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Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
newspaper ( marcgt )
newspaper ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
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Resource Identifier:
002044160 ( ALEPH )
AKN2060 ( NOTIS )
45907853 ( OCLC )

Full Text
IB
AIIG LIIJI JOiaUfl 7o
PARA 4 CAPIAI 13 MAB OSfOR A PAfiA PORTE
Por tre mezes adiantados............... *0OOO
Por seis ditos idem................ 3*?
Por um anuo idean..............- 23O0U
Cada numero avulso, do mesooo dia............ 100
EkM 3 DE AML E
D
-----------------,------------' -----------------------r-----------------------------------------------
PARA IIEKTRO E PORA DA PROVIMCIA
Por seis neses adiantados............... J 13(5500
Por nove ditos idem................. 20(5000
Por um anno idem.........,......... 270100
Cada numero avulso, de das anteriores........... 100
$)r0prie!>al>* te JRaiwel Jigurira t>t Jara Silbos
O Sr. Aifioilo 2*rlnee t C.
de Pars, sff-j os nossos agentes
exehi-ivos de .anuncios e pu-
blicacoos n franca e Ingla-
terra
TELEGRAMAS

t
4j
V

'
SSB7I5: PABTiaLaS SO 2IAEIC
PARAHYBA, 2 de Abril, tarde.
Aqui cbegoo do norte o paquete
nacional CEARA", que segu para o
ni.
:zz::$ s f2sz. un:
(Espacial para o Diario)
MONTEVIDEO, 2 de Abril.
acba.se ladlapOMto actualmente o
residente da repblica.- general D.
Mximo Tajes.
LONDRES, 2 de Abril.
annuncla ne que bou te nma nova
tentativa o Imperador da Buaala. porn sem
resultado.
Agencia Havas, lial em Pemambuco,
2 de Abril de 1887.
INSTRCCiO POPULAR
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
PARTE QUARTA
FOBaVLtRIO TaRlBAPELT.CO
Cataplasmas
Cataplasma de farinha de mandioca ou cata-
plasma americana
(Conciusao)
'muito empregada cono um pouco excitante
(por jxemplo, no farunetrioa).
Cataplasmas saturnina, ou do milo de pao feita
em agua de vegeto (agua vegeto mineral)
Milo de pao............... 100 grammas
Agua...................... 390
Soluto de sub-acetatode chum-
bo (agua vegeto mineral) 10
Ferve-se o pao na agua, passa-se atraves de
um tamir, e iunta-se-lbe o s iluto.
' um meio resolutivo muito empregado.
Purgante*
82o tirados de clttsses diversas de medicamentos.
Os mais vulgares, sao os seguiutes :
O oleo de ricinos (oleo de mamona) que para
nma pesaoa adalta purgante na dse de 30 a 40
grammas.
As dses devem-te graduar segundo as idades.
Assim, para ama cranos at um anno, urna colber
(das de cha) liasta s vexes para produsir o effeito
purgativo.
O oleo de ricinos d-se ou s ou misturado com
caf, com caldo, etc.
Um purgante aimplea e econmico o- chamado
purgante de sal amargo. Pde-se obter dissol-
venda i_
Sulpbato de mmjnesia....... 30 grammas
em -
Agua comm un............. 200
A limonada de cttrxto agneaia taz-se tomando :
Acido citric >............... 50 grammas
Magnesia al b*.............. 30
Xarope de casca de limo.... <5
Agua...................... 350
Dissolve-se o acido na agua, junta-se a magne-
sia ; e quando o liquido estirer transparente, ad-
diciona-se o jaropa e fltra-se.
Vende-ae as pharnmcias o citrato de magnesia
ji preparado ; c com elle obtem-se fcilmente um
purgante, diaaolveodo 40 a 50 grammas d'ease sal
em meio litro de agua, deixando repouaar algumas
horas.
Toma-se em duas veses com nm pequeo nter-
vatio,
Clystels ou naziubas
O clystel commum vulgarissimo. Deve ser
aisim formado :
C'hloretode aodio (sal commum 15 grammas
Aseite..................... 30 t
Agua.......~............. 300
Dissolve-se o sal na aguae junta-se-lh'o aseite.
Clystel de amido e ludano
Amido..................... 2 grammas
Agua...................... 200
Ludano de Sydenham...... 10 gottss
Ferve-se por cinco minutos o amido na agua e
junta-se o landano.
' usado como meio de fazer parar a dvarrha.
Limonadas temperantes
Limonada ds vinagra ou actica
Vinagre................... 50 grammas
Asnear granuloso....... 30
Agua...................... 420
Dissolva e filtre
Limonada ctrica
Acido eitrico.............. 15 decigrammas
Assucar granuloso... 30 grammas
Agua.................... 470
Dissolva e filtre.
sH""
JARTE 0FFIC1AI
Malsterio do Imperio
Per decreto de 14 de Margo, foi o teneuti-co-
rtmel Joaqaim Ribeiro de Avellar agraciado con
o titulo de Visconde de Ub com grandeaa.
Por despachos de 26 de Fevereiro ultimo e
19 de Marco .
Fot oomeado senador do imperio pela provincia
da S. Paulo o conselheiro Antonio da Silva Pra-
do.
Foram agraciados com os ttulos de :
Bario de Aracaty, o ministro do Supremo Tri-
bunal de Jnica conselheiro Jos Pereira da Grs-
ea, em attencio a relevantes servites prestados
s Estado.
Barao de Jary, o ministro do mesaso tribunal
conaelheiro Joao Baptista Gon$alves Campos, pe-
ln relevantes servi^ a prestados ao Estado e a
humanidade.
Barao de Meneaos, o Dr. Balduino Joaquim de
Weni.'zes, em atieocao ao relevante servico que
acaba de prestar a Associaci? Promotora dalus-
truccao.
Foram tambein agraciados com os segaintes
graos do ordeui da Rjsa :
Commcndador. Camille Flammariun;
Official. o Dr. Tarquinio Brasileiro Lopes, pe-
los relevantes servicos prestados humanidade
no exercicio de aua profiaso.
Ministerio da Pazenda
Foram nouieadoa : 2 eacriptnrario da A'f nde-
ea de Beltn Domingos G.iatao Uittencourt. pra-
ticante, Urquiza Nina.
Foi nomeado thesoureiro da Alfandega do
Recife, Florencio Dominguea da Silva.
Foi nomeado Fabio de Albuquerque Gama
pagador da Thesourari de Fasenda de Pernam-
buco.
ministerio da sfustiea
Por decretos de 26 de Fevereiro ultimo:
Foi aposentado, a pedido, o conselheiro
Jos Pereira da Grafa, no lagar de minis-
tro do Supremo Tribunal de Justica, com
todos 03 vaecimentos nos termos do art.
1. do decreto n. 3,300 de 9 de Outubro
ultimo.
Foi declarado, sem effeito o decreto de
19 de Janeiro ultimo que nomeou o desern-
bargador da RelacSo de Porto-Alogre, Joe
de A'auj > Brusque para o lugar de procu-
rador da corda, soberana e fazeuda na-
cional da rnesma Relagao, visto nao ter
aceit do a nomeacSo.
Foi removido o juiz de direito Barao de
S. Domingos da comarca de S. Fidelis, de
2* cntrancia, na provincia do Rio de Ja-
neiro, para a de Santos, de 3.1 entrancia,
na de S. Paulo.
Foi reconduzido o bacharel Francisco
Ferreira de Nevaes no lugar de juiz mu-
nicipal e de orphos do termo de Capivary,
na provincia do Rio de Janeiro.
Por decretos de 19 de Marco :
Foram exonerados, a pedido, os juizes
municipaes e de orphaos :
Bacharel Jos Gervasio Benevides de
Queiroz Carreira, do termo de Sste La-
g .a, na provincia de Moas-Geraes ;
Bacbarel Ambrosio Cavalcanti de Gus-
mao Lyra, do de Sapucaia, na do Rio de
Janeiro ;
Foi removido, a pedido, o juiz munici-
pal e de orpbaos Joaquim Eduardo de
Avellar Braudo, do termo de Itabira, na
provincia de Minas Goraes, para o de Sa-
pucaia na do Rio de Janeiro.
Foram nameados juizes municipaes e de
orpbaos ".
Do termo (de S. Joao Baptista do Rio
Verde, na provincia de S. Paulo, o ba-
cbarel Joaquim Rodrigues Villares.
Do de Sete LagGas, na de Miaas-Geraes,
o bacbarel Feliciano Duarte Penido.
Do de juiz de Fura, na mesma provin-
cia, o bacbarel Adeodato de Andrade Bo-
telho.
Do de Itabira, na 'mesma provincia, o
bacbarel Pacifico Gomes de Oliveira Lima.
Do de Bomfim, na de Goyaz, o bacba-
rel Franciaco Accioli Lias.
Fez-se merc da serventa vitalicia dos
officios :
De escnvlo do jury e execujijs crimi-
naes do termo de S. Bento, na provincia
de Pemambuco a Manoel Goncalves de
Siqueira. .
De l.o tabelliao do publico judicial e no-
tas e escrivo de orpbaos e da provedoria
de capellas e residuos do termo do Palma-
res, na provincia de Pemambuco, a Ur
sino Teixeira de Barros, nomeado p?lo res-
pectivo presidente para servir provisoria-
mente na forma dr lei.
Foram exonerados a pedido :
Dos termos de Sautarm e Franca, na
provincia do Para, o bacharel Turiano
Lios Meira de Vasoonceltos; do de Alem-
quer, na mesma provincia, o bacbarel Ar-
lindo Francisco Nogueira ; do de Monte-
Alto, na Baha, o bacharel Luiz Antonio
Vieira.
Foi removido, a pedido, do termo do
Rosario do Cattete, para oa de Santo Ama-
ro e Maroim, na provincia de Sergipe, o
bacbarel Jos de Aguiar Botto de Barros.
Foi reconduzido no termo de S. Jos
das Cjazeiras, na provincia do Maranho,
o bacbarel Jos Teixeira Filbo.
Foram nomeados: para o termo de Cin-
tra, na provincia do Para, o bacharel Luiz
Jos Pereira Siraos; para os de Santa-
rm e Franca, na mesma provincia, o ba-
cbarel Silvano Correia de Oliveira Andra-
de ; para o de Allantara, na do Mara-
nho, o bacharel Arthur Bezerra de Me-
nezes, fieando sem effeito o decreto de 19
de Fevereiro ultimo, que o nomeou para
igual cargo de juiz municipal e de orpbaos
no termo de Picos, na mesma proviucia ;
para o de Pombal na da Babia, o bacha-
rel Luiz Antonio Vieira ; para o de Xri-
riea, na de S. Paulo, o bacharel Luiz Por-
to Moretzsohn de Castro.
Foram nomeados na guarda nacio-
nal : o capitn Juvencio Ramos de AragSo
para o post de tenente-coronel comman-
dante do batalhao de infantaria n. 26, da
comarca de Porto de.Moz, na provincia do
Para; o capitao Joaquim Rodrigues Bentes
para o posto de coronel commandante su-
perior da comai ca de Obi lis, na referida
provincia.
Ministerio da Mariana
Por decreto de 19 de Marco :
Foi reformado o 1 tenente da armada Jos Joa-
quina da Fooaeca Lesaa, por soffre de molestia
carn i c e iacuravel
Paran promovidos :
A 9* tenante da armada o guards-mariuha Ar-
thur ansas de Barros Cobra.
. A giio de divisa* o 1* cwgiao da armada
Dr. Sympbronio Olympio Alvares Coelho e a 1"
cirurgio o 2 Dr. Joaquim Diaa Larangeira, am-
bos por aotiguidade.
Concedeu-ao ao 2 c'rnrgia da armada Dr.
Henrique Alves de Cerqueira Liara demissao do
servido, conforme pedio.
Ministerio da (aterra
Por portara de 19 da Marco foi nomeado o ca-
pitao do corpo do estado-maior de artilhari i Joo
Teixeira Maia para o lugar de encarrgado das
obras militares da provincia do Espirito-Santo.
Foram reformados: de onformidade cima
primeira parte do| 1 do art. 9' da lei n. 648 de
18 de igosto ae 182, visto terem sido julgados
iocapazes do aerviyo do exercito, em inspeccao de
saade a que foram submettidos, o capitao da com-
panhia de infantaria da provincia de Sergipe
Frsncelino Leal Gomes e o alferes aggregado
mesma arma Innocencio Antonio de Lemos, com
sold dobrado de voluntario, nos termos da ultima
parte do art. 10 do decreto n. 3,37) de 7 de Janeiro
de lb65, o cabo de esquadra do extincto 41" corpo
de voluntarios da patria Jos Mathias de Santa
Anna, por se haver mutilisado para o servico do
exercito, em consequencia de ferimentoa recebidos
em combate de accordo com a primeira parte do
1 do art. 9' da lei n. 648 de 18 de Agosto de
1852, o alferea Joaquim Garrocbo de Brito, visto
acbar-se aggregado arma de infantaria ba mais
de um anno, e ter sido julgado incapaz do servico
do exercito em nova inspeccao de saude a que foi
submettido.
Foi mandado reverter 1 classe do exer-
cito o tenente aggregado arma de intentara
Alfredo Ferreira Mans, em nova inspeccao de
sande julgado prompto para o servico do mesmo
exereito.
Foram transferidos de um para outros cor
pos das tres armas do exercito os seguintes offi-
ciaes :
Artilbaria : para o corpo de estado-maior, o ma
jor do 1 ba^lhaVo Firmino Prea Ferreira ; para
o 1 batalhao, o rn ijor do corpo de estado-maior
Antonio ba Bocha Bezerra Cavalcante.
Cavallara: para a 4 companhia do 4o regi-
ment, o capitao do 3o regiment Carloa da Fon-
toura Barret '. para o 3" regiment, o a'ferts do
Io Guilhenne Augusto da Silva, e para o 4 o al-
feres tambemdo 1 Cicero de Britto Gslv&o.
Infantera: para a 6.' companhia do 10' bata-
lhao, o capitao do 4' Francisco Luiz Moieira J-
nior; para o commando do 11* batalhao, o tenente-
coronel oommondante do 17 Carlos Frederico da
Rocha; para a 3' companhia do 12 batalhao, o
capitao do 5 Arthur Osear de Andrade Guima-
rSes; para a 4 companhia do 13 batalhao o ca-
pitao do 21 Franciaco de Paula Andrade ; para
o coinmando do .17 batalhao o coronel comman-
dante do 11 Joao Nepoinuceno di Silva; p ra
companhia da provincia de Sergipe o capitao do
13" batalhao Victorino dos Santos Silva; para o
18* o alferea do 10 Mystaristides Fortuna.
Foram reformados, nos termos da 1 parte do
1 do art. 9 da lei n. 648 de 18 de Agosto do
1852, o tenente Juvencio Zubaian e o alferes Ar-
thur de Lemos, visto acharem-se aggregados ha
mais de um anno, o primeiro arma de infante-
ra e o segundo de cavallaria, e tertm sido jul-
gados incapaces do servico do exercito em nova
inspeccao a que foram submettido
Foi transferido para a 2* classe do exercito,
de conformidade com a imperial resoluto de 1 de
Abril de 1871, o 2* cirurgio do corpo de saude do
mesmo exercito Dr. Jos Antonio Ribeiro de Araujo,
ficando Hggregado ao corpo a que pertence, visto
ter sido julgado incapaz de servico em inspeccao
de saude a que f >i submettido.
' 'onced.'u-ge troca de corpos entre si aos ca-
pitaes Luiz Felippe Fernandes Cuyabano e Ole-
gario Antonio de Sampaio, este do 19* batalhao de
ufanteria e aquelle do 21*.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 1 DE
AB8IL DE 1887
Tenente Antonio Joaquim do Nascimen-
to Birros.Ioioiuie o Sr. commandante
superior da guarda nacional de Palmares e
Barreiros, tendo em vista o art. 11 das
inBtruccSes annexas ao decreto n. 3,496
de 8 de Julbu de 1865.
Antonio da Silva Ramos. Informe o S.r.
inspector da Thesouraria de Fazenda.
Companhia Pejnambucana.NSo haven-
do crdito na lei do ornamento vigente pa-
ra ter lugar o pagamento requerido, sub-
metto nesta data deliberado da Assem-
bli Legislativa Provincial e mesmo paga-
mento* com exclusivo das passagens conce-
didas ao bacharel Jos Faustino Caval-
cante de Albuquerque, as quaes sao parti-
culares.
Domingos da Silva Torres. Informe o
Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Major Emigdio Francisco de riouza Ma-
galhaes. Forneca-se.
Henrique Vianna da Paz. Informe o
Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Major Justino Rodrigues da Silveira.
Foraeca-se.
O mesmo.dem.
Joaquim Ferreira dos Santos.Informe
o Sr. juiz municipal do termo de 5.
Bsnto.
Joao Baptista da Rosa.Declaro o sup-
plicante a data de seu julgamento.
Joaquim Martins de Moura. dem.
Joaquim Mrinho Borges. Em vista
das infornagoes nada ha que deferir.
Miguel Ribeiro Pavao. -Aguarde o cr-
dito solicitado pela Thesouraria de Fazen-
da para o pagamento do supplicanto.
Miguel Valverd Fernandes.Sim, me-
diante recibo.
Secretaria da presidencia de Pemam-
buco em 2 de Abril de 1887.
O porteiro
Francelino Chacn.
Repartidlo da Folela
Seccao 2.'N. 318.Secretaria da Po
iicia de Pemambuco, 2 de Abril de
18S7.- Illm. e Exm. Sr.Participo a
V. Exc. que foram hontem recolhidos
Casa do Detenjao os seguintes individuos:
A' uinha ordem, Pedro Francisco Ceci-
lano, conhecido por Podro Catarino, viudo
do Rio Formoso.
A' ordem do subdelegado do Rcita,
Ricurdo GuimaraeS, por disturbios.
A' ordem do de Santo Antonio, Firmi-
uo Pereira, psr embriaguez e disturbios,
e Girio Antonio dos Santos, por distur-
bios.
A' ordem do do Io districto de S. Jos,
Liniolpbo, escravo de Jos Germano, por
disturbios.
No lugar Paticos, diatricto de Cafcoeira
do terme do Bonito, no da 26 da raez
prximo findo, pelas 8 horas da noite,
Franoisjo Bertino, Jos Germana, Fran
cisco Ignacio e Jos Bdrtino travaram se
de Razhs, do que resultou sahirem gra
vemente feridos Francisco Brtino, com
urna facada e Jos Germano com um tiro.
O subdelegado respectivo tomando co
nhecimento do facto, abri o competente
inquarito e fez delle remessa ao Dr. juiz
municipal do termo
Os delinqqeotes foram presos.
Na mssma data o referido subdelegado
comiuunicou-me que, no engenho Limei
ra daquelle districto, tendo Isidoro de
tal trapado em urna inangueira, aconteneu
cabir, precipitando-se sobro um rochedo,
do quo produzio a morte instantnea.
Abrio-se o co.npatenta inquerito sobra o
facto.
CommuDcou-me o subdelegado do 2o
districto do S. Jos, que hoje, plas 9 1[2
horas da raanha, na casa n. 139 da ra
Vidal de Negreiros, do mesmo districto, An-
tonio de Rouza Gangel, msico da 2o bala-
lho de infantaria armado de faca c ccete,
foi a.referida casa onde mora seu cunhado
Antonio de Souza Fontns, tambein msico
do meamo batalhao, e aiii chegando, bate
na porta e chama por Fontes, que ao ap-
parecer, inesperadamente aggredido e
espaneado, travando-se entao entre elles
reuhida luta que terminou pela morte de
Rangel.
Ao lugar do conflicto, que fio a prximo
do quartel daquelle batalhao, compareceu
urna forca do mesmo batalhao que con-
duzio preso o delinquente, que sabio ferido
na luta, e bem assim o fall :cido para o
hospital militar.
O referida subdelegado tomou conheci-
mento do facto e abri inqaerito sobro
elle.
Participou-me o cidadaa Antonio Dias
Alves da Silva, em offlcio datado de 31
do mez paseado, ter assumido o exercicio
do cargo de delegado do termo de Ga-
melleira na qualidade de l" supplente.
Deus gurde a V. Exc. Illui. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe de
polieia, Antonio Domingos Pinto.
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DA 2 DE ABRIL DE
1887
Autonio Moreira Reis, Francisco de
Mello Braga, capitaes do patacho Rival e
da barca Lavinia, e offi.-io do Dr. 1* se-
cretario da Assembla, do engenheiro che-
fe da Repartico das Obras Publicas e do
Dr. director da Escola Normal. Informe
o Sr. contador.
Paulo Ribeiro & C. -Certifique-se.
Manoel Jeronymo da Costa Uch6a. De-
ferido, sendo entregues estes papis ao
supplicante.
Coutas do thesoureiro das Obras Publi-
cas, e officio do Dr. procurador dos feitos.
Haja vista o Sr Dr. procurador fis
cal.
Souza Nogueira & C. -Informe o Sr.
Dr. administrador do Consulado.
Pret e folhas da guarda cvica Exami-
nen!-se.
Pontos da Casa de Detengao e da En-
cola Normal.ao Sr. pagador para os de-
vidos fias.
Mariano Marques Ferreira e Jaliua
Margarida de Oliveira Cardoso Ao con-
sulado para attender.
Prets e folhas da guarda citica.Pa-
gue-se.
Inspectora ge ral da las trueca
Publica
DESPACHOS DO DA 31 DE MARCO DE
1887
Antonio Juvino da Fonssca, profsssor
publico Eacaminhe-se.
Mara da Natividade Ferreira, profea
sota publica. Encaminhe-se.
Jos Alves de Souza Bandeira, profes-
sor publico. Cumpra-se e registre-se.
Parecer da 1* secc3o do coDselho lute-
ranoPela secretaria satisfaca-se a requsi-
oito supra quanto aos 1' e 2a quesitos.
Quanto ao 3-, office-se ao D. L. (art. 3
3 do R-g.) para que organise e enve a esta
reparticAo o arrolamento de que trata o
art. 38.
1 DE ABRIL
Mara do Liuramento Nonato, protesso-
ra publica. Prejudicada em vista da de
cisilo da presidencia da provincia de 29 de
Marco findo.
Secretaria da inatrucgSo publica de Per-
nambuco, 2 de Margo de 1887.
J. Augusto de Mello-
DIARIO DE PERSASBCO
Retrospecto poltico de isMtl
BRAZIL
(CotUmuacao)
Comerou o anuo poltico da nosaa nacionali-
dade pela eleifo para deputados geraes, reali-
sada cm todo o imperio no da 15 de Janeiro.
Essa eleico, primeira da situago recenlemente
chamada ao poder, deu grande maioria na c-
mara ao partido conservador. A victoria go-
-vornista foi de tal modo exterisa, que o Paiz.
jornal da corle, dando noticia do resultado do
suffrugio. escreveu o segninte :
Pelas noticias que temos, parece que o par-
tido liberal desappareceu da superficie da trra,
queremos dizer, da superficie da poltica. Onde
uio se ubsteve em massa, dcixando de ofTerecer
ao governo reistencia e portante servindo lud-
reotamente a causa dos adrersanos, desUoxou
i contingentes para reforjo das candidaturas de
alguns dos seus contrarios.
Foi assiiu que ainda nos districtos onde at
ha pouco era preponderante a maioria do par-
tido liberal, pela renuncia ao voto, deixaram
os membros d'esse partido que a-minora ficasse
victoriosa. Esse symploma grave por qual-
quer dos aspectos que elle seja considerado.
Protesto ou indifferengaa attestago solemne
da morte de um grande partido um facto de
grande alcance poltico cujas consequencias mais
cedo ou mais tarde se pronunciaro fatalmente.
A Gazeta de Noticius, sob o titulo Cousas Po-
lticas adiando que o governo levou longe de
mais o seu triumpho, attribuio-o aos sentimentos
instinctivamente Iconservadores |dc urna parti-
do paiz, que acha preferivel manter o tttu quo
actual do que lancar-se ao aventuroso das refor-
mas impensadas; ao censo demasiadamente
elevado, que entrega as urnas is classes onde
naturalmente ha mais adeptos do conservatori.s-
mo a todo o transe; ao auxilio preslado ao go-
verno peto grande estado-maior do funccinalis-
rao, bem como a completa desorganisaco de
partido liberal, cujos chefes riem na capital do
imperio quizeram mostrar a forca poltica de
que porventura podessem dispr.
' Quantp a nos, se nos fosse permiltido ultra-
passar, nesta parte do Retrospecto, os limites de
urna simples narrativa dos acontecimeutos pol-
ticos annuaes, diriamos que a victoria cleitoral
de qualquer dos nessos parlldos constitucioiiaes
no poder apenas urna resultante da falta de
opinio publica, da ignorancia de urna grande
parte da populagao nacional acerca dos negocios
do estado, e sobretudo da massa fluctuante de
pretendentes que acompanham de modo inva-
riavel a cada um dos partidos que entram alter-
nadamente na confianza da corda. Cora taes fa-
ctores toa a reforma da legislarlo eleitoral
palpitanieiiiante improficua, e a representayo
das minoras tuna burla como outras da meta-
physica constitucional.
Em vista da coasider^vel vanlagem Jale-angada
pelos conservadores sobre\os seus adversarios
no pleito eleitoral, era licito pensar que a ven-
licaco de poderes correase menos terape.ituosa
do que em epocbas anteriores.
Nao aconteceu, infelizmente, assim. As re-
presalias appareceram, e anda um j. vez o ^aiz
teve o espectculo pouco edificante de urna cd-
maia quasi unnime entregue ao inglorio t raba-
lio de inulilisar alguns diplomas reputados le-
gtimamente conquistados.
Nao queremos indagar se nessas nutihsaces
foi una ou outra vez respeitada a legalidade : o
que podemos alrmar, todava, que est de-
monstrado pela mais constante practica que as
corporaces polticas, de ordinario fillias da ca
bala, no podem ser juizes imparciaes e serios
em questes que alTectam a sua propria organi-
sago. E' violar por inleiro os principios da
mais elementar jurisprudencia admittir que possa
alguem ser juiz e parte ao mesmo tempo. Se a
cmara do* deputados ha de gozar sempre da
estranha faculdade de dar ou tirar diplomas ; se
a verdadeira eleigo, a eleicao definitiva e valida,
se ha de fazer no parlamento, ento poupe-se
desde j aos cidados o trabalho inuill de exer-
cereo; um direito ou urna tunceo, livrando-se
por igual o paiz das scenas de brutalidade e
sangue que, como a ultima de S. Jos de Tocan"
tins e lantas outras, raancham os annaes da nossa
hisloria poltica.
Emquanto se nao reuniam as cmaras, cujas
discusses sao s vezes funestas toda a aeco
governativa, procurou o Sr. Belisario envidaros
mximos esforcos para melhorar a m situaco
das (nangas nacionaes. E nesse louvavcl in-
tuito, usando da faculdade conferida ao governo
pelo art. 2." nico, e art. 10 das leis de 3 de
Setembro de 1884, ns. 3,229 e 3,230. realisnu
em Fevereiro um empreslimo externo de seis
milhes de libras esterlinas, e em Abril um in-
terno de cincuenta mil contos de ris com o fim
de consolidar a divida fluctuante e occorrer s
despezas de varios crditos extraordinarios. 0
primeiro desses emprestimos foi efectuauo em
Londres directamente com a casa Rothscliilds,
sendo posteriormente expedido ao delegado do
Tliesouro n'aquella cidade os necessarios pode
res para assignar o contracto preliminar, a apo-
lice geral e os bunds.
Segundo o ultimo roiatono do Sr. ministro da
fazenda, no momento em que se niciou a nego-
ciago, co'avam-se n'aquella praga os fundos
brazileiros de S /4 de.97 a 98 e os de 43'.'2 de 8o
a 86 Os segundos, porem. nao eram tao fcil-
mente recebidos pelo publico, acuavam-se abaixo
da taxa da subscringo, que havia sido de 89,
havendo offertas d'elles em nao pequeas som-
mas. Os agentes flnanceiros do Brazil a-com-
mendaram a emissao de ttulos de 5 /, ao prtco
de 92 1/2, com as clausulas dos dous ltimos
emprestimos de 1875 e 1883, com excepg.o do
sello, que tinha sido augmentado na Gr-Breta-
nha. Mas essa taxa anda nao parecen vanta-
josa ao governo por se dar mu notavel desvio
entre ella e a rotago. Estudando novamente
as circumstancias do mercado, foi possivel ao
Sr. miaistro da fazcada lanrar o emyrostimo a
9o. o que foi devido tanto ao conceite e crdito
de que goza o paiz no estrangeiro como ao ta-
lento e habilidaee, com que foi dirigida a opera-
gao, a qual obtuve o metlior xito, sendo sub-
scripta rpidamente muito Mea da quantia pe-
dida.
ltenlas as disposiges dos mercados iogli
dtz ainda orelatorio, no haveria diffkuldade em
obter na Europa toda a importancia de que o
governo precisara : pareced porm a. este ser
maiconveaieuh? operar simultneamente den'.r


e foia do imperio j para verificar a possibili-:
dade da couversao dos ttulos de B%, j para
evitar grandes oscillagOes na taxa do cambio e
attenuar, conseguinlemente, futuros prejuizos do
estado e dos particulares, {jr. empreslimo ex.
terno de proporgGes maiores que o reajisado nao
poderia ficar em coma rorrente em Londres com
apphcago aos gastos que o governo brasileiro
all obrigado a fazer, em quanto o Thesouro
josse empregando, no resgate de seus bilhetes.
e no pagamento de suas dividas ao Banco ds
Brazil, as sommas que habitualmente remette
para a Europa. Seria terroso mover fund/*s, im
portando ouro ou saceando lettras, o que mot
varia indubitavelmente rpida ele vago das,laxas
do cambio, alterando de sbito as leis que re
gulao as transaeges do Brazil comas pragas es
trangeiras por meio artificale pouco duradouro.
Emquanto o Thesouro tivesse cambiaos para
negociar ou o mercado moeda metlica para re-
exportar, os altos pregos se manterio : mas
como os capitaes emprestados viriao a exgottar-
se. cedo voltaria o cambio ao seu ponto de par-
tida se nao descesse cada vez mais at ao nivel
que o conjucio de causas influente; houvesse de
estabelccer. E como o fim a que se propunha o
Sr. ministro de fazenda consisti nao s em al-,
iiviar o Thesouro do peso da-divida lluctuaute-
mas em promover a subida mais natural do cam-
bio, resolveu S. Exc. nao prover-se uuicamente
no estrangeiro de Iodos os recursos necessarios
s nossas circumstancias linanceiras.
0 empreslimo iulerno foi feito por cmisso de
apolices de l:000000e de 500^000, vencendo
furo de 5 /0 ao anno, pagos semestralmente, a
contar do Io de Janeiro. Encarregou-se da ernis-'
sao o Banco do Brazil, mediante as seguintes
condiges do contracto que para isso fez com o
governo.
1.a A taxa da eraisso seria de 9a'/2 %, e o
pagamento realisado em cinco prestages, a
saber :
lOO^oOO no acto da subscrieao.
1502000 no 1" de Juulio.
2002000 em 2 de Agosto.
2505000 no 1" de Setembro.
2552000 em 3 de Novembro.
Os bilhetes do Thesouro e as lettras dos ban-
cos de depsitos da praga do Rio de Janeiro se
rio recebidos em pagamento, mediante descont
quafrdfloli^8Sefl}^fMdos. Os subscripje-
res terio o direito de satlsfazer nfec|p3d6mente
as entradas abonando-se-lhes o premio corres-
pondente de 5 % ao anno. Aos subscriptores de
cinco mil contos far-se-ia o abatimento de 0,2%;
aos de dez mil contos o de 0,4%; e aos d vinte
mil contos o de 0,8% sobre o valor nominal dos
ttulos.
2 0 Banco obrigava-se a ficar com as apoli-
ees que nao fossem subscriptas, na concurren-
cia do cincoenta mil contos nominaes, fazendo
as entradas as datas marcadas para os subs-
criptores, com o mesmo direilo no caso de ante-
cipago-
3, 0 Banco entregara ao Thesouro os bilhetes
que fossem sendo recebidos, e acreaital-o-a pela
Isomma que arrecadasse era lettras dos outros
bancos de deposito c cm dinheiro. proveniente
e dos ttulos e do redesconto dos bilhetes.
4.a O governo pagara ao Banco '/s % das
sommas subscriptas e 2,4../ da quantia com que
ficasse, nos termos da 2." oondigfio.
0 Banco do Brazil, porm, nao ficou com
quanlia algumadaemisso, porquanto tendo sido
a subscrieao para o empreslimo aberla no dia 11
de Abril, s 11 horas da manh. j s 2 da|tarde
do mesmo dia os cincoenta mil contos estavan
subscriptos.
ante essa abundancia de capitaes disponivei*
e sempre dispostos a empregarem-se egostica-
mente na acquisigo de um juro mdico, insigni
ficante mesmo, mas certo e sem o trabalho e ris-
cos de umaapplicago industrial, entendeu O'Sr,
ministro da fazenda e quanto a nos perfeitam'ente
que tinha chegado o ensejo de realisar a conver-
so das apolices na forma autonsada pelo art,
7.- da lei 3229 de 3 de Setembro de 1884. Para
ssefjm pubhcou-se o decreto de 17 de Abril, que
foi acora pan hado das Instrucges da mesma data
Quanto aos emprestimos. externo e interno,
disse o iornal do Commercio que, dada a"conve-
niencia e opportunidade d'elles, exiga a lealdade
que se felicitas.se o Sr. ministro de fazenda pete
modo porque o realisou : quer consideremos
a operago nos pontrs capitaes, quer nos por-
menores, na dispensa de intermediarios, na re-
duego das eommisses, quer e encaremos .como
operago linanceira, quer atindanlos aes seus
efjvitos moraes e polticos. E accrcscenrava :
0 empreslimo interno de 50:000 conlos foi
langado com algumu audacia justicada abas pelo
resultado obtido. Mais de um ministro da fazen-
da recuou diauto do recete de fazer euiis6p de
apoIi'*es com juro reduzuio ou deixu passar a
rjccasio opportuna de reaUzal-a. Era geral
ntreos nossos banqueiros e capitalistas acon-
viego de que um empreslimo do typo poderia ser a acceito scno a proco inferior a 9,
Realisado a 95'/;- ou com as reilurees justas
cima de 92, o empreslimo interno foi operag#
lisongeira para o thesouro nacional, e nao ag-
giT.vou nem (evemente o nosso mercado moneta-
rio. A 'lvida fluctuante, exigivel eai occasio
jalv-:/a mais critica, j,i n,":o assusia o Theouror
nem Iraz approhensivos o^
Pelo que res|>citn conversa^ do- apolices, nao
pi o mcsihojornal tao p .Ionios ao Sr.
ministro da lleuda. Noombaleiulo n medida
Uta si, poi- une eta j se acliava aulorisada por
lei. combaten, cuintudo. a legilimi lade de sua
rcaiisafittO pniti o se tor-
nara tergada de lacio, -osando devora ter sido
voluntaria pela '-"ncesiode um pra/.o sufScien
*
T
MUTIIADO
"V


I^H
Diario Ato fernambucoDomingo 3 de Abril de 1887
I
para que oa possuidorrs de apolices, quer dentro
quer fra do imperio, podessem nsar da opgo
que o decreto Ibes faculiava. Este dispunim que
logoquea reclamagrio para o recrbiuieuto da
niportancia da apolice f'osse aprcsentada, cessa-
ia o direito de traasferoucia, contiuuaudo a
otilados os respectivos juros ale q da do
jale.
Era vista dessa dUposaur^anentSM a in-
dicada follia-opossuidor da apolice nao podera
dispor d'clla, nao podera ineaao caucional-a, se
precisar de dinheiro, pois a caucho sempre se
taz sob forma do transferencia ; e isto por tempo
'ndeterniinado, visto como o resgate, nos termos
do decreto, se faria por series e mediante sor-
teio, processo este que tanto poderia reahsar-se
.111 i como em 20 ou 50 annos.
O governo nao se obliga a praso: mmo-
bilisa a apolice n;is niaos do pssuidor e mais
nada- Ora, nestas circumstauciae, baver al-
ucm que reclame o embolso f Eis porque di-
zemos que. inculcadamente voluntaria, a con-
verso de fado se tornou l'orgada.
Pareceu anda ao Jornal do Contmerro que a
imm (bilisaco ila anolicc unporlava urna restric-
1,4o ao direito de"^opriedade que o estado se
obrigou solemnemente a resucitar; que era um
verdadeir* sequestro as maos do pssuidor.
quando pela lei de sua creacio as apolices foram
eipressamenlc declaradas iscntas de sequestro,
mesmo no caso de guerra, como foi tambem ex-
pVessamente garantido o direilo de preferencia,
e que o decreto tolhia indefinidamente, sem
ileterifflDayo de prazo.
O governo responden censura pelo Diario
OffirMl. Disse, em resumo, que por ser novo
me nos o "processo da conversan, era natural
(fue 6e nao conhecesse o seu mechanismo; que
os pnnos s podiain ser curtos, porque a opera-
do nao dovia ticar merc dos especuladores;
ipje a converso eslava autonsada desde 18Ri,
aguordando-sc smente opportunidade para ef-
fectual-a, e nioguem podiaignorar que ella se
laria: que talvez nenhuma operaco dessa or-
dem se tivesse annunciado com tanta anteceden-
cia : que urna vez publicado o decreto, o gover-
no telegrapbou para as provincias e para a Eu-
ropa, renielteu pulo correio a todos os munici-
pios do Io de Janeiro os precisos esclareciraen-
tos e orie^ou delegada ido Thesouro em Lon-
dres que mandasse publicar as mais mportan-
le capitaes europeas as condigoes da converso:
que nao se tinta portanto perdido tempo, ncm
poupado trabaibo para divulgar a noticia da
operaco ; que a suspcnsSo da transfeiencia nos
registros das repartices de fazenda era provi-
dencia mevitavcl e no prejudicial, porque en-
trecaudo a apolice para a conferencia e paga-
mento, o pssuidor licava con o direito salvo
de traspassar ou caucionar o titulo que recebesse
en troca a mesma apolice, como traspassaria
ou caucionara quulqucr importancia que o es-
tado I he devesse.
O Paiz foi mais severo e radical nas uas cen-
suras. Acliou que o acto do honrado ministro
tinha subvertido todos os principios da nossa
legislado civil; que creou direito novo e des-
truio direitos antigos, vibrando ao mesuro tem-
po o mais violento golpe contra o crdito publi-
co e a honra do estado. Alm disso levantou a
questo de saber em que especie de moeda se
tlfcvui fazer o resgate das apolices. se em qujo,
siTptHl: e uianitestou opinio de que dc-
via ser feito em ouro.
Este concdto foi combatido pela imprensa
-minisVrialista, a quol sustentou que as apoli-
*ce $!> podiam s*51" resgatadas com a mesma
inoeda que servio para sua compra, quando
enrfttidas; que o resgate em ouro so podena
dar-#e para os emprestimos em ouro como o de
1808, etlectuado pelo visconde^dc Itaborahy e o
de 87S pete Sr. Aflbn&o Celso.
As crticas a que atludinioseroinevituveis, e
o ministro dev'a e$peral-as. desde que a medida
da converso, posto que inspirada pelo bem
MBt, ia com ludo ofender ioteresses particula-
res, de ordinario intransigentes e pouco r sig-
nadas. O que, porni. justilira plenamente a
procedencia a operaco. o fado carecterilico
de que foi relativamente insignificante o numero
das apolices apresentadas para resgate.
(Contina.)
ficaS-
no ter
As folhas que hontem recebemos de Bag dio
noticia de ter desalado anta-kontem, pelas 4 ho-
ras da tarde, sobre aquella cidade nm temporal
forinidavel que eucheu de susto a popular a
caugou estrago aliados, na diser do Diario em
quantia approxisflada a 200:OOOJ !
A' hora inenCionadr, por entre densa escundo
a ruido eoaurdecedor, comecou a eahir etniva de
oedras do temaohe de ovoa de pomba, tocada por
terrivel vendaval, quebrando telbados e vidracas,
derribando plaaUces e ajpedindo o transite pe-
las ritas.
O paenomeno dnroa 13 minutos c Unto ba
para qne o airlos que margo im a cidade
sem coalhadoa de blocos de pedras, por entre
quaes era iuipossivel correrem as agu a*.
Oa moradoras toaia amigos dalli disent
i(i. de tamanl eatasrropbe.
Entra as caa8 que ficaram maia eatragadas,
notum-ae as doa rs. Or. JicauT rVn*. da qoal
deaabou quasi metade, teudo a fisalia aaeapado
inclume por venladeiro milagr'-; a casa* eom-
merciaea "dus Srs. Illaregui, Mano^l Martiaea,
Santayaoa, Chico Pedro 4 C Dame 4 IrmSos,
Antomu Manduca, RarcHas 4 Torre, Magalhea,
Moraes Sarniento, Olivella 4 C, Ovidio Candiota
e Pantaleao de Llano.
O mais interessante qne a tempestado nao
paasoa alm doa arredor. da liag, por qaauto
os pasSHgeiros que daqui aeguiram ao trem da
via-ferrea b disser.iin ter i-ncootrado pedras ape-
nas a meio kilmetro da eatacjto,
Em D. PetrictD, Joo Antonio, qoc conduaia nm
revolver de cinco tiros, maa carregado da orna b
bala, estava u briuear com elle, de pnreeria com
Pedro Bastos, seu amigo.
Tara cousas fea, norm, que a ara
RECIPE, DE ABRIL DE 1887
\otieias do Kio da Prata e sol
do uapero
) vapor allemao Desterro, entrado do sal hon-
tem 4 tarde, trouxe as seguintes noticias aa que
ejostaa da rubricas Parte Offici.l < Interior.
Bio da l'rnia
Datas de Buenjs- Ayn s at 17 e Montevideo
at|l)liHfrco:
CoBiiuuav :l bii.Mv gao dos indios no Chace.
No nesntco da tropa c-in ellra iji uiorl.o o leueo-
te ('iris e ferido o capiao Silva. Os sublevado0,
qae perderam dons ctciques e tiveram cnuitos m'.r-
toats feridos, uternaram-ae no matto bem arma-
dos.
Um Colono francs to: assnsinado pelos silva-
gens e sua familia feiU jiioioiieira.
O Dr. Lu'z Vrela foi aoincado aaqsabro du Su-
prema Corte de Justict da provincia.
A commissao argentina de limites das Visoes,
pattw no dia 15 d* Concorlia.
Em urna reunido de Orieutaes, celebrada a lo
em Buenos-Ayres. foi Borneada urna c-mmissao
para ir. Montevideo, afiro de Hssistir renniao
do partido coustitucional, levando plenos poderes
pura adherir ao movimento regenerador.
Fallecen no dia 13 o Dr. iluuo Elixaide.
O goveroo oriental aceitou a renuncia do minis-
tro Cuestas, e, obtido o aasentimento do senado,
nsnv "" para substituil-o o Dr. Uouzalo Itamirez.
O poder executivo aoanlloa os contractos de co-
lon9af? ci trras tiscaes e erigi qne prestasse
ocatas a sociedade Grauert 4 C, fundadora da
oaUnia Santa Tbtrea; e de:lar u c.iducj o cele
brsdo em.lBM eom Isola 4 C-, para a mjdicao do
depar^uM"110 de Cnnelonea.
Estes dons actos administrativos produziram
muito bom endito na sjopu1ac.\
A este respeito diz um t^l''grarama i xpsdido a
lti de Montevideo para Bnenus Ayres :
.nfiausa que inspira a houeo:* adminis-
faz reviver a c inuicrcio, cujna transaeces
tiem'aus^lbtadu p .alfandeg d-ir sabida aus numerosos ar-
tigos jua.alli et i pas-i ser despachados. Por isso
lugmentaran.-= o bor^s iu expediente
diario.
O aesKidrt, attendendo reclamacao da mprea-
s ia discutir opr je-.-fo da camarade represen-
tantes, derogando a lei da imprenB'i, votada nos
nltimoa das dadrainrtra';.'Io d- Santos p por vir-
tude da qnal foi ltimamente preso Luis Moocayo,
um tolbeto deoomiuadsO Padre Hes-
antor de
HUthol.
O periodieo
havido um
grapbou ao t
Fructuoso aoticion que tinha
o a guarda Oasilaira da
ia de Rivera, de que
rno tele-
iicalidade,
pedicdo Uie informsv '8 eob
A fo!h.i
qtte uina 6:i:> uimt 4* viatST
4o-n. ">' HobJ
ot mtSMiienei iS desta verdadi
Mo Grande lo Su
P3atu rf 14 do cor
do, foi o projectil euipregar se no eorpo de Bistos
que. horas depois morreo.
O delinquen te fei pcoso.
o dia 11 do correte, no Livraraento, sui-
eidou-se com um tiro de pistola, descarregado so-
bre o seio esquerdo, a Sra. D. Eulalia Pereira da
Costa, esposa de Eduardo Silva e filba do briga-
deiro Astrogildo.
A lamentavrl desgraca tuve lugar no 9* dis-
tricto de Bag, morando a victima esa om campo
timitrophe com os de sen pai, coca os da viuva
Maria Altina e os de Policarpo Barbosa.
A suicida nproveitando-se de om ssoineuto ess
que duas ascravas e seu esposo acbavanvse no
exterior da casa, laucou mao da arma e "u ma-
rido e recolhendo-se ao qnarto de dormir, tran-
cou-se e descarregou em si usa doa canos da pis
tola.
Fulleceratn : n-. capital, D. Mar das Do-
res de Castro Lopes, esposa o Sr. Ildefonso Pe
reir de Asevedo Lopes ; n S. Leopoldo, o Sr.
Gaspar Joug e em Bag, Joo Bordallo.
Santa Camarina
Datas at 19 de Marco :
L-se no Jornal do Lommercxo de 17 :
Depois de estar retido l* das na Laguna,
em razo do estado diquella peasraa barra, cou-
seguiu escapar-fe hontem o vapor HuinayL, que
aqni chegou noite.
Nao seriam de certo poucos os trans irnos
causados ao commercio pelo esUcionaasusao fur-
eido do Humayt no porto da Laguna, do quol
foi causa nico o estado da barra.
O Conservador de 16 noticia :
< Na madrugada de 12 do jrrente, o 2* to
nciitc Henrique Eugenio Sissofi, com o rebocador
Lomba, aob o seu commnodj, conseguio salvar o
hiate Am-.zade, de Cambori, que se estava per
dendo na arrebenUcao do Boaudoaro, m barr.i
de S. Francisco.
Paran
Datas at 17 de Mareo:
Sobre as causas da iaterrupcao do trafago da
estrada de trro publicarain os jomaos da capi-
tal o seguinte telegramma do engeoieiro fiscal ;'
Acaso de chegar. Tralego interromaidb nu,
serra por oito ou dez das pelo tneuos. JDesmoro-
namentos numerosos. Kilmetro 53 des/boronaram
mais de quinhi.titi-s metros cbicos,'intro da uit.
corte em caixao. Kilmetro 79 af solapado pela
base paredac, fieando linba autpensa sobre abys-
mo de mais de LO metros d altara. Admiuistra-
Cao trata de tomar providencias puro rest*.neiecer
trafego com a possivel- brevidade. Acabo do sa-
ber que a linba aoha-se interrumpida na 1* seccio
no kilmetro S. Trem nao poude seguir hoje para
ParaU'igu. :,
A populacao da cidade de Morretes stava
sob a doloroso impressao do susto occasion&do pe-
la iuyudacao qne a tcm iagellado.
Psra maior cumulo, nm dos enfermos de varo-
la que appareceu, nao pode ser recolhido ao la-
zareto, em ooneequencia do crescuxtento das aguas
que impediam a coainuuicacao.
Das pessoas que auteriormeute tinaam sido
atacadas de varala, falleceu tuna.
m. Pasito
DaUs at 26 de Mareo :
L-se no Conservador de Cuaba :
O eugenbo central de Lireua. comecar bre-
vemente a cou8tracco da liaba frrea agrcola,
que partindo de Lorena venba ter ao Pedroso, na
estrada de Loraoa a Cuuha.
Por emquauto sero apeone construidos cinco
kilmetros, sendo Os restantes 10mais tai de.
A empresa j Uispoe ue 1U vagues, uous carros
para passago.iros, dona para cargas e urna loco-
motiva, a
Escrevem de BaUtaes ao Diario de Cam-
pias i
Ha pouco tempo ebegoa aqu nm individuo
residente em Santa Rita ua Ponte AlU < m cotn-
panbia de um menor seu sobrtnhu, a queui duran
te a viagem eapaneou atrosaneate, fazendo.li-
graud O menor, que contava de 12 a 14 annos, fal-
leceu nesta cidade ao fim de poneos diai e nao
cousta que as autoridades tivosssin procedido no
oocess-jric cxaiae, para se conhecur a causa da
norte. .
As autoridadrs superiores da provincia de-
vem iatervir, a6m do ser esclarecido o caso.
Dezenove depuudos prjvineiaee assi^nar:iui
o Livro de Honra, sendo o total subscripto
l:500pl)00.
Diz o Progresso de Tatuhy qne a com -
paubia Sprocabana vai estender a sua buba ferr.'a
at aquella cidade. Vai ser lavrado o contracto da
t-mpreitada para coustruccau do leito da estrada,
du rio Soroca ba ao local escolhido para a estaco
da cidade de Tatuhy.
O jais de direito de Tatuhy proferio senten-
ca absolutoria no processo instaurado contra Af-
fous i Av.il.o >e e lpba-j| Avalloae, como passa-
dores de nickeis filaos O promutor appullou da
s:utt n-yi para o Tribunal da Relacao.
Peo jury de Csa Branca foram condemna-
dos : a seis annos de priaao, a r Qertrudea Ma
ria das Dores, aecusada de crine de morte na
pessoa de sen marido, e a 12 annos ox-escravo
Manoel, tambem Sceusade do ernae de morte.
Em Santos foi preso o lustrireo Joio Justi,
-obre quem recahem suspeitaa de ser o itssatsino
do portuguez Custodio dos Santos.
Os Srs. LeSo Cerqaeira de Irmo;, Diogo
Leite Penteado, Jos de Salles Lome, Domingos
da Costa Salles e Joaquim de Toledo Pisa e Al-
meida Jnior, tazendeiros residentes no Banha-
ro, municipio do Jah, deram liberdade a todos
os seus escravos, em numero superior a cem com
a clausula de prestaco de servicoa pelo pruso de
quitro annos.
O presidente da provincia oSrecou no dia
23, em palacio, um banquete aos deputades pru-
vinciaes conservadores.
Ni Faculdade de Direito foram examinados
nas materias do 2 anuo e approvados os Srs.
Kaymundo Penaaforte de Toledo Black e JoSo de
Laurem Martina da Silva.
No bairro da Ponte Alta, em Mogr-mirim
foi a 21 do correte assaasinado Jos Candido de
Oiireira, vulgo Jos Modesto, por seu to Ansel-
mo de tal.
Mina* terae
Datas at 25 de Marco:
Iuformaram Uuiao, > de Onro-Preto, qne o
8r. Dr. Leviodo Ferreira Lopes pretende provi-
denciar de modo a ser adoptada alli, com as mo-
dificacOiS exigidas pelas circumstancias do lugar,
a fei a. 62 da 1886, da capital da provincia de S.
Paulo, sobre a organisacao do servico domestico
por pessoas livres.
Esta lei tanto mais opportuna em Ouro-Preto,
que alli se trata da libertacio dos escravos.
Na noite de 6 para 7 ae Marco, no arraial
do Piraba, prximo i estscao da estrada de Ierro
Leopa dina, municipio do Pomba, foi brbaramen-
te assassinade Caetano Braga, trabalhador da
turma ao conserva da linha, por Antonio Venau-
nspector e fiscal do Guarany (1) e Jos Apol-
i linario, jsgador de profisaio.
O ultimo foi preso mas, alo obstante estar ota
ferros e vigiado por tres guardas, evadi-se.
Diz a < Verdade >, de Ttjat)t que na fre-
goesia e Santa Cstnarina, monierpio da Christi-
na, foi preso em sagrante o 1* snpplente do oub-
etegado, ao acto de pozar da nasa garrucha para
assassignar um negociante dsquelle Ingir, porqao
este pedia ao proprietario qur chamasse a si a ju-
risdicoio, afim de por cobro aos desmandos de sen
supplente.
O Itajub, da cid-ide do mesmo nomc, re-
fere qoo o joiz municioal dquelle termo, Dr. Au-
retiano de Magalhes, ordeuov o deposito do es
cravo Clemente, qne se apresentou, queixando-se
de crueis sevicias sobre elle praticadas por sen
senbor, o faxendeiro Maooel Custodio dos Santos,
da Vargem Grande, o qual, segundo o auto de
perguotas feito pelo juis a Clemente, arrancou a
este, con urna terquez, qnatro dentcs, e, com o
asesino i ..-.frumento, quebrou e cortou as poatas
de cu Iros, isto porque o escravo das antes come-
r urna cuota que Use havia dado nm crioulioho
da fazenda'.
D a Grase: a Sul Mtneira, de S. Qoncalo
do S,ieahy, oa data de 13:
TiveuKto sauitus uias de chava constante e
cossas. Ha, por*, Sros dias une ax sol. Ata
o meio da a temperatura mais ou ineuos agra-
da vel, dessa hora em dmnie, at no crepsculo, o
calor fortissimo. Noites frescas e agradaveis,
suavissimo lugar. *
O Lutador, de an'Anua do Pirapctinga,
diz o seguinte em data de 12 do correte :
Peto inquerito a qne procedi o Sr. tente
Geraldo, subdelegad jem exercicio, ficon bem pro
vado que Manoel Luiz Mireno, na naite d3 28 do
prximo passado mts, incendiara as cosinhas de
sens aggregados Autcnio e Balbiuo, preto lber
toa, e que, nao contente com iato, assassinira no
dia aeguiute, as 11 horas da inanb, a Balbino,
com tiro de espingarda, dado qneima roupa. >
Eui pasaos f o gravemente efaqueado Moy-
di i paran- ss Autonio da C :ta, s-n lo autor deste crime um
individuo de uome Romnaldo.
A autonJade competente :f "z o auto, recouhe-
cendo graves oa ferimentos.
Na mesma cidade Benjamn Antonio da Motta,
indo apartar urna briga, recebeu um tiro no ros-
to, sendo os terimentcs leves.
O autor do delicio, Cassiano Motta, aggredio a
Benjamn, segundo uoa informara, suppondo ser o
individnoque espancava sua filba, e no bairro da
casa f'ecca. foi assussinado Marcellino Jos Sil-
vestre, tendo levado urna enorme facada no quar-
lo espaco intercaetal esquerdo, quo HtraveBsou o
pulmo do mesmo lado, falleceudo incontineate.
O autor do crime foi Francisco Velloso, que foi
preso em flagrante por alguus cidadaoa que se
nehavain perto do lugar do delieto.
Bio Datas atA 27 de Marco :
Na rubrica Interior v.,i publicada urna carta
do uosso eorresponlente, de 19 de Marco, a qual,
devendo vir pelo paquete nacional subido a 20,
por culpa do corrreio da corte veio no vapor Den-
trro.
Urna outra carta, daUda de :fi, publicaremos
depois.
Lentos uo Joma! do Cimmereio de 26 :
Hontem, poucos minutos depois das 4 horas da
tarde, cabio sobre esta cidade urna forte pancada
de ebuva, acompanhada de vento, e eui alguns
pontos da cidade de pedrts dj tamanho de graos
de inilho.
Soffreram avarias urvores e varias casas d
ciiadeuova e S. Christovo. Neste bairro desa-
bou um grande telbeiro da fabrica de vdros Ea-
bi rard, sita ra Aurora. Nao bouve desgraca
a lamentar. Os prejuizjs sao avallados em pouco
mais de 1:(XX1000.
Sania
Datas at 30 de Marco :
No dia 29 toi inaugurado solemnemente o ra-
mal do Timb no prolongamento da ferro-vi* de
S Francisco, a&atiudo ao acto o presidente da
provincia muitas pessoas gradas.
INTERIOR
de
Correspoadeneia do Diarlo
Pernambuco
RIO DE JANEIRO Corte, 19 de Margo
de 1887
Si'mmario :Boatos sobre a orgauiaacao de um
novo partido eontervador evolucionista.
A idea combatida peio RU de Janeiro
DrtJaraco do Sr. Vieira da Silva.O
que se dizia a respeito da continnacao do
ministerio c o que se diz agora.Noticia
dada por urna folhi do Cear. Cerno
julgado o silencio do Sr. Joo Alfredo.
V ersilo dada pele Paiz sobre a espe-
rarla organisoeao ministerial.Falta de
fundameulo para ella.0 desejos dos
Srs. Prado e Mamor. Como este consi-
dera os reportera.Quest>o das sahidas
e das cntiadas.A reeoinposicao do ga-
binete far-se-ha quando parecer inelhor
ao Sr. Colcgipe.
Audaram aqni ltimamente a espalbar que um
novo partido conservador evolucionista se estava
orgaiiiaando, sob o domiuio de novas ideas e no-
vas esperaucas, tendo sua frente uui senador
conservador, nao contente com o miuistsrio, c que,
com ootrus, 'nao pode mais resignar-se ver i a
poliiica a desorden) ou a imrnobilidadc.
K tal corpo ioi tomando a noticia e taes ctsa-
mentarios Ihe foram feilos nos tpicos do
Paiz que o Uio de Janeiro na quahdade
de o.-gaj conservador, julgou-se na obrigacao de
discutir a materia, mostrando, com eierrpl .s de
outrji paizes e do aosao.ude ja tiventos um par-
tido evolucionista sob a deuominaco de progros-
sista, que desappareceu para fuudar se no partido
liberalque cases terceiros partidos, em ultima
analyse, nao sao mais do que dissidencMs a qae
ialUm elementos para faze.-em vingar o seu pen
aumento.
0 evolucionismo, deu aquel le jornal, que vies-
se agora mterpoi -se entre os conservadores e'li-
beri's, seria urna dissideucia.
Dentro do partido conservador ha espaco pura
todas as ideas de uosso tempo.
o O que essencial, que os partidos constitu
ciouaes ae resolvain o pratica da liberdade e da
ordein sob o rgimen inouarebico. Considerar
e.-e:> ioiis grandes principios aoenao como > urna
lfecrij social, clsssilijayao que Tnicrs dava a
repuolica em Franc, dar a poltica urca orien-
taeo simplesmente platanicit.
So o evolueiooiamo, como terceiro partido,
nao u.i.a dissideucia uem o platjiiiam entao a
revolucao. Para esta nunca estiremos lio mal
preparados.
A garantid da o dem e de ttata. quo est ua
fraqueza g ral Uc todas ao o-gaataaooes partida-
rias, ua dcoiiidaJ das ditsidoujias, na incerteza
do futuro.
Nao obstante, anda continuon-se acreditar,
ou pelo menos fallar no evolucionismo conser-
vador, at que o Sr. senador e o conseiheiro de
Estado Vieira da Silva, que era o chele indicado
da nova seita, veio, imprenas, fot carta dirigi-
da a varios jornaes, declarar que a era iusxacta a
noticia de sea cooperaco para a formacao de nm
novo partido, a
Depois de muito se ter aqui fallado em que o
gabinete se retirara logo que fossein abertas as
cmaras, chegando-se a indicar queso era o orga-
nisador do novo ministerio e quaes alguna dos no-
voa ministros, varia agora a opinio em sentido
contrario, dizendo-se que o Sr. Cotegipe continua-
r a frente lo governo, com urna pequea mudan-
ca de companheiros, exigida pelas circunstan-
cias.
Dava-se como fundamento do primeiro bato
profundos e justificados desgostos das deputa-
coesprincipalmeute das do nortepara com o
minieterio, apontando-seos deputados que viriam
na cmara por-se frente da opposicao.
A Gazeta de Noticias s transcre.veu do nma
foiea do Cear a noticia de que os Srs. Gomes de
Castro, Lucena, Andrade Figueira e Ferreira
Vianna, seriam os generaes que cominandariam as
torcas combinadas entre o norte e o sul, sob o
commando geral do Sr. Joo Alfredo, cujo silen-
cio, accregeentava a referida folba, ante o qne se
tem dito, confirma a creoca qoe'eosre.
Do que vai pelo norte inelhor pode saber o lei-
ter, principalmente a respeito'do Sr. Lncena, que
lbe est abi mais proximo.do que de'quem esta
escreve.
Tambem nao conheco como pensa esse res-
peito o Sr. Joo Alfredo, que desde cerca de dous
meses se acha em Caxamb, donde a regressar
no prximo mes. Acredito, poro a, que apesar do
silencio aflirmativo que lbe attribuem, nao ha
cousa que elle menos ambicione presentemente do
que semelbante commando, quaesquer que possass
ser as vantagens que de tal Ihe tensa de advir.
E tenbo mesmo como certo que no honrado sena-
dor pernambucano tem o actual gabinete nm dos
eas mais seguros sustentculos ; o que bem na-
dera servir de (loriasjps que, em seus clculos ,
sjhwoM, fundam nelle suas esperancas.
Quanto aos Srs. Andrade Figueira e Ferreira
Viajara, o que sei do peimorro qae tendo pasas
o actual interregno parlamentar fora da .adrte,
pnmeirausente em Paquet e depois em Friburg,
recolhon-se ltimamente ao seio da familia, por
causa doeasamento de urna sua filba. Nao consta,
porm, que elle tenha manifestado sentimentos de
hostilidade ao gabinete ; o que se diz, o um jor
mil ja o annunciou, que depois de abertas as c-
marasleba pedir urna licenca a dos deputados
para fazer urna viagem aos Estados-Unidos, afin?
de completar como lbe aconselharn os medie >s, o
restabelecimeuto de sua saude, Tambem no anno
passado, por esta poca, espalhou-se que o famoso
leader conservador iria p>r-se freute de urna di-
sidencia que estava inenbada, e rompa em oppo-
sicao log > que oin-cassein os trabalhos legisla-
tivos.
Mas o qoeae vij foi ser ello eleito presidenta da
cmara, lagar que e sempre foi-coasideralo como
da mais intiav coufiauca do aprern.
Talvez teaaa-ae que do julgar asooeatiislias
Ao Sr. AiisjiiiiIi. Figueira, etn rotacao ao g*bin*se,
pelos do Sr. Marcondes Figueira, seu filho, que se
acha em tranc e declarada opposicc, por causa
dos negocios de Goyaz. ltimamente tem elle
publicado urna serie de artigas sobre tos nego-
cios ; e, em verdade, se sao exactos, como de
auppor, os facaos por elle narrados, uo deve o
ministerio felicitar-se pela escolha do presidente
que mandou para aquella provincia.
Ha em taes sitos urna rlta de criterio, que vai
mesmo alm da insensatez, frisa a insania. No
dzcr, poria, da imprenta liberal da provincia o
presidente vai bem.
Pelo que toca ao Sr. Ferreira Vianna, os qne o
conheccm sabein que elle, quando fas opposicao,
ao seo mudo ; nao citamaoda, -aem com man-
dado. Resulta do que fita dito, que a tal folba
do Cear nao couhece com i as cousas correm, c
pela corte, ao menos. E Unto que o Pai* j deu-
nos urna verso, segundo a qual o mioisteno ser
recomposto, retirando-se o Srs. Mamor e Prado,
pastando o Sr. Cotegipe para a pasta da guerra c
sendo as do imperio, Agricultura e estrangeiros oc-
cupadas por deputados.
Por mais seguras que possain ser as fontes em
que Mquelle jornal tenha coihido as suas informa-
coes, eu p.iuho as de quarenceua, e recoinmeado
no le tor que uo as aeolha aem mnita reserva.
Primeiramente nada est anda diffiuitivamente
assequdo a tal respeito, ou se o est, permanece
em tal segr do, que os mais ntimos do gabinete o
iguoram.
Depois, nao ha razo para nc editar-se na trans-
ferencia do hourado presidente do conseibo da pas-
ta de estraugeiro, que de sua predi lecc.3 agora
quando se trata de levar a bom terreno as novia
queatoe de limites com a Repblica Argentina
para a da guerra ; nem na sahida do Sr. Prado,
que se tem revelado airainistrador hbil, traba-
lhador e fei lei i amen te senbor dos negocios que
correm pela sua pasta
E' de todos os ministros o anico que tem tido a | provincia ama fabrica de pspe'. e papelo, ordina-
fortuua de nao ver os seus aajs censurados na | rio e fino, o Or gando se a empregar em dte fa-
brica 5 orphoa.A' commissao de constituyan e
poderes.
Sao lidos e ?o a imprimir oa aeguiutes projec-
tos, precedidos de parecer:
M. 20. A commieso de petiees, a quem fei
presente a de Antonio Fernandos da Silveira Otr-
valho, njuiiante do porteiro da Secretaria da Pre-
sidencia, onsiderando que o supplicante acha-se
raVeineute .lente e qus para aeu trtame;.t i
neuesaaria urna viagem ao serti, como prova o
attestado da Illrna. junta m.'dica provincial ; cja-
siderando que o supplicanto desde de Junbo de
188>,dia em que reassuuiio o ezereicio de seu ein-
preg), por ter cessado a lijenca que gisou, nao
deu urna falta repartico, embora continuasaem
os seus ucoinmudos; considerando mais que o
suppiicaute tem sido exemplar no ennprimento de
seus deverea; considerando aind quo sendo os
veucimentos do supplicante de 960jUOO auonaas,
sendo OC^OOU de ordenado e 3rx) JOO de gratifi-
ca;.-ij. urna licenca eoin ordenado rnente redu-
zil-o-hiaao diminuto ordenado de 474#0>mensaes,
que o impossibilitaria de anprehender a viagem
serto, unieo recirso que Ihe resta para obter
prooacSo da acta.Leitura do expe
diente.ContinuacSo da discusso do
requerimento sobre negocios de Tres
Ladeiras.Discursos dosJSrs. Bario
de It .pissuma e Jos Maris.1* parte
da ordem do dia. Approvacao do
projecto n. 105 de 1S86 Contina
2* discusso do projecto n. 34 do mes-
mo auno.Discurso do Sr. Prxedes
Pitanga.2 parte da ordem do dio.
Continnacao da 2* discuseo do
artigo l.o do orcamento provincial.
Emendas.Discurso e requerimento
do Sr. ^JoSo AlvesEneerramento
da discusso. Votaco. Discusso
do art. 2* do mesmo projecto. Dis-
cursos e requerimento do Sr. Jos Ma-
ria.Eneerramento da discusso do
art. e ada ment do art. 3.-L;van-
ta-se a sesaao.
Ao meio da, feita a chamada e verioaando-se
eatarem presentes os Srs. Julio de Barros, Joo
Alves, Ratig e Silva, Luiz de Andrada, Sophronio
Portella, Joo de S, Barros Wanderley, Antonio
Vctor, Domingues da Silva, Prxedes Pitanga,
Rjlnguea Porto, Amaral, Costa Ribeiro, Reg
Barros, Coelho de Moraes, Baro de Itapissuma,
Roa e Silva, Rogobertc, Ferreira Velloso, Barros
Barrete Jnior, Augusto Frauklin, Costa Gomes,
e Gonsalves^ Ferreira, o Sr. presidente declara
aberta a sesso.
Comparecen depois os Srs. Drummoud, Ferreira
Jacobina, Regueira Costa,. Gomes Prente e Jos
Maris. 1
Faltam os Srs. Solonio de Mello, Alfonso Lus
tosa, Baro de Calar, Andr Dias, Joo de li-
vera, Louren9j d6 S, Constantino de Albuquor-
que, Soarcs de Amorim, Hercolano Bandeira, e
Viscinde de Tabatinga.
E' lida e sem debate approvada a acta da ses-
so a itecedente.
O Sr. 1' secretario procede leitura do se-
guiote :
BXT EOEBHTB
Uin olticio do secretario do governo, transmit-
tiudo o balanco da receita e despeza do exereicio
de 1885 a 1886 e orc.au ento para o de 1887 a 1888
da Cmara Municipal de Quipap.A' commissao
de oic imenro municipal.
Urna petico de Sevcrino Henrique de Oliveira,
fdbriqumra da parochia de Quipapa, requerendo
um auxilio de o.-LOJ, e a concesso de loteras
para as obras da matriz aquella parochia.A'
co-nmisio de ercauseuto provincial.
Outra de Joo Gomes d Costa, requerendo que
sejj aut irisada a mesma dU pos i cao do art. 2" g
8l do projecto de orcamento nao sancionad A
commissao de orcamento provincial.
Outra de Alfredi J. Watts, ebimico e fabrican-
te de diversos productos iudustriaes, requereudo
privilegio por 10 annos para estabelecer nesta
do
imprensa. Pelo coutrario, nas duas questoes que
buje mais interessau sorto da nosaa lavoura, a
que se prende a sorte e o futuro do paiz, a da iin-
tnigracao e a do estado servil, as deliberacoes e
provid iiei.is por ede tomadas, vo sendo registra-
das pelos joruaes com louvor. Nestas condiees,
e achando-se elle em perfeita harmona com o
che fe do gabinete, qual o motivo para suppor-sc
qae deixor o ministerio '?
. V. verdade qns o Sr. Prado o deseja e os seus
inteiesses particulares o reelatnam. Mas iato uo
basta ; a vida poli tica entre nj, para os que toinaui
'-rie, mais de sacrificios do que gosos. Quem a
ella se dedica pode deixar de ser ministro u.i
ijuereiido sel-o, em circurnetancias dadas ; mas
desde que aceita o cargo nlo o pode resignar so
pelo seu bous, querer. O homem poltico quando
chega a certa altura uo se pertence ; a poaico
cbnga-o.
E cu uo cretoque o Sr. Cotegipe conaiot* cem
procurar substituto para o sen coliega da agricul-
tura que, ao demais, um dos ministros que mais
forca do ao governo, cum o apoio de deputaco
de S. Paulo.
Do Sr. Mamor nada se pode dizer: sabe-se
que elle nao mostra des. jo de ticar, nem de sabir,
apezar de f,cqueute"nente fallar iie seu estado de
sade. O posto em que se acba agrada-ihe. O ru-
mor que se tem levantado em torno de seu uome,
proposito das medida sanitarias e bygiemcas
que se tem tomado e constituein o ponto de honra
e gloria de sua admnistrauo, deleitado.
A reportagem, que a outros ministros incommo-
da e que o Sr Martinho Campo profligju da tri-
buna do senado, como cousa iosupporcavel, que
uo respeitava hora nem lugar capaz de iavadii-
Um at o quarto "U. hauho para eolher aotieiae, a
reportagem d-se ano temperamento do nobre
honrado rrinistro do a. 'ario. Elle acolhe anaavel-
ments quantob repot isa o procurassem depois
do xpedieute e nun'st. '-lUea os apontamentos e
minutas d tudas as providencias e medidas toma
Jas durante o dia e man ainda das que projecta
tomar uo dia seguinte; de modo oue frequante
lerem os chefes dos diversas servicoa nos joroaes
a soluco de questoes ou ordei qne e >crnm, an-
tes de rdcubel-as em original.
Com tudo, o Sr. Mamor, talvez por i tisfeito
Cem o que j tem colindo merecidamente.
Junto de sua grande actividaee e esforco de-
senvolvido uaquellaa questoes (*) nao ter duuida
de ofterecer a sua exoneraco, se esta for precisa,
com a mesma obrigac] com que o fes, na seaso
paasada quando no senado e tambem na c uni-
r doa deputados elle vio-se um pouco abarbado
com difiieuldades acerca de certos crditos que
tinha a presentado.
Pareeendo-lbn que havia na questo alguma
cousa de pessoal que uo era justo que fosse cora-
partilhado pelo r.-sto do ministerio, elle foi ao Sr.
Cotegipe e disse-lhe que estava prompto a reti-
rar-ee.
Nao ha de ser preciso responden o Sr. presi-
dente do cooselho com aquella sorriso diplomtico
que se Ihe conhece. E nao foi preciso. Mas se
agora o for elle sahir..
Importa, entretanto, ter em vista urna outra
cousideraco que de eumma importancia pata a
recoinposico do gabinete, e nao devo doixar de
er muito pesado pelo Sr Cotegipe. No meu
trico entender, nao de mais valor a questo da
sabida do que a da entrada.
Quaes sero os deputados que tenham de entrar
pura preenebimeoto das vagas abertas?
Aquclles que couvenha ao Sr. Cotegipe chamar,
tfro reeleiyo segura?
E aos que teem a reeleicao segura convir ao
Sr. Cotegipe chamar .'
De.'iiais, tres vagas de ministro a preeacher,
com as cmaras abertas, dusperta muita cubica,
maxine quando ba urnas trez ou quatrj vagas de
senador em perspectiva.
Por isso melhor seria para o ministerio faser se
a recoinposico desde j, e mesmo para proceder-
se logo aAnova eleica e evitarse que os novos
rainitros fiquem porjmuito tempo privados'de fazer
parte da cmara.
A demora havida na solnco da questo faz
eir que offerece suas difiieuldades.
E' verdade que ella pode tambem ser explicada
pela molestia do imperador. Mas agora esse mo-
tivo deaapparece, porque, segundo oticiam os jor-
naes de&ta manh, o Sr. Cotegipe seguiu hontem
tarde para Petropolis, afim de hoje, sabbado
conferenciar com S. M. e apresentar-lhe a despa-
cho diversos negocios que tem sido res olvidos cm
conselho de ministros.
Dizem que por algum tempo os despachos segui-
ro essa marcha, at que o imperador se ache em
estado de iescer, seo inconveniente, para despa-
char em S. Christovao. E como a recompoaico
do ministerio nao questo com que sua inages-
tade tenha de fatigar o espirito, e pode ser com-
binada e decidida em poucos minutos, nao ha
razo, por esse lado, para que fique ainda adiada.
Mas nao serv m consideracoes a esse respeito,
porque a Sr. Cotegipe quem sabo o quo melhor
Ihe convem. O que elle fizer ser o melhor e nem
licito aos que tambem por fora derem opinio em
negocios taes.
(*) A inspectora geral de hygiene. seus delega-
dos, secretorio, chimicas e mais empregados da re-
partico oftereceram aoSr. Mamor, no primeiro
anniversario da insteaco dafmesma junta, o aeu
retrato, acompanhado de um oflieio assignado por
todoa como homenagem prestada ao zelo esoli-
citnde desenvolvidas pelo ministro do imperio em
beneficio da renda publica, aos esiorcos empenha
dos para evitar no imperio o appareci ment das
epidemias que tem assolado outras nacoes.
PERNAMBUCO
Ass&pbla Provincial
12.' SEMSO EM 24 DE MARCO DE. 1887
raaaa^^HioixK. sa. na. josa manoel m barbos
oa a *mdox o*
Ap-
WAMDBI.BT
-Chamada e abertura da srssao.
alguma melhora sua saude ; de parets.-r que se
adopte o seguinte projeoto:
A Assembla Legislativa Provincial de Pernam-
buco resolve :
Art. Io Fica o presidente da provincia inten-
sado a conceder um auno de licenca com todos oa
vencimentos a Antonio Fernandes da Silveira
Carvaih ajudaote do porteiro da Secretaria da
Presidencia, para tratar de sua saude onde bem
Ihe apronver.
Art. 2o Revogam se as dispoeicoes era contra-
rio.
Sala das commissoes, 24 de Marco de 1887.
Padre Julio de Barros.F. Velliso.
N. 21. A commissao de peticoes, a que foi pre-
sente a de Thom Joaquim do Reg Barros, l'es-
criptnrario do Thesouro Provincial, considerando
quo o supplieante acha-se gravemente doente,
como prova com attestado medico e que precisa
de meios para nesta ou em outraqualquer pro-
vincia do imperio tratar de sua saude ; de pa-
recer que se adopte o seguinte projecto :
A Assembla Legislativa Provincial de Pernam-
buco resolve :
Art. Io Fica o presidente da provincia autori-
sado a conceder seis meses de licenca com todos os
vencimientos a Thom Joaquim do Reg Barros,
Io escripturario do Thesouro Provincial, para tra-
tar de sua saude onde bem Ihe convier.
Art. 2* Revogam-se as diaposicoes em contra
ria.
Sala das commissoes, 4 de Marco de 1887.
Badre Julio de Barros.Ferreira Velloso.
Projeto n. 22 (orcamento municipal, publicado-
no Diario de 27 de Marco).
Co-r t; a discusso do requerimento sobre ne-
gocios e Tli Ladeiras.
O Si a: o de llaplonums (1) Sr.
presidente, >oueo mais tenh a dizer, alm do que
j foi to brlbantcmente exposte nesta casa pelos
meas Ilustres amigos desia bancada.
Agora veaho tribuna, principalmente, para
fazer nma relajnscao sobre um discurso meu publi-
cado no Diario de domingo.
Nao venho tazer questo de fazer torneios de
phraze ou de nao eatarem os periodos arredonda-
dos ; quero apenas declarar que o meu discurso
aqu 'proferido foi completamente adulterado na
parte que vou ler.
Disse ea dirigindo-me ao Sr. deputado Amaral
(i)
Eu disse aqui : o nobre depotado m-nea esteve
ah em maioria, e hoje muito menos.
Entretanto, sabio publicado : O nobre depu-
tado nunca ahi esteve em minora, e menos hoje.
Ora, a Assemba v que nao este o meu pen
sanente (apoiadosj; pois at dei as raaoes por
que o nobre deputado nao estava boje em melhor
posico do qae esteva ento.
Eu disse: o nobre deputado nunca all ec te ve
em minora, menos agora...
O Sr. Amara!A expressonunca qoo nao
udmissivel, porque muitas vezes venc alli elei-
cea.
0 Sr. Baro de ItapissumaNao digo que seia
bem ou mal cabida ; o que certo que o que eu
disse n'aqoclla otcnsio nao o' que eeosta da pu-
blicacj do Diario.
Feita esta rectificaco. preciso ainda responder
a um aparte do nobre deputado.
Quando didarni aqu que em Iguarass foram
demittidoa todos os empregados, o nobre deputado
iustou para que eu dssesse quaes havim sido esses
empregados.
O Sr. AmaralE' exact!.
O Sr. Baro de ItapissumaEu principiei di
zeudo que tinht sido demittido o collector de ren-
das geracs.
S. xc. reclamou, declarando qne nao tinha sido
demittido, mas removido.
Eu mostrei que a remoco imp rtava urna demia-
ao, por ssj juo tratava-se de um moco casado e
com famdia qua, morando em Iguarass, era re-;
movido para Villa Bella, sendo na mesma data no-
meado o lilho do nobre deputado.
(Trocam-ae alguna apartea).
Mas, dizendo eu aqui que to Jos 08 emprrgidoa
da comarca de Iguarass foram demittidoa, e ha-
vendo sido entestado pelo nobre deputado, tenho
o dever de declinar os nomes de todos esses em-
pregados que foram demittidoa, i excepeo de
ini.ha pessoa, que at boje conserva o meu lugar,
ainda eou delegado da instruecuo na comarca d
IgUaraai.
Foram, p;rm, demittidos :
O collector das rendas geraei, gue foi substituido
por um filho do nobre deputado.
O eacrivo deBte collecto-, Ismael de tal, e no-
meado o Sr. Joo Antonio Cavalcanta de Albn-
querque.
O ir. Amara! di um aparte.
O Sr. Baro de ItapissumaMas depois foi Bo-
rneado.
O Sr. AmaralNunca temei posse.
i.l) Este discurso nao foi revisto ruto san sator,
O Sr. Baro de ItapissumaFoi demettido
logar para que foi nomeado o Sr. Cavalcante.
0 Sr. AmaralV. ixe. sabe que Ismael nao es-
tava no estado de exercer o lugar.
O Sr. Baro de ItspisaumaFoi demittido tam-
bem o escnvo da oollectoria provincial, Jos
leixeira da Motta Cavalcante, e nomeado para o
lugar o escrivo de pas que V. Exc. deve conhe-
cer. Nao iato exacto ?
Foi tambem demittido o agente do correio, Ma-
noel Clemontino.
Um Sr. DepotadoEntao isto urna especie de
urna aabbatina.
O Sr. Baro de ItspisaumaEu esteva na obri-
gacao de mostrar ao nobre deputado que o que
disse era verdade.
Foi demittido o carcereiro; foi demittido Salus-
tiano Duarte, apuntador da estrada de ferro: (l)
Craaram-se dous lugares de cabo ; toram em-
prerados na airada de ferro, nao s um cunbado
doV. Kxc, Jos Ferraz, como tambem um outro,
cunhado do vigario.
O collector provincia], que a-nigo do Dr. Ama-
ral, se bem que meu correligionario poltico, o
nico empregado liberal que resta na minha co-
marca.
Reataia tambem oa empregadoe da Cmara Mu-
nicipal ; mas Vv. Excs. comprehendem que, pelo
tacto do uo terem o< conservadores maiona na
Cmara, nao Ibes foi possivel demittir neuhum
empregado.
Por consequenca, nao exacto o que disse o
meu collega, que nao se havia demittido emprega-
dos ; demittiram-se todos, excepcao deste, por
ser prente de V. Exc. e men amigo tambem.
Portento, Sr. presidente, eu nada tenho mais a
accreacentar ; o fim da discusso foi chamar a at-
tenco de S. Exc. o Sr. presidente da provincia
para a comarca de Iguarass. S. Exc, que tem
se mostrado to recto ; S. Exc, aue ha poucos
dias acabou de dirigir dons oficios para Bom
Jardim, approvaudo o procedimento do delegado
daquelle lugar, dar as devidas providencias com
relago minha com-irca, pois 8. Exc. se tem re-
velado homem de carcter.
Um Sr. Deputdi?V. Exc. est irnico.
O Sr. larj de Itapissuma Eu acho que S.
Exc. capaz de trazer os negocios da provincia
aos seus eixos.
Um Sr. Diputado Desde que reconhece que
todos os subdelegados sao homens capazes de abo-
sar, eu creio que a reclamacao nao tem lugar.
O Sr. Baro de Itapissuma Eu fallei com re-
laco aos effectvos ; estes que estavam no caso
de ser autoridades, porque os conheco como ho-
mens bons ; mas os supplentes, que estavam em
exereicio, eram da peior especie.
Creio que todoa me ouviram; e atte&taro que
foi isso o que disse.
J que V. Exe. me da este aparte, permita me
que lea urna nota que tenho.
A casa e a proviucia sabem, que ha mais de
um auno o promotor da comarca nao est no
exereicio de suas funecoes, e o sen lugar tem sido
oecupad i por um individuo qne iticompativel,
lua procurador da Cmara. O delegado de po-
lica est sob a presao de um processo que lbe
mandou instaurar a R-daco.
O .subdelegado de Maneota, de quem nos temos
i. i' lo o i;, est sorendo tres procesaos, o
primeiro instaurado pela Relaco, o segundo por
denuncia do promotor publico pela priao do Dr.
Tebaphir-'. o terceiro, fiualaente, pela iaaaso
do domicilio e arbitrariedades que coinmetteu no
eiisr-'iih i Inhain. (Apartes )
Qoaado na polica se col Inca oeste estado, de-
nota que aa autoridadea da comarca nao teem
procedido regularmente.
0 nobre deputado se referi aos subdelegados
effeetivos ; mas estes, Sr. presidente, qusai uunes
eato em exereicio. Eu e conheco um que est
em exereicio ; o Sr. tenante Cockles ; oe demais
sao supplentes, parece que de proposito.
Disse anda o nobre deputado, Sr. presidente,
que eu havia ni ervindo, empregondo todos os es-
tercos afim de evitar a nomeacao de urna deasas
sBtoridades.
Se eu anda inerecesse ercditi para os nobres
deputados...
O Sr. AmaralMerece-me todo.
O Sr. Baro de Itapiaauma... eu Ihe dara a
minha paluvra de que nunca intervim para ae no-
mear esta ou aquella auteridade ; tanto mais
quanto nao mereca confianca doa amieos de S.
Exc e sabia que o governo estava no seu direito
fazendo o que bem Ihe aprouvesse. Agora reala-
mar quando a neraeaco recahia sobre indivi-
duar que nao podiam ofierecer garantas, creio
que estava no meu direito fazendo-o.
Portaste, Sr. presidente, hacend mostrado a
situaco em que ae acha a comarca de Iguarass,
penao que tenho cumprdo oom o meu dever, es-
perando que S. Exc. o Sr. presidente da provincia
tomar as providencias qu% julgar mais acer-
tadas.
Eu, pois, senhores, nao tendo maia nada que
accrescentar ao qje j disse, sento-me
(Muito bom, moito bem.)
O Sr. Jo Haria(Nao dev. Iveu o seu
discurso.)
A discusso fica adiada pela hora.
Passa-se
1.* PARTE OA ORDEM DO DIA
Procede-se votaco do pnjecto n. 105 de
1886, o qual approvado.
Contina a 2.a discusso do projecto n. 34 de
1886.
(Contina).
A commissao de redaccao de parecer que seja
o prajecto n. 17 deste anno redigido do aicdo se-
gninte:
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve:
Art. nico. Fica isenta do imposto de industria,
inclusive o que se refere ao corrente exereicio, a
usina denominada 'limbo, assm como todos oa de-
mais engeuhos centraos existentes nesta provincia
e 08 que ae fundarem d'aqui por diante aem auxi-
lio algum dos cofres pblicos.
Ficam revogadaa aa dispoaicoes enr contrario.
Sala das sesadas em 2 de Abril do 188oV-?-G. de
Drummoud.Barros Barreto Jnior. -Amaral.
_
Rectificarlo
Nas emendas approvadas em 2" discusso do
projecto de orcamento provincial, n. 1 deste anno
ante-bontem publicadas deram-se os seguintes
ei ros :
Na de n. 29, 2.a linha em logar de 10, leia-se
50 lampeoea.
No de n. 51, Ia linha em ves de 800a, leia-se
8:000*000.
B
____REVISTA IJllRIA
Aoxemiila Provnola! Fonccionou
hontem aob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoe' de Barros Wanderley, tendo comparecido
32 Srs. deputados.
Fei lida e approvada aem debate a acta da ses-
eo antecedente.
O Sr. Io secretario proceden a leitura do se-
guinte expediente
Urna petico de Antonio de Menezes Cysneiroa
Bandeira de Mello, professor publico de Cruangy
requerendo que os seus vencimentos sejum equipa-
rados aos da professora d'alli.A' commissao de
ordenados.
Outra de Joaquim Pedro da Rocha Pereira, pro-
fessor publico em Cimbres, requereudo dispensa
da idade legal para seu filbo Jeronymo Euzebio
da Rocha Pereira matricnlar-se no 1* anno da Es-
cola Normal.A' commissao de ins'ruccao publica.
Foi a imprimir, sob n. 39 um projecto restabe-
lecendo a cadeira da escola pratica de matbema
ticas.
Continuando a discusso do requerimento sobre
o naufragio do vapor Bakia, foram apoiadas duas
emendas sendo nma do Sr. Jos Maria e outra do
Sr. Drummond, e, depois de orarem os Srs. Rodri-
gues Porte, Drnmmond e Prxedes Pitanga, o Sr.
Gomas Prente, pela ordem, requeren o eneerra-
mento da votaco tendo sido .rrtrovado uiui podido
de urgenci-. do mesmo Sr. deputado de prorogaco
da hora por 10 minutos. Indo votar-se aquelle
requerimento, orou pela ordem o Sr. Jos Marta,
acodo suspensa a sesco por 5 minatos.
Reakerta, approvou-s* o requermento de enesr-
ramento da discusso, e de novo foi, tambem por
5 minutos suspensa a sessao.
De novo reaberta, o Sr. Ferreira Jacobina re-
queren mas n! obteve que toase nomiual a vo-
taco, sendo esta verificada a pedido do mesmo
Sr. deputado e do Sr. Jos ,Jiarm tendo orado
pea ordem para urna explicaco o Sr. Drummond.
Em seguida voton-se e foi regeitado o reqoeri-
rarnto, ficaado as duas emendas prejudicada*.
Vierm mean as seguinte* dec.arsvoes de
voto : ,
Declaro qu; nao eitive preente a votaco d
V
\

t
MUTILADO
i
J
r 1BHH
^


Diario IkniiBgo 3 de Abril de 1887


\
7
>

1

requerimento de encerreoto e que me abstivo
de tomar parte em todas as votacSas referentes ao
assumpto do reqnerimento sobre o naufragio do
vapor BahaBarros Brrelo Jnior.
Declaro que TOtei contra o requerimento r>
ferente ao naufragio do vapor BaMa apresentado
pelo Sr. depotado Jo Maria Herculano Ban-
deira.
Passoase a l parte da ordem do di.
Entrando em 3 discusso O projecto o. 24 des te
anno, adiou-se por 48 horas a requerimento do Sr.
Jos Maria, que orn pela orden bem como o Sr.
Gong tlves Perreira.
Approvou-se eui 2 discusso o projecto n. 3
deste auno (concessoesao Banco de Crdito Real)
sendo approvadas as emendas ns. 1, 2 e 3, regenta-
das as de ns. 4 e 5 e dispensado do intersticio a
requerimento do Sr. Ferreira Jacobina
Em 3. disctalo, sendo remettido commissao
de redaeco foi approvado o projecto n. 17 deste
anno (iseoco do imposto de indostria s usinas de
engenbos centraos, fundados e que se fuodarein
sem auxilio algura dos cofres pblicos).
Approvou-se em 1* discusso o projecto n. 13
deste "anno (eraprestimo da Santa Casa da Miseri-
cordia) tendo orado o Sr. Prxedes Pitanga que
pedio e obteve dispensa do intersticio.
Em 1. diaeosso foi approvado o projecto n. 16
deste anuo (moinho a vapor para farinha de trigo).
Adiou-se pela hora a 3 discusso do .roj co
n 7 deste anuo (lotera da primaca) tendo orado
os Srs. Jos Maria, Costa Ribeiro e Goncalves Per-
rera, sendo o 1. pela ordem.
Veio mesa foi approvado um requerimento
de urgeocia do Sr. Reg Barros, de pr-rogacao da
hora por 60 minuto* afim de se disentir o projecto
n. 23 Entrando o art. 1. deste projecto em 2. dis-
cusso, ficou esta encerrada, tendo sido apiadas
1/ emendas e um reqnerimento dos Srs. Ferreira
Jacobina e Costa Ribeiro de adiamento da discus-
so p>r 24 horas nao ae votando por taita de nn-
mero.
Pasaou-se & parte da ordem do da.
Adiou-se a 3.* discusso do projecto n. 1 deste
anno (orcamento provincial).
A ordem do dia : 1 parte: continuar das
antecedentes e mal 1 discusso dos projecto
na. 5 e 15 de 1887 e 84 de 1886; 2. do de n. 13
de 1887; 3 dos de ns. 3 de 1887 e 34 de 1886 ;
2. parte : continaacao da antecedente.
Adiando se sobre a mesa foi a imprimir um
parecer da commissao de redaccSo sobre a do pro-
jecto u. 17 deste anno.
Km beneficio don naurragosA cor-
doracao do Uymnasio Peruainbueano tambem pro-
uoveu entre si urna subicnpco em favor dos au
tragos do vapor BaMa, arrecandando a quantia
de 126^000, que foi remettido pelo respectivo rege-
dor ao Sr. Jos Joo de Amorim, thesoureiro da
commissao de soecorros, para ter a devida appli-
caco.
Eis o officio de retnessa e a relacio nominal dos
contribuintes :
Gymnasio Pernambncano, 2 da Abril de 1887.
Illm. Sr.Teobo a honra de passar as mos de
V. S. a quantia de 127000, que a corporacaj
deste Instituto re3olveu offerecer em beneficios dos
infelizes nufragos do vapor Bahia, e peco a V. S,
se digne de dar-lhe a devida applicaco.
A' esta tambem :i:ompanh* a relaco nominal
dos qoe contribuiram.
Deus guarde a V. S.Illm. Sr. Jos ,JosV> de
Amorim, uiui digno thesoureiro da commissao de
soecorros aos nufragos do vapor Bahia>-0 re-
gedor, Celso Tertuliano Fernandos Quintella.
Relaco dos contribuintes :
Ezequiel Franco de S
Padre Jeronymo Thom
Padre Joaquim Arcoverde
Joaquim Loureiro
Joaquim Guimares
Manoel Portella Filho
Mores Sarment
Prauciseo de Miranda
Jos Diniz
Antonio Justino
Costa Cirne
Francisco de Sampaio
Antonic Carlos
Raymnndo Bandeiru
Pedro Celso
Feliciano da Motta
Rcgueira Costa
Cicero Peregrino
Celso Tertuliano
Diogo Carlos
Marcionillo Pedrosa
Manoel Cavalcante
Jos Teneira de S
Figueira de Faria;
Manoel Joaquim da Cor.eeico
Francisco P. de Carvalho
Aggo C. de Andrade
JosLios
Um anonymo
5 Joa Antonio Teiieira Machado.
6 Arlbur Moquita Cortinas Late.
As falta serla prehenchrdas palos aegnia-
te :
Alfonso Jos Goncalves Fraga.
D. Maria Fragoso.
Alvaro Jeferson Guedes Pereira.
Luir Castao da Silva Gaimarites.
Juveoal da Silva Pinto
AmericO Firmiano de Moraes.
\nvoa urYraglo ao naofraros-
0 Rvm. cabid) da cathedral de O.inla, con loido
piofaidanente ds intelis sorte dos nufragos do
vapor Baha em sesso ordinaria da ante-
hont--m, accordou por unanitnidade de votos em ,
fazer no da 21 Jo correte, s 9 horas da manh
em su* areja, um oficio fnebre a canto-chao
pelo repouso eterno das victimas, que perecern]
p,r occasiao do naufragio da vapor Babia .
Sorrorro ao amafragoAlguna mo-
co estudaotes de preparatorios, impr 'ssionados
pe* horrivel catastrophe do vapor Bahia or-
ganisaram urna commissao. afim de angariar do-
nativos em favor dos nufragos, a qual ficou as
sim constituida :
Francisca de Paula Vieira, Manoel Ignacio do
Sacramento, e Manoel da Paixao Vieira.
Jalao de paa da fregaeaia de S.
Jeaa audiencia ultima deste juizo antes das
ferias da semina santa, ter lugar terca-feir 5
do crrente, no lugar e horas do costme.
Cainedrai de lindaNesja igreja, se
gundo o costnme, serio pelebrados todos os actos
da semana santa, com assistencia doEim. e Rvm
Sr. D. Jos.
S. Eie. Rvma. celebrar missa pontifical quin-
ra-feira santa e domingo de p aaclioa, e officiar
tambem na cerimiiiia do lava-pa.
Na missi de quinta-feira S. Exc. Rvma. ar-
a sagraco dos santos leos, que tem de ser dis-
tribuidos p>r todas as paroebias do hispido ; e na
de domingo dar a benco papal com indulgencia
plenaria, que poder 8r lucrada por todos aquel-
les, que, tendo Be confe6sado, commungarem nea-
se dia e resarnm segundo a iatenco do santo pa-
dre Lelo XIII.
Alm disso, haver sermSo: do mandato pelo
Rvm. coneg) Dr. Adancto Aurelio de Miranda
Henriques ; da paixao pelo Rvn. arcediago Dr.
Luiz Francisco ds Araujo; e da ressurreicao pelo
Rvm. conego monsenhor Joaquim Arco-Verde de
Albuquerque Cavalcante.
CiaraplonEstes indu-triosos, na madruga-
da de hontem, penetraram na casa de residencia
dos Srs. Drg. Minervino de Moraes e Luiz Gon-
zaga, na Casa; Porte, ejlevaram 754, um relogio
de ouro RemotUolr, urna cadeia de plaqu, um par
de boto de punbo, de ouro, com o anagramma A.
M dous botoes de coll.rinho a peito, tambem da
ouro, e vanas pecas de roupa.
Ao serem presentidos evadiram-se, nao sen do
reconhecidos pirque tiveram a caatella de se apo-
derar dos phosphoros que ha vi a em caaa, de ix an-
do esta s escuras.
PaquMe Ingles da EuropaOs Srs.
Adamsin, 1 mi & C, agentes da companbia da
Real Mala, r^ceberam hontem de S. Vicente um
telegramma noticiando-Ibes que o paquete inglez
Treut sabio dalli coa destino aos portos do
Brar.il e Ri.-> da Prata.
Deve aqu chegar na sexta-feira, 8 do cor-
rente.
Delegado do 1 diilrlcloReasaumio
hontem o etTcicu do cargo de delegado do Io
districs) desta capital o Sr. Dr. Francisco Izidoro
Rodrigues da Costa.
Para ftoccorro do naufrago* do
Baliia-Fi este o producto liquido do dia 31
annos a fariatw tinham alcaocado urna ex-
portaeio snperior em 40 m'lhoes de dollarea
dos trigo. As exDOrtacoe respectiva doa> 66 an-
nos de onn se trata se elevaram peso fortes
11,814,-20'), 109 (mais de 9 milhares e meio) para o
trigo, e pesos fortes 1,137,580,183 (mais de 5
mitixres o meio) para a farmha.
tm uleida precavido To resoluto
estava a matar se um relojoeiro allemi* que se
achava em Maratlau, Mxico que u,. fes mais do
qoe o seguinte :
Toonu urna forte dos de morphina.
Eneheii os boUos de chumbo n se dirigi aj Lin-
eo de moro junto a borda d'aqua.
Degoilou se rom urna aliada navalha.
Atiroa-ae .> ajua.
Destacadamente o xito hais completo coroou
tantas precauco.'S.
Uireciorla dan obras de eoaserva
cao don portoBoletim meteorolgico do
di 1 de Abril de 1887:
55
ii>lcar despeaos nao dvf r t* I lado sfhio amigjg
fiis e dedicado !
Hora"
c s -a
gS2
**
6 m. 24*1
9 24^9
12 266
3 t. 27"8
6 26-6
Barmetro a
0
75854
75988
75935
757->95
75856
T*B8V
do vapor
19.50
20.61!
21.631
22.57|
20.48;
e
a
a
o
a
85
88
84
79
78
A Exma. Sra. D. Maria do Rosario Piobeiro
professora no Giqui, remrtteu-nos bi com idntico
fim. Mandamol os ao Sr. Francisco Gurgel do
Amaral.
Recebemos mais a quantia de 6090, remet-
tida pelo Sr. commendador Antonio da Silva Girio,
a que demos o tuesino destino.
A subscripca, que por iniciativa do chefe
de seccao Cicero de Mello se est promovendo na
Alfandega entre os empregados, despachantes e
operarios da Capatazia, em favor dos nufragos j
se eleva a 300*000.
A coinmsao de soecorros lecebeu os seguin-
tes obulos:
Dos empregadoa da Tbesouraria de
Fazenda 108*000
Da empreza Telephonica Burgard 48*000
Do Sr. Manoel Cardoso da Silva,
chefe da casa Cardoso da Silva
Filho & C do Rio de Janeiro 200*000
Do Bispo da-Oiinda 100*000
Dos empregados e operaries da ran-
di?ao Cardoso Irmaos 102*000
Dos empregados das obras do porto
e geraes de Pemambuco 355*6iX)
Dos empregadoa do engenho Sicu-
pema 10*0i 0
Do proprietario do mesmo engenho 10*000
Do pessoa martimo do .porto e em-
pregados civis do Arsenal de Mari-
nba 13*500
Dos cavalheiros da Crus 3*000
A commissao do Recife at
hontem tinha arreeadado 12:358*00.)
A de Santo Antonio tambem arre-
cadou at nontem 3:583*5000
At hoot m o apurado no be-
neficio dado pela Companhia de Zar-
zuella* orcava cu 2:134*000
Tem sido soccorrido 81 dos naufrago do
vapor Bahia pela commissao da paroehia de S
Frei Pedro Gonoalves do Recife.
MiNaa pelo* nufragosForam cele-
bradas hoatem, na igreja de Nossa Senhora do
Carmj, diversas inieaas pelo reponso eterno das
vietimas do naufragio do paqnete Bahia, sendo
nma d'ellas eolemne, can:ada pelo Exm prelado
diocesano.
/- A igreja estava decorada para a circunstancia,
tendo no centro dous catafalcos.
Numerosa concurrencia de ouvintes fjram rec-
der prtito a memoria dos mortoa.
Tocaram a orebeatra do Clob Dramtico Fatni
liar e a b.nda de msica do 14* batalhao de infan-
tera.
Faculdade de OirelloEis o resultado
dos actos de hontem :
1.' aupo
Joviano Tellea, plenamente.
Jovino Barroso de Mello, idem.
Manoel Joa > de Araujo Coutinho, simplesmente.
Vicente de Paula Veras, idem.
Um reprovado.
Um levantou-se da prova oral
2* anno
Moyas do Amaral, simplesmente,
Antonio Tavares de Carvalho e Silva, idem.
Rodrigo Pirmiano de Moraes, idem.
Joio Ferreira de Paria e Oliyeira, idem.
Jos Antonio de Bastes Mello, idem.
Joas Francisco Rodrigue, idem.
3.' auno
Abelardo Saraiya i\ Cuaba Lobo, plenamente.
Justiniano de Serpa, dem.
Jos Por-Dea Rodrigue Seixa, dem.
Eloy Diaa Teixeira, idem.
Pedro Marques de Albuquarque Cavalcante,
idem.
Jos de S Lima, idem.
A' exame oral do 3.* anno serSo chamados
no da 1S do corrate :
1 Tobiai Gabriel de liveira.
2 Antonio Gome Pereira Jnior.
3 Eduardo Estanislao da Costa.
4 Juttiniano Cesar Jacobina Vieira.
5*noo
5*000 de marco e quota dos empregadoa, para auxili
5*000 acs nufragos do vapor B'thia. entregue com-
5*'X) ) miaso de b'anto Antonio pelo ar. tenente Fran-
5*000 ciscj de Paula Mafra ;
5*' 00 Carros de passeio alugadoa 81*000
5*000 Liquido de um atade vendido a Adol-
5*000 pho Teixeira -Lopes para sea filho 43003
5*000 Empregados
5*000 Solicitador de partido Cuasy Juvenal
5*000 do Reg 10*000
5*000 Primeiro caixeiro alteres Pedro Bap-
5*000 tis'.a Carneiro 5*000
5*0 X) Ajudaote do guarda-Iivros, Eutychio
5*00Q de Medeiroa 4*0>0
5*000 Segundo caixeiro Joo Gomeb Saraiva 2*00J
5*000 Cibrador Antonio de Mello Costa de
5*000 Oveira 22000
5*00) Armador Custodio Joaquim Gjik,i1-
5*000 vea C. 2*00
5*000 Operarioa
5*000 Ferreiro Jos Barbosa dos Santos 3*200
5*000 Corfieire-seigueiio Mansel Jos de
2*000 Lemos 3*000
2*000 Carpina de seges Gabriel Goncalves
2*S0) Macedo 2*800
2*000 Dourador e pintor Bernardo Luiz Fer-
2*000 reir 3*000
1*000 Marcineiro Luiz Fagundes Ferreira 2*500
Serralheiro bartholomeu da dilva Al
cantata 2*500
Ferrador Julio Rodrigues da Silva 2*00 >
Malhador Manoel 800
Ajudante de ferrador Caetano 500
Motos de coches
Bolieiro Canuto Pereira dos Santos 1*500
I tem Manoel Pedro 1*300
Estnbeiro Autonio Jacintho 90J
126*0Oj
Total 133*200
Cnmpanlut do Beber I be Hojo, s 10
horas do dia, da eataco do Arco de Santo Anto-
nio na ferro-via do Caxang parte um trem espe-
cia', levando os accionistas da Companhia de B>
beribe, que vo ao engenho Doua Irmaos ver as
obras no novo a basteciesento d'agua cidade do
Recife.
Essas obras, segundo nos informara, esto muito
adiantadae^ de sorte que dentro em puuco tempo
estaro funecionando.
uutraoco Dramtica Familiar
Tendo adoccido n n dos socios que tomava parte
no espectculo, resolveu a directora traneril-o
para domingo 10 do corrente.
Bum inhoOs Srs. Pocas 2c C, eftabele-
cidoa ru estreita do Rosario, ao p da igreja
de Nossa Senhora do Rosario, receberam pelo ul-
timo paquete da Europa excellente vinho poro, de
uva, denomiiiadp=Madeira2 do qual nos re-
inetteram umt amostra, que agradecemos.
Os apreciadores do Oorn vinho devem experi
raeutal-o.
FerlmentOMPelas 8 fiaras da noite de 26
do mez prximo rindo e no lugar Patinho, do dia
tricto de C^poeira do termo do Bonito, Francisco
Bertino, Jos Germano, Francisco Ignacio e Jos
Bertino travaram-se da razoes e paaaaram a vias
de tacto, do que resulton eahirem gravemente fe-
ridoa Francisco Bertino coa urna fcada e Jos
Bertino c> ra um tiro.
A respectiva autoridade policial j retnetteu o
inquerito ao juisi competente.
AccidenteEm fins de Marco ultimo e no
engenho Limeira do distrieto cima, tendo Isidoro
de tal trepad itn umi maogucira, aconteceu-lhe
cahjr, precipitaudo-se n'um roebedo, morrendo
instantaue mente.
AMNlstaloO msico do2. batalbao de
iutantana. Antonio de Souaa Rangel, foi hontem,
ai n.ve e meia hjraa na manha, armado de ccete
ataca, caaa de seu cuihado e collega Antonio
de Sonsa Pontea, morador ra Vidal de Negrei-
ros u. 139.
Parece que havia entre ella inimizade, porque
Fontes mal abra a porta foi recebido a cacetada
e teve de travar luta com Rangel, de quem con-
segro tomar a faca e Cum ella dar-lhe um golpe
que o uiatou instantneamente.
O criminoso, que ficou tambem ferido, foi preso
e recolhido Entecinaria Militar, para onde tam
tambem foi remettido o cadver, afim de ser vis -
tunado e depois dado sepultura.
OSr. subdelegado do 2. distrieto da freguezia
d S. Jos lomou conhecimento do occorrido.
Para aa RocanAmanhC, s 9 horas do
dia, seguir para as Rocas o patacho nacional Pi
rapama
Vai buscar os operarios qne alli estavam tra-
balhando na eooslraceo da casa para morada
des pharma'-'ealicos, e leva mantjmentoa para es-
tes ltimos.
Tlveram alta -O metre do Bahia e tres
dos tnplante do referido vapor, que estavam
sendo v ralados na enfermara do Arsenal de Ma-
rinh-., tiveram hontem alta.
Aa> retirarem-se d'alli foram commovidissimos
es qastro nufragos agradecer ao Sr. chefe de di-
; Mxn-jvl Picaneo da Costa, inspector
daquelie Arscinl, o excellente tratamento que Ibes
fora dispeu..
Trigo e farinbaO Diario do Commercio
do Baltunore, traz um extenso artigo histrico do
commercio de trigos na America, segundo o qua',
dorante os dose annes que terminaram a 30 de Ju-
nho de 1886, o valor total dos trigo exportado
exceden s das fannbas em 700 mlhoes de dol-
lare, emqaaoto que dorante nm periodo de 57
Temperatura mxima28,50.
Dita mnima23*,75.
Evaporacio em 24 horas ao sol: 2,>2 i som-
bra: 1,-4.
Chava1S, '3.
Direccao do vento : SE e ESE alternados de
m :ia noite at 6 horas e 44 minntos da manh ;
E at 8 horas o 7 minutos da manha ; SE c ESE
at 11 horas e 37 minntos da manha ; NE e EXE
seguidamente at 1 hora e 10 minuto da tarde ;
SE at 8 horas e 58 minutos da tarde ; E e ESE
seguidamente at meia noite.
Velocidade media do vento : 2,ra32 por segundo.
Ncbulosidade media: 0,71.
CiellaearJBectuar-se-hao:
Amaaha :
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 hora, na
ra estreita do Rosario n. 24, de um terreno com
27 casas.
tf iaian fnebre).Serao celebradas :
Amanh :
A's 8 horas, na matriz de Santo Antonio, por
alma de F'lavio Goncalves Lima; s 8 horas no
Cemiterio Publico de Santo Amaro por alma de
Manoel de Siuza Tavares; a 7 horas, em S.
Francisco, por alma de Francisco Gomes Mar-
ques da Fonseca; s 8 horas na igreja da Con-
ceicao dos Militares por alma do 1- tenente H. C.
Braune e Dr. Azevedo Ribeiro.
Terca -feira :
A's 8 horas, ni matriz da Boa-Vista por alma de
D. Maria Ciementinade Magalhes Von Johstem
e de Octaviano Augusti de Magalhaes.
PaMaageiron Ch'gados do sul no vapor
allemo Desterro o :
Auguato Rodrigues da Cjst, John E;;gers, sus
seora, 1 filho el criado.
Sahidos para Hamburgo no mesmo vapor :
P. Stuhlmao, aua se ihora e 2 filboa, Manoel
J. Teiieira Claro e Meodo Nanes e sua senhora.
Cana de IfetencoMovimcnto doa pre-
sta do da 1 de Abril :
Existiam presos 384, entraran) 8, sabiram 7.
Existem 385.
A saber : '
Nacionucs 346, mulheres 8, estrangeiros 15, es-
era vos sentenciados 7, dito processado 1, ditos de
correcto 8Total 385.
Arracoados 342, sendo: bons 314, doentcs 28
^- rosal 342.
Movimento da enfermara:
Tiveram baixa :
Jos Clemente Ferreira.
Cosme Florismuudo.
Tiveram alta :
Maria Antonia da Annunciacao.
Jos T.io:naz de Oliveira.
Manoel Vieira do Nasoiinento.
Antonio Flix de Araujo.
Antonio Tranquilino Marques.
Cemiterio Publico Obituario do di 1 1
do corrente :
Maria, Pemambuco, 1 anno, Bt-Vista ; con-
gesto cerebral.
Maria Paula, Pemambuco, 50 annos, soltoira,
Boa-Vista ; dya'rha.
Luiza Maria da Conceicao, Pemambuco. 50 an-
nos, solteira, Boa-Vista ; anemia palustre.
Francisca Mina da Coaceico, Parahyba, 30
annos, casada, Bca-Vista ; tubrculos puimona-
ies.
Dionisio Floro Tavares, Pemambuco, 2G annos,
viuvo, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Joo, Pemambuco, 21 mezes, Ba-viata ; aceto-
so pernicioso.
Apolinario Francisco Nunes, Pirnambuco, 60
annos, casado, S. Jos; affecco do ligado,
Maria da Costa, frica, 80 annos, solteira, li i-
Vista ; dyarrha.
II Tino-enes de Azevedo e Souza, Pemambuco,
19 annos, solteiro, Graca ; epilepsia.
Capito Antonio Maria de Castro Delgado, Per-
nambuco, 74 annos, casado, Boa-Vista ; carcinoma
io ligado.
Mara Rosa de Castro, Parahyba, 25 annos, vul-
va, lit-Vista; tubrculos pulmonares.
Severino, Pemambuco, 3 anuos, S. Jos ; coa-
gesto cerebral.
Urna criaoca abandonada, 7 mezes Boa Vista ;
tebre perniciosa.
Carolina, Pernambnco^ 3 mezes, S. Jos ; con-
vulsoes.
Informei-me, euto, desde loire oabe quem
era a pewoa a qnem s referir o Hr. Sireoes ; e
mais nao foi necessario para quo e* me firmasse
na minha primeira hypothese : a Companhia est
com c mouro na costa I En to eompreheadi os se-
xtrieos coneratisado na ultima ediecao do quadro,
at mofinas do Jornal as immedincOes d rennia-
da aesembla geral do aicionisw, es eatort >s
empregados para enooloer a vtrdadeira qneria>
com urna outra de importancia secundara e que
J bst vencida. E me adm;rei do modo geitoso
pelo qual se procurava laucar o actual gerente
contra o s^u antecessor, para que atacand 1 se os
d.iu, viesse o r. Simoes a ser orejudicalo at
pela fama e enfianca de que sempre dignamente
gosou o Sr. Major Laur-utiiio. Q ib habilidade
extraordinaria no urdimanto da intriga, que cui-
dado em crear em torno de si urna insnspeicau,
desdenhando cargos que acceit elogiando a cada
momento a honestidadee dedicacao d 8r. SimSes
que pena nao tenha a qravidade necea aria a
un administrador segundo a phrase embregada
na expantiei da amisade ?
Ah, pela dedo se conhece o gigante, e tado is:o,
nao estivera eu desprevenido, me devera ter im-
mediatamente denoociado o grande myttificador
pela pratica to velho no fiVio !...
C >m este descobrimento eateud que em Tez dn
ficar com os bracos cruzados devena difeuder
do pr.vavd ataque os capitaes qua teoho empe-
nhado as daas empresas da Comoanhia de Santa
Tbereza.
Eis porque aqu appareco ; eis porque veoho
dizer, J. R. P. nao lograr o sen intento ; aqui
estou eu tocando rebate. Nao ser um topro myt-
terioto, por mais entufado que sej o individuo por
cuja garganta elle passe, que vira dessipar a har-
mona ex atente entre aa gerencias do Sr. Major
Laurentino e do Sr. Simos.
Estraoharo talvez, que cu para fazer isto
prefiro a imprensa, esta gaseta, em vez da assem-
bla geral oode tenho assento ; mas eu me expli-
co Na verdade aquelle lugar o mais proprio
para se discutirem questoes da compinhia era re-
laco ao intercasu immediato dos seus accionistas,
mas eu sei que ahi raramente, no rumor de nma
discusso, se consegnefirmar umaopinio que umi-
tas vezes requer calma e reflaxo, tanto mais
quanto mais importante .
Estranharo tambem que ni mesm > temp 1 que
eu venho declarar que a queatao de mxima im-
portancia, ponba a frente apenas a minha quali-
dade de accionista oceultaado sob ella o mcu
nome ; mas ainda aqu eu vou ue encontr a essa
reflexo.
Qgravissimo aecusador c seu dedicadiasimo ser-
vidor, o irmo dettriluidor, pois elle tem um ir-
mo destribuidor cegado pelo intenso brilho de sua
graliddo, esconderam-se em mascaras; e porque
principio hei de me por guarda, euquemealvoro em
defensor, de rosto d'-aoboirto? Prometto qna me
annunciarei, porm, a todos 03 Srs. accionistas, si
8to for necessario; aos Sra. accionistas, excepto
feita Jos aecusadores, poia duvido que elles ao
ebegarem a este ponto deste commuaicado o ign-
relo, porque j Ihea moatrei o golpe que me carac-
terisu.
fMiilCIP -4 PEDID!,
Companhia Sania Tereza
Nao andou 1 bent o confeccionador do quadro
publicado como prova contra o Sr. Simoes nos
a pedidos do Jornal do Recife de 30 do mez pr-
ximo fin do,
Manusear relatnos para copiar algariamos, rc-
duzil-os a um quadro, mandar publieal-o, mandar
diatribuil-o, concorrer para a sua reprodcelo na
imprensa diaria, e isto tudo com o d'sejo de fa-
zer urna aecusaco, s o poderia tazer decentemen-
te quem tivessa serio interesa E quem nestas
condicocs estivesse, sendo accionista, cortamente
nao irte confiar a imprensa, e por maneira seme-
Ibante, a duvida que Ihe nascera nb espirito e oc
casionara a accusac^lo sem primeiro ouvir a de-
fesa. E em taes condices esse zelo, que, alias s
agora no fim de tres annos se manifesta seria por
si s capaz de por em confuso a pureza da iu-
tencao !...
A contesiaciio feita pelo Sr. Simoes logo no dia
31 pe mesmo Jornal, pelo seu tom empelo le van-
tamento da luva que Ihe fora atirada, servio-nos
para nos firmar em certeza o que assim nos uaacera
como suspeita.
H >uvi; alguein que em assembla geral da Com-
panhia procurara argumentos n'essa p blicaco
auonyina, e case alguem deacobrio-se assim c m-
piet ament.
Ora, como mais de urna vez tenho eu applaudi-
do e ouvido applaudir a gerencia do Sr. Simoes,
mais nao era preciso para que reconsiderando esse
quadro tivesse o desejo de comparal-o com os di-
zeres dos relatorios donde o extrabira o seu au-
tor. E dessa comparacao rosultou pa-a mim mais
seria deliberaco. (
Comecando por verificar, pela lista dos accio-
nistas, uueui pideria ser J. R P., autor tambes1
de urna motn a que se reproduzio no n:csmo Jornal
tres vez'8 nos dias anteriores ao di ultima rfi
uoio de assembia geral, neabum nome c m casas
iniciaes eu ah encoutrei.
Ento qnem quer que fosae ou deveria ter um
nome tao aesmoralisado que. nem mesmo pelas ini-
ciaes, ousaria sem cumprometter a sua causa, ou
seria straoho a Companbia e visava apenas com a
su tarefa vingar-se por atraz do pao de alguma
qnesl&o insuslentavel na qual o Sr. Simoea o tivasse
contrariado.
Mas nesto mesmo ultimo relator: \ em que vi a
libia dos nccioniitas notei que se projesta um lo
vantamento de um emprestimo de 99:550^000
nara obras da Companhm. E como d- sgraca a
mente ae t^m visto muito espertalhao apreeitar
a sua grande pratica e habilidad'! para ae por a
frente de compauhiis em taea oceasioe, acbei lrs-
de logo urna relaco intima entre esse facto e o
ex'.emporanio 011 pelo menos por demaia tardo
quadro comparativo.
Eu sei o 4ue s) o bomens e al coutas. Nao
se admirem pois que esta reflexao me tivese l*go
vinio :Certamente esta urna isca, ftpz de
Urna consideraco s desbaratara as condioias
toreadas do quadro das tres lettras.
- NSo real quo a Companbia tem continuado
a destribuir o seu dividendo de 6 0/0? Nao real
que ella tem continuado e activado as suas obras
de conservarn e melhoramentos ? Nao real
que ella tem at feto obras novas e est agora
pagando o aeu velho emprestimo? NSo real que
as suas aecoes teera estado em progressiva ecta-
co na praca ?
E assim de que valle essa insiouaco de que a
renda liquida tem retrogradado, at na razo de
21 e 1/2 Vo- quando pelos bi leos approvados com-
petentemente e impressos, se v que todo esse resul-
tado tem sido obtido directa ou indirectamente
custa d'essa mesma renda annunciada como de-
crescida ?!
Tenho, porm, por fim tambem, dar urna prova
de que as gerencias do Sr. major Laurentino e do
Sr. tiiii.o -s, se completara em vez de se contraria-
ron), ao mesmo te^npo que demonstrarei a injusti-
Ci da aecusaco de J. R. P., tao deslealmente fei-
ta: por iatuentrarei em poi menores.
E comeQarei pelas seguintes conaiderares:
Nao devem os accionistas ignorar que a escrip-
turaeo mercantil, principalmente a de partidas
dob.-adas, embora a -ja urna verdadeira arte, neu
por iato est livre de ser falseada por aquelles que
em vez de fazetem um apostolado, faztm um ga-
nha p&o de seu cteio, e muito menos laenta est
de ter os seus arraiaea invadid s por qu-111 nem
ao menos Ihe conheva os esseuciaea rudimentos,
ou os eegredos e obrigacoes.
Ignorar, pnr exemplo, alguem que, negocian
tes plenamente fallidos, e fallidos dolosamente,
teem conseguido por urna escripturacao arranjada
ad hoc em seuslivros salvar o seu nome e os seus
crditos, por nao conseguirem os mais peritos jul-
gadores descobrir onde entrou o vicio?!
E porque este ou aquelle guarda-Iivros segn
um systema diverso, um methodo que pode at ser
exclusivamente seu, em eacripturar livros, em con-
siderar n'elies, por exemplo, as despezas que se es-
coam e as despezas que ficim capitaliaadas; .syste-
ma ou methedo que alias em nada altere o imme-
diato resultado final; se segu que por isto tenha
claudicado o administrador que Ihe favoneandoa boa
vontade e esforco constantes, o tenha em qualquer
poca supportado? E esae facto ento da renda
liquida decrescer apparentemente quando realmen
te nao decresce, poder attestar mais alguma cou-
sa do que a conclusao lgica de que esse guarda
livros tem melhor systema do que aquelle ?
A escripturacao de urna Companhia principal-
mente poder sempre seguir o mesmo systema ?
O sen guarda-Iivros, quando o mesmo sempre se-
ja, nio se habilitar por ventura a melhor inter-
pretar de da para da o que seja n'uma machina,
n'uraa canalisace, n'umapparelho, qualquer des-
pesa propriamente de conservacac, isto despeza
que se esca, e despeza real de captalisacao, ist-- ,
despeta que fica ? I
Eu sei e muiros sabem, inclusive o autor prova
vel do alludido quadro... D'elle teoho ouvido
dizer que em certa Companhia at iato como nor-
ma determinou.
Eu sei e muiros sabem que euarda-livros ha que,
considerando urna machina e at um utencilio,
considerando um predio, sem nunca deprecial-o,
Ihe tem tuneado addicionadamente ao seu primiti-
vo preco as verbss de sua eonservaso, creando-
Ihe afiual um verdadeiro valor ficticio, que mai-
to representa e que nada afiual.
Eu sei e muiros sabem que em um balanco po-
dem figurar cuntas, ooino'as de fundo de reserva,
por exemplo. e o saldos de lucros e perdas que,
exclusivamente eocravadas na conta de capital
pela sua uatureta real, apenas tem um valor de
mera e apparente represenlaco. E n'este ultimo
caso ahi esto esses primitivos balancoi da pro-
pria Cimpanhia Sata Thereza, onde figurava no
pissivo urna conta toda'especia', como a <\<: fund
de reserva, sem ao menos ter um equivalente visi -
vel 110 activo, onde deveria estar; sem ao menos
por um idntico representante estar considerada 110
saldo da can,ou onde melhor foase. Quem por
isto, por exempio, ae Icoibrar de censurar o Sr.
msjor Laurentino, que nunca foi guarda-Iivros;
quem por itto'censurar o Sr. Simoes, que est no
misino cssoe que s agora tratou de dar a esta cin-
ta de fundo de reserva o aeu verdadeiro valor,
man laudo climioal-a?
E taea consideracoes por si s aeriam sutfiuiea-
te? para coutestar por sua vez foio o valor do qua-
dro, tomado a serio. P01 que, ento, se adiailti-
r, que o seu autor nao careca de competencia,
t :nd > a de sombra; e se concluira que si fosse jas
lo o sea interesse, o verdadeiro caminho qu tena
a tomar seria requerir em assembia geral para se
nomcar urna commissao que, estudanio as origens
e aatureza das contas da Cimpanhia, justificase-;
ou coudcinnasst: a apparente anomala ..
Descere i, porm, k urna verdadeira analys',
como prometti. 9
do Carmo, ai a raa do Sol (cerca de 700 ps),
tmbstituindo se o que havia de 3/4 de poUsgada da
ahamba, por outro de 3 pollegada* de ferro, asua
de mu vantajsaameote abastecer o chafaris do
Caroso e a eaaas da eataco da va-terrea de
Olioda eom peana* d'agua, pva o que conoo'reu
ella oorn 9 auxilio delOOlOOO.
Todo eaaes melhoramsntos tem feto qae func-
cionem regularmente os cbat'arize sem a meuor
falta d'agua, nao obstaste o grande veri.
E mais abaxo referindo-se 4 empreza de ilumi-
na cao :
A canalsacan, ao geral nao boj, e d'ahi al-
gumas recUoiscdes que vo sendo r mediadas.
No gazometro tcem-se feitu rauito* melboramen-
mentos, dando em resultado redoecao naa despe-
zas do fabrico e por cooseguinte augmento rela-
tivo na receita. Pajes. 3 e 4 do Reatorio de
1878.
Entre os melhoramentos executado ao diver-
sos ramos d'eate servieo, o mais importante foi p -
der-se uispensar o tanque feito ao re do cblo ou
antes abano deste para suppi ir asfaltas de qoe
est cima. N'aqueile tanque apresentavam-se
ruinas que deixavaia eseapai e disperdicar grande
quantidade d'agua; e vendo-se que nao poli a ter
concert, sem tur completamente demolido, e sendo
isso mu dispendioso, preferio-se o abandono, e me-
lhorar o systema de distribuico interna no eocaoa-
mento, que deu um resultado satisfactorio, a ponto
de poder diapeasar-se aquelle deposito.
O encanameato qne enastas agua ao chafari
do Amparo, alm de ser d insuficiente eapaeidade,
est em peaeimo estado, e precisa ser substituido
por outro de maior dimeusu. Pag. 3 do Rea-
torio de 1879.
E tratando ligo em seguida do servieo da illu-
minacad publie a anoancia apenaa este mesmo re-
atorio que foram n'este aano restabeleoidos 47 lara-
ptois de 55 que se retiraran depois da innovaco
do contractos em 1877.
No ultim) relatono vos havia dito que pre-
teudia abandonar o tanque de deposito d'agua ao
res do^cho, por julgar nao valer pena a recon-
slruccao; mas sendo crescido o numero de familias
que affl'iiram este anno a passar o vero em 01 inda,
entend coaveniente augmentar os depsitos, e
emprehend a reconstruc^ao aa que se despenden
767J90J. Na represa do rio Beberibe no lugar
Cumbe fez-se grandes reparos, substituindo se os
esteios de madeira qae j estavam podres por ou-
tros de ferro. (Triihoa velbos.)
Na ra do Amparo, como ja disse, havia neces-
sidade de ser substituida a caoalisaci 1 por outra
de maior eapaeidade, e existindo nos n esos dep-
sitos alguna canoa j servidos, foram enllocados em
parte da extenso, para mais tarde ir sendo con-
cluida. Pg. 3 d,o Reatorio de 1880.
E sobre o servic/oda illumioaco ficou neste Re-
atorio consignado qae foi autorisada a collocac&o
de mais 33 lampces. Dos qcaes, attento o que
fieou dito cima, 8 sao apenas restabelecidos s ndo
lampeoes novas 30. Acerescentando-seque Nos
fornoa da fabrica foram substituidos 7 retortas e
ainda necessicam-se de al^umas para sobresalen-
tes. Ha tambem urgencia da substituido em
grande parte da canaUsacao. nao s por estar parre
d'ella arruinada, como por serem de insuffijente
eapaeidade.
Vejara >s mais:
Ainda desta vez satisfactorio dizr vos que
corren muir regularmente o abastecimeuto d'agua,
bavondo apenas na roa do Bomfira, umi pequea
irregularidade por 2 diaa, divido, ndo falta
oVaqua, mas a desanranjo no encanamento, que foi
de prompto remediado com um desvio dos Quatro
CantoB pela ladeira da Misericordia......
Muitos reparos e substiluiges do encanamento
por outros de maior eapaeidade, ae tem feito, e
crantiiiuaro a fazer-se. > PHs. 3 do Reatorio de
1881.
(lauto ao servieo da llumina^o diz o Sr. ge-
rente qae fora autorisado o augmento de mais 56
combustores novos dos quaes aoenas 16 faltava.n
assentar ; e aecr<:acent* : Tem sido substituida

grande parte dos canos de chambo por oatros de
ferro.
No reatorio segninte, pag. i, dcpoia de an-
uunciar que foi a iliuminac.ii 1 publica augmentada
cota mais 8 combustores assim diz :
Muitos melhoramentos se tem realisado nesse
ramo do servido, sendo um d'elles a substituicao
de grande parte do encanamento d" chumbo por
outro de ferro e de maior eapaeidade dos que
existim
E depois accreseenta :
O/ras novas Durante o anno fiudo elevou-ae
essa conta com mais 3:71392J, destribuides as
seguintes verbas:
Coma collocacao de 31 lampeos
e respectivos eneanameutos 2:925680
Com a construeco de urna otficina
e accessoriM 218120
Com a calcada do do edificioe aug-
mento nos armazeas e escriptorio3 569^820

Vou 1er para este fim diflorentes trechos doa r. -
latorios de 1877 a 18i6, periodo abrangido pelo
quadro publicad
Conheci que, no geral, grande parte do ma-
terial usado precisa va e precisa de prompt-t sub-
stituicao em quae toda a canaliaaco d'agua, que
de a ia pnllegadas, reconhecida como insuficiente,
se fazeudo necessario aubstituil-a por outra de
Pag. 4 do aviatoria de 1877.
Alguma reformas tem sido preciso faz^r fe.
,N.i ladeira da Ribeira foi tudispens ivel substituir-
te o vclhO encanamento, que all exista, de dina
"pollrgadas, p r outro de quatro, nao s por estar
nteirainesa estragado, como pala difficulda.ie, fc asna gerencia estando elevado a 3t
que causa va; esse estrago, para tTkr* a agua aofaBalludido combastores; havendo asaiad'.ira-ite
chafariz do Amparo. Tambem fei prolongado, [esse periodo assentado 141 cDmbastores autorisa-
^m eonsequencia dos pedios de penoas d'agaa, o dos palo governo : e dos quaes sendo reWusidjos o-
3:713920
E afinal no reatorio de 1883, ultimo do Sr ma-
jor Laurentino, se l o segu nt- sob o titulo illumi-
nafao :
Oa reparos oa reclamacoes que se ho .pre-
sentado por parte dos Srs. consumidores: quanto
aos defeitos da illuininac) do suas casas, sio
devidas antes a defeitos primitvos quando se cont-
truio a obra para semelhante servieo em si e
aupprimeoto8 actuaes, tanto que taes defeitos
aomente apparecem naa casas situadas nos lugares
man baixos da cidade e affastados do gazometro.
J nao ho sido reparados por depenierem de des
pezas avultadaa e qne actualmente a companhia
uo as pode snpportar, faltando-lne a pontuali -
dade no pagamento do subsidio por parte da Fa-
senda Provincial, o qne desde o comeco do cor-
rente exerciciu de Julho de 1883 a 1884, ainda
nao Ihe tem aido pjsswel satisfazer.
E logo adiante, na pagina 4 sob o titulo estado
do material :
Alem d'eBsas exigencias a aatisfazer, o mate-
rial da empreza uecesaita d'um reparo no tanque
do reservatorio central do gaz, bem como no enca-
namento, com a mai ir eapaeidade do que o actual
desde o'dificio dogazometro at ao sop da ladeira
do Varadouro.
Quanto aos reparos no reservatorio central,
talvez couviess mais fazer assentar am novo, se
dando a vantagem de fazer o gazometro co'm doas
reserva torios, e por conseguate fcil dade nos
concertos quando necessario aejam em ditas pecas :
esta minha definitiva opinio.
Alm de outros pequenoa r.-p iros, exige con-
cert maior as fornalha, e a ir um dos primeiros
servicos que encelarei logo que receba parte oa
todo do que nos est a devar o Theaouro Provin-
cial, de Julho para c.
Ora, semilhaatea citaces abrangem todo o pe-
riodo da admiuistracao do Sr. major, segundo os
relatorios por elle mesmo escriptos e sendo aa ni-
cas referentes a obra .n'elies contida por ellas
ae v :. Io que durante sua gereneia a nao ser^o
aaaeatamento de aoves combustores da illumina-
jao publica, nenhoma obra nova foi feita e sim
apenas aubstituices e reparos, sendo que muito
poucos foram aquelles, comparativamente, que re-
niererain materias de telur qualidade ou motor
eapaeidade. 2* qae ao deixai a companhia coa-
fessava S. S. quo muitos exigencias havia a satis-
fazer requisitando despezas pavultadas. Anotando
aqui estes dous pontos vou observar outra consi-
deradlo que me despert 1 a leituia dos relatorios
de semllhante periodo.
Pelos balancos all ann-xnsse ve que a conta de
construcc,io que era de 272:7925781 ao S." S, to-
mar conta da cpmpanhia variou dahi en diaute,
aem alias nuncasoffrer um abate para depreciando.
ocla ordem aqui obs-rvada :
1877 273:720*501.
1878 274:779W91 R. ,
187'J 274:779*591
1880 279:282/730
e d'ahi em dianle, addieionaudo-se a conta de
o6ras novas escripturada em ti'ulo especial des e
ento, do modo qae passo a iudicar.
1881 281:548*470
1882 288:262*390
1883 288:262*390
B- concurrentemente cem esta conta a partir do
anno de 1879 noto que apparece no acfiro dos mes-
mos batneos nm saldo dos melhoramentos do ser-
vico do gas e agua que assim vv^figurando :
1879
18S0
1881
1882
188:.
Noto alm dfc tado isto .
digno gerente de ento sido toreadora reduzir
uuuiero dos combustoes publie 1 165, p
uar 55, como diz no seu re it -no, *^^H
fieeu estipulado oa uuovacao dos
1:102*916
6 j066
440966
1:073*891
l:296f70I
que tendo u bonr ido e
bustoret novos, 88. Ora estes paleada '^e, segao^o o
ureco uos 31 a,ue se refere uu 11 tu, ilo dato-
rio qne cima citei o mcimi di^no erete, nao
poderiam ter oustado mirto nais d- 8 30->*440
Concluindo eu vejo pois : Io que o augm-nto da
eoata de comtruccio sendo em tal ariudo de____
15:469*603 muK 1 uocnor ao que deveria pelo
addicionain-aie das obras nnva, nao havendomes-
mi melhoramentos qne ju-tifiqnem o resto de.....
7.164*16? que de tal diferenoa fica ; 2- que fir-
' gaar :a livros de ento lansava nessa
conta at deap:j-g de mera conservaeSo do mate-
rial, cotamettende ao masare nmp* o erro de nem
aa menos c mcurreetcasecte dar-lhe abates para o
depreciameoto domesmi. E aMiaestou habilitado
a dizer ao malvolo authordo quadro : Ora, si des-
pezas qoe verdadeiram-nte se eeaoam eram lansa-
das em conta de capital, digamos assim, onde est
a vossa competencia e a vossa boa f, nao sali-
entandoeata consideraco esaeneial, (incapaz de
pas9ar deapercebida a quem critica) ao manueeaf-
des intencionadamente os relatorios desee pe-
riodo? !... Mas, von a diante.
N is seus relatorios diz o Sr. Simoes.
A' pagina 7 do do 1884.
Por diversos melhoraateatos passaram os roa-
teriaes permanentes da Companhia, principalmente
os frnos de destillacao e-as canasaces d
e g..z Assim d'aqoelle.s foi reconstiuido um e en
cenado outro, e nestas fizeram-ae assubstituicoe.
accreseimos, e 11 mueras que constara di resenha
com a inal terrr.inare este paragrapho; iwadn
que nesta data, a espera de breve erapr -go. exis-
t"m nos armaz-ns da Companhia materiae en-i-m-
mendados pelo mcu anUcessorn'fValor de 2:0 '.' i7.l
e j pagos, para .1 coustrnce*' de urna rene d.
canos que deem sabida indepandente ao gaz desti-
nado illuminaco da parte baixa da eifado as-
8cnthn lo se ao mesmo tempo apparelbos ine per-
mittam a regnlarisa^o daa presses em relacao
parte alta.
Sao os seguales os melhorameutos realisados
as can-ilisaco 's durante o anno fiado e nos quaes
se despenden, ciai se verifica da escripturavio,
a verba de 1:729 490 parte as deapezas in icvi-
damente lanzadas por conta de cetelo.
Su istituijo da canaliaaco d'agua na estra-
da do Lupe de canos de 3/4 para canos de e*Ba
de 2 p'llegadas, n'uma extenso de 219 me:roa
piuco mais ou menos.
Limpeza da canaliaaco d'agua em tula a
ra do Amparo e B.na Successo, seusivelmente
obstruida por encrustacoes.
Mndanca da canaliaaco de gaz para o meio
da extensa ra dos Milagrea em vista dos alinr-4-
mentos da Manicipalidade.
Substitu'cao da canalisac-lo d'agua de canos
de chumbo de 1 p llegada para canos He f-rro
galvaoisados de 1 po^egada, na extenso de 77 50
desde os Quatro Cantos at a adeir 1 da Miseri-
cordia, e d'ahi para cano de 3/4 n'um extensa) de
^."OO no ramal da ra do Bjm Fim.
Prolongamento da canalis icao d'agua no lar-
go do Carmo em canos de 1 e de 3/4 de polieaada.
n'uma extenso approximada de duzentos e eineo-
enta metros, desde a esquina da estaclo at de-
fronte da casa do Sr. J o de S, no cometo da
ra dos Milagrea, etc. etc.
E desta natureza sao por va de regraioa melho-
ramentos mata urgentes que estamos a carecer em
s 'm-'lhane ramo de servieo.
O deposito de destribuicao d'agua na ladeira da
Uibeira e a tomada d'agua em Beberibe reaentem-
ae da falta de alguna melhoramentos tambem, oa
quaes pretendo executar agora na estaco inver-
nosa que a de menor consumo aquella em que '
temos o pessoal da Companhia mais desiccupado.
Una e outros exigir", certo, urna despe/.a mais
ou menos cresceuie durante o anno aegointe e tal-
vez o immo I iato, at que aejam attendidas todas
aa faitas que uo foram previstas pelo eonstrqAtc-
rea ; mas uo isao motivo para que s-" julsue o
futuro da Empreza abalado e nao se pissa contar,
como j dissemoc, eom a realisacao de taea melho-
ramentos por conta da sua receita anana!.
A' pagina 4 do Reatorio de 1885 :
Entre as obras novas, que f. teem executa-
do, indicarei como mais importante a coostrueco
de uma rede de canos de 6 po'legadas e o assen-
tamento dos apparelhoa indispensaveia para divi-
dir em duaa partes o abastecateto de gaz cor-
rente, nma relativa parte baixa da cidade e oa-
tra a ana parte alta, inelhoraui-uto essencial c que
vos prometti fazer desde meu primeiro Reatorio
(Marco de 1885), poia tendo j silo presentido
pelo meu antecessor, existiam comprados (encom-
mendadoa) os necessarioa dispositivos, ntre oa
aperfeicoamentos das obras existentes vos cirarei a
reeonstruccii de toda a cob-rta d eaxa de dis-
tnbuico da Ribeira, que de telbas de ferro zn
cado e madeiramento de pinho que era passou a
ser de telhas de barro e madeiras de qualidade.
E igualmente vos citarei o novo rebaixamento
que tente! e consegu na canaliaaco mestra no
ponto de aeu percurso em qne ella--passa por apbre,
um comoro denominado Areiao. Todoa esses tra-
balhos, preza-nw dizer nos, teem sido executadoa
nicamente pelo noaao pessoal da Fabrica, aus-
mentado de alguna aerventea para as eacavaeoes
e transportea.
Nao menos dignas de nota forsm as aubstitui-
ces que em continuado de aervico anterior.fize-
inos este anno as canalisa^oes de atestecimento,
qur d'agua, qur de gaz, obstruidas aqu e de
dimetro insuficiente alli
Todas estas obras e melhorr.irienr. s, como se
deveria esperar, teem concorrido para que de dia
para dia posaamos melhor servir aa exigenciaa de
publico demonstrando evidentemente que ellas nos
preoccapam e entrara no noaao plano da boa eco-
noma; o que alia temos ouvido ser confesaado
por todia as pessoas justiceirns e sensatas que.
morando em Olinda, nao baseiam n'um motivo de
mal entendida despeito maligna queixa contra fal-
tas imaginarias ou contra outraa mnitas v> zs le
vissimus, que sao pecularca a emprezaa de abaa-
lecimento d'agua e luz e nao podem sempre Ber
removidas na medida doa desejos.
No momento em que vos rallo est em grande
estado de adiantamento a conatrneco de uma no-
va canalsacao de 4 pollegadas para levar direc-
tamente a agua das machinas do nosso estabele-
cimento do Varadouro caixa de diatiibuicla da
Ribeira, nica como sabis, do nosso systema:
pois que eru essa conduccao feita por um callete',
da 'ede do canos distribuidorea que antes da ca
xa ac ramifica para todos os lados da cidade. O
que era uma inconveuientisaima disposifio em fa-
ce da topographia de Olioda, por se constituir a
causa real das irregnlaridades no abastecmento
d'agua, de que ha tanto tempo se qusixara os nos
soa consnu idores. A parte da eanaiisK^o aqtiei
la caixa, isto entre ella e o Varadouio, ficava
excesaivamente abastecida dependendo a regula-
risa(o das penas 'agua da presso com que tra-
0>lhasfem as bombas, presso variavel durante c
dia em tace das exigencias naturaes: ao passo que
alem da meama eaixa ficava intermitiente e insnf-
riciente esse fornecimento as oceasies gualmva-
te variaveia de maior consumo 110 todojj trecho
anterior. Sendo que quando 8e podia reunir re-
serva na caixa, asai.-a tracstormada, era jnttamen- .
te quando della nao se precisava para regulariaa-
c> da boa distribuicao. No vero ficava ella in
variavi.lmente secea, senda constantes as nter-
rupco'a nn ferneciui'-nt 1 do chaferiz da Ribeirn,
boje tradieioi.aes, e que por aer um dos mais con-
currid.s e procurados pelo publico, grundemente
nos tem prejudicado.
A' pagina 8 do Reatorio de 1886 :
Aa obras at hoje feitas uo teem, cerro,'e
eu aqui repito, resolvdo a qneato do reconheci
damente necessario augmento do abasteeiroenfb-
d'agua, condemnado asaitn a ter no sea desenvol-
vimento una progreaso muito inferior a que Ihe
compafivel. Mas inegavel que essas obras, e
para esae facto prnvoc > a vossa atf^ncao, nos tem
habiltalo a melhor destribuicj cffactuar, fazeu-
do calar 8S3m gr*nde numero de reclamaco
aoo termos n'uma ep cha dada uma despeza su-
:abe na noasa receita e nos los


t
* *
perior a qae en
tentar quem, por exemplo, preteodendo bata qua- encanamento do pateo Je 8. Pedro para o largo 55 meramente reatabeltados ae ve qoe noam, eoms
cjm-romissos; anda nao haVeiido partoste re-
taca.) alguma. Uni a receta o despc,z> at ei -
jr x d'agua.
Durante o anno findo completou-se, nesse in-
tuito e pir esta forma, a canaliasciUrde 4 pollega-
das de que vos falle no Reatorio anterio; c
n'uma e*xt nsSo de 615 mtstrvs; coiistiuinim-sc
redes supplementares completamente novas c 1
canes galvanisados de 2 pollega-ias, sendo entre
ellas m"i^ uolavel a que, u'omft extenslo le 36l
metro, par ti no o da caixa de leitnb iiy i> desee
travessa de S. Pedro .-'post.li para passa
argo de S.jVedra e subir at a rua do j 1,-
im pela" S; o 'a que anda ...
y^u, de miii 1 de 316 m-os esu em
execlico partir daa Q.iatro Cautos, pela raa
Amoaro ; c<>aj o fim aquella de melhorar o abas
-uto o cta a i> do Carmo e es'a o d cln
tariz d& Amparo, t-liminando ao mesmo tempo a
a malfica, inflaeucia por ambas exercida 1 aa pen
as d'aguas ffas runa visinhas. E igualmeute d
te intuito, melhorar o abasteeimento, alm de mais
HalItUl }
n



HflHHHmi
^__^___
Diario de PeroambacoDomingo 3 de ibril de 1^87
UI1
d* I
I
de 742 metros de eanaJisacoe colectora, novas
en fubstituidas, ae tem teito innmeras desobs-
traccoes nog encanamentoa de *x e d'agu, con-
cert e substitwcoea do pparelues estraga
ultima nen".- i laVagem do nin dos ramos d > in-
A'oto d'agua jaoto a tomada em Beberibe,
se achar quagi obstruido; teudo approveita-
._ esta oecasiio, quanto -i ultima obra, para as
oentar dispositivos qae tees lavabos tacilitem no
futo.ro.
E mais adiante a pagina 9
Passando a outra ordem de consideravoaj,
ievo vos dizer qne ainda este armo foram intro-
i'izida no bataneo da Companliia alteracpes no
sentido de simpli/calo de forma que a priineira
vista se p >ssa perceber qual o sen real estado.
sto principalmente no que dii reapeito ao seo
ruado de reserva (encravado em seus melbora-
mentos e construccoes) e o saldo da conta de lu-
cros e perdaa que foi litera Jo em tnaior e m real medida pelos deprciamentos do material.
Sendo que ueste particular, para o {qual chame:
especHlmeot'3 a altenco da commiaso fiscal,
adptai a mesiaa norma s-e;uid* escrip uracio
da Companhia de Trilhos Urbanos.
Lidos esres trechos, qo estajo pieuam-.-uV em
harmona com os projectos do anterior gerente,
o qut naturalmente ao se exonerar o que tratou
foi de indicar como aeu substituto, quem tendo
as habiliteeoes exigidas tivesse ao meaoi) lempo
.1 autividade necessaria para das fraquezas faier
Jorca continuando o trabalbo laf .noso que a mo-
lestia e a velhice Ihe vinham prohibir anda mu-
to lora de tempo : lidos sses trechos d-"vo con-
-ulUr o bilanco da oompanhia, successvaineute
uas duas con tas de construccoes e obras novas,
inelhoramento do servico do gax e agua.
A primeira assim varia :
1884 288:262*390
188o 299:261 #575
1886 260:691*030
Tenlo-se conservado sem augmento algn em
1884, tendo sido augu.euludo de 9994185 em 1885
c teudo ofirido nm abate de 28:9654671 em 18S6
para os depreciameutos que nunca Ihe foram da
dos.
E a segunda pela forma seguinte, pela accu-
tala cao dos saldos :
1884 3:022*111
1885 4:383*t-53
1886 8:630*478
Ora, J. R. P, assim chamare o autor do qua-
ilro j que elle o quiz, capas de dizer agor* em
publico que ignora a razio nniea de ser renda
iqiuda da companhia deetescente nos dous peno
ii-.a de admniafaco, que to intimamento se
.ompl-tain?
J. R. P. que, inconscientemente tal vez, foi o pri
meiro a deixar claro no quadro publicado que a
renda audida ja era decbescentk e 1883, an-
da em gerencia do digno Sr. nujor Laurentino
ser rapaz ainda de vir sarcasticamente pedir um
voto de louvor para o Sr. Siine depois que eu as-
sim Ihe arranquei a mascara I. .
Eu o qnero ver para acreditar, eu o quero ver.
Dar no da 5 levar a nova aos accionistas i-mui-
dos tm assembla gerHl. Cuidado, porin, J. R.
r". cuidado porque eu vos conhevo pela piuta e ue.
tores igualmente desastrado talvea me olirigues a
ir alli (ambem relembrar algumas pag salde Vos-
sa interferencia em negocios da Couipanhia San-
ta Thereza, para e a esta me limitar. Escu-
te,
0 vosso quadro urna uiyatificaco vergonhoaa.
S, sm, aos nescios podera illudir. Mas au vosso
/ arrojo, aquilatando to mal e conhecimento e ha-
biliteces dos Srs. accionistas ba de ter o inere.-i-
>io pago.
Levantei de novo vossa espada, aqu fico a vos
. a espera.
Keciie, 2 de Abril de 1887.
Um accionista.
Reunio dos magistrados
Dlscnsso do ccete
(Continamelo)
V
O Sr. Vlaojos (profuudo silencio) -Sr. prcsi-
dente, fritas as devidas distinecoes, scho-uiu un
mesma coudic;o de melanclico Virgilio no mo-
mento de ir o sexto livro da sua Eneida perautp
a familia imperial de Kouin, para louvar o talento
e a virtude do joven Maree:lo flho da princesa
Octavia.
Como elle, tenho necetsidade de um Mecenas
qoe continu o meu discurso, si, poiveuturao mal-
dicto defiuxo nao me pcrmitr acabl-o (riso).
Seja pois o meu Mecenas o illustre Sr. Limao
doce que tao amante se mostrou dos latinos.
O Sr. Limao doce Aceito oin inuito prazer.
O Sr. ManejteSr. presidente, nao a-i se an-
dei bem avisado, viudo a esta reumo, eouipoata
em ajude p-irte -do\homcns que nao me conbecem
e'que igualmente me ehi 4eacuuhecdos. V. Exc.
abe que ba mais de 18 aunos, d'icei de viver com
os juzes para viver com as musas. Deixei o loro
p-.o Parnaso, as Ordenacdes pela lyra e os prova-
ras pelos sonetos (riso).
Ainda nao me arrependi da troca (riso). Nao
sei se ha horneus uascidos para o vicio, ou almas
dadaa ao culto da virtude. Ses'-e pjuio estou
ie accordo com um talentoso ecnptor portu^uer,
Vio cedo roubado as letras, a patria e aos ami-
mi! Sel, pjrm. e ali-mi qu ba pesseas que
nasuex poetas Eu uasci poeta, Cir. presideute,
e nunca poderia ser um bom aJvogado. deade que
a lei nin permitte provars em verso (riso).
Bem sei-que triste ,fa.de, ser poeta nesie paiz
onde o tempo dab conquistas em verso, e pelo ver-
!', ja passou. As mocas de hoj- t se apsixo-
imid pelo dinbeiio. Mas ai taiutHin que aer ad-

vogado honesto, facer vote de pobreza, co,n > os
franciscanos. (Kisadas). E depns, aej*m>3 fran-
eoa: pos de jngts, pos Aim disto, Sr. prasjitaota, ciara* a son metier,
o que qoer dizer em b rm por'ugues : cada nm
para o qae nasceu "(ria:>). E deiniis Sr. preaiden-
te, ha tantos advogadoi, e to uocaveis, que um
nunca acabar (riso). U.-pois que o illustre Sr.
Leonro de Carvalho, de profiid ;s estud is sobre
a inacrucc&o superijr, mis la seienee la port
di la propine y a tan', d'uvjcxts qu' n'g a plits
d avocis (risadat).
E, assim, Sr. presidente, arredado dai lutas di
chicana, que tamiu o lu?ar da sciencia, paaao h >
je vida de plena b-atituia potica, gozando a su-
prema ve.itura. de ni ver una t desias Ciras
pitionlaros, qii n> foro, tjm-.'.m o nouie de offi-
cac< de}uslit;a\ (Risadas).
Vivo em coaunmihli, pelo p-naaineuto, cornos
grandes homens que sao a h inra da sua patria, e
a gloria da humauidade.
V". Ezc. sabe, Sr. presideute, que a a litteratu-
ra, em sua verdadera acepeii, tem t poder de
operar este pheiumeuo da irausmissao d'aluia ;
UM fineute de um ho.uein a outro hj-nein ; mais
de um seculo a inultos seculos. Ella pera a re-
pereusso do soin, da paiavra e do peusaiueur.'-.
E o eco uuiveraal e eterno do muud > pensante.
(Multo bem).
Agora mesm), Sr. presidente, vejo pelo pen.a-
mento a pallid-z e juc i o ^-o tremendo e agirado
da voz de Pbmo fizeodo o panegynto do nnpe
rador Trajano, por entre os applausos dj.senaio
romano. Vejo Sylla se it,do no Forum isto e. a
corrupcAo em logar da jusiiija, venJendo os neos
dos proscriptos, por vil pr^co, a seus intimis h ni
gos csussurro). Vejo Clodio a JWo, dons iot-
mos do Sylla, converwrein a placida diacussao 00
loro, em luta de interesses pessoaes e batereiu-ie
na via appta pelas migalhas da corrupvlo (muito
i>o:n). Vejo Clodio cahir m rto e ouc ) o af ua-
do discurso de Cicer* proferido sob a gmrda da
cota dar mas por baixo da sua toga, nayuellj mo
men:o de angustiado perig) (muito bin). V jo
C\*ro Dentato, que tres vezes foi cnsul e du .s
gozou ds honras do triumpbo, no campo, para
onde se havia retirado, depjia de suas victorias,
onde os e -.ha xaiores doa Samnitos o eneontra-
ram. cosnbaudo rabo^s em urna panilla de n .r
ro, tff recendo-lhn os embaixidores vasos de on-
ro, para ver se assim o luduzam a aceitar o seu
partid^i, Ih-S reapouiem co:n tjla ari-.igmca
Prero a miuha baixella le bario aos voss-js
vasos de ouro (muito b m i
E o pass ilo, Sr. pres dent-, transmifi-l- ao meu
pensamento pelo eco uuive.rs il da bistora, neste
momento d urna triste asaociayao de ideas (agi-
tadlo) .
Foi na aolidao, Sr. presidente, que eu aprend
a ver o p tasa lo, e a amar o bello na nitureza e
na arte.
O Sr. CarxaNa natnreza tembet ?
O oradorE porque nao i (Riso.) Urna mu-
Iher fprmosa, urna flor, um quadro, urna plau:,
um passaro, nm objecto d'arte, tudo (m'nos urna
c arxa) (riso). Sim ; amo o bello, em todas as
au'is nritufcstecoes Prefiro um quarto de h ra
ae doce pceaia, na gruta ile Calypso sar le gasn
fleuri, a pausar diiaa hrs ouvimlo a eloqUeuc
pasmosa e a jurisprudencia recreaticu do Tribu-
nal do Jury (risadas), li apezar uas minbns o
tente e oitj quaresm^s, entro na gruta de qiuquer
deusa, sem bater na poita, sem misuras e aem au-
xilio de mentor, (risadas).
O Sr. Limao Doce E o que eu mvejo, este
privilegio dos poetas... (risadat,)
O oradorPara os podas nao ha velhic*. Son
v 1 lio pela dade, mas nao pelo p-usaim-uto. e m-u:
pelo craco. Sou um vechio caer che batte, o
que tudo na minha idade (riso.
E assim Sr. presidente. Quand m- leuibro
das ui iciuhas do meu tempo Coradiuhas, buqui-
uhas le aujo, de be jar, como dizia Garrett, pea
de fada. cintura de anuel, pelle avelludada sem
rebico de cal e cimento, c mo as de boje, um ver-
melhio rancez, inteinnhas, uaturacs, sem nada
postico, sinto batei-me o coracao, cs:uo ao vala
anuos (risadas). Erain lindas, Sr. pres,d-lite,
principalmente as morena* Lembras tfc. Lnno
Uce, da [gnaciuba 'o Bo.u Succcss.-, cui O.inda !
(GargalbaUus.)
O Sr. Limio DoceEra um sapoti.. .(Risadas.)
O oradorSunprc iroste daa mulhercs ui.ire-
nas, Sr. presidente. Todas e?tas creaturas, que
brilham no cj da histsria, o-ino astros d- pri-
meira grandeza, eratn murenas. Lais, ad-rida
por Alcebiades e Apeles, Sapbo Cleopatra, C'ntia
de froperco, Lesbia de Horacio, CUra de J. J.
Itosseau, Eleonora de Parny, Faijny d CIi-iii-t.
tedas as beroioas de Byrou, Mana Padilla, Pau-
lina Bonapartr, Iguez de C-.Stro, harali, Rebeca,
Rachel, Zauiar, Sus toa. Nacmi. Ruth. UaUwrlaa
de Bourbon, eram morenas, ri Zobilcki. mu her
de Putipbar, nao era momia (risadas).
As mulherus morena-* sao muito valentes, Sr.
presidente risadas). Lamento que a deuaa da
justica seja alva e loura E traca, (olba'id i
para o Sr. N- g.-oinonte) i'alii a origrin de lautas
fraquezas no povo (risadar).
Sr. presidente, a simples recordaba.) das uioci-
nhas do meu tempo me allutnia maa que aol.
(guando ellas me vem leinbranc tico // umi
natas. Passa-se o lia, vem a noite, apago o gaz
e aluda ba luz nos meus i-lhos, luz no meu peusa-
mento, porque em minha alma ficou a iuiagcn
d'aqueila* divinas creaturas (muito b ui) e u'ah
um conaiiiho aos moCDfi.
Oh ? vos m inceb >s que na flor da idade
. Posandos ternoH si linimentos
Vos entregis aos briuclhoes amores ;
Vele que aos pea das adoradas v.s-as.
Nao podereis tugir aos seus engaos.


ti:lk Servido da Agencia Havas
LIVERPOOL, 1." de Abril.
iSSUCAR:Mercado activo, preooas
firmes.
O le Perno, mli uo. n. O. vndese .
II srlillluRM por nulnca! (Sir ao
ramlilo de 21 I, Id. por lOOO).
ALGODOj Trastsaccoe, actlva.
srecoK Armen.
O FA1R de Pernambaco vende-ae
a S9/1A d. por libra (O* reta ao ci-
tado cantillo).
*u vendan do da forum de IZiOOt
anlos.
NEW-YORK, 1. de Abril.
SUCAH:Calmo, precoa autitcnta-
dus.
0 FAIB REFIN1NG de Pernamburu
i ende me IS/8 cent, por libra-----
tlOS^rln).
B'Ua otuiHCrelal
l'OTACOES OFFICIAES DA JCXTA DOS COB-
RECTOUES
Bectfe 2 ae Abril de 16S7
Aporree eral de 5 0/0, valor de 1.U00JO0 a
Cambio sobre Pelotas, (>0 djv. com 2 1(1 Qfl de
deioont6.
Uaiubio sobre Lindres vista, \ ]:1 d pir'l,
do banco, nonti m.
>k tiora da oalsa
Ven h u-se :
1 plice g
0 Sr. CarxaOh autor, sublime amor, en
sn moreno (gargalbadaa).
r Oorj & eu tautbein (risadas).
O Sr. Manejse D'ah a razio de serem os
meas verso* um pouco classcos : a inspiracao do
pass&do.
0 Sr. Carxa-Eusou rornaatieo... (riso.)
0 Sr. GurjEu son classico em candidaturas
(risadas).
O Orador.E' muito difficil, Sr. Presidente, en-
cerrar o pensamento na forma. Quem tem essa
divina faculdado possue todo o segredo do genio
(muito bem).
0 Sr. Carxa.V. Esc. um genio como Schil-
ler ju Goethe.
0 Orador.0 Sr. nao sabs o que est dizendo
(risadas)
Schiller nao o Goethe. Schiller tenda a subir,
Goetliu tallava do alto (muito bem).
O sr. Carxa.V. Exc. pelo menos um talento
genial.
O Orador.Tolce no caso, (risadas).
O adjectivo genial mera mvencao da critica
convencional, com o qual a associacao de elogios
m titos, Isrioaa os escriptoret sem talento, que fa-
zcn parl da confraria (muito bem) Sr. Carxa o
genio urna faculdaie conceptiva e creadora, o ta-
lento urna faculdade de reprodcelo, e de assi-
uiiilclo.
O talento sem o genio, c nseiva sempre o seu
valor.
O genio sem o talento & um theorema sem a pro-
va, (muito bem).
E' o viennense Grillparzer quem o diz. Nio sou
que i: o previlegio dos escolhidos ; es* entendido?
(risadiia).
Ha talentos de imitaco, e quem contesta? Mas
ha uiitaco.'S que valein o original, jentendeu?
(riao).
Sr. presidente, os apartes desviaran mo do as-
sumpti.
Quero ngorn, com a siuiplicidade de um velbo
past ir da Arcadia, revelar urna pagina do mea
viver intimo de poete.
E da simjlcladu da minha vida, V. Exc. co-
uhecer a simplicidade de ininhas iutencea uesta
da-usado.
O Sr. Sr. Gurj.V. Exc. nao maia simples
que eu, (riso).
0 orador.Bem o sei. Ha simplicidade de espi-
rito, e simplicidade de coraco (ruadas). Na pri-
meira ninguem o excede ; na segJnda, nao sou dos
ltimos (risadas) Sr. presidente, o meu viver sim-
ples. Antes que os primeiros raios do aol, tiujain
de ouro e purpura o cimo da monlanha que me tica
fronteira, eu j estou no meu jardinsito sitio, re-
gando as minhss flores.
Sjnto-me, depois entre os meus jasmins e madre
silvas e respiro, por alguin tempo, a briza perfu-
mada da manh. .
O Sr. Carxa.E depois ?
O Sr. Manejse0 Sr. abelhi'do ? Depois...
embro-me de Mentor e vou dar um passeio na
praia para refrescar as ideas (bilaridnde prolon-
gad a ).
Esta sati-eito ? (gaigalhadas).
0"Sr. Caixa.Muito obrigado (risadas).
O Sr. Meujoe.Neste ponto de mnlu vida
potica, Sr. presidente aou maia felia do que acuel-
le gal de Santa Catharua, cujo passeio a praia
iatrifoa de tal sorte um presidente que em meis
de um cilicio tcntou saber, o que, na beira da
praia, o dito gal fi fas r, (brl indarle).
Pind o passeio potico (riso) volto a casa, to-
mo o meu caf, e passo urna boa parle do da, tra-
balhando no un u poema A Guerra uo Paraguay
que, se nao me engao, offute ir a gloria do luso
c do Ircyanuo (risadas,.
Jala vai com mil e oitoecntos cautos e anda nao
est no meio (risadas).
Empero acabal o antes de ficar acabado o nosso
cdigo civil (risadas).
ao cahir da tarde, entrego-me, de novo, s mi
nhasflires. E quaudo vem a noite, a imagini-
co, este telescopio sem limite, do poeta, v.lta-
M para o espaco, este ocano maia vasto <'o que
os mundos, eeme.do de libas e arcbipelag >s uiys-
teriosi.a, espargiudo por sibre noisas cb c.is,
suas ondas povoadas de estrellas! A proa do
uien p usameulo, toca as ribas mais i nace.ssi veis ;
iiic.) a harmona das esphen.s ; contemplo todo
aquelles luzeiros, vejo o ar qu respiro, c as luati-
>..-s do fliido que o iliumina (muito bem)
Bem digo, eutiU a paz da minha cousciuncia, o
doce-ain-irgo da minha a didit i, modulatiix avena
carm-n como Homero, feudo p azulada do firmamento (muito bem).
O Sr. Caixa -Oh abobada eu t* quero ver
de perlo! Eu quero morrer peudurauo u'uma
aoobida, depois de abobadar urna taleuci i'g<> -
ga hallas).
O Sr Man-jse Nao sei, Sr. presidente, se
s meus versos sero apreciados di-vidamente ; V
Sobre Hamburgo, 90 d/v 58 e vista 554.
Sobre Portugal, 'JO d/v 248 e A vista 250.
Sobre Italia, vista 44ti.
Sobre New-York, vista 23i>0.
Do English Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 1/2 e vate 21 1/4.
Sobre Paris, 90 d/v 44 a vista 41S.
Sobre Italia, vista 416.
Sobre Hamburgo, 90 d/v ; 48 e vista 5C4.
Sobre New-York, vista 2350.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 248 e vista 2&0.
Sobre as principaes cidades de Portugal, vista
25.">.
Sobre liba dos Azores, vista 258.
Sobre liba da Madeira, vista 255.
Horcado de amnucar e alcodo
KIXIKE, 2 DE ABIIIL UE 1887
Asiitcar
Os aseucares sao coteloa, Bonjnne iiihIj-Iii-
des, aos ulgirismoe seguiutes :
3.a baixo, por 15 kiles, de 20uu a >W0.
3. regular, por 15 kilos, de2*100 a 220O.
3. boa, por 15 kilos, de 25^00, 2300 e 2*400.
3. superior, por 15 kilos, de 2/500 a 2?600.
Liranco turbina puiveiisado, por 15 kilos, de 2/300
a 2/400.
Sj.i.cuos, por 15 kilos, de 1/COO a 15700.
Masca\ad ., por 15 kilos, a 1/200 a 1/300.
Bruto, por 15 kilos, de 1/lou a 1/200.
Retamcs, por la k.los, de 840 a 1/000.
O mximo ou mnimo Uos pieeus tilo o'otidoa
c-nforme o sortiiiiuuto.
A 'yodan
A posicao vautajoaa tu que so acba este pro-
ducto ua Inglaterra e a batxa d> cambio que se
tem observado nestes ltimos di-s e:u naMVH pra-
Ca, inuilo hao concorrido para incDiorar as uotidi-
ces do algodo da pruv-ucia.
E' sano que tendo siJo, no principio d. ema-
na, cutado a '550. foi Bub'-iao suceessivameote,
lechando boje a 7/00)
Bnlraua de xurar e ivoiJo
JOB 1>E HAMOO
xc. saoc que ooetas por poetas e etc.
(riso)
Mas posao alfirmar ae meus versos, o que Pro'i '
d'li n alHrmara de seus livros ; lis soiit eomme
les uiui-ailles paisseur (risadas).
Agora, Sr. presidente, que V. Exc. couhoce a
ini.ha "idapensive et reveuse, comprehenJer
f ciluiciite, que nao trago para esta discussao, se
u mu coraco de poeta, um coaco simples, que
pJe illltI II ; mais nao entraa a nitigucui,
como dzia B. de Santa Pierre (muito bem) iukf
anteo de entrar ua queslo jurdica permita |V.
Exc, que eu diga duas pal&vrinhis au illustre
Sr. Limao Uoce, conUstaudo a preteudida u
perio idade da c-ivilisacao R imana sobre a civli-
sacao Orega (,-iiencio profundo).
Sr. presideute, nao ae di ve medir o valor da
diluir intelleclual dos gregos, smente pelos u.y-
thos naturalsticos homricos, ou pelo pau-bci|e-
illAS

2
5 i
Antonio L
tduaidi
Hiitimciilo lu
KCIFE. 2 ua ABKIC .
0* bancos mn.ti*er;iin a

lia c-.c^,. Ji | 65.373
. ;a de ferro de Ulin-
da ol 3) 5.200
i'sira.ia .ic Ierro de Ci
ni 1 3l 11.0*
. I i 31 8.847
- leiro Je
. I A W fe0.63t)
j de Li-
. .1 31' 10.71b
1182.8V>
"ir
-I s
4.451
B.na
75
10.lo;
5.565
.027
:'.). !'74

Associacao Commcrcial
Bateos de semana o director Joo Vctor Alves
Mal heos.
Banco de Crdito Real
At o da 15 do corrento inez, devem os ac-
cionistas do Banco de Crelito Real de Peruum-
huc-o realizar a lerceira eutrada do val r no-
iniiiJ de su-; acto s, na razao de 10 0/0, levan-
do a sede do banco, na mi do Commercio u.
34.
Este banco est pagando o s* primeiro divi-
dendo razio de 4/OK) por aeco ou 10 0/0 do
valor realizado de caila uuia.
O pagamente faz-se na sede do banco, das 10
horas da manh s 4 horas da tarde dos dius
atis.
\<>ta do Tbeaou.ro dilacerada.*
" r.-colblihe'.-- <)e notas ji laceradas est seudo
I,i ,, ,., To-p'Mlr.--i.i o Fazeula, uas terfas e
luut-iciias, a-a 10 a* 12 Uora Ua uiuub.
uismo atheuiense. Nio foi de Athenas, foi de
Sparta que surga a grandeza da aultura grega.
Para bem comprehendel-a myster partir das al-
turas de Delphos, ir alm do mar Egeo desde
Chersoneso, at Riodes. Os gregos foram os
mestres dos romanos, uas artes, e as sci.ncias.
A primeira maufestsco do talento artstico
dos romanos, foi a imiUco, despertada pela es-
tatuaria grega. Poi com a I:literatura grega que
a inBtracco progredio entre os romanes.
A partir do aeculo V de Roa, o estado da
lingua grega propagou se,>princplmente ua Apu-
na, que adoptou ate os costumes grogos.
Era tal o prestigio dos gregos qae no Forum
romano, se erigi urna gi* costeis,tribuna para
js gregos de distineco.
No scalo seguiute os romanos comecaram a
usar de apellidos gregos, como Philippos, em la-
tim Filipus e etc.
A pintuia, Sr. presidente, a msica, o tbeatro
e a dansa, foram igualmente importados da Gre-
cia. O hellenismo de Euripedes, produzio a mais
profunda imprcssuo entre oa romanos.
O repertorio da tragedia romana, iormou-sr cu-
tio de assumptos gregos, principalmente da guer-
ra ue Troya. 0 genio dos romanos nao se eleva-
va at ao ideial, nem a .-esa contemplac > tran-
quilla da natureza, qae propria do genio g'ego.
Mais tarde comecaram a revelar um certa O-
trepioez em suas affirmaces religiosas, de que
exemplo a Egreja, sua maior organisaco, e sua
mais ilulstre representante na historia.
Todava, Sr. presidente, as pocas de seu
maior esplendor, rarissimas vezes se eucontra nos
romanos, a espontaneidades tanto Das artes, como
as scieucias, diz Cautil. Alas na Grecia tudo
arrojado, diz Pluturcbo, e o spartano o typu da
corngem e da nobleza.
Nos romn e, a bravura urna qualidade, mas
de urna vez eclypsada pi U coirupcao. Nos gre-
gos, a biavura nao somente urna qualidade na-
tural, ama virtude subordinada a urna idea que
a moralisa e Ihe d um carcter sem igual.
i depois, Sr. presidente, a organisaco da fa-
milia entre os romanos, basta para fumar a supe-
riordade da civilisacao grega.
Na familia romana ncm ao menos ha o amor
maternal, acariciar os filhos, ainamentel-os, tazem
as proprias leras, mas as romanas nao o faziau.
-aerificavam as docuras da materndade, comtan-
to que nao perdeasem a belleza e o brlbo da mu-
cid ade. Provocavam o aborto logo que se sentiam
grvidas. E nao eram as romanas de baixa con-
dicao que assim faziam, eram as dimas civivilisa-
das, como a imperatriz Sabina e a princeza Julia.
Ovidio, Sneca, Sustouio, do testemunho disM.
As de melbor coraco entregavam seua filhos para
serem criados muito longo de suas vistas, louge
do seio materno E quaudo eram-lhe restituidos
uem os filhos cooheciam as mies e uem as mies
coubeciam os filhos Os escndalos do divercio,
taziam com que as romanas passassem pelos bra-
cos de um bom numero de maridos em ca ia mez!
Eis a soimna total da primeira parcela da de-
cantada civilisaco romana : o adulterio, o repudio
e o aborte, aniquilando a familia, apesar da le
Papia Pappca, promulgada por Augusto, para sal-
val-a.
Bem se *, Sr. presidente, que a lei nao po-lia
dar a mull r um sentimento que uo se .n, i : o
amor.
VJe agn, senhores, a f-nnila greca tenio por
base o amor e o deven, conjugal, c contempl. i nella
a mulh r prodigalisando aos fiibos as divinas ca-
ricias maternaes, e preparando-os para todos os
heroism-s pela patria, pela familia e pela religio.
Muito bem).
Sr. presidente, folg de rficonheeer em V. Exc.
um illustre cultor da historia. V. Ex.:, ompre-
hende p-ifeita.nente que para o magistrado a
historia tudo. Ja tive oecasiio de dizer a V.
Exc, em conversa uo Instituto, que os romana
confundan) a ordem physica du natureza, otn o
amor, que O sentimeuto dominante na familia,
semalhant" aos seres desprovido* Je inteligencia.
ecano a nossa, que t obedecem a urna iucli-iaci->
c^a e despida de toda a iiumiui-.
Nos gregos, porm o sentimeuto est ao lado
do simples apetite, o a ni i cncarua-ae no desejo, o
ilireito succede o innnctu, e todo se euobrece.
(.Muito bm).
A mulher r anana, era siinpieinente urna escra-
va de seus vicios e dos vicios de seu marido e
viva pelo prazer e pela b-lh za. Toda a espacie
de corrupcao podia ler nella o aeu representante ;
e a maternidade, podia ter nella a sua inimiga !
A mulher greifa, ir mil de familia, s quera
viver para os filhos e tiuha urna certa autoridade
propria.
Eu nao coubeco nada mus bello, maia li airoso
Sr. preaideme. uo a urna familia, mas a urna ge-
racio intera, do que o epitaphn de urna matrona
jrega, escripto por ella mesma. para sr collocado
em teu tmulo. Ouca V. Exc. :
Eu, 'Callinrai-.ia, terminei os meus 105 anuos,
i mi de 29 fihoa. sem ler perdido um s, sem
nunca ter apilado em um caja lo o meu braco
enfraquecido. Celebre por estes ttulos, repou-
so sob etti lousa, sem nunca ter desatado >
meu cuito aiiiai a meu marido, a
Procurein en Roma um epitapbio igml (rila-
das). Mis na i smente na familia, Sr preai-
dente, que os gregos sio superiores aos romanos.
E V. Exc, Sr. presidente, que estudou hit un
ni tempo da palnatoria, crnio eu, e nao pasa- u
das) como se fas hoje em uia curso de ferias, por
viite mil i is, (gargalhadus) sabe, o nosso Sai ia
to diz, que eutre es romanos : o mais ajuizado
entregava-se aos negocios, uinguem exerciteva n
espirito se n exercitar o corpo Por isto a lit-
-

I
M.11..V DE 4 A 9 DB ABBII. -OE I8S7
Aicool (litro) 218
Algodao (kilo) 386
Aosuear retinado (kilo) 151
Dito braueo (kilo) 131
Dito tnaacavado (kilo) 0*57
lio lacha (kiioj 1/2S
C.cAo (kilo) 400
Cachaca (litro) 1/7
Cal lioin (kilo) 4b' i
Cal reetolho iko) 380
Carnauba (kilo) 3t6
Car .yos de alpodao (kilo) 014
Carvo de pedia Uo Cardifi ('o .) lGiuOO
Couros seceos e>pichados ikil-o) 586
Ditos salgados (kiL) 500
Ditos verdc (kilo) '-'i.
Kariuha de mandioca (litro) (il
Fumo restolho (kilo) 4"0
Gcuebra (litro) 200
M.l (litro) 040
M.lho (kilo) 040
Taboadus ue amartillo (duzi) 100/0'JO
KBCIFE 1 DB AbniL DE 1887
Para o exterior
.\a barca sj'-ea Spia, earresaram :
Para o altico, Uo.-steimau C. 706 fardos Com
5,t5i kilos de algodao.
.Na bire inglesa Frechny, carregaram :
Para o Bltico, llorstelmauu i. 0. 250 fardos
coui 47,Oii8 kilos de algooij.
= No vapor al lema o estcrru, caiiegou ;
l'ra Hamburgo, A. de Araujj S^uto. barri-
cas com 4:0 kilo
-No vapor carregaram :
Par L Imaun C. 1,350 ea
com 1<
Para o interior
No origue ullemio J. G. Fiehle, carregou :
Para o Rio Grande do Sol, S. G. Brito 40.1
barricas com 46,000 kilos de assucar braueo.
No vapor nacioual Cer, carre Para Baha, V. de Itaqui do Norte 100 saceos
com 7,500 kilos de assucar branco e 50 barricas
com 5.'.'9 i ditos de dito mascavado.
No biate nacional Apody, carregaram
Para Moesoi, S. Nogueira t C 3 voteines
com 180 kilos de doce.
Navio A carita
Barca hespanhola Francisca Villa, Liverpool."-
Barca ingleza Frinchner, Russia.
Barca p irtuguexa Hersia. Liso ia.
Barca uorueguense Amo, lluil.
Brigue allemio /. G. Fichte, Montevideo.
Barca sueca Sophia, Bltico.
Barca n iruegueuse Brodrene, Balticj.
Escuna nacioual Marietla, Pelotas.
Lugar ingles Aureola, New-Yoik,
Lugar nacional Maia I, Santos.
Lugar nacioual Javenal, Rio Grande do Sul.
Lg-r uoiuegueuse Airara, Hull.
Lugar noruegn-nse Ideal, Sautos.
Lugar ingles Xorne, New-York.
Lugar norueguensc Speransa, Canal.
Patacho nglez Mo Rose, Ntw-York.
\avlo deseara
Krigue allemao Jos' Genelra, carvo.
Barca uorueguense Progress, carvo.
Barca iuglexa Chrisliani Scrivey, carvio.
Burea dinamarquesa Anca, carvo.
Burea hespauhola Francisca Villa, carvo.
Barca norueguensc Glit/ier, carvio.
Barca ingleza Paragero, bacalho.
E-icuna orjeiiuense llapsnas, varios gneros.
Lugar iuglez May, carvio.
Lugar ingles Llinit R. Wilct, bacalbo.
Lugar aiicmio Hetmte, varios gneros.
Lujar inglez fosina, bacalho.
Pa'acho iuglez Aldwyth. bacalho.
Vapor inglez Plato, "varios gneros.
lendiuieulu* |>ublicos
ceratnra latina ficou debaixo da s.irvidb d:i litte-
ratura grega.
Na poesa, eomo em tudo quanto exige urna
imagioaco aciva, os romanos nanea subirsm a
altura dos gregos.
Poucas vetes ,'iniram o simples ao ideial, e ca-
hiram sempre no falso, c na affectaco do subli-
me isto na dechunacic.
S no deaeuvolvimejto pratico da vila, prinffi;
plmente na poltica, o genio romano se senta
bem. Cante, Momms'u Durry e outrws assim pen-'
sam. Muita cousa que se diaae e seisereveu so-
bre a superioridade dos romauos, foi por adula-
Cao acs res Multa paira.u ct n augustein adula-
to diz Tcito.
Quanto a sciencia grega Sche'g 1 a exalta, di-
zeudo que ella busca va sempre a aolucao djs pro
blemas da ratureza, di SS^riaMalajao o na his-
toria, limitando se a observaeio doa phenomenos,
para os interpretar com elaresa.
No pensar ae to u-.tavel escriptor a pililos >
phia de Scrates, colloeanio se no terreuo do so-
brenatural, urna excepeo que deve ser conside-
ra la como um Verliid.uij aasi lente na evolu-
co normal do carcter grega, Assim, pois. sio
cmsiderados m-ros \ accidentes. Scrates ua
escola, e Eurip'dea uo tbeatro.
Tenho anda em rneu favor, Sr. presidente, a
opinio de Strau--, de Max Mullir, Preller, e ou
tros.
Sem duvidu, Sr. presidente, aa tbeorias seiuti-
ficas dos gregos, nao tiuham um i solida tas.i ex-
perimental. Maa por veufira as da roinaujs aa
tinham ?
E desde quando na as temos ?
O genio grego, d'ditbyramb), fez a tragedia,
da torca a comedia e dos athlitas de Polycleto e
de Egno, fez as estatus de Phidias. A alma e
a teuco, eis a primeira Uianifestasio do g-no
grego. Verificada a argila, o atticia n. r,coucilm
iieia com d seutdo ; Uiimoaisa-a Com a rcali-
dade, torna-se plstica .
Sr. presideute, a Grecia civilisou Roma. Dis-
tinguir a cultura iutellectual da ;ivilisai;ii para
concluir que a Grecia era simplesmente culta, e
Roma civilsada co a i disse aqu o Sr. Limo-
doce, fundado n'um c n-cuuda > hespanhol, di-
zer urna tolce, (risadas) imprtala da Hespauha.
Nao se comprehende eivlisaco sem cultura iu-
tellectual e cultura iutellec'Uai, s -m civilisacio
(muito b un).
A tantj uo chegou Bac^n. que r.esava aos gre
goa, a faculda ie de crear, c V. Exc. Babv, qoe .-.
critica moderna repelle a aeiitenc* do Ilustre phi-
losopbo.
A philoaopha, a estatuaria, a pintura, a inu.-i-
ca, o thoatro, toi a Grecia quem ensiuou a Rima.
A sua architeertira geomtricamente b-Ha f)i urna
revelaco para os romn is. D zer o contrario
de*>conhecer a hi.it ira deatea dois graves povos.
Dito to, Sr. presidente ilex> as fonnosaa mar-
g-us do Ilys-js, donde onvi ecli do laoote Hy-
metto, repetir o nome da fliuta (ni> maruiore)
aaud.'sa dos pastores, ao tranain nit.ar ie 0 *'1.
Deixo este doc* clima, onde se goaam os bena
dados e promettidoa este c.i de luz p ira, inal-
teravel, como aquella que rradiava da tr me d-s
deuses olympicof. E d>;ix > pira "ntrar de nov--
ueste outro \-.-opi.'o I- coluinns de [>ero-
ba onde pratea lo c mi S. Paul >, ccnvi-rter a
mais de um juiz, que desvioa-M .la suida do de-
ver f. seguio ocaminho ijue Vai ter as maltas (ri
Bada-).
Desculp'j, V Ex*, eita di'reasio. Sr. presidei"-
te, qu- deve ser levada a con'a do Sr. L mi >-do-
ce. Ha por hi alm muita tolu;, que deve cor-
rer, nicamente por contado tolo, seob ir seu
dono i muito bem, muito bem).
Entro agora ua queato jurdica com teda sim-
plicidade d> meu coraco de p leta.
Sr. presidente, alguna magistrados pret'-nlem
nbter urna le especial, reguladora doa erimes pra-
ticados contra a ni lepen lencia e soberana do
costadojudiciaro, ( sadas).
Pois v-mha a lei mas o .ff t-> ser negativo,
("poiados). Em vez de um oae'-O, teremus dois
ii isalasi C.c'ea em duplcala, isto gemeos,
(riso). Um caceta la. Valer duas : tant iimlhor
(risadas) Mase:; duvido que a h-i veuha (xpoia-
dos), ainda mais, duvido que a fal'ada repre-
aentacio ehege ao p i ler legislativo (au iados).
Porque 03 mocos dstinet .s e bem intencionado-*
que a pro nov-ram, acabaro v-tan I > contra ella
(muito bem). como e-intra e|| votar u que ha de
mais serio e mais reapeitavei na 1* e 2* instancia
(muito !-e n, ap ii i Jo-'.
(Coniinaj-
Pao d'Alho
\>.suhintti<> de FraaeiMco 'Xavier
(arneiro lia 'un Un e tt JllMlICA de
Pao UMIlio
Quaudo escrevi o arligt que foi publicado no
Diario de Pernamhncj, de 24 do m-jt fiado, disse
qu- s vo.taria luipn-usa ae f i8.-e f.ircad i : pus,
nao pr. ten na dizer maie cousa alcuma acerca du
assassiuato do infeliz Francisco Xavier, e u'.-st-
pioposito me conservava, quau lo, leudo i Diario
de 29 tambem u'aquelle mez, d-parci com urna
pub icaco aseignida pelo bicharel Jos Ladislao,
e que versava sobre mea alludido artigo.
Se bem que elle na qualidade de advogado da
viuv do infeliz Francisco Xavier, e com os re-
cursos de que dispo--, nao tive>se destruido um s
dos pontos pnnciua -a da i-f-za que produzi em
abono do meu coiistituintc Pedro de Araujo Pl-
oheiro, por elle injustamente aecusado : todava,
t -tito como dever de novam-'iite apparecer na are-
na jornalistica, para cavalleirosamente agradecer-
Ihe a cortisia que me tes. aem para a que deixe de
lli preatar a cousideracolo que merece, se bem
que elle a tivesse faltado para commigo, oar.
quem nio deseja ter discuesao pjr maites moti-
vos. .. > Tendo pieos consciencia dos meas actos,
julgo-me por isto dispensado de entrar na apre-
ciaco de ua relicencia, e assim, desaesombrada-
mento voa mostrando ao publico a innocencia do
meu consttuinte, sem temer a esses phanlasmai,
que e podem cansar embaraco aquelle, cuja vi-
ua negrecida impossibilite-o de levantar a fronte.
Assim, pois, em (lontinuacio ao qae disse em
meu alludido artigo, vou dizendo mais alguma
cuusa com relaco a perjeguico que soffre o meu
constituate, sem para o que lance mo de outros
recursos, alm d'aquelles que se eucoutram nos
autos do pmcesso dos autores da morte do infeliz
Fraucisco Xavier, e no inquerito inquisitorial con-
tra elle tirado com o fim de se Ihe dar cump ici-
dade em referido crime .'!
Assim me expresso, porque, tendo meu censti-
tuiule sido testemuiiha no processo que se fez con-
tra os autores da morte do infeliz Francisco Xa-
vier, acha-ee uo eatretauto sendo procesando
requerimento do advogado, em o qual iudicou elle
testemuuha para tal fim, 18 das depois de ter-se
concluido o processo, lije haver offerecido o
libello!
E' um caso extiaordinario este ; mxime quan-
do se v como testeuiunba uo inquerito a mere-
triz Umbelina Josepha de Saut'Auna, que svu.lo
amasia de Joo Caruero, assassiuo de Francisco
Xavier,e que u- tendo sido testemuuha no pro-
cesso a'eate, por ter declarado nada saber,como
isto confirma o aargeuto cointnundanre do desta-
camento em seu dep .ment, vir no entretanto, 42
das depois dep coutra meu coustitainte como
cmplice em referido crime !
Asiin como Joo I^nacte dos Santos, que ns
quada lo do testemuuha do procesao e a reqoeri-
ineuto do advogado da queixiaa oase que Fraocisco
Xavier iniava contra Joo Carm-iro e Antonio
Caruero sem qu'e estiveaae presente meu const-
tuinte.
Sao, pois, estas testemunhas, que com todo cy-
nismo deposeram em o inguesitoriaj inquerito, di-
zeudo que meu constituiute se achava na luta e
agarra ao infeliz Francisco Xavier para Joo Car-
neiro assasainal-o i quando, todas as demais tes-
temunhas de processo, sao unnimes em declarar
que uu-u coustituinte se fez presente aa lucte, por
ter sidochamado por Francisco Xtvier, naoccasio
que segua a Antonio Carneiru por ter este Ihe
dado com um o cabo de um sucho de que se ach-
va armado ; decluracio este qu3 tambem tez meu
consttuinte em seu depoimento, como se v do
processo. v-.
Tomaudo p ir Dase o advogado da oueixosa Caes -
[irovas requereu o mandado de priso preventiva
c otra meu consttuinte e assim foi elle preso, vio-
lando se ueste forma a lgica o clara diapjsieio
do art 29 do decreto n. 4824 de 22 de Noveinbro
de 1871 : pelo que o integro Dr. juiz de direito
desta comarca co.ueedeua ordem de Hubeas Corpus
requerida em seu favor.
N i eutie:anto, ainda volteo advogado da qu-i-
x .aa presiotindo em dizer que meu consttuinte se
i.cuava leiralmente preso err face do 4 do art. 13
da-lei u, 2033 do 1871 ; quando estaelaro e con-
cludeutemeute provaJo que meu constituiute nao
culpado eque s o sendo poderia estar sujeito as
disposcoes do referido artigo.
Nao com a facilidade que tem o advogado da
iiu'xosa, que ha de se ultrapasaar os limites da
iei, para se tazer de um homein livre um criminoso,
cuno se evidencia do seguiute tpico de seu artigo
Que mais prova* p'deriain parte e a justica
publica apreaeottr cerca de um crime commetti-
Uo uas trvas, de emboicada, as des horas, uo di-
serto povoado da Luz ?
Certaineute esta a parte mais luminosa o seu
artigo, e qne por isto mesmo deve i ficar gravada
n -a annacs jurdicos. Somente, o Sr. Jos Ladis-
lao poderia formar to sublime conjuucto de bel-
lezas< no deserto povoado na3 tic vas da Luz!*
O povoado da Luz, como sabido tem urna po-
pulacio btante crescida, e parte della anda se
acba va acordada, quando toi assassinado o infeliz
Francisco Xavier, e tanto isto verdade que o
acto criminoso foi presenciado por algumas tes-
temuuhas do processo inclusive meu consttuinte,
que se achava com outros sentados em urna cal-
cada ouvindo to.-ar viola e aoude tambem estava
Antonio Caneiro, pu de Joo Caruero as-ajsino
de Xavier. Com-, em vista do que tica dito, e
que consta dos autos, como sabe o advogado da
queixoea, vem elle de publico dizer que a idea
da perseguico a Pedio de Araujo urna balla
que uo tem fundamento, porque urna familia im-
porlante da provincia nao se deixaiii levar em
pcrseguil-o sem motivo algum ? 1
Nao me importa que o Sr. Jos Ladislao conti-
ne a tratar-me como princpiou ; e fique eerto
que nao hei de recuar nm s passo em detrimen-
to da causa de men coustituinte, porque sou da-
qiielles que sabem morrer em seu poste do honra.
Terminan o, faco votos para que continu a
ll'imiuar com na perolas de seu Jordo de direito
criminal a obscurecida estrada que nos leva
para a defeza de me meu pobre consttuinte : as-
sim Ihe tenho rendido a devida homenagem.
Cidade de Pao d'Alho, 1 de Abril de 1887.
Jos Francisco Paes Barreto.
A AssemJila Froviucial
O prejecto n. 7 de 1887 e a clamorota ia-
justica que elle envohe
IV
Continuando diz Javenal que o prnjecto
n. 7 causa oaD.51 as lea oraos que de-
c.retarain as loteras.
Juvenal nao tetn razo, desde que nao
e 1
dem de 2
De 1
(deiii da 2
1
Ide o de 2
Rtcebedoria
Consulado Provincial
Recije Drainage
892 04.i
1:4714527
2:3*33*572
1.70U803
8061
1:788/424
30*3 210
246.S9
5530o9
Kcu'la geral
l>.a 1
I ico. de 2 I
IBS DB ABRIL
Alfaniega
2l:"28il4'.
4.C6U360
----------------76.389525
.'Caoila piovn iul
Oc 1
:
4.073,5] 77
lu:117 i 570
14:i204747
90:610>272
Mercado Municipal de O movimento dcste Mercado uo da 2 de Abril
foi o seguiute:
Kntraram :
39 1/2 bois pesando (3,283 kilos, sendo de Ol-
veira Castro, 17 e 1/2 ditos de 1.a quada
de, 10 de 2a dita e 12 ditos particula-
res.
548 kilos de peixe a 20 ris 1096'J
55 cargas de fariuha a 200 ris 114000
10 ditas de fructas diversas a 300 rs. 34000
9 teboleiroa a 2tX> ris 1800
27 Sumos a 200 ris 0400
Foram occapados :
21 columnas a X) ris 11 400
24 compartimentos de fariuha a
500 ria. 12*01 0
22 ditos de comida a 500 ris 11 000
731/2 ditos de legumes a 400 ris 294tO
18 ditos de suino a ~U0 ris l'_'i',l
11 ditos de fressuras a 600 rt'i 6*600
10 telhos a 24 2"i4(K-n
5 ditos a 14 54000
A Oliveira Castro 4 C.:
54 ralbas a 1J 540-H
2 talbos a 500 ris -1U'
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quautia ce 19S4160
Kendimento do da 1 204*500
Foi arrecajao liquido >-t boje 402*660
Precos do dia :
Carne verde de 240 a 480 ris o tile.
Cumeiro de 720 a 800 ris dem.
Sumos de .>60 a 640 ris ideo;,
fariuha de 20'J a 280 'ia a cuia.
Milt.o de '.0 i a 32 ) ris id*.
Fejo de 4J a 1*000 dem.
Vapore* e navios esperad*)
VAPOBES
Nigcrda Europa amanb.
Ceardo n re amaubi.
Alliauuado adl a 5.
Mrquez de Cuxisia Babia a 5.
Vi le de Peroambucoio su' 5.
Ville de Santos-do Havre a 6.
Msniosdo sul a 6.
Advancede New Port-Ntw* a 8.
Trentda Europa a 9.
Magellanda Europa a 10.
Tamardo snl a 14.
Parado uorte a 14.
Pernambucodo sul a 17.
La Platada Europa a 24.
Espirito Sautodo norte a 4.
Amandade Hainbnrgo.
Apo'heker Dirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do SuJ.
Albanade Cardiff.
Aune Catbarineda Bahj.
Andaluzado Rio Grande do Sul.
Bernardas Godelewua do Ro Grande do Sul.
Brothersdo Ro de Janeiro.
Catede Hamburgo.
Dudado Rio Grande do Sul.
Eujcttado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Evorado Ro Grande do Sal.
Elysaao Porto.
Favoritede Santos.
Guadianae Lisboa.
Haca Tode de Cardiff.
Jolautde he Santos.
Joaquiuado Puno.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. .de Liverpool.
Ladyberdde Terra Nova.
Marco Polodo Rio de .Janeiro.
Meta Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Marydo Rio Grande do Sul.
Nordsoeude Liverpool.
Nautusdo Rio de Janeiro.
Our Aniiiede Bueuos-Ayres. -
Oseardo io de Janeiro.
I'reinier(o Rio du Janeiro.
Padre CaciqueJo liio de Janeiro.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Spaikde Terra Nova.
Witheluiiuede Hamburgo.
Movtncnto do porto
Naoio8 entrados no dia 2 de Abril
Liverpool e cala 23 dias, vapor inglez Ora
tor, de 819 toneladas, commandoute J. G. Jo-
i ca, equipagem $6, carga varios geaero3 ; a
Johuatuu Pater Jfc C.
Santo- -9 das, vapor allcmo Dester-
o toneladas, com-m n Unte Lain-
berlk equipasew.42, carga wri '* generos ? a
iorstehnanu & C.
Navios sabidos do mesmo da
.buru-o e escalaV!.r alleuiSo. Oesterro .
udairtc Laoberlik, carga var.os geuc-
JadldHyate nac-mal Deus te Gaar le. .
meetr-Joo Ant.uii 1" Moura, carga varios
' geueos.
O'iseroacao
Procedente d- Santos rondeuO hsn'tm i 4 he-
ras da tarde no Lmanlo um vapor allemo, p>
rem uo i'ommunujou com a trra.
r
s
>
V
;'
f
i. ,
>
nuB
IB


\t.
Diario e PcrnambuceDomingo 3 de Abril de 1887
mmmm.-.^^<^^m
86 cogita de prohibir a extrao$So
rias.
Urna eousa a prohib'Jo de te vende-
rn aqu os bilhetes da* loteras de outras
provincias e outra ous*. rnuito differente,
prohibir a sua extracto.
Feita essa de vid distinccao, o argu-
mento de Juvenal ;.he-se o cahi por trra (
pois o referido pr. je::to nJo coasigna seme-
lbante prohibiyao.
Nenhuma provincia podo julgar-sa offan-
dida coji a a.iouco do projecto a. 7, mas,
se nJo entender assiin, use da faculdade
qae tambem Ibo assiste de prohibir a venda
dos bilhetes das nossas loteras, uno seu ter-
ritorio.
O nJo uso dessu f cul iae explicar que
as deraais provincias auferem convenien-
oia, pdrmittindo a livre veuda dos bilh:ts
das nossas loteras.
Oada ura faz aquillo que quer e Ibe con-
ven), dentro das raiaa do que justo, ho-
nesto e legal.
Eui que, pois, ser conderonavel o ex
clusivisino do prcjaeto n. 7?
Quem oS) diviaa i loramente, na esforca-
da iropuguaeo a Juvenal o interesse de
nunter, para 08 bilhetes de certas provin-
cias, o grande meroado consumidor de Per-
jiambuco, perdido qXqual nJo mais pode-
rlo ellas extrabir aa/suas loteras?
Mas, porventur.^ dever essa eousidera-
- c2o prevalecer ubM os nossos proprios n-
ter* sses ?
NJo, se certas e determinadas provin-
cias nao estilo em eondicoos de consumir
os bilhetes das suas 1 teriss, resignjiu-se
sua eorte ; deixem lo extrahil a*.
Pemainbuao nao iem obrigacao de *ja-
dar as loteras das outras, cotu prejuizo
das suas.
Para negar a invaso dos bilhetes das
outras provincias na nossa, diz Juvenal,
que por todo o Imperio esto espalhados
bilhetes da Corte, S. Paulo o de outras pro-
cedencias, etc.
Nada ui.tis ijo:itrapro tcente !
A observadlo de Juvenal confirma o nos
so conceto.
Nao duvdamos, como pareceu o nosso
antagonista, que mis ros pas do familia
tenham <-n.'entrado na compra e venda de
bilhetes o nico i.-i"io de matar a fome e
sede da mulhcr e tilhos ; Juvenal que
lin<;o nao entender nos e inverte as nossas
pri pusi(,-ojs.
O nosso pe.ns.-.mcn'o esto : desde que
nao houver maii billietes de outras provin-
cias, a compr.. e venda dos uostos servir
para ejc.es miseros pas e familia, do mus
mo molo qu' Ibes servia a (aquel! s ou
tros.
Se atteuder-se que, afastada a concur-
rencia dos bilhete das outas provincias,
as nossas loteras augmentaran, na propor-
yJo da procura, sempre creseente dos seus
biltietes, vei-se-ba que os que b-ijo vendem
bilhetes daquellas, passarilo a azer igual
nego i o can os da provista*, e nJo hve-
r, portanto, a dimiauieJa do trahulho o
do ganho, do que lao impressionado s
mr.stra Juvenal.
O projecto importa um privilegio em fa-
vor de quem o pretende !
Ignoramos quem seja esse pr-*tindente ;,
mas se ello exist-, certo que, promoven-;
do o seu beneficio, esse privilegio tr.ir:
grandes vantagens para a provincia.
Je o projecto n. 7 importa realmente
uo privilegio, nJo lia duvida que u:n da-
quelles que a Assembla pode e j devia
ter feito, desde muito t-mpo.
Nnguem ignora que j extraccao de ca
da urna das testas loteras deixa con
sideravel contribuida) para as rendas
da provincia, alm da quota do beneficio,
dedicado aos estabsle>!mento3 pios, iastruc-
cao publica, etc. ; logo quanto mais eres-
cer o numero dallas, tanto u.aior ser nJo
d loe-t | mo nobre e generosa, por isso nio duvida em di-
rigir Ibes o seu appello.
Reeife, 31 de Mareo de 1887.
A commieso,
Manoel Jos Gomes.
A. J. Albuquerque Netto.
Innocencio Francisco Serpa.
Vau fr agio
Os abaixo assignados, nufragos do va
por Baha, t-ndo de reirar-se desta
provincia, faltariam a um dever sagrado,
se nao viesssm dar um solemne testemu-
nho de sua eterna gratidJo aos muitos
distinctos artistas Albino de Saot'Anna Lo-
pes, do Arsenal de Marinha, e Pantaleo
de Jess Lopes, amigos dedicados, pelo
muito que fizeram a bera dos nossos inte-
resses.
Igualmente agradecem ao Extn. Sr.
Inspector do Arsenal de Marinha, o Sr.
Aju lante do mesino arsenal, ao Sr. com
mandante do patacho Pirapama, ao, 2* .
tenente Brotas e ao mestre Antonio Jos r\L_._
de Souza ; a todos a nossa eterna grati-
dJo.
Recifo, 2 de Abril de 1837.
Carpnteiro, Januario Ferreira de
Sant'nna.
Machiuista, Jos Antonio de Souza.
a esposa pareceu por cansa d ama opera-
cSo errada Se a Sra. King tivesse em-
pregado o verdadeiro remedio contra a dis
pnpsia (sendo este o nome da doenca) ests-
"ia boje em sua casa viva era lugar de es-
tar na cova.
Por meio.do uso do Xaropa Curativo dt
Seigel, remedio propro para a dispepsia e
para a indigestSo, muitas pessoas se resta-
beleceram depiis de torera ensaiado outros
remedios sem proveito. As provas d'este
facto sao to numerosas que nJo nos pos-
sivel reproduzil-as aqui, mas os que lerara
os certificados publicados em favor d'este
grande remedio consideram-os como irre-
futaveis c convincentes.
A venda do remedio Ilimitada.
O Xarope da Sigol vende-se era todas
as pharmacia adq.xuuda, assim como no es-
tabele .imento dos proprietarios, A. J. Whi-
te, (Limited) 3, Farringdon Road, Loa-
.-
E. FaR. C.
Horario des trens da Serra
A iljorar do ilia< de Abril
Todos es dias
Ai publico
Declaro que uio f-<50 parte da corainissao nca-
deniiea de que d noticia o Diario de Pernambvco
e o Jornal do Red/e de hin tcin. Teubo direito a
esta rectifcneao, pirquanto mu nouie nao figura
all com acquiescencia uinha ; mas sim por nina
levHodade indescalpuvel da referida commiseJo.
Reiife, de Abril de 1887.
Amaro Mabello Jnior.
Naufragio do vapor Baha
A commisao de soccorros asa nufragos do va-
por Baha, convida aos que necessitem de aurin
e tein dai seguir n) dia 5 do correute para o eul
no vapi.r Cear, a comparecer ra do Commer-
cio u. 38, na seguoda-feira (ain.uiha) ao meio da,
afim de o receberem.
liccife, 3 de Abril de 1887.
Jos Joao Auiorim,
fresidente.
S. Barros Barrete,
Secretario.
Laiz Uaprat,
Thesoureiro.
Depositarios na provincia de Pernambu-
co: Birtholomeu & C., J. O. Levy & C-,
Francisco M. da Silva A C, Antonio Mnr-
tiniano Veras & C Rouquayrol cS InaSos
e Faria Sobrinho & C. ; em Belio-Jardin,
Manoel de Siqueira Cavalcante Arco-Ver-
de e Manoel Cordciro dos Santos Filho :
era lndepindencia, Antonio Gomes Bar-
bosa Juuior; em Palmares, Antonio Car-
doso deAguiar; c em Tacarat, Ji& Lou
renco da Silva.
Recif,-...
Tegipi .
Jabo ato
Morenas.
Tapera ..
Victoria.
Pombos .
Cas cave)
9.38
9.55
10.25
10.52
11.21
11.56
12.25
9.20
9.4d
9.58
10.30
10.55
11.30
12.00
GaeuaytJ
Pombop..
Vict'j:
Tapera. i
Morenos.
'iboa to-
regipi.
Recite... j
1.25
1.12
4.37
5.05
5 23
6.43
1.00
1.28
3.46
4.15
4.42
5.8
5.25
o nos dias ntels
Ao publico
Tcndo nosso tio Jos de Vasconcelos vendido a
sua empresa do Jornal do Reeife, em cuja typo-
grapbia eramos empregados, tomamos a delibera-
cao de n's retirar com elle, xpezar dos novos pro
priefarios nnuuirem a que ficassemos. Pelo que
se v que sahimos voluntariamente.
Pazemas isti publico para evitar juizo falso.
Ricife, 31 de Marco de 18S7.
i;i|ii(li ) de Yasconcellos.
Abdisio de Vasconcellos.
Ernesto de Yasconcellos.
TARDE MANHA
* * 4
o o o "O
Etagoes M O m Su Estagoes Bi 1
*^~--~ ------------ -------- ---------
M. 1. M. 2.
Reeife... ^ 3.00 Victoria. __ 6.00
Tegipi . 3.20 3.25 Tapera . 6.30 6.35
Jaboatao 3.41 3 56 Morenos. 7.3 7.8
Morenos . 4.23 4.37 Jaboitao 7.35 7.40
Tapera.. 5.14 f).20 Tegipi..! 7.36 8.00
Victoria 5.50 _ Recite...! 820
Reeife 2 de Abril de
Molina
Pergunta se ao xm. Sr.
provincia e insp tw da Thesouraria Ge-
ral, se o Dr. Luiz da Silva GusraHo, juiz
de direito da comarca do Brejo da Aladre
de Deus, tendo abandonado a comarca, a
na de dous mezes, achando-se nesta ca-
pital sera li/enea, p le prcebcr seus or-
denados, sem pn juizo dos cofres geraes ?
Porque te calam a Provincia e o Jornal ?
Desej saber o rbula
Annum ortico.
O eorpo >oedico de Paris acolbeu beuevolamen-
te o \ tilia de extracto de Otado de
bfti'iilliHo i a tua aduiiuistracao tacil c llucou-o
entre as raaos de todas as inis; a sua acco prom-
ta c poderosa tornou-o precioso para os anmicos
e para os iclividuos cuja sangue ee ach i viciado
pela tuberculoje, escrotula e racbtismo ; a sua
dosagem p-.-rt -i'a assegurou-lbe um lugar dos mais
honrosos na classe dos agentes tberapeuticos, cuj
eicacia itidiscutivel satisfaz ao mesmo lempo
experiencia ao raciocino.
(Tribune Medcale).
N. 10 lvo-oiniiienda-.se a Emulsao de
Soott aos doentcs do peito, da garganta e
dos pulmoes; aos anmicos, debis e es-
crofulosos, e todos os que precisem de
um bom reconstitunte.
A Emuisao nto tern igual para reparar
as tur-as dos debis e eofraquecidos.
nufragos do vapor llall a
A commissSo de soccorros continua a
offerecer medico, remed .s, roupas e di-
nheiro a qualquer naufrago do vapor Ba-
ha .
Se ha alguem guo nc:essite deste auxi-
lio o ainda o nao tenia recebdo, pede-
Jselhe o particular favor de dirigirse a
presidente da qualquer um dos membros desta] commis
sao ou ao thesoureiro Luiz Duprat, ra
do Commercio n. 3S, no Reeife.
C-i-nmissAo de soccorros aos nufragos
do vapor Baha, Ricife 1 de Abril de
1887.
Jos Joao de Am-irm,
president!.
Manoel da Silva Maa,
vce-presidente.
Seb stiSo de Barros Barieto,
Io secretario.
Eugene Chaline,
Escriptorio do trafago.
1887.
O chefe do trafego,
A. ele S. r tres ferreira.
Aviso ao publico
Semana nauta
De eastome nos dias 7 e 8 de Abril (quinta e
sexta fc'ra santi) os treus serlo regulados pela
tabella seguintc, tocando era todas as cstacoes :
Dia 9
Pela maoha haver os trens ordinarios, menos
os de carga.
A Urde :
Para Vrzea as 1.22, 5.22, 8.4, 9.48.
Dous Irmaos (liuha principal) 12.48,4.48.
7.43, 10.4
Montciro (linlia do Arraial) 12.43, 5.22.
8.22, 10.4
Da Varzea as 4.5, 6 15, 9.33
De Dous irmos.(lioba priucipal) 3.42, 6.42, 8.42
Do Monteiro (liaba do Arraial) 4.10, 7.20, 9.45
Da S
Pila mi:iih :
Para Varzea r.s 7 22, 9.30 ; a tarde 1.22, 6 32,
8.4, 9.48
Djds Irmaos fa'nha principal) 6.48, 9.48 :
a tarde 12.48, 6.48, 8.48, 10.4
Monteiro (liuha do Arraial) 7.22 : a larde
12.43, 5 22, 8.22, 10 4
Di Varzea as 5.52, 8.12, !0,33 : a tarde 2.30,
7.29, 9.33
De Dous Irmaos (linha principa!) 5.42, 8.42,
. 10 42; a tarde 1.42, 7 42,103
Do Monteiro (linha do Arraial) 6 0, 9.45 : a tarde
1.40, 7.20, 9.45
Todos estes trens dtvem partir da estacSo da
ra do Sol, oude smente cuegaro na volta.
Esciiptorio da companhia, 2 de Abril de 1887.
H. W. Stoubewer Bird,
G.-rcnte.
Vencravcl ardem terceira de B,
S. do Carino do Rec k
C de Abril de 1899
De ojdero do carissimo rmaa, con vi o a todos
os domos carissnnos iruios para, par.nentadflB
com seas hbitos, coraparecerein na igreja da nos-
sa ordem, para assistirmos aos actos da semana
santa n convento da noasa i.rrm, para o que
tivemoi convite, do Revi:, padre vicario provin-
cial Pr. Alberto de Santa Augusta C<.bral.
Secreta' io interino,
__________Miguel dos Ssuos C fU Juoior.
Lotera de 40Wcotos
A grande lotera .de 4ft ia 3 sorteios,
fica transferida oara o dia t! de M io viodonn,
impretcrive.'mente, ,o tertasM '>' dcepfcdio do
Exm. Sr. presidente, deirnje.
Tbcsouraria das Loteras pira o fundo de
einaacipaco e ragenu-js da Coi nia Isabel, 14 de.
Dezembro de 1886.
O thesour. irn,
________Francisco fioByalvcsTaires.
_ IRMA55DADE
no
SS. Sacramento do Re-
eife
Sao convidados todos os irmSos dcsta iricanda-
de para comparecerem paramentados na igreja
matriz de S. Pr. Ped.e Goncaives, no dia 4 do
eorrente, s 6 horas da inanh, para acompanhar
moB o Santissimo Viatico em procissao aos enfer-
mas desta freguzia.
Reeife, 1- de Abril de 1^87.
Joaquim Alvos da Fonseca,
Escrivo.
S R. J.
Estrada de ferro do
Reeife a Caruar
llorarlo don IrenM de suburbios
A vigorar do dia 3 de Abril em diante
DIAS UTEIS
UAXH.T
Estafdei a o | -= O 1 1 Ettacoes T3 X w Ja, S O,
S. 1. 8.2.
Becife Tigtp Jaboatao * *78 7 35 7.00 7.20 Jaboatao Tigipi Itecile.. | "xo'.'lb 10.35 10.00 10.17
Socledade Recreativa Javeniade
Ue conformidade com o d aposto no 1- do art.
57, ficam suspeus'is os recreios e expeliente desta
sociedade do dia 3 at 10 de Abril.
Secretaria da sociedade Recreativa Juvntude,
1 de Abril de 1887. 2- secretario,
Jos de Medicis.
2o secretirio.
Luiz
Duprat,
thesoureiro.
Joseph Krause.
JoAo Jos de Araorim.
Jos Mari de Andrade.
Olympto F. Liup.
Ilenrique Burle.
Manoel Jos Mai lia o.
Francisco Gurgel d'Amar^l.
Vogaes.
Estagoet
-a
s
o
"O

1
S. 3.
Reeife .
Tigipi .
Jaboatao
S. 5.
Reeife .
Tigipi .
Jaboatao
4.481
5.5 !
6.48
7.5
4.30
4.50
6.30
6.50
Estaques
S. 4.
Jaboatao
Tigipi .
Recite .
S. 6.
Jaboatao
Tigipi
Recifo
to
a.
M
O
Estrada de Trro do Bibeiro ao
BorIo
D ordem da directeria sao chamados os Srs.
accionistas desta emprez.i, para no pmzo de 60
dias, a contarde boje, rccolherea- ao Loodon &
Braeilian Bank, a entrad de 10 0,0 de suas
accOes, nos temos do >rt. 9 2o dos estatutos.
Reeife, 9 de Marco de 1887.
O secretaria,
Jos Bcilarmiiio Pereira de Mello.
THEATRO
Iruiandade do Senhor Bom Je
sus das Chagas. 9 de Abril
de 1889
Devendo" ter lugar pelas 3 horas da tar
de, do dia 3 do eorrente, Domingo de Ha-
mos, a solemne procisso do Senhor Bom
Jess das Chagas.
De ordero da mesa regedora convido aos
carissimos irmaos para s 2 horas do indi-
cado dia comparecerem no consistorio da
igreja de Nossa Senhora do Paraizo e S.
Joao de Deus, utim de em corpo da ir-
mandade acompanhar aquellc Senbur em
sua solemnidade, a qual ter o itinerario
pelas ras do costume, edra a differenca,
porm, que na freguezia de S. Jos segui-
r pela traVessa do Peixoto, era virtade de
ordem superior.
O secretario,
Theodoro da Silva Campillo.
4.45
6.5
7 45
8 5
5.30
5.47
7.30
7.47
i 'tu erro Fatal na America
No peridico develani, publicado em
Ohio, no* Estados-Unidos do Norte, lemos
a des.Tp$ao de urna operado cirurgiea,
cuj os funestos resultados sobresaltaran! pro-
s o lu.ro ou renia da provincia, como fuhdameote lodos os facultativos da Repa
tamb-in o beneficio para os seus eatabe!.- [bl.c Anjilo-Saxonica. No entender do c-
cimentos pios e sua iustiu -cao publica.
Coiuiu.re Juvenal os dados tnaoceiros
da provincia de alguus anuos passados
coro os de h dido com a invaso dos bilhetes das outras I
provincias.
Sen io assim, como dizer-se que o pro
jecto no tr^z baDeticio algum a provin-
cia ?
Pretend aiuda Juvewd provar com as
razoes de nao gancyio do prujivto que
tioguia as loter na provin ia de S. Pau
Jo, que o de n. 7 da nossa Asscmbla in-
justo odioso. _
Quero nao t, porm, a imp'ssivel ap
picaco dceass razos : o caso que nos u-
ten'Hsa V
Trata, jor ventura, o proj-ieto n. 7, d^
acabar un as loteras da pruviucih, a na
neira do que pr-t-n lia o proje.t ia As-
sembla de S. P-ulo ?
A leitura das razoes de i;ao sanecao
motra, evidentemente, quo iff;rentes e
diversos sao os projectoJ a que nos reto
riroos : uro veraava sobre a eictineyao das
loteriis, o outro prohibe somcute que os
bilhetes das outras provincias sejaro ven-
didos neBta.
Razao teria Juvenal si o prujeuto n. 7
fosse idntico qu-lle que muito aceruda-
meiita nao foi saoucioaado pelo Birao da
Parnabyba.
Se continuar argumt atando por ease mo-
do, lo gro-seiramenta capcioso, Juvenal
apea-s pnduzir o clL-ito do ruido na im-
prensa ; mas se a redita que pode com
es seus csjriptot formar opinio ;i seu a-
ur, engana-se, porque o oom sonso e .
ilius;r.yao dos dgnos di putados iii estila
para impedir que eiles sejam embados por
considerajSis improcedentes e e:.villosas
E a cavillajao de Juvenal licou liojo
mais patente ainds, desde que vcio debai-
rurgo ni iM emi iente de Cleveland, o Dr.
Th
xo do nome de Edmundi Aguilar.
Amanhit lhe daremos rc-eposu.
Ii/cho Brahe.
Appello
Aos alumnos da Faculdade de
liireitd do Reeife
A ommigao abain *s
I COllegaR, VIII por I VOfcO
uxilio m favor dos usutrafM neesita1u d
por linhia.
Amesint comniseai, cimpreheudeudo
briosa moeidado nito se ha de mostrar ini
te s dores e ton.iinent.s qae pre^inleoente
dem os coracoesde muiti f..ini!is,que 6caram<8em
arrimo e sem proteccao, julii.u lo Ker esta nina
da cccaiioes tnaii opportaiits d > eorpo ac lemi-
o mostrrar se valoroso cli. io de prestigi
tendeado mos car.dojaa para i ft'ere-.-er tamben o
en uaU ia t*w dns victi:nai ri > mrmoravW
uartuai^ u i '24 lo eorrente u.ei, e eouvicta de
'egas bao de abracar "st* i lea co-

ayer, seinelhntc operadlo foi quaai um
crime I
llavi i muitos annos que urna senhora
' chamada King padeca de urna enfermida-
de de estomago, e nenlium dos systemas
da trataraentJ empregados por vanos rae
dicos puleram alliviar lhe os sofFrimentos.
K doenca tinha principiado ^ora ura leve
desarranjo dos orgSos digestivos, de mis-
tura com um grande t'istio. A estes symp-
tomas seguio-se uji malestar indescriptivcl
no estomago (malestar que foi tomado por
urna s^nsT.-aj do vasio interior) accumulan-
do-se era torno dos dent-s urna materia
p"gajo8a, acmpanhada de um gosto des-
agradavel, especialmente de manhS. Lon-
ge de iazer desapparecer a sensaco do
vazio, o limentop.. i, ,...gu..ial-a. En
tre outros symptonias, notava-se a cor aroa-
rellenta dos olhos. Pouco depois, as inos
" os ps esfriarcra e tornaram-s': pegajo-
sos, cobrindo-se de um mor fri. A enfer-
ma pidecia de um cansayo constante, s.'.n-
tindo-so nervosa, irritada e cheia de ne-
gros presentimentos
Ao levantarse de repente, a pobre se-
nhora sentia urnas tonturas. Com o tempo,
os ititestinos chegarain a estar estreidos
at o ponto de tornar se necessario erapre-
gar quaai lodos os das algum roetiieamen-
:.i catrtico, nao tardan lo a enferma a sen-
tir nauseas c laucan.lo fr.i os alimentos
nouco depoijdtt tel-os eugulido, algumas
-eses era uro estado de asedumo ta fer-
mentacAo.
D'estes desarranjjs pro vcio urna pilpi-
tafo de coraj^o to violenta que a infeliz
quaai que nao podia respirar. Finalmente,
en -ontrou-so na impossibilidade de reter os
alimentos, atormentando a sem cessar do-
res de ventre atroz-s.
Attendendo ao facto de que todos osre-
medoa at entao emprega ios nao baviain
uzido resultado algum satisfactorio,
reunise urna junta medica, cujb parecer
foi que a Sra. King padeca de un cancro
no estomago, tornando se nfceessaria urna
operagao.
Em resultado d'es'a decisao, no dia 22
de Janeiro de 18S2 fez o Dr. Vanee a
operacilo em presenta dog Drs. Tucker-
noann, Perier, Arms, QorJon, Lupter e
Lalliw.ll.
A opersyio consisti eni abrir a cavila-
de do abdomen at descobrir o estomago,
os iutestfeos, o figdo e o pncreas. Ve-
rineado isU, us mdicos examiuaram os
ditos orgos, e, cheios de assombro e de
borro., vrm que nao existia cancro al-
gum. Cerraram e tzeram opossivel para cu-
rar a ferida que haviaro feito ; mas a pobre
enkora morreu dentro de poucas horas
rQae triste a sorte do riuvo que sabe qae
Itua do Baro da Victoria a.
tic, 9- andar
A pi prietnria deate estabelecimento, j bastan
te conhecido pelos trsbalboa alli secutados com
mes tria ebom gosto, como tambem pela lhanexa e
cavailieirisioo que costuma-se dispensar quel'es
que dignatn-e de houral-o com a sua visita e
coiianca. previne ao publico que, com a acquiei-
cao que fes de machinas as mais aperfeicoadas,
est o mesmo estabelrcnneuto eio condicoes de
tirar retratos inalteraveit por procos inferiores
aos lint que teem ultimaoicut-; viudos dos Esta-
dos-Uaid. c, e assim que uiu retrati de meio ta-
manho natural tira-oe pelo custo de 15j'.XX).
O atulier, modificado e reformado como acaba
de ser, toruou-se o mai? perfeito possivel para dis-
tribuico de lux, de modo qus ptese trabalhar
seopre, com bom eu m > tempo, de 9 horas da
maab s 6 da tarde.
A essas circum-.tancias accresce ser o pessoal
lecbnico habilitadissimo e del le faser pirte o pbo-
tographo herpand >l D. Joajuim Canelas de Cas-
tro que trabalhd uos mlhores esUbelecimentos,
desse genero, em differeute.- paizes da Europa, e
a respeito de quem j os diversos jornaes desta
provincia trataram.
Do qu-' fie* dif> v-se que est O referido esta-
belecimento em c-mlicoes de ezecutar com pericia
quaesquer trabalh >s de photographia.
Al'i encoutrar-se-ba sempre expostas venda
grande numero de vistas de alguna rnificios
an'lie.os, pracas, ras desta cidade e seus arra
baldes.
DIAS SANTIFICADOS
KunZ
Ettacoes
S. 1.
Reeife .
Tigipi .
Jaboata
8-3.
Reeife .
Tigipi .
Jaboatao
-

7.18
7.35
9.181
9.35

7.00
7.2o
9.00
9.2u
EslngSe
S. 2
la bo ato
Tigio .
R-cife .
8.4.
laboa tid
Tigipi
Rcci'e .
ce
MI

8.15
8.35
30.15
1C.35
8.00
8 17
10.00
10.17
DE TAHDE
Eetacies
DECLAR1C0ES
Kocied idejlheucu Husical Per
nambucaoo. em S9 de Mareo
de 1889
De ordem do cousdlbo convido 8 Sis associa-
dos para comparecerem oa sede desta sociedade,
no dia 3 do eorrente, s 10 horas da maulla, para,
ein sseinbla g-ral, tractar-se de negocio de alta
importancia social.
O secretario interino,
Jos Antonio Cavalcante.
Malrir de Simio Antonio
rcneraielIrmanilHdc doWonliOP
saiitititiuio Sacramento
Pelo prseme CtnivilD aos iirnioB desta -\-enera-
vel iimandade a comparecerem no respectiva con-
sistorio s 6 1|2 horas da msnha do di 6 de Abril
du eorrente, afin de acoiopanlurmos a procistao
do henhor aos e.tWiu .ar Cjnfjrme determina o
COOIOI Oilii-S.l.
Cunsistori, 31 de Marco de 1837.
O scrivo,
H. C. iJarreto do Almeioa
S. 5.
Reeife .
Tigipi_.
Jaboatao
S. 7.
Reeife .
Tigipi .
Jaboatao
S. 9. '
R-cife .1
Tigipi .
Jaboatao
3
ce
C
e>
-=
O
2.48
3.5
4.48
5 5
7.18
7.35
o
2.30
2.50
4.30
4 50!
7.00
J.2U
Estacoes
S. 6
I a bota o
Tigipi .
ttecife .
S. 8.
-JabostSo
Tigipi
Reeife
S. 10
"3

labOrftiio
l'iipi .
iteeile .
3.
4.5
6.16
t. 35
8.00
8.20
CS

3.30
3.47
6.00
t.17
7.45
8.2
NOTANos dias de fista nacional*) regular o
horario oos dias oris.
Eacriptirio do in-fegn, 2 de Ahit de 1887.
A. de S. Pires Ferreira.
Chefe do trafrgo.
u
Devmlo a Iiiint. junta administrativa mandar
celebrar na igreja de N. S. do Paraso, pelas 10
horas da manba do dia 7 do crtente, a missa so-
Icinno que ha de proceder exposico do SS. Sa-
cramento qae tem de ficar em lansperene, convido
* todo) os inembres da irmandade para assistirem
a ess^ acto.
Secretaria da Santa Casa de Misericordia o
Rsciie, 2 de Abril de 1887.
O escrivo,
Pedro Rodrigues de Sovta.
((mpaniila Mana Tkercia, empre
ra do abaaleclmeato d'agsia e
la a cidade de liada
Assembla geral
De ordem do Sr. presidente da assembla geral
convido os senhires accionistas a se reunirem no
dia 5 de Abril, ao meio dia, n'am dos salos
Associacio Oommercial Beneficentc, afim de ser
continuada a scssSo que ficon adiada.
Escriptorio do gerente, 28 de Marco da 1887.
A. Pereira Smdes.
Companhia d Beberibe
("nvida-e a"9 senhores accionistas desta eom-
pauhia a reunirem se oiiaria, na dia G do eorrente mes, ao ii.eit* d:',
afim de resolverecn subre o KUguiCnto de Capital
social incess-rio para eompleintioto d.-.s obras co
melhurumeiito do abasteeiineutu d agua esta ci-
dado. A reuniao ter lugar no primeiro andar
da cata u. 7! rua do Imrorsdur.
Reeife, 2 de Atril de 1837.
Ceciliano Mamede Alves Ferro*,
Director gerente.
Jos Eustaquio Ferreira Jaeobina,
Director secretario.
Companhia Permiubncana de na-
vegado eosteira por vapor
Oa juros do emprestimo contrahido pela compa-
nhia do semestre fiado hoje, sao pagos no eecrip-
torio da mesma, mediante a apresentacao dos cou-
pons.
Reeife, 31 de Marco de 1887.
Club Garlos Gomes
Sarao' em 9 de Abril
Aviso aos senhores socios para procurarem seus
ingresaos na stte do club, do dia 4 do coraente
em diante, das 7 s 8 112 horas da noite, em mo
do Sr. Thesoureiro.
Secretaria do Club Carlos Gomes, em 3 de
Abril de 1887.-0 secretarlo,
P. C, Casan o va,
Club Dramtico Familiar
HOJE
Domingo. de Abril
Grande mitinee benefiecute em pro oa iafaii-
zcs nufragos do Baha, cun -.sisteoc.a do Esm.
Sr. presidente da pruv neta con generoso coo
cur60 das distinetts e ii!""iligentes artistas as
Exmas. Sras. DD. Jonpha l'i, Sid"ota Sprin^er,
Adele Naghel, Rosina Bellegraadi, Rosa Manhon-
ca e Guilhermioa Villss-Boas e dos Srs. L. Milo-
ne, A. Migliazzi. e dad mtestios Antonio del Vale,
Marceliin-j Cleto e Elias P^mpilio.
Progecmma
PRIMIKA PARTE
N 1
EvolueaoGraade ouvertur* pelo corpo de cr-
chestra do Club, sb a direceao do scci3 benem-
rito macstr.< Marceiiino Cleto.
N. 2
Teic-iro acto do Coracao de Marinheiropelos
socios do eorpo eeeuico do Club, A. ie Moiae?.
Tlie..baldo, R. Lima,' L Vernet, A. de Mello. E.
Wanderley e arar.. DD. Ros Manbou;a e Gui-
lhermioa.
K. 3
Bouoons sec p.-ia Sra. A Naghel ecm acompa-
uhameiit de orchestra. regida pelo maestro per-
numbuemo E. Powpilio.
N- 4
Vesperas Sicilianas de Verdi peta Sra. S .
Springir, tem acoinpanhamenfo de crcbet."a, re-
gida peio maestro E. Pompic.
N 5
Naufragio do fahiapoesia do i oreado dra-
maturgo e poeta peroair.bucao) o I.),-. Affonso
Olindense, pelo oco Theobald Saidnuha.
N. 6
O Porvirlinda syrophonia pel crebestra do
Club.
N. 7
Amor por ann'Xi-isomedia >, pelos
socios do corpo tcnico, Srs. Aogostti Peres, P.
Gslvo e D. Ros. Manhonca.
Intervalllo do 10 rcnutos.
SEGUNDA. PARTE

Dezenuse de Abrilaria 'jfarrgaca a pistn, pela
orchesira do Club.
N 2
Romance da epera Ai-ji.i,.,Thcma:,para so-
prano pela Sra. li. Bfllegrandi, eeio acuu>panha-
mento de or rbest.-a.
N 3
Romance do i.'i'v 'i de Msrcbetl para ba-
rtono pela 8 r AMigifi.
N 4
Symphcnia e .a> I Ti-. .!;: zit.-;c'ii:
h.l estreno de. y*a artista .- fia. ','. .),
Pl, c-m ac io maestro A.
Prolngamelo da estrada-de
ferro do Reeife a Caruar
De ordem do Illm. Sr. director, faco publico que
at o dia 4 de Abril prximo futuro, rccebem-e
propostas na cstaco de Jaboata-, para alarga-
mento de cortes, revestimeoto de boceas de tunis
etc no trecho comprehendido eutie as estacoes de
Pombos e Cascavel, as quaes scrao bertas nesse
dia 1 hora da tarde, no e criptorio do Sr. enge-
nheiro residente na mesma cidade, em pr te$a.
dos propooentes.
No referido fseriptorio encontrarao os interea-
sados os precisos esclarecimentos.
Secretaria do prolongamento da estrada de
ferro do Reeife ao S. Francisco c estrada de ferro
do Reeife a Caruar, '4 de Marco do 1687.
O sferetano,
Manoel Juvencio de Saboya.
limit
Companhia Bahlana c uavega-
tfho a Vapor
Macei, Villa Nova, tenedo, Ara^aL. -
Estancia e Bal.
fl
Commandante Nova
E' esperado dos norros aci -
ma at o dia 5 de Abri!
e regrossar para os me-
mos, depois da demora doc-
turne.
Para carga, passaguns, encommenias e di.ihi;.-
ro a fratp. t.rata-se na
AGENCIA
7tiua do Vigario7
Domingos Alves Matheos
Inaei States 4 irse'i- S.
0 MF
E' esperado dos portoe a
sul at o dia 5 de Abrii
depois da demora necessaria
seguir para
Maraaho, Para. Bai-bados, *
Thomaz c \cw-lora
Para carga, passagens, f oneommenda tr:
e com es
O vapor Advance
Espera-so de Ne*--
NcvFS, ia 8 rie A
<;\;1 B go r : -
demora necessaria para
Mia spoza tar pnra !
bartono pelo Sr. A. .-! 5I .: com acompantn I
aiento de orchesCra.
H G
Non torn'.n m i Sra. Ro- j
siua Bellegni
N. 7
Lvate la c- Mi
Naghel, com mco:ii| vegi
da pelo maestr / K. r'jiu;.'
Nos nter vaiios tocarao au peristilo 00 theatro
ama banda marcial graciosamente cedida por S.
Exc. o Sr. presidente da provincia e a distincta
philarmonicaQaator;e de Mareo, naamente se prestou.
O Club reserva par* a3 fscilias a I p 2 ordens
e camarotes, ir.elasifa a galeras. Urna com-
missao receber porta 0 "bulo com quu o gene-
roso publico pernsn-.'oic au qneir.i concorrer para
suavisar a dc.-gric^-i aitizacao em que se acham
collocados os naoragos do Baha., muitos dos
quaes teem o direitc d invocar aim do senti-
mento de humanidais. a orofeclo de seus com-
patriotas.
Sendo o dia eacolho para esta tmi
dadenm domiugo, o t'cb Dramtico Bbl ap-
pella para as distincta ^iasses ac com-
xaercial e art'uliea, paro, o publico en gtral e ev
pecialmente para o curaco das idas,
onvicto *e que ningueci se furtar ao cuinpri-
mento de civismo e pbilaatropia.
rrtartplar Au 11 hora.
Slahla e Rio le f sciro
Para carga, passagens, ene
* frete, tracta-s<: coi-
AGENTES
Bcarv Forsier i .
li RUA*DO COMMERCIO
/. anda
IKS .WASSTI.HIi
LINHA IIBNSAL
0 paquete Niger
Commandante ifianlc
Espefa-f
A b r i i .
do depoi -
mera do
para o ii.
ro, tocando na
Baha
Lembra-sa aos senhores passsgeiros de tca..s
13 classes que ba lugares reservados para res
agencia, que podem tomar em qualqner tempo.
Previne-se ao ssenhores recebedores do mero
dorias que s se attender as recia macos pe
tas nos voluntes que forem reeonhecidas na
siao da descarga.
Para carga, passagens, encommcndns 9 d m '
frete: tracta-seeomo
ASESTE
!.Bgnste Labilie
9-RUA DO COM ERCIO-i
Porto por Lisboa
Segu com brevidade para os parto? ac: ma a
barca portuguesa Pasco rfx G
da carga qae lhe falta c pasan
os consignatarios Jos da S
A
r


3*ernaiifflti*~-Dcui!iugo 3 de Abril de 1887
CHARGEIRS BELLAS
Compaahia Francesa de Maveca-
< a Va^r
Linha qninaainl entre o Havre, Las-
boa. Pernambueo, Baha, Bio de Jaaeir e
Santo
e nw Tille o Prortro
CommandDte Cbanoerel
Espera-se des oortos do
sol at o dia 5 de Abril,
' seguindo depois da india
pensavel demora para o Ha-
vre.
Conduz medico abordo, de marcha rpida
a efferece excellentes commodoa e ptimo passa-
dio.
Aa pastagens podero ser tomadas de antemao.
Recebe carga encommendas e paesageiros para
oe quaes tem excellentes accommodacoes.
O nw Me Sitos
Commandante llenry
' esperado da Europa
at o dia 6 de Abril, se-
guindo depois da indispen-
' savel demora para a Ba-
. lila. Blo de Janeiro
'e Mantos.
Roga-se aoe Srs. importadores de carga polo*
vaporea desta linha,queiram apresentar dentro de 6
diaa a contar do da descarga'das alvarengu. ya'.-
qaer reclamaco concernente a volumes, que po-
ventu a tenham seguido para os portos do auiafinj
de se poderem dar a tempo as previdencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companfaiaoa a ae
responsabilisa por extravos.
Para carga, passagens, encommendas e dinheira
a frite: trata-se com o
Augusta Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
Leilo
De um terreno com 17 casinhas, na ra de Joiu
Fernando Viarra, :endo aa duas da frentaoa na.
54 a 56, reniem mensalmente 1244.
Doai caaes terreas sendo ama na roa e"D.
Maris Cesar n. 31 e cutra os travessa do Bom
Jess n. 2.
Segvnda-feira 4 do crvente
AS 11 HORAS
Na ra Eatreita do Rosario u. 24
Agente Modesto Baplish
Tr

-
1
Cmp&BBla llra&lleira de Xa ve
gaeoa Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Manos
Commandante 1- tenente Guherme Wad-
dington
E' esperado dos porwa do sul
at o dia 6 de Abril, e
seguir depois da demora in-
J"/ dispensavel, para os portes
L"f.,.. do norte at Mancos.
F.ira carga, passagens, eucommendaj a valore*
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
O vapor Cear
Commandante o 1.* tenente Guherme Pa-
checo
E' esperado dos partos do
norte at o dia 4 de Abril
e depois da demora indis-
pensavel, seguir para os
i p'tns do sul.
Recebe tambem carga para Santos, Santa Ca-
tbarintt, Pelotas, Porto Alegra e Rio Grande d)
Sul, frete modic .
Para carga, passgens, encommendas e valore*
trata-se na agencia
PRAQA DO CORPO SANTN 9.
Pacific Sieasi taigalion Cooipany
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Magellan
E' esperado da Euro-
pa at o dia 10 de
-Abril, e seguir de-
|po3 da demora do cos-
ume para Valparaso
com escala por
Baha, Rio de Janeiro e Ho&te
video
Para, carga, passagens, encommendas e din-
heirrra frete tracta-se com os
AGENTES
Wllsoo Sons Jfc C. Llmied
N. 14 RA DO COMMERCIO-N. 14
COMPAXHIA PEBNAMIVCAWA
DE
AaTegaeo costeira por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaiu' e Bahia
O vapor Jaguaribe
Commandante Baptista
Segu no dia 9 de
Abril, as 5 horas da
- tarde.
Recebe carga at o
Idia 6.
Encommendas, passagens e dinbeiros frete at
as 3 horas da tarde do dia 9.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Compankia Perrambucana
n. 12
OAlMllLSTEAl PACMKT
COMPANY
0 paquete Trent
E' esperado daEuropa no dia
9 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
ra para
laecio". Bahia, Rio de Janeiro
e Santos
0 paquete Tamar
esperado
do sul no dia 14 de
carreare seguale
Idepois dadtm rn
necessaria para
. Vicente, Lisboa, Vlgoe Ion
thainpton
Redvccao de passaqens
Ida Ida e volta
A Kouthi.mpt n 1" classe t 28 42
Camarote reservad.a para o passageiros de
Para ana bu eo.
-Para passagens, freres, en ;e -u ov
CONSIGNATARIOS
''Adamson Howic 4C.
N. 3- RA DO COMMERCIO N. 3
""tOHPASai*- PEB* IHStCA V*
DE
tfavegaclo Costeira uor Vap^r
FURTOS DO NORTE
Parakj/h,,, fatal, iSae or, Ara-
en' Acarahu. e Camossim
0 vapor Ipojuca
Commandante Costa
Leilo
:t=
t-,#r?*>
8egue no dia 8 do
Abril, a 5 hora*
>-da tarde. Recebe
carga at o dia 6.
ncommeudaa passagens e dinbeiros a frete at
as 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae i* Compankia Pemambucana
n. 12
De 1 mesa grande eom tampo de pedra, 1 appa-
rador cem tampo de pedra, 1 mesa elstica com 8
taboas, 1 dita cem 4 ditas, 1 lindo guarda vestido
novo, eommodas, guarda laucas, camas francesas,
marquesoes largos e estreitos, 1 balcao eom grade
ne ferro, pianos, carteiras, matas para viagem,
jarro, quadros, talberes, copos, espeibos, bercos e
diversas miudezas.
Terca feira, 3 do corrate
A'a 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
Por intervengo do agente
Gusmao
VISOS DIVERSOS
Profeasora Urna tenhera habilitada,
propoe-se ensiiiar em cases partieu'ares o por
tuguez, ari'hir.etiea e todos-os trtonlhos de agu-
lha ; qu.'in dr ceus servir aratmar ter intor-
mt,oes uu l andar desta typugiapbia.
Aluga-se casas a 80MJ no neceo dos Cce
ibos. junto de ImperuTni n. 56.
Aluga-se o sjl.md > n. Vil ra da Uniao,
Um ^gua e #* e bos accommodacoes p^ra ta-
milm : a entender-se n* raa da linpeatris nu-
mero 19.
Aluca-ae n 1 e 2 andares da casa n. 34
run .-ttivi'n d> tios^ij"; o da do ii ."> rui.
velba de Santa Rita ; os terreos de us. 64 e 66
roa de Marcilio Dhs : a casa n 8 do b eco do
Qniabo, u> Moo'uiro, e a '! p. 1 i travessa da
H oio n. 3 l.
Pri' Uu aa '!< u^i^. h,,a i-'ii.rieira, para easa
de famia : tintar ati ru d>i Moldsete n. 82.
= a engeuiiuca '! Bii.tic, ra Real da
Torre, precu-M ifc- nw rapas de 16 a 18 aunes.
para todo o servic<).
CO^TUREIKA Pre.isn-se de urna de-
sembamcada no tmbnlho de costuras, inclusive
camisas pra homein : na ra da Praia n. 51,
andar.
Quem precisar de urna professora pitra en-
sinar primeiras lettras, doutrna, principio de
msica e piano,' drija-se ao Caminho Nevo nu-
mero 128. ____________________________________
Aluga-se o 2- andar do sobrado n. 17, no
largo do Corpo Santo ; a tratar no 3- andar do
tcesmo.
= Precisa-se de urna boa
Ja Aurora n. 81, i- andar.
cosinhiira : na rna
Precisase de urna co&inheira ; na ra da
Matriz da Boa- Vista n. 9.
Madame fauny Silva, modista e costureirs
desta cidade, tem a honra de communicar as
Exmas. familias que lhe tem honrado com soas
valiosas ordena, que parte para Pars no corrente
mea, afiffl de fazer acquisico para o sen atelier
de fazendas, chapeos, espartilhe, enfeites, enfim
tudo quanto du oais moderno e melhor tem, honver
e possa interesar ao toilette de urna senhora.
Dentro de dous mezes a annuociante espera re-
gressar dessa viagem, que simplesmente empre-
bendida pela animacaa que tem recebido de todos
que tem se dignado encarregal-a de variadas con-
feccoes. Despedindo-se, pois, ti mporariamente
de suas Exmas. clientes, cumpre declsrar-lhes,
que recebe desde j encommendas de vestidos,
chapeos ou ontros artigos que queiram, por seu
intermedio, mandar vir de Pars ou Londres.
Ra do Imperador d. 50, 1- aodar.
Prcisa-se de um menino de 10 a 12 annos
de idade, para casa de familia ; a tratar na ra
do Rangel n. 42.
AMA
Precisa-se de urna ama para o cervico domes-
tico de ama casa de familia; a tratar na ra do
Bario da Victoria n. 4*, loju.
Ama
Piecisa-ce Je ama cnsinheira ; a tratar na pra-
ca do Orpo Sanio n. 17, 3- andi.r.
Atoa
Precisa-se de ama ama part engommar
ra Duque de Cax*s u. 60-A, loja.
Ama
Precisa se de ama ama
u ero 137.
na ra da Aurora na.
Ama
Precisa-se de ama ama para casa de poaca fa-
milia ; trata-se na rna do Mrquez do Herval.
casa n. 182.
Ama
Precisa-se de jma boa cosinheira para casa de
pouca familia, prefere se escrava: na ra do
Riachueilo n. 13.
Ama
Preciaa-ae de ama boa cosinheira, vara cesa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Compai.hia
a. 2. Prefere-se escrava edeve dormir em ca
Ama
Precisa-se de im* ama para engommar :
ra Real n. 20, Casa Porte.
A loga se barato
riua dos tiararapes n. 96.
Rus Viecondc de Itaptnc p. 4f, armazem.
Ra do Tamui j. 5.
Ra do Viscondc de Gtyaciia n. 163, com
e gaz.
Largo do iierstdo n. 17, loja com gz.
Largo do Cirio S&nto n. 13. 2." aodar,
rrab>-se as na do Con.nv-rcio n. 6, 1" rodar
aoriptorio do Silva (uiinares A C.
Tricofero de BaiTy
Garante- que faz nas-
oerecresoer o caballo anda
ui mala calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todaa aa impurezas do cas-
co ^cabeca. Positiva-
mente impeo o cabello
de caoir ou de embranquo-
cer, e infallivelmente o
tima espesso, mocio, lus-
t;oeo e abundante.

Agua Florida de Barry
Preparada segnnda a formula
original usada pelo inventor oru
1829. E'o nico perfume no ..r
do que tem a approvacao officin! de
um Govemo. Tem dos vezes
nais fraganciaqua quilquer entra
edm-aodobro do tempo. E' milito
zuaia rica, suave v dnlicio-;.. E'
milito niais fina e delicada. E'
maie per^-inento e agradavcl no
lenco, .i "Ojfc r^zas mais refres-
cante no bano no ouaito do
| doente. E' especifloc contra
I frouxidao e debiliJodc. Cura as
dores de cabera, os cansacos e os
der.maios.
Xarope ie Vida fle Reater Ho. i
?JTTES DE OSHr-0. TJPOIS DE 3XLH.
Cura positiva e radical de todas aa formas de
ascrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
AffecoSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
ancas do 8anguewFigado, e Eins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
restaura e renova o systema inteiro. 0 1
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian.
Sas para a cura das moles-
aa da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Drpoaito "ni i'criiKiubu'jo tan de
Fran Fabrico e assucar
Appar*it)i8 pi onoroicos p:-ra cozirnen-
ta u >nr-.. Pruprio p.'ra ngenlns peque-
os, at-n.Ki mmiiew em preco e ef-
eclvo cdi operaco.
Pode se ajuiit^r aos ergenhos existentes
do systeaa velho, melltvraudo muito a
quadade do asattosr e augmentando a
quantldaiie.
OPERA9O MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engeuhos centraea,
ma :iiniMiio aperfeicoa'lo, systema moder-
no. Plantas completas ou wachinismo
separado.
Especiticseoi-s e informa^o^s com
IIl'OWOS V.
5-EUA DO COMMERCIO-5
Atteneo
O abaixj BBgudp, tendo de retirar-so para
Portugal, precia vender sena estabelecimentos
sitos margena da'estrada publica na povoaeao
de S Loureoos da Matta ; a peaaoa que por qual-
quer circumstancia qnizer sabir da praca ou que
sendo de longe, pretender app.roiimar-se della,
encentra aqui urna lojt de fascudus bem fregue-
zada, urna taverna e esa de morada, taido em u-n
f predio, marados e
communieavo interna. Alem do que fica mencio-
nado, ha mais algumas casaa e oarros ubjectes,
que muito convem ho comprador, sendo todas as
casas, a excepcao de um edificadas em solo fo-
reiro.
A povoa5ao incont.esUvelmente o lugar mais
salubre e aprasivel que existe fra da capital
uatro Ir-goas de distancia ; ha aqu urna feira ao
domingo bastante concoriida, abuodautissimas e
exccllentea aguas, assim como u eatuso da linha
frrea e o Capibaribe prozimua : quem pretender
dirija-so aos ditos estabelecimentos, e para infor-
ees aos Srs. Andrade Lopes & C. a ra Du-
a no l'.nsa r, E\')
ma
que de Caxias n. 52.
Manoel
Jos de Brito Barreiros.
Ao j'iiblic e ao commercio
Eu, abaixo assi^nado, tendo liquidado tod, s os
meus negocios, tanto commerciaes como particu-
lares, julgo nao dever nada nesta pra^t nem fra
uVlla ; mas ae algoem so julgar como credor,
aprsente as suas contaa ou documentos na ra
Imperial n. 55 C, e na Recife na ra de Mara e
Barros n. 8, ou eutao annuncie ueste jornal, quem
nao quizer ir neet<.s casas.
Outrosim, e faco esta declaia^ao, porque fui
estabelecido na ra Imperial durante quatro an-
nos e tantos mezes, e nunca dei piejuizo pessoa
alguma, e tambem fui gerente das firmasManoel
Joaquim da Silva e Moreira c Parva, mas nunca
tive socio que entrusse com capital ; sempre en-
trarum tmente cora ma pessoa, tanto que todos
os meus socios stmpre me derain prejuitos, a que
i fui obrigado a liquidar todos os meus nogocios
para nagnr t>idoa'os deoitos d.-is refeiidas firmas.
Becife, .^l de Marco de 1887.
Augusto Moreira da Silva.
Allenco
Furtaram do abaixo assigoado, na noitc do dia
12 do corrente mez, de sua fuzenda, nos arrabal
des da villa de Pauellas, im cavallo castanho-
amarello, grande, andador baixo, misturando este
andar com galope, ardego, castrado, com urna es-
trella na testa, e os quatro ps brancos, cem a ri-
beira P de Pesqueira no quarto esquerdo, e o fer-
ro de que usa o abaixo assignado J-S.
Gratifica-se a quem apprehender dito cavallo e
o levar a villa de Panellas com 20'J0 e a quem
di r noticia certa, com igual quantia.
Villa de Panellas, 23 de Marco de 1887.
Jcao Rufino de Mello e Silva.
Ao publico
Oliveira Castro & C, contratantes do abasteci-
mento de carnes verdes do municipio do Recife,
avisara que a contar do 1- de Abril 30 de Se-
ttmbro do corrente anno, as carnes verdes per-
tencentes sos meamos, serSo vendidas a razao de
40 rs. o kilogrammo a de primera qualidade, c
300 rs. o kilogrammo a de interior qualidade.
Recite, 31 de Marco de 1887.
Oliveira Castro & C.
Peixe de viv iro
O que ha de melhor
Na quinta e sexta-feira
Em Afogados, ra Oireita
Armazem de Archias Matra
ENCOMMENDAS
Em casa dos Srs. Pocas Mendes & C, ra eatreita
do Rosario n. 9.
Pilulas purgativas e depurativas
de Campaniia
Estas pilulas, cuja preparaeao puramente ve'
getal, term sJj\)or mais de 'M anuos uproreitada
eom os meibores resuhados as seguiutes moles-
tias : affeccoes da ^lle e do figado, syphilis, bou
boes, escrfulas, chagi.s inveteradas, erysipelas e
^onorrhas.
Mudo de uwnl-nft
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 per dia, tie-
9endn-se aps cada dsJ um pouco ri'agua aaoca-
i, cha ou caldo.
Como reguladoras : trune-se nm pilula aejantar
Estas pilulaa, di. invei](,o dos pli'irmaceutico
Almeida Andrade it Fdhos, teem veridictum do*
Srs. medios pira su 1 m.lhor garautia, tornande-
je mais reei tnmeudaveip, por s'rem um segure
purgativo e de, pouca diera, nido que podem ser
nadas em vmtrein.
ACHA.M-SE A' VENDA
i tlrouarla ; Furia ultrnha di
M RfA DO MABQUKZ DE OLINDA 41

HaiiDii de Souza Tavare*
Diogo Augusto dos Reis, sua mnlber e filhos,
tendo de mandar celebrar urna missa por alma de
seu sempre lembriido sogro, pai e av, convidam
seua pareotes e amigos a assistirem a esse acto
de religiao, que ter 'ugar no cemiterio publico,
segunda-feira i do co. rente, pelas 8 boras da
manha, 2. anniversario de seu pagamento.
Desde j antecipam seus agrade.meatos to-
das as pessoas que se dignaren comparecer.
Mordidura de animaes
c reptis venenosos
Jc, Eaiigdio de (iristo Leal, residente
em Olimla, ra do Amparo n. 35, tendo
fcado com a rrcei'a pela qul seo finado
pai o tenente Felipp.? Manoel de Christo
Lel, prcpnrava peara.s iroaa sttraben-
te de qu:.iqufr venero, tem para vender
ditas pedrea acoir>pioh.3das de urna iodica-
5S0 imprcs.
Estas peoras tm w lo pplicadas em
crescidu uumep de ppssuna e aciimaes mor-
didos de eo damriH'li) e cubras do diffe-
rentes especie*, iucluMve a cnM'av.l, sera
ij" jiii'.is) iv.in ti ado .> ci.ra em nm
s c<6:. Port-r.t.) es s-nlores :pieciado-
Fla\ i (.miiahra I.ima
Angela Baptista Gronctlvi-s Lima, Mara Isabel
Goncalves Lima e Francisco de Paula da Silva
Reg agrade cem do intimo d'alma aos prenles e
amigos que se^ dignarais acompanhar os restos
oiorraes de seu idolatrado marido, pai e padrasto,
Flavlo Gonoalvis Lima, sua ultima morada ; e
de novo os convidam h usaistir as missas, que
pelo repouso de sua alma, mandam resar na ma-
triz de Santo Autonio, s 8 horas da manha do
da 4 do corrente, segunda-feira, stimo do sen
passamento. Tambem p-dem deaculp* a todas as
pessoas que dexaram de ser convidadas, em ra-
zao da prec ptacao com que foram feitos os con-
vite?.
>S
[
SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Ungento de Hollowsy um remedio infallivel para os males de pemas e do peito r tambem pa
as frulas antigs chagas e ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismo e para todcs as enferu-
dades de peito na* se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchites resfrlamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pelle nao teem semelhante e para os membros
contrahidos e juncturas recias, obra como por encanto.
Cssa5 medicinas sao preparadas smente no Estabelecimento do Profeasor Hollvwav,
78, NEW OXFOKD STKEET (antes 533, Oxford Street), LONLfiES,
E TOndcmse em todas as pharmacii s do univen.
tjt Os compradores sio convidados respeitosamence a """iw os rtulos de cada caixa Pote, ae nao teem a
direccao, 533, Oxfaid Street, saotalsificaooe.
^
EM3 DIAS!
De todas as fazendas existentes na anta casa de
Os seguintes artigos comprovaisi a rea I idade em vista dos seus preeos
Cortos de fnstao para coletes, a l^OOO, 1,5200 e l^SOO!
dem de casemira de cores, a 2G00, 2)3500 e 3C0 !
Casemiras pretas e flanellas, a 800 rs-, 1^000 e 1J200 o eovado, urna largura i
dem diagones, a 2^000, 2#200 o dito 1 dnas larguras.
Brins de puro linho, de cores, a 800 rs. o 1#000 metro 1
dem idera, branco n. 6, a j#O o dito 1
Las de todas as quaiidades para vestidos, a 200 e 240 rs. o eovado em reta-
lho para acabar.
Cachemiras idem, a 400 e 500 rs., o dito !
Setins de cores, a 600 e 800 rs. o dito !
FuslSes braceo e de cores, a 250 e 320 rs. o dito I
Meias alvas p: ra meninas, a 2j$500 a duzia 1
Camisas ioglezas, linas, a 36^1090 a dita !
dem francezas, branca e de cores, a 24j30G0 a dita!
Guardanapos grandes e de linho, a 3S500 a dita I
Ceroulas bordadas, 4e 20;?000 ipara acabar) a 12(5000 c 15000 a dita l
Espartilhos, de 85000 e 10,5000 (vende se', a 45000 e 5,5000 1
Madapolao americano, a 65000, pegss de 20 jardas 1
Esguines para casacos, a 45000 a dita de ditas I
Cambraias brancas bordadas, a 55000 e 55500 a peca !
Grande sottimeuto Uu chapeos para senhor, a 45000 e 5->000 1 pura liquidar.
Fieha e cap^s' de 13, a 25000, 45000 um !
Bramantes le lio lio puro, de 35000 (para acabar) a 5000 o metro I
Setinetas, a 280 rs de todas as cores.
Pannos para mesas, atoalhados brancos, algudSes, e fioalmente liquidam-xa
todas as fazendas por menos 40 /0 dd su valor as que tstiverem iberias aa pe$as.
Antiga casa
DE
CMNEK0 DA CIMA
59Ra Duque de Caxias50
l
Palmares
Olas moyas solteiras, que residera com
seus pais, desejando oecupar seu temp-i,
propoem-se a ensiaur algumas meninas.
Achando-se habilitadas a onsin-r primei-
ras letras, doutrna christit, elemeutos de
aritbmetica, portuguez, histuiia sagrada,
historia patria, geographia, msica, piano,
bordados ouro, branco, froco, seda
frouza, sobre vidro, a missaegas em tala-
garca, era relevo, crochet, tricot, frivolit, j
trabalhos em papel talagarca, fio es dei
canotilho, e alera (lestes amitos uutros.
Msica e piano pago parte da meo-;
saudade.
Recebem alumnas pensionistas.
A tratar em casa do tenente -ce-ronel i
Franca, em Palmares.
io do vapor
JgEste o titulo de nma linda valsa que o publico
encontrar no dia 8 do correte, venda na Li-
vraria Francesa.
E' bom ver
Quem quizer estabelecer qualquer negocio uo
melbor local da ra Nova, pode eirigir-ae mes-
ma ra n. 16.
Alug-a-se barato
um pequeo armazem na ra do Vibrio, proprie
para deposito de fazendas ou merendonas ; a tra-
tar na mesma rna o. 31, t- andar.
Ama
Precisa-se de urna ami para hoincm aolteiro no
arrabalde : na ra de S. Joao n. 55.
Attenpo
i*,?)
da
gu a
Alug-a-se
o lo andar do prec'r n. 21 ra do Dtro du Vic-
toria.
A casa o. 4 uo re es Tapado.
? loja do predio n. 117 la do Vareilio D sk.
As ajas o;. e 18 do beceo da roa da Paliua.
Um pequeo ...-mszem, preprio para drposito de
mercaaoriad, na ra dj Vicario.
A casa o. LO do becco da ra a falma.
A tratar com Jn-io Rbello efe C. A ra do Vi-
gario a. 31. Bndar.
ri ^ n < :i(;...
: p>-*Mli 8 T' M !.'( IlO r:,iDpo
i. 1 a ti-..r.. f'') si utas
d vir uMirit-T ,:-- ':>'.s "'' uni pa
reiii' um <*i>ir>u>mli' tu, inal
un Bt> r.-.: ion- i i i. ".-r. ir. i.
8e cniili'C! s.^'.s |i ;!-..* : m;>is de
BO *>r:ii.'-s, aii'tr-g 'l.s .iiim; .o.ii bom
i'X!o i o.u ri-si.i a ir.
4.u>a-se
ama casa com eommodos para grande f.iic-
eitio arboriiado ; na Ponte de Ucba n. 10.
Atteneo
Piei-ita te elt^nr um !i mean p-.r. vender na
Ufl, p-ga-iM b> ni : na ra do .lurdiin n. 27.
'psis \m senioras
Ba ii] i ile laiia i 88 c S3
De seOa e arruodkda, o qu lia de mais mc-
derun. .i JOjIOtX), para ^ luir.
En^enlio para arren-
dar-se
O*. ., mu o'e i;c>tfcnte, meia
d- ./aboata .. .-. m trras
p>Ti t" "J>' 0 ^'U'J p'i.'. d* MU r, b a n.s
de vive na e (i in..i : a traiar cuiu ao proprietarias
a ra da Iu p'Tafri* u. i'J. _' anda*.
Francisco Cime w arques
'i osera
Victorino Marqu. a da Fonseca, Dionieia Mara
de Oliveira e feu filbos, mandam rezar urna ma
no convento de S. Francisco, eegunda-feira, 4 do
mez viudouro, pelas 7 boras da manha, por alma
de seu infeliz pai. genro e cimbado IrancBCO Go-
mes Marques da Fcnseca, fallecido em consecuen-
cia da naufragio do paquete nacicnal Bahia, na
noite de 24 do expirante; e para tssistir eaae
actit de religia". convidam aos parentes e amigos
seus c do finado, pelo que se confessam desde j
agradecido?. .'
MBI> i IsssM II >' li
Pede-se ao Sr. Jos Delfino da Silva Carvallio,
empregado na Recebedoria, o especial favor de
appfrecer travesaa do Principe n. 1-(J, a n;o-
co de seu interesse.
Ama lie leile
Precisa-se de urna
Alecrim n. 63.
ama de leile : na ru-i do
Atteneo
VINHQmJu'RUBEBA
BARTHOLOMEO a Ca
P/iarm. Pernambwo
L'nicos preparados de JURL'BBBA re-
coromendados pelos Mdicos contra as
3>otfr.f.-..-, do Entornare. n-.ailo 8aes
e Intestinos, Perda do Appetlte, etc.
15 -Aaaos de bom xito!
EXIGIR A. ASSISHATR/.
V
27.
Falsii afes
4lyga -se
a cata da raa.do Hoapicia n. 10. com grandes ae-
comawdaeoe para coliegio ; na roa Dqoe de
Canas n. 9.
gsujio Ibtu
Futiari heno 'os Mernardo
'O. A no saobiii'i SU de M*ren, um ca-
ttlU ri.as ii.Mro, cauli regular e cr im. curtas.
Consta que Ui vista ?iro ao dia
ti do mesmo uaez. Keeou uwrda-se a appreken-
sao de dito cavallo.
I (imnlc Iliaiincillr Aiigunto
Bibelro
Pelo repoueo eterno das almas dos inditosos 1*
teen e Henrique Christiano liraune e 2 crur-
gio De. Manoel Carlos de Azevedi Ribeiro, fal-
lecidos por occasio do naufragio do paquete
Bahia, mandam os officiaes do exercto, seus com-
canhciios de viagem, nur urna mise aa igrija
de N. S. da Conceicao dos Militares, s 8 horas
da manlia do dia 4 do crreme, e pura asaistir a
esse acto de religiao r-onvidam a seus camnradas
ia armada e do estrei'o^e os parent-s e amigos
d s finados.
.
Harta Clemeutiaia de HagnlUeti von
Si.iiMeii e Oriaiinno Augnsio le
Mogalbues.
Julio von Sohbteu e seus filbo?, Joo Bapt'sta
de Magalhes, sua mulbur e fiiboi (ausmtee) con-
vidam 6- us pareutts e pessoas de .-ua amizade,
para assistirem as mistas que mandam Celebrar
na matriz da Boa-Vista, pelas 8 horas da manha
de terca-feira 5 de Abril, por alma de sua mulber,
mi, cuuhado, tio, filhos e irados, Mara Clemen-
tiua de Maealhaes von Sohsten e Octaviano An-
gosto de Magalbies, fallecidas no aaufagio do
vapor Bahia, por cajo acto de religiao e earidade
antecipam kdi apradecimeutes.
flaleraps de c a re eos rediizldos
Precsa-so alugarurna ama para cosinhar, que; A ^"'"panhia de Edificado, tem resoi-
possa resistir o trabalho ; ua ra do Jardim uu- v|d'J d ora co diante, para as vendas dos
i productos da s.ia olaria a vapor do Taqus-
i T- seguinto :
T Jos de slvenaria grossa,
forra-ifo coinmum, descarrega-
dos era qualquer ees, o mi-
Ibeiro
Dito*. f..r.i.-to irglez, idera
idera
Ladrilhcs idero
Telhas comrcuns, id^m
As Crrpras de cem a quinhoutos mil
r 8, terao u>n descont de eiuco por cen-
to, e d'ahi para cinia dez por cento.

Pan evitar falificagoes com referencia so co
nbecia'o PEITQEAL DE CAMBAPA, deve exi
gir-se este preparado com a firma do aujtorAr-
vares de S. Soares em rotulo circulando aro-
Iba do fraseo e a o arta da fabrica nos invcltorios.
rulada pelo n^me dos agentes e dep. zitarios
eeraes em Pernaubueo Francisco Manoel c:
Silva & C ra do Mrquez d Olinda n. 23
Crsa em Simio Aiujiro de Ja
Mi
Aluga-se all umm b> a casa, em lughr alto e
fresco ; a tratar no cae, da Companhia Pernam-
bucana n. 6," escriptorio.
22JI0QQ
18,5000
3$000
38,5000
Criado
Prpeisa-fu de um criada de 12 a 14 annos ; na
ra do Coinmcreio u. 44.
?A?A SaBOR^S. LSOE/.C
RES & SANTOS, tmi
dadeiras Tlsehinas imerleavas
I #000
por serra, com 14 /f de descont, a
Roa do Mrquez de Olinda n
obtido giande redu^fti nos prejos das ver-
para 'fesc6rocar algodlo, esto vndenlo a
A
------

f ttfSt



tiario de Pe-Bambuco--Domingo 3 de Abril de 1S87
FERRO GIRARD
?perorado pela Accdemia de Medicina de Para.
Approvado pela Juncta Central de Hygiene publica do Braa.
0 Professor Herard encarregado do Relatorio Academia demonstrou que
fcilmente acceito pelos doentes, bem tolerado pelo estomago, restaura as
torcas e cura a chloro-anemia; que o que distingue particularmente este
novo sal de ferro, que nao causa prtso de ventre a qual combate, 0 elevn-
dose a dase, obtm-se dejeccbes numerosas.
0 FERRO OIRARD cura anemia, coree paludas, caimbras de estomago,
empobrecimento do sangue; fortifica os temperamentos traeos, exoita o
appetite, regulariza as regns e combate a esterilidade.
Deposito em Parix, 8, ra Vivienne e nu principaes Brgirias 1 Pharmaou
V
f
/
CURA CERTA
de todas as Affeccoea pulmonares
Milenio absoluta de preco
9
Bramante de algodao, com 4 larguras, a 15000 e ljlOO, o metro.
Madapoloes, a 4000, 40500, 50000, 50500, 60000 e 80000, a peca.
AlgodSes. a 30200, 40000, 50000 e 50500, a pee.
Cretones escaros, de superior qualidade. a 320 e 360 rs., o covado.
Ditos claros com novo desenhos, a 280, 300 e 320 rs-, o covado.
Percales de cores, fazeeda Buperior, a 240 rs., o covado.
Setinetas, lisas e eom rarnagoin,a 320, 360, 400 e 440 rs.. o covado.
Creps de cores, de preco de 800 rs. o covado por 360 o dito
Coutelines de corva matizadas, a 360 rs., o dito.
Linons de corea claras e escuras, a 500 rs., o covado.
Batistes de cores, a 140, 160 e 300 rs. o dito.
Etahiioes co 13, tocido rendado, de prejo do 10800 o covado, por 600 rs. o dito.
Alpa^Ks di cores, lisas, de preco de 600 rs., o cevado, por 280 rs., o dito.
Grande snrt:uento de las para vestidos, a 200 e 240 rs., o covado
Cambraia branca, bordada, a 50500, a peca.
Patio da Costa, de listras, a 10200, o covado.
Dito dito, de qoadros, a 10500, o dito.
Atoalhudo branco, de linho, a 10300, o metro.
Brins d cores, para calca, a 260 re., o covado
Esguiao pardo, para vestidos e vestuarios de crianzas, a 380 rs., o dito.
Brirn branco de linho, superior, a 20OOO e 20100 o dito.
Casc.-uiras de cores, para costumes, a 10800, o dito.
Cobertas de dous pannos, forradas, a 30000, urna.
Lenccs de bramante, a 20000, om.
Colchas brancas, a 10900, nma.
Chambres para horem, a 50000, 60000 e 80OO"\ um.
Toalhas felpudas para rosto, 30500 e 50000, a duela.
Ditas para bandos, a 10530, urna.
Eipartiliios finos para senhora, de todos os nmeros, a 50000, um.
Bordados tapados, a 500, 600, 800, 10000 10500 o 20000, a pe?.
Fu-ba, de bafea, rend ios, a 10000, 20000 e 205CO, um.
Ditos, de l, felpudos a 50000, um.
Magnificas mallas, para viagem, de 150000, 200000 e 250000, urna.
Saceos de lona pira roupa suj>, de differentes presos.
Costumes do baubo de mar, para senhora, a 100000 um.
Ditos de dito, para homens, a 80000.
Ditos de dito, para meninos, a 50000.
Sapatos para o roesmo fim de differentes tamanhos, a 20500, o par
Para a quaresma
Merinos pretos, a 800, 10200, 10500 e 20000, o covado.
Dito assetinado, a 10200, o dite.
Selin preto, a 10000, o dito.
Sedas pretaa, 1800 20000, 20400 e 30000, o dito.
Cheviots pretos e azues, a 30000, 40000 e 40500, o dito.
Panno preto fino, a 20500 30000 e 40000, o dito.
Lindos cortes de caeemiras com listras de seda, a 100000 e muitos outros arti-
gos que so podero ser lembrados presenca d'aquelles que nos honrar com suas
nsMk
APHO VKITEM!
A' ra Primeiro de Marco n. 20
AMARAL & C.
Todos aquelles que soflfreml
| do. peito, devem experimentar I
as Capsulas do Dr. Fournier.
Depositarios em Pernimbuoo :
FRANCISCO M. da SILVA O*.
'recisa-se de urna
ama para cosinhar,
mas quecosinhe bem;
no 3. andar do predio
d. 42 da ra Duque de
Casias, por cima da y-
pographia do Diario.
Jalroph
Manipoeira
Eaae medicamento de urna eficacia reconbecida
no beriberi e outras molestias em que predomina, a
bydropesia, acha-se modificado em sna prepara-
cao, tragas a ama nova frmala de um distincto
medico desta cidade, sendo que rnente o abaixo
assignado est habilitado para preparal-c de modo
a melhorar lbe o goslo e eheiro, sem todava alte-
rar- Ihe as propriedad-s medicamentosas, que se
conserva com a mesma actividade, se nao maior
em vista de modo por que elle tolerado pelo
estomago.
.laico depoailo
Na pharmacia ConceicJu, ra do Marques de
Olinda n. 61.
eserra > Mella
PBiio He rlyelio
Na quinta e sezta-ieira santa vende-se peize de
viveiro no baldo dos vivnos milito eannecidos
que foram pertencentes ao finado Francisco Cous-
seiro, e isto na es'rada dos Remedios e na roa
Direita de A togados ao pastar a ponte, lado direi-
to, segunda casa, de meia noite em diante. Ex-
cellentes curiantes, ptimas tainhas e camorins,
etc. ; e na quarta.feira de trevas someute nos
baldos dos mesmos viveiros.
Molestias das Creanpas
XAROPE DE RABIO IODADO
de GR/MAULT e Ca, Piarmaceuticos
Approvado pela Junta d'Eygieoe do Rio-ds-J&nen.
-**"% aras,
.-*81* x*roS?5ue' f*1* 8Ua re0011"6')03 efE-acia, figura na PharmacoDa trapees
Mcticito de 884J, goza da melho' r^putagic en're os mdicos de toca* os paizes.
Substitue o oleo de ligado de bacF Uo pela ii:teliigente combinago intima do iodo cem
81CC^a Planta6.antiscorbutic-'. cmo o agriSo, o rbSo e a cochlearia, bem
oonnecidas na medicac&o dos adultos e das erOancas pelo iodo e o enxofre que ellas
conten. Este xarope convm s civincas paludas, iracas, sem appetite, predis-
postas a Bertas-molestias, como a.ozagra, asevost-.s de leite, o engorgitaroento
das glndulas do pescego, que dosappareii-in d. Iiaixo cia sua acro.
Essensialmenie depurativo e imMIeiisivo, i n i- cai:pii eoiodureto ,-o, m;is coinoest^e empr o [lar-irortiticur os temperamentos
debis e p;. .-i.iialer a tsica, :is tosses c ,tr.r:: es; o infarte da; gi.:ncH:.-.i:j, A
os maos humores, as molestias da pelle e todas is que s5<; devidas a uir. viese -
do sangue. _.>.,----------
Deposito em PARS, 3. Roe Vivienne. m phrms PbRrsdfe r-rr>~r-is. Q
Pasto e Collares part'
ciliar
Loureiro & C, Paasagem o. 7, receberam no-
ve remeSH do ja bem conbecido vinho de Pasto,
assiuj superior de Collares, que vendem em quin-
tos e retalho, por commodo preco.
VENDAS
Vende-se

hTV
IBA DE HONRA
DIPLOMA DE BOIfA
0 &/J3 CHEVRIER
I dfllnlf tuoo cr Alcatro.
; tnico jJm.ti.co, o 00* rvu u,
tugmsnla as propricdita o-.
a
0 OLEO de FIGADO
DC BACALAO FERRUGINOSO
#l uf'ra prepancio tdm fi-strar o Ferro $em pro-
duzir Prisdo de Vesira, ntm
locommodo.
DSFQSITO tm\ m PAliS
21, nt d Faika-lMtMrtR. 21
fSfltBWfibsol
**5S
//evrier:
* *W Or/r. d l**
"?ctlco da *3S5'
KBCKITADO rol TODAB AB
Celebridad* Kedloaa
DxrnANCAcaAKUBOPA
*0LESTIr"D0 PEITO,
affeccOes escrofulosas
chlorosis,
anemia, debilidade,
TSICA pulmonar,
BRONCHITES.RACHITISMQ
Vinho de Coca
SCIADOS PEI.A INSl'KCTORIA DE HY01KNE DO IMPERIO DO BRAZIL.
II ItUSE I
Ra 4 de Narco n. 6.
Participam ao respei'.avel publico que, tendo augmentado sen
estabc-l'juimento de JOIAS com mais urna secjSo, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos de ELECTRO-PLATE, convidam as
Exmas. familias e aeus numerosos freguezes para visitir seu estabele-
cimenio, onde encontrarlo um rquissimo sortiioento de oas de ouro e
prata, perolas, brilbantes e outraa podras preciosas, e relogios de curo
prata e nikel.
Os artigos que recebem directamente por todos os vapor sSo
executados pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias de subido valor achanto urna grande variedade
3e objectos de ouro, prata e electro pate, proprios para presente de
asamentca, baptisados e -aniversarios.
Neo em relajao a<> preco, e nem qualidade, os objeotos cima
mencionados, encontrarlo concurrencia n sta praca.
I
AGUA SALLES
n
Acabaro-s@ as Cas
Iottmnnica ao: Cnbrllom e a Harn
a Cor natural
UA. raa o oas AprUcacdes sea Taueni n.-n Preparaco
35 AKNOS DE XITO
E SALLES (lis; J. MONEGHETTI. nooeanr
PerlnmUta-Clratct. 13, ra TtrMfi. PIBB
* fardam-$ em todit n orinctpaet Parf.mtraa e Drogara
Xi'VfWtv'.ttHa.PirMimUuto :Franr~ M.li SILVA ft g* i
A REVOLUTO
0 48 ra Duque de Caxias
Chamamos a attencao das Ezmas. familias para um explendido sortimento de
fazendas que vendemos por precos sem competencia.
VER PARA CRER
Guiirtiicoes de veludilho bordadas a vidrilho, 7^000, urna.
Cachemiras pretas, 15000, 1^300, 10400, 10600, 10800 e 20000, o covado.
Ditas de cores, 900 rs., 10000 e 10200, o dito.
Dita broch bordada a la e seda, 10500, o dito.
Lidas las mes -ladas de seda, G00 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas de seda, 560 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas e quadrinbos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradus, 320 rs., o dito.
Setim damass, novidade; 320 rs o dito.
Dito dito com listrinhas, 320 rs., o dito
Dito Macau, 800 rs., 10000 a 10200, o dito.
Dito preto, 10200, 10400 e 10800, o dito.
Merio-8etim preto, 10500 e 10800, o dito.
Grs de aples preto, de 3000,), 30500 por 10800 e 20000, o
Fustto brinco, fino, a 400, 560 e 800 rs. o dito.
Dito de-cdr, phantasia. a 320 rs., o dito.
Colchas bordadas, a 20500, 30500, 50000 60000 e 70000, urna.
Guamiles de crochet, 80500 e 120000, urna.
Cortes de caxhemira para vestido, 200000, um.
Punhos e oolerinhos para senhora, a 20000, um.
Fechas de la, 10800, 20200, 20800 4$5O0 e 60000, uro.
Ditos de pelucia, pretos, 60000, dito.
Voludilhos lisos e bordados, 10000, o covado.
Ditos bordados a retroz, 20000, o dito.
Leques de pao, mijito linos, 500 rs., um.
Ditos dito, 10000,. 20000 e 30000, um.
E muitos outros artigos gue se lombrarSo na presenca das Exmas familias.
Henrique da Silva Morara.
um bom sitio todo murada e casa de morada cora
sotao, accommodindo crande familia, entre as es-
tacoes da Jaqneira e Traarineira : para infor-
mac.'i", na roa do Apollo n. 24, com o guarda
vros.
Vende-se urna cadeira de piano, muito boa
obra, dous jarros tulipas para botar flores, e pea
de flores lindas para ornar salas : na roa do Mr-
quez do Herval n. 23, loja. *
/
V Florida

dito.
oooooooooooooooooooooooooo
Paga-se bem
Na roa do Imperador n. 45, 1 andar, preeisa-se
de una bja cosinbeira, urna engommadeira e um
menino f ara recado. de condifo, dormiado em
casa.
Cosinheiro
Precisase de nm cosinheiro
mercio n. 44.
na ra do Com-
Ao publico e ao com-
mercio
O abano aasignadj, ret rando-se temporaria-
mente para Europa, deiza coino seus procurado-
res os Srs. Jos das Neves Pedroaa, Henrique
Qoncalves Dias e Fortunato Pisto da Hotta, sen-
do 1; 2 e 3 na forma em que se acham colloca-
dos. Aprcvei'a a occasio para despedir 3e de
alguna amigos que o nao fiaesse peasoalmente,
offerececdu-lhes os seus limitados prestimos no
reino de Portugal.
Becife, ti de Margo de 1887.
Jos GongalveB Dias.
Engommadeira
Precisa-se de ama boa engommadeira, que en-
saboe tambem, para caos de pouca familia, prefe-
re-se escrava ; na ra do Riacbnello n. 13.______
l ni professor
Quem precisar de um mogo casado, com 14 an-
nos de pratica no ensino primario, para a educa-
go de seu Albos, di; ija o chamado por carta
estacio de Frecheiraa ao 8r. G. L. A. Monteiro.
Apreseuta valiosos aocomentos, nSo e de sua
conducta, como de aptidao profesaional.
CAPSULAS
M ATHEY- CA YLUS
Preparadas pelo DOCTOR CLIN Premio Montyon
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten naofatigao nunca
o 66tomago e sao recommendadas pelos Proessores das Faculdades s Medecina e
os Mdicos dos Hospitaea de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Oonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystlte
da Collo, o Catarrho e as Molestia da Bezigas e dos orgaos.genito urinarios.
ID4 Um otplicagio detsltiada acompanha cada Fraseo.
Bmgto tu Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & C, de PARS,
que $t ocha em cata dos Droguistas e Pharmaceutieos.
(
x^rSOLUGi) sJ@RREf'%
*{lr o tollo
rsoooi.
AO CHLORHVr-,r>r> O mal* patwnaao -ii-.s ^ -?=i:ainto JaBiSojor Unios os Mdicos da :
*?*t*ei4t 0*ra^^^m\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\teuu,
me* oetoi, Crescir
tuat, COini m i ChirtM-EUL tnaics su arinlMa Pa
rose, CficAenia, siro/uUu, BacMtUmo, DotSMm
I tas ortanfos, Fasttu, JJvtfCjttat.
. 71, ros i* Catrut-Ka. -tnolts su i
^wssttn im prurtisa 1
PABA ACABAR
FAZENDAS E ROPAS
75-Bea DEiTile aflas-s
Menina
Preeisa-se de urna menina de 10 a 15 annoe,
para casa de familia, para andar com urna enan-
ca, trata se beos e d-se de vestir ; a tratar na
ra Nova n. 15, loja.
Im Iioiii negocio
Aluga se ou vende-ge um sitio no lugar Ipyrao-
ga, na freguezia de Afogados, coji casa de vivan-
te e ucteiras, tem terreno para plantacSu de
espito, cunea e roca ; a trutar < m Olinda com
Manoel Joaqun) de Miranda Seve, on na ra do
Bario da Victoria n 2._______________________
Peixc de vychv
No Chora-Menino, estrada velba, portSo largo
n. 1, vende-se na qaarta, qnmtaesexta-feira san-
ta, das 6 as 9 horas da manh.
Frwconoo
Vende se ou alnga-so o siti cm boa casa de
vivenda, viveiro, cjqaeiros e cutrng arvores fruc-
tferas, entrada do Remedio n. 1 : a tratar na
ra da Imperad iz u .i, 2- andar.
Elaetra ~~
Precisa-se de urna boa engommadeira e que
ensaboe tambem, para casa de p queua familia :
a tratar no Caes da Companhia n. 2. Prefere-ar
escrava e deve dormir em casa.
DE
MELISSA dos CARMELITAS
BOYER
TJaaico Succeasor
dos Carmelitas
- 14, Ra de l'Abbaye, 14
CO>"TRA :
Apoplexia Flatos
Cholera Clicas
Enjo do mar Indigestoes
Febre amarella, etc.
Lar o prospecto no qital vsi envclvia
cada vidro.
Oeve-se exigir o letreiro branco s preto,
em todos ob vidros.
neja qual or o tamanho.
DEF0S1TOS EX TODAS AS PHABMACIAS
DO Universo.
ooooooooooooooooooooooo
Duque de Caxias n. to*
Chama- te a attencao as Exmas. familias par-
os presos seguiotca :
Cintos a 1*000.
Lavas de peluca por 2J500.
Luvas de sed* cor granada a 24, 2*500 e 34
o par.
Pitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. c
metro.
Albuns de 1*500, 2f, 3f, at 8*.
Raines de flores finas a 1*500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800el* o par.
Porta-retrato a 590 rv, 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anquinhas de 2*, 2*500 o 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 ra
Espartilho Boa Figura a 4*500.
Idea La Figarine a 5*000.
Pentes para coco eom inscripcio.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 12*000
1 eaiza de papel e 100 envelopes por 860 ri
Capelia e veus para noivas
Suspensorios americanos a 2*500
La para bordar a 2*800 a libra
Mo de pipel de cores a 200 ris
Estojes para crochet a .$000 rs.
Bco k cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a pe$a-
Para a qoaresia
Galio de vidrilhos metro 100 rs.
Lavas pretaa seda e escocia.
Franjas e galoes preto fino com vidrilho 4*.
3* e 2 o metro-
Leques transparentes a 3*000
dem preto a 2*000
Lindos Broies a 3*000 1*000 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Linha para machina a 800 ris a duzia, (CBK)
Bordados com dois dedos de largara 600 ris,
. 3 dedos 800 ris, 4 dedos 1 *200.
' Garrafa d'agua Florida 800 rs.
' Bicos para vestido de cretone e chita peca 1 *20C,
'l*500e2*.
Leques com borlota a 800 rs.
BARBOSA & SANTOS
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este ezcellente Whisky Escessea prefertve
so cognac ou agurdente de canna, para fortificar
; i corpo.
VendeBe a retalho nos b iberes armaiens
olhados.
I'ede BOYAL BLEND marco, VIADcujon
se e emblema sao registrados para todo o BrasL'
_________BROWNS & C, agentes__________
Cimento
Fonseca irmos & C. vendem cimento ingles,
marca pyramide, e cimento hamburguez, por me-
nos preco que em outra qualqucr parte.
Papoula&C. tem
Capas pretas em casemira, granadine adamas:
cada, e de seda idem, casacos, jersey pretos e de /
cores.
Luvas de pelica, seda, casemira e fio d'Esco-
cia, veos de fil preto, 18, ra do Cabug.
.
t
Teiephone im
4os 1.000:000^000
200:000*000
100:000000
LOTERA

Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica; Isabe!
DA
PR0VJNG1 DE PERNAMBGO
Bitmct i U de Haio de 1887
0 thcsoureroFrancisco (juncalves Torres

.?..?.. ?


TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINHO.JOHANNO
DO
'DOTORI
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito
Pinito de Riga
MATHUES AUSTIN & C, receberam ultima-
monte um completo sortimento desta madeira,
como sejam: pranches e tabeas para assoalho,
da melhor qualidade e de diversas dimensdes, e
que vendem por precos commodos, e reduzidos,
conforme os lutes ; no armazem do caes do Apollo
a. 51, ou ra do Commcrcio n. 18, 1 andar,
Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo um descoberu
e ontro coberto, em perfeito estado, para om on
dous cavallos; tratar ra Duque de Caxias
'novidams
PARA
OS ACTOS DA SEMANA SANTA
Capa para senhoras
de damasse
cachemira
e merino.
Eecbeo o bom March
e de Caxias a. 81
**OMC4Ga>04eMOM
KecommenBo-uo nos casos que necessito tnicos para recoactltuir e regenerar
o organismo arruinado por molestias, ezcessos. nalureza do clima. Anemia, Cbloroals
Amenoi-rbea, Cacbexla, Fluxo branco, que tanto arruiniio a saude das mulneres.
Pobreza de Sangue, Fraqneza feral, Sebilidade, etc.
S.VZ7ZE1", Drcguista, SO, Boulevard de Strasbourg, em PABXS
>oooooooooooooooooooo<
AS do Dr CROHD^
delOtUntrC de FCM s de QUIHA I
TBINTA 6MN08 fc efflcaca i oonteatare' d'cs!*s Pilulct, qu tuixr ia
toiai M aatnentoi prteisc pam a r?jent~*$o U ivajue.
Paita ame propriedad tonca t aarvsraltn*,
o Bnr?ETo tt notxc a qxjainica
o nwllcamraK asta* vjCIto ooatm ai
Dnt Pona, do ppetlto
CtsaapoEmpibrntminto. do Sanana
ffsccei escrofulosas, e-
MfNlW Scvl: 9, ra da 0r3!;:-S?is-.-rsa, TX
4D ferttvbstn : FBAK- k. ce en.VA. ft
o\nHf!t4Cir^
-' -

\
APH\ACAU 11.\ ACA-Cr-MIA l) C MEDICINA DE PARS
O quinium Labarraque um VYaho eminer.tcoiente tnico ct febrfugo destinado substituir todas a
outras preparaces de quina.
O quinium Labarraque conwta todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium 1 .abarraque prfccrir>to c ?m aos convalescentes de doencas graves, as parturientes e
a todas as pessoas fracas ou de.-:. urna tebr* ic
Tomado com as verdadeijas piluias de Vallet. sao rpidos efieitos que produz nos casos de chlorote, tuu-
, cores paludas.
Em razao da efficecia do
_-. Quinium Lab.irraque, preferivel
comal o em copo de licor, no fim da refeisiq c as pulas de Vallet antes
Vende-se na mor parce das pharmacias sobe a assignatura :
Fabricago e atacado : Casa L. FRERE
:s-w^aatf &&a*tUMfn**~t9jZ,


fldMB^BHI^HB
Diario de Pernainbacii^-Domiiigo 3 de Ahril de 1SS7
RELIGIAO
8E14NA AHT
DOMINGA DE RAMOS
ENTRADA
TBIUMPHAL DE JESS
SALEM
EM JERU-
Hosauna filio David Bene-
dictas qui venit in nomine
Doraini Hosana in excel-
sis !
(MAT. CAP. XXIV. 9).
I
Ha miJ oitocantos o cincoentae quatro an-
uos qua noste dia boje solemnemente reme-
morado pela'Igreja Sant-i em todo o orbe
eatholico, as misclirosas ovacoes en^hiam
as ras de Jerusalem, e as quebradas
dos montes que a circuradam echoavam
mil jubilosos hosannas!
O povo affluia era mtssa de todos os
pontos da Juia, talvez nao taato para
celebrar os dias da Paschoa que se appro-
pinquavam, quanto para prestar regia vas-
sallageru a um homem que tambem abi
vinba cumprir os preecitoa da lei mosay-
ca.
A cidade at entao grave o austera, de-
positara augusta da Arca Sacrosanta de
Allianca, entregara se agora s raesmas
expansivas demnstraseos de regozijo e de
entbnsiasmo !
As oais luxuosas pellicas exornavam a
fachada de seus edificios, e os filhos de
Israel despiara suas mais ricas yestimen
tas para tapsarem as ras replectas de pa-
ro I
Os mais festivos bymnos irrompiam dos
labios da multidao hebrea, e milhares de
palmas e de enfloreseidos ramos Be gita
vam em suas mos trementes de alegri i !
Era a mais esplendida oraco que as
gerages at entao houveram presenciado ;
era a mais enthusiaetica manifestaco que
a posteridade de Ado patenteava desde vira
quasi sessenta sculos >;o existencia.
n
Mas, a quera cntoa bymnos a cidade de
David, e poique se entrega a tao estranbo
regozijo na proximidade da celebraca) dos
mais augustos e solemnes cultos de sua
religiao ?
Ser por ventura a Tiberio, que l vem
da sobarba Roma visitar os lugares ce-
. orno armaduras bellicas, nem da seus
| hombros pende soberano manto orlado com
co.u anninhoe de regia purpura.
Seus ps mostram-se ligados em rules
sandalias, que nem calca elle os luxuosos
borzeguius dos potentados asiticos.
Se indagardes do lugar do sen naseinen-
tor fallar-vos-bao de um misero estabulo de
Bethlem ; se pesquizardes de sua asean-
denci, indlear-vos-hao um pobre carpin-
ttiro em Israel, e urna dcsconhecda mu-
lher das cercanas de Nazrat !...
III
E a um tal homem que Jerusalem tri
buta regia rassallagra, e a quem volho3 a
mo03, meninos e virgens saudam, bradan-
do : Hosana ao tilho de David / Bem-
dito o que vem em nome do Sonhor Ho-
sanna as maiores alturas I ? (1)
E' a esso Lomera que as turbas acom-
panham de Galilea at Decaple, d'alm
JordSo at Jerusalem, obadeeendo-lhe co-
mo se fora potente rei ou timido conquis
tador?
E' esse o Lo uem que faz oscillar o
tbrono dos Cesares, e confuudiram-so en-
vergonhad js e corridos em suas argucias,
03 Publcanos sab03, phariseus e doutores
la Lei.
Sim. E' elle esse homem !... E a
elle, de quem ha pouco murmuravam os
phariseus vendo-o h>spedar-se em Jerieh
na casa do impio Zaccb), e ahi ouvir,
attender e consolar a linda escandalosa de
Magdal, dizendo lhe :
Todos os teus pecoados te sao per-
doado3 porque amaste omito : demissa
tunt tibi peccata multa quia dilexisti mu-
tum, a quem a cidade do grande rei presta
tao sumptuosa hospedagom e recebimento
tao esplendoroso no recinto de seus muros!
Sim. E' ello mesmo esse homem cujo
nascimento n'uma gruta dos arradores da
pequea Bethlm de Jud pradissera Mi-
cbeas; cuja prxima vinda annuncira
Dan-el ; cuja chegada apontra o Baptis-
ta, dizendo ao povo : Ecce Agnus L'ei,
ecce qui tollit peccata mundi; e cuja affron-
t03a morte entre doua faacionoroso3 pie-
des le seeulo3 Isaas esse mesmo
a quem delirante do jubilo clamam as mul-
tido'-s hebreasHosana! Benedictos sit
Rex Israel, qui venit in nomine Domini!
Que importa fosse urna pobre mangedou-
ra o lugar do seu nnsciments, se ahi. na
hora solemne em que elle vem ao mundo,
celeste brilhantismc a inunda de luz, e vo-
zes angeeas sao as qui entoam por sobre
ella Gloria a Deus as alturas e na ter
ra paz aos l>o:nens de boa vontade ?
Que importa lhe faltasse n regios tectos,
delicadas fachas, se a respeito daquella
porque elle o predico de todos os rilen- O solar do palacio de Caifaz est sobre
tes do Israel, que o.n Zichanas de ti ra- monte Siao, fra das muralhas de Jeru-
salem. Ao Calvario se sobe por dezeite
degros de pedras ; l est o buraco onde
foi plantada a Cruz e, a doza passos, o
sitio que occuparara a Virgem Santa e S.
Joo.
No cimo de urna collina, diz Limrtine,
v se urna mesqui'.a e um grupo de edifi-
cios semelhanies a urna aldeia da Europa
com a sua torre e campanario. Alli est
I
t
i
lebres do seu absoluto e universal impe-
rio 1
Ser ao Tetrarca da Gallla, quo nos
devaoeios de suv variado vem perturbar gruta e daquella lugar j de ha tantos se
*
o silencia e quietado da cidade Melcbise-
dech ?
Ser ao Summo Sacerdote, ao governa-
dor civil, aos principes e doutores da Sy-
nagoga, que ora dirigam-se ao Templo pa-
ra prepararem aa ceremonias da immolla-
o do Cordeiro Paschoal ?
N2o.
Tiberio l treme em seu throno ora aba-
lado pelos prodigios que em longiquas tr-
ras de seus Estados, nos centros da anU-
ga Palestina, opera um simples plebeu ha
tres annos apenas ahi manifestado aos po-
ros da Galilea.
Ilarodes recosta-so l nos fofos coxins
de seu palacio, avilo por sem duvida de
rr e ouvir o homem de quem arreceiase
Tiberio, e de quem prestes rir-so-ha por-
rentara o rei galilo.
C*aif*liz prepara 83 d certa com seus
sacerdotes, -ahi por entre as columnae do
Templo, para curaprirem as fuajcSes do
summo pontificado.
Pilatos, indubitavelmente, l nos reces-
sos de sua casa presidencial cogita apenas
nos meios de mais lisonjear o orgulbo do
seu rei e senhor.
Nao pois, nem um potentado da tr-
ra aquella a quem as multidoes judaicas
entoam seus mais festivos e sinceroB cantos
, de louvor 1
Os clarios e tymbales nao annunciam a
triumphante ch gada de nem um ralente
campeador; nem o tropol de briosa caral-
laria indica a entrada de aguerrido exer-
cito voltando victorioso de saogrentos cam-
pos de batalbu.
Apenas um homem, trajando a veste
commum dos filos do povo e cavalgan-
do mansueta umentinha, ahi acaba de
tnmspr Jos prticos da cidade santifica-
da.
Nao cobre sua cabera dourado lmo,
magestatico diadema cinge-lhe a fronte an-
gustiada .
Suas vestes simples e pobres nao fulgen)
culos houvera predito o Propheta: E tu
Batblm, trra da Jud, nao a a de rae-
nos consideroslo entra as principaes de
Jud, porqua de ti sahir o Conductor que
ha de commandar o raeu povo de Israel ?
(l) e que outrj nao era senai aquee re-
cemnto '.'
a Que importa a mesquinhez, a pobre-
za extrema em que elle, surge luz da
vida, se l dos confins do Oriente pere-
grinan) os res e sabios da Babylonia^ 3y-
ra o Chalda para adoraram-n'o aind no
misrrimo biryo, (2) outorgando lhe as pri-
micias das nacoes, da scienuia e da reali-
za, na inyrrha que lhe oferece Baltbazar
porque aquello recemnascido seria victima
no ouro que lhe prodigalisa Melchior
porque aquella criancinba seria rei ; no
incens que Iba tributa Gaspar porque,
aquello monino era Daus humanado ?
Que importa nao empunhe elle agora o
sceptro da realeza, se assantado no cimo
da raontanba de Decapla, ao aceno de
seu braco curvam-se cerca de seis mil pes-
soas qua o seguem de toda a parte, e em
suas maos cinco paes e doua peixes tor-
nam-se mais que suficientes para alimen-
tar toda esta multidao?
Que importa bumillimo percorra elle to-
dos os pontos da Juica, se ao suave man
do de sua voz acalmase a tempestado nos
mare.8 de Bethsvla, v o ceg de Jerieh,
caminha o paralytico de Capharnau'm, li-
vra se o p-issesso de Garaza, cura-sa o fi-
lho do Regula de Sa-nnria, ravire o amparo
da viuva de Nahim, e tantos e tantos ou
tros rail prodigios se operara ?...
rv
Exulta, pois, Jerusalem, e canta bym-
nos e louvores a esse que dentro de teus
mures vem celebrar os das da Pascboa,
(l) Joan, Cap, XII, V 13.
(1) Math, cap. III, v. 5 e 6.
(2) Ibid. cap. III, r, 1,11.
que
tcinaraic, dizendo : < F.ache-to da jubilo,
filha >ie Siao, pois eis abi est o teu Rui
que varo a ti oheio de docura, montado
sobre urna jumenta e sobr um jumentinho,
filho do que estdebaixo uo seu jugo!.(3)
Canta hosannas e Iooab, Israel, por-
que esse o MessHS a ti promettido o Sal-
vador o Redetnptar do genero humano, o
almejada dos povos, o bemriito enriado em
nomo do Senhor !
E tu, Egreja Santi, expande to de
alegra ao recebares o Esposo teu dilecto,
mil e mil vezos repe'inde teu sublime cntico
:Honra, louvor e gloria a Ti, Christo,
Rui e Redemptor Gloria, laut et honor
tibi sit, Christe, Rex Redemptor (4), e
com a multidao hebrea brada ata o ultimo
dia dos lempos Hosana Filio David Be-
nedictus qui venit in nomine Domini !
ferusaliM
O mundo christao, commeraorando nes
tes dias o sacrificio do Golgotha, volve os
olho3 para a Cdad* Eterna, e as medita
c5';s que consagra Prixo de Jess
Christo, costuma euvolver arbitrarias vi-
so 's dos santos lugares onde acontecern)
os successos mais culminantes da Redera-
gao.
A Cidde Santa, que, ha 19 seculos
guarda o corpo do Jess, a mestna que no
lempo de Salomao, *leaoeou o mais eleva-
do grao de esplendor, acha-se hoje quasi
enterrada e oceulta era ura racanto da
Jua, rodeada por /elbas ruimas, tristes
aroi.es, ermos pedregosos, c, no meio do
tao rida paizagem, abysma-se entre as
sombras das quatro montanhas que a ro-
deiam.
O seu lgubre aspecto, ordinariamente
sombro, torna-se, no entanto, animado e
chaio de naovimento ao chegar a Semana
Santa. Centenas de catholico3 latinos e
milhares de protestantes, altn da grand
numero de curiosos e touristes, visitan) Je-
rusalem, quo, por falta de casas, nao pode,
entao, hospedar tantos viajantes.
Os mais fanticos devotos destas festas
sao armenios e gregos, qua formam o seu
ncleo principal.
Na respera do Domingo de Ramos co-
mogam alli as solemnidades da Semana
Santa, celabrando-se a Tomada do Santo
Sepulcitro.
A' Via Dolorosa se dirigen) os chrissaos
divididos era quatro grupos : o dos latinos,
dos gregos, des armenios e dos cophtas.
Nesta ordera vao elles entrando no mo-
numento do Santo Sepulchro, onde aquel-
la povo de vestes de confusas cores cele-
bra as cerimoaia8 proprias do seu culto ;
emquanto os latinos entoam o seu canto
chao acompanhado com os repiques atiza-
dores dos sinos, os gregos combinam os
seus delicados psalmos com os seceos gol
pos de macetea e de caixas de madeira e
os africanos procuram entrelazar as suas
raras p3almodias com o ruido penetrante
dos seus cymbales.
Um estrepitoso estronio o epilogo da
testa do primeiro dia.
Nao termina mais tranquilamente o dia
seguinte, Domingo de Ramos. Os latinos
entrara no templo ao alvorecer e ahi on-
rem missa e recebem palmas e ramos ben-
tos. Atropelladamente entram depois os
gregos e armenios para tambem receberem
as suas palmas; mas,como estas nSo ebegam
para todos, trava-se nma verdadeira bata-
lha dentro da igreja. Quando a confusao
chega ao sea auga, acodera entao os guar-
das turcos e evaouam o templo a pao e a
praachadas.
Segunda e ter$a-fera santa sao os dias
destinados pelos romeiros visita dos prin-
cipaes monumentos.
tao desagradaveis instrumen-
Sio, o palacio e o tmulo de David, o
local das suas inspiracSas e delicias, de
sua vida e repoaso.
De Siio se v a longa o Mar Morto, os
picos das montanhas da Juda e ao3 seus
ps o triste valle de Josaphat.
Largas descriptores serim necessarias
para tratar da igreja do Santo Sepulchro
e por isso nao fallaremos uella.
Com a quarta-feira do Trevas volta a
aniuiajSo dos templos. Ao despontar do
da sobera os latinos ao Monte SiSo, visi-
tando depois a gruta da Agona, o jardim
das Oliveiras e outros lugares santos.
A tarde apparecem munidos cora ma-
tracas para e offieio de Trevas, espalhan-
do-se as crianjas pelas ras, dando sere-
natas com
tos.
Grabas ao privilegio tolerado pflos gre
gos, armenios, maronitas e cophtas, oc-
cupara os christaos latinos exclusivamente
o templo do Santo Sepulchro, onde cele-
brara tolas,as solemnidades proprias do
dia, segundo o rito catholico.
O mesmo grupo celebra ainda as o
nhecdas ceremonias da Paixao, sendo as
primeiras ceremonias oficiadas de nantia
no templo as outras de tarde na Via
Dolorosa.
Entretanto os sehismatcos tH s
immediajSes do templa, carrega los de
colchos, utensilios de cozinha e outros
objeetos, com o fin de permanecern) all
at obterem um bora sitio para recolher o
fogo sagrado.
J dentro da igreja, cozinham aves,
outros comem o muitos fumara, transfor- o ponto de contacta
mando o templo, salvo a idea sagrada do, syrapathias humanas,
local, em urna vardadeira ten<>a di iga-
nos.
Chega por fim o sabbado c suspirado
dia do fogo, que pie termo s festas.
Entre grande alvorojo, duas vezes per-
corre urna pro.-issao o templo. Finda a
estimula o coracSo em affactos ao altisst
mo. E' iiDpo88vel diz o incrdulo
amar um Daus que pune o crime com
penas infinitas. S i nao fosse a punicao
do crime onde, estara a justica de Deas ?
Sem a Justina quaes erara os attributos da
divindade T Como poderia ser amado
pelos boos um Deus nao juaticeiro para os
mos? Rsolviias estas qunstSas pelo si
lencio que o mais cabil assentimento
da razae, a negativa ;audaciosa da impie-
dade fioa no gozo daquella consideracao,
que outras muitas merecen), depois quo o
seculo da pbiloscphia > passou com ellas,
e com seus desvelados propugnadores O
amor a primeira condico da feiicidade
dj homem. As venturas da existencia
multiplicara sa segundo a repetcao d.-ssas
commocoes espirituaes qua parec?ra dis-
tanciar o homem da esphera material da
sua naturoza grossera. O amor ante-
rior a razio: acorapauha-a at ao seu der
radeiro exercicio; e, quando quasi ex-
tracta o ponsamentJ n> espirito, ainda na
coraQao avra o incendio dos affactos.
Imcapazes de comprehender o amor de
Deus, se ajuizarmos polo que em nos ope-
rara estas raras affeic.o'is do mundo, que o
materialismo do3 sentidos nae desvirta, po-
deremos, se nao definil-o, ao menos julgar
do amor de Daus como suprema feiicida-
de nos soberanos destinas do hornera.
A verdadeira lei do progresso moral a
caridade ; sem o seu impulso impossivel
a perfectibilidade humana ; e quantos es
forros empregue o hornera por attingil-a,
n'ura alvo excntrico ao amor de Daus c
do prximo, serao esforjos iroproficuos.
Nos amores da trra, afadiga se o ho-
mem por ataviar se de todos aquellas do-
tes, que devora fazel-o querido aos olhos
de quem mais deseja sel-o. Tortura-se o
espirito em adivinhar-lhe os desejos ; sa-
crifican) se os proprias por lisongoar os
alheos, e, custa de penosas decepcoes
e difficeis constrangimentos, procuramos
fortalecer os vnculos de amor pela serao-
lhaoca dos genios, que verdaderamente
que estabelece as
No amor da Daus ha um sacrificio que
faz a s'.uilhang i do que se ama no co
com o qua se ama na trra. A observa-
cao dos raaudaraentos do Senhor constitue
a caridade : d?ste manan :ial feoundo ema-
j nam a-s lympidas virtudes, que proclamara a
ulma volta, o hispo do fogo, desp0,a-se ,PZa do hoioeia a Jesu8 Cbr3.
das suas rstese encerra-se na capella t0 prom(,ttera parfeis5e8 iguaes s do seu
do Anjo, era cuja pareae existen) duas -
aberturas ovaes, pelas quaes apresenta
elle, em poucos instantes, dous archo-
tes acoessos no fogo sagrado.
Cerrera os fiis para accender as suas dfl todas lias. Fra deste movimento, ha
tochas, transmittindo o fogo de uns para |a Perd'2So da8 gl')rias prom? tidas, por
.',/, .r. que no reino do c**, n) tnbuaal do bter-
outros de forma que em poucos instantos ^ ,
e c ii' no, nao ha a intraccao das leis eeraes do
transforma-se a igreja em ura laga de '.
fogo, donde se alevanta feroz gritara.
E' cora esta herrara que os christas dis- i A candada pois, a essencia do ebris-
8dentes agradacem ao Senhor o dom que tianismo.
Eterno Pai.
Todas, as nossas acedes, filhas do amor,
devom gravitar para Daus, carao centro
1 de todas ellas.
Ella acaba de dispensar-lhus.
LITTERATUR
S. Paulo julgava-se annulUdo em todas
as suas boas obras, se a caridade as nao
i perfumasse daquelle amor da Daus e do
prximo, sem o qual amor, a alma, priva-
da do priacipio vital, estril para o co,
| porque os seus fructos sao mortos.
O amor de Daus inseparavel do amor
FOLHETIM
O OOKCUNM
POR
rSLG S7AL
SEXT-A PARTE
OISSIEMNSS DO MSBIS
(Continuac3o do n. 73)
IX
O mura falla
Ahi estSo as testemunhas, contiouou
Lagardre : o morto ha de fallar, jurei, e
a minha cabe$a est empenhada. Quanto
s proras, estSo as suas mos, Sr. de
Gonzaga. A minha innocencia est den-
tro desse inrolucro sellad. Apresentou
este pergaminbo, instrumento da sua pro-
pina perda ; nao podo retiral-o, elle perten-
ce justica e a justica persegue-o abi por
todos os lados I Para obter essa arma que
vai feril-o, penetrou em minha casa como
un ladro nocturno ; arrombou a fechadu-
m da minha porta e abri com urna gasa
miaba pequea caixa, o senhor, o prin-
cipe de Gonxaga.
Alteza, disae este ultimo, cujos olhoo
se injectaram de sangua, imponha silenets
a esta de&graoado.
Defcnda-te, prioeipe I exclaaou La-
gardre com voz penetrante, e nao pega
que me fechem a bocea 1 Dexaram que
fallassemos arabos, tanto o senhor como eu,
porque a morte est, entre nos ambos, e
Sua Alteza Real disse : A palarra dos
moribundos sagrada!
Tinha oabec,a levantada. Goozaga pe-
gou macbinalmente no pergaminho, que
acabara de coiloaar em cima da mesa.
Est ah! disse Lagardre ; j
terapo. Quebr os sellos... Quebr Por
que treme? Nesse involucro s est urna
folha de papel : a certido de uascimento
da menina de Nevera.
Quebr os sellos, ordenou o regente.
As mos de Gonzaga tremaos, parausa-
das. De proposito ou por acaso, Bonni-
ret e dous soldados tinbam-se approxima-
do delle. Estavam entre a mesa e o con-
selho, todos tres voltados para o regente,
como se estivessem all para esperar as
suas ordens. Gonzaga nao tinha ainda
obedecido : os sellos conservavam-se intac-
tos. Lagardre deu um segundo passo
para a mesa. As pupilias brilhavam-lbe
como urna lamina de ac.
O Sr. principe adiviaha que contm
urna outra cousa, nao verdade ? conti-
nuou elle, abaixando a voz, e todas as ca
be^as vidas iaclinaram-sa para esjutal-o.
Vou dizer-lha o q 'e ahi est.
as costas do p rgaminho, tres linhas
escriptas com sanguc. E' assim que fal-
la m aquellas que estilo no tmulo I
Gonzaga estreraeceu da cabeg aos ps.
A escama aculio-lhe aos cantos da bocea.
O regente, inclinado inteiramente por cima
da cabeca de Villaroy, tinha a J:no sobre
a mesa da presidencia. A voz do Lagar-
dre echoou Burdamente no meio da muda
emoco de toda aquella assembl ; conti-
nuou :
Deus lerou rite annos a rasgar o
reo. Deas nao qaerit que a roa do vin-
gador se erguesse na solidao.
Esmola
A caridade considerada amor de Daus,
e amor ao prximo, a ma8 excellente I do prximo. E' impossivel no coracSo hu-
de todas as virtudes. E' a te urna luzj mano o incendio suavissimo do amor da
qua sa apaga s portas a be^'^enturan-' Daus, quando o grito da miseria nao des-
ea, porque a presenja do Sensor son j Porta no oorajo a magua das afliejocs do
complemento; a esperaaca cessar quando : prximo.
os prazeres esperados se conrerterem na j A. pobreza, a desgraca, e a doanca
dulcissima realidade das delicias celestes ; i estes attributos de urna porco da huma-
mas a caroade subsistir eternamente, n.dade que mais reclama o valimento dos
como diz S. Paulo. ; feliz as da trra, constituem a riqueza dos
E' lamentavel que a natureza humana, ndigontes que Jess Christo mais recom-
para elevar cnticos de amor ao Deus do! meudou ternura e compaixo do3 pola-
O jardim de Getheseraani, para onde se co e da torra, caracesse de um preeeito
drigem em primeiro lugar, cercado por
urna taipa branca construida pelos fran-
ciscanos, e dentro do referido jardim, divi-
dido em quart-'is por cercas de madeira
pintada, elevara se as oito jlireiras sagra-
das e exhalam seus perfumes o liraoeiro,
o narciso e o heleotropo entre outras ores
menos conhecidas na Europa.
O Santo Sepalcho est coberto de mar-
more rodeado de columnas c urna espe-
cie de gabinete aborto bocea em rocha
viva.
A casa de Pilatos urna ruina e alli se
v a janella em que se pronunciou o rae-
morvel Ecce homo. O palacio de He-
rodes de quadrados de pedras brancas
mescladas de outras pretas, formando vis-
tosa fachada.
(3^ Math. cap. XXI, r, 4 e 5.
(4) Hymn, in Proc. Dominico Palm.
Djus reuni aqu os mais altos persona-
gens do reino, presididos pelo ebefe dj Es-
tado ; chegou o momento. Nevera estava
junto de miin na noile do assassinato. Foi
antes da batalha, um minuto antes.
J elle via brilhar as trevas as espa-
das dos assassinos que atravessavam o -ou-
tro lado da ponte. Rfsou ; depois, sobra
esta folha de papel, que ahi est, com a
mSo molhada na vea aberta, tracou tres
linhas que dizam de ante-mito o crime
commettido e o nome do assassino.
Os dentes de Gonzaga rangeram na boc-
ea.
Recuou at ao fim da mesa, e as raaos
crispadas parecan) querer rasgar aquee
involucro que o queimava.
Chegando junto do ultimo klampe2o, le-
vantou-o e abaxou-o tres vezes, sem des-
viar os olbos do lado de Lagardre. Era
este o signal convencionado com os seus
confidentes.
Veja, disse entretanto o cardeal de
Bissy ao ouvido do Sr. de Moatemart, elle
perde a cabera !
Ninguem falla va Todas as respirarles
estavam suspensas.
O nome est ahi, continuou Lagard-
re, cujas raaos amarradas lerantatam-se
ambas para designar o pergaminho ; o rer-
dadeiro nome, com todas as letras. Ri3-
goem o involucro o o morto fallar.
Goozaga, com os olhos desvarados, a
fronte banhada era suor, Uncou sobre o
conselho ura olhar feroz.
Bonniret e os seus dous guardas olha-
ram pan elle. Gonzaga voltou as costas
para o lampeao e cora a mii trmula pro-
curou a chamma.
O inrolucro pegou fogo.
Lagardre via-e ; mas, em lugar de de-
nunciado, dizia:
Leia l lea em roz alta Que todos
saibam se o nome do assassino o raen
eu o seo I
em qua o proprio Deus lhe ordena que
quer ser amado !
Se to mysteriosas alteracSas nao fos-
sera as que operou a culpa no espirito do
primeiro homem, nao seria a sua existen-
cia urna continuada aepiraco aquello Se-
rosos. O Salvador nao s legisla em favor
dos pobres: identifica-os no respeito e no
amor que a Elle proprio se dere ; e julga-
se amado ou despresado na passoa do
indigente. O que drdes aos mais pe-
puenos d'entre os homens a mira que o
daes; e o qua a ellas recusardes a mim
dado ao captireiro para com o pre$o com-
prar a un a libardade, e a outros o pao.
No seculo III, quando em des annos
consecutivos, ofligehS da peste destroyou
o imp:ro remano, meio des mortos e mo-
ribundos, .como aojos de eonsolacao, eram
os chrieslos a nica assambl* de homens
qua nao fugiram apivorados pela exter-
minio.
A caridade, esse balsamo divino, que
Jesu3 Christa legara aos seus no throno
do Evangelho, foi nesses dias d'angustias
repartido por tolos. Os paguas qua ainda
honteui perseguan) os filhos da d* chris-
ta, bmdiziam hoja a .nao qua os salvava,
e os labios qua proferan) as palavra3 do
Christo : < Anai os vossos ioiraigos.
A caridade clirist foi o manancial de
prodigios que sa desentranharim em ins-
tituido js da beneficencia, pelas quaes mui-
tas, e muitas chagas guarnecidas, quando
os barbaros, escoltados pela forae a pela
psst", invadirn) as regios meridionaes.
Atravez dos seculos, e inacsssivel ao/
espirito perturbador das reformas, o sen-
timanto da oardade sempre o ioalteravel '
inspirador de tudo que sublime as re-
lacdas que prendera o haraera cora o seu
semelhanta, e a humanidade com o seu
Creador. Nao ha muitos annos que o cho-
lera- morbus, em Franca, abri aos chris-
tas u na nova sera de fructo3 abeocoa-
dos, para qua, recolhidos ao abastado cel-
leiro do catbolicismo, germinassem em
mais felizes terapos a caloeta de virtudes,
que nossos avs tiveram daquelle grao 88-
meado nos priraeiros seaulos do christia-
nis.no. E' ento quo o claro, mal concei.
tuado sempre, e naquelles dias aborrecido,
se raostrou admiravel com essa eloquencia
d'obras, que, como a dos apostlos, falla
todas as hnguas. < entend li de todos
os corac53s. E' ento nue a earado, rai-
nha de todas as rirtudes, coroala palo di-
vino diadema do seu instituidor, se ostenta
era toda a sua divindade da sacrificio, de
abnegacao, de fraternidade e de magnifi-
cencia humilde.
O vulto da reforma delirante tentava es-
magar entre os bracos da farro a igreja
catholiaa, a mai fecuuda dessa anglica
virtude, quando um horaara, psaudo aos
ps a estatua do egoisno, proclamado o
her3 ua caridade nos modernos diw do
aborrido individualismo.
S. Vicente de Paulo era esso homem
prodigioso a quem -na linguagem enr-
gica d'um orador francez foram erguidos
altares por esses mesraos qua levantaran)
cadafalso3 para a virtude.
Cont nplaremo3 a obra desse inspira-
do por Daus, no saio da Frang, naquelle
Paria irrequieta onde a huroanidade de 93,
despedagando-se, na embriaguez do san-
gue, pareca n'ura padro de iraraoralidade
feroz insculpir para todo o sempre o tim-
bre maldito da philosophia revoluciouaria':
t Espirou a religiao de Christo
Hospicios para os enfermos, para os
velhos, para os viajantes, para os orphaos,
para os engaitados, levantaram para o co
a3 suas culpas, onde o symbolo da canda-
da a cruz de Nos3o senhor Josas Christo
foi basteada, como atalaia de protecgo
celestial.
Organisaram-se congregar;3js da ho-
mens e mulh-ras para assistir aos doentes,
aos presos, aos ro3 da justiga humana, e
para o resgata dos captivos. Era mais
ampia a missao desta santa railicia esfor-
jada pelo exemplo da S. Vicente da Pau-
lo. Instituiram-se collegios, ondo meninos
pobres erara instruidos, e formados para o
trabalho. Abriram-se as portas de urna
sociedada nova ns victimas da devassido,
qua buscavam no asylo da paz urna vida
melbor, um coracao novo, ura sorriso
d'amor e de esparanga em aiguns labios,
que lhe promettessem menos desgranada
velhice, e mais direitG3 misericordia do
Senhor.
j-** j^- _^ ------ \asawo <., v uuj t wtiuo to^uoatuos ce ujiu
nhor Omnipotente, que, eorolto no reo da;reo,18ae8 830 palavras do Justo, que,
divindade, rege os destinos da creatura, sentado no throno das maravilbas do uni
que a cada instante mais se aproxima do
seu Creador ?
Amars o Senhor teu Daus de todo
o teu coraco, de toda a tua alma, com
todas as tuas torgas e de todo o teu espi- parta seus havere3 em dommunas, onde o
rito. Eis aqui o preeeito cuja intensida- grande, despejado de suas galas, vinha
verso, aearinha o ente degradado entre os
homens que lhe roltam a face anojada.
Vede como elles se amara diziara
os pagos, quando a sociedade christ
re-
de de amor, araiiada por S Bernardo, era
o amor do infinito, amor incoramensuravel,
extaris celeste, que modificara natureza
do homem, identificando a natureza dos
anjos. O espirito questionador da irrali-
giosidade nao se p -ja de interrogar o ho-
rnera religioso acerca desse amor que lhe
Queimou o inrolucro 1 exclamou Vil-
leroy, que onvio o pergaminbo estalar.
Houve um grande clamor, quando Bon-
niret e os dous guardas se voltaram.
Queimou o inrolucro que contnha o
nome do assassino!
O regente precipitou-se.
Lagardre, mostrando o pergaminbo, su-
jos destrozos chammejavam no chao, disse :
O morto fallou !
O que baria alli escripto ? pergun-
tou o regente, cuja emoco estava no cu-
mulo. Diga depressa, acreditar-te-bao, por-
que este homem acaba de perder-se.
Nada, responden Lagardre.
Depois, no meio da admiraco gera :
Nada repetio elle com roz estriden-
te ; nada, ouve, Sr. de Gonzaga Servi-
me de um ar "' e a sua consciencia ator-
mentada cahio na armadilha. Queimou
esse pergaminho cora que o ameacara co-
mo nma testemunha. Seu nome nao esta-
va alli escripto, mas o senhor acaba de es-
crerel-o. E' a roz do morto : o morto fal-
lou i
O morto falln, repetio a assembla,
Burdamente.
Tentando destruir essa prova, disse
o Sr. de Villaroy, o assassino trahio-so.
Houre oonfisso do culpado, pronun-
ciou mo grado seu o presidente de La-
moignon, a sentenca da cmara ardenta po-
de ser derrogada.
At aquella momento o regente, suffoca
do pela indignaclo, conservara-se silencio-
so. De repente exclamou :
Assassino t assassino Prendara este
homem I
Mais rpido que o pensamento, Gonzaga
desembainhou a espada. De um salto, pas-
sou por diante do regenta e atirou um fu-
rioso bote no peito de Lagardre, qua va-
cillou, soltando um grito.
A prnceza aroparou-o nos bracos.
Nao gozars da tua victoria 1 gritn
sentar-se ao lado do pobre, restido de
urna meima tnica, e nutribo por nra se-
melhante quinbo nos gapes da earidade.
f Conheceraos muita gente diz S.
Clemente da Alexandria que sa tara sa-
crificado s algemas para resgatar os que
estavam algeraados; muitos que sa tara
<^^^^
Gonzaga, furioso como um touro enrale-
cido, voltou-se, passou por cima do corpo
de Bonniret e dando a frente ao iniraigo
fez parar os guardas que se precipitaran)
sobre elle. Dafendeodo-se, recuara, per-
seguido por dez espadas.
Os guardas ganharam terreno. No mo-
mento era que julgaram agairal-o _de en-
contr a tapegaria, esta abrio-se de repen-
te e Gonzaga cesapparaceu como se tivessa
sumido em um alcapao.
Ouvio-se o ruido de um terrolho que se
fechava pelo lado de fra. Foi Lagardre
o primeiro que atacou a porta. Conhecia-a
por se ter seerrdo della no dia do primei-
ro conselho de familia.
Lagardte tinha alm diss) as mos li-
rres.
O golpe de espada dado traicoeiramente
por Gonzaga tinha cortado as cordas que
lhe amarravam as mos e fizera-lhe ape-
nas um ligeiro ferimento.
A porta estava slidamente fechada. Co
mo o regento ordenasse que parseguissem
o fugitivo, urna roz opprimida levantou-se
no fundo da sala.
Soccorro I soccorro I dizia ella.
D. Cruz com os cabellos em desorden) e
o restido rasgado, reio cahir aos ps da
princeza.
- Minha filha, exclamou esta ; aconte-
een alguma desgraca minha filha !
Homens no cemiterio... disse a
gitanita, que perda a respirado, Foroam
a porta da igreja.
Vio raptal-a!
._ Eatara tudo em tumulto na 'grande sa-
la ; mas urna roz dominou o raido nomo
um som de clarim.
Era Ligardre, que dizia :
Urna espada I em nome de Deus I
urna espada 1
O regente desembaiohou a sna a collo-
cou-lh'a na mo.
Obrigado, Alteza, disse Heariqae, e
Viram-se entao arrojos sublimes de quasi
incrivel sacrificio. Senaor.-.s d'alto nasci-
mento, renuncenlo as delicias da vida,
descendo das alturas da sua faustosa po-
igo, joelhavam no estrado do iaiigente
qua; a paluda tome prostrra no3 bracos
oaenca.
Alguraas foram as florestas do Noro-
Mundo sua visar os dias de amargurado
captiveiro ao furor, e ao iroquez, qua, no
seu grito selvagem da gratido, bemdizia
a mulher branca dr manto negro que
os ensinara a amar a existencia, apezar
de atribulada por arAtccSes, qua a Provi-
dencia de Daus converteri era perpetuo
descanco e contentaraento.
A.
RecifeMarco de 1837.
agora abra a janella, grite aos seus solda-
dos que nao tentem prender-me, porque o
assassino tem vantagera sobra mim, e des-
granado de quem me tomar a passagera.
B.'ijou a espada, braodio-a por cima da
cabeca e desappareceu corao um relampa-
X
ConflNHHO
As execu^Sas nocturnas que tinham lugar
dentro das paredes da Bastilha nSo erara
necesariamente exesucoea secretas. Tam-
bem se poda dizer quo nao eram publi-
cas. Salvo aquellas que a historia conta a
affirma que foram feitas sem formas de
processo, por mandado do rei, todas as ou-
tras tinham lugar era seguida a um julga-
raento e um processo mais ou menos rega-
lar.
O pateo da Bastilha era um lugar de
supplicio cOnhecido e legal como a praoa
de Gre^e. S o Sr. de Pariz tinha o pri-
vilegio de cortar alli as caberas. Havia
muitos odios contra aquella Bastilha, odios
legtimos, mas a plebe pariziense censura-
va principalmente a Bastilha de fazer sce-
nario ao espectculo do cadafalso.
Quem j passou pela barreita da Roquet-
te, em urna noite de execuco capital, po-
der dizer se nos nossos dias o psro de
Pariz est curado do seu gosto brbaro por
aquellas lgubres emocSes.
A Bastilha devia ainda ooaultar, naquel-
la noite, a agona do assassino de Nevers,
condamnado pela cmara rdante do Cfca-
telet; mas nao estava tudo perdido; a coa-
fisso no tmulo da victima e a nSo muti-
lada pelo machado do carrasco, raliam ain-
da alguma cousa. lato pelo menos poda-
se ver.
Continuar+ha.)
Tjp. do Diario roa Daqus de Carias a. Uk '
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MUTILADO
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