Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18659

Full Text
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A
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PARA A CAPITAL E LrGARKI !K SAO PACA PORTE
Por tres mezcs adantados...............
Por seis ditos idetn................ tPS?
Por ara anoo ideni................. 23O0O
Cada numero avuiso, do mes-so da............ 01
Os Sr. Ame J Prlnse d: C.
de Pars, si os nossos agentes
exclusivos de ann.incios e pu-
blicacoes n, ><>aaca e Ingla-
terra
TELEGRAHMAS
JARTE OFFIEIAI
sss7i:: pasticulas na dsio
RIO DE JANEIRO, 12-de A brik, a*|
12 horas e 50 minutos da tarde. (Rece-
tado s 2 horas e 35 minutos, pelo cabo
submarino).
Corrcm lualos de que a aessao
parlamentar dea anno sera adia-
da para o 1. de Juniio.
Forana promovidos :
.%'> corpo de engenbelros. a coro-
nel o tenente-coronel Cato Angos-
to don Sanios Kuio :
\u estado maior general a brisa-
delron graduado os coronis Carlos
Antonio Perelra do laeedo. de artl-
lbaria. e Carlos Magno da Silva, de
infamarla.
iiiiiiu- ootraa promoeoes no ejer-
cito.
PARAHYBA, 12 de Abril, s 4 horas
e 5 minutos da tarde. (Recebido s 5 ho-
ra e 5 minutos, pela linha terrestre).
Aiui cnegoo boje o paquete nacio-
nal PARA que negu a tarilinha para
Pernambuco.
BoTerno da Provincia
ADDITAMBSTO AO EXPEDIENTE DO DIA 5 DB MAB(,C
Alfredo Seraphico de Assis Carvalho, pro-
motor publico da comarca do Cimbrea, recorrendo
da decisao da maioria da junta revisor deste
termo ;
Don provimento,' nos termos do irt. 101 da lei
de 3 de Dezembro do 1841, aos dons presentes re-
cursos, para que sejam incluidos na lista geral de
jnrados do termo da Cimbres, nao b os 68 cidadSos
a que elle* se referen), coma anda mais 49 que o
luis d direito prova-ae acharem nao mesroas con- ghi ao meio da, 4 pravas aum de mman*irm*
icOes, so todo 117, visto nao ser legal a exeluso *** {ertno de Ctbj, ondf teem de responder
a j ligamento.
Ao mesmo. Ao Dr. chefe d polica faca
Vmc. apresentar depois de aaianbS ao meio dia,
5<
(Especial para o Diario)
MONTEVIDE'O, 12 de Abril.
O presidente da repblica, general
D. Mximo Tajea, val apreaentar s
eamaraa nana neasafen, tratando
da quesiao da carne secca.
Agencia Havas, filial
12 de Abril le* 1887.
em Pernambaoo,
INSTRDCCiO POPULAR
ELECTRIC1DADE
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS
ESCOLAS
hi.\i:tishii
CAPITULO II
Magnetismo tbbrbstrb. Acclo dibectbiz i>a tbb-
BA. Bl ABIO MAGNTICO TERRESTRE. MeBIDIAKO
MAGNTICO. ECLINAgO ; VAKIA'.'JEs DA DECLIKA-
qo ; bcssolade declinaco. BcssotA mabitima"
Isci.inacao ; eijcadob magntico. Bcssola di ik -
CLINACA'.'. Agclha asttica.
( Cont in u aqao )
A inclinsc>>, sssim como a declioacao, varia nos
diff^renres lagarta do globo. Periodo polo bo-
real a inclinaeao 'le 90 ; decresce d'ahi at ao
equador, ondf ': i>r.'jimnmente nulla ; do equador
para o polo austral da trra torna a notar-se a io-
clinacao ; nas, nes'.e lien ispherio, o polo austral
da agulba que desee anaixo do horizonte.
Equador tnagmtiro a curva que passa por to-
dos os pontos da trra em quo sea inclioaco mag-
ntica! nulla ; esti linba nao coincide com o equa-
dor terrestre, mas corU-o em dous pontos quasi
diametralmeute oppostos, um no Ocano Pacifico e
outro no Atlntico ; estes dous pontos parecem ani-
mados de mjvimento de trauslacao, no sentido
leste oeste.
Polos magnticos sao o dous lugares da trra
em que a inclinar Jo de 90. O polo boreal mag
netico fica na latitud* 74*27' N. prximo da ilha
de Melville, e o polo austral na Terra Victoria, por
77 latitude 8.
A inclinaco tambem varia, no mesmo lugar da
trra, e parece que vai decrescendo alguns minu-
tas em cada anno.
Bussola de inclinaeao o instrumento com que
se mede a inclinaeao da agnlha magntica. Consta
de um crealo metallico graduado m disposto ho-
rizon taimen te sobie urna columna vertical; por
cima dette circulo, n'um plano a elle parallelo, e
movendo-se sobre o seu centro em torno de um eixo
vertical, ha urna chapa rectangular em cujos ex-
tremos estao fixos dous snpportes verticaes, que
usteem outro circulo graduado n'um plauo per-
pendicular ao primeiro : urna agulba magntica
girando sobre um eixo horizontal que passa pelo
sea centro de gravidade, move-se em torno do cir-
culo vertical e nelle marca a iacliaacao. Um nivel
de bolha de ar serve para man'.er horizontal o pri-
meiro dos circuios que descrevemos, o a chapa em
que se eleva os supportes do segundo, por meio^de
paratusos qae ha nos tres pea em que assenta o
instrumento.
Para observamos a inclinaeao, comecaremos
por determinar o meridiano magntico, fazendo
mover a chapa sobre o circulo horizontal, at que a
agulha fique vertical, o que acontece (como deixa-
mos dito) quando ella se acha n'um plano perpen-
dicular ao meridiano magntico : evidente que,
se conservrteos immovel o instrumento e fizermos
girar a chapa um quarto de circulo, ficara a agu-
lba no plano magntico, e assim o ngulo que nes-
ta posicao formar com a horizontal ser a inclina-
cao magnetici do logar.
As agulbas magnticas denominam-se astticas
quando estilo dispostas de modo que se acham aub-
trabidas 4 acc2o do magnetismo terrestre.
Systema aitatico a reuniao de duas agulbas de
igoal forca magntica, liga las por nina baste r-
gida, dispostas parallelamente, a pequea distan-
ata urna da oatrs, com os polos invertidos, e sus-
pensas por um fio de seda sem torsSo. Se as duas
agu has teem realmente a mesma forca, a aeco da
trra sobre urna ser igual e contraria accao so-
bre a sutra, e neutralsar-se-ha no systema, ficau-
do este em equilibrio indifierente.
(Continuo.)
dos mefmos feita pela maioria' da junta remisora,
sob o fundamento nico de nao terem se qualifi-
eado eleitores ;
Sao improcedentes as razes em que se firma o
juiz de direito ds comarca para sustentar o acto
da junta, em tace das disposicoes expressau do art.
29 da citada lei de 1841, 229 e 233 do reglamen-
to n. 120 de 31 de Jaueiro de 1842.;
A falta de iuclusao do alistamento de eleitores
(lei de 9 de Janeiro de 1881, art. 6 4* e art. 8
n. 2) nao importa perda, nem suspenso, dos d-
reitos polticos (art. 7 e 8 da oonstituicao) como
parece suppor o juiz de direito, embora prove o
cidadao de ser admittido a votar por falta de ti-
tulo (?18 do art. 15 da lei,) podendo alias ser vo-
tado com as quslidades de eleitor (art. 1 combi-
nado com o arrigo o art. 2o da lei 191 da consti-
tuicao, eart. 81 do respectivo regulsmeoto de 13
de Acost), emais, nem no facto de votar e ser
votado, se comprebende todo o goso de direitos po-
lticos, os quaes nSo se reitringem a estas funeces
nicamente, mas a todo o poder de inter enco di -
recta ou indirecta, mas ou menos ampia, no go
veroo do estado, como seja a oceupacio de cargos
polticos, do jnit civelotes em geral (S. Vicente,
Dir. Publico j 5 654 e 655). A revisan de jurados
feita pela junta, se corrige erros, abusos, ou equ-
vocos, que porventura existam de qualificaces
anteriores, nem por isso pode exorbitar da letra e
do espirito da lei, creando direito novo e deixando
de applicar o que existe e deve ser observado.
EXPEDIENTE DO DIA 14 DI MARCO DE 1887
Actos :
O presidente da provincia, attendendo ao
que requeren Francisco Cordoiro Falcao Brasil,
c;.rteiro do Tlfesouro Provincial e tend em vista
a informar io do respectivo inspector de 21 de Fe -
vereiro ultimo, n. 451, resol ve conceder ao peti-
cionario 90 dias de licenca a contar do 1 do ci-
tado mez, sendo 30 com metade do ordenado' e 60
sem vencimentos fim de tratar de sua saudc.
O presidente da provincia, tendo em vista
os officios do bngadeiro commandante das armas
e do inspector in'.erino da Thesouraria de Fazen-
da de 3 e 10 deste mez, ns. 116 e 145, resolve
abrir, sob sua respensabilidade, nos termos do de-
creto n. 2884 do Io de Fevereieo de 1862, um ere-
dito da importancia de 73 176 verba- Diversas
despezas e eveotuaes- -do Ministerio da Guerra,
exercico de 1886 a 1887, afim de occorrer ao pa-
gamento das diarias dos sentenciados da fortaleza
do Brutn, concernentes a segunda quinzena do
mes de Fevereiro ultimo.Remettease copia ao
inspector da Thesouraria de Fasenda.
O presidente d> provincia, de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de policia, em officio
de boje, sob n. 260, resolve nomear o capito do
corpo de poiieia, Satyro Ferreira Leite, para o
cargo de delegado do termo de Plores, em substi-
tuceo de Francisco Gimes Villa-Nova.
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposia do Dr. chefe de policia, em officio
de boje, n. 260, resolve exonerar o capito do cor-
po de pilicia, Satyro Ferreira Leite, do cargo de
delegado do diatricto de Pesqucira, do termo de
Cimcres. Communicou-se ao commandante do
corpo de policia.
O presidente da provincia, de conformidade
can s proposta do Pr. chefe de polica, n. 256, de
12 do correte mes, resolve nomear para os luga-
res de 1, 2a e 3o supplentes do subdelegado do
distrcto da Luz, no termo de Pao d'Alho, o te
nente "Braz Cordeiro da Cunba Albuquerque,
Francisco de Azcvedo de Araujo Pinbeiro e capi-
to Jos alendes Carneiro da Cunba, em substi-
tuidlo dos que actualmente exercem os leferdos
lugares ; o 1 Joao de Siqaeira Paz, por assim ter
pedido e o 2 e 3o Henrique Jos Honorio de Fre-
tas e Antonio Pe reir de Lacerda por nao terem
aceitado as nomcaces.
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de policia em offi:o
n. 227, de 5 do corrate mez, resolve nomear Joao
Jos Affjnso de Mello, para o lugar de Io sup-
plente do subdelegado do distrcto de S. Loaren
co da Matta, em substtuicio de Joao Corris de
Araojo.
O presidente da provincia, d conformidade
com a proposta do Dr. ebete de polica, em officio
n. 257, de 12 do correte mez, resolve exonerar,
a pedido, Placido Cordeiro da Silva, do cargo de
subdelegado do distrcto de Lage Grande do ter-
mo de Bonito.
O presidente da provincia, attendendo ao
que requeren o promotor publico da comarca de
Buique, bacharel Jos da Costa Dourado, resolve
conceder-lhe 60 dias da licenca, com ordenado
para tratar de sua sade, devendo o peticionario
entrar no gozo de referida licenc,a no prazo de um
mes.
O presidente da provincia, attendendo ao
que roquereu Symphronio de Moura Barros tele
graphista de Ia classe do prolongameuto da es-
trada de ferro do Recife ao 8Jo Francisco e tendo
em vista a intormacao n. 357, prestada pelo res-
pectivo engeuheiro chefe, em 10 do corrente, e o
attestado medico que exhibi, resolve conceder-
lhe mais 30 dias de licenca sein vencimentos para
tratar de sua sade em prorogacao da de tres me-
tes qae lbe concedeu em 21 de No ve cabro do anno
I passado.Communicoa se a Thesouraria de Fa-
senda.
Officios :
Ao Dr. chefe de policiaFaca V. S. em-
barcar boje para o presidio de Perneado de Nn-
ronha, a bordo do vapor Giqui, o sentenciado
Jos Paredes Garca qua se acha na Casa de De-
tenrjao, conforme requisitou o Dr. juis de direito
do 2* distrcto crimiual em officio n. 144, datado
de 10 4o corrente.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Commuuico a V. S., para os fias convenientes,
que o promotor publico da comarcado Pao d'Alho,
bacharel Joaquim Pedro Cavalcante de Albu-
querque, em 10 do corrente mes, rcassumio o
ejercicio de seu cargo.
a V. 8. devidamente autbeoticadoa os relatnos
desta presidencia de 1885 a 1887 e urna colleceio
de leis de a881, deixando d; enviar por nao ha-
ver dispPBv-is os relatnos de 185l e 1852.
Ae director do presidio de Femando de No-
ronha.Receba Vmc. nesse- presidio o sentencia-
do vindo da corte Jos Paredes Garca, e faca re-
gressar para esta capital na primeira opportuni-
dade, o reo" appellado Antonio Alves Beserra,
'afim de sa'.isfaer-seas requsicoes do juis de di-
reito do 2" distrcto criminal da comarca do Re-
cite, em officios deJIO e 11 do corrente me*, .sob
ns. 144 e 146. 4
Ao commandante do corpo de policia.Ao
Dr. chefe de policia mande Vmc. presentar ama-
ha ao meio dia, 4 pravas afim de eondq.tireard
8 pracas afim de escoltarem at o teimo de Tim-
baba, 4 criminosos que vo ser submet'.idos
julgamenfo.
; Ao mesmo. Respondo o seu officio de 4 do
corrente, declarando-he que, embora com alguma
demora para um ou outro lugar, no que ouvir e
Dr chefe de policia, co ivm que ponha em exe-
cuoo a tabella da distribuieaj da forja que fpi-
Ihe remettida a 28 de Fevereiro.
E' certo quo a referida tabella destaea 71S pra-
cas, ficando apenas para a comarca da capital 137
inclusive as impedidas do servico por quaesquer
motivos, mas como o numero destas nao pode ser
grande, deve ficar sempre forca sufficiente para o
servir i policial.
Outrosim, lembro a Vmc. a conveniencia de nao
consentir que as pracas sejam continuamente na-
dadas de una lagares para outro?, pois esta medi-
da til mas s depois de algum praso, pasa nao
exceder mnito as despezas de transportes, com
todo o destacamento.
Ao mesmo.Declaro a Vm.cT, em solucao ao
exposto no sea officio, de 5 de Fevereiro ultimo,
n. 3,022, que 4 vista da informasao junta, por co-
pia, ministrada a 9 do corrente, pelo inspector do
Thesoure Provincial, nao pie ter lugar o abono
pedido da quantia de 2:0005000 para adianta-
mentos as pracas que sahrem em diligencias.
Ao jais municipal e de orphaos do termo de
Seriobem.De posse do officio de 4 do corrente,
com o qual Vmc. e&viou nova relaca i em dupli -
cata dos escravos ahi libertados por conta da 7 *
qoota do fundo de emancipacao, e que ainda nao
est regularmente organsada, em conaequencia
da declaracao de 400 ris para menos, feito no re-
siduo de 1> quota, qae de 2:878} 100, e nao...
2:8785000, remetto-lhe copia do que dirijo hoje ao
collector das rendas geraes do municipio do Rio
Formoso, recommendando as devidas providencias
no interesse de serem reduzidosos precos das li
bertacoes concedidas, urna vez qua uao deva esta
presidencia autoriaar o pagamento de taes precos
qae sao exagerados e fra do commum.
Ao collector geral do municipio do Rio For-
moso.Tendo o juiz .municipal e de orphaos do
termo de Serinhem remettido a esta presidencia,
com o officio de 4 do corrente, para ni fina do ar-
tigo 41 do regulamento de 13 ds Novembro de
187J, a relacao de 13 escravos libertados pela 7*
quota do fondo de emancipacao, residuo da pri-
meira e saldo da sexta, na importancia total de
6:3o35189, declaro a Vmc. qae nao pie ser au-
tor isa do o pagamento dos valores exagerados, da-
dos a todos os escravos, quer ae atienda a idade
e aexo de cadi um quer a depreciadlo da proprie-
dade servil em todo o imperio.
Compre portento, que Vmc. se esses valores ti-
verem sido arbitrados judicialmente, reqoeiram
reforma as avaliacea, no sentido de serem redil-
sidos, se tiver havido sentenca e nao eativerem
findos os prasos regalares para embargos ; e, caso
estejam, requeira o beneficio de restitaico in in-
tegrum, de qae goza a fazenda (Perdigao, proces-
so dos feitos, 44, e instroccoes de 10 de Abril de
1851, artigo 17) para, em vista desse beneficio,
embargar as aentencas, mesmo fra do praso : de-
vendo, quer embergue dentro do praso, quer fora
delle, appcllar das seatencas para ps joizos ou
tribunaes superiores.
Portaras:
O Sr. agente dacompanhia brasileira de na-
vegabas a vapor, taca transpoitar 4 corte, por
conta do ministerio da marinha, no vapor Pernam
buco, esperado do norte, um caixao, medindo 30
decmetros cbicos, canteado a escripturaca > do
almotarifado do Arsenal de Marinha. reforente
ao asno financeiro de 1885 a 1886, que para ahi
remettido diaposieao da contadoria de marinha.
Commanicon-se ao inspector do Arsenal de Ma-
rinha.
O Sr. gerente da companhia pernambucana
faca transportar para o presidio de Fernando de
Noronha, por conta do ministerio dos negocios da
justica o sentenciado Jos Paredes Garcia que al-
l tem de cumprir a pena de dez annos de gales
por crime de moeda talse.
O Sr gerente da companhia pernambocana
mande transportar gratuitamente r no vapor
qae segu boje para o presiiio de Fernando de
Norouha o padre Francisco Adelm de Brito
Dantas, capelln do mesmo presid.o.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande conceder passe de proa at o presidio de
Fernando de Noronha, por conta das gratuitas 4
que o goverao tem direito, a Theresa Mara de
Souza, filha da sentenciada Balbina Mara da Con-
ceQo.--Communieou se ao director do presidio.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande couceder passagem de proa at a Babia, a
Antonio Eremita de Santiago, por conta das gra-
tuitas 4 que o governo tem direito.
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao S. Francisco faca transportar da ea-
taco das Cinco-Pontas a do Cabo, por conta das
pasees gratuitos 4 que o governo tem direito, tres
reos e a respectiva escolta de quatro prac la do
corpo de policia, providenciando igualmente quau-
to ao regresso da mesma e o transporte de um de-
sertor.
O -Sr. superintendente da estrada da ferro
do Recife ao S. Francisco sirva-se de mandar con-
ceder passagem de 1* classe, por conta das gratui-
tas 4 que o governo tem direito, da estaco das
Cinco-Pontas a de Gamelleira, ao juiz de direito
da comarca de Garanhuns, sua mulher e 2 filhos
menores de 12 annos, providencian lo de igual fr
ma sobre a volta dos meamos opportuuamente.
BXPBDIBKT* DO SECRETARIO
Officios :
Ao commandante das armas.S. Exc. o Sr.
presidente da provincia manda commonicar a V.
Exc, ter autorisado o Arsenal de Guerra 4 satis-
fazer os pedidos que vieram annexos aos seus offi-
Ao inspector do Thesouro Provintial. Ac- cios ns. 136 e 137, de hoje datados.
casando o seu offici de 7 do corrente, n. 481, de
claro a Vmc. queja elle ficou respondido com o
que, na mesma data, foilhe dirigido que ora re-
tere, para que nao consinta salvo o caso de bi-
Ibetes 4 venda, na extraccio de novas loteras que
nSo estej m de accordo com as instrucces de 4
de Novembro do anno passado, modificadas em
parte pela ordem ie 15 de Dezembro <* aviso ul-
timo do Ministerio da Fazenda, de 7 de Feverei-
ro, na parte que fr applicavel, devendo pira isso
marcar prazo aos thesoureiros para a apresenta-
c2e de novos planos afim de serem approvados,
depois de examinados devidamente n'esse The-
souro.
Ao mesmo.Nos termos de sua intorenscao
de 12 do corrate, n. 492, mande Vmc. entregar
ao agente financeiro da Recife Draioage Compa -
ny Limited, a importancia de 132:1755501, cor-
respndeme do servico feito no semestre de Juiho
a Dezembro de 1886, pela mesma companhia.
- Ao Dr. Joaquim Pires Machado Portel I a,
director do archivo publico do imperio.Remetto
Ao Sr. agente da Companhia Bahiana de
Navegacio 4 Vapor. S. Exc. o Sr. presidente da
provincia manda acensar o recebimento do. oficio
de hoje, em que V. S. declarou qae o vapor Ser-
gipe, cbegsdo bontem dos portos da Baha e escala,
regreasar para os meamos portos 4 17 do corren-
te, 4a 4 horas da tarde.
Ao Dr. Francisco de Assis Rosa e Silva, le
secretario d'Ass-mbla Legislativa Provincial.
De ordem do Exm. Sr. presidente da provincia re-
meti a V. S., afim da ser presente a Assembla
Legislativa Provincial, copia do aviso de 6 de No-
vembro do anno prximo passado. em que o Exm.
Sr. presidente do conselho de ministios recommen-
da se procure fazer coincidir o anoo fiaanceiro
com o anno civil.
Ao mesmo. De ordem do Exin. Sr. presi-
dente da provincia remeti a V. B. o officio do ins-
pector do Tbesouro Provincial, de 12 do corrate,
n. 498 e mais papis juntos, concernentes ae pedi-
do de crditos na importancia total de 54:3675744
para as veros* dos 9, 12, 15, 19,33, 72 a 7 do
da lei do orcamento vigente, afim de que a
ibla Legislativa Provincial se digne conce-
l alludidos crditos.
Ao mesmo. De ordem do Exm. Sr. presi-
I da provincia transmiti a V. *., adra de'ser
ate 4 Assembla Legislativa Provincial u iu
quadro da divida passiva para o exercico de
-1888, fornecido pelo Thesouro Provincial,
icio de 10 do corrate, n. 489.
Governo da Provincia
D|PAeHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 11 DR
ABRIL DE 1887
Jachare* JoSo Carneiro* de Souzajlan
djsjm latoriae o Sr. inspector da The-
soUraria de Fazenda.
Bacharel Vf anoel Ferreira Escobar.la-
forme o Sr. iaspector da Thesouraria de
Fazenda.
Tenente Manoel dos Prazeres Barros
Mbnteiro. Informe o Sr. cammandante
superior da guarda nacional da comarca da
Escada.
Mara Gomes Pereira.Informe o Sr.
Dr. chefe de policia.
Thomaz Lios Soriano.Encaminhe-se,
devendo o suppcante pagar o respectivo
porte no Correio.
Secretaria d Presidencia de Pernam-
buco, 12 de Abrjl de 1887.
O porteiro,
F. Chacn.
Repartico de Polica
2.a soeco.N. 342.Secretaria de Po-
lica'de Pernambuco, 12 de Abril de 1887.
Illm. e Exm. Sr.Participio a V. Exc.
que fjrm hontem recolhidos Casa de
Detengan os seguintes individuos :
A' ordem do Dr. delegado do 1. dis-
trcto da capital, Albino Victoriano dos
Santos, Z icharias Francisco das Chagas,
Patrocinio Vieira dos Santos, Honorio Viei-
ra dos Santos, Angelo Rogerio, Manoel
Jos Leopoldo, por disturbios ; Caetano
Luiz da Silva, por offensas moral pu-
blica e Mara Amelia da Silva, por em-
briaguez.
A' ordem do subdelegado do Recife,
Anselmo Barros da Silva e Jos Claudino
da Silva, por disturbios.
A' ordem do do 1.a distrcto de S. Jos,
Florisno, escravo de Antonio Pinheiro Paz
Lyra e Trajano, escravo do mesmo, por
disturbios.
No lagar Remedios do distrcto de Mag-
dalena, hontem pelas 7 horas da jinite :
na taberna de Jos Tavares MuniZ Fra-
z2o, foi Olympio Jos da S, aggredido
por Francisco Cincaato da AonuaciacSo,
do que resultou sabir este com duaa faca-
*' '
O suD^elegado respectivo tendo scienjia
do facto, dirigio-so ao lagar do delicio e
mandou trnsportar o olfendido para o hos-
pital Pedro II afim de ser tractado. O
delinquente foi preso era flagrante, e con-
tra elle procede-se nos termos do iaquerito
policial.
O subdelegado do distrcto de Canhoti-
nho em offi:io de 1L do corrente partici-
pou-me Wr no dia 9 tambem deste mez,
feito remessa ao Dr. juiz municipal do
termo de S. Bento, do3 inquAitos policiaes
procedidos contra JoSo BrarflSo Gomes de
Mello, e Antonio Bezerra da Silva, por
crime de furto.
Na ra do Jardim, do 1.* distrcto da
freguezia de S. Jos, no dia 10 do corran-
te pelas 4 horas da tarde, no portao da fa-
brica de calcados denominadaGoudim,
Philomeno de tal, armado de urna fac,
agride a Fortunato da Fonseca, do quo
resultou sahir este com 3 facadas.
O respectivo subdelegado teado sciencia
do ocecorrido mandou transportar o ferido
pa o Hospital Pedro II onde ter conve-
niente tratamento.
O delinquente poz-se em fuga aps o
crime e contra elle prosegue se no3 termos
do inquerito policial.
Communicou-me o cidadao Joaquim Ma-
ximiano Pestaa em officio desta data tet
no dia 9 do corrente reassuiuido o exer-
cico do cargo de subdelegado do 2." dis-
trcto do Poco da Panella, na qualidade de
1." supplente.
Deus guarde a V. ExcIllm, e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente dejAzevedo, muto
digno presidente da provineU. O chefe
de polica, Antonio Domingos Pinto.
Thesonro Provincial
ORSPACHOS DO DIA 12 DE ABRIL DE
1887
Jos Candido de Oliveira Marques, Sil-
verio Jos Nepamu :eno Bastos e desem-
bargador Henrique Pereira de Lucena.
Entregue-ae pela porta.
Clodoaldo B.'aerra da Costa Guedes.
Haja vista o Dr. procurador fiscal.
Jttilitana doo Santos Jorge. Certifique
se. .
Francisco Egydio de Luna Frer i, Ca
rolina Soares d'Amorim, Jos da Costa
Rabello, officio do engeuheiro chefe das
obras publicas, Jjs Domingues Codece
ra. Informe o Sr. contador.
Francisco de Millo Braga e Adolpbo Jo-
s d'Araujo.Pague-se.
ministerial. E por isso mesmo que aque lie se-
nador, bem como o Sr. Saraiva, ao discutir no
senado a proposta da fuso, dealararam intil o
seu eoiiipareeinu'iito sessfio das cmaras reu-
nidas. ,
Esta efTectuou-se no dia 9, como determinara o
senado, c faltaram a ella nao peitueno numero de
deputados e senadores. O Sr.- Ottoni- pediu a pa-
lavra para dizer que, julgando-'se obrigado pelo
silenjeio que tinliamantido atante da lei de 28 de
i*ro de 188?, a kivraf nm protesto contra a
attitude do ministerio, <(ut j>rSprara nrstria -
gir asjamesquinhas concessoes feitas,acliu
que o Sr. presideute do conselho tinha dislacado
a questo edisvirtuado o debate; que o senado
estara no slu direito dizendo a cora que o go-
verno nao cuni|ina lie I mente a lei, porque o di-
reito de censura da cmara vitalicia acha limite
no decoro e respeito mutuo que se devem os de-
positarios dos poderes pblicos. Passou em 86-
guida a tratar largamente da materia das emen-
das, mostrando que a tabella dos precos da lei
exagerada e que a ligaco do municipio neutro
provincia embaracaa libertaco da cidade, ten-
tada" pela cmara municipal; e conc.luio por estas
palavras :" < Que o ministerio iriumphe : est
forte e vivera pois viva, mas carregando com a
cruz da sua responsabilidad; peranlc o publico e
perante a historia. 0 peior de tudo a nypo-
crisia!
O Sr. Gomes tie Cuatro, fallando por parle da
cmara, disse que o voto desta nao poda deixar
de ser favoravel ao gofcrno, como consequeiieui
da opinio por ella professada em relacao aos ad-
ditivos. Em vista desta e'de outras declaragOes
do representante da maioria, observou o Sr. Af-
fonso Celso Jnior que a Assembla geral se ha-
via transformado n'um tribunal poltico suigeneris
cm que os afca adts exerciam presso partidaria
sobre os seus jues, e accresentou que o muis
acertado para os abolicionistas era calarem-se, e
esperarem, porque todo o debate seria ocioso,
irrisorio e intil, Faga-sc um grande silencio,
que urna voz notavel qualiicou de lico dos
reis Assim terminou o orador. Seguio-se-lhe
na tribuna o Sr. Alencar Araripe, que, expondo
o seu modo de encarar a questo, explicou o vol
que dera na cmara e ia dar a favor das emen-
das, senlindo n'aquella occasio descordar dos
amigos e do governo, de qmem aiada ha pouco
fora delegado; mas qqc o fazia por um dever de
patriotismo e em oitedlcncia a voz de sua con-
scicnciaque lhediz queapressar a libertaco dos
escravos concorrer para que o Brazil seja urna
patria digna de verddeiros cidados.
Apczar destas bellas palavras, e do grande sen-
timento que ellas dispertara cm coraces huma-
nitarios e cheios da dignidade moral do uosso
seculo, as emendas do Sr. Jos Bonifacio foram
regeitadas por 92 votos contra 33. A sua voz con-
victa e de urna elequencia suprema foi dessa vez
abalada pela fatalidade do numero; mas a gran-
de elevacTio com que o eminente patriota defen-
deu a causa abolicionista e, sobre tudo a indigna-
gao profunda e commorentc com que, pela sua
palavra inspirada, foi descripto o crime judela-
rio da Parahyba do Sul, dero lugar a que o go-
verno tomasse a iniciativa da passagem da le
que revogou o artigo 60 do Codje Criminal c
com elle a pena infamante de acodes, at all ap-
plicada nicamente aos escravos.
Nao obstante, porm, a sympathia que o prejec-
lo dessa lei liavia inspirado, e o empenho que o
ministerio manifestou em vel-o approvado, al-
guias vozes se levantaram na cmara contra a
aboligo de nm castigo mais vergonhoso para os
que o applicavam do que para aquellos meamos
que o soffriam. O Sr. Coelho Rodrigues foi o pri-
meiro a condemnar a medida. El le, que na res-
posta a interpellaco do Sr. Affonso Celso Junior
sobre a condigo dos escravos depois da ultim i
lei. invocara contra estes disposicoes de urna le-
gislago de vinte seculos, loi de Ceno modo co-
herente votando contra a revoga;o do artigo 60
do Cdigo Criminal. Respondendo ao Alustre
lente de direito romano, disse o Sr. Perado, en-
tre oulras cousas, que te adm'rata de que ainda
hojf houvfsie ile/ensores do bwal'ii.penft tea con-
demnada pela relig'o e pelo direito natural.
Da opiato do Sr. Coelho Rodrigues foi o Sr.
W'erncck, que declarou dever protestar contra o
projecto, como representante da provincia do Rio
de Janeiro, ondedisse o orador a ideia abo-
licionista tem caminhado mais do que em nimias
provincias. E, com aflato, nao se limitou a
protestar; combateu-o francamente, nao dissi
DIARIO DE PERNABBUCO
Retrospecto poltico de l"
BRAZJL
IConclusao)
Atteuta a constituieo da cmara temporaria,
era d prever o resultado da fuso, tanto mais
tendo o Sr. presidente do conselho collocado a
questo das emendas do senado no terreno da
eonfianga poltica. Os 70 votos, obtidos pelo go-
verno para a regeitf o dos additivos do Sr. Jos
Bonifacio, assignalavam de ante-mfio o triumpho
lamentar com o fallecimento de um dos mais de-
nodados defensores da causa dos escravos e um
dos cidados mais distincto pela grandeza do
talento e pela incorruptibilidade do carcter.
Queremos fallar de Jos Bonifacio cuja raorte,
foi profundamente sentida no paiz.
Tambem falleceram os senadores Silveira Lobo
e Visconde do Bom Retiro e os deputados Cor-
ris de Araujo e Eusebio Antunes. Entraram
para o senado os Srs. Escragnolle Taunay, Can-
dido de Oliveira e Francisco Belisarlo Soarea-de
Souz, actual ministro da Fazenda.
Urna das questoes que mais preoecupou o go-
verno nos ltimos mezes do anno (indo, e que
para muitos ainda do est acabada, foi a que
disse respeito ao exercito. E'ocaso:
Tendo o coronel Cunta Mallos, sem previa li-
cenga discutido negocios militares com o depu-
tado Coelho de Rezende, publicando ao mesmo
tempo parte de informages constantes de um
seu relatorio, em que Iratava de questoes anda
nao resolvidas, foi por esse facto reprehendido
por' ordem do Sr. Alfredo Chaves, minstro da
guerra que para isso invoccu um aviso de seu
antecessor o Sr. Candido de Oliveira. Eis os ter-
mos do aviso :
Fica approvada a declaracao feita em ordem
do dia guarnigo. em virtude de determinago
verbal deste ministerioprohibindo a qualquer of-
ficial do exercito alimentar discusses pela im-
prensa, anda mesmo que seja para juMifloar-se
de alguma aecusarao menos justa, sem prjia II-
cenga do mesmo ministerio .
A ordem do Sr. ministro da guerra foi discu-
tida no seuado. Respondendo ao Sr. Visconde de
Pellas, disse o Sr. Alfredo Chaves que nao ac-
ceitava em absoluto a doulrina do linal do aviso,
pois entenda que, em sua vida particular, o mi-
litar nao deve ser obngads a pedir licenga ao
governo para defender-se naimprensa, Essa de-
claracao por si s era uma especie de mea culpa.
pois que aquelle aviso servir de base ao proce-
diuienlo do ministro. .No correr do debate veio a
baila uma reprehenso mandada dar em ordem
do dia ao tenente-coronel Madureira pelo Sr.
Franco de S. Esse oflicial, que se achava no Rio
Grande do Sul, respondeu de l ao que foi dito
no senado por aquelle senador censurando-llie o
procedimento de baver mandado reprehen !el-o.
Por essa resposta e censura, incorrcu o tenente-
coronel Madureira cm nova reprehenso, por
parle do actual ministro da guerra, cuja deter-
minago den lugar a um protesto do reprehendi-
do que declarou nao haverjlei que aulorisasse o
ministro a raprehender de um modo to severo
um oflicial superior por defender-se, da desarra-
zoada aecusago de um membro do senado. E
accreseentou que o ministro poda repreliendel-
o quantas vezes quizesse que elle estara
prompto a responder perante um conselho de
guerra.
A ollicialidade das guarniges da provincia do
Rio Grande,- com o Sr. Pelotas frente, adherio
ao protesto Madureira e fez neste sentido uma
manifestago. Para que esta se effectuasse, os
oflciaes da guarnigo da capital pediram a com-
petente autorisagao ao general Deodoro, presi-
dente da provincia e commandante das armas, o
qual nao s a concedeu, como foi reuniao com
o Sr. Pelotas, informando depois ao governo que
ludo se tinha passado com a maior calma e boa
ordem.
Por causa disto foi o governo mterpellado pelo
Sr. Candido de Oliveira na cmara c Silveira
Martuis no senado. O governo respondeu com
as informages que linha do marechal Deodoro,
affirraando que saberia manter a disciplina no
exercito. O qu? elle fez, entretanto, para vencer
a difliculdadc, foi confiar, por portara de 8 de
Oiitubro e aviso da mesma data, mais alta cor-
porago militar do paiz a incumbencia de deci-
dir que direitos asBistem aos militares de mar e
ierra para discutirem pela imprensa, e de apre-
sentar projecto de instrueges em que se firJ
masse a me'hor doutrina a scmelhante respeito.
Dias depois da publicago desse aviso, houve
uma grande renio presidida pelo Sr. Baro de
Jaceguay. na qual se votou a segrate raogo :
Os officiaes do exercito e armada, reunidos
hoje, 10 de Outubro de 188G, no salo da Socie-
dade Franccza.de Gymnaslica. declarara:
1. Sua adheso completa ao modo digno por
que os seus camaradas do Rio Grande do Sul re-
clamaram o restabelacimento de seus direilos.
2. Que o exereito c a armada sentem por
honra da patria que esse conflicto se dsse, mas
ando o seu desagrado pelo procedimento do "cara satisfeilos pela solugo dada pelo governo,
reeonhecendo este que os avisos expedidos ala-
cavam as mais uobres prerogativas dessas clas-
ses e iara de encontr nossa le fundamental
3." Que esperara do venerando conselho su-
governo, que condemnou, porquanto esperava
que o Sr. presdeme do conselho. quando o pro-
jecto foi apresentado no senado, dissesse l o que
tinha dito na cmara, isto que j estaca dita a
ultima patarra sobre o elemento senil. Mas o
ministerio, continuou o Sr. Werneck, que fez
questo das emendas uo senado, encontrando na
cmara uma maioria compacta e disciplinada,
que abafando tal vez os seus queixumes. mostrou-
sc prompta a apoial-o. ia fazer questo, quando a
cmara esta va cangada por to prolongada sesso,
deum projecto que levava a marcha aos eslbele-
cimentos ruraes .
Felizmente o projecto fo approvado por quasi
unanimidade da cmara dos de]iutados para hon-
ra desta e do paiz que a elegeu. E dizeinos isto,
apezar da alluso do Sr. Lourengo de Albuquer-
-que, que em resposta ao Sr. ministro da agricul
tura, disse na cmara que ficara sabendo que o
projecto era do goceruo e filho d'algo, nao obstante
harer contpa elle votado o Sr. ministro do im-
perio.
Se o abolicionismo brazileiro teve motivo para
regosijar-se com a revogago da pena de acuites, I "
I sentiu todava ter perdido uma grande fotca par-1(,er
prerao militar o reconhecimento dos seus direi-
tos coustituckmaes, que no se oppOem, e antes
se harmonisam com a dignidade dessas classes
e com a disciplina de que teem sempre dado as
mais bnlhautcs provas.
4. Que agradecen] imprensa em geral a
atlitude que tomou nesta questo, bem como ao
senador Avils e a todos aquelles que Ihes fizerara
justiga.
Esta raogo foi apresentada pelo Sr- Benjamn
Constant Botelho de M.igalhes, major do corp
de cstado-maior de 1. classe.
O supremo conselho militar respondeu ao. go-
verno com as Ires seguintes concluses :
1. A libcrdade de que os militares, como
todos os cidados, gozara 'pela constituigo de
coramunicar pela imprensa as suas opinies, in-
depentemente de censura previa : 4
2. A sujeigo em que se acham, de respon-
perante a jurisicco militar pelos abuso*






1


iario de fernambucoQoapta-feira 13 de Abril de 1887





I

que no exercicio desie dircito commetteretn,
aliii da ruspon-abilidade no foro commum ;
.. 3. Finalmente, que contraria disciplina
toda c qualquer discuaso pela imprensa entre
militares sobre objecto de smigo, por prejudicar
a boa ordem e reputaco de que deve gozar o
exereito.
Nfio de suppr que o Sr. Alfredo Chaves, se
podesse prever a diflicil e complicada questfio de
que vimos de nos oceupar. consentase empa.-sir
apasta da mannlia ao Sr. Mae-Dov,e, accei-
tando a heranga ministerial do Sr. Junqueira,
que se vio forrado a sabir do fabinete por grave
mcommodo de saude.
A pasta do imperio nao foi tambem das menos
trabalhosas no fim do anno, em virtude das me.
didas sanitarias que o graverao se vio.obrigado
a tomar.no inlnito de evitar a nvaso do cholera,
que grassava na Repblica Argentina. A vista
da insufficiencia dos meios votados na lei annua,
vio-se o goveruo na necessidade de convocar o
lonaelho de estado para ser ouvido sobre um
crdito extraoriinario de 500:000*000 que o Sr.
ministro do imperio tinha de abrir para occorrer
as despezas inevitaveis do servido sanitario. O
voto do conselho de estado foi unnime em favor
desse crdito, que realmente ia ter um fim mais
ulil e elevado que a avultada dotaco concedida
ao Sr. Duque de Saxe para que Sua Alteza possa
apreciar descuidosamente as delicias da vida eu-
ropea.
FIM
RECIFE, 13 D ABRIL DE 1887
noticias da Europa
O paquete Magellan, eotrido da Europa ante-
hontein, trouxe datas que de Lisboa alcanc&m
30 di Marco fiudo.
Alni da noticia8 de Portugal, publicadas na
rubrica Exterior, eia as deinais :
* II '.p mili
Sobre este pais esereve o nosso alludido corres-
pondente : ,. ^
A's 3 da madrugada do dja 23, segundo parti-
cipan] de Corunha, declarou se um violentsimo
incendio n'um grande armazem de pr. doctos cor
loniaes que f. i pasto das chammas. Os prejuizos
sao eona.deraveis.
Os marinbe ros dos navios franceses surtos no
porto trabalharam heroicamente para dominar o
smistro.
O governo de Madrid tomou a iniciativa d'um
projectj de lei restabelecenio o casamento civil
na legisWco heapanhola. O pipa absolutamente
hostil a efcta reforma, acaba de faz.'r eoncessoes
muito importantes. A formula que elle acceita
levara a adoptar duaa firmas de contraoto ma-
trimonial : 1 o casamento segundo o direito ca-
nnico, que ser o de tod as os catholiecs ; 2o o
casamento civil, que ee celebrar eonforme as dis-
posico-s do cdigo e segundo a constituieao. O
casamento cannico produsir todos os s us endi-
tes Civis quinto s peasoas e bens dos cootractan-
tes, caso seja celebrado nos termos do concilio de
Trente. O juiz municipol on outro funecionano
do estado assiatir para verificar a inser pela im-
m diata nos registros do estado civil.
Esta formula Um probabilidades de ser ad-p-
tada pelos conservadores e eatholicos, visto que o
Vaticano aacceita. Os demcratas, a esquerda
e os republicanos querem mais que a egreja nao
Eoantenha em Hespmha prettncoes a que j re-
nuncio!! ha muito anuos em outroa pases catho
licot. Entretanto, os ministeriaes inelinam-se a
esta soluco e espera-se que ella rena a maio-
ria.
O Sr. conde de Casal Bibeiro, ministro de Por-
tugal em Madrid, parte d'ali para Lisboa no dia
31 de Marco.
Um despacho de Manila annuncia ter havido
um tremor em Albay. Camarines, o qual fez al-
guna estragos, mas felizmente nenhuinas victi-
mas.
A poca de 25 dis que a viagem da gran che-
rife mnrroqaino a Paris e Madrid nao d resulta-
do para as suas pretengoes, e accrcscenta que os
Srs. Flourens e Morot se limitaram a fazer lhe
ja. visita de cortezi, e declara que a poltica
das potencias a respeto de Marrocos se basea no
principio do stato quo e em nenhnma even-
Vialidade representara qualquer papel o gran
cherife Nafsau.
O Globo dis que com pretexto de suppostos ma-
nejos revolucionarios, se tem realisado em Madrid
siguanas prisoes.
Foi preso em Sevilha um individuo a quem ti-
nha sido remettido um massa de proclam .coes re-
volucionarias.
Tendo chegado ao conheci ment do governador
da provincia de Barcelona que se conspirava con-
tra a monarchia, redabr u rile a sua vigilancia e
aduptou todas as precaucoes afin de evitar qual-
quer alterac na ordem publica.
Na firme percusa.) de que em Madrid onde
se cembioaram e prepararan) as censpiraedes e
de onde psrtein as ordena dos revolucionarios,
ordeoou que na eatacao do caminho de ferro se
tffctuassem aa 'naia rigorosas vigilancias, o que
den em resultado a apprehenso de um embrulbo
que, depois de examinado, se venficou ser de pro-
elamacoes revolucionarias.
franca
A cmara dos diputados e'evou de 12 a 20
f ancos o direito de import ic.to das vaecas, de 4
s 8 o dos beserros, de 3 a 5 o dos carneros e ove
)hae He 7 a 12 o de cada parcao da 100 kilo-
grammas de carne fresca.
O duque de Auma'e parta de Brnxellas para
aples e d'ahi seguir para as suas propriedades
na Sicilia, onde teuciona passar um mes.
O doquo de Chartres parti de Cannes para
se ir encontrar con o seu tio em Nupoles, e com
panhal-o Sicilia.
__A Franca acabt do perder um dos seas mais
valentes militares, o general Farre, que foi minis-
tro da guerra de 1830 a 1831, no gabiuete Frey-
cioet.
O senerai Farre, nasccu cm Valenca, (Drone)
e seguir a carreira de errgenheiro militar.
Era senador, gran-erus da Legio de Houra o
con'av dessete campauhaa.
Dizem de Genova que o principe Jeronymo
Napoleo trabalba activamente u'uma bnlhan'e re-
futacao do trabalho do celebre critico Heori Taine,
acerca de Xoporeo I, e publicado na Revista dos
Dais Mundos.
Gande numero de franetses teem do ao
palacio do onde de Pars, na ra Vrennos, iu
screve-r os seus nomes, felicitando o chafe do par-
tido orleanista p"la bom succeeso du princesa
Amelia, dnquesa de Braman?*.
Uelgica
f--,0 conselho communal de Antuerpia approvou a
cntracto de cocverao de todas as dividas da ci-
dade de Antuerpia que so elevam acerca d; 180
milb:s de francos. O contracto foi feito com o
banco de Paris c varios estabelecimentoa baaca-
rios da Blgica. Os no vos ttulos ten o lucro de
21/2 por cento.
Halla
Nao esteva anda resolvida a crise ministerial
da Italia. Contuuavam contudo bem adiantadas
as negociarles entre os Srs. Depretis e Crisp, e
parece que d .s repetidas conferencias entra estes
djis estadistas resultara nma eombiuac.o que ds-
se em breve urna soluclo a to demorada crise.
A Italia (jornal) apresentou j urna lista prova-
vel dos novos ministros, em que figuram os Srs
Depretis como presidente do conselho sem pasta ;
Crisp, ministro do interior; e Kobilant, ministro
dos negocios estrangeiros.
Inglaterra
N'um dscolo que o Sr. Gladstone pronuncion
ha das perante a deputaco do Gorkibiro, o glo-
rioso velbo explica va sua maneira a esterililade
em qu? desde muitos annos se cncontra o parla-
mento britannico.
A legiolatura nao produz nadadizia ellepor-
que a questo irlandesa, que elle se negou a re-
solver, se lhe impoj irresistivelmente e bloqueia o
caminho a outra qualqner especie de legislacao,
como o fragmentos de um comboio, despedazado
eontrs out'o, detm a marcha sos comboios quese
MMMu
O gabinete Salisbury que nao d'este parecer.
Pesia que a reapparico iucessante da questo ir-
landesa nao provm de causas latees e inevitereu,
mas tmente de acintes da opposico e de obstru
cionismo dos deputados irlandeses, o que difi-
rate. Por isso, enfreada a loquella doa parnelis-
tas, jolga hvel-os privdo.de certoi meios de obi-
trncicnismo de qne ellfB osam e abussm, como se
vio anda na aesso do dia 22. Com istp, e cm o
projecto de repressj que tem preparado para cha-
mar os irlandeses >,o respeito da le presume ter
f. to tudo. NSo se equivocar ? Talvez. O mal-
lo-'ro do processo insuurado aos deputados Dillon,
Redmond e ontros, por crganisarem o plano de
campanha, o incidente do padre Keller, preso pur
desobediencia magistratura e acclamado por isso
mesao como um re por toda a populaco, indieam
urna srtoaco de espirito que nao aceita meias me-
didas ; ou as etnceasoes absolutas, propostas pelo
Sr. Glad tono, ou a lepresso tambem absoluta
que o governo medita. .
As fuinas conservadoras de Londres intmam
Leo XIII para que cbme o clero irlands ao res-
peito das leis. A intervencSo do Santo-Padre nao
faria nada, verosmilmente. O clero da Irlanda
est de ta modo identificado com a causa dos cam-
poneses e dos patriotas irlandeses que lhe sena
quasi irnpossivel mudar de atttitode. Ver o que
sueeed.u com o padre Keller. Quando sabia do
tribunal para dirigir-se, com:> pronunciado por o-
fenoas erte, priso de Kilmxinham, o p >vo,
nao obstante a f.rte escolta de polica desatnlou
os cavallos da carruagem e jungio-se elle mesmo,
esntando o hymno revolucionario : Deus salve a
Irlanda. En ah urna captura muito parecida
com um pasaeio triuniph!
Agora, no parlamento, desenha-se pata breve
urna nova lua.
O grosso do partido giadatoneano, que se ib te-
ve de auxiliar as tcticas obstiucionistas dos par-
tidos irlandeses, vai comtodo prestar-lbe apoio
fortissimo na questo de represso, sustentado que
a reform i agraria deve preceder a represso des
criines originados pela miseria doa cultivadores.
Apoiada d'este modo, a deputaco irlandesa op-
p. -se ha mais intransigentemente que nunca a
propostas ministeriaes.
A Cmara dos Communs rejeitou a emenda Mor-
by por 349 votos contra 269. O Sr. Parnell, que
tinAa proposto o adiatneoto da Cmara par* pro-
testar contra a aeco do gobern, retirou a su
xocao p r conselho do Sr. Gladstone. A Cmara
adopto dep.is a urgencia d. bil coercitivo Va. r-crudesoendo a agitacao nM sssumpto.
Da a lid que dlrenl rcePelt0 principado da Bulgaria,
OS*. Parneli anni este bil na piimeira leitura. e que propoi Londres.
Cmara que se con.titaa em juuU de inquer.to s> Dis-se que Ph.l.ppopol. e outras povoaco'S da
b,e o estedo da Irlanda. R "gj 8t *" sTOWmo da regenen a
A Cmara dos Depotados inglesa, desbaratadas p-dir-lbe que a sbrame declare a independencia
tres semanas de disc-is.-oes. approvou em6m o ar- aa Bulgaria Pela sua parte o governo d* re-
tigo primeiro do seu novo regulndote autonsado gencia tem chamado a ittunco dos povos pard
o presidente a encerrar abruptamente um debate que este,am prevenidos contra um vapor qae de-
s.b proposta da mesma Camat*. I ve. chegar com procedencia da Russia. Teme-
0 governo fica d'este modo armad), segundo u|ae que o governo do czr prepara por ew meio
su^s previtoes, contrae obstrucionsmo da. depu- urna consp.Mao contra a ordem da eoiaai con
taca j irlands i l grande actividade naadjpcao de medidas nuifa-
O Sr Wiiiiam Henry Smith. primeiro lord I res, como te se cstivesse na vespera de grandes
da Tbescuraria, ped. a Uamara dos C .mmuus eo aeonteeimeutos. Em virtude de ordena da regen-
sesso de 28 de Marco, a segunda leitura do bil, w./eforcou-ae a artilbena da^ importante praca
grados erforcos de Rissa-pacb em Soph:a, c da-
se que a melbor soluco que a Rusta proponha,
de accordo com a Turqua, um candidato para o
throno da Bulgari, candidao que esta natural-
mente aceitar.
O Sr. Nelidoff responden que ia consultar o go-
verno de S. Petersburgo, mas supp5e que a Rus-
sia nao turnar esta iniciativa, porque, semnre
que ella tem proposto urna candidatura a regen-
cia blgara ten-u'a feito mallograr.
As ultimas noticias de S. Peiersburgo leferem
que se praticara um novo attentado contra o im-
perador e a familia imperial.
Na linba pnr onde devia pascar o comboio que
conduzia a familia imperial a Gatchin:, fra
atravesando um rail.
Por um verdadtiro milagre, mallogrou-s" mais
este attentado, mas a imperatriz est enferma,
em ccnaequtncia das terriveis commogoes norqae
pasaoo, juntas s da sua partida de S. Petera-
burgo.
Estes tentativas, cuja frequoucia asaume um
caraeter verdadtiramente aterraisr, s?o motiva-
das pelo abandono dos projectos d reformas p>li
ticas do interior, projectos que o imperador linfa
em mente realisar.
O Menxageiro do Governo, folha offieial do
governo-do cs*r, publicou a 21 du M&rc i uma no-
ta em que se desmentem de modo enrgico os
boatos sem fundamento espalhados por eertod jor-
naes r usaos, acerca de ten sao de retaco J8 qne
supf.5' m existir entre o governo aliemij e o da
Russia. N'essa nota, pe-ae em relevo orno pro -
va da talsidade de taes noticias, que os nteres-
ees russos na Bulgaria sao representados pJos
agente diplomticos da Alemanba.
O Sr. de Giers, respondendo a uma solicita-
5S0 de Cbskir-pach, declarou que a Russia rc-
cusava tomar qualquei iniciativa na quest-Io bul-
gara e designar candi Jatoa ai throno da Bulga-
ria para evitar dissabores como os que, sobrevie-
raro quando se traten da candidatura do prineip;
de Miugrelia.
sempre usamos, nao temos duvida em confeasar, I fica eaculptura, a do Sinhor Morto e
que pela analyse desapaixonada do aconteeimen Senhara da Piedade.
tos, nos convencemos deque a compinhia nacional
soube neste pleito por do seu lado a raso e a jua-
Jltca. u
A sitnaco est bem definida. Qaando se trava
d* qnesto.do trabalho, anda apesar dos exeessos,
as sympathiaa estavam pelos operarios. Mas a
questo do trabalho desappareceu inteiramente.
Os proprios operarios declararam gritando em
grande algasarra que nao se importsvam com
as commissoes nem com as fabricas ; qne nio pre
a de Nossa
Oriente
/
cocrcivo para a Irlanda, ames das ferias da ps-
enos, disenda que este pedido nao implica de ne-
nhum modo urna amaaca, mas que o guvernojulga
esta medida absolutamente necessaria para man-
tr a ordem, e fas u'ella questo de gabinete.
Allemanlia
Na Gazeta da Allemanha do Norte vem publi-
cada a allocuco que o Imperador Guilherme diri-
gi ao povo allemo, por motivo do seu anniversa-
rio natalicij.
O velho monarcha recarda as 'utas travadas
pela naco allem e a gloria alcancada por ella
m feitos memoraveis.
O mea destino marav'lhoso------permitte-me ce-
lebrar o nonagsimo anniversario do meu nasci-
raente, rodeado de m.ms filhos, de ireus netos e
dos mens bisnetos ?
Manifesta a esperanga deque a"Allemanha pro-
siga no cam-.uho das prosperidades e exprime a
sua gratido pelas felicitaees universaea de que
tem sido objecto uestes ltimos das.
O imperador nao faz declaraco alguma refe-
rente pas ou guerra.
Nesoa noite boa ve urna soirie imperial de des-
pedida em honra dos enviados das potencias que
foram a Berlim, para atestir s testas do anni-
versario do monarcha.
Nos circuios polticos de Bcrliin commenta-se
muito, que o era-duque Wladiiniro declarasse ao
imperador Guilberine, em n mo co csar, que a
Russia continuar de futuro como at agora, em
manter a ana linba de tradicional amis^de para
com a Allemanha.
O imperador, a imperatris e o principe im-
perial acolh ram monsenhor Gabimberti com extre-
mos de amabidade. O enviado do papa celebrou
com o principe de Bamarck uma demorada confe-
rencia, depais da qual se er que o governo de
Berlm consentir em novas modificacoes da lei
ecclesiastica e readmittir na Allemanha as con-
gregaces docentes de mnlheres.
Ao prelado romano concedeu o imperador a
condecomcao de Aguia Vermelha, e a crus da
Aguia Negra ao Sr. Carry, redactor do Monitor
de Roma, que o acompanhava.
A Gateta Nacional de Berlim pede que se
organise a Alsacia e Lorena como as outras pro-
vincias do imperio germnico, iato que lhe no-
meie um presidente e uma cmara de deputados
das provincias, no caso em que aeja irnpossivel a
perfciU annexacao deseas duas provincias Rus-
sia.
AtiNtri a-Hungra
Uma circular do ministro das obras publicas da
Austria prescreve a medida da substituico even-
tual dos ooletineiros telegraphicos que podem ser
chamados a servir as fileiras do exercitoi
O Standard v nieto um fuete preprio para mo-
derar o optimismditie quem suppoe ha ver paseado
0 perigo de guerra, por ter querido o imperador
Guilherme que o seu anniversario natalicio fosee
festejado em piz.
A folha offieosa do gaveras austraco o
Tremdenblalt, di que a reuovacao da allianca en-
tre a Allemanha e a Austria, por um lado, e a Ita
lia pelo outro, cousa concluida.
O Tremdenblalt, apressa-ae a afirmar que esta
allianca puramente detensiva, que nao ameaca
niaguem, antes con-titue urna grande unio de
piz dirigida explosivamente, contra as potencias
que pretendes8um perturbar u pas da Eu.opa.
A diplomacia dis o jornal viennensecon-
segua crear uma liga pacifica que se estende da
pouta meridional da Europa ao mar Bltico, e
que nao poder despertar inquietacoes seua aos
que nao tenbsm intencao sena de respeitar o des-
envolvimiento proapero e tranqjillo das nacoes.
Emquante naturesa das eatipuIaQoea ajusta-
das, desde que as partes contractaut- s querem
tl-as eei-retas, intil insistir de simples conjec-
turas.
U.'mais, c segredo da prapria esseaeia d'este
genero de en vinco poisqat', segunda confissooa
da imprena* oficioaa itaiiane., aacccsao da Italia
allianc a.istro-allemimolica nin acrescentamen-
to de territorio em comp nsav'j da auxilio do ejer-
cito italiana a um ou outro do- imperios em c so
de guerra.
Diga se de pasagsm q ic a revelic.lo olEcial
dos territorios promettiios.seriairr conciliavel com
a continuacSod .s relacoea entre o governo italia
meo governo do pais ai qual devara tomar-ae
as compeniac;s territoriaes estipuladas.
RuMla
A julgar pela nota quejo Sr. de Nelidoft dirigi
1 Parta no Io d Marco e cujo teito hojeconhe-
cido, ai; relaco.s entre a Turqua e a Russia nao
sft> das mais amigaveis.
O em.aixador desti ultima potencia queixa-3e
du que o pagamento atrasado da indemnisacao de
guerra se fava cada ves mais lentamente, e isto
porque as receitas obrigadas a (ata crdito nao
sao integralmente cobradas.
A diminuico da cobranza em 1S86diz o Sr
de'Nelidcff tanto mais depLravel, qnanto
certo que o anno finio foi assigualado par uma
colheita muito boa naa provincias de Asia do im-
perio, cujos dizimos, estas captivos a esto e^rvicc.
Nao pode portante diasimular-se que nos cha-
mas em presenca d'um estado de causas que se
aggiava de anno para anno, systematicameate
O Sr. Nelidaff prosegu-; faseado sentir que r.31
podem falt .1 ao thesouro otomano os recursos para
saldar este debito, pois que fez anda ha ponco
encommendas impirtantes para a marinha e exer-
cito, as quaea pag m o dinheiro do estado.
Ora al obrigacoes para com a Russiacon-
clue a nota--so as que a Turqua devia ter mais
escrupulosamente em coniidcraco. >
Estas reclamscoes sao perentorias e a censura
da malverso que ellas implicam gravisaima.
Como os pedidos de pagamento da indemnisaca
de guerra, nao sao apresenta Jas de ordinario a
Turqua seno quando se est pouco satisfeito da
aa poltica em-S. P.teraburgo de crer que a
attitude de Parta as qnestoei actaaes est longe
de ser agradavel 00 governo russo, e nao hver
grande perigo de errar buscando na miasa de
Riza-Bey em Sofia o motivo deste descontenta-
meote-
O sulto, na audiencia qae den ao Sr. Neli-
doff, embaixsdor da Raisia, certificoa ot mallo-
Je Vasna, e eatabelece-se em Tirnova um campo
entrincheirado.
A Sublime Porta foi cficialmonte iuf reoida de
que a Russia exhortou os refugiados blgaros a
absterem-se de novas tentativas contra a regen
cia ; e que o Sr. Ne idotf n'uma entrevista que
teve com o eulto, aifirmeu intencea pacificas da
parte do czar, e expoz q''aes os intuitos da Rus
si a respeito da Bulgaria.
O Sr. Nelidcff procurou obter do sulto quo
mandaase retirar de SopLia, Kizza-pacha. e apre-
sentou Inglaterra como inimiga da Turqua ;
as o sulto escixou isto com fiieza e nao man i
fe-tou nenhuma opinilo.
O verdadeiro iim da excursao do Sr. Rad sla-
voff organizar por toda a parte juntas patria-
ticas para defensa do rgimen actual da Bul-
garia.
Os zankivitaa declarara a R zzi pacfi que es-
to promptoe a tratar cem elle como delegado da
Sublime Porta, mas nao como porta vos dos re
gentes ; e accrescenteram que, se o eeu partido
ebegasse ao poder, na reconhecia nenbum em-
prestiino qne a regencia tivesse contrahido.
- O governo de Sophia foi avisado p-la Turqu'a
e Roumania de que em Kev esto-se organisan-
do bandos armados para penetfarem na Bulgaria.
O presidente do conselho e um dos membros da
regencia blgara esto peicarrendo as priacipaes
p^voacoes do principado e teem recebido um aco-
Ihimento enthusiaatico em toda a parte
O fim d'esta viagem destruir a influencia pes-
soal de agitador Stajanoff, que por meio da crea-
cao de sociedade pretende firmar um partido po-
deroso centrario regencia e ao ministerio.
Acabam de dar-se graves successoes na Bul-
garia.
Ha poucos das rebentaram novas insurreicoea
as importantes pracas de Plewna e Widim, ^na
Romelia.
Dis-se tambem que Kipzinolitza. cidade
urna a Philippopolis, se pronunciou contra o go-
verno da regencia.
Nao consta anda qual o numero das forcas
sublevadas.
Nos circuios polticos suppoe-ae q'ie apessr dos
recentes protestos da Russia, esta potencia nao
alheia aos acontecimentos que est-a tendo lugar
na Bulgaria.
O certo que vai grande movimento na Bulga-
ria, a favor da restaurarle do prncipe de Bat-
tenberg. As povoacoes visitadas pelo Sr. Rados-
lavoff, enviaram a Sophia peti9oes battenbur-
gnistas.
O p'incpe Fernanda de Caburga nao acceitou a
candidatura ao throno da Bulgaria.
Confirma-se que s> rceleico do principe Ale-
xandre de Batteuberg sustentada abertamnte
pelo Sr. Radoalavoff, na sua digresso pela Bul-
garia.
EXTERIOR
de
Correspondencia do Diario
Pernambuco
PORTUGAL Lisboa, 30 de Mar9o
de 1887.
A hita aberta entre o capital e o trabalho nunca
se tinha manifestado aqu. Ao que parece, t-.m-
bci agora nos quer bater porta a questo so-
cialista no dizer de una; segundo outroa, as oppo-
sicoes republicana e parte da regeneradora (e o
mais certo que nao passa disto) assopram a agita-
cao dos manipuladores dos tabacos, agitacao que
tem recudescido nestes ltimos das, principal-
mente no Porto, acli indo-se no seu periodo agudo
O Jornal do Commerdo, do Lisboa, de que
director poltico o Sr. Antonia de Serpa, antiga
estadista e actual ebefe do partido generador, cal-
loca-ee todava ao lado dos poderes pblicos, re
salvando, porm, os seus principios que sao adver-
sos ao monopolio da fabricaco dea tabacos, e con
demna abertamente oa manejos dos agitadores c
quaceqn-r arroaeas de qae sera^ primeiras victi-
maa na propnoa operarios.
Aos manipuladores desconterjt?s aggreg.iram-se
no Porta os falsos operarios, oa desordeiros de la-
dos oa disturbios, que mediante um salario qual-
quCr comprom- ttem a ordem, iosaltam e apedre-
jain a polica e orovocain represalias.
Ante-houtem s 11 1/2 da noite parti par?, o
Porto em comb publicas Sr. Emygdio Navarro co genaral Mala-
quias de Lemas commandante interino da 1' di vi -
eo militar. A ordem foi repentina para a p irtida
do expresao. Ao transporte India que se achava
fondeado no Tejo foS cammuocada a 2 da nafta
erdem de accender caldeiraa. A's9 da cimba de
hontem largau da amarraco em dircitura barra
do Porto, onde parece 4ue ir desempenhar o mes-
ma servido qu>! o transporte frica desempeabou
no Tejo por occasio dos motins de Maio de, 1886,
isto serv'r de presiganga aos amotinados qae
j esto presos na cadeia da Relaco do Porto e
aos mais qae a forca publica bouver de prender.
Para qu-' foi o ministro ao Porto? Diz-sc que
essa agitaca esf dando muito cuidado ao sobe-
rano, o qual, como sempre deseja a mxima rco-
deraco na repreesa.
Ser o mais irascivel e enrgico de todo3 os
membros do ministerio, o mais proprio para ado-
car es meios coercilivos a que tor necessario re-
correr ?
Para qie foi ao Porto o general quo est subs-
tituindo na 1* diviso militar (Liaboa) o general
S Carueiro qae foi a Berlim cumprimentar a im-
perador da Allemanha por parte do Sr. 1). Luiz
I?
Nao ter o governo bastante confianza no com
mandante da 2* diviso militar e as forcas de
qae se compoe a guarnico da cidade invicta ?
Ir o general Malaqaias sondar o espirito da
tropa afin de qae se tomem as mais promptas pro-
videncias ?
Pelo sim p>lo nao, ji se ordenou que marchaa-
sem para o Porte contingente de outroa corpos.
No citado artigo do Jornal do Commercio, qae a
niuguem pode ser saspeito na questo dos mani-
puladores vem este periodo :
* Em todo o caao, com a mparcialida.de qae
ciaavam de trabalho, porque agora o que qaeriam
era dvitaro monopolio asaixo e ir abrir as portas
da nriao aos eeuo compiuh ir a. .
Perante a nova face qna a questo tomou, o go
verno qoo-no pode nem deve hesitar, dis-se
que est resolvido a acabar com as contemplacoss,
! tratando todo o transe da reprsalo da desorden
|ysthaticaaente preparada epremeditada, pois
nem o Porto, nem o pais padem estar merc' de
um bando de vadios que uaurpam o nome de tra-
balhadores bon'stos.
Eis os trlegrammas contendo a narrativa doa l-
timos ncontecixentos :
Porto 28 :
_ Por meio de aviaos impressoa, que tinbam
sido espalhados com enorme profuso, foram con-
vidados os operaras a reunircm-ae hoje, no Mout-3
das Autas, n'uma quinta do chefe do partido re-
publicano, o Dr. Vasques de Mesqoita, onde j
teem sido feitas ontras reunioes:
Pelas 9 h iras da manb reuniram-se alli com
effeito bastantes manipuladores de tabacos e mui-
tos op:ranos de outras classes, na maior parte
daquelles que costumam descansar segunda-fe-
ra, ou que descanaama semana toda, ao todo cer-
ca de 1.500 pessoaa.
Presidio Manoel Sal, e 1 illaram Liiz Saarea,
Jaaquim Martina Coclho, C"nceico de Jeaa3, An-
tonio dos Rds Porto e Antonio Morera da Silva
II jsolveram nornear uma commisao de 30
membros para ir ao governo civil pedir a revoga-
co da decreta de 27 de Janeiro, que prohiba a
fuudaeao de novas tbicas, de.venda acoaipi-
nhal-a todos os asistentes.
Q lando estavam para marchar apparecen o
commissario de polica, dseudo-lhes que sabia i;u
uma commisio de tres cavalheieo importantes
do Porto 8 entenda com a direceo _da< fabricas
de tabacos e esperava que todos os operarios faa-
sem admittidos, sendo natural que fo3sem aoltoa os
operarios que e*ta presos ; por isao Ibes pedia
que dsixasaem d>; ir para a cidade em grandd gru-
po, para resolver picfica:nente a questo
Reaponderam em grande algazarra que nao
se iinportavaaa com commisso38 nem com as fabri-
cas, que nao precisavam de trabalho, porque agora
o que queriam era deitar o monopolio abaixo, e ir
abrir as portas da prisa aos seus companheiros.
O commissario aiuda os admoestou, dizendo-
llies que nao entraran) na cidade em procissao,
porque a forca publica oa dispersara. Fizeram
grande aasnada e teutaram seguir em magotes.
Chegou ento a cavallana da municipal que
foi Decebida pedrada e a tiro de rew >lver, vea-
do se por isso obligada a dar uma carga, de espa-
das dea-'inbaiuhaias, mas sem fazer uso d'ellas.
Apeuas um soldado deu uma pranchada, f rindo
levemente na cabeca um papular que lhe deitou as
mos redi-a do cavallo, e outro popular ai ferio
na ipilo quereodo tirar a espada a outro soldado.
Os tiros de rewalver dispralos Dlos pipulares
nao acertaran e das padradas apenas uma apa-
nhou um soldado, c ratanditido-o ligeiramonte.
Disperso assim o comcio, os desordeiros mar-
charan) aos grupos para a Praca Nava, diri^in-
do-se um d'elles para as proximidades do templo,
onde havia exequias par Fontes, sendo dispersado
pele municipal. Eite e outroa grupos faram dj-
pois passar defronte das cadeias da Re .c". >.
Teutaram mau> tarde fazer manitestacoea pali-
ti^u3 porta do templo da Lapa, ornando sabase a
a'oouamiaaa lsb nense regeneradora. Foram dis-
persados pela forca que eatava de guarda naa exe-
quias. Durante a tarde continuaran) pequeos
grupos em different< s direcess. Um d'elles, en-
contrando a cavallaria da municipal perro da
Fcntc do Bomjardim, deu marras guarda. Foi
peiseguido bavendo um ligeiro ferimente. Na praca
de Carlos Alberto, quando a torca de cacadares 9
regreasava das exequias, um grupo deu-lhe vivas
c morras guarda. Eit-.i dispersou os manifea
tantea, c houve barborinho, fechando estabeleci
ment08 commerciaea emquanlo durou a balburdia.
A cidade toda reprova estas arruacas. Os
arruacciroa nao encontram echo algam no povo
sensato que exi^e energa na represso d'estes des-
mandos, porque a tranquillidade publica nao pode
estar ni' re de meia, duzia de especuladores e
vadios.
Porto, 29, a 2 b. da m.
pro-f"" Prcparava-se uma manifestacao em Campa-
nha chegada do comb do em que se esperava a
commieeo doa revendedores lisbonenses. A poli-
ca dispersen o grupo que levanten gritos subver-
sivos, sendo por isso presos onse individuos.
A manifestando aos regeneradores lisbonenses
esta va de autem) preparada. Na noite de do-
mingo para segunda, andaram agectes distribuindo
dinheiro pelos operarios e vadios que alticiavam
pura o comcio e arraaca.
Os arruaceiros teem dinheiro que andam gas-
tando pelaa tabernas em abundancia.
Entre os presos que esto na Relaco, ba mu
tes refractarios e alguna bujeitos que a polica
procurava, por diversos crimes.
as immediacoes da cadeia tcem-se cou3er-
vado alguna grupos de curiosos, em pequeo nu-
mere, pore-m.
Depois da dispr-rso dos manifestantes cm
Campanha, nao houve mais nada em nenhum ponto
da cidade. *
O Crrelo da Noite, folha governamental disa
hontem constar-lhe que o governo ia por cobro aos
desmandos dos arruaceiros do Porto e affirmava
ter partido para alli de manb o general Moreira,
commandante das guardas municipacs, e como as
prisoes do Porte j4 escaaseava lugar para mais
desordeiros, tinha ido para alli o transporte India,
afn de receber os Iludidos, oa exaltvks qae te-
nham velleidades de continuar com as aceas, do
dia 28..
Mais dous telegrammas recebidqs pelas Navi-
dades :
Porto, 29.Chegaram o commandante geral
da guarda municipal, e doa regimentos 3, 6 e 8 de
infantera, 50 prajas de cada um. Oa operarioa
teem tentado juntar-se em dfierentes pantos da
cidad?, mas teem sido dispersados pela tropa sem
que conste novas prisoes.Havas.
Porto, 29, a 4 h. du t.At esta hora nada
tem occorrido de extraordinario Fascm-se gran-
des esforcos para arrastar uma parte do commercio
a nanitestacoes em favor dos desordeiros.
Chegou o commandante geral das guardas
municipaes. .
As Novidades, em seu artiga editorial de hon
tem, discorrendo sobre estes factos, affirmaro que
estes disturbios nao pissam de uma triste eape-
culacao poltica de quem se v totalmente abando-
nado de bsaa razoes, e que o dever do governo
salvaguardar cima de tudo os valiosos interessea
a que se prende a riqueza nacional, e que vo cor-
rendo de maneira to prospera, restab -l.cen lo a
ordem peles meios qae a audacia d >. dscolos e a
sua tciina tornarem ueceasarioa.
Observa quo at hoje tiuhamoa estado iiyus ou
quasi completamente livres das quostoes socialis-
tas, dos conflictos de operarioa, que l fra tantas
couvulsoes e tautaa victimas teem produsido. Na
nos chegara c essa terrivel febre, diz o mesma
jornal; mas a opposico, que nao tara escrpulos
tambem nao tem pievidencia. Est a acordar a
ciasae operara e a insuflar lhe no sangue o es-
pirito desordeiro que a tinha poapado, e que ama-
nh serviria de igual forma a outr partido para
caegar a anlogos resultados.
As 2 horas da tarde de ante-hentem, 28, uma
co nmisso de manipuladores de tabacos da fabrica
de Xabregas dirigio-so ao ministerio de tazenda,
para sollicitar do respeciivo ministro, o Sr. Ma-
rianno de Carvalho, a soltura dos 160 individuos,
que furam presos no Porto.
Reipondeu-lhcu o ministro que nao poda infer-
vir na aeco da justica; mas que a todos os qae
foascm soltos, ou anda aquellos que, iepois de
cumprida qualquer penalidade imposta pelos tri-
bunaos, ee achassem sem trabalho, tratara de
alcancar qu: fos sem readmittidos as fabricas em
que eram empregados.
Diese mais que no dia soguinte (29) Ibes envia-
ra o contracto feito com o governo, para uelle ve-
rem como conaideraveimente melhorada a aorte
dos operarios.
- Por ultimo, o ministro deapedio a commisso,
asaegurandc-lhe que o governo tem tratado e tra-
tara sempre, e por todos os modos, de attender 4
aorte dos operarioa.
__ Ha das manifeatou-se incendio na ermida
do Corpo Santo, em Lisboa, dentro de orna capel-
linha de abobada qae fica direito do guarda-
vento, onde ae venoravam as imagena do Senhor
Jeius dos Desamparados, um crucifio de magni-
Ao meio dia estivera l o saenrsto e fechou a
parta do templo. Por volta das 2 para s 3 horas
da tarde, os transentes deaeobriram fumo espes-
so que sahia por uma fresta da capellinha que
deitava para a ra do Carpo S*nto. Acudiremos
empregados da companbia de segarosFidelda-
de, que tem o sea escriptorio n'uma casa contigua
ermida, bem como outroa individuos. 0 fogo,
quando chegaram as machinas municipaes j es-
teva dominado, tendo porm redusido a cinsas as
tees imagens da capellina, alfatas do culto, etc.
O templo poda ter ardido todo se o incendio re-
bentasse de noite.
Anda ha poucos mezes que fra restaurado.
Pertence aos padres irlandezes de S Patricio.
O culto da capellinha incendiada eatava a car-
go de uma irrnandade da Ordem Terceira.
Algumas senhoraa da visinhauca constituirn)-
se em cammiaao para obter meios para mandar
fazer outras imagens para o lugar das quj arde-
ram.
Ficou um tanto deteriorada com a umaceira a
ornamentaeaa da igreja.
Consta que sua alteza a Sra infanta D. An-
tonia, irm de el-rei, demorar-ee ha um mez em
L:boa.
Nospectacalo de gal. em 2 do Abril, para ce
lebrar a abertura do parlamento, aui altisa esta-
r na tribuna real com a sua fxmilia.
Es oera-8e tambem oeata capitel a ex-impera-
tris Eugenia.
Consta demorar-se 3 ou 4 das.
O conde de Paris est viajando pelaa provin-
cias, em campanhia de um titular francs quo faz
parte da sua comitiva.
E' no dia 2 de Abril quo se inaugura defi-
nitivamente o caminho de ferro da Liaboa a Cin-
tra p a Torres Vedras.
Os horarios respectivos, pira pasaageroa e mer-
cadoriaa, j eatao aublicaloa.
A saudosa poesa de Cintra que tantos vatns
inapirou est par um fio S. j era pouco fcil
a^visifa s opulentas quintas que adornara aquel I
loapraaivel sitio, agora muito menos se franquea-
r a entrada.
A ir.ultido far remaras patuecas aos rwfatt-
rans de todos oa farmatos possiveis que ho de
eatabalecer-se all d-a novo, alm dos hoteis que ji
l bavia em grupde numero. .Emui, coma este
melhoramento pela rapidez e baratez de trans-
porte vai tornar accessivel a celebre villa e ouas
bellezas naturaes ao .maior numero de pessoaa,
deve bem dizer-sc, sem desconheeer camtudaque
a Ciutra, a poetisa Cintra, cantada p>r Byrou e
Garret deve, denr* em pouco paasar por um i
grande transformxcaa.
Ho de all edificar se muito mais predios, don-
de, verdade seja, os m iradores que forem fraccio-
narios ou titerera os seus negocios em L sboa,
podera vr todos os das. A villa ampliar-se-ha
em casara e o asp -cta das pitoreacas vvendas,
emboscadas em luxunantss masaipos de verdura,
ser substituido daqui a alguna annoa por inultas
conatruceea urbtnas moldadas pela maia semia-
bor vulgaridade.
Eitretauto o melhar amento, em relama a linha
de Torres, que uma regio vincola de priineira
ordem reprchenta um pro^resso inqnestionavel.
Aute-hontam hauve alguna disturbios cm
Torrea Vedras promovidos por trab ilbidores do
caminho de ferro, que eut.-ar.nn na villa anteada
foguetes e grande numero de carr ic'iras e coahti-
ros da villa, uru dos quues f >i preso pela p>:ici.'i.
Os restantes apredejirain os ageotes policiaes,
exigiudo a soltura do preso. Mais 7 de3orieiros
foram pres )8 e a ordem reatabelccida.
Foi hontem pelaa 4 da tarde sepultado mce-
milerio prote3tautea dos Cyprestes um dos ho-
mens mais corajosas e estimados de Li.-a i, o ne-
gociante ingles Darlastan Carr Sbore, comman-
daute do corpo de bombeiroa voluntarios da capi-
tal. Anda nao tinha 50 anuos.
O seu- carcter era franca leal, e agradivel.
Falleceu de uma apiplexia de que foi aceom-
mettido quando ante-bontem paaaava pela ra
das Pretas.
O finado era irmo la Sr?. coudessa de Villa
Franea. Todas aa corporarjjs de bombeiros de
Liaboa e uma depataco dos do Porto concorreram
ao funeral daqueile benemrito, sendo ac'reta
onde era condusido o aeu fretro levada por boui-
briros valuntario8 da corpo a que ease bravo pre-
sidia to briosamente.
A morte do Sr. Sbore geralmente sentida.
deu em Desembro ultimo com o vapor Ville de
Victoria I
8S. AA. os duques de Braganca tencionam
em Junbo prximo fazer uma diresso a Ingla-
terra e aasistirera ah a featas pelo anniversario
natalicio do Sr. Conde de Paris Antes dessa
viagem, tencionasae, parm, viaitar aa cdadea do
Porto e C timbra.
Estaq.actaalmenle abirta seis vagas no grupo
dos pares do reino vitalicios, a quaea correapon-
dero, segundo a actual organisaeae da cmara,
duas nomeacee regias.
C>nsa que .suro nomeados os Srs. Jos Luea-
no de Cintro preaidante dj conselho e Hennque
de Birros Gomes, ministro dos-negocios estran-
geiros.
L.
PERNAMBDGG
Assembla Frovincial
#14. SESSO Ei 29 DE MARQO DE 1887
PRESIDENCIA DO EXM. 8R. DB. J03 MASOEL DE I1AER0S
WANDBBLBT
( Conclusa.) )
O 8r. ViMconJe tle Tabatln^a Sr.
presdeme, senda esta Assembla a prmeira cor-
poraca da provincia, nao padia ficar indifferente
ao clamor que ae levaotou nesta cidade, deade que
aqu chegou a noticia do siniatro do vpor Ba-
Por laso os membros desta casa deermi-
Tendo corrido novamente o boato de que,
anda antes de se abrirem as cortea seria publica-
do um decreto dictatorial cstabeliteenda o mono-
pdio das lot ras, o Diario Ppalar de hontem
desmente o boato par um modo equivoco, pois pa-
rece referir-se apenas ao motus faccindi'.
Na ponte do Arsenal de Marinba vai ser cons-
truido um naregDapho, afim de se poder conhecer
com preciso aa alturas do8 marea.
Est a fin lar a epocha lyrica em S. Cirios.
Esta asmana ba espectculo tedas as noitea para
hoje, temos a testa artstica do sympathico tenor
Valero ; a^anh a da gentil cantora Bendaszi ;
para sexta-fe.ra a da prima donna Theodanni.
No dia 2 de Abril, espectculo de gala, e no dia 3
a despedida dos artistas. Depois viro em D.
Mana II as aeis recitas do celebre actor C>que-
lin, da Comedie Frangaise,'que por desaccorda com
oa seus collegas e o gaverno de seu paiz se resol-
veu a despedir-se daqueile privilegiado theatro
para faser t^wrnts ou girates por esse munio
de Curisto.
Os lugares da sala custam quatro vesea o proco
para quem assigna<- as seis recitas e talvez oito
para oa que tornarem os bilhetes avulso aos con-
tracladoree de profisso, verdadeiros testas de
ferro, cuitados.
Amalia Materna, uma virtuose de grande fama,
tambem creadora das operas do Wagner, se
ce m padece de nos e nao tarda vir soltar as notas
esplendida? do seu repertorio segundo oa encare-
cimentos de encommenda com que j noa aturden
os ouvidos os Srs. i rualistas da especialidade,
que acham sempre muito modestas as exigencias
fabulosas destas aves de arribico.
Jest exposto o retrato de Amalia Materna,
bem como os de mademoiselle Stepani.il, a disci-
pula dilecta de Rubenstein o de euaoer, a quem
o aflamado violinista Joaquim chamou a sua suc-
ceesora O primeiro concert destas tres nota-
bilidades a 14 de Abril no salo da Tiindade.
No dia 2 baver em S. Bente novo discurso
da ccra. O que cl-Rei alli proferio em 2 d; Ja-
neiro ficou sem reapoata, p rque foi disaolvida a
cmara antes de fuucciouar.
Veremos se neste seguuda edicao a cori to
dift'usa na sua prosa como o fra daqueila vez.
As folhas republicanas dizem que a viagem
da seremsfiuaa princesa D. Antonia tem relae.lo
com aa partilbaa da heranca de seu finado pai, o
rei D. Fernando.
Consta que vem residir algum tempo cm Lis-
boa o Sr. D. Joo Chrysostomo, arcebispa resig-
natario de Braga. Deste reapeitavcl prelado me
referi largamente na miaba de 23 do corrente.
No Commercio de Portugal de hontem veio
publicada uma conceituosa miesiva de monsenhor
Pinta di Campos, j convallescente, agradecendo
as provas de affectuosa estima que recebeu de t jda
a parte onde havia partugu zos.
A carta datada d6 20 de Marco.
As duas legaces de P .rtugal, em honra, (diz
o eminente esenptor brazileiro) deade os seus res-
peitaveis chefes at aos ltimos dos seas membros,
rivaliaram em disvelos e cuidados para commigo,
com a legaclo brazileira juntoa Santa S, ento
representada pelo segundo secretario, conde de
Araguaya, uma das glorias futuras dajnossa diplo-
macia.
Na mesma folha (de bontem) l-ae ama nteres-
santis8ma correspondencia de Tmor assignads
por Alfredo Maia, o desventurado governador que
ha poneos das toi aasassinado pelos indgenas.
E inspirada essa carta pelo acrisolado.patriatismo
de quem nanea fez n breve carreira de offieial
de marinha e esenptor publico, senJo engrande-
cer e honrar o paiz qae lhe fai berco. E' datada
de Dilly (capital da colonia) cm 1 de Fevereiro
ultime
O Diario do Governo da hontem pvMicou o de-
creto mandando por em vigor em Macla o proto-
collo firmado no dia 26 com relaco aquella pos-
sessao portuguesa. Desta convencao Ibes dei am
pa noticia ua minha de 28, que exped pelo Trent
da Mala Real Inglesa.
Hontem houve recepeo no paco da Ajuda
para comprimentos a S. A. a Sra. Infanta D. An-
tonia.
Foi numerosa a concorrencia de pessoa3 que
por ana posico especial costumam concorrer
aquel lea actos palacianos.
E' esperado da Allemanha o general S Car-
ueiro. Toda a 'afficialidade da guarnicio de Lis-
boa ir esperal-o esUcao do caminho de ferro.
Chegou as Tejo uma esquadra inglesa. Creio
que a do canal Oxal qae algum dos seus cou-
racadoB nao torne a fazer das suas, como suoce-
.
Jera-
tes do
o Eim. presi-
de Ase-
bia, i
naram faser entre si uma subscripcao, para a
qual cada um delles concorreu com aquillo que as
suas circunstancias permettam.
Este acto digno de todo o louvor e eu em no-
me da humanidade e em nome da cardade, venho
agradecer esta Ilustre corporaco, que to no-
bremente procedeu.
Tenho dito.
Cantina i a discussaa do requermento, p-dindo
inf .rmavoe3 sobre negocies de Tres Ladcras.
O Sr. Jos Mara justifica e manda a meaa o
segainte requerimento, quando lido, aroiado e
8em debate approvado :
Requeiro o dimento da diacussao por 24
horas.Jos Mara
Contiui a discusfo da requerimsnto de infor-
"y* sobre aa providencias tomadas pela tidmi-
nistraeo da provincia relativamonte aa sinistro
do vapor Bahi*. .
O Sr. d. Urntnmond Venha, Sr. presi-
dente dicr.r algumas palacras eia respoataao roque-
rimento, que V. Exc. acaba doaubmetter discus-
so e Je que autor o illuatre representante do 2."
distncto.
Visa S. Exc: com o requerimenta apre3entado
inquerir do presidente da proviucia qae providen-
cias deu elle, j no sentido de soccorrer quellea,
das uaufragos do vapar Bahit que aqui apor-
teasem, j na sanfido de recolher e sepultar os
cadveres de que faram victimas do naufragio.
Comee i por lamentar com o illuatre represen-
tante do requerimento a serte das nue ni fatal
noite de 24 do eorreute sumirim-se as voragena
da ocano .'
S:r mc-hii preciso, mesmo, nao ter um orgo
suaeeptivel de emoces e senablidade para nao
coinmovernvi-nos deante do quidro horroroso de
uma eatastrophe, resultante aquella, nem parti-
Iharm :s da dor justa do quasi desespero dos que
sentiram os entes maia caros da vida aeren) arre-
bitadis pelas ondas e nelias amorta h ..las !
(ipaiadi8.)
Pois beu>; quando todas nos seutimo-noa pro-
fundamente cominoridas com as scenas pavaroaas
do naufragio, quanda iuvadem-noa grandes tria-
tezas ; qaando luctuoaamente pranteamos a perda
de tantas vidas ; quando emfim da commiseaco
e da magaa brotam os santos efluvios da carida-
de, ha Sr. presidente um ente, cujo coraco tem
as fibras de bronze, stoco, que nao ae apeda, rjue
inasfra c fri, indifferente, impaseivel ao infor-
tunia de que soffrem, que nao reapeita e nem se
curva deante da ina^eatade da dar, que nao occor-
re aos que imphram-lbe aoccorro, e antea em uma
occasi) suprema e de deaespero para tantos,
preoecupa-ae egosticamente comaigo, vaidoso se
ostenta em uma prociaso de pasaos, os galoes
bardados de sua farda !
Ease homem, senhores, por tor^a das conside
cees do representante do 2. districto e antes
requerimento, bem sabis o que
dente da provincia, Dr. Pedro Vicente
vedo!
O Sr. Jos MaraE' nma verdade.
O Sr. G. de DrummondO rigor e a severida-
de da aecusaco cabalmente denunciara a injusti-
ca e a improcedencia della. (Apaados e nao
apoiados.)
Apreciemos os factoa.
A instaataneidade do ainstro, \lb crcumstan-
ciaa que revestiram aquelle fatal e trgico aconte-
cimento, finalmente tuto quinto prodomincu e ac-
tuou para de momento tornar anda mais terrivel
a situacao dos nufragos indica, annuncia, impe
que^ a providencia, mais prompta e de occasio,
seno a nica, capaz de salvar todas as victimas,
deveria incentest'avelmente partir de bardo do
vapor Pirapama (apoiados e apartes.)
Nao quero. Sr. presidente formular, d?slcj,
aecuaacoes contra o commandante daqueile vapor,
cavalheiro.^ quem alias nao conheea nao ser
por tradiccao ; mesmo nao tenho provas, nem dado
positivo para fazel-o...
O Sr. G. FerreiraApoiado.
O Sr. G. de Drummond-Mas, se por ventura
eu quizesse tornar-me, aqu, echa dos rumores e
das inurmuracoes populares que ae manifeetam na
grande anc>edade e excitaco de animo?, cm que
a sorpresa da eatastrophe deixou-nos, cu poderia
lancar sobre elle a responsabilidadj de tamanha
de8graca! (apoiados e apartes )
O que se diz, por abi, que logo aps oabalroa-
mento, e isto perfeilamente conjecturavel o com-
mandante deveria ter estacionado no lugar do si-
nistro afim de prestar aoj nufragos os precisos
soccorros e nao, como consta, depois de examinar
que aa avarias eram cima da linha de fluctuaco
ou naa obras mortas do vapor voltar o rumo com
direceo Pernambuco!
Um Sr. deoutadoIncontestavelmente o com-
mandante proceden muito mal !
O Sr. G. de DrummondEu bem sei que, nessas
occasies, nem sempre ba a preciaa calma, a san-
gue fri preciso ; bem sei que necessario dester-
rar para bem longe o pavor que se apodera do
animo, e se conseguindo-o, que o homem torna-
se superior e capas de pr idigios de heroicidade !
Bem; precisamente por nao ter-se dado isto,
que eu sou levado, aereen exactos os commenta-
rioa, que circulan) por toda parte, extranhar o
proceuimento de quem, ao dar-se a catastro; he,
padena salvar as victimas da naufragio e nao o
tez, quando o mar esteva calmo c sereno, a noite
clara e tudo favoreca a salvaco !
Mais Urde, quando a verdade do aconteeimento
ae fix'e; se as conjecturas que todos dos frma-
mela agr, se verificaren), talvez que o comman-
dante do Pirapama nao seja to culpado,
como paree .
Talvez que na occasio o seu primeiro impulso
de marinheira fra de pieJade ; talvez houveasem
pretendido, ao crus ,r dos primeiros pensamentos,
eoccorrer aoa nufragos e na o fizesce por fra-
queza e pasilammidade, sendo forcado, talvez,
quem sabe, ceder instancias, rogas, protestos
Ucs pasaageiras que, apavoradoa deante da pers-
pectiva de um perigo apparente, cuidavam so-
mente da salvaC/lo propria, quando poderiam tam-
bem soccorrer aos seus infelises companheiros .'
^Mas deixemos este incidente, que a justica publica
esciar' cera no inq uerito e investgacoes, que
neceasariamente ir proceder e passemos a ontro
ponto.
Ao aportar o vipor Pirapama, uma das primei-
ras pesaoas que tiveram conhecimento do abalroa-
mento foi o ajudante do gu .rda-mr da alfandega
hoje guarda-mr interino.
O dever desse empregado por forc.a do cargo,
que exerce, era sem perda de tempo providen-
ciar. *
O Sr. Jos MaraE o fes.
O Sr. Gaspar DrummondTend recebido a no-
ticia, logo pela manb, s horas depois o guarda-
mr interino lcrr.brou-se de dirigir-se por carta
um empregado, ebefe de uma seccao da alfan-
dega.
Um Sr. Deputadj=Drigio-se ao Sr. Medeiros
qua quem snbstitue, na ausencia, ao inspector
da alfandega.
O Sr. Gaspar DrummondA urgencia de pro-
videnciar mostea perfeitamente qae se o guarda
mor interino fosse um empregado activo e deiigen- .
te, deveria peesoalmente entender-so com aquella' '
a quem diiigira a carta (apoiados) e iato sem per-
da d: tempo.
Nao o fes, aecrescendo, qae em ves de procurar,
na occasio, ao inspector da alfandega, procuxou
ao que fas as vezea deise, quando nao era caso


I
:

i

V*


'*
V
i^^^"
1
Zl


liario de Fernambnc->-Muarta--feira
le Abril de 1887
3
t aebavaau-


para isso, desde que o inspector nao
sent.
O Sr. Jos MariaO inspector achara se ausen-
sente da eidade.
O Sr. Gaspar DruminoodE engao de V. tic.
So depjia de urna hora da tarde fji que o inspec-
tor ausentou-se e sem ter receido noticia ou com-
muuicago alguma.
Se o guarda-mr interino em vea da dirigir-se,
ao ebefo da soeg-, quem enderessara a carta,
houvessc procurado ao inspectjr para scientifioal-
o do ficto, : 1 o-bia encontrado.
Assim nao procedeu e, t a tarde procurou-o
provavelmente depois de certificar-se da ausencia
delle, para desta arte r. parar a taita grase, que
commetteu, salvaguardando sua responaaoilidade!
(apartes)
De pjsse da resposta da carta, que era no sentido
segundo est u infrmalo de nao he ter que provi-
denciar, desde que nao tratava de salvad s,
descarga de mercabas ou cousa que ntereres-
sasse ou toss. raais ou inenos, da competencia da
aifandi^a. quedou-se impassivel e seilencioso o
guardamr interino, mostrando se ou eompleta-
mente ru raute das leis e r< gulamento da aifau-
dega, ou e ito maensivel ao infortunio, reveses e
desgrac^is huu.anas I (apartes).
O Sr. Jos MariaV. Ere. nao tem raso; o
ajudante do guarda-rar o Sr. Pilar e un einpre-
gado limito distracto, muito inteligente.
O Sr. Ga^pir Drummond -86 as duas horas da
tarde, o presidente da provincia recebeu as primei-
raa coniinunieagoes, mus estas nao notciavm o -i-
nistro c m os seua detalhes.
Eram do g. rente da Companhia Fernambucana
dos soccorros do
Enifim, aos que necessitassem
governo, mandou soecorrer. Que mais poderla ou
devena fazer o pnsidente da provincia?! Se dos
nufragos bem pouc>s valeram-sa d> poder publi-
ca, foi porque u mador parte preforio o auxilio par
ticular !
Bem sabe o Ilustre autor do requerimento, e
honroso, pur essaa occasioes o pjvo costuraa dar
provas exhuberant* s do espirito de philantropia a
carida le i (apoiados). Vimos, ento multas pes-
soas offerecerem soccorros aquelles iufeliaes, tal
ponto que o gerente da companhia brazileira,
Sr. V.scuude de Itaqoi, que apresentoa-se no in-
tuito tambein de prestar auxilio e soccorro a todos
quautas buuveasein naufragado, apenas aoccorrea
y alguus ; de to generoso off reeiraento uem to-
dos se utilisaram. 1
O Sr. Jos MaraNinguem reoisou.
O Sr. Gaspar de DrummondCouio est V.
Exc. mal informado!
O Sr. Goucalvcs Ferreira-O Sr. Visconde de
Itaqui, em urna carta, publicada no diario de boje,
da testeuounho em coutrario,
O Sr. Gaspar de DruraonndPerfeitaraente.
No encanto, o Ilustre autor do r.querimento de-
clarou, perante esta Assembla, que alguna dos
nufragos, quasi us e provavelmente lamiutus
andaram espectaculosamente pelas ras da eidade,
e correligionario de 8. Exc. e eom S. Exc. tem vo- i horas, afin de serem as emendas publicadas no
porque o presidente nao mandou soccorrel-os.'
participando que o vapor r'iraparaa, que havii
reguido com destino ao norte, voltra em meio da
aiagjd em consecuencia de ter abairoa.li com um
v- por que suppeuham ser o Baha, e do gerente
va cempauhia BrasOeira dando a noticia do abal-
doamento, de que o vapor Bahia tinha arribado
e que 8em per da de tempo aeguria um varpos'nbo
em demanda daquelle.
Como se ve, >,a coinmunicagoas nao eram atter-
radoras e nem ie orde n tal, que aitorisassem a
coojesturar o naufragio, cujos dolorosos pormeno-
res s agora e-inhecomos.' apoiados e apartes).
Communicava-se ap as o abalroam-uto.
Se o vapor Pirapama, de menores dimensoes
que a Babia e p-rtanto devendo ter recebido
maiores avaria* qae aquelle tinha conseguido al-
cacer o porto do Recife sera lamentar desgraca
alguma, com que fundamento, cutio, suppor que o
Babia se houvessc submirgido principalmente
constando de commuacago do gerente da com-
panhia brasileira que aqueje vapor tinha arriba-
do a um dos portos de nosso litoral, para ond*,
sem perda de tempo, faria seguir um vaporsinhc?!
(Apoiados e apartes).
S. Exc, perianto, em vista das communicagoes,
nada tinha a faser.
Dada, mearao, a Lypoth.se do naufragio, como
se realisou, hora ein que S. Exc. recebeu as com-
municagoes se houvessc apandado seguir para o
ugar do sinistro o erusador Medusa ou qualquer
outro vapor, o que adiantaria, se com anteceden-
cia de muas horaa ja havia partido um varposi-
nho e Moleque por ordeno do gerente da compuu-
hia brasileira ? !
O que adiantaria se o vapor Moleque nada
mai3 fez, que r<-:culher os nufragos salvos j por
diversas barcacas logo ao amanhecer !
(Apartes).
Pois V. Exc. nao comprebeade que, se anda
houvessem nufragos agarrados taboas teriam
sido salvos pelo vapor Moleque !
Que adiantaria qualqu-r outro barco que par-
tigse trez ou quatro horas apoz aquelle? !
l'or ventura o ocano est s nossas ordene !
Sabemos como tantos pnesagtiro3 eonseguiram
salvar-se, uns salvarara-se agarrados as puntas
dos ni astros, que nao fortm de todo xubmergido,
pois hiviara trej a quatro metros fra dagui; ou-
tros com salva-vidas, outros presos a taboas e a
abjectos, que sobrenadavam.
Fezmeute o mar nao estava agitado, nem tem-
pestuoso, circumstancia, que muito auxilou a sal-
vagio.
Assim demoraram-se ai ao amanhecer do di*,
quando oram recnlhidos por diversas barcacas,
que estavam proxima3 do lugar do sinistro.
Os que at cuto nao pereceram, foram sal-
vos.
') Sr. JacobinaMas V. Exc na sab que at
durante oito horas conservam-se nufragos em
cima das taboas. Isto be tem dado nmitas vezes-
Um Sr. DeputadoLinge da costa?
O Sr. JacobinaEm toda a parte.
O ir. Gaspar DrummondBem, cases se hou-
vessem, anda, teriam sido salvos nao spela? bar-
cagas que percorreram o mar as proximidades do
sinistro e onde estava submergido o Babia como
mais tarde pelo vaporsi iho Moleque qne fra
at all em prscura desse.
Do que tenho ^.ito comprehende-se que o presi-
dente da provincia, em vista das primeiras com-
municacoes qus relatavam simplesmente e aoal-
roamento sem mais incidente algum que podease
autorisar a conjectura de um naufragio, e princi-
palmente iuformado de que a companhia Brasi-
leira havia expedido um vaporsiuho no intuito de
prestar quasquer soccorros, que por ventura fossem
precisos, nenhuma providencia mais poderia nem
deveria ter dado.
(Apartes).
gjjFara providenciar, o piesidente teria necessida-
de de autorisar despesas e, portanto, abrir crdito
estraordinario
Fretasse o presidente um ou dois vapores para
setae'hanle fim, pois a alfaudega nao oo tem, man-
dasse-os para o lu^ar di) ministro, a hora em que
recebeu as primeiras communicacoes, que V. Exc.
mais tarde, provada a improficuidade da medida,
nao s por nao ser mais em tempo de prestar soc-
corro, como por ser ociosa, por isso que ja os soc-
corros tiaham sido expedidos pela companhia Bra-
sileira, formularium aqu, accuaaces contra elle
pela facilidade com que abri ceditos estraordina-
rioa, sem que fossem perfeitamente justificavel a
abertura de taes crditos.
(Apoiados e apartes).
Por ventura o presidente da provincia podera
abrir crdito extraordinario para semelhante fim ?
Os casos de abertura de crditos extraordinarios
sao expresaos na le e entre elles nao est o do
naufragio. i
O Sr. Jos MariaEnfio o presidente da pro-
vincia nao poda abrir crdito extraordinario?
O Sr. JacobinaNa opinio do nobre deputado
nao.
O Sr. Gaspar de Drummond Nao quer fisto d:-
zer, por forma alguma, que se tornando preciso e
necessaria a abertura de crditos para fim tao
humanitariamente justificavel, S. Exc. nao o fi-
zesse. Fal-o-hia e o governo geral havia de ap-
proval-o. Significa, apenas, que S. Ex", se nao o
fez, foi porque nao havia necessidade de fazel-o,
como ja demonstrei(apoiados)
Um Sr. DeputadoV. Exc. nao demonstrou
cousa alguma.
O Sr. Gaspar de DrummondPorque para V.
Exc. nao ha demonstrado que sirva Obstina-
dos, cemo estilo em aceusar ao digno administra-
dor da provincia, nao ha na opinio de Vv. Excs.
defeza pc.8sivel, erabora a mais procedente. Nao
obstante, proseguire na apreeiacao do facto, para
provar que E>. Exe. soube curaprir o seu dever.
As 4 ou 5 horas da tarde, ra da Cadea do
Kecife, quando S. Exc. acompnuhava a procissao
de Paasos, teve scienci, ento, ds alguna deta
Ibes do naufragio, 'inmediatamente por seu ju
daute de ordein man lou communicar o occorriio
ao inspeetor da Alf uidega* a diversas autorida-
des eoinpeten'es au; de prov deuciar respei-
to, c expedio suas ordena no sentido de serem
prestados aos nufragos, que aqui aportassem, os
auxilios necessarios. O Dr. ebefe de polica e o
commandante do corpo de polica cocopreceram
ao arsenal de Marinfca hora em que chegaram
alguna nufragos, que foram seccorridos, sendo
os feridoa resolhidos as emtrmaras mil.tares.
O Sr. Jos MariaApenas nlguns marinheiros.
O Sr. Costa GomesOutros tambem.
O Sr. Gaspar de DrummondAos officiaes
maiidcu adiantar seis mezes de sold, cmfim aos
que necessitassem de soccorros do governo, man-
uou que fossem seccorridos. Qce mais poderla ou
deveria mter o presidente Nao obstante, i-qui la
hora, uenhum soccoiro pura a salvaco dos au
fragos, ser mais preficuo e opportuoo, S. Exc.
era face dos detalh s do naufragn mandn que o
cnumdor Medina s. guisse para o lugar do sinistro.
Um Sr. DiputadMas nao seguio.
O Sr. Gaspar de Druu.m md Por erdem do
presidente deveria ter seguido immed'stameDte,
mas in consequencia de nao estar preparado, t
ae> da seguiute pela manba, podera partir e nao
parti porque na vespera 4 tarde, com o regresso
do vapor Moleque, soube-te que nada mais adiao
taria o eruaador Meduia (aparte).
Fex mais anda. Ac ofhciaes que vinham
bordo do Bahia e que eonseguiram salvarse, man-
dou posteriormente adiantar sen meses de sold.
O'Sr. Jjs MariaE' exacto.
O Sr. Gaspor de DrummondNao exacto
tal, affirmo-lhe. se isto infelizmente houvesse
succedido, nao sena deshonroso somente pan o
presidente da provincia, pirin principalmente
para nos pernambucanos, brasileiros on estrau-
geiros que aqui habitamos (apoiados.)
Accuse-se, mas faca-se accusauSas verdadeiros,
nao inventando factos, mas apootando factos, que
sa derain! Qiemodo este de accuaar fantasi
ando factos, que seria altamente deploravel, se
porveutura houve.-se succedido Qjem vio nu-
fragos, quasi us, implorarcm pelas ras a car-
dade pub'ica?.'
O Sr. Jos M. raE' exacta que alguaa an
daram pelas ras quasi nj, e c depois foram
soccorridos.!
O Sr. Gaspar du DrummondTo exacto isto,
quanto um outro capitulo de aecusacao que V.
Exc. inesmo, ormulou contra o presidente da pro-
vincia, por ter tomado sorvete em um botequim
ra Nova, depoia da prociBsao de Pasaos, e
quando todos nos c.-tavamos consternados com a
noticia do naufragio.
O .-'r. Jos Mana Pois fui imformado por pes-
soa de cnfiaugi.
O Sr. Gaspar de DrummondPois foi mal im-
formado. Asseguro V. Exc. que o presidente
da provincia, desde que se acha nesta provincia,
nao tomou sorvete em botequins. (riso)
O Sr. Jos MaraUomo V Exc. est a par
(continua o riso.)
O Sr. Gaspar de Drummond No cutant) V.
uXC. levautou urna grande aecusage por causa
do sorvete- (riso)
O Sr. Jos MariaPois eu fui imformado de
que o carro de S. Exc. esteve, por muito tempo
parado porta de urna casa de sorvete ra
Nova.
O Sr. Gaspar de DrummondLogo, toncu sor-
vete, (riso) Pois est engaado. E' errto que o
carro de S. Exc. esteve por algum tempo parad .
aporta de urna sorvetaria, a ra Nova, mas, nem
esse facto se deo na noite da procissao, sim na
vespera, nem esteve parado o carro, porque S
Exc. se estivesse tomar uorvete, mas porque S.
Exc. eom a familia acha va se defronte em casa
do Dr. Jos Domingues da Costa.
Um Sr. DeputadoEsta a verdade.
O Sr. Gasp.tr de DrummondA iuformacao,
que ao nobre deputado derao sobre a exbibico
dos nufragos pelas ras da eidade, provavel
mente parti da mesma fonte que esta outra sendo
ambas fcilmente acceitas .' (apoiados e apartes)
Es que se redusem as aecusacoes levantadas
contra o presidente da provincia I
Accusam-no por tudo, at porque depois da
procissao S. Exc. demorar a-se na igreja do Cor-
po Santo ouvindo o serm, em vez de soccorrer
aos nufragos exercendo assim a sublime pratica
da caridade, que o ministro de Senhor aconse-
lb*7a, quando certo que S. Exc all demorara-
se espera do carro, em que havia seguido seu
mandado o ajudante de ordena precisamente para
providenciar (apartes.)
Quando o llusre representante do 2.' dslricto,
justificando o presente requerimento, aecusava o
presidente por nao ter, at ento, providenciado
em ordein serem sepultados os cadveres dos
nufragos, que segundo as noticias trasidas pelo
vapor G quid, estavam boiando as praias, protes-
tei inmediatamente edeclaici que S. Exc. j ha-
via mandado recolhel-os fazendo seguir lanchas
Ss. Excs. duvidaram de faci e extranharam
nao comprchendrndo como houvessem seguido
lanchas se nao haviain lanchas, a vapor e as mo-
vidas remo nao poderiam ir at l (apartes)
No eutauto, certo que o vapor Meduza nao po-
dendo seguir, seguio o vapor Moleque posto da
posico de S. Exc. pela generosidade dos honrados
cavalbeiros filiaos do Visconde do Livrameuto, e
seguio rebocando lauchas com desinfectante que
teriam de receber oa cadveres.
O Sr. Jos Maria da um aparte.
O Sr. Gaspar de DrummondAccusam ao pre-
sidente da provincia por ota ter logo ao amanhe-
cer do dia "25, apenas aportara o Pirapuma, pro-
videnciado quanto a salvaco dos nufragos!
Mas, como podera S. Exc, ter providenciado aquel-
la hora, se s depois do meio dia, recebera as pri-
meiras communicacoes ? Nao qnerem os i Ilus-
tres collegas se convencer de que o presidente, pela
manh, era completamente eatranho ao acontec
ment, que n -nhuma communicaco official ou de
outra ordein recebera 1 Estranham os Ilustre
collegas que quando toda eidade estava inquieta
e sobresaltada, s o presidente se mantivesae na
ignorancia das oceurencias Isto seria para ex-
tranhar, se por ventura as noticias aqu chegas3em
em da de trabalho mas nao em dia santificado,
estando feichadas as reparticea publicas, a Se-
cretaria da Presidencia, cmfin em um da de des-
canso S Exc. achava-se ento em palacio, nao
havia sabido ra e nioguem, all o procurar*
antes de Ihe serem presentes as primeiras commu-
nicacoes officiaes.
O r. Jos MariaA' que hora V. Exc. soube
do facto ?
O Sr. Gaspar de DrummondA's onze horas da
manb, quando sahi ra, sendo que apenas fui
informado do abalroamentoenlodo naufragio; di-
sia-se ento que. o vapor Baha tiuba arribado.
O Sr. Jos Maria Eis ah.
O Sr. Gaspar de DrummondMuitas pessoas,
aqui mesmo no eidade s noite souberam. A p-
pt lio para o meu companheiro de districto o Sr.
Costa Bibeiro.
O Sr. Goncalves FerreiraS s 6 horas da tar-
de en e mais outro tivemos couhecimeuto.
O Sr. Jos Maria d um aparte.
O Sr. Gaspar de DrummondComo, portauto,
estrauhar que o presidente da provincia, s depois,
de meio dia viesse ter conhecimento do facto !
O Sr. Jos MariaE' porque elle nao se impor-
ta com estas cousas !
O Sr. Gaspar de Drummond--Pelo amor de
Leus !
O Sr. Jjs MariaE'que V. Exc. ainda nao
subi at l !
O Sr. Gaspar de DrummondPara que V. Exc.
diz isso Atiendo que a paixo partidaria cega-o
ponto de negar ao corc> doa seus adversarios
todos os bons sentimeutus, at oa de humunidade !
Pois cnvel que S. Exc. o presidente da provin-
cia, tendo ao amanhecer scienc;a do naufragio e,
podendo providenciar de modo salvar os nanfra
gos rao o fizesse ? 1
Mas, pirque? For mera perversidade comen-
te ? Por qualquer outra razo que a fan-
tasa poltica engendra ?! Oh/ Pois crivel
isto e inverosimel que S. Exc. deixasse de provi-
denciar pela manh porque ignoravacompletamen-
te o aoontecimento Nao procure o Ilustre re
presentante do 2' districto desconhecer em outrem
os bons sentimentos, que S. Exc. presa ter. O
Exm. Dr. Pedro Vicente de Azevedo humano
como qualquer de nos, e accredite o nobre depu-
tado que se de 8. Exc. dependesse a salvaco de
todas as victimas, com os maiores sacrificios tel-as-
hia salvo.
O Sr. Jos MaraEu disse que o presidente
bavia sido negligente.
O Sr. Gaspar de DrummoudV. Exc. dsse at
que elle era perverso e por ponco nao o responsa-
bilisou pelo balrcameato !
O Sr. Jos Mara d um aparte.
O Sr. Gaspar de DrummondPareceme que
com um acontec ment desta ordem ne se deve
fazer poiitieu. Vejo, porm que o nobre deputa-
do infelizmente o est fazendo (apartes) Accu-
se-se quem realmente culpado adversario ou
correligionario Mas isto o que nao se faz '
tado.
O Sr. Jos Maria Por esta razo que V. Exc.
o aesnsa, O he que se est feriado com a mesma
arma !
O Sr, Gaspar de DrummondEagana-se per-
feitam 'iitu. Accuso-o porque nao soube cumpnr
o seu duver, porque foi negligente e destuidado,
(apirtcs) ao pasao que as aecusacoja de V. Exc.
sao m .vidas pela paixao partidaria.
O Sr. Joa MariaEst V. Exce engaado !
V. Exe. que julga os outros por si.
V. Exc. aecusa os funecionarios liberaes pelo
espirito partidario e defende os c.-religionarioa
pela mesma raso.
O Sr. G. de DrummondA prova do contrario
que ao minhas accus*c5es contra o guarda-mor
interino baseam-se em fastos, e que verberei o
procedimento do commandante do vapor Firapa-
ma, alias meu correligionario !
O Sr. Jote Mari*Elle correligionario de V.
Exc. e votou no Sr. conselheiro Tbeodoro, quau-
do se acha va ausente. (Apartes)
O Sr. G. de DrummondCensuro-o nao obstan-
te ser meu correligionario e nobre deputado ain-
da nao aecusou-o por ter motivos para deixar de
fazel-o, em cuja apreeiacao deixo de entrar.
O Sr. Jjs MariaPois eu vou accusa!-o, por-
que acho que tem muita culpa.
O Sr. G. de Drummond Eis aqui, s agora
proraette fazel-o, instigado por raim.
O Sr. G. de DrummondE V. Exc. tambem
porque nao o aecusa ?
O Sr. G. Ferreira da um aparte.
O Sr. G. de DrummondNao o aecuso per-
manente, por nao ter ainda dados positivos para
fazel-o; mas j acabei de censurar j procedimen-
to delle.
rietiraodo-se do lugar do sinistro, quando alli
podera estacionar, prestando aos nufragos boc-
corros promptoa, procedeu mal o commandante
do Pirapama. E' possivel que m.is tarde, quan-
do a justiga publica esclarecer toda a verdade
do aconteclmento, nao aeja elle o nico culpado,
se por ventura verficar-ae que tem de aubmeo
ter-ae s exigencias de passageiros de bordo,
desses mesaios que em um abaixo-assi^nado, que
corre publicado, louvam-lhe o proced nento e di-
zem-lha que hourou o norne brazileiro!
O Sr. Jos MariaNote que V. Exe comega
encerrar por um lado favoravel o procedimen-
to o cstnuiandautJ do vapor Pirapama, depois
de nm aparte do seu companheiro de districto.
O Sr. G. de Dramuioad-Eugaua-se, pencamos
diversamente, sendo que, apenas estamos da ac-
ord em urna parte, que ser inopportuna qual-
quer aecusac', desde j, na ausencia de provas,
O Sr. G. Ferreira-----em duvida.
O Sr. G. de DrummondPor sao francamente
nao o aecu.-o desde j; censuro-lhe, apenas, o
procedimeo o, a serem exactas aa conjecturaa que
i'ormainos (apartes) e pens que, podendo elle ter
prestado soccorros, nao os prestando, nao digno
de encomios- Quando as cousas estiverem enver-
adas, as palavras exprimirem ideia diversa dos
tactos, quaudo abandonar aos que imploram soc-
corro fr um tituio de banemerencia, o comman-
dante do Pirapama ter honrado o nome brasi-
lero, na phrHSO dos passageiros que fizernra o
auaixo assignado. Antes disso, nao. (Apoiados e
apartes.)
Est finda a hora' Sr. presidente, devo con-
cluir mearao para nao fatigar por mais tempo a
attengao da casa. (Nao apoiados.)
Antes de fazel-o, porm, nao posso deixar de
extranbar que um dos orgoa importantes do nos-
so jornalismo a Provincia s hontein abrisse urna
subscripgo em pro do3 nufragos.
O Sr. Jos MariaEst engaado. Immedia-
tamente eu eos meus collegas nos acham;* no
porto e tratamisde fazer aquillo que nos cuin-
pria de momento.
O Sr. G. de DrummondNoentanto da Provin-
cia Je boje o que consta.
OSr. Jos MaraNao ha tal.
O Sr. G. le DrummondEnto V. Exc. recti
t jue a noticia, do contraro lamentarei o facto
sentindo que um jornal redigido por S. Exc. s
se lembrasse disto, despeiudo pela iniciativa do
Paiz e da Gazeta de Noticias, que forem os pri
uv iros a offereeerem douativoo por parte do jor-
ublismo. (Apoiados e apartes.)
Concluiudo minhas considerares, declaro que
voto a favor do requerimento.
Si bem que eouhega, que truta-se de tiai re-
querimento, meramente poltico, despertaao pelo
espirito partidario da opposigo, cujo intuito
levantar contra o presidente da provincia as an-
tipatizas publicas, entretanto voto a faver.
Voto assim, porque entendo, para que a ex-
pii>rato nao medre, que S. Exc. tem necessida-
de de tornar conhecidas as providencias que d.u.
V to uaaim, porque, S. Exc; ao dar as intorma-
g.'S pedidas, confundir por certo a apposigpo,
qne nao trepida em tirar proveitos polticos de
acjntecimcuto triste e que nos deixa profunda-
mente commvidos.
Voto e acredito que os meus correligionarios,
collocados n'um plano diverso e supsrior oppo-
sigo, votaro do mesmo modo que eu, assim sig-
nificando que nao fas -raos poltica, quaudo esto
em causa os interesses pblicos. (Trocam-3e di-
versos apartes, muito b.-m, muito bem.)
A discusso fica adiada pela hora,
l'assa-sd
1> PARTE DA 0I1DEM DO DIA
Cmtina a 2a discusso do projecto n. 34 de
1 -"i, com as emendas apeladas e mais aa seguia-
tis :
N. 5. Ao substitutivo que for approvado :
a sede da companhia ou empresa ser nesta eida-
de.Ferreira Jacobina.Kosa e Silva.B. Bar-
reto Jnior.
N. G. Ao substitutivo que for approvado : as
horas >ia illuraiuago publica serio fixadas pelo
presidente da provincia no principio de cada auno,
nao podendo ser menos de 6 nem mais de 1 horas,
deveudo ueste caso haver urna reduceo correspon-
dente ao accrescimo de horas.Dr. Pitanga.
liosa e Silva. B. Barreto Jnior.
jornal de casa.S. R. Jos Maria"
O Sr. Rodrigue Porto (pela ordem) --
Sr. presidente, as emendas que foram publicadas
no Diario de boje o apresentadas em 2" discusso,
ha um engao na de n. 51, que diz : 8:00'J,
quando devia ser 800/.
Assim, pois, pego a V. Exc. para rectificar esse
eugam.
| Sr' *<* e SilvaSr. presidente, man-
dei hootem meza urna emenda que es' publi-
cada sob n. 29, a respeito da qual cumpre-m
dizer slgumas poueas palavras em sua justifi-
cago.
Reconhego sinceramente, Sr. presidente, o es-
tado anormal e difficil, em que se acha a provincia
a respeito de suas fiuaneas, e por isso mesm > eu
nao prjporei eata Assembli todas aquellas me-
didas que me parecem convenientes, todos aquelles
melhoramentos, de que necesait o districto que
tenho a honra de representar, porquanto nao quero
aggravar mtia a sorte da proviucia, e nen par a
nobre "ommisso em ditnj.il Ja les.
Despezas ha, Sr. presidente, qua sao de to pal-
pitante necessidade que nao se podem adiar. En-
tre ullaa eu noto, a necessidade de luz que tem a
eidade da Victoria.
A eidade da Victoria, Sr. presidente, a 3' da
provincia, e se a 3* cidaie da provincia, e constitue
hoje um centro muito populo3J e nportaute, como
que pode continuar, como pode permanecer sem
il.'urainaco ?
V. Exc. e eata Asseuibla comprehende bjm a
necessidade da iltuminago em urna eidade desta
ordem j para facildade do transito publico
noite, visto como aquella eidade nao tem calva-
ment, e os transentes correm perigos de dar
quedas pelas depressoes do terreno, j porque a
claridade embaraga iuitas vezes o comalettimento
de crimes, protegidos paia escuriaade.
Eis a razo, Sr. presidente, porque eu maadel a
eineuda, pedindo 50 lampees para lluminagio da
eidade da Vjctori. N'.asa mesma emenda pdi
eu 25 lampees para a eidade de Bazerro3, que se
acha em iguaes condignas.
Alli nao existe lluminagio nem ha calgamento,
portauto militam a respeito della as mesmas ra
zes que produzi a respeito da eidade da Vic-
toria.
N'estas circumstancas, Sr. presidente, justifi-
cada a necessidadi desta despeza, e sendo ella to
pequeua, espero que a nobre commisso acceitar
a minba emeuda e nao far questo, visto como
acabei de declarar qua deixei de pedir muitos ou-
tros melboram^ntos, attendeodo ao estado preca-
rio, em que se acham as fiaang&s da provincia,
cont por isso com a approvaga da Assembla.
* Sr. Goncal vea Ferreira(Nao de-
volveu o seu discurso)
Fica adiada a votago por falla de numero.
Entra em discusso, que na forma do regiment
fica adiado, o art. 3a.
Em seguida o Sr. presidente levanta a sesso,
designando a seguiute ordem do dia : 1* parte :
continuago da discusso do prejscto n. 1 Ueste
aun,; 2a parte: continuago da antecedente e
mais 1 discusso dos projectos ns. 105 de 1885,
13 e 22 deste anno e 20 de 1886.
Deus guarde a Vv. Ss.Recite, 29 de Marca de
Margo de 18S7.Illrns. Srs. membroa da Coonnis-
so agenciadora de soccorros aos nufragos do
vapor Bahia na freguezia do Recife. Domingos
Al vea Mathcus.
I ra. Sr.A Convnissao de so:c rros aos nu-
fragos do vapor Bahia. acaba de recebar o oflicio
de V. 8. acompanhando a quantia de 100/ JOO como
donativo que se digna fazer em favor dos nu-
fragos do referido vapor.
A mes.-na ommisa > reoonh-ce os sentimentos
de carda 'e que destinguem a V. S. e agradece
Ihe o valioso auxilio prestado aos pobres naufra-
g>s.
Deas guarde a V. S.R.'cife, 29 de Margo de
1887.Illm. Sr. tenente-coron"! Domingos Alves
Matheus.Duprat, tnesoureiro da Cimmisso.
(Co.itna).
com acessas do trata-
um
atiViSTA DIARIA
orga-
' Sr. Montes Varale(Nao devolveu o
seu discurso).
E' encerrada a discusso e approvado o projecto
com as emendas ns. 2, 3, 5 e G, sendo rejeitada a
de numero n. I, e ficando prejudicada a de n. 4.
O Sr. Bosa e Silva (pela ordem) requer e
a casa concede que v o substitutivo votado
commisso de redaegao, afim de ser redigido de
accordo como vencido, addicionando-lhe as emen-
das, que formaro assim um t projecto para ser
apresentado em 3* discusso.
E' sem debate approvado em discusso o pro-
jecto n. 8 deste anno.
Entia em 3* discusso o projecto n. 2 Jaste an-
no, com a emenda apreseotada.
O Sr. Io Hara (Nao devolveu o seu
discurso).
A diseusso fica adiada pela hura.
Passa-se
2a [PARTE DA ORDEM DD DA
Contina a 2a discusso do art. 2 do projecto
n. 1 deste anno.
Sao lidas, apoiadas e entram conjunctamente e n
discusso as segnintes emendas :
N 65. 1:000/ para reconstrnego da ponte
da ra Imperial, na villa Jo Bonito.Jacobina.
Lustosa.
N. 66.. Ondecouber 4:000/ para es concertos
de que necessita a igreja matriz da eidade de Ca-
nia, Rodrigues Porto.
N. 67 Onde couber : 6 lampees para o becco
do Quiabo em Afogados. Luiz de And rada.
Sophronio Portella.
N. 68. Ondecouber: 900/ para a illuminago
da eidade do Rio Formoso.Luiz de Audrada.
N. 69. Onde couber : 3:00/ para construege
de um agude na villa da Pedra.Sophronio Por-
tella.
N. 70. Ondecouber: 1:000/ para construcg.lo
de urna ponte na barra do riacho Gravat na villa
de Aguas-Bellas.Sophronio Portella.
N. 71. Onde couber: 4:000/ para construege
do nm agude em Buique.Sophronio Portella.
N. 72. Onde couber.- 1:800/ para a illumina-
go da eidade de Palmares.Lu de Andrada.
N. 73. Onde" couber : Accrescente-se a verba
necessaria para 25 lampees na eidade do Limoei-
ro.Rodrigues Poito.
N. 74. Onde couber : 10:000/ para a construc
gao de urna ponte no Rio Doce, freguezia de Ma-
rangi-ape.Dr. Joo de S.Regueira Costa.
Luiz de Andrada.Ferreira Velloso.
N. 75. Additiva *o art. 2, depoi* do paragra-
pho relativo 4 Bibliotheca ProvincialLaborato-
rio cbimico-e hostologico provincial.
21. Com a conservago e custeio do dito la-
boratorio, iuclasive as despezas teitas com o mes-
mo fim no exercicio de 18841885, 1:500/.G.
de Drummond.
Vem mesa, hdo, apoiado e entra conjuncta-
1687PR0JE;T0N. 40
A Assembla Legislativa Provincial de Pernam-
baco resoive :
Art. Io Fica elevada cathegoria da villa, com
a mes na denominago, a povoago de Nossa Se-
nhora do O' de Goyanna.
Art. 2o Os seas limites sero 03 da actual fre-
guezia.
S. R. 12 de Abril de 1887.S;ares de Ama-
ra. -Julio de Barros.
Vapor nacioii.il Espirito-Santo
O c .lo;n.iu.lame, olficiaes, machinistas e mais
tripulantes do referi lo vapor aoa aeu8 co,legas nu-
fragos do vapor Bahia.
Commandante Joo Maria Pessoa 50OJO
Immediato Manoel Candido Ferreira ^0/OJO
1 piloto A. de Magalbes 20/000
1D machinista J. Masses 20/000
i" piloto Domingos Rodrigues da Nova
Jnior 20/000
2o machinista Victoriano I. de Vorgas 20/000
3" dito Jos da Silva Rios 10/000
4 dito Manoel de Paiva da Silveira 10/000
Cabo dos foguistas Jos Ribeiro 2 ) i;>
Dito dito Jos Joaquim dos Santos 5/000
Dito diro Antonio Joo Martina 5/000
r'ogu'sta Antonio Lucas 5/000
D.to Jos F. de Val 2/ttQO
Dito Manoel Piuheiro 2/000
*)ito Joo Herculano Ferreira 2/000
Dito Rozendo 2/000
Dito Job P. da Silva 2/0 0
Dito Jos P. de Moraes 2/000
Mestre Joaquim das Santos R;sa 6/000
Carpintciro Jos Vitoro Das 10/000
Fiel do poro Joaquim Antonio Ma-
chado 5/000
Dito .ntonio Flix Soaros 3/000
Mariuheiro Francisco da Encarnacao 3J0 0
Dito francisco Alves da Costa 3/00 )
Dito Domingos Pedro Salles 2/00U
Dito Francisco Firmo de Mattos 2/000
Dito Joo Antonio Figueiredo 2/000
Mogo Gabriel Archanjo 1/000
Dito Raymundo Jos mbelino l/00
Dito Angelo Jos das Neves 1/000
Dito Francisco Manoel Iguacio l/OOJ
Dito Emiliano Jos Freir 1/000
Dito Maaoel Ernesto da Silva 1/000
iOito Severiano Sopbio 1/000
Dito Lucas Bispo 1/000
Dito Francisco Jos Vi?nna 1/000
Dito Delphino Jos Beoto 1/000
1" cosinheiro Baitholomeu Bertola 10/000
2 dito Joo Rapozo 5/000
3 dito Raymundo Bessone 2/000
lo dispenseiro Manoel Camillo R.
Vianna 20/000
2 dito Candido Jos Pacheco 5/000
Padeiro Francisco Dias 5^000
Copeiro Antonio Jos Barboza 5/000
2 dito Antonio Baptista Nascimento 1/0J0
Paioleiro Jos de Pauda 2/000
Criado Seram Gomes Correia 5/000
Dito Jos Dias de Almeida 5/000
Dito Manoel Tenorio 4/000
Dito Antonio Francisco de Oliveira 2J000
Diio Joaquim Firmo 2/000
Dito Manoel Antonio de Lima 2/000
Dito Antonio de Souza Guimares 2/000
Criada Maria de Jess da Silva 5/000
Aasembla provlucltil. Fuaccio nou
hontein sob a presidencia do Sr. Dr. Jos M -
noal d3 B.rros Wandarley, talo cimoaroc ido 31
Srs. deputados.
Foram lidas e approvadis s^m debate ss acta
da 8-jsso do2e das raaotSa do 4, 5, e 11 do
corrate.
O Sr. Io secretario poje la a leitara do se-
guate expediente
Um fcfijio do secretario do governo rem ettendo
iulormages em origiuil da thesonraru da fazen-
da e do tbesouro provincial acarea de donativos
do Instituto Agrcola.A qaaa f-z a reqa8go,
Uoia patigo da Ja) Antonia M ateiro, fial do
procurador da Cmara Maaicipil do R>cife. re-
querenio censignaglo da verba 781/101 differea-
ga dos seas veucimeatos.A' commisso d
n-n'.o maaicipal.
Oatra do eapitao Igaacio Pedro das Nave, em-
pregado daC amara Municipal do Rcife, reque-
rendo a su aposeutadoria, com todos os vjuci-
mentoa.A' commissi de p;tigoas.
Outra de Joo Farnaudes L>p^s. rcqaerenlo
um auxilio sem;atral d 5:001/000 palo temoo de
o anuos para augmentar o numero de produc nao
de culturas n'esca provincia.A' commisso de
orgam.nto provincial.
Outra de O.iveira Castro4 C. reclamando con-
tra o impasto de 2/000 sobre cada re importada
d.s provincias limitrophas.A' cimai jo de or-
gainunto provincial.
Oatra da Josepha Bialeira de Mella Bello, re-
querido a admisso de seu fiihi meior Joo,
no Gymnasio Pernsmbuciuj. eomi paasioaista
da pruViucia.-A* commisss de peticojs.
Um abaixo assigaados de criadores das provin-
cias da Parahyba e Rio Grande do Norte, recla-
mando contra o imposto de 2/ por cabeg* de ga-
do vaceum, cavallar e muar. A' eommisaao de
orgamento provinjial
Foram approvad >a : quatro pareceres da com-
misso de fazenda e orgamento pedindo luforma-
goes sobre o requerido por Jos de Azevedo Maia
e Silva, Joo Gomas Jardim, Fr. Jos de Santa
Julia Botelbo e Jos Joaquim Alves & C, e um da
de redaego sobre a do projecto n. 17 deae anno.
Foi imprimir no j irnal da casa smente, a re-
querimento do Sr. Soare3 de Amorim, que orea
pela ordem, bem como o Sr. Jos Mana, um pro-
jecto soo u. 40, elevando villa a povoago de
N. S. do O' de Goyanna.
Orou o Sr. ViscouJe de Tobatinga sobre as n-
formago;3 que recebera acerca dos donativos ao
Instituto Agrcola.
O Sr. Jos M iria, pela ordem, enviou mesa,
sendo por esta remanida commisso de orgamen-
to municipal, urna petigao do Francisco Ribeiro
Cosa V aaconcellos. requereudo coaoignagao da
verba de 1.-163J422 qae Ihe deve a Cmara Muni-
cipal de Giyanna e dever ser entregue collec-
tora geral d'alli e reunida Ia quota que se mar-
car para o fundo de emaacipago.
R jeitouseo requerimento pedindo icformages
aobre a conservago do aa delegado do Tres La-
deiras.
Adiou se, pela hora, a discusso de um requeri-
mento uo Sr. Costa Ribeiro, pedindo informagoos
sobre os te.-imentos do um saldado e quatro escra-
vos em S. Liureugj da Matta, ha vendo orado oa
Srs. Gongiives Ferrei'a e Cista Ribeiro.
Paasou se Ia parte da ordem do dia.
Approvou-se em Ia discusso oprojeeton. 21
deste auno (liceaga de 6 mezes com todos os vea-
cimeutss a Thom Joaquim do Reg Barros).
Adiou-se pela hora a 3a discusso da projecto
n. t deste auno (loteras da provincia) tendo orado
os Srs. Visconde de Tabating*, Rosa e Silva e
Prxedes Pitanga, sendo apoiadas duas emendas,
sob ns. 2 e 3 e um requerimento do Sr. Costa Ri-
beiro para ir o referido projecto commisso de
constituigo e poderes.
Paasou-se i. 2' parte da ordem do dia.
Adiou-so pela hora a 3' discusso do projecto
n. 1 deste anuo (orgamento provincial), sendo
apoiadas .. emendas uob ns.... e dous requeri-
mentos, um do Sr. Jos Maria de adiamento da
discu8;o por 48 horas, em quauto se imprimissrm
ditas emendas e outro assignado por i>ito Srs. de-
potados, tambem de adiamento da discusso por
10 dias, at que aeja adoptado o prujjcto que hou-
v..r de fixar a forga policial. Oraram os Srs. Jus
Mana e Costa Ribeiro pela ordem e o Sr. Ratis e
Silva.
jAdiou-se a Ia d3cussao do projecto u. 100 de
de 1886.
ordem do dia :
cara, voltar a molestia
ment.
8eja como for, a observago do Dr VIIemia
importante, pois vale raais ao diabtico sujetar-
se ao, uso continuado de pilceos do qie murrer
pois a molestia nao o perdoar.
Eamnla Receb-mos hontem 5/000 de um
asignante deste Diario para serem distribuidas
por faaiilias pobres. Diz elle que tazando hoje 8
annos que perdeirsua extremosa mi, lerabrou-se
dos pobres, ped.udo-lh -a aoenas que rezem pela
alma da finada, aue se chamava Bernardina,
fadre Nosso e urna Ave Mara.
Fi: e nos assim a distribaico :
A' viuva D. Laura, ra do Man-
gue
A' viuva D. Miqailina, ra do No-
gueira
A' viuva D. Joanna Pires, ra de
Pedro Affunso l/OOl)
UiHlio.ii. ra de GoyannaO movmen
to oessa bibhotbeoa no mea de Margo prximo
paasado, foi o segrate :
Frequentaram-na 262 socios e 18 visitantes
tendo shhldo para leitura do3 socios 164 voluntes
de obras.
2/000
2/0O0
pelas respectivas redaegoes
Foram offertadas
03 seguintea jOBaMS
Diario de Pernambuco, Jornal do Reeife, Fro-
vincia, Gazeta de Goyanna, Diario das Alagoiu
e Imprensa Evanglica.
Para um naufrago Recabemos hontera
de um auooyrao 2/000. Rerocttemos ao Sr. Fran-
cisco Gargel do Araaral.
Compaunla Dramailca Dtve chgar
por estes dias, viuda do sul, a Companhia Drama-
tica, de que empresario o a.tor Soares de Me-
deiros, Compauhia que preteude fazer urna txcur-
so at o ..mazonas.
Essa Companhia tem um vasto repertorio, um
excedente guarda-roapa e artiatas distiuct03, en-
tre os quaes figura a ingenua D. losiina Mon-
dar.
As foihas do sal teccm
panhia, pslu que d;
ella.
rectora dan obra* de eonserva-
eo dos porto*Boletim meteorolgico do
iia 11 dn Abril de 1887 .-
encomios essa C>m-
esperar que aqui agrade
Horas
6
9
12
3
6
o
g o
H
23'9
261
26*1-1
27")l
26'5
07
"13
Barmetro a Ttsso do vapor a
0 3
H
758">64 20.27 91
760nil3 22.12 86
tJUlll 22.43 90
758-70 21.01 77
759>34 21.51 82
Temperatura mxima28,"0.
Dita mnima23,9.
Evaporago em 24 horas ao sol : 2,ral : som-
bra : 1,9.
Chuva46,'":"").
Direcgo do veato: S de raeia noite at 10
horas e 47 minutos da manin ; SSE, S e SS'W
seguidamente at 11 horas e 50 minutos damanh;
SE e -SE alternados at 10 horas e 25 minutos
^A ordem do dia: 1* parte, continuago da
antecedente e mais: Ia discusso dos projectos ns.
82 de 1886, 27 e 32 deste anuo e 2a do de n. 20 de
1884; 2a parte, continuago da antecedente.
Autoridades policiaesiPor portara da
presidencia da provincia de II e pro posta do Dr.
cb'-fe de polica de 9 do corrente, foram Horneados.
2o supplente do delegado do 1 districto do ter-
mo da Escada, Trajano Evaristo Ferro Castello
Ur.au jo.
Io supplente da sabdelegado do Io districto do
termo de Uuncury, Tbemistocles Octavian i Gran-
ja
Porque motivo o autor do requerimento nao ac-I mente em discusso com o artigo, o segointe re-
cu.ou, antes deftnde ao gaaada-mr interino, in- querimeuto :
contesUvelmentc culpado ? Nio o aecus porque' Reqoeiro o adiamento ii discusso por 48
317*000
Recife, 28 de Margo de 1887.
J. M. Pesada,
O commandante do Espirito-Santo
Illm. Sr.A commisso da soccorros aos nu-
fragos do vapor Bahia recebeu o officio que V. S.
se dignou dingir-lhe nesta dita acompanhando a
quantia de 317/000 por V. S. agenciada entre a
tripolago do vapor Espirito Santo do seu com-
!i ando ; com a qual se associa a genero idade e
philantropia do caritativo povo d'esta capital em
favor das \ ictimas do naufragio do referido vapor
Baha.
A commisso agradece intimamente recoahecida
esta prava dos uob. a seutimeutss humanitarios
que em geral caractensam o marinheiro e em par-
ticular a tripolago do vapor Kspinto Santo.
Deus gu rde a V. S.Pernambuco, 28 de Marco
de 1887.Illm. Sr.Joo Maria Pessoa, mu digno
commandante do vapor brasileiro Espirito Santo.
Luiz Duprat, thescureiro da Commisso.
Illms. Srs.Por ordem do Exm. Sr. Conde de
Pereira Marinho, envi a Vv. Ss. a quantia de
5000D0, donativo qun o mesmo Exm. Sr. faz em
favor dos nufragos do vapor Bahia.
Deas guarde a Vv. Ss.Reeife, 25 de Margo de
1887.-Illms. Srs. da Commisso agenciadora de
siccorros para os naufragas do vapor Bahia na
freguezia do Recife.Domingos Alves Matheus.
Illm. Sr.A Commisso de soccorros aos au
fragos oo vapor Bahia, recebeu com o officio de
V. S. datado de hoje a quantia de 5CO/000 qu-
por ordem do Exm. Sr. Conde de Pereira Marinho
da Babia se dignou enviar em favor dos nufragos
do rrferido vapor.
Recebendo do Exm. Sr. Conde esta prova dos
seus nobres e humanitarios sentimentos, a com-
misso pede a V. S. o obsequio de apresentar a
a S. Exc. o seu mais vivo rrconhecimeuto.
Deus guarde a V. S.Recife, 29 de Margo de
1887.Illm. Sr. tenente-coronel Domingos Alves
Matheus.Luiz Duprat, thesoureiro da commisso.
Illms. Srs.Incluso envo a Vv. Ss. a quantia
de 1000o0 como donativo que fago em favor dos
1 nufragos do vapor Bahia.
2' e 3* supplentea do subdelegado do districto
de Serra Branca do mesmo termo, Raymundo da
Costa Lima e Fracisco Carneiro de Andrade, na
ordem em que vo collocado;.
Duas Cacada Anto-houtens, s 7 horas
da noite, no lugar Remedios do districto policial
da Magdalena, e na taverna de Jos Tavares Mu-
niz Frazo, o individuo de nomo Francisco Cinci-
nato da Anuociagilo, travaado lucta cjm Olynipio
Jos de S, dea neste duas freadas.
A polica local tomando conhecimento do tacto,
fez recolher o ferido ao hospital Pedro leo of-
fensor que fo: preso em flagrante, Casa de De-
tengo.
Soccorros aos naufrago*A commis-
so que, na parochia de Santo Antonio, se orga-
niscu para colher obulos em bsneficio dos nufra-
gos do paquete nacional Balda, at hontem arre-
cadou 5:080,3890.
A lista das pessoas que esneorreram para
aquelle humanitario fim est em nosso poder afim
de ser publicada ; o que taremos ta.vez amanh.
A alludida cemmisso, como em tempo foi an-
nuuci ido,, cdmpjz-se des Srs. commendador Jos
Krause, Francisco Gurgel do Amaral, Olympio
9. Loup a Manoel Jos Machado.
Curada diabetes Passamas a seguiritj
local do Paiz da corte :
A" academia de ecicncias de Pars apresentou
o pruf essor Villemin a noticia de um caso de cura
da diabetes pela acgo combinada do opio e da
belladona.
O doeute, disse o Dr. Villemin, havia perdid
18 kilogrammas de peso e apolyuria era persisten-
te e coosderavel ; 11 a 15 litros por dia. O in-
feliz diabtico fazia perto da 1 kilo de glucose em
24 horas. A morte era imminete.
Foi nessas condiges que Dr. Vlllemio recei-
too-lhe ae 15 a 20 centigrammas de opio e de bel-
ladona por dia em dses gradualmente augmen-
ldas.
A molestia immediatamente parou e o doente
coaegoua engordare a recuperar forgas. E' de
uotar que o medico o subemettera a o rgimen or-
dinario do hospital fculas, batatas, etc. A dse
de ssucar eliminada tm 21 horas nao passeu de
15, 18 grs.
Cada vez, parm, que se suspeudia aquelle
tratauvuto, o assutar reapparecia com abundancia
nas urinas. Experimentau-se a aego to recom-
rn: ndada do bromureto de potassio e o resaltado
foi nullo.
Tentou-se em seguida a applcago solad i
ora do opio ora da belladona e os accidentes se
reproduziram.
S se pode conservar a cura voltando ao tra-
tamento pela belladona e pelo opio combinados.
O doento teve alta ora fias de Dezembro e o
Dr. Vili&min nunca mais toruou a vcl o.
Resulta dessa observago que o d ab tico '
salvo pela applcago simultanea dos dous narco-
ticos, anda que aeja provavel pelos incidentes da
e
da tarde ; ESE e E seguidamente at 11 horas e
31 minutos da tarde ; Sli at meia noite.
Velocidade media do veuto : 2,ra13 por segundo,
Dis 9 da tarda raeia noite, fortes rajadas de SE.
Nebulosidade media: 0.88.
Illbllot.'aeca de iarrciros- Rmattem-
uos o segrate :
Creada ha dez annos, esta bibliotheca, foram
ltimamente revistos os estatutos do Club que
a ministra, dando e.n resultado a uomeago de um
directorio, do qual fazem parte cavalheiros, em
quem a propagigao da iostrueco publica muito
tem de confiar; sao ellea : presidente, Dr. Ma-
noel Victorino da Cista Birros ; vicepresidente,
Jos Landiliuo de Alueida Aadrade ; 1" secreta-
rio, Flix do Macedo; thesoureiro, Aveliuo de
P..iva; orador Manoel II. Wanderley ; conselhei-
ros, Bernardino Alves Mchalo, Jos') Machado
dos Santos, Jouijun Alves da Sliva, Antonio do3
Santos Piuie ro, Joo de Franga Cmara e Aris-
tarcho Reg.
Sem auxilio publico de ordem alguma, conta
a bibliotheca mais de mil v.dumes encadernadoa c
grande numero em brochuras, i'.icoutrando o in-
vestigador, obras de grande apreco.
A invejavel dedicago que teem mostrado pela
sustentago da bibliotheca 03 habitantes de Bar-
roiros, deve ser secundada peas redacges dos
joruaes dessa capital.
Sendo insignificantes os recursos do Club
para faz;r face a compra e couc.rtos de Iivros e a
oucras despezas peculiares, ser tida como cousa
meritoria a remesaa de jomaos a titulo gratuito
como sc acoutecer em ou'ras provincias e com
i;Uaes associagocs, qua alias dispocm de meioa
sutficicntes.
Vai esta observago como um appello s di-
gnaa rodac^oes, de qu-oin espera o Club o auxilio
da remeasa de seus jornaes .
Club l.i 1 lerarlo CaruaruenseEscre-
vem-nos em 26 de Margo fiado :
Hontem esta associago litterana solemnisoiz
o seu 4o aociversario cura um sarao litterario.
A's 8 horas da noite presente grande numero
de socios, senhoras e pessoas gradas, foi aberta a
sesso pelo capito Vicente F. de Albnquerque
Io secretario, na ausencia do vicepresidente ca-
pito Claudino do Lagos.
O capito Ferrer annunciou que, sendo aquella
sesso, uo t para empossar a nova directora,
como para aolemoisar o 4o anniversano da socie-
dade e o dia de testa nacional, comegava por de-
clarar que nao lia o relatorio do anuo administra-
tivo que expirava, porque o theaoureiro, o Sr.
Manoel Rodrigues Porto, na qualidade de depu-
tado provincial, estava na Assembla, porm, que
remetteria nova directora logo que estivesse
concluido ; que tinha entretanto a satisfago de
annunciar que a sociedade nada devia e que tinha
um pequeo saldo em caixa.
Em seguida convidou os novos directores para
assumrem os seus cargos o que effectuou-se, oceu-
pando a presidencia o Dr. Este vo Carneiro Ca-
valcante de Albuquerque Lacerda, os secretarios
Sidromo Po da Silveira Vidal e Jos Francisco
de Souza Florencio, thesoureiro Joo Nunes de
Oliveira, deixando de comparecer por incommodos
de saude o orador Manoel Bezerra de Vasconcelloa
Cavalcante.
O presidente convidou o socio advogado Al-
buquerque Leo para orador ad hoc, o qual profe-
ra um discurso em que cumprimentou a associa
gao, e demonstrou a necessidade da cultura do es-
pirito. Seguio se na tribuna o orador da sociedade
Juventude Recreativa e Litteraria desta eidade,
cujo orador, comegou por dirigir urna censura ao
Club Litterario pelo facto de ter a Juveutude re-
cebido o orHcio em data de 25, estando datado de
23. Depois da censura disse que a Juventude
apezar de convidada tardamente, tinha em seu
gremio socios que podiam acudir aos chamados e
convites de ultima hora .- Se assim nao havia
motivo para as recriminagoes o censuras diante de
um auditorio escolhido, onde havia senhoras mute
disuadas.
Em ultimo lugar oceupou a tribuna o Dr. An-
tonio Pedro da Silva Marques, que teve a felici-
dade de destruir a irapresso desagradavel do ora-
dor antecedente.
Ninguem mais pedindo a palavra, o presi-
dente agradeceu s exceentissimas senhoras, a
honra que haviam feto assocago, a todos oa
convidados e aos socios.
Urna banda de msica tocava nos idtervallos
e o salo estava regularmente decorado.
Cerno disse o Sr. Io ex-secretario, quande
abri a sesso, esta asseciago nada deve de movis
ede aluguel do predio em que funeciona apc-zar de
suarec ita uensalser diminuta, e ter urna despeza
certa de 30/000 cada mez, com o aluguel do pre-
dio, zelador e expediente
Logo qne a ex directora remetter o relatorio
elle ser publicado, e ento melhor se conhteer
o seu movimiento litterario o econmico.
Vapor Tamar Sabc-se por telegramma
ter este vapor sabido da Bahia hontem s 6 horas
da tarde, o qaal esperado no 00330 porto no dia
14 pela manh.
Casa da FortunaEste estabelecimentc
lotrico vendeu o n. 1780 com o premio de......
15:000/000 da lotera do Paran, extrahida hon
tam.
i-cHAeaF.Cectuf.r-se nao:
Hoje:
Pelo agente Martim, 3 11 horas, na ra Pri-
meiro Je Margo n. 7, de movis, lougas, vidios,
etc.
Pelo agente Alfredo Guimares, s 11 horas, na
roa do Bom Jess n. 49, de dividas.
Amanh:
PeVaoen/ Pinto, as 101(2 horas, oa JlagdaJe-
ns, de movea, lougas e vidros.



HBHHBi



liario de fcrnambiieoUuarta-teira 13

Peto agente Gafado is 11 horas, na ra do
Marquea de Olinda n 19, de movis.
-- Sexta-ftsira :
Pelo agente Martins. is 11 hjras, na roa Du-
que de Caxas o. 66, di armado miudesas da
loja hi sita. ...
!> fanebron.-Serao celebradas:
BoJe :
A's 8 horas, na matriz di Boa-Vista e na ca-
paila do engeoho Mas.aogioa, por aluja do uii-
or Paulino Pires Falca'. ,
Latera lo pjrasttPor telegrama re-
eebido pela Ctsa da Fortuna, sabe-se que furain
eatei oa numero* premiados da lotera do Paran
extrahida em 12 do orrente:
1.780 15:0004000
5.647 5:000*000
8.848 2:0004000
3.423 1:000*000
6.214 1:0004000
1.021 5004000
2.433 5004000
8.867 5004000
7.821 500/0 j0
Lotera do Gro Par-A lotera desta
provincia, pelo novo plano, cojo premio grande e
40:0004000, ser extrahida no dia 16 do cor-
rente.
Bilbetcs venda na Caa do Ouro, roa do Ba-
ilo da Victoria n. 40 de Joao Joaquina da Costa
!>** r, O
Tambem achatn-se venda na Casa da i or-
MM ra Primeiro de Morco u. 23.
Lotera la provincia do Paran
A 9 lotera desta provincia, pelo novo plano, cu
jo premio graude de 15:0004050, s extrahira
h je .. do corrente.
Uilh-tes a vooda na Caga da Fortuno, ru
Primeiro de Marco u. 23, de Mrtiu3 Fiua & O
Lotera Os corteA 204' icern, da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de....
30:000*000 sera extrahida no da .. de Mar-
00
Os bilhetes aeham-se 4 venda na prac* da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se a venda na Lasa da or-
uua ra Primeiro deMarco.
Cemlterlo Publico Obituario do da 10
do corrente: _
Joanna, Pernambuco, 8 mu-'*, Boa-Vistu ;
threpsi. ... -,
Guilhermna Mariada Conceic4o,l\;nrmbuco, 28
annos, solteira, Boa-Vista; dyarrha.
Manoel Cioaea.Pernaubuco, 16 uunos, solteiro
Boa Vista; anayarca.
Luiza Mana de Jess, Cear, 6o annos, soltir,
Boa Vista ; dyarrhea. .._.
Joanna, Pernambuco, 2 dias, Boa Vista ; eclara
psia.
Anna Mara da C nceicao, Pcrnumbuco, 21 an-
nos, solteira, Boa-Vista; tubrculos pulmouares
Joo.Pjrnambuco, 2 anuos, Bos-Visia; eonvul-
toee.
Maria, Pernambuc, 11 meses, -os ; cju-
v oleos.
Alexandrina Amelia jNeiva. P mnmbueo, 18 an-
nos, S. Jos', tubrculos pulmouares.
Adelia, Pernambuco4 meses,, S. Jos ; entente
Jos da Costa Rds, Portugal 24 annos, Graca;
hepuite.
PtBDC&GtES A PEDIDO
Naufragio do vapor "Bahia"
Da vistoria requerida pelo r-ommandante do
vapor Pirapama, extrahimos o segumte quesi-
to, qoe tem sido reputado o mais importante, eoin
a lumin si respoata dada pelo Ilustrado Sr. 1.
reoente d'Armada, Rodrigo Nuno da Cosa.
Lkcimo quetio
Pelas avaras que presenta o Pirapama
pode-se com toda a seguranza c em con -encia
firmar que foi elle que deu ou recebeu o
cheque ?
A espost a a esse quesito complexa : procu -
rarei rcsumil-a c usarei de termos que est-JHin
ao alcance doe que nao sao profisaionaes. New
protestos, no termo de arribada e no relat >ro da
viagem que li, venfiquei : 1. o coffimandante do
vapor Pirapama que che ru a et porto com
o navio do seu commaudo n i manhi de 25 de
Marco do corrente anno, antes dos :ripo!ante3 e
passageiros do vapor Babia afnrm"U : que em
viagem deste porto para o da Paraliyba acbaudo-
se do lado da trra avistou norte o vip-ir^ Ba-
bia do lado do mar navegando em direccao op-
posta e apreseutaodo a elle o lado em que tiulia n
lus verde, isto B. E. 2." o primeiro pil-to do
vapor Bahia que chegou a este porto na notc
de 25 de Mar;o do corrente ann do rebocad-r
Moleque que daqui salnra na manha do mesino
dia em procura daquelle vapor, atrmon : que, em
viagem da Parabyba paiueste porto, achando-se
do lado da trra, avistou noite o Pirapama,
vapor da Companhia Peruamb-icaua de navegado
cos'era por vapor, do lado do mar, navegando em
direccao oppoeU e apresentando a elle o b ordo
em que tiuha o ph.ro! encarnado, isto, B. B.
Por couseguiuie o primeiro piloto do vapor
Babia affirinou exactamente o contrario do qnc
h .va alarmado o commendante do vap'Ji Pira-
pama.
Sendo, porem, o vapor P.rapama de menores
dimeasoea de que o vapor Bahia, menor calado,
menor marcha e pertencenie a urna companhia do
navegaco cost<-ira, e sendo o vapor Baha de
maiores dmense* do que o vapor Pirapama,
laior calado, maior velocidade e pertenc-nfe a
urna companhia de longo curso, vista deelas
duas affirmativas contrarias, julgo que devenios
suppr o qoe era mais notavel. isto que o va-
por costriro fosse prximo 4 trra e o de longo
curso mais ao mar do que o costeo porque nem
este devia amarar-sc desviando-se afim da nave-
B Na coiomerclal
C'OTAgCBS OFFICIAES DA JUSTA DOS COR-
RECTORES
Refe. 12 de Abril de 1867
lambo sobre o Rio de Janeiro, 30 d/v. com 1 0(0
de descont.
Cambio sobre Londres, a 90 d|v. 21 3,8 d. por
14000, do banco.
Dito sobre dito, 4 vista, 21 1/8 d. por 14000, do
banco.
Cambio sobre Paris, a 90 d/v. 445 rs. franco, de
ban.-o.
Cambio sobre iamburgo, 90 d/v. 551 rs. o K. M.,
do banco.
Dito sobre dito, vista, 556 rs. o R. M., do
banco.
Cambio sobre Lisboa 4 vista, 152 0 0 de orentio,
do banco.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
Movtmento nanearlo
KECIFE. 12 DE ABBIL DE 188?
Os bancos mantiveram anda no balcc a text
de 21 3/8 d. sobre Londres.
As tabellas, portanto, que vigeraram offial-
sente foram estas :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 3/8 e 4 vista 21 1/8.
Sobre Pars, 90 d/v 445 e 4 vista 449.
Sobre Hambargo, 90 d/v 551 e 4 vista 556.
Sobre Portugal, 90 d/v 250 e 4 vista 252.
Sobre Italia, 4 vista 449.
obre New-York, 4 vista 24370.
Do English Bank :
SJobre Londres, 90 d/v 21 3/8 e 4 vis'a 21 1/8.
Sobre Psris, 90 d/v 445 e 4 vista 419.
Sobre Italia, 4 vista 449.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 51 e 4 ?ista 56.
Sobre New-York, 4 vista 24370.
Sobre Lbboa e Porto, 90 d/v 250 e vista 252.
sobre as princpaes cidadea de Portugal, vista
257.
Sobra liba dos Acores, 4 vista 260
Sobre liba da M uue ira, 4 vista 257.
Mercado te aaiucar c tico da o
EECIFE, 12 DE ABRIL OB 1887
Ataear
Os precoe deste srtigo, pagos ao agricultor, fj
rtnoi segnintes :
3. bauo, por 15 kil.s, de 24000 a 24100.
3 regular, por 15 kilos, de24100 a 24*JO.
3. boa, por 15 kilos, de 24200, 24300 e 24400.
3." superior, por 15 kilos, de 24500 a 24600.
gacao que Ibe propria, nem o outro devia ter se
aproximado da costa do que o costeiro.
Nos documen'os que vitn o commandante do
Pirapkma disse : que nunca vio a lux en-iarna
d do vap ir Bnliia e tendo o Vapor Bahia
mu lulo d < ru.uo e estando muito prximo do
Pirapama elle mandou para a machina por o
leino de revj e andar atrs a toda a fon.
primeiro piloto do vapor Baha disse -qoe eilo
navegava a utn qaarto de. for^i, "prosentot a lu
encarnada ao vapor l'rapama, vio esta luz
dc'ilc acerca de quatro milli s do distancia do la-
do do mar e em rumo opp isto, mudou de rumo S.
S. O. para duaa'quartas para li. E. e que de-
pois mandn carregar o lome todo para B. E.
porque o vapor Pirapama vinha sobre elle pa-
recendo querer cortar-lhe a proa e abalroando de-
pois com o vapor Baha.
Disto se concle : que o commaudan'-c do va-
per Pirapama e s primeiro piloto do vapor
Bahia diserdam em muitos pontos quaudo
narroui o encontr desses dous vapures no mar e
as causas qoe deram lugar ao abilroamen'.o; que
tanto um como outro aftirmam que o vapor Ba-
hia mudou de rnmo ; e que o primeiro piloto
do vapor B-.bia no disse se mindou an lar o
sea navio com mais forca para fugi<* do vapoi
Pirapama, quando rejonheccu que este c
p-rsegnia.
O abalroamento entro dous navios pode d*r-se
nos segnintes casos : Io, estando fundeadoj e gi.r
rando um delles ou ambos; 2', estando ura delles
fundeado e outro navegando ; 3, estando ambos
navegando ; a em qualquer desses casos podem os
navios soffrer s- arias e ficarem fl ictuando, eub
mergir um delles oc submergirem ambos.
As causas de abalroameuto tio muirs, sendo
as principies as seguintea : 1 falta de espaco
para manobras ; 2* avaria no leme ; 3" deti.'ieii-
cia do mauohrus ; 4a descuido
As causis do abalroameuto qoe considerun is
p le estar comprcheudid em urna ou mais destas
quatro causas.
O aspecto de avaras muito variav.-l, nssim
como Hb causas que as produzem ; e pela simp'es
iujp-c;> dolas em mui'os poucos casos so pole
dizer com seg irania, como ellas se deram,' sera o
auxilio de tcsttmunho de pessoas qu- as Irnhim
presenciado.
A' vista ds considerae *. qie acabo de expen-
der, nao pisso someute pe i <-x imj das avuniis
do vapor Piraparn, diier c>'in Beguranca e
em couscieacia que fo elle quo d choque.
Recifc, lo de Abril de 1387.
SiriuS.
A Assenibla Provucial
O projecto n. 7 de 1887 e a climorosa in-
Justina qwi elle encolve
VII
Bravo Javenal um inven.-ivel polemista !
tientindo se batido nos argumentos que, depoil
le muito parafusar, dec ibrio cintra o pn-jo.-to
a 7, aoccorreu se do expolente de farer espirito
a custa de qualquer iue irreecio que pir ventura
tenha escapado a Li ou ao typograph-'.
Nao n03 mol-sta ; e at re^ommeiiiam s-lli,
que continu a exercer todo seu p-der de critica,
e.mb tu as veces eheguc a asiiereza e gross-ria, Id
que nao se p le abster, ror causa da irascibilida-
de do seu genio fofo.
Aff.ifo a obtervacao dos astros, proseuirem>s
na tarefa, sem dar importancia as amabilidades
do nosso antagonista, pura no desviar os olhos
do ponto obj-ctivo.
Emqianto nao fTinos couy^ncidj do eoatrario,
cont uaremos .-. sustentar a utilidad-' do piojo---
to, a qual nao deix d< existir, s porque elle
cootem alguuias dUposites defeituosas, priuci-
p lmente quau lo certo que val ser conveniente
mente ornen lado.
Aps a tranacripcao de um longo trecho do que
escrev-jmoe, e no qu-1 couli sianms os defeitoS do
projecto, que felizmente vio ser corrigidos neta
Aaseir.lil i, exc:ama Juceaal que estamos capitu-
lando.
Porque razio nin sj m istra Juveual calmo e r -
He etilo como nos ?
Q nimio foi que dics?mos it > proje<*f-o toio
tondadei, eonctn-eneia, bem publico, etc.':
Adulterar a verdade improprio de qu'in se
apreseuta cm pub'ic", Mpregiaudo se defensor dos
uleresses geraes e da provincia.
Etta falta de boa fe. nao e admimive' quando se.
arjam^nta a respeito de qualquer materia, e muito
meaos de negocio publico
Muito de industria transcreveaos o que Ju
venal quuiificou de asneiral
Tratando em gem do projecto, proclaiuain s
earla1 a sua utiidaie, que mtuitivn, e dissemo-
que a sua presentaca toi um acto patritico ;
isto repetimos anda, porque nos inspiramos as
verdadeiraa conveniencia- da provincia.
Si Juvenal so peuetrasse do que dvo fazer em
iieneficio della, nao e mostrara infenso uo pro
jecto.
Ser4, por ventura, que o seu berco esieja n'ou-
tra provincia ?
Se assiin nao en tio Jaeen-il cura mais do s-u
iuteresse do que do progreSso e prosperidade de
Pi-rnambnco.
Intelizmeute, ha muita gente assim.
Quaudo, porem, deseemos a detalhes, acompa-
ubanJo h impugnacae do pri ject'', dsseuius com
irauqueza c lealdade, que uelle deparavamos com
digpusives iaaceitaveis, taes como a probibicao de
a.lamelos de bilbetes de outras provincias na in-
prensa desta ; a prsilo por 5 das, etc., as quaes
os propros amores tiunam j4 d;lib rado suppri-
mir.
Em que, pois, nos cabe a censara de Juvenal ?
Porqu--' nao reconhece antes que failamo com
toda boa f e dcsiuteresso ?
Procedera a censura re houvcssemrs negado os
defeitos, que o projecto encena uas dispos ;-o-.-s
apontadas.
Urauco turbina pulveiisado, por 15 kilos, de 24300
a 24400.
Smenos, por 15 kilos, de 14600 a 14700.
Mascavado, por 15 kilos, a 1.2iXJ a 14300.
Bruto, por 15 kilos, de 14100 a 14200.
Rtame*, por lo kilos, de 840 a 14000.
O mximo ou mnimo dos piecos sao obtdos
canforme o sortUhento.
Alijodao
Foi ootado o de fernambaco e boas procedeu
ciae, em trra, a 74"00 par 15 kilos.
Entrada le asmucar e algoilu
HEZ DE it .II.
O leitor comprehende, portanto, st onde vai a
parcialidad e o eego despeito de Juvenal.
Desta sorte nij#conseguir provar qoe o pro-
jecto n. 7 es'.i nal condicoes de ser rejei-
tado.
Se Juvenal demonstrasse que, eseomado dos
defeitos apoutados, anda assim, o projecto era
od-nsivo das leis geraes e prejudicial 4 provincia,
neuhuint duvida feriamos de o acertar nossa vos
rom a sua. pira pedir 4 Ilustrada Assembla Pro-
vincial que uo o ad^ptasse.
C01411.1110, p;rm, subsistir nossa- conviccio,
1: M.ti^tiTemjs, sem cessar, os argumuotos de Jm-
vtunl.
t depois falla da opiuiio publica manifestan-
do se contra o projecto, como se ella podesse or-
ginar-se do mesquinho interesse pessoal offea-
dido !
Quem nao sabe que a opiuiio publica vai ter
seu imperio no seio da representado provincial,
e nao na imprensa, onde apenas se tem lido uns
retumbantes artigos anonymos, retribuidos com
o ouro do thesoureiro das loteras das Ala-
goas !
Co iduindo o seu artigo, ameaca-nis Javenat
com a imagem pallida e doentia das miseras viuvas
que tintiam principalmente nos bilhetes defra da
provincia os ineios de matar a fome dos filhos.
SS.J nos enternecemos, entretanto ; porque as
viuvas nada aoffreri >, desde que vio ter os bi-
Ibetes das nossas loteras, para vender, e aufe-
rir d'ah o recurso do vida par si o para os
filhos.
Mas, agora, Juvenal, dse-me : se por efleito de
tua isforcada impugnac<->, cahir o projecto, nao
a Titira, o remorso de haveres, em troco de um
puubado de ouro, sacrificado o eteresse da tua
provincia ?
Oade estar e teu civismo ?
Tycho Brahe
0 commercianie Jo o Rodrigues
de M)ura ao publico
V
N'eese ultimo exercicio, isto no d:
1878 a 1879, come$ou o Thesouro Provin-
cial, por circumttanciaa peculiares, a de-
morar pagamentos
E' sabido quo urna das conds5es de
qualquer contracto de foroecimento c o
modo do pagamento o o seu tempo. O
contr temp > certo, estipulado no seu c mtracto,
entregar us objectos contractidos ; o go
verno, tambem parto contractantc, obliga-
se, a en tempo, igualmente determiaado,
&zer bom o pagamento.
Em regra os foruecedoreB cumpreiu as
obrigacS8 que contrahein ; e, quan fo por
ventura, assim nao suscede, b3o multados
e os contractos rescindidos. O governo,
por.u,^na parte de aua obrigacao, que o
pagiirucuto, deix 1, algumas vezes, d ser
noutua!, e nenhuma pena, por isso lhc
cabe.
Lu soi que, fomente, por causas extra
orc'in.irias e juitfijad..s, veriiiea-se easa
tacto ; mas o cnto quo a falta do paga
luoutojdevidopelo cumprimcntn dt uiu 10.1
truc-.o, se no traz serias diffiuldades as
(oniractant-i, nao o ojIIoch em situajlo r -
guiar, salvo o caso de ser ella um impor-
tante capitalista.
X.Vi posso srr comprehendido na exeep
y2o. O capital do mcu negocio est sem-
pre em movimento; e o empate que urna
circiuiistancia qualquer ocjasionar-llie, al-
terar sobreuioio o curso das miabas tran-
sado -s.
Portanto, o ci83 da demora do paga-
mento que m1! era d;vid<>, pdo B-TotraCto
de 1878 a J87t>, traz^udo-mo cons-queme,
prejuzi, porque ninguem ignora a natu-
reza d^s traasacySes commer/iaes eos com-
promisos qu9 d'ella decorrem, obrgiu-me
r-iouerer presidencia da provincia u
renovclo do meu contracto, no exercicio
lo 1879 a 1880, considerando, as vanta-
g-ns qu<5 d'ella me proviessem, como urna
co-npciisacilo ao empite de parte do meu
capital, quando esse empate nunca foi p r
miiu cogita lo ao concorrer p ira foruener
ripartiyScu publicas.
S. Exs. o Sr. Dr. Adeliao de Luna
Freir attendcud 1 ao que lli expuz em
meu requerimenti, ruanlou que Osse o
meu contrato renovado. Essa acto de S.
lx*. outra couba nao impnrtou senao a
reptieao dos dos Exms. Srs. Dezam-
bargadores Luceoa e Manod Clementino,
drina io no modo por que, anteriormente,
tiuha cu cumprilo o meu contracto o ai
condicoes em que rae acbava para conti-
nuar a desempenhar-me de semelbaute
obrigac&o.
Par-co-me escudado dizer que ainda des-
sa vez cumpri, elmente, o meu devor.
Entretanto, fique consignada essa deca-
gao que mais adianto ser confirmada por
um documento oflLial
Veio o exeroicio de 1880 a 1881.
N'ello j estava o Thesouro Provincial
em divida para commigo em 9:207(5000, ni
cluida no quadro da divida passiva anuoxo
lei do ornamento.
Tendo de contractar-30 o fornocimento
do fardamento para o corpo de poliota e
guarda cvica, requer pressiden ia da
provincia, em 16 de Agos'o, quo bouvosse
de autorisar a renovaban do meu contrac-
to, allegando quo achava-me no desembolso
daquella quantia,proveniente defomecimen-
tos anteriores.
O Exm. Sr. conselheiro Fracklin Do
ria, tendo ouvido o Sr. Dr. inspector do The-
souro, mandou, por despacho de 28 daquel-
le mesmo mez, que aguardasse a praya do
forneoimento.
Verificada ella por dwis vezes, os precos
offerecidos foram supsriores aos que apr-
sente! na proposta, que fiz, quando requer
a renovacSo do contracto.
en -
Considerando, por tatito, S Exa., de
maior, vantagem a minba proposta, e at-
tendendo s uoadicScs cm quo estava. como
contractante, credor da provincia, por
quantia quo j figurara uo qudro da divi-
da de exercicios tndos, despachou o meu
requeriraento, em 15 de Setembro e nos
segnintes termos :
R-mettido por copia ao The-
c souro Provincial para fazer o
t contracto com o sappli -Ante nos
c tormos do offijio desta data. >
O officio a que se refere esse despacho
o que se segu :
Palacio da presidencia de
t Pernambuco, 15 de Setembro
t de 1880.
< A' vista do expedido nos
< oficios desse Thesouro de 19
: e 23 de Agosto ultimo e 4 do
corrente, sob ns. 127, 135,
184 e 185 autoriso a Vine, a
t contractar o fornecimento dos
artigos de fardamento neesssa-
rios par., o corpo de polica e
guarda cvica, dos qu es tra
* tou essa inspectora nos citados
t officins, com Joao R idrigues
t de Moura, pelos preyoj d< se_u
< ultiiso contracto, conforma a
t proposta, junta por copia, pro
videnciando no tentido de or
lugar o pagamento da impor-
tancia de 'H:207i>000 deulda
ao propnente e que se ach in-
cluida no quadra da divida pas
* aiua annexo lei do ornamento
* vigente, =Deus gu.rde a V-uc,
EMBAO AS
o
<5
Barca cis.....
Estrada de ferro de Oiin-
da ..... .
Estrada de ferro de Co-
ruar ...
Animaes.....
Eatr.ida de ierro de S.
Franciscj .
Estrada de trro de Li-
moeiro.....
1 4 11
1 4 9
1 4 11
1 4 n
1 i 9
1 i 11
I 2
I "i
11.759
1.89")
1.576
10.355
497
26.077
432
4.410
57
3.858
656"
902
10.315
Kiruiu nacional Jfariel.a
L-vou para Pelotas a seguinte carga :
1,250 barricas com assuear brancu.
250/2 ditas com dito dito.
25/4 ditas com dito dito.
10 pipas com agurdente.
Banco de Crdito Bcal
At o da 15 do corrente met, devem os ac-
cionistas do Banco de Crdito Real de Pernatn-
buro realizar a terceira entrada do valer no-
minal de .uns aeco. s, na rasao de 10 0/0, levan-
do-a 4 sede do banco, na ra do Uommerck) n.
34.
Este banco est pagando o seu primeiro divi-
deudo 4 ratio de 4/000 por accio ou 10 0/0 do
valor realizado de cada urna.
O pagamento fiz-se na sede do banco, das 10
horas da manhi 4s 4 horas da tarde dos das
uteis.
Nota* do Tneaouro dilacerada*
O recolbimeuto de notas dilaceradas est sendo
feito na Thesouraria de Pasenda, as tercas e
exti-foiras, dai 10 s 12 horas da manhi.
Pauta da AifanUeara
SkM>MA DE 11 A 16 DE AUIL DE 1887
Alcool (litro) 218
Algodio (kilo; 400
Aesucar retinado (kilo) 151
Dito branco (kilo) 131
Dito mascavado (kilo) 067
Borracha (kilo) 126S
Cacao (kilo) 400
Cachaca (litro) 077
Caf bom (kilo) 440
Cafrestolho (kilo) 320
Carnauba (kilo) 366
Cancos de alrodio (kilo) 040
(hirvi de peoi-t de Cardiff (toi.) 16000
".' ir < secco- ep'clii-.los (kdo) 58
Ditos salgado6 (kiU) 500
Ditos verdes (kilo) 275
Parnha de mandioca (litro) 500
Pumo restolho (kilo) 4i 3
Uenebra (litro) 200
Mel (litro) 040
Vl.lhj (kilo) 040
Taboados de amarello (duzia) 100/000
Importafo
V.ipor n^lez Coban, entrado do New Y.'tk e
escala em 12 do correte e consignado a H. Pos-
t> r & C.; manitestou :
Aguaras 5 caizas a Hermes de Souza Pereira.
B.iuha 100 barra a Pava Valente & C, 0 .-.
Fernandes da Costa & C.
Cindieiros e perteuces 12 volumes, a Bernardi-
iio D. Campos C, la Vianna Castro tk C.
Farinua de trigo 100 barricas a Julio Ir-
mao.
Kerosene 2X) caizas a J. Duartc Simo s & C
Jl?rcadoras diversas 2 volumes a Vianua Cas-
tro 6i C
Machinas de desearocar algodio 8 caizas a Pcr-
reira &uimares & C.
Oleo di sementes de algodio 8 caisas a Her-
mes de S uza Pereira.
Carga do Cear
Feijao 162 saceos a Pereira Carneiro & C.
Mecau hiato nacional Bom Jo. va dos Nave-
gantes ebegado em 10, e consignado a Manee:
quim Pessi, m inifestou :
Ossos 21:000 k los.
Pontas do boi 2:000.
Sil 12:800 litros.
Trapos 150 kilos
Unlias de bo 10 kilos.
becifk 11 de absiL DE 1887
Pora o exterior
Nao houve despacho.
Para o interior
m No lujar aacional Juvenal, carregara-n :
t etc., etc.
Fkankl'n Doria.
Eis como foi realisudo o contracto n'cs
se exercicio.
Do qu.fi?a dito cocluo-se qu, no s
o meu pro^edimento, conn o do Ex n. Sr
cnnsellieiro presi lente da provincia foi o
mais correcto.
Por acta de 2 de Odtubro do 1880 foi
o cerpo de p dicia ins eccionado p >r urna
comiuissan, da qual era presidente o coro-
n-'l Jjs Lopes de Oliveira, comin do 2o batalhiii de nfant..ri.i.
Apresentando essa Ilustre offii->1 o 8'u
relatori referi-se ao fardamento do Cor
po do seguint-i modo :
Fardamento. Dos mappas sob Ultra
L e reUco-.s a elles nnexas, s-i v
a carg e descarga do fard-imeoto forneci-
do ao corpo (cuja f.izcn 1* igual a das
amostras pelas quaes foi contractid") e aa
conhece qua^sas pravas que so devado-
rS fazeoda provincial por p-j>;as du t'.ir
daraento r**cebidos a ven ;er.
Esse r-latorio est publicado no Diario
de Pernambuco de 30 do Novembro d'a-
quelle anuo, e seu signatario nao p le ser
suspeiti.do por au-a qualida' muito co-
nbecida de poltico adverso i stuacAo que,
entilo, domiuava.
E' esse o documento do que aciina tra-
ti i, e que confirma a declarado de que
havia bem cuinprido o meu contracto reia
tivo ao ererjicio de 1878 a 1S79.
Attentera para elle a p-ra o mais que
tenho escripto, os que nao se i'npressi >-
naiu pelas vozes desoompassadas, ou pela
grita dos insensatos, sempre qu' se trata
du negocio* pblicos, e anda menos, pelos
Para o Rio Grande do sal, J. Ramos So C. 2,000
cocos, fructa.
No, patacho portugus Lidador, carrega-
ram :
Para o Rio Graude do Sol, J. Ramos & C. 1,50 >
jocos, fructa.
= No vapor nacional Mrquez de Caxias, car-
regou :
Para Bahia, F. A. de Asee Jo 100 barricas com
10,8 JO kilos de assuear brauo.
KawlOM carca
Barca ingleza Frinckner, Russia.
Barca portuguesa Herstlia, Lisboa.
Barca noruegiiense Aino, BuII.
Brigue allemio J. G. Fichte, Montevideo.
Barca sueca Sophia, Bltico.
Barca n irueguense Brodrene, Bltico.
Lugar ingles Aureola, New-York.
Lugar nacional Maia 1, Santos.
Lugar nacional Juvenal, Rio Grande do Sul.
L.,r noruegueose Alrana, Hull.
Lugar norueguense Ideal, Santos.
Lugar ingles Hornet, New-York.
Lugar norueguense Speranza, Canal.
Lugar ingles May. Hull.
Lugar allemio Helene, Montevideo.
Gavin & ilencarga
Brigue allemio Jos Genebra, carvio.
Barca norueguense Progrese, carvio.
Barca inglesa Cnristant Scrivey, carvio.
Barca dinamarqaesa Arica, carvio.
Barca noruegueuse Glitner, carvio.
Barca ingleza Paragero, bacxlhio.
Bajea ingleza Beltrees, bacalho.
Escuna norueguense Hapsnas, varios gneros.
Escuna portogueza Joaquina, varios gener.s.
Lugar portugus Hersia, xarque.
Lugar mglez Lutzie R. Wilce, bacalho.
L^ar iugics Rosina, bacalho.
L'iar ingles Kalmia, ba-alao.
Patacho mglea Lady Byrde, bacalbo.
Patacho nacional Andaluza, zarque.
Patacho allemio Mary, xarque.
Vapor iogles Portuense, varios gneros.
Vapor brasileiro Arlindo, xarque.
nendlntentos pblicos
arranco8 do despeito disfarcado e peUa
intrigas de reposteiro.
Becife, 11 de Abril de 1887.
Joai Rodrigues de Moura.
Fiscal dos incendios
O engenheiro ajudante das obras publicas, fi cal
dos incendios relatando as occurreucias que de-
ram-se quaudo o fogj devorou o predio n. 15 da
ra do Marques de Olinda, diz que=Aouue alg'tma
demora no seroico das bambas oceasionada por falta
d agua.
Isto quer dizer que podendo s; dar agua como
deu-se, no entretauto houve retardamento, isto
taita de zelo ou preguica da parte de quem com-
peta fazer isto da Companhia de Beberibe a
quem incumbe fornecer agua.
Para uios'rar a nezatidio de semelhante asser
ci basta 1er o officio do Dr. ebefe de polica que
all estove desde o comeco do "incendio derig ndo
o trabalh i da exiincae, emquaato que u fiscal s
cimparaceu tardiameu'e, como coulessa, e apenas
passeava por longe, dcico/ihecidamente, sem ter
tomado parte cm traialho algum.
Pelo autigo systema di toroecimonto d'.igua
anda em vigor, a agua para os incendios tira
da dos cbafanses uuicainente, pos o outr j meio,
modo no e a pouco qoe est sendo posto em
uso, cenhuma outra obrigacao tem esta Companhia,
e as occasieg dos incendios, desde que cates na
direccao da Companhia do Beberibe, nem sempre
havido agua para esse fim nos chatarizes.
O novo systema porem proporciona outras van-
tagens, a agua lirada dos propros encaaameutos
por mein de lorneiras nurupriadus, e embor a as
obras nao estejim concluidas nem tem se fio effec-
tivo o pagamento deosag rorneirbs, uoentiiuto dea le
tempo mundei euchrr 'igua os novos encaua-
mentos de molo que em qualquer local bja agua
uas|pr.-zu.i ladee.
Nio obstante nio Merinos obrgados, ha sempre
um artista de promptdio para no caso de qualquer
inc< ndio fornecer agua pelos novos encunamentos;
e n i referido incendio dois tiydranies estavam
abortos, a indo agu, um na ra de Mariz e Barro,
o outro na travessa do C roo Sanio, quando ch -
gou a bomba do Arsenal de Marinlia de modo que
o pees.nl deate escolh u o que uelhorlhc con vinha
como testemuuhou o Dr. cl.eie de polica.
Couio o Sr. fiscal diz ter h.tvicio demora ?
Sen lo da claro, hora de servco, c^mpareceu
logo grande parte do pessoal desta eompanhia para
espontneamente prestar aervirjos como o fez.
E' preciso que o Sr. fiscal procura uncios de ver
melhoi-, com esactidio, inazme quando ref.-rir-ie
a terceres.
Reiife, 12 de Abril de 1S87.
Ceciliano Maneje.
Os abaixos assignados
Eitabel^iilos na ra do Nogueira e pro
pri storins d.'sti o da do S. Jos vera res-
peitosara^nte pedir aquelies a quem com-
petir, que sj compadecan dos moradores
e propri t.-irio destas ras ; para mandar
dea -ntupir o <:anno ds esg-oto, que nio
custmdi) poitco dinheiro o governo e ao?
couti'ibuiites como sao os abaixo assign-i-
ios, acliaK.sc ennutil sado, a ponto de nao
dar evac'U(,'3o as aguas fluviae como a
sonteosa bj, que aiu la a hora que este
escrevemos mein dia se achilo estas duas
rasa nmuu iadas, a pnaeoa dias o muito
do Diario de Pernambuc
taz T setenta o lastimoso estado
distas runs, mas t-ndo vindo o eogcnhoi-
ro da oijr^s publicas vr leiuitouse e-n di-
ier qu no liavia verba para esto meln-.'ra-
inento da ciilade.
R cfc, 12 no Abril do 1887.
Antoni') Manriques ds Oliveira & C
digno roiactv r
diga im^
i:i.-tr; ilim '-um que? !!<>.. de
feMej r o Su ns mii> Mes de Mu-
rta, lio alfar le > He do llo-
miMtM da Uri'ji I > iii .ni- de Deu
no aiuiu ile 1*.H>-
Juiz por devor;lo
O IU o. Sr. Joaqaim Joi Goir.es.
-luiza por devocao
A Ezm. Sra. D. Maria Joaquina Patricia.
tusada protectores
Os I.Ims. Srs. ;
Miinoei Jo. it Cunha Porto.
Coucgo Anl-til.' Manoel d'Asoiimpcii.
Faustino Jos da Fouseca.
Jos Juaquiui Dias Fernandes.
L) uniigi- da Cuuna Uumiries Richa-
Fraocisco Jos Jaym: fialvio.
Francisc Jo P.ss>a (iunn irles.
Sebattiao Oliveira R-seude.
Commendador J-).-'; L-opold-i Bonrgard.
(Jabriel Ildet tuso Neves Cardoso.
'Un .el da Cunba lt-.-ii.
Francisco Floro Leal.
Juizis proteetores
As Exmas. Sras.
D. Francisca Lasu da Cuuhi Porto.
L). Antonia Julia Lourenco.
D. Julia di Silva Lobo.
D. Fraucelua Morera.
D. MarU A.igela Pcrtella,
D, M,rt;arida Ferrcim Marques.
O. C ementma Baptista Araujo.
D. Emilia Sampaio Barbosa.
D. M.n:i Joaquina Ferreira Gomes.
D. D : inH Rosa Monteiro Bariholo.
D. Mara Jesuina Rodrigues Lemos.
D. Candida Baptista Asevedo Maia.
Escrivies por devocao
Os Illas. Srs.
Frederieo Antonio da Costa.
Manoel Joaquim dos Passos Guimaraes.
Adolpbo Coelbo Pinheim.
Thouias da Cunha Bethon.
Jos Maia Sobrinho.
Jos Antonio Pereira.
Isidoro Alves Portella.
Jrnuaria Jos da Costa.
Escrivas por devocao
As Exmas. Srs.
I). Claadiana N O. Santos-
D. Anna Miquilina da Cruz ge ves.
D. Antonia Maris da Fonseca Carvalho.
D. Julia Taeso Baltar.
D. Maria Petrolina Coelbo Neitio.
D. Pastora Theodoric* dos Santos.
D. Maria Gomes de Oliveira.
D. Maria Nunes da Costa Estol la.
Mordomos e Mordomas
Todos os fiis que concorreram com suaa efm:-
las.
Consistorio da Irmandale de N. S. Mil d>s IIj-
mens da creja da Madre de. Deus, em 31 de
Maio de 1886.
t -----
Hodros porque o cabello cabe
307
Quando a cutis da cab ca ch?ga a encolber por
causa de enfermidade, idade, o qualquer am ou-
tro motivo que s-j-i, estreita *. aporta os tubos dos
c&bel'os superficie e impede a materia colorativa
e nutritiva de passar das raizes o fibras.
Para sanar esta drH -nidada coma se n cssario
applicar o Tnico Oriental, tanto pela manhi co-
mo noite, tazeodo-se aso vigoroso com urna es-
cova penetrante. O effeito produzido o do reno-
var a vitaldade do crneo e abrandar os tegu-
mentos. A cutcula promp'.amente se conv.rte em
um estado snave e flezivel, e a commnnicacSo in-
terrompida eutre es bulbis e as fibras se renova,
dando como resultado um* brilhante, lustrosa,
macia e basta cabelladura.
Acha-se venda em todas as princpaes phar-
inacias, drogaras e lojas de DRrfucnarias.
Acentos em Pernanbuco, Uoarj Forster & C,
ra do Commercio n. 8
PODEMOS ASSEGURAR (2)
Infelizmente bem coinmum, nesta pro-
vincia, urna molestia terrive!, conhecida
pelos nomes d<\ Tgsica, Consumpc.3.0 Doen.
ct d-j peito, oto.
Nio pretendemos sffirmar quo o Peito.
ral de Cambar cure todas'as tysicas, por-
que at ho,e tem sido rap ssivel curar a
tysica, quandu chegada ao ultimo periodo;
porra, podemos assegurar que todos os do-
entes que usarem do Peitoral de Cambar
m primeiro e segundo periodo, logo acha-
ro, com toda a crteza, grande allivio
e dep i< a sua cura completa, por meio de
um tratamento prolongado e persistente.
O Peitiral de Cambar nio limita a
.-ua achilo benfica, s doencas de peite:
cura, tamb'Mn, muitos defluxos, bronchites
e toss-.-s que, as mais das vez-s, quando
despresadas sao a causa desatfcci;oes pul-
monares.
O Peitoral da Cambar acha-se a venda
na agencia a cargo dos rs. Francisco
Manoel da Silva & C. rui Mrquez de
Olinda n 23.
Frasco 2)5O0, meia duzia 15)5000 e du-
aia 245000.
A agencia envia quem pedir condijres
iinpre->sas para as vendas por atacado.
Mestres de h e uropretaros
-se azulejos francezes para ca
8$000 o milheiro
Vendem-se azulejos francezes para casas, o que
ha de milhor, a
H.
(o que custa geralmento l'0000)
J. DEA. VEIGA & C
26 KUA LARGA DO ROSAf 6'
Consulado Provincial
De la 11 11.6014378
dem da 13 176072
*"ll:7774450
Itecife Drainage
De 1 a 11 3:760066
dem de 12 2154S04
3:9754970
Mercado Municipal le Joe
a.si
U movimento deste Mercado no da 12 de Abril
foi o segniute:
Entraram :
38 bois pesando 5,116 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 20 1^2 ditos de 1.a qua-
lidade, 6 1/2 de 2 dita e 111/2 ditos par-
ticulares.
125 kilos de peize a 20 ria 25u0
100 cargas de farinha a 200 res 20(W0
7 ditas de fructaa diversas a 300 rs. 24100
3 taboleiros a 200 ris 600
12 Suinos a 200 ris 2/400
Foram oceupados :
24 columnas a 600 ris 144400
24 compartimentos de farinha a
500 ris. 124000
22 ditos de comida a 500 ris 114000
80 ditos de legumes a 400 ris 3.4000
18 ditos de suino a 700 ria 12460
11 ditos de tressaras a 600 ris 6/600
ID talbos a 24 204OU0
lOditosalf. 104900
A Oliveira Castro & C.:
54 talhos a 1 544000
Deve ter aido arrecadada neete dia
a quautiade 200 200
Rendimento dos das 1 a 11 2:2634016
N. 4. Todos os que tm tomado Emulsao
de Scott, reconhecem a sua superiordade
sobre os outros remedios empregados at
boje para a cura da tsica pulmonar, escr-
fulas, rachicis, anemia e debilidade em ge-
ral. As sitas virtudes sanativas e reoonsti-
tuintcs sao maravilhosas.
Profcssora
U.ia senhora competentemente habilitada, pro-
ooe-& a leccionar em cellegioa e casas particula-
res, as seguintes materias : portuguez. francs,
msica e piano ; a tratar na ra do Mrquez do
Herval n. 10.
\d yogado
O bacbarel Julio de Mello Filbo tem o
seu escriptorio de advocacia ra Primei-
ro de Marco n. Io annar, onde pode
ser encontrado drs 10 boras da manha s
3 da tarde.
Renda freral
i) un
dem de 12
MEZ DI 1BR1L
Alfaniega
189:0354002
49.0314179
Renda provincial :
De 1 a 11 34:6701743
dem e 12 5:949791
238:116/181
40.620/534
318:736^715
Foi arrecadado liquido at hoje 2:463/240
Preces do dia :
Carne verde de 240 a 400 ris o kilo.
Carneivlra^ 720 a 800 ris dem.
S'i.iios 500 a 560 ris ideu.
t arinha de 240 a 32< -is a cuia.
Milho de 26J a 320 ris idem.
Feijo de 640 a 1/000 idem.
Foi encontrado no Mercado Municipal de 8. Jos
urna chave que ser entregue a quem der os sig-
naesna secretaria.
Maladonro Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 77
reaea para o consumo do dia 13 de Abril-
Sendo : 5b reaea pertencentes a Oliveira Castro,
& C-, e 22 a diversos.
Vapores e navios euperado.
VAPORES
Debsyde sul hoje.
Parado norte hoje.
Tamardo sul a 14.
Actorde Liverpool a 14.
Uruguayde Hsoiburjfo a 15.
Pernambucodo sul a 17.
Ville de Maranho-do Havre a 19.
Ville de Rio de Janeirodo sul a 21.
Bkamenyde Trieste a 23.
La Platada Europa a 24.
Espirito Sautodo norte a 24
Euclidde Liverpool a 25.
fcCeaide sul a 27.
KAVICS
Amandade Hambnrgo.
Apotheker Dirsende Santos.
Ameliado Rio Graude do Sul.
Albanade Carditf.
Anne Catharineda Bahia.
Bernardos Godelewus do Rio Grande do Sal.
Brothersdo Rio de Janeiro.
Catode Hamburgo.
Diudado Rio Grande do Sal.
Enjettado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Sol.
Elysado Porto.
Favoritode Santos.
Guadianade Lisboa.
Hans Tode-de Carditf.
Jolimtde he Santos.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Marco Polodo Riovdo Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Nordsoende Liverpool.
Nantilusdo Rio de Janeiro.
Our Auniede Buenos-Ayres.
Premierdo Rio de Janeiro.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sal.
Sparkde Terra Nova.
Withelminede Hamburgo.
GS
Hovimenio do porto
Navios entrados no dia 12
New-York e eacala,34 dias vapor ingleb
Coban de 688 toneladsa, co malandante
Robert Fraaer, equipagem 27 carga va-
rioa gneros Henry Eorster &. C.
Maco10 dias, byate nacional, D.Julia
de 80 toneladaa," mestre Laurentino F:
da Costa, equipagem 5 carga sal, a Bar-
tholomeu Lourenco.
06aruac3o
Nao houve sabidas.


-~v>-*-


iario de PerttarabucoHuarta-feira
*

)
'
Avisos aos meamos
Alfonso Ferreira da Rocha Leal, por ii e
seus irmaos, avisa a quem quer que seja
para nao comprar bem algum Luiz Jos
da Costa e Silva, as viuvas e herdeiros de
Antonio Jos da Costi e Silva, e Joaquim
Jos da Costa e Silva, representantes da
extincta firma Costa Irmaos & C, por es-
tarem estes coin seus bens sujeitos ao pa
gamnto d'uraa divida con'rahida para cora
seu finado pai e do importancia superior
a 35:000^000: pena do ser havido pos-
suidor de m f e sem direito do reclama-
5I0 alguma.
Racife, 18 de Marco d>fl887.
Affonno Ferreira da Rocha Leal.
Roa do B;iro da Victoria n.
II, 9 andar
A prnprietsna deste estabelecimeuto, j bastan
!e conocido pelos tr8ba!hos alli executadoa com
mestria e bom goato, como tambem pela Ibanet e
cavalheii sino que costuma-se dispensar qnelles
que dignam-te de honral-o coui a sua visita e
confiauc*. previne ao publico que, com c acquiai-
eao que fez de machinas as inais aperfeicoadas,
est o mesmo estabeleciinento em condicea de
tirar retratos inalteraveis por precos inferiores
aos d"s que ti"em ltimamente vindos doa Esta-
doa-Uuidia, e aesim que utn rctrt>_de meio ta-
manli) natural tira-se pelo custo de 15XK).
O atelicr, modific ido e reformado como acaba
de ser, tornou-so o inais perfeito pnssivcl para dis-
tribuifao de luz, de modo que pic-ae trabalbar
sempre, C"in hom eu m> tempo, de 9 horas da
manhJ s G da tarde.
A essas circua itaacias accrescc ser o pessoal
technicohabilittdissiuio r. delle faicr pirte o pbo-
tographo herpanll >l D. Joaquiui Canelas di- Cas-
tro que trabalbo nos melhores estabelecimentos,
desse genero, cm diflvrence paizes da Europa, c
a respeiru de quetn ja os diversjs jornaes desta
provincia fratnram
Do qut- fie* dii" v-so que est o ref-ridj esra-
belecimento era c-indi^oes de executar com pericia
quaesquer trabalhjs de photographi.
A1H encoutrar-se-ha sempre expostas venia
grande numero de vistas >- alguns enificios
pblicos, pravas, ras desta ci.lade e seus arra-
bal des.
Consultorio medico-
cirurgico
O l)r Castro Jess, contando mais de 12 annot
ie escrupulosa observado, reabre consultorio nea-
cu cidade, a ra do Bom Jess (antiga da Gru
n. 23, 1. andar.
Horas de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as dentis horas da noite ser encontrado nc
itio travessa doa Remedios n. 7, primeiro por-
to esquerda, alm lo portao do Dr. Cosme.
DrJMIio Leiia
'Medico, parielro e operador
Rddeacia ra Bardo da Victoria n. 15, 1- andar
Consultorio ra Duque de Caxias a. 59.
D consultas das 11 horas da manna s 2 da
tarde.
Atiende para os chamados a qualquer bor
telephone n. 449.
Dr. Carpir Lie
Tem o seu escriptorio 4 ra Duque da Caxias
n. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta hora
em diante em sua residencia ra da Santa
Cruz n. 1.
Especialidadesmolestias de senhoras e crian -
5as.Tolephone n. 326.
Companhia dos Trilhos Urbanos
do Recife a Olinda e Beberibe
Assembla geral extraordinaria
De ordem do Sr. presidente da assembla geral
sao convidados os Si s. accionistas a se reunirem
em assembla geral extraordinaria, conforme o
requerera a directora da Companhia, afim de ser
consultada a sua opiniao sobre a innovacao do
contracto permittida pela lei d. 1850 de 1885.
A reunido se effectuar s 11 horas do dia 13
do mes seguinte no escriptorio da Companhia.
Recife, 29 de Marco de 1887.
O secretario da assembla geral,
J. A. de Almeida Cunha.
Lotera de 4900 corotos
*3A grande lotera de 4000 contos, em 3 sorteios,
tica transferida para o dia 14 de Maio vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho de
Exm. Sr. presidente, de hoje.
Tbesouraria das Loteras para o fundo de
amancipacao e ingenuus da Colonia Isabel, 14 de
Desembrj de 1886.
O theaooreiro,
Francisco Gonvalvca Tei rea
Associapo commer-
cial beneficente
De ordem do Ilion. Sr. presidente desta associa-
c5o, convido a todos os senhores socios e conse-
nhores do predio em que ella tem a sede, para
reunirem ee em assembla geral extraordinaria,
1 hora do da 15 do correte, na referida sede,
afim de apreciarem os pureceies de engenheiros, a
quem a direccao maudou ouvir acerca da ruina
em que se acha o mencionado predio, pelo lado do
mar, e providenciarem no sentido de reparal-o
antes que desabe, como est previsto.
Recife, 11 de Abril de 1887.
Joaquim Alves da Fonseca,
Secretario.

Medico
Dr. Silva Ferreira, de volta de sua viagem
Euroju. com pratica nos hospitaea de Pars, Vi-
euna eLoulrcs. oude dedicou-se a estui ^ de
partos, inolestias de senhoras e da pelle, ofivrece
os seca servcos mdicos ao reapeitav.-l publico
desta capital c ora d'ella, p>dtnio ser procurado
no seu coosultoriora da Cadca i. 53, de. 1 s
3 horas da tarde, ou ein su* residencia lempira -
ria Ponte d'Ueba 55.
Dr. Jou Paulo
MEDICO
Especialista em partos, molestias de senhoras
de enancas, com prafic- as principaes materni-
dades e hospitaes de Caris e de Vieona d'Austria,
faz todas as operacoes obsttricas e cirurgicas
concernentes as suas especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Baro ds
Victoria (antiga ra Nova) D. 18, 1- andar.
Consultas d;is 12 s 3 horas is tarde.
Telephone a. 467.
a*
a
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
liita. ex-chefe de clnica do Dr. de
Weckcr, d consultas de meio dia s
3 horas da tarde, no 1. uuriur da casa
n. 51 ra do Baro da Victoria, ex-
cepto nos domingos e dias santificados.
Residencia ra Sote de Setembro n.
34. Eutrada pela ra da Saudade n. 25.
Clinfcamedico cirurca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
adePartos, molestias de senhoras e
erianQM.
Residencia Ra da Imperatrix n.4, segunda
andar.
Dr. Mello Gomes
Medico cirurgtao partelro
Ra de Paulino Cmara (antiga da Gamboa
do Carino n. 36), onde pode ser pro-
curado qualtju^r hora do dia e da noite.
Contullat :10 ao meio dia
Chamados por escripto.
Especialidades ;Fi-bres, molestias de peito e
das senhoras, syphilis e soffriinen'os da urethra.
Acode a qualquer chamado para fra da ca-
pital.
Tambem pode ser procurado, de meio dia s 3
horas, ua Phurmucia do Povo, ra do Rangel
n 34.
Arsenal de Guerra
Em viitude -, ant iriag.o do presidente da
provincia de 15 do mez parsado, a directora do
Arsenal de Guerra contrata no dia 14 do corren-
t", pela tercena vez, s 11 horas da manha, com
quem melbores vantagens cff^recer, o transport
tanto pnr mar como por trra, dos artigas desti
nados s diff rentes estacoes militares, devendo
o propoDentes dirigirem-sc secretaria deste
Arsenal, para os esclarecimientos que Ibes forem
nece-,88rios.
As pr^postas deverao ser em enra fechada, de-
clarando o proponente que se sujeita multa de
5 0/0 por qualquer omissa-i no 'uinpriniuutu de
seu contrato.
Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernambu-
co, 11 de Abril de 1887.0 secretario,
J. F. Ribeiro Macdado.
DECLBCOES
Dr. Femara da Silva, consultas
das '.) ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Advogado c professor de linguas
O bacharel Eduardo Alfredo de Oiiveira tem
abert) 0 seu esinporio de advogado ra Io de
Marco n. 4; onde tambem pode ser procurado para
!eccionar o ingles, francez e allemo, pratica e
the(iricament(.i |,og collegios e casas de tamilia.
Tambera para a commedidade uos estudantes
e empregaijos do commereio, resolveu abrir uic
curso nocturno das dilas linguas. A tratar no
*8Criptorio cima referido.
Dr. Paulo Caetano de
Albuqucrquc
Peco ao Sr. Dr. lJaulo Uaetanc de Al-
buquerque o obsequio de responder a roi-
ha carta de 20 de Fevereiro fiada.
Pode procurar-me ra Duque de Caxias
. 91, que ahi acbar com qnera tractar.
Recife, 27 de Marco de I87.
Bellarmino Dourado.
MEDICO HOMEOPATHA ) I
Dr. Balthazar da Silveira h
Especialidadesfebres, molestias das
ranlas, dos orgaos respiratorios e das
enhoras.
Presta-se a qualquer chamado para
fon da capital.
{}

li
1}
l
|
AVIfiO
Todas ob chamadas devem ser dirigi-
dos pharmacia do Dr. Sabino, ra da
Baro da Victoria n. 43, onde se indicar
sua residencia.
{
}
sin
DO COLLEGIO
O director deste estabelecimento, avisa ao pu-
blico, que, para propagar o gosto pelo cstudo das
linguas, abriu um curso de allemo. onde os alum-
nos podero appreoder esta lingua tanto pratica
como theoricamente.
A referida cadeira regida pelo Dr. Eduardo
de Oiiveira, que tendo residido quatro anuos
e meio no mui conbecido collegio BREIDES-
STEI.V, na Suissa, aeha-se perfeitaroente habili-
tado, para bem desempeuhar essa incumbencia.
Aqnelles que qnizercm se matricular ao dito
corso, queiram entender se com o director do col-
legio, ou como Dr. Eduario Alfredo de Oiiveira,
na ra Io de Marco n. 4.
Jos Ferreira da Cruz Vieira.
Eseo'a mixta particular
Urna senhora competentemente habilitada tem
aberto um curso primario rna da Concordia u.
163. Emitte como o mclhor dos attestados oapro
veitamento inmediato dos seus discpulos.
Pode ser procurada a qualquer hjra na mesma
ua.
Leonor Porto
Una do Imperador n 45
Primeiro andar
Contina a ejecutar os mais difficeis
figurines receidos de Londres, Paria,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeiQode costura, em bre-
vidade, modicidade em precoz e fino
gosto.
mi Arsteloncii 8 GeoErajli-
ce Pernuncio
Quinta-feira 14 do eorrente, hora do crstume,
reuoir-se-ha esta associaco em sesso ordinaria,
para a posse da tpesa administrativa do eorrente
anuo social de 1887 88, visto nao ter pedido reu-
uir-se no dia determinado pelos estatuto.
Secretaria do Instituto Archeologico e 'Geogra-
phico Pernambunano, 12 de Abril do 1887.
Jos Domingues Codeceira,
Substituiudo o 1* secretario.
Companhia do Beberibe
Nao se tendo reunido accionistas em numero
suficiente, nem na primeia nem na segunda con-
voeaco, para se constituirem em assembla geral
extraordinaria para deliberar sobre o augmento do
capital necessario para o complemento das obras,
sao de nevo convidados para o uiesroo fim, para a
reanio que ter logar no dia 18 do eorrente mez,
ao meio dia, no primeiro andar da casa n. 71,
ra do Imperador, deveudo a reunio effectuar ee
com qualquer que s?ja o numero de accionistas
prepeutes, cerno diepe o % 4- do art. 15 da lei n.
3150 de 4 de Novembro de 1882.
Kecife, 12 de Abril de 1887.
Cecilian i Mamede Alve< Ferreira,
Director gerente.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
Sat Gasa IsBriciiaT
Na secretaria da Santa Casa arrendam se os
seguintes predios :
Uua do Bom Jess n. 12, loja e ) andar.
dem dem n. 13, 2- e 3- andares.
Ideai do Vigariu Tlicuc.no n '1. 1 andar.
Id in do Mrquez de Ulinda u. 53, 3- andar.
dem do Apollo n. 24, 1 andar.
dem da Madre de De.us n. 20.
dem idem n 10.
dem da Moda n. 45.
dem idem n. 47.
dem idem n. 49.
I-i- n> da Liugoeta n. 14, 1- andar.
dem da Guia n. 25.
Becco do Abreu n. 2, 2- andar.
dem das Boias n. 18, sobrado de dous andares
e.loja.
Ra da Aurora n. 37. 2- andar.
dem da Detenco (lentro do quadro) deas
casas.
Awia^fiuiuMl Aarcola
De ordem do Sr. presidente, convoco de novo
aos senhores associados para reunirem-s; cm as-
sembla geral no dia 15 le Abril prximo vindou-
ro, s 10 horas da manha, visto nao ha ver com-
parecido boje numero legal para o fim determina-
do no art. 2'.l dos estatutos, conforme foi annun-
ciado. Ficar constituida a assembla geral nesso
dia e-jm o numero de socios que comparece!, de
accordo com o art. 27 do referido estatuto.
Recife, 3 ) de Mareo de 1887.
Sebastin M. do Reg Barros,
1 secretario.
Banco de crdito real de Pernani-
buco
Nos termos dos artigas 5o e 6o dos estatutos,
sao convidados os Srs. accionistas realisar at
dia 15 de Abril prximo, na sdu do Bao, ra
do Commereio n. 34, a terceira entrada de 10 %
valor nominal de cada aeco.
Recife, 14 de Marco de 1887.
Os administradores,
Manoel Joo de Amorim.
Jas da SiKa Loyo Jnior.
Lniz Duprat.
S. II. J.
Socedade Recreativa Juventnde
Sarao bimestral em 17 de Abiil
Tendo de effectuar se neste dia o sarao do bi-
mrs re rluente sao convidados os senhores socios a
procurar seus ingresaos em mo do Sr. thesou-
reiro. Os convites esto em poder do Sr. presi-
dente ; previne-se que nao se admitiera aggre-
gados.
Secretaria da Sociedadd Recreativa Juveutude,
30 de Marco de 1887.
Jos de Mediis,
2 secretario.
Associa^o coiniiircial benefl-
cente
Os scuh-res expositores que nao vieram hoje
r,-ceher os diplomas e medalhas que lhes foram
conferidos na exposicao de Antuerpia, para a qual
concorreram com os seus productos, queiram com-
parecer na sdc da mesma associacao, que lhes
aerao entregues pelo Sr. archivista.
Recife, 11 de Abril de 1887.
Joaquim Alves da Fonseca,
Secretario.
ClPAIIA DE EDIFICADO
0 escriptorio (Testa
companhia a c ii a s e
fuoccionando no largo
de Pedro II, n. 77, 1.
anda..
Imcumbe-se median-
te contrato ( a paga-
mento em prestapoes,
de construepocs e re-
construefocs de pre-
dios, cujosprojectos e
ornamentos sejam ou
n o confeccionados
pela companhia.
No escriptorio se en-
contraro sempre, as
amostras dos produc-
tos da fabrica vapor
do Taquary, tendo sem-
pre venda: tijolus
massipos de al venara,
ditos para ladrilhos,
diversos formatos, tc-
lhas romanas, france
zas, de capote com en-
caixe, de crista; canos
e curvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e tijolos fora-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas c en-
comendas. no escripto-
rio central.
Companhia de Edifica-
ca$o
Assembla Geral extraordi-
naria
Sao convidados os senhores accionistas
da Companhia de Ediiicacao a reunirem-
se na sede da mesma companhia, ao lar-
go de Pedro II n. 77, s 11 horas da ma
nhS do dia 14 de Abril prximo futuro^
para, em assembla geral extraordinaria
deliberarem sobre a reforma dos Estatutos
em vigor, e especialmente do art. 13, sen-
do a deste no sentido da reclamayao feita
pelo Sr. Francisco Ferreira Borges, con-
forme a proposta do accionista o Sr. Anto
ro Carlos Ferreira da Silva, approvada
na sessSo da assembla geral ordinaria de
1 de Margo prximo lindo.
Nos termos do art. 65 do decreto n.
8821 de 30 de D sembr de 1882, a as-
sembla geral ora convocada s se julgar
constituida com a presenja dos senhores
accionistas que m mnimo representem
dous tercos do capital social.
Recife, 29 de Mar^o de 1887.
Qiutag Antunes.
Director secretario.
Adnilnistraeo dos Crrelos de
Pernambnco 31 de Mareo de
189.
RelacSo da correspondencia registrada (sem
valor) que existo nesta reparticSo por nao
terem sido encontrados seos destinata-
rios.
Adelina Galdina de Menezes.
Amalia Mandes de Mello.
Antonia Luiz Barretto.
Augusto Alves Tenses.
Alfredo Fernandes Dias.
Antonio Gomes Tavares.
Antonio Joaquim Barroso Braga.
Antonio Peroira Gomes.
Antonio Pinto Reg Freitas.
Antonio de Queiroz.
Antonio R. Azevedo Jnior.
Antonio da Silva Braga.
Basilia de T. Sant'ona.
Beluario Francisco Gouveia (2)
Benicio Nelson Cunha Mello.
Bernardino S. dos Santos.
Oam.IL
Carlota Mara do Espirito-Santo.
Carolina Mara do Bomnm [2).
Dowizy.
Diogo de Barres e Araujo.
Dimas Francisco da Silva Braga.
Ernesto Correia.
Eduardo do Reis Oracco.
Fernandes Carvalho & C.
Fortunato Gordm.
Fredericode Oiiveira Soarea (2)
Frederco R. da Costa.
Francolino Theodoro C. de Vasconcellos.
Francisco Rodrigues Pereira.
Francisco de Souza Maia.
Francisco Xavier Soares.
Francisco Xavier Salerno.
Geraldo Ferreira Maia.
G. da Silva Bailada.
Henrique Guilherme Cocino.
Horacio L me de Andrade.
J. Joaquim Miranda A.
Julio.
Javaio Ferreira Fonteo.
Joaquim Telles do Menezcs.
Jos Alves Tenorio.
Jos Antonio Barboza.
Jos da Cunha Liberato de Mattos.
Jos Cliataco do Espirito Santo.
Jos Joaquim de Freitas Pereira.
Jo6C de Oiiveira Calheiros do Albuqueque
Mello.
Jos Tiburoio Tavares.
Jos Victorino de Paiva.
JoDo Coelho Moreira.
JoSo do DeosSampaio.
Joao Jos da Silveira.
JoSo Veris8mo Gomes.
Lioniiia Dativa da Concaicao.
Luiz Ignacio de Oiiveira Jardim.
Luiz Ignacio de Moura-
Maria das Dores de Jess.
Mara Epifana Buarque de Matedo Milanez
Maria Francisca da Conceicao.
Mara Francisca Taveira.
Msria Magdalena.
Maria das Hercs de MendonQa Lios.
Maria da Natividade Gomes da Silva.
Maria R s da Cnceicao.
Marciano Antonio Pereira.
Miguel Mariano de Souza.
Manoel Alves da Ricba.
Maria Antonio dos Santos Vieira (3)
Manoel Antonio Jos Correia.
Manoel de Britto Cotegipe.
Manoel Bretes.
Manoel Domingues Pereira.
Manee! Fernandes de S Antunes.
Manoel Firmino Pereira.
Manoel Fons9 :a Araujo Luna F.
Manoel Teixeira de Souza.
Rita Teixeira de Carvalho.
Rosa Maria Torres Gomes.
Rabello, Sobrinho & C.
Senhorinba Maria do Espirito-Santo.
Silveria Maria de Ar ujo Lima.
Sympbronio.
ScbastiSo Jos Oavaicante.
Tiiomaz Jos Coelho de Almeida Sebrinho
Victorina Maria da ConceigSo.
Vieente Almeida Pinto.
Valiivina Demetrio da Rocha Wanderley.
O l. oficial,
Deod'ito Pinto dos Santos.
(OMl'AXHIA O SECUROS
NORTHERN
de liondrcsi e aberdeen
roftico Unanceira (Deiembro 18SB)
Capital oubsciipto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,34{<
Beceila nnnuill t
D premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGESTE,
John. H- Boxatll
l DOCOHHERCIO SI. 61' *XO*B
SECESO*
CONTRA
The Liverpool & London 4 Globe
INSURANCE GOMPANY
lers & C.
|mperia
Companhia
DE
SEGUROi contka FOCO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
PrompUf pagamento de prejuo
CAPITAL
Ra. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS&C.
Rim do Commereio N. 5
COMPAXH* I-KRIHIBICHU
DE
WaTegaco Cos eir por Vapor
Fernando de Noronha
O vapor Giqui
Comandante Lobo
Segu no dia 15 de
Abril, pelas 12 ho-
ras da manh.
Recebe carga at
_ Idia 9.
Passagws at aa 10 horas damanbi do dia da
partida
ESCRIPTORIO
caes da Companhia aPeraaabo
cana n. i a
N. I
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabeicida em t H3
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
A.t 31 de dezembro de 18 4
Martimos..... 3,110:000^000
Terrestres,.. 3I6:000|000
44Roa do Commereio
DampfscIiiflTalirts-GeselIschafl
O vapor Uruguay
CONTRA FOCiO
Nortb Brilish & Mercantile
CAPITAL
t:000.ooo de libras sterlina*
A GEN 1 ES
Adomson Howie & C.
THE A TRO
EMPREZi ARTSTICA
;0MPANHU DE ZARZUELLAS
HESPANHOL&
A funecao que se tranafeiio hon'.em, ser
HOJE
Ouara-feira, \o do corren!
LOS DIENTES
DE
LA CORONA
Vejamse os progrmalas.
Esperase de HAMBRGO,
por LISBOA, at o dia 14 do "
eorrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, pasagens, cncommendas, diahei-
ro e frete tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCO N. S
i* andar
(onpi\iiii: de n9iAE-
RIEf*i MARITIMES
LIN1A MENSAL
0 paquete Niger
Commandante Ranle
E' esperado dos portos do
sul at o dic 21 do eorrente,
seguindo, depois da demora
do costurae, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos senhores passageiroc de tocias
as classes que ba lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatunento de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao mct03 e que pa*
garem 4 passagens inteiras.
Por_exceptu os criados de familias que torna-
rem bilbetes de proa, gosum tambem (Teste abati-
mento.
Os vales postaca s se do at e dia 19 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
i frete: tracta-se com o
AGENTE
Angoste
9 RA DO COM
Labille
ERJIO-9


Conipasslii IBra^ileira de .\ave-
jgaeo a Tapo.r
PORTOS DO NORTE
O vapor Pernambuco
Commandante o captiao d fra^atn Pedro
Hyppolito Duarte
E' esperado dos portos do su!
ateo dia 17 de Abril, e
seguir d-poia la demora in-
dispensavei, para os portea
do norte at Man os.
Para carga, prngana, encoa>aiAada valores
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
0 vapor Para
v? doa and Urasiliam B5a
El mi tea
Ra do Commereio n. 32
Sicca por todos os vapores sebre as ua-
as do mesmo banco era Portugal, sendo
ai Lisboa, ra dos Capellistas n. 75 No
Porto, ra dos Ingleze.
fiP
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESS-N.
weiuro naarlilaaios terreaj|r
Nestes ultimo a umea soaponbia neata pra?a
que concede sos Srs. aegurudra isesnpfcod ps
ment de premio em cada stimo anao, o qne
equivale ao dcieonto de eerca ds 15 por caafcj
avor dos seguiados.
"SEGUROS
martimos contra fogo
Companhia Phenlx Per-
nambucana
Ruado Commereio u. 8
Commandante o i tenente Carlos An-
tonio Gom si
E' esperis dos ortos do
norip at* dia 13 ie Abril
e depois di demora iadis-
pensavel, sesru'r para os
, p Recebe tambem cargn para Sintos. tinta Ca-
tharina, Pelonas, Porto Alegre e Rio tirinde di
Sul, frete medie .
Para carga, paatiiiins. cncomraaiis e valores
trata-se na agenei
PRACA DO CORPO SANTN 9.
GBTKEEtS 'ffiraS
Companhia Friaoeza de Marefia-
eo s Vapor
Linha quinaeau ontra o Havre, Lia-
boa, Pemambaoo, Bahia, Rio de J^aeiro e
Suutoa
0 nwVI i Ro ii Jaiire
Comaiaadante Fonesnel
Espera-s^ dos mitos do
aal .'.t o da 1& de Abril,
eajnlsdo depois da indis-
peafliivel demora para o Ha-
vie.
Conduz medico abordo, de marcha rapids
eofferece excellentes eommodot e ptimo passa-
As pastageas podertn ser tjmi-iaa d aatemao.
Recebe carga euconimendas e pa?sageiros para
os quaes tem exce'Ieaea riceoinaiodaoes.
Companhia Bahiana de navega-
eo a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Babia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
E' esperado dos ooitop ci-
ma at o dia 15 de Abril
e regressar para os mea-
mos, depois da demora docos-
tume.
Para carga, passageus, cncoramendas c dinhei-
ro a frete, trata-se na
7Ra do Vigario 7
Domingos Alves Mathens
HOVALMAILSTEAM PACKET
COMPANY
0 paquete Tamar
esperado
do sul no dia 14 de
eorrente seguinlo
depois da demora
necessaria para
S. Vicente. Lisboa. Vigo e Moa
thampton
Reducgao de passaqens
Ida Ida e volta
A Southampton 1 classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros ^e
Pernambuco.
Pata pssagens, fretes, etc., tracta-se cem os
CONSIGNATARIOS
IC
S. 3- RA DO COMMERCO N. 3
Para Maranhao
Segu para o porto scima uestes dias a barca
pirtugueza Vaco da Gama ; para carga o passa-
geiros trata-se com os consignatarios Jos da Sil-
va Loyo & Filho.
O de bcus muveis, oojectos de eclectro-piate,
mebilias, pino e serafina, bilhar, e movis com-
pletos para sala de jantar, annunciado por inter-
venco do agente Pinto para qninta-ieira 14 do
corrate deve *er lugar no pavimento terreo e 1."
andar da casa da ra do Vircondc de Goyaona
n. 163, para onie partir da estagao da rus do
Brum as 10 horas e 6 minutos um bond que dar
passagem gratis aos concurrentes ao mesmo leilao.
Leilao
o
Comaianciaiite Brant
E' esperado da Europa
at i dia 19 de Abril, se-
g-.nnjo depois da indiapen
demora para a Ba-
"j,a. ttlo le Janeiro
c Mantos.
Roga-ae aoa Srs. imp-i riadas a de <:arga pos
vapore8de3ta linh.'i.ou;.rao apneeatar deutro de 6
diaa a contar do da Wairgai das sJvareBga. ^.il-
quer reclamaclo concernen te a volumea, que po-
ventuibtenham se-r-id > pa*a os portoa ds sui,tin.
de se poderem ir"a ijim i p.-.ivilenc:as oecea-
aariaa.
Expirado o referid.'. praM a c>-n?n:*os a se
responaabilisa por estrawM. .. .
Para carga, passagens, encommendas e dinheira
a frete: trata-se com o
Aogfls^ Labile
9 RA. DO COMMERCO &
De bons movis, um importante piano de
afamado fabricante F. Doerner & Sohn,
1 espelho oval, qudro8 loicas e vidros
SENDO :
Um importante piauo fraocez com muito pouco
uso do fabricante Doernar, ama mobilia de jaca-
randa com 12 cadeiras de guaroigao, 2 ditus de
bracos, 2 ditas de balance, 2 consolos, jardinbei-
d com pedra, 1 sof, 1 espelbo oval, 4 quadros a
oleographia, 2 tapetes para sof, G ditos para
portas, 3 sanefas, 3 pares de cortinados, 3 dit03
de abracadeii-as, 3 venoaianaa, 3 ditos de jarros,
1 lustre de crystal com 2 biecs, 1 dito de metal, 1
aandela, esteira da salla e quartos.
Una cama franceza moderna, 1 toi'ett de jaca-
rand 1 guamicao para toilett, 1 guarda vestidos
ie amarello, 3 commodas de amarello, l eabide
1 lavatorio de amarello, com pedra, 2 camas
de amarello e cpula para creanca, 1 colum-
na para pe de cama, 1 btreo, urna cama grande
de lona, para casal e 1 machina do coatura para
mo e p.
U i'.a mesa (-lastima de amarello con 5 taboas, 1
gunrda-louQas de amarello, 2 aparadorea de colum-
na 1 aof de junco, 18 cadeiras de dito, 1 quarti-
nbiro, 2 relogios de parede, G quadros, 2 cadei-
ras para meninos, 1 marquezao estreito, 1 tiboa
para engommado, 1 banheiro de folba, 1 armario
de pinli-j, 1 aparelbo de porcelana para almoco,
locfa para jantar, cop a, clices, 1 licoreiro, gar-
rafas, utin de cosmba registro e encanamento
de gaz.
duarta feira. 13 do corrate
A'a 11 horas
No 2" andar do sobrado n. 17 da ra 1- i
Marro
O agente Martina, autjrisudo pelo Illm. Sr. Ma-
u:e! Carneiro da Cunha q-ie se retira para Europa
*
pihh




ooai sua Exma. familia, fara leilao de todos os
movis e maia ubjectoa existente na casa de a
residencia, os quaes se tornara recommenda veis pelo
bem estafo ein que ge acbam.
Leilao
Da dividoa na importancia de 7:5764575
Maarlareira. Udecarrenle
A'a 11 horas
No armazem da ra do Bom Jess n. 40
O agente Alfredo Quimaraes, a reqaerimento
do administrudor da moas fallida de Jos da Sil-
va Nanea por mandado e assistencia do im. 8r.
Dr. juizdo comroercio levar a leilao no dia e
hora cima dita aa dividas na importancia de...
7:576*575.
Os Srs. compradores podero tomar qualquer
informacao com o mesmo agente.
GKIXUi: K VARIADO
Leilao
e bous movis, louca, vidros, livros, qua-
dros, objectos de electro pate
Como sejam :
Um piano for,te, 1 cadeira para o mesmo, 1 mo-
bilia de Jacaranda com 1 sof, 2 consolos com pe-
dias, 4 cadeiras de bracos e 12 de guarnico, ta-
tapetes, 1 toes a redonda de Jacaranda, 1 divn e
2 poltronas estufadas, 4 es deiras de abrir, 1 mesi-
nh de Jacaranda.
Urna1, seraphina allma, de Stuttgard.
Urna mobilia de mogno com 1 sof, 2 cousolos
com pedras, 4 cadeiras de bracos e 16 de guar-
nico, eandieiros gaz, quadros, jarros para
lores.
Um bilhar e seas pertences, 1 estante cnvidra-
cada, 1 ama commoda secretris, obra da Porto,
cadeiras de junco, brancas e pretas, 2 cadeiras de
balanco, relog o de parede, 1 espreguicadeira.
Muitos e lindos objectos de electro pate.
Urna excellente mesa elstica obra de gosto e
com 8 taboas, 1 guarda-louca envidracado, 2 apa-
radores com tampos de pt-dra, 1 consolo com po-
dra de cor, 1 sof de ainarello, 12 cadeiras de
gnarnicao, 2 aparadores torneados, 1 guarda co-
mida, 1 relogio, bandejas, salvas de electro pis-
te, taiheres, copos, clices, garrafas. louca. vidros,
1 filtro 1 quartinheira.
Urna eama fraucesa, 1 lindo guarda vestido de
raz de amrelle, 1 guarda roupa igual, 1 cama de
mogno, 1 toillet, 2 lavatorios, 2 camas com graaes,
2 ditas de ferro para meninos, 1 toucador, 1 ca-
bide, camas de lona.
OBJECTOS AVULSOS
Trez bancos para jardim, 4 sofs de ferro, 2
mesas redondas de i rro, 1 porta chapeos. 4 ban-
cos de madeira pintados, 1 bilhar e pertences,
1 b8nco ou p para cofre, diveros livros, 1 escada
comprida, 2 armarios pintados, canos galvam-
gados para encinar agua, torneiras, mesas com
cavalhetes. candirciros gas.
Quinta-feira. 14 do correte
Agente i"to
Na cata grande da ra do Visconde de Goyan
na n. 163, cem a frente pintada de cor do rosa
da tntrad i para a Estancia, (a qu-.l tem boas ac-
cemmoda^des para grande familia e esta para
allagar-se.
Os referidos movis e mais objeitos silj quasi
novos, selidos, e perfeitos.
O bond das 10 horas e 6 minutos da linha da
Magdalena dar passagem gratis aos concurrentes
ao leilao.
O leilao principiar ? 10 1|2 horas a:n ponto
por serem muifos os lotes.
Leilao
i:ni continuadlo
De mobllias, pianos, guarda-loucs, camas fran-
cezas, marquesoes, bidets, lavatorios, consoles,
cadeiras avulsaa, commodas, aparadores, resfria-
deiras grandes e pequeas, pedras marmrea par
jardineiras, consol ;s e bidets, diversas qualidadee
de bebidas, jarros, espelhos, qundros, vidros, ci-
garros americanos e muitca outros objectos.
Quinta-feira, 14 do correte
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
Por intervencao do agenta
Gusino
Da armacao e mr-readorias da luja de miu
dezas da ru* Duque de Caxias n. 6
Massa fallida de Ferreira Sousa de &C.
Sexta feira, 15 do correnta
AS 11 HORAS
O agente Martina far ieilo por mandado do
Ulm. e Exm. Sr. Dr. juiz especial do commereio
em sua presuma, da armacao e mercadorias da
loja de mindezas, pertencente a massa fallid de
Ferreira de Souza & (.'., a ra Duque de Casias
n. 66.
O balanco pode ser examinado em mo do
agente.
AVISOS MVERSOS
Alnga-se casas a 8000 no boceo dos Coe
Ihos, junto de S. (ioncallo : a tratar na ra d>
Imperatriz n. 56.
Precisa-se de una ama para casinhar e com
prar ; na ra da Koda n. 20.
Preeisa-sr de urna ama para costillar e c. m-
prar : na ra i ova de Sniita Kita n, 4'.'.
Madame Fancy Silva, mojis'a e cobtureirs
ateta cidade, tem a honra de communioar s
Exmas. familias que lhe tem honrado com suas
valiosas ordens, que parte para Pars no corrente
mez, afim de fazer ttcquisicao para o sen atelier
de fazendas, chapeos, espartilhe?, enfeites, enfim
tudo quanto de mais moderno e melhor tem, hover
e posa* interesiar ao toilette de urna senhora.
Dentro de dous mezes a annuncinnte espera re-
gressar dessa viagem, que simplesmente etnpre-
hendida pela animacao qne tem recebido de todos
que tem se dignado c-ncarregal-a de variadas con-
feccoes. Despedindo-se, pois. temporariamente
de suas Exmas. clientes, enmpre declarar-Ibes,
que recebe desde j encommendas de vestidos,
chapeos ou outros artigos que queiram, por seu
intermedio, mandar vir de Pars ou Londres.
Kua do Imperador n. 50, l* andar.
AMA Precisase de urna para o servico
nterno de urna casa di" familia ; a ti atar n ra
Duque de Cxi3 n. 77-A, ou no Entroncaofeiio,
entrada dos Aflictos n. 33.
Na r'i do Baro di Victoria n. 6, compra*
se cobre velbo.
Veude-se uina taverna muitci b;.a e com
poucos fundos no Arr.iial ; a tratar ua ra larga
do Rosario n. 14.
Quem precisar de urna professora pira en-
BnaT primeiraa lettras, doutrina, principio de
musici b piano, dirrja-se no Cininho Nvo nu-
mero 128.
= Une dame francaise i yant une grande ba-,
bitute d i t ; y int habit l'Angle-
t"rre peudant quat rze iru douner des
leci 113 de fronc im et a ai z i.
S'adesier 19, ru .1 p o. I'iix mo;-
___________________________
= Os abaixo fie '"' ao respii-
avtl publico e eorpo c imaercial, que o Sr. Ha
noel do Uegu pi otes : ixou d ser seu empreado
esde o dia 31 de Marc/o prximo findv, e protes-
!am pir qunlqiier Iransacco qur elle effectuar
m nome dos ignxtarias. Ke ilc. 9 de Abril de
1887.fJoreira at liragu.
Precisa-se de urna porfeita cosinheirH, que
'iunr.a era cata, para eaea de f.imilia, paga-ee
bem ; a tratar ua ra d> iiarao da Victoria n. 39
loja.
Vende-se o enceobo Novo da fregurzia de
Muribecx, t-m terreno de vanea Jra safrejar
mais de 3.000 pes, bom cercado de criscio e boas
matas, me co n aguns do rio de Jaboatao, acha-se
na varzea em que se pi oj> cta engenho central, e
fica a 3,000 brucae da eatcao de Praztres, na
estiada de ferro de S. Francisco ; a tratar nj dito
engenho e no estriptorio n. 65 ra do Impe
rador.
Alaga se o segundo andar da casa ra
larga do Rosario n. 87, esquina defronte da igreja
a tratar no pavimento terreo.
Precisa-se de urna ama para cosinhar, para
casa de pouca familia ; a trutar na ra do B.rio
da Victoria n. 57.
rrecisa-ae de urna cosiaheira ; tu ruada
Matriz da B)a-Vis'.a n. 9.
= Pede se aos estudantes Frautisco Xavier da
Silva Pimentel e Lberio de 8ouza Monteiro, qae
declare m poi este j tratt ue suas moradas ou que
apparecam rna do Imperador n. 16. ^ __
__Alnga-se o predio da ra do Bario de S.
Borja n. 26, com commodos para numerosa fami-
lia cem agua e gaz encanados : a tratar na ra
dos Pires n. 59, ou em Olinda rna do Bomfim
numero 49. ^___________________
Offerece se urna senhora honesta para casa
de homem solteiro, que pr.-eta-sc cm servidos in-
ternos ; quem precis-ir dirrj-t esta typograpbia
carta fechada com as ini -mes
AF.
Ao publico
Maria Rosa Pinto Ooucalves e J.,So regono
Goncalves participara ao publico e muito especial-
mente ao corpj do comuiercio, que nesta data
venderam, livre e dessmbaracadamonte, ao 8r
Anastaci) da Silva Lirga o seu estabeleciment
(fabrica d cigarros) rna larga do Rosario nu-
mero 8. Recife, 4 de Abril de 1887.
Maria Ro3a Pinto Gongalves.
Joao Gregorio Goncalves. _
de afamado fabricante Th^net, de diversos pa-
droes e cores, tanto em mobilias como em pecas
avulsas, a vontade dos senhore* compradores e
por preces sem competencia ; vende n-se no ar
inazem n. 54 da ra do Mrquez de Olinda.
Vinioo Port c vinho
verde
de superior qualidade, em caixinhas de urna du-
zia, e por pre\o muito resumido ; vende se no ar
mazem n. 54 da i ua do Mrquez de 'Jlinda.
Criado
Precisa-se de um rapaz ; ns travessa do Corpo
Santo n. 27, on na roa Real n. 20, Casa Forte.
Engommadera
Prec"sa-se de orna engommadera para duas
pessoas : na ra da Aurora n 23.
triado
Precisa-se do um criado de 12 a 14 anuos ; na
ra do Paysand n. 19 (Magdalena).
Jabono
Roga-se I lima. Cmara dos a cidade que pro-
videncie sobre o estado do predio n. 60, que se
acha em estado de detabar para o becco, e sendo
este mui'o transitado de esperar qualquer caso
lamentavel ; e tanto real este rao estado, que
servindo de cadeia dito predio, foram remettidos
para o Recife os presos que nelle se acbavam.
Urge immediata providencia.
Um pai de familia.
Atten^o
D. Maria Archanja Cavalcante de Albuquer
quf, senbora do engenho Tamatape, declara que
est no seu engeaho o mulato Sebastin, qie diz
ser escravo do fallecido Ponciano da Silva, ren-
deiro do engeuho Per, comarca do Rio Formoso.
freguezia de Una. Tendo a mesma senhora man-
dado le^al-o ao referido engenho Pero, nao en-
centrou mais a famili, e tendo voltado o mesmo
escravo, nao se rcsponsa'uil sa a tenhora pilo dito
escravo, e faz o presente annuncio para que quem
se julgar com Jireito, appareca par-j lhe ser en-
tregue o referido esiravo.
Aloca-se
o 1 andar do sobrado no largo de S Pedro n. 4,
tem agua e gaz : a tratar na rna tstreita do Ro-
sario ii. 9.
Ama
O Dr. .d lo cosnih e serv o Jomesties ; na ra da Camb*
do Carano n 5li
Ama
.Na ra do Impe ador n. 14, 2- andar, i recisa-
se de urna ama para cosinhar e engommar em
casa do pouca familia, qie nao duruia fra.
Ama
Precisa-se ifr
frutar na ra d
dia s 2 hjrab-
uma ama que saiba co.-inhar ; a
ii L'ab'Jg n. 14, 1- aod-r, dr> meio
AMA
Prec3a-fo de una am. pnra corinbar e lavar :
na ra da PocTe Vel a n. 16.
Criado
Precisa se n 'iado para tido servido de
urna casa di' l.imilia, e qae d fiad:r de sua con-
ducta ; na ra ( 4a~ora n. 67.
Cosinheira
Prrcisa-se de urna cssinheira ; na ra da Auro-
ra n. 109._______________________________________
Engenho para arrendar
Arrenda-se o engenho Serra, distante mtia le-
gos da estaco do Cabo, me com agua e tem
todas as obras cm bom estado ; quem o pretender
dirija-se ao seu proprietario no tCeeitV, ra Im-
perial n. 209, oo ao engenho Novo do Cabo.
11
PARA TINGIRA
buba e os cabellos
Esta tintara tinge a barba e os cabellos ins-
untaneamenle, dando- Ibes urna bonita cor
e natural, -nclenaivo o seu uso simples e
rpido.
Vendr-se na BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Reuq'ieyrol Fre-es, siiccesaores de A
CAORS, ru do Bom-Jess (antiga da Cruz
n. 2?
BARTHOL0ME0 a
i'harm. Pemanttwco
nicos preparados do JURUBEBA re-
COmmendados pelos Mdicos contra as
Doenc.'-- do Bstoma.'o, Fijado Sapo
e Intestino*, Perda do Appetlte.ctc.
15 A naos de bom xito!
EXIGIR A ASSIGNATUR/..
VERNIIFUGE C0LME1
CHOCOLATE cem SANTONINA
IHFAUITO lili ."trr,r n L6HBIGAS
bU Vermlrnie i Ttmjrtaiti* pelo (/>
sej utoagndavil e Mnserra^o Msida. Jf/
Cugir i asutr.tturt I
rrU,n":0'JIEI-d'AASK. hPgurtm.nHWW.'itSaTAi
Tricofero de Barry
Garante-se qne faz nas-
cer ecrescer o cabello anda
aoa mais calvos, cura a
iinha o a caspa o remeve
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impee o cabello
de cahir ou de embranque-
rer, e infallirclmcnto o
iirna espesso, macio, lus-
b oso e abundante.
'(tuarla-leira 13 de ^bril de 188'

Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
18. E'o nico perfume no mun-
do que tem a approvaeao oficla! de
urn Govemo. Tem duas vezes
ni a3 fragrancia que qualquer outra
e dnra o dobro do tempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais penr.anente e agradavel no
lenco, )' naa razas mais refres-
canto no bano s no ?uarto do
doente. E' especifico contra a
fronsidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
der.maios.
Xarope Je Viia Je Beiiter So. i
AKTES DE rSiL-O. DEPOIS DE SAL-".
Cora positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Syphiiis, Feridas Escrofulosas,
AffeceSes, Cutneas e as do Courc Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
en9as do Sangue, Figado, e Rins. Garante-se
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
restaura e renova o sjstema inteiro. 0 -4
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crlaru
tas e para a cura das moles-
.s da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Approvados e autorisados pela irjspecto'
ria geral de hygienne do Rio de Janeiro.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Mnnoel da Silva & C.
Armazem
Fabrico de assucar
Apparelhos econmicos pnra o rozimen-
to e cura. Proprio para engenhos peque-
dos, sendo mdico em preco e ef-
fectivo em operaco.
Pode se ajuntar aos erjgenhos existentes
do systema velho, melhorando muito a
quadade do assuuar e augmentando a
quantidade.
OPERAQO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
mahin8mo aporfeigoalo, systema moder-
no. Plantas completas ou machinisruo
separado.
Especificcgoes e nformacoes com
Rrowns C
5RA DO COMMERCIO-5
Aluga-se o grande srrmizem ra do Impera-
dor n. 43, com fundo para o caes 22 de Ncvembr o
por pre^o muito cmoiodo.
Oulro
Alugase 011 tro armi.zcn ra Domingos Jos
Martins 11. 114, reedificado ha pouco, com grande
espaco p.'ira qualquer estabelccimcnto ou moradia.
Outro
Ainda outro ra de Marcilio Dias n. 104, tam-
bem reedificado ha pouco, com muitas accommo-
daces, tanto para qualquer estabelecimento como
para moradia.
Trata-se no armazem n. 54, di ra Mrquez de
Olinda.
x^g^
m
;^
X*-
s<^
*>o PASTILHAS
> 1 00
rz^P^ Grande es
OB so e
O MfcS^fiS^^ t\oueuAYM>L !rma5s^
r3 *^jWttr> s*3s(3
C; *tBW flfe ^\\ y SS
B TOJL ^^s^
J=*^*^^' -*t ^^
Zmm c?
(TS Sfi
es
- i*- :-r-yJ* |/ illmi'w sa
B* VBBKjY& tnPVJPtjf '- es



y*
as V\"lM P^ 43
es era ^^^^K a B
0 Remedio mais efficaz c 5
ES Seguro que se tem descoberto ate
^J hoje para expeflir as on trigas.
ROQULAYOL FUERES
WOLFF & C.
N. 4BOA DO CABHa'-1.4
Vale multo onhecido eslobelecinnen-
to encontrar o respeitavel publico o mais
variado cor. pelo xortimento de JOAS
receriidas seinpre directamente dos nzclbo-
res f.brlcantes da Europa, e qn primam
pelo apura Jo gasto do mundo elegante,
Ricos aderemos completos, lindas pulsei-
ras, alune tes. voltas de o uro era vejarla* cou
brilhantes, ou perolas, annels, caeoleta-.
botocs e outres muitos artigos prop. ios
deste gcuere.
ESPECIALIDADE
Em relogios de curo, prata e nickelados,
para bomens, senboras e meninos ds maiw
acre litados fabricante s da Europa e Ante-
rica.
K'ara todos os artigos desta casa g ran-
te-se a boa qualidade. assim como a modici-
dade nos preces -qu< sao sem eossspetcncia.
Vesta casa tambem concerta-se qual-
quer obra de ouro ou prata e tambem r r ?a-
gios de qualquer qualidade que seja.
4Ra do dabug4
m.
(oSi
A
(aj


r
OPPRESSAO
I/HALuihO
?slot C1USR0S ESll
riOTumm
tLspira-se a Vim. > gue penetra no pello acalma o aymptorna aervosu, facilita
a expectorado e ronsa as funccOes dos orgaOs respiratorios.
tmmm de S. ESP1C. ltt,lu S<-a.naare, en Paria
\^p
Mordidura de nnimacs
c reptis venenosos
Jos Euiigdio (le (Ihristo Leal, residente
era Olinda, ra do Amparo u. 35, ten^o
fcado com a rec-i'a pi-la qul seu finado
pai o teneute Felippo Manoel do Chrislo
Leal, preparava pedras imn -, attraben-
te de qualquer veneno, tem para vender
ditas pedras acompanbadas de urna indica-
stas p-ras tm sido applicad&s em
crescido numero de pessoas e animaes mor-
didos de cao damnado e cobras de dife-
rentes especies, inclusive a cascavd, sem
que jumis tenha i^Liado a cura em um
s caso. Portanto es senhores apreciado-
res da cac:i, e pessots nsi lentes no campo
prevenido com t&l antidoto estao isentas
de vir uiorrer de taea mordiduras um p-
rente, um aiuisro. u:u companlit iro, final
JC Cl>'J$l\ K'i.'ar
rfiOADLTOS EHCLOGICOS
a Ulyssc SOY, earoKsn (FrdOfa
mllePROUST, Sucr- & Genr
um amigo, u:u coropanlniro,
te, racional cu irracional.

Sao conliecidas estas p'dras
50 annos, emprtgadas seropre
xito c bom resn!taio.
a mais de
rom bom
k &mhnna enantloo caos Visbca na Kkii
de W-oc.................otigotrwonl "O
1 Saotcni Cenca M Colman loo fnuc * Partamos pa Iod'.socXaoom ja 100 fruoo* 300 r
1 SUneiicladoRhomoudoTa'la.^'.SOrraou sWI
Depositarios em Pernambuco i
'VdJWitcxi TI i SILVA *: *.
Para cosinhar
i'rccisa-sc de urna
ama para cosinhar,
mas que cosinhc bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da ra i)nqu<- de
Caxias. por cima da y
po^raphia do Diario.
Pilulas pnrgwifas c depurativas
de Campanha
Estas ; lulas, cuja ^reparacSo 6 puraaiente ve
jetal, lo pur mais de SOannoa tiproreitadai-
.om oa roelhoreg resaltados mis segointae moles-
tias : affecoes da j.elle e do ligado, syphiiis, bou
boes. escrfulas, chagss nvelcrada, erisipelas <
^onorrhas.
Knilo i!' UNal-an
Como purgativas: forae-se de 3 a 6 por dia, be-
oendo-se aps cada dse um pouco i'agua aao^a-
ia, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar
Eiras pilulas, dr invenco dos pbarmaceuticot
Aludida An iraiie ce Filhos, teein veridictvm dos
Srs. mdicos para sua meihor garanta, tornndo-
se mais reei.m:ueu1avfs, por serem um segute
purgaiivo e de pouca dieta, pelo que poden, ser
usadas em viacetn.
ACHA.M-SE A' VENDA
'a drouaria Je Paria Mobrlnbo *
AlRHA DO MRQUEZ DEOLISDA 41
Mei c menino
Precisa-se de urna menina de 10 a 12 annos de
idade, para casa de familia, para andar com urna
criancinha de. defus aiiic p, tratii se bem e d-sa
de vtttir, e o menino para lacer cempras, median-
te um pequeo ordenado meusalmente ; a tratar
na ra Velha n. 36, colli gio.
A Loja
Das Listras Azues
A" ra nuque de Caxias n.
TELEPHONE 211
Recebem as seguin'es fasendas
Juanitasetitn de lindas cores mutis .das al^GOO.
Cortes de Vestidosbranc-.s com quadrinbos a
5000.
Caxemiras infestadas todas as erres a 1'200.
Merinosinfestados melhor quadade toOas asco-
res a 800 rs.
Cor es Bjrdsdosde cambraia branca a 5500 e
Cj.'OO.
Fuelo Brancasuperior qualidade a 400 e f 00 rs.
Guuruicegbordadas de t-ambraia victoria mui-
to largas a 5000.
Babadose ntremelos tapados, transparentes, e
de fust3o verdadero a 600, c00,1501.10, 1J200 e
1 ni I a peca coui .'i metros.
Luvaede seda todas as cores com 4 bites a
2*000.
Grinaldns-com ricos vens de Blond bordados a
H, 10a, 12Je 155000.
Collas de DamascoCom borlas de seda a 301.
Cortinados Bordadospara cama ou janella a 63,
S e 10.
Tapetespara sof, cama e portas por todo o
preco.
Leques de Setim para noivas de 6. 8 e 10.
Renda Hespaub' lapreta padrao miudo a 2 e
covado,
Madarxlo Americancsem gomma igual aoCami-
seiro a Gf 000.
Braman'ecom 4 larguras a 9C0 rs,, e do linho
superior, a 2.
Toalhas F.-lpiidaspara banho. ou para rosto,
para todos os precos.
L-ques a Joanit>-.ctm esmalto s 500 rs.
Cretones e chitas=novjs padroes a 200, 240, 280
e 320 ris.
E outras muitxs fasendas que s; verdem por
menos que as outras lijas.
As Exmas. Sras. que nao possam vir na loja
queiram mandar buscar as amostras na
Loja das Listras zoes
ABEVOLUiO
0 48 ra Duque de Caxias
Chama a attencao dss Exmas. familias para um explendido sorfim >nto de fa-
zendas que vende por precos sem competencia.
E" bom ver-se para acredilar-se
Etamine de la coin pahuas de seda, 10;>0U0, a pega.
Cambraia bordada cora 10 jardas, 5#50, a dita.
GuarnijSes de veludilho Lordadas a vidrilho, 7000, urna.
Lindas cachemiras broche, 1>500, o eovado.
Cachemiras de cores, 800 rs., 1^000 e 1^200, o dito.
Damass de seda, l^OO, o dito.
Setim Macau, 800 rs., 1000 e 1-3200, o dito.
Dito preto, 15200 e 1400, 2(5000, o dito.
Gorgurinas de listrinhas, 320 rs., o dito.
Setim damass, 320 rs o dito.
Lindas las de quadrinhos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradas a seda, 320 rs., o dito.
Las com listrinhas de seda, 560 rs., o dilo.
Ditas com bolinhas, 600 rs., o dito.
Fustao branco, fino, a 400, 440, 500 e 600 rs. o dita.
Cortes de ctcheuiira para vestido, 20^000, um.
Cretones escuros e claros, 240, 280, 320, 360 o 400, o covado.
AlgodJlo de duas larguras, 800 rs., o metro.
Bramante ie quatro larguras, 1#200, o dito.
Dito trangado de duas largaras, 1^200, o metro.
Madapolo gema de ovo, 6-5500, a pega.
Cortinados bordados, 6^500, 7000, 80000 e 9000, o par.
Colchas bordadas, 55000, 65000 e 75000, urna.
Ditas de crochet, 85000, urna.
Griualdas com rico* veos, 105000, urna,
Leques de pao, pretos e de cores, 500 rs., um.
Ditos de papel, novidade; 700 rs. e 15000, um.
Artigos para horneas
Cortes de casemira de cr para costumes, 255000 um.
. ilos de dito de (V para cuica, 55, 65, 75, 85509, um.
Ditos de fustao para coleto, 15000, 5800 e 25500, um.
Ditos do la e s-.-da para eolet-, 65000, um.
Casemiras de cores para 15600, 35000, 35500 e 45000, o covado.
Dita diagonal e alcochoada, 25500, 45000, 55000 e 65000, o dito.
Dita SedSo, 25800, o covado.
Cheviots azul e preto, 10200 e 35800, o covado.
Grande sortimento em brins brancos e de tGes, casinetas moleskins, meias.
gravatas, engos e outros artigos que se lembraro na preeenca dos fn?gu2zes.
Henrique da Silva Moreira.
'
Peitoral de Cambar (3)
Descoberta e preparagao de Alvares de S.
Soares, de Pelotas
Approvado pela Exma Junta Central de Hygie-
ne Pnblica,auctori8ado pelo govemo imperial, pre-
miado com as medalhas de ouro da Academia Na-
cional de Pars e Exposicao Brasileira-Allema de
1881, e rodeado de valiosos attestados mdicos e
de muitos outrus do pessoas curadas de : tosses
simples, bronchites, -..turna, ruuquidao, tisica pul-
monar, coqueluche, escarros de saugue, etc.
Piulio de Riga
MATHE3 ASTIN & C, receberam ultims-
monte um completo sortimento desta madeira,
como sejam : prancboes e taboas para assoalbo,
da melbor qualidade e de diversas dimensoes, e
que vendem por precog comuiodos, 6 reduzidos,
conforme os lotes ; no armazem do caes do Apollo
n. 51, ou ra do Commercio n. 18, 1* andar,
Precos as agencias : Frasee 2500, meia
dusia 13*000 e dusia 24 (XX).
Precos as sub-ageocias :Frasco 2800, meia
dusia 15S000 e dusii 28000.
Agentes e depositarios graes nesta provincia
FRANCISCO MANOEL DA SILVA & C,
ra Mrquez de Olinda n. 32
Papoula&C. tem
Capas pretas em casemira, granadino adamas-
cada, e de seda dem, casacos, jersi y pretcs e de
cores.
Luvas de pelica, seda, casemira e fio 'EsCo-
cia, veos de fil preto, 18, ra do Cabug.
Cajrubeba
O re dos depurativos !
Cura de Syphiiis e Asthma
Attesto que fasendo uso do CAJURUBEBA
por causa de um inconiin-,d > que soffria em um
olho fiquei completamente restabelecido, e appli-
caiido em pessoas do engenho que soffrlam de sy-
pbilis e de asthmatico restabeleceram-se tambem.
Engeaho Pindoba, 7 de Marco de 1887.
Felippe de S e Albuquerque.
Telephone im
mm
*W Medalha de Ouro na Expsito universal 1873 *
^ J. FAU ;
" BRDEOS (FRANfA)
-# Dtpoitot em todas as (enras de Comest/otas. -
NCVIDiiDE
Retratos artsticos
Na gnleria Ducasble, acbam-se erpostos tres
retratos pintados a oleo, peloSr. Bannel de Pars,
garante-se toda semelhaoca e p*rfei(o, o publico
podera a vista destes certificar-se comparando a
pbotographia com os wesmog.
Para encommendas basta ama simples pfastc
graphia.
" D. 65

r
i
*




.

r
Diario de Perfsumbnco ([uarta-lcira 13
Alup-se
ama cas com comandos par1 grande familia, *
sitio arborisado ; na Ponto de Ucboa n. 10.
luga-se barato
am pequeo armawm na rna do Visario, proprio
para deposito de fasendas ou mercadonas ; a tra-
tar na meama rna n. 31, l- andar. .
Alagase barato
rtoa dos Guararapes n. 96.
Ra Vise.onde de Itaparica n. 43, armarem.
Ra do Tambi n. 5.
Ra do Vigcondc de Goyanoa n. 1W, com ngua
Largo do Marcado n. 17, loja com gas.
Larfo do Corpo Santo n. 13, 2.' andar,
rrau-sena ra do Comm-rcio n. 6, 1 andar
..criptorio de Silva (JuimarSes & C.
Aluga
a casa da ruando Hospicio n. 10, com grandes ac
commodacoes para ccllegio ; na ra Duque de
Caxias n. 9. _____
AMA
Precia-se dr urna ama para o tervico domes-
tico de urna casa de familia; a tratar na ra do
Bario da Victoria n. 46, loja.
Ama
Precisa-se de urna boa cosinheira para casa de
pouca familia, prefere se escrava; na ra do
Riachuello n. 13.
se
A luga-se
urna casa com pequcBo sitio na Torre, moito pr-
xima a Hnha dos bonds ; a tratar na rna Formosa
numero 4.
Ama
Precij>a-se de urna boa cosinheira, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companhia
a. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinbar em casa
de pouca familia ; na ra Augusta n. 274.
Ama de leite
No largo do Corpo Santo n. 19, 2' andar, se
precisa de urna ama de leite.
Ama
Precisa-se de ama ama para cosinhar: na tra-
vessa dos Pires n. 5, Jeriquiti.
I
Amas
AOS I ll!3I>lCS Na roa dr Hospicio n 27. precisa-se de ama
Para a fabrica Vendme chegoa fnmos ingleses, P8ra 8ervic de duas P688088-
Berds'Eye, Virginia, 3 Caatellos, e o afamado Ro
Branco do Rio de Janeiro. Ra Nova n. 39.
4LMI

Engenlio
Precisa-se de urna ama para cosinbar para pou
ca familia, tratar na ra Baro da Victoria
n. 54, loja de movis.
Ama
Arrenda-se o engenbo Paraso, sito na fregue-
zia do Rio Formoso, moente e corrate, movido a
agua, com multas varzeas e corregoa, com as obras pre. iea-se de duas amas, nma para cosinbar e
em bom estado de ernservacao e distante do porto ontra para gerv cos de casa de familia ; na ra do
de embarque (Rio Formas) 3 leguas e con. capa- Cabugd n. 16, 3- andar,
cidade par snfrejar 2.000 pes. -----------------------------------------------------------------------
A tratar na cidade do Rio Formoso com o ba-
charel Antonio Amazonas de Almeida e no Recife
com es Srs. W.ni lerlej & Bastos, rna do Bom
Jess n. 19, Io andar-
Ao coramercio
Manoel Joaquim Alves dos Santos contina a
encarregar-se de escripturacss commerciaes por
partidas dobradas. Praca de Pedro 2" n. 81, 1-
andar.
Precisa-se de nma ama para casa de pouca fa-
milia ; na ra Formosa n. 37.
Aluga sp urna casa com todos os commodos
propria para urna pessoa estrangeira, em frente a
chcara do Mr. Th>rn, na Cruz das Almas, en-re
duas estaces de via-ferrea ; a tratar oaru* Pri-
meiro (ifi Marco n. 2j.
Aos preleodenes
Na eocheira de vaecas, sita ra da Paz n. 1,
vende se algumas vaecas prenbes ou paridas, as-
aim comouin garrote tounno, raca legitima ; quem '
preteeder dirjase a mesma, a tratar com o pro-
prietario.
Ama
0fferece-8e urna senhoia de meia idadej sendo
ella; portuguesa, para casa de homem solteiro,
para cosinhar ou outro qnalquer servicu ; qnem
pretender dirjase ra da Conquista, na taver-
na n. 27 A.
Ama
Precisa-se de nma ama para cosinhar ; na ra
do Mrquez de Oliuda, antiga Cadeia n. 56, se-
gando andar.
Ama deleite
Jafroph
Manipoeira
Esse medicamento de urna efficaeia rconbecida
no beriberi e outras molestias em que predomina a
hydropesia, acha-se modificado em sus prepara-
cao, rafas a nma nova formula de nm distincto
medico desta cidade, sendo que somente o abaixo
assignado est habilitado para prepaial-c demodo
a melhorar lhe o gosto e cheiro, sem todava alte-
rar- Ihe as propriedad_'S medicamentosas, que se
conservara com a mesma actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado peb
estomago.
nico deponilo
Na pharmacia Conceico, 4 rna do Mrquez de
Olinda n. 61.
Beaerra de Mello
Paga-se bem
Na ra do Imperador n. 45, 1 andar, precisa-se
de urna boa cosinheira, urna engommadeira e um
menino para recado. E' de condico, dermindo em
casa.
Engommadeira
Precisa- se de urna boa engemmadeira, qne en-
saboc tambara, para casa de pouca familia, prefe-
re-se escrava ; na ra do Riachuello n. 13.
LIQUIDACO
PARA ACABAK
FAZENDAS E ROPAS
. aMS DORES oe a^
f&P Elisir,Pe Pasta dentifricios ^5.
" RR. PP. BENEDICTINOS
da AJB&A.T3TA. de SOTTL-A-C (Gironde)
DCO EIAGUELONNE, Prior
fS Medaliuis de Ouro : Bruxellas 1880 Londres 1884
AS MAIS ELEVADAS RECOMPENSAS
INVENTADO IAA
SO AUNO IV /#
O uso quotidiano do Elixir Dentifricio
Pelo Prior
Fierre BODK3AUD
i qu
PI
dos RR. PP. Benedictinos, com dose de
algumas gottas com agua, provem e cura a. carie
dos dente, emblanqueceos, fortalecendo e tor-
nando as gengivas per/eitamonto sadias.
Prestamos nm v lando nos uossos leitores este aatigo e ntilis-
simo preparado, o melhor curativo e o nico
preservativo contra as AfeccSes den*
tarias.
CiJiti P0WDDA H lo?
Agente Coral :
SFGUIN
i
Ru Knguerle, 3
BORDEAUX
Acha-se em todas t seas Perfumeras, Pharmacias e Drogaras.
75-Bia Dmme ii Caxas-75
negocio
Vende-se a posee ia kiosque da ra Nova ao
p da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
Palmares
4os 1.000:000^000
200:000*000
100:0001000
LOTERA
Precisa-se de urna, e
largo do Paraso n. 14.
outra para cosinhar, no
Ama de leite
urna ama de leite.; na ra do
Precisa-se de
Alecrim n. 63.
Ja.-: .--- wJL
0 rr.ais Simples, o ir, se < Eficaz dos REVULSIVOS
INDI8PENSAVET. i Hft tVCXXJ AS stoa VXAJAJTTE
USADO NO UNCO IMTEIRO
A Oeutm BIGOILOT pede aos Sur ^ at> ner -. comprador (rae eil|i
VERDADEIR0 PAPEi RG0LL0T
ftm $m cada eaixa
t tm cada folba,
trax_ tsertpia
em Tinta ncarnad*
sFmm
Duas mogas solteiras, que residem com
seas pais, desejando oceupar seu teropo,
propSem-se a ensinar algumas meninas.
Acbando-se habilitadas a ensinar primei-
ras letras, doutrina thrista, elementos de
arit'iraetico, portuguez, bistoiip. sagrada,
historia patria, geograpbia, msica, piano,
bordados ouro, branco, froco, seda
frouxa, sobre vi.iro, a missangas em tala-
garca, era relevo, crochet, tricot, frivolit,
trabalbos em papel tlagarca, H es de
canotilbo, e alm destes muitos outros.
Msica e piano pago parte da nieo-
salidade.
Recebem alumnas pensionistas.
A tratar em casa do tenente-coronel
Franca, em Palmares.
Naufragio do vapor "Babia"
*; Este o titulo de nma linda valsa que o publico
encontrar no dia 8 do correte, venda na Li-
vraria Francesa-
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica' Isabel
DA :J
PROVINCIA DE PERNAMBG0
Extracu a U li Malo Je 1837
0 thesourciro Francisco Goncalvcs Torres
kWVVWYVWW ////////////
FUNDICAO GERAL
ALL4NPATERS0IS ir C
N.44--Bu i do Brom--N. 44
'UNTO A ESPAQkO DOS BONDS
> a vender, por pr& mdicos, as segu f-s ferragens:
Tas didas, batidas e caldeadas.
Criva diversos tamanhps.
Rodas de espora, idem, dem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular
Gradeamento para iardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendaa de 10 a 40 poUcgadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de coneertes, e assectamento de inachinismo e azecutam oca
trabalho com perfeicao e presteza.
(Ditrrutir* su Pepirtnm, Wattman ' OONTU A
MOLESTIAS do ESTOMAGO e dos INTESTINOS
M ins ile iccssso demonstrarlo i stperlorldsde deste msdlcsmento tira excitar a apetite e iaier digerir. CUM
DYSPEPSIA : VMITOS DYSSNTERIA
CLICAS ACIDEZ DO ESTOMAGO T DIARRHEA
^^ MC'o iHflhor rcviftistituinte para am M^shoom Pti/'rai7i?rfrftW. Jj^
FAKZZ, Ph-, 9, ra Le PeleUer. fcpMUrios m Pernambuco : FRAN- M. da SILVA k(*.
DOMESTIC
SSo reconbecicas ser as mai>
elegantes, as mal duravel
era todos os sentidos.
AS MEDRES
Para precos, e circulares conn
illustracSes de todos os estylo din
jam-se
Doniestic Scwing Machine i
NEW-YOR, U. S. A.
Tclephone i.i8
BIOVO
THERMOMETRO MEDICO
de Lon BLOGR
rBivn-EoiiDoJ
Systetna p.rtra-.sensivel
Qu* dSo experimenta variado alguma
devida a con traer o da vldro.
<^^J)
Adoptado pela Academia di Medicina d* Part
i 22 de septembn de 1SS5.
Tetes m au UitrimeatM trata
Binba Aisijnjtira:
Aeha-ea mi prlncipses Caau de Initranientoi
de Oirorgia.
Venda ea Grosso: 18, na Albonj, m PARIZ
Depotilo em ranumiia :
FRAN- M. da SILVA & O
e as princlpaet) Pharmacia.
rriituriii \\\\\\v\\\\
D
ii*................AtAr|.|Y|Y|Y|.|.JWifLfJ.J
BRONCHITES, TOSSES, Catarros Pulmonares,
DEFLUXOS, Molestias do Peito, TSICA, Asmas '
CURA RPIDA B CERTA PELAS
Barato
Aluga-se o sitio n. 8 da Magdalena, ao p da
ponte grande, cuj* casa tem commodos para nu-
merosa familia, eom agua encanada, dou> quartos
exteiiorea, alguns arvoredos, e ao 'undo o rio Ga-
pibaribe : a tratar com o commendador Albino
Jos da Silva, na Santa Caea de Misericordia, ou
na roa velha de Santa Rita, sobrado n. 14, das 9
horas da manb 1 da tarde.
Urgencia
Preciam-ae de perfetaai costaret-
ra. paga-no bem : lia rna do Impe-
rador ii. SO. primelro andar
Mlosqae
Traspassa-se um em bem lugar ; informa-se na
travesea do Arsenal de Guerra n. 9.
Attenco
Precisa-se alujar um hornero para vender na
ra, p.ga-se bem : na ra do Jardim n. 27.
AS
Enermidades Secretas
BLENORRH AGAS
GONORRHEAS
FLORES BRANCAS
CORRIIMENTOS
recentes ou antigos sao curados em I
poucos das em segredo, sem rgi-
men nem tisanas, sem cncer nem
molestar os orgaos digestivos, pelas|
e injeegao de
KAVA
DO D0UT0R F0URNIER
Cada Pula tem gravado h*va, 9iiuaiUi^
PILULii. 8 FR. INJECfXo, 4 FB.
i PARS, S3. Place de la Madeleine
lledilha de ODRO, Pari 18851
AllonCaO
Na engenhoca Bemfico, ra Real da Turre
precisa-se de um bom vaqueiro. Na mesma se
compra nm novilho de raca domestico, e bem as-
sim um carro com boi ou sem elle ; a tratar na
mesma engenhoca.
Ensino primario e secundario
Urna pessoa habilitada cfirtcr-se para ensinar
ere algum engenho as seguintes materias : par-
tnguei, trancez, latim, historia, pbilosophia e pri-
meiras lettras. Fde ser procurado na rna Impe-
rial n. 17.
Atten^ao
Precisa-te de um caixeiro ; ni becco do Maris-
co n. 20.
Attenco
Preciaa-se de ama senhora de idade, de boa con-
ducta, para servir de companhia a urna ontra ; a
2 nlormar na ra da Madre de Deus n. 3, hotel. '
Gottas Livoniennes
TROUBTTB -PERRET
Com CREOSOTE de FAIA, ALCATRO de NORURQA e BALSAMO de TOLU
Este preparado, infallivel para curar radicalmente todas as Molestias das Vias
respiratorias, recommendado pelas Notabilidades medicas como o nico efflcaz.
o nico medicamento que alem de nSo fatigar o estomago, o fortifica, reconstitue e desperta
o appetite : duas gottas pela manh e A tarde bastam para triumphar dos casos mais rebeldes.
DEVE-8E EXIGIR O SELLO DA TJNlAO DOS FABRICANTES.
Deposito principal: TROUETTE-PERRET, 264 Joule?' Voltaire. PARS
Depsitos em Pernambuco: fran~ m. da silva e o e as prtnclpaes pharmacias.
Veude-se am eogenhj.o mel or possivel d'a
gas, grande, com mattas o capoeirojs, varzeas
argoi corregos, perto do Recife e nma legos da
estacio de S. Lourenco, est todo montado, por
isso que tem todas as obras de t.joio. Alem da
planta que tambern se vende, tem hoje 20,000 ps
de cuf, 10,000 de bananeiras e outras ructeiras.
Pars melhor informacao pdem os pretendentes
dirigir-se 3. rna do Imperador n. 81, onde acba-
rao nma descripcao minuciosa ao Ilim. Sr. Sebas-
tio do Reg Barros, possoa antorisada. O nego-
cio de grande vantagem.
Vende-se urna uadeira de piano, muito boa
obra, dous jarros tulipas para botar flores, e ps
de iores lindas para ornar salas : na rna do Mar-
ques do Herval n. 23, loja.
A' Florida
Roa Duque de Caxias n. lo*
Chama-Ee a atu>nco das Exmas. familias par
os procos segnintes :
Cintos a 1000.
Luvas de pellica por 2500.
Luvas de seda cor granada a 2f, 2/500 eti
o par. oi
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 pa o
metro.
Albnns de 1/500, 2f, 3f, at 8/.
Raines de flores finas a 1/500.
Luvas de Eacossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1/o par.
Porta-retrato a 500 r., 1/, 1/500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anqoinhas de 2/, 2/500 e 3/ nma.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilbo Boa Figura a 4/500.
dem La Figurine a 5/000.
Pentee para coco com iuseripcao.
Enchovaes para batisados a 8, 9, e 12/000
1 eaixa de papel e 100 enveiopes por 800 ri
Capilla e veus para noivas
Suspensorios americanos a 2/500
La para bordar a 2/800 a libra
Mo de papel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a .$000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3/000, 4/000 e 5/000 a peca
L< ques transparentes a 3/000
dem preto a 2/000
Lindos Broxes a 3/000 1/000 e 500 ris
Loques para menina a 200 ris.
Licha para machina a 800 ris a duzia, (CB K)
Bordados com dois dedos de largura 600 ris,
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1/200.
Garrafa d'agua Florida 800 rs.
Leques com borlota a 800 rs.
BARBOSA & SANTOS
Bicos brancos para sjtint, cretone e chita pa-
ra correr babadoa a 1/000, a i/500 a peca com
10 varas, barato.!
Albuns de chagrera, veludo e verbotina para
50 e 60 retratos a 6, 7/ e 8/000.
Meias de Eacossia para senhoras, a 1 /500 o par.
Lencos de linho em lindas caixas,
Bieo das libas muito liui proprio para toalbas
e saias.
dem japones proprio para alvas e requets e
toalbas de altar.
dem brancos com 5 dedos de largura, a 3/000
a peca com 10 varas.
Caixas com sortes de jogo de mgica proprios
para salo, a 5/000.
Sabonetes de deversas qualidades.
Bolsas de couro para menina de eseola.
Collarinho de linho a 300 ris nm.
Grande pecbincba em eapartilhoa
de linho a 3&000. um.
Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo nm deseobertc
e ontro coberto, em perfeito estado, para nm ou
dous cavallos: tratar ra Duque de Caxias
n. 47.
FF.A SSS3A.F.CSAF -LSOSl-O
i & SANTOS, tendo obtido grande reduegao nos prejos das
ver-
daderas Machinas americanas para descarocar algodao, estilo 'endeudo a
mooo
por serra, com 14% de descont, a
Ra do Mrquez de Olinda n 6 4
44^^^^A^AJJAAA^
GOTTAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL THOMPSON
A" Cnra mais inesperadas s) de?idas a esta PRECIOSO MEDI-
CAMENTO, reparador por excelencia de todas as perdas experimentada*
pelo organismo conse 25EsK5t* 'S?! ?rgi<" "XV" d0* dons seI0' : car0 Isnil""*! *ads as affeeeSes
auiuMdu ESGOTAMENTO, taes como Impotencia, Espermatorriia, Perda semluaiyitc.
O SVasoo : 8 Francos (em Franja.)
Tea* fraseo ve nlo trouter a Marca de Fabrica registrada e a assignatara
der aer rgorosaxnentej recusado.
r***B, Phartaacla oelih, roa Koch.chonart, 38.
Depositarios em Pernambuco : FRANeo m. da SILVA
Uelee faarlcanU
deste
Preducto.
: C.
*>*4>**

Vende se ou aluga-se o sitio com boa casa de
vivenda, viveiro, coqoeiros e outras arvores trnc-
tift ras, entrada do Remedio a. 1 : a tratar na
ra da Imperatriz n. 30, 2- andar.
Maleriaes de construyo
Precos rcilnz'dos
A Companhia de Ediicacao, tem resol-
vido dora era diante, para as vendas dos
productos da sua olaria a vapor do Taqua-
ry, o segainte :
Tijolos de alvenaria grossa,
formato commum, descarrega-
dos em qnalquer caes, o mi-
lheiro
Ditos, formato irglez, idem
idem
Ladrilhos idem
Telhas communs, idem
As compras de ce.-u a quinhentos mil
ris, teriio um descont de cinco por cen-
to, e d'ahi para cima dez por cento.
22,$000
184000
354000
384000
11II ME k
Ru;t T de Narco n. 6.
Partk
eipam ao respeitavel publico que, tendo augmentado seu
estabelecimento do JOIAS com mais nma seccSo, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos de ELECTR-PLATE, convidam as
Exmas. familias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimento, onde encontrarlo um riquissimo sortiraento de joias de ouro e
prata, perolas, brhantes e outras pedras preciosas, e relogios de ouro,
prata e nikel.
Os artigos que recebem directamente por todos os vapor. sSo
ejecutados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias de subido valor acharlo urna grande variedade
le objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
basamentos, baptisados e ; nrnversnrios.
Nem em relacao ao prejo, e nem qualidade, os objectos cima
mencionados, encontrarSo concurrencia n'estt praca.
Bom negocio
Vende-se um estabelecimento de molbados,
prio para principiante por ter poucos fundes
quem pretender dirija-se 4 refinacao da rna do
Lima, em Santo maro das Salinas.
Farinha de mandioca
A 600 rs. o sacco
Vende-se no trapiche Barbosa, caes da Compa-
nhia Pernambncana n. 4, sacco de farinha com
toqua de avaria, a 600 rs., e em perfeito estado a
2*000.
Cimento
Fonseca irmos & C. vendem cimento ingles,
marca pyramide, e cimento hamburguez, por me-
nos preco que em outra qualquer parte.
Kiosqae
Vende-se o de junto a ponte'da Boa Vista, caes
du Capibaribe ; trata-se no mesmo.
WHISKY
ROTAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escessea .erive
m cognac ou uguardenve de caima, para, mortificar
3 corpo.
Vende-se a retalho nos tu lheres arrcaiens
nol hados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADOcujon-
oae e emblema sao registrados para todo o Brasil
BROWN8 z C, agentes
Garanhuns
"^Especial fumo
Victoria n. 69.
vendese na ra do Barao da
licenciado pela Inspectora Oeral ie Bjgine do Imperio do Brazll.
PREMIO NACIONAL
ie 6,600 ir.
Grande Medalha de OURO
QIM-Laroche
Encerrando todos os principios das
APERITIVO, TNICO e FEBRFUGO
Agradabilissimo e de superioridade pro-
vada sobre todos os preparados de quina,
contra a DepressAo de Forc.as, as Ar-
fecces del Estomago, as Febres re-
beldes, etc.
quinas
A 0mesmo FERRUGINOSO
T Recommendado eutn a Depaperamento
Recommendado entn e Depaperamento
do Sangue, a Chloro anemia, e as
CONSEQUENCIAS DO PARTO, etC
Parla, 22, na Dronot, e as principis Pharmacias do Mando.
' HTHH0


I
Diario de PcrnambocoQuarta-eira 13 de Abril di
LTTERAT11E
Instituto Areheologice e e>-
graphlco Peraanbacano.
VELATORIO, APBB-ENTADO PELO 1." SECKE-
TABIO DO INSTITUTO ABCHEOLCOICO E
GEOOBAPHICO PEBNAMBCANO, HA SESSXo
MAGUA ANNIVEBSABIA DE 27 DE JANEIEO
de 1887.
(ConnucSo)
E de feito, senhorcs, d'aqoi a poucos in-
stantes, ouvireis doa labio* inspirados do
orgao do Instituto que o Dr. Jos Beraar
do de Figueredo foi ara cidadio por todos
os titulos digno do respeito dos contempo-
rneos; quo o cnsul portuguez Dr. Chu-
dio de Araujo GuimarSes amenidado
do cavalheiro alliava o fino tacto do diplo
mata, com o qual procurou serapre estrfei-
tar os lagos que prondiam a dous povos ir-
maos ; que o Dr. Antonio Epamioondas
de. Mello, esse pernambueaoo distincto, ti
lho de urna das glorias da provincia, com-
prehendendo perieitamente o sabio precei-
to da legislagu de Soln, de que a nenhum
eidadlo era licito conservar-se indifferente
as publicas dissensSes de aua patria, abra-
cou desde a raocidade a oarreira poltica,
onde representou papel saliente; que o com-
mendador ErailoXavier Sobreira de Mello foi
um funcionario de inexeedvel honestidade
e cuja intelligencia corra parelbas com o seu
zelopelo ser vico publico ; que o Dezembarga-
dor Marcos Correia da Cmara Tamarindo
soube honrar a toga que vesta, a ella se
poderiam applicar a palavras de Horacio,
de que era dtalo de prudencia e se dis-
tingua por sua rectidSo, quer nos teropos
prsperos, quer nos adversos Rerum pru
dens et secundis Umporibus, dulsque rec-
tus; que o Dr. Joaquim Jos da Fonseca,
Io vice presidente, que foi, desta Associa
jao, araabilidade que o distingua, reu-
na urna solida illustragao jurdica, que cou-
quistou lhe a posiySo eminente entre os
advogados dos auditorios desta cidade ; que
o Dr. Jos Bento da Cunha Figueredo J-
nior, emquanto permaneceu entre nos con-
correu com sua assiduidade para a boa
marcha dos trabalhos desta AssociagSo, oc-
cupando posteriormente os raais altos car-
gos de admn8trac3o em diversas provin-
cias do imperio ; que o Dr. Joao Francis-
co Dias Cabral, incansavel mioeiro dos nos-
sos archivos, era a lma e a vida do In-
stituto Archeologico c Geographico Alaza-
no, oude tao distinctaroente oceupou o lu-
gar de secretario perpetuo ; que o conse-
Iheiro Je s Liberato Barroso, ex-presiden
te desta provincia e um dos socios mais
illustrados do Instituto, elevou-se por seu
merecimento s alturas do ministerio, ten-
do antes deixado luminosos vestigios de
sua passagem, em urna cadeira de lente
de nossa Faculdado de Direito ; que o Dr.
Aristarcho Cavalcantede Albuquerque, que
aqui prestou-noa relevantes Servigos, na
qualidade de 2 orador, foi um cidadSo no-
tavel pola honradez de seu carcter e vi-
gor de sua intelligencia, que se esconda
por entre a modestia, como, para servir-me
da comparacao de um poeta, a violeta hu-
milde se esconde, por entro os fios d'agu,
que lhe serpenteianu em torno; que o com-
mendador Paulino Pires FalcSo foi um agri-
cultor laborioso, o qual viveu dos recur-
sos que lhe proporcionava o seu trabalho,
guiado por urna intelligencia esclarecida,
que elle p>z ao servigo do3 progressos da
industria ; que o Dr. Francisco Manoel
Raposo de Almeida oceupou por seu talen-
to e illustragao um luar saliente entre os
nossos litteratos, e, durante o teropo, em
que permaneceu nesta provincia, imprimo
um grande impulso marcha desta Asso-
ciagSo, que lhe devedora de innmeros
trabalhos sobre archoologia e historia pa-
tria ; que o engenheiro Dr. Jos Tibur-
cio Pereir.i de MagalhSes, dispondo de
urna actividade nao vulgar, deveu o que
foi sua perseveraoga, aos seus esforgos e
a sua forga de vontade, no exercicio da pro-
fisssSo que abragara ; que o D -zembarga-
dor Francisco Domingues da Silva- percor-
reu todos os graos da escala judiciaria,
distinguindo-se serapre pela sisudez do seu
carcter e cultura de sua iatelligeocia, na
difficil sciencia do julgar; que finalmente o
' Dr. Gaspar de Drumoond que, pelos seus
dotes inteectuaes era destnalo a repre-
sentar urna figura superior nos destinos do
pas, teve, ao contrario, por sort* rolar o
roebedo da raontanha, qual novo Sisipbo,
e, quando se lhe abrirm as portus do par-
lamento, foi para Iluminar a tribuna da
Cmara Temporaria com um claraode sol
em seu zenth, elle que alquebrado pelaio-
fermidado j caminhava para o oesaso da
vida.
Tudo isso vos ser dito, mas em phruse
eloquente, pelo nosso distincto orador, que
pGr em relevo, os tragos biographicos, de
cada um dos socios fallecidos, dorante o
biennio, e que, por oerto, apagar a des-
agradavel impressSo produzida pelas pala-
vras que aqui ficam consagradas saa me-
moria, porque, no dizer do poeta de Ve-
nusa : Um tom humilde avilta os rondes
objectos. Magna paris tenuare moais.
E6CXA Itl
(Contina).
SO!
PECA REALISTA EM 1 ACTO
{Jornal do Commercio da corte)
Personases
Fulgencio Dias, cozinheiro
Lysandro Gongalves
Euzebio Macario
Lucrecio Gongalves
Michaela Googalves
Passa-se a scena en 1987.
ACTO NICO
O theatro representa urna cozinha com to-
dos os seus accessorios
SCENA I
Fulgencio, (lendo um jornal)
t Foi condecorado com a ordem dos
Cavalbeiros Cozinheiros o Exra. Sr. An-
tonio Bernardes da Sdva, honrado cidadao
da Repblica do Brasil, que actualmente
se digna cozinhar para GastSo da Fonse-
ca. Ao distincto commendador as nossas
felieitago'es. Mais ura,Jcollega condeco-
rado. Nestes tres dias, ja o quarto ou o
quinto. Ah ah
O Sr. Lysandro, em cuja
casa estou,
Lysandro, depois Lucrecia
Lysandro
Ercellente rapaz Custa-me apenas tre-
zentos mil ris por mez e nao icuito
exigente. Ah I sao raros os cozinheiros que
boje nao tratam a gente poi tu I
Lucrecia
Onde est Fulgencio?
Lysandro
Senhor Fulgencio, mulhcr.
Lucrecia
NSo faltava mais nada 1 Trat r por se-
nhor um cozinheiro.
Lysandro
Futuro commendador, se me das li-
cenga.
Lucrecia
Mas, neste and ir, acabaremos por ser-
vir aos nossos criados e anda por cima
pagar-Ibes.
Lvsandro
L chegareraos, nao te afflijas. J man-
de) fizer a/entaos e bons ; bom estar
prevenido.
Lucrecia
Mas isto ntoleravel! Os criados j
nao querem comer seuSo na nossa sala de
jantar. Exigem vinho de Brdeos fino e
chnruto de Ha vana. Levantara se s 8
horas, e vSo quasi todas as noites ao thea-
tro. E ahi est em que dio as revolugoes I
Lysandro
Isto progresso, minha cara mulher.
NSo te deves esquecer que os costumes de
1987 nSo podem ser os meamos de ha um
seculo. O muddo caminha !.. .
Lucrecia
Para traz.
Lysandro
Decididamente, parece aue nasceste em
1887.
Lucrecia
E sinto nao ter nascido naquella poca.
Pelo monos entilo as cousas anda nao ti-
nham sabido fora dos seus eixos. Anda
havia algum respeito pela religiao e pela
propriedade. Hoje, faz cada qual o que
lhe apraz. Destruiram os templos e sa-
quearam as caeas. O nico deus que hoje
se adora o poder. Querem todos man-
dar, querem toaos governar. O caseiro
que rouba ao patrb unnimemente ab-
solvido e levado em triumpha. E j que
dizes que o mundo caminhe, nao te admires
se um da for votada urna lei que diga :
Art" I. O roubador ser recompensado ;
Art. 2.o O roubado ser castigado.
Lysandro
Exageras '
Lucrecia
Deixa passar alguns annos, e has de
ver se exagero. Oda timos, por exera-
plo, a nossa filha, Michaela...
Lysandro
L vena com a velha cantiga.
Lucrecia
Cantiga? Achas entao decente que as
mogas aprendis quanta couaa ha ? Co prometteu-me tambem a commenda. Nao
falte cora a sua prcraess, do contrario
vou-me erabora. J tenho quem me d
quinhentos mil ris por mez... Quem tal
hava entretanto de dizer 1 Ha cem annos
eramos tratados como criados; ganhava-
mos quando muito noventa mil ris men-
saes, segundo li na Historia io cozinheiro,
desdo os tempos mais remotos at a acta
ldade. Felizmente, a Repblica veio ac- j a t*a mgrna de p^ogre880) mandaste enal-
bar com tanta iniquidada. Hoje somos | nar a Michaela algebra, trigonometra, phi-
tratados como cidados ; do-nos commen-
das; comemos com os donos da casa.
Ainda nenhnm de nos conseguio ser depu-
tado ou enador, mas l ebegaremos*
SCESA II
Fulgencio e Lysandro
Lysandro
Entao, raeucaro Sr. Fulgencio, como
vamos esta inanha ? {Aperta-lhe a mao.)
Fulgencio
Menos mal. Lia ha pouco n'um jornal
que mais um collega meu foi condecorado,
e...
Lysandro
losophia positivista, anatoma, cbimica, cos-
mographia, geologa, dynamica, mechanica
e nao sei mais o que. Nao contente com
tudo isto, dste-lhe a 1er qaantidade de li-
vrosy que pretendem provar que Deus nao
existe e que a religiSo foi inventada para
amedrontar os povos.
Lysandro
Queras entilo que a nossa filha fosse
urna ignorante ?
Lucrecia
Nao, eu queria apenas que soubesse me-
nos sciencias e um pouco mais os deveres
domsticos. Em vez de motter-lhe na ca-
ja sei ] soi Fallei com o ministro, bega tanta cousa intil e perniciosa, tratan-
F0LHET1M
JOS LARONZA
POR
JACQU DU FLOT E PEDRO M.\EL
PRIMEIRt P.4BTE
o i:\n.n %
(Contihuagao do n. 75)
II
Quem era Stephan Rouval ?
Em Pariz, mais do que em outra qual
quer parte, existem personalidades mal de-
finidas, existencias sem comego. Alli appa-
recem certos homens, desconhecidos na
vespera, que no dia seguinte prendera dis-
poticamente & atteogo. Rouval era des-
ses. Diziam que era muitas vezes millio-
?ario e elle justifica va o boato. Occupava
um magneo palacete, inteiraraonte novo,
na aveniaa Wagram. A deeorsgao in-
terna corresponda pomposa fachada.
Urna escada de dous lancea de degraos de
pedra, suba do mosaico do rez do chao
ao primeiro andar. Tapegarias de Aubus-
son cobrara as paredes por haixo de gale-
ras douradas. Aqui e alli havia frescos
devido gss pinceis dos mais habis impro
visadorss do dia. Estatuas de marmore
branco alternavam tcora candelabros de
bronze collocados sobre pedestaes diapostos
em todos os cantos.
No andar terreo estavam os escriptorios.
Que industria diriga elle alli ? Nao era
certamente urna deseas agencias vulgares
de negocio, escriptorios de solicitan, como
ha tantos na Inglaterra.
Nao.
A casa Stephan Rouvt.1, que tinba suc-
cursaes em todas as partes do mundo, era
ao mesmo tempo casa d informagi3 >s, de
banco e de polica. Quem to ha orna ques
lio difficil de resolver, comtsnto que va-
que prometteu-me nomeal-o por estes dias.
Fulgencio
Neste caso vou dar a boa nova mi-
nha esposa. Durante este tempo, pego-lhe
que fiqae aqu para nao deixar queimarem-
aa os petiscos.
Lysandro
Com todo o prazer, meu caro Fulgen-
cio. V, v, e demori-se o tempo que !he
aprouver.
Fulgencio
Atj. 'Xovoaperto dmelos)
esse a pena, quera tinha urna demanda em
paiz longinquo, s tinha que ae dirigir ao
Sr. Stephan Rouval. Nesse ministerio de
negocios estrangeiros falla va m -se todas as
lioguas.
Havia al a repartigao japoneza, a re-
partilo persa, ao lado do gabinete chile-
no e do escriptorio transvaalano. O Sr.
Rouval tinha viajado tanto que ple tra-
zer os seus empregtdos de toda a parte e,
a que mais authenticos, nao bronzea-
dos cora oca asa ennegrecidos com pos de
aapatos, mas respondendo, quando Ibes per-
guotav-im : ln doustani bat bolega. Ou Kiti
ka Lami Sogo.
Tal era a morada. O hornera alli assis-
tia, ou, antes, tinha alli a sua corte plena-
ria. Atirando perfeitamente pistola e
jogando admiravelmente a espada, Stephan
Rouval tinha na consciencia cinco ou seis
mortes de hrmens ; cavalheiro e sportsman
perfeito, apparecia no Bosque montado em
cavallos de puro sangue, sabidos das suas
estribaras. Emfim, hornera da sociedade,
elegante e cruel, tinha conseguido urna re-
putagao for mida vel de Lovelace sptico e
cynico. O dieheiro urna garanta pode-
rosa, c era sabido que as grandes occa-
siSes Stephan sabia langar na balanga moe-
das de ouro. A mulher para quem elle
olhava estava perdida, o hornera que olha-
va para elle estava morto.
Quanto ao physco, j o dissemos, Rou-
val nao tinba typo, ou, antes, a sua pby-
sionomia era composta de varios typos fun-
didos em urna mesraa representagao singu-
lar.
O perfil era different da cara vista de
frente. A testa, fugindo para tras, era
alta, os olhos, encovados perto do nariz es-
tavam flor do rosto perto das magas,
postas em relevo. Tinha a mao pequea
e os dedos chatos, bom como os ps, o tbo-
rax convexo, mas excedido pelo ventre,
fios branoos misturados cora cabellos ver-
melbos em urna basta cabelleira castauha.
Hornera singular, na verdade, cu jo riso
mettia medo o cuja colera espantava. A
entonagao deixava intacto o sotaque de Pa-
riz ; entretanto, quando estava ronco, pa-
reca ]ae se sorprehendia na voz antes urna
blasphemia hespanhola do que a exploalo
metallica de urna imprecagao franceza.
E foi a esse hoosem que Paulo Arbsnd
recorren.
(Devemos dizer que Rouval tinha posto
ao aervigo do sea cuente, alm dos recur-
do-se de urna mulher, teria sido preferivel
ensinar a pregar um botao e a cuidar dos
arranjos da casa.
Lysandro
Mas nSo vs entilo, o que se passa
volta de ti ? N5o lis nem jornaes nem U-
vros ? nao sabes que hoje somos nos, os
homens que cozemos e cuidamos da casa
emquanto as mulhercs vao fazer conferen-
cias sobre todos os ramos da sciencia, de-
fendo os seus direitos e p?dindo lugar na
cmara ou no senado ?
Lucrecia
Neste andar, os homens ainda acabSo
por dar de mamar s criancas. E achas
isto bonito?
Lysandro
Eu c nao tenho opiniao a este respeito.
Acompanbo o progresso; nada mais.
Lucrecia
Pois entao, trata de arranjar marido para
Michaela. Creio que ha de ser-te difficil.
SCENA IV
Os meamos o Eusebio
Eusebio
Daolicenga ?
Lucrecia
Oh 1 o Sr. Eusebio, na cozinha ?
Eusebio
A culpa nao minha. Dissa-me o seu
criado que estava com visitas na sala e
mandou.me para aqui.
Lucrecia
Mais isto nSo tem cabimento. Vou des-
ped! o j.
Lysandro
Espera ahi mulher. O nossso copeiro
raerabro de diversas associagSes. Tem
muita influencia no actual ministerio. E'
preciso trtalo bera.
Lucrecia
Trtalo bem Um tratante que manda
entrar os seua amigos para a sala de visi-
tas e os nossos para a cozinha!
Euzebio
Nao se afflija minha senhora. E' o pro-
gresso.
Lucrecia
Tambem o senhor?
Eusebio
Eu ? Dens me livre de tal! Mas o que
quer! O mnndo caminha. Nao ha re-
medio se nSo caminharraos com elle... at
chegar o nosso dia de desforra. Teremos
tambem a nossa revolugao: a revolugao
dos homens de bem.
Lucrecia
Mas, emquanto nao chega o tal da, ha
de permittir que eu ponha o meu copeiro
no andar da ra.
Ensebio
Nao faga tal. Siga o consolho do seu
marido: trate bem o seu copeiro: do con-
trario elle quem a far sabir da sua
casa... Mas eis me bem longe do objec-
to da minha visita. Eu vinha-lhe pedir a
mao de D. Michaela.
Lucrecia
Oh I na cozinha I
Eusebio
Hoje em dia, minha senhora, faz se o
pedido onde se pode.
Lysandro
Pela minha parte, nao tenLo a menor
objeegao...
Lucrecia
Conhece minha filha, Sr. Eusebio ?
Eusebio
Nao hei de conhecer!
Lucrecia
Nao me comprehendeu. Pergunto-lhe
se a estudou bem, se conversn muito com
ella?
Euzebio
Pouco, muito pouco; mas este pouco
bastou para provar-me que sua filha um
anjo.
Lucrecia
Neste caso, Sr. Euzebio, siga o meu
conselho : converse primeiro com ella, e se
depois persistir no seu pedido, pode estar
certo que nao porei a menor objecgae a
tal casamento. Olhe, ella ahi vem.
SCENA v
Os mesmos e Michaela
Lucrecia
Minha filha, o Sr. Euzebio deseja fallar-
te sobre assumpto importante. Deixo-te
com elle. Vens, Lysandro ?
Lysandro, baixi a Lucrecia
Entao, achei ou nao marido ?
Lucrecia
Espera e vers. [Sahem.)
Michaela
Euzebio
Michaela
Diga-me urna cousa : o senhor acredita
na existencia de Deus?
Euzebio
Mas...
Responda
Acredito.
Michaela
Pois eu, nSo. Se o senhor tivesse cslu-
dado a fundo esta materia, havia de ficar
convencido que Deus foi inventado para
amedrontrar os povos. Primus in orbe
Deum fecit timor, como diz Petronio. Pas-
semos adiante. Diz o senhor que me ama.
Sabe o que o amor ?
Eazebio, meio atrapalhado
Mas... o amor...
Michaela
O amor, meu caro senhor, cousa que
tambem nunca existi. E' urna lenga-lenga
inventada por eapiritos pequeos para che-
garem aos seus fins. Outro tanto direi do
casamento...
Euzebio, atrapalhado de todo
Ah o casamento tambem....
Michaela
Tambem, sim senhor. Na obra que es-
tou escrevendo e que ter por titulo Inuti-
lidadedo Casamento, provo o que lhe aca-
bo de dizer.
Euzebio
Entretanto, a moralidade...
Michaela
Qual moralidade nem qual carapuga 1
Porque, em sarama, o que o casamento ?
Um contrato, nada raaia.
Euzebio
Mas um contracto vitalicio.
Michaela
Ahi que est o erro. Tomemos um ex
emplo. O senhor acha que a minha pes-
soa nao lho desagradavel e outro tanto
oto eu da sua pessoa. Fagamos um con-
trato: vamos morar juntos. Mas, no dia
em que um de nos descobrir que nao
de mais viver junto, d-se um aperto de
mao e vai cada qual para o seu lado.
Euzebio
E os filhos ?
Michaela
Nada mais simples. Se for um, fica o
senhor com elle : se forein dous cada um
de nos leva um ; se forem tres, ficam dous
para o senhor e um para mita... e assim
por diante.
Eusebio
Lucrecia
Entao, Sr. Eazebio, o qne foi que di-
cidio ?
Eusebio
Ir morar na Leponia, onde dizem que
inda nlo penetrou o progresso. (Sae.)
Lucrecia, a Lysandro
Quem tinba razio ?
Lysandro
O progresso, mulher !
Miechaela
Nao se assustem as minhas ideas bao de
vingar. (Vai para sahir.)
Lysandro
Aonde vais ?
Michaela
Vou ao Gremio. Prometteram-me pu-
blicar a minha obra : Inutilidad^ do casa-
mento.
Lucrecia
E ahi est o progresso (Cahe o panno.)
VARIEDADES
Carta autegrapha de i-uiz vhi
Em Paria foi vendido por 505 francos
urna carta autographa de Luis XVIII es-
cripta do presidio, e que d muitas ins-
trucgSas sobre o modo de se haver com os
partidos que entao existiam em Franja.
Delta extrabimos ara trecho :
Ha em Franga verdadeiros realistas,
chamados realistas que querem um indi-
viduo que se chame rei mas nao urna mo-
narchia como a nossa, realistas que que-
rem sem mudanga de dynastia, repu-
blicanos moderados e anarchicos.
Destas cinco classes nao ha senao
a primeira e a ultima que tem um fim fi-
xo ; a primeira porque ama a ordem, e a
ultima perqu nao tem nada a perder e
composta de individuos, os quaes nao sa-
bem subsistir sem tudo destruir, Das ou-
po- tras classes drei : Quo capita, tot sen-
sus. >>
sos do seu poder incal.-ulavel, urna boa
vontade e urna discrigaa cheias de delica-
deza, o que poda ser generosidade. Des-
de o comego elle tinha explicado ao velho
que o negocio era de grande monta, mas
que, visto a sua importancia, nao convinha
hesitar. Que erara.duzentos ou trezentos
mil francos, que seria necessario despen-
der, ante a perspectiva de doze milhoes a
receber ? Tanto mais que o pai de Bertha
e de Maximiliano nao tinha que se incom-
modar com isso. Bastava-lhe darem tem-
po opportuno a saa assignatura e as pro-
curagSas. Rouval fazia tudo o mais e
adiantava os fundos. Bem entendido, e
isso nao oceultava, mais tarde seria indera-
nisado, naturalmente, recebara os seus ho-
norarios, sem duvida, mas isso representa-
ra, quando muito, um anno da renda do
capital.
Que dizer a seo ? A final de contas, era
essa a industria de Rouval.
O Sr. Arband preferira esquecer a sua
prodigiosa felicidade e continuar a sua vi-
da tranquilla e pobre de velho professor ju-
bilado 7 NSo, nao essim ? Portanto era
preciso nao olhar para[a despeza de aigans
centos de mil francos.
Essa demanda, porque realmente era
ama demanda, j dura va um anno, e Ma-
ximiliano ignora va at a sua origera. O
hbil manipulador de negocios pareca ter
feito um plano, sem duvida muito licito.
Tinha cerca de trinta e cinco ennos, era
solteiro. Bertha, que chegava aos dezeseie
ar.nos, j promettia belleza, e depois, o
dote que ella a receber poleria tentar um
rei."
Talvez fosse esse o segredo da condes-
cendencia de Stephan para com o Sr. Pau
lo Arband.
J vimos com que desfavor notavel, a
despeo do reconhecimento official que ella
lhe devia, a menina acolhia o celebre agen-
te de negocios.
Rouval nao se inqaietava com isso.
Urna menina dos quinze aos dezoito an-
nos, tem muito tampo para habituar-se
cara do marido. Por isso, a pouco e pou-
co, tinha paseado de conselheiro a com-
mensal, de conhecido a amigo da casa.
A cada repulsa de Bertha, elle responda
com um presente ou urna sorpreza. Por
isso, tambem, a menina, trajando ainda os
seas vestidos de chita au de 12 barata, tor-
nava-se inconscientemente coquette em vista
SCENA VI
Michaela e Euzebio
Eusebio
Michaela, amo-a, e meu maoir desejo
ser seu marido.
das tetas e das joias com que o astuto
Rouval a presenteava.
Era urna cousa singular essa preoecu-
pago em um homem de quem se conta-
vam tantos escndalos. Cem certeza o
amor nada tinha com o plano machiavelico
de Stephan, mas... Fazer-se amar um
brnquedo para Rouval, diziam os admira-
dores ou os receiosos. Estara elle por
sua vez apaixonado ? Stephan deixava
fallar; isso nao o desgostava.
III
No dia guinte, hora do almogo, no
pequeo aposento do boulevard Haussman,
ouviam-se vozes alegres.
Maximiliano tinha chegado.
Oh! meu irmao, como s bonito !
E Bertha n3o ae cansava de o beijar,
quasi nao dando tempo ao Sr. Arband pa-
ra contemplar o filho e dar lhe um beijo
na testa.
De facto, valia a pena olhar para Ma-
ximiliano.
Alto e esbelto como um juuco, trajando
sobiecasaca de cirurgiao da marinha, como
urna odalisca, com um bigode fino preto,
no labio, mos de mulher, dentes alvos,
hombros de athleta, o joven medico perso
nalisava a encarnago da forga elegante.
O olhar tinha caricias latentes e chispas
adormecidas de paixSo violenta. Compre-
hendia se que at entao nada tinha alte-
rado a saa serenidade lmpida.
Passadas as primeiras effuso'es, o Sr.
Arband em poucas palavras pz o filho ao
facto da sua nova posigSo. Comprehen-
de-se que isso foi para Maximiliano foate
abundante de sorpreza e espanto.
O jantar pdl-o em contacto com Rou-
val.
Assirn como a irma, o mogo sentio,
primeira vista, esse sentimento de aversao
espontanea e inexplicavel que muitas ve-
zes, um aviso. Mas, em breve, as manei-
ras amaveis, o tom alegre, a conversa ani-
mada do agente de negocios, dissiparam
essa impressao desagradavel. Com os pri-
meiros charutos, o joven medico sen*io des -
appnreoerem, como fumo, as apprehensSes
vagas que o tinham prevenido sem causa.
Naturalmente, o assumpto obrigado da
conversa foi a hersnga prodigiosa.
N verdade, senhor, disso Maximi-
liano, rindo, se nao fossem as suas affir-
magoes e as de meu pai, se nao fossem os
De sorte que o homem quem fica com
mais ?
Michaela
Naturalmente !
Euzebio
E porque razio, poderia dizer-m'o !
Michaela
Porque o homem foi feito para isto.
Euzebio
Foram tambera os livros que lhe ensina-
ram esta theoria ?
Michaela
Foi o progresso!
Euzebio
Mas, se Deus nlo existe, se o amor nao
existe, se o casamento nao existe, se a
moralidade nao existe, nao me dir o que
que existe ?
Michaela
O progresso!
Eusebio
E por progresso entende a senhora...
Michaela
Tudo quanto progride.
Eazebio
E' o qae dizia o senhor de La Paliase
ha mais de tres scalos.
Michaela
Deixemos de gracejo. Quer-me per
companheira ?
Euzebio
Com as suas condigoes, nao.
Michaela
Neste caso, nao podemos lechar o ne-
gocio.
SCENA Vil
Os mesmos, Lysandro e Lucrecia.
niscellanea
Se queres a paz prepararte para a guer-
ra, advertc a antiga sabedoria ; S. M. Grui-
lherme, Iperador da Gernia, faz thesouro
deste preceito. P3e o seu imperio em p
de guerra e affirma que ato o melhor
modo d'assegurar a paz.
As outras potencias fazem outro tanto,
e, no interesse sempre da paz, se armam
at aos dentes.
Ser o caso
Cuisti:
de repetir com o poeta
Giammai tanto apparato
D'armi crebbe congiunto
A umor si moderato
Di non usarte punto T
Augouramos que sim, tambem por esta
anno se bem quo urna vez ou outra acorda
se possa partir e teremos um solemne pata-
trac.
A queatao blgara nao senao um dos
tantos aspectos da qnestaod'Oriente e quan-
do tambem indique querer paz pondo-se
de accordo com as grandes potencias com
o irapor um principe ordinario qualquer em
aub8tituigao de Alexandre, este remedio
nao pode ser sen3o ura pslliativo. Sabe-
mos como procede a Russia as suas an-
nexag5es, e quanto paciente, astuta e
e tenaz as suas imprezaa.
Em outro aspecto da questSo de Orien-
te i o Egypto.
A Inglaterra propSe ao SultSo um ajus-
te que equivale a por-lhe as mSos aquel-
la provincia.
Pormiassim como offerece ao SultSo
milhSes, tambem o Grao Senhor, que est
sempre redusido s ultimas, annuiria de
boa vontade ao projecto do governo brit-
nico, mas as outras potencias nSo querem
disto saber e o pobre GrSo-Turco fica
obrigado, a seu pozar a dizer que nSo,
por medo de ternovamente que entender-
se com as outras potencias 1
Quanta miseria em toda es'a balofa
grandeza tarea!
documentos que o senhor mostrou-me, eu
muito difficilmente daria crdito a esse con-
t de fadas.
Ra quanto quizer, meu caro senhor,
replicou Rouval no mesmo tom, nem por
isso menos verdade que seu pai nico
herdeiro do Sr. Jos Roch e que a fortuna
desse cujus monta somma de doze mi-
lhoes.
Maximiliano continuon :
Doze milhoes Mas isso escanda-
loso.
Meu querido pai, qve vamos nos
fazer com todo esse dinheiro t
Bertha nterveio.
Oh nSo s nada interesseiro, Sr.
meu mano 1 NSo s de opiniSo que repu-
diemos a herangaT- Qae vamos fazer cora
o dinheiro ? Vamos felicitar muita gente,
primeiramente, comegando por nos e nos-
sos amigos. Olha, urna vida bem socega-
da para o paizinho, um bello castello em
um lugar bonito no campo, com movis
magnficos, criados graves, um trem sober
bo Olha, parece-me que j tenho tudo
isso. E depois, quando a gente rica po-
de espalbar muitas esmolas, mitigar muita
desgraga, supprimir a mfceria. Que ha
melhor do que isso ?
A senhora tem razSo, disse senten-
ciosamente Stephan, em cajas pupilas bri-
lhon urna luz estranha de satisfagao ; po-
rm, compartindo a sua opiniao, nSo sou
tao enthusiasta como a senhora quanto
ao capitulo das esmolas. Neste mundo
cada um tem a sua sorte. NSo nos com-
pete procurar reformar aquillo que a na-
tureza creou irreparavel.
Pelos labios da menina passou um sor-
riso imperceptivel de desdm.
Mas, senhor, disse ella, se supprimir
a esraola, que outra prova de boa conducta
deixa aos ricos ?
Rouval reapondeu com paradoxo:
Realmente, a sua objecgSo faz mais
honra ao seu coragSo do que sua cabe-
ga. Nao quero constrangel-a a supprimir
a beneficencia do numero das brilhantes
qualidades que formara urna anreola ; en-
tretanto, permitta qae lhe deseje am poa-
tinbe de egosmo no meio dos seus impul-
sos generosos.
A discussSo ia, talvez, continuar com
vivacidade sobre este ponto delicado, quan-
do, bruscamonte, Bertha soltou um grito.
O Sr. Arband, qne depois da refeicSo
tinha cedido a urna especie de somnolen-
cia, contraria acs seus hbitos, tinha-se le-
vantado, com a mSo apertando o peito, co-
mo se quzesse abril-o para deixar penetrar
o ar.
Pai! pai I que tena ? perguntou Ber-
tha assustada.
Maximiliano sustinha o velho nos bra-
gos, emquanto o Sr. Rouval dizia, muito
commovido :
Um medico 1 nSo acha que devemoa
mandar chamar um medico ?
Eu nao sou medico, senhor ? rea-
pondeu o moyo com tristeza.
E como o Sr. Arband parecesse reco-
brar os sentidos, Maximiliano accrescentou
com brandara :
E' urna syncope, espero que nSo pas-
sar de urna syncope. Est voltando a si.
Com effeito. o velho, muito paludo, mui-
to abatido, recuperava a pouco e pouco as
suas faculdades.
A principio um tremor nervoso o aba-
lou, depois a calma Veio gradualmente;
ara bom sorriso illuminoa lbe o rosto.
As3Ustei-os muito, nSo assim ? dis-
se elle. Ora, eu a desmaiar como urna
moga 1 Eis ahi o que eu nunca receiei.
E o excellente homem esforgoa-se por
gracejar para cham?r de novo a alegra a
esses rostos desassocegados. Foi tempo
perdido.
A alegra pareca dissipada ; por isso
Rouval dea se pressa em aespedir-se do
pai, dos filhos e sahir.
Mal tinha elle desapparecido, que o Sr.
Arband, sentindo novos c-lafrios, apoiou-
se nos bragos de Maximiliano e foi para o
seu quarto.
E quando Bertha, attenta e deligente ac-
cendou urna lamparina no quarto, elle to--
mou as maos os filhos, a em tom singular
disse :
NSo sei d'onde me vem essa ids,
mas parece-me qae pago com a vida a for-
tuna qae Deus me enva.
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Connuar-ae h.}
Trp. do Diario roa Duque da Canas a. tt,
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