Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18658

Full Text


AMO -LIIII IIIIHEO El


i
PARA A CAPITAL E LlfilBN OMOE XAO B PACA PORTB
Por tres roezes adiantados............... w!
Por seis ditos dem................ j, g2
Por ttm anno dem................. *00
Cada numero avulso, do mesmo dia............ *^^
DIARIO DE
MIHIMBMfl
TCigA-IO 12 DE ABl DE. 1381
PARA OEXTIIO JB PORA DA PIIOVISC!A
Por seis mezes adiantados............... 13 Por nove ditos idem................. 20fJ000
Por m anno idem................. 27*100
Cada numero avulso, de dias anteriores........... 100
Propriefcai* tft ittanoel Jtgttctra be Jara 4 ^IIjds
TELEGRAHMAS
SSS7ICD ?ASXZC?LAB SO SUBI
RIO DE JANEIRO, 11 de Abril, s
3 horas da tarde, (Recebido s 4 horas e
25 minutos, pelo cabo submarino).
O* medico* da enmara Imperial
reunidos em eonrereucia. acharam
que 8. M.o Imperador ochava e ei
ealHdo anotante aana-factorlo.
H. Jal. exalo boje para tttin. Cla-
ra*, a 64 kilmetro* de PetropolU.
Forana nomeado* deaeanbaraa-
dorena
MBelarodoXaranbo.o Hr.Joa-
qaim Tarare* da Coala Miranda, ti-
rando em effelto una anterior no-
aaeacao para Jfafto troaao
Da Belaro do Para, o Dr. Jone e-
randlno I.op-* de (.uraemoro.
Fot declarada em effelto a no-
naearao de procurador da corda, ra-
scada e soberana nacional da ase-
latao de Pernambuco.
Foram concedidas as exonera-
cees pedidas pelos ebetes de polica
do Maranbo a das Alagdas.
Foram nomeados cuerea de po-
lica t
Po Maranbo. o Dr. vieira Chaves t
Das Aiaga. o Dr. Olivelra Hen-
ales i
Foram nomeados Julzes de dl-
reito :
Da comarca de Lorelo. no Mara-
nbo. o barbarel flenrique Domln-
(ur> da Silva t
Da comarca de Pao dos Ferros, no
Dio tirando do Xorte. o bacbarel
Juaqaim Cavalcante Teixelra d e
ello.
Fot nomeado Jais municipal e
de orpbos do termo de Alenaquer.
ao Par. o bacbarel Correa Lima ato-
ferlnbo.
5S-715C u ass: S1VAS
(E*p**l pira o Diario)
BUEN03-AYRES, 10 de Abril. "
Desde algn dias que ebove copio
ament na Kepubllca Argentina.
Espera-se que o eatiado sanitario
allane a aaelborar.
LONDRES, 10 de Abril.
Trata e actualmente de um pro-
|ecto de eaminbo de ferro entre ka
bonl c Hf ra. no .affabanistan.
BERLIM, 10 de Abril.
Sr. windborsl. ctiefe do partido
eatbollco. telegropbon a o Papa
Lrao XIII. dtsendo qae aceitara o
septeaado nallltar em bomenasetaa
ao rheff da igreja.
NEW-YORK, 10 de Abril.
Bebenlou umn rrioloro no Hait.
CAIRO, 10 de Abril.
Telearapbam de Dongola dlsendo
que as tropas sudanesas forana der-
rotadas.
PARS, 10 de Abril, tarde.
Baa Saverae. na aliarla, deraaa-se
desordena anfe-allemaes.
LONDRES, 11 de Abril.
Telecranaaaas do Airgiaanintan an-
nnnclana que grande numero de re-
belde* affgbans anaeacana ltaada-
har.
BRUXELLAS, 11 de Abril.
0m Joraaes belgas aansaciaa o ca-
aaaaeato do fllbo mal* velbo do
principe de Galles com a princesa
Cleaaaeatlna. alba de S. M. o re Leo-
poldo.
Agencia Havaa, tiiial em Pernambuco,
11 de Abril de 1887.
para medir, em qualquer logar da trra,-o angola
formado pelo meridiano magntico com o meridia-
no astronmico, quando este ultimo conbecido.
Para determinar esse ngulo comeca-se por dis -
por o Hpparelhj bem huriiontalmcute ; em segui-
da faz-se girar a caixa raovel a: qae o oenlo fiq le
no plano do meridiano astronmico ; l-se ento
no limbo graduado o ngulo qae a agulba faz com
o dimetro norte aul, isto com o meridiano astro-
nmico : este angalo a declinaco (que ser orien
tul ou occidental, eomo j dissemoa.J A buaaola
de ded afio tambem pode ser empregada para
determinar o meridiano astronmico de um lugar,
sendo conhecida a declinlo.
A busiola martima ou agulha de marear urna
bussula de declioaco, especialmente destinada a
dirigir a marcha dos navios. Consta de ama caixa
cylindrica que ae chamamorteiro, no cpntro daqua
ha um fulcro sobre que gira livremente urna agulha
magnetizada, fizada a tace loferior de um disco,
extremamente Uve, em que est trfida a rosa dos
ventos, cujos 32 raios marcam es oito ramos prin-
cipaes, as miaa partidas e as quartas : o polo da
agulha que o!ha para o norto, conicide com o N do
disco. O morteiro contids em ama caixa rraior,
chamada bitacula, que pode illaminar-ae dorante
a noite.
A fim de sabtrahir a agulha aos movimentos
prodazidos pelo balanco do navio, t-m o morteiro
ama suspensao de Cardan, que mantem sempre a
agulha na poaifio horizontal. Na parede interior
do morteiro h dona pontos de referencia, diame-
tralmento oppoatos, que determinam a liuua de
f, a qaal corresponde direccio da quilha do na-
vio : o ngulo que cata liuha turma com a agulha
o rom? magntico : ramo verdadeire o ngulo
formado pela direegao da qailha do navio com o
meridiano astronmico.
Sospendendo urna agulha magntica por modo
que posea girar livr. mente n'um plano vertical, em
torno de um eixo horizontal qae passa pelo sen
centro de gravidade observaremos no hemiaphurio
norte, qn; o polo boreal da agulha se inclina con-
stantemente para o polo boreal da trra. No he-
mispberio sul, o polo austral da agulha qae se
inclina para o polo austral do globo.
Chama-se nclinaco ao ngulo que urna agulha
nsim disposta forma cora o horizonte, quando o
plano em quo ella se mu ve coincide com o meridia-
no magntico. A iaclinaco augmenta a medida
que o plano cm que ae move a agulha se a fasta do
meridiano magntico, e de 90 no plano perpen-
dicular ao mesmo meridiano.
.Continua. )
JARTE OFFICU.
MSTRDCClO POPDLAR
ELECTRIC1DADE
*
(Extrahido)
OA BEBMOTHECA DO POVO E DAS ESCOLA8
MAGNETISMO
CAPITULO II
Maommavo laaaasTaB. A celo nrascTBiz i> tbb-
ba. Bi uno auosETico TaouutaTaa. Maarauao
MAOHXTICO. DecLIXACO VABIAQOBS DA DSCIJXA-
oZo ; BoasoLA de decwsacIo. Bssola aiarrou'
ISCUSAClo ; BQ.CADOB auOIBTICO. BuSSOLA DB I* -
CUBACAO. AOCLHA ASTTICA. '
( Conttnuae&o )
Butiola de declinacio o inatrumento qae serve
Ministerio da Instica
Foi nomeado presidente da RelagSo de
Belm o desembargador Jos Antonio Ro-
drigues, e procurador da oorOa, soberana
e fazenda nacional, o desembargador Cons-
tantino Jos da Silva BrAga.
Foi nomeado juiz maoioipal e de or-
pbos do termo de raruama, provincia do
Rio de Janeiro, o bacharel Joaquim Paulo
Vieira Matta.
Foi removido o juiz de direito Cae-
tano Augusto da Gama Cerqueira, da co-
marca do Rio de Santo Antoni", de pri-
meira entraniU, para a do Rio- Verde, de
segunda, ambas na provincia de Minas-Qe-
raes, cando sem effSTto o decreto de 14
de Dezembro ultimo, que o removeu para
a comarca de Muriah, na referida provin-
cia.
Foi designada a comarca de Itamb de
segunda entrancia, na provincia de Per-
uainbii'io, para n'ella ter erercieio o juiz de
direito Antonio de OUveira Cardoso Gui-
mar&es.
XlDisterlo da Curra
Foram transferidos :
Para a 6.a compaohia do 3." regiment
de cavallaria o capito da 2.a corap-nhia
do 1. eorpo da mesma arm Carlos Au-
gusto Peizoto de Alencar ; para a 7.a cora-
panbia do 2.* batalbo de infantaria o ca-
piuio do 4.* da dita arma Manoel da Silva
Rosa Jnior e para a 2.a do 6.* o capitio
do 2.* Manoel Estevo de Andrade Vas-
concellos ; para a segunda classe do exer-
oito, de conformidade com a immediata e
imperial resoluyao de 1 de Abul de 1871,
o tenente do 8. batalhSo de infantaria Al-
fredo Tavora, fijando aggregado arma a
que pertence, visto ter sido julgado inca-
paz do serviyo do mesmo exercito em ias-
pecjJo de sade a que foi submettido.
Concedeu-se reforma, de accordo
com a primeira parte do 1. do art. 9.
da lei n. 648 de 18 de Agosto de 1852,
ao tenente do 15." batalhUo de infantaria
Olivio Hermano Cardoso, visto tambem ter
sido julgado incapaz do serrico do ezer-l
cito.
Foi nomeado para commandar, em
commissSo, o 5.* batalbao de infantaria, o
major do 12. Feliciano Caliope Monteiro
de MeUo.
Foi nomeado o conseibo de guerra a
que tem de tesponder o teen te-coronel
Severiano de siqueira Daltro. Ficou com-
poato do coronel Antonio Eduardo Mar-
tioi, pr-ci lente ; coronel Antonio Germano
de Andrade Pinto, interrogante ; Dr. Ban-
deira de Mello, auditor ; e vogaes: teen-
te-coronel Francisco A. Pimenta-Bueno,
Jos Antn o da Fonseca Lessa, Americo
Monteiro de Barros e Roberto Ferreirs.
Eoverno da Prurlacla
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 9 DB
ABRIL DE 1887
Antonio Francisco de Paiva.Sini, pagando as
comedoi ias.
Antonio.Informe, com urgencia, a junta cla-
sificadora de escravoa do municipio de Govanna.
Antonio Rodrigues de Soaia A Campos.In
forme o Sr. inspector da Theaoararia de Fazenda.
Bacbarel Dtomedes Theodoro da Costa.In-
forme o Sr. Dr. juiz de direito da comarca do Rio
Formoao.
Epaminondss Sieraphico de Mello.Informe o
Sr. Dr. juiz de direito da comarca de Timbaba.
Fraciaco Thewoteo de Andrade..Informe o 8r.
Dr. juiz de direito da comarca de Escada.
Oeminiano Joaquim de Miranda.Prove mp'.s-
aibilidade, por molestia ou idade, de continuar a
exercer o magisterio, aujeitaudo-ae a exame da
junta medica, na conformidade dos arta. 103 e 155
do regulameoto de 6 ae Fevereiro de 1885.
Jos da Fooaeca e Silva.Concedo, com os ven-
cimentoa a qoo ti ver direito.
JoJo Preceliano da Coata.Coocado SO das de
prurogacao do praao.
Lenidas Francisco Paea Barreto.Concedo 38
dias 'le prorogacio do praso.
Maria do Eipirito Santo Bezerra,Informe o
Sr. direetor do Arsenal de Guerra.
Manoel Costa do Naacimcnto.Iodeferil em
vista da nformacSo do Dr. juie de direito das es:-
cu(es criminaea.
Manoel Costa do Nascimento.Informe o Sr.
Dr. juiz de direito da comarca do Bonito.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco em 11 de Abril de 1887.
O porte iro
Francelino Chacn.
N. 76.Repartilo das Obras Publicas.Per
nambaco, cm 4 de Abril de 1887.Illm. Exm.
Sr. Acerca do incendie que hontem, plae 6 horas
da manb se declarou bu predio n. 15 da ra da
Mrquez de Olinda da freguezia do Recite, tenho
a honra de tranamittir a V. Exc, o officio junto
por copia, em que o engenbeiro ajudante d'esta re-
partico, qae all compareceu ao ouvir o sigoal
dado pelas igrejas, narra aa oceurrencias havidas
e informa que as 10 horas do referido dia esta va
dominado o incendio, tendo se conseguido circune-
crevel-o a aquello nico predio, qae foi completa-
mente destruido, seffrendo apenas o de n. 17. con-
tiguo ligeiro damno na coberta, causado pelas
cbammag.
Resrdiodo fra d'esta cidade e nao tendo lido
aviso o incendio, deixei] de comparecer como me
cumpria.
Deas guarde a V. Exc.Illm. e Exm. Sr. Dr.
Pedro Vicente de Azeveao, digno presidente dn
provincia. O engenbeiro chefe, franciteo Apoli
gorio Leal.
ReparticSo das Obras Publicas em 1 de Abril
de 1887.Illm. Sr.Tendo envido signal de in-
cenlio s 6 1/4 de horas da man lia do dia 3 do
corrente, tratei logo de saber onde elle era e com-
parec, cerca de 6 3/4 de horas da coanha, no la-
gar do mes no qae foi em casa de Jos Antonio
d mazem de charutos e cigarros, na ra da Cadeia
n. 15, andar terreo.
O incendio comecou no lado posterior do mesmo
e d'ahi passou para os 1 e 2 andares, ardeudo
todo e predio.
Comparecern) as bombas dos arsenars de Mari-
nha, e Querr, as quaes prestaram boas servicos,
sobretudo a do Arsenal de Marinha.
O iuceu lio priucipiou a pasaar para o traveja-
meuto da coberta do prtdio junto, de n. 17, no
qaal causn pequeo estrago, sorendo, porm,
avarias as fazendas contidas ness predio causa-
das pela agua injectada pelas bombas para pre-
serval-o da destruico do que estava ameacado.
Tambem concorrea para que o incendio nSo ca
sasse maiores estragos ao prelio de n. 17, o em-
prego de duaa pequeas bombas, pertencentes
Companhia de Seguros Phenix Pernambocaua,
com as quaes retrescou-ae as cabecas das travs
do mesmo, aa quaes ameacavam pegar fogo.
Houve .ilgama demora no servico dao bombas
occasiona^a por falta d'gua. O incendio tiou
completamenta extincto acerca de 10 horas da ma-
cha do mesmo dia.
Compareceu tambem ao lugar do incendio o
apontador Antonio de Barros Falcao.
O e i posto o qae tenho a levar ao conheci-
ment de V. S. acerca do incendio que teve lugar
no dia 3 do correute mes d : Abril.
Deua guarde a V. S.Illm. Sr. Dr. Franciico
Apoligono Leal, digno engenbeiro ebefe d'esta re
partico. (Aasignado).O engenheiro ajudante,
Joaquim Gome de Olivara e Suva.
Conforme.O secretario, JoSo Joaqnim de Si-
queira Varrj&o.
N. 338.Secretaria de Polica de Pernambuco.
em 9 de Abril de 1887.Illm. e Exm. Sr.Em
camprimento do que me determinou V. Exc. em
officio de 26 do mes findo, mandei ouvir o dele-
gado do termo e Nazareth sobre o qae publcoa
a Provincia de 25 do dito mes, debaixo da epi
grapbeViolencias Policiaes. Informou-me aquelle
delegado em officio datado de 6 do corrente, ser
inexacto que o subdelogado do 1" districto de Tra-
cauhem tivesse ido ao engenho Floresta e omito
menos prendesse qualquer pessoa n'elle morad >ra
como refere a dita publicacao. Affirma, porem,
qae o mencionado aabdelegado prenden ao indi-
viduo Jos (Jomes morador no povoado Floresta,
per ter urtado a quantia de 8540110, e contra o
meamo abri nquerito.
Julgo assim ter respondido o citado officio de V.
Exc, a qaem Deus guarde.Illm. e Exm. Sr. Dr.
Pedro Viceute de Asevedo, presidente da provin-
cia.O chefe 'de polica, Antonio Domingos Pinto.
Repart ?5o da Polica
2.* 8eccJo. 335. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 9 de Abril de 1887.
- Illm. e Ex.n. Sr.- Participo a V. Exc]
que no dia 7 nao foi recolhido Casa de De
tencae individuo algum :
No dia 8, spenas foi o individuo de nome Gal-
dino de tal, como alienado, a minha disposico at
que teuha o conveniente destino.
Participou-me subdelegado da Varzea, ero of-
ficii deata data, qae aa quarta para qunta-feira,
no lugar Estrada-Nova daquell districto, foi en-
contrado morto o crioulinho Jos Marques dos
Santos, da vistoria feita por peritos reconheceu-
se ter sido a causa da raorte urna congestao cere-
bral.
No lugar Pe ln Molle, 2* districto policial do
Poco da P.nel la, no dia 6 do enrrente, em casa de
Manoel da Rocha Paasos Lins, os individuos de
nomes Cicero,do Reg Barros e Jos Lins, tive-
ram lata por motivo de jogo, e tendo compareci-
do Duarte Lins de Albuqoerqne, inteiviado em
favor do ultimo, foi levemente ferido por Cicero.
O delinquen te evadio-se e o subdelegado res-
pectivo proceden a reapeito nos termos da lei.
No lugar relotas p-rtencenre ao 1* districto de
Arrogados, na manha do dia 7 do corrente, foi en-
contrad- bu-ando o cadver de um homemem
adisntado estado de putrefaccSo.
O subdelegado respectivo, tomando conhecimea-
to do tacto mandn conduzir o cadver para trra
onde do exame que se proceda verificou-ee ser o
do infeliz Jorge de tal, ae 85 annos de idade, viu-
vo e morador naquelle districto.
Viatorado pelo Dr. Jos Joaquim de Souza, de-
clarou este ter sido a cansa da morte aspbyria
por submersao-
Deua guardo a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, multo
oigno presidente da provincia.- Ocbefe de
polica, Antonio Domingos Pinto.
Secsio 2.' N. 340.Sotretariavda Po
liciade Pernambuco, il de Abril de 1887.
-Illm. eExm. Sr.Participo a V.Exc.
que foram recolhidos Casa da Detens3o
os seguintes individuos :
No dia 9 :
A* ordem do Dr. delegado do 1* districto da ca-
pital Luisa Maria da Conceicao e Manoel Antonio
das Cbagas, por offensas a moral publica.
A' ordem do Dr. delegado do 2 districto da ca-
pital Galdino de tal por disturbios.
A' ordem do subdelegado do 2 districto de S.
Joe, Jos Paulo de Asevedo e Pedro Ignacio de
Albuquerque, por disturbios.
A' ordem do da Magdalena, Olympio Jos de
S, preso em flagrante por crime de terimento.
No dia 10:
Nenhum individuo foi recolhido quelle estabe-
lecimento. i
Participan me o promotor publico do termo de
Bono- Jardim, em officio de 4 do corrente ter na-
quella data em companhia do delegado e do res-
pectivo esenvao, feito a visita na cadeia daquella
cidade, encentraran) 11 presos, sendo 2 senten-
ciados, 2 appellados, 4 pronunciad s e 3 denun
ciados.
Nenhuma reclamacito fizeram ditos presos do
tr*tamento que recebiam.
Deu-me scieocia o subdelegado do Io districto
do termo do Cabo em telegramma de boje, qu. os
ladrdes penetran io na casa do respectivo collector
e arrombando um. carteira de madeira existente
em um qaart >, em que dorma o mesmo collector,
subtraliiram 3:20)4000 pertencentes a fazenda
provincial, sendo 4 sdalas de 200'.tO, 13 de..
10U4103, 21 de 504000 e o restoem notaa de me
or valor.
A referida autoridade temon conhecimento do
facto, abri o competente iuqaerito sobre elle e
trata de descobrir os autores do crime.
Communicou-me o delegado do termo de Pcs-
queira, em officio de 2 do correte ter, naquella
data, em companhia do Dr. promotrr publico e do
respectivo escrivo, f.-iro a visita na cadeia da-
quella cidade e nelia eacoutraram 19 presos, sen-
do 12 sentenciado.-, 4 appellados e 3 pronuncia-
dos.
Nenhuma reslamaclo fizeram ditos presos,
respeito ao tratamento qae recebiam.
O delegado do termo de Limoeiro, em officio de
6 deste mez psrticipoa-me ter naque'la data fei-
to remesaa ao Dr. juiz municipal respectivo do in-
querito policial procedido contra Jos Ignacio de
Freitas, por crime de ferimeotos graves-
O aabdelegado do 1" districto de /ffogados, em
officia de boje, communicou-me que no dia 8 d>
correute, no becco do Quiabo, daquelle districto,
morreo affogada a menor de 2 annoa de idade, ti-
ma de Francisca Maria do Nascimento, em um
vallado pioxmo casa.
A referida auluridads tomou conhecimento do
facto.
Deus guardo a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, ruuito
digno presidente da provincia. O chefe de
polica, Antonio Domingos Pin'o.
Thesoaro Provincial
DESPACHOS DO DIA 11 DE ABRIL DE
1887
Pret do corpo de polica.Exaroine-se.
Francisco Barbosa da Sila. Ao Sr.
pagador para attend^r nos termos da in-
formado da contadura.
Comm eudador Jos Candido de Moraes.
Archive-se pelo contencioso.
Leodegario Liberato Pcreira Caldas,
Josephina de Almeida Pinto e Miguel
Francisco Feneira Torres. Informo o Sr.
contador.
Pret de corpo de policia. Pague se.
Officio do Dr. administrador de Consu
lado, contas da 6* serie da 14 lotera dos
ingenuos da Colonia Isabel e Augusto
Octaviano de Souza. H*ja vista o Sr.
Dr. procura lor fisjal.
Jos Carneiro Alves B'.-Zrra. Regis-
tre-se e facam so os assent^mentos.
01AR1 DE PERnASijCO
Retrospccto poltico de lsSB
BRAZIL
(Contmuacao)
Sem impressionar tanto como o incidente War-
ng Brothers, tambem foi discutida com interesse
na imprensa e na tribuna do senado a velha ques-
to entre a Gompanhia des Forges et Chantiers e
o governo brazileiro. Essa questo teve comego
cm 1881, no primeiro ministerio presidido pelo
Sr. Saraiva, a proposito de certo contracto para
a construego de um encouragado, c o crual nao
foi levado a effeito. 0 caso deu ento que turf,
porque se dizia que a Sooiti Genrale des Forges
et Chantiers, que j havia construido os monito-
res Jarary c Solm5es, reclamava um milho de
francos por perdas e damnos, allegando que o
contracto fora assignado e pagos os respectivos
direitos de sello, cm importancia superior a qua-
tro contos de res; que era, pois, acto perfeito
e acabado, nao podendo ser, como foi arbitraria-
mente rescindido pelo governo imperial. Ani-
mado por essa convicco, a companhia recorrer
para os tribunaes; e fll-o em boa hord; porque
ltimamente noliciavam os jornaes que a relaco
da corle lhe dra sentenija a favor. A noticia
fez relembrar a questo, que ja estava completa-
mente esquecida. A respeito d'ella cscreveu o
Sr. Nabuco:
0 scntimenlo geral de Kkatimento; nao du
curiosidade excitada e impaciente. De que par-
tido ou fraeco de partido pode o paiz esperar
urna administraco regeneradora? De nenhuma.
0 partido liberal acaba de naufragar do modo
por que sabemos e com tal felicidade para os
conservadores que esses mesmos negocios que
hoje esto produzindo tanta ndignacao pela in-
capacidade administrativa do governo, por ej-
emplo, o negocio Waring Brothers, o da Forges
et Chantiers, o do terreno do Mangue, o da Pedro 1,
o do matadouro $ tantwatalrui, ta legados da
situqgo passada. Alem disso, o partido liberal
est profundamente dividido, e com as suas pa-
radas de ebefes faz lembrar a scena dos res al-
liados da Bella Helena. Pela rolago natural dos
partidos no poder, nao ha prohabihdade al juma
de ser elle chamado seno quando os conserva-
dores esliverem por sua vez divididos c todos es-
tragados, e o paiz, cuja memoria alias muito
curta, tiver esquecido o que foi o ultimo governo
liberal. Isso consumir pelo menos cinco annos.
Depois, porem, desse prazo, que pode parecer
breve para os eseraros, mas que quasi insup
porlavel para os estadistas, fra do poder, o que
restar do aclal parlido liberal, capaz de re
organisar o paiz?
as palavras que sublinhamo3,alludia certa-
mente o Sr. Nabuco ao pfojecto de lei que o Sr.
Dantas, em sessao de 1 de Juuho, apresentra e
justificara ampia e hbilmente no senado, e no
qual era flxado o prazo de cinco annos para a
lotalexlincco da escravilo no imperio. 0 prc-
jecto foi tamBem assignado pelos Srs. Jos Bo-
nifacio, Silveira Martins, visconde de Pelotas,
Silveira da Motta, Octaviano, Franco de S, Avi-
la, Lamare e Castro Carreira. A requerimento
do proponente remetteu-se a proposta a urna
commisso especial de cinco rnembros, que foi
eleita na sessao seguinte, e licou composta dos
Srs. Nunes Goncalves, Paes de Mendonca, Mar-
tinho de Campos, Baros Barreto e Fernandes da
Cunlia. Foi parecer unnime destes senadores
que o projecto entrasse em discusso para...
ser regeitado.
Para seraelhaote fim nao valia a pena incom-
modar a eloquencia dos llustres pais conenptos,
que.alias teria em breve em que exercer-se de
modo mais proveitoeo para a causa da abolico
da escravatura e menos agradavel para o governo
do Sr. Cotegipe. Queremos falar do regulamento
promulgado para execuco da lei de 28 de Se-
ernbro de 1885.
Esse regulamento considerou, para os effeitos
da matricula, o municipio neutro, como fazendo
parte da provincia do Rio de Janeiro, e ordenou
que o praso para a depreciarlo do valor dos es"
cravos comecasse a ser contado do i- de Janeiro
de 1887 em dianle. A iraprensa abolicionista
da corte verberou severamente esse procedimento
do governo, em que vio urna violaco tlagrante
da lei, inspirada por condemnaveis sentimentos
escra vistas.
Com effeito, se o regulamento por urna parte
estabelecia o commercio de escravos entre o mu-
nicipio neutro e a provincia, por outro prolon
gava a escravido por mais quinze mezes, alm
do termo previsto pela lei SaraivaCotesipe.
Essas mesmas disposiges regulamen lares
deram lugar a um grande meeting de tndignarao
no theatro Polytheama, e em que falaram os Srs.
Joaquim Nabuco, Jos do Patrocinio e outros,
alm do distincto jornalista e festejado orador
argentino Heitor Varella. Este, accedendo ao
pedido do immenso auditorio, fez um bello im-
proviso, recordando ter passado urna parte da
sua mocidade na capital do imperio, onde, fu-
gindo s perseguicocs do dictador Rosas, que
mandara assassmar scu pai, vcio procurar ho-
nestos meios de vida. O Sr. Varella terminou
fazendo votos pela prospendade do Brazil, e para
que a mancha da escravido desapparecesse de
urna vez da bandeira cor da esperanca, como elle
chamou ao pavilhio brasileiro. 0 meeting ter"
minou pela approvaco unnime de una mogo
condemnaudo o procedimento do governo impe-
rial.
As censuras daimprensa abolicionista ach anun
echo na cmara vitalicia, onde foi o regulamen-
to largamente discutido por occasio de votar-se
um credi'o para o ministerio da agricultura. 0
Sr. Prado, aperlado de todos os lados, vio-se
coagido a repetir, em justilicago do procedi-
mento do governo, as explicaces que um es-
criptor nunistencilista havia dado pela imprensa.
Mas essas explicaces nao satislizeram ao Sr.
Saraiva, cuja opinio sobre o caso era esperada
sem anciedade, nem aos abolicionistas, e era
mesmo ao senado, como se deprehende do inci-
dente havido por occasio de votar-se a resposta
falla do throno. Estatinhaum trecho concebido
nos seguintes termos :
A le de 28 de Setembro de 1885 vac sendo
liel e lealmente executada. Com ella prende-se
a questo da introdueco dos immigrantes, aos
quaes dever-se-o proporcionar meios de eiupre-
garem-se como jiequenos proprietarios do solo,
ou como trabalhadores agrcolas etc. etc. etc. .
O Sr. Octaviano pediu que a primeira parte
desse trecho fosse votada em separado. E levan-
tando-so urna questo de ordem. em que, pelo
lado do governo, tomaram parte ao Sr. ministro
da justiga e Gorreia, que achavam ser a separa-
gao inadmissivel, decidi o Sr. Bacpendy que se
poda votar separadamente todo o trecho, mas
nao a primeira parte smente que se achava li-
gada segunda do modo mais intimo. ,
Votada por esta forma a resposta falla do
throno, foi esta approvada, menos o indicado pe-
riodo, que foi regeitado por ii votos contra 19;
No da seguinte compareceu o Sr. Cotegipe no
senado, e, referindo-se votago da vespera,
apresentou a seguinte indicafo :
Indico qoo a commisso de policia, exami-
nando o titulo 8 e os artigos 78 e 83 do regimen-
t, d parecer que lixe o sentido dos ditos artigos,
isto s sao applicaveis somonte aos projectos
de le ou resoluges, ou se a todas as materias
sujeitas a votago .
Justificando essa indicago, disse o Sr. presi-
dente do conselhoque, em vista das nisposiges
regimentaes, entenda que o procedimento do se-
nado no dia anterior nao tinha sido regular, sup
pnmindo, por um simples requerimento verbal,
um tpico da resposta ao discurso da corda, que
por lal modo ficou incompleto, sem que antes ti-
vesse sido apresentada qualquer emenda autori-
zando semelhante suppresso. Accrescentando
que aquella votago poda ser encarada como
urna censura ao governo, disse ainda que nao te-
ria subido a tribuna se o ataque nao tivess.1 par-
tido d'aquelles que insistem em aflirmar que o
senado nao iaz poltica, apresentando como um
dos disticos da bandeira liberal a suppresso da
vitalicicilade dos senadores; que sempre |>ensou e
sustenta que o senado um corpo polilico e tam-
bem faz poltica, mas que nao deveintromelter-se
em questes temientes a derribar ministerios
liara crear siluaees novas porq* isso nao pru-
dente nem concordante com os preprios liberara.
E depois de algumas phrases humorsticas re-
lativas esperada queda do minilerio c con-
currente mudanga de situago poltica, terminou
declarando que pode o senado dar vinte votos
de desconlianca ao ministerio, que este por isso
'co deixar o poder. Emquauto tiver a confianga
da cora e o apoio da cmara temporaria, ha de
resistir s imposigOes do senado .
Essa declarago do Sr. Cotegipe tem para nos
o valor de concluir do modo mais cathegonco.
contra a utilidade constitucional da cmara vi-
talicia. E' preciso notar que essa opinio nao
exclusiva do Sr. presidente do conselho. O Sr.
Simmbu' confessou que a professava n'um apar-
te ao discurso do Sr. Cotegipe.
A queste do regulamento dado segunda lei
de 28 de Setembro sobre o elemento servil reap-
pareceu no senado cora as seguintes emendas do
Sr. Jos Bonifacio, de saudosissima memoria:
1 A deduego animal do valor primitivo do
escravo, nos termos do 1- art. 3- da le u. 3270
de 28 de Setembro de 1885 contar-se- da data
da mesma lei.
2o Na prohibigo do 4o do art. 3# da le n.
3270 de 28 de Setembro de 1885 comprehende-se
o municipio neutro como divisao adminstrativa
separada.
3o O valor do escravo declarado pelo senhor
conforme o 3o do art. 1 da lei de 28 de Setem-
bro de 1885, antes de encerrada a matricula, pode
ser impugnado pelo collector: e se nao houver
accordo, proceder-se nos termos do 7 do ar-
tigo 3# .
O ministerio pela voz do Sr. Prado oppoz-se
approvago das emendas. Nao obstante, foram
a* duas primeiras approvadas por 23 contra 21
votos. A terceira foi regeitada por grande maio-
ria. E, tendo sido tambem regeitada a emenda
suppresiva das apresentadas pelo Sr. Jos Boni-
facio, e offerecida pelo Sr. presidente do conse-
lho, recorreu-se fuso de cmaras, urna vez
que a dos deputaaos desapprovara os additivos do
senado por 70 votos contra 14. entrando n'aquel-
leso de umliberal,oSr. Lourenco de Albuquerque.
e uestes s de 5 conservadores; os Srs. Domin-
gues da Silva, Ararijie. Baro de (inind, Cami-
nha c Marcondes Figueira.
(Contina.)
RECIFE, 12 DE ABRIL DE 1887
Noticias do Imperio
Rio da Prata e ul do Imperio
Tivemos hontem as seguintes noticias :
Parifico
Datas at 11 de Margo:
As diversas fraocSes do partido liberal
chileno nniram-se e concordaran! na obser-
vancia do programla do partido. A u.iilc
foi suggerida p-lo presidente da repblica
e aceita sem eomiicBes. O primeiro acto
ds uniHo seria a reforma do regiment da
cmara dos deputados.
Rio da Prata
Datas de Buenos Ayres at 24 e de Mon-
tevic'D a' 25 de Marjo :
Os principae8 diarios de Buenos-Ayres
e Montevidi queixatn-se amargamente das
medidas de preeaugao sanitarias observa-
das no Brasil c attriouin to-as a planos
proteceouistas ameago o Imperio com re-
presalias-
Descubri se grande desfalque na admi-
nistrado dos eorreios argentinos o faziam-
se altas diligencias para descobrir todos os
culpados.
No dia 18 deu so um caso de cholera
morbus na Boca, a bordo do navio Panjo-
reit e outro no Rosario de Santa F, a bor-
do do vapor Oradrer.
Teudo o diaria portsnho La Nacin de-
clirado, pela segunda vez, que a sua cir-
culacao pelo menos, superior um ter$o
de qualquer outro diario argentino, La
Prensa, tambem pela segunda vez, negou
categricamente a exaetidao de semelhau-
te declarago : accreacentan lo : Aposta-
mos 2,0005, e favor dos pobr-s do muni-
cipio, em como essii8 infermagoes sao com-
pletamente fulsas.
Acreditamos haver chegado no mxi-
mo da circulagao normal a que tenha che-
gado um diario argentino.
< Ficam eropeubados outros 2,000#i com
o mesmo destino, em ab >uo desea affiraia-
ga\>. a
La Nacin aceitou a apasta, e os dous con-
tendores uomear 'in arbitro ao Dr. Manoel
Bilbao; mas at a ultima data (24 de Mar-
go) a quesillo a! estava resolvida.
O governo oriental contiouava a annul-
Ur contractos ooeroaos para o paiz, una por
ilb'gaes, ou'ras p'r nao serem curapridos.
S. Paulo
Datas at 1.- de Abril:
Coustava na capital que para a inauga-
racSo do trecho da via frrea de Batataei
Franca, na liaba Mogyan.i, est marcado
o da 5 de corrente.
Em Araraquara fi retirado do no
Jacar o cadver de u>n pr-*to de nome
Cosme. Tioha urna p-ga na p">mi esquer-
cfa e os bragos atados para tras, nos pul-
sos e i.nte-)rag08, por um forte layo. O
crneo estava fracturado e o corpo j qua-
si devorado pdos p-ixes, poia havia mais
de viote das que so aehava n'agu.
Em Ceonde, no dia 24 de Margo, i
t.'-rd?, a popubicjlo fi sorprendida por un
norme estampido. Vor?. aos ares a offi-
cina pyrotechnica e Joaquim Paz de Ma-
g-tlhaes que escapou aao ; oseu ajudante,
J.iio Puz, envolvido plaa chamas, ficou
em um estado lastimoso, com a palla a
i spr.n1p.r-se do corpo, sendo gravissirao
o perigo de vida em que ae acha.
Em coiisi-qu-n'tia do briga havia em
Cord^iros, f!le.u JoSo L 'p s, que recs-
beu uma esuddiirada n.v cabega ; aoha-se
em estado inrlin iroso Oiy.npio de tal, q*
foi ferido no ventre pela carga de uma gar-
t cha.
O Jornal do Commercio da c6rto pu-
bcou estes telegraimuas :
S. Paulo l de Abril.
N'Sta capital f;ram apenas matriculado
/
I JJTRADt I


BLHMHHH
fernambuctTerfa-feira
564 escravos e arrolados 8 libertos sexa-
genarios. Pela antiga matricula havia ma-
triculados 3,681.
Campias, 9,986 escravos matriculados
contra 14,028 da matricula antiga. Arro
lados, 251 libertos &ax igenarios.
Taubat, 2,668 contra 3,976. Arrollo-
68 sexagenarios.
Cayapava, 853 ontra 1,074. Arrolaios,
18 sexagenarios.
Parnabyba, 170 contra 463. Arralados,
2 sexagenarios.
Jambeiro, 583 contra 642. Arrolados,
21 sexigenarios.
Rederopco, 260 contra 374. Arrolados,
8 sexagenarios.
Loreos, 1,129 contra 2,265. Aarrolados,
186 s-xigenarios.
Booaina, 59 contra 391. Arrolados, 14
sexagenarios.
Mogymiriai, 559 contra 749. Arrolados,
9 sexagenarios.
Itu, 1,30! contra 4,533.
Porto Feliz, 594 contra 1,696.
ludautuba, 769 contra 1,689
Cabreuva, 409 contra 721.
DtStes quatro municipios nSo veio noti
citas dos arrolados
Rio Qaro, matriculados 3,301, arrola-
dos 75.
Lraeira, matriculaos 2,314, arrolados
60.
Casa Branca, uompraheadendo S- Jos
do Rio Pardo e Santa Cruz das Palmeiras,
matriculados 3,303, arrolados 25.
Caoonde, compreheaiendo Espirito-San-
to do Rio do Heixu, matriculado* 745, ar-
rolados 25
Mococa, matrculadoa 820, arrolados 8.
A conipracao dos rernatriculidos ocm
os da antig-t :uatricula feita tonaado pa-
ra termo o escravos existentes no comoco
do anio prximo passado.
As omisso*:s foram numerosas e muito
g^ral a renuncia dos servicos dos sexage-
narios. O servido corru com excellente
ordera.
1 de Abril (9 h. e 40 m. da noite )
Accelera-ae rnovitnento immigratorio. Ha
grundo procura de trabalho Foram imr-
ditamenta collicados 1,800 immigrante
recera-chg*do8, e so esperados dentro de
urna semana crea de 2,000.
Minas (ieraei
Na corte foi publicado eate t^legramma :
Ouro Preto, 1 de Abril.
Foi este o resultado da nova matricula :
Oar Pfeto, in;.tricula-ios 1,278, arrolado*
7 ; Queluz, matriculados 2,953, arrolados
44; Itabira, matriculados 3,432, acrolaio| d,. p9ir0 Vicente de As-vedo
15. Total: matriculados 7,663, arreados m das avalb-iroa d* Cruz entregue
vs, prec sa para dar aeu parecer que seja ouvida
com urgeicia cmara municipal do Recite.
. Em 29 de Marco de 188?. Reg Barros.
Roingues Pono-
Sao lidos c vo a imprimir os segointes pro-
ieetos :
N. 23.A commisso de orcamento provin-
cial, ionio en attenco as demonstrsoes orgsui-
aadas pel-i contadoua do Ttaeaooro Provincial,
acerca de insuficiencia dos crditos votados nos
8S 9, 12, 15, 19, 33, 72 79 Jo art. 1 da le n.
18*0, de parecer que se adopte o seguinte p.-o-
jecto do lei : -
. A Assembla Legislativa Provincial de Per-
n -mbueo 't-sdve :
Art. Io Fica o presidente da provincia auto
risado a'abrir os Bgaintes crditos supplrm- uta-
res : ao 8 9 do a.t. V dalei n. 1860, o de 1:440*;
ao 8 12, do citado art. o de 400* ; ao S 15, o d
730* ; ao 19. o de 32:740* ; ao '33, o.de.....
6:12 ; ao 72, o de 1:333*333 ao 79, o de
11:604*. ,. .
Ars. 2." Ficam revocadas as dispcsicoes em
contrario.
Sala d-is commis6oes em 29 de Marco de
1887.__Cotlbo de Moraes.Goncalves Ferreira.
Gomes Prente.
pj. 24A Assembla Legislativa Provincial
de Pern*mbuco, rreolve :
Art. nico. hita aberto ao 81 do art. Io da
lei n. 1860 de 1885 o crdito de 70:961*673 para
oecorrer aos pagamentos das dividas de ejerci-
cios findos, constantes do quadro fornecido no
anuo paBsado pel> Thesouro Provincial.
. 29 de Marco de 1887.Goncalves Ferreira.-
Coelho de Moraes.Gomes Parate.
N. 25__A Assembla Legislativa Provincial
de Pernambuco, r.'solve :
Art. nico. Ficam creadas doas cadeiras de
inatrueco primaria na coma*ca da Victoria, sen-
do :
1. Urna do sexo femenino para o povoado
de Ct-Grande.
J 2 Outra mixta para o povoado de Mi
ringaboe.
Revogadas as disposicoes em contrario.
Sala das aessdea da Assembla Provincial 29
de Marco de 1887.Ratis e Silva.
O 8r. oncalve* rerreira(Sao do-
volveu o seu discurso.) / _
Consultada casa, disponsado do mpressao
em avulsj o projecto n. 24.
(Contina.)
Conlinuaco da uucrlpcao de soc
corro* sos asafracas do vapor
Babia.
Transporte 6:927*0*0
A. Alcoforado Jfm
Ombeiro de diversos 384500
Club do Cavallo Marmbo 13*000
Tripolacao do vapor 2pirio Santo 317/4000
Eugenio Goauchel ly**'
Sociedad Recreativa Juveutade 167*OJO
Commisso de Luis T. A. ia, Silv, A.
F. de Asevedo e Alfredo M. Muir 51*000
Un anonymo 5*<)00
Conde de Pereira Marn ho da Babia 500*00 I
Domingos Alves Matbeai 100*0)0
Purcell 20*000
Membros d Assembla P.oviocial 500*000
Capia Viel 5*000
Sociedade Cavalh'ros da Crua 5o*0-l
D Maria Lopoidiaa da Silva C^sar 10*000
100*0OU
Paiva Sobrinho, cadete Man sel Antonio Siqueira
Csbrsl.Augusto Qomes.
Bordo do vapor nacional Espirito Sanio, no
porto do Recife, 28 de Mareo de 1887 films.
Srs.Permitta a illustre e digna commisso de
soccorros aos nufragos do vapor Baha, que a
tripolacao do vapor Espirito Sanio, se associe a
genarosidade e philantropia do bom povo pernam-
nantbucano; coucorrendo com o seu p.-queuo obul-j
em favor ds victimas do naufragio ao referido
vapir Baha.
Junto, faoo entregui- a V. S, importancia de
317*000 ; quantia* por mim agenciada a bordo.
D'us guarde a V. S.Illins. Srs. iniciadores da
commisso de soccorros em beneficio dos nufra-
gos do vapor Bahia,Joao Maria Pessoa, com-
mandante.
(Conlna).

6Q.
Pela estatistioa de 30 Je Juoba de 1883
esta vana matriculados emOuro Preto 1,986,
em Queluz 4,046, em Itabira 4,901.
Pelos dados existentes entas, estavam
no caso de ser arrolados : em Ouro Preto
246, era Queluz 371 e em Itabira 162.
Total : matriculados 10,933, arrolados
O emerramento neste municipio correo
regularmente.
Rio de Janeiro
Datas at 2 de Abril:
Alem do que consta da Parte Officd,
nada referem os jornaes digno de nota.
Babia
Ab folha3 que recebemos desta provin-
cia sio anteriores s trazidas polo ultimo
paquete.
PERNAMBUCO
Assembla Provincitl
14. SESSO EM 39 DE MARQO
PKBSIOENCIA DO EXa. 88. DB. JOS M.VSOSL DE BABEOS
w.v.N ki:lkv
Sumxnrio :Chamada e abertura da sesso.
Approvaco da actaLeitura do ex-
pediente. Observares do Sr. Gon-
C-lves Ferreira. Discurso do Sr.
Visconde de Tabatinga.Adiamento
do requeriraento de informaces sobre
negocios de Tres Lideiras. Conti-
na a discusao do requerimiento so-
bro o naufragio do vapor Bahia.
Discurso do Sr. Gaspar de Drummond.
I parte da ordem do dia.Contina
a 2* discussao do projecto n. 34 de
1886.-Discurso ao Sr. Gomes P-
rente. /otaco do projecto com as
Hiendas.Keqn-rimtnto do Sr. Rosa
e Silva.Approva-se em Ia discuseo
o projecto n. 8 desta anno.3 dis-
cussao do projecto n. 2 deste anno.
Discurso do Sr. Jos Maria.2* par-
te da ordem do da 2' discusao do
art. 2o do pr.jeeto de orcamento pro-
vincial. Ooservacoes dos Srs. Ro-
drigues Po'te e Rtis e Silva.Dis
curso do Sr. Goncalves Ferreira.
Encerra-se a discussao do :.rt. 2' e
ada-se a do 3 Encerramento da
aessao.
Ao meio dia, feca a cliatnaJa e verificando-s*
estarem presentes os Srs Luiz de' Andrada, Ratis
e Silva, Rodrigues Porto, Jo > de S, Coelho de
Moraes Rirrjs Wanderley, Visoonde de Taba-
tinga, Joao Alves, Prxedes Pitanga, Drummond,
Gumes Prente, Uerculano Bandeira, Costa Go
mes, Ferreira Jacobina, DjmingueB da Silva,
Constantiuo de Albuquerque, Ferreira Velloso,
Rege Barros, Juvencio Mariz Alfonso Lustor.a,
Goncalves Ferreira, Augusto Fraukia, Sopbn
nio kortella, Jos Maria, Risa e Silva e Regucira
Costa, o Sr. presidente declara aberta a Beaso.
Comparecem depois 03 Srs. B^rroa Barret> J-
nior, Bario de Guiar, Joao da Oliveira, Rogo-
berto, Costa Rib iro e Aiitouio Victor.
Faltim, couj participaco o Sr. Julio de Barros,
e sem ella, os Srs. Bario de Itapissuma, Soares
de Amorim, Solonio de Mello, Amaral, Andr Dias
e Louren?o de S.
E' lida e sem debate approvada a acta da sea
sio antecedente.
Sr. 1 secretario procede a leitura do se
gafaste
EXPEDIENTE
Hm officio d> secretario do governo remettendo
as informaces do Tbesoiro i'roviucial relativas a
passagens concedidas por conta aa provincia em
vapores da C> pinhia Pernambucana importan ioj
em 1:310*400A' commi3=o de orcimento pro-
vincial.
Outro do mesmj, remettendog recurso de F*r-
rira Cascio & C, scompanhado das informicoes
4o Thesouro Provincial referente ao art. Io 7*
da le n. 1S10A' comoiissao de cresmento pro-
vrnsial.
Outro do mesmo, devolvendo informada a peti-
taa de Manoel Gomes dos Santos,A' quem fes a
reqaiicio.
Outro do mesmo, transmittindo o oalanca da
receita e dospeza do ex-rcicio de 1885 le86 e o
oifamento pira o de 1887 a 1888 da cmara mu
nieijal de Jaboitii.A' commisso de ornamento
municipal.
1 na petico de Bernardo Francisco Santiago,
praca do corpo de polica, requerendo ana refor
IM.A' commisso de peticoes.
Outra de Francisco Antonio Tavares, fabri
qu. ir da matriz de Jess, Maria e Jos de Bom
Conselho, requeren lo :>:( 00* para as obras da re
ferida matriz o coocesso de algumas loteras.
A' eommisso de ore cuento provincial,
Outra de Jo* Gumes Jardim, estabelecido com
itauda ra do Coramercio, requerendo dispen-
sa do pagamento de 20 "/. em que foi eollectada.
A' commisso de orcamaato pravincial.
Lido, approvadoo seguinte parecer :
A commisao de orcamento municipal a quem
a petico de D. Isabel Lucas da Sil-
pelo Jornal do Recife
Uva vlho aasignanto do Jornal do
Rec'ft item
Joaquina da Silva Carneiro
Deodato Monteiro
M. VI. de Amonen Santa Rita
Anjnymo
Agencia Havas
Antonio Maebado
Alfredo Matta
Achile Caaanave
Conrad Wachsmaan
Candido Alcoforado
Cmara Municipal do R cife
Corpo docente e discente do aem'na.
rio episcopal de Olinda
Castro Jesna
Sociedade dramtica Nova Tbalia
Pessoal Maritimo do po' to e empre-
gados civis do Arsenal de Marinha
dem idem dem
L'on-1 de Carvalho & C do Rio de
Janeiro, por mo de Joaquim Fer-
reira de Carvalbojat C. e entregue
pelo Jornal do Recfe
Urna senhora
I ifficiaea do 2* batalhio de inf autaria
entregue pelo Jornal do Reoife
Empregados e typographos do meamo
Jornal
Diversos entregue pelo mesmo Jornal
Gymnasio Provincial
TOts.uraria Geral de Fasenda por
intermedio do Jornal do Redfe
Elias Lopes, da Companhia Ferro Car
ril, item item
Empresa telepbonica Bourgard, idem
item
Manoel Cardozo da Silva, da casa
Cardozo da Silva, Filho & C, do Rio
de Janeiro
Bispo de Olinda
Francisco Campello
Empregados do engenho Sicupema
Ditos e operarios da fundico de Car-
do & Irmo um dia de ordenado
Empregados das Obras do Porto e em
presados geraea de Peraambuco
Um Ctvalheiro da Cruz
Alfonso Bailar
Recrcio Familiar da mat'ne de domin-
go 3 de Abril, no tbeatro de Santa
Isabel
Couducwres dos bonds pelo Jornal do
Recife
Urna criada e dous criadinhos haba-
nos, idem
C immandante, offijiaes e tripolar! tes do
vapor C-'ar
Empregados da repartico da polica
Empregados doa Trilhos Urbanos do
Recita a Caxauga
Einpregados dos Trilhos Urbanos do
Recife a Olinda e Beberibe
Dr. % G P-ranhos Montenegro, juiz
do Cjmmnreio, capito-tenente Joa-
quim Goncalves Martina, idem Fran-
cisco Augusto de P iva Branda), 1
teneute Leopoldo B. de Gouveia,
peritos e Dr. Manoel N. R- Pinto de
Souza, curador de ausentes, de cus-
as na vestona que a requenmento
da l'.jinp :uhia Brazileira ae proce-
den no vapor Pirapams no da 29
de Marco paasalo
P.-im-iros tenente8 Rodrigo Nunes da
Cwta, Jos Rodrigues de Abreu,
Rayinnedo F. da C Rubim, Dr.
Altiuo C>rreia de Araujo e major
Jo= Franklin, peritos, curador e cs-
envo que funccionaram em urna
das visturas do vapor Pirapama
Commisso de moradores da Bja-Vista
B fiongresso Dramtico Beueficente do
Recife liquido do espectculo dado
no 1- do Abril no theatro de Santo
Anconio
20*500
10*000
10*000
lO'XW
5*000
2*000
i 0*000
5* 5*000
5*000
20*006
5*00
3'J0*000
130*00.)
4*000
345*000
378*000
13*50)
1:000*000
5*000
70*000
65*500
32*00)
126*000
108*000
10*000
48*000
OOO K)
100*000
10*000
10*0)0
102*000
355*600
3*000
20*000
532*160
35*500
3*000
201*000
4*000
223*480
200*000
100*000
100*')00
250*000
20/jOO
490*120
14:56S*460
Recife, 27 le Marco de 1887 -Augusto Gomes.
Parabyba.
C nnuiiaso soccorros nufragos indaga si ah
existem alguns, vapor Bahia.
Existindo pode soccorrel-os por conta desta com-
misso, avisando com urgencia seus nomes.
llavera nufragos oessas praias ? P dimos soc
correl-os.Duprat, thesoureiro commissSo.
biprat- Nao existem nanfragos.
Cauprirei ordenasojeorrendo.
Avisarei nemes. Augiuto Gomes.
Ji cife, 27 de Marco de 1887.IvoGoyanna
Commisso Soccorroa naufragas pede indagarse
abi existem alguns, vapor Bahia Existindo pede
soccorrel-os por conta d'esta commisso avisando
cum urgencia nomes, llavera nufragosPouta
Pedras ?Amoros.
Amoros.Vii existe nufragos aqu.
Pont* Pedras nao sabemos se haver
Apparecendo aqu algom cumpriremos ordeos.
Ivo.
Parabyba, 28 Marco 1887.Duprat.ISaufra-
gos aportados boje por Tamba Manoel Rodrigues
Ht>LSTA DIABli
esataslAa provincial. Nao houve
bontem sessao por trrem comparecido apenas 19
Srs. deputadoa.
A reunio foi presidida pjlo Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wa iderley.
O Sr. 1." secretario procedeu leitura do se-
guinte expediente:
Um officio do secretario do governo tranamit-
tindo o balanco da receita e despeza do exercicio
de 1885 a 1886 da Cmara Municipal do Rio For-
moso. A' commisso de orcamento municipal.
Outro do mesmo transmittiudo o balanco da re-
ceita e despeza do exercicio de 1886 a 1886 e o
orcamento para o de 1887 a 1888 das Cmaras
Municipaes de Espirito-Santo, Panellas e Boni-
to.A' commisso de orcamento municipal.
Outr? do mesmo transmittindo o balanco da re-
ceita e despeza para o exercicio de 1885 a 1886
e o orcamento para o de 18S7 a 1888 das Cama-
ras Municipaee do Cabo, Palmares e Escada.A'
commisso de orcamento mnnicipal.
Tres dos secretarios dos governoa das provin-
cias do Piauby, sergipe e Minas Geraes aecusan-
do a recepeo dos Aun-ics desta Assembla, de
1886. -Inteirada.
Urna petico de Manoel Jeo da Silva, procu-
rador do Mcstciro de S. Bento, requerendo o pa-
gamento de 192* que a Cmara Municipal de Pau
d'Albo devo ao referido Mosteiro.A'commisso
de orcamento municipal.
Outra da irmaudade de Notas Senhora da As-
sumpeo da Imperial Capella das Fronreiras da
Estaueia, requerendo preferencia na extrac^io de
urna parte da lotera que Ihe fra concedida.A'
commisso de orcamento provincial. '
Outra de Theresa de Jess Barros Lim, pro-
fessora interina da cadeira mixta de Santa Clara
de Buique, requ'rendo entrar no quadro das pro-
fesoras effectivas.A' commisso de instrueco
publica.
Outr de Joaqnim Almacho Odilon Duart re-
querendo a interpretaco do art. 83 1." da lei
n. 1882 de 1886. A' commia.-ao de legislaco.
Outra do tenente Jos Francisco Paes Barreto
requeren lo o pagamento de 120* que lhe deve a
Caina-a Municipal de Pau d'Alho, de defezas que
fez no jury--A' coimniato de orcamento muoi-
cipal.
Outra do English Bank of Rio de Jaueiro e do
Lon .on and Braziiian Bank requerendo o deferi-
m-'nto de tu petico documentada dirigida a
esta Assembla em 26 de Abril de 1886.A' com-
misso de orcamento provincial.
Em seguida dissolviu-se a reunio.
Teairo Santa Inabel1> -p >ia da repe-
tico da magnifica zarzuela Camp non'., que teve
lugar no aabbado ultimo, e cojo desem^enho cor-
reu to satisfactoriamente como quando pela pri-
meira vez foi cantada neata provincia. A compa-
nhia de zarzuelas hespanhola cantou no domiugo
a aparatosa peca do eacriptor Olooa e msica do
festejado maestro Gaztambide'Jatharina Impe
ratriz da Russi.
O autor do libreto conseguio com alguma felici-
dade, dar ao assumpto do seu romance bastante
interesse, produzmdo ao uiesmo tempo oeffeo ne-
eessano em produccoes de tal natureza, pren lendo
assiin a attenvao do espectador.
O maestro compositor nao foi menos feliz do que
o autor do libreto, porque, tendo bem comprehen-
dido o assumpto, deu msica carcter inteira-
mente de accordo com a produeco litteraria; e
assiin pode-se dizer que, sendo o estylo predomi-
nante da Catharina o marcial, isto oo obsta a
que se encontr bellissmoa trechos de puro sent -
mentalismo. o que sobremodo contribue para tor-
nar como justamente agradavel a msica da
zsriuela de que tratamos.
Na distribuicao das partea coube a Sra. M. Sa-
canelle8 a de Catharina, que apeaar de ser o per-
somgem que d o nome a pee i, nao toduvia a
parte de maior forca. No desempenho do seu pa
pe proeurou essa artista bem sahir-se, conseguin
do-o at certo- ponto.
Nornmoa em favor da Sra. Saeanellea mais des-
en volv ment nessa parte do qne em outras que
tem interpretado, e mesuiO na parte cntame um
douco inais de estudo, cantando regularmente o
do e o terceto do 1" acto e alguns outros trechos.
A parte de Bertha, foi aoffrivelmente desempe-
nhada ptla Sra. A. Sacanelles, que cantou com
alguma uaturali -ade e graja os trechos do seu
papel principalmente o terceto do 1* acto e o do
caract-ris.'ico do 3 acto.
Pedro foi interpretado pelo Sr. Manso, que mas
trou anda u boa vos de que dotado, recebendo
justos pplansos no do do 1 acto, na aria do
brindo e i-in outros bonitos trechos, pelo modo
agradavel porque desempenhou os nmeros de
mu Jica que acabamos de enumerar.
O Sr. Duran agradou bastante na parta de sar-
gento Kiimuff e revelou-se, como sempre, um ar
tista conscieucioso e que estuda, sobresahiudo na
aria e terceto do Io e no do do 2* acto.
O Sr. Garrido foi um impagavel Miguel, pois
identificou-se com o personagem, cantando com
c jrrucco o dito e aria do 1 e o dito com a Sra. A.
Sacaueiles no 3e acto.
A jj ii tu de Ivan, comquanto pequea em msi-
ca, entretanto extensa em declamaco, e o Sr.
Ramos, apesar de t >do o odioso do personagem, foi
muito bem, sustentando asaim os seus crditos de
artista.
Os coros cantara .n regularmente, e a oichestra
800 a batou do Sr. Valle, esteve excellente.
Pena foi que a coaiwrrencia fosse pequea.
Vacadas.No sabbado ultimo, s 7 horas da
noite, no lugar Remedios, lo districto da Magia
lena, o pardo Olympio Jos de S, entrando na ta-
verna de J -s Frazo, aggredio a Francisco Co-
ciuato, que all se achava, dando-lbe duaa taca-
das, acodo urna no braco e3quordo e outra as cos-
tellas do mesmo lado, isto aps urna pequea luta
qu- travaram.
O criminoso foi preso e levado presen$a da-
respectiva autoridad*) que tomando conbecimento
do facto, prosugne nos^ermos da lei; e o offeudido
fui remcttido ns mesma occasio para o hospital
Pedro II, afim de aar tratado e vistoriado.
Itu u ti o. Em telegrainma, disae bontem ao
Sr. Dr. chefe de polica o delegado do 1 dirtricto
do termj do Cabo, que os iadres penetraram na
casa do collectur provincial, e de urna carteira,
que arrombaram e eslava em um dos quartoa.sub-
tiahiram 3:200* da fazeoda proviucial, sendo 4
sedu'as de 200*, 13 de 100*, 21 de 50* e eutras
de mnnor valor.
A respectiva autoridade policial tomou conheci
ment do tacto,.abri o competente inqoerito sobre
elle e trata d descobrir os autores do crime.
Vapor filbala. Por or em superior ficou
transferida para 15 do corrente, ao meio dia, a sa-
bida deste vapor para Fernando de Norouna.
Accidente*Na tarde de 8 do corrente es-
lava a biiocar e a correr no becco do Quiabo,
freguezia de Afogados, urna meoina de nome Ma-
ria, de 2 aonoa de idade, filha de Francisca Ma-
ria di Niscimento, all moradora, quando, escor-
regou e cahio no vallado, que eslava cheio d'agua,
morrendo afogada.
A infeliz enanca nao foi soccorrida, porque
ninguem Ibe ouvio os gritos nem a vis cabir.
A polica tomou coabecimento deste facto.
taulaile aa Patria.E' o titulo de um
dobrado, impreseo pelo Sr. Azevedo, ra do Ba-
ro da Victoria, n. 13, e composico do Sr. Jos
R F-rreira. E' para piano e bonito.
Tren tacada*lioutem, cerca de 4 horas
da tarde, na porta da parte posterior da fabrica
de calcados Gondim, ua ra do Jardim, 1* distric-
to de S Jos, travaram lata Fortunato Francisco
Peuua e Philomeno de tal, ambos officiaes sapa-
teros da referida fabrica, e o segundo deu tros
facadas no primeiro, sendo ama no peito esquer-
do, outra as cestellas do lado direito, o a tercei-
ra na regio inguinal desse lado.
Praticado o crime, o offensor evadio-se.
O ferido, depois de pensado na pbarmacia Tor-
res, foi transportado para o hospital Pedro II,
onde foi vistoria lo, sendo considerados mortaes os
seos feriiaentos.
Trllhoa Urbanos de Olinda Em as-
sembla geral reunem-se amanh, s 11 horas da
n-aiiba, os accionistas da Companhia dos Trilhos
Urbanos do Recife Olinda e Beberibe, am de
diserem sobre a i uno vacuo do contracto autorisa-
do pe i lei n. 1,850.
Cldade da Victoria Diz o Lidador de
2 do corrente:
Foram matriculados na collectoria desta ci-
dade at o dia 30 de Marco (ultimo dia marcado
pela lei) 1,759 escravos.
No encerramento da matricula em 1872, ha-
va na meseaa repartico 3,6"4 escravos matricu
lados, pelo que boje ha a enorme diff.-renca para
menos d 1,925, mais da metade.
L se na mesma folba Je 9 :
Cboveo bastante esta semana nesta cidade e
comarca. O nosso rio deu urna-pequea cheia.
Revisita, do observatorio,-Recebemos
o n. de Srareu desta revista, cajo snmmario o
seguinte :
Relaco entre os elementos climstologicos e a
saude humana.O grande cometa ausTal.So-
bre alguna erroa populares relativos aos observa-
torios.Aspecto do ceu dorante o mez de Abril
Resumo das observaces metereologicas feitas
no Imperial Observatorio no mez de Fevereiro de
1887j)iiri atetereuLgico do mez de Fevereiro
d'1887..Revista climatolgica do mez de Feve-
reiro de 1888.;--Ob8ervacoesmetereologicss feitas
em Nova Friburgo pelo Dr E de Menezes.Necr >-
logia.Noticias varias.- R-sumo das observaces
mjtertologicas feitas no Observatorio de Santa
Crus no'mez de Fevereiro de 1887.O'oservaco-s
simultaneas. -
4aOyanna>Lemos na Gazetade Goyanna de
6 do corrente :
A Cmara Municipal, na sesso de 4 do cor-
rente, di'libcr.iu conceder a autorisaco que lhe
foi solicitada pelo commendador Ivo Antonio de
Andrade Lun i, para construir urna linha de tram
ways entre esta cidade, a partir da ra do Rio, e
o rio Japociim, d 'atinada a transporte do cargas
e pasaageiros, por meio de vehculos movidos a
vapor. Fazemos votos pela prompta r ntlisaco
deste melhoramento, de que tanto carecemos.
Club Marcelino CletoO rrovimento ia
bibliotheca deste club no mez prximo fiado foi o
seguinte :
Obras sahi laf 32 em 60 volumes, entradas 29
em 58 volumei.
Offertas. Pelo socio Manoel Prysthon, Expliea-
Coes oes Lusiadas de CamVs, pelo Dr. Jus Dioiz
Baneto, 1 vol. enea".
Tneses e Dissertago.-s h presentadas a Acade
mi* do Recife pelo Dr. Adolpbo T. C. Cirna, 1
vol brocb.
tos. fasendo ums procisso, na qual carregam _
cotre ; sendo qu>, quando o offioial D. Scbastio
s interroga elles dzeui ser aquella procisso f i-
ta para Deua abrandar as tempestades e que
aquella arca era iaviolavel, terminando a scena
por D. Sebastio pedir desculpas, faser as conti-
nencias e deixal-03 passar.
Acto 2cSala da quinta do ministro.
Oiana e D. Sebastio fallam do seu mutuo amor
e procuram um meio,para que o marquez nj se
case com aquella, at que entra o conde de Cam-
oo-Maior, seguido d-j seu aobrioho o marques de
Sandovsl; aquello detcorrendo sobre a sua pers-
picacia, afazerese festw do casamento d; sua fi
Iba e este sempre distrahido pensaudo em Catba-
rioa.
Os cavalheiros e damas convidadas para assis-
tircm a asaigoatura do contracto, ch'gam e quan-
do eato comprimeotando a noiva, entra un. cria-
do que entrega um officio ao conde, o qual drpos
d le-o, sabe, encarregando a D. Sebastio d) re
ceber duas pessoas que pedem descanso, por ae ter
quebrado a carruagem em que vinbam.
Dianua e o Marques vSo cantar um bolero, quan-
do entram Catharina e Rebolledo, a primeira das
quaes ao aer viata pilo Marquez, faz com que este
se perturbe e nao poasa cantar ; mas canta em
seu lugar a recem-nh*ga4e.
Depois dos agradeciesent03. e do convite de
Dianua para que Catharina danse e fa? parte da
feata, urna dama l em um peridico a noticia de
urna companhia de bandidos, moedeiros falso3 que
se sabia existir teudo per chefe urna mulher bonita,
mas que se a nao conhecia; noticia esta que taz
tremer o Mrquez, mas, que nada perturba a Ci-
tharina e que negada por D. Sebastio, que
affirm nao ter encontrado mnhom bandido, inss
somente monges.
O Marquez a eos com Catharina reprehende
[ijt ter viudo para casa do Ministro, tendo este
tanto interesse em deseobril-a ; ao que ella res-
pond ', que por sso mesmo o mclbor lugar de se
occolt.r era all; e depois de urna d-.-elaracao
amorosa do Marquez e de que hia renunciar ao
casamenta, Catharina lhe offerece com leuibrauc*
um annel.
Dianua insiste para que a Ouqueza de Alba-
BloTj assim disse Catharina chamarse, fosse mu-
dar a toillette para tomar parte no baile e euto
acbando-se s com o noivo e de inteiro accordo
com este resolvem disfazer o casamento ; depois
lo que entra o Conde e em segredo coata que os
diamantes da corda, foram roubados, conforme lhe
iiz officio, quaes as providencias tomadas, sendo
urna dellas a prohibico de andarem carros uas
ras, exsepto o del le.
Dianna confrontando certos sigoaes que o pe-
5 fascculos do Crime de Vanderbilt, por Mon- iiodico d acerca da chele dos bandidos, desobre
te i ro Lopes. per Catharina, assim orno o Conde descobre no
Pela socio benemrito Marcelino Cleto, Eorico I ludo-do Marquez um dos brilhant.es di eora, pelo
por Alexandre Herculano, 1 vol. broch. 'que interrogando-o e esse dizendo que comprou a
Pe aa respectivas ndacto-s Diario de Fernam- um vendedor de joias, quer mandar prender a um
buca. Jornal do Recife, Provincia, Evolucao e Re
visto do Norte.
Jornal de Medicina e l'hnrmarla
Deste quinz'Hiario parisieuse ree-bemos houtein
o n. 6, do 26 do mez paasado. E' este o seu sura-
mario
Boietim.A medicacao abortiva as enfermi-
dades infecciosas.A. P. Gaviln.
Clnica medie i Estreitamento canc iroso do
'sophags.Tirres Homem.
Trahalhos uriginaes.Notas sobre a dilatadlo
do estomago.baro de Ornellas.
Casos clnicos.Um caso de aneurisma da po-
pltea simulando urna arthrite suppurada.Meton
de Alencar.
Soci-.d.ie mlica do3 hospitaes de Pars.Ra-
chitismo, osteo-malaci'i e dilaticu do estomago.
As injrcc!W de caiomelano. na sypbils.S. de
Si Valle.
Sociedade de cirurgia de Pars. Sutura dos
ervos, extirpacao do tero.S. do S Valle.
Sociedad de medicina de Berlira.Caso de m-
xedema.V. Santooi.
Soc-edade de medicina interna de Be.lim.Ca-
lomelanos, sua acc-> diurtica, emprego da naph-
talina como tratamento abortivo da febre typh ide.
V. Santoui.
Sociedade de medicina de Londres.Perfora-
Co dos vasos temoraes. Obstruccao dos urteres
como me o de suspender as hemorrbagias renaes.
Affecyao vesical simulando a psdra.Dr. eakius.
Sociedade imperio-real de Vienna. Amasa-
dura calomelanos, aeco da moacanna.Steiu-
bsch.
Productos novos.Salix nigra, ulexina.
PharmaciaNota sobre o* ensaiosdo opio.
Adrin e E. Gallois-
Bibl graphi iBoletim mensal da rmrtalidade
da cidade do Rio do Janeiro.0. A.
Formulario.
Noticiario.
Demograpbia. Quadro da mortalidade diaria,
mensal e an nnal do Rio de Jam iro em 1886.Dr
J. Pires Farinha.
Iti ssrestst Tambem recabemos bontem de
Pars o n. 149 deste correio da America do Sul.
O seu summario este :
Ls Colonisation de Sam Paulo.A. F. Tl-
grammes du 15 au 25mars. Echos de partout.
Le Syatme d'Immigratioo et de Colonisation du
Brsil (suite).Dom Lua. Chroaique parisieune.
Adrien Desprez. Notice sur la Mine d'or de
Faria, Ce qu'on dit de nous. La distribuan des
Prix de l'Exp'jsition Sud-Amricame de Beriim
P. G. Nouvelles des provincea (Rio de Janeiro,
Espirito Santo, Sam Paulo, Minas-Geraes, Para-
n.) Memento bib iograpbique. Revue commer-
ciale.. Noel. Revue financiero.
Kmoreaa do HaNo dia 6 do corrente e
no vapor ingles Alliancr regressou o honrado Sr.
George Wiudsor.
8. 8. j reassumio a gerencia da Companhia de
Illuminaco a Gaz, que temporariamente deixara.
O diamantea da coros E' este o litu
lo da zarzuella que vai boje scena no Santa
Izabel;
E' eriginal de Scribc, accommodada scena
hespanhola por D. F. Campredon, msica de A.
Barbieri.
Personagens
() conlu de C .mpo-Mai.r, ministro da Justina
Duna, ua filha.
Marquez de Saadoval, sen sobrinho.
D: Sebastio, official.
Rebolledo, chefe de moedeiros falsos.
Catharina.
Antoui).noederos.
Muuos )
Um pagem real.
Um criado.
Um tabellio.
Damas, cortesa os, soldados, bandidos, etc.
A accao passa-se em Portugal em 1777, na me
noridade de D. Maria Francisca.
Acto 1*A scena representa as ruinas de urna
capella subterrnea no meio de urna montauba.
Ao levantar o panno os bandidos diz-.'m que
que basta de descanco e que querem trabalbar
porque pouco lhes falta para concluir a obra" que
encetaram. i
Apparece o marquez de Sandoval e ego depois
Rehollado e Muoz traze do urna mala, o primei-
ro dos quaes deixara a carruagem para se abri-
gar da tempestado, na capella, ignorando que all
era a caverna dos moedeiros falsos, sendo que o
chefe dtstes, Rcbolljdo, se havii de tudo quauto
era do marquez, so aposssdo. Queixando-se Mu-
oz da autoridade que sobre todos elles exercia
Catharina, reprehendido pelo chefe, que affirma
ser 8 mente essa o verdadeiro chefe, pois, foi qusm
o livrou da forca.
Descobrindo o marques uveste contra elle cem
a espada.
Ao verem, porm, Catharina, se escobrem e
essa depois du algumas palavras, diz ao marquez
que sabe que a viagem dalle a cara de seu tio, tem
por fim eff-ctuar o seu casamento com Diana, que
ama a outro e aqnem elle tambem nao ama, e que
urna vez que elle est em seu poder, vai tazel-o
caro pagar a sua imprudencia.
O marques fascinado pela belleza e fina educa-
cao da moca, fas-lhe quaai u na declaraco amo-
rosa, dizendo que por amor della a tudo se su-
jeita.
Catharina canta urna balada, depois do que to-
ma chocolate com o marquez, o qual affirma ser
ella muito mais bella e fidelga do que sua futura
noiva, cujo dialogo cortado por Catharina lem-
brar ao marques que elle deve partir que sua noi
va o espera, e que tude lhe perda com a candi-
Cao de nada do que vio e sabe revelar e nao a co-
nbecer, se ainda a tornar a ver.
Tendo se retirado o marquez com tudo que Ih
pertencia, Cathariua sent viva sympathia por
elle, entrando euto os bandidos qne terminarais
o trabaibo, ella ibes d liberdade.
Entra Rebolledo que vem participar que os sol-
dados do governo se approximavam ao que os
moedeiros responaem que Catharina tinha previs-
to sso pelo que Ibes deu hbitos de S. Huberto,
para disfarcados fogirem, e effectivamente quan-
do a tropa ebega apparecem os bandidos de habi-1
legociante judeu
O Marque a'ixilixdo pela prima, fratum de sal-
var Catharina, o que ouvido p ir esta, e para tal
fim Dianua manda prepirar o carro do Conde s^u
pai, para nelle fugir a moca, a qual carta do amor
do Mrquez finge que tahe.
ludo assignar-se a escriptura D. Sebastio fica
irritado por t.-r Dianna asignado, s-'ndo, p'.rtn,
que ao chegar a vez do Marquez este recusa, o
que espanta a todos, e somenta nessa occaeio
|ue Catharina rog, sciente da constancia do seu
ap.ixonado.
No meio da exasperaca do Conde, ouve o rodar
do carro que leva a fugitiva e um criado entrega
um carto de despedida de Catharina ao C.-nde,
que mai se exaspera e pr unen urna recompensa
-a quem prendel-a, ofTrta que nao acceita p ir
tei aquella fgido no carro do propro Conde, que
pjdia transitar o quo nao succedia a outro.
Acto 3.Salo do throno do palacio real de
Lisboa.
Os 'orti,sos fallam a respeito dos candidatos de
que a regencia tem de escolber um para esposo da
rainha, naquelle dia em que completando a sua
maior idade. sobe-so throno, e em conversa D. Se-
bastin que estava de guarda a rainha, diz, ao
lUarquez de Sandoval, que ainda ninguem vio
sua inagestad'-, p;is, chegand) essa oceultamente
nao fallou a ressoa alguma, e ooclue pedindo a
proteceo do Mrquez para os seus amores com a
filha do Conde.
Este e sua filha encontram oMarquez que de-
pus de algumas palavras em que elogia irnica-
mente o tino governameur.il de seu tio e ouve
delle a declaraco de que j tinha mandado piea-
der ama mulher que o seu criado dizia ser Ca-
tharina, termina pedindo a mo de Dianua para
D. Sebabtio.
Un pagem real, annuncta Rebolledo, com o nome
de conde Alfredo Magalhes de Fuentes, o qual
ao entrar felicitado pelo conde de Campo Maior,
sendo, porm rtconhecido como o companbeiro de
Catharina, por D. Sebastio, o Mrquez e Diana,
os quaes tratam logo de informar ao conde, mus,
nao sao acreditados.
De novo apparece o pagem que vem dizer que
a ranilla pede que todos se retir-ra que precisa a
sos fallar com Rebolledo, ento conde de Fueutes,
e ao entrar a rainha, esse se admira de ser a rainha
a mesma Catharina, que passava por sua sobnnha
e para quem "He falsificara por sua ordem odinhei-
ro da coroae trocara os diamantes verdadeiros por
falsos.
A rainha explica ao seu cmplice que fora para
soceorrer ao povo dando-I he ouro com que mi:i-
gasse suas nocessidades, s quaes eram surdos os
regeutes, que trocara o dinheiro e os diamantes da
cora. exigiedo de Rebolledo algumas informaces
acerca do casamento que os regentes lhe impunham,
nomado-ointendente, exgindo delle todo segre-
do, ticandd tambem certo do amor que s ella tinha
o marquez.
A sos com o conde de Campo Maior a rainha
reprehende e i.meaca por ter deizado roubar
os diatnarxtes da corda e por ter esse (ido em sua
quinta e deixado fugir em seu proprio carro a Ca-
tharina, o que para se desculpar o conde se des-
culpa com seo sobrinho o marques, a quem ento
a rainha d ordem de piender.
Chegando Diana reconhece Catharina na rainha,
mas, esta lhe impde silencio.
Vindo o marques fallar com o tio a respeito da
priso da mulher a quem o conde suppunba Catha-
rina por ordem deste tambem preso, prometiendo
D. Sebastio livral-o.
Tendo a regencia autes por intermedio do conde
escolhido um noivo para a rainha, esta nao acceita
e pede para livremente eseolher.
Saudam os fidalgos a ascenco d rainba ao
throno e a felicdade ao que for escolhido para seu
marido, quando esta apparece e logo aps o conde
de Campo Maior que traz u consentimanto da re-
gencia para a rainha escolber o noivo.
Chegando o Marquez de Sandoval preso a rainha
manda-o levantar se e o apresenta com o esco-
lhido do seu coraco para er seu esposo, offere-
cendo-se tambem para madrinba do casamento de
Diana e D. Sebastio a quem eleva a urna posico
na corte.
Aos agradecimentos que o marquez faz rainha
pelo pr-mio que receben o seu amor, esta respon-
de-lbetudo em mim verdadeiro excepto os
diamantes da minha corda.
nireetorla das otira* de conserva
cao dos portoBoletim meteorolgico do
iii Md- Abril de 1887:
Horas V Soso Barmetro a 0 Trnso do vapor a o i 3 33
6 m. 26'7 758>69 19.53 75
9 27"-5 75992 19.87 71
12 29l 759o63 19.77 65
3 t. 290-2 758"27 21.59 72
>> 264 75845 20.12 80
Temperatura mxima30,0
Dita mnima25"\75.
Evaporacao em 24 horas ao sol: 5,"5 ; som-
bra: 3,4
Chuva l,m4.
Direccio do vento: SE de meia noite at 11
horas e 45 minutos da manb; EE e SE segui-
damente, com pequeas nterrupcSea de E, at 8
horas e 17 minutos da tarde ; S at meia noite.
Velocidade -media do vento : 3,67 por segundo,
sendo das 9 s 12 horas da tarde 5,n19.
Nebulosidade media: 0.78.
PAo d'AInoEscreve-nos em 9 do corren-1
te:
O Club Ensaio Dramtico Pao d'Alhense, da-
r, no domingo 47 do corrente mez. no theatro
Santa Theresa desta cidade, um espectculo em
beneficio dos nufragos do vapor Bahia, levando
acea o drama en 2 actosAmor e honra e as co-
medias Quem o alheio veste na praca o despee
Consequencias de um engomo, em 1 acto cada urna
Offerecerain-se espontneamente para faser
parte das commiseo's que o Club tinha de noaoear
OS cidudoa seguintes :
Joe Pedro Mireirs, Jos Frsncisco Pinheir
Ramos, Francisco Antonio Brayn-r de Souza
Rangel, Elias B^ptista da Silva Ramos, Severia-
oo Jos Freir e Julio Enilio de Carvalho, que se
encarregaram da passagem dos bilhetes e direc-
Co do espectculo. O Club, confiando nos senti-
mentoa humanitarios dos pao d'alhentes, espera
su* coadjuvaco, em pro daquelles que foram vic-
timas do horroroso naufragio de 24 de Marco fin-
do. >
BomdUtrdlntDesta clade escreve-nos o
nosao correspondente em 30 de Marco ultimo :
. Nao Ibe escrevi, depois de enc-rrado o jury
como havia promettido na minha ultimi. missiva,
porque aguard.va-me para fzel-o quando hou-
ves.e mais noticia a dar-lhe; mas contnuando a
pobreja de facto* que interessem, eBcrevo-lhe
hoje.
O trioonal do jury funecionnu de 8 a 12 in-
clusive do cadente, e fram julgados 3 reos, sendo
dous absolvidos e um cond. inundo, notndose que
o ultimo entrou pela quarta vez em julgamento.
Occupou a Cadeira de uceusaco o Dr Hersilio,
promotor publico, que desempenhou brm os de ve-
res do cargo, pelo que o presidente do tribunal,
ao encerrar os respetivos trahalhos, luuv, u o seu
procedimeoto como orgo dajustica.
No 1 dia de sessao compareeeu para ser jul-
gado o reo de crime de furto de cavallos, Jos da
Costa Gomes, um dos que ha mais le cinco mezes
se conservavam na cadeia sem culpa formada, e a
s-ru respeito deu-'se um incidente, que motivou o
juiz de direito expedir ao Dr. promotor publico o
officio que par copia lhe envo para que o publi-
que, pois que trata tile de um caso por assim
diser excepcional, e que por isso merece ser lido.
lista marcado o dia 24 do mez prximo vin-
douro para a eieicSo de vereadjres e juizes de
paz, a qual nao ae realisou no anno prximo findo
por t-r entrado o trabalho el-itoral pela noite.
Veremos se desta vez os eleitores tero mais cui-
dado e pressa. de modo que antea da noite estejaui
os trabainos concluidos.
O digno e exemplar vigario desta cidade, pa-
dre Jos Francisco da Silva Borges, continua a
d. s mpenhar com zelo e caridade aa funecoes pa-
rochiHes. Prouvera a Deus que todos os sacer-
dotes eearregados de administrar frt-gueziss pos-
suissem as bellas qualidados e exccilentea c no-
brea sentimento* do vigario d'aqui.
Como apostlo dedicado intru^o do povo
fuidoa elle e mantm a sua custa urna rsool no-
cturna, onde elle proprio ensina primeiras lettras
aoB meninos pobrea e desvalidos, fornecendo 1-
vros, papel, penna e tinta, sem a menor retribui-
co pecuniaria.
Como pastor, nao tem horas para desempe-
nhar os seus d.-veres, e isto com o maior desinte-
res&e onde quer que estes o cbamem.
Os habitantes desta cidade nao podem dese-
jar melhoi sacerdote para reger a fr-guezia.
A providencia do juiz de direito. Dr, Castello
Branco, sobre os rrsessos q'ie nao tinham anda-
mento, de rjs presos b mais de cinco mezes, vai
produzindo seu* efl'oitos.
O juiz municipal, Io supplente em exercieio,
ap>sar ua sua avanyada idade e de residir distan-
te desta ciade, cinco leguas, tem-si? mostrado
ultitnaaente solicito em dar audiencia, despa-
char os pro -.'3308 criines, que estavam parados e
praticar outros 'ctos, que j haviam cahi^o em
d.-siiso aqui, taes como marcarse dia para inque-
ric*j de t'Stemunhas e inqueril-as effectivamente
uo da designado.
O Dr. promotor publico, depois de ter apre-
sentado ao Dr. juiz de direito c rulatorio do i s-
tido dos miseros presos, requeren ao juiz munici-
pal suppieute o arrolainento e concluso de todos
os aummarios, e o juiz supplente despacbou a pe-
tico ordenando aos esenves que lhe fizessem
concluaos todos os feito3. A cousa est andando ;
pena ter vindo tarde a providencia eai lia
llora lembrada.
O que convm que o Dr. Castello Branco a
cateada aoa orphaos, cujos interesaes eato posto;
margem, e delles nao cuida a jus->ca orpbanolo-
ica' E' de mnita uecessidade urna correeco.
Hqe encerrou-se, s 6 horas da tarde, a nova
matricula e arrolamento dos escravos deste mu-
nicipio, conforme o art. 13 2 do regulamento n.
9517 do 14 do Novembro de 1885.
Exiatiam, segundo a matricula antiga, nesta
comarca, 2134 escravos, cujo numoro pela nova,
ficou reduzido a 1348 .
N. 6. Juizo de direito de B im-Jardim, 26 de
Marco de 1887.Illm. Sr.Na sesso judiciaria
convocada para 7 do corrente, foi submettidoa
julgamento Jos da Costa Gomes processado por
crime de furto de cavallos, praticado em dias do
mez de Fevereiro do anno passado.
No tribunal o advogado do reo, suscitou a
preliminar da perempeo da accosaco por parte
da justica publica, sob o fundamento de nao ter
sido seu conatituiute preso em ZLigrante, e o pre-
sidente do jury aem deferir ou indeferir o reque-
rir uto apreaentado, adiou-o para sujeital-o op-
portunamente urna reeoiuco mais prudente,
visto lhe ter psrecido ser a questo antes de facto
do que de direito.
Composto o conselho de sentenca e recebido
por este o juramento, o patrono do recusado, in-
sisti na sua preliminar, acentuando que da res-
pectiva soluco dependa a deliberaco fin,, 1 do
jury, e seudo ouvida promotona publica, foi esta
do mesmo parecer, com a ponderaco de que, sen-
do a dita preliminar de direito, a deciso della era
exclusivamente do presidente do tribunal.
Considerando, porm, que pelo facto do sor-
teie em que intervieram aecusado e aecusador, e
do juramento deferido, o conselho se achava de
posse do processo, o qual nao poda mais ser avo-
cado pelo juiz de direito, sem aniquilamento e
vialoco flagrante das attribuicoes da institnicao,
subaictti o alludido incidente ao jury de sentenca
que por unanimidade negou a flagrancia, sem re-
cordar-me na occasio dos precisos termos da lei
n. 3163 de 7 de Julho de 1883, lavre, de confur-
midade com a resposta dada, a perempeo da ac-
cusaco, deixando entretanto, salvo a quem qurr
que tor o direito de intental-a de novo.
A' face da lei citada, que revogou ern parte
os decretos nmeros 562 de Julho de 1850, e 1090
de 1 de Setembro de 1860 art. 1, inubitavel
conter a minha deciso m erro, que a nao ser
convenientemente corrigido e notado pelo tribunal
superior ex vi da iniciativa dos que conhecem a
minha inteuco, mais tarde, encontrado sepultado
nos cartorios, sem um protexto de correeco, ser
levado conta de urna falta injustifi?.avel e digna
de censura.
O magistrado quando por equivoco ou des-
cuido e involuntariamente, invade as attribuicoes
que nao lhe pertenc-m, causando damno s partes
u sacrificio a justica, tem por dever imprescripti-
vel procurar jnstificar-se e provar, sendo compel-
lido judicialmente, qual a procedencia de sea erro
atm de patentear a sna innocencia, o que por
teima ou falso pjo, recusar prestar-se ao trium-
pho da verdade, oceultaodo o erro, receia morrer
abracado com o erime ou desconhece que nos pai-
z a livres, a publicidade dos actos doa juizes um
elemento essencial de toda a organisaco judicia-
na, como bem dournna o Aviso do Ministerio da
Justica, de 28 de Setembro de 1865.
Convinio, pois, que a minha predita deciso
soffra um correctivo e si ja r.gularisada viste
como a citada lei de 7 de Julho de 1888 admitte
denuncia nos crim s de furto de cavallos, que
tirados de lugares que nao sejam considerados no
8' ntido do. referido decreto de 1 de Setembro de
1860, campoB de pastagem ou cultura, quer a
pnsio do delinquente s-ja ou nao realisada em
flagrante, sirva-se V. S. de, no interesse da justi-
ca de quem advogado, interpor do meu alludido
despacho, o rf curso de nppellaco para o Egregio
Tribunal da Relaco.
A esse proposito, pondero a V. S. que segundo
os principios de direito, jurisprudencia dos tribu-
na es, e recommeudaeoes constantes do Aviso de 8
ie Abril de 1843, e de outras decisea, os recursos'
se devem ampliar, e aa autoridades devem ser fa-
cis em admittil-os, principalmente em casos cri-
mes, comtanto que nao sejam expressameute de-
negados em artigo de lei.
Reitero a V. S. os protestos de minha parti-
cular estima e consideracao.
Deus guarde a V. S.Illm. Sr. Dr. Hersili
Lupercio de SouzaM. D. promotor publico da
comarca.O juiz de direito, Francisco da Cii-
nha Castello Branco .
Ber. rro.Sscrevem-nos em 2 do corrente:
outinuamos a ter bastante chuvas, acompa-
nhadas de fortes trovs e relmpagos ; parece-
nos que estamos com bom invern, pois as noticias'
que nos ebegam do alto serto sao muito animado-
ras.tanto que o nosao Ipojuca tem ebegado eombas-
tante agua, ceasando assim a inconveniencia que
havia com relaco s aguas immandas que existan
no acude.
Tundo sido convocada a primeira sesso d
jury deste termo para o dia 14 do mez proxim"

\
1
aal


LO
>ril de 1887
3
t
>
lindo, s o dia 15 pode aer installada sob a pre-
sdanla do De jui de dirsito Joaquim Quennes
da Silva Mello, oceupando a cadeira da proinoto-
ria o Dr. Joaquim Manoel Vieira de Mello, ser-
viado de eserive o respectivo serventuario l-
ente Jos Mariano de Hollanda Faleo.
O prioieiro auppleute de juiz municipal em
exercicto Severiao d'Araajo Oliveira, apresentou
tres pr cessos devidiraente.preparados, sendo nea-
ae menino dia aubmettido julgamento o rao Ma-
noel do O', pronunciado ao art 57 do Cod. Crim.,
qual rJ foi absolvido, appeliando o Dr. juiz de
direito para o Superior Tribunal da Relacao.
. No da 16 foi aubmettido ju'gamento Ma-
noel Vieira da Silva, prouuaciado no art. ... do
Cod. Urim. Foi abaolvido, uppcllando j Dr. juiz de
direito. _, ,
t Patroeinou ambas causas o Ur. Antouio
Cetario Ribeiro.
Encerrou-ae neate aieaoio dia a mismo, porque
o terceiro processo nao pode ser aubmettido a ju-
inento por estar incoirpatibilisa lo o Dr.juiz de
direito, que, tendo convida! > o juiz municipal de
Un'uar, este deixou de vir.
No dia 30, 4 horas da tarde, na casa em
aue tun ociona a co .lectora geral, presentes o pre-
sidente da Cmara teneate coroael Francisco (j -
mes dos Sontos, adjuncto de promotor publieo Ti-
tania de Oliveira e Sonsa, coilector geral Idalioo
Martina do Montea e aeu eserivlo Joa Francisco
de Figueiredo Lima, houvo o eucorramento da rra-
tricala do escravos exiateutes neate municipio e
os de Gravat, ohegando o numero dos matricula-
dos a 829. sendo deste municipio 642, e do de
Grava' 187.
Eicravoa maiores de 60 annos, e foram arrola-
dos 8.
Eis o movinento do Club de Instrocco e Re-
creio Bezerreaae, durante o mea fndo:
Sob proposta do digno socio capto Manoel
Joaquim Xavier Ribeiro, passou em sessao da J3,
a denomiuaeo cima, fcaudo aero vigor a antiga
denomnaco de Recreio Bezerrense.
Contina a direceo do meanio sob a presi-
dencia do Dr. Jos Gomes Neto que, com o seu
recouhecido amor pela evolucao seitiitifica, muito
nos promette.
Pelo socio honorario Luis Felippe dos Santos
Porto foram offerecidos as seguintes obras : As
Doudas de Paris 6 volumes, Vlorte de D. Joo 1
dito, Filho de Baldaia 1 dito, Mrquez de Pombal
1 dit', Vesperas 1 dito, Amor e Patria 1 dito, bo-
nbos e Realidades 1 dito, D. Joavmes l dito, Re
volta da Dignidide 1 dito, Remedio de Matar Pai-
xo 1 dito, Educacao de Mi de Familia 2 dito*,
Expoaico Provincial do Pernambuco 1 dito, Goia
do Cidado Jnrado 1 dito, Seintilacoes 1 dito, e
um drama l dito.
Pelo socio Apolonio Eduardo Bezerra e Silva,
as seguinte*:A Ermida de Virgilio 3 volnmee,
Orayoes de Cicero 1 dito, Horacio 1 dito, Phedro
1 dito, Etlnca de Job i dito, e Almanak Litterario
de 1884.
Pelo socio capito Xavier Ribeiro. Os Lu-
siadas 1 volume.
Pilas respectivas redaccoes: A Provincia,
Evolucao, Rebate, O Federalista, Lidador e Pa-
tueco.
Sahram para ieitura dos socios 27 obras em
43 volumes.
As aulas do Club foram i'requentaas por 28
alumnos dur inte o mez. Frequeutaram o mesmo
Club 52 socios.
No uia 6 houve sessao pratica forense, sob a
presidencia do Dr. Vieira de Mello, entrando em
debate o crime do art. 257 do Cod. Crun.
Foram propostos para eocios effectivos : Drs.
Antonio Cesario Ribeiro e Vicente de Paula Feli-
eio dos Santos. Honorarios : Dr. Francisco Seve- I
riano Braga Torres, Trana Van-Lippe, Joo Pes-
soa de Albuquerque Mello, Manoel Lturentino da
Silva, Jos Mariano de Azevedo e Silva, Dr. Jos
Mara de Albuquerque Mello, Joo Djarte Filh->,
Luiz Cavalcaote Filho, Jos de Oliveira Maciel
Reg Barros e Piragybe Costa; Exmas. Sras. DD.
Mara Theresa Cavalcante, Joaquina Mara Be-
cerra dos Santos, Leopoldina Mara d'Alencastro
e Mana Ornalvina da Silva Caldas.
c Causou aqu geral cousternac) a horrorosa
catastrophe do naufragio do vapor Baha. *
Villa de S. Besitoscrevem-nos em 28
de Marco rindo :
" Dois actos da administraco do Exm. Sr. Dr.
Pedro Vicente de Azevedo, o levarn a posteridade,
coberto de glorias e das heneaos da popuiaco sen-
sata da provincia !
O provimento ao recorso de oitenta a dois ci-
dados da II ti se nte e importante cidade de Pal-
mares, Ilegal e indevidameute privados do cargo
de juizes de acto, pelo respectivo juiz de direito
e annullacio da arrematacao do-i concert* do acu-
de municipal rfesta Villa, sao duaa decisies mais
que juriuicae, sao dois actos imp rtantes !
Continu o Exm. Sr. Dr. Pedro Vicente tri-
Ibar o c> minti eecraboso da administraco, mos-
trando aos heii'S caricatos, que a verdadeira
poltica o b in estar do paz, a paz e o socego de
seus habitantcp, e sprre urna .-oroa cvica df gra-
tidao, o ue ricui merecidamente, ser col locada em
na fronte Ilustrada, pelos prnambucanos ho-
nestos .
Se bem que tenhamos tido abundantes o co-
piosas chovas, o invern parece ser inesquinho.
Desapparecerim totalmente as plantaces de
Janeiro, c as do presente mez, emalguns lugares
es'o vicosus e com muita vida, e em outros rachi-
ticaa e quasi Bem vida !
Se cheve copiosamente aqu, acola experimen-
ta-se os rigores ue um sol abrasador.
Muito temos melborado relativamente segu-
ranza individual e de propriedsde, depois da cne-
gada do novo delegado tenentc Camello Pessoa.
Apenas cita-se o furto d: um cavallo perten-
eente a Marcos de Barros, o qual anda na pista do
ladro, para dar denuncia contra o mesmo.
Ja nao se v, as ras desta villa, es tran-
sentes tracados com as infalliveis hiendas en.a-
eacas, c a popuiaco dorme somuo d< scancado,
para no da segainte acordar deoassonibrada.
Continua, porrn, o jogo, este vicio de todos
os tempos, e que tem feito a degraca de muitas
familias ; e o que mus doloroso, ver-se o tris-.
te espectculo de odmittir-se, as bancas, filhos ,
familias inexperientes, e sertm depenados por
aquelles que se apregoam de boas cidados e me-
4hor gente da sociedade !
Ha pou-os das depenaram urna inexperiente
crianza em ausencia do pai, e com tao grande cy-
ismo que, mesmo na banca do jogo comprou-se os
gados potsaidus peio jogador imberbe !!
Appellamos para a polica, boje, muito bem
coilocada ns mos do Sr. tenente Pessoa, e espe-
tamos que elle, como bem pai de familia, extingui-
r asnumeioaas espeluncas desta villa, undejoga
o filho familia com o recravo, o velho com o me-
nino, sabindo sempre depenados os incautos.
Continua a ser abundantemente prvido de
vveres o meicado desta villa, mas os malditos
atravessadores continan), por causa da desidia do
fiscal, a atravessarem os gneros, muito antes de
meio dia, e cmara municipal nao demitte o fis-
cal e ambos nao Be condoem da popuiaco pobre,
porque o pobre nada nes lagares em qoe ns ha
religio, fraternidade e sociedade !
Falleceu de tuberculoee Joaquim P -rom da
Silva, d'essa cidade, e para aqu vindo em busca
de melhoras em sua muito arruinaba saude.
Pouco se (eraoroo entre us, e as stias ma-
neiraa bondosas, sua inicie pacifica e educacao es-
merada uaplivarain a todos e por isto o sen tras-
pased fci muito sentido nt-sta villa.
A trra Ihe seja leve.
A impirtnco e ixportacao na estscao da fer-
ro-na de Cauh tinh tem continuado em proges-
to espantoso e a estaco do prolongameuto onde
ka ro"i r Movitnento.
Se no mez ultimo o reudimento daquella es-
taco attm^io fabulosa soturna de quasi 6:|j00,
no presente mes attingir a 8:(KJ0A multo maior
cria o rendiuient ae te tornassu nma rea^idade
o aviso de 14 de Outubro do anno paseado, inia-
d.udo diminuir 25 por ceuto no transpone de
raercaiorias
E' p"is de enroma utilidade, ser convertida a es-
tscio de Canhotinho em estaco de piimeira clas-
se cu ordem.
E' tenipo de e Asscrabla Provincial lembrar-se
deste infeiis termo, decretando, com a competente
veiba hein atendido, uinacadiia as condiccs
da eooatiwieo do imperio e o encanamento d'a-
ga potav;l paia Canhotinho, cuja popuiaco
obrigada i servir-se, ou da insalubre t pessima
agva do rio Cauhoto, ouda de um barreiro existe-.,
te no cercado do cnente Eduardo de Mello, onde
se tira a agua priineirameute humidecendo os ps,
e faca se iaeia como nao ficar esta agua, se os
*> do agnadeiro ttem povoados de pulices pe
netrantts !
Em Canbotnbo sao ha cemitero, por que nio
merece isa deuoroinaco, um pequeo recinto cer
cado de nuro de taipa, ronito armiado, um lu-
gar baixoe alagadic > e denasadameote contiguo
a povoaco; e e de ndetlinavel necestidade o cal-
camento par a ra principal, a qual, pelo invern
se torna ntransUavel pele grande BMvimento com-
mercial. ....
A matriz da villa neeassita de dmbeiro para
ae elevar a outra torre e eoncluir-se a primsira, a
qual carece someatede cpula para tornar-se utn
dos melhores t-mplos do interior da provincia.
Nio appellamoj para a cmara manicipt I, or
qoe es rendimentos desti.mal ebegam par* meia
dusa de felisardoa, verdadeiroa bilontras munici-
pses.
At outra ves.
beil AaEtf'^cf.uar-se-ho:
Hoje :
Pelo agente Modesto Baptista, ka 11 horas, na
ra do Imperador n. 65, de objectos de escriptorio
e movis.
Pelo agente Bruto, 4s 10 1)2 horas, na ra de
Pedro AtTouso n. 43, de movis, tsenlas e vi-
droa.
Peio agente Gutmao s II horas, na ra do
Marque de Olinda n. 19, do movis.
Amanh :
Pelo ayente Martin*, s 11 horas, na roa Pri-
meiro de .arco n. 7, de movis, iouoaa, vidi. s.
etc.
Pelo agente Alfredo Guimares, as 11 horas, na
raa do Bom Jess n. 49, de dividas.
Quinta-teira :
Pelo agente Unto, s 10 1|2 horas, na Magdale-
na, de movis, lonjas e vidroa.
Minaaw fnebre*. Serio celebradas
Hoje :
A's 8 horas, n> Cineeco dos Militares, pela
alma de Antonio Maria de Castro Delgado ; s 8
horas, na cspella de Belm, par alma de D. Fran-
cisca Carolina de Albuquerque Gama.
Amanh :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista e na ca-
pella do engenho Massangana. por alma do ma-
jor Paulino Pires Falco.
PaoaatelrosChafados dos portos do Sul
no vapor nacional Arlindo :
Francisco Jeronymo Pereira Pacheco, Joo Das
dos Santos Borda, Joo Alves de FreiUs, Luiz
dos Santos Moura, J. A. Cbnrol e Manoel Pereira
Lopes. '
Sabidos para o Sul no vapor americano Ad
vanee :
Jos Nunes Ferreira Coirabra, Octaviaao de A.
Mello, Jolm Eggers e ana senhora, 1 filho e 1 cria-
do, Bnrnester, Lorge Ednardo, Marcionillo Los,
Arthur Cavalcanti, Carlos Graca e sna senhora,
Luiz de Mello Mattos, Alfredo Garca, Dr. Manoel
de Siqueira e 1 criado.
Chegados da'Earopa no vapor inglez Ma-
gellan :
Mr. Comber, Mr. Achers, Mr. A. B. Gheury,
Joaquim Franco, Mascaro Thomas, Rossie Um -
berto, Luiz Barca Vasqnez, Manoel Gonzlez,
Joaquim V. dos Santos e 1 irmo, Antonio Joa-
qnim Rapozo. Manoel Alves Pinto, Bellarmino
Femandes, Rodrigo C. Ribeiro Alves.
Sauidos para o Sul no mesmo vapor :
Annibal Falcio e Apohnario Jos Braoquinho.
CHR8MCA JUD1CIARIA
Junta ejomnercial da cidade do
Rectfe
ACTA DA SESSAO EM 7 DE ABRIL DE
1887
Lartque le* belles
&*nt infidel**,
Faitom comme elle*
Conmiiu nOu*.
co
Lotera doro-Par-A lotera desta
provincia, pelo novo plano, cujo premio grande
40:000^000, ser extrahida no dia 16 do cor
rente.
Bilhetcs venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
ro da Victoria n. 40 de Joo Joaquim da Costa
Leife
Tambem achum-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
PBES DEHCiA DO U.I.1C. S. COMIIENOADOa /STOmO GO-
MES DE MIRANDA LEAL
Secretario, Dr. Julio Guimares
A'a 10 horas da manh declarou-se a berta a
sessao estando presentes os Sra. deputadoa Olinto
Bastas, eommendadir Lopes Machado, Beltro J-
nior e Hermino de Figueiredo, foi declarada
aberra a sessao
Lida, foi approvada a acta da sessao anterior
e fez-se a Ieitura do seguate:
BXPBDWTB
OSicios :
Do 1' do carrate, da Janta dos Corretores
desta praca dando seiencia do numero de c itacoes
etfectuadas pelos corretores durante o mes de
Marco prozimo passado.Para o archivo.
De 2 do presente mez e da mesma Junta, remet-
iendo o boletim das cojacoes officiaes de 28 de
Marco 2 do eorrente.Seja archivad >.
De 1 do corrente, do Sr. .lemente Li;m, geren-
te da Compaoaia Pernambucana, e fferecendo 3
exempiaras d> relatorio que apreaentara a assem-
bla geral dos accionistas da masma Uompanhia.
Accuse-ae agradecendo e archive se.
Diarios otficiaes de ni. 79 a 83.Pura ar
chivo.
Foi nicamente rubrica o livro Copiador de
Borstelmann &C.
DESPACHOS
Peticoes :
De Caetano Cyriaco da Costa Moreira & C,
para que se registre o crdito martimo que apre-
sen tino.Ke^istre -se.
De Herraann Ochsenbein, na qualidade de pro-
curador de Meuron c C, solicitando o registro de
duas proeuraeoes que Ihe paasara dita firini e o
archivamento da proro^aco do contracto de so-
ciedade em nome colleetivo que sob esta firma de
Meuron & C, celebraram Madama Henriette Bo-
rel, Augusto Francisco Borel, Frederic Edounrd
Borel, Cbailea Louis Antoine Borel, Charles Fre
dencBrel, Madame Pauline Maria Emilie Borel,
nicos berdeiroa continuadores e auccessores de
Madame Meuron, viuva Borel e de Auguat Fre
deric Meuron, com o capital de 570:000*000
para a ontiouaco do fabrico de mp nesta ci-
dade, na de 8. Salvador da B thia e na do Rio de
Janeiro.Archive-ae na forma da le e registre i -
se as duaa procuracoes.
De Lydio Alerano Bandeira de M lio. como
procurador, que nao juntou procuraco do C >nrad
Wachsmaun, co a armazem de miudezas e quin-
quilharias ra do Marques de Olinda n. 5, que
tem girado sob a firma Otto Bohrea Successor at
31 de Marco lindo resolveu negociar em sua firma
individual e solicita o registro desta deelaraco.
Registre-se a presente peticao n i livro avulso.
A's 10 horas e 34 foi encerrada a sessao por
nao ha ver mais a despachar.
( Gargalhadaa.)
O Sr. Negromonte.Qae importa que o
sombra da laa ladre?
O Sr. Telesphosphoro.Tao grande era o amor
qu ha votava, que o ia tomar por meu compadre
(risadas.)
OSr. Miranda8upp!entcPois fazia grande as-
neira, meu amigo ; um atheu por compadre um
perigo. (riso.)
O arador.Quero ser curador... depon mor-
rer. (risadas.)
O Sr. TelespboroNao fraqneije a este ponto
o coraco; esperemos que nao tarda a remocao.
(risadas.)
O orador.Para quando o novo juiz chegar ?
O Sr. Mir..ndasuplente.Sim, senhor, que
quando espero ver u patota acabar (risadas.
O Sr. Negromonte. E quando elle chegar,
quem vicr me ha de vingar
O Sr. Gurj.Ora bolas, Sr. juiz^nSo foi bom
porque nao quiz (riaadas.)
O Sr. Negromonte. -At o Sr. tambem quer
inetter o sea nariz ?
O -r. Gurj (furioao.)Fui juiz de irmaodade,
ecom muia honestidade, aem me sujar'com di-
nheiro, e ae nao tai reeleto, na vespera da Boa
Morte, foi por causa dum calote que pasaei no the-
suureiro (estrondozas gargalhadas.)
O 8r. TamernoQual d Mes mais terrivel,
qual delles maia astuto, um juiz de direito
ou um substituto ?
Urna pessoa quasi deputado.Nao se pode
responder, o caso com brevidade; das dores a
maa terrivel a da maternidade. (gargalaadaa.)
O Sr. Negromonte.Ha bomons que vem ao
muado, com a sina de caamurro ; se sao um ra
e.utre os tolos ; levam couce at do burro irisa-
das.) v
O orador.-Sr. preaideute. Quem dira que
tao poaco eu fallara ? E' que neste momento,
preparo-me p'ra defender um tolo que foi pilhado
antea da nota correr.
O Sr. Negromonte.Pode dar ao seu despaito
um longo curso, falie, grite e braveje, e de coro-
xa vire urso. (gargaibadas)
O orador (voltando-se para o Sr. presidente e
depois para o Sr. Negromonte.) Perdoe-me V.
Exc. pira castigar a insolencia, de me haver cha
inado urso. (vosee, a ordem a erdem.) Vou por
termo ao mu discurso. (Gargalhadas geraes. O
erador abracado pelo Sr. Gurj.)
O Sr. Telim.Nao pode haver amisade, quan-
do nao ha unio.
O Sr. E se o activo pequeo,
nao deve haver diviso. (Estrondosas gargalha-
das )
O Sr. Manejse (sentado junto a junella, e ab-
sorto, olhando para o cea.)
do
Lotera para o fondo de emanci-
par oA 22* parte desta lotera cujo premie
grande de 6:000*000 ser extrahida no dia 13
de Abril, s 2 horas da carde.
Os bilbetea acham-se venda na Roda da For
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Reunlo dos Magistrados
DISCCS8AO DO CCETE
(Con tina ara o )
VI
Lioterla da provincia do Paran
A 9> lotera desta provincia, pelo novo plano, cu
jo premio grande de 15:000^050, se extrahir
hoje 12 do corrente.
Klh'tes a vonda aa Casa da Fortuna, rus
Primeiro de Marco u. 23, de Martina Finta & C
Lotera da rrteA 204* loter da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de....
30:000000 ser extrahida no dia .. de Mar-
co.
Os bilhetcs acham-se venda na praca da In-
dependencia na. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro deMarco.
Cenalterlo Punlico Obituario do dia 5
do corrente :
Francisco Gomes dos Santos, Pernambuco, 32
anuos, solteiro, i. Jos; tubrculos pulmonares.
Vctor Angelo de Almeida Rsis Filho, Pernam
buco. 12 annos, Santo Antonio; degenerescencia
do figado.
Florencio, Pernambuco, 70 annos, viuvo, Boa-
Vista ; cachixia senil.
A.itonia Severina da Conceico, Parahyba, 80
anuos, solteira, Boa-Vista; tubrculos pulmonares.
Joanna, Pernambuco, 9 inezes, Recife; gastro
enterite.
Manoel Pereira, Pernanbuco, 30 annos, solteiro,
Boa-Vista ; tubrculos pumonares.
Gabrel Antonio de Mosquita, Pernambuco, 65
annos, casado, S. Jos ; encepholite.
Sal, Pernambuco, 3 mezes, Boa-Vista ; gastro
entei ite.
Manoel, 45 das, S. Jos; in ningite.
Leopddino Carolino.de Oliveira, Qaiateiro Per-
nambuco, 54 annos, casado, Boa-Vista; cougesto
cerebral.
Maria, Pernambuco, 45 dias, Boa-Vista ; entero
colite.
Otilia, Ferreira de Jess, Peraambuco, 20 annos
casado. Poco; tsica.
Mara do Carmo, Pernambuco, 3 mezes, Varzea;
athrepaia.
6
Um feto do sexo masculino, Pernambuco, Santo
Antonio.
Anna Rita, Pernambuco, 23]annos, solteira, Boa
Vista; anayarca.
Francisco Carolinj de Albuqnerque Gama, Per-
nambuco, 70 annos, solteiro, Graca ; amollecm n-
to cerebral.
Jos Bento Ferreira Baltar, Pernambuco, 65
annos, casado, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
7
Antonio l',uto de Veras, Pernambuco, 36 annos.
casado, Graca ; tuberculose.
fiaphaela Rita Guimares Villar, Portugal, 87
nunca, viuva, Boa-Vista ; erysipela.
Maria Tbercza da Canceicsio, Pernambuco, 20
annos, casada, Boa-Vista ; tuberculoae.
Samuel, Pernambuco, 6 annos, Santo Antonio;
insufficienc.a mitral.
Anna Mara da Conceico, Cear, 29 annos,
casada, Graca; dyarrba.
Antonio Pedro de Barros, Pernambuco, 24 annos,
casado, Graca; tubercalos pulmonares.
Julio, Pernambuco, 8 mezes. Boa-Vista ; spas
mo
Francisco Ferreia de Mello, 32 annos, solteiro,
Boa-Vista ; leeo cardiaca.
Genoveva Maria das Neves, Pernambuco, 40
annos, solteira. Boa-Vista; dyarrha.
Hygino Joa Vieira, Pernambuco, 38 annes, ca-
sado, Boa-Vista ; dyarrba.
Anna Joaquina de Jess, Pernambuco, 27 annos,
viuva, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Roberto Ferdenandes, Italia, 46 annos, viuvo,
Boa-Vista ; insuficiencia mitral.
Ji aquim Sabino da Rocha Santos, Alagdas, 45
annos, casado, S. Jos ; tubrculos pulmontres.
Urna creanca do sexo masculino, Pernambuco,
1 mez, Boa-Vista ; dyarrba.
Um feto, Pernambuco, Boa-Vista.
9
Izaura, Pernambuco, 3 meies, Boa-Vista ; c-
lica
Manoel, 1 anno, Graca; tubrculos pulmonares.
Joo Olympio Civalcante Velloso, Pernambuco,
24 annos, solteiro, S- Jos ; disenteria.
Maximiano, Pernambuco, 7ds, S. Jos ; spasmo.
JuliajMana da Concei$o, Pernambuco, 25 annos,
casada, S. Joa ; tubrculos pulmonares.
Luiz ae Franca, Pernambuco, 45 annos, solteiro,
Boa-Vista ; cachixia syphilitica.
Maria Magdalena da Aojos, Cear, 33 auaos,
solteira, Boa-Vista; tubrculos pulmonares.
Joaquim de Barros Das Fernandez, Portugal,
25 anuos, solteiro, Boa Vista; infeceo puru
lenta. ,
Joa, Pernambuco. 6 diaa, Santo Antonio;
s oasmo"
Cirulina Maria Pereira do Reg, Pernambuco,
32 annos. casada, S. Jos ; tsica pulmonar.
Maria. Pernambuco. 1 anno, S. Jos; dyarrba
Silveria Mara da Conceico, Pernambuco, 22
annos, casulla, Graca ; parto.
Umfeto, Pernambuco, S. Jos; pelo subdelegado.
O Sr. Cardxa.(Silencio). Pedi a palavra, Sr
presidente, para dirigir urna interpcllacio ao Sr-
Negromonte (risadas). Desejo sab^r porque S-
Exc. nunca me nomeoa curador de urna fallencia
(risadas.)
Dizem que a justica igual para todos, mas, Sr.
presidente, ai en anda nao tive a suprema ven-
tura du curar de ^inbas algibeiras, n casta das
ulgibeiras dos credores de um fallido ? (Garga-
lhadas).
Nao amente na distribuico da justicia que o
juiz leve primar pela igualdade ; 'ambeui, e
mnito principalmente, na distribuico dos favores,
(apoivdos geraes).
Um grande numero de advogados, filhos legti-
mos desta provincia, e naturaes de paes pernam-
bucanos, posto a margem, em curadoras (rua-
das e apoiados). Eate procedimento altainen-.e
uffensivo do nosso direito, da nasa aptidi, e,
mais que tudo, do nosao^estadr financeiro (risa las
e aitoiados).
Nos queque gens sumus et mamare debemos, (ri-
sa Jas).
Ist nao pode continuar assim, Sr. presidente.
E' o reinada do escndalo Escandis as
fallencias, escndalos na nomeaco dos curadores,
escndalos na minba preterido ; escndalos as
carnes verdes ; escaudalos na Aaaemb.a Provin
cial ; escndalos na Cmara Municipal, e al, na
Compunliia Draynage escndalos,! (Gargalhadas)
O apparelbo l de casa est que niugnem agoenta
(hilaridade prolongada). Grita-se, e mesmo que
uada Pois isto nao ter um paradeiro r (uso).
Que desventura esfs, Sr. presidente ? Pois
eu, em niinha provincia, no dominio do mei par-
tido, nao pude ser deputado provincial, nao pnde
ser camarista, e, no foro, com um juiz corre igio-
nario, nem ao menos posao ser curador de urna di-
minuta fallencia ? Que figura faco, eu n i meio dos
etiranes, que, aqu sao tudo e alguma cousa
mais? (Risadas). O que me falt* .' Eloquen-
cia ? Eu a tenho (muito bem )
Pura inim ella nao se assemelha aos pomos de
ouro do Jardim das Hmperides, que nem todos po-
dala c.h?t-oos (apoiados) (o Sr. Manejop Icvan-
ta-s e vai 8>'iitar-e joato a urna jaaella) Fama ?
Eu tenho a verdaieira, que a que tem a aanecaa
popular (muito nem). Quando tallo, o etpartilho
da rhetorica est sempre frouxo (risadas) e deseo
da tribuna, radiante e coberto de applausea.
(apoiados). O amar da gloria, a dedicaco pela
sciencia, o sacrificio pelo dever, nada me falta !
(muito bem.)
Tenho a alma de um spartano, no envolucro de
um pernambucana, (risadas). Pois, se apezar d:s
meas dotes, pbyaico e intelectual, nao toa prete
rido para o caigo de curador de umu simples fal-
lencia, baja ccete emuito ccete e muito catete,
(estrondosas gargalhadas). Os montes de Palma-
res, como o Etna ho de vomitar de seu seio
magistratuia calcinada (muito bem, e ao apoia-
dos.'
O Sr. N gromoate.E V. Exc. nao tero mudo
do cacte ? [riso).
O orador.Nao, senhor, nao tenho. Medo tem
V. Exc. (risadas). Fui creado com muito cac'-e.
a forca de ccete formei-me, e depois de formado,
son nm cacCte (gargalhadas).
O Sr. Colino-=Pt/er Ascanius. E' a verdade sa-
bida (risadas).
O orador.Sr. presidente, sao grandes e pro-
fundlos desgoetos de mu tos advogados pela in-
gratido do S'. Negromonte (riso).
O Sr. Telesphosphoro (suspirando). Rcairaeo
te, muito ingrato o meu ex-amigo Thomaz (ri-
sadas).
O orador. Nao smente ingrato ; tamb-m
quasi iuepto, queixoso collega, parque bastara
abrir dez fallenciua por semana (risadat).
A mi:n bastava urna ou duas de trapicheiro,
qae ti vase muito qtieijo, muito vinho, muir cer-
veja, muito presunto, (estrondosas gargalhadas).
Aaaim a todos contentara, a elasse o lefeudera, e
daqui, oinguem o tirara (bilaridade prolongada.)
OSr. Telesphoephoro. E a noasa amisade aug-
mentara.
Q orador E a nosst quebradeira fiudaria (ri -
sadas.)
O Sr. Negromonte.E abrir dez por semana, eu
poderia ?
O Sr. Estevinbe.Maia urna vez a lei violara.
O Sr. Sefeiche.Neate caso, meu negro, quem
de nos nos diz figurara ?
O Sr. Ao amigo mais vfctbo, seie
pelo menos tocarais.
O Sr. Sefeiche.Nao, que o Sr. nao d'acade
ma.
O Sr, Telim.-Hei de se!-o era qoalqoer dia.
O Sr, A eeperanca que eu tiuha
j perd a.
OSr. Telim.N'este caso, ao intimo mais mo-
derno, a mamata cabe ra.
O orador.Devo pois perder a eaperanga de
empossar-me algum dia, em qualquer curadora ?
O Sr. Telim.EmposssIJo j o j eu acho ino.
(risadas.)
O orador.Pois ento meu bom amig, haja
paz (gargalhadas.)
O Sr. Teleaphosphoro. Nao teho consolo.
O Sr. Gurj.Nem eu milo.
O orador.Nem eu nm nickel p'ra comprar bo-
lo, (risadas)
0 Sr. Telesphosphoro.Esquejamos o aAeu
(risadas.!
O Sr. Estevinho.Pois facam como eu, qu n.T
le nao me fiei e por divisa esta juadriuba to'mei:
Laura, si en el no ser
Hay un recuerdo de ayer,
I una vida tomo aqai.
Detrae de esse firmamiento
Consgrame em pensamiento.
Como el que tengo de ti!
O Sr. Negromonte.Peco a palavra para xei-
ponder ao in'.erpellante.
OSr. presidente. Tem a palavra o Sr. Ne-
gromonte mas advirto-o que nao admitto mais
discunos e nem apartes rimados (risadas.)
O Sr. Manejse (anda da janella)E' o effeito
do fluido magntico de midba vea potica em
c >mmuuicaco com o pensamento do orador. (II i -
laridade prolongada.)
Themis.
Errata do artigo publicado no Diario de 7 de
Abril. Pagina 4 columna 2 linht 45do sea esta-
do lea-aecoatado. Col. 3 lin. 18 scito err lea-
seacito cor. Col. 5 lin. 4 SifFIabes leia-sesif-
flable. Lin. 25 Ib leia-aeAlb. Lin 26 ii y a
tea lease il y a dea. Lin. 57 nao d leia-so
nao ha. Col. 6 lin. 15 Ha pases leia-seHa
juizes. Lin. 79 seja mercara leia-seseja Mei-
curio. Pa?. 5 c-1 1 in. 13 cabeva leia-seca-
baca. Lin. 15 a cabec leia-sea cabaca. Lia.
20 ex-cabeca leia-acex-cabaca.
Oiioda livre
A provincia de Pernambuco, cuja his-
toria registra em suas centenas do pagi-
nas feitos do mais encoadrado patriotis
mo, cujo necrolog'o eucerra extensa lista
de quantos pernembucanea honraram a pa-
tria por actos de abnegacSo e de herosmo,
que se uistinguiram'aa cultura de todos os
dotes do espirito ; precisa, tem necessidale
do entrar com mais energa e corag jm as
luas contra o obscurantismo, e a peito
descoberto etnpenlia.se com actividade e
8obranceiria, na extineyao do escravagismo,
cuja durayao embaraza o desenvolvimento
de todas as forcas vividas desta mesma
provincia, cajo solo aclimatou a arvore
da liherdadu arvore que j nao esparge
sombra para quantos na mesma viram a
luz
E' preciso que os pemambuoano3 pra-
tiquem comu seus antepassados; preciso
qua clles mostrem, que sao descendentes
uesses hroes, que escreveram paginas
gloriosas na historia da patria.
Urna opportunidado se offerece a nos
pernambucanos, para darmos provaa do
quanta sabemos zelar a gloriosa heranca,
trabalhada as lutas grandiosas pelas li-
berdades da patria.
A oidade de Oliada, que foi re iuzida a
cinzas pelos bollandezes, que a nao po-
diam conservar, precisa de outro Matbias
de Albuquerque, pra ser a primeara trra
pernambucana, cujos habitantes possam di-
zer : Todos somos livres !
Para isso nao ser necessario muito es-
torreo, basta alguma dedioacao da parto de
quantos querem a regenerarlo da patria.
Poucos sao os pernambucanos que go-
mera alli na escravidSo, o numero nao
exede a duzentos e alguns, o, para resti-
tuir aos meamos a lib. rdade, bastar que
quantos se interessam pelo alevaotamento
da patria resolvam-se extinguir a eseravi-
dSo na antiga capital, cujos habitantes, em
pocas idas, viram o destruidor facho hol-
landez reauzir a cinzas as habitaefes e
t mplos, porque Ibes era impossivel con-
tinuar na posse e dominio da mesma ci
dade, ijue mais tarde foi melhormente re
edificada, como tiavia asseverado Matbias
d Albuquerque, quando repellio o resgate
fferecido pelos hoandezes. Concentrem
os abolicionistas os seua esforgos, e Oliada
ser livre !
Seja Olinda o Acarape pernambucano,
Impooto sobre tn veacimentoa
runcrlonarlo publiron
Desta vez pro domo; aeja-o permittido a quem
durante toda a sua vida depois da adolescencia se
tem diutnrnameute oceupado dos praeipaea e mais
transcendentes interesaos da patria, uceupando
constantemente x imprenaa.
Quando compreboudero os noasos legisladores
que nao ha n-na iaiquidade tao grande em materia
financeira, como a de cobrar o catado, a provincia,
de seua funecionarios imposto de que elle ou ella
propria Ibes paga p->r seua sarvicos ?
Nao iuiquo, absurdo, maia aiuda, rid
culo.
E' dar com urna daa mos e art aue ir da gar-
ras com a outra.
Para que soffrem oa povw todas as coutrib>iicoes
que se Ibes iinpoe ? E' para as desposas do esta-
do, entre as quaea sao hb principies as quo se fa-
zem com oa magistrados que ihea distribueio justi-
ca, com a polica que o seu braco, com o oro
fesaorado que Ibes ensina aa letras, com o exercito
e a armada que os defendem dos inimigos e Ibes
garanten! a paz, com oa exactores da fazenda que
arrecadam as suas contribuir;oes. Depois veom
as obras publicas para ter-se estradas, p intea e
calcadas o as outras eoasTuccoes exigidas pela ci-
vilisaco, o clero que se oceupa ia vida moral, sem
a qual a lei civil tornar ae-bia uulla por sua in-
aurfieieacia.
Ora, ae o estado exige contribuido do povo para
pagara seus tunecionarios, com dease pagamento
cobra impostos...? para pagar a quem ? A elles
meamos ?
Nio absurdo, aao ridiculo ?
Mais valia nao t,-l-o dado, do que dar e tomar o
que den.
E de cerco nao o do: quandi pagam os venci-
mentoa dos empregadoa, deduzein logo oa 5 % da
contribuico (a provincia e o estado).
Ser porque os veocimentos da mo; parte do>
fa:>ccionario8 constituern ob seus Utveres e clara-
mente cortos, o a constituici diapo; que todos
devem contribuir para aa despezaa do estado na
proporeo de seus haveres ?
Applicada a regra aos vencimentoa dos funecio-
narios, as consequencia^ conluziriam a reduzir
at a nullidade estes vencimeinos.
Tomemos um que venoa 3:000, se;aeetaqaan
ta o que est dsposto na lei do oreara Se os haveres dease (Joo) de 3:000* por
anuo, pague elle 15J* de imposto. Fiear-lhc-bam
portauto2:o50.
Mas Joo nao resebe 3:000, oorqae s Ihe oa-
gam 2:850. ^ H
Estes quesoos seus haver-w. Que importa
que a lei do orcamento Ihe d 3:000*000, se elle
s recebe 2:8505 ? Estes, pois, sendo os seua ha-
veres, del le, deve pagar 5 /, ae os venc nentos
dos funecionarios devem estar sujeitos coutribui-
co.
Sendo, pois, os haveres de Jo ao 2:850*930 por
anno, applicada a regra constitucional, deve elle
pagar della sua contribuico qus sendo de 5 "/.
142*500. '
Mas Joo ento nao recrberia 2.-850 porque
quando Ihe pagaaaem descontar Ihe-hiam logo os
1425500 ; teria de receber portaoto 2:707*500.
Sendo, pois, s esta a quaatia que Joo recebe,
isto sao oa haveres eonstituei mies, eata quan
mais velho, poa foi const.uido em' 165 e saac
avariaa esto patentes.
Tem a roda de proa que termina em na recta
perpe.'.diculai ao uivel do mar, esta recta ae estn-
de desde a borda, at alguns ps abis* da iiubz
d',,5?a' *8 HVar"8 da roda de proa eomecam
0,85 cima do nivel do mar e se eatendem d'ah
at a borda.
8e elle tivesse dado o choque no Baha com a
prda qoe sualmante, cousisteatc em toda a ex-
tenao, aquellas varias d^venam estendr-8e a
toda qu-!k parte da proa, qu: recta, e n'este
caao terta aubrnergid,. porque o rombo aleen de
estn ier-se at abaixo lo leme d'gua, seria naor
e a pro i estara mais disforme.
Voltartmoa ao assasopt .
Kecife, 6 de Abril d 1867.
i. A. Gomes Jnior.
ta qua sao os seus haveres ; e ae deve pagar
contribuico na proporeo de seus haveres, deve
pagar della ; e asim por dante at que todos os
vencimentoa do fuucciouario ficam reduzidoa a0.
Este imposto, pois, inconstitucional, pas que
a conatituico dispondo que todos contribuam ua
proporeo de seua haveres, nao poderia considerar
haveres aquelles qua o funeciouario nao ha nem
houve, e que por urna abstraco o estado oa figura
como taea para delles deduzr a contrbuco em
urna proporeo absurda.
Se o salario que a provincia e o estado pagam a
seus servidores urna parte destas despezaa,
ola.-o que a coastituico n se pode referir a estes
salarios, pois que manda pagar imposto dos have-
res para pagar estes salarios, e seria absurdo ain
da mandar cobrar destes salarios quota com que
pagar estes meamos salarios.
Anda estando no arbitrio do legislador fiaan-
ceiro taxar os salarios na razo de cathegoria,
reapoasabilidade e trabalho do cargo, seria absur-
do taxal-o n'uma quantidade que jul jasse junto e
reduzil-o a titulo de imposto.
Tendo o legislador financeiro a faculdade de ta-
xar os aalanos na altura que julgaase justo ou
coaveniente, nao carecendo, portautj de dar com
ama e tomar com a outra mo, claro que a cona-
tituico nao poda ae referir a eates salarios quan
do falla dos haveres para mandar cobrar imposto
delles.
Este imposto, pois, alm di absurdo, ridiculo,
inconstitucional.
Porque, portanto eata tema em nol-o lancaram?
Ao principio foi umo^motivo; passad) elle, agora
outro, como veremos e examinaremos no artigo
seguinte.
ecife, 8 de Abril de:l887.
Affonso de Albuquerque Mello.
0 naufragio do Babia
Nao pretendemos aventurar um juizo, sobre o
lamentavel siniatro do vapor Baha, aem que, mais
ou menos, poaaamos sustental-o em todas as suas
partea.
Tomar por ponto de partida smente a submer-
ao d'aquelle vapor, ou anda, laoladamente ; o
protesto feito pelo piloto nao noa parece justo;
e assim, seguiremos outro alvitre, que, sem receio
de sermos considerad] parcial, produzir o resul-
tado que se deve ter em vista, isto urna aprecia-
co deaapaixonada do facto com oa seus anteceden-
tes e consecuentes
A abalroaco entre dous navios pode dar-se nos
seguintes casos :
1.*Estando fondeados e girando um d'elles ou
ambos ;
2.Estando um tundeado e outro navegando ;
3 Estando ambos navegando.
Em qualquer deaaes casos os navios podeta sof-
frer a varias e ficar fluctuando, snbmergir um d'el-
les ou ambos.
Muicas sao as caneas de abalroaco, mas as
principaes sao as seguintes :
IaFalta de espaco para manobrar ;
2.1A varias no leme ;
3.Deficiencia de manobra ;
4. -Descuido.
Vaufragio do H thlu
Um doa quesito* da Uompanhi Braaileira na
pnmeira vUtoris, quo soffr-u o Pirapama depois
do abalroamento, foi o seguut? :
Pode-se pelo estado do casco do navio e peki
natureza das avarias conheeer si a pancada ou
choque, foi dado oa recebido? __
A este quesito reapjodeu o Sr. capito fuente
Vlartns, como perito, que o choque foi dado pelo
vapor Pirapama no Baha.
Evidentemente S. S. excedeu-se: a re=posta
devia limitar ae aos tarinos da pergUuta ; devia
aer : pode-se conlteeer o a nao se pode Nao se
pergautau qual o vapor que dera ou reeeb ra c
cheque.
Esta persuuta seria feita pela parte httarssaa-
da no resultado da viatoria, ae Ihe convieaae, de
pus de ter sido resolvida afiirmstivamente a pn-
meira questo propoata.
O Sr. capito-teneate pareceu assim mais ze-
loso e pressuroso nos inter^sses da parte do que
ella propria.
E ni) s o pareceu como at veio proval-o. A
prova a seguinte :
Teado obtidodo juiao um praao para funda
meotar por escripto aquella sua affirmtoao, ssiit
o fez comecandop.'laB seguintes palavras :
A este quesito proposto no acto da viato-
ria feita a bordo do Pirapama respond : que o
choque ra causad) pelo Pirapama que ao*l-
roou o Bahia. Esta affirmacio porn nao bas-
ta para esclarecer e reconhecer-se o culpado do
siniatro, ponto capital nesta questo. E' preciso
pois que minha resposta seja fundamentada, e
* com as razo ia apreaeotadas deixe patente o cul
pado do abalroamento. (J. do R de 7 do cor-
rente.)
Jevia ter acreaceutado milito embora nin-
guem me tenha pergunlado isto.
S. S. esta persuadido de que. dado um abalr >*-
meato, o nav o que damnificar o outro ser sem-
pre o culpado do sinistro ; de sorta que ai o na-
vio A atraveesar-se pela proa do navio B quando
este ja nao tiver tempo de manobrar com provei-
to de modo a evitar o choque, e por isso ih; par-
tir o caaco, o culpado aera B.
Vejamoa agora ai aa razoea do Sr. capito-te-
nente deixam patente o culpado do abalroamanto.
Easaa razs todaa s > urna s. S. S. diz que o
Bahia navega va com prt de S. 4 S. E., i o Pi-
rapama com pro* de N. 4 N. E. Dil-o nao por-
que vase, nem das avariaa do Pirapama constaa-
se, mas porque esees sao os remos do navio que
vae e do que vem na tiavessia do Recife a Para-
hyba. E so por eata razo d como verificado
que o Pirapama qaando avistara o Bahia
tiuha a proa de N. 4 N. E. e o Bahia a de S.4
S. E.
Ora, diz S. S., tendo o Pirapama ababoado o
Bahia por B B, segue-se que o Bahia vinha,
ao meaos oa oeasio do choque com pro* do S.
O. J. Ma ease rumo nao era o que Ihe. con-
vinha, porque com elle nao poderia montar os
baixo3 de Olinda; logo tiuha arribado para fugir
do Pirapama, em quanto que este nao muda-
ra o seu ramo.
Isto a firma o Sr. Martins pela nica razo de
ter sido o choque por B B.
Supponha-se porm que o Bahia nao mu-
dara de rumo cm quanto qu; o Pirapama ar-
ribara para N N. E. O choque, neste caso, dei-
xaria de aer por B. B. ?
Ja ae v que a razo em que ae funda S. S. para
a (firmar qua o Bahia fugia do Pirapama
a mesmisaima em que se fundara para affirmar
que o Pirapama, tendo viato'o Bahia, fu-
gia d'elle para evitar o choque.
E ahi est como aa razoea, dadas pelo Sr. ca-
pito-teoente para justificar a sua affirmaoo, 4
deixar patente o culpado do abalroamento, apenas
servem para deixar patente a faedidade, com que
ae pronunciou em um ne^Dcio de tanta gra vi-
dade.
Recite, 11 de Abril de 1887.
Marino
Conselheiro Castro Leo
Fomos hontem sorprendido com a noticia do
fallecimento do Conselheiro Jos Quntno de Cas-
tro Leo, presidente do egregio Tribunal da Re-
laclo.
Era um magistrado integro e distinctissimo.
Km vida passou se na obseuridade, como a de
todos os magistrados, que comprebendem a su-
blime misso do juiz.
Nao te ve faustos e vi veo rodeado de seus i-
vros e dos autos, que era chamado a compulsar
em razo do cargo
De Pernambuco, d'onde era natural, c juiz em
comarca de prmeira entrais, veio para Breves,
d'onde mais tarde foi removido para a vara de
orphos d'esta capital e pouco depois nomeado
Desembargador da Relaco de Belem.
Urna nica paixo Ihe conhecemo8 a do traba-
lho !
Alquebrado embora pela idade e pelas enfermi-
dades adquiridas em Breves, era o juiz mais aasi-
duo ao Tribunal, ao qual t deixou de frecuentar
quando aa forcas ibe taltarnm de todo, ha um mez !
Todos o viam passar, s vezes arrimado em um
de seus dignos filhos, e se alguem alludia sua
temeridade, no estado de tamaaha proatraco,
acuda logo : ba trabalho na Relsco .'
O Desembargador Castro Leo era patriota de-
cidido : amava este pobre Brazil com todas as

forcas de aua al Ta. Acompanhava de perto o
movimento qua n'elle se opera va e seu coraco se
dilatava e se confrangia, conforme a natureza do
A abalroaco do Bahia com o Pirapama deu-se, i acontecimiento que n'elle ae traduzia.
como se sabe, navegando ambos. Como cidado, era poltico, diremos mesmo,
Qual a causa, ou quaes as causas que a oeeasio- 'partidario; mas naa lutas polticas guiou-o sem-
e dado o primeiro passo, todas as outras
cidades e villas r,b se faro esperar.
Pernambuco nao pode ficar na espeet i-
tiva, nao deve aguardar se para o fin,
tendo oceupado sempre o primeiro lugar;
urgente trabalbar.
A accSo franca dos adeptos da santa
causa da liberdade tudo conseguir.
O numero de escraviBados na heroica
Olinda limitado, mnimo, e ser redu-
zido se ia-lagacoes torera procedidas; pois
a maior purea ou sao africanos importados
por criminases piratas, ou sao descenden
tes desses meamos africanos ; livres por-
tanto.
Trabalhemos era prol da santa causa da
justifa, pois assim o tazeado restituiremos
aos osera/isados a liberdade que Ibes foi
roubada e a quantos querem a continua-
(3o da escravioSo, o aojego e seguranca
de que carecen para proveitosa applicayao
de sua actividadc enner.atl.t pela perma-
nencia da escravido. ,
naram, pois que pede se attrbuir a urna ou a mais
de urna ?
Parece tora de da vi da que alm do descuido,
houve a falta de espaco para manobrar e defEcien-
cia de manobra da parte do Bahia.
Conhecda a derrota de amboa oa vapores que
navegavam em linbas paralellas e em rumos op-
poatos, a collso era impossivel Mas sendo for-
coao admittil-a, por que foi um facto, nao se pdde
contestar que houve deacnido, causa principal
d'ella.
Imminen'e o perigo era ueceasario dvital-o.
O Pirapama manobra parando e tocando a ma-
china para revz ;o Bahia secue sempre.
Pela falta de espaco, e pela deficiencia da ma-
nobra do Bahia deu-se o choque.
Se e8te vapor como o outro, tivesse parado e to-
cado atraz absolutamente nao te teria dado o facto,
que to profundamente so lamenta.
A falta de espaco para manobrar foi, certaujen-
te, urna daa causas .deasa colliso, ella ae verifica
pelas avarias do Pirapama, pjr quanto, por urna
pequea differenca, o Bahia poderia ter-Ihe atra-
vessado pela prda sem caua ir-lhe offensa.
O aspecto das avarias muito variavel, assim
como as causas que as produzem, e pelas snples
inspecces d'ellas s em muitoa poucos casos se
pode affirmxr como se deram, sem o auxilio do
testeuiuubo de pessoas que as tmham preaenciade.
D'ahi a impoaaibilidadc da determinar-se, com
seguranca. que, em vista das avarias do Pirapa-
ma, foi este que deu o choque.
Nao ae cnhecem as do Bahia ; e pela circums-
tancia de ter elle ido pique nao e pode tambem
bem dzer cqm a mesma seguranca que o choque
foi dado pelo Pirapama porque :
Doua navios de ferro abairoando-se podem fa-
aer agua pelos motivos seguintes :
1.' arromb.ment de urna ou mais chapas do
eosta Jo;
2. deBlocacSo destas chapas por ae partirem oa
rehires (cravos)que as ciavam as outras ou naa
cavernas.
3.* ava:ias semelhautca s mencionadas nos 1.
e 2 causadas na roda de pta, cadaste ou qui-
Iha.
Nada se ,aab?, com certeaa, acerca das avarias
do Bahia.
A respeito do Pirapama, porm tudo sabido,
tudo conheeido. ,
Alm de aer elle de menores dimentooa,de 360
toneladasquando o Bahia de 1,999 de registro,
pre o engranuecmt-nto da patria, que Ihe era
como a mi bemfazcja e os seus concidados cemo
irmos, que tinbam o me8mo ideal, o de engran-
decel-a.
Daa lutas tm que tomou parte nunca Ihe fica-
rara resenti-nentos.
Procede d'ahi a igualdade de seu procedimento
como juiz.
A pobreza, que algumas vezes o resultado de
urna vida trabalb da por paixoes desordenadas,
8e reflecte em aua vida como um documento da
inteireza do magiBtrado brazileiro.
A Cmara municipal, que hontem funecionava,
apenas teve noticia de. tao infausto acontecimento,
fez ia8enr em aua acta um voto de pezar e bus-
pendeu a aeaso requenmento do Sr. Ca /alleiro
de M acedo.
Seu cadver repousa desde hontem tarde no
cemitero de Santa Izabel.
O squito que 9 acompanhou, numeroso e es-
eolbidn, traduz a conaideraco cm que era tido e
o resp-ito e a venerajo que todoa Ihe teatemun-
havam.
Nossos pezames seus dignos filhos.
(Do Diario de Belm)
Belem, 11 de Marco de 1887.
Em homenagem verdade
Acontecimentos se do na vida humana que
comquanto relativos a um s individuo, inters -
aam, tedavia a todoa. em geral.
Neata ordem de factes, est indubitavelmente
adstricto o da conservaco da vida, isto da vida
ccui aade.
Ha quem diga, de si para si, que a nica con-
vieco firme aquella que se funda naa provas
que cada um adquire pessoalmente e nao aquella
que se tranamitte ao individuo por factos que se
do com outrera. Ma', easa asseroo, sobre na*
aer maia do que um paradoxo inacceitave, maia
do que isso, poa significa a expresso mais anti-
p..thica do egosmo.
r'ois justo e admieaivel que s acreditemos
em nos meamos? Pois nao haver, n'aquel ei
que nos rodeiam, pessoas que merecam tanta con-
nanca como a que temos no qua experimentamos
ou no que presenoiamoa ?
Aquelles que lerem eatas linbas, far aos-ho a
justica de crcr na ainceridade d'ellas ; nao as-
sim ?
Basa*
aaaaVaal

sasVaBl
r
MUTILADO


i
liario de FernambucoTcrya-ieira 13
>ril de
1SS7
Pois ah est a respONta mus lgica aos a'go-
entos capcwsoa do* qu-i ni er -m '> eloqmm-
Im at testados pasaados em favor do* prodigiosos
effeitos do Patoral de Cambar, preparacio cujas
ateras compooedtes nao sao, em nada, nocivas
i sade e, alm disso, permittem que esse reme-
dio teja o preferido pelas aenhoras, creancas e
pessoas de paladar delieaio.
Em homenagem verdade, pois, e rigoroso dever
de qoem, como nos, sabe das innmeras curas
produsidas pelo PeUoral de Cambar, spressar-se
a faser publicas essas mesrnaa curas, afim de, com
ssso, prestar relevante iervic- a humanidad''.
A vos da verdade.
Recife, 11 de Abril de 1887.
Endechas
Aun agglnko
Foste feliz assim em doce calma
Aos pea do criador subi tu'alna
Ni8 sz is da oracli ;
Flir anda em botA>, p3r noite fra.
Pandate ao vendaval antea do di
Em calma cerracao.
Qual mimosa acucena erguida u'hastd,
Ao sopro do tut'o tu resvalaste
Em lago c6f d'anil:
Lnnge do 15 lo e da fatal chin era,
Foite l onde eterna a primavera
Gozar eterno Abril.
Nao te finaste, nilo ; alna divina,
Da vida bella estrella matutina
Sumida no arrebol;
Ave ditos*, da charnela impura
B teste aa azaa do celest; a!vur
Fugindo luz ao sol.-
Augusto Cavulcante.
Por este Diario de 5 do corrate, primeira co-
lumna da 5* pagina demonstramos o prejuizos que
esta provincia soffre pela diniiuuico das extraeces
de suas loteras, devido a grande importac) dj
bilbetes das loteras das outras.
Julgamos que nossos leitores ficariam conveoci-
dos destas verdades ; e que ni ni* p.-ecisass?m-
mos diser mus a respeito. Porm, como estamos
vendo que os interessados daqueiUs loteras, des-
abridamente se esforcam pira que na) se confec-
cione le que as coutenha, resolvemos nos expr
mais alguna factos em abono de costas loteras :
e pois vejamos o> nossos leitores : O ih-.tro
Santa Isabel, o Gyinnasi i, o Hospicio de Alie
nados e o Hospital Pedro II, estes bellos uti-
lissirooa edificios forain em grandes partes eoccor-
ridos as suas edificacoes pelas uossas loteras;
As edificacoes da matris de t. Jos, i. reja de
Noss.i Seobora da Penha ; as reedificacdes das
igrejas de Nossa >enhora do Livranieuto, de Nos-
sa tenhora do Terco, e de S. Gooc ilo umbem ti
veram ampia coaijuvat,o das mes'nas loteras.
Porm este beneficio resu'udo foi no tempo m
que t vinham para aqu bilhetes das loteras do
Rio, cojas extraccoes nio exeedam de duas por
semana, pois que, presentemente varas provincias
us inundnm eom bilhetes de suas loteras, que sa >
diariamente extrabidas al inesmo vos das santifi
eudos, n&o h-ivendo uindia livre para a venda dos
bilhetes, e extrscco de urna parte das loteras
siesta provincia !
Nada mais sobre este aasuuipto diremos, na cer
tesa de que os pernambuc*uos amantes de sua pro-
vincia bradaro por medidas eNuazes que facam
uessas loteras oecuparem o lugar pue Ibes com-
pile, e possam cun reeteiradus extracces ampliar
veos beneficios a bem geral.
*?
||0 FUXU&0|
Revelado pelo estado do erauco.
da phUionoinia e da mo
Brilhantea successos em Londres, Paris,
Lisboa, Madrid e ultimam-r.ite na Bahia
O priroeiro phrenologista e cbiromancista
da pocha, o Dr. de Viremont, discpulo e
collaborador do celebre Desbarolles, raem-
bro da academia de Zurieh, acha-se pre-
Bentemeot" em Fernasbueo, onde demora-
se alguna dias.
D consultas sobre o futuro pelo estado
u
II >i -a einuiuort'ial
VOTAvSkS OFFICIAKS DAJCNTA DOS C08-
HECTORES
Recife, 11 de Abril de 1887
clainhio so are Santos, 3'J d/v. com i 0|0 de des-
cont.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U secrutano,
tduardo Dubeux.
Mo Emento Imnr ario
BKCIFE, 11 DE ABBIL DE 1887
O- bancos mantiveram hoje no balcio a Un de
21 3/9 d. tobre Londres.
Vigoraram, portante, oficialmente as seguintes
tabellas :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 3/8 e a vista 21 1/8.
*obre Pars, 90 d/v 445 e vist 449
Sobre Hamburg, 90 d/v 551 u A viim 556.
Sobre Portugal, K d/v 25w e a viU th.
.Sobre Italia, vista 449.
b.bre New-York, visU 2*370.
Do English Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 3/8 e A viafa 211/8.
sobre Pars, 90 d/v 445 e a vista t'J.
5>obre Italia, vista 4i9.
obre Hamburgo, 90 d/v 151 e vista b6.
J>jpre New-York, vista 2*370.
S.bre Lisboa e Porto, 90 d/v 250 e 4 vista 252.
Sobre as principaes cidades de r'ortugal, vista
257.
Sobre liba dos Acores, vista 260.
>jore llha da Maoeira, vista 257.
Mercado de i*urar e aliodu
becive, 11 db abhil de 1887
Astucar
Este producto contina a ser vendido aos pre-
vs seguintes :
.i. baixo, por 15 kik s, de 2*000 a 2*100.
o regular, por 15 kilos, d* 2*100 a ii\M.
3* boa, por 15 kilos, de 2*200, 21300 e 2*400.
3 superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
iranco turbina pulverisado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Sotcenos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
lascavado, por 15 kilos, a U20 a 1*300.
Bruto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
Retames, por lo kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou mnimo dos piecos sao obtidos
e-nonne o sortimento.
Algodao
O de Pernambuco e boas procedencias, em tr-
ra, foi cotado a 7*000 por 15 kilos.
C2I Vapor amerieano 4Jvanee
Levou para o Rio de Janeiro a seuiute carea :
3,800 saceos com assucar branco.
1,160 ditcs com dito mascavado.
210 pipas com agurdente.
JO) caixas com oleo de ricino.
82 volume c,m tomo.
Brl(ae tUessis I. 6. Ficbtc
Cooduzio para Montevideo o seguate :
barricas com assucar branco.
ditas com dito dito.
ditas com dito dito.
das linbag da mto, onde todo o ser huma-
no tem a sua existencia eacripta, sobre as
diapoaicoas o aptidue* naturaes |>elo ezame
do crneo e da phisioaomH.
O Dr. de Veremont, pelj estado doatra-
taJos antigia e modernos sobre eate as-
sumpto, por suas numeroaaa viageos para
estudo das diff-rentes racas humanas, pelas
lic5 a de sea prantiado mestre, conseguio
cliegar, n'esta materia, ao mais alto grao
da ponsibiliiade humana, e por isso tem
prestado s fa>nilia3 e humanidade ser-
vie is reaes eimmmsos, inliciodo-lhes con
precisa. as disposicis nuturaes e os vicios
orgnicos pila p rspicauia do s-m dyagnos
tico as enfermiJaJes do cerebro ou ner
voso e obteve por suas revelacoss sobre o
futuro, tanto na Europa como na Aineric*,
os mais bniliantos huccess i6, con.-encetido
os mais incrdulos.
Entre as uotabidades que lhe teem feito
a honra de consltalo, coau elle sua erai-
neucia o Arcebisbo de Paris, o liei dos H 1
gas, o Kei da Grec3, Ismael Pacha, Fer-
nando de Lesseps e sua familia, o G.meral
Boulauger, a P-tti, Sarah Bernhar.lt, et-.,
e, no mez do Janeiro ultimo, em Madrid,
a Princezi EuLlia do Bourboa e o Prin-
c'ip' Vi-tor NapoleSo, em Bruxoll .8
A Phrenologia e a Cliiroraiu ;ia s3o duas
8eieneias t3o an'igas fjuanto > mundo, suj
c-issivamente cultivadas p'los h-breu^, os
^ypcios e os gregos, e, m'i* rec-nteinen-
t-, pupulansadas pdos sabios Lavatcr,
Gdl, Spursheiu e fJesbhrolles ; n'esta po
elia de progresso e luzes ellas se nos apre-
s Mitam despidas de toda ida de tnystcrio
. obscurantismo.
Q'ieio posdesej cia das enfermidade8 do cerebro e *s dii
posicS.'S naturaes e orgnicas d'um menino
para dirigir consoante ellas os seus estu-
dos, quHin desejar conhecer os aconteci-
mentoa futuros de sut existencia, conforme
a* regras da phrenologia, da pliisiognorno-
ni e da chiromancia combinadas, tuJo \mo
lhe Ber desvendado uos menores detalhes,
pois tudo isa) 'isivel na p*lma da in.lo
lente do Dr de Vireiuont.
As lirc3 -8 de Phrenologia dadas nos col-
legios do eduetcao terao por objecto e na-
rao feitas ero f.ce de um crneo prepa-
rado.
O Dr. de Viremont consulta, em sen
gibinete no Hotel D. Antonio, das 9 s 11
horas da manha e das 4 as 7 da t.rde.
5J000 cada consulta.
Pregos convencionaes para as criancas.
Para commoJidade dos clientes o Dr.
de Viremont ir ao domicilio de quars o
chamar.
Cal de Ja?uaribe
Res non verba
De tempos a lempos aparece um estimulo na
iudustria, da qml muito gnzam os fabriemii'-s 'le
outros paizes. Esse eatimulo quasi seuipre ui>,rre
pela f.i 11 i.'u-o'u: de patriotismo na uui frri.
Se tosneiuo* mais prcutkUl.>s em o >rrvm o iis-
pendio qae a meio seculo tcm custada aos iioaos
agricultores o Cdusuino da ca de Lisboa, quaudo
temos ursta provincia igual genero, filiando s-
uiente urna pequea proleecao, com algum inpisfo
mus elevado iih ral de provincia eitravgeira, huid
Je poilennoi competir, com certeza poierminos can-
tar com o augmeuto e progreaso da iudustr que
procura desenvolver-se.
Vem corroborar nossa asserco os documentas e
certificados assignados por pessoss idneas e qae
por experiencia propria teem attestado, e net^
inesmo jornal publicado, a superoridade da chI de
Jaguaribe que se presta tambem quinto a de JLis-
bo* ao fabrico do a-sucar hve.ido em ftvor da pri-
meira o preco fixo e b iiiti'Z i do seu transporte.
Devemos suppor qu''iudo a corpiryu pro-
vincial legislativa funecionar lo nao ailar de au-
xiliar esta uova iud'jstria k i>eiie.fiei i d iissh a^'o-
uisaute Uvoura com qoaut > que a de provincia
ettrangeira, muitas vezes, s servo de especHlav'
commerci*es, como tem u-.-edido, com exMgero de
preoos aptdriubido uin citnito ou tlta no mer-
cado.
Em todas as safras anteriorss vimos" que houve
of-casio da se comprar al a 10* e 15* a barrica
nssta safra, porm, ja ella nao se ergueu de 7*500
e este beneficio devenios a competencia da de Ja-
guaribe. C preciso proteccao a industria edeixar
ao lado o sritema rotiueiro.
Recite, 9 de Abril de 1887.
Um agricultor por muito,
D. M. de Barros Montro.
.\aufragos do vapor Baha*
A commissSo de soceorros continua a
offorocer medico, remed )a, roupas e di-
nheiro a qualqaer naufrago de- vapor Ba-
ha.
Se ha alguem gue necessite deate auxi-
lio e ainda o n;to tenha recebido. pde-
se lhe o particular favor de dirigir-se a
qu.lj'.ier um dos membros desta commis
sao ou ao theaoureiro Luiz Duprat, ra
do Commercio n. 3S, no Recife.
Co nraiss3o de soceorros aos nufragos
do vapor Baha, Rjcife 1 de Abril de
1887.
Jos Joao de Amorim,
presidente.
Manoel da Silva Maia,
vice-presidente.
Seb atio de Barros Barieto,
Io secretario.
Eugeue Chaline,
2o secretario.
Luiz Duprat,
thesoureiro.
Joseph Krause.
Joo Jos do Amorm.
Jos Mari de Andrade.
Olympio F. Lmp.
Henrique Burle.
Manoul Jos Machado.
Francisco Gurgel d'Amaral.
Voiaes.
lracsilosio saccesso : ()
Urna filha do 8r. Pirmino Francisco Machado,
fazendeiro no Ibicuhy, Rio Grande aV)8ul, estava
desengaada pelos medieos que a deckraram af-
fectada de orna tysioa pulmonar em estado bas-
tante adiantado.
A sua familia, profundamente consternada, teve
a feliz lembranca de experimentar o PEITORAL
DE CAMBARA', descoberta e preparacSo do Sr.
Alvares 8. Soares, de Pelotas.
A'guns frascos d'este precioso medicamento as-
seguraram as melhoras da doente, e o uso conti-
nuado opero urna cura radical 1
Esse miraculoso successo na cura de urna to
terrivel entermidade, referido em urna carta im-
pres3a uos opsculos que acompanbam'o medica-
mento.
nicos agentes e depositarios geraes nesta pro-
vincia Francisco Manoel da Silva &C, 4 ra
Marques de Olinda n. 23.
N. 3. M&U ae tendea fillios debis qua
dor falta de appitite estilo doentes, dae-
lhes a Emulsao de Scott
E maravilhoso come em pouco tempo,
ao tomarem-rja, restabelecem-se e como
recuperara a energia e a sade.
Avisih aos incautos
Dr. Joo Paulo
MEDICO
Especialista em partos, molestias de senheras
de enancas, com pratca as principaes materni-
dades e hospitaes de Pars e de Vieona d'Austria,
fas todas as operacoes obsttricas e cirurgicas
concernentes as suas especialidades.
Consultorio e residencia na roa do Baro da
Victoria (antiga roa Nova) n. 18, 1 andar.
Consultas das 12 s 3 hora* d tarde.
Telepbone n. 467.
'alista

Dr. Ferrii'4 da Silva, consultas
das 9 ao meo dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Advogade e profesor de linguas
O bacharel Eduardo Alfredo de Oliveira tem
aberto o seu eacriptorio de advogado ra 1 de
Mari;) n. 4, onde tambem pode ser procurado para
lecconar o inglez, francez e allemao, pratca e
tbeorcamente, nos collegios e casas de tntnia.
Tambem para a commedidade dos estudantes
Atlonso erreira da Koelia Leal, por si e e empregados do coramere.io, resolveu abrir um
curso nocturno das dilas linguas. A tratar no
escripturio cima referido.
Kuirnua* de aasucar e amoJu
HEI DB Ali.IL
FNTSIOAS
5
Barcacas .....
Estrada de ferro de Olin-
da ......
Estrada de ferro de C&-
ruar .
Animaos.....
Estrnda de ferro de 8.
Francisco .
Estrada de ierro de Li-
inoeiro.....
4
D
s.
9.541
1.890
1.2%
10.355
413
23.495
u
J.
432
4.410
57
3.854
6."i
732
10.141
lauro de Crdito Real
At o da 15 do correte mez, oVvern os ac-
cionistas do Banco de Crjlito Keal de Pernam-
buco realizar a lerceim entrad i do valer oo-
mioal de suas asatVs, na razao de 10 0/0, levan-
do-a sede do baucv, na ra do Coiomercio n.
34.
Este banco esta pagando o seu pruneiro divi-
dendo razio de 4*000 por aceito ou 10 0/0 do
valor realizado de cada urna.
O pagamento fax-se na s le do banco, das 10
horas da manhl s 4 horas da tarde dos das
uteis.
.Vota* do Tbrsuuro dilacerada
O recolhimeiito de notas dilaceradas est sendo
frito na Thesouraria de Fazenda, as tercas e
sextas-feiraa, das 10 s 12 hor:is da miuih.
Paula da Aifaiiiiess i
btM NA ]>K 11 A 16 Dt ABRIL Dt 1887
Alcool (uro) 118
Algodao (kilo) 400
Aosuvar refinado (kilo) 151
Dito branco (kilo) 131
Dito mascavado (kilo) 067
Borracha (kilo) 1*26S
Cacao (kilo) 41X1
Cachaca (litro) 077
Caf bom (kilo) 460
Cafrestolho {kilo) 320
Carnauba (kilo) 366
Crneos de alrodao (kilo) 040
Carvo de pedra de Cardifl (to i.) 16*000
Ouros seceos empichados ikilo) 58
Ditos salgados (kilc) 500
Ditos verdes (kilo) , 275
Farinha de mandioca (litro) 500
Fumo restolho (kilo) 4U0
Weuehra (litro) 200
Mel (litro) 040
Milho (kilo) 040
Taboados de amsrello (duzia) 100*000
Interessante
pode chamar-se o aviso de fortuna que hoje nos
tra o Diario. O anuunciante o Sr. Samuel He-
ckscber seur, em Hamburgo prec mizado assim
nesw como as demas partes deste reino pela
oromptidao e dscripfo que observa no paga-
mento dos ganbos, vem nos briudar urna lotera
patenteando vantagens tio sobrepujantes que me-
recem a attencao dos nossos leitores
lllm. Sr. paarmaceulico liis CarlOM
de arroda Heniles
S C-irlos do Pinhal, 27 d Maio de 1885.
Presadissimo senhor.--Acerca de 8 meses que a
minha senhora snffria de horrveis dores nos on/i-
dos aompsohadas de corriaiento. deduz que ia
deixanio-a surda, e a'm disto scffria d fendas
na ^arganU que j se via obrigda a alimentar
e a caldos; pascando mitos sem dormir, e dias
sem poder cuidar dos interesses da casa. Todo
est> tempo viveu ella sempre em dieta de rigoroso
tratamento, sem obter saude.
Desioinada, corafcou com os eus (sant-is) pre-
parad >s, o Licfir Antipsorico junto com os Pos De-
purativos, e loiro a saude veio chegando. e hoje
gracis Providencia, poss> com todo o prarer
annunciar a V. 8. e a tod> o mundo quo mmha so-
nhora acha-se coroplctamenta boa dos ouvidos e
da terrivel ferida de garganta, e autorso V. S. a
publicar esta a beneficio dos que soffrem igual en-
termidade.
Sou com estima. De V. S. amigo, venerador e
obrigado Eduardo da Suva Tarares.
DepwitariosFrancisco Man>ol da Silva < C.
droguistas, ra Mrquez de Olinda n. 23.
A easipa e outror. mole* que affilgem
o crneo nevitavelmente destrem a vitalizarte
do cabellos. O ramedio soberano contra estes fla-
itellos o Tonteo Oriental, o qual, cerno por en-
canto, pron- pamente os faz desapparecer.
Porm isto anda nao tudo, vigirisa o d tom
coticula portal forma.que no possvel poder-
se reproduzir a nao ser que o seu uso seja conti-
nuado.
A transpiracao obstruida causada pelo entorp-
cimento da membrana exterior a orig-m de mul-
tas das !.ffeecoe8 e enfermidades dos cabellos, e
este entorpecimento n> pode existir, quando os
vas"s superficiaes recebem sua maior fecundidade
mediante a poderosa aeco e auxilio desde raro
rigorador vegetal.
Aeha-sn venda em todas as principaes phar-
maciaa, drogarias e lojas de perfumaras
Asentes em Perosnbuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 6.
Escuna portuguez Joaquina, entrada
do Porto o Figueira em 10 do corrente e
consignada ordera. mauit'estou :
Carga do l'orto
Albos 40 catiastr.is a Almeida Machado
& C 40 a Ferreira Rodrigues 4 U.
Azeile 2 caixas a Amonio J, C. Gui-
mares.
Cha 2 caixas a Baltar Oliveira & C.
Espelbo 1 a H. S. Ferreira.
Ferragens 1 volume ordem.
Pregos 84 barricas ordem.
Piano 1 a H- S. Ferreira.
Pedras de atiar 1 caixa ordem.
Mocho para piano 1 a H. S. Ferreira.
Salpico"--. 1 caixa a J. D. Campos.
Knlhas 15 saceos a J P. Ferreira.
Vinho 10(10 160 caixas a Souza B >sto
Araorim & 0., 400 caixas a F. R. Pinto
Guimarics & C, 30 a Alheiro Oliveira di
C, 30 a Paiva Valente & U., i29 or-
dem.
Carga da Figueira
ordem.
Vinagre 35i5 a Souza B46to, Atnorim
&C.
Vinho 50 Pipas, 25[5 e 50jl0 a Paiva
Vul.ute & C, 4J, 80|J 4DtlO a Souza
Biato.Amorim C, l, 2bp e 30(10 a
Silva Gairoaraes & C, 57, 35|5 e 40[l0
a Francisco Ribeiro Pinto GuimarSja &
C, 24 e 20|5 ordem.
seus irmSoa, avisa a quem quer que se]a
para do comprar b-m algum Luiz Jos
da Costa e Silva, as viuvas e herdeiros de
Antonio Jos da Cost i e Silva, e Joaquim
Jos da Costa n Silva, representantes da
extincta firma Costa Inuaos & C, por es-
tarem estes com seus bens su jeitos ao pa
gamento d'uraa divida con rabila para com
seu finado pai e de importancia superior
a 35:00^iJ000: pena de ser havido pos-
suidar de m f e sera direito de reclama-
cao algum.
Recife, 18 de Marco do1887.
Afonao Ferreira da Rocha Leal.
I
Roa do Baro da Victoria a.
11, 9- andar
A prspretaria deste estabelecimento, j bastan-
te conbecido pelos trsbalhos all rxecutados com
mestria e bom gosto, como tambem pela Ibaneza e
cavalheirismo que costuma-se dispensar aquellos
que dignam-Le de bonral-o com a sua visita e
confianca, previne ao publico que, com a acquisi-
cao que fez de machinas as mais aperfeicoadas,
est o mesmo estabelecimento em coudices de
tirar retratos inalteraoeit por precos inferiores
aos dos que teem ltimamente viudos rio* Esta-
dos-Uuid' s, e aesim que um retrati de m"o ta-
mai.lu natural tira-se pelo custo de 15*00.
O atnlier, modificado e retormado como acaba
de ser, tornon-se o mais perfeito possvel para dis-
tribuicito de luz, de modo que pdt-se trabalhar
sempre, com bom eu mo tempo, de U horas da
manha s 6 da tarde.
A cesas circomitaacias accrcscc ser o pessoal
lechuico bablitadssimo dulle tazer pirte o pbo-
tographo hei'panhol D. Joaquim Canelas de Cas-
tro que trabalhou u--s melbores estabeleenientos,
ilesse gen-r-i, em dit--reu;!- paizes da Europa, e
a respeito de quem j os diversos jornaes desta
provincia trataram.
Do que fiea dit"> v-so que est o ref-rido esta-
belecimento em condicea de executar com pericia
quaesquer trabalhos de pho'ographia.
Alii encoutrar-se-ha sempre exjiostas venda
grande numero de vistas de alguna edificios
ouMicos. pracaa, ras desta cidadu e seus arra-
baldes.
Medico
Dr. Paulo Caetano de
Abuquerque
Pego ao Sr. Dr. Paulo Caetano do A-
buquerque o obsequio de responder a ini-
nha carta de 20 de Fevereiro fiado.
Pode procurar-me ra Duque deCaxias
n. 91, que abi achara com quem tractar.
Recife, 27 de Margo de 1837.
Bellarmino Dourado.
Consultorio medico*
cirurgico
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 ano I
de escrupulosa observacfto, reabre consultorio nes-
ta cidade, roa do Bom Jess (aotiga da Ou
n. 23, l.o andar.
Horas de consaltas
De dia : das 11 as 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as domis horas da noite ser encontrado no
sitio travessa dos Remedios n. 7, primeiro por-
tao esquerda, alm o portao da Dr. Cosme.
Dr. Mello (ornes
Medico cirnrgio-parielro
Ru de Paulino Cmara (antiga da Camba
da Carino n. 3t), onda pode ser pro-
curado qualquer hora do dia e da noite.
Consullas :10 ao meio dia
Chamados por escripto.
Especialidades ;Pebres, molestias de peifo e
das senhoras. syphilis e sotirimentos da urethra..
Acode a qualquer chamado para fra da ca-
pital.
Tambi-m pode ser procurado, de meio dia s 3
horas, ua Pharmacia do Povo, ra do Rangel
n. 34.
Profcssora de caolo
Tendo resolvido fixar 'residencia nesta
cidade, propoe.-se a dar licSes de cantoria
*m casas particulares, promettcnlo esfor-
c ar-se o tnais possivel pelo aprovuitamento
i e suas d8cipulas, podendo-ser procurada
ra do Imperador n. 44, 3. andar
MEDICO HOvJEOPATHA I I
[)r. Batear da Siiveira u
Especialidadesfebres, molestias das ,
riauQas, dos orgaos respiratorios e das W
seubnras. '
a-se a qualquer chamado para
capital.
j I PrestH
' ) fon da <
!}
viso
I
II
Dr. Silva Ferreira, de volta de eua va^em
Europi. com pratca nos hospitaes de Paiis, Vi-
enna e Londres, onde dedicou-se a estuios de
partos, urdestias de seiihoras e da pelle, i-Serece
os seus servcos mdicos ho resoetavel publico
desta capital e rad'ella, pdanlo ser procurado
no seu consultoriora da Cadeia n. 53, de 1 as
3 horas da .arde, ou em sua residencia tempora-
ria Ponte d'Ucha 55.
Profcssora
Pregos 45 barricas a
Vapor inglez Portuense, entrado de New
York, em 10 do corrente e consigmdo a
J. Pater & C, manifestou :
Agua raZ 5 caixas a Faria Sobriuho
dt C.
Banha 100 barris a Souza Basto, Amo-
rira & C, 30 a Fraga Rocha & C
Estopa para calafetar 20 fardos a Bel-
tr2o & Costa.
Farinha de trigo 1350 biriicas a Ma-
chado Lipes dC, 1650 a Lopes Irmaoa
&C.
Fogos da China 13 amarrados ordem.
Kerosene 500 caixas a Soares d'Amaral
rmeos, 500 a Sjouza Basto, Amorim di C,
04013,000 ordem.
Oleo 15 caixas a Faria Sobrinho di C
Toucinho a 20 barra Souza Basto, Amo-
rim dt C 25 a Gvimarites Rocha & C.
KxportJCo
bictpb 9 de aban, db 1887
Para o exterior
No vapor inglez 7\no, carregaram :
Importaoo
Vapor nacional Arlindo entra lo do Rio
Grande di Sul e escala, em 11 do corren-
te e consignado a Pereira Carneiro dt C,
man i fes tou :
Xarque 3,957 malas ordem, 230 a
Mli> & Hiende, 200 a Baltar Oliveira

Para Liverpool, Borsteloiann it C. 774 saccas
com 61,069 kilos de algodao.
No vapor inglez Portuense, carregaram :
Para Liverpool, J. Pater & O. 810 saccas com
62,843 kilos de algodao.
No vapor ingles Orator, carregaram :
Para Liverpool, S. Brito Amorim & C 1,186
saccas com 100,332 12 kilos de algodao; V. Neesen
145 tardos com 28,645 kilos da residuos de sigo,
dio ; J. A. Cfsta Viauna 20 saceos com 1,478
kilo* de sement dj gergelim.
Uia senhora competentemente habituada, pro-
m- a lecconar em cullegios e casas partcula
'en, as seguintes materias : p-Ttugm-z. francez,
msica e piano ; a tratar na ra do Marques do
Ilorval n. 10.
Na barca no.oeuene Brodrene, carrega-
ram :
: Para o Bltico, 8. Brothers & C. 319 saccas com
2,523 kilos de algodao.
= Na b.rca noruegaense Esperanza, carrega-
ram :
Para S". w-Yoik, P. Carneiro & C. 634 saceos
com 47,550 kilos de assucar mascavado
No lugar afies Harriette, carregou :
Par-t New-York, M. J. da li-cha 3 saceos com
Tl~> kilos de aasuciir mascavadu.
=3 No vapor trance/. Niger, carregaram :
Para Lisboa, 8. Bnto Amoritc 6t C. 340 caces
eom 25.397 1|2 kilos de algodao.
No lugar ingles Mary, carregou :
Pnra Hall, C ?. de Leuios 300,000 kilos de
carolos de blgodo.
Para o interior ,
Na escuna nacional Afarietta, carregou :
Para Pelotas, J. M. Dias 150 barricas com
16,212 kilos de assucar branco.
= No vapor ainsricauo Advance, carregaram:
Para o Ko de Janero, J. M. Dias 1,500 saceos
com 90,000 kiloa de assucar braoco ; F. A. de
Azevedo 1 001 saceos com 60,000 kilos de assucar
bi-auco ; P. Alves 4 C. 10 pipws com 4,800 litros
de Hgjardate.
= No vapir nacoual Mrquez de Caxias, car-
regaram :
Para Babia, M. Cunha 200 barricas com 23,310
kilos de assucar branco ; M. C. Lopes Vianna 2
caixas com 120 kilos de doce.
No vapor nacional Jaguaribe, carregaram :
Para Peaedo, M A. Seuna 4 C. 2 barricas com
180 kiloi de assucar refinado.
Navio* a carca
Barca inglesa Frinckner, Eussia.
ISirca pirtuguesi Hersilia, Lisboa.
Barca norueguense 4no, Hull.
Uriue allemo J. G. Fichte, Montevideo.
linca sueca Sophia, Bltico.
Barca u ruegueuse Brodrene, Bltico.
Escuna nacional Aarielta, Pelotas. .
Lugar ingles Aureola, New-York.
Lugar nacional Maia 1, Santos.
L*ar nacional Juvenal, Rio Grande do Sul.
L^^r norueguense Alrana, Hull.
Lugar norueguense Ideal, Santos.
Lgir ingles Hornet, New-York.
Lugar norueguense Speranza, Canal.
L >r inglez iay, Hull.
Lar Hilemio Helene, Montevideo.
\avlss & descarca
Brigue allemao Jos? Genebra, carvio.
Barca norueguense Progress, carvo.
Barca inglesa Christiani Serivey, carvo.
Barca dinamarquesa Anca, carvo.
Barca norueguense Glitner, carvo.
Barca inglesa Paragero, baca I bao.
Bajea inglesa Beltrees, bacalho.
Jicuua norueguense Hapsnas, varios gneros.
Escuna portuguesa Joaquina, varios gneros.
Lugar portugus Heriia, xarque.
Lugar ingles Luse R. Wce, bacalho.
L/ar ingles Rosina, bacalho.
Loar ingles Kalmia, bacalho.
Patacho ingles Lady Byrde, bacalho.
P-,tacho nacional Andaluza, xarque.
Patacho allemao Mary, xarque.
Vapor ioglez Portuense, Vario3 gneros.
Vapor brasileiro Arlindo, xarque.
ninbelro
O vapor nacoual Mrquez de Caxias levou dos
portos do sul para :
Joio Ferreira F. Oliveira 2OOA00O
Todos r-g chamad dos pharmacia do Dr. Sabino, ra da
Bario da Victoria n. 43, onde se indicar
sua residencia.
lilwwpliiiTallfl
DO COLLEGIO
I
O director deste estabelecimento, avisa ao pu-
blico, que, para propagar o gosto pelo estudo das
linguas, abriu um curso de allemao, onde os alum-
no> podeio appreuder esta liugua tanto pratca
como theoiicainente.
A referida cadeira regida pelo D.-. Eduardo
de Oliveira, que tendo re Jdido quatro annos
e meio no mui conhecido collegio BREIDEN-
STEIN, na Suissa, acha-se perfeitamcute habili-
tado, para bem desempenhar essa incumbencia.
Aquelles que quiserem se matricular no dito
curso, queiram entend-r se com o director do col-
legio, ou com o Dr. Eduarlo Alfredo do Oliveira,
na ra 1 de Marco n. 4.
rase Ferreira da Cria Vieira.
Dr. GqbIHo Lote
Uedleo. panelro e operador
Hezidencia ra Bardo da Victoria n. 15, 1- andar
Consultorio ra Duque de Caxias a. 59.
D consultas das 11 horas da manea s 2 da
tarde.
Leonor Porto
Ra do Imperador a. 45
Primeiro andar
Contiua a executar os mais difceis
figurinos r 'cbidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicaode costura, em bre-
Ividade, modicidade em preco e fino
[g OBtO.
Clinicamedlco-cirurca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
i ne .lid adePartos, molestias de senhoias e
crian ^as.
Residencia Ra da Imperatris n.4, segunda
indar.
Dr. Cemita Lie
MI2DICO
Tem o seu escriptotio ra Duque d Caxias
ii. 74, das 12 s 2 horas da tarde, e desta hora
em diunte em sua residencia roa da Santa
Cruz a. 1.
Especialidadesunlestias de senhoras e crian -
das.To'ephone n. 326.
:
llendiineatos ptiblicut
MES DB ABIllL
Alfaniega
Reuda geral
U 1 a 9
dem de 11
Reuda provincial
De 1 a 9
dem ue 11
135:933*310
33:10U69>.
3J:l75t329
2:49<414
189:035002
31.670*743
De la9
Iden >e 11
Oe 1 a 9
d--JO dH li
Di 1 a 9
Idi-a 9 11
liecebedoria
Consabido Provincial
Recite Drainage
223-705*745
8:809*534
707*217
9:ot6751
9:626*868
1:974*510
11.601*378
3:257*413
502 653
3:760*066
i!
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
litfa. ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, d consultas de meio dia s
3 horas da tarde, no 1. andar da casa
n. 51 ra do Baro da Victoria, ex-
cepto nos domingos c das santificados.
Residencia ra Sute de Setembro n.
34. Entrada pela ra da Saudade n. 25.
4d Togado
O bacharel Julio de Alello Filho tem o
seu e.soriptorio de advocada ra Primei-
ro de Marco n. 4, Io anoar, onde pode
ser encontrado drs 10 horas da manir s
3 da tarde
Esco'a mixta particular
Urna senhora competentemente habilitada tem
aberto um curso primario roa da Concordia n.
163. Emitte como o mclbor dos attestados oapro-
veitamento immediato des seus discpulos.
Pode ser procurada a qualquer hora na mesma
ra.
errado Hunielpal le Jos
O movimento deste Mercado uos das 10, e 11 de
Abril foi o seguate :
Entraran] :
101 bois pesando 14,457 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 57 ditos de 1.a qualida-
de, 13 1/2 de 2> dita e 33 1/2 ditos par-
ticulares.
165 kilos de peixe a 20 res 3*3uO
45 cargas de farinha a 200 ris 9*0u0
8 ditas de fructas diversas a 300 rs. 2*400
9 taboleros a 200 ris 1*800
53 Sumos a 200 ris 10*600
Foram oceupados :
48 columnas u 600 ris 28*800
47 compartimeutcB de farinha a
500 ris. 23*51.0
43 ditos de comida a 500 ris 21*500
164 ditos de legumes a 400 ris 65*600
36 ditos de suino a 700 ris 2*20ti
21 ditos de tressuras a 600 ris 12*600
2 ) talhos a 2* 4 )*ikh.
21 ditos a 1* 21*000
A Oliveira Castro &C:
103 talhos a 1
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
103*000
373*300
1:889*740
2:263*040
Rendimento dos das 1 a 9
Foi arrecadado liquido at boje
Precos do dia :
Carne verde de 160 a 400 ris o kilo.
Carneiro de 800 a 1* ris dem.
S unos de 600 a 800 ris ideas,
farinha de 200 a 28-i 'is a cuia.
Milho de 26 J a 320 ris idem.
Feijo de 640 a 1*000 dem.
Nos dias 7 e 8 foram laucados ao mar porcao de
peixe podre indo em 6 earrinhos de mo.
atadotara Publico
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 96
teses para o consumo do dia 11 de Abril-
Sendo : 72 reres pertencentes a Oliveira Castro,
fe C, e 24 a diversos.
No mesmo estabelecimento foram tambam
abatidas para o consumo do dia 12 do corrente 88
reses.
Sendo : 64 pertencentes a Oliveira Castro & C ,
e 24 a diversos.
Vapores e navios esperados
VAPOBBS
Debayd sul hoje.
Tamardo sul a 14.
Parado norte a 14.
Actorde Liverpool a 14.
Uruguayde Hsmbur^o a 15.
Peruamtjucodo sul a 17.
Vi lie de Maranho-do Havre a 19.
Vi lie de Rio de Janeirodo sul a 21.
Bkaroeayde Trieste a 23.
La Platada Europa a 24.
Espirito Sautodo norte a 24.
Euclidde Liverpool a 25.
Ceardo sul a 27.
NAVIOS
Amandade Hamburgo.
Apotbeker Dirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade Cardiff.
Aone Catharineda Baha.
Bernardus Godelewus do Rio Grande do Sul.
Brothersdo Rio de Janeiro.
Catode Hamburgo.
Diudado Rio Grande do Sul.
Enjettado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Sul.
Elysado Porto.
Favoritede Santos.
Guadianade Lisboa.
Hans Todo-de Cardiff.
Jalantde he Santos.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Nordsoende Liverpool.
Nautilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Bueuos-Ayres.
Premierdo Ro de Janeiro.
Moviuicnto do porto
Navios entrados no dia 10
Porto e Figueira49 dias escuna portuguesa,
Joaquina de 156 toneladas, capito Joaquim
Francisco dos Santos, equipagem 9, carga va-
rios gneros ; ordem.
Macuu4 dias hyate uacional Bom Jess dos Na-
vcgantes,de 85 toneladas, mestre Clementino J.
de Macedo, equipagem 4 carga varios gneros;
a Manoel Joaquim Pessoa.
Ntw-York e escala27 dias, vapor inglez Por-
tuenie de 939 toneladas, commandante Fred
Hewj, equipage n 30, carga varios gneros ; a
Johnston Pater ce C.
Navios entrados no dia 11
Rio de Janeiro e erscala=9 1/2 d as, vapor na-
cional Artndo de 631 toneladas, commanCaote
Frank Convett, equipagem 31, carga Xsrque;
a Pereira Carneiro i C. #_;
Liverpool e escala -20 dias vapor mg es Magel-
lan de 1791 toneladas, commandante James-
Beeik, equipagem 73, carga vanos genero.; a
WilsonSons & C.
Navios sahidos no mesmo da
Buenos-Ayres escala-Vapor ingles MageUan
commandante James Beerk, carga varios ge-
MoliTc'v'idoBrigue allemao I. G. Fichet, capitao
H, Gronhoff, carga assucar. ,,-....
Rio Grande do SulEscuna nacional Marietta,
capit) Francisco B. de Sonsa, carga assucat.
>
II
I Hll1UD '


/
Diario de PernarabucoTerfa-eira 12 le Abril de 1887
i

m.
DECLARARES
Santo te m Miarini Jo
h435Sk
Na secretaria da Santa Casa arrendara se os
egaiDtes predios :
Ra do Boro. Jess n. 12, loja e J andar,
dem idem n. 13, 2- e 3- andares,
dem do Vigai io Tb.euc.no n. 22, 1 andar.
Id m do Mrquez de Olinda n. 53, ? andar,
dem do apollo n. 24, 1 aodar.
dem da Madre de Dos n. 20.
dem idea n 10.
dem da Moda n. 45.
dem idem n. 47.
dem idem n. 49-
Idtm da Lingoeta n. 14, 1 andar,
dem da Guia n. 25.
Becco do Abreu n. 2, 2' andar,
dem das Boias n. 18, obrado de dous andares
ejlojx.
Kua da Aurora n. 37. 2- andar,
dem da Detencio dentro do qualro) duas
casas.
Associagae-Gmfflercial Acricoa
Da cruein do Sr. presidente, convoco de novo
aos enhorca assoeiados para rennirem-se em as-
sembla eeial no dia 15 de Abril prozima viudou-
ro, s 10 hjra9 da inanlia, visto nio baver com-
parecido boje, numero lega I para o fim determina-
do no art. 2'J dos estatutos, conforme fji auuun-
ciado. Ficar constituida a aaaembla geral ncae
dia coro o numero de socios que comparece!, de
accoido com o arr. 27 do referida estatuto.
Recife, 3 Sebastio M. do Reg Barros,
1 secretario.
Conipanhia dos Trilhos Urbanos
do Recife a Olinda e Beberibc
Assembla geral extraordinaria
De ordem do 8r. presidente da assembla geral
io convidados os bis. accionistas a se reunirem
em assembla geral extraordinaria, etntorme o
requeren a airectoria da (ompauhia, afim de ser
consultada a saa opiniio sobre a innovacSo do
contracto permittida pela le n. 1850 de 1885.
A reunido se effectuar As 11 horas di dia 13
do mez seguinte no eacriptorio da Companbia.
Recife, 29 de Marco de 1887.
O secretario da assembla geral,
J. A- de Almeida Cunha.
Lotera de 4000 contos
"3 A grande lotera do 4000 coutos, em 3 sorteios.
tic transferida para o dia 14 de Maio viudouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho di
Exm. Sr. presidente, de hoje.
Tbesouraria das Loteras para o fundo de
einancipaco e ingenuo da Colonia Isabel, 14 de
ez.-mlrj d* 1886.
O thesoureiro,
Fraaciseo GoncalvesTeires.
Estrada de Ferro do Recife a C-
maro'

3
O
2
o.

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.!
c =
aa -
P
I
A
=
Estrada de Ferro do Recife
Caruaro'
NOVAS TARIFAS
De ordem do 11 Ira. Sr. director eog-riheiro chefe
chimo a attenco dos agricultores, commerciantes
e uais intr tasados para a nova tarifa, que ba de
vigorar n'esta estrada de ferro comecar de 10 do
mez corrente, com applicavao aas principaes gne-
ros de prodcele < consummo da zena servida pela
misma estrada, que, as tarifas at agora em vi-
gor, estavam sujeitos a tazas de transporte relati-
vamente e evadas.
Pela nova tarifa, cuja nnidade 10 kilos, o peso
de 150 kilos (10 arrobas) carga ordinaria de un
earqueiro pagar do Recife a Victoria o vice-
versa, 730 ris, e de Cascavel ao Recife ou vice-
versa, li/50.
Secretaria de Prolongamento da Estrada de
Ferro do Recife ao 8 Francisco e Estrada de Ferro
do Recife a Caruar, em 6 de Abril de 1887.
O secietario,
Manuel Juvencio de Saboya.
impaiiliia de edificaco
C>mmunica-se aos senboree accionistas, que por
deliberacao da directora foi resolvido o recolhi-
mento da sexta preatacAo, na razio de 10 0/0 do
valor oominxl das respectivas accOes, a qdal de-
ver realisarse at o dia 12 de Abril prozimo
futuro, na sede deata ceiipauhia, praca de Pe-
dro II n. 77, 1- andar.
Recife 12 de Marco de 1887.
Gustavo Antunes,
Director secretario.
Companhia de Edifica-
capo
Assembla Ceral extraordi-
naria
S2o convidados os senbores accionistas
da Companhia de Edificarlo a reunirem-
se na sede da niesma companhia, ao lar-
go de Pedro II n. 77, s 11 horas da ma
nh2 do dia 14 de Abiil prximo futuro,
para, em assembla geral extraordinaria
deliberaren! sobre a reforma dos Estatutos
em vigor, e especialmente do art. 13, sen-
do a deste no sentido da reclamacSo feita
pelo Sr. Francisco Ferreira Sorgos, con-
forme a proposta do accionista o Sr. Arito
nio Carlos Ferreira da Silva, approvada
na acesia da assembla ger.il ordinaria de
1 de Marco prximo lindo.
Nos termos do art. 65 do decreto n.
8821 de 30 de Dezembro de 1882, a as-
sembla geral ora convocada s se julgar
constituida com a presenta dos senbores
accionistas que ni miuimo representen)
dous tercos do capiu! social.
Recife, 29 de Marco de 1887.
Gustavo Antunes.
Director secretario.
OMPANHIA DE EDMCA(0
0 escriptorio d'esta
companhia a c Ii a s c
iunecionando no largo
de Pedro II, n. 77, 1.
anda.
Imcumbe-se median-
te contrato < a paga-
mento em prestapoes,
de construyos e re-
construegocs de pre
dios, cujos projectos e
ornamentos sejam ou
nao confeccionados
pela companhia.
Companhia do Bebenbe ,\o escriptorio se en-
unido hoje, como foram convo i -%,
s desta eompanhia, para que COUtraraO SCmPrC. 3S
1 extraordinaria resolvam SO | I -'
amostras dos produc-
tos da fabrica vapor
do Taquary. tendn sem-
pre venda: tijolos
massi^os de al venara,
ditos para ladrilhos,
diversos formatos, te-
lhas romanas, franee
zas, de capote com en-
caixe, de crista; canos
e curvas de diversos
Nao se tendo reunido hoje, como foram convo
Cados, os accionista
em assembli gera
bre e augmento do capital social necessario para
o complemento das novas obras ; sao de novo con-
vidados a rejnirem-se para o mesmo fim no dia
12 do corn-ntc mez, ao meio dia, no primeiro an-
dar da cas n. 71, ra do Imperador.
Se nesta segunda reunio anda nao com pare-
cerem accionistas que representen) dous tercos
do capital social, cemo exige o art 15 4- da lei
o. 3150 de 4 de Novembro de 1882, far-se-ha en-
to terceira convocsco, em cujo caso Ur lugar
a reunio com qualquer que seja o numero de
accionistas presentes.
Recite, 6 de Abril de 1887.
Cecilianj Mamede Alve Ferreira,
Director gerente.
Joa Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
Loteras para o Fondo de Eman-
cipado
Acba-se exposta venda a 22." parte desta
lotera qus tein de ser extrahida no da 13 do
corrente, uo lugar do costutne ao meio dia.
Tbesvoraria das loteras para o Fundo de Envin-
cpacao, d^ Pernameuco, 5 de Abril de 1887.
HfflSADOBA
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabefclda em i<5.
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
*< 31 de dezembro de 1884
Martimos..... 3,110:000^)00
Terrestres,. 3i6:000$000
-tJRoa do C'ommereio
COMPANHIA DE SEGU
CONTRA FOGO
Sortb British & Mercantile
CAPITAL
C.ooo.ooo de libras sterlina
AGENTES
Adomson Howie & C.
SECUROS
MARTIMOS
c<
:ONTKA.FOGO
Companhia Phenix Per-
oambacana
fiuado Commercio u. 8
CHAR6EIHS REUNS
Companhia Franeeza de \avec-
co a vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
boa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro
Santo*
OnpiViii! iilmiii
Cominandanle Brant
sperado da i.ropa
at o din 19 de Abril, ae-
guindo depois da indiapen-
savcl demora parn a Sat-
hia. Rio do Janeiro
o Manto*.
Koga-se aos Srs. importadores do carga p?los
vapores desta linba,qnciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvar-!ng;> ,a!-
qner reclamac concernen te a rol u mes, que po-
vntm a teoham seguido para os portos do aal^tm
dse poderem dar a tempoaa previdencias neces-
laraa.
Expirado o referido pruno a companbiioa n se
responsabilisa por extrnvioij.
Para carga, passagciis, t-ncommend^a e dinheira
a fn.ti:: trata-se c la o
Augus ibiiie
a eua do commercio ?
t,r
don and Rraslllan a
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as oa-
b do mesmo banco em Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Capellisus u 75 No
Porto, ra dos Inglezea.
O Thesoureiro
Francisco Gongalves Torres. (| J ,1111 (' FO S (UMI t OS Ta>
(Jub Concordia
PAUTA DOS GESEKOS SUJEITOS A TARIFA
SUPBA
Alg'Xlao.
Aguas mineraes.
Alcool u agurdente de qualquer especie.
Alcatrio, pix-, etc.
Albos.
Alvaiade.
rame de qualquer esp.-cie.
Arroz.
Axeitp de qualquer especie.
Bacalho.
Banba do porco.
Batatas alimenticias.
Bebidas espirituosas de gualqutr especie.
Bibcoutos em latns.
Bolachas e bolacbinbas.
Breu.
Cacao.
Cocos verdea ou seceos.
Caf em grao.
Caf moido.
Cal de qualquer espacie.
Canos de barros ou de qualquer metal.
Ceblas e ecboliubos.
Orveja.
Conservas em latas ou vidro, de quilqjer es-
pecie.
Carnes seccas ou saldadas.
C'irocos de algodi.o.
Chifres
Embira.
Ervilbas seccas.
Esteiras do paiz.
J-'arinba alimenticia de quulquer especie.
Fazeodas de panno* de qualquer especie.
Fculas.
Feijao secco.
Fumo em qualquer estado.
Kerozene.
Macarrao e outras masaas alimenticias.
Mauteiga.
- Mel de qualquer naturex*.
Milho.
Metaes nao preciosos em bruto ou em obras*
Oleo de qualquer especie.
Pelles, brutas ou preparadas.
Ptausphoros.
Peixes seceos ou salgadas.
Sb'-.
Sal ordinario.
bebo.
Sola.
Th mancos.
Tecidos diversos.
Toucinh..
Vassoaras do paiz.
Velas de qualquer quaiidade.
Zrcao.
Todo e qualquer genero de primeira neccssidn-
de e producto da pequea lavoura. que nao esteja
especificado, ou se ache classificado em classe iu-
inferior 4 da pauta anuex ai tarilas pprova-
das pelo Dec. u. 8456 de 18 de Marco de 188*.
Obttrvaeot
1.a Qaando a expvdico de qualquer um derses
gneros exceder mas de 5,000 kilos, far-se-ba
anda o abatimento dn 10 / "01 fretes da tarifa
cima e ser concedida urna passagem gratuita de
2' classe, i pessoa qae aeompanhar os meamos g-
neros.
2.a Quando a expodicSo completar a lolaco de
um wgon o abatimento ser de 20 % elevndo-
se a 40 '/0 si completar a lataCao de 4 ou mais wa-
gonf.
Escriptorio do trafego, Rscfe, 5 de Abril de
1887.
A. de S. Pires Ferreira.
Banco de eredito real de Pernam-
buco
Nos termos dos artigos 5 e 6 dos estatutos,
sio convidados os Srs. accionistas realif ar at
dia 15 de Abril prximo, na sede do Banco, rna
do Commercio n. 34, a terceira estrada de 10 "/
valor nominal de cada necio.
Kecife, 14 do Marco de 1887.
Os administradores,
Manoel Joo de Amorim.
Jos da Silia Loyo Jnior.
Luis Doprat.
Samstag 16 april 1887.
Tanz-aoeud.
Das directorium.
Santa Casa
Horario do* Mm. morriomo* qae laa
de faxer sruarOa ao 88. 8acramen
lo na quinta reir anta, na igreja
de v 8. do Paraso
Das 12 1 hora:
O Illm. e Exm. Sr. desembargador provedor.
O Illm. Sr. Dr. vice-provedor.
De 1 is 2 horas :
O Illm. Sr. commendador thesoureiro.
O Illm. Sr. commendador Joo V. de Torres Ban-
deira.
Das 2 g 3 Loras :
O Illm. Sr. Dr. Jos Antonio de Almeida Cunha.
O Illm. Sr. commendador Albino Jos da Silva.
Das 3 s 4 horas :
O Illm. Sr. Manoel Antonio Cardoso.
O Illm. Sr. Dr. Pedro Affonso de Mello.
Ds 4 s 5 horas :
O Exm. Sr. Dr. Prxedes Gomes de Sonza Pi-
tan g.
O Illm. Si. Antonio Ma'a de Parias Neves.
Das 5 s 6 horas :
O Illm. Sr. teneote-corenel Apolinario F. de Al-
buqnerque Maranho.
O Illm. 8r. Dr. Manoel da Trindade Peretti.
Das 6 s 7 horas :
O Illm. Sr. Praucisco Augusto Perrira da Costa.
O Exm. Sr. Dr. Antonio Jos da Costa Ribeiro.
Das 7 s 8 horas :
O Illm. Sr. Dr. Alexandre de Souza Pereira do
Carmo.
0 Illm Sr. Dr. Augusto Carlos Vas de Oliveira.
Arsenal de Guerra
Em virtude da autirisacS) do presidente da
provincia de 15 do mez pa'sado, a directora do
Arsenal de Ouerra contrata no dia 14 do corren-
te, pela terceira vez, s 11 ho'.'S da mnnh, com
quetn melhores vantagens cfferecer, o transpoite
tanto por mar como por trra, dos artigos desti -
nados s differentrs estacoes militares, devendo
os proponentes dirigirem-se secretaria deste
Arsenal, para os esclarecimentos que Ibes forem
n As propootas devero ser em carta fechad.!, de-
clarando o proponente que se sujeita multa de
5 0/0 por quulquer omisso no ''umprimento de
seo contrato.
Secretaria do Arsenal de Querr de Pernambu-
co, 11 de Abril de 1887.0 secretario,
J. F. Kibeiro Macnado.
Associa(o eommer-
eial beneficente
De ordem do Illm. Sr. presidente desta associa-
cio, convido a todcs os senbores socios e conse-
uhores do predio em que ella tein a sede, para
reunirem ee em assembla geral extraordinaria,
1 hora do da 15 do corrente, na referida sede,
afim de apreciaren) os pureceies de eugenbeiros, a
quem a direccao mandn ouvir acerca da ruiua
em que se acba o mencionado predio, pelo lado do
mar, e providenciaren) uo sentido de reparal-o
ant^s que deeabe, como est previsto.
Reeife, 11 de Abril de 1887.
Joaquim Alves da Fonseca,
Secretario.
Associai'o cootmereial benefl-
cenle
Os seohsres expositores que nao vieram hoje
receber os diplomas e medalhas qne Ibes foram
conferidos na expnsicad de Antuerpia, parn a qnal
concjireram com 03 seus productos, queirain com-
parecer na sede da mesma aisociaco, que Ibes
serio entregues pelo Sr. archivista.
Recife, 11 de Abril de 1887.
Joaquim Alves da Fonseca,
Secretario.
S. K. J.
Socedade Recreativa Juventude
Sarao bimestral em 17 de Abril
Tendo de t ffecluar se neste dia o sarao do Di-
mes re rluente sao convidados os senbores socios a
procurar seus ingressos em mo do Sr. thesou-
reiro. Oj convites esto em poder do Sr. presi-
dente ; previoe-se que nio se admittem aggre-
gados.
Secretaria da Sociedade Recreativa Juveutude,
30 de Marco de 1887.
Jos de Mediis,
'i' secretario.
AdinlnUtracao dos Crrelos de rijwI.tJ f* tinli.w fniq
Peroambuco 31 de Marco de Iilu ^ UJOIOS lUr^-
1J.
Rdlayao da correspondencia registrada (sem
valor) que existe nesta repsrticSo por nHo ; f AC
terem aido encontrados seus destinata-
rios.
Adelina Qaldina de Meoezes.
Amalia Mendos de Mello.
Antonia Luiz Barretto.
Augusto Alves Tenses.
Alfredo Fernandos Dias.
Antonio Gomes Tavares.
Autonio Joaquim Barroco Braga.
Antonio Peroira Gomes.
Antonio Pinto Reg Freitas.
Antonio de Queiroz.
Antonio R. Azevedo Jnior.
Antonio da Silva Braga.
Basilia de T. Saot'Anua.
Belisario Francisco Gouveia (2)
Benicio Nelson Cunha Mello.
Bernardino S. dos Saotis.
Cam.lL
Carlota Mara do Espirito-Santa.
Car-ilina Maria do Bomfim {2\.
Dowizy.
Diog.) de Barres e Araujo.
Di mas Francisco da Silva Braga.
Ernesto (Jorreia.
Eduardo do Res Oracco.
Feraandes Carvallio & C.
Fortunato Gordim.
Fredericode Oliveira Soares (2)
Frederico R. da Costa.
Francolino Theodoro C. de Vasconcellos.
Francisco Rodrigues Pereira.
Francisco de Souza Maia.
Francisco Xavier Soares.
Francisco Xavier Salerno.
Geraldo Ferreira Maia.
G. da Silva Bailada.
Henrique Guilherme Coelho.
Horacio Lae de Andrade.
J. Joaquim Miranda A.
Julio.
Javaio Ferreira Fontes.
Joaquim Telles do Menezes.
Jos Alvea Tenorio.
Jos Antonio Barboz*.
Jos da Cunha Liberato de Mattos.
Jos Climaco Jos Joaquim de Freitas Pereira.
Jos de Oliveira Calheiros do Albuqueque
Mello.
Jos Tibur-o Tavares.
Jos Victorino de Paiva.
Joao Coelbo Moreira.
Joo de DeosSampaio.
Joo Jos da Silveira.
Jo2o Vcrissimo Gomes.
Lioui ia Dativa da ConceicSo.
Luiz Ignacio de Oliveira Jardim.
Luiz Ignacio de Moura-
Maria das Dores de Jess.
Maria Epifania Buarque de Ma".edo Milanez
Maria Francisca da Oonccifo.
Mara Francisca Taveira.
Meria Magdalena.
Mara iias Merii de Mendonga Lins.
Maria da Natividade Gomes da Sjlra.
Maria R s da CnccigSo.
Marciano Antonio Pereira. -
Miguel Mariano de Souza.
M*nool Alves da Rocha.
Maria Antonio dos Santos Vieira (3)
Manoel Antonio Jos Correia.
Manoel de Britto Cotegipe.
Manoel Bretes.
Manoel Doroiogues Pereira.
Mancel E'ernandes do S Antunes.
Manoel Firmino Pereira.
Manoel Fonss:a Araujo Luna F.
Manoel Teixeira de Souza.
Rita Teixeira de Carvalho.
Rosa Msria Torres Gomes.
Rabello, Sobrinho & C
Senhorinha Maria do Rapirito-Santo.
Silveria Maris de Ar ujo Lima.
Symphronio.
Suba8li2o Jos Cavaicante.
Tiiomas Jos Coelho de Almeida Sebrinbo
Victoriaa Maria da CoDceijSo.
Vicente Almeida Pinto.
Valiivina Dametrio da Rocha Wanderley.
O i." oficial,
Deodito Pinto dos Santos.
dos de diversos forma-
Para vendas c en-
comendas, no escripto-
rio central.
EMPREZA DU (iZ
Pede-se aos Senho
res consumraidores que
queiram fazer qualquer
comunicado ou recia-
maco, seja esta eita no
escriptorio desta empre-
za ma do mperador n
29, onde tambem se re-
ceber? qualquer cont
que queiram pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Senhores
Hermlo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oli-
veira, e quando or pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
tas Carvalho.
Durante a auzencia
doabaixoassignado na
Europa todos o s recibos
dessa empreza deve-
ro ser passadosemta-
loes carimbados e fir-
mados pelo Sr. Samuel
Jones sem o que nao
tero valor algum.
George Windsor,
I AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESSN.
Seguros maritiBae* lerrralre.
Nestes ultimo a nica coapanhia ae&U praca
que concede sds Srs. segurad's iseaipcaode paga
ment de premio eui cada s.'timo ana, o qae
equivale ao descont de cerca _da 15 -por ea;io
avor dos segurados.
(OfJPI\Hll O"S MK-l RO*
XURTHEKX
de Londres e Aberdeen
roNlc&o flnancelra (Ueiembro 1SS&)
Capital oubsc i uto- 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,348
Becetta aaaoal t
Di premios contra fogo 577,330
De premios sobre 'idas 191,000
De juros 132,000
O AGESTE,
John E- Boxvell
Bl'l OOCOHHEHCIO IV. tei* v\i %h
t OMPA^HIE DE ]|E*vAaB-
RIKM IlAHITIHEN
UNHA MENSAL
O paquete Niger
Commandante Banle
E' esperado dos portos do
sul at o d= 21 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeanz,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembm-se aos senbores passageiros de todas
as elasses que ba lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo,
Faz-se abatimento de 15% em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garen) 4 passagens inteiras.
Por excepcao os criados de familias que torna-
rem bilhetes de proa, gosain tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaos e se da at e dia 19 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dintaeirs
afrete: traefa-se com o
AGENTE
tupste
RA DO COM
9
ERCIO-9
THEATRO
EMPREZA ARTSTICA
I. DE ZABZELLAS
ti
GRANDE COM
Director de scena
D. Valentn Garrido
Maestro-director
D. Antonio i Valle
HOJE
Ter^a-feira, .2 do eorrent
IB* Recita (9a de asslsnatara)
Subir scena a sublime e muito applaudida
zarruela em 3 actos, lettr* do celebrado poeta Sr.
CAMPRODON, mosica do uotavel maestro Bar-
blerl t
LOS HUMANTES
DE
LA CORONA
t'ompaahia llahiaua de uavega-
p a Vapor
Macei, Villa Nova, tenedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 nw HaiQDitz de Gaxias
Commandante Nova
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 12 de
Abril, ae 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at ol
dia do dia 12.
Para carga, passiigeus, pncommendas e inhei-
ro a iretf, trata-se na
7Ra do Vigario7
Domingos Alves Malheas
~nmpi\ui PlAiiBt;t>ii>.
DE
%'avegaco Costeira por Vapor
Fernando de Noronha
O vapor Giqui
Comandan te Lobo
Segu no dia 15 de
Abril, pelas 12 ho-
ras da manb.
Recebe carga at
dia 9.
Passagt.ua at as 10 liaras da manh do dia da
partida.
ESCRPTORIQ
Caes da Companhia ^eraaaon
cana n. 13
DampfsckiMrts-GeselIschafl
O vapor Uruguay
Esperase de I-IAMRUKGO.
por LISBOA, at o dia 14 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
PERSONAGENS
TS
CONTRA
he Liverpool k Londoo & Globe
INSUR4NCE C0MPA!M\
ita & G.
JMPERIA 1
Companhia
N.
NEIS UROS contra FOGO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxat baixas
Prompto pagamento de prtjttuo
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS A C.
-Ra do Commercio-
-N. 5
Catalina, reina de P rtug.il Sra. Pl.
Diana, hija de.......... Sra. Sacsnelles
ainpomaynr, ministro de
justicia................ Sr. Garrido.
El marqnez de Saudoval. Sr. Manso.
Rebolledo, monedero ialso.. Sr. Ramo*.
Don Se bastin, oficial..... Sr. Duran.
Antonio, bandido......... Sr. Jordn.
Munos, idem............. Sr. Matas.
Un ngier................ Sr. Ruiz.
Un criado............... Sr. Gil.
Un escribano ............ Sr. Snchez.
Bandidos, monederos 1-ilsos, soldados, moDges,
damas y caballeros de la corte.
Coro geral e acompanhamento.
Precos do cosime
A'm 8 boras.
llavera trena pata Apipucos e Olinda. a bonds
para todas as linlias.
Brevemente : As bels zarzaellas
Robiuson, Boccacio e Marselbeza.
K0VAL1AILSTE4I PACMET
GOIPANY
0 paquete Tamar
esperado
do sol no dia 14 de
corrente seguin lo
depois da demors
neaessaria para
S. Vicente, Lisboa. Vlgoe Son
thampton
Reduccao de passaqens
Ida Ida e volta\
A SouthRinpton V classe 28 42
Camarofea reservados para os passageiros He
Pernambuco.
fara passagens, fretes, etc., tracfa-9e -."os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie &C.
S. 8- RA DO COMMERCIO -N. 3
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, pasagens, encommendas, dinbei-
ro e frete tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
BorstebnariD & C.
RA DO COMMERCIO N. 3
1' andar
Com|!3a llrasileira de Jave-
aeo a Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Pernambuco
Commandante o capttdo de fragata Pedio
Hyppolito Duarte
E' esperado dos portos do mil
at o dia' 17 de Abril, e
Js%, seguir depois da demora in-
dispcnaavel, para os portes
do norte at Mancos.
Para carga, passagens. encommenda a valere
tracta-so na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
0 vapor Para
Commandante o Io tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos ...,rtos do
norte at o dia 13 de Abril
e depois da demora indis-
' pensavel, seguir para os
. ptos do sul.
Recebe tambem enrga para Santos, Sauta Ca-
thaiiuo, Pelotas, Portj Alegre e Rio Grande dj
Sol, frete modic .
Para carga, passgens. encommendas e valores
trata-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTN 9.
Para Haranhao
Segu para o porto acitns nestes dias a barca
portuguesa Veteo da Gama ; para carga e passa-
geiros trata-ee com ob consignatarios Jote da Sil-
va Loyo & Filho.
aromaai
IMIM&
O de bons movis, objectos de eclectro-plate,
mebias, piano c seraias, buhar, e movis com-
pletos para sala de jantar, annunciado por intei -
vcocao do agente Pinto para quinta-teira 14 i >
corrento devefer lugar no pavimento terreo o 1,*
andar da casa da ra do Virconde de Goyauna
d.' 163, para onie partir da estacao d ma do
Brum as 10 horas e 6 minutos um bond quo dar*
passagem gratis aos coueorrentes ao mewno lcilo.
f
"H



Diario c PernamiwcoTerya-fcira 12 de Abril de 1887
I eilao
Tera felpa 1 da rreate
AS 11 HORAS
Na roa do Imperador n. 65, parto de de-
traz
gJO agente Modesto Baptista, por mandado e com
assistencia do Exm. Sr. Dr. jais do cununercio,
a requerimeoto do Dr. carador fiscal da mas
fallida da Correia C, fari leilao de 1 cofre de
ferro grande, 1 di visto de madvira para eseripto-
rio, 3 carteiraa d amarello, 2 mocho), 2 mesan, 1
balanca, 1 prensa para copiar, 2 quadroa grandes,
1 sof de amarello, 8 cadeiras de guarnilo, 2 di-
tas de balanco, 1 mesa redonda, 1 mesa e 2 con-
sejos, tudo pertencentea referida maesa fallida.
Ag-ente Britto
De 2 mobilias de mogno e junco, guarda-lou-
cas, aparadores, 2 camas francesas de Jacaranda,
marqueroes, cadeiras avulsas, 1 candieirode gaz
carbnico, machinas de costuras, jarros, qaadro.e
locas, fazendas, miudezaa e amitos artigos exis-
tentes
No armazem a roa do Pedro Affonso ?. 43
Tergafeira 12 de Abril
A's 10 1/2 horas_____________
Leilao
De l mobilia de amarello, 1 dita de Jacaranda
1 importaste mesa cow padra, 1 lavatorio com
pedrt, bidets, espelboa dourados. quadroa, 1 guar-
nicao de pannos de crcchet para cadeiras, 1 bal
cao, bercos, cadeiras de balanco, vinbos, cognac e
auitos outroB objectos que estarSo patentes no
acto do leilao.
Terca felpa. 1* do corrate
A's 11 horas
No armazem da rita do Mrquez de Olinda
n. 19
Por intervencao do agente
Gusmo
Leilao
De borjs movis, um importante piaa de
afamado fabricante F Doerner & Sohn,
1 espelho oval, quadroa loucas e vidros
SENDO:
Um importante piauo francs com muito pouco
uso do fabricante Doernar, urna mobilia de Jaca-
randa com 12 cadeiras de guarnicao, 2 ditas de
bracos, 2 ditas de balanco, 2 consolos, jardinhei-
d com pedra, i sof, 1 espelho oval, 4 quadros a
oleographia, 2 tapetes pa<-a sof, 6 ditos para
portas, 3 sanefas, 3 pares de cortinados, 3 ditos
de abracadeias, 3 venosiaoas, 3 ditos de jarros,
1 lustre de crybtal com 2 biccs, 1 dito de metal, 1
aandela, esteira da salla e quartos.
Urna cama franceza moderna, 1 toi'ett de jaca-
randa 1 guarnicao para toilett, 1 guarda vestidos
de amarello, 3 com nudas de amarello, l cabide
1 lavatorio de amarello, com pedra. 2 camas
de amarello c cpula para creanca, 1 colum-
na para p de cama, 1 berco, urna cama grande
de lona, para casal e 1 machina de costura para
m2o e p.
Un mesa elstica de amarello co n 5 taboas, 1
guarda-loucas de amarello, 2 aparadores de colum-
na, 1 sof de janeo, 18 cadeiras de dito, 1 quaxti-
nhiro, 2 relogios de parede, 6 quadroa, 2 cadei-
ras para meuiuos, 1 marquezo estrello, 1 tiboa
para engommado, 1 banheiro de folha, 1 armario
de pinho, 1 aparelbo de porcelana para almoco,
louca para jaotar, copos, clices, 1 licoreirn, gar-
rafas, trem de cosinha registro e encanamento
de gaz.
Hiala felra. 13 do corrate
A's 11 horas
No 2- andar do sobrado n. 17 da ra 1- de
Margo
O agente Martins, autorisado pelo Illm. Sr. Ma-
noel Carneiro da Gunha que se retira para Europa
com sua Exma. familia, tara leilao de todos us
movis e mais ubjectos existentes na casa de sua
residencia, osquaes selornamrecommendaveisjpelo
bem estado em que se acbam.
Leilao
De dividos na importancia de l:bl6f,lb
luana felra. 13 do corrate
A's 11 horas
No armazem da ra do Bom Jess n. 40
O agente Alfredo Guimaraes, a requeriment
do adminietrador da mossa fallida de Jos da Sil-
va Nunes por mandado e aasistencia do Exm. Sr.
Dr. juiz do commercio levar a leilao no dia e
hora cima dita as dividas na importancia de .
7-576*575.
OsSrs. compradores ponerio tomar qualquer
informacao com o mesmo agente.
AVISOS DIVERSOS
Profeanorat Urna eenhora habilitada,
propoe-se a ensinar em cabs particulares o por
tuguez, aritbmetica e todos os trabalhoa de agu-
lha ; qaem de seua ser7cos precisar tera" intor-
ma^oes no l andar desta typographia.
Aluga-ae casas a 8JUCU no neceo dos Coe-
hoff, junto de 8. Goncallo : a tratar na ra d*
Imperatriz u. t>.
Precisa-te de urna ama para cesinhar e com-
prar ; na ra da Roda n. 20.
Precisa-se de urna ama para cosinhar e com-
prar ; na ra i ova de Santa Hita n. 49.
Madame Fauny Silva, modista e costoreira
desta cidade, tem a honra de communicar s
Exorne, familias que Ihe tem honrado com suas
valiosas ordena, que parte para f-aris no correte
mei, afim de fazer acquisicao para o sen atelier
de fazendas, chapeos, espartilbes, enfeites, enfim
tudo quanto de mais moderno e melbor tem, bonver
e posea interessar ao toilette de urna senhora.
Dentro de dous mezes a annunciante espera re-
greisar dessa viagem, que simpleamente empre-
hendida pela animacas qne tem recebido de todos
que tem se dignado encarregal-a de variadas con-
feccea. Despedndo-se, pois, temporariamente
de suas Exinas. clientes, compre declarar-Ibes,
que recebe desde j encommendas de vestidos,
chapeos ou outroa artigos que queiraro, por seu
intermedio, mandar vir de Paria ou Londres.
Ra do Imperador n. 50, 1- andar.
AMA Precisa-se de urna para o ser vico
terno de urna caga d-1 familia ; a ti atar g^jua
Duque de Cax's u. 77-A. ou no Eutroncunwito.
entrada dos Aflictos n. 33.
- Na ra do BKro da Victoria n. 6, compra,
se cobre veltio.
Alugase a excelleute casa terrea n. 82
ra das Cioeo Pootas ; para ver, a chave est
junto, e a da ra da Matriz da loa-Vista n. 56 ;
trata-se na ra do Pilar u. 5G.
= Pede su ao esludaiite Francisco X. Silva
Pimentel, que decan poi este jora*! a sua mo-
rada ou que appareca a ra do ijiperad.-r nume-
rol 6__________________________________________
Q ieu) precisar de urna professora para ea-
siner primeiraa iettnis, rioutriua. principio de
mueizi piaio, dirija-se uo C'ainiuho Nvo nu
mero 128
.^-sa oenpenho Novo da fregovxi fle
Muribeca, tem twieuo de varaea a^ra safrejar
mais de 3,000 pies, bom cercado de criaclo e boas
matas, ms cn aguas do rio de Jaboato, acha-se
na varsea em que eprojtcta engenbo central, e
fica a 8,000 braeaa da estacio de Praseros,
esti ada de ferro de S. Francisco a tratar no dito
engenho e no estriptorio n. 65 k roa do Impe
rador. ^____________
. Aluga se o segando andar da casa ra
larga do Roaariaji. 87, esquiua d^f onto da igreja
a tratar no pavimento teneo. _^ '
Precisa-se de urna ama par coainhar, para
casa de pouca familia ; a tratar na ra do B.rio
da Victoria n. 57^_______________________________
Menina e menino
Preeisa-se de orna menina de 10 a 12 annos de
idade, para caga de familia, para andar com urna
criancinba de dona aunes, trata-se bem e d-sa
de vestir, e o menino par* faser compras, median-
te um pequeo ordenado mensalmente ; a tratar
na ra Velha n. 86, collegio.___________________
= Uue dame francaise uyaut une grande ba-
bitute de l'eneeigoemei t et ayant habit l'Angle-
terre p*ndaut quaU>rze ana daire donner des
leoons de francua et a'anglais.
S' des*er 19, roa do Hoepicio. Piix mode-
r^___________________________
* = Os abaixo assignados scientificam ao respei-
a val publico e corpo ci'innerc:', qu o Sr. Mu
noel do R go l'outes deixou de ter seu empregade
desde o da 31 de Man,- prximo findo, e protes-
tam pr qaulquer trauaacco qur elle effectua.-
eoi nomc dos signatarios. Recite, 9 oe Abril de
1887.fioreira ot Braga.__________________
Preeisa-ae de urna pert'eita cosioheira, qne
durma em caa, para casa de familia, paga-ae
bem ; a tratar ua ra d > Bu rao da Victoria n. 3,
Joja.
Criado
Precisa se de um criado para todo servico de
urna casa de familia, e que d fiador de sua con-
ducta ; na ra da Auror n. 67.
Ama
Precisa-se de urna ama para coainhar ; na ra
do Marque* de Olioda, antiga Cadeia n. 56, se-
gundo andar. _____________________
\ma
Precisa-se de urna ama para casa de ponca fa-
milia ; na ra Formosa n. 37. ^^__^_^_
Ama
Offerece-ae urna aenhoia de meia idade7 sendo
ella portuguesa, para casa de homem g0'teiro,
para cosinhar ou ourro qualquer servico ; qaem
pretender dirija-se ra da Conquista, na taver-
na n. 27 A.
\ma de leite
Precisa se de urna ama de leite ; na ra do
Alecrim n. 63._________________________
io;2o
Com este numero cima, perdeu se urna cader-
neta da Caixa Econmica ; quem a encontrou,
querendo entrgala, pode dirigir-se ra de
Tbom de Souza n. 1, bocel.
Cosinheira
Prrcisa-aede urna cosinheira ; na ra da Auro-
ra n. 109. ____________________
Engenho para arrendar
Arrendase o engenho Serra, distante meia le-
gos da estacfto do Cabo, me com agua e tem
todas as obras em bom estado ; quem o pretender
dirija-se ao sen proprietario no ttecifp, ra Im-
perial n. 209, oo ao engenho Novo do Cabo.
Atten$o
Precisa-se de urna senhora de idade, de boa con-
ducta, para servir de companbia a urna outra ; a
se informar ua ra da Madre de Deus n. 3, hotel
S<> lindos os objectos abaixo
mese onados
Corre impreterivelmecte com a primeira lotera
qne para o fundo de emancip^eSo se exirabir no
mes corrento, a que com o nomo aeima havia de
correr com a 11.* parte da mesma.
Atten?)
Precisa-se de um caixeiro ; ni becco do Maris
co n. 20.
Garanlrans
Especial tumo ; vende-ae ia ra do Baro da
Victoria a. 69.
KiosqiK
Vende-ae o de junto aponte da Boa Vista, eses
du Capib.ribe ; trata-ae no mesmo.
Para cosinhar
recisa-se e urna
ama para cosinhar,
mas que cosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da roa Duque de
Caxias, por cima da y
pographia do Diario.
A Lo ja
Das Lislras 4znes
A' rna Dn^oe detaxia a. l
TELKPHOSE 211
Secebem a$ seguin'es fasendas
JuanitaSctim de lindas corea matis das altSOOO.
Cortes de Veetidoebraacos com quadrinbos a
5*000.
Caxemirasintestadas todas as cores a 1-52O.
Merinasinfestados melbor qualidade todas asco-
res a 800 rs.
Cortes Bordadosde cambraia branca a 5*500 e
6*f00.
Fuato Brancosuperior qualidade a 400 e 500 rs.
Guaroicesbordadas de c.imbraia victoria mui-
to largas a 5*000.
Babadose ei.tremeioB tapado?, transparentes, e
de fustao verdadeiro a 600, 600,1*000, 10200 e
1*500 a peca com 8 metros.
Luvasdo seda odas as corea com 4 bjies a
2*000.
Grinaldaa coui rico veos de Blond bordados a
&*, 10*, 12/ e lo*000.
Colzas de Dumase*Com borlas de seda a 30* .
Cortinados Bardadopara cama ou janella a 6*,
&* e 10*.
Tapetespara acia, jama e portas por todo o
preco.
Lequea de Setim- uara noivas de 6*. 8 e 10*.
Renda Heapanb la preta padrao miudo a 2* o
covado,
Madapclo \iatricanoa<'m gomma igual ao Cami-
seiro a 6)000.
Bramantecora 4 targoras a 900 ra^ o de linho
superior, a 2*.
Toalhas Felpudaspara banhj, ou para rosto,
para todos oa predas.
Lequea a Juanitacom esmalte a 500 rs.
Cretonea e chiua^novas padrees a 200, 240, 250
e 820 ris.
E outras muitas iasendat qo a- vei dem por
menos quenas outraa lajas.
A8 Exmas? Sraa. .jue nao posaam vir na leja
queiraaa mandar bascar a* amostras oa
Loja das Lislras izues
PARA TINGIR A
barba e os cabellos
uturs tinge a barba e os cabellos ios-
tan'aaeaasenCe. IS urna bonita cor
e natural, ictensivo o seu uso simples e
rpido.
Vendc-se ou BOXl'JA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouq'ieyrol Fre.-es, successore de A.
CAORS, roa do Com Jess (antiga da Qrut
Tricofero de Barry
Gatante-se que faz nas-
oerecrescer o cabello anda
sos mais calvos, cura a
tinhn e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cobeea. Positiva-
mente impee o cabello
de cahir on de embranque-
rer, e infallivelmento o
t irna espesso, macio, lus-
tioso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original asada pelo inventor em
1829. E" o nico parame no pana-
do que tem a approvac,5o official de
na Uoverno. Tem duas vezes
: iiais fragranciaqn3 qnulqner outra
ednraodobrodotempo. E'muito
mais rica, suave u delicioso. E'
muito mais fina e delicada. E'
mni= pertinente e agradavel no
eii(,'o. i-ia vezas mais refres-
canto no banuo e no cuarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
desmaios.
larope Se Tiia Je Beiter Uo. 2.

w*^
PABA
O LENCO O TOUCADOO.
E O BANHO.
arras di tsai^o. dxpois deusai^o.
Cura positiva e radical de todas as formas de
sorofulas, Syphilis, Feridaa Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas o as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
enoas do Bangne^Figodo, e Kins. Garantes
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
a restaura o renova o systema inteiro. 0 <
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian-
Sas e para a cura das moles-
as da pello de todas as especies
em todos os periodos.
Approvados e autorisados pela inspecto
ria geral de hygieime do Rio de Janeiro.
Deposito em Pernambnco casa de
Francisca M^noel da Silva Se C.
Armazem
Aloga-se o grande armazem ra do Impera-
dor n. 43, com fundo par* o caes 22 de Novembr o
por preco muito curtmodo.
Oui
ro
Aluga-se outro armazem & ra Domingos Jos
Martins n. 114, reedificado ha pouco, com grande
espaco para qualquer eatabelecimento ou moradia.
Outro
Ainda outro a ra de Murcio Dias n. 104, tam-
bem reedificado ha pruco, com muita* accommo-
dafoea, tanto para qualquer estabelecimento como
para moradia.
Trata-se no annarem n. 54, d* ra Mrquez de
Olinda.
Premio
principal
no caso mais
afortunado
Marcos 500,000
AVISO
de '
Os premios
sao
afiangados
pelo
Alto Coverno.
lonvite para tentar a fortuna,
na nova grande lotera de dinheiro de contado
enancada pelo Estado de Hamburgo na qual
conforme o plano das loteras que contina va-
lioso ha de rifar-se em todo oaso
r 072 cenes ssoj so m, ees.
Eis aqui os premios desta vautajoaissima lo-
tera em dinheiro de contado, que contina ate
agora, conforme o plano nao mais de 100,000
bilhetes.
O premio principal co caso maia afor
tunado
Marcos 500.000.
Premio: 300,000 M
1 Ganbo de 200.000 .
Oanhosde 100,000
Ganbo de HO.OOO .
I > 80,000
Ganhosde 70.000
1 Ganbo de 60,000 .
Z Ganbos de A 60,000 .
I Ganbo de 4 30,000
5Ganhosde 20.000
3 15.000
e .4 10,01 o
. 5,000 .
IO(isns.de3,(K.0M
153 a 2.000
51 a > 1.000
81 500
I SO 300,200.
150 Marco
31) Ganhos de
145 Marco?
O0 Ganhos dea 124,
100. 94, Marcos
S50 Ganhos de 67,
40, 20 Marco
Totalidade: 50,5(0 G.
Sr^lfex
^^y
/^&>J&

Atten^o
Mordidura de animaos
e reptis venenosos
Joa Emigdio de Cbrislo Leal, residente
em Olioda, ra do Amparo n. 35, tendo
ficado eoui a recita pela qu*l seu finado
pai o teuente Felippe Manuel de Christo
Leal, preparava pe;ir:is imn attraben-
te de qualquer verjpno, tem para vender
ditas pedrus acompanliadas de una indica-
j2o impressa.
Estas podras tm sido spplicadas em
crescido numero de pessoas e aoimaes mor-
didos de cao damnado e cobras de diffe-
rentes especies, inclusive a cascavol, sem
que jamis tenha 1*1 >ado a cura em um
s caso. Portanto es senhorea apreciado-
res da caca, e pegROs resi lentes no campo
prevenido com tal antidoto es'ao isentas
de vir morrer te ta rente, um awjgo, uu cnmpanlieiro, final
mente, racin;.! (iu irracional.
Sao conh-.'cidas estas p-dra* a mais de
50 anuos, eo>pi< xito c bom resultado.
Estes premios baja o que bou ver, devem re-
partir-se p r sorteius dentro do praao de pou
coa meses em 7 classes.
O premio principal da primeira classe impor-
lava M O.Oi O, iado acrescentando na apgun-
da cas e M. 60.000, na tirceira M.
O.OOO, na quarta M. 80,000, na quinta
M. OO.OOO, na sexta M. OO.OOO, na
stima M. OO.OOO, e junto com o premio
casual de M. 300.000 M. rOir.OOO.
A disposigao do novo plano continua em per-
feita semelbanca com o predominante l agora.
Para entrar nosorteio da primeiraelamae
que se verifica officialmente, eatio colados of
seguiutes precos:
Para um bilhete original, o enteiro Marcos 6 ou
6 sh moeda inglez.
Para meio bilhete original Marcos 3 ou 3 s
moeda ingleza.
Para um parto de bilhete original Marcos l'fa ou
1 sh 6 p, moeda ingleza.
Estes buhetes garantidos pelo Alto Goverm
(nao eao promeasas prohibidas) junto com o pia-
uo original mando en para todos os logares poi
muitcs distantes que sejam contra remesaa di
valor porte adiautado. Logo de terminada *
rifa, cada um dos participantes receber di
mim a lista ofllcial da estraeco atetst
qoe seja preciao reqaerel a.
Os novos planos do sortciu, carimbados com
as Arman do talado, e dos quaes c hb
taro os premios e sua distribuida~ as 7 clas-
ses eu os remetterei gratis antecipadamente.
O iiiuameulo e a entrega dos respec-
tivos quinlioes tfiectoam-ae sem intermedio di
alguem em a anaiw mnima demora
e aob toda cautella e discripco.
JC2r" Para ordinar bilhetes, queiram utilisar
por caria resiiiraila que couteuba a im-
portancia em nolOM de banca ou ordem so
bre Ilamburgo en Londres.
2^* Atttndendo a que se vae aproximando
o sorteio, queira-ee, com toda a confian; d'aqui
em diante
e cada dia enderecar-se at
15 de Avril p. v.
Samuel Heekscher senr..
Banqueiro e Cambista em HAMBUGrO
(Allemaoha)
PASTILHA
De ANGELIW & ENTRUZ


es
se
C
s
*1

!KHOH
elt-r-ai ..dquirlu urna reputaos mais merleta
i fastm o do laroae de Smf da
l**lu nqrr.it irr.
tfum toja universal, fmtdw-ie:.
1o 5o1t > u: uperioridadeci o lerosa Bfflcael
^cr; ios os hosplUef
3e Parta c nembroH ua Aca-leriiia de medicina de)
Franca ci.ntia os aeCozac, Zronchites, Irrir
tacOci do Peit^ e ila Gafsavnta.
2c Suacomposic5o,ruja base ofructo do Vtntk
.fa Arabia .rfiblscus eseulentns de Linn'
que relaoao aiguma tem com oa outros poltoraea,
rilblscus esrulentus de Linnl
__ia tem com os outros poltoraea,
3o Sobre as mlysem dos Srs Barrurl *
Cotf.reau, chmioos da Facuidade do Paria,
oue denjoDstrao nao conter nem Opio, nem Olor- '
phiwi, nem Codeina pelo que podem ser dados a*
criancas com xito e segurancia quando atcate*
do Toase O loase convulsa.
^ 0 Remedio mais efficez e
Seguro que se tem descoberto ate
hoje para expetir as ion trigas.
RORIAYOL HIERES
DOENCASdoESTOMAGO
OIGESTOES D.FFICEIS
Dyspcpsias, Gastralgias, Anemia,
"rdn do Apptitite, Vmitos, Diarrhea,
Deb:aude das Criancas
CURA SEGURA E RPIDA PKLO
TNICO-DIGESTIVO
cmr Quina, Coav t I'epsina
Adoptado en todos or. Hospitaes
MEDALHAS AS EXP0|j8ES
PiuIS, r!:: Bvnvere.M, e en todas as Pharmacits.
ms
ri A rC sao os ttulos authentlcos qne recoin
X AXJO mendo a Basta e o JFircne d
Safes, connanca dos mdicos e do publico,Tkuloe
q^ie nunca fora concedlaos peltoral algum antlto
oii moderno.
DSLAXGKEXIEK, 53, rus VMtnne, PABXal
* ta Mdu u |riwi{iui rbuaaalu M rartataf 14* traza
Fabrico de assucar
Apparelbos econmicos pura o coziraen-
te e cura. Proprio para engenhos peque-
os, sendo mdico em preco e ef-
fecllvo em operaco.
Pode-se ajuntar aos engenhos existentes
do systema velho, melhorando muito a
qnadade do assucar c augmentando a
quantidade.
OPERAQO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
maohinismo apereir^oa.io, 6ystema moder-
no. Plantas completas ou niachinistuo
separado.
EspecificajJes e informa9oes com
Browns c.
5-RUA DO COMMERCIO 5
DE
WOLFP & C.
ct N. MA DO
'-1.4
M'ste muito < onhecido estabelecimeu-
o -iicour. r o respeilavel publico o n,i
variada receFtidas siempre directamente da oaelho-
res f bricantes da Europa, qu a primam
pela apralo gorto lo mundo elegante,
ISicos aderr^osi corapletos, liadas pulsei-
i allnetes, voitas de ouro cravrju 'a coi
brtlhantes, ou perolas, aunis, eacoleta,
botSes e outros inultos rtigos prop-ios
des te genero.
ESPECIALDADE
Em relogios de euro, pratta e nickel es.
para hosaens, seahoras m meninos dos mais
acreitados fabricantes la Eu rica.
I"ra todos os artigos dvsta casa g i-un-
te-se a boa qualidade, assim como a ni idiei-
dade nos preces qa silo sem eempetcneia.
IV'esta casa tamben eencerta-tie qual-
quer obra de ouro ou prata e tambera relo-
gios de qualquer qualidade que seja.
4Ra do Cabog4
#
>

NICA H TNICA
I
DE FlLLiOt
par dir son nalwiBs
fflBI
llajwr Paulino fur. Kalro
Theodoro Jubi, st^a idi her e tilhus, Rita Pires
Falca i ci bvjon t! filhos e Joaquim Custodio
liuarte filhos e netos do finado major Paulino Pires Pal
cao, convidan) aos s> us p.irentcs h fiinigis a acsi-
t.rem as mitsts que caud m eolebrar por alma
daqoelle finado, na inatria "fa Boa-Vista e na tna
trie da Cabo do Santo Ago-iiuho, no dia 13 dn
conente, s8 horas da inanba, 1 annivereario de
seu eaesaiDeuto.
Dt FILLIOL
H8TANTANEA pmrm b jxW.
Q Tldro, sem preparc4 j bnocoi
n liniem. ) ana Cor primif.lv
\Ctd '- Psrtamo^ce FB-Mi'* M da SILVA
Pillas purgativa e depurativas
de Campanba
Estas pillas, cuja prepHmefto puramente ve'
^etal, teem sido por mais de annos anroteitadat
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affeccoes da ,ielle e do figado, sypbilis, bou
boes, escrfulas, chagas inveteradas, erisipelas e
^onorrhae.
Modo de ual-aa)
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be
aendo-se apos cada dao um pouco d'agua aaoca
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ae jantar
Estas pilulas, de invencao dos pbarmaceutieo
Alu'cida Andrade & Filhos, teem veridictum doi
srs. mdicos para sua melbor garanta, tornndo-
le mais recommendaveis, por serem um segure
ourgativo e de pouca dieta, pelo que poden, ser
sadas em viagem.
ACHAM-SE A" VENDA
*<* drenarla de Parle Sobrintao a
'l KBA DO MABQUEZ DE OLINDA 4)
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
afamada ha mais do nro lecnlo; excede todas
as ou i ras pelo en pe rame delicado e exquisito.
TM 7. MKliAl.HAS DF ORO
PAHIZ 1838, CAIXUTTA 1884
pe; extra-fina vrellencia desaaqualidade.
Peram'"* itioderno^ dt Atkinsoo
FA6RXA & CYMBIOIM
n raro peculiarperfumes, Undo sido
registrado^ %& podem se r obtidos por in trra odio
dns Itl
LOCAO DE QIHIHO DE ATKMS0H
em rival para forrad-era tmbeletar oscabellos
Girinlirla inoJTtr'tKiva.
AfiA FLORIDA DE ATKINSON
perfume excepcional para o lenco; distillado
da mais exquisita estoma.
EtcHln-u ei Ca 4e Wi os \tnciutet e Fricaatei
4. AV E. ATXINSON
24. Od Eond Street. Londres.
L Marca de Fabrica Uaia" Rosa bracea" ,
sobre urna Lyra de Ouro."
EEA
ALLAN PATEHSON
r.44E i do BrumN. 44
TJHTO A E? f A(JA0 DOS BONDS
o 'a vender, por pra mdicos, as segu r ferragens :
Tac 'Hdas, batidas e caldeadas.
Crivac diversos tamanbob.
Rodas de -spora, dem, dem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular
Gradeamento para jardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito tundido, de lindos mo-lelos
Portas d fornalha.
Vapores de torea, de 4, 5, t e 8 caviales.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panaiiur
Rodas d'agua, systema Leandro.
Enoarregam-ae de concertoa, e assectamento ae -.: hinisiui osmm
traballio com perteicao e presteza.

X

X

lUiv}-
Major Pnullao Pire Palrao
Joaquim Custodio L>utede Azevedo, sua mu-
Ihcr e 6lbos c nvidm cu patentes e amigos
tisistirem mies, quei-tn ta\u)\if.o eterno do seu
presado sogro, p;.i f hv, inaiiWam t-elebrar na ca-
pella do ngentij .VingaangHiii d manlii nu dia 3 o c irreute, Io aun:versarlo
do pagamento Oaquelle>nado.
PILULAS
"JU SU BEBA'
DK
BARTHOLOIYEOfiC
Pharm. Pernambuce
1 Curio as Seaes, e todas as Pebres /#
\ lntcnultaentes. jjf-
IS ANNOS DE SUCCESSO! fB
A MELHOR PERFUMARA INGLEZA
"PREMIADA COM SETE MEDALHAS
TANGLZWOOD, MATHIOLA. WHITE-ROSE. OPOPONAX,
WHITE-HLIOTROPE Ess. BOQUET,
CRAB-APPLE-BLOSSOMS. o mais novo Perfume.
Estes Perfumes sao os melhores que ei/sfo, e sao vendidos
em iMros com rapa patentada.
FIMEST ENOLISH, EAU DE COLOONE. a mais refrigerante em
vidros de 2,4 e 8 onras.
AGUA DE FLORIDA. Para o banho, qualidade extra.
opaline p DE TOILETTE. Inocua einvisivel.
CHERRY TOOTH paste (Pasta para os denles). Conserva os dentes
e torna-os perfcltamente brancos.
O melhor sabXo inolez TRANSPARENTE. Sem ser perfumado
ou com delicioso perfume, em lageas, bolas ou pao para a barba.
O MELHOR sabao inolez. Com alfazema ouopala, empao.
OPALINA SOAP. Sabio para a tez e a cor do rosto.
COAL TAR SOAP. Sabao de alcatrSo. carbolic Soap, Sabss
superiores para s toilette. Detictfisamente perfumados, quali-
dade non plus-ultra. Od Brown Windsor.Honey, Eider Flower,
Rose. Glycerina c Amendao. Esoovss de dente* afamadas da
Coros.
Todos os arUiros cima levio a nossa marca de fabrica aqui junta,
e podem ser procurados casa dos prtncipaes negociantes da
America do Sul o da America central, e Umbcm pelo intermedio
de qualquer negociante Inglez
O Catlogo Ilustrado envia-u gratuitamaitt i quem pedir
_ The CBOWH PERFMERY (T
aTaTHO DO VEAMITiraOS' D* ONCA8, __ __ __ _
oo wa o* oot*. i77, Netc-Bond Street, til LOXDRE8
dco getit^ pura o Br;al: F.J M. Br^ndon no Rio de Janeiro.
-



v

I
Diario de Pcrna
Aluira-se
ten casa com comm ;dos | sr Brande familia,
eitio arboriaado ; na Ponte de, Ucba n. 10.
Alug-a-se barato
nm pequeo aruiaaem na ru do Vicario, proprio
para deposito de fasendas ou mercadonas ; a tra-
tar na ineama ra d. 31, andar._________________
Aluga-se barato
diarios Guararapes n. 96.
bus V.scoode de Itapariea n. 4J, artnaaem.
Rna do Tumba u. 5.
Ba do Visconde de Goyanna n. 163, com ngua
Largo do Mercado n. 17, loja com gas.
Largo do Corpo Santo o. 13, 2. andur
IVata-se na ru do Co'i.raercio n. 5,
tcriptorio de Silva (Juimariv O.

Precisa-sede urna hdi pura o ervico domes-
tico de uuw cua de familia; a tratar na ra do
Bario da Victoria n. 4", loj*.
1* andar
Pieeiaa-ie de urna eosinheira; a tratar na pra-
ca do Corpo Santo n. 17, 3- andar.
Ama
Precisa-se de urna boa eosinheira para casa de
pouca familia, prefere ae escrava; na ra do
Riacbuello n. 13.
Ama
Ata -se
a casa da ruando Hospiei> n. 10. com grandes ac-
aommodaco.'S para eellegi. ; ru Duque de
Caxias n. 9. _________
AI uga-se
Precioa-se de urna boa eosinheira, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companhia
a. Prefere-se escrava edeve dormir em casa.
Ama
urna casa com pequeo sitio na Torre, muito pr-
xima a linha aos bonds ; a tratar na roa Formoea
numero 4.___________________________________
~ AosfufflaiUes
Para a fabrica Vendme chegoa fumns inglese,
Berds'Eye, Virginia, 3 Caatellos, e o afamado Rio
Branco do Rio de Janeiro. Ra Nova n. 39.
Preeisa-se de urna am para cosinhar em casa
de pouca familia ; na ra Augusta n. 274.
Ama de leite
No largo do Corpo Santo n. 19, 2- andar, se
precisa de ama ama de hite.
Ama
! Jatroph
Manipoeira
Ease medicaminto de uipa efficacia r conhecida
no beriberi e outras molestias em que predomina a
bydropesia, seba-se modificado em sua prepara-
co, ragas a urna nova formula de nm distincto
medico desta cidade, e. no que aomente o abaixo
assignado est habilitado para preparal-c de modo
a melhorar lhe o gosto e cheiro, sem todava alte
rar-lbe as propriedad.-s medicamentosas, que se
conservara com a mesm actividade, se nao maioi
em vista do modo por que elle tolerado pela
estomago.
UnIco depoalio
Na pharmacia Conceico, rna do Mrquez de
Olinda n. 61.
cierra de Mello
Paga-se bem
Na ra do Imperador n. 45, 1 andar, precisa-se
de urna boa eosinheira, urna engommadeira e um
menino para recado. E' de condicao, dermindo em
casa.
;_#M8 DORES d^i,^
__ U fe. roa no do aamiaao do ^"^^Sjfc#_>
JP1 Eli__r,Pe Pasta dentiMeios ^^.
RR. ?P. BENEDICTINOS
Precisa-se de naa ama para cosinhar: na tra-
vessa dos Prea n. 5, Ji-riquiti.
Ei&eiho
o
Amas
-%] %
Na rna dr Hospicio n 27. precisa-se de ama
para o servico de duas pesaoas.
Arrenda-se o engtnbo Paraso, sito na fregue-
zia do Rio Pormoso, anuente e erreate, movido a
agua, com muitae vaizease corregoa, com as obras
em bom estado de conservadlo e distante do porto
de e_barque (Rio P..r*)8 leguas e con. capa- _*__*;- _^ ".j"".". _? g'-tW? f*
cidade par" Safrejar 2.000 pes.
A tratar na cidade do Rio Pormoao com o ba-
cbarel Antonio Aicatonab de Almeida e no Recite .
eom es Srs. Wan lerlry & Bastos, rna do B,.m ______ el
Jess n. 19, Io andar. _. .
n rre< isa-se de dnss amas, urna para cosinhar e
outra para srveos de casa de familia : na ra do
Cabug n. 16, 3- andar.
ea familia, tratar
n. 54, loja de movis.
na ra Barao da Victoria
Ao commercio
Ama de leite
tfanoel Joaquim Alves dos Santos contina a
enearregar-se de escriplnracoss commerciaes por j
partidas dobrsdas. Praea de Pedro 2 n. 81, 1- Precisa-se de urna, e outra para cosinhar, no
andar. largo d Paraso u. 14.
Ensino primario e secundario
Urna pessoa habilitada __er>.ce-se para ensinar
ere algum engenho as seguintes materias : por-
tuguez, trances, latim, historia, phirosophia e pri-
meiraa lettras. Pie ser procurado na rna Impe-
rial n. 17.
Aluira se urna casa com todos os euminodos
aroprii para urna pessoa estrangeira, em frente a
chcara do Sr. Th >m, na Cruz das Almas, en re
duas estuques de \ i*-ferrea ; a tratar oa ra fri-
meiro de Margj u. 20.
los jirclcniienlcs
Na eoeheira de vaecas. sita roa da Paz n. 1,
vende se algunas vaccas ptsnbes ou paridas, as-
im como um garrote toermo, ra>Ca legitima ; quem
preteeder dirjase a inferna, a tratar com o po
prietwrio.
\lli'ii(;io
Na engenhoe:i Ben fiea. roa Real da Torre
trei-is.i-et! de om botn vaqueiro. Na raesma se
compra uat novilbo de r*ca domestico, e bem as
sim um carro cum boi ou sea elle ; a tratar na
uiesma engenheca.
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungento de Holloway i um remedio infallivel par* oa males de pemas e do peito | tambera pura
as ftidas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todas as eaermi-
dades de peito na se raconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resframentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para s merabros
contrahidos e juncturas recias, obra -orno por encanto.
.._...
Cssas medicinal sfto preparadas smente no Esubelecimeato do Professor Hollwav,
78, NEW OXFORD STKEET (antes 533, Oxford Strett), L0KBUS8,
E vendemse em todas as pharmacs do universo.
tT Os compradores slo convidados respe liosamente a *t-a>tniar os rotulen de cada oaixa e Pote, se nao teem a
direcsao, 533, Oxfosd Street. a_o laUi&caooea,
.11 ie k 1.
Ru I de Marco 11. 0.
Farti'.ipam ao respeitavel publico que, tendo augmentado sen
eotabelecimento de JOIAS com mais urna sece2o, no pavimento terreo,
com especialidades em artigo de ELECTRO-PLATE, convidam as
Exmas. familias e seus numerosos freguezes para risitir seu estabele-
cimento, onde encontrarlo um rquissimo sortimento de joias de ouro e
prata, perolas, brilbantes e outras pedras preciosas, e relogios de ouro.
prata e niknl.
Oa artiges que recebem direut_at.__ por tuaos os vapor sao
?xt.-utados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
S8tados-Unidos.
A par das joia de subido 7alor acbaro urna grande variedade
Je objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
.asaraentos, baptfsados e anniversaries.
Nem em relacSo ao preco, e nem qualidade, os objectos cima
mencionados, encontrarlo concurrencia n'esta praca.
ooclo ee Msm.^
As Dores de Estomago
Digenteu difflceta, C'otuttiva^es, Acide
SAO RPIDAMENTE ctjsadas com o emhiboo do
CArVO D C_LLCC
Quer em PASTILHAS, quer em P.
PProTado pela. Academia de Medicin _>avrl_
A 4S PASTILHAS MU DA
Se eefufe* em totia* as Pharmacia*.
FABRICACAO
Em PARIZ sm Casa de L FKERE
"' ^OECO DE PASTIUk**8 "

TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHOooStorJOHANNO
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito
Becommendo-no nos casos que necessito tnico para reconstituir e regenerar
o organismo arruinado por molestias, exceasos, natureza do clima. Anemia, Chloroal.
Aatenorrbea, Cacaezla, l*lnxo branca, que tanto arrulno a saude das mulheres.
Pobre1 de Sanrae, rraqneza geral, Sebllldade, etc.
S. YIVH5N, Droaruljta, 60, Boalevard le Strasbou?, om P_EJS
Engommadeira
Precisa- e de urna bja engommadeira, qne en-
saboo tambam, para casa de pouca familia, prefe-
re-se egerara ; na rna do Riacbuello b. 13.
LIQUIDACAO
PARA ACABAR
PAZEJiDAS E ROUPAS
75- Bna miB- Caxlas--75
llenina
Preeisa-Fe de urna menina de 10 a 15 annos,
para casa de familix, para andar com ama enan-
ca, trata se bem e d-&e de vestir ; a tratar na
rna Nova n. 15, loja.
I o bom negocia
Veude-se a posse i kioaqne da rna Nova ao
pe da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
Palmares
Duas mocas solteiras, que residem com
seus pais, desejando oocupar seu tempo,
prop3ra-se a ensinar algumas meninas.
Achando-se habilitadas a ensinar primei-
ras letras, doutrina christS, elementos de
aritbmetica, portuguez, bistoiif>, sagrada,
historia patria, geograpbia, msica, piano,
bordados ouro, br.uuo, fr^oco, seda
frouxa, sobre vidro, a raissangas em tala-
gar9a, em relevo, crochet, tricot, frivolit,
trabalbos em papel talagarfa, flo es de
canotilbo, e alm 'lestes muitos outros.
Msica e piano pago parte da men-
salidade.
Receben) alumnas pensionistas.
A tratar em casa do tenente-coronel
Franca, em Palmares.
Naufragio do vapor "Baha"
Este o titulo de nma linda valsa que o publico
encontrara no da 8 do corrate, venda na Li-
vraria Francesa.
INVENTADO
KO AUNO
Pelo Prior
Fierre BODBSADS
da ABBADIA de SOULAC (Gironde)
DO EIAOUE-ONNE, Ppica-
2 JiedfUhaa de Ouro : Bruxelhs 1880 Londres 1884
AS MAIS ELEVADAS RECOMPENSAS
1373
c O uso quotidiano do Elixir Dentifricio
dos RR. PP. Benedictinos, com done de
algumas pott;is com agua, prevem e cura a carie
dos dente, oinhrjinqueceos, fortalecendo e tor-
nando as frenpivas .erteitaiuente sadias.
Prestamos um v rd.i'leiro tarvioo, assipna-l
Lindo nos non antigo e utilis-
Mnopropacado. rrielhor curativoeo nico
preservativo contra as Afiec^Ses den-
tarias.
CiSAOl SUl 0 1817
Agente Geral :
Nne Hn^nerle, S
BORDEAUX
Actm-te m todas ti beti Ptrtumorlat, Pharmacltt e Drogaras.
Barato
Aluga-se o sitio n. 8 da Magdalena, ao p da
ponte grande, cuja casa ti m commodos para nu-
merosa familia, eom sgua encanada, dons quartos
exteriores, alguna arvoredos, e ao nndo o rio Oa-
pibaribe : a tratar com o eommendador -Albino
Jos da Silva, na Santa Casa de Misericordia, on
na rna vlha de Santa Riti. sobrado n. 14, das 9
horas d manha 1 da tarde.
Urgencia
Preclaa-ne de perfelian coiitarel-
rnx, paca-ate bem i ba roa da Impe-
rador ii. SO. primelro andar
Attengo
O abaixo assignado, tendo de retirarse para
Portugal, precisa vender seos estabelecimentos
sites margem da estrada publica na povoacao
de S LourenQo da Matta ; a pess.ia que por qual-
quer circumstancia quizer snhr da praca on qne
sendo de longe, pretender app:oximar-ee della,
encentra aqui urna loja de fazendas bem afregne-
zada, urna taverna e caes de morada, rudo em n*n
s predio, mis em compartimentos se tarados e
commumeacao interna. Aiem do que fica mencio-
nado, ha mais algumas casas e outros objectos,
qne ranito cometa ao ccmprsdur, sendo todas as
casas, a excepciu de um edificadas em solo fo-
reiro.
A povoacao incontestavelmente o lugar mais
salubre e aprasivel que existe fra da capital
quatro legoas d- distancia ; ha aqui urna feira ao
domingo bastante cinconid, abundantissimas e
excellentes aguas, atsim timo a estacSo da linha
ferr e o Capibanbe prximos : quem pretender
dirija-si aos ditos estabelecin.eutos, e para iofor-
macoes aos Srs. Andraue Lopes & C. rna Du-
que 'de Coiias n. 52.
Manoel Jos de Brito Barreiros.
WHISKY
ROYAL BLEND marea VlADO
Este excellente Wbiaky Sscdoaei t- .envi
o cognac on agurdenle de cannik, pan ortific*
i corpo.
Vende-se a ri'talho nos t>< ihres urmaienn
noibados.
Pede ROTAL BLEN1> marca VLADO enjon
ae e emblema slo registrados para todo o Brasi
BK'i'TriS \- C, agentes
REVOLCAO
0 48 ra Duque de Cuxias
Chamamos a attencSo das Exroas, familias para um explendido sortimento de
fazendas que vendemos por precos sem competencia.
VER PARA CRER
Guarnicoea de veiudilho bordadas a vidrilho, 7,5000, urna.
Cachemiras pretas, 1^000, 1^200, 1^400, lf?600, 10800 e 2^000, o covado
Ditas de cores, 900 rs., 1,5000 e 1^(200, o dito.
Dita broch bordada ala e seda, 1^500, o dito.
Lidas las mesnadas de seda, 600 rs., o dito.
Ditas ditas com listriohas de eda, 560 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinbas e quadrinhos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradas, 320 rs., o dito.
Setim damass, novidade; 320 rs o dito.
Dito dito com listriohas, 320 rs., o dito.
Dito Macau, 800 rs., 10000 e 10200, o dito.
Dito preto, 10200, 10400 e 10800, o dito.
Merin-setim preto, 10500 e 10800, o dito.
Grs de aples preto, de 30001, 30500 por 10800 e 20000, o dito.
Fastao branco, fino, a 400, 560 e 800 rs. o dito.
Dito de cor, phantasia, a 320 r o dito.
Colchas bordadas, a 20500, 30500, 55000 60000 e 70000, urna.
Guarnieres de crochet, 80500 e 120000, urna.
Cortea de caxhemira para vestido, 200000, um.
Punhoa e oolerinhos para senhora, a 20000, um.
Fechs de 12, 10800, 20200, 20800 40500 e 60000, um.
Ditos de pelucia, preto, 60000, dito.
VoluHilhos lisos e bordados, 10000, o covado.
Ditos borJados a retnz, 20000, o dito.
Leques de pao, muito finos, 503 rs., um.
Ditos dito, 16000, 20000 a 30000, nm.
E muitos outres artigos gue se lfmbrarSo na presenca das Exmas familias.
Henrique da Silva Moreira.

VINHO MARIANI
DE COCA DO PER
O Via lio MARlAlii que fol experimentado nos hospitaes de Pariz,
proscripto diariamente com xito para combater a Anemia, Cnloroae,
Dljestes ms, Molestias das Tas respiratoria* e Enfraquect-
mento do orgao vocal.
O Medico* recommendam-no s Pestoal /rocas e delicadas, exhausta pela mcUsOa.
aos Velhos e Crancas.
E" o Reparador daf Perturbacflea dlgeativas
e o POBTIPICANTB por EXCELLBNOIA
O VINHO MARIANI BE BRCONTRA FM CASA !>K
Sar. SUUaxx, Pi* Variz, 11, boglerarl lmsn_m; Wew-Tork, 1, htt, II", Strsat
Em Pernambuco : francisco ME. da SXXV_ *% t3".
Aos 1.000:000^000
200:000$000
100:0001000
LOTERA
di favor dos ingenuo, da Colonia Orpbanologicat Isabel
DA
PROVINCIA DE PERN VMBGO
Mractu a 14 e Malo i 1881
0 theseureiro Prancico Gonpalvcs Torras
GRAGEAS
"!~"I
FORTN
INJECQAO
H/g/en/ca e l restnidort
sem causar
accidente ulgum.
deCopahlba, Cubeba
Hatanhia 9 Ferro, Bismutho
tlcatrto, Terebenthina, A'
A ORAQEAS K)Pyi*i :orio as primeiraa que obtiveram a approvaco da Aeodemim
de tnedtema (1830j ptaram-ae uos Hospitaes. Cnram aa molestia secrata,
mais rebelde:' *S* fatigar os estmagos mais delicados.
A INJECQAO FORTN serapre recommendada como o complemento da medieaclo.
J>Bry>Ittw> f rHAIf" M. da SILVA O, e na* principa P_uu>a_M.
CMS .
R! IS SANTOS, tendo ob: o Jgianie redugva. nos prejos das ver-
daderas Machiuas mcrlcnvas paro oescarocar algodSo, esto ^ndendo a
mooo
por serra, com 14 % de descont, a
Rna do Mrquez de Olinda n 36 4
la lasque
Traapassa-se um em bi m lugar
travesea do Arsenal de Guerra n.
Attenpo
Preciia-se alogar usa he mea para vender
I roa, paga-Ae bem : na ra do Jardim n. 27.
OsGRANULO$AFNETRl^sN8doDIPAPILLAUD
oonttitum o Preparado fermflnoao
maki ffleu mprgado palaa aummidadea madioaa oom ai*o ha km 4\
O ALXfT>rom
CoUra Anemia, CMome (AWe eouleurt), Xevralgiae, Affteco+e
S'.ATORIO FAVORAVCL. POR PAUTE OA ACADEMIA DE MEDICINA DE
Exljt-st stbr caii toteo o soma o* E. Mommier PapWm,u*U
Deposito bal : Pharmai _cs, QIGON, 25, rna Coamlllire, PARS
._______________Em >emawU>*a, FRAH" a. da SILVA & Cv _________^^
>>"*""*0Bbb__B___H__^
MUTILADO
Vende-se urna taverna muitu boa e com
poucos fundos fio Arraiat ; a tratar pa rna larga
do Rosario n. 14.
Vende-ge um engenba,o mel uor possivel d'ae
gH, grande, com mattas e capoetroes, varzeas
largoj corregos, perto do Eecife e urna legos da
estaco de 8. Lanrenco, est todo montado, por
sao qne tem todas as obras de t.jolo. Alem da
planta que tamben se vende, tem hoje 20.000 pe
de caf, 10,000 de banaaeiraa e outras frueteiras.
Para_ melbor informacSo pdem os pretendentes
dirigir-ae ra do Imperador n. 81, onde acha-
nto orna descripcao minuciosa ao Illm. Sr. Sebas-
tian do Reg Burros, posaos antorisada. O nego-
cio de gr>nde vantagem.
Vende-se urna cadeira de piano, muito boa
obra, dona jarros tulipas para botar flores, e pss
de flores lindas para ornar salas : na rna do Mr-
quez do Herval n. 23, loja.
A' FloridlT
Roa Duque de Casias n. lo
Chama-se a attencao (*_ Exmas. familias para-
os pn.cos seguintes :
Cintos a 14000.
Luvas de pellica por 2*500.
Lavas de seda cor granada a 24, 24500 e 34
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Aibuns de 14500, 24, 34, at 84-
Raincs de flores finas a 14500.
Luvas de Escossia para ceaina, lisas e borda-
das, a 800 e 14 o par.
Porta-retrati. a 500 r., 14, 14500 e 24.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 8l'0 rs. um.
Anqninhas de 24, 24500 e 34 urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs
Espartilho Boa Figura a 44500.
dem La Figurine a 54000.
Pentes para coco com inscripeo.
Enchovaes para batisados a 8, 9, e 124000
1 eaixa de papel e 100 cnvelopes por 800 ri
Capelia e veus para noivas
Suspensorios americanos a 24500
UL para bordar a 24800 a libra
Mo de papel de cores a '200 ris
Estojos para crochet a ($000 rs.
Bico de cores 2, o, e 4 dedos
, de largara a 34000, 44000 e 54000 a peca
Para a paresia
Galio de vidrilhos metro 100 rs.
Luvas pretas seda e escocia.
Franjas e galoes preto fino com vidrilho 44,
34 e 24 o metro-
Leques transparentes a 34000
dem preto a 24000
Lindos Broxes a 34000 140C0 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Linha para machina a 800 ris a dusia, (CBK)
Bordados com dois dedos de largura 600 ris,
3 dedos 800 ris, 4 dedos 14200
Garrafa d'agna Florida 800 rs.
Bicos para vestido decretone e chita peca 1420C,
14500 e 24.
Leques com borlota a 800 rs.
BARBOSA & SANTOS
Umcnto
Fonspca irmos & C. vendem cimento inglez,
marca pyramide, e cimento hamburgus, por me-
nos prego que em outra qualquer parte.
Papoula&C. tem
Capas pretas em casemira, granadme adamas-
cada, e de seda dem, oasacos, jersey pretos e de
cores.
Lavas de pelica, seda, casemira e fio d'Esco-
cia, veos de ri preto, 18, ra do Cabug.
Telephone S0I>
Piulio de Riga
MATHES AUSTIN & C, receberam ultm.
monte um completo sortimento desta madeira,
como sejam : pranchoes e tabeas para assoalho,
da melbor qualidade e de diversas dimensoes, e
que vendem por precos commodos, 6 reduzidos,
conforme os lotes ; no armazem do caes do Apollo
n. 51, ou ra do Commercio n. 18, 1- andar,
Cabriolis
Vende-se dons cabriolets, sendo um descoberu.
e ontro coberto, em perfeito estado, para nm on
dons cavallos; tratar ra Duque de Caxias
n. 47
22000
18#00O
3,*000
38,5000
V'nde se ou aluga-se o sitio com boa casa de
viveuda, viveiro. coqoeiros e outras arvores fruc-
tferas, entrada do Remedio n. 1: a tratar na
ra da Imperalriz u. 30, 2- andar.
Maleriaes de construyo
I* re vos redu/: (los
A Companhia de Edificarlo, tem resol-
vido d'ora em diarne, pv.ra as vendas aos
productos da sua olaria a vapor do Taqua-
ry. o seguinte :
Tijolo8 de alvenaria grossa,
formato commum, descarrega-
dos em qualquer caes, o mi-
Ibeiro
Ditos, formato inglez, idem
idera
Ladrilbos idem
Tenas cominuns, idem
As compras de ce:o a quinhentos mil
ris, terSo um descont de cinco por cen-
to, e d'ahi para cima dez por cento.
Bom negocio
Vende-se um eetabeleeimento de molhados, pro-
prio para principiante por tpr poneos fundas :
quem pretender dirija-se refinacao da rna do
Lima, em Santo ..maro das Sahna3.____________
(.avallo
Vende-se um benito c-avallo da passeo, novo e
bom andador, tambem se vendr um bom sellim
ing'es e nm silbao de senhora ; no Mondego n.
151, hotel inglez.___________________________________
Farinlia de mandioca
A 600 rs. o eacco
Vende-ss no trapiche Barbosa, caes da Compa-
nhia Pernainbucana n. 4, sacco de farinha com
toque de avaria, a 600 rs., e em perfeito estado a
24000.
EXPOSITION W^ NIV* 1878
Mdaiile d'Or^^CroiXd.Cheialitfi
Ltl HI1 MU'es RCOUPEHSU
PERFUMARA especial
LACTEINA
E. COXJlDR,A.-ir
Praeoniada pelaa Olahridadei Uedios da Paria
MM rOOlS AS HECESSIOAOESOO T00CAOU
PRODUCTOS ESPECIAE8
mide itROZ de LlCTEIIl para br_qaetr a pene.
JIPO de UCTEIIU par o toncador.
CIEH e P ne SABIO de UCTEINl para a barba.
P0I1B1 de UCTEOU para a belleza dos cabellos.
iGO*. de LACTEINi para o toncador.
I'ES de LAUCHA para embellmr osasete.
ESI0CIA de LACTEISA para lenros.
P t AGOA DF-MiFRICIOS de UCTEEIA.
CRIE LACTEINA chimada seliai da pella.
LACTEU0U para branqwar a pelle.
ESTES AITMM *c"aMSE KA FM*I
PARS 13, ne d'Egbiei. 13 PAR
l aaa Udr* as Periumarita, Pa
Cabeilareiro! .In Anerica.
I

__l
lilil



mbitcoTcrfa-fcra

LITTERATuL
Amor
(IMPRESSOeS d'M TORISTE)
(Excerpt)
Ao Dr. Gabriel a'Araujo
Tn s, tn poro amor, com forca cra
Que os coracoes hu;nanos tanto obriga
Date cansa molesta morte sua,
a fornmsissima cabera raphaeles
ca, tal
... a bonina, que cortada
Antes de lempo foi, candid e bella,
Sendo das roaos lascivas maltratada
Se dizem, fero amor, que a s J"e tua
Nim eom lagrimas tristes se mitiga,
E' porque qneres, atpcro e tyranno.
Tuas aras aunar cm sangue human \
(LcsiadasCanto niEst. CXIX.)
(Concluso)
c Puja 1... Puja bradaram to-
dos cotn vozes Stentor.
E os semblantes eapelhavam a angustia
d'envolta com o terror que torturava-lhes
os nimos.
E as damas estarrecidas, ou desmaia-
vam expellindo gritos lancinantes, ou er-
guiam-se, atropeando urnas s outras, na
diligencia de escapulirera-se.
Addicione-se : o alarido que faziam as
cranlas tilo rasoavelmenta espavoridas.
Soroma total: ura pnico inenarravel,
um chaos ndes'riptivel, Condessa.
O-Morphi de relance compulsou a
situaco. Perscrutou que s um rasgo su-
premo de energa desses que instinc-
to da s-.lvacao imprime a poderia salvar,
a menos que nao se acobarda ase, que nao
t'ugisse vil e pusillanimente, conculcando
os loiros que o publico enthiisiasta, arre-
messara-lhe aos ps.
NSo hesitou.
Cfam a fronte arrogante, qnal se intima-
mente dissera:
S temoalluir-seoCooque me esmague,
O cheiro traz perdido e a cflr murchad;
queuava-se pallida, innime, contrastando
a candidez de cucena Ja epiderme com
a rubidez dos gromos sanguneos que a
polluia.
Oh tela ttrica que fez-me suppor em
face de algura primor claro-obscuro rera-
brandtesco I
O valoroso creoulo, eom a columna ver-
tebral lacerada na regio cervical estreita-
va, nervosa, convulsamente, de en.-.ontro
ao thorax leonino, o corpo eseulptural de
O Morpbi como se almejasse internal-o no
seu corpo de athl'ta. Os seus labios
eram collados ao eolio da mimosa atbe-
niense, como a flainma ao lenho que carco-
me, dir-se a sorvenio e.n beijo delirante,
frvido, o tbesoiro iaapreciavel que fugia-
lhe perpetuamente.
Oh 1 licita a conjectura que a alma
do inditoso fruir o deleite ineffavel de
acariciar a carne vibrtil do seu dolo, evo-
lando-6epela8commissuras por onde, borbo-
tando, sa esvabiram as rosas vivas las
faces velluliaeas da encantadora O Mor-
pbi.
E porque nao alroittrmos, Condessa,
que as psuchs dos desventurados, tal as
de Francesca e Paulo
che insieme vanno
volitem l, na amplitude etherea, terna-
mente unidas, j que unidas desprende-
rn), so de da roatrialidade mundana?
FIM
Abril de 1887.
Edmundo Cascao
trava... d'uma vergasta Cse nao me e in-
grata a memoria) avanja para o rancoroso
bruto e applica lhe forte correctivo.
Retumban no circo um bramido ator-
doante.
O tigre o expluindo do abysmo de suas
fauces hiantes, lanjara-se sobre a domado-
ra intemerata.
Acto continuo, como se echo ou reper-
cursao do rugido, silvou um grito agud-
simo, denunciando na ioflexo a dor do
desespero, urna dessas dores lao que dilaceram os seios d'alma.
Que fra ?
Institu Areheologlce s Cieo-
graphlco Peraambacano.
discurso proferido pelo exm. sr. con-
selhelro dr. joao jos pinto jnior,
PRESIDENTE do instituto archeologi-
CO E GEOFRAPH1CO PERNAMBUCANO, NA
SE8SAO MAGNA DO 25 ANNIVERSAR10,
AOS 27 DE JANEIRO DE 1887. (1)
Senhores. A' conhecida bondade dos
raeus illustres consocios devo a honra de
oceupar, ha um anno, esta cadeira.
Nio pude esqu v*r-me subida consi-
;derajac, com qua me distinguirn), e no
de t2o honrosa missao,
i desempenbo de t2o honrosa missao, sou
. boje obrigado a solicitar vossa esclarecida
10u.10 attenjo, de conformidade com o que pre-
s' ceila o artigo 28 da lei orgnica deste
Instituto.
Lamento apenas nao poder ser nesa
fiel dos sentimentos
tas do secuto 17, que, de 1630 a 1651,
sacrificaran se dia a oa, hora a hora, mi-
nuto a minuto ni reiviodicajlo desta trra
que Hies haviam usurpado, e despenderm
os seus cabedaes, a sua sande, o seu san
gu?, as suas vidas na elaboroeao do futu-
ro nacional.
Senbores, depois do dia 7 de Setembro
de 1822, precedido do de 6 de Maro.) de
1817, nao ba para esta provincia outro
que mereja ser tao festejado como o de
27 de Janeiro de 1651.
Sim, seohores, A' duzentos e triuti e
tres annos, nesse dia que despontava ra-
diante de esplendores, como si a natureza
quizesso sorrir ao vencedores para lhes
compensar as amarguras soffridas, Joao
Fernandes Viera (2) como um dos chefes
intrpido e destituidos, que conseguirn)
supplantar o inimigo, tomou posse da ci-
dade e das fortalezas, segundo refere o
iusuep?t) Netscher (3), considerando o
um homem extraordinario, a quera o Bra-
zil poderia collocar com orgulho no rol de
seus maiores ciddaos.
As 11 hars da noite do dia anteceden-
te tinham mido assignados por Sigismundo
Van Scop, Oisberto Vvit, Vanderval e Van-
10 os artigos da capitulacSo em virtude
dos quaes se realisava aquella occupaj5o,
e effectuado ella, o Gen ral Francisco
Barreto de Menezes (4) pie no dia 28
fazer a ana entrada triumphal na cidade
do Recife.
Estes aconeciraeotos que eram as ulti-
mas estrophes de urna grande Iliada, es-
cripta com o sangue de bravos, do ar-
rancaran! smente do poder batavo a ca-
pital de Pernambuco. ,
Vos todos sabis, senhores (porque de
certo cinheceis as Epanphoras de D.
Francisco Manoel), que a capitulajao da
campia do Taborda (5) continha, alm
des artigos 19 e 29, o seguinte prem-
bulo :
Assento e condiedes, com que os senhores
do Conselho Supremo,- residentes no Arre-
cife entreguam ao Senhor Mestre de Campo
General Francisco Barreto, Oovernador
em Pernambuco, a cidade Mauricea, Arre-
cife e mais forqas e fortes junto a ellas, e
rnais pravas que tinham oceupadas na ban
da do Norte, a saber : a llka de Fernam
de Noronha, Cear, Rio Grande, Para-
hyba, llka de Itamarac : acordado tudo
pelos commissarios de urna, e outra parte,
abaixo assinados. >
NSo foi, pois, nicamente a nossa pro-
vincia que logrou subtrahir-se ao jugo es-
trangeiro; toda a immensa pircTio de ter-
ritorio, que abrange as provincias da Para-
hyba, do Rio Grande do Norte, do Cear
ftril de
1*
oo*
e da actual provincia de\AUgo .s at
a versario que boje celebra o Instituto,
margam esquerda do rio &. Francisco, foi p0is qU8 nao s lambra o dia em que Per
francez, talvez, conterrneo de Leconte
Lisie, jovem de vinte e cinco anuos, phy-
sionomia sympatbica, tez bronzea, olhes
vividos, compleicao atbletca, estatura cy-
clopica. voar qual setta, abrir nervo-
samente a jaula e investir dcstemido para
o bruto.
Um duelu titanicD, a fazer lembrar o de
Alcides com o leao emeo, ia travar-se.
Nos, os e8p3ctaiiores, como se um s ente,
animado por um s espirito, erguemo-nos
e corremos para a jaula tambora.
< Corremos t nao o termo que precisa
o nosso moviraento, mas o que exprime
realmente noss:>s intengSes altruistas. A
celeuma em seu auge, as damas em fu
ga desordenada, impellindo, acotovelando,
urnas s nutras, impossibilitou-aos o acces-
so a arena com a velocidade que anhela-
Tamos.
Oxal houvessem-me arrastado na cau-
da enorme que formavam, como em seu I
dorso ser pojante kvam as torrentes as
algas v ice jan tes '.
Ah Condessa, que scena retratou-ae
minha retina, capaz de lancinar ao mscu-
lo marmreo de Arsione !
Prostrada, naquelle palco, onde tecora se
os laureis que .ffestoavara-lhe a fronte so-
brancera, jazia inerte O-Morphi.
Abysmos palpitantes, feniidos na gar-
ganta e eolio de plstica admiraveis, pelos
colmilhos da t'era (horror !) borbulhavara
anda sangue.
Um do3 bracos esmeros que s Pra-
xiteles cinzelara poiaava por sobre as
nariuas do felino, estrabuchando moribtin-
do crivado de feridas, como se as esbofe-
teasse em roenospre^o soberano.
momento o interprete
desta associaco, nem tao pouco traduzir,
em phrazes bem expressivas, tudo quanto
de enthusiastioo me agita o corac3o de
pernarabucano.
Festejamos boje, senbores, um duplo
anniversario : o da installacao do Instituto
Archeologico e Geographico Pernambucano,
e o da cessacSo do ominoso dominio hol-
tandez nesta e em outras provincias do
norte do Brazil.
Esses dous anniversarios despertara as
mais vivas e duradouras impresioes.
O primeiro o da fundagao do Institu-
id recorda o esforjo de alguns pernam-
bucanos benemritos que entenderara con-
gregar se em torno do glorioso estandarte
das nossaa tradicSes, e conseguiram erigir
este templo, onde, durante vinte e cinco
annos, temos vindo pagar o tributo da nos-
sa f cvica, fazendo a pothese do pasea-
do e glorificando ob qtfe trabalharam e
morreram pela patria.
D'entre esse9 distinctos^pernambueanos
folgo de poder fazer aqui menc.lo do Exm.
Sr. Dr. Jeaquira Pires Machado Portella
pelos relevantia8mos servicos qne desde a
fundaao prestou e continua aprestar a
este Instituto.
O segundo > da Restauraeo de Per-
nambuco rocorda a seu turno, a inolvi-
vidavei empreza daquelles grandes patrio-
(i) A act* dessa sesso foi publicada
n> Diario de 29 de Janeiro ultimo.
redimida comnosao e deve a sua existen-
cia poltica da boje aos inarraveis esforco
dos patriotas qua a 27 de Janeiro da 1654
penetraram n'eata cidade.
Esse^ facto enastante para qua no dia de
hoja quasi todo o norte do Brasil exulte,
cheio de glorias e de recordado js entbusias-
ticas.
Sim, senboresEsta data que festeja
mos parece que dovia ser saudala por en-
viados espaciaes da todas essas provincias
que, como Pernambuco, tiverara a ventura
do libertarse do jugo hollandez.
Entretanto s o Instituto Archeologico
desta provincia se lambra de commemorar
o glorioso facto da extinccSo do dominio
hollandez I
E. aqui estamos nos, em nosso posto, em
quanto muitos outros sentem escoar-se o
dia de hoja, sem se aperceberera de que
elle representa um marco milliaro na es
trada da nossa vida collectiva !
Devo ficar aqui, senhores. Os discur-
sos qua se vao seguir dos Ilustrados 1."
secretara e orador desta associagao, bao
de inteirar-vos dos nossos trabalhos e das
evolugSes porque passou o Instituto no bion-
nio que agora termina.
Haves de ver que si nao fizemos tudo o
que de vamos, fizemos, ao menos, aquillo
que pudmos.
Basta olhar para, as nossas Revistas c
para a preciosa colleccao de documentos
goographicos e historeos trazdos da Ho!-
landa pelo nosso bsnemerito consocio Sr.
r. Jos Hygino Duarte Pereira, afim de
que se comprehenda qua nao desanimamos
na faina que nos impuzemos.
Anima-nos a mesoa corajosa f que en
tumescia os peitos de Champollion e de
Rawiinson quando sa debrucavam sobre os
caracteres mysteriosos das ruinas egypcias
e babylonicas.
E si os bieroglyphos e cuneiformes fj-
ram decifrados, porque razo nSo havemos
nos de descobrir, nos documentos que fo-
lheamos, a vida intima de Pernambuco colo-
nial, para escrever-lhe a historia como ella
deve ser escripta ?
Havemos de trabalbar ininterrumpida-
mente e o Instituto poder dizer com o
poeta portuguez (6) :
F0LHET1M
JOS LARONZA
POR
JACQ DI FLOT E PEDRO MAEL
l'ttlMIIII \ PAITE
o i:\i^iiA
Papai, ontra chicara.
sim, isso parece um prodigio. Parentes
tao linge que a gento quasi se esquceu
dellig, c que, para se tazaren) lembrados,
deixam gente, assim uns doze milhoes,
sem dizer agua vsi. Ah paizinbo, quan-
ta gente vamos felicitar com isso.
O velbo beijou-a.
Sem Quvida, sem duvila, minha que-
rida. Mar, v tu, talvez teuham razao os
que dizem que a prosperidade torna a gen-
te egosta. Por emquanto eu s me leai-
bro de voce3 dous. Ver te feliz, minha
Berthinha ; maodar chamar para junto de
nos nosso Maximiliano, ten irmlo, e depois,
quando Deus quizer, deitar-me nos seus
bracos e ir unir-me vossa mai, santa
que me espera l em cima ; eis ahi, por
emquanto, todo o meu sonho.
Urna nuvem obscureceu-lhe a fronte.
Mas, nao fallemos muto nessa he-
ranca. Quera sabe quanto nos tocar ?
Essa adversariojdesconhecido, csse inise-
ravel comprador de matrimonios, esse m-
posse, tem
por si, segundo diz-m, muitos textos das
eis do seu paiz, tao obscuras e tao elasti-
(2j JoSo Fernandes Vieira, como sa-
bido, toi o primitivo chafe dos Independen-
tes, e os seus esforcos muito concorreram
para que, depois de urna luta de 8 annos,
7 mezese 14 das, os hollandezes fossem
obrigados a desoecupar esta trra, que o
dito Vieira tinha adoptado como patria des-
do os seus dezesete annos de idade.
(3) Les Hllandais au Bresil, edit. em
1853 pag. 164.
Jos Bernardo Fernandes Gama Me-
morias Histricas da Provincia de Per-
nambuco. edic. 1864, tomo 3 pag. 265
267.
G-neral Jos Ignacio de Abreu e Lima
Syacpsis dos tactos mais notaveis da
Historia do Brazil -, edic. de 1845 pag.
119.
(4) O General Francisce Barreto de
Menezes, cenraan lante em chefe do exer-
cito libertador, foi o organisador de todo
o plano de ataque ao Racife, entilo oceu-
pado p-l->8 Hollind-zes, e a elle deve-se
a moderayo oo.u que toruui trtalos pelos
vencedores os Hollandezes vencidos e pri-
sioneiros-
(5) < Campia frooteira ao torte das
Cinco Pontas, entao chamada do Taborda,
por abi ter morado um pescador de nome
Manoel Taborda (Historia das Lutas com
os Hollandezes no Brazil desde 1624 a
1654 pelo Barao de Porto-Seguro, ed9.
de 1872 pag. 367.)
Essa aotiga campia do Taborda o
lugar actualmente denominado Cabangas
(Fernn les Gama, citadas Memoria.
Histricas tomo 3* pag. 253.)
Os qu depois de nos vierem vejam
Quanto se trabalhou por seu respeito.
Est aberta a sessao.
RELATORIO, APRESENTADO PELO 1. SECRE-
TARIO DO INSTITUTO ARCHEOLOGICO E
GEOGRAPHICO PERNAMBUCANO, NA SESSAO
MAGNA ANNIVERSARIA DE 27 DE JANEIRO
DE 1887.
Meus senhores.A confiatica, revelada
pelos vossoa sutTragios, collocou-me, pela
terceira vez, na cadeira de 1." secretario,
cuja missao, no presente dia, reUtar-vos
o que de mais importanta occorreu n'esta
aseociacao, durante os annos sociaes de
1885 o 1886.
Celebra boje o Instituto Archeologico e
Geographico Pernambucano o 25 anni-
versario de sua inaUllacSo.
Ha 25 annos que cinco homens sentindo
bater-lhes no peito um coraca-) amante das
glorias patrias, pazeram hombros em-
preza de fundar uina associacio, que ti-
vesse por fim colligir, ^verificar e publicar
os documentos, monumentos e tradicSes,
que lhes fosse possivel obter e de que ti-
vessem noticia, pertsneentes historia das
provincias, qua formavam as antigs ca
pitanias de Pernambuco e Itamarac desde
a poca de seu descobrimento at os nos-
sos das.
Entre os horneas do forja de vontade
nambuco varrau do seu soIj o invasor,
embora tronando jngo por jago, como o
em que come^ou a lib?rtar s> de un ini-
migo, no menos prejudicial era seus eff-i-
tos, qual era a ignorancia das nossas tra-
dicSas, o desconheciment) das nossas glo-
rias, o desprezo dos nossos monumentos.
J l vao annos que, era idntica so-
leranidade, ouvia-se em primeiro lugar,
no recinto do Instituto, a voz autorisala
do seu venerando presidente, Monsenhor
Muniz Tavares, que, cora a gravidade do
anciSo, carregdo da ser/jos, fetos a pa-
tria, abri a sessSo, prendando a attencao
do selecto auditorio com o deaenvolviman
to de urna these sobre os indgenas da
America.
Api elle, levantava se desta cadeira,
para ler-vos o seu relatorio, o nao menos
Ilustrado secretario perpetuo Dr. Soares
de Azevdo, esse veloo instruido, a quera
se poderiara applicar as palavras de Ma-
vire de-que era como urna estufa, onde
apezar do invern aoham-se fiares odor-
feras e arbustos raros e uteis.
Finalmente subia tribuna o nosso
sympathico orador, Dr. Aprigo Guinar.lds,
que derramava flores sobra a sepultura
dos socios fallecidos, remeraorando-lhes os
servyos e fechando sempra com chave de
ouro a presente solemnidad^.
Si, porem, no dia de hoje, a palavra do
digno presidente desta asaooaco nao des-
toa, como acabis de verifi-.-ar, do ac-
cento grave e solemne, que revesta o
verbo de Muniz Tavares, essa ultimo Abeu-
cerraga dos patriotas de 1817, si, como
tereis occasio de reconhecer daqui a pou-
$os minutos, a eloquenci* do nosso orador
tara se mantido na mjsma altura a que
elevaram-na Aprigo GuiraarSes e os que
lhe 8uccederara, a palavra do Io secreta
rio do Instituto, sem as roupagens classi
cas do estylo de Soares de Azovedo e des-
pida dos atavos de purase, que distin-
guan) os que, depois dalle, oceuparam
esta i'ibuna, por certo urna nota desafina-
da, no raeio das harmonas desta festa pa-
tritica.
Dizia Luiz XI de Franja aos que o
censura vara de ter feito do seu parlamento
um homem indouto :
Pois um coogresso de tantos homens
entendidos nao poder fazer entendido
um s?
Muito embora, cora rclacii) a minha ad-
inissao no gremio desta .sociedade, pos-
sais justificar-vos ora as p.lavras da Luiz
XI, constituindo, como constitus, urna
corporaco de homens eruditos jamis, se-
nbores, deixar de reflactir sobre vos a
culpa de terdes elevado a esta cadeira o
ultimo de vossos consocios.
Entretanto nao ser esse um motivo
para que nSo procure eu corresponder
confianca, que em mim depositastes, pois,
como dizia Cicero, na sua Orac&o pro Ros
Menci nando os novos operarios que,
com, suas lusas, eeforcos e dedicacSo vie-
ram ltimamente, auxilir-nos na afanosa
jornada por entrj as ruinas do passado,
*) *-ine licito com memorar tambara os no-
mes daqualles que, faz-.-ndo parta desta
associacao, pagaram natureza o tributo
da vida.
Si nao temos entre nos o Juizo dos
Mortos, essa institu cito egypcia, que sub-
raettia a seu exame a viia dos homens
distinctos e que s os honrava com fune-
raes quando verifica va hwerem cumprido
o seu dever, temos esta corporajao, que,
no dia de boje, inicia, por assim dizar, o
processo biographico de seus consocios,
pagando-Ibes a bomenagam devida ao seu
merecimento ; si, como entre os romanos,
nao o irraSo pela natureza, que vora aqui
tecer o elogij fnebre do finado, e o ir-
mito pela' coafraternidade das ideas, 0
nosso orador, a quem compete proclamar
as virtudes cvicas e moraes e os ttulos de
benemerencia de cada um dos socios, que
a morte arrebatou, na sua destruidora car-
reira.
Anda bem que essa misao confiada
a urna palavra ungida de todos os perfu-
mes da eloquenci, palavra que os far
reviver em nessa memoria, porque, na
phrase do grande orador Romano: A vi-
da dos mortos consiste na memoria dos vi-
vos.
(Contina. (
VARIEDADES
A setnela e os terramotos
Extrahimos da Marina a Commercio,
jornaes das colonias italianas de Genova :
Chegam-no3 todos os das novas parti-
cularidades do terrivel terramoto liguro de
23 de fevereiro.
A impressSo de todo mundo espan-
tosa.
t Era Pariz, em Londres e cm todas as
capitaes da Europa, em todas as cidades e
aldeias, todos perguntam se a aeguranja
em que vivemos, nao uraa falsa segu-
ranza, se a ordem physica nao pode ser
de repente perturbad* e destruida. O nos-
so planeta d ha algua3 annos nmeros
signaos de commocito interna. Todos re-
cordam-se anda da espantosa emoco da
Krakaloa, dos terraraHos n dos desastres
que o acompanharam o do numero espan-
toso das victimas humanas daquella erup-
cao.
c A maginacao foi de tal sorta atacada
pelos contos que delli se fizeram que an-
dam a procurar naquella erupcao a origem
dos desmedidos e grandes esplendores
crepusculares, succedidos pouco depois ; e
pensou-se que deviam attribuir-se a gigan-
tescas nuvens de materias incendidas vo-
mitadas pelo Krakatoa e suspensas a im-
mensas alturas como urna espacio de veo.
de Andalu
Depois vieran) os terramotos
ci Araerino: Eu antes quero ficar oppri- z8> 0 e Ischia,- o de Charleston e o da
Carolina do Sul e outros em diferentes lu-
nido son o peso desta incumbencia, do
que desprezar e abandonar com infideli-
dade o que rae foi encarregado com con-
fianja: Opprimi me omere offici malo,
quam id, quod mihicum fide semel imposi-
tum est aut propter perfidiam abjicere,
lugares. *t
i O actual repercuti at Grecia.
Um dos phetioruenos do terremoto a
produccao sbita de immensas ondas que
toraam da assalto' a trra firma e voltam
aut propter infirmitatem animi deponere. iogo 80bro si mesmas, arrastando tu lo que
Passarei, portanto, a expor-voa o estado encontrara. "^
econmico, administrativo e litieraro do | No terremoto de Lisboa de 1755 (des-
Instituto, durante os annos acadmicos de i crpto em forma tao colorida peto nosso
1885 a 1886. Barretti) o ocano se eleyou a 40 metros
Celebraran) 8, nesse espaco de terapo, o retroceden rpidamente. Se a onda
entre ordinarias e extraordinarias, 41 ses- medonba durasse atada mu momento, toda
s5es, das quaes 3 forara era assembla ge- ^ fiaria subraerg.da.
ral, sendo 2 para a el,eo dos merabros I bobra Pra,a ,,&ura m8r baiK0U uta
da mesa administrativa e das diferentes
coramissoes e outra, a 27 de Agosto de
pensar obrar, e, dentro em pouco, tao pa- 1885, para a reforma dos estatutes.
E sem esperar resposta, Bertha enchen glez Jubb, que nos disputa a
entra chicara, que o pai acabava de esa-
siar, de um cha bem dourado, cujo aroma
teria feito dilatarera-se as pupilas de todos | cas.
os amadores de alm Mancha. Houve am momento de silencio.
O Sr. Arband pnz vivamente a mo so- Bertha levantoii se, deu corda na lam-
preo punhozioho da menina. ^ pada, cuja cbamma baixava. Urna luz vi-
Basta, queridinha, basta. E' preciso
nao abusar das cousas boas.
Ella deu una risadinha, risada de crian-
ca, fresca como es seus quinze annos. De-
pois com a ligeireza de um passarinho,
levantouse da sua cadeira e foi sentar se
no eolio do pai, paseando era torno do pes-
coco do velbo os seus ilvos bracos, ainda
um pouco magros, como sao os da menina physica da faculaade de scienciaa
dessa idade.
E a tagarelice musical corra, como de
urna fonte inesgotavel, dessa bocea cor de
rosa e inquieta.
Sabes que te acho serapre o mesmo,
meu bom pai, por mais que digas o con-
trario. Nunca foste mais moco.
O Sr. Arband sorrio.
va ac;cndeu-se alegremente sob a bandei-
ra, pondo em relevo o rosto adoravel da
menina de olhos azues e longos anneis
dourados, desenliando atraz della, na pe-
numbra, o rosto austero do pai, bello ve-
lbo, cujos sesseota invenios nSo lhe ti
nham da todo encanecido os cabellos.
O Sr. Paulo Arband, ex-professor do
d'Aix,
bava tres annos tioha-se jubilado, no dia
depois da morte de sua mulber e da par-
tida de seu filbo Maximiliano, como medi-
co de segunda classe a bordo do Chateau
Renault. O velho fiuou inconsolavel. Ju-
rou fallecida que de ora em diante dedi-
cara tola a sua vida, educacao de Ber-
tha. Porque foi nesta triste occasiSo que
O que verdade quo rae siuto me- a raenina vestio o vestido braneo e poz o
nos velhoha dias. Talvez seja o effeito
da alegra qae nos causou essa felicidade
to inesperada quanto prodigiosa.
Bertha ficou seria.
Sim, disse ella com urna gravidade
de que nioguem a teria julgado capaz,
veo de fil da primeira comraunhao. A
affeie y do pai e dos dous filos augmen-
to*U anda mais sob o ultimo beijo, sob a
beoco suprema da santa que os havia
deixado. E, -a despeito da sua coragem e
da sua vontade ntlevivel, Maximiliano
tinha chorado, ao deixar esse lar onde a
morte luva aberto um claro irreparavel.
Bertha foi a primeira a romper o silen-
cio.
A proposito de Maximiliano, meu
bom pai, nao me disseste que iamos vl-0
dentro em poneos dias ?
O rosto do Sr. Arband Iluminou-se.
E' vardade, disse elle. E eu que
me esquecia de communicar-te a boa noti-
cia. Hontem, quando desembarcou era
Toulon, Maximiliano recebeu do prefeito
martimo notificarlo da sua promocSo
primeira classe. Elle deve ebegar ama-
nba e, sera duvida, cedo, como nos diz
essa telegramma.
Dizendo isso, entregou filha um enve-
loppe azul com o sollo da rjparticae.
Nesse momento, quando o relogo Aq
marmore preto da sala dava oito horas, a
porta abrise, e Rosa, a criada velha da
familia, annunciou em meia voz :
.0 Sr. Rouval pefgnnta se nao in-
commodo.
O Sr. Arband levantou-se da sua cadei-
ra apressadamente.
Como I Mande entrar ja, Rosa-
Eutrou o Sr. Rouval.
Era um homem alto, bem feito e que pa-
reca dotado de vigor pouco comroum. O
seu rosto, de linhas correctas, era iodefi-
nivel, tendo um aspecto de bandada fami-
liar e de reserva desdenhosa. Os olhos ti-
nham s-intillac5es singulares e ob cabellos
reflexos louros,
Com a sus sobrecasaca abotoada e rosto
cercado de soijas bastas, tinha o ar de um
finaocero que tinha chegado satisfa-
go completa da sua ambiguo orcamenta-
ria.
Apertou com dignidade ceremoniosa a
mo que lhe eatendeu o velbo professor.
Desculpe-rae vir incommodal-os a es-
ta hora, disse elle, inclinando-se.
O Sr. Arband fez um gesto do denega-
c3o.
Como pode fazer essa pergunta, de-
pois de nos ter prestado tantos servicos ?
NSo fallemos em servicos, meu caro
ssnhor. Afinal de coutas eu tiro proveito
do qae fajo. Um homem de negocio nao
bemfeiter daquelles qae o fazem traba-
lbar.
lato foi dito coa ama franqueza rude.
triotica idea era traduzida em facto, com
a installacao de uras Sociedade Archeolo-
gico, aos 27 de Janeiro da 1862, data esta
que recorda o dia, em qua cessaram a
invaso e o dominio hollandez no Brasil, da mesa, ftram unanimeraete elevados
No eorrer do biennio engrossaram se as
fileiras desta associajo com a admisso
de mais 7 socios honorarios, 15 corres-
pondentes e 12 effectivos e, sob proposta
cora a er.trega da cidade do Recito e da
fortaleza das Cinco Pontas.
Muito solemne por conseguinte, o anni-
(6) Dr. Antonio Ferreira, notavel juris-
consulto portuguez e autor dos Poemas
Luzitanos.
que talvez nao sou muito bem, porque
Bertha recuou instinctivaraente, quando o
Sr. Rouval approximou della a sua ca-
deira.
Este talvez nSo percebessa a repulsan
que inspirava menina ; continuou no mes-
mo tora :
Teve boas noticias de seu filbo ?
Sim, sim, disse o pai com alegra. E
olhe, a sua visita veo muito a propssito.
Eu pretenda ir convidal o para jantar
coinnosco araanhS. Maximiliano estar
aqu.
Terei muito prazer em conbecer o
Sr. Maximiliano. Talvez a sua vinda nos
ajude um pouco no nosso negocio.
Que quer dizer ?
Eu explico-me.
E Rouval, deitando-sa para tra na saa
poltrona, tomou urna posijo do sobio, dig-
na de am homem bem eatendido.
Meu caro senhor, comejou elle, devo
primeiraraente dizer-lhe, sem embagos, que
as ultimas informajSes que recebi esta ma-
nbiL de Melburne, sao de natureza a lanjar
alguraas nuvens sobre o azul das nossas
esperanjas.
Ah disse o Sr. Arband, que era-
pallideceu.
Oh I tranquil'8e-se, continuou Roa-
val cora um sorriso, nSo nada de muito
ameajador, e, em todo o caso, a diffioul-
dade, se diffiouldade existe, nao iosupe-
ravel.
O velbo pareca muito agitado.
Raalisou-se o que eu sempre receiei,
continuou o homem de negocio. Os bens
que dependen) da BuccessSo de Jos Rocb,
do qual o senhor o nico prente, sao
su jeitos lei inglaza relativa a proprieda-
des particulares em certas colonias: Sao
considerados como dependen lo, nao da pro-
priedade absoluta^jus utendi, fruendi et
abutendi, phyteuse, que desapparece, logo que des-
apparece o possuidor dessa direito. Dahi,
todo aquella que primeiro oceupa, todo
aquello qae ob'ra uno mandado de posse
provisoria, sob qaalquer titulo que seja,
adraittido a justificar o seu direito a he-
ra> ja.
Mas, exclamou o Sr. Arband, fra
de si, esse Jubb nao pode ter nenbum di-
reito melhor que o nosso.
cathegoria de socios benemritos, pelos
relevantes servijos prestados ao Instituto,
c
metro para elevarse depois dous. Os
capitaes da mar chegados S. Remo au-
nunciam ter sentido em alto mar abaloa.
As equpagens se precipitara) para r
julgando que se tratava de urna collisSo ou
de um choque contra algum rochedo. De
facto o ponto central do terremoto foi sub-
marino e entre a Corssga e a Liguria.
c O adagio latino Tot capita, tot sen-
tentiaa* applica s theorias chamadas
o eomraendodor Antonio Gomes de Miran- j cientifias qae querera explicar as origens
daLsal, oconselhero Quntino Jos de 'do terremoto-
Miranda e os Drs. Jos Hygino Duarte
Pereira e Joaquim Pires Machado Por-
tella.
Melbor, nSo por certo ; mas equili-
brando o, immobihsando-o at certo ponto.
E o senhor ba de comprehender me logo,
se eu lhe disser que Lewis Jubb credor
do fallecido Sr. Jos Rocb, de urna sorama
qae anda nao conhejo, mas que deve ser
importante, a julgar pela tenacidade das
suas exigencias.
Aqn o Sr. Arbana soltou nova excla-
majao.
Mas entao, sanhor, para que serve o
testamento que nos instituio herdeiros ?
Para isto : que a propriedade dos
bens lhe adquirida de pleno direito, se o
senhor proceder como proprietario e se
continuar junto ao governo inglez a era-
pbyteuse concedida a titulo indefinido a
Jos Rocb e aos seus successores. Quanto
ao usofructo, esse pertence aquella que,
pagando o oro, apropria-se dos fractos e
pode acabar por adquirir, por prescripjao,
a misma propriedade. O senhor tem, por-
tanto, que de-pajar Lewis Jubb indemni-
sando o, sem qae elle lhe de va nada dos
rendimentos quejpassa ter parcebido; e
se o sanhor quer realisar a fortuna do seu
prente, essa fortuna, calculada em doze
milhSes, no pode resultar seno de urna
verdadeira venda, oom o seu consentimeo-
to a novo aquilino.
Coraprebendo, disse gravemente o
Sr. Arband.
V pois, tornou Rouval, qua o Sr.
Maximiliano pode prestar-nos servijos
enormes. V elle mesmo Australia pa-
ra proceder eviejao de Jubb, e depois,
com ama quantia relativamente pequea,
teremos ganho de causa.
Como I gemeu o pobre pai, Maximi-
liano mal chega, deve tornar a partir ?
Stepban Rouval suspirou.
A menos que o Sr. prefira deixar
esse inglez vi ver indefinidamente sua cus-
ta na sua propriedade.
O Sr. Arband tinha se levantado. Pas-
seiava na sala de um lado para ou'ro com
pasaos largos e desiguaes.
Mas o sanhor ignora que Maximilia-
no foi agora promovido a medico de pri
mera classe, que a sua licenja ba de ne-
cessariamene ser de carta durajao, e que
nao poder fazer viagera tao longa sem pe-
dir demissio ?
Sei tudo tao, mas doze milhoes nao
(Contina),
sao urna bagatella, mas uraa boa compen-
sayao dos sais mil francos, que o Sr. Ma-
xiliano vai perder ; nao lhe parece ?
E levantando se :
Afinal de contas, o que digo ni-
camente no sea interessa. Refiicta e re-
solva.
Tinba pronunciado essas palavras em
tom fri, quasi duro. O Sr. Arband to-
mou-lhe as mitos.
Meu caro senhor, meu oaro amigo,
disse elle com eftuso, esforjando-se para
sorrir, a despeito das lagrimas que brilha-
vam-Ihe nos olhos, o senhor a razao em
pessoa, o calculo sagaz que v o obstculo
de relance e a vontade forte que resolve
immediatamente superal o. Mas o senhor
tem um corajSo nobre e deve comprehen-
der a emojo de um pobre pai, separado
ba tres annos de um filbo, seu orgulho e
sua alegra e que no momento de o apor-
tar nos brajos v-se constrangide a soffrer
nova aeparajao. Ser necessario dizel-o ?
eu tinha nutrido em segredo a esperanja
de ver Maximiliano deixar a marinha e
praticar a medicina civil, morando com-
aos co. Ah nunca pe ose i que essa fortu-
na nos causasse desgostos tao crueis !
Esse velbo, contendo as suas lagrimas,
era um espectculo commovente. Compre-
bendia-se bem, que essa fortuna enorme,
que cahia do co, por assim dizer, ora-lbe
pessoalmente indtTerente na sua idade
avanjada e que, se a des ?j ava, era nica-
mente para garantir a felicidade dos filhos.
Bertha, de sobrecilios franzidos, com
urna expressSo de colera surda no olhar,
fitava o Sr. Rouval.
Este, decididamente, nenhuma importan-
cia dava zanga da menina.
Retribuio o aperto de n>o do Sr. Ar-
band e conclnio, rindo :
E' a primeira vez que vejo acolher
assim a felicidade. Hoje nao cheguei a
proposito, nao 6 assim ? Se quiser, falla-
remos nsto em outro occasiSo.
Nem p*i nem rilha instarmu para qae
fioasse, e elle sahio, deixando-os opprimi-
dos por esse conflicto entre o mais impe-
rioso dos iutcressoe e o mais nobre dos sen-
timentos.
J. Continuarse ha.)
s
r
*
Trp. do Diario roa Duque de Caxiaa n. i?.
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