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Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
newspaper ( marcgt )
newspaper ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
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Resource Identifier:
002044160 ( ALEPH )
AKN2060 ( NOTIS )
45907853 ( OCLC )

Full Text
LIIII IOIEO 83
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PARA A CAPITAL E LUGARES WDB WAO SE PACA PORTK
Par tres mezes dilatados............... # O0OOU
Por seis ditos idem.......... ...... lr*0OO
Por ura anno idem................. 23,5060
Cada numero avujso, do mes-no dia.v..........
S&IML15 DE ABSIL DE 1881
PARA DENTRO E FORA RA PROTIMCIA
Por seis mezes adiantados............... 134500
Por nove ditos idem. ................ 200000
Por um auno dem................. 27,5000
Cada numero avulso, de das anteriores. ........... (JlOo
NAMBU

Prcpricirafcc fce Mmotl Jtgurira He Jara & Silbos*
O Srs. Amedo Prlnse <& C.
de Pars, su es nossos agentes
exclusivos de annunclos e pu-
blicacdes na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMAS
SSS7IQ3 JA iffl SATAS
(Especial para o Diario)
VALPARAIZO, 13 de Abril, tarde.
Perto denla cidade deu-ae urna col-
liaao entre dona (reas de ferro via.
O numiTii dan wlctuna* dese acci-
dente de 1 mortoN e 15 forillos.
LONDRES, 14 de Abril.
O (o orno riiNso di-ve conlrabir
brevemenle un. emprenllmO de cem
mJlliocs de rubio.
PARS, 14 de Abril.
O ir. n i pian certIOcoa boje, pe-
ramo a Academia dan Setenla. O
ucceaaO da vaooina contra a fobro
amarilla, pplicado no Kio de Ja-
neiro polo Dr. Domingos Freir.
ROMA, 14 de Abril.
S. s. o rapa Leo XIII conceden
boje ama audiencia ao tainlvtro do
Interior da gallineto prunalano.
PARI8, 14 de Abril.
4 necoelaoe diplomtica* entre
a Inglaterra e a Turqua acerra do
Egypto. mallograram -me definitiva-
mente.
BERLIM, 14 de Abril.
O embaixador da Allemanba Jun-
to a s. H. o Imperador da Bnsia pe-
dio a na demias&o.
Agencia Havas, lial em Pernambaoo,
14 de Abril de 1887.
INSTRDCqO POPDLAR
ELECTRIC1DADE
(Extrahido)
DA BiBLIOTHBCA DO POVO B DAS ESCOLAS
MAli.MKTISMO
CAPITULO 111
( Co nltm ac&o )
Magnetizaco prodzida pelos monns e pos dc-
PLUEXCIA DA TERBA. FeIXES MAGNTICOS. Al -
MADURAS.
O magnetismo terrestre tende constantemente a
separar os dous fluidos, que se encontrara neutra-
lizados ni ferro inacio e no ac. Nete ultimo, a
acco da trra nao chega a produzir magnetiza-
cao, porque a sua foros coerciva, muito grande ;
no ferro m-cio, porm, cuja forca coerciva quasi
nulla, a magnenzaco por inflaencia da trra in-
stantnea, se coll- carios a baira que be pretende
magnetizar na direc-gio do meridiano magntico,
parallelamente a direceaa da agulba de inclinacao.
A magnetizarlo assim obtida nao permanente
pois se retirarmos a barra daquella posico, im-
mediatamente se dosmagiietisa ; e se a inverter-
mos, tambem se inverterVo os seas polos. No fer-
ro do comm-rcio (o qul, alem de nao ser perfei-
tamenle, puro, tem adquirido maior forca coerciva
pe'.os process-ts de fabrico) a magnetizaco por m-
fluenciencia da torra maia doradoura.
Pela acco da trra se ezplica a tormaeo de
imana naturaes.
Feixe magntico a reunido de dous ou mais
magnetes aobrepostos, parallelamente, tendo os
polos do mesmo nome paraomesmolado. Os mag
netes que entrara na compoeicio dos feixea podem
ser rectilneos, ou curvados em forma de ferrado -
ra.
A forca magntica dofeixe nao igual a som-
ma das forcas de todos os magnetes que o compoem
o que devido acco repulsiva que os polos do
mesmo nome ezercem uns sobre os ou tros. Ordi-
nariamente, a lamina central dos feizet a maior,
e as lateraes succeasivameote menores, cerca do 1
centmetro. Quando se pretende suspender do
feize magntico um peso qualquer, prefere-se a for-
ma de ferradura. por permittir que ae ntilizem. ao
mesmo tempo ambos os potos do imn.
( Continua. )
?A?.TE QFFlClflt
Governo da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 13 DE
ABRIL DE 1887
Abaizo assignados de vareadores da C-
mara Municipal do Recife. Remettido ao
Sr. proenrador fiscal do Thesouro Provin
cial para eraittir parecer.
Antonio Jos do Nascimento. Informe
o Sr. Dr. juiz de direito do 2o districto
criminal do Recife.
Antonio Pereira de Carvalbo. Indeferi-
do, em vista das informscSes.
Capito Affooso de Hollanda de Albu-
querque Maranhao.Junte se.
Constanza Amelia Couto de Alcntara.
-Informe o Sr. director da Colonia Isa-
bel.
Bacbarel Francisco Pothier Rodrigues
Lima. Encaminhe-sc, devendo ser pago
o porte na repartila dos eorreios.
Francelina Francisca Maria de Jess.
Informe o Sr. Dr. ohefe de polica.
Francisco Antonio de Maria. Informe o
I
Sr. Dr. juiz de direito do 2o districto cri-
minal da comarca do Recife.
Irmandade do Sandsimo Sacramento da
matriz de S. Jos. Ao Sr. brigadeiro
commandante das armas para tomar, na
considerac^o que for possivel.
Jos Candido de Moraes.Prejudicado.
Tenentc Jos da Costa Barios.A res-
pon8abi!idade deste magistrado se processa
perante a Rclacio, a quem o supplioante
apresentar a sua queixa.
Liberato Villar Barreto Coutinho. In-
forme o Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda.
Lydio Mariano de Albuquerque. -Justi-
fico as faltas. Depois de notado na seigSo
competente da secretaria do governo, re-
metta-se este requerirnento ao Sr. inspec-
tor da Thesouraria de Fazenda para os
fins convenientes.
Marcelino Santiago de Vasconeellos
Leitao de Albuquerque. Informe o Sr.
director da Colonia Isabel.
Bachirel Tito Celso Correia Cesar.
Con3edo, com o vencimento a que tivur
direito.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, 14 de Abril de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
mepartico da Polica
SeccZo 2.'N. 354.Secretaria da Po
liciade Pernambuco, 14 de Abril de 1887.
-Illm. eExm. Sr.Participo a V.Exc.
que foram bontem recolhidos Casa da
DetencSo os seguintes individuos :
A' mnha ordem, Anna Maria da Conceico, co-
mo alienada, at que terina o conveniente destino.
A' ordem do Dr. delegado do Io districto da
capital, Joaquim Jos Rodrigues e Manoel Fer-
reira da Silva, por disturbios.
A' ordem do subdelgalo do Io districto de 8.
Jos, Joaquina Maria da Uonccico e Maria Mag-
dalena Jorge, por disturbios.
A' ordm do do 1 districto da Boa-Vista, Ma-
ria Francisca Gomes da Conceico, conhecida por
Maria da Barca, por di9turbios.
fjNo sitio S. B .aventura, do districto de Corren-
tes. no da 1 do correnta mez, o individuo de ne-
me Jos Baptis'a ferio gravemente com um tiro
de pistola a Manoel Goncalves da Silva e evadi
se em seguida.
O subdelegado respectivo abri o competente
inqnerito.
No da 2 e no sitio Benedicto, do mesmo termo,
pertencente a Pedro Beierra da Silva, o indivi-
duo de nome Pedro Antonio de Lyra ao passar
pela cancslla all existente derrubou-a; sendo
S80 presenciado por Pedro Becerra, travou luta
com Lyra, da qual resultou sahir este morto e
aquelle ferido gravemente. Pedro Bezerra foi
preso e contra elle procede-se nos termos do in-
qnerito policial, que ja teve o conveniente destino.
Aiada naquelle dia foi preso Francisco Bra
Romeiro Capito, como prenunciado no mesmo ter-
mo, incurso as penas dort. 207 do cdigo cri-
minal.
Na ra de Aotonie Carneiro, do 1 districto Ja
fregueaia da B>a-Vista, e em porta d* casa de
residencia do Dr. Barros Sibri ibo, j eicantra-
do um pequeo caix&o conteudo a cadver de urna
enanca do sexo f -miaiiio j em adiantado estado
do putrefaccJo.
Tendo disso sciencia o respectiva subdelegado,
para all se dirigi, fez proceder competente
vistoria pelo propria Dr. Barros Sohrinho, que a
isto se prestou, provid^uciou sobre a inhumaclo
do cadver e prosegue em del igencias para des -
cobrir se se trat > de um tacto c riminoso.
Hontem pelas 7 horas da noite na Estrada do
Caxanga, do distrieto da Varzea, Manoel Francis-
co da Silva, que com outros reg ressavam para a
povoaco de Surubitn, oude sio moradores, foi
all traicoeirameute ferido com tiro de pistola
desfechado por Antonio Ponciana e Francisco Sa-
fo de Calasans, genro deste, que se evadir in lo-
go depois do en me.
O subdelegado respectivo tends disso sciencia
para all se dirigi, mandou condnzir o (Hendido
para o quartel do respectivo destacamento e f< z
proceder a vistoria pelo Dr. Augusto Seraphim da
Silva, que promptamente a isso te prestou.
Sobre o facto abrio-se o competente inqnerito e
prosegue-se em deligencias abm de capturar os
criminosos.
Deu-rce sciencia o delegado do termo da Glo-
ria do Goit, em cfficlo datado de 9 do coi rente
que lhe participara o subdelegado do Io districto
di referido termo, ter feito remeasa ao juis'i com-
petente dos inqueritos policiaca procedidos contra
Elias de tal, Vicente de tal, Manoel Miguel, Joa-
quim Barauna e Florencio Barauua, como indi-
ciados em crime de terimentos graves e tentativa
de morte.
Deua guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, inuito
digan presidente da provincia. O ebefe de
pollina, Antonio Domingos Pin'o.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DA 14 DE ABRIL DE
1887
Jos da Costa Rabellu.Deferido, fican-
do isenta da eontribuicao ia dcima a ca-
sa n. 62 rus de S. Miguel, em Afoga-
das, nos termos da informacao do Sr. Dr.
contador e visto acbar-se as condicSes da
lei a. 1544.
Contas das 7* e 8' serios da lotera 24
dos ingenuos da Colonia Isabel, E-.niU Ri-
beiro Pires, Francisco Egydio de Laoa
Freir, Radrigo Carvalbo & C, Josepba
Maria do Espirito Santo. Haja vista o
Dr. procurador fiscal.
Augusto Carneiro Monteiro. Certifi-
que-se.
Minervino Avelino Fiuza Lima, J0S0
Ansberto Lopes e Fabio de Albuquerque
Cama Ao Consulado para attsndor.
Francisco Martios Louronco, Antonio
Francisco da Costa, Goncalves Coimbra (4
C.-Deferido, ficando os supplicantes ir-
responsaveis pelo debito anterior dos esta-
belccimentos n. 49 A, ra dos Guara
rapes, n. 7 ra da Palma e n. 12 ra
do Mrquez de Olinda, visto uao terem
succedido nos mesmos estabeleoimeutos.
Viuva de Serafim de Senna Jorge, offi-
cio do Dr. 1* secretario da Asseinbla,
Francisco Damiao Cavalcants Pessoa.
Informe o Sr. Dr. administrador do Con-
sulado.
Jo2o Antonio de Almeida. Deferido,
dando se baixa na colleota, por n3o haver
justa causa para ella, como informa o Con-
sulado.
Antanio Moaeira Res, Antonio Goncal-
ves de Azevedo e Jos de Almeida Ra-
bello -Deferido, ficando irresponsavel pe-
lo debit.) anterior o novo inquilino que es-
tabelecer-se na casa n. 6 ra de Moto-
colomb, n. 5 travessa do Arsenal de
Guerra o n. 4 ra da Palma, cuja des-
oceupacao s: prova.
Cootas do thesoureiro das Obras Publi-
cas e da 6* serie da lotera n. 24 dos in-
genuos da Colonia Isabel.Approvadas.
Correspondencia do Diarlo de
Pernambaco
RIO GRANDE DO NORTENatal, 11
de Abril de 1887
A f e religiosa admiraco que inspira a todo
catholico, os sagrados e divinos mysterios da Pai-
xla de Christo, n 1 passaram este anno desaper-
cib ios .a igreja natalense, que, embora nao po-
dendo commeinorar todos 03 actos com a pompa
c decencia indspeusaveis, nao smente por falta
de me03, como principalmente por se achar a
igreja matriz, em obra, comtudo foram celebrados
os actos de sexta-feira santa, com a procisso do
Senhor e Domingo da Ressurreicao com missa
cantada e procissao do costnme.
No domingo de Ramos, tpezar das copiosas
chuvas, que tivemos, e esforrjbs do zeloso padre
Francisco Constancio, sahio tambem em procis-
sao o enhor Bom Jesas das Dores que se vnera
na capeila deste nome no bairro da Ribeira, ha-
vendo bastante concorrencta de fiis, e ao reco-
Iber-se a proc98o o mesmo Rvm. padro Francis-
co Constancio fez ouvir a palavra sagrada pregan,
do um sermao em que mais urna vez revelou os al
tos dotes que possue.
Em S. Jos de Mipib foram celebrados to-
dos os actos da semana santa com a pampa posai*
vel e para aquella cidade dingir.tm-se muitas fa
milias de diversos lugares para assistir aqu lies
actos que ha teinpas nao se celebravam.
E por fallar na matriz desta capital, relevi
dizer qae aigno de louvor o ejforco e dedicacio
com que o Rvd, vigario Joo M. de Brito, empre-
hendeu a obra da igreja. Dispondo de mingua-
dos recursos obtidos com esmolas tiradas na po-
palacc, tem o virtuoso pa Ir realisado grande
parte da obra, que empfeheadeu, oas, como na-
tural, luta para terminar com grandes dtficulda-
des para obter os mcios precisos.
Acreditamos, porm, que o Exm" Sr. Dr. Pe-
reira de Carvalbo, conhecendo as difficuldades
com qu luta o zelos 1 vigario, ni j deixar de ir
em seu auxilio com recursos dos cofres pblicos.
Com as grandes ebuvas que temas tido. crta-
nos que j por duas vezes tem sido inundado o
importante valle do Cear mirim, sem que porm
at agora se teaha a lamentar prejuiso na safra
do assucar.
Ao principia nos informaram que se con3dera-
va perdida a quarta parte das plantas, mas, me-
Ihor informados disso, ao contraria nos dizem que
estas duas enebentes vieram tertilisar, mais os
terrenos. Ainda bem.
Por acto de 6 do cjrrente foram removidos :
o promotor publico do Asa Dr. Jos T. Freir
para Nava Cruz e o de Mossor para aquella co-
marca, sendo nomeado para esta o bacharel Mi-
guel Carlos da Rocha.
Na noite de 2 para 3 do corrente tivemos
nesta cidade grandes trovoadas, de que nao ha
noticia seno nos nossos altos sertes e sabemos
que houve um raio cabido nacadeia que felizmen-
te s produsio, grandes escavagoes no terreno que
fica do lado de detraz de edificio, e que poderia
mais tarde fazel-o abater.
O Exm. presidente, Dr. Pereira de Carvalho,
tendo commuaicacSo ofEcial do estrago produsido
foi immediatamente verificar o que havia e o que
era preciso faz:r, dando todas as providencias pre
cisas para que o mal fasse reparado.
S. Exc aempre incansavel quando se trata
do bem publico e de zelar os interesses do estado
e da provincia que dignamente administra.
PARAHYBA,-12, de Abril de 1887
Foi afiual assignado, ha poucos das, o contrac-
to celebrado pela presidencia desta provincia com
Manoel Pereira da Silva Guimares e Maaoel Al-
ves Vieira Lima para a extraeco, durante o pra-
so de cinco an os, de seis loteras annualmeate do
valor de duaentos contos de ri*.
Dj alludido contracto e reculamente expedido
de aceordo com o art. 8 da lei provincial n. 793
de 28 de Setembro de 1885, para a extraccao das
raesraas loteras, o qual tjrnou o numero de 37 e
acha-ae iuserta no Jornal da Parahyba de 5 do
corrente mez, su u. 2,565, coastam as bases prin-
cipies de rao importante coneesso e sao ellas :
A primeira extraccao das loteras dentro do pra-
so de sesseota das, contados da data do con-
tracto ;
Setenta por cento em favor dos premios ao pu-
blico, de uzdos da importancia de cada lotera,
d'aqual se deduzir. tambera em prime.ro lugar a
porceutagem em pro dos beneficiados, a matriz
u hospital deMiserieordi- desta capital;
O beneficio de trinta e seis contos de ris an -
naos, pagos por trimestre na. razilo de nove con
tos, sendo duas tercas destinadas as obras da ma-
triz e urna ao h jepital de Misericordia ;
Uin thscureiro njmeado pelo presidente da
provincia, sob indicacio dos concessionarios e um
fiscal do governo;
Jilo se extrahira a primeira lotera, sem que 08
c ;uc-essionario3 mostrem haver caucionado a pro-
vincia com a iinpor:.aii?!a de cincoenta contos de
ris, dos quaes vinte e cinco sero recolhidos aqu
uo Thesouro Provincial, podendo os outros vinte e
cinco cantos o serem nu Banco do Brasil;
O thesoureiro uSo exercera as suas uacc :s
sem que garntaos cancessionario3 com a impor-
tancia de qninzu coutos que serio depositados no
Thesouro Provincial, em Juheiro ou aplics da
divida publica.
Eis, em synrbese, a su.nma di coucesso que
acaba de razer o Ilustre Sr. Dr Gemiuiauo Bra-
zil e da qual espera a provincia auferir os melhu-
res proventos.
^ assim poderemos caucluir as obras Ja nossa
igreja matriz, ere-erguer do abatmento, em que
vii, por falta de recursos, o hospital da Santa
Casa da Misericordia, pia instituicio que te n
prestado os ma'.s a^signalados serviC03 aos intn-
lizea indigentes que a demandam em suas eufer-
mdades.
O regulamcuto a contracto, a que nos referimos,
estio concebidos em termos to precisos, claros e
previentes que bem revelam da parte do honra
do Sr. Dr. Geminano Brazil o interesse o sabedo-
ria com qau os dictou, tudo acautellando conve-
nientemente e dos dignos concessionarios a boa
f e sincendade em que esto de darem-lhea a
raia fiel c cabul exeeucao, correspoudendo desta
arte os intuitos da provincia.
Os concessionarios estSo em actividade e asse
guram quo at o da 15 de Maio prximo correr
a primeira lotera.
Celebraram-se em algumas das igrejas desta
capital os actos mais importantes e solemnes da
Semana Santa, es quaes foram grandemente cen-
corrdos. dando assim o povo parahyb-ino m.is
uiaa prova inequvoca dos scus sentimentos reli-
giosos.
Nos das 31 de Marco fiido e 2 do corrente,
as igrejas de S. Beuto e Misericordia, eelebri-
ram-se missas e eneemmendacao por alma3 tavano Magalhaes, D. Maria Clementiua Maga
Ihes e Francisco Gomes Marques da Fonsecs,
victimas do naufragio do Baha.
Foi encerrada, no praso legal, a nova ma-
tricula de eecravos, mandada fazer D"la lei n.
3,270 de 28 de Setembro de 1885.
Inscreveram-se apenas 4 3 escravos, no muni-
cipio desta capital!
E' estupenda a difterenca entre esta e a ultima
matricula; pelo que folgamos de dizer que a ius-
tituico escravecrata, ao que parece, caminha ac-
celrradamente para o seu termo.
Deesa cidade, no costeiro que aqui chegou a
1 do corrente, veio o Sr. Dr. Goncalo Paz de Aze-
vedo Faro, juiz de direito da comarca de Ari,
com a sua Extna familia, seguindo no dia imrae-
diato pa'a o seu destino, pea via-ferrea Conde
d'Eu, afira de assamir o exercicio de snas tune
ces.
Fazemos votos para queS. S. em favor de quem
nao existe a mnima prevenco partidaria, proce
da com criterio e justica, distanciando-se assim
do seu infeliz antecessor o celebre Dr. Jos Ja-
cintho de Souza.
Falleceu no da 7 do corrente, Juaqum Pe-
reira Maia, memoro do partido conservador e de
urna das mais importantes familias desta ca-
pital.
E:n o mez de Marco fiado renderam :
A alfandega 57:552*721
O consulado 24:727*858
Foram nomeados :
Tli-'soureiro das loteras Pedro Baptista dos
Santos e fiscal do governo o Dr. Paulo Cavalcan-
te Pessoa de Lacerda.
PERNAMBUCO
Assembla Provincial
16.' SE8S0 EM 31*DE MARQO DE 1887
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DB. JOS MANOEL DE BABEOS
WAUDERLBY
Sumkabio :Chamada.Abertura da sesso.
Approvaco da acta. Expediente.
Discurso do Sr. C. Ribeiro. -Contin* a
discusso do requerirnento sebre o nau-
fragio do Baha.Observacoes do Sr.
F. Jacobina.Discurso do Sr. Jos Ma-
ria.1.a parte da ordem do da.Cn-
tina a 2.' discusso do art. 3." do or-
namento provincial.Discursos dos Srs.
Goncalveb Ferreira e Gaspar He Drum-
mond.Votaco.2. parte da ordem do
dia.Approvacio dos proj actos ns, 24,
17 e 62.-2.* discusso do de n. 106.
Requerirnento do Sr. Jos Maria.Dis-
curso do Sr. F. Jacobina.Adiase a
1. discusso do projecto n. 22.Encer-
rameuto da sesso.
Ao meio dia, feta a chamada e verificando-se
estarem presentes os Srs. Ratia e Silva, Luiz de
Andrada, Coelho de Moraes, Visconde de Taba-
tinga, Goncalves Ferreira, Julio de Barros, Marros
W.mderley, Herculano Bandeira, Saares de Amo-
rim, Risa e Silva, Rodrigues Porto, Joo de S,
Costa Ribeiro, Ferreira Jacobina, Amaral, Cons-
tantino de Albuquerque, Prxedes Pitanga, Rogo-
berto, Ferreira Velloso, Casta Gomes, Barros Bar
reto Jnior, Joo de Oliveira, Joo Alves, Jos
Maria, Rege Barros e Drummond, o Sr. presidente
declara aberta a nesso.
Comparece depois o Sr. Affouso Lustona.
Falttm, os Srs. Bario de Itapissuma, Solonio de
Mello, Andr Dias, Regueira Costa, Dommgues da
Silva, Lourenco de S, Juvencio Mara. Sopbrooio
Portella, Antonio Vctor, Augusto Franklin, Go
mes Prente e Bario de Caiar.
E' lida e sem debate approvada a acta da ses-
sao antecedente.
O Sr. 1." secretario procede leitura do se-
guinte
EXPEDI8NTR
Um officio da secretarlo do governo remetiendo
40 exemplares do relatorie do engenbeiro chefe da
reparticio das Obras Publicas.A. distribuir.
Urna petico de Alfredo Watt, engenheiro chi-
mico, reqnereudo um privilegio de 20 annos para
montar urna fabrica de destillacio e rectificaco
de espirito ou alcoo nesta cidade ou vizinhauc,
com isencao de todos os impostes.
Outra de Jos Silveira do Pilar Filho, reque-
rendo consignacao da verba de 120*000 para pa-
gamento do quo lhe deve a Cmara Municipal do
Recife.A' commisso de orcamento municipal.
Outra de Manoel Torqaato de Araujo Saldanha,
amanuense da secretaria da Inslrucco Publica,
requerendo um anno de licenca com todos os ven
cimentos para tratar de sua sade.A' commisso
de peticoes.
Outra de Thomaz Ferreira Maciel Pioheiro, ex-
escrivio do 3. districto criminal do Recite, re-
querendo consignacao da verba de 125*390 para
pagamento do que lhe deve a Cmara Municipal do
Recife de custas judici-iea.A' commiasao de cr-
cameuto municipal.
Outra de D. Isabel Lucas da Silva, requerendo
que se mande juntar petico que dirigi a esta
Assembla pedindo inlemuisacao pelo seu terreno
na Torre, um documento comprobatorio do seu
direito.A' commiaso de orcamento municipal
Outra do Francisco Goncalves Torres, reque-
rendo ser exonerado do cargo de thesoureiro das
loteras concedidas em favor do tundo de emanei-
pacio, depois oue houver extrahido a grande lotera
dejtrez sortfiio3. que se acba nnnuneiada.A coin-
missio de petiedes.
E' lido, julgado objecto de deliberac'o, e vai a
imprimir o seguiute projecto (n. 35).
N. 35.A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco retolve :
Art. nico. Fica concedida a gratificaco de
mrito a que tem direitj professora publica
D. Amelia Carolina da Silva Ramos.
Revogam-se as dispoaicoes em contrario._
Sala das sessoes em 30 de Marco de 1887.Dr.
Seta de S.
O Sr. Coala Blbeiru pela ordem)Sr.
presidente, tenho demandar meas um requeri-
rnento pelo qual p"co que se me deera as informa-
cRes seguintes :
1 se venficou-sc serem eseravoi 4 individuos,
que paseando pela povaacp de S. Ljureuco, fo-
ram perseguidos pelas pracas do respectivo des-
tacamento, dando-3e na occasio lucta, da qual
resultou um fernn -ulo grave eui um das soldados,
e fermento em um daqnelles individuos, que veio
a fallecer horas J'.pjis de recolhido Ca de
D-tenco.
2o e-hiuvi: requerimen') dos senhore3 desses
escravisados para cptura dos inesuios, e no caso
afrinativo, que ae me rmetta a copia de=ae re-
querirnento e dos documentos que deyiam tel-o
acompanhado, coaiprobatoro3 da dominio dos re-
querentes.
3" finalmente, se pelo Sr. presidente da provui
cia ou pelo chefe de" polica, tem st recommen-
dado s autora* es a captura de iudividuos sim
plesmente suspetos de serem e3cravos, indepen-
dente de requisicio de qaalqner que se presente
como seuhor 4delles, e no caso affirmativo, em
que lei se funda essa provideuea.
Sr. presidente, apresentando esae requerirnento,
nao venbo fazer prMca de abolicionismo, o nern
suscitar discusso, que poasa offioder a suscepti-
lidade dos partidarios da eacravidio, ou que pos-
aa hbalar a ordem social seguudo a linguagein
d saes senhores, qu- juiam a sociedade oread-i
s pra --lies e n* para todos ui. Da pnoieira
vez que o auno p.S'aJO enuueiei-m ; aqu s bre
ualitica, live ocjaa^J d couraaqoczi muuites-
rar meus sviitimeutos a respet desta ques'j.
Hoje teah) apen-.s a accreaeeutar que abolicionis-
ta intranaigeute, per teo*, todava o numero da-
quelles qu euteud-:m, que #lncp4n nte depois
da celebre lei n 3,270, toda paciencia, toda tole-
rancia, toda moderacio deve existir de nossa par-
te, deixando que os partidarios da eacravidio le
vem aeus excessos ao extremo, para que se algum
di contra taes excelsos, apparecer a reaeco per-
tenca a reaponsabilidade a quem realmente deve
pertencer.
Srs-, para justificar meu requerirnento, para
motivar o reparoeu digo mal, devo empregar a
palav a propria -para motivar a minba indigna-
cio contra factos desta ordem, nao preciso mais
do quej recorrer a propria communicacao do Dr.
chefe de polica, ao presidente da provincia, a
qual consta da aua parte diaria publicada n'um
dos jornaes de hoje, creio que na Jornal dj Re-
cife.
O Ss. Jos Maria Em todos os jornaes.
O Se Costa Ribeiro -O que que consta da
partidpaco dj Dr. ebefe de polica ?
Que passavam pela povoaco de S. Lourenco, 4
homens que aos st I dados pareceram susjieitos.
Os soldados traoaram de es preuder ; trez fug-
ram, e um lutou, resultando d'ahi o ferimecto gra-
ve de um soldado, e o fermento desse que lutou
qne fui recolhido casa de detenco.
Diz mais o Sr. chefe de polica que o delegado
abri inquerito arespeito dos ferimentos do solda-
do, que Jepois se so'ibe, aereai esses individuos
realmente eecravos, e que tendo fallecido o que
foi recolhido casa de detenc&o, elle ordeneu ao
delegado que abrase tambem inqnerito a respei
to dos ferimentos que havla recebido esse que fal-
leceu.
Ja vem portanto os nobres deputades que da
propria commnnicaco do Sr. Dr. chefe de polica,
eu devo concluir que a auoridade proceden ex offi-
cio, obrou por excesso de sello, por conta pro-
pria sem que houvesse requerirnento nem de re-
quisico de pesioa alguma que pedisse essa provi
drneia polica como proteccio ao fallado direito
de propriedade.
Consta, attendam bem os nobres deputados, cons-
ta da participarco ofhcial que esses homens foram
perieguidos nicamente porque pareceram sus-
petos.
Neste ponto at a redscco da parte policial,
est incompleta, porque o qualificativo pede um
complemento. Suspeitas de que ? De aerem crimi-
nosos ? A parte policial nao se anima a disel-o.
Alguem os persegua ?
Elles na occatxo procediam de modo a levantar
contra si a suspeiia de haverem acabado de per-
petrar algum crime ?
Ainda que tivesaem a pbysionomia de eszravos,
por ventura a lei criminal previne o facto do ho-
rnera que est em sujeico, procurar escapar ao
captiveire ?
O que poderia justificar o proced ment da
autondade, mandando preuder esses homens, j
qae nao foram encontrados na perpetraco de al-
gum delicto, era somente a ordem de captura, es-
cripia e expedida por juiz competente.
Somente neste caso que se poderia tolerar qne
a polica mandasse capturar esses homens.
Nao podemos deixar passar bem os mais vehe-
mente protestos a doutrioa que certos homens da
actualidade tem procurado estabelecer...
O Sr. Jos Maria Apoiado.
O Sr. Costa Ribeiro... doutrina esta segundo
a qual o homem de cor pode por esse simples facto
considerarse suspeito de ser escravo!
Eu teuho lido nos jornaes da corte que o chefe
de polica do Rio de Janeiro tem recolhido a casa
de detenco homens de cor, suspetos de serem es-
cravos e por esse facto !
Pren e-oi at que provem que sao livres !
O Sr. Jos MariaE porqae motivo esse che-
fe de polica tambem nao prende por suspeito o
Sr. bario de Cotegpe.
O Sr. Costa RibeiroOra, Srs., quando no fu-
tutnro, pela chronica brasileira se tiver noticia de
qua ja no tira deste secuto as autoridades entre nos
procediam assim, que juiz a triste nao est reser-
vado a sociedadde e a geraco a que nos per ten ce-
n s r1
O Sr. Jos MariaNesta trra de negros e mu-
latos, como a nossa, faz-se seinpre questao de
branquidades.
') Sr. Cuta RibeiroPens, Sr. presidente, que
ama doutrina perigosissma, aqu." antorisa pren-
der alguem pela suspeita de ser escravo. A^ dou-
trina p igjsa e inconveniente, e s a ie em
pratica quem parece pretender excitar os odios
da populaco ; s a poe em pratica quem parece
que te n desejos ou interesse em colher os fructos
que pode dar o planto ou derrama de p smente.
Eis ah s a caso de que se tr .'a : ferimentos
graves em um pobre soldado que anda pode vir a
morrer e a marte de um infeliz, perseguido ceino
escravo, nao por alguem que se dasesse eea se-
nhor, mas pela polica que parece ter satisfaco,
regosijo, honra e gloria em feitos taes.
Eu nao censuro aqui o procedimento do3 solda-
dos ; ao contraro, compadeep-a.e d'elles. Se as-
sim procederam, sem duvida foi por ordem de al-
guna autondade, sem duvida foi por ordem supe-
rior, como v se todos os dias ; nesta situacio em
que as autoridades em geral tem procedido to ar-
bitrariamente, cs9es pebres homens que para gn-
uhar a vida tem sentado praca na guarda cvica
e no corpo ae polica, tem se visto atropellados,
porque sao quotidianameate levados a commetter
actos de violeucia, de verdadera barbaria, e al-
guna delles tem sido victimas das reprezalias que
taes excessos provocara. De modo que o proced
ment dessas autoridades s corrompe as pracas,
como as expoe aera necessidade, at a perderem a
vida.
O Sr. Jos MariaO clamor geral.
O Sr. Casta RibeiroS presidente, nao rei
adianto, porque apenas me propuz a dizer algu-
azas palavraa em justitL-acio do meu requerirnen-
to. O qne quero tornar saliente isto,: que nao
licito a n nhuraa auoridade policial" capturar
um homem como escravo. sem a compet ote e pro-
vada requioico daquelle que se diz seu senhor.
Qae iraportat senhores, que este subdelegado
ou inspector de que se trata, tivesee mesmo a cer-
teza dp. que eoaes homens erara effectivamente es-
cravos? Pois nao ha nsitos, senhores, que tem
eieravos fra do seu poder e que se mostrara n-
differente- a sso, como os mesmos escravos tem
repugnancia em servil-os ? Pois ento a polica
dever corrigir o procedimento de horneas que
praii.-i.in assim, mostraudo-se zelosa pelos ateres-
aes dos senhores, do que estes oroprios ? Pens
que nao.
Sr. presdante, mando mes o meu requer-
m-iito, e uo duvidare voltar tribuna se por
ventura na impuguicio delle, alguna doa nobres
diputados da maioria enteeder que se deve pro-
nunciar sobre a doutrina que de3ejo ver profliga-
da ejimais seguida em nossa provincia. Espero
que a nobre maioiia condemnar comenigo fictos
la natureza deste do que trata o requerirnento.
(Muito bem, muito bem).
Contina a discusso do requerirnento do Sr.
Jos Mara,'pedindo intormacoes sobre as provi-
deecias dalas para obviar os effeitos do naufragio
do Bahia.
O Sr. Presidente-Tem a palavra o Sr. depu-
ta-i i Ferrena Jacobina.
O Sr. Ferreira Jacobina (pe.a ordcui)
Sr. presidente, nsw ton do silo honMn conceiida
urna prorogacs.3 de meia hora ao tneu distincto col-
ieg 6 amigo, debutado pelo 2 districto, para te.--
uimar seu discurso, pirece u.e qu seria urna bar
bandude eccurtar-uw hoja o tempo de que elle
pode p> rventura dispr.
Sendo assim, desisto da palavra, farn de que o
i lustre d< putado possa concluir o aeu discurso.
O *r. Jos MariaSejam as minhas pn
meraa pavraa um grdeciraeuto sincero ao meu
honrado colloga e amigo, pela fineza qu : acaba de
tazer, permittiudo qu-; prosiga ua serio do consi-
deragoes que hontem enceitei, e que fui obrigado a
interromper, devido fallar de generosidade da
nobre maioria, que neguu a prorogacio de 30 mi-
nutos per mira pedida.
Procurei hontem, Sr. presidente, refutar as pe-
Cas publicadas no Diario de Pernambuco, como
que em defeza d i grave crime por S. Exc. o Sr.
presidente da provincia ccmmettido. Diz-me a
consciencia que d'essas pecas officiaes tirei argu-
mentas comprobatorios das urguicoes por mim le-
vantadas desta tribuna contra V. Exc. o "eaapie-
dado, o deshumano Sr. Pedro Vicente de Azevedo.
Deesas proprias pegas cffic'aes, digo, eu tirei ar-
gumentos para demonstrar a sociedade que S. Exc.
teve muito a tempo conhecimento do desastre que
se dera no fatal dia 25 do expirante, e que se pro-
videncias nio ioram tomadas no sentido de serem
soceorridos os nufragos e de procurar ae salvar a
carga e bagagens do vapor Bahia, foi devido isso
incuria, ao abandonu dos negocios os mais oerios"
por parte de S. Exc.
11 je procuraren responder principalmente ao
discurso de nobre deputado pele 1 districto, que
se dignou de bonrar-me, respondendo s couside-
racoes por mim feitas, por occasio de motivar
este requerirnento.
S. Exc. comecou o aeu discurso dizendo que a
instantanedade do sinistro, as circumstancias que
o rodeiaram moatram que as prime iras providen-
cias s podam partir do vapor Pirapama. Eu
estou de pleno accordo com S. Exc.
Eftectivamante se houve um abalroamento de
um contra o outro vapor, se um soffreu menos ava-
ries do que o outro, as primeiras providencias, no
alto mar, desde que embercag* alguma alli se
achava alm destas, s podam partir d'aquelle va-
por que tiuha soffrido menor avara. Mas nao
serve isto parajustificar o presidente da provincia,
que, se nao poderia dar as primeiras providencias,
deveria pressuroso dar providencias ir,,mediatas,
depois que teve noticia do desaatre. Ento por-
que o presidente da provincia nao poda dar 33
primeiras providencias que, o caao exiga, ento
porque essas providencias s poniam partir do
vapir Pirapcma, segu se que, ao ter, poucas ho-
ras depais, noticia do sinistro', quedasse-se, ero,
zasse os bracos e nada fizesse ? De certo que
nio.
V. Exc, portanto, iniorreu cm grave falta ; S.
Exc. commettey um grande crime perante Deus e
a humanidade, recusando-se tenazmente enviar ob
soccorros aos nufragos, a despeto da adverten-
cia que lhe fra feita neste sentido pelo Sr. inspec-
tor do Arsenal de Marinba.
Affirmou ainda o meu nobre collega que somente
s 2 horas da tarde desse dia foi que S. Exc. o
Sr. presidente da provideia teve noticia da si-
nistro.
J hontem eu demonstrei e ligeramente e re-
petir! agora : S. Exc. teve noticia do sinistro
talvez antes das 9 heras da munha : A's 8 horas
O gerente da Comoanhia Brasileira conseguio da
casa Livramento C. o vapor Moleque para se-
guir afm de salvar os nufragos ae oa houvesse,
prestar os soccorros que por ventura fossem neces-
saros, ou tbt-r pelo menos noticia do que se havia
passado cora o Bahia, por sso que, tendo soffrido
o abalroamento, tendo soffrido grande avara, nao
havia at aquella hora ebegado ao nosso porto.
O vapor seguio s 9 horas ou antes disto e o
Sr. inspector do Arsenal d Mariana, em officio ao
presidentw da provincia, officio que foi hontem pu
olicado no Diario de Pernambuco, communicou
que a Companhia Brasileira ia mandar esse va-
por.
Portanto, esse officio foi redigido antes de 9
horas da maulla. Era 10 minutos faz se o trajeeto
entre o Areeual de Marinba e o Palacio da Pre-
sidencia, e quaudo muito s 9 horas ou, no mxi-
mo, s 9 e meia, o cffijio deveria ser entregue a
S. Exc.
S. Exc. por mais curto de intelligencia que seja,
devin comprehender que nao se tratava de um
caso simples, de um negocio de somenos importan-
cia, por isso que a Companhia Brasileira^ tinha
mandado um vapor cora o fin le colher noticias-e
de facultar soccorros aos que delles pjr ventura
tiveasem neceaidade.
Ora, se a Companhia Brasileira tinha esse de--
ver, ee julgava-se isto obrigada, era que re-
ceiava que alguma cousa de extraordinario se ti-
vesse dado, e nao ee comprehende que o presi-
dente da provincia pensasae de modo contrario ao
gerente da Companhia Brasileira.
De. vi a S. Exc. fazer seguir o cruzador Mtduza
que, ou no caso de nio poder seguir est- vapor, qual-
quei um outro do Estado ou da particular, para o
que S. Exc. providenciara como acouteceu com o
gerente da Companhia Brasileira.
A defeza, por couseguinte, de meu illuste collega
nao tem a menor procedencia. A sua palavra
nio pode ser acceita por esta casa, desde que ella
uio e baseia cm docum-nt; algum e que, ao con-
trario, destruida pela prova documental que foi
publicada no Diario, p en desta tribuna ji a li.
estira, est evidentemente provado que o presi-
dente da provincia nio teve conh-cimento do si-
nistro as 2, mas. no rraximo, de 9 s 9 e meia da
nanbi, e que. se nenhuma providencia tomou foi
pirque nao qiiz, foi porque ou completamente,
obtuso, um horoem inepto, que nao est na al-
tura de administrar esta grande provincia, ou S.
Exc. ora deshumano, um hom-m que se esquece
dos colisas mais senas, mus graves como essas,
ou ento...
O Sr. Joo de OliveiraUmi e outra cousa.
O Sr. Jos MaraComo diz o nobre deputado,
urna e outra cousa, porque ellas se podem con-
ciliar perfeitainente.
Em seguida o meu Collega aggrediodeumi for-
ma descommunal ao Sr. truarda uir interino da
altande^a, atiraodo-lhe toda a resp .nsablidade do
que se ha va dado, alarmando que lora elle o pri-
meiro que tivera noticia do eiuistro e qu, lenge
de fas.r seguir o cruzador Med.isa, disso se des-
cuidar, limitndose a enviar urna carta a um
empregado da Alfandega, commnnicando lhe 0
tacto as 4 horas da tarde.
Labora emgmi.de equivoco meu Ilustre ami-
go. .
O Sr. gu rda-mr da alfaudega, muito cedo, as
8h-r.i8 da manha, proeurou, nao um empregado
qualquer da a'.faudeg-t, mas o Sr. Medeiros, chefe
da 1 seceso, que tem substituido nos s.us impe-
dimentos o respetivo iuspector; c-ominuuicou.lne
o facto, dias.. -lhe que tinha mandauo acender as
caldeiras do .Medusa,, o qual eatavaprompwpara
seguir, caso houvesse ordt-m uesse sentido.
Pedio anda ao Sr. ehete de sorel* qae lh? dis-
seese o que o. i faser pois estava prompto a obe-
decer.
O guarda-mr nao poda ter outro procedimento,
ia prque tinha tido-seieucia de que o inspector da
alfandega 8B achav fra da cidade, divirtmdo-se
.o seu engei.b >, ja porque sabia que o mesmo ins-
pector nada .es.'lveria, e. m prinv iro aconsejar-
se cora o Sr. tfedelros, que na materia peseoa
mais competente do que elle,no que nao vai of-
f.nsa nenhuma a aquelle ca.valh.-iro, p irquanto
s- inpre fez proSseao da agricultura ha mnitc
poiico tempo, qu- foi n. nv lado para a alfande-
ga, de sorte que uo tem a necessaria pratica do
ser vico- ,
O Sr. Barros Barreto JniorEst muito a
par.
O Sr R go BarrosE para uso uao preciaava
estar a par das lea da slfuidega ; obngaoa do
guarda-mr era ira casado nsp-c'.c-r.
O Sr. Jos Maria0 iuspector nao estava na
cidade. ,. ,
O ar. Ropo 3 ,rroa-Cimo quo s.bia dissor
O Sr. Jos ManaUm guarda da alfandega
Ib'o hava comn:ui,:ja:i .
O Sr. Medeiros, a quera a g;arda-aior proeurou
as 8 horas da maahS, disso qus cm saa opinia


^
f
IIE6IW



ano
de tfcrnambucoSeita-fcira 15 r Abril de 1887
*
_

mi;udr
por aql
aquelle funcionario nao devm
Medusa., e que de sua prte n*dp>S pna- ^J?18- r. _,.!., 0k9rir jue o oraJor s
va fra da cidade.
O Sr. Barros Barret JniorDa licenca para
um-ap;irt.- ? Cumprehenie que eu dso devo to-
mtr part rio debate.
O Sr. Jas Mria -Acho que deve turnar.
O Sr. Barros Barrtto JniorU uobre deput-
do comprebende sua delicados de sentimcntos
Poso garantir que o inspector da atfandega sanio
da cidade a nina hora e mei* da Urde, sein ter
absolutamente coiiheeis&cnto dti fncfo.
O Sr. Jos Marin.O que crto que o guar-
da-mr procurou o Sr. Medsfo, chele de sec-
Ba
Devia ter proenradu o
i-

cao.
O Sr. Reg
inspector.
O Sr. Jo- MuriaPoique?
O Sr. Rcgo BarrosPerqu o tma chele.
O Sr. Jos MaraMaa su elle tinha lido scien-
cia de que o inspector cstava fra da cidade, por
qu.' Ih'o oavj dito um guarda e o mesmo Sr. che-
fe de seecao V .. O que certa e o que se me nao
pode contestar que quando o Sr. guarda u.r
procurou chefe de seeco o Sr. Medciros, j ti-
nha providenciado no s nudo de s-rem aeeaas as
caldeiras do crusador Meduza para ellv seguir.
O Meduza estove rffecrivaminte todo o da
Mgniatt de eald< iras ceses.
Posso mcsmo desta tribuna fazer un appello
oeste se .tido ao Sr. inspoctoi da alfandega par
que diga se as dez horas da ni-ute qnando esteve
naquelie Taso nSo o vio preparado para sepuir
viair m.
O Sr. Barros Barreta JniorFique registrado
qae o inspector da alfandega esteve a burdo do
crusador Medusa
O Se. Jos MariaE p.-rsmde-se o uobre depu
tado qie eu renba o animo de levantar desra tri-
buna qualquer accusaco, desde qno nao esteja
convencido de que haja motivo para essa accusa-
cao?
Nao sao eses os meas sentimentcs, ao contrario
se me levanto boje para profligar o procedan uto
do presidente da provincia e do Sr. inspector da
alfaodega, teo-o cuntrariadissimo, cuino contra-
riado me levanto sempre par fazer qualquer ac-
cusacio.
Seguase os impulsos do meucorncao. prefereria
defender 8r. inspector da alfandega a ter de ac-
cusal-o.
Por consequeucia, oSr. gusrda-mr, eobre quem
desapiedadamento se atirou o mea iUostre e han-
rado collga, deputado pelo 1' distrieto, cumprk)
rigorosamente sen dever e eumprio-o muito a tem-
po, porquanto as 8 horas da manha do mesmo da
do sioistro o vapor Medusa que esteve prepara -
de at o die. seguinte, j estava de caldeira ace-
sas para seguir, nSo tendo partido antes porque o
Sr. piarda-nr nao podia por si taitar essa reso-
1 i/cao-.
O Sr. Seg BarrosP- rque no procurou o ins-
pector, que a essa hora estava na cidade '.
O St. Jos MariaProcurou o Sr. Medeiros.
chefe de seccao, pessoa competente...
O Sr. R<-go BarrosPelo regulamento da Al-
fandega s competente < in falta do inspector.
O Sr. Jos Maria... que Ihe disse nao podei
esse honrado funccioinrio fazer seguir o Meduza.
Esta, portento, provado, e nao pod'- soffrer a
mnima contesta tan, que o Sr. guarJa-rnr diri-
gi se ao Sr. chele de scelo, pergontando Ibe o
que devia fazer, e te ve em respssta que aguardas-
a chegada do inspector que se achara ausente.
PrOeeguindo, disse o meu honrad.) collega : s
mente d-^pois das 4 horas da tarde foi que o pre-
siden'e soube do facto, e as providencias nao se
fizeram perar. Mas, qnaes foram essas provi-
dencias o que o meu honrado collega aa> disse ;
referio-se apenas s ordens dadas por S. Eic. para
serem aceits os nufragos do Arsenal de Ma-
rinha.
Mas eu h nem demonstr i, em vista do proprio
do ;ametit te Ja provincia quem deu essas erdens, foram os
nufragos que por si mesmo procuraram aquelle
estabeleeimen'o, onde f >ram recebidos pelo res
pectiro inspector, sob saa respontbiliaa no mesmo da commuaicou a S. Exc., communica-
cao que alias e merecen approvacao do presiden-
te da provincia tres das dep> s.
Que mais soecorros prestau aos nufragos o Sr.
Pedro Vicente ? Nenhum absolutamente se cita;
dis-se apenas : oiam imini-diatamcnte tomadas ui
providencias, maa, nao se declararan) quaes foram
essas providencias.
Em seguida insiste o nobre deputado pelo 1*
distrieto em attribuir a falta ao guurda-inr da
Alfandega.
Nao preciso repisar este ponto. J demoastrei
cabalmente que esse digno f'jnccionano, que s>l-
picamente tem o peccado de ser liberal, que foi
to atroimeute censurado pelo nobre deputado, a
quem respondo, cumprio rigorosamente o sen de-
ver, j mandande preparar o Meduza pira seguir,
j communic>indo ao Sr. ebefe de eeecae, na au-
sencia do Sr. inspector...'
O Sr. Reg BarresNa ausencia nao.
O Sr. Jos Maria -O uobre deoutado responden
do a utn aparte meu, disse que o &uarda mor ti-
nha competencia pelo regalamenti para fazer se-
guir o vapor Meduza.
Eu affirmei "utao no uobre deputado e msi-to
em declarar que carece para isto de competencia
o guarda mor.
No regulamento eolio especificados os casoaem
que elle por oi s pjie resolver; mas trataudu-se
dos casos que nao estao previstos pelo regulamen-
to, nao tem o guarda-mr competeucia para re-
solver por si, e ao contrario s o pode 1 uzer em
vista de crdcui superior.
Mas elle nao s nao recebeu ordem para que fi-
zesse se.-iiir o Meduza, c >mo, ao contrario, o seu
superior loe declaruU verbdlmento (apartes) que
na sva opinio nao devia fazer seguir o Meduza,
porque nao era c so para ata.
D.'pois diz o Sr. deputado pelo Io iistricto :
(eaaprehende o meu nobre amigo que est em
diametral opposic'V) a sua airmativa com o que
diz o Diario de Pcrnambuco.
Este diz que o cruzador Meduza nao seguio per
nao eetar preparado para i*.to.
O Sr. Gaspar de DrummondPor nao poder se-
guir naquella noite. E nao seguio na ute se-
guiute porque rio era mais necessano.
O Si. Jote MuraAceito a exp lien gao do n-
bre depotadf, evou retntal-a.
O vapor Meduza podia seguir naquella uoite,
porque estava de caldeiras aecesas, o ru foi ve-
nfi-ado pelo Sr. insp'ctor do Arsenal, e tiubf le
1/2 ton-'ladaa de earvo de pedia, o que foi tam-
be reriteado pelo mesmo Sr. inspec.or do Arse-
nal. Logo t'*tiva em coudigoae de navegar.
E', portanto, urna falsidad" que nio tivesso se
guido na noite daquelle mesmo di, porque mo
tstivesse para isto prepir.io.
Maa aiuda quando assim tivesse succed.do, ao
presidente da provincia cumpriu laucar m:io Je
uutro meio, devia enviar quaquer outro vapor, o
que teria fcilmente conseguido, porque qu.lquer
poasuiJor de emb.-ircacao a quem S. Eic. se diri-
gase, pre>tari*-lhe gratuitamente esse servido,
C.mo acouteceu com a e-i=a Livramento & C.
(Apartes).
Mas admittida iccsmo est> hjpothese, aiudauo
da seguinte pela manila era uecessaria a partuli
de qualquer vapor.
O -r. Gaspar de DrummiaiSjguio o Gequi.
O Sr. Jos Mara tanto assicn que dois
dias dapoi anda se jalirou conveniente que se-
euisse o vapor Giqui.
O S-. Gispar de Drummond -Para outro fim.
O Sr. Jote Marial'ois seguase o vapor Gequi
no dm 26 para o mesmo ftai para que seguiu no
ia 28 tarde, que era para recolber e enterrar
os cadveres.
Ao menos devia lombrar-se S. Exc. de que
aquellos que orreram alegados deviam estar all
boiando, e qae era urna obra de caridade mandar
recolber estes cadveres para aereas enterrados.
Urna vozMas nao ae fez isto ?
O Sr, Jos MariaNao ae fes tal. Se nao fra
a nao bemfaieja dos pebres praeiros que sem re-
cete do cholera raorbus e sem desinfectantes de
qnalidade atgfema fizeram esta obra de caridade,
dando assim urna lico sem duvida improfiqua ao
presidente da provincia, com certeza estes cada-
veres nao terinm sido recolhidos e enterrados ; por
qnanto o vap r que daqui stguio para este fim no
da 27 eu 28, como di o nobre deputado, voltou
sea nada ter feito, declarando o seu commandan-
U que nao t.i.h j calbido e dado sepultura aos
cadveres com receto do cholera morbis, por isso
ao** sao ia preparado cain desinfectantes.
Cimo di portan :o, o nobre deputado que ae fes
O eoterram. ni ?
(fuerera tamben) S. Exc. qoe ao presidente da
vineia se de va o eoterr ment do* cadveres
pela populacao das praiaa onde elle foram
r (Aparte.).
Creio que S. Exc. nao Ave tornar-se Deneme-
gora-
da pr-
vinc'a responsavel por este naufragio.
O Sr. Jos Maria--Eu nao torno re'poasavel pol.)
naufragio c Sr. presidente da provincia, toruo-o
responsavel por nao ter providenciado inmediata-
mente para salvar os naufrages.
Ha urna grande differenca entre urna couaa e
entra. S. hxc. repens*vel nao porqua se tivessa
dad o sinistoo, mu porque aso deo providencias
no sentido ec salfmr aquella que deUe toram
V'ictMMM-
Mas di; o aobre deputado : o vapar nio segu,
porque nao estava preparado.
E porque ao di se.-uinte pela mauhi nao
Baguio ?Porque era desnecessario, porque as pre-
videncias j tiuh* sido dadas !
N*o,seuboret, as providencias nis oham sido
dadas, e tauto nao o'tiahaa que anda no da se-
Duinte ou dous dias depois se julgou conveniente
! fazer seguir outro vap t.
Declara o nobre deputado em um dos tpicos do
seu discurso (l) : # .
JA respondi a isto ; j demostre em vista das
commuuicocoes oficiaes que longe de t.r sido o Sr
presidente da arovincia quem providenewn para
que os uaufrajes fossem "acoetos no Arsenal de
Marinha, ao eontrark) liraitou-se a approvar a
resoluco tomada pela Sr. inspctor do Arsenal, e
isto res dias depois.
O Sr. PresidenteLembro ao nebre deputado
que a hora esr fiuda.
O Sr. Jos Mari Vou terminar, Sr. presiden-
te, sao mais duas palavras.
Disse o nobre deputado que o Sr. presidente da
provincia i.ao oodem tomar mais promptas e enr-
gicas providencias por falta de meios, por iss que
em virtud; da le nao pede laucar mo do cr-
dito.
Mas S, Eic. esqueceo-se de que isto afirmando
la: cava urna aecusarjao sobre o Sr. presidente da
provincia, que nao tendo aberto o crdito para as
despezas na occa6aoa maia urgente, depois, a
pedido do inspecter da san Je publica, laucn mo
deste recurso prohibiJo pelas nossas Kis, seguudo
afiirma o n bre deputado.
O Sr. Costa Ribeiro-Qaandoj o crdito nioera
mais necessario.
Sr. Jos MariaDo surte que na oecasiao
propria S. Exc. nao podia lancar mi do crdito por
n2o lh'a falcutar a le, entretanto depois, quando
j nao era mais noeessaria a abertura desoe cr-
dito, S. Exc. deu para isto autoriBa-ao.
(Cruzam-se diversos apartes).
Aiuda bem, senhores, que nao se pode dizer
qeu estou nestt/tribuma censurando o presidente
da psovincia por espirito partidario. (Apoiados
nao apoiados).
S.Exc. una voce aecusado pela populacao desta
cidade.
O Sr. Coata KibeiroApoiado.
O Sr. Jos MariNao sao s oa liberaes. sao
todos es habitantes de P.Tnambuco, liberaes, con-
servadores, republicanos, homins neutros na poli-
tica ...
O Sr. Perrtira JaobinAt estrangeiros.
O Sr. Jos Maria At estrangeiros e por isso
digo todos os habitantes de Pirnainbuco, levanta-
ran) a mais severa aceueacao ao presidente da
provincia, que se mostrou inepto e deshumano em
urna questao difiicil como esta, descuraudo-sc com-
pletamente do sen rigoroso dever, fallando a ver-
dade, o que se demonstra em vista das proprias
communicacoes officiaes.
O Sr. PresidenteA hora est finda.
O Sr. Jos* MariaVou torminar. '""'
Ainda toje o Diario de Pemuinbuco para escla-
recer os faetos, c com o fim de desfazer aecusa-
coes, publica documentos. Mas que documentos?
E' um inicio do gerenta da Oouipanhia Brasileira
agradeceudo ao Sr. capito do porto os esforcos
que fez em prol dos nufragos. Hergonto eu
casa : tem sido aecusado o >>r. capito do porto?
nao, de certo ; este documento s servia para des-
fi.er a aecusico se tivesee por fim agradecer ao
presid ute da princia, ou por alguma forma de-
monstrar que S. Exc. nao toi surdo aos clamores
das victimas.
Essa peca, portanto, lange de provar o que n-
tentou a reiaccao do Diario, demonstra que effe-
cuvaineate o inspector do Arsenal fi promptoem
dar as providencias, mas que o presidente da pro-
viucia uo o foi. Longe por consequeucia de ser
um decumento em favor do presidente da provin-
cia, um documento que o acensa.
O Sr. Goncalves Ferreira O gereute s se di-
rigi ao inspector e nao ao presidente da proviu-
cia.
O Sr. Jos MariaE' isto mesuro o que eu es-
tou dizendo.
Temos depois mais um offieio do pratico-mr,
Rodrigues Pinheiro ao inspector da Alfandega,
communicando-lhe que soube do abalroanunte s
7 horas da manha, e s 8 1/2 seguio no vapor
Moleque, por ordem da Ccmpanhia Brasileira.
E-isas pegas culoi-es, portento, hoje publicadas,
As trazem a menor attenuante para o presidente
da provincia. Os nicos foneciouarios oceusados
foram o presidente da provincia, o ebete de poli-
ca e o inspector da Alfandega e nenhuma defesa,
ligeira siquer resulta, de todos bs pecas officiaes
publicadas cm favor desses fuuccionarios.
O Sr. Gaspar de Drummond -Ha aecusacao gt-
ral sobre o commandaute do vapor.
O Sr. Jos Maris Eu irei l, V. Exc. quer
que eu derive. (Trocaio-se apartes).
Liberaes, cnservid'>res, republicanos, estran-
geiros, pernambucanos, ti.nos de cutras provin
cas, todos em geral, Sr, presidente, levantaram
aecusacoes, as mais acres ao presidente da pro-
vincia prio"ipalmfnte, e esse clamor geral invadi
o proprio recinto desta casa. Entre os illustres
drputados da maiorit grande numero, particular
ipeute, censura o acto do presidente, e se nao le-
vantain suas vozes para fazer coro comnogeo, to-
dava n) desce a defender o presidente da pro-
vincia, e tanto asoim que desafio o nobre deputa-
do meu companbeiro de diotricto,'para que deem a
palavra de ordem, no sentido de ser esse requeri-
meuto rej-'itado. Ss. Exea, einbora queiram nao o
conseguiro, porque no tem forca para abalar a
voz oa conscienea de tedna as'diputados qae oe
cupam as ba'icadas de Ss. Exas.
O Sr. Gaspar de DruinmoudEu declaro que,
voto contra o requerimento.
O Sr Costa RibeiroV. Exc. hontem mo disse
isto
(Troccra e outros apartes).
O Sr. Je.s Maria Va. Excs.teem o poder de
tazer c-m que os inconscientes votem, mas os con
s'ientes se opporo e estes reunidos a nos, daro
de casusa.
Dizia eu, para terminar esta parte, o Diao de
Ternambuco U m publicado, p*ra d fender o pre-
sidente da provincia*, diversas p-'cas offieises, no
entretanto nenhuma da3 aecusages levantadas
S. Exc. o presidente da provincia, foi desfeila
com essas mesmas pecas officiaes, e, ao contrario
de todas ellas se couelue cada vez mais que o pre-
st iente o veriadeiro, o principal culpado.
O Sr. Gaspar le Drummond V. Exe. nao fija-
rla aatifeito, uem mesmo se o Sr. presidente pes-
soalmeute salvasae os naufrag03.
O Sr. Jos MariaV. Exc p ira que ha de dizer
isto?
A causa do presidente urna causa perdida e a
prova que a despeito de todos os esforcos, ainda
nao foi possivel desmancbar-se a irapresslo que
se abri funda na populacao desta cidade, c tanto
urna verdade que o nobre deputado que um ta
lento de primeira agua, que a eabeca pensante
da bancada opposta, a despeito de todos os esfor
C is que fez, nao conseguio mais do que urna de-
fesa pnllida...
(Apartes).
... concorreodo grandemente para arraigar
ainda mais no meu ani.r.o e no de todos, a convic-
co de que S. Exc. era culptdo, porque desgraca
do da individuo que tendo procurado para patrono
um homem as coudicea do aobre deputado,'nao
consegue disaipar a mpressao pessima que por
eeus actos, deixou na populaco desta cidade.
Por consequencia cada ves mais S. Exc. se
afonda ; por consequencia cada vez mais rica ar-
raigado no espirito publico, que S. Exc. um
grando culpado, que S. Exc. responsavel pelas
anortes de todos aquelles que naufragaran) no va-
por Baha.
(Vozes da bancada conservadora ; nao ha tal )
O Sr. Jos MariaResp.miaTt-1, porque se ti
vesse providenciado immediatamente, se ae 9 horas
tivesae mandado o vapor Meduza, necessariamen-
te este encontrara vivos os que morreram.
Agora ocenpar me-hei da ultimadas partes do
discurso do nobre deputado. S. Exc. tem feito
grande escarceo, chamando-me para que emita
minba opinio acerca da responsabilide do vapor
Pirapama.
O Sr. P.es denteA hora est finda.
O Sr. Jos MariaTenca paciencia, eu nio
devo fiear no ar.
Eq poderia dizer nha missao ai* entl
ortigar qual dos dous ommaudante o cul-
pado.
Eu poderia deixar de dar a reapeito a miaba
spiuio; a minha misado saber quem foi o cul
p do por nao terem sido salvos oa nufragos, de-
pois da catastrophe. Nao tenue* qae investiga<-
qiam foi o culpado do naufragio ; se o commin-
dante do Nrttpama, se o commandante do Bahia,
p rquanto, desde qua nao sou juiz na questo, paia
mim :iiifferet>!. O caso que o facto se deu.
facto que todoe na devemoa lameutar, secn ter ne-
ceasidade de fazer essa iavestigacao. O que m
j.euuipre tazer demonstrar sacieJade que o po
dar provincial nada fez, que o poder provincial
ersraou os b.-C)s, deizando aobre as onias os po-
brM nufragos. Maa desde que o nobre deputa
da pelo 1* districto pede a minha opinio, com
tanta ii.sisleneia, parecendo que#eoho Juvidas am
dal-a, diroi que estou de aecrdo com S. xc ;
quis-aa miaba cpnuao, embora nao tenha procu-
rado aprofandar as ousa* ; embara nao eatfja
perfeitameiite a par do que ae paasu, do modo e
do ineio de evitarse o naufragio, todava me pa
rece que o culpado, o nico culpado o'comman-
dante do vapor Pirapama, correligionario do no-
bre deputado.
U Sr. Gisp.r do Drummond d um aparte.
OSr. Jos MaraEu comecei direndo, Sr.
presidente, aue esteva de ecrdo c m a opinio
do uobre deputado, quando disse que as pnmeiraa
pr videncias deveriain ter sido dadas pelo cota-
mandante do vapor Pirapama.
O Sr. Gaapar de DruinmoudSem duvida.
O Sr. Jos MariaE i estou de p cno accordo
com S. Exc. desde que ae deu o desastre, era de-
ver daquelle commandante, fazer parar immedia-J
mente o seu vapor, investigar, procurar saber o
que se tinha dado, e urna vez dado o caso de au
trogiii, procurar a todo transe salvar oa naufragoa.
De que se persuada S. Exe. ? Que eu por ven-
tura procurara etncampar a falta cmmettida pelo
commaudaue do vapor Pirapama ? Nao de certo ;
ucn que elle fosae meu amigo intimo, eu seria
obrigalo a dizer a verdade. Pelo facto de nao
ter levautado sccus-icjs coutra o commaudante
do vapor Pirapama, persuadic-se por ventura o
uobre deputado que eu tinha iuteressu em occul-
tar cata verdade ? Poia illudio ae completamente.
J um vez disse e repito i o ceinmaniantu d)
vapor Pirapama, teudo abandonado o lugar do si-
nutro, d- liando de prestar auxilio aoa nufragos,
como era de seu riguroso dever, sabendo que a<; ti-
nha dado o naufragio, commotti'u urna grande fal-
ta, cummetteu rnenme. E tanto assim que ao-
bre o caso se abri inpuento, e necesaariamente
a verdade ha de appareeer e elle aera punido se
for julgado criminoso. Est satisfeito o nobro de-
parado ?
O Sr. Gaspar de DruinmoudEm parte.
O Sr. Jos Maria Cimprehende S^ Ere. que
eu na qualidadc de deputado provincial, nada ti-
nha que fazer com o commandante do Pirapitnt.
Elle n) governo.
Tenho de lomar contas ao presidenta da provin-
cia, porque etse o mea dever. Os eleitores do
2- distncto que rara aqui me mandaram, nao me
encarregf.rBiu da aiisso de censurar ou defender
commandantes de uavics, maa de tostar contaa ao
governo e justamente o que estou fazendo.
Demonstre! a aaciedade que o presidente da
provincia era o culpado, que era o r.-sponsavel
pela merte dos iufelises nufragos, porque se as
providencias ivessem sido dadas a tempo, todos
os que naufrugaran poderiam ter sido salvos.
O Sr. Gaspar de Drummond d um aparte.
O Sr. Jos Maria O nobre deputado nio tem
raso, prque o nico que procurou fazer alguma
cousa, o que cumprio seu dever, foi justamente o
Sr. Guarda-mr. Ao menos se sabe que este raan-
deu preourar o vapor Meduza, e deu parle do oc-
corrido ao iospect >r da Alfi-ndega.
8c outraa providencias uo d> u, foi porque nao
tinha competencia para fazel-as.
Rtceia conseguintemente sobre o presidente da
provincia, sobre o chefe de polica e o inspector
da Alfandega a responsabilidade, ae nao legal por
que ee acbam collocados cima da lei, ao menos
moral por todas aa mertea daquellea infelizea que
fortn) victimaa do naufragio.
(Vluito btm muito bem).
Pica adiada a discusso pela hora.
"KI.KU DO DLA.
Contina a 2a discusso do art 3.* do projecto
n. 1 deste snno (orcamento provincial.)
O Sr. GoncalveN Ferreira (Nao devol-
veu o seu discurso).
O Sr. (aupar de llrnmuioiidNao
devolveu o seu discurso)
Encerrada a diseteso, approvado o art. com
aa i acudas ns. 76, 77, 78, 79 u 80.
O Sr. boucalica Ferreira (pelaordem)
requer e a casa concede que o projecto sej* dia-
penaado de interstico, afim de entrar oa ordem do
dia seguinte.
2' PAETE DA OBDEM DO DIA
21 deste
4 i
IOijOO
gaoho
Entra %m Ia discuaeao o projecto u.
anno.
E approvado e dispensado de intersticio, a re-
querimento do Sr. Rosa e Silva.
Entra em 2 discusso o projecto n. 17 deste
anuo.
E' tarobem approvado e igualmente dispensado
do intersticio, a requerimento do Sr. Jacobina.
Entra em 1* dieciieso do projecto n.52 do auno
pausado.
E' approvado e dispensado do intersticio, a re-
querimento do Sr. Soarea de Amorim.
Entra em 2 discusso o projecto n. 105 do anno
pa asado.
E' lido :im requerimento de adiamanto por 24
horas ai signado pele Sr. Jos Maria.
O !r. Ferreira Jacobina pedo rxplica-
f' sobre o projecto.
Nao havendo nua.ero para votar-ae o requeri-
mento, fiea adi la a votacao, na forma do regi-
ment.
Eatra cm 1 discui6ao, que, na forma do reg
ment, fiea adiada, o projecto n 22 deste anno.
O Sr. presidente levtmta a sesea, designando
a Bcguinte ordem do da :
1* parte, c^ntinuaco da antecedeute e mais 1"
discusso dos orojectos ns. 21 e 34 deste anno,
2 dos de ns. 52 d<- 1886 e 24 deste anno, e 3' do
de u 17, tanbem deste auno :
parte, 3 discusso do projecto n. 1 e Io do
de n. 22, ambos deete anno.
E rendas apreentad-.8 na 21 discusso do projec-
to n. 22 deste anno, (orcamento municipal).
N. 18 Substitutivo ao 55 do art. 1.'
N. 10. EJ Jugar d.
liego Bar
N. 2|. Ao46 do ar:. 1 :
Augmen!e-8e a verba destswda a pagamento de
castas judiciaes com a quantia de 411/390, sen I >
7(300 para pagaoieuto aa capi) aliguel Ar-
Chaajo da Silva Braga e 337*390 para pagamen-
to ao capito JoS) Evangelista de ousa, deduzi-
da esta quiutia do n. 10 do mesmo 6.Reg
Barros.
N. 22. Ao 3i do art. 1 200 para sanea-
mento da cidade de accordo com as requisicoes Jo
d'lega lo da bygieue.-Herculauo Boudeira.
N. 23 Subatitua se o n. 4 do g 1- tub a rubri-
ca Cetn.terio- do Reclfd pelo tegurate : tem do
guarda ou fiacil, aeudo f-.'OOt Je ordenado e 7001
de gtat^fc:,.cio 2:0iJ0 Vigario Augusto Prau-
linloao Aires.
N. 24. Ao ^ 31 n. 1 diga.-* GO04. tirando c
150* do i). U. -Dr. Joao de S.
J. 25. Asait. 1- 51. Suppriraa-s o u 6. Sap-
prim-i-se no n. 9- aa palavras e utn d i d Goyaa-
uinba o reduza-se a verba a 45 >f -Reg Brrr >a.
N. 26. Ao tl. 1* | 41. Cmara de Cimbres n.
3 : em lugar de 2 diga-ao 250 a. 14, accres-
ceute-se sendo 2(X) para concert da ladeira de
Herriuba, na estrada de Pesqu^ira para Cimbres.
Reg Barroa.
N. 27. Ao art. i- % |- Cmara do Recife. Onde
sol ordenado dos tiscaca, substitu-ae pela dis
posico da le vigciiteLuis ce Aulruda.
N. 28 l'l do art. :i. 4, costas judieiaes, inclu-
sive o iiui se est a dever a Pedro Ferru do Al-
buquerque 320J.Rtigo Barros.
. 29. Ao 8 10 do art. 1
Ordenado do secretario
Iiem do advogado defensor dos
preses pobres
dem de um fiscal las obras do
mercado, que se est coustruindo
com obrigacao de zelar os edificios
municipues
dem do pirteiro
dem de um continuo, sendo obri-
gado a zelar e liuipar aa salas da c-
mara municipal e audiencias, acom-
pauhar o fiscal, quando em eorreico
lavrar os termos de infraccao de pos -
tures; conduzir oa oficios dentro da
cidade e auxiliar os empregados
quando for mister
Porceotagem ao procura'or a ra-
zo da 6 ",'. e mais 300/ pelo traba-
Ibo da arrecadayo lora da cidade
Uem do fiscal
Porceotagem de 10 / ao aferidor
Expediente eassignatura do Diario
Jury e eleicoes
Castas jvidiciaes
Aguae luz para a cadeia
Eventuaes
Limpeza das ras e aciugues
Limpeza do paco municipal e
concert dos movis
Obras publicas municipaes, sen-
do 400/ para construccio de ama
ponte da madeira sobre o riacho
Carrapicho, no povoado Pedru Ta-
pada e eontinoaco dos trabalhos
Jo mercado
600/000
400/000
40>/000
2UO000
200/000
mam
/
120*000
140/010
201/000
lo)/000
150/000
300/000
200/000
2:000/030
6:100/000
Reg Barn sRodrigues Porto.
N. 19. Ao b4 do art. 1:
Ao d. 10. Em ve de 100/, diga-se 150/. Ao
n. 12, diga-se obras municipaes inclusive 150/ pa-
ra urna ponte de madeira no lugar denominado
Piaca, riacho de Tabooas : 150f para os reparos
da ladeira Preguiea deste distrieto e com* prefe-
rencia ; 400/ para construccao de mais 10 lam-
peoes e ">anatenco dos mismos que j se acham
collocados na cidade, e 1:305/ para oomeco da
esa* ae mereado no lagar pateo da igreja de Nos-
sa Senbora do Bom-Cooaejho 2i0o5/.
A n. 13 em vea de 605/ diga-se l90/.Reg
iRodrigues Porto.
Q Ao 28 do art. I- ctreieentesa ;
. Ordenado da advogadj 100/000
MOTILADO
1
'.31 ,. r V Matra municipal de
Miirioeci filia autorisada aicourahir um empres-
tino ou a emittir aa par apoeea do juros de 7 %
aoanir', at a impirtaucia de 4:0*X) e do valor
de 5:/, 100/ i: 200/ para construir ou comprar
um edificio que possa servir nio s para nello ef-
fectuar as suas aessocs, maia ainda par* jury e
eteices.--Loureu5o de S.
N. 32. Ao 11. Sopprima-se o o. 3 o accres-
centi-sn oa seguinte.nmeros :
Ordenado do fical do 1- distrieto 300/. dem
dem do 2- distrieto 15.)/.-Lonronco de S.
N. 33. A> 10 do art. 1-. Eoi vea dedem
do fiscal da. villa- -60/ diga se l20/.--Lourcnci
de S.
N. 34. o 11 n. 4Em lugar d 6 (. ao
procurador, di?a se 12 *[..Lourenco de S.
N. 35. A Cimara Municipal do R<>e.ife, fies
aBtonsada a pagara Tomaz Ferreira Maei I r"i-
nheiro o que Ibe deverde custaa julioiaes.Dr.
Pitanga.
SI. 36. Ao 74. Em lugar de 40 rs. porcada
p de coqueiro diga-se 80 ra.Jos alaria.
BJIE.VDA8 APRBSENTADAS HA 3 DISCUSSO DO TBOJECIO
.t. 1 DSSTB ANNO (OBOAMBNTO l'HOVISCIAI.)
N. 177: Ao | 23. Em lugar de 1:000/ diga-
se >:0JOZ, nao podeudo dividir oa bilbetea por ou-
tras casas, aob pena de pagar esda urna tambem
i 5:00'/; 'O'M por vendedores ambulantes de io-
tafias de outraa provincias.
Este imposto s ser cbralo se nao realisar-s
;aprobibivo da venda dos bilhatos de oterns de
Ao 10 do art. 1'ac-rescente-se : or outraa proviocias.Gjuoalves Ferreir.__'jomes
dea-ido do fiscal de Ipojuc 100/--Lourenco de Parate.Celho de Moraes.
o N. 178. Oade couber: 1:00/ para o .u-jlho-
fr N. 30 Ao 44 do art. 1': Aceresceote-se orde- ramea'o da entrada que aegue da cstacao ao po-
nado do fiscal Ja Ponte dos C.irvalhos 120/.-- voado Je S. B uedicta, no termo de Pauellus.__
Louri'iiQO de S. Regueira Coata.
Estatutos da loiupanhia Isina Pinto "
N. 179. Ao additivo n. 109, no final do 2,
pneeiro periodo, aecrescente-se: restabelccendo
por esta oecasiao o ensiuo religioso as escolas
publica*.Vigario Augusto Francia. -Soares de
Amorim Julio de Barros Pedro Ratis.Go-
mes Prente.
N. 180. Onle ember: E o que se estiver a
dever ao Rvdm padre Manuel Pereira da Cruz,
coirljutor doCdbo.Herculaoo Ba'odeira.
N. 181. Ao art 3 Onde couber: 106/422
que su deve aos herdeiros d) padre Jos de Sou-
zu MagarMes na qnalidade de profes3or jubilado
de grnma>atea latina di villa de Flores.Gon-
calves FerreiraGomes Parate Coelho de Ma-
raes.
N. 182. Ao art 2. Onde coubei: O que se
estiver a dever profesaora publiea Taciana Ale-
xauiriua Monteiro Lopes.Coelho de Moraes.
Gonca'vs Ferro-ra. une Paranrp.
N. 183. Ao g 20 do art. -'." Em lugar de
5:0*0/ diga-ee 7:000/Gomes Prente.Ro-
drigues Porto.
N. 184. Art. 2. 41 spja appoado eo se-
minario de Oliada o que fiear da verba destinada
ao pagamento dos coadjutores.Julio de Barros.
Vi-ario Augusto Frank in.Pedro Ratas.Ba-
rio d- Caiara.-Gispar de Drummond. -oares
de \morimSophroui-; .'ortella.Coelho de Mo-
raes.
N. 185. Ao quadro do exercicios finios ac-
crescente-se: O que estiver a dever ao capito
Rufino-Dem-trio da Paixo e Silva, do alu^uel de
su i casa, que sirvi de quartel em Carap.ts.
Rodrigues Porto.
N. 186. Se fr approvada a emeada a. IOS,
aecrescente-se o seguinte |:
Qualquer alterando feita pela admiaistracao
eta consecuencia da preseute autorisaj), s ae
tomar flyetie* depOM de approvada'pir esta as-
serobl.Jm Mara.Lonrenco de S.

< a pltuto i
DA CONSTITigAO, FIN8 K DUSA^AO DA COMPANHIA
Artigo 1." Fiea instituida nesta cidade do Recite, urna Gom-
panlua Anonytna ileuotuiuada L'sina Pinto em Ribciro.
Art. S. Os seus litis sfio : a exploniSo da:, cultura da canna
d'assucar, o fabrico deste producto e de agurdente naquelie des-
tricto por ineio dos processos e apparcllios niais aperl'eiyoados.
Art. 3. O prazo da durat;o da Companbia ser ile vintc
annos.
Capitulo II
DO CAPITAL, ACCES E OBRIQACES
Art. 4." I. O capital da Conipan!iia ser de (fombejitos
coutos de ris (500:000/000) representado em duas mil e quiohentas
aeces de duzentos un ris cada una, cujo capilal se aclia todo
realisado e representado no valor da referida Usina com todas
suas dependencia, inclusive as propriedades que se lizeram para
maradias dos empregados, terrenos e viaco terrea ia extensio
de dez kilmetros e seu raalcrial rodante.
2. A Compauhia tomar a si os contractos l'eitos pela ex-
tincta tirina Pinto, Broclieton c C., com os senbores de eogeahos
para fornccitnento de caimas.
Art. o. A responsabilulade do accionista limitada no valor
de suas accOes.
Art. 6. As aeyes serao nominativas e a transfereucia ser
feita por termo lavrado no registro da Compauhia e assignado,
pelo cedente e cessionano ou por seus legtimos procuradores.
Capitulo l I
DA DIKECTOUIA
Art. 7. A Gomparibia ser administrada por una directora
de tivs membros eleita pela Assembla (eral, de dous em dous
mezes, devendo os eleitos, logo que tomarem posse caucionar
cada um cincoenta acees pela responsabilidade de sua gest&O, as
quaes serao averbadas no registro competente c inalienavcis du-
rante o mandato. '
Art. 8. Eleita a Directora esta designar deutre os seus
membros o presidente, secretario e thesouteiro, sendo que o pre-
sidente accumular o cargo de gerente da Companbia.
.Art. 9." A Directora perceber. em remuneraco de seus ser-
vicos a porcentagem de dez por cento sobre os lucros lquidos da
Companliia distribuidos da seguinte forma : seis por cento, para
o presidenta, dous por cento para o secretario e dous por cento
para o thesoureiro.
Art. 10. No caso de impedimento de qualquer um dos direc-
tores por espago maior de sesseuta dias ser substituido pelo m-
mediato em votos e caso este nao acceite ser escollado o que
tiver maior numero de aeges.
A Directora poder funccionar cora dous membros e no caso
de empate e ausencia do outro membro dentro dos sessenla das,
ser chamado o inmediato para decidir sobre o ponto era questo.
Art. 11. Compete ao presidente:
1." Representar a Companbia em todos os seus actos ;
f 2. Executar e fazer executar as resolugOes da Direetoria ;
S 3." Convocar ordinaria e extraordinariamente a Assembla
Geral dos accionistas:
4. Organisar e apresentar Assembla Geral o rotatorio
annual das operaces da Companhia;
5." Fiscalizar a marcha da Companbia e a gesto de saus
negocios como gerente que e por torga dos presentes estatutos ;
S 6." Dirigir a esenpturacao, nomeiar e deinitlir os emprega-
dos precisos ao servigo da Companhia, assim como marcar os
seus ordenados dando sciencia de seu acto direegao.
Art. 12. Ao secretario compete:
i. Substituir o presidente e thesoureiro em se-us impedi-
mentos ;
2. Rcdigir as actas das sesses da Direetoria e escrevel-as
no livro competente.
Art 13- Ao thesoureiro compete :
8 i.o Ser o caixa da Companbia e assim jeceber s contas
que forem devidas e pagar as que forera aprestadas com a
rubrica da presidente.
Capitulo I V
DA COMMISSAO FISCAL
Art. 14. Compr sc-ha de tres membros eleita aunualmenle
como prescrevea lei das sociedades anonymas cunipnndo c exi-
gindo o que determina e concede a mesma lei aos que exercem
tal mandato.
Capitulo V
DA ASSEMBLA GER L
Art. 15. A Assembla Geral reunir-se-ha ordinariamente na
sedo da Companhia no dia 30 de Abril de cada anno, quando se-
rao apresentados o relatono e o parecer fiscal, e extraordinaria-
mente quando for convocada pelo presidente ou de accordo com
a lei das sociedades anonymas.
Art. 16. A Assembla julgar-se-ha constituida coni o numero
de accionistas representando um quarto do capital social, no dia.
hora e local marcados c publicados pela imprensa com quinze
das de antecedencia.
Novamente convocada a Assembla funecionar com o numero
de accionistas qne comparcccrem urna hora depois de mencionada
nos jornaes.
Art. 17. A Assembla ser presidida pelo accionista mais
velho, que chantar para oceupar o lugar de secretario o mais
mogo.
Excepruara-se os directores e fiscaes.
Art. 18. Cada accionista tem direito a um voto por cada dez
accoes at o numero de eem, e deste numero por deante contar-
se-tia cinco votos por cada eem aeges que excederem do primei-
ro numero fixado-
Art. 19. A votagc feita segundo o numero de aeges ser
applicada eleiges que se tnham de proceder, as questes que
se suscilarem, porm, sero decididas pela maioria dos accionis-
tas presen^
Art! 20 As eleiges. sero por escrutinio secreto, sendo per- .
mittido votos por procurago, mandato que nao pode ser exerci-
do por directores ou fiscaes.
cpitulo VI
Art. 21. Dos-lucros lquidos da Companhia deduzir-se-ho
dez por cento para o fundo de reserva at completar a somma de
eem contos de ris, e o restante ser destribuido pelos accio-
nistas. ,
Art. 22. 0 dividendo ser destribuido annualmente, e depois
de realisada a reunio da Assembla Geral ordinaria.
Capllulo VII
DISPOSig3ES GEEAKS
Art. 23 Os casos omissos nos presentes estatutos sero re-
gulados pela lei das sociedades anonymas.
Art. 24. Com aapprovago dos presentes estatutos licam
desde logo eleitos membros da Directora os Srs. Dr. Jos Gongal-
ves Pinto, Barao de Serinhem e Jos da Silva Loyo Jnior.
Recife, 17 de Margo de 1887.
Jos Gongalves Pinto.
Olympio Fredenco Loup.
Augusto V. F. Coutinho.
Jos ta Silva Loyo & Filho.
Jos Maria Carneiro da Cunha.
Hypolito V. Pederneiras, pp.
Jos Joaquim da Costa Maia.
Edraund P. Cox, pp.
Jos Joaquim da Costa Maia.
g BarSode Serinhem.
Theodule Brocheton.
Andr Roech, pp.
Joo Carlos Gulierrer.
Chnstino do Valle.
Averbou nesta repartico o sello de eu. capital corresponden-
te a quinhentos contos de ris.
Recebedoria de Pernambuco. 6 de Abril de 1887.Nery.
A Companhia Usina Pinto val recolher a Recebedoria da
I-'azenda, a quantia de quindenios mil ris de sello de seu capital
de quinhentos contos de ris j realisado e vinte e cinco mil ris
de addicional.
Recife, 6 de Abril de 1887.O guarda livros, Francisco Mana
de Souza Gouveia.
A fts 37 do livro de recata do sello tica escriplurada a im-
portancia de quinhentos e vinte e cinco mil ris sob n 4.
Recegdaria de.Pernambuco, 6 de Abril de 1887..Nery
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Acta da Assembla Geral dos accionistas da Companhia Usi-
na Paito em RiIiimi-Ao para a forn.ago o constituico da
mesma Companhia. *
Aos dous dias do na de Abril do auno de mil e oitocenlos e
alienta e sete, no predio n. 11 ra do Commercio, reunidos os
accionistas subscriptores Dr Jos Goncalves Pinto, representando
o capital de cento e vinte e cinco contos de ris em seissentas e
vinte e. cinco accoes, SotO ,1a Silva Lovo & Filho o de 'cincoenta e
aito contos de res, cm dnzentas e DOtenta aeges. Edmund P
Coi por seu procuratlor Jos Joaquini da Costa Maia o de sessenla
e dous contos equatro centos rail res era tresenlas e dose aeges
Dr. Hypolito Velloso Pederneiras j.or seu procurador Jos Joa-
quim da Costa Maia o tic dez contos de reis em cincoenta wovs.
lheodule Brocheton o de cincocnla coito contos e duzentos mil
res cm duzeniase noventa e urna acc^s, Leopoldo Scbkner por
seu procurador Francisco Marin dv Souza Gouveia o de vinte con-
tos de res em com aeges. Olimpio Frederico Loup o de trinta
e canco uontos de reis em rento e seteuta e cinco aeces Jos
Mana Carneiro da Cunha o de sssenta e cinco contos e oitocentos
mi res em tresentas e vinte nove aeces e Baro tic Serinhem
o de pito contos de reis em quarenta aeges. cada una das quaes
119 valor de duzentos mil reis, foi o Illm. Sr. Dr. Jos Goncalves
Pinto proclamado presidente, chamando para secretario o accio-
nista Jos da Silva Loyo Jnior, representante da firma commer-
cail Jos da Silva Lovo & Filho.
Declarou o Sr. p;esidente que esta reunio tinha
istituigo da Companhia Usina Pinto em Riheiro d
ia por iim a
constituigao da Companhia Usina Pinto em Riheiro de confornii-
dade com a lei das sociedades anonymas, e assim mandou 1er o
parecer da commisso de louvados." que foi nomeado ne sesso
anterior para dar valor a Usina Pinto com todas as suas depen-
dencias, inclusive a casas de moradia dos empregados. utensi-
lios viago-ferrea na exteuso de tlez kilmetros com o seu mati-
nal rodante eme passava a periencer a Companhia. o qual valor
I01 estimado em quinhentos contos de reis, com o que concorda-
ran! todos o s accionistas presentes. Em seguida apresentou o
Sr. presidente os eslatutos assignados por lodos os accionislas,
os quaes foram lidos e approvado* sem ,isc .ssao, pediudo o Sr.
Jos Joaquim da Cost Maw, como procurador dos accionista;
Edmund P. Cox e Dr. Hxpolilo Velloso Pederneiras, algumasex-
plicages apenas sobre a-Jnterprelagfm dos arts. 10 e ii, dadas
as quaes ficou elle satisfeito. Ordenou-se a r.-messa dos esjalutos
Meretissima JuntaCommercial conjuntamente com a lisia no-
minativa dos ,-ubscriptores para seren archivados, conforme de-
tentan o art. 32 1 e- 2, e fossem publicados no Diario de Ver-
nambueo de accordo com as prescripces do art. 33 da ledas
sociedades an nymas.
Ordenou-se mais que se remettesse mesma Junta a copia da
presente acta segundo o 4. do art, 33 da mesma lei, deixando
de proeeder-se de igual modo com relaco ao 3. do mesmo art.
por ter sido o capital realisado inlegranienle no valor em que foi
avaliada e acceita a Usiua, Foi noineada a Commisso Fiscal que
lico composta dos accionistas, Augusto Vaz Ferreira Coutinho.
Jos Maria Carneiro da Cunha e Olympio Frederico Loup, depois
deque declarou o Sr. Presidente que satisfeitas assim todas a-
prescripges legaes, eslava constituida eorganisada a Companhia
Anon'yina sob a denominago Usina Pinto, com o que concor-
dada todos os accionistas presentes, la vrou-se a presente acta,
que vai ser assignada pelos Srs. subscriptores. E, nada mais
havendo a tratar-se, foi encerrada a sesso s duas horas da tarde.
Eu, Jos da silva Loyo Jnior, secretario, subscrevo e assisnn a
. presente acta em duplcala.
Jos Goncalves Paito,
Presidente.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Secn-lario.
Baro de SerinliSem pp.
Edmund P. Cex.
Hyppolito Velloso Paderneiras.
Jos Joaquim da Costa Maia.
Olympio Frederico Loup.
Jos Mana Carneiro da Cuiiha, pp.
Leopoldo Schirner.
Francisco Maria de Souza Giuveia.
Theodule Brocheton.
RESIDE.NCA DA DIRECTORA
Presidente-Dr. Jos Gongalves Pinto, ra da Aurora, n. 13!
SecretarioJos da Silva Loyo Jnior. Sao los do Mangui-
nho. ra do Visconde de Goyanna.
Thesoureiro- Baro de Serinhem^ Affogados, Pateo da Paz-
Illms. Srs. Presidente e raais membros da Meretissima Junta
CommerciaI.=Jos Gongalves Pinlo, gerente da Companhia Usina
Pinto, a Vs. Ss. se dignem mandar passar por certido se j
se achara legalmenle registrados os Estatutos da mesma Compa-
nhia e em que data. Peo que ppde a Vs. Ss. deferimento. E, R. M.
Recife, 17 de Abril de 1887 Jos Goncalves Pinto. Estava sal-
lado com urna estampilha de duzentos ris, Passe-se. Junta
Commercial 14 de Abril de 1887. Cunipnndo o despacho supra
certifico que hoje foram archivados nesta Secretaria os eslatutos
a que refere o supplicante. Secretarla da Junta (oramercial dt
14 de Absil de 1887. Snbscrevo e aseigno nesta dita Secretaria
aos 14 de Abril de 1887.Em f de verdade O Secretario, Juli
Augusto da Cunha Guimaraes. E3tava sellado com sima etitaoi-
pilba de rail ris.
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Diario de PeriMiHitoWoSexta-fetra 15 de Abril de 18$
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CommissSo de ccrr *
nufragos do vapor Baha
(Cunt ii'ta$ao)
N. 354. Cmara Menicip.il daeidade do Recite,
30 de Margo de 1*87
Lira. Sr.A Cmara Municipal da cida
Recife, 83b proposta do Sr. vereador Jos liufi 10
Climaeo da Silva, -m palote hoje, resalveo tm-
bete coneorrer com seu pequcuo oilo par o soe-
corroa dos infelices uaufragos du vapor Baha, ua
importancia de 300(KX), cuja quantia iaclusa re
V. S.
..ni.i_ iii j_ '------T---------
Oorangoo H. aa^^H
Um au nyiin
.lu i S rgi)
Joan Baptista dos Sentos
Jos Justino
Tripulantes d > lugar Juvenal
Mam-I Hugoteo Pereira Giraldas
Jote Faustino de S. L. Ja
VitouoBitolbo Piuto de Mesqu'a
Q riuo Lipes
K -madores di prttieagem
Padre Joaqun) Fraucisco da Silva
Offieers rio Norseman
mm

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S
5t ro \ BilTa aaarqaes.E-
uiette a .
Deus guarde a V. S Illin. Sr. Jos Joo de Ara >- Sergio Ridngues de Oliveira
rim, digno presideate da cominissao central de
socc.i-roa aoa naufrag >a.-Franeiad do Reg B.
de L.c-rda, pro pr..ai lente. Francisco de Asis
Pereira Rocha, secretario.
CoTvinissio le socorros a>a naufVagis do vapor
Bahia, K cife 30 de Marca di 1881.
Illuis. Srs.--A commissS) de soscoiros aos nu-
fragos do vapor Bahia Cea a l'uura deaecusar o
officio do Va. Ss., datado de 30 do correte, pelo
qual se digo :m cj uinuuiear-lhe que a Illm. Can i
ra Municipii deata cidade, sob propssta di digui
vereador Sr. Jos Rufino Cliraaco da Silv.i, eni
aessao daquel e dia, resolved camben concorrer
com a quantia de 0) .jara auxilio dos aoccorros
aos nufragos do mencionado vapor.
Esta c umiiaai muit i r- couhecida aos seiici-
mentes caritativas desta Illuil Cmara e procura
ra corresponder a confianza que Ihe deposita.
Deus guarda a V. S.Lima. Sis. Dr. Fraucisco
do .R. IjBarros de Lacerda, digno prcaideut*- e
mais vareadores da Illmu. Caoaara Municipal do
Recite.Jos Joo de Atuonra, presidente. S. de
Barros Barreto, Io secretario.- -Luis Duprat, '.he
soureiru.
Justino
Francisco
Luiz
Msrceliuo
Dr. Argino
Dr. Tristao II>-nriqui Costa
Asociaco des praticis da Barra
37800I)
Arseual de Marinh*, em 31 de Marco de 1887.
-Jos Manuel Picando da C>staThesouriro i"
teuente Adolpho Matra.
5V.)00
U400
5J00O
SfiOOd
1*000
SfOOO
3*500
5*000
36*000
1*000
I 000
1* 1*00 i
1*000
10*(MJ0
5*000
300*000
Dr. Antonio pvdro da Silva Marques 5*000
Dr. Estovad Carneare C vareante de Al-
buquerque Laeerda 5*000
Cinego vigario Autonio Freir de Car-
valho 5*000
Vntooio da Silva Floren 5*000
Professora D- R salina Olympia Bexerra
de Mello 3*000
Capiril Claudia Augusto de Lagos 2*000
Capitao J') Francisco di: Pontos 5*'JO0
iVuiiile Franciac > de Paula e Sonsa Ma-
ngueta 5*000
Piot'i>8"r Jos Francseo de Souza Flo-
rjub-cripcao aborta pelo Arsenal de Mariana, pa
tacho Virapama :
N'eator
Ox'jta
F. U.
:..
J. H.
A. Lima
Joaquirn Jos de Mara
500
2*000
2^000
2*000
2*000
3/000
1*000
2*0u0
Eir. 31 de Marco de 1887.
Illm. Sr. Jos Jlo ie Amorira Por ti legrair.-
mi retardado, que foi-me trausinittido honteui peio
presidente da B..hi.i, 0 Sr. Barao Nogueira da (Ja-
ma communica ter S. M. o imperador subscripto
500*0X) em favor dos nufragos do v-por Bahia.
Suu com elevada cousiderscio. Da V. S. atien-
to venerador e criado. Pedro V;ecate de Aze-
vedo.
Racife, 31 de Marco de 1887.
Illm. e Exm. Sr. Dr. Pedro Vicente de Asevedo.
Agradeco a V. Eic a c .mmunicavao que se dig-
nou taser-ua de ter S. M. o imperador subscripto
500* em favor dos nufragos do vapor Bahia.
Peruiitta-me V. Eic. que me assigne coa todo I
o respeito e consideraban De V. Kxe.^attento ve-J^morDj presidente.S. de Barro Barreto 1 se-
nerador e criado obrigado.- -Jos Joao de Amo- cretaricLuiz Duprar, thesoureiro.
rim. I {Contina.)
Recife, 31 de Marco de 1887.
Illm. e Exm. S.Tetaos a honra de sceussr o
officio de V. Exc, datado de hootem consignando
a quantia do 378*000 producto da subseripciio
geneiada entra o pessoal martimo deste porto e
empichados civis desse Arsenal em favor dos nu-
fragos do vapor Bahia.
Esta qusntia foi entregue pelo thesoureiro deesa
cooimissao o 2 Cnente honrrarlo da armada Adol-
pho Mafra, Io pratico da costa, tendo como auxi-
liares o patrio mor desse Arseual e Io tenente An-
tonio B itelbo P. de Mesqnita e l pratico Domin-
gos Mafra.
Deus (x-iarde a V. ExcExm. Sr. chefe de di-
vieio Jos Manoel Picango da Costa.-M. D. ins-
pector d> Ars-nal de Marinba.Jos Joo de
Illm. Sr. Jos Joao de Amorim.Tenoo a sa-
tsfacao d psaaar as mos de V. 8. a quantia de
130*000, afim de ser appcada s necesidades*
dos nufragos do paquete \iahia.
Este pequeo auxilio, que ora envo a V. S era
favor destes infelizes, foi o resultado de urna sub-
acripco que promov entre o corpa docente e dis-
ceute deste eatabelecimento.
Com tola eoaaideracio e subida estima sou de
V. S. criado e venerador atteno.Conego Mareo-
lino P. do Amaral, reitor d) somiuano episcopal e
director do collcgio diocesano.
Olinda, 41 de Mareo de 1837.
StviSTA DIARIA
Cjmuuiasaode Soccorros aos nufragos do va-
por Bahia, R-cfe, 31 de Marco de 1887.
Illm. e Rvin. Sr. Agrsdeeemoa o officio de
V. Rvma., datado de boje, ccn a quautia de
130*00-' para s r applicada s uecessidades dos
naufrag >s do vapor Bahia.
Esta cimnisso fica certa le qu i este auxilio
O resultado de urna subseripciio que V. Itvma.
promoVii entre o eorpo docente e ditceut: do 6c-
miaario Episcopal de Olmda.
D.-U8 guarde a V. Rvma.Idm. Sr. conego
Marcelino P. de Amarai.M. D. reiter do Se-
minario Episcopal e director do collegio Duce-
sauo. Jos Joa) de Amariic, presidente. e
bastio de Barros Barreteo, 1* aecrecaric.Luiz
Duprat, thesoureiro.
Sala das commissor's da Soeedade_Dracn*tca
Nova Thalia, em 31 de Marco de 1887.
Uns. Srs.A commise&o abano assignada. no-
meada pela sociedade dramtica Nova Thal'a, para
grangear donativos ecn favor dos infelizes naufra
g08 do vapor Bahia, tendo terminado a sua espi-
nhosa m sso, teui a honra de remetter a Vv. Ss. a
Suantia de 345*000 afim de que Vv. Sa. se.Brvam
e applical-a para melhorar a aorte da^uellea n
felizes.
Terminando nao pode esta commisso deixar de
consignar no presente officio um vo'o de gratido
s Exmas. Sras. DD. Mara daa Dores Mir-uda
Henriqaes, Lydia Cardoso Avies, Araauda Ju-
dith Lopes Reis, Mara Amelia de Miranda Hen-
riques e E ysa Halliday, pela espontaneidade com
que se prestaram a c mpanbar a commiaso no
desempenho de sua tarefa.
Deas guarde a Vv. Ss.Ilims. Srs. membros da
commisso central de socorros em favor dos nufra-
gos do vapor BabiaVulpiano do RegJ Baptis-
ta, Jalio Cesar Cardoso Ayres, Antonio Fermu
dea de Silvei.a Carvalho-
Recife, 31 de Marco de 1S87.
Il'm. Sr.A commisso de soccorres aos nu-
fragos do vapor Bahia* receb-o o officio datado
de hoje com que a commisso uoraeada pela So-
ciedade DramaCica Nova Tbalia para grangear
donativos em favor dos meamos naufra jos Ibe di-
rigi, remetiendo a quintil de 345*000, para s-t
appiicada a melhirir a sorte daquelles mfelUes.
Ella proemar correopiuder a es:e honroso en-
cargo e agradece nao s a esaa distinc'a eommis-
8aj como deixa consignado uo presente officio, um
voto de reeonbecimento s Bxmas Sras. DD. Ma-
ri das Dores Miranda Heniique.', Lydia Card so
Ayrea, Armanda Juditb Lopes Reis, Maria Ame-
lia di Miranda Heiiriques e Elyaa Halliday, pela
espoataneidade com qu-j se pnstaram a acompa-
nbar a essa commisso uo dcsempenbo da misso
que Ibe foi confiada.
Deus guarde a Vv. Ss. -Illmos. Srs. Vulpiano
do Reg Baptista, Julio Cesar C. Ayres e Anto-
nio F. Svcira de Carvalbo.M. D. membros
da commisso da Sociedade Dramtica Nova Tba-
fia.Jos Joio de Amorim, presidente.Sebas-
tiu.' de Barros Barretto, 1 secretario.Luiz Du-
prat, thesoureiro
Iuspecco do Arsenal de Maiinba de Pernsm-
buco, era 31 de Marco de 1887.
Illm. Sr. Tenho a honra da passar s mos
de V. S. afim de dignar-se dar o destino conve-
niente, a quantia de 378*000, subscripeo agen-
ciada entre o pessoal martimo deste porto e em
pregados civis deste Arseual, em favor dos nau-
frangos do vapor Babia, coja quantia ser
entregue a V. S. pelo theaoureiro da conmista
o 2 teuente honorario da armada Adolpho Manta,
Io pratico da costa ; tendo como auxiliares o pa-
tro-mr deste Arsenal, o Io teneut: Antonio to-
relbo B. de M esquita sol* pratico Domingos A.
Mafra.
Deus guarde a V. S. Illm. Sr. commendador
Lu.z Duprat, thesoureiro da commisso de soeeor
rosaos nufragos d> va or Babu.chete
de diviso inspector, Jos Manoel Picaneo da
Costa.
Suoseripcai a berta na Arsenal de Marinna de
Pernamtiuco, em favor aos* nufragos do vapor
Bahia p.r inicia*)** do Exu. Sr. ebefe de divi-
Eo inspector Jos Manoel Picanc > da Costa
en re o pessoail de profisao maritima :
Chefe ,ie ai,i-io J. M. Picaneo da
Co.-ta
Capita i tincte J. J. Martina
L. li. (iouveia
A. Azevedo
Fr.ncisco Moreira Das
Olympio de B. A. Fcnseca
Capitao tcueote B. Bra;
Francisco de A-sis Go:; ilves \-nna
Antonio Goncaives dos Santos
Jos Anti.ui i de Sfedeirea Pinto
Jos Tbiago doa Santos
Uui cbriala i
Scbufl r
E. Leal
Jos N.
Vicenta
Um do Piropama
Joe dos Santos L. Jnior
Jo.- Feborones doa San I
Manoel Cabo Verde
Cc.iuheiro
Saturnino
H. M. o ImperadorS. Exc. o Sr. Dr.
presidente da provincia recebU bontcm a seguinte
teiegramma ;
Rio 14 de Abril, 1 hora 30 minutos da tar.lc.
Ao preaidente da provincia.
S. Magestade, conselho de scua mdicos, fo
convalescerem umatazenda 60 kilmetros distan.
te de Petropotis, onde tem passado bem, estando
em franca convalescencu, conforme a opinio do
medico de semana.O presidente do conselho.
..emiila Proaiaclal Funccionou
hontem sob a presideacia do Exm. Sr. Dr. Jos
Mau)e'de Barros Wanderley, tendo comparecido
35 Srs. deputa 1.a.
Fi i lida e approvada sem d-ibafe a acta da ses-
so antecdeme.
O Sr. t secreUrio prDceleu a leitur do se-
guinte expediente :
Um officio do secretario de governo, transmt-
tindo o baian^o e orcamento da Cmara Municipal
do O.incury, bem como copia d3 um offi:io da
mesma Cmara, em que pede approvaco do cdi-
go de posturas, enviado esta Aasembla em 1S86
e a creacao djs lugares de advogado e porteiro.
A' commisso de orcamenro municipal e de exa-
mes de posturas.
Outro do mesmo, declarando serem de urgente
oecessidade os reparos da popte sobre o rio Pira-
p.ma no engeuh) Junqueira, oreados em 8:250*.
A' commisso de orcamento provincial.
Urna petieo de Jos da Cruz Freitas, como ad-
ministrad r de sua mu'.her D. Maria Gertrudis de
Uliveira. requerendo a reatituigo de 387*365,qu"
in n? p.-.g j'.i na qualidade de berdeira do re-na-
ii'-ceiite da finada D. Genoveva Rosa da Silva.
A' c iminissao d-; or^ameuto provincial.
Outra de Julio Soares de Azevedo, professor
particular neata capital, requerendo urna subveu
cao pelo ensiao gratuito prestado a 25 meninos or
phos desvalidos. A' commisso de inotrueco
publica
Outra de Antonio de Borbi Coutnho, negociar-
te neata capital, requ rendo um privilegio por 25
eunos, para explorar o caroca de algodo, obri-
gando-sc a que metade dos ebreiroa sejatn orpbos
desvalidos. A' commisso de conatituico e po-
deres.
Foi a imprimir sob u. 45 um proiecto mandando
pertencer ao 1 districto da comarca do Cabo, os"
cerreooa do engenho Novo, que percenccn ao 2o
disrricto.
Eucerrou-ae depois de orarera os Srs. Prxedes
Pitanga e Ferreira Jacobina a discuaso do r-
qnerimento do Sr. Jos Maria, sobre a abertura
do crdito de 1:000* paro ae dar sepulturas aos
naufrag i d i vapor Bahia.
O Sr. Prxedes Pitanga pela erdem req-iereu,
mas nao obteve votayao nomiual para dito reque-
in.-nto. O Sr.' Jos Maria, pela ordem, requer'u
verificaco da votacao, e euto verificou-se ter fi-
cado empatada.
Passou-se 1* parte da ordem do dia.
Adiou-ac pea hora a 2a discuaso do projecto
n. 22 deatt* anuo (orcamento municipal), aendo
apiladas 19 emendas, sob ns. 18 a 36, havendo
orado os Srs. Ratis e Silva e Prxedes Pitanga.
Passou-su 2* parte da ordem do dia.
Rejeitou-se o requerimento do Sr. Jos Maria,
de adiamanto por 24 horas da 3* discuseo do pro
jecCo n. 1 deste auno (orcimento provincial) arti-
go 1, que continuou em discuaso.
Sendo apoiadas mais 10 emendas de as. 177 a
186, adiou-ae pela hora a discusso, tendo orado
Oo Srs. Costa Ribeiroe Goncalvea Ferreira.
A ordem do dia : 1* parte, cnatinuaco da
antee nte ; 2*. coutin hcj da antecedente e traa
1* do de n. i.0.) de 1882.
reacio 2*000
Sidr nio Pi da Silveira Vidal 2*000
Profeaaora D. Filisbina Constanc de
Asevedo 2*000
L'nanrnyini 2-5'KKI
Capito Viceut Ferrer de Albuquerque 1*000
Autopio Alves de Onveira 1*000
Ten nte Manoel Tenorio Brasilioo da
Silva 1*000
Antonio Nnnes de Oliveira 1*000
Francisca Nunes de OvairR '1*000
J>o Barth ilomeu Pegt 1*000
Tenente corootl Joaquim Bcaerra da
Silva 2*000
Antonio de Vascincellos Florencio 2*000
Joo Nunes de Oliveira 2*0t)0
Lauriano Jos de Carvalho 2*000
Firmino da Silva Braga 2*000
Jos Florencio da Silva 2*000
Adete- Jos da Silva 2*000
Migue! Franeisc Ferreira Torres 2*000 f-
Capito Manoel Jos de Almeda D .16 2*000
13*500 Francisco Jos doa Santia 2*000
Claudino Eunus Torres 2*000
Antonio Franciaco de Lima *500
Joaquim (aalcnt Laeerda Maria 5*000
Antonio Marianno da Cruz Leo 1*000
Manoel Xavier Pereira 5*000
Jos Ferreira Maciel 2*000
Manoel Emygdio da Silva Limeira 2*00S
J. o de Freitaa Torres 2*000
Joaquim Becerra da Cunha Ibura 1*000
' Alteres Francisco Gustavo Ferreira
Silva 1*000
Tenente Aurelio Florencio da Silva Li-
meira 5*000
Alferea Franciaco Norberto de Sousa 2*000
Capital Gregorio Francisco Torres e Vas-
concellos 5*000
Tlieatro Santa Imabel Cancou na no-
te de antc-h mtein a companhia h'spanh la de
carcuellas Os Diamantes da Corabonita pro-
dcelo de Carapridon, msica do eoahecido maes-
tro E Barbieri.
Apezar de algum tanto j conbecida essa zar-
zu'.'lia, nao deixa p>r isso de eer bem aceita, to-
das as reata que levada a scena por qualquer
companhia.
De um motivo integramente romntico, o libreto
tem tod. via aceas bastante naturaes, senlo al-
gumas de boa critica-; o que tudo reunido, contri-
bue para tomar agradavel o traba!ho litterano.
O que, pircm torna os Diamantes da Corda, ama
boa carsuplla, sem contestaco a parte lyrica,
que sem parecer ostensivamente filiada a ama es-
e la, esta escripta em um esty',o attrahente pela
variedade das tranaicoes.
Nao contestamos que bajam trechos sem gran-
de merecinrant -, mas, em compon -acao se desta-
cara outros que muito agradara pela elegancia e
8Uavidade,
O segundo acto por exemplo comecando a parte
lyrica por um do insignificante, tem logo um va-
riado e bonito concertante, continuando ento
sempre animado at a) quarteto que se torna de-
pc's concertante, fazeudo assim que seja conside-
rado esse acto com > o melhor da partitura.
Passando ao desenvolvimeato dado pelos artis-
tas as differentea partes, occjpa o primeiro lugar
a de Catharna que foi desempenhada pela Sra.
Pl, que canto conaCnciosamente e natural ex-
prsalo os nmeros de msica do seu papal, taes
a aria di primeiro acto, o do e dnetto do segun-
do e a aria sentimental do terceiro actos, mere-
cendo era todos esses trechos applausos & fl res.
A parte d- diana que foi distribuida a Si a M.
S .i--ni 'I'", nao tem grande importancia e onde
mais regularmente essa artista se anstrou foi nos
concertantes.
Apezar de typle nova como a Sra. M. Saca
nelle, e se Iho devara desculpar certas faltas, A
necessario todava um pouco mais da estuio ua
manifeataco dos senmentos.
Campo Maior," fot para nos satisfactori mente
interpretado pelo Sr. Garrido e como numero de
msica o que mais nos agradou foi a sua aria fi-
nal do begando acto.
O Sr. Mano foi, aparte ligeiros senoes, um
regular Mrquez de S indoval, cantando com fe-
licidade a extensa aria do primeiro acto, o do
com a Srt Pl no segundo e os concertantes.
Rehllelo, que coube ao Sr. Ramos, foi orno
em todos os papis que faz esse artista, conscen-
ciosamente dito e cantado, particularmente no se-
gando acto.
C Sr. Duram teveutna parte insignificante pa-
ra si.
O Sr. Valle como sempre briih >u na regeaci a
da orehestra.
Paquete PernanbaeoSeguado aviso
telegraphico recebido pela etaco do telegrapho
nacional, paquete Pernambuco, da corapinhia
brasileira, sabio houtem tarde do porto di Bahia;
pelo que deve tocar amanh as Alagas e em
PernambaCO 17.
Pauelo militar < 2.- baUlbao de infan-
tera fez hont-m a tarde um passeio militar, per-
correndo diversas mas das parochias de S. Jos,
Saut- Autonio e Boa-Vista, em boa ordem e com
ssseio.
Parocbias de Afosados e
4- i -_j____
Pertaaento Aate-hont .ra, eerca de 7 horas
d< noute, na atrada'de Caranr, do dittrelo da
Vanea, M .noel Frenis*) das Chagas, a* occasio
em qua ora ura eompauoeirj regressava para So
robim, onde ambos m-irasB, f i trai',- >vran-te fe-
lid) cora um tiro de pistola pir An'.onio t'irciano
e oa seu genro de aome Fraaciico Rufo de Cala-
zana, que o aggredirara.
Os criminoais evadirn se; e a polica local
abriu inquerita sobro o fasto, transportindoo fe
rido para o quartel do ieitactm oade foi elle vistoriado pelo Dr. August Seraphiui'
da Silva.
Paqaiete La PlataSegundo t?legramma
bontem reeebido de Lisboa pe ,s ag'ates da Ro.*l
Malla Inginzanesta provoncia, o paqnet't L Plata
sabio d'aquelle porto s 2 horas da tarde de 13 do
correte em viagem pira o B-azil; pilo que deve
tocar em Peruambacono.dia 23 ou 24.
(ommio de seceorros Sem contar
o producto do beneficio dada em pro dos nufragos
do paquete Bahia pela Companbia de zarzuelas,
producto que deve orear por cerca de 2:000*030,
tem a commisso orjranisadapara soccorreros nu-
fragos arreeadado a somma total, at hontem, de
22:007*780.
<-piitari>M geraee -No piquete nacional
Para seguiram hontem para a corte: o Dr. Beato
Ceciliano d Santos Ramos, deputrdo geral pelo
11 districto desta provincia, eo Rvd. conego J.
%j. da Costa Aguiar, deputado geral peo 4o aVs-
rricto do Pira. ^
Boletlm Ha>menpatbtcORecebemos o
ii. 3 do Boletim H)mre> latbico, distribuido gra-
tuitarnsite pela pharmacia dj Dr. Sabina.
Agradecemos.
Impoato de industria e profissoes
-Os contritiuintes sujeitos ao imposto de indus-
tria profissOes devem ir pagar o 2o semestre do
exerceit d 1886 a 1887 livre de multa, at o fim
do correte mes e na reeebedona de rendas inter-
nas geraes.
Comit I-uerario 4cadecnicoEsta
sociedade funecionar em sesso ordinaria, hoje,
s 4 horas da tarde em sua sede n Lyceu de Ar-
tee e Officios.
Olrectorla dea obra* de coneerva
cao dos portoBoletim meteorolgico do
dia 13 de Abril de 1887 :
itrva qie<
Vicente bem o
".A 3 -3 o a
Horas m oa. Barmetro a 0 Teaso do vapor 80
6 m. 25'9 759m46 20.00
9 J6-8 760>71 19.20 74
12 25'3 760m55 20.93 88
3 t. 252 760"32 20.77 89
6 25J-3 759i59 20.7 89
- h i Pereira
e Jnior
10*000
2*0oV
2*0 (0
2*0.)0
1*000
1*000
5*000
5*000
6*000
5*000
2*000
5OJO
6*0 0
2*0.(0
2*000
500
100
2*0.(0
1*000
1*'K)0
500
1*000
500
500
1*500
10*000
2*000
lr. Flix de figuelroa Faz hoje um
anno aue, victima de beriben, falleceu, na cidade
de Belm do Para, o Dr. F. lix de Figueirda Fu-
ria, co-proprietario deste Diario e filbo da creador
desta empresa.
Em sua curta passagem por este mundo, o Dr.
Flix de Figueir* dea sufficieutes provas de sua
iatelligeocia e do sea carcter nobru e distincto.
Como juis municipal de unidos e como juiz de di
reito interino '-ssa comarca pautou sempre os
i-ui actos pelos dieUmes da jastiya ; e mais tar-
de, como director da Iostruccao Publica no Para,
contirmou os seus crditos'de hornera de bem.
Loano e affav!, preatativo e servical, nao es-
colhendo peasois neo occasioes para por em cun-
tnbuii,'o os seus prestimos, gosuu sempre da es-
tima de quaiitos se Iba approximaram, quer nesta
provincia, quer na Uo Para.
Por isso mesmo, o seu trespatso nao ferio so-
mente sua familia, attingio tambera todas ae jes-
aoar de aaas relacoes, que todas deploraran] to
prematuro qua- iuaxperado fim.
Nos, que tomos doa seus amigos queridos, pa-
gamos boje um tributo sua honrada memoria,
estolbanio urna saudade em sua campa e pediudo
ao Co que acoiha sua alma nobre como a dos
beinavcnturad a.
Sua tamilia manda resar misis por sua alma,
hoje, s 7 1/2 horas do da, uo convento de S
Francisco.
^Soecorroeao naufrajforUe Caru re.
e acoapanhada da carta -abaixo, recebemos a
quantia de 102*500 de urna subseripciio all, pro-
movida pelos .-ra. Antonio Pedro da Silva Mar- ali
Dr. EsCevo Laeerda, em beneficio doa
ques e i. uw?uv &jivm2au.
nufragos do paquete nacional Bihia.
R;m. t gel do Amaral, raeu.br-) da coouuisso da paro.liia
de Santo Antonio e aqu damos a cicada caria e a
lista doa subscrip'ores:
Caroar em 11 de Abril Je 1887 Ilims. grs.
tedait res do Diario de Pernambuct. Astociaudo-
nos a popuincao d'asaa capital no sentimento ou-
manileo de aoccorrer aos nufragos da dolores
cmta=tro?he do vapor baliza, promovemos nesta
cidade urna subseripciio, cujo resultado, no valor
de 102*500, contribuida pelos subscriptores da lista
_.iint, enviamis a Vv. Ss. para ser entregue a
Vas-sea
O Rvm Sr. Vigano da freguezia de Afogadua, no
impedimento do seu collega da Varzea, aehi-se
tambera regen lo esta freguezia, pelo que S. Rvma.
dir.i, durante tres meses, a missa paroebial na ma-
triz de Acogidos s 7 1/2 horas do da, e quaudo
tiver de celebrar na matriz da Varsea fal o-ha s
10 horas do dia.
Banco de Crdito aeeal Hoje. termina
o praso para os Srs. accionistas do Banco de Cr-
dito Real realisarsm a 3> prestacao de suas ac-
edes, rasao de 10 /0.
ASNOCtaco doa Funerionarloai Pro-
vlnciae* de Pernnmhnr jEm assem-
bla geral do corrente mee, raune-se boje esta as-
aociacao. s 5 e 1/2 horas da tarde,, em sua sede
ra do Imperador n. 71.
Retala do Norte Os redactores e pro-
pietarios desea revista, ao pnblicarem o seu n. 9,
em 11 do Correte, despedirn)-se do publico, sub-
pendendo a publicaco da mesma revista.
E' triste semelhaut facto, sobretodo pela razao
que o motivsu e consta da seguinte declaracSs :
> Os abaixo assignados
considerando, que com o presente Humero des-
quit tra-se do compromisso tomado no primeiro,
considerando, que durante este trimestre ci-
veram de lutar com enormes difficaldades,
considerando, que a receita foi do 309*40 >.
considerando, que a despeza foi de 399*503,
Considerando, que ba prejuizo de 90*100,
considerando, que este prejuiso repartido en-
ere os quat^o, importa para cada nm em 22*525,
considerando, que na > vale a pena pagar para
eserever,
resolvem nao continuar mais na publicaci)
da Revista do Norte.
DespudiuJo 3j do publico, os abaixo assigna-
dos, agradecein todos en geral, imprensa cu
particular, e muito particularmente quelles as-
signantes que pagaram as suas assiguaturas, o
grande, numero da atteocoes de que foram alvo.
Isidoro Martins Jnior, Arlbur Orlando, Adeliiio
Fln, Pardal Mallet .. .
TiraNo dia 1* do corrente m c, no siti i S
B Ventura do districto de Correntea, Jos Bap
tista de tal feriu gravemeute com um tiro de pia-
lla Manoel G-oncalvea da Silva, evadqdo-se
depiis.
Hurte e ferimenlo graweNo referido
districto de C- rreutea, no siio Benedicto, de pro
pn-dade de Pedro Becerra da Silva, o iodivduo
Pedro Antonio de Lyra, uo pas.ar pela cancella
xtetente, derrabu-a ; o que, aeudo tejtemo-
nhado'por Pedro Becerra, deu logar i ama lud
ntreos doaiB, fes ul Cando sabir d'cl la morto Lyra
e o sao contendor gravemeute lerido.
E>te oltimo foi preso e est sendo sommariado.
CadverA' porta dn casa de residencia do
Dr. Barros Sobnnho, na ra de Antouio Carne r ,
paroebia da Boa Vista, foi nontem encontrado um
pcqueuocaix.ii c mteodo o corpo.ji en deeompo-
de uoia crauya do sexo femenino.
A competente autondade poiicial fes viaturiar o
cirpa pelo proprio Dr. Barros Sobrioho, que boa-
in. nte iso se prcatou. tnauJou selpultar o mea
rao corpo ; o abriu iuquerno para verificar ;e bou-
Temperatura mxima28, 5j.
Dita ra.mna24,50.
Evaporacao em 2i horas ao sol: 2,2 : som-
bra : 1,7.
Chuva2,IB3. Duplo Arco-Iris s 5 horas e 45
minutos da tarde.
Direccao do- vento : SE de raeia noite at 9
horas e 15 minutos da manha ; E at 9 horas e 50
minuCos da raanlii ; SE e ESE alternados at U
horas e 27 minutos da manha ; NE at 3 horas e
31 minutos da carie; ENE at meia noite.
Calmara durante 3 horas pela madrugada.
Veloeidade media do vento : l,n>54 por segundo.
Nebulosidade media: 0.78
Caruar -Escrevem-uos em 1 i> corrente :
Tem cbovido abuoduteraeate. e p I i-se dizer
que estamos na estacao iuvernosa. A vegetaclo.
sb a accao benfica do calor e da humilade, bro-
ta luxuiiante, e quanlo o sol, emergiudo a sua o -
belleira de ouro do manto de nuveus pardacentas
e bordas franjadas que o involvem, immuudaa
de luc, -refl-icte ella todos os tona de que bus-
ceptivel a cor verde, encautaudo a vista do obser-
vador.
Dir-se-hia quo toda natureza traja-se de ga
ia : para roceber oa beijos fecundos do grande
astro, a semelbauca da naiva que tuca se cora ee-
raero em sua noite de nupcias. E' abundancia,
alegra do agricultor que antev urna colheita
promettedora, cufiando que o eeu trabalbi ter
boa retriouico, transformando-se o suor que Ibe
gotteja da fronte em perolas de recompensa.
.tado de terreno frtil, prestadlo para i'au
Cacao de todos os ceresus e do algodao, que cul-
tivado com aprov Umento, de populaeao que se
alienta pelo trabalho e pela economaos facto-
res otis ooderosoj da riqueza em suas variadas
loauifestacoesC iruarque ji hoje lima das
melhores ciJadea desta provincia, v encravada a
rola do cirro que a poderia levar ao dea-nvilvi-
raento de todas as suas forcas productivas, pela
falta de meio fcil de transporte para operar o
escarcho de todas as suas producces, as quaes,
amas nao podem ir ao mercado deaaa capital por-
que os freces absorveriam o seu valor, .arras
sao para ahi levadas, mas com taea diapeudios
que deixam aos productores pequesimos lu-
cros.
E' por isso que a mimosa filha do strto es-
pora anciosa pelo advento da estrada de ferr. a
sua sede, contando que o vapor trar em seus
pulmocs de fjgo a degeavolueio do engranleci-
raento que possue em germen : larva h >jr, ser
amanh borbuleca rante, espanejaudo as auas
asas multiores aos raios saluCares do pro-
greieo.
No dia 25 do mez passado fescejou o Club
Litcerario Caruarureuse o sea quarto aon'iversa-
rio, asaim como o jurameati da constituicii politi-,
ca do imperio.
O edifici em que funeciona aquella assiciaco
esplenda de luc o reorg:tava de espectaior-8,
entre os quaes notav.-se um grupo de seuioras,
conctellacao que embelleca aquello co festivo.
Aberta o sesso iterara p-do seu digno pre-
sidente, Dr. Estecao de Lacerda, qus explicou o
motivo que a detenniuava, o entonado o hyu)>io
nacional,usaram dapalavrao orador do Quo, L*ao
de Albuquerque, o da sociedade Juvenil rt-crea-
tiva e o Dr. Antonio Pjjro, encerrando se depiis
a pessao com
presidente.
pa'inas de agradecimento di sen
vez realsou-se a lei dos contras-
ao lado da dsr a alegra. Em
Mais urna
tes, Collocando
quanto o Club Litterario festejava o seu anni-
versario, emqoaoto o Braail ioteiro, ao explosir de
salvas ao sora de mnsica, de justa alegra, so!era-
nisava o jararaento da constitaicao, que cousu-
bscancia todas as b-'rdadea que pote aspirar ura
povo, chegam a esaa cidade os nufragos do va-
por Baha, maltrapilhos e cansados da luta ho-
mrica que haviara sustentado contra o ocano
para escapar as suas faucea hiantes, com que
ameacava trgalos.
C roso acontecimento, e canto mais doloroso quando
escava na previso hutnama poder evita!-o. To
das as descripcoes de cao horrorosa tragedia, em
que cada hierarchia social feve um membro a las-
timar, e cada provincia um fijho a chorar, domina
como rtsultante da impericia do commandante do
vapjr Pirapirna, impericia agravada pelo
ubandono em que o mesmo cem-nandauCc deix'U
as suas victimas.
Dapla falla culposa, condemnada pelas leis
sociaes e pelos sentimentos eltruisticos.
Foi iogeote o brado de dor que causou tao
grande catastroph'. abrindo-se logo subscrip^dcs
era avor dos nufragos.
< Esta cidade nao ficot indiffereute a desgraca
que ferio a tantos ibtelizes, promove.ndo os dignos
Hrs. juiz municipal e pr. motor publico ama sub
scripi;o cuja importancia no valer de 102*500 j
foi entregue a commisso central de socc-mis.
Est tocando a seu te.mo o concert da cadeia
desta cidade que, diga-se a verdade, nao tem as-
pecto u acoinra >dacpjs de uai i casa de priso.
Nao reuue as conjicoes exigidas pelo art. 179
21 da constituic?J>, que garanti ao crimimsoa
estes infelizes enfermos m raespris.s aceiadag
e bygienicaa.
Pequea e mal ventilada tem apenas dous
compartimentos, para mulberes e outro pira ho-
rnea, onde se acotovelam as grandes criminosos
coudemu .dos e os finiciados em c. mes de (pouca
importancia.
Urge, p .a, substituir a actual cadcn, cons-
trnodo-ae um edificio em que eejain respeita ios ua
principios hygienicoo e em que nio eatejarn em
proraisuuidae condemnados e simpleamence indi-
cia os.
O systema penitenciario do Brasil, aasaas ca-
sas de priso, s.-io antea urna escola de vicios do
que de cotrecefio e emenda dos cruniiioiOf, dei-
unJj-te aasim de conseguir fin moral da pena.
II i melhoramcotos de tal ordem np'essariou que
nao puJciu sur adiados, e ae o estado finano-iro
da provincia poueo lisoogefro orteai ae oatras!
despesas ba muito onde respigar porui
Ih.re.i.-s apraocal Como' inn
t. Sr. Dr. Pedro
le detideratum.i
OolC) melhoramento de qae precisa esta ci-
dade /) da construccao de nma e marcado. O
systema de feirat reeonhecdamente prejudicial
nio s porque roub a tola populaco 'ura din
til por semana, com) tamb m pirque o operario
que no da da/era nao tem dinheiro pira ab ste-
cer a familia de rudo quanto precisa, no correr da
semana qu nio acha oado abostecer se ou compra
ao tendedores por procos duplos.
Alem disto as feiras se fazera om campo abeito,
onde as mere i dorias se doren orara on pela aoafto
da chuva ou do calor, conforme a estacao.
En noma, pois, da hy^ieae, era aome daclas-
se oper.aria em nome emfira dos ioteresses da
comraiinh) reclamamos e'pedimosa'C .mar Muni-
cipal Cirar -nse e a Aasembla Provincia!, um
mercado para Caruar.
TaquaretiogaEscrevem-nos desta loea-
lidade em dar de 9 do correot'.
Se bem que baja pouco mais de um mex de-
pois das ultimas noticias que Ibe tranamitti, pouco
ha ainda que Ihe piasa diir.
Comecsa o raoz fiudo cera abundantes chuvas,
as [quaes, encontrando bastaot) secco o terreno
que circunda esta serra, produziram as grandes
trovoadas que j nao essustam os habitantes,
acalmando era seguida o de3Puvalvmento que am
tomando varias milestiaa nos arredores des'a
villa, tendo j ceifado maitas criancis, principal-
mente a coqueluche. As trovoadas quie su desen-
cadeiaram sobre estas paragens punficaram o ar,
iiButrilisaram as causas de tao desastrosos eeitos,
e abasteceram os acodes que se acbavara intera-
mente seceos, seado at prejudicial a alguus, que
nao tardavam a algnus, que nao tardaro a inuti-
lisar-3p, por falta les neeessarios reparos.
Era Vertentea as primeiras enxurradas fize-
ram perecer nm* eranca de 8 annos, que estando
sobre urna barreira do riacho Cachoeira, e quebra-
da ella, nao se poudc suster.
Era 2 d'aquelle mes ce le broa se em Vertent.'s
a fests do glorioso S. Jos, a qual esteve bastaote
concorrida e animida.
^ Cabe aqui touvar o zelo e actividade que o
digno Fabriqueiro Roboara tem mostrado ao con-
cert e melhoramento das capellas, reparo e pro-
vimento de suas alfaias, esmolas que j tra ad-
quirido, e o proposito em que se aelia de conseguir
sena i concluir, ao menos muito adiantar as obras
da nutriz, > tulo por meio de esmolas particulares
que Ihe esto promettidas.
No da 21, .indo de Vertentea, onde reside, o
Dr. juiz de direito, para abrir o jury nesta villa,
que a nica da termo, e a sede da conarca, s
conseguio fazel-o no dia 22, apresentando o Dr.
juiz municipal 7 processos devidamente prepara-
dos, oa quaes deram o sguinte resultad.
Dia 22. Franciaco Pereira da Silva, con he.
cido por Xico Velho e Jos Thomaz dos Santos,
conhecidn por Jos B ilo (ausente) pronunciados
no art. 257 do Cdigo Crimina!, tendo por curador
Pedro Pereira de Araujo Lima. O primeiro foi
cudemnado no medio e o segundo no mximo do
referido artigo.
Da 23 -Manoel Vicente Monteiio, pronun-
ciado no mesmo artigo, e tendo o taesrao curador,
foi absolvido. e appellado pelo juiz de direito.
Da 24.Jos Constantino da Mello, pronun-
ciado no art. 257 ; Jos Antonio de Mello pronun-
ciado na priraeira parte do art. 222, e Fraucisco
Menez-s de Sant'Anna no art. 193 combinado com
o art. 34 O primeiro requeren e obteve que fosse
ada lo seu julgamento ; o segundo deixou de ser
jnigado por nao se ter plido f. rraar eoneeiho, e o
terceiro foi absolvido pir unaniraidade. Ete3
dous ltimos tiveram por patrono o professor Jos
Cecino dos Santoa Bezerra.
Dia 25.los Claudiuo dos Santos, pronun-
ciado no are 205, e tendo por curador Pedro Pe-
reira, foi absolvido por uuanimidade, appellando o
juic de direito.
Nease mesmo dia entrou anda em julgamento
Francisco Pereira da Silva, vulgo Xico Velho,
pronunciado no ait. 193 combinado com o art. 31,
tendo por advogado o mesrao do reo precedeulc,
e presi lindo o tribunal o Dr. juic municipal; foi
adiada a causa por nao se ter podido formar cou-
selbo de sentenca.
Fuuccioniu era toda a sessai o promotor pu-
blico da comarca.
E asaim [terrainou a sessao do jury, por nao
haver mais processos a julgar, sen Jo era seeuid
diBsolvida pelo juic municipal, que ento a pre-
sidia.
Coacluio-se a 30 do passado a matricula dos
escravos, ficr.ndo inscriptos 174, cujas idades vo
at 55 annos, sendo apenas um de 58. Foi encer-
rada mquelie dia com as formalidades legaes.
Folgo de dicer-lhe que muitos pioprietarios
deixaram de matriclar seus escravos r que ao mas-
mi tempo nai s.i conCa ura s arrolaii maior do
60 annos nesta comarca.
J temos collecor geral desde o principio de
Marco ultimo, e a elle devenios o resultado do ser-
vico cima descripto.
Como sabe, o Judas de sabbado de alleluia.
urna coraraeraoraQo dos tactos revoltantes pratica-
dos com o Salvador, e qua os garous entre nos a
repr-idasem a seu modo, sempre alluiudo aquellos
de quera poaeo gostam.
Nao passou, portanto, aqui, desapercebido esse
dia ; e nelle br:lh.arara logo ao romper da aurora,
algumas deasas figuras.
Ss nao hotive:ara em uosaa matriz os actos da
Semana Santa, ao menos devuo a palavra autoii-
sada do digno vigario data freguezia, vimos avul-
tar o numero das confiseoes c a mesa da coraran-
uho sempre ebeia. Iriam a ella todos cases pe-
nitentes com f pura, propos'ti firme de nunca
mais peccar, e voltariam cootrictos, como deseja a
Santa Madre Igreja? E' o qua nao nos compre
averiguar.
Os gener s esco por precos corara dos; j vo
appareeendo aJgnus queijos, mas a carne aecca
anda regula de 720 a 800 ris, e a verde a 440
ris o kilo.
Vai se fazendo sentir o fri nesta serra e o
thermornetro h* marcado neste- das ltimos 15."
centgrados uoite e 20. Juraut o da.
O estado sanitario bom. No cemitero da
villa inhumaram-se em todo-este interregno 4 pr-
vulos o 1 adulto.
Tudo o mais vai em paz. Au revoir.
CelloenE8ectUar-se-ho:
Hoje :
Pelo agente Martins, s 11 horas, na ra Du-
que de Casias n. 66, da armaco e miudezas da
loja ahi sita.
Pelo agente Modesto Baptitta, s 10 1/2 horas,
na ra do Imperador n. 65, de movis de urina.-
zem.
Pelo agente Stepple,
Cbegados de Haraburgo no vapor allamo
Uruguay :
Cari van der Linden, 8elrna Herleb, Vctor Nec-
een e Toni Neesen.
pereceo irurglcaFoi praticada no
hospital Pedro XI, no da 14 do corrente, a se-
guate:
Pelo Dr. Malaquias :
Ligadura da arteria femural, pelo catgut, na
uoio do terco snp.ri ir com o medio, reclamada
por ferida da mesma artera.
Lotera do ro-P.r-A lotera desta
ESkfl0 f P1*1'".. cojo premio grande
40.1,00*000, ser extrohida no dia 16 do cor-
rente.
Biihetos venda na Casa do Ouro, ruado Ba-
rio da Victria n. 40 Je Joao Joaquim da Costa
Leite
Tambem achnm-ae venda na Casa da For-
tuna ra Piineiro Je Marco b. 23.
liOterla da provincia do Paran
A 9" lotera desta provincia, pelo aova pla, cu
jo premia grande de 15:000*050, se extrahir i
no dia .."do corrente.
Bilhtes a vomla na Casa da Fortuna, rus
Primeiro de Marco n. 23, de Martins Piuca & C.
Lotera da norteA 204a lotera da cor-
fe, pelo novo plano, cojo premio grande de....
30:000.000 lera extrahida no dia .. de Mar-
co.
Os bilhetee achara-se venda na praca d8 lu-
deotradeneia ns. 37 e 39.
Tambera acham-He venda na Caaa da F -
una ra Primeiro deMarco.
Ceruiterlo PublicoObituario do dia 1_'
do corrente :
Maria, Pernambuco, 1 dia, S. Jos; fraqueza
congenita.
Josepha, Pernambuco, 1 mez, Boa-Vists : atbre-
psia.
Lourenco Francisco das Chagas, Pernambuco,
20 annos, solteiro, Boa-Vista ; ferida no palmo.
Quitea Guilhermiua da Silva, Pernambuco,
45 aunos, casada, Boa-Vista ; febre typhoide.
Cosme, Pernambuee, 6 mezes, Boa-Vista;
gas-
Pernambuco, 50'annos,
tro interite.
Jos Antonio Ribeiro,
solteiro, Recife ; nephrite.
Carlos, Pernambuee, 16 meces, S. Jos; cama
ras de angue.
Bartholomeu, Pernambuco, 8 mezes, Graca ;
convulsoes.
Isabel Maria da Conceico, Pernambuco, 40 an-
nos, viuva, S. Jos; congestao cerebral.
13
Manoel Fernandes da Silva Pitorra, Portugal,
58 aunos, casado, Sauto Antonio ; tubrculos pul-
monares.
Luiza. Pernambuco, 2 anno?, Recife ; enterite,
Daraiana da Coneeigo, Pernambuco, 17 annos.
solteira, Boa-Vista ; elephantiase.
Dr. Ljc da Carvalho Paes de Andrade, Per-
nambuco, 75 anuos, casado, Afogados ; beriberi.
Antonio Alves Lebre Sobrinho, Portugal, 24
annos, solteiro, Santo Antouio; tubrculos pul-
monares.
PCBLICACOES A PEDIDO
Re.iiiio dos magistrados
DISCSSAO do ccete
(Continuagao do n. VII)
O Sr. Negromonte (continuando)Sou, portan-v
to, ura juiz consolidad) (riso).
c-r. D. Limo d-ceMas cominigo nunca pe
is de
|
I
0
por
s
por
s 11 horas, na ra do
Imperador n. 22, depr-dio.
Muan funeliren.Sero celebradas :
oje :
A's 8 tinas, na matriz de Santo -.ntoniu,
alma de Joaquim de Barros Das Fernandes
7 e 1/2 horas uo convento de S. Francisco ;
alma do Dr. Flix de Figueira Faria s 8 horas,
na matriz da Boa -Vista, pela alma de D. Maria
Sebastiana de Amorim.
Amanh :
A' 7 horas, na igreja de S. FrancUco, pela alma
do capital Geraldo Correia Lima.
Terca-feira :
A'a o turas, ua ordem 3. do Carra o, pela alma
de Autonio Alves Lebre tobrinho.
PanMatreiroeCbegados dos partos do norte
no vapor nacional Par :
Manoel Nery da Ponseca e eua senhora, Jos
Rurigu's Vieira, Mme. Luize Garlhineir, Joo
M. Oavado, Manoel de Carvalho, D. Rita Miranda,
padre Antonio de Almeida, Miguel Francisco Me-
ueze?, Francisco Rodrigues e sua senhora. Joo
iia Matta Jnior e 1 criado, Jcs Joaquim Vieira,
Antonio Loureiro, sua senhora e 2 fiihos, conego
Joaquim ADtuaes de Oliveira, engeuheiro Wil-
liam Leal, Valeriano da Triodade, D. Thcodora
de S Barreto, Brito Lyra, Jos Varandaa de Car-
valho, Antonio Borges L-al, Jaciiitho Pedro de
Mello, Raphael M. Nascimento, Leovigldo Hol-
landa dos Santo?, Antonio Garca da Costa, An-
tonio Marques da Fonseca, Joo P. de Oliveira,
Horacio C. de Albuquerque, Antonio Mazei, Mi-
guel Guerra. Joo Santos de Oliveira, Manoel Sal
danh, fre Jos de Santa Julia, Delmira Maria da
Conceico e Caetano Sprovita.
Cb'-gdo do J?ar no vapor ingles Ca'.an :
Silvestre Ferreira Puntes.
Sabidos para os portes do sul no vapor na
cional Para :
Fre Caasiano deCamachio. Maria Lorette, Ben-
ny Sabal, L 'npoldioo- Pepper, Generosa L. dos
Ptazeres e 1 filbo, Dr. Beoto Ceciliauo dos Santos
Ramea e sua senhora, D-. Lui* F- Alves de No-
brega e Candi lo Gafree, Dr Hyedito V. Peder
nera,Quiteria Mara Neves, Affonso da >. Santos,
Emiti Sousa, Arthur Pereira, Aiua Bosa daCon-
ceica, vfiicial de facenda Joao Leopoldo Gouveia
e sui' seuh'irH, Jos Antonio Cardoso, Elvira Mo-
rer>rCardo90, Manoel J. Carneiro Guimaraes, eo-
juim Aaliii ) de Oliveira, Joao Pedro
garam as bichas. En tenh) reformado
cen vezes a sua consolidacao (riso).
O oradorOra, quantas vezes na o teaho enga-
sopadu e aos de sua turma ? (risadas).
O Sr. Limo docjMo me obrigae a dizer tu-
do (risadas)..
O oradorO que pode V. Ex?, dizer de raim,
que eu nao pissa igualmente dizer de V. Exc. V
(agtacao).
O Sr. Limo docePois nao !... (risadas)
O oradorQ.ie ha bins juizes, todas aa sabe
ni -. mas cates n) sao iutalliveis. Mas nao fa-
cera parte deste numero ncm V. Evc. nem esses
preteus03 potentados que encobrem, sob a capa
de urna estududa altivez, urna iguorancia vergo-
osamente crassa, essa iguorancia duas veces
criminosa, quo coudemna, qnaiido mu devo para
ostentar ura; independencia que nao tera (applau-
sos).
0 Sr. Limo docePeco a palavra para quan-
do fr convicada outra reunio (risadas).
O orador liei de responder-Ihe, c ento pro-
vr-lhe-aei que o meu grande mrito consiste em
ter saoido tirar proveito doa altiitis ignorantes
(risadas).
E' ainiriiUr, Sr. presdnte, que a Relaco con-
firme os m-ua julgados, e um desembargador me
cbarae escandaloso 'muito bem).
Eu quero ver qual doa phariseus que me acen-
sara, se julga lo innocente que possa atirar-me a
primeira pedra (muito bem).
Quero ver qual o formado de outro barro, nao
eoobecido por Agassis, differentc do que erara for-
mados os phariseus que levaram ao Chriato a mu-
lher peccadora para conJemnal-a ? (muito bem).
II-i de mostrar que eutre os mercadores. ex-
pulses do templo, havia Ten'.rarcas da Gallila
(mnito bem).
O Sr. ManejseNesto ponto estou gostando de
ouvil-o. Mas o seu methodo cngenhiso simples-
mente dete8tavel. Desculpe (risadas).
Pater neniaosDe toda a forma scffremos. Si
na Relaco, isto o que se v. Si no governo,
aquillo que se rio (hil-.ridaiei. V..u aposentar-
me, e nao quero mais saber de presidencia (risa-
das).
Pius EneasTem razio, collegu; sempre a in-
jootii;a, e at doproprio partido. Curei-me para
administrar, e deixaram me no canto. Tambem
vou aposentar-me (hiiariJa !e).
CresaMil vezes as seringas do Para (estron-
dosas gar^alhalas). ,
O oradoiDesculpe-me V. Exc, Sr. presiden-
te. Continuo minba defeca (silencio). Sr. presi-
dente, V. Exc. sabe qu Platao creou as mathe-
raaticas transe n lentes. Esta scieucia era, se-
gando ello, a oceupacao dos Deuzes. Antea de
Platao a nica curva estudada era o circulo.
Ao phobopho grego se deve o estudo das ou-
tras secco 'a cnicas. Foi elle quem ensiuou as
applicacoes da anslysc geomtrica, muito mai-
clara do que a algebra. Uo seu eusino se apro-
veiCou Hyppokrates de Ks para demonstrar com o
anxilio das lmalas do circulo, a igualdade de
inaa superficies limitadas, urna por liohas rectas,
outra por linhas curvas. Chegar ao mesmo pon-
to, ora por linhas rectas, ora por linhas curvar,
eis toda a minba sciencia, como juiz (sensac ).
Querendo facer alguraa cousa de novo, creei as
fal'encias rranseendentes, que sero o estudo Jos
deuses do foro (risadas).
V. Exc. sabe, Sr.'presidente, que das faltencias,
a jarte uuicamente estudada, era a qualificaci.
Com o meu novo methodo tizeratn-ce grandes me-
lborainentos nesta parle do nosso cdigo.
Dominado do -.rdente desej de imitar Platao
cheguei por miuha vez a demonstrar que o'uma
talleucia, dous advogados, partiudo de pontos dif-
ferentea, um, o curador, partindo do juiz, em li-
nhu recta, o outro, o advogado do fallido, partin-
do desee por linhas curvas, percorrem a mesma
superficie limitada, cuja igualdade no fim dX
cesto (risadas).
Mas como eram precisos axiomas e definicoes
que estabelecessem as condicoea para o rigor de
urna demonstradlo, aceutuar bem a ciffcr entre os raeios puros e os meios mixt r, isjo ,
entre as matheraaticas poras, e as mixtas, segu o
methodo de Aristteles. E, (Solando a arithujeti
ca da geometra, dt-ixei ao curadoro co?icreto
c ao advogado do fallidoi abstraa(gargalha-
ds)
Dahi o seguinte mioma : as mathematieas fal-
lencaes, o adgarisrao empalmado pelo curador, re-
presenta cinco vezes mais o clculo do advogado
do fallido (gargalhadas).
Coraprehende V. Exc. que este melnorameato
de grande alcance para marcar a distinecao que
existe entre o concreto e o abstrato, isto entre
curad t e o advocado do fallido (risadas).
O concrete denomina-se algariseio piceucial; r.
abstratohypithese! (ri>ad.s).
O Sr. Estevinbo S eu quo o diga (hiler 3a-
<).
O Sr. TelesphesphroJ fui coacreco e hoj
ando no mundo da abstracao (riaiadas).
O Sr. CariaDe mathematieas nao pe3co na-
da. Aioda na > pude comprehender como e por
que X igual i Z c 6" e igual a M. (risa-
das)
O Sr. GurjPas o estudo da min7a,paixao,
cuvH^alr^adss).
O r-r. I .'reto daceE da niuha (risadas).

i





Diario de PeruambucoScxta-ieira 15 de Lfaril de 138
V
O Sr. staajaa -Euclidet nao, LoMo. Dea-
soapofrJo dm gloria. Em audiencia, 8r. presidente,
n aentia- orgulhoso (te i.dU. homenageas.
OacTv ^.admire. Sentado em miuha cadei-
i i direita, como dtacno e a es-
coae^os de prebenda
a (zartralh.dHS). Com
mettre deeeremomaz, owi de dea conegea de meta
prebenda (gargalhadas). Era ama verdade.ra pon-
ifca, (hilardade) nada me faltav* e nem mesmo
a mitra, porque en naeci mUrado (estrondosas gar-
galhadas). ., j
U Sr. Manejsebim, senhor, est se vingando
do abysoinios. Desculpe. (Gargalhadas).
O Sr. CaroxaIsto nao se entende coromigo

ar de c'roinha, nunca me deixaram pe-
gar u turibulo e1 nem ao menos no kjf$tope (hila-
ridad'-- prolongad).
O Sr Telesphosplnro Cantei a epwtofa tres
vees (Ralbadas,, mas... foram se o. d.as des-
t* ventura, Thomasia perjura nio tcm -mor. [-,*-
trondusas gargalbadas). .
O Sr. CaroxaPois eu ficava na sacrista, guar-
dando a ora (risadas). _.
O oradorExplicada a mioha maravilbosa m-
venco, Sr. presidente, paseo a me ocupar dos in-
ventados escndalos das qaalificacoes
O Sr. CaroxaNao so esqueca da minha inter-
no S*dor-Fique des:ansado (riso), (Depois de
urna pausa).
O Sr. TeJeaphospboroDeixe est que nio tar-
to muito. (Biso).
O orador (rinda se) Daal queira qwe nio se
engaen nos calclos (semaco).
O Sr. Limito DoceE' preciso raoralisar ai fal-
te (apoiados).
O oradorV. Exc. pode morallsar coma algu-
in.i ? (Bisadas)
ouerda, como uMiocoao dons conegoe de preoenda n<>T (Bisadas! ...... .
Ss^HffKalb-dss): Como acolytos, capdlot e O Sr. Limao DoceAnda hei do pronuncia!->.
(Biso).
O oradorCuidadocom o S.T. de Justiea (riso).
O Sr. Limao Doce Cuidado com a Reacio.
(Gargal badas).
O oradorO seohor um embargo infriugeate
da justiea (risadas).
O 8r. Limio Doce O senhor urna carta tes-
temuabavel de esondalos (risadas estrondosas)
O oradorO senhor um libello (risadas).
O Sr. Limao DoceO senhor um pamphleto
(gargalhadas).
O Sr. ManejseAh! Juvenal empresta-m: a
tua penna Doseulpe. (Bisadas).
Sr. PresidenteCbamo-os ordem com de-
claraeo na acta (mnito bein).
Themu.
(Contina).
11 de Abril de 1887.
Sr. presidente, isto de escndalos na.qnal.fiea-
io das falleneias, urna aecnaacao hlha daiguo-
rancia do cdigo. V. Exc. sabe que o art. 800 du:
a fallencia ser qualificada com culpH, guando
ote etc. O art 801, di: podei ser qualificada
com culpa qoando etc., etc.
Ora. Sr. presidente, sera e podera ser nao
f'xprimem a meama cousa. .
Dados os casos do art. 80), a quahficacao im-
pessivel pela le. Mas, se ocurador partin io por
iinha recta se encoutra-no mesino poota coin
advogado, que vempelas curas, is condicoes
do fallido mudam de aspecto e o art. 800 tica pre
judicado pe!o8')l. Comeca ento o arbitrio dojuit.
Assim, pois, ^uaudo a demonstra'io vem por liuha
recta e a interdi pela Untaa eurva, prevalece a
demonttralio. E ento tomando em consideroslo o
que eusina Scbopenbauer, nr. seu livro sobre o li
vre arbitrio, levo as conclusoes u art. 799, qon
manda julgar casual. Onde est o eseaud*!-. V
(Bainores). Isto s acontece qaaudo o concreto e o
abttrato, chegam ao mesmo resultado. Nao sei se
me fix bem emprehender.
VozesPerfeitamente bem.
Urna outra inveocio, devida a mim, a contra-
minuta na Carta Taiemunhavel. Por este moda
i vito nio b que o .ribanal inaude tomar o aggra-
vo ; mis, tambem consigo que o egregio entre no
inerecimento do ag gravo, quando alias =<5 devia
maniar ou nao, tomar i aggravo. Do urna caja
dada mato dous eoelboa (risadas).
O Sr. Limao Doce Mas iste simplesmeute
nm eseindalo (apoiados).
O orador V. Bxc. que um venerando es-
ea dalo (movimeuto prolougado).
O Sr. Limao DoceMas, ludo quauto V. Exc.
t6m dito, prova que V. Exc. um juiz escandalosa
(apoiados).
P oradorNao sou mais que V. Exc. E ve n a
po citar um versinbo que li na Babia, ha muitos
anuos :
A Vox da Fama
Que eu nao repato um leve fumo
J me coniou teu mrito e facanhas
O Sr. Limao Doce Applique a ei o tul verso
da Baha. Eu nnoca z osteutacio dos meus er-
ro*, como faz V. Exc.
O Sr. CaroxaL?rcbrei me agora daquella mc-
cinba:
Mariana e Henriqueta
Fizeram sociadade
(Gargalhadas).
O Sr. Limao Ooce (ao Sr. Negromonte)O se
nhor deve quanlo antes sabir d'aqui.
Imposto obre om vencimenlo don
fanccionarlo publico*
II
Vimos ha aias como absurda, ridiculo e in-
connatitucional o imposto sobre luneciouarios p-
blicos ; ridiculo porque o estado d com urna, e
toma do que deu om a outra mao; absurdo por
que cobra um imposto de mis sappostos baveres
que o funecionario nunca teve, pois que clles s
rlguri.m as verous orcamentarias ; poiaque o que
chega s mos dos'f Juccionario3,,o aao es app i>-
t)s haveres de que se cobra impj3to, portanto
!i,io bouve os aiippostos baveres neta iinpisto, e
apenas diminuidlo de venc meatos ^ o que de on-
sequeucia em consequeocia levu a maior absurda
aiuda, pois se dos suppostoj haveres deve o fuuc-
cionario pagar impoato, os haveres sj a quau'ia
que resta deducido o imposto, e assim ainda de-
duzdo o imposto da deducida quantia u assim por
diant, at eUegar a ).
Finalmente incoiititu^ion! porq'ie a eooatitai-
io dispon 1> que tod >s devein coatribuir para as
despezHS do estado na razao d i s;us hav^re-', e
seudo u-na dess despezas > salario dos fu:iecijn.i-
rios, uao pjdia di-:pjr qm os m 'S_n .s fu ic'Imi-
ros coutriba* n cm o qui iee*D^m do estaio para
o seu proprio pagameito. Son ana constitui-
do ridicula absurda, e assim nao ao* venc
meatos, ao salario du funecionario que a constitoi-
cao chama haveres.
E em vista disio finimos de extminar qual o
inot'vo desta teim>si > en uol-o querercm laucar.
Ao principio foi um este motivo, que pissado,
agora outro.
Aquelle foi nio smente o cfteit) 8 qua rdoci-
ram es provincia os Srs. Paranagu e Jos Ha-
; nano, mas tambem o olio dos eommsrciaotes coo-
! tra es exactores da f iz-*i)da provincial, CJitra
i todo o carpo do Consulado e do Thesouro que del-
les o cobravain, odio que de nos so estendiaa tolos
os funecionarios pi-ivi.ici.es por serem remune-
rados om parte de.-'es e de outros impistos ; odia
'que nada era miior iijs eonirabaudistas e uu-
velbacoi por encjntrarom nos empregados do Cons
sulado e do Thesouro embaracos para p.usarem as
suas biscas.
Nao era, pois, s pela penuria da provincia que
toi laucado sobre nossos haveres o impasto de 5 %
; pois se o fra elle seria laucado sj .re tolos oa h-
veres, is'o os lucros d .s cominerciant-'s que os
tem de seu commercio de 10, 20, 50, 10 J e mais
1 contos de ris, >tire o posouidores de aoolici-s
geraes, d^ aegoes de c nnpanhias, de foros d* k>r
renos e outros hoveras, todas estas fjntes qu-; o
sao du verdadeiros haveres e uuuca do salario doa
funecionario que nunca foram haveres no sentido
j da constituicao e que ap< nai da quasi tolos urna
i vida de mis-.-ria.
Ora, este odio, esta verdadeira causa deste con*
fisco a titulo de imposto j pangado desde que O
COMERCIO
B 1a *>sun<-r>iai
1 OTA^OKS OFFICIAES DA JUSTA DOS COK-
RECTORES
Red fe li de Abril de 1887
Jainhio so ore Santos, GO ii; v. com 2 0(0 de des-
cont.
(i presidente-,
Antonio Leonardo Kodrigoes.
O secretario.
Eduardo Dubeux.
* BtCIFK, 14 DE Alllllt. DB 1887
Os bancos mantiveram no balcao a taxa de 21
3/8 d obre Londres e as relativas sobre as ooi-
tras pracas.
As taxaa cfficiacs, portanto, que vigoraram, fo-
ram estas :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 3/8 e a vista 21 1/8.
-obre Pars, 90 d/v 445 e vista 449.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 551 e a vista 556.
>.obre Portugal, 90 d/v 250 e vista 252.
Sobre Italia, viBta 449.
Sobra New-York, vista 2*370.
Do Englh Bank :
^obre Londres, 90 d/v 21 3/8 e vista 21 1/8.
Sobre Psris, 90 d/v 445 e vista 449.
Scbre Italia, 4 vista 449.
.Sobre Hamburgo, 90 d/v ;' 51 e vista 5C6.
SobH New-York, vista 2*370.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 250 e virta 252.
Sibre as principaes cidades de Portugal, i vista
257.
Safen liba dos Acores, vista 260.
>obre liba da Madeira, vista 257.
Mercado de macar c aigod&o
BECIFE, 14 DE ABRIL DE 1887
Astucar
Os precos, pagos ao agricultor, coatiouum a ser
os segu ates :
V baixo, por 15 kiUs, de 2*000 a 2*100.
-i regular, por 15 kilos, de 2*100 a 2*200.
.' boa, por 15 kilos, de 2*00, 2*300 e 2*400.
3. superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
Branco turbina pulverizado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Sueos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
Mascavado, por 15 kilos, a 1*200 a 1*300.
., por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
Relames, por 16 kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou mnimo dos piecos sao obtidos
-oforme o sorti ment.
Algodo
Contiouou a ser cotado o de Pernambuco e boas
procedencias, em trra, a 7* (firme) por 15 kilos. Tabeados de amarello (duiia)
Estirada* de aosocar e algodo
Liijur nacional Ideal
Sae hoje para Sanios, com a seguiut" carga :
4,500 saceos com Hssucar brumo
3,400 ditos com dito mascavado
Vapor alloma Tlmavo
Sahio autehontem, com destino uu Bio de Ja-
neiro, levando 32 rolos de sola.
Barca portuguesa Uemllia
Est pr^mpto o c.rreganeuto desta barca, que
deve sabir oestes das, o qual consta do seguiou :
Para Lisboa :
2,400 saceos cun assucar brando.
500 ditos com dito mascavado.
837 couros seceos
30 pranchoes de amarello.
Pai o Porto :
310 saccas com algodao.
1,000 couros seceos.
Banco de Crdito Beal
At o dia 15 do crrente in<-z, devem os ac-
cionistas do Banco de Crdito Real de Peruam-
buco realizar a le re-ira entrada do val r no-
minal de suas accors, na razio de 10 0/0, levan-
do-a sede do banco, na ra do (Jomuercio n.
34.
Este banco est pagando o seu primeiro di vi
deudo raxo de 4*000 por accao ou 10 0/0 do
valor realizado de cada urna.
O pagamento f.iz-se na sie do banco, das 10
horas da maula s 4 horas da tarde dos das
uteis.
Vota, do Iliisimro dilaceradas
O recolbiraeuto de notas Jilaceradas est sendo
feito na Thesouraria de Fazenda, as terfas e
sextas-feiras, das 10 s 12 horas da uianh.
govern )s proviucial geral eombinaraia para ser
cobrado pela A'tandega o imposto do gfro que
substitus o de consumo.
Qual o motivo, portanto, de ae pretender con-
servar este chamado imposto, esto CoaSsco, esta
extorcAo ?
Este tuitivo composto de duas partes, a pri-
moira que entre nos um imposto urna ves lanza-
do, einb ira para acudir a urna necessidade resul-
tante de caast extraordinaria, rara e difciloiout
se retira.
A outi i paffq o que agora mais acta, que
avuHi a verba desto chmalo impostle 5 / so-
nre ti ios os ven.-nn -intos dos funecionarios pro
viuciaes, aposentados ou uj.
E essa verba de reieita que avulta e por cujo
motivo se pretende conservar, tirada de urna
c asse de gante quasi toda to pobre, que, qoando
paga em dia, s que recebe no principio do mez
piuco para pagar o que consumi no precedente
mez, nio fallando no que ficou a dever no ante-
rior.
Ser porque se tratam com luxo, porque eejam
cibinjadores ?
Nao, que com a caresta sempre cresecnte de to-
das as coushs, principalmente pela deprefiacao do
valor da moeJa, taes veacimeutos estilo muito
longe de dar para luxo e desperdicio.
E' por causa desta crescente eareatia, desaa de-
preciac&b da moeda que do teinpos a tempos se
ten elevado estes veucimentos e anda assim nao
na razad da alca do* pr. eos de todas as cousas.
Se por esta razo os poderes provinciaes mal
tcm elevada estes vencimentos, como que retira
depois ama parte a titulo de imposto, quando a
razao de terem sido augmentados contina mais
intensa, os precos a todas as cousas mais uobein ?
E' pissivel que os funecionarios provinciaes pas-
sem mais econmicamente ou antes soffrendo maio-
res pri vaco Nao carecis elles de ter creado, ho de ir a ta
ve: 11 comprar o xirque, o bicalbo e o caf, nao
bao di' vestir e a eua familia, mandar seus filhos
a escola, aos estudos secundarios e superiores ?
Nao? t ie fazer d'elles? Destinal-es a enchada
e a p, com dizem alguns commerciaates, que se
devem fazer dos proprios funecionarios provin-
ciaes para htver mais quem planee canas cjm o
resultado das quaes elles augmeotem a sua for-
tuna?
Se houvsse para os nossos fiihos a facilidad^ de
entrar para o commercio e fater carreira prospera,
couu ha para os estrangeiros, que em pou-u tempo
paasam de c>xeirob a>ocos e tazem fortuna e se
r^tiram, quem preferiria-lhes dar antes nona carta
de bichare! ou de medico que j ha tanto, a vel o
estabelecid.s no coinrnercic ?
E ignora-se que sacrificios faz o funecionario
para t-r um S!b i nos ejtudos superor-s? E' pre-
ciso que a familia toda soffra privacoes taes que
s couliece bem quem est no caso 5que o ebefo
viva sob o peso de divids que nao p Je pagar e
da perseeuica dos cred res que u&o o d ixam des-
cancar.
Nao o*rm neceasario que o funecionario te
uha fiihos nos estudos superiores pira viver sem-
pre vid* de dolorosas augustias : basta lembrar e
ter sempre presente qua a grande maioria d'elles
aiuda apnaseos os ri.lu.j na Ojela primaria vi-
ve u.upre to atrasado que o que receba no
um du mez nao chega para pagar o que durante
Olla couiummira, s-in fallar das dividas ve-
nias.
E e n taes coi.dicoes anda se quer tirar 5 "/, de
scus veueimeutos porque esta veiba de reeeta
avuira?
Sj isto razio, enro tirem 10, 20, 50 e 60 e
u'c 70 /o, q iu anida mais avulta, e uu se ponte
que iudo-se ougmentaudo ussira a miseria rl'eota
ciasse, os funecionarios abandonara) seus lugares,
purque nest.-t desgracada tena nilo ha outro re-
cursi para o brasileiro que recebeu quslquer edu-
cacio.
I'orque porip em vz de tirarem 5 /4 dos veu-
cimentos dos tunceionarioB a titulo de imposto so-
bre a haveres, o que como temos visto contri rio
oii.-'.itiiicao. porque este imp.>t>to uoa laucado
sobre os vencimentos dos eluiuierciaute-., dos pta-
Paula da AifanUesa
bbil'NA DE 11 A 16 DE ABU1L DE 1887
Alcool (litro)
Algodo (kilo)
Assucar retinado (kilo)
Dito branco (kilo)
Dito mascavado (kilo)
Borracha (kilo)
Cacao (kilo)
Cachaca (litro)
Caf bom (kilo)
Caf restolbo (kilo)
Carnauba (kilo)
Carocos de alrodio (kilo)
Carvao de pedra de Cardift i-r
Couros seceos pichados [kilo;
Ditos salgados (kilc)
Ditos verdes (kilo)
Parinha de mandioca (litro)
Pumo restolho (kilo)
Ccnebra (litro)
Mel (litro)
Milho (kilo)

lirada de inmirar e
HEZ DE ABKIL
STRA3AS -2
Barcacas.....jl 13
Estrada de ferro de Olin-
da......:1 a 13
Estrada de ferro de Ca-
ruar ....
Animaes.....
strada de ferro de S.
Francisco ....
ada de ferro de Li-1
eiro.....1 12
( 13
1 i 14
1 12
518
400
151
131
067
1*26S
400
077
tfO
320
366
asi
(6 OS
500
275
500
400
200
040
040
100*000
Vspor nacional Para
Seguio bontein para es portos riS sul, com a se-
te carga :
Kara Bio de Jaoe i sacc s con assucar braneo.
070 ditos com dito mascavado.
aias com oleo de ricino.
50 ditas coro cajurubeba.
J'J saceos com cocos (fructa).
Para Rio Grande do Sul :
saceos com assucar branco.
tos com dito dito.
' barricas con dito mascavado.
Iuiporta?o
Vapor nacional Para, entrado dos portos do
norte em 13 do crrente o consignada ao Viscoade
de IUqui do Norte, mauif, stou :
Barricas vasias 120 a Manuel Marques de Ol
veira.
Pipas vazias 8 ao mesmo, 10 a Affjnso Taborda,
20 a Joo Paulo Botelho.
Hiate nacional Dona Julia eutrado de Maca o
em 13 do corrente e cousigoado a Hartholomeu
Lourenco, manifestoa :
Sil 51,200 litros ao consign.tario.
Vapor inglez Actor, eutrado de Liverpool e Lis-
boa em 13 do corrente e consignado a Johnston
Pater & C., maaifestoo :
Armacoas para sellins 1 caixa u W. Halliday
ce C
inrr3 "b 8acC08 a ')on,ingo Alves Mutheus,
100 a Domingos Cruz z C, 25 a Joaqaim Pelipoe
& Agaiar, 20 a J- P. da C.sta, 30 a Fernandes
4 Imaos, 25 Araujo Castro & C, 150 ordem,
25 a Francisco B. de Andrade.
Alpiste 10 saceos i ordem, 20 a Domingos Al-
ves Matheus, 10 a Souza Basto Amorim < C, 10
Fernandes [ Irmaos. 10 a Araujo Castro C.
& Arcos de ferro 259 feixes a Prente Viann*
Amostras 7 volumes a diversos.
.Ac^ feixe8 Ferre' Quimares 4 C, *9 a
Alian Paterson & C.
oaB*7." de ferro 10Wiam Halliday 4 C,
20 a Albino Silva a C, 352 e SO feixes a A. ao-
dr.gaes de Soora & C,419o 283 a Ferreira Qui-
maiaea & C.
Burcoutos 5 caixoes a Ooncalves Resa fe Fer-
nandes, 5 4 ordem, 5 a Domingos Ferreira da
Silva & ('., 5 a Cirvaiho & C, 9 o Franeis-:..
Guedes de Araujo.
Bataneas 74 a Miranda (i Sonza.
15 'r.n 1 barrica a Perreir Guitnares & C.
K"as de ferro 2 barricas a Tavares Uartiui
fcC
Uairilha 50 tambires orden.
i; tire 13 volumes a,Ferreira Guimares 6c. C.
Oi 3 grages a Paulino de Olivcia .Mala. 5 a
Priuieiscu Guedes de Araujc.
Camos de chumo i 6 barricas ordem.
Canela 2 caix.u a J F. da Costa, 5 a Gncal-
ve Rosa Fernandes.
Campeche 6 bauis e Antonio de Ol veira Maia
& C.
Chumbo de muuicao 100 barrs a Gomes dj Mat-
tos Iru.io.
Cmservas 35 caixas F Guedes de Araujo, 40 a
Domingos Ferreira da Silva & C, 20 ordem.
Canea de ferro 29 feixes a Allau Paterson & O
Cidra 5'J caixas a Fernandes Ir-alos, 25 a Gon-
Calv^s, Roza F.-rnaudes, 40 a Domingos Fi r-
rtira da Silva & C.
Cartas para jogar 2 caixas a A. D. Carueiro
Viaiina, 2 a Gomes de Mattus Irmao.
Cerveja 20 barricas a Feruaudes & Irmo, 20
a Araujo Castro &. C, 20 a Goncalves Rusa &
Fernandes, 30 ordem, 0 a Francisco Guedes de
Ar lija.
Cofre de ferro 1 caixo a W. Halliday & C.
Chapeos 1 eaixao a Affonso Oiiveira & C, la
B. da Silva Cirvaiho.
Chapas para fugues 30 a Miranda & Souza.
Canos de chumbo 8 barricas a VV. Halliday
te.
Diogaa 2caixas a Antonio F. Ramos.
Elstico 1 cana ordem. 1 a 3. Nusch & C.
Eoxadas 40 barricas a Oliveira Bastos & C 35
Fermra Guiraaies & C, 15 a Prente Viauna
&C.
Estopa.31 fardos A ordem, 3 a Antonio de OH
veira Vfaia, 10 a Rodrigues Luna & C-
Fuzis para ai mas 1 barrica a Samuel P.
Jobuston & C.
Farinha de milho 234 caixas a Saundrcs Bro-
thers & C.
Fulhas de ferro 5 a W. Halliday i C, 20 a
Ferreira Guimares & C.
Ferragcus 2 volumes ordem, 3 a Vianna Cas-
tro C, 3 a Recife Draioage Company, 33 a Fer-
reira Guimaiaes & C, 13 a Vctor Ncesen, 10 a
Reis ct Santos, 37 a W. Halday & C-, 13 a Mi
randa Souza, 5 a A. D. Carneiro Vianua, 8 u
Gomes de Mattos Irmo, 9 a Alian Paterson, &
C, 1G a Prente Vianna 4 C, 29 a Albino Silva
te C.
'i i 3 fardos a Ferreira Guimares & C, 4 a
A. D. Carneiro Viauna, 1 a Miranda & Souza.
Folhas de Flandres 50 cuohetes a VV. Halliday
fe C, 50 a Prente Vianna & C. 122 a Gomes de
Mattos Irmaos, 50 a Viaoua Castro & C
Fogareros 119 a Tavarea Martins fe C 97 a
Vianna Castro & C.
Louca 66 gios a Souza Basto, Amorim & C,
14 a Jos A. Vciga & C, 64 e 4 barricas ir-
duai, 133 e 1 barrica a Fernandes & Irmao.
Lina 6 fardos a H. Lundgren tC, 1 ordem,
5 a A. D. Carneiro Vianna.
L'ute condmsado 10 caixas a Francisco Guedes
de Araujo, 10 Ttem.
Li:iha5 caixasa Nunes Foaseca &C'2 a Fran-
cisco Launa fe C, 1 a .Man jel Coliseo J C, 1
Guimares Cardoso & C.
Mercadorias diversas 3 volumos a ordem, 2 a
Netto Campos & C.
.Vicias 2 caixoes a Crarner Frey & C, 1 a Oli-
veira Bastos & C, 1 a Manuel Jote Ribeiro & C.
Materiaes e Ferragens p ira estrada de ferro 53
volumes o pecas ao Dr. H. V. Pederneiras, ditos
par* eccauamutos d'agua 10 volumes e pecas a
Compinhia de Bebefibe.
Mucainumo u ferragena 34 volumes c pecas a
Cardoso Si Irmo.
Materiaes para navios 2 volumes a C. C. ds
CoBta Moreira Al C.
Ditos para esgoto 154 volumes e pecas a Re-
cife Drainage Company.
Dicrs para ongenbo 9 volumes e picas a Jos
Joaquim de Castro Medeiro'.
Movis 2 caixoes ordem, 21 a Antonio D.
Carneiro Viaan i.
Materiaes para estrada de ferro 2,287 volumes
0 pecas a Great Western of Brasil, Raway Cim-
pany.
Oleo de nhaca 10 barris a Recifd Drainage
Company.
Pedr.a de fugo 3 barricas a Antonio Rodrigues
de Souza 4 C.
Presuntos 5 caixas a Paiva Valente & C, 3
ordem, 2 a Francisco B. de Andrade.
Dito e toaeinbo 5 caixas ordena.
Papel 22 fardos ordem.
PimeoU 10 saceos a Domingo Cruz & C, 10
ordem.
^nidore de aplleos 'gerses, do aeces de compa-
as, em orna palavra sobre todas as rendas que
elles anferesa por todas os eneros de commercio
que cada um exerce, de todas as transaeoes que
fizeram durante o anoo ?
Pois o funecionario provincial que ha de pa-
gar um chamado imposto que inesnstitucional,
elle que vive sempre na miseria, elle que quando
morre deixa sua familia esmolando, o morrendo dn
fome cubera de andrajos, e nao eommerjiautes
que passam a vida deliciosa, d-.ix.ndo quasi sen-
pre tonuna de centenas a milhiies di contos, ou
os transportando em vida para saa trra, d'onde
nada 'louxeram !
Poique tratar assim tio cfuehaeuu ans fillios
da pairia, e aos C8trauhos um obulo das riquezas
que d'aqui extrahem, nao se exige?
Diz-se-ha que nao assim, que eder j pagam
muitos impost s ?
Qual! nao ha tal cousa .' Elles nao pagam nem
om vint ia do sen, das reudas que nuferem, das
quaes accumoilain tintas riqu-ozas.
Os impostos que elles pagum dr todo o movimen-
to de seu commercio, nao sahem d'elles; sahem
dos consumidores; e eiles os cobrem duplicados,
triplicados e quadruplicadamente.
De si t pagam impostos indirectos do que con-
scn.em, como nos tarubem pngamos.
Como pois que a titulo de imposto se quer ainda
cob rar urna conrribuicao inconstitucional, de uo>-
80 8 miserareis vencimentos para nao se tocar mis
rendas d'aqutlles seuhures, como se elles fjssem
nossos senhures e nos os seus servos V
Se cada urna do todas stas razos nao valcm
para levautarem o garrote de que nos fazem victi-
mas, so menos vlha para es amigos da lei funda-
mi ntal a razo ds ser este fallado imposto entei-
ramente constitucional.
Recife 10 de Ahnl d 1887.
Affcnto de Albuquerque Mello.
A proposito do naufragio do
Baha
(SEM EXEMPLO)
Com esta epigraphe hppareceu ua Prouineia pa-
pel, de 13 do correute um Sr. Gilvas, citando ar-
tgos do regubimento e atirando para frente este
disparate : si; o Baha quando reconheeeu me
vitavel a abalioaco, ti vase parado ebbava pois
seu dever era seguir no rumo em que vinha. >
Apezar de inculcar-se nutico (duvidu !) esque-
ecu de que, quando se fizeram as machinas pira
pararem e audarem para traz, com a maior pies
tesa pos si vel, nao foi por mero luxo mas para fa-
cilitar as manobras e evitar os cuoqu-rs.
Deinaia ,. ivaz u:Io se deu a trabalho (para
que ? sabio) de 1er o tal reguinuv uto a respeito
do vapor. Por issu foi a pique-
N* seremos nos que tome nos o encargo de
apreciar tpico por tpico a sua tirada, por isto
que os que da materia enteuderem, conhecero
que, errando elle na parte principal, errou em
tudo, foi-sv, deixando, apenas ver os ma.-taros da
asueira.
Tocaremos, entretanto e de leve rm um outro
ponto e lbe dirtinos qne um navio cumiubando
como diz 5' a '5,5 millus e ootra6 b'io mar-
chas mais que sut&cientes ji-ra m-'iicr ambos
pique, se se eh icassc.n em rumes nppojtos.
Essa assercao justifica pleuamebte o l'iropama
por haver parado.
A mas profunda seiencia proG^simal, dia Gil-
vas, nao poder contestar o que tumua di lo.
Parabens, cavalheiro!
Od illustres profissiouacs Bueno 6 Nuiu pensam
da mesma maneira.
O grande nutico (.linda duvi.iu !> i ase nnici-ns
Gilvaz esquaceu (nim todos tem boa memoria)
que o "1?;.tiia. e o l'irapmna na pjdixin seguir
rumos, que se crusav m, mas ramos oppostos
Inimigo do commaudaute 4u Pirapaina < da
cjuipi'iiliia a que este p-rfence, abandunou todas
as cunveniencias, natura-mente porque (quem sa-
be 'i) nao obteve, apezar de toda a sua seiencia e
diplomas scientificos, um cumulando do vapor eo*-
t-no, sendo pretelido pelo pratico Raymuiido de i
Curv-lho.
Mestre Gilva, se fossa razoavel, deveria reco- "
nhecer auo ao viagens coateiras das vapores da
compaera pernambucana s exigiem prat icaedes-
pensam a nutica, e que todo o pratico sabe ma-
nobrar um navio.
_ A prova disto est na propria companhia bra-
sileirs, a qnal, nio obstante os seas vapores seresn
commandados por pessoas abalisadas nd dispen-
sa o pratico da costa do porto do Recif* ao norte.
Mais prudencia e mais criterio: e fiquem todos
cortos de que essa queato nd aera decidida por
Gilvaz, Y e outros e outros...
Tal e qual.
Recife-1887.
Talio.
Conferencia abolicionista
A Associaco Unio Federal Abolicionista e a
Sociedade Peroambncana contra a Escravido pro-
inovera urna serie de conferencia publicas para
as quaes sao convidados os membros das mesmas
sociedades, e todos quantos se intereseam pela
causa abolicionista.
A primeira conferencia ser rcalisada no do-
mingo 17 do corrente ao meio dia no theai.ro de
Vanudadea. aeudo orador o Sr. Dr. Jos Manan-
no.
as entradas exteriores estaro coinmissoes des-
uadas a receber qualquer obulo em beneficie dos
cscra vos.
Rcife, 14 de Abril de 1887.
O 1' srcretario
Bellarmino Carneiro
Os dous poetas
OPFBBECIDA AOS DOOS TALESTOSOS POETAS, S1ES AMI-
OOS, OS ILLUS. SRS AFFOISO OLINUESSF RIBEIRO DE
SOUZA, E UNOS.. SOUKINHO.
Escripia em meu lbum
Sao el'esds dous gigantes,
N'um sec'lo de pygmeas,
Sao ellesque a magestade .
Arrancam das mos de Deus.
C. Altes.
Amigos : Xa pjca semi-morta, em que vivemos,
Pobre de lcttras,pica de prosa,
De bronze e ferroem que uinguem mais falla
Nos risos d al va. no frescor da roea.
Na passngem da vida, em que as lettras
J uo aervem de nurma ou de medida
Para gravar as instruecoes de um pavo,
E calcular-lbc os impetos da vida ;
Quando extincta no c a luz dos deuses,
Morta no peito a flor lio sentimeuto,
Nao se roleru mais idolatras,
Nem mesmo... a idolatra do talento.
Eis quem vos falla, um pobre solitario,
Que na izas da gloria, vm* lauca abrigo.
Ambos qu- alea 4o Piet.asle pensar sublime,
Sab'in a arte t.iinb'in de seramiyo..
Assirn vos falla qoem nao tem por habito,
Bagas queimar de lisonj-ro incens,
Quem attrahi uu fundo de minh'alira,
Quern os sondon o coraco iuimenso.
Abril- 1887.
Julio Soares de Azevedo.
A A.
Chegou Franqumbo
Sein e uiip niKia,
Trazeudn a b.lsa
Muito vazi.i.
Gastn dinfaeiro,
trazares tendo,
Deixou navios
Os tolos vendo.
Tal empresario,
ancula ma,
Deixa de mo...
Malla non tia.
J. M.
Ps re ferro 20 feixes a Fcrieira Gunna-
res & C.
Queijos 2 caixas ordem.
Roupa 1 caixa a H. Stolzeubacu Soda caustica 5 tambores ordem.
Salitre 30 brricas a ordem.
Sal nfinado 'b caixbs a Francisco Gu-i'cs de
Araujo,
Trapos 1 fardo i. C. C. da Cista Moreira &. C,
3 ui tu m.
Tasas de ferro 25, aos herdeiroa do Doumaun.
T.'Cidus diversos 6 volumes a Jesuiuo Alves
Fernandes 39 a Albino Am.riiu & C., 10 a A.
V'ieirs & C, 3 a Guimaiaes Irmus & C, 60
a Machado V Pereir*, 23 a Olinto Jareiin & C., 1
a Bernet & C, 36 a Andrade M.ia & C, 4 a
Alves de Brito & C. 3 a Francisco L..uria & C,
54 a Luis Antonio Siqueira, 1 a Andrude Lupes
U., 3 a Rodrigues Lima & C, la Craintr
Frey ib C 138 ordt-m, 8 a Silveira & C, 5 a
Souza Nogueira ,t C.
Tinta 1 barrica Oliveira Basto & C.
Tiiitaa 3 vtlumes a Recife U.aicagc Company.
Tijoll-o8 paia limar lacas 50 caixas a Guucoalves
Rosa & Fvrnandes, 10 ordem.
Whi.-ky 45 caixas a Guimares fe Perman.
Vidros 1 caiva a Simuel P. Johnaton fe C-, 1
ordam.
Carga do Lisboa
Azeite de Oliveira 5 b Bagas 1 caixa a Martina Viegas V C.
Conloa 1 caixa a n.il.tzar & C.
Carne de porco 2 caixas a J. S. Neve.
Cuminhas 5 saceos a W. Jos Baptista (em tran-
sito para Macekil.
Ceblas 50 caixas a Ferreira Rodrigues & C.
Conservas 1 caixa a C- do Re^o Baptiata.
Cboricas 1 caixa a Ferreira Rodrigues & C
Drogas 4 volumes a.G. Laport & C
Linha 1 caixo a Salazar 4 C.
Pedras 394a Amor.m Irmaos 6t C.
Sapatos 1 eaixao, a Albino Cruz & C.
Toucinho 6 1|2 barris a Pereira Rodrigues A C,
30 a Silva Guimares & C.
Vinagre 3 pipas e 10|5 a Paiva Valcnte 4 C,
5 e 2."i[ a Souaa Sastos Amorim fe C, 1 barril a
a J. O Mnnteiro.
Viuho 6 pipas, 15|5 e 10|10 a Antonio M.ria da
Silva, 17, 90|5 e 40|i0 a Souza Bastos, Amorim &
C, 19,25|5 e 10|10 a Francisco Ribeiro, Pinto
Guimares fe C, 2 e 10|5 a Manuel Joaquim Fre- I Lugar portugus Hereilia, xarque.
re, 6 15|5 e 14 caixas a Domingos Alves Matheus 'Lugar inglez Lutae R. Wilce, bacalho.
22il0 a Jos S. Neves. 2 barriB a J^aouim Alves ', L^ar ingles Rosina, bacalho.
de asnear branco ; V. T. Uoimbra 530 barrioas
nin 31 800 kilos dn ussuear branco e 5 0 ditos
com 34,200 ditos de dito icascavadn ; M. Cuulia
6<0 barrieaa com 3.0.W kilos de assucar branco e
'0J dit.s com 30,1100 ditos de dito mascavado ;
K. Valente, 100 caixas com 3.000 kilos de oleo de
ricino.
= Na barca potugueza Vasco da Gama, car-
regaram :
Para Maninho. Viuva de Manoel F. Marques
branco.
= No vapor nacional Mrquez de Caxiat, car-
regou :
Para Bahia, A. Oliveira 4 C. 2 caixas com 150
kilos de doce ; M. C. Lopes Vianna 2 caixas com
120 kilos de doce.
a bniac Cecilia, carregou :
Para P. de Aiagoas, P. J. de Siqueira 20,000
litros de sal.
Xiiviox A carca
Barca inglesa Chrtiani Scrioer, Bltico.
Barca norueguensc Glitner, Hull.
Barca ingleza frinchner, Russia.
Barca noruegaeuse Amo, Hull.
Brigue allemo 1. G. Fichte, Montevideo.
Brigue allemo Jone' Genelra, Santos.
Barca norueguense Brodrene, Bltico.
Barca narneguense Dovre, Bltico.
Lugar iuglez Aureola, New-Yeik.
Lugar nacional Maia I, Santos.
Lugar nacional Juvenal, Rio Grande do Sul.
Lg-r norueguense Airona, Hull.
Lugar inglez Hornet, New-York.
Lugar norueguense iperanza. Canal.
Lugar inglez May, HuIL
Lugar allemo He/ene, Montevideo.
Vapor nacional Arlindo, portos do =ul.
.N'avtu 6 deacarga
Barca norueguense Progrese, carvo.
Barca dinamarquesa Arica, carvo.
Barca ingleza Paragero, bacalho.
Bajea ingleza Beltree, bacalho.
Escuna portugueza ooaquina, varios generas.
Aos Srs. propietarios e edifica-
dores
Na antiga e bem acreditada olaria de Bento dos
Santos Rain -s, ra do Viaconde de Albuquerque
(outr'ora da Gloria) o. 87, encontraro os Srs.
propietarios c edificadores, os seguintes cbjec-
tos:
Tijolus de alienara batida.
Ditos quadradus de diversos tamanhos
Ditos para fumo de olaria.
Ditos do tapamento.
Ditos para cacimba.
Tenas.
O proprietario dessa conceituada olaria scienti-
fica aos iuteressadus que todos os seus productos
to manufacturados com o excedente barro d'agua
doce, do lugar Taquary, tornando-se por ronse-
guile recommendaveis nao s para a saude, por
nao s.t hmido, como o sao as d'agua salgada,
mas tambem pc-la duraco. Outrosim, acicntifica
igualmeutc, que a forma de suas telbas maior do
que qualquer outra, seudo estas, ao mesiLO tempo,
mais leves por nao receberem durante o invern
grande quantidade a'agua, como succede com as
de parro d'agua salgada. Frecos mdicos. 87,
ra do Viscoade d' Albuquerque, outr'ora da Glo-
ria, 87. Entrada psio lado do caes, defroute do
passadico.
Cuidado ruin aa cabecaN !!
As folhas teem o seu tempu para cahir e aa flo-
res teem um s vero de existencia ; porm o ca-
bello urna vez judiciosameut.' cultivado dever
durar toda a Vida. ivutrido euidadcaamnte com
o Torneo Oriental, elle durar para atmpre. Nao
pode perder aua vitalidade e fonnosara, com tanto
que se applique este estimulante suave s raizes,
e fibras que o abdorvem,
As seuhuras nclle acharo o meihor de todos 08
preventivos contra as cana e a calvice, orthogan-
do-lhesalm di-so um formoso brlbo as suas tran-
cas e inadcixas ; e para as suicas e sigudes dos
cavalheiros, de todas as prejiara^es a mais ad-
missivel e agradavcl.
Acha-se venda em tudas as principa* phar-
maciaa, dru^arias e lojas de pertumaris
Agentes em Pernambuco, Houry Forstcr & C,
ra do Commercio n. 8
A Imprema < <> peltural de Cam-
bara (4)
D'entre as inultas apreviaces que este impor-
taute medicamento tem continuamente merecido
do j malismo de quasi todo o imperio, offerecemos
agora ao publico a Opima i ius i^peita de um Ilus-
trado orgo que v a luz d. publicidade na cida-
dc do Itiu-Gr nde do Sul.
Eil a:
.-abemos de um asthmatico, diz o Arlistr, que
regularmente, urna vez por mez, era accouimettido
di ataques que o inutiiisavam por aiguna dias.
Entretanto, no espigo de o (o inezes que tem usa-
d.' do Peitoral de Cambar do Sr. Jos Alvares
de Souza Soares, o seu estado de sade uo tem
continuado a aoffrer os tudes golpea daquella in-
cuinmodativa eniermidade.
Escrevendo estas linhas, o fazemos na crenga
de que prestamos um sctvico humanidade soffre-
dora.
Aponamos-lhe o Peitoral de Cambar, que
nao conteudo na sua preparando cousa alguma no-
civa, tem pmduzido curas admiraveis.

8 taboleros a 200 ris 1.600
15 Su moa u 200 ris 3000
Foram oceupados :
24 columnas a 600 ris 14/400
24 compartimentos de fariuba a
500 ris. 12/000
23 ditos de comida a 500 ris il/500
78 ditos de legumes a 400 ris 31/200
18 ditos de suino a 700 ris 12/600
13 ditos de iressuras a 6U0 ris 7/800
10 tainos a 10 ditos a 1 20/000
10/000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhoe a 1/j 54/000
Oeve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de 196/920
eudimento des das 1 a 13 2:675/140
pipas
22|10 i
da Silva Santos. 1 a Henrique Bernardes de Oli-
veira, 1 a Jos C. Moutiirj.
ki:xpor.:v:i
BCCirE 1 4 DE jlbRIL DE 1887
Paro o exterior
>=> Na barca noruegnense Dovre, carregaram :
Para o Bltico, Borstelmann & C. 3lK) fardos
com 57,215 kilos de algodo.
Na barca no.oeguense Brodrene, carrega-
ram :
Para o Bltico, S. Brothers & C. 75 saccas com
5,854 kiloa de algodo.
No lugar uorueguense Aino, carregou :
Para Hull, C. P. de Lemos 40 fardos com 5,000
kilos de trapos.
Para o interior
=- No brigue allemo Jos Genebra, carrega-
ram :
Para Santos, Baltar Oliveira & C. 10C
eom 48,000 litros de agurdente.
- No vapor austraco Timara, carregaram :
ParsMO Rio de Janeiro, Mendes Jnior & C. 640
meios de sola.
No vapor nacional Arlindo, carregaram :
Para o Ro Grand(*lo Sul, F. M. da Silva & C.
5 caixas com 180 kilos de oleo de ricino ; V. T.
Coimbra KO barricas com 6,801 kilos de assucar
branco : P. Carneiro & C. 450 volumes com 29,207
kilos de assucar mascavado e 950 ditos com 5,620
ditog de dito branco.
Para o Rio de Janeiro, P. Carneiro & C. 400
saccas com 26,895 kilos de nlgodo.
Para o Rio Grande do Sul, P. Carneiro & C
200 saccas com 13,403 kilos de algodo.
Para Santos, P. Carneiro & C. 6,(j80 saceos
com 364,80d kilos de assucar mascavado.
Para Paranagu, P. Carueiio & C 500 saceos
com 30,000 kilos de asaucar branco e 500 dilfcs
com 30 OJO ditos de dito mascavado.
=3 No vapor nacional Par, carregaram :
Para o Rio Grande do Sal, T. de Azevedo Sou-
za 250 barricas com 22,650 kilos de assucar
hrojifts e 50 ditas com 5,560 ditos de dito masca-
vado ; Amorim Irmaos Se n. 250 barrieaa com
23,973 kilos de assucar brnco.
Para o Rio do Janeiro, F. A. de Aaevedo 1,000
barricas com 60,000 kilos de assucar branco : T.
de Axevede Soasa 200 barrieaa com 12,000 kilos
L6ar inglez Kalmia, bacalho.
Patacho nacional Andaluza, xarque.
Patacho allemo Mary, xarque.
Vapor inglez Poruense, vario gneros.
fleudiiueuto* pblicos
MEZ DE ABRIL
Alfandega.
Renda geral
Di la 13
dem de 11
Renda provincial
De 1 a 13
dem t e 14
270;lS6022
24:072*057
i/:296il75
3:133*601
294:228/079
50:429/776
le la 13
dem no 14
De 1 a 13
dem de 14
Oe1 a 13
Idecr ae 14
Recebedoria
Consulado Provincial
344:657/855
11:7514965
1:021/195
12:773*160
12.076/704
289/129
ieciVe Drainage
12:465/833
4:806/577
221/315
5:027/892
Mercado Municipal de n. Joa
O inovimento deste Mercado no da 14 de Abril
foi o seguinte:
Entraram :
401/2 bois pesando 5,655 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 22 ditos de 1.a qualida-
de, 5 1/2 de 2* dita e 13 ditos par-
ticulares.
236 kilos de peixe a 20 ris 20
60 cargas de farinha a 200 ria 1H*02r
7 ditas de fructaa diversas a 800 rs. 2/100
Foi arrecadado liquido r.t heje 2:8?2/060
Precos do dia :
Carne verde de 320 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Su i nos de 600 a 640 ris idem.
Farinha de 240 a 320 ris a cuia.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijo de 640 a 1/000 idem.
Matadouro Publico
Foram abatidas uo Matadouro da Cabanga 65
rezos para o consumo do dia 15 de Abril.
Sendo: 44 rezes pertenceutes a Oliveira Castro,
Ae C, e 21 a diversos.
Vaporea c navios esperados
VAPORES
Tamardo sul hoje.
Marinbo Viscondeda Bahia hoje.
S. Franciscodo aul auoaub.
Pernambucodo aul a 17.
Viile de Rio de Janeirodo sul a 18.
Vi.le de Maranho do Havre a 19.
Nigerdo aul a l.
Bkaineny"de Trieste a 23.
La Platada Europa a 24.
Espirito Sautodo norte a 24.
Euclidde Liverpool a 25.
Ceardo aul a 27.
NAVIOS
Amaudade Hambnrgo.
Apotheker Dirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade Cardiff.
Anne Catharineda Bahia.
Bcrnardus Gudelewus do Rio Grande do Sal.
Brothersdo Rio de Janeiro.
Catede Hamburgo.
Diudado Rio Grande do Snl.
Enjettado Rio Grande do Sal.
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Sal.
Elysado Porto.
Favoritede Santos.
Guadianade Lisboa.
HausTode-de Cardiff.
Joli.ntde he Santos..
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. J).de Liverpool.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Nordsoende Liverpool.
Nautiluado Rio de Janeiro.
Uoviiucuto do porto
Navios entrados no dia 4
Liverpool e escala -20 dias, vapor inglez
Actor, de 1,073 toneladas, commaadan-
te David James, equipagein 27, carga
varios gneros; a Samuel Jobnston & C.
Haicburgo e escala 26 dias, vapor alle-
mo Uruguay, de 1,506 toneladas, cam-
raandante F, Kier, equipagem 39, car-
ga varios gneros ; a Bostelmann efe C.
Maaei-5 lloras, vapor inglez Austerlity,
de 1,076 toneladas, com mandante Ja-
mes Cowie, equipagem 23, em lastro ;
a John8ton Pater & O.
Navio saludo no mesmo dui
Rio de Janeiro e escala Vapor nacional
Para commandante Carlos Gomes, car-
ga varios gneros.
Ooser oacao
Procedente de Montevideo fundeou no
LamarSo o vaper italiano Paran, o qnal
nio communicou com a trra por ter vindo-
de porto infeccionado pilo cholera.
^


liario de Pernaml
*ta--feira 15 le Abril de 1887
!
/
-
.-



Convente do (amo
O abaixq assigdado, vera dar pela >m
prensa un publico testen)nnbo da seu gra-
decimento a todos os carissimos irmaos da
Veneiavel Ordera Terceira do Carmo, es-
pecialmente aos irrn3os prior, e, ao capit.to
Inoocenaio, pila maneira cora que o eoad-
juvsrara nos actas da Semana Santa cele-
brados as igrfjas de aua Ordera do Car
tao e 89 esforcarara pelo brilhantismo do3
mesmos; assiin como que possuido da
maior gratidao, vera satsfazer os impulsos
de sua coo'jncia, garaotindo aos seua ca-
rissiinos irmaos que no cessar de pedir
a Sanliasima Virgwra do Carmo e a nossa
matriaroha Santa Ther vimento da nossa Veneravel Ordem, era
cujo seio reina a nniao, e o espirito reli
gioso.
Recife, 13 de Abril de 1887
Fr. A. de Santa Augusta C. de Vasconcellos.
Conselho de qompras da repar
tiiilo de larinba
Avisamos ao respaitavel corpo commfrcial, que
o Sr. Vicente Silverio de S^uza deixou de ser em-
pregado de nossa casa, e que de hoje etn d aute,
todos os recibos bao de ser firmados por no, nao
tendo autorisado pessoa alguina para receber
cootas, e milito meuos firmar recibos.
Recite, 13 de Abril de 1887.
Slzer Kaujjmann & C.
X. 6. Era casos de tisiea no primeiro
segundo grao o poder curativo da Emulsao
de icott surprehendentp.
As sj as propriedades sanativas e fortifi
cantes e as suas virtudes balsmicas e cal-
mante f.izero-se sentir imraediatamente ao
princ'piar a tomar o remedio.
DECLARACOES
I KMANDADE
no
SS. Sacramento da matriz de S.
Jos
De ordem do nosso irmo juiz, sao couvidaJos
todos 17 do Correato, s 7 horas di inauh, par-i, encor-
porades, expor-se em solemne proci.-to o Senhor
aos enfermos.
S. Jote, 12 de Abril de 1887.
Mauoel do Nasiimento V. C. Sobrinho,
Kscrivo.
S:, B.\ Cayaileiros ia (m
De ordem do nosso R-sp.-. Ir.-. Vci.-. con-
vidj a todos os OOlr. d'esta Aug f. a
comparreerem na nossa tile i:o dia 18 do eorren-
'e, As G 1|2 horas da tarde, pura asBStein a
sesso c intciacao < posse.
Recife, 14 de Abril de 1S87.=E. .i.-.
O secret. Adj. .
Eduardo Goncalves 18.-.
Thesouro Provincial
De ordoai do film. Sr. iii3pe;tor dest.i reparti-
lo, fajo publico que no dia 15 do correte in>-z,
"sea-se a classe de professores de 3* entrancia,
rotativamente nop veneiireiitos d:) mez de Fevj-
reiro prximo findo.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 14 de Abril de 1887.
O fscrivao da despeja,
Si I vino A. Rodrigues.
a
dos trilhos urbanos do fleo.1
Olinda e Beberibe
Assembla geral extraordinaria
2 convncacao
De ordem do Exm. Sr. Dr. presidente da assem-
bla ger.il, sao pela 2a vez, convidados os Srs. ac-
cionistas a se rcunirem em assembla geral ex-
traordinaria, conforme o requerera a directora da
Companhia, aliui de ser consultada a sua opiniio
sobre a innovacAo do outracto permitttda pela lei
n 1,850 de 1885.
A rennio se ff:;tuar s 11 horas do dia 21
do mez correnre, no escriptorio da companhia,
ra da Aurora.
Tendo a assembla de deliberar sobre assump-
to cogitado no art. 65 do dec. n. 8,821 de 30 de
Dezembro de 1882, a assembla para validamente
se constituir carece da presenta de Srs. accionis-
tas que :io mnimo representem dous :ercos do ca
pital social.
Secretaria da assembla geral da Companhia de
i'.-iihos Urbanos do Recife a Olinda e Beberibe,
13 de Abril de 1887.
O secretario,
Jos Antonio de Almeida Cunha.
Companhia do Beberibe
Sao se teudo reunido accionistas em numero
-rjfficiente, uera na primeia nem na segunda con-
i-o^acio, pira se consfituirem ein assembla geral
extraordinaria para deliberar sobre o augmento do
capital uecestario para o complemento das obras,
ao de novo convidados para o mesma fim, para a
reuniao que tera Ingar no da 16 do corrente mez,
i.o meio oa, no primeiro andar da casa n. 71,
ra do Imperador, deven o a n unio eftectuar se
com qualquer que seja o numero de accionistas
presentes, cerno dispoe o 4- do art. 15-da lei o.
150 de 4 de Soveinbro de 1882.
Recife, 12 de Abril de 1S87.
Cecilinno Mamede Alve Ferrcira,
Director Jos Eustaquio Ferreica Jacobina,
Director secretario.
M\
Na secretaria da Santa Casa arrendam se os
seguintes predios :
Rui do Rom Jess n. 12, toja e 1 andar.
dem idem n. 13, 9- e 3- andares.
Ideai do Vigai o Thenorio n. 22, I* andar.
Id m do Mrquez de Olinda n. 53, 3- andar.
dem do Apollo n. 24, 1 andar.
dem da Madre de Deu n. 20.
dem idem n 10.
IJem da Moda n. 45.
dem idem n. 47.
dem idem n. 49.
dem da Lingoeta n. 14, 1 andar.
dem da Guia n. 25.
Beceo do Abreu n. 2, 2- andar.
dem das Boias n. 18, sobrado de dous andares
ejloja.
Roa da Aurora n. 37. 2- andar.
Idee da Deteaco (dentro do quairo) deas
casas.
S. II. J.
SociedaJc Recreativa Jnventnde
Sarao bimestral em 17 de Abril
Tendo de effeetuar se ueste dia o saro.do bi-
mestre tuente sao convidados os tenhores socios a
: rocurar seus ingressoa Ofonvites csto em poder do Sr. presi-,
nte ; previnese que nao e adnjittcn aggre-
^ados.
Secretaria da Sociedade Recreativa Javcutude,
30 de Marco de 1887.
Jos de Medicis,
2"secretario.
Supprimento de viverea aos navios de
^uerr > fundeados no porto d'esta capital
e s dependencias d'este Arsenal, du-
rante o semestre do Io de Julho a 31
de Dezembro de 1887.
Da ordem do Exm. Sr. chefe de divisao Jos
Manoel Picaneo da Costa, inspector d'este Arse-
nal e capitao do porto d'esta provincia, faco pu
cuco que no dia 25 do corrente, s 11 horas da
manhi, se ecebe propostas para o fornecimento
d s artgos abaixo declarados ; nao podendo ser
aceita proposta alguma que nao co'itenha todos
artgos annuncados, com excepcao de pi e car-
ne, que serio propostas distinctas.
A proposta de carne vtrde dever conter a de
claracao de ser o genero fornecido nao tendo mas
de um quinto de peso em osso.
Vivtru
Agurdente, preco por litro.
Arroz, idem a>or kilo.
Assucar grosso, idem por kilo.
Areite doce para comida, dem por litro.
Az-'ite de coco, id m.
Azeite de peixe, idem.
Azeite para luz, idem.
Albo.
Alelria, dem por kilo.
Ararula, dem-
Boi vivo inclusive o pasto, um.
Batatas inglesas, idem pjr kilo.
Bolacha, idem.
Bacalho ou pe'xe salgid?, dem.
Bolachiuha, idem.
Caf em grao, idem.
Carne secca, idem.
Carne era conserva, idem.
Carne de jorco salgada, idem.
Carne verde, idem.
Conservas picantes nacionaes (pk'.es), idem.
Caf moido, idem.
Cb verde, idem.
Cha preto, idem.
Cangica, idem por litro.
Cei veja Gines. dem.
Chocolate, idem.
Jognac, dem.
Goneervos de gallinba, de carne de carneiro, de
carne de vneca, kilo.
Extracto de carne, dem.
Emilias sectas, idem por kilo.
Kariuha de mandioca, idem por litro.
Pub do milho. idim por kilo.
Feijio prcto ou mulatinbo, idem por litro.
Legumes conservados ou julianas, idem por kilo.
Gallinha, urna.
Gela de ir.i'in lio, dem.
Goiaba, dem.
Leste condensado, litro,
Mauteiga mgleza, idem por kilo.
\I;.t e ein tolha, idem.
Milho, idem.
Pao, idem.
P.-ptoia Catillon ou outra, idem.
Queijo de Hollanda, idem.
Rapadura de melado, goiabada ou marmelida, ou
oatios doces, idem.
Sal, pieco por litro.
Sabo, preyo por kilo.
Sag, idem.
Touembo de Lisboa ou Santos, id Tapioca, idem.
Vinagre de Lisboa, idtm por litro.
Vinho de Lisboa, Bordeaux ou anal, go, idem.
Vinbo velsta do Porto ou Madeira, idem.
Dietas extraordinarias
Cerveja prcta ou brauca, nacional ou cstraogeira
litro.
Carne de porco. kilo.
Dita do -telo, Mein.
Dita de carneiro, idem.
Charutos, um
Cigarros, masso.
Frango, um.
Silbte de pombo, nm.
Gela (tructus e gallinba).
Lite, litro. >
iilarinelada, kilo.
Macis, urna.
Ovos, duiia.
Pao de-lot, kilo.
Pao eecco, kilo.
Peros, urna.
Rap, kilo
Sag, kilo.
Uvas, kilo.
Vinho Xeres, garrafa.
Vinhos Collares e Figueira, id. m.
L'ondYcoes
1. Todos os artigos eero de primeira quali-
dade.
2.* Serio entregues pelos tornecedores as par-
edes ru Ihe forem pedidas pelo almoxarifado e
pelos navios de guerra, no prazo de tres das,
cootados da data em que os pedidos forem despa-
chados pelo Exm. Sr. inspector.
3. Os gneros ficarao sujeitjs approvaco ou
reprovaco do perito que tor designado pura exa-
miual-os.
4.* Os forn' cedores pagarao as multas de des
por cento do valor dos gneros no caso de demora
as entregas x de viute por cento no de falta de
entr ga, ou njei^ao por mi qualidade, indemni-
saudo neste caso a t'azenda nacional da differen-
c* qne seder entre 08 presos ajusfad >s e os por-
que forem comprados os gneros nao fornecides ou
rrjeitados, salvo se foivui immediatamente subs-
tituidos por outros da qualidade contractada.
5.* O pagamento da importancia dos forneci-
mentos ser teito pela Thesouraria de Fasenda
vista dos documentos que obtivere-n os fornece-
dores, e depois de satisfeito o sello provincial.
6 Conforme o aviso circular do Ministerio da
Mariuha n. 172 de8 de Janeiro do corrente anno
o fornei-ed >r ficar sujeitoa mais sessenta dias de
supprimento, alm do prazo estipulado o contracto
sem que ita circumstaucia Ihe d direito a pro-
roeacao do juste.
Associaple
-- -*

Da ordem do Sr. presidente, convoco de novo
aos senhores sssociados para rennirem-se em as-
sembla geral no dia 15 de Abril prximo viodon-
ro, s 10 horas da manha, visto nao baver com-
parecido boje numero legul pura o fim determina-
do no art. 29 dos estatutos, conforme foi annun-
ciado. Picar constituida a assembla geral nesse
dia com o numero de socios que comparece!, de
accordo com o art. 27 do referido estatuto.
Recife, 30 de Marco de 1887.
Sebastio M. do Reg Barros,
1' secretario.
iArlai COMPANHIA 1SEGOB0S
CONTRI I O. O
Nortb British k Mercantiie
CAPITAL
t:OOO.OOo de libras sternac
A O EN 7 E3
Adonison Howie & C.
Banco de crdito real de Pernam-
buco
Nos termos dos art i goe b e 6o dos estatutos,
sao convidados os Srs. accionistas realitar at
dia 15 de Abril prximo, na sede do Banco, ra
do Commercio n. 34, a terceira entrada de 10 /o
valor nominal do cada accao.
Recife, 14 do Marco de 1887.
Os administradores,
Manoel Jcao de Amorim.
Jes da Siha Loyo Jnior.
Luiz Duprat.
ssociayo commcr-
cial beneficeiitft
De ordem do Illui. Sr. presidente deta associa-
^ao, convido a tod^.8 os senhores socios e conse-
nhores do predio em que ella tein a sede, para
rennirem-se em assembla geral extraordinaria,
1 hora do da 15 do corrente, na referida sede,
afim de apreciaren! os pureceies de engenheiros, a
quem a direceo inandou ouvir acerca da ruina
em que se acha o mencionado predio, pelo lado do
mar, e providenciarem no sentido de reparal-o
antes que desabe, como est pievisto.
Recife, 11 de Abril de 1887.
Jonquini Alves da Ponseca,
Secreta rio.
Sociedade Benecente AHianfa
ii'isii Hagna
De ordem do hossj presi ieute, sao convidados
todos os sccios d'sta sociedade a comparecerej
8essao magna de posse e admisso de novos adep-
tos, que dever ter lugar no sabbado lli du cor -
rente, s 8 horas da noite.
Outrosira, sao igualmente convidados todos os
socios das sociedades qne se corresponden] com
esta, e bem aseim os socios avulsos que estiverem
em pleno goso de seus direisos.
Secretaiia da sociedade Bcneficente Allianca,
ra do Imperador n. 14, 13 de Abril de 1887.
Frederico Costa,
Secretario adjunto.
THEATRO
ts
CONTRA F0G#
ihe Liverpool & London & (Me
INSURANCE C0MP4NY
Saonflors Brota & 0.
empalice Seras FiisiMe,
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESS-N.
Sesrarois raarltimos e Irrreetret
Ncstes ultimo a nica companhia teu%x praca
que concede sos Srs. seguradla ieempco s paga
ment de premio em cada stimo uno, o qoe
equivale ao deaconto de cerca do 15 por canls
avor dos sesm-ados.
" SEGURO^
MARTIMOS contra fogo
Per-
(nmp.inhia Phenlx
aambucana
Ruado Commercio u.
8
COMP%\IIIV D SEGURO
NORTHERX
de Londres e Aberdeen
PoNic;to Onanceira (Resembr 1885)
Capital oubsciipto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,348
Keceita animal :
Da premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
Club Concordia
Samstag 16 april 1887.
Tans-abend.
Das di rector i um.
7.1 Os objectos fornecidos s serio pagos no
mez seguinte.
Obiervaepes
1. Nenhuraa proposta ser recebida tetn que
proponente nella declare por extenso, sem duro
aliium, emenda, entrehnha ou rasura, o prec) de
cada geni ro.
2. Nao ser aceita proposta sem que o n-gj-
ciaute declare que se sujeita ao pagamento de
multa de cinco por cento do valor prjvavel de for-
necimento durante o prazo para que este annun-
ciado, se uioco uparecer uesta secretaria para as-
sittnar o contracto, no prazo de tres dias, conta-
dos d'aquelle em que fdr notificado pela impren-
sa, como determina o aviso de 28 de Dezembro
de 1874.
3." Conforme o recommeudado em aviso de 11
de Ma o de 1880, nao sero admittidas as propos-
tas dos negociantes ou firmas sociaes que nao
apresentaren os documentos segmntes:
CertWo da matricula da junta commcrcial ;
Uilbete de pagamento do imposto de industria
no ultimo semestre.
Certido do coutracto social exhibido do regis-
tro da junta commcrcial.
4. enhuma proposta ser recebida depois do
dia e hora designados oeste annuncio.
5. Os proponent-s apresentarao OS documentos
exigidos pelo a'iso de 11 de Maio cima referido
ttes dias antes do prazo marcado para o recebi-
mento das propostas, para a necessaria verifi'ja-
Secretaria da idspeccao do Arsenal de Mariuha
de Pernambuco, 14 de Abril de 4887.
O secretario,
Antcnio da Silva Azevedo.
finm artstica
GRANDE CflMPlNHH BE ZARZUELA
EsfpU
Director de scena
D. Valentn Garrido
iviaestro-director
D. Aillo fiel YaHe
AMANH
Sabbado, 16 do corrente
91' Recita (? de assJgnatiira)
3B.ODBXlSrS03Nr
Esta zarzuela foi extrahida da novela pbautas-
tica q jo em todo o orbe, trra, se conbece com o
titulo de
.lobinsn Crosu
PROGRAMMA
Subir scena a muito applaudid zarzuela
buFa em 3 actos, original do festejado poeta Sr.
Santialeban e msica do notavel maestro Bar-
bieri, intitulada :
KOBINSON
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John. H- BoxKell
HA OOCOHMEHCIO X. 61* AND4B
i.. don and Hraillan Ua
Limited
Hua Jo Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca-
as domesmo banco em Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Capeiiist;is n 75 No
Porto, ra dos Inglezes.
Cmid Slatcs & Brasil I 1 i t
O vapor Adrance
E' esperado dos porros di
sul ate o dia 25 de Abril
depois da demora necessaria
seguir para
Tfnranho. Para. Barbados, S
Thomaz e \cw-Vork
Para carga, passagns, e encommendas tracta-
ie com os
AGENT<
Henry tmitr k C.
N 8 RIJA DO COMMERCIO 8
/.* anda
Companhia it ah aua de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Venedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
E' esperado dos oorros aci
ma at o dia 15 de Abril
e regressar ;ara os mea-
mos, depois da demora do eos
turne.
Psra carga, paasageus, ereommendas e dinhei-
ro a frete, trata-se na
7tiua do Viga/rio7
Domingos Alves Matheus
COafANHIA PKR.t.tHl(~ *M
DE
Vavegaco Costeira por Vapor
Fernando de Xoronlia
vapor Giqui
C o m a ard a a te Lobo
Segu no dia 15 de
Abril, pelas 12 ho-
ras da manha.
Recebe carga at
ia 9.
Pa8sagt,n8 at as 10 '-Dras da mnnh do dia da
partida.
ESCRITORIO
res da Companhia Peraai
cana n. l
AVISOS B1VERS0S
Aluga-sc casas a 8(,[>U uo boceo dos Coe-
h s, junto de S. Gnncallo : a tratar na ruada
mperatriz n. Til!.
Madame Fauny Silva, modista e eostureir
desta cidade, tem a honra de counaunL-ar s
Ezmas. familias que ihe tem honrado com suas
valiosas ordens, que parte para Pars co corrente
mez, afim de fazer acquisicao para o sen atelier
de fazendas, chapeos, ospartilhs, enfeites, enfim
tudo quauto de mais moderno e melbor tem, houver
e posea interessar ao toilette de urna senhora.
Duutro de dous meses a annuocisnte espera re
gressar dessa viagem, que simplesmcnte empre-
hendida pela aniroacao qno tem recebido de todos
que tem se dignado c-ncarregal-a de variadas con-
fecces. Despedindo-se, pois, ttmporariamente
de suas Exmas. clientes, cumpre declarar-Ibes,
que recebe desde j encommendas de vestidos
chapeos ou outros artgos que queira.ro, por seu
intermedio, mandar vir de Pars ou Londres.
Kua do Imperador n. 50, 1- andar.
AMA Precisa-se de urna para o servico
nterno de urea casa de fninilia ; a tiatar n ra
Duque de Casias n. 77-A, ou uo Entron-'amtnto,
entrada dos Aflictos n. 33.
Veude-se urna tavema muitu b^a c com
poucos fundos no Arraial ; a traUr na ra lara
do Bosnrio n. 14.
Quem precisar de nma professora para en-
sinsr primeiraa lettras, liuutriua, principio de
msica e piano, dinja-sc ao Caminho Nevo nu-
mero 128.
=* Uue dame francaise ayaot une grande ha-,
bitute de l'enseignemei t et ayant habit i'Angle-
terre peudant quatorze aun dire douner des
lec-.ns de trancis et d'anglais.
S' adester 19, ra do Hospicio. Pi u mod-
s.
AMA = Precisa-se de urna, para cosinbare
comprar, para duas pessoas ; a tratar na ra da
Roda n. 5i, 2- andar.
Precisa se de qroa ama para eosmhar e mais
servidos de casa de familia de duas pessoas ; na
ra Caes do Ramos u. 26.
ROVAL RAIL STEAI PAMiT
GOIPAHV
Vapor La Plata
MARTIMOS

Associafao eommercial benefl-
cenle
Os senhsres expositores que dso vieram hoje
receber os diplomas e medalhas que Ihes foram
conferidos na txpnsi;ao de Antuerpia, par* a qual
coDcorreram com os seus productos, queiram com-
parecer na sede da mesma associaco, que lhes
serlo entregnes pelo Sr. archivista.
Recife, 11 de Abril de 1887.
Joaquim Alves da Fonsecs,
Secretario.
Lotera de 40U cootos
>*1A grande lotera de 4000 con toa, em 3 sorteios
fica transferida para o dia 14 de Maio vindoaro,
impreterivclmente, nos termos do despacho de
Exm. Sr. presidente, de boje.
Thesouraria das Loteras para o fundo de
emaucpteio e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Descmbro de 1886.
O tbesonreiro,
Francisco Goncalves Tsi res.
PERSONAGENS
La riy.-ia Anans, india... Sra. Pl.
Mies Leona, rryna de las
plum.is verdes.......... Sra. Sacanelles (A.)
Guayaba, india........... Sra. Sacaielles (M )
Colibr, idem............. Sra. Ruis.
Mps Lelia............... Sra. Consuelo.
Mies Irene.............. Sra. Mathilde.
Robinson Crosu.......... Sr. Garrido.
Matatas, prestamista e s<-l-
vngem................. 8r. Ramcs.
El capitn Tiburn....... Sr. Duran.
El negro Domingo........ Sr. Manso.
Hambrn, grande sacerdote
indio................. Sr. Jordn.
Ura creado.............. Sr Eduardo.
eunoras ingieras, prestamistas, acredores, in-
dias, iudics, donzellas, casadas, vinvas, sacerdo-
tes, moaaguilles, marnheirs, coro geral e scom-
panhaintuto.
Presos do costnme
A'n 8 horas.
Haver trena para Apipucos e Olinda, e bonds
para todas as linhas.
Brevemente i As bellas zarznellas
Marselheza, Relampigo, Lux e Sombra, e
9 de la noche, para ultimas funccSes.
CHARGEIRS REIMS
rompanhla Franceza de navega-
cao a Vapor
Linba quinzenal entre o Havre, Lis-
boa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santo*
0 vapor Villa io Ro fle Janeiro
Commandante Fonesnel
Espcra-se dos oortos do
sul at o dia 18 de Abril,
seguindo depois da indis-
peneavel demora para o Ha-
vre.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As pascagens poderao ser tomadas) de anteinin.
Recebe carga encommendas e pacsageiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
0 vapor Ville~e MaranMo
Commandante Brant
E' esperado da Europa
at o dia 19 de Abril, se-
guindo depois da ndispen
savel demora para a Ba-
bia. Blo le Janeiro
e Mantn.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p^los
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng jJ-
quer reclam&fo concernente a volumes, que po-
v<-ntuiatenham8eguido paraosportos do eul,anm
de se poderem dar a tempo as previdencias neces-
sarias.
Expirado o referido pras a coinpanhiioa n se
responsabilisa por extravos.
Para carga, paessgens, encommendas e dinheiro
a frete: trata-se com o
E' esperado daEuropa no di
23 ou 24 do corrente,seguindj
depois da demora necess:'u
ria para
Bahia, Rio
video e
Para
de Janeiro. Monte
I* ne nos-A y res
ins, fretes, etc., tracta-se '- J- os
NSIGNATARIOS
Adamson Howie &.
S. 3- RA
passag
C(
DO
COftMERCIO N.
sndar
= Pede-se aos cstudantes abaixo, que appare-
510 ra do Imperador n. 16 :
Francisco de Pariaj Castro.
Manoel Bernardo Galvao Sobrinho.
= Preeisa-se de duas amss, sendo urna para
cosinhar e outra de leite ; a tratar na ra de Mar-
cilio Dias ns. 17 c 21.
I recisa-se de urna cosinheira ; na ra da
Matriz da Boa-Visca n. 9.
Aluga-se o predio da ra do Barao de S.
Burja n. 26, com commodos para numerosa fami-
lia, cam agua e gaz encanados : a tratar na ra
dos Pires n. 59, ou em Olinda ra do Bomfim
numero 49.
Offerece se urna seiih.ru honesta para casa
de homem solteiro, que pn-sta-sc em servicos in-
ternos ; quem precisiir dirija :i esta typographia
carta fechada com :-.s inioes A F.
Aluga-se o segundo andar da casa ra
larga do Rosario d. 37, esquiua dtfronte da igreja
a tratar co pavimento terreo.
Aluga-se a -sediente casa terrea n. 82, do
pateo do Terco, a da ra da Matriz da Bta-Vis-
ta n. 56 : a tratar na ra do Pilar n. 56, tavema.
= Arrenda-be o sitio das Jaqucnas, com gran-
de casa de vivenda, todo cercado, e roaU tres pe-
quenas no mesmo correr, servindo perfeitamente
para pentao ou hotel ; a tratar no mesmo sitio.
Caixeiro
Precis:--3i' de caixeirj com bastaute pratica de
molhados, que fiador sua conducta e bom
procedimento ; a tratar na ra da Aurora nume-
ro 113.
Caixeiro
1 eilo
Urna mobilia de mOguo O.nip'eta, gafda lou
Cas, fiteiros, I tocador, lavatorios, 1 cadeira de
advogado, commodas, ines^.-. maquina de costura
camas frr.ncezas de Jacaranda e atnareo, mar-
qurzo, espelhos, quf.dros, jarros, candieiros de
kerosene, 1 lustro de gaz carbonice, loucas, vi-
dros, tazendas, miudezaa e muitos artigos exis-
tentes uo armazem ra de Pedro Affouso n.
43.
Agente Brito
Sexta-felra, 15 do corrente
A's 10 1/2 horas
Precisa se de um menino para caixeiro, com
pratica du molhados; na ra da Florentina nu-
mero 32.
Ama
Precisa-30 de urna ama para cosichar, para
casa de pouca familia ; na ra do Cto'-ello n. 9.
Piano
Leilao
De urna casa terrea meia agua, na ra Uo
Padre Floriaoo n. 76 em solo proprio
Sexta-feira 15 do corrente
A'a 11 hor s
No armazem di na do Imperador n. 22
O agente Stepple bastantemente au'-orisado le-
var a leilao a casa terrea cima declarada em
solo proprio.
Os Srs. pretendentes desde j podem examinar
a referida casa.
2- Leilao
Augusto Labilie
9 BA. DO COMMERCIO ?
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
EstabelcSda em ft$5&
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 184
lariliPjas..... l,llll:OOOSO00
rerreslres,. 316:090^000
44Ra do Commerelo
Companhia
Jmperiai
DE
N.
HEGl'ROS contra FOCO
EST: 1803
Edificios e mercadoriai
Taxas baixas
Frompto pagamento da prejuoi
CAPITAL
fts. 16,000:000*000
Agente*
BRQWNS & C.
5Ra do CtmmrcioN. 5
CompaL.hia lira* i lei ra de Ai ave
aeo a Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Pernambuco
Commandante o capit3o de fragata Pedio
Hyppolito Duarte
E' esperado dos portos do sul
at o dia 17 do Abril, e
seguir depois da demora in-
d6pensavel, para os portos
do norte at Manes.
para carga, passagns, encommendas c valores
tracta-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTO N. 9
loni'wmi: demTmenm.mje-
RIES HAIIITI9IEM
LINHA MENSAL
0 paquete Niger
Commandante Baule
E' esperado dos portos do
sul at o dit 21 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-ee aos senhores passageirns de todat
as classes que ha lugares reservados para esto
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Faz-se abatimento de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao mekos e que pa-
garem 4 passagns inteiras.
Por excepcao os criados de familias que torna-
rem bilhetes de proa, gooun tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se das at e dia 19 pagos
de contado.
Para carga, passagns, encommendas dinheir
* frete: tracta-se com o
AGENTE
Augusto Labilie
9 RA DO COM KHCIO9
Para Maranliao
Segu para o porto cima nestes dias a barca
portuguesa Iomo ia Gama ; para carg e passa-
geiros trata-ee com os consignatarios Jos da Sil-
va Loyo Se Filho.
Sexta-felra, 15 do corrente
A's 11 horas
Ra do Imperador n. 63 lado de detraz
O agente Modesto liaptista por mandado do
Exm. fcr. Dr. juia do commercio, a -equeriitejto
do Dr. curador fiscal da uiassa fallida de Correia
& C, far leilao de 1 ci.fre grande do imbricante
vtilners, 3 carteiras, 1 balanza, 1 divisao de es-
criptorio, 1 prensa para copiar, 2quadros, 1 sof,
8 cadeiras, 2 ditas de hal.iuco, 2 zoosolos, mesas
redonda e quadradas, 2 mochos, tudo pertencente
a mesma massa follida.
Leilao
Compra.se um p;ano pequeo, forte, de tres
cordas, em bom estado de censervacao ; quem
tiver appare^a ra de Maicilio Dias n. 60, loja.
Cura infalivel
Rheuraatismis, parulysas, doen?as nervosas e (
ie cabeca, etc., etc., etc.
Tralamenio externo eNpecial por
l'electrlcldadc
com o novo apparelho de inductinn de
y. de Visemont
Maravilhoscs e promptos resultados.
Dr. actualmente em Pernambuco
Consultas no hotd D. Antonio, uo Caminho Novo,
e em seos domicilios.
I ni iioiii negocio
Vende-se a posse do kiosque da ra Nova, ao
p da poute da rioa-Vista ; a tratar no mesmo.


Caixeiro
"-

Da armacSo e mercadorias da loja de miu-
dezaa da ra Duque de Caxias n. 6
Massa fallida de Ferreira Sousa de &C.
Sexta-feira, 15 do correnta
AS 11 HORAS
O agente Martins far leilao sor mandado do
Illm.e Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio
em sua presenca, da srmacao e mercadorias da
loja de miudezas, pertenceute masa fallida de
Ferreira de Souza & C, i ra Duque de Caxias
n. 66.
O balanco pode ser examinado em mao do
I agente.
De pianos, mobiiias de jaearand e amarello,
marquezoes e outros muitos movis, fazendas e
miudezas.
Sexta-feira 5 de Abril
A's 11 1|2 horas
Na ra Estreita do Rosario n. 24
Agente Modesto Baplista
Precisa-si de um caixeiro com alguma pratica
de taverna : na ra de Fernandes Vieira n. 24.
Vinho da Mourisca
Proprio para loicsa
Joao Ferreira da Costa, ra do Amorim n.
64, acaba de recibir urna partida de vinhes em
cascos excessivamenCe grandes, e como deseja
tornar bem conhecida esta superior qualidade, que
ae faz recommendado pela sua pureza e bom pa-
ladar, resalve vender esta remessa no seu esta-
b'lecimeuto em barris de quinto e de dcimo, por
preces muito razoaveis, para o que cbamam a
attencao dos senhores apreciadores, assim como
aos donos de botis.
Attencao
D. Maria Arcbanja Cavalcante de Albuquer-
qur, senhora do engenho Tamatap.', declara que
esta no seu engenho o mulato Sebastio, qoe diz
ser escravo do fallecido Ponciano da Silva, ren-
deiro do engenho Pei, comarca do Rio Formoso,
freffuezia de Uua. Tendo a mesma senhora man-
dado leal-o ao referido engenho Ptr, nao en-
csutrou mus a familia, e tendo voltado o mesmo
escravo, nao se reEpoDSSUlhsa a senhora pv-lo dito
escravo, e faz o presente ennuncio para que quem
se julgar com direito, appareca pora Ihe ser en-
tregue o referido escravo.


*
^
* Agente Britto
Leilao
EM CONTINUABA O
Urna rica mobilia de mogno, outra dita de jun
co, guarda-loucas, aparadore, mesas, 1 toil'etc
americano, camas francez.is de Jacaranda e ama-
relio, nma mobilia de amarello, marqcezoes, com-
modas, lavatorios, espelhos, candieiros de gasear
bonico e kerosene, quadros, jarros, duas serperti
as, lanternas, loucas, tazendas, miudezas e mui-
tos outros artigos existentes
No armazem 5 ra de Pedro Affooso p. 43
SABBADO, lo DE ABRIL
A's 10 e 12 horas
apilan .-raido Correia l.imn
Anna Clara Farges Lima, pungida pela mais
acerba dor, agradece sinceramente todas as
pessoas jque se dignaram acompanhsr ultima
me aja ao seu sempre chorado esposo, Geraldo
Correia Lima ; e de novo convida-as a assistirem
as missus que manda resar pelo repauso eterno
de seu dito esposo, na igreja de S. Francisco, no
dia 16 do corrente, s 7 horas da manba, stimo
do seu fallfcimento ; antecipa seu agradecimento
por mais esta fineza.
Antonio Alves Le&ro Sobrtnbo
M*noeI Alves Lebre, seu filho de igual nome
(ausente), Aatonio Alves Lebre, gua esposa e fi-
Ihos, gratos a todas as pessoas que se dignaram
acoiopanhar ao cemiterio publico u cadver de seu
prauteado filho, iimao, sobrinho e primo, Antonio
Alves Lebre Sobrinho, manifestam seu profundo
reconhecimeoto. Para comemorar o stimo dia
de seu passamento, mandam celebrar nma missa
na igreja da veneravel ordem terceira do Carmo,
na segunda-frira 18 do corrente. s 8 horas r"a
manh:^ para cujo acto coavidam as pessos de sua
amizade e do fallscido.
r

IIF
ILIDI 11
1




d Abril de 188
7
Os propietarios es
tao preparados para
supprirem coks (car-
vo) por preo mode-
rado, entregando-se o
mesmo as casas das
pessoas, que compra-
ren! de 10 saceos para
cma,e tambem se ven-
de em saceos avulsos
na Fabrica do Gaz ou
na ra do Imperador
n. 29.
O carvo eoke sem
duvida nenhuma um
perfeito desinfectan-
te ; na sua combusto
nao faz fumaba que in-
commode, e nenhuma
outra substancia soli-
da combustivel pode
ser comparada com o
mesmo em economa
efficienciae limpeza.
E tambem especial
para qualquer fogo,
fbrno, ou caldeira a
vapor que tenha cha-
min.
Vende-se do mes
mo modo alca i rao
(Tar) em latas, bar-
ris, etc., etc., que de
grande valor, espe-
cialmente nos climas
quentes, como este
para perservacjio do
ferro, da pedra, tijo-
los, ladrilhos, asphal-
tos cu para effeitos an-
ante-spticos.
Outro =im, ha a ven-
da, por prec,o muito
diminuto agua de
amonio, que o rae-
lhor preparado para
destribuic,o das sali-
das, formigas, tem a
mesma benfica e di-
recta influencia sobre
a vegetaejio supprin-
do o mais salutar ele-
mento fertilisante,
Qualquer informa-
C,o de presos e par-
ticularidades se obte-
ro na fabrica do gaz,
no escriptorio a ra
do Imperador n.29 e
pelos ns. telephonicos
39 e 40.
O re dos depurativos !
' Cura de Sypbilis 6 Asthrna
Atiesto que faic-ndo uso do CAJU'BUBEBA
por cao lie um intiium ;d que t frria em um
olho Squei completamente restaoelecido, e appli-
cando em pessjas do enjfenho que soffrlam de sy-
philis e de astbmHtiej r.-8tat>eiecerani ae tambem-
EngenhoPiu.!'>.., 7 ie Mnrc.i d^ 1887.
Felippc d> S e Albuqowque.
Pio de Riga
MATHUE-5 AUSTIN & C, receberam ultima-
monte um completo sartimeuto desta madeira,
como sejam: prancboes f tabeas par* assoalbo,
da meJbor qnalidade e e .liversas dimensots,
que vendwn por precos evo modos, fe reduzido,
eoutorine os lotw ; no armasen) do caei do Apollo
o. 51, ou 4 roa diiiprn -ci n. 18, 1 andar,
Criado
Precisa-se de um criado para t di servico de
urna casa de familia, a que d SacJ.r de sua con-
ducta ; na rua d? Aoror i n. 67.
PILULAS
Af Ferruginosas
JURUBEBA\
BAHTHQLMEO & C1
Phrm. Pernambaco.
Curio a Anemia, ore brano
Falta de lWentrua$ao,
l PeblUrtad' Pobrea de sinsnei'
~*\ :E-xsrji a assignatura '
i
o afamadj fabricante Tb >net, de diversos pa-
drees e cores, tanto em mobilias cenu em pecas
avulsaa, a vontadn dos Brnbore compradores e
par precos sein competencia ; vriiden-se no Mr
mazem n. 54 da ra do Mrquez ile O: nis.
triado
Precisa-s-' do um criada de 12 a 14 acuus ; ua
ra do Payasada a. 19 (Magd.leoa)._______
Peiloral de Cambar (5)
Descoberta e preparado de Alvares de S.
Soares, de Pelotas
Approvado pe Exina Junta Central de Hygie-
oe Publica,auctorie;ido pelo governo imperial, pre-
miado crin as medalhas de ouro da Academia Na
Pars e Exposicao Brasileira-Alienta de
1881, e rodeado de valiosos aueaudos medies* e
de muitoe outros de pessoas caradas de : toss-s
imples, bronchit-'p, astbma, rouquidfin, tsica pul-
monar, coqoeluche, eecarros de sangue, etc.
Pre< as agencias : Prascc ti-
dusia 13*000 e dusia 2**000.
Prepoe as aub-agencias :Frasco 28 dusia 15*000 e duii* 28JW00.
Agentes e depositarios geraea ueata previ
"MANUEL UA SILVA *
ua Mrquez de Onda
:igir a. assignaiui*-
**TS***
Para cosiohar
Frccisa-sc de una
ama para cosinhar,
mas que cosinhe beni;
no 3. andar do predio
n. 42 da ra Duqu^ de
Casias, por cima da ty-
pographia do Diario.
TKINSON
PERFUMARA ingleza
femad b mais de om seclo: excede todas
asoulraspelosen perlaire ilelicidoe exquisito.
TltEI MEOaLHAS DE OoRO
PARIZ 1878. CALCUTTA 1SM
pela eitra-tisa xcellencia de suaqualulid.
GOLD MEDAL BODQET
ESS. BOUOET WilOD VIOLET
TBETOL CHYPBE
t ootrof moitos perfume* fun beatos p*a sha
qaaJidade e odor delei'ivl e exqu-*i'. .
EAU K TOILETTE K L0N3RES DE ATKINSON
DcoiapkrjiTl part refresrar e suavizar a pella
e pli inozcadtrel escolhi de Perfatues
piri o lenco rticos noves preparado pelo
IoTDtores exclusiunenl?.
leeoitri-s? fi Cas dr Mu u S>fwiaitfl Cabricantef
J. E ATKIPiSON
24, Qld Bond Suoet, Londres.
, Marca de FabricaUna '' Ro >a branca" ,
sobr una '" Lyra do Uoro. "
Trcofero de Barry
UiAnte-sa quefiu nas-
eer ecrescer o ctbello anda
os mais calves, cura a
iinha e a caspa e remojo
todas as impurezas do cas-
co a aftbeca. Positivo-
mente impoe o cabello
de cabirou de embranqno-
cer, e infallivelmente o
&irna espesno, macio, lus
.i oso e abundante.
tynM$
Agua Florida de Barry
Preparada sofrnnda a formula
original asada pelo inventor em
1829. E'o uni perfume no mun-
do qne tem a approra^oofficial do
um Governo. Tem dnas vezes
m ais fragancia qua qualquer outrn
eduraodobro do tempo. E'isnito
mais rica, suave o deliciosa. E'
innito mais fina e delirada. E'
maix per^sinente e agradavel no
lenco. -mb -tzaa mais refres-
cante no banao s ao ruaito do
doente. E' eapecicc contra a
frouzidSo e debilidade. Cura as
dores de cabera, os cansacos e os
denmaios.
larope le 7iia ie Beiter No.l
VJTTZS DE rSAL-O. DXPOIS DE USA17-*.
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Sypbis, Feridas Escrofulosas,
fec95es, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
ancas do Sangue,. Figado, e Bins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura e renova o systema inteiro. sy
Sabao Curativo de Renter
t
Para o Banho, Toilette, Crian
Sas e para a cura das moles-
as da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Approvados e autoris-idos pela inapo'jt^j
ria geral de hygienne do Rio de Janeiro
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Vlanoel da Silva & C.
Tontee
Oriental.


ar
PASTILHAS
De AN6ELW & MENTRUZ
as
m
t-i
53
5_



U
A!nga-se o grande armazem ra do Impera-
dor n. 43, com fundo pira o caes 22 de Ncveinbr o
por preco m 'o e. msBido.
Outro
Alngs-se outro armazem A ra Domingas Jos
Martms n. 114, reedificado lis pouco, com gr.-nde
cspacj para qualquer estabeleciinento uu moradia.
Uutro
F
iic assucar
Apparelims econmicos para o cozimen-
te e rr. Proprio para engenho* peque-
d's, s-i'in mdico em preco > ef-
fectivo em operaco
r'od- se ajunter aos engenhos existentes
do sysiei.i,. velhc, melliorando muito a
qnaiiaatle Ao assucar e augmentando a
qDMDtldftdn.
Or'ERA(;O MUITO SIMPLES
Uzmas grandea ou engenhos centraea,
:: :hinisruu pi-rteigoa lo, systema moder-
no. Plantas completas ou machinisiuo
8eparad'>.
EspeciticcS" e inforrnic5es com
Biowns C.
5RA DO COMMERGIO-5
Cosinheira
Crcisa se ue u:ca cosinheira ; ua ra da Auro-
ra o. 10'J
7.' ".
Jonqn/m de Marro Ola Fr*
nanden
Manoe! Soares de Figaeiredo e Jos Soares Ne-
ves agradecem 00 intimo d'alma todos os ami-
gos que se diguaram aco-npanbar ultima inorada
os restos Moiiaes de sen ex-caneiro e ainigo, Joa-
qaim de Barros Das Fernindes ; e de no 70 ro-
gam aos msmae o obseqaio de assistir as missat
que, por alioa daquelle nuado. mandam celebrar
sexta-feira l do carrete, setiin dia de seu pas-
sameoto, na matns de Santo Antonio, s 7 horas
da mxnb ; desde ji ante.ipam se.us agradecimen-
toi s pessoas que se dignaren assistir a este acto
de caridade.
Mara Salanllana de tmorlm
1 anniversari.. ,
Ernesto Demetrio da Cos*.* Amonm e saa se-
nhjra mandad rtsar misaaa per alma d sua pre-
sada mi e soc-a, Mara Salusruna de Arobrim,
na mitriz d Boa-Vista, na vxta-feirA (15), s 8
horas da mai.t, e convioam os eeus -piirentc-s e
amigos para a*ut>reai a este acto religioto, pelo
que fi.'arao eternamente gratos.
Ainda outra ra de Marcilio Dias n. 104, tam-
bem ri-edificndo ha pouco, com multa* accoramo-
dacoes, tuto para qualquer eatabideeiiDento como
para moradia.
Trata-se no armazem n. 54, da ra Mrquez de
Olinda.
Pillas pergaiuas e deparalivas
de mipanha
Estas pilulas, cuj, preparaco puramenie ve;
Mtai, teem aid.i p<>r m *b 20annos |iiuai|(adai
oom os melhores resultados as seguintes moles-
as : affeccoes da ^oUc a do ligado, syphilis, boa
boe, escrfulas, ebags iuveteradas, erysipelas e
^onorrhas.
Ho Como purgativas bnnn-aa de 3 a 0 por dia, i-e-
Dendo-se apa cada die mn pouco d'agaa aaoca
ia, cha ou caldo.
Como reguladoras : turae-se nm pilula aojantar
Ettas pilulas, de inveiieao dos pharmacruticot
Almeida Audrade & Filbos, teem veridstum do*
Srs. mdicos para s:i awlhor garanta, tornandr-
se mais reccmiaendaveis, por seren um scgui<:
ourgativo e de pouca dieta, pelo que poden, ser
isadas em viagem.
ACfJAM-E A' VEMDA
\a drosaria tt* Fari MttttriMlio *'
4t KBA DO MAKyUKZ UBWUHM 4)
0 femedro mais efficaz e
Jeguro que se tem descoberto ate
fio/e para expe'/r as Ion trigas.
____ROQRIAYOL FUERES
Atten^ao
Mordidura de animaos
e rcptfc venenosos
Jos Emigdio de (iiiristo Leal, residente
em Olimla, ra do Amparo n. 35, tendo
facado com a ncd'a p. la qu; 1 seu finado
pai o tenente Frpp Manoel de Chrieto
Leal, preparava penras imn -, attraben-
te de qualquer veneno, tem para veiHer
ditas pedras acnoipanhadas de urna indica-
c&o mpressa.
Estas p 'dr.is tm sido applicadas em
crescido numeTo do pessoas e uuimaes mor-
didos de cao daoinado e cobras de difle-
rentes especies, Dclimre a cascavcl, sem
que jamis teHtia i-1 ado a cura em um
s caao. Portanto es s-nhores apreciado-
res da caga, a pesaoss rei entes no campo
prevenido cotu tt-1 autidoto estao isentas
de vir morrer de Ues mordiduras um pa
rente, um amigo, U'ii companheiro, final
mente, racioinl ou irr.'.-ional.
S2o conhecidas estas pdras a mais de
50 annos, cinpr-g^das sempre com bom
xito e bom resulta lo.
SjVgv
a e menino
f'reoisa-se de ouia neujua de 10 a 12 annos de
ida.ii, para cara de familia, para andar com urna
cruiK'kiha de d. 11.> auu'.a, trata ee bem e d-sj
de v. ttn-, e o menino para taieY compras, median-
te um pequ. no ordenado mensaluiente ; a tratar
na rua Velha u. 36, eollegio.
^t i".**-?-.
Candida Joaqnina de Barros e
Kilva
'lh"ctuu:o dy Barrea silva e Jo.iquici .Mara
dos Praz-T' 3*roof, teus filhos, fuiihermiuo Ra-
mos de Barrse sil-, vlsiuei Hamos r Barros
e Hilva, Elise 1 Rht.o de Kj.rros e Silva, Salvina
Ramos de B-.. = t Silva. Mana Ramos de Bar-
ro > Si v- bjs ue Barres e Silva,
Jorus e genn, Vicente
Tecieto de m aincei ament aos
re'.t(9 - restos inortaes
Je Ma pre> Candida Joa-
qu>'- ivn : e d- vidam
par>, a missn d ^-fimo ilU, que
- t-rn 1 de ton ^.ii a, mandan 16,
"unto An-
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. fthtnimati8mo.Canero6,Bobas.Imp|ens
e toda* a moles tjas que terih na impureza do sarige devidaa syphilia.
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foto VWAGjyot- Ao- txrrv^vrve a unXxvyvba dcmait
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WOLFF & O
14--EA DO
--N. 4
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IV?est muito onliecido ewlnbt-lecimen-
(o cucuntrcir re.<*p*itnvt-l publico o mn
variada corrpleto Hortinient* le I03.48
receFiidas sempre directamente do melho-
res f-brfcantes da Kuropa, e qn primana
pelo apira lo gorto do nuindo elegante,
Ricos aderreos compltttos. liadas pulsei-
ras, alfinetes, voltas de ouro era vejadla 00
brtlhantes, ou perolas, aunis, eaeoleta,
batoes e outros maitos artigos prop-ios
dente genero.
ESPECIALDADE
Em relegios de ouro, pratu e nlekelados.
para bomens, senhoras e meninos as mai.
acreditados l'abrieanr s da Enropa e Ame-
rica.
I'ara todos os artigos desta casa g 1 rao-
te-se a bda qualidade. assiin como a modici-
dade nos preces qu" siio sem eompedueia.
l?esta casa tambem concerta-se qual-
quer obra de ouro ou prata e tambem r!o-
gios de qualquer qualidade que seja.
4Rua do Cabug4



aREVOLU
0 48 rua Duque de Caxias




Chama a atingi ris.8 Exroas, familias para um expleodiJo sortimento de fa-
zendas que vende por presos seiu competencia.
' bull \er-se para acredilar-se
Etamine de la con p^luias de seda, 10^009, a pec,a.
Cambraia bordada com 10 jardas, 5^500, a dita.
Guarniyoes de weiudilho bordadas a vidrilL, 7000, urna.
Lindas cachemias broche, 15OO, o envado.
Cachemiras de cures, 800 rs 16000 e 10200, o dito
DaroasR d^ seda, 1^400, o dito.
Setitn Macan, dOOra., 1^000 e 15200, o dito.
Dito preto, 1^200 e 1^400, 20000, o dito.
Oorgurinas de listrinhas, 320 rs., o aito.
Setim damass, 320 rs o dito.
Lidas las de quadrinhos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavrad^s a seda, 320 rs., o dito.
Las com listrinhas de aeda, 560 rB., o dito.
Ditas com bolinhas, 1500 rs-, o dito.
Fusto braveo, tiuo, a 400, 440, 500 e 600 rs. o ct .
Cortes de CCheruira para vestido, 200000, um.
Cretones eacuros e claros, 240, 280, 320, 360 e 400, o covado.
AlgodSo de riuas larguras, 800 rs., o metro.
Bramante de quatro larguras, 10200, o dito.
Dito trangado de duas largaras, i-S'200, o metro.
Madapolo gema de Ovo, 60500, a peca.
Cortinados bordados, 60500, 70000, 80000 e 90000, o par.
Colchas bordadas, 50000, 60000 e 70000, urna.
Ditas de crochet, 80000, urna.
Grinaldas com rico: veo, 100000, urna,
Leques Je pao, prstos e de coces, 500 rs., um.
Ditos de papel, novidade; 700 rs. e 10000, um.
Artigos para horneas
Cortes de easemira de cor para costumeg, 250000 um.
iJitos de dito de i-6r para calca, 50, 60, 70, 80500, um.
Ditos de fustao p.ru col-.te, 10000, 10800 e 20500, um.
Ditos de la e seda para colete, 60000, uta.
Caseroiras de cores para 10600. 30000, 30500 e 40000, o covado.
Dita diagonal e alcothoada, 20500, 40000, 50000 e 60000, o dito.
Dita Sedao, 20800, o covado.
Cheviots azul e preto, 10200 e 303CO, o covado.
Grande sortimento em brins brancos e de t es, casinetas raoleskins,
gravatas, lencos e outros artigos que se lembrarao na preeenga dos fregu zes.
Henrique da Silva Moreira.
-.



i
meias.
ABOflATOBIO^EUTRAl O f RODUCTOSllOICINAri
OAFtOf.A5RA8ILEmA,
Sua do Viscond do Rio Braaoo
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CAJIJRIIBBA
PREPARADO VMIOSO DEPURATIVO
APPB07AD0 i JUNTA DE HYGIESE PUBLICA DAGOBTE
Aotorisado por decreto imperial de 20de Junho de 1885
Composcio de Firmine Candido de Figueiredo
EMPKEGADO COM A MlOE EFFICACU NO RHEMATISMO
DE QUALQUER TATDREZA, EM TODAS AS MOLESTIAS DA PELLE, AS
LEL'CORRHAS O FLORES BRANCAS, NA ASTHMA
bronchites (nioltsti.-!s das vas respiratorias), nos sofkbimentos
OCCASJONADOS PELA IMPUREZA DO SANGE E FINALMENTE
AS DIFFERENTES FORMaS DA SYPHILIS
PropagadorA. P da Cunha
As importantes curas, que este imprtante medicamento tem produzido, attes-
ladas por, pessoas de elevada posicao social, fazem com que de toda parte seja ello
procurado, como o melbor e mais enrgico depurativo di 8anue.
Depurar o sangue, como eondicao de urna oirculavao b-nefici e efficaz, ta em
qe consiste griucipaliuentu o uieio mais Bfgur de cons' rv^r r, s& o de cyrar aa
molestias ^na a iinpurcz i rio taDgue occasiona.
O Cajrubba, pela sua accSo tnica enrgica fuente depurativa, 3 medica-
mento que actualmente pode conseguir esse resulta lo sem prejui ar nem alterar as
funccSes do estomagn b dea intestinos, porque nao contrn subatan^i nocivas, apesar
do vigor depurativo dos prortu tos qn consitu n a >!', prin ip d d'estc medicamento.
As muitas curas qu-; tem fto, estao enmprovadas pelo test'Tiiunho dos dia-
tinctos e conhcciJos eavalh-iros que tiru.aoi os ttestMiios, qu; < ste j ;rm.l tem publica-
do em sua seccao ineditorial.
Deposito central, Fabrica Apollo, rua Hospicio 79
t'icnda em muiax pttruiurtr lo Umzii e (lo cilianfer
''
.
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*
<*
Diario de Pmamboco-Sc^tu-fcira 15 de Abril de IHH7
7
Aliia-se
ira caa com coman dos par- Grande familia,
litio arboriaado ; na Ponte de Uuboa u. 10.
luga-se barato
um pequeo arma*em na ra do Vibrio, proprio
para deposito de farendaa ou mercaduras ; a trar
tama misma rua n. 31, 1- andar._______________
Aluga-se barato
rtna dos Guararapea d. 96.
Ra Viaconde de Itaparica n. 4?, armazem.
Rom do Tambi n. 5.
Ra do Viseondc de Goyacna n. 163, com igua
e gaz.
Largo do M-rcado n. 17, loja com gaa.
Largo do Corpo Santo o. 13, 2. andar.
rt5,-ge na r*>i do Co.i.m rcio n. 6, i airxar
icriptorio de Silva GuimarSea & C.
Ataga
acata da ra do Hospicio n. 10. com grandes ac
eommodacoes para c.llegij ; na ra Duque de
Cazias n. 9. ^^______
Aiug-a-se
urna casa com pequeo sitio na Torre, muito pro-
zima a linba dos bonds ; a tratar na ra rormoaa
numero 4._______________________________
Altura-se
ol- andar do sobrade no largo de S Pedro n. 4,
tem agua e gaz ; a tratar na ra tstreita do Ro-
sario n. S._________________________________
Aos ruinantes
Para a fabrica Vendme chegou fumos inglezes,
Berds'Eye, Virginia, 3 Castellua, e o afamado K:o
Branco do Rio de Jan.iro. Rua Nova u. 39.
Precisa-se de urna mla para o eervico domes-
tico de urna asa de familia; a tratar na rua do
Baro da Victoria n. 4*=, loj.
Ama
Jalroph
Manipoeira
Prec9a-s? de urna bo cosinheira para casa de
i-auca tari lia, prefere se escrava; na rua do
Riachuello n. 13.
Ama
Precisa-ae de tima boa cosinheira, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companhia
o. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
Ama
Preciaa-s0 de urna ama para eosinbar em casa
de pouca tamilia ; na rua Augusta n. 274.
Ama de leite
No largo do Corpo Santo n. 19, 2- andar, se
precisa de urna ama de 1 i te.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar: na tra-
vessa dos Pires u. 5, Jeriquiti.
Amas
Na rua dr Huspicie n 27. precisase de ama
para o servico de duas pessoas.
Precisa-se de oma ama para cosinhar para pou
ca familia, tratar na rua Baro da Victoria
n. 54, loja de movis.
Ama
Engenho
Arrenda-se o engenho Paraso, sito na fregue-
zia do Rio Formo90, moente e crrente, movida a
agua, com multar vaiz--ase corregos, com as obras
em bom estado de conservaeJo e distante do porto
de embarque (Kio Forman ) 3 leguas e coa. capa-
cidade par" s.ifrrjar 2.1)00 p>s.
A tratar na cidade do Rio Pormoso com o ha-
chare! Antonio Amazonas de Almeida e no Recife
jon es Srs. Wanierley & Bastos, rua do Bom
Jess n. 19, 1* andar.
Ao commereio
A'anoel Joaquitn Alves dos Santcs confinan a
encarregar-se de escripturacoss commerciae3 por
partidas dobradas.
andar.
Preusa-se de duas amas, urna para cosinhar e
cutra para srveos de casa de tamilia : na rua do
C'abug n. 16, 3' aodar.
Esse medicamento de urna eficacia r< conhecida
no beriberi e outras mol. siaa era que predomina a
hydropesia, acba-se modific-tdo em sua prrpara-
cao, ;racas a urna nova formula de um distioeto
medico desta cidade, si nrio que somente o abaiio
assignado est habilitado para preparal-c demodo
a melhorar ihe o gosto e cheiro, sem todava alte
rar-lbe as propriedad;s medicamentosas, que se
conservan com a misma actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
estomago.
Unlco depowlto
Na pharmacia Conceicao, rua do Mrquez de
Olinda n. 61.
Becerra le Mello
Paga-se bem
Na rua do Imperailor n. 45, 1 andar, precisa-se
de urna boa cosinheira, urna engommadeira e um
menino para recado. E' de condico, dermindo em
casa.
Engommadeira
Precisa-se de urna boa engemmadeira, que en-
saboc tambem, para casa de pouca familia, prete-
re-se escrava ; na roa do Riachuello a. 13.
LQflDACAO
PARA ACABAB
FAZEJDAS E ROUPAS
t
V florida
Ama
Cfferece-sc urna senhoia de meia idade, sendo
tila portugueza, para casa de homem solteiro,
para cosinhar ou outro qualquer servicu ; quem
pretender diiija-se rua da Conquista, na taver-
na n. 27 A.
Ama
O Dr. M*llo Gomes precisa de urna ama para
cosiuha e servico domestico ; na rua da Gamboa
do Carino n 36.
Ai a
Praca de Pedro 2o u. 81, 1-
Na rua do Imperador n. 14, 2- andar, precisa-
se de urna ama para eosinh.r e engommar em
casa de pouca familia, que nao durma fura.
75- Raa Diw e Gaxias~75
1 ni bom negocio
Vende-se a posee tb kiosque da rua Nova ao
p da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar.no mesmo.
Palmares
Aluga se urna casa com todos os eommodos
propri i para urna pi-ssoa cstrangeira, em frojite a
chcara do Sr. Thom, na Cruz das Almas, en re
deas esti.cot'8 de via-ferrea ; a tratar na rua Pri-
meiro de Marco u. 20.
Aos preleudeales
Na eocheira de vaecas. sita a rua da Paz n. 1,
vende-Be algumaa vaecas prenhes ou paridas, as-
sim como um parrte ti.crino, rca legitima ; quem
preteeder dirija se a mea. ma, a tratar com o pro-
prietano.
lao
Roga-se Illma. Cmara d.sa cidade que pro-
fideucie stbre o istado do predio n. 60, que se
arha e:u estado de detabar para a becco, e seudo
este muro transitado de esperar qualquer caso
Jameutavel ; e tanto real cate mo estado, que
servindo de catfeia dito predio, foram remettidos
para o R eitd os presos que neile se achavain.
Urge imm iliata providencia.
Um pai de familia.
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar ; a
tratar na rua do Cabug n. 14, 1" and^r, do meio
dia a 2 horas.
Prec-isa-se de urna am. ara coeinhar e lavar :
na rua da Ponte Velha n. 16.
Criado
Precisa-se de um rapiz ; n>: tra vessa do t'orpo
Santo n. 27, ou na rua Real n. 20, Casa Forte.
Engommadeira
Precisa-se de usa engommadeira para duas
pessoas : na rua da Aurora n 23.
Engenho para arrendar
Arrendase o engenho Serra, distante meia le-
go i da estacau do Cal >, me com agua e tem
tedas as obras fin bom estado : quem o pretender
diriji-se sen pruprietai >o no it-cife. rua Im-
perial n. ^U', ou ao engenho Novu do Cabo.
Ditas mogas solleiras, que residem com
sena pais, desejando oceupar sea tempo,
prop5ero-se a ensinar algumas meninas.
Achando-se habilitadas a ensinar primei-
ras letras, doutrina uhriata, elementos de
aritbmetica, portuguez, hiatoii sagrada,
historia patria, geographia, msica, piano,
bordados ouro, branco, froco, seda
frouxa, sobre vidro, a missnngas em tala-
garca, em relevo, crochet, tricot, frivolit,
trabalhos em papel talsgarca, fio:es de
canotilho, e alera destes muitos outros.
Msica o piano pago parte da men-
salidade.
Recebem alumnas pensionistas.
A tratar em casa do ienente-coronel
Franca, em Palmaras.
Kiosque
Traspassa-se um em bi m lugar ; informa-se na
travessa do Arsenal de Guerra n. 9.
Ensino primarlo e secundario
Urna pessoa habilitada cffertcc-se para ensinar
em algum engenho as seguintes materias : por-
tugus, trancec, latim, historia, philosopbia e pri-
nieiras lettras. Pode ser procurado na rua Impe-
rial n. 17.
lina I>n<|ar de Casias n. loa
Chama ee a attpnco t'.i Exmas. faaiiiiaa par
oa procos seguintei :
Cintos a U00O.
Luvaa de pellica por 2500.
Lnvas de seda cor granada a 2, 2*500 e 3j
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. i
metro.
Albnns de U500, 21, 3, at 8*.
Raines de flores finas a 14500.
Lnvas de Eacossia para menina, lisas e borda
das, a 8<>0e 1/ o par.
Porta-retrato a 500 rv, l, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 8(10 rs. um.
Anquinhas de 2J, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 600 e 600 r&
Eapartilho Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
Pentes para coed com inscripuao.
Encbovaes para batizados a 8, 9, e 12*000
1 eaiza de papel e 100 envelopes por 800 ri
Capilia e mus para noivas
Suspeucuri a americanos a 2*500
L2 para beldar a 2*800 a libra
Mo de papel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a i$000 rs.
Bico de cores 2, 5, e 4 dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
L' ques transparentes a 3*000
dem preto a 2*000
Lindos Broxes a 3*000 1*()0 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Liuha para machina a 800 ris a duzia, (CBK;
Bordados com dois dedos de largura 600 ris.
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1*200.
Garrafa d'agua Florida 800 rs.
Leques com borlla a 800 rs.
Bicos brancos pura s;tinta, cretone e chita pa-
ra correr babados a 1*000, a 1*500 a peca com
10 varas, barato.!
Albnna de chagrera, veludo e verbotina para
50 e 60 retratos a 6*, 7 e 8000.
Meias de Escossia para senhoras, a 3*500 o par.
Lencos de linho em lindas caixts,
Bico das libas muito fino proprio para toalhas
e saias.
dem japonez proprio para alvas e rrquuts e
toalhas de altar.
dem brandes com 5 dedo de largura, a 3*000
a peca com 10 varas.
Caixas com sortes de jogo de mgica proprios
para salao, a 5*000.
Sabonetes de deversus qualiaades.
Bolsas de couro para menina de eseola.
Collarinbo de linboa 3l0ris um.
^raiitit> peciiincba em esiparillbon
de linii. a 3AOOO. um.
BARBOSA & SANTOS
Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo um deseoberu
e outro coberto, em perfeito estado, para um ou
dous CRval'os; tratar rua Duque de Caxiaf
u.
17
Atten^o
Precisa-se de urna senhora de idade, de boa con-
ducta, para servir do companhia a urna outra ; a
se informar na rua da Madre de Deus n. 3, hotel.
------- -------- -i ------ -------- o----------- # i -
ddeiras Machinas americanas para descarocar algodSo, est3o
ver-
vendendo a
RES & SANTOS, tendo obtiHo 5gtande redueya nos precos das
ericanas para descarot^ar a'
;H$000
por serra, com !4/0 de descont, a
Rua do Mrquez de Olinda n 56 A
PARA TINGIRA
barba e os cabellos
22^000
ISiSOOOf
3;")000
38^000
tintura tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, dando-Ibes uina bonita cor
e natural, inofensivo o sen uso simples e
rpida
Vendc-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Kuuqueyrol Freres, successores de A.
CAORS, rua do Bom-Jesus (antiga da Qru
n. 2?,
VENDAS
Vende-se um eogenhi.o mel or possivel d'a
gua, grande, com mattas e capoeuoos, varzeas
largos correos, perto do Recife e urna legoa da
estaco de 6. Ljurenc.o, est todo montado, por
isso que tem todas as obras de t.jolo. Alem da
planta que tambem se vende, tem hoje 20,000 ps
de Caf, 10,000 de bananeiras e unirs fructeiras.
Par* melbor infjrmacao pdeui os pretendentes
dirigir-se rua do Imperador n. 81, onde acha-
ro urna descrip^ao minuciosa ao 1 flu. Sr. Sebas-
tio do Reg Brros, pessoa autonsada. O nego-
cio degr nde v.-ntagem.
Vende-se urna caden > de piano, muito bna
obra, dous jarros tulipas para bitar flores, e ps
de flores lindas para ornar salas : na rua do Mar
quez do Herval n. 23, I ja.
Vende-se o en^enbo Novo da freguezia de
Muribeca, tem terreno de varzea jara safrejar
in;.is de 3,000 pes, b ui cercado de criarlo e boas
matas, me coj aguas i'o rio de Jaboato, acha-se
na varzea em que sepropeta engcuho central, e
fiea a 3,000 bracas da estaco de PrazereB, na
estiada de ferro de S. Francisco ; a tratar no dito
engenho e no istriptono n. 65 rua do Impe
rador.
Bom negocio
Vende-se um estabelecimento de molhados, pro-
prio para principiante por tfr poucos fundas :
quem pretender dirija-se refinacao da rua do
Lima, em .Santo /.maro das Salinas.
Cimento
Fonseca irmos & C. vendem cimento inglez,
marca pyramide, e cimento hamburgus, por me-
nos prego que em outra qualquer parte.
Materiaes de conslrucfo
Precos reduz'dos
A Companhia de Edificaco, tem resol
vido d'ora.em dianip, pnr. as vendas dos
productos da sua otaria u vapor do Taqua-
ry, o seguinte :
Tijolos de alvenaria grossa,
formato commum, descarrega-
dos em qualquer caes, o mi-
lheiro
Ditos, formato inglez, dem
idem
Ladrilbos idem
Telliaa communs, i icm
As compras de ce >t a quinbentos mil
ris, tero uu descont de cinco por cen
to, e d'ahi para cima dez por cento.
A Loja
Das Lislras Azues
A' rua Duque de Casias n. Gl
TELEPHOSE 211
Recebem as seguin'es fasendas
Juanitasetira de lindas cores matis;'das a 1*000.
Cortes de Vestidosbrancos com quadriohos a
5*000.
Caxemirasinfestadas todas as cores a 1 *20O.
Merinosinfestados melhor qualidade todas asco-
res a 800 rs.
Cortes Bordadosde cambraia branca a 5500 e
6**00.
Fusto Brancosuperior qualidade a 400 e 500 rs.
Guarnicoesbordadas de cambraia victoria mui-
to largas a 5*000.
Babados e ntremelos tapados, transparentes, e
de fustilo verdadeiro a 00, 800,1000, 1$200 e
1*500 a peca com 3 metros.
Luvas.Je aeda todos as core oaai -1 botoes a
2*000.
Grinaldas enm ricos veus de Blond bordados a
8*, 10. J24 e 15*000.
Colzas de DamascoCom borlas de seda a 30*.
Cortinados Bonladoapara cama ou jauclla a 6*,
8* e H':'
Tapetespara sof, cima e portas por todo o
prego.
Leques de Setim- para noivas de 6*. 8 e 10*.
Renda Hespuub apreta padrao miudo a 2* o
covado,
Madapclao \mrricancsem gomma igual aoCami-
seiro a 6g000.
Bramaniccom 4 larguras a 900 rs., e de linho
superior, a 2*.
Toalbas Felpudaspara banho, ou para rosto,
para todos os pregos.
Leques a Juanitacem esmalta a 500 rs.
Crefones e cbitas=novos padroes a 200, 240, 250
e 320 ris.
E outras mu tus fasendas quo sa ve^dem por
meno- que as outras lijas.
As Exmas. Sras. que nao possam vir na loja
queiram mandar buscar as amostras na
Loja das Listras izues
PHOSPHATO CAL 8EUTI0S0
Ai E. LEROT, Parmaceotico e \n Glasse, 2, ma Daunou, PARS
OSTBOGMSEO sari o tsuToHimeito i DnUfM tu Crlupt, costra laekltiff lutla m Ohm.
Recommendamos este Xarope aos Mdicos e aoaOoentes. de um sabor agradavel, de asstml-
* !!2s? CJ e Te?es sl'Perlor a todos os jaropes de lacto-phosphalo Inventados nela especu-
lagao. Toaos sao cidos ao posso que o Ptanapbato de Cal Oelatinoso nao o
o sor Prot*>r bouchut, M.dico no Hosp.Iil du Crunjij. (farette del Htplliux, 1 de mala d itff.)
fflNtO PHOSPHATADO DE LEROY RepaX^Sencia
kntmi, Consumpfo, Bror.chite chromca,T/j/ca, Fratjueza orgnica, Convaleicenpat diffceit.
^___________Depositarios em Pernambiicn .- FBAN' M. da SILVA e C*.
13
)
ios 1.000:000^000
200:000^000
100:000^000
LOTERA

El favftr das ingenuos da Colonia Orphanelogica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUCO
rntncc a 14 fie Maio a \m
> thesoureiroFrancisco Goncalvcs Torres

PA
Molestias da garganta
TILHAS DE PALANCS
da Chlorato da Potassa e Alcatrko
Para u enfermidades da bocea, inflatnmacao da garganta, avhtat, uleerago da*
gengioai, seccra da linguaedo paladar, rouquidao, ineftafo diu amygdala, etc.,
nw> ha remedio mais eflcaz e rpido do que o chlorato de po'assa. Si se lhe jur/la
o alcatrao cujas proprisdades balsmicas e purificantes sao vi ersalmentereconhe-
cidas, accelera-se a cura-destas pequeas enfermidades e a iu-se sua repeticao,
dando ao mesmo tempe maior forca aos orgaos
As Pastilhas de Palangi ?,e dissolvem lentamenie na bocea e obrao como gar-
garjo; paf sao, depols para o estomago o dulli para o sangae que se purifica sob a
benfica influencia do alcatrao.
Estas paslbas so muito usadas pelos Cantores. Advocados, fregauores e todas
as pessoas que so ohrigadas fallar em publico.
Deposito em Pars. S, Raa Vivjenve, e em todas as Pharmaclas.

ii mi
DOMESTIC
Sao reconhecGas ser as mal*
elegantes, as ir ais lnraTeiR
em todos os sentidos.
A3 MI1M
Para precos, e circulares como
lu8tracoes de todos os estylo diri-
jam-se
Domcslic Sewng Machine C
NEW YOR, U. S. A.
Tctephone n. 138

IHE k
Ituii Io de Marco n. 0.
Participam ao n-speitavcl publico qu^, tendo augmentado seu
estabelecimento re JOIAS com mais uina secjao, no pavimento terreo,
com especialrudea em srttgoa do ELECTRU-PLATE, convidam as
Exmas. familias <: sena numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimento, onde encontrarSo um ri^uissimo sortimento de joias de ouro a
prata, peroles, brilb-ntes e outras pedrs preciosos, e relogios de ouro
prata e nikel.
Os artiges qiiH recebem directamente por tot'os os vapor sao
?X3'_'Utados pelos mis af^-Tadoa especialistas e fabricantes da Europa e
jS'Hdos-Unidtis.
A par das joiai de subido valor acharSo urna grande variedade
e objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
.'asamentos, beptisados e r.nniversarios.
Nem em rclacfto ao prejo, e nem qualidade, os objoctos airtrna
mencionados, encontrarSo concurrencia n'esta pra$a.
>


0*S**m
VERDADEIROS GRAOSdeSAUDE oo DFRANC
* LICENCIADOS PELA INSPECTORA GERAL DE HYGIENE IX) IMPERIO DO 1WAZ1L
1 Aperientes, Estomachicos, Purgativos, Depurativos
* ;ontra a Palta de appetitc. a Obstrucpo, a Enxaqaeca, as Vertlgem,
* as Congeste, etc. Dose ordinaria : I, i a T oraos.
S Desconfiar as lalslficacSes. Exigir o rotulo junto imprimido em francs
10 3 u 0 Sello da Uoio dos Fabricantes.

****
cada urna letra c urna cor di Arente
Em FAEIZ, Pharmacia IEEOY
Depsitos en todas as priacipaes Pliarnacias.
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faculdade da Medicina de Paris. Premio Uont/on
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregao-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as affeccoes seguintes:
Asthma, Insomnia, Palpitages do Corac&o, Epilepsia, Hallucinacao.
Tonteiras. Hemicrania. Affeccoes das viao urinarias et para calmar toda
especie de excitac&o.
l Urna explicado detalhada toompanh* cada Fraico.
Exigir o* Verdadeiras Capsulas oo Bromureto de Camphora de CLIN 4c C'*
de PARS, que se encontro em casa dos Droguistas et PharmaeeMicos.
^1
e
Vende-s' o de jauto a ponte da Boa Vista, caes
du Capibnribe ; trata-se do mesmo.
WHISKY
)YAL BLEND innrc ViADO
Este excelente Whisky SUt^masa #; -eriv>
10 cognac ou agurdenle de canna, para ortifics
3 corpo.
Vende-se a retalho noa iu Ib^res armasen
oolbados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cojo no
me e emblema sao registrados para todo o Br&ai
BBOWN8 t C, agente
Caranhuns
Especial fam* ; vende-se aa rua do BarSo da
Victoria n. 69.
Fnto comilo
Vrnde se ou aloga-ae o sitio com boa casa de
virenda, viveiro, coqueiros e outras arvorea truc-
tiferaa, entrada do Remedio o. 1 : a tratar na
rua da Imperatriz n. 30, 2- andar.
Vinho do PorU c vinho
verde
de superior qualidade, em caixinbaa de urna du-
aia, e por pre,o maito resumido ; vende se no ar
maxem n. 64 da i oa do Marque de Olinda.
^?^^???^^^?????????????????i^Si^i^^^^tl
DE ARSENITO DE OURO DINAMiZADO
DO DR ADDISON
0 MAIS ENRGICO E 0 MAIS ACTIVO DOS RECONSTITUINTES
O ARSENITO DE OU:0 so ii .
dia, volia o appctile, as foscas augmenta**
e -i todo aquello que for.cuidadoso do seu bom est.ido demude.
So e urna tadc pert'eita mecede rpidamente um estado inquietador.
Com dous granulos por
Nutrn-
-- ?
E
SSOTAfEO, MOLESTIAS NERVOSAS, MOLESTIAS DE SENHORAS
O Arseniato de Ouro dynamizado do Doutor ADDISON, leaultando da combinaco de dous medicamentos heroicos,
combato riatoBoaaosei^i a Tsica, Bronchites chronicaa, Asma, Rheuraatismos chromcos o todas as Molestias que
resultao do Esgotameato do systema ervos.
Nito toin rival nos Enfraqueeimentos que resultao do longas molestias. Suas propiedades tnicas e reguladoras da inner-
vaco lornSo-no superior ao Ferro contra a Anemia, as Flores brancas o as Nevralgias.
As Febres que resistan ;u. sulfato de quinino cedem ao Arseniato de Ouro. -
Milhares de Doentes devem hoje sua
O Arseniato de Ouro torna aa niilheros
joveua o nutridas. Auxilia poderosamente o
atraveaaar poca t8o,teuiida da idade critica
e couimunica una novajuvuntude.
Dosconfie-se das Contrafases
eexija-seaVBRDADEIRA ETIOUETTA
como a MARCA DE FABRICA aesiui
ignatura
como a o
e a do Sur.
NICO PREPARADOR
cura aos Granulos de Arsenir.to de Ouro
do D' ADDISON. Innmeros attestados fo-
rao dados, citaremos aqu alguna.
--------------------JOC--------------------
O FRASCO : 6 francos, am Franca.
EM VENDA NA
Fbarmasia G-ELI1T
38. ma nocicliuart, en Parir.
Depositario geral ijue manda franco contra
um mandato-postal.
uno* l'ernumbisco:
F2AMCISCO M. da SUVA i. Cu,
e na principies Pnirmteiiis do Brasil.
^?????????^?????????t^


Diario
dlflreFnam
bm
ambticoSexta-ieira 15 de Abril de 18S7

INDUSTRIA E ARTES S^^ffSSj;.
trilhos do ierro por locomotiva*.
costas
sobre
Tarifas das \ias-ferreas
Parecer aprenentade a AaaeaalMa
eral Soetedarte Aaxillartara
da ABreallora de Heraaaabue ea
5 de Marco de e!o preal
dente Interino na leHio de *
nomia oclal e rural dameHma So
eleiladefnseaneiro Hcarique Au-
gusto Miel.
(Continuarao)
Quando priocipiou a Europa a oobrr s'
de viaaterress, j se haviam verifi Jo
all a substituigo dos transporte* por car-
ros em boas estradas de rodagera ao trans-
porte s ca3tas de aairaaes e a conseqin-
te diminu ,ao dos fretes ; a prodigio tri-
plicara e a so nina dos transportes existen-
testes j era tal, quo bastaba as coinpv
nliias de vius frreas realisal-os sobre seas
trilhos, par* obterem lucros que eobrssera
as despezas de custeio o remunerasen os
capitaes empregados na eoosiruegao e ex
plorado. Por isso, toraarara ellas por ba-
se, na organisago de suas tarifas, os pre-
gos dos transportes as estradas de roda-
o-am, sujeitando-os apenas ao abate mdis-
pmsave'l para obter o fin desejado.
Nao especulando ellas sobre o futuro
desnvolvimento da producgilo e tendo em
vista uuieamente a existsne, procuraram
limitar c mais possivel os abates e adopta-
ran! por norma tirar dos gneros e merca
dorias tudo que dte podem dar.
Este procedimento das companhias euro-
nas era sem duvid* alguma contrario aos
interesaos d i coraraunbao social e aos tos
em vista dos quaes ha sido creado o mo-
nopolio ds que gosam as vias frreas ; mas
era desculpavel de sua* parte, pois era na-
tural, que nao achando embarago por par
te dos poderes pblicos, ellas procur-Ssero
nicamente o seu interesse propri >; e cora
effeito, senjdosufficiente a somraa dos trn*-
portes, podiam com tarifas elevadas, lu-
orar o meamo que com tarifas mais bal-
sas, sem as coroplicagocs e embaracos de
um trafego duplicado.
Foram estas as ideas que presidiram
organisacio das tarifas de nossas vias ter-
reas tirar dos gneros e mercadorias a
maior porcentagem possivel e para isso es-
tablecer tabellas ?om pregos pouco infe-
riores aos exgidos nos anteriores meios
de transportes.
Beu> diverso entretanto, era o proced-
menta que exigiam c no Brasil o inters
se social, e o das corwpanhias e o dogoverno,
linda mesmo ooropreheudido debaixo do
ponto de vista fiscal.
As nossas circumstanias nao eram as
da Europa ; ainda nao sabimos da phase
primitiva dos transportes costa de a ai
maes e por isso, exceptuando apeuas urna
ou outra via-ferrea, collocada em condigSas
excepcionaes, como as de Pedrc II e de
Santos a Jundiahy, neobuma das que Be
havia de construir no nosso territorio, por
mais populosa e frtil qu; fosso a zona
por ella atravessada, podia encontrar, na
na produccao actual da mesraa zona,
transportes suficientes para que, anda
mesmo chamando para si todos os existen
tes, chegassem as reeeitas do trafego para
o custeio da estrada de ferro e a remuna-
racito do capital empregado.
Forja Ihes era contar com O deseo vol-
vimento da produego resultante da dimi-
nuigao do custo dos transportes; e eem
este tim cieviam organiaar suas tarifas,
tomando por base, em lugar do prego dos
transportes s costas de animaes, a quarta
Su quiuta pi.rte destes pregos para o g->-
ral das mercadorias c a oitava ou decima
parte para os genero3 do prodcelo na-
cional.
Se dest'arte iiouvessem precedido as
administragoes de nossas vias frreas, fe-
riara decuplado em poucos annos, n'uma
rea muito mais extensa que a em que ho-
je se faz sentir a sua accao, a produccao,
a riqueza particular e as reeeitas publicas;
pois, como j mais cima expozamos, nao
o deve exigir menos de urna transforma-
9X0, que nos faz passar sem transiccao, da
resultados de modo
diamatralraen oppostq pelo qual se bou-
vwrain as nossas administracSes de vi.is
farreas na orgmisaglo d* suas tarifas ;
ellas^ne.u se quar aproveitam os transpor-
tes existentes as suas zonas privilegia-
las ; s vivificam urna estroita fa;ha de
terreno e suas reeeitas oem sempre che-
gam para o custeio, quinto rau3 para dis-
pensar a garanta do governo I
E' ver la ie, que essa misma garant^
ah est para rssalvar os accionistas das
consequeacias da impericia Jas respecti-
vas directoras; mas por isso mesmo corre
jverao em ordem de proteger os inte
ao
coa especuiuale o das aguas-arientes,
ms e espirito*. Nao ha vaiilhame que
posta resistir aos choques repetido* que
soffrem os barris e ancoras, collonadas sem
caiga ment algum nag me satas carrocas
que aervem ao traasporte de astro e do
carvao de podra ; e esta urna das eou-
sas, em virtud Jas quaes oiengenhoscol
locados a mois de urna, ou quando muito
legoa e meia das estagSas, nao se dSo ao
trabalho de destilar nem lao pouco man-
dam seus mis para o mercado.
Tinha entretanto a va frrea de S.
Francisco, nos carros usados pelos sonho-
res de engenho de Jabiatao para este ge-
nero de transporte, ptimo especimea das
accomodaySes que elle requer.
O leite tambem exige accomodagoea sui
generis, cuja falta nao se ba tornado san-
si'el, por nao vir leite algum pilas nossas
duas vias forreas, em consequen a do ho
rario dos trens; e a mesoia ne^essidade
se d para o transporte de animaes peque-
nos, que nao podem sem inconveniente ser
conduzido3 promiscuamente com os b>is e
eavalloi.
Quanto ao horario dos trens, nao sendo
o m 'ior numero das estacSeg aenao pon.
tos de parada para o viajante, que de l
segu para engenhos distantes urna, duas
ou mais legoas, devia dito horario ser es-
tablecido de modo a offeracer o maior in
tervallo possivel entre a ida e volta de
cada treiu, atira de nao obrigar o passa
geiro de K:cifo a pernoitar no mat'o e da
mesma forma o do matto a pernoitar no
Rccife.
Com os trens que partem de Una s 6
da manha e de Limoairo s 6 h. e 13, at-
tendeu se de alguma forma a ultima des-
sas exigencias; digo, at certo ponto, por-
que a volta do 2.-, realisando seas 2,26 da
tarde p-u;o tempo deixa ao habitante do
interior para tratar de seus negocios no
Recife; e quanto ao comino Jo de quem
vai do Recife ao interior, nao foi attendido
em nenhuma das nossas vias frreas; a
demora de 45 em Urna irrisoria ; nem
d tempo para descer a Palmares e a de
2 h. 9 no Limoeiro nao sufficiente.
Al-n disso, nem a va frrea da S-
Francisco, nem a de Limoeiro teem os
trens matutinos, qu: em tolas aa estradas,
cujo ponto de partida est collocado em ci-
dacles populosaa, sao destinados ao trans-
porte de leite e verduras para o abastec-
resgea geraes da produegao e recursos que
della deve tirar, e de defender seus cofres
ameacados directamente pela efrectividade
da garanta, a stricta obrigacao de prom >
ver o rebaiximento das actuaes tarifas e
od maioria de razo de nlo consentir
outras ainda m.iis exageradas, como as
que foram concedidas via-ferrea de Li-
moeiro e cujas Um --uta vais consequen iiaa
nao se farao esper...-.
O governo imperial, embora atarefado
com outros assumptos nao menos impor-
tantes para o paiz, e ainda que nao pareja
se ter compenetrado da inmensa impor-
tancia econmica da questio das tarifas
das vas-frreas, j reconhec?u implcita-
mento a necessidade de diminuijlo as
tabellas existentes, j foram realidas,
das vas terreas de Pedro II e de Baturi-
t, para o transporte d >s produetos da pe-
quea lavoura. importantes abates (50 |0),
que um Aviso do S de Janeiro de 1861,
infelizmente at hoje sem execuQo nesta
provincia, raandou estender a todas aa es-
tradas subvenoionadas ; e desde Oatubro
de 1880 existe urna commissao da qual
fazem parte tres dignos meinbros desta
aociedade : os Srs. Bar5cs de Frexeiras e
de Serinliaem e o tenente-eoronel Jos de
Morses 3omes Ferreira, encarregada de
rever as tarifas da via-ferrea do Recife ao
S. Francisco e de propor os abates que
torna indispensaveis o prolongamento da
mesma via-ferrea at Gar;nbuns. A des-
psto dos esforcos daquelles nossos dignoa
consocios os abates propostos pela com-
miaso foram inaiglUacantes c cora tudo nao
tarara applicados via-ferrea de S. Fran
cisco por cusa da opposcao do respecti-
vo Superintendente.
O reyulamentos. Usos e horarios dos trena ment das mes mas cidades.
- Material fixo e rodante. Polo que toca aos regulament08 e a sua
Dissemos mais cima, que alm da exor-1 nterpretacao, do elles motivos para quei-
bitancia das tarifas, outras causas do me- \ xas ainda mais fundadas.
nos vulto coocorriam para deminuir o tra-, q artigo 83 do "regulamento com forga
fego das nossaa vias frreas; dizero ellas j ja l^ pronm|gado em 26 de Abril de
jespeito aos commodos e interesses dos i 1357 para regular a exploragao de todaa
passageiros e .-xpeiitores, quo nem sem- I a8 va8 ferrea8 brasileiras, declara positiva-
pre bao sido consultados na organisasao | mente) que < no prego do transporta do
dos rgulamentos e sua nterpretacao, na j viajante se comprehender o de suas ba
fixaco do horario dos trens e na determi-, gagens, com taato que n&o tenham paso
nacaodo material nxo e rolante. maior de 3 arrobas e um volume oxcedon-
Assim, vemos que poucos eatagSaa es- te ie 12 pal,n08 cbicos.
tSo providas de Ltrinas e as que exiatem ,
r -i ___' ;_j:. i As admmi8traco2s das vas terreas so
nem seinpre sao raantidas com o aaispen- r 1 l.
, ._ _- c__f j podem legalmente exigir trete pela baga-
aavel aceio ; as estacoes da va-terrea de *" 5 r o
T. > .- 1 *____. eiD que exceder de dito peso ou volume;
Limoeiro nao tem salas distinctas para os: 1 e r '
-_ a. ..n;T io entretanto, o art. 18 do reeulamento com-
passa^oiros lia pr: ueira e da ultima cias Q ".r-
r ^* __:.. j o mum s L. de o. ranciseo ede Limoeiro
se : e esta separaeao existe as da es- .. ,
', o o c> 4^ u 1 reduzu o peso da baeagem nvre de trete,
tr c i 1 de o arrobas a urna so e impoz-ine a con-
poueo timpo, na poca da satra, urna daa .jrji_-
1 u: j i dioao de sor accommodada debaixo doi
sala; c as ve^es amoas enenum-se de aac- *^ ,
aaaento do viajante, aem eucommolar oa
domis, e de s conter artigos de toilette,
devam servir du-
Muitoaensivel tambara a falta de di- aceomodo debaixo do seu assento e a sup
terial apropriado para oertos transportes e l prsalo completa de qualquer volume de ba-
ea.gagem transportado gratuitamente, para os
menores que s pagara meia paaaagem.
O praso de cinco minutos entre o fexa-
mento das portas e a partida dos trens,
determinado pelo art. 2.- e excessivo;
deve ser reduzido a 3 como em varias es.
tradas de ferro do Imperio.
Os prasos marcados no art. 5 para a
validado dos bilhetes de i la e volta foram
estabclccidos sem attengao s peculiares
circu nstancias do maior numero dos via-
jantes do iuterior, quo nilo resilem as
proximidades das estagSes e sim em lug-
res distantes s vezes multas leguas.
Jites prasos n3o deveriam m caso al-
gum ser inferiores a 72 horas.
A reduegao estipulada pelo *rt. 7.- para
os bilhetes de assignatura por tempo in-
ferior a 6 mezes insufBciente e todoa el-
les deviam servir indistinctamento nao
someuto aos criados, mas tambem s pes-
soas da mesma familia, cujos nomes vies-
sem nelle8 declarados.
Seria esse o raeio de generaliaar o seu
emprego.
O praso de 20 minutos antes da sabida
de qualquer trera, marcado polo ar. 19
para apresentagao das bagagens tara
bein excessivo e deve ser reduzido.
A exigencia do urt. 21, relativa a reti-
rada da bogagem deve ser modificada e a
armazeuagem s ser exigida depois de
24 horas; pois materialmente impossi
vel, com eBpecialidade as estag3es do in-
terior, para os passageiros chegados n;s
trens da booca da noite, aehar quem lhes
carregue a bagagem.
Devem tambem ser modificados os arti
gos 25, 27, 28, 37, 49, 70, 85 o 92 do
regulamenj da via-ferraa de S. Francisco
e os correspondentes da de Limoeiro e
supprimido em ambos o art. 53. cuja in-
conveniencia tal que nao executado.
O art. 70 refere-se ao transporte de pl-
vora ou outras materias explosivas, que
elle prohibe absolutamente, quando per-
tancente8 a particulares ; e o art. 85 (83
no regulamento da estrada do Limoeiro)
regula o transporte do diuheiro con taes
estipulagSes, que urna 8edula de 91000 en-
tregue em Cinco Pontas para ser levada a
Una paga de frete 790 rs. ou cerca de
16 % e par- ir do Brura a Limoeiro 920
rs. ou maisdel8 %! 1!
Accresce que alm dos vesames e diffi-
culdades' que resultara para o passageiro e
o expeditor de disposigSes positivas do re-
guUmento, ainda ha outras provonientes
de usos adraittidos e que tambera concor-
rera para diminuir o trafego. Assim 3 que
na estrada de S. Francisco um vagon*de
lenha, que nao chega ao peao de tonela-
das mtricas, paga na razao da 5 e tal vez
seja esta estorsao principal motivo da in-
significancia das quantidadea transportadas
quando esto material, cujo consumo 00
Recife excede de 3 contos porjdia, podia
com melhorea condiges de transportes,
dar lugar a um trafego importantissimo e
compensar ua estagao invernosa o desfal-
que devido ausencia do assucar-
(Continuar te-ha)
rOLHE
JOS LRONZA
POii
JACOL DI FLOT E PEDRO M vEL
PKIHE1BA PAUTE
eos de assacar e os passageiros aiampa-
vam na plataforma !
Em ambas as Estradas, as estagSes do
intirior sao asanbadas ; nao teem accora-
nsodagoes para certoa gneros, como bem
o mel e a agurdente, cujo vatilhame per-
manece exposto ao Sol.
Os carros de passageiros da Estrada de
Limoeiro nao sao appropriados ao nosso
roupa ou objecto que
rante o transito >.
Entretanto, o regulamento da E- de
ferro da Babia concede livrede frete 48 k
em peso, ou 1-6 decmetros cbicos em
volume, e a E. de ferro de S. Paulo trans.
porta naa megmaa condigSea de gratuida
clima, nem ae preatam a fcil aahida dos j de 50 k. ou 100 decmetros cubicoa da
passageiros, no'caso de figura ainiatro; e bagagem do passageiro del* classe o 30
em ambas as estradas uao ha em carro al- kilo8, ou 50 decimetro8 cbicos para o de
gura, dos que cmpSe o trem, um cororoo-
do, tanto mais indispensavel, que como
aciraa disseraog cem tolas as estagocs es
tao providas de latrinas.
2* classe. O mesmo artigo 18 comprehen-
de tambem outras restricgSes extravagan
tes : a prohibicao ao passageiro de le-
var objectos preciosos na bagagem que

O EXHUMA
( OatioaaQao do n.
IV
83)
J p^nsei nisso, reapondeu Maximi-
liano, e estimo muito achar-me de accordo
cotn o senlior a esse respeito.
E quanto ao mais ?
O mais? Eu tratarei disao. O ma-
rido de sua irraa nao poie ser menos do
que seu .asociado.
Naturalmente.
Entilo o um negocio em coramuin que
empreando m os.
Perianto, debemos repartir como so
cios. D'ora era diante a heranga ser di
vidida era tres partes : a sua, a de Ber-
tha e a roinha, e, accrescentou Maximilia-
no rindo, o senhor nao perder com isso.
Rjuval sonrio tamoero.
Meu amigo, eu nao aceitara esse of-
fereci ment, ee nao visse nisso urna pro va
do seu amor fraterna!. Afina! de conlas,
a felicidade de Berth.i que o senhor ga-
rante. Quanto a mira, s deaejo ser re-
embolsado das despezas que fizer.
Houve tira Silencio.
Agor,; e reata establecer o modo
de opera'. Aqu tem, disse Stephan, en
lregando ura cheque a Maximiliano, urna
ordem de trezentos mil traancos aobre a
minba casa. Se pre isar do mais di
nheiro, bastar expedir novas ordena.
O eiieo aceit)U o papel e os
dous hora n s'pararam-se.
Neasa aoesraa noite o tir. Stepban Rou-
val tomou o expresso do norte at BjIo
nha. Pur.n l, em ve 0%.- tomar paasa
g>ni p^ra a Inglaterra, Joarcou ex um
paquete hollandez cera destino
dam.
Maximiliano, tambera tez oa seus prepa-
rativos de viage.ee.
Grande pezar sentio o mogo quando
raandou a sua demissao, ou antes pedio
uraa liicnga Ilimitada. Tinha paixao pela
carreira. i".lie a tinha escolhido e tinba
sido feliz
Nao importa o futuro de Bertha era
a idea que o preoecupava.
Ella er3 tao joven e, agora, sobretudo,
que segunda desgraga viaha prival-a do
amor e do arrimo paterno, elle devia se a
ella. Quando tivesso dt affrontar os per-
gos, lutar.com todos os obstculos, Maxi-
miliano estava resolv io a completar a
obra d* f-lieidade de sua irma.
A dr da menina tinha eido muito pro-
funda. Era preciso avival-a at certo pon-
to, dando-lhe o joven medico a nova da
sua prxima partida.
Maximiliano, pois, foi caaa da Sra.
Francs que, re'irada em Passy, em um
lindo palacete da ra de Boulainvilliera, ti
nha recomido a menina durante o dias fu-
nestos que seguira-n a catastrophe.
O mogo entrou, trujando luto e com a
fronte pezarosa.
A belln viuva foi ao seu encontr e to-
moU'Ih as maos.
Meu pobre rapaz, permute, nao
assim, que lhe d esse traUmento T parece
que es'ii debaixo da impressSo de novo
desg03;o ?
E a senhora, nao se engaa, respon-
deu elle tristemente. Venho dizer-lh9 que
a minha resolugao est definitivamente to-
mada.
Parte 1
Parto.
Mas, o que be obriga a partir ?
Eu explico. Essa enorme fortuna
nao me tenta, mas nao posso despojar
della minha irraa.
Mas o senhor nao a despoja.
S'-ria despjala deixar por mais tem-
po a nossa heranga em poder do outro,
dease estrangeiro que nol a disputa com
tanto encarnigamento
Pobre rapaz I suspirou a Sra. Fras-
ees com eraogao.
O joven medico tornou, depois de um
momento de silen do :
Vira, minhn senhara, pedir-lhe um
favor antes de dizr-Ihe adeus.
l)'a, tneu amigo, eatou s suas or-
dens.
Oh disse gravemente Maximiliano,
Amater- um desses servigos que se nao pode pe-
dir senao amizade mais segura e mais
constante.
Acaso duvida de raira ?
Bem v que nao, porque aqui estou.
E o mogo beijou com etfusao a mSo da
Sra. Francs. v
Ainda questao de minha irma
Ainda ? Eu o adivinhei. O senhor
um boin irraao.
Bertha muito joven, minha senho-
ra.
E' verdale.
Ella preciaa de cuidados, de conse-
lhos, de urna affeiglo protectora e vigilan-
te. De quem podia eu lembrar-me seno
da senhora ?
A minha amizade nao lhe ba de fal-
tar, Maximiliano. Contou commigo e eu
lhe agradego. Csnfia-me um deposito, eu
o aceito, porque considero rae na altura
deasa confiaoga.
O mogo, cora lagrimas nos olhos, inani-
festau a sua gratidao :
Duus a abengoe, minba senhora, por
essa seguranga que me d. Haja o que
houver, qualquer que eeja a felicidade ou
a decepgao que o futuro me trouxer, dis
ponha da minha dedicaglo, ella pertence-
Ihe sem reserva.
Os dous cboravam.
Ouga, tornou a viuva, Bertha vivera
debaixo do meu tecto, como se fosse mi-
nba filha. Proeurarei tornar-lbe a vida o
mis agradavel possivel. Ter por compa-
nheiras, por araiga8, duas meninas encan-
tadoras, bem educadas, as ninas d Isaac,
Renata e Alice, 3endo a mais moga quasi
da mesraa idade que ella.
Ah 1 meu pobre amigo, eu tinha forma-
do tantos projectos para o futuro, como to-
da a velha I
Velha! interrorapeu Maximiliano, sor-
rindo. E' preciso dizer isso depressa, mi-
nha senhora, para nao parecer coquet8roo.
. Nao, nao, tornou ella vivamente, te-
nho triata e seis annos, meu amigo, e, por
maior que neja u sua boa vontade da li-
Bonjeiro-, ella nao pode fazer com que urna
mullier aos trinta e seis anuo* nao seja ve-
lha.
A conversa, comegada na mais profunda
tristeza, acabou com urna alegra relativa.
No da segrate Bertha installou-se defi
;_____LlTTERATUri*
Instituto Areheologice e Cieo-
graphlco Pernambueano.
RELATORIO APEE-ESTADO PELO 1. SECKE-
TABIO DO IKSTITTO ABCHEOLCOICO E
GEOGBAPHICO PEBNAMBCANO, SA SESSAO
MAGNA ANNIVEESABIA DE 27 DE JANEIRO
PE 1887.
(Continugao)
Diversas foram as deliberagSes do Insti-
tuto durante os dous ltimos annos, presi-
diado o mximo criterio s medidas por
elle adoptadas para a boa marcha de seus
trabalhos.
Sob proposta do nosso consocio e 2."
vice-presideote, Dr. Cicero Peregrino, re-
solveu o Instituto reformar es seas Estatu-
tos e, convocada para essefira a Assembla
<~>era!, que reunio-se a 6 de
Agosto de
1885, foi presentado pela commissao do
redaegao o projecto de reforma, que, de-
pois de discutido convenientemente, mere-
ceu a vossa approvagao.
Contm os no vos Estatutos s altera go -s
que a experiencia aconselhava como mais
necess..ria8 para attingir a nossa associa-
gao, aos fias a que se prop3i.
Urna das disposigS 's que a nova lei re-
formou, relativa ao objecto do Instituto,
que sendo anteriormente restricto histo-
ria remonta-se hoje prehistoria tambem
das provincias, que formaram as capitanas
de Pernambuco e Itamarac, offereeendo
dest'arte u j campo mais largo, ura horison-
to mais vasto para as voasas invcstigagSes.
Passarara igualmente oa Estatutos anti-
gua por notavel reforma com relagao d-
reegao dos nossos trabalhos, que foram di-
vididos em trabalhos administrativos e tra-
balhos scientificos
Para os primeiros fiesrara reduzidas a
tres as coramissSes existeotes : commissSo
directora, composta dos membros da mesa,
de cantas e de redacccLo.
Para os segundos crearam se quatro 8ec-
g5*e8: de archeologuxf da historia colonial,
de historia nacional e de geographia, s
quaes pertencorlo 08 socios, conforme a
escolha que fizerem, de accordo cora as
suas aptidSes 1
Encrram ainda os novos Estatutos ou-
tras disposigSes, que consultaram os inte-
resses litterarios e econmicos desta asso-
ciagao, como fossem a creaglo da classe
de socios benemritos, titulo este que s
pode ser conferido aos que prestarem ser-
vigos relevantes ao Iastituto, a reduegao
da joia dos socios efactivos, que foi equi-
parada a dos correspondentes, a dispensa
desta contribuigao ao3 que fizerem alguma
offerta importante e diversas outras medi-
das, relativas bibliotheca, ao archivo e
ao museu do Instituto
Deliberou ainda esta associagao, na ses-
sao He 17 de Dezembro, sob proposta de
nosso ex-presidente e socio benemrito o
Exra. Sr. conselheiro Quintino de Miranda,
quo se representasse ao Governo Imperial
acerca da resolugao, contida no aviso do
Ministerio do Imperio, de 29 de Novem-
bro de 1885, mandando suspender, de
Dezembro em diante, 03 vencimentoa, que,
na qualidade de lente de nossa Faculdade
de Direito percebia na Europa o Dr. Jos
Hyginio Duarte Pereira.
Acbando-se entilo o nosso consocio exa-
minando, em commisslo do Instituto, os
documentos mais importantes relativos
lucta Hollandeza, que se ferio entre nos,
nao podiam deixar de reflectir sobre esta
Associagao os effeitos d'aquelle Aviso,
pois que a suspenso dos venchnentos do
Ilustrado professor, privando-u de contiauar
a ra;.nterse no estrangeiro, trazia a inter-
rupgao das pesquizas, a que, com tanto
proveito para o Brasil e especialmente para
esta provincia, estava elle procedendo nos
archivoa de Haya.
Muito acertada, portanto, foi a delibera-
cao do Instituto, dirigindo ao Governo Im-
perial urna rep'-esentagao, em que, abnn
dando em consideragSes da maior relevan-
cia, pedia que revogase o Aviao de 29 de
Novembro, marcando um praso razoavel,
dentro do qual podesse o nosso consocio
concluir os seus trabalhos, alias j mui-
to adiantados.
Infelizmente porm, essa representadlo
em que depoaitava o Instituto as mais bem
fundadas esperangas, nao foi tomada em
consideragao pelo Ministerio do Imperio,
que em Aviso de 30 de Janeiro do auno
pa8sado declarou nao poder revogar a sua
resolugao anterior ; restando-nos apenas a
satistagiio de havermos curaprido o nosso
dever, na diffi :il situaglo, em que ae via
collocado o Instituto.
Na sessao de 5 de Agosto do mesmo
anno, sob proposta de grande numero de
socios, deliberou tambem esta Associagao
que se podase Assembla Provincial da
Parahyba a approvagao do projecto de lei,
que con ^ede ao Dr. Maximisno Lopes
Machado uraa aubvengao para a publicagao
=S
de sua ebra Historia da Parahyba do Norte.
Nunca deraais para encarecer a impor-
tancia deaaa obra com que o nosso elo-
quente orador pretende levantar um mo-
numento os e perennius heroica Provin-
cia que lhe dera o bergo.
A historia redusida primitivamente s
eivilhago'es helnica e itlica eomo nos taz
ver um ascrptor, tre os Gregos por Heredoto de Halicar-
nasso e Thueydides e entre os Romanos
por Fabio Pictor e Catao o Censor, que
perpetuaram p tra iig3es de suas pa trias !
Mais tarde Seraprouio Azelio, apartndo-
se do cstylo dos pontifices, contribua para
que conaistisse ella nao na simples enume-
ragao dos acontecment?s, mas no conheci-
raento de suas causas, na explicagao desea
espirito.
Era com> que o preludio da importante
conquista, que seculos depois, devia fazer
o bispo de Meaux o insigne Bossuet, o qual,
muit antea que aa portas do Oriente se
abrissera aos es'.udos de Anquetil Duperron
e de Fauche, havia assentado as bases do
novo processo, do um novo plano, escreven-
do a historia universal.
S ento, como observa Alberto Piraen-
tel, depois que a attengao do historiador se
fixou sobre toda a huraanidade foi possi-
vel crear o que se chama, com muitissiraa
propriedade, a philosophia da historia e,
tragado esse novo carainho appareceram
Vico, Montesquieu.Cautu, Oousin, Michelet,
Edgard Quinei e muitos outros.
Animado do mesmo espirito philosophi-
co que esses escriptores que elevaram a his-
toria sua verdadeira altura, e guiado pelos
procesaos modernos, nao limitou-se o Dr.
Maximiaao Machado, ao corapor a obra de
quo rae oceupo, a urna simples chronica
dos factos de que fu theatro a sua provin-
cia natal.
Ao contrario, collocando-se n'um ponto
de vista, d'onde podesse apreciar as cau-
sas, as relagSs e as consequencias dos
acontecimento8, que ahi tiveram lugar des-
de os te rapos primitivos at os nossos dias,
folheou os documentos, que lhe foi possi-
vel consultar, corabiuou as asseveragoes dos
difFerentes escriptores acerca decertos pon-
to3 duvidosos, corrigio aa inexactidoas, de
que ae reaentiam as chronicas da epooha e
de todos esses elementos extrahiu a verda-
da escreveado, com aquella brevidade cor-
recta e luminosa, de que nos falla Cicero,
a importanteHistoria da Parahyba do
Norte.
Reconhecida aessa prova de patriotismo,
por parte de um de aeus rilhos mais dia-
tiacto3, a heroica trra de Vidal de Negrei-
ros sentio pulsar-lha no peito um coragao
amante das suas glorias no passado e esse
sentiraento inspirou lhe a apresentagao de
ura projecto na sua Assembla Provincial,
conceden io urna subvengilo para a publica-
gao daquella obra.
Nao applaadir o Instituto os generosos
impulsos dessa Corporaga, pao vir mesmo
ao encontr dos intuitos nobilissimos que
a aniraavam, seria faltar a ura dos seus
mais imperiosos deveres.
E de feito, si um dos fins desta Aasocia-
gao publicar os documentos, monumentos e
tradigoja, relativos s Provincias, qne for-
mavam as antigs capitanas de Pernambu-
co e Itamarac, cora moioria de razao
conrarrer para que esses elementos so pu-
bliquem, quando se achara reunidos, luz
da critica, em urna obra de grande folego,
como a Historia da Parahyba do Norte o
tratando-se de uraa provincia, que tem sido
a co-participante da de Pernambuco, as
suas lutas e nos S3us herosmos, naa suas
glorias e nos seus infortunios.
Foi, por conseguate de elevadissimo al-
cance a deliberagao que tornou o Instituto,
dirigindo para esse fira uraa representadlo
Assembla da Parahyba, a qual acaba
de dar arrhas do seu patriotismo, appro-
vando em 2a dscussao a subveogao que
se projecta conceder para a publicagao da
Historia de sua Provincia; e dest'arte hon-
rando as tradigil-s gloriosas de seus ante-
passados. (Contiua.).
que promattia ser accidentada de mil peri-
pecias.
Como ella o tinha promettido, a Sra.
Francs tratou logo de dar a Bertha todas
as distraegoes que estavam de accordo cora
a posigao em que o seu luto recente e ter-
rivel tinha collocado a menina.
Procurou lhe logo a amizade das meni
nis Renata e Alice d'Isaac.
Nada ple dar urna idea exacta da bel-
leza maravilhosa das duus irraSs.
Alta, esbelta, cora ura busto desenvolvi-
do que fazia valer as suas formas esculp,-
turaes, Renata realisava tudo quanto o
artista mais exigente pode conceber de per
fsigo 38 femininas. Os olhos eram negros
como os cabellos, que podiam formar para
a sua bel'eza ura manto de rainha. A tez
de urna Ivura deslumhrante, estava as
mais das vezes paluda. Sobre os labios
de ura vermelho ardente, pairava um sor-
riso s vezes altivo, as mais das vezes ge-
neroso e bm. Po lia se desejar menos
amargor nessa bocea divina, menos triste-
za no fundo desses olhos. Renata tinha
entilo vinte annos.
Do as annos mais moga do que a irraa,
Alice era o seu retrato louro. Os olhos
erara azues, a tez ligeiramente colorida.
Tambera era mais delicada. Nao havia um
pezar nesse olbar de crianga, feliz de sor
rir vida. Alice era amada e tambera
araava- O seu noivo era hornera do mar ;
Joo de Treguero, ura bretao, corra eutao
oas costas da China e do Japilo, a bordo
do aviso Jean Bar, bello nome para um
navio, especialmente quando esse navio tem
a bordo taes bomans.
O Sr. d'Isaac, gragaa a sua alta posigo,
fazia figura ni 80ciedade. Cavalheiro ins-
truido, nobre de carcter, como de nome,
no dizer daquelle8 que o conheciam hem,
s lhe falta va urna qualidade, a previden
cia.
Algumas ms linguas ara raesmo mais
longe. Insinuavam, cora toda a especie de
reticencias, que o dote priucipesco da fal-
lecida Sra. d'Isaac estava comproraettido e
que o jogo absorvia a maior parte da ren-
do collec^or geral.
O leitor ver quando chegar a hora do
desfecho.
.jjCousa estranha 1 ao passo que Alice ti-
nitivamente em Passy, e Maximiliano, so- aha dado o seu coragao e a sua mao ao
cegado por'ebso lado, tratou activamente priraero suspirante que se apreaentou, Re-
dos seus ltimos preparativos. nat '"> deslenhosameute repellido todas
Preciaava ainda de algum tempo para as propostas,
dispr tudo pora ujia vugem tilo louga e E co no s vezes o irraa mais moga lh'o
exprobrava, rindo, accrescentando modo
de conclusao :
Pois eu nao aceitei Joao.
Renata responda :
Oh tu serapre foste feliz. Nasceste
debaixo de urna boa estrella.
Relacionada, havia muito, com a familia
d'Isaac, a Sra. Francs tambem tinha ten-
tado muirs vezes abalar a indifferenga al-
tiva da menina.
Encontrava sempre urna resolugao in-
vencivel, urna especie de acepticisrao que
se manifestava por deeiaragoas de um
amargor inverosirail.
Soll'r ria Renata, realmente, de algum
desgosto secreto, incuravel ? Nao pareca.
Orgulhosa do prestigio da sua belleza,
apreciando a aociedade que frequentava
triumphante, nunca pareca tao feliz como
quando via luzir nos olhares dos horaens
que della se approxiraavam a cbamma de
uraa admirago inequvoca.
Mulher singular que no caminho da vi-
da nunca tinha cn-oatrado um amor gene
roao e puro.
(Jheia de sympathia pelo seu futuro cu-
nhado Joao de Treguara, Renata dizia s
vezes, rindo :
Joo o melhor dos ir raaos. E' jus
tamente o marido que serve para Alice.
E como a Sra. Francs perguntasse :
E porque nao para oc '?
Para mim ? respondeu a menina
Para mim, outra cousa. Eu bou tao ca-
prichosa e phantastica, que precisara de
um esposo feito expressameote para mira,
um hornera que se sujeitasse ao meu ca-
rcter ou que soubease impdr-mo o seu.
A introduegao de Bertha ntioiidade
das unas irmas, sera manifestar a natureza
singular di Renata, habilitou-a tolavia a
exercer as excellentes qualdades do seu
coragEo.
Ella afieigoou-se a Bertha com verdadei-
ra dedieagao, cercando-a de mil cariados,
occultando-lhe com a delicadeza de mai aa
suas desillu83:s precoces.
A amizade das duas irmas tornou-se lo
go tao intima que a orpha encontrn nella,
senao o esqu--cimento da sua recante des-
graga, ao uienoj a consolago necessaria
para olhar com confianga para ura horizon-
te, de onde o seu sonho de menina podia
aiiila surgir como a aurora dos dias mais
bellos.
Por urna especie de timidez, obedeesndo
talvez sem saber, voz da sua conscien-
cia, Maximiliano nao commuoicou a sua ir
raa oa projectos do Sr. Rouval. Pensava
que havia muito tempo ainda para iniciar
essa joven alma nos deveres austeros da vi-
da conjugal. Por isso choia de escrpu-
los para cora essa juventude embalsamada,
da qual nao quera antes de tempo dissi-
par o perfume de igaorancia, Maximiliano
recoramendou com instancia Sra. Fran-
cs que nao fallasse a Bertha as preten-
go*es matrimoniase de Stephan. Demais, a
bella viuva, nutria, a respeito do casamen-
to, ideas de precaugSes que lhe faziara hon-
ra. Fieou, pois, rcaolvido que esperariam,
e, sem saber porque, Maximiliano e a Sra.
Francs estmaram ter tido sitnaltaneamen-
te a mesraa idea.
Entretanto, approxmava-se a hora da
partida de Maximiliano, e este, de da em
dia, senta aportar se-lhe o coragao cora a
lembranga dessa nova separagSo. E' ver-
dade que a aua volta Fraoga tinha coin-
cidido com urna desgraga, e na carreira
que tinha abragado devia esperar esses
desgostes, assim como essas alegras pe-
ridicas da ausencia e da volta. Mas dessa
vez, sera poder explicar a causa, a despei-
to da desgraga que o fejira nos seus mais-
caros affectos, senda o coragao de algum
modo preso s doguraa da patria.
E, justamente, coraegava a primavera
cora as violetas. Triste e sombro, o mogo
fugia ao raovimento e ao ruido de Pariz.
la a Auteuil p-iss-r Iougaa heras entre a
irma e a Sra. Francs, adoentado, angus-
tiado, medida que approximava-3e o mo-
menti'ila asparagao. Aconteeia-ltie rauitas
vezes passar a zona das fortificagoes, e,
impellido pela neoessidade inexplicavol, po-
rm imperios?., de encher os pulmoes de
ar do campo, de saturar a vista com o as-
pecto d8 pnraeira8 verduras, entrava pe-
las avenidas do bosque de Bolonha, ou
8 .lando se ainda mais, atravessava o Se-
na em Saint-Gloud e perdia-ae na contera-
plagao silenciosa dos pequeuos bosques da
Ville d'Avray as encostas de Chaville.
Pela acuidado do seu soFrimento, urna al-
ma menos joven do que a sua teria reco-
nhecido os prdromos desso mal inevitavel
das bellas natureaas, das aaturezas de poe-
tas e de homens do mar, a predisposigao
para o amor.
(Con'nuar-*e-Ao.)

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Typ do Diario roa Duqu de C*iaj n. 491a