Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18657

Full Text
k

4
PAR A C.41ITJJL E HtlBfi* S DE SAO SE PACA PORTE
Por tres mezes adiantados............... 60000
Por seis ditos dem................ W00
Por om anno idem................. o$uw
Cada numero avulao, do raesvo da............ f>100
mB '0 DE ABIIL EEIS
111 I -Mil ii '
PARA DESTRO E FORA DA PltTDCU
Por seis mezes adiantados..............
Por nove ditos idem. ...............
Por um anno idem................
Cada numero avulao, de dias anteriores,.........
13500
20,5000
27C00
Jioo
NAMBCO
Praprierafce ir* Jttaitel Jigurira Z>* aria 4 ios
Os Srs. Amedce S'rlnee ft C.
de Pars, S os nosso* agente
exclusivo de anuncios e pu-
blicacOes a Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMMAS
;:",::;: s. 5ssc: mis
(Especial para o Diario)
VIENNA, 8 de Abril.
O principe Alexandre de railem-
bers recaa (oda e qualquer nonsea-
cio como principe da Bulgaria.
BERLIM, 8 de Abril.
Corre o boato de qos o Conde ae->
beri de Bitmarck foi nomeado em-
balxador da Allemanba junto a S.
V. o Rei da Italia.
MADRID, 9 de Abril.
O sovorno apprebendeu grande
qaanlldade ue arman e nonlcfte
destinadas ao carlista*.
ROMA, 9 de Abril.
A guarnico Italiana de Maaaouah
apriaionou nm ulspo abysslnlo e
fonnervr o como refem.
Agencia Havas, filial
9 de Abril de 1887.
en Pernambuco,
INSTRCCO POPULAR
ELECTRIC1DADE
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
MA.\r.TIHO
CAPITULO II
( Con t in n at ao )
Magnetismo terkkstkk. A celo directriz ia tbb-
BA. Bl ARIO 1IAOSETICO TERRESTRE. MeBIDIASO
ICAONETICO. DbCLIBACAO ; VARIACOES DA DECL1BA-
CO ; B08SOLADB DECLl.NACAO. BSSOLA MARTIMA.
InCLIMACO EO.ADOR MAOHBTICO. BuSBOLA DE W-
CLTHACAO. AODLHA ASTTICA.
Magnetismo terrestre a acco qae a trra <>xer-
ee sobre os imana. Se dispuzermts horisontal-
mente urna agulh da ac inagnetisada, de modo
que possa girar livreaiente sobre o centro veremos
que toma ama certa posico, para '
onde volta 10-
vsriavelmeute logo que cesae a torca que a techa
obrigado a desviarse della A direccao cm que
se xa a agulha, quando nao solicitada por algu-
ma forea, prximamente a da liona norte sui.
Semelhautemente, se coliocaroios horisontalmente
urna pequea barra roagnetisada sobre um disco
de c:rtica, e deixarmos fluctuar este a superficie
de agua tranquilla, veremos que odijeo toma urna
posico tal, qae a lino* que une os polos do imn
fiear ainbem n'ama direccao senaivelmente norte
sal. Convem notar que, uesra ultima experiencia,
0 disco, posto que giie sobre si mesino antes de
tomar urna posico definitiva nao avanca para o
norte oem para o sul, do que se eanclue que a ac-
co da trra sobro os imaus snnp'esuiente directris
e nao attrativa.
A terr o%a sobre os imana con se fosse um
immensj maiici', ujus pules esiivessem perto
dos polos tarrearn .-, .uja linha neutra correapon-
alesse, proxiinamc 'i >. i-quidor. Assim, quando
ama agulha inigii<-iic. se fixa na direccao norte
sal, o plo que fien voltario para o sul o que con
tem o fluido boreal. v." que oa fluidos do mesino
nome se repelle m e o o nome contrario se at-
trahem ; mas, para evr.-.r confutos, designaremos
sempre por polo bore.l da agulha a parte d'esta
qae olha para o n rte,e por polo austral a que fica
virada para o sul.
A accao magntica dn terra sobre urna agulha
magnetizada pode comparar-se a um binario ou
aystema de duas forcas igus>>s, parallelas e de di-
reccao contraria, applicadas as extremidades da
agulha Estas duas forcas, iguaes, parallelas e
contrarias, forman o binario magntico terrestre,
que fax girar a agulha at encontrar o meridiano
magntico, oude para.
Meridiano magntico de um lugar o plano ver-
tical que passa pelos polos de urna agulha magn-
tica, em equilibrio eoare um fulcro vertical, colls-
cada nesse lugar. Este meridiano forma geral-
mente um ngulo, variavel, segundo os lugares,
com o meridiano astronmico. A e\'.e ngulo d -
ge o nome de declinacao da agulha.
A declinacao diz-se oriental se o polo boreal da
agulha fica ao oriente do meridiano astronmico,
e occidental se fica ao occidente do mesmo meri-
diano. _
A declinacao muito variavel nos diff.-raates
lugares da trra ; occidental na Europa e na
frica, oriental aa Asia, America e Oceania. _A
declinacao aprsente mesmo numerosas variacoes
n'um determinado ponto do globo : d'estas varia-
coes, algunas podem considerar-se regalare*, por
serem peridicasseculares, aunases e diurnas :
outras sao perfeitamente irregulares e teem o nome
de pertubacoes. As perturbcea sao geralmente
producidas pela accao das trovoadas, auroras bo-
reaes, eropcoes volcnicas, etc.
( CoTitinua.)
?arte orncui 1
GflTerno da Provincia
DESPACHOS DA PBE8IDEMCI*. DO DA 6 DB.
ABBIL DE 1887
Alteres Adolpho BaptUta da .Silva.Iufonne o
8c. commandante superior da guarda nacional da
comarca do Recite.
Goncalo de Araujo Chav s. Deferido com offi
co desta data ao brigadeiro commandante daa ar-
mas.
Gervasio Antonio Nogueira. Nao fia eer o
aue pretende, em vista do art, 14 do decreto n.
S,579 de 3 de Janeiro de 18C6.
Jos Pacheco de Sonsa Lima. Informe o Sr.
inspector da Tnesouraria de Faienda.
Bacharel Miguel dos Anjoa Barros Eucami-
abe-a.
Maaoei Accioli de Moura Oondim.O suppli-
cante foi atiendas por aviso de 21 de Marco ulti-
mo, expedido pelo Ministerio da Justica.
Secretaria da presidencia de Peraam-
bnco em 9 de Abril de 1S87.
O porteiro
Francelino Chacn.
H. 194.- -Qoartel General do Commando das
Armas de Pernambuco, 6 de Abril de J887
Illm. e Exm. Sr.--Tenho a honra de paasar as
mos de Y. Exc, ero original, a informacSo que
prestou ao commandante do 2. batalhao de infan-
taria, o alteres Joaquim Quirino Villarim, relati-
vamente noticia que hoje du a Provincia, cen-
surando o seu procedimento como commandante
d piquete que compareceu ao ultimo incendio que
teve lugar nesta capital.
Deus gusrde a V. Exc.Illm. e Exm. Sr. Dr.
Pedro Vicento de Asevedo, digno pretidente da
provincia.O brigadeiro Jos Carido de Quei-
roz.
2.* batalhao de infantaria.-- Da ordem do V. S.
tenho o praaer de informar sobre o que determina
o Illm. e Exm. Sr. general commaudaite das ar-
mas, com respeito a um calumnioso trecho do No-
ticiario da Provincia de hoje, a mico referenot.
Estando de promptido, commaudei por ordem
do Sr. official de catado maior, a forca que do
quartel do raeu batalhao, sanio para o incendio
havido ra do Mrquez de Onda a 3 do cor-
rente : e l chegaudo apresentei-me ao Sr. Dr.
ebefe de polica, de quem recebi e fiz executar as
rdeos relativas s previdencias tomadas no sen-
tido de extinguir u inceudio ; garantalo nao tor
havido a menor violeucia contra quem quer que
seja.
E' verdade q-ie alguna dos individuos qne mais
prximos se achavaai do predio incendiado foram
ameacados de prestar o servico preciso extinc-
cao do iucendio, caso nao se retirassem do lugar
em que se achavai, dificultando as medidas ten
d iit->s a esse desidertum ; nenhum, pirm, foi
espancado, como aleivosamonte diz a Provinoia,
que taivez com deliberado intento de k)btilisar-
me, aceitn sem axame a aecusacao que me foi
fasta,
O jornal a que me rubro, orgo da opposicSo,
como tem o costume de evidenciar o seu apaixo-
namento partidario sempre que se offerece occa-
sio ie apreciar os actos d-.. qualquer autoridade
advera i s suas ideas polticos ; e tanto isso
verdade, que dessfio-o a apreseutar urna das mui -
tas pesboas qae dis haverem sido espancadas.
Julgo assim ter comprido o mea dever.
Recife, 6 de Abril de 1887.
Joaquim Quirino Villarim,
Alteres.
Reparclclo da Polica
SeccSo 2.' N. 331.-Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 7 de Abril de 1887.
Dlm. eEzm. Sr.Participo a V.Exc.
que foram bootem recolhidos Casa de
etencao os seguintes individuos :
A' miaba ordem, Jos Francisco dos
Santos e Antonio Rico, remettidos pelo
commandante do corpa de policia, como
pronunciados no art. 193 do cdigo cri-
mioal. .
A' ordem do Dr. delegado do 1* distric-
to da capital, Francisco da Silva, Jos An-
tonio de Sonsa, Severo Jos Francisco,
Jos Camillo e Jos Francisco de Oliveir.*,
por disturbios.
A' ordem do subdelegado do le distrh-
to de S. Jos, Manoel Francisco dos San
tos, Joo Francisco de Oliveira, Joaquim
d'AssuropcSo Alves Pereira e Manoel Jos
Barbalho, por disturbios.
Na noite de 3 para 4 do corrate, no
predio a. 28, da ra de Pauliao Cmara,
da freguezia de Santo Antonio, amanbeceu
ab rto e roubado o aepasito de gneros
pertencente ao subdito pertuguez Antonio
Duarte de Figueiredo, sendo avallado o
roubo em um cont e tanto.
Tendo disso sciencia o Dr. delegado do
Io districto da capital, abri o compatente
inqaerito sobre o facto e prosigue era de-
ligencias para descubrir os seus autores.
A mesma autoridade communioou-me
que ante-bontem, 1 hora da tarde, o
guarda cvico n. 20 prenleu em flagrante,
quando perseguido pelo clamor publico, na
travessa da ra da Prnia, o individuo Flo-
reocio Jos dos Santos, por ter tortada do
alioocreve Jos Bento do Nascimento, um
sacco con tendo dinbeiro de cobre, a este
perten:eate.
Lavrada a flagrancia foi o reo recolhido
casa de detencSo, e contra elle se proco
de nos termos da lei.
Tambero s 9 horas da manhS do mes-
mo da, no caes do 'Ramos, foi preso em
flagrante, Jo2o Francisco de Carvalho, por
ter ferido a Joo Francisco dos Santos,
mostr da barcada Rosinka. O offendido
foi vistoriado pelos Drs. Souza e Vieira da
Cunha, que declararam leve o feriment.
Abrise o competente iaquerito e prose-
gue-se nos mais termos da lei.
Deas guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digas presidente da provinoia. O chefe de
policia, Antonio Domingos Pinto.
DIARIO DE PERSAMBUCO
RECIFE, 10 DE ABRIL DE 1887
Noticia da Europa
O paquete ingles Trent, entrado da Europa 8
do oorrente, trouxe datas que de Lisboa alcac^am
,'28 de Marco, adiantando 5 dias as trazidas pelo
trance* Nujer.
Alm daa de Portugal, constantes da carta do
nosso correspondente de Lisboa, publicada na ru-
brica Exterior, eis aa demais noticias:
Henpanba
Sobre este pas escreve o nosso alludido corres-
pondente :
'i iobam ebegado incgnito a 24 de Marco a Ma-
drid o principe Leopoldo e a princesa Antonia de
Huhenzollem, irmitdo rei ao Poitugal, indo alojar-
se em um hotel. Em seguida furam ao palacio do
Oriente, acumpanhados ptrlo ainistro d Allema-
nba, o cor.de de Salm< Sonnenwalde visitar a
raiuha regente.
S. M. a rainha rageate no da 25 visitn os
principes de Heheosoll m, que n'easa mesma
uoite partir m para Lisboa.
Alguna deputados da maioria projeetam apre
sentar urna emenda pedindo a elevacAo de 5 >/. do
imposto sobre os juros da divida.
O Correo, foiha ministerial, aaaogura por&m,
qne o governo mantera o imposto actual, que de
l '/-
Ha poueos dias um bando de ladras atacou
urna aldea na provincia de Salamanca saqueando
algumaa casas.
A guarda civil persagae-os.
O xito felis da expedico hespanhola comman-
dada p^lo general Perrero pondo um termo s
veleidades de resistencia do sulto de Mindanae,
e affirinando o preeominio da HespanhanasPhilippi
as, determinou a troca entre o governo portaguez
o e do reino visinho, de significativos telegrammas
ce felicitacSo e agradec ment.
Urna folha de Lisboa, alludinds ao triumpho
recante das nossas fore ia navaes na baha de
Tungue (Zanzbar) diz que, por urna coinci-
dencia notavel, os dous paizes poderam assiro,
dentro de um curto espaco de dias trocar felici-
tacoes por motivo idntico, affirmacio de for^a
perante es mahometanos.
Franca
Por causa das reformas militares apreseotadas
pelo ministro da guerra o principalmente com
respeito reorgamaaco da escola palytechnrica
trocaram-se carias entre o general Boulanger e o
presidente da cmara dos deputados.
Trata se tambem de dar nova reorganisacSo
commissao do orcameut^, jalgaodo-se melhor cons-
tituil-a por eleico directa, do que deixando a sua
constituico ao acaso da escriba d:s delegados das
secces.
Mas para optar pelo systema de escolher por
lista os membros da commiaeao de fazenda, surge
o einbaraco de como ha de fazer-ee representar a
dirrita.
Todos concordam em que a direita deve ser re-
prese: tadana commissao. japorque s opoosi(es
incumbe o p-pcl de Qscal wacao, ja porque desse in id i
ganham muito os debates na sesslo da cmara, pois
que terilo d ser muito mais protrahidos, so a
upposico nao estiver representada na commissao.
A direita aceita o principio da representacao
na commissao, mas quer a represeotacao propor-
c onal, alias abstem-se de fazer parte da com-
missao.
Como os representantes da direita sao em grande
numero no parlamento, a representacSo propor-
cional, na commissao, colloca-a em ama situacao
muito vantajosa por isso que a maioria republica-
na, achando-se dividida em grupos, pode bem dar-
se as commissoeg, o que por mais de ama vez se
tem observado na cmara, isto o serem resol-
vidas as questes em virtud* de se juntarem os
votos da direita, com orna das fraccocs repu-
blicanas.
A ideia de constituir a commissao de orcamento
por eleico em escrutinio de lista, parece geral-
mente adoptada ; resta apcuas chegar ao accordo
sobre a forma de dar representaeo aos diversos
agrupamentos parlamentares.
Em urna das ultimas eleicoas supplementares foi
eleito o Sr. Ribot affastado por alguna tempo na
cmara, mas que um homem de reconbecida
illustraco parlamentar daquelle pai, e um dos
noines qne mais se tornara notavel no parlamento
francs depois da proclamacao da repblica.
Em Pars, na rmbaixada da Allemanha, houve
grande recepeo na noite do anniversario 90* do
imperador Guilherme. Todo o ministerio francez,
ah esteve, e bem asim representantes da casa
militar do presidente da repblica ; do carpo di-
plomtico, nlo faltcu ninguem, e notava-sc na
recepeo grande numero de hoaiens polticos, entre
elles o Sr. Fr^ycinet, Ploquet presidente da cma-
ra dos deputados, R >yer presidente do Senado,
Lon Say, Adrieno, Clemenceau, o duque de Mua-
chy, e de la Rochefacault.
A colonia allem tambem alli se achava larga-
mente representada.
A Franca quiz aasim corresponder, por occasio
do anniversario da imperador, amavel recepeo
que este fizera ao Sr. de Lesseps.
Malla
Contiouavaa crise italiana. O Sr. Despretis re-
cenheceu que urna minora to traca com a que
obtvera na votaco da moco apresentada pelo
Sr. Crspi, o collocava em urna situaco de nao se
poder conservar perante o parlamento.
Recorreu ao aa i amento, expediente usado por
veaes no rgimen parlamentar para vencer as
difficuldades da occasio.
Mas o caso mais embarazoso agora, as diffi-
culdades sao maiores, e o simples aditamento nao
bastante para as superar.
Consta que por isso o Sr. Despretis se vira obri-
gado % pedir a demisso do ministerio, paramis
deaatogadamente entrar nos trabalhos de reor
gauuaco do novo governador. Assegura-se que
trata de entender-se com o Sr. Cri pi, esperando
o concurso deste homem de estado, para sabir da
embaracosa aituaco em que se encontra.
A entrada do Sr. Crisp significara apenas a
necessidade de dar parte no governo esquerda.
Ser'ira neste case a presenr;* do Sr. Despretis
para facilitar apenas a ascenco da eaquerda ao
poder?
Todava provavel a reconatituico do gabi-
nete Despretis com o conde Rob'lant no ministe-
rio dos aegoeios .estrangeiros, o Sr Crespi no do
reino e o Sr. ZjiurJelli di da jnstica segundo
corra ltimamente noa circuios mais autorisadof
de Roma.
Inglaterra
O governo ingles tem diligenciad atravessar o
tempo, se provocar a crise que pie decidir da
sua sorte. Vivendo por mee* dos liberaes-uuio-
nistas e sabendo que s na queato da irlanda es-
te grupo se separa do partido liberal, se poude
constituir depoia da queda do Sr. Glaistone, ca-
reca de usar das maiores contendas, para nao
desarranjar a situaco difficlima em que se enl-
locara.
O Sr. Giadstoae pe.a ana parte dexoa o terre
no livre aos seus adversarios.
_ Eotregando-os s proprias difficuldades que se
levantaui no seio da colligaco occaaional de con-
servadores e iberaes unionistas, o Sr. Gladstoue
nao se desconcertou com a derrota perante a urna
e esperou coufiado no reviramento da opinio. O
partido liberal poda sentir que urna frar-co des-
se partido se unase aos conservadores, mas nem'
podara ter a mnima duvida de qne certos proces-
aos conservadores seriam reorovados pelo grupo
dos liberaea-unionistas nem poderla desesperar de
que ao cabo de qualquer investigaco-para encen-
trar a solaco que permittisse srredar do debate
a queato irlandesa, se chegaria a reconhecer que
a sulucao gladstouiana era preterivel, mediante
qaaesquer modifieacoes qae a tornassem aceitavel
por todos os Iberaes.
O marquez de Salisbury ten assim exercido o
poder, sempre em sohresalto, sempre receioso de
desagradar aos Iberaes-unionistas e persuadido
por certo, de qae s o tempo pie ou estabelecer
mais profunda divso no partido liberal, ou trazer
a todos a convieco de nao peder exercer-se o go-
verno por parte dos conservadores.
Que o marques da Salisbury nao tem podido en-
contrar a solaco para a queato irlandesa, em
condcea de ter por'seu lado urna maioria parla-
mentar ( Je todo o ponto evidente.
Comprebendia se nos pri neiros momsntaa qae
medisse os seas passos, mas que por to largo tem-
pe se conservase silencioso cusa que l mostra
o embc i verdadeiro com que deparara. _
He por sua parte os liberaea-unnista tivessem
achado a soluco deaejada, nao deixariam de a
inspirar ao marques de Salisbury, o qual gostoea-
meute a aceiUna, porque bem sabido quantas
diligencias o nobro marques tem empregadu para
dar quinbo na direccao dos negocios aquello gru-
po de Iberaes.
E' per isso de todo o ponto fundada a sup^os
cao de que o actual governo iiigles, e os qae con-
tribuiram para a sua formaco, por maiores de-
sejos que teoham, nao lbea tem sido possivel des-
empenbar-se do compromisso que tomaran, e que
naturalmente Ibes era imposto proraovendo s que-
da do Sr. (iladstooe.
Bem pie dizer-se que o Sr. Gladstooe s nao
se deaeonc rtra apezar de vencido pelo suffragio,
pela sua attitude nobillissima, to firme, como se-
rena, tem devras desconcertado todos os que con
tribuisam para a sua queda e que apezar do se-
ntares do poder anda te-a coaseguido contra elle
at hoje.
Por maio de urna vea se tem fallado de ama ap
proximaco entre o governo e o Sr. Chamberlain,
tornando-se notaveis os discursos deste ultimo es-
tadista, j manifestando o desejo de concilia'-ae
com o Sr. Gladstoie, j apontaado as inevitaveis
consequencias de nao poder reunir se novamente
todo o partido liberal.
O Sr. Chamberlain at em um discurso recen-
te chegou a dizer que mui prximamente se dara
o facto de acentuar-se a divso no partido liberal,
se o Sr. Gladstone presistisse na sua relutancia ao
que o Sr. Chamberlain considera va accordo ra-
soavel.
O Sr. Gladstone pela sua parte, em vez de
preoecupar-se com suaesquer divisoes mais ou
menos profundas, que no futuro venham manifes-
tar-se ou mesmo impor-se pelo lado da parte do
partida liberal mais numeroso que o qae acom-
panha, nao dessimula a espranos, antes a julga
cada vez mais prxima a realsar-se, de que o
partido liberal por ultimo obter o triumpho com-
pleto na queato ingleza.
A's instancias, s insistencias, sofregoido
mais ou inenng pronunciada dos seus adversarios,
o Sr. Gladstone oppoe apenas a suprema confian-
ca na santidade dos seus principios, e na recti-
do do sea procedimento. N.i regio elevada em
qae paira aqaelle gentillissimo espirito, j quasi
lhe nao ebega o rumor dos combates humanos,
descortinando para alm dos horisontes, o que o
futuro prozimo nos reerva, e de que to poneos
se aperes bem.
Agora o marquez de Salisbury apresentoa um
projecto de le com as disposivoes coercitivas para
a Irlanda, e o Sr. Gladstone correa logo a tomar
o seu lugar no parlamento, sendo ao entrar ahi
saudado enthusiasticamente pelos deputados do
grupo de Paroell.
Nao se preparara boas das para o ministerio
Salisbury. O partido "onservador far sem duvi-
da um verdadeiro esforco, mas nem o poder se
mantera por muito tempo as suas arios, aem po-
der exerce) por meio de vexames e oppressoes,
que a Inglaterra ha de mais da menos dias re-
pruvar e reprovar por modo verdaderamente so-
lemne e esmagador.
Em nm recente discurso p'rante os deputados
de Zorkshiie o Sr. Gladstone alludio claramente
s prximas eleices geraes, as quaes o poder
sera restituido ao partido liberal.
Notara-se em verdade um grande reviramento
na opinio em favor do Sr. Gladstone, uo faltan-
do quem o attribuisse commocao que sentir o
publico, ao espalhar-se a nova de que a Franca
agora descansada do lado da Allemanha, volta as
suas attences pira a laglaterra por causa da
questo do Egypto. Mas to depressa este receio
se espalhara, qae para logo outras noticias vi-
nbam diasipalo, porque firmada a allianva entre
a Allemanba, a Austria a a Italia, a situaco da
Franca mal pedera coasiderar-se segura do lado
para que ella nao pode pode deixar de olhar at-
tentamente.
A alliauc,a entre os dous imperios do centro da
Europa e a Italia parece, no dizer de muitos, defi-
nitivamente estabelecida. E ha quem assegure di-
ligenciar a Inglaterra entrar no concert das tres
naees, o que a ser verdade deixaria isoli-da a
Franca por urna parte, e por ourta a Russia.
Allemanha
O resultado das eleices na Allemanba apasi-
gou os espirites desvanecendo por agora os re-
cejos de prxima guerra. O governo victorioso
auted fizera acentuar o sentido pacifio da victo-
ria, de que d'ella partir forcas e pretexto para
emorehendimeatos bellicos.
O principe de Bismsrk declarando que a ques-
to que o obrigara dissoluco do parlamento, s
era sustentada pelo governo, pelo seu desejo de
manter a paz depois da victoria tem se manifesta-
do coherente com as declaraces anteriores.
femis para melhor brilho s festaspelo 90 an-
niversario do imperador, as declaracoes pacificas
eram de molde para captivar todos os espirites.
As festas foram solemnes e vistosas. O impe-
rador teve ama corte numerosa de principes a
acompanhal-o n'aquelles dias, e ua faltaram re-
presentantes de todas as nacoes a felicital-o por
ter chegado a disfructar a ventura de attingir a
to avancada idade, gosando o fructo dos seas
trabalbos coroados de .gloria
Depois da viagem do Sr. Lesseps Bsrlim, pos-
to se nao d a essa viagem nenhuma fsico pol-
tica, o certo que se nao contribuio ella pai a tor-
nar cardeatissimas as relaces entre a Allemanha
e a Franca, pelo menos nao deixou de influir pa-
ra quebrar o estado de tenso produzido durante
o periodo elcitoral na Allemanha.
tsala
Na Russia as cousas uo correm bem para os
que governam.
Se o czar se v obrigado a reprimir as suas
tendencias para dominar nos Balktns, e busca
conservar a saa preponderancia, absteado-se de
eaipregar os msios violentos a que pruneiro pare-
ca inclinado. No interior as msnifestaces de um
trabalbo intimo parte attribuido aos nihilistas,
parte attribuido ao partido constitucianal tem yin-
do luz publica Diz-se que o partido constita-
eionaljpretende a convocaco.de urna cmara, que
assegure a iutervenco do paz noa negocie* p-
blicos, e propugna pela lioerdade de imprenss.
O pjder do czar sent -sa por isso aroeacado na
propria casa, e natural que se generalise a opi-
nio de acabar com o rgimen que fere por um la-
do a dignidad humana, e que por outro prepara
as mais terriveis couflagracoes, comecando por in-
citar aa represalias mais lastimosas
Nao pois para admirar a prudencia com que o
governo do imperador da Russia se v obrigado
a proceder, abstendo-a de entrar em aventuras
que podem fazer-lhe perder o prestigio, embora
dilligencie pela attitude reservada, conservar as
appareucias de um poder que j nem a todoa l-
lude.
No entaato a questo da Bulgaria peraanece
sem soluco. Desde que outras questSes chamaos
principalmente a attenco das graudes potencias
aqusila questo posta de parte, para que ao
pnmeiro' eusejo volte a uceupax lugar proeininen-
te. Mas bem c:rto que sempre que a Russia
fr obrigada a distrahir as suas attencoes, a ques-
to blgara ficara entregue aos proptos movi-
inentus que se operam n'aqaella regio. O mfta-
xo da Russia, ou a sua iutervenco mais ou menos
acentuada, que pode tornar sguda a criue por-
que eato atravessando aquelles povos.
jirecla
A cmara dos deputades parece, depois ds bre-
ve dis.usso contra' os Srs Schzopulo e Trikupis,
appro'ou o projecto do o.camento por 81 votos
coutra 8.
Eypo
Despachos do Soldo affirmam qae o podero
dos mahdistss vai alli decrescendo em consequen-
ca de discussues entre algumaa tribus, e qne os
europeas e os christos sao agora mais bem tra-
tados.
Afgbanlatan
Em comequencia d'uma participaco authenti
ca do goveruador de Herat anuuuciaudo que o go-
vernador do Turkeatau ordenara a Zohaoder que
tomasse Hera por meio d'am golpe de mo com
12,000 bomens, o emir do Atgbauiatan enviou pa-
ra Herat um retorco de 10,000 soldados.
EXTERIOR
Correspondencia do Diarlo de
Pernambuco
PORTUGAL- Lisboa, 28 de Marco
de 1887.
Acha-se finalmente quasi concluido o tratado
de commercio e amizade com a China, para que
ha tanta tempo se trabalha, e que firmar defini-
tivamente e de um modo ezplicito o nosso dominio
em Maco, acabando com os at ditos qae a todo o
momento se levantavam e que tanto prejudicavam
o commercio e a administraco d'aquella nossa
posseaso na Asia.
A convencao preliminar que principiara em vi-
gor no 1. do mez de Abril prximo, foi firmada
no dia 26 do correte, no ministerio dos negocios
estrangeiros e na presenca do ministro respectivo,
o Sr. conselheiro Barros Gomes, pelos delegados
diplomticos Mr. Campbell, por parte da China, e
conselheiro Thomaz Rjsa, por parte de Por-
tugal.
Esta convencao confirma a oceupacao e governo
perpetuo de Maco, reconheciao para todos os ef-
fetos como possesso portuguesa.
A China obriga-se a concluir e a firmar um
tratado sobra estas bases,-tratado que ser as-
signado em Pekn, logo que tenham sido preen-
cKidas as formalidades legaes.
Obriga-se Portugal por sua parte a nao alie
nar, em caso alguin, o seu dominio .sobre Maco
em favor de terceira potenct, sem previo accordo
com a China, e a dar a exploraco para cobranca
de direitos sobre a opio nos mesmos termos do
tratado aoglo chines para Hong-Kong.
A convencao que foi asaignada aute-hontem
em lrma de protecollo e tem o carcter de trata-
do de commercio e amizade com a clausula de na-
co mais favorecida.
Estas clausulas foram ante-hontem communica-
das pelo telegrapho ao governador de Maco.
No dia 29 deste mez o Diario do Governo deve
publicar um decreto estabelecendo o rgimen pro-
visorio, que deriva dos termos da convencao.
Em todo o curso das negociarles, que nao foram
isentas de difficuldade, o Sr. Campbell houve-se
sempre da mauera mais correcta, e as instruc-
coes que elle recebia do Tsang-Li-Yamen, assim
como do Sr. Robert Hart, denotavam os maiores
desejos de cordialidade e conciliaco.
O Sr. Campbell foi o mesmo que representou o
governo chines na celebraco do protecollo, que
servio de base ao tratado do Celeste Imperio com
a Franca em 1885.
A velha questo dos nossos direitos sobre Ma-
co fica assim liquidada da maneira mais honrosa
e satisfactoria para Portugal, direitos que at
agora a China nao quiz reconhecer, apezar daa
repetidas tentativas que foram empregadas neate
sentido por diversos governos da metropole e
pelos diferentes governadores d'aquella provincia
ultramarina.
Em 1862, sendo governador de Maco o (j fals
lecido) visconde da Praia Grande, esteve preste-
a celebrar-ss u n tratado entre Portugal e a Chi-
na, que anual se mallogrou, porque o Celeste Im-
perio nao quiz ratificar as condicoes relativas i.
nossa oceupaco de Maco.
De 1862 at Agosto de 1866 continuaran^ sem-
pre, mais ou menos activas, as negociaces, e
nesta ultima data, o Sr. Thomaz Rosa, euto go-
vernador de Maco, em conforencia com sir Ro-
Robert Hart, inspector geral das alfandegas chi-
nezas, lancou as primeiras bases das negocikcoes
que vieram a terminar no protecollo que foi assig-
nado ante-hontem.
Voltaodo a Portugal, o Sr. Thomaz Rosa infor-
mou o governo do que occorira e communcon-lhe
que obtvera de sir Robert Hart a nomeaco de
um intermediario qae viesso a Lisboa, afim de
que as negociaces podessem aqui proseguir e ul-
timar-se.
Veiocom effeito o intermediario, Mr. Campbell.
As negociaces duraram mais de tres mezes,
sempre em commuaicaco directa e telegraphica
com Pekin, d'one veio a apprevaco expressa e
plena a todas as bases que foram j inseridas no
protecollo, assim como um decrete imperial con-
ferindo ao Sr. Campbell os poderes necessanos
para assignar esta convencao, decreto q>.e foi
communicado ao governo portugus por interme-
dio do Portign Office.
E' o Sr. Campbell um homem muito seno e in-
telligeute.
A imprensa govcrnamental congratula-se com
o paiz pelo xito desta neguciaco, e oisto, que^
urna queato nacional, todos indistinctamente ho
de applaudr o tacto e hablidade com que o ac-
tual ministro dos oegocios estrangeiros tem proce-
dido, nao sendo menos importante a cooparaco
do Sr. Thomaz Rosa.
E' no dia 2 de Abril que se abre o p irla-
mente.
A folha official pubcou j o decreto regulando
o ceremonial d'aquella solemnidaie.
Hontem, domingo, reuniram no edificio da ca-
scara municipal os deputados por Lisboa o os de-
legados por todos os conselhos do districto, afim
de verificarem os poderes dos eleitss no domingo
passido e con8tituirem a mesa perante a qual se
ba de realisar uo dia 30 deste mez a eleico dos
pares do mesmo districto.
Na Academia Real das Scieacias reuniram os
delegados doa institutos scientificos do paiz, tam-
bem para verificaco e constituico do collegio es-
pecial, que ha de eleger cinco pares do reiuo.
__Chegou, a 26, pelo caminho de Ferro, linba
Cceres-Portugal, S. A. a Sra. infanta D. Anto-
nia, irm de el re.
S. M. tiuha ido esperar a princeza ao Entronca-
mente, onde almocaram, depois dos primeiros e. m
primentes. _
El-rei ia acompanhado pelo ministro das obras
publicas, general da divso, camaristas, officiaes
es ordena, engenheros e empregados superiores
da companhia dos caminhos de ferro portua,uc-
zes, etc.
O encontr dos dous rmos foi muito attectao-
so, alegre e eapanaivo, pois ba 26 anuos que a
Sra. D. Antonia sanio de Portugal para casar com
o principe Hoohenzollern.
No Entroncamento havia muita gente. A guar-
da de honra era feita por urna forja de infanta-
ra II.
Em Santarm, grande ovaco. O povo, com
muecas frente, apiubava-se na estaco, onda
el-rei e a princeza forain muito victoriados.
A guarda de henra era do regiment de artilh
ria n. 3. .
Em todas as outras eatacor, onde e comboio
nao parou, e ao longo da linha, estova tudo api-
uhaio de povo, que diva vivas e deitava gyran-
dolas de foguetes. .
Foi imponente a ch^gada estacito de Liisboa.
Na gare era enorme a quautidade de altes digoi-
tarios, senhoras da aristocracia, officiaes do exer-
cite, funecionarios e particulares cm grande gala.
O ministerio aepava se todo, bem como o corpo
diplomtico e a corte
Sua uiagestade a rainha, e os Srs. infantes U.
Affouso e l>. Augusto esperavam tambem a ere-
uissima priucesa. .
Eram quasi 4 horas d tarde quando o cjmboio
reafcheuou gare. A Sra. D. Mana Pa abra-
cou e beijou com effnso sua cuohadi.
A familia real entrou n'uina sais preparada para
a recepeo e alli receben os cumplimentes caloro-
sos que lhe foram feitos.
O cortejo segua para o paco da Aju la em qua-
tro carrugeus, sendo a quaria um riquissimo co-
che descoberto em que lau. sua magestade a rai-
nha dando'a direita a princesa Di Antonia, e o
principe de Hhensollern, Oands a direita a el-
rei.
A escolte test era formada por nm esqaadre
de taneemw, a guarda de honra feita pelo regi-
ment de infantera 3.
Aa roas do transito, desde a estaco at a Aja-
da, eslavas a runfiadas de gente. Nos caes, prin-
cipalmente T<;rreiro do Paco, ra de Arsenal e
Aterro, a maltidio era enorme, colossal.
Por toda a parte o povo, vido de ver e de sau-
dar a princesa, dava provsa da mais complati
alegra.
Poncas vezes temos visto ama manifestaco to
grande, to espontanea, to completa como esta I
A princesa deve estar aatisfeitisBima com a re-
cepeo e pro-vas de aftecto que recebeu.
A princeza 1). Amelia de Orleans, duqneza
de Bragancs contiua a pasear sem novidade al-
guma bem como sen filho recem-nascido, o princi-
pe da Beira. Grande namero de pessoas teem
ido ao paco de Belem inscrever-se nos livres que
eslo patentes n'nma daa primeiras salas.
A imposieso aolemne dos santos leos ao prin-
cipe da Beira reasar-se-ha a 12 de Abril, terca-
ca-feira da semana ca Paachoa, na real cu pella da
Ajada.
A filha mais nova do presidente do conseibo
de mi istro, a Sra. D. Julia de Castro, escorregoa
ha poncoB dias no jardim contiguo sua casa e
pato ama perna pela tibia. Tres dos mais ha-
bis cirnrgioes-mdicos de Lisboa a esto tratan-
do e parece qne o tratamento vai muito regular e
promette o melhor xito. A familia real tem man-
dado saber todoa es dias da gentil enferma.
Chegou o paquete dos Acores. Em S. Mi-
guel dous candidatos governamentaes foram elei-
tos e dons regeneradores. Na lha Terceira, dous
governamentaes e um da opposico poiiara contar
que estavam eleitss, faltando, sahida do paque-
te, noticias do resultado do escrutinio as ilbas
mais distantes.
No Fayal as ele.coes tioham sido favoraveis
tambem ao governo.
Fallecen no di 22 na Gallega (reino) a Sra.
D. Margarina Amelia Mendes de Azevedo e Cam-
pos, esposa do Sr. Carlos Reivas e filha do falle-
eido conde de Bolentes.
Era casada com o Sr. Carlo3 Reivas, cavalbeito
estimadissirao tanto na provincia como em Lisboa.
Consta qne a lista dos candidatos progres-
sistas as prximas eleicee para a cmara dos
pares, a aeguinte:
Lisboa :t'onde de Restello, antigo deputado;
Visconde de Carnide, proprietario ; Ressado Gar-
ca, lente do Instituto Industrial e Fernando Fa-
lla, proprietario.
Porto :Conde de Campo Bello, lente da Aca-
demia Polytcehniea do Porto ; J. Fructuoso Aj-
rea de Gou v.ia, lente da Escola Medica do Porto,
e Dr. ?-ousa Amado, lente da Escola Medica de
Lisboa-
Coi sabr :Francisco Van Zelle, antigo depu-
tado e Dr. Goeealres, lente da Umversidade.
Braga : Conde de Magalhes, proprietario e
Jos Pereira, desembargador da Relaco de Lis-
boa.
Aveiro : Manoel Paes Viilas Boas, antigo de-
putedo e Teixeira de Queiroz, desembargador da
Relacao de Lisboa.
Bragan$a:Vasco Ferreira Leas, desembar-
gador da Relaco aos Acores e Jos Pauliuo de
S Carneiro, general de divso.
Vil)a-Beal:Conde d\ Foigosa. proprietario e
Antunes Guerrearo, antigo doputado.
Vianna :Joan Leandro Valladas, general de
divso e Dr. Antonio Mara de Senna, lente da
Univer^idade.
Visea :Frssnerseo de Albuquerque, antigo de-
putado e Jos de Mello Bandeira Coelho, antigo
deputado.
Guarda :Jos Mara Lobo de Avila, general
de brigada e antigo deputado e Miguel Osorio Ca-
bra), presidente da Relaco de Lisboa.
Portalegre:Jaaquira Joe de Andrade Pinte,
commandante geral da armada e Jos Tiberio de
Robsredo Saaapaio e Mallo, antigo deputado.
Evora :Conde de Valeucaa, proprietario e Do-
mingos Pinheiro Borges, antigo deputado.
Santsress :Marques da Foz, proprietario e
Joo Ignacio Holbechr, jais do Sapremo Tribuna!
de Juatica.
Lerria:Bario do Salgueiro. antigo depatado
e Joo Cbrysostomo Melicio, antigo deputado.
Beja rCarlos Testa, lente da Escola Naval e
Conde da Boa-Vista, proprietario.
Faro :Silvestre Bernardo de Lima, lente ju-
bilado do Instituto Geral de Agricultura e Maaoei
Francisco de A Incida, proprietario.
Funebal:J- Thomaz de Serra e Moura, juis
da Relaco de Usaos e Pedro Goacalves de Frei-
tas, antigo depatado.
Peala Delgada:Visconde do Porte Formoso,
pr .prietario e Visconde de Benalcsnfor, antigo de-
putado.
Angra do Herosmo :D. Miguel Pereira Con-
tinho, antigo diputado e Jos Ja Costa Pedreira,
proprietario.
Horta:Joau Candido de Moraes, lente do
Instituto Indnstrial e Agostiuho Viceate Loarea-
co, lente aa Escola Polytechnica.
O imperador da Allemanha agracion com a gr
cruz da Agola Vermelha o general de diviso Si
Carneiroque lhe levara aaiaespada de precisos fa-
brico e de sabido valor artstico, afectuosa ofer-
te do rei de Portugal, a que me refer oa minha
de 23. Os ajndantes de ordena do Sr. S Carnei-
r, Castro Sola e Biito e Cunha, ioram agra-
ciados pelo imperador uilherme com as crasas
de OOTO da oroem da Corda da Prussia.
Deven chegar dentro em poneos dias a Lisboa
os apparelhos para levantar do faodo do Tejo o
vapor francs ViUede Victoria que ao fim de
Dezembro de 1886 sossobrou por effeito de um
abalroamento eito pelo esporo de um coaracado
da esquadra inglesa. Esse trnbalho difficil ser
feito por eonte das companhias onde estova segu-
ro o vapor anbtnergido.
Foi ba dias assaseinado traicoeiramente com um
tiro qneima roopa, junto a um pinhal, por uut
embocado qne se evadi, o administrador do con-
cibo do Cadaval Dr. Antonio Vieira da Rocha.
O infeliz era medico e tinba ido ver um doente,
quando lhe fiseracaa espera a que suecumbio logs
que ehegon i casa.
Deixa, aleta da inconsolavel viuva, seis crean-
cas na orphandade e na miseria. Este fuacciooa-
rio.era proboe asalto correcto no seu viver mas da
carcter demasiadamente irascivel. Intrigas- e
vingancas de campanario, que nada tem que ver
com a politiea, qne determinaram aquella acto
de vinganea.
Abrto-se ama subsenpeao para acudir aquella
desventurada familia, cujo uuico amparo 6 um p-
rente na provincia, qae tambem nao est em boas
cireumstanciaa.
Consto qos ja roi preso o assassino.
No 8abbda26 celebr.iram-ae em Lisboa na
paroebial igreja de Nossa Sen hora das Mercas
(Jcsns) ereqnaa solemnes por alma de Fontee Pe-
reira de Mello. Beeitoa ama oravo fuaebre apri-
uiorada pela evacaodos pensamentos e correccio
da forma,* reverendo prior dos Martyres,Dr. San-
tos Viegas.
Assbtfraui as exequias, lem da glande com-
mssa* promotora, qne era compoau de todos os
cavalbeiroB qne ttnhara siJo m istros com o fina-
do estadista, os membros do actual ministerio,
deputocoeadetedosos centros p.-ovinojaeS rege-
neradores, a fc.ssilia do tallecido, grande* numeso
de senhoras, jornaliatas de todos os matista polti-
cos, e multas pessoas de todse as -clasaes aociaes-
C^lebroo o reverendo arcebispo de Mytlene, aoo-
lytado petos rsverendoa priores das parochias da
pena e S. Sebastiso da Pedreirs.
Foraxa ezrcntedas a mssa de ClierubiSi eou-
bera -ase de Fraocisco i osta por 64 instromentistes
e 36 voset, ssb a regeacia do maestro Manoel-Aa-
MUTILADO


de Pernambueo---Domingo 10 de Abril
Gaspar. O Librame foi cantado pe* prt-
,a vea em Lisboa.
.rmago da igreja o do catafalco ostenta va
rieaeza e bom osto.
So Porto deviam celebrar so exequias tambera
son a mesma intenco, e de Lisboa foram alguna
ac mais conspicuo mimbro do partido regene-
rador em deputaco assistir aquella acto fu-
nobre
__ Aote-bontem verificouse o concurso para aa
abras do porto de Lisboa. Apresentoraavae duaa
aoieas propostas, ou antes urna 80.
A 1* por Mr. Hierre Hdnert Hers.nt, que ao
abriga execuco da obra para o nelaorameuto
do porto de Lisboa, agnado aa dieposigoes e da-
las do programen ds 22 de ;>e-mbro de 1886,
palo prego de 10,790 contoa da res (fortes) in-
timado as obras campletamentares d Alcntara
Cordoaria e offereeeado ae alea disto para to-
mar sobre si a construego gratuita de nm eami
abo de ferro de via reduxida, com o respectivo
salarial fio e circulante, para o transporte de
psaaageiros o de mercadorias de Lisboa a Beln?,
rom a ficuldadc de o prolongar at Oascaes. aen-
dc-Jne dada a exploraco d'este caminbo de ferro
por 99 anuos, nudos os quaes reverter o mesa
saminho de ferro gratuitamente para o Es-
tado.
A construego e exploraco deste caminbo de
farro ficar snjeita s disposiges que regulam os
jmiiiiii caminhos de ferro portugucze*.
A 2 proposta por Mr. Frederic Williams
ust concurrente, porm, nao ofi rece verdadei
Teniente proposta de preco, porque, em vea d'el'a,
apreseuta um reqaerimeuto, ou exposico dirigida
v> governo fazendo varias ponderagoe* sobre o
erogramina para o concurso, e declarando que, em
vista do que o mesmo exige, nao podia realisar
roposta completa de prega dentro da base fioan-
aaira de rs. (fortes) 10,800:000*00'), mas que, se o
gorerno peimittiase a introduegao no projecto de
Tarias odificaces, que nao plterarism o seu me-
TfCHaeat), piusava que a cifra indicada seria suf-
Seente para a execugo das obras._
Appareceu ainda urna carta particular dirigida
eLs Srs. Duparcby z BartisoL ao presidente d*
eneanisso do concurso, declarando que, nao pa -
asado propr modificagoes ao programla para o
sooeorso, se abstiiibim de aprescntar proposta ;
xeaervando-se para o fazer, se tivesse lugar um
ovo coocurso em condigoes de execugo e finan-
Bras. que fossem sensivelrnente melhoradas
__ Falleeeu ha das a Sra. D. Marianna Ulrich.
Ao sahimeuto fnebre concorreram todos os ne-
jeciautes da praca de Lisboa e muitas outras pes-
aoas das relacoes da consternada familia da fi-
A agtago dos opernos manipuladores do
iabaeo ainda contina na cidade do Porto, sendo
aecessario intervir a polica, por varias vezes,
"Bara dispersar es ajuntamentos subversivos e as
proeissoes de peditorio, ni autorisadas. m
Lisboa, hontem, fez-se utu meeting republicano
ao tbeatrinho Chalet do Rato. Oraram alguns
jrasaphos republicanos ; mas quando se tratou de
sabacripcJo para os operarios despedidos das fa
aricas do Porto, porque se tinham recusado a fa-
.ser erees, cada qual se toi esgueirando sur-
atea e os oradores trataram de rematar os seus
discursos por falta de auditorio !
O que parece que a opposico tanto regene-
radora, eorno republicana explora por traz da cor-
una estas dissidencias de fabricantes e operarios
attribuindo aque'lea factos s medidas tomadas ha
peste pelo actual ministro da tazenda em relaco
aoabrico e venda do 'abaco.
= Em Coimbra os tbyphos nao diminuem. E,
asaa situacao grave. Auiversidade, LyceuCeu-
3*1 e Seminario permiuecem fechados. A populago
acadmica sabio d'aqueiia cidade, nao sem deixar
por l algumas victimas.
Hontem houve no salo da Trmdade um bri-
daste concert em beneficio do talentoso pianista
Tieira, que se acha em tratamiento no hospital de
alienados que o benemrito Conde de Ferreira
5is que se fundasse do Porto com o producto de
va legado importentissimo.
Caotaram artistas de S. Carlos. A orchestra
do aesmo tbeatro deseinpenhou as sympbonias da
'tt MiUer e da Martha. A prima-dona Theo-
Jorini cantou rom toda a graca de urna andaluza
alegras malagueas, i concurrencia era enorme
I essutava do que ba de maie elegante na primeira
joeiedade de Lisboa.
PERNAMBCG
Assembla Provincial
13. SESSO EM 28 DE MARCG
( Concluso)
Yein mesa I ido, apoiado o, posto a votos,
.-ejeitado o seguinte requerimeato :
fieqneiro o adiamento, por 43 horas, da 2.a
scasso do art. 2. do projecto n. 1 doste anuo.
Jhi Marta.
Teta & mesa, sio lidoa aooiadoe, e postos em
djseassaa cano o artigo as segn.tes emendas :
M. 3. Emeudaa ao substitutivo que for ap-
orado :Onde se i, 3., ser de 30 annos,
ga.seat 30 annos.r. Pitanga. Ferreira Ja-
jobraa, Rosa, e Silva, Barros Barreto Jnior.
VL. Ao substitutivo n. 1:A indemnisaQao a
-fie obrigada a pronuncia, nos termos das clau-
jalas 13.* ; ser paga pelo contractaute, que for
referido. Dr. Pitaogu, Ferreira Jacobina, B.
Barreto Jnior e Rosa e Silva.
. 23. Fica restabelecida a verba da lei vigen-
te esa referencia a mensalidade aos alumnos po-
ires do 6ymoasio Pernambucauo.Bario de lta-
!*.
K 24. Ao 18 diga-se 622:620* como ua le
-rigente.Baro de Itapissuma.
N. 25. Ao art. 2.' 6:E mais 3:000* para
a* repares da estrada que segu da cidade de Bom
Jsrdim serra de JoSo C.igo, pidendo essa im-
artancia ser entregue Cmara Municipal da-
raelia cida ie. a cujo cargo e fiscalisacat sero
confiados os traba!ho9 da estrada.Rogoberto,
ereolano Bandeira.
N. 26. Onde couber : Fica o presidente da pro-
Tintia atorisado a despender a juantia de liOO'J*
asa a eonstruccao de um acude no povoado An-
rlicas aa comarca de NazarethHerculano Ban-
aeira.
S. 27. Onde couber : Fica o presidente da pro-
autorisado a despender a quantia de l:0UO
auxilio a obra da capella do povoido Car-
da cemarca de Nazareth.Herculano Ba-
il 28. Onde couber Fica o presidente da
jeiimiii autorisado a despender a quantia do
24254 com a colloeaco de 25 lampeoes na cida-
ie de Nazareth.Herculano Bandeira.
N. 29. Illuminacao publica : additivosDi-
ta da cidade da Victoria com 40 lampeoes. Dita
da cidade de Bezerros com 25 lampeoes augmen-
e-ee as verbas.Ratis e Silva.
K. 30. Para ser collocuda onde convier: Com
aoaaeco da construccao do 3. raio da casa dos
anoatos 10:000*.Costa Ribeiro
N. 31. Substitua-se o 33 do art. 2."pelo seguin-
te : Expediente e livroa para o corpo de polica e
jeaids cvica, sendo 200f para a casa da nrdem,
a cargo do major do mesmo corpo 350*. Joo
Alves, Sophronio Portella.
N. 32. Ao 27 accrescente-se: 15 contos de
rae para continuaco das obras do edificio dos
aliaados j em construccao adantada.Dr. Pi-
N. 33. Ao 24 accrescente-se : 15.000* para
seoetroccao de nm acude na cidade de Pesqueira.
Dr. Pitonga.
Ji. 34. Onde couber : 2:000* para conclnso
dea obras de que necessita a matriz da villa do
Atocho. Rodrigues Porto.
N. 35. Ao 36 accrescente-se : a importancia
aecessaria para colloeaco e illuminacao de 4 lam-
peoes na travessa de Joao de Barros, que d para
a hospital de Variolosos.Dr. Pitonga. _
N. 36. Depoia do 49 diga-se : 500* para au-
xilio do collegio de 8. Joo de Deus, eswbelecido
pela vigario de Triumpho.Dr. Pitonga.
. 37. Ao 67 accrescente-se : Sade Publica,
Instituto Vaccinieo inclusive aluguel da casa e
compra da lympha vacciniea 6:900J, medico da
colonia Isabel 2:400*.-Dr. Pitonga.
. 88. Ao 40 accrescente-se : 1:500* para a
Hlaminacao da cidade de Pesqueira, ficando o go-
rerno obrigado colloeaco dos postes e lampeoes:
Dr. Pitonga.
N. 39. Ao 21 accrescente-se : 50:000* para
jftbaixamento da ladeira de Triumpho.Dr. Pi-
N. 40. Ao 24 accrescente-se: 4:000* para
elhorameato da ladeira de Cimbres.Dr. Pi-
41. Onde couber2:000* para os cencertoa
de qne saeesita o acude publico da cidade de Ca-
a>ax. 8. R Rodrigues Porto.
N. 42. Odo couberlllumioacli da cidade de
Jaboaseo'o mesmo que para a de Caroaru'.Sj-
pbroaio Portella.
N. 43 Ao 6-20:0 X)* Dar coostrnecao de
ama ponte no rio Pirapama, no lugar denomina-lo
Junqneira, augmentan io-se assim a quoto destina-
da para reparos e conservacio de obras.Loureu-
co Je 5*. Vizconde de. Tabetinga.
N 44 6:0 0* para a constraeclo de nm acude
em Flores. Joo Alves.
S. 45. 500* para auxiliar a escola de meninos
desellos, creada e costeada pata vigario de B m-
Jardim.Dr. Costa Gomes. -!togoberto.Hercu-
l-io- ttandeira.
N. 4. 580* para as obras da capella de Aosaa
Senaora do Rosario de TracunhaemDr. Cjs a.
Gomes.Hereolasio Bandeira.
N 47. Oodecoaber-l:000# para os concertos,
que necessita o acude publico de S. Caetano d*
Kapoea.Rdr caes Porto.
N. 48. 26-8400* para coastraccJo de nm
acude no rio do Chata prximo estrada de 8.
Bento e fazenda denominada Pateo Velho.Jaco-
bina. Lu9tosa.
N. 49- 26da quantia de 120 contos all con
signadas, 400* para reparos no edificio da es-
cola publica de Agua Branca. -Jacobina. Lus-
f_f_V_fJ
N. 50. 26da verba expreasa, 1:000* para
construccao de nm tanque para agua potavel na
villa de Panellat..Jacobiua.Lustosa.
N. 51. Onde couber -800* para os concertos
de que necessita a cadeia da cidade do Brejo da
Madre de Deus.Rodrigues Po>-to.
N. 52. 8 266 lampeoes para a ponte denomi-
nada Porto do Laaserre a encontrar a estrada da
Torre.Jacobina.Jos Maris. Lustosa.
N. 53. Onde couber. 15:000* para construccao
d nm acude na cidade do Limoeiro. Rodrigues
Porta. ,
N. 54. Onde couber. 1.00* para cenceo da
matriz de MnribecaLoureoco de 8.
N. 56. Onde couber- 3:000 para construccao
de urna casa de escola na cidade de Nazareth.
Dr. Costa Gomes.
N. 56. Onde convir. 5:0001 para a estrada de
rodagem de Gamelleira a Rio Formoso.Joo de
Oveira.
N. 57. Onde convir. 20:00i)< para a construc-
cao de urna cadeia em Palmares.Joao de Oli-
veira.
N. 58. Onde convir. 10:000* para a estrada de
rodagem ao engeuho Gravata. loo de Oli-
veira.
N. 59. Onde convir. 4:000* para a construc-
eo de um acude na cidade de Nazareth e 1:000*
para um ontro na povuacao de Alagoa Secca na
comarca de Nazareth H-rculano Bandeira.
N. 60. Onde couber. 2:000* para os concertos
de que necessita a igreja de Pedra Tapada.Ro-
d: igues Porto.
N. 61. Onde couber. 1:000* para os trabalhos
de que necessita a igreja de Oarrapats.Rodri-
gues Porto.
N. 62. Da verba expressa neste paragrapho.
1:000* para as obras da matriz de Quipap e
igual samma para a matriz de S Benio.Jaco-
bina.-Lustosa.
N. 63. Onde convir. 5:000* para concert do
acudo de Villa-Bella.Baro de Caiar.
N. 64. Ao S 26, accreseente-ae: e mais a quan-
tia necessaria, al 4:000* para a canstroccao de
urna ponte sobre o rio Carrapicho na pavoacao de
Pedra Tapada da cwrarea de Limoeiro---Rodri-
gues Porto.
O Sr. Praxedesj Pitanfra (pela ordem)
8r. presidente, V. Exc e a casa comprebendera a
diffiiuldade de entrarmos desde j na discessao
do Brt. 2- do orcameuto, sem que estas emendas
estejatn impressas.
O art. 139 lo Regulamento determina que ellas
sejam impressas, depois de classificadaa, para que
a Assembla as vote.
Sem que egtas emendas tenham sido objecto
de um estudo especial, para ver-se quaes as que
devem ser inutilisadas, por conterem o mesmo
ibjecto de outras, quaes as que se contradizem pela
natureza da despeza que autorisao), leremor de la
lar c-m difiieudade para discutil-as.
Conteado ellas materias iiopo<-tontes, pareca-
me razoavel que. ellas tossem classificadas e im-
pressas para ser.-m discutidas. Entretanto, se a
mesa resolver a questo de ordem em sentido con-
trario a este, que me parece tois justo, desde j
peco a palavra para discutir o artigo do projecto e
as emendas.
O Sr. PresilenteAs emendas poderao ser
publicadas amanh no jornal da casa, sem prejuizo
da discussao na sessio de h je.
O Sr. Prxedes Pitanza--Nao era de-
balde, Sr. presidente, que eu me havia prouunciado
contra o modo da coofeccao do orcamento, onde a
receita vem precedendo despeza. Nao era debal-
de, porque, eorno todos sabem, esta Assembla nao
gasto dentro dos limites de que tem oreado, edahi
se conclue que a rommissio, cantando com certeza
com a mai-iria numrica, vota aoeaqnecimento to-
das quantas emendas sao presentadas, a nao ser
urna ou outra especial de algum amigo, e que
possa caber as aparas do orcamento estabeleci-
de, porquanto, sen lo elle feto propositolmente
para despezas determinadas e certas, nao deixa
largueza para attender a despezas indispensaveis
conservaco, e manntenco do ser vico pu-
blico.
En diaia e dizia com razao que a commisso vi-
nha, de faca em punho, dispota a atirar no ta-
pete da Assembla o orcameuto que ella conside-
rara feito e acabado. Dizia e dizia com razo,
porque a propria commisso, tendo dito que bavia
feito o seo trabalho, de aecrdo eom as bases apre-
sentadas pelo Tbesouro, deixou conhecer que pe-
queas divergencias se deram, sem que aos dsse
a explicacao da razo destas divergencias.
Dizia ainda que a colloeaco da receita antes
da despeza oficrecia o incouveuiente de na l ser
attendido a^uillo que parece indispensavel, nao
ao humilde orador, mas aos representantes dos di-
versos distrietos, e que se acba figurado com suas
assignaturas nesta allavio de emendas.
Nao foi s pro domo mea que eu subi tribuna
para atacar o orcamento, quer em sua forma, quer
em su s disposiepes.
Presum que semelhante procedmento tinha o
cunho do estado e do aceitado entre a commisso
e a aminletracao, que, visaudo s 8 exclusiva-
mente o estado financeiro da provincia, nao se im-
porta que o servico corra bem ou mal, comtanto
que S. Exc, ao separar-se das plagas venturosas
de Pernambueo, deixe ahi o nome de econmico,
que procurcu conseguir.
Eu nao pens, Sr. presidente, que a misso do
administrador seja s gastar aquillo que a provin -
ca .he pode fornecer; nao; nd creio que seja
tata a misso especial de quem administra, e que
isto s fique adstricta a acedo do administrador
daquelle a quem a provincia entregaba obrigaco
de estudar as suas uecessidades e de procurar o
melbor me de solver as suas diificaldadev.
O Sr. Gon^&lves FerreiraNem ninguem disse
isto.
O Sr. Prxedes PitantaSe ninguem asseveroa
que fosse esta a misso da illustre commisso, se
nao hou7e quem affirmasse a existencia de urna
combioaco entre ella e a admistracao. a rolh
estabelecida para privar da discussao a diversos
oradores, nesta assembla, e que tinham por fim
mostrar que o orcamento nao corresponde s ne-
cessidades da provincia, foi um dado impoltico,
que levou-me a concluir que esse procedmento
tinha silo previamente concertado.
A nao juBtifieaco do corte de diversas despe-
zas que sao indispensaveis; a suppresso de ser-
vicos estabelecidosparecem o resaltado de urna
combioaco entre a illustre commisso e o admi-
nistrador da provincia, no utuito de gastor-se se-
ment aquillo que a comnisso poude conseguir e
de dar aoalministrador a roputoco de econmico,
embora d'ahi sarjam difficuldades na maneira de
gerir os negocios publcos, com detrimento daquel-
les que tinham direitos firmados.
O Sr. Coolho de MoraesLonge de ser nm bem,
seria um mal para o administrador, se a commis-
so assim prucedesse.
O Sr. Prxedes PitongaSe a administraco da
provincia nao supprimio a repirticao da vaccina
ao contrario julgou se no direito de demittir
aquelles que oceupavam logares, neste instituto
porque razo a commisso nao manteve a verba
necessaria para q"e podesse a administraco no-
mear individuos que preenchessem bem esses la-
gares ?
Por ventura a commisso julgou intil a exis-
tencia de urna repartico...
O Sr. Goncalves FerreiraFicon dispensada.
0 Sr. Coelho de MoraesJulgou que era gastar
em pura perda.
O Sr. Prxedes Pitonga.. .que tem por fim
salvar a populaco das epidemias devastadoras, e
que uusam deformidades enermes, s poique ella
acarreto urna pequea despeza ?
Com que palavraa justificou a commisso o sen
procedmento dando assembla noticia da in-
utilidade drsta repartilo ? E' o ctso de negar a
verba ? Nao, a prepotencia, o direito do maior
numero, a pouca importancia opposico.
(Apoiadoe e apartes).
Pois, senboree, um ser vico que a diversas nA-
ces tem oceupado longo tempo para que os seas
habitantes gozem do recurso que ten aquelles que
se acharo fra da influencia das epidemias devas-
tadoras, e que nesses lugares eonsome grandes
firtunas, por esta assemola, urna assembla
illustre, considerado urna coasa intil porqqa conr
S'.-me ar*n*s sete ou oito contos de ria.
Eu admiro e lamento que o illustre deputado
pelo 8 dUtricto, qne c filho desta provincia, diga
qoe a vaccina aem proveito e que essarepartieao
que della senecupa intil. (Apoiados).
Lamento de cotaco que o nobre deputado, per-
nambucano, diga aos seus comprovincianos : nao
precis.'ies de vaccina. porque geobores, essa lin-
gnagem nio est na altura que S. Exc. ce acha.
O Sr. C -lito de> Moraes O qua digo qna o
Instituto nao cunspria com os seos deveres.
O Sr. Prxedes PitaagaIsto nao justifica a
commisso da suppresso da verba. Se os func-
ionarios de ama repartico nao prestam ou nao
sabem camprir com os seus deveres, e o guvernu
nao relapso ou relaxado tem obrigaco de fazel
os entrar no verdad-iro caminho.
Mas me parece que a neaaa sosiedade nao se
compc s de horneas mos (apoiados) ; na nassa
soaiedade ha individuos que sabem camprir con os
seus deveres. Se a administraco eotendeu que
os empregados daqaella repartico nao cumpriam
cora o seu dever estava no sea direito de dimittil-
os, mas nao podia nem tinha aatorisaco para
supprimir a repartico.
E a illustre commisso de orc dizer pela bocea do seu orgo, o mais importante,
que confirmou o juizo da presidencia, apoiando o
seu procedimedto.
O 8r. Goncalves Ferreira -Completou o acto da
administraco, fui o meu aparte. Nao havia em-
pregados na repartico, a commisso julgou a dis-
pensada, portanto nao Ihe deu verba.
O Sr. Prazeles PitongaSr. presidente, a res-
peito desta verba eu podena gastar nao um dia,
porm semanas para assignalar a importancia
deste servico nos palS os mais civilisados, a
mostrar quanto desceu a commisso negando
verba.
A Allenanha consom todos os anuos urna
s mu.a fabulosa para estabelecer a vaccina ; a
Inglaterra e a America mandam mdicos no tem
po das epidemias pira estudarera a divers'dade
da vaccinaoo; entretanto o Brasil, a provincia
de Pernambueo snpprime semelbante repartico
que gasta 7:500*000, porque os empregados nao
prestam !
O procedmento da commisso censura ve1 ;
Ss. Excs. no vieram dizer nos seus consideran-
dos : snpprimimos esta despeza, ou porque a pro-
vincia por falta de recursos nao a pode comportar,
ou porque o servico era to mal feito que a presi-
dencia viese obrigada a acabar com elle-
Mas perganto: com queautoridade deu por fin
do o servico da vaccioaco o presidente da pro-
vincia? Onde eucoutrou S. Exc. o direito de uo
substituir os empregados que foram demittidos?
Em que lei S. Exc. se fandou para conservar va-
gos, nao urn, mas tres ou quatro lujare de vas-
conadorcs ? Como que S. Exc. arranca de um
centro populoso urna repartico importante, que
em toda a parta tem oceupado a atlen$o dos go-
vernos ?
8(. Excs. respoedem-me que a junta de hygiene
tem.esta obrigaeo, como disse o illustre deputado
pelo 8 districto; mas S. Exc, porveotura ignora,
que no Rio de Janeiro onde a junt. tem um maior
numero d i membros. ha ura servico completo de
vaccinaci > ? Ou 8. Exc. acaso nao l os jnrnaeg
para saber o mivimento da corte? Nao sabe S.
Exc. que em todas as provincias do Brasil, onde
a junta de hygiene est funecioaando, anda nen-
huma julgou intil o instituto vaccinieo, ou por-
que elle nao prestosse servico, ou porque consu-
mase mcia duzia de vintens?
Entretanto fui a provincia de Pernambueo a
primeira que entendea que devia extinguir do seu
seio ama associaco de horneas congregados com o
fim utilitario, de salvar a populaco das epidemias,
smente porque elles consumiam sete ou oito coa-
tos, e nao prestavam servico a vontade do gover-
naote, quaudo o governo tinha em seu poder os
mcios aeces8arios para fazer recolher quarteie
de invern estes individuos, chamando para sub
stituil-os outros que, pela sua actividade. zelo e
dedicaco compreheudessem qne o cumprimento do
dever era um sacerdocio que su deve respeitar.
(Apoiados).
Nao toi, portanto, a neuhuma ntilidade que pres-
tava o instituto vaccinieo qu>moveu a adminis-
traco a txtingail-o, e que fez com que a commis-
so viease confirmar o juizo que acabo de enjittir,
nao: foi o desejo de levar urna pequea pedra co
luirna que hade elevar onome de salvador da pro-
vincia que demoveu a presidencia, no intuito, nao
de prejudicar a sociedade, porque estou convenci-
do que S. Exc. nao teria instioctos to mos que
qnizease matar urna populaco appreheuso de
urna epidemia, mas de firmar o come de econmico
que tanto aspira. Nao pode e nem deve, porque
aquella vive dos dinheiros qne Ihe manda o Impe-
rio, estes vivem do dinbeiro da provincia, nao
se confuudem os cofres, nao pJe e nao deve por-
que sao dons servicos distinctos e diferentes.
Se o governo do Imperio tem obrigaco de oeeu-
par-se do bem geral, e na distribuico desta obri-
gaco tocou a Pernambueo urna pequea migalha
na construeco denm conselho de hygiene a quem
toca por dever tambera vaccinar, isto nao poderia
servir de rzo para que. a presidencia, a quem
corre principalmente a obrigaco de zelar pula
manutengan da s ie publica de seus concidados
acabssse com a repartico.
O Sr. G. de Drummond Esse servico princi-
piou /ralis, per tanto devia continuar.
O Sr. Prazedes Pitonga Disse me o Ilustre
deputado dando-me um aparte, quasi com a voz
suffocadaesse servico comecou gratis, e agora
estova sendo paga.
O Sr. Visconde de TabatngaNesta parte elle
tem razo
O Sr Coelho de MoraesE a provincia sempre
viven sem elle.
) Sr. Prxedes PitongaQuand 8r.presidente,
essa Assembla crecu o instituto vaccnico, nao
foi nem com a intenco do aceitar servieo gratis,
nem com o fim de economisar as despezas que po-
dem oceorrer para este servico. O que demoveu
esto Assembla para a creaco de ama repartico
que se oceapasse da vaccina, que podesse distri-
buir por toda a provincia, os elementos que con-
trariassem a epidemia da bexiga ; foi o sofirimento
que tem tido a populaco por mais de urna vez de
ser atacada em diversos pontos sem que teoha tido
recursos, seno reenrsos extremos. O illustre de-
putado que nao se distancia inuito da Victoria,
deve ter schncia de que n'aquella cidade a bexiga
tem devastado por tal maneira, que o governo tem
consumido, nao o valor que paga o instituto em 10
annos, mas sim, equivalente a dezenas de annos.
Se o servico estivesse regalado como devia, atten-
d -iid i s diversas phases porque teem passadoas
populacoes atacadas em diversos pontos, esta As
sembl i havia procedida muito judiciosameote,
muito humanamente creando urna repartico que
se oceupasse nao s de vaeeinar nesta cidade, co-
mo de adquirir vaccina que podesse espalhar pelo
centro, nomeando e indicando vacc:nadores, que
d'isso se podessem oceupar. Diz V. Exc.: nao pre-
cisamos de instituto para se oceupar d'isto, a pro-
viuci liada precisa, mas eu digo a V. Exc: essa
Assembla procedeu humanamente, attendendo s
diversis phasea porque baria paasado este popula-
gao nos soffriji utos repetidos; mas diz V. Exc.
nao precisa instituto.
V. Exc. j vio um servico que tenha regulari-
dadu, que nao tenba agente d'onie partam as pro-
videncias para que se possa saber o resaltado que
se colhe delle ?
O Sr. C>elbo de MoraesAnteada existencia do
instituto, vaccinava-se em toda a provincia e elle
nunca prestoa servico fra da capital.
O 8r. Prxedes PitongaNao b servico que
possa ter o cunbo da regularidade desde que nao
est organisado sobre bases. Pergunto eu V.
Exc. : para que ha um chefe de repartico ? Para
que ha um immediato ao chef ? Pois nao bas-
tara um hornero para governar a repartico 1 Mas
isto preciso para qne o servico marche com re-
gularidade. E' necessario que a repartico seja
orgsnisada de maneira que tenha urna cabeca que
nao s ja s a pensante, mas que seja reguladora
porque sem o qne o servico seria atropellado e nao
daria resaltado. E' o que se d na organisaco de
reparticocs. A' nao ser assim, para que reparti-
co ?
Bastara um governador na provincia que seria
commandante de armas, chefe dos quarteiroes, que
desse ordena toda organisaco official.
Se fosse por mero tuzo o nobre deputado teria
razo, mas preciso que hajam easas subdivisoes
para facilitar o servico, pata haver um trabalho
regular, e se esta razo prevalece a mesma que
predominou quando esta Assembla, toado aonbe-
cimento da marcha porque muitas vezes a epide
ma tem atacado esta provincia, craou um corpo
amado instituto para que se oceupasseda distri-
bujeo da vaccina nao s nesse centri populoso
eomo do estndo e natureza da vaccina a inocular-
te, e tambera de procurar, regularisar o servico es-
pelhando pelos pontos secundarios da provincia
onde podesse chegarsuaapresentacao, eocarregan-
do desse servios I um individuo que se denomina
vaccinador :... que se encarregisse desse roister.
Mas, 8r. presidente, V Exc. nao imagina a dirfi .'Ul-
dade qne enontra o vaccinador de conseguir vae-
einar aqueWes que na cem, porgue em geral tal
a repuguancia que ha no centro que ditfleil con-
seguir fazer propagar o puz vaecino, a nao aer
dentro desta cidade.
Ja v portanto a Assembla que esto act i da
supressio do instituto que ante patritico e ante
humanitario, nao devia partir da primeira autori-
da le daproTincia S. Exc. devia reformar a repar-
t cao, com as bises necessaria, para della se- ti-
rar as vantagens q-ie seria para desejar, 8. Exe.
devia proceder de modo que o chefe da vaccina
soubesse cumprir com os seus deverea, maa nunca
terminar com urna repartico que altamente con-
veniente, que em toda parte ainda mesmo as cida-
les menos civiliaadas, se eocontra como urna cousa
indispeosavei a popalaco. E' necessario ni ter-
sa urna s ves viajado o alto sertu e ene mirado
um bexiguento para nao ver-83 o terror que isso
produz. E' al cousa muitas vezes da alteraco
da ordem patuca. A presenga de um bexigaento
muitas vezes d lugar a que se commeitam enmes,
porque o pova quando ouve dizer que na localida-
de existe um bexiguento, retira-se assustado, como
ae temesse encontrar a!gama*nca. Tal o terror
que produz a varila as cidades do interior da
provincia.
No entretanto, Sr. prssidente. nos deixamoa a
populaco entregue a descripeo desse mal por
ncouomia de 7:000*, porque devo dizer a honrada
commisso que a verba designada nos ornamentos
anteriores, nunca foi consumida, porque aquillo
que se chamou de movimento da repartico nunca
foi fornecido, de modo que o instituto vaccinieo
nunca poude conseguir da Europa os elementos
ueceesarios para m-Inora da Vnccina, sob pretexto
de nao haver quot, de nao haver urna verba de-
signada para a introdcelo desse principio tilo
necessario para salvar a populago.
O Sr. Coelho de MoraesA provincia precisa
de vaccina mas nao di instituto como tstava.
O Sr. Prxedes PitongaFelizmente V. Ex. se
retrahio e confess-i qua a provincia precisa de vac-
cina.
O Sr. C.elho de MoneaQue precisa do vac-
cina nao ha duvida neubaraa.
O 8r. Prxedes PitongaMais seguido o modo
de entender do nobre deputado, a vaccinago ha
de ser naturalmente feita, nao pelos mdicos vac-
cinadores, qu9 sao competentes para ess mister,
mas talvez S. Exc. queira eucarregar a igreja, por
que ella foi j oceupada em curar nao e as almas
mas os corpoa. Effectivamente na antiguidade era
assim : oe primeires medico* f-iram, religiosos, fo-
ram os padrea da igreja. Mas coma h je o servi-
c : da igreja to elevad*?, tai sublime prohibe que
o sacerdote se entregue a outros misteres de na-
tureza npposta, de crer que a sociedade moder-
na tambra esteja de accordo, tanto mais quanto
os padres nao d-ve.n assistir a actos sanguinolen-
tos por serein refractarios a presenga do sangue.
Portanto, Sr. presidente alguem se ha de en ai -
regar d> servigo da vaccinago e esse alguem nao
pode deixar de ser um medico. Nao podemos en-
tregar o servigo da vaccina aos que resara o bre-
viario, havemoo de procurar algabro.
O Si. Gaspar de DrummondErajbem entendido
que o medico foaae padre.
O Sr. Prxedes PitaagaNaturalmeate, como
diz Blansh, V. Exc. encootrou o typo a quem
deve encarregar desse servigo que o medico, aquella
a quem a nova legislago autorisa a vaccinago,
nao s porque elle tem obrigaco de estudar a na-
tureza do pus que innocula, anm de impedir qne
em vez do pus vaccinieo, seja innoculado o pa
siphilitico ou outro que urna vez transmittido a
creanca, ser origem de molestias deformes, como
tambera por ser o mais competente. Nao poderia
portanto ser outro que se encarregsase desse ser-
vigo seno o medico, por ser o mais habilitado e
effectivamente ot mdicos eram os ucarregados
do Instituto Vaccinieo
O 8r. Coelho de MoraesE no interior da pro-
vincia ?
O Sr. Prxedes PitongaSendo, portento, Sr.
presidente, o* mdicos os encarregado? do Insti-
tuto Vaccinieo, por esse lado j v S. Exc. que o
administrador da provincia deveria estar satisfeito,
porque os individuos encarregados desse servigo
eram os mais competantes. Mas disse S. Exc. que
os encarregados do Instituto Vaccinieo nao euin-
pririam com os seus deveres. S. Exc. nao encon-
trau mappas, 8. Exc. nao conhece o numero de
vaccinados, nao sabe a extenso do bem, mas em
vez de compel ir, como era da sua obrigag), o em-
pregado ao cumprimento de sena deveres, exigindo
que na forma do regulsmeuto, fossem forneeidos os
mappas demonstrativos da propagago da vaccina,
e qusl o resultado, como nao encontrasse mappas,
concluio que a repartico nao prestava. Mas, Sr.
presidente, aquelle que nao sabe fszer cumprir o
dever aos seus commandados, tambera nao presto,
porque nao basto saber mandar, necessario sa-
ber fazer cumprir os deverea. Se 8. Exc, na
ausencia dos dados necessarios para avaliar do
servigo feito pela repartigo da vaccina, concluio
que os empregados eram ineptos; eu tambem teuho
o direito de dizer que 8. Exc. nao bom, porque
nao conhece o regulamento que Ihe impoe a obri-
gago de pedir a repartico os dados necessarios
para firmar o seu juizo.
j disse a V. Exc. que nao basta mandar:
preciso saber fazer cumprir, como dizia o sabio
Franklin.
8e os empregados nao prestavam, porque nao
cumpriam os seus de veres, 8. Exc. devia fazel-os
entrar na rbita do cumprimento d'esses deveres.
Mas 8. Exc. nao procurou saber qual era o ser-
vigo que essa repartico prestava ; vido de meios
de realisar economas, 8 Exc. tratava apenas de
cortar o que Ihe pareca susceptivel de apoios.
O Sr. Gongalves FerreiraA portara de S. Exc,
at muito desenvolvida; eip-' minuciosamente
os motivos do sen acto.
O Sr. Prxedes PitongaE' mesmo firmado nos
considerandos d'essa portara que eu digo a V. Exc.
que nao basto mand&r, preciso saber cumprir.
8. Exc. nao conhecia o servigo piestado por
aquella repartico, quando, sem procurar enfari-
nhar-se u'essa indagago, tratou de cortar tudo
pela raz, demittiudo todos os empregados, isto ,
extinguindo a repartigo, o que hoje est confir-
mado pela illustre commisso, que nao podio verba
para a manutengo do Instituto Vaecino, isto
para sua resta iiragSo.
O nobre deputado perguntou em apirte (creio
que foi assim ; como estou ficando velho, tenbo a
memoria enfraquecida) se os delegados vacciua-
dores eram tambem mdicos.
Nao sei se o nobre deputado quiz fazer urna re-
troverso de concluso, pretendeodo significar que,
assim como oa delegados nao eram mdicos, tam-
bem podiam deixar de ser mdicos os encarrega
dos da repsrtico, ou se, ao contrario, quiz tirar a
concluso de que, nao havesdo mdicos no centro,
nao havia neceasidade de delegados e de propaga-
go da vaccina. Nao sei bem qual foi o espirito
com que o nobre deputado me tez essa perguata.
O 8r. C ielho do MoraesFiz easa pergunto por
que nao me constova que no interior houvesse de-
legado d'esse Instituto.
O Sr. Prxedes PitangaPosso aseverar a
V. Exc. que havia; e, se o nobre deputado que,
posso encarregar-me de trazer a relago nominal
d'elles e das localidades em que existiam esses
delegados.
Sr. presidente essa pergunto nao pode ser mali-
ciosa, parque o nobre deputado, innocente como ,
eu assim o considero,nao sabia fazer-me urna
pergunto que tivesse por fim uhegar concluso
de que, assim como no centro os vaccinadorea eram
meros cariosos, assim tambem poderia o Instituto
Vaccinieo d'esta capital compr-se de indi/iduos
as meamas condigoes.
Mas, para dar urna ligeira resposto pergunto
do nobre deputado, direi: o servigo de vaccinago
de tal importancia que, na ausencia de profissin-
naes que possam d'elle encarregar-se, o Instituto
se servia de alguns curiosos que tinham algum
geite para oceupar-se d'esse servico, na ausencia
de mdicos. Esses vaccinadores quasi sempre tra-
balbavam gratuitamente, nao percebiam paga, nem
mesmo das pequeas despezas que faziam para a
conservaco do virus e acquisigo dos instrumen-
tos necessarios para a propagago da vaccina.
V. Exc. comprehende que nao se podia desem-
penbar case servigo sem fazer-se alguma despeza.
Pois bem, tal era o espirito de caridade que se
encontrava no centro, tal era a neceasidade que
se reconhecia da propagago da vaccina, que, nos
lugares asa que nao havia medios, os cariosos, re-
celosos de que mais tarde fossem aecommettidos
da peste, offereciam-ie gratuitamente para vaeei-
nar. constate qne Iostituta Ibes remeitesse
viiccioas e algumas agulhss. Elles tinham ao
principio alguma dinVuldade em aprender o molo
de conservar o virus, mas, depois de algum tempo
de pratica, chegavam a esse resultado, julgaado-se
muito satisteiios em poder vaccinar as suas loca-
lidades a meia duzia de meninos, que assim fica-
vam isentos de ser aecommettidos da horrorosa
epidemia.
Portanto, v V. Exc. qoe foi urna iniquidade o
aeto pelo qual a presidencia da provincia demittio
todo o pessoal do Instituto Vaccioico, e maior ini-
quidade vir a commisso dizer no seio d'esta
Assembla qne esse acto foi muito bono que o
sustenta, negando verba para a manutengo d'a
quella repartigo.
Esta primeira emrnda, por si sf>, fornecer-me-
bia assumpto para consumir, nao urna hora, mas
ama sesso .iteia, porque ella ae refere a objecto
qno tem dado logar a larguissiroa discasso em
todos os paizes do mundo civilisado, ea-jrevendo
se volumes ioteiros, nao e sobre a conveniencia
de adoptar-se a vaccina, como sobre o modo de
julgar a natareza da lympha, sobre es differentes
systemas de inoculagdes do virus etc. xias fico
satisfeito registrando o meu protesto contra o acto
iniquo, pra'.icado pelo administrador da provincia
e s-diado ou adoptado pela illustre commisso de
orcamento. Espero que os .liaaes 'esta assem
ble a, quando um dia se tratar da reorgaaisago
desse servigo, deem testemuiiho do modo porque
eu o encarava e da conveniencia que a commisso
acbou em sustentar o act' da ridminiscrago.
Passarei, Sr. presidente, a oceup ir-ra ligeira-
meote d'uma e nenda em que pago 15 contos de
ris para a continuag.) da construego d'um raio
do edificio do hospital de Alienados, estebeleei-
men'o que se acha sob a udministrago da Santa
Casa de Miseriordia. *
O Sr. Rosa e SilvaIsso muito justo.
O Sr. P. PitangaSenhores, eu Cesejaria fazer
a historia dos estabelocimentos de caridad^ desta
provincia desde o seu camego, acompaahal-a em
6uaa differentes phases, estudar o seu modo de ad-
ministrago a maneira di acquisigo dos meios
neceaaariOB ao desi-mpenh > dos servigos ao seu
cargo, at chegar i: epocba em que noa acharaos ;
porque, se eu podesse mostr r que um estabcleci-
mento que fra creado para ter smente 12 orphos
eat reduzido a ee grande establecimento que
se chama C>!oni Isabel, mostrara como este
ramo de servigo elevou-se eengrandeceu-se, pres
tando a esses orphis, nao o servigo que prestava
at eato, que era eraat-oa at a e-.Ud- de 12 an-
uos e remettel-cs para os ar6enaes, onde ulIes se
couver-.iam em simples machinas de servigos para
o governo, quer pelo arsiiinil de marinha, quer
pelo arsenal de guerra. All se mantinha miquillo
rjBM ae chunavaoffijinas.t a poca da maior-
idade e d'ali era n tirados para os corpos, oode
hiam preenehir aa vagas.
Mas hoj-, a) contrario disso. Qoom conhecer
no eatabelecim-uto -la Colonia, urna cts* de ola
cago nao s htteraria somo ajricola e vir que
dahi, em vez de aoldtdoa, sahem cidadis prepa-
rados para os diversos ramos do servig publico,
em virtude da eductoo que rece')-m, una polo
lado das artea n outros pelo lado da agricultura,
lude. com,irebender a importancia que tem este
rimo dos eatab.'.leeira 'utos de caridade, cujo fun-
dador content iva-se com poder recolher nelic 12
erianeaa.
Se por estelado nj pidemoa annunciar que
esta iustituigi rem nttingido a ura tal dse ivol
vimento que serva de gloria ao su fundador,
outro tant) nao pidemis dizer a resp^i'.o de ou-
tros ramos de servie,i dos estabelecimeotis de
caridade, porquanto, nao dispona de recursos na
proporgo d i suas neessidades, lu sta con o dfi-
cit e, com este, nascem dirliculdadea de tolo
gen to que as>oberbam aquelles que os admi
nistram.
O Asyio de Alienados, que, com> nos subimos,
incontestovelmrnte urn e9tabelecimento que mui-
to deve merecer a attengo desta assembla, pela
natureza do servigo que presta socied-tde, est
to longe de attiogir a perfeiga dos estabeleci-
mentos desta ordem, que eu apeaas direi que
urna casa em que se recolhein os alienados para
nao seren flagellados como eram nos antigos es-
tabeiecimentos : em asylo.
O Sr. Costa RiberoE' um asylo, nao nm
hospital.
O Sr. P. Pitonga\ iquelle terapi era urna ver-
dadeira priso, era um verdaieiro supplicio a que
se eotregava o h un -in que tinha a alelicidade
de perder a razo.
A sociedade nao se oceupava sono de aeparal-o
do seu seio recelando oa males que Ihe podiam
causar centonas desaes homeos espalhados no
meio della.
Mas hoje que a scieneia reconhece qu-: indis-
pensavel o tratamento daquelles que sao acommet-
tidos de molestias mentaes, e que a perfeigo tem
chegado a ponto de salvar o individuo no estado
mais agudo desta molestia, quando nos nao podes-
sernos ter ura estabelecimento como eases que ba
na Europa, e que se prestara a esse servigo, de-
viamoa ao menos ter um arremedo onde podesaemoa
dizer aos alienados : aqu nao encontrareis os re-
cursos nem os remedios dados aquelles que se
acbam as vossas condigoes, nos piizes mais ci-
"ilisados, mas ao m-"nos nao seris torturados como
eris antieamente.
A casa de trabalho, o recreio e a distraego
sao elementos indispensaveis a um estabelecimen-
to proprio para eonter doidos ; mas o nosso eat
to longo- disso que nao tem as commodidades
precisas para a sua canservago.
E por isso, senbores que eu venha ainda oc-
eupar a vossa attengo pedinJo-vos que votis 15
contos para a concluso de nm raio que se con-
stre na casa de alienados para accommodago
daquelles que all se acham agglomerados.
J ti ve occasio de mostrar a conveniencia e
utihdade desta verba consignada nos orgamentos
anteriores; mas hoje venho de novo repetir aquil-
lo que j disse : o servigo do asylo de alienados
to importante que merece a caridade d'aquelles
que se oceupam de legislar no intuito de se for-
ueccrem oa meios de accommodago aos nfelizes
que chegam qaelle estado.
Nao cantera o asylo d alienados o espago ne-
cessario para a saa conservago. J nao trato
dos saldes do trabalho, das salas de distraego e
de alimentago, nao ; tallo smente do espago oc-
eupado, porque o estabelecimento medido palmo a
palmo nao accommoda mais da que 200 alienados,
e queris saber quantos contera ? 237 ou 238 !
Iraaginai agora um dormitorio onde existein 50
alienados, havendo entre elles 18 epilpticos, que
durante noite perturbim o soeego e exacerbara
aquelles que apezar de serem loucos esto dor-
mindo, porque n'estes repetem se constantemente
os ataques de maoeiri que- necessario esterera
isolados !
E' para isso que a Santo Casa, atteodeudo
reclamago do corpa medico em servigo n'aquelle
estabelecimeuto, prepara a coberta do raio em
onstrucgo que nao tem nenhum compartimento,
que uo tem agasalho, para aquelles que devem
ser collocados de maneira a salvar os de mtis do
contacto d'estes individuos que soffrem de moles-
tia que despertara constantemente os que se acham
accommodados. Se esta casa nao votar a quoto
necessaria para easa despeza ella tei noticia de
que a junta da Santa Casa tve neceasidade de
fechar as suas portas aos laucas, que Ih-i torem
enviados por falta de accommodago. Nao um
pedido de luxo, um pedido de extrema neceasi-
dade, um appello caridade dos legisladores da
provincia para que aquelles infelizes, que, uo
teem outros protectores alem das encarregados da
Santo Casa, de que eu don gragas a Deus fazer
parte como nodor.no. encontrou recurso das ne-
cessidades de qoe e.lea se ressentem.
E* portanto de indecliaavel neceasidade a vota-
gao dessa quta para a construego d'esse raio
que ce faz indispensavel a accommodago de al-
guns loueos menos furiosos, que podem estar em
i urna accomu odagio to traca, como aquella que
se est preparando, e nao continuar por falto de
recursos. Portanto a emenda cujo numero eu nao
conhego mas que foi offerecida conaiddrago da
casa, espero ser approvada.
Sr. presidente, ha diversas emendas offerecidas
conaiderago d'esta Assembla, cada ama das
quaes eneerra em si ama neceasidade indeclina-
vel.
Aquelles que se oceupam do interesse de um
dtricto que o manda parante provincia repre-
sentar, tem o dever, tem a obrigaco de estudar
suas necessidadea e de provel-os na altura de seus
recursos. Nao luxo, nao mera vaidade, nao
o desejo de ostentar que me faz apreseacar emen-
das concerneutes a servido do districto, nao ; o
recoobecer a neceasidade que teem os districtoa
de serem soecorridoi com estas medidas aposen-
tadas em emendas ao orcamento em discussao.
Nao tenho a esperanga de conseguir que urna s
d'essas emendas seja approvada, a nao ser essa de
caridade, porque orno j disse, a illustre commis-
so entrou de faca em panno riscou, tolhea e co-
seu, e agora quem ficou de fra toaba paciencia e
as azas pa-
a ue-
\o deu d< presente,
todas essas emendas que nao foram abrangidaa
pelo retalho incoatestavelmente esto prejudica-
das porque se Ss. Excs. quizesaem manter o ser-
vigo do modo porque elle est, Sr. presidente
maadaria prorogar o orcamento, mas Ss. Excs. que
nao queriam manter seno a receita e nao a des-
pera, aceitaran) a prorogago na 1 parte, porque
a 2 correspoode a todo quanto Ihe parecen dis-
pensavel ou intil ou de nenhuoia vantagera, afim
da dar a medida do seu riseado. No crgamento
actual existen verbas destinadas a reparos de
agudei no 12- districto, a concertos de ladeiras e
estradas uaquell i loealidade e illnminago para
certas cidadea, porqa-, senhoies necessario que
digamos com toda a franqueza : esto Assembla
deve nioceder emo a galmha abrir
ra aeco.amolar todos os filhos.
E desde que legisla para toda a provincia, des-
de que teda a provincia contribuate deve at-
tender as suas neceasidades. Desde que todos i s
distrietos sao contribuintes, as localidades do cen-
tro devem ter direitc na diviao ao menos a-algu-
ma apara. Diz, porm, o nobre deputado que
por isso mesmo q altendido.
Mas, Sr. presidente, ninguem tem direito de ins-
tar a Cana oa seas filhos. E' obrigaco do pai
repartir de modo que faga coma fez Jess, divi-
dindo igualincDte com todos aquelles que ceiaram
cora elle. Assim a Assembla deve tambem re-
partir com todas as localidades do centro ama mi-
galha do seu orgsmento, porque nao tem o direito
de matar a tome aquelle que naaceu em seu seio.
O Sr. Barros Barreto Junio-Mas Jess podia
fazer o miiagre da tnultiplicaco dos pes e a As-
sembla nao ple.
O Sr. Prxedes Pitanga-wSe os distrietos da
provincia sao partes componentes da minba pro-
vincia, formando um s todo, ella nao tem o di-
reiio de matar este ou aquelle, porque ou se acha
mais retirada, ou seja menos favorecida, tonto mais
quanto par menor que seja o diatricto, elle con-
corre tambsm eom o seu obulo para os cofres da
provincia.
Euto porque o 12 districto est uos confias
do mund >, se Jh h i de negar agua e luz ?
O Sr. Jaste RibeiroV. Exc esteja tranquillo
que ha de ser attendido.
O Sr. Prxedes l'itangaPois possivel que a
nobre commisso negu luz para o 12 districto,
quauio tero dado a outros.
O Sr. Coelho de MoraesNao tem dado
nhum
O Sr. Praxodes Pitanga^
maa manteve.
O Sr. Googalvea FerreiraHa contractos.
O Sr. Prareda PitangaV. Eic. permita que
ihe diga : os contractos sao annucs, e, fiado o
tempo em que o urgamento vigora, esto termi-
nados.
Se a nobre commisso precisa a todo o trause
fazer economas, pirque raautra os contractos de
illuminacao -le certas lojalidades, e nega-a a ou-
tras ? Porque ni Ibes tira igualmente efse me-
lliorainento ? (Apartes).
Se a questu fosse de maiitr o que exis'o, a
nobre co nmissao uo tirara a verba pira 6 Ins-
tituto Vaccinieo, alias d : tanto neeessidade.
A razo nV) esta. Para que vamos buscar
im mitivo que sirva de bambal para a discus-
sao? V*. Ese. diga : uo se ple de prompto au-
toriaar essa ieapeza ; mas eu tenho a obrigago
de vir pugnar pela iiiuinina.o da cidade ie Pes-
queira.
O n'obre deputado deve saber que o tratamento
do individuo deve estar na prjporgao da posigo
que ele oceupa na sociedade. Quanlo vemos um
iu lividuo de chineloa e de chapeo de pallia,o que
indica que elle da massa popular, olhamos para
elle com jominia ragio e deixamol-o passar ; mas,
se aoa disserem um baronos notaremos o
estado de desprezo de si mesmo a que chegou esse
bomem.
O Sr. PresidenteObservo ao nobre deputado
q"e a hora est fiada.
O Sr. Prxedes Pitanga-V. Exc. ter reconae-
cido, r. presidente, que sou obediente ; comquan
to tenh-i ainda muitas observugoes a tszer, como
nao estou prohibido de voltar tribuna, termina-
roi apenas esta argu.r.entogc. appellaudo para o
dia de amanh, afim de poder coatiauar as mi-
nina considera goes.
Pesqueira foi elevada de villa a cidade, j por
seu desenvolvimento, j por sua exccllente posigo
topograph ca n > centro da provincia, j por seu
territorio Porque uo se Ihe ho de dar os meios
necessarios para o.tentar a sua grandeza ? Por-
que e que se ha de andar as escuras em urna ci-
dade de primeira ordem ?
O Sr. Coelho de MoraesPela mesma razo por-
que nao se p le dar illuminago a outras locali-
dades as meamas condigoes de Pesqueira.
O Sr. Prxedes PitangaEsta razo de pari-
dade nao pode provar em favor da negativa do
raelhoramento.
Seahores, a i Ilumina e-' o e a agua sao meios in-
dispensaveis a vida das localidades do interior ;
se nos Ihe damos instruego, porque negsr-lhes
agua e luz ?
Eu, portanto, pedindo aquillo que j esta casa
por mais de urna vez approvou e concedeu, nao
fago mais do qu- vir insistir por um facto que tem
cabido em esqaecimento. Apezar de haver esta
Assembla determinado que se fizesse a illumina-
go de Pesqueira, a administraco tem entendido
nao leval-a a effeito, porque diz que Ihe faltsm os
meios.
Como nao sei at onde ser elevada a soturna
da receita, porque ella nao est sommada, nao
possa calcular se as differentes malhas cortadas
podar salvar-se o pedido que fago do valor ne-
cessario para a illuminago de Pesqueira. Deixo
a conscieocia e a bondade da commisso, na de-
cretago dos seus capitacs, nao nega-se a acceder
ao pedido que fago para a Pesqueira, afim de cen-
serval-a na altura a que ella tem attingido e de
dar aos habitontes do meu districto urna prova de
que eu nao me descuido de uieus deveres, tanto
mais quauto, devendo deixar a Assemi'a Provin-
cial, porque nao posso ser mais candidato, estou
fatigado, sou velho e preciso recolher-me aos
quarteis de invernnao quererei deixar estas
bancadas sem dar testemunho do desejo de que
me acho passuido de servir o districto que repre-
sento, com a torga e dedicago de que sou capiz.
(Muito bem!)
A discussao fica adiado pela hora.
O Sr. Presidente levanta a sesso designando
a seguate ordem do dia : 1 parte : continuaco
da autecedente e maia : 1 diacuaao dos projec-
tos ns. 4, 16. 17 e 18 deste annu, 2 do de n. 105
de 1886; 2* parte : continuago da antecedente.
________ i
JKViSTA DIARIA
Autoridad!-* pollclae* Per portara
da presidencia da provincia de 6, e proposta do
Dr. chefe de polica, de 5 do corrate, foi nomea-
do delegado do Io districto do termo da Escada,
Antonio Carapello de Albuquerque.
Por portara da presidencia da provincia de
6 e proposte do Dr. chefe de polica de 5 do cor-
rente, foram nomeados :
1." Supplente do subdelogado de Marotos do
termo de Nazareth, o cidado JoSo de S e Mello.
2.9 Suppleute do subdelegado de Laga do
Carro, d > mesmo termo, o cidado Josquim Ca-
vaicanti Mauricio Wanderley.
Morle do Imperio Pelo paquete ameri-
cano Advance recebemos foi has do Amazonas at
24 de Margo, do Para at 2 e de Maranho at 5
de Abril, e do Piauhy at 27 de Margo.
Amazonia A dissidencia, qne j con tova com
um orgo na imprensa O Rio Bronco, acaba de
eieger um directorio, que ficou composto dos se-
guintes cidados : Dr. Clarindo Adolpho de Oli-
veira (deputado geral). Dr. Almino Alvares Alfon-
so,' Dr. Joo Hosannah de Oliveira, Trajano Go-
mes da Costa e Joo N. Hermea de Araujo.
Para aupplentes foram tambem eleitos : Jos
Teives Alencar, Antonio Fructuoso Mooteiro da
Silva, E-.lwua Milbourn e Alfredo Cardoso Pe-
reira.
O Rio Bronco profligava com energa o acto
do rice-presidente da provincia suspendendo di-
versos vereadores da Cmara Municipal de Ma-
nos.
Assumio o governo da provincia o Sr. coro-
nel Jacob Niemeyer.
- A sesso do jury de Manos foi adiada para
22 de Abril, deixando assim de ser julgado o re
Taciano Torres.
__No porto da capital inoendiou-se um bateld
com 150 caixas de naphto, destinadas ao contra
ctante da illuminago publica Manoel Joaqaim
Pereira de S
Par Lemos no Diario de Beln de 29 de
Margo :
Informam-nos qne o aosso amigo Sr. major
Jos Joaquim Pimenta de Magalbies, ia sendo
victima, em sua fasenda, no dia 25, de um indivi-
duo de uome Sabino Carneiro de Almeida.


/
i
A^l
^j>


Mi
HHI

Diario de PcrBambncwDomingo 10 de Abril de 1887
f
Referirain-nos o cuo da seguate moda :
. Estando o Sr. msjor >laglheii era ana faz
da era compaahia do alguas amigo, que *h' fo-
ram p-.ra aasistir a pororoca, apreaeatou-se no
referido da 25, Sabino Oarneiro, armado de es-
pingarda, terrado e navalh, dizeudo lhe que ea
uva rssolvido a ir residir na fazenia, porque ahi
achava-se a sua amante.
Recusundo se o noaao amigo a aemelhante de-
saforo, Sabino eropunhou o terrado e ameacou o,
aendo logo preso pelo jais de paz de Gaajar as-
a, que eatava presente.
* U facto, seg ndo nos dizem, foi presenciado
pelos Srs. Dr. Qu-.maree, Jos Quintmo, Antonio
L. Perora Gu i maraes e outras peaaoaa.
Limos na Provincia do Para Je 30 :
Ante-hontem noite a visita do* gatunos foi
acamara eccleaiastic*.
Diversos movis amaoheceram violeutadoa,
nao teado, tudavia cedido ao arrumbameute.
Neste numero canta-ae nma mes* em cuja gaveta
achava-se a quantia de 40i)O00
O cofre de ferro foi desalojado, mai nao ce-
dea tambem violencia.
Ha deBcoufiancas de que a tentativa do rou-
b foi praticada pelo pessoal empregado no con-
certos d'aquello estabelecimouto, pois, foi encon-
trada aberta urna porta que nao di serventa, e
pela qual entraram es gatunos
Renderain em Harco :
A Alfandega 875:194*711
A Recebedoria Provincial 254:287**27
MaranhoSao destituidas de interesse as no-
ticias dessa provincia.
Prosegua em seus trabalhoe a Asaembla
Provincial.
Piauhy Nada referem as folhas que mereca
menco.
Om oaufraRos do>Bahia em Pont
de Pelra*--0 Sr. Or. chefe de polieia acaba
de rico bar o oficio que abaixo publicamos, do Sr.
Joo da Rocha de Soasa, subdelegado de polica
dj 1- districto di freguezia do S. Loureoco de T6
jacupapo, no'iciando o que se fizera all em soc-
corro dos nufragos no vapor nacional Bakia.
Ezs o referido oficio, a que acompanba urna re-
lacao dos objectos eucontrados :
Subdelegada de polica do 1- districto da fre-
guezia de S. Lourenco de IVjucapapo, 6 de Abril
de 1887.--Illra. eExm. Sr.Hoje, que nenhuma
providencia me resta tomar, relativamente ao nau-
fragio do vapor Bahia' e aquelles que foram vic-
timas dease triste acontecimento, apresso me em
vir dar a V. Exc. minuciosa inforroacodo quan-
to se passou e do que entend do mea dever fazer,
com o fim, nao s de soccorrer aos que sobrevi-
veram, como de dar sepultura aos morios e arre-
eadar os objectos achad<~s.
% Ao romper do dia 25 do mez finio, vinte eei-
to nufragos, qaa baviam aportado em um esca-
ler a prxima praia de Tubatinga, chegaram a es-
ta povoacao.
Por elles fui informado do naufragio e de ae
baverem elles salvado em um escaler hbilmente
manobrado e dirigido pelo pratico do vapor o Sr.
Joaquim Mariannode Souza.
Prestados os primeiros soccorros e com o au-
xilio do capataz desta estacao Lourenco Francis-
co Diaiz, proporcionei urna barcaca ao referido
pratico, que uella voltou ao lagar do sinistro, ani-
mado do desejo e esperanca de salvar anda algu-
mas vidas, e iz partir para o alto mar alguma*
jangadas.
Infelizmente taes providencias nada aprovei-
taram, porque tendosido j recolbidos por outras
barcacas os niutrag -s que nadavatn ou boiavam
agarrados a divrsos duatrocos do vapor, s 1
hora da tarde foi trazido 'erra mais um, que
havia aido colhido eatre s 9 a 10 boras do d>a
por ama jaugida de pesca de Autoaio Calixto do
vramento.
Confortando e animando rases infelizes, que
com tanto risco se baviam salvado, mal vestidos,
todos, e alguos feridos e contusos, mitiguei-lhcs,
quinto mi foi possivcl, os aoffnmentos, agizalhan-
do-os e proporcionando-Ibes alimentos e reme-
dios.
A's 3 horas da tarde, tendo-se approximado da
costa o pequeo vapor Moleque, dentro do qual j
ae achava o pratico Joaquim Marianuo de Souza,
para elle fiz conduzr em canoas os referidos nu-
fragos, menos dous que preferiram voltar pro-
vincia da Parahyba, para onde effectivamente par-
tiram em urna jangada doua das depoia.
Desembarazado desae servico, volte minha
Antonio da Sonsa
mar por um pescador da nome
Fiilcao.
* N. 12. Urna japsna de panno grosao, tam
bem achada por um pescador.
O subdelegado,
Joao da Rocha de Soasa.
Paro oa namfi**! Foi hpntcm entre-
gue radaeco da Provincia a quamia de 325*,
resultado d* subscr'pco promovida na Alfane-
gi pelos embregados Cicero Brasileiro da Mello.
Francisco Lopes Cardim e Sebastj Muniz Bizi-
lio i'irrbo, afim de ser distribuida metade com a
familia ilverio e a restaute com oa nufragos do
v.ip ir Baha.
Companbla do DeberlbeNo dia 12
do correute, teroa-feira, ao meio da, reanem-se
os accionistas d* Companhia do Beberibe, em as-
sembla jr*, afim de tratarem do augmento do
respectivo capital para cooeluso das novas obras
do abastecimeato d'agua cidade do Recife.
Companbla de EdlHca?6eaNo dia
12 do corrente termina i praao para recolhiaento,
na sede da Compannia de Edcacoes, da t pre-
stando de 10 */o do valor nominal das respectivas
acooes.
Tbeatra Santo Antonio Hoj ha es-
pectculo na theatro Santo Antonio, em beneficio
do velbo actor Duarte Coimbra. Representa-
se o drama A Virgem Negra oa A gruta do diabo
e a comedia O Conde de Poragar.
Por rauwa do JogoNo dia 6 do corren-
te, na Pedra Molle, em casa de Manoel da Rocha
Pcssoa Los, Cicero do Reg Barros o Jos Lins,
travarain urna lata por causa de jogo, mais in-
tervindo em favor do ultimo Daarte Lins de Al-
boqaerqua, foi Cicero levemente ferido.
O delinquente evadi se, havendo procedido a
respectiva autondade policial nos termos da lei.
P. I. M. Para a Livraria Corazzi, dos Srs.
Soar.'s Quntas & C, ao largo do Conselheiro
Saldanha Marinho n. 4, antiga da Matriz de San-
to Antonio, acaba de chegar o 2* volme do
grande romance oarisiense P. L. JUK ou a For-
mosa Angela, de Xavier de Montepin.
Eate volme tem dous chroaaos.
Eatavam xanajadoaOs mocos de nemes
Zacariaa Francisco das Chagas e Joao Pereira de
Aranjo, do cuja profissao nao existe arrolamento
na secretaria da polica, travaram-se hontem de
razoes muito enciamados e logo depoia de romper
a alleluia, na porta de urna casa do pateo do
Carmo, cojo negocio principal 6 a venda da boa e
fresca Gengibirra.
Das razoes passnram a vias de facto, jogando
supapos a valer; Araujo, porm, entendeu que
pouca vautagem levava sobre o sen contendor, e
entrando na tasen, pegou n'uma botiji de gengi-
birra e atirou-a cara de Zacaras, qae ficoa as-
aignalado com um taino no rosto.
O criminoso evadise e o ferido, em cajo poder
se eocootrou um bom caivete de niela, foi reco-
Ihido Coa de Djteueao para descancar e tra-
tar-se.
AccidenteA' 1 hora e tres quartos da ma
drugada de sexta-feira ultima, eatavam pescando
em urna canoa, as proximidades da ponte Baar-
que de Macedo, Macario de Lima Freir, Joaquim
Bapt:sta, T. de Soato Maor, Jos Marques, Ma-
noel de Barros e Sardote da Tnndade, todos
empregados na estacao da estrada de ferro de
Caruar, quanJo o ultimo, que ia remando com
um vara, trope$ou e cabio na mar, qae estava
bastante cheia.
Viudo tona d'arua e sabendo nadar, o infeliz
procarou alcaucar a canoa, de que o afastava a
Invasao dos c issacos qve incoodeiain e saqueiam
a aldeia fasendo os aldees fugirein horroiis*-
dos.
atteocao para providencias que julguei qecessario
tomar, no seatido de evitar qae se approxmassem
do vapor naufragado quaesquer embarcacoes para
al attrahidas pelo desojo de pihagem.
Dezeseis cada/eres foram pelo mar arrojados
trra, um no dia immediato 26. na praia de Car-
ne de Vacca, o qual toi sepultado porta da igre-
ja que a'li ha ; quatro em Catuama, sendo sepul-
tados, um, que parece ser do capito Oetaviano
Augusto de Magalhes, dentro da capella deaua
localidade, e dous fra dell ; e onza as praias
desta povoacao, teado sido enterrados oito no ce-
miterio, ende ticaram assigualadas as sepulturas
ao i- teaente II. Braune e do eatudante Cacace-
no Henriques e trez junto ao cruzeiro da igreja,
dos quaes dous sao o do segundo cirurgiao do cor-
pe de sade da rmala Dr Manoel Carlos de Aze
vedo Ribeiro e o de urna mulher.
correnteza, mas do repente soltou um grande
grito e desappareceu, descoQfiaado-se que tora
devorado por algum tubaro.
Nenhum dos companheiros sabendo uadar nein
remar, a canoa seguio rio cima indo felizmente
parar perto da praca do Capim.
O fallecido tinha 40 .unos de idade ; era pe-
dreiro, creoulo e casado. Tinha cinco filhos de
menor idade.
Os empiegados daquella estacao fazeram urna
aubscnpyao em favor da familia do infeliz.
Lauterna MgicaDistribuio-se o n. 185
deste peridico livre e humorstico.
CadverNa quarta para quinta-feira des-
ta semana e na Estrada Nova da freguezia da
Varzea, foi encontrado o cadver do creonlo Jos
Marques doi Santos. Verificou-ae ter aido urna
congesto cerebral a causa da morte.
Uatro Na mauh de 7 do correte e do lo-
gar Pnatos do 1 districto da freguezia de Afo-
gadoa, foi encontrado em adiaotado eatado de pu-
trefaccao o cadver de Jorge de Almeida, pardo,
cortador de lenha de mangue, horaem de 85 anuos
e morador naqueile districto.
Vistonado pelo Sr. Dr. J. J. de Soasa declarou
este facultativo ter sido a causa da morte asphy-
xia por submersao.
PolkaA casa do r. Vctor Prale, succes-
sor, acaba de editar urna linda polka para piano,
do Sr. Claueio P. di Grama, sob o titulo Slella.
All se a encontra venda.
Cnrvao vegetal O Sr. Joo Tiburco
Fiuza Lima maudou-nos urna amostra do carvSo
vegetal quo tem no seu deposito do Novo Porto
do C irvo. --,
E' muito bom esse carvao, pois feito com es-
mero e d excellentes brazas, denanciaiido pro-
. porco avantajada dos priucipios comburentes da
I* Acto.Acampamento Russo.
Soldados e vivandeiras bebem e festejam a apro-
ximacao da batalha.
Ivan os convida o sedas a segnil-o.
Entra um cessaco condnsindo Miguel qaa est
feito raocheiro. Maniam-no preparar o rancho;
elle, em logar de sal, deita plvora na comida, o
que lhe vale ser castigado.
Sai Miguel.
Entra o sargento Kalmulf com a classe do re-
erutas qae faSesa exercicio de armas e sahem de-
pois.
O major Dalovitz e Ivam tramam contra o im-
perador.
Sahem os d. ia.
Entra C-iflisrina vestida de recruta, com a in-
tencao de substituir Miguel que ella ignora achar
te all.
Kalmuff, achando o recruta muito parecido eom
a linda cantioeira, promette ser seu amigo. Pe-
de-lbe que lea um oficio visto que.elle nao tendo
nunca a esperanca de ser promovido a sargento
jamis conseguir aprender a ler. ,
Catharina vai para sabir, mu o sargento, no-
tando a chegada do general, diz-lhe que v espe-
rar ao botcquim.
Catharina sai depoia de estar inteirada do con-
teudo do oficio, o qual trata de urna revolta para
aquella noute.
Entra o general Imaloff e o coronel Ivam. O
general espera o czar. Receia de que no acam-
pamento se esteja tramando urna coospiraco. Da
ordeos a Kalmuff e sai com o coronel.
Kalmuff dispoe as sentinellas. A Miguel cabe
a guarda da teada do imperador.
Chegam Imaloff, Ivan e Dalovitz acompanhando
o czar Pedro I. general retira-se.
Ivan e Pedro poe-se a beber, desejando este afo-
gar as maguas das saudades, qae sent, de Catha-
rina.
Inteirada da conspiraco qus Ivan tramou para
entregar o czar ao seu inimigo, Catharina voita e
eneontra Miguel de sentinella.
Manda-o avisar um destacamento russo do qus
trata o oficio, afim de ser salvo o czar do perigo
que o ameaca. Miguel sai para cumprir estaordem
e Catharina fica subsHtuindo-o na sentinella.
Eotrain as vivandeiras na tenda do czar, onde
este e Ivan comecam a beber com ellas.
Catharina fica estupefacta ao recouhecor na-
queile oficial o sea querido e ingrato Pedro, As
vivandeiras retiram-se.
Pedro fica embriagado e adormece. Ivan tenta
assassinal-o; Catharina grita horrorisadu e o faz
fagir. Ella vella pelo escolhido de seu coracio.
Apparece Kalmuff a rondar as sentinellas. Ao
ver Catharina em logar de Miguel, quer prendel-
a, mas ella resiste ed-lhe urna bofetada. O sar-
gento K ilmuff pede ao czar justicia. E este, qne
.- e acba anda embriagado e sem saber bem o que
faz, condemna Catharina a morte.
Ella, dopois de esforcar-se o mais possivel para
que Pedro a recunheca, perde os sentidos e le-
vada preza.
Pedro acorda e lembraodo-se da voz de Catha-
rina diz a Kalmuff que condaza a sua presenta o
recruta que estava de sentinella a sua Senda.
Kalmuff sai e volta logo dizendo que o recruta
fugira e se lngara ao rio ; e bem assim que as
tropas andavam a procurar do czar paraf o matar.
Prepara-so para o defender dizendo qus c-. ro o
baviam de vender auas vidas.
Entra Ivan, acompanhado de soldado.
Cbega o soccorro que Miguel a mandado de Ca-
tharina fia pedir, com banda de militar cabrea.
Triumpba o czar.
tista, menores Manoel Antonio e Henrique da
Silva Paranhos.
Sabido para o tal no vapor francs Filie de
Samtatt
' Antonio do Na:cimento Araujo Filho.
Sabidos para o norte no vapor nacional Ma-
ndn
Antonio Floriano Pereira Lemos, Joto Pires,
Antonia Beliza de Almeida, Jos Rodrigues dos
Santos, Manoel Rodrigues dos Santos, Vicente
Victorino Soares Osotas, Joaquim Cavaleante de
| Albnquerque, Joo Bsptista de Franca, Ricardo
Ror*r8, Jos da Oina, Donto J >s Rangcl, Jlo
Sombra, Joo Martioiano, padre Vicente Salazar
da Cuaba, Dr. Aifredo OJilon S. Coelhu, Antoni o
Borg^s Le-I, Joo F. de Olveira, Dr. Jos Anto-
nio Villar, 8aymundo da Rocha Sampaio, Dr.
Justiniano de Lyra.
Sabidos para o norte no vapor americano
AUianca :
Aunie Purcell, Rawlinson, Francia C. Bioxham,
Awaldo Forster.
Chegados da Europa no vapor mglez Trent :
Conolly, G. H. Armstrowy.
Sabidos para os portos do sul no mesmo
vapor :
Manoel Jos Machado, Theotoma Mara Gon-
calvea da -ilva, Liberato da Costa Fontes
Chegado do norte no vapor americano Ad-
eance :
Arthnr Moreira.
Lotera da ParabybaEia o plano des-
tas loteras :
500*000
200*000
100*000
50*000
para oa nu-
e posterior
125*000
1 premio de
1 dito de
1 dito de
2 ditos de
4 ditos de
12 ditos de
20 ditos de
2 approximacoes
meros anterior
ao i." premio
2 ditas dem dem ao 2.* pre-
mio 190*030
2 ditas iiem dem ao 3.* pre-
mio 40*000
99 premios para a centena em
qae sabor o primeiro pre-
mio 15*000
99 premios para a idem do se-
gando premio 10*090
999 premios para o .final da ul-
tima lettra em que sahir o
primeiro premio 5*000
Imposto, sello e despesa de
30 por cento
20:000*000
2:000*00)
1:000*000
1:000*000
800*000
1:200*000
1:000*000
250*000
200*000
80*000
1:485*000
990*000
4:995*000
35:000*000
15:000*000
mo qm levava 8m manobrar da mes-Da
form qae o Bahia, afitn de desviarem-se,
receberia esta o chooua obliquaraente n
muito favoravehaente resistira a ella sem ir
pique, ficando ambos com grandes ava-
rias. O que, porem, sa deu, segundo di-
aem em gsral vagamente *
O Bahia recebeu o choque pelo pr-
talo de proa e do lado de B. B
D'ahi 88 deprebeaJe que navegavam
em duas paralelias, aiuda que prximas ;
e ^ue, na curva descripta pilo Bahia, gui-
ando para E. B., como j se achavaoi
em muito curta distancia, atravessou se
esto na proa do outro j e, oeste caso, ape
as resta 'a a esso o recurso de parar, o
que, conforme, cjusta pez em exeeucao,
aendo, infelizmente, tarde, sem resultado,
por que nao evitou-se o choque.
Veja se o Pirapama ; o tanto basta pa-
ra recoahecor-3e que ha toda razao era as-
sim julgar-se.
Elle ahi est com a proa partida, faltan-
do lhe um pedaco da roda de proa entre
a linha d'agua e o convs e as obras mor-
as da mesma proa tortas para B. B.
Mas por que isto ? como se explica ?
Dando o Pirapama com o proa em ple-
no costado do Bahia, como nao motteu a
pr6a deatro o largou apenas, um pedaco
dos mais solidos do vapor? .
' Porque o vapor Bahia quando conhnoeu
que o choque era inevitavel, quoia dar-se,
era vez da parar tambera, continuou a sua
marcha
n'essa
Antea de serem sepultados esses cadveres,! n>adeira, "> entretanto produsir famaca.
FalleclmentoNa quarta-feira ultun i
proced, com o eterivo e dona peritos por mim
nomeados, o profesaor publico Luis Marques Viei
neo tenente Joo Arthurdos Santos Aguiar, qae
bem desempeoharam sua misso, a necetsaria vs-
toria a minuciosa basca.
< Da primeira remetti o auto ao delegado de
Goyanoa, e da segunda paaao s moa de V. Exc.
a relaoo por mim aasignada, a qual acompanham
os objectos nella mencionados, e de que tambem
remetti copia ao referido delegado
Passo tambem s mos de V. Exo. um relo-
gio de prata, com chatelaine de fita preta com
passadores de nikel, ama escova de dentea, tres
chaves e um rosan -, que por esquecimento deixou
em miuha casa um dos nufragos, o padre Jote
Barbosa de Jess, que me conita ter partido pa-
ra acorte do imperio, afim de que V. Exc. se
iigm: de promover a entrega de taes objectos.
Concluindo, devo informar a V. Exc que,
tendo me enastado a violaco de dous cadveres,
das algibeiras dos quaes foram subtrabidos urna
carteira e um embrulho, proced a inquerito con
ira os indigitados violadores, reatettendo-os pre-
sos para Goyanna.
E' tudo quanto me cumpre informar a V
Exc.
Deua guarde a V. Exc. Illm. e Exm. Sr. Dr.
Antonio Dominga Pinto, mui digno ebefe de po
licia. O 8ubdelegado--Joo da Rocha de Soasa
Subdelegada de polica do 1 districto da
fregnezia de S. Lourenco de Tejucupapo, 6 de
Abril de 1887.
Relaco dos objectos encontrados nos cada-
veres aqu aepultadoa, ou achados no mar, bem
como doa pertencentes ao padre Jos Barbosa de
Jess, aos quaes me refiro em meu oficio desta
date:
N. 1. Dous anneis de ouro, um com um bri
(balite e untro com dous, encontrados no cadver
de urna mulher.
N. 2. Um lenco, cartea de visita e chives,
acbados no cadver do eatudante Cacaceuo Hen
riquee.
. N. 3. Crtaa e um jornal lGazeta de Noticia)
achaios no bolso do cadver do Dr. Manoel Car-
los de Azevedi Ribeiro.
N. 4. Un annel nupcial achado no dedo de
mn cadver que nao fot reconhecido.
> N. 5. Urna abotcadura completa de ouro liso
para camisa encontrada em um cadver tambem
desconhecid \
N. 6. Quatro chaves e dous anneis.jiui com
nma pedra que parece falsa c outro de ouro com
as iniciaes M. L. >, achados em um cadver tam-
bem descouheeido.
N. 7. Um papel esenpto a lapis, am caivete
ordinario de duas folhas e dous nikeis de 10J res
tambem de um cadver desconhecido.
N. 8. Um relogio de ouro com um fragmento
de coi rente do mesmo metal e 26*000 era notas, 3
de 5*000 e 11 de 1*000, encontrados no cadver
do l* tenente Henrique Braune.
N. 9 Alguna papis e 4 vigsimos de lote-
a, oai da 12a parte da 3* ds provincia do Cea-
ra, n. 95,301, um da 1" parte da 2* da provincia
Alagca u 316,392. e deas da 15a parte da 14 da
aeima provincia na. 3,962 e 17.503 achados no
cadver que parece ser do capito Oclaviano de
Magalhes, da provincia da Parahyba.
N. 10. Um r logio de prata com chatelaine
de fita preta c. m passadores de n.kel, ama escova
de dentea, 3 chavea e am rosario, deixados por es-
quecimento pelo naufrago padre Jos Barbosa de
Jetas.
N. 11. Um ciioco demsdeira de pouco mtia
de palmo de comprido sobra um de largara, con-
tando 5:911*000 de notas do Theaeuro, do valor
de 10*000, 5*000 e 2*000, todas carimbadas pela
Thesoorara da Parahyba, o qual foi achado no

p.
as 7 horas da noite, falleceu nesta cd->t!e, na
lidade de 87 annos, D. Raphaela Rita Guimares
Villar, viuva do antigo negociante desta praca,
Jos Gomes Villar.
Foi sepultada uo ceqptero de Santo Amaro na
manb de quinta-feira, em urna das catacumbas
da irmaudade do Diviuo Espirito-Santo, que a
acompanbou a sua ultima morada.
Catbarlna imperatria da Boa la
Eis o resumo da zarzuela, sob o titulo accima, qae
ser boje representada no Santa Isabel.
I. Acto.Arsenal na Aldeia de Viborgo, Ras-
sia.
Os trabalhadores do arsenal recebem saas ura-
lheres e tratam de jantar.
Cbega Bertha que vem convidal-os para assisti-
rem aaquelle mesmo dio seu casamento com Mi-
guel.
Todos a comprimentam alegremente e vo pre-
pamr-se para a testa.
Berta convida tambem a Pedro que foi o nico
a ficar trabalhando. Este, que o imperador da
Russia disfarcado em aldeo cuja posico e alta
cathegoria i conhecida do coronel Ivan, chama
a Catharina de quem se acba enamorado fasendo-
aouvir urna canelo que aprender de Miguel.
Apparece Miguel mostrando os presentes que re-
ceb-u de sua irm Catbarina e explica a Pedro o
qua entende por amor. Aconaelha-o a que aeja
mais terno para com Catharina. Coovida-o a
acompauhal-o prometiendo contar lhe o que Ca-
tharina diaaera sea respeito aquella noute. Pe-
dro insta para que falle. Neste memento appare-
ce ao fundo Ivan que, premeditando um piano in-
fernal, procura ouvir o que Pedro diz e sai logo.
Entra Catharina vendendo licores. Pedro sup-
plca-lhc piedade para o seu soffrer. Diz-lhe que
s no mundo e ella offerece-se para vivar a seu
ladoajudandc o eom o seu trabalho e tornando-o
feliz. Elle exalta de >atisfaco e ap-rta-ihe a
uio carinhosameote-
Apparece Miguel que os abraca mostrando o
desejo de que elles se casem na mesmo dia de snus
bodas. Sahem os dois.
Catharina fica s e dis amar profundamente a
Pedro. Entra Ivan qae procara dissaadil-a dease
sentimento, confessa que tambem a ama com de-
lirio e jura vingar-se ai for repetlids. Catharina
declara que o nao teme.
Ivan premedita a horrosa trahico de entregar
Pedro ao re da Sueci i, sea mortal inimigo.
Bertha entra correndo, asaustada e vem laucar-
se nos bracos de Catharina pedindo amparo e pro
teeca.
Entra Kalmuff, cossaco, qae, vendo asdaas mu-
Iheres trata de apoderar-se dellas, mas s-.nte-se do-
minado pelos olhos da bella Catbarina.
As duas fogem aojsaber que am regiment de
cossacos saqueia aquellas immediacoes.
Kalmuff pretende segoil-as mas Pedro, que en-
tra embarga-lhe o passo, Kalmuff declara ter
vindo procurar Pedro Miclrelofl e entrega-ihe um
oficio do general Imaloff.
Este avisa a Pedro que quanto antes marchea
frente do seu exercito, afim de dar urna batalha
decisiva.
Apparece Catharina dizendo que osdovos esto
a espera.
Pedro procura sahir porque lhe falta a coragem
de dizer-lbe a verdade.
Entra Bertha e ceusura-o poV fazer-se espe-
rar.
Pedro diz que o casamento impossivel naquel-
la occasiao porque elle vai partir. Catharina que
o onve pede-lhe explicacdes. Pedro tai.
Apparece Miguel chorando porque tesa de marchar
como soldado. Catharina o consola diteudo que
uo seguir. Chegam os convidados penetram
todos na igreja com Bertha e Miguel.
III. ActoA mesma vista do 1- acto, porm, sa
berta de nev-
Bertha espera debalde a muito tempo por Mi-
guel. Ciega este que coaseguira fugir e conta
tudo quonto vio na guerra. Ambos vo oueultar-
ae na igreja.
Cbetra o imperador, acompanhado do General e
Kilmutf. Pedro vem procarar Catharina. Des-
pede o general e penetra na cabana de sua aman-
te queiida. Volta abatido por nao haver encon-
trado ninguem.
O sargeuto Kalmuff, desejando conseguir ac-
cesso, lembra o seu valoroso procedimento.
Pedro pergunta-lhe o que foi foito do roertita
que mandara fusilar.Irritudo pela reeposta uiz-lhe:
Se nao conseguires encontral-o, mato-te, e sai.
Eotram Bertha e Miguel qae, vendo se sirpre-
bendidos por Kalmuff, detcobrem tudo e declaram
que o recruta ferido pelos soldados era Catharina
Kalmuff fica consternado por tal noticia.
Miguel e Bertha fogem ao ouvir o canto dos cos-
sacos. Kalmuff oceulta-se.
Entra Ivam com Cathartua que encontrara des-
matada no bosque. Miguel e Bertha recontiecem-
na e fasem qne o trahidor Ivan raja.
Catharina procura recordar todo o seu passado.
Apparece Kalmuff; diz qne a ama e pede-lba
para corresponder ao seu amor. Ella responde-lha
ne poder olvidar aquella ordem que a inandava
fusilar.
Kalmuff, ao Saber que ella a amante do impe-
rador diz-lhe que Pedro o czar.
Appareee Pedro, Catharina fogee vai occultar-
se na igreja.
Pedro despede-se tristemente da aldeia, onde
esperava encontrar a sua amada.
Catharina sai da igreja. Ivam induz Kalmuff a
matar o imperador. Kalmuff recusa, apodera-se
do trahidor eoentrega'ao czar, que o recompensa
prouiovendu-o a capito.
Catharina pede o perdo do criminoso. Pedro
concede e a faz reconhecer como sua esposaa im-
peratris.
As tropas o banda militar aadsm a Imper a
triz.
Directora daa obraa de conaerva-
co doa portowBoletim meteorolgica do
dia 8 de Abril de 1887 :
o
Horas O T3 1 Barmetro a 0 Teaso do vapor i s =3
6 m. 26'l 75993 20.82 80
9 26'7 761-59 21.78 S6
12 295 ?6082 20.77 67
3 t. 28-4 75945 20.39 71
6 26-9 75938 21.97 84
Temperatura mxima30,0.
Dita mnima25,50.
Evaporaco em 24 boras ao sol: 4,*2 ; som-
bra: 2,6.
Chova8,>5.
Direcco do veuto : 8SE, SE e ESE durante
todo o da.
Velocidade media do vento : 4,I32 por segundo.
Nebulosidade media: 0.68.
fjeiiAeaEttectuar-se-ho:
Terca-teira :
Pelo agente Modesto Baptilta, as 11 horas, na
ra do Imperador n. 65, de objectos de escriptorio
e movis.
Pelo agente Brillo, s 10 1(2 horas, oaruade
Pedro AffouoO n. 43, de movis, tsenlas e vi-
dros.
Pelo agente Gusmo s 11 horas, na ra do
Mrquez de Oiinda n. 19, de movis.
. Quarta-feira :
Pelo oyente Martin, as 11 boras, na ra Pri-
meiro de Mareo n. 7, de movis, ioucas, vidios,
etc.
Pela agente Alfredo Guimar&e, s 11 horas, na
ra do Bom Jess n. 49, de dividas.
Miaaa faaebres. Sero celebradas:
Ainauh :
A's 7 hoias, no Espirito Santo, por alma de
Antonio Pinto Lapa; s 8 huras, na matriz de
Santo Antonio, por alma ao conselheiro Jos
Quintino de Castro Leo; s 7 horas, no Carmo,
por alma de D. Justina Rasa ; s 8 horas, na
matriz da Boa-Vista, pur alma de D. Josepbina
Emilia Jorge do Carmo; s 7 boras, ua matriz da
Boa-Vista, por alma de O. Leopoldioa Carolina de
O.iveira Quinteiro.
Terca -feira :
A's 8 boras, n*C>nceico dos Militares, pela
alma de Antonio Mara de Castro Delgado ; s 8
horas, oa capella de Uelin, por alma de D. Fran-
cisca Carolina Je Albuquerque Gama.
Quarta-feira :
A's 8 horas, as matriz ds Boa*Viste e na ca-
paila do cugeuho Massangaua, por alma do ma-
jor Paulino Pires Falco.
PaaaafteiroaChegados dot portos do tul
no vapor nacional Mrquez de Caitas :
Jesaino de Cerqueira Campo-, Alfredo M. Sil'
va, Jos Victorino e Fontes, Wenceslao Jos Bsp.
50:000*000
Esta lotera composta de 10,000 bilhetes a
55000, divididos em quintos.
SOiOOOtOOO
Os premios eo pagos sem descont, presero
veo do .eis mezes depoia da extraeco.
Nao sero pagos biliietes to estragados de
modo a prejudicar a conferencia de numero ou
talo.
Lotera do ParaEis os premios da 3<
lotera do Gro-Par extrahida em 9 do cor-
rente :
13028 40:000*000
13510 5:600*000
14891 2:000*000
14341 1:000*000
Esto premiados com 500* os dous nmeros
que se seguem :
11485 15412
Esto premiados cem 203* :
3253 12697 16626 17661 19860
Esto premiadoscom 100* :
245 1250 5511 7634 8260 8535 8960
9932 16434 16539 18506
Approximacoes
13027 400*000
13029 400*000
13509 50*000
13151 50*000
14890 30*000
14892 30*000
Os nmeros de 13001 a 13100 esto premiados
com 40* excepto da sorte grande.
Os nmeros de 13301 a 18600 esto premiados
com 20* excepto o da sorte'de 5 con tos.
Todaa as centenas terminadas em 8 eato qre
miadas com 100* inclusive a da sorte grande.
Todos os nmeros terminados em 8 esto pre-
miados com 5* inclusive a da sorte grande.
A 4* lotera ter lagar no dia 16 de Abril
impreten vel mente.
Operacao cirurglcaFoi praticada no
hospital Pedro II, no da 9 do cor-ente, a se-
gu nte :
Pelo Dr. Malaquias :
Amputaco do a ate-braco esqaerdo no 2 terco
inferior pelo inethod o a dois retalhos indicada
por ferimento de arma de fogo na mo.
Ca-a le UeiencoMovimcuto dos pre-
sos do da 8 de Abril :
Existiain presos 358, entrou 1, sahiram 2
Existem 357.
A saber :
Nacionaes 325, muiheres 4, estrsngeiros 14, es-
era ?os sentenciados 7, dito processado 1, ditos de
correceo 6Total 357.
Arracoados 347, sendo: bons 317, doentea 30.
-^IWI347.
Nao houve alteraco na enfermara.
Lotera dofiro-ParA lotera desta
provincia, pelo novo plano, cujo premio grande
40:000*000, ser extrahida no dia 16 do cor-
rente.
Bilhetes venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
ro da Victoria n. 40 de Joo Joaquim da Costa
Lata
Tambem achum-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Iioterla para o fundo de etnancl-
paco A 22- parte desta lotera cujo premie
grande de 6:000*000 ser extrahida no dia 13
de Margn, s 2 horas da tarde.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For
tuna roa Larga do Rosario n. 36.
Lotera da provincia do Paran
A 9 lotera desta provincia, pelo novo plano, cu-
jo premio grande de 15:000*050, se cxjrahir
no dia 12 do corrente.
Bilhetes a vonda na Casa da Fortuna, ras
Primeiro de Marco n. 23, de Msrtins Fiuia & C.
Lotera da rrteA 204* lotera da cor-
te, pelo novo plano, cajo premio grande de------
30:0004000 ser extrahida no dia .. de Mar-
M,
Os bilhetes acham-se venda na praca da In-
dependencia na. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro deMarco.
, atravessando a proa do outro ; e
marcha que trazia, apezar do cho-
que recebido ( ambos receberam choque )
o seu coatrafeito arraocou a parto da roda
de proa, que falta ao Pirapama, e com o
impulso fez este virar a proa tambera para
B. B., o que justifica a avaria que o mes-
mo Pirapama soffreu as obras raortas do
lado de B. e da proa a anxarcia do
mastro do traquete.
Se tivesse parado. .. o resultado nao
seria, com certeza, ese que tanto oceupa
o espirito publico.
E a regra, que alias nSo fora observa
da, estabelecida no art. 16 do r-g. de 15
de Janeiro de 1881 :
Daver diminuir de mar.iha, parar
ou andar ao revs, se or necessario, o va
por que $e approximar de qua'quer outr.
navio.
Nao nosso intuito aecusar era defen-
der ; as conaideracSes qua ahi fcam, pa-
rece-aos procedentes, tanto mais quanto na-
vegando esses dous vapores em duas para-
lelias, ainda que prximos, nao se encon-
traran! nuoca, por isso queduas para
lellao prolongadas iufinitamen'e nao se po
dem encontrar.
Admittindo, porm, que devido ao go-
verno de um e de outro, visto que nao na-
vegavam com as proas pregadas, se cno-
cassem, o choque seria proa a proa ou o
costado de ura rogara no do outro.
Nao haveria nunca a hypothese de um
atravessar a proa do outro.
lura conhecida a pericia do illustro mor-
to, uommaodante do Bahia, e nos somos o
primoiro a collocal-o cima do qualquer
suspeita quo d-.'sioure a sua memoria.
Ornamento de sua classe, estimado. .. .
mas nao era obrigado a permanecei noites
e diis junto ao timoneiro.
Nao!
Ao envez disto, sabido quo s em fai-
na geral o coramaudaute tem de estar fir-
me em seu posto.
Cada official com man da o seu quarto ; e
Para o rdi.:aIo nao resvalaremos jm/ti-, a dts-
ousao seria, e a materia deve ser tratada seria-
mente : na hea do ridiculo os Juvenae, Edmmdt
e Taveira, se batero coinnosco.
NIo pugn-imos pelo interease individual, Jetea-
demos e defenderemos com todo esforco o interesat
ds provincia, tantas veses preterido por amor das
auas irms, que tem dado varias provas da oa
nao reciprocidade, principalmente, quando cuidan
da parte fioanceira.
Qaerem os Ilustres polemistas que Pernimbat*
prejudiqae as suas loteras, e com vllts at a saz
propria renda ordinaria, que por todos os modas
possiveis e razoav.ia deve ser elevada, smestte
para Do embaraoar aq>ii :i veuda dos* bilhetes da
pioviucia de Alagas !
Nao ioto .seria urna in peia, se nao fosse bms-
mo um acto de cnminosH desidia da parte das per-
nambucanes
0 excluiivimo, o proteccionismo pois que o ato.
jecto estabelece, e que tauta coutrariedade tea
causado aos ilustres articulistas, urna necessi-
dade, e nao urna cousa condemnavel, como calca-
ladamente pensam, obrigados pela empreitada de
que se achain incumbidos.
Javenal suppoz ter-nos apaohado em incoherea-
cia, e exclama : V vos defin bem : se gran-
de o mercado consumidor de Pernambuco, elU -
tisfar as necessidade i desta e as das outras pro -
vincias. ,
Mantemos o nosso coaceito.
Pernambuco tem silo o grande mercado pai
a venda dos bilhetes de Alagoae ; mas esse mer-
cado nao suporta a concurrencia dos bilhetes u'a-
qaella e daa l ntras, com os das noasaa loteras,
sem grave prejuzo para nos.
Elle grande, verdade, porgue suficiente
para consumir os bilhetes das loteras da provin-
cia, as quaes soffrcro, tadavia a competencia dos
bilhetes das loteras geraes ; mas nao tao graude
que chegue para aatisfazer as necessidade da ou-
tras provincias.
Cumpre, pois, a patritica Assembla Provin-
cial mnter at> nossas loteras e nao leixar que se
aniqulem, por amor, sement, do conveniencia:
individuaes, que nao podem subrepujar os iuteres-
ses da provincia.
Sanemos que a grita, levantada contra o pto-
jecto em discusso nao exprime a ojanifestaco da
opinio publica, mas, sim, e nicamente, a resis-
tencia que o thesoureiro dss loteras de Alagoas
cfferece passagm delle, polo prejuzo que receia
lhe advenba da prohibico da venda dos seus bi-
lhetes nesta prar;a.
A prova disto est em qae aeaba d-; chegar ua
emissario o Sr. Donintros Ribeiro, enviado espe-
cialmente por aquelle funeciooario e investido d
todos os poderes e meiot necessarios para derrotar
o projecto.
Agora diremos nos : veremos at onde pie che-
gar o Deas do empenho.
O projecto urna medida de utilidadu publiez
para a provincia ; nelle nao entra o sent raeaty
poltico ; e, menos pode ser reputado um instru-
mento de lu-rus e gxnhos para o thesoureiro is
n .ssas loteras, como maliguamente dizetn os ai
vogados daquelle outro.
Se o projecto, nao obstante, a utilidade e van-
tagem qne encerra, fr rejeitado, t lamentaremos
o prejuzo enorme da nossa chara provincia.
O illjstre chefe do partido conservador nao ia-
terferio, nem interferir jamis na passagem dessd
projecto.
Resoiva a Asaembla, como entender; mas
acredite o thesoureiro das loteras de Alagoas que
ella nao levara em conta o emprego dos sem
meios.
At de pois.
Tycho Brahe.
O fOMiiuci'flaole Joo Rodrf
su es de Honra ao publico
IV
proposito do naufragio ao va-
por "Baha"
Muito se tem fallado sobre a catastro-
trophe do vapor Bohia ; mas a exaltacao,
propria das parcialidades, tem sido a nota
aguda que em todos os lados se ouve.
E' preciso fallar com a calma que o fac-
to exige
A' parte a ddr que domioou todos os
coracha pela perda de tantas vidas precio-
sas ; no meio das inscripcoes, sem base,
contra quem se quer responsalisar pelo
triste acontecimento, faca-se um intervallo
de silencio para dar lugar s seguales
consideraeSes :
No lamentavel sinistro, resultado da al-
baroaco do vapor Bahia com o Pirapa-
ma se diz que aquelle receben o choque
atravessado, isto pelo lado de B. B. e
o Pirapama na proa, aendo, por 'aso e
sem mais indagarles e commentarios, cu!
pado esse ultimo vapor.
E' caso de duvida, e nos a apresenta-
mos.
Examinemos o tacto.
Nao ha questao sobre o ponto de nave-
garen! ambos os vapores a rumos oppos-
tos, nao na mesma linha, mas em duas pa-
ralelias. Si esses vapores navegassem na
mesma linha, tendo o Bahia guiado para
E. B., ainda seguindo o Pirarama o ru-
cada um a seu tempo, deve consultar a
sua consciencia, pois quem est, perante
Deus e a humanidade, responsavel pela
vidas entregues sua vigilancia.
Eis o que nos snggario tudo quanto se
ha dito e esenpto sobre o infelicssiuio suc-
cesso do vapor Bahia.
Entretanto, seja-nos permittido adduzr
ainda algumas considerares quanto ao fac-
to de ter o Pirapama voltadu para este
porto, sem raais ter visto aquelle.
Desde que est provado que o Bahia
nao parou, como devia, o Pirapama per-
den-o de vista, porque e ti tao j fica va pela
popa e nSo podia ver-lhe aa luzes.
Era dez minutos, se dez minutos foram
os consummides entre a albarroacSo e a
submersao, um vapor de boa marcha, co-
mo era o Bahia, iiitincia-se bastante, pa-
ra, em um momento de supremo aparo,
nao saber se perdeu um outro de vista,
por torca das sombras da noite ou se esse
outro fora a pique.
Esta ultima parte nunca foi cogitada
a bordo do Pirapama, estamos cerros, pe-
las circunstancias j referidas.
Julgue-se o caso com a maior calma e
refldxo, com toda a isenco de espirito e
o veredictm ser outro .que nao o que se
propaga, desde o dia immediato ao do si-
nistro e at com certos visos de urna pre-
viaencia notavel, se outro qualifcativo nSo
merece.
Em assumpto tao importante o
ment na formago dos conceitos
rigo.
Abril-9-87.
acoda-
umpe-
Y.
A Assembla Provincial
O projecto n. 7 de 1887 e a clamorosa in-
justica que elle envolve
VI
Gresce o numero dos polemistas cootra o pro-
jecto n. 7 ; e j aljama cousa !
Consciente de que pela fraquesa e improceden-
cia dos argumentos deduzidos at boje para com-
bater o projecto, ser afinal confundido, o adver-
sario da prohibico da venda dos bilhetes de ou-
tras loteras nesta provDcia, faz-se representar na
mprensa por diversos escriptores anonymos, pata
inculcar que a opinio publica ae revolta contra
essa medida legislativa.
' um artificio como qualquer outro para Iludir
e engaar, pretende-se nada ma3 do qne persua-
dir que o projecto odioso e inconstitucional, e
por isso inacceitavel.
Entretanto anda nao se moatrou em que con-
siste o odioso c a inconstitacionalidade do pro-
jecto. .
Contestando essa argumentacao vaga e malicio-
sa, temos demonstrado, a toda evidencia, que nao
subsistam as arguicoes suscitadas contra o pro-
jecto, e qne, pelo contrario, alm da sua grande
conveniencia e utilidade, elle nao envolve offensa
le geral e menos a Constituico.
O leiior qne houver attendido para a controver-
sia, reconhscer, certamente, que razo a-> sobra
temos para defender o projecto, e que a impugna-
oo a encerra de positivo e real, o desconcert de
alguem que seote-sa ameacado de perder a pp-
aetra.
Declama se contra o projecto, emprega-se phra-
sea sedicas e banaes porm bombsticas para eom-
batel-o : ao passo qne nos demoramo-nos em pro-
vsr com os factos, a necessidade da adopeo dessa
medida.
Novas investidas ae lhe fasem, porm sempre da
mesma foroa, tendo demais, apenas, o ndiculo jo-
gado a mos largas, sem advertlrga-se, entretan-
to, de qae s brande essa arma quem nao tem a
razo a sea favo".
Tendo eslabelecido, uestes meus artigos, um&
ordem, pela data dos exercicios financeiros, de
modo a fiesrein bem precisados os fictos, pisso c
eccupar-me, agora, dos contractos celebrados no
de 1878 a 1879, para o fornecimento do corpo de
polica e da guarda cvica.
Em tempo competente, habilitei-me par-i coa-
correr pr.icM do fornecimento d'aquella guarda.
Dedicando-me, como j disse, a esse ramo de
negocio, era sempre solicito em apreseutar-ate
precedendo a necessaria habilitacao : e, smente.
por urna circumstancia imorevists, por um caso
de verdadeira forca maior, nao pude compa-
recer ao Thesouro Provincial, no da da referid
praca, seno meia hora depoia, e quando j tinha-
ae concluido a arrematado.
Os precoB pelos quaes foram arrematados ot
objectos, sendo superiores aos porque, no anus
anterior, foram mim arrematados, suggeri-ri>ta
S. Exc. o Sr. presidente da provincia a idea
de mandar qae eu declarasse se me prentava a ta-
zer o mesmo fornecimento pelos precos do coa-
tracto ultimo.
Achava-se, ento, na administraco desta pro-
vincia o Exm. Sr. Dr. Adolpho de Barros.
Eis aqui o offieio que, de ordem de S. Exc, foi
dirigido ao Sr. Dr. inspector do Thesouro Pro-
vincial :
Secretaria da Presidencia de
de Pernambuco, em 19 de Outu-
bro de 1878 De ordem de
S. Exc. o Sr .presidente da pro-
vincia solicito de V. S. que de-
clare se o anterior arrematante de
tardamente para a guard4-eivica
presta-se a fazer o de que trate a
seu t, fficio n. 255, de 15 do cor-
rente, mediante os precos d'a-
qaelle. Deus guarde, etc.. etc.
Feita a minha declaracolo no sentido affirmati-
vo, fui ea o coatractante, nessa occasiao, como se
v do seguinte offcio, dirigido ao Sr. Dr. inspec-
tor do Thesouro :
Palacio da Presidencia de
de Pernambuco, em 24 de Outu
bro de 1878.Da accordo com a
intormaco constante dos offcio;
de Vmc, n. 255 de 15 e 470 de 21
do corrente, e com aa formalida -
do estjrlo, sutoriso-o a coutractar
com os antigos fornecedores o far-
damento necessario guarda c-
vica, de que trata'a copia annexa
ao offcio desta presidencia, date-
do de 19 deste mez, mediante as
competentes amostras-que deve-
ro ficar marcadas para seren
opportuuamente conferidas com
as pei;as do mearoo fardamento.
Deas guarde etc., etc.Adolpfx,
de Barros.
Pelo qae deixo exp sto, acredito que ninguesc
poder increpar-me ; porqaanto, ae tivesse chega-
do a tempo de laucar, ua praca, haveria de offere-
car oa precos de meu anterior contracto e o rama
aer-me-hia entregue.
Raso de economa, poim, determinou o acto
da presidencia, a qae cima me refer, e sobre essa
razo nao se podo odmittir a menor duvida.
Eu era um concorrente certo ; nao pude lancar
por haver chegado tarde ; os precos por que foi
arrematado o fardamonto foram superiores aos do
anno passado, porque nao se consaltar a quesc
poderia, como pode, fazer por menos t
Dir-se-ha : foi urna irregularidadc !a praca
estava concluida, e bem oa mal para a provincia,
a arremateco estava feita.
Mas as arremataces esto dependentes de ap-
provacao da presidencia da provincia, e por isss
podem deixar de ter valor, fuarem nullineadas e
at substituidas por outros meios, qae, na occasiao,
lorem reputados mais convenientes ao servico pu-
blico e aos dinheiros da provincia.
Entre, pois, um fardamento arrematado em prac
por preco maior e outro contractado por ordem da
presidencia e por preco menor, parece me, que se
nao deve hesitar em r referir o ultimo.
A questo da forma cede da conveniencia pu-
blica.
Por esse contracto, -me licite perguntar:
posso ser aecusado ?
Onde tundar-se-ha a aecusaco?
Na intenco do Exm. Sr. presidente t Nao;
porque foi a melhor.
Na minha declaracae ? Tambem nao ; porque,
sopaonte, en era o responsavel pelo bom oa mis
negocio que ta, de minha livre e expontaneaOQ-
tade.
Portento, ainda dessa vez, assignei ura coa-
tracto de fornecimento de fardameato pura a guar-
da cvica, porque osh o entende a presidenem
da provincia. en
E nao fra este um caso novo: os Exms. brs. ura.
Lucena e Manoal Clomentine j haviam procedida
do mesmo modo, jastrficadoa, pela razo de coa-
veoienci*.
' preciso nao conhecor os factose suaaeircuav
stencias para, a proposito desses con racto?, fai-
tarse, como particular e anooymamente se tem



Diario de PcrnambicoDomingo 10 de Lbril de 13S7
deesaia1*

Mudo, a verdal'1, no intuito, ae _
empenho de se me fser od mal, o i
certa mente, multo distante.
Mas porque ha veri ea de putar ja* eateva
Ime, ao menos, das tontat i va qae o imfitt pro-
move ah diariamente ?
Simpleamente porque exereia nana pnfiaaia hon-
rosa?
Seria extraordiaario!
Eatretanto, a verdade i qne ana* caten, na im-
precas, a explicar o modo porque tenna ido for-
ecedor de objectoa noceniariea a repartiees pu
blicas, e espero que, afinal, fian* firmad um
iuiso de todo o ponto favoravet a aaias en quaates
intervm no .contractos, qae pnate ellas se
fasem.
Contin), pois.
Em Novembro do mesmo anno da 1878 foi
praca o fornecimeoto do fardaaaaato para o carpo
de polica.
Goncorri a ella.
Realisad, verificou e seren os preco*, por nvm
apresentade, os mais inferiores ; a, fa*aena eonfor-
midade, lavrou-se o termo pioTieosrio da arrema-
ta cao.
Sabmettido ao conhecimento da prcaiecacia esae
resaltado, foi apprnvada a arrematadlo, lavrando-
se, entaj, o termo do contracto.
Poder se-ha diser que, neasa occasiao, nao con-
trete!, regularm-nte, o fornecimsnto de farda-
ment do corpa de polica r
Deixo a interrogelo aos qae conhecem o nodo
de procedersa a reepeito doa negocios publico.
Quanto a mim doa- me por ss ti afeito coa a er-
posico que estou f.zeudo doa tactos, guardando
toda a fidelidade e nao deixando encapar aenhnma
da saas circamstsncia.
Proaeguirei, portante, eam aquella calma que
inspira a verdade, e que me servir, cont at dos
melhore recursos, para cbagar no fias, qae teub>
eu vista.
Recite, 9 de Abril de 188?.
Joao Bocbtgmn de Momrm.
Naufragio do va*r Baki ()
Tendo de seguir hoje para o norte, a aervieo
do vap >r jiaudos, corre-me o rigotoso.dtever de vir
pela imprensa pagar urna divida sagrada de reco-
nhecimento e gratido, por mira e asa aome dos
companheiros de infortunio que ensassigo apor
taiam na praia de.Ta'oatinga, e doa qaaca receb
para isso a necessaria autoras^ So.
Realisado o naufragio do vapor Bahia, eouaogui
por a nado do do escsleres de bordo e de receber
u'elle 28 companheiros, e aproando para trra,
guiado pelas estrellas, abiquei 4 referida praia,
depois de urna travessia de quatre horas.
D'abi seguimos a p para n prxima aravoaco
de Ponta de Pedras, e nessa localidad*, esaqaanco
eu voltava em urna barcaea ao lagar do aiaistro,
animado da esperanca de salvar asada algosas
vidis, feram meus companheiros (cabidos e aga
sslbodos pelo digno subdelegado Jcdo da Bocha
de (cusa, de modo a penhorai-oe ncoaaadsraente,
e a tornar aquelle distincto cidadao redor doa
maiore elogio.
Com effeito, a honrada antoridade recebtn-nos e
alimentou-nc, e n sua proprtn casa, eos taato
carinho, solicitado e deainteresor, qae o silencio
de nosaa parte seria imperdoavel iagrabdio.
E tanto mais digno de noeao recouheciaieato e
do elogio de todo o 8r. Joo da Rocha de Sonsa,
quanto, alm da barcaea qne me propvrciooou para
voltar ao lugar em que ae afondara o vapor
Bdhia, diversa jangadas, por iniciativa sua,
[*) Tendo no sido entregue este eoaMMnieado
quinta feira, 7, s boje Ibe dasa puWicidade,
nao termos publicado este Osarse antea de
na
por "nao termos p
boatem e hontem
A fledoocoa.
Retrospecto commercial do
mez de Ha re o de 18 SI
Proseguindo aa taref, qne nos iatpoeeraos, de
compendiar, mensalmeote, n'um peqeeao retros -
pecto, os dados e facto in. rcaatis, temos para d,-
ser qne era t yntheae, nos parece ter-ee fechado o
balanco commercial de mes de Mareo fiado eam
vantagena eu relacao ao raes correapoaaeute do
ann anterior.
Efectivamente, os prineipaea elemeatos qu
podem firmar e*a -renca alo todos avoraveia.
A alfandega arreeaiou mais 174:283*639 do que
em Mareo de 1886; e este simples enunciad..
denuncia maior exportaco e importacia. Para
r .mercado affluiram mais 82:729 aaceaa cora as-
tucar e 18:874 saceoa cora aljrodi.. do qne em
Marco do al ludido anno de 1886; e aecporUco
deese doiis produetos foi ranior no mea de Mar-
co nudo do que no mes homologo do nano ante
O exceo da exp .naca do nasaear foi de------
..851:631 kilogrammaa on cerca de 96 */ *'
do que era Marco de 1886 ; e o exeeseo da expor-
taco de algodio, no total de 1.039:389 k..'o-
gramma, repr-^enia 72 /. "bre n expartacio
de Marco de 1886
Como ei a natural a exportaclo da agaardente
du tambem exceaso de 107:784 litro sobre a de
Maico de 1886, ou 24 /
Ero couro e niel, a exportaeio de Mareo fiodo
foi menor do que a correspondente de Mareo de
1886; mas em relacao i ootros artgos de aome-
nos importancia, toi ella mais avoKada ; pelo que,
tudo sommado, resultan que o valar exportado oi
roaior no mes qne estamos htoraado do que no
correspondente d anuo passadn,
Infelizmente, o preco do aasoear coaCiaua a ser
bixo. Sem sabir dos estreitas omites deete au-
no, tem-c que, ao paseo que a media dea preco
foi em Janeiro de 1*795 e em Pevcreira de.. ..
!d752 por 16 kilosrammaa, no mea findtf de Mar-
co deseen & 1*658.
Comparado, porem, este preco raiant eom o
dado pela media geral do anno finio, qne fui de
2J.744, ve-se qne temos ido em eoaateate depre-
ciamento do noseo principal producto, ja repre-
sentando a perda de 1*086 em eada Ifi knogram-
was. no corrente anno.
Como diminuta compeasaco o alga di aabio
em pouco com relacao i Pevrreiro. Sanio neete
mes, em media, o aeu preco por 15 kilogrammas
de 5*300, alcancen ero Marea a mdmde 5*425,
em todo cao. porem, rafe ior i media geral
anno pasando, que attingio 61613.
Pondo termo, porem, a estas l'geirae
partirara apara o alto mar, em busca da nufra-
gos, embora nao os encoatrassom mai, por turem
ido elle recolhido por duas barcaea e um por
urna jan hada d pescara, segundo noticias que
tive mais tarde ; sendo de notar que sou informado
de que nSa a primeira ves qua esse benemrito
cidado presta servicos de igual naturesa.
Para coroar a oerie de tio louvavei aervieo, o
humanitario cidadio, conforme j noticin a im
prenia, antes mesmo de ter conhecimento das
ordens do governo nesto sentido, deu sepultura a
quautoj cdaveres foram arrojado pelo mar a
Ponta de Pedra e praia circumvidinhaa, ou apa
nhados na ondas par ardem ana.
Nao podemos, eu e meua companheiros, er |o-
differentes a esses ultimo e pedoo servicos pres-
tado aos oessos desventurados companheiros de
viaeem...
Que tolos admirem o grande coracao e bellos
sentimeato do 8r. Jlo da Kvcba da Sousa; que
o governo registre e aprecie devidamente o eu
procedimento; eu e meas c .mpaubeirog, pela nossa
parte, emquauto outra opportunidada nao ae no
ofti-rece para psdermo provar nosso reconheci-
mento, pagamos, como no poasivel neate momento,
nosaa divida de gratido, dando publicidade u tao
assignaladoB aervi^as.
Nao concluirei sem agradecer tambem quelle
que corajosamente me auxiliaram na manobra do
cacal.T em que no salvamos.
Recife, de Abril de 1887.
Joaquim Marianno de Soma.
Expsito ln versal de Antuerpia
A directora da Associaco Commercial Benefi-
cente, convida a Eitnas Sra e Illms. 8r. abaixo
notado a comparecerem na sede da mesma Aseo-
ciacJo no dia 11 do corrente s 2 horas da tarde,
para receberem as medalbas e diploma de mrito
com qae foram premiados pelo jury daquella ei-
poaiclo.
D. Plorinda Adelaide de Aievedo Maa.
D. Jeronyma Couaeiro.
Ur. Sabino O. Ludg^ro Pinbo.
Ooncalo Braz doa Santos.
J- B. Lanat.
Jos Antonio Jacome.
Lopes & C.
J. B. Gencalves.
Joio do Amaral Raposo.
Augusto Caor8.
A. Ducasble.
Martin t Basto.
W. Chause.
Antonio Pereira da Cnnha.
Roquayrol Irmaoa.
Fabrica Costa.
Gomes de Matto IrmJoj.
8. Hermano.
Joao Fernande Lopes.
Secretaria da Obras Pablicaa.
Recife, 9 de Abril de 1887.
Jos Mana de Andrade,
Vice presidente.
Joaquim Al ve da Fonaeca,
Secretario.
Aviso fia Enfila de familia
A mni antign e merecida reputaco doa Col-
lares llover contra a coovulses e para faci-
litar a denticio da enanca tum sido desde muito
empo objecto de inveja por prte de induatnaes
s-in escrpulo e aem titulo acienficoo quaea na ia
aeharam de melhor do que contrafazerem e imita-
rem grosseirameote nosso producto.
Muito preoucupado com a EiJe dks cr i ancas,
que pode aasim ser compro nettidae demais seloso
da boa nomeada doa nosaos collares, prevenimo
mSi de familia que eil< devein exigir que cada
Colla'- R yer esteja coutido dentro de urna caixi-
Feroando
Parabyba
Rio Grande do Norte
Cear
Maranho
Para e Amazona
4:9359I2
131.'000a
303:888*430
53:709*0:j;l
36:126*010
eooiuoo
do
voes, vamos
panamo.
entrar no destnvo
obsetva
das al-
Scgundo as indicncoea oflicii.es da Bolsa, re-
gula! am oa descont de (lettras da praca, em
Marco fiado, de 9 a 10 ,
Fcra da Bolsa poneos descont se efivetuaram.

Sobre as praca do imperio entrelacada com-
mercialmente com a de Prrnambuco, foram anula
elevados os premios dos asquea, grucas ao retra-
himento djs bancos e a falta de num- raro.
EtFeetuarain-se, segundo os prazos, trauzaces
sobre: Rio Grande do Sul de 11/8 42 3/8; s -
bre S. Paulo de 2 1/4 4 3 1/4 ; sobre R:o de Ja-
ueiro desde o par at 3 1/4; sobre o Para 1 1/8
*
Para as praca estrangeiras o precos extre-
mos do cambio foram estes sobre :
Londres de 21 1/4 22 1/4 d.
Pars de 429 446 re.
Hauburrfo de 532 4 554 iiu.
Portugal de 140 4 155 / de premio.
Furam saccadas sobre Londres t 465:000, sen-
do pelos bancos 150:000 e por particulares
315.000.
nha longo-quadrada abrindo-e como gafete, em
tres lados da qual se aeham appoatos rotlos im-
pressos em francs, portugus e bespauhol e deco-
rados cera urna Vrgem e a noasa marca de fabri-
ca, no quarto lado com duas me jaibas e minha
assigaatora. Cada caixiaha fechada com urna
medalba de lati, em ambos os lados da qual se l
a eeguinte inacripeo. Collier Royer, 225, ru
St.-Martin, Pars.
Katlmulal o* rabrllus decadenie
SOS
Se o voasa cabello est ralo, lembrat-vos que
entre os claros das fibras germinara renovos de
cabellos debaixo da epiderme, os quaes i necesai-
Um de um estimulante efficas para ajudal-os a
penetrar a superficie e brotarem em fibras vigo-
rosas.
Applica co-n frequencia o Tnico Oritntal,
usando da escova com bastante torca, afim de ex-
citar os absorveutes a que o recebam e o resultado
ser4 certumente grato e benfico. A experiencia
universal doa effeitos do tnico, que nao rnen-
te reforcam e ampliam as fibra, mas sim tambem
as faz multiplicar. No clima calidos, onde as
senhoras errneamente s tazem uso de leos para
o cabellos, achario que este incomparavelmente
superior 4 qualquer outro artigo para dar as aua
traocaa brilho, elasticidade e formoaura.
Acha-se 4 venda em todas as priucipaas pbar-
maciaa, drogaras e lojaa de perfumara
Agentes em Pernambuco, Henry Forater & C,
ra do Commercio n. 8
Commisso de soccorros aos nao-
Tragos do vapor Baha
Para conhecimento das familias necessitadas dos
passHgeiros e tripolantes que pereceram no nau-
fragio do vapor tiahia, esta commisso faz publica
a circular que n'eata data dirige aos diversos
Srs agentes da Companbia Brasileira de N-ive-
gacao a Vapor e agradecer qualquer outra nitor-
inaga > qus Iba fr dada no sent*do da eirrular.
R-cife, 6 de Marco de 1887.
Jos Joao de Amorm,
Presidente
S. B. Barreta,
Secretario,
Luiz Duprat,
Theaoureiro.
Circular.Commisso de soecntroa aoa naufra-
gj do vapor Bahia. Recife 6 de Marc > de 18i7.
Illm. Sr.Esta commiaslo solicita do V. S 0
particular favor de a auxiliar noa fin; da ana mis-
so humanitaria, dignando-se preatar-lhe, com a
poasivel brevidade aa informacoes seguintes :
1* Quaes os pasaageiro do vapor Bahia embar-
cado nesse porto com destino a Pernambuco, ou
purtos do sul, declarando, sendo possivel, seus no-
mes, idades e profisso.
2* Quaes os que ah coaita terem per cdo no
naufragio e quaes os que ha certeza terem-ae
salvo.
Estas duaa primeiras informacoea sao para verse
aqui se pode ebrgar ao conhecimento exacto dos
pasaageiroa salvoa e dos que pereceram.
3* Quaes as familias dos que pereceram e pre-
cisan) de snccOTos. Neata 3 infonnaco devem
ter a bondade de declarar, de quantas psssoas ae
compe a familia, seua nomes, idades, profiase e
nsidcneiaa ; se sao paie, mulheres, filhoa, irmos
ou quaeaquer outros paren tes, e, e vivio a ex-
pensHS ou ersm mantidas pelo fallecido.
Todos estes detalhea devem vir acompanhados
nao s do parecer de V. 8. como de documentos
que comprovem a identdsde daa pessoas e a ne-
ceas i dade que ellas teem de auxilio. Taea docu-
mentos serio apreciados por eata commisso que
reserva-seconaideral-oa e attendel-os na verba que
julgar e fr poasivel.
Conv.ndo que cheguem ao conhecimento de to-
dos os intaressadoa estea desejos da oommiaao,
pedimos igualmanto a V. S. para mandar publicar
o presento officio por oito das nos jornaes deesa
capital
Se como agente da Companbia Brasileira de Pa-
quetes V. S. nao poder dar a l e 2* informaco
pedida, favor obtel-as da maneira que julgar e
Ibe fr possivel.
Deas guarde a V. 8. Illm. Sr. agente da
Companbia Brasileira de Navegaco a Vapor
em...........
Joa Joao de Amorm,
Presidente.
S. B. Barreta,
Secretario
Luis Duprat,
ThesOJreiro.
AgradeciLuenlo
Os abaixo assignados, vm p .r este mel, mani-
festar a aua gratido a todas as pesso .s que ex-
pontaneamente pe dignaram auxilalos (porocca-
siio do incendio da casa do Sr. Jos Antonio dos
Santos) afim de evitar a coxmunicaco de to^o ao
seu eatabelecimento d- miuleaaa, o que ae conse-
guido somonte devido aoa mximos esforcoa do seus
ami&ros, parences, empregados e ujuitas outras
peascas dedicadas e generosas, que com sacrificio
de sua propria aade Ibes prestaran relevantes
aervieo.
Oa abaixo assignadoa tambem nao podem deixar
de agradecer.ao Illm. Sr. Dr. ebefe depolicia e 1
delegado da capital, bem wmj ao diguo subdele-
gado o Sr. teneote Jos Pedro doa Santos Neves,
as providencias acertadas que tamaram e as rele-
vantes servicoa das mencionadas autoridades em
favor do seu eatabelecimento.
Anda por ultimo, incluem no seu agradecimen-
tc os Illa. Srs. director s dis cGmpanbias de segu-
ros e seus auxiliares, especialmente os Sr. Joa-
quim Alves da Fooseca e Candido Alvea da Fon-
seca, pelo seu valioso concurso e nota veis servicos,
durante o sicistro e depois d'clle.
A todos, emfim, os abaixo assignados, protes-
ta m a sua eterna gratido.
Recife, 5 de Abril de 1887.
Oliveira Bastos & C.
A Emulsao de Scott nao urna
novo, pois ha longos anno* que
N. 2.
remedio
est se asando na Europa, nos Estados
Unidos e amitos outros paizes e tem setn-
pre dado os melhores resultados na tsica,
as molestias do peito e da garganta e as
bronchttes ebronicas.
EDITAES
O Dr. Jos Antonio Correia da Silva, juiz
de direito do civel da comarca de Olio-
da, por Sua Magestade o Imperador a
qu-'in Deus guarde, etc.
Paco saber aos que o presente edital vi rem ou
delle noticia tverem, que pjr parte de Prente
Vianna seguinte :
Illm. 8r. Dr. juiz de direito do civel.Prente
Vianna & C, credorea hypothecarios de D. Joa-
quina iio.ingues do Moraes por si e como succes-
eora de aua ti I ha D. M ira Francisca de Paula
Moraes e de Francisco Xavier de Moraes que se
Regularam as vendas:
Assucar -Por 15 kiloa :
Brancu3 superior
3.* boa
3. regular
4.* aorte
Smenos
Masca vado purgado bom
* regular
americano
BrutoRegular
Lo canal
Alg-doPor 15 kiloa.:
1. sorte
Mediano
2. sorte
AgurdentePor pipa :
De
AlcoolPor pipa:
De
CourosPor kilo.
Espichados 4
SecosDe
V. rdes 4
MelPor pip :
Do
2*500 2.600
2*200 4 2*100
2*100 a 2*200
2*000 4 2*100
1 600 4 1 *'J;X)
l*3o0 4 1*400
1*200 4 1*300
1*150 4 1*200
1*100 4 1*200
*700 1*000
6*150 a 6*701
5*150 4 5*7'H)
4*150 4*700
55*000 4 56*000
112*000 4 115*000
650 nUa.
555 4 570 ris
320 ria
40*000 4 45*000
SullaInterior
Vassi'Uras
85 rolo e
1:400 idmos
85 duzias
Ov dias doa precos menaacs, o aeguinte :
A renda das estacos
Harco 1887 e 1886 tal a
Alfi
Marco de 1887
1886
publicas
Bail if i :
8:517*276
72:233*5S7
m
Mai em 1887
174:283*689
Marco de 1887
1886
Menos em 1887
Rccebedori* Gtrml
95:227*516
1:783*158
25:555*642
Marco de 1887
1886
Corre
13:480*165
12.-616*650
Maia em 1887
8631515
Connlado Prmomud
Mar^o de 1887
1886
Mais era 1887
199:681*299
132:566*19'
58:115*103
Como se v, as priaeipaea repatticae* de fazen-
da, geral e provincial, tiveram incremento em
atas rendas.
No mercado de ttulos foram vendidas : 36
apolices geraes de 1:000*000 a 990*000 ou com
1 o/, de descont ; 33 apolices provinciaes de
1:000*030 e 14 de 500*000 ao par ; 18 aeces
dos trilhos urbanos de Olinda como ajio de 5 >/,
25 aeces da companbia de seguros Pbenix com o
premio de 60 / i 10 accojs da cempanhi de
s-guros Indemuiaadora com o premio de 75 :
10 aec d> compannia de seguros Amphitrita
com o descont de 25 >/. ; 2 accwea da compa -
nhia de Fiacio e Tecidos ao par i 115 accoes da
comnanhia de Bebaribe com o agio de 50 "/0 : e
9j3 Tttras bypotbecarias desde 92*000 ou eom o
abato de 8 /a Pra da 2 serie, at 95*800
ou com e abate de 4 e 1/5 /0 para as da 1.'
ataste.
*
O movimento do porto foi este em Marco findo:
Entrados do hxterij-
14 Vapores, lotando 17 741 toneladas.
34 Navios de vela, lotandc 10:772 >
Entrados dos porto do Imperio
25 Vapores lotando 27:938 toneladas.
25 Navios de vela, lotando 5:561
Total entrado
39 Vaporea, lotando 45:679 toneladas.
59 Navios de vela, lotando 16:333 *
Reaumndo as entradas e comparando tem-ae:
Marco 87
98 embarcacoes, lotando 62:012 tona.
Marco 86
100 embarcacoes, lotando 71.082 tous.~
----- Marco 87----------
Menos 2 embarcacoes, lotando menos 9:070 ton.
Sonidos para o Exterior
17 Vapores.
22 Navios de vela.
Saludos para os portas do Imperio
26 Vapores.
42 Navios de vela.
Total sahico
43 Vaporea.
64 Navios de vela.
Reaumindo as sabidas
Marco de 87
. de86
e comparando tem-se :
107 embarcacoes.
119
Marco de 87Menos 12
SXPOBTAcIo
Manteve-se activo o mercado exportador, nao
obstante a persistencia da baixa dos precos do
assucar, sendo essa actividade devida 4 grandeza
da saffra actual, que tambem abraogeu o algodao.
Esto soffreu urna pequea melbora de preco ;
mas os demaia gneros de prodcelo da provincia,
afora o assucar, mantiveram-ne regulares.
Entraran) para o nervado :
Assucar
A exportaco tai a seguinte pela Alfandega:
AseucarExterior
Intei ior
7:910:871
8:163:562
Total 16:074:133
Em Marco de 1886
Mais em 1887
AlgodaoExterior
Interior
Total
Em Marco de 1886
Maia em 1887
AgurdenteExterior
Interior
8:222:802
7:85i:63L
2:463:607 kil.
155:916
Total
Em Marco de 1886
Mais em 1887
AlcoolInterior
Em Marco de 1886
Menos em 1887
Cou rosEx ter i jr
Eui Maroo .i.; 1886
Menos em 1887
MelInterior
Em Marco de 1886
Menos em 1887
2:619:523
1:520:134
1:099:389
553:190
554:359
446:575
~07:784
litros
240 litros
51:910
51:670 .
61:229 kiL
175:606 .
114:377 .
5:150 litro
135:420
130:270
Ab&caxia
-Exterior
Interior
Total
100
360
"60
Assucar
Algodao
Ag lrdente
Alcool
Cou roa
Mel
Aoa cala
l jimili
Cai-o
liaf
Ciroc.ia de algodao
Garrapato
C-ra de carnauba
Cocos
Courinh .a e pellea
I). .ees
K^panad jres
Ksriuha rte mandioca
Perro veihos '
Kru-taa
Madeira*
Medicamentos e drogaa
Milho
Ouro veibo
Pastaros BeCCOS
Prat velba
Rap
sal
Sebj
hulla
Vussouras
Total appraximado
1.776:760*550
947:392*330
64:096*950
56*750
31:431*210
456*880
368*1100
2:781*100
25*200
233*700
89:600*000
15:000*000
2-2:021*560
5:360*000
9:352*.'7
l:355*00i
200*000
5:558*100
200*0 3:000*000
1:270*000
4:26(*000
6:573*810
18:125*750
1:000*0 JO
8:325*800
672*000
245*000
4:800*000
7:850*1)00
85*000
3.117:458*410
acba ausente em lugar incerto e nSo aabid >, pelt
importancia de 3:000*00, alm dos juros, confor-
me consta da eacriptura publica que ae acba jun-
ta aos autos de aeqaeatro feito no predio hypotbe
cado, eacrivo Dr. Caldas, requeren) a V. 8. que
se digne mandar citar os supplieadoa para dentro
de 10 das, quj Ibe sao assignados na primeira
audiencia, allegaren) as excepcoea e defexa que
tverem e os relevem deaae pagamento, sendo, no
caso contrario condemnados a pagarem a quantia
indicada com os juros e custas; e ficanto logo ci-
tados para taita os termos da aeco, at final, sob
pena de revblia.
Outrosm, requerem os supplicaotos quj seja
destribuida por dependencia do escrvo Dr. Cal-
das e que se proceda a justificaco da ausencia do
aupplicado Francisco de Moraes para ser citado
por editas.
Pedein a V. S. deferimento.E. R. Me.
Olinda, 2 de Marco de 18S7.Estevo de Oli-
veira.
Estava sellada na forma da le.
E mais se nao contiaha cm uita peticao aqui
copiada, deplis deu-se o despacho do theor se-
guinte :
Deotribuida. Como requer, designando o ea-
crivo da para a jastificac>.
Olinda, 3 de Marco de 1887. Correia da Sil-
va.
E mais nao se continha em dito despacho aqui
b.-m e fielmente copiado.
Depon do que se via a destrbuicao do theor
seguinte :
A Dr. Caldas. Olinda, 3 de Marco de 1887.
O destribuidor interino, Demetrio Amcrim.
E nada mais continha dica destrbuicao, aqui
bem e fielmente copiada.
Depois do que ae via a certidao do theor se-
guinte :
Dtisiga > o di 4 do corrente para a uquiricao
das teuteuiuuhos do justificante.
Olinda, 3 de Marco de 1887. Em f de verda-
do. O escrvo, hachare! Francisco Lina Cal-
da.
Nada mais continha dita certidao aqui bem e
fielmente copiada.
Depois do que tendo os justificantes produzido
suas testemunhas, que depjzeram conveniente -
mente acerca de allegado na peticao aqui tran-
8cnpta o respectivo eacrivo fex sellar e preparar
os autos, que conclusos, profer a sentenca do
theor 8-guiote ;
Vistos. Julgo provada a ausencia do justifica-
do em lugir incert e minio que aeja citado por
edital, com o praso de 30 das, como foi requerido
a folbas.
CustaS ex-causa.
Olinda, 7 de Marc de 1887. Jos Antouio
Correia d Silva.
E nada mais continha em dita sentenca aqui
bem e fielm-nre copiada e transcripta dos men-
cionados autos, e por torca da mesma o respectivo
escrvo fez passar o presente edital, pelo qual e
aeu theor, chamo, cito hei por citado o referido
Francisco X iviar de Moraes para no praso de 30
das comparecer ante este este juizo, por si su
por seu bastante procurador allegando e provan-
do tudo quautu fer a bem do seu direito e jus-
i'.t'ii.
E para que ebegue ao conhecimento de todos,
inandei passar o prea nte edital que ser publica-
de pela imprensa e atfix me.
Dado p paseado "sta cidade de Olinda, aoa 7
de Marco do 1887
Eu, bncharel Francisco Lins Oaliaa, eacrivo
o aubscri-vi.
Jos Antonio Correia da Silva.
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector se fas
publico qu'-, aclnndo-se as mercadoriaa contidaa
nos volume.s abaixo declaradas, no caso de serein
Importa: uo
O mercado importador nao foi mo em Marco
(indo e eateve mais animado do que em igual mez
de 1886 :
Na rubrica Impjrtaco rendeu a Alfandega :
Em Marc de 87 775:757*534
de 86 656:083*216
BorrachaExterior 2:197 kil.
CacaoInterior 63
CafExtei ior 370
Carocas d'algodoExterior l:12-):000
CarrapateExterior 1:000 saceos
Cera de carnauba Exterior 62:920 kil.
CocosExterior 5:000
Interior 62:000
Sob a responsabilidades daa eoanpaaaiaa de va-
pores que serven) a praea do Beee, eata :
Receben em Marco de 1887
188S
Mais em Marco de 1887
Expedio em Maroo de 1887
1886
I,8t(h0991l87
276:291*290
1^*3:807*897
1,312:955*402
611:434*491
Mais em Marco de 1887 102:520*911
E' evidente que, era referencia a Mareo de...
a praca do Recite rarahon 861:286*386
do que em igual mes da 1886.
A expedico em Mareo fiado tai para :
le Janeiro 118:835*000
l>bm 64:010*0)0
38:560*960
-gas
568:100*000 M^
Marco de 1887
. de 1886
Maia em 1887
Algodao:
Marco de 1887
> de 1886
Mais em 1887
agurdente :
Marco de 1887
. de 1886
Menos em 1887
QAleool:
Maree de 1887
Couros:
por mar
193:243 saceos
110:514 >
82:729 .
30:850 saceoa
11:976 .
18:874
426 pipas
S88
462 >
20 pipas
2
Total
Courinboa e pelleaExterior
DocesExterior
Interior
Total
ExpanadoreaInterior
Faiinba de mandiocaInterior
Ferros velosExterior
Fructas (mangas)Interior
M idei rasExterior
Interior
Medicamentos e drogasExt.
Int
67:000
140:890
30 kil
1:325 .
Total
MilhoInterior
Oaro velhoExterior
Passsros seceosExterior
Prata velhaExterior
RapInterior
SalInterior
be ooInterior
1:355 .
^ 300
2:316 saceos
20 toneladas
15:000
30 prancbe8
35 bastes
32 volumes
252
"284
2:107 saceos
' 26 kil.
2:000
120 kil.
336
35:000 litros
12.000 kiL
Mais em 87 119:674*288
Nu tendo havido difivrenca as taxaa adnanei-
ras, indica aquella differenca que house exceaso
na importaco.
*
Foram o seguiutea oa preces das vendas de di-
versos artgos abaixo relacionados, salvos es des-
cintos coramnns:
A Ibis120 ris por maunca.
Artosde 2*500 4 2*60.) p>r laceo.
Azeite de oliveirade 3*100 4 3*200 porgalo.
Bacalhode 18* 4 19*500 por barrica.
Batatasde 4* 4 5* porcaixa e de 2*500 4 3*
por giga.
Cafde 8*500 4 10*500 por 15 kiloa.
Canallade 1*500 4 1*600 por kilo.
Ceblasde 14*500 4 20* p>r caixa.
Cervejade 7* 4 10*500 por dosa de garrafas
ou botijas.
Chade 3* a 6* por kilo.
Cominhosde 17* 4 18* per 15 kiloa.
Farinha de mandiocade 2*800 4 3* por sacco.
Farinha de trigoamericana de 18* i 19* por
barrica ; e de Trieste a Hungra de 21* 4 25*000
por barrica.
Feijode 8* 4 9*500 por sacco.
Gomma de mandioca-de 2*800 4 3*000 por
15 kiloa.
Herva-docede 16*500 4 17*000 por 15 kilos.
Masaas alimentare4 9* por caixa.
Manteigafrancesa em barril 4 1*613 por kilo,
e de diversas en. lata, de 2*398 4 2*800 por
k:lo.
Milho de 55 4 63 ris por kilo.
Paa* >sde 7* 4 9* por caixa ,
Pimenta da ludiaJe 1*509 4 l*55t por kilo.
Queijos4 3*800 cada um dos fUmengas
Sardiubasde 320 4 360 ris por lata de quarto.
Saldo nacional de 650 4 750 ris por 100 li-
tros.
Toucinhode 10* 4 10*500 por 15 k-los.
Vinagredo de Lisboa de 160* 4 190* por
pipa ; e do nacional 4 100*000 por pipa.
Vinhode Lisboa, de 235* 4 250* por pipa ;
de Figueira, de 240* 4 25f* por pipa ; do de
Oette, 4 250* por pipa ; do nacional, de 130*000
4 160*000 por pipa.
Xarqoe-do nacional, do 41000 a 7*000 por 15
kilos.
a
Alpistede 5*200 4 5*360 por lo kiloa.
Breade 9* 4 12* por barrica.
Carvo de pedrade 15* a 20*000 por tone-
lada.
Cera de carnaubade 4* 4 6*500 per 15 kilos.
.Cementode 5*400 4 6*400 por barrica.
Courinboa e pelleade 40*000 112*000 o
ceuto, conforme a qualidade.
Fumode 10* 4 21*000 por Ib kilos.
Graixa4 5*000 por 15 kilos.
Kerosene4 3*600 por lata.
Loucade 85* 4 125*001 o gigo da ordinaria.
Papel de embrulbo de 000 4 1*500 cada
reama.
Sebi 6*000 por 15 kloa.
Sola4 5*000 cada meio.
Ve.laade 280 4 320 ri8 um masso das nacio-
nae!, c de 540 4 900 ris cada masoo da estran-
geiras.
* *
Furam iniportidos os seguintes gneros al:men-
ticios, bebida e co i.iimeutos :
Aiu-.'ixas38 caixaa.
Anoz611 saceos.
A'etede oliveira462 caiaa e 4 latas.
Azeitouas6 eaixas.
Bacalho 31.39b barricas, 10.148 meiaa e
1.019 tinas.
Bauha de porco 760 barria.
Batatas-1.227 eaixas e 300 g'ga.
Biscoutos-22 eaixas.
Caf5.738 saceos.
Camares3 encapados. X
Canella17 volumes. '/
Carne de conserval volume.
Ceblas435 eaixas e 4.049 restes.
Cerveja867 canas e 145 barricas.
Ovada98 barriese.
C-vadinha 25 garrafoes.
Cb439 volumes.
Champagne- 22 eaixas.
Chocolate2 eaixas.
Cidra58 eaixas.
Ceoe-15.200.
Cognac70 eaixas e 2 barris.
C'omiuhos 56 saceos.
Conservas150 cairas.
Cravo da India16 saceos.
Doces 40 eaixas.
Ervilhas29 volumes.
Ftrnbade mandioc4.805 saceos.
Faruha de trigo15 053 barricas.
Frijo95 saceos
Folhas de louro2 saceos.
Fructas3 volumes.
Qenebra661 eaixas.
Gomma de mandioca215 volumes.
H'-iTa-doce11 Buceo*.
Leite coodenaado6 volumes.
Licores -85 eaixas.
Maizeua277 eaixas.
Manteiga770 barris, 1.220 meiose 159 cairas.
Massas alimentares1.825 caixa.
Maesa de tomate4 caixa.
Milhi325 saceos.
Passas37 volumes.
Peixe de conserva24 eaixas.
Pimenta da India101 saceos.
Presunto18 eaixas.
Provisoes35 eaixas.
Queijos536 caixaa, 1 tina e 5 volumes.
Sag40 garrafoes.
Sal39.680 litros e 1.200 alqneires.
Salpicoea5 caixa.
Sardinba100 barris e 100 caixaa
Toiiciubo7o barra
Vinagre30 pipas, 90 quintos, 47 barris e 5
caixa.
Vinho275 pipas, 6 quartis, 521 quinto. 113
decimos, 442 barra e 273 eaixas.
Xarope35 caixaa.
Xsrque121.110 kilogrammas e mais 9.792
tardos.
Werm'uth90 caixaa.
Wiakey1 barril.
*
Entraram mais oa aeguintos artigoi:
Agua-ras4 caixss.
Alcatro127 barris.
Alfata200 fardoa.
Alpiste90 volumes.
Azeite de peixe32 barris.
Barricas u barris vaaios3.561 e mais 2.733
volumes desmanchados.
Barrlhi205 tambores.
Breu100 barricas.
Borracha22 volumes.
Cabos184 volume.
Cal225 barricas.
Calcados36 caixa.
Ca reos de algodao 32 saceos.
Carrapata36 saceos.
Carvo animal10 barricas.
Carvo de pedra6.497 toneladaa.
Ceras175 volumes.
Chapeos29 caixa- e 4 fardos. ,
Charutos24 caixo.'s.
Chumbodo de munico 365 barris ; em lencei
2 eaixas; em canos 20 barricas.
Cigarros5 volumes.
Cemento3.918 barricas.
Cobre18 volumes.
Colla6 volumea.
Courinboa e pellea7 caixaa e 780 tardes.
Couros de boi3.702.
Drogaa"266 volumes.
Dynamite130 volumes.
Enxofre14 barricas e 100 caixaa.
Eatanbo-38 voluntes.
Esteiraa63 volumea.
Etopa--85 fardos.
Farellos4.510 saceos.
FerroEm ac> 210 cunhates, 7 barras, 11 fe-
xes e 4.562 dormentes; em arcos 7*3 feixes; em
barra 998 e 392 teix-s ; em canos, 330 e 5 feixes ;
arremetadas para consumo, noa termos do capitulo
6" titulo 3 do regulameflto de 19 de Setembro de
1860 (titulo 5 capitulo 5-> da conaolidacJo) e art.
18 do decreto de 31 de Dezembro de 1863, os seus
dones ou consignatarios devero deapacbal-aa e
retiral-aa no praso de 30 das, sob pena de, findo
elle, serem vendidas por sua conta, sen que Ibes
fique direito algum de allegar contra oa effeitos
deata venda :
Armasem n. 1
Marca G e F & L em baixom pacote, n. 1/2,
vndo de Hamburgo no vapor al lemo Desierro,
entrado em 24 de Mai:> de 1886, conaigoado 4 or-
dem.
Marca DSPUrna caixa, n. 201, dem, dem
em 25 dem idem, dem.
Armasem n. 2
Marca W. KellerUm pacote, sem numero,
viudo de Liverpool no vapor ingles Orator, dem
em 8 de Jonbo dem, nao consta do manifest.
Marca *\V* e diamante BA no centroUm ces-
to u. 1/34, dem dem dem, consignado ordem.
Marca P. WalkerUrna caixa, n. 7, idem idem
idem idem.
dem idemUm pacote, n. 6, idem idem idem,
idem.
Marca Browus & C.U".a caixa, sem numero,
dem no vapor nglez Delambre, idem em 21 de Ju-
Iho idem idem.
Armazem n.3
Marca diamante F no centro e J e O nos lados
Dnaa caixss, na. 1 e 2, vindaa de New-York no
vapor americano Amazonense, idem em 7 de Maio
dem dem.
Armazem n. 6
Marca F W DeksenUrna caixa, sem numero,
vinda de Liverpo no vapor inglez Brianno,
idem em 5 de Julho idem, nao constado manifest.
Aroiszem n. 7
Marca MMUrna caixa, n. 55, dem do Havre
no vapor francez Vle de Pernambuco, dem cm
21 de Junho idem, consignado a Torrea Irmos.
Marca diamante C no centro e JCL & C em
baixoUrna dita, n. 142, idem de Liverpool, no
vapor i nglez Mariner, idem em 28 idem idem, ideni
4 ordem.
Marca MFCS e CS por baixo cortadosSeis
caixa, aem numero, vindas na barca portuguesa
Pic da Gami, idem em 14 idem idem, idem.
Marca ECAUrna dita, n. 11376, dem de'sGe-
nova, no vapor allemo Adler, idem em 26 dem
idem, dem a H. Scolzembacb & C.
Marca APCDez fardoa, ns. 184 a 193, idem
de Liverpool no vapor ingles Oratjr, idem em 11
e 12 dem dem, dem 4 ordem.
Marca RY e M embaixoDuaa eaixas. na. 138
e 143, vaaiaa, idem de Genova, no vapor allemo
Adler. idemem2 de Julho dem, id>>m.
Marca ECAUrna caixa, a. 11375, idem idem
idem, idem.
Marca PCOnze lardos, na. 5811 a 5851, idem
de Trieste no vapor anstro-hungaro Jokay, idem
em 21 idem idem, idem a Theodoro Just.
Marca ESDuas caixaa, na. 8417 e 8419, idem
do Havre no vapor trances ViUe de Victoria, idem
em 22 idem idem, idem a E. Samico.
Marca FARIA Dex barricas, na. 523 a 532,
idem de Live.rpo.il no vapor inglez Scollar, idem
de 31 do Julho a 2 ie Agesto dem, dem 4 ordem.
3" seceo da AlUndega de Pernambuco, 2 de
Abril de 1837.
O chele,
Cicero B de Mello,
O Dr. Themaz Garcez Garantios Montene-
gro, commendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
cio desta cidade do Recife e seu termo,
capital da provincia de Pernambuco, por
em enxadas, 364 barricas; em ferra^ens diversas,
332 volume ; em foge, fogareros e chapas para
elle8, 8 volumea ; em folha 245 ; em p48. 178 fei-
xes ; em prego, 310 volumes em rodas, 10 pares ;
em machina, appar lhos, etc. etc., 2.583 volumes
e pecaa.
Fio de linho e algodao232 volme.
Fumo768 volumes e 60 tardo.
Garrafas, garrafoes e botijas244 vclume e
fOO avulsos.
Graixa7 barris e 20 caixaa.
Jangadas e canoas 14.
Kerosene1.150 eaixas.'
Linbas44 caixa.
La birrguda4 sacco.
Lena4 fardoa.
Liu$a-618 volumea.
Madeiras123 travs, 39 taboas, 255 enxa-
mia, 106 caibro, 11.000 achse de lenba, 4.000
toros de mangue, 63 peess diversas, 6 volumes e
20 feixes de arcos de pao.
Marmrea e pedra1 volume, 141 pedras de
amolar e 10 barrica com pedras de fogo.
Mercaduras diversas1.290 volumes.
Movis46 volume.
Oleo101 volumes.
Papel82 eaixas e 2.45S fardos.
Perfumara 13 caixaa.
Ptnnas d'avea5 volumea.
Pboaphoroa277 caixes.
Pianos7 volumea.
Plvora301 barris.
Saceos vaaios8 fardos.
Salitre620 barricas.
sabio19 eaixas.
Sebo165 barril.
Soda40 tamborea.
Sola3.593 meioa e 85 volumes.
Tamancos23 tardos.
Tecidos1.169 volumes e maia 1.013 fardos de
algodao do paiz.
Tijolospara facas 70 caixaa.
Tintas388 volnmea.
Trapos1 fardo.
Typos3 eaixas.
Velas 147 eaixas e 7 volumes.
Vidroa350 volumea.
Zinsoem folha 2 eaixas.
B Ua commercial
COTA96ES OFFiCIAKS DAJONTA DOS COB-
BECTORE8
Recife 9 de Abril de 1887
Analices geraes de 5 0/0, valor de 1:000*000 a
990* cada urna.
Ditas ditas de 500* a 495* cada urna.
Letras hypothecarias do banco de crdito real de
Pernambuco da 2* serie, do valor de 100*000 a
92*500 cada urna.
Na hora da bolsa
Venderam-se :
9 apolices geraes de 1:000*.
72 ditas de 500*.
22 letras hypothecarias da 2* serie.
Rectifi cacao
O cambio sobre o Porto a 90 d/v. 146 0/0 de
premio, cotado no dia 6 do corrente, foi particular
e nSo do banco, como por engao sabio no Diario
de 7 do corrente
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario.
Eduardo Dubeux.
Huvlmenlo banrarlo
BECUTE, 9 DE ABRIL DE 1887
Oa bancoa estabeleceram hoje a taxa de 21 3/8
d. sjbre Londres, conforme as tabellas seguintes :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 3/8 e 4 vista 21 1/8.
Sobre Pars, 90 d/v 445 e 4 vieta 449.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 551 e 4 vista 556.
Sobre Portugal, 90 d/v 259 e 4 vista 252.
Sobre Italia. 4 vista 449.
Sobre New-York, vista 2*370.
Do English Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 3/8 e 4 vista 21178.
Sobre Psris, 90 d/v 445 e 4 vista 449.
Sobre Italia, 4 vista 449.
Sobre Hamburgo, 90 d/v f 51 e 4 vista 556.
Sobre New-York, 4 viata 2*370.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 250 e 4 vista 252.
Sobre aa prineipaea cidades de Portugal, i Vista
257.
Sobre Uba'dos Acores, 4 vista 260.
Sobre liba da Madeira, 4 vista 257.
Mercado de assnear e alcodsu
RECIFE, 9 DE ABRIL DB 1881
Assucar
Oa precos dos ojucore mantiveram-se aos al-
fS^S^L. de 2*003 a 2*100
8> regular, por 15 kilos, de 2*100 a 2*20.
*
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Diario de PernarabucoDomingo 10 de Abril de 1887
S. M. o Imperador a quem Deas guar-
de, etc.
Fu Mb?r ao qae presente ediul virem ou
rics, lh dirigi a peticao do theor aeguiote :
Illa, e Exm. Sr. Dr. jaiz especial do cominer-
cio.Di Jos Marqai-8 Guimares, que sendo
credor de Francia Artbur Bown da quantia de
.5:900*000, importancia de orna letra de mu ac-
-ceite em data de 2 de Julho de I08O a vinte e um
meses de prazo vencido a 2 de Abril de 1882 sc-
cada por Joo de Albuqnerque Maranbo Cu-
nba, e quereudo protestar para ioterrupcJo da
prescripco e achantse o gopplieado Imnc
Artbur B w-n em lugar ineerto e au sabido, re
quer a V, Exc. digne-se de mandar la\rar termo
r carta de editas
dignando V. Esc. matear da e hora pira ter lu
gar a justificarn de ausencia. Nesws termos.
Pede n V. Exc. diferim:ato. E. R M. Recite,
1 de Abril de 1887.Jos Marques Guima-
riea.
Estava sellada na forma da le.
E' o qu" se 'ntiun em dita peticao
piada, depiis via-ae o despacho do
guite :
aqu
theor
co-
se-
fjrm requerida, marque c
2 do Abril de 1887.Mou-
Distribuid*. N*
escrivo dia. R:eif.
tenegro.
E maia se au continha em dito despacho aqu
copiado em virtude deste despacho f.-a feta a
distribuico do ibeor seguinte :
A Ernesto Silva. Oliveira.
E' o que se continha em dita distribuico aqui
copiada, depois va se em seguida o termo de pro-
testo do theor siguite :
Aos 2 de Abril do 1887 tm meu cartono perante
mim e as teetemunhaa infras assignadas compa-
receu o supplicante e por este fui dito que pelo
presente reduzia a termo o protesto constante da
aetico retro que cffereca como parte deste em
que depois de lida assigna. Eu, Ernesto Machado
Freir Percira da Silva. -Jos Marques^ Guima-
res, Francisco Mpncel de Al ucida Jumcr, Anto-
nio Batb. sa Gordeiro.
E maia se nao continbe. em dito termo de pro-
testo aqui copido, depois via-se que tendo o justi-
fican! pro luzido suas testemunbas que deposerain
convenientemente acerca do allegado na pettcao
aqui transcripta, o respectivo escrivo fazeudo
eellar e preparar os autos me os fe conclusos que
nelks profer a sentenca do theor seguinte :
Vistos, julgo procedente a juat>ficc$o e mando
que o justificado seja intimado pir editaes com o
praxo de 30 da do protesto de foihas para iuter-
rupeo da prescripco do titulo a lolbas. Cusas
i causa. Kecife. 9 de Abril de 18s7 Monte-
negro.
E mais se nao continha em dita ssntenca aqui
bem e fielmente copuda.
E n virtude da seatenc* aqui copiada o respec-
tivo escrivo fez passar o presente edital pelo
qual e teu thc >r chamo cito e hei por intimado o
justificado Fraucis Arthur Bow.'n ausente em lu
gar ineerto e nao sabido para que eomparec* ante
este juizo dentro do prazo de 30 das, allegando e
provaudo tudo quauto fr aloi de seu direito o
jaatica.
E para que chegue ao eonheciraento de todos
znindei paasnr o preseute editil que ser publi-
cado pela impresa e alfixado nos lugares do
costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife sos 9
dias do me de Abril de 1887.
Eu, Ernesto Machado Freir Percira da Silva,
o subscrevi.
Ihnnaz Garcez Paranhos Mmtenegro
3. boa, por i5 kilos, de 2*200, 2*300 e 2*400.
3.' superior, por 15 kili.s, de 2*500 a 2*600.
Brauco turbina pulverizado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Sjmeuos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
Mascavado, por 15 kilos, a 1*200 a 1*300. ,
Bruto, por 15 kilos, de 1*100 a 1*200.
Retames, por lo kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou mnimo dos pi ecos sao obtidos
'?forme o sortiinento.
Algodao
Poi eotado a 7*000 per 15 kilos, o de Pernau-
buco e boa procedencias, em trra.
O Dr. Thomaz Garcez Paranhoe Montenegro,
commendadorda Imperial Orden, da Rosa,
jiz de direito especial do commercio desta
cidade do Revfe, capital da provincia de
Pernambuco, por Suz Magestade Impe-
rial e Constitucional, o Sr. D. Pedro U,
a quem Deas guarde, etc.
Favo saber aos pue o presente edital virem ou
d'eile noticia tivrrem, abe por parte de Saltar,
Oliveira & C, me foi dirigida a peticao do thsor
seguinte :
Itlin. e Exm. Sr. Dr. jais especial do com-
mercio. Dixem Baltar Oliveira & C. que, sendo
credores de francisco Arthur Bowcn a quantia de
5:400*, importancia de urna letra de seu aceite
de 2 de Abril de 1880, r 24 meses de prazo, ven-
cida em 2 de abril de 1882, ordem de 'oo de
de Albuquerque Maralo Cuoha ; e, querendo
protestar para interromper o preacripc), e achan-
do-sa o supplicado Francisco Arthur Bowan au-
ausente em lugar Ineerto, requerem os supplicantes
a V. Exc. que se digne de mandar tomar por ter-
mo o seujprotesto, afim de ser intimado por carta
de edito, dignando-se V. Exc. marcar dia e hora
para ter lugar a justificado de ausencia.
Nestes termos pedem deferimentn.-E. R. M.
Recife. 1 de Abril de 1887.Baltar, Oliveira
& C. (Estava sellada legalmente.)
E' o quese conlinba em dita peticao aqu mui
bem e fielmente copiada, na qual profer o despa-
cho do theor seguinte :
Distribuida, como pedem. O eacrivo mar-
que dia.
Rcife, 2 de Ibril de 1887.je-Montenegro.
Em virtude deste meu despacho o respectivo
distribuidor, a quem foi a inesma peticao presen,
te, a distrbuio ao escrivo do primeiro officio,
quejlavrou o termo de protesto do theor seguinte :
Aos 2 de Abril de 1887. nesta cidade do Re-
cife, cm meu cartorio veio Antonio da Cunha Fer-
reira Baltar, socio da firma Baltar Oliveira & C,
e disae perante mim e as tastemunhas a'iaixo as-
signadas, que reduzia a termo de protesto o con-
tedo}de sua peticao retro, que fica fazendo parte
integrante do prstate.
de como assim o disae e protesten, lavro
este termo, em que assigna com as testemunhas,
depois de lido por mim, Jos Franklin de Alencar
Lima, escriv" que o escrevi.- -Antonio da Cu-
nha Ferreira Baltar Manoel Chaves Baltba-
ar.- -Joados Reis Pilho.
Nada mais se continha em dito termo de pro-
testo cima transcripto para os eff.itcs do direito.
E tendo os supplicantes produzido suas teste-
munbas, que depuzeram acere i da peticao retro
copiada, o respectivo escrivo me tez os autos
conclusos, sellados e preparados, uelles profer a
sent nca do theor seguinte :
Vistos. Julgo procedente a justificacao e
mando que seja o justificado intimado por editaes
cum o prazo de 30 dias do protesto de foihas para
interrupcao da prescripcao no titula de foluas.
Costas ex-causa.
< Recife, 9 de Abril de 1887.Thomaz Garcez
Paranh>s M inteiiegro >
Em virtude desta minha sentenca o respectivo
escrivo fez possar o presente, que ser publicado
pela imprensa, e outro de igual tluor affixado no
lugar do costume. e em virtude do qual chimo,
cito e li-i por intimado o justificado Francisco
Arthur Bowen. paraqu- no praxo de 30 dias con-
tados da data da pub|icaco desta compareca ante
este juizo, afim de allegar o que fr a bem de
seu direito.
Dade e pass\ nestafetdade do Recife, aos 9 dias
de Abril do anuo de Nosso Scubor de 1887.
Eu, Jos Franklin de Alencar Lima, o sub-
screvo.
Thomaz Garce Paranhos Montenegro.
DECLARACOES
Clob Concordia
Samstag 16 april 1887.
Tans-abend.
Das directorium.
da
Comi gtral
Modas a expedir-te hoje
Pelo vapor Advance, esta adminiatracao expede
malas para os porto da Bahia e Rio de Janeiro,
recebendo impiesso e objecto a registrar at 12
hora do dia, cartas ordinarias at 1 hora da tar-
de ou 1 1/2 com porte duplo .
Adminiatracao dos correios de Pernambu 10
de Abr1 de 1837.0 administrador,
Affotuo do Mego Barros.
Cnit-aria do Seanor Bota itmmm
Vianacra
De ordem do nosso irmao provedor, convido a
todo* os nossos irmos, para que, paramentados
com Mu habito, comparecam uo consistorio da
nossa igreja, pela 4 horas da Urde do da 8 e 10
do corrate, afim de acempanharmos as procissoes
doSenhor moito e da resmreico, para as quaes
fomos convidados.
Cousistorio da contraria do Senhor Bom Jess
da Via-sacr, 6 de Abril de 1887.
O escrivo,
Adalberto J. de Paiva.
Companhia do Beberibe
Nao te tendo reunido hoje, como foram convo
cados, os accionistas desta companhia, para que
em assembli geral extraordinaria resolvam so-
bre o augmento do capital social necesario para
o complemento das novas obras ; sao de novo con-
vidados a reunirem-se para o mesmo fim no dia
12 do correte mez, ao meio dia, no primeiro an-
dar da casa n. 71, ra do Imperador.
Se nesta segunda reunio inda nao compare-
cerera accionistas que representero diua tercos
do capital social, cerno exige o art 15 4a da le
n. 3150 de 4 de Novembro de 1882, far-se-ha en-
to terceira convocacSo, cmcujo caso ti r logar
a rtunio com qualquer que seja o numero de
accionistas presentes.
Recife, 6 de Abril de 1887.
Ceciliano Mamede Alves Ferreira,
Director gerente.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
Irmandade do Divino Espirito
Santo do Rec fe
De ordem do irmao juiz, convido a todos os no
sos irmacs a comparecerem em o nossa consistorio
s-xta-feira 8 do corrente, 3 horas da tarde, e
domingo 10 s 6 da manda, para, paramentados,
acompanbarmos as procissoes do Triumpho dos
Passoa e da reaurreicao do Seahor, que sabiro da
ordem terceira de N. S. do Monte do Carino, para
cujos actos foinjs convidados.
Consistorio da irmandade do Divin Espirito
Santo do Recife, aos 5 de Abril de 1887. .
O escrivo,
Julio Ferreira da Costa Porto.
Estrada de Ferro do Recife a Ga-
ruara'
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S-5 I 5. i
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Entrada* de ansocar e aliioduu
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Barca ca.....1
Estrada de ferro de Olio-
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Animaes.....
Estrada de ferro de S.
Franciscj ....
Estrada de trro de Li-
inoeiro.....
G
1 9
1 4 7
1 7
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I
x.
9.539
1.371
1.256
8.340
413
20-919
i.
i
Banco de Crdito Real
At o dia 15 do corrente mez, devem os ac-
cionistas do Banco de Crdito Real de Pernam-
buco realizar a lerceira entrada do valir no-
minal de suas acedes, na rato de 10 0/0, levan-
do-a sede do banco, na ra do Commercio n.
34.
Este banco est pagando o aeu primeiro divi-
dendo razo de 4*000 por aeco ou 10 0/0 do
valor realizado de cada urna.
O pagamento faz-Be na sede do bauco, das 10
hora da inauh s 4 hora da tarde dos das
uteis.
Xot do Thriouro dilacerada
O recolhimeuto de nota dilaceradas est sendo
feito na Thetouraria de Faxenda, na terca e
extas-feiras, das 10 s 12 hora da manh.
De ordem do Sr. presidente, convoco de novo
aos senhores asociados para reunirem-se em as-
sembla geral no dia 15 de Abril prximo vindou-
ro, s 10 horas da man ha, visto nao ha ver com-
parecido boje numero legal para o fim determina-
do no art. 29 dos estatutos, conforme foi annun-
ciado. Ficar constituida a asaembla geral nesae
dia com o numero de s>cios que comparecci, de
accordo com o rt. 27 do referido estatuto.
Recife, 30 de Marco de 1887.
Sebastio M. do Reg Barros,
1 secretario.
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DE 11 A 16 DC ABRIL 01 1887
Asaaclaeao Commerrlsl
Entrou de semaoa o director D. P. Wild.
Lugar aliena Delene
Effectuou-se o fretamento deste navio para car-
regar Besucar com destino a Montevid >, a 600
(quantia redonda).
Mavuu
Alcool (litro) 218
Algodao (kilo) 400
Aasucar refinado (kilo) 151
Dito branco (kilo) 131
Dito mascavado (kilu) 067
Borracha (kilo) 1*263
Cacao (kilo) 400
Cachaca (litro) 077
Caf bom (kilo) 460
Cafregtolho (kilo) 320
ri-1 Carnauba (kilo) 366
Caracos de alrodo (kilo) 040
Carvo de pedra de Cardifi (101.) 16*000
Couro seceos epichado (kilo) 58
Ditos salgado (kilc) 500
Dito verdes (kilol 275
Fariuha de mandioca (litro) 500
Fumo restolho (kilo) 400
Genebra (litro) 200
Mel (litro) 040
Milho (kilo) 040
Taboado de amarello (duzia) 100*000
895'
3.947!
566
3.854
138
9.945
Vapor nacional Manosi
Levou para os portos do norte a carga seguin-
te :
Para Cear :
30 caixas com cajurubeba.
Para Ma'aiiho :
40 barricas com asquear branco.
80/2 ditas com dito dito.
20/4 ditas com dito dito.
Para o Par :
5 barricas com asaucar branco.
703/2 ditas com dito dito.
37/3 ditai com dito dito.
700/4 ditas com dito dito. j-
340 barriquinhas com dito dito.
600 saceos com milbo. /
100 ditos eom farinha de m.ndioca.
.70 pipas com aguardante.
00 barris de quinto com dita.
Para Mano :
25 saceos com assucar branco.
439/2 barricas com dito dito.
391/1 ditas com dito dito.
36 latas com dito dito.
1 bail com mel.
172 barris de quinto com agurdente/
Vapor aiui'riraiiii Aili-iri
C nduzij a seguinte carga :
Para Maranho :
300 barricas com assucar branco.
Para o Para :
60/2 barricas com aasucar branc
250/4 ditas com dit> dito.
50 pipas com agurdente,
caixas com cajurubeba.
1,500 dita com abo.
Para New-York :
28 barricas com borracha.
204 fardo* com courinbos.
Vapor nacional %uaribt>
A carga deste vapor foi a sedro^nte :
Para Macei : 1
50 barricas com fariuha.
122 fardo com xarque.
Para Penedo :
2 barricas com asaucar branco.
40 fardo com xirque. ,
Vaaar rrancei vnAe d
C.-iistou do tegainte a carga q
Para K:o de Jane> -o :
30 caixas com cajurubeba.
CU dita cm oleo de ricino-
Para Santos :
tO saceos com assucar branco.
1.90U ditos com dito mascavado
50/2 barricas com dito refinado.
10 pipa* com agiiirdente.
Iiuporlavo
Vapor ingle Trent entrad* de Sjuthamp-
tou em 8 do corrente e consignado a Adamsou II1
wie & C, manifestou :
Agua mineral 10 eaixas ordem. ,
Amostras 34 volumes a diversos. ^.^
Crrveja130 caixas a Sulzer t K iufim*'n.
Cha 12 volumes a Luis Antonio &>qiiira.
Doce 10 caixas a Carvalho & C., 7 a James
Fanston-, 2 ordem. /"
Droga 5 volumes a^Mnoel Alves Barbosa Suc-
cessor, 3 a Herme de Soasa Pereira.
Graixa para sanfff Viauna, 5 a Pavate Viauna & C, 6 a Nunea Fou-
aet-^.Jfc-O^- a Gomes de Mattos Irmos.
Livros 1 caixa ao Dr. 8. R. Wing.
Maateiga 3 caixas a Chark Pluym k C.
alateriaes para telegrapho 1 caixa a Western
Brasilian Telegraph Company.
Oleo de liohaca 5 barri e 50 'ambires a David
St >rer a Son.
Objecto para escriptorio 2 caixa a Wilsou Son
&C.
Papel 9 fardos a G. Laport & C., 1 caixa a
Western Brasilian Telegraph Company.
Pimeuta 13 saceos a Fernandes da Costa & C.
Peixc em conserva 2 caixas a Ramo 6c C.
Provisoes 10 caixas aos mesmos.
Pnsuntos 5 caixas a Carvalho & C.
Queijos 30 caixas a Joo F. de Almeida, 24 a
Jos B. de Ctrvalho, 20 ordem, 20 a Browas &
C, 20 a Antonio Jos Soares 6t C 10 a Fernan-
das da Costa & C, 7 a Alheiros Oliveira & C, 6 a
Guimares Rocha & C.
Rjopa 1 caixa a Wells Hood.
Salitre 10 barricas a Prente Viauna & C.
Sabonetes 1 caixa a A. L. Guimarea & C.
Tapetes 1 fardo ao meamos.
Tecidoa diversos 94 volumes ordem, 56 a Ma-
chado & Pereira, 13 a Lu Antonio Siqueira, 3
a Francisco G. d'Amaral & C, 1 a Monhari Hu-
be- ce C. 1 a Olinto Jardim C, 2 a Guerra &
Fernandes, 2 a Narciso Maia & O, 5 A. L. Gui-
marie' Sr. C, 13 a A. Vicira & C, 13 a Joaquim
Agoatmho 4 C.
Tinta 1 Caixa a Wattern Beasilian Telegraph
Compaoy.
Tintas 32 barricas ordem, 60. 1 caixa'e 50
tambores a David Storer & Son.
Velaa 6 emarrados ordem.
Carga de Lisboa
Amendoaa 2 cestoa a Amorim Irmos 4c C.
Baga de iabugueiro 5 barrica a Pinto ce C.
C-bola 25 a Paiva. Valente C, 50 a Guima-
rea Rocha & C, 25 a Siqueira Ferras & C, 25 a
Carvalho & C.
Obra de vime 2 volumes a Justo Teixeira
& c
Livroa 3 caixas % 6. Laport & C.
Vmho 10/5 e 1/10 a Olinto Jardim C. 10 e
'. 10(10 a Caetan-i da Silva Presado, 45 a Couto
Santos C, )|5 a A. Alvaro de Carvalho.
Vapor austraca Fiuaro *, entrado de Triest
e escala em 7 do correte e consignado a H.
Forster & C, manifest :
Farinha de trigo 4,000 b.rricas ordem.
Papel 23 fardos ordem.
Vinbo 10 caixas a Salzer & K lutfinann.
Vapor amoricuno Advance entrado de Nw-
York em 9 do corrente e consignado a H Forster
ce C, manifestou -
Arco para barricas 20J f.-ixei aos consignata-
rios.
Alcatro 10 barricas a Almeida Ce Souza.
Banba 50 barris aos consignatarios, 50 a Fer-
nandes & Irmo, 50 a Joo Fernandes de Almei-
da, 50 a Joaquim F. de Ctrvalho ce C, 50 a Do-
mingos, Croa fie C, 30 a Joo Moreira & C-, 20 a
Esnaty, Rodrigues & C, 20 a Joo F. da Costa.
Candieiroa 5 volumes a Deodsto Torres & C,
5 a Orto Bohres, Successores.
Cha 6 li2 grades a Joo F. da Co=ta.
Ferrageus 3 volumes a Miranda ce Souza.
Parioha de trigo 1150 barricas aos consignata-
rios, 700 a Pereira, Carneiro fie C.
Graixa para sapatos 4 barricasja Guimares
Cirdoso & C, 2 aos consignatarios.
Garrafa vasias 1 grade a J. S. de Lima Pinho.
Joias falsas 1 caixa a Oito Bohres, Su cessor, 1
a Guimares Cardoso fie C.
Kerosene 150 caixa ordem, 6 barr com-
panhia Ferro Carril.
Louca de ferro 9 volumes a Miranda & Sousa.
Maizena 40 caixas a Ferna ides *. Irmo, 30 a
Esnaty Rodrigues & C
Papel 1 caixa a Otto Bohres Succassor, 1 aos
consignatirioj.
Penuas de ac 1 caixa aos consignatarios.
Prensa de imprimir 2 volumes a Joo W. de
Medeiros.
Pregos 50 barricas aos consignatario
Tinta 100 volumea a Viauna Castro & C, 16 a
Guimares Cardoso fie C, 4 ordem.
ToDciuho 20 barris aja consiguatarioe
Vidros 9 volumes a B. Duarte Campo & p.", 8
a Vianua Castro A C. y
_ ./
Vapor nacional Marques de Caxias, entrado da
Bahia e aaerffa em 7 do corrate e consignado a
Domingos Alves Matheus, manifestou :
Algodao 363 saccas a J. H. Boxweli, 100 n Fer-
reira Rodrigues & C-
yArroz de casca 50 sacca aos meamos.
' Barricas vasias 10) volumes ordem.
Couros salgados seceos 50 a Pereira Carneiro &
C., 259 a Domingos Alves Matheus.
Conservas 10 calzas a Guimares Rocha fie C.
Cobre 9 barricas a Nones Fonseca & O.
Corda de piaaava 150 a Beltro fie Costa.
Fumo 6 volumes a Ainorim Irmos & C.
Milbo 1000 sacca a Baltar Oliveira & C.
Pelies 125 amarrados, J. H. Boxwjll, 2 a H.
Nueach & C.
Piaasava 56 molhos a Beltro & Costa.
Sola 46 volumes a Ferreira Rodrigues & C. 387
meios H. fuesch 4 C.
Tainancos 8 volumes a Soares do Amaral Ir-
mos, 4 a Ferreira Rodrigues fieC.
Taixa para assacar 1 a Nunes Fonseca fie C.
PAUTA DOS GNEROS SJEITOS A TARIFA
SUPRA
Algodao.
Aguaj minerae8.
Alcool c agurdente de qualquer especie.
Alcatro, pixe, etc.
Albos.
Alvaiade.
rame de qualquer espacie.
Arroz.
Azeite de qualquer especie.
Bacalho.
Lugar portaguez Hercilia entrado do Bio Gran-
de do Sul e consignado a Baltar Oliveira & C.,
manifestou :
Graixa em barricas 2470 kilos.
Xarque 238:74i kdoa aos consignatarios
Patacho nacional Padre Cacique, entrado do
Rio de Janeiro em 7 do c Pereira Carn ro fe J., manifestou :
Arcos de pao M amarrados ordem.
Baricas l ) voluini s ordem.
Barra vasios 500 ordem.
Dyuamite 10 caixas a Rodrigues & Santos.
Patacho allemo Alaria entrado do Rio Grande
do Sul em 8 do corrente e consignado a Baltar
Oiveira fie C, manifestou :
Graixa 71 pipas a Baltar Oliveira ftC, 40 a Sil-
va Guimares & C. ~-
Oleo de mocot 30 caixas Maia & Rezende.
Sebo 410 barricas a Baltar Oliveira fie C, 202
ditas a Silva Guimares fie C.
Xarque 786 fardos a Baltar Oliveira A C.
Patacho nacional Otear entrado d> Ri de Ja-
ueiro em 7 do corrente, e consiguado a Antonio
de Oliveira Maia, manifestou :
Agua de S.-Itz 30 caixa, a Joo V. Al vea Ma-
theus C _,
Barricas vasias 3300 volumes ordem, 200 Pe-
reira Carneiro 4 0.
Espoletas 1 caixa a Albino Silva 4 C.
Estopim 1 caixa aos mesmos.
Dynamite 4 caixas aos meamos.
Genebra 90 caixas a J. V. Alves Matheus & C.
Vinagre 20 barris ordem.
Vinho 12 pipas e 200 barris ordem.
Patacho nacional Andaluza entrado du Rio Gran-
de do Sul cm 9 do cortete, e consignado a Amo
rim Irmoo & C, manifestou :
Graixa em bexigaa 1,500 kilo.
Sebo 120 barrica.
Xarque 143,580 kilo o consignatarios.
Lugre ingle* Kilmia entrado de Terra Nova,
em 9 do correodo, e consignado a Sauudres Bro-
thert 4 C, manifestou :
Bacalhau 2,655'barricas, e 500 muias ditas aos
consignatarios.
Hiate nacional Iris entrado da Macau, em 9 do
corrente e consiguado n Juo Paes de Oliveira,
manifestou :
Algodao 16 saccas a Sj iza Nogueira 4 C, 3
a Joo Paes de Oliveira.
Couros aeccis salgados 61 aas mesmos.
Sal 32,000 litro ordem.
Exportado
accira 6 de Aban, de 1887
Para o exterior
= No vapnr americano Allianca, carregaram :
Para New-York, F. Galvo 16,898 courinho de
cabra ; II. Stolzenbach 4 C. 10,800 pelies de ca-
bra ; Abe Stein 4 C. 18.030 pelies de cabra.
No vapor inglez Orator, carregou :
Para Liverpool, V. Neesen 30 tardos com 9,000
kilos de trapos.
No lugar inglez Harrittte, carregou :
Para Ncw-Yjrk, M. J. da Rocha 132 saceos com
9,900 kilos de assucar mascavado.
Na barca portuguesa Htrsilia, carrega-
ram :
Para o Porto, Rodrigues Lima 4 C. 1 birril
com 45 litros de agurdente, 1 barrica com 105
kilo* de assucar brauco e 2 ditas com 120 ditos
de caf.
Para o interior
No lugar Dorueguense Ideal, carregaram :
Pata Santos, P. Carneiro fie C. 4,500 saceos com
270,000 kilos de assucar branco e 3 500 ditos com
210,000 ditos de dito mascavado.
No vapor trances Ville de Sania, carrega-
ram I
Para Santos, Baltar Irmos 4 C. 350 saceos
com '1,000 kilos de asaucar brauco e 1,350 ditos
com 81,000 ditos de dito mascavado ; P. Carne.ro
a C. 400 saceos com 24,000 kilos de assucar mas-
cavado ; F. Alves 4 C. 50 barrica com 3,000
kilos de assucar ieti. 1 lo ; 1'. Pinto & C. 10 pipas
com 4,800 litros de agurdente ; F. A. de Ase-
vedo 400 saceos com 24,000 kilos de ssucar branco
e 200 ditos com 12,000 ditos de dito mascavado.
Para Bahis, A. Oliveira di O 4 caixas com 300
kilos de doce.
= No vapor americano Aduance, carregaram:
Para o Rio de Jaoero, Burle 4 C. 200 saceos
com 12,000 kilos de assucur branco e 460 ditcs
com 27,600 ditos de dito mascavado ; II. Burle
4 C. 1,0 A) saceos com 60,000 kilos de assucar
branco ; Eduardo Barbosa i 00 saceos cem 42,000
kilos de assucar mascavado e 100 ditos com 6,000
ditos de dito branco ; F. M. da Silva 4 C. 200
Banha do porco.
Batata alimenticias.
Bebidas espirituosas de gualquer especie.
Biseoutos em latas.
Bolachas e bolacbioaas.
Breu.
Cacao.
Cocos verdes ou secco.
Caf em grao.
Caf moido.
Cal de qualquer especie.
Canos de barros ou de qualquer metal.
Ceblas e cebolinbos.
Cprveja.
Conservas em latas ou vidro, de qualquer es
pecie.
Carnea seccas ou salgadas.
Carocoa de algodao.
Chifres.
Embira.
Ervilhas seccas.
Esleirs do pais.
Farinha alimenticia de qualquer especie.
Paseada de pannos de qualquer especie.
Fculas.
Feijo secco.
Fumo em qualquer estado.
Kerosene.
Macarro e outras massas alimenticias.
Manteiga.
Mel de qualquer natureza.
Milbo.
Metaes nao preciosos em bruto ou em obras'
Oleo de qualquer especie.
Pelies, brutas ou preparadas.
Phospboros.
Peixes seceos ou aalga La.
Sabo.
Sal'ordinario.
Sebo.
Sola.
Ti mancos.
Tecidoa diversrs.
Toucinhu.
Vaaaouras do pais.
Velas de qualquer quaUJ&de.
Zarco.
Todo e qualquer genero de primeira necessida-
de e producto da pequea lavoura, que nao esteja
especificado, ou se ache classificado em classe i-
inferior 4a da pauta annexa as tarifas approva-
das pelo Dec. u. 8456 de 18 de Marco de 1882.
Observarse .
1.* Quando a expedico de qualquer um dease
gneros exceder mais de 5,000 kilos, far-se-ha
anda o abatimento de i0 / nos frates da tarifa
cima e ser concedida urna passagem gratuita de
2 classe, pessoa que acompanhar os mesmos g-
neros.
2. Quando a expedico completar a iotaco de
um wagn o abatimento ser de 20 % elevndo-
se a 40 / si completar a Iotaco de 4 ou mais wa-
gons.
Eacriptorio do trafego, Rscife, 5 de Abril de
1887.
___________________A. de S. Pires Ferreira.
Banco de crdito real de Pernan-
boco
Nos termos dos artigo* 5 e 6 dos estatutos,
sao convidados os Srs. accionistas reulisar at
dia 15 de Abril prximo, na sede do Bauco, ra
do Commercio n. 34, a terceira entrada de 10 %
valor nominal de cada aeco.
Recife, 14 do Marco de 1887.
Os administradores,
Manoel Joo de Amorim.
Jos da SiKa Loyo Jnior.
Luiz Duprat.
Companhia dos Trufaos Urbanos
do Recife a Olinda e Beberibe
Assenbla geral extraordinaria
^Dd ordem do Sr. presidenta da nssembla geral
sao convidados 1 s Sis. accionistas a se reuuirem
em assembla geral extraordinaria, conforme o
requere a directora da Companhia, afim de ser
consultada a sua opinio sobre a innovadlo do
contracto permittida pela le d. 1850 de 1885.
A reuaio se eflectuar s 11 horas do dia 13
do mes seguinte no escriptorio da Companhia
Recife, 29 de Marco de 1887.
O secretario da asaembla geral,
_________J- A. de Almeida Cunha.
Lotera dcOOOcontos
"JA grande lotera de 4000 coatos, (m 3 sorteios,
tic transierida para o dia 14 de M>o viudouro,
impreterivelmente, nos tenaos i'o despacho do
Exm. Sr. presidente, J bojri.
Thesouraria tas Loteras para o fundo de
emaocipiicSo e ingenuos da Colonia Isaef! 1! da
Descubro da 1886.
O thesoiireii",
Francisco Gonualv-sTeires.
Escuna nacioual Marietta, Pelotas.
Lugar ingles Aureola, New-Yerk.
Lugar nacional Maia 1, Santos.
Lugar nacional avenal, Rio Grande do Sul.
Lugar norueguense Alrana, Hu'.l.
Lugar norueguense Ideal, Santos.
Lugar ingles Hornet, New-York.
Lugar norueguense Sperama, Canal.
Lugar ingles May, Hull.
Navio* descarga
Brigue allemo Jos Genebra, carvo.
Barca norueguenss Progress, csrvo.
Barca inglesa Christiani Scrivey, carvo.
Barca dinamarquesa Arica, carvo.
Barca norueguense Glitner, carvo.
Barca inglesa Paragero, bacalho.
Bajea inglesa Beltrees, bacalho.
Escuna norueguense Hapsnas, var03 gneros.
Lugar portuguez Hersilia, xarque.
Lugar ingles Lutsie R. Wilce, bacalho.
Lugar allemo Helene, varios genero.
L^ar ingles Rosina, bacalho.
L6ar ingles Kalmia, bacalbo-
Patacho ingles Lady Byrde, bacalho.
Patacho nacional Andaluza, xarque.
Patacho allemo Mary, xarque.
Dlnnelro
O vapor nacional Jaguaribe levou para :
Macei 40:0004000
Penedo 20:000*000
Aracaj 12:066*570
O vapor nacional Manis levou para :
Maranho 200*000
Rendlmeatos pblicos
MES DS ABRIt
Al/aniega
Mnk de Ferro do Recife
Cmara'
NOVAS TAMFAS
De ordem do Illm. Sr. director engenheiro chefe
chimo a atteoco dos agricultores, commerciautes
e mais interesados para a nova tarifa, que ha de
vigorar n'esta estrada de ferro A comecar de 10 do
mes corrente, com applicaco aos principaes gene-
ros de produeco e consummo da sona servida pela
mesmn estrada, que, as tarifas at agora em vi-
gor, eatavam sujeitoe a taxas de transporte relati-
vamente elevadas.
Pela nova tarifa, cuja unidad 10 kilos, o peso
de 150 kilos (10 arrobas) carga ordinaria de um
cargueiro pagar do Recife a Victoria ou vice-
versa, 730 ris, e de Cascavel ao Recife ou vice-
versa, 1*050.
Secretaria do Prolongamento da Estrada de
Ferro do Recife ao 8 Francisco e Estrada de Ferro
do Recife a Caruar, cm 6 de Abril de 1887.
O secretario.
Manoel Juvencio de Saboya.
Companhia de edificado
C >mmunica-se acw oenbores accionistas, que por
deliberaco da directora foi resolvido o recolhi-
mento da sexta presfaco, na razo de 10 0/0 do
valor nominal das respectivas accOea, a qual de-
ver realisarse at o da 12 de Abril prximo
futuro, na sede desta companhia, praca de Pe-
dro II n. 77, 1- andar.
Recifel2 do Marco de 1887.
Gustavo Antunes,
Director secretario.
.
Renda geral
0:1*6
dem de 9
Renda provincial
De la 6
dem ue 9
130:9594846
24:973 464
155:7184398
4.415JX77
135:933310
163.134*275
Malnduuro Publico
Foram abatidas uc. Matadouro da Cabanga 112
rezes para o consumo do dia 10 de Abril.
Sendo: 85 rezes pertenceutes a Oliveira Castro,
& C., e 27 a diversos.
Vapore* navio* eitperadow
VAPORES
Debayd^ sul a 9.
Magellanda Europa a 10.
Tamardo sul a 14.
Parado norte a 14.
Actorde Liverpool a 14.
Uruguayde Hsmburo a 15.
Pernambucrjdo sul a 17.
Bkamenyde Trieste a 23.
La Platada Europa a 24.
Espirito Santodo norte a 24.
Euclidde Liverpool a 25.
Ceardo sul a 27.
NAVIOS
Amandade Uamburgo.
Apotheker Dirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade Cardifi.
Anne Catharineda Bahia.
Bernardas Godelewus do Rio Graude do Sul.
Brothersdo Rio de Janeiro.
Catode Hamburgo.
Diudado Rio Grande do Sul.
Enjettado Rio Graude do Sul.
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Graude do Sul.
Elysado Porto.
Favoritode Santos.
Guadianade Lisboa.
Haus Tode-de Cardiff.
Jolantde he Santos.
Joaquinado Porto.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. .de Liverpool.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Nordsoende Liverpool.
Nautilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Buenos-Ayrea.
Premierdo Rio de Janeiro.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Sparke Terra Nova.

De la6
dem De 1 a 6
Id*--n da
caixas com 7,200 kiloa de oleo de ricino.
= No vapor americano Allianca. carregou :
Para o Para, M. J. Alves 400 barricas com
33,177 kilos de assucar branco.
Na barca norueguense Rpenos, carregou:
Para Maco, F. Galvo 500 saceos com fariuha
de mandioca.
No vapor nacional Mandos, carregaram :
Para Manos, P. Alves 4 C 10 barris com 960
litros de agurdente, 30 volumes com 1,458 kilos
de asaucar branco e 20 ditos com 300 ditos de dito
refinado: M. Cuuha 200 barricas com 13,098 kilos
de assucar branco ; V. T. Coimbra 50 barricas
com 330 1(2 kilos de asaucar branco.
Para o Para, P. Pinto 4 C. 15 barra com 1,410
litros de agurdente e 5 barricas com 350 kilos de
a.sucar branco ; Baltar I.inos & C. 2o pipas
c m 12,000 litros de agurdente ; Amorim Irmos
4 C. i caixas com 75 kilos de doce ; B. Oliveira
4 C. 200 barricas com 12,000 kilos de assucar
branco, 50 barris com 4,800 litros de agurdente e
100 saceos com fariuoa de mandioca ; E. Saaico
5 caix'is elixir de cabec* de negro ; Viuva de
Manoel F. Marques 4 Filho 5C0 barricas conv
3o,54) kilos de asaucar branco ; M. Cuuha 300
barricas com 21,400 kilos de assucar branco -. B.
Oliveira 4 C. 600 saceos com 30,000 kilos de
milho.
No hiate GerquUy, carregatam :
^Para o Natal, E. C Beltro & Irma 6 barricas
cem 350 kilo de asaucar refinado.
= Na barcaca Farofa, carregou :
Para Parabyba, J. P. dos Santos Fsrofa 16
barricas com 1,200 kilos de assucar brue-.
Navlosi a carita
Barca inglesa Frinc'oier, Russia.
Barca portuguesa Hersilia, Luboa.
Barca norueguense Aino, Hull.
Brigue allemo i. G. Fichte, Montevideo.
Barca sueca Sophia, Bltico.
Barca n ruegucnse Brodrene, Bltico.
> 1 a 6
(de o o 9
Receb'doria
Consulado Provineiat
tecije Drainage
299-067,8500
7:"3bA307
1:073*227
8:89534
9.357*511
269*357
9:626*868
3:150858
106=555
3:257413
Mercado Municipal de S O movimento deste Mercado aos dias 7, 8 e 9 de
Abril foi o seguinte :
Entraram :
48 bois pesando 8,013 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 32 ditos de 1. qualida-
de, 4e 1/2 de 2 dita e 11 1/2 ditos par-
ticulares.
5395 kilos de peixe a 20 ris 107*900
113 cargas de farinha a 200 ris 224600
38 ditas de fructas diversas a 300 rs. i 14400
27 taboleiros a 200 ris
33 Sumos a 200 ris
Foram ocoupados :
72 columnas a 600 ria
72 compartimento} de tarinha 1
500 ris.
64 ditos de comida a 500 ris
237 ditos do legumes a 400 ris
45 ditos do suino a 700 ris
32 ditos de tresauras a 600 ris
31 talhoa a 24
29 ditos al*
A Oliveira Castro 4 C.:
162 tainos a 1
Deve ur sido arrecadada neste di
a quantia de
Rendimiiito dos dias 1 a o
Foi arrecalado liquido at boje
Preces do dia :
Carue verde da 200 a 400 reia o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idein.
S uno* de 560 a 640 ris ideo:.
Fariuua de 2 K) a 28 i 'is a euia.
Milho de 60 a 320 ris dem.
Feijo de 640 a 1*000 idem.
5*400
6*600
43*200
36*000
32*000
94*800
31*50t;
19*200
60*00C
29*000
162*000
661*600
1:228*14
1:889*740
Movimento do porto
i Navios entrados no dia 7
Rio de Janeiro11 dias, patacho nacional Osear,
di 296 toneladas, capito Jos dos Rus, equipa-
gem 10, carga varios gneros ; a Antonio de
Oliveira .Maia.
Bahia e escala11 dias, vapor nacional Marqaez
de Caxias, de 391 toneladas, oomwandante Fe-
lippe Rodrigues da Nova, equipagem 26 carga
varios gneros ; a Domingos Alves Matheus.
Trieste e escala28 dias, vapor austraco Timavo,
de 913 tosieladas, commandante Baldasare V-
aos, equipagem 37, carga varios gneros ; a
Henry Forster 4 C.
Navios mhidos'no mesmo dia
Manos e escalaVpor nocional Mandos, com-
comdante Guilherme Waddjngton, carga varios
gneros.
Sautos e escalaVapo francs Ville de Sanios.
commandante J. Henry, carga varios gneros.
New-York e escala Vapor americano Allianca
eommaudante James R. Beers, carga varios
gneros.
Navios entrados no dia 8
Southampton e escala-14 1/2 dias, vapor ingle*
Treni, de 1707 toueiadas, commandante A. E.
Bell, equipagem 83, carga varios gneros ; a
Adamson Huwie 4 C.
Terra Nova28 dias, lugar ingles Kalmia de 172
toneladas, capito Gcerga BusBell, equipagem
9, carga bacalho ordem.
Rio Grande do Sul 23 dias, pataeho allemo
Jary, de 10 toneladas, capito John Brech
wolat, equipagem 7, carga xarque ; a Baltar,
Oliveira fcC.
Navio sahdo no mesmo dia
Buenos Ayres e escala Vapor ingles Veji, com
mandante A. E. Bell, carga varios ^eneros.
navios entrados no dia 9
New-York e escala19 dias, vapor americano
Advance, de 1902 toneladas, commandante Jas
L^rd, equipagem 65, carga varios gneros; a
Henry Forster & C.
Rio Grande ae Sul28 dias, patacho nacional
Andaluza, de 179 toneladas, capito Joao Jos
dos Santos, equipagem 9, carga xarq
Amorim Irmos 4 C.
Maco12 dias, hiate nacional Ires, de 57 tone-
ladas, mestre Francisco F. de Aranjo, eq-
gem 5, carga varios gneros ; a Carlos Anto-
nio de Araujo.
Navios sahidos no mesmo dia
Rio de Janeiro e escalaVapor americauo
vanee, eouimauanie Jas Lord, carga var:s
Sinero:.
a e escalaVapor nacional Jaqwmb
mandante Antonio Mana Ferreira B i Cata,
carga varios gneros.

T1


nujig 10 de Abril de 188'
1'eneravel ordena teroeira d* lf
do Monte do Cramo do Beclfe
De ordem do oariwimo irmo prior, convido a
todos os nossos camsimos irmos par, paramen-
tados cora seus hbitos encorpirados, assiatir
moa na igreja do convento da noasa ordem, na
qninta-f ira 7 do corrate, a 9 horas da manh e
4 da tarde, a misan da cxposteSo e lava ps ; e
na sexta-feira 8, a 4 horaa da tarde, e domingo
10, is 6 horaa da manh, para acoropanharmoa as
proeissoes do triumpho dos paaios do Senhor da
resurreici qne sahem da nosaa ordem.
Secretaria da veneravel ordem terceira de N.
S. do Monte do Carmo do Recre, 6 de Abril de
887=0 secretario inttrino,
Miguel doa Santos Costa Jnior.
THE A TRO
"j[
ABTlfll
EMPREZ4 ARTSTICA
GRANDE CQMPANHI& DE ZARZUELLAS
HESPANHOLA
Director de acea
D. Valentn Garrido
Maestro-d rector
D. Aitmlfl i Valle
18" Recita Hvre
HOJE
Domingo, (0 de correle
Grandioso espectculo!!
Subir a seena a muito sublime, poiulare di-
vertida sarauela cmica de grande apparato, ero
3 actos, letra do festivo escriptor OLONA e m-
sica do notavel maestro Bactasnbide. deno-
minada
CATALINA
Emperatriz de Rusia
PERSONAGENS
Catalina, cantinera y em-
peratriz ............... Sra. Sacanellea (M.)
Berta, aldeana........... Sra. Sacanellcs (A)
Urna cantinera......... Sra. Caballero.
Pedro I................. Sr. Manso.
Raimar!, sargento----..... Sr. Duran.
Ivan, coronel..... ....... Sr. Ramcs.
Miguel, aldeano.......... Sr. Garrido.
El general Ymaloff........ Sr. Jordn.
El major Dalovits........ Sr. Mathias.
Um cabo................ Sr. Snchez.
Um soldado............. Sr. Gil.
Tambores................ Sraf. Bniz (, e M.)
Aldeanos, aldeanas, reerntas, cosacos, russos,
cantineras, coro geral e acompanhamento.
Grande banda militar em acea.
Ttulos dos actos
!_En la aldea de Viberg Saqueo e iucendio
por las tropas de cosacos.
2El campanamento Russo Disfraz de Cata-
lina. Manobras de reclutas. El rancho Traicin:
banda msica.
3.La aldea de Viborg cobierta de nieve. E
a cantinera es proclamada emperatriz.
Prcfos do costume
A'm 8 lio< as.
Haver trens paia Apipucos c Oliuda, e bonda
para todas as bubas.
Terja-feira, .2 do corrent
3 Recita de asslsnatnra
A sublime zarzuela
L
LOS
DE
A CORONA
Brevemente : As bellas zarzuellas
Robinson, Boccacio e Marselheza.
THEATEO
SITO.
DOMINGO, 10 DO CORENTE
Festa artstica do velho
BIARTE COIIBII
A pedido geral
2.a rep: esenta?o do notavel drama francs de
grande espectculo em 7 quadros, original de Mra.
Eueenie us e Raoul Brvar, tradcelo livre do
actor ANTONIO COIMBRA JNIOR.
A VIRGEM NEGRA
00
A Gruta do Diabo
Finalisa o espectculo com a chistosa comedia
do repertorio do ve:ho actor DUARTE COMI-
BRA r
O Conde de Parag-ara
O velho Coimbra espera dos sens velbos amigos
e sua valiosa proteceo, tanto mais que a cinc i
longos annos nao pede o seu uxilio, e d-.sde ja
antecipa seu agradecimento.
A's 8 horas.
THEATRO
DE
VASTEDADES
Domingo de Pascho.
tm
BAILES
com muscar>is ou aera illas
Grande novidade!
Magnifica orchestra
Dir tor dos bailes e poitas
O actor LIRA
qne gesatraetou este importante estabelecimento
para to esplei.didas funecoes.
Entrada geral 1000
A'm 9 koras,
CoMpaolila Baha na de navega
cao a Vapor
Macet, Villa Nova, tenedo, Aracaj,
Estancia e Baha
0 nw laniM fle Caras
Commandante Nova
Segu impreterive) -
mente para os portos
cima no dia 12 de
Abril, as 4 horas da
tarde. Recebe carga
nic mente at o 1 S
liLUE&
encommeudas e dinhei-
dia do dia 12.
Para carga, pasaagens
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
7tua do Vigario7
Domingos Alves Mathens
^;oPA2iiJrpta.'iAJii CZ
DE
\avegao5o Ooselra por Vapor
Fernando de Xoronha
0 vapor Giqui
Comanda n te Lobo
Segu nu dia 12 de
Abril, pelas 12 ho-
ras da manh.
Recebe carga at
dia 9.
hars da manh do dia da
10
PassagcS at as
partida.
ESCRiTORIO
faca da Compaabia Perca
i cana a. t
.
ROVAL UIL STEA1 PACKET
COIPANY
0 paquete Tamar
esperado
do snl no dia 14 de
csrrente aeguinlc
depois da demora
necessaria para
Vicente, Lisboa. Vlgoe Son
thampton
Reduc43o de passaqens
Ida Ida t volta
A Sonthampton 1 classe i, 28 42
Camaroteb reservados para os passageiroa He
Pernambueo.
fr.ra pasaagens, fretes, etc., tracia-se ^ os
CONSIGNATARIOS
y amson flowic & C.
S. 3- RA DO COMMERCIO N. 3
Pacific Steam Savigalion Company
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Magellan
E' eaperado da Euro
pa at o dia 10 de
Abril, e seguir de-
pois da demora do eos
me para Valparai.-o
com escala por
Baha. Rio de Janeiro e Monte
video
Para carga, pasaagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-secom oa
AGENTES
Wllson *ons A C, timlted
N. 14 RA DO COMMERCIO-N. 14
DamprscbiflTahr(8-GeseI|schafl
O vapor Uruguay
Esperase de HAMBURG.
por LISBOA, at o dia 14 do
eorrente, seguindo depois ds
remora ncessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, pasagens, encommendas, dinhei-
ro e frete tractA-se jom os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCIO N. 3
.' andar
CnAMElIS reuns
Companhla Praneeza de Xavega-
ee a Vapor
Linha quimwji.al ntre o Havre, Lis-
boa, Pernambrtco, Babia, Rio de Janeiro e
San toa
Terca feir 19 do eorrente
AS 11 HORAS
Na ru.i do I aperador a. 65, parta de de-
tmz
O agente Modesto BaptisM, por mandado ecom
asBistencia do Exm. Sr. Dr. jais do c< mmercio,
a requerimento do Dr. curador lecal da masa
fallida da Correia & C, fu.- leio de 1 cofre de
ferro grand>, 1 divfsA" il" rrmdvira para escripto-
rio, 3 carteiras 4a natandbt, 2 meho >, 2 mesas, 1
balanza, 1 prrr piar. 2 qundros grandes,
1 sof de amarello, 8 euMnn de guaruiclo, 2 di-
tas de balanco, 1 mefa redolida, 1 mesa e 2 con-
solos, tudo pi-rtc ncent- a referida massa fallida.
Mdame Fanny Silva, modista a costureira
aetta tem a honra de communiear as
a. famiUaa que lhe tem honrado com suas
'*, que parte para Pars uo cjrrente
mea, afila de futer acquistco para o sen atelier
de fascida% chapeos, espartilhes, eufeites, enfim
'udo quant* de mais moderno e melhor tun, houver
e possa fnteressar ao toilette de orna seuhura.
Dentro de dous meses a annuocinnte esptra re-
gressar dessa viagem, que simplesmcnte empre-
hendida pela animucaa qne tem receido de todos
?ue tem se dignado ei.c.rrpgal-a de varidas con-
eccoes. Despedindo-se, pois, timporariamente
de suas Exmaa. clientes, cuinpre declarar-lhes,
que receba desde j encommendas de vestidos,
ebaj o3 ou outros artigos qne queiram, por seu
intermedio, mandar vir de Pars ou Londres.
Ra do Imperador n. 50, 1- andar.
AMA Precisa-se de urna para o servico
interno de urna cata d familia ; a tiatar na ra
Duque de Caxiss n. 77-A, ou no Eutroncamcnto,
entrada dos Aflictos n. S3.
Agente Britto
De 2 mobilias de mogno e junco*, guarda-lou-
cas, aparadores, 2 camas francezas de Jacaranda,
marquezoes, cadeirss avulsas, 1 candieiro de gaz
carbnico, machinas de costuras, jarros, quadro,s
leudas, fazendas, miudezas e muitoa artigos exis-
tentes
No armazera a ra de Pedro Affonso n. 43
Terca-feir 12 de Abril
A'a 10 1/2 horas
Leilo
Ds i mobilia de amarello, 1 dita de jscarand
1 importante mesa com pedra, 1 lavatorio com
pedru, bidets, espelhos dourados, quadros, 1 guar-
niySo de pauuos de crochet para cadeiras, 1 bal -
cao, bercos, cadeiras de bataneo, vinhos, cegnac e
n uitos ontros objectos que estarao patentes no
acto do Ieilio.
Terca felra. 1 do eorrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
Por intervengo -lo 8genta
Gusmo
Leilo
De boDs movis, um importante piano de
afamado fabricante F Doerner & Sobn,
1 espeiuo ovul, quadros loucas e vidros
SENDO :
Um importante piano frunces com muito pouco
uso do fabricante Doernsr, nma mobilia de Jaca-
randa com 12 cadeiras de guarnicao, 2 ditas de
bracas, 2 ditas de balando, 2 consolos, jardinhei-
d com peara, l sof, 1 espelho oval, 4 quadros a
oleographia, 2 tapetes para sof, t ditos para
portas, 3 sanefas, 3 pares de cortinados, 3 ditos
de abracadeh-88, 3 venosianas, 3 ditos de jarros,
1 lustre de crystal com 2 biecs, 1 dito de metal, 1
aandela, esteira da salla e quartoa.
Urna cama francesa moderna, 1 toi'ett de Jaca-
randa 1 guarnicao para toilett, 1 guarda vestidos
de amarello, 3 comandas de amarello, 1 cabide
1 lavatorio de amarello, com pedra, 2 camas
de amarello e cpula para creanca, 1 colum-
na para p de cama, 1 berco, nma cama grande
de lona, para casal e 1 machina de costura para
mo e p.
Urna mesa elstica de amarello co 5 taboas, 1
gnarda-loncas de amarello, 2 aparadores de colum-
na, 1 sof de junco, 18 cadeiras de dito, 1 quarti-
uhiro, 2 relogios de parede, 6 qualn-s, 2 cadei-
ras para meninos, 1 marquezo estreito, 1 tiboa
para engommado, 1 banheiro de folba, 1 armario
de pinho, 1 aparelbo de porcelana para almoco,
louca para jantar, copos, clices, 1 licoreiro, gar-
rafas, trera de cosinha registro e encanamento
de gas.
Cuarta felra, 13 do eorrente
A's 11 horas
No 2* andar do sobrado n. 17 da ra V de
Marco
O agente Martins, autorisado pelo Illm. Sr. Ha-
noel Carneiro da Cunba que se retira para Europa
com sua Exma. familia, tara leilo de todos os
movis e mais ubjectos existentes na casa de su
residencia, es quaes seloruamrecommtndavoisjpelo
bem estado em que se acham.'
Leilo
o
Commandante Brant
E' eaperado da Europa
at o dia 19 de Abril, se-
guindo depois da indiapen
savel demora para a lia-
la. Rio de Jsmelr>
e Santn.
Rogase aos Sra. importadores de carga p "los
vapores desta linha,qnciram apresentar dentro de fi
dias a contar do da descarga das alvareng:. ;.-
quer reclamaco concernente a volumes, que po-
VPntm h tenham seguido para os portos do Bu:,an
de se poderem dar a tempe as previdencias neces-
aarias.
Expirado o i eferido pre a. companhica n se
responsabilisa por extrsvioe.
Para carga, pasaagens, encommendas e dinheiro
a fr \\\%\\m Labiiie
9 RA DO COMMERCIO 9
(OnPiNHIE DE F,S%Aj;i
HIE* BAHITIHES
IJNHA MENSAL
0 paquete Niger
Commandante Ranle
L' esperado dos portos di
e-ul at o dia 21 do eorrente,
seguindo, depois da demora
do ,:ostume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-so aos scnborea paasageir.-s da tuda^
as classea qna ba lugares reservados para c-st*
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Faz-se abatimenio de 15 /o em favor das fa
mi lias composta de 4 pessous ao mehos e que pa-
garem 4 pasaagens iutairae.
Por excepciio os criados de familias que torea-
ren bilhetes de proa, gosam tara bem U'este abati-
mento.
Os vales postaes so oe das at e da 19 pagos
de contado.
Para carga, passiigcns, cucommendas : dinheir
a frete: tracta steomo
AGENTE
S
4ugus(e
RA DO COM
ERCPj-9
Para Naraohao
Segne para o porto cima oestes dias a barca
portuguesa Vaico da Cama ; para carga e passa-
geiros Uata-se com os consignatarios Jos da Sil-
va Lojo Filho.
Da dividos na importancia de 7:576|J75
linaria ilra. 13 do correaste
A's 11 horaa
Nu armazem da ra do Bom Jess n. 40
O agente Alfredo Guimares, a requerimento
do administrador da mosaa fallida de Jos da Sil-
va Nunea por mandado e assistencia do Exm. Sr.
Dr. juiz do commercio levar a leilo no dia e
hora cima dita as dividas na importancia de
7.57G575.
Os rs. compradores podero tomar qualqner
ioformaco com o mesmo agente.
<.U \\ Leilo
De bons movis, louya, vidros, livros, qua
dros, objectos de electro plata
Como sejam :
Um piano forte, 1 cadeira para o mesmo, 1 mo-
bilia de Jacaranda com 1 sof, 2 consolos com pc-
dras, i cadeiras de bracos e 12 de guarnicao, l-
tatelas, 1 mesa redonda de Jacaranda, 1 divn e
t pultronaa estufadas, 4 cadeiras de abrir, 1 meti
uh de Jacaranda.
Urna serpentina allem, de Stuttgard.
Urna mobilia de mogno com 1 sof, 2 consolos
com pedras, 4 cadeiras de bragoa e 16 de guar-
nido, eandieiros gaz, quadros, jarros para
fLres.
Um bilhar e seus pertences, 1 estante envidra-
cada, 1 urna commoda secretaria, obra do Porto,
cadeiras de junco, brancas e pretas, 2 cadeiras de
balanco, relogio de parede, 1 espregui^adeira.
Muitcs e lindos objectos de electro pate.
Urna ixcellente mesa elstica jbra de gosto e
com 8 taboas, 1 guarda-louca envidracado, 2 apa-
radores com tampos de pedra, 1 consol com pe-
dra de cor, 1 sota de amarello, 12 cadeiras de
guarnicao, 2 aparadores torneados, 1 guarda co-
mida, 1 relogio, bandejas, salvas de electro pis-
te, talheres, copos, clices, garrafas, louca. vidros,
1 filtro 1 quartinheira.
Urna cama francesa, 1 lindo guarda vestido de
raiz de amrells, 1 guarda roupa igual, 1 cama de
mogno, 1 tolet, 2 lavatorios, 2 camas com graoes,
2 ditas de ferro para meninos, 1 toucador, 1 ca-
bide, camas de lona.
OBJECTOS AVULSOS
Trez bancoa para jardim, 4 sofs de ferro, 2
nansas redondas de farra, 1 pona chapeos, 4 b-
eos de madeira pintados, 1 buhar e pertencis,
1 banco ou p par* cofre, diveres livros, 1 escada
eomjrida, armarios pintados, canos galvam-
sados para euc-tuar agua, torneiras, mesas com
cavhlheres, candir'iros gar.
Qolnta-felra, 14 do eorrente
Agente Piolo
Ob referidos movis e mais objectos sao quasl
novos, solidos, e perfeitos.
O bood das 10 horas e 6 minutos da linha da
Magdalena dar passagem gratis aos concurrentes
ao leilo.
O leilo principiar ? 10 1|2 horas am ponto
per serem uitos es lotes.
..
Na ra do Baro da Victoria
se cebre velho.
n. 6, empra
A luga se a excellente casa terrea n. 82
ra das Cioeo Pontas ; para ver, a chave est
junto, e a da rna da Matris da Boa Vista n. 56 ;
trate-se na ra do Pilar n. f>6.
AMA Preeiaa-se de urna, para cosinhar
em casa de pequea familia, e que dnrma em
Casa ; na ra Duiue de Caxias n. 54, loja.
= Pede se ao estudante Francisco X. Silva
Pimentel, que declare poi este jornal a sua mo-
rada ou que appareca rna do Imperador utme-
rol 6.
Aluga-se o 1- e 2 andares da casa n. 31
rna istreita do Rosario ; o 1- da de n. 25 run
velha de Santa Rita ; os ferreos do us. 64 e 66
ra de Marcilio Dias ; a casa n. 8 do b eco do
Quiabo, no Monteiro, e a de n. 1 travessa da
H ra, na Espinbeiro ; a tratar na ra do Hospi
oio n. 83.
Quem precisar de urna professora para en-
sinsr primeiras lettras, doutrina, principio de
msica e piano, dirija-se ao Camioho Nevo nu-
mero 128.
Vende-se urna taverna muito b^a c com
poneos fundos no Arraial ; a tr..r-.r na rna larga
do Rosario n. 14.
Vende-se um eogenho.o mel i.or potsivel d'a-
gaa, grande, com maltas e capoenas, varzeas e
largoj correteos, perto do Recife e ama legoa da
estagdo de S. Lourenco, est todo montado, por
880 que tem todas aa obras de tijolo. Alem da
planta que tambero se vende, tem hoje 20000 ps
de Caf, 10,000 de bananeiras e ootras fruettir. s.
Parn melhor infjnnacSo pdem os pretendentes
dirigir-ee ra do Imperador n. 81, onde acha-
ro urna descripgo minuciosa ao Illm. Sr. Sebas-
tin do Reg Barros, prssoa autorisada. O nego-
cio de gnnde vanragem.

08tov5 C*%7TB:
" ''...4'.W
Juolina Bonn
Manoel Mara da Silva Cuaba, compadre da fi-
nada D. Justina Rosa, convida aos seus parentes
e amigos para assistirem a missa que por alma
da mesma, manda resar no convento do Carmo no
dia 11 do eorrente, a 7 horas da manh, agrade-
cendoaos que comparece, em, e a todos os amigos
que aeompanharam os restos mortaes ao cemitene
publico. ___________^_____
O. Josepblna Emilia Jorge do Car-
mo
A. S. Pereira di Carmo e sua familia con vi-
dwm seus parentes e amigos para assistirem as
missas que mandam resar no da 11, s 8 hora*,
na matriz da Boa-Vista, por alma de ana presada
ta, D. Josephina Emilia Jorge do Carmo, falle-
cida em Macei na dia 3 ; pelo qne desde j agra-
decen) ______________^_
-

Antonio Plnio'Lapa
Mara Amelia Cavalcant Lae pa, seus filhos,
Jos Pinto Lapa, Antonia Epiphania Cavalcante
Lapa, sens filho?, Francisco de Mello Cavalcante
de Albuquerque, Jos Soarea Lapa, Jas Prxedes
dos Santos Cavalcante, Francisca da Paula San-
tos Cavalcante, seu filho, Mara Luc lia Pereira
Lapa e sens filhos, traspassados da mais pungen-
te dor pela morte do seu inditoso esposo, psi, ir.
mo. genro, primo, cunhado c to, Antonio Pinto
Lapa, victima do horroroso naufragio do vapor
Bahia na sempre calamitosa noite do dia 24 do
pasudo. coozidam os seus parentes e amigos para
assistirem as missas que pelo eterna descanco
d'alma do mesmo finado mandam celebrar na
iereja do Divino Espirito SautotSegunda-feirsv 11
do corrate, s 7 horas da manh.; e paroste
acto to piedoso a toda a alma christ, desale j
xntpcpam seu reconheciment efprno.
aaBSBBBBBBssflsnnnaHanMai
AVISOS DIVERSOS
Profeaaora Urna eenbora habilitada,
t ropoe-se a ensiuar < m casas particu'ares o por
tuguez, arithmetica e todos os trabalhos de agu-
lba ; quem de seas ser/icos precisar ter intor-
mi-coes no 1- andar desta typogiaphia.
A'.uga-ae Casas a 8IA.0
hos, junto de 8. Gon;allo :
Imperatriz n. 6fi.
Precisa-te de urna ama para casinnar e com
prar ; na rna da Roda u. SO.
Precisa-se: de urna ama para cosinbar e com-
prar ; na rus i.ova de S> nta Rita n. 49.
Caplio Antonio Mara de Cas-
tra Delgado
Abna Leal de Castro Delgado e seas filhos con-
vidam os seus parentes e p>s para assistirem as missas que mandam celebrar
na igreja da Conceico dos Militares, s 8 horas
da manh do dia 12 do correte, por alma de son
marido e pai, o capito Antonio Mara de Caatro
Delgado ; por cajo acto de oaridade anteeipam
seas agradecimectos. _^_^
sua
ConMelbelro Jos Qulntino de
Castro lii-o
Jos Fernn jes de Albuquerque Lima e
mulhcr Juliana do Carmo Cas'ro Lima, convidam
aos teus parentes e amigos e aos do seu pranteado
av e padrinho, conselheiro Jos Q. de Ctrd
Leo, fallecido na provincia do Para, para assis-
tirem a urna missa que mandam resaN-p >r alma
de mesmo finado, na matriz de Santo Antonio, s
8 oras da manh de segunda-feira 11 do corren-
te, trigsimo dia de seu passamento, pelo que
desde j se confessam gratos aos que concorrerem
a esse. acfo dn religio e earidade.
Tricofero de Barry
Gaxante-se qnefuz nas-
sr e cresoer o cabello ai nda
aos mais calvos, cura a
linha e a caspa e remore
todas aa impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impes o cabello
de cahir ou de embranquo-
rer, e infalvelmente o
s irna espesso, macio, lus-
b oso e abundante.
''^UktilsV
Agua Florida de Barry
Preparada segnnda a formula
original nsada pelo inventor em
1829. E'.ounicoprfumenoiun-
do qne tem a approvu.crio official de
nm Govemo. Tem dnas vezes
mais fragrancia qne qualqner outra
edaraodobrodotempo. E'rcnito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais perir-arlente e agradavel na
lenco, a naaS79zaa mais refres-
cante no bonao a oc cuarto do
doente. E' especinco contra a
fronxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
deimiaios.
Jarope le Yia Se Reiter No. I
AUTOS DI TAUI-O. DEPOIS DE USAIHfc,
Cura positiva e radical de todas as formas ds
fecrofnlas, Sypliis, Feridaa Escrofulosas,
AffeccSes, Cntaneas e as do Conro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
eneas do Sangne^Figado, e Bins. Garante-se
qne purifica, enriquece e vitalisa o Sangna
restaura e reno va o sy stema iuteiro. *
Sabao Curativo de Reuter
Para
ral
o Banho, Toilette, Crlaru
e para a cura das moles-
da pello de todas as especies
em todos os periodos.
Approvados e .utorisados pela inspecto"
ra geral de bygieone do Rio de Janeiro.
Deposito em Pernambueo casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
A' 7 lima. Cmara Municipal
Pal-i.; attenco da Illma. Cmara para um
re i >efstt o de Joaquim Morera Res, no qual
p>-.de ice ea para cercar on murai seus terrenes,
< 3 Cof .nos, pois que o fim tapar a travessa ah
. r j:' tada a muitos aunes, e interceptar o transi-
tt> publico, sendo que nessa travessa existem di-
versas mei'agnas. O Sr Res j pretenden tapsr
a travessa e foi obstado pela polica e pelo fiscal.
Aos pretendenles
Na eocheira de vaeess. sita ra da Pas n. 1,
vende se algumas vaccas prenhes ou paridas, as-
sim como um garrote tourino, raca legitima ; quem
preteeder dirija-se a mesma, a tratar com o pro-
prieta rio.
S

V

v
%
ti
9-
.a-9
V
$r*

Para cosinhar
Precisa-se de urna
ama para cosinhar.
mas que cosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da ra Duqne de
Caxias, por cima da y-
pographia do Diario.
i
l
W
e
J
f ,
MOLESTIAS s YAS RIIfflAS
orccaiiLMSirir
Qawro chromao n szlga,
Itritatfla to canal c antro,
Molestias de onstatt,
'iCORUasncta da Urinz,
rala na urina, etc.
SWANN, P^iTiaceuticti-Ci.^;?.,
DAY& MARTIN
forntctdor* da Su HtJetUd* 'iiJuAa d Infittrn,
do Etercito a A WaWaSa briUunlo*.
GflAIXA BRILHANTE LIQUIDA
GRAIXA^pastaUNCTUOSA
0LS0 par AESBI0S
EUdOisMiMSturlo (nnmsnstaitisjs
sM todas as fllrws.
DEPOSITO OBRAS. KM LNORtS :
T, Bigh Bolbot-H, 07
aatviwat: ntue- lu murai.
59
Engenho
Arrends-8e o engenho Paraso, 8U9 na fregue-
zia drj Rio Formoso, moeute e corrate, movido a
agua, com muitas varzeas e corregoa, com as obras
em bom estado de conservagao e distante do porto
de embarque (Rio Formoso) 3 leguas e com capa-
cidade para safrejar 3.000 pes.
A tratar na cidade do Rio Formoso com o ba-
cbarel Antonio Amazonas de Almeida e no Recife
som es Srs. Wan lerl< y & Bastos, ra do Bom
Jess n. 19, andar.
Kiosque
Traspassa-se um em b m lugar ; informa-se di
traversa do Arsenal de Guerra n. 9.
Attenco

Armazem
Alnga-se o grande armazem rna do Impera-
dor d. 43, com fundo para o caes 22 de Novembro
por preeo muito commodo.
Oulro
Alagase outro armazem ra Domingas Jos
Maitms n. 114, reedificado ha pouco, com grande
espato para qualquer estabelecimento ou moradia.
Outro
Anda outro ra de Marcilio Dias n. 104, tam-
bem reedificado ha pouco, o>m muitas accommo-
diiftoes, Unto para quaiqurr estabelecimento como
para moradia.
Trata-se no armazem n. 04, da ra Marques de
Olinda.
. v^px
x<^S2
a^r^
jN'a engenhoa Ben fien, ra Rm.I da Torre
precisa-se de um bom vaqueire. Na mesma se
compra am novilho ae ruca domestico, e bem as-
sim um carro com boi ou eem elle ;' a tratar na
mesma engenhoca.
Alaga se ama casa com todos os commodos
propria para urna pessoa estrang ira, em frente a
chcara do Mr. Thom, na Cruz das Almas, en're
duas estacoes de via-ferrea ; a tratar na rus Pri-
meiro de Marco n. 25.
Ensillo primario e secundario
Urna pessoa habilitada cffertcc-se para ensinac
em algum engenho as seguntes materias : p^r-
tugutz, trances, latim, historia, pbilosophia e pri-
meiras lettras. l'ie ser procurado na ra Impe-
rial n. 17.
Ama
Preiiea-se de dama amas, urna para cosinbar e
outra para serv qos de casa de familia : na ra do
Cabog n. 16. 3- andar.
Ama deleite
Precisasse de urna, e oatra
largo do Paraso n. 14.
para cosinhar, as
jS8
/^J^s
Ao commercio
Vauoel Joaquim Alves dos S-ntos contina a
enea rre gar-se de escripturacSss commerciaes por
partidas dubradas. Pmca de Pedro 2o n. qp, 1-
andar.

uo becco dos C<*
a tratar na rna d>
Leopoldina Carolina ue Ollteira
Miguel Bernardo Quintiro e seus filhos Encli-
des Bernardo Quinteiro e Elisa Leopoldina Quin-
teiro ngradecem do intimo d'alma a todos os pa-
rentes e amigos que se dignaram acompanhar at
o cemiterio os restos mortaes de sua presada es-
pesa e mi Leopolti na Carolina Quinteiro, e pelo
presente Ibes pedem o caridoeo obsequio de as-
si&tirem as missas que p !i finada se bao de re-
zar na matriz ds Boa-Vista, s 7 hvas da ma-
nh de 11 do eorrente, stimo dia daquelle in-
tausto o doloroso passamento.______
l.iiBrcma P> reir Vas:ata
Basilio JosPereira Vianna agradece spessoas
qne se dignaram acompunhar os restos mortaes de
sua presada irm Laun nca Pereira yianna ; a de
novo convida-as para ouvirem as missas do stimo
dia qne se resarao as 7 horas da msuh, na ma-
triz de 8. Jos.
&Precsa-8e de nina ama para cosinhai para pon
ca familia, tratar ua ra Baro da Victoria
n. 54, loja de movis.
Cavallo
Tende-se um bi nito cavallo de passeo, novo e
bom andador, tambem se vendr um bom sellim
ingles e um silban de senhora ; no Moudego n.
151, hotel ingles.___________^______________
Aito negocio
SOCIO Precisa-se de um que dispouha de
2:000U00, pouco mais un minos, para um estabe-
lecimento inlustrial, nico netta capital, por seu
dono ter de fa>6r urna viagem provincia de Fu-
as para liquidar urna heranca ; ou vende-se, fa-
sendo-te conceseois de prasos em metade de seu
capital : qu'm pretender deixe carta fechada nes-
ta typographia F. W.
D. Francisca Carolina de Albu-
I qnerqne .au-n
O ba'harei Ayrea de Albuquerque Oamt agra-
dece ao parentes e amigos que se dignaram acom-
panhar t o seu ultim > jazigo os restos mortaes
de sua presada lia e madrinha D. Francisca Caro-
lina de Albuquerque Gama ; e de novo cmvida a
todos assistirem a missa que manda resar na
capeila de Bi-lem, s horas da manh de ferca-
feira 12 dpi correte, stimo dia de lo doloroso
pass mente?.
Farinlia de mandioca
A 00 rs. o saeco
jo i' 'Paulino Prea l'aluin
Theodoro Jntst, sus muiher e filbos, Rita Pires
Falco de Layla e filhos e Joaquim Custodio
Duarte de Azvedo, sua muiher e filhj?, geuros,
filhos e netos Wo finado major Paulino Pires Fal-
co, convidara Vos s.us parentes e amig".a a assis-
tirem as missss\ que nandm celebrar por alssa
daquello finado, ma matriz da Uoa-Vista e na ma-
triz da Cabo devSanto Agostinho, no dia 13 do
eorrente, s 8 hpras da manh, 1 anniversaiio de
sen assamcutol i
<&9*>i~'.:: V.-p-V. "I- -*
MaJai
Joaquim C
Iher e tilbos
assistirem a
presado segr
Pnnljinu Prea Falcao
i3todio'na-te de Azcvedo, s u ma-
nvidap seus parentes e amigos
lissa duv cm re^ouso eterno do sea
pai e a^O, mandam ce'ebrarna ca-
Vende-se no trapiche Barbosa, caes da Compa- (pella do engaubu Massangana do Cabo, as 8 horas
nhia Peroa:nbocana n. 4, saoeo de farinha com da maDh q" dia 13 do\ corrate, Io auniverssri
toque de avara, a 600 rs., e em perfeito estado a
llWOO.
do passamento daquelle
nade.
MUTILADO
?
^-


Diario de PerBambaeoDomingo 10 de Abril

.Alum-se
na cu* com comm d >s par- 'ande f*nlia, e
Mtio arbarisado ; na Ponte de L\ba n. 10.
luga-se barato
no poqaeno armiwm na ra do Viararin, propno
para dep"sit,> de faiendas ou mercadura ; a tra-
tar na mesma ra n. 31, 1" andar. ^^^
Alga se barato
rtua -B Gunritiapes n. 96.
Rui V.sconde Ra d'i T .mbia n. 5.
Ra do Vi8oude de Goyanna n. 163, com agua
Largo do Mercado n. 17, loja com ga.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar,
rtatfc-ac ca rata do Cotnmercio n. 5, 1 andar
eript&rio de Silva uimarae & C.
Alu^a-sc
primt-iro andar da ra do Vigario Thencno o.
21 : a tratar no armaxcio do mesmo.
AMA
Precisa-se de una ama para o servico interno
de una casa.de familia, monos o de cosinha ; em
fernandes Vieira n. 7, entrada do Olho do Boi,
sitio, casa de azulejo amareMo.
AMA
Aluga -se
Precisa-te de ama ama para o cervico domes-
tico de urna casa de familia; a tratar na ra do
Baro da Victoria n. I'-', loja.
Ama
Piecisa-se de orna cosinheira ; a tratar na pra-
ca do Corpo Santo n. 17, 3- andar.
Ama
Precisa-s" de urna ama para casa de pooca fa-
milia ; trata-se aa ra do Marques' de Herval,
casa n. 182.
Ama
a casa da ruado Hospicio n. 10, com grandes ac-1
eomnndaco s para c Ilepi i ; na roa Duque de
Cazias n. i. __^_^____^_____
AI uga-se
ama casa com pequeo sitio na Torre, maitn pro-
sima linba aos bonds ; a trHtar m. ra Formse
auniero 4.
Precisa-se de urna bos cosinheira para casa de
pouea familia, prefere se escrava; na ra do
Riachuello n. 13.
Ama
Precisa-se de urna boa cosinbeir*, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companhia
o. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
Aos fallanles
lina
Para a fabrica Vendme chegou ramos ingleses,
Berds'Eye, Virginia, 3 Caatellos, e o afamado Rio
Branco do Rio de Janeiro. Roa Nova n. 39.
Precisa-se de urna amo para bomem solteiro no
arrabalde : na ra de S. Joo n. 55.
Precisa-se
ario n. 20.
Ama
de urna ama : na rna larga do Ro-
Ama
Fnrfaram do sitio do conselheiro .Tose Bernardo
G. Aleoforsdo, no saDbado 26 de Marco, um ea-
vall russ inteiro. cauda regular e crinas cortas.
Consta que fo visto ao engenbo Cordeiro no dia
27 do mesmo mez. Recommenda-se a appreben-
sSo de dito cavado.
Precisa-se de urna ama para cosinbar em casa
de pouca familia ; na roa Augusta n. 274.
Ama de leite
No largo do Corpo Santo n. 19, 2- andar, se
precisa de urna ama de leite.
Jatroph
Dlanipoeira
Esse medicamento de urna eficacia r conhecida
uo beriberi e outras molestias em que predomina a
bydropesia, acha-se modificado em sua prepara-
cao, iracas a urna nova formula de um distincto
medico desta cidade, sendo que somente o abaizo
assignado est habilitado para preparal-c de modo
a melborar lbe o gosto e cheiro, sem todava alte
rar-lbe as propriedad.-s medicamentosas, que se
conservan) com a mesma actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado pelj
estomago.
tnlro deposito
Na pbarmacia Cooceico, ra do Marques de
Oliuda n. 61.
______ sleaorra de Mello
Paga-se bem
Na ra do Imperador n. 45, 1 andar, precisa-se
de urna ba cosinheira, urna engommadeira e um
menino (ara recado. E' de eondicao, dermindo em
casa.
Engommadeira
Precisa-se de ama b>a engommadeira, que en-
saboc tambum, para caos de pouca familia, prefe-
re-se escrava ; na ra do Riachuello b. 13.
LIQUIDACO
PABA ACABAB
F AZKM) AS E ROUPAS
XAROPEd REINVILLIER
O^ Lauraado pela Academia de Madioina -
"*S/-n_<_ Cra//e/ro aa LegiSo de Honra ^~rt&0&
^ATOosCAL aBX^T139
mSi^fffl10 ,. e,a substancia mineral mtls abundante do organismo e toda ves qae sos
qaanttdade normal dlmlnue resulta urna artecea orgnica gra7e.
Mais ae cinco mil curas, a mor parte jblil.VaJa pelos Profesores e Mlicos das FacuJdades
rorao oOUaas ltimamente e fizerSo com que o Xarope do & ReinvUlier fosse classlflcado
como o especifico mals seguro costra a TUlca pulmonar, Bronchite chronlca. Anemia,
tactaiUamo, billdade do OrfanUmo. 0 Xarope do if Reinmiluor admlmatrado
ariamente as crtancas facilita a denticao e o cresclmento :i mes e amas de leite totaa <
ielte meliior; impede a carie e queda dos denles tao irequentea dejols da prenaea.
VENDAS
Daflaito: Piiannaola
Em Pernambueo: FRA!t~ M. da Sil, VA C*.
BZCQTTB, 8, Place de la Megdelelne,
/! principie* Phtrmtclu QraftrUe!,
75- Rna Dnu de Gaxas--?5
Menina
Ama
Precisa-se de urna ama para comprar e cssi-
nhsr ; a tratar na ra de Pedro Afions) n. 22.
VERMIFUGE COLME!
CHOCOLATE com SANTONINA
rmuira san destruir u LOMBRIGAS .
lat Vermfugo f reeommendido pelo (Tt
| sen ibtr agndiTil i conerri^o idefiaida. Je/ 4
Exigir t ass/f natura : f vt 2?
l rarii.Pi"BHHTT-i'iASL tiPernatar.mu-!Mim.TAlt"|
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar: na tra-
! veasa dos Pires u. 5, Jeriquiti.
Amas
Na roa do Hospicio n 27. precisa-se de ama
para o servico de duas pessoas.
^SUSPENSORIO MILLERET FUNDAS MILLERET^
Elstico, sem Corddee
Para evitar as Contrafases
Exigir m marea do Inrtnlor imprimida
em cada nupeiuorio.
Meta para Farlse
T-ido eluuros &lgodft.-> e seda.
Precisase de urna menina de 10 a 15 annos,
para casa de familia, para andar com urna enan-
ca, trata se bem e d-se de vestir ; a tratar na
ra Nova n. 15, loja.
tai bou. negocio
Veude-se a posse kiosque da ra Nova ao
p da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
I ni bin negocio
Aluga se ou vende-se um sitio no lugar Ipyran-
ga, na freguezia de Afogados, com casa de viven-
da e fiucteiras, tem terreno para plantaco de
capim, canoa e roca ; a tratar em Olinda com
Manoel Joaqoim de Miranda. Seve, oq oa ra do
Baro da Victoria n 2.
A Casa BXllleret rteommenda as
ruai Fundan anatmicas t
nai Fundas imrisireis, pan
comer as hernia* e quebradura! ae mait
CUTOIAS Pili i BiRRIGi E 0 DMB1G0
MILLERET, LE CONIDEC. Succeasor, 49, rae. J.-f. Rousseau, PARS
DEPSITOS EM TODAS AS PRINCJPAES PHARMACIAS
lili. \
um 11;
de Narco u. 6.


Partieipan o respeavel publico qn", tenrlo augmentado seu
st;ib"lceimento re JOIAS coro mais urna sec^ao, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos He ELECTRO-PLATE, convidara as
Exoias. familias e b-us numerosos fregueses para visitsr seu estahele-
eimenfo, onde enconfraro um riquissirno sortimento de joias de ouro e
prata, perolas, brilhantes e outras pedrns preciosas, e relogios de ouro.
prata e nikel.
Os artiges que recebem directaraeate por todos os vapor sao
ejecutados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias de subido valor acharao urna grande variedade
Je objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
casamentos, baptisados e snniversaries.
Nem em relacao ao preco, e nem qualidade, os objectos cima
mencionados, encontrarao concurrencia n'esta praca.
IPILLAS DIGESTIVAS DE PANCREATINAi
de
Phctrmaceutico de i" Ciaste, Forneeedor dos Hospitaes de Paris
A Pancreatina empregada nos hospitaes de Paris, o mais poderoso i
digestivo, que se conheca, visto como tem a propriedade de digerir e|
tornar assimilaveis n3o smente a carne e os corpos gordurosos, masf
tambem o pao, o amido e as fculas.
Qualquer que seja a causa da intolerancia dos alimentos, alteracao, oul
ausencia de sueco gstrico, inflammacao, ou ulceracSes do estomago, oul
fido intestino. 3 a 5 pilulas de Pancreatina de Defresne depois da ro-jtaa
I mida, sempre alcancam os melhores resultados e sao por isso prescripta? i'ii
I pelos mdicos contra as seguintes aflecvoes : jr^j
[Falta de appetite. i Anemia. \ Gastralgiap H
^pMs digestoes. | Diarrhea. i Ulceraces cancerosas, fjf^
ai Vmitos. Dysenteria. i EnfcrmicadsE Co figa Flatulencia estomacal.; Gastrites. | ErTnagrec f?".
Somnolenciadepci~:-coraer,evomitosiiaBacompanha^) r. grav.CiCT?35
PANCREATINA DEFRESNE em frasquinhos com a riese d ?. a 4- colhe-
radazinhas depois da comida.
Im casa it DEFlESME autor da Peptona, PARS, en
la ptrnombuco:
p.M.int^
MEDICaKiafTO
i mi (larraeUa. Cjtewn
de
fcils de XO ansos pelos meliior
um gusto agradavel, adoptada com grande xito ha
ores Mdicos de Parlz, cura os Defltueus, tp*. Toast,
Mu 'B'" sM. dM 7 DOMESTIC
Sao reconbeciaas ser as nai
legaste, as oais durareis
em todos os sentidos.
AS MELHORES
circulares
eatylo
os
com
din

Para precos, e
illustraoSes de todos
jam-se
Doneslie Sewlig Machine &
NEW TOR, U. S. A.
Tetcfhoie 1..S8
Palmares
Duas mocas solteiras, que residem com
seus pas, desejando oceupar seu tempo,
prop3ero-se a ensinr algumas meninas.
Achando-se habilitadas a cnsinar primei-
ras letras, doutrina ihrista, elementos de
arit'imetica, portuguez, bistoiia sagrada,
historia patria, geographia, msica, piano,
bordados ouro, branco, froco, seda
frouza, sobre vidro, a missangas em tala-
garca, em relevo, crochet, tricot, frivelit,
trabalhoB em papel talagarca, no es de
canotilho, e alm destes muitos outros.
Msica e piano pago parte da men-
salidade.
Recebem alumnas pensionistas.
A tratar em casa do tenente-coronel
Franca, em Palmares.
Naufragio de vapor "Baha"
QEste o titulo de rima linda valsa que o publico
encontrar no dia 8 do corrate, venda na Li-
vraria Francesa-
Pasto e Collares part
cular
Loureiro & C Passagem n. 7, receberam no-
va remessa do ji bem conbecido vinho de Pasto,
assim superior de Collares, que vendeui em quin-
tos e retalbo, por commodo preco.
A REVOLUCAO
0 48 na Duque de Caxias
Chamamos a atlencao ds Exilias, f..minas para um expleudi io sortimulo de
fazendaa que vendemos por pr VER PARA CRER
Guami;5e8 de vtludiUm bordadas a vidrilbo, 7^000, urna.
Cachemiras pretas, 1^000, 1^200, ]400, 1.J600, 1^800 e 2^000, o covado.
Dit* '> cores, 900 rs 1000 e Jo^OO, o dito.
Dii >ch bordada a la e seda, 1|$500, o dito.
Lindas las meseladas de seda, 600 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinbas de eda, 560 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinbas e quadrinhos, 400 rs., o dito. _
Ditas alpacas lavradus, 320 rs., o dito.
Setira damass, novidade; 320 rs o dito.
Dito dito com listrinbas, 320 rs., o dito
Dito Macau, 800 rs., 10000 e 10200, o dito.
Dito preto, 10200, 10400 e 10800, o dito.
Merin-setim preto, 10500 e 10800, o dito.
Grs de aples preto. de 3000), 30300 p>r 10800 e 20000, o dito.
Fustao branco, fino, a 400, 560 e 800 rs. o dito.
Dito de cor, phantasia, a 320 rs o dito.
Colchas bordadas, a 20500, 30500, 50000 60000 e 70000, urna.
GuaroicSe8 de crochet, 80500 e 120000, urna.
Cortes de caxhemira para vestido, 200000, um.
Punhos e colerinhos pira senhora, a 20000, um.
Fechs de 12, 10800, 20200, 20800 40500 e 60000, um.
Ditos de pehicia, pretos, 60000, dito.
Voludilbos lisos e bordados, 10000, o covado.
Ditos bordados a retroz, 20000, o dito.
Leques de pao, muito fiaos, 500 rs., um.
Ditos dito, 10000, 20000 e 30000, um.
E muitos outros artigos gue se lembrar^o na presenca das Ezmas familias.
Ilcnrique da Silva Moreira.
VINHO gilbertSEGUIN
Approvado x>ela Academia de Medicina de Franca
AIS DE SESSENTA ANNOS DE EXPERIENCIA
Vinho de urna efficacia incontestavel como Antiperiodico para cortar as Febrett,
e como Fortificante as ConvaleseenfOa, Debiliattde do Sun gue.
Falta de Steiistmaco, Inappeteneia, IHgestQes difjtceis,
Enfenmdade nervosa, Debilidade.
Pharmacia G. SEGUIN, 378, ra Saint-Honor, PARS
Depositarios em 1'rrnainbveo : FRAN > M. da silva e C*.
I
Ao publico
Mara Rcsa Pinto Goncalves e Joo Gregorio
Gencalves participam ao publico c muito espe-
cialmente ao corpo do eemmercio, que nesta data
venderam, livre e desembaracadamente, ao Sr.
Anastacio da Silva Loreg,o seu estabelecimento,
fabrica de cigarros, rus L-trg do Rosario n. 8.
Recite, 4 de Abril de 1887.
Mara Rosa Tinto Goncalves.
Joo Gregorio Gon,alves.
Barato
ao p da
para nu-
quartos
Aluga- se o sitio n. 8 da Magdalena,
ponte grande, cuja casa tem commodos
merosa familia, eom agua encanada, dou
ezteiiorcs, alguns arvoredos, e ao fundo o rio Ca-
pibaribe : a tratar com o commendador Albino
Jos da Silva, na Santa Casa de Misericordia, ou
na ra velba de Santa Rita, sobrado n. 14, das 9
horas da manba 1 da tarde.
Urgencia
Preclaat-ne de perrelsan coatnret-
rax. paga-mc bem t lia ra do Impe-
rador n. 50, prlsnelro andar.
Atteneo
O abaixo assignado, tendo de retirarse para
Portugal, precisa vender seus estabelecimentos
sitos margem da estrada publica na povoaco
de S LoUrenfo da Matta ; a pessoa que por qual-
quer cirenmstancia quizer sabir da praca ou que
sendo de longe, pretender approximar-se della,
encontra aqui urna loja de fuscodas bem afregue-
zada, urna taverna e ca.-a df morada, tudo em ou
predio, mis em compartimentos se carados e
commnmcacao interna. Alem do que fica mencio
nado, ha mais algumas casas e ouiros objectos,
que muito con'em 80 comprador, sendo todas as
casas, a neepe > de um edificadas em solo fo-
reiro.
A povoaco iucontt-stiivelmente o lugar mais
salubre e aprasivel que existe fra da capital
quatro legoas de distancia ; ha aqui urna feira ao
domingo bastante conorridi. abundantissimas e
excellentes aguas, assim como a e^taco da lioba
frrea e o Capibaribe prximos : quero pretender
dirija-so aos ditos estubelecimentos, e para iofor-
ma^oes aos Srs. Andrade Lopes & C. ra Du-
que de C'ixias n. 52.
Mancel Jo6 de Brito Barreiros.
VINHO
lEUPEPTICO,
'DoD.rVial de PARS1
Contando os tras fermentos
da digestao :
Pepsin, Diastaie t Pancreatina
RECUTADO VOS TOBO*
OS BKBSZOOS, para u Dl(eitSea
L tsrdlaa a laboriosa*, Sjtfp-J
lata, Crdatela, OaatrodTnla.i
lOmatralgia. Catiobra de ato-l
' maso, ?mitos, Ooarraleaoen-
eaa lentas, etc.
Deposito gral : H. VIVIEN
SO, oul* de Btraaboorg, am Parle
a ai tods m *f "Vf
ios 1.000:000^000
200:000*000
1 oo.-ooolooo
Lilil
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanelogica Isabel
DA
PROVINCIA. DE PERNAMBCO
ultras s U 2e li de 1887
0 thesonreiro Francisco Goncalves Torres
rm^m*^m*mmm'mm>^m^m*'^r'o'mm^'>m>mmmjmmm'mmmmw^rt'm>M
SABONETEdeALCATRAO
FAaA A TOILXTTB, OS BANBOS B CUIDADO* A Os* AS OBIAHCAS
Bate BAMOltKTK, verdadeiro antisptico, 6 o mala efBoax para a cara da todas
MOLESTIAS DA PELLE
SAPO CARBONISDETERGENS
Lava* votsat Crumceu com o SAFO CARROtls DETEROKXS aflm de protegtl-Oi contra
o SARAMPO, VARILA e av PEBRE ESCARLATINA
Estea SABOSETES gao recommendados pelo Corpo medico inteiro porque prevlnem u
MOLESTIAS EPIDMICAS e CONTAGIOSAS e te aaaptSo a lualqutr cuma.
MARCA DE FABHICA NOS ENVOLUEBOS NOS PES
Eeuosito aorsvl: 'W.'V. "W-RIGHT SC ft Bouthwark, IrONDRES
Em. Pernambueo : FranwM. da SILVA Se. ' Amm0,mmA*ttl+tlmtm*mtM*+mmmm*sm+s%m*aM*
ti mm
dad
RES d
eiras Maehif
SBSSaAOOaP. AL30D--0
SANTOS, tendo obtit'o grande redujcSo nos precos das ver-
as Americanas Aara des-arocar algodSo, est3o cendendo a
i #000
4>or aerra, com 14 "/ de descont, a
Ra do Mrquez de Olinda n 56 4
Purgativo Julien
CONFUTO VEGETAL, LAXATIVO E REFRIGERANTE
contra PRISAO DE VENTRE
Approvado pela Junta central de Hygiene publica i** Brazil
tete purgativo exclusivamente vegetal se apresenta sob a fima de um confeito agru-
davel, que purga cm suaviriade sem o menor inconimodo. E' aduiiravel contra as atfec$5a
do ettomago e do flgado, a ictericia, bilis pituita, nauseas e gazes. O seu efleito rpido
e benfico na enxaqueca, quando a cabeca esl pzo, a 6o.u amata*, lingua tuja,
falta o appetite e a comida rspugna, as inchacocs de venf/e causadas por inflammacao
intestinal, pois nao irrita os orgaos abdominaes. Emfim, as molestias de peile, usagre e
couvultet da infancia. O Purgativo Julien resolveu o difficil problema de purgar as
creancas que n5o acceitam purgativo algn, pois o pedem como se fosse una pastillia
de chocolate sahidu de confeitaria.
Deposito em Paris, 8, Rna Vivienne, e n? principaes Pliarmacias e Drogaras.
SJ Vende-se um piano quaai novo e da eieellen-
tes veses : na pateo do Tfico n. 33.
Vende-se ama cadeira de piano, muito boa
obra, dona jxrroa tulipas para botar flores, e ps
de flirrs liadas para ornar salas : na ra do Mar-
que do Herval n. 23, loja.
A' Florida"
Rna Duque de Caxias n IOS
Chama-A a atteneo as Ezmas. familias par-
os precos aeguintes :
Cintos a 1/000.
Lavas de pellica por 2/500.
Lavas de seda cor granada a 2/, 2/500 e 3/
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. c
metro.
Albuns de 1/500,3f, 3/, at 8/.
Rumos de flores finas a 1/500.
Lutus de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 el/ o par.
Porta-retrato a 500 n, 1/, 1/500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. nm.
Anqninhas de 2/, 2/5C0 e 3/ ama.
Plisas de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 r
Espartilbo Boa Figura a 4/500.
Ideo La Figarine a 5/000.
Pentes para coed com inscripto.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 12/000
1 eaiza de papel e 100 envelopes por 880 ri
Cap< lia e veas para noivas
Suspensorios americanos a 2/500
L3 para bordar a 2/800 a libra
MSo de pipel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a ($000 rs.
Bico de cores 2, 5, e 4
de largara a 3/000, 4/000 e 5/000 a peca
Para a paresia
Galao de vidrilhos metro 100 rs.
Luv.-is pretas seda e escocia.
Franjas e galoes preto fino com vidrilbo 4/,
3/ e 2/ o metro'
Leques transparentes a 3/000
dem preto a 2/000
Lindos Broxes a 3/000 1/00 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Licha para machina a 800 ris a duzia, (CBK)
Bordados com dois dedos de largara 600 ris.
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1*200
Garrafa d'agua Florida 800 rs.
Bicos para vestido decretone e chita peca 1/20C,
1/500 e 2/.
Leques com borlota a 800 rs.
BARBOSA & SANTOS
WHISKY
KOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escasas -drive
%o cognac ou agurdenle de canna, para ortificar
> corpo.
Vendese a retalbo nos tu Iheres armasen*
nolhados.
Pede ROY AL BLEND marca VTADOcujo or-
ne e emblema sao registrados para todo o Brasil
BROWNS & C, agentes
Cimento
Fonseca irmos & C. vendem cimento inglez,
marca pyramide, e cimento hamburgus, por me-
nos preco que em oufra qualquer parte.
Papoula&C. tem
Capas pretas em casemira, granadme adamas-
cada, e de seda idem, casacos, jersey pretos e de
cores.
Lavas de pelica, seda, casemira e fio d'Esco-
cia, veos de fil preto, 18, ra do Cabug.
Teiephone
HOli
Pinito de Riga v
MATHUES AUSTJN & C, receberam ultim-
monte nm completo sortimento desta madeira,
como sejam : pranches e tabeas para assoalno,
da melbor qualidade e de diversas dimensSes, e
que vendem por precos commodos, e reducidos,
conforme os lotes ; no armazem do caes do Apollo
a. 51, ou rna do Commcrcio n. 18, 1- andar,
Cabriolis
Vende-se dous cabriolets, sendo um descoberu
outro coberto, em perfeito estado, para nm ou
dous cavallos: tratar rna Duque de Cazias
n. 47.
Preso comilo
Vende se ou aluga.se o sitio com boa casa de
viveoda, viveiro, coqneiros e outras arvoies fruc-
tferas, entrada do Remedio o. 1 : a tratar na
roa da Imperan iz n. 30, 2- andar.
Haleriaes de construyo
Precos reduz!dos
A Companhia de Editicayao, tem resol
vido d'ora em diante, para as vendas dos
productos da sua olaria a vapor do Taqua-
ry, o segainte :
Tijolos de alvenaria grossa,
formato cora muir., descarrega-
dos em qualquer caes, o mi-
lheiro 22>000
Ditos, formato irglez, idem
idem I8i!r000
Ladrilhos idem 3^000
Telbas comrauns, idem 38|JCOO
As compras de cera a quinhcnios mil
ris, terSo um descont e cinco por cen
to, e d'ahi par cima dez por cento.
MMU
MOIHAIS^
P^ OLEBY
Vene-se em-toda a jarte
Vende-se
ama machina americana para fazer sorvete, tm
perfeito estado, e ama excellente pedra para fil-
trar agua, com o competente cavallete : tratai
na ra do Imperador n. 83, bilhar.
Boin negocio
Vende-se nm estabelecimento de molhadoa, pro-
prio para principiante por ter poneos fundas :
qnem preferid r dirija-se relinacao da rea do
Lima, em Santo maro das Salinas.
^Vende-se
um bom sitio todo murad e casa de morada com
sofito, accommodindo grande familia, entre as es-
ta;5?s da Jaqueira e Tamarineira : para junfor-
macao, na roa do Apollo n. 24, com o g arda
vros.
CURA CERTA
de todas as Affeocoes pulmonares
Todos aquelles que soflrem
jdo peito, devem experimentar
las Capsulas do Dr. Fourkibr.
Depositarios em Pvnvnwuoo:
nUMCISCO da SILVA X





I



r
MUTILADO
i



.....Domingo 10 de Abril de 18S7
REUGIAO
Semana Santa
Caito das Imageas
C6NFERESCIA PROFERIDA KA IGREJA DE
SANTO AMTON-IC DO MARASHAO, EM 20
DE MAR50 DO CORREST ASSO PELO
EXM. RE Vil. MOXSENHOR DR. JOAO TO-
LENTINO GADELHA MOURAO
IV
(Conclusao)
N3, querendo d'ellas ter uua recorda-
rlo, mandamos fazer os seus retratos o os
eolhearaos cm lugares de honra om njssos
templos, e dianta d'ellea nos ajoelhanos.
Nao dizemos imagem eu vos amo;
a>as dizemos a Christo eu vos amo, re-
presentado n'esta estatua. Nao dizemos
imagen) do Mara eu vos amo, mas
dizemos eu vos amo oh I Mara Santis
sima representada n'esta imagem.
E' o retrato de Christo, o retrato de
Maria S*at8siuia, o retrato dos Santos
Apostlos, dos grandes servos de Deus,
eu os respeito, eu os honro, eu os colloco
em lugar decente, e desojo que todos Ihes
prest;ni honienageru.
Como que hei de consentir que estas
veneranda imagens, que estas sagradas
representacoas sejam arrancadas de nossas
igri-jas e utiradas ao chao?
Conta a Historia que Miguel Angelo,
depois de concluir a admiravel estatua de
Moyss, tito bolla, tao perfeita a.-hou-a que
ferindo a exdaaiou :
Falla I
Pois as imagens fallan, instruem, pre-
ga .n.
Olhai para os quadroa que estilo pen-
dentes destas paredes (desigoando-os) sao
os quadros da va-sacra.
Est'.s quadros pregam, nos eosinam a
historia da paixSo de Gbristo, desde o pre-
torio do Poncio Pilatos at o Calvario.
Olhai para aquella imagem que se acha
no altar mor. Ella nos ensina o amor in-
finito de Deus representado no corsead sa-
cratissimo de Nosso Senhor Jesu* Christo.
O que direi das virtudes ensinadas pela
imagem de Nosso Senhor Jess Christo ?
Que ligoes admira veis brotara espontaneas
da vista de uua crucifixo.
Quem contempla a imagem de Francis-
co de Assis, de Antonia do P*dua, de S.
Benedicto, de S. Sebastilo, tem dianto dos
clhos exomplos admirareis do huraildade,
obediencia, castidade, mortiricacao e ca-
ridad e.
As imagens fallam ; na sua mudez tem
urna eloquencia que nao ha palavra alU-
da ou escripia, que se lhes avantaje.
O cuite, das imagens, ear3siraos irmlos,
est de accordo cono a s razao; e o com-
bate s sagradas imagens uta cmbate
irracional, aro combate s^lvagem.
Quem inspirou o g.-nio artstico do Mi-
guel Angelo, do Rapbae!, Murillo, Le
Sueur ?
Foi o culto das imagens.
Logo tenha o .lireito da affirraar que o
ataque s sagradas imagens selvagera.
Basta por hoje; ter.ninarei lembrando
um facto da historia contempornea.
Jopoleao o Grande, atravessando o mar,
penetro.i com seu glorioso exercito as
trras do Egypto. Os soldados francezes
admiravam a espinuda vegtacd, que
oobria o solo, e interrogados os guias sobre
a origem i'aquella riqueza natura!, estes
aponta-am para o Nilo o disseram: Eis
o principio da fertilidade do n^sso paiz,
daas vezes no anno engro33a o rio, trans-
borda, alaga a trra com o mar, e escoan-
do as suas aguas, deixa um limo, que en-
gorda o solo e -nche-o de farinosos frustos.
Pois se esta conferencia produzir bom
resultado nao ha de nascer das qualidadea
do humilde orador que oceupa esta cadei-
ra, mas da gruca de Jess Christo que
conserva 03 baa na su.i f fe iuz brilhar
a luz da verdade aos olhos dos transviu-
dos.
DOMINGA DA RESSUREig.AO
A PASCHA VLORIDA
Oaude et Isetare, virgo Maria Alleuia !
Quia Rurrexit Dominus ver, Aleluia !
(QYMK. ECCL. AD VESP. SABB. SANCT.)
Venit-, adorinus, jubilemus et exalte-
mus Domiuo, quia ver surrexit Je-
ss aililuia '
(INVITAT. IN MATUT EJSDEM).
Um por um acabavam de cumprir-se os
orculos que Daniel predissera aos filhos
dos Hebreos, iizendo-lha : Setenta se-
manos forara abreviadas a respeito do teu
povo e na tua Banta cidade; aura de que
a prevaricacao se consumme, o peccado te-
lina seu ti:n, a .liquida le se pague, as vi-
sSes eprophecias se rumpram, eo santo.dos
santossa unj*l.. E epoiade 62 semanas
ser morto o Christo ; e o povo que o ha
de negar nao ser mais seu povo... E o
seu fin ser urna ruina total, e a desola-
50 a que f' do fim da quaresma... Esse Christo, po
rm, confirmar para muitos o sen pacto
n'uma semana ; e no ineio da semana fal-
t r a hostia e o sacriticio, e ver-se-ha no
templo a abominacao da desolaco: c a
iesoL'cao perseverar at a consumm&cao
e at o fim.
E completas estavam cssas setenasem a-
nas prophetk-ns de Daniel, e um por um
ettra cumpridos todos os vaticinios que so-
bre a vinda, nasoimeuto, vida, psixZo e
mort* do Messias proraettHo tinham pre>
dito durante seculos e seculos elle e todos
os videntes de Israel, desde Isaias at Ma-
lachias.
E o proprio Salvador a Redempor pre-
destinado isto inesmo confirmara quando,
recouuecendo que cm toda a sua plenitude
justificadas c-stavam as Escripturas em lu-
do quauto Lhe iiizuin respeito, levanto j
anda uma vez ao Eterno Pai, entregando-
Ibe o espirito em sgonisanta murmurio ii-
zendo : -1 tier, in manus tuas commendo
tpiritum mewno inclinada a cabeca, ex-
halou o derradeiro alent clamando:Tu-
do est compri !o e coasummado Con
tummatum est I
Saciadas, porro, de seu singue anda
n2o estavam seus implacaveis verdugos, e,
esquecidos de que o Justo por Excellen-
eia que acabavam de immolar, accuSaoJo-o
como prevaricador e soductor das turbas
para nao pagarem tributos a Cesar, quan-
do alias alie baa *lto proclamara Itedite
Catirri qum tunt Om$aris, Dea quee sunt
Dei, lembram-se no emtahto de que
elle igualmente dissera um da : Ea des-
truirei o Templo e en tres dias o reedifica-
re -de tal modo appcando a si as an-
liquisaimas predicj5ss de quasi todos os
prophetas.
E sis qua esta vaticinio, qtia devia rea-
liasar-se pelo facto de sua resurreicao ao
terceiro dia depoU ~> supplioio e morte de
Jess, sahiudo o seu carpoque era o
templo a que elle se referiaperfeito, im-
passivel e gloriosu do sepulchro, a despet-
to dos trueiiaojentos, da paixao e dos
aguilhSis da morte qua soffreraos pr-
fidos interpretes da lei apresentamn'as ca-
piciosamente sob outro sentido, e malevo-
lamente dellas se s?rvindo para uma das
fragilissimas base3 ootn que conseguem a
perda c con iemnacao do Justo pjr excel-
lencia, que elle as empregra roferiedo se
ao grandioso edificio de Salamao, o sacro
templo de Jerusaln ..
E conseguiram seus fins, os nefandos
hermeneuticos da le
;
Tanto c
rto o
o es-
0 brocaio Jurdico : a lettra mata,
pirito vivifica .. ,
Effa.-tivamente o vil e miserando Pilatos,
depois de matar, dilacerar o sacrosanto
carpo daquella victima innocente, como
elle propio, procuran io t-ilvez cavilosamen-
te salval-o, proclamara dizondo : Eis o
homem j castigado por qualquer falta que
po3sa ter ooiamettdo, como o aecusais,
mas em quam eu nenhama culpa encontr.
Ecce homo!... In eo nullam culpam in-
vern misera ve! .mente atmemorisa-se
ante a grita inrene dos que vociferavam :
Crucifica o crucifica-o, pois se o nao fi-
zares, immigo te mostears de Cesar I e
o infame, o ril, o miseraval assassino de
sua propria ponsciencia, aeobarda-se, mes-
quinlia-se, vende-se ao aniquillador respeito
humano, e para nJo ser apontado como tni-
mig) do sau absoluto senhor, para alo de-
sagradar ao povo que bajula, mas ao mes-
mo tempo atormentada pelos avisos de sua
esposa que lhe mostrara a tremenda ini-
quidaie que ia eommetler e lhe supplicava
que a nao consummasse, toma de um pou-
co d'agua, lava as mos, dizendo-se limpa
do sangue innocente que elle vai mandar
ainda msis ser derramado no patbulo ig-
nominioso, e, amentado no Pretorio, o ve-
nal, o sacrilego jjiz pronuncia esta tao
iniqua, quao nefanda sentenc* : Este ho-
mem innocente I N'elle nenhuma culpa
encontr... portanto tomai-o vos mesmos
e cruidcai-o Tllite, tollitevos, et cru-
ifigite cum !...
E assim se executou.... .
blaoto resplandeca co:no relmpagos e
que Ibes exprobrou assim : Porque vos
esbuihais com tao amargo pranto, o mu-
Iheres ? AqueHe a quem procuris ra-
s'iacitau j como tinha pradito e espera-
vos em Galla. IJe, aanuociae aos disc-
pulos a Boa-Nova, encaminhai vos para
onde vos digo e l encontrareis e veris o
Christo Joauf resasctido : Ite, Jesum
quem queertie, surrexit sicut dixit, et prace
ceiet voe in Oaleam ibi euot videbitis...
IV
Dcsprendei pois os pendidos e tristonhos
salgueiros, das margeos do Euphrates vos-
803 maviosos atades, vates inspirados
de Israel, porque passados estao os das do
vosso captiveiro, muito mais atroz que o
da Babylonia o saptiveiro do inferno es-
tabelecido pelo pechado !
lie, narra paraQalili, onde encontra-
reis o Jesua rejuscitado aniquillador do
criuie, vencedor da morte, triumphante do
inferno ; e afim de que nenhuma duvida
paire em vosso animo a respeito deste es-
tupendo facto, [apalpai-lhe o carpo tocai-
Ihs as chasgas, perpasaai-lhe as aberturas
produziias em seus .s e mos e lado pelos
pregos com que o tixa ratn' na Cruz, e
couvencer-vo8-e8 de qua' verdaderamente
Ella o Christo morto e j reguseita lo,
pois o espirito nao nem carne ossos como
Elle mesmo vos dir: Palpite, inqnit, et
videte,- quia spiritus carnem et osea uon
habet sicut me videtia kabere.
Dilatem-se portanto os coracSes, entoem-
sa festivos cantos; su-ceda aalegria tris-
teza, a gala ao lucto, os risos ao pranto, a
luz s trevas, e encha-sa toda a trra de
contentamento, porque Jess Christo acaba
de resurgir glorioso e triumphante do sepul-
chro, como vencedor do inferno e da pro-
pria Morte.
Quia quem meruisti portare aleluia
Resurrexit sicut dixit aleluia \
Ora pro nobis Deum aleluia I
Exultemos de jubilo com o universo in-
teiro, pirque a solemnidade hoje comme-
morada pela Igreja a solamnidade das
solemnidades, que nos arrebata da trra
transpirUnio-nos eterniiade, nol-a ta-
zando antejozar desde j pela f, espe-
ranza e caridade, diz-nos o doutissimo
Poutifice S- Gregorio Magno.
Ragosijemo-noa no mais elevado de nos-
u
Os estupendos prodigios qua se opera-
ram na morte da Victima propiciatoria,
desde as vozes do Centurilo e dos seus
guardas abandonando o Calvario e claman-
do -Verdaderamente este Homam o Fi-
lho de Deus (1) a at a viso sbita do ala-
bardeiro Longuinhas ao tocar nos olhos
baldos de vista com u agua emanada do
sacrosanto lado daqueiie cadver que tilo
sacrilegamente alanoiara, desconcertam,
destroem, esmagam todas os tenebrosos tra-
mas ios principes do Scharadrin.
Nova malicia engendraos, pois ; e diri-
gindo-se a Pilatos dizem-lbe :
Senhcr, lembramo-nos de que aquel-
le embusteiro dissera: a Eu he de re-
surgir depois de tres dias. D, portan-
to ordem para que se guarde o sepulchro
at esse dia, para que nao sucieda que ve-
nham seus discpulos, roabem-lho O corpo,
e digam depois a plebe:Resurgi dos
martos,desta sorta tornando-so o ultimo
embuste peior do que o primeiro, demon-
strando assim tambem com provas rrefra-
gaveis e indeleveis a divindade desse a
quom alias bem mal zeste mandando col-
lo:ar soore o inst;- 1 n-nto de seu supplicio
a legenda JESS NAZARENO REl DOS JD-
DEOS, porquanto, nos s temos um ra que
Cezar 1
Um momenio irri:a-se o orgulho da Pi-
latos dizendo-lhes: Quod scripsi, scrip
tum. No mesmo in.tante porm abate-se,
ordenan i j-lhes : O* soldados ah estSi,
tomai-os vos mesmos o fazei o que vos
aprouver.
E os principes dos sacerdotes, e os Pha-
riseos e os anciiles do povo, dirigera-se ao
tmulo, tapam n'o com pesadissima lapide,
sellam-n'a e eiitregam-n'a a reforcada gu-
arda que para all conduzido haviam.
Nescios e insensatos !... Miseros sabi
os ignorantes, inscientes dequ e Deus trans
torna ms proprias maos dos impos suas
satnica? e tenebrosas machinacSes, trans
formando-as em traeos de sua explendo-
rosa e inunda sobedoria e omnipotencia !...
Pobres guardas !.... inconscientes roa-
chiua3 do poder da torca e da forca da
vossa obrigatoria e passiva obediencia...
que valem vossas dagas, voseas langas,
e armaduras, ante o simples bafejar da-
queiie a quem todo o poder foi dado
nos tos e n trra, e que conjurara
ao universo intairo que passaria cos e
torra, mas nem uma s de suas palavras
deixariam a' a ultima hora dos dias, de
ser cumpridas Coslum et trra transibunt,
verba mea autem non praUeribunt, e affir-
mara que Inportava fosse" Elle crucifica-
do, porm que resuscitaria ao terceiro dia,
destruindo a furia do inferno, esmagando
o podero da morte ... O morte, eu se-
re o tua morte I... O' mer'e, eu serei o
tua morte Inferno? vencedor serei eu 1
/eme/ ... Mors, cyo, rwrs tua! More tua
*>g
ln-
III
E como tivesse passado o dia de Sabba-
do. Maria Magdalena e Maris rali de Thia-
go, e Maria de S-lotc, compraran) aromas
para ireai embalsamar o corpo de Jess
Chegando porm ao sepulchro questiona-
vam. Quem nos removers paira que
cobre-Ihe a bocea?. .. E olhando, vio qae
ella eslava revolvida, os guarda prastra
dos como mortos, e que all mais nSo es-
lava o corpa de Jess I...
Lagrimas, suspir< s e lamentos irrompem
dos paitos e labios aaquellas piadosas, mu-
lheres clamando pela boceado Magdalena.
Nao mais aqu est o Deus nosso, e
nao sabemos onde o poderemos encontrar \
'lulerunt Deum meum, et netcio ubi po-
suerunt eum !
Sobre o sepuluho e ao seu lado direito
na omtanto ellas viram sentado um
mancebatrajeado niveas vestes,cujo sem
(1) Math. XVII v.,
ou de qualquer individuo, simplasmente
um beneficio, quo se transformara em
onus, desda que alguera trves3e direito
de exercel-o contra vontade do offandiao,
o s-mdo Mi' benefi.io, nao pede ser impos-
to, pois isso seria contrario (e nesse caso
mais quo em outros) ao principioInvito
non datar beneficium e personalidade
do offeudido, que pelo facto de ser mise-
ravel a le nao o considera alieni juris.
Ella exerce um direito proprio aceitando
ou dispensando o auxilio ou beneficio legal
feito ao offendido, mas esse beneficio nao
canstitue a pessoa miseravel as condijSss
de conjuge, filho ou tutellado quando mas-
mo a respeito destes se podo p6r em duvi-
da, com muito boas fundamentos a justica
e procedencia da aecusaco independente
de sua vontade.
Os romanos, essa povo cujo saber ainda
boje Ilumina as nagSea mais adiantadas, e
cujas leis servem de estrella polar aos le-
gisladores modernos, con vida/am instante-
mente a investigar o espwBL das leis e
diziam na lei 67 de leg. V futr leges non
est verba larum taere sed vial' ac potes-
tateme o principio odiosa restringenda
benigna late interpretanda J universal-
menta aceito como divisa no adiantament(
hodierno.
Um. povo que seguiseo o inverso deesa
Balotar principio seri&nati'kmMjiiijln como
retrogrado, inimigo%3 progrSe^eoolra-
rio aos 86na sentimentos. O nosso cdigo'
criminal abracou es principio, e as suas
disposicoes ensontra-se sempre manifesta
da essa tendencia, e quando nao se presta
o legislador vena logo minorando-Ibes o
rigor.
F* assim que neate secuto a lei o a ex-
presslo deliberada da vontade naciooal a
aecusacao se faz, com a mxima publicida-
de e a deeza lvro, publica, e cercada
de todas as garantas imaginaveis, com
recursos de appellacaa e ravisito; a duvi-
da sobre o fundamento la accusacao, ou
o empate importam absolviyo, e rpallio,
se a hypothese das presumpcSes, que n3o
dio lugar a conderanacao por mais vehe-
mentes que sejam.
Disponuo o decreto de 11 de Abril de
1829 explicado pelo de 9 de Marco de
1837 que o recurso de Graca nao compre-
hendia os escravos condemnados por te-
rem morto seus senhores foi revogado pelo
de o. 131 de 2 de Janeiro de 1854.
^Dispondo ainda a le n. 4 de 10 de Ju-
niio de 1 i3b que, das condemnacoes de
seus
Amor
(impressOes d'om toriste)
(Excerpto)
Ao Dr. Gabriel d'Araujo
Tu b, tu pnro amor, com forca cra
Qae os coracoes homanos tanto obriga
Dste cansa molesta morte sua,
Eram quasi cito e meia horas e nada da
artista fazor pparico. .
Ia-me impacientando, atenazados como*
eram os meus ouvidos pelo charivari in-
qualificavel que fazia a banda marcial, esti-
pendiada pelos aristss para deliciar aos
espectadores uma tortura ugoliniana
Condessa, quando a turba apinbada as
archibancadas, sempre bibariante, sempre
trocista, rompeu em frvida ovacao, estre-
pitado o circo como se houvera catadupa
copiosa a despenhar-sa vertiginosamente,
espadaando em saitos crtbros suas torren-
tes opalinas.
Olhei.
O-Morphi era ao centro d'a ena sob a
irradiacSo dos corubustores que ciiculavam
o mastro, liberalisando, radiante, milhoes
d'sculos extorquidos, com a pontinh dos
dedos nacarinos, corolla da rosa polip-
tala de seus labios tufados.
Parece-me ainda estar fit.ndo, Excellen-
cia, aquelles grandes olhos negros como
onyx, scintillantes como anthra:ite, tanto
embelloccndo o semblante venusto, de tez
alva como camellia, colorido de purpura
as faces assetinadas e de carmina nos la-
bios velludosos. '
Entontecedora, arrebatadora, era ella
realmente.
Trajava gladiador. Urna veste de
velludo carraezim, recamada e franjada de
oiro, tcntadoramente decotada, modelava
em tons cnicos o correctissimo busto, que
encimava uma cinta de sylphide, ulhada
pelo dimetro do Cesto. 'D'ahi avoluma-
vam se, em cinzeladuras admiraveis, urnas
ancas boleadas, massicas, capiteis impe-
nentes dos marmreos fustes de esmerados
torneios, honestados pelas calcas d" malba
de seda cor de carne, ufanas da caro>Qao
opulenta que premiam.
Oh! mulher adoravel!
Nem o mirifico pincel do incomparavel
Sanzio, nao importa perpetnasse, em suas
sas intimas alegras, no mais grandioso de escravos, que tivessem assassioado
nossas esperaucas, porque assim como senhores, nao bavia recurso algum (app-1-
lacao e revista) hoje toda essa legislaao
desapparecca, e o crime deixou do ser pu-
nido exjepcionalmento ; finalmente a pena
de acoites acaba de ser abolida, grajas a
repugnancia que encontiou por parte dos
estavamos mortos para a vida pelo crime
de Ado, assim resurgiremos como acaba
de resurgir a victima expiatoria desse
crime- o novo Adao Jess Christo nos
so Salvador e Redemptor, como affirma-nos
o grande Aposto|o da8 gentes o sa pientis | magistrados a'dantados fundados na lai de
sima 8. Paulo. 28 de Setembro de 1871.
Congratulemo-noa tambem e muito par- i A mxima de Peletanle monde marche
tieularmente cora Maria, a omnipotente incontestavel, e o curso do progresso
Me de gracas ;e misericordias que nos. 8egue sempre atravz das difficuldades,
foi outorgada no Calvario, dizendo-lhe hoje peQa de serem esmagados sob suas rodas
e sempre com nossa Meatra iofallivel, ina | iisperturbaveis as que pretenderem atro-
MIS,
tanto assim. Emquanto a Parvonia nao
for eliminada do mappa da Humanidade, a
a es'irpe dos Paulos e dos Romeus, nao se
extinguir. E prova palpitante do que af-
firmo o caso qua passo a referir. Per-
mitte-me T
Como nao? I Sou toda ouvidos
respondeu a gentil dama, vinculando em
seus labios de carmim o mais seductor dos
sorriso3.
bilavel, indefoctivel a eterna,A Santa
Igreja de Jess Christo -- Rainha dos cos
alegrae-vos, aleluia! Porque AqueHe que
mereceste dar luz resuscitou como pro-
metiera, Aleluia 1
Roga a Deus per nos, Maria, para que
um dia possamos alegrar-nos comtigo, na
patria celestial resurgtndo da morto do pec-
cado em que nos abysmamos, tu so que os
o nico refugio dos peccadores, Apendo-
teRegina celi letare, aleluia !
pellal-as.
Recife, 28 de Marco de 1887.
R. Vunne.
JURISPRUDENCIA
A offensa feita pessoa miseravel nem
sampre d justica publica a competencia
de queixar-se do offensor. O Cod. dividi
os crimea em pblicos e particulares e
dando-lhe competencia absoluta quanto
aquelles reservou estes para os offendidos
com duas excepcoas, ambas de ordem pu-
blica.
A primeira quando o offensor preso
em flagrante delicto attendendo que, a cir-
cumstancia da publicidade e o alarma que
o circumda affectam alguraa sorta a so-
ciedade, era nome da quem falla a justica
publica, e por isso deu competencia ao
promotor publico para proceder contra o
delinquenta.
A segunda quando o oSenpido fr pes-
soa miseravel a quo, por suas circunstan-
cias nao possa perseguir seu offensor.
. Poler, porena, o promotor publico pro-
ceder nesse segundo caso somente porque
o ofendido pessoa miseravel e .So teua
meios de perseguir seu offensor, prescin-
dalo e at laes.ao con.rariando a vootade
do offendido ? Sa attendermos ao espirito
das leis criminaos concluiremos pela ne-
gativa fcilmente.
Se a miaerabilidade do offendido priva-o
dos meios de queixar se de seu offensor,
ni} tira essa dr*itj, oem como o de per-
doar, e se o offendido tem a plenitude
desses direitos, elles nao polem ser exer-
cidos por outrem, anda mesmo que seja o
promotor publico, sem sua audiencia.
O diraito de perseguir envolve o de nao
perseguir, e sa o promotor pudessa tomar
o lugar do offendido somente pelo simples
facto de ser elle pessoa miseravel sem au-
diencia deste, coarctaria o seu iireito e o
reduziria a automato, contra o que protes-
ta o direito de perseguir ou deixar de per-
seguir e o do perdoar quando a persegu-
gao eativesao indotada.
Sendo assim em'virtude da le:, desde
que uma pessoa miseravel soffre uma of-
fensa (crime particular) pelo facto de nao
ter meies de perseguir seu offensor, nao
se segu que, o promotor publico tenha o
direito de queixir-se por ella, mister
que, a pessoa offendida consinta, 'invoque
o auxilio da justica para qua naaca essa
competencia, para que o promotor publico
aaauma a posico da pessoa offendida, re-
presentando sua vontade manifestada;
preciso eratim que, o offendido reclame a
utervenco do promotor para qua este o
representa, visto cerno a miserabilidade do
offendido na desre o seu direito de per-
seguir ou dcixur de persegeir nem tolhe o
seu direito de pardoar caso se intente a
queixa anda oi< s no yor sua vontade.
No nosso direito criminal a liberdade,
e por tanto a vontade preionrna para va-
lidada de todas as accSes e ominadas, o
auxilio, que a lei permitte ao promotor
despender com a pessoa miseravel offen-
dida e que uSo tem meios de perseguir seu
offensor, nSo se estende a constituir o mi-
seravel sob a tutella do ministerio publico
La Mouche
De* ailea des ailea !
U y a quelqueB heures^ peine que 'ai
rompu Penveloppe qui ra'isolait du monde
et me cachat le jour. Je ne suis dj plus
une chrysalide; mai^tne suis pas une mou-
che encor. Mes paites fines et dlicates,
inhbiles qu'elles sont, ne peuvent que dif-
ficilement me soutenir sur les vitrea polies.
Mes ales peine noues mon corcelet ne
sauraient lutter contre le vent.
C'est en l'tat chtif, dpejot plus haut
que je fus apercue par une pauvre viele-
dame qui l'ge du repos est dans l'o
bligation de travailler pour le pain quo-
tidien ayant charge dimes.
Elle eut ma vue une idee subite.
Ce petit insecte gil, fute et aux yeux
mltiples lu ouvrait de Urges horizoos.
Elle essaya do m'attrappar et c'en tait
fait de moi saus ma prsenos d'esprit. Je
pria le part de m'approcher d'elle et lu
fia sigue, en relevant gracieusement une de
mes pattes, qu'elle pouvait parler, qua je
l'coutais.
La bonne dame parut un peu tonne,
un peu Beulement, car arriva a la soixan-
taine on ne s'tonne plus gero ; elle me fit
un petit discours d'ou il ressort qu'elle me
demandait mes sarvices, faisant valoir ma
talle exige et ma preatassj. La preuve
que j'acceptai, o'eat que je viens me pr-
senter aux suffrages des lecteurs du Dia-
rio qui daivent me lire et me juger. Je
courrai- done aiasi chaqu quinzaine, sur
le papier, apri avoir pralablament trem
p mes pattes dans l'ancre.
Ce queje dirai, oo la verra ; qu'ilsu-
fise de savor pour aujourd'hui cu jo puise-
rai mes rehseignements. D'abord, tous
les endroits me seront bons : la chaumi-
re et le palais ; la villa et la campagne;
le thatre et i'hopital. Je regarderai a
toutes les fentres et me poserai sur tous
les plafonds.
Qu'on ne pousse pas des cria, cepen-
dant, en s'exclamaat sur l'insolence de l'in-
secte, et surtout que personne n'essaye de
m'oraser : je prenda une divise qui sera
ma regle de conduita : Piquante quelque
fois, vraie toujours, calomniatrice amis.
Pour ce qui est de la dscrtion j'ai
deux etats qui me defendent d'y prten-
dre : Journaliste d'abord, mouche ensuite.
Fly.
Se diieio, fero amor, qua a cede tua
Nem com lagrimas tristes se mitiga,
E' porque qnerea, spero e tvranno,
Tuas aras baubar em saague humano.
(Lsiadas Oanto III Eat. CXIX.)
................. Atten la, Condessa,
que refiro-me a esses amores vehementes,
que Ujflaniaiam o sangue, excitam os ervos,
dementara, o cerebro, deliram o coracSo,
algemam a vontade, arrebatando materia e
espirito, carne e pensaraento, emfim todo
o ser, como os condores e os albatrozes ar-1
rebatara os corpos debis dis volateis infe-
riores. .
Verdadeiros monatros, esses amores mais
estuantes que os vulcSes, reduzem o indivi-
duo a passividade autraatca, Exaellencia,
e impellem-n'o sublimidade das mais as
sombrosas dedicaooes, das mais peregrinas
abnegacSes.
,Embora Persisto negando tal virtude
aos Sra- filhos de Adao.
Capacite-se, me caro, que as fibras
constitutivas do pericardio da seus irmaos,
sao de rigeza diamantina. E nao se las-
timera por isso... oh nao... nao se las-
timera.
Mas.... quero ser cora plcente.. que-
ro admit'ir a possibilidade desse cumulo
de... amor (?)
Confesse-mejoncessao por concesso
nao pensa que apparicao d'um paladino
tao cavalleiroao, caso ainda mais raro
que pparico d'um genio ? inimtaveis creacoes," as" frm.s impecoa-
' veis da Fornarina, delineen typo mais fas-
cinador, typo mais talbado, a electrisar o
coraco masculino !
Oh se vira aquella talha esbelto ver-
gar-sa com a gentileza que verga a palmei-
ra airosa ao ruda beijo de Eolo, toda vez
que curvava o braco n, rolico, e levava os
dedos rseos a commissura d'aquelles la-
bios sensuaes at o delirio ; se vira, a cada
modulo fascinador o crystallino eolio arfar
trgido pelo jubilo qua o intumisoia e os
opalinos globos, qual so tentassem descap-
tivar-se da coiraca que os premia, imitan-
do, na phrase de in .pirado vate,
Goda apumea qae empola, onda qae abate,
n'esta momento, Condessa, nao vira eu,
om seus labios purpurinos, esse sorriso m-
gico, magntico, confesso, mas nimiamente
irnico, chasqueador, sardnico...
Nao ha tal 1 caro Sr. Empresta me
sentimentos que sou longe de alentar.
Convenga-se que cooceito altamente de
seu senso estbetioo. Direi mais. Seria a
primeira a proclamar a supremaca d'essa
nova Lais d'essa nova Phryo, d'essa As-
pasia hodierna..... sea vira e(tactiva-
mente.
E.....sorria anda mais, ella, a Con-
dessa, a deseen lente em linha recta de
Narciso.
.*.
Intimamente pensando como Mme. de
Stael: o incens mais insoffrivel a ama
mulher o nao queraudo por ella prose-
gu:
c Entretanto, Condessa, a gentil O-Mor-
phi com a fronte aureolada pelo diadema
de duplo fulgorgenio e bellezagalgou
ovante o limiar da jaula qae encerrava um
tigre-real terrivel monte bello, roduzido por
ella a docilidade do auto.nato.
N'esse scenario fez os prodigios que jus-
tificaran) os applausos estrepitantes com
que a saudaram.
Tantas quantas vezes almejou, o iracun-
do mamfero, a um simples aceno, rojou-
89 aos seus ps com a humildade par a do
lebica a zurabrir-se aos ps de qualquer
Nerarod.
E o publico delirante, toda vez que tal
succeuia, estrondava o circo com calorosas
palmas.
All nao havia claque assalariada pelo
adoradores que circumv'gam essas balda-
des impuras, em geral, como satellites a
gravitarem em torno a um astro ; e menos
claque angariada, mediante senhas gratui-
tas, pelos emprezariosessa machina de
palmas subservientes, automticas, incon-
scientes, de que lancam mao as albotines.
Nada d'isto. O enthusiasrao que intiam-
mava a todos os peitos e o jubilo que lu-
zia em todas as physionomias, evidencia-
vam a espontaneidade de taes ovacoes.
Eram loiros colhidos pelo mrito artstico,
8mplc8mente.
E assim ia a funccSo entre palmaa e
flores. Digo dores, Condessa, porque a
alfombra em que pisara a graciosa athe-
niense juncara-se d'aquelles primores da
Natureza.
Basta 1 c c Basta 1 j ha va cla-
mado a inultido que derreava a arch-
bancada especie de Atlante a suster as
espaduas giganteas o pesoOlympico.
Entretanto O-Morphi teve... o capricho,
direi, de ainda uma vez exhibir a treme-
bunda fera prostrada submissa, respaitosa,
a beijar-lhe os ps -aquellos ps chine-
zes, gracia, nervosos, que acreditara a pai-
xao otheliana inspirada ao Holophernes
pela Judith bblica.
Oh 1 fatal capricho I... se realmente o
bouve.
O feliau rejusou avassallar-se, desta vez,
ao gesto aenhoril da sua despota.
Haveria ella abusado de sua passividada ?
Talvez.
Pungir-lhe-ia o estylete acerado de seos
instnctos sanguinarios ?
Quera sabe.
Facto que rugindo par entredentes,
coriscando em suas papillas fulgor trucu-
lento, tamou attitude hostil capaz de ater-
rorisar ao mais impvido domador. .
Fuja 1 Faja I bradaram todoe
com vozes Stentor.
Haver um biennio, Condessa, encon-
trava-me n'uma das mais opulentas cida-
des do nosao Imperiouma capital, mo
grado a jerarebia, em que os jo veras de
organisacSo artstica, cerebragoes man-
cipadas de preconceitos estultos, almas d'es-
besia delicada, requintada, que compre-
hendem, que idolatrara, essas sublimidades
denominadas : artes, sciencias, litteratura,
viagens, livros, amor, feneoeriam de puro
spleen, qual planta estiolada mingue de
raios vivificadores, se nao fossem as rau-
Iheres tentadoras, de carnago valente, an-
cas firmes, polpudas, que a povoam.
Nesse dia um daqueiles dias lucidos de
Dezembro, em que o astro-magno sorri-
dente, loireja o ail do nosso co sem ri-
valum plenilunio magnifcente prateava
o docel empyreo immergindo sob o manto
argnteo qua desdobrara, o manto ttrico
das trevas.
Parece-me anda estar vendo, Excellen-
l... um pouco cima da fimbria do
zonte, em sentido inverso ao occiden-
te, colorido minutos em tons auri-rosa-
dos, erguor-se majestoso o fanal perolno
da casta Dalia, esparzindo n'um firmamen
to azulino, sereno, ligeiramente esmaltado
com o niveo tulle de stratus rarefeitos, os
seus raios suavissiraos, candidos como esse
arminho ditoso que acaricia o alabastro
bruido da garganta impeccavel da Con-
dessa.
Entilo 1 Tambera galanteador?
a Finda a refecao prosegu sabi a
espairecep.
Tencionava, do terraco do Pa%seio Pu-
blic.0, to pittorescaraente dominando o ci-
mo d'uma collioa eminente, era cujas fral-
espreguija-se escumoso o Atlntico, con-
templar a tela embevecedora do zimborio
sideral, recamado em arabescos phantasis-
tas de astros tremeluzentes, encerrando
l. na orla do horizonte, qual tulipa in-
termina esculpida era lapislzuli, a vasta
baca ocenica, com a face reluzente cres-
pa pelos afagos da brisa e a espelhar, em
toda araplitude, a infinidade de raios brau-
cos que esDraiava o orbe da lampada as-
tral !
Ao acercar-me ao Passeio deparou se-
me em frente um circo, onde, ha quinze
diaa talvez, exhibia-se uma Companhia
Equestre. Ato continuo lembrei-me que
fazia parte da troupe uma domadora de f
rasepheba cuja pulchritude deslumhran
te a mrito artiatitico haviam-me encarec-
do por vezes.
Porque nao anroveitaria o ensejo para
astiraal-a por mm ?
Dative-me perplexo.
Eis que um desses typos chrismados :
cambistas pelos frequentadores tbeatraes,
approximou-ae e dirigio-me a palavra:
Sr. Dr. (nao se aurprenda, Con-
dessa, pelo tratamento : todo individuo
desconhecdo, trajado decentemente, m-
xime asando oculo ou pincenez, tal confe-
rir se, de praxe em nosso paizeffeitos
da avulada somma de hachareis que emer-
gen) de nossas Faculdades. Sr. Dr. dis-
8e o paria, escalavrando fortemente o idio-
ma de Cam3esV. S. nao quer uma ca-
deira ? nao ha mais na casa.... doa por
trez mil ris.... os outros querera jua-
tro... isto hoje est arrojado... bene-
ficio da O.-Morphi.
Sent espicular-se a curiosidade que
alentava de apreciar semelhante avis-rara.
O erabryo, que se atrophiaria sem tal
ciroumstancia, d'um jacto attingio pleni-
tude.
Decidi-me.
Embolsei o cambista da senha e pene-
trei no recinto.
Impressao agradabilissiraa experimentei.
O circo regorgitava de espectadores, tal o
! Colyseo naa orgias de sangue martyr em
| qae se inebria va o povo romano.
Desde as aristocrticas cadeiras orlando,
Le I.y .<*
Je suis le lys do la valle,
Je suis la fleur de puret,
Et ma blancheur iramacule
Dt la spl radeur et la beaut
De la royale ra*jest.
Je sai la fleur par Dieu choisio^t
Une divine poesa
Est en mon clice et mon nom
De toutes vertus est l'einblme ;
Au ciel 'eclipse ma sosur ume,
Ma socur, la ros-i de Saron I
Au blanc rayonnement des cierges,
Vers l'autel, daus la main dea vierges, | em filas a arena, at as archibancadas tra-
(Continia\
VARIEDADES
-
Je brille et je ravis les yeux.
Les martyrs austeres t calmea,
Aussi me mlent leurs palmes
Alors qa'ils montent vers les cieux.
Barn O. J. cTHerpent.
jando as raas, nao havia um s lugar va-
go, ato um ponto, de admiraco claraan-
'. do pela iuiquidade, cu uma neta destoante
em harmonioso concert, fi que socieda-
o povoava : a flor, o pschutt.
jea
(de
Logogrlpho
A decifrayo do publicado no n. 78
Perna7ou Typ. do Diario ra Doque de Caxiaa o. 4S

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