Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18654

Full Text
Mfli
AUNO L11 i I N B M B10 77

.'.

i
x-
*
PARA A CAPITAL f MCIBU* OSDE SAO ME PAA PORTK
Por tres iinmi adiantados...............
Por seis dito idem.......... ......
Por um anuo idem.................
Cada numero avulso, do mes no da............
DIARIO DE
aMaHaaaiMB^flaaa^BaawaiBHHMaHiaHHHHaiMMaMaai
mk-lU 5 D ABE i1881
LA DENTRO FORA DA PROVWCIA
Por seis mese* adiantados..............
Por nove ditos idem................
Por od anno idem................
Cada numero avulso, da diaa anteriores..........
13|600
20*000
27*t00
100
NAMBUCO
Proprietaftt tft JKaiwel t^rira i>* -tana 4 Silbos
Os Sra. Anaede Prtnee A C.
de Parla, m* oh nosso* agentes
exclusivos de nnunclos e pu-
blicacSes na Franca e Ingla-
terra.
TELEGRAMAS
ssavxgc mmi& so siasic
RIO DE JANEIRO. 4 de Abril, s
3 horas e 15 minutos da tarde, (fiecebi-
do s 5 horas, pelo cabo submarino).
Xa madrugada de atibado. *>. M. o
Imperador ful accommetlldo por am
accesso febril, acompanbado de v-
mitos.
Esse eacommodo cedeo em breve,
melborando 8. M.
Foram nomeados 9." escripia*
rarlox da Thesouraria de Fazenda
de S. Paulo Saturnino Castro i de
Pernamnneo Jaclntno Leopoldlno
da Silva.
SfiSTIyS Sil I> Z*"i>'*
i Especial para o Diario)
BUENOS-AYRES, 3 de Abril.
Por causa da existencia de minas
na frontelra do Cblle coa a Rep-
blica Argentina, levantou-se ama
quesillo de limites de territorio'en-
tre os don pases.
PARS, 3 de Abril.
o ba Informacaes autbenflcas
acerca da nova tentativa de assas-
slnato commettlda contra 8. H. o Im
perador da nassla.
LONDRES, 3 de Abril.
4 Cansara dos Lord* adopfou em
i i el tura, em ios sessao de non-
tem. o projecto de le da reforma
agraria aa Irlaada.
PARS, 3 de Abril.
C Senado votou os crditos para o
Ministerio da Fazenda.
BERLIM, 3 de Abril.
O governo mandn declarar ao Sr.
Antholae. depntado por Meta, que o
expulsa do territorio allemao.
Agencia Uavas, tilia I em Pernambuco,
4 de Abril de ISS7.
rARTE OFFICifli.
Ministerio da rustica
Ministerio dos Negocios da Justiga.
2* seccao.Rio de Janeiro 17 de Marco
de 1887.
Illm. e Exra. Sr. -Em solugao con-
sulta do juiz de paz do districto da Fa
gundes, da comarca de Bananeiras, nessa
provincia, respondida por V. Exc. e *x-
posta no officio n. 1 dt 7 de Janeiro ulti-
mo, declaro:
1.* Que os juizes de paz servem cora
es eserivaes da subdelegada, e s podem
ter especiaes cora autorisacao dos juizes
de direito, dependente aempre da conve-
niencia do servigo publico e da existencia
de quem queira exeroer separadamente
oada um dos dous cargos (art. 19 e 42 do
regulamento n. 120 de 31 de Janeiro de
1842.)
2.* Que na falta dessas condigoes nao
pode ser considerada semelhante autorisa-
cao, e urna vez concedida por haverem
ellas concorrido, deve ser cassada, quan-
do venham a desapparooer aquellas duas
circumstanciaa, como j foi declarado
pelos avisos n. 65 de 28 de Fevereiro de
1854, 120 de 21 de Marco de 1867, 270
de 26 de Julho de 1873, 175 e 710 de 26
de Margo e 16 de 16 de Outubro de
1878 e 26 de 3 de Maio de 1884.
3.* Que si lepois de cassada a autorisa-
gao, passar o nomeado, cuja noraeaco por
este facto caducou, a exercer de novo as
funcgoes de escrivao de paz, em razio de
ser prvido posteriormente no lugar de
escrivao da subdelegaba nS pode conti-
nuar a servir o primeiro officio desde que
fSr destituido do segundo, do qual aquel-
le dependente, segundo a doutrina do avi-
so nao colleccionano de 22 de Maio de
1878.
4." Qae verificada a circamatania de
nao baver quem qneira servir nicamente
s cargo <*e escrivao da sabdelegacia nao
tendo o juiz de diieito retirado a autorisa-
clo, deve ser preferido para servir peran-
te a subdelegada, de accordo com os arta.
9 e 91 da le de 3 de Deaembro de 1841,
e escrivao do juio de paz,
f). Que a Lita de confianza s preva-
l-ce para a deraissao do escrivao da sub-
delegada, conforme o disposto no art. 41
do regulamento n. 120 de 31 Janeiro de
1842, e nessa qualidade exercendo simul-
tneamente as funccSss de escrivao de
paz, demittido do primeiro, considera-se
privado do segundo officio.
6. Que, porm, se o escrivao de paz
tiver sido nomeado pela cmara municipal
nos termos dos arta. 6o da lei de 15 de
Outubro de 1827 e 14 do cdigo do pro-
ccsso criminal, s pode srr demittido
por quem o nomeou, e em consequencia
de erro competentemente provado ou de
sentenga condemnatoria passada em julga-
do. (Avisos de 7 de Marco de 1853 e ns.
446 de 9 de Dezembro de 1857, 132 de
31 de Marco de 1863, 142 de 2 de Maio
de 1868, 419 de 21 de Setembro de 1869,
18 de 22 de Janeiro de 1872 e 175 de 26
de Marco de 1878.)
7. Que emquanto nao fr nomeado es-
crivao privativo, nao pode o juiz de paz
deixar de servir com o escrivao da subde-
legada, sendo illegal o provimento de ou-
tro serventuario ra^srao interinamente para
aquello juizo, como se v do aviso n. 224
de 16 de Junho de 1875.
8. Que na falta de escrivao privativo
do juizo de paz davero ser chamados
para substituil o os da delegacia, subdele-
gada ou juizo municipal, e na falta de
qualquer destes o do juizo de paz do dis-
tricto vizinho emquanto durar o impedi-
mento (avisos ns. 130 de 6 de Outubro de
1854, 252 de 6 de Junho de 1865 e 110 de
12 de Abril de 1870) ou no caso de vaga
emquanto n2o fr outro regularmente no-
meado pela cmara municipal.
9. Que, dependendo a proposta para a
nome* gao de escrivao do paz, separado do
da subdelegada da conveniencia do servi-
co publico e de haver quera queira servir
isoladamente cada um dos dous cargos
illegal a noraeagao feita pela cmara mu-
nicipal, se nao cencorrerem as menciana-
das condigo-.'s, ou concorren o nao houver
proposta previa do juizo de paz.
10 Final iieate que nesta ultima hypo-
these milla tal nomeagao e nao pode
produzir effeito valido, desde que se vari-
fique a nullidade ; cumprindo, por-
tante, que seja declarado sem effeito o
acto da cmara municipal pela .nesma
cmara, a quem deveri representar e pro-
por a destituigao do escrivao de paz, as-
sim nomeado, o juiz de paz do respectivo
districto (aviso de 3 de Junho de 1876.)
Deus guarde a V. Exc. Joaquim Del-
fino Ribeiro da Luz Sr. presidente da
provincia da Parahyba.
Governo da provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 2 DB
ABRIL DE 1887
Abaixo assignado dos protesaores do
Gymnasio Pernarabucano. Sujeite se
interpretagao autentica da Assembla Le-
gislativa Provincial.
Apolinario Caetano de Barros Leite.
Deferido com o officio d'esta data ao The-
souro Provincial.
Antonio Witruvio de Medeiro. Sim,
com os vencimentos a que tiver direito.
Antonio Fernaades Benevides. Infor-
me o Sr. engenheiro chefe de Repartig&o
das Obras Publicas.
Antonio Jos CorreiaSatisfeito com a
informagao do Dr. juiz das execogd'es.
Amaro Jos Trajano. Providenciado.
Bernet & C. Nao lia que deferir, visto
estar a decisao do Tbesouro de accordo
com a lei n. 1,860 de 1885, art. 2. 12
a 15 e com o officio deata presidencia de
5 Outubro do anno passado. "As notas de
despachos, a que se referiam as instrucgSes
de 19 de Agosto de 1885, nao eram se nao
um dos meio3 de su reconhecer o raovi-
mento commercial do contribuate sujeito
ao imposto. Nada tem com o caso a dis-
ciissao sobra endosaos, sobre as cessoes,
respousabilidade dos endossantes, dos ca-
dentes e seus effeites jurdicos. Estes as-
sumptos, na hypo these, sao alheios aos
agentes fiscaes, aos quaes s cumpre col-
lectar o gyro mercantil e nao os despachos,
sorvindo-se de quaesquer dos modos legues
de verificar o volme das transacgSes dos
contribuintes, que sobre que assenta o
imposto de gyro.
Bononio Rosa de Lima Leal.Sim, cora
ordenado sraente.
Beoto Cfeiliano dos Santos Ramos.
Inf.rme o Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda.
Frei Cretano de Messina. Deferido com
o officicio desta data ao Tbesouro Pro-
vincial.
Domingos Aires Matheus. Aguarde a
decisSo da Assembia Legislativa Provin-
cial sobre o pagamento solicitado.
Fraga Rocha & C.Encaminhe-se, de-
vendo ser satisfeito o porte na Repartilo
dos Correios.
Francisco Themoteo de Andrado.O
que o stipplicante requer contra a sen-
tenga a que est sujeito.
Francisco Jos Gui maraes. E' contra
o sen^euga a que est sujeito o que re-
quer.
Frao .seo Cor leiro Fal ao. Informe o
Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Irmandade do Santissirao Sacramento
da matriz s S. Frei Pedro Gongalves Red fe. Ao Sr. brigadeiro commandante
das armas para attender nao havendo n
conveniente.
Ba charol Joao Baptista Correia de Oli-
veira. Justifico as faltas. Depois de no-
tado na secgao competente da Secretaria
do Governo, remetta-se este reqtieriment
o Sr. inspector da Thesouraria de Fazen-
da para os fins convenientes.
Julio Ayres de Almeida Freitas. Sim,
sendo 30 dias, com ordenado e os que se
seguem com raetade smente.
Jos Casimiro Alves Bezerra.Apos-
tille se.
Bacharel Jos Paulino Cavalcante de
Albuquerque.Encaminbe se.
Joaquim Jos da Foascaa. Rsmettido
ao Sr. inspector do Thesouro Provincial
para os fins convenientes.
Joaquim Jos dos Santos. Nao ha que
daferir, visto o supplicante nao ter de ir
para Fernando de Noronha.
Lucinda Quintiliana Moutinho. Junte
procuragao.
Manoel Jos Gamelleira. Ao Sr. Dr.
juiz de direito do 1. districto criminal
para attedder conforme o direito.
Secretaria da presidencia de Pernam-
buco em 4 de Abril de 1887.
O porteiro
Francelino Chacn.
Dens guarde a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe de
policia, Antonio Domingo Pinto.
Repartleo da Polica
Seccao 2/N. 321.Secretaria da Po-
licia de Pernambuco, 4 de Abril de
1887. Illm. e Exm. Sr. Participo a
V. Exc. que foram recolhidos Casa de
Detengao os seguintes individuos :
No dia 2 :
A' nioha crdem, Mara Magdalena da Concei-
cSo, viada de Caraar, como alienada, at que
teoha o destino conveniente.
A' ordem do subdelegada do Recife, Manoel
Jos, por crime de turto.
A' ordem do de Santo Antonio, Lauriano Fran-
cisco de Albuquerqae, por disturbios, disposico
do Dr. delegado do 1. districto.
A' ordem do do 1. districto da Boa-Vista.
Claudino Francisco dos Santos, Jos Garca da
Silva e Domingos de Moura, por embriagues e
distar bios.
No da 3 :
A' minha ordem, Francisco Petronillo da Sil -
veira, remetido pelo subdelegado de Belm.
A' ordem do subdelegado do 1.a districto de S.
Jos, Ricardo Ferreira da Silva, por disturbios.
No I. districto do termo da Escada, em
trras do engenho Providencia, e individuo co-
nhecido por Tuta, altercaado com Manoel Hereira
do Hascimento, resultou sabir oeste com diversos
terimentos.
O delinqucnte evadio-se api o crime, e o ofifon-
dido foi viatoriado por ordem do respectivo sub-
delegado, que, tomando coahecimento do facto,
abri o competente inquerito, e prosegue nos de-
mais termos da lei.
Participju me o Dr. Francisco Isidoro Ro.
drigues da Costa, em oicio de 1 do corrente, ter,
na mesma data, reassumido o exercicio do cargo
de delegado do 1. districto da capital.
Participou-tne ainda e cidado Liberato
Jos da Silvo, em officio de 30 do mea prximo
fiado, ter, naqaelia data, assumido o exercicio do
cargo de.delegado do termo do Br de de l. supplente.
Commuaicou me tambem o eidado Antonio
Antonio Mendes Cordeiro Grasmao, ter, nesta
data, assumido o exercicio do cargo de subdelega,
do do districto da Magdalena, na qualidade de 2.*
supplente.
O subdelegado do L* districto da Boa-Vista
paiticipou-me, em officio deata data, ter feito re-
messa ao Dr. juis de direito do 4.* districto crimi-
nal, do inqierito procedido contra Francisco Li-
banio dos Santos, por crime de homicidio.
- Hontem, cerca de 6 horas da manha, descu-
bri se que havia incendio na ra do Marques de
Olinda, no pavimento terreo do predio de dous
andares n. 15, ocenpado por Jos Antonio dos
Saitos. establecido com charutaria.
Dado o signal de incendio, inmediatamente
para alli me dirig e verifiquei que o fogo j la-
vrava com iotensidade pelo lado posterior do pre-
dio que deita para a ra do Bispo Sardnha, e j
algumas pessoas do povo e pracas de policia e da
guarda cvica procuravam salvar as mercadorias
qae existiam no lado da frente da loja do dito
predio.
O io&o proseguio com tal rapidez, que em pon.
eos momentos ateingio o segundo andar e cobor-
ta, e as 9 horas da manha o predio eatava com
pletaaeate destruido, salvande-se smeatd as
mercadorias, como cima fica dito, o cofre e os li-
vros, menos odiario.
Ao lagar do sinistro comparecen logo o 1. te-
en te Leopoldo Banleira de Gouvei, ajudante da
nspectoria do Arsenal de Marinha, com a res-
pectiva bomba e o psssoal do mesmo Arsenal ; as
bombas do de Guerra com o competente pessoal ;
piquetes do 2.' e 14.a batalboes de intautaria de
linha e do corpo de policia.
Felizmente nao faltou agua, que toi fornecida
por am dos hytrante* do encanamento da Compa-
nbla do Beberibe, cajo director gerente, o Dr.
Ceciliaoo Mmele, compareceu logo e eom a
maior solicitado prestou o pessoal de operarios
da mesma companhia, os quaes fixeram bons aer-
vicot.
O cofre nao apresenton vestigios de violencias,
e sendo Vierto em presenca do Dr. delegado do 1*
districto (a quem eoearreguei das primeiras dili-
gencias) verificou-se haver nelle em diohe'ro e
valores pertencentes a diversos cinco contos cento
e trinta e seis mil ris alm de papis.
A causa do incendio aiada uo est verificada,
e o iono do estabelecimento ase comparecen ao
lugar s 9 horas da manha e foi logo interrogado
nao sabe a que o attribua.
No predio nao pernoitava ningaem, e posto que
se espaihasse na occasio que o incendio tmha sido
ateado por ladrees, julgo sem fundamento este
boato porque as porta* estavam fechadas e foram
aa da frente artombada* a machado, por una Draca
de cavallaria, e a do lado posterior, que traba at
urna grade d trro, o foi com difficuldade por um
operario da Companhia do Beberibe, aasim como
as jaoellas superiores, que tambem se conserva-
vam fechadas interiormente, foram forcadss, as da
frente por operarios do Arsenal de Guerra e as
posteriores por marinheiros do Arsenal de Mari-
nha.
Cumpro o dever de declarar a V. Exc. que o
pessoal do Arsenal de Guerra dirigido pelo tenente
Pedro Dionisio e o do Arsenal de Marinha e da
Companhia de Beoeribe dirigido pelo mestre da
oficina de machinas Joo Beato, prestaran! rele-
vantes servicos
O predio onde ae maniteatou o incendio e que
ficon coinpl.tmente destruido, pertsnee a her-
deiios de Wild, estava seguro na Campanhia Fi-
delidade de Lisb6a em doxe contos de ris, e as
mercadorias na Phem em vinte contos de ris.
O predio n. 17 perteuceate a Paulo Pereira Si-
moea e onde tem estabelecimento de tniudesas 01 i -
veira Bastn & C, soffreu algum damno na 00-
berta coasta nao est seguro; as mercadorias,
que estio seguras no valor de cesto e des cootos
de ris fias companhias Fidelidade de Lisboa, Pbe-
nix e Indeuuiisadora, s.ffreram algumas varia*.
O predio n. i3, onde teve armasen de vinbos R.
Drosioa, nada soffreu.
O Dr. delegado do 1 districo prosegue a in-
querito sobre o ficto e do resaltado darai parte a
a V. Exc.
DIARIO DE PERMMBDCO
RECIFE, 5 DE ABRIL DE 1887
\[oficias do Rio da Prafa e sul
do imperio
Pelo paquete nacional Cear entrado an-
te-hontem do norte, recebamos as seguintes
noticias :
Amazona*
Datas at 22 de Margo :
Por acto de 21, S. Exc. o Sr. presiden-
te da provincia suBpendeu e mandou res-
pousebiIt8ar a maioria da Cmara Muni
cipal de Manos.
Foi nomeado promotor interino da capi-
tal, o Dr. Jeio Brigido dos Santos Jnior.
A' commissito mandnda Tabatinga,
sob a direccSo do Sr. Antonio Ponce, per-
deu um marinheijo na altura das barreiraa
das Araras.
O caso foi o seguate :
A lancha vinha carregaia de lenha ;
mas do lado de B.B. a escora que encon-
trava estava perdida, e na occasiao em
que por alli passava o marinheiro de nome
Manoel Joaquim, apoia do-se na dita es
cora, ella cedeu, e em seguida dosaba o
monto de lenha sobre o infeliz que sub-
mergio se para nunca mais voltar.
O commandante da lancha, solicito no
cumprimento de seus deveres, deu or-
dem, mandando a montara pela margen),
emquanto a lancha bordejava pelo largo.
Esperou-se urna hora pouco mais ou
menos, mas nao bouve signal algum da
victima.
Na semana que coraogou a 21 devia
entrar era julgamento o reo Taciano Tor-
res, acensado de haver assassihado o capi-
tulo Garcia.
Os autos do processo compdem-se de dois
volumes ; o primeiro tem 300 folhas e o
seguado 144 ; alera do inquerito policial e
su rara ario da culpa, encerrara todos os do-
cumentos relativos ao crirae, denuncia do
promotor, pronuncia do juiz municipal,
sustentagao da pronunciar e libello da pro
motoria.
Referia o Amazonas :
< Informam-nos que JoSo Martins de
Araujo e seu irmSo Joaquim Nunes Vian-
na, oriundos do Cear, brbaramente as
sassinaram ea Abril do anno passado o
infeliz Fortunato de tal, em seu sitio a Sal-
va trra, no rio Aripuana, afluente do rio
Madeira; cortaran) as partes genitaes, ras-
garan) a bocea, extrahirara a lingua e fu
raram os olhos.
c Depois atiraram ao rio todes os bens
que Fortunato possuia. Sua pobre viuva,
de nome Constantioa, veio a esta capital
era Noverabro do anno passado queixar-se
ao Sr. Dr. chefe de policia.
c Jo3o Martins tambem aqui estove e no
dia 7 do corrente seguio para o jio Aripnan
vapor lea, sem que as autoridades tomas-
sera providencias, t
Par*
Datas at 27 de Margo.
Assumira o cargo de presidente da pro-
vineia, o 1.* vice-pre8dente conselheiro
Cardoso Jnior, aeguindo para o Maranbao
no paquete Baha o presidente effectivo
desembargador Barradas.
Por acto de 16 mandou-se suspen-
der e responsabilisar os seguintes verea-
dores da Cmara Municipal de Breves :
Manoel Antonio Lobato de Miranda, Jos
Torquato Alho, Urbano Petit e Antonio
Pinh-iro, pelas razSes expedidas na respe
ctiva portara.
Em S. Sebastiao da Boa-Vista, es-
tavam grassando intensamente as febras de
mo carcter,
Rarissima era a casa de familia era que
nao se^ncontravara dis ou tres doentes,
que chorara falta de recursos mdicos.
Seguir para o Amazonas, em visita
pastoral, o nosso Ilustre e virtuoso bispo
diocesano, Exm' Rvd. Sr. D. Antonio de
Macdde Costa,
Acompanhou-o o seu secretario, o nos-
so distincto amigo, Rvd. Sr. conego Paula
Hnrnniiao
Datas at 31 de Margo: .
Aos noticias desta provincia sao desti-
tuidas de internase.
Estava funeciooando a Asserabla
Provincial.
Planbr
Daus at 19 de Margo.
As folhas desta provincia nada referem
digno de nota.
Cear
Datas at 1.- de Abril.
Tambem as folhaa desta provincia ne-
nhuma noticia contera que merega menguo.
Blo tirnnde do Xorte e l'arabjBa
Datas at 2 e 3 do crrante.
Ccnstam as noli as deatas provincias das
cartas dos nossos correspondentes publica-
das na rubrica Interior
Noticias do Hu do Imperio
Pelo vspor frauoez Ville de Pernambu-
co, entrado hontera do sul, tivemos apenas
as seguintes noticias:
itio Craade do Snl
Datas at 24 de Margo :
* En Bag no lia 20 pelas S horas da
manha, ra Mar.ilio Das, as proximi-
dades, do hotel Hespanhol, d<-use urna
scena de Bangue que conclu? por mais
urna vida cortada.
t Jos Farias. coahecido por Chrispim,
viria ha anuos c ira urna raulher de nom
Mara Cipriana Cornelia, a quem maltra-
tara com pancadas; nltiraamente levara
para csssnmaoutra mulher,e das relago a
que com ella entretinha, nasceu o ciume
entre as duas.
s Chegara Jos Farias de fra naquel-
le momento, apsuraa ausencia de 4 dias,
e como Mara lbe perguntasse de onde vi-
nha, travaram-se de palavras, concluindo
Jos por dar-lhe urna vergalhada cora^ o
relbo que trazi, era pear-se do cavallo,
empuahando o relho pela agoiteira, atim
de esbordoal a.
Temendo entSo a colera doseua man-
to, Mara Cypriana agarrando o pelo pon
cho cravou-lhe sobre o peito esquerdo urna
pequea faca, prostrando-o raorto era pou
eos momentos.
* A assassiua foi presa e confessou o
crime, accrescentando que nunca tivera a
intengao de matar o seu amante e que
apenas desejara assustal-o para que a nao
maltratasse. >
- Refere o Diario de Pelotas que urna
horda de malfeitores percorre os arredo-
res do Passo das Pedras fazendo os maio-
res estragos.
< Na noite de 19 para 20 fizeram urna
visita ao passo do Capao do Descanso, e
da invernada do Sr. capitao Jos Joaquim
de Freitas roubaram 20 e tantos cavallos,
entre os qua^s alguna de estimagao.
O B .rao dos Tres Serros, cujo fal-
fenimanto j noticiamos, deixou fortuna
calculada era dofs mil contos, e no sea
testamento alera de corateraplar diversos
estabelecimentoa pios, legou diversas quan-
tias a todos os seus escravos que tendo
sido libertados em 1884, ainda estivessera
era sua companhia e 10p> a cincoenta fa-
milias reconhecidamente pobres e viuvas
honestas.
a. Paulo
/
Datas at 28 de Margo :
Foi preso em Santa Cruz das Pal-
meiras e raraettido para a cadeia da capi-
tal o faraigerado bilontra que ora dizia
chamar-se Bento Moreira e ora Manoel
Pereira.
Inculcndose agente do actual governo,
Bento Moreira ou Manoel Pereira, and a va
geitosamente de fazenda em fazenda, in-
fluindo os pobres captivos pura qus se re-
vclucionassem contra os seus senhores no
dia sexta-feira da P-ixao, a urna hora cer-
ta aasegurando a ellas a liberdade plena,
coratanto, porra, que lhe dssera dinheiro
para certas despezas miudas,
Ao depois do haver f rito boa collecta,
Manoel Pereira embrulhou-so era outro cri-
me ainda maior, falsifiando a firma do Sr.
Antonio Bueno de Carmargo para obter,
como obteve, urna boa quantia de um seu
vizinho.
O processo vai ser instaurado, visto ha-
ver prova do crime no inquerito polieial.
Ha suspeitas de que este bilontra se ja
merabro de urna importante associagao de
jogadorea de vermelhinho, ladrSes de ca-
vallos e passadores de notas falsas, qus aa-
dam espalhados, tanto nesta provincia como
na de Minas.
Suspeita-se que em RibeirSo Preto ha
um merabro muito importante desta mana-
da de larap08.
No bairro da Pan te Alta, em Mogy-
rairim foi assassinado Jos Candido de li-
veira, vulgo Jos Molesto por seu tio An-
selmo de tal.
O ciume foi a causa desse crime. O cri-
minoso evadiou se.
Blo de Janeiro
Datas at 29 de Margo:
Lomos no Jornal do Commercio desse
dia :
o Hontem, s 3 1|4 horas da tarde, fun-
deou o vapor nacional Mayrink, trazando
o Rvra. Sr. D. Psdro de Lacerda, virtuo-
so prelado desta diocese, da sua longa vi-
sita pastoral provincia do Espirito San-
to.
< A' sua chegada salvaran) as fortalezas
de Santa Cruz e de Villegaignon, tocando
as bandas de msica do Io batalhao de ar-
tilharia e do corpo de imperiaes marinhei-
ros festivas marchas e salvando tambora o
cruzador Almirante Barroso.
i A bordo foram os sacerdotes da mais
elevado hierarchia, varios fiis e represen-
tantes da imprensa que em lanchas acom-
panharara o escaler do Sr. ministro da
marinha a quartoze remos, em qua veio
para trra Sr. bispo, acompanbado dos
Srs. vigario-geral, Iguns raonseohorjs e
conegoa da capella imperial.
Ao desembarcar no caes do arsenal de
raarinha, onde estava postada urna guar
da de honra, foi ahi compriraenta^o pe >s
5r8. Barao de Ivinheima, inspector ; c*-
pit2o de mar e guerra Lins, vice inspec-
tor; capito, tenente Pestaa, Io tenente Pa-
Iha e por rauitos outros offieiaes do mari-
nha, monsonhores, vigarios, conegos, ca-
pellites da armada e do exercito, muitos
sacerdotes, senhoras e muito povo que for-
maran) numeroso acorapanhamento at ao
pagj episcopal.
Na capella particular da Conceigao foi
entoado o le-Ueum e as alumnas dos col-
legios da 3ra. D. Luiza Alvarenga e da
Nativfdade, depois do atirarem sobre o
Sr. bispo muitas Aires, cantaran) psalmos.
O Sr. hispo fez urna pratica oorarao-
vonte, agradecondo a recepgao de que fui
objecto.
Na Udeira da Conceigao, que "st-iva
bem enfeitada, tocava a b do corpo de polica da corta e no pago
episcopal a banda Jos sdesianos execut-
va escelhidas pegas de msica sacra.
i Foi nuraeroaissima a concurrencia le
povo, que guardou s--mpre o maior respei-
to ao chife da igreja fluminense, que re-
gressa de urna f-cunda e trabalhosa mis-
sao. *
Espirito Santo
Datas at 25 de Margo :
- Na povoagSo da Barra da Jac, per-
tencente villa do Espirito Santo, na tar
de de 22 do corrente falloceram las cri-
angas envenenadas por haverem comi !o
mandioca crua.
Sendo conduzidos villa afim de sercm
sepultados os cadveres das duas victimas,
o Dr. chefe de policia que alli se achava
impeclio que se procedesso inhuraagao
antea de lazer-se auto de corpo de delicto.
Em seguinda S. Exe. orden u ao respec-
tivo subdelegado, que nao s fizesse o
exame como abrase inquerito policial.
Convidados para o auto de coorpo de
delicto os Ora. Ildefonso Theodoro Mas-
t i n s e Hermillo Monteiro, verificaran),
qu com effeito as ditas criangas haviam
suecumbido envenenadas em consequencia
da ingestao de mandioca crua.
O Jornal do Commercio da corte pa-
blicou este telegramma:
Victoria, 27, s 2 horas e 25 minutos
da tarde.Cora a tempestado que deseo
volveu-se hontera (26), s 2 duas horas da
tarde, cabio cupiosa chuva de pedra em
varios pontos desta cidade. Na villa do
sp rito Santo foi tio gran le a quantidade
de granizo que alastrou a praga principal
e quasi todas as ras.
Noticias da Europa
Pelo paquete francs Niger, entrado ante-hon-
tem Ja Europa, tivemos datas qae de Lisboa al-
cancam a 23 de Marco, dez dias mais recentes do
que as trasidaa pelo Sutty.
Alm das de Portugal publicadas na rubrica
Exterior, diz aa demais noticias :
Hespanba
Escreve o nosso correspondente de Lisboa sobre
a Hespanba :
Ruis Zoirilla dirigi ba dias a seguinte carta
aos seus correligionarios de Granollers :
Meus muito queridos amigos.
Com immensa satisfacao recebi o tel-'gramma
que me enviastes, o qual urna nova prova do
amor qne consagraes causa da repblica.
B' eloquente e valioso o espectculo que dis-
tes, unindo-vos ao* progressistas, possibilistas
federaes, para trabalhardes de accordo na realisa-
(ao dos nossos ideaes.
E aasim, sem perder tempo em olhar para o
passado, aasim qne se alcanca com passo mais
firme e segura na conquista do futuro.
Perseveren) n'esse ejemplo patritico de fra-
ternal concordia e procurem ser imitados por
aquelles qae se dizem amigos da repblica.
Que grande dia d gloria ser aquelle em qae
todos os republicanos hespanhes reproduzirem o
famozo espectculo qua em 11 de Fevereiro nos
souberam dar os nosaos amibos de Granollers.
Saibam no entanto jue, para essa obra verda-
deiramente nacional, podem contar incondicional-
mente com o sea affectuosissimo amigo.B. Buit
Zorrilla-
As folhas carlatas notician) que D. Carlos ia
partir de Londres para o Chile. Esta viagem V
feita cora o fim de procurar allivio a urna doenca
crhroica de garganta, de que ha muito soffre o
pretendente.
D. Jayme, sen fiiho, tenciona partir brevemente
tambem para o Egypto.
Franca
As disposicoea hostis da Allemanha contra a
Franca parece haverem tomado outro aapecto, e a
rece pelo cordeal e aflectuosa que tev9 em Berliat
o Sr. Lesseps, o grande francs, mostram que a
Allemanha carece de mostrar que se associa ao
respeito e a veneradlo de que goza em toda a par-
te aquelle incansavel obreiro da civilisagao do
nosso secnlo
Nao poder o factj em si ter grande mluencia,
sob o ponto de vista dos que pretendem encaral-o
como acto de diplomacia poltica; mas o effsts
moral produzido, digam o que quiz^rem inques-
tionavelmente valioso.
Por parte da Franca, natural corresponder a
obsequiosa recep^o feita ao grande esmpatriota.
E' aasim qae os rumores bellicos esrio mais
desvanecidos e parece ter entrado no animo de to-
dos que s guerra n-Io est prozima, apesar ds to-
dos os preparativos militires.
O aaoecto das bolsas parece tambem revelar ten-
dencias para a elevacao das cota^oes dos papis de
crdito das diversas na^oe?, embora possa entrar
em tndo ato o trabalho Jos bolsistas.
Em Franca a causa dos lavradores triomphoa
?a Cmara. O governo i stava dividido na ques-
to, e, para nao tornar evi lente a divisao, enten-
d. u por melhor nao se pronunciar no assumpto.
Notou-se o caso; mas o gorerno passou sobre
elle.
O Sr. Goblet julgou que nao devia fazer ques-
tao ministerial, nem oppundo-9e ao projecto de lei,
porque a sua opiniau nao Iha era favoravel, nem
cobri.idu o projecto coc a sua autoridad?, acce-
dendo a ama necessidade publica.
O presidente do conselho de ministros conservos
sempre a mesma atttude, o nada o pou Je demora
d'ella.
A esquerda maoifeata-so contraria ao projecto
da elevacao dos direitos sobre os cereaes, porque
d'ahi resulta a elevacao do preco do pao, e por isss
denomina esta leia lei da fome.
Elevando-se o preco do pi, o pan sufFre, aent
duvida, porque as estatificas de Pars mostram
que a elevado d-> preco do pS > corresponde a ele*
vacio da mortalidade.
Sob este aspecto, a dooominacio dalei da fo-
me bem cabida.
Eseusado aera dizer que os propugnadore* do
projecto votado sustentara que o preco do pi nao
ser elevado, porqne fcil de reconhecer a difi-
culdade em que se encontraran! pugnando pela ele-
vacao do direito sobre os cereaes se acceitassen
como consequencia o augmento do preco do pi.
O ministerio do Sr. Goblet sahio-se pas deste
embarac", por modo at entio n$o empregado.
A 19 de Mar^o o conselho de ministros dei-
xou combinado o projecto de ornamento de 1388.
O orcamento ordinario equilibrado mediante OS
no vos recursos na totalidade de 119 milbdes ds
francos, doa quaes 29 mi>l:R3 provm da tranatar-
inacao da quota mobiliria, 70 da sobre tasa de 50
francos p >r kectolitro le alcool e 20 da sobretasa
dos cereaes.
.E' mantioo o orcai-iento extraordinario, ao qual
se provea mediante 42 inilhSes de obrigaces
reeinbjlsaveis em sete aunos e 8 milhoes reembol-
saveis em 60 annos.
N'aqaelle da a Cmara dos I)-potados ooaK-
nuou a discutir sobretasa do milhi, qae comba-
tida pelo ministro do commercio. A discassio pro-
se.uiria a 21.
So dia 20 de Aoril os firs. Berthelot e Milland,
j-.iuistro da iuslruc;o publica u .ina ..bras publi-
cas, iraa a Arg-I para assiatium inaugurars
dos estabelecimenfis de intrneca-i -uperior. D al-
l bao de passr a Tuois para iutvgotarett a con-
strucceao do camiuho de ferro de Argel e Tacia.
- O p.eMJenu di Repblica entregou a '9, o
chapeo do cude-i de KnJe, cono ccrioonial do
ejtvl>. Os discursos proferidos cVsia occasiio
mniiifestaui jiupithias mutuas.
A mariuu iraaeza V i r.-petir no proriaw
mes de Mio os eusaio* que fez no anno pasiade
r
1


MiM^B^HBB

Diario dt wnambucoTerfa-fetra 5 (fe Abril de 1887
acerca da eficacia das torpedo-iras, cojos resalta-
dos feram en gcral pooco sstisfat torios.
A esqnadia eouracada rob o commando do vice-
almirante Pryroi, cunpr so-ha do tres divnoe:
pijotera, c ur< e*d>8 Colber, Amiral Duperri e
Amiral Courbet, avuo Aftcn;segunda, ecuraca-
do* Deoaiiotion, Redoutable e TritUnt, aviao Hi -
rmdelle;terewra,cuuracadoinc(ompfa6fe,>o#ren
t Bnelieu aviap Cndor, crusaacr torpedeiro
Batnry e Dtrouliae. torpdtiroa do alto mar.
F-m a divieo de torp< dt-iroe cmsadorea
Oemix, Dupetit Tkouardi, Villar, nnamiU, e oe
lorp- deiroa os 60,, 70 a? 72, anaadoa am Char-
borgo : 61 e 73. n'Breft; xTCsm Laaieat; **,
em Rochetort; 6, 2f, ttz, 63, 74. 06 a*B8 em
TullOD.
O prograoima daa asa no ata* crmaiate :
Primeiro thema :.A es qiBrrt a pretende escollar


ga, disputa-lhe a paaaairesa.
.rundo thema :A esquadra trata de forcar o
eatrcifu de Gibraltar para pasaar a Brest; a oivi
aio de torpedeiros quer embargar he a passagem
do estreito e vai perseguil-a.
llalla
E' omito singular o aspecto que ua ecusas Uero
tomado
O Sr. Depretw declarando qae se afaatava do
governo, ao cabo de todas as tentativas que se diz
teiera sido baldadas para ergansar novo ministe-
rio, apresentru-ae ao par'arcento.
O tacto era em verdade eetranho, e por is30 a
opposico coagregon se toda, e o br. Criapi apre-
sentou clara e categricamente urna mocio de des-
ct.nfi.nnca.
O Sr. Crispi foi vencido, mas o governo alcan-
9011 a victoria pr 20 vitos de maioria. Franca
victoria que levoo o Sr. Depretia a pedir o adia-
manto- da cmara, que tA decretado.
Vallando cmara o Sr. Depretia nSo se aahio
nwkior, depois de ter protrahido urna crise, que
nao se si be bem s-nao pode, ou se se nao quer re-
ulver.
O adiume.uto nao pie proveilar Ihe ese ami-
tos jatgnsB ser o priparo para a dissolucao, nao fe
deve estrauhar que antes de nova reunio das ca
muras, appareca o decreto da diasoiocao.
Entretanto aerto, que a i.teiveuco du chele
do Esta j nos negocio-pblicos, se> tem u.tim-
mente iBanitesledo por forra que nao pode deixir
de ser reccbtda com legfavor pela opimio.
Nao trtara quein diga que ebsa intervencio
sempre se deu, e possivel que seja aesiin, mas
'fse osso dir se-ha qne j ni guarda ou sabe
guardar as apparencias, que se 1.I0 salvam, com-
pletamente, setvem pelo menos largo teinpo.
- Sr. Depretia tinha mostiado em alto grao
fjoeiuir os eegredoe du arte de conservar o p:d'i
ar Jargo tempo no cneio dos embaraces e difficul
uades, que e elie sabia vencer ou tornear.
Agnri, ao que parece, os expedientes esto gas
tos, os alvitres raresm, e o Sr. Depretia eo rei
ach Dii-se e parece certD, que a maior diftuuidade
provin d88 relceos internacionaea. Ser as:im :
nug a prolougacio da crise ou a durnCao de uina
situacio to anormal, como a que estamos obser-
vando, urigiua Deoeesariaraenle difficuldadts na
puiitieu interna, que odem muito bem sobrejo-
as nutras.
O Sr. Depretia tem guvernado por largo tempe,
e e btmceito que se a experiencia contiibue inui
to pa apurar as facaldades dos estilistas, tatn
bem succede que para alguna de nada erve a 11-
j;'i des tempes.
Por maia que ae faca a bo1uc> da crise nio po-
de demorar-se, e ou se recorra ou ni) diss>lu
eio, afigurase nos que nao pie conser\tar-se por
mnitu tempo no governo o tir. Depretia. A cora
pretender conserval-o porventnra, m.a inais'indo
boa proceesoa usados para o conseguir, s se arris-
car a tor de encontrar como adversarios, M qcu
nao poderia esperar n'eaae campo.
Conforme despachos vind'S da Abyssinia, o ni-
mu que tencionara ir atacar os italianos em Mhb-
a-ah, foi obrigado a difierir esta expedicao p-ira ir
j reprimir a revolta de algumas tribus; anda ae-
im a situacio dos italianos deveras difficil.
A expeico Salinbein chegou aMassoah no da
17 de Marco.
Dia un despacho de Roma para 11 Temps, qae 0
geueral baletta declarou que o sen primeiro act 1
ao chegar a Massoab ae' mandar para a Europa
todos os jarnalistas.
FsUeeeu ltimamente em Turim o antigo
jesuta padre Passaglia.
B.eUnte deu que fallar quando suhi da Com-
panbia du Jess, por ter declarado a snas ideas
InWvee e apoiado o governo italiano.
O padre Passaglia fundou o jornal La Pace, e
eonseguio ser eleit.i deputado, e nomeadu lente da
Univertidade de Turim
Carece que nos ltimos tempos Passaglia bavia
abjurado aa suas ideas liberaes; o e e-.neu das mos do arcebis.o d> Turim os ltimos
tacramvntos.
Iiiclalcrru
O estado da poltica interna est collocando em
situaco ditti-11 o gabinete presidido pelo marquex
V Salysbury, q ae nao tra ter seguido ao exte-
rior, emigerai, a poltica tracada pelos seos aute-
essores, a ana conservaco ao poder seria ioip' s
ve).
Tem se fallado outra vea na approxiinacao dos
Srs Uhamberlaiu e (iladet ,ue, mus DaWaOiBwda
assegura* alada se cheix-iai ou nao a aamoandar
os dou illnstr'-s estadistas sobre o processo a se-
rnir pnra a solucao da questio que os divide, a
MU*afao irUudeza.
E-M- que mauifesta tenuiruciaa p'ira entrar no
aeu periodo agudo.
__ A qaesto do Egypto aa*citou debate parla-
mentar por occaaiao dos crditos pedidos pelo mi-
tro aa guvrra, mas os crditos f iram concedido e
por isso a poltica d> goverua nao foi contrariada
ao parlamento.
V ii reunir--se as costas da Inglaterra a maior
esquadra que ae tem visto uestes ltimos tempos
por oceasiao do jnbileu, qu tem de ser celebraJo
no di* 0 de junho prximo futuro.
Todos oa navioa de guerra ingleses, mm s oa
qne esto as estacoes navaes, se oreparam para a
nnaneiad* revista naval, qual a-sistirio at o
qoe ha encoenla anuos esto tora do servico. Fi
gora entre estes a nao de tres p >ntes Victory, on-
da aateve icado na batalha de Tnfalgur o p.-vi
lao do almirHnfe N--la n.
N'-.-se dia ir a rainha a bordo d'sse navia.
Ser dividida a frot.->em tres grandes esquadras,
W qaaes se r< nair urna enorme ouantidade de
eanboneiras e torpedeiros.
Parece que n'eesa revista se apresentarao de
dnzentos e 8cs=ea*aa trezentus navios de guerra.
O duqua de Amuate envi u ao piiucipe de
Qall"s 5i.Olibras para subscripcao do instituto Co-
lonial, que se vai organisar para commemorar o
Jebileu da Rainha de Inglaterra.
__ Sota-ae como um acontecimento digno de
pedal mencao t^r a rainha Victoria com a fami-
lia real e um pequeo numero de convidados, aa-
aiatido ha das a nma represntatelo particular
ela companhia do Hyppru lomo de Pars. A ral-
ba desde que enviuvara, nao tinha anda asais-
dc a neniara es: ectacu'o, esta alteracao nos seus
aabit.t ett produtindo grande geosacao.
Por occasio do anniversario da raiohi Victo-
tia oaver troca do fecitacoes e de presontea en-
tre a soberana c a santo pn ir
3. M. oCF-.-re^e a Le Xill um ediec.'.o >^ra e
ioberbamente eucadernaaa da Vulgata, c soa sao-
tiiade off rece riiuha utn mosaico precioso.
O imperad r da Al'emanha mandar t.ambem
xaahi Yictori* Om magnifico servic 1 .e cha pa-
. i'J peaaoaa. Es e serveo ene u.:,. niado na
Bohemia, custar para mai de ctin contoa de ris
fortes
Foi preso altimaaiente ea ) :')!i:i o paire
lle'r. por haver ac.uiai-lhado >s collouca a nao
^iem M n D eulionoa d:.s ierra.
p.dre tem -: alvo le grandes ivaces po-
pa aree. O ajrci'bispu de Uasbel e Emly com 120
padres e a'guns miibar'es do seculires foram es-
peral o a estaca 1 de Thurles, onde o arcebispo
lae disee que poia contar com as yinpathia de
toda a Irlanda.
No dia 13 e Marco foi distribuido o Litro
tul, constante de inais de mil paginas, em que ae
ineluem os documentos lo relaten j da ommieso
de lord C: wpers acerca dos neg cios da Irlanda.
Snicidou se o Sr. Juba Ky as ion Cross,
oe f secr-t irio poltico do miuisterio da India,
ao ultimo gabineto (jladston". Andava doente ba-
ria mnito tem
.lleanaaba
O projeeto do fr-t-aadu militar foi votado no
K iciutag em fc rceu e mutua leitura por 227
contra 31.
Nao oomparec. ram na cmara 65 di-putados e
M abatteroai-se de tomar parte na votacao. O
tgrupamento dos partidos man'-ve-se como na
Ivot\ ". anterior e foram oa mt-mbros do centro
111 em le nbster.
Este procedimento do centro fci couiequeneia
natural daa divergencias m que ae arbam por
causa da iuterveacio do-knmmo pontifie
Muitos deputados mais iLfloeneadoa pelos eus
aripcipufl ifcgioaoa do qu.- pe. s p n:ie. a. Je
iafm aperovsr ae prcvidrnciaa militar, s qne
Ltav XUl lbea recon.mtn,ar : outrot, pei.n,
mantiubnn Ctm 0 Sr. Windlbortt as tr..d:<;oea do
entro e reinvindicavam a iudep-ndetcia daqu^l-
le pt.rtido ctm rtiacao ao chtfe da igr. ja, no qno
diz respei'o ae n^ gocioa uu-rnoa do imperio.
O coi fl oto comec*va a provocar omn sciai^
o br. Wiudtaant tjcnseguio evitar *ate peoaj
iaaaaado a., seu partido urna attitnde aeutral, que
reSeltaido oe escrpulos oe alguna do aeus mem-
broa.icao dei de atr de btstilidade*o governo.
J afio perteucrm as noticiaa belgaate da Alt-
mauba; aqu.llaflaaatao de pas ou jjuerra era
ante.- nma questo eleitoral Jo qne outra couaa.
patrilas e apealar---------
solo da tatria p- loa exsrcitos da repblica trn-
cela.
Com a victoria eleit- ral tod umdo.u
parlamento v.tou a l i, poique na uina
opiuio em favor della obtivera iraioria.
A oppobivao vencida pelo auffiag, mclinou-so
oante delle, guardando para mrlhor oecasiao as
um f roas .
ABSim tudo volvtu a tomar o aspecto pacmea
porque o imperador quer pa, e igualmejite se
asegura ser contrario a guerra o principe Cis-
man-k ,.
Todava segundo e *ffiro.a em Borlan nos cir-
culo poltico aunrisado, os aaaumpt.s nter
naciouaes cfferecem grave aspecto.
A estada de Letse, s nao melhiron fm nada a
situacao nem desvanecen a> descoiifianc^s 111
altos poderes do catado.
Diz-se que a Aemauba nao atacar a ranca,
mas em vis:a dos perigos a a ana attitade, o.im
perio allemao reforcar a tronteira frauceza cm
12 regiment03.
O mu latnbem inspiram nqnieta^ao xs tenden-
cias da Ruaaia augmuntarasn-ac 3 legunentos na
frenteira mssa.
Em Berlim no dia 19 comecaraui as ferias do
anniversario do -.mperad-r. Naquelte 011 eff c-
ex rtu.u se oeicio militardaitnheria no polgono
de Hummarsda:ft. Assistirato o priucipo Gu.'-
Iherme e o archi duque Ralolpho.
CelebrnU-se uo palacio velho um concert, a que
assistiram os representante alleme, a excepeo
de Nizaino Pacha. Esta leata, em honra do archi
d -que Rodolpho, teve um carcter intimo. O im-
perador e os prineipe vealiam uniformes aua-
tiicos-
O artista PaJilla e sua esposa caataairn diante
da familia imperial e dos envidados euncoes popu-
lares hespanb-ias que agradaram muito. As da-
mas da corte represeutar^inqnadrob vivns e aceas
tyrolei-.s.
Deptis honve ceias em pequeas aesas ; ca la
umadellas esta va presidida por pessa-s pcr'.-u-
BCMB famili iuipci'ial.
O imperador manifestou grande alegri ao saber
que o papa en/iava o seu seer. Urio para aasiitir
as festas.
A Franca a nica potencia file nio estava
representada. ,
As 11 ticiaa de Vieuna parecein acreditar n uma
daelaraco pacifica do imperadsr Guilberuie por
occasio da festa dos-a us anaoa.
A 21 noite h'uvrem Berlhn um graue pas-
oo-io luz d arenles em volta do palacio rtjaL
Fizc ram-se o vaces enthiiBiasticas ao imperador,
que recbeq varios *estudantea que ttmavam parto
na maufeetacao e ibes dissu contar muit) e-ma
mecidade uuiv rsitaria, porque os vmp.s sao
graves. Em freute das resid. ocias do principe
de Bsmank e do conde de Moltk houve anlogas
ovac-s.
Eram grandes os preparativos para as festas do
anniversario do imperador.
Os jomaes publicavaui rtig>s patriticos.
tiislnalluiisria
0 Sr. Trisa, pf bidente 'do consclb > hngaro
diclarou ltimamente caaiara dos deputudos que
u soa esperanoa de ma..ut-ucao tV paaogmentou
desde a votacoda le militar alVeina; qoaaC asi
alliaucas nada pode dlzer, mas astevrra que o g-l
verno sadoaBJMse por mauter a |wz aljuguardar.-
do s inten ssts da monarebia.
Kussla
Duas csrtas de S. Peterabargo, pabrieadas n.i
Correspondencia Poltica, selareeemo caso com-
mettiao pelo Timaatuihuindo a agitadores cons
titucionaea e o^novo attentado de 13 de Marco
contra a vida ao czar.
Este trama era, como suppnuhamjs, feita pelos
cstudantrs expulso da Umveraidade, som meio
de existencia, e ligados conforme todas i.s afij-a
r-uciag ao partido nihilista. Mas a existencia, em
diversos crculos da populacaxe at no exercito,
d' agitacoea poltica tendentes a introducir na
Rnssia o rgimen constitucional confirmada pe 1
Correipondencia Folitioa.
Segundo incrinacoes desu folba, que n prod-i
zimjs sob toda a reserva, as priiea feitas ba al-
gumas semanas nos gyiuuaaios (lycens) militares
de s. Peteraburgo e cutre os oficiare da guarn
eio teriam f.mecido vestigio pdicia de uma j-
denicio de sociedades secretas, possuindo r-mifi-
CsCOjSI na burguezia, eutre os campju^zas, e pro-
uOalkHM transformar o estado actual daa coosas
para impjr aoaobjrauo uma carta ejaatitocional
anloga das Coustltuicoea d* resto dn Europa
A existencia d ate vasto trama geguminente
inverosmil, como duvidoso qae os conspiradores
tenham podido cror que disporiam di- meios de
accao sufficientemente emiveis para afrontar a
ruta contra as foreas populare e militarea, que
def.-ndem a autocracia. ntreumio para notar
qae o boto de uma nova agitaclo poltica na Rus-
sia circula na impronsa ei'opa.
A Gaze'te de Lausaune havia Desigualado, mui-
to antes do novo attentado, os sy.upiomis de ineu
bordiuacao que tinha mantf stado a aast-moa da
nobreza provincial de S. Peterabureo ni reuniio
do rim de Fevereiro. Neata reunio apresenta
ram-se e fzerain se pripostas qunsi subversivas.
E' assiu que a maioria vot.m uma resolucao ri i-
viirlicando para o .diieito legal d-;conservar us
act s do governo. E'ofirn a assembla pronun-
ciou se a f.vor da suppresuiio Je qualqner imposto
3obru as BuecessofS, e da desceutralisacao admi-
nistrativa.
A corte vai parw Livadia, donle o erar ir a
Sebastopol pira asiia.ir ao laucamento do u. ura-
<;ado Sinopt. -i e nao falla ua viagein a Batum
uom ao ChUCasO.
O Standard publica o inauifesto 00 partido con
strtsjcknai rus^-o, qu^ ped- a matituicao de ama
amara eousultrva, a liberdado da imprensa ea
amnista, e arge o governo de humJbar a Rusfia
diante do principe de Bismarck.
Foi boje promulgado um ukaae que manda com-
pli-tar o numero dos alferes e tfficiaes inferiores.
Segando noticias de S. Petersburgo, no trama
constitucional esto implicados una eem officiaes da
guarnico daquea capital; o governo resolte
nao hesitar em fazer prender todos os individuos
6Uspeitos ; parece que as juntas nihilistas pulul-
la.h em toda a extensas da Rnssia. -
O ^Memageiro do Governo publicou um commu-
nicado.desmentindo formalmente os boatos de ton-
sila as relatoes da Allemanha com a Russia.
A Tagblatt de 22 refere promenores do attentado
de S. fetersburgo : os tres officiaes nao si) nhi
lisias, mas sm inembros da Liga da Constitui-
V&o fortemente compromettidoa pelos seus ante
c.dentes na escola militar superior; a bomba foi
arremessada, nio para debaixo dacarruagem do
imperador, mas para dentro da secretaria da po-
lica para doua taludantes, ambos os quaes esto
preses, chamados Generaloffe Grraboff; abomba
nio rebentou ; ao todo foram presas, na ra, nove
individuos portadores de bombas explosivas.
Um correspondente de Berlim d as segnin-
tet informacoes acerca do attentado contra a vida
do czar:
. O general Gresaer e a polica j aabiam havia
mais de uma semana que os nihilistas prepara-
vatn esse attentado. Muitos eatudantes eram con-
stantemente vigiados. O imperador ssndo infor-
mado do que se projectava, nao cedou soa rogos
da imperatriz para pasear a quaresma em S. Pc-
tersbuigo e resolveu partir para Gatchiua.
< A 18 de Marco a familia imperial foi a igreja
da fortaleza Ramichida com idea de partir em se-
guida para Gatchina. Numerosos agentes da po-
lica secreta percorriam aa ras, emquanto a fami-
lia imperial estava na igreja. Um agente da po-
lica aegamo um estudante que levava nm livro
volamoao debaixo do braco e encontrn outro que
levava nma bolsa a tiracollo. Foram ambos presos.
O livro e a bolsa eram simpleamente botabas car-
regadas com dynaoiite. *
O csar fe informado telephonicamente da-
qnellaa duas prisoea e nao dase knada a impera-
triz. Sabio da igreja com o grao duque herdeiro,
na piimeira carruagem, na immediata ia a impe-
ratriz. Aa carroageaa tomaram camioho diverso
d'aquelle por onde tencionavsaa ir, e aeguiodo
biia do Neva, chegnram estadio do eaminho de
ferro. Os imperadores partiram logo para Gat-
china. A imperatrir t veio a saber em viagem
o que se havia passado. As bombas explosivas
eram do mais perfeito fabrico.
0 Memayeiro do Governo Russo publicou o si-
guite ccmmur.icado :
No Io de Marco, is 11 horas da m mhi, fo-
r-iui presos em New-os-ky tres estelantes da uni-
vrsidad.j de S. Petersburgo, qne tinhath comsigo
bgmbu xplosivas. Cjnttasaram que taziam par-
te di'ii ocied-ide spereta revolucionaria.
Kotk-i p steriorea dize-n que foram presos seis
eatudai.:.-. o que tinha comsigo cada um d'ellca
'asa bomba < zplasa. Sendo aa bombas exami-
nadas poro-, perito-vio-se quo esta Va m carrega-
*ts de dyu.-inite SMas balaa de chumbo chei a de
atryclmia.
-Orieaste
A.quPifao da Balgaria nao aa .pproxim 1 do
ternao, c eurada-se quui.do pareca mnatrar tsn-
denciaa a simpliScar-se. Ou pelas diili.u'd.i :c3
internus 011 p-ias i:: fluencias .exteriores, o certo .
que nao so atina com a res.luc que par aajosa
ci por coue uida aquella questo. A regeucia
ten dado pi-ovas de que possuti element is verda-
deiramenbi poderosos no pas, e se nao foran as
pn aso.-a exercidas exteriorroente. estrvand3 e
embaraenndoa *ua aecao, era pssivel anal as
^ousaa tivcssem seguido melhor eaminho. L) m lis
os interesaes encontrados d is potcnuias col'ocam
a regencia ern situaoSo verdadeiramente diiii.il,
mas o inenas pode diae^-se que at agora acuel-
le governo, embora em condico- provisorias, tem
sabido mostrar que aabe exercer o poder.
A Rusxia deixou de ter aquele as.>ecto impe
rioao que mostrara no coraeco da questo, entre-
tanto por mus que o diga nio se desiateressa
d'ellH, b ap"nuB ter rsvonbecido qu.: melhor fa-
v-.rocem oa teus intereases, sarvindo se de proces-
aos difidentes dos qu'j usara prmiiivuinente.
L'go que chtg'ieuo a urn modus vivendi a Aus-
tria e a Ruaaia, a questo ficar resnlvidn por
.ignra ; so isso nio fr possivel, vel-a-hemos pro
trabir-se at que se depare eusejo para que um
u'.quelo.s p to-ncias triumphu.
A Inglaterra segu com iater-'sse tudo o que
alli se passa, e escasado dizer-seque ella antes
se eucoutrari do lado da Austria do que a Baasia.
E talv.-a se poasa dizer que todo o adiamanto da
niloyo d'uqueila questo antea si-ja favorecido,
di que contrariado pela Gr-Bretauh.i.
O marques de Sal; bury ter por certo tido o
ejipeul.o em que nio se resolva uenhiuna questo
oxterua, em sentido desfavoravel a Intl>-.terra.
Foram adopuidas em todo o pnncip.do da Bul-
garia e ccn'inuan a adoptar se mediiias militares
que BBjeja ama grande importanca. Foi dividido
o p.-iiicmado em auas zonas d-baixo do cominando
de ilous gencraes em chefe, cada uui dos quaes
recebuu do governo pen ib poderes.
G istituio se a dictadura militar- Trnova, que
fi bem fortificada, receber 'm.nodiajtamemte
f^KUU nutnoro tropas, enfiarr'-"4'1*'* defe"-
rl-r aquella importante p-nto. Al,,n d,t0 ?">
ri, estar em c-n tienes de marchar Pai qualquer
ponto onde ae toraem neeessarias. .
Varna foi tambera guarnecida com arlilhana de
grus" calibre .
O Morniruj Poitt er saber que ns d-'putadot
humaros estao decididos a r"eleser o principe
A'exandr de Bataenbfrg, l^go que a regencia o
jnlsne opportuno.
O eoncio de popular Mliltepopelia, no qual as
Bistimai delegados das provincias da Rimelia,
affirmoa a resolacao d- defender, ap"zar do tudo,
a independencia la Bulgaria unida. Foi insti
tmda urna liga patritica que tem permissi- pira
perseguir enersicaTiente os inimiz's internos e
externos ; nomeiu-se uma commissio direcbra
eornpo,ta de 24 membros, e niegen pira sfiU P,e"
s:denfe o Sr. Tchcmaboff.
Sio horrorosos os primeuores da 'in;urreica <
le Koasch-^uk n-\ Bulgaria.
Grande, numero de fngi'ivos tevp de ntravegsar
a nad> o rio Lom. Os seus persegu lores viaia-
vam d mnrgem bulstara que files apoarecesaem
ao luroe d'eu e atiravam-lhes que-ma-ronp*.
Dona officiaes e um sargento fugi ins de Roota-
ch"nk. eensfleniram saltar para um barco, qu es-
tava m Danubio e<*hgaram a ramo dorio. D*
margem blgara fizeram um fogo terrivel contra
a barca que seafundou.
Os tres fugitivos consegniram a nado chearar a
nma Iba de rei, que pertencia a 3ourania e
que estava !gul distancia de Ronstchouk e de
Gnrgevo. Desta ultima cidade foram virtos ns
fugitivos. Algnns emigrados blgaros qoizeram
mandar um barco pura os receber ; mas as auto-
ridades roumaicas nao o consentirn), para nvin-
terem a sua 1 ttitude de absoluta nutralidade.
Oatres fugitivos conaervRram-se quatro horas nos
glos da ilba, at ou ebe^ou o vvpor Qreubckila^
q'ie, em vea de Ibes levar a salvacSo, os aprrsio-
oon e eondoiii e Routsohonk. Poacs horas de-
pois oa tres intelizes erara fnatlados.
A condemnarjo nao (i inferior em crueldad
prs"guca O msj-.r OntronofT, apes^r de gra-
vemente ferilo. foi coniuzido p-.ra o f.ribonl em
rosca. Era tal k sua fraqnesa, que tai neoessario
s"gurar-lhe na cabeca para que podesie fallar.
A ana attifude foi muitn enrgica o nio r nenhum-i responsibilidade. Disse qne se revo-
tara pelo bem da 6ua putria ; que dera ordem
os seus soldados d ataajaaa para o r, e que. s
tivesso querido, poderia ter destruido o quirtel
com a artilharia-
Accrescentou que. entre os nffieiaea que comon-
nham o tribunal, havia alenn8 que se tinham
coippromettido a aeompmhal-o na insurreicio.
Dopois desta declanco. que de certo Ibe nio bebV
qnisrou a b -nevolencia do tribunal, o raajor per-
den os aentidoa.
(> demais aecn-:ados tambem sp p-rtaram cf>m
grande valor p"rante o tribunal.
Tan.'
H-mve em Tnnis, a 20 d Marco, aleumas des
ordena p^r omisa do novo regu'amento dos en-
terre?. O judena qnizerum proceder a dona en-
rsm-i^os sem cumprirem as firmnldades exigi-
das. Lawantou-pe. por isso, grande mo'ira ; mas
a poliiia fez evncuar 'i cemiterio, e restabelecoa
locro a ordem, prendendo nlguns dos turbulentis.
H je. prcm, os judeus feeharam todas aa suas
loja", e renovaram as manifestacoes tamnltuosas
111 emiterio e em frente do paco municipal, gri-
fand : c Viva a Italia Abanto a municipili-
dade .' Acudi novamente a p-,lici. que dis-
prso!i os a|untamentos e fez mais urnas dez pri-
aSes. Ni cor.fl cto foram fexHas tres ppssob.
Eal.idoa-I."nllwa
O jimaes americanos ebatam que o medico em
ebefa do boapatal daPhiladelphia emp'egou um
trit.mentosemprecedent.es. Gurou por meio de
injfccoes de acido carbnico trinta fysicos chega-
drs ao ultimo periodo da hectica. As autoridades
mediess eonsidemm achado emfim o remedio para
as doenas do peito.
EXTERIOR
Corresponde acia do Diario de
Per na ni buco
PORTUGAL Lisboa, 23 de Mar5o
de 1887.
A' 21 do corrente, pelas 9 horas da noite, depois
de 16 horas d trabalbo de parto, S. A. R. a se-
renissima princeza D. Amelia d'Orleans, duqaeza
de Braganca deu luz um robusto principe.
Eis o b..letiin que houte .1 appareceu no Diario
do Governo e de qne os noasos ieitores tero tido
noticu pelo telegrapho.
Girndolas do foguetes em diversos pontea da
cidade r partir de Bclein, communicavam popu-
lacho de Lisboa este agradavel acontecirneuto se-
gutndo-se pelas 10 horas da noite aa aalvaa do
estylo as fortalezas e navios do guerra.
Agradavel, repito, nio peles tres ou quatro fe-
riados que traa uma numerosa classe de tunc-
cionalismo, o que taubum entra em linha de
cunta, mas porque ea dez mezes apenas, a aeuhj-
ra duquesa de Braganca tem conquistado as sym-
pathiaa de toda a gente pela afiabilidade com que
a todos recebe, porque boa e compassiva, muito
modesta e contraria a oateutacea ruidosas ; so-
bremaneira, simples no seu viver domestico, digna
emfim do carinbo que Ibe dispensa toda a familia
real.
Nao saopois as pnces officiaes, que~termnaram
hentem, s tres horaa da tarde por ^m Te-Deum
solemne na S patnarcaal a manifeetacao uuioa
do geral afiecto que todos indistinstamente, con-
sagram joven priuceza. A vatdade que nin-
guem deixava de fazer sincero* votos para que
3. A. R. foaae bem auccedida, como felizmente
foi.
Effectivamente o parto nio se pode qualificar
de difficil, comquento a S. D. Amelia, desde a 5
da madrugada eativeaae padecendo j baatante.
Quatro horas depois deaenvolveram-ae mais ac-
eeartoadamente 01 trabalboa do parto. A' 8 ho-
ra apparec'a o ultimo aignal do parto 'inmediato,
e s 9 boraa da noite, em ponto nascia o prin
cipe.
Junto d patoriente estar 8. M. a rainha,
o principo real D. Carlos, a Sra. condeasa de
r'aris, o l)r. Rivra, medico asaiateute, o Dr.
Missy, medien dos Srs. condes de Paris e a Sra.
Prvot, parteira.
O medico foi a primeara pessoa que reeeb-11 nos
bracos o receinnaBCido, como d etiqueta, pas-
aando em seguida ams, Anua do Teaar qu
njii rapariga do 28 anuos de dude, natural de
Regaengaa, prenta da guarda-parti do 8.-. cmde
da Praia e llonforte.
Pouco depois o principe era presentado a el-
Rei, o ao ttr. conde de Paris seaa avs, e ao Sr.
conselheiro "Luciano de Castro, presidente do coa-
selho de niiuisfi os que estavam oa sala inmedia-
ta com o Sr. infaule U. Affonao, aasanal do aervi-
co de S*i. >M, B AA., a dama &. Sr 1. condeasa
de Par-a** oasamariata do Sr. coade de Pafk.
A Sra. D. Maria Pia estava no paco de Bo-
lera desde aa 2 horas da tarde e nunca se tirou da
.L-ova da paturiente, quo- manifestou grande co-
ragem e auimac), achando-se cm boa condiooes
at a hora em que Ihes escrevo.
Pouco depois do nascimento do principe lavrou-
su o respectivo auto quo foi ussignalo pela eama-
leira-rnr e pelo Dr Ravra a quera el-Rei ngra-
eiou con a commenda da Conceicio offerecendo-
llie ae respecti 'na insignias. Por uma coinciden-
cia notavei o Dr. Ravra fazia annoa -esse dia.
Pela uieia noite foi presentado o principe re-
cemnascido s pessoas que estavam na sala.
Alm do ministerio aeham-se presentes os Srs.
duque de Loul. condesjde Sullamede e de Sulligall,
marquez de Pomares (governador civil de Lis-
boi, conde de Villa-Nova de Cerveira, duque de
Albuquerque, duque de Ramella, inarqaea Sibu
g-iB-a, coude d^is A'ccavua, general Souzi Pinto,
aiiimaiite Bapiista de Andrade. almirante Andia-
de Piuti, Feruandei Palh (presidente da Cmara
tYliitiicip.il de Lisboa), conselheiros Andiade Corvo,
Antonio de Serpa Punentel, Barjonae de Fretae,
Pinlieiro Ch-lijas. Ferro-ira d> Amoral, conde do
Ficalho, conde de Mos>1 nedes, conselheiro Car-
dse Avellino, Duval Tellos, B ruardo Pindella,
etc.. Ote.
U-a quai to de hera depois sua eminencia o car-
dcal p itrwrcba do- Lisboa miniat.ra.va o suer.-.m-n
to do baptisino ao n.-ineipe tj.m r.-cebeii o nomo du
Luiz Felipps, sendo padnubos S. M. cl-Ro-i D.
Luiz e a Sra. cond-tsa di Paris.
Astm que ua cidade ouv ram as girndolas de
foguet-'s, militis edifijioa pblicos e particulares
8- illuraniaram.
Ao Te-Dtam que sp envctuiu houtem na S,
estiverano presentes iS. UM. e AA. e toda u corte,
ministerio, corp> diplomtico para o qu d bavisj
uma tribuna reservada, altos funccinuarioa io
estad 1, corporac'S.
A om n lu. haver recita de gala ern S. Carica,
co:n a premiare do Simdo Boeanegra.
\ ouiii.i rea isa-se 110 pac > da Ajuda a recepco
em grande gila de eoraprimenfos ao chote, do Es
tado e familia real portn^ueca.
Parece que alm do r. Artbur Ravara tam-
bera agraciado o Dr Mm.-y.
Toda a imprensa salida e fcliaJta a familia real
pelo bom succ. aso da Sra. Duquesa de Bra-
ganca.
Estas liuh'is do Diarto lllustrado sio um ver-
daduiro midri.;al :
Il.'utein pelns 9 ho. is e um quarto da noite,
deu S. A., a Sra. Duquez 1 de Braganca, a bu o
desej ido principe, quo to anciosamonte bu esp--
rava.
Vio com a primavera, como com a primavera
tinha viudo at nos sua \a)\, a gentil parturiente.
Ecoincidencia notavei -assim como as
b idas dos duques de Braganca a chuva n* deixou
de cabir, paiecendg ab:ncoal-os, assim o nascimen-
to do principe da Beira foi abencoado por uns
ehuviscos primavcrae6, que lo vida s Aires,
pe fume e vici is rosas.
* N's associnmo-nos, do coracio, as alegras e
testas que vio nos pacos roaos.
A cerimoiiia das bencos tffectuir se-ha na
uapella do [ulacio a'aqui a quinze ou vinte diae e
na data que S. el. e!-Rei designar.
Dizom-me que o recemusscilo tem o typo Or-
leans : ulbos c cabello escuro. Nio muito des-
envolvido mas tem muita vida e grande vivaci-
J*de e mansissimo. Niio chorou em toda a noite.
Durante a cerimonia da apresentaco olhava
para todos os lados esperto, viviasi.; o, como que
querendo j nxar a vista aas peasoas e objectos
que o rodeavam.
O Diario do Governo publicou supplemento re-
f.-riii o o nascimi'uto do principe o determinando
que o primeiro lia de gala fosse o dia 22.
o dia 21 forum recebidos em Berlim pelo
imperador da Allemanha o general portugus Jos
Paulino de S Carueira e seas ajudau'es Castro
Sola e Brito e Cunba.
O imperador dirigin lo-lbes palavraa afFectuo-
sas, disse sur muito omig do rei de Portugal de
q 10-m tinha conhecimeiitu desde 08 19 anuos, fi-
Cando muito peuhorado pela otf ra da espada que
foi considerada em Berlim como um bello trabalbo
artstico A imperatriz mostroo muita sympathia
pela familia real portugueziu O imp-rador cou-
vidou lessoalmente os mviados para o jantar e'
soires, dizendo que nio poda emparecer por ae
ao-har -lebilil-ido.
O povo estava detronte de palacio dando viva.
Estavam chegando luzdas e luxoBaa etuipageus e
comitivas de principes de qunsi todos os paiz s da
Europa. Os visitantes offioiaes sio alojados pelo
imperador cujo 90' anniverssrio natalicio era
a 22.
Parece nao ter agradado ex'eessivamente aos n-
teressadoa em p-ej-i.licar oa direitos de Portugal,
que os ha, e "na poucos por esse mundo de Cbris-
to, o andamento progreasivo das negociaces en-
taboladas eutre Portugal e o Sultio de Zamzibar,
s>b oa auspicios da Inglaterra e da Allemanha
atiin du que termine definitivamente o conflicto,
que deu urigera ao bombardeamento e tomada da
baha de Tungne, em 16 de Fevereiro ultimo.
Consta que ser nomeado commissario do gover-
no para Be entender por parte de Portugal com o
couimis;uiio zamzibarista, o ceUbre explorador
Hermenegildo.
A osoo.il i te.u merecido a approvacio de toda a
gente.
Anda nao ha nromeuores sobre o ns8*s8uato
do goveruador de Tiinor, o Sr. Alfredo Maia,
enja per Ja uos foi to sens vel. A energa e acti-
n la Je ctm que esse brioso official da mi.rinba
11-.c 11-11 se uedicava ao desemponho das suas
runecoea tinham-lhe creado merecida reputacio.
Tiinor a nica pesseseio que noa resta las indi-
tas que ti vemos outr'ora no arebipetago de Sonda ;
o estado de abandono a que chegra Timor, enver-
g mh-iva-non.
Alfredo Maia consagrara se de cerpo e alma a
fazer levantar a colonia do profundo abatimento
em que jazia e cujo confronto com os fl^rescentei?
colonias inglezas e hollandezas circunvizinhas nos
estava realmente, humilhando, quando certo po-
der Timor competir com ellas na riqueza de seus
productos naturaes.
Julgo ter-lhe dito que logo depois de tur sido
rcccbda pelo telegrapho a noticia daqudle atten-
tado, o governador ordenou que se expedase de
Macau um vapor que luvaase inmediatamente a
Timor para manterem a ordem e por em rcspeito
os indgenas as forjas neeessarias, emquanto nao
partisse da metropo'e uma cauhoueiru pira ease
pouto da Oceania oude e temos at agora aq
padro de ncesaa passadas glonaa. S para o
primevos oias de Abril se podem aqu reaeber
noticias de Timor, por va de Macau, p .is era
Timor nio ba telegrapho.
Acaba de ser nomeado governador pora MMOe-
der ao falleciio Alfredo Maia, o Sr. Auto lio
Francisco da Costa, official s orden3 de S. M.
El-Re, levando como aeu aeeretario o Sr.'K usse
Gomes, alferes da guarda municipal.
Casou ante bontem a Sra. D. Mana Erm -
linda de Carvalho filba mais velha do Br. Conse-
Iheiro Marianno de Carvalho, ministro da fazeuda,
eom seu primo o Sr. Arthur de Carvalh official
do exercito. A cerimonia realiaou-ae em Lisboa
na igreja de S. Nicolao.
Foram padrinhoa por parte da noiva seu] paio
03 miniatroa da guerra (viaeonde do S. Jauuuri )
e daa obras pubhcaa (o Sr. conselbeiro Eraygdio
Navarro). Por parte do noivo forum p idrinhos
seu pai, o Sr. Ladislao de Oliveira e aeu to o ~r.
visconde da Silveira.
O casamento foi celebrado pelo Sr. Garca Di-
uiz, prior da Encarnacio.
Muita concurrencia no templo.
Quando o Tetnp de Paris publicou ha pouco
varios aaclarecimentoe acerca do tratado que ha
muito annoa estava em va de negoeiacoes entre
Portugal e a China, com respailo a Maoo, as fc-
Ihas ministeriaes da raetropole dasmeutiram a no-
ticia de jornal francs, negando que as clausulas
do tratado fosaem as que o Temps iodicon.
Affirma-se agora que etto concluidas a nago-
ciacoes do. tratado, sendo mai vantajosaa aa auaa
coiidtcSel para Portugal.
A' bor em que Ihes eston eserevendo ai.nda nio
cuobecido o resultado das eleices dos Acores.
So'ja elle, por n, qual f3r, nio poder modificar
em muito a situacio j ennecida dos diversos
partidos na futura cmara dos deputados, nem
diminuir a mu.na enormissima que deve apoiar
o gabinete na prxima legislatura.
Foram adiadas par* 30 deste mez as eleices
dos membros da cmara doa pires que, segundo
a,ultima reviaio constitucional, devein ser eleitos.
Estas eleices baviam sido primeramente apra-
aadas para o da 27 de Marco.
No dia 20 do correte efivetnou-se a eleico
dos delegadoa para elegerem os parea.
a 39 deputados eleitos com que a opposico
pie c ntar, afara o que viarem pelos Acores e
provincias nltramarinaa.
Esses 39, dizia bontem um correspondente das
Navidades, devem dividir-ae em 14 grapoa, a sa-
ber : serp.ieeos, barjo.iaceoa, biogfiaceos, lopa-
ceos, vilheoaeeos, almas do outro mundo, pretos,
preto-brancoB, euochiuistas, velba guard-, estre)-
laa cadentes, lunticos, amphibios. inclaaaifica-
VoS.
A Mague vem a proposito e tem sua graca ;
ma nio est longe da reslidade, porquanto o par-
tidij regenerador, desde a uiorte deseu chefe o
Sr. F otes, uerdeu a unidade e cada qaal puxa
para tea lado.
Anda aesta semana se espera em Lisboa
S. A. R. Sra. infinta D. Antonia, irmi de el rei
i espoBa do prncipe Leopoldo de H'houzollern,
cuja caudidatura ao throno de H-sp 11 h < em lb70,
como todos esta rao lembrados, servio de pretexto
guerra franco-allemao. A Sra. infanta e s.eu
mando hospedar-se-hao no palacio da ijuda e
nao no das Ntcessidades, como ao principio se es-
palhou. E-rei tenciooa ir esperar sua irma
fron'eira de Hespanha na estacio da Torre das
Vargeo.
Reuni se, lia poneos dias, 80b a presiden-
cia do Sr. Andrade Corvo, a commissio execntiva
iliis .x-quias e monumento de Fontes Porcira de
Mello. As exequias em Lisboa sera < no dia 26,
acbanlo-se es lendidamente armada a igreja das
Merci. Serio eouviiadi.8 alguns dos pnmeiros
artistas e S. Carlos para cantar os solos.
A o iinmis.-.-io que vai ao Porto par-, assistir as
exequi-is fieou definitivamente oonr-ti; ni 1-. pelo
Sr. Au lrade Corvo e secretarios, segregando os
vogaes las eomoiisres executiva e c-ntral, que
poaaaiu- u qneiram ir. Entre e8tea sabe-a "jaque
vio us Srs. Hiutz Ribeiro e Lipo Vaz de Sampaio
e Mello.
do corada sempre de grande xito, vai emprehen-
der nova publjeacio das Farpas do Sr. Rama-
Iho Ortigao, augmentadas com excerptos das cor-
respondencias litterarias do notavei escripter para
diversas folbas brazileiraa. Appareceu j o pri-
meiro fascculo de 40 paginas. E' digna de 1er-
e a refseacia critica de Valentino de Lacena no
f. Ihetim de 19 do correte no Jornal do Commer-
etc. fcstea folhtins critico ao lelos sempre coro
avidez. O ps, udonymo que oa firma, j h rioso no mando das lettras, encobre o nome da
Sra. D. Mana Amalia Vai de Carvalho, viuva do
melodioso poeta Goncalve* Crespo.
Tem corrido bem pouco animada a poca lyrica
de S. CriIos, quasi a fiudar. A primeira dama so-
prano Helena Theodonni, quo na verdade, uma
estrella musical de primeira grandeza acba-se
doeute, por modo que a sua parte no Simdo Boc-
canegra, que deve cantar-se daqui a ;alguna
di -is, fci j distribuida Dama Ernestina BenJaz-
11, urna tormesa principiante que tem conquistado
j grande r. pucaeio e promette vir a ter uma das
primeiras celobridades europeas.
Em D. Maria II subi scena em 19, para be-
neficio Jo actor Baptista Machado, Umparzienee,
coinedia em 3 actos de Goudim-t. A composicao
ligeira, graciosa, lardeada de fiuissiaias ironias,
alegre e nat ralissima. O deaempenho foi sober-
bo por parte de Augusto Rosa, Antonio Pedro e
Rosa Damasceno, que faztm os papis de mais res-
ponsabilidadu artstica.
O beneficiado tambera tinha uma parte, menos
importante, porm ua comedia. N'nm dos nter-
valles r'citrn uma composicao potica de sua la-
vra : Um idyllio.
E' uma composifo liguira em ptimos alexan-
drin b o int. ressante monologo uo talentoso ac-
tor. E' o imm irtal idyllio de Bnncia e Philemon
vestido moderna, doua velhinhos que anda aos
80 se iimiim como i.a primeira semenu da sua bur-
^uezissiina la de inel. Teve nm successo.
Tmbete agradon outro monologo, os grillos do
laureado poeta Arthur Magalhaes, recitadolpelo
I actor Brazio.
Teve um successo a exposicio de qnadros
dos srcistaa o norte, que se tffectuou nosts lti-
mos dias no Atheneu do Porto.
Das telas aoresentadas, algumos, a julgor pea
crtica, sao primorosas, entrando ueste numero as
de artistns que tem ido estudar por conta do go -
veruo em Pars e em Roma.
Algnns dos numerosos visitantes da exposicio
teein adquirido diversos quadros.
O Sr. Jote Pereira Lima dos Santos, eseulptor
port.uguez, que ha alguna aunes raudou o seu ate-
o 10 r ^ i, *f,r para Florenea onde estudou e deuois nara
tstao aftntalos 03 trabalhos para a formacao
das Bommiaaods, que em todos os conselboe deve-
rio promover a stnwcripcli pura o m nnuu n' '.
Diz-se que por occasio do niscimento do neto
de suas magestades ser elevado a duque o Sr.
marquez de Ficaibo, mordomo-enr d'el-m, sen lo
seu tlb.i o Sr. c mde de Ficalh?, secundo ouvi,
agiaclilo com o titulo de marquez.
O Sr. conde de Casal Ribeiro, nosso pl -nipi-
teucurio em Madrid deu n'aquclU cidade um
juntar em honra Jo .Sr. conde de S. Salvador Je
Matt ismhos.
Assisti) todo o |>essoal da legacio.
. O Sr Dr. The.ppliilo Braga, lente do curso su-
peaiac de lettraa, anda poneos mezes que peroeu
um fiho adoleso'Kute.
Restava-!lie ura fillia de l'j anmsD. Rariada
Graca qne era a Buprema cmiaolacio dm eouater-
iiadtia p-ies.
A pobre enanca era minada per uma tsica e
8uccurabio tambem.
O Biihiment', como enterro civil, cff'Ctuou-se
domingo passado, 'JO, da casa pateru, na de S.
Luiz, para o cernterio occidental.
Foi numeroso o acompaiihxinecto de amigos,
coilo-gs e discpulos do erudito professor abultan-
do em mais de 2 000 pessoas os cidadios represen-
tantes de diversos grupos e gremios republicanos
como homenagam a am dos mais prestantes mem-
bros do directorio daquelle partido.
Doa prv'loa da typagraahia Universal neaba de
sahir nm livro vt-rdade.iraioeute serio, e ijue ,
ein duvida inifispensav-'l aa estuJiosos para os
quies mo pode ser indifforente a nossa velhn ques-
to do real padroado.
Refiro-uie a Memoria sobre o Real Padreado
Portueuez as provincias Ultramarinas, escripta
em 1870 -elo Sr. D. Joio Chrisostomo de Amorim
Pessoa, aree.bWpo reaignaturio, de Braga, Primaz
daa Heapaubus.
Fui eseripto este importante documento a pedi-
do do ja fallecido, conselheiro Luiz Augusto R-;-
bello da Silva qne entio era ministro nos negocios
da in-irinlia e ultramar
Athi je essa memoria nio tinha visto a luz da
pubeiJade, mas nao quiz por mais tempo o acri-
solado patnotismi de to virtuoso como erudito
prelado, privar seus compatriotas d'um elemento
valiossimo para a intelligeneia d'um assumpto
que ltimamente se tornou mais palpitante em
consequencia da recente concordata.
O venerando prelado que acabara de exereer,
como verdadeiro portugm z, a sua jurlsdiccio no
Oriente na qualidade de arcepiapo de Qa, trouxe-
ra para o reino viva reminiscencias do que tinha
observado as trez visitas que fuera as misses
de Bombaim, de Cmara, de Oanganor, de C-chiun
de Cey;io, de Madrasta, de Calcutt e de Docca.
Fcil Ihe foi entilo coordenar a Memoria qire
mandou ao ministro do Ultramar em 27 de Janei-
ro de 1870 e cujo interesa, repetmoa, em vez de
ter caducado em to longos annos xas augmentou
agora pelas circuas rancias a queja tive ocasiio de
me referir, de ter aido celebrada entre o governo
portugus e a Santa S ama nova concordata a de
23 de Junho de 1887, cm que appareeem apprc-
veitadas algnraas das observaoes insertas na
Memoria.
Por inu'tas vezes a imprensa dePortug 1 havia
alludido n'iquelle trabalho,m nifestandoque mui-
to bem recebida seria a publicacio delle para elu-
cidacio de todos que, por seas deveres officiaes ou
|).r simples curiosidede precisavam conhecer a
fundo fio momentoao assumpto.
E' sabido qua Sr. D. Joo Chrisostomo de
Amorim Pessoa, carcter rgido e de fina temppra
se recusou a assigoar a mensagem gratulatoria
qne alguna.prelados de Portugal endereoaram l-
timamente ao santo pudre LJio XIII. agradeceu-
do-lhe as muitos favores e beneficios quesa san-
tidade havia feito aos portuguezes enrn a novissi-
ma concordata.
Do livro a que eaton alludindo e que 1 clmente
digno de to detida iuvenco se deduzem O' pon-
derosos motivos de tal recusa.
"O Sr. D. J0S0 Chrisostomo havia comrcuniea-
do por eseripto o sen mod-: de ver acerca de tima
ueva dreumscripcao do r*adroado Portuguez naa
possesaes ultramarinas.
O que app'ireccu na ultima concordata ni 1 s
nao corresponda is ideas manifestadas pelo escla-
recido autor da Memoria, mas a tal ponto a con-
cordata e 1886 eobresaltou as christandades da
ludia, que o summo Po-ntifice accedeu a abrir com
o governo portuguez novas negociac5js, sobre o
assumpto, justificando ;-..-3:m o rnode de pensar e
de pioc der de quem, por seus propms olhoa tinha
tatildado cuidadosamente no 'ndostio aa necessi-
dahe.s esp- rituaes d > raoito3 milharea de cath-ilicos
esoalhado por aquellas rsmotaa regio s.
' Os iiluitres ueuoaiad ir 3 nanea foram In-
dia esereve eom tolo o fundamento o erudito pre-
lado, e e na India se pode b-m Babor, o> ij'ie I
mlhor convera faz=r.
Alen de todas estas iiz_'s qu dt ninaVaa 1
pnblicacao d-i Memoriaimp-Tivayoou >, que oSr.
D Joio C'brys ist.im qaalifioa Tadevar, que :
deixir no grana 1 ya do son
om nono ill Sida, puro o lim.jo de to i-i a si
de qualquer ii.ri 1 nci* ou'presso alheia, e con-
traria ao ara r que 'era patria e ? siis to au
i-.ijc-!'. QSPudroai, naa
p ssess is ultnaroarinas uma della?.
Bon baja o llustr- araetaspo. AipuWieaaao
da aua Memoria m'iis um a-jto de patriotismo
que ni3 podo' ser de3B)nhecido por todos quantos
110 aeo pan ou fra dalle presaim homenagem
independencia du carcter lealdade e ao civismo
que inspirou este document Paacos prelados te-
rio, como o Sr. D. Joio Cbrysoatomo d'Amorim
Pessoa. a coragem das sitas opinies e a coheren-
cia d-las em grao to definido. As folhas portu-
guesas tem-se referido lis oi^eiramente ao livro de
que Ihes fallo, transcreveado alguns trochos dos
maia neressautes cora os devidoa commenaiios.
O meu fim apenas chain ir a attencao dos uossos
iet res para um eseripto euja publ'cidade fe son-
sacio e que dentro em puco ae eagotana, a meu
ver, porquanto, aiuda ba muita gente para qaeu
esta ordem de questes merece estudo nio super-
ficial.
A respeitabilidnde do autor, a eminencia do mi-
nisterio que tem exercido, a sua erudieco iocon-
testave.l e cima de tudo a clevacio do seu carc-
ter, dio Memoria nm cunho de seriedade tal,
qae se nio dar por mal empregudo o tempo que
se gastar aa ana leitura.
A casa editara C aizi, cuja aadaeia tem si-
Cerrara acba-se em L.sboa agora e expoz varios
trab'iihosaeus naa aaJaa da redaccao do Com-
mercio de Portugal.
Suas magestadea acompaubadas de soa alteza o
Sr. infante D. Atlons-. f'orvm no dia 19 deste mez
visitar aquella pequea mas notavei exposicio, es-
erevendo el-rei depois de ter xamioado os traba-
lh,n lo Sr. Lmia Santos alcumas palavraa muito
lisiiureima para > artista no livro dos visitadores.
Dbmbem aa^gnaram as poucas mais agradaveia
phrasea de re, sua ma^e-sude a, rainha e seu f-
Ibo.
O uioc eseulptor oftareoea Sra. D. Mara Pia
> bu^t de seu fallecido pai, o rei Vctor Manuel
son-1 bainen'e executado em marmore.
Uida 1 sr ,1 la d'um personagem notavei, de cujo
nome nio mn record agora, foi muito elogiada
pelo Sr. D. Luiz. Alguus grupos modelados em
barro e outros em gesso manifestara nio menos
0 talento e bju escjln d > Sr. Lima Santos.
Eativeram em Lisboa, a bordo do paquete
da carreira de Mozambique, r Sr. Taoumz Uping-
1 11, primeiro ministro do governo do Cabo, e
Hofui-yor, que desemb.ircuram em L'sbaa para
procurar alguna dos muistros.
O Sr. consellieirp Barros tjoracs, ministro dos
negocios estraugeiros, foi a bordo pagar a visita e
teve uma larga coufer.ncia com o Sr. Uping'on,
que tem 11 os rado sempre o maiores desejiw de
estreitar relacus com Portugal.
Houve um tic/i tm que o Sr. Upingtou Uvon-
tiu um brinde a el-rei, coirespoudendo o Sr. Bar-
ros Gomes com um brinde a' rainha Victoria.
O birio de Arinos, enviado extraordinario e
Biiniatro ao Brasil emFra oa, parti de Paris w>
da 17 em companhia do primeiro secretario da
legayo, o Sr. Vieira Mouteiro, em direeeao a Ni-
ce, sonde foram cumpriineutar suas altezas o Sr.
cunde e eoadessi d'Eu, herdeiros da cora do Bra-
sil.
Parece que suas altezas irio a Pars ua verio.
Agora o bnptisad i do futuro principe ou
priuceza da Beira ser cffectuado na es pella do
palacio da Ajuda, por deliberacao da familia real,
nio sendo exseto o que se disse de ae ter eacolh-
ds para esta solemuidade o templa monumental
dos Jeronymoa. Parece que a Sra. duqueza de
Braganca manifnstou desejos de que a coren; mu
sej.i apenas uma festa de familia.
Ach se em Lisboa, onle veio expressarnen-
te para visitar o Sr. coude de Paria, o Sr. viscon-
de de Bordy, director da Companhia dea Cban-
tieis de Bordeaux.
Foi a asignado o decreto abrindo concurso
para a navegacio a vapor entre Lisboa, Ibo e
Mocamedea. O praso do concurso de 60 dias,
sendo o deposito de 9 contos de ris fortes. A ve-
loeid.ide dos vapores entre Lisboa e Mccmiedes
de 14 inilb'iB e utro Mocamedcs e o Ibo de 13
milhas. O mximo do subsidio de 10) contos
de ris fortes.
FalL'ceu em C>imbra o Sr. Adeni Veiga,
I poeta distincto e republicano convicto.
Eia o quo a reepeito do mallograio poeta escre-
via ha piucos d;as uma folha de Lisboa :
r Conhecemol-o era uma pequea loja das ruaa
da baixa d'aquella cidade, a deitar pannos em
chapeos de chuva, e gatos em louca quebrada.
Deste trabalho auferia reeursos com qn<- ae sus-
tentava e provia s necessidadea da familia.
Artista por temperamento, punha de parte os
instrumentos de trabalho 1! escrevia verao3 formo-
sissimos du que ficam exemplures na Lyra do
Trabalho eem varias publicaces psriodicas.
Actor diBticcto, foi a alma de quntas associaces
dramticas sustentaram o th-atro de 1). Luiz. Es-
pirito sensivel e aberto as bellezas da uatureza,
que to prdigamente esu altara as margena do
Mondego, por vezes o admira nos desafiando os
rouxinoes daa baladras o m 03 sublimes cnticos
d sua lyra sempre inspira -a.
Morrea ignorado este privilegiado espirito, e
tii pibre que algn? dos aeua admiradores pi->-
mov.in rneia para que a familia d-> desventurado
poeta nio su fina de miseria.
a^'i" descance em paz .
Em Coimara desenvolverara se typhos com
carcter epidmico, victimando alguna estudantea
da Uaivers'd ;de e mu tas nutras pessoas.
O governo, sobre proposta do conselheiro Adria-
no Machado, reitor di Uoiversdade leclarou os
cursos deate instituto interrumpidos at ao dia 1?
do Abril prximo.
O asesino 'idiberem ea> reluci ao Lycea Cin-
tro.! daqaelii eidid'. Os estudantea aahiram de
Comb. 11 ncano aa'es de aer tomado esta delibe-
racl-o olfi-.'ii!. E' d-i crer que os cursos, quando a
Univer3dade se tornar a *brir, ae prolonguem
tanto quauto for preciso pnra restaurar o tempo
perdido.
A o 1 Coimbr.i, que, em rerd, viva
I xplor 03 eatudajit ia nio gosou ilsatas pre-
-il .1 aeu desagrado as folha
d.i c! I
O ponico, diga-se a virdude, foi auperior ao os-
prvduzlos pola epidemia. '
O g ,v raador e vil, Dr. L urenc Pinto tem es-
rravet&o'n te enfermo '-'i n meado aubti:ii
to \ irnell is 1 est taiairtran-
liatrict 1.
Vae pri amediatausenta a aaaly ba-
icopa rh:3 aguas potareis asadas em Coim-
br 1. ite d -.io.; Jo scr7i;o foi 1 icumbido aos Sra.
Drs. Philomeno da Cmara Mello Sobral e Au-
gusto Roch't-
uapetta-ee que. a origCni dos .yph3 manifesta-
dos na cidaae alta estej 1 mis liguas daa tontos di
S Veihi, largo daFeira e J.i-dim Botnico, A
ni anaiyse vai esclarecer est" grave problema, e
o primeiro paaso pai se coinhater cum seguran-
*';- : mi PSti l ;'l i _o : o en temen V
aquella cidad.
A companhia eoncessionari* do eaminho de
ferro do Lonrenco M irq !os a Pretoria, (frica
Oriental), de qui presidente o Sr. conselbeiro
A domo'de Serpa Punentel declarou-ae habilita-
da a cumplir o 8eu contracto no praso marcada, e
em breves dias sahir de Inglaterra o material
necesaar'O para a coustruegio, assim corao o res-
pectivo peasoal. Assim o declaran ba poneos dis
o Sr. A de Serpa ao Sr. Henrique de Monedo,
muiatro da inarmha <: ultramir. O carto se-
gundo i-1 -.Ifirrna, que um grupo dacapit&liatas in-
gleses muito conaideradoa temoa firme toda a res-
poaaabdidade fiaanceira da empreza canceasiona-
ria, promptifienndo-ae a pagar ao governo nprtu-
guez tedas as despezas jl feitaa wmj caoiiuho
4
'
-,v

*
\
4
*
V

MUTILADO
"1
- .



HMl^H^^H

atflHi

Diario e Per
i
rrp~teira 5 He Abril de *W7
HS
3

/
l
*
de ferro e man itinnar a* abras at a sua
conclu:.
J einbarcou o material na importancia de...
25:000 libras csterJiuas, que parece ser o sufi-
ciente para o 12 kilmetros de via-ferrea que an-
da falta coustruir.
O g vero o recebeua 18 deet^ aiez uin '
gramma de Moeambiquo noticiando qae o secre-
tario gera! di provincia regressara a Chilonne,
ficaudo ein Gasa o residente Oaauoiro
ta seguran? *.
As autoridades portuguesas linha n obtid; lar-
gas satisfacoes publicas da Gunguuhana que quer
mandar deis dos seus grandes pedir perdao a el-
rei e aulcitar-ihe que indiquo o tributo quojul-
ga dever pagar para reagatar o seu erro h entr
gar a sua magestade presentes de marfira. Alean
disso, o r ul Gunguuhana i fferece o concurso
das auaa torcas todas as vez-a que fr necessano
bater quaeaquer rebeldes acor portoguoza.
O nosso prestigio augmenta tm .Muaaurise.
__Conforme telegramma reccbido &nte-hontem,
a companhia d > caminbo de ferro de Ambara
' \frica Oriental). 8presentou ao governador geral
de Angola projecto definitivo da parte d i Imh i
qm fien entre Loanda e o rio Cabiri, e o aute-
projecto do resto da linha at A obaca. A priinei-
ra parto at Cabiri j foi approvada.
ato em coiistruccii j 40 kilmetros, deven
do seguir-se sein demora a coustmeya do troco
que acaba da ser apprevado.
Abre no di i 27 do carrate a exposicao de pin-
tura decorativa no palacio de Cryatal do Porto.
Zj.
Por outro lado considera ainda o Pam que a es-
casee* do producto que tein feito subir o sea preg^.
tai com que os consumidores brazileiros, at aqui
affeiyoados a case producto, busquem outro rgi-
men de alimeutacao, differente d'aquelle, o qual
deve ser bamdo. quer se o considere sob o pjuto
de vits da ameutaco, qu r sob o da hygieue,
por Ihe faltaren! todas as cundicoes elementares
para ser couaiderado um producto sao e til eco-
em perfei- nomia animal.
O Rio de Janeiro tambem
INTERIOR
Correspondencia do Diarlo de
Pernambuco
RIO DE JANEIRO -Corte, 26 de Marjo
de 1887
StntMABio :O anniversario de 25 de Marco.O
louva a resilucio to-
mada, que sendo conhecida no Rio da Praia, fez
redobrarem all os clamores dos interesados ua
exportaco de carne seeea, os quaes j se iam
acalman lo com a esperauca de que pslo goveruu
bruzeiro forem attendidas as suas reclauaaeoe-,
e mediante as providencias que indicaran). C.un-
preheude-se quanto semelbante resoluco deve
tel-08 con'rariado. Nao smente o xarque da
safra i.ctual que se u:h-. alii acumulado e sosa sa-
hida. Quando se manifestou a epilcmii exista
anda em deposito xarque do aun > passado, po s
nao havia ainda comecado a mataoca de3te anno.
E' enorme, pois, a quantidade de xarque retid,
que representa um empate de capiial inulto consi
deravel, que nao poder permanecer assim por
mais tempo seiu causar graudes traa-toruos.
Ka o" tacto que nao smeute a piaca de
Montevideo, nein a de Buenos Ayres que soffrein
comate astado de e-ousas; a nossa tambem se re
aeut .e nao piuco. Se o Brasil o mator e mais im-
prtante consumidor de xarque da regata platina,
tambem verdade que n'aqueljea mercados tem is
boas treguexea paia o nosso assucar, caf, agur-
dente, fumo e at mate que para all exportado
da pr vincis do Paran em creacida escala D'abi
a liga de interesaos entre urna importante parte do
nosso eommereii com outro daquelles Estados ; e
urna nao sofirer sem que a outra o sinta. O
mesmo, porm, nao acontece com a praca do Bio
(iraude do cu I, que est com os seas depoaitos pro
vidos de.xarquei de preco alto: as ultimas venias
alli torain de 4*600 a 4*800 a arroba. Urna baixa
repeuiina uesses precos, que seria a consequeocia
da entrada do xarque platino, no nosso mercado,
acarretana grandes prejuizos e desastres n'aqnella
foram a PjJ**^- I J^ri7so~ tem eia"aqui adrogados de sua
Dispensa de recepcao omcial.(3s| ,,. _zl___j- ;_.______a.
ministros que
_-- '___i I causa, que a defeudem, invocando o interesse dt
festejos da colonia allema p.-lo anu-1 ? _*T_
vers^rio do imperador tiuilberme.
Congratnlaco da Assembla Provin-
cial de Pernambuco.Juizos cfficiosos
sobre a saude do imperador.Dclibe
acao do conseibo superior de saude
sobre admisso do xarque de pro-
cedencia argentina. O xarque do Bio
Grande.O cordao sanitario e os n-
teresses do3 xarqueaderea. A im-
prensa da provincia e o r. Beuto
Lisboa.Ultima carta do Sr. Nabuco.
Como era previsto nao houve bontem cortejo
nem recepcao imperial em Petropolis. Para abi
subi, porm, no dia 24, o Sr. Baro de Cotegipe
acompauhado do Sr. ministro da marinha. Brui-
dos aos Srs. Prado e B>.'lisario, foram recebidos
pelo imperador sem apparato. Consta que o corpo
diplomtico 3er receb jo no dia 23.
O Sr. Cotegipe ainda nao de->ceu, naturalmente
porque sendo boje sabbado, ter de apresentar a
despacio alguna papis, relativos a negocios de que
se tratou em conferencia ministerial uo da 23.
Sua Magestade, teudo deixad,o j os seus apo
aentes particulares, receb :u a 23, das ll a l hjra
da tarde, as pessoas que o foram cumprimentar.
Na vespera uoite, assistio atravs das vidrayas
do paco, ao dtsfilar de urna marche aux flambeaux
acompaubada do msica, da colonia nllem feste-
jando o anniversario do imperador Guilberme, e
foi saudado pila mesma colonia, que dingio-ih.-
um voto de congratulaco, que assim conclua :
Senhor Se os allemes desta cidade ainda
nutrem sentimentos de adbeso edeam>rpart
com sua trra natal e seu heroico monareba, o>i
menos ntimos e fortes sao os lacos d amor e du
amisade^que os prendem a este bello p iz, ao qnal
boje pertencem com todas as fiaras do coraco,
pois que a patria de seas filhos, oogratulan lo-
se com estes de serem subditos de nm sob Tao
tao generoso qu'io sibio e bumano, e anima los de
puros e sinceros sentimientos de lealdade, de amor
afieicao para com V. Al. e a familia imperi.l,
reunem-se aos seus filhos e a todos os brMMteiroa
no jubiloso grito deViva S. M. o imperador.'
Viva a augusta familia imperial Viva a naco
brasileira I
Entre aa congratulado'3 pelo rastabelecimeoto
de S. Magestade, que do quasi todos os pontos che
gam, registra.u os joruaea o da Assembla Provm
uial deesa provincia e a respoeta que em nome de
S. Magestade den o Sr. presidentedo conselbo.
Entretanto, o imperador ainda nao est completa
mente restabelecido. No dia 18 teve um accesso
febril, pequeo, dizem os medicos.lmas que o levou
ao leito.
No Pait de hontem um articulista, que se assig-
naUm velho patriota e clnico jubilxdo e inoitra-
se interessado pela saude do nosso venerando
ponarcha, diz que a molestia que o affectoo e
que anda ni) est resol vi Ja, att-uta a ida Je do
entermo e o seu sotfrimento diabtico, reclama se-
rios cuidadas dos seas mdicos, pois nao urna
tebre paludosa, a qual nao produz ictericia, nem
urna congesto de ligado, que por si nao traz tebre,
mas muito provavelmente trata-so de urna hepatite
parechymatosa degenerativa ouatropbica, em seus
inicios, e queexisge|tratameatoapropriado e enr-
gico. No Jornal do Commercio de boje um outr.
articulista respoa le que nos paizes quentes a icte-
sade publica, que effectivamente, est involvida
n questo.
Com tudo es xarqueadores de Pelotas, que agora
tem tiabalhado cin os gados da provinciasalvo
urna ou outra tropa (boiada) do Estado Oriental
que dizem ter transposto por contrabando o cerdao
sanitarios 'iitein que esees gados j vo escs-
seado, e per isso desejam ver terminado o dito cor-
dao. A entrada de gado do Estado Oriental, para
ser morto as xarqueadas da provincia, nao tem
as mesmas consequencias que a cencurrencia sem
medida do xarque platino no nosso mercado. Alem
de que nao se devendo receiar de que o boi vivo
seja vehculo do germem epidmico, nao ser pre-
ciso esperar-se tres mezes dep-is de extincta a
epidemia, para que se acabe com o corda j sani-
tario ; e assim ainda por ease iado naa ha o que
allegar contra a pretencao dos xarqueadores de
Pelotas, desde que tenha dosapparecido o cholera
do Estado visinho.
Fallando no Bio-Grandc, cabe aqui dizer que
sao contradictorias as noticias que d'alli acabam
de cbegar-no3 sobre ter ou nao ter pedido demis-
sio o Sr. Beuto Lisboa. Airmam aa folhas di
oppoaicao que elle peJio e tem instado pela sna
exonerayao, quer por telegrammas quer por carta
olficial, que o Sr. Cotegipe reapoudera que es-
pertase at Alai'.', que sahiriam juntos, reapost.i
esta de que o Sr. Lisboa nao fez mysterio.
Segundo as mesmas f dhas o que nifl le no animo
de S. Exc. para querer retirar se s> as exigencias
dos seus \migjs e a falta de apiio d'elles su
administracio, pelo que, decidido c um est Sr.
Lisboa a na j mant r-se na presideacia, j se acha
na capital o 2o vice-prcaidente, a qustn no proximi
onversaeo s, a pTeeo.'upe.$&a de todcs os rspiri
tos, 0 lameotavak sini-tro do paquete Baha, cuj i
notiei ti vemos oo dia 25
)iveraM t.cle^riuiaiis e>aa 'i'erentea oot
tm si > iiima^ji tra*:n'ti i is. sendo > prim iro
recibiJjp !> Hg-'ite da Cimpuibia Peruamba-
son re*p.tivs gerente, am que se diaia
ter o Firap um arrie isia, te*4o
t:do orna colliiii cjoj um vapor qu ac suppuuha
laki*. o do i,ual nao hav
1) :s i cut coiaecar .tn os ju:z > etnras
de cala um, qae de diffsrentes ni -d -e piocuravam
explicar o c4 it qu>3 no mesui i dia tarde s -
meato tinlii si io o paqttet-
iahia que ti-ivi i id > a pique, se. atrae pro-
mA >orr'S.
E' f.ieil il ? aao;iaar-se eatac a aneettade de
tudo?. o desulaineuto e angustias de une palo re-
c i i de per Jas de vidas e valorea, que haviain te-
guido n'aqnella vapor.
Com a th'gala de outias noticiad nos das se
gniutea dcaraui alguas tr inquilisados, por sabor
qu tinha sido salvo um irmo, um prente ou
amigo, restando o estido triste e af ctivo de una
familia reapeitavel, residente na Alacahyba, p.-la
ausencia de noticias de um filho querido, o duao
lamento de outros por perdas de valores qae lu-
viam carrejado, e uo espirito de todoa a impres-
eo desagradavel que s;mpre deixtm estes tristi^-
timos succ'-ssos.
A familia de que fallamos do major Mano.l
Joaquim Freir, que dtpois de ter passado por di-
versas alternativas de eaoerancis de ter sido saivo
sen filho Joaquim Marcelliuo Freir, qui s-guira
uo Baha com destino corte, acaba de verificar
que este fallecido.
Fatalidade I !...
Joaquin Marcellmo Freir era um mojo geral-
mente estimado, e que, nao dispondo de recursos,
soube por si mcem, custa de seus estreos, de
sua actividade e peraeveranca no trabalbo, con-
quistar boas crditos nessa praca, onde fazia im-
portantes compras, e collocar-se por conseguate
em b i posicao commercial.
Casado com urna irm. do respetavel ox-vigario
da Macabyba, piire Alano-1 Fernando tendo este
resolvido transferir sua resi lencia para a corte,
veio a provincia e consegua persuadir o caohaao
a ir tambem para alli e vveme juatjs, e assim
regressaodo o Bvdm. vigario lovou logo en sua
companhia a irma casada e dous filhos, ficando
Freir para seguir depiis qua liquidasse sua casa
commercial, o que reaiisou em condicoes seuao
muito vaotajosas, ao menos o tnelhor que poude,
conseguiado reunir um cap tal de vinte e tantos
contos de res, dos quaes, remetteu logo inetade
para o Bio, condueindo agora o reato de sua for-
tuna.
E quando ia com a alegr a no coracao de breve
abracar a esposa querida e os filhos estremecidos.
oei de Abril far entrega da admimstraco.
Por seu lado declara o Conservador, orgao
ricia na febre intermitiente frequent;, e que
molestia de S tf gestada urna febre palustre,
que de intermitiente ia se tornan lo remitiente, e
da qual infelizmente nao e.it livre, podendo ser
ainda accomm-ittido por accesos coin muitos das
de ntervallo pjr i seo qae o mjs'nj augusto se
nhor permauece no pa;o; po.oque devia ter sido
aconaelhado desde co:n?co a deixar Petropolis, re-
tirando-se para nm clima fresco e mootaahoso ; c
agora que a estago de fri seapproxim* urge que
S. Magestada saia de Petropolis para ainda apro-
veitar a boa estacao de Barbacena oo de outros
pontos semeihantes.
Oevemos acreditar que os mdicos da imperial
cmara, qae sao todos sitas capacidades na scien-
cia, bem comprehendam a respoosabilidade qae
sobre elles pesa e tenham aconselhado ao augusto
do inte o que uelhor convm sua saude. Nao sao
os juizos e.conselhos de ofEciosos abonymos que de-
vem ser preferidos aos daquelles, que alias affir-
mam que o estado actual de S. Magestade lison-
geiro, nao obstante aqnelle accesso febril.
Aa queixas e rec'.amacoes que se tem levan
tado no Bio do Praca, especialmente em Montevi-
deo, onde os charqueadbres e exportadores de
charque estao ameacadoe de grandes prejuizos,
por concnuarem fechados os portos brazileiros as
procedencias d aquella regiSo, fizeram c-cn que i
Sr. ministro do imperio convoccasse o conselho su-
perior de sade publica para ouvil-o sobre a ma-
teria, servindo de base para a d.liberaco a tomar
a aeguinte prop.sta do inspectrr geral da sade
dos portos :
S terilo entrada nos portos do imperto as car
nes do procedencia pla:ina, qne forem embarcadas
tres mezes d pois da piesente data a contar
d'ella. No cuso negativo, pergnntava o Sr. Ala-
aor, se o couselho entenda jue meJiaitte attes
tado dos cnsules e vice-couauloa nos Estados
platinos, de enveren sido mortaa as rezea e pre-
! ira-iaa as carnes depois de extincta n elles a epi
demia, poceriam essas carnes s-r aceitas nos mer
eados do imperio sem detrimento da sa le pualica :
ou se era de parecer que, como propunham por in-
termedio da legacao imperial eui MouteviJ ', os
donos dos saladeros (xarqueadas) do Ro do Prati,
se procedesse all deainfeccao e limpeza dos seus
c-4" belecimpntos por meio de urna ccmmiaeao que
o fizesse, seguindo as iudicacoes da ^ciencia ice
dici e composta de pessoas, entre outraa, apinta-
das pela uiesma le^ayj
Discut Ja a matria, foi approvada a propoata
do inspector da sade, com a eeguiu'e emenda do
Sr. Ibi'unin-i : depoi da declaragao i ifieUI da
eitinccj da epidemia, reoonbecida pelo gorerno
imperial; ficando prejudicados os oatros dous
ques'uos, b m como urna emenda do conaelh"ir
Carlo3 Frederico, para que foraem permettiJas
as entradas de carnes preparadas em saladeros do
Estado Oriental, estabelecidos era p atos em que
ni) h>uve eh l-'ra.
Ni e.i iformidade di resolv!), expedio o Sr.
Mamor as precisas or cris.
Fui* applaude a deliberacio do eoaeaiko,
|U< seria remitida iinpru ieiiei. p-rmitir
le j a introJucy do Bio da
Prata, que ple ser o vehculo que nos traga o
.-ma qae acabe de asaolar as dnee
renubicmi ju naonde ainda ni) est eomple-
-e que, foi produiir estragos no
Para: lntto Grosso, permanecendo ainda
com tudo o seu furor nos Estados transandinos. E
embra eonheea quanto o aasumpto ioteress eo
commercio, e quanto elle vale para a granJe iu
daatra dos staderoi, colloea cima de tace ie-
tereeees o da sade pablica. que So deve ecr
sacrificado a nenbuma ordem de condescendencia.
orgo do
partido-, qae cm que p>ze Reforma, a admi-
nistrar." i do Sr. conselheiio Lisboa promette ter
looga duracao como tanto convm provincia do
Bio Grande do Sul, que muito tem a esperar das
laxes e patriotismo de tao Ilustre cidado. Con-
tra a crteriosa adminiatraco, observa um j irnal,
.- ae levantan a impreoaa gaspariua, da qual o Sr.
coasoiheiro Lisbi nunca esperou apoio, porque,
para obtel-o, seria neceesario pratic ir actos de co-
vardia e traic.ii). que repellem ao seu carcter no.
bre e elevado. O apoio da impreoaa conservadora
e do partido, S. Exe. tem-ao franco e decidido;
e a imprensa indepeadente tem Ihe tambem dado
as mais significativas manifestacdda de confianza
e respeito
lato moatra qae n3o exacto, como se disso, que
tdfa a imprensa da provincia se bavia pronun-
ciado em oppoaicao ao Sr. Lisboa, por ter este adia-
do a abertura da .-isaembla Provincial do 1 deste
mez para o 1 de Outubro; mas nao deataz a
crenca de quo, na realdade, o Sr. Lisboa solicitou
a sua exoneracao.
Por aqui ponco ou quasi nada, se sab ; a esae res
peito. Pareee, eotretanto. qua ha fundamento no
boato que nos tem viodo da provincia.
Ignorava-se, porm, qaaei os motivos determi-
nativos do pedido de demtBao do Sr. Lisboa Que
alguma cousa oceorrea por l, que o desgoatoa,
nao ha duvida.
Si se acha j acalmado o sen mo humor, u u2>,
o que nao se sabe.
Nao terminarei esta, qn* preciso nao alargar
para aproveitar a mala do paquete Desterro, que
parte amanh ce Jo, sem dar-lhes noticia de urna
carta que o Sr Joaqaim Nabuco, antes de seguir
d'abi para a Europa, dirigi ao Paiz, inaaitestan-
'do-se de algama sorte surpreso por ter encontrado
nessa Capital os directores otluioaoa do par-
tido liberal, com queixas delle, e dizeudo que elle
com seas esciiptos est dificultando a volta do
partido ao poder
E' realmente iatereasaote, puadera o Sr. Na-
baco. Elles esto espera de que o partido suba
amanh, sem se sabir porque, nem para que, e
acreditam que nos, da imprensa liberal, qne pre-
gamos o programmaIdase nao II imena(ainda
sefossem homeaa '.) simis o obstculo sua pr-
xima uetallaco as respectivas pastas. Em Per-
nambuco eu vim encontrar bastante espalhado
ease murmurio......
A idea em Pernambuco era formar um direc-
torio, adiando para momento mais opportuao a
grande questao que nos divide, e finando urna
uoio que nos habilitasae a receber o Doder o m ns
bi\ ve possivel. Como se todo o partido que tem
um es'ado-ui'iio.-, uo Senado, nao estivesse sempre
prompto para ser chamado ae governo, e como ae
o partido conservador j estivesse mais desmorali-
satdo do que cahio o partido liberal !
A iliuso dos meas correligionaria (Je
ontras ideas) nio pode ser maia completa. Elles
iotbginam urna serie de cousas que sao o oppoato
da verdade. Acreditam primeiro que, se a aitua-
cio conservadora j esta gravem:ute ferida, foram
ellea que a feriram com o seu silencio, a su* lon-
gauimidade, a sua esosciencia de reos dos mesmos
abusos e cumplices da mesma tr.iie >, e nao a im -
prensa abolicionista !
Acreditam mais que a questo militar os
pode favorecer, a elles que nao revelarais a niim-
ran eympathia, pelo contrario, com o eiercit .
Acreditam ainda que o imperador diatribue tao
mal as fafas do seu reinado que, tendo dado urna
groasa de 7 anuos aos-liberaea, v agora dar urna
fiua de 2 anuos incompletos aos seus amigos con-
servadores. Por ultioio, ellee imaginan] que ha
noa aeus nomes, mat ou aneaos politieamente des-
acreditad.s, a torca bastante para renovar o estado
do noaao paiz, quaado tal torca s existe naa idaa
que tiles inostr... va s-mpro subordinar aos seus
interC38ts.
Ha urna tr.e*de illubes em tulo aso, e um
partido democrtico deve saber encarar a verdade.
Para que serve aos liberaea subirem e.ora Km
baiidena < com a mesma m-ralidade ? Talvez
para perderem as eleico'S, e se nio para durareui
dous ou tres annoa e cahirem pelo mesmo descr -
dit j ? A orgaiiiaacio senatorial do partido mi-
miga de tolas as toaniestaeOes de udepenJeucia
e liberalismo no partido. Nada mais naur-il per-
tanto, do que o liberalismo mostrar-a indiF tuate
a irte do partid tal qual < (le boje se acha orga
nisaJo. Todos ce esforcos liberaes Jevetn conver
gir p ftvei, uuia organisacao do partido, que sja ern
tulo o oppoato e 0 contrario da actaa1, que nao se
pode definir melbor de qae por uini .nmgBtn po-
palar,o rgimen 4o r medalhli.
O que diz o 8: Nabuco confirma o que eu diese
anda ba pouco : cedo para inanter lltMea
acerca de mudanca de situaco.
A noticia do naufragio do Baha caueoa aqui
grande coneternacao.
o que at certo ponto mitiga va a saudades que
conduzia de seas velhoa pais e irmaos, de queui
ma! saba que se despeda pela ultima vez, quan-
do a fatalidade corta-lhe a existencia e vem a
morte, diante da qual desapptrecem todas as am-
bicaa e tjdas as vas esperances da humani-
dade .' !
Trate destino' !
E' uqoi esperado com verdadeira aneiedade o
paquete Espirito-Santo para se ter os premenores
do lamentavel sinistro que todos desejam conhecer
e pois, bem de imaginar como sero procurados
oe diarios que viri por esta mala.
E quando se contava que o paquete araanhe-
ce3ss huje no porto, porque sabemos ter sahido
h mtcm oa Parabyba, v-selcom surpreza qne nao
chegado at a hora em que escrevemos estas Ii-
nhaa, esptlhando-sd noticia de ter encalhado.
Espera-se ainda que faca signal mais tarde e
ento possivel que pose mis dar noticia da che-
gada deste paquete.
Conforma j tivemis occaso de communicar
pelo telegrapho, -ueerraram se a 26 do corrate oa
tr ib.lhos da Assemba Provincial, tendo sido vo-
tados o orcunjuto da receiti e despeza provincial,
municipal e todas as outraa leis de meios.
Honra seja teta a actual Assembla que de
parte alguma, originalidade de queja tivem>s oc-
caso de tratar, campriram tolos o sea dever,
dotando a provincia com um orcamento cujos be-
oeficos resultados ha J; co.her.
Nao recei unos ser exagerados afirmando que
naa acuses circum t-mcias uo se poda melbor
consultar os palpitantea interesses da provincia e
attenJer suas fioaucas de modo mais vanta-
joso.
Nao nos fatigaremos de rendar o devido preito
de justica a Ilustre minora liberal qae dea um
n"..re, exemplo, digno de ser imitado por outras
11)33.13" viainhaa.
Asaitn que, se limiiaram a discutir simples-
mente as materias postas em diseusso sem se ea-
volverem na alta e baixa politicaqem, ae que nao
resulta nenhuina vantagem e ao contrario trae
frequeutemeute grandes iucouveaieates.
Sein a menor quebra de sua digoidudo politica,
cumpriram o seu dever de opposiomstas, sem em-
baracar a passagem das leie de impirtanciae por-
tento aem prejudicar a provn :ia.
Honra, pjis, aos Ilustres representantes do ac-
tual bieunio, conservadores e liberaos que, com-
penetrando se do estado fiaanceira de sua trra e
do honroso mandato que Ibes foi confiado, soube-
ram d'elle deaempenhar-se do modo mais brilhaate
o digao de encomios.
Aim do donativo de 10 pir cont de suas dia-
rias em favor do cofre provincial, de queja demos
uoticia, acabam agora de off.-recsr 10 por cento
dos 11 dias de prorogacao, em favor das obras da
matriz d'esta cidade, e um aeto tojo expoataueo
que fas honra aos seus stutiin-SDtjs.
O offerecimeato-foi fete por todos os deputados
conservadores e lberaes.
Sob a presidencia do Ilustrado magistrado,
Or. A nyuthaa Barros comecou houtem, a tunecio
nar a aesao do jury d'esta capital, que ter de
julgar tres uoicos proceesoa qae existem.
Est servindo de promotor interino, por e'tar
doente o respectivo fuaccionano, o talentoso ba-
charel Z icharias Monteiro, que a isso se presiou,
acce leudo com a melhor boa vontade ao col vite
do Dr. j.iiz de direito.
Segando uoticias que tema da Maci, j alli
se acha o Ilstralo juz de direito, Dr. Manoel
Barata de Oliveira Mullo, que teve esplendida re-
cepcao e no dia 2 do crrente, lile foi offereeittS
um bule, muito concorrido pelas principaea pes-
soas do lugar e do qual, d muito liaongeira noti-
cia o Macauenie, folba qae all se publica.
Aquella comarca tiuha uecessidade de um juiz
da tempera a estatura moral do Or. Barata Mello,
que ha de alli. restabelecer o imperio da le um
canto abatido cm a demora da iuteraidade em
tarefa por demais enperior, aioda
a mais habilissima penaa, d serevor com al
oa promeorea, que ss deram na-
uelle traaia dloroao ; pintar mais ou manos ao
v.vo o qaaJro pungente de desorden perturbi-
r reiuid) na 0CM3;I '
aaatrfl e referir a atuaco angustio; e affl-c va
laqielies qu', da envolta com a napetnosi
daaondas p .r iaatioetdoe e,;.'rva.-i.\ ampiri-
vi-s'deuai pedae de tabla, r.ilhict le
mtdeira, da qualqaer cyuaa em'j n, ,[ i Ih -s
vase de frail batel para salvar .,:>> ,,y ,i
p-op.-i:-. vida, mas a do iuu .' fi !, ili, qu-, de
quanlo em vez e e"inpre quo v;.iha a to.n i*u? ia
e"a voc arrasta la e q laei i.-) c mea
:lbucia#a uidi.-ilm-nte o doeo ueealepi-
i; ; a Ja aattemeeioU e desveaturad t es ) ib qu .
.iurlu e d afeita pela nlgid-ez da usarte, sup-
plicava atwcem e a d> prea.do irmi i n i no au-
ge da miior daa trbulacoss, jdesfalleoido e qua-
si ixjiiiuie, aem a mnima esperance de salv-.
remetti.ido deserto daa proceilosss ondas o ultim
adeuadi deso-rJida !
Ni)('.).. ti.ui .r m >s,5p)is, n .remol'j;aci) de um
facto que rauta magoa uoj tem causado, que noa
'em trazidoTo profundos o aerrboa desgoatoa;
tomramos na quo o tempo qui tem o direito e e.
dever de tulo apagar o eaquecer, procure var-er
djiiissa imiguacaoa idea lucubre d; taatftuh)
infirtuui i, ae t^ glande deagraca !
H je, afiaai de coatas, o q-ie ;nvm saber-se,
o que euinpro averiguar qaam dea motivo a tao
lamentavel acontecimsnto.
Aqui a maioria se recolta eoatra o t5r. Carva-
Iho, c immaadante' do Pirapama, a quem parece
iodigitar como o nico reeponaavel por nao ter,
como Ihe campria, prestado immediato eoccorro
oa aaufragos, retiraado-ae ao coutrario em mar-
cha verliguosa para o porto deaaa capital.
Nao porteocemos aessa maioria, por nos pare-
cer iocrivel que hija neste raua-lo um coraca) tio
recbeiado de perveraidada, capiz de praticar ac-
tos como o do que o>s occapam)3.
Demais, o conceito que formamos do Sr. Car-
valho, a quem nao cochocemos, alias frmalo em
intirmacSes d> pesaoas filedigaas, autoriea-nos a
preaumpeo de que S. S. est BJado victima da
maleJiceacia publica.
Aguardemos, pois, os factoa e o iaquerito que
oecesaariameote tem de acjrir-ao a re3peito, para
euto f ormarmoa o nosso eute de raza i.
A inspactjria da alfaodege desta provincia
:aba desuapeuder a pratica, at entilo adopta-
da, de serem entregues, mediante simples c;nhe-
cimento das agencias dos vapores brazileiro e
costero, volumes de mercadorias qua, a titulo da
encommenda, eram aqui receidas com estiao ao
consumlo interno da provincia.
Essa providencia parece nos de algum alcance
nao smeute pira o fisco como para os ateres-
N. 16. Cmara Municipal de Timbauba. Or-
ro S'X)S'y>0Be<
N. 17. Ao | S. Cianr.i Muiiiciptl Ja Victoria'
uo u. 13 aecrece-it-se, sendo 1S2500 ao J)r. Joj
Beruard) de Magalhia, que revertern em bse-
la nova matriaBe Barras Bodrieis
Porto.
Londoa Y Br.izilian Bauk Li
mited
^Capital do Banco
i do pago
Fundo de reserva
BALASt'O DA CAIXA FILIAL EM PERNA5BUCO,
KJ il DS MAKgO DE 1387
Activo
Letras descontadas
Letras a receber
Empre&timos, contas correntes
outras
Garantas por contas correntes
diversos valores 1,126:081*610
Caixa em moeda corrente l,16l;20360
1:.000:000
1:000
250:000
270:767_7()
611:726*116
3,302:684*239
6,472:529*580
Passivo
D.jpositoa :
Km coma corrate 1,164:397*600
Piso c por aviso 2,191:643*060 3,355:040*660
Garantas por contas correntes e
diversos valores 1.748:676*810
Diversas contas 1,362:812* 110
Letras a pagar 6:000* i00
S. E. & O.
Pernambuco,
6,472:529*580
4 de Abril de 18S7.
W. H. Billn, manager.
Wm. Hill, accountant.
itviSTA DIARIA
sea desta provincia.
Prosugue com actividade a cbranos execu-
tiva da divida activa geral e provincial, princi-
palmente depois que aasumio o ex^rcieio do car-
go de juizd>s feitos o Dr. Antonio da Trindade
Antouee M 'ira Henriquee.
Segae boje para a corte, afim de reanir se
ao seu batalhao, o capto YVear-eslo Prjire de
Carvalho, ajadaote de ordena da presidencia.
Nao temos tempo para mais; pelo primeiro va-
p .r d iremos contada conceasSo d loteras, feita
pelo Ilustre Sr. Dr. Gemiaiano Brasil, e no qae
tem procelido bem, acautellando os interesaos do
publico e da provincia.
PERNAMBUCO
RIO GRANDE DO NORTE-Natal,
de AIarSo de 1887
Ha das qu' o auampto abrigado de todas
30
as
que permaneca
Dnfanta o semestre de Julho a Dezemb.o do
anno passado, foram despachados pela mesa de
rendas proviucaes de Alacio oa segnintes gneros:
6,858:384 litros de sal, 450,850 kilos algodo em
plams, 5,471 kilo* carde secca, 119 de sebo, 2,999
de queijos de mauteiga, 2,259 de cera de carnau-
ba, 80 de car de abelba, 52 de pennas de ema,
1,6)0 inolhea palha de carnauba, e 7,270 libras de
sement* oleosas, tudo no valor oleial de.......
20').995*711, pagaod > de direitos de 5 por cento
de exportadlo O:274*56J..
EM2DE ABRIL
A'a 2 horas da tarde de 30, caegou felizmente o
paquete Espirito Sanio, que t'!* su vi-i^em sem
uovidale, ficando eatisfeita a natural curiosidade
publiea, ornas noticias dos promenores do nau-
fragio da Bahia, que ainda contina a preoecupar
a atleuco publica.
Deve emoarcar ueste paquete o Eim. padre
Joao Manoel de Carvalho, representante da pro-
vincia, quevai tomar parte noa trabalhos legisla-
tivos que aa aprozimam e quo por felicidade, e
aproveitavel coiucideucia trausferio, as vespeaa
da paasagem aqui do Bahia, nua viajan, para s--
guir agora, livaudo-ae ussim dos riscos do nau-
fragio
Bjns ventos cooduzam S Eic. ao pono de aeu
destino, e na cao-ara temporaria, ou le vai tomar
aaseulo. continu S. Exc a aavogar a causa da
ukCai c mtereases da provincia q*te representa.
ao os nosso Votos, aaai.-n ev.iw o da toda a
provincia, que seorgulha de contalo, com > um de
s-us dignos representante o filho muito distuiito.
PARAHYBA.-3 d; Abril de 1837
A desastrada e tremenda cataatropha, oiorrt-
da ua n lito de 24 para 2i de Marco prximo fia-
do, em ir.-nte a birra deG>yaiiua, tntre oa ya
porca i Bihii e Pirapama das oinpaiihia4
Hrazileira e Perna">buea, e d quil resultou a
j'if.n'rso iucmelia'a i" primeiro e a perda ins-
tantnea e precoW de tantas vidas preciosas, com
terntra nos tio cWorosnnentc.triuxe-noa tal proe-
traco d-' eapirit) que nos achim)i quasi que sel*
aleato para tocarmos ainda que perfunctoriamen-
te neaae luctuoso acoatecimeato, neaae evento in-
feliz, o primeiro nssse genero que se dan na nos-
sa costa.
Assembla Provincial
EMENOA3 APKKSENTADAS NA 2.* DISCUSSAO
DO PKOJECT N. 2i 'ESTE AN'SO.
N. 1. No art 1 1. Comiterio do Beeifa. Ven-
cimientos do administrador, sendo 2:5 ).)0 )) de
ordenado e 700*000 da gratificar-o 3:200*00'J.
Ratis e Siiva.
N. 2. Ao art. V' 1." Mercado de Jos.
Vencimeutos do ajudaute, seado 1:2005003 de or-
denado e S00*000de gratificaco 2:030*000-
itat.is e Silva.
N. 3. Ao art. 1. \.* Empregados externos.
Venc;mentos do auxiliar do engenheiro,sendo 800*
da ordenado e 400*003 de gratificaco 1:201*000.
Kata e Suva.
N. 4. Ao art. 1. l.3 Aferices. Vencimeo-
tos do director, seado 2.000*000 de ordeaedo e
800:000 de gratificaco 2:830*000 Satis e Silva.
N. 5. Ao art. 1." 1." Coatadoria. Vencimeu-
tos de dous lancadorea, tendo cada um 1:700*000
de ordonado e 700*000 de gratificaco 4:830*000.
- lia ta e Silva.
N. 6. Ao art. 1 1.' Cemterioa do Arraal,
Varzea a S. L>ureaco da Matta. Ordenado dos
respectivos administradores, tendo cada um 630*
1:800*.Ratis a Silva.
N. 7. Ao art. 1 1. Mrcalo publico de S.
Jos. Diaria de seis serveates, a 1*530 cada um
3:285*000.Ratis e Silva.
N. 8. Ao art. 1." 1." Empregados exterooa.
Vencimeatos dos fiscaesda Boa-Vista (1 e 2" dis-
tricto), liecife, Santo Ant mo, 1 e 2o diatricto de
S. Jos, Afosados e Graca, tendo 1:300* de orde-
nado e 700*000 de gratificaco.Ratis e Silva.
N. 9. Ao art. 1. 1. C-miterio do Recifa.
Vencimeatos do guarda, sendo 1:303*003 de orde-
nado e 700*000 de gratificaco 2;000a 30 )-Ratis
e Silva.
N. 10. Ao art 1. Cmara Municipal de Jaboa-
tao :
1. o.-deuado do secretario 600*003
2. dem do porteiro 200*303
3. dem do fiscal 600* ',00
4. Ileso do administrador do ce-
mitero 403*300
5. dem do servente do cemiterio 300*000
6. dem ao eacrivo do jury sem
direito a reclamaclo 300*000
7. dem ao ajudaute do porteiro 50*000
8. Porcentagem de 6 /0 ao pro-
carador 220*003
9. Obras e melhoramautos 400*0 X)
10. Aguae luz pira cadea 50*003
11. Eventuaea 50*000
12. Expsdieate, jury, eleico, e
assigaatura do Diario 100*003
13. Castas jud.ciaes 200*000
3:470*000
Riga Barros.Rodriga28 Porto.
N. 11. Off 'recemos como emenda o seguinte or-
camento da Cmara Alunicipal da Victoria, apre-
aen'adocm 21 de Marco.Rege Birroa.Rodri-
guea Porto :
Ordenado do secretario
dem do p irteiro
I lein do fiscal
Idom do guarda fiscal, aelar o
agougue
Ilem doadministra>lor do cemiterio
Diaria de dous serventes
Expediente e asaignatura do Diario
Jury eleico e impieaso
Aguae luz para a cadea
Porceotagem de 6 / ao praea-
rador
dem de 10 % aterdor
Ordonad) do advogado, defensor
doa preaos pobres]
C-iataa j-i iiciaea
Alagael da casa di cmara
Limp=za da prar;a da teira e ra
Obras e melhoramentos muniei-
paes
Evaotuaes
Curativo doa presoa e pessoas des-
validas
Eacrivo do jury, pelas suas cusas
Publieaciodoexpediente.no Li-
dador
Moblia para a cunara
Lucp'za da prafi da feiri de S.
Joao
603*000
300*000
500*000
280*0i0
500*000
730*000
70000
80*000
60*000
552*000
50*000
460*003
1:OOC*000
230*003
-.50*000
2:288*300
50*WW
300*0'JO
600*000
220*000
300*030
ts>embl:i Pruviuclal Nao houve hon-
tem -fi.-ai por terein c impirecido apaas 17 ara.
deputados.
A rounia foi preiidda pelo Exm.Sr. Dr. Jos
Munosl de Xi ros Wan ierley.
O Sr. Io secretario prosa lea a letura do se-
guinte expediente
Um offie-io do prove >r da Saa.a Casa de Mi-
sericordia em nona da junta administrativa, c n-
vidanJo lemne, que ha de preced-r a expoaico do Stntis-
smo Sacramento unigreja de Noaaa Senhora do
Paraizo, a 10 horas da muihi da 7 de corrente .
Iuteirada.
Em seguida disaolveu-se a rennio.
Soecorres aoa naafrafros do Babia.
Do Rvm. Prei Pidelia Mara de Pognano, dig-
no director da Colonia Orphanologica Isabel rece-
Oemoa hoatein i carta abaixo acompanhada da
quantia de 233*600 pira ser appjicada em favor
dos uautragoa do vapor nacional Bahia.
Di referida quantia fizemos bontem mesmo en-
trega no Sr. Praaoiaoo Gurgel do Amaral, bem
como da lista dos subscriptores, que opportna-
me i te era publicada.
E'3 a carta dj Rvm. e're Pidelis :
Colonia Orphanologica Liabal cm Pernambu-
co, 3 Je Abril de 1887.Ilion. Srs. Redactores
do Diario de Perntmbuco.
Pasao as mos de Vv. Ss. a quantia de.....
233*603, proveniente da aubacripco aqui rsalisa-
da, por mi.i!ia iniciitiv.i, entre os religiosos, em
pregados e alumnos deate instituto, cm favor dos
nufragos do vapor Balda ; digoando se Vv. Ss.
dar a referida quantia o conveniente destino.
" D.us "uarde a Vv. a.Illma. Srs. liedacto-
res do Diario de Pernimbueo.O director, Brei
Fidelw.
Pjr intermedio do Sr. Joaquim Jorge da
Fouaeca Bastos recebemos do Club da Lavoura de
lpojuca a qaantia de 310*790, acump inhala do
segninte otncio :
R-met'.emoa essa quantia ao Sr. Francisco G.
do Amaral, m-mbro da commisaSo de soccorros.
Eis o oificio ;
Club da Lavoara de lpojuca, em 31 de Marco
de 1887.
Illma. Srs.A directora desta socedado
servindo neste momento de interprete dos senti-
ineutoa de cari .'ale do tolos os seus membros,
toma a deliberar;! i de enviar por intermedio de
Vv. Ss, o saldo exiate.it'> oo cofre do mesmo Club,
na importancia de 310*793, afim d: ser distribui-
da, como melhor eoteuderem Vv. Ss., em favor
daa victimas do uanfrugio do vapor Bihia
m Certos oe abaixo aseigaad s, de que acceita-
rao Vv. Ss. essa incumbencia, proteatam desde j
sua gratidio a Vv. Sa. a quem Deus guarde Ulins.
Srs. Redactores da Di-rio de Pernambuco.
Ambrosio Machado dt Cunha Cavalcante, presi-
dente Manoel Utraclito de Albuquerque, secre-
tario.
Pelo Sr. Jayme-Galvo, negociante neata ci-
d >de, nos foi t.iin'i 'n entregue a quaatia de 53*
para i Icu'ico fiui ; remettida pelo propietario do
engeaho Novo Mundo, de Barreiros, o Sr. Fran-
cisco da Rocha Accioiy Winder'ey.
Como as incida indicadas, rematemos essa
quaat'a ao Sr. Francis o Gurgel do Amaral.
D: Palmares rsmatteu-nos igualmente o Sr.
Joaqaim Augusto -Yivier da Maia a quantia de
10*003 com idntico ti n
Manlamol-a tambem ao Sr. Francisco Gurgel
do Amaral.
Do Sr. 2- cadete Francisco Beltro Gomes
Siiveno r;cobemos igualmente 2*000 com o mes-
mo destino.
Alaudamoi a levar ao Sr. Gurgel do Amaral.
Na tnatine realiaada no theatro Isabel pelo
Club Drematico Familiar, ante-hontem, fo apu-
rada a quaatia de 532*110 para ser applicada
soccorrer os alludidos nufragos.
Foi maia recebido pelo Sr. HVanciseo Gurgel:
reme t ti do pela rdatelo do Jornal do R'cife
39JOO0, pelo gerente da Companhia dos Bonds pro-
ducto da renda na noite do espectculo em ben-
fico dos reteridos nufragos, e pelo Dr. U.ysaes
Via .a* 59*000.
rn-atro faula laiabelNo eabbado da
semana fiada fui cantada pela Companhia de Zar-
zu-laa hespauhola, em quinta recita de asaigna-
tura, a comedia-zarzuela do Sr. Pina e msica do
maestre Rabio,O lenco de romagens.
O argumento como comedia alm de gracioso
alguin tanto satyrico, porm commum.
A aiisica que de um estylo ligeiro, parece bas-
tanto influenciada pela vivacidade francesa, o.que
cooJiz bem com o genero do libreto ; destacaudo-se
alguna trechos bastante agradaveis, sem que,
porm, deixem duradouraa impreasea.
Oa artistas a quem couberam partes no desempe-
nho da referida zarzuela foram mais oa menos re-
gularmente na parte dramtica, sendo que, na
parte lyrica, sobresah'ra n aos demais a Sra. Pl,
os Srs. Ramos e Garrido ; cantando com bastante
naturalidade, o segando, das tres nomeados, a aria
original do grilo.
Para terminar o espectculo, cantn tambem a
companhia a Zarzuela titsica Classicalettra
de -tremer e muaic de Cbapi.
Esaa pec< sa nao tivess motivo parase.- class-'
fija la, por si, como boa produeco litteraria,
tel-o hia, certainente, pela moslca, que junta
belleza do estylo ama tal ou qual originalidade,
principalmente no do, pela ligaco que taz da
msica acra propriam-nte dito a msica beapa
abla
Trea em-'nte
f$tn-sifn> ilzoa-.- "do va pon cisteim
tivuinoa hualuai luihiia de etg'pe iit b .! Atar-
ce e das Alagoss at 2 de Abril.
As de Seripe ueiihuina noticia dai que valh i a>
p na meneionar.
Naa Alagoas renden a Aifandega de Maeci,
e:n Aarc. fiodo, 71:4 1*875
Jtelntoriu ] .ii! ugradecemos os
exemplar a nnp nosremetteram do rea.-
' r. i ipr m ,i Sr. presidente da pro*
vincia p:lo dire:-i)r da Colonia Orphanologica
Lab-I en 11 de Fevereiro lindo.
Inquerlto *re a colaina' do Ba-
ln t Pie-aparara -Fia>u hontem conotnido o
inquento que nbno a Ci.Iania do porto sobre a
collUo doa vapor.-a Pirapama e Baha.
Foram interrogadas 14 tostamunhaa.
O^ inqu"rito d'pois de instruido com o parecer
do Exm. Sr. chafe de divisio, capito do porto,
Jos Mau el Picaneo da Costa, ser remettido aa
ministro da marinha
\uurrni;io d BabiaE' o titula de ama
poesia do Jr. Afioaso Oliudense, recitada p>lo Sr.
Theobaldo So'orinho na maline pr>mivida pela
Club Dramtico Fam'liar, e realiaada, em 3 do
corrente, no theatro Santa Isabel, em beneficio don
nufragos do :paquete Bahia.
Foi impreasa em lo'hetos esaa poesa, e '!!*
nos remetteu o autor um exemplar, que agrade
mos.
Fbulas de L. F.iuiaine- liec-oem i
os fasciculoa 25, 26 e 27 deat importante obra il
luatrada pla casa eJictora de David Corazzi, de
Lieboa.
Paquete Hanaun Este pna-netft na
nal, tendo sahido uo dia 3 tarde da Bahia, den
tocar hoje as Alagis, e umaah em Pernambu-
co, em viagsm pura o norte.
Ra do eVoguelraInformam nos mora-
dores dessa ra que o cano de esgoto que por alii
pussa est por tai modo obstruido que- j* n.to U
escoameoto as aguas pluviaes. Eataa, nos u.ti-
moa dias, encheram por tal forma a roa que fb
preciso estabelecer urna especie de ponte para o
transito.
Cumpre que a reparlicn das obras piblioas
providencie em ordem a ser desobstruido o cano.
E* de una do nufragos O Si. Dr.
ebefp de prlicia receben houtem o seguinte tem-
gramma da Parahyba. remettido pelo chafe de po-
lica dal, o Sr. r. Candido Valeriano da Silva
Freir :
O mar arrojouns. praia tambem um babde
naufrago, contendo duas cartas ejeriptas de Fa-
milico Portugal, aasigaadas por Maria da Con-
ceico Carvalho, urna nota, 30* e 2 Horas sterli-
naa. l'eco-ihe que veja o dono certo, pois nao
se ido encontrado tero lugar diligencias legar4.
Quem for o dono dease bah deve ir Secreta-
ria da Polica desta provincia fazer aa declaracoee
neces8arias.
FerlmentosHa poneos das, no 1 diatri-
cto do termo da Escada e em trras do engenho
Providencia um individuo conbecido por Tota,
altercando com Manoel Pereira do Nascimento,
tez neste diversos terimentos, evadindo-se apos a
perpetraco do crime.
A respectiva aatoridade policial tomou eonhe-
cimento do facto o abri o respectivo inquerito.
FalleclmentoAate-hoatem s 8 horas da
manli fall ceu oesta cidade, victima de paieci-
iii'. utos pulmonares, D. Caetana Carolina da Costa
Ramos, viava do agricultor Beato Jos Ramos de
Oliveira e filha do tallec lo Baro daa Marci.
Morreu pobre, deixando dous filhos uienorea.
O seu corpo foi sepultado tarde no cemiterio
publico de Santo Amaro.
Proclunao de enreraao*Di matriz de
Santo Antonio sahe hoje a procieao do S'uhir
ao3 enfermos.
Comiianliia do BebcribeAmiuli, ao
meio dia, na sede Jesaa companhia, reuuem-se o
iicc'onistaa afim de resolverem sibre o augioiato
de capital para complemeotu das nova4 obras de
abaBtecimento d'agaa cidade.
Club Carlos Bornea-Ease club faz o sen
sanio musical e dansante do corrente mez uo sab
bado prximo.
Ferro-va do Caxanittt Naa quinta e
sexto-feira Santa regular n.-sai ferro-via uina ta-
balia. especial de trens, que vai publicada ua ru-
brica competente deste Diario.
Mercado de H. los Eacreveram-noa
pediodo para chamar a atteaco de q u-m compe-
tir para o.facto, que ae tem dado no Mercado pu-
blico de S. Joa, de ha ver venda em um s ta-
ino ou eompartimeoto, carae de Ia n 2 quidida-
des, sendo esta vendida pelo preco daquella.
Accrcscenta o no3so iaformaute que it) ae di
com os talhos da Companhia de Caroes Verdes.
Incendio A' 6 horas da maiih de 3 de
corrente, e nao obstaute a chuva que cahio groada
parte da noite e pela manb, manifestounae incen-
dio no predio n. 15 da ca do marquez de Onda,
predio de tres pavimentos, tolos ociupaio pela
fabrica e tabacaria Centro Commercial do Sr.
Jos Antonio doa Saatos, successor de Bourgard
Se. C.
O fogo couiecou pea parte posterior do 1 an-
dar do predio, onde havia um deposito de fumos
diversos e d'al propagou-se rpida, quasi instan-
tneamente '(l) aos pavimentos terreo e superior,
de serte que, em poucoa momentoa era todo o pre-
dio urna fornalha.
Dado o lignal de incendio para all convergirn,
logo potentes eaforcoa, e, de.apeto disao, apeuas
foi possivel salvar urna pequea parte das mer-
cadorias existentes, charutos, cigarros e tumos, e
tambem'parte da armaco da loja, em fragmeo-



s


toa.
40*001
9:200*003
K>lri'iei Porto.Rjgo Barroa.
N. 12. Ao art. 1. 2. accrescente-se 400*
para o amanuense, segaudi ve.i > no orcamento
daquella cmara, tirando-se a verba do n. 15 2.
Dr. Jlo de SKego Barroa. Porto.
X. 13. Ai n. I do g 32 dig.-se, 50)* em lagar
da 400* ; ao o. 7 do mesmo diga-se 6 /, em vez
de 5 "/ dedazilos da yerbado n 16 d> m-amo .
Herculano Banieir.
e. 14. Ai art. 1." | I.* < ;nd ae l diapoaico'a
geraea. No n. 10, em lagar de 35:0/35000 diga se
30:090*00). No a. 14, dgase 17:000*000 em
lugar de 10: IO)*303, seado 7:000*030 para^aga-
meato das lettras da compra do sitio Car-ote, pro-
ducto do imposto do 83 do art. 2".Reg Barros.
Rodrurnas Porto.
N. l Cmara Municipal de Itamb. Ordena-
do do secretario 603*000. Soarea de Amorim.
sao oe personagens qae tomam
parte no deseinpenoo, a Sra. Pl, e os Srs. Garrido
e Ramos; e cada um d'eas-'s artistas nao destiu
ao coaceito em qaa ti Je, azradando muito o pri
meiro e oiiimo uo do do Kirie eleison e o ultimo
na couiposico da creato.
As aras, r l eSaianeiies, foram aplaudidas e re
ceberam muitos bouquets de flores.
SIklineeRealiaou-.-c aote-honterD, domingo,
a que p .r eafor; ia da sociedad?. Club Dramtico
Familiar, f.a promovida em fa^or dos nufragos
do vapor Bahia.
O Tbeatro eatava completamente cheio, eendo
occapadas il'e *2 ordena de camarotea por fa-
milias e os demaia lugares por cavalheiros.
C ouipoz se essa fasta de cardade de trechos de
varias maaieaa, da representaco de comedias e do
rieitaiaeu'o in acea berta de urna poesa do Dt.
Afifoi-si Olindenae, intituladaO naufragio do
Baha
ToJ ia oa qu i tomaram parte na alluiida fesa,
taes co.no, membroa do corpo scemeo dneocie-
dade promotora da mitinee, alguns artistas d>
compinliia heepaiihoia, e alguna da eoaipanhia
italiaoa. e>for$arain-s por bem desempeuhar as
suas partes.
Diante di grande kfflaencia de concarrentes
qu- houve nio foi debalde que a saciedade Club
Dramtico b'amOiar, empregou o aeu eaforco, con
correado por ease modo para miaoracao doa malea
doa infelixes oafrag>s da noite de 24 de Marjo.
Jk
r
i
O predio eatava seguro na Companhia Fidelidade
de Lisboa em 12:000*300, e pertenca aos herdeiroe
do baro da Ouricury. O estabelecimeato esta-
va seguro na ICompaohia Pbenix Pernambucina,
na qaantia de 20:000*000.
Compareceram as bombas dos Arsenaes da
Guerra e de Mannha, piquetes de linha, pilicia e
guarda civica, o Dr. chefe de polica, 03 jadau-
tes de ordens da presidencia e cominan io de ar-
mas, diversas autoridades policiaes e grande
maasa de povo.
A' 9 horas do dia esteva dominado o iucendio,
que s foi integramente extincto ao meio dia, fi-
cando o predio citado inteiramente em ruinas e
reduzido a suas paredes mestras, e soffrenlo al
guma cousa o predio visinho n. 17. em cujo pavi-
mento terreo estabelecido o Sr. Oliveira Bastos,
caja loja de miudezas soffreu aigum damno.
Dominado o iaceadio, foi retirado do estabele-
cimento a barra, que, seo lo aberta em pra-
senca do Dr. delegado e ontras testemanhaa, ve-
r>ficeu-se couter um dos livros commercia-s da
casa e cinca coutos e tanto em dinheiro, dos quacs
pertenciam 4:250*'300 ao ir. Eduardo Gomes,
socio da casa de Joaquim Mugalhiles ii C, do .
de Janeiro, de paaaagem neata provincia-
Os demais livros, tambem aalvoa do inceudio,
foram encontrad.ia fra da burra, dispersos.
A polica, repieaentada pelo Dr. delegado do
1. diatricto, abri o competente inquerito para
verificar a caaualidade ou nao do incendio, e pro-
segue nos respeetivoa termos.
Seja como fr, e talvez uesta tip'-eci .cao v >m
piuco do peasnnsmo que noa donu respeito
de Ineendioe, 6 singular quo cm noite de tanta
chuva teuh-se ateiado tao grande incendio, e te-
nha elle devorado o predio tao rkpidameuti.
Ciiiiia e ebeian N'estes ltimos dias
tem chovido copiosamente ne6ta eidade e bfus au-
burbi a, e aa chuvas parece que se tem esWndido
graude zona, pois que at do centro deeta prr-
vinefa c daa provincias visiobas aa noticias sao
acor Jes em dar orno bem chovidas esaas longn-
quae regies.
Sobre rudo, de sabbado at bontem, choveu
como em pleno invern nesta cidade e seus arra-
baldes ; e os ros Capbaribe. Beberibe Pirapama e
aeus aftueutes desceram abuudantea cm. aguas
barralas, denunciadoras de muitaa chjvas em
suas badas.
Subdelt-iacia de poklcla do ( dis
I riel i da Boa IslaPor esta 6ub legaca
foi remetido ao Dr. juiz de direito do 4 dietrWM
criminal, o inquerito que proceden contra Francis-
co Libanio dos Santos, conhecido pi Chi.-o Da-m-
nado, por ter assassinado Luiza Perpetua de Lima
na ra dos Pires do mesmo districto.
S de Oliiida -Em additamuto ao aeeor-
dao do Rvm. cabido fazendo uo dia 21 do eoT-n
te um ofieio funebo a canto cli) pe < dse i
eterno dos infeiizes nautragia; o ine-t- la ca-
paila e aeus com;anheiroa da mesui ot'-
f#recein se tambom para cantar aoMieetra r.:s-
aa de Requ em e a Memento ou Libera 6wl le
mesmo omeic
O naufragio do vapor Babia Com
este titulo comee'U houtem a pub!icar-ae um ro-
maoce, escripto p >r um do nufragos, que ae
salvou da catastrophe de 25 de Marco nlt.mo.
Acha -ae distribuid i a prlmeira folha de 8 pa-
gioas.
gafa asilo :Durante a noite de aut<- hon-
tem, e por volta da meia noite, na occasiao em

,-v
.f-
m


MMI

ario de Pcraaaibtteo-^Ter9ii-feir& 5 de ibril de I57
;
que chevia cantero, estava nm ladro a exp*n_
sentar M parUt do Reataurant Djo de Jaiho 4
roa do Doqae de Casias qaando sendo pre-
attvido pelo dono da casa, este abri mausaraea-
te a prta e pos-se a gritarpega o ladro !
Fot isto bstente p'a que o hornero ae paaease
imutediatatnente ao fresco da chava, e anda inais
jorredt quando ouvo o estampido de um tiro de
.revolver, queum traoeeuute, p.ira iatimidal-3,
disparou,
O tal icio seglo para a tregaesia de 8. Fre
Pedio Goncalves.
Apanhoa am bitn susto, nio ha duvila.
Boato-Na madrugada de autehontein, nao
obstante a maite chava que calta, m larapios,
cono o auxilio ae chives falsas, abrirn o arm-i-
lem de recolher gneros, sito no predio n. 28
ru* ae Paulino Cmara, e pertencente ao Sr. Au-
tonii Doarte de Figueiredo, que tm padaria a
ru* Jo coronel Snassuna, e levaram: 6 eaixas de
sbalo no valor de 3ti, 14 fraseo da conserva no
valor de lif, 5 arrobas d doce de giiab* 50/>. 5
saccas de caf especial 2204. 60J libra de man-
&:ga ingleza en lates de diff.'rentes marcas e pe-
sos 600*, 1 1/2 caixa ontendo 6 lata de azei-
te doce 934, 2 caisas de velas stearioaa, 15*. 1
dita de dita A.joIIo 18*
Pela vistoria a que fe proceder o Dr. 1 dele-
ido de polica, serviodo de peritos o artistas
ntonio Ignacio H :it?r e Francisco Mauricio do
Santos, se reconheceu ter sido violentada a tacha-
dura e o cadeado que prenda a aldraba que eo-
bria dita fechadura.
amento Victima de padecimentos
chronicos fallecen, no da 2 do correte, a noite,
eam 83 anno de idade Francisco de Barros Seg,
pai do Sr. L)r. Manoel Francisco de Barros R:g>.
Era o finado nm bom homem, geralmeote esti -
malo pela pessoas que o cmheciam.
E ai \ lagemN > paquete Cear segu para
a coree, vindo da Parahyb, o capitio Woueeslj
Freir de Carvalho, ajudanle de ordene da pr si-
deuei.i daquella provincia-
Vai doente de berbjri, e no goso de le.oja.
Ventos favorveis o conduzam ao seu destina,
e que all se restabeleca promptamente, sao os
nossos voto.
Miaa fnebreO Comit Litterario Ac
demic;, em sua ultima reuniao, reeolveu enlutar-
se e mandar dser missas no trigsimo da do la-
m.-ntavel passamento do inditoao consocio J. Je-
G0IKERG10
B -la o amrela I
t OTACOKS OFFICIAE^ DA JUSTA DOS COR-
RECTORES
Rea fe 4 de Abril de 1887
Letras hypotbecarias do banco de crdito real de
Peruambuco da Ia serie, do valor de lOOiOUO
%*O0 cada urna.
Sa hora da noisa
Venden-se :
20 letra hypothecaria da 1 serie.
O preaiaeufe,
Antonio Leonardo Kodrigues.
O aeirerano.
Eduardo Dubeux.
Nuvlmeulu bamaria
sbcite, 4 db Asan, de 1887
T. Os banco mantiveram no balean a taza de 21
1/2 1. sobre Londres, conforme as tabellas se-
guintes :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 1/2 e i viste 21 1/1.
Sobre Pars, 90 d/v 442 c vista 446.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 548 e a vista 554.
Sobre Portugal, 90 d/v 248 e 4 visca 2O
Sobre Italia, 4 vista 446
obre New-York, viste 2*350.
Do Enoiish Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 1/2 e vista 21 1/4.
Sobre Paria, 90 d/v 442 e 4 viste 446.
Sobre Italia, 4 viste 446.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 148 e 4 viste 554.
Sobre New-York, viste 2*350.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 248 e 4 vate 250.
Sobre as priocipaes cidades de Portugal, 4 vista
255.
Sobre Ilha do Acores, 4 viste 258.
Sobre liba da Madeira, viste 255.
Mercado le auticar e Uod
BBCIFE, 4 DE ABBIL DB 1887
Antaear
O mercado de assucar nio sofireu alteraco em
jeus precos.
As vendas coutinuam a ser fe tes aos alg*na-
mos seguate :
3.* baizo, por 15 kilos, de 2*000 a 2*100.
3. regular, por 15 kilos, de 2* 100 a 2**10.
3 > boa, por 15 kiloa, de 2*200, 2*300 e 2*400.
3. superior, por 15 kilo, de 2*500 a 2*600.
Brauco turbiua pulveiUado, por 15 kilos, de 2*300
a 2*400.
Soteno, por 15 kilo, de 1*600 a 1*700.
Masca vado, por 15 kilo, a 1*200 a 1*300.
Bruto, por 15 kilo, de 1*100 a 1*200.
Relames, por la kilos, de 840 a 1*000.
O nilimo ou mnimo aos pieeua sao obtidos
ouforine o sorttnuoto.
Algodo
Fei cotedo a 7*000 por 15 kilos, o de Peraasa-
buco e boas procedencias, em trra.
rotrrme da Araojo Cerveira, victima do naufra-
gio do vapor Mikia.
osai visabaE' maduro e nao Madeira,
orne- sabio na folh-i de domingo, o bom vinho de
paito que receberam os Srs. Poca 4 C ra es
treita do Bosario.
Imsreasa NactaaalRecebemos da cor
te os na. de Janeiro e Pevereiro da Bevitta do
Exercito Brasileiro. Sao estes 'os eeus summa-
rics:
Janeiro;
I. Jurisprudencia Militar, pelo capitio de esta-
do-maier de artilhera Espirito Santo Jnior.
II. A infantera e a nova pequea tctica para
esta arma, pelo ten-nte de estado maior de 2"
clasae A. S de O. Mello.
III. Questo de limites entre o Paran e Santa
Catharina, pelo major de engenheiros Jacques
Ourique.
IV. Informacoes.
Fevcreiro:
I. Os Torpedos terrestres, pelo major de este
do-maior de 1' clasae Chagae Doria, 35.
II. Jurisprudencia militar, pelo capitao de es-
tado-maior de artilhera Espirito Santo Jnior, 42
III. Fabrica, de plvora do cozip do ouro, pelo
capitio de estado-maior de 1' classe Bellarmiao
de Meudonca, 50.
IV. Noctfs de direito apropriadas ao estudo de
direito militar, pelo capitao de estado-maior de
artilhera Espirito Santo Jnior, 58.
V. Informacoes 61.
Da Baha tambero recebemos:
II e III fascculos da Troca, correspondentes
aos meses de Fevereiro e Marco.
scriptos Hedios do Dr. J. L. Paterson, pre-
cedidos de urna biographia do Ilustre benemri-
to medico ingles, a cuja memoria a Babia paguu
urna divida de gratidio, erigindo-lbe um jmoau-
meoto.
Discursos proferidos na inauguracao do bij-
iiwnento Paterson em 18 de Desembro de 1886.
iBtprensaetiianKcIra- Recebemos ante-
hontem :
De Portugal :
A Vos do ChrislSo, numero 3, do 4o anno, de 1
de Marco fiudo, com este summario:
Sandacao calorosa ao grande Leo XIII .
Frovisao do Exm Rvdm. Sr. D. Augusto, ar-
cebspo de Perga.Lot e sua familia, peloeonego
Beoto Jos Barroso.A Bulla de Stnta Cruzada*,
pWo padre Joo Vieira Neves Castiu da Cruz.
Couros seceos empichados (kilo)
Ditos salgados (kilc)
Ditos verdes (kilo)
Farinha de mandioca (litro)
Fumo restolho (kilo)
Ueuebra (litro)
Mel (litro)
M.lho (kilo)
Taboados de amarello (duzla)
Kniraila de
suturar e alf ! DB SUBCO
urraanis
3arcacai.....
Estrada de ferro de Uliu-
da......
Estrada de ferro de Cu-
ruar.....
Animaes.....
Estrada de ferro de S.
Francisco .
Estrada de trro de Li-
moeiro.....
Total. .
No mesmo mes de 1886.
D.tlerenc't para mais .
<5
1 4
1 4
31
31
4 31
4 31
4 31
31
a
65.373
5.200
11.094
9.847
91.013
10.716
193.243
110.514
82.729
o 0
raiacbo iosjlex
Sabio lio tem, levando para New-York,
sacM com assucar inascavado.
Banco de Credilo sseal
At o da 15 do crrente mi, de vejo os ac-
jionibcas do Banco de Crdito Real de Peruatn-
auco realizar a lerceira entrada do vaitr oo-
miual de suas aecfs, na razao de 10 0/0, levan-
do-a 4 sede do banco, na rui do Comsoercio n.
34.
Este banco eit pagando o seu primeiro divi-
dendo 4 razio de 4*000 p r aeco ou 10 0/0 do
Talor realisado de cada urna.
O pagamento far-se na s Je do banco, das 10
horas da mauha s 4 horas da tarda dos das
atis.
\ota-. do ThcHouro dilacerada
O reeolbimeoto de notas dilaceradas eMti sendo
frito na ToAgouraria de Fszenda, as teicis e
seitas-feira, das 10 s 12 horas da manaa.
Paula
81.51 NA DE 4
A'cool (litroj
A'^oiao (kilo;
A.nuvar rehuaiio (kilo)
Dito brauco (ic
Uita inascavado (kilo)
>rr Cacao (kilo)
oto (kil..|
stolho (ko)
CariinOa (kilo)
kilo)
CardiS (lo
da tlluuJcza
A 9 DE ABIIIL DB 1837
liuporlavo
Vapor inglez Orator, futrado de Liverpool e
Lisboa em 2 do correte, e consignado a Johnaton
Pater & C, manifeetou :
Carga de Liverpool
Amostras 3 voluntes a diversos.
Agua mineral 8 caizas 4 ordem.
Armas 1 caiza a W. Halliday & C.
Acid >s 1 volume ordem.
Ac 20 feizes a Ferreira Quimaraes & C.
Aipiste 5 saceos a Jos Joaquim Al ves c C.
Arroz 270 saceos 4 ordem, 100 a Soare do
Amaral Irmos & (',
Bacas de Ierro 1 caixa a Autoni Dnarte C.
Vianna.
Batanea 49 a Samuel P. Jobnston & C.
Batatas 72 caizas a Ton es Irmos.
Barras de ferro 102 a Miranda Souza.
Barro pro va defogo 5 caizas 4 ordem.
Biseoutos 5 caizas a Goucalves Rosa & Fernan-
des.
Barrilha 70 tambores ordem, 10 a Maia Ac
Rezende, 3 > a Fernaudes Cosa c C.
Cimento 10 barrios a Livramento & C.
Cabos 45 rolos a Hrruiann Lundgren i C.
Cofres de ferro 1 caiza a Cario Sindeu.
Conserva 3o caizas a Goncalves Rosa & Fer-
naudes
Cerveja 20 barricas a Paiva, Valente & C. 15
ordem.
Calcados 1 caixa a Tbomaz de Carvalho & C,
1 a Albino Cruz & C, 1 a Mauoel de Barros Ca-
valcanie, 1 ordem.
Cba 34 grades 4 ordem.
Cinella 1 caiza 4 orduui.
C>rreutes de ferro 2 barricas a Ferreira (Jui-
marej & C.
Chapeos 3 oazat a Raphael Dias 4 C l a Sa-
marcos 4c C
Caodieiros 1 caiza a Manoel Joaquim Perera.
Cartas de inr.r 1 caiza a francisco Lauria
*C
Chumbo de nranicZo 5 barra a Ferreira Qui-
ntarais & C, 10 a Miranda & mss.
Chapas para fogio 49 a Samuel P. Jobnstou
&n
Estoca 1 fardo 4 ordem, 5 a Machado & Perei
rs, 5 a Antonio de Oliveira Maia 4 (',., N.r
cito Maia &. C.
Euxadaa 17 barricas a Viann- Castro & C 27
a Ferreira Guiaaaraes & C.
Estanto 4 barricas ao mesmo, H a Albino
Silva 4 C.
Esleirs 12 rolos a Maia Sobrioho 4 C 10 a
Manoel da Cunha L bo.
Espirito 1 barril ordem.
Fog reiros 200 a Samuel P. Jobonstou & C.
Ferragens 4 votumee ao> inesmos, 19 a Miranda
& Souza, 21 a Albino Silva & C, 21 a Prente
Viauna m. C, 3 4 ordem, 9 a Ferreira Guinaraes
4C..9H Nuesch & C, 1 a W. H.lliday & C, 1
Costa Lima < C, 4 a Oliveira Basto & O, 4 a
Amonio D. Carneiro Vianna, 3 a Manoel Rodri-
gues da Silva & C
Fio 6 fardos 4 ordem, 6 a W Halliday C, 4 a
Samuel P. Johuston C. 3 a Vianua Castro
x C.
Folhas de Flandres 65 ennhetesa Prente Viau-
na & C, 60 a Ferreira Guimaries & C.
Farinha de trigo 229 barricas a H. Nueseb &
C, 300 4 ordem (em transito para a Parabyba).
Louea 5 gigas a Fernaudes 4 Irmo, 82 e 18
barricas a J. Ferreira de Carvalho e C-, 79 or-
dem.
Lona 1 fardo a Ferreira Guinaraes & C.
Liaba 36 caizas a Gomes de Mattoa Irinao?, 1
\a Angelo Raphael, 1 a Manoel Collaco A C, 1 a
< Francisco Lauria I C-
Mat=riaes par i encanamentes d'agua 511 volu-
ntes e pecas a Compauhia do Beberibe.
Materiaes para esgoto 141 volumes e peca a
R-cife Drainag- Company.
Materiaes para a estrada de ten o l,13d volu-
me e pecas a The Ureat Western of Brasil Rail-
Wiy Company Limited, 177 ao Dr. Hypolito V-
Pederneira.
Malbo inglez 2 caizas a Goncalves Rosa & Fer-
nandas.
Merendonas diversas 9 volume a Gomes d-
Mattos Irmos, 4 ordem, 2 a Manoel Collar; > 4
C, 1 a Prente Vianna 4 C- 1 a Nune Fon-
seca 4 C, 1 a Francisco Petrocelle 4 Irmo. I a
Eugenio G- Casc.X ).
Mosaico 60 caixa* a F.-rnaudes da Cisti 4 C.
Objectoo paiu gaz 27 voluntes v pecas a Em
f.reza.
Objecfps para i'scnplorio 1 caixa k ordem.
Obj-clos para chpos de sol 1 caixa a Leite
Basto 4 C.
Oleo de Jinliaca 10 barr* a Paria Sobrnhu 4
C, 5 a Perreira Guimores & C.
Pedras de fogo 3 barricas a Miranaa 4 Souza.
Po de aarvaa 1 barrica aos berdeiios Bowmau,
Pimeuta 25 saceos ordem, 20 a Paiva Valen-
te z C.
Pedra hume 1 barrica or-iem.
Salitre 100 borricas a Francisco Manoel da Sil-
va 4 C 60 a Oveira Bastos 4 C.
Tai;.* de ferro 55 aos herdeiros Baw.nau.
Tecidos diversos 150 volume a diversos, 82 a
Luiz Autoaio Siqueira, 54 a Macha lo oS Perera,
22 a Narciso Maia te C., 27 a Albino Amorim &
C, 4 a Cunto Santo 4 C., 2 a Figueiredo i C,
1 a Luiz Licli 6 Cjrrei^, 13 a Gonoalves Irmo
4 C, 18 a A. Vieira 4 C, 16 a Ontn, Jardim
J C, 8 a Ko-'rig de C.rvalhj & C, 5 a Alves
de Buto 4 C, 4 a Bernardino Mala e C, 12 a J.
Alves Feriiaudea, 5 a Loureiro Maia 4 C, 1 a
Francisco Xle Azeved j i C, 1 a Guimurdes Ir
mos ft C,3 a Aiidrde Maia 4 C., 4 a A Lu.s
' Gniui-ta, 4 'J.
T.utas 21 birricis a Bartbol noca 4 C, 20 a
ilerniea de Souzt Per-ira.
Vid-os 1 cana a W. tailiday 4 O., 1 ordem.
Wl.itky 51 eaixas 4 ordem.
Ztrcao 3 barricas aos herdeiros Bjwuiuu.
Z hcj 3 barricas a \V. Huliday 4 C.
Carga de Lisboa
Azeife 100 eaixas a Domingo, (>ut a
crdea.
4.451
3.749
75
10.113
6.435
6.027
Ras2o e f>, pele padre Chrispim C. Farreira Ta-
vares.Educacio moral e religiosa, por A. Mo-
reira Bello.Oratoria sagrada. Declarado do
Sr. Dr. Damasio. -'Seasao de consultes e legj.la-
co. por Albuquerque.Reviste dos jornses,
por Tbmas Anselmo.
Assignatara porum anno 1*200. No Brasil
5*030, mosda fracs. Assigna se em Leca da Pal
meira, ra da Ponte, 15.
De l'ais :
N. 148 do Le Brisil, da, 15 Je Marco, com este
summurio:
Le Systae d'immicration et de Colonisation da
Brsil (suite.Doin Luis. Tlgramme du 5 ao
15 marg.gEchos de partout Chroniqueparsienne.
Adrien Desprez. Emigration. Brevets d'inven-
tion. La Distribntion des Prix de i'Exp.sition
Sud-Amricaine de Berln.P. G. Moavement du
portdeRio-de-Janeiroen 1886JAvis auxmigrante
pour Sam-Paulo. Nouvelles de proviuces (Rio-
le-Janeiio, Pernambuco, Rio Grande du-Snd, A-
mazonas.Revue commerciale,D. Noel. Revue
financre.
Numero 5* do 7o anno do Jornal de iedicinu e
Pkarmucia, de 17 de Marco, com este sum-
mario:
BoletimA agua potevel como ageute de con-
tagie.Osear de Araujo.
Contribuces de clnica therapeuticaTrata-
mento das anginas nevralgicas ou nevralgias do
isthmo da garganta.H. Hucbard.
Traba Ib os orignaesNota sobre a dilataco
do estomago.Baro de Crnella.
Sociedade de Cirurgia de PariaEstrangula-
mento interno laparatomia, cura, abeesso curado
pelas injeccoes de ether odoformizado. Talha
vesico varginal, arethrotomiaS. de S4 Val-..
Sociedade Medica dos Hospitaes de Pars
Pieurezia purulenta, hemichorea preparalytica.
Kyste hydatco da massa acro,lombar. Angina de
ueito.- S. d: Si Valle.
Sociedade de Medicina de Londres.Modo de
adminiatraco do mercurio na sypbiles. Dr. Sea-
kins.
Sociedade de Medicina de Berlim.Estreita-
mento unilateral do thirax. Mixedema. Dr. San-
toni.
Sociedade de Medicina Interna de Berlim.Oc-
cluso sesea do orificio posterior das foseas nasaes.
C'ysteie de pept na Dr. Santooi.
Productos Novo.Hiosena ,Khaya Senegalen-
sis. Drumina.
a F. Fonseca, 1 a G.
Francisco Manoel da
30.850
11.978
18.872
9,500
58 Agua miueral 1 caixa
500 Laport 4 3.
275 Agua ingleza i eaixas a
500 Silva ot C.
4ti0 Agua de Vidago 10 eaixas a Francisco Manoel
200 da silva 4 a
040 Baga 1 caixa 4 ordem.
040 Barro 1 caixa a Joaquim Duarte Sim-s 4 C.
100*000 Cabos 13 rolos a Joaquina Alves da Silva San-
tos.
Castanhas 1 caixa a A. A. Marques Ferreira.
Ceblas 75 caivas a Silva Guimares 4 C., 50
a Ferreira, Rodrigues 4 C., 20 a Costa 4 Medei-
ros.
Cal 4 barricas a Meuron 4 C.
Cantera 4 volumes ao Dr. Hyppolito V. Peder-
neiro.
Carne de porco 1 caixa a J. R. de Sons i. 1 a
G. Laport t C
Ch.uncs 1 caixa a Manoel de Oliveira, Fran-
cisco, 1 a Mano'l Joaquim Perera.
Esleirs 2 volumes a W. Halliday 4 C.
Feijo 50 saceos a Silva Guimaries v C
Farelio 50 saceos a Francisca Ribeiro Pinto
Gumarei, & C, 150 a Paiva, Valeute & C.
Hervas medicinaos 9 fardos a Francisca Ma-
uoel da Silva 4 C
Lage* 377 a Amorim Irmos ic C.
Livro* 1 caixa a Jos N. de Souza.
M tssa de tomate 2 eaixas a Domingos Ferreira
da Silva C
Pedras 6 volumes a H. Bernardo de O.iveira.
Prego 10 barr a W. Halliday 4 C.
Vinagre 20 pipas e 25/5 barris a Silva Guina-
rca & C, 5 e 25/5 a Souza Bastos Amorim fe
Compauhia.
Vinho i3 pipas, 2 1/2 ditas, 30/ > c 20/10 a
Amorim Irmos di C, 10 50/5 e 50/10 a Silva
Guunaie* 4 C, 5, 20/5 e 10/1U a Antonio Mari
da Siiva, 20 e 120|5 a Francisco Ribeiro Pinto
Guinaraes 4 C., 7 e 20(5 a Jos Gomes Gauche,
5 e 75(5 a souza Bastos, Amor im 4 C, 2 e 20|5
e 16 eaixas a ordem, 26(10 a Domingos Alves
Matbeus, 10(10 a Xavier Ferreira, 1(1(1 a Manoel
de Uliveira Rodrigues, 6(10 a J. A. Motta Gui-
mares, 3|10 e i eaixas a Antonio Martina Mo-
reira, 16 eaixas a Jos Joaqui n Alves 4 C-
Vapor francez Nig-.r, entrado dos poi tos da
Europt em 3 do crrente e consignado a Augusto
Libi.le, maiutestou :
Amostras 2 volumes a diversos.
Azeite 20 canas a Sulzer Kautfuiauu.
Auieixai 8 eaixas a Domingos Ferreira da Sil-
va 4 C, 5 ordem.
Batata* 50(2 caixa* a Joo Fernaudes de Al-
meida.
Bise uros 1 caixa a Caris Pluym 4 C.
Cognac 120 canas a Sulzer K lutfmaiin, 110
a G. Laport db C-, 15 a Manoel Joaquim Aiv. s
Uibeiro 4 C, 7 a Paulo Jos Alves & C, 5 or-
dem, 25 a Joaquim Duarte sinins 4 C.
Couservas 1 caiza ao consignatario.
Ca iic em conserva 1 caixa a Ramos 4 C.
Ceb iia 10U eaixas a Silva Guimares 4 O,
'25a Joaquim Duarte Sim* & C.
Ferragens 2 eaixas a Otto Robres successor.
Jolas 1 caixa a J. Krnuse 4 C.
Ditas e tapete 1 caixa a Augusto Reg 4 C.
Impresso 1 caixa a G. Laport 4 O, 1 a Andr
San la.
Licores 15 eaixas a Ramos 4 C.
Licores e papis 1 caixa a Jos N. d<, Souza.
Mauteiga 3 eaixas a Caris Pluym 4 C
Plantas 2 volumes a Theodoro Cbristianseu.
Perfumara 1 caixa a G. Lapoit 4 C.
Papel 4 caixa a sodr da Motea Fnhos, 1
ao eiigenneiro chefe da estrada de ferro de Ca-
ruata, 2 e 1 fardo a G. Laport C. Dito de em-
brulho 75 fardos ao consignatario, 40 a souza
Bastos, Amorim 6 C, 30 4 ordem, 30 a Joaquim
Duarte iuies 4 C.
Queijo 125 eaixas e 1 tioa a Cari* Pluym &
C, 2 tiuas a Ramos 4 C.
Roupa 1 caixa a Albiuo Jos da Silva.
Roldas S saceos a Sul er 4 Kauffmann.
Saceos de papel 1 fardo ordem.
Sanguesugas '2 eaixas a Francisco Mauoel da
Silva C i a Medeiros 4 Soare*.
Semeiites 1 caixa a irm Bernard.
Vinair- branco 1|2 barril a Vctor N'iesen di
Cu np .hbia.
V ...ti lt b.rris !: onlein. 5 a I. de Drusina 4
C, 1 a Albino Jos ua Suva, 1 a Rouqunyrol
Freres, 1 a Manoel Alves Barbosa, successor, 4 a
Jos Joaquim Alves & C, 4 a J. Laguim, 2 a J.
Louret, 4 a Caris Pluym 4 0,2 a Bernet 4 C,
2 a Paulo Jos Alves 4 C, 8 1[2 a Paulino de
Uliveira Maia, 25 caixa ao mesrno, 25 a Albeiro
Oliveira 4 C, 10 a brante 4 C, 25 a Jos Li-
ma 4 C 10 a J. Laguim.
Vapor nacional Cear, tentrado dos porlos do
noric em 4 do corrente, consignado ao vicoiide de
Itaqui do Norte ; mauifestou,
Barris vasios 100 a Joo Paulo Botelho, 200 a
Amorim Irmos z C-
Pipas vazius 25 a ordem.
Sujiiii 5 eaixis a ordem.
Productos Americanos.Ipadu. Dr. Guilberme
Studart.
Bibhcgrapha.Revue genrale de cliuque et
de thrapeutique. A. Gaviln.
Therspeutica.A associaco dos medicamento*.
Dr. B.
Formrlario.Tintura antidspeptiea (Huchard).
Noticiario.
Informarles Uteis.
N. 113 do 5* anno da Revue Sud-Aroericalnc
de 16 de Marco, com este summario :
Mauvais rgime conomique. L relavement des
drot lur les crale, par Pedro S. Lama.Le
pays des Pampas. Dcoverte, popnlatioo, marjrs.
par Mariano A. Pelliza.Aui migraota pour la
Rpul^lique Argentine.Comprobaciones de la
Tsi histrica de Silvia. Historia de San Martin
en su relacione* con la independencia sud-ameri-
cana, par Bartolom Mitre.Courrer d'Amnque.
Revue conomique.Revce Financre. Au
anaces.
Directora daa obra de euaserta
cao do porlosBoletim meteorolgico do
da 3 de Abril de 1887 :
9 a
Hura- o c -a 2 Barmetro a T< aso do vapor s O
O O O 0 e
8a a 3
B 9
6 m. 25'6 759>14 i047 82
9 271 760-40 20.67 77
12 286 759>"b'2 21.26 76
3 t. 28'1 75Si29 22.05 77
6 26 -6 758"'G9 20.91 77
Temperatura mxima2'.I,M
Dita miuima24,75.
Evaporaco em 2i horas au sol: 3,'"3 ; som-
bra: 2.-1.
Chava4l,">3.
Direcco do vento : SSE e SE predominando
SE de meia noite at 9 horas e 16 minutos da
tarde; E, ESE e SE. alternados com interrupeo
de 25 mnalo* ENE, at meia noite.
Velocidade media do vento : 2,n>14 por segando.
Nebulosidade media: 0,86.
LellfteaEtJectuar-se-ho:
Hoje:
Pelo aqente Gusmao s 11 horas, na ra do
Marques de Olinda n. 19, de movis.
Pelo agente Britto, as 10 1|2 horas, na roa de
Pedro AffjUBo n. 33, de movis, loucas, vidros,
etc.
iaaaa raneare.Serio celebradas :
Boje :
A's 8 horas, nt matriz da Boa-Vista por alma de
D. Mara Clementina de Magalhes Von Johste n
e de Octeviano Augusto de Magalhes.
ra(elro -Chegadoa da Europa no va-
por frauces Niger :
Logues, Morel, L?opold Popper, Juan Ferrera,
Jos Gome Gancho* c sua seuhora, Francisco
Jos Lapa, sua senhora, 2 filh is, sua sogra, 1 pri
mu 1 criada, Jos Gomes, Augusto Santos.
Sahidos para o sul ne mesmo vapor :
Cberubim Ferrar de Audrade Luiz A. de
Aguar e Souza, Const .ntino Fraga, Joaquim
Francisco de Abren Netto, Joo Benicio da Silva
i Jnior, Hemeterio Martius, Fernando de B. F>m-
tinelle, Antonio R. Tavires Belfor-., Joo de Mo-
rase* Mattos, Dr. Emilio Di lier. Erico Goncalves
da Costa, Alberto de Nioac, Francisco Sampaio,
Joo Baptista do Reg Cavalcaute.
Chegadoa do n-rte no vapor nacional Cear :
Manoel Aroin, Jos A. Barren Bib iro, Ignacio
Aronc, Rodrigo B. de Moraes, Joo C. Morae,
Francisco Xavier d. Silva. Jos Lttban, conego
Jos Lourenuo da Costa Aguiar, Luiza Baptista
Vieira e 1 filli, Francisco de Paula, Antonio
Ferreira de Carvalho Motta, Manoel da Paizio,
F. Frederlkson (naufrago), Dr. Praucisc-j Rt-tuui-
ba, Joaquim Am >rim Fialho, Eitevo Di inzio
Torres, Victorino Jos Perera de Abreu, Luiza
Maia (criada).
Chegados dos portos do sul no vapor nacio-
nal Joptian6 :
Luiz (praca da, polcia[. Jos Axevedo dos San-
tos. Domingos de Souza Ribeiro, Martinbo Per*
n..ndes Ferreira.
CHegadi.s dos portos de sul no vap jr tran
ees ViUe de Pernambuco :
Dr.'Antonio C->rreia de Araujo, M. Rodrigues
de Barros, M. Licindo de Araujo.
Operaco cirurzicaFo praticada no
hospital Fedro II, no da do 4 cor-ente, a se-
guinte ;
Pelo Dr. Pontual :
Extraccle de tumor canceroso do ngulo inter-
no da rbita direita.
Cana de MelencuoMovimcnto do* pre-
sos do da 3 de Abril :
Para o Porto, M. Lima 4 C. 151 saccis com
12.716 kilos dealgoio.
Na barca hespaubola Francisco Villa, car
regara n :
Para Liverpool, J. Pater & C. 250 saceos com
18,750 kilos de assucar inascavado.
= No vapor inglez Deboy, carregou :
Para Liverpool, J. H Boxwell 4,200 gacca* com
321,172 koa de algodo.
No vapor ingles Orator, carregaram :
Para Liv< i-pool, J. H. Boxw. II 3,'H'O suecas
com 221,820 kilos de algodo ; N. Catm & C. 190
saccas com 16,694 kilos de algodo.
No vapor inglez A ctor, carregou :
Para Liverpool, J. M. Bozwell 4,801 sneeis
com 369,557 ki'.os de klgodo.
No vapor inglez Tinto, carregaram :
Para Liverpool, Borttelmann 4 O 530 caceas
com 37,573 kilo* de algojo.
Na barca inglez a Frechny, carregaram :
Para o Bltico, Borstelmann ce C. 250 tardos
com 47,373 kilos de algodo.
Na barca noiueguense Brodrene, carrega-
ram :
Para o Bltico, S. Brothers 4 C. 516 suecas
com 45,093 kilos de algodo.
Para o interior
No vapor nacin*I Cear. carregaram :
Para Porto Alegre, Maia 4 Keiende 300 saceos
com 22,500 kilos de assucar branco e 2 cora 15,000 dito de dito mascavad i.
Para o Rio de Janeiro, J. dos Santn Liges
10,'KX) cocos, frusta.
No hiate naci lal Adelina, carregou :
Para Maco, M. J. Pessoi 732 tacc>* com fari-
nha de mandioca.
Na barcaca Jaguarary, carregaram :
Para o Natal, P. Alves 4 C. 35 barricas com
2,100 kiles de aa-ucar retinado JJ5 dit.s com
1,500 ditos de dito branco.
Na barcada Kspada'te, carregaram :
Para Frabyba. H. ue Sousa Perera &. C. Su:
ore 4 eaixis com eligir de cab.-ca de negro.
NavION A carita
Barca hespanhola Francisca Villa. Liverpool.
Barca inglesa Frinchner, Russia.
Barca portugus* Herstlia, Lisboa.
15r rea noruegUKuse Aino, lluil.
Bri^ue allemo J. G. Fichte, Montevideo.
Barca sueca Sophia. Bltico.
Barca noruegu-.-use Brodrene, Baltei.
Escuna nacional Marietia, Pelotas.
Lugar inglez Aureula, New-Y"ik.
Lugar nacional Maia I, Santo.
Lugar nar.ioual Javenal. Rio Graude do Sul.
Lg.r norueguense Airona, Hull.
Lugar noruegu-nse Ideal. Santo.
Lugar inglez Xornet, New-York.
Lugar norueguense Sperama, Canal.
Vavlo A descarta
Brigue allemo Jos- Genebro, carvo.
Barca norueguense Progress, carvo.
Barca inglesa Christiani Scrioey, carvo.
Barca dinamarquesa Arica, carvo.
Barca hespanhola Francisca Villa, carvo.
Barca norueguense GUtner, carvo.
Barca ingleza Puragero, bacalbo.
Batea ingleza B'Mrees, bacalho.
Escuna noruegu-nae Hapsnas, varios g -neros.
Lujar iuglez May. Carv".
Lugar uigiez Liutie R. Wlcn, bicalho.
L^ar allemo Helene, varioa gen.-ros.
L^ar ingles liosina, bac.lb j.
Ulnltetro
O vapor nacional Jaguaribe trouxe Jos portos
do unrte para :
Francisco Gonyalves Torres 191*003
Francisco J. r*. da Costa SOO'JOUO
KeadiiueaCoi piibllco
MEZ DB ABRIL
Atfaii-Jeya
Renda geral
II la.
dem de 4
rienda ti.oViucial
De 1 a -2
11.'ni de 4
Iti 389io>>
"10:686 987
87:076 55:2
14.220J747
2:332 ti0
16.552807
103-629^319
De la2
Icem ie 4
De 1
Idm
u
Kecebeduria
Consulado Provincial
Hecije Drainage
2:363*572
1:7-25*658
i a 2
Ide~n do 4
4:089*230
2:3o3*57
4:1430B
6.8064620
1:7884424
1:223 707
3:0124131
Ezistiam preso 383, entraran) 2,
Exiitem 381.
A saber :
Nacionaes 344, muihere* 7, estrangeiros 15, es-
era tu sentenciados 7, dito processado 1, ditos de
correceo 7Total 381.
Arracoados 345, sendo: bous 316, doentes 29.
rW!345.
Movimento da enfermara:
Teve baixa :
Marcos Lino Barbosa.
Lotera da i orleA 204* ioter da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de....
30:000*000 ser extrahida no dia .. de Mar-
co.
O bilbetes acham-se venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambera acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro deMarco.
Lotera dodrao-PAraA lotera desta
provincia, pelo novo plano, cujo premio grande
40:dOO000, ser extrahda no dia 9 do cor
reute.
Bilbetes 4 venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
ro da Victoria n. 40 de Joo Joaquim da Costa
Leite
Tambera achum-sc venda na Casa da For-
tuua rua Primeiro de Mareo n. 23
TBLilHClM i PEUMO
A Assenifela ''roviudal
0 proyecto n. 7 de 1887 e a clamorosa in-
justica que elle envoive
V
No Jornal de sabbado apparcceu Jnvenal Pa-
ranhos transformado na figura de Edmundo de
Aguilar para inculcar que sao varios os comba-
teutes contra o projecto n. 7.
Nem por sso, porm, aera melh-.r eaccedido
Repete-se'debaixo de outra maneira o que foi
dito centra o projecto; nada se accresccnta de
novo.
Nao se inspira no bem publico, offende garan-
tas costitucionaes e outras quejandas diz c
novo impugnador do projecto !
Sun, o bem publico, de que talla Edmundo
o interesse pela venda dos bilbetes da provincia
das Alagoas ou Cear ou qualquer eutra.
Mercado Municipal de U. loae
O movimento deste Mercado no dia 3 e 4 de
Abril foi o seguinte :
Entraram :
83 bina pesando 11,762 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 48 ditos de 1.* qualida-
de, 8 de 2* dita e 37 ditos particula-
res.
374 kilos de peixe a 20 ris 7480
56 cargas de fariuha a 200 ris 114200
16 ditas de fruetas diversas a 300 rs. 44800
19 taboleiros a 200 ris 34800
34 Sumos a 200 ris 64800
Foraui occupado8 :
18 columna* a 000 re 28*800
49 compartimento de farinha a
5tXJ ris. 24/500
4) ditos de comida a 500 ris 22/500
157 ditos de legumes a 400 ris 62/800
36 ditos de suitio a 700 ris 25/20U
22 ditos de tressuras a 600 re 13/200
2 l talhos a 2/ 40/000
13 ditos a 1/ 13/000
A uliveira Castro 4 C.:
108 talhos a 1/1 108/000
2 talhos a 50U ris 1/000
Oeve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
Bendimento dos dias 1 c 2
373/080
Foi arrecadado liquido et heje
Precos do dia :
Carue verde de 280 a 480 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 res dem.
Sumo de 560 a 640 ris dem.
rartnha de 200 a 240 -is a euia.
Mili.o de 26l> a 323 ris idni.
Feijo de 640 a 1/000 dem.
fJaiadouro Publico
373/080
402/66*
775/740
ti
M <
a -
a> 9
si

C.
O
i t 00
' I ia. i-.
SI ss
3
cr. :
5"
218
S86
151
067
1/26S
400
07
46
^20
014
i6;ooo
Barca ingleza Beltres, entrado de Terra-Nova
em 4 dj correte e consignada aSauudres Brothers
6 0.; mauifestou :
Baelho 5:000 barricas e 1:94 I meia* aos con-
sigua*ancs.
Vapor nacional Jifguaribe entrado da Bnbia
e escala em 3 do crreme e consignado a Com-
paiihia Pernarnbucana^ manifestnu :
Algodo 176 saceos a Joaquim da Silva Carnei-
ro, 200 a W. W. Kobilliard, 171 a J. H. Boxwell.
Machinas 4 volumes ordem.
Panno de algodo 17 fardos a Silva Guimarc
ce C, 55 a Luiz Antonio S'qucira.
8
s
s


9
O
Si

a
e
i;xuort.:i;-o
EBCIFE 2 DB AbBIL DE 1887
Pura o exterior .
No patacho norueguense Aino. carregou :
Para Hull, C. P dj Lemos 1,1*03 aaccoa com
80,000 kilos de sement de carrapato.
No lugar ingles Homet, carregaram :
Para New Ywk, H. Porater & C. 10,00u sac
eos com 7oO,0O kilos de aisuoar inascavado.
No vapor frauces Vills de Fernam'juco, car-
regou :
Para o H.vre, A. A. Santos 503 secas com
37/.I24 kilos de algodo.
Na barca portugoera H'.rsilit, carrega-
ram ;
Si
a a
n S.
5 o-
3^
'=' 3 ................as" -'
a................i
.........;...................I!
.............................
............ II
-I ............
21 S ^ CC CC tC-J Sk 0>_
el te o u ir. ir. b< ce >>>' i fe '? !
O 1 en as ic a _: j. o to wu
os I
M*>
-0 -4-
^ w. *- % ^ww^
2- ^ er. w os iscco-jtf' o>
O icen ceceneso- 4>-
> te
s-OS-
ol fe
su
l co
I u> o
i: ic tSr* ?-
-j ;; i M es co u- ic
C% -I .. ^ -* rfte OOi*^CS

S-**cn.*io>OcnasH-*et?
--l-OJfK'Klfc-O
cntct,',ocir*a)00'te,*oc
av-
en
C>
te
r*P.
Sic"
J
SI
m
B
A
S
1
9
l
5
=
-I ts..... .....
v -i ro co ^ c? co
5s i en mw te co_ p^-_ y
> b> .-oICCJ kB> O00 IC
DI CO -4CCC ^o> --^ coy -J.CS IC
I '.............
-i I r* r'
SJ J- i- %J v te
,1 g. SSS- g?g- gg- 8........
te i .^-. .. ...
ic en te -i co ts
br' i io- --'' co *p- jj -en
toi en >- o cp s c5 cop> ccen *-_
SI en co cn5tco*-oi oo cc enoo *.0". {
S'o>ia'*ceft^o''is'aJP*"*SJg"a"; o
i oto ko-bcii- otococ 99 H? !
el coc. c-iccoiO' o, .p, qiq. ge- o

C
s
1
E
*
B
i
4
S
e.
c
^!
i
?-oo -
'i- o co o
SOMCC
CJ1 I C2
8- SS
es
co"
te
CS-J3 II
I
se
5
to
Bto
i*
Ci'
8.
i CS '
c te te iu
os es ce ce
qSi
Sf*!
. o C.1
ISS.
O .
O to
to
en -
o s--
co-
co
i o o> I
!8oi!

C
SI
?i
C, X
o b '
tr ?- co
-1 CC co
e
B
i
m

00 -1
I
2
to-
te ce en
*- en te c -a
o cu -le -i co
te o *>
en toe-
S
5
3
8-
i 2

w'
*. ei es
-
S

D

m.
e
M
!f
s
**
-
e
*
v
s
n
a
e

I
c
-.
a.
9
r-
u
9

B
3
aV

s


s.
s

B
3
1
E

se

n
B.
n
C
S
B


3
t

a
3
fia
9
m
<*>
IX
*
Kff- >
Poram abatidas no Matadouro da Cabanga 86
reses para o consumo do dia 3 de Abril.
Sendo: 60 reses pertenceutes a Uliveira Castro,
-V C, e'26 a diversos.
No mesmo estabelecimento foram tambam
abatidas para o consumo do da o do corrente 80
reses.
Sendo : 60 pertencentes a Oliveira Castro & C ,
e 29 a diversos.
Vaporen e nailon esperado
VAPORES
Marqnez de Caziasda Babia boje.
Manaesdo sul boje.
Alliancado sul amanba
Ville de Santos-do Havre aman lia.
Advaneede New-Port-New* a 8.
Trentda Europa a 8.
Magrllanda Europa a 10.
Taruardo sul a 14.
Parado norte a 14.
Pernambucodo sul a 17.
La Platada Europa a 24.
Espirito Sautodo norte a 24.
navios
Amandade Hamburgo.
Apotbeker Dirseode Santos.
Ameliado Rio Graude do Sol.
Alburiade Cardiff.
Anne Catharineda Babia.
Andaluzao Rio Grande do Sal.
Bernardas Godelewus do Ro Grande de Sal.
Brothersdo Rio de Janeiro.
Catode Hamburgo.
Diudado Rio traiide do Sul.
Enjettiido Rio Grande do Sul.
ratede Hamburgo.
Evorado Rio Graude do Sul.
Elysado Porto.
Pavoritede Santo.
Guadianade Lisboa.
Haus Tode -de Cardiff.
Jelantde be Santo. .
Joaquinado Porto. '
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Ladyberdde Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Mai ydo Rio Grande do Sul.
Hoviuenlo do porto
Navios entrados no dia 3 de Abril
Bricos e escala13 diss, vapor francez Ni-
ger, de 2367 toneladas, equipagem 128, com-
mandaute Bal Albert, carga varios gneros ;
a Augusto Libille.
Sautosy dias, vapor allemo Reingold, de
720 toneladas, equipagem 17, commandaute P.
T. imano, carga cafe ; a Borstelmau & C.
Baha e escala9 1/2 dias, vapor brasileiro Ja-
guaribe, de 412 toneladas, equipagem 29, com-
mandaute Antonio Mara Ferreia Baptista,
carga varios genero*; a Companhia Pernam-
bucana.
Navio sahido do mesmo dia
Bio de Janeiro e escala -Vapor francez Niger,
couimandaate Baule Albert, carga varios ge*
eros.
Navios entrados no dia 4
Manoi a escala11 das, vapor brasileiro Cear
de 1999 toneladas, equipagem 59, commandaute
Guilberme Pacheco, carga vares gneros; ao
Viscoade de Itaqui do Noite.
Rio Grande do Norte4 dias, hiate nacional
(orreio de Natal, de 43 toneladas, equipa-
gem 5, mcatre Joo Guedes de Moura, carga
toros de mgue ; a Fraga Bocha C.
Santcs o escala-8 dias, vapor francez Vida
de Pernambuco, de 1595 toneladas, comman-
dante A. Chancercl, equipagem 40, carga vano*
gneros ; a Augusto L,abille t C.
Teira Nora30 das, barca ing.esa Beltree, .
de 373 toneladas, capitn Arehebild Service,
equipagem 13 carga bacalho; a Sauodies B
thers 4 C.
Navios sahidos no mesmo da
New-Yoik-Patacho ioglez Moss Rose, capi-
to R F. Cardos, carga assucar.
BarbadosPatacho inglez Buda, espita. H.
A. Ky: em lastro.
v_ _
s
v<
l
rt



.M. *-**>:
Mi
mmbhc

I
feira 5 de Abril de 1887
..
F"^"


(Eaae 6em publica, porm, d2o deve actuar no
animo da Asaembla Provincial de Pernainbuco
para deixar da adoptar o projecto.
Ai garantas cniatitucoaaes uff olidas : quaea
lio ellas?
E' preciso apontal at.
Algumaa lisposioSes qae se ootem no pro^
to, sero, certo, inelhoradas naa trea disi-usso -s
delle ; poi inuit > natura! qu- a apreaent.cj
de ama medida de Ul ordem soffra emeuda ecor
reccojs.
Rarissiino proj.-ctj que nao aoffrc modifica-
coes na sua passagem ; e iso to toral qlimi-
to incoatestavel a superioridad das lusea de
ama corporaeo legislativa sobre aa de qualqaer
doa seas membrss.
Aa ponderado-8, de Edmundo em referencia, por
exemplo, a prohibicio da iuiprensa pematnbucana
aaouuciar veuda de biihetes de outrae provin-
cias, j occorreram ao animo de mu tos dos depu-
Udoa, e, coosegumtemeate, U parte, como em
outraa, o projecto pissari peln convelientes al-
teracoes,
Nao ln reciio de que a Ilustrada Asscmbla va
confecc-uar urna lei com defeitos to sensiveis.
Tambem lo exaetu q e o projecto u. 7 traga
a prohibidlo da venda Jis bilbetea das loteras
geracs; estas nao sao abr.mgid.is pelaa disposicoes
do projecto.
Pura que, p is, iinnutai-se uui defeito que o
projecio nao cuc-rra ?
Esta falta de boa f inadmiaaivel quando se
argumenta a respeito de qnalqaer materia, e mu-
tomen )8 de negocio publico.
8o da al'o;J do proj co em queato resultar
augmento de lacros par. o thesoureiro das lote-
ras da provincia, fique eerto e cooveacido Ed-
mundo, que n.-l > este o intuito da Aisembia,
ode lia uuii cciiainernvel H pujante maioria de
adversarioa politicus desse thesoureiro, que uesse
caso embargara a paasagetn delle.
Mas, nao ; a rasa> de a- ter tomado fcil a sua
passagem no seio da represenuco provincial,
como ili, porque todos esta convencidos e re-
conbecem a sua grande utilidade para a noasa
provideiae o qu-i aumenta contestad > por aquel-
es ooucoa que colhein mteresses na veuJa de bi-
lbetea de nutra-, provincias.
Assuu uos parece, ) maia ass-gura-se eaaa pre-
euinpcao, emn a noticia de que hi V'-m o theaou
reiro das loteriaa de Alagoas. recheiado de em-
penh u para impedir paaaagem do projecto
Que pr-tu'ici) !
butilo suppe que, com o seu prestigio, conse-
guir sopitar aa couvenien Maa proviaciaea V
Por ultimo, du Edmundo, qu; o antigo theaou-
reiro nunca pncurou privar a nitrada de bilhe-
tes de outr.i- loteras em l'ernambuco.
Foi mal lulurmadu.
A livre vend, de taes biihetes e foi snior.
tao prejudicial aos interessrs desta provincia, que
j uo leuipj do antig.i thesoureiro toi prohibida
aqoi vend. dellea.
Nao h i, piis, eacandalo ni pr .jeeto qoe se dia-
cute, nein elle seria pissive! actualmente.
Quanio a per'Unta, teita uo final do uacripto,
aoExm. presidente de provincia, apenas ih-ob
servamos que S. Exc, esclarecido, criterios.) e
ainestrado na admloialraco doa pblicos negocios
ter occosio de examinar se o projecto consagra
as cff-nsa.-, da que falla Edmundo aua mtereecs
eraea e a constituic', pira dar oa negar-llic
sanecao.
As insiniiHcoes de Edmundo nada merecem.
Os destellado nao devem ser attendidoa.
ZycAo-BraAe.
que nos fiea por uina injustiya que softre-
oos ; as dolorosas privares porque he
pastado ultiroaineate nao me farao cahir
vencido na luta p;la honra.
O nico meio do evitar a luta, j o dis-
se Montalembert, supprimir a vid.
Esta, espero em Deus, nao me ser em
eui teropo algum pezaia, sej un quaes fo-
rem os rigores du sorte.
Ditaa estas palavras, beijo respeitosa
mente as maos do Exm. Sr. desembarga-
dor Alves Ribeiro.
Iguarassu', i de Abril de 1887
Francisco Xavier Paes Brrelo.
Compaahu Santa Thereza
Entre os errn typograhicot de fcil correceo,
que sahiram no extenso artigo publicado hontem
i'esta gaceta como impuguacao ao quadro compa-
rativo addicionado no Jornal do tiecife de 30 do
mes prximo passado, dea-se o seguate que uos
ubriga a fazer a presente errata :
Na citacao da variaco da conta de ennstruc-
Voes nos aunos de 1884. 1885 e 18S6 onde se l :
288:262*390
299:261*575
Interessanle
!W!
pode chamar-se o aviso de fortuna que boje nos
tras o Diario. O annuuciante o Sr. Samuel H\
ckschcr senr, em Hamburgo preemivado assm
oesta como as demais partes deste reino' pela
promptido o discripco que observa no paga-
mento dos ganhoa, veta nos brinda.' urna lotera
patenteando vnntagens to sobrepujantes que me-
recem a attencio dos nono* leitore.
9ECL1BAC9ES
unta Gus ii lisncori Uo
Emulsao de scott restau-
aos tsicos, purifica o san
N. 11. A
ra a saude
gae, afasia do organismo toda sorte
de
26J:691030
L i-se porque o que est no relatorio e toi o
que escrtvi:
288:262^390
289:261*575 _
260:691*030
A proveitando ceta onportuui lade aprosentarei
aqu uma nota da variacao da conta de lucros e
perda8, indicando os seus saldos de cada anno,
como uma prova ma:s coutra a aecusaco de J
II. P.
1877 10:517*931
1878 17:005*678
1879 22:249*738
1880 16:761*455
1881 22:227*138
1882 7i089*80o
1883 70:217*101
O que coocorrera qara que fosse nessa poca de
39:534*044 o valor da adudida conta, que dahi
em dianle teve em 1884 e 1885 os saldos abaixo
indicados e em 18"ii o abate igualmente conside-
rado, dados todos eatea copiados dos mesinoj re-
latoras consultados por J. R. P.
Saldos :
1884 5:134*664
1885 1:563*730
Abate :
1886 17:557*935
E ato d a razao de 6gurar ella hoje no batan-
eo com o valor apenas de 28:674*503.
Um accionista.
Recife, 4 de Abril de 1887.
affecgoes Escrofulosas e fortalece aos de-
bis e enfraquecidos.
Excita o appetitc, estimula o organismo
e augmenta as carnes e as forja.
EDITES
Devendo a Illma. junta administrativa mandar
celebrar na igreja de N. S. do Paraso, pelas 10
Horas da manb do dia 7 do conentc, a niissa so-
lemne que ha do preceder exoocca > do SS. Sa-
cramento que tem de ficar em lausperum, convido
a todoi os inembros da irmandar'e para assistirem
a cssfi acto.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 2 de Abril de 1887.
O escrvao,
____________ Pedro Rodrigues de Sonta.
Cotupanbla Hastia Tbereza, empre
Arla lo altui<-(-iiM)-u(t> d'nuua e
lux ti ciclad*- de alinda
Assembla geral
De ordem do 8r. jresidente da assembla goral
convidos seuh jres accionistas as; reuniris no
dia 5 de Abril, ao meio dm, n'uin dos sales dt>
Associacilo Commerciul Heueficentc, atm de ser
continuada a sesso que ficou adiada.
Escriptoiio dogereote, 28 de Marco de 1887.
A. Pereira Simes.
E, F,R. G.
Horario dos irens da Serra
\ ilgorar do da S de Abril
Todos os das
MANHA
TARDE
Naufragio do paqaete Baha
O Dr. Uiemaz Garcez Paranhos Montene-
gro, commendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direio especial do commer-
cio desta cidade do Recife e seu termo,
capital da provincia de Pernambuco, por
S. M. o Imperador a quem Deus guar-
de, etc.
Paz saber aos que o presente edita I virem, ou
delle noticia tiverein, que por parte de A. Lam-
bert, liquidad ir da coinpanhia The Central Sugar
Factoras of Brazil, Limited, Ihe foi apreseutado a
petieao da forma e theor aeguinte :
Iilm. Sr. Dr. juiz de dreito especial do com-
merco.A. Lamben,liquidador da companhia Tbe
Central Su^ar Faetones of Brazil, Limited, vera
requerer a V. S. que se digue de mandar publicar
edital, conteado a eentenca que ordenou a liqaida-
co da inesma companhia para que produza ella
oa devidos -ffeitoa e possam os iuteressados promo-
ver o seu direito, -
Assim peda a V. S. deferimento.Espera Re-
ceber Merc Recife, 28 de Marco de 1887.O
advogado Dr. J. Cirroia de Araujo.Sellada le-
g-lmente
Despacho. Faca-se a pedida publicacao.Re-
cife 29 de Marco de 1887.Montenegro.
Deo.-.ia do que se v dos autos a sentenca pela
qual o Supre ji-i T'ibuual de L mdres maudou li-
quidar a referida < ipanhia Tilo Central Sugar
faetones of Brazil, Limited, a qual toi traduzida
pelo respectivo interpetre do commercio desta pra-
ca de Pernambuco Jos Faustiuo Porte, a qual 'Da Varzea as 4.5, 6 15, 9.33
Estacte
P. 1.
Recife...
Tegpi .
Jaboato
Morenos.
Tapera..
Victoria.
Pombos .
Cas cavel
*
a.

9.38
9.55
10.25
10.52
11.21
11.56
12.25
ce
o
9.20
9.40
9.58
Estaques
P. 2.
Cascavel
Pombos..
Victoria. I
10.30[Tapera. .
10.55 Morenos.
U.SOljaboatSol
12.00|Tegipi.;
! Recife... >
o
a
se
1.25
1.55H
4.12
4.37
5.05
5 23
6.43
1.00
1.28
3.46
4.15
4.42
5.8
5.25
* aos dias utels
TARDE
iinH
Aviso ao publico
Seiniina sania
De costme nos das 7 e 8 de Abril (quinta e
sexta-feira santa) oa treus serao regulados pela
tabella seguinte, tocando em todas as estacoes :
Ola 7
Pela manha haver os treus ordinarios, menos
os de carga.
A tarde :
Para Varzea as 1.22, 522, 8.4, 9.48.
Dous Irmos (liuha principal) 12.48,4.43,
7.48, 10.4
Mooteiro (linha do Arr.ial) 12.43, 5.22,
8.2S, 10.4
MANHA
Estacoes
M. 1.
Recife...
Tegipi.
Jaboata o
Morenos.
Tapera..
Victoria .
ce
tr

3.201
3.41
4.23
5.14
5.50
3.00
3.25
3 56
4.37
5.20
Estacoes X o es M
---------- ja
M. 2.
Victoria. Tapera Morenos. Jaboato Tegipi.. Recife.. . 6.30; 7.3 7.35: 7.56 820! 1
a
-.
6.00
6.35
7.8
7.40
8.00
Os biihetes das loteras de cutraa provincias,
vendidos aqui em larga escala, tem prejudicado de
tal irma s desta proviu.-ia, que nao podero ter
andamento e ficari au.quitadas.
No entanto, as loteras desta provincia produ-
sem am bem geral coiicorreudo para a receita ge-
ral e provincial, para as casas de caridade, para
as ediheacoes e coucertos dos templos, para ins-
truc^o publica primaria, e e para grande pess .al
que irubalba j as typogmphias. ji oas lytnogra-
pbias, j no preparo niu.l dos biibeUs, eja as
extracoes, etc., etc.
Al.n mato o avultado numero de pessoas que
vendem biihetes pelas ras 1 pelo matro lucram
duplamente e..m a veudagein dos biihetes das lo-
teras decs provincia., conforme dizein em pu-
blico.
Oecurre m .is que a imp irtaiijia empregada em
biihetes desta provincia, tica aqui uiesmo, e as
importancias Jos biihetes das outras loteriaa se-
guem para as 1 esped vas provincias, sommaudo
aonualmente em dous mil eolitos que se retirain
desta pruc, que j-i sent a iusadiciencia do meio
circulante p 11 a seu gyr ...
A' vista do expostu, que iucoiiteatavel, cum-
pre tomar se uma medida que seja enrgica e que
com certeza retire a coneurreucia das loteriaa ue
outras provincias, para cujo fm basta que sejam
transformados em lei os artigos seguiutes :
1." Cada casa que vender biihetes de loteras de
ootraa provincias, pagaro 200/00 J por cada ex-
traeco.
2. Cada pessua, seja qual for a idade e sexo,
que vender os mesmos biihetes pelas ras e pelo
inatto, |gar 30*000 por cada extrccilo.
3. Estes pagamentos serio realisados antea de
seren oa biihetes expostos e apreg.ados i. venda,
aob pena de serein appreh-udidos.
4. A p "licia e qualquer cidado farao a appre-
hens 1, e os biihetes IB-I ticniu perteuceudo.
Sordo do vapor macloaal Es-
pirito Nano no porto de
pernambuco, '1 de Mareo de
S)S.
lllm. Sr. Redactor.Toado lido em seu
conceittiado jornal de hoja a maneira, co-
barde e luesquinha com que pretende de-
fender se o commandante do vapor Pira-
pama, com rel*9&o abalroayo e naufra-
gio do vapor Baha, aucussodo de negli-
gencia, ou impericia >io 1* tenente Aure
liano Isaa cominandaute daquclle vapor,
apresso-m. em protestar contra tSo afron-
tosa e indigoa propo6c3o, recurso prepa-
rado para inocenur verdugos e culpa-
dos.
Os peritos que vSo julgr essa causa
que infelizmente tantas vitim.is fez, hilo
de necessariaroente proclamar, a distiuc-
cZo e espacidade de tito distincto official
cuja memoria querem macular.
Cora a publicacin destas linhas muito
penhorar V. S. ao
De V. S,
Atiento vmrader e criado,
., Jos Maria Pessoa.
4o i:\iu. r. drsemi>argador
Domingos Antouio Alves Rl-
beiru.
Permita V. Ejcc que um psquenino
bacharel em direito, pobre e inulto pobrt
de dinh'-iro, seta nouie e, raestoo sera con-
8:ie.ucia de suas forgss, venha roanifestar-
ihe pdblica o solemnemente o seu eterno
e profundo reconheciment > pelo voto de
absolvilo, que inereceu de V. Exc.
em o ajcordlo do Superior Tribunal da
Rlaclo de 29 do corrent-. mee p/oxi
mo passado, no processD qu" por sritno de
injurias verbaes lhe foi instaurlo nesta
comarca.
B:m sei.Exm. Sr. que fazor justicaum
dever; mas neste paiz tao novo ainda, to
generoso e to prximo aos daos das rui-
nas, como j o ciassificou V. Exc o
triumpho do dinito merjee elogius e ho-
jnnss.
E unto ruis devo ser grato a V. Exc.
quinto no medonho naufragio da barca
Justi?a foi V. Exc. o nico mi.rinhei-
ro qufi, ousado o cheio ae eutbusiasmo pelo
cumprimeato do devtir, empregou esfor-
jos para salvar a pobrezinha.
Asseguro V. Exc. qi o seu nome
est gravad" em lettras de ouro co mea
pobre or jlo, e qufl a acolo do tempo
alo conseguir jamis apgalas.
Nao tei.iio, Exm. Sr. desembargador,
ouro pezar pela miaba derrota do quo o
Arrndecimeaio
Ao rer.irar-me hoje fiesta bospitaleira provincia,
e recclher-me ao io de mioha familia, faltara a
um dos uiais sagrados deveres de gratidao, se
nao vi :sse pela imprensa agradecer do intimo
d'alma a caridade que o ine-t-e e mais tripolacao
da Barcaca Gracinda tiveram em salvarme jun-
tamente mais triuta e dous iufelizes que estavam
nos mastros do Babia bem como mais trece
que anda vam dispersos sobre as aguas, e que sem
taes seccerros teriam porecid-i, e ao povo per-
iiambucaao c ao grandioso commercio a inhiba
eterna gratidao pelo eupodtaneo acolhmeuto que
tivemos quando aportamos a esta cidade.
Povo e commercio foram iucansave.is em prodi-
galisar soccorros aos iufelizes mafragua, tornn-
dose dignos de eapecial louvor oa nobres caval-
leiroa que actualmente razein parte da commissau
de soccorros, em attender a todos os nufragos
com extrema delicadeza e promptido em soccor-
rer com tudo qae nos era necessario.
Svmbolisando serem uns verdadeiros apostlos
de caridade, a estes cavalleiros, alm da minha
gratidao envi Ihcs um estremecido e fraternal
a brac >.
Aos amigos qae me soccorreram, alm da mi-
uba gratidao envio-lbe am apert > de mo, no re-
cinto de miuha f,miiia ao recordar-me de mentavel lufurtunio, quo tantas vidas aeifou, te-
rei semprc uma lagrima de gratidao para todos os
nossos salvadores e bemcitores, e um brado de
indiguacao para aquelle que nos deixou sobre aa
aHKh do ocano ao desamparo, e denuncio peran
Deus e humandade com j um monstro em forma
humana.
Rec fe, 4 le Abril de 1887.
Primeiro machinismi do ex-Bahia,
M iu >-l Luz de Aluieida.
As Missdes em Tigipi
Terminou-se no dia 31 do pasaado mez,
as s.-.ntas misso.-s que a pedido da irraan-
dade da capella deste povoado, veio pregar
o iucatisivel capuubinlio Fre Venancio, o
qual com stu palavra autorisada mostrou
ainda urna vez que a religilo cbristl nlo
est de toda acabada.
No espayo de quinze dias realisaram-se
280 casamentas, todos de pessoas que ba
cinco, dez, vate, riuta e mais annos vi-
va m amancebados ; 128 baptsados, en-
trando no meio destes pessoas de setenta,
ciocoenta, triuta, vate e dezoto annos,
sendo que a maior parto foi de criancas,
e houveram 1200 oootisso-s.
O povo animado pelas palavras que lhes
dirigi o distincto capuchiubo, acoiupanlia-
ram at a igreja da Penda as imagens que
d'alli foram transportadas para a capella
deste povoado, teudo o Rvm Fre Venan-
cio na oc.:asiao da chegada das imagens a
Penba, dirigido palavrxs animadoras a po-
pulaylo dcst-' povoado
A afHjenuia de povo nos dias de mis-
boes toi enorme, pois tivein accasilu de
calculal-o cm cinco mil pessoas, sendo sem-
pre o termo medio de duas mil pessoas.
A irmandade trata de fazer um novo
consistorio, acabar uma torre | principiada
a dezoto snnos e faz.-r outros reparos
necessario8 para o que a mesraa irmanda-
de nomeou uma ommissHo, que ficou as-
sim com posta :
Capitlo Antonio Sami-o d-, Lyra e Mello,
presidente.
Jos Dometrio Ferreira Lost-i,
se refario.
Eustaquio Jos Gomes,
thesoureiro.
Capilo M-inoel Xivicr Carueiro de Albu-
qu-rque.
Mauoel do Naseimeoto dos Anjos Crrela.
Jlo Jis Gavaj;ante.
Teaente Liberato Bjuco da Fonseca Li-
ma.
Tenente Alfonso Teliano da Silva Oliveira.
Francisco Jos d Oli^eir*.
Procuradores.
O \ mito de extracto de Osada de
baculho, de Cltevrier. composto de tal
modo que urna colher de vinlu corresponde exac-
tamente umicolher i.- jlej do fgado de baca-
Ibo. a
As dses do vinho nao devem exceder s do
oleo ; ellas variam aeguado a idade e a conalir.ui-
cio do individuo, entre urna (?) e quatro (?) cclho-
res por di.
E' do grande importancia nao exceder eata d-
se, uui madicasnctto nao preeucheu os seus fins
depoia de te; passado a bocea; ebegando uo esto-
mago deve aer digerido par- ternar-ae til : ora
aa dses excesaivas nao se digerem, ellas acarre-
tam pelo contrario perturbacoes gstricas de na-
tureza diversa, cimo o protessor Ooverg to util-
mente assigoaluu. Eis porque chamamos a atten-
cio dos doentes sobre um ponto muito digno de
coosideracao: nao ha exageracSo falsa ni rotulo
do vinho de extracto du ligado de bacalho, de
Cbevrier, nao pode ha ver exageracao imprudente
na aua administracJo.
-a (Revue M'dtca^.
do theor seguinte :
Sentenca.No Supremo Tribunal de Justica.
D. vi sao da Chancellara.Juizo Senboi North.
Fls. 40 Sr. Ward.Registrador Pls. 194.
Sabbado, 18 d Desembro de 188G.
Xa causa das luis da companh'us 182 e 1867. E
ni causa da The Central Sugar Faetones of Brasil,
Limitd. A' reqaerimeuto da The {', -ntral Sugar Fa-
etones of Braxli Limited de 0 de Uezembro de 1886
apresen tado a este Tribunal,apz ter ou vido o advo-
gado requereute, e ap* lei tura da referida peti-
cao, com decli-racao de Richard Kidner (secretario
da referida companhia) autuada eca 11 de De-
sembro de 18s6, de t -r sido publicado um aviso
darefrida petico nogjornaes. Lmdon Gasefh,
The Tlnmes e o Moruing Poat; datados de 10 de
Dezembro do 1886 ; Este Tribunal ordena que a
referida C:ntral Sugar Factoras of Brasil, Limi-
ted seja liquidada pelo Tribunal de sccordo com
as disposioces das leis de conipauhias 1862 e 1867 ;
e tica ordenado que as cuotas doa requeren tes deata
petico sejam contadas pe > contador e pagas do
activo da dita companhia.
A todos quantos o presente virem oa possa intc-
ressar, eu Charlea Preston, Notario Publico* na ci-
dade de Loudre-, Inglaterra, devidamente uomeu-
do c juramentado, certifico e attestu que o docu-
mento marcado A, indicando ser um cjia officuil
de uma ordem paaiada na reparticao da Chancel-
lara do Supremo Tribunal de Justica ua Ingla-
terra pelo hourado Sr. North, um dos juizes d re-
ferid i Tribunal, em 18 dr< Dezembro de 1886, na
causa das leis de companlnus de 1862 e 1867 e na
da Central Sugur Faetones of Brazil, Limited,
(pela qual o referido Tribunal urdeoou que a Cen-
tral Sugar Faetories of Brazil, Limited fosse li-
quidada pelo reterido Trinuual de aceordo com hs
diapoaicoes das ditas leis de compauhias de 1862
e 1867 da maneira uellas mencionadasl com ef-
teito urna copia fiel e etatu da dita or icm. a qual
foi por mim devidamente conferida com a ordem
origuial lavrada pelo ditj Tribuual, e outrosim,
certifico qae a dita copia official foi devidamente
passada furnecida pelo respectivo official do dito
Tribunal eest devidamente sellada com os sellos
officiaes do referido Tribunal e que a referida co-
pia llicial sellada, como cima dito, deve, de ac-
eordo com a lei de Inglaterra, ser recebida como
pr. va da dita ordem original, em todos os juizos
e f a dellea aem maia outra prova.
Em testemuubo do que assignei o presente e af-
fixei o sello do meu uffici i, a.e 4 de Janeiro de
1887, para servir e valer oude fr preciso.
Quod at.estur. (^asignado.)Charles Preston.
abeiliao publua Londres. No Supremo Tri-
buual de Justica- Reparticao da chancellara.
O Sr jais Narth. Ea. audiencia. Fls. 10. Sab
bad- aos 18 dias de D- z-.-mbro de 1:86. No feito
referente as leis de compauhias de 1862 e 1867.
eNo teito da Central Sugar Faetones of Brasil,
Limited.
A requer ment da cima nomeada Central Su-
gar Faetories of Biasil, Limited ; depoia de ouv>r
o advogado por parte da aupplicaote e feita a lei-
tura da petico para liquidaco da dita companhia,
apresentada a este tribuual pela companhia aos
\) de Dezembro de 1836, e autoado um dep^imento
de Alau Lambert aoa 16 de Desembro de 1886, e
um depoiinento de Ernesto Luxm jor e Choishael
sendo autoado aos 15 de Desembro de 1886.
E' ordenado, que Alan Lamber!, residente ao
n. 9, Saint Helotes Place, na cidade de Londres,
negociante, presidente da dita companhia, seja
nomeado provisoriamente liquidador official da
cima nomeada companhia ;
t ordenado que o dito Alan Lambcrt, antes
ou aos 20 de Janeiro de 1887, preste flanea para
ser approvada. pe'o juis. E este tribunal por este
instrumento limita es poderes do dito Alau Lam-
bert como tal liquidador oflieial provisorio aos se-
guiutes actos, a saber:
lo lomar posae, recolber e proteger a proprie
dade da coinpaubra uo Brasil e na Inglaterra.
2o Representar a compaubia peante o governo
brasileiro.
. 8 Fazer arranjos com os plantadores no Brasil
para forneciment de caunas para os fina de cou-
tiuuar o negocio como em cffoctivo andamento.
4 Jingir o negocio da companhia quauto seja
necessario para o benfica liquidaco da mesma
e para esse nin deseuipenhar e completar contruc-
toe pendentes, porm uo a entrar em contracto
novo algum exce,t> quauto pfjM ser necessario
para dirigir o negocio da di'a oompanbia.
5 Tunar diuheiros emprestados para o fin de
dirigir o negocio da dita c impaiilna e para o fim
de proteger a propnedade d Compauhni, porm o
total dos diubeiros tomados emprestados, nao deve
exceder s somma de 5,000, eit.ii dejuio pa-
ga vel nao deve exced-r a 6 % e poi anuo.
6 Obrar cm todos os casos de emergencia igual
mente fazer todos os actos que possam ser neces-
aario8 para o ti.u cima ;
E ordenado qu o dito Alan Ltmbert, antes
cu aos 25 de Abril de 1887 deixe auaa coutas na
audiencia do juiz *
E ordenado que tod>'s os diuheiros que forem
rrcebldoa pelo dito Alau Ltmbert como tal liqui-
dador official provisorio (outros que nao quaes*
quer aiubeiroH tomados emprestados em cumpri-
mento desta ordem) s. jam pagos no Banco da In-
glaterra, a crdito da conta do liquidador official
piovisono da dita companhia, dentro de 7 das da
dala do rccebim?nto dos meamos. (Assignados)
Alfredo Rambuson, principal eacrivo. (Tinha
e-tampilbaa de emolumentos no valor de um oitavo
esterliuo e diversos carimbos do tribunal.) Tra-
duzido litt-ralmente doa preprioa originaos aoa
quaea me reporto. Pernambuco, 16 de Marceo de
1887. Jos Faustino Porto, interprete do com-
mercio.
Sentenca esta que por este juiso mandei cum-
prir em data de 18 de Marco de 1887.
E para quo possam os intereesados promover o
seu direito mandei passar o presente edital que
ser publicado pela imprensa e afiliado nos laga-
res do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife aos 30*
diaa do mes de Marco do anno do Nasci nento de
Nosso Senhor Jess Christo de 1887.
Eu, Ernesto Mnchado Freir Pereira da Silva,
o subscrevi.
Ihimat Garcez Prannos Montenegro.
De Dous irmos (linha principal) 3 42, 6.42, 8.42
Do Monteiro (linha do Arraial) 4.10, 7.20, 9.45
Oa
Pila manh :
Para Varses ss 7.22, 9.30 : a tarde 1.22, 6.32,
8.4, 9.48
Dous Irmos (linha principal) 6.48, 9.48 :
a tarde 11.48, 6.48, 8.48, 10.4
Monteiro (liuba du Arraial) 7.22 : a tarde
12.43,5.22,8.22,10 4
Da Varzea as 5.52, 8.1, 10,33 ; a tarde 2.30,
7.29, 9.33
De Dous Irmos (linha principal) 5.42, 8.42,
10.42; alarde 1.42, 7 42,10 3
Do Monteiro (linha do Arraial) 6 0, 9.45 ; a tarde
1.40, 7.20, 9.45
Todos estes trena devem partir da rstaco da
ra do Sol, onde somente chegaro na volta.
^~-sciiptorio da companhia, 2 de Abril de 1887.
H. W. Stonhcwer Bird,
Gerente.
isa =3 :~- i b-..== ;___.
Estrada de ferro do Ribeirao ao
Bonito
De ordem da directuria sao chamados os Srs.
accionistas desta empresa, para no prazo de 60
dias, a contar de hoje, recolherem ao Loudon
Braailian Bank, a 5 entrada de 10 0|0 de auaa
acciVs, noa temos do art. 9 2o dos estatutos.
Recife, 9 de Marco de 1887.
O secretan,
Jos Bellarmiuo Pereira de Mello
Conalatorlo da Irasandade de \ima
eaabora do Rosarla do Corpa Santo
4 de Abril de insj .
Pela presente convido o todos rs nossos irmos a
comparececerem no consistorio respectivo no dia
8 do corrente pelaa 4 horas da tarde afin de in-
corporado acompanharm.'S a procisso do Trium-
pho doa Paasos do Henbor ; que Sabir da Ordem
Terceira de Nossa Senbora do Carmo, e bem s-
sim a da Reasurreicu que ter lugar domingo 10
as 5 e meia horas da manha.
Adolpho Coelbo Pnheiro,
escrivo.
Yeneravel ordem Terceira de I,
S. do Carino do Rec fe
9 de Abril de 1887
De ordem do cariaaimo ir mo, convido a todos
os nossos carissimos irmos para, paramentados
com scua hbitos, compareccrcm na igreja da nos-
sa ordem, para assistiimos aoa actos da semana
santa no convento da nossa ordem, para o qae
tivemos convite do Revtn. padre vigario provin-
cial Fr. Alberto de Santa Augusta Cabral.
Secreta tio interino,
Miguel dos Santos Coata Jnior.
Thesonro Provincial
De ordem do lllm. Sr. inspector desta repsrti-
ao, faco publico que no da 5 Jo corrente inez.
pagam-se as repartiees de obraa publicase illu
muaco, gvmuasie e esccla normal, relativamen-
te uos vcneiineutos do m lindo.
Pagadoria do Thesomo Provincial de Pernam-
buco, em 4 de Abril de Ic87.
U escrivo da despeca,
Silvino A. Rodrigues.
""VENERAVEL" IRMANDADE
DO
Senhor Biriu Jess dos
Passos
De ordem do irmilo provedor, convido todos os
nossos irmos a co.'np.reeerem na matriz do Cor-
po Santo sexta-feira 8 doc/rrn'-e, pelas 3 1|2
horas da tarde, afim de er.ee.r;i irados, acompa-
nharmoa a procisso de triumpbo, pxraa qual to-
mos convidados. Recif 4 de Abril de 18^7.
O e;c ivo,
Frauc-ijci Aotoi: o Coi-rea Cardoso.
ocledatfe Home Po Popular Per-
siambucano. 4 Ue abril de 189
D- ordem do digu-> irmo director, fr. trans-
f rida par.i hoje 5 do eorrratx, a sesso do eonae-
ili-i adminia raiivo que devia tur lugar tjuarta-
feira.O l" secretario,
Berij:min Fonseca.
Escriptorio do trafego, Recife 2 de Abril de
887.
O chele do trafego,
A. de S- t-ires errara.
Estrada de ferro do
Recife a Cmara
Horario dus trena de Miiburbtoa
A vigorar do dia 3 re Abril em diante
DIAS JfEIS
MANU
Estacoes
o
-
i
8.1.
Recife .
Tigtp .
Jaboato
-a
g h Eitaces
7.18
7 35
7.0(j.i Jab'iatao
7.20'lTigipi .
..... Recife .
a
3>
o.

10.15
10.35
*
-3
se
O.
IRMANDADE
DO
SS. Sacramento da Boa
Vista
De ordem da mesa regidora, convido os irmos
deata irmandade a comparecerem nesla inatris s
6 1|2 horas da manh do dia 6 do corrente, para
acompsnharem, paramentados, a procisso aos
enfermos desta freguezia. Cmvido tambeii; para
asnatiriui aos actos da seoiauu santa, que sero
celebrados ncst.i matriz, para o qne precedeu con-
vite do Doaao ismo bemfetor o Revm vigario
Augusto FraokJin Moreira da Sdva.
Consistorio da irmandad do SS. Saerimento da .
matriz ds Boa-Vista, err. 4 de Abiil de 1837.
Jos An..sfr.eio F. da Oesta,
Escrivo.
Lotera de 4fM)0 contos
A grande lotera de 4000 coutos, em 3 sorteios,
fica transferida para o dia 1-1 de Maio viudouru,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de hoje.
Tbesouraria das Loteras para o fundo de
emancipaco c ingenuos da Colonia Isabel, 14 do
Dezembro de 1886.
O tbesoureir".
. _________Francisco Goncalves Terrea.
Companhia
dos triliios urbanos do Recife a
Oiada e Beberibe
Na quinta c sexta-feir i santa ob;ervsr-se-ua o
seguinte horario, organisado de aceordo com as
exigencias dos alludidos dias e a commodidade dos
senhores passageiros.
Quinta feira os treos da tabella ordinaria nos
dias santilieados at o de 9 1(V da manh ; ha-
vendo a 1 hora da tarde um trem extraordinario
entro os pontos extremos, Recife, Olinda e Bebe-
ribe, e dahi em diante os seguintes :
Do Recife a Olinda. 3 1/2. 5 1/2, 7 1/2 e 9 1/2.
De Olinda ao Recife, 2 1/J, 4 l/, 6 1/2 e 8 1/2.
Do Kecife a Beberibe, 4 1/2, 6 1/2 e 8 1/2.
De Beberibe ao Recife, 3 1/2, 5 1/2 e 7 1/2.
Sexta-feira, ficara o horario reduzido aos se-
guintes trena :
Manb
Do Recifo a Olinda, 7, 9 e 12.
De Olinda ao Recife, 6, 8 e 11.
Do Recife a Beberibe, 8 e 10.
De Beberibe o Recife, 7 e 9.
Tarde
Do Recife a Olinda, 5 1/2 e 7 1/2.
De Olinda ao Recife, 4 1/2, 6 1/2 e 8 1/2.
Do Recife a Beberibe, 1, 4 1/2, 6 1/2 e 8 1/2J
De Beberibe ao Recife, 12, 3 1/2. 5 1/J e 7 1/2.
N. B. Oa trena param em todas as estacoes.
Escriptorio da companhia, 4 de Abril de 188'.
O gerente,
A. Pereira Sin oes.
.Estacoes eS O 6 6 al M i I'stacoes je I s C 3 la ce O.
S. 3. S.4.
Recife Tigipi. Jaboato "i's 5.5 4.3 4.50 o . Jaboato [Tigipi Kecife . 4.45 6.5 5 30 5.47
S. 5. S. 6.
Recife Tigipi Jaboato ' .'48 7.5 ! 6.30 6.50 Jaboato Tieipi l-cife . "7 45 8 5 7.30 7.47
Prolongamento da estrada de
ferro do Recife a Carnar
De ordem do lllm. Sr. director, faco publico qne
at o dia 4 de Abril prximo futuro, recehem-se
propestas na estaco de Jaboato, para alarga-
mento de cortes, revestimento de boceas de tunis
etc., no trecho cemprehendido entre as estacoes de
Pombos e Cascavel, s,e quaes sero abertas nesse
dia 1 hora da tarde, uo escriptorio do Sr. enge-
nheiro residente na me3ma cidade. cm pt* tenca
dos proponentes.
No referido escriptorio encontrarlo os interes-
dfts os precisos esclarecimentos.
Secretaria do prolongamenti da estrada de
ferro do Recife ao S. Francisco e estrada de ferro
5-47 1 do Recife a Caruar, 24 de Marco de 1887.
O secretario,
Manoel Juvcncio de Sabova.
THEATR0
DIAS SANTIFICADOS
MANHA
Estaques es o | 8 90 a X Da E^ticots c e:
S. 1. S. 2
Recife Tigipi Jaboata 7.35 7.00 7.20 Jaboato Tigio R cife . 8.15 8.35 8.00 8.17
8-3. 8. 4.
Recife Tigipi Jaboato "8 9.35 9.00 9.20 Jaboato Tigipi Recife ! 1C.35 10.00 10.17
Estacoes 6 X
S.5.
Eteetfs . 2.30
orr$io g$ral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Ctar, esta administraco
expede malas para os portos do sal, recebendo
impressos e objectos a registrar at 1 hora da
tarde, cartas ordinarias at 3 horas ou 3 1/2 com
porte duplo.
Administraco dos correios de Peraambu.-o, 5
de Abri' de 1837,-0 administrador,
Alfonso da Reg Barres.
Devoro de Y S. da Conceif o
De ordem da mesa regedora, convido a todos
os irmos a comparecerem em nosso consistorio
pelas 4 horas da tarde e 6 horas da manh doa
dias 8 e 10 do corrente, afim de encorporados,
aeompanharmos as procissoes de enterro e resur-
reico do Senhor qae teem de sabir da igreja de
Santa Rita, para o qae tomos donvidados pela
respectiva irmandade.
Consistorio ds devoco de N. S. da Ceoce'-cao,
erecta ao convento de o. Francisco desta cidade.
tnlos Abril de 1887.O escrivo,
Octaviano Alves Monteiro.
Tigipi Jaboato 2.48 3.5
S.7.
Recife Tigipi Jaboato 4.48 5 6
8.9.
Recife Tigipi Jaboato 7.18 7.35 1
2.50
4.30
4.50
7.00
7.20
Estacoes
S. 6.
la bota o
Tigipi .
tiecife .
S. 8.
Jaboato
Tigipi .
Recife .
S. 19
Jaboato;.
rispi.
Recite I
ce
o
x
te
o


7!
DOMINGO, 10 DO CORRENTE
Festa nrtisticu do veiho
MARTE OMBIU
A pedido geral
S-* rep:esentaco do notavel diar.a franeez de
_- .r.ae espectculo em 7 quadros, original de Mrs.
Eugenie us e Raoul Bravar, tradueco livre do
actor ANTONIO COIMBRA JNIOR.
VIRGEM NEGRA
O
4 Gruta do Diabo
Finalisa o espectculo com a chistes* eomedia
do repertorio do velho actor DUAUTE COMI-
BRA
O Conde de Parag-ar
O velbo Combra espera dus scus velhus amigos
a sua valiosa protecc", tanto mais que a cinc
i ntr.'s annos nao pede o seu auxilio, c d sde j
antecipa seu agradecimento.
A's 8 hor.as.
3.45;
4.5
6.15
6.35'
8.00
8.20
3.30,
3.47
tt.00
6.17
7.45
8.2
Mitin
NOTANos diande festa nacional rpgtiinr.i o
horario dos dias auna,
Escriptorij do trafego, -J de Abtil o 1887,
A. de S. Pires ttrreiru,
Cnefe do trafego.
CmpiDbia d Beberibe
Convida-sc Os 'uh >res accionistas de-a e:m-
panhia'a reun em se eia assembla :':.:', extraor-
dinaria, d- (ii 6 do corrente mea, ao meic da,
afim de resoh'ercm sobre o uogBsatO de capital
social nece8s>.rio para cempierneut.. ir. obras do
raelh.Tameuto do abastecirneut esta ci-
dade. A reunao ter NlgaT uo prrmeiro anJ^r
da casa n. "1 -. ro 1 Jo Imperador.
Recife, 2 de Abril de 18S7
Ceci'iino Maciede Alves Ferreira,
Director gerente.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Director secretario.
Companhia Pernambacana de na
vegago mU'm por vapor
Os juros do empreatimo coutrahido pela compa-
nhia do semestre ndo hoje. silo pagos no escrip-
torio da mesma, mediante a apreser.taco dos eou-
pons.
Recife, 3! de Marco de 1887.
Club Ciarlos Gomes
Sardo em 9 de Abrii
Aviso aos Benhores bocios para procurarem saus
ingresaos na tde do club, do dia 4 do coraente
em diante, das 7 s b 1 2 horas da noite, em mo
do Sr. Thesoureiro.
Secretaria do Club Caries Gomes, em 3 de
Abri de 1887.-0 ecretario,
P. C, Casanova,
: eo a Vapor
Macei, Villa Nova, Jrenedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 nw

1
Commandante Nova
E' esperado dos nonos aci
ma at o dia 5 de Abril
e regressar para os mes-
mos, depois da demora do cos-
tume.
Paru carga, psssageus, eucommend>:s e dinhei-
11 a (rete, trata-se na
AGENCIA
7fttta do Vigario7
Boifling-s Alves Matheus
iiTelSales i Brasil &&%L
3 uw Alllanea
' esperado dos portn d
s::l ate o dia 6 de Ah I
i- da demora naces <*h
Ti"ir para
ilaraako, Para. Barbados, ^
Thomaz e \cwlork
Para carga, passageus, e encommendas traeta-
i com os
, O vapor dvance
Espera-s de New-Fort-
News, at o dia 8 de Abril
o qual seguir depois da
demora nececsaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas edinbeirs
a ixete. racii-se com os
AGENTES
my Forster C.
N. 8 RA*DO COMMERCIO -**
!. aniat

/




CI4HGEIRS HIHS
Compnuhia Francesa tle Saveg*-
eSo a Vapor
Linha quinzenal entro o Havre, Lis-
boa, P<- Babia, *do rio Janeiro e
Santo*
0 nw Tflli i
jarro, qusdrcs, talheres, copos, espelhea, bercos e I
diversa n.iud' zns.
Terca feira, 5 do eorrente
A'f 11 hnras
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
. 19
Por interveDCo do gente
Gusmo
Commandunte Chancerel
Espera-se des Dortos do
sal at o dia 5 de Abril,
seguindo depoia da odia
i pcasavel demora para o Ha-
vre.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece excellentea commodos e ptimo passa-
dio.
As passagens podero ser tomadas ot onttanu.
Recebe carga encommendas e passageiros para
os quaes tem excellentea accommodacoes.
0 vipor filie De Saltos
Commandante Henry
E' esperado da Europa
at o dia 6 de Abril, se-
gurado depoia da indispen-
1 savel demora para a Ba-
, tila. Bao te Janeiro
e Manto*.
Roga-sc aoB Sra. importadores de carga p 'Io
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng;.,
quer reclamadlo concernente a volumes, que po-
ventu h tenhan seguido para oa portos do sul,afin
de ae poderem dar a tempo aa provideuciaa neces-
sarias.
Expirado o referido prass a companhiaoa n se
responsabilisa por extravio. _
Para carga, pasagens, cucommendas e dinbeiro
a frete: trata-se com o
Augusta Labille
9 RUA_DOCOMMERCIO 9_______
Corapa iiia liras I leIra de Xa ve
ac:";o a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandante i* tenenie Guilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do sul
at o dia 5 de Abril, e
seguir depoia da demora in-
dispensavel, para os portea
do norte at Maueoa.
Para carga, passagens, encommeeda e valore*
tracta-ae oa agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
Pacic Sieaai flavigation Companj
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Magellan
E' esperado da Euro-
pa at o dia 10 de
-Abril, e seguir de-
Ipois da demora do cos-
Itume para Valparaso
com escala por
Babia. Rio de Janeiro e Moate-
vido
Para carga, passagens, encommendas e din-
beiro a treta tracta-secoui os
AGENTES
Vil so o Sons A ., Mmited
N. 14 RA DO COMMERCIO N. 14
COMP.4MII* PEBNAIIl'CANA
DE
WaTesaeo costeara por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Baha
O vapor Jaguaribe
Commandante Baptista
Leilo
O agente Britto levar a ledao o aegointe : 1
mobilia de moguo, 1 dita de junco, 2 guardas-
lcocas, 3 comm'dap, acamas de jacarnnd, 1 se-
cretaria, 1 toiler, ai rqu' zoi'B, berc< a, mega, lava-
torio, aparadores, banqninhae, relogias de pare-
des, 1 lustro de vidro para gas carbnico, epclboa,
quadroa jarros, candiairoa de kerosene, copos,
clices, loucas, laotcrnae, 1 batanea, fazendas,
calcas, miudezaa, e outros artigos.
No araoazem a ra de Pedro Affonso n. 43
Terca feira S do corrate
A's 10 1/2 horas
Leilo
Da taverna sita ra do Livraruento n.
16, constando de gneros de estiva e urna
importante armayao de amarello envidra-
jada e urna casa terrea n. 65, no Corre-
dor do,Bspo.
41 iiarta feira 8 do eorrente
A's 11 horas
Ru* do Livr*ment n. lt
O agento ;-tepple, por manda o e asaiatencia
do Exid. .Sr. Dr. juiz de din ir., especial do com
mercio, k rc.qiwrmeutu de Mau't I da Jcsta Fer-
nandez. I iiuidatario de Arante 0. levar a
leila> a mmacao, generes e maig ut ncilios.
Euj M .111 la o mearao agen'-' v .der acata
terrea i. (55, sita no Corredor do B6po, quasi em
frente do palacio do Biapo, com 2 salas, 2 quartos,
cusinha Cora, portao de trro ao lado, grande
quintal todo murado contendo diversos arvoredos,
em a Jo 'pivprio; os Sra. pet poJ m exa niuar a dita casa para quaiquer in-
Erjrmugaai o ib^mbu agente dar
rricofero de Barry
lYBOS DIVERSOS
-1..I1." .-. cujas a OAIAA.' -u liceo dos Coe
ihos, junto do *. (Snncailo : a tratar na ra di
uspratrt'i n !K
.;-. ..leli aii.l-earta casa n. 34
ru:. :< milla de H ut* Itifn : o- ten. M d{ ni. 64 e 66 i
ra de \ -lei'ii Din- : ^ SHwa n 8 do b eco do
Qniabo, M M'inteiro. a de i. 1 i travesa da
Htu, m Fapiulieiro :ratr u: ra do Hospi
oio n. 3
no dia 9
i 5 horas da
dt
Segu
Abril, i
tnrde.
iiecc'ne carga at o
'dia b.
Encommendas, passagens e dinbeiros frete at
s 3 horas da tarde do dia 9.
ESCR1PTOR10
Ao Cae da Compankia Pemambucana
UVALI4ILSTE4M PACKET
CeiPARI
0 paquete Trent
E' esperado da Europa no dia
8 do corrate, aeguinde
depoia da demora necessa
ria para
ilaeeio*. Rubia. Rio de Janeiro
e Sanios
0 paquete Tama r
esperado
do aul no dia 14 de
eorrente seguin le.
depoia da asmara
'neceasaria para
Vicente, Lisboa. Vlgo e Son
thampton
Reducgllo de passaqens
Ida Ida e volta
A Soutliampt u 1" classe 28 42
Camarotes reservados para os passageiros de
Pernambuco.
Para passagens, fretes, etc., tracia-ss "' os
CONSIGNATARIOS
Adamson Howic & C.
N. 3- RA DO COMMERCIO N. 3
COMRASiei* PEKSAI'C.*1*
DE
Mavesaci* C'osteira or Vap-ar
PORTOS DU NORTE
Parahfii d. Macan, Mossor, Ara-
aity. Olma, Accraku k Camossim
0 vapor Ipojuca
:imandante Costa
Segu no dia
Abril, As b
da tarde.
carera at o
6 do
horas
' Rece i
dia 5.
Encowmrii.ln passagens c 'ii.iheiros afrete ate
4sbor:is da aid dn jjt na sabida.
ESCRIPTORiO
Cae* da Oomptuthiu 'ti iiajsajm'iswa
u. 12
. Porto por Lisboa
breviOade para oa p >rtos cima a
barca psifanuez:! Vafeo di Gama.; para o reato
da ca ItH i -- '('', trata-ae ees*
oa c fe Hho.
LElLUf
Leil
ao
De 1 mesa grande com tsmpo de pedra, 1 appa-
rader cora tampo da pedra, 1 meas elstica com 8
tabeas, 1 dita cem 4 ditas, 1 lindo guarda vestido
novo, eommodsa, guarda-Lucaa, camas francezaa,
ssarqnesdes largos e estreitoa, 1 balco com grade
ae taro, pisaos, earteirss, nulas para Tiagem,
Qiem precisar de una professora para en-
sin.r nriwsiisi lettras, duutrina, principio de
musici .-piano, dinja-se ao Caminho Nfcvo nu-
mero 128.
Aluga-se o 2- andar do sobrado n. 17, no
largo do Corp) Santo ; a tratar no 3- audar do
meamo.
= Precisa-se de urna boa cosinh-.ira ; na rna
la Aurora n. 81,1 andr.
Madame Fmny Silva, modista e cortureira
desta cidade, tem a honra de communicar a
Exmas. familias que Ihe tem honrado com sua
valiosas ordena, que parte para Pars co corrate
mea, afim de faaer acquisicao para o seu atecr
de f izee.das, chapeos, espartilhep, enfeites, en6m
tudo quanto de mais moderno e melbor tem, houver
e poss* mterrsaar ao toilette de urna senhora.
Dtntro de dous meses a annuuci nte espera re-
greasar dessa visgem, que aimpleameute empre-
hendida pela anima ca qne tem recebido de todos
que tem se dignudo encarregal-a de variadas con-
frcro.'s. Despediado-ae, pois, timporsriamente
de euaa Exmas. clientes, cumpre declarar-lhes,
que recebe desde j encommendas de vestidos,
chapeos ou outroa artigos que queiraro, por seu
intermedio, mandar vir de Pars ou Londres.
Ra do Imperador n. 50, l- andar.
Prcisa-se de um menino
de idae. para casa de familia
do Rangel n. 42.
de 10 a 12 annoB
; a tratar na ra
AMA Preoisa-S de urna para o ser vico
oterno de urna casa de familia ; a liatar na ra
Duque de C>.x--j n. 77-A, ou no Entroncamento,
entrada dos Aflictos n. 33.

Preciaa-se de urna ama para o iervico domes-
tico de urna chh.i de familia; a tratar na ra do
liarao da Victoria n. 4", U>ja.
Ama
Pieciaa-c de urna cosioheir ; a tratar na pra-
ca doCorpo Santo n. 17, 3- h.....r.
Ama
Preciaa-se de niua ama para eogommar : na
rna Duque de Oaia n. 60-A, foja.
\ina .
Precisa se de BSNl ama ; aa ra da Aurora nu.
rrero 137.
Ama
e'reciaa-se de orna ama para casa de pooea fa-
milia ; trata-se na ra do Mrquez de Herval,
casa n. 182.
Ama
Precisa-ae de nina i-os cosinheira para casa de
uouca fanrilia, prefere se escrava; na ra do
Riacbuello n. 13.
ama
Preciea-sc ik uaoa boa cosinheira, para cusa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companhia
o. 2. Prefere-se eicrava edeve dormir em casa.
Ama
Precisa-ee de nu ama para engemmar ;
ra Real n. 20, Casa Porte.
lua
Prceisa-w- le una amo para liomem solteiro no
srrabatde : na nw di- Ama deleite
Precisa-9e ce
Alecrim ii 63.
iui m% de leve : na rus do
EXPOS1TI0N *& UH1V'1" 1878
Miaille dOr^^CroiidaCheTalier
irs plus r;tures recompenses
A@A DIVINA
ECOUDRAY
BIT A Preren^jlj )>afa o tonuftk. cxm amumuU #
emuirtrin,>ir (A j. atk-(i*(l-,
presen, non ai pmir t do chote morsas.
Artigos Rkommepdaoqs
PSI-UMARIA DE LACTENA
Iiwii muu atUi taUriMis teu
COfAC CDIiCEIfniilDAS para n l-nro.
0LE0C0BE para a helsjia das cabellos.
ESTES BUSOS HUm-S NA FABRICA
pubis l. m fkfiieD. 13 pars;
a*Mw a Mm 3t Ptrfuroanis, Poarmseias I
fiasattaatsass > America.
.........m
(Jar*nte-B8 que fas nas-
oer ecreacer o cabelloainda
ios mais calvos, cura a
.inha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
:o da cabera. Positiva-
mente impoe o cabello
de cah ou de embranquo-
cer, e infallivolmcnto o
tatas espesto, macio, Iub
. oso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada peK> invent em
1S29. E' o nico perfume o laca-
do que tem a approv-ncaocfiii ial de
um Governo. Tem duas vezes
mais fragranciaqno qualqner outra
e dura o dobro do tempo. ];' iv.nita
meis ricn, snave u deliciosa. E'
milito mais fina e delicada. E'
mais perrmente e agrndavol no
I lenco. o nao -^zaa mais refres-
canto no banjo oc ?uaito do
doente. E' espeemee contra a
frousidao e debilidad. Cura as
I dores de oabeca, os cansacos e os
dosmaios.
arope Se Viia s Reiter So. 2.
ajms dk usait-o. okpois de usai<-a.
Cura positiva e radical de todas as formas de
ascrofulas, Syphis, Feridas Escrofulosa*,
Affec^Ses, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
encas do Bangue, Jigado, e Rins. Garante-M
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
a restaura e renova o systoma inteiro. 0
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian.
Ks e para a cura das moles-
.s da pelle de todas as especies
a em todos os periodos.
Deposito rfii iJernninbii'jo casa de
Fratici"' Jl-ri'ii'i da Silva & C.
Fbric Apparelh'8 oDon.icos p'--ra s ccziraeD-
to e cara. Proprio pura engentas peque-
nos, s-nrto mdico em preco e ef
lectivo cri operaco.
t*ode se ijontHr aos engenhos existentes
do syste^a rejho, mtliTundo muito
quadade do :>ssucar e augmentarido a
quantidade.
OPERAgAO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
ma.'hiuisitiu ap"reicoado, eysteina moder-
no. Plantas completas ou machinistno
separado.
Espectc.'^o"S e inforroi>r;3?8 com
Ill'OWDS V,
5-RA DO COMMERCIO-5
Pilulas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas f lulas, cuja .repamcao puramente ve
etal, tcem sidj por mais de '0 anuos aproreitada
jom 08 melbores resultados as aeguintes moles-
tias : affec^oes da ^elle e do fgado, syphis, bou
bea, escrfulas, c-tcs inveteradas, erisipelas 1
^onorrhas.
Slodo de nual-aa
Como purgativas: torae-se de 3 a 6 por dia, bs>
3( ndo-se sipos cada dse um pjnco d'agua adoea-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : fome-se um pilula ao jantar
Estas plalas, de uvenvSo dos pliarmaccutieos
Almeida Andrade o Filhos, teem veridictum dos
rs. mdicos para son inelhor garanta, tornande-
je mais reccrameudav is, pur seren um segure
purgativo e de pmica dicta, pelo que poden, ser
laudas esa viaatea.
ACHA.M-.SE A' VENDA
i Irouuri.i st Faria Koiirinho a
*\ BBA DO MAKQUKZ DE OLINDA 41
ttencao
Mordidura de animaos
c irptis venenosos
Jcs Emigdio tle (Ihriato Leal, residente
em Olila, ra do Amparo n. 35, ten^o
fieado com a recita pela qul seu finado
pai o teuente Felippe. Manoel de Christo
Leal, preparava peoras i'mn stlraben-
te de qm.lquer venei.o, tem para vender
dita pedra aoompanhadaa de uma indica-
co iippressa.
Estas psdrss 'en* sido applicadas em
crescido numero de pessoas < uniniaes mor-
didos i: 1S0 darr.nado e tbras de diffe-
rentes especies, inclusive a ciiscavel, sem
que jm-is lc*ha f.l i'do a eofs em um
s cas. P-rt:so es S"ni ores pteciade-
res d, i.i.i;., v---' s re^i tniesBO campo
prHVt-nirfd c-.. 1 1 anti de vir 1 : 111 r 'ir 8 um pa
reni'-, mu i-, u 11 cn i^i"" ir..>, DB*J
i:i tf' i'.' 0 ; i', i.
SSo conli'f : 1 p dn > miis de
50 ani i pr g>d o ir bom
cxiio e O'ii ; -Mira o.

XAROPE
VINHOotJURUBEB^
BARTHOLCMEO & C
Pharm. Pernambuco
nicos preparados de JtRUREBA re-
commendados pelos Mdicos contra as
Soencas do Estomago, ri.ado Baca
e Intestinos, Perda do Appetlte, te.
15 paitos de bom xito!
EXIQIR A ASSIGNATDR/..
yJaA-sKo
>t-j^
Premio
principal
no caso mais
aortunado
Marcos 500,000
de
Os premios
sao
afiangados
pelo
Alto Coverno.
Convite para tentar a fortuna,
na nova grande loteria do dinheiro de contado
flaneada pelo Estado de Hmnburgo na qual
cintorme o plano das loteras que contina va-
lioso ha de ri far-se em todo caso
MI COSTOS 830,.so ^cos.
8 aqu os premios desta vautajosissima lo
teria etn dinbeiro de contado, que contina uto
agora, conforme o plano nao mais de 100,000
bilhetes.
O premio principal no caso mus aor
tunado
Marcos 500.000.
Premio: 300,000 M
Ganho de 200,000
Ganhcsdea 100,000
I Gnho de 110,000
I 80,000
Gachos de a 70,000
1 Gaiiho de 60,000
Gaubcsdei 50,000 .
I Ganho de 30,000
5Gnh"8 dea 20,000
S 15.000
* 10,01 0
se 5,000
IOCGsns.de3,0'0M
S53 2,000
51% 1.000
818 > 500 >
lO 300,200,
150 Marcos
31 Ganbos de i
145 Marco
SOOGanhosde 124.
100, 9, Marcos
885 Ganhoade 67,
40, 20 Marco*
Totalidad*: 50,5;0 G.
Estes premios baja o que bou ver, devein re-
partir-ae pur sorteios dentro do praso de pon-
eos u.ezes em 7 clas.-es.
O premio principal da priir.eira clasae inpor-
tava M 50.0<'O. indo acrescentando na segun-
da clase M. 60.000, na terceira M.
9O.0OO, na quarta M. SU.Oi.O, na quinta
a M. OO.OOO, na sexta M. lOO.OOO, 11 >.
stima M. OO.OOO, e junto com o premio
casual de M. 300.000 A U. &OO.QOO.
A disp'jsieo do novo plifno continua em per-
feita semclbanca cem o predominante at agora.
Para entrar no sirteio da primeiraciiisir
que se verifica ufficiulmcnte, cstao cotadus os
seguintes precos :
Para um biltete original, o enteiro Marcos 6 ou|
6 sh moeda ingleza.
Para meio bilhete original Marcos 3 ou 3 sh
moeda ingleza.
Para um quarto de bilhete original Marcos l'i ou
1 sh 6 p, moeda ingleza,
Est s bheles garantidos pelo Alto Govern
(nao s3o proiticssas prohibidas) junto com o pla-
no original mando en para toos os logares poi
muitcs distantes que a-jain contra remessa av
valor perte adiautado. Logo de terminada a
rifa, rada um drs participantes receber d-
mim a lista inicial da e.viraccao sem
qae Neja precinto requere! a.
Os nevos planos do acreci, carimbados com
as Arman do Estado, e dos quaes c.na
tarao oa premios e sa distri^iiicao as 7 clas-
sea eu oa remetteiei gratis autecipadamente.
O iiaisameiiio e a enlrcga dos respec-
tivos quinl.oea effectuam-se sem intermedio di
alguem aem a onaiH mnima tlemora
sob toda cautella e discripco.
3^ Para ordinar bilheus, queiram utilisai
por carta registrada que contenha a im-
portancia em notos de banca ou ordem so-
bre ilsmburgo ou Londres.
2gg=" Atttndendo a que se vae aproximando
o sorteio. queira-se, com toda a confianc d'aqui
em (liante
e cada dia eaderecar-se at
IS de Avril p. r.
Sjiniiicl Ileekscher senr.,
Banqueiro e Cambista em HAMBUGO
(Allemanha)
c ~. ??- .sr a ca -ex.-*-
-B8S0CT0S E86L6IC8S
-a LYSse ROY, cm i'ct:ers tfroflvv
mllePOUST, Suor- & Genrt
.J
< Tvtxuae eraiitloo ao VMSSS Kni
deW'loo.................ai90!naoi aw
- X-nnotouBi JOsnelleCofii~-v3 lOOtraaeci i3-3 a
* PorfuaiOsparatod-^otUoore j< 100 u-saeot 500 *
S-oen&ladeRJiamonTa*ia. oa RMiaSatl *OOa
SeposlUrioj em r>rnamancsi
V<*a.j.iv, son -i&. 5 SILVA *- -
Compras por atacado
O Peiloral de Cambar
tem precoa espeei.es para a iiielles que eompra-
rem grandes purgues. DistriVm.in se imoreasos
qui ni os pedir, contendo as eundicocs de vendas :
na roa do Mrquez de Olinda ,''.3 drogara doa
nicos ngentea e depositarios g':raas
Francisco M. daiva A C.
Attenco
vender na
n.27.
Pieciti ?e. iJu jar .n:i Ii mesa
ua, pag i'.i rea do .ftir ;
Engeuho p#rn'arren-
dar-se'
O fioii.li. iiii. d'ajm, i*(n' e e.srr3'e. meta
. diataate
j >r lit 9,{kN) i' .a eaa
j ). vive d" c i n; : a ti tari -
na r:
iNirtaram l, ;:.. do -'ard
G. Ai,.! ra'l. no MIdH; IB Ca
irtas.
on dia
2'' do nen Bec m-: + -sr aa;'pri>es>
fco de dito
aBflajsjn.
M
P*^ *?lvflY
Para
Precisa-se de uma
ama para cosinkar,
mas que eosinh- bem;
no 3. andar do predio
ii. 42 d;i roa Duque de
axias. por cima da y-
pographia do Diario.
Peixe de viv iro
0 que ha de tneihor
Na quinta e sexta-feira
Ero Af.iirH'lus, rna Direita
Avnxiecn de Aiebiaa ST.-,lra
OV.MI'iSi) V-
Em eea do Sra. Pocs aleudes & (_'., na estrella
do Rosario n. 0.
Hftri.i Clenipnrfttn attstaab e Oriavano tusnoio de
Hosalhr *.
Julio von rih-ten e >rns filho, .loan Bautista
NDALO de M.IDY
opror&do pela Jnnta d'Hygiene do Blo-do-Janeiro
Sappritne a Cop.thiba, is Cubebas e as Knjecsoes.
Cnra em 48'Thrras todo e qu.i]quer corrmerttry. ?' da m
efficacia : > d1e;5es da faexiga, torna as ui r taais
turvas que p"jo. De em Pars. ". Terme.
UN
EM3 DAS!!.!
De todas as fazendas exisltnfes na antiga casa de
Os seguintes anigos comprova!! a realidade em vista dos sens presos
CoitBde fusto p-ra col-tes, a 10000, 10200 e 10800!
dem de casemira de cores, a 20000, 20500 e 30OCO !
Casemiras pretas e flanellas, a 800 rs-, 10000 e 10200 o covado, ama largura!
dem diagones, a 20000, 20200 o dito duas larguras.
Brins de puro linho, de cores, a 800 rs. e 10000 metro I
dem idein, branco n. 6, a 10500 o dito I
L5s de todas as quadades para vestidos, a 200 e 240 rs. o cavado em reU-
Iho para acabar.
Cachemiras idem, a 400 e 500 rs., o dito 1
Setins de cores, a 600 e 800 rs. o dito 1
FustSes branco e de cores, a 250 e 320 rs. o dito !
Meiss alvas pira treninas, a 20500 a duza I
Camisas irgiezas, finas, a 3'0O9O a dita!
dem francezas, branca e de cores, a 240000 a dita!
Guardanapos grandes e de linho, a 30500 a dita I
Ceroulas bordadas, de 200000 (para acabar) a 120000 150000 a dita!
Espartilhos, de 80000 e 1O0OCO (vende-sel a 40000 e 50000 1
Madapolo americano, a 60000, pecas de 20 j:irdas !
Esguioes pura casacos, a 40000 a dita de ditas I
Carabraias braicas bordadas, a 50000 e 50500 a peca !
Grande sortimento de chapeos para seohora, a 40000 e 50000 psra liquidar.
Ficlis e capas de 13, a 20000, 40000 um !
Bramantes de linho puro, de 30000 (para acabar) a 20000 o metro 1
Setinetas, a 2S0 rs de todas as cores.
Pannos para mesas, atoalhadns brancos, algudoes, e finalmente liquidatn-f
todas as fszendas por menos 40 % ^ seu va^0T as 1ue t-stiverem abertas as pegas.
Antiga casa
DE
CARNEIR0 DA OllMA
59Ra Duque de CaviasSI)
5
i

Skq s mgo?
DOEirgAs
ESTOMASO, FIGADO e INTESTIfV
YINHO E XAROPE DE JURUBEB^.
BARTHOLOMEO & Ga
I'IIarM. PERNAMBUCO
nicos preparados de Jurabeba amorovadot pela Academia de Medicina, <;
recommendados pelos Mdicos contra as Molestias do Estomago, Perda de Appn- j
tito, Digestes difflceis, Cyspepsla c todas as Molestias do figado, e o Be jc,
I na Disrrhea cfironica, nu Hydropesia, etc.
oTjrr>A-iDO cor as palsificaqoesi
.
os fumantes
Pura h fabrie8 Vendme chegou famos ingleses,
o afamado R:
Ao rublico e ao cora mercio
En, abaixo nssirnado, tendo liquidado tod lafl
meua negocios, tanto commerciaes como part
lares, julgo nao dever nada nesta praca nem fera
d'ella ; maa se alguem se jalgar como credor,
aprsente aa euas contas ou documentos na ra
Imperial n. 55 C, e no Recife na ra de Mara e
Burros n. 8, ou euto nnnunce ueste jornal, quem
nao qnizer ir negUs cagas.
' Outrosim, faco esta declaracjo, porque fui
estabelecido na ra Imperial durante quatro an-
uos e tantos mezes, e nunca dei prejoiao & pesaoa
algnma, e tambem fui gerente dasfirmaaManoel
Joaquim da Silva e Mcreira tz Paiva, mas nunca
tive socio que eutrnsse dual cxpital ; sempre en-
traram Em -nte cora sita peaaoa, tanto que todos
oa meas socios sempre me derum prejuisoa, a que
fui obrigado a liquidar todos oa meua nogocioa
para pagar todi-s oa dbitos das referidas frmaa.
Recife, -Jl de Marco de 1887.
Augusto Moi-eira da Silva.
Attenco
O abaixo aasignad. teudo de retirar-se para
Portugal, precisa vender M estabelecimentoa
aitoa margem da estrada publica na povoaco ,
de S Lourenco da Matta ; a peaeaa que por qual- rda E7". Virginia, d Ustellos,
quer circumstaneia qnizer aahir da praca ou que. i Branco dj Rio de Janeiro.
sendo de longe, pretender app.-oximar-ee deila, I liwci,
encoutra aqui urna loja de fazendas bem afreirue- | flOl SC
sada, uma taverija e cata d- morada, tudo em u-n
s predto, BMS em eouipartimentos se jurados e
communR'at.io interna,
nado, ha mais alguoiaa
que fluto conven) ao cemurador, sendo todaa as ,
casas, a.xcepcodeum-, edifieadaa em solo fo- jt>0 be 8een at loi Mondcgo.___________________^
A povea^ao inconti srivelmente o luear maia l / I 11 JTtli Ot_-
salubre e aprasivel que esisfe fra da capital amR caga com sitio na Torre, mnito prs-
quatrcJegoag de di^ancia ; ha aqu urna fe.ra ao | xima ,nha ao^qbond8 a tratar na r'na Form^
domingo bastante concornda, abundantusimas e ) DIJtt.eT0 i
excellentes aguas, atsim como a estaca-) da linha j________.__________^_________________________.
frrea e o Capbarbe prximos : quem pretender j Ir.. Unm nati i
dirii-sa aos ditos csiabelecimentos, e para iufor- j *JIU DUlu IlCgttlilll
macoes ao Sra. Andrade Lopes & C. roa Dt I Veude-se a posse de kiosque da ra Nova aa
que de Caxias n. 52. j p da ponte da Boa-Vis'a ; a tratar no mesmo.
Manoel Jos de Brto Ba.-reros.
Roga-se ao Illm. Sr. Dr. Lniz da Silva Gusmao,
juiz de direito do Br.jo da Madre de Deus, para
r ra Duque de Caxias n. 33, satisfazer a pro-
messa que S. 5. uo ign blicada a orgem di ssi; pedida.
Ama de leite
No largo do Corpo Santo" n. 19, 2- andar, se
precisa de uma ama de l< te.
4to negocio
SOCIO Pr' cisa-se de um que disponha de
2:0004000, (jcucoir.ais M menos, para um estabe-
lecimento industrial, nico netta capital, por seu
dono ter de faxer urna viagem provincia de Mi-
nas para liquidar uma heranca ; ou vende-se, fa-
zendo-ee conces.-rs de prases era mefade de seu
capital : qii'm pretender deiie carta f chada nes-
ta typograniia f. F. W.
P. r cale a Ydung light-chestnunt Horas ia
Alem do que fica mencio! i 1und1 conditi.n go.d pacer ; no vie casas e outros objectes, j Alao ladyo & Gentlemano
____a.....j. ..L. ... Saddles 4 B, dle

Aluga-se
urna casa com commodos part graade familia, c
sitio arborizado ; na Ponte de Uoboa n. 10.
Alaga -se
a casa da ra do Hospicio n. 10, .com grandes ao-
cemm )d-.eoes para c llegij ; na ra Duque de
Caxias u. 9. .a
Alug-a-sc
Atteflc-fto
ftMtn ern tria t auto-
de Magathae, -iia aanlrer e til^o- (ms rvt'e) con-
vidara a na pur-nrea e p8soa 'le na -.miade,
para Hbsiatr>-m as rr'Ba que niun.iam C'-lebrar
n* matrir da B- peras 8 ttorm da cnanh
rca-feira *d.' Abril, por am rt i'.o su mulher,
nii, cunhado. to, fiilios c irmiii r, Harm Clemen-
tina de Magalniies v n e 0:taviano Au-
guati de M.-'gaih'^, falleeid >s no nanfagio do
I vapor Baha, por cejo acto de religiao e caridad*
antecipaon au auradecioif \
-
Na engenho-a R ti fico, ra Real da Torre,
precisa ae de um bo*n vaqueiro. S mesma se
compra um no vi Un ilu raga d.imc stico, e bem as-j
sim um carro cun bei ou K-m elle ; a tratar na j
mesena cngcnhcca.
Ama
i
Preeia-s* de uma am* para c siulmr em casa
de ponca familia ; na ra Augus'a n. 274.
ItiosqiK
Traspasia-se nm em b m lugar ; iuforma se na
trsTtna do Arsenal de Guerra a, 9.
o 1 andar do predio n. 21 ra do Bario da Vic-
toria. ,
A casa n. 4 do berco Tapado.
A loja do predio n. 117 ina de ^rarcilio D'as.
Aa casas na. 4 c 18 do becco da ra da r/alina.
Um pequeo armazem, proprio para depositada
mercadorias, na ra do Vigario.
A casa ii. 10 do becco da ra da Palma.
A tratar com Carlos Ha bello & C. rna do Vi-
gario n. 31. 1- andar.
A luga-se barato
um pequeo armaxcm na ra do Vicario, proprs
par;i deposito de fazendis ou mercadoriaa ; a tra-
tar na mesma ra n. 31 f 1 andar.
A!W* barata
tua dos Guararapea n. 96.
Ra.i V" -ronde de Itaparlca n. 4 i, armasen.
Rna do Tambii n. 5.
Ra do Viaconde de Goyanne a 163, com sgw
e gas.
Largo do Mercado n. 17, toja com gas.
Largo do Corpo Santo n. 13. 2. andar.
Prath-sp n ua neroi n. 5, 1* tndav
.'.-riptoriode Silva Uuimu.ar A C.
I IMB
X,



io de PcrnambocoTerfa-eira 5 de Abril de 15*87
PERFUMARA
PARIZ
Segre&o a Jnventude
AGUA LAFERRIRE
Para o Toucador.
POS LAFERRIRE
LAFERRIRE
PARIZ
Segredo aa Jnventude
OLEO LAFERRIRE
Para os Cabellos
ESSENCIAS DIVERSAS
Paro o fosto. ~^m H*^" fra L"fO
PRODUCTOS HYGIENICOS mmrn conservar a Belleza do Rosto e do Corpo.
I>ptiIUd J;i!rop!)
Manipoeira
Reducco absoluta de preco
Bramante de algodSo, com 4 1 rguras, a 15000 <; 15100, o rastro.
Madapoloes, a 40000, 40500, 5,5000, 55500, 65000 e 85000, a pega.
AlgoSes, a 35200, 45000, 55000 a 55500, a peca.
Crotones escuros, de superior quali iad*. a 320 e 360 rs., o aovado.
Ditos claros com novos desenos, a 280, 300 e 320 rs-, o covado.
Perc;.l*s pe cores, fazenda superior, a 240 rs., o covado.
S^-tinetPs, lisas e com rstoag-m, 320, 360, 400 e 440 rs. <> covado.
Creps de cores, de precc de 800 rs. o covado por 360 o dito
Coutelines de corea matizadas, a 360 rs., o dito.
Lines de cores claras e escuras, a 500 rs., o covadn.
Batistes de cores, a 140, 160 e 300 rs. o dito.
Etan.ioes ce la, tocido rendado, de pre^-o do 15800 o covado, per 600 re. o dito.
Alpa .- rit cores, lisas, de preco de 600 rs., o cavado, por 280 rs., o dito.
Qrane sortimento de ls para vestidos, a 200 e 240 rs., o covaao
Cambraia br.".nc8, bordada, a 55JOO, a peca.
Pao da Costa, de listras, a 15200, o covado.
Dito d;to, de qimdros, a 15500, o dito.
Ato:.lh;n-io branco, de linho, a 15300, o metro.
Brins dn corea, para calca, a 260 rs., o covado
Esguiao parn'o, para vestidos e vestuarios de criancas, a 380 rs o dito.
Brim br.mco de linho, superior, a 25'00 e 25-100 6 dito.
Case.-uiras de cores, para costumes, a 15800, o dito.
Cobertss de dous pannos, forradas, a 35000, urna.
Lnt$4ea de bramante, a 25000, um.
Colcl.as brancas, a 15900, urna.
Chambres para hor em, a 55000, 65000 e 8500 \ um.
Totlias felpudas para rosto, 30500 e 55000, a duzia.
Ditas para banhos, a 10539, uina.
K-pnrtiliis tinos para senliora, de todos os nmeros, a 55000, una.
Bordados tapados, a 500, 600, 800, 15000 15500 o 25000, a pega.
FHis, de linho, rend; ios, a 15000, 25000 e 255(0, ara.
Ditos, de 1.1, felpudos a 50000, um.
Magnificas mallas, para viag^m, de 155000. 205000 e 255000, urna.
Saceos de lona para roupa suja, de differentes precos.
CostuiiKS de banho de mar, para senhora, a 105000 tim.
Ditos de dito, para horaens, a 85000.
Ditos de dito, para meninos, a 50000.
Sapatos para o mesmo fim de differentes tamanhos, a 25500, o par
B'ara a quaresma
Merinos pretos, a 800, 15200, 15500 e 25000, o covado.
Dito assptinado, a 15200, o dito.
Selin pretu, a 15000, o dito
Sedas pr-tas, 1800 20000, 25400 e 35000, o dito.
Cheviots pretos e azues, a 35000, 45000 e 45500, o dito.
Panno preto fino, a 25500 35000 e 45000, o dito.
Lindos cortes de casemiras com listras de seda, a 105000 e muitos outros arti-
jos qne s pcenlo ser lembrados prescoca d'aqnelles que nos honrar com suas
-risitas.
A' ra Primeiro de Mareo n. 20
AMARAL & c.
Esse medicam. nto re ruin effiVs
no berib<-ri e otitras mobsias fin que pr
bydropesia, acha-se rao-iificsdo em tu:, pr i
cao, iracas h ana no\ turunda de dio aistmeto
medico dcsta cidade, s n<;u que eOOX tire o ruuu
ussiguado est habilitado para prepaial-.. di ?
a nielhorar I he o goslo eh iro, tem todava Ice-
rar-lhe a pruiri^dad-.s in"(ie.irnrut06as, que a.-
conservan) com u MIW netividide, se nao mai r
em vista do modo porque elle tolerado p >
est-mago.
I nfro U*poMi(o
Na pharmacia Conc^icS, ra do Mrquez *.
Oliud;. n. til.
eaerra de UVilo
" Mi) ne Ttmn ~ ~
Na quinta e gixt.i-leira sarita vende-te peixe de
viveiro no baldo dos viveiros inuito caubeciiioa
que furam pertcnccnrcr ao finado Francisco Uous-
seiro, e isto na s rada dos Remedios e na ra
Direira de Afogad >s ao pasear a ponte, lado dird-
to, segunda casa, de meia noite em diante. Ex-
celleatcs curiimie:, ptimas tainhas e camorins,
etc. ; e na quarta.Vira de trovas gmente uos
baldos dos mesmos viveiros.
Paga-se bem
Na ra do Imperador n. 45, 1 andar, preeisa-se.
de urna b a cosnheira, urna engommadeira e um
meninu | ara recado. E' de condicao, darmindo em
casa.
V HfPOBTiDO Q#
Nova PERFUMARA Fxn-tina
Oopytopss col apac
..... CCSrLOPSIS do JAPlI* t pi AM8X... M CORYLOPSISJAPli
:?-....CORYIOPSISVriO BiiiiUHU.. CORTLOPSISdJAPO
Pasto e Collares part
cular
Laureiro & C, Fasagm n. 1, r. ceberam no-
meiss do j bem conhecido vinbo de Pasto,
assim superior de Collares, que vendem em quin-
tos e retobo, por commodo preco.
mMimtau u SS8YLOPSIJ i JAPO I Kh.......
COBvLOFoiSiJAPAflPim.....
P^ ^^Ijv^i)
VENDAS
CORYLOPSISdoJAPil
CRYLOPSdJifA
f-nsommadeira

0,000 Do4
cirtilos di
Dartros, Chavos
Virus, Ulceras
DEPRATVOCHABLE.
En todas as Plumadas dt OilTino
Onde se e/iconra gratis a
HoUeia Ckailt.
36
Wr-e Vv\e^e
CHABLE
^,000 Cc^
T iirriM di *
Gohorphe, Flores brancas,'
Perdas sehhhaes,
ESGOTtmEHTO, etc., ato.
CITRATO DE FEM CHABLE
Um todos na boas
. +fj Pharmacias
*"e o adresse *
ye
^
de IHiirco n. 0.
ti ipsin ao rcapeitavel publico qn*, tendo augmentado seu
MtabeJ uto de JOIAS com nata urna secfSo, no pavimento terreo^
com <-- iialidades em artigos de ELECTRU-PLATE, convid^m as
Exnias. i.iiilias e seus numerosos freguezes para visitar seu estabele-
cim o'o, onde fncontrarSo um riqussimo sortimento de ioias de ouro e
prata, perolaB, W.hantes e outras pedras preciosas, e relogios de ouro
fttB e nik-L
Os artiges que recebem directamente por todos os vapor sao
s pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Unidos.
A p^r das joias de. subido valof acharSo urna grnde variedade
>. objectos de ouro, prata o eloctro pate, proprios para presentes de
jasamentos, b.-ptisados e anniversaries.
Nem em relacSo ao pre^o, e ne:n qualidade, os objectos cima
mencionados, encontrarlo concurrencia n'esta pra9a.
T3III
(E

.
ni* aiL:. san
uptra-se a fum7* cine penetra uo pelto aoaima o aymptoma ae,rvoso, facltlta
a ezpactoraoaO e Ctrorisa as funeces dos org6s respiratorios.
BMMCeJ.ItPICIM.KUiS'.UiaK.earar
Eligir r -//o
Frtnmi.
19 GOIRRE
Exigir o m//o
FrtMU.
AO CHLOF.HYDRO-r ^iOSPHATO DE CAL
mttm poaerono doa -conratalnte adaptado por todos 08 Medico* da Buiup as
fMQuett aertti. Anemia, Chlorotlt, TUiea, Cachexia, BtTofulat, Sscitsm, DessfH
4s ouot, Cresctmento lfftcU & _8riiCOniREJ n^.^^iaJt^ierelie-Sidi^Jttmitei naijruiiiw FUmua.
Licenciados pela Inspectora de Hygiene do Imperio do Brazil.
Cura rapiO* e certa pelo

iARSENATO de OURO DYNAMISAOO
' AO DOUtor AJ3DISOIV
' da CbloroM, Anemia, tolas as Moleeti do Sy.tema narros, mesato as
satis saMdei, Mokiaa ohronicaa dos Palmos, &, te
Al lllhlll OlsatnoMS medicas tm ottestado o poder earatlro deste medcamanto decIanu&-n'o
O primeiro t o mais enrgico dos rteonslituinim.
O FRMCO I O FRANCOS (BX mAM0A] yO
Tata l*uco eve uto tnmaer a Marca it Pabrea registrada e a auioWtura+-f^Un,<* rsbrkanb
T aer rlgoi osamente ruejMilii. ^S*^ *"*
9MXm\ VhmwmmmU Mm, rust msjthataouurt, ~S r-rtdmt .
Z*PMitariot c,k Wtwmmmsmme: FMtAKC- M. da HILVA db O.
T
Precisa-se de urna bj engommadeira, que en-
saboc tambi re-se escrava ; na rna do Hi chuelln u. 13.
hii professor
Qurm precisar de um moco casado, com 14 an-
uos de pratiea no ensno primario, para a educa-
cao de tus filbos, di:ija o chamado por carta
estacao de Fr.cheiras ao 8r. G L. A. Monteiro.
Apri-se.ita valiosos docomentos, nao s de su,
conducta, como de aptida > professional.'
LIQU1DAC40
PARA ACABAR
FAZESDiS E ROPAS
S-Bii Dnqne b CaHas-75
Hettina
Preeisa-se de urna menina de 10 a 15 annos,
para casa de familia, para andar com urna enan-
ca, trata -se bem e d-ee de vestir ; a tratar na
ra Nova n. 15, loja.
Im boro negocio
Aluga se ou vende-se um sitio .no lugar Ipyran-
ga, na freguezia de A fugados, con casa de viven-
da e fmeteiras, tem terreno para plantacilu de
capim, canna e roca ; a frutar em Oiinda com
Manoel Joaqum de Miranda Seve, ou na ra do
Barao da Victoria n. 2.
Peixe de viveir*?
No Chora-Menino, estrada velha, portao largo
n. 1, vende-se na quarta, quinta eseita-feira san-
ta, das 6 s 9 horas da manh.
Vinlio do Or. Forestiei
lt Qalu lermcnoio e de Cascas le Lanuas aaarcas.
TOSIICO RECON3TITUIHTE
Remedio soberano
COMTIIA A
CHIOROSC, ANEMIA, CARIE DOS OSSOS,
AFFECCfiES DAS VAS DIGESTIVAS,
DIARRHr.An CHPlOKICAS, RACHIT'SMO,
ESC^OFU'.fir, DESIL'DADn,
CONVALESCF.Nf.AS O?. FER.S TVPHOtOE.B
r Dt.r'-TliS GPAVES, ETC.
Venda c zS. 'nyedot
re-- s "-,]. r:u":i.
A REVOLUgAO
0 48 ra Duque de Caxias
Chamamos a attenso dtg Exmas. familias para um esplendido sortiinento de
fazendas que vendemos por presos sem competencia.
VER PARA CRER
Guarni^Ses de veiudilho bordadas a vidrilho, 7000, urna.
Cachemiras pretas, lj&OOO, 1!200, 10400, 10600, 10800 e 20000, o covado.
Ditas de cores, 900 rs 10000 e 10200, o dito.
Dita broch bordada a la e seda, 10500, o dito.
Lindas las mescladas de seda, 600 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas de seda, 560 rs., > dito.
Ditas ditas com listrinhas e quadrinh s, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradis, 320 rs., o dito.
Setiui damass, novidade; 320 rs o dito.
Dito dito com listrinhas, 320 rs., o dito.
Dito Macau, 800 rs., 10000 e 10200, o dito.
Dito preto, 10200, 10400 e 10800, o dito.
Merin-setim preto, 10500 e 10800, o dito.
Qrs de aples preto. de 3000 ), 30500 por 10800 e 20000, o dito.
Fusto branco, fino, a 400, 560 e 800 rs. o dito.
Dito de cor, phantasia, a 320 rs o divo.
Colchas bordadas, a 20500, ;J05OO, 50000 60000 e 70000, urna.
GuarnicSes de crochet, 80500 e 120000, urna.
Cortes de caxhemira para vestido, 200000, um.
Punbos e colerinhos p*ra s'iihora, a 20000, um.
Fechs de 12, 10800, 20200, 20800 40500 e 60000, um.
Ditos de pelucia, pretos, 60000, dito.
Voludilhos lisos e bordados, 10000, o covado.
Ditos bordados a retroz, 20000, o dito.
Le que s 'Je pao, muito linos, 500 rs., um.
Ditos dito, 10000, 20000 e 30000, um.
E muitos outros artigos gu?t se. lerubrario na presenca das Exmas familias.
fcnrique da Silva Moreira.
Vcndc-se
oes bom sitio todo murado e casa de morada com
sotao, accommodando grande familia, entre as es-
tacG'S da Jaqueiraee hmarineira : para infor-
otacao, na ra dp Apollo n. 24, com o guarda -
vros.
Vende-se nma cadeira de pianu. muito boa
obra, dous jarros tulipas para botar flores, e ps
de ti ts lindas para ornar salas : na ra do Mar-
ques do Herval n. 23, loja.
r
V florida



a>oo :
- "VA. *

Palmares
Ditas mogas solteiras, que residem com
seuB pais, desejando oceupar seu tempo,
prop8em-8e a ensinar algumas meninas.
chando-se habilitadas a ensinar primei-
ras letras, doutrina christS, elementos de
aritbmetica, portuguez, historia sagrada,
historia patria, geographia, msica, piano,
bordados ouro, branco, froco, seda
frouxa, sobre vi.iro, a missangas em tala-
garya, em relevo, crochet, tricot, frivolit,
trabalhos em papel talsgarga, fies d
canotilho, e &lm destes muitos outros.
Msica e piano pago parte da men-
salidade4
Recebem alumnas pensionistas.
A tratar em casa do tenente-ccroael
Franca, em Palmares.
naufragio do \ap<>r "Bahia"
dste' o titulo de rana linda valsa que o publico
encontrar uo dia 8 do correte, venda na Li-
vraria Fianceza.
E' bom ver
Quem quiser estabelecer qualquer negocio uo
melhor Iwal da roa Nova, pode dirigir-se mes-
ma re:, n. 16.
---------------------------------------
Attenfo
Pede-fe ao Sr. Jos Delfino da Silva Carvalho,
empregaiio ne Kecebedoria, o especial favor de
apprrecer travesa do Principe n. 1-C, a nego-
cio de seu interesse.
Atiendo
Precisa-9e alugar orra ama para cosinhar, que
p03?a rf?6iir o traba tac ; hi ra do Jardim nu-
mero 27.
Crsa era
Sanio Amaro
Ixitilo
de Ja-
Aluga-e alli urna boa casa, em lugar alto e
fresco ; n tratar no cues da Companhia Pernam-
bucana n. 6, escriptorio.
AS MaES de familia
Para remediar a fraquesa das criancas, desen-
Tolver suas forcas, seu oregeimento e prese--
?aJ-os das molestias communs idade tenra,
s priD',ipaes Mdicos eMembrc-p da Academia
de Medicina receiio, com prande xito, o verda
deiro Racahout ios rabes io Delaugrenioi,
d> Paria. Este alimento muito agradavel com-
B>sto de substancia vegetaes nutritivafi e
rtifleantes, se espalhu i>or oda a economi
e em vista de suas pronriedades analpticas,
Brainora a composioao do leite das senhoras
reswura as forcas enfraquecidas
loe criao.
do s
mmmltot toUs, tOUst do k^ramUtnoBmrttstjul.
(esfriamentQ, ^osse, XAROPE oe
DE
fle GRIMAULT & C,a
Approrado pela Jauta d'Hygiene do Ro de Janeiro
Fazendo-se uso deste Xarope, calmo-se os accessos de tosse, desap-
Sarecem os suores nocturnos, goza-se de um somno reparador, 8
esperta-se o appetite, e o doente, augmentando suas forcas, apresenta o hi
aspecto de quem gosa .boa sade. Os mdicos recommendo que se tome
ao mesmo tempo as Pastilhas peitoraes de sueco de alface e .
agua delouro cerejo de GRIMAULT e Ga, que constituem os jjjj
dois calmantes mais inoffensiTos da materia medica. :f
Ob frasos trame, que contm este Xarope, sao de urnn bella cor ta roa a Jsrrac >(
m, marca da fabrica, o eolio e a llrma da nossa casa.
Deposito m PARS, 8, Ru Vivienne, e bis principnes Pharmaciss e Brogari*. I
los 1.000:000$000
200:000*000
100:0001000
I LOTERA
- DE 3 SOR
Eo; favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA DEPERNAMBUGO
Ei faecu s u lie
0 thesonreiro -Francisco Conpalvcs Torres
grageas de Ferro Babuteau
Laureado do Instituto da Franca. Premio a Therapeutiea
O emprego em medicina de Fero Rabuteau baseado na Sciencia.
AsVerdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
Chlorose, Anemia, Plidas Cores, Corrimentos, Debilidade, Esgotamento, Convalescencia,
Fraqueza das crirteos, Depauperamento e Alteraco do sangue em consequencia de
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 6 grageas dor dia.
Nem Constipagao nem DiarYhea, Assimilacao completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nao podem engulir
engulir as grageas. Um caiix de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as criancas.
lili Urna explicado detalhada acompanha cada frasco.
Exigir o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & Cia, de PARS, que se
eneontra em casa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
ALRit. SBS3F.C3?. w3OD-0
BIS.'S SANTOS, t.-nrtn
dadeiras Maefeiiuas ni erica tras
obtiflo
pan
gramc redulelo nes precos das *er-
ueouaro9ar algodao, estao. ?endendo a
\ #000
por sen--, com 14/, >' descont, a
loa d Mrquez de Oiinda n U A
Una Doqne de Caxias a io&
Chama te a p.tti-:;;1o t'^e Exinas. familias par'
3a procos segniotca :
Cintos a 11000.
Luva d- pellics por 2500.
Lnvas de sedt cor granada a 24, 2*500 e U
o par.
Fitas de velludo u. 9 a 600 re., a. 5 a 400 rs. t
metro.
Albuna de 1/500, 2$, 3f, at 8f
Ramea de florea fina3 a 1*500.
Luva? d Eecossia para menina, lisas e bord
das, a 800 e lf o par.
Porta-retrato a 500 rv, 1*5, 1*500 e 2*.
Pcntes de niktl a 600 ra., 700 e 800 rs. mu
Anquinbas de 2*, 2*500 c 3* nma.
Plisaa de 2 a 3 ordena a 400. 500 e 600 rs
Eapartilho Boa Figura u 4*500.
Idee La Figurine a 5*000.
Pentes para coco com inscripc&i
Enchovaes pura balizados a 8, 9, e 12*000 '
1 eaisa de papel e 100 envelopes por 800 re
Capelia e veas para noivas
Suapencorioa amcricauca a 2*500
La para bordar a 2*800 a libra
M3o de p*pel de corea a 200 ris
Estojes para crochet a 1&000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4
de largura^ a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Para a qnaresia
Galao de vidrilhna metro 100 rs.
Luvas pretaa seda e escocia.
Franjas e galoea preto fino com vidrilho 4*,
3* e 2i o metro-
Lequea transparentes a 3*000
dem preto a 2*000
Lindos Broxes a 3*000 1*000 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Linha para machina a 800 ris a duzia, (CBKj
Bordados com dois dedos de largura 600 ris,
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1 *200
Garrafa d'agua Florida 800 rs.
Bicos para vestido de cretone e chita peca 1*200,
1*500 e 2*.
Leques com borlofa a 800 rs.
BARBOSA & SANTOS
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este exeellente Whisky Escesee* preterivs
*o cognac ou aguarden* de canna, para ortfios
i eorpo.
Vendeae a retalho nos tu liinres armasen*
aolbados.
l'ede ROYAL BLEND marco VADOcujono
-op e emblema sao registrados para todo o Brasi
_________BBOWX6 & C, agentes___________
Cimento
Fonseca irmos & C. vendem cimento inglez,
marca pyramide, e cimento hamburguez, por me-
noa preco que em oufra qualquer parte.
Papoula&C. tem
Capas pretas em casemira, granadme adamas-
cada, e de aeda idem, casceos, jersey pretos e de
cores.
Luvas de pelica, seda, casemira e fio d'Eaco-
cia, veos de fil preto, 18, ra do Cabug.
Teiephone m
Piilio de Riga
MATHUES AUSTIN & C, receberam ultims-
mente um completo sortimento desta madeira,
como sejam : pranchoes e taboas para assoalbo,
da melbor qualidade e de diversas dimenses, e
que vendem por precos commodos, e reduzidos,
conforme os lotcj ; no armazem do caes do Apollo
n. 51, ou ra do Commcrcio n. 18, 1 andar,
Cabriolets
Vende-se oous cabriolets, sendo um deacoberu
e outro coberto, em perfeito catado, para nm ou
dous cavallos; tratar ra Duque de Caxias
NOVIDAES
PARA
OS ACTOS DA SEJtANA SANTA
Capa para senhoras
de damass
cachemira
e merino.
Recbeo o bom March
i ni Gaxas 181
Vende se ou altiga-se o sitio ce boa casa de
vi venda, viveiro. c-qucir i o nutras %J5VPres fruc-
tferas, eutrada du Ketnedi i. 1 : a tratar na
ra o:i Impcraiiz n. 30, 2- f
Materiaes de Cfisrncflo
Presos rcdiiz dos
A Comuanhir; de Edificsjao, tero resol
vido d'ora cm dian <', p;ira as vendas dos
productos (ia sua olaria a vapor do Taqua-
ry. o Seguiute : .
Tij 'los de alvenri* groi-sa,
format< commun, descarrega-
dos em qualquer caes, o mi-
lheiro, 2A000
DilOS. f.r;;.;.ti irgl Z, derl'l
idem lS^Mtl
LadrilLos idem 35,5000
Telbas communs, \ m 38|&000
As compras de cero a quinhentos mil
r s, tero u-n descont de ciuco por cen-
to, e d'ahi para cima dez por cento.
*
~W Medalha de Ouro na Expsito universal 1878 #"
1asfr^ye&J
- BRDEOS -,IRANpt)
4$ Deposita* ni too*; n twdat de CamestlBles. 9*
i iHml




JMMMm
Diario de PcraambocoTcrya-felra 5 de Abril de 1887

LTTERATbn
MCISDA BERTtfKR
PffR
MARIO UCHARD
-(*)-
LIV
C Con tnvaf So )
De um salto, a sua iroagioajSo febail
adiviubou sbitamente um acontoeimento
feliz para ella. A carta que ella lia quan-
do elle entrou e que oceultou tSo viva-
mente, annunciava, aem duvida, a sua
partida, aunullaudo assim para Pedro esse
pensamento lonco de uno dia, que ella ti-
nha-lha confessado o que o almirante tSu
fcilmente dissipou, com um sopro, somo
urna dessas bolhas Ue sabSo com que
enancas brincan].
LIV
__ Fallavamos a seu respeito quaudo Jocunda !.. Aliona louquinh !...
vfliS ebegou, tornou ella ao cabo de um dase o almirante.
momento. E, levantando-a era um imprtode terou-
__ Ah 1 diBse Roberto, comprehondo j ra, apertou-a no braco* como urna crianja
agora porque se cal rara quando entrei. que se consola.
as
Esuvam sentados no terrajo encostados
negligentemente e vendo, prateada por
um bello luar, a obra da primavera no
bosque e na planicie. Perfumes, sopro
vagos, sons longinquios na ar lanjavam
Rcbertc as rominicencias desse auno, tSo
ebeio e ao mesmo tempo to vazio.
Elle estava se revendo nesae mesmo
mez, entre Jocunda e rsula definhando,
nessa grande poltrona em que estava nes-
se momento o almirante parto de Aurora,
de Rival e de tio Miguel.
Lembrava-se tambera dessa outra noite
de outono em que, nesse mesmo lugar,
Jocunda o tinha interrogado a respeito de
Christiana, dizendo-lha quanto estimava
vl-o acalmado... Admirndose, quasi,
a oipressSo que senta, sem grande me
lancolia quera levar tu lo isso na mente.
Voltando' as auas resolujSes viris, pen-
se va, dessa vez com ceragem, que a sua
eorte estava consumado. Sem duvida,
quando voltaase. Jocunda estara casada...
o almirante em Londres ou navegando,
sabe Deus quaado Aurora e Rival, nSo
voltariam raais a Touraine, depois de ven-
dida La-Grangc.
Roto assim esse feixe de affoijoes, nao
se tornaram mais a ver. Entretanto, s
vezes, ama palpitajSo do corajSo o per-
tqrbava, quando ouvia os risos dessas
vozes amigas ; via Jocunda pensativa, aem
duvida ella tambera estava era outro so-
nho. A despeito da sua coragem, volta-
va-lhe a recordado obstinada deasa confi
dencia de urna manha... Jocunda aman
do-a e recusando Pedro de Varelles I...
Elle revia-se anda no meio dos seus lila-
zea. Amor de crianja e flores do Abril,
tudo isso passa ora poucos dia.
Roberto, disse afinal Jocunda, se
arrbarem Terr-Nova, nao esqueja de
nos expedir um telegrama.
Nao esquecerei I respondeu elle
E urna looga carta a meu pai, logo
que ebegar. Eacreva anticipadamente a
bordo, pola no correo logo que desem-
barcar.
Sim, nao faltarei.
Elle ficou calado um momento.
Est um pouco triste, nao ? por dei-
xar-nos a todos ? tornou elia.
Por certo, minba querida Jocunda!
responden elle; mas aqui aprend a ter co-
ragem e tenho tambera um pouco de or-
gulho do que seu pai e tio Miguel fizeram
de mim. Consolo-me, pensando que vou
fazer como elles.
__E' preciso, accrescentou ella com um
ligeiro suspiro. Eu sabia que meu pai ha-
via de resolver isso, porque eu mesmo
comprehend que voc devia-se preparar
para algum futuro grande e serio.
Oh I o grande futuro para mim, tor-
nou elle um pouco amargamente, voltar
da America carregado de dAlars, como o
tio Miguel.
Sim, estavamos conspirando! Tio
Miguel estava lendo urna carta que eu j
tinha mostrado a meu pai.
E que vot escondeu... Eu tam-
bera vi isso, disse elle olhando para outro
lado.
Nao m pergunta qu9 carta era essa .
continuou ella em voz manos segura.
Da seu primo Pedro, sem duvida;
sao fcil do advinbsr!
Nao nada disso Voc mo adi-
vinhador...
Ah 1 talvez fosse de Aurora. Sei que
ba entre voc urna correspondencia activa,
para as auas encoramendas em Paria.
Vai chegando, veio d'ella, mas nao
feseripta por ella... Olbe, accrescentou
ella, tirando o papil que elle a vio metter
no seio. Lra a a primeira linha...
Roberto leu e ficou consternado, reco-
nheceu a aua ultima carta a Aurora;
Jocunda! exclamou elle assustado
cora semelbanta aventura.
Podemos bem ter a nossa conspira-
gao, quando elles tm a sua, toinou ella.
Pois bem, j que tio Miguel contou a raeu
pai o que tove a ndscripj&o de dizer a
voc, a proposito da mioha recusa de casar
com meu primo Pedro...
Meu pai, tanto peior, perda-me, eo
contei-lhe tudo I... Recaiei que elle fi
caase muito infeliz.
Urna onda de lagrimas apagou a explosao
deasa confisso. Roberto olbava em torno
de si, como admirado de nSo ter sido an-
da tragado pela trra.
Sr. almirante I exclamou elle, juro-
lhe que nenbuma'palavra minba; neis mes-
rao um pensamento.. .
Fui eu I fui eu I... tornou vivamen-
te Jocunda ; nao o acuso desta dr que
me veio de repente...
Varaos, acalma-te i... tornou o al-
mirante. Sra. Rival, leve-a para banbar
os olhos. E voc Robarlo, vena a passear
com migo no terrajo para deixar passar es-
sa emojSo.
Jocunda, pelo braco -a Aurera, cedeu,
enxugando s lagrimas.
NSo ralbes cora elle, pai, disse ella
afastando-se, nao foi culpa delle !
LV
Como -' exclamou Roberto cada vez
mais perturbado.
Chiton I disse vivamente Jocunda
com aquella audacia original de qne s ve
zes dava prova. Tenha calma, emquanto
vou lbe contar tudo... porque nao quero
que l voc fique triste soziabo ; pelo con-
trario preciso que tenha forja e con-
fian ja.
Roberto olhava angustiado em torno de
si.
Elles nao nos prestara attenjlo! tor-
nou ella. Esta manhS reupio-ae o conse-
ibo, eu fiz parte delle... Meu pai e raeu
tio foram decididamente da mesma opiniSo!
que ainda estaraos muito prximos de...
emfira de muita cousa... Talvez, tam-
bem, realmente sejamos muito mojos e
melbor que voc passe esse anuo, a met
ter o p no estribo como diz o tio e a
se bromear. Esperaremos para por pro-
va o nosso carcter... E, entao, quando
eu ti ver vinte annos... e nos tivermos re-
fleetido bem... cada um por seu lado
como menina, e rapaz serios.. dizem
elles..
Roberto ouvia, recaanlo faz*I-a parar,
nao ousando interrompel-a.
Tudo isso muito bom, cortamente,
Roberto, continuou ella... mas o que nao
o por exemplo, que eu falte minba
propressa de alo lhe contar nada dessas
resolu^oes... Mas tendo lido a sua carta
e vendo-o tSo triste, reflecti que lhe dara
raaia coragem, dizendo-lhe que a tinha
lido .. que acredito tudo que ella diz...
porque eu j sabia... o que voc pensava
oceultar tao bem... depois que nao pode
mais pensar em Christiana. Oh eu disse
de mim para mim, que saberia consolal-o...
mas, estimei muito quando depoi que raeu
pai voltou, eu vi que... curioso como
agente sent essa felicidade I...
A primeira vez, foi quando voc disse
que nao quera mais acompanhar-me nos
me us passe ios. .. Como verdad eir crian
ja fiquei admirada. .. Eu entilo nao po-
da saber que.. Christiana estava ca-
sada... Alas, agora, preciso raostrar-
mo8 firmeza. Un anuo tanto tempo,
quando a gente est s... tao loige e
desassocegada quanto quelles, cuja affei-
jao se reena encontrar mudada E, tam-
. No sei, realmente, como attestar a
minba lealdade, Sr. almirante I disse Ro-
berto, quando Acarara sos. Ha niste urna
fatalidado.. que, juro-lhe, para mira
um golpe terrivel lembrando-me do que
o senhor pode pensar a meu respeito.
Aterrado, aeabrunhado pela emojSo co-
mo se o peso de um mundo tivesse desa-
bado sobre elle, estava muito palillo..
O chapeo de Jocunda, esquecido alli, pare-
ca urna testemunha esmagadora.
O almirante, em^ diante delle, o olba-
va pensativo, e ease silencio a trra va Ro-
berto, como se se sentissa de repente no
fundo de um abysmo. Va-se suspeitado
de urna infamia, de um calculo... Essa
carta naa mSos de Jocunda, depunha con-
tra elle... Como justificar-ee ? Estava es-
mngado.
- Nao o aecuso, meu caro Roberto, dis-
se o almirante : ha ahi, como voc disse,
talvez urna fatalidade... Mas essa pala-
vra entre nos nao me perturba.
Ah I Sr. almirante, exclamou Ro-
berto, por miaba alma, por minha roai e
pelo raeu corajSo que o senhor reergueu,
pela honra e pela razao que o senhor en -
sinou-me a conhecer, pelo senhor que es-
timo e venero com um here e como um
Deus.. juro lhe que nisto sou victima de
um acto inconsiderado .. de urna amisade
que se extravia... e me deshonra, sem
saber o que faz juro-lhe que ignoro co-
mo essa carta... talvez perdida... por-
que nao ouso aecusar aquella em quera
confiei... pode cahir as mSos da meni-
na Jacunda Sr. almirante, eu parto or-
dene-me que nunca mais a veja, que nuo
ca volte... Pela sua felicidade, pelo seu
repouso, pela sua vida, obedecerei... Mas,
conjuro-ihe, nao crea que eu bfja um rai-
seravel '
A osse grito da alma sincero, a essa ex-
plosao de dr, o almirante tomou-lhe a
mSo.
Comprehendeu-roe mal, Roberto, dis-
se elle, se no meu grito de pai julgou ver
urna exprobrajo. A sua lealdade nao es-
t em jego aqui.
-- Ah Sr. almirante, se scubesse! ex-
clamou Roberto.
Sei por essa carta, agora, que voc
ama minha filba... como acaba de amar
a outra.
Ah / exclamou Roberto consternado,
que differenja, Sr. almirantel
Sei !... Mas agora, meu caro Robar-
iaao que lhe estou fallaado assim cora clara
z, como j falle a Jocunda, para qaem a
ranha palavra palavra de evangelho.
Quanto ao receio de um desespero eterno
para ella, nem elh nem eu tratamos disso.
E para que voc fique tranquillo e pa-
ra tornar superfluo todo o protesto da sua
lealdade, direi que fui eu quera fez tudo
aqui.
Era Saigon, recebi cirtas de minha filba
que me fallavara a seu rospeito, do seu
perigo e do seu noivado roto.. Com essa
confianja admiravel que suppoo quo basta
apparecer o pai para aplaiuar 03 raaiores
obstculos, ella contava quo, na minha vol-
ts, teu arranjaria tudo I...
Se as anas cartas eu lu mais do que
ella pensava dizer-rae sobre as sua* des-
gracas, estava todava tranquillo porque
sei o ascendente que tenho sobre ella e
sobre o seu carcter muito recto... Quan-
do cheguei a Pars soube da estralada com
Pedro... Ella confessou-rae tudo... at o
seu encontr aom a sua infiel Christiana,
hojo prinoeza Cherraeteff... o que auppri-
mia 6 meu papel de Deus ex-machina ..
mas abria-me horisonte muito mais bru-
mosos .
Fosse como fosse, era preciso proceder
com toda a prudencia, para cora essa iraa-
ginaj3o de dezoito annos, que j viajava e
soffria... Como pai, interroguei a Sra.
Rival, soube toda a aua celebre historia.
Coraprehenda o resto a como acalraoi essa
grande agitajao... qua no era possivel
vel contrariar.
Mus, chegando aqui, na Barraca, notan-
do nella, ha tres das, urna tristeza que
ella debalde procura va eaconder e um tor-
mento de ideas que eu bem comprehendia:
receiando, emfim, urna crise muito cruel
de separado para hoje... recorr de no-
vo Sra. Rival cuja affeijo verdadeira
muito me tem auxiliado.
A instancias inhibas ella communicoa-
me essa sua carta, podia nos servir. Era
8Utnma, eu vi esta manhS a menina em
ttl esta lo de afHicjao, que a consolei de
bem, quem sabe o que pode acontecer em t0> e depois dessa imprudencia de Jocun-
aemelhante viagom, especialmente para a, nao podemos continuar na prudente
explorar minas, ora urna trra longinqua, reaerva que eu quera observar; precisa-
accrescentou ella enternecendo-se despeito I ro08 conversar... e conversar como ho-
dos seus esforjos.
Oh bem vejo que tem lagrimas nos
olhos... eu tambera tenho... mas Rober-
Dolan! isso tem valor para outros to) j a%0 ejqUeja, nunca... Eu serei
que nao voc valen te. .. muito vaiente !
__Qual I quem sabe !... disse elle. por desgrajs, um solujo interrompeu a
'. Voc estove muito preoooupado du- voz e jocuuda c fez diverso conversa
rante o jantar, accresoentou ella, vendo ca\mA 0 grupo sentado a dez pasaos de
o jantar,
qne elle se calava.
__ Estava pensando em algumas re-
commend8c,5e8 que tenho de fazer a Rival
para a venda do Coudray.
Porque vendel o ?
Elle respondeu por um gesto de indeffe-
renja... Calaram-se aiuda urna vez.
FOLHETIM
O flORCJNDA
POR
TAULS rS7AL
SEXTjA PARTE
OISSIE5UH3 DO Wl
(Continuajao do n.
X
> ConSass
74)
O sino da Santa Capaila tinha posto em
alarido todos os quarteiroea da cidade. As
noticias nao tinham, para se divulgar, os
meamos canaes que hoje ; mas por isso
mesmo, era se vido de ver e de saber. Em
nm momento os arredonda do Chatelet e
do palacio ficarara iheios.
Quando o cortejo sabio pela porta Cos-
son, aberta no eixo da ra Saint-Denis,
dez mil curiosos forma va m alas. Ninguem,
naquella multido, conhecia o cavalheiro
Henrique de L?gardte.
Ordinariamente, encontrava-se na mul-
tido alguem para dar um nomo ao pa-
ciente ; alli, ha via urna ignorancia com-
pleta. Mas a ignorancia, neste caso, nao
impede de fallar ; pelo contrario abre cam-
po livre s hypotheses. Para um nomo
que nao sabiam, encontravam cem. As sup-
poaicSes encontravam se.
Em alguna minutos, todos os Crimea po-
diatancia.
Ab meu Deus I exclamou Au-
rora chegando apressadamente.
O almirante levantouse inquieto.
Jocunda segurando a mao de Roberto,
chorava, escondenio o rosto com o brajo
apoiado no parapeito.
uticos e outros passaram sobre a cabeja
daquelle bello soldado, que caminhava,
com as mSos amarradas, ao lado do seu
confessor dominicano, entre quntro guar-
das do Chatelet, cora-- a espada desembai
nhada.
O dominicano, com o rosto esqualido,
olhar de fogo, uiotrava-lhe o co com o
auxilio da cruz de bronze que erguia co-
mo urna espaua. Diante e por traz ca-
valgavam archeiros do prebostado.
E na multido ouvia-se dizer :
Aulle vem da Hespanha, onde Albero-
ni deu lhe mil pistolas para vir intrigar na
Franca.
Oh oh I parece que oscuta attenta-
mente o mee ge.
Veja, Sra. Dudanit, que linda cabel-
leira se faria com quelles bellos cabellos
louros.
Corre, diziam em um outro grupo,
que a Sra. duqueza do Maine, o tinha
mandado vir para Sceaux para ser secre-
tario principal do rei e dos principes. EUe
devia raptar o joven rei, na noite em que
o regente deu o seu baile no Palacio Real.
Eo que lariara do joven rei ?
Levavam-n'o para a Bretanha, met-
tiam Sua Alteza Real na Bastilha para de-
clarar Nantes capital do reino
Ura pon'-o mais longa :
Esperava o Sr. da Law no pateo das
Font linea e dava lhe ama facada quando
elle subase para a aua carruagem.
Que Ojiaera, se tivesse conseguido I
Com o golpe Pariz morria na miseria.
Quando o conejo passon o canto da Fer
ronnerie, ouvio-s; um grito estridente, que
parti de um < oro de mulheres. A Fer-
ronnerie era o seguiroento Honor ; a Sra. Balahault, a Sra. Durnd,
a Sra. Ouichard e todas as bisbilhoteiras
da ra de Chantre nao tinham mais
seguir u caljada para chegar at l.
oonheceriam todos ao mesmo tempo o cin-
zelador rayaterioso, o amo da Sra. Fran-
cisca e do pequeo JoSo Mara Berrichon.
Hein 1 exclamou a Sra. Blsbault,
nao lhe dizia eu qne isto acabara mal ?
C
meas de bom senso.
Como por um habito de bordo, o almiran-
te comejou a paaseiar, Roberto o acompa-
nhou presentindo um ultimo golpe.
Mea caro Roberto, continuou o al-
mirante, o romance muito bonito, mas
na minha idade nao comtnove. Tambera,
nao preciso que lhe diga, no que se re-
fere minha filba, que, se estou disposto
a fazer concesaSes para deixal-a escolher
um marido, nao hesitara tambem ante ura
acto de autoridade. Jocunda tm muito
juizo... as penas de amor, voc j sabe,
duram pouco ; mas o que dura sao os ca-
samento* mal feitos e desiguaes... E' por
Deviamos telo denunciado imraedia-
meut continuou a Grichard, visto que
nao se poda saber o que se passava era
casa delle.
Tem o ar insolente, disse a Durand.
As outras fallavara do Corcunda e da
linda raoja que cantava na sua janella. E
todos cora a sincerdade das suas boas al-
mas.
Pdese dizer que este nao roubou a
sorte !
A multido nao poda mais preceder o
cortejo porque ignorava o lugar do seu
destino.
Archeiros e guardas estavam silencio-
sos.
Em todos os terapos o prazer daquelles
atis funcionarios foi fazer o desespero
das multidoes pela sua importante e grave
diaerijao.
Emquanto no passaram os mrcalos, os
ea per tos julgarara que o paciente ia ao
oarneiro dos innocentes, onde estava o pe-
lournho- Mas passaram os mercadoa.
A frente do cortejo segoio a ra Saint-
Denia, e nao voltou senao no canto da pe-
quena ra Saint-Maglore. Os mais adian-
tados virara entao duas tochas accesas na
entrada do cemiterio, e as conjeeturas se
guiara o seu curso. Mas as conjeeturas
cessaram immediatomente ante de um
incidente que os nossos leitores conhecem :
urna ordem do regente chamava o condem-
nado grande sala do palacio de Nevera.
O cortejo entrou no pateo do palacio.
A multido ficou na ra Saint-Magloire
e esperava.
A igreja Saint-Magloire, antiga capel-
la do convento daquelle nome, cujoa
raoHges tinham sido exilados para Saint-
Jaoques du Haot-Pas, depois do recolhi-
mento tornou-se parochia havia mais de
sculo e meio. Tinha sido reconstituida
em 1630, e Sua Alteza, o irmao do rei
Luis XIII, collocaia a primeira pedra.
Era ama nave pouco extensa assentada no
meio do maior cemiterio de Pariz.
No hospital, situado a leste, havia tam-
bem urna capella publica, o que fizera dar
urna vez, autorisando
a Sr. Rival a mos-
cujo effeito me era
trar-lhe essa epstola,
fa.l prever.
Sr. almirante I... exclamou Roberto
palpitante e metiendo na palavra ura mun-
do de remoraos.
Bom tornou o almirante, o que es'
feito, est faito, agora appello para a sua
razao, porque a voc fallare! outra lingua-
gem.
Infelizmente, suspiroa Roberto, saio
do urna crise tao absurda I... Sei bem
que a seus olhos, nao passo de ura estra-
vagante e de um doudo.
Oh j viv bastante dar conhecer
essas aventuras continuou o almirante,
e casci-me depois, convencido de que ama-
va pela primeira vez. Jocunda muito
capaz de fazer o mesmo railagre que a
mai. .. Essaa regenerajoes ss, sSo urna
simple a lei do corajao, e dallas os melho
res podem sahir fortes e temperados para
a vida. Tudo est em saber se a tempe-
ra boa.
Roberto nao procurou responder
Cala-se, tornou o almirante, vendo-o
pensativo ; concluo dahi que comprehen-
deu-me e que sent que todo o protesto
seria vo e ftil. O tempo, sem duvida,
poder responder pela sua constancia e a
sua coragem... Mas, as circumstancias
era que est, a oa actos podem fazer pro
va contra qualquer recahida, cujas coose-
quenoias seriam muito mais trgicas do
que esse pequeo derraruamento de lagri-
mas que acabamos de enxugar... Ora,
para chegar boa razao, meu caro Ro-
berto, devo deixar de parte tudo quanto
romance. Jocunda s tem dezoito an-
nos ; voc tora vinte e seis, justamente
a idade em que todo o homem que tem al-
guraa cousa no corajao ou no cerebro,
deve escolher urna carreira, sob pena de
nunca ser senao urna dessas nullidades
que o nosso tempo corneja a nSo suppor
tar mais.
Presciodindo de toda a questo v de
desigualdade de fortuna, que seria indig-
na do nos, precisamos pensar no futuro,
na sociedad, no lugar que Jocunda tem
o direito de ambicionar nella. Um marido
qua nao fosse senao ura perfeito gene-
man de salao, raagoaria logo o seu orgu-
Iho...
Tudo isso quer dizer que neste momen-
to, dovo declarar que o que espero da
sua lealdad*, que me ajude a distrahir
rjua tortuosa que ia da ra Saint-Magloi-
re dos Ursos o nome de ra das Duas
Igrejas.
Um muro erguia-se em torno do ceraite
rio, que tinha tres entradas : a principal,
na ra Saint-Magloire ; a segunda na ra
das Duas Igrejas; a terceira, em um boc-
eo sem nome que ia para a ra Saint Ma-
gloire, por traz na igreja.
Havia anda urna bracha por onde pas-
s-'va a procissao das reliquias de Saint-
Grervais.
A igreja, pobre, pouco frequentada, e
que se via ainda de p no cornejo deste
scalo, dava para a ra Saint-Denis na
praja onde est actualmente a casa que
tem o n. 166.
Tinha duas portas para o cern erio. Ha-
via muitos annos j que nao se enterrava
era redor da igreja.
A maior parto dos defuntos ia para fra
de Pariz. Quatro ou cinco grandes fami-
lias nicamente oonservavam as suas sepul-
turas no cemiterio Saint-Magloire e princi-
palmente os Nevers, cuja capjlia funeraria
era um feudo.
Dissemo8 que esta capella se erguia a
alguma distancia da igraja. Era cercada
de grandes arvores e o caminho mais cur-
to para l ebegar era a ra Saint-Magloi-
re.
Passaram-se mais ou menos vinte minu-
tos depois da entrada do cortejo no pateo
do palacio de Gonzaga.
A noite estava escura e profunda no ce-
miterio, d'onde se viam brillantemente illu
minadas aajaaellas da grande sala de Ne-
vers e as da igreja, por detraz das quaes
urna luz fraca se mostrava.
Aos murmurios da multido agglomerada
na ra chegavam as luf.idas.
A' direita da capella sepulchral, havia
um terreno devoluto plantado com arvo-
res funerarias que tinham creacido e co-
pado.
Paresia urna moita ou antes ara daquel-
les jardias abandonados que, no fia de si-
gues annos, tomara a apparencia de urna
floresta virgen.
urna imagipajSo viva de mais de ura dps
seas sonhos... desses qae tem todas as
meninas e que muitas vezas nao duram
mais do que ura paz >r de novico, que bas-
ta nao contrariar, para qua dasappareja
como veio.
Tem raza, Sr. almirante, interrora-
peu dessa vez gravemente. Roberto, de
contar com a minha affeicao, tanto como
cora a minha laaldade. Por amor da me-
nina. Jocunda, o Sr. nilo pode, nao devo
fiar-se nessa conv^rsao brusca, por raais
rdante qua eu a sinta em mira... Eu nao
sou nada, o senhor o disse, e sou orgalho
so da ra-iis para ousar formular urna es-
peranj* qui sera auapaita. Eu parto, d-
me as suas oudens .. NSo voltarei senao
se algara da o aenher mesmo chamar-rae.
E' o que tinha-mos resolvido, Roberto,
e isso na presanja della, tornou gravemen-
te o almirante.
Ella m'o disse.
Mas, para voi, a minha linguagara
outra: irei ao funio das coasas. Da hojo
em dante eata^acabado ease disparate ro
mantico de urna crianja Da tudo issso
resta urna filha do almirante Berthier.. .
Durante um rompimento de todas as re-
lajoes, que eu exijo completo, ella ver a
80ciedade, ha de formar nella urna idea
real da vida, do casamento e de tudo que
pode fazer a felicidade da raulher que ella
deva ser.
Comprehende, sem que eu diga, que
ella, brevemente, saber por si que essa
afouteza de hoje.. por raaia expansiva
que posaa parecer, no poder compro
metter mais tarde oa seus vinte annos,
nem o seu livre arbitrio em deverea mais
serios.
Oh I Sr. almirante, replioou viva-
mente Roberto, eu nao seria digno della
nena do sonhor se forraasse no corajao ou-
tro voto qua nao fosse pela sua felicidade.
Sr. almirante, por raais lou30 que
estivesae, ouso diz"r-lhe que a amo... E'
tomar o comproraisso de submetter-me a
todas as suas ordens ; ainda quando rae
ordenasse que renegasae eaaa carta, que
deploro, porque o senhor avio... Ella
prova pelo menos que eu soube julgar-me
a mim mesmo e que nenbnraa presumpjao
ambiciosa me instigou.
Aceito a sua palavra, meu caro Ro-
berto, ella me basta. Nao craia que estou
prevenido nem que lhe sou hostil... Sabe
que tinha formado outros projectoa. Dan-
do a Jocunda a liberdade de oa romper
claro que tambem l'ha deixo para rea-
tal-os. Esporo qae a distmeia bastar para
acalmar a effervecencia que os seus de-
zoito annos justificara.
Ella ter vivido, ter pensado como
mulher... Voc me escrever para que
ella tenha noticias suas, se ella quizar
acompanhal-o de longe cora o pensamento.
Fra disto, intil accrescentar, pens
eu, que confio na sua honra de cavalheiro
para que nada lhe relembre o incidente
romntico de hoje, que deve ficar na es-
queci ment.
LVI
Um anuo, muito tempo disse J.cun-
da. Roberto o sentio. Sarrazin voltou para
a Franja depois de tres saraauas de de-
mora era Chicago.
Entretanto, se nos primeiros mezes ella
soffreu cora ura exilio que sabia ser para
elle sem fim, o seu soffrimento era agitado
por tanto trabalbo que, entre os honras
de acjSo cora quera estava, a aua unan
eolia no tinha tempo para analysar o es-
tado da sua alma. Escreveu a Rival:
< Alechigan, Dezeoibro.
i> Tu me exprobras a minha pr^guija e
aecusas-me de esquecimento... Que te di-
rei eu queja nao tenha dito, ha oito mazes
qua acaraparara acaso as minhas expedi-
j5es ?... Esta torra de civilidad* e da
pressa nSo deixa 'respirar nem suspirar,
meu caro Rival; por isso que te queixas
da raridade das minhas cartas.
< A vida que levo em plena natureza
selvagera, o trabalbo que rae esraaga e 93
cuidados de urna responsabilidad) s vezes
terrivel tem i.-to de bora, que preciso que
me esqueja de mira mesmo e creio real-
mente, que esta vida penosa de borderlife,
o de peoneer acabar por apossar-se de
mim, carpo e alma... NSo ras dessa pa-
lavra que sublinho .. No meio dos meus
bons immigrantes doceis, oa dos meas
rotodies, gente de sacco e botija, que serve
para tudo e capaz dos peiores crimes,
creio qae antes os resultados da obra, co-
rneja a formar urna idea assaz lisongeira
do homem, a despaito do qae aprend da
sua deoadencia..
J te contei a empresa gigantesca con*
cebida por Sarrazin. Leguas de trras
qo* estilo Bende conquistadas nas reg8es
solitaria* do bfalo e do iniio, a vida civi-
lisada camwbandopara afrente. Aheadl
ahead I aheadl... A eoomrau social nas
florestas virgena db grande de8erto ameri-
cano-'... Isso grandioso.
Dizer-te que nao p-nso mais era Jo-
cunda (porque sabes qua ahi que quero
chegar) e gabar o meu estoicismo parfei-
to, seria muito. Se eatou estafado pela
vida de settler, nem por isso deixo de ter
no corajao um fondo da tristes saudades...
Vivo, mais nada E viverei como tanta
gente que obrigada a fazer boa cara
m sorte.
t Ha oito mezes que trabalho longe
della, lembrando-me dos argumentos soli-
dos do almirante, babituei rae a esta pbra-
se terrivel cujo rigor inexoravel reconhejo
agora: A vida vida!... o romance
abi nao tem forja. De que servara as re-
voltas ou as illus3es cobardes! Um jornal
nao annunciou ura dia des tes, a noraeajlo
de Pedro de Varelles carao addido a em-
baixada de Londres ?
Por outro lado, o Truth me informa
das rocepe3aa do almirante, das grajas da
joven miss Berthier e dos favores que a
corte lhe dispensa. Neste mundo do gran-
dezas e de pompa porque abarrajlo con-
servarei eu urna esperanja? Pode o amor
de urna crianja resistir quando ura pai
como o de Jocunda ahi est para apagar
della at a lembranja? E eu mesmo nao
comproraetti a minna honra, jurando es-
quecer aquella confissao extraordinoria ?
Para nao ser suspeito de urna seduejo
vil, nao offereci lealmente ser cmplice da
minha propria perda, o renegar at essa
oarta de confissao tua raulher?... Nada
raais sei della... dei a minha palavra ao
almirante de nunca raais tornar a vl-a
sem 8ar chamado por ella. Portanto, tudo
est acabado '
c Entretanto, pena !
f Urna carta do rceu excellente tabel-
lio annuncia-rae a volta de Boisdeunier.
NSo tendo podio obter Li-Grange, [parece
que compra as trras de Beaulieu por se-
tecentos mil francos. A menina Mlia
(que agora tem quatrocentos mil francos de
dote) casa com o filho de ura industrial
rico de Tours... E' intil andar a procura
do dinheiro de minha ta .'.,, Que fazor,
por mais obvia que seja a captajo ?
c Poinsinet consultou rae sobre a or>por
tunidade de um inquerito que, diz elle,
talvez mettes3e muito medo ao primo. Re-
cuBei revolver essa estrumeira de familia.
lvu
Tinha decorrido am anno quando Ro-
berto recebeu urna manha estaa duas car-
tas. A primeira continha apenas estas
poucas linhas :
Pars, 10 de Maio.
Meu caro Roberto.
c Escrevo-lhe de Pars, onle estou ha
quizo dias, para assistir asserabla ge-
ral da nossa coraraiaso daqui ; o seu ex-
cellente rotatorio fez maravilhas.
Urna longa carta lhe informar das re-
olujSes tomadas, que sem duvida lhe pa-
recern exigir a aua presenja no conselho
de adminiatrajao do mez prximo... O
que quer dizer qua voc tora juntamente
o tempo neceasario para tomar o primeiro
paquete.
< Parto esta tarde para Touraine... E'
pois, na Barraca qae vou espralo.
Sarrazin.
A segunda carta, datada de La-Gran-
ge, era de Aurora:
*t La-Grange, 12 de Maio
NSo caiaa, meu Rob. porque vais ter
urna grande sorpreza com o que nos acn-
teceu esta manha,
Os confidentes de Gonzaga esperavam
alli.
No becco aberto sobre a ra das Duas
Igrejas, cavallos sellados esperavam tam-
bera. Navailles tinha a cabeja entre as
mSos.
Noce a Cboisy estavam encostados a um
cypreste.
Oriol, sentado sobre a reiva, sbtava
grandes suspiros/
Pfcyrolles, Montaubert e Taranne con-
versavam em voz baixa. Erara as tres
almas damnadas : nSo mais dedicados que
os outros, porm roais comprometidos.
NSo sorprehendereraos ninguem, dizen-
do qae os amigos do Sr. de Gonzaga ti-
nham agitado altamente, desde que esta-
vam alli, a questSo de saber se a deserjSo
era posaivel.
Todos, do primeiro ao ultimo tinham que -
brado no corajSo o lajo que os prendia ao
seu amo.
Mas tolos esperavam ainda em seu au-
xilio e todos temiam a sua vioganja. Sa-
biam que, contra elles, Gonzaga seria sem
compaixSo.
Estavam tSo profundamente convenci-
dos do inabalavel crdito de Gonzaga, que
a conducta deste ultimo parecia-lhes urna
comedia. Segundo elles, Gonzaga devia
fingir ura perigo para ter occasio de aper-
tar-lbes o freio na bocea. Talvez meamo
para experimntalos.
E' certo qua, se tivessem julgado Gon-
zaga perdido, a sua sentinella nS teria si-
do longa.
O barao de Batz, que se tinha esguei-
rado ao longo do muro at s proximida-
des do palacio, tinha contado que o cor-
tejo havia parado, e que a multido en-mia
a ra. Que quera dizer isso ?
Aquella supposU confissSo no tmulo de
Nevers era urna invenjSo de Goneaga?
A bora tinha passado; o relogio de
Saint-Magloire tinha dado, havia j mui-
tos minutos, tres quartos antes das nove
horas.
A's nove horas, a cabeja de Lagardre
devia cahir no pateo da Bastilha.

(Continua)
Peyrolles, Montaubert e Taranne nao
f>erdiam de vista as janellas da grande sa-
a, urna principalmente, onde brilhava una
luz solada, junto da qual se destacava a
alta eatatua >io principe.
A alguna passos d'alli, por traz da porta
septentrional da igreja Saint-Maglouo es-
tava um outro grupo.
O confessor da Sra. princeza de Gen-
zaga tinha chegado ao palacio.
Aurora, sempre de joelbos, pareca urna
daquellas estatua de anjos que choram so-
bre os tmulos.
Cocardasse e Pussepoil, immoveis, coa-
serva va m-ae p, com a espada na mSo,
nos dous lados da porta; Chaverny e D.
Cruz con versa vam em vos baixa.
Urna ou duas vezes Cocardassa e Pas-
sepol julgarara ouvir raidos suspeitos no
cemiterio. Tinham ambos boa vista, e no
entretanto as olhos pregados no postigo, na*
da poderam ver. A capella fnebre os se-,
parava da emboscada. A lampada perpe-
tua que arda dante do tmulo do ultimo
duque de Nevers illumnava o interior da
abobada e raergulhava em urna escuridZo
profunda os objectos.
De repente, entretanto, os nossos dous
bravos estremeceram, Chaverny e D. Croa
deixarara de fallar.
Mara, mai de Deas pronaacioa
d8tinctamente Aurora, tem compaixSo
d'elle I
Um ruido in xplcael, mas muito pr-
ximo, despertara os vidos atientes. E'
que na moita a nossa emboscada acabava
de mover-se.
Peyrolles, com olhoB fixos sobre a ja-
nella'da grande sala, disse :
AttenjSo, moas senhores !
(Continuar-se-ha.)
Typ. do Diario roa Doane Carias a. 4%
.1

*
Si
) y


r
MOTILADO
~