Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18662

Full Text
JIQ IIIII-IOIIIO
____
PARA A CAPITAL E I ARE* OSD1 SAO *B PACA PORTE
Per tres mezes adiantados. ........... ^0"
Por seis ditos idem.......... ...... 'l'^)SS,
Por do anno idem............*..... 23^V
Cada numero avulso, do memo di.......
SABBO lfi DE ABE DE
PARA DENTRO E PORA DA PROTISCIA
Por seis meses adiantados..............
Por nove ditos idem................
Por om sano idem................
Cada numero avulso, de das anteriores..........
130500
20|000
27JIOO
01Ou
DIARIO
NAMBCO
Prflpritirafc*? te JItanel Jtfiuriroa He Jara 4 -ftlljo*
"
Os Sr*. AmedT9 Prlnee t C.
de Parla, H o.x nsi*i agentes
exclusivos de annuneias e pu-
blieaeSes na Franca e Ingla-
terra
*
(
1
ti
}

TELEGRAHMAS
sssvsc: mimn so biabxo
MACEIO', 15 de Abril, s 2 horas e 30
minutos da tarde. (Recebido s 3 horas e
40 minutos, pela linha terrestre).
Abrlo-ae boje cOm a* olemnlda
des do eatvlo a aeaao da Aaaem-
bla Provincial de Iagua*.
A men daAMeubla flcou conatt-
loida com maiorla conservadora go-
vernlata.
gSTlp 3A 33IK.. SA7AS
(Especial para o Diario)
MADRID, 15 de Abril.
O ministro da guerra apresentara
prximamente ao parlamento nm
projecto de le estaaeleeendo o ser-
viro militar obrlgatorlo.
ROMA, 15 de Abril.
SS. MU. o rei e a rainna parllro
o da 1. de Malo prximo para V-
neta alim de i nangara re m o monu-
mento erigido a Vctor Mannel.
Agencia Ha vas, filial
15 de Abril de 1887.
em Pernambaeo,
IHSTRCCiO POPULAR
ELECTRIC1DADE
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
ACttKTISnO
CAPITULO III
MaOHBTIZACO PBODOXIDA PBLOS MAOMEr^S K FOB W-
PLOBBCU DA TEBBA. FbIXBS MAOBBTICOS. Ab-
MADURAS.
Con tkm acao )
Armadura! sao uus boceados de ferro macio pon-
tos em contacto com os poloa do muguetes, para
lhet conservar o magnetismo e mesmo augmental-
o. Se oa maguete* sao rectilneos, dispoem -se p
rallelamente duas a dous com os pelo invertidos,
e reunem-se por duas armaduras se teem a forma
de ferradura, urna a armadora une os dons polos
de cada muguete.
Sob a influencia de uin imn natural magnet-
sam -se as laminas e os potos da armadura ficam
na meara disposicio que os do magoete, como
fcil de perceber. Esias armaduras angmentam
consideraveluiciite n t r?s dos imana naturaes,
porque, actuando aoor* o fluido neutro, do imn,
decoaipoem-n'o desenvolvendo assim a sua forct
magntica.
Ai agulbas magntica movis sobre um eixo
vertical, c nservam o magnetismo, apexar de nao
terem arma lua, ( .ppaieutemeote) ; mas como os
seas polos estilo seuipre vjltados para os polos mag-
nticos da terr, 6 a in:!uencia desta que Ihes ser-
ve de armadura.
ELECrHICID.lut-: ESTTICA
CAPITULO IV
HrfOTBESKS 80BBB A HATBBXA DA BUBCTB1CIDADE .
Electbicidadb bstatica K dtsamica. Electbi-
SAQO TELO ATTBITO. PbBDULO KL.BCTBIC0. COBROS
CONDUCTORES B ISOLADOBBS. UbSBBVVTOBIO COM-
mum. Duas bspbcibs di bucctbiccdadb. Thbo-
BIAS DB SrSHEB B DB FbUKU*. TaBOBIA MO-
DERNA Da ELBCTBICIDADE. LbIS DAS ATTBACCBS
E REPCLSOES BLECTRICAS. OuQBHS DA BLBCTB1CI-
DADB.
Electricidades segando Desguin, ama das di-
versas tormas de energa qne anima e animar a
natarea as suas mais insignificantes partes, e
que. ou je Ibes chame lus, calor ou affinidade chi-
naca, nao sao mais do que urna transforuiaco
sem perda. A electrieidade manifestase por um
grande numero de pbenomenos, taca como attrac
coes e repulsoes, coinmoces violentas, Uecompo-
sices chimicas, etc. As comas que desenvolvem
a electrieidade sao : a friclo, a presso, as ac-
ede chimicas, o calor, o magnitismo e a propria
electrieidade.
Thale* de Mileto, em remotiasimos tempos (60J
aamoa A. L.), notou que o mbar amar ello, depois
de fortemenle friccionado, adquira a propriedade
de attrahir eorpos extremamente leves. Mais de
tres secutas depjis Uaquell- phil.sopho gvego, des-
cobria Tbeopbrasto de Eresos que certa pedra
(talves a turmalina), sendo aqu-cida pela frieco,
adquira as propric ladea attiativaa ao mbar, j
Anda mais tarde, compara Plinio o mbar, de-
pois de friceicnade, ao imn qoe ftrae o ferro.
Feferem outros autores diversos tactos que nao
deizam e menor do vid a sobre o serem conbecidoa
dos antigos inultos dos uhv nomenos da electriei-
dade, que eram geralmente attnbaidos a Cansas
sobrenaturaes.
A origeni e a natarea da electridade nao foram
ainda deseoberla, apesar dos grande* e profundos
estudios que deste agente se teem feito.
Newton suppanha que a prodcelo da electriei-
dade era o resultado de um principio posto em
movimcnto pelas vibracoea particulares do eorpos.
O abbad Nollet, faodaodo-se sos efteitos lumi
sosos e calorfico dos pbenomenos elctricos, eon-
siderava a eleetrieidade como ama inodifieacao do
eator e da lus.
A electrieidade apresents-se de dous modo?, em
relacio ai reacees exteriores : l, accum-ilaud-
se a uperficie dos eorpos, e maniendo se ah n
equ.ibro, com ama certa tensa-) que ae manifest
por attraccoss e falseas ( denominase eitalica) ;
2 em movimento, deoomiaado oorrentt animada
de extraordinaria velocidade o propagando-se atra-
BS dos eorpos ( a electrieidade dynamica).
He esfregarmos cora um pedazo de 12 oa ama
peile de gato rm cylindro de vidro ou de resina,
as
veremos q te este corpo adquire a propriedade de
attrahir eorpos leves, taes como a serradura de
madeira, pequeos boceados de papel, etc. Este
phenomena devido elcctrisacao pelo attrito do
eylindro de que se trata.
( Continua. )
?arte ornciit
Ministerio do Imperio
Foram nomeados: monsenbor da capel-
li imperial o conego Eduardo de Souza
Freir e couego, o padre Francisco Atonio
Nunes.
Foi agraciado com o grao de caval-
leiro da ordem de Cbristo o padre Floria-
no de Queiroz Coucinho, e com o de Aviz
o uffi :ial de fazenda da armada Romualdo
Rodrigues de Seixas.
Slinisterlo da Instica
Foram Domeados desembargador da Re-
laylo de Beim o juiz de direito Jos Se-
cundino Lopes de Gomensoro, e para de
S. Luiz o dezembargador Joasjuim Tava-
res da Costa Miranda.
Foi publicado o seguinte acto :
Querendo manifestar por actos de mi-
aba imperial clemencia o profundo respeito
e veaeraglo que consagro ao dia de boje,
em que a igreja commemora a Sagrada
Paixo e Morte de Nosso Seohor Jess
Chisto, bei por baui, usando das attribui-
c5-;8 que me confere o art. 101 8o da
Constituidlo do Imperio, coinmutar as pe-
nas impostas aos reos constantes da rea
cao que com este baiza, assignada por
Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, do meu
oonselho( senador do imperio e secretario
de estado dos negocios da justica, que as-
sim o tenba entendido e faca ezecutar.
Palacio de Petropelis, em S de 1887,
66* da Independencia e do I np-irio. Com
a rubrica de 8 M. o Imperador. Joa-
quim Delfino Ribeiro da Luz.
BahaManoel Ni-acio de Almeida.
commutada na de gales perpetuas a pena
capiul a que foi condemnado pelo jury do
termo de Porto Seguro, em 24 de Agosto
de 1881, por crime de bomididio.
Qanta Cathirina -Manoel Felisberto
Baptista, comrsVada na de 20 annos de
prisao com trabalho a de prisao perpetua
com trabalbo a que foi condemnado pelo
jury do termo de S. Jos, em 4 de No-
verabro de 1872, por crime de homicidio.
S. Pedro do Rio Grande do Sul Feli-
ciano, ex-escravo, commutada na de gales
perpetuas a pena de morte a que foi con-
demnado pelo jury da Cruz Alta, em 24
de Agosto de 1881, por crime de homici-
dio.
Minas Geraes -Jlo Arjacleto da Silva,
commutada em 14 annos Je prisao a pena
de prisao perpetua simples a que foi con-
demnado pelo jury do termo de Taman
da(Itaparioa), em 24 de Julho de 7877,
por crime de homicidio.
Antonio Coragem, ex-escravo, condem-
nado na de gales perpetuas a pena capital
a que foi condemnado pelo jury do termo
de Barbacena, em 6 de Margo de 1884,
pelo crime de homicidio.
Silverio Luiz, ex-e3cravos, commuta-
da na de gales perpetuas a peaa de morte
a que foram conde tunados peb jury do
termo de Leopoldina, em 8 de Novembro
de 1879, por drime de homicidio.
Por decretos da mesma da'a foram per-
doados :
Crar Anacleto Pereira Cavalcante de
Queiroz, do resto da pena de 9 annos e 4
mezes de prisao simples, a que foi con-
demnado pelo jury do termo do Etpirito
Santo do Morada Nova, em 20 de Outq
bro de 1881, por crime de homicidio.
Rto Grande do Norte Lazia M iria de
Franga, do resto da pena de 13 anuos de
prisao e multa correspondente metade
do te iiiio a que foi uonderonada pelo jury
do termo de Cear mirim, em 22 de De-
zembro de 1879, por crime de infantici-
dio.
Maaia Emilia Barbosa, vulgo Cazoleta,
do resto da pena de 9 annos e 4 mezes de
prisao simples e multa correspondente
metade do tempo a que foi condemnada
pelo jury do termo de Canguaretama, por
crime de feriment s graves, em 13 de
Maio de 1873.
Permambuco Jos Domiugues da Costa,
do resto da pena de gales perpetuas a que
foi condemnado pelo jury do termo do Re-
cife, em 10 de Dezembro de 1858, por
crime de homicidio.
BahiaLino, ex-escravo de Albano Pa
chei-o de liveir, da pena de morte a que
foi condemnado pelo jury no termo de In-
bambupe, em 6 de Novembro de 1850,
por crime de homicidio.
Bernarpino Soares do Nascimento, do
resto da pena de 12 annos de prisao com
trabalho a que foi condemnado pelo jury
do termo de Maragogipe, em 17 de De
zembro de 1878, por crim do homi -Jio.
ManoM Gregorio da Silva, do resto da
pena de 12 annos de prisSo con trab&lho
a que foi condemnado por accordo da
ReJag&o, de 28 do Julho do 1876, por cri-
me de homicidio.
Lino, ex-escravo, do resto da pena de
gales perpetuas em que foi commut-ida a
de moite imposta pelo jury do termo da
Villa de S, Franuis o, em 10 de Agosto
de 1865, por crime de homicidio.
Espirito /SanioAmaro Jos do Maga-
lbUes, outr'ora Manat Amaro, do resto da
pena de gales perpetu s em que foi com-
mutada a de ioor:e imposta pelo jury do
termo de 3. Matheus, em 27 de Agosto
de 1817, por crime de homicidio.
Manoel, escravo, do resto da pena de 20
aDuos de gales a que foi condemna-lo pelo
jury do termo de Matheus om 3 de No-
vembro de 1868, por crime de tentativa de
morte.
CVe Manoet Peroira de Souza e S
da pena de um mez de prisil > e multa cor-
ta correspondente metade do tempo a
que foi condemnada por accordlo da R-
lagaQ, de 8 do Fevorairo docorrente anno,
por crime de injurias verbaes
Gregorio Mendes Cabrera do reato da
pena de 6 annos de prisao co n trabilho a
que fot condemnado pelo jury da trte,
em 14 de Agosto de 1883, por crime de
homicidio.
ii'o de J/netro.=Francisco Jos de
Sant'Anna, do resto da pena de oito an-
nos de prisao com trabalho e multa corres-
pondente a metade do tempo a que foi
condemnado pelo jury do termo de Potro
polis, em 22 de Fevereiro de 1881, por
crime de ferimentos graves.
S. Paulo. Frederico, Cabinda, Jo res-
to da pena de gales perpetuas, a que foi
condemnado pelo jury da capital em 24 de
Setembre da 1846, por crime de homiei-
dio.
Ladislao, ex-escravo, do resto da pena
de gales perpetuas a que foi condemnado
pelo jury do termo de S. Joao do Rio Ca
ro, em 31 de Outubro de 1849, e accor-
dSo da relagSo, de 18 de Junbo de 1850,
por crime de cumplicidade nos assassina-
tos de seu 3-?nhor Feliciano Antonio Lis-
boa e de is .bel Leme.
Santa Catharina. Ladislao Jos Fio-
riano de Andrade, do resto da pena de
cinco annos e tres mezes de prisao sim-
ples e multa correspondente metade do
tempo, a que foi condemnado pelo jury do
termo de Blumenau, em 24 de Abril de
1884 por crime de ferimentos graves.
8. Pedro do Rio-Grande do Sul.Ma-
ra Rita da Concoigo, do resto da pena
de prisSo perpetua com trabalho a que foi
condemnada pelo jury do termo de Pelo
tss em 22 de Margo de 1854, por crime
de tentativa de envenenamento.
Minas Geraes. Pedro Nolasco Ferrei-
ra, do resto da pena de cinco annos e tres
meses de prisao simples e multa corres-
pondente metade do tempo a que foi
condemnado pelo jury do termo da Con-
ceigao, em 5 de Julho de 1870, por crime
de ferimentos graves.
Por decretos da mesma data foram
perdoados:
Ao soldado do extincto meio batalho
de cagadores do Piauhy Manoel Ferreira
de Souza, o resto do tempo da pena de
carrinbo perpetuo a que foi condemnado
por senteng* do conselho supremo militar
da justiga de 4 de julho de 1857, pelo
crime de desobediencia com atneaga.
Ao soldado do 2 regiment de artilha-
ria a cavallo Luiz Barbcsa Velho, o tem-
po que fala par cumprir a pena de
dous anus de prisao com trabJho a que
foi condemnado por aentenga do conselho
supremo militar de justiga de 28 de Feve-
reiro de 1885, pelo crime de segunda de-
sergio simples.
A' ex-praga do exercito Sabino Antonio
da Luz, o resto do tempo da pena de nar-
rinho perpetuo a que fei condemnado por
sentenga do conselho supremo militar de
justiga de 7 de Outubro de 1863, pelo cri-
me de haver-a > embriagado, estando de
guarda, abandonal-a, e armar-89 com urna
baioneU para resistir a qusm o quizesse
prender.
Ao soldado da companhia deinfantaria da
provincia de Santa Catharina Antonio Fran-
cisco Bittencourt, o resto da pena de 898
mezes de prisao e mais castigos a qne foi
condemnado por sentenga do censelbo su-
premo militar de justiga de 5 de Fevereiro
do corrinte anno, pelo crime de primeira
disergSto simples.
Ao presidente da provin-jia de Per-
nambuco expedio o ministerio da justiga o
seguinte aviso, com dat de l do correte
mez : Em telegramma de 28 do mez
findo .-onsultou V. Exc. ae o chefe de po-
locia devia procqder a ioquerito sobre o
abalroaraento do paquete nacional Bahia,
eu aguardar as medidas que fossera toma-
das pela capitana do porto.
i Declaro a V- Exc, em resposta
mesma consulta, que, depois da promulga-
gao da Iei n. 3,311 de 15 de Outubro do
anno passa lo, os crimes de abalroaraento,
definidos no respectivo art. 12, passiveis
das penas do art 193 do cdigo criminal,
entram na escala dos crimes communs, e,
portanto, compete auteridade policial
abrir inquerito e proceder a todas as dili
gencias necessarias para descobrimento do
facto criminoso, suas circunstancias, auto-
res e cumplices, nos termos dos arts. Io da
lei n. 2,033, de 20 de Setembro de 1871.
e 42 do respectivo regulamento, indepen-
deotemente de qualqutr procedimeato tme
tenha a capitana do porto para, segundo
preceitua o decreto n. 446, de 7 de Abril
do 1846, sujeitar o abalroador ao paga-
mento da indemuisagSo lo damno.
Ministerio da Fazenda
Para a racebedoria do Rio de Janeiro,
foram nomeados : 2* escriturario, o 3o
Jes Sobastiio Basilio Pyrrho ; 3 escri-
turario, o praticante Joao Luiz da Costa
Oveira Jnior.
Thesouraria de Pernambuco. Foi no-
meado 2o escripturaro o 2 da de S. Pau-
lo, Jacintbo Leopoldino da Silva.
Thesouraria'de S. Paulo.Foram no
meados segundos escripturarios : o 3 da
mesma thesouraria Theotonio Gongalves
Corre i e o 2o da do Pernambuco Saturni-
no Jos de Argollo Castro.
Ministerio da Guerra
Foram transferidos do 15 botalhs do
infantaria para a companhia da mesma ar-
ma da provinoia do Piauhy o tenente An-
tonio Gongalves Pereira ; do 3o batalhSo
para o 7o o alfares Jos Antonio dos Res,
e tiesta para aquello o alfares Joaquim
Melchior Carneiro de Meudon(a ; do Ia
ba tal han para o 16 tle infantaria o 2* ca
dte Francisco Xavier de Mesquita ; e
para a guarnigSo do Sul, os soldados do 7
de infantaria Camillo Candido de Souza,
Jos Pedro de Oliveira, Clemente Manoel
de Mara, Francisco Jos Ferreira e An-
tonio Gomes Barbosa.
Por imperial resolugSo de 8 do crrante
foi declarado que os capitSes que, d'ora
em diante, forera transferidos para o corpo
de engenheiros, de conformidade com o
disposto no art. 4o da iei n. 3,169 de 14
de Julho de 1833, no pdente ser pro
movidos ao posto de major sem terem tres
annos de exercicio neste corpo.
CSoverno da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 14 DK
ABRIL DE 1887
Abaixo assignados, pas de familia moradores
oa lha do Jardim da villa de Barreiros.Nao
pode ser o que reclamam, em vista d informa; 10
do inspector geral da instrnecio publica, de 31 d:
Marco fiado, sob n. 113, com que estou de accordo.
Dr. Arthur Grato Al ves Carnauba.Informe o
Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Bento Ceciliano dos Santos Ramos Remettido
ao Sr. inspector da Thesouraria de Fizenda para
attender ao pedido, de accordo com a portara de
hoje.
Fielden Brothers.Informe o Sr. inspector do
Thesouro Provincial.
O inesmo.dem.
O mesmo.Informe o Sr. inspector da Thesou-
raria de Fazenda.
Henrique Vianna da Paz.Informe o Sr. inspe-
ctor da Thesouraria de Fazenda.
Joao Jos da Ponaeca.Providenciado.
Joaquim de Albuquerque Andrade Luna.la-
forme o Sr. Dr. chefe de polica.
Joao Luis Beda.Informe o Sr. inspector da
Thesouraria de Fazenda.
Alferes Manoel Quintino dos Santos.Sim.
Manoel Moreira da Silva e Joo Francisco Cos-
me.Ao Sr. Dr. juiz de direito das execucoe cri-
minaesda comarca do Recite.
Mara dome Pereira.Prove o que allega.
Mara do Livramento Nonata.Apoatille-se, em
vista da amplitude do art. 46 da lei n. 1860, que
legalisou a nomeacao.
Mara Bita de Aguiar Fonseca Apostille-se
em vista da amplitude do art. 46 da lei n. 1860,
que legulisou a nomeacao.
Capitio Manoel Nunes CorreiaInforme a C-
mara Municipal deTimbaba.
Sebastiao Cyrllo Gomes Penna.Satisfaga a
exigencia do Thesouro Provincial.
Secretaria d Presidencia de Pernam-
bueo, 15 de Abril de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
slepartleo da folie la
Secglo 2.'N. 357.Secretaria da Po
liciade Pernambuco, 15 de Abril de 1887.
-Illm. eExm. Sr. Participo a V.Exc.
que foram hontem recoihidos Casa da
Detengan os seguintes individuos :
A' mnna ordem, Manotd Tibartino de Barros
L-Mte, como pronunciado ao art. 193 do cedigo
criminal.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Aut.uia Mara da Conceigo e Joao Goncalvea
Waldepor, por disturbios.
A' ordem d> do Ia districto de S. Jos, Joo
Jjt dos Res, pres > em flagrante por crime de
tentativa de morte.
Hontem pelas 11 horas da manba, foi o subde-
legado do 1- districto da Boa Vista,, avisado por
Joao Jos da Silvi, residente na casa n. 106, da
ra do Conde da Boa.Vista da mesma fregneeia,
de ter fallecido repentinamente seuex-feitor Co-
sario Ferreira, portuguez, solteiro e de 28 annos
ds idade.
Para all se dirigi aquella autoridade, tendo
ouvido novamente a Silva, a mulaer deste e as
demais pesaoas da casa, eouveuceu-s.' de que o
infeliz Cesario tinha voluntariamente posto termo
a seus dias, tomando arcenico, como tamben) al-
tes tara m os Drs. Siinoes Barbosa e Paula Lopes,
na vistoria a que procedern, sendo que toi ainda
encontrado um reato do veneno em um frasco no
quarto do infeliz suicida.
O referido subdelegado prosegue nos termo da
lei-
Participou-me o subdelegado do 1- districto de o
Jos ter feito recolber ao hospital Pedro II, sfisa
ser tratada a crioula Mara Amalia do Espirito
Santo, que hontem pela- l horas da noute e em
um quarto da casa n. 37 da ra de Lomas Valen-
tinas, lora ferida no rosto por um tiro de pistola
dasfeixa lo p->r sea amasio Jos Jos dos Res, que
foi preso em flagrante, e contra elle se procede nos
tosaos da lei.
Communicou-me ainda o subdelegado do 1- dis-
trtrito da Boa-Vista, qoe bonttm s 11 e meia
horas da noute, ouvndo a patrulha que rondava
a ra da Imperatriz, gritas de alarma, que parti.
rain da ra do Vit-couie de Albuquerque para all
se dirigi, tucontrando ao eutrar na mesma ra o
individuo de nome Fortunato Jos dos Santo qne
era perseguido por duas pessoas qne gritavam
pega u ladrao.
Preso esBO individuo e condozdo a presenca do
resp-ctivo subdelegado, verificou este que elle se
achava ferido na prna dir.i^a, e sendo interroga-
do, declarou que fo.a seu .^rPensor um dos indivi
duis que o perseguiani.
Nao tendo aquella autoridade encontrad! a se-
melhaute hora da noute um medico que se prestar-
se a vistoriur o eflendido, o fez traneportar para o
hospital Pedro II., oude t era lugar a vistoria.
Diligencia a mesma autoridade descebrir o au -
tor desse crime.
O subdelegado do 1- districto de S. Jos, deu-
me scieuciade ter nei-s* data feito remessa 20
Dr. juiz de direito do 3- districto criminal, do in-
querito policial procedido contra Philomeni Jos
de Souza, incurso nas penas do urt. 205 do COgo
criminal.
Deus gurde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
dign presidente da provincia. O chefe de
polie.ia, Antonio Domingos Pin'o.
-------------------GSSSQb-----------------
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 14 DE ABSIL DE 1887
Dias dos Rea Fabiao de Albuquer-
e Gama. A 1* sacyta para Rttejjder.
Mauoel Antonio Pereira, Laal & Irraili,
Joao Damingues da Silva Pinto de Almei-
da Guimaraes, Aloino Ferreira dos San-
toa e Jos Francisco Ribeiro. luforme a
Ribeiro di Almeida. -Ideferido, em vis-
ta das informagSes.
Jovino Bandeira.E-n vista d'sinfor-
magocs, o supplicante nao pode ser atten-
dtdo no corrente exercicio.
Commendador Antonio Valentim da^Sil
va Barroca.Deferido, com relagao ao Io
se nestre smente e de accordo com as
informagSes.
Manoel Jos Vicente.Deferido, com
relago ao 2o semestre, em vista das in-
formagSes.
qne
Ia secgo.
Domingos Jos a'Avila e Emiliana C- da
Costa Cavalcante.A* 1* secg&O j-'sra es
devides fins.
DIARIO DE PERSlSBIieO
RECIFE, 16 DE ABRIL DE 1887
Noticias do snl do Imperio
O paquete inglez Tamar, entrado hon-
tem do sal, trouxe as seguintes noticias e
as que constara das rubricas Parte Official
e Interior:
Pacifico
Datas at 3 de Abril:
Na capital, na madrugada de 22 do
passado mez, fugo de bordo do vapor
Bordo de Cahy o criminoso Manoel Correia,
implicado no assassinato do inditoso advo-
gado Carlos Octaviano de Paula.
A fuga, diz o Jornal do Commercio, pa-
rece ter sido o resultado da combinagad
entre a polica e os protectores do reo, que
devia responder novamente ao jury.
No 1.- districto do termo de Grava-
tahy foi assassinado Joao Jacintho de Mel-
lo Jnior, que all cstava pronun.-iado no
art. 193 do cdigo criminal
O delegado de polica do termoprocedeu
a exame no cadver e ao inquerito policial,
recahindo deste vehementes indicios de
de serem autores do crime Pedro Silveira,
seu nlbo Jos e sobrinbo Pedro e Manoel
Henriques.
Tentou suicidar-se ingerindo urna con-
sideravel dse de ludano, a Sra. Regina,
artista da companhia Folies Bergers de
Paris.
O Sr. Dr. Carlos Nabuco foi chamado
a tempo de livral-a do perigo.
- A colonia allema de Porto Alegre di-
rigi, na manba de 22 do passado o se-
guate teldgramraa a S. M. o Imperador
Guilherme I:
Imperador Guilherme, Berlim.
Solemnisando o dia de boje, deiejam ao
unideador da Alleraanha felicidade e pros-
peridades os allomaos de Porto.Alegre.
Na capital foi langad* a pedra fonda
mental do edificio destinado ao hospital ir
izado.
- Refere urna folha de Sant'Anna do
Livramento :
Informara nos que na madrugada de
hontetr 21 entraram do Estado-Oriental
para esta cidade duas carretas carregadas
com varios gneros e que depois de algu-
nas horas regressarara para o lugar de sua
procedencia, porm j vazia. Pessoa que
presenciou a entrada e sabida das carre-
tas perguntou a um guarda como que
aquellas carretas entravam e sahiam tilo
livremente, ao que o guarda-lhe r. spondeu
que era por ordem do capitad. s
Morreu na Lagda dos Patos o patrao do
hiate Parecy, Francisco Antonio da Costa,
victima de urna panoda que lhe deu na
esbega a retranca, quando elle eslava ma-
nobrando a vela grande, cuja escota se
arrebentou. A morte foi instantnea.
- Rendeu no mez passado a alfandega do
Rio-Grande 269:8915346; no mesmo mez
do anno passado a renda foi de........
211:0360214, differenga para mais este
anno : 58:855^132.
a mesa de rendas da mesma cidade ar
recadou 30:1500337, ou mais 7:8440726
do que em Margo do anno passado.
Paran
Ditas at 2 de^Abril :
Na sessao da Asseuibla Provincial
de 1.- do corrente, foram unnimemente
approvados os seguintes ruogao e additivo:
r Indico qur, em demonstrado do pro-
fundo pezar desta assembla pelo fallec-
ment do conselhero Martinho Camps,
levante-se a sessSo. Sala das sessoes, 1.*
de Abril de 1887. Generoso Marques-
i ludico que o prosidente desta assem-
b'i aprsente familia do finado, por in
termedio do Dr. Martinho Campos Filho,
os pezaraes, e tambera se dirija ao presi-
dente da Assembla Provincial de Minas,
apresentando os sentimentos da provincia
do Paran. Sala das sessSes, 1.- de Abril
de lo87. Vicente Machado.
Sania Camarina
Datas' at 5 de Abril:
'O paquete italiano S^Whs, que con
duz iminigrnntes para o Rio da Prata, che
gou barra do norte sem raantimeutos e
carvao- O Sr. ministro do imperio, por te-
legramma expedido ao presidente da pro-
vincia, permittio que cora as devidas cau
telas lhe fusseui forneci-los generis e car-
vao, devendo o paquete seguir para a ilha
Grande, caso bouvesse immigrantes para o
Brazil.
- L-so no Jornal do Commercio de 3:
Torrencial chuva, batida de vento les-
te, cahio boutem sobre esta cidade desde 7
al s 11 horas da minha, sem interrupgSlo.
A's 10 1|2, hor em que dimnuio de ia-
tensidade, o corrego que torta a 'idade,
travesando em alguna pentos as ras de
Jos Jacques, Fernando Machado e briga-
deiro Bitieucouit a desembocar na Ponte
do Vinagre, bavu transbordado e.xtraordi
nariamente, inandando em grande exteo-
aao todas as suas iiiunediagoe.S-
Era umitas casas dos pontos inundados
peneirou. uu at aiguns palmos de alta
ra. fazeudw sabir s mora lores e
do lhes siguas preju-Zos
causan
c Na Fonte da Bulha prenda a attea
gao o aspecto que apresentava a enorme
massa das aguas a despenhar se na queda
all existente. Vio-se passarera pedagos de
cercas de taboss e ripas, galbos de arvo-
res, troncos, etc.
f Ao meio-dia cessou completamente a
chuva e o vento, sobrevindo nm tempo ma
gnifico. Ao cahir da tarde, porm, o vento
tornou a refrescar, comegando de novo a
cahir fortes bategas de agua.
Minas teraei
Datas at 5 de Abril:
- Na cidade da Caropanha, na tarde de
25 do passado D Isabel Christna de Mo-
raes, moga inteligente, distincta e gmtil,
filha do fallecido Sr. capitao Jos Flavio
de Moracs, e portencente a um respeita
vel familia all residente, em um momento
de desvario destecbou nm tiro sobre o
corago, o, em instantes, entregou a Deus
c espirito attribulado por desconhecidos
de sale o tos 1
Ignora-se a causa de semelhante acto
de desespero.
- Do Baependyano extrahiraos as se-
guintes noticias :
Na cidade de Santa Luzia, no mez
de Fevereiro passado, cahio na torre da
capella do Rosario um raio que cauaou
um damno de 3:0000, e na casa do phar-
maceutico Frederico A. Dulabdla outro
que felizmente fez pequeos estragos.
A 24 do passado cheg: ram Cam-
pan ha, sendo logo recoihidos cadeia,
Manool Joaquim Rodrigues, Joaquim Theo-
doro Felic8Smo (por alcunba Quinzofe)
e Jos Ignacio Alfonso, ltimamente con-
demnados pelo jury da Vargioba, o primei-
ro a gales perpetuas e os outros pena de
morte, como mandante e mandatarios do
assassinato do infeliz Jos Antonio Penha
de Andrade.
No bairro da Grama, cidade de Juiz
de Fura, incendiou-so urna porgSo de fa-
gos ^rtifieiaes em casa do fogueteiro Se-
bastiao Soares da Cruz, resultando a mor-
te de seu filho menor Dulcelino e um pre-
juzo de 4000000.
- O sargento Ras capturou em Ponte
Nova o fazendeiro Cantillo Gomes Rober-
to, pronunciado no srt. 205 do cdigo cri-
minal.
Em S. Paulo de Murah, Francisco
Ramalho assassinou com dous tiros sen
sogro Francisco Jos de Bittencourt.
- Diz a Folha de Minas que acham-se
recoihidos a cadeia de Cataguazes os or-
misos Thomaz da Silva Brigido e Antonio
Francisco de MenJengues, celebres nos an-
naes da polica de Sapucaia.
Na noite de 23 do passado, no lagar
denominado Coitos, da freguezia doPomba,
foi assaisin ido com um tiro, na hora em
que procurava o ieito, Manoel Pereira da
Silva.
Procedendo s necesssrias diligencias, o
delegado de polica em exercicio Francis-
co Libero prendeu na freguezia das Dores
o assassi :o, que se verificou ser Joo Pe-
reira da Silva, genro do assassinado.
Deelarou o assassino que matara sea so-
gro porque este o espancava todos os
dias.
No districto de S. Jos de *' orutu-
ba, termo de Gro-M 'gol, foram assasssi-
nados de emboscada, em Fevereiro passa-
do, um individuo conhecido por Domingos
Martinho, e um seu camarada, na estrada
pela qual se dirigiam para urna fazenda
d'aquelle districto.
O autor do crime o celebre faeinora
Picuamba, que infesta aquelle districto e o
do Brejo das Almas, do termo de Montes
Claros, passando alternativamente de um
para outro na pratica de suas negregadas
proezas.
Rcpetem-se all os assassinatos com
urna frequencia aterradora, e infelizmente
as autoridades pnliuiaes nao podem cum-
prir serapre seus deveres por falta de for-
ga para garanta proptia e represso do
crime.
S Paulo
Datas at 8 d Abril:
A Provincia de\S. Paulo publicou no dia
2 a seguinte noticia :
Inmigrantes desampara los -Noticia o
Corrcio de Campias que n'ura casebre dos
arrabaldes 'aquella cidade se achara ha
quatro dias 60 immigrantes italianos em
completo desamparo.
< Nesse casebre nao ha siqueruma ca-
ma e certo que os infeliz-s at j sent-
rara fome
O Sr. presideate da provincia telegra
photr no meamo dia para Campias e ob-
teve a seguinte resposta :
a Existem 64 immigrantes n'um i casa
a 28 em cuta. Nao querera o servigo da
lavoura, e vi reeusnriu o convite do ma-
jor Felippe tradas de fci.o. Nao soffrem privagSss,
assim declararan).
Em Soroeaba, no sitio do H. Fran-
cisoo de Oliveira F-rrapo, suici lou se Jos
d'i tal, vulgo Barrigueira, cortando a ar-
teria.
Sob a epigraph* Engenho central de
Piracica^a, retere a Provincia de S. Paulo
Je 5 :
a A 31 -!o ptssaio tevw lugar em Pira-
eiisaba urna 8-gunda reuna dos credores
d'-iquella en-.preza.
A commisso nomead pira dar pa-
recer sobro a proposta da directora de que
fallamos em o nosso ultimo numero, sem
condemnar a id da eonversilo da divida,
que de ()O6:'jO05000, opinou pela rejei-
c&o da propota do presidente da compa-
nhia por c...nHsien.l-o irrealisavel nas cir
cumstanas







nazBBBBBBBBI
rnamiOu


____*-m^^M
Diario t fernambucoSabbado 16 de Abril de !887

E propoa qn os ere lores redua-
ros a 6 7f ao anuo e concedaui prano, e
, compensa^* e garanta recebara o
eogeoho para fazer fiane.-ionarH a drroc-
nomearJlo para ee firn, os quars scrilo
constituidos procuradores ua companhia era
causa propri, coro plenos p ideres para ap
plicar os readirueotos amori* pro.-
gressiva proporcional da divida ; ven i r
O eng-raho, applicaodo o producto a pgJ
m^nto no caso de. verificar-is<3 a iiisuffiuieu-
cia dos reudiraeato para esse fi:n, dseor
rido prazo r*zoavel; exe.rcer tolas as at
tribuic,fs qne competen! aos liquidan-
tes, cte.
Esto paree r foi combatido pela do
rectora e pelo sea adtogado, Dr. Costa
Carvallio, que dissram carecer a direc-
tora de poderes para celebrar a conven
gao por part da oompanhia. Foi appro-
vado o parecer.
Forara no aea^os procuradores g'raes
de todos os credores, os Srs Drs. Estev.to
de R?z?nde e Jlo Tobas.
Na capital, no di 5, ura sollado de
cavallaria, qua se achava lcoolisado, pro-
vOcou una inulber na ladeira do Tabatia-
guera. Correram tres urbanos e o prerj-
deram. O embriagado offerecia alguma ro
sist !ncia, pelo que os urbanos moiara
pancada.
Ao chegar ao largo do Carmo tres sol-
dados de cavallaria avanc.aram para tomar
o preso e, como estivessera desarmados,
aiuairaaa-se de actias de lenba n'iuna ta
verna proxi na.
Todos os urbanos da visiuli.ing -, em a-
mar i da dezeseis mais ou menos, correram
a auxiliar os companbeires, atacados pelos
qualtro sollados de cavallaria.
Travou-sa entilo urna luta s -ria, aos
olbos de mais de cem pessoas, que reun
ram-se para presenciar o escndalo.
Os quatro soldados de cavallaria, arma-
dos uom as adas de lonha, esbordoaram a
valer os 16 urbanos, arrancarara-lhes mu
tes refles, acabando por arrebatarem-lhes
o preso, que 1 varara para o seu qu .rtel
R sta dizer que o final da luta teve lu-
gar quasi mosmo em frente estngo cen
tr J de urbanos, acovardando-se estes to-
dos diante de quatro soldados de cavalla-
ria, qne levaram a audacia a ponto de
arrebatarem-lbes ura preso I I
Foram submettidos ajulgamento na
Faxina, na sessao do jury de 30 do raez
passado, o padre Antonio de Camar-
go Mello e Francisco Antonio de Moraes,
aecusados de tentativa de homicidio na
pessoa do capito Josiaa de Almeida Ca
margo.
Esfeve imponente a seseS > pela solem-
nidade do acto e pela grande agglomera-
cao de povo no recinto do tribunal.
Occupou a cadeira da accasaco 0 advo-
ga-lo Jacintbo Bufia, promotor da comar
ca, que desenvolveu urna auccinta mas ju-
diciosa accusacjlo.
Por parte da defeza orou o Dr. Ama-
dor da Cunha Bueno, com proficiencia,
fazsndo urna utopsia do proeeaso e d.-slu-
zinda delle a innocencia dos aecusados.
Fallou em segundo lugar em deteza dos
reos o advogado Eugenio Leonel.
A's 6 horas da tarde, voltou o cense-
lha.da salada rtflexoes, e foi lida pilo
Dr. L^ovegildo Uehoa, presidente do tri-
bunal, a sentencia de absolviese unnime.
Este facto veio restabelecer a paz na
localidade, pois ioi tal processo a origm
de todas as intermitencias porque tem pas-
eado a Faxina, e boj o a coraaroa ura
novo seio de brabaa.
No sabbado 2, s 9 bor.is Campias a esposa do Sr. Candido Jos da
Silva, morador as proximidades deHyppo-
drouio, ao passar distrahidamente perto de
Um lampeao de kerosene esbarrou no tnes-
mo, que cahindo, produzio logo exploso.
As cbamtnas commuaicararn-se s ron
Eas da inf liz scnbora, que falleceu ante-
ontem, noite, em consequencia das hor-
i?veis queiraaduras que sotFreu.
Pereceu afogado no rio Capivary o
Sr" Ignacio Pedroso, filho do Sr. Jos Ig
naci Pedroso, fozendeiro no municipio de
Campias.
Este infeliz mogo era frequentemente
aceommettido da ataques, e presume se
que toalla cabido ao rio em urna dessas oc-
casiSes.
Rio de Janeiro
Datas at 9 de Ai.nl:
G insta o as principias noticias da carta do nos
so corres;)uid-.-n'e, publicada na rubiica Inte-
rior.
Nao tui attendida a reclamco de \i-xun-
dre Jos Arraias para indemnsaco dos dainnos
qae Ibe foram ca asados por urna locomotiva da
ferro-ria de B.itunt, visto achar-se provada a
casalidade do accidente, bem como baverem sido
empreados pelo macbimsia os esfjrcos possiveu
para evitar o m^gmo acciden'e.
Foi antorisada a directora da estrada de fer-
rfl>de laturit para contratar Ma a Ctar Bar-
boar Corporation a all.ncao qe tr necesaaria
ao trecho da mesma Lnba, denominado Rampa da
Alfaudega, p ra transporte da pedra destinada s
obras de melhor ment do purto da Fortaleza.
Sojeitou-sc ai rtesuio temp-1 ao Miuisterio d* Fa
zcadu o requerimento em quf a referida compa-
nhia a ieituu isenco de direitos para o material
aue h.'uver de importar com applieicao aquellas
jras. __
Foi autorisado o fisesl da linba frrea -\o na-
tal Nova Cruz, para intimar a c.mpe'ente com-
paabia da oarigajao em que ee acha de fornee-sr
ao meeme fiscal os dadi s rea'iros ao trafego, sob
pena de acorrer na multa estatuida pela claosti-
1 la 3'* do decreto n. 8.725 de 4 de Novembro de
1882.
Babia
Datas at 12 de Abril:
Lemos no Diario de Noticias de 5 :
.O Sr. consclheiro presidente da provincia
dirigise hon'.em Associaca Commercial, e
ah. reunida a junta directora da mesma asso-
ciacao, combinaram abrir urna subscripeo em fa-
vor dos nufragos do paquete nacional Baha,
sabscrevendo logo S Esc. com a quantia de 504
os membros da directora con a de 6004000.
Hije comeeon a directora a sua trela cari-
dosa, prcorrendo o bairro coumerci'l.
ama feiix leic branca q-.e vem em auxilio da
noasa idea, pelo que sinceramente nos felicitamos,
fisto que omitas pessoas que espontneamente nao
veem augmentara subscripeo aberta no nosso jor-
nal, n' deixarao agora de attender ao pedido do
illoatre admini-trador da provincia e dos dignos
caralbeiros que constituem a direc(> da Associa-
C&o Commercial.
E' o caso de se dixerTodo o caminbo vae
ter a R ma.
i. Exc o Sr. Cooselhero Baodeira de Mello,
digno presidente desta provincia, receben bontem
b 4hor8 da rar 1- de Oanna 'ieiras, no telegram-
in do Sr. Dr.LuIz Jos deVasconaellos Costa, juix
municipal d'aquel!e,termo, coasmonicando lhe ter o
Sr. Filmo Tuda ne -ouza, 3 supplente daquelie jai-
xo, em eompanbia de varios sujeitos, asaastioado,
ante-cantea, no Salobro, o Sr. teneute Jaaquim
Antonio da Silva.
O cadver deste foi transportado para Canna-
vieiras, onde chegou bontem.
O respectivo delegado de polica procedeu as
neeesianas diligencias.
abedar do facto, tranmifiu
aa^-eiaiiBa Dr. juix do direito d Canoa-
vieras, ordemnaudo-lhe ^ne assistisaeao inquer to
EobieaqneUB aasassinic.
L ss na mi-snja folh* de 7:
N-8 iminediaves da poate da Companhia Ha-
biana bonve bontem a tarde urna borrivel seena
de sangne, que impressionou vivamei.te a todos
q lauto a presenciaran ,,
., Segundo as int. rmace qne podemos cjlber
o triste caso de-n-ee do modo seguate :
Um p*>geiro, viodo de-Otcno.ira aocbegar
no corUadur meehameo da coiapaubia uio apreaeu-
tuu otobeteeornspoodente 4 sua passaga; sendo
-Ultimado para faxoi-o, eseusou-se, alleganion'O
ter dmfctirj nsoeeaao.
. Iutervindo alguaarpracas para aisperaai o
pvo que eslava se sgglomersudo allre evitar que
s gatunos, aproveitaudo o enseja praticasseci,
cerno eoatumain, algom furto, travou-se0sria luCa
cutre o passagetro cima mencionado e urna praoa
de nome Martinho Telles Barbosa que o quena
levar preso.
Foi, porem, urna uta rpida, pas que o passa-
g iro, puchando de urna faca deapediu certeiro
giipe sobre o desventurado agente da forca pu-
blica, o qual cah o para nao mais erguer se.
0 ierimento, segundo \'erificaram pesse.as
ce mp-teutee, interessou provavelmeat! a parte in-
ferior da aorta abdiminal, prodaxindo-Ihe maree
quasi uunediaU, em consequencia de bmorrhagia
tu I minante.
Perpetrado o crime, o deliquente, com a arma
homicida em puubo. procurou evadir se.'o que cou-
segnio, iracas ao espante que se apoderou dos
circumsTautes, entre 03 qu-ies apaas o Sr. Dupuis,
teve a con-.gem de atirar s- sobre o criminoso,
dando-ihe, segundo nos informan, urna pautada,
qne atordo-u-o um pouoo.
N'es-a oceas.aose Sr. Dapuis.fosse secun-
dado por outras pessoae. ter se-hia effectuado a
prisi; iufelismente alguns desordeires intervio
ram em favor do autor do brbaro assassino, fa-
cili auio-lh a fuga.
O cirpo da-iutelis praca foi conduzido para o
hospital e as autoridades est procedendo s de-
ligeneias que ocaso, por sua graviaade reclama.
__ O Diario de Noticias* abri urna subscrip-
eo em pi dos nufragos do vapor Babia*.
At il a tarde essa aubscripsao importara em
1:7815000.
tagua*
Data i at 14 de Abril :
No da 13 coinecaram as sess'S preparatorias
da Assembla Provincial.
INTERIOR
Corre po a Jen t-ia io Ulano le
Pernaubuco
RIO DE JANEIRO Cobte, 9 de Abril
de 1887
Sdmuabio :Noticia sobre o estado da saud-' do
Imperador.Inquietadlo em que fieou
o publien. As iuformaco s do Paiz.
IJ. do r.nperaior para a fazanda
Aguas Claras.Conferencia de todos
os mdicos do paco Bsato sobre a
vinda da Prmceza Imperial e urna
viagein do Imperador.Falta qae f.ir
S. Magestade se ausentar se actual
mente.O^Dominum prooidebit d; um
sacerdote p inambucano.O principe
D. Pedro i ngenheiro civil.Retracto
moral do principe teito pelo Hit de
Janeiro.As qu ilidades do principe.
Eogano eomnettiJo por um depu-
tado provincial des>a provincia.
C iusou grande abalo no animo do publico a no-
ticia qne nos deram os j. rnacs da inanb de 4 do
corrate, de ter sido o Imperador accommettido,
1 hora e meia da madrugada do dia anterior, de
um accesso febril, precedido de c-.lafrios, sobre-
vindo ligeiros vmitos de substancias alimenticias,
embora a mesma noticia accreacintasse que
a 10 horas do dia o accesso febril tinha cessado,
podeodo S. Mageatade ento ser convenieutemeute
medicado, e que at a noite,quaudo forain expe-
didos os ultimo^ telegrammasa febre nxvj tiuha
voliado, conse vaudo-se S. Magestade em b.ias
condiedes, observava-se,'por outro lado, que vista
do carcter in'ermittinte da febre, repetida coji
longos intervallos, baviam os ueditvs proscripto
mudanca de ares quanto sn'es.
No dia seguinte, ao passo que o Jornal do Cem-
mercio ozh que o estado do angosto enfermo cou-
tinuava a te. satisfactorio, persistindo todava >s
medicos na opiuiao de que S. Magestade loase coa-
valescer eni outro lugar, que anda nao tinba sido
fixado, baveodo at quem opinasse que o simples
regresso do Imperador para S. Cbrisiovo era bo-
tante ; o Paix noticiara que eeguiido informa-
(des que possuia, o estado de S. Magestade era
mais grave do que pareca primeita vista e po-
da ser considerada melindroso; que todos os m-
dicos que ticni examinado o augusto enfermo sao
de piuio que S. Magestade nao pode e oi ieve
entregar se a nrnbum trabalho, evitando todo e
qualquer pnoecupacao de negocios; que julgavam
tambm urgente que o augusto enfermo mude
quanto antes de residencia, procurando era outro
clima o restabelecimento de sua saude.
A repeticao dos accessos febris, conclua o
Pas, faz crer na existencia de alguma iufecco de
origem palustre, a qua aggrara c -nsiderarelmen-
te outrvs incomraodos, de que j soffi iu o impe
rante, e tornam iudispensaveis todas as precau-
coes.
Por tnaior que seja a energa moral do enfermo
r a propria robustez do seu organismo, as medidas
preventivas quo os seus mdicos iu lie ni sao acou-
selhadas pela prudencia e pela natural solicitu le
qne inspira a saude do ebefe do Estado.
No da 6, referindo-se a telegrammas recebi tos
pelo Sr. presidente do conselho, aftestando que o
Imperador ia pasaando bem, dizia anda aquelle
jornal :
Oficialmente o que cons a : porm extra
oficialmente o qu* se nos asseguri que o estado
do augusto enferma nao satisfa torio.
o Nota-se progressivo eufraquecuie.ito das suas
t reas e ncnhnma iuterrupcn seniivel na marcha
dos phenomenos, quo a t tes tara gra.-e perturbico
das sus funecoes orgnicas
O repouso absoluto e a mulanc para clima
diverso, mais salutar contiouam a ser indicados
como recursos urgentes
Consta nos que, em vista di aggravaco -los
iucommodos de S. Magestade, foram expedidos t -
legramma para a Europa chamando ao Brasil a
augusta herdi'ira do throno, a prmeeza imperial
Sra. D. Isabel, que aqui deve chgar at o fi.n do
correntc mcz.
Essa ins:stenea da parte do Paiz, era epposico
aos out.-os oreaos da ipren-<-i, reai cnsalo uoaa
incerteza inqnu'ad>r n iiolico, o qual de ns-
uhmna forma est tranquillo acerea ti estado de
saude do Imperador.
O que, porm, parece verdaie que o estado de
S. Magestade nao deixi de ter grave e. reclama se
ros cuidados; mas na. tai m lin Iros > e assus
ta-lor como se afigura aos informantes daquelie
jornal, ao qual, entretanto, nao dsve o attribuir
intento maligno, visto corno j vimos o modo por-
que elle se m-nifestou, fazendo voto {.alo pro' m
gamento da vida do actual mperant qnando este
foi accommettido da congesto do gn'.o
De facto, tendo o Imperador aceitado o offer-ci-
raento que Ibe fez o Viscoude de Ub do magnifi-
co palacete que ternes Potropos. e passado a ru
sdir nelle na tarde do mesm i dia 4, at ssvclhef
nutra residencia as coudices desejaveis, o est.--
do geral de S. Magostada cameu u i sdu logo a
aposentar melboras que tem sido motivo de con-
ten lamento--a populac- daquellacidade, que tam-
bera se ach .va mnito sobresaltada, e corra ao
paco para nformar-se da saudd do angasto en-
feriao, logo que eonstou o reapparecimento do ac-
cesso febril.
Neste interim, havendo tambem o Dr. (xuither-
me Augusto de Souza Leite posto a disp^sc^o de
S. Magestade, pira all conralescer. a casa de sua
fazenda de Aguas Claras, c-usa de dez leguas
distante de Petropolis e marg- m da estrada de
ferro Principe do Grio-Par, foi un dos mdicos
da imperial cmara, em trem especial, dita fa
zenda examinar a localidade, qu* se acha cerca
de 500 metros cima do nivel do mar, e, de volta,
dea as maihores intermacoes. Ficou, pois, aasen-
tado, segundo se disse, que SS. Magestade* p ira
all seguiro em poneos dias, levando .apenas
coinsigo, alera dos semanarios, o pessoal ndispen-
avel ao ser vico.
Hoje, sabbado, ooticiam os joeoaes que na
quinta-feira os .mdicos assiatentes resolveram,
com pormissio de Sua Migeatade, cans lar os ou-
tros facultativos da irap- rial cambra para urna
rcunio medies, axVn de seren oovidos relativa-
mente enferosidade e seu cur
Para isto, dia o Jornal do Comnercio, foram
avisados, bontem mesmo os Srs. Birss da Villa
----------!------------... --------- ------f-------------B
da Barra, Ibiturunae Uavradio, Visconle de Son-
sa Fontes e conselheiro Ribero de Aliueid, que
devem partir com o Sr. conselheir-> Albino de Al-
vareoga. hoje, pela barca que larga ao meio d>a
da ponte da Pranha, de modo que se faca h j--
mesmo tarde a reunio em Petropolis, p >ia que
Suas Magostados contara partir atnaub do .xa
nh par a tasen 1a de Aguas Claras.
Dand a mesma noticia, acerescenta a Gazeta
ile Noticlis!
O estado.de f. M. o imperador satisfactorio;
os lgeh-os aece.-.sos que ten appareeido de dous
envdous dias, ten ido decrescendo de iatensi lid;
e dnracio ; h-outeio nao appareiteu o aecesao ho-
r< inbitual; raa os mlicos assisteu'.es querem
cuvir a opiii de sed collegas, principlmente a
r espaito dos cuidaos qu reclama a couvalescea-
Ci da illustxw doente, e da localidade em que coi
vem establecer a sua r sideocia temporaria.
8e nao hoav r opinio em contrario, Sua Ma-
geasade p irtir amaubi para a fazenda das Aguas
Claras, a 69 kilmetros le Petropolis.
Entretanto, ua qumCa-teira bouve despicho
para perto s, a que corapareceram os Srs. Mae
D.wll, ministro da marinha, e Ribero da Luz,
ministro da Ju-uicot o interino da guerra, e que
ilion las 11 horas da minh i 3 da tarde E'
isto o qne me faz c. r que oeztado do imperador
ni tan milindroso, como pensa o Paiz
Q-iautu) ter sido chamada a princezi iinp-ra!,
para aqui achar-ae at o fim deste raoz, nao se sa-
0 c >m exactidilo o que ba a esse respait. O que
oonstae p-ode se affirmir, qu^;, oao natural, a
iri.icezi e seu augusto esposo teera sido informa-
dos por Mlegratntni da miles!11 do imparilor, era
suas varalas phases. Foi-lbes -igo a communca-
da a reapparico de febre e a conseqaeute melh ira
do irap;r>.-dor. E' bem possivol, parrn, que a
peine 'si, iaquietaudo-se cora a dem>ra do resta
bslecim-nt) do seu auguito pai, resdra acelerar o
seu regresso ao Brazil iniepeudente de cbainalo,
alteran o o programma de sua viag->m at deixan-
do de pissar o mez de Miio em Pariz, cum t n-
cionav-i. O qu-n> provavel que ella oossa
i-e ir aqu no din dest mez.
A's ultm-is datas que aqui temos, Suas Altezas
e c mjunctaraent/o Daqae de S'raours, pai do S.-.
Conde d'Eu, aetiavam-so em Nioe, ou le no dia 14
1 < p tasado reoebeu a prneeza o uoss> inius'io <
Paca e s-u secretario, qae foram cumorimental a
pul' anniversaro de S. M. a imperafriz.
Fallou-se, verdade, que o imperador, antes
mesan de adoecer, mtnifestava desejos defaz-r
urna lerceira viagem ao estrangeiro, nao se limi -
tando Europa, mas i-i 1 > famn u a Asia, afi n i
vicitar o Japao, pi3san 1 > d-pois para a-e costas do
Pacifico o viaitand) tambera as obras daaber'u-
ra do canal do Panam. Agora, com a reeomracii
da,-:i i dus m-'dicos para que Su-. Magestade se
bstenba dis preoecupico s do gov^rn, havei
maisessi valiosa raio para que se rnalise a fal-
um edadio (Ilustrado, como dve #er, quem, oe-
cnpaa ana poecao, ignorava que, u*ar obstante a
.existencia dai juntas orovinciaes, couservavim-se
na Babia e aqui n i corte, institutos vaciuicos.
Peco permisso para observar que ha engao
por parte do honrado deputado que tul affirraou,
quanto a esta capital. Da Babia nada si. u
rante o ministerio Lafayette foram creadas'pelo
Sr. Maoel juatas vaccinico-saoitarias, quo nao
dexarara de prestar bona servicos, embora se dis-
aesse qu i nao passaram de viveiroa de ni-.-diuos
sem clnica.
O regiilamento de Feverero do anno pasando
que reorganaou a junta geral de hygiene da er-
te e creou aajuntas de provincias, suppnmiocs
sas juntas vaecno-sa litaras,e pusson ptra aquel-
la o srvico da vaccina que so.ncnta all Wto.
Aiiida-nio foi publicado o novo orgo libo
ral. Diz-ae que apparoceri n.i dal de Mam.
PERNAHBDCC
Assembla Provinciil
17 SESS'J KM 1 DE ABRIL.DE 1887
ras SIDEKCIA D) BXW. sb. DB JOS makobl db babeos
WAMDEBLEY
Scmjiario Chamada n ab-rtura da sesso. Ex-
pediente.Observaces pela ordem do
>r. ttatis e Silva. C'nina em diseus
sao o requerimento sobre o naufragio do
vapor BahaDiscurco do Sr. Ferrejra
Jacobina.Adiameato da dsousso do
mesmo requerimento.1 parte da ordem
do dia.Approva-se em 2* diseusso o
projecti n. 24 deste auno.1 diseusso
do projeeto n. 12.Diacursa do Sr. Pn-
xedes ; Pitanta.- -Encorramento da dis-
eusso e approvaco do projecto.2
diseusso do projecto n. 3 deste anno.
Diseursi dos Srs. Barros Barreto J-
nior, Coelho de Moraes e Ferreira Ja-
cobina.Adia-se a diseusso. 2* parte
da ordem do dia.Aoprova se em 1 dis-
eusso o projecto n. 22 deste anno. fil-
tra em 3 diseusso o projecto u. 2 des'e
anno.L'itura e apoiaujento de emen-
das.Requerimento de adiara nto apre-
sentado pelo Sr. Jos Mara e cocer-
rainento da diseusso.L-v.intase a
sesso.
3Aj Jmeio da, fcita a chamada o verifican lo-se
est'.rem presentes os Srs. Joo Alves, Liiz de
Audrada, Kodrigues Porto,<.Ratis e Silva, C mston-
ti-io lie AlDoquerque, D mingues da Silva, Barros
W icderlejr, Soares de Amorim, C >e!h > le Muraea,
Augusto Frankn, Reg Barros, Ilerculan > B n
leira, Juveucio Mariz, Prxedes Pitanza, Gr -acti-
ves Berreira, Joo de S, Araaral, R igobertn,
ladaviagem, aen>:s Tres partes do man lo, ne!oiV|sei,ide de Tabatioga, Ferreira Vellos, C .sU
menea, Earopi. E como em tal caso ser pro ll b*irj. G-'n-s P.rreate, Lourenco de SA. Jos
eiso espcrir-se a abertura das ciimeas para a li-
cenca, que nao pilera ser votada aut t ie 1' a
2 ) de Maio, bista quo a princez* aqui esteja no
principio deas-.' mez.
Mas tudo isso nao nasst de boatos vagos e con-
jecturas; de real nada se sabe. E' provsfel m-.'s-
m> que, aies de qualquer reso'uco lefiai'iva, o
imperador espere ver como pissar na sna estala
ra Aguas Claras Sua Magestade eoataeee ra.
Ihor que nin^uem qie o paiz atrav.-ssa uina pba-
se critica, em que a sua preseact frente di gi-
vern i mais nec .ssaria, talvez, do que. iiunc. o
foi em todo o seu reinado.
Dir-se-ha que a le Rio Brinco toi votada sb
a regencia d prmceza, durante a primaira aneen-
ca Jo imp;.-.i-lor. E' exacto; mas tamban a
quest hoj?; mais complicada, e a ella ligou-se
outras nao menos serias, que esto, conjunotaraen
te, pedindo aoluf-. Alm de que, as ideas ac-
tualmente, em relaco a certos assainptos, vo fa-
zendo caminbo em sentido dilV-rouro do daquella
poca, e c'e alguna de tacs assumptos nao se co
gitava ento.
Nustas circumstaucias, a ausencia do imperador
torna-se muito senaivel. O exacto e aprofunda lo
conheciment dos negocios que teui Sua Mages.a-
defrreto de longa experisncia;o seu espirito
recto e seguro no modo de caasideral-os, sem o
interesse transitorio da poltica d momento, e so-
bre tudo, a tradieco ca aJmimstraco, que est
nelle encerrada e com a qual mitrada a uuidade
do g-rerno pelo elemento perinaneute que nao
desappirece com os ministros que se succedem
constantemente, seriara um gr-mie e poderoso au-
xilia: do ministerio,-seja o actual ou outio qual'
quer que ven ha, na soluco das questo.'S que te-
nh.im de ser brevemente resolvidas nos couselhos
da giverno.
EinGm, confiemos na Divina Providencia. 'Do
minus prouidebit, costumava dizer, ba mais de 20
anuos passados, um honrado sacerdote dessa pro-
vincia, deputado provincial, qunndo os collegas
membros da commis&o de orcamento impugna -
vam as emendas que augmentavam a desp;za e
pelas quaes elle Votava invariavelu ente sem ave-
riguar se cabiam ou nao as forc is do thesouro.
No Paiz de 3 do correte l-se:
Sua alteza o principe D.Pedro de.-'axeCo
buig i Gotha, neto de Sua Magestade o Impera-
dor, acaba de completar ocurso de eng.-n aria ci
vil na escola polytccuuica.
O estudioso principe, para conseguir a coos <-
graeo de seus trabalhos acadmicos, depois do
prestar exame das materias do 5o auuo daquelle
curait, nserereu-se para as do t}> anno, sendo ap-
provado em exame rago de todas ellas. >
E' o primeiro priucipe eng-'uheiro civil, pois
nao consta que nenhum outro se houvesss ded-
cauoa essa prufissin, considerada com indigna
dos individu i entrelacados em familias reioautes
e somente propria dos filhos dos burgueses e dos
desfavorecidos da fortuna, qne no ptoprio labor e
na lua pela vida, precisan? procurar os meios de
subsistencia. O facto nev constituir urna gloria
para o principe D. Pedr-, o mais velhj dos filhos
da malograda prneeza Leopoldina; e a uf, bra-
sileiros deve ser iisongeiro o exerap o dado por um
descendente da familia remante, que, inspirndo-
se as ideas e sentiinentos de seo augusto av,
rompe assim com velh s precoaceitoa, quo nao -i
mittiaiB que um principe de sangue, scguisse ou-
tra Ci.rreira que nao a das armas, em que se lhe
reservavam commandos, nos quaes, quer fosem
o nao digno) delle, teriam sempre posico supe-
rior.
i), n i o noticiada urna visita que em Janeiro ul-
timo fizera o p.-iucip 1). Pairo, que ento andava
com os 2o apinheir >s de estudoa em exercicios
o-.atic i-, ios s us augustos av< em Petropolis,
tracm O Uio de Janeiro cora m i.ta fi-ic'i Jale o
seu retrato nos 'seguales termos :
O princip ama apaixon idame.ite a sciencia
a que so de iieou.
Eleestuiou conscienciosameate engenharia
civil com > quem precisa da profisso para viver.
Misua os bancos da Escola durante cinco annos, a
foi comptnheiro, no mais perfeito nivel de igual la-
docom todos os ti.ios dos bons e pacatos burguezes
da nossi. trra.
N ita-se que elle, deptis de ter tido, p.iio as
cn-'ii" a realesu do sangue, busca, por si m -s
mo, coaquistar outra-a realeza do talent).
O priucipe tem urna conversacolo variada e
?gradavel, muita leitura para a sua idade, e um
espirito muito prompto e agudo. E', sobretudo,
muito discreto; nao falla de poltica ero dos po-
lticos. 1\m memoria prodigiosa ; reproduz o vor-
so cu a citaco do que carece sem o menor taf ir-
co. Adivinha-se-lh na phrase e as observacoes
qne faz urna pontinha de estro critico, mas critico
elegante, de sl E' t> familiar e commuuica -
tivo quanto o pe mil tem s sua idade e posi.
quanto basta para conhecsr-se-lhe o fuudo de um
bo u carcter.
Por cima de tudo um bello rapaz de vate
annos.
At ueste final aquelle jornal exacto ; por-
que neontestavelmente o prncipe D. Pedro um
dos mais bellos mocos da sociedade fluminense,
cireumstancia de que jamis elle se tem prevale-
cido as reunioes a que comparece. Pelo menos
as eos que o tenhe visto, nao se pode exigir mais
c rrecyao no sen trato e maneiras. De ar alegre'
jovial mesmo, sabe, como dizia o poeta :
> s damas dar
O que bom cavalheiro s damas deve
mas com a maior descripcio, de molo que ao re-
tirar-se, nao se sabe qual a quo em sea espirito
teve ura lugar de predilecco.
Na carre-a a que se dadicou, o principe tem
particular amor s seienetaa uaturaes, a cajo estu-
do parvee dar preferencia.
' muito amigo da msica e da pintara e tem
muita facilidr.de em apanbar as physiouomias em
retratos crayon.
Por oocasio da 1" diseusso do orcamento
na as.emblu provincial desea provincia, disse-se,
censurando ie o Sr. Dr. Pedro Vicente por ter sup-
priuiido o imiticato vaccinieo, que t. Exc. sendo
m)'l a dijra em diante exercendo
priva nenfe o oficio de tabelliSo de
nota*, passa ido o mais para o escrivo comoa-
nheiro.
Revogal.s as dispoaeos em contrario.
Sala das sessoos, 1 do Abril de l887.-r-Hercula-
no B.-.ndeira. i
N. 37.A Assembla L'gislativa Proviucial de
Peruambuco, res Ive:
Art. 1. Os professores pblicos primarios, que
coatarem mais de. 21 au.igs de effictivo excereicio
e bous servicos (-xcluidaa as 11 cencas) no m gisj
torio publico da provincia, sea que baj-nn soff. i 'o
em seu tirocinio purico a miniina condemnaco,
pena on castigo disciplinar, de qualquer natureza
que seja, posar* de tolaa Ki vantagens pecunia-
rias dos de 3 entrancia, quer no exercicio, quer
em suas jubilaces.
nico, lustruec s eepciaea rogularo a eon-
cesso de que trata o art. Io.
Art. 2. Ficam revogadas as disposicSes em
contrario.
Sala das sesso s, 1 d: Abril de 1886. Seares
de Amoritn.
N. 38. \.Assembla L-gislativa Provincial de
Peruambuco. resol ve :
Art. 1.' Fie era vigjs o art. 2? da le n.
1504.
Art. 2. Ficam revogadas as disposicoes era
contrario.
Sala dasset Os, 24 de Marco d.-. 1887.Julio
do Barros.Antonio Vctor.
O Sr. Haii e Silva -Peco a pnlvra pela
ordem.
O Sr. PresidenteTem a palavra pela ordem
o nobre deputado.
O Sr. Ralis e SilvaPedi a palavra para f.zer
urna reelainue i.
Li no Diario du hoje q:io a emenda, u. 29 por
mira aprese.-.tada ua seguuda discus-io do orea
monto, e approv-iia. d para a ci 11 io da Victoria
somonte dez lamp oes, quando eu pedi cincoeota.
Assim o engao ou typigrapliieo ou ni ;
se typographico nada significa, mas se nao o
importa muito. E eu peco que se verifique ato
no intuito ile ser cirrigido esse erro.
O Sr. Presidente() erro typographico, mas
j est corrigido.
Continua em diseuise o requerimento aiiado
do Sr. J.io Mana ontros Srs. d-.pu.adoi soore o
naufragij io vapor Babia*

Varia, Drnnmond, Ferreira Jacobina, B. Barreto
Jnior o Rosa e Silva, o Sr. presidente declara
aberta a sessao.
C 'inDirecem depiis os Sri. Afibnso Lmtosa. an'
dr Das, C ist-i Uumcs. Julio de B:rros, Bario de
Caiar e J io de Oliveira.
Fallara os S.-s. Bero de [lapissuioi, Autoni
Vctor, S domo de Mello, Ro^n-ira C-sta e '> i-
f hronio Portella.
E' lida e sena debate approvada a acta da ses-
s > anteceden.'.e.
O Sr. I* secretario procede leitura do se-
guinte
KXPEDIEHTB
U o oficio do secretario do govenn, trausmit-
tindo por copia outro do Cr. Cele de polica, em
que s licita a consignaco do crdito para a con-
s;rucclo de uma casa de priso na vi'la de Tnn-
bhba.A' comuiBso ds orcamento provincial.
Outro do imsmo, idera, dem, o termo de-con-
tracto celebrado pela C -mar Municipal de 15 -z-r-
res cora Joj Faustino da Silva, para cmstruccol>
de uma casa de mercado all.A' coaimissio de
ornamento municipal.
Outro do mesm >, tansmittinlo o oalanc-i de re-
ceita o despeza do exerccie de 188") a 18Sii c o
orvameiito para o de 1887 a 1888 das cmaras mu-
mcipaes de Bozerros e Cimbres.A' oommisslo
de ere--ment municipal.
Uuia petico da directora do Centro Litterario
Recieativo Nazareno, reqnerendo consignaco da
verba de 258420 que Ibe- deve a Cmara Muui
ci^al d'alli. A' commisso de orcamento muiti- | trajo "dedicail"
O Sr. S-'errcM'-tl.iealtlna--ir. presien-
te nao pretenda trazer o menor argllintato crs
favor ilo reja rmenlo que ora se diteute.
A assembla fu test-muuha da diseusso que
aqui se 1 vantou, n i qu i! se erapentia.-ain lous di-
gnos collegas. sendo que ambos esto de completo
ac.-orio.
Qi'T > Btor 1 requerimento, nue iniciau o do-
bale, quer o illuitrc leputado pelo Io districto que
fes a J-en de S. Exc. o Sr. presi'lcnte da pro
vieta t-s'o lu a'ceordo era que este r>.-que:im nto
deve p-iss ic.
Portanto, coroprehsnde V. Exc. e a aasemnla,
que o debate ota t r.nin ido, porque u> estamos
i-itoiran ate i' i ivencidos le qn < uma nejessida-
d- que cssas informacis venoam.
Por.'u, c .rno autor do re (-i.-ri.ne.ito, e porque
ao iniciar s o debate rae ha ru inscripto, enteu lo
que na i o -1 vi es ir passar sem jusiitcar o uicu
voto.
Seno0res, na falta de teslins pblicos e d-1 en-
thusiasm i p mular para eomineaorac o da 25 de
Marco, um dos mais importantes deste puz. ao
despertar a sua aurora foi a popla-o desta ci-
dade sorprendida com a triste e ffl -tira noticia
de centemis de victimas passageirja do vapor
Baha*.
Para o ponto dj desembarque "principiou a af-
fliir a populaeao desta oda le ; os momentos que
se passavam er na. noipalheta do teuip', mas duradouros para
aque les qud soffria u, para aquel les que ante-
Vlam uma enirin- eatastrophe a ioordo de um va-
por no alt; ocano.
A d-mot-a do va ,or Baha com nandado por um
listmeto marinhaif, distincto sob todos os pontos
de vUta...
O Sr. Praxe i \s PitangaApoiado.
O Sr. Ferreira Jacobina... rastro pratico na
navegaeo de to I o ocano, c especialmente da
costa do Brasil, leudo feitc constantes viageus e
comraandando um vap>r de construeco segura, e
inuit i sup -ri r ao Pirapima. Cmm.mdt.ute illus-
cipal.
lutra de Pidro de Oliveira Vitello, neg-ciante
desta. capital, requereudo ura- privilegio por 30
annos, para construir uma ponte de madeira d>
caes Vinte e Dius de Novembro ao arrecite, que
depois entrgala a proviueia, eom isenco de im-
postns, e dando 3004 annnalmcnto Santa Cisa
de Misancordiu.A' commuso de constitaico e
poderes.
Outra de Miguel Jos Alves, agente da Couipn-
nbia de Seguros Fidelidade de L-sboa, reclaman-
do contra o iuiposto.de 10: projecto de orcamento proviucial, repartido por
cinco ag.-ntea de companhias idnticas. A' com-
misso de orcamento provincial.
Outra de Julia Maria de Albuqocrque, reqne-
rendo ser momeada prof-ssora eflctiva para qual-
quer cadeira de 1' eufuncia que vagar. A' c :n-
raissao d-s instrueco publica.
A commisso de redaeco que fui pies nte o
snb-titutivo n. 2 ao projecto n. 34 de 1886 appro
vado era 2 diseusso com diversas em-ndas e de
parecer que seja o mesmo redigido da seguate
forma :
A Assembla L'gislativa Provincial de Pernau-
buco resolve :
Art. 1; Fiea o presidente da provincia auto
risado a contractar a illuminaco publica da ci-
dade do Recite e seus suburbios, observando o se
gumte :
Io. Dentro do prazo de trinta dius a contar
da data da presente le, irandar preceder a ava-
liaco de t. ido o material e obras da actual empre
za do gaz. Esta avaliaco dever ser detalbada e
especificada de conforraidade com as facturas das
fabricas o os despachos da Alfaod-ga desta ci-
dade, afim de que se possa couheeer os precis de
custo das machinas, apparelhos, canos, celumuas,
bracos e etc., e a dimiouico de valor entre a po-
cha da entrega e a avaliuco do material e obras
dorante o prazo de privilegio.
2". Fiud.a a av liaco, de que trata o ante
ee lente, mandar abrir concurrencia, por espaco
de 90 dias, annuncada pir editaes nosjornaes d-
maior circulaco.
S 3". Neiihuma pro&o-ta ser recebida sera que
o proponente com ella aprsente documento de ha-
ver f.ito no Thesouro Provincialdepoai"odaquan
tia de 50:0004003 em dmbeiro ou apjlicesda di
vida publica para garantir a ucceitaco do con
tracto no caso d ser preferida a sua propasta.
4. O coutracto e poder ser feito co.-n quem
melhores vantagens offerecer na coucurreuca
5. A n;io ser no caso do autecedente a
actual empreza nao ter preferencia a qualquer
outro proponente.
6o. O aovo contractaute ser obrigado a in-
demnisaco q-ie a provincia suj -i'a por forca
Ja clausula 13 do contracto em vigor, devendo
et-o;u ir dita iud.'ioiiisac^ao 60 das anees do re
cebimento dos materiaes e obras da amiga era
preza.
7". O prazo d < contracto nao poder exceder
a 30 anuos.
8o. O preco da lluminaoo quer publica quer
particular ser inferior ao actual.
9o. O systema m -trico se.-a o adptado para a
medico do gaz.
10. A laz ser clara, brilbante e is -rapta de
substancias eatraohas que possam prejudicar a il
luminaco e a hygiene publica.
11. A intenaidade da uz ser marcada pelo
govemo.
% 12. As horas da iilumiuaco publica scro
filadas pelo presidente da provineia ao principio
de cada anno, nao pod-rad i ser era numero menor
de seis, nem maior de dez ; devendo neste caso
ha ver uma redaeco no preco do gaz correspon-
dente ao accrescimo de horas.
_jj 13. A -lo da compaiibia ou empreza ser na
cidade do Recite'.
% 14. O cou'ractante ser obrigado a collocar
e construir, a sua casta um on mais gazoraetros
nos lugares que o presidente da provincia desig-
nar, e a iutroduzir todos os mclboramentos de fa-
omprim:nto de seus deeeres,
ua execuco dos quaes sacrificara sua vida
Cssas circamstancias frzeram nas.c>~r no espirito
dos enteu lidos a convicelo de que o vapor Bahia
se haviu submergi lo, e Sr. presidente, afi cfo
toJos, inqueriam, o que era feito do vapor Bihia.
Salto os passageiros do Pirapama e ento diziam
I uns : as horas mortas da noite o Pirapama encon-
trou-se com o vapor Bahia ou que se suppuaha
i ser o vapor Bahia e dopois do choque aquella se-
guir rumo norte. Outros que elle aproara trra
era demanda d c sta, uutros que elle tiuha vindo
ramo sul em busca de nossa barra, e alguna pouos
diziam que dep lis do choque obs -reou se o vapor
Bahia um ralo :1- luz maior do que o corainuiu e
logo depois reiuou no ocano as trevas. Essa no-
ticia tez convenc -r a todos de que a submero do
vapor Bahia era uina triste rcalidade e isto tomn
eorpo conrieco dos espiritos entendidos, de que
o.vapoi Baha cffectivameate submergira so as
proximidades de Qoyanua, ond se dera o fatal
eucontro.
V. Exc. comprehende que difcilmente se pod>-
conter as affl-ccoes e agonas que resultara do es-
tado de incerteza de um taoto desta ordem, e que
f -i augmentado na pro por cao que ffl lia a popu'a-
e para ocaso, c.ano tambem aindamis augmen-
tara a iffl cea por causa da demora dos paquetes.
Mais tarde, eram 9 horas da inanha pouoo mais
ou menos quando se descortina que solea as aguas
de nosso porto o vapir Moleque. Eoto todos os
espititos atiravi.ni suas vistas p-ira o borsonte, sup
pondo m-erao que se approximovam oatror vasos
daqucllas parageas. Infelizmente signa! aeuhum
bavia de quo o vupor Bahia deraaodasse s nossae
aguas ; portanto o que nos restava era anda a
de^esp -rac i e a ^ffl.c^o, e ento j os espiritos
convictos da subtn -rso do vapor Baha inque
riam, procuravaui sab-T quaes ns medidas e pro-
videncias oficiara ladaspara, se nao evitar o mal
que se tinha tt-ito, ao menos s suas tristes conse-
quencins. Por todos os lados se proeuravaus altas
autoridades da provincia, aquellas mesmas que
apparecera em incendios de pequeos cas-bres, mas
de balde. A cidade era am deserto oficial, nao
eram encontrados para serem fallados, nestas eir
cim*tancias, viram-se todos cercados de afflicces,
de agonas de lag:iinas, s contaudo com os esfor-
V )3 daquelles que forara testemuubas dessas mes-
mas agonas.
o se sabia -jnto, Justina seja feita por ordem
de quem sabio o vapor Moleque e muito menos que
fosse essa partid devido generon lade do dis-
tincto cavalheire, o gerente da casa Livraraento
& C., e creio qu' nao rae ser inhibido, j que es-
t..m .- volveud > -. fxetos passados dizer no recinto
desta casa ; que mais um i vez vejo os flih is succe-
dendo na virtudu de seus pas.
Eu quero fallar na generosidade do Sr. Jos
do Livrameuto. esle umtilhoque tem sabido imi
tar os seu'iuteTlos de virtude que ornavum o fal-
lecido Viaconde do Livraraento.
Passaram se as hora', lobriga se no orisonte
uma vella, a ancieiade reno va- se, a esperance oc
corro a uns, a outro3 de-p -rta apenas a idea de
que vai ser rea i-ai a a convieco de que j esta-
va demau lando ao nosso porto um barco que con-
tara a tristissiina nova. Este atraca e o que se
v all senhores ?
Sabe do seu estreito b jo crescido numero das
vietmas atiradas ao ocano no terrivel encontr
do vapor Bahia e Pirapama E ento o que
se descortina ?
Sao uns ns, todos, pode-se dizer famintos e
pobres, sem recursos, e a nao ser a caridade pu-
blica, teriam suecumbido.
Eis mais ama prova de generosidade do brioso
e valente povo de Peruambuco, mas que ua phra
ee de S. Exe. o presidente da provincia um po-
vo que abusa do uso dafaca de punta.
' N nh un das autoridades foi encontrada ; to-
dos os estabeleeime tos pblicos fechados; c-ousa
alguma preparou 8. Exc. para receber os nu-
fragos, e no entretanto senbores quem os receben
quem veio amDaral os em suas desgracas, foi jus-
tamente o brioso povo oernambucano e no entre-
brico e illuminaco que durante o prazo do con-1 tanto que S. Exc. cavalbeiro distincto, quedava-
tracto se forem descobrindo.
5 15. O pres dente da provincia estabelecer
as multas eraais condicoas ao intuito de garantir
a boa execuco do contracto, quer com r.-lacao a
illuininac i publica quer com a particularG. de
Drummond.Amara*.Barroi Barreto Jnior.
Sao tambera lidos, julgados objectos de delibe-
raco e vo a imprimiros seguintes projectos :
N. 36. A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco, resolve :
Art. nico. O actual escrivo do jury, civel e
crime e tabeliao de osotas por distribaicao do ter-
se em palacio e m is tarde acompanhavao Seohor
queia para a matriz. E' possivel qae S Exc. o
presidente da provincia entendesse que depois do
nautra gio, s rt-stava a morte, e melhor lora trans-
formar o ocano era ceiniterio.
Assim correu S. Exc ao lugar mais apropriad >
para eucommendar os defuntos a igreja.
Se S. Exc assim pensava, anda esteva mnito
atrasado, nao tevo oenhum dos seus conselh -iros,
quo Ihe fizetse ver que depois d'um naufragio
que necessaro expedir providencias immediatas
para a salvaco daquelles que anda podem por-
venUira ser salvos, e o enterramiento de outros que
pereceram uo sinistro ; e os beros em risco.
Portanto, 8. Exc. nem to pouco o meu digno
amigo e Ilustre deputado pelo 1 districto nos po-
de mostrar quaes tinham sido as providencias da-
das pela administraco da provincia no sentido
do soceorrtr as victimas que se debatiam as on-
das e apanbar os corpos daqu-lies que perece-
ram, afim de se poder fazer exames cadavricos
necessarios e mdispensaveis para reconkecimento
de identidade e at ainda -r. presidente essas
providencias eram neeessaras para garanta da
propriedade, e eu acereacentare mais p ra a pre-
venco de novo s.mstro, porque, nUnio ao faa.
do daqaellas aguas ura grande vapor, isso bem
poda dar em resultado novos naufragi.s. (\poia-
dos).
D:sse, porm, o nobre deputado, quando teve
occasio de i ecupar-se dessa matara : que pro-
videncias queris mais f Por minha vez pergunto
eu : que providencias foram dadas ? Nenhumas
abe-lutaicente.
Dzem, porra, Ss. Eics. : quem secusa, tem
de provar. Mas provarmobrigiica que senbores ?
Se ao presidente da provincia corra o dever de
dar providencias enrgicas e immediatas e estas
nao foram dadas : se as providencias sao factos
positivos de uma uceas, nqnelle que censura nao
pode provar se nao analysaudo o poueo cuidado e
a inercia da iidministrhCJio, perquaato o caso
d'aquelles quo basta ver a lrma eo modo porque
a adininistracao se portou u'um negocio de taina-
uha gravidade.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia, bem po-
dara ter precedido de modo differeate; bem po-
derla ter expedido ordena immediatas no sentido
de salvar a. vida, de rauitos nufragos e pirte da
fortuna de outros que ficaram no fundo das aguas.
Os nobre* depurados dizem, bem como o Diaria
de Pernambuco orgo de defeza de S. Exc. que
as providencias foram dadas Mas, senbores. oe-
cessarjo que nao estejamos aqui a iludirnos, sup-
pondo que o pensaraeuto desta Assenb nao tem
outro limite alen desta mesmacasa. As providen-
cias foram dadas Do dia 9, quando deveriain ter
sido expedid.s no da 25, depois que o vapor Gi-
qu> aqui chegou disendo quo havia encontrado
muiros calaveree, a.iproxiraalamente una30 boian-
do sobre as ,-iguas.
O Sr. los .MaraE' exacto.
O Sr. Jac binaV pois V. Exc e a casa. $Sr.
presidente, que as providencias dadas tres dias
depois do sinistro, tres das depois do uaufragio
f >raui apenas para enterrar og rr.ortos que porveu-
tura tivessem escapado aeco natural da piltre-
taeeo e a v -ragem dos peix-s. E por isso, Sr.
prcsident-, que infelizmente o vapor encarregado
de^sa duioroea e triste misso volta dizendo qua
nao trasia cingnem porque 03 pouecs que tinham
abordado praia, j haviam sido enterrados pela
subdelegado, sendo que um foi at euterrado no
iugar denominadoCarne de Vacca.
E, Sr. presidente, uease m ira nto, embora des-
onh-ca esse subd.l gado, imagino os t-sforcos
que elle fez para enterrar- os moi tos, sem ri cur-
sos sera ordens, sen prorideneia alguma para exe-
cuco de urna aeco to triste, mas ue essara
porque do contra -i 1 aqu-lles corpos que p aven-
tura escapdseos v-racidale d s pcixes, s-riam
d :V -lados pelos bC0S dos abutn-.-.
Ora, Sr presidente, q ie pravas querern mais os
nobres d-pundosda negligencia do administrador
di provincia? Porveutura mi bista o clamor
publico que se levanta de todis os angmoa da ci-
dade ? Assim quan 1 dissem is qu; S. Exc. era o
nico responsavel pirtuli quinto succeleu de-
p as do naufragio, nao avancemos u na falsidade,
pirque o facto es no dominio publico, e nao po-
de ser negado pelos amigos de S. Exe.
Eu confesso, Sr. presidente, no esa de S. Exc,
precisando de defeza, eu nao lascara mo daquel-
la que para justificar-me fosse necessaro descer
a considerar es empregados subalternos por ne-
gligentes, por desobedientes a ordens que nao fo-
ram dadas. Pois ser justo pretenderse que o
guarda-mor interino por exempl.-, sob sua respon-
sabdda.'e fizes.-e expedir um vapor para um caso
que nao era arrecadaco de fazenda, porm mais
grave, sera a competente antorisaeo ou sciencia
do presidente da provincia V
Eu coofesso qu.- deteza collocada uesse terreno,
a despeito do talento do nobre deputado pelo l.o
districto nao pode absolutamente aproveitar.
Apenas prora os recursos de que S. Exe. ds-
po-, mas o reo eccusado est completamente ia-
defeso.
O Sr. Gasp.r de Drummond d um uparte.
O Sr. Juo iiin:-.Portanto anda a sm S. Exc.
nao foi teliz proenrando defender o presidente da
provincia e nos outro^ estamos Completamente
justificados, taiaudo S. Exe. o Sr. preside t? da
provincia de negligente, e retardatario das pro-
videncias que Ibe couipitia dar.
E, Sr. presidente, eu poderia confirmar este
meu acert com alguns factos, entre os quar-s um
succcdi-lo ha pouco n'esta cidade, ond se ateou
fogo em uma Casa, uo Forte do Mattos, niearan.
do e incendio estender-se pelos depsitos de algo-
dao sitos no bairro. Pedia se com anciedade uma
celebre e importante b unba da Alfaudega, bomba
que,tiuha custedo .ppriiximadamente nove en dez
coutos de ris, mas, cora desgosto do tolos que
testemuoharam o facto, a bomba nao apparecen,
dizendo-se que eatava imprestavel.
N'estas circumstancias, portanto, comprebende
V. Exc. que eu poderia neste momento dizer que
o Sr. P.dro Vicente aiuda responsavel pla ne-
gligencia ou emisso de seus subordinados anda
quando d as ordens e elles nao as executem, par
taita do materia! preciso, que est imprestavel,
porquanto com antecipaco que se deve provi-
denciar tudo isco.
V. Exc. comprehende que, devendo certo vapor
fiscal estar prompto para uavegar a cada momen-
to do dia ou da noite, nao dtscalp-'vel o c-pito
que diznao teuhi carvo na carvoeira, nem fo-
go na fornalha, nem machinista a bordo.
O Sr. Jos ManaO capito quo diz eu nao
cuide.
O Sr. Jacobina Ora. pois, se S. Exc. o ca-
piti-mr, o fiscal geral de todos os outrts, est
claro que nao Ib pode ficar bem, como lemora
neste momeuto o nobre deputado pelo 2o diBtricto
dizereu cao cuide.
Sr. presidente, mais uma vez os meus ouvidos
foram feridos com as palavras do meu digno amigo
le que o requerimento era filho apenas da o*
xo partidaria, e s por ella levantramos a voz
uYste reciuto.
Sr. presidente, nao ha duvida que o requerimen-
to firmado por bomens polticos. V. Exc. com-
prebende que a poltica uma qualdade inherente
a todos nos que firmamos este requerimento; e eu
dou os meus emberas provincia de Pernambuco,
por ainla ter e^8BS tracas vezes dentro do recinto
desta casa para profligar o acto da adinioistraco,
para profligar essa egligeucia inleaculpavel. O
que sera desta provincia, Sr. presidente, se nao
tivesse aqui essas vozes para levantar brado con-
tra alguna dos actos que a administrar) vai pra-
ticando? V. Exc. comprehende que os correligio-
narios polticos de S. Exc, embora condemnassem
o proc dimunto d'elle, nao teriam a corsgem cvi-
ca e o patriotismo de vir aqui accunal-o.
O Sr. Prxedes PitangaNeesa nc cabem elles.
O Sr. Ferreira JacobinaPortanto, opposico
que caba esse misso dolorosa, nao pelo facto
da aecusaco em si rnesma, mas pelo motivo delia.
Nos neste momento, como homens polticos que fa-
zemos aecusseoes e censuras, apenas interpreta-
mos pallidameu'e a.cusa',oes de que t da a cidade
cobrem a pe.so 1 de S. Exc. (Apoiados).
Portanto, senhores, em que desmerece essa apre-
ciaran por ser a opposico quem a promove ? Era
justamente opposico_que caba esse papel, por-
que os nobres deputados da maiora, embora tor-
turando a cou8Cencia e contendo os imputos do
coraco sacrificara poltica o seu dever.
O Sr. Gaspar de DrummondComo se escreve
a biatoria.
OSr. Ferreira Jacobina -Escreve-se assim mes-
mo ; V. Exc. est se inc oramodaudo, porque sent
dentro em si a verdade que nao quiz manifestar.
Portanto, Sr. presidente, S. Exc. nao foi aiuda
feliz, pretendendo qne l fra se entende que a ac-
cusaco desmerece par ser filha da opposico.
Nao! L fra o q^e se diz que essa opposieo,
censurando a adininistraco pela negligencia e in-
curia com que se houve, nao fez mais do que inter-
pretar o sentimento geral da populaco, sem dis-
tinecio de classee, de partido, de nacionalidades.
(Nao apoiados). -
O nobre deputado pelo 1 districto, se se levan-
toa em defeaa do presidente da provincia, foi por-
que comprehendeu que S. Exc. eslava era apuros.
O Sr. Gaspar de Drummond Porque se trata-
va de um requerimento a que se devia dar respos-
ta como a todos os outros se tem dado.
Um Sr. Deputado O guarda-mr urna euti-
dade.
O Sr. Ferreira JacobinaV. Exc Ilustrado co-
mo abe que um guarda-mr nao faz por sua

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de Pernainbncft Kabbado 16 de

i-
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vonta.de proprU seguir um vapor ; io pode toser
sabir o barco uue o lev visita do porto.
O Sr. Augusto Frai-kliu di um aparte.
O Sr. Ferreira Jacobina A. questao ci de
guarda-mr; a quesillo 6 do saber que providen-
cias tomo'i o presidente da provincia. Nenhuma.
O S-. Gaspar de DruuiraoudCJustaui da pe-
cas officUea.
O Sr Ferreira JacobinaNem o nobre depot-
do, nem o digno sacerdote qu* acaba de internm-
per-me (o capazas de exhibir uina prava de que o
Sr. presideute ch provincia tivessetido, ho m^nos,
conversa oam queo quer que fosse, no intuito de
providenciar sobre os effeitos da frrivel catas-
trooh-a.
E, seuhores, uetas circunstancias pola se du-r
que a censura fi'h unioam-Pte da paix i D li-
tio*? Ni), seuhores, 3lla muito m;r*oida. Eatou
convencido de que. se pjr urna fatalidad*) tivesse
nos a desgrava de dar-se em nossas plagas se-
gundo siniatro, o Exra. presidente da pro"ineia
procurara saber do facto e providenciar pjr modo
muito di ve so do que acabou de faser.
Portento, a tonaura tem urna, grande vantagem.
S. Exc moco, teui aspirado.: ; provavsl que
sahindo da admiuibtraco desta provincia, o* seus
correligi nanos o elev> in outras presiden as e
at pasicoes mais subidas. 6. Exc. ento ha de
ser mais cuidadoso, nao ha de fechar as suas por-
tas s commui:ica';oes,nem prender as cinpan!iii3
elctricas pira cao Ihe darem aignal, nem cortar
a correspondencia, nem anuuar-ae a acompanhar
procisaoes, ouviudo o cautic dos levitas, guando
a sua cousciencia devia estar sendo ferida pelo ge-
mido das victiman do naufragio do Baha.
O Sr. Gaspar de DrammoudNem tomar sur-
vetes, -aecreacente V. Exc.
O Sr. Fcrreira Jacobina Eu nao diese iaso.
8 Exc. poderia tomar dei sorvetes, ao houvesee
dado todas as providencias, e nem por uso deixa-
ria de ser um bomem altamente aprecate! e digno
de louvor. O uobre depulado couvencsi-se d qne
eu nao vim aqui accuaar ao Sr. presidente de to-
mar surestes ; o nobre depurado que me lumbrou
esta circoinstmicia, que nao re ccupou o meu es-
pirite. Venho aecuaer o Sr. presidente da pro-
vincia pela negligencia e omisso com que elle se
boa ve.
S. Exe. per leu a occasio de firmar um pedestal
para si n'esta provincia, perden a occasio de fa-
cer calar ou, ao menos, minorar s censuras a
qu.lquer acto mea n pensado que por ventura ti-
vesse praticado.
Cirresso ao logar investido daa su-.s altas fucc
co.s officiaee. c tomarse a iniciativa de providencias
enrgicas. lato que lastimo S. Exc. as ter feite,
porque ento Col locara um pedestal de gratido no
coraco de todos os pi-rnaubucinos e das victimas
que tivessem rebebido soccorros. Mas S. Exc. o
que fez f Cousa algum'.. Foi surdo p ir que nao
teve oavidos, ceg porque nao teve communica-
coas officiaes que Ihe anuuuciussem um facto, que
desie a mauh corra por toda esta cidade, eremita
porque nao teve um amigo, nem um dos mores di-
putados que Ihe frequentam a casa, que Ihe parti-
cipasse o desgranado sinlstro.
O Sr. Gaspar de DruminandPeior succedeu ao
Sr. Dr- Costa Ribeiro que sube da noticia s 6
horas da tarde.
0 Sr. Perreira JacobinaNao admira que o Si.
Dr. Costa Rib'.'iro, ou que Vv. Eses, desconhe-
cessem o acuoteciinento ; mas admira que o pre-
sidente da provincia, a pes=i mais altamente col-
locada, a quem todos, at os indiffereotes luo o
prazer de dar novas, ainda m-'smo nao verdadeiras,
comtanto que teuham a dita de fallar com S.
Exc.....
O Sr. Costa Ribeiro Eu soube do facto logo
dpois de meio dia.
O Sr. F'errcira Jaeobin .. admira quo S.
Exc. desconhecesse o que toda cidade conbe-
cia.
Tendo lavrado meu protesto. Nao quero mal
S. Exe., ne ii a paixo poltica o que me faz di-
zer o que vcuho de manifestar, nao ; acredite V.
Exc. que, qualquer que fosee o administrador,
ainda menino do meu partido, procedendo c mo o
nobre presidente da provincia acaba de proceder,
n'uma circamstancia vio grave e triste, en nao tv-
ria duvida algoma cm dizer que S. Exc. nao tiuba
eito cousa alguma, e nao procurara desviar a
responaabilidade do nico sobre quem deve pesar
para os empregados da capitana do porto, iuspe-
ctciia da Alfaudega ou da guarda-moria.
Sr. presidente, sinto u'eate m inento u) poder
tambem fazer meuso d'aqu -lies que sacrificaram
a vida para salvar as victimas, co n rn.ii.ir ab
negaci.'. sem esperanza nem meamo de um cn-
feite para u peito.
A essus pobres e infelizes barcaceiroi que, bem
lenge e imitarem o procedimento que teve o pre-
sidente, atiraram ae s aguas do ocano para re-
ceberem os que se debatiam as afonas da mor-
te, presos taboas e a outros meios de salva^o
encontrados no ocean), a esaes barcaceiros que se
deixaram arrast r pelo impulso vigoroso do de-
ver, sem ao menoa ponm o fio na espera nca de
posicoes officiaes. dedistioeciss honorficas, mis-
ter que se Ib 'a d auimacao, para que a vida la-
certa dos que se acham sobre s aguas eucontrem
sempre almas bemfizrjas cora^jes generosos
que corram pressurosos em seu auxilio.
Vi hontem no jornal da casa, que alias o dia-
rio officia ama advertencia para evitar censuras
a pubicac~. j de officios e de agradecimentus.
Creio que nem o meu co lega que encetou o de-
bate nem eu tivemos em mente censurar a quem
quer que seja pela falta de agradec aentos e esto
publicaco do Sr. Visconde de Itaqui do Norte,
agradecendo ao inspector do Arsenal de Marinha
e creio qoe aos Srs. Livrameuto & C. e ao prati-
co, pelos servicos prestades.
Eu aeho que quem poderia augmentar a oani-
festac&o da gratido publica a esaes diatiuctus ci-
dadaos pelos serviyos que prestarain, era o proprio
administrador da proviucia. Pois seria inditf;-
rente S. Exe. que o Sr. Jos do Livramento ex-
pootauea e generosamente prestasse seus navios,
todo seu peasoal, em soccorro u'aquellas victimas,
ainda meamo nao tendo sido solicitado por S. Exc?
Nao esae um eervico relevante ? Nao se, por-
tant), a quem veio subscripta aquella r-'fereac a.
Nos aqui nao censuramos os sgradecimfntos que
sao feit.s por serviuoa relevantes.
Sr. presidente, creio que os nobres depundoa
nao insistiram em um argumento qu- se procuron
deduzir do3 socoorros prestados pea capitana do
porto a una nufragos que lheptreceram de posi-
eao ofBcial, e que alli app>rec*ram pedindo soc-
corros ; noticia que V. Exc. sabe e vio, como to-
dos nos Vi moa, no jornal olficial, que o veterano
marioheiro solicitara de S. Exc. o Sr. presidente
da provincia a appruvacao do acto pelo qual man-
dara admittir na enfermara foguistas de navios
de guerra ou de vapores, que iam para o sul, co-
ma passageiroa do Baha. N'eatas circunstancias
nao aei como se possa diz-r que um acto espouta
neo e mmediato, filho da triste.eitu:.cao em que
se achavain aquellos entes, moribundos, se pode
dizer, os, incapaces de transitar por esta cidade,
m nao serem amparados por quem quer que fosse,
que o acto, digo, do digno e veterano ca jitSo do
porto fosse um acto para ser reprovado pelo admi-
nistrador da provincia. .Mas o que certo quo
a aeco nao tem nada absote do digno
presidente da provincia, a nao aer. a hDprovacao
subarquente. Todava, ningoem dir que este
um meio de provideociar-se directa u ote cerca ,
de um naufragio.
Tambem o Diario de Pernambuco fez allusao s
providencias dadas por S. Exc. relativameute a
horueus us, e de ter no dia 29 ordenado que a
Thesouraria forueCease seis meu s de sofdo a tiiii
offi.'ial de DBiriuhn, c creio que a uin faguista <>u
bu chin. ata.
Este o faeto a que in refer no principio di-
aeudo que S Exc nj lugar do sinialro uao tez
cousa ui'ubuuiH rvlativaioeuteaos nufragos, e nue
ae no dia 9 fez essa cmcessvi f i 1 vida a um
offici'.' do eapilio do porto em que dedurava que
o taca por fquidi.de.
E devia fazel-o nao u por equidade, mas at
por decencia; porque V. Exe. compr-hende que
usa official_ da ruarinba brasileira nao poda ser re-
coihido n n'uma enfermara, aa.im como 08 ou-
tros.
Portamo, uo era a equidade, era a decen-
cia ; era a decencia publica, era a deceucia da
propna clas=e que determinava essa conc sea).
Mas nem nisco a iniciativa foi de S. Exc.
Sr. Gaepir de Jirummoua Nao havia mau-
llado pxgar a outros ?
O r. Weira -JacobiuaO uobre deputado fa
ca o favor de mostrar-me iseo escripto, porquanto
o que aei > d-ate, nao me consta que h.uvesaem
OUtros a quem He inaiiiasse dr Buido.
O Sr. Gaspar de Druuiuoni Desde que era
0r equidade. .
O er. i-'arreira Jacobina Has p r quidade
nao quer dizer que se liveaae dad; a outros.
aftjaidade o que os romanos cauava ncoinple-
qWeaxo dx juscai. E este o atulido dapaluvra.
s quero most.-ai- que o Sr. pr>-a -
das'- acia nao fez cousa n uliuica, e o
8 a oppor-
oa provincia de
s louvores
que lastimave.
tunidade de 6rmanM|
l'ernambueo, e de e
que a aituacao lie ci
O 8r. Pres'denre LeAbr .ore depurado
qoe est dada a bora.
O Sr. Ferreira Jacobina Vou terminar, Sr.
Entia m ti* discuaoao o projecto n. 12.
{'OBina).
KMENOAS AI-RKSmiTAOAS KA 3* OiSCUSslo DO PBOJECTO
I DISTB ASKO (OBCAMBKTO PBOVBIOIAX,)
S. l>7. Ao -o doswdditivo n. 109 :
i) Gymnasio Provincial continuar a dar
presidente ; nao quero por maia tempo aboa.tr da edneaco e lostruccao gratuita 10 alumnos po-
b-ndade dos meus colicga*. Nao xpoiados).
fpolv cantare: qualquer que se ja a pro-
leedeneia'd-'on'ie vsnbamGomes Prente.
N. 191. Ao aiditivo u. 10t N> final do n. 8 do
1. acerescente-se: sem prejuizo destes funcuio-
nari-,3.Litis de Andrada.
N. 19. Onde coub'r : fioa o presidente da pro
vinea autorisado a mandar pagar ao professdr
public; da Cisa de Detenca-., Joao F-rnandes
atiViSTA tiism
bro, internos, send preferidos : Io os fithos los ; Viaum, o que e Ihe stiver a dever de seo
cimentes relativos ao erercicio de 188* a 1885. -
Kegueira Coats.
N l3. Bibliothica Provincial. Accroscente-se:
2:0'J0| para compra e encaderuacao de livroa.
Joao de Olivi'ira.
O Sr. Praied s PitongaV. Exc. vai perfeiia- voluntarios da ptria; 2 os dos outroa servidorea
mente htm. da prtvineia e do Estad ; 3* os que se houveim
O Sr. Ferreira Jacob'oa Para mim questo distinguido pela sua excepcional intelligeueia, con-
vencida : a conn.-ieocia publica, os rumores e aa ducta e tpplicacSo as aulas, sendo observada a
c-usuraa constantes que ainda boje se transmit- as ondiooes da art. 65 do regulameuto de 19 de
tem de bocea em b'Cca contra o procedimento do Abril de 1886.
Sr. presidente da provincia fallam muito alto o 2o A mensalidade para os domis alumnos I N. 194. Emenda additiva a emenda sob n 109,
moatram que S. Exe. nao tem dileza. ser de20. G. de Drumroond.S-gueira Cjs- 3. Fica prohbido o pr^enchimento das vagas,
que se der> ra nas*eparticoes publioas : Secreta
na da Presidencia, Thesouro, Consulado, Gym-
nasio, Batuta Normal e Secretaria da Inatruecao,
por motivo de aposentadora, morte, r. n lucia, sal-
vo se as vagas iurem dos chotea cu thesoureiros
das mesmas reparticoes.-Lustoes.Jacooina.
Bua) de C>iar. 15 iro de Itapissnma.Juven-
eio Mari*, Joao de liveira. Andr Das.
Jos Maria.
N. 195. S-' nao for approvada a emenda a...,
die: -eeVdepois das palavrasrespectivos profes-
Deus qieira que aproveite a lcao a S. Exc ta.Goo^alves Ferreira.-Gomes Parante.So
ra qoe aqui ou em oujxo quaiquer lugar nilo si ja phronio Portilla. Rodrigues I orto. Julio d
para
negL'eo'c e dP8ciulj60 em momento to gra\e,
tao fflictivo para a huin uii Ja !'.
O Sr. Jos Maria e cutios rs. deputadosMui-
to bem.
A diseussao tica adiada peta hora.
Pass'i-.'e
1. FABTE DA OKDKM DO DIA
Entra em 2. discuasao e eooa debate approva-
do o projecto n. 21 deste aun i
O Slr. C!ou.eN Prente (pela ordena) ro-
quer e a Aasembla approva a dispensa de in-
tersticio para que este projecto entre a orde:n do
dia da sessao a. uiate.
liarros.L)r. Joo de S.Luiz de AndradaDr.
Perreira Velloso. Vigario Augusto Franklio.
Rgoberto.
N. 188. Onde couber. Pica o pneaideute da
proviucia autorisado a despender at a qua-uia de
:M'U para a construeco de orna ponte sobre o
riacho que passa pela villa do BonitoKegueira
Costa.
N. 189. Ao art. 2" 8. Em vez de 1:000/, d-
ga-sel:20.i/.Gamea Prente.
N. 190. A' emenda n. 150, entre as palavras
chapeos e obras de selleiro, accresceote-ae : velas
ot rianas, sabo e milho ; e no final da palavra
.ig-
sores, o, seguiute : reapeitando a orden- das en-
traucias, de serte que nSs sejam prejudieados os
meamos professorea, passanio de entrancia supe-
rior i ferior.Loi:rcnco de S.

Estatutos da Conipanhia "Isinn Pinto"
m Rlbere
Capitulo 1
DA CONSTITOigAO, FINS E DUKAgAO DA COMPAHIA
Arliffo i." Fica instituida nesta cidade. do Recife, umaXktm-
panhia Auonyma denominada Usina Pinto em Ribeirfio.
Art. 2." Os seus lins s9 : a explonigao da cultura da canna
d'assucar, o fabrico de3te producto e de agurdente naquelle des-
tricto por meio dos processos c apparelhos mais aperreigoados.
Art. 3. 0 prazo da duraco da Companhia ser de vinte
aun os.
Capitulo II
DO CAPITAL, ACCOES E OBRIGACoES
Art. 4. 1. O capital da Companhia ser de ijuinhentos
conloa de ris (300:0005000) represetiladoem duas mil e quinhentas
acgOes de duzentos mil ris cada una, cujo capital se ada todo
realisado e representado no valor da referida Usina com todas
suas dependencias, inclusive as propriedades que se lizeram para
moradias dos empreados, terrenos e viago terrea na extenso
de dez kilmetros c seu malerial rodante.
2.' A Companhia tomar a si os contractos feitos pela ex-
mela firma Pinto, Brochelon it C.a, cora ossenhores deengenhos
para fornecimento de cannas.
Ai-I. 3." A responsabilidade do accionista limitada no valor
de suas acgOes.
Art. 6. As aeces serfio nominativas e a transferencia ser
feita por termo lavrado uo registro da Companhia c assignado,
pelo cedentee cessionano ou por seus legtimos procuradores.
capitulo iri
DA DIRECTORA
Art. 7. A Companhia ser administrada por una directora
de tres inembros eleita pela Assembla Geral, de dous era dous
mezes, devendo os eleitos. logo que tomarem posse caucionar
cada um cincoenta accOes pela respousabilidade de sua gestao, as
quaes sero averbadas no registro competente e inalienaveis du-
rante o mandato.
Art. 8. Eleita a Directora esta designar dentre os seus
inembros o presidente, secretario e thesoueiro, sendo que o pre-
sidente accumular o cargo de gerente da Companhia.
Art. 9." A Directora percebera. era remuueraeo de seus ser-
vigos a porcentagem de dez por cento sobre os lucros lquidos da
Companhia distribuidos d.i segninte forma : seis por cento, para
o presidenta, dous por cento para o secretario e dous por cento
para o thesoureiro.
Art. 10. o caso de impedimento de qualquer um dos direc-
tores por espago maior de sessenta dias ser substituido pelo m-
mediato em votos e caso este nao acceite ser escolhido o que
ti ver maior numero de aeces.
A Directora poder funccionar com dous membros e no caso
de empate e ausencia do outro inembro dentro dos sessenta das,
ser chamado o immediato para decidir sobre o ponto em questo.
Art. 11. Compete ao presidente:
SI." Representar a Companhia em todos os seus actos ;
| 2." Executar e faxer executar as resoluces da Directora ;
-. I 3.* Convocar ordinaria e extraordinariamente a Assembla
(lera dos accionistas;
i 4" Organisar e apresentar Assembla Gcral o relatorio
annual das operaciOes da Companhia ;
5. Fiscalizar a marcha da Companhia e a gesto de seus
negocios como gerente que por forga dos presentes estatutos;
S 6. Dirigir a escripturago, nomeiar e demittir os emprega-
dos precisos ao servico da Companhia. assim como marcar os
seus ordenados (lando sciencia de seu acto direci-o.
Art. 12. Ao secretario compete:
1." Substituir o presidente e thesoureiro em seus impedi-
mentos ;
.2." Rcdigir as actas das sesses da Directora e escrevel-as
no livro competente.
Art. 13 Ao thesoureiro compete :
1. Ser o caixa da Companhia e assim receber as contas
que forein dividas e pagar as que (brea apresentadas com a
rubrica de presidente.
Capitulo I V
DA COMMIS8AO FISCAL
Art. 14. Compr se-ha de tres membros eleita annualmenle
como prescrevea lei das sociedades anonymas cumpnndo e exi-
gindo oque determina e concede a mesma le aos que exetepm
tal mandato.
Capitulo V
DA ASSEMBLA GERAL
Art. lo. A Assembla Geral reunir-se-ha ordinariamente na
sede da Companhia no dia 30 de Abril de cada anuo, quando se-
ro apresentados o relatorio e o parecer fiscal, e extraordinaria-
mente quando l'or convocada pelo presidente ou de accordo com
a lei das sociedades anonymas.
Art. 16. A Assembla jula-se lia constituida com o numero
de accionistas representando u quarto do capital social, no dia.
hora e local marcados e publicados pela imprensa com quinze
dis de antecedencia.
Novainente convocada a Assembla funecionar com o numero
de accionistas qne comparecerem urna hora dcpois de mencionada
nos jornaes.
Art. 17. A AssemUf i ser presidida pelo accionista mais
velho, que chamar para oceupar o lugar de secretario o mais
mogo.
Exceptuam-se os directores e Bseaes
Art. 18. Cada accionista tem direito a um voto por cada dez
aeces at o numero de cem. e deste numero por deante contar-
se-ha cinco votos por cada cem aeces que excederem do pnniei-
ro numero lixado.
Art. 19. A votago feita segundo o numero de aegoes ser
applicada eleiges que se tcnliam de proceder, as queste.s que
se suscitarem, porm. serio decididas pela maioria dos accionis-
tas presentes.
Art. 20 As eleiges sero por escrutinio secreto, sendo per-
niitlido votos por procuracao, mandato que nao pode ser exerci-
do por directores ou liscaes.
Art. 21. Dos lucros lquidos da Companhia deduzir-?e-ho
dez por cento para o fundo de reserva at completar a somma de
cem contos de ris, e o restante ser destribuido pelos accio-
nista^
Art. 22. O dividendo ser distribuido annualmente, e depois
de realisada a reunio da Assembla Geral ordinaria.
Capitulo VII
DISPOS COE9 GERAF.S
Art. 23 Oseases omi-sus nos presentes estatutos sero re-
gulados pela lei das sociedades anouymus.
Art. 2i. Com a apnrovaeo dos presentes estatutos ficam
desde logo eleitos membros da Directora os Srs. Dr. Jos Goncal-
ves Pinto, Baro de Serinhem e Jos da Silva Loyo Jnior.
Recife, 17 de Mino de 1887.
Jos Gongalvcs Pinto.
Olympio Fredenco Loup.
Augusto V. F- Coutinho-
Jos da Silva Loyo Filho.
Jos Maria Carneiro da Cunha.
Hypolito V. Pederneiras, pp.
Jos Joaquim da Costa Maia.
Edmund P. Cox, pp.
Jos Joaquim da Costa Mua.
Baro de Serinliem-
Theodule Brochelon
Andr Roe=ch, pp.
Joo Carlos Gutierrer.
Cnstinodo Valle.
bou nesta ivurticao o sello de seu capital corresponden-
te a quinlienius contos de ris.
Hercbe.ioia de Pernambuco, 6 de Abril de 1887.Nery.
Kupauma Usina Pinto vai recolher a Recebedoria da'
Fazenda, a quaniia de qmnlientos mil ris de sello de seu capital
de qumhentos conios de ris j realisado e vinte e cinco mil ris
de addicional.
ile. 6 de Abril Jr 1887.-0 guarda livros, Francisco Mana
de Souaa Goineia.
A fls 37 do livro do sello lica escripturada a im-
portancia de quinientos e \intc e cinco mil ris sob n 4.
Rece^doria de "Pernambuco, 6 de Abril de 1887..Nery.
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Acta da Assembla Geral dos accionistas da Companhia Usi-
na Pinto em Ribciro para a formago e constituico da
mesma Companhia.
Aos dous dias do mez de Abril do anno de mil e oitocentos e
oitenta esete, 11 j predio 11. 11 ra do Commercio. reunidos os
accionistas subscriptores Dr Jos Goncalves Pinto representando
o capital de ce ito e vinte e cinco contos de ris em seiscentas e
ymte e cinco a yes, Jos da Silva Loyo & Filho o de cincoenta e
oito contos de res, e n duzentas e noventa aceites. Edmund P.
Coi por seu procurador Jos Joaquim da Costa Maia o de sessenta
e dous contos e quatro centos mil reis em tresentas e dose aeces
Dr. Hypolito Velloso Pederneiras por seu procurador Jos Joa-
quim da Costa Maia o de dez contos de reis em cincoenta acedes
Theodule Brocbetoa o de cincoenta e oito contos c duzentos mii
reis era duzenlase nvenla e urna acgtfes. Leopoldo Schiriner por
seu procurador Francisco Mari de Souza Gouveia o de vinte con-
tos de reis em cem acgOes, Olimpio Frederico Loup o de trinta
e cinco contos de reis em cento e setenta e cinco -aeces Jos
Maria Carneiro da Cunha o de sessenta e cinco contos e oitocentes
mil res em tresentas e vinte nove actes e Baro de Serinhem
o de oito contos de reis en quarenta aey :s, cada urna das qua"s
no valor de duaentos mil reis, foi o Jllm. Sr. Dr. Jos Goncalves
Pinto proclamado presidente, chamando para secretario o accio-
nista Jos da Silva Loyo Jnior, representante da firma comtner-
cial Jos da Silva Loyo & Filho.
Declarou o Sr. p-esidente que esta reunio tinha por fim a
constituifo da Companhia Usina Pinto em Ribeiro de conform -
dade com a lei das sociedades anonymas. e assim mmdou 1er o
parecer da commisso de louvados. que foi nomeada na sesso
Sr. presidente os estatutos assignados por lodos os accionistas,
os quaes foram lidos e approvadoi sem discusso, pedindo o Sr,
Jos Joaquim da Costa Man. como procurador dos accionistas;
Edmund P. Cox e Dr. Hypolito Velloso Pederneiras. algumasex-
plicacoes apenas sobre a interpretarlo dos arts. 10 e- 11, dadas
as quaes licou elle satisfeito. Ordenou-s a remessa dos estatutos
Meretissima Junta Cjmmercial conjuntamente com a lista no-
minativa dos subscriptores para serem archivados, conforme de-
termina o art. 32 | 1 e- 2\ efossem publicados no D'arto de Per-
nambuco de accordo com as prcscripges do art. 33 da ledas
sociedades anonymas.
Ordenou-se mais que se remetlesse mesma Junta a copia da
presente acta segundo o 4, do art. 32 da mesma lei, deixando
de proeeder-se de igual modo com relaqo ao 3. do mesmo art.
por ter sido o capital realisado integralmente no valor em que foi
avahada e acceita a Usina. Foi nomeada a Commisso Fiscal que
licou composta dos accionistas, Augusto Vaz Ferreira Coutinno,
Jos Maria Carneiro da Cunha e {Olympio Frederico Loup, depois
do que declarou o Sr. Presidente que satisfeitas assim todas as
prescripcOes legues, eslava constituida e organisada a Companhia
Anonyma sob a denominago Usina Pinto, com o que concor-
dando todos os accionistas presentes, lavrou-se a presente acta,
que vai ser assignada pelos Srs. subscriptores. E, nada mais
havendo a tratar-se, foi encerradala sesso s duas horas da tarde.
Eu, Jos da silva Loyo Jnior, secretario, subscrevo e assigno a
presente acta em duplcala.
Jos Goncalves Pinto,
Presidente.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Segretario.
Baro de Serinhem.
Pp Edmund P. Cox.
Jos Joaquim da Costa Maia.
Pp. Hyppolito Velloso Paderneiras.
Olvmp'io Fredenco Loup.
Jos Mana Carneiro da Cunha.
Pp. Leopoldo Schirmer.
Francisco Maria de Souza Giuveia.
Theodule Brocheton.
RESIDENCiA DA DIRECTORA
PresidenteDr. Jos Goncalves Pinto, ra da Aurora, n. 133.
SecretarioJos da Silva Loyo Jnior, Sao Jos do Mangui-
nha. ra do Visconde de Goyanna.
Thesoureiro Baro de Serinhem, Affogados, Pateo da Paz.
JlUns- Srs. Presidente e mais membros da Meretissima Junta
Coramercial.=Jos Goncalves Pinto, gerente da Companhia Usina
Pinto, a Vs. Ss. se dignem mandar passnr por certrdo se j
ge achara legalineute registrados os Estatutos da mesma Compa-
nhia e em que data. Pelo que pede a Vs. Ss. deferimento. E, R. M.
Recife, 14 de Abril de 1887 Jos Goncalves Pinto. Esta va sel-
lado com urna cstanipilha de duzentos ris, Passe-se. < Junta
Commercial ti de Abril de 1887. Cumprindo o despacho supra
certifico que boje foram archivados nesta Secretaria os estatutos
a que refere o supplieante. Secretarla da Junta Commercial do
14 de Absil de .1887. Subscrevo e assigno nesta dita Secretaria
aos 14 de Abril de 1887. Em f deverdade.0 Secretario. Julio
Augusto da Cuuha Guimares. Eetavo sellado cora uina elam-
pilhademil ris
AMaW* Provincial Funaaiouju
hntem sob presidencia do Exoa. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barroi Wandcrley, fcnlo comparecido
36 rs. dpputadoi.
Fv lida e approvada aem debute a neta di ses-
so antecedente.
O Sr. 1." secretario proceden a leitur do se -
guinte expediente :
Um enndo nao ter-s 'ffacuadQ o acord cjbb > Oom-
panbia de Trilhos Uibunos do Recife a Olinda e
Beberib?, p >r nao ter esta qu-rido reJuir us pre-
c.os de transporte nos carros de t.a e 2a classe.
In tetrada.
Urna petico de Francisco Antonio Brayner de
Sjuza R*ngel, escrivao do crime e civel, offidal
do registro e escrivao do jury de Pao d'alho, n1-
qncrendo a consigoncao da qaota de 625^988, que
Ihe deve h Cmara Municipal d'alli, de cuotas ju -
diciaes.A' cammissj de orcameofo municipal.
Outra de Antouio Florentino de Baraos Gereba,
requerrndo cons'gnacio da quota de l:5'.-0 que
Ihe deve a Cmara Municipal de Garaubuas de
custas jndiciaes.A' commisso de orcameuto mu-
nicipal.
Outra de Gome de Mattoa Irmaos, negociantes
importadores, reclamando contra a ex-cuc4o dida
pelo Consulido Provincial, acerca do 15 do art.
2. da le do orcamento de 1885 a 1886 -A' com-
misso de orcamento provincial.
Outro do Dr. Felippe Nery ColUco, ex-professor
substituto de grimmtica e philosophia no antigo
Lyceu e ex-professor de nglex no Gymnasio Pro-
vincial, requere&do que se Ihe torne exreusiv. a
resoloco tomada com relacao ao seu ex-collega o
Dr. Jos Soares de Azevedo. A' commisao de
instrueco publica.
Oatra de Joaquim da Silva Cirvalho, como su-
brogado nos diroitos de D. Maria Annunciada do
Carme Rocha Costa, rquerendo cmsignaco da
quota de 569384 que Ihe deve a Cambra Mnnici-
pal do Recife de custas.A' commisso de ora-
mento municipal.
Poram i nprimir os se j uin tes prnjectos :
N. 46. Dispensan lo a Joaquim Vieira Escorel
do pagamento do qu^ est a dever, de impootos
de sua casa ra da Conceic), na cidade de
Itamb.
N. 47. Mandaodo transferir para qualquer ra
da freguczia da Boa-Vista a cadeiro da misma
fieguezia, regida por D. Amelia de M dio Pires
Galvo.
N. 48. Creando urna escola mixta em Jurema
de Quipap.
N. 49. Rescindindo o coi tracto de arremata-
cao dopedagio d* Barreira do GiquiA.
N. 50. Creando urna cadeira de in9traca>
primaria do sexo masculino na 0OVO19J0 de S.
Liurenco deTejucupapo.
Coneluida a leitura do expedi'nre nausdea se
votagao do requ'-rimeuto adiado do Sr. Pitanga,
para que fosse ella nominal, sendo rejeitado dito
requenmento.
Sendo tamben rejeitado o requer ment do Sr.
Jos Maria eobre a quantia de I:000 destinada
para oenterramento dos nufragos.
Vem mesa ura outro requenmsnto do Sr. Jos
Maria, pedindo para sasp^oi.-r-ss a saasio, com >
prova de profundo pozar pelo infausto pissamenlo
do senador do imperio conselheiro Joaquim Antao
Pernaudes L p, tendo ralo o autor e o Dr. Bar-
ros Barreto Jnior, mandando este Sr. depatado
mesa urna emenda que foi approvada.
Pela ordena falla o -r.-Dr. Jos Maria, psdin-
do a retira ia do seu requerimento, oraudo o Sr.
Visconde de TaOatinga, conceiida a retirada
do requerimento.
O Sr. Barros Birrete Jnior, pe 1 ordm, requer
que se lance na acta um voto de pezar pelo in
fausto passimento do c :nselheiro Anto, orando
os Srs. Jos Maria e Barros Barreto Jnior, sendo
approvado o requerimento.
Adiou-se pela hora um requerimento do Sr. Jo
s M'ria, pedindo iufiruiaco s, se f>ram apacha
das as malas viudas no vapor Bahia om a cor-
respondencia, das div.Tsas provincias e que auda-
vam vogando ao longo d costa.
Passou-se 1> parte da ordem do dia.
Entrando em diocueso o urcamento muuicipil
orou o Sr. Dr Rig: Barrjs, que podio o ene Tr-
mente da mesma, sendo appruvato o reqaerioai'ii-
to foi encerrada 1 discuaso d art. 1" e votadas
as cm- 11 ias apresen ti Jas.
Poram approvadas as de ns. 1, 4, 5, 9, 10, II,
12, 13, 14, 15, 16. 17, 18, 19, 20, 21, 22, 24 25.
26, 27, 28, 37, 39, 40, 41, 42. 43, 41, 45 e48.
Rejeitadas aa de ns. 2,3,6, 7,8,29,30, 31,
32, 33, 34, 38, 46 e 47.
Prejndicadas as dens. 23.
Deslocadas as de ns. 35 e 36.
Oren pela ordem oSr. Jos Maria, diz-ndj que
estando fiada a bora se passisse 2a parte da or-
dem do dia.
Pdssun-se 4 2a parte da ordem do dia.
Entrando em discuss.lo o prij^cto do orcimento
provincial orou o Sr. Liurenco de S4, finando a
discusoo adiada pela hora, sendo aposentadas
as envnlas de ns. 187 e 195.
O Sr. presidente levanta a sesso designando a
seguinte ordem do dia : l parte : contiouaco da
antece lente u mais 3a discusso do projecto n. 1
desse anno ; 2a part : 2" discussj do projecto
n. 22 deste auno e mais Ia discusoo dos pr.jec-
[03 ns. 29 e 41, ainbjs deste anuo.
Kova matricula de eacrsvoi Da-
mos un seguida um quadro comparativo da popu-
lac) escrava segundo as matriculas di 1872 e
1887 em treza inuni ipios desta provincia.
Por elle ao evidencia ijue, ao passj qui em
1872 foram initricuUl-is 41,222 e.icravjs, a ma-
tricula do corren'e anno apenas d ujs referidos
treze municipios 20,279 e 18) arrjladj^, liavenio
pjrtanta ama difierenca pira m3.i)s de 20.913.
Eis os muuicip;os :
tfha, 1- ditriel ie S 3ma, J^o Jj-
e dea Res detfeicb m wn Uro de pistola em aua
amasia Maria Amalia do.Espirito Sito, por
tiro de ciumes.
O d-linquint' fui preso^m tgnfte, e a cff-n-
dida foi rfjijjnida ao hospital Pedro II. afim de
ser tratada do Terimento, qne foi no ro.,tj.
Ferlm'enloAnte hontem, s 11 e meia ho-
ra da orite, ouviado a patrorh roaaante de raa
da imper.itnz gritos de alarma vindos da ra do
Vitcrnde i Albuquerque, para all ae derigio, e
non'rou Fortunato Jos do Santos sendo per-
egnido por dous individuos que gritavam peff
ladr&o.
Preso Portunsto elevado presenca do sub
legado do 1- distrietoda Boi-Vista, varificou este
qu- elle estavaferidona imposnihUidade de fazel-o
vistonar p.ir um medico aquella hora, falo r
Iber ao hospital Pedro II.
Fortunato declarou ter sido ferido na peroa d-
reita pDr uu; dos individuos que o pertegairam.
A referida auteridade abri inquerito a res-
peito.
Becreailva Ja ven ludeHoje a Soeida-
de Recreativa Juventede fax o seu sarao bi-
mestral.
eulior un* EnfermosAmanb. s 7
horas do dia, da matriz de S. Jote sane a procis-
o do Seuhor as Enfermos., que por justa caus
ni p 01 de ser feita na semana prepria.
E pnefletnic AllancaHoje, s 8 horas
da noite, psta sociedide funecionaom sesso mag-
na de posse dos no vos membros: na ra do Impe-
rador n. 14.
Conferencia AbolicioniMa-Amaub,
ao meio dia, uo Theatro de Variedades ter come
?o urna serie de conferencias promovidas pelas
sociedades Unio Federal Abolicionista e Pernam-
bacana contra a escravido.
Faculdaile de Olrello Os lentes do
curao aunexo Faculdade d Direito devem reu-
nir se hije, ao meio dia, para trataiem de as-
sumpto refereute as respectivas aulas. ,
Jornal das FamiliaPara a Litrarja
Fluminense, ra do Baro da Victoria n. 9. che-
gou o n. 198, de 15 do correnta mez, ta Moda II-
lustrada. Traz fjlha de moldes e figurina colo-
rido.
1887
1872
Recife 2,047 9,830
Eseada 3,330 6,205
Cabo 1,898 ?028
Olinda 240 670
Pao d'Alho 1,422 2,700
Barreiros 1,106 1,735
Goyanna 1,624 3,403
I'ainb 817 1,546
Nazareth 3,1'I6 4 3 )5
Liinoeiro 739 -1,184
Iguarasi 1,018 3,145
Palmares 1,083 1,495
Victoria 1,759 2,886
Club ijren tamaFunccona hojo este
Club, uo lugar e horas do eotume.
Sociedade PnilonaaNea Tambem bnc-
ciona hoje esta sociedade s horas e no lugar do
eos tu me.
Banco de Crdito RealA administra-
cao diste Banco resolveu prorogar por 30 das,
contar de hoje, o prazi para recolhi inento, por
parte dos seus accionistas, da 3a prestaco de 10
'/'o do valoi nominal de suas accojs.
FalleclmeatoVictima de febre pernicio-
sa, fallecen hontem o 4o annista de direito Bsuto
de Freitas Guimares Jnior, filho do negociante
Bento de Freitas Guimares
Era o fiu .do um moco intelligeute e estudioso,
e contava apenas 20 aunos de idade.
Nosbos pezanes a iaa familia.
OutroFallecen tambem hontem, pela manb
e tarde foi sepultado no cemiterio de Santo
Amaro, o hbil solicitador do foro desta cida-
de Antonio da Silva Ramos Neves, ver*ador d
Cmara Municipal da Recice.
mbora ainda moco, pois contava p ucd mais de
30 anuos, soube conquistar muitas affeicoes
pelo seu procedimento sempre correcto, pelo
seu amar ao trabalbo e pela honeofidade do seu
carcter.
Era filiado ao partido conservador, o como tal
e pelo seu proprio iner 'cimento mereceu na ultima
eleica municipal ser distinguido com os sufra-
gios papulares para o car?o de Edil, que mui dig-
nameute desempenhou por paucos meses.
Paz sua aima nossas condolencias sua fa-
.uilia.
anda outro Ainda falleceu muir, de
aute-boutem para hontem, victim* de hemorrha-
gia cerebral, na avaocada idade de 81 anuos, e
antigo e honrado n-gociante Manoel Cardoso Aj-
es, estibelecifo com I ja de livros na ma Mar
quez de Oliudaj
Era o tiuao um homem dos chamados de tem-
pera antiga, h >nrado coma quem o fosse. e simul-
tneamente 1I1.1: o e affairel ; e sobre isso nimia-
m-'nte, muito trabilhador, critsrioio e circums-
peets.
O seu corp 1 foi hontem dado sepultura no Ce-
miterio de Santo Amaro, sendo muito numrro.o o
prestito de amigos que o levaram ultima mo-
rada.
Seja-lhe a trra leve e receba sua familia nos-
sos pezames.
Ulsirlclo da MagdalenaPelo subdele-
gado deste dis!ric:o foi hontem remettido ao Dr.
juiz de direito do 3o districto criminal o inquerito
policial p.'rcedido contra Olympio Jas de S, pe-
lo crime de f lmente grave praticado na pessoa
de Francisco Cmcinato d'Annunciaco na noite
de 9 do crrente na estrada dos -medios.
Jalao Medica O n4 desta revista flu-
minense, de Abril corrente traz este summa/io :
1' -uipeuuea indiginaDo cambar e de cuas
propriedades therapeuticas, pag. 145.
Cnica therap 'uticaDo valor therapeutico de
al^uns etiocraticos no iinpilu iismo auio, pelo Sr.
Dr. Tiberio (jt Al neida, pag. 148.
C inicia ophihalmologica Da tubercnlose da
iris u do c i.-pj ciliar, pelo Sr. Dr. J. C. Bittencourt,
pig. 136.
Clnica medica Oa uremia, pelo Sr. prafessor
B Linj.'rca-ix. pag. 173.
Vas urinariasDa cysiite na mulber, pelo Sr.
professor Guyon, pag. 182.
Bol-tim Biblia^-raphico, pag. 188.
Variedades scientificasMypnotisoces vol
d'oiseau, pig 191.
A llluMtraco Recebemos 03 ns. 3 e 4, de
5 e 20 de Feverciro ultimo, desta revista, impressa
em Paria.


Traz finissimas gravuras.

20,279 41,222
No municipio d Palmares nao foi arrolado ne-
nhum escravo. Nos 12 outros municipios firam
os segnintes os arrolados : Recife 60; Cacada 19;
Cabo 31 ; Olmfa l ; Pao d'Alh 1; Barreiros 17 ;
Goyanna 2 ; Itamb 5; Nazareth 16; Limoeiro
5 ; Iguarass 16 ; Victoria 13.
AuBoclaeo Commercial lii cola
Proceden bontem esta associaco eleicode sua
uova directora, que fioou assim composta :
Presiden teBaro de Nazareth.
Vice-presideuteAngosto Octavian^ de Sousa.
10 eecretaricAntonio Arthnr Mureira da Men-
donca.
2 ditoJoaquim Aureliano de Hbland Ca-
vilcabte de Albuquerque.
ThesoureiroGregin-i Gomes Maia.
Commisso de exame de Contas Dr. L urino
de Moraes Pinheiro. Henrique Saraiva e i ir. Fa-
Dricio Gomes de Andrade Lima.
Conselho Eiltterario -S b a presidencia
do Dr. inspector geral da Instrucco Publica, reu-
nio-se hontem o Conselbo Litterario, em confe
rencia ordinaria :
Foram lidos os seguintes pareceres :
Da 1" seceo, relator o Dr. Ayres Gama, sobre
UyroManual Phosophico, publicado^lo padre
Dr. Jeronymo Tbom da Silva, coaclainlo pii
approvacio.Approvado.
Da 2a seceo, relator o Dr. Jos DinU Barreto,
sobre o programina du pontos, que devem servir
no concurso a que se vai proceder para o provi-
ineoro das cadeiras de iustrucco primaria.Ap-
provado.
Da 3 sec?So, relator o Dr. Antonio Justino, so-
bre o processo disciplinar, instaurado contra a
protess ira D. Amelia Maria da Conceico Ramos,
concluindo pela absolvicoApprovado.
SuicidioO portugus Cesario Ferreira, ex-
leiter do sitio do Sr. Joo Jos da Silva, rendente
ra do Cmdi da Boa-Vista n. 106, ingrio aut_>-
bontem urna dose da accido arseniosa, de que ihe
re-ultou a morte.
Informada a polica do 1- diotricto da paroehia
da Boa-Vista, para aili se dirigi, fez proceder
exame caverico peles Srs. Dr. Siins* Barbosa e
Paula Lopes, e proseg\e nis taraos &> inquerito
q u abri.
No^uaito da iufeliz suicida foi encontrada um
frasco esm una restos da substancia toxica.
Tiro-Ante bontem, s 10 bras da noite, em
um qu,.rto da casa n. 37 da ra de Lomas Valen-
1
Zarzuela newpannola Ser hoje can-
tada no tbeatro Santa Isabel a sarzuela Hobinsrm,
lettra de D. Rapbael S-iutiot -ban e msica de D.
F. Birbieri, cujo argumento o segunte :
P.TSonagem
A rainha Ananaz.
Leona.
Guayaba.
Beija-Flor
Mise Celia.
Miss Irene.
Rubinson.
Mathaiias.
O capifo Tubaro.
Negro Domingos.
Hambrn, sacerdote.
Um criado.
Uir papagaio. t
."'enh r.is ingl-'zas, iudias, caribes, donzellas,
casadas, viuvas, inariuheiros, credures, estroinas.
indios, sacerdotes, autropophagos, gentis-homens
e etc.
O primeiro acto passa-se em Liverpool, o se-
gando em ana ha e o tere iro a b ira do mar.
Acto Io3asa de Robinson
Os credo-e? teein vindo a casa de Robinson to-
mar o que elle tinha, em pagamento ae suas divi-
das, quaudu apparece Mathatias, um grande usu-
rfio e pede como maior credor, para que os de-
mais deixem elle lazer a cobranoa por si e por to-
dos, no que satisfeito.
Entra L-ona, mulber de Robinson, que a tres
Bonos eslava separada do marido, dispara um tiro
e diz que naseeu mulher por equivoco; e contrando M-tbatias, pergunta logo pelo marido,
sabe do motivo para que estava alli o usurario, em
quera quer dar um tiro, retirando-se ento este
para mais tarde voltar.
Um criado laz Leona sabedora de que n'aquella
noie o marido da va um baile.
Robinson eutra alegre e satisfeito por tel-o sua
mulher abandonado e pela vida qne leva, apezar
de se achar vado de dividas ; ebegando n'essa
ociasio o capito Tubaro que anda a procurar
car,;a passageiros para o seu navio que parte
n'aquella noite psra a California.
Este tenta sednzir a Robinson para fazer a Ta-
gem, affirmando que alli o ouro e a fortuna andam
a rodo, ioa que abragada mais Urde pelo indi-
vidado como meio de 3e livrar dos credore?.
Leona encontraudo o marido tem com este ama
acea de ternura ; encontr que nada agradou a
Robinson, que bem conheee a mulher. que se gloria
de ter dr.d tiros em todo3 que lbe faziam a corto
e a qual e'.le convence que o baile que d em be-
neficio'd. s pabres e que s vira gente da melhor
eociedade.
Voltando Mathatias para tratar da cobranca e
logo dep is o capito Tubaro, falla este ainda das
^riquezas da Ameriea e da partida de Robinson. o
que resolv a Leona a seguir o marido no mesmo
navio, b m como ao usurario.
E ;tr,un na convidados para o baile, saudam s
orgia e ao umphytriao, o que Robinson agradece e
B convida par meas, tratando eaaquauto os
convivas estio ceiando, de fugir para {'mar o na-
^naaVan


buuuu>u>i
H
Diario de Pernambuco---Sabbado 16 de


io, procurando nio se encinar com ootro na vi Mathatias, pelo que quando raai. tai de se fazam
qae parta a mesma hora; sendo, porm, em todo- n teta* do casamento da rainha A
oa seu* movimeatos seguido por su mulber.
Dundo os convidados pela falto de Robinson tra-
tom de proaural-o, mas j elle baWa fgido.
Acto gs-Esptanada de om bosque
Guayaba e os indios caribes teudo deicoberto a
srvore em quo m.rava Robinson e o preto Domiu-
gos, festejan o prximo di* era que aquelles devem
ser comidos, retirando-se em seguida.
O papagaio de 8 ibmaoo repate o que este Ibe
baria ensinado, me que, appareoendo Domingos,
descreve os seus affaseres coso subiito do rei R-.-
biusoo, o qual tando embarcado em ain navio qne
nSo era o do capito TubarSo, naufragon e den em
urna ilha onde pareca s existir o preto Domin-
gos, pelo que Robinsin se constitnio rei e fea do
pr-to povo.
Domingos toado sabido, volto para dizer ao sen
rei que havia gente na ilha, no que nao acredi-
tado, indo aquelle cacar.
Bmqnanto o preto est comendo um coco cbega
a raiuo Adi.i que reprehende aos caribes e
manda Domingos prevenir a seu rei que tem um.
visita, cantando ella em seguida urna balada.
Chegam Beija flor, Cuayba, depois Leona, Ma-
chadas e indios, aquella feita rainha india com o
nome de rainba e este feito seu primeiro minibtrj,
oa quaes vinbam comprimentar a rainha Ananas ;
sendo que depois de ceitos comprimentos Leona
vr inscripto o nome de Robinson n tronco que
ihe servia de palacio, o que muito a alegra.
Diaua a tos com Mathatias falla de um tele-
gramuia que dirigi a seu marido, suppoodo-0 em
Liverpool e da sorpresa que Ihe vai causar agora,
retirandc-se 01 dois ao presentiram a cbegada de
Robinson.
Logo depois da chepuda desto apparece a rai-
nha Auanaz, qae se apaixonaodo pelo re Robin-
son, exige que este case com ella, para ento de-
pois pod-r cmelo, terminando esse colloquio com
um bailado, o qual sendo presenciado por Leona e
tcieute do prximo casameuto de seu marido, cou-
segue por as bebidas, opio, por iatermud
de
todos narcotizados, excepto o noivo.
Ento L a sua tribu, carreg* Robinson
de modo que, qu-tudo a carta da minha Ananas
torna a si, cun essa, ficara furiosos por terein per-
dido aquelle petiaco, pois pretendiam comer ae
DoJVO.
Tratom entao de perseguir aos fugitivos, ca
graude eoofuso jaraod* urna ternvel vinganca,
fazendo Domingos se receiar de ser-comido, nj
caso que nao peguen a Rib naon
Acto 8.*Vista de mar
Algamas marinberitos cortezas que na Iugla-
terra nao encoi.travam amantes para desplumar,
aedusiias pelas brilhantes promessas de Tabardo,
atravessaram, em companhia deste, o atlntico,
em busca de oure, disfamados era grumetes.
TubarSo lembra s filhas do amor, a obediencia
passivas que Ihe prometteram e leva-as para tra-
balhar.m na mina qne elle dis existir nessa
ilba.
Robinson, seguido de Leona, a qual est bas
(ante modada de carcter, t tendo pbraaes eari-
nhosas para o seu bern, vio urna vela de navio e
vem ver se consegue meio da sabir do seu
reino.
Domingos annuncia a visita da rainba Ananaz,
}ue vem reclamar o s^-u esposado. PropOe um
duello L'ona, s moda do paiz, isto devendo
os combatentes comer os padrinhos antes da lueta
para crearem torcas. Os padriuhos que eratn
Robiui.'n c Domingos, pdem embargos. Fica s
a principal das caribes, reclamando por vinganca.
Os demais retirain-se porque Beija-flir veio t.a-
zer a noticia de que o reino de Leona esta va em
revolucio F'oi Mathatias o promotor da rebel-
lio, ; o primeiro miuistro quer usurpar a co-
ra.
Entende-se com Ananaz prometteudo fazer-se
autbropopbago, com a condico de a sua adiada
prestar-lbe mo forte em sua arrojada empr--za.
A agtaco popular suffocada, perdoaudo Leo-
na i Mathatias por ver nelie um ovario.
Tubaro em conversa coma rainha Ananhz fica
sabendo que o thesouro com qae contava j est
em poder des.a. A muito ousto convence rai-
nha de que de ve a compaa! o Europa e con-
tentar-se s cem rostbeaf.
Tebario ropn mais que todos voltem Euro-
pa; elle pensa fazer-se empresario de buffos.
Todos coucordaram tasar parte da companhia.
Directora da obras de coaserta
cao dos portostBoletim meteorolgico do
di* 14 d- Abril de 1887:
COUERGIO
Bolsa eouiinerciai
l'OTAC5K8 OFFICIAES DA JUNTA DOS COK-
KECTORES
Recife i de Abril de 1887
Anolice geral de 5 0/0, de 1:000*000 a 990*000
cada urna.
Accoes da companhia de edificico, do valor r< a-
lisado d 50* a 25| cada urna,
ambio sobre S. Paulo, a 60 d/v. com 2 0/0 de
descont.
Jarabio sobre Pars vista, 449 rs. franco^ do
ban:o
Va hora da bolina
Vend 1 h plice geral de 1:000*.
10 accoes da cempanhia de edificaco.
Pelo presidente,
Eduardo Dubeux.
Pelo secretario,
r*earo Jos Piulo.
Miiiimi'iilo tiamurio
BBCIFB, 15 DE ABRIL DB 1 ~S I
i itos verdes (koi
Fariuha de mandioca (litro)
Fumo restoluo (kilo)
Genebra (litro)
Mel (litro)
Milho (kilo)
Taboados de amarello (duzia)
275
500
40
200
040
040
100*000
Hora* ermome o centgrado Barmetro a 0 Traso do vapor o i
3*
6 m. 228 75940 19.96 96
9 16-3 760*24 22.62 88
12 28-3 5948 22.93 n
3 t. 279 758-17 21.69
6 267 75893 20.64 80
Temperatura mxima9.,).
Dita miaima22*,8.
Evaporaco em 24 horas ao sol: 2,"4 ; eom
bra: 1,-6.
Chuva20,6.
Direcco do vento : E NE de roeia noite at 3
horas e 56 minutos da manb ; NE at 11 horas ;
ENE at 12 horas e 30 minutos; E at 1 hora e
10 minutos da tarde; SE (com interrupcoea de 5
minutos de SSE e 22 minutos de ESE) at 8 horas
e 3 minutos da tarde ; SSE (com nterrupcao de
15 minutos de S) at 10 horas e 51 minutos ; S
at 11 horas e 45 minutos*; SSE al meia noite.
Velocidade media do vento : l,n>54 por seguudo.
N*buloidade media: 0.57.
Tramn elctrico Escreveram de Bru-
xellas ao Jornal do 'Commercio da corto :
Houve aqui na tarde de 14 de Maico urna ex-
perieucia interessante. Tr tava-se ae v>t tmba-
Ibar um carro de tramway movido pela eleciriei-
loiportafo
Vapor a.Iemilo Uruguay entrado de H .mburgs
e Lisboa em 14 do corrate, e coaeignado a llora
telmam ce C mauifestou :
Car; a de Hambtt'go
Amostras 23 voluntes a diversos
Agulhas 2 caixas a O u i maraes 'ardozo & C
Arraacoea pata s^lins 1 caixa ordem.
Bitter 1 caixa ordem.
Brinquedos 1 caixa a Salazar & C.
Botoe* 2 caixas a Antooio O. Caraeiro Viaun.
Cevada 20 barricas & ordom.
Cacdieiroi 2 caixas a Manual Martias B-.telho.
Chapeos 1 cixao Adolpho & Ferro, 2 Rapliael
Diss C, 2 i ordem.
Capsulas 1 caixa ordnn.
Cervej* 2 caixas a H. Vogeley, 70 a Soar.s d->
Amaral Irmos, 60 a R. de Drusina & C 30
barris a Francisco Quedes de Araujo, 3J a Domin-
! gos Ferrcira da Silva & C 10 barricas a H. Mu-
esch & C, 1 Joaquim Ferreira de Carvalho, 141
Os bancos limitaram-se hoje a taxa de 21 3/8 caixas 12 bar leas, e 10 barra ordem.
d. sobre Londres e as relativas sobre as ouiras
pracas.
Vigoraram, portanto, oficialmente as tabellas
seguintes :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 3/8 e visto 21 1/8.
obre Pars, 90 d/v 445 e vista 449.
Sobre Hamburgo, 0 d/v 551 e vista 556.
Sobre Portugal, 90 d/v 250 e vista 252.
Sobre Italia, vista 449.
S.b.e New-York, vista 2*370.
Do EngUsh Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 3/8 e vista 21 1/8.
Sobre Pars, 90 d/v 445 e vista 449.
Sobre Italia, vista 449.
Sobre Hamburgo, 90 d/v f.51 e vista 5C6.
Sobre New-York, vista 2*370.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 250 e vista 252.
Sobre as principaes cidades de Portugal, vista
257.
Sobre liba dos Acores, vista 260.
Sobre liba da Madeira, vista 257.
Mercado de asmucar e algo do
BBCIFE, 15 DB AUB1L DB 1887
Astucar
O attucar, conforme a qualidade, contina a ser
vendido aos algarismos beguintes :
3.* baixo, por 15 kiK.s, de 2*000 a 2*100.
3. regular, por 15 kilos, de 2*100 a 2*2(X).
3 boa, por 15 kiloB, de 2*200, 2*300 e 2*400.
3. superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
Brauco turbiua pulverisado, por 15 kilos, de 2*300 valho C.
Couros 1 caixa a W. Halliiay & C, 1 Albino
Silva & C.
Calcado 2 caixes a A bino Cruz C.
Couservas 4 caixas ordem.
Drogas 8 volumes a Francisco Maaoel da Silva
& C, 5 a Hermes de Souza Pereira & C. 2 a Bar-
tbolomeu & C.
Ditos a uniros artigis 1 ciix* S. de Lima
Pnho.
Doces 15 caixas ordem
Elstico 1 c.ixa a Antonio Duarte C.rneiro
Viauua.
Escovas 1 ciixa a Guimaries & Perman.
E^tanho 1 volume a Groajes de Mallos Irmios.
E'ifeites de madeira 2 caixas a Silva Fernn
Fugas de stti&cio 2 caixas a Paiva Valente, 1
a Franciaco Guedes de Ariujo.
Flores artiticiaes 1 caixa a Guimaraes C irdoso
SC
Ferr.sgens 3 volumes a Willism Halliday & C,
42 volumes ordem, 6 a Ojm^s de MaitOd li-
maos, 1 a Fraircisco Liuria -^ U, 11 a Nunes
' Fouseca & C, 2 a H. Nusch 4 C, 2 a Prente
i Vianua & C, 1 a Casimiro Feriiaudes &. O, 3 a
' Netto Campos & C-, 7 Vlai* 4e Silva, l a Fran-
cisco Jos dos Passos Guimaraes, 2 a Otto Uohres
Successor, 16 a Ferreira Guinar.ies c C, 4 a
Manuel Joaijuim Ribeir > & C.
Farinba dt aveia 2 barricas a G lilhermo Spie
ler.
Gencbra 20 caixas a T. Just. 30 a Francisca
Guedes de Araujo, 5 a Joaquim Ferreira ic Car-
a 2*400.
So uenos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
lascavado, por 15 kilos, a 1*200 a 1*300.
Bruto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
Retomes, por lvkilos, de 840 a 1*000. _
O mximo ou mnimo dos piecos so obtidos
c-uforme o sortiinento.
Algodo
> e boas ]
ra, foi catado a 7*000 (firme) por 15 kilos.
Entrada de asmacar e altiodao
HEZ DB ABlilL
r.NTRDAS
Barcscas.....
Estrada de ferro de Olin-
da ..... .
Estrada de ferro de Ca-
ruar.....
Animaes.....
Estrada de trro de t.
Francisco .
Estrada de Ierro de Li-
moeiro.....
i
.o
-
g

I
r.
t
1 13
1 13
1
1
I i 13
1 12
13.319
3.031
2.244
13.234
771
32.599

882
4.410
149
3.940
1.079
1.012
11.472
Barca dlnsmsrqui'zn Arica
Foi fretada esta barca para carregar aigodao
na Parabyba, a 3/8 e 5 0/0.
cal
Harmnicas 1 caixa ordem.
Jcnco 1 fardo a Albino Siva & C
Licores 1 caixa ordem.
Louca 2 gigas a Joauuim Ferreira de Cirvalho
*C.
Linha 1 caixa a Gomes de Mattos Irmaos.
Mercadoriaa diversas l volume a A. D Caraei-
ro Vlauna, 1 a Gomes de Mattos Irmaos, 1 aos
consignatarios, 18 ordem, 1 a Gui-narus i Per-
O de Prnsmbaco e boas procedencias, em ter- man, 4 a Francisco Laaria Sfc C, 1 a II. Ni>escb
& C, 1 a Francisco J> s dos Pasaos Guimaraes,
1 a Otto Bobera Successor, 8 a Nuues Funseca
iC.
Machinas 1 caixa ordem.
Machinas de c-'Stura 1 a Fons-'ca Irmos & C,
16 caixas a A. D Carneiro Vianna, II a Gomes
de Mattos Irmos, 16 a Albino Silva i U., 18 a
Prente Viann i & C.
Movis 17 caixocs ordem, 1 a Francisco Ma-
nuel da Silva de C, 2 a Silva Feroauies t C.
Oleo 5 barris a Quimares & Perman, 1 caixa
erd Parafina 6 caixas a Francisco Jos dos Passos
Guimaraes.
Pinceis 1 caixa a Francisco Mauoel da Silva
dc
Papel ,8 caixas a Nunca Fouseca & C, 16 a
Fonseca Irmos & C, 1 a Antonio 'l. Carneiro
Vianna, 2 a Ferreira ce Ir mo, 16 ordem, 11
fardos a T. Just, 6 caixas a Maia & Silva, 1 a
Eugenio Saoiico, 4 fardos a Joaquim liernaido
dos Res & C
Papel para einbrulho5 fardos a Francisco Goe-
des de Araujo, 35 ditos a Joo Fernn !; de Al
meida, 95 ordem.
Pedral de foge 9 oarncas a H. Nuesch & C.
Phosphoros 59 caixoss ordem, 10 a Francis-
co Lauria & C-
Pe8s para movis 1 caixa ordem.
Perfumaras 2 caixas a Eugenio Sainico.
Roupa 1 caixa a A. Vicira A C
(iueij,s 1 caixa ord-ui.
Sapoto8 3 caixoes a Albino Cruz 4 C, 1 a Gui-
maraes 6 Perman.
Tecidos diversos 4 volumes a Franc;a.'o de Aze-
vedo & O, 8 a Machado 4t Pereira, 1 a Jesuino
Alves Fernandes, 52 ordem, 10 a Bernet v C,
2 a Goncalves Irmos 4 C, a Joaqnim Luiz
Pereira, 1 a A. Vieira 4 C., 6 a Luiz Antonio Si-
queim, 3 a Mouhard Huber & C.
Utencilios 1 caixa ordem.
Vinh i 2 barris ordem.
Vidrus 32 volumes ordem, 10 a Francisco Ma-
uoel da Silva &c C, 2 a Ferreira Guimaraes 4 O
Jtcs e terragens 2 caixas a Guimaraes & fer-
mao.
Carga de Lisboa
Alpiste 45 barricas a Silva Guimaraes 6z C, 26
saceos a Domingos Ferreira da Silva C.
Azeite 50 caixas a Souza Basto, Amonm 4 C.
50 a Silva Guimaraes & ('., 20 a Joaquim da Silva
Carneiro, 30 a Joo Fernandes de Almeida, 10 a
Joaquim Duarte Simes 4 C.
Bag 1 barrica aos intsmos.
Cevada 5 barricas a Joo Fernandes de Al-
meida.
Conservas 4 csixas a Domneos Ferreira da
Silva & C.
Ceblas 20 caixas aos mesmos, 50 a Paiva Va-
lente 4 C.
Canela 5 caixas a Domingos Ferreira da Silva
&e.
Legumes 20 caceos a Joo Fernandes de Al-
meida.
Vinho 20 pipas a Souza Basto, Amoros 6c C, 16
e 20/5 a Fernandes da Cunta 4 C, 25/5 Jos Joa-
quim Alves & O, 10/5, 10/10 e 12 caixas a Do-
mingos Ferreira da Silva a C, 2/5 e 2/10 e 8
caixas a Juo Fernandes de Almeida, 2/5, 2/10 e
3 caixas a Joaquim Duarte Simdes O, 15/5 e
10/19 a Silva Guimaraes & C., 40/5 a Antonio de
Ouvei/a Mala, 60 caixas a Joaquim da Bilva Car-
neiro.
i:\iiOitac5o
BBCIFB 14 DB .\>RO. DB 1887
Para o exterior
Nao houve despacho.
Para o interior
No vapor nacional Arlindo, csrregararo :
Para Pelotas, Aze ?edo 4 Maia 1,000 cocos,
fructa.
r-ara o Rio Grandedo Sul, V. T. Coimbra 250
barricas com 23,89 kilos de assucar branco e 1< 0
ditas com 11,220 ditos de dito mascavado.
No vapor allemo Uruguay, carregaiam:
Para Santos, J. J. Moreira 900 saceos com
51,000 kilos de as3ucar braue e 1,400 ditos com
84.000 ditos de dito mascavado ; Baltsr Olivcira
4 C. 1,500 saceos com 90,000 kilos de assucar
mascavado ; Maia 4 Rezende 5i;0 saceos com
30.1 0 > kilos de assucar branco.
= No vapor nacional Para, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, J. dos Santos Lages
2,900 cocos, fructa ; V. T. Cimbra 1,400 pceos
cora 84,000 kilos de assucar branco; A. F. dos
Sant is 51 caixas com preparados medicinaes.
= Na barca po'tuguesa Pasco da Gama, car-
regaram :
Para Marsnho, S. Guimaraes & II. 400 barri-
cas com 44,738 kilos de adsaaar branco e 50 ditas
com ..'.Mtj 1|2 ditos de dito mascavado.
No hiate nacional Geriqaity, earregou :
Para Macahyba, M. E. lS.irbo.-u 1 caixa com
10 kilos de cabeca de negro.
Navio* A carica
Barca inglesa Christiani Scriver, Bltico.
Barca noraeguense Glitner, fclull.
liares uorueguense Aino, llull.
Bri^ue allemo J. G. FicJite, Montevideo.
Brgue allemo Jos Genebra, Santos.
Barca o Tueguense Brodrene, Bltico.
Barca uorueguense Doure, Bltico.
L0'.:r inglez Aureola, New-Yolk.
Lugar nacional Maia I, Santos.
Lugar nacional Juvemil, Rio Grande do Sul.
Lu .r norueguonse Atrana, Hutl.
Lugar ingles Hornet, New-York.
Lugar uoruegoeuse Speranza, Canal.
' l! r ioglez May, Hu!.
Lugar allemo Helene, Montevideo.
Vapor inglez De Bay, Liverpool.
Vapor inglez Portuftite, Liverpool.
Vapor inglez Tinto, Liverpool.
Vapor nacional Ar'indo, portes do sul.
Navios) 6 deNcarira
Barca inglesa JSt/tel, bacalho.
Barca dinamarquesa Arica, carvo.
Baica inglesa Beltrees, bacalho.
Escuna portuguesa ooaquinj, varios gneros.
Lugar portugus Hertilia, xarque.
Lugar mgieV Luxtie R. Wdct, bacalho.
Lar iuglt-s Ratina, bacalbo.
LSar inglez Kalmia, bacalbo.
Patacho nacional Andaluza, xarque.
Hcniliiueu(.s pblicos
MES DB ABRIL
Alfanieya
dade e destlntdo a runecionar no Rio de Jaaellfl
A experiencia foi bem succedida. Durante as
paradas, grsnde numero d' curiosos rodeou o
tram, procurando descobrir o meio ae locomocao
do vehculo. Este carro, que em nada, ae distin-
gue apparentemente da de trcelo ordinaria,
tm de servir de modelo a urna centena de trams
da mesma especie, que bao de ser construidos no
Rio de Janeiro para as companhias de bonds de
Bota logo e 8. Christovo. Os accumuladores es
to collocados por baixo dos bancos que dio lugar
para accommodar 50 passageiros. Embaixo do-
carro acba-se o motor.
A sua velocidade media e de 18 kilmetros
por hora, pudendo attingir ue 35 kilmetros.
Urna manivela collocada~juuto ao freio permute
diminuir, accelerar a marcha e mesmo parar com-
pletamente o tram.
A duracao dos accumuladores onde se acha
a electricidade de 8 horas, vencendo o carro a
rapidez media de 18 kilmetros e de 7 smeute le-
vando elle maior veloci-iade.
Viarao frrea do BraallSegundo da-
dos tfficiaes a viaco terrea do Biazil auhava-se
constituida do seguate modo a 1 de Jsneiro do
corren te > mo :
Em trafego 7,670 k
Em construccao 1,631 >
G'in estudos approvados 3,656
Com garanta dejaros
ou sobvencao kilo-
mtrica por parte dos
poderes provinciaes
Sem garanta de juros
nem subvenco kilo-
mtrica
Rede urbana e subur-
bana oa corte
Totaes
Com relacio bitola cl
Bitola larga
Bitola estreito
Totaes
1,496 368 705
1,605 347 317
4-8
7,670 1,631 3,656
^ ~ -
Sfificam-ee as linhaa :
Tro fe Cont- Estado
go. truccao. appro-
ado.
k k k
1,354
6,3)6 1,631 3,656
7,670 1,631 3,656
Total
12,957
Sabdivide-se do modo seguinte :
Em Em
Liuhas ptrteDcentc? so
estado
Com garanta do esta-
do
Linhas pertencentes
provincias
Ealu-
trafego cont- dot ap-
trucrao. prova-
dos .
k k k
1,832
2,325
328
376 2,413
448 3
92 150
A bitola larga d4 1">,60 e la,49, e a bitola es-
treita de 0,60 a 1-.06.
tisraahunaEscreve o nosso corresponden-
te em 11 do correte :
A' visita que a esto cidaie itcnbam de tazer
os lilastres cavalheiros Drs. Jos Bernardo Gsl-
vo Alcoforado Jnior, e Democrito Ca valen te de
Albuquerque, sacrificando embora a ordem ehro-
nologica dos factos, merece ser colocada em pri-
meiro lurar, guardaudo-so entretanto a proemi-
nencia mcontestavel do mais importaute successo
da ultima quiozeaa.
Nj esta por certo, a occasio asada para
patentear os servidos prostodos ao paiz e a pro-
vincia por to dialiuctos cidadoa; e nem esta-
mos habilitados para tarefa lo ardua ; o nosso fioi
dar apenas uina cireiiuistauuia.l iiojieia das
hou'eoagcns piestadas aos iliuelres perua.iubaca-
nos desde Cuaiiotiubo at esta cidade.
Ao shegac no dia 3 do correte o trem espe
cial na eo'.ucu de-t i povoa^o s dez horas da
manb, onde os seus habitantes hatiain prepara-
do ama br.lhante recepcio psra acolberem /u*v
damento os Ilustres viajantes, grande numero d
girndolas de foguetes teram largadas aos sonada
banda marcial da povoacio, qae executou alga-
mas pecas do seu repertorio.
A' tstaco, que estava lindamente embandei-
rsda, concorreu o pessoal mais importante da lo-
calidad, notando-se all os illustres Srs. Drs.
) Joo Pinto Machado Portelia digno chefe da 3*
scelo, Saldauba Jnior, chefe do trafjgo, e Au-
| gusto Alves Portelia Filbo, sub-empreiteiro das
| obras lambem da 3 secfo.
Em b'-gu'd rio mu trem do empreiteiro e se-
i guido de um grande concurso de amigos eda mu-
sica, proseguir na via^i ni, sendo sempre v3tO-
| ranos era todo percusso cira foguetes e vivas at
j que s 12 horas do diachegaram a tstaco do An-
i gelim, onde em casa do Sr. Augusto Portelia Fi-
lbo foi-lhes eflorecido um profuso almoco, reinan-
do sempre a mais franca e cordial amisaie, 80-
bresahindo a espansiva amabilidade do sub-em-
preitein, a cuja ihaueza de carcter deve o gran-
de numero do amigos que tem sabido conquistsr
. durante o pouco lempo que permauece nesta co-
' marca
Graude numero d>i signifiesntes brindes fo-
ram ento alii trocados.
A's 4 horas da tarde seguio tuda comitiva
para esta cidade, acudo aiuda os Ilustres bospe-
' des recebidos mi estaco, que esta /a vistosamen-
te adornada de biudeirolas, foihageus e flores, per
grande numero de pessoas gradas, locando nesta
occasio a tetuda ( msica d^sta cidade ao es-
Itroadar das giraudoias de foguetes, que echoa-
vam n ares.
Forara em resumo bastantes significativas as
I provaa d-: alto in-ec e merecida cousideraco
; tributadas aos illua'.r-s viajantes.
Sob a presidencia do !)-. Bernardi.no Mara-
; ubi i reuuio-ju no da 12 du paasudo a primeira
j s:ssao judiciaria do corren.e auno.
Foratu submettdos 7 roe a julgamento sen-
do por crima de morte 3, ferimeutos graves 3, e .
fenment-is leves 1.
Fundos pblicos, Miras hypotliecarias. ^ebentures, bancos e companhias
15 DE ABRIL DE 1887
i I MHS Pt'BLICOK
391,833:500*0CO
119:600*000
6,329:000*000
493:500*000
153:400*00^
556:OO0*dO0
60:000*000
47:200*000
CIBCULAIJAO
DEXOMISAtAO
.IC80S
338,300:000*000 A plices geraps (de l:000*ii 2005) .... 5 >/
119:600*000 \ \ '....... 'A \'J/'
6 329:0000f!0j provinciaes
493:500*000;
153:400*000!
556:000*000!
60:000*0001
7 %
7./.
6 V.
1:000*000
1:000*000
600*O(K)
l:000fitl00
500*000
200*000
100*000
50*000
1 i.O*000
COTAfAO
!90*0(X
OI1SBKVACOE3
Cada cont
Ao par
Ttulos ao porlador
LU UtS III l'OiHIU .HIA*
VAL0B EaiTT.DO
904:000*000
9,040 100*000
DESOMISAi.AO
JaO E VKNCIMF.NTOS
Banco de Crdito Real de Pernambuco 7 % 2 de Janeiro c 1 de Julh
i SOHTF.ADAS E
RECOLHIDAS
COTApOES
235 90*600 1 serie
92*500 2
lBSRRVA9AO
Firmes
IIKIliOVI'l IlE*
29:000*
41:600*
360:000*
100:000
. 366:200
S60
. 12.U70
. 31.500
108:8(K*
11TUUJS KM1TT1D0S V.VLOlt
145
208
1.800
1.000
3.662
430
12.070
904
DENOMINARES
Todos
Todos
Todos
Todos (em Londres)
Todos
Todos
7 /<> Jaueiro e Julho
7 "/. Janeiro e Julho
Todos
Todos
2 Acvo-s pr'fjreuciae dos trilhos urbanos do
necife O i -Ha Be.beribe.....
2C0 Debenlures dos trilhos urbanos do Recite A
Olinda r Beberibe.......
200* Obrigacoes garantid s da Ferro Carril de
! Pernambuco.........7 o/o Abril e Outubro
100 Debentures e Bonds da Companhia de Be-i
benbe (agua)........6 %
Deben tura da Great Westeru (Limoeiro) 6 */0
100
lOokRecite D'ainage
Estrada de ferro do Uo-ife Cazeng .
dem dem dem.......
dem dem dem.
200* C'mpanhia ]>-, na'i.bocana .
5 /
10 /.
10 "/o
7 / 31 de Marco de 1887
COTAIJAO
Ao par
180*000
106
.113 a 115
. 77 80
IBSEHVACOES
Sem vendas
Em Londres
Em Londres
Km Londres
1.a entrada so-
mente
Senda geral :
U la 14
dem de 15
294:228079
38:627310
rienda provincial :
De 1 a 14 50.4211 4770
dem ce 15 3:615*420
332:855*389
54.045*196
Rtcebedoria
Barca nortiefuenae Frencbny
S ihio hontem, com destino ao Bltico, cura um
carregamento de 1,187 fardos de algodo.
Banco de Crdito Bcal
At o dia 15 do mez vindouro, devem os ac-
cionistas do Banco de Crdito Real de Pernam-
buco realizar a terceira entrada do valer no-
minal de suss ccocs, na razo de 1<> 0/0, lovan-
do-a sede do banco, na ra do Commercio n.
34.
Este banco esto pagando o seu primeiro divi-
dendo razo de 4*000 por aeco ou 10 0/0 do
valor realizado de cada urna.
O pagamento faz-se na sede do banco, das 10
horas da manh s 4 horas da tarde dos das
uteis.
>ota do Tu 'Honro dilacerada*
O recolhiraeuto de notas dilaceradas est sendo
cito na Thesouraria de Fazenda, as tercas e
teztas-feiras, das 10 as 12 horns da manb.
Pauta da Alfaridea
SblKNA DB 11 A 16 DE ABBIl DK 1887
Alcool (litro)
Algodo (kilo)
iir refinado (kilo)
branco (kilo)
mascavado (kilo)
cha (kilo)
bom (k
-stolho .ba (kilo)
ar.icos de al'odo (kilo)
rio de pedra de Cardift (too.;
onro seceos espichados (kilo)
Ditos salgados (kilc)
218
400
151
131
067
126S
400
077
460
320
366
040
16*000
58
500
De la 14
Icera de 15
386-900*585
12:773160
2:780*i03
15:553 *36(J
c<;i* ue kaxcok i; ohi-mims
Consulado Provincial
De la 14 12:465*833
ldm de 15 22U826
"ol a 14
lde-n de 15
Recite Drainage
12.6^7*659
5.027*832
730.059
5:757*951
Mercado Municipal de a. **
U movimento deste Mercado uo dia 15 de Abril
foi o seguinte:
Entraram :
28 bois pesando 3,579 kilos, sendo de Ol
veira Castro, 137 ditos de 1.* qualida-
de, 2 de 2 dita e 12 e 1/2 ditos par-
ticulares.
932 kilos de pexe a 20 res 18*640
54 cargas de fariuha a 200 res 10*800
16 ditas de fructas diversas a 300 rs. 4*800
8 taboleiros a 200 rcis 1*600
11 Sumos a 200 res 2*200
Forano oceupados :
24 columnas a 600 ris 14*400
23 compartimentos do farinha a
500 ris. 11*500
22 ditos de comida a 500 rii 11*0.0
85 ditos de legumes a 400 ris 34*000
18 ditos de suno a 700 ris 12*60
13 ditos de iressuras a 600 ris 7*800
10 tainos a 2* 20*(XXi
10 ditos a 1* 10*000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1/J 54*000
Deve ter ado arrecadada neste dia
a quauaade 213*340
Rendimento dos das 1 a 14 2:8(2*060
Foi arrecaiado lquido st hoje 3:085*400
Precos do du :
Carne verde de 320 a 400 ris o kilc.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
S unos de 600 a 640 ris idcic.
r'annha de 240 a 32Q ris a cuia.
Milbo de 260 a 320 ris dem. *
Feijo de 640 a 1*000 dem.
Matadouro Publico
Forano abatidas no Matadouro da Cabanga 83
reses para o consumo do dia 15 de Abril.
Sendo: 61 rezes pertencentes a Oliveira Cutre,
&C, e 22 a diversos.
33.000:000*
i 1.0u0:000
1.000:000
500:000*
1.200:000*
100:000*
300:000
1.200:000
500.-0H0*
99:200
600:000*
4.000:000*
2.000:000*
1.000:000*
1.000:000*
1.01 0:000*
1.200:000*
300:000*
600:000*
200:000*
ACCUES EMITTIDAS
165.00l
50.000
50.000
2.500
6.000
1.000
15.000
12.000
2.500
49.6U0
60.000
0.000
. )
1.000
1.000
1.000
12.000
6.000
600
2.000
Todas
Toda.
Todas
Todas
Todas
960
Todas
Todas
Todas
Todss
'2.071
Todas
3.680
1.358
Todas
Todas
Todas
Todas
3.809
300
556
1.444
i 0-1*
20
20
200*
200*
100*
20
100
200*
2
oo*
ENOMINAQOES
Banco
ENTBADAS
Brszil........
Eugiish Bank of Rio de Jauei-
ro, Limited......
Leuden & Braziliun Bank .
Crdito Real de Peruambuco .
CarrlM
Ferro Carril de Pernambuco
Locomotora fernambucana.
Entradas de ferro
Great Western of Brazil Ravl-
way CompaDy, Limited (Li-
moeiro) .......
Recife S. Francisco .
Recife Oliuda e Bejcribe. .
Recife Caxang.....
Ribeiro Bonito.....
Xiui'garo
200* Companhia Brazileira .
100* Companhia Pernambucana .
Seguros
1:0C0* Amphitrito.....
1:000*'Indemnisadora .
FOSDO DE RE-
8EBVA
ULTIMO DIVI-
DENDO
ULTIMA COTAIJAO
1:000*
100*
50*
Phenix Pernambucaua
Diveraaa
Companhia de Beberibe (sgua).
Santa Thereza de Olinda (agua
e gaz) .......
Fiaco e tecidos da Magdalena.
1:000*
jQy Edificajo
I
200*
10
10
60*
200*
Todas
20
Todas
200*
Todas
40*
200*
200*)
100*
20 /,
20 20*1.
Todas
Todas
Todas
50*
6.754:900*833
190.000
250.000
1:270*504
61:926*797
9* Des. 86
9 /. Dez. 86
9 <>/ Jniho 86
10 7. Dez. 86
4* Julho 85
1.500:299*778
66:527*840
8 % Dez. 86
3 3/4 o/. Dez. 86
tr. 6* Dez. 86
5 /. 1882
75:873*317 12 "/o Dez. 86
55:187*677
30:000*000
8 /o Dez. 86
8,8 /. Nov. 86
6 /. Jan. 87
10 o/0 Dez. 83
260*000 (Bio)
14 15
17 18
70*000 (Ro)
30*000
19 1/2 20 1/2
103 105
210*000
l 1/2 1 3/4
279*000 (Rio)
35 %
150*00.
335*000
320*000
OBSEBVACOES
Em Londres
dem dem
Procuradas
40 accoes a e-
mttir por te-
rem c a h i do
em cmico
Em Londres
Em Londres
150*000
42*00
Ao par
95*000
25*000

Firme
Olnhelro
O vapor inglez Tamar trouxe dos portos do sul ;
para :
English Bank of Rio de Janeiro 100:000*000
Meudes Lima C. 10:000*000
O vapor nacional Para levou para :
Babia 5:000*000
Rio de Janeiro 29:500*000 j
O vapor nacional Gequi levou para :
Ilha de Fernando do Norouha 5:099*518
Vaporea e navios esperados
VAPOBEB
Mariano Viscondeda Bahia hoje.
S. Francisco^do sol hoje.
Pernambucodo sol amanb.
Ville de Rio de Janeirodo sul a 18.
Ville de Maranhodo Havre a 19.
Nigerdo sal a 21.
Bkamenyde Trieste a 23.
La Platoda Europa a 24.
Espirito Santodo norte a 24
Ludidde Liverpool a 25.
Ceardo sul a 27.
AVOS
Amandado Hamburgo.
Apotheker Dirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sal.
Albanade Cardiff.
Anne Catharineda Bahia.
Bernardus Godelewua do Kio Grande do Sai.
Brothersdo Rio de Janeiro.
Catode Hamburgo.
Diudado Rio Grande do Sul.
O.nmede Terra Nova.
Eujcttado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Sal.
Elysado Porto.
Favoritode Santos.
Guadianade Lisboa.
__HansTode-de Cardiff.
Jolsntde he Santos.
Julietado Rio Grsnde do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Jo-, u Correiado Rio Grande do Sul.
Eatalinale Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sopbiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Maggiede Terra Nova.
Mimosado Rio Grando do Sol.
Marnbo VIIdo Ro Grande do Sul.
Nordsoeade Liverpool.
Nantilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenos-Ayres.
Premierdo Rio de Janeiro.
Rosa Hill do Rio Grande do Sal. -
Rivaldo Rio Grande do Sal.
Spurkde Terra Nova.
Uoviuicuto do perto
Navios entrados no dia 15
Ssntos e escala9 das, vapor inglez Tamar, do
1,76 toneladas, commandante P. Rowsell, equi-
pgem i)3, carga varios gneros ; a Adamson
Howio e C.
Serra Lea--10 das, vapor inglez Tinto de 1,519
toneladas, commandante Joseph Martin, equi-
pagem 19, em lastro ; a Borstelmann & C.
Navio saludo no mesmo dia
Southampton e escalas Vapor inglez Tamar,
commandante P. Rowell, carga varios g-
neros.
Savanab Bsrca uorueguense Piogress, capitao
T. Olien, em Lstro.
SantosLugar uorueguense Ideal, capito John
Gyemer, carga assucar.
MaeeiVapor inglez Orator, commandante J.
Jones, carga varios gneros.
Sydney Barca inglesa Paregoro, espito R. L.
Davidsoo, em lastro. ,
Rio-Grande do NorteHiato nacional Ginquity,
mestre Joaquim H. da Silveira, carga varios
gneros.
Rio Grande do NorteHiato nacional Correio do
Natal, mestre Joo Guedes de Mours, carga va-
rios gneros.
Fernando de NorouhaVapor nacional Giqui,
comfhaodante Sousa Lobo, carga varios g-
neros.
f
L
'
V
v'


Diaria de Pernambuco---Sabbado 16 de Abril de 1887






i ..
- -_____
Oestes forara 5 absolvios a eondemruMos 2,
appellacdo 2. ,
O roo Francisco Dias da Rocha desisti da
appellaeao.
Camo costante tivemos -urante seinaua
santa o terco delorcso, sendo muito coneorndus.
Hontem hou.e missa cantad* s 5 huras da
manhi.
O invern prracipiou regularmente, u por to-
do o alto serto as chuvaa teem sido abuudau-
tissiioas.
A safra do algodao fui enorme.
Aqai esteve ui niamente em rxploracio de
trras par* estabelecimi.'ntos de ncleos csiouiaes
o Sr. Dr. Lycurgo Jos do Helio, iucubido easa
miaaio pelw Miuiateno da Agricultura.
Cuota-nos que as observares feitas por S.
S. sobre os uossos terrenos f.i-lbe muito satisfac-
toria e seguudo o que ouviraos do mesmo euge-
nbeiro o governo nao pode deixar da tstabelecer
aqui um aucleo el ouial.
O nosso destacamento actualmente quasi
que insignificante para a guarda da cade, re-
pleta ae criminosos; os crimes se vi succedeudo
Je utna uiaueira notavel na comarca e por ssj
conv.-oic.nt3 que S. Exc o Sr. Dr. presidente da
p-ovinciu o mande augnentar em bem da segu-
ranza individual
A punta dos trilhos aibain-se a 21 kilme-
tros desta cidade e longe nao vira o dia em que
deveremus cuvir aqui o aibilo da locomotiva.
Ao revur .
Lettoea-rJifectuar-se-hao :
Hoje :
f'eio agente Bntto, s 10 1/2 horas, na ra de
Pedro Alfonso n. 43, de inoreis, loucas, vidros,
ate.
Segunda-fe'ra :
Pelo aqente Gusmao s 11 horas, un ra do
Mrquez Ue Uiiuda u. 19, de pasaaroa, uvveis e
o-hias.
riiwanw fauebre.Serio celebradas :
ll0Je :
A' 7 oras, ua igri-ja de 8. Fraucisco, pela alma
Jo capitio Gcraldo Concia Lima.
Seguuda-feira :
A'a 7 boras, q* matriz da Eicada e no Espirito
Buco, pela alma de D. Fredoviuda de Seuua e
Silva ; s 7 li2 horas, ua igreja d- Espirito-San-
to, pela alma do Autouio Alves Lebre Sobrinho
Terca-teira :
A's O horas, na ordem 3." do Carina, pela alma
de Antonio Alves Libre tobrinho.
I**** a reros Cbegados do sul no vapor
ingles Jamar :
Manoel Fraucisco do Naseiraeuto e suu senhora,
Joio Edmundo mena, Charla Fohlmauu, Fortu-
nato do Amaral Joio Marques de Souza, Jaues
Hardiog e BeruarJiu* Mara da Cinc iciu.
Sabidos para Europa no meara.) vapor :
Be.rnardiuu Jos Roriguea, Jos Moreira de
Lcuios, Jovino Birreto, Mano 1 Lourenc-i Gomes,
Aqueluu Ribeiro da C'iuha Oliveira, Dr. Julio
M. de &Mm Machado, Jam.s Lacb, G. Doddrell
e sua benhora, Fauliue Duigeikue, E. Weaver e
sua fanvlia, Martina Feruaudea Ferrcira, Rodri-
go Beruardiu'. de Mura-s. Joao de Moraea, Ma-
uoei F. Masaste, Manuel C da Cohiba, su. B'-nho-
r.,,3 filhus e 1 criad.i, A. Ness/oapit&u J 'u D.
S. Bordes, R.uert Raiinissey, C feter Luek,
oapilao Jos J. da Costa, Jos A. F. d Andrade.
Arthur Doddrell, A. J. Watts e A-.tonlo de Al-
meida.
Sabidos para Fernando de Soronua no va
por Gequi :
Alf.res Manoel Quintino dos Santos e sua filha
e 1 criada, Alfreo do Valle Cabral, Fraucisco
Augusto Pereira da Cata, parmaceutico Jos da
Fonseca e Silva e su* aeubora, Jr 5o da Cruz i-
Soasa, MasnedeO. T. de Alme'da R-domar, (b -
ribencosl, 8 pravas do 2* batalhio, 2 raulheres e
4 filhos ae ua das pracas, 13 ditas do 14- bita
InSo, 1 mulher e 1 filho de ama das pracas e An
tonio raiicisco de l'aiva.
JLoleriu do ro-ParaA lotera desta
proviucia, pelo novo plano, cojo premio grande
40:000*000, ser extruhida no dia 16 do cor-
rente.
Bilhetcs venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Vicua u. 40 do Joao Joaquim da Costa
Leite
Tambera acbuui-su a veuUa ua Caaa da For-
tuna ra Primeiro de M-irco n. i'3.
Loterin da provincia do Paran
A 10 loU-ria ileota provincia,pe. novo plano, cu-
jo premij graudo de 15:000*050, se extrahir
no dia .. do corrente.
Hilb-tea a vonda na Casa d* Fortuno, ros
t'nmeiro de Marco u. 23, de Martins Fiusa & C
Lotera da corteA 04' locera da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de. ...
30:000^000 lera extrahida no dia .. de Mar-
ee*
Os bilhetes achain-se venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambera acharase venia na Casa da Fc-
una ra Primeiro de Marco.
O Sr. Telim (para o 8r. Estevinhn)Bem fis cu
que apanbei os meua duzeiitot e nao me importei
de concordatas. (Vozesescndalo !)
CrearaMil vezes s seringas do Para (gar-
galbadas).
Puer Ascinins, Tim) mater (Hilandade)
(Ouvem-se grito na ra;.
O Sr PresiaeiePuer Areanine, vai ver que
barulh aquele.
Puer AreaniusSr. Presidente mande outro, su
sju tio pequeuino que pdeos peusar que nao sou
jai (risadas.
O Sr. Presidente (rindo-ae)Por u'.o mesmo,
nao lh-j fario mal.
(Ouvem-se gritos a protestosviva o ccete
abatxo os prevaricadorer). Reina no recinto nm
pnica extraordinaro.
Puer Areanius (voltand* todo convulso) Sr.
Presidente ccete por riba do lempo.
O Sr. Presidente (com calma) Quantos hornens
mais ou menos ?
Puer Ascaums (todo tremendo) Vae cunto
d'aqui, ale Cinco Puntas (signaes de terror.
O Sr. Limio doce accoraettido de urna medite
tympanosa,e conducido para uua dos quartoa do
luterior da casa.
O Sr. Negromoute oceulta sedebuixo da cadeira
do ^>^. PresUente.
O Sr. Miranda suppleute, saca de um formida-
vei rosario, cujis padrenossos devora cora urna
avidez iucrivel, de j eihos atraz de urna porta.
Creare ripe,ncf.e, fugam. (Puer Ascanias es-
couoe debaixo do chapeu do Sr. Miranda sup-
pente.
O 6r. Guurjtira do b ilso urna opa de irmSo
das alims, e dnge tirar esmolas ua poiia da es-
cada.
O Sr. PresidenteCalma meus senhores. Fique-
mo em sessao permanente,
O Sr. MaujisMuito bem, Sr. Presidente, os
cobardes culpados que fujain, se poderem. Oes-
culpe.
O Sr. CarosaPodem ir, que nio tenho medo.
Fui creado cjoo ccete.
(Contina).
Themis.
anda nsquelfes trez dias nos lugares em que i d8po8?3e8 0 nptidfJes nataraes elo <
Foates bavia de paesar para cora elle bncar, e j_ j l-
.... _..,___... do crneo e da pbisionomia.
ame I
que uao conarguio seus malvolos intentos por
PEBLHHCOES 4 PEDIDO
A Assentbla Provluclal
Os contribuintes para a receita orcamentaria
desta provinoia, veem, respeitosamenfe, do alto da
imprensa pedir aos Exms. Srs. representantes
Assembla Provincial que dignen so incluir no
orcamento que elaboram e que ter de vigorar n
futuro exercicio a medida altamente necessana
utilitaria a feljciade publica de abater, na divi-
da de impostos figurada nos exerciciot passados
at hoje, 50 % e a perra8Bao de resoluco desse
debito assim diminuido dentro do anno rinanceiro
que principiar em Julho do corrente auno ; aio
s porque assim poder fcilmente extinguir se
tal debito como attendera terrivel cnse que atro-
pbia ao commercio, lavoura e em geral a todos os
oontribuiutes.
Em todos os paizes civilisados seroprc toi tido
em graude conta a difficnldade financeira e esta
inconteatavelmente orinda da escassez de meios
de aada um em particular. Ento todos os gever-
nos curaro de alliviar o povo do cruel ;vexaroe
do imposto.
Era Portugal quando a divida publica ass"ber-
bou ameacando tragar todas as forc*s activas da
populaco um deputado houve que ergueu, no seio
do parlamento, sua possante voz e consegoio limi-
tar aquella divida a mewde com o praso de um
anno para sua extiuccio de modo que quem evia
cem pagou cincoenta etc., e com efleito dentro de
seis mezes desappareccu o quadro do debito geral,
o estado cilhu cerca de de mil contos e o paiz
camiuhou desaisombrado na senda do progres'o.
Porque os Nobres Representantes nio seguem
to til cxeinpb?
Assim como os governos nu* lempos calamite-
eos ixigem do p va sangu^ e dinhairo e serapre.
pelo patriotismo, obtera c jn-to que attendam ao
povo nos casos crticos cio os que atravesamos
o aliviem dos onus que circumstant-iss imprevistas
o collocaram. Ningu^ra por certo haver,a nao ser
um egosta, um cinico; um perverso emfim, que
coudemnar sem^lhaute pedido pcis eile fundado
ua i.Epossibilidade em que es'o os contribuintes
de saldar o que devem a fiaenda provincial.
Qual ser melhor que por meio de tal medida,
xoda humanitaria, liquido se dois mil ratos dentro
de seis mszes ou mesmo nm anno, ou que cooti-
uu a figurar no quadro activo do thsturo cerca
-de cinco mil contos da dbitos e cinco mil accoes
em juizo liquidando no meio de lagrimas e miseria
publica quatro a cinco contos de ris annualmen-
te ? Cromos que a respoata ser em favor de nos-
so pedidoe qual f-BDeramos ver convertido cm lei
Recife 12 de Marco de 1887.
Reunio dos magistrados
DISCCSSAO DO CCETE
(ContinuacSo do n. VII)
O Rr. Limio doce (para o Sr. Negromonte).0
Sr. um aggravo da opiuiio publica.
O oradorO Sr. um pio de bolica, urna cesta
velha de garrafas vjsias, urna jarra de sachristim
emfim. (Hilandade espantosa).
O Sr. CaroxaEu s quero ver quem sabe li-
zer mais desaforos.
Pater AnchisesProtesto em norae da adiuinis-
tracao (risadas). .
Pius EneasE eu em noma da telacao e da
Jnnta.
(O* Srs. Sefeiche, Telim e Gmezdirigen ac-
cionados para o Sr. Limio doce com vehemencia).
O Sr. Limio doceEu faco caso dos seubores ?
Os seohores sio os microbis do foro, e o cupim das
m-issas fallidas (espantosas gargalhtdasa ordem
a ordem, vehementes conseata^oes da parte dos
tres curiados.
O Sr. EstevinhoEis o que succede a quem
manda pagar commiasao a ieiloeiro, sera este f-
fectuar o leilo de cerU drogara leve.
naufragio do vapor Baha
A aprejiaeio que fiz do parecer do Sr. captio
tenentc Wartias, sobre um dos quesitos aposen-
tados pela compauhia brasleira, na vistoria que
se procedeu no Virapama obrigou a S S. a en-
vergar a farda, por a cinta a sua espada de bamba
de couro e vir, pelo Jornal do Recife de 13 do cor-
rente desafiar-me para discutir perante um audi-
torio capaz de nos apreciar (A S. S. e a mim) apre-
seuiauao-me e eacjlbeud os raeus juizes, tnar-
canlo tempo ptra a diacussio.
Antes, porra, disto S. S. escreveu que: Se
Mariuo est na alt.ira de poder apreciar e discu-
tir o tneu parecer, na parece pelo modo por que o
fez. Nao entra, pjrtautu, em discussao com Ma-
rine em assurapto desta ordem.
Estou era duvidas e era ditculdades.
O Sr. captao :eneute ora quer discutir impon-
do-rae escolha dos meus jaizes, ora nao entra era
discussao commigo.
Preciao de u-na deciaio
Mas, vuha ou ni veuha ella, devo, desde j,
indicar as dirficulda'les que me cercara.
1* formar um auditorio capa de apreciar a dis-
cussao ;
2* scolber os ineus juizes (aqui, me parece^fui
collncado na posico de reo e reo que eseolhe jui-
zes.salta \)
'.'' marcar tempo para discusa*.
Oecidameuto, as condieora impostas pelo Sr.
capitio-teuente oram eacoiliidas, de iadustria,
para darein eaae resultado.
Ora, eu obrigH-i > a formar um auditorio e este
capaz de preciar a discussao soore am parecer
de S. S. !
Itealinente esta .
Onde ira eu, depiis de um trabalho enorme, fe-
nao imposaivel, para formar o tal auditorio achar
ee meus jaizes ?
E dado que podesse vencer todas as dfficulda-
dea, c arraDJasse auditorio e juizes, estava anda
obrigado a marcar tempo (veja-se bera marcar
lempo nio o tempo) para a discussio.
Acredito que o sr. capitio-tenuute quer dzer
hora ; e, sendo assim, esqneceu-se do lugar.
Onde .1 -vera reuuir-se o au '.tono, !
bem nio disse.
Outra dilficuldade .'
S de proposito !
Sestes coudices parece de bom avito que o
parecer de que se trata, seja sustentado na m-
orensa.
No re peitavel publie ) est formado oauditirio,
com os juizes competentes, sem serem eacolhidos
a de Lis. etc., etc.
Esta a minha opiniio, vista do que fica ex
posto.
Entretanto, nio quero concluir sem transcrever
aqu o periodo fin I do artigo do Sr. eapitao te-
nente :
.Se a raii'ha resposta no quesito atHrmando
ter sido o choque dado pelo Pirapama no Bahia
e e proeurei demonstrar esta asserco, toi para
1 melhor provar a razio do meu voto e porque uio
tinba em visla ser ao mesmo tempo agradavel a
Deus ao Diabo.
' Nio enlendo !
2|Pr efiquei como aquell* otficial, que partiulodo por-
to do Kecife para a Ib de Fernando, andou por
esaea mares em tora e, afinal, arribou Paraby-
ba para tomar carvo ..
Arribei para pedir explicacoea..
Depois que eucuntrar a ilha, istu depos que
for levad el I, permanecerei na espectativa.
Formar auditorio o que nio faco ;
Escolher juizesmenos ;
Marcar lempo para discussiiomuito menos.
E tudo iato por impossivel Ad impossbi-
liS" (desculpe) nerao tenetur !
Marino.
15 de Abril de 1887.
nio se encontraren) e ter Foutes mudado de cami-
nho como sempro o fez.
Tendo Fontes ido ao quartel nc dia 1* deste
corrente mes de Abril vender um seu collete ao
aeu companheirc rauaco de nome Trajano anda
foi insultado por S uza Raugel co n as meamas pa-
lanas, indo em seguida atucalhar a Fontes ua es-
quina do fiambrone, qnando este i i vase de ir
para ca-a uom o fira de brigar, onde esteva at
as nove horas e meia da mil**, e que nio toase-
guo seus diablicos intentos por ter Fontes mu-
dado de camiuho, o que serapre assim fasia, tu-
giudo de Rangel para evitar conflictos entre el-
los, sendo testemunha desta oceurrencia a praca
da 2 companhia deste batalhio de nome Caetano
Pereira da Silva, a quem Rangel perguntou por
Fontes, e q e Ihe respondeu nio saber, com es'a
reapjsta Rangel mostrou-se mais indignado
Encontrou a praca de nome Uiqui, e bem as
sm ao paisano Jos de Miranda C'irreia Lima,
conhecido por Gamba e a estes anida perguntou
se ttnham visto Fontes, e Ihe respondern uio ;
no dia 2 deste corrente mez de Abril foi ai a Ja
Rangel oela manhi deste mesmo dia ao quartel,
e perguntou a praca Ctetano Pereira dt Silva por
Foutes, e que Ihe respondeu nio saber, cntio ah
e uesta occasiio disse Rangel : hoje arranco Fon
tes anda que esteja em baixo da saia da mulher,
e hei de tirar-lbe a existencia, j tendo Rangel
ua noite do da 1* deste correte mes de Abril
por volta ue 11 horas pouco muis'ou menos ido
bater na porta de Foutes, e qu uem Fontes, uem
sua mulher nio respouderaiL, pois estavam dor-
raindo, |Je te batimento conta vzinhanca).
No da 2 deste rrente mes de Abril, estando
Fontes tlmocaudo com tua mulher e os seus fi-
lhos na sala de detraz por volta de 10 horas pou-
co mais ou menos quaudo llie entra Rangel de
sorpreza pela porta dentro, feehou tirabas aa por-
tas, e lenta coutra a exiateucia de Fontes. procu-
rando matal-o. Fontea assim perseguido, e iner-
me como eslava prjcurou fugir correado para o
quintal cora o fim de saltar o muro, uesta lucta v
u; cnio urna faca velba de aortar carne, laucou
mi della, e procuroa defender-se, quando j se
acbava todo ter do.
Diz ainda a praca da 4- companhia de nome
Antouio Feitosa de Souza que sabe que Fontes
algumas noites deixou de ir para caaa, logo que
acabava de suas obrigacoet, com medo de Uau-
gel, e querer evitar conflictos, u que a tstas horas
nocturnas, erara as quo Rtiogei mais procurava
a Foutes talvez com o fira de melhor eflectuar seus
fuuestss intentos.
K nitrel aempre foi mo homem ; ist foi o que
ae p*39ou e se deu com toda minuciosidade, elle
sempre procurou efiender seus companbeiros ar-
mado de ora punhal caui vete de molla, insultan-
do-es cora nomes blenos, e injuriosos ; isto
prova toda msica, e pracas do mesmo corpo.
Conferencia abolicionista ~\
A As80ciacao Uuiio Federal Abolicionista e a
Sociedadc Pernambncana coutra a Escravidio pro-
movera urna serie'de conferencias publicas para
as quaes aio convidados os meinbros das mesmas
sociedades, e todos quantos se mtereesam pela
causa abolicionista.
A primuira conterencia ser ralisada no do-
mingo 24 do corrente ao meio dia no tbeatro de
Variedades, sendo orador u Sr. Dr. Jos Marian-
no.
as entradas exteriores catara > commissoes des-
t.nadas a recebar qualquer obulo era beneficie dos
eacravoe.
Recife, 14 de Abril de 1887.
O l- sreretario
Bcllaruiino Carneiro
O Dr. de Veremont, peij estado dos tra-
tados antigos e ujodernos sobre este ns-
aumpto, por suas numerosas viagons para
eturlo das diferentes ra^aa humanas, pelas
Ic3es de sea pranteado mestre, conseguio
ebegar, n'esta materia, ao mais alto grao
da pos8bilidade humana, e por isso teto
prostado s familias e hamanidade ser-
vicie reaes e immensos, indicando lhes coro
preciao as disposioSs nuturaes e os vicios
orgnicos pela perspicacia do seu dyagnos
tico as enfermida fes do cerebro ou ner-
voso e obteve por suas revelac5es sobre o
futuro, tanto- na Europa como na Araeric,
os mais brilhantes success )8, convencendo
os ruis incrdulos.
Entre as notabilidades que Ihe teem feito
a honra de consltalo, conta elle sua emi-
neucia o Arcebisbo de Paris, o Rei dos Bel
gas, o Rei da Grecia, Ismael Pacha, Fer-
nando de Lesseps e sua familia, o General
Boulanger, a Patti, Sarah Bernhardt, et.\,
e, no mez de Janeiro ultimo, em Madrid,
a Princeza Eulalia de Bourboa e o Prin-
cipe Vctor NapoleSo, em Bruxellas
A Phrenologia e a Oniromancia sao duas
sciencias tito an'igas quanto o mundo, 8uc-
cessivamente cultivadas pelos hebreus, os
eg'ypcios e os gregos, e, mais recenteraen-
te, pupular8adas p?los sabios Lavater,
Gall, Spurshein e Desb^rolles ; r/esta po-
cha do progresso e luzes ellas se nos apre-
sentam despidas de toda idea de mysteiio
e obscurantismo.
Quera pois desejar conhecer a importan-
cia Has enfermidades do cerebro e as dis-
posicoas naturaea e orgnicas d'ura menino
para dirigir consoante ellas os seus estu-
do8, quem desejar conhecer os aeonteci-
mentos futuros de sua existencia, conforme
as regras da phrenologia, da phisiognomo-
ni v e da oniromancia combinadas, tudo isso
Ihe sera desvendado nos menores detalhes,
pois tudo isso isivcl na palma da mao
lente do Dr de Vireuoont.
As liccSes de Phrenologia dadas nos col-
legios ro educajao tero por objecto e sc-
ro feitas em face de um crneo prepa-
rado.
O Dr. de Viremont d consultan em seu
gabinete no Hotel D.Antonio, das 9 s 11
horas da raanha e das 4 s 7 da tarda.
5^000 cada consulta.
Precos convencionaes para as criangas.
Para commodidade dos clientes o Dr.
do Viremont ir ao domicilio de quem o
chamar.
Irmandade das Almas da matriz
de S. Jos
De ordem da m ea regedsra, convido [todos os
nossos rmios a comparecerem no consistorio desta
matriz pelas t '/2 horas da manhi de 17 do cor-
rente, afira de encorporados acompanharmos a
procissio do S. S. Viatico aos enfermos da fre-
guezia.
Consistorio da Irmandade daa Almas erecta na
nutriz de S. Jos do Recife, 14 de Abril de
1887.
O escrivao,
Francisco Valeriano A. da Fonseca.
Capitana dr porto
Sendo preciso coohecer-se o lugar onde reside
Eduardo Castilho, eapitao da escuna nacional
de dvisio Jos Manoel Picaneo da Costa, espitad
do porto, assim o faco publico para scencia do
referido Sr. Ciatilho cu pessoa qae o conheca,
afim de que o mais breve possivel, o faca constar
a esta repartcio, verbalmeote ou por esenpto.
Secretaria da Capitana do Porto de Pernam-
buco, 15 de Abril do 1887.
O s-'Cretario,
Antonio da Silva Azevedo.
i-i
Acto de caridade em beneficio
dos nufragos
A commissio abaixo assigoada das alumnas da
Sociedade Propagadora da Boa-Vista, participa
aos parentes e amigos dos nufragos do vapor
Baha, que feudo obtido entre aigumas cr,llegas
suas a quantia de 24fC00 com o fim de serem ce-
lebradas seis missas por alma dos iefelizes nu-
fragos, tei lugar no dia 18 do corrente s 7 ho
ras da manhi na matriz da Boa-Vista, para o
que convidamos a todos os parentes e amigos dos
fallecidos, assim como ao corpj docente e alumnas
da Sociedade Propagadora da Boa-Vista e mais
peesoas quequiserem assiatr a eate auffrago.
A cemmiBsie,
Mara da Conceicao de Drummond.
Mara das Mercs Chaves.
Anna Isabel de Oliveira.
Lotera de 4000 contos
fJA grande lotera de 4000 contos, em 3 sorteios,
fica transferida para o dia 14 de Maio vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho de
Exm. Sr. presidente, de hoje.
Thesouraria das Loteras para o fundo de
emancipacio e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Dezembro de 1886.
O thesoureiro,
Francisco Goncalves Taires.
Consellio de compras da repar-
tido de larinha
Supprimento de vveres aos navios de-
guerr. fundeados no porto d'esta capital
e s dependencias d'este Arsenal, du-
raste o semestre do 1 de Julho a 31
de Dezembro de 1887.
De ordem do Exm. Sr. chefe de divisad Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector d'eate Arse-
nal e capitio do porto d'esta provincia, faca pu-
blico que no dia 25 do corrente, a 11 horas da
manh, se recebe propostas para o fornecimento
dos artigos abaixo declarados ; nao podendo ser
aceita propoata alguma que nio cootenha todos
artigos anndnciados, com excepcio de pi e car-
ne, que serio propostas distioctas.
A proposta de carne vtrde dever conter a de-
claracio de ser o genero fornecido nao tendo mais
de um quinto de peso em osso.
Vivires
Agusrdente, preco por litro.
Arroz, idem por kilo.
Asaucar grosso, dem por kilo.
Aceite doce para comida, idem par litro.
Azete de coco, id m
Azeite de peixe, idem.
Azeite para luz, idem.
Albo.
Aletria, idem por kiio.
Araruta, idem.
Boi vivo inclusive o pasto, um.
Batatas inglesas, idem por kilo.
Bolacha, dem.
Bacalho ou peixe salgado, dem.
Bolachiuba, idem.
Caf era grao, idem.
Carne secca, idem.
Carne em conserva, idem.
Carne de porco salgada, idem.
Carne verde, idem.
Conservas picantes nacionaes (pikles), idem.
Caf moido, idem.
Cha verde, idem.
Cha preto, idem.
Cangica, idem por litro.
Cerveja Cuines. dem.
Chocolate, idem.
Cognac, dem.
Conservas de galliuha, de carne de carneiro, de- \
carne de vacca, kilo.
Extracto de carne, idem.
'
S. S.'tara
MniTi si<> do Babia
A' redacta.) desta conceituada folha escrevi a
carta, que abaixo vai transcripta,e a resposta que
publico.
Recife, 13 de Abril de 1887.
Illms. Srs. redactares do Diario de Pernambuco.
Veoho rogar Vs. Ss. o favor de declararem.
por saa conceituada folha, se tenho parte directa
ou indirecta as publicacoes que teem sahido so-
bre oNaufragio do Bahia,assignadas por \, ou
por outro pseudouymo qualquer ?
Com a publicncio desta, e sua resposta, muito
obrigario a quera Oe Vs. Ss. obrgadissimo
criado e venerador.B. Brandao, capitio-tenentc.
N. B. Se for deestylo pagar-se esta publicacio
Vs Ss. rae farau especial obsequio mandando a
nota para o Arsenal de Marinha, ou pelo portador.
A resposta toi a que se segu :
Illm. Sr. B Braudio.Itespondo i carta supra
de V. S- dizeodo que nio tem sido V. S. quem tem
trazido os artigos, a que se refere, typogrwpbia,
era me cousts que com taes artigos tenha V. S.
qualquer ligacio directa ou indirecta, contribula-
do para ana publicacio.
Pode V. S. fazer desta resposta o uso que lbc
approuver. De V. S. attento venerador e obriga-
do Felippe de Figueiroa, redactor do Diari.
Recife, 14 de Abril de 1887.
B. Brandlo, capitio-tenentc.
Ao publica
Ractficscio do facto que se deu no dia 2 do
corrente. mez de Abril entre os dous msicos do 2
batalhio de lnha Antonio Coelho de Souza Kan-
ge! e Antonio de Souza Fontes nao obstante j ter
o Diario de Pernambuco e a Provincia tratado des'e
facto, tudavia nio contaran no todo Como se eu
por nio estarem bem informados.
O facto deu-se do mod. eeguinte : Antonio Coe-
lbo de Souza Rangel tinha odio entranbavel de
Antonio de Sousa Fontes, seu concuuhado, sem
qus para isso bouvesse motivo.
Rangel era bumem rizoso, odieuto, e invejoso
e por diversas vezes procurou brigar com Fontea
seu concunhado, esquecendo-se do l.ico de ami-
sade que devia haver entre elles. Foutes sempre
fugio dessas ocasies.
Acontece que no dia 27 do mez de Marco pr-
ximo passado Rangel procurou Fontes, e Ihe pe
dio 200J0 emprestados para Ibe pairar no fim
deste correte mez de Abril dando-lhe 24*000, e
Fontes lh respondeu nio ter, pois era praca como
elle, e que se os tivesse era para pagar a quem
devia, p matar a fome de sua mulher, e de seus filhos.
Rangel com esta resposta muito ae indignou, mal-
tratando a Fontes com nomea cosenos, e inju-
riosos .
Rangel nio satisteito smente em maltratar a
Fontea com nomea obsenos e injuriosos, procurou
Documento importante (S)
Dia a dia vai aujtneutando o consumo do Pci-
toral de Cambar, o remedio soberano pra as mo-
lestias do peto e que tio brilhantes provas j tem
dad > da sua grande ctticaca.
U jornalismo de quaai todo o Imperio nao tem
deixado de elogiar eate excedente preparado ; a
scencia consagrou-o eloquentemente, por meio de
attestad'is valiosos, firmados por llustres apost-
los da medicina ; o povo, essa grande torca que
representa a voz de Deus, tem prestado as mais
eloquente provas de recouhecimento pelos benefi-
cios prestados humanriade pelo Peitoral de
Cambar.
E aaeim devia ser; porque nada mais digno dos
elogios da iinprensn, da consagracio da scencia e
da gratidio popular, do que aqullo que se destina
cura das eufermidades que maia arM-gem e raaior
mal causara humanidad.
Acabamoa d6 lr us tres mais importantes e
conceituados juruara da erte, u Jornal do Cotn-
mereio, Paiz e Guaea de Noticias, urna eloquente
prova do que levamos dito, prova que vem juntar-
se aa muitas que j teem sido publicadas.
O Eira. Sr. Bario de Avellar Rezende, impor
tante tazeudeiro, propnetario da fazenda de Mat-
to-Dentro, ua estrada de ferro Leopoldina (esta-
cao de Santa Isabel), que liga o Po de Janeiro
provincia de Minas Geraes, dirigi se, pela im-
prenaa, ao deacobridor e preparador do fettoral
de Cambar, nos termos mais liBongeiros, que cou-
stitue um valioso e importante docu nenio, cuja
leitura recommendamos a todos quanto se inters
san pelo bem estar da humanidade.
Eis o documento :
Illm. Sr. Joa Alvares de S uza Soares.
Atacado de urna t rte rouquido, e acra ter tido
alivio algum com o uso de muitoa medicauen-
tos receitados, experimentei o seu xarope, Pfi-
toral de Cambaba, e em poneos das a molestia
n cedeu corapletaraeute.
Depos d'es'e facto tenho acoueelhado a di-
. versas pessoas o seu remedio, e todas teem lo-
ar grado us melbores resultados. Queira, pois, re-
ceber minbas sinceras felicitacoes.
Bardo de Avellar Rezende.
Fazenda do Matto- Dentro, eatacao de Santa Isa-
ir be', estrad i de ferro Leopoldina, 18 de Janeiro
de 1887. ,
O referido preparado vende-se na agencia
cargo dos Srs. Francisco Manoel da Sil-
va SV C. na Mrquez de Olinda n. 23.
Frasco 25'J0, meia duzia 13 e duza 24.
A agencia euvia a quem pedir, conaicocs uv
pressas para as vendas por atacado.
Prejudicial au cabello
3IO
E' por certo urna grande loucura o cerrar-ae oa
poros do crneo com leos e pomadas gordureutas
e espessus que impedem a livre evaporacao que
tio essencial para a sanidade do cabello.
K.-fresque-se e vivifique-sa a cutcula frequen-
temente com o Tnico Oriental, o qual prompta-
mentc a">sorvidj e conduaido as raizes dos cabel-
los, Hsimilando-se perfeitamente com elles.
Fazei isto duas vezes ao dia, e o vesso cabello
nunca cahir, nem tornar se-ha secco, spero ou
duro. O tnico coutui parte compostas de vege-
Uea que na chimica sio equivalentes mesraa
materia das fibra, por consequencia acha-se d-
miravel e philosophcam.-ute adaptado para o fim
i que se destina.
Acha-se venda em todas as priueipaea phar-
raacias, drogaras e lojas de perfumaras
Agentes era Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commerciu n. 8
Avisamos ao respeitavel corpo commercial, que
o sr. Vicente Slverio de Souza deixou de Ber em-
pregado de uossa casa, e que de hoje em d:ante,
todos os recibos bao de ser firmados por nos, nio
tendo autorsado pessoa alguma para receber
contas, e muito menos firmar recibos.
Recife, 13 de Abril de 1887.
Sulzer Kauffmann & C.
N. 7. A EmulsSo de Scott o melhor re
medio at hoje dcscoberto para a cura da
tisica, bronchites, escrfulas, anemia, ra-
chitis e debilidade em geral ; tambe m e
um curativo infallivel para os defluxos
tosso chronica e affeccSas da garganta.
EDITAES
Edital n. 77
(Ia praja)
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector se fas pu-
blico 4ue s 11 horai do dia 19 do corrente mez,
serio vendidas em praca no trapiche Conceicie, as
seguintes mercadorias :
Armazem n. 3
Marca SBC-Urna caixa, n. 23, viuda de Lon-
dres no vapor inglez Phcauix entrado em 11 ae
Fevereira de 1;86, nio consta do manifest, con-
tando urna bomba de ferio rotativa, pesando liqui-
do 100 kilogrammas.
Marca RM contra inarc. A L. Gaimaries Um
pacote, san numero, idem, dem, idem, contendo
amostras.
ArinHz.in n. 4
Marca JVAIIUrai caixa, sem uumero, vinda
do Havre uo vapor alleraao Paranagu, dem em
15 de Fevereiro de 1887, contendo 1J8 kilogram-
mas, peso nos envoltorios, de enveloppes e obras
impressas em urna cd>, abandonada aos dlreitos
por Joio Victor Alves Matbeus.
Armazem n. 5
Marca SBAC dous diamantes 7 e 10 no centro
Urna caixa, sera numiro. idem de Liverpool no
vapor inglez Oeluuibre, dem em 11 de Feve-
reiro de 1886, consignada a Sonza Basto, Amorim
& C, contendo amostras.
Armazem n. 6
Marca ancora P BDuas caixas, ns. 1 e 2,
idem de Rordeaux no vapor fram-ez Xiger, idem
em Janeiro de 1887, contendo 36 kilogrammas de
livros impressos e 36 kilogrammas de cartazes de
duas cores, abandonadas aos direitos por H.
Burle de C.
Armazem n. 7
Marca AC contra marca MUrna caixa, n 25,
dem de Genova na barca italiana N. Catha-
rinsa, idem em 27 de Marco de 1886, consignada
ordem, contendo amostras.
Marcas JL e JL contra-marca RDuas bar-
ricas, sem numero, idem de Terra-Nova no vapor
inglez Helena Isabel, idem em 31, idem, idem,
dem, contendo cinco duzias de garrafas com cer-
veja comunial, medindo liquido legal 34 litros.
Marca WH4CUrna chpa de ferro, quebrada,
idem de Londres no vapor inglez Phusoix. dem,
idem, dem, idem a W. Halliday & C.
Marca ACUrna barrica, sem numero, idem de
Liverpool no vapor inglez Orator, dem em 21
dem, idem, idem a Albino Cruz Se C, contendo
castanbas, sem va'or.
Marca .VIMB coutra-inarca C&CQuareuta e
eete caixas, sem numero, idem, idem no vapor in-
glez Warrier, dem em idem, idem, idem or-
dem, contendo vidria brancas lisos para vidraca,
pesando liquido legal 2310 kilogrammas.
3' seccio da Alfandega de Pernambuco 15 de
Abril de 1887.
O chefe,
Cicero B. de Mello.
De ordem do Exm. Sr. conselheiro director
interino da faculdade, sao convidados os senhoies
professores do curso annexo a compaiecerem na
mesraa faculdade hoje (16), ao meio da, para tra-
tar-su de negocio relativo s respectivas aulas.
Secretaria da faculdade de oireilo uo Recife,
16 de Abril de 1887.
O secretario,
Jos Honorio B. de Mnnezes.
SOCIEDADE
Auxiliadora da Agricultura de
Pernambuco
Consiento administrativo
Previne-se a todos os seubores membros do cen-
aelho, quer eleitos, quer de jure, que pelo Illm.
Sr. gerente foi marcada oara o dia quarta-feira 'JO
do corrente, urna se8So extraordinaria, na qual,
alm de outros -asumptos, tratar-se-ha da con-
servacio no ornamento provnicial da taxa de ex-
portacio sobre o asaucar, da resposta a dar ao
convite do Centro da Industria e Commercio do
Asaucar, ltimamente creado no Ro de Janeiro,
e das navas tabellas de fretes e de passagens aa
via f rrea de Caruar.
Verificar-se ha a sessio s 2 horas e 30 minu-
tos da tarde do cima citado dia 20, na ade so-
cial ra estreita do Rosario n. 29, e deliberar
ae-ha com os membros que cooipareeerem, na for-
ma da ai t. 30 dos estatutos.
Recife 13 de Abril de 1887.
Henrque Augusto Milet,
Secretario geral.
Companhia do Beberibe
Nio se tendo reunido accionistas era numero
sufficiente, nem na primeia era na segunda con-
voeacoio, para se conatituirem em aaaembla geral
extraordinaria para deliberar sobre augmento do
capital uecessario para o complemento das obras,
sio de novo convidados pura o mesmo fim, para a
reuniio que ter lugar no dia 18 do corrente mez,
ao meio dia, no primeiro andar da casa n. 71,
ra do Imperador, devendo a reuniio eflectuar sa
com qualquer que seja o numero de accionistas
presentes, cemo dispOe o 4- do art. 15 da lei n.
3150 de 4 de Novembro de 1882.
Recife, 12 de Abril de 1887.
Ceciliano Mamede Alvo- Ferrcira,
Director gerente.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
Thesouro Provincial
Assembla geral extraordinaria
SEGUNDA COHVOOa yAO
Nio se tendo effectuado por falta de numera a
reuniio da assemhla geral convocada para hontem
14 do corrente, sio novameute convidados os se
nhorea accionistas da Companhia de Edificacio, a
reunirem-se na sede da mesraa companhia, ao
largo de Pedro II n. 77, no dia 19 do corrente ao
meio dia, para em assembla geral extraordinaria
deliberarem sobre a reforma dos estatutos em vi-
gor, c especialmente do art. 13, sendo a deste no
sentido da reclamacio feita pelo Sr. Francisco Fer-
reira Borges, conforme a proposta do accionista c
o Sr. Antonio Carlos Ferreira da Silva, approva-
da na sessio de asaen bies geral ordinaria de 1 de
Marco prximo findo.
Nos termos do a-t. 65 do decreto n. 8821 de 30
de Dezembro de 1882 e de accordo com o art. 48
dos estatutos a assembla geral ora convocada
t se julgar constituida com a presenca dos se-
nderes accronistas que no mnimo representen]
d us tercos do capital social.
Recife, 15 de Abril de 1887.
Gttsaw A ntunes.
Director secretario.
De ordem do Illm. Sr. inspector desta repart-
cio, fa{o publico que no dia 16 Jo corrente mex,
paga-se a clasae de professores do 2" entrancia,
relativamente aos veuemeutos do mez de Fevj-
reiro prximo fiudo.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 15 de Abril de 1887.
O escrivao da d^speta,
Silvino A. Rodrigues.
Revelado pelo estado do crneo,
da phlsionomia e da mo
Brilhantes successos em Londres, Pars,
Lisboa, Madrid e vtimamente na Bahia^
O primeiro phrenologista e chiromancista
da poclia, o Dr. de Viremont, discpulo e
collaborador do celebre Desbarolles, raem-
bro da acaderoja, de Zurich, acha-se pre-
sentemente em Pernaabuco, onde demora-
alguos das. ^
JD consultas sobre o futuro pe}o estado
das linhas da mao, onde todo o ser huma-
no tem a sua existencia escripia, sobre as
S. I!. J.
Sociedade Recreativa Juvcniude
Sarao bimestral em 17 de Abril
Tendo de effectuar se Deste dia o sarao do bi-
mes're tlaente sio convidados os aeuhores socios a
procurar seus ingresaos em mi do Sr. thesou-
reiro. Oa eonvtes estao em poder do Sr. presi-
dente ; previne ee que nio se admitiera aggre-
gados. _
Secretaria da Sociedade Recreativa Juveutude,
30 de Marco de 1887.
Jos de Mediis,
2* secretario.
COinpasiiis
dos Irilhos urbanos tt Bee
Oliada e Beberibe
Assembla geral extraordinaria
2 convoeacio
De ordem do Exm. Sr. Ur. presidente da assem-
bla geral, sio pela 2 vez, convidados os Srs. ac-
cionistas a se reunirem em assembla geral ex-
traordinaria, conforme o requerera a directora da
Companhia, afim de ser consultada a sua opiniio
sobre a innovacio do contracto permittida pela le
n. r,850 de 1885.
A reuniio se iffe^tuar s 11 horas do dia 21
do mez corrente, no escriptorio da companhia,
ra da Aurora.
Tendo a assembla de deliberar sobre aasump-
to cogitado no art. 65 do dec. n. b,82l de 30 de
Dezembro de 1882, a assemola para validamente
se constituir carece da presenca de Srs. accionis-
tas que no mnimo representem deus cercos do ca-
pital social.
Secretaria da assembla eral da Companhia de
TrilhoB Urbanos do Recife a Oliuda e Beberibe,
13 de Abril de 1887.
0 secretario,
Jos Antonio de Almeida Cunba.
Sociedade Beneilcenle Allianf a
Se*o Magna
De ordem do nosso presidente, fio convidados
todos os sccios d'esta sociedade a comparecerem
sessie magna de posse e admissio de novos adep-
tos, que dever ter lugar no sabbado 16 do cor
rente, s 8 boras da noite.
Outroaim, aio igualmente convidados todos os
socios das sociedades que se corresponden com
esta, e bem assim os bocob avulaos que estivertm
em pleno goso de seus direitos.
Secretaria da sociedade Beneficente Allianca,
ra do Imperador n. 14, 13 de Abril de 1887.
Frederco Costa,
Secretario adjunto.
Emilias seccas, idem por kilo.
Farinha de mandioca, idem por litro.
Fub de milho, dem por kilo.
Feijio preto ou mulatinbo, idem por litro.
Legumes conservados ou julianas, idem por ki'O.
Gallinba, urna.
Gela de marmello, idem.
Guaba, idem.
Leite condensado, litro,
Manteiga ingleza, idem por kilo.
Matre -ra folha, idem.
Milho, idem.
Pao, idem.
Peptona Catillon ou outra, idem.
Queijo de Hollanda, dem.
Rapadura de melado, goiabada ou marmelada, ou
outros doces, idem.
Sal, preco por litro.
Sabio, preco por kilo.
Sag, idem.
Toucinho de Lisboa ou Santos, idem.
Tapioca, idem.
Vinagre de Lisboa, idem por litro.
Vinho de Lisboa, Bordenux ou anlogo, idem.
Vinho velho do Porto ou Madeira, dem.
Dietas extraordinarias
Cerveja preta ou branca, nacional ou estran-reir
litro.
Carne de porco, kilo.
Dita de vitelo, idem.
Dita de carneiro, idem.
Charutos, um.
Cigarros, masso.
Prango, um.
Pilhote de pombo, um.
Gela (fnietas e gallinba).
Leite, litro.
Alarmelada, kilo.
Macas, urna.
OVOS, duzia.
Pi de-lot, kilo.
Pi secco, kilo.
Peras, urna.
Kap, kilo
Sag, kilo.
Uvas, kilo.
Vinho Xerez, garrafa.
Vinhos Collares e Figueira, idem.
CondicSes
1.a Todos os artigos serio du primeira quali-
dade.
2.a Serio entregues pelos torneeedores as por-
coes que Ihe forem pedidas pelo almoxarifado e
pelos navios de guerra, no prazo de tres dias,
contados da data em que os pedidos forem despa-
chados pelo Exm. Sr. inspector.
3.a Os gneros ticario sujeitos approvacio ou
reprovacio do perito que tr designado para exa-
minal-os.
4." Os forneesdores pagario as .nultas de des
por ceoto do valor dos gneros no caso de demora
as entregas e de viute por centa no de falta de
entrega, ou rejeicao por m qualidade, indemni-
saudo neste caso a fazeuoa nacional da differen-
c-i que se der entra os precos ajustados e es por-
que forem comprados os gneros nio foraecidas ou
rrjeitados, salvo se forem immediatamente subs-
tituidos por outros da qualidade contractada.
5.a O pagamento da importancia dos forneci-
mentos ser feito pela Thesouraria de Fazenda
vista dos documentos que obtiverem os fornece-
dores, e depois de satisfeito o sello provincial.
6 a Conforme o aviso circular do Ministerio da
Marinha n. 172 de 8 de Janeiro do correte anno
o fornecedor ficar sujeitoa mais sessenta dias de
supprimento, alm do prazo estipulado o contracto
sem que asta circumstancia Ihe d direito a pro-
rogacio do ajuste.
7.a Os objectos fornecidos s serio pagos no
mez segrate.
Observacoes
1.a Nenhuma proposta ser recebida fem que a
propoaente nella declare por extenso, sem claro
algum, emenda, entrehuha ou rasura, o preco de
cada gen< ro.
2.a Nao ser aceita proposta sem que o nego-
ciante declare que se sujeita ao pagamento de
multa de cinco por cento do valor provavel de for-
necimento durante o prazo para qu este annun-
ciado, se nio comparecer nesta secretaria para as-
signar o contracto, no prazo de tres dias, conta-
dos d'aquelle em que fr notificado pela impren-
sa, como determina o aviso de 28 de Dezembro
de 1874.
3.a Conforme o recommendado em aviso de il
de Mao de 1880, nio serio admittidas as propos-
tas dos negociantes ou firmas sociaes que nao
apresentarem os documentos seguintes :
CertiJao da matricula da junta commercial;
Bilhete de pagameuto do imposto de industria
no ultimo semestre.
Certidao do contracto social exhibido do regis-
tro da junta commercial.
4.a Nenhuma proposta ser recebida depois do
dia e hora designados neste annuncio.
5.a Os proponentes apreseatarao os documentos
exigidos pelo a nao de 11 de Maio cima referido
tres dias antes do prazo marcado para o recebi-
rnr-iito das propostas, para a uecessaria verifiea-
cio.
Secretaria da in?paccao do Arsenal de Marinha
de Pernambuco, 14 de Abril de 4887.
O secretario,
Antcnio da Silva Azevedo.
IRMANDADE
DO
SS. Sacramento da matriz de S.
Jos
De ordem do nosso irmao juiz, sio convidados
todos os rmios desta irmandade, para domingo
17 do corrente, s 7 horas da manb, para, encor-
porados, expor-se em solemne procissio o Senhor
aos enfermas
S. Joa, 12 de Abril de 1887.
Manoel do Nascimento V. C. Sobrinho,
Eacrivio.




T*.
Club Concordia
Samatag 16 april 1887. .
Tana-abend.
Das directora m.


6

S:, l\ GarailBiros flaw
De ordeui do nnseo Reap. Ir.-. Veo.-."con-
vido a todos o* OOlr. a'eata Aag. OS. a
compareeereai na nossa sede uo da 18 do.corren-
te, a6 1i2 horas la tarde, pra aMiatijem a
sestau de nie-iacao e pusae.
Recite, 14 de Abril de 187.=E. .
O seorat. Adj. .
EJuardo Geocalves 18. .
MH|
Mario e Pernaiufeuco Sabbado
Na secretaria oa Santa Casa arrendara se os
seguales predio* :
Ba do Bom Jess n. 12, toja e J andar.
. dem idem u. 13, '2- e 3- andares.
dem do Vigai io Thencrio n 2-'. I" udr.
Id m do Mrquez d* Olinda n. 53, 3- andar.
dem do Apollo n. 24. 1- andar.
dem da Madre de Ueud n. 20.
dem idem n 10.
dem da Moda n. 45.
dem idem n. 47.
dem idem n. 49.
dem da LingoeU n. 14, 1 andar.
dem da Guia n. 25.
Becco do Abren n. 2, 2- aadar.
dem das Boiaa n. 18, sobrado de dous andares
e loja.
Ra da Aurora n. 37. 2- andar.
dem da Detencao (dentro do qualro) duas
Casas. ________________^^
EMPREZA DU tikl
Pede-se aos SeniM
res consumraidoi^s que
queiraui fazer qualquer
comunicaco ou recla-
mae\ seja esta feita no
escriplorio desta emj re-
za ra do inperadcr n
29, ohde tambem se ne-
ceber? qualquer corita
que queiram pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Senhores
Hermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oli-
veira,equando forpre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
Ios Csoalho.
Todos os recibos
desta emprezadeverao
sirpassado em tales
carimbados e firmados
pelo gerente se ni que
nao tero valor algum.
Getrge Windsor,
Gerente
THE A TRO
EMPREZA ARTSTICA
GRANDE COV
.4..
AHIi DEZARZUELLAS
ES
U
*?
Director de sceoa
* D. Valentn Garrido
Maestro-director
D. Aitna tul Valle
AMANH
Sabbado, 16 do correte
Ia Recita ( de nsslgnatnra)
^oDBxr^sooxr
Esta zarzuela fji extrahida da novela phantas-
tica que em toilo o orbe, trra, se conhece com o
titulo de
Robinson (rosne
PROGRAMMA
Subir tct'ua a muit'i applaudid zarzuela
buffa em 3 actos, original do festejado poeta Sr.
Sfintisli'ban e musie do notavel ma- str- Bsr-
bieri, intitulada :
fMR(.EllS MAS
Corapanhla Frasceza de Na vesa-
na a Vapor
Lino quincenal eotre o Havre, Lis-
boa, Pernambueo, Baha, Rio de Janeiro e
Santoa
0 rapar Yilli lo R o io Janeiro
Cotnrrandante Fonesnel
Espera-se dos oortos de
sul at o dia 18 de AbriJ,
eguUdo depois da indis
pensavel demora para o Ha-
vre.
Conduz medico a tordo, de marcha rpida
e offerece excellentea commodos e ptimo pasa-
dio.
As passagens poderao ser tomada de amanan
Recebe carga encommendas e paesageiros par
o quaes tem cxcellentes aceommodacoes.
0 rapr Vlle de HaranMo"
Com mandante Brant
E' esperado da Europa
at o dia 19 de Abril, se
guindo depois da intspen
'/\y/l*gy aavei demora para a Sa-
bia. Rio *" Janeiro
e Kanio.
Roga-se aos Srs. importa dorea ue carga p-.'los
vapores desta linha,queiram apresurar deptro de 6
diat a contar do da descarga das aivareng ,jl-
quer reclam&cao cciicernentfl a volurnt-a, q-e pj>
ventura tenham seguido para os p-rtos do bi,aiuj
deie podereui der a teuipoas piovi-i-^cis' uocet-
aarias
Expirado o referido, prase OTinan'iliioa n se
-eeponaaioilisa por extravos.
Para carga, pafsagens, encommeu as e dioheira.
a frete: ata- se com o
Augusto Labilie
9 BA DO COMMERCIO ?
CoEupat-isia IRrasileira de Va ve
PMfl Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Pernambueo
Commandsinteo capitao de fragata Pedio
yppolito Duarte
E' esperado dos portos do sul
at o dia 17 i.- Abril, e
seguir depois da demora in-
[\Sfy dispenaavel, para os portee
do norte at Matu'os.
Para carga, passageus, e*tcoir>ma&as val rst
tracta-sc na agencia
PRAGA DO CORPO SANTN. 9
(OHPA\Ql BG]lKN!ll WAK.% HAHTinKM
UN HA MENSAL
0 paquete Niger
Commaodante Baule
E' esperado dos portos de
sul at o dic 21 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costurar, para Bordeaux.
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembia-se ao3 seuhores passageiros de tudat
as classe qne ha lugares reservados pra estt
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimente de 15% em favor das fa
miliaa composta de 4 pessous ao mrbos a que pa-
garrm 4 pastngens inteiras.
Por rxcepc:io os criados de familixs que torna-
rem bilhetcs de proa, go^-tin tanmem 'este abati-
niento.
Os vales [Kisfaiis e se da at <* dia 19 pagos
drf contado.
Para carpa. passagens, encommendas e dinheir
* Vete: (racta-M com o
AGENTE
4arnsle Lahilie
^ KUA DO COM BRCIO-)
Itete! toa & Brasil 1. S. IC.
O vapor A.dvanee
PERSONAGENS
la rfyna Ananas, india... Sra. Pl.
Mis Leona, r.yoa de Us
i lamas vt-rdes....... .. Sra. Sacanell B (A )
Guyibn, inia........... Sra. .SacAielles (M )
Colibr, dem... ......... ra. Rui*.
Mis Lata.............. S'a. Consuelo.
Mbs Irene.............. -ia, llathildc.
Rebioson Crosu.......... .Sr. Garrido.
Matatme, prt8!aaiistii e 8-1-
vagem................ Sr. Ramcs.
El capitn Tiburn....... Sr. Duran.
El nejrro Domingo........ Sr. Manso.
Hasftlaun, grniic swdo:e
adi...... .......... hr. Joiian.
Cm creado............. Sr Eduardo.
Senboras inglezas, prestamistas, acredores, in-
dias, indi.is, d' uzcl :.n, casadne. viuvas, sacerdo-
tes, mouagu.i c.-, u.ariLB-iras, coro geral r ccm-
paub&mentv-
Frccos do cosluini
A' 9 huan.
HsfverA trens paia Apipucos e Olinda, e bf-ndi
para todas as hatee.
Brevemente : As bt lLs zarsaellaa
Marleiheza, K' np 9 de la noche, para uitim^^^^HPwi.
'r'.' esperado dos portos de
sul at o dia 25 de Abr i
depois da demora necensaria
si-uir para
tlaravho, Para. Barbados, tt
Thomt/. e XewYork
Para carga, paesagens, ene- inmendas rracta-
* culii os
AGE^J .
Menrv .' rs'or i C.
S 8 RU i U)MMERCIO
anda
~mWmJm^ packet
amm
Vapor La Plata
E' esperado da Europa no di
23 ou 24 do corrente,seguind
depois da demora necesasa
ra para
Baha. Rio de Janeiro Monte-
video e Buenos Ayre?
f'ara passagens, fretes, etc., tracta-se "os
CONSIGNATARIOS
Adn***** tt#wic & C.
S. 3 BA DO COMMERCIO N. 3
1- aodar
e
0 vapor Arlindo
americano, camas fran zss de Jacaranda e ama-
rel'O uro* mobiiiii de xmarello, marqaeaoss, eom-
mudas, lavatorios, espelhos, candieiros de giz car
bonico e kcr> seni-, quadros, jarros, duas serperti-
nas, iHutern-m, loueas, t.iaeudas, miu lesas e mui-
tos cutios artigos existentes
No annaaein a ra de Pedro Affonso n. 43
SABBADQ, 16 DE ABRIL
A's 10 e Ij2 horas
Agente Burlaiuaqui
Leilo
Segunda fuira 18 do corrtnte
A's 11 horas
Do Hotel Intcmacion.il ra Duque de
C-xias n. 28.
Por nviiiJa.o do Exin. Sr. L)r. juiz de direito
do civ. I a n qu. tnujuiu do pioprietario do pre-
dio, por i x-'i-u^a > para pagamento dos alugueis
na acci; primo vida contra Matbias 4 C sero
vendidos cm li.-.lo os utensilios do hotel denomi-
nado lnt'.'ruaciuual, conitnntes ;.di! cadeiras de
junco, de marellc, mesas, aparadotcs, fiteiros,
leuca e cutres artigue, que eitaro a visia dos
Srs. licitantes.
Leilo
Do passaroa, ruovcia e bebidas
constando
de diversas gaiolas com canarios do imperio, ditas
tea roUs baubmguezas brancas e pardas, ditas
com roas alegas o Ue Fern udo, ditas cum nam-
bueseoutros passaros; mobilias, camai, espelhos,
jarros, i nulas de faia para cabrn.let com cubjs
de metaj brance, un arelo im bom estado para
um cavi.li'. sujeiior vinho verde nigarrafado,
cognac, v-mIi il P*rto e muiros oiitru artigos.
6cgunda-feira 18 do corrente
A's U hora
No ar>ii/ raa do ftfctnaiwa de Olin-
da n. 19
Por iutervenct lo agene
Gusmo
V y Silva, ii>..i sa .'. costureirs
i-ni :i h .,.i.i d- > nuiunicar s
ib.- ;'ni .un-, u com suas
bus, junto ue S. ijni'catlo : a tratar na ra d>
Imperatriz _^_____
desta e
Exil: !. i
vali?:.s .. irt if^ri fans no corrente
mez, aiiu. u f.-iz: k-ijii .- r.ii p.a i sen atelier
de fazei; .! mu.-.-, euf ites, enfirr-
tndo quaii! d. ii' i > i n.i e iii.lliir tem, houve.
e posta ui.ei'S r mi itrlVld! iie una seuhora.
Den'm d- dous iii'.s a auuunciinre espera re-
2TP9-:r cci*ai vi igeiP, qne C SioipleiMiieiie e.mpre-
ii i; .. It a:.::-.'ai; qn tem n eebidii '!' todos
que t-ni se nig.mdo encarn gal- de variadas cou-
tecoous. Dcspediudo-se, pois, t'mporariam-nte
de suas Exmas. clientes, compre declarur-lbes,
qub recebe desde j encoinmendas de vestidos,
chapeos ou outros artigos que queiram, por seu
intermedio, mandar vir de Pars ou Londres.
Ra do Imperador n. 50, 1- andar.
AMA Precisa-se de urna para o servifo
nterno de urna casa d familia ; a tiatar na ra
Duque de Caxins n. 77-A, on no Entroneaninto,
entrada dos Aflictos n. 33.
Vende-se uma taverna muito ba e com
poucos fundos no Arrial ; a tratar na ra larga
do Rosario n. 14.
Quem precisar de uma professora pra en-
sinr primeiaj lettras, doutrina, principio de
msica e piano, dirija-se ao Caminho N-vo nu-
mero 128.
= Pede se aos eetudantes abaixo. que apparc-
V in ra do Imperador n. 16 :
Francisco de Fariaa Castro.
Manoel Bernardo Calmon Sobrinho.
= Preeisa-se de duas amas, sendo uma para
cosinhar e outra de leite ; a tratar na ra de Mar-
cilio Oas ns. 17 e 21.
Aluga-se o predio da ra do Bara3 de S.
Burja n\26, com commodos para numerosa fami-
lia, com agua e gaz encanados : a tratar na ra
dos Pires n. 59, ou cm Olinda ra do Bomfim
numero 49.
Aluga-se o segundo andar da casi ra
larga do Rosario n. 37, esquina defronte da igreja
a tratar no pavimento terreo.
Aluga-se a xctllcnte casa terrea n. 82, do
pateo do Terco, a da ra da Matriz da Boa-Vis-
ta n. 56 : a tratar na ra do Pilar n. 56, taverna.
= Arrcnda-se u-sitio das. Jaqueii as, com gran-
de casa de vivenda, todo cercado, e mai? tres pe-
quenas no uiestrn correr, servindo perfeitamente
para pen&ao ou hotel ; a tratar no moaino sitio.
= Precisase de uma ama para co3iuhar, para
casa de pouca familia ; a tratar na ra do Barao
da Victoria y. 57. _______________^_
= Precisa-se de um menino para caixeiro, com
pratica de molbados ; na ra de Hurtas n. IV.
Aluga-se a casa do Dr. Castello Branco, sita
ra de Matbias Ferris, em Olinda ; chaves
para ver, est ua loj i de barbeiro contigua ao
mesmo predio, tem agua encanada e uons com-
modos : trata-se no Recite, ra Duque de Caxias,
esiriptorio n. 23. ______
= Vende-se cinco quadros da mportanf- his-
toria romana, muito bonitos, oor preco commodo,
dous jarros para fiares em tulipas brancas, tres
malas para viagein e uma cadeira de pian, de
jacr.randA, obra muito boa, e ps de fl ires para
ornar sala ; na ra do Marque* do Ht-rval u. 23,
loja.
Aos doenles* qne oecessitem de
mudarla de clima para resta-
betecereni-se
O povoado cha (i. Crjiina ji rst considerado
pela untar parte -Jos mdicos e provado pelas
peisoDs que aqui se leem reataDelecido, como o
melbor elima i m toja a cireumvisinh .uca do Re-
cife, ou o te reap ra ar un e ion.se de pisseio
agradavtl as utelbores onliySes hygieuicas,
por star s>tuado em gra i mvaco, cima do
nivel ,;i ,6 do Recite cjii o de Pao d'Alho, L>
m ... e Nazaretb, longe dos miasmas e bumida-
de d.- pantanos, pon de tudo mais que se oppoo
salubri ladi-. A faci idade de transporte, c;>m
uma vi,^,-in apenas de 2 1|2 horas polo caminho
de fciij, acoiii nodidad le encontrar-se aqui uma
casa onde'pul urna iiD.'iea uens) tein-S' nm as-
seado qnarto buib o preciso, boa e sadia ulimen-
tacaa Oeve N0'V r a ucn precia n restabeleeer
a s le i fazer por aqui um patse;. Para infor-
mavois .minuciosas, rio Reeife o r. Lau:.utiao
Simoes ra lie Hoitus, nfinavSo n. 7.
Carpiua, 15 de Abril de 1887.
Jos Joaojuim de Moraes.
Cosinlmra
Precisa-se de uma coaLiheira ; na ra do Vis-
conde de Alboqu : ( .44.
B R. J.
Socledade Herreativa Juientnile
ADtonlo Alvex Lebre Sobrinbo
Em commeuv racao ao passamento do nosso con-
socio distincto Antonio Al ves Lebre Sobrinho,
manda a presidencia desta socieda-e resar urna
missa na igreja do Divino Espirir. i Santo, seguu-
da-feira 18 do corren'e, s 7 l boras damauba,
stimo dia de s-u passamento ; convidando para
este acto os uossos associados, e todos os parentes
e amigos do finado.
Secretaria da sociedade Recreativa Juvcntude,
15 de Abril de 1887.O i- secretario
Jos di: Mediis.
.
"
Fredovinda de Senna < Silva
Manoel Floreutino de Senna-Filho, Francisco
Florentino de Seun, Juao Fcrreira do Barros e
Silva, Jos Wenceslao da .Silva, Joaquina Ferrei-
ra da Sil', Anna I bilotnena Perras, filbos, ma-
nos e manas da finada Fredovinda de Senna e
Silva, convidam tolos os Bcus pao-ntes eamigos
para i ssi&tirem a mina de satimo dia do seu pas-
samento, segunda feir 18 do corrente, s 7 horas
da maiib, na igreja doEspiriti Santo, coufes .
sando-se gratos quelles que se di-rua.em Compa-
recer a este acto de regio e caridade.
Frcdoilada de Senna e Silva
Manoel Floreutino de Senua e seus filbos agra-
d< cem do intimo a'alma todiis os amigos que se
dignaram acempaubar ultima morada a sua
presada esposa e nai, Fredovinda de Senna e Sil-
va ; e de n vo rogaiu aos inesmos o obsequio de
assistirem a missa, que por ama dajiii-lla fiuada,
inandam celebrar seguuda-feira 18 do corrente,
i stimo dia do seu passamento, na matriz da eidu-
i de da Escada, s 7 horas da manha, e desde j
aotecipam seus agradecimeutos s pssBoas que se
, dignarem assistir a aate acto dj religio e cari
- dade.
c apilan Cieraldu Crrela Uma
Anua Clara FargeB Lima, pungida pela mais
acerba d ir, agradece ainceramente todas as
pessoas que se dignaram acompanbtr ultima
m .ia i ao seu sempre chorado esposo, Geraldo
Correia Lima ; e de novo convida-as a assistirem
as missr.s que manda resar pelo r. p.uso eterno
de seu dito esposo, na igreja de S. Francisco, no
dia 16 do correute, as 7 huras da manba, stimo
do seu fal!fcimento ; aniecipa stu agrudecimento
por mais esta fineza.
Aniunio alie Lebre Subriniio
Mnuoel Alvos Lebrr, ueu falli de igual nome
(ausente), Antonio Alves Lebre, sua esposa e fi-
Ih.'.s, gratos a todas as p'iesoas, que se disra*ra
a _* a jiTiihiir ao cemiterio publico o eada'.'tr de seu
prauteaiio fiiho, mnao, sobrinho e primo, Antonio
1 Alves Lebre Sobrinho, manifestam seu protundo
reconbeciDiento. Para comemorar o setnno aia
de sen passamento, mandm celebrar uma missa
na igreja da veoeravel ordem terenira do Carmo,
na segn.a-f'ira 18 do corrente, 8 horas da
manha, para cajo acto convidain as p- aseas de sua
amizade e do fallecido.
-;..-. 133B.
CAJIJR
Recebe carga, en cmmcudas
tratar com
Este vapor sahi-
r para os portee
cima odieados,
^oje 16 do cor-
rente .
e passugeiros, a
PEREISIA CARNEIRO & C.
N. 6 RA DO COMMERCIO N. Gg
1. anL.r
Para Mr Segu para o perto cima nesti s das a barca
portuguesa Vatco da Gama ; para carga e passa-
geiros traia-se com os cousig latarM Jos da Sil-
va Loyo & Filbo.
Agente Britto
Leilo
ONTINUAgX)
i- .a oV id. t'uo, outra dita d. jan
adoiei, mesas, 1 toil'ete
PREPARADO VIMOS IIIPIRATIVO
I
APPROVADO Mi JUNTA DE HY6IHNB PUBLICA DA
Autorisado por decreto imperial de 20 le Jnnho de 1883
Composcift de Firnino Candido de Figueiredo
EMPREGADO COM A JIAIOB EFFICACIA NO UUKMATISMO
DE QUALQCEB TATEEZA, EM TOOA8 AS MOLKSTIAS DA hELLE, AS
LEUCORBHAS O FLC'BES BRANCAS, NA ASTHMA
broschites (molc'stas das tIss respiratorijs), nos soffkimentos
OCCASIONAOOS PELA l.MPLRtZA DO SANGUE E FINALMENTE
AS DIFFEBENTES FOBMaS DA SYPHILIS
PropagadorA. P da Cunha
As importantes curas, que este importante mediL-.irncnto tem produzii'o, attes-
tadas por pessoaa- de-clavada poeit^io sucia!, fazem coip- que de toda parte s<-ja elle
procurado, como o melhor e mais esergico depurativo do ai-ague.
Deparar o sanguc, \:ouo ;otrdiyao de uma < irculago benfica e effi i eis em
qae consiste principalmente o ra^io mais seguro de conservar asale o de corar a
ir destinos que a impureza do tanguo oceusiom.
O Cajrubba, pela sua acco touic e energicaajent tr, ? me mento quo actualmecte pud> cons guir esse resltalo .sen prejit. ar riera alterar as
funeyoes do estomago e d< s intcsiiui s, porque nao coni: substancias nocivas, apesar
do vigor depurativo dos pnotdu ts qu consiituean a base prinip I i'-ste medie arabio.
As multas turas que tem feito, estilo comprobadas pelo testernunha dos dis-
tinctos e conhecidos cavaileiros que tirmain os atteaUdos, que t; j irfisl feu publica-
do em sua seccSo Jueditoiial.
Deposito central, Fabrica Apollo, ra Hospicio 79
DPDS^ra*A.2S(a:3rrGa
t' tuda en aullas ptroiB< Ir* do Urastl e lo esi ravycii-*
Tricofero de Barry
O V
dmlnlitntto : PABIl, $, BouHrird Montmtrtn.
GRAlTDE-GRlI.LE._AIIecc<5elvn>phic.it08B.
Cas ias iis diges liras, aislrocees do ligado 8 do lia?o .\
objiraccoes nceraus, ccenlas* calculosas da bile.
HOPITAj-, AIT,ci;(>edari.-isdigi,8tTis:ncorapa)-
<*.oa do Wm-.-o, diKostr.o dimcil, inapjwteaa,
gastralgias d;ir CtXSTIrrS AB>r?fc> ilos r ai, da netin ireia,
cuocrovot das sari ua ....dUbulos, alv.... .n-io.- \
HaTJTERIV.AlRr-' 5dosr-.n.d Us gao raa.. -
>jntre\;(jwnU>o.irin.i-,ru dutiscss..-.ibi nur.aria.
EX1JA-SE o ROBE (la FSTE na CPSULA
Em ParnanDuco, ns r\j|uaJ cites tic Vi<_i,
iina tu'-'^a M em OfM v
IIRISMEN-Y & LAE1T.LE, 9, roa i:> Oorrrr.orio-
fiULZEi* k Km:CLH.lH. j. ru dft ClCft
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
as
p- Grande
i5*
Si
-
B
se

B
^ 0 Remedio mais efficaz e
S3 eguro que se tem descoberto ale
piS hoje para expel r as '.on trigas.
R0QRIAY0L FREBES
Cura infailvel
Rheuraatism ie cabeea, etc., etc., !.-.
TratamentO pxfersso eMpertal por
rcteclrtrlliide
com o novu appareiho uV iadoctiun de
fr. de Visemonl
MarnTIho8cs e promptos neultados.
Dr. HCtunluiPute em i'erudmbuco
Consultos uo hit-I !>. Antonin, no Caminho Novo,
e ni pus d inlci i i-
Caixeiro
Precis':-9P de csixeirj com bastante pratica de
molbados, que d fiadjr sua conducta e bom
procedim>utu : a tratar na ra da Aurora nume-
ro 113.
Caixeiro
Pnci.-ii se de um im-niiii para uxizeiro, cem
pratica de' molhados ; na ra d Florentina nu
mero 32.
Ama
Precisa-se de uma ama para cosinhar, para
casa de pouca familia ; i r
de afamado fabricante Th 'tiet, de diversos pa-
droes e cores, tanto em mobilias como em pecas
avulsas, a vontadi.- dos senhore* compradores e
por preces sem competencia ; vendern-se iicinr-
mazem n. 54 da ra do Mrquez de Olinda.
triado
Precisa-se do um criado de 12 a 14 anuos
ra do Paysnnd n. 19 (Mgd- len).
Peitoral de Cambar (Sj
Descoberta e prepara^!} > de Alvares de S.
Soarcs, de Pelotas
Approvado pela Exma Juuta Central de Hygie-
ne Publiea,auctorisado pelo gnverno imperial, pre-
miado com as medalhas de our da Academia Na-
cional de Paris e Expcticio BrnsiK-ira-Alterna de
1881, e rodeado de valiosos attestados mdicos e
de muitos outn s do pessoas caradas de : tosses
simples, bronebites, astbma, ruuquidao, tisiea pul-
monar, coqueluche, esearros de sangue, etc.
Precos as agencias : Frasee 2J5500, meis
dusia 13000 e dusia 24000.
Preeos as 6ub-ageueia8 :Frasco 2it800, n)e'a
dusia 15*000 e duai* 28*000.
Agentes e depositan, s geraes nesta provincia
FRANCISCO MANOEL OA SILVA & C,
ua Mrquez de Olinda n. 32
Garante se que tuz nas-
cet e crescer o cabello am da
aoa mais calvos, cura a
"auna e a caspa e remov
x>das as impurezas ilo cas-
co da cabeca. vPositiva-
aoento impeae o cabello
de cair ou ele e-iubranquo-
rer, e inulliveimento o
tima espesso, macio, Iub
tt oso e abundante.
%,$$%
Agua Florida de Barry
Proparada segunda a formula
original usada pelo inventor sai
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacuo offiei:
nm Governo. Tem duas vezos
ruis fraijrancia qus qualquer
eilura odobrodo tempo. E'lttBto
mais rica, suave e deliciosa,
muito mais fina e delicada, li.'
mais permanente e agradavel no
lenco. .* -i.u> --zas mais refres-
cante no ban.: M "uaito doente. E' especinoo contra a
frouridilo e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cnsanos e os
dei-.maios.
arope Se ffla Se Eeiter No. I
Mi DE USAIi-O. DBPOIS DE SiL-o.
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Syphiiis, Feridas Escrofulosas,
Affec95es, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
eneas do Sangue,. Figad o, e Bins. Garntese
que purifica, enriquece o vitalisa o Sangua
restaura e renova o systema inteiro. 0
Sabao Curativo de Reuer
Para o Banho, Toilette, Crian
Sas e para a cura das moles-
as da pelle de todas as especies
s em todos os periodos.
Approviidns < ittoris>) f o '11 insp'i'to
ria geral de liygienne Rio Janeiro
Deposito em Pernaiiibuuij c:;3a de
Francisco Manoel da Silva & C
4rmazem
Aiugx-se o grtinda t-.rmazeui ra do Impera-
dor n. ^3. e -ni fon i > p>> < ) cvs 22 de Xjvembro
por prec 1 muito e mm
Outro
Aluga se i'iitr.i nrm.z-iii ;i run OomDg.iS Jos
Martms n. 114, reedificado h^ ponen, com grande
eapaca para qualquer e.-tabeleciiuinto ou miradla.
Ainda outro ra d- Marcilio Dias n. 104, tam-
bem reedifiendo h-i p-tio, c^m inuitai aeeommo-
dacoes, t>.nto para qualquer estabelecimente como
pura moradia. ,
Traa se no armazem n. 54, d* ra Mrquez de
Olinda.
Piluias purgativas e depurativas
\k (lampanha
tetas ; lulas, cuja j,reparcao puramente ve]
ctal, tcem sido por mais de Siaunos aproreitadas
com os melbores resultados as seguintes moles-
tias : affecgoes da -^elle e do figado, sypbilis, bou-
ooes, escrfulas, e-hagas inveteradas, erysipelas e
^uuorrhas.
Hoiio de unl-BM
&mo purgativas: tome-se de 3 a B por dia, be-
oi-ndu-se ap3 cada dse um pouco d'agua adoca-
la, eh ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula aojantar.
Ettas piluias, de inveneao dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade & Filbos, tecm veridictum dos
rs. mdicos para sua melhor garanta, tornande-
e mais receminenilaveis, por serein um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
sudas cm viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
' drogara de Faria soSirinbo *
*l BA DO MAKQUEZ DE OLINDA 41
Para cosinhar
*rccLsa-se de una
ama para cosinhar.
mas <[iir cosiiih- bem;
no 3. andar do predio
n. 42 p. ra S)u Caxias, por cima da y-
pographia do Diario.
Candida Joaquina de Barros e
lita
Theotonio de Barra* e Silva e Joaquina Maria
dos Praz res R-odms, Mri Sniof, Guilhermino Ra-
mos de Barros e tSib c, ilauoel Ramos de Barros
e Silv 1, Eliseu R111101 de Hanos e Silva, Salviua
Ramos ue Ba'ros e Silva, Alaria Ramos de Bar
ro8 e Silva, Brxflc's Kmiiua de Barros e Silva,
Julia Ramos Tcel :> lie Jr-.-cs e zenr: V:c-ut.
Tecleto de Jess, agodrorja siucnamenti aos
eus pareles e m'ii'S qiw s^ cigaariiin acempa-
ubar e assistir o euteinuct-ut d >s restos mortaes
de sua presa la fila, Biai e :0 quina de Barres e Sil' : de l.j'o us convdam
para a rniss.i do seluu 1I1, 11(111 pelo ie,
1 -\ nm de SUi alma, munatn celebrar uu dia lt,
s 7 horas da icmlij. r.a inatiia de Santo An-
touio. *
Atten^ao '
Mordidura de animaes
c reptis venenosos
Jcc Emigdio de-(;iirisio Leal, residente
em Olinda, ra do Amparo n. 35, tendo
ficado com a rccei'a pela quiJ seu finado
pai o tenente Felippe Manoel de Christo
Leal, preparava pe iras im.n attrahen-
te de qualquer veneno, tem para vender
ditas pedras acornpunhadaa de urna indica-
cUo impre8Sii.
Estus por. crescidei miiii'r'i d.- pessoas <- animaes mor-
didos de. i ao datrm.vlo e eubris de diffe-
rentes iiii-i -es, irjclasive a cascavel, sem
que jm8 teulia tal iado a cura em um
s caso. Piit i:t>i.-, s<'uihore8 iipreeiado-
res da cafa, ps>o8 n-si ientes 110 (.'.aropo
prevenido com 1. 1 antidoto -'ai. is> ntas
de vir morrer de taes mordiduras um pa-
ren''-, um iiiiijj.i, u ciiinpanh ir>, t nal-
mt-nte, rai-ional ou irrai-iooi.1.
Sao conli-cidas estas p-dr s s mais de
50 annos, eu.pr. g czito e hom resiil'a :".
^<^y
^Mefliira e mtm
Preeisa-se de nu > menina Je 10 4 12 enn de
idade, paraeae4e mi-. paia 1 ama
crianeioba ecd.u- Ha 1, trata .-o b ai 1 .-a*
de vestir, e o menina p>.ra tazer ccro| iac-
te um pequ-n-i uidfudo utenssluv'nti :
na ra VeHia n. 36, n. ;i- t;io.
L


rn

1



i



1
Diario de Pcraambuc-- Sabbado 16 de Abril de 1887
Vlua-se
ana casa com cn-nm d-s rr < craode fa.ilis, .
sitw arbjrisado ; u Ponte de Ucboa n. IB.
Alujase barato
um pequen' arrmuem na roa do Vibrio, proprio
para dep"sitj de fazeiidae ou mcrcadonaa ; a tra-
tar na inesma rxa n. 31, 1- andar._______________
Auga se barato
rtua d-s Gu ir*rH>eB n. 96.
Ra Visi-onde de Ita*rca o. 43, araasem.
Ra do Tmbi n. 5.
Ra do Viscondc de Goyanna n. 163, eom ogna
e paz.
Largo do Mercado n. 17, loja eom gal.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andhr.
rratk-se na ra do Coinra-rcio u. 5, 1* andar
scriptorio de Silva Guiroanle tC.
Aluia -se
o
a casa da ru* do Hospicio n. 10, com grandes ac
coin-od-ci-s para colegio; ua ra Duque de
Canas n. 9. __________
AMA
Precisa-se de urna roa para o tervico domes-
tic de urna casa de lamilla; a tratar na rna do
Barao da Victoria .V, loja.
Ana
l'rcciea-s? de urna bou e_inheir>i para casa de
peaca fa-rilia, prefere se escrava; na ra do
Riachuells n. 13._________________
Ama
Alinra-se
Precisa-se de urna boa cosinheirs, para casa de
oeqsena familia ; a tratar ne Caes da Cotnpanhia
o. 2. Prefere-se eacrava edeve dormir em casa.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar em casa
de pouca tamilia ; na ra Augusta n. 274._______
"" Ama de leite
No largo do Corpo 8anto a. 19, 2- andar, se
precisa de urna ama de Inte.
Ama
o 1 andar do sobrado no largo de S Pedro n. 4,
tem agua gaz ; a tratar na ra istreita do Ro-
sario u.
Precisa-se de nma ama para cosinhar: na tra-
vesea des Pires n. 5, Jeriquiti.
.'.
Amas
Aos rumies
Para a fabrica Vendme chegou fumos ingleses,
Berds'Eye, Virginia, 3 Castelks, e o afamado Rro
Braceo do Rio de Janeiro. Ra Nova n. dH.
"_
Na ra de Hospicio n 27. precisa-se de ama
para o servico de duas pessoaa.
Precisa-se de urca ama para cnsinhar p8ra pou
ca familia, tratar na ra Barao da Victoria
n. 54, loja de meveis.
Ama
Pre- iea-se de daas amas, urna para cosinhar e
outra para eerv ees de casa de tamilia : na ra do
Jalropti
Manipoeira
Esse medicamento de urna eficacia riconbecida
o beriberi e outras molrsias em que predomina a
bydropesia, acha-se modificado em ana prepara-
co, rracaa a urna nova frmala de um distincto
medico desta cidade, sendo que somante o abaixo
assignado est habilitado para prtparal-c de modo
a melhorar lfae o gosto e cheiro, sem todava alte
rar-lhe as propriedad-s medicamentosas, que se
conservan com a mesma actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado pela
esUmago.
Iniro deposiito
Na ph&rmacia Conceico, raa do Mrquez de
Olinda n. 61.
Becerra de Mello
Paga-se bem
Na ra do Imperador n. 45, 1 andar, precisa-se
de nma boa cosinbeira, urna engommadeira e um
meaino f ara recado. E' de condicas, dermindo em
casa.
Arrend-se e engenho Paraso, sito na fregue-
zia do Rio Formoso, moente e corrate, movida a
agua, com muitae vanease correaos, com sobras
em boro estada de censcrvsgao e distante do porto Cabug n. 16, 3- andar.
de embarque (Rio Formes- ) 3 leguas e con. capa-------------------------------
cidsde pare safrejar 2.000 pa-s. AlTll
A tratar na cidade hwn Antonio Amazonas M Almeida e no Recife Offerece-se urna senhoia de meia idade
;om es Srs. Wan le-rley & Bastos, ra do Bom | ella, portuguesa, para casa de homem
Jesns n. 19, Io andar.
Ao eominereio
Vanoel Joaquim Alves dos Santos contina a
encarregar-se ue esciipturacoss commerciaes por
partidas dobradas. Praea de Pedro 2o n. 81, 1"
andar.
! sendo
solteiro,
! para cosinhar ou oufro qualquer servico ; quem
| pretender diiija-se ra da Conquista, na taver-
1 na n. 27-A.
Ama
Ma rna do Imperador n. 14, 2 andar, precisa-
se de nma ama para cosinhar e engommar em
casa de pouca familia, que nao durma fra.
Ama
Aluga se urna casa com todos os commodos
Dropris para urna pessoa estrangeira, em frente a
chcara do Sr. ThJm, na Cruz das Almas, en're
duas esti.coes de vih-ferr* ; tratar na roa Pri-
meiro de Mate u 2. ________
Aos pretendenes
Xa eo;h-ira de vaccas, sita i ra daPasn. 1,
veudu se Igumas vaccas prenbes ou paridas, as-
sim como um garrote tounno, rca legitima ; quem
preteeder dirja se a mesma, a tratar com o pro-
prietario. ______________________
Criado
Precisa- se de nm criado para t do servico de
.roa casa de tamilia. e que d fiadjr de sua con-
ducta : na ra d? Aurora n. 67.
Precisa-se de nma ama que saiba cosinhar ; a
tratar na ra do Cabug :-.. 14, 1- andar, do meio
dia s 2 horas.
Criado
Precisa-se de um rapaz ; n travesea do Corpo
Santo n. 27, ou na ra Real n. 20, Casa Forte.
Engenho para arrendar
Arrendase o engenho Serra, distante meia le-
goa da estacao do Cubo, me com agua e tem
todas as obras em Uom estado ; quem o pretender
dirija-se ao seu proprietario no xecife, a ra lm-
erial n. 209, ou ao engenho Novo do Cabo.
Sajiiiilielia
O rei dos depurativos !
Cura Atieste por causa ce uui iiicoujm .'d que si ffria em um
ofco fiqnei cmplttainente restabelecido, e appli-
cande em pessoaa do engenho que soffrlam de ty-
- hiii- e de a-throatico r> stabeleceram-se tambem.
EngeDbo Pind->ba. 7 je Marco de 1887.
Felippe d S e Albuquerque.
Vinliu da Mourisca
Proprio para mesa
Jca-' Fvrreira da Costa, a ra d<> Amorim n. i
64, acaba de reo bsc ma partida d viulvs em
cascos excessivamrnte grandes, e como deseja
tornar bem coiihecida M> superior qualidade, que ;
se faz reeomir.. ndado p'-la t>ua pureza e bjm pa- !
ladar, rebdlve vendtr esta reroessa no seu e6ta-
belecimento em barris de quinto e de dcimo, p r
preco* rmriti ra cavis, para o que chamam a |
attereao d. a a. nhores apn-ciadores, sstim como
aos donos de helis.
Piano
Cja.pra.sc im p:ano p-qneno. fsrte, de1 tres
COrdiia, em bom estado de e< nservaeao ; qo'-m
tiver appareva ra de Ma.cilio Das n. 60, loja.
Fabrico de assucar
Apparelbos econmico para o coziruen-
ta e cura. Proprio para engenhos peque-
no8, sendo mdico em preco e ef
feelivo em operaeo.
fode-8e ajuntar aos engenhos existentes
do systema vclho, roelliorando muito a
quadade do assucar e augmentando a
quar-tidade.
OPERAQO MUITO SIMPLES
Uzinas grandea ou engenhos centraea,
majbinisiDO apereicjoaJo, syatema moder-
no. Plantas completas ou machiuismo
separa i".
EspeciticacTJes e informales cona
BrowDS v.
5-RA DO COMMERCIO-
Cosinheira
Pr. eisa-se de urna cosiuheira ; na ra da Auro-
ra n. 109. ________
Pinito de higa
MATHUE- AUSTIN at C, receberam nltim-
uii-te um c mpleti si.rtnnento desta m.ideira,
.. iiio sejam : pranchoes cabeas para arsnalbo,
da ;ntlhor quadade e de divcrsaB dnei.oes, e
que vendem pnr pregos commodos, 6 redusidos,
conforme os lote-. ; no armazem do caes de Apollo
n. 6', ou ru do Uomincrcio n. Ib, 1 si'-'Rr,
VINHO f GRAGEAS doutor VIVIEN
do
DOUTOR
Extracto natural de Fijado do Bacalhao
PREMIADO COM MEDALHAS DE OURO E PRATA
pela .A-ca.cLe_3.i_ _T_cioi_al
Ordenados nos Hospitaes de Frauga, America, Inglaterra, Russia, etc., etc.
Administrar so1" forma mui facile agradavel todos os elementos curativos do oleo evitando
assnn o cheiro ^ sabor nauseosos u'estc: alcm d'lsso esta preciosa preparacao tem urna
superioridade Incontestavel sobre o Oleo porque pode ser usada durante os g-randes calores
em quanto o uso daquelle inipossivel, tal e o eminente servico prestado pelo Dontor
viviaw; a experiencia tem confirmado o bom xito d'este producto-
Exigir a firma do inventor h viviev em duas cOres ao redor do garglo de cada
a com o SeUo ua Unlao dos Fabricantes.
P iltis SO, Mtoulfvuvil ile Straabourg,
SO FM8
1
RES & SANTOS, ten i-
dadiiras Machinas meriearas
Id A_3C_.
gran
desearo(;ar

e rednr;^.. nos presos das ver-
hljjolSo, esto 'endendo a
11 $000
por sena, s-a 14 /, ae desmonto, a
lina do Mrquez de Olinda n 36 \
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As Pllulas purlflcao o Sangue, corrigen) todas as desordems de Estomago b
dos intestinos.
Fcrtalecem a saude das constituooes delicadas, e sao rTum valor incrivel para todas as enfermidades i
peaiares ao sexo feminino era todas as edades. Para es meninos assim como tambem pan as I
pessoas de idade avmijada a sua eficacia e incontestavel.
?5ss medicinas so preparada mente no Esubelecimento do Professor Hollowav,
78, WEW 0_F0ED BTEEET (antas 33, Oxford Street), LOBDBBS,
E vendem&e em todas as pharmacias de nniveno.
Km Os compradores sio convidados respeitosamente a examinar r. .ulot de cada *- e Pn _. u m
dirtxqao. 533, Osfoid Street, sto falsincasoes. *
0
OfM^tgSA
CATAJh"eFL6aO
m*m
Nl.HaLO
Un __K ll
4splra-ae a r_o-"-- que penetra uo a expectoracad e /arorlsa as fanoctes dos orgas respiratorios.
Engommadeira
Precisa-se de urna boa engommadeira, que en-
saboc tambem, para casa de pouca familia, prefe-
re-se escrava ; na roa do Riachuello n. 13.
LIQUIDACAO
PARA ACABA
FAZBXDAS E R0PAS
Mu Dku li Caxas75
tm bom negocio
Vende-se a posse i kiosque da roa Nova ao
p da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
Kiosqne
Traspassa-se um em b m lugar ; informa-se na
travesea do Arsenal de Guerra n. 9.
Ensino primario e secundario
Urna pessoa habilitada cfien.c-se para ensinar
em algum engenho as seguintes materias : por-
tugurz, trances, lat.im, historia, philosopbia e pri-
meiras lettras. Pode ser procurado na ra Impe-
rial n. 17.
ntn un
PARA TINGIRA
barba e os cabellos
ms-
tintura tinge a barba e os cabellos
tantaneamente, dando-lhes urna bonita cor
e natural, inofensivo o seu uso simples e
rpido.
Vende se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqueyrol Freres, successores de A.
CAORS, ra do Bom-Jesus (antiga da Cnis
o. 2?
XAROPE
DE HYPOPHOSPHITO DE CAL 1
I
i Empregadns com t*ntrt nxiio ,5ra owrar aj
LpLshisica e as mflUatlfif tubercul'isas.i
?vendem*s nicamente em frascos qt'iidri-^
los com o nomedo doutor Caracsiu uo_el
< filn.
3ob a influencia dos Kypopr-osphttoa a
,tosse dinnnuo, o appetitj augmenta, as for-j
sjas tornca vir, os suores nocturnos cessSo,;
'e o tiooa'e goza ile um bom estar dcusGtdo..
I Os tiipophotphiloa que torJI a marca[
JS2, ru Carlijliene. P-iri:, sl:> o uni-j
\crS reeori/ieei-ii:; 6 reSimUfffill&dOi v".lc$
f.._' Cl-UilCII-L, u/o" da dticobertaf
Lio suar. proprtedttdes curativas.
f Pree.', : 4 francos puf frasoo ea TaaAca i
l's'-a-r tai pHnJvau Piar-nadas. i
Caixeiro
Precisa-s i de um caixeiro com alguma pratica
de taverna : na ra de Fernaudes Vieira n. 24.
VENDAS
Vende-se um engenho,o mel or possivel d'a
gaa, grande, com mattas e capoenoes, varzess
largos correg09, ptrto do Recife e ama legoa da
estaco de S. Lourenco, est todo montado, por
isso que tem todas as obras de t.jolo. lem da
planta que tambem se vende, tem hoje 20.1.00 ps
de caf, 10,000 de bananeiras e outras fructeiras.
Par melhor informaclo pdem os pretendentes
dirigir ee ra do Imperador n. 81, onde acha-
ro urna descripeo minuciosa ao Illm. Sr. Sebas-
tiao do Reg Barros, pessoa autorisada. O nego-
cio de gr-nde vantagem. ________________
Vende-se urna cadeira de piano, muito boa
obra, dous jarros tulipas para botar floree, e ps
de flores lindas para ornar salas : na raa do Mar
quez do Herval n. 23, loja.
Vende-se o engenho Novo da freguezia de
Muribeca, tem terreno de varaea para safrejar
inais de 3,000 pSes, bom cercado de criaco e boas
matas, me com aguas do rio de Jaboato, acha-se
na varzea em que se projrcta engenho central, e
fica a 3,000 bracas da eatacao de Praseres, na
estrada de ferro de S. Francisco ; a tratar no dito
engenho e no estriptorio n. G5 ra do Impe
rador.
Bom negocio
Vende-se um estabelecimento de molhados, pro-
prio para principiante por ter poucos fundas :
quem pretender dirija-se refinacao da na do
Lima, em Santo Amaro das Salinas.
Cimento
Fonseca irisaos & C. vendem cimento ingles,
marca pvramide, e cimento bamburguez, por mo-
nos preco qne em outra qualquer parte.
Vinho do Porto c vinho
verde
de Bnperior qoalidade, em caninbas de urna du-
xia, e por prevo m.ito resumido ; vende ee no ar
mazem n. 54 da i ua do Marques de 'Jlinda.
Cabriolets
Vende-se dons cabriolets, sendo am deseoben,
er' outro eoberto, em pertelto estado, para nm ou
dous cavallos: a tratar i raa Duque de Caxiat
n. 47. ^
A' Florida
Raa Iiique de Caxlas _. loa
Chama se a atteneo c'.as Exmas. familias par
os procos seguintes :
Ciatos a 1*1000.
Lavas de pellica por 2500.
Lavas de seda cor granada a 24, 2*500 e 34
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 re. t
metro.
Albans de 1*500, 21, 3/, at 8*.
Ramea de flores finas t 1*500.
Lus de Escossia para menina, lisas e borda
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 n., 1J, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anqumhas de 2*, 2*500 e 3* ama.
Phsas de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 ra
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
dem La Figarine a 5*000.
Pentes para coco com inscripcao.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 12*000
1 eaua de papel e 100 cnvelopes por 800 ri
Capella e veus para noivas
Suspencori s americanos a 2*500
LS para bordar a 2*800 a libra
Mao de papel de cores a .00 ria
Lstojos para crochet a ($000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Laques transparente a 3*000
Idea preto a 2*000
Lindos Broxes a 3*000 1*000 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Licha para machina a 800 ris a duzia, (CB Kj
Bordados com dois dedos de largura 600 ris,
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1 *200.
Garrafa d'agila Florida 800 rs.
Leques eom borlota a 800 rs.
Bicos brancas para s'tinta, cretone e chita pa-
ra correr baados a 1.-5000, a 1500 a peca com
10 varas, barato..'
Albuns de chagrero, velado e verbotina para
50 e 60 retratos a 6, 7* e 8*000.
Meias de Escossia para senhoras, a 3 500 o par.
Lencos de linho em lindas canas,
Bieo das Ilhas muito fino proprio para toalhas
e saias.
dem japones prsprio para alvas e requets e
toalbas de altar.
dem brancas com 5 dedos de largura, a 3*000
a peca com 10 varas.
Oaixas eom sortes de jogo de mgica proprios
para salao, a 5*000.
Sabonetes de de versas qualidades.
Bolsas de couro para menina de eseola.
Collarinho de linho a 3( 0 ris um.
Grande pechlneba >m eeipartilbOM
de linii a :iftooo. am.
BARBOSA & SANTOS
t*MS DORES oe___
^JL fl^. *0* _HO DO KMPIIEOO DO ^*^^_____T^__
|||P Eli__r,P6ePastadeatirioios r^r
~ RR. PPB BENEDICTINOS
da ABBADIA de SOULAO (Gironde)
DOItZ EZAGUELONNE, Pricr
2 Medntluis de O uro : Bruxellas 1880 Londres 1884
AS MAIS ELEVADAS RECOMPENSAS
.373
INVENTADO
NO ANUO
Pelo Prior
Fierre BOURSAUD
O uso quoti iano rio Elixir Dentifricio
dos RH Pf. Benedictinos, com dose de
:ilgum;is portas c. ni SgOS, preven) e cur.i a carie
dos dentes, embranijneceos, fortalecendo e tor-
nando as restira* ]*rt'eitaiiiente sadias.
c Preetnvis uii verdadeiro servico, assig-na-
lando nos imems bsitores oste aulipo e utilis-
siuiopreiiar.uli u melhor curativo e o nico
preservativo contra as Afeccoes den-
tarias. "
CllM UrSDlBA 1807
Agente Geral :
S E G UIN _oHRur^SITx 3
Acha-se em foiaj as 6eaj Perfumeras, Pharmacias e Drogaras.
4os 1.000:000^000
200:000*000
100:000000
LOTERA


Kiosque
Eni favor des ingenuos da Colonia Orphanelogica Isabel
DA
PROVJNCU DE PERNAMBUCO
- -tracas a u de Malo de 1831
10 thcson?crFrancisco Goncalvcs Torres
Vende-se o de junto a ponte da Boa Vista, caes |
do ( api bar be ; trata-se no mesmo.
Maleriaes de conslruc^o
Presos red iiz dos
A 'oiiipatibia de Edific&cjlo, tem resol
vido d'ora cm diante, p;.ra as vendas dos
productos da sua olaria a vapor do Taqua-
ry, o seguinte :
Tijolos de alveoaria grosse,
formato commum, descarrega-
dos em qualquer caes, o mi-
lheiro 226000J
Ditos, formato ipglez, idem
dem I8fj000;
Ladrilhos idem 3|$000
Telhas communs, idem 38000
As cempras de cen a quinhentos mil |
r'8, terSo uii descont de cinco por cen-
to, e d'ahi para cima dez por cento.
A Loja
Das Listras Azncs
i ra Duque dcCa_as d. 61
TELEPHOSE 211
Receben* ns seguin'ea fasendus
Juanitasetim de lindas cores matisiidas a 1*000.
Cortes de Vestidosbraneos com quadrinbos a
5*000.
Caxemirasintestadas todas as erres a 1*200.
Merinosinfestados melhor qualidade todas asco-
res a 800 rs.
Cores Bordadosde cambraia branca a 5*500 e
6*00-
Fustao Brancasuperior qualidade a 400 e 00 rs.
Guarnicoesbordeas de cambraia victoria mui-
to largas a 5*000.
Babadose entremeios tapados, transparentes, e
de fnsto verdsdeiro a 600, 800,1*000, 1$200 e
1*500 a peca com 3 metros.
Luvasde seda todas as cores com 4 botoes a
2*000.
Grinaldas-com rieo veus de Blond bordados a
)*, 10*. 12 e 15*000.
Colzas de DmascoCom borlas de seda a 30*.
Cortinados Bordados- para cama ou janella a 6*,
8* e 10*.
Tapetes para sof, cama e portas p>r todo o
preco.
Leques de .Setimpara noivas de ti*. 8 e 10*.
Renda Hespaub. lapreta padro miudo a 2* o
covado,
Madapolo americanosem ejomma igual aoCami-
seiro a 6(000.
Bramantecom 4 larguras a 000 rs., e de linho
superior, a 2*.
Toalhas Pelpndaspara banh;i. ou para rosto,
para todos os preco s.
Leques a Juanitacom esmalta a 500 rs.
Cretones e chitas=novos padroes a 200, 240, 260
e 320 ris.
E outras muitas fasendas que ss veedem por
meuo- que as outras lejas.
As Exmas. Sras. que nao possam vir na loja
queiram mandar buscar as amostras na
Loja das Listras izues
Em casa de todos os Perfumistas e Cabelleireiros
da Franca e do Extrangeirc
D A -es-res ca 1
PAEIS, 9,
s de iglrdi PREPARADO COM BISMUTHO
OH. E"__ _T, Perfumista
R\xa d.e la Faiac, 9, I=.__S_S

Teiephone
DOMESTIC
Sao reconhecioas ser as mait
elegantes, as mals diu-avei
em todos os sentidos.
AS HBLHOBES
Para preyos, e
illustraf5es de todos
jaio-se
Dooiesc Sewing Machine L
NEW-YOR, U. S. A.
1.158
circulares come
os e8tylo dir>-
H
Ru I de Narco n. 0.
Participara ao
(laraiiliin-s
Especial fuma ;
Victoria n. 69.
vende-se oa ra do Baro da
WHISKY
OYAL BLEND marca V1AIK>
Este excellente Whisky Sscasses ?i .envt
*o cognac ou aguarden* de canna, para fortifica
) corpo.
Vende-se a retalho noa t Ibores armaseun
nolhadoa.
Pede BOYAL BLEND marca VIADU cujo a
ue e emblema sao registrados para todo o Brat:
BBOWNS C, agentes
reapeitavcl publico que, te.^fio augmentado sen
estabelecimento de JOIAS com oais urna secsao, no pavimento terreo,
eom especialidades em artigos de ELECTR-PLATE, convidam as
Exmas. familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele
cimento, onde eneontrarao um riquissimo sortimeoto de oas de curo e
prata, perolas, brhantes e outras pedrs preciosas, e relogios de curo
prtta e nikel.
Os artiges que -ecebem directamente por todos os vapor-san
?xe:-utados pelos mais a-fiseBdoa especialistas e fabricantes da Eurupa t
studos-Unidos.
A par da6 joias fie .-unido valor acharSo urca grande vnriedade
e objectos de ouro, prata e electro pate, proprios p;.ra presentes do
as..minios, buptisados e -nniversarios.
Nem em relacao ao prejo, e nem qualidade, os objeclos cima
mencionados, eneontrarao concurrencia n'esta praya.
GRAGEAS
FORTN
INJECCO
I Hygienica e Vrestrvadora
de Copahlba, Cubaba
atanhia e Ferro, Bismutho im.w 1TTT. g sem causar
Ucatrto, Tereoenn/na. *' ______________ accidente aJau*.
As GRAGEAS TOP*"l. :orao as primeras queobtiveram a approvacao daAeodemim
demadtema (1830j pttram-ee nos Hospitaes. Cnram as molestias secretas,
mais rebelde? *-" fatigar os estmagos mais delicados.
A INJECQAO FORTN aernpre recommendada como o complemento da medicacao.
})e* >nt_ am J*rt*J6ie> i FBAN- M. da SILVA C. e ih pricoipaoe Pnarmsetss.
_** \f^tfi^rr^^^^imM%^s^^tn^^^mt9%am^s0*s99mn


VINHOdeEXTRACTOdeFIGADOdeBACALHAO

Vende-se
es U4w as irlncipaK Ptaarmaclas
Srotjartes.
-eposito geral .
PARIZ
21, Faubourg Montmartre,
21
O VINHO de
em Pariz, possue ao mesmo tempo
Extracto de Figado de Bacalhao, preparado peloSnr. GHEVRIER,Pha:in;H-eut:oo de t" classe,
ao mesmo tempo os principios actives do Olee de Pi.ado de Bacalhao e as proprio.lados therapeuticaa dos
preparados alcoolicos.-E' precioso para as pessoas cujo estomago n.V. pode Sttyctar u ntou graxa&_- O-^Mb
como o do Oleo de VivAa de Bacalhao, soberano contra as Escrfulas, Rachitismo, Anemia, Ghlorose,
Bronchite 2 todas as Molestias do Peito.
VINHO de EXTRACTO de FIGADO de BACALHAO CREOSOTADO
Deposito geral :
x_~txz
Faubourg Montmartre,
"Vende-se
em tu-ias as irincipaes Pharmacias
e Srograrlas.
A CREOSOTE de FAIA suspende o trabalho destruidor da Tsica pulmonar, porque diminuo a expectorago
desperta o appetite, faz cessar a febre, supprime os suores. Os seus effeitos rombinados com os do Oleo de Figado de BacaUxao,
fezem do VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao Creosotado, de CHEVRIER, o romedio por
excellencia contra a TSICA declarada ou imminente.

____


_



Hi
MH
Diario de PernaubncoSabbado [6 de Abril de


INDUSTRIA E ARTES
Tarifas das \ias-ferreas
Parecer apreaeiiUdo a 4iBiblk
t.orai da Soeledade Auxiliadora
da icriciillura de Pernanbnco eos
*5 de Mareo de l**T. pelo prest
denle lalerlau as enao de
uumn ocale rural da mema o
ciedadeenKenbeiro Henrlqoe u
guato Milet.
( Concluido )
0 ramal do Bom-Jardim
Embora a treguezia do Bora-Jardim pos-
sua extenso e frtil territorio o urna popa
lagao que exceda da 30 mil habitantes, vi- J
vendo quasi exclusivamente da agrieultu- j
ra, se o ramal de que se trata s:j dev -sse
limitar a uuir a villa do Limoeiro sede da
mesma freguezia, nao teria mais que una 20
a 2 kilmetros e diminuta seria a sua ira
pertancia, quer no ponto de vista des inte-
resses geraes da produego nacional, quer
no do trafago da via frrea do Limoeiro,
para o qual s traria diminuto contingante.
Cera a condicao, porem, de prolongarse
na direegao do N. at alcancar o valle do
rio Paranyba as immediagoes da Barra
de Natuba, o que implica urna xtensao
total de uns 65 kilmetros, dar elle satis-
agao a tres interesses d grande monta;
__o de approxiinar notavelroente da Praga
do Racife varios sert3es, que deBde ten
pos immemoriaes gyram na sua rbita
eomniercial; o de facilitar (com condicao
sine qua non de fretes baratos, e raatarial
rodante apropriado) o transporte para essa
capital dos gados que descera dos Cariris
para seu abastocimento e o de estabelecer
a cominuocagao interna do valle do Capi-
barihe, servicio pela estrada de Limoeiro,
com o do Parabyba, no qual a estrada do
Conde d'Eu destinada a preeneber ana-
loga papel.
Taes interesses nao da suppor sonram
impugnagoes c era Pernambuco, por se-
ren de evidencia intuitiva para nos : mas
provavel que suscitara oppQSgo l Da
Parabyba, onde errado sentimento de pa
triotismo loc>!, ou bairrismo, tem levado
certa gente a encarar cora raaos oihos
qualquer facilidade de communicago com
o Recife. Pretenden elles, que todos os
productos do territorio parabybano devera
convergir para a cidade da Parabyba e
all se verificarem as venias dos roesraos
e subsequentes compras de morcadorias
eu trefactos estrangeiros. Contam elles
cora o prolongamento da estrada de forro
do Conde d'Eu, em direegao aos Cariris,
para desviar da nossa praga a crrante do
commercio daquelle sertao e outros adja-
entes; o nada admitiera que possa con-
trariar esta pensamiento.
Para satisfazel-os, nada menos seria
preciso que urna rauralha chinaza separan
do as duas provincias.
Entretanto, as correntes commerciaes
sao determinadas por circumstancias na-
turaes, contra os quaes toda a luta ira-
proficua; e.se por via de regra os produc-
tos acouopathain as aguas, essa tenden-
cia s vezes se acka. coutrariada o at nul-
lificada pela attraegao natural que exer-
cem os grandes morcados do exportagao,
iniportagao e consumo, em proporcao
de sua importancia e proxiroidade. Nos
grandes mercados e que o productor acha
pre^s mais favoraveis para a venda de
bous gneros e compra das mercadorias e
artefactos de que precisa ; e a attracgo da
Praga da R icie faz necessariarai-me gy-
rar na sua rbita commercial os centros
de produccao do interior, que nao se
achara collocados em distancia muito maior
desta capital que. dos portos das respecti
vas provincias.
A pretengiio de obrigal-os a procurar
com evidente pr-juizo, os portos da Para-
byba on do Rio Grande do Norte, alm de
contraria natureza das cousas, que nao
se importa cora as arbitrarias divis5e< ministratrativas, seria adraissivel se a Pi-
rahyba e o Rio Grande constituisem es-
tados indepandentes; mas nao o no
cuso v.:rt-ute, pois ambas as provincias
faz -ra parte da coramuohJlo brasileira, e
os interesses das populacSes do centro nao
sao menos respeitaveis que os dos habitan-
tes das < i lade de P.rabybi e do Natal.
Accresce, que as vias terreas nao sao
destinadas nicamente, nem principalmente
a levar gneros para os portos do expor-
tagao, e mercaduras importadas para o
eentri; o seu alvo estabelecer facis e
rpidas ommunicagus entre todos os
p.i utos do territorio. Sob este ponto de
vista a construya) do inhas transversaes
entra as estradas da f^rro dos diversos
valles inJispensavel o a transversal de
Bora-J.riira, o para raelhor dizer da Li-
moeiro a Natuba, ou ostra que seja traca-
da era suas mmediacSss, tem lugar res-r-
vado em qualquer systema completo de
viayao frrea que bb possa planejar para
esta provincia.
Encarada debaixo do ponto de vista
dos interesses esp-?ciaes da via-ferrea do
Limoeiro, a transversa! Boas Jardira ou
Limoeiro Natubi issim importancia capi-
tal e muit i sup-r. .; d) qualquer eutra
transversal, que se possa prolongar, a titu-
lo de ramal da mesan estrada e con o
com grande premio para o pu. ser de um estrangoiro rico, mas qua i es
o governo, que ter e da-, tavam velhas e sujaspor ara longo u.o, oa
palos.accidentes de ama viagem demorada,
attrahiriam sobre elle a attengao, se a pelle
do personagem, bronzeada pelo sol de alera
MMMMj
' blico e para
pender avuliad* qiuutia com o pagamen-
to dos jaros garantidos, e subsequeata des
crdito para qualquer erapreza de viagao
frrea que se queira realisar n'esta pro-
provincia ;
quo, em quanto carrega oom os onus
efectivos do pagamento dos juros garanti-
dos, o giverno o nico interessado nos
resultados da exploradlo e n'esta qualida-
de, deve pert'ucorMbe a Hvra disposigao
das tarifas ;
atteudendo mais, a que a execuejo do
ramal autorisado de Limoeiro a Bom-Jar-
dira, muito importa ao desenvolvimiento d
urna freguezia frtil e das mais povoadas,
e o seu prolongamento na direccao do norte
at o valle do Parabyba, approximar do
Recife varios districtos algodoeiros que cora
ella mantera suas relaces commerciaes; a
alm d'isto servir de liaha transversal ou
de junegao entra a estrada de farro do
valle de Capibaribe a a do valle do Para-
byba: dirija-se ao Governo Imperial pe-
dindo-lbe era norae da lavoura :
1." que sejam desde ja substituida no
trafege da estrada de ferro de Limoeiro as
tarifas actuaes pelas da do S. Francisco ;
2." que as tari-fas da viaferrea de S.
m de augmentar-!he o trafego ; pois alm, Francisto sejam norganisadas sobre a base
de ter em vista transportes j existentes,
ujasomma nao par.\ despresar-se, e-que,
s isperam dirainuig&o do frete para cras-
cerem en larga escala, a totalidade de
taes transportes ter de percorrer a linha
principal em toda sua extensao, com luiros
evidentes para a erapreza, o que nao se
dar cora qmlquar outra transversal que
parta de alguma estagao mais prxima do
Kecife. E' de admirar, portante, que a
companbia concessior.aria da via frrea de
Limoeiro nao tenha feito convergir todos
os seus esforcos para cele ponto.
CONCLCSES
Em consequencia dos factos que acaba-
mos do expor t das consequencias que
d'elles deduzimos, somos, portanto, de opi-
niao, que esta sociedade, attendendo:
(] ; a zoaa de sutura acttvidade da
Estrada de Limoeiro, erabora frtil e oe-
cupada por numerosa populacao, menos
rica e propria cultura da canna que a
percorrida pela estrada de ferro de S. Fran-
cisco e abundante sobre tu lo era gneros
alimenticios e algoiHo ;
que as tarifas hoje em vigor na estra-
da de ferro de S Francisco, quer para o
transporte dos passag-iros, quer para o
dos gneros de exportago o mais produc-
tos nacionacs e estrangeiros sao de tal sor-
te exageradas, que lhe nao conaentem ex-
tender sua accao alera de pequea distan-
cia de um e outro lado de seus trilhos; e
n'aquella zona assira reduzida excluera
quasi que absolutamente o transporte de
gneros alimenticios, lenha e mais produc-
tos de diminuir valor intrnseco; e nlo
permittem ao plantador de cannas aprovei-
tal-as devidaraenta ;
que, em consequen.ia da mesma exa-
gera^ao, dita via frrea est longe da apro-
veitar a totalidade dos transportes effactua-
dos na sua zona, continuando grande parte
d'elles a realisarem-se pelos antigos e dis-
pendiosos processos, e por isso nao desen-
volva a produccao na escala que se devia
esperar, com notavel detrimento da riqueza
publica o particular e das rendas do Estado
e da provincia;
que as tarifas da estrada de ferro de
Limosiro sao as proprins da estrada de
mar, os seus moios um tanto exquisitos,
nao tivessem j sido suficientes para cha-
mar sobre tfli os olnares dos transentes,
que ver-8e-hiam muito embarazados se tives-
sem de definir a condicSo social do hornera
que pa8sava por elle3.
Tudo quanto se podia adivinhar pri-
meira vista que o desconbecido vinha
do estrangeiro e estava, havia pou^o, em
Par, porque pareca atrapalhado com o rao
vimento e a agitacao do boulevard.
Seria francez ? seria a residencia em al-
gum paiz longiquo quo lhe havia deixado
aquelle tora exquisito que empregnava to
da a sua pessoa ? Era preciso ouvil-o fal-
lar-para formar uraa idea a esse respeito.
Seja como for, nosso homem oontinuava
o seu caminbo em direczao extremidade
da grande ra commercial, indifferente a
tudo que o rodeava, cpm a fronte saleada
por urna idea fiza, obstinada... as feicSaa
abatidas por um soffrim9nte intimo.
Tinha atravessado o boulevard St. Da-
nz, e abava de passar pela fachada sara-
pintada do cartazes do Eldorado, quando
estremeceu de repente e parou. Tinha
chegado defronte de urna especio de casa
bancar'a, onde por urna porta larga que
dava i ai mediatamente para o boulsvard
entrava e sahia umita gente.
Por cima das janellas, grandes lettras
severas anunciavara o transente que se
achava diante do estabeleciment do Ban-
co dos Dous Mundos. Em grandes qua-
dros de marmore, de cada lado da porta
estavam afixadas cotac3es que os visinhos
vinhara consultar, sem chapeo e de penna
atraz da orelha. Por cima do balcao, era
letras douradas do tamanho de um metro,
que pareca agarrar-se ao portao de ferro,
estava reproduzido o letreiro da fachada.
A casa, sera um luxo deslumbrante, pa-
reca decente, seria.. .
O desconhoci io fez um gesto de satis-
fagao
Pareca tranqmsado pelo exarae sura-
maro a que procedeu. A sna hesitaglo
cahiu e pegou com mao firme, na magane-
ta da porta.
Empurrou-a e entrou.
Por detraz do btante estava um portei-
de SU rs. ^?or tonelada kilomtrica para os
genero* agrcolas de prodceco nacionnl e
de 20 rs. por kilmetro para os passageiros
da ultima classe, ficando em vigor as modi-
ficares em ambas as estradas;
3. que sejam revistos os regulumentos
das raesmas estradas e melhorado o sau
material fixo a rodante, era ordem de at
tender aos direitos e meihor consultar os
cemmodos e interesses dos passageiros e
expeditores ;
4." que se d execugao em ambas as
vias-ferroas ao determinado no aviso do 8
da Janeiro do anno prximo passado, qus
raandou organisar e por era vigor irame
diataraente, em tedas as estradas subven-
cionadas, tarifas especiaes, com 50 /# de
abate, para o transporta dos productos de
pequea lavoura e fi.:ou lettra morta nesta
provincia ;
5 que a garactia do juro concedida
estrada de ferro ie Limoeiro saja amplia-
da, ficando extensiva ao ramal de Limoeiro
a Bora Jardira e prolongado dito ramal at
o valle do Parabyba no qual encontrar-se
ha, as iraraediagSes da Barra de Natuba | r0( d0 seis ps de altura, cadeia de ago
com o prolongamento da estrada de ferro a0 pescogos, que o raediu de alto a bai-
do Conde d'Eu. xo...
A' direita e esquerda abriam-se, em
grades de rame, postigos por onde se vam
ros tos severos.
Sentados em um banco de marroquim
verde, que ia de urna a outra extremidade
! da sala, alguns freguezes esperavam.
Diversos letreiros indica vara o genero de
! negocio de quo cada postigo se oceupava :
Compra e venda de ttulosDescontos
Cambio Caixa Ttulos Estrangeiros. etc.,
etc.
O baneo dos Oous Mundos, fasia todas
as operagSes mendosas que Ibe fossem pro-
postas. Vendo que o desconbecido ficava
indeciso no racio da grande sala, sem se
rosolver a ir para um postigo um porteior
aproximou-so delle.
Que deseja ? perguntou elle com a
quelle ar impertinente que sabe tomar es-
LTTRAT1)R
OSEGREDODEDANIEL
POK
JULES DEGASTYNE
(*)-
PROLOGO
I
Por uraa tarde de Junho, ura hornera
que diversas pessoas j havia n notado,
pela sua pbysionomia, pelo ar preoecupa-
do, pelo tora extico, se se pode assira di-
zer, que se destaca va da sua pessoa, se-
gua pelo p-isseio do boulevard Sebastopol,
do lado dos nmeros pares e levantava os)1* especie da bpedes para com os reoem-
olhos de tempos a tempos, como para cer- j chegados, cujo todo nao denota precisa-
tificar-8e de que nao estava engaado e de I mente opulencia.
que estava prximo do fim da sua excur- Dasejava fallar ao Sr. Roustao, res
ferro do S. Francisco augmentadas com sao. O esconhecido podia ter do quarenta I pondeu o nosso homem, sem parecer notar
40 %; o regulamento o mesmo e a sup- quarenta o cinco anuos: usava barba toda, a attitude do sujeito da cadeia de prata.
presaoda '.' classe tornou o transporte por uraa barba de um negro carregado, onde Este teve urna especie de estremecimento co-
vaguas inacessivel agente menos abastada, j appareciara alguns fios brancos. A phy- mo se tivesse sido offendido pela singular
de qua s exige na 2.a classe mais de | sionoraia denota va soffriraento moral e fa- pretencao de visitante.-
60 rs. por kilmetro ; diga, se bem que 08 olhoa tivessem uinl Ao Sr. director? perguntou elle.
que resultou de Uto extravagantes, te brlho febril: 03 raarabros eram agitados, | AO Sr. director, replicou tranquilla
rificagao, continuarem os transportes, na por momentos, por urna espacie de tremor mente o estrangeiro.
zona Drivegiada da estrada de ferro de uervoso... Nao sei se o Sr. director est; mas
Limoeiro, serem effetuados a costas da As roupas do individuo, que mostravara : nao aqu que dave dirigir-ss ?
Quer ter a bondade de indicar-me
onde poderai velo? perguntou poicamen-
te o estrangeiro.
E' preciso sabir pelo boulevard, en-
trar no portao grande, subir um andar e
bater na porta, direita. Ahi o porteiro
lhe dir ae o Sr. Roustan pie recebel-o.
Obrigado, respondeu o homem e aa-
hio.
O estrangeiro nao tinha, fallando, dei-
xado transparecer o menor de feito na pro-
nuncia.
Era evidentemente francez-
Entrou como lhe haviara racoraraendado
p-lo corredor, subi urna e3cada e parou
diante de Urna porta, por cima da qual es-
tava escripto : direci,'Io
Comprimi um botao de marfira. Urna
campanbia tocou e a porta abrise.
Appareceu um homem do casaca preta
o grvate branca.
Teve, ao ver o recam-chegado, o mesmo
sorriso de desdem, que o seu collega do
pavimento1 terreo.
Qua deseja ?
Quera fallar ao Sr. Roustan.
O Sr. Roustan est Mccupado.
Esperarei.
- E' algum negocio passoal ? porque
est ahi o secretario do Sr. Roustan.
E' um negocio pessoal, respondeu
seccamente o desconbecido.
Eotrou para a ante-camara, que era
vasta e guarnecida de tapetes o quadros.
O porteiro iodicou urna cadeira ao re-
cem chegado.
Tenha a bondade de sentar-se. O
visitante deixou-se cahr maohinalmente no
momento em que urna porta do tundo
abria-so. Houve um rumor de vozes, urna
ultima troca di palavras. Depois appare-
ceu um vulto na p.raumbra e o desconheci-
do entrevio como em urna visito um rosto
paludo sem b irba, qie lhe fez brilhar os
olhos.
Levantou a mao, mas a porte estava j
fechada, e o hornera que se despedir atra-
vessava a ante-sala, emquanto um dos que
estavam espera correu para o gabinete.
O porteiro aproximou-se do estrangeiro
a quem a apparigSo lapida do director pa-
reca ter raergulhado em uraa meditegao
profunda.
Quer ter a bondade de dar-me o seu
norae ?
O recera-chegado teve ura sobresalto,
como se fosse despertado de um somno
pesado.
Aonuncie ao Sr. Roustan, disse elle,
um dos seus melhores amigos.
O empregado examinou de novo o lodo
do desconheoido, mas respondeu entre-
tanto.
Bem, senhor.
E afastou-se.
Passaram-se alguns minutos duraDta os
quaes o nosso horaera, absorto, sem duvi-
da, pelas suas retl;xo.'s nao vio nada do
que se passava em torno d'elle. A porta
do gabinete do director abno-se, mais duas
ou tras vezes aind?, as pessoas que haviara
chegado antes do desconbecido, entraram,
sahiram e elle ficou s. .. com o por-
teiro.
Passaram-so dous ou tres segundos
raais... e a porta do gab nete abrio-se
outra vez de par em par.
Urna voz meilifiua perguntou :
Onde est esse querido amigo ?
O desconbecido levantou-se como se ti-
vesse sido impellido por urna mola.
Eil-o...
Vendo o estrangeiro, o banqueiro fez-se
muito paludo.
O senhor 1 gaguejou elle.
E em seguida corrigio :
Tu!
Eu mesmo : nao me reconheces ?
Reconhego sim; entra, meu querido
amigo.
E atestndose deixou passar o desco-
nbecido na frente d'elle.
Passaram-se dez minutos, e a porta do
gabinete abrio-se com estampido.
O desconbecido, com os cabellos erga-
dos desvairado, coberto de sangue, precipi-
tou-se n:. anta-sala.
Empurrou o porteiro- que lho quiz to-
mar o pas80, dando altos gritos, e lancou-
i>e na escada, que subi a quatro e qua-
tro...
II
Um espectculo medonho se apresentou
ao criado quando penetrou no gabinete :
Seu amo, o director do Banco dos Dous
Mundos, esteva cabido diaute da chamin,
com o rosto cheio de sangue, a camisa ras-
gada, sem dar o menor signal de vida.
O porteiro debrugou-se sobre elle, mas
levantou-se inmediatamente, manifestando
signaos do mais vivo terror,
Est morto I murmurou elle.
E pda porta aberta, poz-se a dar gritos
terriveis
Soccorro 1 soccorro !
Accudio gente do todos os lados, os em-
pregados do Banco, os criados e porteiro.
os freguezes que estavam espera... To-
dos appareceram ao mesmo teropo, com o
rosto paludo, convulsionado pela eraogao.
Que ? que aconteceu ?
O criado, com a voz embargada pelo
terror, nao podia fallar.
Ulna va para os enpregados cora os olhos
desvairados.
Os qua estavam mais perto d'elle agar-
raram-n'o pelo braco e saecudiram-n'o.
(Continuar se-ha)
rOLHETII
JOS LAHONZA
POli
JACQU D FLOT E PEDRO M VBL
primkiba Pian:
(Continuado do n. 84 )
IV
Urna tarde do Abril, quando os ltimos
* raios do s 1 filtravam por cima das altaras
de Vorsailles, Maximiliano teve a brusca
intuiclo de urna felicidade delirante e de
uma.dr infinite.
Duas mogas acompanhadas de um cria-
do de libr apearam-se flo cavallo e cora a
cauda de araozona colhida no brago *s
querdo, brincando dea-cuidosamente com o
chicote, avangavara dando risadas, como
lindas aves assastadas.
Creio que estemos perdidas, mioha
querida Renat., d'usc a raajs tnega, rindo.
Perder sa a gente eu.tre Obaville e
Viroffay sts gracfjanda, Alice, repli
cou a mais velha.
Brusca: .ente, as duas pararara admira-
das.
Tinham avistado Maximiliano que sabia
de urna moita.
O mogo deslumhrado compriraentou.
Perturbamos as suas raeditsgoes ?
pergantou Renata cora ura vislumbre de
gracejo na voz e na attitude. Mas, j que
o mal est feito e o gelo quebrado, o me-
ihor pedir lhe logo um favor.
A's suas ordens, rninha< senhoras.
Pois bem, tenba a bondade de dizer-
nos onde estaraos e da mostrar-nos o ca-
minbo.
O mogo nao p ie deixar de sorrir.
Entao as senhoras estilo perdidas?
perguntou elle.
O senhor est vendo, responden Re-
nata cora um pouco do impaciencia.
E' que, continuou Maximiliano no
mesmo tom, tao difficil per.ler-Ba a genta
em Chavitle.
Renata era nervosa.
Sei bem que isso nao pode s^r, en-
tretanto assira que quer ? Confesso que
muito ridiculo. Entretanto, tenba a bon-
dade de ensinar-nos o caininho e lhe ficare-
mos eteraamente gratas.
Maximiliano despertou da especie de
torpo- admirativo qua a vista das meninas
tinha provocado nelle. Nao as conhacia.
as suas visitas a Auteuil, nunca as tinha
encontrado era ca3a da Sra. Francs.
O carainho nao difficil, roinhas se-
uhoras. Cbavilla fica all, justamente atrs
dessa collina, que ipterrompe a vista.
Acoiupanbou as meniaas.
Bruscamente, era urna volta do carainho,
o raamelao pareccu recuar. A vertente
da Meudon pareceu cortar-se em ngulo
recto e appareceu o lindo valle cora as suas
fljrestas revestidas ds cores melanclicas
Ah obrigada, disse Alice alegre-
mente.
Renata incliuou a cabega em signal de
reconhscimento e, emquanto o criado de
libr prastava o mearno servigo irraS,
ella aceitou a mao da Maximiliano, que a
ajudou a galgar o sellira.
Os cavallos bnterara com os cascos o so-
lo, iavantaudo urna iigeira nuvera de poei-
ra, Maximiliano desceu correndo at a vol-
ta de Bellavue. Alli vio na estrada j
sombreada pelas brumas da Oatubro tres
pontos negros que se rao va ra. Pareceu-
Ihe, emquanto pie acompaohal-os com o
olhar, ver fluctuar o veo verde da Renata,
l long- atrs dos montculos de Svres.
Depois a escurido augraentou apagando
a viso gracioso..
EntSo, de 'cabega a coragao pesados,
desceu por sua vez, atra^essou o valle sem
ura olhar para os sjrrisos do sol que don
ravam as arvores que deixava atrs, e to-
mou com p isso pesado o carainho deserto
que ra de Billancourt a Point du Jour-
Ao passar as ortiacaguas, julgou ouvir
urna exclamago abafada partir de ura gru-
po de ebrios sentaios porte de urna ta-
verna. Voltou se. Os babados resmun-
garara, mas Maximiliano nao prestou at-
tengSo ao grupo.
Sera preoecupar se com o incidente, o
joven medico continuou o seu carainho, e
erobrrnhou-sa as avenidas escuras do Au-
teuil.
J era noite fechada, mas noite clara,
serena e fria, como todas as noites de Ou-
tubro. Nao havia nenhum transente. Os
mesraos carros arara raros nesso silencio.
Ninguera julgaria es ar em Parz se nao
foasem os frequentes bicos de gaz e o ru
mor coafuso, iodistincto que vinha do cen-
tro a que parecia surgir das entranhaa do
solo da grande cidade.
Maximiliano caminhava completamente
absorto. Ao ebegar igreja de Auteuil,
anda nao concluida, urna parede em con-
struegao interenptava a luz da la e lan-
gava uraa sombra escara e densa que pa-
reca obstruir o carainho.
O mogo sentio sbitamente ura ruido r-
pido como passos as folbas cabidas e lo
gj aps um choque violento. Um peso ca-
hio-lhe sobre o hombro a elle sentio que o
puxavam para tras.
Maximiliano, porm, era dotado de for-
ga herclea. Langar ao acaso uraa rao
atr< de si, que segurou um punho que
descia armado de urna faca, desembara-
gar-so de urna mao que o segurava pelo
hombro, foi par* elle ura simples acto de
gymnastica, e um momento depois o mogo
tinha subjugado ura sujeito alto, magro,
ossudo, que fazia esf.ircoB desesperados
para livrar-se do arrocho formidavel da-
quelle qua quasi foi sua victima.
Maximiliano examinou rpidamente o
seu prisioneiro.
Cara faia para um assassino, disae
elle rindo, e depois, meu amigo, deves es-
colher a gente que atacas. Esse teu ofi-
cio perigoso.
O bandido rangeu os denles.
Oh continuou o medico, parece que
somos inquietos .
E interrompeu-se :
Primeiramonte d c esse teu espo-
te. Essa teteia fica meihor no meu bolso
do que as tuas patas*
Com rauita facilidade abri a mao do
tratante e tirou-lhe a arma.
Era um punhal de mola.
Maximiliano metteu-o no bolso, aberto
O individuo rugi. %
Agora, roen rapaz, tornou o mogo,
tu vais tez:r-me o favor de ficar muito
quieto, at eu entregar-te aos honrados po-
liciaes.
Sem responder, o roiseravel estorceu se
cora violencia.
Vendo isso, Maximiliano com u^a
pancadilha rpida estendeu-o no chSte,
Entilo sera mais prembulo, e pondo-lhe
o joelho no peito, tirou-lhe a cinta e cora
ella amarrou Iba os bragos.
Varaos, adiante, marcha, ordenou
ella dando ura formidavel pontap no tra
tante guisa de estimulante.
O homem coraprahendau que nao podia
lutar e submetteu-se.
Maximiliano nterrogou-o :
Porque rae atacaste '(
Por nad*. respondeu o patife cora
fleugma.
Tu me conhece8 ?
Nlo.
Entretanto seguiste-me.
E' verdade.
Desde onde ?
Eu vite passar a barreira.
Mas porque eu, de preferencia a ou-
tro.
A' toa.
Varaos l, falla a verdade. Tinhas
algum motivo para assassioar-me ?
Voc rico.
Como sabes ?
Talvez nao seja assira, mas eu sup-
punha.
Urna suspaita inexplicavel nasceu no es-
pirito de Maximiliano.
Ouve, diase elle ao bandido, que tre-
ma ao approxiraar-se dos lampeoes, eu
sou hornera de palavra.
Hum 1
Tu vistes que tenbo forga.
O individuo deu urna gargalhada estri-
dente.
Oh quanto a isso, eu sei.
Pois bem 1 se me disseres a verda-
de, nao s nao te entrego polica, mas
deixo-te ir era paz.
Um sorriso singular passou pelos labios
do tratante.
Isso verdade ".
- Palavra de honra I
O patifa pareceu estupefacto.
Pois bem, desamarre-ma, eu direi.
Ao longe appareciara dous vultos. O
horaera bata o queixo.
Depressa, depressa, ahi vam a poli-
ca.
Maximiliano desamarrou o.
O miseravel deu um grito de triumpho,
uraa especio de gargalhada e fugio gritan-
do :
- N2o se pique cora a faca, onvio ,
Os policiaes caegaram.
Era duas palavras Maximiliano conto
o que havia.
Derara caga, mas sem resultado.
O mogo depositou no prmeiro corams-
sariado de polica que encontrou a arma
pergosa. A ponte tinha urna espacie de
ferrugero escura, que fez o policial reflea-
tir.
Essa lamina est envenenada, disse
elle.
No dia irumediato, deixando jastiga o
cuidado de comegar as pesquizas, Maximi-
liano, segundo o ssu costurae, foi a Au-
teuil.
Airaba o Ieitor a sua emogao, quando ao
entrar ni sala, vio, conversando com "a ir-
roa, as duas bellaB passeadoraj da ves-
pera.
VARIEDADES

Bartha correu apressateraente ao seu en-
contr.
Meu irraao, as meninas d'Isaac, mi
nhas amigas, disse ella, depois da apresen-
tar o joven medico s duas irmas.
Renata aorrio.
Di modo que, disse ella, desde hon-
tem estamos em trra conhecida ?
Maximiliano inclinou-ae.
E' imperdoavel, miabas senhoras,
nao as ter eu reconhecido primeira vate,
pelo retrato que minha irma ba muito ti-
nha-rae feito das senhoras.
Esse retrato, sem duvida, foi exage-
rado.
Quer dizer qu9 s de longe exprima
a verdade.
Lisonja disse Renata com um vis-
lumbre de desdn, e Bertha disse-nos que
o senhor nao tinha esse defeito.
Merego perdi em vista das circum-
taucias, minha senhora, replicou Maximi-
liano, sorrindo. Depois esse talvez o
menor dos meus defeitos.
Ahi Bertha interrompeu a conversa.
Vamoa, tu nao s homem que te fa-
gas valer. Minha querida Renata, minha
boa Alice, tudo quanto eu podesse dizer
era favor do meu irraao estara a quera da
verdade. Ora, sabem que nao sou lisou-
geira.
E langou se nos bragos do mogo que a
beijou com lagrimas nos olbss.
E vai nos deixar, e isso para rece-
bar essa miseravel fortuna qua j nos cus-
tou a vida do meu pobre pai.
Maximiliano estremeceu.
Essa fortuna nao seria anda ella o mo-
tivo porquo na vespera noite foi elle ata-
cado por ura assassino ? E o veneno de
qua o punbal estava impregnado, nao se
ria o mesmo que iulmiuou o Sr. Paulo Ar-
band ?
A conversa resentio-so dessa impresaao
penosa.
Preoccupado, Maximiliano pareceu raer
guillado as suas refiex5es.
A Sra. Francs, que o estima va muito,
esforgou-se, mas em vao, para fazer real-
car as suas brilhantes quafidades.
E' preciso dizer que a preseoga das m 2-
nnas d'Isaac causou desde o principio
profunda emagSo ao mogo.
Asora sabia 03 noraes das duas desco-
nbecidas d>> vespera.
Renata, especialmente, apparecia-lhe com
o encanto dominador da 3ua belleza. Elle
acbou-a bella e altiva, adoravel at no seu
orgulho desdenhoso. Mas, como sampre
acontece uestes casos, o amor nascente do
mancebo, tmido, hesitante, quasi receloso,
nao ousava emergir das dobras da sua
Pelxe
(Con elus3 o )
Convra por isto usar de grande cuidado
na compra, e pr attengao s qualidades
que indicara um estado de frescura. Uva
peixe fresco raorto de pouco, tem o olho
vivo, as guelras sao de um bello vermelho,
a superficie do corpo resistente, a carne
consistente e solida, as escamas sEo bri-
lhantes, lisas, se destacam difcilmente, o
cheiro caracterstico e nao ingrato. Po-
rem precisa a gente lembrar-se de que os
vendedores de peixe as vezes pratioam a
fraude de tiogir com singue de gado a
guelra3 dos peixes moidos, afira do que te-
nhara urna bonita cor; lavando-as com
agua se descobre a fraudulencia.
' O peixe conservado no gelo se gela, per
de o sen sabor e bondade, c apodrece com
muita facilidade.
Um peixe assira conservado nao sa de-
ve comprar.
Na poca de fecundsgao a caru9 de pei-
xe perde muito da sua bondade, e comi-
da pode ser causa de doengas.
E' costume em tal tempo em muitoa
paizes a venda lo peixe ficar prohibida pe-
las autoridades municipaes antes de favo-
recer a reproduegao.
Doengas especiae3 a alguna peixes, tor-
nam a sua carne veneaosa. O raprova-
vel U30 de pesca com substancias veneno-
sas pode tornar nociva a cama de peixes
saos. Igualmente prejudicial pode tornar-
se a carne de peixes qua se conservam em
rios ou em pontos do mar, oude dsembo-
cim os canaes de fabricas, cujas aguas
contera metaes venenosos.
Os peixes se conservara salgando-os ou
seccando-os. Para algumas especies ae
usa tambem conserval-os, depois de cosidos,
no aseita ; geralinante por esta modo per-
dem o seu valor nutritivo, e sao difficil-
monte diger veis. Alterando-se depois,
prejudican cora mais facilidade.
Algumas especies de peixes dSo ovas
comiveis e eaborosos. Cora as ovas do es-
torjao se prepara o caviar.
Seja tambera lido com recommendagao
este artigo par aquelles que se abstm da
comida da carne as sextas fairas se noa
sabbados, segundo oa praoeitos da igreja.
consciencia. Uraa especie de tristeza de-
liciosa o invada cora a ierabranga de que
podia amar sera ser retribuido. Maximi-
liano nao era desses bellos rapazes que fa-
zera parada dos seus dons. A sua alma
era to orgulhosa como a da mulher pela
qual palpitava o seu coragao virgem.
Quera ser advinbado e Renata cujo
olhar penetrante lia, como em um livro
aberto, todos os desejos confessaaos oa oc-
caltos, senta urna especie de irritagao per
n3o encontrar em Maximiliano urna com-
placencia muito dcil quanto sua supe*
rioridade.
Havia duas horas que se conheciam e ja
estavam as priraeiraa manifestagSes de
urna hostilidade surda, tanto menos appa-
rentes a olhos pouco perspicazes quanto se
manifestava siraplesmente por urna frieza
cheia de urbanidade.
A Sra. Francs tinha levado a discusslo
para o terreno das uniues de inclinagao.
Minha boa amiga, exclamou Renata,
com o seu riso sonoro, a senbora opti-
mista por excellencia.
A viuva replicou um pouco irritada :
Por que optimista ? Realraeote. Re-
nata nao a comprehendo. Quera ouvil-a
fallar pode suppor que tem urna experien-
cia deploravel do casamento !
A menina corou.
E' justamente, por que nao fiz a ex-
periencia que nao quero fazel-a. Nease ca-
so a experiencia s.pde nascer de grande
soffriraento, e comprehende que nao fago
erapraho nisso.. .
Ou de muito aroor.
Oh I...
A Sra. Francs encolheu os hombros.
Olhe, minha pobre menina, dolo-
roso ouvil-a. Na sua idade, joven, bella,
rica como sustentar semelnante theoria,
quando nao se viveu, nao se couheceu, nem
se amou, para perder a esperanga de
vl-a um dia feliz.
Por isso tambem fui eu a primeira a
perder a espefanga, responden Renata com
amargor.
Mas, continuou a viuva, er que as
outras raulherea pensam desse modo ? E'
que lhe estou fallando...
Ahi Renata comegou a rir.
A senhora, que me est fallando,
conteutou se com a primeira prova. Era
a boa, nao verdade ?
(Pontinuar-se-ha.)



Typ do Diario ra Duque de Caxias n.
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