Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18663

Full Text
1
1IU0 UIII HHIMI
fc.
PARA A CAPITAL J3 XUCARJBS OXDE NAO B PAC5A PORTE
Per tres mezes adiantados. *.............. SpOOO
Por seii ditos dem................ WgJX)
Por am ano dem................. 50UW
Cada numero avulso, do mes-no dis............ 0*^
M 1 DE ABEIL DE
DE
PARA DENTRO B FOHA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.............
Por nove ditos idem............... .
Por una sbijo idem................
Cada numero avulso, de diaa anteriores........
NAMBU
130500
200000
270100
00
Prapricirai* ^e Jttatwel Jigiirira tt iaria 4 -fiUjo*
Os Sr*. Amede Frin ik C.
de Pars, a* os nassos agentes
excluilvss de anmelos pu-
blicacoes na Franca e Ingla-
terra

4V

i
I

TELEGRAMMAS
sstijo da a&sscia satas
(Especial para o Diario)
STOCKOLMO, 15 de Abril.
S. M. a raiaim da necia que esla-
va lenle deade alguns das, val
salto melbor.
VALPARAIZO, 16 de Abril.
Compota e em O a numero dan
victimas quolldlana* do cbolera-
norboi no Chile.
MONTEVIDE'O, 16 de Abril.
i. Herrera Y. Obes fol Borneado
ministro .interino dos negocios es-
trangelros.
Ogoverno apresntoo Cmara dos
Depotados un projecto de le refe-
rente a eoostrocco de una camlnno
de rerro entre Montevideo e noeoos-
ayres.
A tbeoria de Franko, pela contrario, s admit-
te a existencia de um fluido, qae repellindoas suas
proprim molculas attrae as da materia. Segan-
do a mesma tbeoria, t. electnsacao positiva ou
negativa (vitrea ou resinosa) devida maior ou
menor quantidade de fluido que existe no corpo
electrisado.
Modernamente tem-se admittido que os pheno-
menos elctricos sao manitestacoes dowther ; mas
o estado actual da ciencia ainda nao permitte
abandonar completamente a tbeoria de Fraukhn.
As leia das attraecoes e repulsoes elctricas sao
ai seguintes :
1* As attraecoes e repulsoes elctricas variam
na razo inversa do quadrado das diitancias ;
2 Sao proporcionaes ao producto das quantida-
des de electricidade cuntidas nos corpos.
As origens da electricidade esttica, sao : me-
chanicas, pbysicas e cbimicas. Perteucein ao pri-
meiro grupo, o attrito, a presso, o lascado, etc.;
ao segundo, o calor, a luz e outras menos aprecia-
veis : ao terceiro pertencem tudos os pbenomenos
chimicos (emboraas acedes chiuiicas sejam tamben
ongem da electricidade dynamica).
( Continua.)
LISBOA, 16 do Abril.
FOl boje baptlsado o principe da
Boira, albo do Duque de Braganca.
S. PETER3BURGO, 16 de Abril.
Telegrammas recebldos do AHgba-
aistan annonclam qae as tropas ras-
om.avcncaram at o DefllS de JKol-
flear.
LONDRES, 16 de Abril.
A Contara dos Cammuns contina
a sllscosso do coebcition bil..
As ultimas sesss6es tm sido mul-
to tempestuosas.
ROMA, 16 de Abril.
O general de Bobllant amigo mi-
nistro dos negocios estrangelros fol
relntregado no posto qae oatr'ora
ocrunava no eierclto.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
l de Abril de 1887.
INSTRUCCO POPULAR
?ARTE UFFIClASb
ELECTRICIDADE
(Extrahido)
DA BIBLIOTUECA DO POVO E DAS ESCOLAS
ELECrncCIDAuK ESTTICA
CAPITULO IV
HlFOTHESES SOBBE A BATSBS DA ELECTBICIDADE .
EtBCTBtCIDADK ESTATUA B DVSAMICA. ElECTBI-
XicO PELO ATTBITO. PNDULO EI.ECTBICO. CORPOS
COSDUCTOBES B ISOLADOBBS. ReSEBTATOBIO COM-
MM. DAS ESPECIES DE ELECTRICIDADB. ThEO-
rias de Syxmer e de Franklis. Tubobia mo-
dbbha d electricidade. l.ei8 das attbacqoes
b bepblses elctricas. olligexs da electbici-
DADB.
(Continuando )
Pndulo elctrico ura pequeo apparelho forma
do de urna bola de raedullade sabugueiro Buspensa
por um fio de sed, mediante o qual se torna mais
Bensivel a manifestaco da electricidade n'um cor-
po electrisado pelo attrito. ConsiBte a experiencia
em approximar esse corpo, depois de electrisado,
ds bola de sabugueiro, a qual ser attrahida e logo
repellida pelo mesmo corpo.
Todos os corpos sao conductores da elpctricidade
em grao maior ou menor. Aquellos que menor re-
aiatencia offerecem paaaagem do fluido, chamant-
as bons conductores ; e os que offerecem maior re-
sistencia, ou quasi interceptam a sua passagem,
roaos conductores cu soladores. Sao boas con-
ductores todos oa metaes, a plombagina, a agua
no estado liquido, o carvo calcinado, etc. Sao
moa conductores o vidro, o ar secco, aa resinas,
o marfim, a seda, etc. Alguna orpos teem diffe-
rente conductibilidade, segundo a temperatura em
2ue s; encontram : aasim o vidro, mo conductor
temperatura ordinaria, torna-Be melhor conductor
quando aqqecido ao nuro.
Toda a.electricidade em contacto cora a trra ae
escapa para esta, preferindo-a a qualquer oatro
conductor : por isao a trra se chama reservato-
rio commum.
A experiencia do pndulo elctrico, de que cima
tratamos, serve tambera para mostrar a existencia
de daas especies de electricidad". Efectivamente
se, tendo feito attrahir o pndulo por um pedaco
de resina electrisada, lhe approximarmos,depois da
repulsao determinada pelo coutacto, am cyliudro
de vidro, igualmente magnetizado, observaremos
que o pndulo fortemente attrahidopor este ulti-
mo. Se, pelo contrario, eropregarnoo* o vidro em
primeiro lugar, obaervaremoa pbeoomeno idntico,
em relaca a resina. Dcstas experiencias se dedua
a existencia de duas especies de eletricidade, a vi-
trea e a reainosa, as quaes se attrabem reciproca-
mente, e por aso se distinguen) urna da ootra.
A exiatencia de duas electricidades, ou fluidos
de oome contrario, (cada um dos qaaes attrae o
oatro e sil proprio se repelle), a base da tbeoria
de Symmer, que admitte que todos os corpas con
teem estes dona fluidoa combinados, ou no estado
neutro, e qne so vem a separar-ae quando causas
exteriores selles ir.iuem apreseatsndo ento os
pbenomenos elctricos.
Governo da Provincia
EXPEDIENTE DO DA 15 DE MAIICO DE 1887
Acto :
0 presidente ds provincia, attendendo ao que
requereu Antonio Borgea da Fonseca, praticante
da Thesouraria de Fazenda e tendq em vista a in-
forma^ao do respectivo inspector de 4 do correte,
n. 132, resolve, de accordo com o telegramma do
Ministerio da Fazenda de hontem datado, conce
der ao peticionario 3 mezes de liceaca com o res-
pectivo ordenado, afim de tratar de sua sade fra
da provincia.
Oflicios :
Ao brigadeiro commandante das armas.
Certo do contelo do tffljio de V. Exc, de 11 do
corrente,sob n. 134, declaro-lhe, em respojta, que
o alferes do 2 batalbo de infantaria, Domingoi
de Mello Castro, segundo telegramma de S. Exc.
o Sr. ministro da guerra, est transferido para o
11 batalbao da moama arma, para onde o fara
seguir com a promptidao que entender conve-
niente.
Ao inspector da Thesonraria de Fazenda.
Communicoa V. S-, em resposta ao seu offieio de
10 do corrente n. 146, que segundo iutorma o Or.
chefe de polica no olficio que hontem me dirigiu
sob n. 259, foram dadas as providencias recom-
mendudas por esta presidencia para a captura do
ex-collector das rendas geraes do municipio de
Bom conaeibo, Francisco Antonio Tavares, alcan-
zado com a Fazenda Nacional.
Ai director do Arsenal de Guerra.Auto-
riso Vine, conforme solicita em seu olficio n. 933,
de 11) do corrente, a effectuar contracto, mediante
concurrencia, para o servico de transporte desse
arsenal.Communicou-se a Tbesouraria de Fa
senda.
Ao inspector do Thesouro Provincial-Con-
vi'-D, que Vmc. faca extrahir copia e remetta-me
dos 2 ltimos contractos, anteriores ao actual, de
tornecimento de calcado para o corpo de polica,
com os pareceres que entila foram dados com rea-
cao aoa meamos contractos.
Ao director das Obras publicas.Approvo a
avaliaco remettidapor Vmc. com offieio de 10 do
corrente sob n. G2, na importancia de 266800,
para alguns reparos da cadeia da cidade de Ca-
ruaru' reclamados pelo promotor publico respectivo
em additamento ao orcameato approvado em 30 de
Junho do anuo passado ; e tendo sido snpprimidas
no mesmo orcamento obras no valor de 1:0154773,
antoriso a execucao d'aquelles nos termos doart.
54 do regulamento de 2i de Fevereiro de 1874.
Communicou ?e ao promotor, ao Thesouro e ao juiz
de direito.
Ao conselheiro presidente do Tribunal da
Relacao do Uecife.Reitero a requic/Xo feita em
tffl;io de (9 de Novembro ultimo, para qae V. Exc.
se digne de providenciar no sentido de ser apre-
sentada na secretaria desta presidencia a certi-
dao do proceaso do reo Jos Joaquim de Carvalbo,
que interpoz recurso de graca da pena de 14 an-
nos de prisSo simples, imposta em. 2 de Agosto de
1879, pelo jury deata capital.
Ae eommandante superior da guarda nacio-
nal das comarcaa de Olinda e Ignara8au'.Deca
roa V. S., em resposta ao seu offieio de 8 do cor-
rente, qne, precedendo ao juramento e posse dos
offieiaes da guarda nacional o enmpra-se as
reapectivaa patentes, nao pode esse commando su-
perior exigir que elles se apressntem tardadas an-
tes de cumprirem aquelle preceito, pelo que com-
pete-lhe laucar o eutnpra oe na patente do official
nomesdo para o 68batalhao de infantaria do mes-
mo servico M^noel Cordeiro Cavalcanti Galvio
de quem trata o citado offieio.
Ao Dr.juiz de direito de Ouricury.Respon-
do ao offieio de 22 de Fevereiro findo, declarando a
Vmc. que a 10 do referido mes adiei ps'a 15 de
Abril prximo vindouro em vista de representad-So
da cmara municipal de Ouricury a eleico de ve-
roadorea e iuizea de pal, conforme lbe communi-
quei por efficio da mesma data ; e recommendo a
Vmc que na contormidade da le, faca effectiva a
puuicao ios que por ventura propositalmente inu-
tilisarein a uova eleicao.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Bezor-
ros.Reitero a Vmc. a requesic&o feita em offieio
de 17 de Outubro do anuo prximo findo, no senti-
tido de ser transmitida secretaria desta presi-
dencia a certido do proceaso de Cosme Jos Bar-
bosa, que interpoz recurso de graca da pena de 14
annos de prisao -imples iraposta em 28 de Outubro
de 1883 pelo jury do termo de ezerros.
Cmvm que a referida certidao veuha acompa-
nhada de informacao do juiz da condemn icio,con-
forme preecitua o aviso circular do ministerio da
justica n. 287 de 28 de Janeiro de 1865, ou
d'aquelle, que o auccedeu no cargo, nos termos do
aviso do mesmo ministerio, datado de 22 de Ou-
tubro de 1886.
Ao commandante do corpo de polica.Na
visita que fiz hontem no quartel do corpa sob seu
commando. verifiquei estar preso no xadrez a pra-
ca Joaquim Jos Leoncio da Silveira.
E como o mesmo se vem queixar da prisao e boje
por sua mulher fez chegar ao meo conbeciineuto
sua f de offieio e documentos, pelos quaes se mos
tra que como voluntario da patria preatou seivi-
cos de campanhas no Paraguay, sendo condecorado
com a ordein da Rosa, o 2- sargento honorario do
exercito, sit.va-se Vmc. de informar-me a respeito,
com os motivos qae tem para deixar de ter ob-
servado o aviso da guerra n. 368, de 21 de No
vembro de 1855.
Ao commandante do corpo de nolicia.
Traosmittindo a Vmc. copia do telegramma expeli-
do pelo juii de direito interino e promotor publi-
co da comarca de Itaiab, recom neudo-lhe que
taca desde j troca do destacamento all existen-
te por outro que lhe ficar mais prximo.
Outrosim, convm que seja recolhida ao quar-
tel a praca ou pracas culpadas, providenciando
Vmc sobre tudo mais qne o cas? exige infor-
mando a respeito cUrcumst'tuciadamente. Com
mame u-se ao juiz de direito.
Respondo ao offieio de 1 de Fevereiro fia-
do, declarando c.ma.'a municipal de S. Bento,
que nao pode ser approvado o contracto que ceie-
orou com Jos Dantas de Cliveira pelos motivos
constantes dos olficios desta previdencia de 6 de
Novembro a 1' de Oezembro ul.imo que era. gran-
de pai te nao foram sotisfeitoa.
Nao licito 4 cmara effectuar despezas para
as quae. nao tenba verba no respectivo orcamea-
to, uera BUtoriacis legislativa, devendo, outro
dim, seus contractos de obras ser feitos com vis-
toria legal, previa publicacao do plano, avaliac4o
e concurrencia, de modo s que possain ser prete-
ridos os que se propuzeram a fazer as obras em
melhores condicoes de daracio e preco.
Convm, igualmente, que nos contractos se es
tipul pena para o caso de nao cumprimento das
obrigacoes nelles impostas ao arrematante.
Portara :
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande conceder passagem de proa, at a Baha,
a Manoel Alves Pereira, por conts das gratuitas
a que o governo tem direito.
ExrEDIXSTE DO ^DB. SECRETARIO
Oficios :
A companhia liquidadora das coutas da es-
trada de ferro de Limoeiro.S. Exc- o Sr. presi-
dente nesta data deu o conveniente destino aos
documentos que vieram anuexos ao offieio de V.
S. de 12 do con ente.
Ao Kevm. Sr. vigario da freguezia de Aguas
Bellas.O Exm. Sr. presidente para oatisfazer a
requisico constante do final de seu offieio, de 13
de Dezembro do anno prximo findo, manda re-
metter a V. Revina. os mappas de baptisados, ca-
samentas e bitos, bem como o decreto que a elles
se refere, sob n. 9033, de 6 de Outubro de 1883.
Ao inspector geral da instruccao publica.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda com-
municar a V. S. que no requerimento do profes
sor Jos Augusto Porto-Carreiro aliudido a sea
offieio n. 81, de 11 do corrente, profer boje o se-
guinte despacho : Sim, sera onua nem obriga
cues por parte da provincia.
Ao 1 supplento do juiz municipal e de or-
phaos do termo de Flores.lie ordem do Exm.
Sr. presidente remetto a V. S em satisfacao do
pedido constante do seu olli;io de 21 de Fevcrei-
o ultimo, am exemrlar do regulamento expedido a
10 de Agosto de 1858 para a arrecadaclo dos
bens do evento.
Ao gerente da Companhia Pernambucana.
S. Exc. o Exm. Sr. presidente da provincia fi-
cou inteirado pelo offieio de hontem de ter essa
Companhia de expedir para oa portas do norte at
Camossim, o vapor Pirapama a 22 do corrente, s
5 horas da tarde.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 15 DE
\ ABRIL DE 1887
Adelaide Naghel.Concedo o theatro
pelo raez de Maio, mediante contracto e
as condicoes do Kegulamento de 16 de
Margo de 1885.
Adelaide Naghel. =Nesta data despa-
chado o r--qnerimento a que allude a sup-
plicante.
Constantino Alves da Silva.A divida
a que allude o supplicante vai ser relacio
nado nos termos do Aviso do Ministerio da
Marinba de 31 de Margo ultimo, n. 453.
Enedina Floresta dos Santos Cordeiro.
Sim, nao bavendo inconveniente.
Fielden Brothers.Informe o Sr. ins-
pector do Thesouro Provincial.
O mesmo. Remettido ao Sr. inspector
da Thesouraria de Fazenda para mandar
effectuar o pagamento da despeza, de que
se trata, nos termos da ordem do Thesou-
ro Nacional de 4 do corrente n. 45.
Francisca Mara de Paiva. Informe o
Sr. engenheirs chefe da repartido das
Obras Publicas.
Francisco Cordeiro Faliao Brasil.-O
supplicante j foi attendido na licenca que
obteve.
Jos Rodrigues Peixoto.Sim, satisfei-
tos osdireitos fiscaes.
Joio Rodrigues de Moura. Informe o
Sr. director do Arsenal de Guerra.
Manoel Henrique Villa Real. Deferido
com o ufficio desta data Thesouraria de
Fazenda.
Miguel Gomes Pereira de- Lyra Jnior.
Encaminho-se, devendo o supplicante
pagar o respectivo porte no correio.
Seraphim Jeronymo da Costa.Deferi-
do com offieio desta data ao brigadeiro
ommandante das armas.
Secretaria d Presidencia de Pernam-
buco, 16 de Abril de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
smepartI?o da Polica
Secgao 2.'N. 364.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 16 de Abril de 1837.
Illm. e-Exm. Sr.Participo a V.Exc.
que foram hontem recolbidos Casa da
DetencSo os seguintes individuos :
A' ordem do subdelegado do distrieto de Belm
Cassiano Jos dos Santas, Bellarmino. Francisco
Alves e Jlo Antonio dos Santos, por disturbios.
No lagar Ghunelleira do termo de Tacarbtu1, no
da 23 do mez prximo findo, o individuo de nome
Joo Alves espaocos a Maria Joaquina do Nas-
cment, pondo-se em fuga aps o enme.
0 delegado respectivo tomou conhteimeoto do
facto, e mandou proceder a vistoria, pela qual se
reconheceu s Teve o conveniente destino o inquento a que se
procedaasobre semelhante fasto.
No mesmo termo e no din 28. tambera daquelle
mez, o individuo de nome Jes Silvino de Figuei-
redo, arrombou a casa que serve de acougue pu-
blico e penetrando nessa forcou a gaveta de ama
pequea meza e subtrahio a quantia d; 13^500
pertencinte a Manoel Malaquias de Souza Ando-
riuha.
O criminoso fot preso e apprehendido o dinbeiro
roubado que foi entregue a seu dono depois de
preenchidas as formalidades legacs.
Abrio-se o competente inpaerito que j foi re-
mettido ao Dr.juiz municipal do termo.
Commuulcou me cidadao Luiz de Franca Mon-
teiro, em offieio de 1.0 do corrente ter na mearan
data assumido o exercicio do cargo de delegado do
termo de Buiqu, ua qualidade de 1. supplente.
O delegado de S. Lourenco da Matta, em
fficio de 13 Ho corrate, partieipou-me ter u'a-
quella data feita remeass ao Dr. juiz de direito do
5,' distrieto criminal, do inquerito policial proce-
dido acerca da morte do escravo B.-lisario Jos.
Comraunicoa-me tambera o subdelegado do
distrieto da Magdalena, ter em data de hontem
remettido ao Dr. juii de direito do 3. distrieto
criminal, o inqaerito policial procedido contra
Oly npio Jos de S, por crime de ferimeutos gra-
vea.
Aluda em data de 14 do corrente deu-me
scieucia o delegado do termo de Limoeiro de ter
feitoremessa ao Dr.juiz municipal daquelle termo
do inquento policial que proceden contra Vicente
Vieira da Silva, por crime de furto.
Deue guarde a V* Exc. Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digne presidente da provincia. O chefe de
polica, Antonio Domingos Pin'o.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DA 16 DE ABRIL DE
1887
Manoel Gomes Tavares, Albino Jos dos San-
tas e Sergio Hygino Diaa dos Santos.Certifiqe-
se.
Raymundo Benvindo Lasscrre.Informo o Sr.
administrador do .Consulado.
Prets da guarda cvica.Examine-se.
Ponto do Gymnasio. Ao Sr. pagador para os
devidos fias.
Fielden Brothers, Jos de Almeida Oliveira,
director da Escola Normal, regedor do Gymnasio,
-I. J. Alves de Albuouerque e Antonio Feroandes
Xavier de Lima.Infarme o Sr. contador.
Maria Auguata Pereira de Magalhes e Miguel
Araujo de Sousa Santos.Ao Sr. contador para
attender.
Prets da guarda cvica.Pagne-se.
PERNAMBUCO
Assembla Provincial
EMENDAS APBBSESTADAS NA 2* DISCUSSAO
DO ARTIGO 2 DO OBCiMEXTO MUNICIPAL
N. 49. Ao 74. Em lugar de 40 ris por cada
p de coqueiro, diga-se 80 ris.Jos Maria.
N. 50. Ao 75 do artigo 2. Por mscate de fa-
zendas, miudezas e objectos de folha ou cebre no
municipio do Recite, sendo estrangeiro 100000 e
nacional 20000; nos demaia municipios, sendo
estrangeiro 50j000 e nacional 10000. Reg
Barros.
N. 51. Ao 36 do artigo 2. Substitua se pelo
seguinte : 500 rea por carga de agurdente, 320
ris por carga do carne secca, liuguicas, queijos,
raspaduras, bacalho e outros peixes expostos a
venda nos mercads e feiras, sendo a metade do
imposta quando os gneros forem em metade ou em
menos de metade de urna carga.Reg Barros.
Companhia lo Beberlbo
PRGPOSTA APBESENTADA AOS ACCIONISTAS,
EM ASSEMBLA GERAL EXTRAORDINARIA,
PARA AUGMENTO DO CAPITAL SOCIAL.
Sr. accionistas da Companhia do Beberibe
Venho propor-vos o augmento do capital social,
para cajo fim fostes convidados a reunir-vos boje.
A le determina que as propostas desta natureza
sejam acompanhadas de urna exposico justifica-
tiva e do parecer du commisso fiscal, preceitos
estes que passam a ser cumpridos.
Quando a lei aesira nao dispozesse terminante-
mente, de outro modo nao procedera esta direc-
tora, quer pela norma de conducta de viver s
claras que tem tracado e seguido nos Jnegocios
desta Companhia, quer pela impossibiliiiade de
resol verdes sobre a propoata sera couhecerdes o
que a originara, as razoes em que bazea se, tudo
devida o detalhadamente, provado.
Podera limtar-me, verdade, aos termos res-
trictas da proposta, tratar nicamente das des-
pezas imprescindveis a fazer e para as qaaes tor-
na-se necessario novos recursos, mas tambem devo
mostrar que nos ha em disponibilidade, nem outra
fonte donde tiral-os; e entao o caminho recto, a
solucao, apresentar-vos um relatorio circumstan-
ciado e detalhado da applicacao de t dos os di
nheiros da Cempanhia desde que se operou a sua
transformado social e emprcheuderam-se as obras
novas.
Annualmcnte tenho feito relatorio neste sentido,
na parte qne lhe r-lativa, com a competente
liquidaco, aguardando para o fira das obras, na
concluso, o relatorio geral e liquidaco definitiva,
trabalho que sendo feita agora, como vai sel-o,
dispensa-me do qae pretenda apresentar por ul-
timo, no que u> entretanto, p-nica aiitecipaco, ha
pois em breve chegaremos aquel le terminus.
POSICO DA C'jMI'ANHIA
Para melbor comprebenso da exposico, para
bem se avallar a murena seguida, o plano adop
tado, preciso considerar a p.s.c j da Companhia
na ocessio de effectuar-se sua transformacio so-
cial, quando eacolbeates e commissionastes esta
directora.
Permitt, j>o3, ara. accionistas, estas reeorda-
coes, ind8pensaveis, no que tenho, feriadamente,
de transcrever tpicos de meua anteriores rea
torios.
A organisacJo desta Companhia e realisacao
do emprehendimento de abastecer d'agua r.sta el
dade, as condicoes em que foi levado a effeito, ha
mais de 40 annos, pode se garantirfoi um acto
de patriotismo e do mais elevado bom senso pra-
tico, coroado de feliz xito. Sem subvenco nem
garanta de juros, em poca em que os capitaes
eram escassos o arredios de t mprezas, quando as
associacoes iudustriaes uo pissavam de aspira
coes, faltando a confianca desde o serera execu-
tadas as obras at em conseguir-se qualquer re-
dito, mostra aobejamente qanta gratidau o paiz
e a Companhia devem aos fundadores desta, pois
todos os embaracos for-in superados e as obras
ixecutadas na altura dos conhecimentos da seien-
cia e arte de entao. Despedaeada esta barreira,
tudo correu propiciamente, quer para o publico
pela abundancia d'agua p'>r preco moderado, quei
para os accionistas pelos razoaveis lacros obtidos,
tado realcado por directoras honradas e zeloi as,
do que originou o bom neme c elevado crdito
desta Compauh'.a.
Ma suma cidade uo um marco uiillionario, em
seu seio vive uaia populacao que diariamente cresce
e que incessantemente trabalhn par* progredir,
meihorando suas coodiecs sociies o de vida, pro-
curando eeu bem estar, donde resulta novas asees-
silades a prever. A ecieueia e arte estilo sempre
atientas quelles reclamos, desde que desappare-
ctrem ou forem surdss, b, fatal consequeucia
inevitavel.
Anda esta va em mrio o segundo decenio do
funecionamento da empresa quando surgiram OS
primeiros signaes de alarme devia-te despertar,
outro rumo convinba tomar.
At enlo a eropreza tinb:i-S9 mantiJo quaai
como fora organisada, explorada nicamente pelo
lado commrrcisl, sem ter dado umpasso alera ;
acerescia que um novo earapi ie accao, abria-se a
Companhia", para incremento de eua renda, po.jo,
ao mesmo tempo exiga mudancas do rgimen. As
peanas d'agua que at aquella pica eram quasi
desconhecutas, com9Cram a ter procuradas pela
populacao que nao satisfazla se mais com o forne-
cimento dos chafanzes, quasi exclusivo, e apezar
de desenvolvini-uto d'aquellas, nao decreseia a
renda destes.
Desde logo ficou certa que uava transforma
5a) radical no modo de abastecer d'agua se im-
punha indispensvelmcnt.>; mas. a mesma iucta,
indecisa >, r.ceioa que Burgiram na organisacio da
Companhia, de novo apparecerara.
A falta o'agua Veic. porm, imperiosamente
obricar a urna dulibcracao: lan^aram mao de
obra** imcompletus, simples paliativos, como f.'S-
sem a segunda hnhs de coeanameiito, etc, o que,
no entauto, era reeonhecido e proclamado por
aquelles metmos que as exeoDtavam e reclama
vain obras definitivas'
Feito isto desaires ura lustro de paz.
Nesso interira a Companhia toraou a r-'sols-
cao de ir, com vagar, cxecutaiido obras projecta-
das pelo s. u eng-raheiro e attindntes ao tim dese-
jado, aproveitaudo de certo modo o ccndede Dons
Irmos. ....
Surgindo duvidas sobre a praticabilidade Jas
obras, e tendo havido mudauca na ordem do ideas
da directoris, fu abandonado o projecto adoptado
cujas obras tiubain sido eucetadas e procurou se
outra solucao.
Pouco depois de decorrido o segundo decenio
reappareeeu o mal estar..
Renovaram-se os estudos em varias direccoes ;
e ficon formulado nm projecto tendo por base o
approveitamnnto do rio Paratibe como manancial,
cujas obras eram avalladas em crea de quatro
mil contos de ris, soiucao esta que o autor do
projecto, |o {entao engenbeiro da Companhia, de-
clarou ser a uuica radical e segura que elle acon-
selhava e pela qual se responsabilisava.
tZ* Ahi estacn a companhia .- uns sastentavam a
opinia de que nao havia possibidade deobter-se
lucro qae desse juro, ainda mesmo mdico, para
aquelle capital, coosiderando assim aniquilado o
capital primitivo ; outros temerosos da possibida-
de do levautamento daquelle capital, ainda mais
estavam convencidos de que a somma oreada nao
era suficiente, outros apresentavam motivos defe-
rentes ; em summanSo se deu comeco de exe-
cucao, nem se cog ton de outra censa.
Cada vez mais se aggravava a situacao, cujos
detalhes deixo de recordar por serem recentes e
deverem estar vivamente impressos na memoria de
todos o quanto foi desagradavel, tanto que foi-se
forcado a nao conceder pennas d'agua. O emba-
razo da situacao chegou ao ponto at de adopta-
rera providencias negativas, como fosse a de dei-
xar-se de dar esgoto nos encanamentos para nao
diminuir a quantidade d'agua, quando o effeito
real, a consequencia necessaria, era o augmenta
das iucrust'ic-'s no interior dos encanamentos
produzindo urna progressiva diminuicao d'agua,
como soe acontecer naquellas circumstancias nos
abastecimentoa com presso fraca.
" De novo appsreceu a idea doa melhoramentos,
e em 17 de Janeiro de IS81 a provincia innovou
o contracto desta companhia para esse fim, esta-
beleceodo-se prasoa fataes para aa novas obras ;
e um anno depois, como tora estatuido, era entre-
gue presidencia da provincia o novo projecto.
Grandes questoes levantaram-se contra o pro-
jecto, o que nao s retardousua approvacta, como
embara;ou seu comeco de execuco
' Nao era mais possivel cruzar os bracos, nem
mesmo esperar pelas obras novas, e a toda a pres-
sa devia-se cuidar da presente, e despendiosas
obras provisorias foram feitas de modo que permit-
tisse esperar aquellas por dous annos, isto at
Janeiro de 1885. >
ESTADO DAS OBRAS
Era esse o estado de abastecimento d'agua, a
poaicao desta companhia, em Novembro de 1883,
quando foi pela primeira vez empossada a actual
directora, convindo francamente dizer que a con-
vierto de muita gente era de qne esta companhia
pretenda limitar-se obras provisorias, nunca
chegar a remedio radical.
Para comple'ar o quadro devo dizer-vos algu-
raas palavras sobre o estado das obras, o qae pas-
eo a fazer succintamente.
O interior dos encanamentos tinha incrustacoes
e sedimentos, attiugindo em muitos lugares a 0,|UI)1
de espessura, o qae alm de diminuir a capacida
de do encanamento causava retardamento na cor-
rente d'agua, reduzindo a quantidade desta. Em
urna ra encontrou-se urna obstruceao de chumbo
derretida, e em outra fijlos, sem que houvesse
meios de eatudar com promptidao a presso dos
Encanamentos em cada localidade e verificar se
havia qualquer embaraco no interior.
As torneiras de passagem, que devem intercep
tar a corrente d'agaa, eram de modelos variados,
urnas abrindo em um s ntido, outras differente-
meuf.e, e fcil de comprehender os inconvenien-
tes fuuestos disto, convindo advertir que estavam
inserviveis, o maior numero delles nao moviam-se,
diversas tinham o parafuso da vlvula gasto, e
em algumas a propria vlvula estava cahida, sendo
rara a que vedava a passagem d'agua.
As torneiras de esgoto apresentavam aspecto
mais triste, em geral estavam completamente obs
truidas com incrustacoes sendo impossivel fazer
sabir agua por ellas ; algumas das que ainda po-
diam ser abertas, quando fechadas de novo uao
vedavam a agua, pelo que indisptnsavel se torna-
va estoupal-as : poucas eram as que ainda pres-
ta va-n servijo.
Receiava ae que houvesse canos rachados pelos
quaes se perdesse agua e que nao se podia coohe-
cer porque a ufiltrac&o dava-se em terrenos per-
meaveis por onde desappareceria a agua, o qae
tem sido confirmado, pois j eucontraram se dez
nestas condicoes.
Os chafarizes tinham sido restabelecidos poucos
meze; antes com o tunccionaraemto das obras pro
vinciies ; antigamente tinham sido convertidos
em urna bica supplementar, pouco cima do nivel
do silo, e aasim mesmo nem todos mantinham o
suppriinento d'agua durante o dia inteiro. Era
grande a agglcmeracao do povo que junto ao cha-
fariz aguardava sua vez da receber agua.
Lembrai vos bem do que se da va com as pennas:
em urnas realmente faltava agua ; mas em omitas
outras havia em demasa, verdadeiro desperdicio,
contra o qual uo lutava-se, provavelineute pelo
mi estar g ral do servico, e falsa posico da com-
panhia.
Era pois excepcional a situacao, bem triste (por
que nao di*el-o ?), melhorada somonte oin o func-
coiiame-ito das obras provisoriasassim denomi
nadas as bombas a vapor que injectam agua nos
encanamentos ; mis esse beneficio uo podia illu-
dir-me, nao e por tratar-se de um mschinismo,
como sea proprio nome indieavaprovisorio,
como por ser um s, sujeito ao tra .albo forcado
de 14 horas diarias, sem.iuterrupco, superior as
suas forcas, como tambsm porque em pouco mais
do praso ajustado a quantidade d'agua fomecida
nao seria bistante. Minhas previsoea coufirms-
ram se; alm doa subresaleut-'s que vieram com o
maehinisino, frequeutemente tenho mandado bus-
car pecas pars substituir as estrgidas, tenho
mandado fazer cracertos, fiz augmentar a colum-
na de uresiio u'agua, e finalmente tera se triba-
Ibado por maior namero de horas do que o estipu-
lado, e nao obstante tudo, como receiava, attingio-
se ao mximo a que se poda chegar as obras
novas nao esto eonclnidas ; tem sido u:n trabalho
por demais pesado para o machilismo.
Nio bavia mais meios de que laucar mao pira
adiar nem oicsmo deirorar as obras, a situacao
obrigava a urna excepcional celeridad", a carai-
nhar rpidamente, sob pena de fie ir esta directo-
ra em urna posic-o esquerda que jamis aceitara
No entretanto o funecionamento e regularidad--
do servido das toinhaa muito concorreu para reer
guer esta ompauhia bo posico, e permittir
que se collocas^e no p em que se acha gosinda de
hora conceito, porque realmente, a despeito de to
dos o bices, tem cumprido com seus deveras.
Cada urna dessas ibras de meihoramento, sem
tirar a coinp.inh da posic-lo falsa em qua aetutTa-
se, sera fazel-a dar um passo al o, tera exigido
avultados despendios que somatados dariam p approximada'uente, metad* de urna obra definid
va, e concorreram para que o beneficio de momen-
to oroduzisse o entrvamento as torcas vivas da
c mpanbia. Si O eusinamento do passado que
acabamos de revistir aproveitar no proeedimeato
futuro, devenios dar-nos p-ir muito satisfeitos.
PL.VNO AOOPTADO
Nao havia dous cumanos a seguir, nem duas
opin.es justificadasa s.luvo uuica foi a que
adnptou esta Directora.
Tuto aeooselbavH, f.rcava mesmo, a marchar
rpidamente, marchar semore e cora bssc segu o,
cada parada era perder o alcanfado e mais una
difficalds le creada, e quem sabe de que gr< !
A leutido talvez fiz bso chegar tardo a bom ter-
mo, desapprecer a oppormnldade que so offoreei.i
para nm xito feliz para a companhia.
Tendo sido innovado o contracto desta compa-
nhia em 17 de Janeiro de 1881, um anuo uep.is,
em 17 de Janeiro de 1'83, devia ser a presentada
o projec:o de obras. De vendo o projecto estar ex-
treme de eoutestaeio, traser o devido cunho pro-
fissional, e conseguintemente ser logo approvado,
as obras deveriam ter comeco no seguinte mes de
Fevereiro de 1884.
Em Novembro de 1883, quando tomn posse es-
ta directora, prximo ao prazo da terminaco das
obras, acbavamos-nes no entretanto as mesmas
condicoes que se se tvesse celebrado a innovaco
do contracto naquella data.
inmediatamente foi organisado novo projecto
de obras por profissional competente, o engenneiro
Oswald Brown, extrauho inteiramente s questoes
que aqu se tinham agitado a proposita do abas-
tecimento d'agua; e o projecto cuidadosamente
organisado assim como o orcamento, resultado dos
estados feitas, harmomsavsm-se bem com todas as
exigencias, conquistaram vossa approvaco, a do
governo e a do publico.
Em seguida promoveu-so a execuc&o das obras .
e tractou-se de dar ae lhe forte impulso, restricto
poim aos recursos existentes, e assim se fes: no
prazo que foi marcado pela presidencia da provin-
cia as obras toram encetadas, nao obstante nao
ter chegado o engenheiro qae para esse fim tinha
sido engajado.
Ao mesmo tempo oiganisaram-se os preparati-
vos geraes indispenaaveis, sem detenca; mas am
grande entrave veio embaracar-nos : retiro-me ao
recurso interposto para o Censelho de Estado pelo
secretario da Junta Commercal sobre o registro
da ultima reforma dos Estatutos.
Nao era com os recursos normaos que esta com-
panhia emprehenderia as novas obras, e nada ti-
nha sido preparado para esse fim ; e embora en
tasa 'mos certo contiahir-se, como foi contrahido,
um emprestitno, desejei nao realisal-o, como me-
dida de prudencia, cujo alcance fcil de com-
prehender, a b^m da companhia, emquasto noes-
tivesse decidido o recurso.
Com a lentido de uossos negocios pblicos e
administrativos, s um anno aps foi decidido
recurso e ficou terminada a questo do registro da
reforma dos estatutos; tendo sido obrigado du-
rante aquelle lapso de tempo a nao se poder em-
prear teda a actividade que o caso requera, nao
obstante, caminhou-su bastante, foram atilisados
todos os recu'Sss pecuniarios di apon i veis eo cr-
dito da companhia, no que foi-se cavalheirosa-
mente auxiliado pelos correspondentes em Lon-
dres, os Srs. Kocwles & Forster, porm tudo ists
tinha certo limite.
Empregados quasi todos os materiaes adquiri-
dos na primeira encommenda, a morte ceifan a
vida do mallogrado engenheiro, J. W. Jenkinsoii,
que diriga as obraa.
Tornava-se imperiosa urna suspenso das obras
c reorganisaco do servico, tanto mais quanto as
chuvas, pois o invern coinecra, nao permittiam
trabalhar proveitosamente, e os recursos pecunia-
rios da compauliia nao chegavam para pagar os
avultadoa direitos de importafo a Alfandega
peloa materiaes que estavam chegaudo e manter
grande actividade as obras.
Contrahido o emprestimo em Julho, engajado
novo engenheiro, o tM\ J. H, Whieldon, descarre-
gados e transportados para os competentes laga-
res quasi todos os materiaes, logo que cessaram
as chuvas, em Setembro, foram atacadas de novo
as obias.
Sendo j curto o prazo para a execuco das
obras, tinha-se, no entretauto, perdido alguns me-
ses de trabalho.
Nesso momento ainda mais ponderosas eram as
raz.'s para empregar-se grande actividade as
obras, embora as despezas fossem um pouco mais
avultadas, porque haveria compensaco mesmo pe-
cuniaria, e quanio o nao houvesse, motivos de or-
dem moral mpelliam, nao deixavam liberdade de
aeco.
Assim o receio de qae nao se poderia fazer am
regular fornecimen'o d'agaa caca vez se affigura-
va mais prximo, e para affastal-o adoptei a pro-
videncia de uo conceder penna d'agua emquaute
as obras novas uo fieaasem concluidas. Esta
providencia baseada no principio de que nao de-
viamoa tomar um comprouisso desde que nao es-
tavamos habilitados a cnmprl-o, principio de jus-
tica e de moralidade, impoe, porm, o dever de fa-
zer desapparecer este estado de cousas o mais bre-
vemente possivel.
Tendo sido recebido todo o producto do empres-
timo em curto prazo, era indispensavel prover dos
meios de pagar os juros e amortisar o capital, e O
recurso era o augmento da receita, o qne s con-
seguir-so- his com a concluso das obras.
Tambem esta directoria esforcando se sempre
pelo cumprimento de seus deveres, estava certa
de que o crdito e bom nome das companhias de-
rivam-se da fidelidade com que ellas cumprem
com as obrigacoes contrahidas.
Segundo esta ordem de ideas fjram encetadas
as obras, pouco a pouco largando-se a esphera
de aeco, de modo que em breve tempo estavam
atacadas as pnacipaes obras, trabalhaudo-se tan-
ta nos dias uteis como nos santificados, tanto de
dia como de noite em algumas dellas, para cujo
fim at mandei buscar appireihos de illuminaco
elctrica.
Foi um trabalho demasiadamente arduo, princi-
palmente pela sua natureza,*inas nada aepoupou.
Apesar de toda esta actividade, houve muita
economa, tanta quanto possivel, a par do empreo
de material sempre de primeira qualdade, e da
melbor execuco de mo d'.,bra.
As obras feitas eram para esta 6jmpauhia,
nao empreitadas, i quinta melhore fossem, me-
nores seriam as deso zas de eonservaco, e maior
a duraco, como passarei a mestrar.
Urna difficuldade tivemos a veucer. e foi ser
urna obra especial, dando se falta aqui aqu ds
inaier parte do material, machinas e t.-rramentas
deqie carecais empregar, o que matas veseg
mauietava-ns cm certas providencias, o que nao
be d as obras e.>mmuo9, para aa quaes se en-
contra tuio a mo, u mais fcil mostrar maior
quauti ladede obra, mas,.nao obstante, o resaltado
obtido permitte-nos sustentar qualquer parallello"
i'ela subscripcao e apreciaco que passo a faser
de cada urna daa^obras, esp-cie de material, e
despeza efiectuada, ficareia melhor cnteirados.
CA08 DO APAKHAUESTO DAS AGUA
O orcamento continha para estes canos o se-
guinte :
1,11)0 metros de canos rectos e L>.,G^J (24
GlX) de (1,530 (21"
100 de 0,455 (18"
100 de 0,38 (15'
P .s indo todos 308 toneladas.
Tiuha mais 5,5 toneladas de canos especiaea, e
como estes, em ral, cuatats o duplo do preco do-
canos rectos para couipnaco, torna-se o duplo
delles. o q-ie feito, aidicionanlo aquelles, temos
o total de 319 toneladas.
As torneiras de pavada e vlvula de esbirro
eram em numero de cinco, Btni> tres das pn-
i, ,i i- j
Tudo este material fj oreado em 32:738J5000 e
tinha de ser importad
O cambio da pecha da avaliico era de 2< d.
por 1000, mas quanio o in aerial foi recebdo e
pago o cambio tinha deseido, chegaudo at a 18,
como expiiquei era meu retar;o e 1885, cau-
sando issiin um eucareeimeuto de 10 <"/ termo
med'c.
O vJor real doorcjtncuto pira estes materiaes
deve pois ser campuado em ctrea de 36 contos de
r s. ,
O encanamento doapanh .ment das aguas sendo
destiuado nicamente a conduzir es-as das galenas,
onde sao captadas oa apauhadas dos terrenos per-
me veis, p.ra dstrbuico, vene, ndo p.-quena diffe-
renus de nivel, com iusigntficaote pivsso, poda
ser feito cora piredcs de p- quena epSSUra, do que
resultava real aw.non.ia. O sutor d-*pn.jept0 apro-
ve.undo se da eicperiencia pr pn ledusio o p-so


.



diam-



*



^iBH^BBfll
^H
1887
Sessps cano no miuimo; mai n execufaW appa
receuuma diffieuHade. foi a risco dos cunea que
brarem se no transporte da Europa pura aqu, pelo
que nio s toi preciso retorcalo* como graotil-os
com maior numero d are de ferro batido, alt-
rselo feita pelo ineitno ant >r do pr, j cto.
Addici nando se o jnaior eomprimento dado aos
canos deO,38 (45") para que o ncanameato ti-
se um esgoto, medida mdispeuaavel nos pri
mciros tempja, quaudo as aguas penetnua n>s
galeras teudo algnma trra de mistara, elerou-se
o p"so dos canos a 407 tonelada, e a especiaes
a 8. o ten e duplicando estes, como cima xpli-
quei, temos 419 toneladas em voz das 31!' arcadas
Ocoorreu ainda que o proprio autor do prejecto
nos sctnselhou, p.ir indicarlo do fabricante as
bambas, alterar o que Uoha silo delineado para
jaae$2o deste eocanamento s bombas, paramelbor
unccio.iamsato e conservadlo deltas, do ^ue resul-
ten o assentamcBto de duas grandr a columnas res-
piradoras, e urna rede decanos esneciaea pesando
51 toneladas. Duplicando este peso, pela razio
ja dada, e sommado ao dos ontros canos, temos o
total de 520 toneladas, ou mais 61 % do oreado.
Tambem o numero das torueiras de parada
augmentado, e en vez de tres serio oito, e anda
aeeresee Cois enormes canos ^especiaes, da porta
para nspeccio e liinpeza do eucantrnento.
Tomando cora." base o augmento dos canos, e
ealcul .nio-os pelo ornamento, importari&m todua
em 57:%0*. s--in inclar o augmento da lorneiraa
ao entretanto todas as despezap, incluindo as tor-
aeiras deparada, apenas attiagio 51:0o6*950.
Qsagi todo este material est assentado, e o
restant" depositado ao p da obra.
ALEBIA E ASSENTAMENTO DOS CANOS DE APARHAMENTO
DAS AOCAS
Ambas as obras foram oreadas eaz 60:910*000.
O assentamento do encanamento et quasi con-
cluido, ap mas nao acham-se em seus lugares al-
guna can s especia*.
Penca diflerenea para mais bou ve nesse assen-
tameoto apezar do augmento do materiul, esm*
eipliqusi no anterior, prncipalinent" com os
enorm e pesadissiino cania de ligacSo com as
bombas, sendo un de tres toneladas de peso eoutros
de mai.-' duas.
Aa excavacoes foram sempre sustentadas por
diapen liosos oscoramentos, em alguus lugares por
causa da granee profundidade, 6 e 8 metros, em
ontros por sereio f muas as trras o que causa va
irequ' ni.es desmoronamentos, mxime onde os ter-
renos estavam saturados d'agua.
O baldo do acude de Germano foi refeito em
quasi sua totalidade, fazendo-o repousar, em taxi-
nas, a donlo-st-lhe maior largura com talude de
pequeo pendor.
Todas estas obras correram por centa do assen-
taraeuto des canos.
notndose age toda a obra do Ivenaria no foi i Atnda nao est concluido o trabalho, de modo
eotrmum. teve exeuco especial cuidadosa. |qoe nl> se pode aoeerto determinar o augmento,
_
O edificio mede 43 metros de frente, dividido
em trez coins da misma largura, sendo o do meio
reentrante, c m um afartaraento de 6,5 do lale-
raes, os quars teem 27 metro de fundo, ficando o
do meio com 14 metios, e a superficie total de
9G6 metras quadrados : no corpo do norte ficam as
bombas, no do id*o aa caldeiras, no do sul o
deposito de carvo, sendo este de capacidade a
cnter 500 toneladas desse corobustivel.
O nivel do pavimento das machinas uro me-
tro cima do solo ao derredor, o edificio de 2,n,7o
abat do daqaelle; a altura da edificio, do pavi-
mento da machinas, a (imalba de 7,">fU.
J ett feita toda a obra de alvettaria, asse.nta
do o trvejai*ento de forro do telhado, as tedias,
faltando somate concluir as obras de madciras.
caixilaos e portas, o reboco, goarnecido e fingido
das paredes, e ladrilbo, obra que nao est o ter-
minadas por se ter convergido toda a atteucao
para as galeras, e nao serem essenciae para e
fnnecionamento das bombas ; no entretanto pro-
seruem regularmente.
Despendeu-se 132:126*745 at o fim oe Feve-
reiro.
CUAMIK
A nica modificacao que soffreu a chamin foi
uoa alicerces, pelas mesmas razoes que determi-
naram modificar as fundacoes da casa das macbi-
As g.ilerias deviam constar de tres partes dis-
incUs, urna ao lado do a$ude d- Prata e duas no
sop do monte que margeiao acude das machinas.
Na execuclo se vc:6cju ser preferivel limitarse
a eoostruir galeras ao lado do acude do Prata,
peLt menos emqnanto for possivel apanhar aguas
alli, de accorJo com as ideias do autor do pro-
Pa>-a obras data natureza nao ha previsao pis
sivel, s o aeguimonto deilas que vae mostrando
ao certo o que se dev.' fnzer, o que so precisa.
Como tivesae eccasiao de ver, quando vos con
vid'i a visitar as obras a onstruccao das galeras
um trabalho arduo, dispeadisiosimo.
Para aquelles que i na i foram basta dzer que
o fundo da galera fica a 6 metros abaxo do solo,
tendo sido necossano ct rtar um banco de pedra
de 3 metros de eapessura par;i chi'gar-se acamada
de terreno permeiavel, e que este constitudi
por areia frouxa, saturado d'agua,
Ao mesmo teoapo que toinou-se imprescendivel
enfiucar nmi forte estacada, as bombas incessan-
temen' trabalbaram, de da e a noite, tirando
agua, para que se podesse fazer a construeco.
J est feita a naetade deta galera, e dentro
de dois mezes estar concluido o restante preciso
para inaugurado das obras novas.
Como vos dsse, as exploraco-s minuciosas feitas
par a execu^ao desta obra mostraram a necessi
dade de alterar o proiecto para s<5 apinhar aguis
ao lado do acude do Prata, qur prolongando a
galera, qur constru udo poejs em coutinuacao a
galera. Anda nao se pode dlzer ao certo qual a
sulucao a adptar emquanto nao ejtiverem conclui-
dos oa p jos de sondagem, o que, no entretanto,
deve ser seguido e muiediata execu^ao.
Nao devenios Iludir-nos com o archir se logo
eerU quantia d'agua qua baste, pus a pujanca
do mananciae muito variavel, e elle enfraque-
cem nos trez anuos inmediatos s grandes ceceas
que peridicamente assolam esta provincia.
A Oaee, o tuudauent de urna einprezt da natu-
reza da desta Companhia a quautida Je d'agua a
dispr, porque de nada servir ter obras magnifi-
cas sem agua bastant, e uielbir tel-a em dema-
jia do que em excassez.
Alm di8so se as emprezas de abasteciineuto
d'agua devom de frequeutemente augmentar suas
obrar, alargando stUa meios de 'iccao. ni) o de-
vem fazer constante neute em larga escala, devem
prevenir-se, noi perioJ s mais ou menos longos,
reservando es traba! Uo3 coastantes para 03 deta-
Ibes ou p.rticularidades.
Cumpre tsmbem observar que estando n servido
organisado em lar^a escala, torn se-hn mais ec.p
nomico faze"- qualquer obra agora do que ao depois,
qu i-.do se t-ria de fazer nova organisa?o.
Com isto nio quero laufir receios de nsuffi.i-
encia d'agoa ; porque, com > vistes, e em breve o
ser provado, a temos em abundancia, o que trato
de urna presencio para os m >s das, e para o
futuro e desenvolviment.' desta G>mp^nhia, cem o
que deveiDos contar.
Nio c pjbai ei aaresentar um orciis'into das
obras a executar as g ilerias pois nao ha base
Dir avaliar.
E' para essa.s obras, para o augmento das ga-
leras, para ter c >nj certeza agua em abundancia
em qualquer even;ualiJade, para garantir o futuro
desti Companhia e permittir que deaassombrada
mente ella cumpra com seus de veres, qus esta Di-
reotoria julga necessario, e vos solicito novos re-
cursos.
At o ultimo de Fevereiro as despezas sob eita
rubrica foram de 57:535275 ris.
CASAS DAS MACHINAS
O edificio execut^do nao pJe ser oprojectado.
De aiituml nao se pode fixar as diminses exac-
tas e dcuais requesitos de um edificio para conter
machinas em fuuccionamento emquanto nao de-
terminado o typo e urganisado o plano desta o
que varia de um a outro fabricante, e o que d-se
as veres com um ine-ir. > f ibncante.
A regra seguida sempre urna estimativa por
comparadlo, o que, por certo, era embaracoso por
nao ha ver base paia cstabeleeer parallelo ou com-
paradlo aqui.
As machinas,eoj um prsjecto geral, sao indica-
das pelo trabalho a fazer, e no cas > vertente con-
sista em suggar certa quantidade d'agua de pro-
fuoiidade determinada, e elvala a uo-a altura
establecida durante o numero de horafixdo. Sob
bases dussa natur.za abre-ae, como abriu-s, con-
currencia entre os fabricantes que propoem o typo
a adaptar, e declaram qual o pre$o do custo e o
consumo mximo de combustivel, elementos estes
que ffl'-stram qual o typo preferivel, mais vantajo-
BO. E' ao fabncaute contractante a quem compete
ap'esentar o plano dos alicerces das machinaste
i t mauho do edificio, ficando C-'mpanhia s
menta a parte architr.ctural.
O edificio ficou maior do que o que tinha sido
delineado, mt- isto pouco o emareceu, nao sendo
po-m assim com os alicerces para assentamento
das machinaque foi muito excelido.
O edificio devia rep usar em um extenso banrfo
de predra de areia, grz, que off recia ma-nifica
fania^ao para urna construc^lo commum; ma
tratando-ae de ama edificarlo especial, nlo s pelo
grt:ide pezo a supportar como pi-las trepidaooe
constantes, mais ou menos eensvei, pelo m >vimen-
to de quatro poderosas bunoia a vapor, a pruden-
cia eonselhava ser prevideute, tomar certa cau-
Uilas especiaea.
rtado o banco de p-dra verificoi.-e ter elle
fracturas, ser vari-vei, e de peudo espessura, en-
straudo-se por debaixo terreno fraco, pouco con-
siente, reclamando fuudacoes especiaes Em vis-
, disto assentou-se um forte gradeamento de tra-
vs, servindo de estrado para sustentar tanto as
paredes, como t do o assentamento das machinas;
e o a'ieerce geral pasa u a ser de concreto com
rgnmasaa de cemento e areia, em vez do obra
oenmum.
Basta ver o edificio para verificar-e a imroa-
eibilidade de er construido por 50 contos de re,
1 lor*. oreado ; s no al'cerces e assentamen-
s machinas, na obra at o nivel do solo, gas-
mai do que aquella somata ; o tijolot em-
^Joi ao tdificio, em numero de mais de 800
"cuetaram, s elle, cerca de 30 cont de re
Est concluid a e.'.ificscao, s falta-lhe o para-
raio, porqno ainda nao chegou.
A obra toda de alvenaria, com a face externa
a descoberto, rejuntada com argamassa da cal
branca, apresntando om aspecto muito elegante.
Foi or$.da em 10:000*00J, -. gastou-se.......
13:1414635.
BOMBAS A VAP0B
Foram oreadas ein 2l:.;0)*000, e contrastadas
como vos dis em meu relaforio de 1885, com os
Sr. Simpson A C em virtude de concurrencia,
per 11,673, incluindo-se neste preco o asaenta-
mento do machiniamo at funecionar regularmen-
te- -
J foram pagas as duas paimeiras prestacoes,
na importancia de 8171,2,0, correspondentes
entrega a esta companhia de todas as pecas 00
machinismo, Utas as despezas cff.-cicadas foram de
111:012*220 por correrem por conta desta com
panhia os transportes.
As caldeiras j esto assentadas assim como as
pefas principaes das bombas, sendo de esperar
que em breve possa funecionar a primeira bomba,
pelo meaos em experiencia.
Addicionando certos accrescinsos, cre;o que as
bombas a vapor nao custaram mais de 15 ):00U,
dando-se ama economa de 68:00 I/,
BESR"ATOBIO
Est definitivsm-'iite concluido, e se ainda -.ao
encheu se foi por desojar esta directora vol-o
mostrar, para entlo, ao depis, pol-o em prova, no
que ha ver demora, poique a experiencia deve de
ser prolongada.
A experiencia tem por fim cumprir un preccito
geralmente estabelceido, e tranquilis r os mais ti-
moratos, porque na > ha motivo para o menor re-
celo. Qiif r a natureza do terreno, que melhor nao
se pode desejar para tal fim, quer a txce leucia do
material, quer o cuidado da mo d'obra, tolo fa*
confiar bastante ua solidez da obra.
Houve algumes modificaco-"8 : o nivel do funda
foi rebaixado um metro ; as abobadas em vez do
serDm construidas de.urna fiada de tiji los de al-
venaria batida, o foram em duas fiadas de al ve-
nara gioss, por nao ter tido possivel ebter aquel-
lea de boa qualidade em quantidade auiciente;
os pi.'ares que sustentan] as abobadas furam refur-
cados em consequeneia da altera^o anterir;
consiruram se muros de arrimo em dous cantos
e em um lado p ira evitar o cscorregamento das
trras des taludes ; assentou-se urna iscada de
ferro, circular, para DSpceao c liiupeza do reser-
vatorio ; e &iilocou-se no centro do terVeiro sobre
as bobadas, um pavilhao da abrigo.
Durante a execueao das obras verificou-se se-
rem impossiveis alguns dos precos do orcamento
desta obra ; e aindamis vcio encareeel-a os tra-
bilhos feitos a noite e nos domneos, o que, no en-
tretanto, er impreseindivel, nao eomeute pela
pela pressa que ha em inaugurar o nove abaste -
cimento d'agua, cumo por arriscar-nos a grandes
prejuizoa e atrazo as obras se o reservatorio nao
ticasse coberto antes do averno.
Para se avaliar da economia bavida basta citar
dous (xemplos que bein caracterisam e que se re-
feren aos matenaes usados em maior quantidade.
Toda a argamassa foi feita com cemento Por
tland, fabricado pelos Srs. Kobins & C. que cons-
ta nos ter sido o mesmo fornecedor para os eser-
vatorios do Rio de Janeiro, e o nosso cemento
sendo de excellente qualidade, custou-nos, no en-
tretanto, pouco mais de metade do preco do do
con jontraetndo para aquellas obras; porquanto al-
li custoo 80* o metro cubico ou 1,425 kilogram-
mas, aqui apena pagamos cerca de 50*.
s tijotoa de typo estrangeiro foram alli do pre-
co de 6>*000, os de primeira quali iade, e aqu os
cbtivemos feitos no paiz, mas diquella qualidade
a 32*003 pos tos junto das obras.
Ainda podemos estabelecer outro pararello para
ut.'Strnr- vos que a construe^lo do reservatorio nao
sahio cara.
Na Inglaterra regalar o pre^o de um reserva
torio da natureza ao nosso correspondendo a 5
por mil gal-s imperiaes de capacidade (Minutes
ot proceedings of theliistituti m ot civil Engiueer's.
sessiini 20 February, 1883) o que igual a
1.2.0 por mutro cubico. Como o preco dos mate-
riaes aqui cj>tain o duplo daquelle porque se os
obteem na Inglaterra ; e a isao d'oiira tambem
tem o mesmo encareciinento, poique I usam ma
chinas, e ontros meios que muito reduzem o custo
delia, elementos de que temos grande carencia ;
devemos tomar para base do calculo aqu o duplo
daquelle pre?o, ou 2.4.0 por metro cubico.
Smdo a capacidade do eservatorio de 8.O0O
metros cbicos d'aua, o sen custo deve ser es-
timado cm 17.6.0.00 u 221 contos de res
calculando pelo cambio medio do tempo da con-
st rcelo.
O orcamento foi de 139:112*00!', e gastou-se
230:214*055 at o ultimo de Fevereiro, estando a
obra concluida, e comprebendendo nesta despeza
a construcclo da estrada em plano inclinado, Com
grandes eseavacoes e aterros para osanos for-
necedores d'agua para o reservatorio, cuja verba
devia ser a do assentamento dos encanamentos de
distribuicao, mas que nao se pode descriminar.
Apenas resta a favor insignificantes despezas
como c proprio de qualquer obra at a inaugura-
co.
ESCS AMENTOS DE DISTRIBU?! 1
O systema que adoptei para adquisigao d s ca-
nos de ferro para a distribuicao d'agua, fui oda
concurrencia entre os fabricantes, servia ;o do ba
se as especifieaco'3 organis td.is para este fim,
com todos os detalhes e clausulas precisas em taes
cases.
O preco medio da tonelada de caunos de ferro
des.arregado, aqui, tendo sido o fabrico devida
mente inspeccionado por um engenheiro represen-
tante desta companhia, eos tubos sujeitos pro-
va da pressao d'agua, fui de 6.0,0.
TenJo sido idntico material fornecido para o
*o de Janeiro a 12.0, isto mostra que vossos
intersea foram bem curados, e que o valor de
vos sus obras, do abastecimento d'agua a esta ci-
dade, nlo deve ser estimado pelas despezas feitas,
e sm pelo parallelo com os ontros congneres.
A relami dos comprimentos du encanamentos
oreados para os asseatados, apreseutnda na se-
guinte tabella:
X ,

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porm nenhuma duvida resta de que seja de de
por cento nos comprimentos.
Em maior escala foi a differenca nos caaos es -
pecises e torneiras, chegande nos hydrantes a
mais de 30 por cento.
No entretanto tendo se oreado estes canos em
301:115*000, apezar do j-baixamento lo cambio, a
quo refer -ma nos canos do apanhamento das
aguas as nascentes, dos augmentos cima expli-
cados apenas gastou-se 351:70~>*096, quantia que
ficar reduzida praximamente cread i quando es-
ta eampaohia fr indemnisada pela proviucia das
despezas com os apparelhos para extince,lo da
incendios.
AISSHTAMEKTO DOS EBCANAMEBTOS DE OISTBIBCIfO
U orcamento cousignou 82:S60j) O para esta
verba, e nlo oaatente j sn ter feto mai do que e
oreado, como seesoalrou coi o paragrapbo ant rior,
e ter e pr cedido ao lioapumento de 13 kilmetro
de encananentos amigos, nlo aval.ado, despen-
deu-ce someite at terminar o mez de Fevereiro
78:843*983.
Perraitti dous parallelos valiosos, com o nnico
fim de mostrar, qnelles que nlo poderem avaliar,
os bailes precos do ornamento e a economia na
exeencb.
No contracto do Ric de Janeiro foi pago o me-
tro corren te de assentamento de encaiiam-'n^o de
030 (12"; a 5*4''0, alm de_4$0 0 pela salda
gem de cada junta, e aqui foi" oreado e apenas
despendeu-se 2*000 ror metro corrate, inclus
ve a soldagem das juntas.
>los encanamentos d i 0,m10 (4") o preco foi alli
de 2*801', e ma s 1*800 par. cada juuta, e na
s applicamos 1*000 por metro corrente, compre-
bendendo as juntas.
CMAFABIZKS
O prejecto cogitou da edificaclo de cssinhus,
-cada urna deltas com um hydromctro e torneiras
para venda d'aeua ao publico, e para esse fim des-
HD"u-se 24:000*000.
C uln-eia-se que a solucao nao satisfaca, o by-
drometro in ficaria o total d'agua tornecida, mas
esta vendida por baldes, no tinto variaveis de
tamaoho, na pratica, de modo a influir na quan:i-
dade de grande numero, e nlo impedir oj extra-
vos.
Tratava-se de ama importaate verba de receita,
e indispeusavel era urna fisealisaclo rigorosa.
Depois de aturados estados c varias experien-
eiae, conseguio-se a cr-ostruecaa de um apparelho
o qual tem urna alavanca que em cada movimento
deixa sahir somonte um certa quantidade deter-
minada d'agua, 30" litros, capacidade do balde
oficial, e inmediatamente um e nfador marca um
numero de modo a ir fieanio registrado quintos
baldes vio sendo vendidos. Nao possivel me-
lli r fisc-.lisaco, e nenhum momento hesitei em
adoDtar estes apparelhos, e foi o custo delles ni-
camente que fe alterar a despeza por esta V' rb*,
a pratica demonstrar a larga eompeusaco que
esta Companhia obter.
l'ara dai a beber i>gaa gratuit:menteai;f tran-
sentes que a f irem buscar nos chafarizes, em
ada um deilrs haver, a parte d s apparelhos,
ume torneira que ds cada vez s d*r a quantida-
de de um copo, nao podeudo-3e por ella enetaer
baldes.
J dispendeu se 43:823*740 tanto com os appa-
elb.s como coto as casas.
DEMSISAci I DE TERSEMOS
A despeza dosta verba s foi de 1:1<1*500,
tenio sido o src-imentJ de 5:OJO*000.
MACHINAS I. FEBBAMENT>8 FABA AS OBRAS
A actividade empregada ua execueao das obras
exigia maicr numero de machinas e. ferramentis
do que cm servico normal, o que obrigar-nos-hia,
em qualquer caso, a exceder as previ&oes, porai
a difterenca mais sensivel foi devida a engaos
que deram-se nesta parte do orcimento.
Assim o orcamento continha 100 ps e 100 pi-
caretas, engao de ama cifra em vez de 1000,
como compramos, e fcil de compreh"nder que
c m cquelle numero de ps nao se poda fazer a
obra, e basta citar que houve ep/cba em que ti
nha-se effectivamente em servico cerca de 500 ho-
moas com p e picareta.
Cairos engaos tambem deram-se.
Grastou-s- 50:007*835.
C incluidas ao obras, teremos que vender mul-
tas machinas e ferramtntas que nlo nos serlo do
proveito, e entao ficar muito reduzida esta
virba.
OFFICISA6 NA CIDADE
que o excesso nesta desapparecer proporcao que
o servico for marchando.
A verba do orcamento era Je 10.000*000,
quando a depea attingio a 12:435*936, fiz abrir
na escripturaclo da companhia um titul) especia!
para este fim onde foram (aneadas as outras des-
pezas sob esta denominaco, e para onde esta
ser transferida ao encerrar o balanc> da anno,
per nlo constituir despia propriameate dita.
* ENTUAES
Todas as despecas nlo previstas, verdadera-
mente eventuaes, fiz sempre eseripturar sob a ru-
brica da respectiva obra para que se podesse
saber ao certo o custo de cada ama deilas.
O que figura coma despezas eventuaes sao s
que nao poderam ser classificada por consist-
rem em servidos que appiicavm-se a diversas
obras, de modo que na terminacio podesse se fa-
aer urna partilba proporcional; entn todas as
verbas e representar a realidde d* sWtoa.
O orcameato den para esse fi.a 81:71'XX)f e
tiui-s" gas'o 6i :382*110.
DESrEZAS ANDA BAO CLASSIFICADA
Sob es a titulo figurara miteriaes em deposito,
etc, que sao classifieados como despecasj- as res-
pectiva verbas, proporcao que sao empregados.
Attinge esta verba a 2:579*750.
DESPEZAS COM OBBAS
DW>2~2~2Cr>--5SS^l'3>n
S as ~ zr-i-t?i S IsS-s S
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das s obras serlo sa casas orna fonte de re.
tro meu ulliin.> relatorio vos dei detalbadas ex-
ylieaces a reapeito
A lomos desta despezas foi de 12:455*326.
Reunidas as despezas feitas com as compras
de diversas propriedades precitas por causa das
obras novas, imporcam em 33:665*340.
BALANfO
Itecapitulando as despezas enumeradas, com-
pletando-as, chega-se ao seguate resultado :
Despezas oreadas 1.340:061*079
Ditas nlo oreadas 70:824*089
Diversas propriedades 33:665*340
Tres prestac;3 de juios de em-
prestimo 107:033*390
Despeza com o eoiprestimo 45:626*890
Somma 1.597:210*788
O saldo estar na railo de 27 por cento do ca-
pital : e completados os 20 annos de amortisacao
do omprestimo, o caldo ser de 33 por cento do
capital.
Depoistde 20 annos nao se pode firmar previsao :
on a provincia tem-se conservado estacionaria e
manter se-ha o mesmo estado de cousas : ou tem
tomado incremento e entlo ser preciso outras
obras, maior abastecimento d'agua, como sos acon-
tecer a toda as ompanhias idnticas em cidades
que progridem, novo emprestimo ser tomado,
porm um vasto campo se ofierecer a esta Com-
panhia.
COKCLU^O
Srs. Accionistas : Fui forjado a ser extenso
na exposicao que acabo de vos apreaentar, mas
cumpria-me inteirar- vos minuciosamente da situa-
Nao houve imprevidencia, esta d^ectoria^tohaLS*0 d* Companhia, do que tem occorrido e do que
plsoo conheeimento deque'.em ta-s casos as despe- *:Te-8e z?r de "wa a habilitar-vos a deliberar
sas nao limitam-ee s obras oreadas, ha sempre ex
triior.linarias, e abransem servidos que lhes b!
connexos embora nao sejam parte iut-.-graute.
Assim pois os recursos disponiveis paia este tiuo
foram :
Diubeiro aqui depositado no
Banco 68:998*496
Materiaes pagos em Londres
( 4.000*0JO) 45:227*943
1.234 acyoe.s que emittdas pro-
duziram
Saldo das receitas animaos
Valor do emprestimo
Diversas
123:40 W>0
149737*6S6
1.267:867* IH0
7:396*890
Si
eo I
Si
I
^;o;icSKi(-pi-a3ioo:i45
cS^^soSc; oj x 3
cnoooco r^i-ncoooT*
8 S S S S 8 8 8 8 SS S 8 S S -
co 1*3 *- -* a.
wciocsao--x-C"5Wtin-.B
yito---j -ica 35-ltt* C:!01
-IXUSX^-l^to'i^O-l^rf-IC^U"
t>. o, t* m,. e. &. s- -, c. s>. > s. i 2
CJ Olt-OS5: -JOJ-J-i'iOOKJiMIO
C> os I C W 13 CO O a i'i 14 i: -1 V' -
Somma 1.662:648*175
O valor dado ao empr. stimo foi tirado pelo cam-
bio da data fl recebimento das prestaco.-s, mas as
importancias recebidas f. dos saques e das datas em que o diubeiro deposi-
tado em Londres foi sendo applicado a pagamentos
de foiuecimentos.
O occorrido, como foi relatado minuciosamente,
mostrn evidentemente a razio das diff-renc,as que
deram-se. assim como p ir maior que fosse a pre-
visao, como a qu" ti vemos, nao sa poleria evitar o
excesso dado, que cm todo o caso, nlo pode ser
considerado grande.
T.rna-se, pois, precisos ra&'s 350 a 400 contos
de ris para pagar oa compromissos j Contr-
hido- para a concluso das obras, fazer face
as despezis com -stas e prover de meios para-o
rpido alargamento ou immediato desenvolvimiento
das peonas a'agua com o fim de augmentar suf
ti-ieutouKnte a renda d .]ompanbia.
rROrosTA
Conviodo porm senateiar sempre esta Compa-
uhi. contra qualquer eventualidale, vos peco qu-
habilitis esta Directora com 450 cintos de ris
para que fique completo o inlhorumento d> abas-
ecimeuto d'agii'i a esta cidade deque encarregou
se esta Companhia.
Doi meios leis d ;'n eo-npinhas tiara obtr
recursos para uttuigir seu fim loeial : o empres-
timo ou augmento ue capital.
U'primeiro, eaiarestiinn, a le restriir a> valor
do capital 8 .cial (art. 3j da le n. 3.150 de 4 ,f.-
Novembro de 1882), valor que uttngimus com o
mprs'iino contrahido em Londres
O segundo, augmeoto de capital, foi por vos
previsto, deliberada ana adopciij p. lo arr. 4 de
vosbjs Eota:u:..s, f-.itando smente que autoriseis
fu eXecucio.
com pleno conheeimento-
No cumprimento dos deveres do cargo euc me
confiastes, tiz o que esteve ao meu alcance em
prol dos interesses desta Companhia, diz-me a
conscencia que deveis estar satisfeitos e que mais
nlo pe po'dia fazer, e folgo em reconheier que este
tambem vosso conceito. >- .
Agora que estis suficientemente informados,
habilitados para urna deliberaco, resolvei cono
entenderdes melhor.
Kecife, Abril de 1887
Ccciliano Mamede Alve Ferreira
Director gerente
KtiViST DIARU
Assim pois, vos proponho que autoriseis a cmi=-
slo de 3.000 aecSes nos tormos do arr. 4 o de nos-
sos Estatutos para concluso das uovas obras.
Na epocha em q e foi confeccionado o orca-
mento, esta Companbia possuia um terreno na ra
de S. Jefa que fra adquirido no iutuito do nelle
er construida urna caixa d'agua, o que nao se
realisando, tora applicado a servir provisoriamente
de deposito de materiaes.
Esse terreuo nao poda servir para edificarlo
da cfficiua e deposito de materiaes : 1* por ser
muito distante do porto de desembarque e exigir de 28 de Setembro de x885 se dispoe a restituidlo
DESPESAS NAO UBCADAS
Foi omittido no orcatntnto, per esqueeimento, o
custo do projecto das obras, despesa como de uso
geral. que inelue-sc no preco das.obras : importou
em 12:761*935.
O artigo 26 do contracto com a Provincia iremp-
ta esta companhia dos impostos provinciaea emu-
uicp*r8, e ao mesmo tempo cria o compromisso da
provincia auxiliar a esta companhia em obter
isempcao dos impostes de imponacao.
Em vista desse compiomisso, do prceedente de
j gosar esta companhia de iserepcao dos impostos
de importadlo pelo art. 26 da lei n. 243 de 30 de
Novembro de 1841, cuja suspendi de execuflo
nlo me foi dado cunbecer ao certo, e ao procedi-
mento para com outras empresas de somenos uti
lidade publica, leveu-me a acreditar que justica
se nos taria, e nenhuma somma foi dc8tin direitos de importadlo.
Quando conse^uio-se que justica se nos fizesse,
que fosse declarada nm vigor a lei a. 243 de 1841,
j estava dispendida a avulta ia somma.
E' verdade que pelo 5o do art. da lei n. 3271
grandes despezes de transporte com os materiaes
que iuip rthino^ e qae constituem a maioria do
que usamos ; 2' por nio ter o tamanbo preciso,
tanto que fomos forcados a alugnr tutro na ra da
Al'gria ; 3' por ficar tambem distante d centro
da cidade
Em vista disso o projecto limitou ee nicamente
a um simples edificio para oa machinismos indis-
peneaveis a urna oficina, ficando o mais depen-
dente do terreno que se obtivesse.
Como vos communiquei em mea Kelatorio de
1835, consegu comprar na ra do Marque do
Serval um terreno qu-- satisfazla os principaes re-1 as obras, mandei construir dous ramacs da estrada
quisitos, importando em 12:321*800 cuja despeza de ferro do Caxang para que os materiaes fossera
erren pela verbapropriedades diversas. descarregados nos depsitos ou junto as obras,
dos impostos pagos, mas alm de nunca ee fazer a
res titlelo de toda a quantia dispendida, acresce
qne ha sempre muir demora, iudispensavel ter
recursos para supprir ao que f.iram desviados
com aquello pagamento porque nlo te pode espe-
rar com a obras at que so tenba recebido a res
tituiclo.
At h>jealm de vigorar a empelo, apenas
consegnio-se a restituico de. urca parte : resta
liquidar.
Para facilitadlo dos trabaIbos, por economia para
Nestas condi$6es a edificarlo foi um pouco alm
aa projeetada, limitando me porm ao indispen-
savd.
As edificaces custaram 16:771*730.
Depois de concluidas as obras, quando houver
recursos em di?ponibilidade c tempo, convem com-
p'etar as dependencias indispeDsaveis, estabelecer
urna pequea funigao para ferro e outra para
bronce, nlo s para economa as despezas ordi-
narias, como por nao ser possivel ficar esta Com
panhia aujeita a outras emseua trabalhos, mxime
nos casis urgentes.
MACHINAS E FHKRAMF.STAS PABA AS OFF1CINAS
Esii i compradaas e em uso todas as machinas
e ferramentas oreadas para esse fim.
O valor do ornamento fui de 12 contos de ris, e
addicionando a differenca do abaixamento do cam-
bio, como j foi explicado, pois todo foi importado,
tem-se um valor superior ao do 13:785*'<56 des-
pendido.
DIRECCo TECHNICA E EMPREOADC
A grande actividade que I nectario rmpre-
gar ua execuclo das obras, cuja rpida marcha
i nperio3ament<: se impunhtr, com mostre, prova
de sobejo em como essa verba nlo poda deixar
de ser excedida.
O orcamento consignou 160:00.'*000, u tem-te
gasto 8J:786*906.
HYDROMETROS
Nio distar mais de 50:000*000 os mil kilme-
tros contemplados no projecto.
Quaudo se fez esta estimativa contava-se eom
urna regular c uorroal execuclo de obras, e assin
que toss'-m sendo limpadus os encanamentos ve
Ihos e ligados aos novos. ir-se-bia transformando
o systema das peonas d'agua, concedendo novas
em larga escala, de modo que o augmento da ren-
da d-sao para a dquisico de waior numero de
bylrometr.'S.
O que deu se no comeco da execaflo das obras
como bistoriei, transformou todo o plano, toreando
a ad.pco de outro, e somente quasi ao t rminar
as obras qu se pode fazer a mudauca das pen-
nas d'agua, e nao possivel esperar pelo aceres-
simo de renda, para adquirir mais hydrometros, e
mesic ', pelo contrario, indispensavel ter imme-
diatamente muis hydrometros para augmentar a
renda da companbia.
Temos presenteaoeote 1,500 peanas d'agua e
contando eom ellas e com as novas que teem ssli-
eitado concessao, temos crea de 2,000 para cada
ama das quaes necessario um bydrometro.
Contando com o desenvolvimento que se dar
logo no primeiro anno, dos que csto ugurdsudo
as obras para canalisarem agua para suya casas,
devemos ca cular com 3,000 hydrometroB no fim
do primeiro anno do fanccionamento, sendo para
dee.ij.ir que maior numero tenhamos de asseo-
tar.
Para os 2,000 by Iromatroa a mais, e para oa
quaes se torna necessario previnir recursos, ne-
cessario mais de 100:000*0T0
apboyisiobameirro de matehiai. paba prunas
d'agua
Esta verba representa urna somma a ser empre-
gada constantemente em material em deposito
para pennas d'agua, para facilitar o desenvolvi-
mento destas, isto proporcao que for se ven-
dendo mat--rial, ir se comprando novo : nSo
propnamente ama despeza e sim urna somma
destinada a deseovolver ama das foutes de renda.
O mesmo que dea se com o hydrometros, scon-
teceu com este materia), com a differenca porm
conforme o caso exigisse : dispeodea-se para esse
fim 2:026*440.
Com o fim de mostrar como deve funecionar o
novo servido de extinc^lo de incendios, para que
esse servico contenha todos os melhoramentos que
se lbe tem iotrpdazido, no que ha immediato in-
teresse desta compauhia para alo v r seus caaos
quebrados, estragados os bydrantes cuja conser-
vadlo lbe pertence, alm de poder dar-se desar-
ranco no fornecimento dagna, mandei bascar al-
guns apparelhos com mangueiras, etc., o que ser
cedido ao corpo de bombeiros ou esta companhia
conservar cm dop.mito para casos extraordina-
ria.
As despezas foram de 1:379*720.
Urna das grandes necessidades desta cidade a
irrigafo das ras, e pareceu-me que tratando-se
do melhoramento do abastecimento dagua nlo po-
da ser esquecida a irrigacjLo, e embora nlo me
fosse dado tratar desse servico conjunctamente
com as obras novas., convinba no entretanto previ
nirmos-nos para se cuidar disto logo em seguida
a ceucluslc das obras. Pc.ra este fim mandei fa-
zer apparelhos especiaes para amoatra, isto que
collocados como experiencia e anstrando-se como
funecionaro. possa-se eatao fixar as bases de um
contracto com a municipalidade.
Gastou-se 645*860.
Como acabaes de ver, &s despesas nlo oreadas
elevam-se a 70:824*'O0; mas, como j vos disse,
representam, em sua mairia, um verdaoeiro adian-
lamento, porque seremos reembolsados em parte.
Em seaso da Assembla Geral de 9 de Julho
de 1884 depois de confeccionado o orcamento, re-
res ..-Ivestes o>uto acertadamente que a substituiclo
dos encanamentos de derivaclo das pennas dagua,
at a porta das casas, isto o local do bydrome-
tro, fosse feito a custa desta compauhia, para me-
lhor garanta de dobsos ioteresses.
Com certesa ser desp- ndido para este 03.........
50:000*000
FBOFRIEDADES DIVEBSAS
Nao posso deixar de tratar das despesas feitas
8' b esta rubrica, embora nlo posaam ser classifi-
cadas as ooras oovas, porque foram a satisfc-
elo de necessidades provenientes das obras no-
vas.
Em primeiro lugar figura a compra do terreno
morado para armazem de materiaes e edificarlo
das oficinas na ra do Mrquez do Herval, como
ja vos expliquei, e que importou em 12:321*800.
Apesar desta companhia ter poate do condomi-
nio da propriedade de Apipucos, da qual faz parte
o engeuho Dois limaos, poaso desta companhia,
assim como d>- ter sido desmembrada e constituir
propriedade separada de dominio directo desta
companhia a zona dos mananciaes do Prata, p%-
receu-me acertado tomar algumas cautellas, por-
ns a salvo dos aborrecmeotos de qaesles com
todos os seus inconvenientes, e entlo comprei o
condominio de diversos, como vos communiquei em
meu relatorio do anno prximo passado.
A despesa foi de 8:888*213 ris.
Em ves de edificar casas para residencia de
empreados e artistas, armazem de machimas, etc.,
perdendo-ae tempo e coovertendo o eogeoho em
ama povoacao, o qae altrnente inconveniente,
fiz compras du que estiveram a venda. Conclu-
Para tianquilisar os timoratos c aquellos que
nlo couhecein bem os negocios desta Uompanhia,
permitti mais um momento de attenclo, que vos
descortine um piuco o futuro, u que nenhum re-
cri deve haver de que o capital augmentado nlo
tenba um ucro rasoavel.
rCTUBO DA COMPANHIA
Descriptas as obras executadas e em exeeuco,
explicado, como j foi em outra parte, o novo sys-
tema de abasteciuleato d'agua a esta cidade, e sua
importancia, resta agoia saber qual a renda pro-
vavel desta Companhia, se os accionistas presen-
tes foram sacrificados em beneficio dos vindouros,
se a preoecupacao do melhoramento absolveu
as outrs questes a ter em consideraclo, e final-
mente o que devem esperar os aovos accionis-
tas.
as iustruccocs que dei ao eogenheiro eoearre-
gfido de confeccionar o. projecto claramente disse-
Ihe que esta directora desejava que as obras a
ex'-cutar satisfizessem completamente os compro-
missos contrahdos com o governo provincial pelo
contracto de 17 de Janeiro de 188L, mas que ni
visa=sera um plano luxuoso que viesse compronet-
ter a Companbia e assim dificultar a realisaeo
do pretendido melhoramento.
V'ou mostrar-vos o modo porque foi realisado o
pensamento da directora, como os accionistas pre-
sentes e futuros devem esperar com um lucro ra-
sonvel. Ao dizer-vos isto nao quero affinuar-vos
que seja immediatamente, ao terminar as obras,
sim um pouco depois, porque o actual estado fi-
nanceirj permanecer por algum tempo. embora
curto, at que estando o novo servico em pleno
funeciooamento possa se desenvolver a Companbia
com laiguesa.
Primeirameute vejamos qual a media mnima da
situaco du Companhia no primeiro decennio.
Actualmente temos 1,500 peonas d'agua do ve-
Iho padrio, tiradas dos encanamentos que passam
em poucas ras, e em urna cidade de 12 mil casas
Ninguem tacar de exagerado se a\aliarmos
que no decennio tiohamos, em media, 5,000 penuas
d'agua, pagando em media o mnimo do presente-
mente tstabelecido.
T.imb-m ninguem peder increpar-nos de de
masia em calcular que as 7 mil casas res'antes,
as que oao tiverem p uuas, mandarlo buscar1 no
chafariz oa media, um e meio balde por da.
Temos pois :
5,000 peuuas d'agua a um metro
cubico por dia a 200 ris,.....
1:000*000 por dia, ou por anno
10,500 baldes d'agua diarios nos
chafarizes a 20 ris, 210*000
por dia, ou por anno.....
Diversas ....'....
Assembla Provincial Funccionsu
hontem sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoe' d- Barros VVandcrley, tendo comparecido
dfe .Srs. deputados.
Pi i lida e approvada sem debate a acta da aes-
so antecedente.
O Sr. l. secretario procedeu a letura do se-
guinte expedieute :
U-n ofiieio do secretario do governo, traosmit-
tiudo por copia out o da Camnra Muucip! do Al-
liuho declarando que envi" anteriormente o or-
enme.'ito provisorio para o correte exercicio de
dita Cmara.A' commissio de ornamento muui-
eipal.
Dous dos secretarios dos governos das provin-
cias do Paran e Santa Cathariua, aecusando o
recebimento dos auuaes desta Assembla de 1886.
Inteirada.
Urna peticio de commoedador Ivo Antonio de
Au Irada Luna, requeren lo qae se approve o con-
tracto que fi z com a Cmara Municipal de Goy-
anna para a co;strucc.lo de um linha terrea entre
aquella cidade e o rio Japouin. A' cou missao
de ore ment municipal.
Outra da mesa regodora da irmnndade de N. S.
da Conceicao dos Militares, iequerendo a conces-
sao de urna moratoria de 3 anuos em tres presa-
ves para satisfaaer o debito de 3:711*638 fa-
zenda provincial. A'commissio deorcimcnto
provincial.
Outra da contraria de S. Crispim eS. Crlspima-
oo, requerendo a extraccao i" utas parte da lote-
ra que Ihe fu concedida. A' commissio de orna-
mento provincial.
Ourra de l'.iin Cardoso F.;ste dfi Able, reque-
rendo privilegio por >'" muios, com garanta de
jaros i).ir 10 e isencl >:. todos os impostos doran-
te quelle prazj para fundar urna fabrica tic teci-
363:000*003
75:650*000
8:350*000
Somma 450:000*00^
A despeza ordinaria animal agora de cerca
de 75 contos de ris, porm depois de feitas as
obras temos encargos muito maiores, para um ser-
vico b-jm organisado, e urna verba que as es-
timativas deve haver sempre algum exagero : a
calculamos em 120 contos de ris.
Deduzida a aomma cima da receita, e tirado
10 por cent"), temos 33 contos de ris para fundo
de reserva.
Os juros e amortisacao do emprestimo exipem
8,400 unnu-um- nte, porm seodo incerto o cam-
bio, adoptamos o mximo de 100 contos de ris
que nao ser excedido.
Applicando aooualmeoto 17 contos de res para
melborqmentos e desenvolvimento da Empreza,
fica o resumo da despeza no seguate :
Despeza ordinaria.....120:000*00)
Fundo de reserva 33:0U*u00
Juros e amortisacao do empresti-
mo .........100:000*000
Obras novas....... 17:U0 *O>0
Somma.
270;0'.0*UO,l
Receita ........ 450:000*u00
Saldo .... l*0:W0*^0'J
O saldo corresponde a 12 por cento d& capital
de mil o quiohentos contos de res, valor a que fi-
car elvalo eotn a oova emissao de accoes.
Incontestavet o lucro rasoavel que os Srs.
Accionistas torio com o novo servifo.
No seguudo decennio muda maito a situacao,
quer pelo augmeoto r?e populaco, desenvolrimento
da industria, quer pelo desapparecimento do mal
estar que desde algum tempo flagella esta provin
cia, mis que nlo pode perdurar.
Adinittiudo quenossa pjpulaeao entlo de cem mil
habitantes consuma 100 litros por dia, por pes.-on,
em media, quando em outras partes esta quanti-
dade representa o mnimo, e que corresponder a
cerca de meio metro cubico por babitaclo, tere-
mos :
10000 m a 200 ris,2:000*000
por dis, ou por auno. 730:000*000
Diversas........ 20:0u0*000
Somma. 750:000*000
A despeza pode assim ser avaliada :
Despesa ordinaria..... 160:100*000
Funio de reserva..... 59:0u*0t)0
Juros e amortisacao do empres-
timo ........ 100:000*000
Obras aovas. ....... 85:000*000
Somma. 344:000*"00
Saldo .... 4O6.e00*00J
dos astainp ponto de malha.A' cemmis-
sl-> de c nstitiiicao e podees.
Outra di mesmo, requeren lo outro privilegio
por 'M iix.i.s com iseoc du impostos para fundar
e explorar urna fabrica de 1 uc*s finan e ordinarias
A' cjininiss) de ConstitoicAj e poderes.
Foram a imprimir os seguiutes projectos, sendo
os de us 51 e 52 preeediijs de pareceres da cem-
missa.i depeti;i's :
N. 51.Autonsanlo a aposentadoria do ex-col-
lector Jesuino Doiningues Carneiro.
N. 5l'. dem ao empregado da Cmara Munici-
pal do Becife, Ignacio Pedro dns Neves.
X. 53.Concdcnd i urna lotera de 12O:0OU
para as obras d-, capella de N. S. das Dores de
Apipucos.
N. 54.Reduzindo a 10 /o mpisto de mlo-
morta pago pela irmaudade uas Almas da matriz
do Corpo-Saato do Becife.
N. 55. Mancando contar ao protessot Hereu-
laoo Hygino Nenes Baudeira o tempo que tiver
de effectivo exercicio no magisterio publico pri-
mario.
N. 56 Autorizando a innovadlo do contracto
com Manoel Clementino 'orreia de M lio para o
custeio da illuminaclo de Iguarass.
fiejeitou-se, depois de orar o Sr. Jos Mara o
seu requerimento pediudo uformayoes sobre as
providencias dadas acerca dos salvados do vap.r
Baha.
Adiou-se pala hora a discussao de um requeri-
mento do mesmo Sr. deputado, que orn. p;'diudo
informacoes sobra a nomeaelo de um subdelegado
militar para a freguezia de Beberibe.
'Passou-se 1 parte da ordem do da.
Approvou-se em 2a discussao o projecto n. 12
deste anno (contracto do dizimo do gado).
Continuando a 3 disctelo do projecto n. 7 des-
te anno (loteras da provincia) o Sr. Goncalves
Ferreira, pela ordem, requereu. seudo-lhe negado,
encerramento da discussao, v3rificando-6e a vota-
cao a requerimentos dos Srs. Barros Barreto J-
nior, Jos Maria. que tambem orou pela ordem,
pediodo as actas de 2 e 12 para verificar se o pro-
jecto fra ou nlo discutido em duas sessofis.
;_A' vista desta votaco proseguio a discussao,
que fieeu adiada pela hora, depois de oceuparem
a tribuna os Srs. Luiz de Audrada, Jos Maria e
Barros Barreto Jnior.
Passcu-se 2* parte da ordem do dia.
Encerrou-ee a 2' discussao do art. 2o do projec-
te n. 22 deste anno (orcamento provioeiai), sendo
apoiadas tres emendas sob ns. 49 a 51 e um re-
querimento do Sr. Jos Maria de aiiamento da
discussao por 48 horas.
Adiou-se a discussao do art. 3.
A ordem do dia i : Ia parte, continuadlo da
antecedente; 2 parte, continuadlo da antece-
dente e mais Ia diacussio do projecto n.51 deate
aoao.
Tliealro Sania Isabel Na noite de
quinta-feira prxima passada, foi cantada pela
corrpanh'a hespaohola de zarzuellas a popular
ooerata original de Cheviat eDuru, arraojada pi-
ra o theatro hespanhol pelo Sr. Larra, nvusica do
maestro Supp, intitulada Boccacio.
Maito conbecida do publico d'esta cidade, essa
opereta, por j ter ido a scena aqu por differen-
les companhias em italiano, portuguez, etc., nao
era ainda couh cida porm em bcspaubol, lingua
essa em que a referida opereta est profundamen-
te alterad.
Sem preleodermos aoilyaar o libreto de Che-
viat eJJuru, diremos entretanto que o Boc acio
accommodado ko theatro hespanhol jamis poder
agradar como o que est traduzldo em outras lin-
guas, pois a commissio de censura d'aquelle thea-
tro fez excluir um certo numero de sccoas c .r-
cou o Sr. L*rra a fazer tacs trauspusicoes que
enfraqueceu bastante a ac(lo da peca.
Ncnbuma das sceoas criadas pelo traductor
hespanhol, sappre a falta d'aquellas que foram ti-
radas, xeepcio feita da se na de Mephstopheles.
D'ahi o desagrado que em muit- s produzio o
Boccacio que alludimos, do qual certamente nlo
culpada a compatibia.
Como pega lyrica porm, foi a nica vez n'esta
capital em que a partitura foi iuteirameote execu-
tda, camo a escreveu Supp.
Quanto no desempenbo dado pelos artistas da
companhia, nlo foi de todo regular, devido quasi
que inteiramente ao encommodo sbito de que foi
aecoinmetida a Sra. Pl, no primeiro acto, no par-
te de Boccacio.
Apezar da vistvei contrariedade que em todos
se notava e do reconhecido encommodo d'essa ar-
tista, do segundo acto era. diante a represeotacao
mclhorou. conseguindo alguns artistas caatarem
rt-gularmeute, entre os quaes nos occorre a mes-
ma Sra. Pl, es Srs. Ramos e Garrido, cuja parte
de principe de Paiermo fez de accordo com o typo
creado na tradcelo hespanhola.
O bom crdito que a companhia j haria feito
js, deu lugar a que se considerasse a representa-
gao qae fallamos como um tanto infeliz, apesar de
acredtarmos cerno nos affirmaram ser isto devido
acaso de forca maior.
rara oa nanf.asos-Di Sr. professor de
Li noriro Jos Augusto Pjrto Carreiro recebemos
4*620, producto de ama subscripefio feita entre
seus alumoos em beneficio dos nufragos do pa-
quete Baha.
Sementemos essa quantia ao Sr. Francisco Gur-
gel do Aroaral.
Eis o documento qae acompanhoa a referida
quantia :
Cidade do Limoeiro, 14 de Abril de 1887___
Illm. ?r. redactor do Diario de Ptrnambuco.Nos



(



Diario de PeroambuciH-Romiiigo i 7 de
Abril de
1887







abaixo alienados ala MOf da coli publicada.*, bois,- fra-ella encravada e enterrada jauto A
S~W-k.3ai0dertrcM.de, coadoido. U. casa de um tal Carlos L-i.A, eaja ca 8 tuga*
bem da aorte dquellea qu* ciparao do lmn-
Uvel uaufraijio do vapor Bahia vimos tambem
prestar nosso traqaissimo auxilio em favor doa
mesmos. Sabemo#qae insignificante o noaao
obulo, mas temos certeza que era bem aceito dea
de que soinoa guiados pelo santo preeeito da ca-
ridade :
Quem daos pobres eo.presttf Deas.
Jo* Clementino Filho
Otton Linch
Cario- Aijusto Je Sooa Costa
Joo Patricio Barros Paca
Sergio Cavalcante
Aur-jliaiio Cavaicanta
Manoel Antonia Percira
Per3io Antonio P< reir
Jacintho Perrefr da Mello
Jos de Olivetra C ivalcanta
Beato de Oliveira Cavbante
Joo de Oliveira Cavalcante
Eas Corro* de Millo
S.'basti" Ctvalcaute
Joo di Djus Evangelista
Francisco Borges de Fontes
Amaro Pereira Baracho
Jos Francisco doa Santos
Rozando Baracho
Jos Perreira Quirino
Tertuluno Ferreira Qojrino
Antonio Rodrigues da Silva
Djmiugis da Mitta
Ignacio de Barros
Autonio Evangelista da Silva
Francisco Serpa
Mfcmcel Estcvo da Costa
Severiuo do RVgo
Antmiode Barros Puja
Pei.ro Iiatis
Frauciseo de Moura
Antonio de Albnquerque
Tertuliano da Moifci
O prufes-or da cade ira
500
500
200
40
10*
i O
80
8')
200
100
no
100
80
10J
10)
100
40
40
40
200
100
100
40
60
80
80
80
8
40
40
4j
40
150 4*520
InntitnCo Arcbeolojjlco e Geogra-
pliii-o PeroambucanoQuinta-feira, 14
do con ente, l hora da tarde, reuni-se o insti-
tuto em sesso ordinaria para a posse da mesa
administrativa do corrente anno social de 1887
1888, soba presidencia do Exm. Sr. coaselheiro
Pinto Jnior. cj:n .asistencia dos Srs. Drs. Cice-
ro Peregrino,' Jo Hygino, Js Vicente Meira de
Vasconcellos, Joo Freitas e Lopes Machado, e
dos Srs. Augusto Cesar, Augusto Costa, oceupan-
do a cadeira de 2o secretario e major Codeceira,
substituindo o Io, que nao comparecen.
Lida foi appros-ada a acta ia sesso antece-
dente.
A' convite do Sr. presidente, tomam posse e
passura a oceupar os cargas pira que form elei-
tos os membros da mesa que se acham presentes ;
e igualmente sao empossados os membros das
commissoes ltimamente eleitos.
O Sr. Io screcretario .ceuciooou o segnint ex-
pediente :
Um officio do Dr. Joo Raptista Regueira Cos-
ta, Io secretario do Instiioto, declarando nao po-
der eontiuaar a exereer o referido cargo, para o
qnal fra ltimamente tweleito.
Um dito do consocio commeadador Joo Lopes
C. da Fontoun, offertando ao Instituto dous qua-
dros i'.ora os retratos a oleo de SS. MM. o Sr. D.
Pedro I e da imperatriz u Sia. O. Amelia, como
urna lembranca que tea do Instituto.
Um dito do Sr. J^s liaymando da N. Salda-
nha, cobrindo urna relacao das 15 seguintes obras,
em 28 volumes, que ofL-rta ao L.stituto :
Atlas e rea tur i O concernente A exploraco do
rio S. Francisco, desd a c ehoeira di PiraDora
at o oce.n* Atlntico, p -lo engenheiro civil Hen-
riqne Guilherme F. Halfeld, 1 vol.
Um voluueActa da sesso da Inauguracao
da Exposico Provincial de Pernambuco, em 1872
e cathalogo doa productos expostos.
Cinco dito? Anones do Senado do Imperio do
Brazil, 1 sesso da 18a legislatura em 18S2.
Dez ditos da 2' seiso da mesm* legislatura
em 1882.
Um ditoCatalogo dos i.bjectos reraettidos A
Exposico nacional pela commisso de Pernambu
co em 188G. .
Um dito encadernadoC>mmis3o central de
soccorres aos indigentes victimas da secca em
1878.
Um folhetoContracto feito com o governo para
a empreza das obras e capat.izias da Alfanlega
de Pernambuco.
Um ditoPolmica religiosa ou resposta aos
escriptos ante-catholicos do general Abreu e Li-
ma, por Joaquim Pinto de Campos, prelado do-
mestico de Sua Santidade.
Um ditoRelatorio annnal apresentado na ses-
so d<' 4 de Julho de 1873, da assembla geral da
Sociedade Auxiliadora da Agricultura em Per-
nambuco, pelo g-reate Dr. Ignacio de Barros
Barreto.
Um ditoR.latorio da commisso directora da
Expsito Provincial de fernambuco.
Um volnmeRelatori) e Synopse dos trabalhos
da C*mra dos Srs. Depatados as sessoes de
1882, acompanhado de diferentes documentos,
qaadrss estatisticos e informacoes.
Um dito encadernadoRelatorio que apresen-
tou ao vice-presidente da provincia de Minas Ge-
raes pv occaaio de lhe passar a ado-inistracsio
em 30 de Judoo de 1867, o conselheiro Joaquim
Saldanha Marinbo, presidente da mesma provin-
cia.
Um dito, dito, apresentado a Assembla Geral
Legislativa na Ia sesid da 18' legislatura, pe'.o
ministro da mariuha, Dr. Jos R. de Lima Duarte,
1882.
Um folheto Relatorio aposentado a Assembla
Provincial de Pernambuo em a 2* sesso da 13*
legislatura, pelo Dr. Ambrosio Leitio da Cunos,
presidente da provincia.
Supplemento n. 1 ao Cathalogo da Exposico
Nacional em 1875.
Pelo Sr. Tiburtino Mondin Pestaa :
Relatorio das commissoes do jaiy da 1* exposi-
9ao provincial de S. Paulo, organisada por delibe-
raco da respectiva associaco commercial e agr-
cola, por Joo Pinto Goncalvcs em 25 de Janeiro
de le85.
Pelo consocio Dr. Jos Hygino, duas moedas de
cobre.
Pelo Dr. Lopes Machado, toi offerecido um cartao
de visita, com o nome impresaoCaceno Henrique
e a palavra manuscripta despeilindc-se,encon-
trado no bolso de um dos cadveres que com outros
deram A costa en Ponta de Pedras, o qual cartao
lhe foi offertaao pulo subdelegado deste- lagar, o
Sr. Joo da Rocha Souza, por intermedio do Sr
Dr. Mauool Polyearpe Moreira de Asevedo. Re-
presentando o dito cartao urna lembrun^a do lasti
raavel naufragio do vapor Bahia na noite de 24
de Marco, requera que no verso do dito cartao se
lancnsse urna nota registrando aquelle (acto e o
deploravel fim do infeliz moco Cacaceno, estu-
dante do 5 anuo, uatural du Maranho e geral-
mente estimado por todos que o conheciam.
Pelo Dr. Maciel Pinheiro, um prato de 2CO an-
uos c m pintura da India.
Pelo -r. Alfredo Dncisble. uma copia em ph-
tographia da iascripco que se cha n igreja de
Mossa Seuhora dos Prazcres no Monte dos Guara-
rapes.
Pelas respectivas redaccSes, diversos j rnaes
drsta e de outras ,'rovincias.
Mandn so agradecer todas estas offertas.
O Sr. pr-sidonto consulta o Instituto scerca do
que deve deliberar sobre o pedido de derrisso que
faz em aeu officio o Dr. Bapista Regueira, Io se-
cretario.
O Instituto resolve por noanimidade de votos
nao ac:itar a domisso pedida e que se oficie ao
mesino dontor no sentido de retira'.-a, continuando
a prestar ao Instituto os suus bons servicos como
este folga de reconhecer.
Attendendo o Instituto ao que lora propnsto pe)
sea orador, Dr. L>p>'s Machado, mandou cscrever
do verso do cirtV de viei^ encontrado no bolso
do cadater que se auppoe ser de Cacaceno Henri-
que, a siguite nota :
Carfo ensuutrado na algibeira de um dos ca-
dveres lancados A' praia de Ponta de Pedras,
pelo subdelegado Joo da Ro"h S mza, e l-.r-
tado ao luaiit Jtopelu consocio Dr. Maxiitiano Lo
peo Machado.
E' urna triste lembranca do infelix mo^o Ca
aceuo Henrique-, passageiro do vapor Bahia, a
do lasiimMrei nautrigio, deste vapor na noite de
4 de Marco deste auno de 18fc7.
Passaudo-se A oriem do da, lida e approva-
Gunacan-Jo do Itinerario de Fr. Caneca, que
no di. 28 de Setenbro so ebegar a columna 'me-
n ao logar denominado Batera, qvebrsra-se a
carreta de ama peca de calibre 6 e que, em raxo
de se nao poder eonduzir a mesma peoa por falta
demoram perto da cidade da Lim queojodo remtltda a prenote iudieafoi respec-
tiva cotnoiisso, procure esta ia Jaear se no refe-
rido lu^ar possivel escavar-se e obter a dita
eca para o Inaritnto.
. SU das sesso=s, 14 de Abril de 1887.Jos
Doxingues Codeceira.Luiz Augusto Coelho Ciu-
tra.
E' ainla lida e approvada a aeguinie pr posta :
Propomo que o Instituto solicite da ,unta ad-
ministrativa da Santa Cisa de Misericordia, per-
misso para ex:min.r o carneiro subterrneo que
existe na capells md> da igreja de Na9^a Seuhora
do Paraso, no qual se acham sepultaiis em cata-
cumbas lateraes os padroeiros da mencionada
igreja.
Sal. das sessoes do Instituto, 14 de Abril de
1387.Codecdira.-Pereira da Costa.Dr. Pinto
Jtiuior.
O Sr. Dr. Jos Hygino, obten Jo a palavra, f>z
diversas consideracoea acerca do recebimento das
assigaaturas obtidas p>ra a poblicacao da Revis-
ta, concluio pedindo ao Instituto, para essa arre-
c.dacao, a dispensa do amanuense, desde que ua .
seja a sua pr^seo^a de absoluta ueci-ssidade ao
servico da secretoria.
Instituto coucedeu a dispensa nos termos em
que foi pedida.
Foi proposto e pprovsdo para socio correspin-
dente do Instituto, o Dr. Cl v3 Bevilaqua, biblia-
thecario da Fnculdade de Direito.
O Sr. Dj. Jos Hygino requereu para que se
dif eutisse a proposta presentada em uma das
ses3o a passadas, sobre a mudanza de hora das
sessoes.
Sob proposta do Sr. major Codeceira foi esse ne-
gocio adiado para a seguinte sesso.
O Sr. presidente dando para a ordem do da da
prxima sesso a apresentacao e discusso da re-
ferida proposta, do ornamento, trabalhos e pare
ci're -. de commistoes, levanta a sesso.
oclacAo do FanccionarloM Pro
viuelaeM de PernambucoKo dia 15 do
corrente funecionou a assembla geral dessa asso-
cis^o em sesso ordinaria, sob a presidencia do
Sr. Dr. Witruvio Pinto Bandeira.
Aberta a sesso, foi lida c approvada a acta a
anterior.
Antes de entrar na ordem dos trabalhos, o Sr.
presidente relata os do conselho deliberativo na
constancia do mea anterior, declarando que du-
rarte esse periodo o conselho funccionAra em ses-
soes ordinarias nos das 17 de Marco fiado e 14 de
Abril corrente. tendo deixado de fazel-o nos dias
24 e 31 daquelle e 7 deste.
Depois desea declarafo synthetca frisou, que
na primeira das duas sessoes havidas, foi appro-
vada o parecer da commisso de syndicanci acer-
ca da admisso do Dr. Jos Diniz Barreto, que
fra declarado socio em resultado da voaco; que vindo A mesa urna proposta do Sr. Silvino Ro-
drigues presentando a Exma. Sra. D. Maria
Candida de Figueiredo .Santos, fra remettida i
commisso de syodicancia para dar parecer na
forma dos estatutos ; que finalmente, foram ap in-
dos dous requerimeutos do Sr. Lindolpbo Campil-
lo e remettidos A uma commisso especial, com-
posta do mesmo senhor e dos Srs. Dr. Antonio Pi-
res e Silva Miranda, no eentido de solicitar-sa do
corpo legislativo provincial nao s a consagraco
de uma dispisico que permita, para oecasio de
nomeaco, acesso ou remoco ou aposentaJoria,
jublaco nu reforma, o pagamento dos emolumen-
tos sobre o titulo respectivo durante um anno e
nao de prompto e integralmante, como a definirn
da inteligencia das disposigzs dos arts. 42 e 43
da le n. 1,860.
Em concluso dea eonheairr ento de qne na ul-
tima daquallas sessoes foi lida e remettida A com-
misso de syndicancia um requerimento da Sra.
D. Caetana Simplicia de Barros Leite, irm do
consocio Antonio Fraicico Barros Leite, solici-
tando a concesso do auxilio social, tendo tido
i;aal destino o hlanoste relativo aos mezes de
Novembro e Dezembro ltimos, apresentado pelo
Sr. theaonreiro, do qnal constava um saldo de
i:565i790. porque sendo a receita com o saldo
anterior de 3:081490, fra a despeza de........
1:5154700. Semelhantemcnte deelarou ter sido
nao s approvado o parecer da commisso de syn-
dicancia Recrea da almisso do Exma. Sra. D
Maria Candida de Figueiredo Santos, que foi pro-
clamada socia na resultado d* votaco; como
tambera o da commisso esp cial, relativo aos re-
qnerimentos do Sr. Lindolpbo Campello, sendo
sobre indicaco do Sr. Lacillo Varejo, insuabida
a mesma commisso de redigir rrprssentaco e
apresectal-a ao corpo legislativo provincial; e por
ultimo dea ciencia de ter i Jo a commisso de
syodicancia uma proposta do Sr. Silvino Rodri-
gues, indicando para socios os Srs. Dr. Rodolpbo
de Albuquerque Araujo e Liberato Mereaciauo de
Souza.
Entran lo na dem dos trabalhos, procedeu-se
A eleico de 2" orador, vago por fallecimento do
?ocio que o oceupava ; e depoU de nomeados os
Sra. Silva Fragoso e Felippe Menna para servi-
ris de escrutad rs no processo eleitoral, teve
lugar a eleico, sendo eleito o Sr. Joaquim Lucil-
lo de Siqueira Var.jo.
Em seguida fez se a leitura da representaco
enderezada ao corpo legislativo, a qual assignada
pela mesa, foi entregue A commisso que tena de
encaminbal-a.
E nao havend) nada mas de que tractar foi
levantada a sesso.
ReviNta e paneel militar -- No dia
18, As 4 horas da tarde, o Sr. general coraman
dante das armas, passarA revista no largo do
Hospicio uo 2 e i4 batalhoea de infantaria em
completa ordem de marcha, devendo os mesmos
coros com nm piquete de cava taris, formados
tenente-co-
Temperatura mxima27,50.
Dita miaima28",
Evaporaco em 2i horasao sol: 2,"1 ; A som-
bra : 1,-5
Chuva37,m0
Birecco do vento: S de meia noite at 4 ho-
ras e 35 mina tos da, manli ; SE (com, interrnp-
eao de 12 minutos E e 1 hora e 20 minutos SSE
at meia noite.
Velocidade media do vento : 1,33 por segando.
Nebulosidade media: 0.72.
CeilAe* Etectuar-se-hio:
Amanh : <
Pelo agente Gusm&s As 11 horas, na ra do
Marqu z de OJinia u. 19, de passaros, m-veis. e
bebidas.
Pe/o agente Burlamaqm, As 11 horas, na ra
Duque de Casias n. 28, do hotel ahi sito.
Terca -feira :
Pelo avente Pinto, 4s 11 horas, na ra do Ba-
ro da Victoria o. 2o, de chi.
PeZo agente Gastado, As 11 horas, A roa do
Mrquez de Olinda n. 35, de armaco, balco e
iniudezas ahi sita.
Quata-feira :
Pelo agente Pestaa, As 11 horas, na ra do
Vigario n. 12, de predio e vaceus tourinas.
Mimas faueorew.Sero celebradas :
A's 7 horas, na matriz da Encada e no Espirito
^anto, pela alma de D. Fredo Silva ; As 7 1|2 horas, ua igreja do Espirito-San-
to, pela alma de Autonio Al ves Lebre Sobrinho;
s 7 1/2 horas, na igreja do Espirito Santo, por
alma de Eduardo de Uattcs.
Terca-reira :
A's 8 horas, na ordem 3.0 do Carmo, pela alma
de Antonio Alves Libre dobrinho ; As 8 horas, na
matriz da Boa-Vista, por alma do Dr. Luz de
Carvalho Paes de Andrade.
I*aNaselroa Chegados do sul no vapor
nacional Marinho Visconde :
Dr. Jos Nov.es de Souza Carvalho, teaente
B?llarmino P nto de Paiva e 2 filhos, 1 furriel, 8
pracas de polica, 4 mulheres c 2 presos, Manoel
Antouio da Silva, Camillo Jos da Costa, Jos de
Carvalho Ram.s, Joo de Carvalho, W. S. A!bat.
OperacoeM cirurRlcasForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 15 do corrente, as
seguiutes:
Pelo Dr. Berardo:
Enucleaco do olho direito reclamada por oph-
talmia sympatica e atrophia do globo.
Pelo Dr. Pontual :
Pcstbotomia pelo thermo cauterio indicada por
pbimos8 e cancros venerios.
conforme s '-irL-umstancias qaa, naa ooca-
a 0 33 precisas, appareciam.
Aasim, j delxi dito qae, ora em prara
publica, ora independentenaente d'ella, por
authorisncSo da presidenoia da provincia,
fui contratante do referido fornecimeato,
ainda no exarcicio de 1880 a 1831, non
corren lo, entao, a circumstancia de ser pu
credor do Thesouro Provincial de 9:27|J,
circumstancia, que servio da base para a
renovacSo de mea contracto, justamente
attondido pelo Exm. Sr. consullieiro Do-
ria.
i.
3
que
o d
M,
Hospital Portusuez-O movimento das
enfermaras deste hosoital na semana fiuda foi o
seguinte :
Existiam em tratamento.....
Entraram durante a semana..
14
5
Dnsempeohando-me das novas obr'a-
s3ss que havia contrahido, nSo fui mais fe
liz do que no tempo do contuacto anterior,
quaoto ao pagamento a que tiaha direito.
A provincia ficoa em debito para com-
migo, na importancia de todo o foroeci-
mento.
Comprhende-8e que o empate de men
capital, n'essa oecasio, era-me, sobremodo,
prejudicial. NJo se tratava de uma pe-
quea quantia, e nao entra na regra do
gyro commercial a imm'jbilidtide dos capi-
taes.
Seria um grande contrasenso, um ver
dadeiro absurdo, salva a hypotbese de um
retrahimento necessario e urgente, motl
vado por causas extraordinarias, conside-
rar-so a immobilii'ide dos fundos, como
ama regra de commeriio,
Tinha, portaato, parto do meu capital
empatado ou immobilisado...
Odcreacimento das rendas ou impoasibi-
lidada de uma arrecadagao prorapta, o certo
que o Thesouro Provincial, no exercicio
de 1880 a 1881 uilo achou se habilitado a
effectuar o pagamento devido pelo meu
contracto.
Aproximara-se a pocha do novo contrac-
to. E, em tratando-so de obter um for-
necimento, de modo a satiafazer as exi
gencias do servigo publico, parece que
ninguem tinha mais direito de contractar
esse fornecimento do que aquella, que o
havia feito no anuo anterior, e ainda acha-
va-se no desembolso de sua importancia-
Renovar ou prorogar o eontracto era,
incootestavelmente, urna necessidade a que
esta va sujeito por forja do motivo ex-
posto.
E somente uma r.izo poderia oppor-8e
satisf.gSo dessa necessidade, e era a de
nllo ser celebrado o novo contracto nos
da 4a' mesmos termos do contracto lindo.
cor-1 Nenhuma alteraco, porm, pretenda
n'elle; e, sendo as mesmas, as condicSes
da pr ca, nao ha vendo dilfereriga, para
menos, nos precos dos objectos a fornecer,
a fazenda provincial nSo corra o risco de
Esto premiados com oOO os dous nmeros 80g-rer prMniw.
le se sesuem : n m__ a tv t i
K9queri. pois, ao Exm. br. Dr. Jos An-
tonio de Souza Lima, presidente da provin-
cia, a reoovsco do meu contracto,' expon-
do, com a maior franqueza, as coni.u-s
cm que estava, como contractante com a
provincia.
S. Kxc, aquilatando essas coadicois com
Sahiram enradss.....
Fallecju............
Ficam em tratamento.
19
2
1
16
19
Loteria do ParaEis os premios
lotera do Grro-Par extrahida em 16 do
rente :
5130 40:000*000
10169 5:000*000
12343 2:000*000
300 1:000*000
avarus doat'.: navio, qual
qual o que o resaber*.
O do Sr. capitao-tenente, qua um dos
qaatro primiiros, iestaca-se pula levian-
dade com que afuma, sem se lhe ter per
gantado, que, o Pirapnma 6 calpadn.
O do Sr. Io tente Rubim, muito mas
justificado do que o do S. S., declara es-
press.mint; que cj n quanti ju!gu> p ider
affirmar que foi aqaelle vapir o qaa cho-
cara o outro, n2o poda, tol-ivia iffirm*r
que teja olio o clpala di saistro.
Os outros dous iimitam se a dizer que
o choque fra dadu p?lo Pirapama, sem
tocar na quostao de saber qual fora o cul-
pa lo.
O Sr. capttJoteneate Martias fji o
nico que ousou attribuir a culpa a um do3
dous vapores sam offjrecfr coosideragTio
alguma qua justicassj tao precipitado
juizo.
ii todos os que opina m no sentido de
ser o choque dado, e no recebilo, pelo
Pirapama, fundam-se en conjecturas nais
ou menos bdmissiveis; si mesmo n2o
possivel, tando a viiti smente as avarias
de anj dos navios abalroados, e sendo tilo
contradictorias .s informayoos colhidas nos
dous protestos e nos deponnentos de offi-
ciaes e passa^airos, proceder do outro mo-
do ; como p le o Sr. c .pitlo-taninta che-
gar a affirmucSo da culpabililalo do Pira-
S ha uma cxpiicaca> a seguinte :
S. S. estava persuadido da qu-j em todo
caso o navio qua choca outro o culpado
da abalroacao.
rcumstaii'-ias imprevisfss
o eollocaiaai. .\ingu "in por eerto ha veri, a nao ser
um egosta, nm cinieo; um perverso entfim, qun
cunlemnar aemelhote pedido pea elle fuadadi
n* vcpossibilidaie em qu eito os eontribuiutes
de saldar o que devem a fizada provincial
Qaai ser melhor que por meio de tal medida,
toda humanitaria, liquido se dois mil conloa dentro
de se mases ou inesmo um .ano, ou que conti-
im a figurar n> quadro activo do thesouro cerca
de. eiuo mil contos do dbitos e claco mil Me.
em juizo liquidando no me'Ode lagrimas e miseria
publica quatro cinco contos de ris annualmen-
ta? Cremoj que a resposta ser em favor de nos-
so pedid) a qual egoera-n os ver convertido em le.
Recife 12 Ai Mirco de 1887.
E esta a raZao por quo, em vez de
responder a nossa critica, sabio a publico
com aquella quichotada que sa l no Jor-
nal de 13 do corrent3.
Para respoa ier exigs qaa pro vemos :
Io que, somos profissioaal, e qu? estamos
na altura da .apreciar e discutir o sau pare-
cer monumental; 2o que, feita essa prova,
rena sa um auditorio capaz de apreciar-
nos, e nomeasseraos os nossjs juizes.
Ora, Sr. cap:t> teaaatc Ea poma-
da nao mbaca ninguam. Dosca l dos
pineros da sciencia > i 1 sajulga empo-
leirado, e venha susteatar, si pola, o seu
parecer, porqus, fiqua cart) disto, o qua
elle tem da scieatidoo nao ha jangadeiro
quo ni) saiba.
S os tolos arrotnn sabidoria.
Mirino.
lo Dr.
que se segueo
2161 6360
Esto premiados cam 20J* '.
1506 8354 930 16846 18759
Esto premiadoscom 100* :
?3o6 7210 8272 9757 11199 11362 13330
13184 17048 177t>f) 18615
Approximacoes
400*000
400*000
50*000
50*000
30*030
30*000
aquelle criterio e fundo de justica, que
tanto distinguirn! sua fecunda administra-
cao, e depois de ouvir repartico compe-
tente, pois que allegara eu ser credor, em
5129
5131
10468
10470
12342
12344
Os nmeros de 5101 a 5.00 esto premiados i vrtud3 de ^ anterior contracto de quan-
com 40* excepto da sorte grande. tn nnniinrm n
Os nmeros de W401 a 10000 esto premiados: tia superior a 40:000^000, authonsou a re-
coro 20* excepto o da sirte de 5 contos. ; novaco requeirida, como se v do seguinte
Todas a3 centenas termjnadas em 30 esto qre offlcio, dirigido ao Sr. Dr. inspector do
miadas com 100* inclusive a d. sorte grande. Tne80uro pro?ncittl orn 5 de Sctembro de
** 1881.
Todos os nmeros terminados era 0 eslo
miados com 5* inclusive a da sorte gran ie.
. A 5' lotera ter lugar no dia 30 de Abril
i mpreten velme nte.
em brisada sob o commanOo. do Sr.
ronel Nascimento, fazer depois da revista unt pas
seio militar at o fim da ra do Baro do Trium-
pho, em frente a estaca 1 da estrada de ferro de
Limneiro.
Por ordem da presidencia o corpo de polica
dar guarnilo nesse dia.
ANNOdaefio Commerrial tirimla
0 2 secretario eleito para a nova directora
desta associaco foi o Sr. Joaquim Anselmo de
Holknd. Cavalcante de Albuquerque, e n Joa-
quim Aureliano, como foi hontem publicado.
Recreativa Javenlaile E" hoje que
esta sociedade faz o sea sarao bimestral, para o
qual tem distribuido convites.
.Maiifraxlo do BabiaDistribuio-se L in-
te m o 2 fascculo do romanee brasileiro leste ti-
tulo, escripto por um naufrago, que sobreviven a
cat.strophe.
Est venda as livrarias francesa e pari-
siense.
ANNoclaco Commenial Beneflcen-
te Nao se tendo reunido no da 15 do corrente
numero legal de socios pura a assembla geral
desta associ.co, a respectiva directora, convocou
para amanhi, 18 do corrente, segunda reuniao, a
qual se effectuar com o numero de secios presen-
tes, como determinam os estatutos.
A reunio dos associados e consenborcs do pre-
dio, determinada para conferir directora pre-
cisa autorisaco para que possa mandar fazer o
concert que o predio urgentemente preeisa.
Sendo de interesse geral dos associados e con-
senhores a couservaco do bello Jificio em que a
ass iciaci 1 tem sua sede, o seu comparecimento
indispensavel, visto como a directora sem a com-
petente autorisaco, nao ple deliberar em as
sumpto de tal gr.vidade.
O nao comparecimento dos socios e consenh ;r.-s
ser em pura perda delles, que sero os resp.nsa-
veis peas consequenci.s.
E.pancamenioE.n 23 do passado. no
Inga) Oamelleira, do termo de Tacara, Joo
Alves espancou a Maria .loaquiua do Nascimeu
to, pndo-se logo cm fuga.
Feita s vistoria na ofendida recjuhaceuse ser
leve a offensa.
BouboA' 28 do referido raez, e no supra-
meneionad termo, Jos Silvino de Figueiredo,
arrombando a casado acougue publico, ah pene-
treu, e, forjando uma gaveta, snbtrahio 13*5.0
pertencentes a Manos! Malaquias de Souza An-
donnha.
O crimino so foi preso, e spprehndido o dinhe-
ro r.mb.lo, que foi restituido ao dno.
Itireetairla das obran fie conserva-
ro doa portnBoletn: meteorolgico do
di. I5.de Abril de 1887
Lotera do ro-Par-A lotera desta
provincia, pelo novo plano, cujo premio grande
40:000*000, ser extrahida no da 30 do cor-
rente.
Bilhetcs venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
ro d. Victoria n. 40 de Joo Joaquim da Costa
Leite.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. '23.
Lotera da provincia do Paran
A 10 lotera desta provincia,pelo novo plano, cu-
jo premio grande do 15:000*050, se extrahir
no dia .. do corrente.
Bilfaotes vonda na Casa da Fortuna, rus
Primeiro de Marco n. 23, de Martina Fiuza & C. .
Lotera da corteA 204 lotera da cor-1
te, pelo novo plano, cujo premio grande de....
30:000 000 ser extrahida no dia .. de Mar-
co

A' vista da informacito
de Vmc. em officio n. 13
de 16 de Agosto prxi-
mo lido, autoriso a pro-
rogar5o do contrato cale-
br.do com Jo.ao Rodri-
gues de Moura para for-
necimento de tofos os ar-
tigas de far.lamento do
corpo de polica e guarda
civica, con a condicao
de ser fornecida faztnda
igual a que tem tido NOS
ANNOS ANTERIORES.
Deus guarde, etc.
J. A. de Soza Lima.
da Foi-
Hora^ i"iU Barmetro a 0 TbbSo do vapor i 3 a S
6 m. 23'-8 760"06 -_^ 20.27 91
9 84-3 76l2( 20.44 89
12 25'5 6029 20.93 88
3 t. 26-6 759*48 21.78 86
6 26'6 75869 19.69 77
J disse e repito : a obtenco de nm
Os bilhetes acham-se venda na praoa da In- I contracto, nessas condijSeSjimportava para
mim uma vantagem. Essa vantagem era
a compensayao pela demora dos meus pa-
gamentos, visto que havia empregado ca-
pital para poder exereer esse ramo de cra-
me r co ; e si ella nSo se dsse, certa men-
te, teria sido, como nio baver quem con
teste, bastantemente prejudicado.
btido o pagamento de um contracto,
fiqnei, as mesmas condicoes, relativamente
a outro. O estado do Thesouro continuou
a ser mo e a falta de pagamen;o repc-
tio-se.
Confesso que nao me convioha estar su-
jeito a renovar contractos por forga dessa
circumstancia, embora tivesse acoropen-)
feayaa de que cima tratei, porque, em
todo o caso, acarretava-me prejuizos, como]
adiante licar demonstrado.
Realisando-se, como era do esperar, a
falta de pagamento desse meu contracto,
e occasionando-me ella certa diffarenca
as minhaa transaoeOs marcantia, resolv
entender-me, pessoalmente, a esse respeito,
com o Exm. Sr. conselheiro Jo^ Libera-
to Barroso, en tao, presidenta da provin-
cia.
Minha resolujao tinha fundamento.
Precisa va expor S, Exc. a natureza
de meu negocio e a dependencia em quo
li ava para continuar nelle, como credor
da provincia.
Ooneren^iei, portanto, neste sentido
com S. Exc. e solicitei o pagamento da
quantia que cra-ma devida.
N'ii.hum rcsu'tado obtive.
E, tendo tornado saliente que o mea
contrato havia sido renevado por que nSo
se me pagou, em tempo, a importancia do
anterior, S. Exc. disse-rne : isto, ne-
cessariamente, ha de acontecer muitas ve-
zes. .
Recife, 15 de Abril de 1887.
Joao Rodrigues de Moura.
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venia na Casa
tana ra Primeiro deMarco.
Cemiterio publicoObituario do d.a 15
de Abril :
Amelia Hooorata Pedros., Rio de Janeiro, 18
aunos, solteira, Boa Vista; peruncephalite difuza.
Beato de Freitas Quimares Jauior, Pernam-
buco, 21 aonos, solteiro, Santo Antonio; febre
pernicioia.
Amaro, Pornambuco, 26 das, Boa-Vista; en-
terite.
Cyro, Pernambuco, 28 annos, soltc-ro, Graca :
dyarrba.
Jos, Peroambaco, 4 mezes, Bda-Vista; convul-
soes.
Elvsa de Athayde, Pernambuco, 38 annos, sol-
teira, Boa-vista; anaranca.
Pedro Gomea* Ferreira. Pornambuco, 40 annos,
casado, Boa-Vista; dyavrha.
Jos de Salles, Pernambuco, 18 annos, solteiro,
lida-Vista ; broncho pneumona.
Alexandrina Mana da Conceico, Pernambuco,
18 aunos, solteira, Boa-Vista : febrs perniciosa,
Maria, Pernambuco, 11 mezes, Boa-Vista; en-
terite.
Antonio Silva Ramos Neves, Bahia, 30 annos,
solteiro, Ba-visia; leeo da aorta '
Thereza Jaiuaria Cavalcante de Salles, Per-
nambuco, 25 i.nnos, casada, Boa-Vista; tubrcu-
los pulmonares.
Alfonso de Albaquerque Maranho, Pernam-
buco, 60 annos, 3olteiro, Boa-Vista ; bepatite.
Maximiane, Pernamouco, 10 mezes, Graca ;
convalides.
Maria, Pernambuco, 32 dias, S. Jos; dyar-
rba.
Sebatio Mendes Beaerra, Pernumbaco, 16 an-
nos, solteiro, Santo Antonio; bronehite.
Florencia Maria da Conceico, Pernambuco, 30
annos, solteira, Santo Antonio ; mitro peretonitr.
Mnol Cardoso ayres, Pernambuco, 81 annos,
viuvo, Varzea ; hemorragia cerebral.
Parisio Bellarmino de Moraes Pires, Pernam-
buco, 43 annos, casado, S. Jos ; epilepsia.
Maxmiano, Pernambuco, 1 anno, S. Jos;
desynceria.
Um teto do sevo masculino, Pernambuco, Boa-
Vista-
>Voo Paulo da silva
Britto
O procedimento nobilissim) de S. S. junto a >
leito de meu canhado e dedicado amigo Bento di
Freitas Guimares Jnior, adelicayo excessiva
con que se houve como medico e como amigo, leva-
nos anear m< d primiro meio qaa nos acode,
neste instante para testemunhar !he o s.-utimeuto
da inmensa grttido que nos do-nina.
Em todos 03 dias qua sequen, saiba-o b'in o
distiacto clnico, uma familia ioteira que aqui
represento ha de fazer os votos 03 mais sinceros
pela sua teheidade e recordar o su nome chuio de
vivo reeonhecimente.
Por minha vez affirmo que me sinfo satisfeito
de haver confiado a seus esfjrcoa e seu tratamen-
to porque nao possivel detempeuhar a profisso
com mais criterio e honra para si e para a sciencia
do qae o fez o meu dedicado collega.
Recife, 16 de Abril de 1887.
Dr, Augusto Coelho Leite.
Honroso
Do Pharol jornal que se ubea em Sergipe,
transcrevemos as seguint;s lionas a resoeito do
nosso Ilustre comprovinciano Dr. Uriel Gomes de
S:
Embarque :Com destino ao Recife enibur-
ca-se amanh, nesta cidade, o nosso amigo Sr. Dr.
riel Gomes de S, juiz municipal e de orphos
do termo de Santa Luzia.
Acompanha-o sua digna e virtuosa esposa.
O Dr. Uriel Goums de S ura desdes magistra-
dos que cinga a aureola de gl ra conqustala s
mente pelo ment de seu caracer uobre, probi-
doso e justicciro.
Entre nos, f orc^ dizel-o, ao podemos ver com
bons olhos o magistrado que nao se filia a polti-
ca, que nao tafa coro com os manies de aldeia.
Aquelle qae com energia u independencia que
ornam os genios privilegiados procura distribuir
justica recta, esae por certo nao poder jamis re-
cebar os assomos expontaneos do enthusiasmo e
gratido de seas jurisdicionados.
O Sr. Dr. Uriel sahe, pois, de Santa Luzia,
como para ella entrn, em a mais ligeira nota
no passivo de sua vida publica.
Bca viagem ao distmeto magistrado.
Conferencia abolicionista
A Associaco Uoio Federal Abolicionista e a
Sociedade Pernambncanacontra a Escravido pro-
movem urna serie de conferencio puoicas para
as quaes sao convidados os membros das mesmas
sociedades, e todos quantos se iuteressatn p da
causa abolicionista.
A primeira conferencia ser realissda no do-
mingo 24 do corrente ao meio dia no theatro de
Varudades. sendo orador o Sr. Dr. Jos Marian-
no.
as entradas exteriores estaro commissoes des-
uadas a receber qualquer obulo em beneficie dos
escravos.
Recife, 14 de Abril de 1887.
O 1' srere tari o
Bellarmino Carneiro
Pas, milis, tutores!
E do vosso dever aproveitar a occasin que
vos ufFerecida para couhecer as disposicoes e
aptidoes de vossos filhos.
Vossa satisfajo e o futuro delles d'ahi de-
pende.
Dr. Vlremonl, phrenologista actual-
mente em Pernainb.co, nj hotel D. Antonio,
das 9 s 11 da mauh e das 4 s 7 da tarde
ou as casas das familias a chamado por es-
cripto.
Tclephone n 4
lua enfermidade tomada por
uta!
Equivoco dos lacultativis
O fallecimento de algum amigo ou p-
rente a quem amaines tercamente sem-
pro uma desgraca lainentavel : mas a ca-
lamidade verdadeirameate terrivel quan-
do os factos nos manifestam que a pobre
victima succuinbio por so ter empregado
um systema de tratamento que no era
apropriado para a sua doeuga. Comtudo,
casos ha era que o erro dos mdicos se
descobre autos ie de3apparcccr a ultima
esperanca, e uestes casos, algumas vezes
se consegue salvar a vida do doente.
Para exempb do que deixamos dito, va-
nos referir certos factos que estabelecem a
rerdade da nossa affirmajao.
Ha cerca de dous annos, urna das se-
horas mais bailas de New-York, abando-
nada pelos facultativos em um caso deses-
perado de tsica (pois era este o nome. que
os mdicos davam molestia) julgava-se
condemnada a raorrer. Os pais da doente
resolveram leval-a a Paris, esperanzados
em que, na capital da Fran$a, a Paculda-
de descobriria algum remedio contra o mal
que ameojava a vi la da joven senhora.
Esta esperanQa nao sa realisou, mas feliz-
mente em Paris os amigos da moribunda
ouviram fallar de um novo systema de tra-
tamento a topeado primitivamanta pelos
Shakres do Monte Labanon, no Estado
'da New-York o empregado depo3 par ou-
tras pessoas com um xito extraordinario
em muitos casos de Dispepsia. Aos pais
da infeliz pareeeu qne era possivel que a
doenca que affligia sua tlLa poderia talvez
denominarse Dispepsia ou Indigestan, e
nao a T vam a esparanga de que, em tal caso; se-
ria fcil salvar a desditosa joven.
Apressaram-se, pois, a alcan{ar uma
quantidade de um medicamento intitulado
Xarjpe Curativo de Seigel, e preparado
com o fim espa :ial de curar a Dispepsia,
A doente tomou algumas dozes desta re-
medio, e o resultado do novo tratamento
oi maravilhoso. Hoje. aquella senhora, joi
restabeleoida, vive feliz e goza da uma
sade perfeita. Certo que, neste caso
os mdicos tinbam tomado uma doenca por
outra, o quando se descobrio a origem do
mal, e se explicou o verdadeiio remedio,
os syraptoins da Tsica desappareceram
immediatamenta.
O caso que acahamos da citar nao o
nico neste genero. Ha milhares de infe-
lizes qua actualmente estilo tomando re-
medios para curar enfermedades do tigade,
dos rins e dos puliuSes, doencas provo-
nientes dos vapores miasmticos, etc., ao
passo que realmente nao existem em mui-
tos casos taes afiecyoas, sendo a indiges-
tSo a verdadeira causa dos symptomas que
tanto terror inspirara aos doentes; e se
estes appli^assera o verdadeiro systema de
tratamento, niio tardariam a curarse.
Nao ser por demais o recordarraos ao
leitor que o xarope curativo de Saigel se
vende era todas as pbarmacias do mundo
inteiro, assim como na casa dos propieta-
rios, A. J. White, (Limited), 36, Farring-
don Road. Londres, E. C
Depositarios na provincia da Pernambu-
co : Bartholomeu& C, J. C. Lavy & C,
Francisco 31. da Silva & C, Antonio Mar
tiniano Varas & C Rouqunyrol Irroaos e
Faria Sobrinbe & C.; em Bello Jardim :
Manoel de Siqueira Cavalcante Arco Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho ;
era Independencia. Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; era Palmares: Antonio Car-
doso de Agniar; e em Tacarat, Jos
Lourengo da Silva.
PUBLICARES 4 PEDIDO
0 commerciante Jeo Rodrigues
de Hoara ao publico
VI
Empregando o mximo esforco, toda a
vez que me cabia fazer o fornecimento do
fardarae.ito do corpo de polica e da guar-
da civica, afim de manter a confiunca que
a admiu8tracao da provincia, especialmen-
te, em mim depositava, sentia-me fortale-
cido por essa confianca e era, como ainda
son, concurrente aos contratos respectivos,
VA'.iandn, embora, os meios de celebral os,
V iilriigio do lltihia
Ainda :
O quo se censura no parecer do Sr. ca-
piSo-tenente Martina nao a conclusSo a
que chegou do ter sdo o choque dado, e
nSo recebido pelo Pirapama ; o aplomb
com qua affirma que o culpado do sintsiro
esse vapor.
Dos seis peritos, cujos pareceres foram
at agora publicados, quatro con.luem af-
irmando que e choque lora dado pelo Pi-
rapama, e dous concluem pela irapossibi-
lidado de couhecer seK s pelo exarae das
.4 Assembla Provincial
Os coiitribuintes para a receita orcamentaria
desta provinoia, veem, respeitcsamenle, do alto da
imprensn pedir aos Exuo. irs. representantes
Assembla Provincial que diguem se incluir no
orcamento que elaborara e qu< ter d futuro exercicio a medida altxmente nei-essaria e
utilitaria h felici lade publica de "bter, na divi-
da de impostos figurada nos exerciciot passados
at hoje, 50 /o e pormisoo de resoluco desse
debito assim diminuido dentro do anuo financeiro
qua principiar em Julho du corrate anno ; nao
; porque assim poder fcilmente extinguirse
tal debito como atteudera terrivel cnse que atro-
phia ao commereio, lavoura e em geral a todos os
eontribuiutes.
Em todos os paites civilisados seroprc foi tido
em grande conta a difBcu'dade finauceira e esta
iucontestaVi.-lmente orinda da escassez de meios
de cda um em partieuUr. Eutu todos os gover-
n:s curaro de alliviar o povo do cruel tvzame
do imposto. I
Em Portugal quando a divida publica aasnber-
boa ameacaudo tragar todas as foi cas activas da
p ipulaco um deput.do h^uve que ergueu, no seio
Aos incrdulos
O abaixo assignado, attesta e jura, sa
for preciso, que soffreu muitos mezes de
rheumatisrao, :omecado no pescogo e que
era pauco tempo estendeu-se por todo o
corpo at os ps, ficando entrevado e ser-
vido por outras pessoas : tratou-se com es-
mero sem poupar nada, e, j desanimado
cora o muito soffrer sem esperanca de sa-
rar, resolveu tomar o Anti-rheumatico Pau-
listano, especialidade do pharmaceutico
Luiz Carlos e que felicidade! ha mais de
quatro mezes que nao sent o mnimo in-
comrnodo! Desejando que o bem chegue
pira todos, o motivo real porque d este
attestado.
Joaquim Diniz Valois.
S. Carlos do i'inhal, 22 de Dezembro
de 1885.
Depositarios Francisco Manoel da Silva
& C, droguistas, ra Mrquez de Olinda
n. 23- '
Pun Mi Costa
Rna do Baro da Victoria a.
lf, 9- andar
A preprietsna deste estabelecimento, j bastan-
te couhrcido pelos trsbalhos alli executados com
mestria o bom gosto, como tambem pela lhanesa e
cawalheiiismo que costuma-se dispensar quees
que dgnam-:e de hi;nrnl-o com a sua visita e
ci.ufianca, previne ao publico qae, com & acqaisi-
580 que fez de machinas as mais perfeicoadas,
est o m1 smo estabelecimento em eondi?oes de
tirar retratos inalteraveis por procos inferiores
aos dus que toem ltimamente viudos doa Esta-
dos-Unidas, e aesim que um retrato de meio ta-
manho natural tira-se pelo custo de l'JOO.
O atelier, modificado e reformado como acaba
de ser, tornou-se o mais perfeito pusaivel para dis-
tribuico de luz, de modo qae pdese trabalhsr
sempre, com bom ou mo tempo, do 9 horas da
manh s 6 da tarde.
A essas circnmitaucias accrescc ser o pessoal
do parlamento, eua poMante voz e consej-uio limi-! lechnico habilitadiMimo e delle fazer parte o pilo-
tar aaaella divida a metade com o praso de nm tographo herpanhol D. Joa-.mm Canelas de Cas-
____l. .Q .f,^.l,. rlp. mndrtnieaiie.m :cvm tro que trabalhou nos melhores eatabeleciracntos,
anno para sua extiac^o de modo1 que quem evia
cem pagou cincoenta etc., e com fieitu dentro de
seis mezes desappireccn o quadro do debito geral,
o estado colh-u cerca de dez mil contos e o paiz
caroinbou desajsombrado na senda do Drojtres'o.
Porque os Nobres Representunte nio seguem
t?o til exemplo?
Assim cjmo os governos os tempos calamite-
sos (xigem do pjvo sangae dinheiro e-sempre.
pelo patriotismo, obtein justo qae bttendam ao
povo oos casos criticas c mo os que atr^ve?;amos bailes.
. que
desse genero, em diferentes paizss da Europa, e
a respeito de quem j os diversos joroaes desta
provincia trataram.
Do que fica difi v-se que est o refvrido esta-
belecimento em condicoes de executar com pericia
qoaesqaer trabalhos de photographia.
Alli encontrar-se-ha sempre expostas venda
grande numero de vistas de al gaos finficios
pu'ilicos, pravas, ras desta cidade e scus arra-



i
Diario de FernambucoDomingo 17 de bril de
1SS7
i
-
N 8. Na tiaicajpulmonar a potencia
da EmulsSo Scott como remedio mara-
rilhoaa. Restaura o angue ao sea esta-
do normal. Sana as inflammac&ss de gar
ganta e dos polmoes. Calma a toase e a
rauquidSo. D cor s faces e aumenta a
same e as forjas.
Convento do (armo
O abaizo fcssigdado, vem dar pela im-
prensa ura publico testemonho do sea g*a-
decimento a todos os csrissimos irmaos da
Vene avel Ordem Terceira do Carmo, es-
pecialmente aoB irmaos prior, ao capitao
Ianocemio, pela maneira cora qae o eoad-
juvaram nos actos da Semana Santa cele-
brados as igrejas de sua Ordem do Car
mo e se esforc^ram pelo brilhantisrao dos
mesmos; assm como que possaido da
raaior gratidao, vem satisfazer os impulsos
de sua consciencia, garantindo aos seus ca-
rissimos irmlos que nao cessar de pedir
a Santissima Virgen, do Carmo e a nossa
m^triareba Santa Toerega, pelo des.;nv)l
vimento da nossa Veneravel Ordem, era
cujo seio reina a unilo, e o espirito reli
gioso.
Reeife, 13 de Abril de 1887
Fr. A. de Santa Aujusta C. de Vasconcellos.
los Srs. propietarios e ediflea-
EDITAES
dores
Na antiga e bem acreditada olari d. B'-nto dos
Santos Raines, roa do Visconde de Albuquerquc
(ontr'ora da Gloria) n. 85, encontrars os Srs.
proprietarios e edificadores, os seguintes cbjec-
T08 :
Tijolog de alvenaria batida.
Ditos quadrados de diversos tamauhos
Ditos para orno de padaria.
Ditos de tapamento.
Ditos para cacimba.
Telhas. -
O propriets.no dessa conceituada olaria acicnti-
fica asa intereasadts que todos os seus productos
sao manufacturados con o exeellente barre, d'agua
doce, do logar Taquary, tornando-se por conse-
cunte recommendaveis nao s para a sade, por
nao ser hmido, como o sao as d'agua salgada,
mas tambem pela durafo. Outrosim, acieutifiea
igualmente, que a forma de suas telbas maior do
que qualqaer outra, sendo estas, ao mes.i, o tempo,
mais leves por nao receberem durante o invern
grande quantidade d'agua, como succede com as
de barro d'agua salgada. Precos mdicos. 87,
ra do Visconde d.f Albuqucrque, outr'jra 8a Glo-
ria, 87. Entrada pelo lado do caes, defronte dj
pissadico.
311
A belleza feminlna conaiilc em
graa bs. O cabello ralo, spero e sscco, inteiramente
incompativel cam a formoaura, e o dever de ca-
da mulher que deseja attrahir ou ciptivar a ad-
ro iraca > do sexo opposto, de aformosear os seus
cabellos, tanto quamo Ihe se ja p esivel ; se sua
fronte se aeha desguarnecida e desp jad*, a gloria
da mulher esvai-se como as folbia no outono, to
dos os seus outros attrativos pjrdcm o seu en-
canto.
Evitai, pois, to dolorosa quo triste consequen
ca mediante o uso desta poderosa preparaco ve
getal o Tnico Oriental para c c.bello. Tein sido
costa prova na America do Sui, e fax muito tem-
pe que ella se tem tornado em Cuba, Mxico e na
America Central, um artigo favorito e indispensa-
vel do toucador. Sendo especialmente adaptad >
para os climas calidos, conserva o cabello maeto,
fLxivel, lustroso, basto e livre da caspa e o reuo
va quando por acaso apparecem symptomaa de de-
cadencia.
Acha-se & venda em todas as priueipaos phar-
macias, drogaras e lojis de perfumaras
Agentes eio Pernambuco, H;ory Forster & C,
roa do Commercio n. 8
' O lobo de extracto de (cutio de
baealnn, de CDevrier, no quil se acliiui
todos os elementos efficazes do oleo de figado de
bacalbo, poesue ao mesmo tempo as propriedadei
therapeutieas excelleutes dos preparado alcooli-
cos. Com o alcoul, sustenta o poder vital, exeita-o
e foroece miteriaes de primeira esoraa recous-
tituicio orgnica ; em urna palavra reas a trama
animal eauima-a. U su uso poij indicado uas
innmeras circumstaocias pithologica que resul-
tara do t-mpobrecimento do singue.
iiecoinm uininol-J especialmente aos nossos
'.eitores.
(Hevue Medcale).
COMMERCIO
TELECRAH1IA9
Servido da Agencia Havas
LIVERPOOL, 15 de Abril.
ASSUCAR.-Trannaccoea regalare*.
preco* bem su*tentado.
O de Pernambuco n. o. vende-ae
II achlllna; < Por quintal (G3W
o cambio de 91 isa. por laOOO).
ALGODO: Traninrre., Impedi-
da pelas prelenedew do* poaauldo-
re. que peden alta.
O FAIR de Pernambaco vende-*e
a 5 II l d. por libra (OS ri* a<>
i ambio referido).
Venda do dia SiOOO fardo.
NEW-YORK, 16 de Abril.
ASSUCAR:Calmo, preco nitenta-
do.
O FAIR REFIN1XG de Pernambaco
vende e l.'.s cent, por libra___
(IOS ri).
O Dr. Uiomaz Qarcez Paranhos Montenegro,
commendador da Imperial Ordem da Rosa,
juiz de direito especial do commercio desta
cidade do Rec' Pernambuco, por Sua Magestade Impe-
rial e Constitucional, o Sr. D. Pedro II,
a quem Deus guarde, etc.
Faco saber aos que o presento edita! virem ou
d'elle noticia tiverem qne por parte da Soares de
Ameral Irmaos me foi dirigida a peticao do tbeor
seguinte :
Illm. e Exm. Sr. Dr. juix de direito especial do
commercio.Soares do Amaral Irmaos, commer-
ciantes n'esta praca, sao credsres de Fraoaisco
Nunes Leite por urna letra daquantia 1:432^570;
de Julio Guimaries & C. por urna letra de
1:773*770; de Adriano dos Santos Pereira por
trez letras no valor de 378(400; de Fortunato
Bezerra da Silva por urna letra de 270I00; de
Francisco Pereira das Chagas por urna letra de
436*670; de Joo Baptista do Sacramento por
urna letra de 954240; de .loao Lourenco d* ilva
por um- letra de 1234550 ; de Francisco Trajino
de L>ma por urna letra de 354710; de Antonio
Estevcs do Nasciment por nma tetra de 1234870 ;
de Jos Joxquim de Abrcu por sete letras na im
portancia de 4:1474230; de Alves c C pela quao-
tia de 3284600; de Aureliano Goncalves de Oli-
veira pela de 2024110; de Braga & Irmao p--la de
1774970; de Joa-> Martina Cielho pela de. 9114240;
de Gorge Mattes pela de 1384100 ; de Augusto
'Joncilv. a da Rocha pela de 5:7174220; de Jos
Antonio Gonce! ves da Rocha pela de 1:0614230; de
Jos Licate A C. pela de 4964400 ; d* Joo Elysio
dos Santos Ptitada pela de 5734380; de Manocl
Joaquim Guerrciro & Irmao p-l de 2:5494440;
constando estes ltimos dbitos de contas de livro.
E orno os supplicantes queiram evitar a pres
cripeo das referidas dividas, veem protestar pels.
luterrupcao dlas requerendo a V. Ex;, que se
digne mandar tomar por termo o competente pro
testo, que ser intimado por editaes ao9 supplica
dos, os quaes se acham todos em 'ugar ingertos e
nao sabido, admitti ios os supplicant '8 a dar a e
cessana justificacSo no dia e hora que por V. Exc.
forem designados.
Outrosim, requerem os supplicants qae V. Exc.
urna vez tomado por termo o protesto e intimado
se digne mandar eutiegar Ibes 03 documentos que
ora jnntam, ficando capia nos sutos. Pode deferi-
meatA. E. R. M.
Reeife, 14 de A'u-il de 1887.Souza Pinto.
(Estava sellada legalmente).
Nadr. mais se continba em dita petic na qual
profer despacho do theor seguinte:
Distribuida. Como requerem, cesigaando o tu-
criviio dia.
Recite, 14 de Abril d* S87.Montenegro.
Em virtude deste men despicho o respectivo
destribuidor a quem foi a mesmi pjtic> presenta
a distribuio ao escrivao do primeiro oSn-io que tez
lavrar o term : de protesto do theor seguinte :
Aos 14 dias de Abr;l de 1887, nesta eidale do
Recite, em meu cartorio veio o Dr. Antonio de
Souza Pinto e disse ante mim e as tc.stemuiihis
intra assignadas que p >r Darte do seuscinsti-
tuintes Soares do Amaral Irmaos reduzia a termo
de protesto o contedo de sua peticao retro que
fiea fazeudo parte integrante do presente, afim do
i ser intimado aos supplicados para 03 devidos effei-
tos.
E de come assim o disse e protestou lavro este
termo em que asi^na com as testcmunhis depois
de lido pur mim Man el Lopes de Carvalho Cha-
j ves, escrevente juramentado que o r-screvi.
Eu, Jos Frmklin de A'encar L'ma, escrivao, o
subacrevo Antonio de Sonsa Pinto.J >s do Pa-
trocinio Carmo Rb--iro.Balthazar Jos dos Ruis
Filho.
E' o qne continba dito termo de protesto cima
fielmente trar. cnp'o-
E tendo sido pelos supplicantes praduzids a jus-
tificacao da tei o respectivo escrivito me. frz o
autos conclusos e nclles profer a seuteuc* do theor
socuinte.
Vistos. Julgo procedente a Justificar) e mindo
que sejain os justihc idoi intimados por editaos com
o praso de 30 das do protesto de folhas pira in-
terrupfo da prescripcao du ttulos de talhis a fo-
lhas. Custas ex-cauaa.
R:cife, 15 de Abril de 1887. Thomaz Gareez
Parauh is MouteDegro.
E n virtude desta minha sentonca o reep-'Ctivo
eserivo fez passar s presente edital por cujo th'*or
chamo, sito c hei pir intimados os justificados
Francisco Nunes Leile, Julio Guimare & C,
Adriano dos Smtos Pereira, Fortunato Bezerra
da Silva, Francisco Pereira das Clugas, Joo Bip
'ista do Sacramento, Joo Liurenjo da Silva,
Francisco Trajino de Lima, Antonio Eiteves do
Nascimcnto, Jos Joaquim de Abren, Alves t C,
Aureliano Goncalves de Oliveira, Brasa 6c ImhI ,
Joo Martina Coelh:, George Matt-s, Augusto
Goocalves i 1 RochaB, Jjs Amonio Goncalvis da
Roch, Jos Licate & C, Joo Elysio dos Santos
Peitada, Manoel Joaquim Gerreiro & Irmo, para
que no praso de 30 dias comparecun an'e este
juico afim de allegarem o que fr a bem de seas
direitos.
E para conhecimento de todos o presente sera
publicado pela imprensa e ontro de igual thear
aflindo no lugar do cosame.
Dado e pasando nesta cidade do Reeife de Per-
nambur-o, aos 16 de Abril de 1887.
Eu, Jos Franklin de Alencar Lima, o sab-
eserrvo.
Ihomaz Gareez Paranhos Montenegro.
Agencia Havas filial
16 de Abril de 1887.
em Pernambuuo.
B *Ua commerclal
COTA9OES OFFIC1AES DA JUSTA DOS COK-
KECTOBES
flecift 16 de Abril de 8S7
'Jmalo soare Santos, 3J d/v. com 1 0,0 de des
cont.
JsJBbic sobre Para, 60 d/v. core 2 0/0 de des-
eonto.
Jambio sobre Londres, 9.) div. 21 3,8 d. por
14000, do banco.
Dito sobre dito, vista, 21 1/8 d. por 14000, do
banco.
>.nbio sobre Pars vista, 44" rs. franco, do
banco.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 551 e 4 vista 556.
Sobre Portugal, 90 d/v 250 e vista 252.
Sobre Italia, vista 449.
Sobre New-York, vista 24370.
Do English Bank i
Sobre Londres, 90 d/v 21 3/8 a vista 21 1/8.
Sobre Pars, 90 d/v 445 o vista 419.
Sobre Palia, vista 449.
Sobre Hamburgo, 99 d/v c51 e vista 516.
Sobre New-York, vista 24370.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 250 e vista 252.
Sobre as princpaes cidades de Portugal, vista
257.
Sobre liba dos Acores, a vista 260.
Sobre liba da Madeira, vista 257.
Mercado de auucar c algodo
KECIFE, 16 DE ABRIL DE 1887
Aesucar
Os precos, pagos ao agricultor, fornm es
gaintes :
3. baixo, por 15 kiles, de 24000 a 24100.
3.* regular, por 15 kilos, de 24100 a '->0.
3. boa, por 15 kilos, de 24200, 24300 e 24400.
3. superior, por 15 kilos, de 24500 a 24600
Branco turbina pulverisado, per 15 kilos, de 24300
a 24400.
Smenos, por 15 kilos, de 1460) a 14700.
Mascavado, por 15 kilos, a 14200 a 14300.
Broto, por 15 kilos, de 14100 a 14200.
Relames, por l> kilos, de 840 .. i J k).
O mximo ou mnimo dos piecos sao ootidos
cmforme o sortimento.
Algodao
Cotou-ae o de Pernambuco e boas precedencias,
em trra, a 7*000 (firme) por 15 ki.os
Entrada de aucar e algodao
3IEZ DE ABRIL
F.NTUADAS
DECLARAC6ES
c onselho de compras da repar-
tico de uiarinha
Supprimento de sobresalentes e materiaes aos n-
viu de guerra, tundeados no porto desta capital
e as dependencias deste Arsenal.
De ordena do Exm. Sr. chele de diviso Jos
Manoel Picanea da Costa, inspector deste Arsenal
e capitao do porto desta provincia, faco publico
que no da 25 do correte, s 11 horas da inanh,
se contracta em conseibo, \ista de propostas
apreseutadas em cartas fechadas, por tempo de 6
mez"a. i contar de 1 de Julho a 31 de Dezembro
vindouro, o Bupprimeuto de sobresalentes e mate-
riaes aos navios de guerra fundeados no porto des-'
ta capital e as dependencias deste Arsenal.
As amostras devero ser apresenti>d>i8 at a
vespera do dia em que tem de se reunir o conse-
Iho.
Os objeiitos a contractar-se sao os seguintes :
Abastecimento do almoxarifado
A
Agnlhas para bitacula, preco de umu
Agulho, dem.
Agulha pira luna, dem.
Agulha para briai, dem.
Amarras de ferrj, dem porkli
Ancoras de ferro, idem.
Anc rctae, idem.
Aneorotes, idem.
Arrebem, dem por kilo.
Algodo em rama, id. m.
Dito branco, dem.
Dito em fi ), idem.
Azeite de sebo, litro.
Aivaiade de zinco, kilo.
Dito do chambo, idem.
Azeite de peixe, litro.
Aictrio da Suecia, barril.
Acua-raz, kilo.
Asnillas meio-palombar, cent o.
Ditas de palomoar, idem.
Alicates de ac, redondos, idem.
Ditos de ac, quadrados, idem.
Ac quadrado, idem.
Dito ein b irra. idem.
Dito fundido S S, dem.
Dito rm vergas, idem.
Dito batido, idem.
Dito fundido em vario S S, idem.
Dito em vergalho redondo, idem.
Dito em vergalho sextavado, idem.
Dito e:n vergalho oitavado, id-, m.
Oito <-m bolba, idem.
Ditu para molas, idem.
Aldrabas de ferro, urna.
Ditas de metal amarelb, idem.
rame de cobre, kilo.
Uito de ferro, idem.
Ditu de latif, idem.
Argola de lato, idem.
Arcos de ferro, k lo.
Aioigro, dem.
.-izas ou pegadeiras de lato, q ta! ju- r imcusio,
idoaj.
Azul ultramar, k lo.
Amarcllo fraucez, idem.
Archotes alcatroados, cento.
Arco de pao paru barril, dem.
II
Baudeira nacional de 2 12 paonn3, urna.
Bandeiras de uaco de 4 pannos, idem.
>: im branco. metro.
Urim de linho para veame, idem.
Briuzo, idem.
Br'in da Rnia, idem.
Baetilba ou fl.uella branca, dem.
Balancia horisoutaes com conchas de metal, idem.
Balanzas para mean coui conchas, idem.
I ui'i. ja de pao, idem.
Baldes ferradoe, pequeos, idem.
Baldes ferrados, grandes, idnn.
Baldes de sola, dem.
Baldes de zinc, dem
Biaculas, idem.
Barquinbas de paeute, idem.
Iicl:i mes, um.
Belinazes de ferro, k;!o.
I!im.izcs de lato, idem.
Bjrracha em lencjl, idem.
ii <'0 s de metal para caixilbos e vidros, idem.
UreU, k-lo.
Brochas chatas, duzia.
Hrocbas para pintar, urna.
Dirs pira caiar S S, idem.
Bronzc, idem.
Bronzil, grammas.
Bolea de folha, nm.
Baldeadeira de folha, idem.
Bules de folha, um.
Bagottas 3, urna.
C
Conchas de ferro para cosioha, ama.
Ditas de fesro agatha, dem.
Cera preU para corrame, kilo.
Dita amarella, idem.
Dita em pao, idem.
Dita em velas, idem.
Dita virgem_ idem.
Carmin, liquido inglez, vidro grande, um.
Cera em arehotea, kilo.
Colcho de capim de 1 ",550X666. idem.
Cabo de linho branco, kilo.
Dito de manilha, idem.
Dito do cairo, idem.
Croks de ferro, um.
Colberes de ferro, ama.
Compasaos para desenho, um. f
Cassarolaa de ferro eatanhado, kilo.
Ditas de ferro esmaltado, idem.
Chaleiras de ferro eatanhado, idem.
Ditas de ferro esmaltado, idem.
Carretel do barquinha, um.
Camurca, pelle.
Cadinhcs de patente, differentes nmeros, nm.
Catracas de diversas dimensoes, idem.
Ditas com mmivella, idem.
Cal branca, litro.
Dita preta, idem.
Dita de Lisboa, iiem.
Dita de Jaguaribe, idem.
Cadeados de ferro, nm.
Cjra da terrs, kilo.
Dita branca, idem.
Cinzas azues, idem.
Cjlla da Babia, 1. qnalidade, idem.
Dita de pellica, idem.
Dita de pintara, idem.
Colberes de teiro para pedreiro, urna.
CompaisoB de ferro, um
Correia de sola singella de Tuke, idem.
Dita de sola dobrada de Tuke, idem.
Cjbre rm chapas, kilo.
Dito em barra, idem.
Dito em vergalbi, idem.
Dito em folha para forro, idem.
Dito em varo, idem.
Dito em folha, idem.
Dito em lenco!, idem.
Chumbo em lencol, idem.
Dito em barra, idem.
Chaves de feoda ou parafuso, urna.
Ditas Dglezas, idem.
Cimento Portland, barrica, idem.
('. irnaba em velas, kilo.
Or, idem.
Cravos de ferro, cento.
Canos de chumbo, kilo.
Caibros de qualidade, um.
Caldeiro de ferro eatanhado, kilo.
Cobertores de la, um.
Cadernaes bronzeados SS, idem.
Chinello de vaqueta para a enfermara.
Cimisola de bnm.
n
Dedaes de repucho, um.
llamasen de la, metro.
Diamante para cortar vidro, idem.
Dobradicas de ferro reforjadas de junta, ccinpsi-
das. de qualqaer dimeaso, urna.
Ditas de dito quadradas para machina, de qunl-
quet dimeusao, dem.
Ditas de dito batido, quadradas, de qualquer di-
ineno, idem.
Ditas de lato, compridas, de junta com eixo do
mesmo metal, reforjadas, de qualquer dimeno,
idem.
Ditas de lato, compridas, de junta, com eixo do
mesmo metal, reforjadas, de qualquer diinenso,
idem.
Ditas de dito, compridas ou de junta eom eixe do
mesmo metal, nao reforeadas, de qualquer di-
meusao, idem.
Ditsa de dito quadradas, reforcadas, de qualquer
diinenso, iem.
Ditas de dito quidradas, nao retorcidas, de quer-
quer dimenso, dem.
Ditas de dito quadradas icforfadas, para machinas,
de qualquer dimenso, dem.
Ditas de dieo rf forjadas para madeira, dem.
Ditas de ferro, idem.
Ditas de metal idem.
B
.'ambio sobre o forto vista,
do banco.
152 0/J de premio,
O rresiacntt,
Antonio Leonardo Rodrigues.
u secretario.
Eduardo Dubeux.
Niitlaenio baucario
RRCIFE, 16 DE ABiriL DE I
hincos inaativcram h je no baleo a Xaw de
8 d. sobre L mdres o as relativas sobre as
.3 praenF.
.;oraran, portan'.o, ofljcialments as eeguintej
.las :
>o London Bank :
Londres, 90 d/v 21 3.8 e vista 21 1/8.
; Pars, 90 d/v 4*5 e vista 449.
Barcacas.....
Estrada de ferro de Dun-
da ......
Estrada de ferro de Ca-
ruar .....
Animaos.....
Estrada de trro de S.
Franciscj .
Estrada de trro de L-
moeiro ,
5'JO ditos com dito mascavado.
Para Rio do Jane'ro :
200 saccas com algodao.
Para Santos :
7,200 saceos com assucar mascavado.
P.ira Kio Grande do Sul :
950 barricas com assuear branco.
100/2 ditas com dito dito.
100/4 ditas com dito dito.
750 saceos com dito dito.
' U saccas com algodao.
5 caixas com oleo de ricino.
Para Porto Alegre:
2 .'0 barricas com assuear branco.
tO sjeos com dito dito.
50 barricas com assuear mascavado.
300 saceos com dito dito.
Carregaram diversos.
Palacbo portuguez soldador
Sabio hontem para Pelotas, con a seguinte car
'.i 0 barricas com assuear branco.
100 ditas com dito mascavado.
25 pipas com agurdente.
Carregou Pereira C irneiro & C
Enxofre em p, dem.
i tro em pedra, idem.
Espirito do viubo de 37 a 90 graos, litro.
rJsluiiho cm verguiuba, kdo.
Dito em barra, idem.
Enxadas de ferro, urna.
Ditas de dito cale idas de ac-, idem.
Euxj para carapuias ou dori'eia, idem.
Ditas pira dit"S OH donteira, com cabo,
Dita para carpinteiru, com cubo, idem.
Estopa da trra, kilo.
Dita de linho, idem.
Escpulas de ferru, idem
Dita de lata), idem.
idem.
Escalas mtricas, idem.
Escarradeiras de ferro, idem.
Ditas de ferro agatha, idem.
Ditas de folha, idem.
Esquadro de ac, qualqaer dimenso, idem.
Estopa de algodo, dem, kilo.
Dita ingleza, dem.
Esoovas de rame para tubas de caldeira, qual-
quer dimenso, idem. *
Ditas de cabello, idem.
Ditas inglezas, idem.
Ditas de rame, idem.
Eapumadeiras de folha, ama.
Esmeril em p, kilo.
m
Flele SS, metro.
Fio de vela de urna qualidade, kilo.
Dte de algodao, dem.
Porquetas de ferro, urna.
Facas para cosinha, idem.
Frigideiras de ferro esmaltado, ama.
Ditas de ferro estanhado, idem.
Funil de folha, dem.
Fio de cobie. kilo.
Folhat de Fiandres grandes, Chariool, marca
X.XX.XXX, caixa
Ditas dte grandes K ke, marca X.XXXXX dem.
Ditas dita pequeoas Kk?, marca X XX.XXX.
idem.
Formoej, idem.
Fouces, urna.
Flor de enxofre, kilo.
Fezes de ouro, dem.
Feltro secco, dem.
Fechos de ferro, qualquer dimeaso, um.
Fechaduras de ferro para armarios e gavetas
qualquer dimenso, urna.
Ditas de dito para gavetas, duas linguetes e duas
voltas, qualquer dimenso, iiem.
Ditas de dito deentalhar, para porto com ou tem
macauetas, direita ou eaquerJa, qualquer
dimenso, dem.
Ditas de dito de caixo para porta? com ou sem
inac metas direita ou esquerda, qualquer di-
menso. idem.
Ditas de dito com ferrolho para caixo, qualquer
dimenso, idem
Dit>:s de dito du bomba, qualquer dimenso, idem.
Ditas de dito franeczas, qualquer dimeaso, idem.
Ditas de dito de embutir, de lanceta, qualquer di-
measo, idem.
Ditas de dito cm trinco e macaneta, qualquer di-
meusao, idem.
Ditas do dito de tambor, qualquer dimenso, dem.
Dita? de dito de lanceta para portas de correr,
qna'.quer dimenso. i lein.
Ditas de dito de agorja, cora e som canhlo, qual-
quer dimenso, dem.
Ditas de dito de broca, com metaos e chaves, at
020 0 C80, dem,
Ditas de lato para armario e gavetas, coa e sem
embao, qualquer dimena", dem.
Ditas de dito ae e talhar para portas, com maca-
netas do pao, vidro ou porcelana, direita e
esquerda, quilquer dimenso, idem.
Ditas de ito de eolathar pira pirtas, aem maca-
netas, qualquer dim.'nso, direita e esquerda,
idem.
Ditas d" dit i de eaixi para portas, cun e se.n
mac .netas direita e .tquerla, qualquer d-
m 'uso, dem. '
Ditas de dito com tnacanetas de vidros ou porce-
lana. qualq-er dun n-io, idem.
Ditas de lato pira armario a cavet-s, com o sem
cxnho, quatqu t dimeus idem.
Ditas de lato de entalhar para pirtas com mai;a-
n-tas de. pi, vidro ou porcilan-'., direita ti a
esquerda, qualquer diinenso, idem.
Ditas de lato de entalhir pira porta9, sem ms^V
netas do q'ia'qier dimenso, direita e es-
qii.rda, dem.
Ditas de lato de caixo n ira portas, com ou sem
macmetas, direita e esquerda, qua'quer di
meiiso, dem.
Ditis de lato com machinetes de vidro ou porce-
lana, qualquer diinenso, dem.
D tas de lato de duas entradas de 1 e 2 chavea,
qualquer dimens), dem.
Ditas ue litio de embutir com caix>, qualqu r di-
inenso, idem.
Ditas de lato de embutir canastras, qualquer di-
inenso. dem,
Ditas de |go com trincos e macanetas, qualquer
dimens -, i iem.
Ditas de lato de tainborete, qualquer dimenso,
idem.
Ditas de lato de lanceta para portas, qualquer di-
menso, iiem.
Ditas de lata) da agorja com ou sem cauho, qual
quer dimeaso, i iem.
D.tHB de ferro, idem.
Ditas t metal amarello, dem.
Ditas com raac-anetaj (fraucezas) idem.
Ditas de metal aoitidas, idem.
Ferro em chapas BB. kilo.
Dito em verpilhn, idem.
Dito en barra BB, idem.
Dito em cautoneiras BB, dem.
Dito inglez cm barra, idem.
Dito inglez em varo, idem.
Dito inglez em lncol, idem.
Dito inglez em cantoneiro, idem.
Dito Lawmoor em chapas, idem.
Dito Lawmoor em barrs, idem.
Oto Lawmoor em vergalho, idem.
Dito Lawmoor em cautoneiras, idem.
Dit'j Lawmoor em vaio, idem.
Dito Lawmoor em lencol, idem.
Dito da Suecia em barra, idem.
Dito da Suecia em vergalho, iiem.
Dito patente em barra, idem.
Dito patente em vergalho, idem.
Ditos para arcos, idem.
Dito para grelhas, dem.
Dito xadrez em chapas, idem.
Ferro guza, idem.
Dito ingles em vai> redondo SS, idem.
Dito inglez em Varo quadrado, dem.
Dito da Suera em varo redondo, idem.
Fechos pedrezee, um.
Foles S^, idem
Fcrrolhos de metal amarello, dem.
Ditos de ferro SS, idem.

Gauchos de lato. um.
Ditos de ferro idem.
Oarlopca com Ierro, idem.
Goivas para calafates, dem.
Ditas para carpinteiros, idem.
Crozas de ac, idem.
Cueras de algodao, k'lo.
Dita de linbo, idtm.
Dita elstica patente, dem.
Dita patente, idem.
Giz em pedra, dem.
Gomma lacea clara, idem.
Ges8o, dem.
Gadanhos de ferro, uai.
Gomma arbica em pedra, kilo.
Garios para coamha, iietn.
Dito de trro, idem.
Gatos com saputilho, idem.
Ditos singelos, dem.
Ditos dobrados, idem.
Graixa do Ro-Grande em bexigaa, kilo.
1
Hostias, urna.
K:rozeue, lata.
H
K
atanco de Crdito Beal
Al o dia 15 do mes vindouro, devem
os ac-
Pernam-
onistas do Bmco de CraJito Real de
.vico realinr a lerceiri entrada do valer no-
minal de suis *eOO s, un nzio de 10 0/0, levan-
Barricas vastas 340 a Viuva Marques & Fi-
Iho.
Colla l barrica Franciaco Manoel da Silva
Fnzendas 2 caixas a Franciaco Lauria & C.
Fio 42 saceos a Domingos Alves Matheus.
Oleo de ricino 100 latas ao mesmo.
Panno do alirodo 60 fardos a Luis Antonio S-
qneira, 10 a Ferreir Irma).
Pedia de amolar 30J ordem.
Pe lies 45 amarrados crdem.
Sola 112 1/2 a H. Nueseh 4 C.
Tamaucos 2 fardos a Diogo A, dos c"os Res, 10
a Alineida Machado & C.
Exportado
BECIFB 1 5 DE AbBIL DE 1887
Para o exterior
Na barca dinamarquesa Arica, carregou
Para Liverp >ol, Fabio Galvo 21,000 kilos
ossos e 10,400 ponteo de boi, e y51 kilos
trap-s.
Lugar inglez Luzzie R. Wce, bacalbo.
Lujar ingl.'z Ranina, bac^lho.
L'i.ir inglez Kalmia, ba-aluo.
Patacho nacional Andaluza, xarque.
Patacho allemo Mary, x-trque.
Patacho portugoez Joaqna, varios gneros.
Vapor nacional Mariano Visconde, varios generoa.
Vapor nllemo Uruguay, varios gneros.
Vapor iuglez Portuense, varos gneros.
Lixa de panno brance, idem.
Dita de papel, dem.
;)ite de peixe, idetn.
Dita de vidro, iaem.
Dita esmeril, idem.
Lubrincadores, um.
Dita alcatroada, idem.
Di a de burea, idem.
Lato cm chapas para todas as dimensoes, dem.
Dito en? vcrgalhSes, dem.
Dito em folha para forros, idem.
Dito em lencol, idem.
Limas inglezas quadradas de 0,101 a 0,550, du-
zia.
Ditas ngzezas chatas 1/2 canna, speras e abas-
tardas de 0,101 a 0,550, idem.
Ditas inglezas parallelas bastardas, de 0,101 a
0,550, idem.
Ditas de 3 quiuas bastardas e speras de 0,101 a
0,550, idem.
Ditas inglesas maurjas chatas 1/2 caima de 0,101
a 0,550, idem.
Dites inglezas maurc.aa parallelas de 0,101 a 0,550
dem.
Dites de quinas mturcas do autor P. Jichson de
0,100 X 0,02, 0,200 X 0,100 e 0,200 X 0.016,
dem.
Ditas amndoinas maiircs do mesan autor de
0,100 X 0,009, 0,200 X 0,011 e 0,200 X 0,016
idem.
Ditas cylindncas maurcas do mesmo autor 0,100
X 0.200, dem.
Ditas laiiclieirns maur;as do mesmo autor de0,250
X 0,125, idem.
Ditas curvas de 0,101 a 0,550, idem.
Ditas de 3 quinas do autor W. Wales de 0,101
a 0,550, iaeuj.
Ditas de 1/2 canna chatas e bastardas do mesmo
autor, 0,101 a 0,550, id^in.
Dr.as pirallolas maurcas e bastardas do mesmo
autor, 0,191 a 0,550, idem.
Ditas speras do mesmo autor, de 0,101 a 0,550,
dem.
Ditas amendoeiraa do mesmo autor de 0,101 a
0,550, dem.
Ditas de x<;j. urna.
Limatoea ingleses quadrados de 0,101 a 0,550,
duzia.
Ditos inglezea redondos de 0,101 a 0,550, idem.
Ditos cyliudros de 0,200, idem.
Lona da Ru8aia larga, metro.
Dita estreita, dem.
Dita ingleza, larga, idem.
Dita estreita, idem.
Dita de algodao aacional, idem.
Lanternus de patente, urna.
Lavatorios de ferro, um.
Lencol de briin, un.
m
Mealbar branco para gaveta, klo.
Dito alcatroado, dem.
Merlim, kilo.
Para o interior
do-a
34.
sede do banco, na ra do Commercio n.
13.318
A*oclacao Comtncrcial
Entrou de semana o director H. Sulzer.
Listar ingles Botina
Foi fechado o fretamento deste lgir pa*a car-
regar no Rio Grande do Norte assuear ao frete de
20/ e 5 0/0 com destino a New York e Hiliax e
22/6 e 5 0/0 cem destino a Baltimore. Philadel-
pbia e Boston.
Vapor nacional Arilndo
Se lioje para o bu!, com a carga seguirle :
Para Puranagu :
50u saceos com assocar branco.
Este banco est pagando o seu primeiro divi-
dendo razio de 4*000 por accao ou 10 0/0 do
valor realizado de cada urna.
O pagamento f iz-se na ale do banco, das 10
horas da manh s 4 horas da tarde dos das
uteis.
Vota do TlicNuuro dilacerada*
O recolhiraeuto de notas dilaceradas est sendo
feito na Thesouraria de Fazenda, as tercia e
sextes-feiras, das 10 s 12 horas da manh.
Paula da Alfandega
SklIAKA DE 18 A 23 DE ABRIL DE '.887
Alcool (litro) 2i8
Algodao (kilo; 400
Assuear refinado (kilo) 151
Dito branco (kilo) 131
Dito mascavado (kilo) 067
Borracha (kilo) 1*261
Cacao (kilo) 400
Cachaca (lifr..) 077
Caf bom (kilo) 460
Caf restolho (ko) 320
Carnauba (kilo) 366
Caracoa de alrodo (ko) 040
Carvo de ped'ra de Cardifi (to i.) 16000
Couros seceos e?pichados (ko) 58
Ditos salgados (kilc) 500
itos verdes (kilol 275
Fariuha de mandioca (litro) 500
Fumo reatolho (kilo) 4u0
Genebra (litro) 200
Mel (litro) 040
Milhj (kilo) 010
Taboadoa de amarello (duzia) Kulf'JO
a
luiporttH'o
Vapor nacional Marinho Visconde, eutrado da
Babia e escala, em 16 do corrate e consignado a
Domingos Alves Hitbeus, manifestau :
Algodao 328 saceos a Pereira Carneiro & C.,
65 a J. H. Boieweil, ltO a H. Nuescb & C.
No vapor nacional Arlindo, carregaram :
rara o Rio Grande do Sul, V. T. Coimbra 700
saceos com 52,50 > kilos de assuear branco e 50
ditos com 3,750 ditos de dito mascavado ; J. S.
da Costa Moreira 25 barricas eom l,8i'0 kilos de
assuear branco.
Para Porto-Alegre, Borstelmann & C. 3 fardoa
com 2-7 kilos de algodao.
No vapor allemo Uruguay, carregaram:
Para Santos, S. Guimare:- & C. 150 saceos com
9,000 kilos de assuear branco e 350 ditos com
21,000 ditos de dito mascavado ; Amorim Irmea
& C. 100 saceos com 6,000 kilos de as3ucar brue.
e 200 ditos com 12,000 ditos de dito mascavado ;
Balter Irmoa & C. 350 saceos com 21.000 kilos de
aaaucar branco c 1,150 ditas com 69,0 i0 ditoa de
dito mascavado.
a No lugar nacional Mcia 1', carregaram :
Para Mossor, M. Lopes de 8 & C. 300 saceos
com farinha de mandioca.
- No hiate nacional Csrreio de Natal, carre-
garam :
Para o Natal, F. Rocha & C. 2 barricas com
120 kilos de aaaucar branco ; J. Baptista 6 tabo .a
de amarello.
No hiate nacional Geriquity, carregaram :
Para o Natal, P. Al es & C. 40 barricas com
2,452 kilos de assu:ar bnveu e 53 ditas com 3,180
ditos de dito refinado.
Kavloa carga
Barca ingleza Christiani Scriver, Bltico.
Barca norueguense Glitner, Hull.
lierca norueguense Aino, Hull.
Brigue allemo /. G. Fichte, Montevideo.
Ilrigue allemo Jos Genebro^ Santos.
Barca norueguense Brodrene, Bltico.
Barca norueguense Dovre, Bltico.
Lugar ugies Aureola, New-York.
Lugar nacional Maia I, Santos.
Lugar nacional luvenal, Rio Grande do Sul.
Lg^r norueguense Alrana, Hu!l.
Lugar Dgles Hornet, Nw-York.
Lugar norueguense Speranza, Canal.
Lgir inglez May, HulL
Lugar allemo Helene, Montevideo.
Vapor inglez De Bay, Liverpool.
Vapor inglez Portuense, Liverpool.
Vapor inglez Tinto, Liverpool.
Xavloa descarga
Barca inglesa Echel, bacalbo.
Barca dinamarquesa Arica, carvo.
Bajea ingleza Beltrees, bacalho.
Escuna portuguesa oaquini, varios gener .s.
Lugar portugus Hersttia, xarque.
Rendiuieatos publico
HEZ DE ABRIL
A aniega
Renda geral
D la 15
Ideiu de 1 j
Renda provincial
De 1 a 15
dem ve 16
332:855/369
38:606777
53:0451196
5:196/153
371:462/166
58.241*349
Sumos de 600 a 720 ris idem.
Fariuha de 240 a 32'J ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijo de 640 a 1000 idem.
De]lal5
dem de 16
De 1 a 15
Idi^a du 16
Do 1 a 15
[de o d 16
Recebedoria
Consulado Provincial
429-703/514
15:553/360
1:215/657
16:769^017
12.617/659
222/386
Recite Draiuage
12.910/045
5:757/951
645/718
6:403/669
Mercado Municipal de H. doae
U movimento deste Mercado no dia 16 de Abril
foi o seguinte:
Entraram :
38 bois pesando 5,934 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 24 ditos do 1. qualida-
de, 2 e 1/ : de 2 dita e 11 e 1/2 ditos par-
ticulares.
663 kilos de peixe a 20 ris 13/260
78 cargas de fariuha a 200 ria 15/600
7 ditas de fructas diversas a 300 rs. 2/100
6 taboleiros a 200 res 1*200
23 Sumos a 200 ris 4/600
Foram occapados :
231/2 columnas a 600 ris 14*100
23 compartimentos de farinha a
500 ria. 11*5(10
24 ditos de comida a 500 ris | 12/010
82 ditos de legumes a 400 ria 32/800
18 ditoa de sumo a 700 ris 12/60u
12 ditos de fressuras a 600 ris 7/200
10 talhos a 2/ 20*000
10 ditos a 1* 10*000
A Oliveira Castro 4 C.:
54 talhos a 1
Deve ter sido arrecadada neetc dia
a quantia de
Rendimento dos dias 1 a 15
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde de 320 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 800 a 1*')00 idem.
54*000
2164960
3:085*400
3:3J2*360
Haiailiiuro Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 83
rezes para o consumo do dia 15 de Abril.
Sendo: 61 rezes pertencen tea a Oliveira Castro,
Je C, e 22 a di versos.
Vaporea e navio eaperadov
VAPORES
S. Franciscodo sul hoje.
Pernambucodo sul hoje.
Villa de Rio de Janeirodo sul amanh.
Vi lie de Maranhodo Havre a 19.
Nigerdo sul a 21.
Bkaraenyde Trieste a 23.
La Platada Europa a 24.
Espirito Sautodo norte a 24.
Euclidde Liverpool a 25.
Ceardo sui a 27.
NAVIOS
Amandade Hamburgo.
Apotheker Dirseode Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade Cardiff.
Anne Catharineda Bahia.
Bernardus Godelewus do Rio Grande do Sul.
Brothersdo Rio de Janeiro.
Catode Hamburgo.
Diudado Rio Grande do Sul.
Dvumede Terra Nova.
Enjettado Rio Grande do Sul.
ratede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Sul.
El^aado Porto.
Favoritede Santos.
Guadianade Lisboa.
Hans Tode -de Cardiff.
Jolanthede Santos.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Joven Correiado Rio Grande dj Sul.
Katalinale Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Mete Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Maggiede Terra Nova.
Mimosado Rio Grando do Sul
Mariobo VIIdo Rio Grande do Sul.
Nordsoende Liverpool.
Nautilusdo Rio de Janeiro.
Our Anuiede Buenos-Ayres.
Premierdo Rio de Janeiro.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Rivaldo Rio Grande do Sul.
Sparkde Terra Nova.
Withclminede Hamburgo.
.TIotuicuIo do porto
Navios entrados no dia lo
Babia e escala11 dias, vapor nsoionl Marinho
Visconde, de 450 (oaeisdaa, commaudante Jos
Joaquim Coelho, equipagem 27, carga vanos
gen.-ros ; a Domingos Alvea Matheus.
Navio sahido no mesmo da
BarbadosPatacho iuglez Aldwyth, capito J
Wiihuore, em lastro de aris.
Rj Grande do SulPatacho portuguez Lida-
dor. capito Antonio da Costa Mor.es, carga
asnear.
Qbseroacao
Suspenieu do Lamaro wn destino a Genova
o vapor italiano Paran* depois de haver toma-
do o carvo de que uecessitava.
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Diario de PeraambacoDomingo 17 de Abril de 18$7
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I
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Mombos para caf de Fry.de 6, 8,10, 12, 14,
18 e 20 kilos, um.
Medida de ferro deciinaes para seceos, jogo.
Medidas motrcaa de tolha, terno.
Mor i m, metro.
Machado, idem.
Malhos de ferro, idem.
Martello de earoiuteiro, idem.
Martelio de pedreiro, idem.
Metal muot, lelo.
Metal patentt, idem.
Metal ero fita, idem.
Metal cui folha, idem.
Mordente, kilo.
Moitoes bromeados, idem.
O
Oculos de alcance, um.
Oleo Je linhuca, kilo.
Ocre, dem.
Uuro em pa >, livro.
Oxido de ferro, kilo.
P
Pas de ferro, urna.
Pas de ferro eum pouta, idem.
Pas de ac, idem.
Pss de ac eoiu ponta, idem.
Pedras de afi.-.r. idem.
Pedras de amolar, idem.
Pedra de rebolo, idem.
I'edra de ni >er untas, idem.
Puchadore de vidro e louca, idem.
Peneiras de rame de ferru galvanisado, idem.
Peneiras de rame de lati, idem.
Peneiras Je cabello, idem.
P neira de rame, idem.
Peneira de seda ecm tamp), idem.
Pedra pome, kilo.
Pedra podre, idem.
Plromlagina, idem.
Potessa em pedra, idem.
Pixe da SuccU, litro.
Pinecis t'scopeiros, idem.
Pos preto, idem.
Picaretas de ferro, dem.
Pas completas, idem.
Prego. de cobre batido, idem.
D.tos de cobre de embutir, idem.
Ditos de biuuzo, idem.
Ditcs de cobre para lrro, i lem.
Ditcs de cubre de talhamar, dem.
Ditos de Ierro para forro, ijeui.
Ditos de ferro de peso, idem.
itos de ferro, grandes, Ci-nto.
Ditos de ferro, pequeo, kio.
Ditos b'-tciliutios, dem.
Ditos de trro, de batel grandes, idem.
Ditos di ferro, de bate! pequenos, dem.
D.tus de ferro, ripaes, idem.
Llitos estopares, idem.
Ditos de ierro, caibraes, idem.
Ditos do embicar, idem.
Ditos de zmeo, dem.
Ditos de ferro de galvanisados, idcin.
Ditos de come ripal.
Ditos baluiazes, idem.
Dito de ferio, de costido, idem.
Diios de costado, galvaniaalos, idem.
Ditoa de cobre, de batel, idem.
Dit'is de cobre de costado ideir.
Ditos de cobre, para lor idem.
Dit< s ae ferro, de giiamcao, idem.
Ditos francezes. idem.
Dito de ferro, de soaihe, cento.
Ditos c;ib e i de purceliaua, um.
Ditos cabteu duurad ideiii.
Puuyep, idem.
l'arafuso de ferro com porcas, qualqucr dimen-
sao, idem.
Dito de jorcas, com espellios, idem.
Dito de ferro, de cabrea chata, differentes dimen-
si, grea.
Dito de trro, cabera redonda, differene dunen-
soes, dem.
D.tos de lati, de cabera chata, differentes dimen-
soe, idem.
Dito SS, um.
Dito de metal amarellc, idem.
Pincei de Malta, um.
Ditos de seda, idem.
frates fundos de ferro, sgatba, um.
Ditos travesos de ferro dito, dem.
D-tos de ferro, estauhadoe, idem.
Dito de ferro, esmaltados, idem.
Ditos de fulha, um.
Piassa.a, kilo.
Pharoes para to^es, um.
Dito para o lados, ver le c encarnado, idem.
Panno para mesa, uietrj.
Pucaro de folha, um.
Plato traversa de fjlba, i !t ic.
Dito redoud de f jlba, idem.
Pelle de carneiro prepirad, urna.
K
Ramos de faia SS, um.
Rebote dcfrrr glvan3ado, idem.
Raspa de f no, dem.
Rouge, kilo.
Rozo ni, idem.
Ratoeiras, urna.
8
Sapatilbus de ferro, idem.
Dtos de broDze, idem.
Dito de metal, idem.
Sextante, dem.
Sabao em pao, k o.
Sebo em velas, idem.
Dito coado, idem.
Meariuas em velas, idem.
D;i-s em arebotes, idem.
Sondu.ea, idem.
-Serrote par cortar carne, um.
Sola ingleza, urna.
D.la da trra, dem.
Sangue de drago, kilo.
Seccar.te le zineo, kilo.
Dito do chumbo, dem.
Sida forte, idem.
Seccante de ouro, kilo.
Safras de ferro calcadas, urna.
T
Tbesouras para cortar metal, idem.
Tornos de ferro de bancada, kilos.
Tornos de mesa, um.
Tornos pequeos de uio, dem.
Torquezes, urna.
Trados de rosca de todas as dimentija, idem.
Ditos de colber de tolas as dimensoe?, idem.
Tiena mtrica, idem.
Tabea de ferro, idem.
Ditos de ferro para caldeiras, idem.
Ditos de ferro para estaes de caldeiras, idem.
Dito de lato para caldeiras, idem.
Ditos de latao para estaos de caldeiras, kilo.
Ditos de cobre, idem.
Dito de chumbo, idem.
Ditos de metal, idem.
Ditos de borracha, idem.
Teltma de zineo SS, um .
Tijollos oglezes, um.
Tachas "de bomba, idem.
Ditas de zinco, idem.
Dita de cobre, dem.
Das de ferro, idem.
Trinca I, idem
Terra de sene, crua e queimada, idem.
Tubo.- de tinta, franetzes, bisnaas. un.
Tinta azul ultramarina, kilo.
Dita amarella prfparada, idem.
Dita branca de tinco, idem.
Dita branca de chumbe, dem.
Dita pallw, idem.
Dita preta preparada, idem.
Dita verde preparada, idem.
Dita encarnada preparada, idem.
Dit azul preparada, dem.
Dita rexo-terra, idem.
Torneiras de estanbo n. 1 a 10, urna.
Ditas de metal curvas, idem.
Torcidas fiancezas, metro.
Terrina de ferro, agatba, idem.
Terrina de folha, dem.
Travesseiros de capim ou de crina, um.
Ditos de pilh-, idem.
Toi os de jauipab), dem.
Taboas de pinho americano diff.reutes espumas,
metro qnadrado.
Dita de pmho da Suecia, metro corrido.
Dita de pinho de Rica, dito, dito.
Dita de cedro da Bahia, dec. cub.
Dita de ainarello de nssoalho, idem.
D>ta de costado de pi i carga, idem.
Data de costadioho, dito idem.
D:ta de cedro para forro, idem.
Dita de cedro de 0,025, idem.
D'ta de cedro de 0,019, idem.
Dita de louro para asBolbo, idem.
Dita de pao carga de 0.013, idem.
Dita de pao carga de 0,025, idem.
Dita de pao carga de 0,037, idem.
Dita de pao costado, idem.
Dita de pao costadioho, dem.
Dita de smarello, para forro, idem.
Dita de amarello de 0,025, idem.
Dita de amarello de 0,019, idem.
J6, Dita de amarello de 0,087, dem.
Dita de amarello de costado idem.
Dita de amarello de coetadiuho, dem.
Dita de pinho da suecia de 0,'Jl9, idem.
Dita de pinho da Soeeia de O 096 idem.
Dita de pinho da Buecia de 0,035, idem.
Dita de pinho da Saecia de 0,075, dem.
Dita de louro para forro, idem.
Dita de p< carga de 0,019. idem.
Dita de pinho da Siecia de 0,037, idem.
Dita de pinho da Soeeia de 0,050, idem.
Toros de janipabo de 2,64 a 2,30 de cumprimento
e de 0,!i5 a C65 de dimetro no topo mus grosso
* que nao tenham nos, um.
V
Vidro curvos para phares, brancoa e encarnados
idem.
Vidros de vidraca brancos e de cores, idem.
Vassoras de piassava com cabo, idem.
Verrcmss de roscas para calafate, idem.
Veru* branco de boneca, kilo.
Dito de eolher, idem.
Dito branco francez, encorpado, idem.
Dito amf relio, dem.
Dito de pincel branco e preto, vidros grandes.
Dito de queimir nos, kilo.
Dito de alambre, idem.
Dito branco e preto de S. Freir, vidro grande.
Dito seccativo inglez, kilo.
Dito copal, dem.
Dito metlico, idem.
Dito crystal, idem.
Dito Bert Bank Japn, lata.
Dito Bert Weamirag, idm.
Verde Paris, k lo.
Verniz de coaltar, dem.
Verde composto, idem.
Dito nativo, iJein.
Verde fraucet, idem.
Dito inglez, idem.
Vermelbo da Cbina, id 'm .
Vidr. para vidraca de 0,0(120, 0,001, um.
Ditos ioglezes de 0,0020, 0,005, idem.
Dito da Bohemia, idem.
Dit-i lavrados, idem.
Ditos estrellados, idem.
Ditu de cores lisos, idem.
i'ito de cores curvo, idem.
Ditos opacos, dem.
Ditos para espelbos, dem.
Ditos musselina, dem.
Dito redondo para vgias, idem.
Zareio, kilo.
/.mee ein barra, idem.
Zuco em folhu, idem.
Condicpes
I. Todos es artigos sero de primeira quali-
dade.
2." Sero entregues pelo fornecedores as por-
tos que Ihe forera pedidas pelo alm xarifado e
peles navios 1e guern, no prazo de tres dias,
coatado da data em que os pedidos forem despa-
tb .d' p-'lo Ezm. Sr. inspector.
3.a Os gneros ficarao sujeitos approvaco ou
reprovac&u do perito que fr designado para exa-
minal-os.
i. Os ^mecedores pagarlo as multas de dez
por cent > do valor dos eneros no caso de demora
naa entregas e de vinte por cento no de falta de
entregH, ou rej-i^o por m qualidade, iodemni-
sando ueste caso a fazenda nacional di difieren-
ck que ee der entre os presos ajustados e os p^r
que tjrera comprados, os gneros na) fornecidos
ou rejeitados, salvo se fonm inmediatamente
subsiituiJus poi outro da qua idade contratada.
5." O pagamento Ja importancia dos forneci-
racntos ser fcito pela Thesouraria de Fazenda
vista dos documentos qun obtiverem os fornece-
dores, e depois de satisfeito o sello provincial
6." Conforme o aviso circular do Ministerio da
Murinha n. 172 de 28 de Janeiro do corrente as-
no o f.rneccdor ficar sujeito a mais sessenta dias
de snpprimento, alera do praz> estipulado no cou-
tracto, sem qu esta circumstancm le d direito
prorogafo do ajuste.
7. Oe objectos furnecidos s serao pagos no
mez s> guite :
Observacoes
1. Nenhuma proposta ser rec.ebida sem que o
propouente della declare por extenso, sem claro
algutn. emenda, entrelinhi ou rasura.o prego de
cada genero.
2. Silo ser aceita proposta sem que o nego-
ciante declare que se sujoita ao pagamento da
multa de cinco por cento do valor provavel do
forneciraento durante o prazo para que este an
nuneiado, s-: nao comparecer nesta secretaria pa-
ra assignar o contracto, no prazo de tres dia,
cootados daquelle em que fr notificado pela im-
prensa, como determina o avioo de '8 de Dezcm-
bro de 1874.
3.a Conforme o recommeodado em aviso de 11
de Maid de 1880, nao frito admitidas as propos-
tas dos negociantes ou firma sociaes que nao
apresentarem os documentos seguintes :
Certido da matricula da junta commercial:
Bilbete de pagamento do imposto de industria
no ultimo semestre.
Certido de contracto social exhibido do regia
tro da junta commercial.
4.a Nenhuma proposta ser recebida depois do
dia c hora designados ueste annuncio.
5.a Os propouentes apresentaro os documentos
exigido pelo avis i de 11 de Maio cima referido
tres das antes do prazo marcado para o receb
ment das propostas, para a necessaria verifica-
rn.
Secretaria d i inspeceo do Arsenal de Marioh i
de Pcrnambuco, 14 de Abril de 1887.
O secretario,
Antonio da Silva Azevtdo.
Assoeiaf-o commer-
cial beneficente
Nao tendo comparecido numero suffieiente de
associados e cousenhores do predio em que ella
tem sede, para so constituiris em assembla ge-
ral extraordinaria, sao de novo convidados os
mesmos senhores a comparecerem no edificio deata
asaociaco a 1 hera da tarde do dia 18 do corren-
te, afim de apreciaren) es pareceres dos engenhei-
ros, a quem a direceo mandou ouvir acerca da
ruina em que ae acba o mencionado predio, pelo
lado do mar, e providenciaren] no sentido de re-
paral-o ante que desabe, como est previsto.
Nao obstante poder funecionar a assembla com
o numero qne reunir-se, peco que 'odos compare-
S&m para que possa aer assiin fcilmente habilita-
da a directora mandar fazer os urgentes reparos
na parte do predio damnificado, afim de que por
esta forma possa vencer t grande obstculo e
eximir-se da parte da rtsoousabilidade que Ihe
toca por estar dirigindo esta ssoci.ico.
Recife, 16 de Abril de 1887.
Joaquina Alves da Fonseca,
Secretario.
Capitana k porto
Sendo preciso conhecer-se o logar onde reside
Eduardo Castilho, capito da escuna nacional
'ei' de Agosto, de ordem de S. Exc. o Sr. ebefe
de diviso Jote Mauoel Pican(o da Costa, capito
do porto, a$8ix o faco publico para sciencia do
referido Sr. Ctbtilho ou pessoa qae o conheca,
afim de q'ie o mais bieve possivel, o faca constar
a esta rep irtito, vcrbalmenie on por esenpto.
Secretaria da Capitana do Porto de Pcrnam-
buco, 15 de Abril ds.1887.
O secretario,
Ant:nio da Silva Azevcdo.
cohpxhia ne si:,i itos
NORTHERN
de Londres e Aberdeen
roatco Qnanrelrn (Deiembro 1X85)
Capital oubsciiptc
Fundos accumuladoB
Becella animal i
D premios contra fogo
De pr' luios sobre vidas
De jmos


3.000,000
3.134,348
BA
577,330
191,000
132,000
O AGESTE,
John. H- Boxaell
IOCOMHERCIO X. SG1 %>!. II
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhla Phenii Per-
naiubncana
Ruado Commcreio u, 8
COKTRA FOGO
Nortb Brilish & Mercantle
CAPITAL
t.'OOo.ooo de libras sterlinas
AQEN 1E8
Monison Howic & C.
K>
Companhia do Reberibe
Nao ae tendo reunido accionistas em numero
suficiente, nem na primeira nem na segunda con-
vo^acao, para se coustituirem em assembla geral
extraordinaria para deliberar sobre o augmento do
capital uecessario para o complemento das obras,
sao de novo convidados para o mesmo fim, para a
reuniao que ter lugar no dia 18 do corrente mez,
ao meio dia, no primeiro andar da casa n. 71,
ra do Imperador, devendo a reuniao efiectuur se
com qualquer que seja o numero de accionistas
presentes, cerno dispOe o 4- do art. 15 da lei u.
3150 de 4 de Novembro de 1882.
Recife, 12 de Abril de 1887.
Ceciliano Mamede Alves Ferreira,
Director gerente.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
De ordem do Exm. 8r. directo- interino, faco
publico que, a bem do ecsino, resolveu o mesmo
Exm. Sr. director, de accordo com os professores
do corso preparatorio annexo, que o borario das
aulas diste fique assim reguledo do dia 18 do or-
iente em diante :
Philosophia, das 8 as 9 ; portugaez, das 9 as
10 ; rhetoiica, das 10 as 11 ; ingiei, das 11 ao
meio dia ; anthmeti.H e geometra, de meio da
1 hora ; geographia e historia, de 1 hora as 2 ;
francez. de 2 as 3 horas, todas uas sexta sala;
latita, ile 1 as 3, na terceira sala.
Secretaria da Facaldade de Direito do E-cife,
16 de Abril de 1887.O secretario,
Jos Honorio B. de Menezes.
Tkesouro Provincial
De ordem do lllin. Sr. inspector dcsta reparti-
c>o, fa^'o publico que no dia 18 do corrente mez,
paga-se a clatse de profesares de Ia entrais,
relativamente aos veneimeutos do mez de Fev-
reiro {iroximo finJo.
Pagadoria do Thcsouro Provincia! de Pcrnam-
buco, em 16 de Abril de 1887.
O escrivao da despeca,
Sil vino A. Rodrigues.
Sockdade Senredo Amor da
Ordem
De ordem do presidente, to convidados todos
osObr.-. desta Aug.-. Oft. para rennirem-ee
em yettio de potsw da nova administraban, que
ter lugar sexta feira 22 do corrente, s 6 horas
da tarde, no lugar do costume.
O secretario a h c.
Julio C. C. Ayrcs.
S. R. J
Soeiedade Recreativa Juventnde
Sarao bimestral em 17 de Abril
Tendo de effectuar se ueste dia o sato do bi-
mes're finen te sao convidados os senhor.'s socios a
procurar seus ingresso em mo do Sr. tbesou-
reiro. Oj convites estilo em peder do Sr. presi-
dente ; previne-se que nlo se admittem aggre-
gados.
Secretaria da Soeiedade Recreativa Juvutude,
30 de Marco de 1887.
Jos de Medicis,
2o secretario.
Assembla geni extraordinaria
SEGUNDA CONVOCADO
Nao se tendo effectuado por falta de numero a
reuniao da assembla geral convocada para hontem
4 do corrente, sao novamente convidados os se
nh m-s accionistas da Companhia de EJificac), a
reunircm-se na ade da mesm-t companhia, ao
largo de Pedro II n. 77, no dia 19 do corrente ao
meio dia, para em assembla geral extraordinaria
deliberaren! sobre a reforma dos estatutos em vi-
gor, e especialmente do art. 13, sendo a deste no
sentido da reclamacao feita pelo Sr. Francisco Fer-
reira Borges, confjrme a propjsta do accionista c
o Sr. Antonio Carlos Ferreira da Silva, apprcva-
da na s-ssao de aaaen ble-, geral ordinaria de 1 de
Marco prximo fiado.
Noa termos do a-1. 65 do decreto n. 8821 de 30
de D.'zeinbro de 1882 < de accordo com o art. 48
dos estatutos a assembla geral ora convocada
s se julgar constituida com a preaenca dos e-
iih res accionistas que no mnimo repiescntem
d. us tercos do capital social.
Recife, 15 de Abril de 1887.
Gustavo Antunes.
Director secretario.
FOk
Fhe. Liverpool & London & Globc
INSlttANGB GOVANY
ers Brolrs & G.
is
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelcida em f ..
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
Al 31 de dezembro de 1S8-3
Harilimos..... .,UO:000$000
Terrestres,.. 3I6:000$000
4-tH ti a do Comiiicrefo
AGEXTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESS-
N
egaroii mnrtltsBosi trrrrarra
Nestes ultimo a nica costpanhia Beata praca
jue concede vos Srs. seguradrs isetnpjiode paga
ment de premio em cada stimo a&ao, o q?.3
equivale ao dntconto de cerca s l por caaj
avor dos segurados.
t o. .panU...
dos Irilhos urbanos do It&it
Oliada e Beberibe
Assemblt. geral extraordinaria
2a convoca ci
De ordem do Exm. Sr. Dr. presidenteda assem-
bla geral, sao pela 2a vez, convidados os Srs. ac-
cionistas a se reunirem em assembla geral ex-
traordinaria, conforme o requerera a directora da
Companhia, afim de ser consultada a sua opiniao
sobre a innovacao do contracto permittida pela lei
n 1,83) de 1885.
A reuniao ae ffi.-tuar s 11 horas do dia 21
do mez corrente, no escriptorio da companhia,
ra da Aurora.
Tendo a assembla de deliberar sobre assump-
to cogitado no art. 65 do dec. n. 8,821 de 30 de
Dezembro de 1882, a assembla para validamente
se constituir carece da preaenca de Srs. accionis-
tas que no mnimo representem deus tercos do ca-
pital social.
Secretaria da assembla geral da Co*npanhiade
Trilhos Urbanos do Recife a Olinda e Beberibe,
13 de Abril de 1887.
O secretario,
Jos Antonio de Almeida Cunha.
Estrada de ferro do Ribeiro ao
Benito
De ordem da directora sao chamados os Srs.
accionistas desta empreza, para no prezo de 60
dias, a contar de b: je. recolherem ao London 6z
Brasilian Bank, a 5a entrada de 10 0,0 de suas
acc5<"8, nos temos do nrt. 9 2o dos estatutos.
Recife, 9 de Marco de 1887.
O secretara,
Jos Bellarmino Pereira de Mello
S.', B.\
Companhia
mperia i
DE
SEGUROS contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadorioM
Tazas baixas
Promplo pagamento ce prejuizoB
CAPITAL
Ka. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
N. Ra do CommercioN. 5
Carne de porco, kilo.
Dita de vitelo, idem.
Dita de carneiro, idem. ,
Charatas, um
Cigarros, masso.
Frango, nm.
Filbote de pombo, um.
Grela (fructas e gallinha).
Leite, litro,
(darmelada, kilo.
Macas, urna.
Ovos, duxia.
Fio de-lot, kilo.
Pao secco, kilo.
Peras, urna.
Rap, kilo
Sag, kilo.
Uvas, kilo.
Viuho Xerez, garrafa.
Vanos Collares e Figueira, idem.
Condicdes
1. Todos os artisos sero dz primeira quali-
dade.
2.a Serao entregues pelos fornecedores as por-
coes cue Ihe forem pedidas pelo almoxarifado e
pelos navios de guerra, no praio de tres dias,
contados da data em que os pedidos forem despa-
chados pele Exm. Sr. inspector.
3.a Os gneros ficarao sujeitos approva$o ou
reprovacao do perito que fr designado para exa-
minal-os.
4.* Os fornecedores pagarao as inultas de dez
por cento do valor dos gneros no caso de demora
as entregas e de viute por cento no de falta de
entr ga, ou rejeicSo por m qualidade, indemni-
saiido ne3te caso a fazenda nacional da differen-
(a. que se der entre os precoa ajustados e os por-
que forem comprados os gneros nao fornecidjs ou
rejeitados, salvo se forem iminediatamente subs-
tituidos por outros da qualidade contractada.
5. O pagamento da importancia dos forneci-
mentos ser feito pela Thesouraria de Fazenda
vista dos documentos que obtiverem os fornece-
dorps, e depois de satisfeito o sello provincial.
6 Conforme o aviso circular do Ministerio da
Marinha n. 172 de 28 de Janeiro do corrate anuo
o fornecedar ficar sojeitoa mais sessenta dias de
supprimento, alm do prazo estipulado o contracto
sem que ejta circunstancia Ihe de direito a pro-
ropacAo do ajuste.
7. Od objectos fornecidos s serao
mez seguinte.
Observagoes
1." Nenhuma proposta ser recebida em que e
proponente nella declare por extenso, sem claro
al>uio, emenda, entrelinha ou rasura, o preco de
cada genero.
2.a Nilo ser aceita proposta sem que o nego-
ciante declare que se sujeita ao pagameato de
multa de cinco por cento do valor provavel de for-
necimento durante o prazo para que este annun-
ciado, se nao comparecer nesta secretaria para as-
signar o contracto, no prazo de tres dias, conta-
dos daquelle em que fr notificado pela impren-
sa, como determina o aviso de 28 de Dezembro
de 1874.
3.a Conforme o recommendado em aviso de 11
de Ma'o de 1880, nao serao admittidas as propos-
tas dos negociantes ou firmas aociaes que nao
apresentarem os documentos seguintes :
Certido da matricula da junta commercial ;
Bilhete de pagamento do imposto de industria
no ultimo semestre.
Certido do contracto social exhibido do regis-
tro da junta commercial.
4.a Nenhuma proposta ser recebida depois do
dia e hora designados neste annuncio.
5.a Os proponentes apresentaro os documentos
exigidos pelo arso de 11 de Maio cima referido
ties dias antes !o prazo marcado para o reeebi-
ento das propostas, para a necessaria verfica-
co.
Secretaria da inspecco do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 14 de Abril de 4887.
O secretario,
__________ Antcnio da Silva Azevedo.
"THE A TRO
*-
Ibas romanas, france-
zas, de capote com en-
caixe, de crista; canos
e corvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e tijolos fora-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas e en-
coinendas. no escripto-
rio central.
__ lUttiiiIuS
CHARGEIRS
Companhia Frnnceza de STavega-
co a Vapor
Linh qiiinzenal entre o Havre, Lis-
boa, Pernambuco, Rabia, Rio de J.r.ciro e
Santo a
0
pagos no
o R'o de Jen
Cotnmandante Fonesnel
EHPREZ4 ARTSTICA
IBEZUZHELUS
msollio de compras da repar-
lii ao de Marinha
Supprimento de vveres aos navios de
guerr fundeados no porto d'esta capital
s dependencias d este Arsenal,
do Julho a
du-
31
iHfl
Lotera de 41)00 contos
A grande lotera de 4000 contos, em 3aorteioa,
tica transferida para o dia 14 de Maio vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de hoje.
Thesouraria das Loteras para o fundo de
emancipscao e ingenuos da Colonia Isabel, 11 de
Dezembro de 1886.
O thesoureiro,
Francisco Goncalvea Tei res.
De ordem do nosso Rjsp. Ir. Veo. con-
vido a todos os OOir. d'esta Aug. Off. a
comparecerem ua uossa sede no dia 18 do corren-
te, as 6 1(2 hora da tarde, para assistuem a
essaj de iniciacao e posse.
Recite, 14 de Abril de 1887 =E. V.-.
O secret. Adj.- .
Eduardo Goncalves 18.-.
Na secretaria da Santa Casa arrendam se os
seguintes predio :
Ra do H.im Jess n. 12, loja e 1 andar.
Iiom idem n. 13, 'i- e 3- andares.
dem do Vigai io Tlienorio n. 2', 1 andar.
Id m do Mrquez de Olinda n. 53, 3- andar.
dem do apollo1!. 24, 1- andar.
dem da Madre de Deus n. 20.
dem idem n 10.
dem da Moda n. 45.
dem idem n. 47.
Id- m idem n. 49. '
Id-m da Lingoeta n. 14, 1- andar.
Idt-in da Guia n. 25.
Becco do Abreu n. 2, 2* andar.
dem das Boias n. 18, sobrado de dous andares
e loja.
Kua da Aurora n. 37. 2- andar.
dem da Detenco (dentro do quudro) deas
casas.
v don and Brasilian Ra
Umited
Sua do Commerci'j n. 32
Sacca por todos os vapores sebre as oa-
as do mesmo banco em Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Capellistas a 75 No
Porto, na dos Ingleees.
dem.
rete o semestre do Io
de Dezembro de 1887.
De ordem do Exm. Sr. chefe de ivisSo Jos
Mnnoel Picango da Costa, inspector d'este Arse-
nal e capito do porto d'esta provincia, faco pu
blico que no dia 25 do corrente, s 11 horas da
manh?, se recebe propostas para o fornecimento
dos artigoa abaixo declarados ; nao podendo ser
aceita proposta algnma que nao coitenba todos
artigoa anuuncados, com excepcao de pao e car-
ne, que serao propostas didtinctas.
A proposta de carne verde dever conter a de-
claraco de ser o genero fornecido nao tendo mais
de um quinto de peso em osso.
Vveres
Agurdente, prego por litro.
Arroz, idem por kilo.
Aisucar grosso, idem pjr kilo.
Areite doce para comida, dem psr litro.
Azeite de (too, idtm.
Azeite de peixe, idem.
Azeite para luz, idem.
Albo.
Aletria, idem por kilo.
Araruta, idem. t .
Boi vivo inclusive o pasto, um.
Batatas ingleza9, idem por k^lo.
Bolacha, idem.
Bacalbo ou peixe salgado, dem.
Bolachioha, idem.
Caf em grao, idem.
Carne secca, idem.
Carne em conserva, idem.
C*rue de porco salgada, idem.
Carne verde, idem.
Conservas picantes r.acionaes (p'kles),
Caf moido, idem.
Cb verde, idem.
Cb preto, idem.
Cangica, idem por litro.
Cerveja Guies, dem.
Chocolate, idem.
Jognac, dem.
Conservas de gillinha, de carne de carneiro,
carne de vaeca, kilo.
Eitractode carne, idem.
Ervilhas seccas, idem por kilo.
Furnha de mandioca, idem por litro.
Fub de milho. idi-m por kilo.
Feijo preto ou mulatiuho, idem por litro.
L-gumes conservados ou julianas, idem por kilo.
Gallinha, ama.
Gela de marmello, idem.
G aba, idem.
Le i te condensado, litro,
Manteiga ngleza. idem por kilo.
Matte em folha, dem.
Milho, idem.
Pao, idem.
P.-ptona Catillon ou outra, idem.
Queijo de Holanda, idem.
Rapadura de melado, goiabada ou roarmclada. ou
outros doces, idem.
Sal, prego por litro.
Sabao, prego por kilo.
Sag, idem.
Toucinbo de Lisboa ou Santos, idem.
Tapioca, idem.
Vinagre de Lisboa, idem por litro.
Vinho de Lisboa, Bordeaux ou anlogo, idem.
Vinho velho do Porto ou Msdeira, idem.
Dietas extraordinarias
Cerveja preta ou branca, nacional ou cst.-angeira
litro.
e
Domingo, 17 de corrente
Apparatoso
grande espectculo!!
Actos
zarzuela
primeiro, segundo e terceiro da grande
L.OS
MADGYARES
Estra da bonita zarzuela
EL JUICIO FINAL
ts 8 horas em ponto.
Vejam se os progrmalas.
I Itiiuas fnnc;5es -Tersa e quin
a-feira prosita as.
dr.
COMPANHIA DE EDIFICAQAQ
0 escriptorio d'esta
companhia a c h a s e
iuuccionando no largo
de Pedro II, n. 77, l.
anda.
Imcumhe-se median-
te contrato r a paga-
mento em prestares,
de construcfdes e re-
constrncfoes de pre-
dios, cujos projectos e
ornamentos sejam ou
nao confeccionados
pela companhia.
No escriptorio se en-
contrarao semprc, as
amostras dos produc-
tos da fabrica vapor
do Taquary, tendo sem-
pr venda: tijolos
massos de alvenaria,
ditos para ladrilhos,
diversos formatos, te-
Espera-se dos nortos do
sul at o dia 18 de Abril,
seguindo depois da indis-
penaavel demora para o Ha-
vre
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
eofferecc excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As paseagens poderito ser tomadas de autemao.
Recebe carga encommendas e paesageiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
Ormr!t"toimi)
Commandante Brant
E' esperado da Europa
at o dia 19 de Abril, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia. Rio (le Janeiro
e sianiOK.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p?.oa
vapores dcsta linha,quciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng:. \M-
quer reclamacao concernente a volumes, que oo-
ventu a tenham seguio para os portos do sul,aini
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhioa n se
responsabilisa por extravos.
Para carga, passagens, encommendas e dinheira
a frote: trata-se com o
Augusta Labilie
9 RA DO COMMERCIO ?
CorapucJi Uratileira de IVav-
gaviso a Vaps-
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mana Pessoa
E' esperado dos ..rtos do
norte at o dia 22 de Abril
e depois da demora indis-
pcnsavel, seguir para os
pn-t<18 do BUl.
Recebe tambera curga para Santos, Santa Ca-
tharna, Pelotas, Porto Alegre e Rio Grande d)
Sul, frete modic .
Para carga, passgens, encommendas e valores
trata-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTN 9.
PORTOS DO NORTE
O vapor Pernambuco
Commandante o capao de fragata Pedio
Hyppolito Duarte
E' esperado dos portos do sul
at o dia' 17 de Abril, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, encommendas e valeres
tracta-se na agencia .
PRAgA DO CORPO SANTO N. 9
Companhia Bahlana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, tenedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
Segu impreterivel-
uente para os portos
cima no dia 20 de
Abril, as 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at olS
encommendas e inhei-
dia do dia 20.
Para carga, passagens,
ro a frete, trata-se na
7Ra do Vigario7
Domingos Alves Matheus
(OHP.tM.l PEBSAMilCM
DE
SaTegaco Costelra or \'v.r,-jr
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu, e Camosshn
< P vapor Jaguaribe
Commandante Baptista
Segu no dia 23 do
Abril, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia --'
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pevtamb'tcaw
n. 12
United States OrasiFITOll
O vapor Advance
E' esperado dos portos do
sul at o dia 25 de Abril
depois da demora necessaria
seguir para
Haraoho, Para. Barbados, S.
Thomaz c \cw-York
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
AGENTES
Henry tintar i C.
N 8 RA DO COMMERCIO H
]. andat
Para Naranho
Segu para o porto cima nestes dias a barca
portuguesa Vasco da Gama ; para carga e passa-
geiros trata-se com os consignatarios Joa da Sil-
va Loyo & Filho.



MMMMm|M.
r


COHPVMUE DE HE9IAB
ME* ABIT1MKN
LINHA MENSAL
0 paquete Niger
tonmandante llaule
E' esperado dos porto de
sal at o din 21 do corrente,
' seguindo, depois da demora
i do coatume, para Bordeaux.
' tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-ee sos senbores paesageiros de tuda*
as classes que ha lugares reservados para st
agencia, que podem tomar em quaiquer teaspo.
Faz-se abaumeut de 15 */0 em favor das fa
inilias composta de 4 ptsseas ao met>os e que pa-
garem 4 pase agen s in tetras.
Por excepeaa os criado d familias que torna-
rem bilbetes de proa, gosos tainbem U'este .ibati-
mento.
Os vales postaes s se das at dia 19 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dnber
afrete: tracta-aecomo
AGENTE
angoste Labille
9 RA DO COM KKCIO-9
ToyalmilsteaOEket
BBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBBI
*o\J
Pernambuco---Bomingo 17 de Abril de 1887
or La Plata
E' esperado da Europa no di
23 ou 24 do corrente,seguinds
depois da demora necessaa
ra para
Baha, Rio de Janeiro Honte
?ido e Buenos-.tyres
Para pnssagena, fretea. etc., tracia-se "' oj
CONSIGNATARIOS
Adamson lio wic & C.
N. 3- RA DO COMMEBCIO N. 3
1* andar
lELES
Teca-feira, 19, ter lugar o leilo de mo-
vis, louca, vidros, electro-pin te e bronces, bem
Como 1 buhar e carrinho para meninos, no pavi-
mento terreo e sobrado da ra do Dardo da Vic-
toria n. 28.
Ag
Do
ente Burlaniaqui
Leilo
Segunda feira 18 do corrente
A's 11 horas
Hotel Internacional ra Duque de
Caxias n. 28.
Por mandado do Exm. Sr. Dr. juiz de direito
do civel e a requerimanto do proprietario do pre-
dio, por exceucao para pagamento dos alugueu
na accao promovida contra Malhias & C., sere
vendidos em le-.lo os utensilios do botel denomi-
nado Internacional, constantes de cadeiras de
junco, de smareo, mesas, aparadoies, fiteiro,
louca e cutres artiges. que ettaro a vista dos
Srs. licitantes.
Agente Pestaa
2* Leilo
Das partes (las casas terreas sita (sri
meira na travessa do Pjmbal Bo-Vis-
ta).
O agente Pestaa por mandado o Illra. 8r. Dr.
jui de orphSus, vender as parles das casss sitas
a primeira na travessa do Poinbaj em as quaes
funeciona urna bem montada fabrica de pao de
railho, a vapor, pertencentes ao espolio do subdito
portugus joaquim de Oliveira Maia.
Quartafeira 20 do correv.te
A's 11 horas
No armazem da ra do Vigario Tenorio
n. 12.
Leilo
De passaros, raov is e bebidas
Constando
de diversas gaiolas com canarios do imperio, ditas
com rolas bamburguezas brancas e pardas, ditas
com rolas galegas e de Fern ndo, ditas com n&oi-
buese cutres passaros; mobilias, camas, espetaos,
jarros, 4 rodas de faia para cabnolct com cutus
de metal brance, um arreio i m bem estado para
um cavallo, supenor vinho verde engarrafado,
cegnac, vinho do Parto e muitos outrua artigos.
Segunda-feira 18 do corrente
A's 11 horas
No arinazena da ra do Mrquez de Olin-
da n. 19
Por intervenco do asente
V lis na o
Leilo
D
caixa marca diamante I dentro W c L
em baixo, n. 564, com cha verde
Terca-feira 1U de Abril
A's 11 hor s
O agente Pinto levar a leilo por conta e risco
de quem pertencer a caixa cima mencionada des-
carregada de bordo do vapor inglez Trent com
avaria d'agua do mar, s 11 horas, na luja da ra
Nova n. 28 por occasio do leilo de movis, ob-
jectos de electro-pinte e bronze.
AVISOS DIVERSOS
Prufeoaars Urna sendera habilitada,
rropoe-se a ensinar em catas particulares o por-
tugus, arithmetica e todos os tr.ibalho3 de agu-
lba ; quem de seus serreos precisar ter intor-
mxoes no 1- andar deeta typogiaphia.
Aluga-se casas a 8^000 no becco dos Coe
hos, junto de 8. Qoncatlo : a tratar na ra dt
lioperatriz n. 56.
Madame Fauny Silva, modista e cotiturcirs
desta cidade, tem a honra de eommunioar s
xmas. familias que Ihe tem honrado com suas
valiosas ordens, que parte para Pars lo corrente
mes, afim de fazer acquisicao para i seu atelier
de fasendas, chapeos, aspartilhes, enf. tes, enfirr
tudo quarto demais moderno e melbor tem, bouve
e possa interessar ao toilette de urna seuhora.
Dentro de dous mezes a annuuciante espera re-
gressar dessa viagem, que simplesmente empre-
hendida pela animar qne tem recebido de todos
que tem se dignado encarregal-a de variadas con-
feccoes. Despedindo-se, pois, temporariamente
de suas Exmas. clientes, cumpre declarar-Ibes,
que recebe desde j encommendas de vestidos,
chapeos ou outroa artigos que queiram, por seu
intermedio, mandar vir de Paris ou Londres.
Kua do Imperador n. 50, 1- andar.
AMA Precisa-se de urna para o servico
nterno de urna casa de familia ; a tratar oa ra
Duque de Caxias n. 77-A, ou no Entronealento,
entrada dos Afilelos n. 33.
Quem precisar de urna professora para en-
sinar primeiraa lettras, doutrina, principio de
msica c piano, drija-se ao Caminho Nevo nu-
mero 128.
Aluga-se o predio da ra do H.ir) de S.
Burja n. 26, com commodos para numerosa fami-
lia, com agua e gaz encanados : a tratr na ra
dos Pires n. 59, ou em Olinda ra do Bomfim
numero 4it.
Alnga-se a cxeellente cssa terrea n. 82, do
pateo do Terco, a da ra da Matriz da Boa-Vis-
ta n. 56 : a tratar na ra do Pilar n. 5t, taverna.
= Arrends-se o sitio das Jaqueias, com gran-
de casa de vivenda, todo cercado, e uuii tres pe-
quenas no mesmo correr, servindo perfeitamente
para penao ou botel ; a tratar no mesmo sitio.
= Precisa-se de urna ama pira cosinbar, para
casa de pouca familia : a tratar na ra do lia rao
da Victoria n. 5?.
= Precisa-se de um menino para caixeiro, com
pratica de mulhados ; na ra de Hartas n. IV.
Alagase a casa do Dr. Castello Branco, sita
ra de Matbias Ferreira, em Olinda ; chaves
para ver, est na loja de barbeiro contigua ao
mesmo predio, tem agua encanada e uons com-
modos: lrata-se no Recite, ra Duque de Caxias,
esjriptorio n. 23.
= Pede se aos estudantes abaixo, que decla-
ren! as suas moradas ou apparccaai a ra do Im-
perador n. 16 :
Jos Luis Cavalcante de Mendonca.
Henrique Auxencio da Silva.
Francisco Cavalcante de S Albuquerque.
lienjmnin Americo de Freitas Pessoa.
--= Precisa-se de urna ama para comprar e co-
sinhar, para casa de pequea familia ; a tratar
na ra do Marcilio Dias n. 61, 2- andar.
Caixeiro
a mercearia da ra de Payaand n. 7, preci-
sa-se de um cixeiro com pratica, de ida le de 12
a 14 anuos, e que ri fianza de sua conducta :
JO
Na ra Imperial a. 299, precisa-se de um me-
nino de 12 a 14 anoos de idade, brasileiro nu por-
tuguez.
Por 2S$M
Leilo
De ama armucode amar -lio envidracada, com
ba!cioe2 armacoea inglesas, e diversas miudesas
Terca-fira, 19 do corrente
AS 11 HORAS
Ao purrer do marlelln
No armazem a ra do Mrquez de Olinda
n. 35
EM SEGUIDA
Um cavallo.
Por intervencao do agente
Gusmo
Leili
[ao
De movis, vidros, objeetos de electro-
pate e bronzes
A saber :
Urna mobilia rom 1 sof, 2 censlos, 2 cadeiras
de bracos e 12 de guarnilo, 1 divn e 2 poltro-
nas estufadas, 2 estantes, jarres e vasos para flo-
res.
Urna secretaria de Jacaranda'
Duas estantes eovidracadas, 1 mesa para advo-
cado, 1 mobilia de palha para menino, 1 mesa re
deuda, 1 banco para burra.
Electro-pate c bronzes
Salvas, galheteiras, vasos, porta-cartoes, 1 can
dieiro para gaz, garrafas, colherps, porta conser-
vas e muitos outros objectos de electro-pate e bren-
zes.
Urna mesa elatica, grande, 1 guarda louca, 2
aparadores, 12 cadeiras, 1 ic'ogio de parele, 1
filtro, copos e clices.
Um guarda vestido, 1 guarda-r.jupa, 1 cortmo^
da, 1 cama fraoceza, 1 dita de mogno. 1 berco de
balaustre, marqu'zoe: e muitos eutros movis de
casa de famil a.
Ter?a-feira 1 do correle
Agente rio
o sobrado ra do Baro da Victoria
n. 28
Em contmuacjio
t,, L iu bilhar e todes stus pert-nce, 1 carro de
4 rodas e arreio; pira 2 camleos.
!N CI'I ARA' AS 10 12 HORAS
Agente Pestaa
L
De vaccas torinas e um garrote
arla-relra. SO Oo corrente
A's 11 horas
Xa rna de Vigario Teacrio a. 12
O agenf Pestaa competentemente aur.risada
e por eonta e rieco de qnem pertencer, vendero
no dia e horas cima mencionados, tres vacca
terinas eom crias < um garrote idem, e um bilhai
com todos os seu pertences.
aluga-se a cata torrea n. r8 da ra -lo Padre
Nobrcga, limpa e coin 4 quartos, 2 salas, quarto
de engommados, cosiuha, quintal, apparelho de
iimpesa e cacimba meieira : a tratar na ra do
Padre Floriano n 5, 2- aadar.
Caridade
Um prceador pode pola sazrada vida, paixo e
raorte Sr Nos v nhor Jess Cbrist, preces pelas
almas de nossos infelizes irmos, fallecidos no
naufragio do vapor fahia. Um P. N. e urna A. M.
muito valor tem perante Deus.
Aos (lenles pe necessitem de
niuiaiifa de clima para resta-
betecerem-se
O povoado cha do Carpina j est considerado Silva Jos Wenceslao da Silva, Joaquina Fern i
pela maior parte dos mdicos e provado pelas r da Sil va, Anna I hilomena Ferros, filhos, ma
Revelado pelo estado do crneo.
da phisioooiala e da nio
Brilhantes successos em Londres, Paris,
Lisboa, Madrid e ltimamente na Bahia
O priineiro phrenologista o cbirornancista
da pocha, o Dr. de Virernont, discpulo e
collaborador do celebre Desbarolles, raem-
bro da acaiemia de Zurich, acha-sc pre-
sentemente em i'crna^ibuco, otode demora
se alguna dias.
D con3ulta6 sobra o futuro pela estudo
das linhas da mo, onde todo o ser huma-
no tem a sua existencia escripia, sobre as
disposijoes c aptidSes naturaes pelo examc
do crneo e da ph6onomia.
O Dr. de Veremont, pelj estudo dos tra-
tados antigos e modernos sobre este us-
sumpto, por suas numerosas viagens pra
estudo das differentes racas humanas, pelas
lic3es de seu pranteado roestre, conseguio
uhegar, n'esta materia, ao mais alto grao
da poesibilidade humana, e poi isso tem
prestado s familias e humanidade ser-
vg<>8 reaes e inmensos, indicando lhes com
precisao as disposicSes nuturaes e os vicios
orgnicos pela perspicacia do seu dyjgnos
tico as enfermidades do cerebro ou ner
voso e obteve por suas revelajoes sobre o
futuro, tanto na Europa como na Amrica,
os mais brilhantos successos, convencendo
os mais incrdulos.
Entre as notabilidades que lhe tecm feito
a honra de consltalo, conta elle sua em-
neucia o Arcebisbo de Paris, o Re i dos Bel
gas, o Rei da Grecia, Ismael Pacha, Fer-
nando de Lessops e sua familia, o General
Boulanger, a Patti, Sarah Bernhardt, ate.,
e, no mez de Janeiro ultimo, em Madrid,
a Princeza Eulalia de Bourboa e o Prin-
cipe Vctor NapoleSo, em Bruxellas.
A Phrenologia e a Oniromancia sao duas
scienuias tao an'igas qusnto o mundo, suc-
cessivamente cultivadas pelos hebreus, os
eypcios e os gregos, e, mais receD,teraen
te, pupularisadas pelos sabios Lavater,
Gall, Spurshein e Desbarolles ; n'esta po
cha de progresso e luzes ellas se nos apre-
sentam despidas de toda idea de mysterio
e obscurantismo.
Quem pois desojar conhecer a importan-
cia das enfermidades do cerebro e as dis
pcsicSas naturaes e orgnicas d'um menino
para dirigir consoante ellas os seus estu-
dos, quem desejar conhecer os aconteci-
mentos futuros de sua existencia, conforme
as regras da phrenologia, da phisiognorao-
ni i e da oniromancia combinadas, tudo isso
lhe ser desvendado nos menores detalhes,
pois tudo isso tisivel na palma da no
lente do Dr de Vireiuont.
As lec3es de Phrenologia dadas nos col-
legios de educagao tero por objecto e se-
rao feitas em face de um crneo prepa-
rado.
O Dr. de Virernont d consultas em seu
gabinete no Hotel D.Antonio, das 9 s 11
horas da manhS e das 4 s 7 da t^rde.
5&000 cada consulta.
Precos convencionaes para as criancas.
Para commodidade dos clientes o Dr.
de Virernont ir ao domicilio de quem o
chamar.
Telephone 49.
aiocledade Recreativa Juveode
Antonio Alie* l.ehre Sobrlnbo
Em commemoracao ao passamento do nosso con-
socio distincto Antonio A'.ves Lebre Sobrinbo,
manda a presidencia desta aociedade resar urna
mise na igreja do Divina Espirito Santo, seguu-
da-feira 18 do corrente, s 7 1(2 horas damanha,
stimo dia de seu passamento ; convidando para
este acto os nossos associados, e todos os parentes
e amigos do finado.
Secretaria da sociedade Recreativa Juvntude,
15 de Abril de 1887.O 2- secretario
Jas de Mediis,
*^--;' .
Frr-iiovinJa de ttenna e Silva
Manoel Florentino de Senna Filho, Francisc >
Florentino de Senns, Joao Ferreira do Barros e
provt
pessoas que aqu se leem restaDelecido, com o
melhor clima em toda a circumvisinhanca do Re-
cife, onde se respira ar puro e gosa-se de passeio
agradavel as melhores c por estar situado em grande elevacao, cima do
nivel nao s do Recite como do Pao d'Alho, Li-
moeiro e Nazaretb, longe dos miasmas e bumida-
de de pantanos, ros e de tudo mais que se oppoe
salubridade. A fcil idade de transporte, com
urna viagem apenas de 2 1|2 horas pelo caminho
de ferro, a commodidade de eneontrar-se aqui urna
casa onde por nma mdica pensao tem-se um as
semdo quarto com o preciso, boa e sadia alimen-
tario, deve resolver a qaem precisar restabeleeer
a sade a fazer por aqui um passeo. Para infor-
maces minuciosas, a) Recite o Sr. Laurentinc
Siines ra de Hortae, nfinaco n. 7.
Carpina, 10 de Abril de 1887.
Jo Joaquim de Moraes.
triado
nos e manas da finada Fredovinda de Senna e
Silva, convidam todos ob seus parentes e amigos
para sssistirem a inissa de stimo dia do seu pas-
samentc, segunda feira 18 do corrente, s 7 horas
da manh, na igreja do Espirito Sanco, coafea .
sando-se gratos quelles que se digna:em compa-
recer a este acto de reeio e caridade.
Precisa-se do um criado de 12 a 14 anoos
ra do Paysand n. 19 (Magdalena).
Para eosinhar
Frccisa-se de urna
ama para eosinhar,
mas que eosnhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da ra Duqu* de
Caxias, por cima iay-
pographia do Diario.
Dr. I.niz de ( arvallio Pnea de
Andrade
Urna pessr.a (.rata memori.i de seu bemfeitor
e bmigo, Dr. Luix ae Carvalho Pea de Andrade,
manda celebrar um'-. mi-ba por sua alma na ma-
triz da Boa-Vista, s 8 horas da manh de te*--
ca-feira 19 do corrente mez, etimo tila do neu
infausto passamento. Para asistir a esse acta Je
caridade, pede o comparecimento dos parentes e
amiir03 do finado.
BnBBBBBBBnmaaissiHaai
de afamado fabricante Th-net, rfc diversos pa-
droe e cores, tanto em mobilias cerno em pecas
Hvulsa, a vontade dos leuhore compradores e
pjr precos tem competeacia ; vendea-se nosr-
maient n. 54 da roa do Marqacz de Oliads.
Eduardo MnttoM
Alexandre ae Mediis, Joc Mara de Andrade,
Joao Raposo de Souza e Alipio Augusto Ferreira
(ausente), mandara r. sar no dia 18 do corrente,
na igreja do Espirito Siut,., s 7 1(2 horas da
mnuha, urna uiissa pelo descanso eterno d'alma de
fen sempre chorado migo Edurdo Mattcs, pri-
meiro auniversario de sea talleciiucntn, para cujj
acto convidom a familia e amigos do finado.
Antonio *! l.ehre Sobrinbo
Manoel Alves Lebre, si-u filho de igual nomc
(ausente), Antonio Alves Lebre, sua esposa e fi-
ihr.s, gratos a todas as pessoas que se dignaram
acoupanbar ao cemiterio publico o cadver de seu
pranteado filho, irrcilo, sobrinbo e primo, Antonio
Alves Lebre Sobrinho, manifestaos seu proiundo
reconhecimento. Para comemorar o stimo dia
de seu passamento, inandxm celebrar uma miesa
n igreja da veneravel ordeno tora' ira do Carino,
na segunda-feira 18 do corrente, s 8 horas da
manh, para cujo acto convidara as pesseac de eua
amizade a do fallecido. HJ
Tricofero de Barry
Garante-se que taz naa-
oerecrescer o cabello ainda
ios mai calvos, cura a
'inh e a caspa e remove
' todas as impurazas do cs-
eo da cabeca. Positivj-
mente impoe o cabello
de cabir ou de embranauo-
rer, e infalliveimente o
atma espesso, uacio, lus-
b aso e abundante.
' Tendea tnsse ou oTrcrla do pello !(4
Usai o inelhor remedio, que o PfilTORAL DE
CAMBARA', e veris ecmu vosso seffriiuuritodes-
appsrece. Vende-se na drogara dos uoicus atien-
tes e depositarios eraC au previnein, Francisco
Manoel da Silva i^ C, ra do -Mrquez de Olinda
n 23.
/
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1828. E'ounicoperfnmenomun-
do que tem a approvae.5o officia! de
una Governo. Tem duas vezes
ni ais fragrancia qusqnalqncr ontra
aduraodobrodotempo. E'nuito
uais rica, suave u deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel na
lenco, a -> -at, --an8 mais refres-
cante no bnnno e a; ?nnito do
doente. E' especile contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
desmuios.
Xarope fle Viia ie Beiter lo. I
JKTXB DS TJSAI/-0. DEPOIS DE SAIr-*.
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Syphiiis, Ferdas Escrofulosos,
Affec^Ses, Cutneas e as do Courc Cabel-
lado com perda do Cabello, e de todas as do-
sncas do Sangue, Figado, e Rins. Garanto-s
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura e reno va o systema inteiro. 0-.'
Sabao Corativo de Remer
y
(aiIon Horeira dn -Uva
Visccnde e Viecondessa de Itaqui da Norte e
seus filhos, mandara c.ilebrar missas na igreja do
Horpo Santo, no da 23 do corrente, pelas 8 horas
da manh, Ia aoniversario do passamento de seu
pranteado filho c irmio, Carlos Moreira da Silva,
e convidam para sssistir a esse acto s pessoas de
sua amizade c do finado. Desde j se coufessum
gratos s pessoas que concoirerem a esse acto de
religio.

/
(C
Fredovinda de Senna e Silva
Manoel Florentino de Senna e seus filhos agra-
dicem do intimo d'alma tudas os amigos que se
dignaram acompauhar ultima morada a suu
presada esposa e mai, Fredovinda de Senpa e Sil-
va ; e de n vo rogam aos mesmos o obsequio de
assistircn a missa, que por alma daquella finada,
mandara celebrar segunda-feira 18 do corrente,
stimo dia do seu passamento, na matriz da eida-
de da Eacada, s 7 horas da manh, e desde j
antecipam seus agradecimentos s pessoas que se
dignaren) assistir a este acto d religio e cari-
dade.
......

*w^r/r*&
Aluga-se
a loja do sobrado no largo de S. Tedio n. 4, tena
agua ; a tratar na ra c?trei'a do I.'osarii n. 9.
-A-linion-taqAo racional
das MES, CRIANZAS, AMAS CONVALESCENTES
Por uso da PHOSPIIATIXA FalUres,
PAR1Z. 6, Avcnue Victoria, 6, pariz.
(fosittrios ao Pernambuco : FHAN M. da SILVA fcCS
Para o Banho, Toilette, Crian*
cas e para a cura das moles-
tias da pella de todas as especies
axn todos os periodos.
Aj'prov; dos e utorisados p la aspecto
ria geral de byginne do Rio de Janeiro.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & 0.
Pilulas purgaiivas e depurativas
de Campanha
Estas lulas, cuja prepamcao puramente ve]
getal, tecm sido por mais de 20 annos aproreitadae
com os melbores resultados as seguintes moles-
tias : uffeecoes da \>e\le e do figado, sypbilis, bou
boes, esrcrofulas, chagas inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Modo de astal-aa
Como purgativas tome-se de 3 a G por dia, be-
oendo-se aps cada dse um pouco d'agua adoba-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula aojanar
sta3 pilulas, de invenco dos pharmaceutico
Almeida Andrade Ss Filhos, tecm veridictum dot
Srs. mdicos para ana melhor garanta, tornndo-
se mais recommendaveis, por scroin um segure
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
usadas em viscera.
ACHAM-SE A' VENDA
"a drogara de Farla Sobrinho dr
l RA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Attencao
Mordidura de animaes
e reptis venenosos
Jos Etnigdio de Chriso Leal, residente
em Olinda, ra do Amparo n. 35, ten^o
licado com a rece.ifa pela qul seu finado
pai si tenente Felippe Manoel de Christo
Leal, preparav.i peoras imn attraben-
te de qualqucr veneno, tem para vender
ditas pedras ucompanhadas de urna iadica-
y3o impressa.
Estas pedras tm sido applicad&s em
crescido numero de pessoas e animaes mor-
didos de cao damnado e cobras de diffe-
rentcs especies, inclusive a cascavel, sem
que jmuis tenha t-lmilo a cura era um
s caso. Portanto es senhores apreciado-
res da cafa, e pessons residentes no campo
prevenido com tal antidoto eatSo isentas
de vir morrer de taes mordiduras um p-
rente, um amigo, um companheiro, final-
mente, racin;.1 ou irracional.
SSo conhecidas estas pedras a mais de
50 annos, cropregadas sempre cora bom
exito c bom resultado.
Menina e menino
Precisa-se de uma menina de 10 a 12 annos de
idade, para cusa de familia, para andar com urna'
criancinba di> deus anacs, trata se bem e d-s*
de Vtttir, a o menino pura tazer compras, median-
te um pequeo ordenado mcnsalmentc ; a tratar
na ra Veiha n. 36, collegio.
Fundico de sinos bronze
DE

DAY& MARTIN
) forn0cetJorti ae Sua Mzjoitu/i a .a/rfta ta Inglaterra,
do Exercito 9 ^i Murlfiku brttaJinia.
GfiAXA 6R!LI!*NTE LIQUIDA
GRA.XA^PiSTiUNCTUQSA
OLEO para ABREIOS
tmlssaf.ecassjrlo ra;iniino'r.;i4 etnrs
ion telas as turmas.
Dspcsrro oeral km uiwu
- >, BigH HM'fto-, 97
ti i .liia : rtUIC- U. U ULIk I
1B11W 1IJI I1IM .......!
LUIZ DA CRUZ MESQUiTA
66Ra do Raro do Triun.pho66
(Antiga do Bium)
Neste estabelecimento enontraro os
Srs. agricultores e seus correspondentes
todos os objectos tendentes a agricultura,
como sejam:
Machinas para fazer espirito, de destil-
lar e restil'ar, alambiques do antigo e no-
vo systema com esquenta garapa, serpenti-
nas e carapuc,as, tachas, tachos, bombas de
bronze, de cobr* e de ferro, de espirante e
de repuxo, para agua, mel e garapa, tor-
neiras de bronze, de madeira e de todos
os tamanhos, canos de cobre, chumbo, fer-
ro, de todas as dimenses, cobre picado,
fundos para alambiques, repartideiras, pas-
sadeiras e escumadeiras de cobre, de fer-
ro galvanisado, rmelas e lene,oes de co-
bre, bombas con*inuas, sinos de 1 libra at
110 arrobas, sola ing'cza c do Rio, cadi-
nhos patentes e de lapis.
Fazem se concertos de todas as qualida-
des c com toda presteza c perfei^o a presos
mdicos,
Vendem-se a prazo ou a dinheiro com
descanto.
Scg e mgpr psn todos
DOENQAS
ESTOM ASO, FIGADO eINTESTINC
VINHO E XAROPE de JURUBEBA
BARTHOLOMEO & Ca
PHArM. pernambuco
nicos preparados de Jureiwba approvados pela Academia de Medicina, ei
I recommenda&os pelos Mdicos contra as Molestias do Estomago, Perda de Appc- i
tita, Digestes difliceis. Cvspepeia e todas as Molestias do figado, e do Bjc.I
I na Disrrhea chronica, ca Hydrop9sia, etc.
CTJHDA.DO com: a.s
H folegim fragancia > r
FRANGIPANNI
Opoponax Psidium
Oarlsslma Oeradia
^<> Vndese em tola.
yt* as I'erfumarU'i
^1^. Drogaras
w9 0< L
Isfell

i
Ut FILLiOL Dt FILLIOk
INSTANTNEA pina barba, j SOUDAmti dar McakaUai
t un Vldro, Km preyainae I krancoi
aa langen. | ana COr primi.MTai
3c;x'U|eraJ ta Psrls' rnvUOZ.,47, raa tir ma, Pial
"* PtrmHx.i SBA- M da ILV. O*
XI
i nhattaa
FALSTFIOA^OES I
A L.A REINE DES FXiE'TRS
Ramalhetes Notos
L T. PIVEjm PAiS
Mascotte
PERFUME PORTE-BONHEtJR


Extracto d3 Corylopsis do Japoj
PERFUMES EXQUISiTOS :
Boa^uet Zamora -- Anona du Bengale
Gydonia de Chine
Stephania d'Aastralie
Helflotrope b3nc Gardenia
Bouqnet de l'Amit.iWhita Rose cf Kozaalik Polj:lor oriental j
Erise de Nice 3ouquet de Reino des Prs, etc.
ESSENCIAS CONCENTRADAS K QALIDADE EXTRA
-potito* nat principae Perfumaras, Pharmacias o Cabellceiros d" '



1
>
\
.



1

Diario de PernambaeoDomingo 17.de Abr
S87
\luira-se
i
ama cas coro comandos par- grande fomilia,
sitio arborisado ; n Pontu de Ucbo n. l.
Ama
Precisa-se de ama bo* Cueinbeir* para casa de
penca familia, prefer ae escrava; na ra do
Kiachaella n. 13. _____________
Aiuga>-se barato
um p'qneno armasen) na rus do Vicario, proprio
para deposita de faaendas ou mercadonas ; a tra-
tar na mesrna ra n. 31, 1- andar._______________
A luga se barato
Kua dos Gu irarapes n. 96.
Ra Viscoade d.- Itaparica n. 43, aroiazem.
Kua do Tambi n. 5.
Boa do Viacondu de Goyanna n. 163, com igua
8 TarL'o do Mercado h. 17, leja com gt.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
Trate-se na rui do Commercio n. o,
criptorio de Silva Guirnanie fe C.
Ama
Precisa-te de ama boa cosinheirx, para casa de
pcqaena familia ; a tratar na Caes da Companhia
a. 2. Prefere-ee escrava e deve dormir em casa.
Ama
1' andar
Aluga -se
a casa da ros do Hospicio n. 10, com grandes ac
commodco. a para c. Ilegij ; ua ra Duque de
Casias n. 9.
Precisa-se de urna am para ccsinhar-em caea
de pouca familia ; na ra Augus'a n. 274.
Ama de leite
Ni largo do Corpo Santo n. 19, 2- andar, se
precisa de urna ama de leite.
Amas
Na ra de Hospicio n 27. precisase de ama
para o servics de duas pessnus.
Ama
A lima se
O 1 andar do sobrado no largo de S Pedro n. 4,
tem agua e guz ; a tratar na ra istrtita do Kj-
aario u. 9. _____________________________
Aos fumantes
Para a fabrica Vendme chegou fumos nglezes,
Berds'Ey<-, Virginia, .'J Castell-.s, o famtdo Rio
Hranco do Ii'O di Janeiro. Rn Nova n. 31'.
Ao commercio
Manoe! Joaquim Alves dos Snntrs contioi a
encarregar-se de eseiipturacoss coinmerciaes por
partidas dobradas. Prsea de Pedro 2o n. 81, 1-
todar.
Offerece-sc umi senhoia de meia idade sendo
tila portuguesa, para casa de homem solteiro,
pura cosiobar u outro qnalquer serviQu ; quem
pretender diiija-se ra da Conquista, na taver-
na n. 27 A.
Jatroph
Manipoeira
Esse medicamento de urna efficacia r conbecida
no beriberi e outras molestias era que predomina a
bydropesia^ acba-se modificido em sua prepara-
cao, .racas a ama nova formula de um diitincto
medie desta cidade, sendo que somonte o abaizo
assignudo est habilitado para prepaial-c demodo
a iin Ihorar lhe o gosto e chairo, sem to javia alte-
rar-lbe as propriedad.s medicamentosas, que se
conservan) com a moerrn actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
es t-mago.
Un Ice clepoKito
Na pharmacia Conc-i(u, i roa do Mrquez de
Olindo a. 61.
Beierra de Mello
Paga-se bem
Na ra do Imperaiior n. 45, 1 andar, precisa-se
de una boa cosinbeira, urna engommadeira e um
meaino f ara recacU. E' de condiciU, dormindo em
casa.
Ama
Precisa-so de urna ama que saoa cosinbar ; a
tratar na ra do Cabug b. 14, 1- and^r, do meio
dia s 2 horas.
Ama
Engommadeira
Precisa-se de urna bja engommadeira, que en-
sabo. tambxm, para caos de pouca familia, prcte-
re-se escrava : na ra do Riuchuello n. 13.
Precisa-se de urna ama para ccemhar, para
casa de pouca familia ; lia ra do Coto^ello n. 9.
Criado
Precisa-se de um rapaz ; ns travesea do Cerpo
Santo n. 27, ou na ra Real n. 20, Casa Forte.
las nr^nilpnlos En"enl fm mmdT
CkVJ III LlVIIUlyIII\-iJ k i Arrendase o engpnho Serra, distante c
Na eeeheira de vaecxs, sita ra da Paz n. 1,
rrndd se algumas vuCCaa prenhes ou paridae, as-
eim como um (jarrte tucrioo, rag legitim i ; qiieui
preteeder oirij i s a mesma, a tratar com o pio-
pricUrio._________________
Criado
Pr cisa-se (i um criado para tdo servido de
ama casa de. familia, e que d tiad.T de sua con-
ducta ; na roa de Autor- n. 67.
Cajftrubeb.

O rei dos depurativo* !
Cura de Syphilis e Asthma
Atiesto que tasando uso do CAJU'RUBEBA
por cauri de um incmu d que soflria em um
olbo fiq-.iei eomplrfament restabelecido. e nppii-
candu em peaaoas do engenho que soffrlam de. sy-
Dhilis e de aetfcmatico restabelecoram-se tambeui.
Engeaho Pindoba, 7 ie Marco de 1887.
Felippe d' S c Albuquerque.
Vinlio da Ylourisca
Proprio para i,ne*a
Jo3o Fcrreira da Custa, ra do Amo-im n.
64, acaba de reci bsr uaia partida d viuh.s em
casc&s eieessivarn n'e grandes, e como deseja
tornar bem conhecida esta superior qualiJade, que
se faz recommi nd-ul i prla sua pureza e bom pa-
ladar, res.ilv' vender esta rerru-es no sea esta-
bflecimentc em birris de quinto e de dcimo, por
precos muito taz lavis, para o que cbaicam a
attengao dos senhores apreciaderee, assitn como
aos di.nos de he teis.
Piano
Compra.EC um piano pequeo, forte, dej tres
cordas, em bom eetado do conservado ; qu-m
tiver appare^a ra de Maicillo Dias n. 60, loja.
Comtheira
Precisa-se de urna coeinheira
oonde de Albuquerque u. 44.
na ra do Vis-
m?m.
VINHO
piylTHiw
/pDorVial, de PARS1
Conttndo os trac fermento*
da digest&o
Pepsina, Diasase e Paccreatina
RECSXTASO ios TODOS
CS XKZDXCOS.paraisSlg-estfies
k tardas e laboriosa*. ypcp- i
i. Cardal:.-!a, Oastrodynla.l
I Gastralgia, Calmbras de esto-^
mago. Vmitos, Convalescen-
cas lentas, ele.
Deposito jeral : H. VIVIEN
50, Boul* de Strasbourg. em Parla
B TODAS AS PHARSACUS
Arrendase o engpnho Serra, distante meia le-
goa da estacao do Cabo, mt; com agua e tem
tedas as obras em bom estado ; quem o pretender
dirija-se ao seu proprietario no ttecife^ ra Im-
er.al n. 201, ou ao engenho N;ivo do Cabe.
Fabrico de assucar
Apparelbrs econmicos para o cozimen-
ta e cura. Proprio para engenhos peque-
nos, sendo mdico em proco e ef-
fectivo em operaco
fodc-se ajuntar aos engenhos existentes
do systema velh, mclhorando muito a
quadade do assui'ar e augmentando a
quw^tidade.
OPERA^AO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
ma;binisroo aperfeo.oado, systema moder-
no. Plantas completas ou machinisrao
separado.
Especificado''s e informoc.Sns com
Browns C.
5RA DO COMMERCIO-5
Pinito de Riga
MATHUE=! AUSTIN & C, receberam ultima-
mont'1 um completo sortimento desfa madeira,
como sejam : pruuchues e taboas para assoalbo,
da melhor qualidade c de diversas dimenses, e
que vendem por precios commodos, k reduzidos.
coutorme os lotes ; no armazem do caes do Apolle
n. 51, ou ra d<> Commercio n. 18, 1 andar,


eBUertU
f ADEL
PODAS A*>
MOLESTIAS ^ VAS URINARIAS
orocuijnnrrt
Catarro chronteo da bszga,
SrritavB to canal de irrtrt,
, Molestias de orostata,
iricontiadr.cia aa ifri*%
Arela na urina, etc.
Ptiarrcaceutico-Ctiiraoi,
^ lM3S*i Si- ^'^r^fa,*%&

as
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
SUSPENSORIO MILLERET
Hasties, ssm ligidiras Jetal das nas.
Para evitar as falsifcacbe,
exigir afirma do inventor, estampada
em cuda suspensorio.
FUNDAS DE TOBOS OS SYSTEMAS
MEIAS PARA VAR1ZES
naiERET.lECJISEC'.ur.-.-"iir,Psri 9. r. J.-J. iaasau
aEGISIKAI>0
B
es
M
ex
a
se
es
>i
Caixeiro
Precisc-sc fle caixeir) com bastante pratica de
molbadis, que d fiador sua conducta e bom
proeediiii- uto ; a tratar ua ra da Aurora nume-
ro 113.
O Remedio rnais effcaz e IsSsw
Seguro que se tem deacoberto ate
hoje para expe'lir as Lon trigas. d
ROQRIAYOL FRERES *
Caixeirft
Preciea-se de um menino para caixeiro, cem
pratica de molhados ; na ra da Florentina nu-
mero 32.
Chlorose, Anemia, Catharro pulmonar, -Bronchite chronica,
Mharro da Bexiga, Phtislca, Tosse conoulsa, Dyspepsia, Palide
Pardas seminaes, Catharros antigos e complicados, etc.
Bou!evard Denain, 7, em FABIZ, e as principis Pbarmaolu.
Ss AlUltftMo ,
Rh.18 & SANTOS, tendo obtido grande reducci" nos pre^-os das ver-
daderas Muchinas 4merleanas para descansar algodao, estao vendendo la
II #000
por serra, com 34/0 de descont, a
Ra do Mrquez de linda n U A
TM.UttUtkf
nto .'
. DAJUnxO de nin guste agradavel, adoptad om grande xito na
fu ae a* anaes pelos melhorea Mdicos de Parla, cura ou Defluxu; tWi*, Jome,
**- m nawiiMu. Cctfwrc MslBMMr. i*mv~ da gttt*. das Jim syiw-se 1 Asaca.
PARA ACABAB
FAZEXDAS E ROIPAS
75--Eia Dun lie Caxias--75
Um bom negocio
Veode-se a posse d kiosque da ra Nova 20
p da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
Itvlosqiie
Traspassa-se um em bi m lugar ; informa-se na
travepga do Arsenal de Guerra n. 9.
Ensino primario e secundario
Urna pessoa habilitada cfferice-se para ensinar
em algum engenho as seguintes materias : por-
tuguez, trance*, latim, historia, philosopbia e pri-
maras lettras. Vin ser procurado na ra Impe-
rial n. 17.
Tisri umiana
PARA TIN GIRA
barba e os cabellos
Esta tintura tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, dando- lhes urna bonita cor
e natural, c inofensivo o scu uso simples e
rpido.
Vende se na BOTICA FRAVCEZA E DRO-
GARA de Kuuqupyrol Fre-es, successores de A.
CAORS, ra do liom-Jesus (antiga da Cruz
OENCASdoESTOMAGO
DltKBTEt DiFFICEIi
Dyspepsias, Gastralgias, Anemia,
Per4a de Appelits, Vmitos, Diarrhea,
Debiiiaude das Criangas
CURA SEGURA K EXPIDA PKLO
raiqiagaaa
TNICO-DIGESTIVO
corr Quina, Coctt. t I'epaiua
Adoptado era todos os Hospitaes
MED/IIHAC AS EXPOSigES
"ARIS. r La BnilN,l4l e em todas as Pharmacus.
VENDAS
Vende-se um eogenho,o melnorpossivel d'a
gua, grande, com mattas e capoeiroes, varzeas
largoi corregos, perto do Recife e urna legoa da
esta( isso que tem todas as obras de t.jolo. Alem da
planta que- tambem se vende, tem h.jc 20,(<00 ps
de Caf, 10,000 de bananeiras e outras fructeiras.
Par melhor informa^ao pdein os pretendentes
dirigir-se a ra do Imperador n. 81, onde acha-
ra.) urna descripvao minuciosa ao Illm. Sr. Sebas-
tio do Reg Barros, possoa autorigada. O nego-
cio degr-nde vimtagem.
Vende-sc urna cadeira de piano, muito boa
obra, dona jarros tulipas para botar flores, e pea
de florrs lindas para ornar salas : na ra do Mar
quez do Herval n. 23, loja.
Vende-se o engenho Novo da freguezia de
Muribeca, tem terreao de varzea oara safnjar
rnais de 3,000 paes, bum cercado de criaco e boas
matas, mc coai aguas do rio de Jaboatao, acha-se
na varzea em que se proj> cta engenho central, e
fica a 3,000 bracas da estacao de Prazeres, na
estiada de ferro-de S. Francisco ; a tratar nj dito
engenho e no estriptono n. 65 ra do Impe
rador.
= Vende-se cinco quadros da importante his-
toria romana, muito bonitos, por prego commodo,
dous jarros para flores em tulipas brancas, tres
malas para vi g ni e urna cadeira de piano, de
Jacaranda, obra muito boa, e ps de flores para
ornar sala ; na ra do Mrquez do Herval n. 23,
loja.
Vende-se uina taverna muito b&a e com
poucos fundos no Arraial ; a tratar na ra larga
do Rosario n. 14.
Bom negocio
Vende-se um estabelecimento de molhados, pro-
prio para principiante por ter poucos fundas :
quem pretender dirija-se refinacao da ra do
Lima, em Santo Amaro das Salinas.
Cimento
Fonseca irmos & C. veudi-m cimento inglez,
marca pyramide, e cimento hamburgus, por me
nos prefo que em outra qualquer parte.
Vinho do Porto o vinho
verde
de superior qualidade, em ca xiuhas de urna du
zia, e por pre.o muit resumido ; vende se no ar
mazem n. 54 da 1 ua do Mrquez de 'linda.
Cabriolets
Vende-se dous eabnoleta, sendo um descobert
e ontro coberto, em perfeito estado, para um ou
dous cavallos: a tratar ra Duque de Caxiai
n. 47. .
Ra Raque de f'axias n loa
Chama-Ee a attenco das Eimas. familias par
oa procos segnintes :
Ciatos a 1*000.
Luvas de pellica por 2*500.
Lnvas de seda cor granada a 24, 24500 e 'i
o par.
Titas de yelludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. c
metro.
Albuns de 1*500, 2*, 3*. ate 8*.
Ruines de flores finas a 1*500.
Lavas de Escossia para menina, lisas e borda
das, a 800 e 14 o par.
Porta-retrato a 500 rs., 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anquinhas de 2*, 24500 e 3* urna.
Pliess de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
Pentes para coco com inscripeo.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 124000
1 eaixa de papel e 100 envelopes por 800 ri
Capelia e veus para noivas
Suspensorios americanos a 24500
La para bordar a 24800 a libra
Mo de pipel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a 1&000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de lareura a 3000, 44000 e 54000 a peca
Leqnes transparentes a 3*000
dem preto a 24000
Lindos Broxes a 34000 1*000 e 500 ris
L'ques para menina a 200 ris.
Liuha para machina a 800 ris a duzia, (CBK
Bordados com duis dedos de largura 60U ris.
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1*200.
Garrafa d'agaa Florida 800 rs.
Leqnes cem borlota a 800 rs.
Bic .3 brances pira s'tinta, cretone e chita pa-
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Vende-se em toda a parte
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Vende-se a retalho noa tu lbores armazent.
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Pede ROY AL BLEND maren VIADO cuio n
ne e emblema sSo registrado para todo o Bruti
BROWNS & C, HK.-nte*
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4e todas as Affeoces pulmonares
CAPSULAS
fCREOSOTADASVg;
fdoDr.FOUENIEE]
nicas Premiadas
Na Expoticao deParu em 1878
XUA-fiB A ANUA DS
GARANTA riKMAll
m$-*s
Todos aqueJles que sorem
Jo peito, devem experimentar
ts Capsulas do Dr. Fournier.
Depositarlos em femamouco:
rBAHCISCO M. da SILVA (X
PILLAS DIGESTIVAS DE PANCREATINA
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Pharmaceutico de i' Classe, Fornecedor dos Hospitaes de Pars
A Pancreatlna empregada nos hospitaes de Paris, o mais poderoso
digestivo, que se conheca, visto como tem a propriedade de digerir e
tornar assimilaveis nao smente a carne e os corpos gordurosos mas
tambem o pao, o amido e as fculas.
Qualquer que seja a causa da intolerancia dos alimentos, alteraco ou
ausencia de sueco gstrico, inflammaco, ou ulceracOes do estomago' ou
do intestino, 3 a 5 pilulas de Pancreatina de Defresne d^pois da'co-
mida, sempre alcaneam os melhores resultados e sao por isso proscriptas
pelos mdicos contra as seguintes affeccoes:
Falta de appetite.
Ms digestes.
Vmitos.
Anemia. i Gastralgia?.
Diarrhea. i Ulceracoes cancerosas.
Dysenteria. Eniermidades do figado.
Flatulencia estomacal.} Gastrites. \ Emmagrecimento.
Somnolencia depoisicomer, jvomitosqasacompanham a gravidezf
PANCREATINA DEFRESNE em frasquinhos com a dose de 3 a 4 colhe-|
radazinhas depois da comida.
Em sea de DEFREST-TS autor da Peptona, PARS, cm tecas a3 fai

m$

4os 1.000:000^000
200:000*000
100:0001000
GRANDE LOTERA


DE 3
m favor dos ingenuos da Colonia Orpkanologica Isabel
DA
PROVINCIA. DE PERNAMBGO
Ei recti a 11 id Malo lie 1887
0 thesonreiroFrancisco Goncalres Torre
"lMmH>UIJSMWUM*W
SABONETEdeALCATRAO
PARA A TOILETTE. OS BANHOS E CUIDADOS A VmR S CRIANCAS
Este HABOXSTB, rvraadeiro antisptico, 6 o maz efflcax para a enra da todas M
___________________________MOLESTIAS DA fELLE
| Ic^ldilifilzMiMWiHiJJcHJM
laca* vossas enancas com o SAPO CAUBOA'IS OETEBtaxs a; m de protegel-os contra
o SARAMPO, VARILA a FEBRE ESCARLATINA
Estes 8ABOXETE8 sao recommendados pelo Corpo medico mtciro porque prevlnem as
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; r. Laureado pela Academia de Medicina ctO
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Em rernaml'UCO: FRAX" 91. da Sil, VA ts C, e (>t principia Pharmacias e Droritt

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Ex'..as. familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
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pn;t:i c nik-'I.
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ezecutadoB pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Sstnd.'S-Uoidos.
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nai Fundan anatmicas
mai Funda invisiveis, pa
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dimceii.
nSIDRiS Fiti i BARRIGA 0 DHBIGO
jOLLERET, LE GOlfIDEC, Sncoessor, 49, ru* J.-J. Rousseau, PAJUS
DEPSITOS BM TODAS AS PBINCIPABS PHA8MACIAS

BssW


I
Diario de Pcrnam
omingo
i 7 ae Abril de 1SS7
LITTEEAIDEA
beta urna tartaruga e algamaa outras a la
e as estrellas 5 attrahindo prioci plmente a do Aoejuttbir
y


Instituto Arclieologlco e eo
graphlco Pernmbcao.
BELATOEIO APBESENTADO PELO 1. 8ECRE-
TAKIO DO INSTITUTO AECHEOLCGICO E
GEOGBAPHICO PEBNAMBUCAHO, HA SESSXo
MAGNA ANSIVEBSAKIA DE 27 DE JANEIBO
de 1887.
(Continua 9S0)
Varios 4* nossas consocio oceuparam,
durante o bionno, a atteng&o do Instituto
com os fruc^os de suai eloeubracBes, nos do
minio* a ajvheclogia e historia patria.
Na sessae da 19 de Feveriro de 188o
foi lida por min a tr--.dueg5o de urna Me
mora, intitulada Inscriptfks em rochado do
Brazil.
. EscripU em lingua ingleza pelo Profes-
sor da Universidade Indiana e boje nos
ao consocio, o Dr. Joao Carlos Branner,
esse trabulho, segundo elle declara, a eonti
nuago o que encetou em 18*1 o chora-
do profesor Hartt, sob cuja direegao ser-
viu p raes.no Dr. na Imperial Comm-
sao Geolgica Brazileira.
Occupando-se de inscripgoes, existentes
nos sertrSas de Pernambuoo e Alagoas, foi
aeu intuito, trasladando a portuguez a Me-
moria do distincto Americano, concorrer pa
ra que cada vez raais se acentem esses es-
tudos, a que alias tao poucos se coosa-
gram entre nos.
Si ha um assumpto, que de va interessar
a attengSo dos eruditos, e ao servio do
qual abalisados escriptores estrangeiros tm
posto a sua actividade, os seus esforeos e a
sua dedieagSo, j individualmente, j reu-
nidos em sociedades, das quaes se desta-
ca o Congresso Internacional dos America-
nistas, seno duvida alguina, a historia
dos habitantes primitivos deste vastissimo
continente e sobretudo do Brasil, esse pre-
sente do secuto XVI, ofrecido pelo acaso
ao futuro, na pbrase de um eximio
rato.
A vida especial do nosso sel vagara, a qual
apreaenta ruaitos pontos de affioidade com a
dos povos do Velho Mundo, as differengas
anatmicas que a distingeos das outras ra-
gas, a sua classifiaafSo, filiagSo e evolugiio,
o seu pregresso e a sua decadencia, tudo
isto sao pontos de inteirogacao que pedem
ama soluto immediata s sciencias antro-
polgicas, cthnographicas e etimolgicas,
tudo isto s3o esphinges que esperam o seu
Edipo e que s poden encontral-o no es-
pirito investigador do hornera de lettras,
que luz dess lampada, que se chama
critica, conseguo devassar-lhes os royste
rios em que se envolvem.
Mas para chegar a esse resultaio in-
contestavel a utilidade que resulta doconhe-
cimentodos escriptos, tradlgoes o monumen-
nao "
depois de
sabir
foi a baha
attengSo a que ae ach gravada n'uno ro-
ohedo de S. Auna, cuja colloeagSo sobre
outras dir se-hia artificial, e indicar pala
configurago de todo o grupo algara mound
que all se construisse.
Affirma o Dr. Branner que a versSo ge-
ral entre es habitantes d'aquelle lugares
que essea desenhos alludem a existencia
de algum thesouro, oceulto as suas proxi-
midades, idea esta, que aconselhoa a ara
antigo proprietario, residente perto de Pe-
dra Pintada, a fazer diligentes posquisas,
afim de ver si o descobria.
Observando porera, que taes nscripg5es
ae achara quas^aempre em paragens, pr-
ximas d'agua, ou de algum lugar, onde
provavel que ella se encontr, quando nao
muito rigoroso o verlo, coaclue o douto
Professor que possivel que estejam nessas
localidades por ser ahi que viviam natural-
mente os primeiro8 habitantes do paiz, du-
rante o verSo, que reina quasi todo o anno,
inclinando se a suppor que alguns senao
todos esses desenhos se referem ao suppn-
mento d'agua, que tao incerto nessas re-
gidas de grandes seccas; ou para serv-
rem'de registro das C3tag5"s, ou para diri-
girem um voto ou supplica aos poderes
distribuidores da chuva.
O noeso consocio Dr. Maximiano Lopes
Machado, na sessao de 21 de Maio, occu
pou a attencao do Instituto com a leitura
de ura capitulo da Historia da Parahyba
do Norte.
Nesaa interessanta parta de sua obra,
oceupa-se o nosso consocio dos Indios da
America, da chegad dos primeirss Portu-
guezes Parabyba e da fundagSo de di-
versas ordens religiosas.
Pondo em contribuigio as sciencias, que,
no dizer de um escriptor brotaram da bis
toria, como de urna tonta abengoada, es-
tuda ello os tragos .;aracteristcos, os eos
turnes e a linguagem dos selvagens era ge-
ral e especialmente do3 que povoavam o
territorio de sua Provincia, na poca do
descobrimento do Brasil.
Nao admittindo que ehs fossem autc-
tonos, mas que habitissero o continente
Americano, em virtuds de emigracSes reali-
sadas em tempes remotissimos, aprecia o Dr.
Machado as hypotheses figuradas pelos di-
versos escriptores, nSo s com ri!agSo ao
ponto do globo, d'onio teriara partido,
como regiilo, atravez da qual poderiaro
chegar ao no33o continente.
Falla na pi/ssibidade de sua viuda ou do
Norte ou do Oriente, pela Atlaatida, esaa
trra, segundo Pla'.So, maior que a Lybia
e a Asia Manor reunidas, cuja existencia,
em pocas prehistricas, diz o Mrquez de
Nadailbc, parece ir sahindo do dominio
das hypotheses^ e, tratando do catoclys-
tos e entre estes o das insenpgoes, uv -------i- *,:
as que consistem em caracteres alphabeti- ma que a submergio, fazendo em seu lu-
cos como aa symbolieas o phojeticas ;
pelo que mui relevante Ibi o servigo que
prestou o Dr. Branner areheologia pre-
histrica, copiando e reunindo no pequeo
volume, que traduzi, 03 hierogliphos que
poude salvar das mitos destruidoras do
tempo.
Nesso interessante opsculo oceupa se o
Ilustrado Americana das ios:ripeo8 que,
descobriu em Agua3 Bailas desta Provincia
na fazenda Cacimba Cercada, no lugar co-
nhecido por Pedra Pintada, distante 10 le-
guas daquelU Villa e em Sant'Anna, da
Provincia das Alagoas.
Diz o Dr. Branner que todas ellas se
acbam em rochedos elevados; a maior
parte em massicos de gneis3 de decoroposi-
gSo, parecendo terera sido futas com
gar apparecer o Atlanticu, torna saliente
urna circumstancia, alias j observada por
Cornell, na sua Geigraphia Physica, qual
e a configurado da cos'.a d'frica e do
Brasil, que Jir se-hia estiveram unidas
primitivamente e parece teremsido separa-
das pela forja das aguas, as quaes cor-
rendo de permeio e n'ama certa direcgSo
determinaran a forma, que urna e outra
apresentam actualmento.
Aceitando ta.nbem como provavel que
os Ialios procedessom d'Asia, e bergo da
bumanidade, inclinado a suppor que so
tivesse efiectuado a sua passagem pelo
estreit de Berhing, que nesse tempo tai-
vez fosse um isthuio ; e, por ultimo, esta-
belece tarabem a hypathese de haverem
elles emigrado do oriente pelo sul, para
opinando, aparta -sa nutre tanto o
noaaa consocio de to4os oa escriptores que
tratara dnquella expediglo, os quaes assig-
alam o Rio Grande do Norte, como a pri
meira paragera do Brasil, em queancorou a
esquadrilha de Gongalo Coelho ; pensando
una, como o Visconde do Porto Seguro,
que foi junto ao cabo da S. Roque, e ou-
tros, como o S-nador Candido Mendes,
que na baha dos Marcos.
Fundase porem, o nosso' consocio para
sa pronunciar pela baha As Acejutibi-
r na denorainagao que -feio posterior-
mente substituir o nome indgena.
Com effeito, refere Americo Vespucio,
que, na primeira trra, em que aportou a
esquairilba de 1501, foram victimas, os
Portuguezes de urna grande traigfto por
parte dos Indios, que, attrahindo a si tres
marinheiros devoraran um dellea cruel-
mente a vista de todos, dando a entender,
por meio de acenos e de urna vozoria in-
fernal, que a insania sorte haviam ti lo os
outros dous.
Ora, combinando esse facto, do qual
alias nao fazem cabedal os domis escrip-
tores cora o nome de IraicSo, imposto
baha de Acejutibir, conclue o nosso con
socio que foi ella o primeiro ponto, em que
a frotilha ancorou, pois essa denominagSo
recorda, sem duvida alguma, a scena de
anthropophagia, de que constituio-se thea-
tro a primeira trra do Brasil, em que des-
embarcaran os da esquadrilha do Gongalo
Coelho ; fazendo observar que, por occa-
siSo da distribuigao das capitanas pelos
diversos donatarios j tinha aquella baha
nome portuguez, como consta da carta de
doagao de Pero Lopes de Souza.
Termina o nosso conso-io o interessante
capitulo, de que nos deu leitura, com urna
noticia da fundagao das differentes ordens
religiosas na Parahyba do Norte, ora se-
guindo, ora refutando os diversos autores,
que im escripto sobra a materia, como
Manoel de S, Rocha Pitta, Jaboatao e
Fr. Gaspar da Madre de Deus.
Oc^upa-se em primeiro lugar dos Fra-
dus de Santo Antonio, os quaes tendo fun-
dado o seu convento em Olinda, passaram
Iguarassu' e d'ahi foram chamados a Pa-
rahyba, onde j os Padres da Com/anhia
exerciam notavel ioduencia no espirito dos
Indios, aecusando a mais pronunciada ten-
deacia para o dominio temporal.
All chegando, dentro em pouco ferio se
a lucta entre Franciscanos e Jesutas, os
quaes, para attrahirem os Indios ao seu
gremio, crearan urna especie de theogo-
uia, a seraelhaaga da que tinham estaba-
lecido no Japo ; mas, re.irudescando a
animosidade, que contra elles havia, teve
lugar a sua expulso.
Em seguida trata o nosso consocio dos
Carmelitas, que vieram aps os frades de
Santo Antonio, contestando nesta parte
com solido fundamento, a opiaiao de Fr.
Gaspar da Madre de Deus, que pensa terem
elles se eStabelecido na Parahyba depois
dos Benedictinos.
Estes, como prova o Dr. Machado, vie-
ram em terceiro lugar e dividiram entre
si o servigo da cathequese, as differentes
aldeias, ficando os de Santo Antonio en-
carregados dos Indios das frontairas.
Concluia lo, aprecia o nosso consocio
trunientos de pedr ; e que, em geral, sao jo que almitte a possibilidade da existen-
coloridas da urna tinti vermelha escura,! cia de ,urna vastissima trra, que como a
OU antes parda.-^ Atlantida de Platlo, tivesse sido invadida
^.ssign.la o autor da Memoria a seme-; pelas aguas, deixando vestigios na Terra
lhanca desses hierogliphos com os quo de- do Fogo, cuja denorainagao indica alguma
parouo Professor Hartt na regiao Amazo- \ erupgao volcnica c nessa muluphcidade
nica, especialmente os quo sao representa- de ilha* e arch>pel,gos, qae constituea a
dos por urna espiral e por um circulo, com Oc<
am ponto no centro ; sendo que, no
conceito, as nicas figuras que symbolisam'
objeetos conhecidos sao a assignalada com a
lettra r que parece um groaseiro
langa e com a lettra o, parte
der se-hia suppor um peixe
ferro de
Aps 63tis coaaiderA^osa geraes, descre
ve s nosso consocio a chegada dos Portu-
guesas Parahyba.
Na sua opini2o vieran elles na frotilha,
da qual po- que em ItOI enviou D. Manoel para ex-
cumprindo' plorar a costa do Brasil e o primeiro
accrescentar que urna deltas ropr"senta tara-
FGLSI
ponto dessa rogi.io, em que aportaran,
JOS LARONZA
POR
JACQU DL FLOT E PEDRO MlaEL
PRIHEIt PIUTE
O EXIGUA
( C.mtinuagilo
IV
do n. 85 )
pondeu elle. N.Io quero separar-me da
massa dos meus congeneres. Demais, nao
timbo nenbum titulo para me julgar me-
Ihor do qu os outros. Conservo me na
minha posigo e se algara dia a senhora
fundar urna igrcj^i nara os seres bons, fiis,
generosos. !? a:u.. p^'avra, serios, pode
ter a certeza de que n3 ha de encontrar-
me no coro, ao p lo aitar-rar. Mas, ac-
crescentou, oppondo irona a ironia, como
a seohora ha de sor a divindade desse
templo, talvez roe encontr l na porta, pu-
blicano, humilde, bstendo no peito e di-
z'.-ndo Iba para a;alxar a sua colera : Te-
nha d de mim que sou apenas um pobre
horaem !
Renata franzio os sobrecilios e langou
un olhir indefinivel.
Maximiliano supportoj-o respeitosamen-
te. mas sem pestanejar.
Os alvos dentcs da menina incrustaram-
se no labio vermelbo ; ella fez um gesto
de culera eontitta, e levantando-se, deixou
a reuniao sem deapedir-se de ningaem...
Aiice estava desolada.
Maximiliano levantou-se por sua vez.
' Minha senhra, diese elle viuva,
Estou infeliz as
A Sra. Francs replicn :
Eu podia responder com severidade.
NSo quero. Esses caprichos de roulher bo-
nita bao de passar, eu o espero. Mas j per.^itta que me retire
que nao quer aceitar o m:u exeraplo, per- michas respos:-..
gante a Alice se ella tem as suas ideas, so E vokando-se para Aliee :
lastima estar premunida a Joio. Minha senhora, dissa elle cora emo
Ob quanto a sso, nao protestou a go, pego que me perde este incidenfo
menina. Meu pobre Jlo. involuntario e que apresante as minhas
Entao est vendo ? deseabas eobori sa irma.
Renata impacientou se. Comprimento.'. e <..;io.
Scmpre os mesmos motivos. Com
prebenden que eu n5o posso oppr as mi
nhas theoria8 frias imaginaglo s.lidiado-
ra de minha inuit'. Repito, s tenho isto
a dizer : nSo havia no mondo senao um
Quando chegou ao portio, Renata appa-
receu-lhs j de chapso na cahega.
Elle in:!iuou-se.
El!a hesitoa, depois dirigindo-se a elle :
Arb
sr. Arbaad, eerguntou ella viva-
homera boro, fiel, generoso, em urna pala-' mente, sou eu riera "o enxota ?
vrs, serio; Alice o apanhoa.
Isso nSo maito lisonjeiro para os
outros, minha senhora, disse Maximiliano
ornado.
Ella levantou a cabeca, c encarando-o :
Sinto que o senhor cstivosse bhi, Sr.
Arband ; mas o dito dito, nao sou mulher
que corrija as su>.s palavrn. Demais, po-
de o senhor apadrinhar-sa tora a exjep-
gSo. Nunca se falla dos quo estSo pre-
sentes.
Is3o foi dito com um vislumbre indizi-
vcl de desdea.
Deus me livre, minha senhora, res-
En que me retiro, minha senhora,
reaaoadeu Maximiliano, rorando.
Ella emp^; ?po-:s, com um es-
forgo :
No ouiz otfoodel-o. c
E; "o r. offendij minha senhora.
Honv. ura raameuro de silencio penoso.
Recata baixoa a jbega, sorprendida,
quasi eevergonhada.
De repente, levantoa-a com urna espe-
cie de desafio.
O senhor desej*ria que eu Ihe peds-
sc perdi.
Elle sorrlo.
E cm o gesto, indicou o gabinete.
.Correram para l, e aquelles que entra-
vara, sabiam ira mediatamente.
Assasainado I... o Sr. Roustan as-
sassinado!
Os gritoa ve as perguntas cruzavam-se.
Voltav*m para junte do porteiro apar-
valhado.
Quando foi ooraraettido o crime ?
Agora mesmo !
Como?
NSo sei... Nada ouvi.
Quem foi ?
Um hornera.
Onde est e3te hornera ?
O criado com a mito apontou para a es-
cada.
Nao desceu, tenho a certeza, diase o
guarda- portao.
Deve ter se refugiado l em cima,
disse urna voz.
E' preciso ir chamar o commissario
O guarda-portao sabio a correr.
Voltaram para a sala onde o Sr. Rous-
tan continua va cahido, mais paludo do que
o marroore da chamin, com laivos de
sangue negro nos labios e as narinas.
Urna das pessoas tentn levantal-o, mas
de>xou o cabir ira mediatamente.
Est morto murmurou ella.
Isto que audacia... em pleno
dia...
Foi sem duvida para roubar. E pas
searem o olho em torno da sala.
Est tuio no seu lugar... o ladrao
nao teve tempo..
Examinara ra com o olhar a secretaria,
as gavetas, o cofie.
Nada esta va desarrumado.
A porta do cofre tinha ficado eutrea-
berta.
A sala encheu-se, pouco a pouco, de
curiosos...
Mal sa podia agora l penetrar.
O ar tornava-se abafado.
O porteiro, apalermado, cora a libr era
desalinho, olhava para to!a a gente sem
ver ninguera.
Um silencio confuso pairava sobre a raul-
tido de curiosos.
Esperava-se cora anciedade a chegada
do commissario, de alguem que pudesse fa-
zer alguma cousa.
Ninguera se animava, effectivamente, a
fazer alguma cousa.
Estavam all, a olhzr nns para os outros
separados, i ramo veis.
Apenas, de terapos a tempoa, um recem-
ebegado langa va ura olhar furtivo sobre o
morto, fazia um gasto de horror, e suma-
se na niultidao. Examinavam o escripto-
rio, procuravam explicar-Ibe o novel, mos-
travara o tapete espesinhado junto do ca-
dver, como se tivesse havido lucta entre
os dous horneas, admiravara-se como, ten-
do o porteiro ficado na ante-sala, nada ti-
vesse ouvido... Pela decima vez interro-
gavarn o de9gragado, que apenas poda ga-
guejar.
Nao sei... nao vi nada... o hornera
entrou, depois sahiu coberto de sangue...
foi isso o que raa assustou.
No gabinete, a circulagao tornava-se ca-
da vez main difficil.
Os caixeiros procuravam em vo arredar
os curiosos. .. estes nSo se mechiam,
espera, nao aabiam do que... domados
eom raro critriors datas e os factos, o !;P< aquella curoaidade bestial, que attra
servigos e as luctas, o florescimento e a
decadencia dessas communidades religio-
sas, que sa estabeleceram em o solo Pa-
rahybano, nos tempoa coloniaea.
(Continua)
O SEGREDODE DANIEL
POR
JULES DEGASTYNE
-(*)-
PROLOGO
II
(CWinu fj Ande, falle !
Meu amo meu pobro amo !
A senhora, entao, tem-me em conta
de nm tolo, minha senhora ?
Elle n5o besitou mais-e estondeu-lbo a
mSo calgada de luva.
Perdao, senhor, murmurou ella.
A sua voz trema.
Maximiliano apertou a mSosioba, cuja
impressSo causou-lbe um estremecimento,
langou menina um olhar em que, sera
dissiraulagao possivel, lia-se a espontanei-
dade ardente do seu amor e emquanto ella,
corando, balbuciando, fugia, elle offegan-
te, titubiando, obrigado a parar de dez em
dez pasaos para tomar fologo, comprima o
coraglo para impedil-o de estalar.
Seria urna confissito essa sorpreza, essa
troca muda dos seus pensaraenma, nasci-
da do choque violento do dous orgulhos
iguaes ?
S os apaixodados o ignorara.
Quando entrou em casa, o mogo sentio
necessidade de rep.rar ura pouco a desor-
dera dos seus pensamentoa.
Emquanto absorto na lembranga dos cur-
tos momentos que passara, esforgava-se pa-
ra recobrar a calma, soou urna campaiua-
da na ante-camara.
A velha Rosa foi abrir.
Voltou logo.
Est abi um senhor, que quer lhe
fallar.
Mande entrar, respondeu Maximilia-
no.
O senhor que entrouj era um hornera
de cerca de quarenta e cinco annos, baixo
e corpulento.' Um pescogo de touro, a
hombros largos ligava urna cabsga peque-
a, de testa baixa, tez triguoira, ohos
muito fundos por baixo de sobrecilios bas-
tos.
Comquanto a visita estivease bem ves-
tida o seu aspecto tinha alguma cousa de
repugnante.
Maximiliano, por um gesto, fl-o sen-
tarse.
A juera tenho a honra da fallar ?
perguntou.
O homem entregou o seu cartSo de visi-
ta, no qual Arband pode 1er:
Miguel Clanos y Pacheco.
Essa nome nao lhe dizia nada.
Senhor, comegou a visita, com esse
sotaque guttural que revela o hespanhol
primeira palavra, eu sou o procurador prin-
cipal do Sr. Stepban Rouval.
be a multidSo em torno de toda as histo-
rias sanguinolentas.
De repente, porm, operou-se um grande
movimento.
Circulou um murmurio.
O commissario I...
Etfdctivamente um horaem de sobreca-
sa ja, chapu alto na cabega, facha na cin-
tura, hppareceu na soleira da porta.
Saiam todos 1 disse com voz retum-
bante.
E como ninguera mostrasse rauita pressa,
comegou, ajudado pelos seus agentes, a
erapurrar os curiosos.
Para que deixou entrar toda esta
genta?
Diriga se com ar severo ao porteiro
Nao pude tartamudeou elle... invadi-
rn a casa.
E o as jas si no ?
Audam procura delle.
Ah I dissa Maximiliano, sorrindo, en-
tao nm amigo.
E apertou a mao do Hespanhol.
Este pareceu lisonjeado.
Muito bem, mancebo, muito bem.
Vejo que o senhor um bom mogo e que
as nossas relag3es serao agradaves. Olhe,
para aereJitar-me, aqui est urna carta
que o Sr. Rouval encarregou-me de entre-
gar lhe.
Dizendo estas palavras, Miguel Clanos
encostou-se no espaldar da cadeira, abri
o seu sobretudo, dcsabotoou a sobrocasaca,
que deixou er ura peito de camisa de urna
carteira volumosa mettida as profundezas
do bolso, tirn urna carta um pouco amar-
rotada.
O euveloppe trazia o carimbo de Nova-
York, o do Havre e o de Pariz. Continha
outro meticulosamente fechado, com o se-
guinte sobrescripto : ,
c Sr. Maximiliano Arband
c Doutor em medicina
< Boulevard Hausmann
Pariz
Maximiliano abri a carta.
Leu :
* Meu caro amigo
Permitta-me dar-lhe esse tituto, em
razSo das nossas relagSes e dos projectos
qua teve a bondade de] animar. Quero
provar lhe que merego ser considerado seu
amigo, at poder ser tratado como irmao.
Eis por que boje pego da penna.
t Meu caro Maximiliano, as suas des-
coofiangas provocadas pela morta tao sin-
gular do seu excellente pai, eram bem fun-
dadas. Aqui, em Nova-York obtive a
prova de se lhe terem preparado embosca-
das. Tudo revela nesse plano infernal a
mao de um iniraigo crud. Ora, quem po-
de ser esse inimigo senao o homem cujo
nteresse exige o seu desapparecimento,
depois do de seu pai ? Pego-lhe, pois, que
estej,i prevenido. Lewis Jubb um ho-
rnera hbil e poderoso.
< Sou seu do coragao
Stephan Rouval.
Essa carta asta va cheia de reticencias.
Maximiliano perguntou, bruscamente, ao
portador :
r
1
Onde ?
Na escala
Nao sahiu ?
Creio que nao.
Mas quem anda a procura elle ?
- Gente...
O magistrado fez um sigaal aos seus
agentes.
Estes sabiram immediatamente a correr.
O commissario voltou ao criado.
Entao, vio o ?
Sim, senhor.
Reconhcce-o ?
Oh! com certeza.
Sabe o aeu nome ?
Nao..:
Como mandou annunciar so ?
Como um dos melhores amigos do
Sr. Roustan.
E cunea o viu antes aqui?
Nunca...
O magistrado acabava de penetrar no
gabinete agora vazio. Com um olhar a-
brangeu todo o aposento.
Corren ao cofre.
Est tudo no seu lugar, murmurou
elle. Essa bomem teve tempo de roubar ?
perguntou elle ao porteiro.
Cora certeza... soube do assassinato
s quando o vi sahir.
NSo foi sorprendido, assustado?...
Ninguera se approximou do gabinete
-E' singular 1 murmurou o magistrado,
o r.-.ubo nSo foi o movel do crime.
Pro3eguiu as suas investigagSos sem si-
lencio.
Tudo quanto vio s serviu para confir-
mar-lhe a idea de que nao se tratava de
um ladrao.
Ordenou que se transportasse o cadver
para cima de um canap.
Um medico, que tinha sido chamado'
procedeu a minucioso exame.
O homem recebeu urna forte panca-
da por detraz, declarou elle cora urna vio-
lencia inaudita. Tentaram tambera estran-
glala, porque existem no pescogo vesti-
gios de echyraoses.
O commissario voltou-se para o por-
teiro :
Vio se o
cousa na mao ?
- Nao, senhor .. tenho mesmo a cer-
teza do contrario.
A victima foi ferida com urna cousa
solida, como ferro, por exeroplo.
O commissario, que se abaixara e que
examinava o chao, levantou-se vivamente.
Foi o ngulo da chamin! disse elle;
o assassino agarrou o banqueiro pela gola,
e lutando, o Sr. Roustan escorregou...
aqui esto os signaes. E mostrou no
soalho, fra do tapete, o aignal dos dous
tacoeB.
E aqui estilo em cima do marmore,
bocados de cabellos collados.
E' exacto, disse o medico.
Comego a ver ciaro no drama, ex-
clamou o magistrado. E' muito possivel
que nlo nos achemos em presenga de ura
malvado, mas de um assassino involunta-
rio.
Como explica entao a fuga ? pergun-
tou o homem da sciencia.
Pela emogSo, o terror... Mas ve
remos isso mais tarde... o principal agora
agarral-o.
Um agenta sppi>receu n'aquelle momen-
to, na porto.
Entao, perguntou elle.
Nao se encontrou nada, senhor.
Nada... Entretanto nao se evapo-
rou. Visto nao ter descido, deve estar no
telhado.
E o commissario subi por sen turno a
escada, deixando o medico junto do ca-
dver.
ni
Depois de haver empurrado o criado,
como dissemos, o assassino, com a cabe-
ga deseoberta, o olhar feroz, as roupas em
desorden, o rosto e as mSos tintas em san-
gue, langou-8e para a escada com urna
pressa de fia perseguida ; mas avistou os
transentes, que enchiam a calgada... ao
primeiro passo que desse fra da porta,
prescipitar-se-hiam sobre elle e prendiam-
lho... Subi ento precipitadamente, sem
saber para onde is, o o fazia pela necessi-
dade de fagir, de estar longo, fra do ba-
lido e da multidSo que lhe ia ao encalco.
Os gritos do porteiro, acompaahados pelo
rumor das pessoas qae se reuna ra, subiam
at ello e gelavaoi-lbe o sangue das veias.
Assassino!
Tinha chegada ao patamar do quinto^aa-
dar e onvia como que um clamor subir pela
e3cada.
Langou um olhar rpido em torno de si.
Todas as portas estavam frenadas. No-
nbuma sahida.
Parecia-lhe que j suban a escada.
E^tava perdido. la ser despedagado por
aquella multidao, que se prcpitava sobra
elle sem saber porque.
Em urna especie de visito, rpida como
o pensamento, vio a mulher, o filho, a fi-
lba, que tinham ficado longe e que oo dia
seguinte iam aceordar mulher e filhos de '
um assassino. Era o seu nome deshonra-
do, o futuro daspedagado, a feli.idade per-
dida. .. Acreditariam nunca no que elle
a contar pera se desculpar ?... Accre-
ditaria? Nao tinha prevas. Seria con-
demnado, como um ladrao, como nm ban-
dido.
O rumor augmentava.
Ouvia-se distinctamente os pasaos em
baixo.
Tudo, menos aquella, vergonba de ser
agarrado, conduzido atravez d'aquella mul-
tidSo ululante, preso, condemnado !. ..
Deu volta chave de urna fechadura,
ao acaso, no fim do corredor, seguindo
pelos quartos dos criados.
A porta abrio-se.
(Contorna
assassino trazia alguma
VARIEDADES
A Italia no ultimo decennio
O Pester I2oyd, orgSo officioso do pre-
sidente do gabinete hngaro confirmou
com as seguintes palavras os progressos
fritos pela Italia no ultimo decennio : re-
produzimo-las da fonte donde provm.
< A Italia tem frito ha dez annos os
maiores prugressos nos campos militares.
Quero, como o escriptor destas linhas, vio
os exercicios da infantaria militar italiana
e as manobras dos navios de guerra ita-
lianos, nSo dir que tem na sua frente o
oxercito e a frota que em 1886 se sub-
metteu Austria.
EstSo reunidos urna unificagSo do Es
tado e um ret'orgo das ideas do Estado e
das cousas pertencentes milicia, dignos
de ser reconhecidos.
NSo ba mais piernntezes, tcscanos
e napolitanos que formero um material de
guerra muito externa e mechanicamente.
O soldado entretanto, so sent primeiro,
que tudo italiano, como na Germania os
contingentes de cada um dos Estados nSo
so considerara em primeira linha Wurtem-
berghezes e Badenses, porm membros da
grande defesa tedesca em armas. Mesmo
mais profundo que na Germania na Ita-
lia o sent me i to unitario. O exercito e a
armada desejam acgSo.
A frota italiana nSo era nada in-
ferior a franceza e em face da perfeigSo
technica do material, excede mesmo a in-
gleza,
I mi .lovcm
Em Havana, na provincia de Pinar do
Rio, morreu a velha Maria Revs Fernn-
des na tenra edade de 149 annos,
Era ainda donzella.
____
Logcgri'iihos
1">
E' nojento, e asqueroso. 11, 10, 2, 7.
Este hediondo animal, 4, 7, 8, 7.
Alimento saboroso, 2, 3, 5, 7.
E' por certo, nm vegetal, 9, 1, 6, 9, 1, 4.
Foi, este grego famoso,
Destemido general.
2'
Seropre que este vento sopra, 1, 2, 3, 4.
Nesta parte do navio, 5, 4, 5, 6.
E', do navio, outra parte, 5, 3, 4, 6,
Que nos briga do frio, 3, 4, 2, 5, 6.
Pois o frio l tamanho,
Que chega a gelar um rio.
Tbigo de Lobeibo.
Esta carta veio da agencia ?
Sim, senhor.
Foi-lhe dirigida para me ser transmit-
ida ?
Como est vendo.
Bem Mas porque nSo m'a enviou
directamente o Sr. Rouval ?
O Hespanhol sorrio e tomou um ar raya
terioso.
Leu toda a carta ?
Sem duvida.
-E nSo comprehende ?
Nao.
O horaem apprximou a sua cadeira da
de Maximiliano.
Foi porque o Sr. Rouval nSo quiz
que a carta fosse interceptada.
Interceptada ? Ora essa ? E por
quem ?
O Hespanhol ficou serio.
Lewis Jubb um homem poderoso.
Maximiliano impacientou-sa.
Oh!. exclamou elle, sao historias da
carochinh, que o senhor me est contan-
do, Sr. Clanos !
Este abanou a cabega.
NSo acredita ? perguntou elle.
Nao de certo 1
Faz mal.
EntSo o senhor quer me fazer crer
que em Pariz, no meio de urna populagSo
como a nossa, podem-se interceptar car-
tas ?
Por que nSo ? NSo se assassina gen-
te d>'a claro ?
O joven medico calou-se.
Rpflectia.
A sggreasSo da vespera, o punhal enve-
nenado, tudo veio-lhe memoria.
Entao, a bypothese de Clanos pareceu-
lhe verosmil.
Entao acredita? perguntou elle.
Estou certo, replicoa o outro.
Dessa vez nSo podia mais duvidar.
Maximiliano levantou-se como impallido
por urna mola.
Ah exclamou elle, sabe isso e nSo
me diz. Onde est elle '? Onde est esse
homem, o assassino de meu pai, quera roa-
tal o eu mesmo.
A colera do mogo era soberba. Coro
as mSos finas e nervosas tinha agarrado ob
Dragos grossos do Hespanhol e sacudia-o
com vivacidade inconsciente.
Caramba exclamou elle, nSo me
estrangule, Sr. Maxiroili no. NSo me en-
ganaram a respaita da sua forga.
Ah quem lhe fallou na minha for-
ca?
Com um sorrise de discriglo o Hespa-
nhol comprimentou :
O Sr. Stephan, murmurou elle.
Mas j Maximiliano nSo prestava mais
attengSo ao incidente.
Corado, excitado, febril, passeiava na
sala a pasaos largos.
L-wis Jubb, L-wis Jubb dizia elle
em voz entrecortada, fechando os punhoa
Foi collocar-se em frente de Clanos,
que recuou.
EntSo, esse hornera, esae nseravel
est aqui, era Pariz, quando pensavamos
que elle estova na Australia ?
O Hespanhol besitou,
NSo estou absolutamente corto quan-
to a elle, mas nao posso duvidar da pre-
senga d seus emissarios.
Como oa conhece ?
Miguel tirou do bolso um lengo de seda
vermelba no centro do qual destatfavam-se
duas letras L. J.entrelagadas.
Jubb a nica pessoa do mando que
tem lengos Oestes.
Mas entao cenbece-o t
Nunca vi L wis Jubb. Mas habitei
as regioes onde esse hornera reina como
um soberano. Quando um lengo deste
anda pelos arcos ou pilas arvores, que
se vai commetter ura crime.
Ah!
Ora, hontem, p-las aete horas, este
lengo estova pendurado em ama grade do
ferro em urna avenida de Auteuil. Havia
outro a vate pasaos da casa en que mora
a Sra. Francs, ra de Baulainvilliers.
NSo lbe aconteceu nada hontem ?
Sera duvida I exclamou Maximilia-
no, o senhor est rae :ranquillisando. Qua-
si levei para a polica ura tratante] que
quiz assassinar-me.
O senhor quasi ?.. .
Sim. O patife escapou-me no mo-
mento ero que ce a urna considoragSo
estupida.
j Continuarse -fo"->

Typ. do Diario roa Duque de Caxias n. 1 ^

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