Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18655

Full Text
iJIJfl LIJI-
--------------------
PARA A CAflTAl. E L16AR OXBE HAO JE PACA PORTE
Por jes mczes adiatdoi............... 65000
Por seis dito idem.......... ...... ii'ijWOO
Por am anno dem................. 23)5000
Cada numero vulto, do mesmo d............ 100
I
6 DE ABE DE 1381
PARA DENTRO JB FORA DA PROVIMCIA
Por seis mezes adiantados..............
Por nove ditos idem................
Por am armo idem................
Cada numero avulso, de das anteriores..........
130500
200000
270100
0100
DIARIO DE
RNAMDUG
Propgate te JRaiwel iifiurira He Jara i JUIjo*
.
i

Oa Srs. Amede l'rlaoo de Parla, aSo oanoaaoa agentes
exclusivo de anuncios e pu-
bllcacOe na Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMMS
SESVICO PASTICULAB SO BIASIC
PARAHYBA, 5 de Abril, s 2 horas e
#40 minutos da tarde. (Recebido s 4 ho-
ra e 5 minutos, pela linha terrestre).
A presidencia da provincia reall-
aou lio ule ni o contracto que tlnba
projectado celebrar para aa lote-
ras.
Ene contracto excellente para
a provincia.
sss:::: da mv sms
(Especial para o Diario)
ROMA, 4 de Abril.
Formn ae am novo ministerio sol
a presidencia do Sr. Depreda, que
flcou com a pasta dos Negocios Es-
trangelros.
Os demals ministros sao os Sr t
CRISP, na pasta do Interior :
MOGLIANI, na da Fazenda :
ZANARDELLI, aa da (iraca, dustlca
e Cultos :
COPPINO, na da Instruceao Publi-
ca ;
VALA, na da liaerra
BRIN, na da arlnba >
SARACCO, na de Obras Publicas t
GRINALDI, na da Agricultura. Com-
marrii e Industria.
LISBOA, 4 de Abril.
Teve lugar boje a abertura das
Cortes Portuguesas.
A mensagem real ras menrio das
boas relacoes exteriores, e occupa-
ae depols de questoes de Interesse
nacional, sem conter nenbuma de-
clarando Interessante no ponto de
-vista geral.
ROMA, 4 de Abril.
Clprlanl. Judante de Floreos na
epoeba da communa de Pars. Col
elelto novamente deputado pelo col-
leglo eleltoral de Lavenne.
Aurelio SolB tambem fot elelto de-
putado pelo colleglo de Portl (t)
AIX-LES-BAINS, 5 de Abril.
S. ji. a Rulnba Victoria, da Ingla-
terra, aqu ciicgou aflm de fsser
urna estacAu de banbos.
ROMA, 5 de Abril.
Oa Jornaes it)lanoa moatram-ae
lntelramente aatlsfeltoa com a con-
poalcAo do novo gabinete.
MONTEVIDE'O, 5 de Abril, i tarde.
O ministerio deu sua demlssao.
BUENOS-AYRES, 5 de Abril, Urde.
O Sr. naneel arela antlgo minis-
tro doa negocios estrangelros e
actualmente representante da Re-
pblica Argentina em Vicua acaba
de fallecer.
Agencia Hars, filial em Pernambuco,
5 de Abril de 1887.
barrase agnlhts de ac temperado, a que foram
transmitidas aa propriedades doa magnetes nata-
raes as imana ou magnetes naturaes sSo vulgar-
mente conhecidos pelos nomea de yedra imn ou
pedra de tenar.
e
li
se.
Se fraccionarmos um magnete, cada pedazo fica
sendo um magnete perfeito e completo, com sens
0 ferro macio (isto o ferro perfeitamentepuro) polos e sua linha neutra.
tambem susceptivel de adquirir as propriedades
dos magnetes naturaes, e adquire-as muito mais
rpidamente do que o ac ; mas perde-aa quasi in-
stantneamente, ao contrario do que succede com
esta ultima substancia, que as conserva por largo
teinpo.
Os imana artificiis sao mais poderosos do que
os naturaes, e teem todas as propridades destes.
A forca da attraeco dos magnetes oxercese
atravez de todos es corpofi ; decresce rpidamente
medida que a distancia augmenta ; e modifica-
Do que deixamosjdito, e principalmente da expe-
riencia feita com a limalha de ferro, parece dever
deduzir-se que os dous polos de um magnete sao
dotados de propriedades idnticas : esta identi-
dade porm, simplesmente apparente. Se sus-
pndannos de am fio urna barra magnetisada, de
modo que fique em posicao horisontal e approxi-
marmo successivamento de um dos seus polos
ambas as extremidades de outro magnete, reco-
nbeceremos que nma destas exeree attracclo e
a outra repulsao. Repetindo a experiencia no
da pela temperatura, diminuindo na razo em que polo oppiato da mesma agulba, obteremos resulta-
esta se eleva. do anlogo, notando porm que, no segundo caso,
Os magnetes nao possuem a mesma forca de at- a attraeco exercida pela extremidade do magne-
traeco em todos os seus pontos. A sua intensida- te que, no primeiro, prodazira repulsao, e vice-ver-
de mxima junto s extremidades e vai decres- :
cendo snecessivamente at ao centro, onde m-
sensivel. As extremidades de am magnete deno
minam-se polos; e a parte media, em que a forca
de attraeco reputada nua, denomina-se linha
neutra. Fac'lmente se reconbece a distribaico
desta forca : se approximarmos um magnete de
ama porco de limalha de ferro observaremos que
si. m dona magnete j, os polos que se repeliera,
dizem-se do mesmo nome : os que se attrahem, de
nome contrario.
Os dous polos do mesmo magnete sao de neme
contrario, porque (como vimos) um attrahe e o
outro repelle o mesmo polo de outro magnete.
( Continua.')
?ARTE 0FF1C1AI
Governo da Provincia
nome exyio magntico (Fe 0*) os artificiaet sao ella attrahida em grande quautidade pelos polos,. a opinar que os subittuisseis por mestres de oficinas, preparando os desamparados a
' inna^a^nd^^ tifices, do que candidatos a exames de preparatorios da Fa-
cuidado de Direito.
NoBsa patria tende a passar por urna grande modificacao em seus hbitos,
modos de vida ou collocaco social.
O trabalbo manual ou mechanico, at bem pouco tempo depreciado, pelos
vicios, que sao proprios de urna educacao contaminada pela isntituicSo servil, toma
outras direcjoes, se eonobrocendo.
J nao o bacharelado em sciencias ou letras nem os empregos pblicos,
a melhor aspiracao, para quem precisa e tem o dever da trabalhar pela vida.
Outras tambem sao as carreiras, que se abrem actividade humaos, e por
meio d'ellas, pelo engrandecimento das industrias, em suas diversas e variadas clas-
aes, qifa poderemos attingir ao maior grao de prosperidade.
Peco a vossa attencao para o Gymnasio Pernambucano. Se ha embaracos e
nao convm dar-lhe fias differentes do que tem pela lei ae sua creaciio, cumpre, ao
menos, que sfja melhor aproveitado o sacrificio, que faz a provincia com a sua pei-
manencia.
A despeza annual com o internato, pesspal e conntribuicSJS orgada em
98:392)5800, e os 5 contribuintes do anno passado, tcaram no actual reduzidos a 2,
nao tendo havido nem entlo, nem agora, novas matriculas, estando algumas aulas
sem um nico alumno, com seus professores vitalicios percebendo vencimientos.
A continuar este estado, fcil que venba a desapparecer por si mesmo o
internato, por falta de alumnos, se nao levarmos em conta os pensionistas da provincia,
para os quaes nao se dcstinam o estabelecimento, senao por exoepcao.
Dudo o cus de suprimir-se o internato, lembro a possibilidade de anuezar-se
ao Gymnasio a Escola Normal, reorganisando e separando os cursos de estudos, com
distinccSo de classes e de sexos, de modo a que cada alumno encontr possibilidade
de prepararse nao somonte para os exames das F-alculdades, mas para o magisterio
primario e secundario, para o commercio e outras industrias em geral, principalmente
a manufactureira agrcola, senao com estudos praticos, pela difficuldade, que ha pouco
referi-me pelo menos com certa theoria qua habilita o alumno, querendo, a nao ser
nicamente homem de lettras, mas industrial.
Em todo o caso, da vossa experiencia e conhecimentos, expero melhores e
mais acertadas inspiracSes n'este importante ramo do servico publico, como o da ins-
truecuo gratuita, dada ao povo.
BIBLIOTHECA PROVINCIAL
E' dirigida essa Bibotheca pelo bacharel Jos Joaquim Alves de Albuquer-
que; tem 18.353 volumes, inclusive 2.245 adquiridos no anno passado, Bendo alguns
comprados e outros offertados provincia,
A Bibliotheca assigna 9 revistas e 3 jornaes, e foi frequentada no anno fiado
por 9.884 leitores.
O edificio precisa ser pintado e asseiado. Sao poucas as estantes para as
obras existentes.
COLONIA ORPHANOLOGICA ISABEL
Esse importante instituto provincial de educecSo para a infancia desvallida
contina, desde sua fundacSo, sob a direegao do virtuoso missionsrio capuchiaho Frei
Fidelis Maria de Fognano, auxiliado por sete religiosos de sua ordem
No relatorio, annexo, que me apresentou aquello funecionario, encontrareis
minuciosos esclarescimentos sobre o estabelecimento e sobro a compra por elle eflectua-
da na Europa dos machinisraos e apparelhos necessarios para urna usina cuja
acqu85ao foi autorisada por lei provinuial. Os apparelhos toram fornecidos pela casa
Mariolle Pinguet, por francos 135.549,55, inportando outros accessorios em francos
45.238,35, alm de 9:000^000 que custou a direcsSo do assentamento, confiada ao
uiechanico Brocheton, representante no Brazil, draquella fabrica.^
O engenho tem capacidade para fabricar diariamente 5.000 kils. do assucar
e tem funecionado bem, sendo de excellente qualidade o assucar fabricado. Para o
assentamento de trilhos, Wagons para conduccSo das canas e acquisisao de outros acces-
sorios, afim de se elevar ao dobro a fabricacaj diaria, do mister, ainda, despenderse
mais de 40:0005000. ,..,.-
Alm da usina tem a Colonia urna serrara, urna distilacSo e offi.'inas de
ferreiros, sapattiros, alfaites e carpinas.
A colonia teve no anno passado 155 educandos, dos quaes apenas um
falleceu.
O Revd. director poniera so&ra a conveniencia de alterar-so o regularoento
vigente, sendo um dos principaes pontos o que se refere separaeSo, por classes, dos
educandos conforme a idade ; devendo elles ter acommodac3e especiaos e distinctas,
se for mantida a dijposicao, que n2o julga conveniente, de obrigar o estadio dos mea-
mos educandos at 21 annos de idade.
IALH que Assembla Legislativa Provincial de Pernambuco
no da de sua installaoo 9 de Mareo de i889, dirigi
o Exm. Hr. presidente da provincia r. Pedro Tcente de
AzeTedo.
(Continua^So)
OTMNASIO PEBN&MBCCANO
- Tendo o Rvd. regedor, deao doutor Joaquim Francisco de Faria, solicitado
com instancia, por incommodos de sade, a sua exoneroslo de regedor interino do
Gymnasio, dispense!-o do cargo, a 15 de Fevereiro, designando o respectivo secretario
bacharel Celso Tertuliano Fernandos Quintella para substituil o provisoriamente at
que se resolva sobre a melhor organisacSo do plano de estudos e administroslo do
instituto.
Os mappas, em seguida transcriptos, dSo conta do movimento lectivo do esta-
belecimento durante o anno fiudo. '
Matricula e sabida
dos alumnos do Gymnasio Pernambucano.
no anno de 1SSO
TRIMESTRE
1.
2.a
3."
Existia ai .
Matricularan!-se
Sahiram
Existiam .
Matricularais so
Sahiram
Existiam .
Mfctricularam-se
Sahiram
4.
Existiam .
Matricularam se
Sabiram
INTERNOS
-3
o
10
3
s-1
53
0
12
41
0
33
0
27
0

o
t
10
0
o
0
EXTERNOS
3
72
57
I
16
0
0
129
33
0
162
19
150
0'
16
0
16
0
0
16
0
1.2

26
12
0
38
5
0
43
6
46
1
MEIO
PENSIONISTAS
fc
e
6
0
0
S
a
I
o
I
o
o
o
<
185
74
259
16
243
243
41
284
15
269
269
13
282
30
252
252
253
latrlenla e freqaencli
dos alumnos as aulas do Gimnasio Pernambu-
cano no anno de I SSO
mSTRDCqO P6PBLAR
ELECTRIC1DADE
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
AGXETISMO
CAPITULO 1
Machetes natchabs s aetificiaks. Polos b lish
mnrrsA. Accobs secipiocas dos polos. Floidos
MAOHET1COS. ThOBIA DE AmPEBE SOBSK O M .OSE-
TUUfO. SOBSTAHCUS MAQETICAS. M0ETI8AqIo
1-OR UrLOBKCIA. FoSCA COBBCX'A. CoEPOS DIA-
r/saxvicos.
Di-se o nome de rnaanetmo i prpprieda que
tena eertos corpaa, denoaiioa'ioa irnos* oa magne-
to, de attrahir o torro e inda aifumas ontrss sub-
tanciMs (taes como o nickel, o ehroaio, etc.) A
acefio doa imnas exeree-se, em geral, sobre todos
os corpos eom maior os menor io tensidade. Tsm -
bem ae chacn magnetismo so conjoucto de i^lP
meaos produzidos pelos magnates.
Baraetas oa sao *i '^ es
nteem Om
[ostrncfSo primaria .
Portuguez 1.* cadsira
2.
Latim l.1
Francez
2.'
i.
2.




Inglez. ~.
Allemao ..
Italiano .
Khetorica. .
Gecgraphia .
Philosophia .
Historia Universal
Historia do Brazil
Anthmetica .
Geometra.
Sciencias naturaes
2

63
47
65
71
8
55
39
43
6
1
11
41
16
23
8
46
32
1
a
i
60
28
45
41
5
32
23
30
6
0
6
29
9
22
8
37
28
0
HABILITADOS
A EXAHES
5
a
5
18
19
27
2
19
s
e
S
1
6
12
19
4
13
4
16
4
19
18
[Contiuuar-Me-ha )
DESPACHOS
DA PBE8IDESCIA DO DA 4 DE
ABRIL DE 1887
Antonio Jovino da Fonseca. Por em
quanto nSo ha quo deferir.
Amalia da Hora Farias.-Sim, mediante
recibo.
Francisco Goncalvcs Pas30s. Indefe-
rido.
Irmandade do Santissimo Sacramento da
matriz da Boa-Vista. Remettido ao Sr.
brgadeiro commandanto das armas para
attender, nao havenlo ioconveniente.
Bacharel Joaquim Rodrigues Villares.
Encamiohe se, devendo ser pago o porte
na repartic&o dos correios.
Joao Pereira do Nascimento. O proce-
dimento da secretaria foi regular o de ac-
.'.ordo com a portara de 25 de Maio de
1875. Entrogue-se, entretanto, mediante
recibo, a petc3o e documentos do suppli-
cante, independente de copia.
Dr. Jos Joaquim Tavares Belfort.
NSo pode ser atttendido no que requer,
nos termos da ioformagao da Thesouraria
de Fazenda.
Luiz Jos da Silveira.Ao Sr. director
do presidio de Fernando de Noronha para
attender nos termos indicados neste ro-
querimento. .
Tenente Manoel Vieira Laite. Remet-
tido ao Sr. commandante superior da guar-
da nacional das comarcas de Bonito e Bo-
zerros, para mandar pasaar a guia de que
trata o art. 45 do decreto n. 1,130 de 12
de Marco de 1856.
Maria da Natividade Ferreira. Conce-
do daus mezes.
Tenente Rodolpho Xavier do Souza Fon
seca. Informe o Sr. commandante bu-
perior da guarda nacional da comarca do
Recite.
Conego Dr. TranquUlino Cabral Tava-
res de Vasconcellos. Encaminhe so.
Secretaria da presidencia de Pernam-
buco em 5 ^e Abril da 1887.
O port-iro
Francelino Chacn.
Vedes, pois, que urge umi providencia legislativa com rtla3o ao Gymnasio.
Este estabelecimento j teve seus dias de prosperidade, mas est hoje em
grande decadencia. Segundo as nformacBes, que tenho, possue um professorado
habilitado, a caaa prestase perfeitamente a um internato, urna vez que se julgue
conveniente um instituto d'esta natureza ; a pensao dos alumnos a mais mdica
possivel, sem extraordinarios, e no eutanto, ainda assim, tem apenas, no anno que
corre, dous contribuintes 1
E' verdade que, ao passo que diminue o numero dos contrjbuintes, cresce o
dos quo sao mantidos por conta da provincia, de modo que o Gymnaaio vas de dia a
dia se transformando quasi em um estabelecimento de caridj^^H
N"est-,s condifcSes, se nao fura a ade dos tes, ea me animara' a favor do BvJ. Manoel L' d E t-rr-ra.
l.oieruo do Blspado
PBOVIMENTOS DO DIA. 22 DE MABgO A 4 DE
ABEL
Provieiio de vigario para a frgnezia de Cim-
bres, nessn provincia, a favor do Rvd. Jos Ber-
uardno de Paiv.
Jdem, para a froguezia da Independencia, na
Parabyba, a favor do Rvd. Walfredo Soares dos
Santos Leal.
dem, para a freguesia de Cororipe, em Alagjs,
a f .vor do Rvd. cooego Jaciutlio Francisco de
Uliveira
Idsm, para a freguesia de Msragogy, em Ala-
j is. a favor do Rvd. Josa Pereira dos santos
Silva-
dem, de coadjutor de (Joyanns, nesta provincia
dem, de confessor, a favor do Rvd. Severino
Jos de Vil la-Nova, residente em Pao d'Alho nes-
ta provincia.
dem, do oso de ordens a favor do Rvd. Feliz
Hermeto do Reg, residente em Mamaaguape, na
Parahyba.
atepartleo da Polica
Secgao 2.*N. 328.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 5 de Abril de 1887.
Illm. eExm. Sr.Participo a V.Exc.
que foram hontem recolhidos Casa de
etenco os seguintes individuos :
A' ordem do subdelegada do Recife, Armindo
Teixeira da Silva, por disturbios ; Silvino Xavier
da Silva, por embriaguez, duturbi.-s e Vicente
Grailherme dos Santos, como vagabundo.
A' ordem do do 1. districto de S. Jos, Ilde-
fonso (ironcalves de Siqueira, como alienado, at
que tenba o conveliente destino ; Manoel Anto-
nio Lourenco da Silva, p>r uso d: armas defezas ;
e Jos Camargo Pegado, por embriagez, distur-
bios e aso de arma defeza.
A' ordem do do 1. districto da Bja-Vista, Ma-
noel Antonio da Rocha e Joao Francisco dos San-
tos, por uso de arma defeza.
No da 1. do correte, no lugar denomina-
do Lea, do 2. districto dos Afogados e perto da
casa de residencia de Francisca da Coaceicao, em
um poco all existente, foi encontrado uiorto dec-
tro dj mesmo poco o menor Joe, de dous anni.8
de idade, flbo d'aquella mulber.
Do inquerito e mais diligencias procedidas pe'a
autoridade local, verificou-se ter sido o facto todo
casual.
Do inquerito e mais diligencias procedidas pela
Communicoa-me o cidado Joaquim Maxl-
miano Pestaa, em otficio desta data, ter passado
o exercicio 4o cargo de subdelegado do segundo
districto do Poco da Panel la, ao segando supplen-
te, Camilla de L 'lies Peixoto.
m trras do engenho Caxang, do terce:ro
districto de Gamelleira, no da 20 do mes passa-
do, pelas 8 boras da noite, foi aggredido em sua
propria casa Jos Madoel de Souza, por Manoel
Bispo, que, armado de urna taca, o ferio grave
mente.
Pretendendo Antonio Birbosa que alii se acha"
va na occasiao, prender o criminoso Manoel Bis
po, travou luta com Barbosa, do que resultou sa-
bir ferido o mesmo crimiaoso, que uindi assiui
consegaio evadir-se.
O respectivo subdalegado tomoa coahecimento
do facto, abri o competente inquerito e prosegue
nos termos da lei.
Ainda no dia 1 do corrente, ero trras do
referido engonbo, o individuo de nome Jos Man-
so forio com am aco e Manoel Cavalcanti de
Mello, sendo considerado grave o ferimento.
O criminoso toi preso ed florante, e contra o
mesmo procede-se nos termos do iuquerito poli
licial.
__ Participan me o cidadi) Diogo Heangue d<-
Souza, em otticio de 3 do corrente, ter assumido o
exercicio do cargo de delegado do termo de Qui-
pap. a a
O snbelegado do primeiro districto de b.
Jos, em orficio desta data, communicou-nie ter
feito remessa ao Dr. juis de direito do tereeiro
districto criminal do inquerito policial procedido
contra Amaro Huerique Pereira de Carvalho, po
crime previsto no art. 201 do codiap criminal.
Deua guardo a V. Exc lllm. e Exra.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O ebefo ce
Hpolicin, Antonio Domingos Pin'o.
DIARIO DE PERNAMBUCO
Retrospcclo politice de IHHt
BRAZIL
(Conhnuacao)
0 relatorio do ministro da fazenda, apresen-
fado cmara dos depulados na sesso de 13 de
Maio, mereceu nao regateados encomios por
parte da imprensa, mesmo nao miniterialista,
pela exposico franca e verdadeira; do mo esta-
do das iinancas do imperio. O dficit, demons-
trado pela comparago entre a receila e a des-
peza ordinaria, elevava-se a 3.983:101*000 ;
mas nao tinha de ficar nicamente n'estasomma
em razo das despezas extraordinarias do mi-
nisterio da agricultura que orcavam por cerca
de tres mil contos. Esperava o Sr. Belisario
equilibrar o orcamento coa o'accrescimo de ren-
da que conlava obter mediante a reviso da tarifa
provisoria das alfandegas e do imposto de sello,
bem como pelo augmento da contribui<;io sobre
bebidas espirituosas e outras medidas conve-
nientes. Ainda assim foi mister, para a extinc-
co do dficit, que se izesse grande reduegao
as despezas dos ministerios, com excepeo do
de estrangeiros. 0 resultado desse largo corte
nos dispendios pblicos aecusava urna differen-
ca para menos, na importancia de mais de onze
mil contos entre o orcamento apresentado e o
que cstava em execuco.
Infelizmente, emquanlo por um lado o minis-
tro da fazenda procurara diminuir as despezas,
augraenlaram ellas por outro com a ndemnisa-
co exigida por Waring Brothers, concessiona-
rios da estrada de ferro da Victoria Natividad.
Esta exigencia, resultado da resciso do con-
tracto da referida eslrada e da emenda ao "orca-
mento do ministerio da agricultura, approvada
pela cmara dos deputados, deu lugar a viva
discusso em ambas as r isas do parlamento-
discusso que foi miudamente apreciada pela
imprcnsa fluminense, sobretudo pelo Paiz, em
successivos artigos do Sr. Joaquim Nabuco. Os
debates comecaram simultneamente no senado
e na cmara. No senado encetou-os o Sr. Vi-
nato de Medeiros. justificando dous requerimen-
tos que apresentra; na cmara o Sr. Coelho
Rodrigues com a denuncia dada contra o ex
ministro da agricultura consellieiro Carne iro da
Rocha. Na justificacTio disse aquclle se-
nador, enlre outras cousas, fjque o paga-
mento que se mandara fazer soc emprei-
teros, nao era prego de nonhum trabalho reali-
zado, nem de qualquer melhoiamento com ;que
licasse dolado o paiz, mas que representava com
certeza honorarios dos advogados administrati-
vos que corrompem profundamente a naco e que
inlluem no governo porque este no pode viver
sem apoio, e, sabe Deus, multas vezes em que
condicOcso obtem dos taes advogados.
Deixamos aqui registrada essa opinio, para
que a historia possa fazer justica coragem e
franqueza com que se manifestou o Sr. Viriato
ele Medeiros. Imitou a esse senador o Sr. Ges
Jnior quando dias depois, fazendo na cmara
o histrico das concesses dos engenhos centraes
da Baha, e dos favores fetos aos concessiona-
pelo governo, se referi ainda advocada ad-
ministrativa.
A denuncia do Sr. Coelho Rodrigues foi con-
ceb-la nestes termos : AHgustos e Dignissimos
Srs. Representantes da Naco,-Usando do di-
reito que me confere o art. 8 da lei de 15 de
Outubro de 1827, venho denunciar-ros o ex-mi-
nistro da agricultura, commercio e obras publi-
cas, conselheiro Antonio Carneiro da Rocha,
como incurso as penas do art. 6 1 da mesma
lei, pelos actos que praticou e contractos que
celebrou. relativos a construcrfto daestrada de
ferro da V.ctoria Natividade com Waring Bro-
thers ; e requeiro que se proceda nos termos
ulteriores para ser decretada a aecusago do re-
ferido conselheiro Antonio Carneiro da Rocha,
deixanclo de oflerecer os documentos compro-
batorios do crime por constaren! de actos pbli-
cos conhecidos desta Augusta Cmara.
Sobre a' questao foi o'governo interpelado
pelo Sr. Matta Machado. A interpellaco inda-
gara : 1 se o governo de Sua Magestade bri-
tannica iufluira parante o gabinete imperial, aura
de promover as cmaras a votago de um cr-
dito de 70:000 libras esterlinas para a indemni-
Sagao a Waring Brothers, concessionarios da
estrada de ferro da Victoria e Natividade ; 2.*
em que termos fora a redamagfio sustentada
por ria diplomtica; 3. se o governo imperial,
depois da le que rerogou o decreto de 18 de
Abril de 1883, julgava ainda jerfeito o direito
de Waring Brothers indemnisagao reclamada;
e se nesae sentido se comprometiera com o go-
rerno iuglez a obter do parlamento os fundos
necessarios.
0 mterpelianic nao se limou, como disse o
Sr. Nabuco, na Critica Parlamentar, tor-
nando evidente a faltaMe tctica do Sr. Malta
Machado, a formular siaiplesroente essas per-
guntas, justificando-as figeiramente e esperando
as informages do govWo para voltar tribu-
na.
Ao enrz disto, esgollou desde iogo o assump-
lo. e tratou largamente da questo. principiando
por di/.er que era sen intuito facultar ao governo
opportuuidade de ilissipur os recejos de que o
paiz se achara posauidd que cor-
iam.
Itepois de faz :r o histrico do incidente disse
quo o decreto da do contracto nao poda
ser rcvogado pclacauufa; que esta tinha, toda-
va, o direito de t dito para o paga-
mento, e. urna vez que ella o i .do, man-
dando sanente pagar o-
HUMADO


m
Diario ___ ------------------------------------------------- ___
struceio da linha, devia o governo dizer a Wa-
sing Brothers que recrrese ao= Vitaos
nao reconhecer-lhe o direilo iudemnisaguo j
negada pelo parlamento. E accrescentou que
teudo havido contradic<,-io por parte dos amigos
do governo na votado da emenda, queria saber
a causa dessa mudamja de opinio, e por
perguntava em que termes a reclamacao havia
sido felfa, esperando que o nobre ministro de
estrangeiros demonstrarse que maatcve illesu a
dignidade nacional.
Em resposta, apreciou o Sr. Cotegipe a ques-
to em sua origem, e disse que o contracto lir-
mado pelo Sr. Carneiro da Rocha, lixando o fwm-
tum da resciso, nao dependa de approTago
parlamentar, porque a autorisago concedida pela
le para o ajuste nao contioha a clausula de ap-
provayo do corpo legislativo : que entretanto
um artigo, approvado na lei de orgamento de
188o, revogra o contracto, negando parte da in-
demnisaco : nao o podia lazer, mas apenas ne-
gar fundos para o pagamento. Annullado, po-
im, contracto de 28 de Abril, licavaa questao
no pomo de partida, res integra: e o cmpreiteiro
seria obrigado a entrar em novas negociares,
pois que a concesso notinha caducado. Neste
presupposto, eslava o governo tranquillo, quando
recebcu um telegramma do nosso ministro em
Londres, avisando-o de que Wariog Brothers
reclamava o pagamento ajustado de 70:000 libras,
e na falta protestara em publico. O governo re-
conhecia quearelamago uo pagamento no ajus-
te feito nao podia ser annullada. Em seguida
procurou o Sr. Cotegipe explicar o motivo porque
se nao opposera na sesso anterior ao additivo
lei do orcamcnto, causa da questao, declarando
que era ento intuito do governo pedir opportu-
nameuto ao parlamento os fundos preciosos para
a iudemnisaguo. Informou anda o Sr. Cotegipe
que linha respondido ao Sr. Baro de Penedo,
dizendo que, por ter sido regeitado o contracto,
nada podia fazer. Finalmente, referiu o Sr. pre-
sidente do conselho o que nessa questao se ha-
via passado entre S. Exc. e o ministro britannico
ao Rio de Jcneiro, e leu cmara urna nota em
que es.se ministro terminara perguntando se o
governobrazileiro reconhecia a validade do con-
tracto celebrado pelo governo imperial com War-
ng Brothers em 23 de Abril de 1883, e accres-
centara: Se assim porque o governo ada a
sua exccugo, e se nao que valor dever dar o
governo de S. M ou qualqucr outra pcssoa
que contracar com o governo brazileiro as-
signatura prestada a um acto publico por um mi-
nistro do imperio em virtude de sua posico of-
licial? Disse o Sr. Cotegipe que responder
pela seguiute forma : O governo adia, porque
urna resoluco legislativa annullou o ajuste, e
seja ella boa ou m, nao I he licito contrariar
ou illudir a sua execuco. Ao representante de
um governo absoluto esta razo poderia parecer
extranha, nao assim ao do governo de um paz
vre onde ha separacao de poderes. O valor da
assignatura de um ministro de estado o que le
de ve dar o homem avisado e prudente, a quem,
antes de assignar qualquer contracto, cumpre
examinar se a outra parte tem faculdade para
obrigar-se ao que promette. E por meu turno
pergunto; haveria um inglez que subscrevesse
para um emprestimo brazileiro na praca de Lou-
res. scm examinar primeiro se o governo impe-
rial estava autorisado a contratal o ? E anda :
que ministro no Brazil contractaria com subditos
inglezes, se a exeeuco dos contractos deve ser
interpretada a seu sabor e apoiada por agentes
diplomticos do modo porque o fez -o Sr. Mac-
Donell ? Em concluso, a questao est sujeita ao
poder legislativo, e aguardo o que elle deli-
berar.
Com quanto esta resposta nao estivesse no tom
insolente da nota ingleza, tinha, todava, o in-
contestavel merecimiento de explicar sufliciente-
mente a situayo do governo' imperial, nao dei-
xando, alem disto, de notar o novidade introdu-
zida pela Inglaterra no direito internacional mo-
derno, novidade que consiste em por o governo
d'aquelle paiz a forca moral e material do esta-
do a servico dequalquer particular que con-
tracta com um estado estrangeiro. Essa innova-
co foi inaugurada pela Gr Bretanha em rela-
cao ao Egypto, a que, na q uesto Waring Bro-
thers, fomos de certo modo equiparados.
A resposta dada pelo Sr. presidente do couse-
iho interpellago Matta Machado causou pro-
funda impresso. Os amigos do gaverno na c-
mara dos deputados lizeram ao Sr. Cotegipe. com
applauso da opposlgo liberal e dos expectado-
res, urna das mais vivas e solemnes manifesla-
ges de que se tem noticia oestes ltimos tem-
pos. Arista do semelhante victoria, a interpel-
lago ficou perfeitamente enterrada, e o proprio
interpellante, que reconheceu a inutildade de
noros esforgo3 para exhumal-a, veio tribuna
declarar que estava (llenamente satisfeito com
as cxplicagesdo nobre ministro-de estrangeiros,
nao so quanto parte diplomtica da questao.
mas sobretudo quanto defeza que produziu ao
acto u ministro da agricultura do gabinete 6 de
Juulio.
Cuiripn; aqu observar que o Sr. Matta Macha-
do mos/iou-se, sem di;vida alguma, sutis-
feito de mais.
O Sr. Cotegipe na sua resposta ne fes a de-
feza do Si. Carneiro da Hucha : limitou-se a
dizer que nao entrava no exame do contracto
para saber se foi bem ou mal feito, si attendeo
ou nao aos interesses do Estado, e sustentou
apenas que, desde que se tratava de um contra-
cto 3yuallagmatico, que impoe deveres e obriga-
'>:s reciprocas, nao se podess determinar qne
1 elle se i'umprisse smente a parte onerosa. A
defesa do ministro da agricultura do minis-
terio 6 de Junha foi produzida no senado pelos
Srs. Alfonso Celso e Franco de S, que tarabem
fazia parte d'esse ministerio. Este jutilicando
o proced ment do seo collega procurou tornar
o Sr. presidente do conselho duplamente culpa-
do pelo extrema a que chegou a qflesto. e disse
que, se o governo declarasse perante o parlamen-
to e a oacSo qne o contracto de 28 le Abril tinha
sido conforme legalidade, aos interesses do es-
todo e ajjustiga ou pelo menos a equidade davi-
da aos reclamantes, prestara o seo voto a enmien-
da ; o que, no caso contrario, nao Caria, por en-
chergar nella a conlirmago do labeo que se
quiz atirar ao gabinete 6 de Junho e urna humi-
lhago exigencia injuriosa e quasi insultante
e um diplmala estrangiro.
Aquelle sustentou que o procedimento do Sr.
Carneiro da Rocha tinha sido muito correcto e
que elle havia al zelado o dinheiro do thesouro
no quantum porque ajustara a resciso, que os
empreiteiros fmham direito ao costo dos esta-
dos, como nao se contestav a, e a mais 10 /.
sobre o valor do orgamento de 14 mil contos ga-
rantidos pelo contracto primitivo; e que, im-
portando esta porcentagem em 1.400:000*000,
as 70:003 libras licaro muito aquem das duas
parec las reunidas.
Seja ou nao procedente a defeza que os ami-
gos do ex-miaistro da agricultura Ihe lizeram no
senado, assurapto de que alias nao nos oceupa-
remoa, o certo que o paiz, cuja situacio finan-
ceira nao das mais prosperas, vae pagar a
urna empresa estrangeira urna somma avulta-
dissima por simples estudoa para a construego
de urna linha frrea, cuja lilidade nao sabemos
mesmo se est sufCcientemente demonstrada.
(Contiua.)
PERHAMBUCO
Assembla Provincial
O Sr. Praxede* Pllansra-Sr. preBden-
te, compreheode V. Exc. o acanhamento com que
en'.ro n'este deb te sendo o mais humilde dos si-
gnatarios deste projecto. (Nao apoiados).
Mas por isso que me reconheco o mais fraco e o
menos competente para tomar parte nesta discus-
so (nao apoiados), devo ser o primeiro a vir
tribuna nao s para justificar a aprcsentaclo do
mesmo projecto. como tambem pira dizer o por
que nao concordo com as modificaces feitas, res-
pondendo ao signataao do substitutivo n. 2, e s
impugnar-oes feitas pelo meu Ilustre amigo o Sr.
2* secretario.
Antes, porm, de entrar na materia me permit-
tir V. Exc. que eu faca algumas consideracoes
geraes acerca do assumpto, tratando primeira-
mentd de um* questao de crdem, resolvida a qual
abordar a discusso do projecto.
Sr. presidenta, quando em 6 de Abril de 1886
firmei o projecto que tomou o'n. 34, estava con-
vencido de que nao era elle o mais perfeito nem o
mais completo : e assim o disse por occaso de
entrar rm discusso em 17 de Marco deste anno.
Apresentando o projecto, uo tive cm mente se-
nao despertar a attenco da administracao para
urna materia de tal transcendencia, que exigo o
maior cuidado e o maior estudo, pedindo ent > aoB
meus llustres collegas que carregassem orna pe-
dra para a construccao desfe edificio, qae devia
sabir desta casa to perfeito quanto podesse ser,
afim de que a presidencia da provincia encontras-
se as bases necessarias, para a confeceo de um
contracto que dsse illuminaco a esta cidade na
melhores condcoe3 possiveis.
Sabe V. Exc. que a questao do contracto de
illuminaco a gaz de tal importancia que no Eio
de Janeiro della se oceuparam as maiores emiom-
cias polticas, com ella se entretiveram tres le-
gislaturas, e ainda mesmo depoisde confeccionado
0 contracto, um Ilustre estadista veio declarar
qae elle nao era perfeito e quizera que fosse revo-
gado para ser de novo estudado.
A' vista disso nao poda ter eu em mente aore-
sentar um projecto que tivesse o cunhoda perfeico
qae podesse conter as bases necessarias para um
contracto completo e sem defeito. Mas d'ahi nao
se segu que nao me devesse aecupar da materia,
apesar de sua importancia, desde qae me acbava
escudado por dous llustres companberos.
Posteriormente e mais bem avisados, enten-
demos reformar o projecto n. 34, apresentando o
substitutivo n. 1, mas nao contente com sto, pro-
curei auip irar-me com a opinio de um Ilustre
ex-depntdo geral e provincial, qae havia concor-
rido com anas luzes para a confecciy do contra-
cto que hoje rege a materia, Dirigi-me por carta
ao meu Ilustre amigo o Sr. Dr. Francisco Rapbael
de Mello Kego, pedindo que mu auxiliasse cem
suas luzes, que dissesse o que entenda respeito
da materia, que emittisse a sna epino com fran-
queza. Elie nao se fez demorar, respondtu in
continenti, que sendo a materia complexa, nao po-
dia ser discutida por carta, mas que tomara o
encargo de dirigir em sua missiva ideas que podes-
sem aproveitar a materia, e creio que por esta ratao
S. Exc. tomou a deliberlo de dirigir-as em
suas missivas de 3 e 1 de Marco ao Diario de
Pern,mbuco, emittindo a sua opino e observando
os pontos que juigava indispensaveis ao projecto
apresentado.
Pedi-lhe maU que me fornecesse o contracta
efectuado no Rio de Janeiro, para que de suas
bases podesse eu tirar as vantagens necessaria j
para cgtabeiecer cundieres na lei que se devia
promulgar nesta Assembla, afim de que o presi-
dente encoutrasse os dados necessarios para o
preparo d3se contracto. S, Exc. respondeu
por carta qu> possuo e que nao duvido em apre-
sentar a assembla, que sendo o contracto enorme,
era ditticil tirar urna copia, mas que as mesmas
missivas,Jeriria o pantos que julgasse convenien-
te, afim de que a ataembla tirasse as vantagens
que enteodesse de suas considera^oes.
Ja vi, portanto, a assembla que considerando
tu a materia de tal impoitancia, nao poda presu-
mir que tivesse apresentado um pr: jectj que ti-
vesse o cunho de perfeito, mas sendo a questao
da maior importancia para esta pro/inciajaendo
a questao dependente da arduo estudo, era con-
veniente que ella fosse instituida a teinpo que po-
desse cada um dos iilus'res deputados dar tambem
seu contiugente para o perfeito da obra.
Ao Ilustre membro da cuinmisso de ornamen-
te, pedi-lbe encarecidamente que viease cm ineu
apoio em vista do interesse que tomava pela ques-
tao. Portanto, era miaba opiniao que a aprecenta-
caodesse projecto, era necessaria para que pudes-
se a tempo ser estudada, para que a Assembla to-
masse em sua discusto, o maior interesse e sahis-
se desta casa senao o perfeito, ao menos o meluor
que podesse servir de base ao contracto.
Feitas estas conaideracoes, Sr. presidente, Kven-
tuarei urna questao de ordem, urna questao que me
parece deve ser decidida por V. Exc. ama vez que
ella cao foi considerada as diversas diicusses
aprensentadas a casa e que me parece de grande
importancia. E' o substitutivo um novo prejecto
apresentado a discusso, o substitutivo em pro -
1 cto que vem para ser discutido em ves d'aquelta
que tora Epresentado a considtracaodi casa, como
disse o meu collega pelo 8 districto o Sr. Luiz de
Andrada qus elle nao se oceupava do prejecto n.
34, porqne o substitutivo n. 1 tinha rindo precn-
cher o a?u lugar:
(Ha um aparte)
Mas ee S. Exc. reconhece que o substitutivo
um novo projecto tendo elle aprcse'itado um outro
substitutivo, temos nos em discusso lous projectos
sobre a menina miteria a discutir-se ao uns.no
temoo. Quando os substitutivos sao apresentados
em Ia discusso diz a lei que rege esta casa, que
previamente deve ser discutido, qual dos dous de-
vem er sujeitoe a discusso da casa, pjrquanto,
senhores, nao possivel qu4 se discuta dous pro-
jectos sobre a mesma materia ao mesmi tempo e
no mesmo lugar. Se o direito cannico prohibi a
existencia de duas irmandadus na mesma igreja e
sob o mesmo nomo do confroternitates ineodeloco
sub eadem invocatione erit nompoetit-
Portanto, se j um preceito cannico que nao
possa existir duas entidades com o mesmo nome,
tambem do nosso art. 137, que se nao possa dis-
entir conjunctameute dous projecto sobre a meama
materia. Quando elles sao apresentados em 1'
discusso, manda a lei que previamente se dis-
cuta qual dos dous deve ser sujeito a resolucao
da casa sem que todava se julgue o segundo pre-
terido de figurar como emenda nos artigos relati-
vos.
Me ptrcenlo portanto da conveniencia que
para se encaminhar a discusso se uzease de modo
a nao gastarmog todos os dias o tenrpo neccegirio
sem proveito, me pareca que o segundo fubstitn-
tivj nao podia ser acceito pela mesa senao como
emenda aos artigos rela;ivos, porquanto, tratndo-
se da 2* discusso nao se pode ti atar da materia
mg.obadameute e aim artigo por artigo, no en-
tretanto que os meas das llustres amigos qa*
me precederam na tribuna, eutraran na discusso,
apreciando todo o projecto como se se tratasse da
materia em 3* discusso.
Ea nao pretendo, seuo estabeleccr um methodo,
mas o direito que saaccionarais os meus ante-
cessores, se se permitte a discusso em tsda a sua
amplitude, se dado ao orador apreciar o projec-
to em toda a sua extenso; ea nao recuarei e irei
acompanbando os nobres deputados em suas ob-
servucoes, e entrarei na materia com a mesma
sem cerimonia com que os nobres deputados delta
se oceuparam. Mas se me parece qae sto nao
possivel, porqae seria dar um cammho diverso,
um caminbo txtrauao aquelle que determina
nosso regiment uo art. 120, ea me limitarei a
apreciaco do art. 1* do projecte, tarei ligciras
coniideracei cerca desse artigo e me reservare!
para Mentir a materia englobadamente, quando
ella pasear 3* discusso.
Entretanto as minhas consideracSes geraes,
tomarei a liberdade de pedir ao meu nobre amigo
e companheiro, diputado pelo 8* districto, que
nio leve a mal que eu Ihe diga, qae nao foi maito
feliz em sea discurso, porquanto a materia do subs-
titutivo nao attingio aquella que bavia sido ofi'e-
recida considemeto da casa, nem na forma e
nem no fundo. Nao atacou na forma, porque o
substitutivo n. 2 uo guarda a regularidade que
seria para deaejar em um projecto qae foi apre-
seatado para substituir o outro, porquanto S. Exc.
no teu trabalho nao se oceupou propriamonte da
BMUeria em discusso. Nao atacou no fundo, por-
qianto o sabstitutivo apresentado por elle, deixou
de oceupar-se das condica mais vitaes para a
confecci) de um proj.'cto qne deve destruir outro
qae se acba em discusso.
S. Ex. tendo a mclhor ba vontade de propor
um subetitutivo que contivesae todas aa condicoes
e qne podesse fornecer as garantas necessarias
para as bases de um bom contracto, deixou de
oceupar-se de certas condicoes indispensaveis,
como stjain a qnantidade da luz e o valor do seu
consumo.
Quando se trata, Sr. presidente, de um projec-
to que diz respeito illuminaco de ama cidade,
o Io ponto a estabelecer-ae o quantum de luz de-
ve forne*er o contracto para saber se se ser por-
ventura suffieiente para Iluminar o terreno qae
pretende o mesmo contracto establecer como base
para a mesma illuminaco. Segundo, quanto de
valor consom cada luz, para saber se se a pro-
vincia pode comportar ou nao com a despeza in-
dispensavel a esse servico.
S. Exc. estraihou que, tendo sido apresentados
diseasso o prejecto n. 34 e o substitutivo n. 1,
oj bouvesse quem tomasse a palavra para r em
sua defeza O contrario disso devia en dizer a
S. Exc. A S. Exc. corra a obrigaco de vir em
appeilo ao seu substitutivo, justificando o, porqae
o eonsiderou preferivel aquelle que havia sido
apresentado consideraco da casa. _
Os signatarios do projecto n. 34 e do substitu-
tivo n. 1 nopodiam deixarde aguardar a palavra
do nobre deputado, nao podiam deixar de aguar-
dar aa razes da conveniencia dada por S. Exc*
para depois vir a tribuna, como estou fazendo ago-
ra, eu o mais humilde de seus signatarios.
(Nao apoiadot)
Nao era de esperar que S. Exc. guardasae si-
lencio, -fue deixasse de vir em apoio do seu projec-
to em substituirs aquelle que se acha em dis-
cuss.
Mas, Sr. presidente, o nobre deputado em suas
consideracoes geraes estranhou oa sento-se com-
movido de que o pr-jecto apresentado nao conti-
vesse certas e determinadas condi;s que ser-
viseem de esclarecer o espirito da casa, relativa-
mente a essa questao de iliuminsci publica, ou
S. Exc. nao te quiz oceupar do estudo philologico
e grammatical do artigo, ou nao quiz entrar na
philosopbia do mesmo artigo para ver que um pro-
jecto que trata de um contracto de materia j ex-
istente, nao podia excluir concurrencia aquelle
que della se uceupa, porquanto o projecto tratan-
do da illuminaco e des diversos ramos concer-
nentes a esse servico, nao podia deixar de dizer :
Fica o presidente da provincia autorisado a
contractar esse servico com qaom melhores
vantagens offerecer ou a innovar o actual contra-
cto se assim julgar ciis conveniente.
O Sr. Gaspar Drnmmond.Mas ah ha um pu-
blico no ineio.
O Sr. Prxedes Pitanga.Isso nao o que se
acba no substitutivo.
Isto o que se acha no substitutivo. O art. Io
do substitutivo n. 1, do qual son o mais humilde
e o mais fraco signatario (nao apoiados), diz o se-
gu n te :
V-se, pois, que o substitutivo nao impoz a pcs-
soa a obrigaco de aceitar de preferencia a pro-
posta da compsnr-ia qae actualmente fez o servico,
ella nao foi excluida a concurrencia.
Da" disposicao do projecto sepoder concluir que
o presidente ser forcado a cifectuar a minoracao
do contracto, desde que nao hsja outros concur-
rentes alm da empresa actual; mas nao lembra-
ram os signatarios do projecto a idea de dar-lhe
preferencia, nem tao pouco a de autorisar-se a in-
novacao de contracto, sem concurrencia.
O Sr. Gaspar Drummond.Mas, em identidade
de condicoes, nao ser preferida a actual com-
panbia ?
O Sr. Prxedes Pitanga.Nesse caso fica ad
hbitum do administrador decidi se a actual com-
panaia poderia desempenhar o servico melhor do
que qualquer novo proponente; m-ia nao ha urna
clausula expressa, urna obrigaco determinadajpara
a administracao, dar preferencia a actual compan-
ba,emcaso de identidade de condicoes propos-
tas.
O nobre deputado, atacando o projecto ^ em sua
generalidade, entendeu qae elle nao continha ex-
pressamente a clausula de indemnisacito previa.
S. Exc. nao leu o artigo 15-
O Sr. Luiz de AndradaV. Exc. est engaado.
Ea tratei ligeiramente do projecto; apenas me
occupci do art 1.
O Sr. Prxedes Pitanga.V. Exc. falln de in-
demnisacao, de preferencia, deinnovaco, do modo
de verificar a intensidade da luz etc. etc.
Portanto, acompanbando o nobre deputado as
eonsideraces geraes com que atacou o projecto,
vou apreciar os seas diversos argumentos.
S' Exc disse qae o sabstitutivo n. 2 continha a
obrigaco expressa de serem as obras indemnisa-
das pelo novo contractante, o qae nao estava con-
signado no substitutivo n. 1.
Entretanto, este sabstitutivo diz o seguiute em
seu art. 15 : (l).
O Sr. Luiz de Andrada Nao sabia que V. Exc.
tinba incluido esta ideia na sptima parte do pro-
jecte.
O Sr. Prxedes Pitanga.Se a presidencia da
provincia entender que deve servir de base ao no-
vo contracto a obrigac" de indemnisar as obras
que a actual companhia possue, obrigaco qae te-
r de ser camprida por aquelle que fizer o novo
contracto, tem meio no art. 15 para se fazer nella
sablocar por esse novo contractante.
O Sr. Ferreira Jacobina.Tonto mais que o art.
20 trata logo da indemnisaco, precedendo avalia-
co.
O Sr. Prxedes Pitanga.Becouhecendo alias
que a questao da mais alta importancia, qae nao
pode ser discutida sem serios e profuados estados,
o nobre deputado julgou sufficieute o praso de 30
dias para faser-sea avaliacao do material da com-
pauhia, como se entre nos se podesse fcilmente
encontrar peritos devidameate habilitados.
O Sr. Ferreira Jacobina.Como sa eativessem
a mo.
J Sr. Prxedes PitangaEntretanto o substi-
tutivo n. 1 marca o praso de l anno a contar da
data da lei para levarem-se a effeito os estados e
a desapropriacio.
O Sr. Luis de Andrada Sobre um praso ex-
cissivo. -
O Sr. Prxedes PitangaComo nos sabemos, a
materia especial, e, se especial, especialistas
devem ser os peritos qae tenham de oesnpar-se
dessafi avaliacao.
O Sr. Costa Kibeixo O contracto actual ga-
rante essa indemnisaco a companhia ?
O Sr. Prxedes PitangaGarante.
Ora, se ao governo compete indemaisar a com
pinhia so mente depois da avaliacao e desappro-
priaco do sea material, pode-se sablocar essa
obrigaco como um condico do novo contracto.
Portanto, ea creio qae, sendo materia de tanta
importancia, ella nao pode ser resolvida em 30
dias, porqae nao contamos com peritos aptos para
d-iterminarem o valor das obras. Comprehende o
meu nobre amigo que avaliar o material de urna
empresa, o material de ama companhia nao ee ci-
fra somente na leitara dos despachos e factura da
remessa dos fornecedorss para essa companhia.
E' necessaria cstudar, examinar valor por valor,
e, depois de um longo estado, poder a commieso
disto encarregada chegar a ama conclaso, che-
gar approximadamente ao valor qae pode ter o
material qae possue essa companhia no estado em
que se acha.
Nao se trata de urna companhia de pequeo va-
lor. Como sabe o mea Ilustre amigo, urna com-
panhia qae tem empregado desenas de contos de
ris. O seu material nao pode ser estudado den-
tro de um periodo de 30 dias. Portante, creio que
o periodo que o nobre deputade marcou no sea
sabstitutivo maito curto.
O Sr. Laiz de AndradaEa creio qae o nobre
deputado est engaado: o prazo de 3U dias qae
peco nao para fazer-se esse estudo, essa avalia-
cao, mas para o presidente da provincia orde-
nal-a.
O Sr. Prxedes PitangaDis V. Exc. no arti-
go 2 do seu substitutivo (II) :
O Sr. Luiz de AndradaJ v que eesa ava-
liacao poder levar o tempo qae for julgado ne-
cessario.
O Sr. Gaspar de OrammondNao se far den-
tro de 80 disi dentro de 80 dias ser ordenada.
O 8r. Ferreira JacobinaFaca o favor de 1er
o artigo 3o.
O Sr. Prxedes PitangaVejam os nsbres de-
putados a harmona dos dous artigos.
Os o artigo 3 (i) :
E' possivel que a lgica nao me seja muito fa-
voravel actualmente ; mas parece que S. Exn.
pretende que, findos os 30 dias que considera auf
ficientes para o exame em questao, S. Exc. devera
abrir a concurrencia.
O Sr. Laiz de Andrada V. Exc d loenca
para um aparte ?
O meu pensamento na confecgaj' desta emenda
e nesta parte nao foi o de sojeitar a avaliacao a
um prazo de 30 dias.
O Sr. Ferreira JacobinaMas o qae est ex-
prs so.
O Sr. Luiz de Andrada Nio est expresso
tal. e
O Sr. Prxedes PitangaParecen-me que era
esta a interpretar) legitima ; mas eu aceito a
explicarlo de mea iliustre amigo, porqae nao de-
vo acreditar que S. Exc. qaizesse que em 30 dias
se procedesse ao estudo, avaliacao do material
da companhia de illuminaco a gas, e que logo em
seguida S. Exc fizesse o annuncio chamando con-
currentes ao novo contracto.
Aaaiu,, aceito a explicacao do nobre deputado,
isto que os 30 dias pedidos no art. 2.* do seu
substitutivo, constituem o prazo dentro do qual
deve ser faita a numoaco da commisso, que a
esta ficar salvo o direito do apresentar o leu tra-
balho dentro de um periodo que oareca razoavel,
e que posteriormente S. Exc abrir a concurren-
cia, mandondo annuncial-a por todos o jornaes,
quer do paiz, quer da Europa.
Entretanto, havendo o substitutivo n. 1, no seu
I.0, establecido a segainte formula, parecame
que nao havia razo para S. Exc. deixar de acei-
ta!-a.
Oiz o 1. do substitutivon. 1 (i.)
O Sr. Gaspar de Drummond Acho que dore-
mos reduZir esse prazo.
O Sr. Prxedes Pitanga Nao duvido que S.
Exc, como mercador velho, eonheca a historia do
couro de veado que se achava na feira e que,
sendo expwto venda, nao tinha sabida, pirque
era de mais para urna bota e era de menos para
duas botas. Assim, o sugeito nao Ihe dava o va-
lor que quera, porque para urna bota era muito
e para duas era pouco.
Portauto, ea que, como disse no coineco de mea
pequeo trabalho, nio tive em mente seno des
pertar a attenco da Ilustre Assembla para o
estudo de um assumpto que me parecen imputante
nao duvido aceitar qualquer emenda qae fr ra-
sohvel, quer amplisndo as condicoes estabelecidas
no substitutivo n. 1, quer modificando as no senti-
do de reduzal-as.
Mas ainda S. Exc. nao se limitou em sua apre-
ciaco critica estabelecida contra o substitutivo
n. 1, nos artigoa por mim apresentados.
S. Exc. fallando do tamanbo da luz, disse que
(icaria ad Hbitum da presidencia avaliar o numero
de velas que deveriam servir de modelo para typo
da luz; porquanto, tanto fazia que a luz tivesse o
equivalente de 14 velas, como de 10.
A largueza que seofferece no typo de compara-
cao de tal natareza que nos chegariamos a urna
equivalente negativa abaixo de zero.
Se indifferente numero de velas, tanto que
equivalente a quantidade de 10 para 14 : da 10
para G, de 4 para _'.negativa ; e se a extenso da
luz nao deve servir de base para um contracto
que tem por mero motor o fao necessario de certo
que o projecto nao tem vantagem.
O Sr. Luiz de Andrada E' que V. Exc. nao me
compreheuden.
O Sr. Prxedes Pitanga E' possivel ; mas eu
creio que o nobre deputado acerca deste projecto
est imeiraxente concorde commi^o...
O Sr. Luiz de AndradaCom certeza.
O Sr. Prxedes Pitauga... porque ea pre-
tendo barmonisar-me com o nobre deputado.
0 Sr. Lui de Andrada E ea tambem com
V. Exc.
O Sr. Prxedes Pitanga O nobre deputado,
tratando da quantidade de luz, disse que S. Ex.
ricaria reservado o direito de avhala.
Digo eu : nao. Este tem sido o ponto de discor-
dia, este tem sido a motor das difficnldades com
que o governo luta para effectuar o seu contracto.
A intensidade da luz est na razo inversa das
distancias dos combustores de na capital do im-
perio como nesta provincia se preferio que a luz
equivalesse ao eBpcrmacete de 10 velas queimadas
nao se teve em attenco as distancias dos combus-
tores. (Apartes).
No Rio de Janeiro, como nos sabemos, esta dis-
tancia acha-se estabelecida de maneira que um
io de luz toca os raios do outro combastor; mas
entre nos onde a distancia dupla d'iquella esco
Ihida para o contracto do Rio de Janeiro, por isso
qae, tanto mais prximo o combustor, qaanto
maior o numero de luzes, e quanto maior o nu-
mero de luzes, quanto maior a despeza fazer-
se, nao po iendo esta provincia ser sobrecarregada
com urna despeza muito pesada ; aceitoa-se no pri-
meiro contracto qae a las equivalesse de 10 ve-
las de espermacete, convencido que dara boa illu-
miaaco
Nos sabemos, porem, que esta luz nao sulE-
ciente para Iluminar a cidade, porque entre um e
outro combustor v se perfeitamente um espado
escaro. E foi esta a raza) qae nos levou a pedir
que a luz equivalesse de 14 velas do esperma-
cete, queimando um certo numero de grammas por
hora.
O Ilustre Sr. 2o secretario a quem respondo
tambem nesta materia, reservando me para fazel-o
separadamente em outros pontos, disse que a in-
tensidade da luz estava muito dependente dapres-
so do gaz.
O Sr. Barros Barreto Jnior d um aparte.
0 8r. Prxedes PitangaO nobre deputado op-
poodo-se ao pedido feito no substitutivo, e tornan-
do-se orgo defensor do meu Ilustre amigo o Sr.
Dr. Francisco Raphael de Mello Reg, disse que a
luz correspoadente 10 velas entre um e outro
combustor seria suficiente para Iluminar esta ci-
dade.
Mas a esse argumento respondo eu: S. Exc,
que percorre de da e de noite esta cidade, e v
que entre um e outro combastor ha um espaco
completamente escaro, nao deve attribair s a nao
illuminaco d'este espaco falta de fiscalisaco
por parte do governo, como disse.
Ellaem grande parte pode concorrer para qae a
illuminaco nao seja levada a seu completo, como
seria de esperar, mas ainda mesmo que se pedesse
conseguir que os raios luminosos correspondessem
ao producto real de 10 vellas, as distancias aos
combustores sao de tal maneira considerados que
as luzes ainda no extremo, ne se tocariam, porque
aproveitando-me agora da observaco judiciosa do
2<> secretario as approximaces do gazometre, onde
a presso muito ufue para que a luz seja mais
forte, o mesmo se observa entre um e outro com-
bustor. O pedido, portanto, de que a luz seja
equivalente a 4 vellas, nao em demasa, calvo
se a nova companhia se obrigar a collocar os com
bastores maisapproximados, demaneiraa termos o
equivalente de luz indspensavel para que os raios
se toquem sem o que a cidade nunca mais ficar
Iluminada.
Um Sr. DeputadoHa viut-e aanos passados a
illuminaco era melhor.
O Sr. Prxedes PitangaIsto tem urna raso
tambem: tanto mais se estende a illuminaco Da
cidade, tanto menor o foco luminoso que appa-
rece em cada combustor, porquanto ha menor
preeso para chegar ao extremo da linba e isto
importa a diminuico nos combustores anteriores.
Portento, esta razo nao serve ainda para con-
testar a necessidade da scolha de 14 vellas. Mas
diz o signatario do projecto substitutivo n. 2; desde
qae a assembla em sua sabedona entender que e
numero de 10 vellas suficiente para Iluminar
com clareza o permetro da cidade, elle nao da-
vida aczeitar, sujeita-se a deliberarlo da casa e
aceita, como demonstrado aquillo que at hoje nao
se conseguio, mas d'ahi nao se segu que esses
signatarios, nao queiram a modificarlo de 4 para 1
vellas. Por este lado, S. Exc alias pertencendo
a maioria da casa, e qae passa a mo no hombro da
presidencia, infringi-Ihe urna pequea censara,
dizendo que o estado da m lluminacio, era em
grande parte a devida a falta de fscalisaro. Eu
acceito a proposicao porque ella muito me agrada;
a opposico acceita ato esmo medida necessaria
para encher o cadinho.
Se verdade, e nao pode ser contestada que a
illuminaco m, e o que muito coneorre para
isto, e a falta de fiscalisaco, isto o desleixo por
partejda administracao, e en creio quemelhore, ha-
vendo cuidado.
O Sr. Barros Barretto Jnior d am aparte.
O Sr. Prxedes PitangaMas S. Exc. modifica
e modifica maito bem, porqae S Exc bastante
geitoso, trazendo a impossibilidade que tem o
fiscal de chegar ao seu resaltado, procedendo a
fiscalisaco a avaliacao da lanos diversos pontos
da cidade
Ea podarla diaer ao aobre deputado como disse
o nobre ex-depntado geral. o mea especial amigo
o Sr. Dr. Francisco Raphael, qae sto se dava por-
que quisi sempre os exames eram;fetos dentro dos ""^'v*0 coa>
fabrieos do gz, onde o instrumento nao poda' JJe8da qae as bases do contracto se estabele-
cer que o pagamento er feito em papel-moeda,
uia ter o contraetanh! o liiraitn rtn reclamar
seno produzr o resaltado qu-- inluzia a em en-
gao completo a aquelle qae presidia a? exame.
Mas, deixemos pasisr de leve esta questio porqae
mais tarde ella ser melhorada, eom a fundirlo
de diversos gazometros, qae o meio de distribair
melhor a presso.
Agora, paseamos a dar ama pequea resposta
ao mea amigo deputado pelo 8" districto, que
disse qae o prero ser inferior (l) :
A importancia da qaeito no valor a consumir-
se, urna das basas indispensaveis para a forma
cao do contracto. E' necessario q te esta Assem-
bla e8tabele$a na lei que deve servir de base ao
contracto o valor por quanto deve ser coasumido
em seu mximo o p cubico ou metro cubico.
Nao tacamos questao da medida. Mas para qae
possa entrar nos orfamentos urna medida qae seja
comprehendida pelo Thesouro, necessario que se
Ihe diga at onde deve chegar o valor estabele-
cido.
Se nos reconhecemos qae a Iluminarlo actual-
mente de um prero exagerado, e vamos reformar
o systema de despezas a fazer-se com a mesma,
indspensavel que determinemos que ella deva ser
Q lindo no art. 11 estabelecemoi urna base de 50
o/o de abate para a Santa Casa de Misericordia e
de 20 ./ para os particulares, tivcmos em mente
establecer valor a pagar-te pra poder ser com-
prehenddo quanto era necessario para a Illumi-
naco.
Ningujn pode estabelecer um contracto sem
diser o valor porque se o ba de pagarj; porquanto
deveudo esta Assembla dar bases certas para qae
o presidente da provincia p>ssa firmar am con-
tracto com urna nova companhia que queira en-
carregar-se da illuminaco da cidade, cndro
esseneial sine qua non estabelecer- se o valor a con-
samir-sc ; saber-s por quanto o contractante deve
turaecer o p cubico ou o metro cubico.
Eu portanto nao posso sappor que seja de piuca
importancia o valor porquanto deve fornecer o con-
tractante o gaz para a illuminaco.
Assim, Sr. presidente, tendo S. Exc. determi-
n do uo art. 9o do seu substitutivo qae o prero
sej* inferior, nao satisfaz as condicoes necessarias
para um bom contracto, porquanto estabelecendo
ou o parailclo entre as condicoes offereci.ias por
S. Exc. no seu substitutivo, sob n. 2, e s apresen-
tadas peles signatarios do projecto e autores do
substitutivo n. 1, nao posso deixar de dizer que
S. Exc. nao teve razo, quando procurou substituir
um projecto por outro, porquanto S. Exc. na ela-
b .racio do seu substtutvo, faltou a duas cocdi-
roes indispensaveis
lVcou conseguintemente na forma e no fundo.
Mas como da diseasso nasce a vsrdada e esta As-
sembla tem de resolver acerca da materia que
da mxima importancia, naturalmente provavel
qae na 3* discusso ebegaremos a um harmnico
de ideias, aproveitando-se aquillo que contiver a
verdade, o necessario para servir de base ao con
tracto. .
Eu portauto, Sr. presidente, subalo a tribuna
para justificar o substitutivo sob n. 1, sem que
tenha por fim combattr completamente o substitu-
tivo sob n. 2, apresento estas pequeas cousidera-
coes em favor do 1, que servara de refataco aos
argumentos estabelecidos pelo nobre denutado an-
tes do substitutivo sob n. 2.
Nao faco como tez o honrado Sr. 2o secretario
que subindo a tribuna disse : voto eontra o 1
e contra o 2*.
E' verdade que nos estamos em tempo de qua-
resma, tempo apropriado para lancar-se o inter-
dicto sobre os projectos que nao se oceupam da
religio. Mas ti. Esc. o fez cm these.
O 8r. PresidentePrevino ao nobre deputado
que a hora est finda.
O 8r. Prxedes PitangaPeco a V. Exc. qae
me conceda mais 10 minutos e en conclairei.
O Sr. PresidenteSim, senhor.
O Sr. Prxedes PitangaQuando se diz : eu
nao aceito nenhum dos prrjectos, porquo olles
coatru taes deformidades que se nao podem amol-
dar as necessidades da lei.
Disse S. Exi.: o 1 projecto, o de n. 1, nao tra-
tou da illuminaro. O que diz o meu nobra amigo,
digo eu a S. Exc As condicoes de garanta de
um contracto, podem ser constituidas para serem
impostas pela administracao no acto de reahsar-se
o contracto.
Um Sr. DeputadoMas isto umr condiro to
importante qae se nao deve deixar de tratar della.
O Sr. Praxede PitangaNo art. 5o eu deixo ao
administrador, nao sei se ser grego ou troyano o
direito de garantir o contracto, de cercal-o de
clausulas que possam satisfazer perfeitamente a
necessidades da provincia
S. Exc troaxe ainda como um dos grandees d>
feitos contidos no projecto a falta da obrigaco da
reverso pra a provincia, do material da Compa-
nhia fiado o contracto.
Disse S. Exc.: incompleto o substitutivo sob
n. 1, por nao tratar da reverso para a provincia.
O Sr. Barros Barreto Jnior Caso seja dado o
praso de trinta annos.
O Sr. Prxedes PitangaV. Exc. comprehende
bem que urna companhia, que tem um capital
enorme empregado em material, nao pode aceitar
de boa vontade a obrigaco de entregar esse ma
ferial ao governo, findo o praso de 30 annos.
Seria preciso que V. Exc, demonstrasse que o
contracto dava, nao s para amortisar esse capital
e os re3pectivos juros, como para o necessario a
manter a mesma industria, o seu capital e lacro
do tempo empregado.
J nao pequeoa vantagem que a provincia in-
demnise o contractante palo valor que na occasio
tiver o material.
O Sr. Barros Barreto JniorE que pode ser
dez vezes superior ao^valor real, como infelizmente
vemos sempre.
O Sr. Prxedes PitangaEste aparte de V. Exc.
fez-me acreditar qae os homens nao sao serios;
mas, sappondo ea ama sociedade moralisada, sup
pondo um governo bem constituido, nao creio que
se nomeiem para arbitros individuos capazos de
dar a urna mercadoria estragada um valor superior
aquelle que ella tivera quando em perfeito estado.
Portanto, esta condico nao foi attendida no
projecto, porque os seus signatarios qnizeram man-
ter o direito, que tinha o governo, de desapropriar
a companhia findo o praso do seu contracto.
O nobre deputado fallou ainda (nao tenho tem-
po de entrar nestas menudencias, porque o Ilustre
presidente j me observou que a hora estava da-
da); o nobre deputado fallou ainda na natureza da
luz de gaz carbnico, em gazes que podiam pre-
judcar a sade publica, e estranheu que o pro-
jecto se referisse especialmente ao sulphureto de
bydrogeneo e ao acido sulphydzico, que o que
mais podia prejudicar sade publica.
Nao tenho tempo para entrar nesta questao de
chimica. Eu poderia provar a V. Exc. que no
preparo do gaz a substancia que mais corrompe a
sade publica o sulphareto de bydrogeneo oa
acido sulpbydrico, e que esta substancia que se
deve evitar especialmente que escape, em detri-
mento da sade publica.
Teremos na 3 discusso, e eu, se V. Exc. per-
mittir, dar ti ver de tratar do projecto em globo.
Terminare!-, Sr. presidente, para obedecer a V.
Exc, respondendo ligeiramente ao iliustre 2o se-
cretario, que devenios pagar com a moeda que
s>os8uimo8. No paiz em que se faz o contra-
rio, o que deve regalar como padro da moeda, c
aquelle de que o povo dispoe.
O Sr. Barros Barreto JniorE qaal o nosso
padro? E'a moeda papel? Nao, senhor; e nos-
so padro o de 4 por otava de ouro. E' este
o padro da lei de 1846.
O Sr. Prxedes Pitauga O padro da moeda do
Brazil o papel moeda, correspondendo 44 a oi-
tava de ouro, valor fix \
Nos nao podrmos, como disse o mea iliustre
amigo, de que V. Exc. se fez orgo..
O Sr. Barros Barreto JniorNeste ponto ea
nao me fix orgo do correspondente do Diario,
mas sim do sealar Zacharias.
O Sr. Prxedes t-itanga-Adm:ttio qae o paga-
mento seja ao mesmo tempo em ouro e em papel,
attendendo s dirficuldades que os contractautes
poro em aceitar smente a moeda do Brasil. Se
elles contractam em um paiz onde tem de despen-
der e onde Be fez o consamo, devem teceber na
moeda em que tero de faser os seas dispendios.
Nao portanto, de estranhar que o projecto
sabstitutivo qaisesse prevenir os males qne con-
stantemente para nos resultam das differencas de
cambio, porquanto, nao chegando nunca o papel
ao valor doo uro, succede que, toda ves qae o cam-
bio se eleva, temos de pagar mais do que contrac-
tamos.
Se os contractantes convier sujeitar-se ao vai
e vem do cambio, isto a ganhar mais ou menos
na acquisioo do material preciso para a sua in-
dustria e a collocaco delle no Brazil, sendo pag< s
Kla moeda do paiz, aeeitem o contracto, e, se nio
is convier, nio aeeitem o contracto: ninguem
obrigado, ninguem pode ser forrado a aceitar urna
condico com a qual se julga prejudicado.
)'
o contractant) o direito de
quando o material Ihe chegar mais caro, porqae
elle sabe o que deve fazer; toda a vez que o cam-
bio sobe e qae, portanto, a moeda metlica est
malS -j1^' Drocure contractante adquirir maior
quantidade do material necessario para a sua in-
dustria, afim de. salvar-Be da poca em que o cam-
bio desr* e a moeda se torne mais cara.
O Sr Barros Barreto Jnior-E, quando o cam-
bio s: t. rnar mais caro, vende o gaz mais caiO ?
O Sr Prxedes Pitanga-Faca acquisco do
material nos lempos felizes, quando o cambio esti-
ver como actualmente, de maneira que este lucro
cquivalh perda qae tiver de soffrer mais tarde.
Nestas condicoes, se bem qne cao tivesse trac-
tado especialmente do piojecto, como devia, obe-
decendo a V. Exc, don por findo o meu discurso.
O Sr. Ferreira JacobinaMuito bem.
A discusso fica adiada pela hora.
Passa-se 2 parte da
CBOKM DO DA
Contina a 2 discusso do art. Io do projecto
do orramento piovincial.
Vm mesa, sao lidas, apoiadas e entram em
discusso com o projecto as seguintea emendas :
N. 5. Sub-emenda a emenda sobre o gado vac-
cum etc accrescente-se : salvo se pertencerem
creadores desta provincia. Joo de S.
N. 6. Ao 16. Em lugar de 30 0/0 diga-se 20
0/0.Baro de Itapissuma.
N. 7. Supprimido o 8.Baro de Itapissuma.
N. 8. Ao 33, 4 0[0 sobre a agurdente e al-
coo!.Baro de Itapissuma.
N. 9. Ao 1- do art 1, 1 1|2 por cento sobre
o assucar exportado.Baro de Itapissuma.
N. 10. Ao 21 : Em vez de 200& por pessoas
qae empregar capitaes em desecnto, diga-se :
2005 por pessoa que tenha escriptorio para des-
cont, etc.Baro de Itapissuma.
N. 11. Supprima-se o 29 do art. 1" Jos
Maria.
N. 12. Ao 11 do art. 1- em vez de 105, di-
ga-se 20S-
Ao 12. Eai vez de 5, diga-se 10. Jos
Maria.
N. 13. Ao 13. 2i> por carga de quaesquer
outras mercadorias, diga-se : a excepeo de sal.
Jos Maria.
N. 14. Ao 32 do art. 1.- Em vez de 50* por
venda de escravos, diga-se : 100, e quando por
procurarlo 1505-Jos Maria.
N. 15. Ao 39. Em vez de 10 diga-se:
255.Jos Maria.
N. 16. Ao J do art. 1.- Em vez de coures
verdes e espionados, diga-se : 10 0,0, e 15 0/0 se
forera impartidos das provincias limitrophes e de
outras P'OVdchs. Jos Maria.
N. 17. Ao 31 do art, t.' 1 1/2 sobre o as-
sucar exportado, em vez de 3 0/0 como se acha no
projecto.Jos Maria.
.N. 18. Ai 2. 10/0 sobre o alsodo expor-
tado, e nao 2;0/0 como se v no prejecto. Jos
Maria.
N. 19. Ao 4. Em vez de 8 0/0 diga-se : 10
0/0, sendo elevado esta imposto a 20 0/0 se torem
importadas das proviucias li.Ltrophcs e de outras
provincias. Jos Mana.
N. 20. A o 47 do art. Io diga se : 2 1/2,
igual ao que pagam os empregados geraes.Jos
Maria.
N. 21. Ao 54 do art. 1. Em vez de dizer-se
aue prescrevem no dominio desta lei, diga-se:
que prescrovero no fim de 5 annos.Jos Maria.
N. 22. Fabrica Meuron. Era lugar de 300$,
diga-se : 1:0005, como no orramento vigente.*
Baro de I'apissuma.
O Mr. Juo .11 ve* (N> devolvea seu
discurso).
Posto a votos approvado o requerimento de
encerramento da discusso.
O Sr. Jos Maria (pela ordem) protesta contra
o eucerramento da discusso, quando annunciara
ter emendas a apresentar.
Procedendo-se votarlo, approvado o art.
com as emendas de os, 2 s 5, e sao rejetadas as
domis.
O Sr. Jos Maria requereu e a casa negou vo-
tarlo nominal para as emendas de ns. 14 e 15.
Entra em 2 discusso o art. 2o do projecto de
orramento provincial.
O Sr. Son Mara (Nao devolveu seu
discurso).
A's 3 horas e 35 minutos da tarde reabre-so a
se88lo.
O sr. d<>* Mara (Nao devolvea seu
discurso).
Vem i mesa, lido, apoiado e posto em discus-
so o seguinte reqaerimento :
Requciro o adiamento da discusso por 48 ha-
ras.Jos Maria.
Nao havendo numero para votar, fica encerrada
a diseasso do art. 2o e adiada a votaco do re-
querimento.
Adia-se, nos termos do regiment, a diseasso
do art. 3.
O Sr. presidente levanta o sesso, designando a
seguinte ordem do da : 1' parte : continuaco da
antecedente ; 2a parte : continuarlo da antece-
dente.
DISCURSO DO SB. DEPUTADO FERREIRA JACO-
BINA, NA SESSO DE 18 DE MARCO
O Mr. Ferreira Jacobina Sr. presi-
dente, nao caso de se ter tristeza. Louvj a
maioria desta casa pela confisso franca de um
dos seus mais dignos ergios de que a verdade
contida no reauerimento aceita por ella ; felgo
mesmo de ver que nao recalcou a verdade e o co-
nhecimonto dos factos para encobrir as faltas po-
lticas do sea partido e mostrar que ella, que ou-
tr'ora clamou tanto contra eesas medidas vexato-
ri:s da liberdade do cidado ; e para que seus
encarregados da alta administracao da provincia
nao procarem corrigir esse crime, esse violencia
liberdade do cidado, usam de um recurso que
tem,maioria da casa, para que esto requer
ment nao chegae s mos do digno administra-
dor da provincia e nem para punir a autoridade
ao menos com a demisso pela pratica constante
deste crime pela detengo em troaco dos ci dadlos,
rejeitem-o.
Aceite, portanto, V. Exc. as minhas ielicita-
coes pela franca confisso de que em quasi toda
esta provincia o uso do tronco cousa muito com-
mum, e que se eu achasse bonita a exprsalo do
digno presidente da provincia, empregada em sea
relatorio, dira qae ara o abuso do aso.
O tfr. Jos MaraE' exacto ; pbrase que l
est : abuso do uso da faca de ponta, em relario
aos pernambucanos.
O Sr. Ferreira JacobipaE se louvo a confis-
so do nobre collega, leader da maioria desta
casa, a razo da apresentaro do requerimento
nao rre surprehende ; o que me surprehende a
contestarlo foita pelo nobre deputado pelo 12.
districto, que entendeu nao ser ama verdade e
que taxou de informacoei, inexactas, conducentes
a levar mentira o autor do requerimento, em-
quanto que devia voltar>se para o leader o dizer :
vos que faltis verdade no recinto desta casa -
mas S. Exc. entendeu que a informarlo era inex-
acta, qae a mentira parta da opposro, mas fi-
cou certo de que a verdade ficou confirmada pelo
leader. i
O Sr. Goncalvea FerreiraNao houve tal de-
claraco.
O Sr. Ferreira JacobinaV. Exc. confirmou o
facto, e eu nao pssso acreditar que V". Exc o ne-
gu agera ; euiquauto V. Exc. nao disser que nao
veraadeiro o facfo, me parece que a afirmativa
o qae prevalece. J
S. Exc tambem contestou a forma do requeri-
mento.
O Sr. Gonralves Ferreira d am aparte.
O Sr. Ferreira JacobinaS. Exc disse em vir-
tude de que lei se permitte, a existencia dos tron-
cos, em todas as comarcas desta provincia. Eu
creio que nunca foi fra dos estylos parlamentares
redigir um requerimento conforme aquillo qae se
potras.
(Apartes. )| -
Mas ainda assim, admttindo qualquer incor-
rec(o na manifestarlo do pensamento, bs na casa
urna commisso de redaeco/" a qnsl cumpre ver
a forma de redigir o pensamento.
Ora, se oa nobres deputados acbam qae a for-
ma imDerfeita, segne-se qne a forma dada de-
pois de passar a idea no eadinbo da maioria, e
nestas condicoes nao vejo motivo para qae se diga
que o requerimentd nao est bem redigdo. Se '
porventura a eomrnissao de redscco nao quiz re-
digir, ahi est o autor do requerimento, o nobre
depatado pelo 2.* districto, que teve tanta docili-
dade, que s faltn pedir ao leader da maioria, qae
desse a forma que qaisesse ; nestas condicoes me
parece que a negaco approvaco do requeri-
mento s tem por fia evitar qae S. Exc seiba qae
a maioria da casa est de accordo na existencia
dos troncos.
T*
W



*

u
r
.
i


wtm
iario de Pernambnco(^narta-feira 6 de Abril de 1887
-

3

8. Ene., depaUdo palo 12. diatrieto, nos asse-
verou tambem qu j alo hav comarca onde o tronco existase. Ht prtanlo
contradiceo ; S. Etc., apjrtad > pelo testemunho
de oatroa col lega* mu. fez ama reatrieco, diren-
do qne nem em toda* a comarcas hariam tron-
co! ; mas en pargnnto apenas ao nobre deputa-
Je..o tacto exute ou nao existe ? Bastara um
s tronco em ama deetas estacoea da giarda civi
ca, para justificar o requerimeaio.
Portanto, Vv. Exea, piden, coin a maioria, es-
magar. facer coin qua nao patse o requerimento ;
mas nao nos pode convencer de qua a exialencia
do tronco nao s-'ja am-i realidide, basta a ds-
cusso bavida, certas de que podis negar a ap-
provacao do requerimento, mas qua eoufeasaia a
existencia do tronco.
A autoridade que se eewre est instrumento
prra deter um criminoso que sal temer-aa pela
sua audacia, outras retes umbim fax.victima
desse inatrnmeuto a un) oidado morigerado por
mero capricho ; quo por eircunutauciaa particu-
lares as autoridades aiaisn projedem, por isto
que nos nao podemos concoirdar, e permanecer si-
lenciosos.
r. presidente, eu lastimo este tacto, que nao
de boje, e espero que os nobrea deputados mora-
lisaro, faro desapparecer to aviltante instru-
mento para castigos crueis dos iufelizes que in-
correm no desagrado das autoridades, e que >
ram prohibidos por le expressa.
. Tenho dito.
Em viata deste resultado, 'orara proola-1 |ja^^&Uae
rasaos eleitos o segaintes Srs.:
PresidenViaoonde de Tbatinga.
Vice-presideateDr. Jos Oongalves
Pinto.
1 secretario Sebaatiio de Barros Bar-
reto.
2o secretario Francisco Joaquim de
Oliveira Cunha.
o Sr. Ferrelra Jacobina Sr. presi-
dente, nao ha muitos annos correm as loteras
nesta provincia sem que nucca se tenha pretendi-
do fazer alte/acao as leis e regulamentos que
tratara d'esse servico publico. Entretanto vejo no
projeto n. 7 medidas prohibitivas de loteras de ou-
tras provincias e desejava ser convencido da van
tagem d'essa limiaco urna industria que at
boje foi livre, nao me constando que houveaae re
cltmaco alguma por parta do encarregado d'es -
sea servicos e que essas reclamacoea devam ser
spprendidas com a expresso da autoridade publi-
ca, de maneira a determinar-se urna lei completa-
mente prohibitiva, a dar poderes a particulares
para tomar a propriedade alheia, que est prohi-
bida pela lei geral de ser objeeto de coomercio.
N'estas circunstancias, pois, poaaivel que
qualquer dos dignos e Ilustres signatarios da
projecto me convoca da grande utilidade para a
provincia da decretacao d'eaaaa medidas, que nio
aSo ellas offensivas liberdade de commercio ga
rantida as leis e que esta asBembla tem mais
que competencia para banir da cidade do Recite
e de toda a provincia a introduccao de bilhetes de
outras provincia e mesmo da corte.
Se os nobres deputados signatarios do projecto,
amigos como devem ser da discusso, certos de
que a lei sempre a expresao de urna ntilidade
publica e nunca a da vontade cu conveniencia in-
dividual, convencerem-me da vantagem da medida
proposta, eu talvez d meu voto ao projecto.
Acta da 1'sesiio ordinaria d'as-
sembla geraldosrs. accIonlaitaN
do Banco de Crdito Beal de Per
minliucu, esa 15 de Marco de
PRESIDENCIA DO EXM. SR. VISCONDE DE
TBATINGA
A's 12 1[2 horas do dia cima indicado,
na sede d'Associacao Commerciai Bcnefi-
cente,, presentes os Srs. Amorim Irmos
d C, Jos Gongalves Pinto, Jos de Sil-
va Loyo & Filho, Lo 1 & Irmao, Luiz
Dupra', Joao Fernandes Lopes, Francisca
Joaquim de Oliveira Cunha, Sebastiao de
Barros Barreto, Jos Maria Cameiro da
Cunha, Visconde de Tbatinga, Manoel
Joaquim Pereira, Manoel Jos Machado,
D. Aona Marques de Amorim, por procu-
Apurada a votacao relativa com mis
sao fiscal, deu o seguinte resaltado : |Fran-
cisso Ribero Pinto Graimares 176 votos;
TnomuZ Comber 170 roto; Jos Adolpho
do Oliveira Lima 146 vitos ; Antonio Carlos
Ferreira da Silva 9 votos ; Antonio Jos
Coimbra Guimaraes 9 votos ; Manoel Jos
Machado 8 votos ; Dr. Antonio Clod.aldo
de Souza 7 votos; SebastiSo Lopes Gui-
marae3 7 voto3; Aurelio dos Santos Coim-
bra 7 votos e Dr. Jos Joaquim de Oli-
veira Fonseca 5 votos.
Em vista deste resultado, foram procla-
mados eleito* o seguintoB Srs.:
Francisco Ribeiro Pinto Guimaraes.
Tbomaz Comber.
Jos Adolpho de Oliveira Lima.
Nada mais havondo tratar, o Sr. pre-
sidente levantou a sessao s 2 horas da
tarde ; e eu, Francisco Joaquim de Olivei-
ra Cunha, servindo de 2o secretario, sub-
crevo o assigno a presente.
Visconde de labatinga,
Presidente.
Sebastiao de Barros Barreto,
V secretario.
Francisco J.de Oliveira Cunha,
2o secretario.
CommiNoao de oceorroa aos au
fragos do paquete Babia
Illms. Srs.--A commisso de soccorros aos nu-
fragos do paquete Bahia, aceita o generoso e es-
pontaneo offerecimento qae Vv. Ss. se dignam ta-
xer do Diario do Pernambuco para a publieacao
dos trabalhoa e expediente desta commisso.
Recoobecida, pede lhes o favor de da encelar
a referida publieacao e aceitar os seos protestos Affonso Taborda
Antonio Sampaio do Nascimento
P. F. de Brito
Jos Ricardo da Costa
Anonymo
Francisco Botelho de Audrade
Francisco II. Caris
Olinto Jardim & C.
Francisco Manoel da Silva
Maia Sobriobo ce C
Feliciano Pontual
Albino Silva & C
Manoel Cruz & C.
Mendes Jnior
Leal j Irnio
P. J. Pinto
Reis & Santos
Miranda AIvhs & C.
Miranda i Santos
Pereira Pinto
Ferreira Rodrigues & C.
Soares d t Amaral & C.
Paiva V alent & C.
Joao Fernandes de Almeida
Augusto de Figueiredo '& C.
Domingos Cruz
Joaquim Duarte Simes & C.
(. ^pieler
Claudio Dubeaax
Dr. Barreto .Sampaio
Marcel Monier
Propicio Barreto
Agostinho Silva
Amaro Barreta
D. Antonio Casademontc
Joo Pereira dos Santos Farofa
J. J. G. Beltro Juoior
Americo Mata
Joaquim Vieira da Rocha
Antonio Pinto Moreira
Mr. Fawaux
Th. Brocheton
Muminato Soares da Fsnseca
Henrique da Silva Moreira
Deodato Torres
Pinto Alvea &. C.
Fonaeca Irautoa & C.
Martins & Oliveira
B. F. Guimaraes
C .rpinteiro Peres & C.
Cxhora & C.
Dr. C. A. BeltrSo
Sonsa Pinheiro & C.
V. A.
Amorim Jnior
Alberto de Nioac
Francisco J. de Amorim
de estima e consideraco.
Deas guarde a Vv. Ss. --
Recife, 5 de Abril de 1887. Ulms. Srs. Re-
dactores do Diario de Pernambucolo* Jo&o de
Amorim, presidente.=S. de Barro Barreto, se-
cretario.
6ubsciipcao aos naufraga do vapor Bahia
Commies&o do Recife ^^
Amorim Irmaos & C. 200*000
Pereira Cameiro & C. 200i'iO0
Mendea, Lima & C. ^"^X
Livramntoa & C. 200*000
Redacco do jornal 'O Paiz do Rio de
Janeiro
En^liah Banck of Rio de Janeiro, Limi-
ted
London & Brasilian Bank Limited
Banco de Crdito Real de Pernambuco
Companhia Phenix Pernambucana
Dita Indemmaadora
racao, Alfredo Alves da Silva Freir, Dr.
Anto.iio Clodoaldo de Souza, Aurelio dos
Santos Coimbra, Sebastiao de Oliveira
Rezende, Sebastio Lopes Guimaraes, Sil-
va Guimaraes & C., GuimarSes, Cardoso
& C JoSo de Oliveira, Reis & Santos,
Jos Barbosa de Carvalho, Alfredo Char-
ra, Henrique da Silva Moreira, Antonio
Jos Ferreira Monteiro, Cunha IrmSos &
C, Felisbino de Mendoaya Vasconcellos,
por proouracXo, Francisco Xavier C. de
Albuquerque, por procuradlo, Hanriqu?
de M. Campello e Castro, por.procuragao ,
Jos Joaquim de Oliveira Fonseca, Anto-
nio Carlos Ferreira da Silva, Francisco
Jos dos Passos GuimarSes, Jos Fernan-
des Lima, por procurasSo Miguel Jos
Alves, Antonio do Souza Pinto, Antonio
Jos de Olivera Campos, Joaquim Jos de
Amorim e Francisco Ribeiro Pinto Guirm-
riea, representando 1,075 accSes, foi pelo
Sr. presidente declarada aberta a sessao,
convidando em seguida para oceupar o lu-
gar de 2o secretario ao accionista Franois-
co Joaquim de Oliveira Cunha.
Foi dispensada a leitura da acta da ses
s2o constitutiva do Banco, por ter sido j
publicada pela imprensa.
Pelo Sr. Io secretajio Sebastiao de Bar-
ros Barreto foi lido o ralatorio da admi
nistracSo, sendo elle approvado sem ne-
nhuma contestaclo ; cando entretanto
autorisada a mesma administracao a re-
solver, como melhor entender a bem dos
interesses do Banco, sobre a consulta do
pedido de concessSes feito por ella a As
aembla Provincial.
Em seguida fei pelo mesmo Io secreta-
rio lido o parecer da commisso fiscal, o
qual tendo sido submettido discussili,
pedio a palavra o Sr. Manoel Jos da Sil-
va GuimarSes, (representante da firma so-
cial Silva GuimarSes & C), fazendo re-
paro do nSo comparecimento do accionis-
ta Sr. Thomaz Comber, que divergi do
parecer da maioria da referida commisso,
da qual membro, afim de explicar as ra-
z3es que teve para essa sua divergencia,
que, a sen ver, nao se acham conve-
nientemente elucidadas. Pedindo aps h
palavra o Sr. Dr. Jos Joaquim de Olivei-
ra Fonseca, disse que, apezar de concor-
dar com o parecer da maioria da com-
misso fiscal, achava bem ciaras as razSes
expendidas pelo Sr. Comber; e por isso
entenda ser indispensavel a sua presenja.
Posto a votos o parecer da maioria da
commisso fiscal, foi elle approvado una
nimemente.
Nao havendo mais quem pedisse a pa-
lavra, annunciou o Sr. presidente que ia
precederse eleijao da mesa d'assembla
geral, e beca assim da commisso fi-.;; 1,
como determina o 2o do art. 62 dos es-
tatutos, convidando em seguida o accionis
ta Sr. Jos Maria Cameiro da/ Cunha para
escrutiador.
Pelo Sr. i secretario foi procedida a
chamada pela lista dos accionistas.
Dita Amphitrite
Mai i Se Rezende
Audrade Lopes t C.
BorsCelmann & C
Connolly &C.
John H. Boxwell & C.
Johnston Pter & C-
Henry Foratnr & C.
Rodrigues Lima & C.
Manoel Ferreira Bartholo
Saunders Brothers & C.
Luiz Antonio de Siqueira
Heorique Burle
Visconde de VIecejana
Visconde de Tabatinga
Manoel Joo de Amorim
Jo9 da Silva Lijo & Filho
Luiz Dnprat
Jos Joo de Anorim Juuior
Hyppolito Pederneira
W. JV. Robiliard
Lura los da Silva Guimaraes
Suva Gwmirus & C.
Browos & C.
Anguste Labille
Baro de Petrolina
Gon;alvea Pinto ce C.
Abe Stein & C.
Wilson Sons & C.
Nimeyer
Hermn Lundgren
Carlos Lourenco Gomes
Bernet & C.
D. P. Wild & C.
Cramer Frey & C.
Hermn Peteraen A C.
Hornea de Mttttos Irmos
Monhard, Huber & C
Hirman &tolzenbach e C;
Baltar Irmos & C.
Visconde de Itaqui do Norte
Baltar, Oliveira c C.
Machado, Lopes & C.
S. P. Johnston de C.
J. Rigley
Cardoso Ot Irmao
iOOOOO
iooo:k)
IOOOOJ
OO^OO
100*000
100 0.0
1005000
1001000
100*000
100*000
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100.-50)1
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50*000
50*000
50*000
60*000
50*000
50*000
50*000
50*900
50*000
30*000
50*000
50*0)0
50*000
50*(00
50*000
50*000
50*000
50*000
60*1000
50*000
50*000
50*000
50*000
50*000
50*000
Francisco Ribeiro Pinto Guimaraes J[ C. 500O1)
Apurada a votacSo para a mesa d'as-
sembla geral, obtiveram votos os seguin-
tes Srs: Presidente, Visconde de Taba-
tinga 175 votos: Visconde da Silva Loyo
9 votos 'e Dr. Jos Goncalves Pinto 9 vo-
tos. Vice-presidente, Dr. Joi Gon9alves
Pinto 178 votos ; Miguel Jos Alves 21
votos; Jos Adolpho de Oliveira Lima
6 votos e Manoel Jos da Sil/n Guima-
raes 5 votos. Io secretario, Ssbastio de
Barros Barreto 151 votos e Dr. Jos Joa-
quim de Oliveira Fonaeca 47 votos. 2' se-
cretario, francisco Joaquim de Oliveira
Cunha 140 votos; Sebastiao de Barros
Barreto 46 votos o Dr. JoJo de Oliveira
12 votos.
Sociedade S. Vicente de Paula
Osmond P. Cox
A. Cohn
H. Na-sch & C.
Solzer Koffmann & C.
Henrique Bernardas de Oliveir
Francisco Ferrira Baltar
N. J. Lindstone
J jaqu.ui da Silva Salgueiral
Dr. Carlos Alberto de Meneses
Amorim 4 Cardoso
Martins, Cordeiro & C.
Cap;lio J. M. Lacy
Jos Joaquim da Costa Maia
Engenheiro Valle
Manoel Rozendo Torquato de Almeida
Baro de Nazareth
Augusto Octaviano de Souzz
Alfredo Alves Martins
Antonio P. Cameiro da Silva
Tbeodoro Cbristiansen
W, M. Webster
Albino Narciso Maia
J. A. ThomA C.
W. Swense
Jos Vel iso Soares fi C.
Pohlman & 0.
Sebastiao B. Barreto
Joo do Reg Lima
Prente Vianna & C
Ferreira Guimaraes & C.
Joaquim da Silva Carvalho
\V. & B. Telegraph Company
R. de Drusina & C.
Salazar & C.
M U. Lobo
Seixas
Cunha Irmos & C.
Joo de Macedo
Fernandes. Irmoa
Manoel dos Santos Araujo
Souza Bastos, Amorim & C.
Alfredo Liaba
A. Lima Campos
Burle &t C.
E. Brotheroods
E. Amorim
J. L, Rcnrgard
Redacco da Gaseta dt Noticias do Rio
de Janeiro
Antonio Rodrigues de Soasa
Caetano Pratx (naufrago)
Joo Joa Marquea
Meuron & C.
J. H. Conolley
T. J. Hurding
Gregorio Gomes Maia
Miguel Joa Alves
Henrique Saraiva
Manoel dos Santos Villaca
J. Liguin & r{. Hartewy
Dr. Pedro Veraa
W. Hallydey 4 C.
J. Howe
Jco Carlee Gutierres
I Augusto P. de Limos
(Charles Pluym
60*000
50*000
75*000
40*000
30*000
25*00)
25*00)
25*00)
25*000
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20*000
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20*000
20*000
20*000
20*000
20*'000
20*000
20*')00
20*000
10*000
10*000
10*0TJ
Antonio L. Rodrigues
I Trajino
E. Arajuo
Agt. Gadrent
Venancio doa Santos Ros i
E. de M. G. Ferreira
Rocha
Dionizio da Silva Guimaraes
Podro Maia e Silva
Oliveira Campos
Dr. Gama Lobo
Manoel Cardoeo Ayres
Joaquim Azevedo
Ti burdo d'Oliveira 4 C.
A. D. Carneiro Vianna
Manoel L. P. Bastos
Paulino de Oliveiro Maia
Joa Pereira Bastos
Gomes Maia & C.
Joo Moreira 4 U.
Candido Ferreira
Antonio Jos Soares 4 C.
Joaquim M. G. Rosa
Gomes 4 Pereirs
Xavier de Simas & Irmao.
B raneo
Laesaly ,
C'aetano Marques
Jos Paulo Botelho
S. Reg
H. Caroll
Francisco M. Amaral
Rodolpho Pessoa
Jos da Silva Neves
Deloegi
Danos
Arthur Machado
J. Luiz dos Santos
A. Monteiro
J. R. Oas Fernandes
R. Das
B. Lourenco
D. M. Martins
Torres Irmo
Goncalves Barros
Um anonymo
Vicente Cysneiro
M. M. de H. Cavalcante
Colombo
Jos V Baltar
A. Vieira
H. da Silva Loyo
Alfredo Araujo
Moreira
J. R. Duarte
H. Simpson
P.
Joaquim Ferreira
Luis C. de Mesquita
Pereira
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Anonymo
A. Amorim
J. F. Leite
Vianna
Joaquim Almeida
Joaquim L. de Oliveira
Alfredo Bahia
Tavares Santos
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10*030
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10*000
104000
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10*000
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5*000
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5*000
5*300
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5*000
5*000
5*000
5*000
5*000
5*030
5*000
5*003
5*003
64000
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5*00)
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5*000
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5*000
5*000
5*000
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5*u03
5*0.0
5*000
54000
5*003
5*000
5*000
5*000
5*000
5*000
54000
5*000
54000
5*000
5*000
5*000
5*000
5*000
5*000
5*000
5*000
5*000
Companhia Bahiana em Oatubro de 1886 por conta
da provincia, afim de se consignar a quota de
305* importancia das mesmas pasaigena. A'
commisso de orcimento provincial.
Oar do mismo transmittindo o balance da re-
ceita e despeas do exercicio de 1885 a 1886 e or-
camento para o de 1887 a 1888 da Cmara Muni-
cipal de 8. Jos do Egypto.A' commisso de or-
esmento municipal.
Outro do mesmo communicando que teve o con-
veniente destino ponto dos emprega dos desta
Aasembla e dos tachygraphos, relativo ao mes
de Marco ultimo.In'eirada.
Outro do mpsmo remettondo um additamento ao
quadro da divida passivaA' commisso de orea-
ment provincial.
Outro do mesmo commnnicando que teve o con-
^**/***!* i? 'e*""***Damos em seguida o mappa demonstrativo do rendiment
da A^ndega da Pernambuco, durante o mes de Marca de 1887, comparado com o db igual mez do
anno'de 188b. .
DEaoxnciCAO das bekdas
veniente destino a relaco dos Srs. deputados
com pan
teirada.
compareeeram i sassdes de Marc i ultimo
os que
851:988*364
36:031*094
146:245*739
67:196*938
66:233*534
5*000
5*000
5*000
5*000
5*000
5*0O0
5*000
5*000
5*000
6*000
4*000
4*000
3*000
2*000
2*000
2*00
94000
1*000
1*000
6:927*000
(Contna).
Gnglish Bank of Rio de Janeiro
(Limited)
Capital do Banco em 50,000
accoes de 20 cada urna & 1.000,000
Capital realisado...... 500,000
Fundo de reserva...... 190,000
BALANCE DA CAIXA FILIAL EM PERNAMBUCO,,
EM 31 DE MAB^O DE 1887
sJrtiTsa
Letras descontadas....... 90:8130600
Emprestimos e contas caucio-
nadas.............. 25:8435120
Letras a receber......... 337:993^790
Garantas e valores depositados 200:5030990
Mobilia, etc. do banco..... 2:4710690
Diversas contas......... 1,550:4630550
Caixa............... 576:3320950
Rs. 2,784:4230190
Passivo
Contas correntes
simples ....
Deposito a prazo
flxo com aviso
e por letras .
380:787*280
1,594:192*110
------------------1,974:9790390
Letras a pagar......... 1270590
Titulos em caucSo e deposito 200:5030990
Diversas contas......... 608:8120220
Rs. 2,784:423*190
S. E. 4 O.
Pernambuco, 5 de Abril de 1887.
Henry K. Gregory, manager.
/. K. Eddoves, accountant.
KtVISTA DIARIA
Asaemblea Provlnelalf-No honve hon-
tem aeaeo por terem comparecido apenas 6 Sra.
deputados.
A reuuio foi presidida pelo Exm. Sr. Dr. Pr-
xedes Gomes de Souza Pitanga.
O Sr. 1 secretario proceden a leitura do se-
guinte expediente
Um officio do secretario do governo transmit-
tindo utormacoes do Thesouro Provincial com re-
ferencia a pHsaagens concedidss'a bordo de vapor
da Companhia Pernambucana na importancia de
81*000__A' commisso de orcamento provincial.
Outro do meamo, dem, dem e mais papis re-
ferentes a psssagens concedidas em vapores da
Outro do mesmo transmittindo o bataneo da re-
colta e despeza do exercicio de 1885 a 1886 da C-
mara Municipal de Correntes e o orcamento para
o de 1887 a 1888 da referida Cmara e da de Se-
rinhaem, e bem assim o codigu de posturas da
Cmara de Correntes A's eommissoea de orca-
mento municipal e de posturas.
Outro do mesmo, transmittindo um requerimento
dos profeesores do Gymnasio Pernambucano pe-
dindo para lhes nao ser applicavel o art. 24 da lei
n. 1810.A_' commisso da legisla; io.
Urna peticio de Joo Portella Mattos, arrema-
tante do imposto municipal de 120 ris por medi-
da de 10 litros, requerendo um abate de 25 >/ na
arrematadlo.A' commisso de orcamento muni-
cipal.
Seis officios dos secretarios do governo do Para,
Maranho, Cear, Kio Grande do Norte, Parahy-
ba o Alagas, ecuaando o recebimento dos Annaes
desta Aasembla de 1886.Inteirada.
Urna peticio do bacharel Manoel Gomes Viegaa,
pagador do Thesouro Provincial, requerendo con-
sigoaco^ da quantia de 400* para quebraa.A'
commisso de orcamento provincial.
Ontra do capito Guilhermino Tavares de Me
deiro proprietario e residente na cidade de Bezer-
ros, requerendo autorisaco para contractar com
a Cmara Municipal d'alli a constrnecio de urna
casa de mercado naquella cidade.A' commisso
de orcamento municipal.
Outra de Joo Pinto da Silva, engenheiro do
3 diatrieto das obras publicas, requerendo ser
aposentada com os vencimentos proporcionaes ao
tempo de eervico que contar.A' commisso de
peticoos.
Outra de Maria Theodora Monteiro de Mello,
requerendo perdo do que estiver a dever de d-
cimas de aua casa ra de S. Miguel n. 74 e dis-
pensa do mesmo imposto dita casa.A' commis-
so de orcamento provincial.
Outra de Antonio Oorreia do Espirita Santo,
the8oureiro da irmandade de Nossa Senhora do
Rosario doa homena pretoa de Iguaraaa, reque-
rendo a extraeco de urna parte da lotera para as
ebras 'de sua igreja.A' commisso de orcamento
provincial.
Outra da irmandade do Santisaimo Sacramento
da matriz de Afogados, requerendo a concesao de
urna lotera de 120:000*, para obras e altaias de
dita matriz.A' commisso de peticoes.
Outra de Anna Laurinda Varejo Barbosa, pro-
feaaora publica da Ia cadeira da freguezia de S.
Joa requerendo conceaao da gratifieaco addi-
cional facultada pelo art. 115 do Rjg. de 6 de Fe-
vereiro de 1885.A' commisso de instrueco pu-
blica.
Em seguida diasolveu-se a reunio.
Sal do ImperioO paquete Mandos,"en-
trado hontem do sul, t nos troupe folhas da Ba-
hia e Alagas, alcancando as d'aquella provincia
2 e aa desta 4 do correte :
Em Marco renderam na Bahia as seguintes
reparticoea :
Direitos geraes
5 /o para o fundo de emancipa-
cao
Direitos provinciaes
Recebedoria geral
Recebedoria provincial
No municipio de Macei, das Alagis, emerrou-
se a nova matricula de escravos com 1:124 da
ambos os sexoa, sendo mais arroUdos 12, maiores
de 60 annos.
Soccorro aos nnurrasoa do pilque
(e BabiaRecebemos do Sr. Auguato Paulino
da Silva a quantia de 87*000, por sua iniciativa
arrecadado entre oa empregados do Thesouro Pro-
vincial, como auxilio aos nufragos do paquete
nacional Bahia.
Remettemos essa quantia ao Sr. Francisco Gur-
gel do Amaral, membro da commisso de aoccorroa.
Obraa de Jallo VeraePara a Livraria
Corazzi, no largo da Matriz de Santa Antonio,
chegou mais um roame da papular eigao das
obras de Julio Verne, feita pela casa edictora de
Lisboa David Corazzi.
Conten esse novo volme a 2' parte do romance
Vinte mil leguas submarinas intitulando -se essa
parteO fundo do mar.
I'erlmenioA's 8 horas da noite de 20 do
mes paseado e em terraa do engenho Cax*nga do
3 diatrieto de Gamelleira, foi aggreiido em sua
propria casa Jos Manoel de Souza, por Manoel
Bispo, que, armado de urna faca, o ferio grave-
mente.
Pretendendo Antonio Barbosa, que ento esta-
vaallt, prender o sriminoso, ambos travarara luta
da qual sanio ferido o referido criminoso, que,
apezar disto, se evadij.
A' respectiva autoridade policial tomn conhe-
cimento do facto, abrindo o competente inquerit o
e procede nos termos da lei.
No dia 1- do corrente em trras do referido
engenho, Joa Manao ferio gravemente com um
faca o a Manoel Cavalcante do Mello.
O criminoao foi preao em fl igrante delicto e
contra elle procede a supracitada autoridade noa
termos do espestivo inquerito.
Deputado geralVindo do norte acha se
nesta capital hospedado no Palacio Episcopal da
Soledade, o Rvm. conego Jos Lourenco da Costa
Aguiar, digno deputado a Aasembla Geral Le-
gislativa.
S. Exc. demora-se oito dias nesta cidade.
Comprimentamol-o.
AlgedoNo da 2 do corrente foram despa-
chados na Aifandega para exportaco 14.170 vo-
lumes com algodo, pesando 1.109:922 kilogram-
mas.
Que nos conste depois das avultadas partidas
exportadas no tempo da guerra de cessaco ame-
ricana, a maior quantidade desse artigo despa-
chada pela Aifandega n'um s dia.
J. H. Boxwel:
Para Liverpool12:000 v. com 912:549 kil.
Bontdman & C :
Para Liverpool530 v. com 37:573 kil.
Para o Bltico250 v. com 47:373 kil.
Sa7iders Brothers 4 C.:
Para o Bltico546 v. com 45:093 kl.
A. A. Santos :
Para o Hsvre500 v. con 37:924 kil.
Af. lama 4 C.:
Para o Porto154 v. com 12:716 kil.
N. Cahn 4 C.:
Para Liverpool190 v. com 16:691 kil.
Paquete americanoO paquete ameri-
cano AUianfa, tendo sabido da Babia ante-bontem
tarde, de ve tocar boje em Pernambuco em sua
viagem de regresso para a America do Norte.
ObuloDe um Sr. C. M. recebemos hontem
10*000, sendo 5*OoO para oa nufragos do vapor
Bahia, e 5*000 para a familia do immediato desse
vapor Silverio Antonio da Silva.
Mandamos ambas as verbas ao Sr. Francisco
Gnrgel do Amaral.
Companbiado BeberibeHoje,aomeio
dia, no respectivo escriptario, ra do Imperador
n. 71, reunem-se os accionistas da Companhia do
Beberibe, em aasembla geral extraordinaria, para
reaolverem acerca do augmento de capital da em-
preza afim de seren concluidas aa obras do novo
abaatecimento d'agua cidade do Recife.
Ferro-va de OlludaNesta estrada de
ferro, quinta e sexta-feira santa, vigorar um ta-
bella especial de trena, a qual vai publicada n'cu-
tra seceo desta folba.
Proclaaao do Senbor aoa enteraos
Da matriz da Boa-Vista sabe boje a prociaso
do Senhor aos enfermos.
A Evolucao Communicam-nDs os pro-
pietarios e redactores d'eete peridico terem sus-
pendido por pooco tempo a aua publieacao, em
quanto inelhoram as suaa condicoes de publici-
dade.
AccldeateNa sexta-feira ultima, tarle,
estava a brinear no Lucaa, e no terroirj, um me-
nino de doua annos, de noina Joa, filho de Fran-
cisca da Conceico, quando cahio n'uwa cacimba,
que all existe, morrendo aspbyxiado por submer-
tao.
O Sr. subdelegado do 2a distrlcto da freguezia
de Afogados, qual pertence o lugar Lucas, so-
mou eonhecimento do of corrido.
Importando
Direitos de consumo .
Addiccionaes de 50 */0 .
Augmento de 60%. .
Expediente de 5%. .
Aruiazenagem.....
Capatazia.......
Imposto de 40 % sobre fumo.
Despachos martimos
1887
Imposto depharoes.
Dito de dcas .
Exportando
Direitos de 9 %.
dem de 7 %. .
dem de 5 */0. .
Interior
Sello por verbas.....
Dito adhesivo.....
Imposto de transmiaso de 5 %
Extraordinaria
Multas.......
Fundo de emancipaco. .
Depsitos
Deposito de diversas origens.
Contribuidlo de candada .
Somma.
473:523*860
236:634*285
47:326*857
5:620*666
9:495*298
3:150*568!
6*000
4:640*000
990*740
3:002*936
11*914
69:426*404
3*200
70*000
667*00 i
689*985
39:137*443
2:171*234
3:155*527
1886
899:623*917
402:908*089
201:162*869
40:292*573
2:642*848
6:022*4i
2:749*164
5*303
5:120*
1:522*100
5:046*409
1*818
50:357*941
3<000
1:890*000
45*000
883*762
*
1:290*C14
3:014*303
DIFFEKESgAS
Para
mate
70:615*771
35:171*416
7:034*284
2:977*818
3:472*898
401*401
*697
I
*
Parameos
*
*
*
*
*
*
*
480*000
531*360
725:297*693||
* 10*096 19:068*463 2:043*473 *
* 522*000 . 39*800 1:820*1.00 *
1 39:137*443 193*777 *
881*220 141*224 * 1
179:434*734 5:108*410
RECAPITULAQO
DESOM1SACAO DAS RENDAS
Importacao.....
Deapachoa martimos .
Exportaco.....
Interior......
Extraordinaria ....
Depsitos......
Total
775:757*534
5:630*740
72:441*254
640*200
39:827*428
5:326*761
899:623*917
656:083*246
6:642*100
55:406*168
1:978*000
883*762:
4:364*317
725:297*593
119:674*288
*
17:035*086
*
38:913*666
1:022*444
176:675*484
1:011*360
*
1:337*800
2:349*160
Entrada* de aonucar e alsrodao
Vieram por mar e trra para o mercado do Recife
no mez de Marco :
Algoddo
De 1887 30.850 aaccia.
. 1886 11.976
1885 14.147
. 1884 9.200
. 1883 13.673
Assucar
De 1887 193.243 saceos.
1886 110.514
. 1885 173.725
1884 170.627
1883 135.491
Deaembargador Costa Barradas.
2 seceo da Aifandega le Pernambuco, 5 de Abril de 1887. O chele, Domingos Joaquim da
Fonseca.O escripturario, dilon Coelho da Silva.
He-vi*la illastradaDesta excelente re-
vista humorstica publicada na corte, pelo Sr.
Angelo Agostinho aquejase acha no 12' anno
de existencia, recebsnis o n. 455.
Para Macelo Para a cidade de Macei
aeguio hontem o Sr. Dr. Arthur Imbaaaaby, medico
militar.
Proapera viagem Ihe desejaons.
CapoeirasHontem pela manh e quanlo
voltava da procissao dos enfermoa da freguezia de
Santo Antonio a guarda de honra d> 14 batalbo
de linha, os capoeiras, armados de facas e cacetes
e no.obstanteirem na frente da msica 4 soldados
de cavalleria, travaram grande rolo, na roa For
mo3akdo qual reeultou sahir ferido levemeata ,An-
tonio Baiac que recebeu urna facada no veutre e
outra no braco direito.
Perl mentHontem, cerca de 11 horas da
manha, o individuo de nomc Joo Franciaco de
Carvalho. socio de um kioaque no caea do Ramos,
por causa da urna eacada que havia collocado no
caes para as embarcacoes ou canoas, travou-se de
razoes com Joo Francisco dos Santos, dando em
resultado ferir este com um coco (fructa) que nelle
sacudi, alcancando-o no crneo.
Preso, foi apresentado ao Dr. delegado do 1
districto desta capital, que fez lavrar o compe-
tente termo de flagrancia, sendo o reo conduzido
para a Casa de Detenco.
O oSondido foi vistoriado pelos Drs. Souza e
Vieira da Cunha qae declararam leves os feri-
m?ntos.
FurtoHontem, por volta do 1 hora da tarde,
o individuo de nom: Florencio Jos doa Santos,
gatuno, frequentador assiduo do pateo do Mer-
cado, vio o almocreve Jos Bento do Nascimento
guardar em um aacco o apurado das gallinhasque
em urna carga j havia vendido, e aproveitando-se
aa occaaio em que o referido almocreve estava
entretido em urna venda, deu um pulo, agarrn
no aacco e correu, sendo perseguido pelo prejudi-
c&do e pessoaa do pjvo que o prendern na tra-
vesea da ra da Praia, ajudado palo guarda-ci-
vico n. 20.
Conduzido presenca do Dr. delegado do Ia
diatrieto, este fez lavrar o auto de fl igrancia e re-
colher o cujo Casa de Detenco, e procede na
forma da lei.
Actos da semana santaNa matriz de
Noasa Senhora das (iracas haver os aeguintea :
Na quinta-feira s 8 horas da manh, miasa so-
lemne para expoaico do Santissimo Sacramento
em laus'perene e communho geral.
Na sexta-feira m's-a dos presantificados, a 7
horas e a 3 horas da tarde via-aacra e sermo.
No sabbado, s 7 horas da manh, a Alleloia.
No domingo miasa solemne da Ressurreico e
procissao, a 9 horas da manh.
Vapor arribadaProcedente de Coquinho
pelo Rio da Prata fundeou hontem pelas 9 horas
da manh o vapor inglez Gulf of Akab que arri-
bou a este porto em busca de carvo de pedra.
Nao commanicoa se com a trra.
Estrada do lambrCommunicam-nos :
Quando ha tempos pedimos por essa Revista
a breve construeco da estrada do Zomby que
liga a Torre Estrada Nova de Caxang, previa-
mos o que de presente nos est acontecondo.
Com as ultimas chuvas o corregoZumbyasso-
berbou, de maneira que estamos nos, os moradores
da Torre e da zona do Zumby em estado de
si lio.
Sem ntilidade portanto est o beneficio que
a Cmara nos quiz prestar, fazendo a acquisico
do terreno para a futura estrada, desde que at
agora anda nao tratou disto e presentemente peio-
ramoa em vista do corrego estar cheio.
< Estamos eom o invern s portas e a Cmara
nao se dignar dar comee o a estrada ?
Contraria de Santa Bita de Cassla
Horario dos irmos designados para iazer
guarda exposico do Santo Sepulchro em laus pe
renne :
De 12 1Regedor Francisco Antouio de Oli-
veira e Silva e aub-regedor Bento Manoel de
Castro Amaral.
Da 1 a 2-Fiscal Antonio Alves Vilella e se-
cretario Manoel Bandeira Filho.
De 2 a 3Fiel Joo Goncalvea dos Santos
Junior e 1 agente Manoel Correia Maciel da
Silva.
De 3 a 4 2 agente Joaquim Ramos da Costa
e 1 conselheiro Henrique da Costa Carvalho.
De 4 a 52 conselheiro Vicente Joa da Silva
e 3 dito Dr. Frederico Chaves Junior.
De 5 s 64 conselheiro Jos Chrispirno da
Silva e 5' dito Angelo Custodio Rodrigues
Franca.
De 6 a 78* conselheiro Olympio de Barroa
Alvea da Fonaeca e 9 dita Antonio Carlos Barro-
mcu dos Santos.
De 7 s 810 conselheiro Manoel Domingues
da Silva e 11 dito Jos Castor de Araujo e
Souza.
De 8 s 9 Ex-sectetario Glicerio Caelbo do
Espirito-Santo e ex-conselheiro Joo Francisso
Dures.
Soecorro aos nufragosri entregue
ao ao Sr. Francisco Gurgel do Amaral membro
da commisso da parochia de Santo Antonio :
Pela redacco do Diario de Pernambuco 87*,
producto de urna aubscripco promovida pelo Sr.
Auguato Paulino da Silva entre os seus collegaa
empregados do Thesouro Provincial.
Pelo Sr. Joa Odilon Annes Jacomea Pires,
165*000 importancia de urna aubscripco promo-
vida por elle o o Sr. Dr. Joa Aaatregeaillo Ri-
drigues Lima, Rodolpho Albuquerque de Araujo,
Josephino Fernandes da Silva e Lindolpho Cam-
pello.
Pelo Sr. Lima Coutinho 18*500.
Palleclmento Victima de antigos padec
mentos, fallecen hontem, 1 hora da tarde, D.
Idalina Carolina de Oliveira Quinteiro, virtuosa M*n'ae\txaA que com certeza seiapoihi
esposa do Sr. Miaguel Bernarde. Quinte.ro, a ^^If^p'^incianol cun estima igual
quem apresenUmos as nossas condolencias. r
Lemos no Diario do Grdo-Par, de 19 de Mar-
co finio :
Quaeaquer que tenham aido oa desmandos da
opposico, duraute a administracao do Sr. desem-
barga lor Joaquim da Costa Barradas, conserva-
se sempre inalteravel na consciencia publica o ins-
tincto do estima pelo magistrado, que no b.eve
periodo de seu governo, esforcou-se pelo progredi-
meoto d'esta provincia, a cuja historia aeixou vin-
culado o aeu honrado uome. Apenas conatou que
S. Exc. passra a presidencia ao seu saccessor,
comecaram aa mauifestacoes da alto aprcej que
impunha o seu carcter iuipolluto, e que t.veram,
por occaso de reu embarque, as mais esplendidas
formulas.
II jura-se o Para, exaltando a populaco de
Belm o integerrimo magistrado, que fizera do in-
teresas geral a base de sua administracao Parece
que para cada cidado, a quem nao sao indiferen-
tes oa negocios pblicos, era um dever dar teste-
munho de que os costumes pblicos nao esto tra-
balhados pela desordem de que a imprensa opposi-
cionista um symptoma, cada urna das classes de
nossa sociedade foi expontaneamente ao embarque
do presidente da provincia, com a intnico de fa-
zer a mais solemne manifestarlo que n'um rgi-
men da liberdade a consagraco do mrito dos
que pela intelligencia pelo carcter sablimam-se
do vulgo.
< A'a 10 horas da manh sabio o Sr. desembar-
gador Barradas, do palacio do governo com destino
ao trapiche de Maraj,d'onde dovia embarcar para
bordo do vapor.
Urna numerosa comitiva, feita de cidadoa
grados de todas as classes, enchiats ruaa por on-
de passava S. Exc. Notamos all, o general piesi-
dente da provincia, bispo diocesano, senador Si-
queira Mendes, deputado geral padre Dr. Mancio,
toda a officialidade da guarnico da marinhn, do
exercito e da polica, clero, muniipalidade, func-
eionarios de todas as reparticoes publicas, com-
merciantca, educandas do collegio do Amparo e da
Escola Normal, educandos do Instituto e dos Ar-
senaes.
as ras do transito, embanderadas, junca-
das de folbagem, lancavam florea passagem do
prestito : em toda a parte grandes massas de po-
vo acclamavam o presidente. Da praca das Mer-
ts at o lugar do embarque, fra embandeirada
a ra por iniciativa de alguna commerciant.es. To-
cs.vam alternadamente cinco bandas de msica e
o 15 batalbo de artilharia formado em parada
fasia as honras militares, a que tem direito o Ilus-
tre delegado do governo nacional.
O porto apresentava o aspecto das grandes
f-stas. Embandeiraram todos os navios e a es-
plendida esquadra da navegaeo fluvial attrahia
a attenco com suaa vistosas flmulas e bandei-
ras. Vapores, lanchas, escalerca, sulcavam o rio
em todas a? direccoea. A' ponte de embarque es-
tavam atracados vapores, embanderados em ar-
co, graciosamente offerecidos pelas directoras das
emprezas do Maraj, Amazonas,! e Para e Ama-
zonas, s pessoas que quizessem acompanhar o il
lustre magistrado at a bo-do do paquete Bahia.
Ao deixar as trras do Para ainda devia S.
Exc. afirmar a sua altisaima intuico do bem
n'um acto que era a mais digna commemoraco
do aeu governo. O no3SO dedicado amigo, Sr.
major Frederico Costa, com a fidalguia de sent-
rrentos de que parece poaauir o segredo, deu urna
formula das mais solemnes homenagem rendida
benfica administracao do Ilustre maranhense,
libertando urna sua eacrava, de nome Perpetua,
de quem a carta de liberdade foi entregue pelo
presidente. Na vespera, ao receber-se a noticia
do reatabelecimento da preciosa saude de Sua
Maocstade o Imperador, libertara dous escravos.
A commoco com que o Sr. desembargador Bar-
radas agradeceu esta partea mais brilhante da
manifeetacoapossou-ae de todos os circums-
Untes, que saudaram o presidente e o bravo ma-
jor Costa, de quem o patriotismo inspira se na
maia elevada concepeo da feli;idade para todos
os cidados.
Era ainda crecido o numero das pessoas que
acompanharam o Ilustre magistrado at a bordo
do paquete, onda se couservaram at a occaso de
partir. All o Sf. Dr. Ernesto Chavea, presiden
te demissionano do Amazonas, ofFerecendo-lhe am
primoroso bonquet de folhas artificiaes, com a le-,
genda em caracteres de ouro em largas fitasO
partido conservador do Para ao presidente Bar-
radasAo embarcar S. Exe., deu urna salva de
artilharia a fortaleza da Barra, e as guarnicoea
dos navioa de guerra e mercantes postadas as
verbas acclamaram o delegado do governo impe-
rial Era geral o eontentamento pelo explandor
das manifestacoes de apreco e publicas sympa-
tbias tributadas de modo cem exemplo em Bolm.
Coogratulamo nos com a sociedade pawense
por esta manifestacao; nao porqie trate-su de am
correlieionario e inspire-nos o sentimento do par-
tido, mas porque somos paraenses, e a adminis-
tracao que findou tere aempre por escopo a fel
cidade desta provincia. E, exi>rin.indo o senti-
mento geral, tasemos votos pela felis viagem do



a^ W^

I
r
1
i


Diario de PernambacoQuarta-feir
1

387

i que lhe tributamos os paraeases, que vimos em
S. Exc, ama prova de que ha no pas borneas ca-
pazsa de realizar-lhe ot fulgurante destinos.
Taquarellnga-Escravem-nos :
No da 30 de Dexembro ultimo tova lugar na
igreja de Santa Croa do Brejo, ou de Taquaretin-
Suma mista por alma do Padre Thomas Coiho
tima.
Grande numero de pessoas assistiram a missa
e ao memento retado pelo capello padre Francis-
ca Seabra de Andrade Lima, que nao quiz offerta
alguma pelo servico religioso feito a alma do seu
antecessor.
Convicto de que o partido conservador inato
servia ao Brasil; o finado seinpre prestou bona
servicos, seudo comtudo amigo de todos e aprecia-
do pelo partido contrario.
Por ato no semblaute de tolos se dein justra-
va 3 sentimento pela morte d'aquello padre que
tanto fez prosperar esta localida'Ie, coneorrendo
para a creaco da agencia do corrcio, da escola
publica do sexo femenino e oara a reedificaco da
igrej i e do a;ude.
Em Santa Croa do flrejo ou de Taquaretinga
nos tres das do carnaval houve maracat, bumba-
meu-boi e diversos mascaras, que divertiram mnito
a todo o povo.'
ronla de Pedral Escrevem-ios desea
localidade em 30 de Marc
Far V. grande servico aos que proeuram no-
ticias exactas dos infelizes, que pereceram em
cousequenci da catastrophi d > vapor > Baha e
a nos, com a publicacao dos'.aa lahas em seu con-
eeituado Diario .
Ao amanhecer do dia 28 do correte via-se
aboiar as aguas da pr.iia desta poveaco onze
cadveres, seado dez de homens e um de mull -r.
Logo que foi uso divulgado alguos moradores
comecaram a retirar d'agut estes corpjs eo digni
subdelegada Joo da Rocha de Souzi immediata-
mente organisou o servifo do ajuotain?nto desses
carpos, fazendo-se acompanhar do respectivo es-
erivo, pracas do destacamento c de dous peritos
que noiaeoa para a devida vistoria, os quaes 10-
ram o professor publico, capito Lai Marques
Vieira e teneute Joo Arthur do Santo Aguiar.
Retirados d'agua uscadveres e piare no lo
gar ond deviam ser viato-iados, coraccou-ie a
proceder as buscas o indagacoes necessarias afim
de coohece.r-se a id:utidade de cada um delles.
Impos8vel era d screveros traeos phisiouo-
micos, por se acharem em adiantadissimo estado
de d-.composico, seaa cabellos, e alguns faltando
lhe partea importantes, como cabeea, per*, bra-
co e carnes, entretanto os peritos e subdelegado
toraii iacansaveis em procurar em cada um del-
ies, com toda a minuciosidade. as marcas da ron-
pa, os documentos que traziam c ouros caracte-
rsticos, para determinarem a identidade de pea -
soa.
Foi esse um paciente e humanitario labor, de
que se sahiram de modo a sa toruarcm dignos de
grandes elogios, por quanto nenhum esforco pou-
param, apezar da repugnancia que tazia ver es-
ses corpos putrefactos e alguna mutilados, como
Jisseinos, a exalarem um ftido insupportavel, sem
o emprego de nenhum dosinf--ctante, por nio bi-
ver na localidade e assiin uxaminarain todas os
cadveres e cada urna das pecas de roupa que
traziam a comecar pelas meias afim de deacobri-
rem os esclarecimentos precisos.
Os cadveres oais conhecidos, em consequen.
eia dessa vistoria foram : um que vesta palitot 4
REVISTA
Da
lOHHERCML
a S de
emana de 98 "e Ma'co
Abril de 1888
calca pretos, teronla de linha e meias brancas na
quaei se vito a marea H. B. e em um lenco
branco a marca a tinta H. Brauue.
Outro vesta roupa da brim pardo, traaia no
bolso um lenco branco com a marca Cacaceno,
meiaa de cor com as ioiciuea C. H. Depois ebe-
gou-ae a sab t aer o de Cacaceoo Henriques, eo
mo o primeiro o do 1* tenante da armada Henri-
que Braune.
Outro cadver vesta urna fardeta de 2 te-
nente da armada, traaia urna participacao de ca-
samento dirigida ao Or. Manoel Carlos de Aze-
vedo Ribeiro, 2o cirorgio do corpo de saude da
armada
Um outro cadver mutilado por faltar-lhe a
eaboca, perna e braco esquerdo, traaia na meia e
na ceroula a ioscripeo Noca.
O cadver de mulber trazia em um dos dados
da mo esquerda dois anneis, um contendo um
brilhante pequeoo e o outro dous de menores di-
inenaes, camisa, n qual nao se encontrn marca
e casaco de casemira cinsonta.
Alm dessep, outros apresentavam signaos
qu? s os que os conhecessem intimamente podiam
reconhecer e os domis eram, conhecidamente, de
tripulantes do vapor, entretauto tudo foi deacripto
e os objectos de algum valor que trasiam, arreca-
dado pelo digno subdelegado.
Feto isso passou-se 8 sepultar essea infdlizes
com tal ordein que em qualquer tempe que se cha-
guo a verificar sua ideutdade, sabe-se a cova que
eacerra cada um. Todos tivoram sepultura em lu-
gar sagrado e cada um sua cova a paite, sendo
que o cadver do 2 teuento e o da mulher tive-
ram sepultuias reservadas.
Anda mais, chugando ao conhecmento do
subdelegado, que dous cadveres foram violados,
sendo subtrahidos do bolso de um urna carteira e
de outro um embrulbo, essa digna autotidade man-
dou immediatamente deter os individuos que pra-
ticaram to vil aceto e procede as diligencias le-
gaes para o descobrimento da verdade e esclare-
cimentos da justica.
Consta-nos que em Catuama foram arrojados
pelo mar praia, tres cadveres e que p-las inJa-
g ncea feita, um delles iadicava ser o do capito
Octaviaoo Augusto de .Vagalhes, da Paranyba,
que foi sepultado na capella d'alli.
Qaizemos ser minucioso e nao o conseguimos
tanto quanto nos pede o desejo, por faltar nos ha
bilitacoes, nao obstante cumprimos um dever dan-
do noticias exactasjdos infelizes que por aqu se
acham sepultado.
Muito riconhrcido lhe somos, Sr. redactor,
pala publicacao destas liuhas. *
Directora dan obra de conserva-
cao don portnBoletim meteorolgico do
di* 4 de Abril de 1887 :
Horas 9 fi-3 0 o *a gS2 S 0 eo Barmetro a 0 TfBsao do vapor 0 0 a 0 fl P a
6 m. 239 1b9*'i8 0.74 94
9 24'4 760 84 21.39 94
12 26 761 '03 21.63 84
3 t. 2&>-9 75883 21.89 82
6 25'-7 75876 20.95 84
Temperatura mxima28,"0.
Dita mnima23,75.
Cambio sobre o Rio de Janeiro, 15-hia, Santo,
Rio Grande do Sul e Porto AlegreAs tazas
para o papel particular sobre estas, diversas pra-
eas toram a 30 d/v 1 a 1 1'8 60 d/v 2 1/4 90 d/v
3 J/4 7 de descont.
Cambio sobre LondresA' 90 d/v 21 3/4 21 5/8
21 1/2 d/ por 1JIW0 papel bancario e a vista
menos 1/4.
Cambio sobre ParsA 90 d/v 436 439 412 o
franco do Banco e vista menos que 432 435
438 o franco.
Cambio sobre Himburgo-A 90 d/v 541 545
54S o R M do Banco vista menos 6 rs.
Cunbio sobre Portugal, Lisboa e PortoA 90
d/v 145 147 148 % do premio do Banco vista
menos 2 rs.
Cambio sobre Montevideo e Buenos AyresNao
consta que se tenha feito alguma cou-a.
Apolices da divida publica de %Na bolsa
se venderam apolices de l:00(J, juro de 5 /0, a
990J cada urna.
Apolicei da divida provincial 7 %Venderam-
e ao par.
Companhia de Seguros Inderanisadora Tem
mautido a aua cotacao de 335000 por aeco de
200*000.
Companhia Phenix Se vendeu a 320*.000 por
aecao de 200Q00.
Uompauhia de Seguros AmpbethriteSe vendeu
a 150*000 por aecao de 200*000.
Companhia PernambucanaA cotaclo de 60*
a ~d por aecao de 200*1 00.
.Companhia de Fiacio Tecidos Se fez venda ao
par.
Companhia do BeberibeMantern-ee a sua cota-
cao de 150 por aecao de 100*000.
Co-npanhia d.s Santa Thereza Se vendeu por
4'J* aceito de 50|000.
Companhia da Olnda eBeberibeSe vendeu por
2O* accSo de 200*000.
Letras hypotbecarias do Banco de Crdito Real
de Peroambuco Se venderam letras de 100*000
1 serie a 95*500 e 96* e 2" serie a 100*000.
2" serie a 92*000 a 100*.
teneros nacionaen
AgurdenteAs vendas tem sido de 55* a pi-
pa. C deposito geral se calcula em 600 o:pas.
AlcuolAs v< ndas tem sido de 110* a pipa
Entraram era Marco 100 pipas.
Assucar Entrarm em Marco 193,243 saceos.
AlgodoEntraram no mez de Marco 30,850
saceos.
Arroz em cascaO mercado nSo est supprido.
0 retalho 4* a 4*400 por 80 litros.
CafO mercado est pouco supprido. O reta-
ho pela escolha. A2' boa de 9* 11*000 os lo
kilos.
Ceblas do Rio Grande do SulNao tem havido
entradas.
'.'era de Carnauba O mercado eateve mais
aetfvo, se fizeram. vendas de 5*900 a 6*200 por
15 kilos da 1* qualidade e de 3*100 a 3*500 pelo
inferior.
C iuroa salgados seceosAs vend; s tem sido de
&6J r. o kilo.
Cerveja nacional Retalho de 5$ urna duzia de
garrafas e 6* a duzia de meias garrafas.
Farinba de mandiocaDesattendido este artigo
procedente da Bahya e Santa Catharina em con-
sequnicia das entradas do interior. Cotamos de
ZI'ojQ a 2*600 o saccr.
FumeRet.ilha-8c de 6* a 15*000, conforme a
jalidade e precedencia.
G rama de mandiocaAs vendas por lotes tem
v.irtado conforme a procidencia r qualidade. Co-
m de 1*800 a 2*800 por 15 kilos.
fi.axa do Rio Grande do SulNada consta ter
e feita ceste artigo.
Gordura do Rio da Pratadem.
Hembra nacionalRetalho de 3*203 a 10*000
.onforme a marca e qualidade, com 10 de dc-
.'l:t.">.
MelO preco tem sido de 45* a pipa. Depo-
rito geral de cerca de 100 pipas.
10 Pequen os lotes Um obtido 45 a 47 rs.
1 k lo. A entrada do interior nao tem sido abun-
e e das provincias limitrophes nao tem ebe-
ga Pelles cortidas Entradas nullas. Cotamos de
89* a 60*000.
'riles em cabelloA cotaces se maatm eco
. J.O pelos de cabra e 40*000 pelos de car-
i.eiro.
Sal do Ass e Mos8orAs vendu tem regula-
1 500 rs.
S>:bo coadoNada consta se ter feito neste ar-
v bo era pelles Tem regulado de 3*200 a
0 os 15 kilos.
;.,ocsVendas por lotes de 2$500 a 2*600
. : ha falta de boa qualidade.
is stearinas do RioVenias sao de 32 rs.
;> com lp /o de descont,
las stearinas da provincia Vendas de 280
luido o maco.
agre do RioTem regalado o retalho a 80*
lo Ria Tem regulado o retalho de 110*
Jua16.000 arrobas : ot precoa regulam de
la 8*200 os 15 kilos.
teneros estrwnajelros
AlfazemaRetalho de 7*500.
Arroz da ludia Nao consta venda em lotee. O
retalho de 2*500 e 2*600 os 15 kilos, com 10 '/.
AlpisteRetalho de 5* com 10 /
Azeite de Oliveira em barrisRetalho do 3*200
e 3*400, conforme a qualidade.
Dito dito em latasAs vendas foram 14*8^0 a
15*.
Baealh-Deposito 18,000 barricas. O reta-
lho de 18*50J a 19* a barrica.
_JBaska de porcoRetalho de 880 rs. o kilo, com
10 7*.
Batatas portugneza Nao ha.
Ditas iuglezasRetalho de 5*, com 10 'o-
BreuNao consta venda. Cotamos nouiinal-
inente de 8*500 a 12* a bain'ca, conforme a qua-
lidade e peso.
Carvao de pedraRetalho de 15* a 16* a to-
nelada.
Canelladem 1*500 o kilo.
Ceblas Aa ultimas veudas foram de 14* a
eaixa.
Cervejas- As ultimas vendas tem sido de 6* a
7*500, conforme o tabricate.
CimentoDeposito anda bem supprido. Ci-
tamos de 5* a 8*, conforme a qualidade e peso.
CominosRetalho 17* os 15 kilhos.
Cravo da India^Idem 2*800 o kilo.
Farinha de trigoDeposito de 15,010 barricas.
Retalba se a americana de 17* a 18* a barrica, e
a de Triestre de 22* a 25*.
FeijaoO mercado anda contina desatendido
pelas entradas do interior. Cotamos de 6* a
6*200 o sacco.
Garrafocs vasios Retalho de 1*000 pelo de 5
galoes e 450 res pelo de um galo.
Doces em caldadem de 800 rs. a 850 rs.
Farello do Rio da PrataO deposito pequeo.
O retalho de 4* a 4*200 o sacco.
Dito de Lisboadem, idem. O retalho de
4* com 10 7o.
GenebraRetslbo da nacional 3*200 a 10*, e a
estrangeira 3*200 a 14*500 a duzia de bot'jaa.
Herva doceIJein 17* os 15 kilos.
Kerosenedem 3*100 liquido, lata peque-
a, deposito de 6.000 caixas.
Massa de tomatedem de 560 a 700 rs. a li-
bra. /
Manteiga em barrisdem de 730 rs. a libra.
O mercado est supprido.
Dita em latasdem de 1* a 1*300 a libra
com 10 7o.
Maasas italianasEm consequencia de leiles
des te artigo, a cotacao variavel. Cotamos no-
minalinsute de 5* 7* a caixa.
Oleo de linbaca Retalho 1*800 o galao.
Passas comtnunsNio ha.
Ditas finas Retalho de 9* a 10* a caixa.
Papel do embrulbo I Jera de 580 a 1*500 a res-
ma, conforme a qnalidade, coudices e tamanho.
Pimenta da IndiaRetalho 1*150 o kilo.
Plvora inglezadem de 18*500 a 20* o
Barril.
Queijosdem 3*601 um.
SalNio tem viudo este mercado.
Sardnhas em barrilRetalho de 8*500 a 9*.
Em latas de quarto 320 e 360 o 1/4.
"Foucinho de Lisboadem 9* os 15 kilos.
Dito americaoodem oe 10* a lOJOO os 15
kilos.
Velas stearinntdem de 580 a 800 rs-, confor -
me o peso e qualidade.
Vinagre de LisboaNSo consta vendas. O re-
talho de 150* a 190* a pipa.
Vinho de LisboaTin regalado os preces de
220* a 210* a dita.
Dito francezRetalho 240* a dita.
Dito FigueiraO preco de 225* a 245* a
diU.
XarqueNao ha existencia algum*.
Bolsa couimerclal
COTA55KS OFFICIAES DA JUNTA DOS COB-
Recife
HCTORES
5 de Abril de
887
sorte, 7*000 por 15 kilo?,
Algodo de Mossor 1
bootem.
Dito de dito mediano, 6JO0O por 15 kilos, hontem.
Dito de dito 2 Borte, 5*000 por 15 kilos, hontem.
Algodo de Maco de 1 sorte, 7*000 por 15 kilos,
hoje.
Dito de dito mediano, 6* por 15 kilos, hoja.
Dito de dito de 2* sorte, 5*000 por 15 kilos, hoje.
Anolices geraes de 5 0/0," valor de 1:000*000 a
990* cada urna.
Letras hypothecarias do banco de crdito real de
P*rnambuco da 1* serie, do valor de 100*000 a
96*000 cada ama.
Ditas ditas da 2* serie a 92* cada urna.
Cambio sobre o Rio Grande do Sol, 90 div. com
3 1/8 0,0 de descont.
Na hora da boh>a
Vend ram-se :
34 apolices geraes de 1:000*.
117 letras hypothecarias da 1* serie.
14 ditas de 2* serie.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dabeux.
Movlnento bancario
Btcnri, 5 di abril 011887
Os banco i abrram hoje o mercado de cambio
com a taxa de 21 1/2 i. sobre Londres.
Evaporacao em 24 horas ao aol: 2,m3 ; som-
bra: l,-5.
Chava-3,<*8.
Direccao do vento : SE e SSE seguidamente
de meia noite at aos 50 minutos da manhi; E
at 4 horas e 34 minutos da manhS; SSW at
5 horas e 9 minutos da manha ; NW at 6 horas
e 38 minutos da manba; SSE, SE e ESE segu
damente, com interrupeo de S durante 30 minu-
tos, at 10 horas e 47 minutos da manhi ; SSVf,
8W e \VS\V alternados at 4 horas e 38 minutos
da tarde; E at 5 horas e 39 minutos da tarde ;
S ct 9 horas e 33 minutos da tarde, SSW at
meia noite.
Velocidade media do vento : 1,11 por segando.
Nebulosidade media: 0,79.
tente- Efiectaar-se-hio:
Hoje:
Pelo agente Stepple, s 11 horas, na ra do
Livramento n. 16, do estabelecimento ah sito e
de um predio.
Mlsnas fnebres.Serio celebradas :
Roje :
A's 6 1/2 horas, na matriz da Boa-Vista,
alma de nedina Augusta Serrano Tavares.
Seeunda-feira :
A's 7 boias, no Espirito Santo, por alma
Antonio P.ntoILipa; i 8 horas, na matriz
por
de
de
Santo Antonio, por alma Vo conselheiro Jos
Quintino de Castro Leo.
Terca -feira :
A's 8 horas, na Conceican dos Militares, pela
alma de Antonio Maria de Cistro Delgado.
PssagelroHChegados dos portos do sul no
vapor nacional Manos :
JeronymoT. S. Loareiro, e.ipitio Jos A. Goi-
muiies. Alvaro Benicio Goncalves, Alcebiades Pe-
cnnha, Prudencio C. Milanez. Rodolpho M. Mo-
reira, Jos Affioso Ferreira, Orestes C. R. Mo-
neiro, Dr. Francisco de S Birreto. Jos Serkin,
Jorge Michelles, alaria V. Albuquerque, Jos de
Oliveira, Jos N. Rackel, Francisco C. Silveira,
Raymundo T. de C. o Silva, Dr. Francisco A.
Lu:z, l immigrante, 2 ex-praca, Joaquino Espi-
rito Santo, Antonio C. da Gama, Antonio de
Araujo, Adalpho Bankes, Hermano Aeh*nhin,
Fray Juslei, Dr. Silvestre Gomes de Araujo, Ma-
noel Jos Machado, Dr. Arthur Pimentel e 1
criado. Dr. Franeisco de Souxa, Anna Wathin-
low e 1 fl lio, Alfredo Alb-rto Champin.
Sahidos para a Europa no vapor francez
Ville de Pernambuco :
Dsembargador Mares Antonio Rodrigues de
Scuza e capito John Thomaz.
Casa de DetencoMovimento des pre-
so do da 4 de Ab-il :
Existiam presos 381, entraram 8, sahiram 8.
Existera 381.
A saber :
Nacionae 348, mulheres 7, estrangeiros 14, es-
cra ves sentenciados 7, dito processado 1, ditos de
correccio 4Total 381.
Arracoadoa 346, sendo: bons 316, doentes 30.
am focal SIS.
Movimento da enfermara:
Tiveram baixa :
Hercalano Lima Tberencio.
Manoel da Santa Cruz. ,
Tiveram alta :
Jos Antonio de Mara.
Jos Tbom Ferreira Lima.
Marcelino Jos Coitinbo.
A'j 2 1/2 horas da tarde o Engliah Bank reti-
ren a respectiva tabella, fazeudo o masme o Lju-
J0.1 Bank, s 3 1/2.
Nio affixaraui outra tabella.
Mercado de assacar e algodo
BECIFE, 5 DE A8I1IL DB 1887
Aseucar
Os presos, pa^os ao agricultor, foram os se-
gaintes :
3.> bu no. por 15 kilos, de 2*000 a 2*100.
3. regular, por 15 kilos, de 2* 100 a 2*2(1.
3 boa, por 15 kilos, de 2*200. 2*300 e 2*400.
3 superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*600.
Branco turbina pulverisado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
So-renos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
Mascavado, por 15 kilos, a 1*200 a 1*300.
Bruto, por 15 kilo, de 1*100 a 1*200.
Retainea, por lo kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou mnimo aos pi ecos sao obtidos
cat i. me o surtiincuto.
Algodo
O de Pernambuco e boas procedencias, em tr-
ra, cotou-se a 7*000 por 16 kilos.
Entradas de assacar e algodo
HEZ DB ABRIL
Lotera da corteA 204 lotera da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de....
30:000*000 ser extrahida no dia .. de Mar-
.90.
Os bilhetes acham-se venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se a venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro deMarco.
Lotera dotrePar-A lotera desta
provincia, pelo novo plano, cujo premio grande
40:000*000, ser extrahida no dia 9 do cor-
rente.
Bilhetes venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40 de Joo Joaqaim da Costa
Leite.
Tambem acham-se & venda aa Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera para o fundo de emancl-
pacoA22-* parte desta lotera cujo premie
grande de 6:000*000 era extrahida no dia 13
deMarco, s 2 horas da tai ie.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For
tuns ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera da provincia do Paran
A 9* lotera desta provincia, pelo novo plano, cu
jo premio grande de 15:000*050, se exjrahir
no dia 12"do corren:*.
Bilhtes a vonda na Casa da Fortuna, ra
Primeiro de Marco n. 23, de Martins Fiuza & C
Centlterlo PublicoObituario do dia 2
do corrente :
Josepha Maria do E.-pirit j-Santo, Pernambaco,
70 annos, solteira, Boa-Vista; ent:rite.
Antonio Celho dos Santos Kangel, Pernambu-
co, 40 annos, casado, Boi-Vista ; ferimento.
Jos, Pernambuco, 10 dias. Boa-Vista; espas-
mo.
Justina da Rosa, Portugal, 44 annos, casada,
Poco ; hepatite.
Terskel Aainenson, Noruega, 38 annos, casfdo,
Boa Vista ; tubrculos pulmonares.
Francisco Jos Barbosa, Pernambuco, 52 an
nos, viuvo, Boa-Vista ; enterite.
Nicolao Simio, Italia, 32 annos, solteiro, Boa-
Vista : anazarca.
3
Francisco de Barros Reg, Pernambuco, 82 au-
no, casado, S. Jos ; febre perniciosa.
Silvina Maria de Barros, Pernambuco, 24 an-
nos, casada, Grsca : enterite.
Jos, Pernambuco, 2 annos, Recfe; febre ty-
pboide.
Candida Maria dos Prazeres, Pernambuco, 43
annos, casada, Boa-Vista ; tubrculos pulmona-
res.
Caetana Carolina da Costa Ramos, Pernambu-
co, SI annos, vuva, Bsa-Vista ; tubrculos pul-
monares.
Maria Amelia da Conceiuo, Pernambuco, 40,
annos, viuva, Boa-Vista; rheumatismo cere-
bral.
Alfredo, Pernambuco, 1 mez, S. Jos; athrep-
sia.
4
Manoel Pereira da Silva, Pernambuco, 85 an-
nos, casado, Boa-Vista ; ttano.
Loureneo Pereira Vianna, Pernambuo, 69 an-
nos, viuvo, Santo Antonio ; tubrculos pulmona-
res.
Cafldido Alves de Oliveira, Cear, 50 aon.,
solteiro, Boa-Vista; anemia.
Jos Angelo Coelho, Alagoas, 22 annos, soltei-
ro, Boa Vista ; tubrculos pulmonares.
Barcacas.....
Estrada de ferro de Dun-
da ......
Estrada de ferro de Ca-
ruar .....
Aninaes.....
Estrada de ferro de S.
Francisca .
Estrada de ferro de Li-
moeiro.....
.o
5
i.
s
-5.
1 2
1 2
1 2
4.346
607
400
2.681
204
8.238
t
82
2772
146
78
Vapor friinre/, Ville de Pernam
buco
Sahio hontem para o Havre, conduziudo 1.000
saccas com algodo.
Barca bespanbola Francisca vina
Sahio hontem, levando para New-York 2,750
saceos com aesucar mascavado.
Bitnco de Crdito Real
At o dia 15 do crrente mez, devem os ac-
cionistas do Banco de Crelito Real de Pernam-
buco realizar a terceira entrada do vak r no-
minal de suas acQrs, na razio de 10 0/0, levan-
do-a sede do banco, na ra do Commercio n.
34.
Este banco est pagando o seu primeiro divi-
dendo razio de 4*000 por aeco ou 10 0/0 do
valor realizado de cada urna.
O pagamento faz-se na sie do banco, das 10
horas da manhi s 4 boras da tarde dos da
uteis.
Notas do Thrsouro dllaceradaa
O recoliiiuieuto de notas dilaceradas est sendo
feito na Thesouraria de Fazenda, as tercas e
seztas-feiras, das 10 s 12 horas da manhi.
Mara Carlos de Oliveira, Pernambuco, 30 as-
os, solteira, Boa-Vista; cancr* do tero.
Manoel Ferreira de Araujo, Cear, 40 annos,
solteiro, Boa-Vista; cancro venreo.
Candido, Rio Grande do Norte, 19 meess, Re-
cife; eclampsia dentaria.
Joanna do Nascimento, frica, 52 annos, va*
va, 8. Jos ; rheumatismo.
.Mara, Pe-oambuco, 7 annos, Boa-Vista; es-
pasmo.
Emmerenciano, Pernambuco, 2 meces, Graca ;
ictericia.
Luiza, Pernambuco, 3 mezes, Boa-Vista; ente-
rite.
Pedro Hermino Jos Bezerra, Pernambuco, 35
annos, solteiro, Poco ; iasaffiencia mitral.
Joaqaim Pereira Coelho, Maranhio, 48 annos,
casado, S. Jos ; bydropesia.
CHRONICA JUD1CIAR1A
Tribuual da ftela$o
SESSO ORDINARIA EM 5 DE ABRIL
DE 1887
PRESIDENCIA DO EXM. SK. CON'SELHEIRO
QUTKTDtO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
A's boras do costme, presentes os Srs. desem
bargadores em ame .-o legal, foi aberta a sesao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e paseados os feitos deram-se os
seguiutes
JDLOAHENTOS
Habeas corpus
Paciente .
Heurique Pereira do Lacena.Maudou-se sol-
tar, contra 09 votos djs Srs. deaembargad^res
Tavares de Vasconcelios, Monteiro de Andrade,
Pires Ferreira e Oliveira Maciel.
Recursos eleitoraes
_ Da Escada Recorrente Dr. Jos Eugenio da
Silva Ramos, recorrido Possidonio Jos Cardoso
Sobrnho. Relator o Sr. deaembargador Pires
Ferreira. Deu-se provimento no recurso, unni-
memente, com urna observacao ao respectivo
juiz de direito.
Dii BazerrosRecorrente Jos Soares de Oli-
veira Filbo, recorrido o juizo. Relator o Sr. des-
embargador Monteiro de Andrade. Negou se
provimento, unnimemente.
De Boto JardiinRecorrente Vicente Joaquim
de Miranda Filbo, recorrido o juizo. Relator o
Sr. deaembargador ^ires Goncalves. Nao e to-
mou conhecmento do recurso, uoauimemente.
Recursos crimes
Do ReciteRecorrente o promotor publico, re-
corrido Nicanor Bandeira de Mello. Relator o Sr.
deaembargador Pires Ferreira. Adjuntos os Srs.
conselheiro Queiro; Barros e desembargador Mon-
teiro de Andrade.Negou-se provimento ao re-
curso, unnimemente.
Do ReciteRecorrentes o promotor publico e
Tito Cardoso de Oliveira, recorrido o juizo. Rela-
tor o Sr. desembargador Moutciro d.- Andrade.
Adjuntos o Srs. desembargadoreses Pires Fnrn-i-
ra e Tavares de Vasconcelios.Negov3e provi-
mento a ambos os recursos.
Do RecifeRecorrente o tenente-coronel Fran-
cisco Gjuc.iIvcj Torre, recjrrido o juizo do 4o
districto criminal. Relator p Sr. desembargador
em 5 do corrente e consignado a Sauudres Bro-
thers & C, nianifcstu :
Bacalho 2,153 barricas e 640 meias aos con-
signatarios.
Hiate nacional Rainha don Anjos, entrado na mes -
ma data e consignado a Mauoel Joaquim Pes-
oa, manifestou ;
Sil 25:600 litros ao consignatario.
3.078
eo o 2"SrOzon ?'ob!
., < B H -fl 5 J 1 n j 1 1 *
(O es a 3^ .3|.|.f o S 3 . o c c c-o V ce
u S ' * 1 OO
= o oo
' ...... 1 al
: ii
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OS
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Lugar iniiie. Hay
Foi fechado o fretamento deste lugar, para car-
regar es reos de algodo (earreg.-tineuto comple-
to) com destino a Hall, a 22/6 se eco.
Vapor nacional Cear
Levou para o mi a seguiute carga :
Para Macei : V
30 fardos com xarque.
Para Baha :
100 saceos com assacar branco.
7o barricas com dito dito.
50 caixas com oleo.
Para Rio de Janeiro :
600 saceos com assuca branco.
9j0 ditos com dito mascavado.
193 ditos com cocos (fructa).
20 caixas com vinho de jurubeba.
Para Rio Grande do Sul:
60J saceos com assacar branco.
541 barricas com dito dito.
25/2 ditas com dito dito.
75/4 ditas com dito dito.
Para Porto Alegre:
800 saceos com asiucar branco.
400 barricas com dito dito.
200 saceos com dito eumeno.
500 ditos com dito mascavado.
Pauta da AifanJega
SKSONA DE 4 A 9 DE ABI1IL DB 1887
Alcool (litro) 2i8
Algodo (kilo; 386
Aesucar retinado (kilo) 151
Dito branco (kilo) 131
Dito mascavado (kilo) 067
Borracha (kilo) 1226S
Cacao (kilo) 400
Cachaca (litro) 077
Caf bom (kilo) 460
Cafrestolbo (kilo) 320
Carnauba (kilo) 366
Careos de alj-odo (kilo) 014
Carvao de pedra de Cardiff (toa.) 16/000
Couros seceos empichados (kilo) 58
Dito salgados (kilc) 500
Ditos verdes (kilo) 275
Farinha de mandioca (litro) 500
Fumo restolho (kilo) 4U0
Uenebra (litro) 200
Mel (litro) 040
Milho (kilo) 040
Taboados de amarello (duzia) 100J090
Imprtamelo
Vapor nacional Manos, entrado dos portos do
sul, em 5 do corrente e consignado ao Vis
etnde de Itaquido Norte, maniteslou :
Amendom 50 saceos a Carlos Loureneo Go-
mes 6c. C.
Amostras am volume a Borstelmann Se C.
Caf 101 saceos a Amjrini Irinos 4 C, 26 a
Damiogos Pereira Braga, 68 a Jos Joapuim da
Costa Pinto.
Ceuros 1 caixa 8 Costa Campos & C, 1 a J.
Francisco Pocas, 1 a Diogo A. dos Res.
Chapeos 1 caixo a francisco Ramos da Silva,
1 a Alfonso Oliveira Si C.
Drogas 10 volumes a Francisco Manoel da
Silva & C.
Fumo 50 volumes a Antonio Pereira da Cunha,
175 ordem.
Fazendas 5 caixas ordem.
Fogoes de ferro e pertences 10 volumes a Reis
& Santo?, 10 a Miranda & Souza.
Malas 2 ao Dr. Olympio Marques.
Mercaderas diversas 8 volumes a Pereira Car-
neiro & C, 25 erdem, 10 a Vctor Alves Ma-
theus & C, 1 a Capitana do Porto.
Papel 6 caixes a Joo W. de Medeiros & C.
Papelao 2 volumes a Jos N. de Sonza.
Panno de algodo 10 fardis a Bailar Oliveira
& C, 10 a H. Borle & C, 16 a Luiz Antonio Si-
queira.
Sola 5 volumes a J. P. Pontes.
Vinho 2 barris a Borstelmann & C, 10 a Go-
mes & Pereira, 10 a Carlos Alves Barbosa, 10 a
Araujo Castro 4 C.
Xarque 600 fardos a Pereira Carneiro & C,
400 a Amorim Irmos & C, 100 a Baltar Oliveira
* C, 2^5 ordem, 776 a Saundres Brothers & C,
50 a Loureneo Bastos & Maia.
Carga da Baha
Chapeos 2 volumes a Oliveira Bastos & C.
Charutos 1 caixo a Almeida Machado & C, 2 a
Antonio Pinto da Silva, 1 a Costa Lima & C.
Fumo 8 voiomes a Meuroa & C.
Fio de algodo 30 saceos a Gomes de Mattos
rmios, 24 a Ferreira & Irmo.
Pelles 30 amarrados a Antonio do Nascimento
Araujo, 11 a ordem.
Panno de algodo 35 ordem, 12 a Olinto Jar-
dim & C, 11 a A. Vieira & C, 6 a Carlos Sinden,
46 a Ferreira 6 Irmo, 6 a Rodrigues Lima a C,
10 a Andrade Lopes de C.
Hiate nacional Joo Valle, entra lo de Maco, em
5 do correte e consignado a Manoel Joaqaim
^Pessoa, manifestou :
Algodo 6 saceos a Prente Vianna & C, 250 a
Gomes de Mattos Irmos.
Cera de carnauba 15 saceos e 7 barricas
rdem.
Sement de mamona 2 barricas a Prente
Vianna Se C.
Sal 12:800 litros ordem.
Patacho ingles Lady Bird.entrado de Terra Nova'
Exportaco
BECIFE 4 DB AbKII. DE 1887
Para o exterior
No vapor francez Ville de Fernambuco, car-
regou :
Para o Havre, A. de Araujo Santos 300 saccas
com 23,336 kilos de algodo.
No vapor inglrz Orator, carregou :
Para Livrpool, V. Neesen 750 couro salgados
com 9,000 kilos.
Para o interior
No patacho portugus Lidador, carrega-
ram : .
Para Pelotas, P. Carneiro J C. 25 pipas l^m
12,000 litros de agurdente e 1,500 volumes com
132,140 kilos de assucar branco e 150 ditos com
14,150 ditos de dito mascavado.
No brigue alleuio J. G. Fichte, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, S. G. Brto 350
barricas com 27,000 kilos de aesucar branco.
No vapor nacional Cear, carregaram :
Para o Bio Grande do Sul, F. A. de Azevedo
100 saceos e 100 barricas com 18,000 kilos de
assucar branco ; J. dos Santoi da Costa Mnreira
44 barricas com 4,561 kilos de assucar branco.
Para o Rio de Janeiro, J. Lopes de Barros
10,000 cocos, frueta.
Para Babia, A. Oliveira & C. 4 caixas com
3 JO kilos de doce.
No hiate nacional Apody, carregaram .*
Para Mossor, H. de Castro Guimares 100 vo-
lumes com 600 kilos de passava ; F. (la Costa &
C 3 barricas com 270 kilos de assucar refinado.
Navios a carga
Barca ingleza Frinchner, Russia.
Barca portuguesa Hemlia, Lisboa.
Barca norueguense Atrio, Hull.
Brgue allemo /. G. Fichte, Montevideo.
Barca sueca Sophia, Bltico.
Barca nurueguense Brodrene, Bltico.
Escuna nacional Marietta, Pelotas.
Lugar ingles Aureola, New-York.
Lugar nacional Maia I, Santos.
Lugar nacional Javenal, Rio Grande do Sul.
Lugar norueguense Alrana, Hull.
Lugar norueguense Ideal, Santos.
Lugar ingles Hornet, New-York.
Lugar norueguense Sperauza, Canal.
Lugar ingles May, HulL
Xavloit a descarga
Brigue allemo Jos" Genebra^ carvao.
Barca norueguense Progresa, carvao.
Barca ingleza Chrtiani Scrioey, carvao.
Barca dinamarquesa .-Inca, carvao.
Barca norueguense Glitner, carvao.
Barca ingleza Paragero, bacalho.
Buca ingleza BeUrees, bacalho.
Escuna norueguense Uapsnas, varios gneros.
Lugar inglez Liuaie R. Wilce, bacalho.
Lugar allemo Helene, varios gneros.
Lugar ingles Botina, bacalho.
Patacho inglez Lady Byrde, bacalho.
Dlnbeiro
O vapor nacional Cear trouxe dos portos do
norte para :
Amorim Irmos & C. 16:OC0/CO0
Mendes Lim & C. 1:8385270
Ferreira Rodrigues & C. 3:567*450
Cramer Frev & C. 1:2000O0
Braga < S 1:090*000
Seixas Irmos 880^000
Visconde de Daqui do Norte 664a87o
Francisco Goncalves Torres 500*000
Felippo D. da Costa 439*1.00
O mesmo vapor levou para os portos do sul :
Macei 101:000OCO
Rio de Janeiro 16:400*000
Babia 8:000*000
Readimeotos pablleos
MES DB ABRIL
Renda geral
'la4
dem de 5
Al/aniega
87:076*512
23:633*308
Renda provincial
De 1 a 4
dem ce 5
16:5524807
5:173*574
110:609*820
21:725*381
Recebedoria
De la4
dem de 5
132:335*201
4:089*230
281*316
Alves Ribeiro. Adjuntos os Srs. desembargado-
res Buarque Lima Toseano Barreto. Deu-se
provimento ao recurso, unnimemente, para se
despronunciar o recorrente.
Aggravo de petico
Do Recife- -Aggravante Antonio do Carrao*Al-
meida, aegravado Dr. Joaquim de Albuqnerque
Barros Guimares. Relator o r. desembargador
Toseano Barreto. Adja tos os ?rs. desembar-
gadores Oliveira Maciel o Pires Ferreira.Ne-
goa se provimento, unnimemente.
PASSAGEN8
De Sr. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellacoes crimes
De AtalaiaAppellante Trajano Alves dos
Santos, appellada a justica.
Dn RecifeAppellante Antonio Francisca Car-
ga, appellada a justica.
Appellacio comnercial
De GaraubunsAppellante Francisco Das da
Rocha, appellados Gomes Maia & 0.
Do Sr. desembargador Mo.-iteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires Goncalves :
Appellacao commercial
Do RecifeA p>liantes Moreira Irmos & C,
appellada a companhia do seguros Iudemnisadora.
Do Sr. desembargador Pires Gonca'ves ao Sr.
Sr. desembargador Alves Ribeiro :
AppelIacS i crime
De CorrenteAppellante Jos Antonio Be-
zerra, appellada a jastica.
Appellacao civel
De Panellas Appellantes F. lx Pestaa da
Costa e outres, appellada Carlos Linden Jos da
Cota.
O Sr. desembargador Pires Goncalves como pro-
carador da corda e promotor da justica interine
deu parecer nos seguintea teitos :
Appellacoes crimes
De S. BentoAppellante Laurindo Jos de
Franca, appellada a jastica.
Da Corrente Appellante o juizo, appellado
Manoel Francisco Xavier.
^ De GaranhunsAppellante o juizo, appellado
Satyro Gomes da Silva,
De OaricuryAppellante Antonio Jos de Ma-
galbes, appellada a justica.
Do Sr. desembirgador Alves Ribeiro ao Sr
desembargador favares de Vasconcelios :
Appellacao crime
De AtalaiaAppellantes o juizo, appellado Jo-
s F.r do Nascimento.
DILIGENCIAS
Mandou-se ouvir o Sr. desembargador promo-
tor da justica naa seguntes feitos :
Appellacoes crimes
De AreiaAppeilante o juizo, appellado Ma-
noel, escravo.
De Taquaretinga- -Appellante o juizo, appella-
do Amaro Jo.- da Cruz.
De Macei--Appellante ojuizo, appellado Fe-
lippe Nery de Soura.
De PalmaresAppellante o jui*o, appellado
Arminio Joaquim da Paz.
De TaquaretingaAppellante Joaquim Anto-
nio de Mello, appellada a justica.
De Goyanna -- Appellante ojuizo, appellado
Manoel Francisco.
De Macei--Appellante o promotor publico, ap-
pellado Jos Ferreira de Lima.
Com vista ao Dr. curador a lide a
De 1 a 4
Id un de
Oe I a 4
dem de 5
Vo7isulado Provincial
llccije Drainage
6.806*620
2:406*280
9:212*900
3:012*131
108*202
3:120*333
Mercado Municipal de Io*
O movimento deste Mercado no da 5 ce Abril
foi o seguinte :
Entraram :
321/2 bois pesando 4,656 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 20 ditos de 1.* qualida-
de, 6 de 2a dita e 6 e 1/2 ditos particula-
res.
1120 kilos de peixe a 20 res 22*400
80 cargas de farinha a 200 ris 16*000
13 ditas de fructas diversas a 300 rs. 3*900
6 taboleiros a 200 ris 1*200
12 Sumos a 200 ris 2*400
Foram oceupados :
21 columnas a 600 ris 14*400
- compartimentos de farinha a
500 ris. 12*000
22 ditos de comida a 500 ris 11*000
78 ditos de legumes a 400 ris 31*200
18 ditos de saino a 700 ris 12*600
11 ditos de fressuras a 600 ris 6*600
10 talhoa a 2* 20*000
8 ditos a 1* 8*000
A Oliveira Castro & C.:
54 talhus a 1 54*000
2 talhos a 500 ris 1*000
Oeve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
Rendimento dos dias 1 e 2
Foi arrecadado liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde de 240 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Sumos de 560 a 640 ris dem,
farinha de 200 a 240 ris a caa.
Milho de 260 a 320 ris idem.
Feijo de 640 a 1*280 idem.
; Matadonro Publico
215*700
775*740
991*44*
Foram abatidas no Matadouro da Cabanga 77
rezes para o consumo do dia 5 de Abril.
QSendo : 60 rezes pertencentes a Oliveira Castro,
oc C, e 17 a diversos.
No mesmo estabelecimento foram tambam
abatidas para o consumo do dia 6 do corrente 38
rezes.
Sendo : 32 pertencentes a Oliveira Castro & C.,
e 6 a diversos.
Vapore* e navios esperados
VAPORES
Mrquez de Cariasda Baha hoje.
Alliancado sul hoje.
Ville de Santosdo Havre hoje.
Advancede New-Port-Newa a 8.
Trentda Europa a 8.
Magellanda Europa a 10.
Tamardo sul a 14.
Parado norte a 14.
Uruguayde Hambnrgo a 15.
Pernambucodo sul a 17.
La Platada Europa a 24.
Espirito Santodo norte a 24.
Ceardo su a 27.
4:370*545
NAVIOS
Amandade Hambnrgo.
Apotheker Dirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sal.
Albanade Cardiff.
Anne Catharineda Babia.
Andaluzado Rio Grande do Sul.
Bernardus Godelewus do Rio Grande do Sul.
Brothersdo Rio de Janeiro.
Catode Hamburgo.
Diudado Rio Grande do Sal.
Enjettado Ro Grande do Sal.
ratede Hamhargo.
Evorado Rio Grande do Sal.
Elysado Porto.
Favoritede Santos.
Guadianade Lisboa.
Hans Tode-de Cardiff.
Jolantde he Santos.
Joaquinado Porto.
Julietado Ro Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool. \
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hambnrgo.
Malpode Brunswick.
Marydo Rio Grande do Sul.
Nordsoende Liverpool.
Nantilusdo Rio de Janeiro.
Our Anniede Baenos-Ayres.
Oseardo Rio de Janeiro.
Premierdo Rio de Janeiro.
raPadre Caciquedo Rio de Janeiro.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Sparkde Terra Nova.
Withelminede Ha mburgo.

V

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Diario de Pcrnarabnco(Juarta-Jteira
s
____
AppelUcio civel J 1aer 9,ae o referido promotor, que boje reo, in-
Do Recife ^-Appellante Aotouio Jose.de Lemas, sistsse n>t jeitura da sentenca, o Dr. Amoros o
maodoa catar, dizeodo-lhe que elle promotor era
appellado Antonio de Souza Braz.
Com vista, ao appellante :
Appellaco crime
De MaeeioAppeilaute Manoel de Souza LeSo,
appellada a juatica.
D13TBIBUig5E8^
Aggravos de petico
Ao Sr. desembargador eifiao Cava'cante :
Dj RecifeAggravaute Antonia Mara Mar-
ques Ferreira, gravado Jos jroacalves Pe
reir. .
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
Do Recife -- Aggravaute Tbe Central Sugar
Faetones, aggravados o Viscoude do Campo Ale-
indigno do lugar que oecuoava pelo que o referi-
gre e outros.
Ao Sr. desembargador Pires Perreira :
De Iguarasf Aggravante Vicente Antonio
Novelina, aggravado Vicente Ferreira de Albu-
uerqua Nascimento.
Appeilacoes crimea
Ao Sr. desembargador Al ves Ribeiro :
De Macei -Appellante o juizo, appellado lite
Ribeiro dos Santos.
Ao Sr. desembargador Ta vares de Vasconcelos :
Da Palmeira dos Indios Appellante Candido
Jos da silva, appellada a Justina.
Ao Sr. conselheiro Qaeiroz Barros :
De Quebrangulo- -Appellante Manoel Limeiro
da Silva, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Buarqae Lima :
De Baireiros,-- Appellante o juizo, appePlado
Antonio Marianno da Silva.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
Do Rio Formoso--Appellante francisco Jos
do Nascimeuto, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Delfino Cavalcante :
Do Pora bal Appellante o ju:zo, appellado
Francisco Jos Barbosa.
Ao Sr. desembargador Oveira Maciel:
De Goy.intiaAppellante o promotor piblico,
appellado anoel Joaquim de Sant'Anna.
Ao Sr. desembargaaor Pires Perreira :
De Mizar-th-'-Appellantes Bernardmo de Ar-
fada Senua Pilbo e outros, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Audrade :
De Jab>.ito--App-llaute jui.o e o tenente
coronel Jerouyuo de Souza L 'o, appellado Flix
Jos da Silva (ornes.
ncerrou-9 a sesso s 2 horas e 45 minutos
da tarde.
PIBLICICOES i PEDIDO
O hachare. Francisco Xavier Paes
Barrelo ao respeitavel pu-
blico.
Pjjbliquoi era tempis, qae j vo muito buge,
todas as pecas do infeliz processo, julgado em grao
de appellaco no dia '29 do mez prximo passado
pdo superior Tribunal da Relaca.
Agora, conbecido o resultad) da atrocsima
perseiruico de que fui victima, uo vem tora de
proposito entregar mvainente a publicidad os
depoira-nios das tear-uiumi is da c.eteza, pesaoas
niais ou menos couhciias em uassa alta sic;e-
dade.
Nao tenho o pensamenta de diesatif pola im-
prensa a revoltante injustica do Accord > de 29
do mez prximo passau-j ; >i*;vo respoito e co?side-
raco aos juizes que o lavraram < para fazel-o se-
na bem pissivel que a m nhi acauhada intelligeu
ca e o justo seutitnento de quo na acha poasuido
deixassem de guiar-rae sempre por b ms caicinUos.
Dtns cousas, sem discussao, eu laraeuto pro-
fundamente :
l. Qie tendo o superior T.-ibuaal aanullado o
primeiro processo, pjr n> tratar s de criino de
calumnia o siui de injuria; agora, no segundo,
oecci.sados os fact>B pilas proprias testemuuh'ts
da aecusaco, deixsse Je auuuilal-o novam-iute.
sobo funlamilo de queja nao se trata va de in-
juria, mis do calumnia ;
2.Qie ucceita3se, evna verdad-iras, para
caaierauar-rae o grao rnixirai, as dina aggra-
vantes do Dr. Teleaphiro, cada anal inelh >r e de
iu8 t^rca. Retiro me as dos 55' 7 e 15 do art. 10
do Cid. Criin.
En primeiro lugar, ea quizara qae inedisses-
sem, se o Dr. Amorim, nos tcrmis explicados do
Accord, > da R-laco da crt n. 8.0J2 de 31 de
Mire? de 1871, tem qualidade pola qual possa sc
eoasi lerad 1 para commigo em razao de pie ; e,
sjpois, ajieria que me disseaiem tambera que sor-
presa causa quem repelle um insulto, logo depoia
de r.-cebel-o !
Tinha o D.-. Amorim motivos pela ana posico
le na > esperar que u reapondesse aos seus cou-
vicios ?
Sim, eu engauei-me ; elle eslava para commigo
ea eoodicSes de pae !...
Nao estou resolvido a voltar imprensa sobre o
;iosumpt.o e, portanto, devo, antes de concluir,
daaa palavras ao artigo de reuaccao, piiblicado
113 Provincia de >1 do cor rente m.-z, sob a epi
graphePromotor condemuado.
Nao ene iucommodam os c 111 jeitos do alluJido
jornal met respeito ; valem tanto quinto pie
valer o integro e honrado juiz, que defende.
Mas, atienda que nao pode ser aceita a aecu-
aacao de urna folha que, n > meam > dia e com cer-
teza pela mesma penua, invectiva com as majorca
injurias um Ilustrado e di^no membro da magis-
tratura brazileira, o Exm. Sr. Dr. Minoel da Sil-
va Reg.
A redaecao da Provincia reprejenta o frade
>oe, pregando cootra o furto, tinha as mangas
do habito gorda criago, tir-;da do quintal albeio
contra vontade de sea dono !
E' verdade que as pslavrasperverso, idiota e
outras iguaesbem podem ser elogios na enorme
bocea da Provincinl i
Nada mais. Abi vao os depoimentos, que ci-
ma alludo. O jso chamar pira eiles a atteueao t$a
raeas desaffectos.
Iguarass, 4 de Abril de 1837.
Pranciseo Xavier Paes Birretto
Te:ttmtmkas da defeza
l" testemnnha Joaquim Agripino Fnrtado de
Mendonca
D.sse quaito ao primeiro, que, Beodo elle teste-
munha juiz de faci na sesso do primeiro de Mar
;o do correte anno, sabe por ver que, quando >
Dr. Antonio Jos de Amorim, entrando para este
ealao tocou a campanhia para chamar os juizes de
f acto para o recinto e para impor silencio as pes-
soas que conversavam na sala im^ediata, anda
se nao tinha verificado pelos meios legaes se ha- rjj,"1^ faosorteado
va numero de jurados preseutes para havtr
aessao.
Q jauto ao segundo, que nessa occasio tendo o
Dr. Amorim bsiiio sobre a mes.-, e chamado a or
dem o advogado Amaral, que era urna das pessoaa
que conversava na sala immediata, travou se por
taso urna discussao entre o mesmo advocado Ama-
ral e Dr. Amorim, razao pela qnal o reo, que es-
lava turnando na sala em que se conversava, veio
para o recinto.
Qjauto ao 3o que, logo que o reo fez entrada
ao recinto o Dr. Amiriui, dirigindo-se a ellequa-
lifieou-o d; homem sem educavao e, alludinio ao
incidente lnvido na aessao anterior, disse-lho que
se o reo C'iniinuasae a d''80b-decelo o mandara
prender ou expe.lir do tribunal.
Quanto ao 4o, disse que, mustraudo-se o r) as-
is indignado, com essa ameaca. retorquio dizeu-
do seria mais fcil elle juiz antes deprndelo
saltar pela jaoella do que realisar sua ameaca.
Quanto ao 5 quesit) que i m mediata mente de-
pois da resposta dada pelo reo ao Dr. Amorim, es-
te, dizondo-se coagido, declarou qae adiava a
aessao par, communicar to triste oecarrencia ao
governo geral e provincial, e de feito retirouse
logo para sua casa, sendo que elle testemnoha
soube uepois que na oer-aeiao em que o Dr. Amo-
rim t" retirava acompanbado pelo filho ao passar
pelo reo na sala immediata travara com este dis-
cussao pouco ugraiavcl, dando lu^ar a que o leo
Ihe dissease que se o pai o calnmniasse :ias par-
ticipacoes que ia dirigir ao governo, elle reo iria
mostrar pelos jornaes que o pai era umjaiz pre-
varicador e protector de criminosos, porquanto na
sesso antecedente elle tinha favorecido a defeza
de um criminoso, que tivera por advogado o ca-
pitao Manoel Lonrenco da Silva Sobriuno, send
que com referencia a este tacto facto accrescen-
u a testemunba que, sendo u.embro do conselho
que julgou o criminoso a que alludio o reo, vi e
oivio o Dr. Amorim dar bravos e apoiados a de-
tez e levar o sen favor a esta, at o panto de
prohibir que o reo, como promotor, lesee no des-
eovolvimento da aecuaacao, a S'ntencade pronun-
ua que elle juiz tinha proferido contra o crimi-
noso, declarando ao tribunal que dita sentenca
tioha sido baseada em falsa inforooaclo de promo-
tor quando este )bj mereca confian(a: e como
ssai
do promotor desisti da replica, declarando-so
coagido.
Quanto ao 6- nada responden por estar preju-
dieado com as respostas dos anteriores.
A requerimento do promotor disie que era ju-
rada na aespo em que se deu o facto.
E nada mais disse.
'J* testemu haSeverino Rodrigues da Costa.
Dase quanto ao primeiro que sendo elle reste-
munha jurado na s-.-asao do dia 1* de Marco do
corrente anno, recorda-se que antes de aberta a
aeasio, catando elle testemuuha com outros muiros
juizes de facto na sala immediata a esta em que
trabalbava o tribunal, o advogado Amaral conver-
sava com o tmente Joao Lina Uavaleante de Al
ouquerque, quando o Dr. ju s de direito Antonio
Jos de Amorim, entrando para o reeinti do tri-
bunal b.teu com violencia sobre a mesa e tocando
a campa impos sileneio a. a que convessavam, pelo
que travou-se discussao entre elle e o advogado
Amaral, que estranhou e facto, nao s porque a
seaso anda nao eslava aberta, como porq-ie elle
nao eslava conversanio pjr modo a iuco-nmodar
o auditorio.
Quanto ao 2- que nesaa oecasiao foi que o reo,
que eslava fumando na sala da palestra, ouvindo
u tojue da campa e a discussao do juiz com o ad-
vogado Amaral entrou para o recinto e foi o:cu-
par o lugar que lhe competa.
Qianto ao 3' disse que logo qae o reo appare-
ceu no recinto e sentou-se em sua cadeira, o Dr.
Amorim, qae j tinha tido urna polmica desa-
gradavel com elle em urna das sessoes anteriores,
dirigise ao reo, dizende que elle era um homem
sem educaclo e que. se contiouasse a desobede
cel-o, como tinha feito nessa sess, elle o manda-
ra retirar da tribunal ou prendel-o, como permit-
tia o artigo do cdigo cuja leitura elle acabava
de l'azer.
Quanto ao 4- que exacerbado o rea com essa
.imeaea retorquio dizendo que seria mais fcil elle
juiz saltar pela janella do salo em que ellos esta-
vam do que preudel-o iile^alm-'nte.
Quanto a>5- disse que logj que o reo, em re
presalia, proferio a resposta, que cima fica con-
aignada, o Dr. Amorim declarou que adiava a
sesso e que ia para o Recifo queixar-se do reo
a presidente e communicar o facto ao governo
geral ; e de feito re'irou so logo, sendo que elle
teateiiunha durante a discussao quo no recinto
do tribu.1 il houve entre o D-*. Amorim e o reo este
nao usou dos epithstos injuriosos, consignados n.
denuncia, mas sabe por ouvir dizsr geralmente
que ua occasiio ea que o Dr. Amorim se retira-
va para casa, acorepaohada pelo filho, rravou-se
discnsso pouco agradavel entre este e o reo e e
eutu foi que o mesmo reo lhe disse, na presenca
do pai v.rr-Jad que se este o calumniarse ms
participayoes que ia dirigir ao governo crct da
lamentavel ocuorreucia que acabava de dar-se,
elle reo i -ia em sua de fes a mostrar pelos jrna^s
que o Dr. Amorim era um juiz prevaricador e
protector de criminosos e que smente por isto
foi que se indispusera com elle na aessao ant-ce-
dente, quando fra submettido a jalgamento o reo,
que teve por defensor o capito Manoel Liurenco
da Silva Scbrinho, que mereceu os seirt applau-
sos, na scso antecedente ; accrescentando a tes-
temuuha que elle, como jaiz de fact >, assistio ao
julgunonto d 1 reo Joi Jos de llanos, que toi
defeudido pelo cao co Manoel Loureuco e pdc
portanto dar testemuuha que o Dr. Amorim, como
presidente do tribunal do jury, deu bravos e apoia-
dos d.-fesa e moatrou-se to ucommodado com a
aecusaco feita pelo reo, que chegou a declarar
que este eslava rebaixando o tribunal co.n a sua
preseuya, o que mereceu reprovaco geral, tanto
assim quo o reo foi condemuado.
Quanto ao ti- deixau de responder, parque se
achava orejuiieado en a resoosta dala ao 5-.
E mi la mais disse.
3a teatemunhaProfessor Manoel Heuriqucs de
Miranda Accioly
Disse qu, quanto ao primeiro, sabe por ouvir
direr pessoas que astistiram sesso do jury ile
1 de Marco do crrente anno que, quando u Dr.
Amorim travou discussao com o advogado Amaral
e logo depois com o reo, amia se u> tinha pro-
cedido chamada dns jurados, a sesso aiuda nao
eslava o berta e o reo nao tinha oempado seu
lugar.
Quano ao2- nada disse, porque estava preju-
dicado com a resposta do 1*.
Quanto ao 3- tambem sabj pir euvir dizer a
peaaoas que estiveram presentes, que o Dr. Amo-
rim qualilieara o reo, sem razao alguma, de ho-
mem falto de edueaco o o ameacara cora priso
uniuef e-ida, pelo que 0 reo lhe issera, iudigoado,
-que seria mais fcil elle juiz saltar pola janella do
que prendel-a i I legal meo te, sendo que,turabem por
ouvir diz. r sabe, que tendo o juiz Amorim sospen
dido a sesso para dar parte desta occurrencia a"
governo, ao retirar se, o reo em discussao com o
filho do referido juiz, dissera-lhe que, se o pai o
calumniaase as participacojs que ia dar ao go-
verno, elle ira mostrar pelos jornaes, defendendo-
s-, que o pai era um juiz prevaricador e protector
de cr minoaos. visto que como tal se tinha apresen-
dado ua sesa o em que fra julgado o soldado Joo
Jos de Barros.
Com rcla^o a este jalgamento do mencionad 1
soldado, declarou a testemuuha que assistio a
qua'i toda a sesso e vio o Dr. Amorim dar bra-
vos e apuiadus defesa e oppr-ae aecusaco
feita pelo reo. do que proveio inconveniente dis-
cuaso eutre el les. dando Uso lagar a que o Dr.
Amorim invectivando o reo, chegasse at a decla-
rar ao mesico reo que era tudigno de oceupar a
cadeira da promotoria e estava com a sua presen-
ca rebaixando a moralidade de tribunal ; o que
toi censurado ou desapprovado, at por urna alta
personagem, que estava presente.
Quanto ao 4. 5- e 6' deiiou de responder por-
que, com o qae tinha dito, entenda achar-se sa-
tisteita a respoata, que poderia dar a cada um dos
meamos, quer como testeuounlia auricular, quer
como eculur, visto qae, segundo j4 declarou, tudo
quinto acabou de dizer com referencia sesso
de 1- de Marco, foi por ouvir dizer a p'saoas fide-
dignas.
E nada mais disse.
4* test inuubtVlferes Jeronymi Leito da
Costa Machado
Quanto ao Io disae que, quando o Dr. Antonio
Jos de Amorim, entrando para a sala em que
funeciana o Tribunal tocou a campa e chamon
urdera as pessoas que convereavam regularmente
na sala inmediata, anda se nao* tinha procedido
chamada dos jurados e, portanto, anda nao es-
tiva aberta a sesso, o que elle testemuoha sabe,
parque n'essa occasio tinha comparecido como
como j disse, qaando disco ta com o filho,. depoia dades do commercio, (cujos interesaos o nue ex-
-: chivamente preoccap o programma leonino). E'
claro portanto que nSo de bancos eom dinheiro
propino que falla o programma ; de bancos de
emisso, para haver dinheiro com faltaras, que
acuda ao commercio com juro barato. S podere-
mos, nao obstante mais detidamente nos ocenpar
deate interessanHssimo ponto, depois que o orgo
leonino explicar-se.
Voltando porm so precedent? artigo do pro-
gramma, pergunto ao orgo leonino, se, reflectin-
do-se attentamente, se acha com effeito que de
ser o curso forjado do papel, qne vem a alteraco
do cambio, e dos valores, o\x antes dos prreos ?
Se a alteraco, ou antes, a baixa do cambio vem
sircpleemente da superabundancia do papel, ou do
padro ou unidade de noaso systema monetario
os ris ?
Se o noaso padro monetaria fosse urna moda
de ouro de peso e quilate determinados, pelo nome
ou com o nome da qual se fizessem todas as trans-
aeces, contractos e pagamentos, comovendo o
meu cavallo par tantas libras, tantos schilings e
tantos penys,se fosae MiOD, a superabundancia
do papel moda, com o curso forcado ou nao, pro-
duziria alteraco do cambio e dos valorea, ou ape-
nas depreciaco simplesmente da moda papel ou
papel moda, sem a mnima uiHaencia no cambio?
fortanto mesmo autes de ouvir as explicacoes
que peco ao Jornal, se elle dignar-se dar-me, posso*|
affirmar e comprometi-me a sustentar que com
este programma, se a mi 11 ha propheja nao se
realisar, o Jornal leonino alm do mal de dar inaior
forca a fidalga oligarchia, s pode fazer a esta
de suspensa a sesso e j tora do recinto do Tri-
bunal, daado nessa occasio a rasao porque usa va
de taea termos, r.zo que elle testemunha alrma
aer exsmta, visto que na sesso anterior, em que
toi julgado o soldado Joo Jos de Barros, elle tes-
t.muuoa, como jurado, vio o Dr. Amorim mani-
festar- se em favor da defeza e prohibir o reo de
continuar na aecusaco que fasia, levando a protec-
co, que dava ao criminoso, que ia aer julgado,
ao ponto de injuriar o reo, na qualidade de pro-
motor. *
Quanta ao 6, disse qae nada responda, parque
esta prejudicado com a resposta do 5.
E nada mais disse.
5 testemunhaJoo Chrysostomo Leito
Raogel
Disse quanto ao 1 e que, qaando o Dr.
Amorim ua sesso do Io de Marco do corrente
auno, entrou para a sala em que funeciona o Tri-
bunai e tocn a campa para impor silencio ao
advogado Amaral e outros que conversavam natu-
ralmente na sala inmediata, anda se na tinha
procedido chamada dos jurados, a sesso ainda
nao estava aberta e o reo, que era o promotor pu-
blico, anda estava fumando na sala em que se pa-
lestrava.
Quanto ao 3 e 4 disse que tambem sabe por
ser jurado u'cssa occasio quo quando o o en-
trou para o recinto do Tribunal, em consequen-
cia do toque da campa e da discussao travada
entre o advogado Amaral e o jais de direito,
este, que j eslava indisposto com o reo, dir os meas socios sempre me deram prejuizos, a qae
fai obrigado a liquidar todos os meus nogocios
para pagar tedos os dbitos das referidas firmas.
Becife, ?1 de Marco de 1887.
Angosto Moreira da Silva.
Cmara Municipal
E' pordemais intoleravel, o povoado da Torre,
est convertido em um serto com especialidade a
estrada qae conduz a ease logar.
E' tal a qaantidade de bois, carneira", cabras e-
porcos que i'nvadem os sitios, que causa horror; fis-
cal eutidade que nunca existi em semelbante
lagar, e se existe, ignoradle as postaras !...
Basta por boje.
O Viga.
a elle, qualificando-o de homem sem edueaco e provincia maior e muito maicr mal, com taes idei is.
disendo-lheqne.se ontiuuasse a desobedecel-o,
como tinha teito na aessao antecedente, mandal-o-
hii prender, pelo que o rea, indignado cora essa
ameaca feita to lora de proposito, disse-ihe em
tora altivo, que seria mais fcil elle juiz saltar por
urna das janeas do salo do Tribaual do que
prndelo illegalmente.
Quanto ao 5o e G disse que, apenas o roa deu
essa resposta ameaca que caprichosamente lhe
fizera o juiz, este, declarndose coigido, adiou a
sesso e dase que ia levar a orcurrencia ao conhe-
cimento da governo gerai e provincial ; sendo que,
retirando-se em seguida para sua casa, acompaoha-
do pelo filho, eate, ao passar pelo reo, que estava
na sala inmediata, travou cora elle discasso pouco
conveniente, da qual proveio dizer-1 he em represalia
que se o pai o calumniasse as participacoes que
ia dirgir ao governo, elle, em sua defesa, ira
mostrar pelas jornaes que o pai era um juiz pre-
varicador e protector do criminosos, visto qne, na
sesso antecedente tinha favorecido, por modo re-
provado, a defesa do criminoso Joo Jos de Bar-
ros, que teve par detensor o capito Manoel Lou-
renco da Silva Sobrinho, nascendo d'ahi a ndis-
posico do pai contra elle Paes Barretto.
Declarou, filialmente, a testemunha que o reo,
quando foi ameacado pelo juiz, nao repellio essa
ameaca, seno pdse modo que j expoz, que
ao usou dos termos injuriosos, de que irata a
denuncia t que os vacbalos -prevaricador e pro-
tector de criminosasi forara por elle usados, de
modo condieionai e motivado, quando discuta fra
da sala do Tribunal com o filho do juiz, accrescen-
tando a testemunha que, tendo elle, como jurado,
assistido sesso, em que foi julgado o soldado
Joo Jos de Barros, vio o juiz de direito Dr.
Antonio Jos de amorim dar bravos e apoiados
defeza, desapprovar a aecusacs que o reo, ua
qualidade do promotor, fazia, chegaudo a sua dea-
appravacao at o ponto de injuriar o reo, dizen-
do-,he que elle era indigno de oceupar a cadeira
de
Recife, 3 de Abril de 1887.
Affonso d'Albuqnerque Mello-
Srs. redactores da Revista Dia
ria do Diarlo de Pernambuco
Sobre a noticia qae se l no Diario de hoje
sob a epigraphe Mercado de S. Joscumprc-me
informar que destituida de fundamento em vista da
portara que exped ao guarda encarregado a sec
cao de carnes neste estabelecimento, como pisso
as mos de Vv. Ss. afiui de dar a publicidade, de-
vendo accrescentar que durante a actual adrainis-
traco tenho envidado todos os meios possiveis de
fazer cumprir as disposicoes contidas no regura-
mento, e attender as repetidas reclaraacoes que
appareciam.
Mercado de S. Jos. 5 de Absil de 1887.
O administrador interino,
Hemeterio Maciel da Silva.
D ALNCETE da Rece la e des
peza do espectculo dado pelo
Congresso Dramatieo Bene-
flcenlc a noTheatro Manto An-
tonio, no I do corrente em
beneficio dns nufragos do va-
por Baha.
EECEITA
Aviso ao publico
Importancia recebida de 3 camarotes
dem dem de 1
dem dem de 5 a 10o
dem idem de 1
dem idem de 7 cadeiras a 5
dem idem de 6 4
dem idem de 28 3
dem idem de 6 2500
dem idem de 85 2*000
Idein dem de 2 galenas i.'j
dem dem de 2 plateas 2
dem idem de 27 l
dem aparada no theatro
dem recebida de diversos que nao
acceitaram b; I notes
DESPEZAS
Pago a actris D. Edelvira Lima. D. n. 1
dem idem D. Aprlonia Silva. D. n. 2
dem idem Manoel J. Miranda, impres-
so de bihetes. D. n. 3
dem ao cabellereiro, D. n. 4
dem de envelopes para bihetes, vellas,
carretos, movimento, limpeza do thea-
tro etc. etc.
505000
125000
501001
85000
3550*0
2450OJ
845009
15500
1705000
45000
4501.0
275000
315090
685500
Mercado Municipal de S. Jos, 5 de Abril de
1887.O Sr. Nicomede8 de Carvalho Pinto, guarda
municipal encarregado da seceo da carne e dis- .g |d ent t data coa,ssao
tr.bu.cao de guia, informe sobre o que diz boje o j centra, df neeomn
5825500
405000
30*000
55000
65000
115080
promotor e que com a sua presenc estava re-
bajando o Tribunal.
E nada mais disse.
Quanto ao 2, disse que o rea, na qualidade de
promotor, anda nao tiuba entrado para o recinto
do Tribunal, quando o Dr. A-uorim tocou a campa,
porquanto elle testemunh* estava com elle na sala
em que se conversava.
Quanto ao 3o disse que, quando o rea, desper-
tado pelo toque da campa e pela discussao travada
entre o Dr. Amorim a o advogado Amaral, sobre
quearo d* ordem, eatrou para o recinto do Tri-
bunal e foi oceupar a sua cadeira, o Dr. juiz de
direit >, que j estava indisposto ora elle, em con-
sequ-nea le desiutelligeneia bavida em ura das
seseo'S anteriores, diri^io-se a ella e, qualificau-
do-o de hora im s nn edacaco, ameacou-o at com
priso.
Quanto ao 4" disse que era exacto que o rea
enraivecido com a injusta e bumilbanto ameaca
que o juiz de diraito lhe fizera sera mitivo algum
retorquio, dizeado ao mesmo juiz qae seria mais
fcil elle juiz saltar por urna das janellas do salo
do Tribunal, do que prendel o illegalmente.
Quanto no 5o disse que sabe tambera por ver e
por ouvir que, log > que o reo acabou de preferir a
resposta que cima fica consignada, e juiz de di-
reito declarou qae adiava a sesso e qae ia levar
esta oceurrencia ao conhecimento do governo ge-
ral e provincial, sendo qu-j, era s guida retirara-
se para a casa, acompanhado pelo filho,que ao pas-
sar psio rea na sala inmediata trovara com este
discussao pauco conveniente, dando isao lugar a
qae o reo lhe dissease que, su o pai o calumniasse
as participacoes que ia faser ao governo g-ral e
provincial, elle, em sua defesa iria mostrar pelos
jornaes que o pai era um juiz prevaricador e pro-
tector de criminosas, para o que bastar-lhe hia
provar o procedimeuto que tivera dito sea pai na
sesso anterior, era que tora julgado o rea Joo
Jos de Banca, pas que nessa cesado, nao satis-
feito o mesmo fu pai com ter dado bravJI e apjia-
dos ao advogado que defenda o reo, procurou re-
stringir a accasbeao, levando o seu arrojo a p.nto
de injurial-o, par nao ter querido anuuir ao que
ello desejava.
Declaroa a testemunha, ainda com referencia a
este artigo da contrariedade que o rea nao dirigi
ao Dr. A-srorira neuhuro dos epitbet >s injuriosas de
que trata a denuncia, cara excepeo dos de ire-
varicador e protector de criminosos do qae asoa,
nn
O .lor.nl do Recife
Esse jornal nao mais de ura douo, de urna
familia, que ha muito se esforoa para uetter esta
provincia dcbaixj dos ps, coma era muito j tem
conseguido.
De todas as dominaco-'s nao ha uenhuma to de-
teatavel como a das olygarchias.
Para firmar a sua nesta provincia grande luta
o de tolos os gneros teem sustentado os leo-v,
pando sob sua rao, ou coademnando ao ostracismo
os principaes homens do partido libzril e o par-
tido sob os seus ps, desde que se constituirn) Li-
beran de nome, (ao tempo da liga).
E esta luta nao se tem findado, esta olygarchia
definitivamente firmada, porque a rebelda sem-
pre latente.
Agora de. um lado Nabuca, (como estiveram ou-
tros, que succambiram,) o qual nunca se sugeitou;
outros surgem esparsos ; lutelbgencias robustas
que se nao submettem ; no meio o formidavel po-
pular Jos Mariano, que chegou a chamar-se rei
do mrte e proclamando a queda da familia impe-
rante, se encalcou oa propoz-se a occapar eom a
sua o throua a vagar.
Nao pareen que elle, ora se sngeitando a Sabu-
co, ora faseudo pelo seu orgo, a Provincia, aquel-
las barretadas ais lees, teuha desistido do inten-
to a que o volver dos acontecimentos e a sua po-
pularidade lhe possam favorecer.
Nao se coufiam pois, os leo is, nem podemjaceitar
coma orgo do partido de que sao um tanto e pre -
tendem ier inteiro senhor uesso pretencioso jornal
que se diz orgi desse partido de que ell-s querem
fazer sua presa. Piseram, pois. um esforco inau-
dito para os leoes de dous ps que na nossa trra
tanti se intesam, e arraucaram de suas duras en-
tranbas 40:0u05000, com que compraramo Jornal
do Recife.
Ah .' Vasconcellos, nao vendeste smente o
jornal que creaste, avolnmaste, acreditaste e fir-
maste com tanto labor e constancia... o mataste.
Pode-se desde esta hora resar orequi escat.
Jornal ora ma de leo, e com outro em frente,
que o marde beijando, desde j pode se dizer mor-
ro, a nao ser sustentado forca de grandissimoa
sacrificios das burras leoninas, o que alias nao
nada harmnico eom o estomago delles.
Nao esmorecam, porm, com esta prophecia, pois
ea s ju o primeiro a desconfiar della, como mo
propheta que me reconheco ser.
E eis abi que vem o leo, com pea de 12 e pelle
dj ovelha do Jornal a seu geito as limitado com
seu programma que nao tem a pretenco de des-
envolver, segundo diz elle, mas emfira qu: sempre
traz envolvido em poucas expresaoes, que todavia
proraette delatar.
Elle nao de partido, de escola, e tanto em
poltica como em economa, da escola liberal.
Pelo programma sob o rgimen da papel moed
com o curso forcado, as alteraeoas do cambio im-
putara em alterar) de 'oos os valores. Ain-
da : sem instituicoes bancarias na medida das ne-
cessi Jadea, o numerario muitas vetes insufiicicu-
te pela deslocaco. Finalmente os impostoa de
alcivallas e o fiaco absorvem, segando o program -
ma, os minguados lacros commerciaes na fecho da
Uqnidac&o.
E' este o programma leonino que alias a pe-
queo na forma : o mais sao flores com qae os seus
redactores julgarara necessano enfeital-a para
disfarcar as repulsivas cares de suas vestes.
Era verdade, se o poder olygarch.co s por si
desastroso, com aa ideas deate trate programma
a que nos conduzir este liberal poder 'i
' verdade que o programma pouco se de de
nos ; to lo o seu cuidado sao oa interesses de com-
mercio de que o orgo leonino tanto carece para
sustentar-!he a vida. E' por isto que o fisco com
os seus impostos de alcavallas absorve-lheri os
minguados lucros no fPalio da liqniducao.
Pois o progrurama ea esqu ce que o commercio
carrega no preco porque nos vende as mercadu-
ras os impostos. que paga, no dobro, triplo e qua-
druplo ?
altem is para o artigo.
O orgo leonino liberal. (Da escola, diz (lie).
Km poltica, j se sabe Ta muito tempo, libe-
ral para os amigos, para os contrarios justica reta
Chicharro da antiga praia antes de dividida em
nova e velha, isto I, justica de pao recto, como a
da outra^scola que nao se chama liberal, mas que
se diz mair liberal que a liberala da const va.
Urna e outra so resume neota synthesevencer a
eleioo,as meiosos precisos. A difterenca
que .urna de interesse mutuo de urna familia, a
outr& de urna companhia, ambas se chamando
do partido.
Mas escola liberal em economa, como de pro-
gramma, em urna trra pobre, sem industria al-
guma, que carece de proteccao para todo e at ou
autes principalmente para o commercio ?
Ignora o programma leonino que a liberdade
em tal caso o livre cambio em um pis as con-
dices da nossa, a oppreaso? a miseria? a
desgraca ?
O outro artigo do programma urna queixa do
papel moda com curto forcado, que causa da
variaco do cambio, e por isto da variaco dos tra-
tera .' (Quiz dizer dos precos).
Nao a superabundancia do papel moda que
incommoda o programma ; ser de corsa forcado ;
Diario de Pemvmbuco, sobre a classificaco de I
carnes vendidas em talhos neste Mercado perten- i s E O
ceutes aos contractantes liveira Castro & i C.
Maciel da Silva,
Administrador interino.
Em cumplimento da portara supra, tenho a in-
formar a V. 8. que nao exacta o que diz o Diario
de Pernambuco, de hoje sobre a venda de carnes
em ura talho do con'racio, de 2" sor te juntamente
com la, O que occorre o seguinte : enlloca se
as vezes urna banda de carne mais gorda e outra
mais magra, mas ambas de 1* qualidade, em um
mesmo talho, o que alias nao prohibido por lei
alguma. Se a classificaco bem ou mal feita
cousa que excede as nimbas attribuicoes. Desde
que pelas guias as carnes sao de Ia clasae, podem
aer vendidas em um mesmo talho, embra o povo
julirue que ha differeaca entre ellas.
E' o que me cumpre informar.
Becife, 5 de Abril de 1887.
Nicomtdes de Carvalho Pinto.
925080
4905 20
5825500
Cumprio o sea dever
E' iujusta a censura feita na Provincia
de hoje relativamente priso de uro in-
dividuo que se adiava embriagado, ra
da Senzalla velha.
Es3e individua estava espancando a um
outro com um cu-:te, e como um guarda
cvico procurou contel-o, deu neste urna
cabecada. Em seguida intervioram outros
guard8, inclusive o de nome Pi, que a
muito custo conseguiram effectuar a priso
(aquello turbulento, o qual resisti o mais
possivel.
Nesse conflicto levou algumas pr.india-
das, o que nSo poda ser evitado ; mas
integramente falso que o tivessem ferido e
gravemente. Um leve farimento que teve
tai devido as quedas que elle mesmo dava,
lancando-se ao chao.
Gosto de fazer Justina a quem merece.
Una testemunha.
0 ultimo aiiciis
Eu va a saltar... alegremente
Envolta no largo co da phantasia,
Profundo isolamento ella senta,
A deixar-me suspirar um ai dolente
Adras me disse mui triste e tremente
Suas mos co'as minhas ella una ;
O seu lerno olhar p'ra mim se converga
E apartando se foi j tristemente.
Mui esquiva fugio a virgem bella
Qual la que se debruca vagarosa
A percorrer a crysalida dos ceus ;
Quiz beijal-a, mas a tmida donzella
Se oceutando se foi qnasi chorosa
A solucar j o ultimo : Adeus....
Manoel do Sacramento.
lii:i lagrima
A* memoria do meo aiudoao irmo
Ernesto lloare* de Acevedo
Offerecida viuva a Exma. Sra. D. Maximilla
Augusta Soares de Atevedo
Escripta em mea a'bam
Irno. Ea venho lancar ao p de tua ossada
Urna cor tecida ao aom da mnha lyra,
Ella nao se enfeita co n s flores da madrugada
Nem fas enloaquecer quem sua bellesa aspira.
E' pobre e singela. Mas as cores que era si contem.
Sao dessas que se encontram na carreira do bem.
Urna a do dever, a linda cor farinosa
Grvala quasi sempre n'um nobre coraco
A outra, tem a < r cerlea, to honrosa.
Que j hje se traduz, e diz-seQratidao.
E lembra-me bem do tempo em que amavtis
Esposa, filhos, iruios que a ti ligavas.
E' portanto, com este aom, esta amisade,
Qu'eu lauco-te esta corda singela e verdadeira
Kecebe-a met irmo. O Deus da Dvidade
Jamis apagar em si, a tua memoria inteira.
OBSERVAQAO. Era favor dos beneficiados
declinaram do pagamento que Ihes competa os
Srs. : Antonio Jos Luarte Coimora, de aluguel
do theatro 40 ; Pieldem lroihers, de gaz consu-
mido no espectculo 1853)0 ; Baptista 5z C, do
alaguel de mobilia 6^000 ; consocio maestro An-
tonio Martins Viauua, pela regencia da orchestra
10 ; consocio actor Pernandode Lima, pelo tra-
balbo de apoutar 10 ; cousocios Prancisco de
FreitB8 e seu ajudaute corao machinsta do gaz
5000. '
i) Diario de Pernambuco, Jornil j Recife e Pro-
vincia, publicaram tambem gratuitamente os au-
nuncios.
A commisao abaixo ussignda agradecn, sum-
mamente a esses senhores a sua coadjuvace a to
humanitario fiui, o bem assim ao actor Lyra a
parte que obsequiosamente tomou no espectculo,
e ainda a todas as pessoas que de qualquer modo
concorreram para o resultado que obteve socie-
dade que ella representou neste seto.
Daclara mais a mesma cammisso, que aeixou de
receber a importancia relativa a quatro cadeiras
passadas a diversos que at esta dala uo satis-
fizera ; assim como que receben do Sr. Joaquim
Francisco de Mello Santoa 42 volumes de suas
poesasPrantos d'Almaspor elle offerecidoa as
tres meninas victimas do naufragio : e como nao
houvesse tempo para encarregar-sj da respectiva
passHg.-m faz entrega dos inesmos volumes a cem-
misso central de soccorros para os convenientes
fias.
Recife, 5 de Abril de 1887.
Manoel Antonio de Oveira Brandro.
Silvestre Marques da Silva Ferro
Joaquim Prederco de Saat'Anaa.
Manuel Victor de Souza.
Manoel G. da Silva Monte.
S|N. 12. Altesto ter empregado com van-
ajosos resultados em doentes do tubercu-
lose pulmonar, em minha casa de saude, a
Eraulsao de Scott oleo de figado de baca-
lho. com hypophosphitos do cal e soda.
O referido e veadado e o juro in tde me-
dici.
Rio do Janeiro, 15 de outubro de 1884.
Dr. J. Tavano.
Semana sania
De costme nos das 7 e 8 de Abril (quinta e
sexta-feira santa) os treus sero regulados pela
tabella seguinte, tocando em todas as cstacoes :
Da 9
Pela manh haver os trens ordinarios, menos
os de carga.
A tarde :
Para Varsea as 1.22, 5 22, 8.4, 9.48.
Dous Irmos (linha i.rincipal) 12.48,4.48.
7.43, 10.4
Monteiro (linha do Arraial) 12.43, 5,22,
8.22, 10.4
Da Varzea as 4.5, 6 15, 9.33
De Dous irmos (linha principal) 3.42, 6.42, 8.42
Do Monteiro (linha do Arraial) 4.10, 7.20, 9.45
Dia
Pela manh :
Para Varzea as 722, 9.30 : a tarde 1.22, 6.32.
8.4, 9.48
Dous Irmos (liuha principal) 6.48, 9.4S :
a tarde 11.48, 6.48, 8.48, 10.4
Monteiro (linha do Arraial) 7.22 : a tarde
12.43,5 22,8.22, 104
Da Vauea as 5.52, 8.12, 10,33 ; a tarde 2.30,
7.29, 9.33
De Dous Irmos (linha principal) 5.42, 8.42,
10.42 ; a tarde 1.42, 7.42, 10 3
Do Monteiro (linha do Arraial) 6.0, 9.45: a tarde
1.40, 7.20, 9.45
Todos estes trens devem partir da estaco da
ra do Sol, onde somente chegaro na volta.
Escriptorio da companhia, 2 de Abril de 1S87.
H. W. Stonhcwer Bird,
Gerente.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 4000 contos, em 3 sorteios,
fica transferida para o dia 14 de Maio vindouro,
impreterivelmente, nos termos o despacho da
Exra. Sr. presidente, de hoje.
Thesouraria das Loteras para o fundo de
emancipacao e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Oezembra de 1886.
O thesourero,
Francisco Goncalves Tei res.
vne'ravel~irmandade^ '
DO
Senhor Bom *Jesns dos
EDITAES
Secretaria de Polica de Peroarabuco em 5 de
Abril de 1887.Para conhecimento de todos e fiel
execuco manda o II Im. Sr. Dr. chele de polica
transcrever o art. 165 d.s posturas muaicipaes.
Nenhum carro, age, cmnibas, cabriolis e ou-
tros vehculos semelhautes ser licito transita: de
qualqner maneira que seja, por alguma ra da ci-
dade, na quinta-feira santa e sexta-feira da pai-
xo, salvo en permisao da polica.
O secretaria
Joaquim Francisco de Arroda.
DECLRALES
assos
De ordem do irmo provedor, convido todos os
nossos irmos a eomparecerein na matriz do Cor-
po Santo sexta-feira 8 do corrente, pelas 3 1|2
horas da tarde, afim de cncorporados, acompa-
nharmos a procsso de triumpho, para a qual fo-
reras convidados. Recif;, 4 de Abril de 18^7.
O escrivo,
Francisca Antonio Correia Cardoso.
Devofo de IIS. da Concedo
De ordem da mesa regedora, convido a todos
os irmos a comparecerem em nosso consistorio
pelas 4 horas da tarde e 6 horas da manh dos
das 8 e 10 do corrente, afim de encorporados,
acompanharmos as procissoes de euterro e resur-
reicao do Senhor quo teem da sahir da igreja de
Santa Rita, para o que I unos donvidados pela
respectiva irmaodade.
Consistorio da devoca de N. S. da Conee'co,
erecta no convento de S. Francisco desta cidade,
em 4 da Abril de 1887.O escrivo,
Octaviano Alves Mcnteiro.
Companhia d Beribe
Convida-se aos senhores accionistas desta eom-
panha a reunirem se em assembla geral extraor-
dinaria, no dia 6 do corrente mez, ao meio dia,
afim de resolverem sobre o augmento de capital
social necessario para complemento das obras do
raclhorumento do abastecimiento d agua esta ci-
dade. A reunio ter lugar no primeiro andar
da casa n. 71 ra do Imperador.
Recife, 2 de Abril de 1887.
Ceciliano Mamede Alves Ferreira,
Director gerente.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
i
Club Carlos Gomes
Sarao em 9 de Abril
Aviso aos senhores socios para procuraren) seus
ingresaos na sede do club, do dia 4 do coraente
em diante, das 7 s 8 1 2 horas da noite, em mo
do Sr. Thesourero.
Secretaria do Club Carlos Gomes, em 3 d?
Abril de 1887.O secretario,
P. C, Casanova,
companhia
dos trilhos urbanos do Recife a
Abril1887.
Julio Ao publico e ao commercio
Eu, abaixo assignado, tendo liquidado todrs os
meus negocias, tanto commerciaes como particu-
lares, julgo nao dever nada nesta praca nem fra
d'ella ; mas se alguem se julgar como credor,
aprsente as suas contas n documentos* na ra
Imperial n. 55 C, e no Recife ua ra de Mariz e
Barros n. 8, oa euto annuncie neste jornal, quem
nao quizer ir nestoS casas.
Outrcsim, s faco esta declai aeo, porque fui
eatabelecido na ra Imperial durante quatro an-
uos e tantos roezes, e nunca dei prejuizo pessoa
a'guma, e tambem fui gerente das firmasManoi'l
tanto que se queixa da falta de instituicoes'ban-I Joaquim da Silva e Moreira 4t Paivs, mas nunca
carias medida da necessidade para o numerario 1 tive socio qae eutrasse cara opila I ; sempre en-
necessano acodir, na pbraee de outros, s neceesi- traram tmente com sua pessoa, tanto que todos
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta repart-
o, faco publico que no dia 6 do corrente mez,
paga-se a clasae de empregadss da Casa de De-
tenco, relativamente aos veneimentos do mee de
Fevareiro prximo lindo.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 5 de Abril de 1887.
O escrivo da despeza,
Sil vino A. Rodrigues..
Becife Drainage
A companhia faz publico, para conhecimento
dos interessados, que collocou no mez de Marco
prximo findo. os apparelhos abaixo declarados :
Recife
Ra de S. Jorge n. 133, aaparelho n. 8,033,
terceiro andar.
Caes do Appollo n. 45, apparelhs n. 8,034, loj*.
Santo Antonio
Roa de Marcilio Dias n. 32, apparelho c. 5,682,
segundo andar.
S. Jos
Ra do Coronel Suassuoa n. 276, apparelho n.
5,683, primeiro andar.
Recife, 4 de Abril de 18S7.
O gerente,
J. Dowsley Jnior.
Comi goral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Mandos, esta aJministraco
expede malas para os portos do norte, recebendo
impreseos e objectos a registrar at 2 horas da
tarde, cartas ordinarias at 3 horas ou 3 1/2 com
porte duplo.
Administracao dos correios de Peraambu, 6
de Abri1 de 1887.O administrador,
Affonso do Reg Barre*.
i
Devendo s Illraa. junta administrativa mandar
celebrar na igreja de N. S. do Paraso, pelas 10
horas oa manh do dia 7 do con ente, a missa so-
lemne que Jia de preceder exposico do SS. Sa-
cramento que tem de ficnr em laMperaoe, convido
a todoj os inembros da irmanda^ para afsistirem
a essHacto.
Secretaria da Sauta Casa de Misericordia do
Recife, 9 de Abril de 1887.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Souta.
Alinda e Beberibe
Na quinta c sexta-feira santa obiervar-se-ha o
seguinte horario, organisado de accordo com as
exigencias dos alludidos dias e a commodidade dos
senhores passageiros.
Quuta-feira os trens da tabella ordinaria nos
dias santificados at o de 9 1| da manh ; ha-
vendo a 1 hora da tarde um trem extraordinario
entro os pontos extremos, Recife, Olinda e Bebe-
ribe, e dahi em diante os seguintes :
Do Recife a Olinda, 3 1/2. 5 1/2, 7 1/2 e 9 1/2.
De Olinda ao Recife, 3 1/2, 4 \, 6 1/2 e 8 1/2.
Do Kecife a Beberibe, 4 1/2, 6 1/2 e 8 1/2.
De Beberihe o Recife, 3 1/2, 5 1/2 e 7 1/2.
Sexta-feira, ficar o horario veduzido aos se
guintes trens :
Hanb
Da Recife a Olinda, 7, 9 e 12.
Oe Olinda ao Recife, 6, 8 e 11.
Do Recife a Bcbei ibe, 8 e 10.
De Beberibe ao Recife, 7 e 9. ^
Tarde
Do Recife a Olinda, 5 1/2 e 7 1/2.
De Olinda ao Recife, 4 1/2, 6 1/2 e 8 1/2.
Do Recife a Beberibe, 1, 4 1/2, 6 1/2 e 8 1/2'
De Beberibe ao Recife, 12, 3 1/2. 5 1/2 e 7 1/2.
Ni. B. Os trens param em todas as estacoes.
Escriptorio da companhia, 4 de Abril de 18S7.
O gerente,
A. Pereira Sinoes.
Irmaodade do Divino Espirito
Sanio do Bec fe
De ordem do irmo juiz, convido a todos os nos-
sos irmos a comparecerem em o nossa consistorio
S'xta-feira 8 do corrente, s 3 horas da tarde, e
domingo 10 s 6 da manh, para, paramentados,
acompanharmos ns procissoes do Triumpho dos
Passos e da resurreico do Senhor, que sahiro da
ordem tercera de N. S. do Monte do Canco, para
cujos actos fomos convidados.
Consistorio da irmaodade do Divino Espirito
Santo do Recife, aos 5 de Abril de 1887.
O escrivo,
Julio Ferreira da Costa Porto.
Veneravel confrar a de Santa Bi-
ta de Cassia
Semana tanta
De ordem do nosso curissimo irmo regedor,
convido a todos os nossos cariseimos irmus para
assistirein em nossa igreja os notos solemnes da
semana santa, conforme o programma j publica-
do em 29 de Marco prximo p&ssado, eom :.saim
acompanharem ns procissoes de en erro efesu.--
reico do Senhor, sendo a primeira as 6 horas a&
tarde do dia 8, e a segunda as 7 horas da amaba
do dia 10 do corrente mez.
Causis torio da veneravel conf.-'ria de Santi
Rita de Cassia, 5 de Abril de 1S87.
O secretario,
Manoel Bandeira Filho.
MUTUAM i
MamMHH


Veaerawel Irmandade da lorloaa
Senhork Sant'Anua da isrcja da
Santa Crac
ma*. 6 de Abril de 1887
Be ordem da rneu regadora, convido a todos oa
innlos s comparecer e Boaso consistorio pela
4 horas da tarda e 6 da ownba do* diaa 8 e 10 do
corren te, afim de encerporados, acoso panharmos
a procissoes do enterro o retwrreicSo do Senhor,
que teem de aahir da igreja de Santa R.ta de
Cansa, para aa quaes ti vemos convite.
O secretario interino,
Jos X. P. Ranos Netto.
IRMANDADE
DO
SS. Sacramento da Boa
Vista
De ordem da mesa regidora, convido oa irmaoB
desta irmandade a eomparecerem nesta matriz s
6 1|2 horas da manh do dia 6 do corrente, pare
acompanharem, paramentados, a procissao sos
enfermos deata fregaezia. Convid tambem para
aaiistirem aos actos da semana santa, que serao
celebrados nesta matriz, para o que precedeu con-
vite do dosso irmSo bemfeitor o Bevm. vigario
Augusto Fraoklin Moreira da Silva.
Consistorio da irmandade do SS. Sacramento da
matriz da Boa Vista, em 4 de Abril de 1887.
Jos Anaatacio F. da Costa,
EBcrivao.
Secretaria da venrate, ordem 3a
do Senphico P. S. Francisco
do Recife, em 5 de Abril de
1887
De ordem do carissimo irmao ministro convi-
do a todos os nossos carissimos irmos, em geral,
Sira eomparecerem na igreja de nossa veneravel
rdem 3a, no dia de sexta-feira da Paixo, 8 do
corrente, pelas 4 horas da tarde, e no dia de do-
mingo de Paschoa, pelas 5 e 1/2 horas da manha,
afim de revestidos cem seus hbitos, irmos todos
acompanhar, nos respectivos dias, as procissoes
do Triampho e Passos do Senhor e da Resurrei-
co, que tem de sahir da Ordem de Nossa Senhora
do Carmo, e para as qoaes fomos convidados
pelos nossos carissimos confrades carmelitaoos.
Arthur Augusto de Almeida,
Secretario.
Consistorio da Iriuandade de Xossa
Senliora do Roonrlo do Corno Santo
4 de Abril de 1987..
Pela presente convido o todos rs nossos irmos a
eomparececerem no consistorio respectivo no dia
8 do corrente pelas 4 horas da tarde afim de en-
corporados acompaiiharmes a procissao do Triam-
pho dos Passos do Senhor ; que sabir da Ordem
Terceira de Nossa Senhora do Carmo, e bem as-
sim a da Ressurreico que ter lugar domingo 10
as 5 e meia horas da msnh.
Adolpho Coelbo Pinheiro,
escrivo.
De ordem do Sr. presidente, convoco de novo
aos senhores associados para rennirem-sa em as-
sembla geral no dia 15 de Abril prozimo vindou-
ro, s 10 horas da manh, visto nc haver com-
parecido hoje numero legal para o fim determina-
do no art. 29 dos estatutos, conforme foi snnun-
ciado. Ficar constituida a assembla geral oesae
dia com o numero de socios que comparece!, de
accordo com o art. 27 do referido estatuto.
Recife, 30 de Marco de 1887.
Sebasto M. do Reg Barros,
1 secretario.
THEATRO
EPREZA ARTSTICA
l DE ZHIIZIiaiiS
Esrpu
Director de scena
D. Valentn Garrido
Maestro-director
D. Aitmii iil Valle
Sabbado, 9 do corrente
a Recita de asslgnatnra
A pedido geral
A sublime zarsuella em 3 actos
CAMPANONE
Domingo, 10 de Abril
Recita livre
A grandiosa e apparatcsa sarzuella em 3 actos
CATALINA
Emperatriz de Rusia
A'a 8 oras.
Presos do coslume
Haver a trens paia Apipucos e Olinda, e bonds
para todas as bobas.
Brevemente : As bellas zarzuellas
Diamante de la Corona, Robiuson, Bocca-
cio e Maraelbeza.
THEATRO
DOMINGO, 10 DO CORRENTE
Festa artstica do velho
MIARTE C6I1BU
A pedido geral
2.i representaeo do notavd drama francez de
grande espectculo em 7 qnadros, original de Mrs.
Eugenie us e Raoul Bravar, tradcelo livre do
actor ANTONIO COIMBBA JUNIOE.
A VIRGEM NEGRA
A Gruta do Hiato
Finalisa o espectculo eom a chistosa comedia
do repertorio do velho actor DUARTE COMI-
BRA
O Conde de Parag-ar
O valho Coimbra expera do seus velhue amigos
a sua valiosa proteceo, tanto mais que a cinco
longos annos nao pede o tea auxilio, e desde ja
antecipa seo agradecimeota$(
A's8 horas.
^^aaaMBBBaBBBBBBBi^H
Pernamtmco--- Quarta-leira C de Abril
de 181
Aviso
Estrada de ferro do Recife a U
moeiro
Como de costme, nao haver trens nta linba
no dia 8 do corrente (sexta-feira).
Recife, 5 de Abril de 1887.
Jason Bigby,
Superintendente.
Banco de crdito real de Pernam-
buco
Nos termos dos artigos 5o e 6" dos estatutos,
sao convidados os Srs. accionistas resinar at
dia 15 de Abril prximo, na sede do Banco, roa
do Commercion. 34, a terceira entrada de 10/.
valor nominal de cada accao.
Recife, 14 de Marco d 1867.
Os administradores,
Manoel Joo de Amorim.
Jos da iUa Loyo Jnnior.
Luiz Duprat
MARTIMOS
Uniled States k Brasil M S. C.
0
E1 esperado dos portos de
sul ate o dia 6 de Abril
depois da demora necessaria
seguir para
Maranho, Para. Barbados,
Thoinaz e \cwYork
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
ie com os
O vapor Advance
spera-se de New-Port
News, at o dia 8 de Abril
o qual seguir depois da
demora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dmbeire
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster 4 C.
N 8 RA DO COMMERCIO -8
!. anda
COMPANHIA nSBRlIBlCAM
DE
Xavegaco Costelra por Vapor
Fernando de Noronha
O vapor Giqui
Comandan te Lobo
Segu no dia 12 de
Abril, pelas 12 ho-
ras da manha.
Recebe carga at
_ldia 9.
PassagiuS at as 10 : aras da manh do dia da
partida.
ESCKLPTORIO
raes da Conpaahia f*eraaaabn
caoa a. 12
Loteras para o Fondo de Eman-
cipado
Acba-se exposta venda a 22.a parte desta
lotera que tem de ser extrahida no da 13 do
corrente, no lugar do costme ao meio dia.
Tbesourana das loteras para o Fundo de Eman-
cipacao, di Pernameuco, 5 de Abril de 1887.
O Thesourciro
Francisco Goncalvcs Torres.
CHARGEOtS BEWS
Companhia Franceza de ."%'avega-
-?5o a Vapor
Linha qainzecal entre o Havre, Lis-
boa, Pernaubuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
0 tp fule de Sais
Com mandante Henry
E' esperado da Europa
at o dia 6 de Abril, se-
guinde depois da indispen
savel demora para a Ba-
bia. Rio de Janeiro
e Mantn.
fioga-se aos Srs. importadores de carga p?los
vapores desta ! dias a contar do da descarga das alvarenga.. tutlt
quer reclameo joncernente a volumes, qud po-
vf ntu h tenham seguido para os portos do sul,afz
de se poderem da: a tempo aa providencias neces-
sarias.
Expirado o retener prase a companhiaoa n se
responsabisu por extravos.
Para carga, pisseagens, encommendas e dinheiro
a frite: trata-se eom o
Aligaste Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
OVAL Mil STEAM PACKET
COIPANY
0 paquete Trent
E' esperado daEuropa no dia
8 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
apara
Macelo', Rabia. Rio de Janeiro
e santos
0 paquete Tamar
esperado
do sol no dia 14 de
csrTente segnin lo
depois da demora
necessaria para
9. Vicente, Lisboa. Vigo e Son
thampton
&educ$ao de passaqent
Ida Ida e volta
A Southampton 1 classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens, frotes, etc., traca-se u 05
CONSIGNATARIOS
Adamson Howic & C.
N. 3- RA DO COMMERCIO N. 3
COarANHIA PEB^AHMICtVJ
DE
Navegaco Costelra oor Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyha, N-ttrJ, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor Ipojuca
Coromandante Costa
Segu no dia 6 do
Abril, s 5 hont
U tarde. Reeeh*
carga at o dia 5
Encommendas passagens e dinbeiros a frete at
as 3 horas dara-Jo do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Cae* da Cotfpanhia Pemambwvma
n. 12.
Porto por Lisboa
Segu com brevdade para os portos cima a
barca portuguesa Fosco di Gama ; para o resto
da carga que Ibe falta e passageiros, trata-se com
os consignatarios Jos da Silvt Loyo & Filho.
LE1L0B&
Leilo
De mobilias, camas francezas, marquezoes largos
e estreitos, cadeiras avulsas de Jacaranda, ama-
relio e junco, ditas de bracos, safas, lavatorios,
toilets de Jacaranda e amarello, santuario^ con-
solos, thear, bercos, cadeiras de piano, pedras
marmore para consol >s, toilets e bidets, 1 mobilia
de Jacaranda por acabar, I cofre francs, 1 pren-
sa para serrar madeira, banco de marcineiro e
ferramentas.
No arraszem da raa estreita do Rosario
n. 10
Hoje 6 do corrente
A's 10 e li'2 horas
Por iniervenrao de asale
Gusmo
Leilo
Da taverna sita raa do Livramento n.
16, constando de gneros de estiva e ama
importante armacSo de amarello envidra-
jada e ama casa terrea n. 65, no Corre-
dor dofBispo.
A's 11 horas
Ra do Livramento n. 16
O agente Stepple, por mandado e assistencia
do Exm. Sr. Dr. juiz de direito especial do com
mercio, a requermento de Manoel da Costa Fer-
nandes, liquidatario de Arantes & C. levar a
leilai a armacao, generes e mais utencilios.
Em seguida o mesrao agente vonder a casa
terrea n. 65, sita no Corredor do Bispo, quasi em
frente do palacio do Bispo, com 2 salas, 2 qoartos,
cosinba fra, porto de trro ao lado, grande
quintal todo murado contendo diversos arvoredos,
em solo proprio; os Srs. pretenden tes desde j
podem examinar a dita casa e para qualquer in-
formacao omesmo agente dar.
Pacific Steam Navigaon Companv
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Magellan
E' esperado da Euro-
pa at o dia 10 de
Abril, e seguir de-
Ipois da demora do cos-
'tume para Valparaioo
com escala por
Baha, Rio de Janeiro e Monte
video
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wilson Sons tfc c .. Limited
N. 14 -RA DO COMMERCIO-N. 14
COHPt^nit PEHMANII'CIKIA
DE
ftavegaco costeira por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, e Aracaju'
O vapor Jaguaril>e
Comtnandante Baptista
Segu no dia 9 de
Abril, s 5 horas da
tarde.
Kecebe carga at o
__'dia 6.
Encommendas, passagens e dinbeiros frete at
as 3 horas da tard do dia 9.
ESCRD7T0RI0
Ao Caes da Companhia Perrambucana
n. 12
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8U00 no becco dos Coe-
ihos, junto de S. Goncao : a tratar na ra da
mperatris n. 56.
Aluga-se o 1 e 2 andares da casa n. 34
ra istreita do Rosario ; o 1- da de n. 25 ra
velha de Santa Bita ; os terreos de ns. 64 e 66
ra de Marcilio Dias ; a casa n. 8 do breco do
Qniabo, no Monteiro, e a de n. 1 travesea da
II ra, no Espinheiro ; a tratar na ra do Hospi-
oio n. 31.
Qjem precisar de urna professora para en-
sinar primeiras lettras, doutrina, principio de
musici o piano, dirija-sc ao Caminho Nsvo nu-
mero 128.
Aluga-se o 2- andar do sobrado n. 17, no
largo do Corpo Santo ; a tratar no 3- andar do
reamo.
= Precisa-se de urna boa
la Aurora n. 81, X- andar.
cosinhtira : na rna
Madame Fauny Silva, modista e costureira
desta cidade, tem a honra de communiear s
xmas. familias que Ihe tem honrado com suas
valiosas ordens, que parte para Pars no corrente
mez, afim de fazer acquisicao para o aeu atelier
de fazendas, chapeos, espartilhas, enfeites, enfim
tudo quanto de mais moderno e melhor tem, bouver
e pos84 interessar ao toilette de urna senhora.
Dentro de dous mezes a annunciante espera re-
gressar dessa viagem, que 6 simplesmente empre-
hendida pela animac qne tem recebido de todos
que tem se dignado encarregal-a de variadas con-
f-ccoes. Despedindo-se, pois, temporariamente
do suas Exmaa. clientes, compre declarar-Ibes,
que recebe1 desde j encommendas de vestidos,
chapeos ou outros artigos que queiram, por sen
intermedio, mandar vir de Pars ou Londres.
Ra do Imperador n. 50, 1' andar.
Prcisa-se de um menino de 10 a 12 annos
de idade, para casa de familia ; a tratar na rna
do Rangel n. 42.
AMA Precisa- se de urna para o ser vico
interno de urna casa de familia ; a ti atar na ra
Duque de Caxias n. 77-A, ou no Entroncamento,
entrada dos Afflictos n. 33.
Na ra do Barao da Victoria n. 6,
se cobre velho.
compra
A Inga se a excellente casa terrea n. 82
ra das Ctoco Pontas ; para ver, a chave est
junto, e a da ra da Matriz da Boa-Vista n. 56 ;
trata-se na rna do Pilar u. 56.
AMA Precisa-se de urna, para cosinbar
em casa de psquena familia, e que durma em
casa : na ra Duque de Caxias n. 54, loja.
Vende-se um piano quasi novo e dsexcellen-
t"S vezes : no pateo do Teico n. 33.
A' :ilma. Cmara Hunictpal
Pede-se a atlencao da Illma. Cmara pura um
requerimento de Joaquim Morara Reis, no qual
pede liceoca para cerca1- ou mural seus terrenos,
nos Coelbos, pois que o fim tapar a travessa abi
pn jectuda a mnitos annos, e interceptar o transi-
to publico, sendo que nessa travessa existem di-
versas mei'aguas. O Sr. Reis j pretenden Wpar
a travessa c fol obstado pela polica e pelo fiscal.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinbar: na tra-
vessa dos Pires n. 5, Jcriquiti.
Yende-se
urna machina americana para fazer sorvete, perfeito estado, e ama excellente pedra para fil-
trar agua, com o competente cavallete : tratar
na ra do Imperador n. 83, buhar.
Booi negocio
Vende-se um eetabeleeimenfo de molbados, pro-
prio para principiante por ter poneos fundas :
quera Pretender dirija-se refinaco da roa do
Lima, em Santo Amaro das Salinas.
Amas
Na rna do Hospicio n 27. precisa-se de ama
para o ser vico de duas pessoas.
Ama
Precisa-se de urna ama : na ra larga do Ro-
sario n. 20.
AMA
Precisa-se de urna ama para o servico interno
de urna casa de familia, menos o de cosinkt ; em
Remandes ^ieira n. 7, entrada do Olho do Boi,
sitio, casa de azulejo amarello.
AMA
Precisa-se de urna ama para o servico domes-
tico de urna casa de familia; a tratar na rna do
larao da Victoria n. 4fi, loja.
Ama
Pi ecisa-se de urna cnsinheira; a tratar na pra-
ca do Corpo Santo n. 17, 3- andar.
Ama
Precisa-se de ama ama pars eogommar : na
rna Duque de Caxias n. 60-A, loja.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia ; trata-se na ra do Mrquez do Herval,
casa n. 182.
Ama
Precisa-se de urna boa cosinbeira para casa de
pouca familia, prefere se escrava; na ra do
Riacbuello n. 13.
Ama
Precisa-se de urna boa cosinheira, para cusa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companhia
n. 2. Prefere-se escrava edeve dormir em casa.
Ama
Precisa-so de nma ama para engommar ; ua
ra Real n. 20, Casa Forte.
4ma
Precisa-se de urna ame para aornem solteiro no
arrabalde ; na ra de S. Joo n. 55.
Ama deleite
Precisa-se de urna ama de leite ; na ra do
Alccrim n. 63.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar em casa
de pouca familia ; na ra Augusta n. 274.
Ama de leite
No largo do Corpo Santo n. 19, 2- andar, se
precisa de urna ama de leite.
Alug*a-se
urna casa com pequeo sitio na Torre, mnito pr-
xima a linha aos bonds ; a tratar na ra Formosa
numero 4.
Aluga-se
ama casa com commodos para grande familia, s
sitio arborisado ; na Ponte de Ucba n. 10.
Alng-a-se
o I andar do predio n. 21 rna do Barao da Vic-
toria.
A casa n. 4 do becco Tapado.
A loja do predio n. 117 ra de Marcilio Dias.
As casas ns. 4 e 18 do becco da roa da Palma.
Um pequeo armazem, proprio para deposito de
mercaderas, na ra do Vigario.
A casa n. 10 do becco da ra da Palma.
A tratar com Carlos Rabello & C. ra do Vi-
gario n. 31. 1- andar.
Aluga-se barato
um pequeo arma*em na ra do Vigario, proprio
para deposito de fazendas ou mercadorias ; a tra-
tar na mesma roa n. 31, l- andar.
Aluga-se barato
rtua dos Gnararapes n. 96.
Roa Visconde de I tapanca n. 43, armazem.
Rna do Tambi n. 5.
Ra do Viaconde de Goyanna n. 163, com ngua
e gaz.
Largo do Mercado n. 17, loja com gaz.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
Crata-ae na na do Commercio n. 5, 1* andar
scriptorio de Silva GuimarSes & C.
Tricofero de Barry
Garante-se que fia nas-
oerecrescor o cabello anda
aos mais calvos, curo. a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co a cabeca. Positiva-
mente impee o cabello
de cahir ou de embranquo-
cer, e infallivelmente o
f>rna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacao officia". de
um_ Governo. Tem duas vezes
ni ais fragrancia que qualquer ontra
e dura o dobro do tempo. E'rauito
mais rica, sunTO o deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais pei^anente e agradavel no
leero, auas vezas mais refres-
canto no banio a ao cuarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidlo e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
demaios.
Xarope ie ViJa Je Beiter No. 2.
Tnico
Oriental.
AimssDE rsAL-o. nrrois desihK
Cura positiva e radical de todas as formas de
tscrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
iLtTeceSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
encas do Sangue^Figado, e Rins. Garante-se
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
restaura e renova o systema inteiro. 0 *
Sabao Curativo de Reuter

o
4>
0
\jJ /.^V
yy
w
Aos fumantes
Para a abric' Vendme chegou fumos inglezes,
Berds'Eye, Virginia, 3 Castellos, o afamado Rio
Branco do Rio d Janeiro. Ra Nova n. 39.
Horse

Fcr cale Ydung light-chestnunt Horse in
sonnd conditisn good pacer; no vices.
Al80 ladvs & Gentlemans Saddles & Biidle
To be seen at 151 Mondejo.
Attenco
Alo
a-se
o pnmeiro andar da roa do Vigario Thenono n
21|: a tratar no armazem do mesmo.
A'.'''-'.4-'.':".
^^r

#1^1 i
m
Antonio Pinto^Iiapa
Maria Amelia Cavalcant Lae pa, seas filhos,
Jos Pinto Lapa, Antonia Epiphania Cavalcante
Lapa, seos filhos, Francisco de Mello Cavalcante
de Albuquerque, Jos Soares Lap, Jas Prxedes
dos Santos Cavalcante, Francisca da Paula San-
tos Cavalcante, seu filho, Maria Lucilla Pereira
Lapa e seus filhos, traspassados da mais pungen-
te dor pela morte do eeu inditoso esposo, pai, ir.
mao. genro, primo, cunhado e tio, Antonio Pinto
Lapa, victima do horroroso naufragio do vapor
Bahia na sempre calamitosa noite do dia 24 do
passado, couzidam os seus parentes e amigos para
assistirem as missas qae pelo eterno descanco
d'alma do mesmo finado mandam celebrar na
igreja do Divino Espirito Santo, segunda-feira 11
do corrente, s 7 horas da manh ; e para este
acto tao piedoso a toda a alma christ, desde j
xntecipam seu reconhecimento eterno.
f
Capllao Antonio Hara de Cas-
tro Delgado
Acna Leal de Castro Delgado e seus filhos con-
vidam os sens parentes e pesioas de sua amizade
para assistirem as missas que mandam celebrar
na igreja da Conceicao dos Militares, s 8 horas
da manh do dia 12 do corrente, por alma de son
marido e pai, o capito Antonio Maria de Cabtro
Delgado ; por cujo acto de oaridade antecipam
beus sgradecimectos.
Connolbelro Jos talmno de
Castro Leio
Jos Fernandes de Albuquerque Lima e sua
mulher Juliana do Carmo Casro Lima, convidan)
aos seus parentes e amigos e aos do seu pranteado
av6 e padrinho, conselheiro Jos Q. de Castro
Leo, fallecido na provincia do Para, para assis-
tirem a urna missa que mandam retar por alma
do mesmo finado, na matriz de Santo Antonio, s
8 oras da manh de segunda-feira 11 do corren-
te, trigesimo dia de sea passamento, pelo que
desde j se eonfessam gratos aos qne concorrerem
a esse acto de religiSo e caridade.
Para o Banho, Toilette, Crian
Ss e para a cura das moles-
s de pello de todas as especies
e m todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Fabrico de assucar
Apparelhos econmicos para o cozimen-
ta e cura. Proprio para eegenhos peque-
os, sendo ni01Iiro em preco e ef-
fci-livo em operaco.
Pdese ajuntar aos engenhos existentes
do systema velho, roelhorando muito a
quaiidade do assucar e augmentando a
quantidade.
O PER AglO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
rnaabinisroo aperfeicoado, systema moder-
no. Plantas completas ou raachinisroo
separado.
Especificajoes e informayoes com
IllDWIIS V.
5-RUA DO COMMERCIO5
Pillas pnrgativas e depurativas
de Campanha v
Estas ; lulas, cuja preparaco purameute ve"
getal, tei-ra sido por mais de 20 annos aproveitadat
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affecces da pelle e do figado, syphilis, boa
boes, escrfulas, cbagas inveteradas, erisipelas c-
gonorrhas.
Modo de nsal-as
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be-
sendo-se apos cada dse um pouco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se nm plala ao jantar.
Estas pilulas, de invencao dos pharmaeeuticos
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
se mais recommendave8, por serein um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
asadas em viagem.
ACflAM-SE A' VENDA
*i drogara de Parla Siiibrinho 4
*l B0A DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Attencao
Mordidura de animaos
e reptis venenosos
Jos Emigdio de Cbrisfo Leal, residente
em Olinda, ra do Amparo n. 35, tendo
tcado com a receita pela qual seu finado
pai o tenente Felippe Manoel de Christo
Leal, prepara va pedras imn -, attraben-
te de qualquer veneno, tem para vender
ditas pedras acompanhadas de urna indica-
cao impressa.
Estas pedras tm sido applicadas em
crescido numero de pessoas e animaes mor-
didos de cao damnado e cobras de dife-
rentes especies, inclusive a cascavcl, sem
que jamis teaha nl'iado a cura em um
s caso. Portanto es senhores apreciado-
res da caca, e pessoas residentes no campo
prevenido com tl antidoto <-s'3o iseutas
de vir morrer >le taes mordiduras um pa
rente, um amigo, um companheiro, final
mente, racional ou irracional.
Sao conbecidas estas pedras a mais de
50 annos, empregadas sempre com bom
xito e bom resultado.
Na engenhoca Bemfica, ra Seal da Torre
precisa se de um bom vaqueiro. Na mesma se
compra um novilho de raca domestico, e bem as-
sim um carro com boi ou sem elle ; a tratar na
mesma engenheca.
Para cosinhar
Frecisa-sc de urna
ama para cosinhar,
mas quecosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da ra Duque de
Caxias, por cima da y-
pographia do Diario.
Peixe de \iv iro
O que ha de melhor
Na quinta e sexta-feira
Em Afogados, ra Direita
Armazem de Archas Mafra
ENCOMMENDAS
Em casa dos Srs. Pocas Mendes & C, ra estreita
do Rosario n. 9,
O MICROBIO
DA
Blenn&rrhagia
radicalmente aniquilado pelo emprego da
n JECHO CADET
DEPOSITO O ERA I.:
PAEIS, Boulevard X>enain, 7, PARS
Ver a Noticia que serve de embrulho a cada
lidra da Inje.e^o Cadet.
Depsitos em todas as principis Paarmieias do Brazil.
Attengo
O abaixo assignado, tendo de retirar-se para
Portugal, precisa vender seus estabelecimentos
sitos margem da estrada publica na povoacao
de S. Lourenco da Matta ; a pessoa que por qual-
quer cirenmstanca quizer sahir da praca ou que
sendo de longe, pretender approzimar-se della,
encentra aqu urna loja de fazendas bem afregue-
zada, urna taverna e casa de morada, tudo em nm
s predio, mas em compartimentos separados e
commumeacao interna. Alem do que fica mencio-
nado, ha mais algumas casas e outros objectos,
que muito convem ao comprador, sendo todas as
casas, a excepeo de um edificadas em solo fo-
reiro.
A povoacao incont.estavelmente o lugar mais
salubre e aprasivel que existe fra da capital &
quatro legoas de distancia ; ha aqu urna feira ao
domingo bastante concorrida, abundantsimas e
excellentes aguas, assim como a estacao da linba
frrea e o Capibaribe prximos : quem pretender
dirija-so aos ditos estabelecimentos, e para infor-
macoes aos Srs. Andrade Lopes & C. rna Du-
que de Caxia9 n. 52.
Manoel Jos de Brito Barreiros.

If. 283,240
Attenpo
Precisa-se alugar um hemem para vender na
ra, puga-so bem : na ra do Jardicn n.27.
Engenlio para arren-
darle
O Goiabera, d'agua, morte e crrente, meia
legoa distante da cidade d Jaboato, com trras
para satrejar t 2,000 pes de assucar, boa casa
de vivenda e pomar : a tratar com as propietarias
na ra da Imperatriz n. 49, 2- andar.
flosque
Traspassa-se um em b< m lugar ; informa-se na
travesea do Arsenal de Guerra n. II.
.Alto negecio
SOCIO Prrcisa-se de un que dispona de
2:OOO000, poncomas ou menos, para um estabo-
lecimento industrial, nnico netti capital, por sen
dono ter de fazer nma viagem provincia da Mi-
nas para liquidar urna heranca ; ou vende-se, fa-
sendu-se concessSes de prasos em metade de seu
capital : qu ta typographia F. W.
Roga-se ao Illm. Sr. Dr. Luiz da Silva Gusmo,
juiz de direito do Brejo da Madre de Deus, para
ir ra Duque de Caxias n. 83, satisfazer a pro-
messa que S. S. nao ignora, sob pena de ser pu-
blicada a origem desse pedido.
MOLESTIAS
CORACAO
Asma, Catarro
OTJRA CSBTA
COM O KMPREOO DOS
[Granulos Antimoniaes
Dr PAPIU AUD
Relstart tartmil la iodemla di Medicina di Psrli.
ApproTadcs pela Juta di Hyjim do BratU.
Osrt-se elir sobre cada Frasco os nomtt ds
3. M0US1TIEB & T. PAPTT.T.ATm
UhPOSITO (.ituL *
Pbarmacia GIGOI, 25, ra Ccmllliiri. PUB
Sm Pernambuco : Hil" I. si JEH & C,

Barato
Aluga-se o sitio n. 8 da Magdalena, ao p da
ponte grande, enja casa tem commodos para nu-
merosa famiiia, eom agua encanada, dous quartos
exteiiorcs, alguns arvoredos, e ao fundo o rio Ca-
pibaribe : a tratar cem o commendador Albino
Joe da Silva, na Santa Casa de Misericordia, ou
na ra velha de Santa Rita, sobrado n. 14, das 9
horas da manha 1 da tarde.
Urgencia
Preciaa-ne de pe>rei
ra, paga fie bem : ba raa do Impe-
rador n. KO. primrlro andar.
Ama
Precisa-se de una ama pira comprar e essi
nhar ; a tratar na ra de Pedro Afionso d. 22.
Aluga -se
a casa da ra do Hospicio n. 10, com grandes ae-
commodsces para ecliegio ; na rna Duque de
Caxias n. 9.
I
Hl
I MTIUIt I


. '
Diario d Pernumbucotyuarta--feira 6 de Abri^de 1887
Fundfo de sinos bronze
DE
LUIZ DA CRUZ MESQUTA
66Bu do Baro do Triumpho66
(Anliga do Brom)
Neste estabelecimento encontraro os
Srs. agricultores e seus correspondentes
todos os objectos tendentes a agricultura,
como sejam:
Machinas para fazer espirito, de destil-
lar e resultar, alambiques do antig-o e no-
vo systemacom esquenta garapa, serpenti-
nas e carapuqas, tachas, tachos, bombas de
bronze, de cobre e de ferro, de aspirante e
de rcpuxo, para agua, mel e g-arapa, tor-
neiras de bronze, de madeira e de todos
os taannos, canos de cobre, chumbo, fer-
ro, de todas as dimenses, cobre picado,
fundos para alambiques, repartideiras, pas
sadeiras e escumadeiras de cobre, de fer-
ro g-alvanisado, arruelas e lene, oes de co-
bre, bombas continuas, sinos de 1 libra at
110 arrobas, sola ing'eza e do Rio, cadi-
nhos patentes e de lapis.
Fazem-se concertos de todas as qualida-
des e com toda presteza e perfei$o a presos
mdicos
i
Vendem-se a prazo ou a dinheiro com
descanto.
Jafroph
Manipoeira
Esse medicamento de ama eficacia rrconhecida
no beriberi e oatras molestias era que predomina a
hydropesia, acha-se modificado em sna prepara-
cao, <*raca a urna nova formula de um distincto
medico desta cidade, sendo que tmente o abaixo
asignado est habilitado para prcparal-c de modo
a melborar lbe o gosto e cheiro, tem todava alte-
rar-lhe aa propriedades medicamentosas, que se
conservan) com a mesma actividade, se nao maioi
em vista do modo por que elle tolerado pelo
estemago.
I nico deposito
Na pbarmacia Conceico, ra do Marqoes de
Olinda n. 61.
eierra de Melle
Page-se bem
Na ra do Imperador n. 45, 1 andar, precisa-ge
de ama boa cosinheira, urna engommadeira e um
menino rara recado. de condico, dormindo em
casa.
Engommadeira
Precisa-se de ama boa engommadeira, que en-
saboe tambem, para caos de pouca familia, prefe-
re-se escrava : aa roa do Ki ichuello a. 13.
VENDAS
Vende-se
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faculdade da Medicina de Pars. Premio Montyon
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empreg&o-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as afieccoes seguintes:
Asthma. Insomnia, Palpita?oes do Coraco, Epilepsia, Hallucnacao,
Tonteiras. Hemicrania, Afeccoes das vas urinarias et para calmar toda
especie de excitaco. 0
1123 Urna exolieaclo detalhada acompanha cada Frasco.
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN 1c G'S
de PARS, que se encontro em casa dos Droguistas et Pharmaceuticos.
.Mili ill 1 i
Ra 4 de Narco n. 6.


Participara ao respeitavcl publico que, tendo augmentado seu
estabelecimento de JOIAS com mais orna secrito, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos de ELECTRO-PLATE, convidara as
Exmas. familias e sens numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cimento, onde encontrarlo nm riquissimo sortimento de joias de ouro e
prata, perolas, brilhantea e oatras pedras preciosas, e relogios de ouro.
prata e nikel.
Os artigas que recebem directamente por todos os vapor 6o
exeeutados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias de subido valor acbarao urna grande variedade
"le objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presentes de
jasamentos, baptisados e aniversarios.
Nem em relacSo ao prego, e nem qualidade, os objectos cima
mencionados, encontraro concurrencia n'esta praca.
MARCA DE FABRICA
VINHO
DO
Dr Gabanes
m BU O'aiWSIKM CMMESIW lACTOOSPHTtO CHA'JX
ET KFCT W OUIN TURE Eli;B3CtirOMII8BIIERfS,
KINAjCAMNES
O Vlabo da X>' Cabanes, submettldo 4
approvat;5o da Academia de Medicina de
Pars, fi reconhecido como um tnico
enrgico | ])0r encerrar os principios consti-
tutivos do Sangue e da Carne), que d ao
sangue forra, vigor e energa.
Os Snr D" Trousscau, Gurard e Vel-
peau, professores da Faculdade de Medicina
de Pars, o receitam todos os das com o
mclhor xito s mulnercs enfraquecidas por
excessos de toda especie, trabaVio, praieres,
menstruarao, edade critica e amamtntacao
prolongada. ET extremamente efllcaz contra
o Fastio, Ms diyestes, Dyspepsiat, Gastritis,
Tonturas e Vertigens-
D resultados maravilhosos nos casos de Anemia, Chlorose, Pauperismo do sangue. Bsttri-
Uade das mulnercs. Plores Orticas, Perdas seminaes, Impotencia prematura, Emmagrecimento
geral. Tsica pulmonar. Pebres tercas, XaiertalMentes, Palustres, Endmicas e
Spldemicas.
O ?Inno do IV Caballea, pela cnerria de sua aeco cordial, desenvolve as forcas, metipa a
eirculaco do sangue e e multo recommendavel para as convalesccncas.
Fa2 cessar os vmitos to frequentes durante a gravidez, augmenta a secrecao do lelte nos
nutrizes c d extraordinario vigor as criancinbas de mama; gracas a influencia dos seus prin-
cipios tnicos, soberano nos casos de Diabetes, Affeccao da medutia, Hvsteria, Epilepsia,
BacMtumo e em geral, em todos os casos em que c preciso recorrer um tnico poderoso, que
d vigor e restaure as forcas dos doentes.
Como aperitivo substltue com grande vantagem os lquidos perniciosos como absfntho,
vermouth, etc. B um preservativo apreciado pelos viajantes e marinheiros, como anti-epide-
mico e antidoto da lebre amarclla. Vomito c outras Molestias tropicaes.
Deposito geni: TROETTE-PERRET, 264. bonlevard Vollaire, PARS
Depsitos em Pernamouco : fran~ m. da SILVA Cenas princlpaes pnarmacias^
MOTA. Para evitar as contra faccOes, s se deve
acceilar as garrafas qui tirerem incrustadas no ridro
as patarras : Vinho do Dr Cabaoes, Paria, e
sobre os rtulos, tiras de papel que entolrem o
gargalo a a marca de fabrica, e^js, J0,
a asignatura do D' Ca- ~rzy/Zf,/jtt el
bamoa e o sello de garantia^^' /T/TCt^
da Unilo dos Fabricante*. **~f -^ J
INJECTION CADET
te certa em 3 das sem outro medicamento
lu professor
Quem precisar de um moco casado, com 14 an-
nos de pratica no ensino primario, para a educa-
cao de bius flbos, dirija o chamado por carta
estacao de Frecheiras ao Sr. G. L. A. Monteiro.
Apresenta valiosos documentos, nao s de sua
conducta, cerno de aptidao professional.
LIQUIDAGAO
PARA ACABAS
FAZENDAS E ROPAS
75-Riia DHf e Ae Guiu-75
Menina
Preeisa-se de urna menina de 10 a 15 annos,
para casa de familia, para andar com urna crian-
ca, tratase bem e d-6e de vestir ; a tratar na
ra Nova n. 15, loja.
Im Iioiii negocio
Aluga se ou vende-se um sitio no lugar Ipyran-
ga, na freguezia de A togados, com casa de viven-
da e fiucteiras, tem terreno para plantacu de
capim, canna e roca ; a trufar em Oiinda com
Manoel Joaquim de Miranda Seve, ou na ra do
BarSo da Victoria n. 2.
Palmares
Duas mocas solteiras, que residem com
sens pais, desejando oceupar sea tempo,
propoem-se a ensinar algumas meninas.
Acbando-se habilitadas a ensinar primei-
ras letras, doutrina ehrista, elementos de
arithmetica, portugaez, bistoiia sagrada,
historia patria, geographia, msica, piano,
bordados ouro, branco, froco, seda
frouxa, sobre vidro, a missangas em tala-
garca, em relevo, crochet, tricot, frivolit,
trabalhos em papel talagarga, Adres de
canotilbo, e alm destes muitos outros.
Msica e piano pago parte da men-
salidade.
Recebem alumnas pensionistas.
A tratar em casa do tenente-coronel
Franca, em Palmares.
Saufrago do vapor "Baha"
Qste o titulo de nma linda valsa que o publico
encontrar no dia 8 do correnxe, venda na Li-
v-raria Francesa-
E bom ver
Quem quier eatabelecer qnalquer negocio uo
melbor local da roa Nova, pode dirigir-se mes-
ma roa n. 16.
Atten$o
Pede-se ao Sr. Jos Delfiuo da Silva Carvalho,
empregado na Becebedoria, o especial favor de
appsrecer i travesea do Principe n. 1-C, a nego-
cio de seu interesee.
Alteiico
Precisa-se alagar urna ama para cosinhar, que
possa resistir o trabalho ; na ra do Jaidim nu-
mero 27.
Crsa em
Santo Amaro de
boatao
Ja-
4P4MIB r.
r-
Aluga-se all urna bea casa, em lugar alto e
fresco ; a tratar no caes da Companbia Pernam-
bucana n. 6, escriptorio.
Pasto e Collares part
cular
Loureiro & C, Passagem n. 7, receberam no-
va rrmessa do j bem conhecido vinho de Pasto,
sssim superior de Collares, que vendem em quin-
tos e retalho, por commodo prego.
T AS
Enfermidades Secretas
BLENORRH AGAS
GONORRHEAS
FLORES BRANCAS
CORRIMENTOS
recentes ou antigos sao curados em I
poucos dias em segredo, sem rgi-
men nem tisanas, sem cncer nem
molestar os orgSos digestivos, pelas]
e injecgo de
CAVA
DO DOUTOR FOURNIER
Cada Pilula tem gravado fCa*m Svuutt,
PILLAS, 6 FR. mjKCCZO, 4 FB.
j PARS, 83, Place de la Madaleine
lltdilka it ORO, Pari 18851
l ni bom negocio
Vende-se a posse de kiosque da ra Nova ao
p da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
Compras por atacado
O Peitoral de Cambar
tem preces especiaes para acuelles que compra-
rem grandes porcSes. Distribnemse imoressos
qut m os pedir, contendo as condicoes de vendas :
na ra do Marques de Olinda ,y.' drogara dos
nicos agentes e depositarios geraes
Francisco M. da Silva & C
Fartaram do sitio do eonselheiro Jos Bernardo
G. Alcoforado, no sabbado 26 de Marco, un ca-
valla russo, iofciro, cauda regular e crinas curtas.
Consta que foi visto no engenho Cordeiro no dia
27 do (sesmo mes. Becommenda-se a apprehen-
sio de dito ca vallo.
A REV0LU6A0
0 48 ra Duque de Caxias
Chamamos a attencao das Exmas. familias para um esplendido sortimento de
fazendas que vendemos por precos sem competencia.
VER PARA CRER
Guarnieres de veudilbo bordadas a vidrilho, 700Q, urna.
Cachemiras pretas, ljJOOO, 1#>00, 1,54007 1^600, 1^800 e 20000, o covado.
Ditas de cores, 900 rs., 10000 e 10200, o dito.
Dita broch bordada a la e seda, 10500, o dito.
Litidas las m esciad as de seda, 600 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas de seda, 560 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas e qaadrinhos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradas, 320 rs., o dito.
Sctim damass, novidade; 320 rs o dito.
Dito dito com listrinhas, 320 rs., o dito.
Dito Macau, 800 rs., 10000 e 10200, o dito.
Dito preto, 10200, 10400 e 10800, o dito.
Merin-8etira preto, 10500 e 10800, o dito.
Grs de aples preto, de 30000, 30500 por 10800 e 20000, o dito.
Fustao branco, fino, a 400, 560 e 800 rs. o dito.
Dito de cor, phantasia, a 320 rs., o dito.
Colchas bordadas, a 20500, 30500, 50000 60000 e 70000, urna.
GuamigSes de crochet, 80500 e 120000, urna.
Cortes de caxhemira para vestido, 200000, um.
Punhos e colerinhos par% senhora, a 20000, um.
Fechs de la, 10800, 20200, 20800 40500 e 60000, um.
Ditos de peiucia, pretos, 60000, dito.
Voludilhos lisos e bordados, 10000, o covado.
Ditos bordados a retroz, 20000, o dito.
Leques de pao, muito finos, 500 rs., um.
Ditos dito, 10000, 20000 e 30000, um.
E muitos outros artigos gue se leuibrarlo na presenca das Exmas familias.
Heurique da Silva Horeira.
nm bom sitio todo murada e casa de morada com
sotao, accommodindo grande familia, entre as es-
tacos da Jaqueira e Traarineira : para infor-
macao, na roa do Apollo n. 24, com o guarda-
vros.
Vende-se nma cadeira de piano, muito boa
obra, dous jarros tulipas para botar flores, e ps
de flores lindas para ornar salas : na ra do Mar-
ques do Herval n. 23, loja.
A' Florida
Roa Duque de Caxias n. lo*
Chama-Ee a attencao das Exmas. familias par-
os precos seguintes :
Cintos a 1/000.
Luvaa de pellica por 2/500.
Lavas de seda cor granada a 2/, 2/500 e 3/
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuna de 1/500, 2/, 3/, at 8/.
Raines de flores finas a 1/500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1/o par.
Porta-retrato a 500 n., 1/, 1/500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anquinbas de 2/, 2/500 e 3/ urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilbo Boa Figura a 4/500.
dem La Figurine a 5/000.
Pentes para coco com inacripcSo.
Enchovaes para batirados a 8, 9, e 12/000
1 eaixa de papel e 100 envelopes por 8C0 ri
Capella e veus para noivas
Suspensorios americanos a 2/500
La para bordar a 2/800 a libra
Mao de papel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a i$000 rs.
Bico de cores 2, 3, e4 dedos
de largura a 3/000, 4/000 e 5/000 a peca
Para a qnaresaa
Galao de vidrilhos metro 100 rs.
Luvas pretas seda e escocia.
Franjas e galoes preto fino com vidrilho 4/,
3/ e 2/ o metro-
Leques transparentes a 3/000
dem preto a 2/000
Lindos Broxes a 3/000 1/000 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Licha para machina a 800 ris a duzia, (CBK)
Bordados com dois dedos de largura 600 ris,
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1/200.
Garrafa d'agua Florida 800 ra.
Ricos para vestido de cretone e chita peca 1/200,
1/500 e 2/.
Leques com borlota a 800 rs.
BARBOSA & SANTOS
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escasses preferivs
10 cognac ou agurdenle de canna, para fortificar
o corpo.
Vende-se a retalho nos n, Iheres annacens
noihados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADO cujo no-
ae e emblema sao registrados para todo o Brasil.
BROWNS & C, agentes
Cimento
Oleo de Figado de Bacalhau
doX>
lodo-Ferruginoso de Quina e Casca de Laranja amarga
Este medicamento fcil de tomar, nao provoca nauseas,
j e de cheiro agradavel. Pela sua composicao, possue todas as
qualidades que lhe permittem combater :
a ANEMIA, a CHLOROSE, as AFFECCES do PEITO
a BRONCHITE, os CATARRHOS, a TYSICA
a DIATHESE ESTRUMOSA, ESCROPHULOSA, etc.
Em vista do seu emprego fcil, da sua accao multplice e
segura, da economa para os doentes, os mdicos receitam-n'o
de preferencia qualquer outro medicamento similar.
DEPOBrrO GERAI. -
PARS, 209, ra Saint-Dems, 209, PARS
VENDEM-SB EM TODlS AS PUNCIPABS PHARMAC1AS DO UKIVEBSO
DESCONFIAR DAS FALSIFICACOES E IMITACfiES
Fonseca irmos & C. vendem cimento ingles,
marca pyramide, e cimento hamburguez, por me-
nos preco que em outra qualquer parte.
Papoula&C tem
Capas pretas em casemira, granadme adamas-
cada, e de seda dem, casacos, jersey pretos e de
cores.
Luvas de pelica, seda, casemira e fio d'Esco-
cia, veos de fil preto, 18, ra do Cabug.
Telephone SO
ios 1.000:000^000
200:000J000
100:0004000
r
\
I
IK.UDE
DE 3
LOTERA
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINGIi DE PERNAMBGO
Bf ract ii U ie Maio de 1881
0 thesooreiroFrancisco Goncalves Torres
PAS.A. DESOAP.CQAR AL30D/-0
RES & SANTOS, tendo obti(*.o gramie reduccSo nos precos das ver-
dadeiras Machinas Americanas para descarocar algodo, esto vendendo a
Pinlio de Riga
MATHUES ASTIN & C, receberam ultims-
msnte nm completo sortimento desta madeira,
como sejam : pranchoes e tabeas para assoalbo,
da melhor qualidade e de diversas dimenses, e
qne vendem por precos commodos, 6 rednaidos,
conforme os lotes ; no armazem do caes do Apollo
n. 51, ou ra do Commercio n. 18, 1- andar,
Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo um descobertc
e outro coberto, em perfeito estado, para um ou
dous cavallos; a tratar ra Duque de Caxias
Inovidades
PARA
OS ACTOS Di SEMANA SANTA
Capa para senhoras
de damass
cachemira
e merino.
Recbeo o bom March
las 181
Prp comilo
I #000
por serra, com 14 /0 de descont, a
Ra do Mrquez de Olinda n SO A
o
Vndese ou aluga-se o sitio com boa casa de
vivenda, viveiro, coqaeiros e cutrns arvores fruc-
tiferas, entrada do Remedio n. 1 : a tratar na
rna da Imperatriz n. 30, 2- andar.
Materiaes de conslniceao
Precos rednzldos
A Companhia de Edificado, tem resol-
vido d'ora eva diante, pari as vendas dos
productos da sua olaria a vapor do Taqua-
ry, o seguinte :
Tijolos de alvenaria grossa,
formato commum, descarrega-
i dos em qualquer caes, o mi-
lheiro 225000
Ditos., formato inglez, dem
idem
Ladrilhos idem
Telhas communs, idem
As compras de cera a
ris, terao um descont de
180000
350000
38,5000
quinhentos mil
cinco por cen-
to, e d'ahi para cima dez por cento.
ALCATRO DE GUYOT
GOUDEON DE GUYOT
O Aleatri* de Gnyot serr para preparar urna ag6a de alcatrad, muito efflcaz e agradavel aos
mais delicados estmagos. Purifica o sangue, augmenta o apetite, levanta as forcas e efficaz em todas as
doencas dos pulmos, catarrhos da bexigoa e affeccos das mucosas.
O Aicairo de Guyot foi experimentado com yantagem real, nos principaes hospitaes de Franca,
da Blgica e Espanha.
Durante os calores e em tempo epidmico urna bebida hygieniet e preserradora. Cm 5 tidro basta
par preparar doze litros d'uma bebida salutarissima.
O Alcatr* de tiuyot AUTHEUTICO vendido em Tidros traiendo
no rotulo e com tres cores a assignatura :
Venda varejo na naar parte daa Pharmaelaa. Fabricaeae Mi
: Caaa I FRERE i, rms Jaeab, Parla.




MMMBBH
^^^^^^mhbhhi
Otai
Pernambtx
>ril de 1SS7
LTTERATM
MIADA BERTdICR
que ia roappftrecer aos olhos do almirante juncado da roaas. A' dez horas, o corte-
ou do Sarrazin. 'jo parti a p ; Jocunda, pek) braca de
POR
MARIO UCHARD
LVII
Continwarao)
Como Poiosnet precisava do teu pro-
curador para assignar o contrato de ar-
rendamento com o novo rendeiro da her-
dade, estamos em La-Grange desde do-
mingo... Eis que emquanto o preguigoso
do liaulaiu-.a donnia, eu exarmnava a
tua ala direita, que finalmente est vazia
e Deus sabe em que estado a deixaram
teus honrados primos Sabo s aguas tor-
tadas... Em urna grande pega, havia um
bello armario a Luiz XVI, a estragar se
comido pelos ratos .. Era um pena dei-
xal-o perderse 1... Mandei tral o para
ser concertadc.l Que vejo atraz?... Urna
especie deporta murada que elle occulta-
va... Franzi o meu bonito nariz, reflecti...
em bons tempos mandei vir o pedreiro,
que demoli a cousa. Atraz, tres outros
quartos, todos cheios de caixas.
c Rob, tudo isso cratinha a celebre col-
lecgao de teu tio que se dizia ter sido re-
metida para a Inglaterra.
t No mais profundo segredo, Ral e eu
desencapotamos tudo : os quadros, 03 li-
vros, os objectos de arte... Ral diz que
sao maravilhas. O mais engragado que
achamos na parede por cima de todas as
caizas, rotulo3 eoberbos, indicando os ob-
jectos contidos, escriptos na bella letra do
primo Boisdesncr 1 Eis ahi por que o fino-
rio quiz qu3 casasses com a fiilha... e fa-
zia tanto empenho em comprar o teu cas-
tello mobiliado !
E' osmsado accrescentar que guarda-
remos o mysterio mais completo a respeito
de tudo isso, ut que nos digas se devemos
contar a Poinsinet.
o Quem que triumpha ? E' Aurora
Lvnt
Tendo desembarcado em Saiot-Nazaire,
depois de urna viagem rpida, Roberto
chegou no mesra din a La-Grange, quasi
alta noite. Chegando com quarenta e oi-
to horas de antecedencia, nao era espera-
do e teve do accordar a sua gente. In-
formou-se. Os Rival s deviam chcgar no
dia seguinte. #
A sua segunda pergunta loi relativa
Barraca ; soube/ que Sarrazin ahi estava
de volta havia urna semana.
Nao ousando inquerir mais o criado es-
tremunhado, adiou para o dia immodiato
saber do proprio Sarrazin noticias de Lon-
dres > esperou o dia, nos tormentos da in-
somnia.
Que iria elle saber ?... Bera que resig-
nado, havia raezes, essa volta para a sua
casa trazia-lhe mil r>cordag3es desse dia
da sua partida, tio cheio de emocoes per-
turbadoras. Essa sema triste adoravel
no terrago com Jocunda... A essa hora,
eem duvida, ella estava casada Amanha
mesmo, talvez, iria revl-a na Barraea,
como tinha revisto Christiana om Pars.. .
Pedro de Varelles esteodendo-lhe a mao,
na sua felicidade...
__Destino singular o meu disse elle
de si para si, zombando dos seus pensa-
mentos como de urna fraqueza. Ah
a minha ultima queda! como diz Rival.
Lsmbrou se, entao, da resolugao viril,
que havia um anno, o tinha salvado de to-
dos os seus sonhos loucos. Convertido pe-
lo interesse, pelo trabtlho e pela aegao,
mais alguma cousa do que um abstracto
de quintessencia em busca de ideas ocas
e de urna falsa gloria litteraria... nao era
pois, sem algum orgulbo pela obra feita
Entretanto, quanio amanheceu, recome-
gnu a sentir-se inquieto, como approxi-
maguo de uma'ra noticia esperada, cujo
choque era preciso esperar... Impaciente,
sem nada que azer, desceu pata visitar
0 seu parque e entregarse a reminiscen-
cias que surgam em chusma a cada paseo.
, Alli, tiuha errado, amaldigoaoo Chris-
tiana, ou meditando e38e arrebatameuto,
insensato, cujo plano amadurecia... Rindo
entao de si, lastimava-se, lembrando-se de
que entao Jocunda estava a seu lado !...
esforgava-se em vSo para explicar essa
aberracao louca do seu espirito e do seu
coragao.... Jocunda.'... lembrou-se d'esse
instante sbito de emogo no dia em que
elle a carregou para atravessar o corrego
cheio, quando voltavam da herdado I...
Elle a revio, colliendo as tais para entre-
gar-se aos seus bragos,
Ah I toraou elle, furioso comsigo
mesmo, um lembranga agradavel, nada
mais! Em que diaho estou eu pensado ?
A vida a vida 1... Slo oito horas, va-
mos ver Sarrazin.
E parti por esse caminho bem conheci-
do, que tantas vezes tinha percorrido. Sen-
tindo-se tao mudado, admirava se de o
achar tal qual o tinha deixado. Envelhe-
cido de um ann, t2o longo e tao pesado,
pr.receulbe que urna especie de rejuvenes-
cencia, intil nes3e coragSo bronzeado, ope-
rava-se nelle
A vida a vi.ia!___dizia elle de si pa-
ra si. E esse eterno poema da primavera
recomegav um capitulo... Como para fes-
tejal-o, os bosques esta vara cheios de can-
tos e toda essa primavera pareca reconhe-
cl-o. Bom dia diziam os abelheiros. E
as margaridas do campo sorriam-lhe... A
vida a vida !...
Quande chegava ao tarrago, lembrou-se
| dessa manha em que, de'oaixo de chuva,
Jocunda foi esperal-o para atirar-lhe a cha-
vo do postigo... Por urna dessas visSes
! estranhas, cuja impresso mentirosa a ima-
i ginagao s vezes consegue apanhar, julgou
mesmo ver de longe, em baixo das trepa-
deiras do parapeito, um vulto que se de-
senhava contra o co... Mas a illuso de-
sapparecu 1 >go, oceulta pelas arvores do
caminho.
Pobre Jocunda! dizia elle de si pa-
ra si, ficou tao trjte quando eu recusei
passeiar com ella !
Estava nesse ponto das suas reflex3es,
e passava de fronte baixa, quando, de re-
pente, ouvio estas palavras exclamadas
em voz alegre. E que voz 1
Roberto I Roberto Aqui estou o es-
perando 'Depressa, aqui est a chave1
Jecunda ex.-laraou elle.
Ha exclamagoes que partom da alma e
que nenhuma linguagem humana pode tra-
duzir. R-berto tomou a chave, abri, cor-
ren pela escida cima..- Chegando a seu
dado, ella a fitou admirado, mudo, quasi
! attonito.
Sorrndo, em lacrimas, ella estendeu-lhe
! a m3o tambera sem poder fallar... ella a
tomou e, porura impulso, apertando-a con-
!tra o pjito, coraej*ram 03 dous a chorar.
Um quarto de hora depois, entraram na
j Barraca.
Pa;, disse Jocunda ao almirante,
aqui est Roberto .. Nos ainda nos ama-
mos 1
Bem "entilo toma-o para marido I...
respondeu o almirante abragando Rober-
to...
Aurora Rival chtgaram no "dia se-
guinte.
Mas as effusoas de todas essas alegras
foram assignaladas por outro acontecimen-
1 to importante Depois do almogo, Jocun-
da mandou por o carro e todos partiram
para as suas trras de La-Grange, como
! ella dizia.
Alli Ievaram Sarrazin s aguas furtadas
da ala direita; mostraran-le a collec-
go.
Um miz mais tarde, por una bella ma-
i nha de Juoho, todo Gaitry estava em fes-
ta: A menina a'mranta casava-se. Da
: Barraca mairie e igreja, o solo estava
Rival, abrindo a marcha, seguidos du Au-
rora pelo brago do almirante. Duas das
grandes da escola sor ma de damas de
honor... Na ceramoni* civil, Sarrazin fez
um bello dismrso Por desgraga, enter-
noceu-se... O que o oorigou a abreviar
urna paroragao sobarba, sobre o trabalho
rural em syadicato, quo tinha preparado
Na igreja, tambera cheia de flores e de in-
cens, todos os caraySes expaadiram-se,
Robsrto julgando-sa qu isi em um sonho...
Pronunciado o Ite missa est, Jocunda mui-
to commovida tomou o braco do marido e
abri a marcha.
- Nao verdade, Raberto, que ha um
Deus ? disse-lhe com os grandes olhos h-
midos.
Oh sim, minha Jocunda, respondeu
elle o em ti hei de adralo.
Em mim... em mira, isso veremos 1
tomou ella, uo seu celebre tom de almi-
rante.
FIM
fl

OLHETl
O OOfiCNDA
POR
r:L5 ?s?a:
SEXTA PAUTE
OIS5IEKSS9 DO IDBI3
(Continuagao do n. 75)
X
Counaa
Viram todos a luz solada !evantar-se e
abaixar-sa tres vez's. Era o signal para
atacar a porta da igr-ja. Nao sa poda
ter a meaor duvida a esse respeito, entre-
tanto houve urna grande hesitagao entre os
confidentes. Nao tinham acreditado na
possibilidado da crisa da qual o signal era
o symptoma.
O signal, urna vez dado, nao pensavam
ainda na necessidade que elle tivera em
fazel o.
Gonzaga gracejava com ellee, qu 'ra
aper'nr o lago que lhes penda do pescogo.
Eat opioiSo, que se fortal-iceu para elles
no proprio momento da sua confisso, foi
a causa da se determinaron a obedecer.
Alen disso, disse Navailles, spenas
um rapto.
E os nossos cavallos esto a dous
pasaos, accr^s-.-entou Noce.
Por um tumulto, contiouou Choisy,
nXo per Je a qualidade.
Para a frente I exclamou Taranne,
preciso que Sua Alteza encontr tudo
feito.
Foi entilo que D. Cruz sabio por nmi
porta lateral para ir pedir aoccorro.
Jttontaubert e Taranne traziam cada um
una forte alavanca de ferro.
Todos se precipitaram. Navailles na
frente, Oiiol atraz-.
No primeiro estorga das alaVancas, a
porta cedeu. Mas urna segunda barreira
havia por traz ; tres espadas desembainha-
das.
Naquelle momento um grande rumor
! ouvio-se do lado do palacio de Gonzaga,
como se algum choque sbito tvesse esraa-
gado a multidao agglomerada na ra.
Houve apenas U'U golpe do espada, Na-
vailles ferio Chavarny, que tinha dado im-
prudentemente um passo para a frente. O
i raarquez cahio de joelhos com a mao sobre
; o peito.
E entSo I disse Cocardasse, que es-
peravt. mais do que aquillo ; com a breca !
mostrem as suas espadas I
Nao tiveram lempo do responder ao gas-
co.
Passos precipitados ec'uoaram sobre a
relva do cmiero. Foi um turbilho que
passou. Um turbilho 1 A eseada ficou
vazia. Peyrolles soltou um grito de ago
na, Montaubert agonisou, Taranne esten-
deu os bragos, deizou a arma e cahio de
costas.
No entanto s estava alli um hornero,
com a cabega e os bragos descobertos, ten-
do apenas como arma a sua espada.
A voz daquelle homem vibrou no meio
do grande silencio que se fizera.
Aquelles que nlo sao cumplices do
assassino Felippa de Gonzaga, retirem-se,
disse elle.
Alguns vultos perderam-8e as trevas da
noite. Ninguem respondeu.
Ouvio-se nicamente o galope de alguna
cavallos na caigada da ra das Duas Igre-
jas. '
Lagardre, ern elle, atravessando a es-
cada, encontrn Cbaverny cabido de cos-
as.
Estar morto ? exclamou elle.
Ainda do respondeu o raarquez.
Com a breca 1 cavalheiro, nunca vi cairir
um raio. Tenho calafrios, lembrando-me
daquella ra de Madrid. E' um homem
do diabo !
Lagardre abragoa-o e apertou a mao
dos dous bravos.
Um instante depois Aurora estava nos
seus bragos.
Ao alta: disses Lagardre, ainda
nao est Indo terminado. Accendamos as
velas A hora, que espero ha mais de vn-
te annos, vai soar.
? o teu vingador I
VARIEDADES
Ouve-me, Nevers, e
A' *
{A' Luiz do Amara)
Tu io no mundo foga, tudo passa,
[J. N. Saldanha)
Ouve, muhler, meus lamentos
Minhas lagrimas de dor,
E nota o meu dissabor
Minha tao dura afnbgo !
Ai 1 nao venhas com teu riso
Augmentar meu desprazer
Dar forga ao tristaviver
Que me rala o coragao!
Se s tu, alma impdica,
A causa d'este sotfrer,
Quem nao me deixa viver
Em a paz do esquecimento;
Como vens com teus sorrisos
Acervos de falsidade.
Me simulando amizade
Dar forjas ao meu tormento? I
Ah I tu nilo sabes o Mundo
O quanto tera de Ilusorio !
E' o prazer provisorio
Nao dura rauto a ventura ;
Hoje ris, amanha choras,
Hoje de mim escarneces,
Amanha ou'rera se esquece
De ti em a desventura I
Olha 03 Ceos, encara os astros,
Pede a Deus, pos, proteegao,
Sua benina bengo
Do crime te livrar l
Deixa o Mundo, este perjuro,
Trilha o caminho do bem
E o Co, o co tambera
De gragss encher-te ha
As almas grandes e nobres
Nao ten uns taas prejuizos,
S3o isentas de castigos
Que dos orgulhoj resulto 1
E outras quando coitadas
Levadas de maus intentos
Pausara crueis soffrimentos,
Ellas nos gosos exultab I
Segu a estrada fulgurante
Do bem, da crenga e da luz,
E entilo tu ters flux
O que t'o porvir prediz I
Deiza da ser ser orgulhosa
Que razSo nSo^tens de o ser
E, talvez nem ebegue a ver,
Tu sers muito feliz !
Recife-Abril-87.
Odlareg Midkal.
Sahndo do palacio, Gonzaga tinha en-
contrado diante de si aquella barreira que
nao poda transpor, a multidao. S havia
Lagardte para abrir caminho diante de
si, como um javali, atravs daquelle bos-
que humano. Lagardre passou ; Gonza-
ga deu urna volta. Eis porque Lagard-
re, partindo por ultimo, foi o primeiro a
chegar.
Gonzaga entrn no cemiterio pela bre-
cha.
A noite estava tao escura que elle mal
pode encontrar o caminho at capaila lu
gubre.
Quando chegava ao lugar onde os com-
paubeiros deviam esperal-o na emboscada,
as janaltas do palacio, resplandeceutes de
luz, attrabiram-lbe a seu pesar o seu olhar.
Vio a grande sala ainda Iluminada, mas
vazia ; nem urna nica pessoa sobre o es
trado, cujas poltronas douradas brilha-
vam.
Gonzaga disse comsigo :
Perseguem-ma, mas nao terao tempo 1
Quando seus olhos, cegos pelo brilho das
luzas, voltaram-se para aquella especie de
moita que o cerca va, julgou ver de todos
os lados os seus companheiros de p. Cada
tronco de arvore tomava para elle urna for-
ma humano.
Ola Peyrolles, disse elle em voz
baiza, est tudo terminado ?
O silencio respondeu-lhe.
Deu com os copos da espada contra
aquella forma sombra que elle tinha toma-
do pelo facttum. A espada eucontrou o
tronco carcomido de um cypraste.
Nao est ninguem ? continuou elle ;
partiriam sem mim ?
Julgou ouvir urna voz que responda :
nao ; mas nao estava certo, porque os ps
faziam estalar as folhas seccas. Um surdo
rumor j se oavia, vindo do palacio. Urna
blaspbemia suffocou-so na bocea de Gon-
zaga.
Vou saber I exclamou elle, dando
volta pela capella para se precipitar na
igreja. Mas diante delle ergueu-se um im-
menso vulto, e desta vez nao era um cy-
preste.
O vulto tinha na mao urna espada.
- Onde estao elles ? Onde estSo os ou-
tros ? perguntou Gonzaga ; onde est Pey-
rolles ?
A espada do desconhecido abaixou-ie pa-
Segredos do hipnotismo
Diz & Revista do hipnotismo experimen-
tal e therapeutico qua, as experiencias do
hipnotismo, existe o quer qua de mar
vilhoso e de dflicil explicagao, como se
pode ver por diversos factos consignados
na pratica dos facultativos que se dedicam
a esta especie de experiencias. Entre
elles, cita-se o d'um rapaz atacado de
urna affeigao nervosa, que se recusou a
hipnotisar. Um irmao do doente, alguns
annos mais velho que este, robusto, sau-
davel e forte, e que se achav presente,
offereceu se espontaneara safo a dexur-sl
bipnotisar, para que o irmSo nao tivesse
tanto medo de urna to smplos operagao.
Emquanto o hipnotisado dorma, a mae
contou ao Dr. Libeault quo sen fno ti-
nha o defeito de n3o ser absolutamente
nada applicado, e rauto refractario a todo
o ensino. O doutor, aproveiando da occa-
8So, com-gou a exhortal-o, para que fo-ise
mais applicado nos seus estudos. O resul-
tado foi completo : o rapaz principiou a ea-
tudsr com tal ardor, que em pouco tempo
foi o primeiro da sua classe, quando havia
sido sempre o ultimo.
Outro caso de um rapazto idiota, inac-
cessivel a toda a cultura intellectual, e
que, s suggest3es do hpnotista, aprendeu
a lr, escrever e contar. O Dr. Dumont,
de Mancy, refere tambem varios casos de
igual natureza, experimentados por elle e
por outros facultativos, e diz que e um
facto innegavel que o hpnotismo desenvol-
ve a faculdade da attengao as crangas,
que precisam della, o que se tem provado
em infididade de casos.
Differenpa entre as daas elee
trleldades
O Dr. Waether. de Vienna, enviou re-
centemente academia de sciencias daquel
la cidade urna memoria tendente a demons-
trar urna theoria contraria opinio geral-
mente adoptada, de que a electricidade
positiva e negativa tem iguaes proprieda-
des, difersngando-se apenas no signal.
Assegura o profeseor que as propriedades
das duas electricidades sao inteiramenta dis-
tinctas, podendo notar-se varias difieren- .
gas com relagao a superficies equpoten-
ciaes, direegao do movimento e proprieda-
des magnticas, thermcas, pticas, e tam-
bem com relagao s substancias elactri-
Julga-se qua chegaraO
navios.
a reunirse 250
Sorte do pintor Gaillaumet
Falleceu, ha das, em Pars, victima de
urna peritonite, u pintor Gustavo Guillau-
raet, conde-orado com o grao de cavallei-
ro da L^giao da Honra.
Gustavo Guillaumet, filho da um fabri-
cante de Puteauz, nasceu em Pars om
1840.
Foi discpulo de F. Barras e de Picot,
na escola da bellas artes.
Em 1363 obteve o segando premio de
Roma, e parti depois para Algeria, onde
se demorou muitos annos.
Obteve medalhas em 1865, 1869, 1872
e na ezposigao universal de 1876, anno
em que foi condecerado com o grao da
LegtSo de Honra.
Entre as suas obras, citam-se, a < Ora
gao da tarde no Sahara que foi com-
prada pelo Estado ; < Recordagao dos ar
redores de Biskra Mercado araba na
planicie de Tocria < Urna noite no Sa-
hara Fa'mine < O trabalho e,
finalmente, Laghonat, .que tambem foi
comprado pela Estado, depois de ter al-
cangado no Saln de 1879 um graade
8UCCCSB0.
O Dr. Waether oceupa-se na sua me-
moria apenas das duas primeiras circums-
tancias, e assegura que nos conductores
de grande resistencia especifica, o ponto
onde a potencia tem um valor mnimo nao
na parte media das duas eztremidades
do conductor, mas sim na extremidade
negativa. Sa em dois conductores de iguaes
dimensoes sa accumulam respectivamente
quantidades iguaes de electricidade posi-
tiva e negativa, a potencia avaliada por
meio de um electrmetro tem maior valor,
prescndindo do signal, no conductor posi-
tivo do que no negativo-
O torniquete elctrico gira na direcgo
da correte elctrica positiva, o que prova
que o movinento das molculas do ar, que
estao em volta das pontas positivas, dis-
tincto do das negativas. A apparencia da
descarga das referidas pontas tambem
differente, indicando, portanto, urna desi-
gualdade em superficies equipoteneiaes.
fublleu da ralnha Victoria
Por oc:asao deste jubileu, que ha de
celebrar se a 20 do prozimo mez de Ju-
nho, reunir-se-ha oh Gri-Bretanha a maior
esquadra que se tem visto uestes ltimos
tempos.
Todos os navios de guerra inglezes, ex-
cepto os das estageies, apresentar-se-hSo
na annunciada revista naval, qual assis-
tirao tambem os que ha cincoenta annos
estao fra do servigo. Entre estes figura
o navio de tres pontes Victory em cuja
popa fluctuou na batalha de Trafalgar a
insignia do almirante Nelson. A seu bor-
do ir a rainha quando passar a revista.
A frota dvidir-so-ha em tres poderosas
esquadrus, s quaes se aggregar grande
aumero de canhoaeiras e torpedeiros.
ra mostrar a base do muio da capella, em-
quanto elle dizia :
Peyrolles est alli I
Gonzaga inclnou-se e soltou um grande
grito. Sua mo acabava de toiar em san-
gue.
Montaubert est alli I continuou o
desconhecido, mostrando o massigo de cy-
prestes.
Morto tambem ? disse Gonzaga.
Morto !
E empurando com o p um corpo inerte
que estava entre ella e Gonzaga, o desco-
nhecido a'jcrescentou :
Taranne est alli, tambem morto !
O rumor augmentava.
Da todos os lados ouviam-se passos que
se approximavam, *e a luz dos archotes
apparecia caminhando por traz dar moi-
ta s.
Lagardre precedeu-me ? disse Gon-
zaga, rangendo os dentes.
Recuou um passo, para fugir, sera du-
vida, mas urna lu* vermelha brilhou por
traz delle, Iluminando em cheio, de repen-
te, o rosto de Lagardre.
Voltou-se e vio Cocardasse e Passepol,
que acabavam de atravessar o ngulo da
capella, trazendo ambos archotes. Do lado
da igreja vinham outros archotes.
Gonzaga recenhnceu^o regente, acompa-
nhado dos prncipaes magistrados e fidal-
go 3 que havia pouco sentavam se no coi-
selho de familia.
Ouvio o regante que dizia :
Que ninguem transponha os muros
deste recinto 1 guardas em toda a parte 1
Por1 Deus I disse Guczaga, que teve
um riso convulsivo ; fecbam-nos no recucto
como tempo da cavallara Felippe de Or-
leans records sa urna vez na vida que
filho dos sobarbos. Esporemos os juizes
do campo.
jmquaoto assim fallava e Lagardre
responda: Pos esperemos, Gonzaga,
cahindo traigoeiramente sobra elle, atrou-
lhe un bote ao peito.
Mas urna espada, em certas raaos, co-
mo um ser vivo, que tem o iustincto de
defeza.
A espada de Lagardre levantou-se, pa-
rou e respondeu.
Do peito de Gonzaga.sabio um som me-
tallico.
A sua cota de malha tinha produzido o
seu effaito- v
A espada de Ligardre quebrou-se em
estlhsco8.
l ni oplsodlo passado com C hris
tina Xilson
Estanda um dia, em Pars, Eugenio
Morelli, filho do director do theatro impe-
rial de Vienna, a conversar com Strobosch,
n'um armazem de pianos da ra Riche-
lieu, este fez reparo n'uma rapariga alta,
delgada e modestamente vestida, qua es-
tava parada em frente da vitrine do ar-
mazem.
Strobosch, notando o seu rosto formo-
sissimo, charaou a attengSo do Morelli e
perguntou-lhe :
Nao reparaste ainda na belleza da-
quella rapariga ?
Nao a conheces ? replicou Morelli.
' a Nilson, que contractei por cinco an-
no BM 9 m quem quero rescindir o con-
tracto, porque receio muito da sua estra.
Alguns anno i mais tarde aquello mes-
me Morelli, a quem a corte da Russia ha-
via imposto-a obrigago de escrptar Chris-
tina Nilson para a poea de S. Peters-
burgo, pagava aquella cantora 7,000 fran-
cos em cada noite que ella cantava.

Lesseps em Berlim

No dia 13 do correnta fei recebido pelos
imperadores da Allemanha Mr. Fernando
de Lesseps. A entrevista foi das mais
cordeaes.
Na tarde desse dia o Sr. de Lesseps
deu um passeio de carruagam, acompa-
nhado dos Srs. Dunlter, burgo-mestra de
Berlim, do professor Braun c do secreta-
rio de estado conde de Herbal de Bismark.
Mr. de Lesseps parti s nove horas e
meia da noite. Foram despalir-se delle
gare Mr. Herbert e todo o pessual da
embaixada franeeza.
O notavel eogenheiro abragou Mr. Her-
bert, agradecendo-lhe a recepgao agradavel
que lhe fura feita em Berlim, rs?epgao
servir para dissipar alguns mal entendi-
dos e preparar o caminho para urna appro-
ximagao entre a Franga e Allemanha.
A polica de \cw-Verk
A polica de New-York tem fama de
ser melhor do mundo. Nao muito nu-
merosa, apenas tem tres mil homens, mas
os individuos que a ella pertencem sao es-
collados cuidadosamente bem pagos e ad-
mira vel mente instruidos, sob as ordens
de ebefes experimentados.
Sem reeuar um passo, este evttou com
um pulo o choque desleal do seu adversa-
ro, qua com o impulso passou por elle.
Lagardre agorrou ao mesmo tempo na
espada de Cocardasse, que este segurava
pela ponta.
Naquelle movimento os dous campeoes
tinham mudodo de lugar.
Lagardre estava do lado dos dous mes-
tres de armas.
Gonzaga, a quem o seu impulso tinha
levado quasi para a frente da entrada da
cmara fnebre, estava de cestas para o
duque de Orleans, que se approxirnava
com a sua comitiva.
Puzeramae em guarda.
Gonzaga era urna valente espada e s
tinha que cobrir a sua cabega.
Mas Lagardre pareca gracejar com
elle.
No segundo passe, a espada de Gonza-
ga saltou-lhe fra da mao. Corao elle se
abaixasse para apanhal-a. Lagardre poz-
lhe o p em cima.
Ah cavalheiro disse o regente que
chegava.
Alteza, respondeu Lagardre, nossos
a vos chama vara a iato o julgamento de
Deus. J nao temos f, mas a increduli-
dade nao mata Deus da mesma maneira
que a cegneira nao apaga o sol.
O regente comegou a fallar baixo com os
seus ministros e conselheiros.
NSo bom, disse o presidente de La-
moignon, que esta cabega de principe caia
no cadafalso.
Eis aqui o tmulo de Nevers, conti-
nuou Lagardre, e a ezniagao promettida
nao faltar. A confisso devida. Nao
ser em cahindo debaixo do machado que
a minha mSo a dar.
Apanhou a espada de Gonzaga.
O que fz ? perguntou ainda o re-
gente.
Alteza, replicou Lagardre, esta es-
pada ferio Nevers, reconhego-a. Esta es-
pada vai punir o assassino de Nevers,
Atirou a espada de Cocardasse aos ps
de Gonzaga, que pegeu nella tremendo.
Com os diabos, resmungou Cocar-
dasse, o terceiro golpe deita o gallo ao
chao.
O conselho de familia estava formado em
circulo e.n torno dos dous campeSes.
Quando se puzer. m em guarda, o re-
gente, sem ter consciencia talvez do que
fazia tirou o arebote da mao de Passepol e
levantou-o.
A alta direegao desta polica correspon-
de a um board, commissao especial com-
posta de quatro membros e um secretario,
ganbando cada um destes individuos 5,000
doUarf.
Depois ha os snperitendentee, inspecto-
res, capites, sargentos e simples guar-
da^ O mnimo do sold destes de
5,000 francos e desde o segundo anno
6,000. Um sargento ganha 9,000 fran-
cos, 13,750 um capitSo, 17,500 um ins-
pector e 20,000 um superintendente. To-
dos os funecionarios de polica team di-
reito. no fim do vinte annoa, a direitos
passivos, cujo mnimo de 3,000 fran-
cos.
Todo o candidato ao bastn nica arma
que levam os policas, deve gozar urna
saude perfeita, e ter, alera de um vigor
muscular excepcional, a altura de cinco
ps e sete polegadas.
Sao tambem condigoes indispensaveis a
boa preseDga, a intelligoncia, a pontuali-
dade e valenta. Pelo que respeita a ins-
tiucgSo deve pelo menos saber escrever
correctamente um officio.
Entre os cinco a seis mil candidatos,
que annualmente solicitam os lugares va-
gos, escolhem-se cuidadosamente os mais
apto3, e entrara em seguida n'ema escola,
onde adqurem a sua instruccao profissio-
nal.
Alli se iniciara nos delicados deveres do
seu cargo ; faz-se-lhes conhecer os deveres
e direitos do cidao, os delictos e as pe-
nas, se lhes ensina a nao. usar da forga,
senao em caso extremo, a ser caridoso
com os fracos, certoz com as mulheres e
os velhos sabios de palavras, reservado e
incorruptivel.
Faz-se-lhes saber que a sua vi^a ser
toda para o estado a que o espera urna
interrompida successito d> perigos e fadi-
gas, mas que, em compensagao ser tra-
tada com a maior consideragao pelos seus
chefes, e encontrar por parte da poroa.
gao o res"peito de que o fazem credor os
seus servigos.
Urna vez em exercicio, sao es agentes
distribuidos peles diversos servigos espe-
ciaes, segundo as suas aptidSes.
MMh .
O servigo dis iovestigago^s judiciaes
recebe o no me de Detective Bureau, e
corapoe se de quarenta sargentos sob a
direegao de um inspector. Cada um dos
sargentos est dedicado a urna especiali-
pade, e assim rato que um criminoso
Iluda a aegao da justiga, tratando-se de
um 8mpI"s raubo.
Um dos ser vigas mais originaos a
prevengao para enormidades epidmicas.
Triata agentes especiaos, s ordens do
conselho de hygiene, inspeccionam as ca-
sas suspetas e procedem conforme ao
que nellas se observa.
B polica de New York custa annual-
mente 18 milhoes de francos.
(

Losogrlphos
E' urna parte do corpo, 1, 5.
E parte do corpo, 1 2.
Mas do corpo, esta parte, 7, 10, 9,
9, 5.
A parte, que tem o p. 1, 2, 3, 4, 5.
Do corpo, parte qualquer, 6, 2, 6, 7,
3, 10.
Parte, que o animal tem. 3, 5, 7, 10.
Esta parta da cabega, 4, 8, 8, 5.
Do corpo, parte tambem, 7, 5, 3, 7, 5.
E" urna parte, um todo, sendo;
Fama em toda parte, tendo.
Trigo de Loueeibo.
O regente, Felippe de Orleans 1
Attengao com a couraoa, murmurou
Passepol por traz de Lagardre.
Nao era preciso.
Lagardre transgurara-se de repente.
A sua alta estatura tomava todo o seu es-
plendor ; o vento fazia fluctuar as lindas
ondas de seus cabellos, e seus olhos cbam-
roejavam.
Fez recuar Gonzaga at a porta da ca-
pel.
Depois a sua espada brilhou, descreyen-
do um circulo rpido.
O bote da Nevers disseram juntos
os dous mestres de arman.
Gonzaga foi cahir morto aos ps da es-
tatua de Felippe de Lorraine, com um bu-
raco no meio da testa.
Cocardasse approximou-se delle para
apanhar a sua espada e disse a Passepol :
E' a primoira vez que um patife pe-
ga na Petronilla.
A Sra. prinoeza de Gonzaga e D. Cruz
amparavam Aurora.
A alguns passos d'alli, um cirurgiSo li-
gava o ferimento do raarquez de Chaver-
ny.
Era junto da porta da igreja Saint Ma-
gloire.
O regente e a sua comitiva subiram o
degros da eseada.
Lagardre conservava-se de p entre os
dous grupos.
Alteza, disse a prnceza, eis aqu a
herdeira de Navers, minha flha, que se
ohamar amanha' a Sra. de Lagardre, se
Sua Alteza Real o permittir.
O regente pegou na mao de Aurora,
beijou a e collocou-a na mao de Henrique.
Obrigado! murmurou elle, dirigindo-
se a este ultimo, e olhando, mo grado seu,
para o tmulo do companheiro da sua mo-
cdado.
Depois, firmando a voz, que a emogao
tornara trmula, diase erguendo-se :
__Conde de Lagardre, s o re, maior.
v/
,de faei-o duque de Nevers
FIM.
Typ do DfUrio ra Duque de Caxiaa n. t