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Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
newspaper ( marcgt )
newspaper ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
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Resource Identifier:
002044160 ( ALEPH )
AKN2060 ( NOTIS )
45907853 ( OCLC )

Full Text


AUNO LII KDJIBBO 23
PARA A CAPITAL E LI'CAREt
Por tres mezes adiantados......
Por seis ditos idem....., .
Por um anuo idem. .......
Cada numero avuiso, do mes no dia.
OXDE NAO E
PAGA PORTE
. 65000
. f,JQ0
. 23,5000
. 100
14 DE ABE BE 1
PARA DENTRO E PORA DA PRO VIS ti A
Por seia mezes adiantados...........
Por nove ditos dem.............'. '. .
Por nm anuo idem..............
Cada numero avuiso, de dias anteriores........
13*500
20*000
27(JC00
(5100
Prpttcirafce fce JHannel .tfiurira i>e Jara & Sfys
Os Srs. AneJe atrinco C,
de Parla, sil* o* nnsos agentes
exclusivo de aonados e pu-
blicarse*
trra
na Franca e Ingle. -


TELEGRAMMAS
U&7ZC0 FABTICUL2
:: sumo
KIO DE JANEIRO, 12 de Abril, s 8
hora e 25 minutos da noite. (Recebido s 9
horas e 30 minutas, pela linha terrestre).
Falle*'fu o senador por Minan Ce-
raen Joaqulm Anto Fernandes
Leo. do connelno de H. M. o Impera-
dor, cavaltaeiro de Cbrlsto e eom-
mendador da nona.
RIO DE JANEIRO, 13 de Abril, s
4 horas e 20 minutos da tarde. (Rece-
bido s 5 horas e 40 minutos, pelo cabo
submarino).
Telegramm** de Aguas Claras dl-
zem que s. M. o Imperador val bem.
^o tem fundamento os boatos
de adlamento da prxima sessao
parlamentar.
\ii> liuuve promoro de alfe-
res.
Va Secretarla do Ministerio de
Estrangeiros. forana nomeados:
Director da 4.a seceo o I. inicial
crame ii mar&es i
l o nidal, o 2 Amonio Vicente de
Andrade :
*. offlclal. o praticaate Pedro Pi-
nbeiro dalmares Jnior.

::
(Espec
issscia 2::::
ial para o Diario)
LONDRES, 13 de Abril.
Km II jde Park te ve lugar una meetihg
de anals de cera mil peesdas.
Todos os oradores censuraram
com severidade o goverao por can-
sa do coebcition bill para a Irlanda.
apresentado ltimamente ao par-
lamento.
4.1 ad tone foi calorosamente accla-
asado.
ROMA, 13 de Abril.
s. A. o principe berdelro da Italia
acba-se seriamente lente de sa-
rampo.
Seu rotado, entretanto, bao inspi-
ra recelo.
LISBOA, 13 de Abril.
Aqu chegara< o Duque e
qoea de Hontpcnsier.
LISBOA, 13 de Abril, tarde.
Da
O governo apresentou a Cmara
dos Depntados um projecto de le
sobre os novas direitos aduaneiros.
"segundo este projecto os direitos
sobre o assuear de procedencia bra-
silelra sera diminuidos se una tra-
tado de commercio fer celebrado en-
tre Portugal e o Brasil, e os direitos
obre os productos das colonias se-
ro augmentados
Agencia Havas, al
13 de Abril de 1887.
em Pernambuco,
MSTRDCqO POPULAR
ELECTRIC1DADE
(Ekctrahido)
OA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
MAGNETISMO
CAPITULO III
(ContinuctQ&o )
Maohktizaqo noouzDi pelos kaqsetss e por ih-
PLMCLA DA TERBA, FeIXES MAG5BTIC0S. A-
MADA8.
Sio tres os meios de desenvolver o magnetismo,
a saber : a aeco dos niaus, o magoetismo terrea -
tre, ea etectrictdade- Estudaremoa neste capitulo
oa dona ptimeiroa, deixaodo para mais Urde o ter-
ceiro.
A magnetisaco peloa imana oa magetos faz-se
por trea procesaos differentes, qne ae denominara :
aaetbodoa (de toque limpies, de toque separado e
de toque duplo).
Seja qual for o proceaao que se escolha para
magnetizar um corpo magntico, o fim da magne-
tizaco consiste sempre em separar ea dous fiados
magnticos que nease carp existen] combnalos,
e portauto, no estado neutro. A forca magntica
que qualqU'r corpo susceptivel de adquirir, tem
um limite, que depende da natureza do corpo, do
seu volume, forca coerci va, e forca dos magnetea
empregados na aua miigaetizaco. Quando o cor-
po magntico attinge eate limite, diz-se qne che-
gon ao ponto de saturaco.
Urna barra de ac magnetiza-se pelo metbodo do
toque simples, friccionando-a repetidas vezes, no
mesmo sentido, com urna das extremidad a de nm
forte magneto ; os dous fluidos separam-ae, e a bar-
ra adqoiretodaa as propriedades dos imans,fiean-
do com o poio de nome contrario aquelle com que
foi friccionada, na extremidade em qne o segundo
tocou pela ultima vez a barra. Eate processo
bastante moroso e produz ama magnetizac j mui-
to fraca.
Pelo metbodo do toqne separado, magnetiza-se
urna barra, apoiando sobre a parte central dVlla
os dous polos contrarios de dous magnetea de igual
forca ; incliaam-se estes magnetes por modo que
facam um ngulo de 30, prximamente, com a
barra, e fazem-se etcorregar sobre esta, simult-
neamente, do centro para aa extremidades ; levan-
tam-ae entilo 03 magnetes, c llocam-se de novo a
meio da barra, etc., repetindo a operaco mnitaa
vezes, at que a barra chegie ao aeu ponto de sa-
turacao. A magnetizacao por este processo ser
mais rpida, se as extremidades da barra estive-
rem collocadas sobre os polos contrarios de dous
magnetes fixas.
No metbodo do toque duplo sao os dous malme-
tes C'illocados no centro da barra, como no toque
separado, mas tendo entre si um pedaeo de madei-
ra que os conserva afaatados um do outro. Em
logar de os fazer escorrear psra as daas extremi-
dades da barra, em sentido contrario, coaduzem-
se ambos do centro para urna dessas extremidades,
depois, do centro para a outra extremidade, etc.,
devendo ambas as metades receber igual numero
de friecues.
( Continua. )
zorra dos Pasaos e Jos Elias de Oliveira.In-
for o Sr. contador.
Jos da Costa Ribello.Hija vista o 8r. pro-
curador fiscal.
Dr. Pedro Affjnso de Mello e Felinto do Reg
Barros Peasoa. CertiEque-se.
DIARIO DE PERNAMBUCO
?ARTE OFFICiAt
(.ioverno da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 12 DE
ABRIL DE 1887
Alferes Angusto Leopoldino da Silva Neves.
Informe o Sr. commandantj superior da guarda
nacional das comarcas de Oliuda a Iguarass.
Francisco da Fontoura Brito. Informe o Sr.
Dr. chefe de polica.
Bacbarel Francisco Correia Lima Sobrinho.
Informe o Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Joo Alves de Oliveira Cabral.Venba por in-
termedio do commandante das armas.
Juvenal Antonio de Castro e Silva.A queixa
ou denuncia do aupplicante deve ser presentada
ao presidente da Relacao, nos termos do art. 90
do decreto n. 5,618 de 2 de Maio de 1874, para
ter o devido andamento.
Tenente Jos de Castro Barros.Sellado, volta.
Jca> Pereira do Nascimeoto.D-se.
Manoel Jeronymo da Costa Ueba. Em vista
da deciso da Presidencia de 18 de Marco de
1881 e lei n. 1,658 de 6 de Junho de 1882, que
cousideraram o supplicantc empregado publico, e
porque provou impossibilidade physua de se con-
servar no emprego por molestia adquirida em tem-
po de seu exercicio, nos termos do art. Io 1* da
lei o. 276 de 7 de Abril de 1851, tendo mais de
25 annos de servico, contados ua conformidad? do
art. 2a da lei n. 1,114 de 17 de Junho de 1873,
seja aposentado com ordenado, de accordo esm a
informaco do Thesouro Provincial de 5 de Mar-
co fiado, sob n. 480.
Silva Fernandes & CInforme o Sr. inspector
da Thesouraria de Fazenda.
Tha North Brazilian Sugar Factores, Limited.
Eutregue-se.
Umbelma da Costa Soares Informe o Sr. Dr.
juiz das execucoes criminaes.
Secretaria d Presidencia de Pernam-
bucM), 13 de Abril de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
rteparico da Polica
Sec$ao 2.' N. 347.Secretaria da Po
liciade Pernambuco, 13 de Abril de 1887.
Illm. eEsm. Sr.Participo a V.Exc.
que foram hontem recolbidos Casa da
Detenerlo os seguiatea individuos :
A' urinha ordem, Antonio Jos de Sant'
Atina, Antouio Pedro Gomes de Oliveira,"
Manoel Joao de Siqueira, conhecido por
Gob ., viudos do termo do Cabo, como
sentenciados; Francisco Alves de Souza,
Jos Francisco de Lima, Zeferioo Jos
do Espirito Santa, Francisco Jos do Nas-
cimen o, Joao Vicente Ferreira de Souza,
Joao Ljurenjo dos Santos e Francisco
Nunes da Silva, viudos do termo de Pal-
mares, como sentenciados ; e Jos Auto-
nio Dias, por disturbios:
A' ordem do Dr delegado do 1 dis-
tricto da capital, Severina Ballarmina da
Conceigao, presa em flagrante, por crime.
de ferimento leve.
A' ordem do subdelegado do Recife,
Antonio Gonjalves Torres, Manoel Fran-
cisco da Silva, como vagabundos: Fran-
cisco Kodrigues e JoJo Pereira, por dis-
turbis.
Acaba de eommuniear-me o cidadSo
Faustino Joa da Fonseca, om ofliio fir-
mado de hontem, ter naqulla data reas-
sumido o exercicio do cargo de subdele-
gado do Io districto de S. Jos.
Hontem pelas t horas da tarde, na casa
n. 2i da ra do Fogo da freguezia do
Santo Antonio, Severina Bellarmina da
Con'jeigao ferio com urna t-jsoura a Balbi
na Francisca de Saboia, moradora na
mesma ra n. 15.
A delnqueme foi presa em flagrante e
recolhida Casa de Det&ncSo, e a offen
dida foi vistoriada pelo Dr. Jos de Mi-
randa Curio, que declarou leve o ferimen-
to.
Abrio-se, na forma da lei, o competente
inquorito.
Deus guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo,.iuitoa
digna presidente da provincia. O chefo de
policia, Antonio Domingo Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DA 13 DE ABRIL DE
1887
Jos tirana.Cumpra-se a portara de liceuca.
Dr. Francisco Lima Sobrinho, JosA Cardeiro dos
Santos, Jos Antouio de Moraca, Veriasimo Be-
RECIFE, 14 DE ABRIL DE 1887
noticias do Norte do Imperio
O paquete nacional Para, entrado do norte
ante-bontem tarde, tr-'uxe aa seguintes noticias:
Amazonas
Datas at 2 de Abril:
A' 25 de.Marco abrio-se com as solemnidades
do estylo a assembla provincial, lendo o presi-
dente da provincia a sua falla.
Foi reeeita a mesa da sessao anterior.
Na estrada da Colonia, dispararan! um tiro
de revolver sobre o individuo Jcs de Sonta No-
bre, fenndo-o gravemente no pito.
Chegon a manos D. Antonio de Macedo
Costa, bispi da diocese.
Falleceram : em Teff, X>. Eugenia Rohig,
esposa do Sr. O&wald Q. Robig ; cm Parintini, o
Sr. Luiz Martina.
Parfi
Datas at 6 de Abril:
Lemos no Diario do Grao Para de 3 :
* Ante-bontem noite na occasio em que do-
brava o cauto da travessa da Princeza para a es-
trada de 8. Jeronymo o Sr. Silverio Rodrigues
Quedes, foi de sbito aggredido por dous indivi-
duos que applicaram lbe urna forte pancada na ca
beca c ia j se preparando para dar-lhe a respec-
tiva busc, quando ouviram o rumor da um carro
de luxo quu se approximava e... pozeram-se ao
fresco.
Na ultima sessao do conse'hi diligente da
Sociedade Agrcola, o nosso intelligente amig Sr.
Manoel Vianna Coutinho, apresentdu, conforme
havia promettdo na sessao anterior, as seguintes
descoburtas sobre mechanica industrial:
- 1. Um apparelho para rocar matto mido ou
arbusto e capinsal.
2. Coagulacao da borracha por systema di-
verso da defumaco, com o emprego de substancia
de custo baratissimo e inofiensivo.
3. Apparelhos destinados a simplificar o
moroso e inperfeito processo porque era fabricada
a farinha, que consumiam as provincias do Para e
Amazonas.
. 4- Um aerstato com o qual julgava que seria
resolvida a queslo do imprimir se direcco aos
apparelhos da navegacao aerea, que constitua, ao
presente, urna aspiraco e ama necessidade.
5* Tentativa de melhoramentos na arte typo-
graphica.
O Conselhi, depois de eramiuar cucadosa-
meuts estes apparelhos, dirigi palavras encomias-
ticas ao sea autor, resolvendo que pelo Sr. presi.
dente fosse designado o dia para orna sessao ex-
traordidaria assistida per engenheiro e mecha-
nicos am de examiuarem os modelos e sobre ellas
externarem a sua opinio.
No nosso prximo numero publicaremos a res-
posta qua o Dr. Jos ;Agostinho dos Res d a
urna carta qne o Cr. Vianna Coutinho escreveu-
lhe juntauio ella o desenho dis seus appa-
relhos.
E' um documento que muito honra ao Sr. C>u-
tinho e anda mais quando elle vindo de mSos
to autorisadas.
c Da noasa parte, felicitamos ao talentoso e em-
prebendedor paraense.
llaranbo
Datas at S de Abril.
Prosegua em seus trabalhos a Assembla Pro-
vincial.
Nada mais r.fere.n as folhas quj mereca
menco.
Cear
DaUs at 10 de Abril.
Os Srs. Biris Frrea, commerciantes da ca-
pital, euviaram pele secretario do bispado a 8-
Exc. Ryin., o Sr. D. Joaquim, a quantia de 200$
em beuefieio dos pobres nufragos do vapor Bahia.
Foi demitido a bem do servico publico do
cargo de subdelegado do districto de Malung,
term de Batarit, Antonio Jotquim de Jess Ma
cedo.
Falleceram : no dia 9, na capital, o alferes
reformado do exercito Simpliciano Tude Pacheco,
e no dia 5, em Baturit, Angelo Machado de Al-
buquerqac.
Rio-Grande do Norte
Datas at 11 de Abril.
Noticia a Libtrdade haver-se suicidada ao
dia 11 do mez prximo fiado o teneot- Manoel
Aleixo de Brito Dantas, que j ssSVera de aliena-
ea) mental.
Parabyba
Datas at 12 de Abril.
No dia 2 oa Srs. Manoel Pereira da Silva
Guimaraes e Manoel Aires Vieira Lima, signa-
rain peraste o Sr. Presidente da provincia o con-
tracto p;.r.i a extracs&o de loteras sersanaes na
provincia, em favor aa Matrif, e Santa C isa de
Misericordia da capital, sendo o maior premio de
20:000*000.
Por portara de 4, f A ncmeado pelo Exm.
Presidente da proviucia para o cargo de fiscal
das loteras o D.-. Paulo de Lacerda, que eutrou
em exercicio no dia seguinte.
Sob o titulo-De quem aera -lemos o seguin-
te no Diarto da Parahyba de 6 :
* Informam-nos que o mar tirar* praia du
Bes^a, urna mal*, que naturalmente v-j do pa-
quete Bahil, a qial foi encontrada por um tal
Cazuza Cbinchirra e seu eompanheiro Luiz de tal
conhecido por Luiz pata igual, os quaes arromba-
ram a mesma e apoderando-se o primeiro do di -
nbeiro que continha a dita mala, aera 200*000 ao
companbeiro ; este nao satisfeito exilio maior som-
ma no que foi attendi, porm com a coniico de
calar-se.
Cazuz* _Ciiu:hrra que sahira de casa para
comprarcamaiOes uo Jacar, dcixou esta pretenc:)
para ufiagar o thesouro achado, dirigindo se para
casa ; ah tendo tomado urna mona comecou a gri-
tar qac ninguem lbe tomara a mala que bavia
encontrad.).
Este facto ledo chegado aos ouvidos do Sr.
teuunte Joao Davina, subdelegado da 1 districto,
esta autor dade dirigio-se incoutinenti para o
Bessa effectuando a prisao de Cazuza Chincbirra
que apesar das provas negou o facto.
Iufjrmam-nos igualmente que urna muiher de
nome Fraucisca senos, por entie os papis que es-
tavatn u* dita mala e que foram abandnanos por
Cazuza Chinchrra, a quantia de 31*000, que de-
positou em mo da autoridade.
A mesma folba accrescentou iato no da seguin-
te ;
' A mala de que h intem demos noticia acha
ao na secretaria da policia. Pelas cartas encon-
tradas nao se pode saber ao certo a quem pert n-
ce ; entretanto supp5e-se ser de algum tripolant.-
do vapor Bahia
Os 2U*000 a que nos referimos hontem,
achim-se depositados uaqnella repartcao e a anto-
ndade procede as diligencias, para descobrr a
verdade do occorriao.
A 6 fallecer* na capital em avanjada idade o
msjor Joaquim Pereira Maia,
Fdia este o reudimento do Consulado Pro-
vincial :
Rendimento do mez de Marco 16:034*818.
Rendimesto do V> trimestre do exercicio de 87
48:606*200; ____
dem idem do exercicio de 1886^878*342.
Differenca em favor do primeir^'a4:727*858.
Assemblu Provincial
15. SESSAO EM 30 DE MARQO DE 1887
PRESIDENCIA DO EXM. SR. DR. JSSE MONOEL DE BARROS
WANDBRJUY
Suvmario :Chamada e abertura da sessao.Ap-
provacSo da acta.Discurso e mocao do
Sr. V. de TabatmgaExpdiente.Dis-
curso do Sr. Visconde de Tabatinga.
Contina a discussao do requerimento do
Sr. Jos Mara sobre o naufragio do va-
pi*r Bahia Discurso do mesmo Sr. de-
putads.Io parte da ordem do dia: vo-
tac4o do art. 2o do orcamento provincial.
Qaestao de ordem. Discussao da art.
3o do mesmo projecto.Discurso do Sr.
Costa Ribeiro.Approvaco do projecto
n. 17 deste anno.Discussao do de n.
7 de 1886.Discurso do Sr. Ratis e Sil-
va. ^pprovacaa do prujecto.Votacao
do de n. 7 deste annj. Chamada.3
discussao do de n. 2 deste anno. Dis-
curso e requerimento de Sr. Jos Mara.
Encerramento da sessao.
. Ao meio dia, feita a chamada e verificando-se
esterera presentes os Srs. Antonio Vctor, Ratia e
Silva, Joao Alves, Soares de Amorim, Barros
Wanderley, Rodrigues Porto, flerculano Bandei-
ra, Gon(alvea Ferreira, Constantino de Albaquer-
que, Amara', Vis?onde de Tabatinga, Domingues
da Silva, Luiz de Andrada, Reg Barros, Augus-
to Franklin, Drammond, Juvencii Maris, Rosa e
Silva, Costa Gomes, Coeiho de Moraes, Sophronio
Portella, Jos Mara, Prxedes PiUnga, Rogo-
berto, Gomes Prente, Julio de Barros e Baro
de Caiar, o Sr. presidente declara aberta a ses-
sao.
Comparecem depois os Srs. Joao de S, Fer-
reia Jacobina, Perreira Velloso, Barros Barreto
Jnior, Costa Ribeiro e Kegueira Costa.
Faltara os Srs Baro de Itapiasuma, Solonio de
Mello, Lourenco de S, Joo de Oliveira, Andr
Dias e Affjnso Lustosa.
E' lida e som debate approvada a acta da ses-
sao antecedente.
O Sr. Viscende de Tabatinga (palaor-
dem)Sr. presidente, com pesar ebegou hoja a es-
ta capital pelo telegranboa noticia de ter fallecido
o eminente estadista, o senador Martinho de Cam-
pos. Por sso requeiro que se lance na acta nm
voto de condolencia pelo passamento do senador
Martinho de Campos
O Sr. Goncalves FerreiraMuito bem.
E' a proposta ^approvada unnimemente.
O Sr. 1 secretario procede leitura do seguin-
te
EXPEDIENTE
Um abaixo assignado de moradores de Cueira
da comarca de Iguarass, pediodo urna lotera em
favor da capella S. Joao, erecta naqueile lugar.
A' comraisso de peticoes.
Urna peticao da Peona, Motta de C., requeren-
do que se autorise a Cmara Municipal do Recifd
a emittir apolices em numero suficiente para pa-
gamento da resciso do aeu contrato com a referi-
da Cmara. = .V commisso da orcamento muni-
cipal.
Outra de Tito Alvares da Cunha, cessisuaro
de Bellarmino dos Santos SuIcSo, requerendo pa-
gamento de 53*700 que Ihe deve a Cmara Mu-
nicipal da Victoria.=A' commissSo de ornamento
municipal.
Outra do bacbarel Joao Bernardo de Maga-
lbes, juiz de direito da comarca da Victoria, re-
querendo consignaclo da verba de 183*500 que
Ihe deve a Cmara Munic:pal d'alli dcut>tas ven-
cidas e de qao fez doa$!o matriz daqaella cida-^
ae.=.V commisso de ornamento municipal.
Outra da sociedade Uuio Commercial Benefi-
cente, requerendo que se alterem as posturas mu-
nicipaes no sentido de permittir-se aos mercie-
ros terem nos sea estabelecimentos tantas caixas
de kero.-eue quantas forem necessarias =A' com-
mis.io de posturas.
N. 26. = A commisso de orcamento provin-
cial, attendendoao que requereu a esta Assembla
o Gabinete Portuguez de Leitura, no sentido de
ficar isento de impostos provinciaes o predio que
pietende construir nesta cidade para sua biblio-
theca, couscio dos bons servico.* que aquelle es-
tabelecimento tem prestado e continua a prestar
instrueco desta provincia, de parecer que seja
adoptado o seguinte projecto de lei :
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resol ve :
Art. 1. Fica isento de qmesquer impostos pro-
vinciaes o pre lio que tem de constnir nesta ci-
dade, para sua bibliotheca, o Gabinete Portuguez
de Leitura, emquanto ne'.le funecionar.
Art. 2.' Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Sala das seseo., 28 do Marco de 1887.=Coelho
de Moraes.'ioncalves Ferreira.
N. 27.= A Assembla Legislativa Provincial
de Pernainhuco resdtve :
Art. uuia. O art. 1" Io da le n. 1320 nao
tem applicaco, quer aos parojhos, qaer aos coa-
djaetores, acs quies assisto o direito de receber
as respectivas temporalidaies.
Pevogm-se as dispDsico.-s em contrario.
Paco da Assembli, 30 do sreo de 1887. G.
de Drummond.V'igario Augusto Franklin.Soa-
res de Amorim. Padre Julio d3 Barros ?. G.
Ratis e Silva.Gomes Prente.
N. 28.A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco resol ve :
Art. nico. Fica o presidente da provincia au-
torisado a aposentar o empregado da Santa Casa
de Misericordia, Francisco Gomes Castellao, com
os vencineutos que actualmente percebe, de ac-
cordo com a mesua Santa Casa, por cujos cofres
correr a aposunradoria.
Revogadas as disposcoes em contrario.
Sala das sessoes 3.) de Marco de 1887.Vigario
Augusto Fraukln.-P. G. da Ratis e Silva.
Gomes Prente.
N. 2.-.-A Assembli Legislativa Provincial de
Pcmambuc'i resolvu :
Ait'go 1." Fiea dispsnsada do pagamento das
dcimas at o anno de 1885 a casa sita ra do
Hospicio n. 26, pertencente a D. Maria Cathariua
Cavalcante.
Art. '." Revoir-.ui-S :3 disposicois em con-
trario.
Sala das sessoes de 30 le Marco de .1887.Sos-
rea de Amorim.
X. 30. -A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco resol ve :
Arlgo 1. Fica creada urna lotera de 120:000*
em tavor da igrej* matriz da freguezia de Alag*
de Baixo.
Art 2. Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Saladas scss5*s em 30 de Marco de 1887.Vi-
gario Augusto Franklin.Joo Alves.Goncal-
ves Ferreira.
N. 81.A Assembla Legislativa Provincial Oe
Prrnanibueo resolve :
Art. nico, for morte d lio a pblicos da comarca do Recife tic extiecto
o respectivo c.rtorio. /
Ruvogam se as diep.jfciies em contrario.
Sala das sesso.-s 3!) u/Alare) Je 1887.Sophro-
nio Portella. ... ,, ....
N. 32.A Assembla LflguWtiTa Provincial de
Pernambuco raeolve :
Artigu I.0 Ficam relevadas as' casas de garanta
de bilheies da pj*^*Aeia jo pagamento do imposto
do art. 2. f28 da |..-i>-i,860, durante o segando
jjejnestre uo*xercicio corretriS-
Art>2.a Avogaui-3a as UiS^oSico
trario. V./
oes em con
Sala das sesso/s em 30 de Marco de 1887.G.
de Drummond.
N. 33.A Assembla Legislativa Provincial de
Pernambuco resolve :
Art. nico. Ficam concedidas tres loteras de
12(>:0-X) cada urna a saber :
Urna para as obras da matriz de Nosss Senhora
da Conceico de Nazareth ; outra para as obras
da matriz de Bom-Jardim ; e outra finalmente
para as obras da capella de Anglicas, em- Na-
zaresh.
Revogam-se as disposicoes em contrario.
Sala das sessoes em 30 de Marco de 1887.
Rogoberto.---Herculano Bandeira.
E' tambera lido, julgado objecto de dehberaco
e, a requerimento do Sr. G da Drummond, dis-
pensando da impresso em avuiso o seguinte pro-
jecto :
N. 31A Assembla L"gislativa Provincial
de Pernambuco, resolve :
Art. l.s Sero isentos do imDosto de exporta-
cao, os a8sucares fabricados pelas cinco usinas
fundadas por agricultores, ou em que elles forem,
alera de fornecedores de cannas, associados pslo
meaos na razo da terca parte do capital social.
Art. 2 A isenco ser por espaco de cinco
exercicios financeiros.
Art. 3.* Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Sala das sessoes, 30 de Marco de 1887.G. de
Drummond. >
O Sr. Viseoude do Tabatinga (pela ordem)
Sr, presidente, encarregado da misso de entregar
a quantia subscripta por esta humanitaria Assem-
bla a favor dos infelizes nufragos do vapor
Babia veuho neste momento dar conta a esta
digna corporacao da mesma incumbencia.
Entreguei a quantia subscripta commisso
encarregada da destribuico dos soccorros e esta
respondea-me do seguinte modo: Tenho aqu
entro mos o ofirio qac passare a lr se oa Srs.
deputados assim me permittirem : (l)
O Sr. presidenteA Assembla tica in'eirada.
Contina em discussao o requerimento adiado
do Sr. Jos Mara, pedindo informacoes sobre as
providencias dadas para soccorrer os nufragos
do vapor Bahia.
O Sr. los MariaE' preciso, Sr. Presi
dente, milita coragem litada e muitos recursos in-
tellectuaes para iacumbir-so um deputado de de-
feuder o governo n'uma emergencia como esta, e
assim mesmo uj Jiicil a empreza, que aquelle
que della ousa encarregar-se, por maiores que se
jam os si'us talentos, nao ae desempenhar cibal
mente.
Foi o que succedeu ao meu Ilustre amigo, de-
putado pelo 1" districto, cujos talentos nao cesso
de reeonhecar e admirar.
As diffiuldadcs foram tantas que S. Exc. limi-
tou-sn a urna pallda defesa, e eu podera dcer
que foi para S Exc. um naufragio completo, por-
quanto, longe de defender, o seu discurso importa
n'uma aecusacao seria e grave ao Sr. Presidente
da provincia.
S. Exc. comecou por dizer que smente depois
das 5 Horas da tarde chegou ao couhecimento do
Sr. Pedro Viceute a noticia do horroroso sinistro,
e que, nao tendo S. Exc. sah.do de seu palacio,
niuguem o havendo procurado, desconhecia com-
pletamente aquillo que estava no dominio pu-
blico.
Esta atlirmativa de S. Exc. cabalmente des
mectda pelas ntormacoes officaes que, felizmente
pan mira, foram boje publicadas no Diario de
Pernambuco, com o fim sem du vida de atte-nuar as
graV'-s faltas por S. Exc. commettidas, masque,
ao contrare, coocorreram para aggravar ainda
mais a sua s u te, por isso que difcilmente se po-
dar oceultira verdade.
Das pec.s officaes publicadas, a primeira tem a
data de 25, e um offiuio do Sr. inspector do Ar-
senal de Marnha, qae assim dis : I ').
Tenho a honra de levar ao conhecimento de
V. Exc. que neste momento acabo de ter scencia
que o paquete nacional Bahia, qne vinba do norte
e que hoje devia entrar neste porto, abalroou, hon-
tem noite, com o vapar Pirapama da Companhia
Pernambucana de Navegacao Costeira, tendo am-
bos soffrido grandes avarias.
O Pirapama entrn, hoje neste porto c o Bahia
arribou, segundo consta, a um dGS pequeos por-
bia desta proviacia.
D'ab se cooclue qne do abalroamcnto resultou
grande varia para o vapor tihia, superior do
Pirapama, tanto que, sendo eate vapor menor, de
construcfo menos perfeita, pode alcancar mnito
celo o porto de Pernambuco, ao passo que o Ba-
ha teve necessidade, segundo se snppanha, de ar-
ribar a urna das praias prximas. Era preciso
que fosse grande a evaria, era preciso que nao es-
tivesse eoi estado de poder navegar, pira que elle,
em ves do demandar o nosso porto, como fez o
Pirapama, tvesse de arribar a urna das praias
prximas.
S. Exe. o Sr. P.-esidente da provnjia, a des
peito d'-ste tpico da comtnunicacSo feita pelo Sr.
inspector do Arsenal de Marinba, quedou-se, nao
providenciou, nao m*ndiu que quaiq'uer vaso fosse
em demanda desse vapor que tiveranecessidade de
arrioar a u-na das praias circumviziubas, segundo
se suppunba.
Para provar ao mou n*bre colleja ^ae S Ex*,
nao receben somonte s 5 horas da tarde noticia
do sinistro, ea lerei este outro tpico do officio a
qae me veuho de referir : (l).
O gerente da C-mpanhia de Paquetes B.-azi-
lciros wat mandar inmediatamente un vapor pres-
tar soccerros.
O vapor mndalo pelo gerente da Cimpanhia
Brazileira de Navegacao a Vapjr seguio muito
cedo, antes de nove horas.
O offi.'io foi, portante, redigido antes deasa
hora: abi esta a expresso vai mandar immedia-
u.eute.
O Sr. Gaspar de Drummmd O presidente re-
ceban este offi;io s 2 h;ras da tarde-
O Sr. Jos MariaE eu nao passo acreditar que
este officio que foi rudigido to a tempo ae tvesse
demorado at s 2 horas da tarde para do Arsenal
de Marinha ir ter ao palacio presidencial. Se as-
sim. porm, succedeu, a 8. Exe. curnpre providen-
ciar no sentido de ser ponido o funecicnario que
foi causa da demora prolongada insta communica
cao, Je onde resulcaram as conaequencias fataes
que todos nos lamentamos.
Mas anda errgana-se S. Exc.
O officio que o Sr. Presidente da provincia re-
ce beu, quando, garboso, ostentara se pelas ruaB
data cidade Oe brando em puubo, acompaohan-
do a procisso dos Passos, foi o officio commuai-
caudo o naufragio completo do vapor Bahia com-
uiuncaco que toi tiazida pelo vapor que condazo
os nufragos.
O Sr. (jaspar do DrummondExactamente o
que ea Oisse aqui.
O Sr. Jo MatiaVas dizia V. Exc. que o
Sr. previdenta da provincia tiuha apenas recebido
esta commuuicacao descouheeeudo at ento que
ae tvessse dado o abalroamento das vapores.
O Sr. Gaspar de Drummind -A prineira com-
munieacao que o presi ion'a reeebeu foi o sentido
da ser ragresaado o vapor Pirapama, o do naufra-
gio s soube hora da procisso.
O Sr Jos MarnSe o Sr. Pedro Vicente f,sat-
ura capital presidente, um d'estes que mo tem 0
direito do dizer :eu nao cuuiei, ao ter rece-
bido a prirarira coramunicicao, irainediatatn' nte
tena feito seguir para all uraa-crabarcaco qual-
qun, porquanto dsveria canh-crr da graviJade do
lacto pelo seguinte tpico do -ffiio do Sr. inspec-
tor do Arsenal Je Marinha, que j li, analyse c
repi-tirei : (-).
Se o vapar Bahia tinha arri ado ao porto man
pr.ximo do iugar do sinistro, foi a isto levado pela
u.eessidaoe, pela gravidade da avaria; devia-tc
j,o.-t-nto, suppor que elle tinha soffrido muito mais
que o Pirapama, que, sendo nm chaveco vlho s
em pessimas condicoes de navegabilidade, como
sao quasi todos os vaporea da Compaahia Peinara
bucana, pode todava alcancar este porto.
O Sr. Goncalves FerreiraIs30 contraprodu-
cente. Sa elle arribou logo na occasio do abal-
roaraent, como saber desde ento que havia nu-
fragos ?
O Sr. Jos MariaPelas Cinco Cbagas de Nosso
Senhor Jess Christo! O meu argumento nao
tal contraproducente.
Ea repetirei : se a avaria fosee insignificante
elle nao teria arribado a um dos portos prximos
do lugar do siniatro, mas teria vindo para o nosso
porto; se arribou, foi porque a avaria era de
grande importancia, foi porque era grave e peri-
goso o seu estado.
N'eetas condicoes, portante, cumpria a 8. Exc.
mandar-Ihe soccorros, ao menos, no caso de que
os psssageiros nada tivessem soffrido, para salvar
a carga.
Mo ae sabia facto, que o abalroamento tinha
tido consequencias to fataes ; mas por isto me.mc
que nao se conheciam os promenores e, tendo che-
gado o Pirapama, nao se tinha noticia do Bmhia
suppoudo-su que elle t vera necessidade de arribar,
ao porto cumpria cem a-mxima presteza enviar
um vapor para prestar socorros ae estes fossem
necesarios, e quando nao fossem para trazer noti-
cias o tranquillisar aquelles que com justa raza
pstavam sobresaltadas.
S se justificara o presidente, nao tendo expe-
dido quanto antes um vapor, se se demonBtrasse
que S. Exc. tinha certeza de que nada de maior
tinha succedido. Mas isto se nao deu, e ao con-
trario todos contavam que tvesse bavido urna
grande desgiaca, devido ao facto de nao ter che-
gade ao nosso porto o Bahia, e tanto assim que se
acreditava que elle houvesso arribado alguma
praia.
O Sr. Viscoude de TabatingaElle nao arribou
O Sr. Jos MariaNao arribou, mas suppunha-
se qne tinha arribado.
Ora, este officio s poda ter sido redigido das
8 i/2 s 8. Sa S. Exc. tivesgo racicciaado, se S.
Exc. cogitasse mais dos negocios serios, deviria
comprehonder'qne, tendo o Pirapama chegado ac
nosso porto das 6 _, para 7 horas e uo tendo
at essa hora chegaao o Bahia, necessariamente o
caso era grave, era urgente, e cumpria a S. Exc.
providenciar.
O a-gundo officio do gerente do Companhia
Pernambucana, o qual se Umita a dizer a 8. Exc.
(I)-
A' vista desta communlcaco simples, ainda
devia S. Exc. ter tomado providencias serias e
prora pas,
O Sr. Visconde de TabatingaLogo que o Ba-
hia nao chegou s horas do costume, devia haver
desconfan;*.
O Sr. Joa MaraMas. diz o commentador das
pecas offieiaes (l; :
Como so v, era a noticia de que o pagete
Bahia arribara a um dos pequeos portos da pro-
viacia e de que o gerente da companhia ia man-
dar immediatamente um vapor prestar soccorres.
caso estes'fossm nececessarios
Efectivamente Sr.presidente! Porque se snppu-
nha que o vapor Bahia tinha arribado, porque o
gerente da Companhia Brazileira pretendi mandar
um vapir prestar soccorros, segue-pe que a admi-
nistraco devia quedar-se, cruzoa os bracas e nada
fazer ?
Effectivamente E' esta urna defeza que se
pOsso comparar defeza hontem jproduzida pele
meu illustre amigo a quem respondo.
No mesmo dia 25 de Margo o Sr. inspector do
Arsenal de Marinha diz, em outro offich a S.
Exc. o Sr. presidente da provincia (l) :
Pego venia para lembrar a V. Exe. que bom
seria sebuir mmediatamente para Ponta d Pedras
o vapor Meduza, ao serxico da Alfandega, para
ver si anda encontra algnns nufragos.
O velho marinheiro, inspectordo Arsenal, conhe-
cende (semduvida tarde, porquanto jtinham che-
gado niguas nufragos), que anda havia possibilida-
e de estaan outros vagando a merc das ondas, e
qae o presidente da provincia nenbuma providen-
cia dea at entai, pedia-!he venia para lembrar-
Ihe quillo que era de ssu dever; e, a dospeito
desta advertencia do velho marinheiro, S. Exc. nao
raandou para o lugar do sinistro, nem o Meduza,
nsra qualquei vapor particular, que allis, de
cier, S. Exc. coseguina fcilmente!, de graga, e
quando assim nao r ese, tinba era suas mos o
recurso, que era abrir um cr dito para esse fim.
Prcsegue o commentador oficial ( ) :
" Logo queencontrou o inspector, e ainda antes
fcou determinada a snhida para o lugar do sinistrj
do cruzador Meduza. Este vapor, entretanto,
nao poderia seguir por falta de preparos, seno
pela maub. N'esta mesma noite, porem, chegando
o Moleque, que o tinha precedido, trouxe a noticia
deque nada m'is reta7a faser, pon, como se sabe
0 Bahia (>i ao fundo em cercajde dez minutos.
O Sr. Gaspar de DrummondAbi est a rasc
porque nao foi
O Sr. Joa MariaD moostrare. ao meu illustre
amigo, que rae honra cura este aparte, que nao
verdadeia esta asseveracao do Diario de Pernam-
buco.
Tanho em meu bjlso, e na occasio opportuna
lerei, documentos comprobatorios de que o vapor
Meduza estava preparado, completamente prepa-
rado, de calderas aceezns, par seguir para o lugar
do rinistr esperando apenas as ordena da auto-
1 idudu competente.
O Sr. Costa GomesAssim se te n dito.
O Sr Jos MariaEu tenbo as provas.
Antes, porm, de proseguii, seja-me permettido
dizer que, da ra'-sma forma que o Diario de Per
nambuco affirmou comarca cathegoricosesta inver-
dade, ter asseverado outras, dando lugar a que
nao aceitemos as suas observacoes, ain 'a quando
nao tenhamos pro vas em contrario, salvo se ees;
orgao corroborar as suas unirraativas com prova
documental.
Continua o commentador ( ) :
Aos naufrago, ao chegarem no caes da Lin-
gueta, foiam prestados os devidos soccorros, pela
admicistrapo, no que Ihe competa, pelos particu-
lares e pela agencia da Companhia Brazileira.
Est no dominio publico, s--!ihores, que os soc-
corros foram prestadas pela Companhia Brazileira
e pelos particulares. Aflirm-u o raen illustre ami -
go honm, turma boje o Diario d? PernambuCJ
qae foram imm -datamente prestados soccorros
pir parteda adrainistrac) ca provincia,
pergunto eu a S. Exe., j que nao me
trenUr om e>- defensor do presidente da provin-
cia: quacs for'.-. os succams pir esta prestados ?
Nj sabemos qae a agencia da Companhia Bra-
sileira e varios particulares mandaram os
fragoB para differenres hospedaras,
alimento, roapSj mdicos e
C3 sabemos d'isto.
Mas as providencias da o nresidente da
prov.nei quaes foram ? L o nobre deputado :
foiam recolbidos ao Arscnil de Marinha oito nu-
fragos. ... ,
O-a, que importante e desccmoiunal medida
cst-, de serem recocidos ao Arsenal de Marinha
oito nufragos, ent-e os quaes alguna mannheiros
quando entretanto tinhara aqui abortado cerca de
100 infelizps ._. '... ^
Porm. anda as^im na. f a adimuistraco da
provincia qu^m mandou ncolher estes nufragos
ao Arsenal de Marinha, tanto que o honrado im
pector daquelle Arjenal communioiu a S. Exc. que
tinhim procurado estes o.to individuos da diver-
...s classes, e qae elle Ibes tiaha dado entrada no
" Tr.6Mr de Drummond-E oSr. presiden-
te da provincia approvon o sbu .ff^*"1'11'':,.;.
O Sr Jos MariaOSr. presidente da provincia
Mas,
dado en-
deram-lhes
.deamntos. Sim,
\ mam
1


^^^M
2
MlB
il de
,
MHH

Abril de 1887


nio tinha dado ordem alguma uease sentido, limi-
tou-se na respoate a eea-i cilicio, a approvar o pro-
cedimento do inspector d<> Arsenal de Marinha.
Era t que fal*aaae o Sr. presidenta da pro
' vincia, ena vista da eommuuieeio do inspector do
Arsenal de Manaba, em ve d approvar o sea
procedraonto, Ihe tiveste paseado um pUo WW
se diz ea linguagem vulgar !
O Sr. Goncalvea FerreiraVv. Excs. tamban
disserum aqu que o subdelegado do Rccife nio
esteva presento.
O Sr. Jos MariaEu disse, e hei de reaponocr
a V. Exe.
O Sr. Vi* conde de TabatingaEatava presente
emo mero pee ador, mas nao dea procidencia
nenhuraa como antoridade, porqae nao podia.
O Sr. Jos MariaOs naufrag s aqu chegaram
e receberam soccorros dos particulares e do agente
da Compaunia Brasileira ; apenas oito desembar-
caran! no Arsenal de Marinba ns eatenuados pelo
caDsaco, pela fadiga, pela fome, e alli ficaram, e
apenas o representante do gowerno, o Sr. inspector
do Arsenal de Marinba, iimitou-se a nao emlal-
os como se fossem caes.
Mas tambera haveria nlguem por abi, por mais
pobre, por mais desfavorecido da fortuna, per mais
miseravel quo ae possa imaginar, que n'uma emer-
gencia estas ae recuai880 a acceitar infelices nes-
tae condicocs ? (Apoiados)
De certo que nao.
Par consequeocia, nao deve sx-r louvado o Sr.
presidente ta provincia por este acto, isto por
teretn estes oito infelices procurado a Arsenal de
Marinba e serem alli r> cbidos nao por Exc,
mas pelo inspector daquella reparticio.
O Sr. Prxedes PitengaQue assamio a tea-
ponsabilidade.
Sr. Jos MariaDiz ainda o commentador :
(lej.
A agencia da Companbia Brasileira cfferece
ios nufragos eomraodos nos botis ; alguus nao
quiaeram e foram para casas particulares ; maior
parte, porm, acceitou.
Eis aqui urna observacio que perfeitamente me
serve para responder ao tpico do discurso do no-
bre deputado. hontem proferido uesta casa.
S. Exc para justificar o procedimento do -r.
presidente da provincia por nao ter prestado ser-
vicos aos naufra/os, declarou que asaim tiuha suc-
edido porquu multes acceitar, sendo certo que grande numero recusou
o que lh;a fizera o agente da Companbia Brasi-
leira.
O Sr. Gaspar de DrummondE' exicto.
O 5'r. Jos ManaO proprio commentador ofi-
cial diz que poucoi foram os que nao aeccitarpm
o offerecimento ; que a maior parte acceitou.
Ora, se a maior parte dos nufragos acceitou o
offerecimento do agente da Companbia Brasileira,
de prelerencia teria acceitado o ao governo se este
antes dos particulares e do ag.nte da Companhia
Brasileira tireaae corrido pressuroso ao lugar onde
el es se acbavam e Ibes prestasse os recursos de
que necessitavam.
O Sr Gaspar de Drummond Era o dever da
gerente da Companbia.
O Sr. Jos MariaSe era um dever do geren-
te da Companhia, dos particulares, de todos dos
(apoiadoa), muito maior era o dever do governo.
Se todos na tinhamos nm dever moral de coacor-
rer parasuavisar as dores e maguas daquelles in-
felizes, ao governo corra maior obrigacao de fa-
ce 1-o.
Mnitoscommerciantes ofFaccram immediatamente
ronpasaquelles infelices, que as acceitaratn e por-
que o Sr. presidente da provincia asaim nao pro-
cedeu ?
Eotretanto, defende-se o presidente da provin-
cia, allegando-se que rnuitos commerciantes offe-
receram roupas e outros recursos, como sexisto,
ao contrario, nao envolveate urna aecusacio ao
governo que devia ser o primeiro a facer esse of-
ferecimento e que nao o fez.
De sor te que louva se o presidente por aquillo
que ficerarn os outros.
O Sr. Gaspar de Drummond-O presidente da
provincia nao podia arredar os particulares de
exercereni um acto humanitario.
Urna Vos Esta urna aecusacio toda infunda-
da.
O Sr. Jos MariaNao rodia arredal-os, ver-
dade, mas corra-Ihe a obrigacao de concorrer
com estes particulares, de precede 1-os neste acto,
porque os particulares assim procederam princi-
palmente para que nos nao presencias sernos o tris-
I e espectculo de ver nufragos ns mendigando
pelas ras desta eidade,
Um Sr. DeputadoOs particulares suppriram a
falta commettida pelo governo.
O Sr. los MaraEft divamente,'dic V. Exc.
muito bem : os particulares suppriram a falta com-
mettida pelo geverno.
O Sr. Visconde de jTabatingaChegaram pri-
mero. Equem primeiro anda, primeiro manja
(riso), como diz o adagio.
O Sr. Jos MariaSe eu encontrasse, senhores,
nm naufrago que j tivesse sido acolbido pelo go-
verno nflo iesperia o meu casaco para cobril-o ;
mas, se pelo contrario, eu encontrasse um homem
completamente abandonado pelo govorno, en, lm-
punha-me o dever que despisse parte da minha
roupa para dar-lb'a.
O Sr. Gaspar de Drummond Mas esse homem
nao foi encontrado.
O Sr. Jos MariaOh Se foi! E nao foi um
s, mas muitos horneas e militas senhoras !
O Sr. Gaspar de Drummond Engana-se V. Ex.
O Sr. Jos MariaO que se podia xigir mais
da administraco? Pergunta o commentador da
folha oficial.
Isto .muito iuteressante !
Dic elle, que o eommercio, os particulares, o
agento da Companbia Brasileira fizeram tudo quan
to era possivel, e no entonta pergunta no tim, o
que se poda exigir que mais fizesse o presidente
da provincia .'
Ora, nio tendo o Sr. presidente da provincia
faite cousa alguma, tanto que nao se Ihe attnbue
estas providencias que foram tomadas, orno que
o coo.mentador faz esta pergunta arrogante e
cheia de si, que s teria cabimento se tivesse de-
monstrado cabalmente que o Sr. presi Jante da pro-
vincia, pressurcoo, tinna-se antecipado ao com-
mercio, acs particulares, a agencia da Companhia
Brasileira ?
O Sr. Gaspar de Drumra md9 presidente da
provincia podia abrir crdito para essa despeza ?
O Sr. Jos MariaPor que nao?
O Sr. Ferreira JacobinaMas abri.
O Sr. Jos MariaEste um caso urgente e de
forca superior; e uestes coadicoes todos os go-
vemos eclio auterisados a laucar mia desse re-
curso. E o presidente ue bem eumpre o seu di-
ver, que tem canscieacia de si, ainda mesmo quan-
do nao baja ei expressa pira o caso, fai-o sotj sua
responsabilidad-, convencido de que governo al-
gum recusara approvar o 8<;u acto. (Apoiadoa).
Tambern pelo regulamento do Arsenal de Mari-
nba o iiifpector nao tem a attribuicio de recolber
alli quem qaer que seja sem ordem da autoridade
superior; entretanto o Sr iuscector do Arsenal
de aiariuba desta provincia o fez, e pedio para o
sea acto a approvaci-a do presidente da provincia.
Diz ainda o commentador: (!).
Alera do mais o escarneo.
Efectivamente, nao basta dizer que houve pro-
videncias, necessaria que se aponte quaes t>
ianj e o commentador que censura quelles que
com todo fundamento evantam aecusaeoea ao pre-
sidente, o primeiro que affirma qu as providen-
cias foram dadas, porm sem apontal-aa. Sao ces-
sarei de repetir : o presidente da provincia nen-
huraa providencia tomou. Apenas tiveram entrada
no Arsenal do Marinba oito dos nufragos, mas
esees mesmos nao foram recolbidos par ordem de
S. Ezc, nao foram procurad s por pessoa alguma,
procuraran] o Arsenal de Marinha, de motu proprio
e S, Exc. limitoo-se a approvar o acto de humani
dade praticado pelo chele d'aquello estabelecimjn-
to, e isto tres dias depois!
De toda essa correspondencia ofiL-ial, \ se que
o presidente ca provincia, nao responden nen-
bnma das eommunicacoes, senio no da 28, quando
tudo eatava i ** primeiro officio de S. Exe,
datado de 8\. e dirigido ao inspector do
Arsenal, em resposi-, dea te de 25. E" nelle que
S. Exc. declara que approva a resolucio qus o che-
fe d'aquello estabelecimcnt) torrara de recolber os
nufragos.
Attendam bem os nobres deputadps : no dia 25
o inspector do Arsenal eommunicou ao presidente
da provincia, que tinha acolbido oito nufragos, e
somante no dia 8, quando dessa tribuna jeu ha-
vis levantado aecusaces ao presidente da provin-
cia, foi que S Exc. se lembrou de responder, tres
dias i pois, bom repetir, ao officio em que se Iba
faca essa commuuicacaj.
Atada oeste officio dic S. Exc: (14).
Na occasio opportuna demonstrarei qoe S.Exc
avancou ama proposicio inexacta e demonstrarei
cabaimente que o vapor Medusa esteva preparado
para seguir immediatamente, de fornalhas acces-
aas, e qoe esteva em condicoes de navegar, por
cooMqnencia S. Ezc andn erradameate, desas-
tradamente, s quadaa, at mesmo quando, tres
dias depois, procurara como ama salvacao essa ta-
boa f'agil, milis imprest.vel do que as capoeiraa
velhas do vapor Bahia, que serviram ao menos pa-
ra salvar muitas das victimas d'aquelle smistro.
Smente no dia 28, attendam be n os nobres de-
putadot, fci que S. Exc. respond.u asa dona offi-
cos do inspector lo Arsenal de Marinba, datado
de '-5, em que commumeara que havia reeebdo < a
8 nufragos, e lembrava-lne, ja que S. Exe. se.
tinha deecusado, que era conveniente insudar o
vapor Meiuza.
S. Exc claodicoo, S. Exc. faltn a verdad*.
quando disse que o vapor Meaiua nio eatava pre-
parada, qmiido isto nao era exacto. ,
Oa demaia offieioa trocaioa nio teem a mnima
importancia. ,
Toda esta eidade muito antes de meio-dia tinna
conhecimento do siniBtro, anas se assim nao lora,
quando porventnra oa ignoraaaeiBoa isto, segue-ae
que o presidente tambem o ignorasse ? Sao ; ao
preaidente da previncia cumpria saber, era de seu
rigoroso dever aaber. i menoa qne se accredite que
S. Exc. um monge, que vive aegregado da aeus
amigos. .
Puis que, eenhore--! N urna emergencia a eata,
dada a bypotheae de que eativesie na Presidencia
um amigo mea, oa interno am simples correligio-
nario, tendo noticia de um ainiatro d'estas ordena,
tendo ouvido ainda ineaino rumorea vagoa, eu im-
mediatament.- procurara S. Exc para commuai-
car Ihe o facto.
O Sr. Gaspar de Drummond (para o Sr. Coste
Ribeiro)V. Exc. a que horas teve conhecimento
do facto! .
O Sr. Costa RibeiroNo dia 25, depsia de meio
dia. a .
O Sr. Jos MariaPois en posso admittir que
neubura dos dputadoa conservadores, ou qoalquer
membro deate partido, que frequenta palacio, n urna
emergancia d'estas, quaudo reinava grande ancie-
dade na populacio do Recife, quando o sobresalto
se tinha apoderado de todos oa espiritoa, nao
tivesse procurado S. Exc. para commuuicar Ihe o
acoutecimento ? E depois seuhores, para que lata,
quando aqui est a prova evidente de que antes de
des horas, antes daa nove, talvec, S. Exe. tinha
conhecimento do facto ?
O Sr. Geneilvs FerreiraEst prevado isto?
0 Si. Jos MariaPois o inspector do Arsenal
ie Marinha nio eommunicou S. Exc, e o eom-
municou tanto a tempo, quo disse : o gerente da
tjompanhia Brasileira val maudar um vapor cm
soceorro dos nufragos, isto antea daa 9 horas da
manha?
O Sr. Goncalvea FerreiraPodia ter aido redi-
gido e nao entregue.
O Sr. Jos ManaSa assim fra a pessoa cul-
pada da demora, e por aonsequenca responsavel
pelo o que se den. deveria ter sido punida.
J teria S. Exc. se justificado, desde qw. de
monstrasae que a culpa nao era sua, maa
dusse
fuuccionario a quem teria ponido.
O Sr. PreaideateLembro ao nobre deputado
que a hora esta fiada.
O Sr. Jos ManaV. Exc. abri a aeasio um
quarto de hora depois de meio dia.
O Sr. PresidenteNa >, senhor.
O Sr. Jos MariaComprebende a casa que en
trato de um negocio muito rio e muito grave e
nio pode, como des^jav, terminar a serie de con
sideracoes que me propuz.
E', portento, urna barbar idade obrigar-se-ma a
abandonar a tribuna, sem ter completado o meu
discurso. Neataa cendicoes en penao que os no-
bres deputados, Ilustres membros da maioria, seraj
generosos; nio tario commigo desta vec o que
tem feito sempre, e consiutirio n'uma prorogacao
da hora por 30 minutos para que eu possa con-
cluir.
Eu tenho em miohas mios o meio de perroa-
nscer neste tribuna, que desebidecer a V. Exe
e proseguir, mas uo quero utilisar-me deste re-
curso, tanto mais quanto nao se trata de negocio
poltico. Faco, pois, um appello a generesidade de
meus Ilustres adversarios, afim de que nio me
veja toreado a cortar o meu discurso.
O Sr. Gaspar de DrummondEu muitas veces
fni ubrigado a cortar at o periodo.
O Sr. Jos M*raDesde que assim se maiiifesta
o nobre deputado pelo Io distrieto. com quem eu
mais contava, acredito que a nobre maioria nio
ter para commigo a generosidade de conceder-me
meia hora de prorogacao afim de que eu possa ter-
minar o mea discurso. Eu tenho como j disse,
o meio em minhas mios, mas nao quero utilioar-me
delle.
Pelo modo porque se expreasa o meu illustre
amigo, o Sr. Gaspar de Drummond, vejo que a
maioria nio m<: couceder a prorogacio.
Vou enviar meca o mea requerimento ; antes
porem aeja-me permittido dicer que se os nobres
deputados se recusarem conceder a prorogacio de
meia hora, quando nio est na ordem do dia o
projecto do orcamento ou ontro qoalquer deignal
importancia, porqae ea estou dicendo a verdade,
verdade que encommoda a Ss. Exea., que nio teem
meios de defender o preaidente da provincia.
O Sr. JacobinaV. Exc. proaiga que o me-
lhor.
(Apartes da maioria).
O Sr. Jo^ MariaNio tem razio o honrado
deputado leader da maioria, quaodo disse na sea-
sia passada que a oppoaicio nio quic diacutir o
orcamento.
O Sr. Goncalvea FerreiraTenho tod* a racio,
porque a 3 horaa da tarde j a bancada a que V.
Exc. pertence eatava completamente deserta.
O Sr. Jos Maria Quando en me retirei deste
recinto, o Sr. deputado Ratis e Silva esteva a ter-
minar o seu discurso e V. Exc. subinJo a tribuna
nio fallcu sobre o orcamento. Eu havia manda-
do um requerimento de adiamento que importaiia
no encerrnmento da discussio para reabrir-se de-
pois, quer fosae cu nio approvado o mea requeri-
mento.
Nio tenho a esperanca, repito, de que o reque-
rimento que vou enviar mesa seja approvado,
porque em oceasies idnticas, tem-se-me negado
essa prorogacio, e j se manifeatou o meu illus're
amigo deputado pelo Io di&tricto.
No entretanto, senhores, isto urna questio
muito seria e muito grave. Em todo caso tica de
monstrado que Ss. Excs. nrgando-me a proroga-
cio, o facas simple8mente porque camprehendem
que difficil a posicio do Sr. presidente da pro-
vincia, que nio tem defeca possivel, que o nico
n sponsr.vel por todas aquellas mortes.
O Sr. Gaspar de Drummond Como nao tom
defeca o presidente da provincia, se nos declara-
mos a V. Exc. que aceitavamos o sen requeri-
mento ?
O Sr. Jos MariaPorque Vv. Excs. sabiam de
ante-mio q -e o meu requerimento jiifijilm nt--
seria regeitado.
Senhores, sobre S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia pesara as mortes de todos oa infelizes que
perecern] no fatal dia 25, p'-rquanto se S. Exe.
s 9 hiras da manha, quando j tiuba co'.ih',ci-
raento do facto, tivesse mandado o vapor Me-
dula, que em pauco tempo estara na lugar do
siniBtro, teria sido salvo quelles d'-sgrasidos qae
por mais de 24 horas debateram-se sobre as on-
das.
E' grave portanto a responsabilzale que pesa
tnbre S. Exc. o Sr. presidente da provincia. E
tanto S. Exe. nao tem deteca, que te-do se encar-
regado de patrocinar a sua canea o mais talento-
so dea deputados d'aquella bancada, mauteve-ae
na tribuna de forma que eu o desconbeci, compre-
hendendo o esforco que aquella talento fazia para
bem desempenbar a sua miasio.
i.ada palavra que S. Exc proferia, era um* no-
va aecusacao que se ergua contra o presidente da
provincia para quem nao ha defeca possivel, mui-
to embora tenba se encarregado dessa defeca o
illustre deputade pelo 1 distncto.
Eu vou terminar, Sr. preaidente, eaperando que
ca nobres deputados que se sentam na bansada
"pposta, em vista da importancia da materia, ap-
pr .vera o meu requerimento.
E' regeitado um requerimento do Sr. Jcs Ma-
ra, pediudo a prorogacio da hora por mais 30
minutos.
Fica adiada a diacusio do requerimento aobre
o naufragio do Babia.
Passa-se
1' PABTE DA OBDPJ DO DIA
Poeto a votos, regeitado um requerimento do
Sr. Jos Maria, propoudo o adiamento da 2' dia-
cuasio do art. 2o do projjcto n. 1 deate anr.o.
O Sr. preaidente annuneia qne a vai proceder
vetacio do requeriineoto de encerramento da
diacueaio, propoato pelo Sr. Goacalvea Ferreira.
O Sr. Prxedes) Pltaaga (pela ordem)
E' eont.a disposicio regiment! o procedimento
de V. Exc, sr. preaidente.
O Sr. Jos Maria Apoiado ; era iaao o que eu
ia dicer.
O 8r. Prxedes PitaogaToda a vec que, dia-
cutindo-ae qoalquer materia, surge um requeri-
mento de adiamento que aujeito votacSo, re-
jeitado, contina a diacuaeio da materia prin-
cipal.
V*. Exc. tena o dircito da dar a palavra a qual-
qoer dos nobres deputados para que, apenas p ata
em discussio n (ratera, requeresse o seu encerra-
mento ; mas V. Exc. nia pode facer votar o re-
querimento de encerramento hontem propoato, por-
que iaao e contra dispoaicia r-gimeutal.
O Sr. Rosa e Silva (Io aecretario)Qual asa
diaposicio ?
O Sr. Prxedes PitongaPosso moatral-a a V.
Exc.; reiere-ae nos adiamentos; o art. 74.
N'eataa condiees. V. Exc pode declarar qae
contina a diacoaso e que- tem a palavra o leader
da maioria para propor de novo a rolha. lato
qne r g.mental. (\p irtes.)
Sr. Jos Mari a (pela ordem)Sr. pre-
aidente, contra os mena hbitos fui hontem obri-
gado a retrar-me antes de terminar a sesaio.
Todava permanec at muito depois de 3 horaa,
Tendo sido posto em discaseo o projecto de or-
camento, mandei meza um requerimento, pe-
diudo o udiameato da discussio at serem publi
cadas aa emendas apresentadas, requerimento que
foi apoiado e posto em diseuasio coujuoctomente
com a materia principal.
Em aeguidu pedio a palavra o meu Ilustre amigo,
o Sr. Dr. Ratia e Silva, para discutir o orca-
mento.
1'.jiifiauJj cu na diaposicio regimental, verifi-
cando que nio havia numero para votar o meu re-
qaerimcnto, comprehendi que a materia do projecto
seria encerrada, fu-ando para votar-ae hoje o mes-
mo requerimento, que, ou aeria approvado, do que
reaultana o adiamento da diseuasio, ou aeria re-
jeitado, proaeguindo a diseuasio da materia prin-
cipal.
Entretanto, cerca de 10 minutos depois que
sabi desta casa ti ve couhecimento de que o nobre
deputado pelo Io districto, cliefe da maioria con-
. i vu.l.ira, havia apresentado um requerimento de
encerramento da discussio.
Eu me aorprehenderia, Sr. presidente, de ti r
V. Exc aceito esse requerimento, se nio estivr-sse
ooa o eapirito preparado para receber com calma
e sem a rniuima admiracio a noticia de quanta ar-
bitrariedad;! e violencia V. Kxft., por ventura, com-
metta, porque quantas tem sida asas violencias,
tantas tem aido essaa arbitrariedades, por tantas
veces V. Exc tem desapiedadainente apnnhalado
a lei desta casa, que nao poaao eaperar de V. Exc.
outro proeedim-nto que nao a coutiii'iacio desse
procedimento.
O Sr. PresidenteV. Exc sabe qne nao fiz ou-
tra cousa amulo seguir o precedente estabelecido
na sessio paaaada.
O Sr. Jos MaraEste caso novo, inteira-
meuto novo.
O Sr. PresidenteO nobre deputado veja o de-
creto de 18S.
O Sr Jos MariaV. Exc. nio aera capaz de
mostrar nos Animes dea'a ca um facto idntico.
Anda ninguem rrquereu o onc-Tramento de mate-
ria queja estivesse por sua natureza encerrada.
O sr. PresidenteV. Exc. que" tem memoria basj
activa ha de recordar-se de que cem o nobre de-
putado o Sr. Regueira Coate deu-ae um facto idn-
tico. Eu cousidere encerrada a materia em vista
de um requerimento de encerramento que havia
aido propoato.
O Sr. Jos MariaV. Exc. conaiderou encer-
rada a materia por um arbitrio descommunal. O
facto que ae deu o anuo pasando com o Sr. Re-
gueira Costa foi muito diverao. Eate illustre d.i
pntado havia pedido o adiamento por 24 harna, e,
como no dia s;guiue nao tivesse havidosessio V*.
Exc. de.'larou que esse requerimeuto esteva preju-
dieadn, que. nio tinha mais rasao de ser. Nio
foi isto, Sr. deputado pelo 9o districto ? Appello
para V*. Exc. Eu teubo memoria muito boa e
tnnito fresca, Sr. preaidente.
O Sr. Regueira CoalaE' verdade.
O Sr. Joa MariaO facto que acaba de darse
virge n noa Annaea da Asaembla Provincial de
Peruambuco.
O Sr. Prxedes PitongaE' bom que se firme
esse precedente.
O Sr. Jos MariaMas, diza eu, segundo o re-
giment, approvado, posto em diseuasio e encer-
rado com a materia principal o equenaento de
adiamento, elle votado em primeiro lugar : re-
jeilado, como foi hoja o de qoe ae trata, proaogue a
diseuasio da materia principal.
Neaaa occasio que tem qualquer deputado o
direito de pedir a palavra e requtrer o eacerra-
mento.
Por e*.. rapio : hontem Scava a materia encer-
rada, como ficou em vista do meu requerimento de
adiamento ; rejeitado este boje e reentrando em
discussioo projecto, poderia V. Exc. se quizeaae dar
a palavra ao leader da maioria e eate pruporia o en-
cerramento da diacuasio. (Apoiadoa.)
Em visto da lei, V. Exc. o que nio poda era
aceitar requerimento de encerramento de ama ma-
teria que j estav encerrada.
Poia V. Exc. nio comprehendeu que esse re-
querimento apresentado pelo illustre leader da
maioria pedia aquillo mi smo quo j esteva faite
por forca de diaposicio regiuientol ?
A bypotheae, portanto, nova nesta casa. Mas
nio acredite V. Exc. que eu me estomague por esta
e outras cousas que aqui quotidianomente sio da-
das, ao centrarlo, sio licoea proveitoaaa que conti-
nuamente estou a receber e que espero no Todo
Poderoso no Deu8 que grande, que manda a chuva,
que, manda o Be 1, aprovcitar algum dia para con-
fundir os nobres deputados, a V. Exc mesmo,
quando, dadas condcoes diversas, quizerem gosar
das vantogens que so deputado concede esta lei
que nio tem mais valor.
O Sr. Goncalvea FerreiraE' urna questio de
intrrpretaco do regiment.
O Sr. Jos MaraNao tal urna queatio de
interpretacie-do legimento, Sr. deputado; o es-
pirito humano nao pode uterpretar de duas fOl-
mas tata diaposicio.
O Sr. Gonculves FerreiraO requeramenio de
adiamento discutido coujuuctamente cora o pro-
jecto ; se nio fosse permittido pn-pr n essa oc-
caeiio o eucerraincnto. succederia que o requeri-
mento de adiamento poderia eternisar a discus-
eio, poia todos os deputados tinham o direito de
fallar sobre o adiamento e pareee-me que este ar-
gumento responde duvida de V. Exc.
O Sr. Jote MariaEu nio quero eosinar o Pa-
die Nosso ao vigario. Mas V. Exc. nio tinha em
bubs maoa o meio de encerrar hoj a diseuasio do
proj eto ? Par i que eata ostentacio de arbitrio,
de violencia ?
Suppcnha V. Exc. que hoje, logo ao entrar em
disenssio o nrt. 2o -jo orcamenta, eu pedia a pala
vra : o Sr. presidente em vec de m'a conceder,
conceda antea a V Exc, embora V. Exc. nia a
houvesae pedido, e o nobre deputado rtquerera o
en ter amento .'da discusaao. Fxsia-se isto sem
bnrulho com matinada, de accordo com a lei.
Para que, port.ncc, este Inxo, esta esteutesio e
arbitrio, pergunto novamente ?
Para que V. Exc ha da obrig-ir o Sr. presiden
te desta casa a obstinadamente ferir, apunhalar
este p:.bre e desgracado regiment, tio infeliz
quanto os nufragos que apodreeeram as praias,
porque nio encontrarara da parte do governo
quem Ihes d-see sepultura, sendo preciso que os
pobrts praeiro3 que nio tem mtdo do cholera
n> m d. ftbrea de tno carcter, tivessem daio se-
pultura aos troncos humanos que por alli appare-
cernm ?
Poia V. Exc nao comprebende quo o Sr. presi-
dente desta casa deve sentir pecar de ser obriga-
do a tia desapiedadamente apunhalar este defun-
to regiment, que j eat tio putrefacto que cahe
aos pedamos?
Nio preciso Jar licoes aos nobres deputados,
maa dir-lhe8-hei que ebegate aa mesmo fien pelo
caminhs recto ; para que, pois, precurar essas li-
nhas curvas ?
Sr. preaidente, um arbitrio, urna violencia
maia que V. Exc. comn ette ; maa eu agradeco
intimamente a V. Exc, porque ea nio me salva-
ra se tivesse de morrer antea de dar a paga aos
nobres deputados, antes de dar-lhea o troco na
mesma moeda, com lavagem ainda !
O Sr. Prxedes Pitonga--V. Exc. ainda tem
esta esperanca ?
O Sr. Jos MariaOra ae tenho...
O Sr. Prxedes Pitenga--Sim... V. Exc.
ainda muito moco.
O Sr. Joa MariaConfia que tiraiei a minha
desfrra.
O Hr. Boaa e Mil*a--(No devolveu o sea
discurso).
O Sr. JOn Mara (pela ordem) requer e a
casa nega rotacio nominal para. o requerimento
de encerramento.
Posto a votos, approvado o requerimento de
encerramento da diseuasio.
Procede-se vetacio do art. 2 e das eman ias
a elle offerecidaa.
O Sr. Joa Mara (pela ordem) iequer
vatacio nominal para av^niend.a n. 23.
E' regeitado o regaSrimento.
E' approvada o artigo com as emendas ns. o a
29, 82, 35, 41, lk, 51, 62, 7* e 75, send regeito-
daa aa de ni 23, 24, 30, 31, 33, 34, 36 a 40, 42 a
44, 46 a 59, 53 a 72.
Entra em dia.-uaaao o art. 3 do projecto da or-
camenta provincial.
Veera meaa, sao lidas, apoiadaa c postas cou-
juuctaoiente em discuscio as aeguiutea emendas :
N. 76. Art. additivo. AsarreinataeoM daobras
publicas serio annanciadas com 15 dias da ante-
cedencia pelo menos.Ro iriguea Porta.
N. 77. Supprimam-se as nalavrasrevogada o
art. 3 da le n. 1713 de 1888 Jacobina.
N. 78. Fica em vigor o are. 38 da lei n. 1810
de 1884Viseaide de Tabatinga.
S. 79. Supprima-se aa art. 3o os ns. 25 e 23 da
le n. 1810 de 18i4.Gonealvas Ferreira.Coe-
Iho de Morase.
N. 80. Onde se dic em vigor o artigo, acerea-
cente aedevendo o governo rever o contracto
jao intuito de melhoraro aervica de eouipanhia e
e8tabelecer a obrigacao de 3 viagane par mee aoa
portas de Tamandar )e Barra do Rio Formoso,
tia podendo a passagem exceder de 6/ e devendo
demorar-se em cada um daquellea partos, pelo
menos 3 horas.G. Je Drummond.--Barros B ir
reto Jnior.Luic de Andrada.
O Sr. Coala Bllaelro (Nij devalvea o
aeu discurso).
a discuaeao fica adiada pjla hira.
Passa-se
2a PABTE DA OUDEM DO DIA
Eulra em 1* disemaio-e appravado aem de-
bate o projecto o. 17 deste auao.
Oar.Baaa c Silva (pela ordem) requer
dispensa do intersticio para que esto projecto en-
tre na ordem do dia da sessia seguate.
Posto o votos o requerimento approvado.
Entra em 1> diseuasio o projecto n. 7 da 1886.
O Sr- Baila e SilvaSr. presidente, em
19 de Marco do auno pas.'&do aprcaentei nesta
casa um pr.j-'cto que entrou em Ia di8cussao era
Dezembro, na aeasio extraor linaria ; auccedeu,
parcm, que sendo encerrada a diseuasio nao foi
votado o projecto par falta de uunero leeal.
Eia a razio porque elle aa acha de novo em
diseuasio, e porque ea tenho tambera de reprodu-
cir a juatifi-.-aco que outr'ora apreseotei para
mostrar a aua utilidade.
Forzoso pois, que o fifia segunda vez.
Sr. presidente, ao sabir da eidade da Escada,
pelo lado do poente em busca la e5rada que con-
duc ao ongcnha Mameluco e outroa, h i um pro-
fundo valie pela qual corre um regato denominado
Riacho do Calafate, que despeja no rio Ipijuca.
Sobre eate profundo valla, que inede 40 palmos
de altura, ex8tia urna ponte de madeira ordina-
ria, ou antea um pasaa-lico semelhaute quelles
que costumam fazer os senhores de engenho para
a conduccio da canna.
Acha-ae ella muito arruinada, e fci par eat* ra-
roz.ii que apresentei o projecto autoriaaudn a pr--
sidencia da provincia a dispender at 2:000000,
qnautia que me parece suficiente para essa
obra.
.Maa coastou-me depois que esaa ponte deaabou
quando pasava um carro puxad. a bois, e que da
eidade da Eacada vieram reclamacoe8 presiden-
cia, pedindo a reconstrucelo d'ella, e qua S. Exc.
era vutude desta reclaraacio mandn orear a dea-
peca e assim o foi em 2:800 000.
Em vista disto, quando era Dezembro eu tratei
do projecto, mandei urna emenda mesa elevando
a 2:SO0DO0, autoriaacio que pedi a esta assem
bia, e creio que esta emenda deve achar-je na
mesa junta ao proj-cto.
Ora, tendo cabido a ponte d.: que trata e fieada
absolutamente interrompido o transito da eidade
da Escada, por esse lado, comprebende V. Exc.
e a caaa a uecessidade iudecUnavel de se recon-
struir a ponte para restabelecer-se este transito.
O'ahiji v V. Exc. e a casa a necesaidade e
utilidade do projecto que asaim justificado pela
seeuuda vec me parece que callar no espirito dos
nutres deputados e que merecer approvacio da
casa, como espero.
Encerrada a -iiscasaao e posto a votos o proje-
cto, approvada, diapensaudo-ae o intersticio a
requerimento do Sr. Ratia e Silva
Eutra em 2* diacussio o projecto n. 7 deste
.mu.
Vem meaa, lila, approvada e entra em dis
cussio conjuntamente com o projecto a seguiuta
emenda :
N. 1. Substitua-se o 4o pela seguinte : A
commiasio doa thesoureiroa daa loteras nao pa-
der ser superior ao producto liquido do beneficio.
Goncalvcs Ferreira--Rosa e SilvaGocaes P-
rente .
Encerrada a uiscussio e posto a votos, o pro-
jecto approvado com a emenda.
O Sr. Augusto Franklin requer dispensa de in-
tersticio requerimento que deixa de aer votado
por falta de numero.
Procedendo-ae chamada, venfica-ae terem-8e
anacntado oa Sra. Soarea de Amorim, Cooatantino
de Albuqucrque, Amaral, Visconde de Tabatinga,
Juvencio Mam, Sophronio Portella, Jos Mara,
Prxedes Pitenga, Rogoberto, Bario da Caiar,
Joo de S, Ferreira Jacobina, Ferreira Velloso e
Cos'a Riborc.
Eutra em 3" discussio o projecto n. 2 deste
uno.
O Sr. Jos Maria manda mesa um requeri-
mento de adiamento da discussio por 48 horaa, re-
querimento que deixa de aer apoiado.
O Sr. Joa Mara(Nio dovolveu o seu
diacurao).
Vem uie8a, lido, apoiado e por fa'ta de nu-
mero deixa de aer votado o seguinte requer raen-
Requeiro o adiamento da diacuaiio por 48
li ras---Jos Maria.
O Sr. Preaidente levanta a aeasie, designando
a seguinte ordem do dia :
l. parte: contiuuacao da antecedente; 2.*
parte : continuacio da antecedente e maia 1" dis-
cussio dos projectos ns. 12 e 24 deste anuo e 2'
dos de ns. 7 de 1886 e 17 deste auno.
EMENDAS APEESENTADAS NA 3 DISCDSSAO DOPBOJECTO
-N. 1 DESTE ANNO (OBOAMBNTO PROVINCIAL)
N. 101.Ao 67 do art. 2o a palavras : divi-
da de exercicioa fiados, aectescente-ae: 9:254139.
conforme o quadro foroecido pelo Thesoaro Pro-
vincial, e mais a quantia de 12:894^100 Compa-
nhia Pernambucana de Navegaco pelo transporte
de presos e pracas para a Ilha de Fernanda ; a
de 2:65400J a Medeiros & C, pelo forneciraento
da objectos Secretarla da Assembla e Escola
Normal; a de 2403(0, para pegamento ao em-
preiteiro das obras da cadea de Agaa-?reta ; a
de 40^030, a Honorio Herraeto de Oliveira, pelo
aluguel de sua caaa para quartel em Quipap ; a
de 45000, a Manoel Vianua de Barros, pelo alu-
guel de sua caaa para quartel e.n Gravat; a de
1201000, a Joxiuo Jos das Cbagaa, pelo aluguel
de sua caaa para cadcia era Bonito ; a de 879o30,
a Ismael Clemenlins Becerra, pelo forneciment
aa destacamento da Iguaraas ; a de 47680), a
Liuriado Marquea d-> Souze, pelo aus'ento dos
presos pobres da cadeia de Flores ; a de 1:14S.&691,
pira pagamento do quo se deve ao coronel Manoel
da Naocimento Vieira da Cunha ; a de ;JS'"i). a
Cosme Joa Gu des, pelo aluguel dj soM c -.sa parj
quartel em S. Lourenco; a de 40S0. 0, a Mainel
C valcante Cocho, pelo aluguel de aua caaa para
qnartel na freguecia da Graca ; a de 70J0O0, a
ti.irpiir P.'ies Civalc.ute. pelo aluguel de aua
caaa para quartel era Serinbiem ; o que se estiver
a dever a Jo= Germano de Lyra, proveniente do
aluguel de sua casa para quartel em Riacho .1
Matto ; o que se estiver a dever a Vctor Marques
Santiago, ex-praoa do corpo de polica; o que se
estiver a dever a EluardoCarneiro L .ia. de alu-
guel de sua cusa para quartel em Muribsca; o que
ae eativer a dever a Joa Fiusa de Oliveira, con-
tratante da ponte de Gravat, em Agua Preta,
por accrescima de trabalbo, e 80 40)0 que se eat
a dever a Antonio Pereira do Monte, do aluguel
de sua casa para quartel no Cabo. Caelbo de .Ma-
raes.Gomes Parante.Goncalvea Ferreira.
N. I02.-Ao 12 do art, 2. Em lugar de
2:000*, diga-se 2:200* Goncalves Ferreira.
Gomes Prente.Coelho de Moraes.
N. 103.Oa 10 "/ concedidos aos empregados
do juico dos teitos para a coarancada divida acti-
va serio distribuidos na seguinte proprocio :
Para o juiz 2 /
Para o eacrivao 1 >'.
Para oa oficiaea de juatiea 1 /
Para o coutador e distribuidor 1/2."/.
Para o procurador dos feitos 2 "/0
Para o solicitador 11/2 %
Para o procurador fiscal, pela arree-a-
dacio a que ae proceder com guias
e pedidoa pelo contencioso 2 ,0
10 /0
Goncalvea Ferreira.Coelho de Moraes.G.
Parate.
N. 104.Aos ns. 11 e 12 da tabella de repar-
ticao diga-se, em lugar do que est no projecto :
empresas anonymas, ou agenciaa deatas, mcluaive
a Companhia do Beberibe, 2.-00OAO0O.Coelha de
Moraea.GonoaWes Ferreira.G. Prente.
N. 105Onde caaber. Fie o praai lente da
provincia autonaada a mandar pagar a Tertuliano
da Mendonc Nuaes Bandeira a quantia de 8i390,
impartencia a que tem direito e que cahio em ex-
erciiios fiados.Rogabart,.
N. 106.Onda conber Fie* o preaidente da
provine-a aut irisad) a miniar pagar a AftonSo de
S e Albuquerque, a quantia de 64* importancia
que Ihe 6 devida pelo alugael de 8 mezea venci-
dos da casa que serve d! q lartel aa destacamento
na pavoacao de Biiarra Rijobe.-ro.
N. 107.Ao n. 3 da. tabella de repartila. Laja
de vsnder joiaa e relogios ou joiis smente, em
lugar de 9:00)# diga-ee 7:0:)0* -Coelho de Ma-
raes.Gancalvea FerreiraG. Prente.
N. 108.-Oide coubar. 5:00)* para um ponte
aabre o riacho Frexeiras aa estrada da Palmarse
Colonia Soceorro.Luic de Andrada.
JN. 109. Additivo.O presidenta da provincia
fiea autorisado :
: | 1 A reformar, pondo desda logo em exacu-
co:
I. A Reparticia Geral das Obras Publicas, aup-
priminio s theaaurana e dirainaindo o nuncio dos
eugenheiros, tanto de districtas. com) conductores.
II. O Consulado Provincial, dispe.isauio o fu:-
cioaalismo que so encarregava da arracacao da
impostes, presentemente a cargo da Alfiodega.
III. A Secretaria da Praaideucia, pra o fim de
equiparar 08 encmenlos dos terceiros escritu-
rarios do Theaoura Provincial.
IV. O regulamento da Colonia Orphanalogica
Iiatiel, p-olo-se de acord ora as exigeiseiaes ac-
tuaes do aervieo e fazeado as raodifi-.aeoas cuja
necesaidade a exparieacia tenl-a deinoastrado.
2 A reorgaaiaar a inatruccao publiea en
qualquer dos aeus ramos, faceada aa raodificacoes
que entender canvenient-s nos regulam-intos, sem
alteracio fundamental das leia, mas smente de
detalhea, cono raellior claasillcaclo e collocavio
das essa as, m )do de provimxnta, draitas e grati-
cac:s, vegoMB das ounoi primirios e secunda-
rios, polenta transferir cadaias e remover o res-
pectivo pr^feasores.
Em todas eataa delegac5a3 o presidan'.! d-i pro-
vincia car alstricto a verbas da orciraento, de
modo a nao excadel-aa era caso algu-n, poicado
uestes termos udiir qualqujr reparta} einpre
gados cujas lugares s-'jam aupprimidos, dando-
lliea novas obrijaco', bara ciiod upasentar os que
por tempo de aervie/a hauveron adquirida dir-ito.
S. R. Goncilvos Ferreira.Gomes Parante.
Coelb) de Moraes.
N. 110Ao 57 do art. 1 em vez das palavras
guardada a diaposicio do art. 10 da lei n. 18G0,
diga-se, depois de deducida a 4 parle, que eer
applicada Colonia Isabel.Sophronio Portilla
Luiz de Andrada. Constantino de Albuquerque
N. 111Onde c.iuoer, 4:1.00* para as obras da
matriz da Boa-Vista.liatia e Silva. Auguato
Frankn.
N. 112Fica o presidente da provmcia auto-
risa lo a mandar pagar aos herdeiros de Manoel
Caetano Spindola, o que Ihe ficou a dever a fa-
zenda do exercicio de profassor do Gymuasio e
que j f.ii procesaado.G. Prente.
N. 113Ao -.'6 do art, 2. 10:'K)0* para oem
pedrainento da estrada real doa Prazeres r*ie-
dadeLoareoco le S.
N. 114'*u ie couber. 6:000 para execucilo da
Id n. 161.Lourenco di- --.
N. 115Oepoia do g 27 do art. 2. augmente-se
am nutro pira consignar a seguinte verba :
Cilcameuto do largo do Forte, <-m frente nova
estacio da va terrea d > Recife a S. Francisco
1:500* Lourenco de S.
N. lioO ole caar. 500*000 para c racerto
e reparos das bombas na futrada dos Prazeres
Piedade.Liurenco de S.
N. 117Oude cuucer. 900* para as obras da
matriz de Muribeca.Loareoco de SA
N. 118Augmente-se na verba illuminacio pn-
blica, a quantia necessaria para a Collocacao de
30 lampeaa na villa de Serinbiem.Lourenco de
S.
N. 119Onde couber. 15:0)0* para contina-
cao da c-atrada real de Muribeca. Lourenco de
S.
N. 120Ao 26 do art. 2, 4:000* para a com-
pra de urna casa que sirva do cadeia e casa da
cmara na villa de Muribeca.--Lourenco de S.
N. 121Ao 26 do art. 2. 19:50(1* para cou-
struccao de urna ponte sobre o rio Pirapama, no
lugar denominado Junqueira, augmentando-se a
respectiva verba.L>urenca de S.
N. 122Illuminacio publica, 5 additivop.
Villa de S. Miguel de Ipojuca 12 lampeoas.
Lourenco d S.
N. 1231 lumiuacio publica, SS additivos.
Villa de Nossa Senhora do 0', 10 lamptuia.
Lourenco de S.
N. 124Illumiuacic publica, additivoe.
(J;dade do Cabo com 20 lamr-toas.Lourenco
de S.
N. 125Onde couber. 20:000* para a acquisi-
cio da urna casa em Jaboatio que sirva para
cadeia.Lourenco de S.
N. 126Augmente-se na verba illuminacio pu-
blica a quantia necessaria para a collocacio de
20 lampees na villa de Muribeca.Lourenco de
S.
N. 127Onde convier. 15:000* para se fazer
a estrada de Ipojuca villa do mesmo neme.
Lourenco d- S.
N. 128 Depois do 68 accrescente-sc, g 69
tustituto Vaccinieo 5:400*.Lourenco de S.
N, 129.Supprima-se o i S do art. 1.Louren-
co de S.
N. 130Ao 3 do art. 1, em lugar de 8 %,
diga-se 4 /o-Laurenca de S.
N. 131Supprima-se a emenda n. 3, approva-
da em 2 diacuaaio.Lourenco de S.
N. 132Ao 27 do art. 2. 1:200* para cone-
truccaa de uu< chafariz na fonte d'agua potov-'i
existente na villa de Panellaa.Ferreira Jaco-
bina. Lustosa.
N. 133 -15:000* para a ponte da J&queira, no
no Pirapama.Vise n ie de Tabatinga.
N. 134\o | 26 art. 2. Com a construccao de
urna ponte no rio Pirapama, ne lugar Pirapama,
8:000*. augmentando se a respectiva verba.
Barroa Barretto Jnior.
N. 135Fica em vigor o 8 do art. 7 da lei
n. 1713 de 1882, na parte que se refere pon-
te sobre o rio Ipojuca, em Salgado.Barros Bar
retto Jnior. G. de Drummond.
N. 136Fica em vigor o artigo 14 da lei n.
1786 de 1883 Lourenco de S.
N. 137Ao art 3. Pica era vigoro 3 do art.
14 da le n. 1786 de 1S83.Liurenco de S.
N. 138Ao art. 3. Fica em vigor o art. 13
da lei n. 1786 de 1883.Lourenco de S.
N. 139Ao art. 3. Fica em vigor o | 2 do
art. 27 da le n. 1261 de 1877.Lourenco de Si.
N. 140Substitutivo emenda n. 80 pela se-
guinte : devendo o governo rever o contrete no
intuito de melhorar o aervieo da companhia e
inanter aobngacio de urna viagera por mez ao
forte da Tamandar e Barra do Rio Formoso;
nia podendo o preco da passag-m exceder de
tres mil ria e dxvendo demorar-ae neste ultimo
porto pelo raeno3 seis horas.G. de Druramood.
N. 141.Ao 33 do art. 2, accrescente-se na
final: a cargo do major do mi amo corpo e que
ser de 200*000.G. de Drummod.
N. 142 Ao 16 do art. 1", 200 ris por kilo
de fumo de qualquer aualidade e seua prepara oa,
que tarem importados para a provincia, 800 ria
por cento de charutos e 160 ris por cento de ci-
garros igualmente importados.Goncalvea Fer
reir.(ornea Prente.Coelno de Moraes.
N. 143.Onde conber 6:000*000 para cons-
truccao da um caes no Varadouro em Onda.Dr.
Joio de S.
N. 144Ao 40 accrescente-se : 1:500* para
a illumiuacio da eidade de Jahoatao, ficante o go-
verno obrigado collocacio de postes e lampees.
G. de Drummond.Barroa Barrete Jnior.
N. 145.Ao 10 accrescente-se : mais 12 lam-
pees para a estrada do Encaoamento em Parna
ineirim a partir deasa estacio, ficando o governo
obrigado collocacio dos pastes e lampees.G.
da Drummond.
N. 146.Ao art. 2 onde couber : 100*000 nara
pagamento a Gaspar Cavalcante Peres Campello
de 10 mezea de aluguel da caaa que servio de
quartel em Serinhe-a. G. de Drummond.Bar-
ros Barrete Jnior.
N. 147.Da verba destinada a obras publicas,
applique se o que for necessario para compra de
urna caaa que sirva de cadeira em Jaboatio.So-
phronio Portella.
N. 148.Ao 27 do art. 2o, ioclusive a despeca
para conservacao do edificio provincial sito na
Agua Branca do termo de Quipap da comarca de
Panellaa. -Jacobina.Lustosa.
N. 149.Ao 67 do art 2, accrescente-se:
200*000 para pagar-ae o subsidio do deputado
Herculauo Bandeira.Coelho de Moraes.Gon-
calvea Ferreira.Gomes Prente.
N. 150 Ao | 17 do art. 1 accreecente-ae:
sendo o imposto de 6 / sobre calcados, roupa
feito, celleirinhos, pnaos e peitos de camisa, ce
roalas, chapeos, obras da selleiro a marcineiro,
viohas finos, e-^rveja e outras bebidas alcoolicas
ou fermentadas, joias de ouro, prata ou raitacio,
armas de foga e plvora.Coelho de Moraes.
Goncalvea Ferreira.Gomes Prente.
N. 151.Onde cojiber : 3.000*000 para auxiliar
a conclusio da. obraa da matrus de Bom-Jardim.
Uatroberto.
N. 152 Onda convier : 5:000*000 para a cons-
truccao do um mereado em Garaelloira.Joao de
Oliveira.
. N" 153-r0nde cnver: 10:000* para a (cana-
hsacio d agua em Rio Formoso.Joio de Oli-
veira.
N. 154.Onde convier : 5:000* para a cans- t
Irueeao de um mercado em Agua Preta.Joio de
Oliveira.
st 155.Onda convier : 10:000*000 para a con-
dueio das obras do mercado de Barreiroa.__Joio
dn O.iveira.
N. 156.Oude convier : 5:000*000 para a cons-
truccao de um mercada era. Palmares.Joio de
Oliveira.
N. 157.On ie cauberIllamioaco publica: 30
lampees para a comarca de Itainb. -Soares de
Ainorm.
N. 158- Ao art. 2, onde couber: 500*000 para
compra de mobiiia para as cace-las publicas da ei-
dade d N. 159.Ao art. 2, oude couber : 2:000* para
malboramento da fonte da eidade do Nacareth,
eouh.-i.i palo norae de Bombo.Or. Coate Go-
mes.
N. 160.Onde caubsr : 20:000*000 para aa ca-
dei*9 de Tirababa e Itamb.Soares da Araorim.
Viscooda de Tabatinga.
N. 161.Onde convier : 10:000* para a cons-
truceia ou compra de urna casa para cadeia em
Palirwrns.Joio de Oliveira.
N 162.500*030 para as oirs da igiej* de
S. Miguel de Afugados.Barros Barrate Jnior.
N. 163.Onde couber: 3 lamp- o.ia par a becco
do Quiabo e 3 pira o do Maxixe. -Luiz de An-
drada.
N. 161.Fiea marcada na lei vigente a quota
de 20:000*000 para menaaiidada das alumnos dea-
validas da Cyinuisio Pernambucano.Leoureaco
de S.
N. 165- -Contina em vigor o art. 13 da lei
n. 186) da 1885 i) impisto sobra estabelec-
ra-mto coinmercia! ou industrial, existentes naa
cinco freguezias da eidade do R-cite, para o ser-
vido da extincoia da incendios, que s ser cobra-
da depois que su crganisar a companhia de bom-
b'iros, ea regulado da seguinte firrai : 5*000
por estabeleciraento commercial <-u industrial cujo
aluguel nao exceder de -S 10*000 annuaes10*00)
de mais de 800* at 1:800* ; 2J* de 1:800* para
cuna Goncalvea Ferreira.Gomes Prente.-
CielUo de M.raos.
N. 166.Onde couber. 4:500* para construccio
de urna ponte da madeira no riacho Cirrapicho do
pjvoadode Pedr rapada. -rRodrigues P;rto.
N. 167. -Onde coubar : 1:500* para os can-
certes urg -lites qua uecessit* a i^reja do Pedra
Tpala.ttolrig es Porto.
N IOS- Oude couber. 3> iiimpcs para illu-
miuacao na eidade ii > Lira niro, augmentanda a
: 'iva verba-K lriguea Porto.
N. 169.-.Oude Couber. 15:000* para construc-
Cao de um'i ponte no ro Ipojuca, na eidade de
I! u nara.--Rodrigues Poi to.
N. 170 Illluminacio pub'-iea. Maia 2 'araproes
pira o becca do Jacintho, ua (apuuga---leg)
Barros.
N. 171.Ao quadro da divida de exercicios
finijs, accrescente-aeO qua se estiver a desrer
pelos alugu-is daa casas que servio de cadeia era
llirri d- Jangada, Canhotiuba e Bonito.-----Jaco-
bina.-- Lustosa.
N. 172.--Ao qu.idro da divida passiva. 36*
pura pagamento de aluguel da casi da Joio de
S Ai-aoja, que servio ie quartel na villa do Ca-
brob, relativamonre ais meses de Margo a Junho
de 1885, e que nao foi satisfeito.Dr. Pdauga.
N. 173.---Onde cnuber. uclusive a quantia de
378*365 a Jos da Cruz Freitas como admninis-
trador de a.ia mulher, noa termos da lei n. 1810 de
1884, art. 71 71- Gomes Prente.Coelho de
Moraes.
. 174.---Onda coubar. 6:00^* para coustruc-
cio de um acule na pavnelo do Ligado, no ter-
ibo de S. Bnto, e eoncer'os doa caldeiioes desti-
nados ao abastecimento d'agua potavel- -Regueira
Costa.
N. 175.---Onde couber. 4:00'* para coustruc-
$ao de urna ponta de madeira sob o rio Ipojuca,
que corta a eidade de Gravat.-- Ratia e Silva.
N. 176.-Onde coubar. Eo que se estiver a
dever de seus ordeaades ao Dr. Joio Feliciano da
Motta e Albuquerque, professor do Gymnasio, a
contar de 8 de Novembro de 1879 a Janeiro de
1880 rucio de 166*066 meusaea.- -Gomea P-
rente.Gonculves Ferreira.-- Coelho de Moraes
Coiiimisso de soccorros ao
nufragos do vapor Baha
(Continnacao)
Secretaria da Sociedade Reereativa Juventude,
28 de Marco de 1887.
Illms. Sra.A presidencia da sociedade Recrea-
tiva Juventude faz chegar s maos de Vv. Ss.
para ter o devido destino, a quantia de cento e
seasenta e sete miliis. producto de urna subscrip-
ta i que premeveu entre seus associadoa em favor
dos infelices naufragoa do vapor Babia.
Dena guarde a Vv. Ss.Illms. e Exms. Sra,
membres da commissio agenciadora de donativos
para es nufragos do vapor BabiaJos de Me-
diis, 2o secretario.
Il'm. Sr.A esmmissio de soccorros aoa nu-
fragos do vapor Babia recebeo o officio de V.
S., datado de 28 do corrente acompanhando a
quantia de 167* product-. do urna subscripeo
promovida pela Sociedade Recreativa Juventude
eutre seus socios a favor dos infelizes nufragos do
menc.onado vapor.
A mesma commissio agradecendo a Sociedade
Recreativa Juventude este acto de caridade, cer-
tifica que a menciouada quantia ter o devido des-
tino.
Deus guarde a V. S.Recife, 29 de Marco de
1887.film. Sr. Joa de Mediis, muito digno 2o
secretario da Sociedade Recreativa Juventude.
Luiz Duprat, thesoureiro da commissio.
Illra. Sr. Jos Joio de Amorim.Peco acceitar
a pequea quantia junta, (100*),comquesub;.creve
cm favor dos nufragos do vapor Bahi.
Seu com a de vida conaideracio de V. S. attento
venerados e criado.Pedio Vicente de Azevedo.
Recite, 29 de Margo de 1887.
Recife, 29 de Marco de 1887.
Illm. e Exm. Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo.
- Recebi e lz entrega ao thesoureiro da commis-
io de 3' ccoiros, a quantia de 100*, com que V.
Exc. se dignou auxiliar a subscripeo em favor dos
nufragos do vapor Bahia.
Agradecendoogeneroeo i ffereeimento de V. Exc.
subscrevo-me cora toda a consideracio.De V.
Exc. attento venerador e criado tbrigadoiJos
Joio de Amorim.
Recite, 29 do Marca de 1887.
Illm. Sr. Jos Joio de Amorim, thesoureiro da
commissio do soccorros aos nufragos do vapor
Bahia.Cam a inclusa lista, devida a urna sub-
Bcripcio promovida entre os membros da Assem-
bla Legislativa desta provincia, condoidos pelas
desd-tas e falta de recursos dos nufragos do pa-
quete nacional Bahia, tenho a honra de passar s
mios de V. S. a quantia de 500*000, que dever
ser applicada em beneficio daquelles infelizea.
Subacrevo-me com a maior estima e considera-
cao. De V. S. amigo obrigado.Visconde de Ta-
batinga.
Recife, 29 de Marco de 1887.
Exm. Sr. A commiasia de soccorroa aos nau-
fragoa do vapor Bahia cordealruente agradece o
geueroso donativo feito pelos Ilustres membros da
Asaembla Provincial por intermedie de V. Exc,
que por sua vez tambem concorreu com o aeu ca-
ridoso bolo como prova a lista que acompanhou
08 valorea subscriptos na somma de 500*000.
.Actos destes, fio espontneos quanto humanita-
rios, sio dignos do maior louvor e conaiderasio,
tanto mais qu%nto vem suavisai- o penivel estado
e tristssima situacio daquelles infelices.
Permita, portento, V. Exc, asaim como todoa
os mais membros dessa Assembla, que esta com-
missio Ihe renda um voto da sua gratidio, e que
se asaigne cum todo o reepeito. Da V. Exc.IUm.
e Exm. Sr. Visconde de Tabatinga, muito digno
membro da Assembla Provincial de Pernambuco.
--Jos Joio de Amorim, presidente.
Sociedade Beneficente Cavalheiros da Crac.
Illms. Srs.A Sociedade Beneficente Cavalhai-
ros da Crac, asaociando-se tambem aos generosos


r
1



^^B
Diario de Pernambucotyuinta--feira 14 de Abril de 1887
"________ -1~ ..-

sentimentos que ora guiam Va. S*. na pratiea do
bem, toma liberdade de transuiittirlhes a quau-
tia de 604000 que pie asociar entre eus sus-
ciados. ,
Oa C iv.lbeir acto merecer altos encouimios d parte da Vi. 8*.,
mas, somante, prestar tambera seu pequeo au-
xilio qu.'lles infelizes que d.lle precisan.
atoarte, '29 de Mareo de 1887 Deus guarde a
Vs. Sa.-Illms. Srs. inembros da oininisao agcu-
' ciadora de donativos para soccorrer as victimas
do naufragio d> Baha.--Eduardo G>ncalves, se-
cretario.
Coiunissao de socorros aoa nufragos do vapor
Baha, R cife 29 de Mire i d- 1887.
Illm Sr.Com o offieio d.tado de boje, por V.
S. dirigido esta commisso, fui entregue h quan-
tia de 504000 qne a Scciedade B-neficente Cava-
lheiros da Cruz agenciou entre seos asociados
para auxiliar os nufragos do vapor Baha.
Esta commisso agradece o donativo e dar-lbe-
ha a devida applicaco.
Deas guarde a V. S Illm. Sr. Eduardo Uoo-
calves, muito digno tecretario da Sociedade Bene
fcente Cavalheros da CruzJos J-ao de Amo
rim, presidente.S. de Barros Barreto, Io secre-
tario. --Luiz Duprat, t.hesoureiro.
Qaartel dn commando do Corpo de Polica de
Pernambuco 30 de Marco de 1887
Illm. Sr.Tenho a honra de cemaiunicar a V.
S. que mandei por a sus disposiclo a msica do
corpo sob meu commando para tocar no benefioio
dado aos nufragos do vapor Baha na noite de
31 do corrente.
Aproveito a opportnnidade paraapresentar a V.
S. os protestos de minha particular estima e dis-
tineca consideradlo.
Deus guarde a V. S.Illm. Sr. Jos Joao de
Amorim presidente da commisso de soceorros aos
nufragos do vapor Babia.Monoel Goncaives
Pereira Lima, t -nente coronel comtnandanie.
Cooiinisfao de Soceorros aos nufragos do va-
por Bahia, Recife 30 de Marco de 1887.
Illm. Sr.Temos a honra de aecuear o officio de
30 do corrente, por V. S. dirigido a esta comais
sao, communicando ter mandado por a diposicao
delta a msica do corpo sob o seu commando, na
noute de aman bu, para tocar no benefieio em fa-
vos dos nufragos do vapor Babia.
Agradircendo o off trecimento esta commisso
retribue a V. S. os protestos de sea particular
apreso e consideracao.
Deus guarde a V. S.Iilm. Sr. tenente coronel
Manoel G. Pereira Lima digno commandante dj
Corpo de Polica.Jos Joo de Amarim, presi-
dente.-S.de Barrus Barretto, 1 secretario.
(Contina.)
KviSTA DIARIA
leiw
ISHi-mnia Provincial Funcctonju
hontcm sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
M.nu'1 de Barros Wanderley, tendo comparecido
33 Srs. deputados.
F> i lida e appr.ivada s -n debite a acta da ses-
so antecedente.
O Sr. Io secretario p.-ocedeu a leitura do se-
guinte expediente :
Uaoffi.-ij do secretario Jo goveruo subrnetten-
do consi dnelo d-sta Aasembla um officio da
cmara municipal do Muribeca relativo a auxilio
que p :! para compra de uma casa para as suas
sessoes e que sirva para cadeia. A' commisso
de orcamj.'ito piovincial.
Outro > tnesmo, traniiittindo o bataneo da
receita e despeza do exercicio de 1883 a 1886 e o
orcamento para o de 1887 a 1838 da cmara mu
nicipal dn (x1yanna.--A' c.mm.sso de orcamento
municipal.
Umabaix) asaignados de moradores na fregu-
zia de Nossa Senbora di Luz, pedindo a creaco
all de urna cadeira de iostrueco primaria do se-
xo mascu'iuo.A'oinmiss < de instrueco pu-
blica.
Outro de membros da commisso de barbeiros
e cab-'ll- iieir 3 desta cida i.', pediado o fecha
ment das portas dos seus estahelecmeotos nos
domingos e dias santificados do meio dia em dian-
te.A' commisso de petices.
Urna peticao de Herminn Dclfino do Xascimen-
to Lima, esjrivo interino do jury de Limoeiro.
requtreodo consignadlo da quota de 2734790 de
custas judiciaes que Iba deve a cmara municipal
d'alli.A commisso de orcamento municipal.
Outra de ASonso de 8 Albuquerque, reque
rendo pagamento de 644 do aluguel de sua casa
Sue serve de quartel ua povoa^io de Bizarra de
om Jardim.A' commisso de oreament> mu-
nicipal.
Outra de Jos Mara Save, requerondo perdo
do pagamento de 2:0004 q'ie est a dever de de-
cimas e annuidades de suas casas ns. 3, 23 e 25
ra Gervasio Pires na freguezia da Boa-Vista
e ii. 1 travessa dos Exposto? na freguezia de
Santo Antoaio.A' commisso de orcamsnto pro-
vincia I-
Outra de Ceciiiano Jos Ribeiro de Va.-concel-
los, professor publico da Alag.* Secea de Naza-
reth, requerendo pagamento de 280 de sua gra-
tifi:aco de 15 anuos de effeetivo exercicio.A'
commisso de instrueco publica.
Outra de Tertuliano de Meudonca Nunes Ban*
deira, ex professor interino da p;voa{ij do Cedro,
requerendo pagamento de 84330 de 5 diaa qne
esteve em exercicio era Agosto de 1835.A' com-
misso de orcamento Drovincial.
Approvaram-se dous pareceres da commisso
de instrueco publica pdinde inf^rmacoes acerca
do requerido por Thereza Josephiua da Cuoba
Salles e Philotneno Kaymundo Nunes de Lima.
Parara a imprimir os segualos projectos sendo
o de n. 42 precedido de parecer da commisso de
exame de pjstur s e o de n. 43 de outro da de ne-
gocios eeclesiasticos :
N. 41. Fixando em 1104 o numero de pr&cas
da forca policial para o exercicio de 18S7 a 1888.
N, 42. Approvan lo arligos .auditivos da cma-
ra municipal da podra do Baiqu?.
N- 43. Approvando na parte civil o compro
misso da iraiandade de S. Jos, erecta na igreja
e S. Jos de Riba-Mar.
N. 41. Autorisando a aposentadoria de Joaquim
de Gouveia C irieiro no lagar de amanuense da
cmara municipal do Recife.
Regeitou-ee depois de orar o Sr. Jos Maria o
requerimento sobre o ferimento de urna praca e
quitro escravos, um dos quaea morreu, em S.
Lourenco da Matta.
Adiou-se pela hora a discusso de um requeri-
mento do Sr. Jos Mana pedindo infnrmacea so-
bre o empregode 1:0004 para sepultar oa nufra-
gos do vapor Baha, tendo orado e autor do re-
querimento duas vezea e e Sr. Goncalvos Fer-
reira.
Paasou-se a 1" parte da ordem do dia.
Adbu-se pela hora a Ia discusso ds projecto
n. 4 deste auno ^elevando a 40 rs. o preco d'agua
potavel de que trata o art. 3 da ei u. 1879) ten-
do orado os Srs. Visconde de Tabatinga, Ratis e
Silva e Jos Mura.
Passou-se a 2 parte da o dem do dia.
Regeitarm se os dous requeriinentoi de adia-
mcuto apreseutidoa n'i sessi > autecedente, da 3*
discusso do projeeto n. 1 deste anno (jrvamento
provincial) ha vendo ped i > o Sr. Joa Hara, mas
sendo-lhe negada, votar) nominal para o reque-
rimento asiignado por 8 Srs. deputados de adia-
manto oor 10 dias at ser adoptado o projecto de
fixaco da forc/i policial.
Continuando a 3* discusso do referido projecto,
eneerrou-ae depois de orar o Sr. Prxedes Pitaa-
ga sendo apoiadas div-rsas embudas e um reque-
rimento do Sr. Jos Maria ae adiamento por 24
horas at aerara impressas ditas emendas e .as da
esao antecedente, iio se votando por falta de
numero.
Adiou-se a 1 discusao do proj-cto n. 10J
deste anno.
A ordem do dia : 1* parte : cintinuaco da
antecedente e mai: l durcasaia do projecto n.
33 de 1886, 36 e 40 deste auno e 2* do de n. 16,
timbera deatj anno; 2a parte: eontinuaco da
antecedente.
Carece de fun JmenloTendo a Pro
vincia de antu-boulem publicado um telegrmuma
da corte, cujo primeiro trecho, assim concebido:
Aggrava-se a doen;:i de Sua Magestade o Im-
perador, que acaba de ser novamente accommet
tilo de febre, ac mpanbadn de vmitos
S. Exc. o Sr. Dr. presidente da provincia tele-
grapboa ao Sr. ministro do imperio pedindo infor-
ma"," a a respeito, e obteve do Exm. Sr. Baro de
Mamor a segunte ret posta :
> Ro, 12 de Abr!, aa 4 horas e 20 minutos da
tarde.
Ao presidente de Pernambuco.
Reapoudo ao aeu (clegraiaua de boje. O que
ah pubiieou a Provincia carece de fandimen;j.
Ministro do Imperio.
Fo gamos da dar eaU noticia aos nosaos
res.
AsMoeiaro CoBtnaercial Aercola
Amanhi, as 10 horas do da, reunem-ae em as-
sembla geral, para os os prescriptoa no art. 29
doa respectivos eatatutoa, oa nurabroa da Aaao-
ciaQ'lo Oommereial Agrcola.
AMOtlac Coininorclal BencOeeo-
le__A' 1 hora da tarde de amanhi devem reunir-
se em aasembla geral oa membros da Associacij
Commercial Benefieeue, afim de deiiberarem so-
bre os concertos do predio ero que funecioaa a
mesmu associaco.
Fallecimenio -Hontcm pe* manhS falle-
eeu, vctima de beriben, no enganho Ucha, do
l'eres. o Dr. Luiz de Carvalho Paes de Andrade,
homem septuagenario e estimalissimo por todos
quantos o conheciaoi.
Er* o fallecido natural desta provincia e for-
mado em medicina pala Uuiversidade de Pars.
ltimamente oceupava o lugar de cnsul geral
do Brasil em Madrid, donde ha poucos mezes re.
greisara adoeotado.
Representara como deputado geral esta provin-
cia na 5* legalatura, 1843 e 1844 e fra tambera
deputado A aasembla provincial na 4, 1842 e
1843. Tamb -m neata cdade exerceu u lugar de
inspector da Alfandega.
Era commendadur da ordem da Rosa e escrip-
tor elegante.
Pao ilMHioDizem-nos dessa cdade que
urna commisso composta dos Sis. Elias Baptista
da Silva Ramos, Jos Francisco Pinheiro Ramos,
alteres Severiano Jos Freir, Julio Emilio de Car
valho, Jos Pedro Moreira e Francisco B. de Soa-
za Rangel, de accordo como Club Ensato Drama-
tico, premove um espectculo em beneficio dos
ueutragos do paquete nacional Bahia, espectculo
que deve ter lugar no da 17 do corrente.
O Crime de fvanilerblltEst sendo
destribuida a 8* forma deste ronance, do Dr.
Mooteiro Lopes.
ton lolioO Sr. Joo Ferreira da Costa
remettou-njs urna amostra de urna nova marca
que recebcu da Portugal intitulado Vinho da
Uourisca.
E' vinho puro de uva, de delicado perfume e
sabor agrxdabilssimo. E' recebido directamen-
te. Merece ser apreciado pelos entendidos.
Encoutra-se no armazem da ra do Amorim n
64
Paquete Tatuar Segundo telegramma
recebido hontcm pelos Srs. Adamsou, Howe & C.
agentes da Rcyal Mail Steam Packet Company,
nesta cdade, o paquete Tamar e pode sabir da
Babia bontem pela manh ; pelo que s amanh
tocar em Pernambuco, em viagem para a Euro-
pa.
CompanUia de edificar-Oes A's 11
horas da manh de hoje, no predio n. 77 do largo
de Pedro II, reunem-se os accionistas da Compa-
nhia de Edificacoes. <-m assembla geral extraor-
dinaria, au- de tratarem da reforma dos respec-
tivos estatutos.
FerimentoAnte-hontem, por volta das 6
horas da tardena ra do Fogo, Severiana Balbina
da Conceicao, sendo aggredida por Balbina Fran-
cisca de Saboia, defendeu-se com uraajth sjur.a e
coai ella ferio cua aggressora.
O ciume foi a causa do crime.
O Dr. delegado tomou conhecimento do facto e
sobre elle abri inquerito, tendo o Dr. Curio con-
siderado leve e ferimento de Balbina. Severiana
foi recolhidaja Casa de Detencio, por ter sido pre-
so em ti igrante delicto.
latriz de Palmare Commuaicam-
nos :
No dia 5 do corrente, teve lugar, s 7 h iras
da raanh, nesta matriz, a primeira commuuho
dos alumnos da escola nocturna cargo da aoce-
dade de S. Vicente ds Paulo.
Fizeram este acto 20 alumnos que acbavam-
se preparados em cathecis.no pelo respectivo pro-
f-ss k o Sr. Benedicto A>breira. Finda a missa
fizeram elles o acto da reuovucao do baptismo, re-
tiran jo- se depois todos, notando-se ao mesmo
tempo, a alegra de que estavam possuidos.
Carne deterioradaO fiscal da Magda-
leua, o teneute Fredereo Tavora, mandou lanzar
ao rio ante hontem 24 kilos de carne verde, em
principio de decomposico, sendo 13 kilos perten-
centes ao Sr. Carlos Aroxa, no talho da Estrada
Nova e 11 aos Srs. Oliveira, Castro & C, no talho
da Torre.
Tambem hontem o mesmo funecionario man-
dou lancar ao rio, 39 kilos de carne deteriorada.
Portcncia aos Srs. Oliveira Castro & C, no ta-
lho da Torre.
llinlio PilurevcoRecebemos os fasccu-
los de 27 31 desta curiosa e intereasante obra,
impresta em Lisboa, para a qual isubscreve-se na
Livraria Francesa ra 1 de Muco
Diccionario ContemporneoTam-
bem recebemos es fascculos 44 e 45 deste diccio-
nario francez-porcogusz e portoguez-franeez, cuja
assignatura faz-se na citada Lvrana Francesa.
Compaohla do eberibe Mimosea-
ram-noa com um exemplar irapresao da proposta
de augmento do capital social da compaubia uo
Beben be, aprexentada em sessao extraordinaria
Nada mais baveado trutar-se o Sr..presidente
levantou a sea sao.
(eliOeaEQectuar-ae-hio:
Hoje :
Pelo agente Pinto, s 10 1(2 horas, na Magdale-
na, de movis, toncas e vdros.
Pelo aqente Gusmao s 11 horas, na ra do
Mrquez de Olinda n 19, de movis.
Peo agente Brilto, s 10 1/2 horas, na rna de
Pedro Affoaso n. 43, de urna moblis de mogno,
fazenda e nnudezaa.
Amanh :
Pelo agente Martins, s 11 hiras, na ra Du-
que de Casias n. 66, da armaco e miudezas da
loja ahi sita.
Pelo agente Modesto Baptitta, as 10 1/2 horas,
na ra do Imperador n. 65, dd mivois da arma-
zem.
Pelo agente Stepple, s 11 horas, na ra do
Imperador u. 22, de predio.
MiftaiA fnebres.Sero celebrada* :
Amanh :
A's 8 hotas, na matriz de Santo Antonio, por
alma de Joaquim de Barros Das Fernandes ; s
7 e 1/2 horas uo convento de S. Francisco ; por
alma do Dr. Flix de Fgueiroa Paria.
Operaro rirurgicaFoi praticada no
hospital Pedro II, no dia 13 do corente, a se-
guinte:
Pelo Dr. Malaquias :
Talha p -rineal bislateral, processo de Nelaton
reclamado por calculo vesical.
Loleriii ilolro-ParA lotera desta
provincia, pelo novo plano, cujo premio grande
40:0004000, acra extrahida no da 16 do cor
rente.
Bilhctoa venda na Casa do Oaro, ra do Ba-
ro da Victoria n. 40 de Joo Joaquim da Costa
Le i te
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera da provincia do Paran
A 9* lotera desta provincia, pelo novo plano, cu
jo premio grande de 15:0004050, ae extrahr
hoje .. do corrente.
llhetea a vonda na Caaa da Fortuna, rus
Primeiro de Marco n. 23, de Martina Fiuza & C
Lotera da corteA 204> lotera da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de....
30:000/000 ser extrahida no dia .. de Mar-
co.
Oa bilbet.ea acham-se venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
ana ra Primeiro de Marco.
Cemiterio PublicoObituario do dia 11
do corrente :
Joo Gomes de Oliveira, Pernambuco, 27 an-
nos, sclteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmona-
res.
Um feto, Pernambuco, B-i-Vista.
Manoel Pedro Rodrigues dos Santos, Pernam-
buco, 22 annos, casado, Boa-Vista ; cite.
Ti final lo Luis Camello, Bahia, 27 annos, sol-
teiro, Boa-Vista; h'moptyse.
Isabel. Pernambuco, 5 mezes, Santo Antonio ;
gaatro enterite*
Candida Joaquina de Barroa e Silva, Pernam-
buco, 49 asnos, casada, Sent Antonio; carceno-
ma uterina.
Isabel Raaenda de Mello, Rio Grande do Norte,
42 anns, solteira, S.Jos; febre perniciosa.
Capito Gemido -jorreia Lima, Pernambuco,
74 annos, casado, S. Jos ; tubrculos pulmo-
nares.
Joo,, Pernambjco, 11 mezes, Boa-vista ; con-
vulsoe8.
Marcolino Luiz Alvos, Pernambuco, 22 an-
nos, solteiro, S. Jos; tubrculos pulmonares.
de nossa vida, obedecem ao progresso. Niati
pinto o direito moderno exprime mais a verdade
0 D. Romano. A sua tirada do tempo de
Portalu, de Serr, Berlier, e Oeseulp* (riso).
O oradnrQuanto, p.rra. a ohlujpliia greg,
pens como Ilustre poeta. E teuhi raza) pira
ofazer. Conheco o livrc de impere, intitulado
Roma, Grecia e Dante, e o precioso livro de E I.
Zaller, sobre a philosopkia giega.
O Sr. CarotaEm que catalogo vio ? Do Li-
porto on do Mederos ? (risadas.)
O orador (cm calm^)Nao s-i porque, Sr. pre-
sidente, o homem isqbsuo, juiga ver nos outro i o
seu retrato (gargalbadas). Sr. preiidente, o livro
de Zjller nj novidade para mira.'
O Sr. GurjMuito monos pra mira (lisadas;.
O Sr. CaxaBu conheei Z -iler n < prmsir >
anuo. Zeller Tapre'li em alleuuto.
(Hilaridade prolongada.)
ObradorSr. presidente, qiando romp com a
igrej* (risadas) procurei epuhecer os trabalbos de
Baur e de sua eaeola, qa i ji tinhara aido objecto
de 'mportautissimos estados de borneas de grande
sabur como Kiser, Neff.zer e Reville um tres Re-
vivas de reputaco universal.
O dr. ManejseE' bom dizer que o priui :iro
escreveu na Revislade Slrasburgo, o segundo na
Revista Germnica t; o terceiro na RevUa d>s
Dous Mundos. D< coitrario, sua litteratura cou-
tina auspeita de catalogo. De;cu!pe (riso).
O oradorAgradec o auxilio do apirte. N
citei aa Revistas porque s eonb 91 bom as thej-
rias de Baur, depois que li os doos enmio3 de Ed.
Z-ller, reimpreasos em 1875 em suas vobtbaege
OHO AaBAN^LUNOEJ
O ar. ManejseJ que nao se canga commi-
go, tome um conselho : a ao Sr. Carxa o seu
Ampre e leia sempre 9 livro de Z jller, sibre a
phlosophia grega. B urna vez que est brigado
cora a igreja, leia 03 Actos do Apistolos do gran-
de critico Nao s na escola de Tabengua que
se pode apreciar todo o saber do grande critico.
Desculpe (riso).
O oradorTomarei o conjelho do meu sabio
mestre.
que, nada acredita uns a um juiz do que a B*a-
firmacii de soas ateneas p-.o T.-ibuail supe-
p .-rior.
E' o mesm> quo aeonteee cora o advigili. Ni-
da o ae.-eiiti mais do q ie a noticia d; contar
ello coas o juiz Ene-t-i a obra, Sr. presidente.
Eu teoho o espirito de chioan*. Siu cmi Karuea-
de3 aquello caleor 1 erabi'iiljr i^rego, mudada
a Rema e qie sustentav* o pro e o contra con
a rnesra 1 ga hardia, pir meio de sipUisraas e
estac ;s falsas ., acabando pjr ter a hoara d->
merecer o deapreso d-i Ceero. Julgiaio, siba
iinpr.taso da forja evolutiva, nao siujj^z :
sou advogalo (ranrmento pr. I aja i 1). a q an-
i), em vez de aivogar, juljr >, ni a ,u jaiz ; le-
galo (jensicl)). trente a arte d engordar
era cinco dias os altos de urai falleneia (riso).
l8f.o bom porque a R.-lacio n) .' tu lo (riso)
Rittpj algias ariigoi d) Codigi, arraijsi um pt- I
lavreado sempre humilde, para lisoagoar os C>1-
lendos qua a> l:m.
Por eate m >i 1, r. preside.it-!, c-oasegui que s
as raiuhas attancas f-issem lidas, e nao as razues
da parta eontrarit.
B;m v V. Ex
INDICACOES DTEIS
do mez coi rente.
E' nm bom trabalho do actual director gerente,
Dr. Ceciiiano Mamede Alvea Ferreira. Agrade-
cemos.
Directora da* obras de tooserto-
cao dos portoeBoletim meteorolgico do
dia 12 de Abril de 1887 i
Horas
6 m. 23'3
9 243
12 86-3
3 t. 26'1
6 26'5
759".87
761">76
76>87
759-31
759">24
19.65
20.92
23.40.
22.28
21.97;
91
92
90
88
84
Temperatura mxima27,25.
Dita mnima23,25.
Evaporaco em 24 horasao sol: 1,">6 ; aom-
bra: 1,-6.
Direcco do reato: SE e SSE alternados de
meia noite at 2 horas e 35 minutoa da manb ;
S .at 11 horaa e 50 minutoa da manb; SE at oeucas, tintas, drogas, productos chimc >, .' -' _Qa I e medicamentos homoeoroaticos, ra do Mar
V eloeadade media do vento : l,n83 por aegundo. 1 ,. mm"
Nebuloaidade media: 0.85. 1uez de linaa n .
ablnete de Leitura Iguaraesuen- '
eFunccionou eate gabinete, em sesso ordina-
Medicoai
O Dr. Lobo Hoscoso, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conntia ne
oxercicio de sua profissao. Consltuas das
10 s 12 horas da man ha. .Especialdades
eperac5es, parto e molestias de s-nhoras e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreto Sampaio d consultas de
mcio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra li 13arao da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia rua do Hospicio n. 20.
Consultorio : rua Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manba s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
c3es dos orgos genito-urinarios do homem
e *da niulher.
Dr. Joaqaim Loureiro medico e parteiro
Consultorio na rua do Cabug n. 14, l.-
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro. '
Dr. Manoel Argollo. Residencia e con-
sultorio rua Duque de Caxias n. 86, 1.
andar. Consultas Has 11 horas s 2 da
tarde nos dias uteis. Telepbone n. 283
Consultorio HomflBOpatiCO
O Dr Miguel Themudo, medico ho-
moeop>tico, tom o seu consultorio rua do
Bario da Victoria n. 7, 1. andar, onde
d consultas diariamente das 12 s 3 ho-
ras. Chamados por esoripto a qualquer
hora do dia ou aa noite.
O Dr. Milet mudou seu escriptorio de
advocacia para rua do Duque de Caxias
n. 50, 1. andar.
rotearla
Francisco Manoel da Suva & C. dapo'
sitarios de todas as especialidades pbarma
ria, no dia 3 do corrente mez, sob a preaidencia
do advogado Joo Francisco do Amara! e presen-
tes nove socios.
Lida e approvada, sem debate, a acta da sesso
antecedente, o Dr. 1. secretario l seguinte ex-
pediente :
Officio do Exm. Sr. Dr. Pedro Vicente de Aze-
vedo, agradecendo o titulo de socio bemfeitor e
prometteodo prestar auxilio ao gabinete.
Officio do tenento Manoel Jos de Sant'Anna
Aranjo, aecusando a remessa de atgumas obras de
litteratura.
Apreseota o mesmo Dr. 1. secretario a seguin-
te lista de livros e joruacs no decurso do mez pr-
ximo passado:
Pelos Sra Pinto, Barbosa t C. : Almanack do
Para para 1887. 1 vol. em brocb.
Pelo socio bemfeitor, Dr. Jorge Dod&wjrth, An-
naes da Cmara dos Oeputalos de 1886, 3 gros-
Sos volt-, em brocb.
Pelo Sr. tenente Maniel Jos de Sant'Anna
Araujo, a Condessa do Monte Cbristo. por J. du
Boy-, 1 vol. ene; Manhans e Roste*, Minha Ter-
a, D. Loucura cm fortugal, por Julio >z Ma-
chado, 3 vola. enes.; Op.las, por Pontoura Xavier,
1 vol. era brocb. ; 0 Segredo da Viseondessa, por
Pinheiro Chagas, 1 vol. ene.; D. Jayne e Soua
que pasaam, por Thomaz Rb-iro, 2 vos. enes.;
Poesias de A. J. Franco de S, 1 vol. ene.; A Gor
goue por de La LanJette, 4 vois. em brocb. e al-
guna foihetos.
Pelas respectivaa redaccoas :
jr^De Pernambuco, Diario de Pernambuco, Jemal
do Recife, Seis de Outubro e Evoluco.
Do har, Diario o Qri Para.
Do Rio de Janeiro, /Semana, Paii e Nvenla e
Tres
Do Cear, Cearenst e Constituicao.
De S Paulo, Imprenta Evangelicx.
Do Micas Geraea. Cachoeirano.
Pelo Dr. Cezar Jacobina, Diversos joroaes de
Sergipe e Alagaa.
Pelo prof^aaor Alberto Miranda, A Revista do
Norte e o Provinciano.
Em seguida, foram propoatoa e approvados so-
cios effectivos os Srs. vigariu r'ranoiaco Vieira
das Cbagaa e Dra. Iliabello Florentino Correa de
Mello e Jos Antonio de Ol reir Mendoaca e so-
cio bemfeitor, o tenente Mancel Jet de Sant'An-
na Arauj;.
Paria Sobrinho & Q. droguista por atta-
cado, rua Mrquez de Olinda n. 40.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapina
de Francisco dos Santos Macado, caes
de Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, compra-se e vndese madeiras
de todas as qualidades, serra-se madeiras
de conta alheia, assim como se preparan)
obras de campia por machinas e por pre-
co sem competencia Pernambuco.
Renoio dos magistrados
DISCCSSAO DO CCETE
VII
O Sr. Negromonte(silencio).
O Sr. Manejse (volta ao recinto) Sr. presi-
dente nao veubo dar o bataneo do meu cabedal
luterano.
O ir. Estevinh)Cuidado com os batneos (ri-
sadas).
O oradorTambem nao venbo apurar escolas
pbylosophicas, se bem que as onbecit a funde.
O Sr. CarxaHum... que chebo de pomada
(gargalhadas).
O oradorQuaoto a superoridade dos_ gregos,
pens cono illustre poeta, o Sr. Manejse com
restriegues quanto a cenca do Dxreito.
O Se. Ca osaEu logo vi que aqu andava po
mada. Sabio-ae bem da difficaldade (risadas).
O oradorSr. presidente e D. Komano civiiisou
a Europa. Os que levit mente censuran o D
Komaoo, no satiem distinguir as leis que merece
ramo nome de rat&o escripia, das que so se re-
ferem a instituiv5is particulares, estrauhas a nos-
sa situaco e a noaaos usos, diz um gran Jo juris-
consulto. E'preciso diatiuKuir oa Senatus Con-
sultus, os Plebiscitos e os Edios de alguna impe-
radores, que desolaran! Roma.
O 6r. ManejsePoia, meu Sr., os juriseonsul
tus modera r, mesmo da Italia, nao reconbecem
ais razio escripta em direito e religio. Com
O Sr. Manejse (enfadado) Nada diato, meu
Sr., um simpiea paator da Arcadia. Deaculpe (r-
sadas).
O oradorProvado que conheco a philoaophia
grega de Zeller, fcil de compreh^nder-se que
devo esta fortuna ao mea estudo sobre Baur e a
sua escola, da qual foi o sabio professor, um do3
maiores luzeiroa.
O Sr. Manejse Remontando-se a origetn do
seu desejo de conhecer Baur, pede V. Exe. dizer
que deve o seu conhecimento de Zaller ao seu
rompimento com a igreja (riso). Pois felicito-o
pelo rompment). Desculpe (gargalhadas).
O oraiorAceito, (riso). Dispensado, pois,
de discutir o queja foi aqu tao brilhantemente
discutido passo ao ponto principal da questo.
Sr. presidente, ha cinco juizes de direito ne8ta
capital, dos quaea nao ha um s que aeja ni ange,
ni bite na phrasedo Paseal frisad is).
_ Entretanto, sou eu o alvo de todas as aecuja-
coes, partidas, alias, de figurves por cujo empeubo
confesso ter sido, mus de urna vez, injusto em
meus julgamentes (sensago).
Eu paasarei na historia da magistratura orno
o typo da ignorancia e do escndalo Elles paa-
saro cano modeloa de perf"ico no terrivel poler
de jolgar como Labbaahe, Malibran e Jrisi, paa-
sam na historia da arte como modelos de perfeieo
dramtica (muito bem).
Nao me quexo, Sr. presidente. M8 se nao te-
nho a illustraco que um juiz, as minhas condi-
cej, 1 eve, forcosamente ter; tenho mais que to-
dos os meus collegas, o sentimento, eesa tonte d.'
inspira^o e de vida. Tenho tambem o mrito de
lranqueza. E se aigumaa ezes o sentimento do
de ver desapparece em mira que o sentimento de
amisade o sobrepnjou (sensaco).
tu urna grande falta, b-ra o sei, mas urna
falta de coraco e nao da vontade. (signacs de
reprovacao).
O Sr. Manejse Nao urna falta : um crime.
(muito bem) E, quaudo a amisade triumpha do
dever, a victoria nao somente a justigu : tam-
bem a sua honra que se aniquila. (AppUu-os).
O mrito de sua franqueza o mrito do reo
confesso. (-cuito bem) Desculpe, (risadas).
O orador (abatido)V. Exe. deve ser mais be-
nvolo coinmign fsignaes de compaixo).
O Sr. ManejseA justica nao conhece bene-
volencias : conhece attenantes e justificativas
(muito b-*m). Desculpe (riso).
O orador Ouca-me V. Exc. e estou certo de
que ser menos severo. Sou mais infeliz que cul-
pado, (sensaco)
O Sr. Manejse (coramovido)Bm, meu se-
nhor, nao preciso chorar, (riso) Tal seja sua de-
feca... pole ser. Antes da contestaco pdese
addir o libello. (risadas)
O orador-Sr. presidente, aecusam-me de es-
cndalos em meus julgamentos, e escndalos na
noineaco dos curadores de fallencia. (riso) Neste
ponto da minha deteza vai a resposta ao illustre
interpellante, o mais violento dos iu'migog pr ten-
dentes, e o mais pretendente doa inimigos violen-
tos, (risadas)
O Sr. CarxaInjustica de V. Exc, eu at Ihe
tenho minhas sympathias. (risadas).
O oradorRecuso suas sympatbias
O Sr. CarxaInsisto, (risadas).
O oradorRogo-lhe por obsequia que nao me
tenha sympathia alguma. (risadas).
O Sr. CarxaNao cedo, (gargalhadas).
O oradorPois ha de ceder, (risadas),
O Sr. CaixaD licenoa que eu o interrompa
por algans minutos ?
O orador Pode querendo. (enta-se).
O Sr. Carxa Sr. presidente, uo tempo da
maior luetc poltica entre os conservadores <
liberaes, as testas re'igiosas tambem tinnato *sua
qualquer.parte de poltica.
O Sr. GurjPura verdade, mas eu fui reelei-
to multas vezea. (risadas).
O orador Os conservadores, dominantes em
urna das nossaa Ordens Terceiras, quizera'.n fazer
urna festa que excedesse e.n explendor a qnantas
os liberaes tinham fet >. Mas para o explendor
da testa, era essencial a acquisico de dous ho-
mens : Capstrano e um tal Z Pereira. (risadas).
Capistrano cedeu, una Z Pereira, baixo pro-
fundo di orchestra de Santa Cecilia, reapondeu
que nao cantava em festa de guabrs (risadas...
Esta resposta fez crise na cenfraria (risadas).
Mas, como a difficuldade nao se resolva pela rau-
danca da mesa, nem cora urna carta do juiz da
irmandade, pedindo ao thesoureiro, encarregado
da festa que trocasse o seu lugar por outro, (ri-
sadas; os msanos foram ter com o presidente da
provincia, que era Honorio, depois marquez de
Paran e expuzeram-lbe o perigo em que se acha-
va a festa do partido, quasi as vesperas.
Paran mandau chamar o cantor e effereceu-lhe
500 para cantar na festa. O eantor recusou-se
foimalmente. Paran insiste e recebe a mesma
recusa. Ameaca e o cantor respondeu-lbe : V.
Exc. pode obrigar-me a chorar, mas a cantar,
nao capaz (applauaos). Paran medio o
pobre artiata de cima abaixo e diase-lbe,-porm
em tom moderado : mas si eu Ihe pedase, nao
como presidente, nao como pclitico, mas conlo
seu compatriota, que me fizesse o favor de Ir
abrilbanlar afeata da Santa do nome de S. AI.
a Imperatrz recusava tambem ?
O mulato velho nao vaciln e reapondeu : pota
peca por eseripto, que eu cauto, por lavor, pardi-
ubeiro nao, (applauaos).
Poia bem, aluda quando V. Exc. fosse o Man-
ques de Paran o me pedase p ir eseripto o favoV
de Ihe querer mal anda assim seu mulato v ;-
Iho negava o tavor pedido (estronflozas garg IbaY
das), o Sr. Carxa aenta-se).
que eu ou u a conquista ior de
especie paueo vulgar. Nii entro em trras j exis
tenf.'s creio as minhas conjuistas (gargalhadas).
Tomei a fortaleza de assalto, Sr. presidente (es-
trondozas gargalhtdas). Aquen logo a fam 1 de
justo e lilustrado. Justo porq la a Rilaei eoufir
ma as miabas sentencas ; Ilustrado, porqu? a coa-
firmacio da senteoca aeaiprs peles briihantes
e jurdicos fjodam;ntos da sentenca aDpellada ,
(risadas).
O.-a, Sr. preaideute, V. Exc. bem Conhece o
adagio :cria fama e deta-te na cama, ('arra-
lbadas). M< 5
Deitei-ms e anda hjje estou detado (hlari-
dade prolongada). Piz mais, Sr. presidente. Da-
8eram-mj que aqu quem escrove qualquer cousa
etnbora nao se entenda o eseripto, tem patente de
Ilustrado (riso). A razi simples : nesta trra
os que sabom 1er, nao l.-ai.
Mos a obra e escrevi um profundo artig) so-
bre lettras de cambio e consegu provarque o
endoasante de urna lettra resjonsavel ao porta-
dor... (bilaridade prolongada).
Desde ento, Sr. presidente fiquei o juiz mais
lilustrado desta capital e talvez mesmo de todo o
paz (gargalhadas). E-i nj poda mais m tan-
to elogios los advogalos e commerciaates. A
Duraas pai, quando vstou a Allemanha, oavia di-
zer, quaudo elle passava l vas o illustre autor
do Aotony. O misino me aconteca. Quaado eu
sabia de casa, ouvia de todos os lados : l vai o
illustre juiz, illustre autor do illustr: artigo sobre
lettras ds cambio (hilandade prolongada).
V. Exe. sabe que o homem, principalmente
quando juiz, tambem tem sua cor (a ssnsivel,
(riso).
Sr. presidente, eu andava te nez au vent pour
meux fliirer l'enceus, et Tornlle au guec piur
ectendre les lou auges, (estroadozaa garga-
lhadas).
De ento pira c Sr. presideate, consolidou
a minha reputaco.
Gousoldou-a a Rala^ao (risadas).
Themu.
9 sim mostrar a minha innocencia perinte
os horaens de bem, que me conhecem.
A' estes ltimos, apresento os doeameB-
t>8, abiixi transcriptos.
Por elles vnrS.i que no dia em que o
tnu uceusaior offjreoia-mo na tribuna da
Aasembla Provincial, j eu havia obtido
duas sentencas em meu f*vor, uma profe-
rida pla Dr. juiz muaisipal da G-jyaaai e
a outra pjb D.-. juiz ds direito da mes na
comarca. E eu vanghrlj u di declarar
que os sigaatario* das aUlilas sentjnc^.-;
nao sao himenscuja honestidade possa ser
contestada o nenhum d'olles prtense
minha poltica.
Ponhi termo estas coasi Lt ico U-
m nt.ia1 lo quo o Sr B irao de Icapissu 111
f jasa tao fa;il din deprimir do meu carac-
tor, demoustiMaio .assim t) p>ucj aprsco
ao que ha de mais nobre e santo na trra.
Iguarassi -Tres LiJeiras, 11 de Abril
de 1887.
Adolpho Bandeira Lobo de Albertim.
se
9 de Abril do 1837.
(Contina).
Iguarass
Adolpho Bandeira Lobo de Al
bert.in ao respeltavel publico
Somente agora, por obsequio de un ami-
go, tivo noticia que o Sr. Barao de Ita-
pissuma, aproveitanda-sa das immunidades
du seu cargo, ataeou-me em um discurso,
profer io em sesso da Aasembla Provin-
cial de 19 do mez prximo pas3ado, im-
portante p^ga publicada no Diario de Per-
nambuco, de 30 do rae.-1111 mez.
Nao suppuz e nem podia suppGr que
&. S. fosse tao fcil em tornar-sa echo de
p quenina8 calumnias ; e o meu erro nas-
cia do facto de acreditar que accusa50?s
offensivas ao carcter de um homem nao
deviam ser feitas sm provas muito robus-
tas e convincentes.
Em quo fundou-sa o Sr. Barao de Ita-
pissuma para dizer no seu drcurso que eu
commetti em Goyanoa o infamanta crime
de roubo? !
Por ventura, tinha S. S. documentos
crfibiaes em qua podesse assentar a sua
infamante aecusaco ? !
Nao de certo; S. S. inuriou-me somen-
te para dar pasto aos seus sentimentos po-
ltico, sem lembrar se de que o hoin>m
serio nao pie, nao deve por em duvida a
honra de outro, sem ter elementos para
fazel-o !
O Sr. Barao devia ter em .mente que eu
fui por muito tempo administrador de seu
engenbo, merecendo sempre su confianja,
que era pai de um homem quem S. S. "a o facto que enlutando os corajSes, to-
chamou para o seu gremio, dando-lhe mui- dos deplorara.
DOCUMENTOS
Wat. Sr. oserivo do jury.Adolpho
Badeira Libo da Albartim, bem de seu
direito neuessita que V. S. Ihe d por car-
ti la o verbo ad verbum o despacho da des
pronuncia e tua sustentaca do pro^osso
crime que ex-officio Ihe foi instaurado, bem
como outros pelo supp.osto crime de rou-
bj. Pede deferimjnto. E R. l.
Eu, e8crivo abaixo assigoado, cortifi-to
que, revendo os autos da quo trata a peti-
clo supra, d'elles coosta o dsp ichy de
despronuocia ser do theor seguiute: Vis-
tos estes autos etc. D.-nuneialos pala pro-
mutoria publica no anno 1877 como auto-
res do roubo de que foi victima Flix Jos
Cesar de Vasconcelos, os individuos Adol-
pho Bandeira Lobo de Albertim, Joao
Xavier de Oliveira, Joao Leito e Fran-
cisco Madeiros, esteva o presente summa-
rio parado at o presenta anno em que foi
tirado do esquecimento em qua eslava e
procedidas as inquiriyo^s uas testemunhas
arroladas que anda existan ; nenhuma
d ellas porm ao relatar o facto criminoso,
que se ama coraprovado pelo documento
de fl. 3, declara saber quom fosse os au-
tores do alludido roubo ; o como neohuru
indicio existe contra os denunciados, julgo
improcedente a denuncia de folhas e con-
damno a Cmara as custas. Na forma
da lei recorro d'este meu despacho para o
Dr. juiz da direito da comarca, para rujo
juizo ser.lo os autos reraettidos fiado o pra-
zo legal. A causa ^da demora do feito
patente. Goyanna, 18 de Fevereiro de
1887. Honorio Harmetto Corroa de
Brito.
SUSTENTA Vistos estes autos etc. Cunfirmo o
despacho da fl. 25 verso, por ser confor-
me direito ao que consta dos mesraos
autos e pague a munieipalidada as custas.
O eservao devolva o proeesso ao juizo
donde veio. Nao pie ^cixir da causar
serio reparo a demanada demora havida na
conelusao deste summario, devida em gran-
de parte negligencia do eacrivSo da for-
magao da culpa; pelo qm o advirto, re-
eommendando-lhe mais zelo e activdade
no cumprimento de seus deveres. Goyan-
n, 3 de Margo de 1887. Geroncio Dias
de Arruda Falcao.
Era o qui continha nos ditos autos aqui
bem fielmente verbo ad verbum copiados
dos meamos autos, aos quaes me reporto.
Dou f. Goyanna, 5 da Abril de 1887.
O escrivao do jury, Franeiseo Ribeiro
Costa Vasconcelos. Tinha urna estam
pilha de 400 ris inutilisada.
A. proposito do naufragio d
vapar Bahia.
II
Pelo que dissemos, ha dias, feou ma-
nifestamente claro que.se a manobra do va-
por Bahia, tivessesido completa, ou antes,
s tivesse ello Observado restrictamente o
regulamento, o fatal acooteciminto nao se

ta importancia e consideracao, e que, fi-
nalmente, tinha irmaos, que anda hoje,
prestam servidos S. fc. !
A denuncia da um promotor publico,
simplesmente a denuncia, constituir al-
guna indicio, mesmo remoto, ou alguma
presurapcao da criminalidade de um indi-
viduo qualquer ? I
Eu nao preciso dizer ao Sr. Barao de
Itapissuma que nao e que umitas vezes
na8ce ella de informacSes falsas, podendo
tambem ser o resultado do o lio e da vin-
gansa.
Permita S. S. que eu Ihe diga que nao
procedeu cavalheirosaraente, o qua tanto
mais de notar, quanto S. S. teva uma
educagao qua devia polo salvo de taes
inconveniencias.
S. S tem em si mesmo o exampio de
que uma denuncia e, mais anda, uma pro-
nuncia nada valem 1 .. /
Fui denunciado pelo promotor publico de
Goyanna em 1877 e, desde entao, tratei
3 -mpro com o maior e mais solemne des-
prezo o facto que vis e miseraves inimigos
procuraran attribuir-me.
Tinha consciencia de minha completa
innocencia, sabia que uSo era possivel ha-
ver um homem, por mais baixo que fosse,
que se aoimasse ir jurar contra mim (ao
menoj por ouvir diz^r) e deixei que o pro-
cesso corresse minha revelia.
Sabia que, mais tarde ou mais cedo, a
luz se havia de fazer e a minha innocencia
surgira do meio das trevas.
Nao me oceultei e, conseguintemente,
nao foi fiel o Sr. Barao do Itapissuma, at-
rii'. NegromonteVou puyar, Sr. preadeni- gruJand0 qUe eu era um individuo fora-
te que fui ge 1 toso, engenhoso, mas nao sou ei- .- r.
candaloso (riso). \ gldo de Goyanna.
Qsmu4o vim para esta provincia, saba poued Resido, ha muito, n esta comarca, limi-
ou quasi nads, de D. commercial como acn! tropbe d'aquella onde sou negociante muito
tece com os juizes de comarcas onde nao ha! conuccdo e, depois da celebre denuncia,
comuierio. As primeiraa causas que procesad, fo-\ i o j
ram de uma difficuldade quasi mvencivel. Com f,u amda administrador de vanos enge-
prehende V. Exc. quanto era affl etiva a minha nboB n'eata localidade.
situaco cm uma cdade, sede de uma academia, e
de uma rclaco. Mas, encontrando aqu collegas
do meu tempo que se chegaram a mim, com os
sorrsos fatrueires da incert.-za, respondi-lhes com
o doce sorriso da esperanza (risadas)..
Conversa vai, couversa vem, totnei muhas in-
formacoea e fiquei maia animado (risadas).
Tratei desdo logo de inventar nm meio de me
acreditar perante a relaco, de modo que aa mi-
nhas sentencas f >ssem objectivo de todo o estudo
do tribunal, V. Exc. labe que no reinado de Au-
gusto, alguns jurisconsultos conseguirn, por meio
de iuterprata..Ses forca"as. doainar oijuises, de
tal forma, que a lutervenclo de qualquer dalles
em uma questo, era victor.a certa para o seu
constituate.
Ora, Sr. presidente, aqullo que os taes juris-
consultos romanos tinham conseguido dosjuixes
I de seu tempo, eu poda e cora mais sea;uranca,
LlHLfl

teitoaraz4oprogressiva,e todo oa elementos' conseguir da Kelacio (susurro). V. Ere. sabe
< UTrlAIM
Os meus meios de vida nSo sao myste-
K" ioaos, vivo pobra e honestamente do meu
rabalho, mantendo-me, bem como minha
Vmilia com decencia e dignidade.
Nao somente ntreos ru?, que existe
obreza de sentimentos; na cboapana do
p\obre encontra-se umitas vezes a virtude
lutwndo com a miseria o no palacio dos fe-,
lizes da fortuna esbarra-se com o vicio e o
crimp, mettidos om eaccoB de ouro I
Eu'Vme abstenho de qualificar devidamen
te o mVlo de proceder do Sr. Barao de
Itapssuriba, politicando com a honra e dig-
nidade alacias. v
Com a jpublicacao do presenta artigo nao
tenho em sta justificar-me perauta 8. S.
Certo porm, que no nseio da cons-
ternajilo geral que elle motivara como que
dava a responsabilidade do siaistro, toda
inteira ao intellig>nte pratico da costa do
norte, o commandante do vapor Pirapama
e, si alguns ou rauitos dos que, franca-
mente, erguiam a voz para accusal o e at
condemnal-o, sem que fosse ella ouvido,
nao faziam cabedal da questo de navega-
cao, questo, alias, da maior importancia,
collocavara, em primeiro lugar a resultante
da fait), que se considera commettda,
por nao haver o mesmo commandanta se
demorado no ponto do sioistroafim de pres-
tar os soceorros necessarios.
Anda bem que nao houve quem ihe
attribuisse a nteneao e a exacuc~io de fa-
zer submergir o Bahia, o qua constituira
o crime previsto pela le de 15 de Outu-
bro do anno passado, nem mesmo negligen-
cia no cumprimento de seu devar, o que,
entilo, constituira, nos termos da mesma
lei, o quasi delicto reconhecido em direito.
Ainla bem !
O commandante du Pirapama nao fora
um criminoso, nao fora tambem um delei-
tado. ..
Mas quanta deshumandade, quanta fal
ta de sentimentos do piedade provou pos
suir elle deixaodo morrer, eos, abandona
dos tie todjs os r x-ursos seu? enmpanheiros
de vida, e os infelizos passagros da
Bahia !
Essa mprecaco, partida do fundo d'al-
ma, seria justa, e quem esceve estas li-
nhas a faria tamben, si nao estivesse con-
ven'.ido de que o marinheiro quo uomman-
dava o Pirapama nao errou o seu dever
nem pratima um acto qus reveame falta
de generosidde, e muit> menos, de hu-
manidada.
Nao basta affirmar ; couvem qua prova,
a esse respaito, seja feita, o a convi-cSo
que que ella gera, concorra directamente
para levantar una nava opiailo, cuja basa
a verdade e a justica.
Attenda-se:
A collisao entre os dous vapores dra-
se-s 11 horas e 45m. da noite de 24 de
Marfo ultimo. O vapor Baha, no paran-
do, como Iba eompria (art 16 do reg. ru
Janeiro de 18711 foi submergir se em dis-
tancia do duas milhas, pouco mais ou
menos.
Da s:u bordo nao se pedir nem se ofle-
recera uocairro ao Pirapama, qua p.rou e
qua nao podia deixar de estar avariado.
Era dever de ambos os commandan es,
do Pirapama e do Baha, estatuido pela

>


^^^^I^^^B
Diario de fcmainbiico(u.nta--ieira 14 de Lbril de 11
art. 21 do ciudo regalameato, soocorre-
rem-89 reciprocatneate.
Alm da obrigagao noor;.l, tobam elles
a obrigacio legal.
Mas j se sabe que o Baha nao iada-
gou do quo se passara com o Pirapama.
Dado o eboque proseguio na sua carreira
e at toda forja. Os passagoros desso
ultimo vapor, ao ohegarem, netta ciiada,
manifestaran o seu descont nUmento por
baver o Baha deixado o Pirapama entre-
gue sos seas proprios recursos, naquella
sita co to perigisa e triste.
Seguramente trinta minutos esteva o
Pirapama parado, a reparar suas avarias,
elle que nao poda mais naveg-ir, como foi
verificado por todas as vistoriaa que nelle
sa procedern).
Entretanto, no meio das diffi.uldadea
sobreviodas a bordo depois que se conh"-
. eu que o vapor fazia muita agua, da con-
jsao natural dos passageiros, inea nui-
te, e luz nica das estrellas, si do bor-
do do Baha, ainda quo longe, fizessem
signaos de soccorro, pode so afirmar, o
Pirapama ih'os prestara.
Mas era um foguete, nem urna tigelli-
nha foi tirada !
As proprias luzes nao poderiSo ser vistas
por que ellas projeotao para a pr6a e o
Bahia, no rumo do sul, tendo passado, fi
_ava popa do Pirapima.
Por tanto : si.esso ofa:to, nao crea-
do da pbaotasia de quem agora o refere,
mas a verdade, enunciada por grande nu-
mero de testemunhas presenciaos, onde
est a falta comroettda pelo cominan-laute
do Pirapama relativamente a neto ter espe-
rado para salvar agen'e do Bah'a ?
Ah naquella oooasio, preciso dizel-o,
oou-io se cuidou do estado do infeliz na
vio da companhia brasiiera ; e *: certo
ponto nao se pode nem S9 dsve responsa-
bilisar iua inarinbagom.
E a razio esta : navio niuito maior
que o outro, nao era de suppor que soffres-
se tanto e em to curto espaj de te rapo
losse presa do mar.
Er, portanto, a sua aebroersao um fac-
Nio se entende...
Si as avarias do Pirapama nao forana
produzidas pelo choque que sofrera o Ba-
ha, qual foi entilo a causa que as produ-
zio ? Nao consta que tenba havido outra.
Si o Pirapama ferio o Bahia, por *n
te a r da amurada de B B, onde en
co ntrou as obras do contra feito, os eataes
de ferro e chupas (io trinitario que Iho oor-
tarara a roda de pro.i, entilo a c-usa das
avarias foi o choque que soflvera o Bahia.
Nao possivel que S. S. tenha querido
contradizer-se assim : de ve abi ha ver al-
guna vicio de redaccio.
De mais : em que se funda o Sr. Io
tenente para affirraar que o Bahia fora fe-
rido por ante a r da amurada da B. B.
83 o casco desse navio n.lj foi examinado,
e ainda est no fundo do mar ? O S.-. 1*
tenente pode suppor isso ; um conjetu-
ra sua ; mas affirim-l o e argumentar com
esse proposito, como se fosse facto verifi-
cado, o que nao se pode admittir.
A primeira razilo, portanto, nao justifica
a affirmacao de S., porque assouta em
urna simples conjectura ; ser procedente
se o facto conjectura lo tiver sido rol.
2.* A posicSo em quo se aehava o
Pirapama,.no acto do abalroamcnto, pro
de N. 4 N. E e a do Baha que devii ser
pelo menos S. S. O., mostra evidentemente
que o Bahia manobrava a fugir pama, emquanto que esto avancava sobre
o Bahia.
Mostra evidentemente I Como ? Se S. S.
nao afirma, nem pode affirraar que o Ba-
ha tiahn a pro a S. Si. O-, se apenas que devia tel-a pelo menos n-isse rum > ; se
tambara nao pode affirraar que o Pirapama
tinbe a piOi a N. i N. E sendo possivel
suppor-se que tivesse arribado para N. N
E. pela raesma razao por que S. S. sup-
poz que o Bahia arribira para S. S. O.,
jorao dessas raers supposiyo^s resulta a
evidencia do ficto do manobrar o Bahia
fugindo do Pirapama, e de ir este sobre
aquello ?
E' urna hypothese inteiraraant.o gratui-
ta, urna phantasia a que se so:o&rre S. S.
nao ae dea, qnalquer juizo baseado na
eliminacao della, nunca passaria de sim-
ples conjectura.
Muito mais avisado andara ae, como o
Sr. eapto-teen te Bueno tivesse declarado
qua em consciencia nao poda vista das
avarias de un s dos dous navios conho-
<-.<-r se n pancada ou choque foi dada ou
r -ci-bi la.
Q'i-.j u estrave estas liabas nao quer io-
ui.:r.itarou n.'.ulpar nenhum dos dous va-
pores ; o qua quer e mostrar como o re-
sultado da vistoria nao satisfaz a expecta-
tiva do publico. Ninguem ple vista
della fazer uizo seguro sobra o facto que
todos desejam ver elucidado.
Coijecturas todos tazem ; mas ninguem
fica satisfeito com ellas.
Marino.
Ferro via do Recita Caruar
O publico bem comprehende a desvautagem da
lucia entre a uainha --essoa e o anooymo que re-
diga una artigas da Victoria.
que eacrevo e afEi-ins, subacrevo com o meu
humilde nome, e em meu ultimo artigo, aein que-
foronol e a cscravldo
Fallando incidentenjeute da trmforma-
c3o do trabalho disserara aquelles que,
segundo o aviso de 1 de Abr.l, sao directo-
res do Jornal: Temos empenho em
dar impulso a essa transforruacao, calma e
legal im lioara do nosso paiz, era prepa-
rar o leito corrente atim de que nao
transborde e damnifique em ves de fetil-
sar as margeos extensas. E iato a pro-
posito do programma que apresentaram no
no da em que vierara fazer a sua profia.
s5 de f, o qual na opiniao dclles mes-
mo, sendo da ordem aiquelles que cihi
rain em descrdito t pola continuidade
rer entrar em maiores det^lhoe, pedia ao Escrevi- de actos e de esorgos pode g'-nliar con-
lhor Ibe convinha, como testemunhon Dr. chefe
de polica.
Como o gr. fiacal diz ter havido demora ?
Seodo dia claro, hora de rviot, comparecen
logo grande parte do pessoal deat companhia
para eaponuneametite prestar aervicoa con o
tei.
E' prciao que o Sr. f*cal procure ineios de
/vr melhur, com exactidSo, mxime quaodo refe-
rir-ae a terceiroa.
Recie, 12 de Abril de 1837.
Cecilian
M une le.
to ignorado a bordo do Pirapama, tssira para dar como rarfioasto, como evidente
como abordo do BaAt'a se igaorava o que mente provado, que era um, e uao outro,
he haveria succedido, sendo que, nmitos
offi:iaes, tripolantes e passageiros nlo o
vendo mais (esta cir mmstancia prora que
o Bahia sabmergio so longo do Piripamn)
6 consileravao a pique.
Eis aqui por qna o ciminanlante do P
rapama n3o prestou soccoros ao IWtf'a.
Diante da exposicao verdadeira que abi
tica, quina poder levantar raaia coatra
elle aquella tremen la '-ensura?
Eti quanto os factos nao sio apreciados
com todas as suas circciojstancias nio do-
vem ser tidos por verdadeiros era falsos.
Entre a simples noticia e a confirmayao,
ha com rflajao clles um meio termo
o-ide paira aduvida
E, por iaao que, em asauraptos ira
pirtantt-s o ajo lamento nos conceitos e
um perigo.
Esse acodaraento trouxc uma como que
eondemnacao e por alguna dias, ao cjoi-
raondante do Pirapama,
Felizmente a tranquilliladede sua cons-
ciencia impunha a verdade que j se en-
altece.
Recife, 11 de Abril de 18S7.
Y.
nufragos do vapor Baha
II
Nao foi mais avisado o outro perito, Sr.
i* tenente Bandeira d-i Goueia concor
dando cora o Sr. cipitAo-teuentu, e daudo
como razSis as seguintes, qua transoreve-
tnos tambera do Jornal do Recife de 7 do
jrrente :
1.a Nao poiendo as avarias apresin-
tadas pelo Pirapama ser produzidas com o
eboque qua soffrera o Bahia por ante a r
da amurada de B B, s posao admittir que
o Pirapama ferira nossa ponto o Baha ca-
uoinhando sobe esto navio, ondeencontran
h) as obras do contra feito, os cataes de
tTro e chapas do trincarlo, poda cortar a
roda de proa daquelle.
o que fugia.
3.* c Apreseutaudo as chapas de f r-
ro do Pirapama apenas inclinai;3;s de lra
para dentro sera vestigiis de terera silo
tocadas exteroruiente por outroa corpos
nao |iosao deixar de reconbucer quo o cho
que so dera approxiraadainento no s::ati lo
da normal do uusttdo do Bihii.
Em tolas as r.iz:a apresenta las pelj
br. Io teaenta nem u:n vez siquor encon
tr.i s a eonjuaccjSo pirqm ; n.sta 3.a
razilj oporquer parece ii:>lispeua>vel.
Pois as chapas de ferro do Pirapama in-
clioaram-se por ai asesinas de fra para
deutro ? Nenhum corpo exterior inip'llio as
neaae sentido? Ser possivi-I iss& em oaaoi
do navio, mas s com explbaco s pode
admittir,
4,* En conlico alguna poda o
Bahia chocar o Pirapama de molo a faSr
as avarias aprosentadas.
E S. S. iiissmo quera deatre esta sua
theaa quando diz um contiuuacao :
So a prja de um navio milito reoisfn-
tent?, e dida a iiypothes-i de latir ica.;ra-
ment-j na direcciio da quiiln, poda dr
lugar a taes avarias.
E' quanto hasta f ah est uma eondi-
gao em que o Bahia poda ;lio;ar n Fi'ra
pama fazendo-llie as araras presentadas.
/"* Este caso, por-iiu, contin S S. s
nilo mpossivel, i-uitj dilfi;il de dar-a?,
porquo ura ou outro reavalaria por un
ou outra amurada. *
Basta que seja poaaivul. Para aa poder
affirraar qua nio sj dar seria iudiapcuaa-
vel o exame.
Mais difficil, rauito ra^is difficil parece
ser o choque dos doua navios uavtg.nlc
oa vastido do mr, e nao obstant; deu-se
dcagracadaueute esse facto entre os dous
vapores de que se tr^ta, trazando ambos
seua pliares ae.jesos, sendo a noce .lara
e o mar calmo.
Nao estau to verificado que a hyp' i
COMERCIO
B t'OTAgES OFFICIAES DA JUNTA DOS COR-
RECTORES
flectYe 13 de Abril de 1887
Jrnbio ubre Londrea, a 90 d|v. til 38 d. por
15<>0, do banco.
JaioDio sobre 'aria, a 90 d/v. 445 ra. franco, de
baaco.
Dico sobre dito, vista, 419 ra. o franco, do banco.
CamOio aoore o "orto, 90 d/v. 148 l'/J de pre.n'.o,
particular, hootrui.
Dito sobre dito vista, 102 0(0 de premio, de bsu-
co, hontem.
*ia hora da lioUa
Offereceram vender;
600 aecea da compauhia de Santa Thereaa do
Talor de bOf a 40 cada ama.
O presidente,
Antonio Leonardo Jtodrigaes.
O secretario.
Eduardo Dubeux.
Hnvimeiitii au; suio
8ECIFE, 13 DE ABRIL DE 1887
Oa bancos maativeram bojd no b^lcaj a taxa de
21 3/8 d. aebre Loudres e as re lativaa sobre >.e
oiitraa pracaa.
Pizeram aaques sobre aquella taxi, mas tar-
de retrahiram-se, fechando o mercado de cambio
;r>.uxo.
As taxas ufBciaes que vigoraran), p rt-.nto, fo-
ram eitai:
Do London Bank :
Sobre Londrea, 90 d/v 21 3/8 e i vista 21 1/8.
f obre Pana, 90 d/v 445 e vista 449.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 551 e 4 viata 556.
Sobre Portugal, 90 d/v 250 e vista 252.
Sobre Italia, vista 449.
tfobre New-York, vista 2*370.
Do English Bank:
Sobre Londrea, 90 d/v 21 3/8 e viata 21 1/8.
Sobre Paria, 90 d/v 445 e viata 449.
Sobre Italia, vista 449.
Sobre Hamburgo, 90 d/v f 51 e a rista ;.:t>
Sobre New-York, vista 2*370.
Sobre Liaboa e Porto, 90 d/v 250 e vista 252.
Sobre aa principacs cidades de Portugal, vista
257.
Sobre liba dos Acores, a vista 260.
Sobre liba da ilaoeira, vista 267.
Mercado de Macar c algodu
BEC1FE, 13 DE ABRIL DIS IsST
Asnear
Nslo houve alteroslo nos precos des te genero.
As vendas, portanto, regularam :
J. baixo, por 15 kilos, de 2*000 a 2*100.
regular, por 15 kiloe, de 2*100 a 2*2(10.
i* boa, por 15 kilos, de 2*200, 2*300 e 2*400.
i* superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
Uranco turbias pulverisado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Smenos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
M-.seavad ', por 15 kilos, a 1*200 a 1.>.
Bruto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
Retames, por lo kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou miuimo doa pieyoa sao oblidos
c-uforine o aortiineuto.
Ali/odo
Poi cotado hoje a 7*000 (firme) por 15 kilos, o
de Pvrnambnco e boaa procedencias, en trra.
Entrada* de assocar e altcotino
HE* DE ABRIL
ENTRADAS '5 .a 1 3
Barcacns \>. Estrada de ferro de Dunda ...... Estrada de ferro de Ca-Estrada de trro de S. Franciso .... Estrada de trro de Li-moeiro..... 1 u l 12 1 12 1 18 1 11 1 11 12.'Jti!i 2.312 1.820 12.146 497 29.014 83.' 4.410 69 3.880 91 9J2
11.004
nhaior que viea8e a miaha piesenca, e deaae o
cuoho da verdade a tuda quanto escrevia, afim
d^ que facilitasse o enforcameato do agente dn
Victoria. Foi ingrato, nao me quiz attender, e
hontem veio com um rol de nomea, quaai todos
empregadoa do'sta estrada, para que oa i iterro-
gass1*. Pois bem ; acced a sua ambicio, e o re-
sultado foi to tavoravel ao agente aecuaadu. O
que ni-.is aspira o Esorevinhador ?
Couieaccuda agora counnigo, retire o domin e
apptre<;a a tous n'agua pira medir-lhe o volume
da cabera, e pii r apreciar a grande parceila da
perversidade nella cootida.
Pouco me abalara, se o Eierevinkador se liiui -
tasse a analyse dos mcua autos nesta estrada, uma
vez que nado por cima dos intrusos que. erearain
lizas junto de outras benevolencias, e hoje procu
r.iin i-nimiilar n-. NMj; a rainha trajeCtaria
est tracada e a aeq:uirei 8em discrepancia, em-
quauto fr apoiado pelo director da estrada.
Antea que a e8que;a, devo recordar ao arti-
culista, que em Outubro passado ainda nao er
i-befe do trafe conven jogar tao longe a pedrada; S. S. faz-me
leir.brar a fbula do leo com o cordeira. Em
todicaso, a f!ha de Outubro, visada pelo meu
anteessSdr, ests perfeitameute orrecta, e o tal
Jos f'ereira era STVent: da eataco com ainda
boje c. Ignora S. S. qiM o pessoal das estages
limitado e que as de 1." ulaaac, como a da Vic-
toria, podeaae ter lois serventea ?
Cj;iio diabo quer que encoutre a prova do con-
trario nos unginaei aqui do escripiorio ? Ha
ciiin-, pH ventura, quo ua falta d Jote Ptreira
o Mg'nto o substitua por Jos Etcrevin'iador?
Quanto no vuter closet, deixo que S. S. liquide
esta queatao l msmo na Victoria como agente.
a a uitima vez que respondo a anony.nos.
13-4 -87.
A. deS. Pire Ferreir.
Fiscal dos itrcendios
O engenheiro ajudante das ooras pjblieas, fiscal
d< incendio*, relatan io as occorreuciaa que de-
rarn-se quandi o fogO devonu o predi n. 15 da
ra do Mrquez di' Olinda, diz quehouoe algu-
ma (If.nora no servigo das bombas occasionidapor
falta d'aqua-
1*1- quer dizer que polen-i > s< dar agua, com
dea-ae, no entretanto houve r-tardainent", isti ,
ta'ta (i-! zel-> ou pre^sioa da parte de quem com
pelia fazer ist.i, da Ojin^anhia do Beoeribe u
-li'iii incumbe toraecer agua
Para mostrar a iuexactdsio de s-m^lliante >.s-
aerca > biata ler o <.fii;io do Dr. cli-de de polica
que alli estev.! desd o coi3'C> do incen lio diri
BD-io > traba'hi da il.in.-eao, emquanto iiii- o
tise-tl i c*mp'.r-*ceu tanlunneiife, eonso Cjiteo-a,
e aranas pissvava por longe. deaeoubeelda n-ute,
r:n ti-r tomad-) pwcta cin traballic algn.
P*lo an'iu'-i Sjatema d* lira cimento d'Hgua,
ainda em vigor, a agua p.-ra. os incendios tira-
i, uoschtfaiizea uo'omeane, poij uutr.i ufj
0 moderno, e a punto que est sendo pisto cm
n?o, nenhuma ou'ia obr>gac;ao tein esta Compa-
nhia, e na oecasio "8 dos incendios, desde que es
Ion na direegao d Cmpanhia du Beber i be. tem
sempre havido agua para eaie fim nos ch-ifanzes.
O novo 8yatemt pjrm proporciona curras van
laguna, a agua tirada dos proprios eucanam>-u
toa > as ob--.\s na i-at-jam eouclui.las u-in teuha so fei-
r.i .ll'etivo pagamento dessas t-Tiieiras, no tro-
tan! desde tempi inandei eoeliT d'sgua os DOVOS
saoiiiamsotoa -I-! modo que em qualqucr local baja
g-n nts pruxiuiidadea.
NA) obatMiitrt ni) aerinos -biigidos, ha acirpre
um artista do prompticiao para, no casi de qual-
qut-r iueondii-, f irnc.;r agua p^los uovoa encana-
ineutos ; a no referido incendio duus hydraufes
estavam abertos. daudo agua, um ua ra de Ma-
ra Barros, e outro na tr^vessa do C -rpo Sant;.
quan lo cheg -u a bomba d i Arsenal de Marinbr,
(M m -do que o peasoal desta -rscoilieu o qu" me
88tencia, cono oa desenhos recebom a
vida, o inovimonto c a barnioiiia pelo ein-
prego daa^tintas (1 !) E ao raesmo tsmpo
que abi (iizein: [mprensa sera opinisVi
sobre todas as quesees debatidas, etc., etc.,
etc. e etc., um verdadeiro escudo sein
inscripto (? I), que nada exprime. Ora,
a primeira proposicslo aaui citada nilo Ae
pode dizer que contenha uma opiniao so-
bro a ques.ao do elemento servil; prteneirj
porque ella pode servir, e serve, de 1-strei-
ro a todas aa opinides nesse sentido: se-
gundo porque no seu complemento nilo se
pode entender o que seja preparar o leito
para a corrente afim de que nao transbor-
de e etc., etc.; teroeiro porque (razo do
Jornal) sendo letira do prograintna exige
uma continuidade, exige sombreados e co-
res, que ajudando o detento (;h?guern a
ralo a bolos) caraterisem a pintura. E si
nilo ella uma opiniao, com.. se emende
que o Jornal, com a independoncia (San-
ta nome de Deas!) que prga nly te-
uha opisiao sobre casa questao importante
quo se debate no I nperio e atjui no pro-
vincia? Ello que iciia luj-'i:su e rica a
aleo va de Napoleao III, ao passo que
classifica de modesta e pobre a du nosso
imperador (Vida o seu artigo sobro este),
naturalmente porque iquelli i'pers** so
bre um povo de li.-rea o ets impera sobre
uin povo de i-sorovos, ser ibaliei-mista,
de hoje ou du aiuaubil 1 ?
Restrinjan) se a esta questlu al iltfi-
nil-a, Srs. dir^-;tres. Vv. S-, que dugpre-
aain o escudo do tutadur para adoptal-o
como um meru plano d itisciipco s, nSu
devero por lorya de sui comparai;,!!) vir
diz-nr assim un publico, pelo silencio, que
o Jornal COMO OUGA UA UIPKEN'SA, nuda
exprime. Ponham oa pontos iioh i. A
agricultura, o cominer-.-io, fartos de bu
charelices, querem sab-r '
Nao t-s li-rgaremos, Srs directores, poi-
cada (estylo do Jornal no seu artigo obre
incendios) por cada dia que fnr pasean io
n a seriedade de sua innocente exploragio
sendo posta em duvida.....
Sebastiao Moreira de S. O.
D. Materniana Petronilla de Carvalbo.
D. Maiia Damiana Rodrigues Campelfo.
D" Mara do Monte Rodrigues Campello.
D. Firmina Mara dos Prazerca.
D. Clau lina Mara Francisca da Conoei-
93o.
D. Auna Andrea*, do Sacramento.
O. Harmiaia Custodio de Oliveir.i.
D. Amelia Lobo.
D. Mari da Assumpgaj Pereira de Lyra.
Presidentes por devocJo
Os Illms. Srs. :
Capito Joaqum Rapbael do Souza Gon-
Zaga.
Honriqua Francisco de Figueiredo.
Jesuino Pereira da Silva.
Mauoe! Joaquina Madeira Jnior.
Franjis.-o Ajciol daa tjhagas.
Auxenrio Cardoso de Albuquerquo.
Inaocencio Jos de Sant'Anua.
Romualdo Gamillo do Sacramento.
Presidentas por decoysij
As xmas. Sras :
D. Mara da Uoncjico Azevelo.
D. Mara da Qonueioio Ferreira.
D. Franoelina Joaquina du) Espirito Ssnto.
D. Joseplia Mara da Coneeic.ilo.
D. Lenidas de Barros Feitoaa.
D. Mara Tboreza de Jess.
. Alitte Qenaitia de Paula Runo.
Viceprerileutea por eleiyil.j
Os Illms. Srs. :
Nicoiuedes Manoel do Ncimento.
Antonio Acacio Uiomedes.
Jos (Jarloa da Costa.
Mauriuo Vas-!0 Cordeiro Damaceno.
Jos Francisco de Freitas Dias.
Vice presidentas por elaieSo
As Exm.is. Sras. :
D. Catharina Fialho.
D. Marcelina Josaptia Xivier Baviera.
. Dacian-t Carolina Aives Ferrira.
D. Cbriatiua Mara da Con.ieicao.
D. Gertrudes do Rosario Reg GaUo.
D. Josepha Maris de Mouiouc,
Vice-presidentes por devocSo
Os Illiua. Srs. :
Mauool Jos Sveriano.
Jos Climaco Luciano da Silva.
Miguel da S.lva Pimootel.
tenti) Ferreira da Costa.
Rjdolpho Carneiro da lincha.
Joaquim li.-niardo >.ft Costa R;is.
Idalino Narciso do Espirito Santo luis
Viue-preaidtntas por devoyj
As Ex o Sras. :
D. M.ria Hmona Salom do Oliveira.
D Leoaidas J.Mopha d-j S>uz*.
D. iuli ia Poie.ir L.ria -la ConoeivS>.
U. B-eruarlna Nitilha do Espirito Santo. |Uoaego Antoai Manoel d'Assi
D. Ciiis-an.-a H:nriii'i-ti da ConcejcSo. i fanatino Jos da P-nseca.
D. Mara J.ronyma d Conoeioilo. Jos Joaqniui Diaa rWadat.
, Ujining >- da (.mir.-i (Juin la--
D. Igoez Maria da ConceicSo.
O. Luzia Maria da ConceicSo.
O. Clara Maria da OonceigSo.
D. Libana Maria da Conceiclo.
Recife, 12 de Abril de 1867.-
O Secretario,
Francisco Solano da Costa,
Fr. Paulino da Soledade,
Guardiao.
Convento do (armo
O abaixo assigdado, vera dar pela im-
prensa um publico testemunho do seu agra-
decimento a todos os carissimos irmsJos da
Veno avel Ordem Terceira do Carino, es-
pecialmente aos irisaos prior, e ao capitao
ennocencio, p?la maneira com qae o coad-
juvaram nos actos da Semana Santa cele-
brados as igrejas de sua Ordem do Car-
ino e se esfurc/iram pelo brhantisrao do3
meamos; assim como que possuido da
niaior gratidao, vera satiafazer os impulsos
de sua consciencia, garantindo aos scus ca-
rissimos irmSos que nilo cessar de pedir
a Santissima Virgem do Carrao e a nossa
matriarcha Santa Thereza, pelo deaenvol-
viraento da nnssa Veneravel Ordem, em
cujo seio reina a unio, e o espirito reli-
gioso.
Recife. 13 de Abril de 1887
Fr. A. de Santa Augusta C. de Vasconcellos.
Companhia Edificadora
Lembra-se aos Srs. accionistas da Companhia
Edificadora, que hoje o dia da reunan, e.m que
tera de ser eleita a cimmisaao incumbida de tomar
couhecimento reflectido doj n-gocins da mt-sma
companhia c propor as providencias iodeolinaveia
e innadiaveis a bem ra prospe.i-iade d'ella e dos
ntereases dos "Sesmos senhores accionistas.
Recite, 13 de Abril de 1887.
Avisamos ao respaitavel corpo commtrcial, que
o Sr. Vicente Silverio de Souza deixou de ser em-
preado de nos?a c.si. e que de hoje em diante,
todos os reciboa hao de ser firmados por nos, nao
tendo autorisado pessoa alguma para receber
emitas, e muito menos firmar recibos.
Recife, 13 de Abril de 1887.
Sulzer Kaiiffmann < C.
;ti-;;sio do* <<> km que Ierra de
fi-icj!ini S'at)tioinn> Tic/, de- Ma-
ra, tu aliar lie "a. :.. M;c (loa Ho-
men ila iir*Ju Un Haitrc de Deas
nu anuo de I**1;
Jniz p->r devo^to
O Illm. Sr. Joaquim Jo Gomes.
Iiiina por devocao
A Exm. S.-a. D. Maria Joaquina Patricia.
Juiz.-s protectores
Os I.lina. Srs ;
Manon' .ivr da ('unha Porto.
ssompeao.
Elei^io
FretamentoH
De 1 a 13 hontein), offectuaram-se os aecuiu-
tes t
Lugar ingles May, para carregar 310 tonela-
das de carocos de al^odao, com destino a Hull, a
22/6.
Barca norneguense Glilner, para carregar 500
toneladas de caroc >s de algodo com destino a
Hull, a 21/6.
Barca norneguense CArta* Scriver, pura
carregar 3.U0J aaccaa com algodo, com destino
ao Bltico, a 1/2.
Lugar allerr-ao Helene, pira carregar 3,000 bar-
ricas com aaaucar, com destino a Montevidj, al
tr UW.
Vapor nacional Mrquez de Casia*
Lcvon para oa portoa do sul a seguiute car<*a t
Para Macei :
165 fardos com zarque.
Para Penedo :
170 fardi j com xsrque.
Para Aracuj :
ICO fardoa com xarque. /
Para Baha :
6 saceos com assucar branro. /
1,3.0 barricas c.in dito dito.
Barca aueca Sopnia
Levoa para o Bltico 1,656 aaccasv com algo-
aao. 1
. ----
aneo de Crdito Re al
At o dia 15 do^corrente mei, devem o ac-
cionistas do Banco deCraiito Real de Peruam-
buro realizar a terceira entrada do val r no-
minal de suas aecs, na razao de 10 0/O, levan-
do-a sede do banco, na ru i do Commercio n.
34.
Este banco esl pagando o seu primeiro divi-
drnuo razo de 40'JO par accao ou 10 0/0 do
valor realizado de cada uma.
O pagamento faz-se na sede do banco, daa 10
horas da manha as 4 boraa da tarde dos dia-i
uteis.
\ta do Tbiaouro dlluceradax
O rccolliiinento de notas dilaceradas estA sendo
rito na Thesouraria de Fazenda, as tercas c
sextas-feirue, das 10 s 12 horas da manha.
Pauta da AKaulcgn
amasa os 11 a 16 de asan, de 18S7
Alcool (litroj 2i8
Aluodilo (kilo) 400
Vi-'i-ar rOBOHdO ik'ln) 151
j>ii.. Un.iiei (kil.-l 131
Dito maacavauo (k.wj 0t7
Borracha (kilo) l#2tiS
Cacao (kilo) 400
Cachaca (litro) 077
Caf bem (kilo) 460
Cafiestolho (kilo) 3O
-Carnauba (kilo) 366
Car-coa de alrodo (kilo) 040
Csirvao de pedra de Cardif (toa.) 16000
Ouroa seceos eipiciados ikilo) 58
Ditos salgados (kilo) 500
nto8 verdea (kilol 275
Pariuha de mandioca (litro) 500
fumo reatolho (kilo) 400
WeueOra (litro) 200
Mel (litro) "*'
Milho (kilo) 040
Taboados de arfiarsllo (duzia) 100*000
Kxiiortdfo
RECIPE 12 DE A1JBIL DB i 867
Para o exterior
Na barca inglesa Freueliny, carregarain :
Para o Bltico, Burstelmaun -le 85 fardos
com 17.004 kilos de algono.
No vapor ingles Coban, carregou :
> Para New-Yoik, M. J. da Rcha 600 saeaoa
com 46,800 kilos de assu'.-ar masca vado.
o lugar mglea Aureola, carregaram :
Para New-Yrk, J. Pater & C, 5,500 saceos
com 412,500 kilos de assncar^maecavado.
Para o interior
= No vapor uacional Arlindo. carregou :
Para o Rio Grande do Sul, V. T. Coimbra 700
barricas com 76,124 1|2 kilos de assucar branco.
No hiato nacional Correio de Natal, carre-
gou :
Para o Natal, A. da Silva Campas 12 barricas
com 720 kilos de astucar refinado.
\uvio-a a carca
Barca inglesa Christiani Scriver, Bltico.
Barca norneguense Glitner, Hull.
Barca inglesa Frinchner, Rusta.
Dos devotos que lm de festejar o Gl)
ii'.'So3. lir-ndicto, rente no conveov
dna rel'g:o=os franciscanos da odtvie do
Rei-ife, em Pernair. buco
Presidentes por eleiyo
Os Illina; Srs. :
Dr. Manuel do Niscimento Machado Per-
telln Jnior.
Lino Leocadio Regal-i Br-ijja.
Dr. Atituiii" de Laorrda Ciienuonte.
Tsente Albino Francisco das Chagaa.
Cae tao da Silva Pregado.
Antonio Frani-isco Moreira.
Major Jote Joaqnim (loelho.
Autonio Alvea Vilella.
Presidentas por eleicao
As Exiuas. >i-,s. ;
Barca portuguesa Herstlia, Lisboa.
Itarca n mi-jii-n-e Ai un, Hull.
Brigue alleinao /. G. Fichte, Montevideo.
liarca u irueguena-i Urodrene, Baliio.
Lugar ingle* Aureola, New-Yik.
Lugar nacional Mata I, Santos.
Lugar nacional Javenal, Rio trande do Sul.
Lg..r uoruegueuse Airona, llu'l.
Lugar noruegn^nae Ideal, Santos.
Lugar ingles Hornet, New-York.
Lugar noruegueose Speransa, Canal.
Lugar ioglez Muy, Hull.
L^ar aileino Helene, Montevideo.
\Biloa & descarta
Brigue allemSo Jos Genero. carvao.
Barca norneguense Progresa, carvao.
Barca dinamarquesa Arica, carvao.
Barca inglesa Paragero, bacilho.
laica ingleza Beltrees, baclh'lo.
Kscuna portugueza ooaquia, varios generas.
Lugar portuguez Hersilia, zarque.
Lugar inglez Luxzie R. Wilce, bacalbo.
I.i'u'Hi- inglez Rosina, bacalhAo.
I.'iar inglez Kalmia. ba-alh.io.
Patacho nacional Andaluza, xarque.
Patacho allcmo Mary, xarque.
Vapor inglez PoWuenae, vaiioi gneros.
Vapor brasileiro Arlindo, xarque.
Dinbeiro
O vapor nacional Para trouxe dos portoa do
norte :
De Manos :
Fraucisco (i. Torres 506*200
Apulpho M. 3.0>000
Do Pa.:
Maia Rezende 8:000*000
Viasonde de Itaqui do Norte 175*000
Do Maranho :
Silva ttuimaraes & C 2:0(0*0M
Mendea L ma & C. I:fi66730
Jos Vicente Godiuho 500*000
Da Cearsl:
Saundera Brothera i; C. 2:802*120
Do Nul :
Duarte fe C. 3:700*000
Amorim Irma93 & C. 757000
Da Parabybs :
Machado Lopes 4c C. 5:000*000
O vupor UHcianal Mtrquez de Casias, lerou
para :
Aracaj 7:686*000
Penedo 4:000*000
U vapor iugh z Coban, levou para :
Macei 20:000*000
ilendiineulos piabllcos
HEZ DB ABRIL
Alfaniega
Scretarios por eleiyio
Oa Ilima Srs :
Gapiiuliuo Liia d* Fringa.
Johi de Souza Magalhaes.
Aman lo dos i'.iss-is Barros.
Iriuou Manoel D. is.
Lt-lg-ro llis Chaves.
Aprigto 15 iptiata.
Celistiuo Alauoei da Silva.
Sicreistrias uir leySi
As Exnias. Srs. :
D. Joanua jI nirsi dos Anj'S.
D Cieui-ii;! M-iril da C-'. :-cl).
D. Rufina Demetrij de ."->u >.
D Beoeiiicta rinovev da (Joaoeioao.
D. AleXandliila di M|0 Pe.SSO-l.
D. Marciana liosa du Patita.
Mordomoa
Os III.us. Srs\
Francisco Joaquiu AaC.no.
Francisc-i de Paula
Manoel Jii. do Niscimento,
Fra.'icisc-.) dus Cnagaa l'ardoso.
SaloinE) de M.r.iis la Pinto
Augusto Bras3 Riui-s do Nascimeoto.
Felippe Gentil dos Santos.
Manoel LOUaS (r-incnives.
Abrahao Theodor.
Jorge Manoel do Corpo de Djus.
Mor-lomas
As Exmas. Sras. :
D. Joauna Maria da Cone.eicai.
D. Esperanya M iria da Conceic&o.
s Rjeha-
Francieco Jca Jaym-l Galva-i.
Franciscj Jote Pasaos (nimar&ea.
Seba6tia'> Uliveira R-sende.
Commendadur Jos Leopoldo Bourgaid.
G-ab:iel Ildefonso Neves Canloso.
Uamel da Cunta Reis.
Francisco Floro Leal.
Juizas protectoras
As Exmas. Sras.
D. Fraucbca Luizi da Cimba Porto.
I). Antonia Julia Lourenco.
1). Juba ;U Silva Libo.
D. Francelma Moreira.
D. Mara Angela Pitollo.'
D. Margarida Ferreira Marques.
D. Cl-'inetilina BiptistH Araujo.
ll Emilia Sainpaio ijarbosa.
I). Maria Joaquina Ferreira Gomes.
D. Deltiua R sa Monteiro Bartho.o.
I). Maria .l-pniiia Rodrieu-'S Laidos.
D. Candi la Baptista Azevedo Maia.
Fscrivaea per devocao
Os Illms. Srs.
Frederico Antunes da Costa.
: Manoel Joaquim dos Passos Guimaraes.
I Adolph) C'elbo Piuheiro.
Thomaz da Cuuha Bslthar.
I Jos Maia Sobrinho.
Jos Autouio Pereira.
- Isidoro Aives Pitllo.
| Januario Jos da Costa.
Escrivas por devocao
As Exmas Sras.
D. Claudina N. O. Santos.
I D. Auna Mequilina da Cruz Gevrs.
I). Antonia Mariz da Fonseca Carvalho.
D. Julia Tasso Balthar. -
D. Maria Petroliua Ccelho Leito.
D. P.-.atoura Theodorica doa Sautoa.
D. Maria Gomes de Uveira.
D. Maria N'uoes da Costa Estrella.
Ktctbe.doria
ie la 12
dem ue 13
Oe la 12
Idm de 13
" 1 a 12
Ide" -i- 13
9:626.'6^4
2:125*271
11:75U'J65
Consulado Provincial
Recite Drainage
11:777*450
299*254
12.076*704
3:975*970
830.607
4:806*577
Renda gcral
U 1 a 12
dem de 13
Renda provincial
De 1 a 12
dem ce 13
238:11-54181
3.1039*84!
40:6201534
6 :675 a641
270:156*022
47:296*175
Herrado Manlripal de *e
O movimento dcate Mercado uo dia 13 de Abril
foi o seguiute:
Entraram :
35 bois pesando 5,016 kilos, aeodo de Oli-
veira Caatro, 20 li2 ditos de 1.* qua-
lidade, 3 1/2 de 2 dita e 111/2 ditoa par-
ticularea.
525 kilos de peixe a 20 ris 10*500
92 cargas de farinha a 200 ris 18*400
13 ditas de fructaa diversas a 300 rs. 3*900
6 taboleiros a 200 reis 1*200
13 Sumos a 200 ria 2*600
Foram oceupadoa :
24 columnas a 600 ria 14*400
24 compartimentos de farinha a
500 ria. 12*000
23 ditoa da comida a 500 ris i 1*500
84 ditoa de legumea a 400 ria 33*600
18 ditoa de auino a 700 ria 12*600
12 ditoa de fressataa a 600 ris 7*200
1 talhoa a 2* 20*000
10 ditos a 1* 10*000
A Oliveira Castro 4 C.:
54 talbos a 1
Dove ter sido arrecadada neste di
a quautia oe
54*000
211*900
3:463*240
2:675*140
317-453*197
Rcudimento dos diaa 1 a 12
Foi uirecadaio liquido et hoje
Precos do dia :
Carne verde de 320 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 800 al* ria idem.
Sumos de 600 a 640 ris idem.
Farinha de 260 a 329 ria a cuia.
Milho de 260 a 320 ria id-ru.
Friiilo de 640 a 1*000 idem.
Quem perden a chave que appireca.
Hatailouro I'ublico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga
rezes para o consume do dia 14 de Abril.
Sendo: 64 rezes perteucentea a Oliveira Castro,
& C, e24a diversos.
Vaporea e navio esperados
VAF0BK8
Tamardo aul boje.
Urngaayda flambargo hoje.
Marinbo Viscondeda Bahia amanhst.
86
S. Franciscodo aul a 16.
Peruambucodo sul a 17,
Ville de Rio de Janeirodo sul a 18.
Ville de Maranhodo Havre a 19.
Nigerdo aul a 21.
Bkamenyde Trieste a 2'i.
La Platada Europa a 24..
Espirito Sautodo norte a 4.
Euclidde Liverpool a 25.
Ceardo sul a 27.
Amandade Hamburgo.
Apotbeker Diraeude Santos.
Ameliado Rio Grande do Snl.
Albanade Carditf.
Anne Catharioeda Bahia.
Bernardos Godelewus do Rio Grande do Sul.
Brothersdo Rio de Janeiro.
Catede Hamburgo.
Diudado Rio Grande o Sul.
Enjettado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Sul.
Elysado Porto.
Fav-. ritede Sautoa.
Guadianade Lisboa.
HansTode-de Cardiff.
Jolantde he Santos.
Julietado Rio Grande do Sal.
J. B. D.de Liverpool.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Nordsoeade Liverpool.
Nautilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenos-Ayrea.
Premierdo Rio de Janeiro.
Rosa Hilldo Rio Graude do Sul.
Sparkde Terra Nova.
Withelminede Hamburgo.
loviiucnto do porto
Navios entrados no dia 13
Macei14 horas, vapor inglez De Bay, do
-1,083 toneladas, commandaote Robert Hall,
eqnipag m .. carga varios gneros ; a Box-
w II C&.
Manos e escala10 dias, vapor nacional Para,
?de 1999 tonelodas, comrpaadante Carlos 'Aoto-
nio Gomes, equiparen) 60, carga varios gne-
ros ; ao Visconde de Ituqui do Norte.
Navios sahidos no mesmo dia
Cronatadt (Rusaia)Barca sueca Sophia, ca-
pito J. uhmaii, carga algodao.
Maco Escuna norueguenao Hapnoes, capitao
Th. T. Wig, em Issto.
Bahia e escalaVapur nacional Marque* de Ca-
las, commandaote Felippe Rodrigues da No-
va, carga varios gneros.
MaceiVapor inglez Cuban, commandante Ro-
bert Frazer. carga varios gneros
Santos e escalaVapor austraco Timavo, com-
mandante Baldassaro Vidoa, carga vanos ga-
M*ce,oS'= Pawch iulZ ,Lady Bird*' oaP,3
John H. Briaa, carga bacalbo.
Observado
Procedente do Liverpool fundeou no Lamaro o
vapor inglez Actor e nao esmmunicou com a
trra.


Diario de Pernambucotyuinta-feira 14 de Abril de 1887




.
Mordoinos e Mord inas
Todos os fi. ii que conerereiu com suag csmo-
laa.
Consistorio da Irmandade de No Senbora
Mae do Horneo da reja dd Madre de Deua.em
31 de Mio de 18S6.
iMporianle locinractlo (3)
A virtudes do PEITOIAL DE CAMBARA'
de J. Alvaros d<' S. Soarcg, de Pelotas (Rio Gran-
de do Sol) v*ntajog;;meute empregado em todas
as molestias do appartlbo respiratorio, ns> silo
b je po8tas em duvida por muitos Ilustres filhos
da cieneia.
O liabil medico Sr. Dr. Carlos MarchaDd, de S.
Gabriel, esoreveu ha pouco o seguate ao aator
do pr. pirado :
O sei xarope peitobal de cambaba tein-me
feto muita falta, porgue quasi nunca o encontr
no seu deposito d'.iqui. TVnbo-a aconselbado na
minha eliuiea c cuj ello tenho tirad resaltados
importiutes no tratamento das molestias bronco-
pulmona'et-
Out.-as declarace importantigiinaa de mul-
to distintos mdicos, comprovam val, smente as
virtudes de tao precioso medicamento.
O leitor poder aprecial as no opsculo qoe
eompanha cada frasco e que vende-M airen-
ca a cargo dos Srs. Francisco Manoel da itca
& f ra Mrquez de Oiiuda n 23.
FrMW 2:5500, meia duzia 13000 e duzia 244
A aijenc enva a quem pedir coudicoes in-
prcss.is para as venias por a:acado.
re-
N 5 A Emulsao de Sctt muito
commendada pelos mdicos como o uielhor
remedio para a tisis* pulmonar e moleslias
do peiti e da garganta.
Restaura o organismo das pessoas pre
dispostas tsica e fortifica contra os ata-
que3 da doeaca.
Professora
M
-- Al\,JW -i ATT i
__CE ,'-_ c"
Estrada de Ferro do Recite a C-
mara'
U na senhora competentemente habilitad, prc-
oe-s a leccionar em collegios e cagas particula-
res, a seguiute materias : portnguez, francez,
msica c piano ; a tratar na ra do Marques do
Herval u. 10.
4d Togado
O bacharel Julio do Mello Filho tem o
seu escriptorio de advocada ra Primei-
ro de Marco n. Io anuar, onde pode
*er encontrado ilrs 10 horas da raaiiha s
o da tarde
-.
i
3
DECLARACOES
Cora e ce que molo erece o ca-
bello
308
O nutrimento do cabillo, igual ao da* fljrfcs, s'
obten, principalmente pela absoivicao das raizes.
Se o trra se cecea e as r.- izes dis t km ficam sem
a neceasen* humidade, ellas uiurchaui e p-rdem
suas bellas crcp ; e se o craueo ende osta-i plan-
tadas as raizeg d'onde nascm as libras do cabello
se ncha stecoe entorp cido. o cabello se torna s-
pero, geui lastro c as cans appaieccin.
O Tnico Oriental remdela esternal, reaniman-
do a cuna ento'pceida e in.:rte, excitando suave-
mente as raiz>s e os dimiuutos vasos do tangue,
e renovando por assim dizer, o proeeaso Vegetal.
A seco reproductiva dista preparaciw milagro-
sa e promptamento trausfonua uma cabwlladtira
rala, dbil m spera, em spesaos, lustrosas e ina-
ciaa mad-ixag.
Aeha-a venda em todas s principies phar-
macias, drogarias c loj is de perfumara
Agente, em Pernambuco, H-jory Porster & C,
ra do Cominerciu n.
L-ee na Tribttne Medale :
Apezar dos procesaos >< puriEcace maig
aperfeico-dog, o oleo de figado ae bacalho fcou
utn in'-ilicamen'n prohibido a muitos doent-c, COJO
estomago nao pode mais supporUr as substancias
Crazas. Era i>. rtanto necess no procurar um ario
de inodur radlcalmeuto a EOS forma consrv.indo
todos os -cus prirepics activos tilo preciosos:
este resultad foi obiido pe eomposicio do Vi-
sillo tle extraes ne Uiuuo c baca
iluso, de Ctoevrler, preparado f> gundo moa
tormuia approvada p'la Academia d-* Medienii.
Ii'jcomincndauos aoa ii"9os leitures esteexcel-
Jeute producto que contm i vez, toos os ele-
mcto eiBenzcs di ole de rigado de bacalh e
nossue as prapriedadea therapeotie dea prepara-
dos alcoolicoe.
institQto ArcleolBiicB e Gli-
ce
1:1
4
S
O
3
o.
r**

o
l o
IOS
E
B
2g
~i
Qointa-feira 14 do brente, hora do erstume,
ieuuii-sc-ha esta asaociacao ero gessiio ordinaria
para a posse da tresa administrativa do crtente
anuo social de 1887 88, visto nao ter pedido reu-
uir-se no dia determinado pelos estatutos.
Secretaria do Instituto Archeologico e Geogra-
phico Pernaubueano. 12 de Abril de 1887.
Jos Domingue Cod< ceira,
_______Subgtitnindo o 1* secretario.
Thesouro Provincial
De ordeui do film. Sr. inspector destn reparti-
do, faoo publico que na dia 14 Jo correte mez.
paga-ge as classe de aposentados e coadjutores,
relativamente -.os veuciuieutos do mez de Fevj-
reiro prximo rindo.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, era 13 de Abril de 1887.
O cscrivao da despeja,
______________Hilviuo A. Rodrigues.
pOFUTUKO^
Revelado pelo estado do eraneo.
da |hisonoiuia c da mo
Brilhantes successos em Londres, Pars,
Lisboa, Madrid e ultimam-nte na liahia
O primeiro pbrenologista o cbiroroancista
da poebs, o Dr. de Viremont, discpulo e
oollabonxlor do celebre Desbarollea, mem-
bro sentement-* em Pernambuco, onde demora-
se alguns dias.
D consultas sobr-^ o futuro peta estado
das linlus da mo, onde t>do o ser hu na-
no tcm a sua existencia escripia, sobre "s
d8poscoes c aptidoes nataraes pelo exame
O Dr. de Verecnor.t, peta estudo dos tra-
tados antfgos e aioderuus sobre este, os-
umpto, por suas numerosas viagena p-ira
estudo das ditf-reotes racas haiaanas, pelas
co's de seu prantado tuestre, conseguio
ebegar, n'esta materia, o mais alto grao
r sso ten
prestado s familias e hutnaiiidade ser-
vici8 reaes e itrm-^ns"s, in.lie indo llies com
precisao as disposico's nuturaeg e os vicios
orgnicos pela p -rspica'.-i.i do seu dyagnos
tico as enferiuidaies do cereliro uu ncr
voso e. obte.ve por sisas revelayocs sobro o
lutii'ii, tanto na Europa como na America,
os mais brilhantes success s, conveucendo
os mais incrdulos.
Entre as notabilidades que ltie. te.em feito
a honra de consltalo, couca ella sua emi-
neucia o Arcebisbo de Paria, o Rei dos B^l
gas, o Re da Grecia, Ismael Pacha, Fer-
nando de Lessops e sua fimilia, o General
Boulanger, a Paiti, Samh Bcrnhardt, cf.,
e, no ni'Z de Janeiro ultimo, em Madrid,
a Princeza Eulalia de Bourbon e o Prin-
cipe Vctor Napoleio, era BruxclUs
A Phrenologia e a Ciiiromau .ia sao duas
sciencias tilo an'igas quanto o mundo, suc
cessivamente cultivadas pelos hebreus, os
ezypcios e os gregos, e, mais recentemen
t, pupularisadaa pelos sabios Lavater,
Gall, Spurshein e Desb.rolles ; n'esta po
cha de progresso e luzes ellas se nos apre-
sentam despidas de toda idea de mysterio
e obscurantismo.
Queta pois desej ir conhecer a importan-
cia das enfermidades do cerebro e as dis
posicSiS naturaes e orgaoieas d'um menino
para dirigir consonte ellas os seus cstu-
dos, quem (tosejar conhecer os aeonteci-
mentos futuro de 6ua existencia, contarme
as regras da phrenologia, da pliisiognomo-
ni e da chiromancia combinadas, tudo isso
lh" sera desvendado nos menores detalhes,
pois tudo sao isivel na palma da m.oo
lente do Dr de Viremont.
As liego :s de Phrenologia dadas nos col-
legios de educaQao t-ro por objecto e so-
rio feitas em face de um crneo prepa-
rado.
O Dr. de Viremont d consultas em seu
gabinete no Hotel D. Antonio, das 9 s 11
horas da manha e das 4 s 7 da t^rde.
5->000 cada consulta.
Precos convencionaes para as criancas.
Para coraoiodidade dos clientes o Dr.
Viremont ir ao domicilio de quem o
chamar.
Aos portiiguczes
A satisaco ceta que boj,viya pela gande re-
cuperada, faz cun que venha imprenea agrade-
.os cog, de vir encontrar o verdadeiro e uni
eo romedio que eurou-me da terrivd enfermidale
qoe ii ir.c consumindo ha mais de 20 annog, em
. Tortuga!, onde fui tratado com etmero e .empre
re; vim pira c em procura da aude, que
recoperei tomando os verdadeiros pg anti-he--
irorrhoidarios do pharmaceutico Luiz Cario, e
que ge vendem na corte, na drogara de Silva Go-
mes & C.
A minha terrivel d jenca era toda hemorrhoids
e izenio esta pnblicacao, guiando os doenteg para
verdadeiro remedia, creio ter cumprido nui dever
da graiidao a Deus pela minhasaude recuperada,
Santa Rote, 26 de Janeiro de 1886.
Joe Lopes tcve.
Correio g$ral
Malas a expedirse lioje
Pelo vapor Para, ea*a aministracao expede
malas para us pono do Sul do luiperi, receben-
do imire3os e objec'osa registrar at 1 hora da
tarde, e cartas oruiuarias at ag 3 porte daplo.
Adinmistraco dog correios de Pernambu 14
de Abr' de 1837. O adminiatrador,
Alfonso do Reg Barre*.
KOClEDtOE
Auxiliadora d.s Agricultura de
Pernambuco
Coniclbo ailmiiilotrntivo
I'revine-e a todos os senliores membros do con
eellio, quer ,eleito< querdejure, qje pelo Illm.
Sr. gerente t marcada .ara o dia quarta-feira 0
do eorrenfe, uma sessa-i i xtraordinaria, na qual,
alem d : ontros Hssnmpt'f, rratar-se-h da con-
serv, c) no OreaweatO provincial da taxa de ex-
fortacao sobre o ussucar, da respotta a dar ao
convite do Centro da Industria e Cotnmercio do
\8sucar. nlUioaxieare creauo no Rio de Janeiro,
e das nova tibeilas de fretes e de passa^ens da
via terrea de Caruar.
Venficar-se ba a acggao a 2 horag e 30 minu-
tos da tarde do cima citado dia 20, na t ie so-
cial a ra catreita do Rosario n. 29, e deliberar-
s l-na cun og membros que comparecern,, na for-
ma do art. 30 dos eetatuto.
Rec t:, 13 de A Dril de 1887.
Henrq-ie Auaugto Milct,
Secretario geral.
-a M.ce.
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Suciedade BeneGcenle Allianya
sos.a<> guagua
De ordem do nosso presidite, sao convidados
todos oa socio desta socie laiJe a coinparecerem
sessao macna de posse e admissao do uovos adep-
tos, que dever ter lugar oo gabbado lo' do cor-
rente, g 8 horas da noite
Outros m, sao igualmente convidados todos os
socios das sociedndes que ge cjrregpondem com
esta, e berp aggnn og socios a vulgos que eativertm
em pleiu goeo de seus Jireitog.
Secretaria da sociedade K^ueficente Allianca,
ra du Imperador u. 14, 13 de Abril de 1887.
Fredenco Costa,
Secretario adjunte.
COiiioanSiiu
dos Irilhos urbau:)S k eci-v;
Olittda e Beberibe
Asgemb' i geni I extraordinaria
2 convncacil'i
De orJcm do Exm. Sr. Dr. presidente da assem-
bla ger d, tiu pela 2 vez, convidados os Srs. ac-
cionistas a so reuniretn em agsembla geral ex-
ira rdinnria, cntorme o reqoerera a directora da
Compuuhia, aliin de aer consultada a aja opiniao
sobre a iunovacao do coutracto permittida pela lei
1,850 de 1885.
A reunio 8- do mez eorente, no escriptorio da compauhia,
ra da Aurora.
Tendo a aRsemb'a de deliberar sobre assump-
to cogitado no art. G5 do dec. n. 8,821 de 30 de
Dezeinbro de 1882, a assembla para validamente
se constituir carece da preseu;a de Srg. accionis-
tas que no miiiini) representen! dona cercos do ca-
pitai social.
Secrei.ria du asornibi i eral da Co-npanhiade
Trilhoa Urb.ii 8 do Recite a Oiinda e Beieribc,
13 de Abril de 1887.
O secretario,
Jote Autonio de Alineida Cunba.
Companhia do Beberibe
Na) se tendo reunido accionistag em numero
surficicnte, neu na primeim nem na s guoda cun-
voeaco, para ge coiistituirem em aggembla geral
extraordinaria para deliberar sobre o augmento do
capital uecesoario para o complemento dag obras,
sao de nevo convidadog para o mesmo 6m, para a
reunio que ter lugar no dia 18 do eorrenfe mez,
ao mcio na, no primeiro andar da caga a. 71,
ra do Imperador, devendo a r< unio efttctuur ge
com qualquer que geja o numero de accionistag
presentes, cerno digpOe o 4- do ait. 15 da lei u.
3150 de 4 de Novembro de 1882.
Recite, 12 de Abril de 1887.
Ceciliano Mmde Alvet Ferrcira,
Director gerente.
Jos Emtaquio Ferreira Jac.biaa,
Director gscretario.
i?*d&Ge
FAUTA DOS GNEROS SJBITOS A TIFARA
SCPRA
Algodo.
Aguas mineraes.
Alcool u agurdente de qualquer especie.
Alcatro, pixe, etc.
Alhog.
Alvaiade,
rame de qualquer espseie.
Arroz.
Azeite de qualquer especie.
Bacalho.
Buuha do porco.
Batatas alimenticiag.
Bebidas espirituosas de goalqucr especie.
Biscoutos em Iritis.
B .'lachas e botachinhag.
Bren.
Cacao.
Ceog verdes ou seceos.
Caf em gr).
Caf uiji.lj.
Cal do qualquer egpecic.
Cauog de barros ou de qualquer metal.
Ceblas e cebolinhos.
Cerveja.
Coservaa em latas oo vidro, de quilqjcr eg
pecie.
O.mea aeecas ou saldadas.
Carocas de algodo.
Cliifret.
Embira.
Ervilbas geceas.
Egteiras do phz.
Farinba alimenticia d qualquer especie.
Kazeodag de pannos de qnalqu-r especie.
Fculas.
Feijo secco.
Fumo em qualquer estado.
Kerosene.
Macarrao e outras massag alimenticias.
Manteiga.
Melde qualquer naturez*.
.Milho.
Metis nao pnciosos etn bruto oo em obras.
Oleo d* qualquer especie.
I'elleg brutas ou preparadas.
Fhosphsros.
Peixee s.'ccos ou salgados.
Sabo.
Sal erdin rio.
Sebo.
Sola.
Tauaucos.
Tecidos diversos.
Toocinho.
V'nsgourag do paiz.
Velag de qualquer qualidade.
Zarco.
Todo e qualquer genero de primeira n^caaida-
de e producto da pequea lavouva, que nao egtejB
especificado,.ou se ache olassificado em clagsge in-
ferior 4a da pauta aunexa as taritag appruvadas
pelo dec. u. 8(56 de Marco de 1882.
Observa^oes
1.* Quando a expedicao de qualquer um dcggeg
gneros exceder a mais de 5,000 kilos, far-ae-ha
anda o abatimento de 10 "( nos fretea da tarifa
cima ,'tei concedida uma paggagem gratuita de
2a classe, peggoa que acompanbar og mesm >a
gneros.
2. Quando a expedicao completar a lotaco de
um wagn o abatimento ser de 20 /0 elevndo-
se a 40 / si eompl-tar a lotaclo de 4 ou maia wa-
goug.
Ecriptorio do trafego, Rseife, 5 de Abril*de
1887.
A. de S. Pires Ferreira.
isiri
Xa secretaria oa Santa Casa arrendara se og
geguiutes predios :
Ra do Bom Jesua n. 12, loja e 1 andar.
I i ni dem u. 13, 2* e 3- andareg.
dem do Vigai io Tbensno n. 22, 1 andar.
Id tn do Mrquez de Oiinda n. 53, 3- andar.
dem do rtpollo n. 24, 1' andar.
dem da Madre de Deus n. 20.
dem dem n 10.
dem da Moda n. 45.
dem dem n. 47.
dem idem n. 49.
dem da Liugoeta n. 14, 1- andar.
dem da Guia u. 25.
Becco do Abreu n. 2, 2- andar.
dem dag Beias n. 18, sobrado de doog andares
oja.
Ra da Aurora n. 37. 2- andar.
dem da Detencao (dentro do qualro) deas
Casas.
Compaa dos Trilhos lbanos
do Recife a Oiinda e Beberibe
Assembla geral extraordinaria
De ordem do Si. presideute da usbeinbla geral
sao convidados os Sis. accionistag a ge rcunirem
em asbembli geral extraordinaria, e ntorme o
requerera a airectoria da Compauhia, afira de ser
coosultada a sua opiniao sobre a innovaco do
contracto peimittida pela lei n. 1850 de 1885.
A reunio ge effectuar s 11 horag di dia 13
do mes geguinte no escriptorio da Companhia.
Recife, 29 de Marco de 1887.
0 secretario da aggembla geral,
J. A de Almeida Cunha.
Da ordem do Sr. presidente, convoco de novo
aos eenhores associados pura reunirem-se em ag-
sembla geral no dia 15 de Abril prximo viudou-
ro, s 10 horas da manh, visto nao haver com-
parecido hoje numero legal para o fim determina-
do no art. 29 dog egtatutog, conforme foi nunun-
ciado. Fiear constituida a assembla geral nesgo
dia com o numero de s icios qoe comparecei, de
accordo cora o ar. 27 do referido estatuto.
Recife, 30 de Marco de 1887.
Sebagtio M. do Reg Barro,
1 secretario.
Banco de crdito real de Pernam-
buco
Nos terinog dog artigog 5o- e 6* dog estatutos,
sao convidados os Srs. acciouigtag realitar at
dia 15 de Abril prximo, na sede do Baoco, ra
do Commercio o. 34, a terceira entrada de 10 %
valor nominal de cada aeco.
Recife, 14 de Marco de 1887.
Oa admioigtradore,
Manoel JeHo do Amorim.
Jos da Siha Loyo Jooior.
Loiz Dcprst.
S. II. J.
Sociedade Recreativa Juventude
Sarao bimestral em 17 de Abril
Tendo de effectuar se neste da o sarao do bi-
meg're Huentego convidadog os aenhoreg gocios a
procurar geus ingreggog em mo do Sr. ihegou-
reiro. Os eoovites egto em poder do Sr. presi-
dente ; previne-ge que nao ge admittem aggre-
gadog.
Secretaria da Sociedade Recreativa Juventude,
30 de Marco de 1887.
Jos de Mediis,
^^^______ 2agecretario.
Arsenal de Guerra
Em virtude da autirisacao do presidente da
provincia de 15 do mez pasgado, a directora do
Arsenal de Querr contrata no dia 14 do corren-
te, pela terecina vez, g 11 horag da manba, com
quem melbores vantagens offerecer, o tn-nspoit'
tanto por mar como por trra, dos artigos degti
nadog g differenteg eetacoas militares, devendo
os propooentes dirigirem-se secretaria deste
Arsenal, para og esclarecimento6 que Ibes forem
necegsarios.
Ag propotas devero ger em cirta fechada, de-
clarando o proponente qoe ge sujeita multa de
5 0/0 por qualquer omigso no enmprimento de
seu contrato.
Secretaria do Arsenal de Guerra do Pernambu-
co, 11 de Abril de 1887.0 secretario,
_____________J. F. Ribciro Machado.
Compauhia de difica-
capo
Assembla Geral extraordi-
naria
Sao convidados os senhores accionistas
da Companhia de Edificajao n reunirem-
se na sede da rnesraa companhia, ao lar-
go de Pedro II n. 77, s 11 horas da ma
nba do dia 14 de Abiil prximo futuro,
para, em assembla geral extraordinaria
delrborarem sobre a reforma dos Estatutos
em vigor, o especialmente do art. 13, sen-
do a deste no sentido da reclarnacao feita
pelo Sr. Francisco Ferreira Borges, con-
forme a proposta do accionista o Sr. Anto
nio Carlos Ferreira da Silv3, approvada
na sessZo da assembla geral ordinaria de
1 de Marco prximo findo.
Nos termos do art. 65 do decreto n.
8321 de 30 de Dezembro de 1882, a as-
sembla geral ora convocada s se julgar
constituida com a presenja dos senbores
accionistas que no mnimo representem
dous tercos do capitil social.
Recife, 29 de Mar.o de 1887.
Gustavo Antunes.
Director secretario.
ssociaco comniercial benefl-kom^ uraue.rade

Xave-
cenle
Og eechjrea cipotitoreg que uSo vieram hojo
receber os diplomag e medtlhas que Ibea foram
conferidos na expusico de Antutrpia, para a qual
concorreram com os seus productos, queiram com-
parecer na sede da megma asgociaco, que lheg
gerao entregoeg pelo Sr. arebivigta.
Recife, 11 de Abril de 1887.
Joaquim Alveg da Fonseca,
Secretario.
Lotera de 4000 contos
^JA grande lotera de 4000 contos, em 3 sorteiog.
fiea transferida para o dia 14 de Muio vindooro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de boje.
Thesouraria das Loteras para o fondo de
emancipacio e mgennoa da Colonia Isabel, 14 de
Dezembro de 1886.
O thegonreiro,
Francisco Gon^alvea Teireg.
CHARGEIRS BEINIS
Companhia Franeeza de Xavega-
eao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
boa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santo a
0 rapr filis fio Ifo ie Janeiro
Corarnandanto Fonesnel
Espera-se dos Dortxig do
sul at o dia 18 de Abril,
seguindo depois da indis
pensavel demora para o 21a
*re.
Conduz medico abordo, de marcha rpida
e offerece excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As pasEagens pdenlo ger tomadas le autemao.
Recebe carga encommendas e parsageiroa para
os quacs tem excellentes accommodacoeg.
Woa Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Perqambuco
Commandante o capitao de fragata Pedio
Ilyppolito Duarte
E' esperado dos portos do aul
at o dia> 17 de Abril, e
^ seguir depois da demora in-
'^y dispensavol, para og porfcg
*> do norte at Man os.
Para carga, passageng, encommendas o valorea
tracta-se na agencia
PRACA DO^ CORPO SANTO N. 9
Companhia Uahiana de"naresa-
eao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Babia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
E' esperado dos Dortw ci-
ma at o dia 15 de Abril
e regressar .ara os mea-
mos, depois da demora do cos-
tante.
Para carga, passagens, encommendas e dinhei-
ro a frste, irata-se na
7liua do Vigario7
0
ssociaco commer-
cial beneficente
De ordem do Illm. Sr. presidente desta assoca-
cio, envido a todis os senhores sociog e conse-
nhoreg do predio em que ella tem a sede, para
reuniretn ee em aggembla geral extraordinaria,
J hora do da 15 do corrente, na referida de,
afim de aprecarem og purecerea de engenheiros, a
quem a direceo mandos ouvir acerca da ruina
em que ge acha o mencionado predio, pelo lado do
mar, e providenciaren] no sentido de reparal-o
antea que desabe, corno est previsto.
Recife, 11 de Abril de 1887.
Joaquim Alves da Fonseca,
Secretario.
THEATRlT
Eiirni'z.i artstica
lOMPIl DE ZUZKLUS
Esrpu
Director de scena
D. Valentn Garrido
Maestro-director
D. Aii H Falle
HOJE
Ouinla-feira, U do corrent
Ao publico
Commandante Braot
E' esperado da Europi.
at o dia 19 de Abril, se-
gniudo depois da iadispeo
savel demora para a la-
in. Uio le Janeiro
e Nanlon.
Roga-se aos Srg. irr.portadoreg de carga p.'lot
vapores desta liuha.quciram apresentar dentro de fc
diag a contar do da descarga das ai vareugy q iJ-
quer reclarnacao concernente a v.Jumes, quo jxj-
vcntu i. tenham geguido para os portog do sul.arin
de ge poderem dar a tempo a providencias noces-
arista.
Expirado o referido prase a eotnpaabiaoa n se
regponsiibilisa por extravos.
Para cargH, pasgHgens, encommendas e dinheiru
a fretc: trata-ge com o
Augusta Lakilie
_________9 RA DO COVIMERf.IO ?
COMPANHIA PlH.V* UBICA ,H
DE
Vavegaco Costeira por Vapor
Fernando de SPoronha
0 vapor Giqui
Comandan te Lobo
ooniingos
ves
0_ de bong movis, objecios de eclectro-plate,
mebiliag, piano e serafina, bilhar, e moveia com-
pletes para aala de jantar, annuuciado por inter-
veneao do agente Pinto para quinta-teira 14 do
corrente deve ter lugar no pavimento terreo el.'
andar da casa da ra do Vircondo de Goyanat
n. 163, para onJe partir da estaeao da ra do
Brnm as 10 horas e 6 minutes um bond que dar
passagem gratis aos ecucorrentes so mesmo leilao.
Leilao
De 1 cavallo ruaado proprio para cubiiolet ou
carro, 1 parrte ingles legitimo e 1 cofre grande
prova de fogo com rodas.
A's 11 horas
No armazem ra do Mrquez de Oiinda
n. 19
Por intervencao d> arente Gosmo.
eiluO
10
Segu no dia 15 de
Abril, pelas 12 ho-
ras da manha.
Recebe carga at
dia 9.
oras da n.Mih'i do dia d.i
L'ma moblia de mogno completa, guarda ton-
cas, fiteiros, 1 tocador, lavatorios, 1 cadeira de
advogado, commodas, meBas. maquina de costura
camas fr^nezas de Jacaranda amarello, mar-
quezo, espelhos, qnadros, jarres, caudieiros da
kerogene, 1 lustro de gaz carbnico, loucas, vi-
dreg, tazendas, miudezas e muitos art'gos eris-
tentes no armazem ra de Pedro-Atfjnso n.
43.
Agente Brito
Quinta i'eira, 1S do corrente
_____ A's 10 1/2 horas
Passag.. ,s at *s
partida.
ESC I
Caes da Companhia Pcrnaabn
cana n. 18
I"
DampschinTatirts-Geselischan
O vapor Uruguay
Esperase de HAMBURGO.
por LISBOA, at o dia 14 do
corrente, seguindo depois d
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Sanios
3eacc.Ajcxa
A transposicao a'essa lindissima opereta para h
scena hcgpauhola devida ao appUudido escriptor
Sr. LARRA : esse porm, foi forcado em vista da
commissao de censura, que nSo consente em cousa
alguma, que fira ostensivamente a moral, e dos
cohunrs do povo hespanbol e do seu theatro,
fazer algumas modiricHcoes e supprimir algumas
aceas, coliocando em sena lugares mtrag de sua
invenco, com o fim de faze!-ag admisgivea aoa
olhcg daa peggoas mais escrupulosas, fieando po-
-m, sempre de p tjdo o interefse > belleza* da
peca ; em quanto a inU6ca e instrumeutacao o
original da partitura, egeripta peio gen autor o ce-
lebre maeetro Supp.
PROGRAMMA
Subir scena a mnito applaudid* zarzuela em
3 actog, dog Srg H. Chivot y A. Duru, arranjada
ao theatro hespaubol pelo Sr. Sirra, msica do
celebre maestro Sur-pe:
BOCCACIO
PERSONAGENS
Boccacio................ Sra. Pl.
Fiametta................ Sra. Sicanelle (M.)
Leonello................ Sra. Ortiz.
Izabel.................. Sra. bucles.
Peromella................. Sra. Sacanellcs (A )
Beatriz................... Sra. Estrella.
Um eatudiante............ Pra. Ruiz.
Larobertucio, hortelano. .. Sr. Ramos.
Loteringio, tonelero........ Sr. Manso.
Sealza, barbeiro........... Sr. Duran.
El principe de Paleriro... Sr. Garrido.
Pedro, vendilhao......... Sr. Jordn.
El gran Podesta.......... Sr. Vicente.
Ceg, mendigo.......... Sr. Snchez.
Unugier................ Sr. Ruiz.
Coro geral. Estudant digoe, Tanocivos, damas, cavalheiros. guarda3,
te, etc.
O luxuoso vestuario desta obra foi trabalhado
em Madrid, segundo os (gurbios de Pars.
Nmeros de msica 24.
Presos do costume
A'm S liman.
Haver treug paia Apipucos e Otinda, e bondg
para todas ag lianas.
Oreveniente : As bellas zarzuellas
Robinson, Marselbea, 9 de la noche e Re-
lampigo, para ultimas funcyS's.
Para carga, pasagens, encommendas,
ro e frete tracta-se nom oa
CONSIGNATARIOS
dinhei -
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCIO H. 3
1* andar
( O.Hl'WUii: DE MEMWAVR
RIE'J n^ItlTIMRM
LINHA MENSAL
0 paquete Niger
Commandante Banlc
E' esperado doa portog de
sul at o dic 21 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux.
tocando em
Dakar e Lisboa
Leinbru-se 803 senhores pasgageiros de todut
as claesee que ha Ingareg regervadoa para egt*
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15% em favor das fa
milias composta de 4 pessoas ao mei.os e que pa-
garem 4 pagragens inteiras.
Por excepeo os criados de familias que torna-
ren) bilhetes de proa, gor-tin tambem 'este abati-
mento.
Oa vales postaes 90 se dae at dia 19 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas '. dmheir
* frete: tracta-se com o
AGESTE
4Hgnste Labille
9 RA DO COM ERCIO-P
f-aux-^a-: B variado
Leilao
De bous movis, lonca, vid ros, livros, qua-
dros, ubjeetos de electro piafe.
Como sejam :
L':n piano forte, 1 cadeira para o inc6tno, 1 mo-
bilia de Jacaranda com 1 sof, 2 censlos com po-
dras, 4 cadeira de bracos e 12 de guarni^ao, ta-
tapeieg, 1 mega redonda de Jacaranda, 1 divn e
i poltrouas estufadas, 4 Coderas de abrir, 1 mesi-
uha de Jacaranda.
Urna; sersphin:i allema, de Stutgard.
Uma mobilia de mogno com 1 sof, 2 coosolos
com pedras, 4 cadeiras de bracos h l(i de guar-
nicao, candicires gaz, quadros, jarros para
Aires.
Um bilhar e seus perteuces, 1 estante envidra-
cada, 1 uma commoda secretaria, obra do Porto,
cadeiras de junco, brancas e pret:.s, 2 cadeiras de
balanco, relog.o de parede, 1 esprt-gur;adeira.
Muitos e lindes ohjectos do electro pate.
Uma escolente mesa elstica abra de gosto e
cuui 8 taboa.-, 1 guarda-Lea envidracado, 2 apa-
radoreg com tampos de podra, 1 cngolo com po-
dra de cor, 1 sof ie i.marello. 12 cadeiras da
guumico, 2 aparadores torneados, 1 guarda-co-
uiid, 1 relogio, bandejas, salvas de electro pa-
te, fallieres, copos, clices, garra! is. lotifa. vidros,
1 filtro 1 quartmheira.
Umii cama fraocezn, 1 lindo guarda vestido de
rail de amrclle, 1 guarda rouca igual, 1 cama de
mogno, 1 tolet, 2 lavatorio, 2 camas com grades,
2 ditas de ferro para meninos, 1 toucador, 1 ca-
bido, esmag de lona.
OBJECTOS AVULSOS
Tiez banceg para jardim, 4 sofs de ferro, 2
mesas redondas de f tro, 1 porta chapeos, 4 ban-
cog de raadeira pintados, 1 bilhar e pertences,
1 banco ou p pura cofre, diveroa livros, 1 escada
comprda, 2 armarios pintados, canos galvani-
gados pura encinar vgua, torneirns, mesus eom
cavalhetes. candirciros & gaz.
.lulnta-eira. 14 do corrente
Agente i into
Na caza grande da ua do Visconde de Goyan-
na n. 163, o m a frente pintada de cor de rosa
da tntrad para a Estancia, (4 qual tcm boas ac-
e minoiiacocs para graude familia o esta para
allagar-se.
Os referidos movis e mais obje.-tos s; quasi
uovos, solidos, e perfeitos.
O bond das 10 horas e 6 minutos da linha da
Magdalena dar passagem gratis aos concurrentes
ao leilao.
leilao principiar s 10 li2 horas aru ponto
por serem muitos os lotes.
Leilao

BOYAL Mil STAM FACKfcl
Em continuaco
De mobilias, pianos, guarda-lour;as, camas fran-
eezas, marqnesoes, bidets, lavatorios, consoles,
cadeiras avulsas, commodas, aparudorea, resfria-
deiras grandes e pequeas, pedras marreoreg para
jardineiras, censlas e bidets, diversas qualidades
de bebidas, jairo?, espelhos, quadree, vidres, ci-
garros americanos e muitos outros ohjectos.
A's 11 horas
{No armazem da ra do Mrquez de Oiinda
n. 19
Por intervenjao do f gente
Gusmao
0 paquete Tamar
Lcilao
De uma casa terrea meia agua, na ra do
Padre Floriano n. 76 em solo proprio
Sexta-feira 15 do corrente
A's 11 hons
S. Vicente, Lisboa, Vigo e Son
thampton
Reducmo de passaqens
Ida Ida e volta
A Southamptou 1" ch.sse 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Car paggagens, fretes, etc., tracta-se >" os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
S. 3 RA DO COMMERCIO N. 3
Para larauio
Segu para o porto cima neste dias a barca
portugueza Vasco da Gama ; para carga e passa-
geiroa trata-se com 03 :ongigaata:iog Joe da Sil-
va Loro & Filho.
esperad.'
do sul no dia 14 de
enrrente geguin lo j
depois dn drion. I
necessaria para I _
Ao armazem di ra ao Imperador n. 2
O sgente Stepple bastantemente aucorisado le-
f vara a leilio a casa terrea cima declarada em
gelo proprio.
Us Srg. pretendente desde j podem examinar
a :cforida casa.
2- Leilao
Sexta-felra, i5 do corrente
A's 11 horas
Rita do Imperador n. 65 lado de delraa
O kgr-n'e Modesto Baptista por mandado do
Exm. br. Dr. juiz do commercio, a requern.ejf.0
do Dr. curador fiscal da massa fallida de Corroa
4 C far leilao de 1 cofre grande do fabricante
*lilnerg, 3 carteirae, 1 balanca, 1 divigao de es-
erpter'), 1 prensa para copiar, 2quadros, 1 sof,
8cdeir.is, 2 ditas de balanco, 2 cngolos, mesa-
redonda e qoadradag, 2 mochos, tudo pertencente
a megma massa fallida.
.
"TmiMii


^M
Pen

de Abril de 18S
7
'k
Da armacao e merendona da lo ja de ma
dezas da ru Duque de Oxias n. 66
Massa fallida de Ferrara Sousa de &C.
Sexta- feiro, 15 do correnta
AS 11 HORAS
O agente Martina far leio por mandado do
Illm. e Erm. Sr. Dr. juiz especial do omowrcio
em suh pres-nca, da armacao e mercadoriau da
loja de miudeas, pertenceiite a rnassa fallid* de
Ferr.'ira de Souza & C, ra Duqae de Caxias
n. 66.
O bataneo pode ser examinada em mao do
agente.
__ Alaga-se o !|ruodo andar da casa ra
larga do Rosarlo d. 37, esquina defronte da igreja
a tratar no panmeuto terreo.______
Precisa-se de urna rio para coeinhar, para
casa de poaca familia ; a tr.aar na ra o Bario
da Victoria n. 57.__________________
__ 1 recita-se de urna cosinheira; na ruada
Matris da Bja-Vis'.a n. 9.
__ Aluga-se o predio da rna do Bario de S.
Borja n. 26, com co-nmodos para numerosa fami-
lia cem aeua e gas encanados : a tratar na rna
do Pires n. 59, ou em Olinda rna do Bomfim
numero 49.______^____________-__________
OffereaTse anta seohera honesta para casa
de homem solteiro, qae presu-se em servicos m-
t-rnoa ; quem precisar dirija a esta typograph.a
carta fechada com as inuiaes A t.____________
AVISOS DIVERSOS
Ahjga-se casas a 8 000 no becco do:
Ibos, junto de ti. Uoueailo : a tratar na ra d
Imperatri* n. 50.________^__________
__ f'recisu-te de urna ama para ceiahar e com-
prar ; na ra da Roda n. 20.______^^___^___
Madame Faucy Silva, modista e costureire
desta cidade, tem a honra de communijar s
imas. familias que lhe tem honrado com suas
valiosas ordena, que parte para Pars no correntc
mee, afim de fazer acquisicao para o seu atelier
de faxendas, chapeos, espartilhos, enfeites, enfim
tudo quanto de mais moderno e melhor tem, houver
e posas interessar ao toilette de urna senttora.
Dentro de dous meses a annuocunte espera rc-
gressar dessa viagem, que simplesnieute empre-
hendida pela animacae qne tem recebido de todos
|ne tem se dignado encarregal-a de variadas con-
eccoes. Despedindo-se, pois, temporariamente
de suas Eimas. clientes, cumpre declarar-Ibes,
que recebe desde ja encommendas de vestidos,
chapeos ou outros artigos qne queiram, por scu
intermedio, mandar vir de Paris ou Londres.
Kua do Imperador n. 50, 1- andar.
AMA Precisa-se de urna para o ser vico
nterno de urna casa d-; familia ; a tiatar d& ra
Duque de Caxias n. 77-A, ou no Entronsardnto,
entrada dos Aflictos n. 33.
Na ra do Baro da Victoria n. 6, coniprii
se cobre velho. ________^^
Vende-se urna taverna muito b>a e cora
poucos fundos no Arraial ; a tratar na ra larga
do Rosario n. 14. ______________
Quem precisar de urna professora para en-
sinsr primeiras lettras, doutrina, principio de
msica e piaao, dinja-se ao Caminho Nevo nu-
mero 128. _____ '
= Une dame franyaise ayant une grande ha-,
bitnte de l'enseignement et ayant habit l'Angle-
terre pendant quatorze ana dsire donner des
lecons de francaia et d'anglais.
S' adesser 19, ra do Hoepieio. Piix inoi-
s.______________________________________
= Os abaixo assignados scientificam ao respei-
avel publico e corpo comaiercial, que o Sr. Ma
noel do Reg Pontes deixou de ser seu empregade
esde o dia 31 de Marco prximo find.i, e protes-
tara por qnalquer transaeco qur elle effectuar
ni nome des signatarios. Reiite, 9 de Abril de
1887.Moreira = AMA = Precisa-se de urna, para cosinhar e
comprar, para duas pessoas ; a tratar na ra da
Roda n. 5i, 2- andar.
Precisa se de urna sma para ecsinhar e mais
servicos de ctsa de familia de duas peseoas ; na
rna Caes do Ramos n. 26.
= Pede-se aos estudantes abaixo, que appare-
can ra do Imperador n. 16 :
Francisco de Parias Castro.
Manoel Bernardo Galvao Sjbrinho.
= Precisa-se de daas amas, seudo uma i .r i
cosinhar e outra de leite ; a tratar na ra de Mar-
cilio Dias ns. 1-7 e 21.
Ao publico
Mara Rosa Pinto Uoncalve e JoSo Gregorio
Goncalves participara ao publico e multo especial-
mente ao corpo do coma-ere, que nesta data
vemderw, Hvre e desem aracadamente, ao 5>r
Anastaci j da Silva Lirga o seu estabelecimento
(fabrica d cittarroe) rna larga do Rosario nu-
mero 8. Bec*,. T. Abril de 1887.
Mari a Roja Pinto Goncalves.
Joio Gregorio Goncalves._______
do afamado fabricante TWet, de diversos pa-
droes e cores, Unto em mobilias como em pecas
avulsas, a vontade dos senhores compradores e
par precos sem competencia ; vendeoo-se no ar
masera n. 54 da ra do Mrquez de Olinda.
ViodoPort e vinho
verde
de superior onalidade, em caixinbas de urna du-
zia, e por pre',0 muito resumido ; vende se no ar-
mazem n. 54 da i ua do Mrquez de -'linda.
Criado
Precisa-se de um rapaz ; ns travessa do Corpa
Santo u. 27, ou na roa Real n. 20, Casa Forte.
1 ni lioin negocia
Vende-se a posse do kio*que da ra Nova, ao
p da ponte da Boa-Vista ; a tratar jio mesmo.
Caixeiro
Precisa-si de um caixeiro cem alguma prntica
de taverna : na ra de Fernandas Vieira n. '24.
Vinlio da Mourisca
Proprio para mesa
Joao Ferreira da Costa, ra do Amorimn.
64, acaba de recebar urna partida d vinhos em
cascos execasivam-nte grandes, e como deseja
tornar bem conhecida esta superiorqualidade, que
se faz recommendado pela tua pureza e boin pa-
ladar, resalve vendtr esta remessa no sen esta-
belecimento em barris de quinto e de. dcimo, p:r
pre9oa muito rzoaveis, para o que cbamain a
attencao dos senhores apreciadores, assim como
aos dones de hoteis. ___
Rememos une curamr
Sem dieta esem iiiodifi-
ca$oes de costuraes
Laboratorio central, ra do Viconde d
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Reqente .Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelo phar
macenlico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvados pelas juntas de hygiene da Corte.
Repblicas do Prata e academia de industria di
Paria.
Elixir de mbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as dges
toes e promove as jeccoes difiicies.
Viaho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemicos, debella a hjpoem;
intertropical, reconstitue os hydropicos e benb^
ricos. -
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recommendado na bronchite, na hemor.-
Sse e as tosses agudas ou chrenicas.
leo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
ni^mo, na fysica.
Pilulas ante peridicas, preparadas aorn
pererina, quina e jaborandy
Cura radiealmcnte as febres intermitientes, re
mittentes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tainbem fer
ruginoso, preparados em vinho de caj
Eihcazes as iuflammacoes du ligado e buc
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado osa coavakscencas das parturienta
retico ante-febril.
Francisco Manuel da Silva k C.
RA MRQUEZ DE (JLINDA -


I
:j
JU ;
'.'JLT e G
uticos em Paris.
ido na nova
j oPiial do Franca.
AePROVAno v:.\ IrrsTA central de
HyouMk doJBrazh.
i aspirar a fumaca dos Cigarrn
luton para fazer lesipparererem comple-
03 mais violentos ataques de
'ma, a Toi$s nervosa, Ituuqutdo,
i da oox, Nevralgia facial,
Intomma, e tambem combater a Titica
aryngca.
Cada atojo leva a maroa da fabrioa, a
'Ursa a O sallo a ORIMAUiT Os
(A.RIS, 8, Rna Virlenne, 8
r MA* WUXCIPJlBS KAllHACIAft,
Eagommadeira
Precia-se de nma engommadeira para duas
pessoas : na roa da Aurora n 23.___________
triado
Precisa-s^ do um criado de 12 a 14 annos ; na
ra do Paysand n. 19 (Magdalena)^___________
Attencao
D. Mara Arcbanja Cavaican'e do Albuquer-
qu^, senbora do engenho Tamatadpe, declara que
est no seu engenho o mulato Sebastio, qte diz
ser escravo do fallecido Ponciano da Silva, ren-
deiro do engenho Per, comarca do Rio Formse,
freeuezia de Una. Tendo a mesma senhora^man-
dado lealo ao referido engenho Per, nao en-
csntrou mais a familic, o tendo voltado o mesmo
escravo, nao se reeponsabilisa a senbora p. lo dito
eseravo, e fas o presente annuneio para que quem
se julgar com direito, appi.re$a par lhe ser en-
tregue o referido escravo.
Cosinheira
Precisa-se de ama cosinheira ; na ra da Auro-
ra n. 109.________________________________
Engenho para arrendar
Arrenda-ee o engenho Serra, distante meia le-
goa da esta cao do Cabo, me com agua e tem
todas as obras em bom estado ; quem o pretender
dirija-se ao seu proprietario no Kecife, ra Im-
perial n. 209, ou ao engenho Novo do Cabo.
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Josqulm de Bario Da* Per'
anden
Manoel Soares de Figueiredo e Jos Soarcs Ke-
ves agradecem do intimo d'alraa todos os ami-
gos que se dignaram aco*npanhar ultima morada
os restos mortaes de sen exea xciro e attigo, Joa-
quim de Barros Dias Ferniu-ies ; e de aovo ro-
gam aos mesm^s o obsequio de assistir as misase
que, por alma daquelle rJnado, mandam celebrar
sexta-feira 15 do corrente, stimo dia de seu pas-
samento, na matriz de Santo Antonio, s 7 horas
da manh ; desde j ante.ipam seus agradecimen-
tej s pessoas que sedignarem assistir a este acto
de caridade.
Varia Saluattana tic 4mrira
ls anniversario
Ernesto Demetrio da Cos'.a Araonm e sua se-
nhora mandam ressr missas par alma de sua pre-
sada mi e sogra, Mara Salustiana de Amorim,
na ui.tiiz da Hoa-Vista, na s xtafeira (15), s 8
lioraj da rsanba, e conviuam es eeus parentrs e
amigos para assistirrm a este acto religioso, pelo
que ficarao eternamente gratos.
Candida Joaquina de Marro* e
Uva
iheolonio de Barros e Silva e Joaquina Mara
dos Praz-r>' Reinos, t.us filbo?, Guilhermino Ra-
m"S de Barros e lHUr, VUnnal Ramos de Barros
e Silva, Eliacu Ramu da barros e Silva, Salvioa
Ramos de Ba-r< s Silva, Baffin Ramos de Bar-
ros e Silva, Fr..ncie.a Hnmus Julia Ramo Tr I, i, aV JawM u geur.i, Vicente
Teeletu de Jess, agrad<'cm sincetnment- aos
pareaUs e Nmijos qn- ( ilignuram ac>.inpa-
o assisiir o enterrai rtaes
de na presaba riltia, m&i e to;ra, Candida Joa-
qun de Barros e Silva ; c d'- nova os convidara
paia a misen d.i stimo lili, que pelo repouso
i de sin alma, atandaiji cebbrar no oa 17,
s 7 horas da ran, na umta de Santo An-
toui".
MUTILADO
Tricofero de Barry
Garante-ae que faz as
cer eerescer o cabello anda
ios mais calvos, cura a
nha e a caspa e remove
todas as impurezas do cs-
eo da cabeca. Positiva-
mente impeeio o cabello
de cahir on de embranque-
rer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lua-
tioso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segnnda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no ra un -
do que tem a approvaeao ofBcia! de
um Governo. Tem dnas vezes
mais frottrancift qno qnalquer outra
e dnra o dobro do tempo. E' muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mnis fina e delicada. '
mai. permanente e agradavel no
lenco. n.ia> r^zus mais refres-
cante no banjo e ac cuarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansados e os
desmaios.
Xarope Je Vifla Se Beiter So. 2.
iJTflS DB BAXr-O. DKFOIS DE rsiX-O.
Cora positiva e radical de todas as formas de
jscrofulos, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affece;5es, Cutneas e as do Courc Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
encas do BangneFigado, e Rins. Garante-se
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
restaura e reno va o sy s tema inteiro. ^> :
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian-
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Approvados e autorisados pela inspecto"
ria geral de bygienne do Rio de Janeiro.
Deposito era Pemambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Armizem
Alugs-se o grande srmazem ra do Impera-
dor n. 43, coui fnnio para o caes 22 de Novembr o
por preco muito commodo.
Oulro
Aluga-se outro armazem ra Domingos Jos
Martins n. 114, reedificado ha pouco, com grnnde
espaco para qualquer estabelecimento ou moradia.
5 utro
Anda outro ra de Marcilio Dias n. 104, tam-
bera reedificado ha pouc.5, com muitai accommo-
daces, tanto para qnalquer estabelecimento como
para moradia.
Trata-se no armazem u. 54, da ra Mrquez de
Olinda.
Attencao
Mordidura de animacs
e reptis venenosos
Joe Emigdio de Chrislo Leal, reaidente
em Olinda, roa do Amparo n.- 35, tendo
ficado com a receifa pela qunl seu finario
pai o tenente Felippe Manoel de Christo
Leal, preparava peoras imn -,attraben-
te de oualquer veneno, tem para vender
ditas pedr8s acompanhadas de urna iadica-
9S0 iuipressa.
Estas pedras tm sido applicadas em
crescido numero de pessoas e anmaes mor-
didos de cao daronado e cobras de diffe-
rentes especies, inclusive a cascavcl, sem
que jamis tenha filiado a cura em um
s caso. Portanto es snhores apreciado-
res da enea, e pessoas residentes no campo
prevenido com tal antidoto eslSo isentas
de vir morrer de taes mordiduras um pa
rente, um ami^o, um compauheiro, final
mente, racion.'.l ou irracional.
Sao condecidas estas podras a rosis de
50 annos, empng.ids sempre on bom
xito c bom resallado.
Pillas purgativas c depurativas
de Campanha
Estas ilulas, cija (.repawto puramente ve
^etal, teem sidj por mais eom os melbori's re.-nitHJs as seguiutes moles-
tias : affeecoes da ,.elle e do figado, syphilis, bou
boes, escrfulas, cbagas inveteradas, erysiptdas c
ironorrbas.
Modo de anal-a*
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, l
oendo-se aps cada dse um pinico d'agua aaoca-
ia, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar
Estas pilulas, de iuvene;tLo dos pbarmaceuticot
Almeida Andrade t Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sna me.lbor garanta, tornande-
je mais reedmmendaveis, por seren um segure
ourpitivo e de poucar-diera, pelo que podem ser
nadas em viacem.
ACHAM-SE A' VENDA
^a drosarin de Farln fc>lri:ilio
U KUA DO MRQUEZ I>E OLIXDA 4J
Menina e menino
Preeisa-se de urna menina de 10 a 12 snnos de
idade, para cafa de familia, paia andar com orna
criancinha de di us annes, traa se bem e d-sa
de vntir, e o menino para raser compras, median-
te um pequ' no ordenado mensalmente ; a tratar
na ra Velha 36, collegio.
V
'<$ 4 r

r-
' '\j',- V ,(S
y
#
p
lie assucar
Apparelhcs econmicos para o cozimen-
ta e cura. Proprio para engenbos peque-
dos, sendo mdico ein preco e ef-
fecvo em operaeo.
Pdese ajuntar aos engenhos existentes
do systema velho, melhorsndo muito a
quadade do assucar o augmentando a
quantidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
macbinismo apereicoa.lo, systema moder-
no. Plantas completas ou macbinismo
separado.
EopeeificaeSes e informago^s com
BrowDS e.
5-RUA DO COMMERCIO-5
r>i. PASTILHAS
D8 ANGELIM&MENTRUZ
as ^^ //" Grande m i
95 B OB S es i
I.'Ji SBp^
K(l RES
0 Remedio mais effcaz e Seguro que se tem descoberto ate hoje para expe'lir as on trigas-QRIAYOL FRE a-
Para cosinhar
i'rccisa-se de urna
ama para cosinhar,
mas que cosinhe bem;
no 3." andar do predio
n. 42 da ra Duque de
Caxias, por cima da ty-
pographia do Diario.
BARTHOLOMEO & Ca
Pharm. Pernambuco
nicos preparados de JURL'BEBA re-
commendados pelos Mdicos contra as
Soencas do Estomago, Fijado B&po
c Intestinos, Perda do Appetite,etc.
15 Annos de bom xito!
EXIGIR A ASSIGNATUR/.
NOVIDADE
Retratos artsticos
Na gileria Ducasble, acbsm-se expostes tres
retratos pintados a oleo, pelo Sr. Bannel de Pars,
garante-se toda semelhanca e prfeicio, o publico
poder a vista destes certificarse comparando a
photographia com os mesmoe.
Para encommendas basta urna simples photo-
graphia.
Bi io Baro da Victoria 11.65
Cajrubeba
O rci dos depurativos !
Cura do Syphilis e Asihma
Atiesto que faecndo uso do CAJU'RUBEBA
por causa de um iiictinnnd i que seffria em um
olho fiquei ci:rapletaineiite restabeleeido, e appli-
cando em pessoas do engenho que eoffrlam de sy-
philis ei de asthmatico rr8tab-.'lecerain se tambem.
Engeabo Pindoba, 7 le Marco d- 1887.
Pelippe d S e Albnquerque.
Peitoral de Cambar (3)
Descuberta e prepara<;? > de Alvarts de S.
Soan-s, <: Pelotas
Approvado pela Ezma Junta Ceutral de Hygie-
ne Publica,uuctorisado pelo governo imperial, pre-
miado com as medalhas de ouro da Academia Na-
cioual de Pars e Exposifilo Brasileirn- Alleraa de
1881, e rodeado de valiosos attestados mdicos e
de inuitos outr s dje pessoas curadas de : tosses
simples, bronchites, asthma, rouquielao, tsica pul-
monar, coqueluche, escarros de sangue, etc.
Precos as agencias : Frasee 2500, mei
dusia 13000 e dusia 24000.
Precos as sub-agencias :Frasco 2^800, meia
dusia 152000 e dusii 28000.
Agentes e depositarios geraes nesta provincia
FRANCISCO MANOEL OA SILVA & C,
roa Mrquez de Olinda n. 32
PdIio de Riga
MATHUE-* AUSTIN & C, receberam oltima-
m.nti; um completo sortimento desta mad'ira,
como sejnm : pranchoes e tabeas para assoalbo,
da melbor quadade e de diversas dimensdes, e
que vender pf>r presos cjmmodos, e redusidos,
conforme os lotci ; no armazem do cae^s do Apollo
n. M, on ra do Commcrcio n. J8, 1 andar,
Criado
Precisa se de um criado par t d j aervco de
urna casa de familia, e que d fiad r de sua con-
ducta : na ra de Aurora n. 67.
MU -VTBBtDJKQXBlVSSX*
COLLARES EOYEE
lo*.Mamaico*
OKot '< J1im MrM 2c tco#t" eeatra
CONVUI.8E8
I ral* ?ltUT4I 1 SOTr^A MS USMfiS
". >, COLLARES Rr*CR,cjnheria ha mais '
lile 26 auaMi o> uaicoscroe prdttir'ao
) realmente as creaseds <*as COMVCSEa
'ayudando ao MHM) tempo m Jc*rr.
Para evitar a> relattloayfl < aj i-n>Iioaas. csila-to ea *m
K^am* ^-.Maea**,"*a '*"*- *"* 7a rTra ''V** 9w-*!-*ro el
WOLFF & C.
N. 4-RA DO CAE&T--N. 4
H'este muito -onhecido estabelecimen-
lo encontrar o respeitavel publico o niais
variado e completo .ortimeulo de JOIAS
receFiidas sempre dirpctanaeate dos melho-
res fabricantes da Ktiropa, e <|ii primara
pelo apurado gafto do mundo elefante.
Ricos aderemos completos, lindas pulsei-
ras. alflnetes, voltas de uro cravejada co
;
brilhontes, ou perolas, annefs, cacolctaw,
botdes e ontros uuitos artigos proprios
dcjte gcuro.
ESPECALDADE
Em relogios do ouro, prata e nickel-do*,
para hmeos, seukorast o meninos dos luai,
acreditados fabricantes da Europa e Ame-
rica.
I'ara todos os artigos desta casa garan-
te-se a boa qualidade. assim como a modiei-
dade nos preers q-sito sem eompet* ncia.
%'estta casa tambera eaacerta-se qual-
quer obra de ouro ou prata e tambem rv Pli-
gios de qualquer qualidade que seja.
4Ra do Cabu4


PILULAS GUILLIE
PILULAS *tracto do JtLrir gtico nti-Catanhal Jo flr BILLI
PAUL GAGE
Phar de 1" clase, D' em Medicina de la Facultade de Pars
DinCO PROPRIETARIO D'ESTE MEDIC1MEKT0
PARS, 9, ra de Grenelle-St-Germain, PARS
Estas Plalas COOtein dehaixo de um pequeo volume aspropne
d\d'3li>ni-i'u:r:^,iva'>'loElixirGulIli, oqual remedio conherido.
lia mais lie Mwllta annos. i'or ser "iu Jos mais ecouomicos.eomo
Pnrginte e nepuratlvo.
DESlOHFIAR as FALS1FICk OES, eligir as LEGITIMAS PILULAS GILLI preparadas por
Depositiiiios em Pernambuco : FRAN M. da SILVA c
Febres
Epidmicas
Fluxoes do palto
molestias
das Nlulheres
i das Cnancas
PAL GAGE.
C.
A REVOLUTO
0 48 ra Duque de Caxias
Chama a at^ngao dss Exmas. familias para um explendido sortiinento de fa-
zendas que vende por pregos seno competencia.
E' bom ver-se para acredlar-se
Etaojine de la com palmas de seda, 105000, a per^a.
Cambraia bordada com 10 jardas, 5500, a dita.
Gaarnigoes de veiudilho bordadas a vidrilho, 7(5000, urna.
Lindas cachemiras broche, 1-jOO, o eovado.
Cachemiras de cores, 800 rs., lf$000 e 14200, o dito.
DamasR de seda, 15400, o dito.
Setim Macau, 800 rs., lfJOOO e lf5200, o dito.
Dito preto, .1^200 e lf?400, 20000, o dito.
Gorgurinas de listrinhas, 320 rs., o cito.
Selim damass, 320 rs o dito.
Lindas las de quadrinhos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradus a seda, 320 rs., o dito.
Las coin listrinhas de seda, 560 rs., o uno.
Ditas com bolinhas, 600 rs-, o dito.
Fustao briBco, fino, a 400, 440, 500 e 600 rs. o dit?.
Cortes de cachemira para vestido, 205000, um.
Cretones escuros e claros, 240, 280, 320, 360 e 400, o eovado.
Algodao de duas larguras, 800 rs., o metro.
Bramante de quatro larguras, 1|$200, o dito.
Dito trancado de duas largaras, i|5200, o metro.
MadapolSo gema de Ovo, 6<550O, a pec>.
Cortinados bordados, 65500, 75000, 85000 e 95000, o par.
Colchas bordadas, 55000, 65000 e 75000, urna.
Ditas de cro-jhet, 85000, urna.
Grinaldas com ricos veos, 105000, urna,
Leques de pao, pretos o de cores, 500 rs., um.
Ditos de papel, novidade; 700 rs. e 15000, um.
Artigos para homens
Cortes de oasemira de cor para costumes, 255000 um.
Ditos de dito de Sr para chIc, 55, 6^, 75, 85500, um.
Ditos de fustao para coleta, 15000, 15800 e 25500, um.
Ditos d' lio seda para.coI';t->, 65000, um. g
Caseiuiras da cores par* 15600. 35000, 35500 e 45000, o eovado.
Dita dia-onal h ahochoa.la, 2500, 45000, 55000 e 60000,'o dito.
Dita Sedao, 20800, o corado.
Cheviots azul e preto, 10200 e 30800, o eovado.
Grande sortimento em brins brancos e de 10* es, < usiattas moleskins, meias,
gravatas, '.eogos e outros artigos que se lembrarao na preci:nc.i dos fr?gu?zes.
e da Silva Moreira.
-
Henriqui
MlaMt>aAAlt>^>VW^MV^M^W
POS DE ARROZ SIMN
Sabonete Orenae Simn
preparados com glycerina, parr. a toiieUe diaria, contra
as influencias perniciosas da atmospbera e paradar ao
rostro : Frescura, Mocidade e Kacieza-
FRUSTRO. AS NUMEROSAS WITQOfS.
J. SIMN, 36, Ru de Provence, PARS
PRINCIPAES PHARMACIAS, PERFUMERAS T LOJAS DE CABALLEREOS.
W^^t*^<%ta^^>ViaVW^>^MMtM^*>*^>*^l%lta%aMI
INJECT10N GADET
lira certa em 3 das sem outro medicamento
4*oXMIS 7. ftoulerard tota**. V JPAUMM
r
i
w -^



i,


iario de Pernal
[uinta-feira 14 de A
Alfl-se
coin comandos pr< uraodr- fitmilla,
iitioMboriiuio ; lia. Foate de Uofc&t n. 10.
liiga-se barato
um pequeo armaxem ua ra do Vicario, propru
para deposito de fuzendas ou aiercadorias ; a tra-
tar na meema m n. 31, 1- andar. ^^^^^
Aluga-se barato
na doa Guararapes n. 96.
Ra Visconde de Itaparica n. 43, artnazem.
Boa do Tambi n. 5.
Ra do Viacoudc de Goyanna n. 163, com igua
gaz.
Largo do Mercado n. 17, loja com gas.
Largo do Corpa S&nto n. 13, 2. andar.
FraU-sa na ra do Uommercio n. 5, 1 andar
criptorio de Silva (uinmie* & C.
J
Preciea-e de uuu* ama para o servico domes-
tico de urna enea d familia; atracar na roa do
Baro da Victoria n. 4\ loj*.
Ana
Precisa-se de urna bou cosinbeira para casa de
pouca fa ilia, prefere se eecrava; na ra do
Kiacbuello n. 13.
Ama
k\m -se
o
acata da ruado Hospich n. 10, com grandes ac
commodacoes para cillegia ; na ra Duque de
Cazias n. 9. _______^^____
AI uga-se
ama casa com pequeo sitio na Torre, muito pr-
xima a linba des bonds ; a tratar na ra Formosa
aumero 4.
i
PrecUa-se de urna boa cosinbeira, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companbia
o. 2. Prefere-se escrava edeve dormir em casa.
Ama
Precisa-se de urna am* para casinhar em casa
de pouca familia ; na ra Augusta n. 274.
Ama de leite
\o largo do Corpo Santo n. 19, 2- andar, se
precisa de urna ama de lrite.
Ama
Precisa-se de urna ama pura cosiubar: na tra-
vesea dos Pires n. 5, Jeriquiti.
Altura-se
Amas
e 1 andar do sobrado no largo de S Pedro n. 4,
tem agua e gaz ; a tratar na ra istnita do Ro-
tarlo n. 9.
Na ra dr Hospicio n 27. precisa-se de ama
para o servico de duas pessoas.
Aos fumantes
Jalroph
Manipoeira
Eese medicamtnto de urna eficacia r. conhecida
oo beriberi e outras molestias em que predomina a
byiiropesia, acba-se modific-lo em sua prepara-
cao, .'ratas a urna nova formula de um distincto
medico desta cidade, s-ndo que somonte o abaixo
asignado est habilitado para preparal-c demodo
a nielhjrar lhe o goelo e cheiro, tin todava alte-
rar- Ibe aa propriedad.-s miMcamentosas, que se
conservan) com a mesma actividade, se nao maioi
em viata do modo por que elle tolerado pelo
eat-.mag.
"lio depoMtio
Na pbarmacia Conceicau, a ra do Marques de
Olindu u. 61.
Beserra de Mello
Paga-se km
Na ra do Imperador n. 45, 1 andar, precisa-se
de urna boa cosinbeira, urna engommadeira e um
menino para recado. E' de coddicao, dermmdo em
casa.
Para a fabrica Vendme ch-
Berds'Eye, Virginia, 3 Castell
Branco do Rio de Jauciro.
ou fumos ioglezex,
i, f o afamado R:o
Ra Nova n. 39.
Precisa-se de nica ama para cosinbar para pou
ca f 11 j i. i .i. a trarar ua ra Baro da Victoria
n. 54, loja de movis.
Ama

Pre. iea-se de duas amas, urna para cosinbar e
outra para srveos de casa de familia : na ra do
Cabug n. 16, 3- andar.
Engommadeira *
Precisa- se de urna boa engommadeira, que en-
saboc tambero, para caoa de pouca familia, prefe-
re-se escrava ; na ra do Riachuello n. 13.
LIQUIDACO
PABA ACABAR
PAZEXDAS E ROPAS
15-
--15
Arrenda-so o engenho Paraso, sito na freguc-
zia do Rio Formoso, moente e crtente, movido a
agua, com muit:ie vs>z-as e cerregos, com as obras
em bom estado de cemervaco e distante do perto ;
de embarque (Rio Fornrs.) 3 leguas e can. capa- |
cidade par sfrtjar 2.000 pues.
A tratar na cidade'lo Rio Formoso com o ba- ,
cbarel Antonio Ainazonat do Aimeida.e no Recife :
com es Sis. Wanierley & Bastos, ra do Bom
Jeras n. 19, 1 andar.
A commercio !
Manuel Joaquim Alvos dos Santos contii.a a
encarregar-se de escripturacss commerciaes por
partidas dobradae. Praca de Pedro 2o n. 81, 1*
andar.
Ama
. Precisa-ge de urna ama para casa de pouca fa-
milia ; na ra Formosa n. 37.
Ama
Offerece-sc urna seuboia de meia idadej sendo
ella portuguesa, pura casa de bomem solteiro,
para cosiubar ou outro qualqaer servico ; quem
pretender diiija-se ra da Conquista, na taver-
ua n. 27-A.
Ama
Aluga se urna c.sb com todos os commodos
propria para uuia pessoa rstrangeira, en frente a
chcara do Br. Tbom, na Cruz das Almas, en're
("us estates de via-ferrea ; a tratar na ra Pri-
joeiro de Marco u 2.">.
Aos pretendenles
Na eocbeira de vaeca?. sita ra da Pac n. 1,
.ende se algumus vucc&s prenbea ou paridas, as-
sim como um garrote ("rino, rafa legitima ; quem
pretceder dirija se a uicsuih, a tratar com o pro
prieta no.
PreeisH-9e de urna ama para cosinbar ; na ra
do Mrquez de Oliuda, mitiga Cadeia n. 56, se-
guado andar.
lu bom negocio
Vende-se a posse 3o kiosque da ra Nova ao
p da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
Palmares
Ama
O Dr. M"llo Gomes precisa de urna ama para
cosiubt e servico domestico ; na ra da Camb
do Car dio n 36.
Jabotao
Roga-sc Illma. Cmara d s a cidade que pro-
videncie sebre o estado do predio u. 60, que se
acha em estado de derabar para o becco, e sendo
este mui'o transitado de eeperar qualquer caso
lamentavel ; e tanto real este mo estado, que
servindo He cadeia dito pi- dio, foram reroettidos
para o Recite os presos que di.le se ucbavam.
Urge immediata providencia.
Um p>.i do familia.
A
sa
Na ra do Imperador n. 14, 2' andar, precisa-
se de urna ama para cosinhar e engommar em
casa de pouca familia, que nao durma fra.
Si
Precisas de urna um-. que saiba cosinbar ; a
tratar na ra do Cabug D. 14, 1- audir, d<> meio
dia s 2 horas.
AMA
Precisa-se de urna aui. para cosinbar e lavar
na ra da Ponte Velba n. 16.
Precisa de
Aiecrun n. 63.
\ma de leite
urna ama de leite :
na ra do
Dtias mogas solteiras, que residem com
seos pais, desejando oceupar seu tempo,
propio m-se a eninar algumas meninas.
Achando-se habilitadas a ensinar priraei-
ras letras, doutrina christa, elementos de
arithmetica, portuguez, bistoii?, sagrada,
historia patria, gcugraphia, msica, piano,
bordados ouro, branco, froco, seda
frouza, sobre vidro, a missargas em tala-
garfa, era relevo, crochet, tricot, frivolit,
trabalbos em papel tatagarca, o-es de
canotilho, e alero destes muitos outro;.
Msica o piano pago parte da men-
salidadc.
Recebem aluranas pensionistas.
A tratar em casa do tenente-coronel
Franca, em Palmares.
Barato
Aluga-se o sitio n. 8 da Magdalena, ao p da
ponte grande, cuja casa tem commodos para nu-
merosa familia, com agua encanada, dou^ quartos
extei ores, alguna arvorodos, ao fondo o rio Ua-
pibaribe : a tratar com o commendador Albino
Jos da Silva, na Santa Casa de Misericordia, ou
na ra v- lia de Santa Rifa, sobrado n. 14, das 9
horas da mauba 1 da tarde.
A' Florida
Ru Duque de Caifas o. loa
Chama-te a attenco g Exmas. familia* par
oa procos seguintes :
CiDtos a 1*000.
Luvas de pellica por 2500.
Lovas de seda cor granada & 24, 2/600 e 'i
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs n. 5 a 400 ra, i
metro.
Albuns de 14500, 21, 34, at 84-
Rain< s de flores fina3 a 14500.
Luvas de Ejcoss-. para menina, lisas e borda
das, a800el4opar.
Porta-retrato a 500 rv, 14, 14500 e 24.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anquinhas de 24, 24500 e 34 urna.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs
Egpartilho Boa Figura a 44500.
dem La Figurine a 54000.
Pentes para coe com inscripvSo.
Encbovaes para batizados a 8, 9, e 124000
1 eaixa de papel e 100 envelopes por 800 re
Cap lia e vcus para noivas
Suspenc<.ri'>s americanes a 24500
La para boidar a 24800 a libra
Mu de papel de cores a 200 rie
Estajos para crochet a !$000 rs
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de, largura a 34000, 44000 e 54000 a peta
Ijpqueg transparentes a 34000
dem preto a 24000
Lindos Bresca a 34000 14000 e 500 ris
1 jeques para menina a 200 ris.
Liuha para machina a 800 ris a duzia, (CBK)
Bordados com dois dedos de largura 600 ris.
3 dedos 800 ris, 4 dedos 14200
Garrafa d'agua Florida 800 rs.
Leques com borlota a 800 rs.
BARBOSA & SANTOS
Bicos brancos pra stinta, cretone e chita pa-
ra correr babados a 1 000, a 14503 a peca com
10 varas, barato..'
Albuns de chagrera, veludo e verbotina para
50 e 60 retratos a 64, 74 e 84000.
Meias de Escossia para senbora?, a J 4500 o par.
Lentos de lnho em lindas caixis,
Bico das libas muito fina proprio para toalbas
e saias.
dem japonez proprio para alvas e requeta e
toalhag de altar.
dem brancos com 5 dedos de largura, a 34000
a peca com 10 varas.
Caizas com sortea de jogo de mgica proprios
para salao, a 54000.
Sabonetes de devergas qualidades.
Bolsas de couro para menina de eseola.
Collarnho de linbo a 3C0 ris um.
Grande pecbincha en* e*partllbos
de linbo a ;t Son. un*.
Cabriolets
Vende-se dous cabriolis, sendo um descoberk
e outro eoberto, em perfeito estado, para um ou
dous ceval'oe: tratar & ra Duque de Casia;
n. 47
Urgencia
Precinaxe de perfeKaa coistnrel-
ra. paca-He bem : ba ra do Impe-
rador n. SO. primetro andar
Kiosque
Traspassa-se um eoi b traversa do Arsenal de Guerra n. 9.
Attenco
Gotta, Eheumatismo, Dores
Solugo do Doutor Clin
Laureado da Faculdade de Medicina de Pars. Premio Montyon.
A Verdadeira Solugao CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Aifeccoes Rheumatismaes agudas e ehronicas, o Rheumatismo gottoso.
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessario calmar os
soffrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solucao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
1123 /m explicacio detalhada acompanha cada frasco.
Exigir o Verdadeira Solugao de CLIN & C'e, de PARS, que se enoontra em
casa dos Droguistas e Pharmaceuticos._____ ___
.
??. SESC!jP.Cg^. .LjOD2:-0
RtlS & SANTOS, tendo obtic'o 5grande reducv^0 os presos das ver-
dadeiras MachiDas americanas para descaro^ar algodo, estao ?endendo a
n*ooo
por serra, com 14 /0 de descont, a
llua do Mrquez de IHnda n- S6 A
Foraocedor
privilegiado da Casa Real 9 Espanha
a de Z. Ti. a Rainba de Italia.
Ozea P. Ozea Oleo. i
Ozea Sachet. Ozea Sabo. 1
Ozea Essencia. Ozea Pomada.
Ozea Agua de toilette. Ozea Fixativo v
Ozea Vinagre de toilette. Ozea Cosmtico.
Ozea Aguamara os lentes. Ozea Brilhantina.
Ozea Pasta para os dentes. Ozea Cold Cream.
Precisa-se alujar um homem para vender na
ra, pxga-se bem : na ra do Jardim n.27.
Ensino primario e secundario
Urna f essea habilitada cfl'er. ci-je para ensinar
em algum engenho as seguintes materias : por-
tuguez, trance/, latim, historia, philosopbia e pri-
meiras lettras. Pode ser procurado na ra Impe-
rial n. 17.
Attenco
Precisa-se de urna senhora de idade, de boa con-
ducta, para cervir de companbia a urna outra ; a
se informar na ra da Madre de Dcus n 3, hotel.
QuininadePelletier
00 tas trez frrnai
O Sulfato de Quinina Pelletier
preferido por todos os mdicos, por
ser inteiramente pjiro, contra as
Enxaquecas, as Mevralgias, os
Accessos de iebre.contraasebres
intermittenves e paludosas, a
gota e rneumatismo, e os suores
nocturnos. Cada capsula, da gros-
sura de urna ervilha,contm 10 centi-
paaunas de su*'*to, e nella l-se
PELLETIER.Esta-^apsulas tem
acc5o mais prompta e maisf
segura do quo as pilulas e*
confeitos, e engolewi-se mais acil-
mente do que as hostias.
Deposito em PARIS,8,R'j-d Vivienne
e nat prinolpaet Phtrmtoiu DnlriMS
Vende se on aluga-se o sitio com boa casa de
vivenda, viveiro, coqueirns e outras arvores fruc-
tferas, entrada do Kemedi-i n. 1 : a tratar na
ra da Imperadiz n. 30, 2- andar.
Materiaes de conslrue^o
Precos reduzIdos
A Companhia de EdificagSo, tem resol
vido d'ora em diante, p.ra as vendas dos
productos da sua olaria a vapor do Taqua-
ry, o seguinte :
Tijulos de alvenaria grossa,
formato comroum, descarrega-
dos em qualquer caes, o mi-
lbeiro
Ditos, formato inglez, idem
idem
Ladrilbos idem
Telhas communs, idem
As compras de ce:u a quinhentos mil
t s, terao um descont de cinco por cen
to, e d'ahi para cima dez por cento.
Bom negocio
Vende-se um estabelecimento de molbados, pro-
prio para principiante por ter poneos fundas :
quem pretender dirija-ge refinacao da rea do
Lima, em Santo Amaro das Salinas.
22)000
180000
35,5000
380000
Cimento
Fonseca irmaos & C. vendem cimento ingle*,
marca pyramide, e cimento hamburguez, por me-
nos preco que em outra qualquer parte.
Kiosque
Vende-se o de junto a ponte da Boa Vista, caes
du Capib.nbe ; trata-se no mesmo.
WHISKY
"OYAL BLEND marca VlAD
Este exeellente Whisky Escoss'.i r -erivs
M cognac uu aguardan.e de canna, para ortific
i corpo.
Vende-se a retaiho o-* h. Ihares armatent
colhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADOeujon
cae e emblema gao registrados oara todo o Brasi
BROWNS & C, agentes
Uaranliuns
Especial fumo ; vende-se aa ra do Bario da
Victoria n. 69.
Tintan ulai
PARA TINGIBA
barba eos cabellos
Esta tintura tinge a barba e os cabellos ins-
tantneamente, dando-Ibes urna bonita cor
e natural, inofensivo o seu uso simples e
rpido.
Vendr se m BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouquiyrol Freres, successorea de A.
CAORS, ra do Bom-Jess (antiga da Crui
u. 2""
TE1DA&

Estas exquisitas preparaces se w-iito apre-
ciadas na nais distincta oociedade pela deli-
cadeza do sen perfume.
W M R E C ER'S
TRANSPARENT CBYSTALSOAP
(Sabj transparente cristalino)
reconhecdo como i mais perfeito rV todoc es sabaos de toilette pelas suas
propiedades hygienicas, >elo doj aroac o peb gua larga diiracao.
Bepliij : ..; inoii.. Perfanikriai, Farmacias, dea.
Vende-ge um engenha.o mel or possivel d'a
gaa, grande, com mattas e capoeiroes, varzeas
largos corregos, perto do Recife e urna legoa da
estacio de S. Lourenfo, est todo montado, por
isso que tem todas as obras de t.jolo. Alem da
planta que tumbem ge vende, tem huje 20,(iU0 pee
de caf, 10,000 de bananeiraa e outras ructeiras.
Para melhor informaco pdem os pretendentes
dirigirse ra do Imperador n. 81, onde acha-
nto ma descripeo minuciosa ao Illm. Sr. Sebas-
tio do Rc-go Barros, pessoa autonsada. O nego-
cio de gr nde vantagem.
Vcnde-se urna cadeira de piano, muito boa
obra, dous jarros tulipas para botar floree, e pes
de flores lindas para ornar salas : na ra do Mar
que* do Herval n. 23, loja.
Vende-se o enpeubo Novo da freguezia de
Muribeca, tem terreno de varsea para safrejar
mais de 3,000 pe, bom cercado de criatao e boas
matas, me com aguas do rio de Jaboatao, acha-se
na varzea em que se projecta engenho ceatra), e
fea a 3,000 bracas da estaclo de Praseras, na
I' estiada de ferro de S. Francisco ; a tratar no dito
engenho e no estriptorio n. 6 ra do Impe
rador.
A Loja
Das Listras Azues
A' ra Duque deCailas n. ttl
TELEPHONE 211
Recebem as seguinfes fasendas
Juanitasetim de lindas cores matisudas al 000.
Cortes de Vestidosbrancos com quadriahos a
6O90.
Caxemirasinfestadas todas as cereg a 1200.
Merinosinfestados melhor qualidade todas asco-
res a 800 rs.
Corees Bordadosde cambraia branca a 5/.500 e
Gf.OO.
Fusto Brancosuperior qualidade a 400 e 00 rs.
Guarnicoesbordadas de cambraia victoria mui-
to largas a 5*000.
Babadose ntremelos tapados, transparentes, e
de fustSo verdadeiro a 600, 800,10( 0, 1(200 e
1*500 a peca com 3 metros.
Luvasde seda todas as cores com 4 boloes a
2*000.
Grinaldascom rico3 veos de Blond bordados a
M, 10*, 12a e 15*000.
Colxas de Da mascoCom borlas de seda a 301.
Cortinados Bordadospara cama ou jauella a 6*,
8* e 10*.
Tapetespara sof, cama e portas por todo o
preco.
Leques de .Setimpara noivas de 6$. 8 e 10*.
Renda Hespanb. lapreta padrao miudo a 2* o
covado,
Madapvlo americanosem gomma igual aoCami-
seiro a 6J000.
Bramantecom 4 larguras a 900 rs., e de linho
superior, a 2*.
Toalbas Felpadaspara banho. ou para rosto,
para todos os precos.
Leques a Juanitacom esmalto a 500 rs.
Cretoneg e chitas=novos padrSes a 200, 240, 260
e 320 ris.
E outras muitas fasendas que s verdem por
menos que as outras lijas.
As Exmas. Sras. que nao possam vir na loja
queiram mandar buscar as amostras na
Loja das Listras izaes
sBctum
HOMAIS^
P*1* 7LERY -
Vende-s era toO i pirt
ORIZA UCT
* aos Consummidores
perfumara oriza
PARS 207, Ra Saint-Honor, 207 PARS
0_S PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA L.LEGRAND
tlerem neu succesao e favor publico ,
.1!fM*>Wrptli*esBHM { a* A isa imlldada InalteraTrt
m laarleaiM. \ i :uHiitt do seo periome.
MAS SE IMITA OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA
em attingir ao ou gr*a de delicadeza e peHeicao.
k j1 apparencia extirior aestas imUaeBes sendo iOenttca aos Verta-
Fjw deiros fioriuctou Oriza, os consummidores deverao se
Mj precaver contra este comuurci-j licito e considerar como
v*TV amtrafaccao aualquer producto de qualidade inferior a
< vendido por casas pouco honrada*.
4
SAVON- DRIZA:- VELOUTE
"""" Uo Catalogo llloatrado pedido franqueado.
Aos i.1
200:000)00
100:000^000
GRANDE LOTERA
DE 3 MIS
Em favor des ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUGO
Extrap a U ie lulo Se 188?
i thesonireiroFrancisco Goncalvcs Torres


DES
OleodeFigadodeBacalhau
do X>r 30XTOOXJ2S:
lodo-Ferrueinoso de Quina e Casca de Laranja amarga
Este medicamento fcil de tomar, nao pro\roca nauseas,
e de cheiro agradavel. Pela sua composico, possue todas as
qualidades que lhe permittem com bter :
a ANEMIA, a CHLOROSE, as AFFECCES do PEITO
a BRONCHITE, os CATARRHOS", a TYSICA
a DIATHESE ESTRUMOSA, ESCROPHULOSA, etc.
Em vista do seu emprego fcil, da sua accJo multplice e
segura, da economa para os doentes, os mdicos receitam-n'o
de preferencia qualquer outro medicamento similar.
DEPOSITO OERAX. =
PARS, 209, ra Saint-Denis, 209, PARS
?E-NDEH-SE EM TODS AS PrdNClPAES PHARMACIAS DO UNIVERSO
CONFIAR DAS FALSIFICAgOES E IMITACOES

DOMESTIC
Sao reconheciaas ser as mal*
elegantes, as mais duravels
em todos os sentidos.
AS MBLHOBES
Para precos, e circulares como
illustrayoes de todos os estylo rliri
jam-se
Doniestic Sewng Machine i
Tetephone n. 158
NEW-YOR, U. S. A.

A LA REINE DES FLE'JRS
Ramalbetes Rovos
L T. PIVERem PARS
Mascotte
PERFUME PORTE-BONHEUR


.-.'
Extracto de Corylopsis do Japoj
PERFUMES EXQUISITOS .
Bouqnet Zamora --- Anona dn Bengala
Cydonia de Chine
Stephania d Australia
Helfttrope blanc Gardenia
Bouqnet de l'AmitWhits Rose o Kezanlik Poly;2or oriental |
Brise do Nice Bouquet de Reino des Prs, etc.

ESSENCIAS CONCENTRADAS (em
perumej
) QUALIDADE EXTRA
.pontos cas principaes Perfumaras, Pharmacias e Caiiellereiros U"
k
Roa 1" de Marco o. 0.
Participam ao respei'avel publico que, tendo augmentado seu
estabelecimento do JOIAS cora mais urna secf;3o, no pavimento terreo,
com especialidades em artig03 de ELECTRO-PLATE, convidam as
Exajas, familias e aeus numerosos freguezes para visitar seu estcele-
cimento, onda encontrado um riquissirao sortiraento de joias de ouro e
prats, perolas, brilhantes e outras pedras preciosas, e relogios de ouro.
prata e nikel.
Os artiges que ecebem dire< tamentf pnr todos os vapor sao
executados pelos m-is afnados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joiai de subido valor acharo urna grande variedade
le objectos de ouro, prata e electro-pate, proprios para presentes de
jasamentos, baptisados e anuiversanos.
Neui em relaco ao prc^o, e neu qualidade, os objectos cima
mencionados, encontraro concurrencia u esta prata.
i
i
K

bi^hhbb


fe PcramtacoQuita-eira 14 de Abril de 1887
Tarifas das vias-ferreas
irecer aprrwnMdo a Aamembla
eral da orledailo Auxiliadora
da ltrlcullura do Peruamuuco en
5 de Marco de 18**. pelo presi-
dente Inleriuo ua eo de <<
BomiB nodal e rural da menina Ho
cledadeenaconelro Henrlqae An
Sust Ullel.
Importancia econmica da questd.0 des trans-
portes
O bem-estar de cada uro dos individuos
de que eompoe-sa' qualquer ciroraanhilo
social a riqueza deata e saa influaacia no
mundo dependero, antea de ludo, da impor-
tancia dos productos que elle tira de ssu
territorio e da industria das populago\*s
que ntlle residen!.
Diminuta seria esta importancia, se cada
um dos membros da coramunhao s pro-
dnzisso pira si, c escaaso o numero das
aecessidades a que poderia satisfazer. A
abundancia da produegao implica portanto
a troca dos productos e esta transportas,
onjo custo, aecrescido ao da produegao de
qualquer genero ou artefacto, determina o
prego polo qual pode ser vendido ; o con-
forme for diminuto ou .imitado, alarga ou
estreita a zona na qual se podem verificar
as permutas, e por conseguinte estiroula
ou agvreata a produegao.
A questao do custo dos transportes joga
com urna das bases princpacs do edificio
econmico de qualquer nacSo e merece to
da ltenlo por parto dos poderes pblicos,
qu; alias della nao so t n descuidado em
lugar algura do mundo civilisado, apphcan-
do abultada parte dos recursos sociaes ao
raelhoraraento dos meios de oo.u.uunieagao
naturaes e a creagao de outros artifiaiaes
canaes e estradas, sem os quaes a propria
civilisagao nao teria podido penetrar no in-
terior dos continentes.
Com effeito, os progressos da civilisagao
presuppoem a existencia de importantes
ncleos de populago Ul e cidades, cu-
jos habitantes, entregues aos labores da in-
dustria fabril, do commercio, das artes e
das 8ciencias, recobam das populagoes
ruraes os gneros i-liuientieios necessarios
a sua inunutengilo; e a poderam erguer-
se e desenvolver 83 s bordas do mar e
dos rios navegaveis, ein quanto n2i so cui-
dou <03 meios de coininunicagao artfieiaes,
- canaes, estradas de rodagem e ltima-
mente estradas de ferro. Tyro, Sidonia,
Carthago, Athenas. Syracusa erara ciia-
des martimas ; Ninive, Babylonia, The-
bas das cem p jrtas, a propia i,ma eram
ligadas ao mar pir ineio de rios na vega-
veis..
De summo ioteresse em toda a parte,
a questo dos transportes assume entre nos
importancia capital eia razio das nossas
peculiares cireurastaneiaa. Oitenta orate-
simos da nossa populagao, vivero directa
cu indirectamente i1a exportagio dos pro-
ductos de nossa industria tgricola ; e taes
productos constara do gneros pesados e
volumosos, que exigem meios de transpor-
tes econmicos para lutar cora os produc-
tos similares do outras procedencias nos
grandes mercados da consumo.
Aecre8ce, que se por esta lado corre ao
nosso Governo na qualidade de represen-
tante dos interesses coectivos da commu-
nhile social, a estricta obrigacao de asse-
gurar, na medida dos recursos de que pode
dispor, a tolas as partes do territorio na-
cional o beneficio de facis e econmicas
commuDcac3fls com os pontos do littoral
pelos quaes t-ffeatua-se a exportagao, o mes-
mo dever lhe imposto, anda raais im-
periosamente, pela especial constituigao
do nosso edificio financeiro, que da mesroa
forma que o econmico, descansa sebre a
exporUgao dos productos de nossa inlus-
tria agrcola.
Os direitos geraos sobre a raportagao e a
exportagao, que representara, estes cerca de
10 /. e aquella le 30 % do V,lr dos ge'
nero3 exprtanos e raercadorias importa-
entram na proporgo de 70 a 80 /o
as receitas do Estado ; e como o pro le
to da ven-1* de noss >s gneros nos merca-
dos do Estrangiro nao volt sob forma
de uaoia, e si n s >b a de mercadorias, se-
gue-so d'ahi, que a cada augmento de mil
contos no valor dos gneros exportados
corresponde outro de cerca de 400 conto3
n.i3 receit .s gara-es, e o ntereaae fiscal es-
t lO.npliUnjnte de maooto cora o soaial^
para promover, pela redcelo do custo
transportes, o augmento da produc-
Resultado do aperjeicoimento dos mehs de
eommunicacd.0
Emquanto os transportes terrestres" ef-
fectuavara-sa na eabega do hornera, como
ainda hoje nos districtos mntanhosos do
Per e da Bjlivia, era c Tretas puchadas
por oito ou dez juntas de bois, como na
frica Austral e no grande planalt> do
Mxico, ou s costas de animaes, como
forcoso fazel-os na mor parto dos distric-
tos desta provincia, lestes erara o progres-
so da produegao e da sjosequento riqueza
a c-ivilisaglt dos oros :a la os raais adi-
antados, parqueo ;asto i. trausporto dos
productos reduzia mor parte deltes ao con-
sumo looal, I onJi-, ni) havia possibilida-
do de transporte martimo ou fluvial. Ao
centuou-se elle na Europa Occidental cora
a eocstruegao das estradas de rodagera,
que coro a condicuj do emprago de uro ca-
pital niais ou menos avultado em vehculos
apropria^os, permeto raduzir na propor-
go de 30 a 1 o esforco necessario para
mover qualquer peso ; e toraou ltimamen-
te, na mesroa Europa -e nos Estados Uni-
dos da Araeri:a, 'seguidos de longe pela8
raais nayS-JS civil3a^as, coro a construccilo
das vias-fermas, que exigem apenas urna
oitava parte da f.>rca de tracjlj precisa
as estradas de rodigem as raais prfeitas,
a mar ha accelerada de onde resultaram
os assombro8os pr.igrossos da riqueza ge-
ral que ha testtrannhsdo o seculo andante.
Na Europa OccideDta!, dotada cora mui-
tos rios navegaveis, q:ie penetrara at
grande distancia no interior do continente,
j se ac'iava apr.">vsiaia grande parte do
solo cultivavel, e a substituiota das estra-
das de roJagm calcadas, empedradas, ou
macalaraisadas, s veredas e pejsmos ca-
minhos nos quaes t: .- sitavam cora custo
os gneros e mercaUrias, j triplicara o
quadruplicara a produ.'.;ao e riqueza ge-
ral, quando appareccram as vas frreas,
que dentro em poucos annos elevaram-na
ao decuplo. Nos Estados Unidos da Atne-
ca do Norte, onde existiam mmensos ter-
ritorios incultos, a.proporcSo hinda foi raais
assombroda ; e a extensao e uberJade do
nosso slo nos davara direito a exigir an-
logos resultados do desenvolmeato da
viajo frrea entre nos.
Quao longo esta a roalidade da corres-
ponder a to Iisongeiras esperanzas. Nos
doze lustros decorridos desde que procla-
mamos nossa independencia, certo que a
nossa populacho quadruplicou e com ella a
riqueza geral ; man diminuto o quinhao
que toca s vias-ferreas em semelbantjs
augmentos; pois vemos que verificaram-se
as provincias que nao tero vias frreas,
da mesma foriBa que as que se a.-ham de
po8se daquelle maravilhoso instrumento de
progrewo; e por nutro lado, a pratica
mostra, que a nossas vias-ferreas s tero
vivificaio r.s loealidades onde estilo collo-
cadas as respectivas esta^oes; sua influ-
encia nao se faz sentir alera de pou :os ki-
lmetros de um o outro lado do seus tri-
lhos ; na atia 63treita zona de acj.Io nao
sroente ainda ti-ain sem poder ser ;onve-
nientement-njente aproveitadas muitos ri
quezas naturaes e productos agrcolas, co-
mo ao lado dos trena quasi vazios, sem nu-
mero do cavalleiros, ptC^s e animaes de
carga continan a circular, sem que se
utilisem da va errea.
A taita de nlaterial apropriado a certos
transportes especiaos, a do certas accom-
raodac3e8 as esta<,3es terrainaes e as do
F0LHET1M
JOS LARONZA
POR
JACQU DU FLOT E PEDRO M VPL
PUI1IEIBA P.4RTE
O S;?.ftMA
( Cot;t lio n. 82 )
IV
E, cora effeito o Sr. Arband nao se I.:-
vantou raais, ou, para sr:r uais exacto, sa-
bio raras vez^.s e cora difti roldn.ic. AI-
quebrado, curvado, paludo, coraquanto con
servasse alguma lucidez de espirito, pare-
ca ter chegado ao limite extremo da ida-
de. Manchas lvidas ou violceas marca-
v>m-lhe o rosto e as maos. Queixava-se
de dores internas atrases, os seus labios fi-
csram azues, a sua lingua, preta e india
da, encbialho a bo-;ca. Das suas Bjensri-
vas, s vezes branca, s vezes esponjosas
e sangrentas, s.ihia um pus ftido ; os den-
tes balados nos seus alveolos, treman)
sob a pressKo do dedo.
Maximiliano, por isso inesroo que era
medico, assustou-se coro essa accumulaco
de syraptoroas e chamou ns seus mais it-
lustres collegas.
6o os syraptoroas do escorbuto, ge-
ma ello de punhos cerrados, sem poder
preeis&r inelbor o diagnostico ou a esto-
matitc mercurial. Mas o escorbuto e os
envenenamentos curam-ae quando slo tra-
tados a tempo como este.
Experini'nt?ram-se todos es moicaroen-
tos. S o rgimen lcteo pareceu convir
ao do--nt-.
A allopathiu e a homo3ipathia foram
couaultadas, cada urna por sua vez. Ma-
ximiliano ainava demasiad mente ao pai
para recuar ante ama questao de prefe-
rencia em materia dn trataroento. Oousa
singular, os remedios pareciam empeiorar
O mal. Os chloratos, a belladona, o solu-
bilis dos horoeopathas nlo produziram ef-
feito.
E o mojo que velava cabeceira do
pai, di4 e noite, via a morte, a morte ter-
interior, a existencia n>s respectivos rgn-
lamentos do dispoai^es vexatorias e as'
vezes a iucjuvonioucia do horario dos
trens tora concorrido p*ra este facto to
claramente iofenso aos intaresses da popu-
laao corno aos do governo ; .as a causa
prin.-.ipal de to lamentavsl estado de cou-
sas reside, sem duvida alguma, n exorbi-
tancia das tarit'.is org-misadas e approva-
das para o trafego das vias frreas brasi-
leras.
As tur fus das vias frreas
Comparalo ao transporta effectuado a
costas do animaes, o que se verifica em
carros apropriados, n'uraa estrala de ro-
dagem era perfeito estado, aproaenU urna
economa de forcas, que seudo theoriea-
mente de 3000 (, n'uma estrada perfeita-
rnente horizontal, reduz-se na pratica a
1500, e fditos os descontos exigidos pela
necessaria remuneradlo do capital empre-
gado, ruiuz a 1|10 para as grandes dis-
tan as a 1[5 para as pequeas o custo
dos transportes. Comparado ao effectua-
do com vehculos aproprialos na3 estra-
das de rodagem, o realisado nos vagSea
das vias-ferreas perraitte outra reduegao
quasi de igual importancia na forga em-
pringada : pelo que o frete as estradas de
ferro nSo deveria exceder de 1[80 do exi-
gido para os transportes costa de ani-
maes, se nao fosse preciso attender ao cus
teio de dispendioso material rix> e rodan-
te. Com tudo, esta limite inferior da ba-
ratez* des transportes ha sido posto em
pratica era muitas vias-ferre*s, para cer
tos gneros ou productos volumosos de di-
minuto valor intrnseco, que ellas trans-
portara na razio de 10, 8 e at 6 res por
tonelada kilomtrica ; sendo porm de 25
a 30 ris o termo medio do frete da mes-
ma tonelada no geral das vias-ferreas da
FJuropa e dos Estados Unidos.
P. ra os passageiros, a baae natural
dada pelo prego da milo d'obra em cada
paiz. Para aproveitar os passageiros exis-
tentes, a via-ferrea nao deve exigir na
ultima disse, para distancia igual a que
um hornera a p pode perorrer 11'um
da, sem exceder 33 su >s forgas, mais que
a importancia de uro dia do servigo ; e
pedir menos, so precisar augmentar o nu-
mero de passageiros.
Nesta cooformidade, sendo de 45 a 50
kilometroi a distancia correspondente a
um dia de viagera e de 1-jO J J o salario de
ura dia de trabalho bragal, nao se deveria
exigir de ura passageiro de 3" classe da
nossa via-ferr?a de S. Francisco, para
transportal-o de Cinco-Pontas a Timb-
Assu', ou de uro de 2* classe da via frrea
do Limoeiro, para lvalo do Brura a Pao
d'Alho, quantia superior a I0OOO ; o en-
tretanto cobrase do 1" 10700 e do 2
3^100! I!
Da mesroa forma, os gneros da trra
destinados a exportadlo, que sSo os que
mais tavorecem as taballas de frete, nao
sao transportados as nossas vias forreas
ua razao de 8 ou mes roo de 30 ris por
tonelada kilomtrica, e sim na de 121 ni
estrada de S. Francisco e na de 200 na
de Limoeiro Assira, ami carga de as-
sucar, vinda de nra engenho da Oloria ou
da Luz, distante de Pao d'Alho 18 ou 20
kileraeros, paga de frete de trra 20000,
accressentanlo-lhes o transporte Da via
frrea (10690) chega-sa e 30690, quantia
esta igual se n.lo superior a qua exigem
os almocreves !
Para as mercadorias dase ainda maior
deapropotito ; urna carga de fazendas,
ainda masmo ordinarias de que o alraocre-
ve toma conta na loja do vendedor e en-
trega na villa do Limoei'-o era casa do des-
tinatario por 40000, p*ga na estrada de
ferro (2* classe da 2* tarifa) 40990, aos
quaes roister acerescentar os carrectos
da loja para o Bruro e da estagao do Li-
moeiro para 3 villa I !
Da urna carga de kirosene, genero hoje
de 1* necessidade, in levidamenta colloca-
no na Ia classe da 2a tarifa, cora as faznn
das de seda e as joias, exige a via-ferrea pa ; ponto que exige alguns desmol-
de Ltmomro, para transportal-a villa do
roesioo nme, o estupendo frete da 70880,
qua representa mais de metade do va-
lor I I
Cora taes pregos, qua quando inferio-
res aos exigidos palos almocreves para
iguaes distancias, s aproveitam aos g-
neros produzdos na immediata vizinhanga
das cstagSes, e aos quaes, para os assuca-
res e mais gaeres de lugires distantes
das raesnm estag3es, ra3ter a3cre3centar
o frete do trra na razo de 600 oa 650
rs. por tondada kilomotrca, nj 6 de ad-
mirar so as no3jas vi3 farreas s vivifi
eam mu estreita zona ; e longe de estimu-
lar o deaenvolvimento da produegao na
madida desejavel, era se quer aproveitam
oa transportes existentes na zona privile-
giada de 20 ou 30 kilmetros de cada lado
de seus trillioa.
Resulta de tao extravagante tarificagao,
que depoi de 20 annos de trafogo a estra-
da de ferro de S. Francisco ainda nao
tem podido dispensar completamente a
garant'rKde juros, embora atravesse em
toda a sua extensao a parte mais frtil e
rica da provincia ; e nao hesitamos em as-
severar, que na de Limoeiro, cuja zona
de menos ubenlade e as tirifas so mais
caras, as receitas do trafago nao chegarao
para o cuteio, o al n do pagamento inte-
gral da garanta de jnros, o governo ain-
da ster que supprir nao- pequeas desfal-
que !
Com tudo, tal o effeito benefijo de
urna diminuigSo no custo dos transportes,
embora limitada a estreita zona, que o des-
envol voqjroto da produegy, na pqueaa
rea onle se fez sentir a influencia da
estrada de ferro de S. Francisco, bastou
para augmentar as receitas do Estado em
proporgao tripla e quadrupla do despendi
occasionado p da garanta de juros; mas
nao provavel que o mesmo se d cora a
de Limoeiro, por serem suas tarifas muito
muis caras e mais restricta p>r tanto a sua
zona de actividade ; e ainda quando hou-
vesse desde j corapensagao, nem por isso
vi ments, pois dabi 'foi que originararo-ae
os erabaragos coro que hoja luamos.
AHIEMDES
lotos
rivcl, apoderar se anticipadamente do v-
Iho, paraljsanio-lho os mo vi meatos, des-
organ8ando-lha os ervos, decompondo-
Ihe os tC'idos.
Ura da ero que Rouval foi apertar a mao
do raoribunio, Maximiliano, tomado de fra-
queza sbita a .- ajompanhal-o, desatou em
pranto.
Ah -aenhor, suspirou elle, ha urna
cousa certa, c que gieu pai m->rre envene-
nado !
Cr isso ? perguntou vivamenta Ste-
phan.
Mas cntSo porque nao o trata disso ?
Eis justamente o que ma desespera I
Nos vemos o mal e sios incapazes de
lhe determinar a orig^ra.
O agente de negojio* nSo respoudeu na-
da, lamontava,.sem duvida, o desespero
sera remedio do joven medico.
Entretanto, medida que se approxima-
v i o desiecho inevitavel, Maximiliano raul-
tiplicava os seus cuidados e esforgos.
Bertha tambero ajndava o irmo. A po-
bre menina nao sabia da cabeceira do
doente.
As crises multiplicavam-se. O delirio
poucas intfirmi'.tencias deixava razao do
moribundo Sempra que podia fallar era
par3 queixar-se do um fogo terrivel que
lhe devora va os bronchios e ag entraohas.
A pelle cobria-se ue placas esverdeadas que
se enrolavam em zonas nos membros e no
corpa.
Maximiliano examinava tudo e a sua
perspicacia nao lhe ueix-ava mais duvida
sobra a n tureza do mal que roubava-lho o
pai. O veneno, nrn veneno formidavcl,
deseonheeido, conclua alli, sua vista, a
obrada destruigao, aombando dasuasaien
cia escarnecida.
Afinal, depois de uro mez inteiro de ago
na, pareceu ao mog que o mal para va
briiscaijiemte.
Ero urna noite desappareceram todos oa
signaes mrbidos. O olhar do dosnte aeen-
deu-se, o ro to recuperou a cor normal ;
uro sorriso moigo deu vida aos labios e,
de repeDte, o Sr. Arb nd ueotio-se tSo bem
que quiz por ferga sabir do seu leito de
dr em que, havia muito teropo, tinha-se
debatido.
Estupefactos, attonitos, Maximiliano o
os seus collegas s poderam verificar a cu-
ra prodigiosa, como tiaham verificado a
molestia incomprebensivel.
As exclamagues de alegra do Bertha,
que se offereseu para servir de arrimo ao
pai debilitado, nr A ciencia e os trra
( Continuagdo)
i Cada um avanga urna hypothese ; e
todas as hypothesea se chocara por extra-
vagancia phantastica e por falta de serio
fundaraeato scientifico. So se quer fazer
scien;ia, fz-se pe;sia ; o mVi poeaia tvr-
dadeira, humana, m3 poesa extranha, de
cerebros doefites.
t O metbodo experimental, do qual de
riva todo o movimento do penamentj mo-
derno, totalmente extranho s hypothe-
ses enunciadas. Teahamos ao menos con-
ta das boas intengoea.
Henry do Parvlle no Journal des De-
>as.ae declarara em favor das circumstan-
cias athmosphericas.' Parece, diz elle, que
as profunJides do solo se chocara mais fa
cilmento depois das estagoes chuvos-ss.
R' uraa opiniao muito espalhada as
regi3;s provadas por numerosos terremo-
tos, como no Per e as ilhas Molucaa,
onde por exemplo alguns indgenas ao ap-
proximar-ae a estagao chuvos* nao besitaro
ero abandonar as suas casas para irem in-
stallar se as cabanas ligeiramente con-
struidas Aristteles e Plinio nos trana-
mittiram a crenga de urna relaglo entro
os terremotos e certos phooomenos meteo-
rolgicos.
Kepete-ae que ura abaixamento conside-
ravel do barmetro pode ser considerado
como um signal do terremoto. E' vden
te que tudo aquillo que diminue a presso
superficie tende a facilitar as reacgSas
que se produzam as profundidades. Por
isso s presaoes baixas athmospbericas
o grisou tende a expandir-se as raina3 da
carvo, os poyos artesianos augmentam o
jacto, geyser elevara as suas columnas d'a-
gua o de gaz.
O terremoto do Lisboa se produzio
tena a mesni* eatrada, como tarobem a de 17-- K.
Se ..,;., ___ j-j 1 em I . b ran -isco, correspondido s esperan- r
rrespondido as espe
gas que fomentou, nem prestado pro-
vincia os servigos com que esta devia
contar.
As causas di mal
Quando o nosso governo decilio-se a
encetar a construcglo de vias frreas, nao
a julgou possivel aero recorrer
taes do Velho Nundo, e concedeu as prin
mente chuvosa.
Succedeu as sim ero relagSo ao terremoto
da Calabria e aos da Suissa. Este anno 03
ltimos raez s tinhara aido pirtioulannente
chuvoao3 pelo Sud'Este da Franca. Dapois
daa innundagocs do outono viera.n as nevea
era grande Abundancia. Dapois das naves
aos cap- j 1 r j 3 1
r o do gelo. Depois do de gdo, o terremo-
to !
cipae corapanhi3S estraogeiras. a-aran-1
,a* ik ; 11 8 Assim falla Parvlle que renovoa de
tindo-Ities juros superiores ao premio usual ., j rv1
j -,' c \ 4 j tal mocl0 a theona de Daubre nos ter-
doa capitaes na fcjurop3, f3queaenio-se de |
reservar-se explcitamente a livra dispo- I ,.,
a > As 3gua8 penetraram as profundid a-
aigao das tantas, pelo manos emquanto as .. r f
_; _. j. r ldes do solo ato que a elevagao da tempera-
receitas nao dessem para pratazer os iuro3 r
... r r 1 tura a transforme em vapor e a esquente
t\ u: u 1 -c j c extremamente as cavidades subterrneas.
Dah resultou, que as tarifas do t rafee o r> u 1 1
_ __ -_ j u -a j Uepois bruscamente a ten3ao do vapor, ul-
torara oreanisadas aob a influencia das .. .. ,. ,r
.,, itrapassindo o limite de solidez das cavi-
das que guiavara naquella poca o pro- ~~__, ^
j 4. a i- a c ; dados, proluzr ns explo.-oes e noj reca-
cadimento das <;oropanhias da vas terreas1. r r ~
. c ,. bomos o contra-choque a superfie. A
europeas e que nem as directoras resi r
. ,r r j 1 i pressao do vapor vem a ser enorme nestas
denles em ijocdres na mais completa le-' j- 01 .
... .r i condigojs. Ubriea a lava a subir a mais
noroacia de nossas peculiares circurastan- j oivi 1 1 j
- _. t 1 -B ,UUU metros cima do nivel do mar,
cas, nem os seus agentes no Brasil, qua ___';J .. v. n
', 1 sumroidaae do Ethna. Para isso precisa-
so acharara no raeswio caso, se derara ao_____ 1 \nn .i_
se urna pressao nao menor de 1.000 ath-
trabalho de indagar as causis
do insufli
ciencia das receitos.
da, echoar o pequeo aposenta ero que re-
apparaceu a alegra.
Mandarara chamar todos os amigos, o
Sr. Rouval foi do numero. Deraorou-se
apenas alguns minutos, o teropo necessario
para felicitar o Sr. Arband pelo aeu resta-
beleciroento inesperado e para annuaciar
que ia ausentarse por um anno inteiro.
As necesaidadea de urna das suas suc-
cursaes ms importantes, exgiara que elle
atravessasse o Atlntico para arranjar car-
tos negocios litigiosos era No va-York, em
Caracas e era Lima. Proraotteu voltar pa-
ra Ibes dizer adeus antes de partir e dei-
xou todos entregues sua algria, aos apres-
tos de uraa festa intima que d.va o Sr. Ar-
band o qual a quera assistir como pre-
sidente.
O jantar coraegou alegremente. Entre 03
convivas, tres ao tolo, tigurava urna arai-
zade do longa data, a Sra. Franges, viu
va de trnta o seis annos, ainda muito bo-
nita, muito requestada tanto talvez por si
imsmi, como pela sua fortuna, mas, urna
viuva sincera, ligada lembranga do ho
mera honrado que durante dez anuos tinha
sido o companheiro da sua vida, e um an-
tigo condiscpulo do professor o Sr. d'isaac,
collector geral em um departamento do
Sul.
Na su 1 qualidade de afilhada do Sr. Ar-
band, a Sra.'.Francs era mairinhade B-r-
tha, qual tinha servido quasi de segunda
mSi.
Conversavam familiarmente sobre todoa
os assuroptos.
Maximiliano, feliz eom o restabeleciraen-
to sbito do pai, estava de u na alegra
ruidosa.
Ah I men amigo, diaselha familiar-
mente a Sra. Francs, creio que chega-
do o momento para o senhor de pensar as
alegras duradouraa da vida. Quando va-
raos casar ?
O medico da raarinha deu urna risada.
Tal como sou, minha senbora, repli-
cou elle, s posso me casar por inclinagSo.
Ora, creio que sou refractario a toda a es-
pecie de inclinagao.
De veras 1 Pois bem, deixa-me dzer-
lhe urna cousa : justamente quando me-
nos se pensa, que ojaraor nos vero sorpren-
der. ; Basta um minuto, uro olhar, para
prender o coragSo do hornero mais indiffe-
rente.
Pois venham experimentar, replicou
Maximiliano, nao desejo outra cousa, quero
deixar-me convencer. Todava o momeo
to parece-me mal esaolhido pira preparar
urna grande paixao, porque vou partir ou-
tra vez.
mosphcr.is. A tenso d'agua as profun-
didades vem a ser comparavel das mais
Ahi estava a garanta do juros, que potentts gases exploaivos e por ato ca-
dispen3ava-os da qualquer esforco de in-1 paz de effeitos dynaroicoa considera veis.
telligencia de qualquer iniciativa ten- Parville accrescenta que as regio-s
danta a molhorar a renia da estrada ; ac-1 visinhas ao eixo vulaanico do Mediterrneo
crescendo, que de taes malhoras nada ti- j 8ao mais ou menos expostas abalos de
nham elles que aproveitar e s lucrariara I tempo em tempo. A Hespanha, o Sul d'esta
os cofres pblicos. Por isso, manter o da Franga, a Italia, a Suissa e a Greria,
statu quo ha si Jo a sua norma; e nesta 8&0 paizes de terremotos
conformidale raanifastaram-8e constante- .... ,
__, __,_ 1 j-c Aposar da tranquihdade apparentaque
mente contra qualquer raodificagao das ta- r ^ e V. n
c 1 ., j parece reinar superficie do globo, a per-
ritas o reguiamantos existentes e at do f l-i-j j < v n
1____!_ ..... j teita estabilidada nao existe de facto. O
horario e numero dos tras. ....-,
solo treme serapre. A3 costas do Meditar-
Disseraos mais cima, que as nossas ta- ; raneo estao constantemente exposta pe-
rifas foram organisadas sob a influencia \ quenas oscillagu a, quo muitas vezes p >s
das ideas que naquella poca vigoravam : sam dea.-.percebidas.
as administragoas das vias frreas euro- o Na Gerraania nos suburbios de Gross
geran existe tira lugar que depois de Ion-
gas alternativas de repouao. treme, duran-
te annos.
Era 1840 nanitas montanhas situadas
prxima de Salines, no Jura francs, aba-
lur*m e entre essas o monte Cerraans.
Ero 1655 todo o cantSo do Vallase foi
abalado. No mesmo anno urna porgao da
tarra de Waendenscregll na Suissa desap-
pareceu no lago de Zungo. Em 1367 um
violento abalo agitou o lago maior e urna
parte da aldeia da ferilo, situado no ca-
mnho de Simpln subraergido. Era 1873
veio o terremoto de Belluno, ura dos raais
violentos que se conhecem; propagou-se
at Monaco, Augusta e Berne. N'estes
ltimos annos o terremoto de Hespanha foi
precedido um mez le intervallo por um
abalo asss forte no suld'este da Franga,
na Italia e na Suissa.
- Parville faz tambem tristes presagios;
considera pi ovaveis novos movimentos mais
enrgicos, nao nos mesmoa lugares, mas
na ext'nso ao eixo vulcanico do Mediter-
rneo ; cr mesmo possivel quo oa nume-
rosos vule5ea italianos entrera em ernpgao.
Deus nos acuda, nos livre de tal!
O Muniteur Universal atem-se theo-
ria do tenente-coronol F. Dumas, pt-la qual
as acgojs solares e lunares se exereecu so-
bre todos oa fluidos do globo e produzem
no exterior as mares de Ocano, no inte-
rior a mar subterrnea, isto o raovimen-
to incessanta da raassa gnea interna. E'
a theoria mais antiga c, em nosso parecer,
mais absurda. > -
Pelxe
Dedicamos este artigo aos ichtyophagos.
A cirne dos peixes consumida pelo ho-
rnera possue mais quantitativo d'agua em
confrontagao a todas as outras carnes co-
miveis.
O seu sabor com preferencia depen-
dente da gordura, a qual, pelas diversas
especies dos paixes varia tanto na qualida-
de como na quantidade. i\ composigao
da substancia azotada, isto da raais nu-
triente, da carne de peixe igual qualitiva-
raente a da carne dos outros animaes. Quan-
to ao valor nutritivo do pexe elle tica en-
tre as carnes e os vegetaes.
O peixe que nao muito gordo, urna
comida que se adapta aos estmagos fra-
cos a aos convalescentes.
Em garal o consumo de peixe asss
grande, e em algun3 paizes o peixe forma
o alimento quasi exclusivo do homem, co-
mo se observa em algumas d is nossas cos-
tas.
A bondade antes que tudo dependente
do genero do peixe. A dos peixes de car-
ne branca, de mediocre consistencia e nao
.muito gorda, o melhor e a mais digirivel.
Siborosos se tornara os paires de carne
colorida, como a atura, e da cavalla, porera
deve ser mais diligentemente cosida, tem-
perada e nao de muito fcil digeatao.
Dapois da bondade da carne de peixa
dependente tambara da idada do animal,
a dos mais velhos dura, inspida e solta,
o posto que o taroanho do peixe por urna
especie, decida, de ordinario, do seu valor,
isto diz respeito todava raais esthetica
que ao valor nutritivo e saporfero.
Hi peixes d'agua crrante?, estagnadas,
de mar e de viviros. Cada urna desta&
especies tem familias 10sis ou menos pro-
curadas pelo seu valor, todava o peixa
mais nutritivo o do mar.
Varios sao os methodos de preparar o
peixe. O mais fcil de digerir-se o co-
sido, menos o assado eo frito e ainia me-
nos o peixe fumegado ou salgado.
Para que o peixe seja bora, deve ser
fresco. Se for possivel deve ser posto
venda ainda vivo, ou pouco depois do mo-
mento da pesca.
Poucas sao as substancias alimentares
as quaes, como o peixe, tenha urna grande
tendencia a apodrecer.
(Continua('
A Sra. Francs continuou a gracejar
coro o joven medico,
O Sr. Arband e o Sr. d'Isaaa aorriara
das suas denegag'es. Como todo hornero
inexperiante, Maximiliano julgava-se uro
va do amor.
Eram onze horas. Com sorpreza gera
o Sr. Arband pareca nao sentir mais na-
da do abalo tarrivel que tinha saffrido.
Apenas urna pallidez caracterstica dava
ao sea rosto o aspecto da ceavalescenga.
Da repente o velbo levantou-so como ns
primeira crise. Tentou fallar. A palavra
morreu-lhe nos labios. Com as mus bateu
o ar e cahio r adondameute, de olhos arre-
galados e labios cerrados, nos bragos do fi-
Ibo espantado.
Estava mor o.
Uro grito de susto sabio de todos os pei-
tos. Bertha desmaiou. Maximiliano, a Sra.
Francs e o Sr. d'isaac, em vilo tentaram
reanimar a victima. Esforgos inuteis. Fi-
nalmente, como a roptura de um aueuris-
raa, o mal tinha rompido as molas occul-
tas da vid.
Assira terrainou fatalmente o drama te-
nebroso cujas peripecias crueis tinhara zoro-
bado havia dias de toda a sciencia, de to-
da a sagacidade dos mdicos mais cele-
bres de Pariz.
Depois de urna appareucia de restabele-
cimento, apparencia engaosa, a morte ti-
nha so apoderado da sua preza e sobre esse
teretro abria-se um problema formldaval.
Como era de esperar, Maximiliano foi
o primeiro a reclamar a autopsia. A ns-
peceo interna rerelou um trabalho medo-
nho da destruigao operado as visceras por
urna causa desconheci la. Ficou patente
que o Sr. Arband morreu envenenado.
Envenenado Essa paiavr* era terrivel.
Mas por quera ? Por meio de que toxico
deseonheeido ? Eram perguntas que fica-
ram sera resposta. Alero de Bertha e da
velha Rosa, ninguem sa approximava do
fallecido. Houve ingestSo pelos poros ou
absorpgao pelas vias digestivas ?
Os homens da sciencia, derrotados, na-
da obti"eram das suas investigagoas. O
tmulo guardou o seu formidavel sagrado,
e Maximiliano, frementa de ra va, teve da
inclioar-se ante o decreto que baixara do
alto, deixando ao tempo o cuidado de fa-
zer a luz sobre o terrivel mystario.
Tambem faltava-lhe o tempo para fazer
peaquizas.
O Sr. Rouval, antes de partir para a
America, pedio-lhe urna entrevista.
Men caro amigo, disselhe o hornera de
negocio, porque tomo a lber iade de dar-
lhe esse titulo, por mais respeitavel que
. seja a sua dr, devo ierobrar-lhe que tero
I um grave dever a cu nprir.
Maximiliano soltou uro grito de revolta.
Si:n, sei, tratar dessa fortuna, dessa
fortuna que amaldigo. Oihe, Sr. Rr.i
val, no sei sa o senhor acredita nos pre-
sentimientos, mas parece-me que contri-
buio para o nosso infortunio. Vejo urna
araeaga suspensa sobre as nossas cabegas.
Sa nSo fosse ella, nosso pai ainda estara
vivo-
Que quer? parguntou Rouval.
Senhor, meu pai morreu envenenado
I por ura veneno desconheaido, estranho, ful-
| minante. Nao podemos ver nesse aro a io-
! tervengSo de ura odio implacavel, a roao de
I algura iniraigo interessado nessa morte ?
Talvez ? respondeu Stephan, hesitan-
do. Entretanto, se assim fosst*, por que
matar a seu pai ? Morto elle, os seus direi-
tos continuara a existir.
E quera rae diz qua eu tambera nao
serei victima de attaniado semalhaata ?
Mas, accrescentou o mogo, coro uro olhar
sombro, nesse dia o assassino ba de en
tregar-se. As rainbas precaugSas estao
tomadas, e, se cu cabr, ser denunciando
o assassino.
Rouval replicou :
Por isso, coufesso que nao aceitar 'i
a hypotbesa da malvadez, sanio depois de
ter esgotado todas as outras. Seja como
for, daixe lerobr^r-lha o seu dever. O sa
nhor deva conservar essa fortuna enorme,
se no para si, pois o senhor parece dai-
lbe pon :a importaacia, pelo menos para a
saa joven irma, que o senhor nao tem o
direito de privar dessa hnranga.
Essas ultimas patavras foram pronuncia-
das com forga.
Envergonbado por ter-se exposto a rece-
ber urna ligo, Maximiliano ia replicar que
nunca pensou em deixar passar a occasiao
opportuna, quando o Sr. Rouval insisti :
Entretanto, meu amigo, se lhe re-
pugna dar a sua deroissao, abandonar urna
carreira, gloriosa a todos os respeitos, mas,
oertamente, pouap lucrativa, basta dizer
urna palavra. Ha um homem, que estima-
r muito tomar em rao os interesses de
sua irm.
Maximiliano interrompau admirado :
Quera esse homaro:'
Eu.
Riuval disse Uso con certo orgulho.
O senhor ?
Sem duvida. O senhor nSo com
prehendeu ? Nao v que nao heaitei em
tornar-raa o coofidBnte, o amigo, o auxi-
liar do seu pobre pai ? Serei franco. Tenho
trinti annos. Estou cansado da vida de
solteiro. At hoje a minha fortuna s tem
servido para dar-mo prazeres. O meu co-
ragao est vazio. Sa a mais tempo nao
resolv casar, toi porque desconfiava do ca-
samento. E depois, as mogas de Pariz
mettem rae medo. Que quer I O meu ao-
nho ter uroa mulher minha, s minba,
formada para o meu amor. Quero que ella
me admire para poder amarme. Jfois bem !
encontrei essa mulher. Sua irm urna
flor, uujo perfumo embri-igou aao. Ainda
urna crianga. Daixa-a crescer. Eu a cer-
care do meu amor como da atmosphera
de uraa estufa da flores. Ella ha de ser
rica 1 E* verdade. Mas nao o sou ou j
tanto como ella ? Eis o meu pedido, feito
em poucas palavras. Qual juer que seja a
sua resposta, quer v o senhor mesmo -
conquista dos railhSes, quar encarregue-me
dessa tarefa, sustento o raeu pedido e soli-
cito do senhor, que d'ora ero diante o
chefe da familia, un., resposta favoravel.
Maximiliano, muito agitado, le"antou-se
e toroand -liie as mao3 :
Senhor, dase elle, nao confiarei a
ninguem a tarefa da garantir uraa fortuna,
isto um dote a Bertha. NSo hesito
mais. Parto. Quanto proposta com
quo o senhor nos honra, s posso dizsr
urna cousa, qua terei prazar e orgulho
em ver Bertha aceital-a, como eu mesmo a
aceito.
Rouval sorrio :
Entao autorisa a minha pretensao ?
Sara duvida.
Nease caso, curopre-rae conquistar
esse corago Je menina. Vou tental-o...
Intereompeu-se.
Todava, nao posso comegar a fazer
a corte seuao quando voltar da minha via-
gem a Nova-York. Ser talvaz tao longa
como a sua, pelo mraoa ura anno. Nao
e comegon a nr,posso espe-
muito joven o nao tem
importa -
rar : Bartha
pressa...
Cortou de novo t fio de seu pensaraento.
O quo mais urgente estabelecer
03 condigSas da empreza. Demrese aqui
mais tras mezes. Liquide os negocios de
sau pai, colloque a Sra. Bertha era casa
de alguraa peasoa de confiang.
Quem aconselba ?
Stopban eorrio. *
__ Oh I meu Deas vejo uraa pessoa
qua parece naturalmente iniicada, a Sra.
Francs. Ella offereoe todas as garantas
desejaveis, e sua joven rroS encontrara
nella uraa segunda mai.
CContinuar-aeha.)
Tjp do Diario ru Duque U Caxias n. Vt J(J-
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