie de Itaparica n. 1. Hoste-
uia C. de Muraes
Coronel .-nassuna n. 220. Juvelino
dus Santos e Silva
Vidal de Negreiros n._2. Joo Mt-
reir Lins
Vise nde de itaparica n. 14. Jovino
Baodeira
Largo de Pedro II n. 77. Joo Bar-
bosa Lima
Ra Duque de Casias n. 47. Joo
Fruncs-o T, Marques
Bom Jess n. 50. Joo Martins do
Rios
Dita n. 50. Jesuino Barroso de
Mello
Imperial n. 19. Joaquim Domingues
da Costa
Visconde de Itaparica n. 32. Jos
da Silva Alves
CompaahU Pernambueana ns. 1 e 3.
Jos da Silva L iy> Filho
Bom Jess n. 38. Jos Gomes de
M. Araujo
Pedro Afinso n. 22. Jos Gomes de
Oliveira Piedado
Visconde de Itaparica n. 32. Luis
de Oliveira Lima Jnior
Bom Jess o. 33. Ladislao Gomes
do Reg
Marcilio Dias a. 66. Modesto C. do
Reg
Bom Jess. Manoel Je s Affonso
Commercio n. ,18. Matbcus Austin
&C
Dita d. 10. N. J. Lindston
Corpo Sauto n- 19. Oreste Travasso
&C.
Vigaric Tenorio n. 19. Pedro Osorio
de.Cerqueira
Bom Jess n. 56. Rabello briobo
Mariz e Barros n. 11. Rodrigues de
Farias & C
Largo do Carmo n. 1. Souza P-
nheiro & C.
Rua do Commercio n. 15. Sebastio
de Barros Barreto
Vi-conde de Itaparica n. 4. Sebas-
tio Jes Beserra Cavalcunte
Bem Jesns n.45. Temporal & Filbo
Dita n. 12. Theodoro Christianse
Classe n. S
Rus do Cabug n. 3 A. Agostinho
A Irmo
Pnmeiro de Marco n. 25. Bedel 4
David
Cabug n. 5. Eugenio Goelecbel
Largo do Rosario n. 24. Jos Joa-
quim Goacalves b. & C
Imperador n. 32. Julio Fuerstemberg
Cabug n. 5 A.. Res & Cousseire
Classe n. 4
Rua do Cabng n. 11 A. Alexindre
Liberty
Classe n. 5
Rua do Baro da Victoria n. *3.
Antonio Jos de Asevedo
Dita n. 54. Carvalho Jnior 4
Leite
Lita n. 17. Pedro E-nilio Roberto
(Contna).
Classe n. 7
Imperial ns. 322 a 326. Antonio de
Almeida C. Branco
Ca se n. 8
M --Ja n. 9 Antonio Pinto Lioa
Jos Antonio do Cont Vianna
Praca da Assembla o. 4. Jos Gui-
lherme
Amorim n. 2 A. Jos Vilclla de Cas-
tro Maris
Commercio n. 17. Jos An'onio de
Mattos
Vigario Thenoriojn. 3. Jos Leonar-
do Grego
Piada da Assembla ns. 15 e 25.
Joii Soares de Soasa
Companhia Pernambucana n. 10 A.
Lopes <$ Irmo
Dita n. 28 Luis Rocha & t.
Commercio n. 17. Sebastio Gou-
calves de Brito
(Contina.)
167*997
1G7997
176*396
176*396
503*994
810*012
167*997
251*996
167*997
De ordem do Sr. presidente convido os Srs. so-
cios patroes e remador, s qne constifuem diversas
tripolacoes das embarcacoes dest-.1 Club a se re-
unirem rm sesso do conseibo administrativo, que
de ver ter lugar a 7 horas da noite de 20 do an-
dante, na sede respectiva afim de se tratar da
prxima regata.
Recite, 18 de Abril de 1887.
( Joaquim Alves da Fonseca,
Secretario.
Socdade Segredo Amor da
Ordem
De ordem do presidente, sao convidados todos
os Obr. desta Aug.'. 03. -. para rennirem-se
em sesso de posse da nova administraco, que
ter lugar sesta-feira 22 do corrente, s 6 horas
da tarde, no lugar do costume.
O secretario adboc,
Julio C. C. Ayres.
Lotera de 4000 coutos
A grande lotera de 40''0 contos, em 3 sorteioa,
Gca transferida para u din 14 de Maio vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de hoje.
Thcsouraria das Loteras para o fundo de
emancipaco e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Dexembro do 1886.
O thesoureiro,
Francisco Goncalves Taires.
95*815
Na secretaria da Santa Casa arrendara se os
31*938 seguintes predios :
Rua do Bom Jess n. 12, loja e 1 andar.
15*968 iicm idem n. 13) 2- e 3- andares.
dem do Vigaiio Tbenorio n. 22, 1 andar.
315938 Id m do Mrquez de Olinda n. 53, 3- andar.
127*753 dem do Apollo n. 24, 1- andar.
2*715 dem da Madre de Dens n. 20.
dem idem n 10.
dem da Moda n. 45.
31*938 dem idem n. 47.
dem idem n. 49.
95*815 dem da Lingoeta n. 14, 1* andar.
111*792 dem da Guia n. 25.
Becco do Abren n. 2, 2- andar.
22*407 dem das Boias n. 18, sobrado de dous andares
e loja.
95*810 Kua da Aurora d 37. 2- andar.
dem da Detenco (dentro do quairo) duas
31*938 c.8as.
Estrada de Trro do Ribeiro ao
torito
De ordem da directora sao chamados os Srs.
accionistas desta empresa, para no praso de 60
dias, a contarde hoje, recolherem ao London de
Brasilian Bank, a 6* entrada de 10 0|0 de suas
accOes, nos temos do art. 9 2o dos estatutos.
Recife, 9 de Marco de 1887.
O secretarle,
Jos Bellarmino Pereira de Mello.
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta reparti-
co, faeo publico que no dia 20 Jo corrente mes,
paga-se a classe do professoras de 3a entrancia,
relativamente aos veneimentos do mes de Feve-
reiro prximo findo.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 19 de Abril de 1887.
O escrivo da despea,
Silvino A. Rodrigues.
Comi geral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor Dgles Cooan, esa administraco
expede malas para os porfos do Cesr, Para, Bar-
bados, S. Lhomas e New-York, recebendo impree-
8os e objectos a registrar at 10 horas do dia, e
cartas ordinarias at as 11 horas, ou 11 1/2 com
porte dnplo
Administraco dos corrcios de Pernambu o, 20
de Abri" de 1887.O administrador,
Alfonso do Reg Barre*.
Club de Regatas Pcr-
nambucano
Ein nome doconselho administrativo deste club,
convido os senhores socios a se reunirem em as
sembla geral na sede do mesmo club, sexta-feira
22 do corrente, s 7 boros da noite, afim de se
tratar de negocio argente.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano.
em 19 de Abril de 1887.O 1- secretario,
Ostar C. Monteiro.
t
Do dia 21 do corrente por diante continuar o
curso mensal desse instituto as quintaa-feiras,
das 9 s 11 horas da manh.
Recife, 20 de Abril de 1887.
A eommisso.
31*938
31*938
31*938
31*938
63*876
63*876
63*876
95*815
159*702
95*816
15*968
63*873
95*816
31*938
63*878
2*520
95*816
89*426
47*907
63*876
63*876
127*758
33*535
47*907
89*426
159*702
410*586
547*447
821*169
547*447
821*169
548*447
257*251
229*087
114*543
114*543
441*000
Gremio Recreativo Familiar
De ordem da directora convido a todos os so-
cios a compareceris em nossa sede rua de Mar-
cilio Dias n. 91, 1 andar, na quarta-feira 20 do
corrente s 6 h >ras e rneia da tarde afim de re-
unidos era uuuiero legal de assembla geral tra-
tronos de uesumptos importantes e elegermos um
presidente em virtude de achar-se acephaio este
cargo.
Secretaria deste Gremio em 18 de Abril de
1887.
0 2 secretario interino,
Cleodou de Aquino.
4 Irmo 158*558
Guurarapes n. 92. Baptista & C. 113*268
Capibnribe o-. 42. C*rlos Antonio
Wanderlinden 158*558
Vicario Tbenorio n. 10, Eduardo de
Barros 4 C. 113*268
Bom Jess n. 4. Eduardo Martina 226*'>12
Domingos Jos Martins u. 12. O
mesmo 226*512
S. Joo n. 8. Joo Joaquim de Li-
ma Beiro 78*088
Baro do Tiiampho n. 7o. J. de Ma-
galbes fz C. 169*882
Largo do Pracete n. 5. Joo Alves
Durval 118*918
Coronel Suassuna n. 141. Joo B.
Lauret 169*382
Joo do Reg ns. 10 e 12. Joo
Mayer 339*768
Penha n. 7. Lebre Freir & C. 226*512
Classe n 13
Commercio n. 6. Joo Fernandes Lo-
pes 2:100*016
Classe n. 14
Largo do Corpo Santo n. 17. H.
Priteheii 804*149
Commercio n. 44. Companhia n-
de.cnisaijra com sede em Per-
nambuco 1:501*286
Ctmmercio n. 34. Companhia Phe-
nix Pernambucana sie em Per-
oambueo 2:680*869
Classe n, lo
Daes da Companhia u. 24 Arcelino
Lima 4 C 176*396
Vigario Tbenorio n. 1. Affonso Fer-
reira Balear 235*196
Caes da Companhia n. 6. Ferras t
Lima 251*996
Dita n. 6. Finca 4 C. 671*992
Escola de Aprendizes Marinheiros
De ordem do Illm. Sr. commandante, faca pu-
blico que na secretaria desta escola, se receber
no dia 26 do corrente mes, s 11 horas da manh
propostas fechadas para o fornecimeuto de farda-
inento para aprendizes marinhoiros, durante o se-
mestre de Julho a Desembro do corrente anuo,
sendo :
Bonet de panos com aro de ac, blusa e calca
de panno ; copa, calca e rainiaa de brim ; caifa e
camisa de algodo msela ; eolebo para macea,
cobertor de la encarnada, macea e sacco da lona,
lenco de seda e sapatos de beserro.
As propostas devero conter os preces de cada
um dos artigos e bem assim virem acnmpanhadas
das amostras, que no caso de aceitaco ficato
depositadas na secretaria.
Dos artigos mencionados podem ser aceitas pro-
postas distiuctas, para o supprimento de calcado e
colcho.
O proponente dever declarar que se sujeita a
todas as disposcoes e ordem que reg-im os con-
tractos e fornecimentos do ministerio da marinha.
Escola de aprendizes marinheiros de Pernam-
buco, 18 de Abril de 1887.
Jos Eliseu C. de Almeida,
fficial de fazenda.
C-0.1I!.%.\IIIA D NEGUROS
NORTHERN
de Londres e thenleeii
PoNir Onnneelra (Dexembro 1885)
Capital oubsciiptc
Fundos aucunauladoB
Becelta a mu ni i
Di premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
3.000,000
3.134,34U
RUA
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John. H- Box.cell
IIOCOHMEHCIO M. 2tl* AftD4H
Hie Liverpool & London & Globe
INSURANCE G0MP4NY
itte k c.
Vapor extraordinario
O vapor Nile
De 8,039 toneladas de registro
Satura do porto do Rio
de Janeiro no dia 1 de
Janho prximo com es-
cala para Babia e Per-
nambuco, seguindo depois de pouca demo-
ra com malas e passageiros para,
LISBOA E SOUTHAMPTON
Desde j recebe-se encoramendss para
camarotes na
AGENCIA
Rua do Cominerclo n. 3
1 andar
Adamson Howie kC.
AGENTES
(onp^iiii: iii:s ni:sMt.E
KIKW 1IARITI1IE**)
LINHA MENSAL
0 paquete Niger
Commandante llule
E' esperado dos portos do
sul at o dir. 21 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeanx,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembrn-so aos senhores parsageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Fas-se abatimento de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 pc-ssoas ao mehos e que pa
garem 4 pastagens inteiras.
Por excepfo os criados de familias que torna-
rom bilhetes de proa, gomm tamban 'este abati-
mento.
Os vales postaos s se dao at e dia 19 pagos
do contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a rete: tracta-se com o
AGENTE
ingnste Labiile
9 RUA DO COM ERCIO-9
Companhia Haitiana de navega-
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, tenedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Marinho Visconde
(Jammandante J. J. Coelho
Segu impreterivel-
uonte para os pertos
cima no dia 20 de
Abril, as 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 13
dia do dia 20.
Para carga, passagens, encommendas e dinhei-
ro a frete, trata-sc na
7liua do Vigario7
Dominas Alves Matheus
fLr don and Krasilian Ka
Limited
Rua do Commercia n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca-
as do mesmo banco em Portugal, sendo
m Lisboa, rua dos Capellistas n 75 No
Porto, rua dos Ingleze.
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenix Per-
nainbucana
Ruado Commercio a. 8
BOYAL IAILSTEAI PAGKT
COIPANY
Vapor La Plata
E' esperado da Europa no di
23 ou 24 do corrente.seguinde
depois da demora necessaa
ria para
Baha, Rio
video e
de Janeiro Monte
liieno.v.tyres
("ara passagens, fretes, etc., tracta-se -<" os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
S. 3- RUA
DO COMMERCIO
1- andar
N.
com'WhY
Cocspanhsu
dos Irilhos urbanos do Recae
Olinda e Beberibe
Assembla geral extraordinaria
2 convocado
De ordem do Exm. Sr. Ur. presidente da assem-
bl.i geral, sao pela 2 ves, convidados os Srs. ac-
cionistas a se reunirem em assembla geral ex-
traordinaria, conforme o requerera a directora da
Companhia, aim de ser cousultda a sua opinio
sobre a innovacio do contracto permittida pela lei
n. 1,830 de 1885.
A reunio se cffectuar a 11 horas do dia 21
do mes coi rente, no escripterio da companhia,
rua da Aurora.
Tendo a assembla de deliberar sobre assnmp-
to cogitado no art. 65 do dec. n. 6,821 de 30 de
Desembro de 1882, a assemblt para validamente
se constituir carece da prescoca de Srs. accionis-
tas que "no minimj represen tem dous .'reos do ca-
pital social.
Secretaria da assembla geral d* Companhia de
Trilhos Urbanos do Recife a Olinda e Beberibe,
13 de Abril de 1887.
O secretario,
Jos Antonio de Almeida Cuuha.
CONTRA FOCO
Norlb British & Mercanliie
CAPITAL
t:000.00o de libras sterlinat
A GEN 1 ES
A domson Howie & C.

Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em i ".>
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
Ate 31 de dezembro de 1884
Mimos..... .JIO:000$000
Terrestres,.- 3I6:000$000
U-Bua do Commereio
PKBS.lH8rCA\.t
DE
^avegaeo Costeira or Vapor
PORTOS DO NORTE
Paraht/ba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
vapor Jag-uaribe
Commandante Baptista
Segu no dia 23 do
Abril, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 22
ncommendas passagens e dinheiros afrete at
s 3 horas da taide do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambw/ina
n. 12
United States & Brasil S. S.
0 paquete Finance
Estrada de Ferro do Becife a Ca-
ruariT
De ordem do Illm. Sr. director, faco publico qae
at o dia 23 do corrente, ao meio dia, receo rm-se
propostas, no escripterio central, rua de Anto-
nio Carneiro n. 137,para o fornecimento de 10,000
lijlos de aivenaria ordinaria.
As propostas que devem ser feitas em carta- fe-
chada, serao abortas e lidas no lugar, dia e hora
acias indicados, na presenca dos Srs. propouen-
tea, que devero sllalas o assignal-as, indicando
sua residencia.
Os tijollos serio postas pelo fornecedor na esta-
cao da Victoria.
Os Srs. proponentes faro acompanhar as suas
propostas da competente amestra e fixaro o dia
da entrega dos tijolas no lugar exigido.
Secretaria do prolongamento da estrada de fer-
ro do Recife ao S. Francisco 8 estrada de ferro do
Recife a Caruar, em 19 de abril de 1887.
O s'-cretario,
Mansel Juvenxio de Ssboia.
(OMPANHIA
MPERIA
DE
AECIHOK CONTRA FOCO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baizas
Prompto pagamento de prejuijos
CAPITAL
Rs- 16,000:000/000
Agentes
BROWNS & C.
N. *>Rua do CommercioN. 5
Espera-sede e#r*ort.
News, at o dia 6 .e Maio,
o qual i eguiri .epv3 d-t
demora ne jast nt p na
Baha eRiode ::?!-ro
Para carga, passagens,ene iu.o.'n.ias ;d:nheiro
frete, tracta-se com o<
AGENTES
O vapor Advance
- /k ^' C8Pera<^ da portos do
" sul at o dia 25 de Abril
' depois da demora necessaria
seguir para
Haranho, Para. Barbados, 3.
Thomaz e .\'ew-Vork
Para carga, passagens, e encommendas tracta-


-ie com os
M 8 RUA
AGENi'.^
Henry Iforster k C.
MAaT,
Compa-Ssa Brasileira de Xave-
gaeo a Vapor
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante JoSo Mana Pessoa
E' esperado dos -ortos do
uoite at o dia 22 de Abril
e depois da demora indis-
' peneavel, seguir para os
. pn-r/>8 do sul.
Recebe tambem carga para Snntos, Santa C-
tbarina, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande d>
Sul, frete modic .
Para caiga, passgens, encommendas e valores
trata-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTN 9.
Ai COMMERCIO 8
/. andat
Para .Haranho
Segu para o porto cima oestes dias a barca
partugueza Vasco da Gama ; para ci;rga e passa-
gairos trata-se com os consignatarios Jos da Sil-
va Loyo & Filho.
"Je
Lao
movis Ii nipos e avarlados
HOJE
Quarta-feira, 20 do corrente
A's 11 horas
Armazeni da rua do Bom Jesns
n. 49
POR INTERVENGA DO AGENTE
Alfredo Guioiaraes


^


r
MUTILADO


__^MMM_____
l


O
Diario c Pernambuco- -Quarta-feira 20 de Abril de 1887
Agente Pestaa
Leilo
Ahtga-ae 8- andaies, jantes o p-
rados, da casi ru> larga dj B rsario n. 37, ea-
quiua aeiroate d 4fej: tratar no pavimento
torreo. _____________
De vaccas torinas e ana garrote
ttmriu reir. SO carrete
A's 11 horas
Na rna do Vigario Tenorio n. 12
O agente Pestaa competentemente aut irisado
e por eonta e risco de quem pertencer, vender
no ia e horas cima mencionados, tres vaccas
terinas com crias o um garrote idem, e nm bilhar
com todos os seus perlences.
Age
Leilo
rite Britto
Vender em leililo ao correr do msrtello
para liquidar-So :
Tres mebilias de mogno, junco e amarello. 2 se-
cretarias e 2 cams de Jacaranda, 1 guarda-louca,
2 estantes, marquezes, cadeiras de junco c ame-
ricanas, aparadores, 1 maquina preguear, comino-
das, bersos, 2 relogics de parede, 1 lustre de vi-
dro e 4 candieiros de metal para gas carbouico, 2
espelhos, quadros, jarros, leuca, vidros, chapo3,
fazendas, miudezaBe outros artigoe
No umaiem da ra de Pedro Alfonso n. 43.
QUARTA.-FIIKA, 20 DO CBRENTE
Principiar s 10 1|2 horas
1 eilo
= Precisase de ooi am4 que seja do inea
idad e de conducta fienp*d,para tieUr de urna
doente ; a tratar m rila lio ni 23.
_ Josqu'm Antonio da Cesta Ferreira declara
ao publica e es pee aljente ao commercio, que se
retira temporariamente para Eur.pa, e que na sna
x.useneia deixa com i seus procuradores: emJ ,
2- e 3- lugares os seus amigos Antonio Alvos
Pacheco, L no Fernandes de Azevedo e Jos Ixon-
calves da Costa, na ordem em que ae acham col-
locados e encarregadts dos negocios de Uarte
Antonio de Mirauda, de qnem procurador 08
seus am.gos Antonio Alves Pacheco e Victo. Ma-
thias Braga, na n esma ordem em que se acham
collocados. -i..
Declara mais que nada deve commercialmente
por debito eontr.hido at 31 de Marco passado, e
particularmente nada deve ate es ".a data, qner
aeja jor titulo ou docutu-nto, qoer seja sem do-
cumento.
Becife, 18 de Abril do 188.
Jmqnim Antonio da Costa Ferreira.
= Aluga-se por 20*000 ; a tratar na ra da
Imperatriz a 16, 1 irndar. _____
n Offerece-se nma senhura de meia idade para
costura, era casa de familia ; na ra da Impera-
triz n. 16, l andar_________________________
___ Precisa-se de urna ama para comprar e co-
sinhar para nma pessoa ; na roa do Padre Fls-
riano n. 40, 2- andar.
de mobilias, guarda lincas, camas francezas, mar-
quezes, apparadores, relogi' s de parede, ditos de
nikel para cima de mesa, 1 cofre prora de fogo,
Suadros, jarros, copes, colberes, talheres, espe
ios, diversas qualidades de bebidas o mindezas.
QuarU feira 20 do corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olin-
da n. 19
Por intervenga do agente
Gusmo
Leilo
de 1 piano em bom estado, do fabricante Bord, 1
dito do fabricante Blondel, 1 mobilia de Jacaran-
da erra 1 sof, 2 censlos, 1 jardiutira, 4 cadeiras
de bracos e 12 Je guarninaco, 1 sof, 2 cnsules,
1 jardineira, 2 cadeiras de braco e 12 de guarni-
co, tudo de mogno ; 1 cama francesa, 1 toile', 2
marquez- s, 1 guarda-roupa, 1 commoda, 1 berco,
2 cadeiras de balanjo, 2 espregjica'" eiras, 1 me-
sa elstica, 1 guarda-eominida, 4 aparadores, 1
estante, cadeiras de junco, 1 consolo, 1 lavatorio,
3 cabide, 1 quartinheira, 1 mesa, 2 pares de eta
gers, 4 pares de jarres, 2 es.: irradeiras, 1 tapete
para sef, 2 ditus para cana, t ditos pequeos, 2
capachos, quadr-'S, candieiros, lou$, copra, cli-
ces, taiberes, colberes e outros muitos artigos de
casa de familia.
QUARTA FEIRA, .0 DO CORRENTE
A's 11 horas
No Ia andar do sobrado da ra estreita do
Rosario n. 31
O agente Modesto Raptista, aotorisado por urna
familia que se retira para tora do imp'-rio, tari
leilo do que cima se declara.
Agviite Pestaa
o
o
*
p-
Compra-s
9)Quem tiver para vender urna casa as ras da
Unio, Mrquez do Herval, Aurora, Formosa,
caes de Canibaribe ou Hospieij, dirjasela ruado
Barao da Victoria n. 37, 2- andar, pela mauh,
ou a tarde, que encentrar com quem tratar.
1M
Cario* Mureira da Uva
Viscondc e Viscondeasa de Itaqui de Norte e
seus fi'.hos, maudam cotebrar missas na igreja do
P-orpo Santo, no dia 23 do corrente, pelas 8 horas
da manhi, 1 anniversario do passamento de sen
pranteado filho e irmo, Carlos Moreira da Silva,
e convidara para assistir a esse acto s pessoas de
sua amizade e do finado. Desde j se confessam
gratos s pessoas que concorrerem esse acto de
regiai. _______^^____^^
Sao os melhores que tem vindo a este mercado,
que tornam-se recommendaveis, tanto pela boa
qnalidade, como por virem colorados, em caixi
nhas de phxntasia e com cromos viriados, vn-
dese por precos modieoe.
nicos depositarios :
Francisco Lanria db C, ra do Bom Josus n. 61.
Lauria Se. C, ra da Imperatriz n. 32.
2
Das partes das casa3 terreas sita (ari
meira na travessa do Pombal BoVis-
ta).
O agente Pestaa por mandado do Illtn. Sr.
jniz de orpbos, vender as parles das csea sitas
a primeira na travesea do Pombal em as qua'
funeciona urna bem montada fabiica de pao de
railhc, a vapor, pertencentes ao espolio do subdito
portugnez Joaquim de Oliveira Maia.
Quarta-feira 20 do correrte
A's 11 horas
No armazem da ra do Vigario Tenorio
n. 12.
Agente Silveira
Lean
De movis, loucas e vidros
O asete Silveira. devidamente antorisado pnr
urna Exina. familia levar a leilo os seguiutes
movis ao correr do mtelo :
Urna mobilia de mogno a Luiz XV, censlos com
pedra, 2 commodas, 1 secretaria^ 1 espelbo, 1
cama franceza, cadeiras de guarnic;', beos para
jogo, mesas, consolos, marqnezas, marqnezoi'S, 1
cofre inglez, 1 espingarda, mesa elstica de 4
taboas, 1 aparador, diversos lotos Je ferramentas
para jardim, linca para jantar, dita para almoco,
copos, clices, compoteiras, jarros, lanternas, can-
dieiros, 1 tapete para forro de sala, e mais mo-
vis patentes no acto do leilo.
No 2- andar ra dos Martyrios n. 146
tilinta felra S I do corrate
A's 10 12 horas
ente BurJamaqui
Leilo
Do um sobrado de nm andar e
ama arnafo no pavimento
terreo rua Olrelta de Afola-
dos, so n. 18, em solo pro-
jpti.
Quinta-feira 21 do corrente
A's 11 horas
No armazem da rua do I aperador n. 32
O agente cima, bastantemente antorisado, le-
var a leilo o sobrado cima mencionado, o qnal
acha-se bem localisado para qualqner estabeleci-
mento, por ser de esquina. Os Srs. pretendentcs
podero desde j ir ezaminal-o.
Em continuaco
vender o mesmo agente 1 cofre, pranchoes de
pinho de diversos tamanhos, prensa e machina
para copiar, cantoneiras, ou aparadores, e outrot.
muitos objectoe, que estarlo vista no dia do lei-
lo, no metmo armazem cima.
Vctor 4n;elo de tlm: iila nelN
Jnior
Os alumnos da qninra cadeira do sexo masculi-
no da fr.goezia de Santa Antonio, abano assigiia-
dos, sentidos pelo prematuro passamento de seu
colleea. Victor Angelo de Almeida Beis Juaior,
mandara re9ar nma miasa pelo repouso eterno de
sua alma, nodiaquarta feira 20 do conente, s 7
bjras da manb, na matriz de Santo Antonio ; e
c^nvidam aos cariohosos pais e parantes, bem como
o demais tollegas do mesaio finado a caridade de
assistirem-na, e rogarem a eus pelo fea descan-
qo eterno.
5* escola publica de f>auto Antonio, 18 ie Abril
de 1887.
Antonio Luiz Gavalcante.
Joao d. Felicio de Araujo.
Manoel Mana da Silva.
Andi Avelino de Bant'Anna.
Domingos Tertuliano da S. Bcrges.
Julio Luiz Cavalcanto.
Jeremas Firmo.
Joo Baptigta Larangeira.
Joo Maciel da Costa.
t
Ag
Antonio da Silva amo "\<-\<->
Agoatinho da Silva Nev, Thimaz Coelho de
Alm-'i la Sobrinho. Antonio Carlos Chichorro da
Gama e Arthur de Lima Campos agradecem a to-
das as pe3ias que acouipanhar;-tn at a sua ulti-
ma morada os restos mertaes do seu sempre cho-
rado irmo e a.Ti'go, Antonio da Silva Bamos Ne-
ves ; e novamei.te as conv dam para assistir as
missas do stimo dia, que (arfo lugar s 8 horas
da manhi de quinta feir 21 do corrente, na ma-
triz da Boa Vista : pelo que desde j se confes-
sam eternamente eratos.
1
nonio da siia Ramn Xeves
Domingos Joaquim da Fonseca e sua senbora,
Jos Jaeintho Bordes Dini* e sua seuboia, convi-
dar aos seus parantes e amigos, assiin como aos
do seu fallecido e sempro lembrado amigo, Anto-
nio da Silva Bam >s tfeve*, para assistirern as
misras, que por su* ala, mandam res:r na quin-
ta-feira 21 do corrente, fetimo do seu passa ento,
s B horas da manb, na matriz da Boa Vista,
pelo que se confessam d-^sde j agradecidos.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-ae casas a 8(1G no"becco eos Oe
.hos, junto de S. Gonjatio : a tratar na rua di
Imperatriz n. >-.
Aloga-se o predio da rua do Bario de 8.
Burja n. 26, com commodts para numerosa faini-
]ia, cem agua e gaz encanados : a tratar na rua
dos Pires n. 59, ou em Oliuda rua do Bomfim
numero 49.
Alujase a casa do Dr. Castello Branco, sita
a rua de Matbias Ferreira, em Olinda ; ch>.ves
para ver, est na luja de barbeiro cntigoa ao
mesmo predio, tem agua encanada e uons com-
modoe : Irata-se no Becife, rua Duque de Caxias,
esjriptorio n. 23.
= Precisa-se de urna ama para comprar e co-
s.nhar, para casa de pequ'na familia ; a tratar
nn rua de Marcilio Das a. t, 2- andar.
Ma ruado Iin.erad ir u. 5<>, 1" andar; partindo para
, ti-, correte mez -uard as ordena de suas
^xuutM, fresuezas, e apr.veita a oceusio para
g artecer a proteccao e considerar.), que lhe dis-
:..ram as <:.s;io com qu.- teve transaccoes C0m-
uierciaes, c ci ct.:* que nada deve a pissoa 1-
uuia nesta praga, e que nao deixa pessoa algu-
acarregada da sua oficnia de c sturas e mo-
e que fot sempre a nica cortadora e directora,
:cudo nunca quera a substituase oo repre-
ecurasc, visto que todo o trabalbo era feito e ad-
m:c:strado por ella mesmo.
Precisa se de tima senbera habiiitada em
peitugncs e fraue z, para ensmr em nm enge-
cbo na cidade de Goyanna ; a tratar na rua,do
Hospicio n. 3, com o Sr. Jps Tavares de ba e
< Ibuquerque.
D. Enedina Aocaitle Sirrano
Traiimo
Alice Estclita Vieira da BlIVa, alteres Sizino
Vieira da Silva e D. Antn o Beis Vieira, cenvi-
d ir. aos parantes de sua s-mpre lcmbrada madri-
nha e comadre D. Enedina Augus'a Serrano Tra-
vasso aesistirem a musa que pe:) deseanco eter-
no de sus alma mandam rasar na matriz de S.
Jos, pelas 8 hor- s da manhil do dia 23 do cor-
rente. Desde j agradecem s pessoas que se
digur.rem assistir a este acta de religio e cari
dade.
iP
,*%*
Revelado pelo esludo do crneo,
da phisionomia e da mo
Brilhantes successos em Londres, Pars,
Lisboa, Madrid e ltimamente na Baha
O primeiro phrenologista e chiromancista
da pooba, o l)r. de Viremont, discpulo e
collaborador do celebra Desbarolles, raem-
bro da academia de Zurich, acha-se pre-
sentemente em hernaabueo, onde demora-
se alguna dias.
D consultas sobre o futuro pe estudo
d&s linhas da man, onde todo o ser huma-
no tem a sua existencia escripia, sobro as
disposicoes e ptidSe* naturaes pelo exame
do crneo e d* pbisionomia.
O Dr. de Vereiont, pelo estudo dos tra-
tados antigos c uiodernoe sobre este as-
sumpto, por suas numerosas viagens p'-ra
estudo das ydiff .-rentes ragas humanas, pelas
ligftes de seu pranteado tnestre, conseguio
chegar, n'esu materia, ao mais alto grao
da pos8bilidado humana, e por isso tem
prestado s familias e humanidade scr-
V508 reaes e irrim'nsos, indicando-Ibes com
preciso as disposicS s riuturaes e os vicios
orgnicos pela perspicacia do seu dyagnos-
tico as enfermidaies do cerebro o ner
voso e obteve por suas revelacoes sobro o
futuro, tanto na Europa como na America,
os mais brilhantes success is, convencendo
os mais incrdulos.
Entre as notabilidades que lhe teem feito
a honra de consultal o, conta ello sua emi-
neucia o Arcebisbo de Paria, O Rei dos Bel
gas, o Rei da Grecia, Ismael Pacha, Fer-
nando de Lesseps e sua familia, o General
Boulanger, a Patti, Sarah Bernhardt, etc.,
e, no mez de Janeiro ultimo, em Madrid,
a Princeza Eulalia de Bourbon e o Prin-
cipe Vistor N.poleao, em Bruxdl.s
A Phrenologia e a Cliiroman-.-ia sao duas
scieneias to an'igas quanto o mundo, suo-
cessivamente cultivadas polos hebreus, os
egypcios e os gregos, e, raais recenteraen
te, pupulansadas pelos sabios Lavater,
Gall, Spurshein e Uesbarolles ; n'esta po
cha de progresso e luzes ellas se nos apre-
sentam despidas de toda idea de mysterio
n obscurantismo.
Quem poia desojar couhecer a importan-
cia das enfermidades do cerebro o as dis
posicoi!8 naturaes e orgnicas d'um menino
para dirigir consoante ellas os seus estu-
dos, quem desejar conhecer os aconteci-
mentos futuros de sua existencia, conforme
as regras da phrenologia, da pliisiognomo-
ni e da chiromancia combinadas, tudo isso
lhe sera desvendado nos menores detalhes,
pois tudo isso tisivel na palma da mao
lente do Dr de Viremont.
As licjS -s de Phrenologia dadas nos col-
legios do educajao tero por objecto e so-
ro feitas em face de um crneo prepa-
rado.
O Dr. do Viremont d consultas em seu
gabinete no Hotel D.Antonio, das 9 s 11
horas da mauh e das 4 s 7 da Urde.
5^000 cada consulta.
Prejoa convencionacs para as enancas.
Para coramodidade dos clientes o Di*.
do Viremont ir ao domicilio de quem o
chamar.
Telephono 49.
Uliima semana em Pernambuco.
Mara Marra Padllna
1 anniversario
L?od- gario Padilha e Antonio Henriques Mafra
mandam rasar nma missa s 7 hora* da manb de
21 do crrante, na igreja de S. Pedro em Olinda,
po<* alma de soa extremosa esposa e filba, Maria
Mafra Padilha, para cujo acto convidara os pa-
reutes e amigo?, onfessando-se desde j agrade-
cidos txioe que ^imparecerem.
.^siv^MnannHnmBBi

Berilo de FreltaN tluimaruev Jnior
Bento de Freitas Guimares, Mana Amelia fio
drigues Guimares, Maria Clementina Bodrigues
da Cruz, Manuel de Freitas Guimares, O ivia
Clementina fiodrignes Gnimaies, Candida Bosa
Bodrigues Guimares, Antonio Jos Lopes Tei
xcira e sua familia, Dr. Augusta Coelho Leite e
sua familia, agradecem a todos os seus parantes,
amigos e collegas do sen F-npre pranteado fillio,
neto, irmao e cimbado Bento de Freitas Gnima-
raes Jnior, os disvellos e cuidados qae lhe prodi
galisarsm durhnte an>. cuita enferraidade e aom-
panbaram seos rejtus ao "emiterio Publico, e de
novo Ihes rogam o aridoso obsequio de n*sis!iiem
ss missas q-ie por seu eterno repi.uso mandam ce-
lebrar na matriz de Santo Antonio, pelas 8 horas
da Qinb de quinta feira, l do corrente, stimo
d:i r.e seu fail. cimento.
Raynaunda FranrUca da Coala
Candida M. Barroso e ana mu. L O n?al
ves Agr, sua mi e irmos, J< So Can 1 F. Mon-
uiro, eu. mnlber e filho, anda constoeados pera
infausto pastara nto de sita prezada irm, ai e
bis a\, Baymuncia Francisra da C ta, agrade-
cem ai pessoas que acompanbaram a mesnia fina-
da a sua ultima mirad.i ; e de novo convi-
dara aos seus par- otea e amigas e ai.s da finada,
a sesistirara as missas que tszem celebrar na
quarta-feira. 20 do correte, 7- dia de seu falleci-
roeritj, na Ordem Terceira do C-rm-i, s 7 huras
da manb : pelo qge drsde ja ee confessam agra-
di'cidos
Tricofero de Barry
Garante-se que faz as
oerecrescer o cabello anda
ao* mais calvos, cura a
uofia e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da caboca. Positiva-
mente impee o cabello
de cabir onde embranqno-
cer, e infallivclmente o
fairna espesso, macio, las-
ti oso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segnnda a formula
original sala pelo inventor em
M9t E'o nnico perfume no mun-
do que tem a approvajilo officinl de
um Governo. Tem dnas vezes
mnis frnijranciaqno qnolqner ontra
ednraodohrodoternpo. E'mnito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradarel no
len^o. S gnau -^zas mais refres-
canto no lianiio 9 nc cuarto do
doente. E' especifioc contra a
fronxidflo e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
denmaios.
Tarop Je Viia Je Berter No. .
*jrTES DB SiXr-O. DIPOIS DE USAIr-tt.
Cura positiva e radical de todas as formas de
iscrofuas, Syphilis, Ferinas Escrofulosa,
Affeccoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas aa do-
sneas do Sangne, Figado, e Eins. Garante-se
qne purifica, enriquece e vitalisa o Sangne
restaura e renova o systema inteiro. 0
Sabao CuratiYO de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian
8as e para a cura das moles-
as da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Approvados -uitorisados pela inspecto
ria geral de hygienne do Rio de Janeiro.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
triado
Precisa-se do um criado de 12 a 14 annos ; na
rua do Paysand n. 19 (Magdalena).
Anna Candldn Cesar de An
tirarte
Augusto Cesir de Andrade, tendo de mandar
celebrar urna missa pnr alma de sua nunca esque-
cida espina, Anna Candida Cesar de Andrade, s
8 horas do dia 23 do corrente, na matriz da Boa-
Vista, segundo anniversario de seu fallecimento,
couvido aos seus parantes e amigo para as9sti
rem a esse acto de religi). pelo que se confessa
desde j agradecido.
O. Mara Jacinlna candida da
Silva
Jos Ferreira da Silva e seus filbos convidam
aes seus parantes e amigos para ussistiiem a urna
missa que mandam celebrar na igreja do Divino
Espirito Sanco, qninta-feira 21 do crrante mez,
as horas da mauh, I" anniversario do falleci-
mento de sua presada mi e av, D. Maria Jacin-
tba Candida da Suva, e desde j antecipam seus
eternos agradecanntos todos q-ie comparecerem
a to caridoso acto. ^^_______
... itjm. ^fc'Wf' um
A.J1TI--SC
a casi terrea rua do Vi.-conde de Albuquerque
n. 170 e a loja rio predio rua do Mrquez do
Her val, trav asa do Picinho n. 3'! ; a tratar no
largo do Corpo Santo u. 4, 1- andar.
PILLAS X
Ferruginosas
/JRBEBA\
BAiTHCLOMEO & C U
Phzrm. Pernambuco. ir
r.urSo a Anemia, Florea brancas, I!
Taita de Mentrnaco, I!
1 Debilidades 1 Pobreza de sanrae/^
-V Eacigir a siesicrnattira. X*

HBfflIlIS p ciinti
Sem dicta esem niodifi-
ca^oes de costumes
Laboratorio central, rua do Vu-onde d
Rio-Branco n. 14
Esquina da rua do Reqente .Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelo phar
maceulico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvados pelas juntas de hygiene da Corte
Repblicas do Prata e academia de industria d'
Pariz.
Elixir de mbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejec^oes difticies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chlero-anemicos, debella a hj poemu
intertropical, rtconstitue os bydropicos e benbe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito rccomtm ndado na bronchite, na hetnop-
tyse e as tosses agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferrugino&o e cascas de
iaranjas amargas
E' o primeifo reparador d* fraquexa do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante-peridicas, preparadas dora
percrina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres intermitientes, re
mittente8 e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tamberu fer
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazes as iuflaunnacoes do ligado e ba?'
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria i; quina
Applicado as convalcscengas das parturiente
retiej ar-ifebri!.
Francisco anoei da Silva k L
-RUA MRQUEZ DE OLINDA-
Para cosiDhar
*gf$m*$t de una
ama para eosinhar,
mas (|uccosili bem;
110 3. andar <1 predio
n. 42 da rua Dikjii de
Caxias, por cima day-
po(&;rap..ia do Diario.
t(,nvonlo do Canto
O vigario provincial avisa aos fbrrirOl c rendei-
ros, que nesta data fica nom-ado procura ior do
patrimonio do convento do Carino destn eapital o
eommindador Minoel Caraillo Pirus Paleo, con
frade da crdem
Carino do Hecife, 18 de Abril de 1887 =Fr. Al-
berto de Santa Augusta C. de Vu3C4>ncellos.
DE
WOLFF & C
14BA DO CABIA'-. 4
'este muito --onhecido estabeicciaien-
to eoconti' ni o rcipcilavcl publico o niais
variado e oaixpleto ortimento de JO?A*
receidas sempre directamente dos snelho-
res f'bricautes da Europa, e qu priniam
pelo apura Jo go^to do mundo elegante,
Ricos aderecoi completos, iiudn-s piilsei-
ras, alfinetes, voltas de euro cravjn ia em-*
brilhantes, ou perolas, avnvi. cacnleta .
botoes e oatros mu.it* artrgos pvop lo
leste genero.
ESPECIALADE
Em relogios de euro, prata e aiebclodos,
para honaens, enhoras meninos cta mai .
acreiitatios fabricantes daEuopae Ame-
rica.
Cara todos os artigo* d*st& easa g t-an-
te-se a boa qualidade. assiiu oao a msdici-
dade nos preces qu" sao sem eonapetcticia.
IV'esta casa tambera concertaje qual-
quer obra de ouro ou prata e tambera -^.3o-
gios de qualquer qualidade h-. seja.
4Rua do Cabra4

Reik'Co absoluta de proco
Bramante Madapoloes, a 4,J000, 4,5500, 5^000, 5-5500, 6tS00 e 8^000, a pega.
Algoooes, a i'^200, 4^000, 5^000 a 55500, a pe5a.
Cretones escuros, de superior qualidade, a 320 e 360 rs., o covado.
Ditos claros eoiu novos desenhos, a 280, 300 e 320 rs., o covado.
Percales de cores, fazeda superior, a 240 rs., o covado.
Seuetas, lisas e com rarn.ig;ro,a 320, 3ti0, 400 e 440 rs.. o covado.
Creps de cores, de pre^o de 800 rs. o covado por 360 o dito
Coutelines de coivs matizadas, a 360 rs., o dito.
Lirfons de cores claras e escuras, a 500 rs., o covado.
Batistes de cores, a 140, 160 e 300 rs. o dito.
Etariines co la, tocido rendado, de prego do 1^800 o covado, per 600 rs. o dito.
Alpasss d< cores, lisas, de preco de 600 rs., o covado, por 280 rs., o dito.
Grande sortiuiento de las para vestidos, a 200 e 240 rs., o covado
Carnbraia branca, bordada, a 5)5500, a pega.
Pao da Costa, de listras, a 1(5200, o covado.
Dito dito, de quadros, a 1(5500, o dito.
Atoalhado branco, de linho, a l-'JUU, o metro.
Brins de cores, para calca, a 260 rs., o covado
Esguiao pardo, para vestidos e vestuarios d criancas, a 380 rs., o dito.
Briin branco de linho, superior, :< 2! 00 e 25-100 o ditu.
Cascmiras de cores, para costumes, a 1(5800, o dito.
Cobertas de dous pannos, forradas, a 3000, urna.
Lenges de bramante, a 2000, um.
Colchas brancas, a 1(5900, urna.
Chambres para honem, a 5)5000, 6^000 e 8(500"", um.
Toalbas felpudas para rosto, 3500 e 5000, a duzia.
Ditas para banbos, a 1(5500, utna.
Espartilhos finos para senbora, de todos os nmeros, a 5>C00, um.
Bordados tapados, a 500, 600, 800, 1$000 1(5500 o 2,5000, a pega.
Fich, de linho, rend: ios, a 1,5000, 25000 e 255C0, um.
Ditos, de la, felpudos a 55000, um.
Magnificas mallas, para viag^m, de 155000, 205000 e 25,5000, urna.
Saceos de lona pira roupa suja, de differentes preyos.
Costumes oe banho de mar, para senbora, a 105000 u:u.
Ditos de dito, para hornens, a 85000.
Ditos de dito, para meninos, a 5^000.
Sapatos para o mesmo fim de differentes tamanhos, a 25500, o par
'ara a quaresma
Merinos pretos, a 800, 15200, 15500 e 25000, o covado.
Dito assetinado, a 15200, o dito.
Setin preto, a 1500'), o dito.
Sedas pretas, 1800 25000, 25400 e 35000, o dito.
Cheviots pretos o azues, a 35000, 45000 e 45500, o dito.
Panno preto fino, a 25500 35000 e 45000, o dito.
Lindos cortes de casemiras com listras de seda, a 105000 e muitos outros arti-
gos que s poderSo ser lembrados preseoga d'aquellns que nos honrar com suas
visites.
APHOVEXTEM!
A' rua Primeiro de Marco 11.20
AMARAL & C.
s.v.
9 Precisa-se de orna ama nra cosinhar e cem-
prar ; na rua Primeiro da Marco "- ^5, 1'ja- _
Ama
Preciaa-se de urna ama para cosii.har ; na rna
do Cabug n. 16. 3- andr.
Ao comniercio
J. Pereira & G. participara a esta praca que
venderam sua fabrica de vinagre sita rua do
Barao do Triurapho n. 75, quem tiver fazer al-
pnroB reclro;ca queira dirigir se rua do Bom
Jess n. 27, cu mesma fabrica at o da 21 do
corrente
Recite, 18 de Abril de 1S87.
J. Pereira & C.
Cruz das Almas
Km frente chcara do Sr. Ton
Aluga-ae una casa com todos os commodos para
pequeua familia, edificada a moderna, entre as
deas estarces da via frrea ; a tratar na rua Pri-
meiro de Marco a. 25.
3:000$
, Ao publico eao com'
| mercio
0 abliso a&igoado, ntirando-so temporaria-
; mente para a Europa, afim de tratar de sua sade,
! deixa como seus procuradores para tratarcm de
todos os seus negocios em sua ausencia, o seu cai-
xeiro Francisco Rodrigues de Souza e os Srs.
Joe Theotooio omingues e Manoel de Sousa
Cordeiro Simoes. Outro-sim, pede a todos os seus
amigos, que por falta de tempj nao pode despe-
dir-se delles, qne Ibe dcculpem ebta falta, e lhes
i IV rece o seu diminuto prestimo para aquillo que
lhes possa ser til no reino de Portugal.
Recife, 19 de Abril de 1887.
An'omo Affonso Simoes.
4o comniercio
Nos abaixo assignados, dccluramos ao.cpmoier-
cio que dissolveuios amigivelmente a aociedade
que tinhamos no estabelecimento de lerragens
s,to rua da Imperatriz o. 77, que gyrav nesta
praca sobre a firma do Bastos & Ramoa, retirn-
dole o socio Joaquim da Silva Ramos pago e
satisfeito de seu capitel e lucros, e ficando o socio
Antonio P. Ribeiro Bastos de posse do activo e
passivo, e responsavel pela firma.
Recife, 31 de Marco de 1887.
Joaquim da Suva Ramos.
Ao' ouio F Ribeiro Bastos.
Quen, quizer dispor da quxi.tia cima, para um
negocio de altas vaotaiens, de.xo c>.rta no es
criptoria rieste Diario eoo as inicines F F., prra
er procurado.
Cosinheira
A* rua da Soledade n. 54, precisa-se de nm
boa cosinheira.
1



w

.

t

*

.



Diario de Pernambaco(Juarta-icira 20 de Abril de 1887
ja-se
urna casa cora commados par- grande familia,
titio arbarisado ; na Ponte de Uchoa n. 10.
Ama
Alaga se barato
rtua dos Guararapes n. 96.
Su Visconde de Itaparica d. 4, armazein.
Ba do Tumba n. 5.
Ba do Viacondo de Goyacna n. 163, ecm agua
Largo do Mercado a. 17, loja cora gas.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2. andar.
IVatA-ae na ra do Coinav-rcio n. &,
acriptorio de Silva uimares & <___________p
Aluga -se
Caxias n. 9. _____________________
Precia-ac de urna boa cosinheirn, para casa de
ppqnna familia ; a tratar na Caes da Companbia
! i. 2. Prefere-te escrava e deve dormir em casa.
Ama de leite
No largo do Corpo Santo n. 19, 2- andar, se
preciaa de nina ama da lf ite.____________
Jalroph
Ama
o andar
Precisase de urna ama que saiba cosnbar ; a
tratar na ra do Cabug i
da s 2 boras.
14, 1- andar, do meio
AMA
Alusra-sc
o 1 andar do sobrado no largo de S Pedro n. 4,
tem agua e gas ; a tratar "a ra tatreita do Bo-
sario n. 9. ________
A luga-se
Precisa-se de orna ama para lavar e coaiuha.
para duas pessoas ; a tratar aa ra dos Pires n.
51, taverna.
Eagenho para arrendar
Arrenda-se o engenho Serra, distante meia le-
goa da estacao do Cabo, me com agua e tem
tedas as obras cm bom estado ; quem o pretender
pirija-se ao seo proprietario no atsasft; ra lm-
nal n. 209, ou ao engenho Novo do Cabo.
a loja do sobrado no largo de S. Pedio n 4, tem
agua : a tratar na ra estreita do Bosario n. 9.
de assucar
Cajrubeba
O re dos depurativos
Cura de Syphilis e Asinina
Attcsto que fasendo uso do CAJU'RUBEBA
por causa de um incr lum d > que si tfria em um
olbo fiquei ccmpletarntuie restabelccido, e appli-
cando em pessoas do < ngeuho que soffrlam de ty-
philis e de asthmatico restabeleceram-setambem.
Engeoho Pindoba, 7 ie Marco de 1887.
Felippe d> S e Albuquerque.
ViDho da Moursca
Propio para iitiesa
Juan Ferreira da Cuata, ra do Auiorim n.
64, acaba de recxbsr uaia partida d viubea cm
cascos cxceaaivamcnlfi grandes, e como deaeja
tornar bem conhecida se faz recommendado pela sua pureza e bom pa-
ladar, resalve vender esta reoicssa no seu esta-
beleeimento cm barria de quinto o de dcimo, por
precos muito razoaveis, para o que cbamam a
attencao dos senhores apreciadores, assim como
a 38 di nos de botis.
I Em retalbo vndese em casa dos Srs. Justo
Teixeira & C. Successores raa Ja Pcnba n. 8
Apparelhos econmicos para o cozimen-
ta e cura. Proprio para engenhos peque-
nos, sendo mdica* em preeo e ef
feetfvo em operaeo.
fode-se aj untar aos engenhos existentes
do systema velho, melhorando muito a
quaiidade do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERAQO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
raa biuisino aperfeicnado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
Especificarles e informacSes com
Browns C
5RA DO (JOMMERCIO-5
oeira
Esse medicamento de urna eficacia r conhecida
no beriberi e outras moleaiias em que predomina a
bydropesia, acha-se modifictdo em sus prepara-
cao, ;ragas a urna nova formula de um distincto
medico desta cidade, suido que eomeute o abaizo
assignado est habilitado para pn-paiul-c de modo
a melhorar lbe o gesto e ch-.'iro, sem todava alte
rar-lbe aa proprwdad-s mt'dicumcntoaas, que ae
conservam com a mesma actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado ptb
es ti mago.
1 iiico depoMilo
Na pharmacia Conceicau, ra do Mrquez de
Oliuda n. 61.
fierra de Mello
Paga-se bem
Na ra do Imperador n. 45, 1 andar, precisa-se
de una boa cosinheirn. urna engommadeira e um
ineaino ara recado. E' de coniiicae, dormindo em
casa.
LIQU1DACA0
PARA ACABAS
PAZBNDAS E ROPAS
75--BH Bu. de Gaxas75
Por mm\
aluga-ae a casa terrea n. "8 da tu Jo Padre
Nobrega, limpa e com 4 quartoa, 2 salas, qnarto
de engoamadoa, coainha, quintal, apparelho de
limpeaa e cacimba meieira ; a tratar na ra do
Padre Floriano n. 5, 2- andar.
H
_ Na ra Imperial n. 299, precisa-se de um me
nio de 12 a 14 annos de idade, brasileiro ou por-
tugus.
te* c*.*t>x-.'.e.5e '-.*.>
rfiOAOlTOS ENCLflliiCOi
ai UlysS ROY, Bvftgars (Fra-iy
imite PROU$T, Siur- & Behn
Professor
Kiicnlio
Arrenda se o engenho Gaiabeirs, mcia legoa
distante da cidade de Jaboato, innit.i bom de
agua, com trras para safrejar at 2,000 pes de
assucar, grande casa de viveoda, pomar, etc. : a
tratar coto os prnpritnrios ra da Imperatriz n.
49, 2- andar.
O bacharel Joaquim Cavalcante Leal de
Barros ensina roatbnmaticaa pelos novos
programmas e prepara ahitnos para exa-
mes na corte.
Tambera se prop5a a ensinar em casas
particulares outras materias.
7tt Huar da Palma-? tt
Menina e menino
Precisa-se de urna meniaa de 10 a 12 annos de
idade, para casa de familia, para andar com urna
criancinha de dous annes, trata- se bem e d-aa
de Vestir, e o menino para taser compras, median-
te um pequi no ordenado mensalmente ; a tratar
na ra Velha n. 36, oollegio.
Im bom negocio
Veode-se a posse 4 kiosque da ra Nova v.q
p da pon'.e da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
Miosqne
Traspassa-ee um em b m lugar ; informa-se na
traveasa do Arsenal de Guerra n. 9.
Ensillo primario e secundario
Urna pessoa habilitada cfiertc- -se para ensinar
em algum engenho aa seguintes materias : par-
tuguez, trances, lata, historia, pbilosspbia e pri-
oieiraa lettras. PJe aer procurado na ra Impe-
rial n. 17.
' Parlme anantloo aos Vlnbcs tu esra j
"-too.................oaMOtresmf 2oe
3alc-*onoia4>CoBn"'lOOfrmaooj OO
J*rtuincapaii>iQ&MoeXAoote*MlOO Irueot 3GO B
i EMenoladeRhumondeTa'la.'M'.iOfrMco 6Xt
CeDOSttariOS em frrtiomtiic;
'vauc.itiMaa. .1. SILVA. gK,
VENDAS
t
~w Medalha de Ouro na Bxposi(>o universal 1878 W"
4 J. FAU
- BRDEOS (FRANCA) "
-0 Depsitos em todas as tendat de Comestible. 0-
t((9Cl9ttaMttIMI
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NVIL&AS
rloj tKK0$ E!4
vsplra-ae a f'jro -"> crue penetra uo pello autiina u M-miitoma aeroao, facl'lU
a expectoitica e /arorlsa as ronccOes aos ort-^s res^iratoiloa.
Vea em tUmtadm tm tmam 4e S. BSriC. iM.im M'-I.na are,
ttttuttarict tm iVnwatStMa i_MM4J( C' ,ft. ***M ?">
Cxigir r ,s//o
Frtmu
S0LC0
COlE r
AO CHLORHYDRO-F*!OSPHATG DE CAL
mala poderoso diis rsconatttatntea adoptado por todos os Mdicos da Boros* _
nmtuen feral, Anemia, Otlnrosit, Tilica, Cackexia, Bscro/Uai, BacJutUmo, Desli
sos ettot, Crescime%to itplcil Sat enancas, Pastio, Dytptpsiat.
Parto, COIRRE, Pk~, 71, m at Coerche-. HvMitai uj ruriam Fhimastts.
Tintar i mina
PARA TIN6IBA
barba c os cabellos
sta tintura tinge a barba e os cabellos ics-
tantaneamente, daudo-lbes urna bonita cor
e natural, inofensivo o seu uso simples e
rpido.
Vendr-se na BOTICA PRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqueyrol Freres, successores de A.
CAORS, ra do Bom-Jess (antiga da Crui
n. 2?
Vende-se um engeuho.o mel or possivel d'a
gua, grande, com mattas e capoeiroiis, varzeaa
largoi corregos, perto do Recite e urna legoa da
e8tac.io de S. Lourenco, est todo montado, por
isso que tem todas aa obras de t.jolo. Alem da
planta que tambem se vende, tem huje 20,000 ps
de caf, 10,000 de bananeiras e outras ructeiras.
Para melbor informacao pdem os pretendentes
dirigir-se a ra do Imperador n. 81, onde acha-
nto urna deacripcio minuciosa ao Illm. Sr. Sebas-
tio do Reg Barros, pessoa autorisada. O nego-
cio degr Vende-se
um sobrada com bastantes commodos ra de S.
Jorge n. 13, com grande armazem no fundo com a
frente para a ra do Pharol ; vende-se tambem
urna casa terrea na mesma ra n. 33, com o fundo
para a mesma ra do Pharol ; a tratar na rna do
Bario da Victoria n. 65.
Cimento
Fonseca irmjps & C. vendem cimento inglez,
marca pyramide, e cimento hauburguez, por me-
co preco que em outra qualquer parto.
Cabriolis
Vende-ae dous cabrioleta, sendo um descoberu
e outro coberto, em perfeito estado, para um ou
dous cavalloa; tratar ra Duque de Caxiar
n. 47.
I
\' Florida
Caixeiro
De todas as lazendas existentes na antiga casa de
Os seguintes arligos comprovam a realidade em vista dos sens presos
Cortas de fustao para coletes, a 1^000, 1,5200 e 1)5800!
dem de casemira de cores, a 2,5000, 2^500 e 30000!
Casemiras pretas e flanellas, a 800 rs., 1^000 e 1^200 o eovado, urna largura I
dem diagones, a 2^000, 2#200 o dito duas larguras.
Brins de puro linho, de corea, a 800 rs. e 1 >000 metro !
dem dem, branco n. C, a 1^500 o dito I
LSs de todas as quaidades para vestidos, a 200 e 240 rs. o eovado em reta-
Iho para acabar.
Cachemiras idero, a 400 e 500 rs., o dito !
Setins de cores, a 600 e 800 rs. o dito !
FustSes branco e de tures, a 250 e 320 rs. o dito !
Meias ulv-.s para meninas, a 2!,i00 a duzia 1
Camisas ingiezas, finas, a 3090 a dita 1
dem francezag, branca e de cores, a 240000 a dita'
Ouardanapos grandes e de linho, a 35500 a dita I
Ceroulas bordadas, de 200000 ipara acabar) a 120000 150000 a dita !
Espartilhof, de 80000 e 100000 (vende-se i a 4,5000 e 50000 1
Madapt.lao amencauo, a 60000, pecas de 20 jardas !
Esguines para cosacos, & 40000 a dita de ditas 1
Cambraias braicas bordadas, a 50000 e 50500 a pega !
Grande sortimento de chapeos para aechara, a 40000 e 50000 para liquidar.
Ficbus e capas de 1, a 20000, 40000 uro !
Br.iuiante8 de linho puro, de 30000 (para acabar) a 20000 o metro 1
Setinetas, a 280 rs de todas as odres.
Pannos para mesas, atoalharfos branc03, algud5es, e finalmente liquidam-se
todas ss t'azendas por met-.os 40 /0 dd seu valor as que tstiverem abertas as pegas.
Antiga casa
DE
CMNEM) DA CNHA
59Ra Duque de Caxias59
^00 Do^
caraiai i. **
Dartros, Cravos
Virus, Ulceras
snaxo
DEPURATIVO GHABLE.
Uaas u iarauciai at Oilwru
Onde se encontrs, gratis a
sucia CbiMi.
36
CHAB^r
pAR/S
^,000 Dofl^
w orados di
GOHOfRHEt.fLORESbrancas,
PEfDAS SEMlHES,
ESG0THHIENT0, etc., ete.
H1TRAT0 DElSlfl CHABLE
.
Bm todos as boas
Pkarmacias yy
"e o adre"
SNDALO de MIDY
Aoproraio psl Junta d'Hjgiene do Rio-do-Janein
Sippriine a Gopahiba, "S Cubebas e as n]eccde.
Cura em 48 horafftodo e qualquer cornmento. E' da maior
eicucia nns a(Tecg5es da bexiga, torna as urinas claras por mais
Depoaito em Pars, 8, ru Vivle^x.
/' Na mercearia da ra de Paysint n. 7, preci-
sa-8e de um c-ixeiro com pratica, de idade de 12
a 14 annos, e que d fianca de aua conducta :
Pillas purgativas e depurativas
de Campanha
Eataa pilulns, cuja preparac&o purameute ve*
^etal, teem sid j por mais de 20 anuos aproreitadas
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affecces da yelle e do figado, syphilis, bou
bes, escrfulas, chagua inveteradas, eryaipelaa e
gonorrhas.
Modo Ue umii a*
Como purgativas" tome-se de 3 a 6 por da, be-
Bendo-ee apoa cada dae um p meo dragua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar
Estas pilulas, de invencas doa pbarmaecuticoe
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para stia melbor garanta, tornndo-
se maia recommeudaveis, por serem um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem aei
isadas em viagem.
ACHAM-8E A' VENDA
* trocarla de Farla Woiiriniio A
4l RBA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
I
m
i]
U Oalia lerruglsosG e de casca de Uranias aiargs.
TNICO RECONSTITTJINTE
Remedio soberana
COSTRA A
CHLOHOJE, ANEMIA. CARIE DOS OSSOS.
ArCE:C'3iP DAS VAS D'.CESliVAS,
BiARRH ;* QRONICAS, HACMIT'KO,
CSCtOFtrLA?, ttEltlDADB,
ErHESTYPKCiOEAS
'- > .: S/ZS, ETC.

: F."..Ci.
.: -VA. A -

PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
ir
ZTl
a
i*
S0
cTs
t?a

9S
a
O Remedio mais efficaz e
Seguro que se tem deacoberto ate
boje para oxpellir as ion trigas-
ROQRIAYOL FRERES
S JHIES DE FAMILIA
Para 15uediar fraquera das enancas, deaen-
olver euas Torcas, seu crescimento e preser-
?al-os das molestias communs idade tenra,
s priD'/ipaes Mdicos e Merobrc-p da Academia
de Mediciua receito, com grande xito, ogerda-
deiro Racahout os rabes de DslaugrBnier,
de Pariz. Este alimento muito agradavel com-
{osto de sulistanc's vegetaes nutritivas e
orticantes, se espalhc por ioda a economa
e em vista de suas propriedades analepiicaa,
Oielhora a compasi^ao do K-ite das r.enboras
3ue criao. e restaura as forcas enfraquecidat
o estdwSgo.
Oepetltot^m todas isdttlesds Brtuiiledo P*r*ncni.
una Iviiquc de CaxJas n. 1 os
Chama-Ee a attencao (".as Exmas. familias par
os precos seguintes :
Ciatos a 1*000.
Luvas de pellica por 2*500.
Luvas de seda cor granada a 24, 2*500 e 'i
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 ra. <
metro.
Albuns de 1*500, 3*, 3*, at 8*.
Ramos de flores finas a 1*500.
Luvas de Escoaaia para menina, lis is e borda
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 r., 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 a 800 rs. um.
Anquinhaa de 2*, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 600 e 600 rs
Eapartilho Boa Figura a 4*500.
Idea La Figurine a 5*000.
Pentes para coco com inacripcSo.
Enchovaes pxra batizadoa a 8, 9, e 19*000
1 eaixa de papel e 100 envelopea por 800 ri
Capelia e veu8 para noivas
Suspencnrioa americanos a 2*500
L para bordar a 2*800 a libra
M5o de p*pel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a 18000 rs
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Leques transparentes a 3*000
dem preto a 2*000
Lindos Broxea a 3*000 1*0U0 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Licha para machina a 800 ris a duzia, (CBK
Bordados com doia dedos de largura 600 ris.
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1 *200.
Garrafa d'agua Florida 800 ra.
Leques com borlota a 800 rs.
Ricos brancas para Stinta, cretone e chita pa-
ra correr babados a 1*006, a 1*500 a peca com
10 varas, barata. !
Albuns de chagrera, veludo e verbotina para
50 e 60 retratoa a 6*, 7* e 8*000.
Meias de Escossia para senhoras, a 7*500 o par.
Lencos de linho em lindas caixas,
Bico das libas muito fino proprio para toalhas
e aaias.
dem japones proprio para alvaa e roqueta e
toalhas de altar.
dem brancas com 5 dedos de largura, a 3*000
a peca com 10 varas.
Caixas com sortes de jogo de mgica proprios
para salao, a 5*000.
Sabonetes de deveraas qualisdee.
Bolsas de coiiro para menina de escola.
Collarinho de linho a 3(0 ris um.
Grande peeblnena en* esipartilhoH
de linbo a 3#00O. um.
BARBOSA & SANTOS
lateriaes de conslrucfo
Precos rediiz dos
A Companhia de Edificacao, tem resol
vido d'ora em diante, p.ra as vendas dos
productos da sua olaria a vapor do Taqua-
ry, o seguinte :
Tijolos de alvenaria grossa,
formato commum, descarrega-
dos em qualquer caes, o mi-
lbeiro
Ditos, formato inglez, dem
idem
Ladrilhos idem
Telhas communs, idem
As cempras de cero a quinhentus mi
res, terSo um descont de cinco por cen
to, e d'ahi para cima dez por cento.
22$000
180000
350000
380000
Garanhnns
Especial fumo ; vende-sc na raa du BarSo di.
Victoria n. 69.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V"lAi;n
Este excellente Whisky Escessss r .env.
o cognac ou agurdenle de canna, para rortitjk
i corpo.
Vende-se a retalho nos iu Ihores annaten
nolhados.
Pede KOYAL BLEND marca VLAD cojo n
aae e emblema sao registrados para todo o Bruz
BBOWNS i C, agentes
Pinito de Riga
MATHUES AUTIN & C, receberam ultim
mente um completo eortiineato desta madeira,
como sejam : pratictiouu t rabuaa para aasoalbo,
da melbor qualidade e de diversas dimeusdVa, c
que vendem por precos commodos, 6 reducidos,
conforme ot> 1 'tes ; no armxcpui do enes do Apolle
n. 51, ou ra do Commercio n. 18, 1' andar,
anlTRAOj
mmmmm
V^BsVaaVBaWaaB^BBiaBtal
mmst
MW^WAJ
SEB
tesfriam,ento, $osse, atarrho, Risica
XAROPE ob ITPOPEdSPHITO, GAL
fie GRIMAULT & C,a
Approrado pala Junta d'Hygiene do Rio de Janerrm
Fizendo-se uso dest Xarope, calmao-se os accessos de tosse, desap-
parecem os suores nocturnos, goza-se de um somno reparador,
desperta-se o appetite, e o doente, augmentando suas forcas, apresenta o
aspecto de quem gosa boa sade. Os mdicos recommendo que se tome
ao mesmo tempo as Pastilhas peitoraes de sueco de alface e
agua de louro cerejo de GRIMAULT e Ga, que constituem os
dois calmantes mais inoffensivos da materia medica.
Oa /rasos ova, que contera esta Xarope, s3o de urna bella car do rosa) s lerao
a marca de fabrica, o sello e a firma da nossa casa.
Deposito a PARS, 8, Ru Vivienne, e as principaes Phrmacias e Drogariu.
^q&tp.
200:000|>000
100:000*000
AIII Llfll

*

DE 3
Em favor dos ingenuo^ da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Mfc(5 a 14 de lite ib 1881
0 thesoureiroFrancisco Goncalvcs T^rrc
iVova PERFUMARA Extraa
BojAPAo]
Mtta......mCO&TIOPSIS do JaP? j f ? di AU9Z... C0R7L0PSIS t JAPlt
oa*^*- mCORTLOPSISdoJli*la I BRiixurrm.. CORYLJPSISdo JAPlO
*o*rrciOtoC9RYLOPSISoJtO j km........ CORTLOPSIS do JAPlt
iCORIOPiSdoJAPOJposii......laCORYLPSSioJiPAO
grageas de Ferro Rabuteau
Laureado do Instituto de Franca. Premio de Therapeutica
O emprego em medicina de Ferro Rabuteau baseado na Sciencia.
As Verdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
Chlorose, Anemia, Plidas Cores, Corrimentos, Debilidade,Esgotamento, Convalescencia,
Fraqueza das enancas, Depauperamento e Alteracao do tiangue em consequencia de
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 a 6 grageas dor dia.
Nem Constipaco nem Diarrhea, Assimilacao completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nao podem engulir
engulir as grageas. Um calix de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as criancas.
'.i-i Urna explicado detalhada acompanha cada frasco.
Exigir o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & Gia, de PARS, que se
encontra em casa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
TflF
J
Ra f de Marco n. 6.
Partioipam ao respeitavrl publico qii, tendo augmentado seu
c-stabelecimento do JOIAS com mais umi secpSo, no pavimento terre-,
com especialidades em artigos de ELECTRO-PLATE, convidara as
Ex-i-.as. fainilias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimenio, onde encontraro um riquissimo sortimento de joias ds ouro e
pratn, peroins, brilhantes e outras pedrs preciosas, o relogioa do ouro
prxta e nikel.
Oa artigos que -ecebeiri directamente por todes os vapor sao
exeeutados pelos mais af-imados especialistas e fabricantes da Europa e
Sstados-Unidos.
A par das joias de. subido valor acharSo urna grande variedade
le obecto8 de ouro, prata p el-jctro pate, proprios para presentes de
aaamentoa, biptisados e anoiveraaries.
Nem ero rrL.^ao ao pn-fo, e ncu qualidade, os obectos cima
mencionados, encontrarSo concurrencia n'esta praga.
Licenciados pela Inspectora de Hygiene do Imperio do Brazil.
Cura rpida e certa pelo
ARSENIATO de OURO DYNAMISADO
do Doutor ADDISOIV
da Chlorose, Anemia, todas as Molestias do Systema nervoso, mamo as
mais rebeldes, Molestias chronicas dos Pulmoes, etc., etc.
Aa matares illostracGes medicas tm attestado o poder curativo desto medicameato e declaram-n'o :
o primeiro e o mais enrgico dos reconstituintes.
O FRASCO : 6 FRANCOS (em franja| /)
Todo frasco ove nao trouxer a Marca de Fabrica registrada e a assigntura^^^lJ1"'00 Fabricanlt
deve ser rigorosamente recusado. ^4UZ^>-^ <*est"
--------~----- ***" y^ Producto
PARS, Pharmacia CEIilir, rna Bocbecbonart, 38. '
Depositarios em Pernatnbueo: FBAKV* M. -^ WM3B



PERFUMARA
PARIZ
Sogredo da Juventude
LAFERRIRE
PARIZ
Segredo da Jttventnde
AGUA LAFERRIERE M OLEO LAFERRIERE
Par -j Tuucaiior. BT _rS a s CabeUos-
POS LAFERRIERE V WKJF ESSENCiAS DIVERSAS
Para o Rosto. ^Jl f^Sr Para o Lenca.
PRODUCTOS HYGIENICOS para conservar a Belleza do Bosto e do Corpo.
Depo8lUrlosemftmaiiii.w.FRAK"M.daSILVAiC'c na' principaes Perfamarias c Cahallfreiros.
aaaaaaaStaSi^a^aajaMaa^aasaaaBBa^^aaaaaaaaaaS-ra^^^^
ora certa em 3 das sem outro medicamento
4>mJtIS *, PJomlewmv
v -jfAJUM
1 ILEGlVEL


UTTERATUR
h
I

Institu Archeologlc e Ge
graphieo Pernambacaao.
RELATORIO APEESESTADO PULO 1 SECRE-
TARIO DO INSTITUTO ARCHEOLCUICO^E
GEOGRAPHICO PEBNAMBOCANO, HA SB8SAO
MAGNA ANXIVKliSAlilA DE 27 DE JANEIRO
DE 1887.
(Continuado)
N'uma sesso especial, celebrada a 9 de
Msio do anno paseado, sesso, a que, por
convite do Iastituto, compareceu o que de
mais electo havia na Socicdade Pernam-
bucana, proceden o Dr. Jos Hygino Duarte
Pereira leitura de um minucioso relatorio,
em que deu conta do resudado da com-
misso, de que esteve ltimamente incum-
bido na Hollanda.
Nao havendo o Goverao Imperial atten
dido representagao, que Iha dirigiu o
Instituto, pediodo que fosse marcado um
prazo razoavel, dentro do qnal podesse o
nosso consocio concluir as suas investiga-
res nos archivos de Haya, viu-se elle fof
jado a interromper os se'is trabalhos e a
voltar a esta Provincia, de cuja gratidao
constituira-se credor, pelo relevante serv
jo que lha acabava de prestar.
Abra o nosto consocio o seu importante
relatorio cjid urna rapii* apre bacilo sobre
o grao de desenvolvirnento, a que attin-
giu a Hollanda as armas, as lettras, na
nave^pcao e no commercio ; ex pelliudo de
seu solo as tropas hespanholas, conquistando
um lugar entre as naco :s independentes e
por fim reduzindo a orgulhosa Hespanha a
representar um pap;l secundario na polti-
ca europea e a implorar a paz.
Observa o nosso consocio que a conquis-
ta de Pernambuco e das capitanas vsi-
nhas, effectuada no sculo XVII, nada
mais foi do que um episodio dessa luta pro-
longada, que se travara na Europa entre
Diarto de PernambacoQuarta-fcira 20 de Abril de 1887
' Tir
do Conaelho Supremo e Secreto do Brasil
de 1635 a 1654 e constando de 8 in folios.
Apreciando essas duas collecg3as, faz o
nosso consocio judiciosas considerares so-
bro os documentos principaes, de que
mandou extrahir copias e que consisten!
em offi-ios, relatnos, cartas, jornaos,
diarios ou noticias de expedigoas militares
ou para deseobrimento de minas, pegas de
procesaos judioiaes, actas de assomblas
synodaes e polticas, providencias sobra os
indios, diversas orden* e instrucgSss e de-
liberares secretas do governo colonial;
documentos estes qie interessam a histo
ra civil, multar, econmica e ecclesiast'ua,
naj s de Pernambuco, como da Babia,
Sergipe, AUgoas, Parahyba, Rio Grande
do Norte e Cear.
Aloi dessas duas interessantes collec-
c3es, que constam de pegas em raanu-
scripto, menciona o Dr. Jos Hygiao um
grande numero de livros e volumes que
pertenceram Companhia das Indias Ocei-
dentaes o dos quaes, na impossbilidada de
adquiril-os para o Instituto, maudou extra-
hir copias dos mais importantes.
Emitte o nosso consocio a sua opiniao
sobre cada um desses livros, os qaaes con-
tm valiosissimos dados acerca da aituago
administrativa e econmica do Brasil Hol-
landa, sendo fert^is, sobretudo, de infor-
macSes no que con:erne geographia das
Provincias da Amazoaas, Para, Maranho,
Coar, Rio Grande do Norte, Parahyba e
Pernambuco at o Rio S. Francisco.
Aps o Archivo da Companhia das In-
dias O-icidontaes, que at ento nao havia
sido explorado, occupa-sa o Ilustrado Pro-
fessor do Archivo dos Tribunaes da Hol-
landa.
A Provincia da Hollanda tinha dous Tri
humes, sendo o mais .molerno iustituido
por Guilhrme o Taciturno, para conhecer
das appellacSes interpostas das decisoes
do mais antig> e ambos ellas estn lia m a
0 SEGREDO DE DANIEL
POR
JULES DEGASTYNE
Primeira parte
I
(Continuacao)
A regio
sob o ponto
os*res de Hespanha e os seus subditos ra- sua jursdiccao sobn as Provincias da
-
bailados das Provincias Neerlandezas ~
que o mesmo conjunctj de causas que os
levara ao oriente impUra-os para o Bra-
sil, onde o odio ao jugo estrangeiro e o
antagonismo de crcncas religiosas jamis
Hollanda, Zsl.dia a Frisa.
Entra os papis procedentes daqueles
Tribuaae3, encontrou o no3so consocio a
collecgao que oontm as pegas do prooesso
permittiram que
fundassem urna colonia intentado contra dous racrabros do Supre
prospera e duradoura, nem mesmo no pe- rao Cooselh-) do Brasil, que assgoaram a
riodo, que decorreu da conquista restau capitulagao da praga do Racife a 2o de Ja-
neiro ne 1654 ; nilo figurando ah o que
foi instaurado ao Tenenta-Coronel Van
Sohop, plo mesmo facto, por havar elle
raco, e durante o qnal erapunhou, cora
vantagem, as redeas do governo um illu
stre principe da casa da Nassau.
Passando a tratar do objecto da cora-
miss5o, da que estivera encarregado nos
archivos de Haya, ref-ra o noss consocio
haver ah verificado a existencia da volu-
mosa collecgao da documentos, de que faz
menguo o Dr. Benjamn Franekn Ramiz
Galvao, no aeu relatorio apresentado em
1874 ao Ministro do Imperio; e que, si es-
ta importante fonta do iaformagoes esca-
pou s pesquisas feitas de 1850 a 1854,
pelo General Netscher e pelo Dr. Joaqum
Caetano da Silva,,aquella para compor a
obra Hollandezes no Brasil, a este para
extrahir copias por conta do Instituto His
torico Brasileiro, foi porque s em 1856,
isto depois que Netcher publicou o seu
livro e Joaquim Caetano deu por tinda a
sua missao, entraram para o Real Archivo
de Haya os papis pertencentes Compa- Baij Harnel e Bullestraten, accusados de
paahia das Indias Ucc.dentaes, que sa^sup- graves abusos e excessos de poder, pelos
punha perdidos, mas que desle 1851 se jt ,jog Qeraes, a Comaa de Amsterdam
se acbavam em Amsterdam, para onde na 0 (J0nde Mauricio, e que devia langar
viam sido removidos da capital da Zelandia. | qhUi luz sobre a sua administrago ; falta
Sem deixar da occupar-se tambem com j e8ta qUa torna tambem saliente com rea-
os documentos, que provieram da outros ,,^0 ao qU3 deva ntaurar-se ao ex acces
archivos, como o do Tribunal do Hollanda: aor J0hannes Van Walbeek, a quem se at-
e o dos Estados Geraes, os quaes todos se tribua o haver se locuplatado a custa dos
acbam presentemente em Haya, chamou moradores e com prejuizo da Companhia,
comparecido nao peraote aquella Tribunal,
mas no Conselho de Guerra instituido palos
Estados Garaes da Rjpublica, onde foi
condemnado a 20 do Mtrgo de 1635, de-
csao esta que nai consta houvesse sido
proferida com relago aos outros dous
membros de Conselho.
Attrahiram anda a sua aUengao, entre
os papis deste Archivo, algumas pegas do
prooesso do portuguez Das Ferraira, in-
curso em crime da traigao, o qaal, tendo
aido condemnado, evadir si da prisao em
que, havia tres annos, seachiva recolhido,
deixando urna carta em Utim dirigida aos
Estados Geraes.
Nestearch/o observa o Dr. Hygino a
falta do prooesso que se mandou intentar
contra os tres ex-governadores do Brasil,
menos favorecida ainda boje,
de vista do facilidad de com-
municago'S, sem contestac2o a Sologne,
ess i provincia onde a civilisagao tanta dif-
fficuldade tem em penetrar, onde os feit-
ceiros, como mostra um processo recente,
encontravam grande clientella, no momen-
t > ainda, em qus as Blasphemias de Ri
chepin apparaciam as vidragas das livra-
rias... E', portante, Sologne que deve-
nios ir para encontrar as nossas boas car-
ruagens publicascom a capota enlamea-
da, estragada pelo sol e pelo rento das es
tradas, rachada, faodida, teado o aspecto
rugoso de um couro de elephante : com as
mollas gastasl a caxa desconjuntada.
Nao quero dizer que este genero do lo-
oomogao seja prefervel a um bom carro
de primeira classe, estufado, ajolehoado,
no qual p issamos pela trra com a veloci-
dade dos astros, por entre o ranger dos
ramos, dos vultos phantasticos das casas
que desapparecem: mas em certas pirtes
a Sologne ten ainda o seu encanto, en-
canto todo platnico o muito melanclico,
verdad. E' assim que nao se pode ir
de Salbris a Aubigne, sem se conservar
urna boa racordagao da viagem.
O trajecto faz se de noite, ou melhor
naquella hora deliciosa, no verao, em que
as estrellas couiecam a perder o brilho,
era que o azul carregado do levante se
desfaz pouco a pouca, como que esba'ido
pelo pincel de um aquarelista, em que o
nevoeiro se accumula sobre o solo, envol
vendo a trra em urna bruma hmida, an-
tes de se dissipar com o sol.
E' s duas horas da madruga la que a
carrugem parte da estagao de Salbris, por
entre um barulho ensurdecedorj de guisos,
de chicotes a estalar de cavallos a rincbar,
etc.
Os passagairos reconfortavam-se na esta-
lagera abirta at quelli hora... O con-
ductor fazia lastro com alguns clices des
tinados a dissipar o nevoeiro... Est ebeio
de enthusiasmo que falta aos cavallos. D
chicotadas para a dreita e para a esquer-
da, ri com os viajantes, pucha pelo cachim-
bo enche-o, accende-o, e acaminho.
A diligencia segu por um caminho la-
deado de pinheiros, que parecam augmen-
tar a escuridao da noite.
Um cheiro reconfortante de resina che-
ganos ao nariz.
Se ha vento, um lamento cadenciado
como o marulho das ondas desprende se da
floresta.
As cabegas flexiveis que se curvara fa-
zera lambrar outros tantos gigantes que
nos saudam passagam... e os troncos
direitos, altos, sera folhas, collocados sy-
metricamente, parecem-se com um exerci-
to em linha de batalha.
De vez em quando a la atravessa a fo-
lhagom e espalba sobre o chao, erigado de
folbas pontetgudas como o dorso de um
porco espinho um ca rao argnteo, tran-
quillo e branco.
Para-so em Saname. E' a muda. O
cu eoraeca j a clarear. O levanante tn
ge-so dejrosa e ouro. O novoeiro soba.
especialmente a sua attengao o Archivo ua
Companhia das Indias Occidentaes.
Consta este repositorio do duas volumo-
sas colleccoes, sendo urna intitulada : Car-
tas e mais papis, procedentes do Brasil,
1830 a 1654 e compondo-se do 19 in folios,
cada um dos quaes contera centenas de
pegas, e outra : Actas ou Notulos Diarios
o que na > obstante, maudou o nosso con-
socio extrahir copias das pegas avulsas
que encontrou, beiu como dos domis pro-
cesaos, a que se refere no seu relatorio.
(Continua).


FOLHETIM
JOSLARONZA
POR
JACOLES DI FLOT E PEDItO M.4EL
PRI1IEIBA PAUTE
o i:m.ti %
(Continuago do n.
IV
87)
Ora, nesse da justemente, Maximilano
encontrou as duas irms no palacete da
ra Boulainvlliers.
Pelas lagrimas de Bertha ellas compre-
henderam que era chegado o momento do
adeus definitivo.
Ellas, pois, desejaram-lhe boa viagem e
asseguraram-lhe que os seus votos o acom-
panbariam por toda parte.
Maximiliano agradecen, e dirigindo-so a
Alice :
Minba senhora, disso elle, o vapor
tocar em Singapor. Se n&o)me engao, o
Jean Bart deve estar cruzando nestas pa-
ragens. T<.m slguraa mensagem a confiar-
me ?
A menina corou. Consultou o olhar da
irma.
Depois, aproveitando a occasiao :
Hei de dar-lhe urna carta pra o Sr.
de Treguern.
E sabio ligeira e alegre, acompanhada
de Berth?, para preparar a bemaventurada
carta.
Ficando s com Renata, Maximiliano
sentio o peso de um silencio embaragoso.
Foi Renata quem o rompeu.
bem longa a viagem que o senbor
?ai eraprehender, comegou ella, offectmdo
indifferenga.
O mogo sorrio amargamente.
O mundo nao\em mais distancias,
minha senhora ; podem-se vencer em pou-
cos das.
Nem por eso deixa de havel-as.
Sim, para aqnelles que soffrem, nSo
para os indiffjrentes. Quando milhares
d a leguas nos separara daquelles que ama-
mos que comprehendemos o que pode
haver de amargo.
Houvo novo silencio.
Os dous suntiam a mesmo pressao.
Renata quiz disfargar a sua perturba-
gao.
Qual d83e ella, os homens esque-
cem tilo depressa 1
Maximiliano abaDOU a cabega.
Sim, coDhego as suas theorias a esse
respeito, minha senhora. Felizmente sao
apenas theorias. Estimarei, disse elle em
vez profunda e grave, Que nunca tenba de
exp-rimentar o contrario.
Que eotende o senbor por isso ?
Contrariara) nte ao seu habito, Renata
nao mofava dessa vez. Esta va seria e pen-
sativa como sob o imperio de um sentimen-
to indefioivel.
Qua euteu lo|por isso ? tornou Ar-
hand* A minba resposta fcil, minba
senhora.
Nao bou, qu?r a senhora crea, quer
nao, desses bajuladores di que a senhora
falla sem misericordia. Direi pois: tome
tent, minha senhora I a senhora bella,
oven: nunca soffreu verdadeiramente. A
dureza das suas sentengas provm da rec-
tidao da sua intelligencia, nao do seu cora-
gao, que comprehendo que nobre o alti-
vo, tal vez mesmo generoso em excesso.
Tenha cautela I porque a seus ps pode
abrir-so o abysmo de dores verdadeiras.
Nao antecipe a hora das desillus'es o das
angustias ; ella vira a seu tempo.
tlle tiaha-se animado a pouco e pouco.
O seu rosto masculo o bello revelava a
sua eraogao.
Quando acabou, levantou-se para ret
rar-se o com um sorriso :
Perdo me, murraurou elle. Isto nSo
nem um sermao, nem um conselho ; a
palavra de um hornera sincero, ou que, pelo
menos, penaa sl-a e que Ibe absoluta
mente dedicado.
Renata tambem levantou-se.
Espontneamente, com vivacidade fe
bril, ella toraou a raao do mogo.
Sr. Arband, disse ella, o senbor
mame ?
Maximiliano sentio a cabega vacillar-lbe
nos hombros. Juigou que a trra ia abrir-
se a js ps
apparecem no horizonte apenas como urna
mancha do tinta. Os prados enchem-se de
luz... da.
Os passagriros apeiam-sa para andar um
pouco, para dar movimento s pernas
adormecidas.
Um fri, fri gelado, da minhS, pene-
tra nOS 08808.
E' o momento propicio para o conductor
matar o bicho Manda vir s pressaB, em-
qudnto se muda os anmaos, um copo de
vinho branco, que despeja, mastigando
um pedago de pao secco.
%0 cavallos j est2o mudaios... O co-
cheiro acoende o cachimbo e o cachimbo
de novo ..
Mil chegamos ao fim da aossa viagara.
Meia hora depois mandamos parar e apeia-
mc-nos.
Da estrada, atravez dos campas banha-
dos pelo Sauldre, era urna moita do ver-
dura, v se umi casa quadradi, grande,
coberta de ardosa, tendo em cada extre-
mdade dous pavilhSas, semelhantas a
dous pombaes, qua lhe dito urna vaga ap-
parencia do castillo.
E' ahi que temos de ir.
E' ahi que habita o hera do nosso ro-
mance, Daniel de Serves, fidalgo Salonez,
verdadeiro gantleman lavrador, que s co-
nneca as elegancias parisienses pir ouvir
contar, cultivando as suas trras, nao ten-
do entras distracvoas alm da caga, prazer
qua varia, passando de cagada de perdzes
nos campos de trigo cagida do javali as
ti>restas.
Qualquer passoa ple apresentar-se no
castello, pela manha cedo.. A casa de
Daniel conhacda naquolles arredores
pelo Castello. O proprietario levanta se
cedo.
Quando o priraeiro raio do sol entra
pela janella, j elle est de p, vestido,
prompto a aahir para os campos, acompa-
nbado pelos seus dou3 caes, que soguem,
um de cada lado, como dous guardas.
Effectivamente, apenas alguem se ap-
proxraa do porto que fecha a propriada-
de do lado da estrada, os latidos comegam
immediatamente. Os dous caes arrega-
nham os denles, Mas Daniel apparec9 ao
mesmo tempo que elles, manda-os calar e
estenio a mSo ao recem-chegado, sempre
bem recebido em sua casa, pois que Da-
niel bom, hospitalero, cheio de con-
uanga.
Tem todas as qualidades do hornera
criado em plena natureza, pouco familia-
risado com as bypocrisias da civilisago,
de espirito franco e aborto, dizenlo e que
pansa, mas embrrando o teimando com
tacilidade. Ha dous pontos em que
intraaigente e que b3o o seu cdigo; a
lealdada e a honra. Nunca fez urna pro-
me8sa que nao cumprisse... ea honra
to alto nelle que era capaz de lhe sacrifi-
car, sem hesitar, tudo quanto possue.
Bravo, enrgico, feito para as fadigas, ca-
paz de supportar todas as privagoes e to
dos os sofriraentos, sem se queixar, ado-
rando a mulher e os filhos, pensando ex-
clusivamente no seu ^uturo e na sua fe'ici-
dade. Espirito simples, um pouco primiti-
vo, sem grande cultivo, urna educago
summaria, abandonada cedo pela vida ao
ar livre .. Tal o nosso here quanto ao
moral.
O physico do Diniel de Serves corres-
ponde porfeitamente ao relatorio, qua aca-
bamos de fazer do sen carcter. E' sym-
pathico, tem as feigSes regulares, mas um
pouco grossas, m membros pesados.
O ollicr denota tenacidade. A testa
pequea o chata as tmporas. Percebe-so
que quando urna idea penetrou naquelles
03808, muito dit til desaloja-la de l.
No momento em que o apreseutamss aos
leitores, o noaso fidalgo vai para os trinta
anuos, e ha quatro que est casado. Tem
por esposa a filha de um lavrador dos ar-
redores, mais una e mais diatincta que elle
e cora quem taremos conhecimento mais
depois de haver deposto sobre os prados e
os ramos das arvores gottas da orvalho,
que sol vae fazer Bcintillar.
Os passaros comegam a atravessar a es-
trada, sacudindo as azas entorpecidas e
atiraudo natureza que desparta o seu
primeiro grito. Os cavallos redobram de
esforgos, porque percebem que estao a tarde. Tem dous filhos, um rapaz e urna
chogar ao fim do servigo. Os pinheiros j
intratante conseguio abafur os seus aen-
timentos.
Os grandes olhos pretos da menina fitos
nos seus, multpli-avam as suas mudas e
instantes iuterrogag5es.
Ella repetio:
O senbor ama me!
Elle respondeu oorajos .m.inte :
E quando assim tosse ? Tonho o or-
gulho dos raeus sentimentos. como a senho-
ra tem dos seus. NSo quero offerecer o
que aesia recusado coa desdora. Nao offe-
recerei urna negagao sua pergunta. A
senhora, cumo mulber, nao so ter enga-
ado quanto natureza da miaba dedica-
gs. Eu respeito de maia a pureza do
raeu amor para sujeital-o humilhagao de
urna recnsa. Se foi por urna desgraga mi-
nha que achei-me no seu caminho, espero
que Deus me dar a forga necessaria para
sahir da pro va intacto.
Pronunciada atas ultimas palavras com
urna energa feroz.
Do neito de Renata sabio um gemido.
Ah I se naquelle momento, Maximiliano
tivesse com pie hendido que influencia om-
nipotente dominava o coragSo da menina,
teria all mesmo tomado posse desse cora-
gao.
Renata teria chorado. Vencida, teria
entregado ao valente rapaz todas as forgas
vivas da sua bella alma, sem partilha.
Maximiliano, porm, nSo comprebendeu.
Todos os apaixonados sao assim.
Approximou se da menina, e dessa vez,
em tora mais brando :
Haja o que bouver, minha senhora,
nao esquega que ha no mundo um hornera,
cuja vida, cuja alma, cuja vontade perten-
ceru le, onde quer que seja.
Renata, muito paluda, muito agitada,
quiz responder.
Ouviram-se vozes-
Alice e Bertha voltavara, acompanhadas
da Sra. Francs.
Neasa raesraa noite Maximiliano sabio de
Pariz.
A viagem de Pariz a Marselha, foi para
Maximiliano a primeira o a mais cruel jor-
nada da via dolorosa. Recostado as al-
mo fadas do expresso, as maravilhosas
paysagens qua o trom atravessava na sua
carreira de fogo, o mogo apenas apanhob
as iraagens, as comparagoes o as reminis-
cencias precisas para avivar o seu desespe-
ro pungente.
Era Marselha apeou se no hotel de Or
leans.
Poda dispr de um dia antes da partida
do paquete das Messageries Maritimes.
Elle, que sabia de Pariz, a rainha das ma-
ravillas, nao tinha deaejo de percorrer
essa nova cidade.
Domis, nao tinha diaposgao para admi-
rar os monumentos o os edificios. Os seus
olhos pareciam cerrados, a sua alma insen-
sivel aos effritos exteriores. Mesmo as
menina, Ral o Alije.
Daniel de Serves possue ama fortuna
modesta, mas que parece consideravel 1
que lhe d urna posigao iovejavel no meio
dos fidalgos, qne o cercam e que mal tra
com que vivor, o que se recusara a traba-
lhar, preferindo nSo casar, morrer soltei-
ros, porque nao podem sustentar familia ;
mas vivem com orgulho, cheios de desdora
para aquellos que produzera, paracendo-
Ihes a sua ociosidade uraa nobre qualidade,
a nica qua tem infelizmente, muito pouco
invejavel.
Daniel de Serves, que realmente rico,
em relagao os seus ridiculos visinhos, af-
favel o simples, sem impostura nem vai
dade.
Possue corea de aeiscento3 mil frsncos
de proprieiades que lhe do mais de trin-
ta mil francos por anuo, porque elle mes
mo se oceupa com o seu cultivo e dirige
os trabalhos da lavoura.
Daniel prtense a urna antiga fam-lia.
Seu pai o seu irmao mais vc-lho deixaram-
80 arrastar pelo vendaval da Venda. O
priraeiro foi raorto, e o segundo, depois de
Quiberon, expatriou-so. Foi fizar residen-
cia no Mxico, no3 arredores do Puebla.
Daniel n2o o tornou a vor e raras vezos
receba noticias delle Nunca sabio da So-
logne, onde viveu em companhia de sua
mai, que morreu alguns anaos dapois do
casamento.
J disseraos que o pai de H :ul e de
Alice leventava-se serapre com o sol.
Na manhS, era qua nos apresentaraos
sua porta, pedindo ao leitor que nos acora-
panhasse, foram os seus dois caes que pri
raeiro virara o visitante, e foi elle quera
veiu abrir.
Vendo o hornera que sahiu da diligencia,
e que reconhece atravez do gradil, Daniel
solti urna Cxclamaglo de alegra.
Roustan !
Eu mesmo, raeu caro amigo, respon-
de o recem-chegado.
= E que bons vent03 te trazem ? mur-
mura Daniel.
E apressa-se em abrir o portao.
Venho ver-te.
Que boa idea Entra. Minha muilier
ainda nao se ievantou. Conversemos em-
quanto a esperamos.
Vondo que o recem-chegado tem a rou-
na coberta de p, diz-lhe :
Mas, talvez estojas fatigado. Vou
conduzir te ao teu quarto. Trouxeste ba-
gagera?
- N2o, porque sposso dar-ta amanh2.
Daniel exclama :
a manha !
E' o mais que posso fazer. Depois
do alraogo parto.
Veremos.
E o fidalgo chamando os caes, que sal-
tara para a direitae para a osquerda, diri-
ge-se com o seu hospede para o castello.
II
Durante o trajecto o recem-chegado co-
mega a explicar o seu negocio. Vem direc-
tamente de Pariz onde reside, desde que
Daniel o perdn do v3ta, pois que Rous-
tan e Daniel sao amigos de collegio. De-
dicou-se ao commercio o tornou-se muito
rico! Em poucos ancos centuplisou os pe-
queos capitaes que lhe deixou seu pai.
Nao ha nada como o commercio I Tudo
mais nada vale. E' viver de illusSis eter-
nas conservar-so a gente arredada dos ne
gocos. E' aos milhoeg quo o dnheiro nos
chega. No anno anterior os seus lucros
andaram por perto de um railhao.
Este anno bao de ir alm.
O recemchegado da mesma idade que
o fidalgo, mas tem outra apparencia.
Rosto liso, sera barba, cabega de actor,
olhos febris, corpo delgado o nervoso.
Agita-se quando falla, como estas machi-
nas que o movimento dos volantes faz es-
tremecer de cima a baixo. Tem a palavra
vibrante, arden te, convoncida. Subjuga e
perturba.
Vem elegantemente vestido, e o sea
migo quasi se envergonba do seu traje
sem pretengSes quando se compara com
elle.
Ouve-o atentamente, suspenso dos seus
labios, contente com a felicidade do seu
amigo, quasi com inveja, nSo por si, mas
peljs seus.
Entao, murmurara elle, eis-te millio-
nario ?
Duas vezes, tres vezes, nio sci ao
certo, responde o outro rindo. E ainda es-
tou na primeira estagao...
Daniel d um suspiro.
E's feliz I
O outro faz um movimento brusco.
Que ? exclamou elle, por acaso vs te
em difficuldades ? Bem sabes, entre nos,
para a vida e para a morte. Tudo quanto
posauo est ao teu dispor.
Do Serves agradece.
Ds nada preciso ; vivo feliz aqui com
o pouco que tenho.
O outro p5e so a gracejar.
Vegetas.
Vegeto, se queres, mas esta existen-
cr agrada-me... entretanto. .
Entretanto... disse o negociante,
ternando-se attento por seu turno.
Entretanto, proseguio o gentleman,
estimara ganhar um bocado de dinheiro,
augmentar o meu rendimento que ha de
ser pequeo, quando meus filhos cresce-
rem.
Tens dous filhos ?
Tenho. nao sabias ?
S conhecia um... um rapaz, creio
eu. ..
Tenho agora tambem urna filha.
Para a qual ha de ser preciso um
dote, um dia.
E' verdade !
Os dous amigos tnham chi-gado en-
trada do castello sobra o qual o sol nascen-
te cahia em cheio, Iluminando a habitagao
com os seus raios.
Rouston fez parar Daniel... Havia
um momento que pareca rtflectir profun-
damente.
Ouve me, disse elle.
E collocou-se em uraa attitude de Napo-
leao das finangas.
Vou fazer-te urna proposta que nao
faria a nieguem ; nicamente para te ser
agradare!, para te prestar um servigo.
Falla, disse Daniel.
(Continua)
bellezas da natureza o encontravam indif-
ferente.
Uraa nica visSo, um s fantasma ado-
rado enchia-lhe a alma, os tragos da sua
bem amada, qual nao quiz perder o amor,
da orgulhosa Renata d'Isaac, que o tinha
captivado at as fibras mais intimas do
san ser.
Agora quera fugir. A trra da patria
ojqueiraava.
Tinha s le dos perigos que ia affroatar
e com os quaes contava para distrahir a
sua dr.
A's vezes um pezar ralava-lhe o cora-
goo. Por que nao faz elle urna contissao
mais completa ? Por que nao tinha elle
desvendado menina o estado da desespe-
ro em que a sua indifferenga ia langal-o ?
Talvez tivesse obtido dola urna animago,
urna esperanga, uraa promessa Ella mes-
ma pareceu to commovida.
Mas, nelle, o orgulho levava a melhor.
Ella, entao, nao podta ter adivinbado o seu
aoffrimento ? Se alguma cousa na sua al-
ma tivesse correspondido ao pensamento
do mogo, nSo teria ella sido a primeira a
vencer o espago que separava essa confi-
dencia desolada de urna troca radiante de
f jurada ?
Tudo isto Maximiliano dizia de si para
si, perplexo, hesitante, inquiralo de si
mesmo se uo seria melhor confiar ao pa-
pel a sua tortura.
Entretanto, oorria o tempo, tal"ez muito
lentamente, para a impaciencia do mogo.
Assim geralmente, quando a gente toma
urna resolugao, toda a demora, todo o adia-
mento s augmenta o soffriment.
Foi assim que no dia seguinta, s tres
horas, Arbanl, j a bsrdo do paquete
H'.ndoustan, esperava cora urna especie de
febre o momento da partida.
Faltava anda urna hora e o ferryboat,
que devia levar para trra as ultimas racn-
sagens dos que partiam, esperava o mo
monto de afastar-se.
Arrastado por uraa corrente irresistivel,
Maximiliano tambem mandou trra que
ia deixar o seu adeus supremo.
Eis a carta qua escreveu a Renata :
< Minba senhora.
- E' da coberta do paquete que me leva
que Iha dirijo estas liubas. Pego-lhe que
nao veja nellas senao a homenagera de um
bora-ira que ainda est atormen ado pela
idea de poder ter sido mal julgado pela
senhora.
< Ha tres das em Passy, quando nos
encontramos, a senhora sorprehendeu o
nico segredo da minha vida. Ha de fa-
zer ma ajustiga de confessar que nada fiz
para provocar da sua parte essa commise-
ragao que satisfara a muitos outros, mas
nao um equivaleute dos meus sentimen-
tos.
f Entretanto, nesta hora, no momento
em que vejo desapparecer, talvez para
sempre, no horizonte, a torra em que dei-
xo todo o meu coragao e a breve, porera
mais feliz poca da minha vida, pardos-mo
a franqueza de offerecor lh 3 como urna ho-
menagem a queixa de urna alma em que
me parece que o orgulho oceupou demasia-
do espago.
< Nesta distancia, neste limite do impos-
sivel, nao alimento a minha dr com espe-
ranzas. Seriara vas e s poderiam pro-
longar o meu luto. Posso, pois, impune-
mente escrever lhe o que nunca lhe diria :
Eu amo-a. Este amor o meu orgulho e
a minha forga. Nao sorria ; pode excitar
a sua commiseracSo ; pelo menos merece
a sua estima, porque o amor de um ho-
rnera honrado.
Maximiliano Arband..
Terminada esta carta, o jo veo medico
apoiou nella os labios em um longo beijo
como para fechar a alma no enveloppe.
Foi como um allivio para a sua dr. De-
pois entregou-a ao portador.
A's quatro horas, sob os raios obliquos
do sol, que dourava as ondas do Mediter-
rneo, o Hindoustan zarpou por entra os
arrhas da chusma reunida no caes. A h-
lice fez tremer o navio, um movimento de
oscillagSo significativo abalou a elegante
embarcago, que, langando s nuvens o sea
fumo negro e os apitos das suas vlvulas,
deixou magestosamente o ancoradouro da
Juliette.
A enseada chanfrou-se lentamente, o cas-
tello d'If surgi com as suas arestas escu-
ras, a grande cidade desenhou as suas ras
em ngulos rectos, a costa alargoii-se a
olhos vistos.
Por um momento, a Virgem da Guarda
brilhou no aiul escuro.
Depois tudo escureceu e fundo-se na
indecisSo do horizonte.
Encostado as amuradas, chorando sem
dar por isso, Maximiliano vio desapparecer
a felicidade e o amor.
O paquete parou algumas horas em a-
ples. O mogo foi trra com os outros
pasaageros.
Na volta pareceu-lhe ver no convez, en-
tre os companheiros de viagem, urna cara
que ainda nao tinha encontrado.
Era um* creatura soberba, moga soltei-
ra ou casada, que realiaava em toda a sua
belleza deslumbrante, o typo puro da mou-
VARIEDADES
O santlstas
Le se n'ura jornal de Montevideo :
a Os santistas esto com odiabo no corpo.
a Este diabo nao os deixa descangar nem
dia o era nouta.
i Principalmente desde o dia em que
souberam que o seu Dioino Santo, novo
ScypSo, aceitou o exilio que lhe foi im-
posto, exclamando :
s Ingrata patria, notersos meus oasos.
E so diz que se esto preparando
para urna grande revendida.
< Ao poder I grito elles, como grita-
vo as francezes: A' Berlim Berlim, no
anno de setenta.
f De facto parece que convencionaram
em ter certas reuni 'S, certos concilibu-
los secretos, certas coospiragoes nocturnas,
etc. etc.
i Mas esses nao sabem quando.
On veut se dir
Et conapirer,
Pour tout la monde
II t'aut avoir
Ferru que blondo
Et collet noir.
Elles nao sabem isto : como nao sa-
bem nem mesmo que ha qnem esteja en-
carregado de puxal-os pela sua ferruque
blondo o pol-as em prisao si se descuidarem
Olho, pois ; olho, senhores dernittiios. >
ra. Trajava europea o mesmo com gran-
de sciencia de coquetisino pariziense.
No livro de bordo, Maximiliano leu este
nome:
Carmen Laronza Pacheco.
Sem saber porque, Arband sentio urna
eraogao violenta. Juigou 1er um mysjerio
na vida da desconhecida e presentio que
ella tomara parte nos acontecimentes da
sua vida.
Por urna especie de attracgao magntica,
approxiraou-se della.
A moga mostrou-se muito amavel. Ma-
ximiliano juigou observar nella um estre-
mecimento quando elle declinou o seu no
me e a qualidade.
Sa nao me engao, perguntou ella
com interesse e no frt>ncez mais puro pos
sivel, o senbor soffreu ltimamente em Pa-
riz um desgosto muito profundo ?
Attonito, o mogo a titou admirado.
Entao a senhora vem de Pariz ?
Ella pareceu embaragada, mas a sua he-
sitagao durou um s momento.
Sim, senbor, respondeu ella com sin-
geleza.
E vai para ?
Singapoor.
Foi a vez de Arband sentir algum em-
barago.
E. .. eaprehende.. .. szinha, urna
viagem to longa
Ella sorrio tristremente.
E' preciso.
O mogo comprehndeu que levar mais
longo a conversa seria talvez urna indis-
crigo.
Entretanto arriscou urna ultima per-
gunta :
Desculpe, minha senhora, se excedo
os limites permittidos, e nSo respondo a
sonhora se eu for importuno. Eu conhe-
ci em Pariz um hornera chamado Clanos
y Pacheco.
Ella o titou, e dessa vez sem hesitar :
E' meu pai, disse ella.
A conversa parou ahi. No dia seguate
ella versou sobre outros assumptos, nao
parejeado Carmen iaommodar-se com as
perguotas do mogo.
A pouco e pouco estabeleceu-so grande
intimidade entro elles. Absorvido pelalem-
branga de Renata, Arband s sentio urna
amizde franoa e cordial por essa bella
moga, cujo olhar o envolva nos raios ar-
demos de urna paixiio nasconte.
tContinuar-se h*- v
Typ. do Diario roa Duque de Caxias n. a
t

v
>
BVsn
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MUTELADO
lltWHL
r


Full Text
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