Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18652

Full Text
^__~__J
i
____________ 11 i N D 15
----------------------
PAR A CAPIT4L K i.tJ3AIK 0,"K MAO K PA* PORTK
Por fres meses adiantados............... -^fl!
Por seia ditos dem................ ^U
Por ura anno ide-n....._............ flOT
Cada numero avulso, do mesoio da............ 01CO
ASO 2 DE ABE i
PARA DENTRO E FORA DA PROTDTCIA
Per seis mezes adiantados. ............ 13|5500
Por nove ditos idem................. 20|J00
Por um anno idem................. 270COO
Cada numero avulso, de das anteriores........... 100
\)xoytitttit>e t>t JRano Jugacvcoa ht Jara t Silbos
Os Sr. Amede arlaee k C.
de Paria, l o hwkim agentes
excIu*o blieaedes na branca e Ingla-
terra
TELEGRAHMAS
SSaVXCu rABTIC7L4S SO SIABIG
RIO DE JANEIRO, t. de Abril, s|
O oleo de meLaendro negro muito empregado
eoaio emolliente e calmante da dr.
O oleo de amendoas doces, s ou junto com lu-
dano (preparado oficinal em que entra o opio),
igualmente applicado com o meamo fim.
Assim teremoa a seguinte receita para urna fo-
mentaco calmante e emolliente.
Oleo de amendoas............ 30 grammas
Ludano de Sydeuham....... 4 *
Como exemplo de fomentaeea excitantes, mas
tambem eirprcgadas para minorar dores, temos :
A tintara de sabio camphoro opiada, vulgar-
mente chamada tintura de aabo e opio, que um
preparado oficinal.
E tambem :
A tintura de sabo campboro-ammonical (opo-
1 deldoc liquido) ; e
A tintura de sabao campboro-ammoniacal com
, rnica (opodeldoc com rnica).
(tiecebi- ( Para fomentados excitantes, emprega-se :
O alceol camphorado (tintura de campbora) a
2 horas e 10 minutos da tarde.
do s 4 horas o 10 mioutos, pelo cabo sub- tatnra de ^^ B tintura de aMUtd%t a tintura
marino).
I

..

Fol nomesdo presidente do Tribu-
nal da Belacao de Belm. o desem-
barsador Jos Antonio Rodrigaes.
Fol lambein nomeado procarador
da cor*, fazenda e soberana na-
cional, o denembargador Constanti-
no Jos da Silva Braga.
Fol designada a comarca de
Iiamb de entrela em Per-
nambuco. para nella ter exercicio
o jais de direito avulso. bacbarel
Cardoso Kslmarae.
1ISTRCC0 POPULAR
-')
V
de quina, etc.
Algumas pomadas sao tambem empreadas ex-
ternamente como fomentacoes.
Assim a pomada camphorada (que um prepa-
rado oficinal) emprega-se desse modo.
Sao presentemente muito empreadas as mistu-
ras de glycerina com substancias medicamentosas
pura applicaeoes externas.
Estes preparados denominam-se glycerados e
glycenos.
O glycerado commum que serve de vehculo
aos outros, obtem-se do modo seguinte :
Amido (pa de gomma)...... 5 grammas
Agua commum.............. 10
Glycerina.................. 85
Mistura se o amido com agua, ajuntaodo-se a
glycerina, e aquece-se a brando calor at que a
mistura fique transparente.
Este preparado emolliente e serve de vehculo
a varios outros, por exemplo, ao glycerado de al-
catro que formado por :
Alcatro.................... 3 grammas
Glycerado commum.......... 27
Como exemplos de glycenos (preparados em que
o vehculo a glycerina) apresentaremos o se-
guate :
Tintara de campbora......... 15 grammas
Glycerina...... ........... 15
Cataplasmas
Cataplasma de linhaea
Farinha de linhaea.......... 100 grammas
Agua...................... 400
Mistura-se ; e aquece-ac com um fogo brando at
I chegar cons8tencia de papas. E' emolliente.
Cataplasma de roostarda
.J
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
PABTE QUARTA
FORHlLtRlO THEIBIPEUTJCO
i Continu a; do j
Farinha delmoatarda........) Jtutet iKUaes
Por complemento "do presante voluminho, apre- Agua.....................) ^
sentamos um pequeo e breve formulario, o qual, | Mistura-sea fri.
entenda-se bem, apenas urna coUeee&o de recei- : Nao se deve emprega a agua quente, porque olla
tas e indicaepes que cada um, aem auxilio de me- faria perde farinha de mostarda o aeu principio
dico, em casa, pode preparar e applicar. active.
Fo entacCes Esta cataplasma constitue oa sinapismos vulga-
1 res, muitos empregadoa como revulsivo, o boje em
Sao applicaeoes medicamentosaa de uso exter- i geral substituidos com vantugem pelos sinapismos


do, tendo em geral por fim diminuir a dr. Toda
a gente eab o que urna fomeutacao e nao se
torna necessarto dar urna definicao medica do que
ella seja.
As fomentarles podem dar-se com lquidos aquo-
sos, vinosos, alcoolicoa, oleosos, ou que tenham
em dissoluco substancias tonieas, adstnngentes,
emollientes, etc.
de Rigolot.
Cataplasma de farinha de mandioca ou cata-
plasma americana
Farinha de mandioca em p fino 15 grammas
Vinho branco............... 60
Mistura-se a fro.
' ( Continua.)

?arte orricui.

.*

Governo da Provincia
FAII A que & Assemfola Legislas! va Provincial de Pernambnea
e da de sua installaco 9 de Mareo de 188, dirigi
o Kxm. fir. presidente da provincia Dr. Pedro Vicente de
Azevede.
(Continnscao)
art. 222 do regulamento de 6 de Fevereiro de 1885 manifeatamente exorbitante da
autorisacao contida no art. 5. da lei n. 1,810, de 26 de Junbo de 1884 ; estando de-
rnais, em antagonismo com os arta. 105 e seguintes do proprio regulamento, que esta-
tuem o modo de considerar-se a vitaliciedade dos professores ;
c E anda que como bem observa o inspector geral da Instruccao Publica,
em seu relatorio de 1886 (pag. 8), prejudicialissimo instruccSo o estabeleciment de
vitaliciedade geral, aem tirocinio, nem condieSes definidas, acabando cara este estimulo
para o professor bem cumprir seus deveres, e garantindo at meamo individuos nomea-
dos Ilegalmonte e sem habilitares para o magisterio ;
t E mais que, as delegacoes do poder legislativo, era regra inadmissiveis
ante os principies fundamentara de direito constitucional, nao sao toleradas aenao com
interpoiracSo restrictiva, nunca entendendo-se que o legislador se substitua pela admi-
nistrado, para amplamente estatuir, revogando at preceitos capitaes de lei;
a que o facto de noraeacoes, sob essa esperanca de vitaliciedade, era dos-
accordo com a lei (cit. art. 5." da lei n. 1,810), nao creou, e nem poda crear, aos
nomeados mais do que um direito eventual, depondendo de condicSes que nao exis-
tan ou que nao se realisaram, e nunca direitos adquiridos, equivalentes a patrimo-
niaes, que nao possam mais ser tirados por aquellos meamos de quem f orara recebidos:
Resolve, determinar que seja supprimido do regulamento de .6 de Fevereiro
de 1885, o art. 222, que diz : os professores nomeados por ocuasiao do presente
regulamento aerao desde logo considerados vitalicio)para que o nao sejam e sim
demissiveis ai nutum, conforme o art. 205, emquanto nao bouverem satisfeito as con
dicoes dos arts. 106, II, 105 a 110 do meamo regulamento.
nomes destes professores, lugr da escola, numero de alumnos matriculados e fre-
quentes, acompanbado de declaragSy do que souber, quanto a idoneiJade de cada pro-
fessor para o ensino, conveniencia de sua continuado ou destituicao ; propondo, neste
caso, a suppressao da'cadcira (art. 215 .'.o Regulamento) ou nao provimento (lei n.
1,810, art. 23) urna vez que nao baja prejuizo para a inatruccao publica.
Os funecionarios, a quem, o conhecinento e ezecucao deate acto pertencer,
o cumpram e fa^am curapjir to inteiramente como nelle se contm
A instruccao publica na provincia, offerecc muito que fazer ao vosso patrio-
tismo e capa-idade.
Despende-se bantante e o resultado pequeo. '
Nao entretanto, por falta de leis e regulameutos que isso acontece. O
servico nao est mal organisado e tem urna inspecgo superior hbil, que conbece suas
ne^easidades e vos indica os modos de reglalas.
N'este assurapto, mais do que em outro, preciso a permanencia de certas
medidas, para que sejam apreciados os resultados
Se ba urna regra, se para o magisterio requer-se condicSaa definidas, nao
convm que essa regra seja prejudicada pelas excepcoea.
ESCOLA KOBHAL
E' director deste estabelecimento o bacharel Alvaro UchOa Cavalcanti.
Matricularam-se na3 aulaa do curao 165 alumnos, sendo approvados plena-
mente no 1." anno 9 alumnos e 10 alumaas; no 2. 4 alumnos e 3 alumnas e no 3.' 6
alumno o 10 alumosa.
Para exaitea vagos inscreveram-se 13 candidatos, sendo approvado um s
alumnos as materias do 3. anno.
as aulaa primarias praticas matricularam-se 123 meninos e 135 meninas,
sendo frequenUdas na meia, por 61,2 quaoioa aos alumnoa e 86,2 quanto s alumnas.
Tomando em oonsideracao o que representou-me o inspector quanto a neces-
sidade de apurar a habilitacao dos candilat s matricula no concurso da Escola Nor-
mal, exped a 8 de Janeiro, instruccBes reguladoras dos exames de habilitacao, de que
tratam o art. 19 nico do regulamento de 17 de Setembro de 1880 e 3. das inatruc-
c5es de 22 de Outubro de 1381.
Attendendo ainda ao que representou-mo aquello funecionario, recommendei-
lhe a execucao dos arta. 7 e seguintes do regulamento de 6 de Fevereiro de 1885,
relativos a habilitacao, concurso e provimento das cadeiraa de instruccao publica :
visto que o art. 50 da lei provincial n. 1,860, do 11 de Agosto de 1885, nao revogou
taea disposicSes, embora dsse ao governo a faculdade de nomear, independent^mente
de concurso, para qualquer cadeira de 1.* entrancia, as tituladas da Escola Normal.
N5o 8endo possivel, por ora, tratar se da remocao, alias necessaria e urgente
da Escola Normal para um predio naa devidas condi^Ses, resolv autorisar a reno-
vagao do arread amento r'a caaa em que funeciona, mediante o aluguel annual de.....
2;316#300, fioando o pr prietario obrigado a tazer sua custa oa concertos, que fo-
rem precisoa durante o prazo do contrato..
[Contiuuar-se-ha )

INSTRUCgO PUBLICA
Contina o bacharel Jo3o Barbalho Uchfia Cavalcanti a exercer com profi-
ciencia, o cargo de inspector geral da Instruccao Publica.
Opportunamente aervoa-ha distribuido, impresso, o relatorio d'ease illuatrado
funecionario, no qual encontraren oa eaclarecimentos precisos sobre o ensino primario
da provincia o judiciosaa consideragSea, acerca de to importante servico publico._
O ccnaelho littersrio funecionou regularmente durante o anno, sendo .a juizo
do inspector, merecedor de elogios, pelo zelo e assiduidade, com que os seus membroa
deaerapenhum ^ luncc3ea que Ibes incumbe o regulamento.
Eat )r para o sexo mas uin o, inclusive 7 nocturnas, 194 para meninas e 62 mixtas.
O (ftvernu Geral tem seis aulas primarias nos Arsenaes e no presidio de
Fernando de Nuroi.ha e os cofrea provintiaes aubsidiam 13 de recolhimento e insti-
tuic'eji de cari lade. Pelo que attinge a 681 o total de aulaa prmariaa, ncluindo
167 particulares, as quaes matricularan! se (termo medio) 22.251 alumnoa, aenda
frequentada* por 14.749.
O ensino as escolas provinciaea foi ministrado por 296 prefesaorea e oo
professoms, sendo 445 effectivos, 37 contractados e 70 interinos.
O inspector contina a lembrar a necessidade da inapecco extraordinaria da8
eacolas. Embora eu tambem reconbeca a utilidade da medida, que, apeaar de con-
aignada por lei ha' alguna annos, nunca foi posta em pratica por falta de raeos, pelo
mesmo xootivo deixet de adeptal-a recommendando entretanto ao inspector que na ea-
phera'de suas attribac5s suppra quanto possivel easa falta principalmente indicando as
escolas que possam ser supprimidas por falta de frequencia
De conformidade com o art. 50 da lei n. 1,860 de 1835, foram, no anno
passado, prvidos efectivamente no magisterio por meus antecessores 14 alumnoa
mestres.
Foram removidos 23 profeasores sendo 20 apedido e 3 disciplinarmente.
Permitti que permutassem cadeiras s professocas Vicencia Alves de Abreu e
Mello, Ismeni- Qenuina Diaa, Amalia Mara Vieira *de Barroa, Waldetrude Primitiva
da Fonseca Telles, Bellarmina Francisca Lobo Barros e Amelia Mara da Conceicao
Ramos, devendo a primeira leccionar em Duarte Diaa, a segunda em S. Benedicto,
terceira na Encruzilhada, a quarta na freguezia do Recife, a quinta em Campos-
Fros, e a ultima em Pao Branco.
A pedido remov a proveasora Idalina Porfiria do Amaral, de Pindqba de
Cruangy para Vicencia.
De conformidade com o art. 44 do. regulamento transfer a cadeira de liba
de Barreiroa para o voado de Sant'Anna de Jaboatlo devendo admittir alumnoa de
ambos os sexos.
Por aer poss;veI, sem detrimento de ensino, e convir reduzir despezas, sup-
primi aa cadeiras de enaino primario do sexo masculino que eram leccionadaa na fra-
guezia de B6a-Viata e no Arraial, pelo8 professores Joao Jos Rodrigues e Jacintho
Heliodoro Alvea Cavalcanti, recentemente fallecidos.
Tendo em vista o que repreaentou-me o inspector e considerando que Len-
tino Pimentel Angelim era procurador da Cmara Municipal de Ouricury quando^ por
occaaio da reforma do ensino realisada em 6 de Fevereiro de 1885, foi prvido effec-
tivamente no magisterio e continuou a exercer cumulativamente ambos os cargos de
procarador e proftasor, reaolvi, por acto de 13 de Janeiro ultimo, conaiderar o referido
profeaaor ineurto no art. 112 do regulamento e aupprir nos termo8 do art. 25 a acadeira
qne este r*gia em S. Pedro de Ouricury.
Pelo acto que em seguida transcrevo, depois do reaolvor que o aupprimeoto
daa cadeiraa nao se tzesae aealo por concurso, atiendo o jraode numero de preten-
dentea e porqu asaim melbor poderei ser esclarecido na escolha dos profeaaora, sup-
rimi, por Ilegal, a vitaliciedade a que se referia o art. 222 do regulamento de 6 de
everearo de 1885.
4.* aocsao.-Palacio da Presidencia de Pemambuco, em 6 de Fevereiro
O presidente da provincia de Pernambuco, considerando que diaposto no
EXPEDIENTE DO DA 11 DE MABC3 DE 1887
Actos :
O presidente da provincia, attendendo ao que
requeren, Mara do Livramento Nonato, profeaao-
ra de cadeira de enaino primario de Gaib, ten-
do em viafa a informacao n. 31 de 28 de Janeiro
do inapector geral da Inatruccao Publica e o pare-
cer da junta medica provincial reaolve conceder a
peticionaria, a contar do 1 de Fevereiro findo, 3
mezes de liceoga com ordenado para tratar de ana
aaude onde lbe conver.
Ao inspector da Tbeaouraria de Fazenda.
Noa termos da aua informacao de 9 do corren te, n.
111, mande V. S. pagar ao superintendente da es-
trada de ferro do Recife ao S. Francisco a qunn-
tia de 5J520 proveniente dos transportes de que
trata a conta Dclnsa, concedidos dorante o mea de
Janeiro ultimo p r conta do ministerio da Agri-
cultura Commercio Obras Publicas ao engenhsito
fiscal doa engentaos centraea.Communicou-ae ao
superintendente.
Ao meamo.Do acedrdo com a informacao
prestada pelo inapector do Thesouro Provincial de
5 do correte, aob n. 476, airva-ae V. 8. de provi-
denciar para que pela alfaudega aeja dispensado o
pagamento do imposto do gyro, referente aos ob-
jectoa conatantea da relacao junta, vindoa de Lon-
dres no navio Ideal e deatinadoa a Companhia
liecife Drainage que goaa da iaenci de iupoatoa
provinciaea.Commuoicon-ae ao fiscal da com-
panhia.
Ao Dteamo.Autonso a V. 8. a mandar dar
ao deputado geral, bacharel Felippe de Figueir*
Faria a, as certidoes por elle pedidas, nestermoade
aua informacao de 9 do correte, aob n. 144 ; para
e que devolvo o reqaerimento de 14 de Fevereiro.
Ao inapector da aaude do porto.Don aolu-
$So ao aaaumpto da ana informaso de 28 de Feve-
reiro findo autoriaaudo V. 8. a mandar fornecer a
pharmacia da Calonia Orphanologica Isabel urna
ambulancia cujo pro(o nao exceda de 1:500/ fican-
do porm o pagamento dependente do crdito que
boje eocitei do ministerio do imperio Communi-
cou-se ao director da colonia.
Heapoudo ao offieio de 9 do corrente anea de-
clarando cmara municipal de Qamlleira que
nao motivo para deixar de continuar a eleicao,
faaendo-ae a do vice presidente, o facto de anaen-
tar-ae o presidente "eleito e estar doente. Deve,
pois, a Cmara eleger tamben o aeu vice-preai-
dente.
Ao collector das Rendas Geraes do municipio
de Floresta.Informa Vnc. no offieio dei'8 de Fe-
vereiro ultimo que procedende-ae neaae municipio
a nova matricula de diversos eacravoa de Joao de
Araojo Leal, eucontrou-se noa livros da antiga m-
tricola a declaraclo relativa aos eacravoa Thomaz
com idade de 26 annoa filao da eacrava Barbara
de 2 annoa, o que nao possivel.
Informa igualmente que, tendo o dita cidadao
arrematado o escravo Sergio, pertencente a Jos
Soares da Bilva e aena irmioa e mandando aver-
bar a compra em tempo oppoitano o collector de
ento averbou o como liberto. Pelo que cooaulta
como deve proceder quanto a nova matricula. Em
respoat* deelaro-lhe que esta fa-ae a viata daa
relacee que 8erviram de bise antiga matricula
uu averbaeio, certidea ou tituloa de cominio, noa
termos doa arts. 1* a 2 do decreto 9517 de 14 de
Novembro de 1885, presumindo se certa as decla-
racea da antiga, aa quaes nao se alterara aenao
por .ep'enca paaaada em julgado, (art. 3 do cita-
do decr-.to), asaim, ai oa intareaaadoa recUmam
centra o que daquella coaita deve Vm. mn< a oonteatacio para o juia de orphoa, suspaaden-
do a matricula de Thocnas e Sergio at que jdi-
cialmente ae decida o caso duvidoao.
Portar isa:
O Sr. agente da Compaafcia Bwuuleira de
Navegaco a vapor, fava transportar par, a Corte
por conta do ministerio da juatica, o cabo de es-
quadra do corpo militar de policia Procopio Jos
Lorena da Silva e a praca Jos Pinheiro Maria
Sue d'alli vieram eonduzindo um sentenciado.
ommunicou-se ac Dr. chefe de p< hcia.
O Sr. gerente da Companhia Brasileira man-
de transportar gratuitamente r at a Parahyba
no vapor que aeguir para o norte a 5 de Abril vin-
douro o bacharel Diogo Carlos de Almeida e Al-
buquerque.
. EXPEDIENTE DO S1XRETADIO
OfHcio:
Ao commandante daa Armas.De oidem do
Exm. Sr. preaidente da provincia communics a V.
Exc. que autoriaou-ae ao Arsenal de Guerra _e a
Tbesouraria de Fazenda a aatifazerem oa pedidos
que vieram annexoa ao seu offieio n. 130, de hoc-
tem dataao.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Pal-
marea.De ordem do Exm. Sr presidente da pro-
vincia, coro mmico a V. 8. para os devidos ef-
feitoa e em aoluco do aeu offieio de 9 de Feverei-
ro findo, que no recurso interpoato por Joaquim
Antonio de Figaeiredo Lina e outroa por terem si-
do excluidos da lista de jura loa, proferio o meamo
Exm. Sr. o seguinte despacho: o recorrente
competente para interpor presente recurso, ao
smente por ai, maa por todos oa cidadoa brasi-
leiroa iodevidamente omittidoa da lista geral doa
jurados (aviao de 10 de Maio de 1879J pelo que
tomando do meamo recurso couhvcimento, noa ter-
mos do art. 101 da lei de 3 de Deiembro de 1841.
E considerando que em relacao a 82 cidadoa den-
tro oa contemplados no recurso e excluidos pela
junta reviaora, em sua tnaior parte qualificadoa
eleitores, nao aa mostrou que eatejam naa condi-
coea do art. 229 do R-g n 120 de 31 de Janeiro
de 1842, apenaa allegando o preaidente da junta >
o iato em aua informacao posterior, com relacao a
todos, que sao, em sua quaai totalidad* pro-
letarioa ; quasi > esta que anda quando opinio
de toda a junta, nao autorisa a que 82 peasoaa se-
jam ha vidas por notoriamente conceituadaa de
faltas de bom aenao, integridade e boas costumes >
como exige a lei para a omiasao : resolvo dar pro-
vimento, como de facto dou, para que continen! a
fazer parte da lista geral doa jurados do termo de
Palmares oa cidadoa seguintes :
Adolpho Firmo de liveira, Andr Avelino doa
Santos, Antonio Boterra da Silva Pendra, Anto-
nio Camello da Silva, Antonio de Caatro S Bar-
reno, Antonio Francisco- de Mello, Antonio Far-
reira da Silva, Antonio Luis Goncalvea Ferreira,
Antonio f. reir da Cuaba, Bellarmino Jos de
Lima, Bernardino de Senna Barbosa, Bononio Ro-
a Lima Lal, Claudino Jos Cavaleante, Ciernen-
tino Theodosio de Mello, Corduliuo Bibeiro do
Naacimento, Dativo Antonio Correia, Delphino do
Nasciraento Lima, Duarte Borgea da Silva Cunba,
Eloy Hermino Ferreira de Almeida, Estanislao
Perena Cabral, Eulampio Leandro de Goaveia,
Eleuterio Jos da Cunba, Flix Alexandrino de
Barroa Lina, Firmino Coeiho Pereira, Fortunato
da Silva Nevee, Francisco de Asaia Mello, Fran-
cisco Carneiro Linharea, Francisco Ceaar de Me-
nezea Pequeo, Francisco daa Cbagas Cavaleante
Alouquerque, Francisco Gomes Pereira Guerra.
Francisco H moratu do Valle, Francisco llouorio
Beierrado Amaral, Frauciaco -'o Pereira, Frau-
cisco Paulino da Rocha, Francisco Ignacio Lobo,
Franeisoo Gomes de Araujo e Silva, Guilherme da
Seuaa Guido, Hygmo Pacheco de Queiroga, Igna-
cio Jos da Uunha Mello, laidro Firmo de livei-
ra, Joao Kranciscada Silva, Joaquim Antonio de
Figueiredo Lina, Joaquim Carneiro de Andraie,
Joaqun Carneiro de Araojo Lins, Joaquim Fran-
cisco Pareira, Joaquim Firmo de OlrveiM, Joaquim
Jos da Silva Jnior, Joaquim Lipes da Silveira,
Joaquim Manoel Alves Pereira, Joaquim Manoel
Hontino, Joaquim Pinto de Araujo, Joaquim Se-
verino Chaves, Jos Alve de cjoza, Jos Antonio
da Motta, Jos Barbosa da Silva, Jos da Costa
Brando Cordeiro, Jos ou Joaquim Folix Perei-
ra, Jua Florencio de Oliveira, Jos Ernesto de
O'iveira, Jos Pedro de Mello, Joa Pereira Bas-
toa, Jos Pastor de Macedo, Joa S. Rodrigues
de Almeida, Jos Velloso de Lyra, Juvenal Be-
aerra do Amaral, Manoel Antonio de Araujo, Ma-
noel de Araujo Lina, Manoel Ferreira Pinto, Ma-
noel Jeronymo Vieira, Manoel Joaquim da Paz,
Manoel Joa do Reg Barros, Manoel Luiz Fer-
reira ou Pereira, Manoel Cyriace Velloso de Ly-
ra, Manoel Rosendo de Parias, Manoel de Ssuza
Barros, Manoel de Souza Teixeira, Miguel Gabriel
Pereira de Lyra, Pedro Alfonso Nery Ferreira,
Preeciliano Antunea Correia, Rodolpho Pi da
Silva Va lenca, Severioo Ernesto Monteiro, Sene-
gio do Retro Barros.
Ao Dr. juiz de direito de Taquaretinga.
De ordem do Exm. Sr. presidente da provincia,
transmiti a V. 8. copia do aviso do Ministerio
da Juatiga de 19 de Fevereiro findo, dando solu-
co aa duvidaa suscitadas por V. 8. sobre a com-
petencia dos suppleotes dejuizea municipaes para
receberem qaeixas e denuacias e instaurareis pro-
ceaao ex-oBcio nos casos em que oa juizea effec-
tivos o devem fazer.
Ao Dr. 1 secretario da Aasembla Provin-
cial.De ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, remetto a V. 8. a informacao do inspec-
tor do Theaouro Provincial do 4 de Agosto do an-
no prximo paaaado n. 68, e as contaa e documen-
tos juntos, referentes a deapeza de 11 200 de
passagena concedidas por conta da provincia nos
carroa (iaeacrada de ferro do Recife ao Limoeiro
em Agosto de 1885 a preaos e pracaa, am de que
a Aasembla Legislativa Provincial ae digne de
resolver sobre a coueessao do crdito precise para
occerrer ao pagamento da mesma despeza.
Ao meamo.De ordem d Exm. 6r. preai-
dente da provincia, remetto a V. 8- a informa-
cao do inapector do Theaouro Provincial de 5 de
Novembro do anno prximo passado, n. 247, e a
conta e documentos annexoa relativos a deapeza
de 21900 proveniente de paaaagena dada8 por
conta da provincia noa carroa da estrada de ferro
do Recife ao Limoeiro 'em Setembro do mesmo an
no, afim de que a Assembla Legislativa Provin-
cial se sirva de resolver sobre a consigaaco de
quota para occorrer ao pagamento de tai des-
peza.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, remetto a V. S. a iufjrma-
co do inspector do Tnesouro Provincial de 2 de
Ootubfe do anno passado, aob n. 180 e as contas
e documentos juntos, concernentes a deapeza de
4210 proveniente de paaaagens effectuadaa por
conta da provincia noa carros da estrada de ferro
do Recife ao Limoeiro em Agosto d'aquelle anno,
afim de que a Aasembla Legislativa Provincial
se digne de resolver sobre a concesso de credite
para a real sacio do pagamento da mencionada
despeza.
EXPEDIENTE DO DA 12 DE MAR* 1 DB 1887
Actos :
O preaidente da provincia, resolve de con-
formidade com o disposto no art. 168 doregolamen-
to aonexo do decroto n. 9420, de 28 de Abril de
1885, nomear Nemeaio Carlos Soarea Viliela para
servir provisoriamente os officios da 2 tabellio
do publico judicial e notas e escrivo do crime, ci-
vel e execucoea civeia do termo de Bom Jonselho.
Communicou-ae ao Dr. juiz de direito da comar-
ca de Bom Cooselho e ao nomeado.
O presidente da provincia, de conformidade
com a proposta do administrador doa correoa em
offieio n. 152 de hontem reaolve noa termos da lei
n. 2794 de 20 de Outubro de 1877 conceder a de-
misso solicitada pelo agente do correio da cidade
de Bezerros, Jos Antonio Cavaleante e nomear
para substituil-o o cidadao Pedro da Silva Caldas.
Reaolve outro sim nomear, de accordo com a
meama propoata o cidadao Luiz Btzerra de Fran-
ca e Silva para o lugar vago de ajundante da men-
cionada agencia.Communicou-ae ao administra-
dor dos crrelos.
Odicioa :
Ao conselheiro preaidente do Tribunal da
Relacao do Recife.Transmiti a V. Exc. em or
ginal, o incluso requerimento que me ser devol-
vido, do reo Manoel Beserra de Moura, acompa-
nbado doa officios* do director do presidio de Fer-
nando de Njronha e do juiz de direito do 2 dia-
tricto criminal da comarca da Recife, datado de
13 de Janeiro ultimoe de 3 do corrente mez aob na.
74 e 131 afim de que V. Exc. airva-ae de preatar
informacao aobre o estado em que ae acha a appel-
laeo do mencionado reo, a qual foi nterpas a da
seutenca contra elle proferida pelo tribunal do jury
do termo de Imperatriz, provincia daa Alagoaa.
Ao brigadeiro commandante daa armaa.
Remetto a V. Exc. para aeu couhecimento, copia
do telegramma de houtem datado em que a pre-
sidencia da Parahyba communica ter ee-lhe apre-
eentado o cadete do 2o batalho Arthur Baptiata.
Ao inspector do Arsenal de Mariuha .-A
viata do expoato no offieio de V. Exc, de hontem
datado aob n. 2 e 6, permitto que emquanto eativer
licenciado o amanuense dessa inspeccao Cleodom
Augusto de Albuquerque Chavea, sejam anas tunc-
c5a exercidaa por Joa Ildefonso Barbosa de Mi-
randa, vencendo comente a gratificado menaal
que deixa aquelle de perceber. Communicou-ae
Tbesouraria de Fazenda.
Ao Inapector da Alfand^gaDeclaro a V. S.
em reaposta ao aeu offieio de 4 do corrente, u. 111,
que para venticaco doa concertos da bombadle
apagar incendios, pertencente a essa reparticao,
oecesaario desmontar todo o machiniamo naa of-
ficiaas do Arsenal de Marioha, segundo consta da
informacao annexa a do reapoctivo inapector de 10
deate mez n. 26.
Ao inspector da Thesourari de Fazenda. A
vista da informacao junta, por copia aobre que
veraa a do conselheiro director interino da Facul-
dade de Direito de 11 do corrente, recommendo a
V. S. que mande adiantar a Constantino Alvea
da Silva contractante daa obras da mesma Facul-
dade a quantia de 400 por conta da de l:000|
a que se acha reduzida a ultima preetaci a ven-
cer.'Jommunicou se ao conselheiro director in-
terino da Faeuldade de Direito.
Ao meamo.Em reaposta ao aeu offieio de 7
do corrente, n. 134, declaro a V. S. que aa coutaa
relativas a deapes de 226*000 com o reparoa da
galera de eagoto do Arsenal de Guerra e do forte
do Buraco, executados por Constantino Alvea da
Silva, signatario do incluso requerimento, foram
enviados a ossa Thesourana em 5 de Jauei-o de
1885.
Ao meamo.Sirva ae V. S. de expedir au-.a
ordena para que o collector geral do municipio de
Gainelleira le remeta, com destino a ata presi-
dencia, dovidameute registrado no correio, o livro
ou li"roa, queaerviram a matricula especial de
eacr ivoa em 1872 e 1873.
Ao Dr. juiz de direito do 2 diatricto crimi-
nal d* comarca do Recife.Traaemittindo a in-
cisas, certido do procesao de Antonio Maucel de
Oliveira, a qual aer-me na devolvida, recommeudo
a V. S que prpste a informacao de qua trata o
aviso-circular do Minutario da Juanea, n. 21<
de 28 de Junbo de 1865, afim de ser instruido o
recurso de graca interposto por aquelle aenten-
ciad.
Ao administrador do theatro Santa Isabel
A' vista da laformaci o prestada por V. S. em lu
do correte neata data deliro o roqnerimeuta em
que Luis Braga Jnior & C, por seu procurador
Jos Leopoldo Bourgari pedem a cuncesao d ease
theatro para fazerem trabalhar de Junbo a Agosto
desta auno a companhia dramtica do theatro Sur-
mal D. Maria II de Lisboa noa termoa do 'Ja*
monto delS de atareo de 1885 e da cooceMSWftMta
por esta presidencia eml7 de Janeiro ultimo.Com-
municou-se a directora e ao Thesouro Provincial.
Ao director da Conservaco dos Portas.
Sirva-ae Vrac. de providenciar afim de ir urna ca-
noa ao matadouro da Cabanga receber eatrume
para o jardim deate palacio.
Ao collector geral de Jaboato.De posse do
offieio de 7 do corrente em que Vmc. em cumprimento
de ordem deata presilencia informa ter concordado
no valor de 640*000 dado ao escravo Alfonso li-
bertado nesse municipio por conta da 7* quota do
fundo de emancipaco declaro-lhe que, nao obstante
o receio de maior preco no arbitramento judicial,
deve promover este, nos termoa da lei por isso que
exagerado o prego dado, por um escravo casado
com mulher livre ; o que, incontestavelmente, faz
diminuir muito o 8eu valor. '
E, ae por eaae modo nao obtiver reduccao, com-
pre recorrer aos tribunaes .superiores, levando a
causa at'aeus ltimos julgados, no interesse da
liberdade.Remetteu-se copla ao Dr. juii de di-
reito de Jaboato. .*
Ao collector geral do municipio de Gamellei-
ra.Tendo o juiz de orpbaos dease municipio re-
mettido esta presidencia, com offijiu de 25 de
Fevereiro ultimo, a relac'de quato escravos li-
bertados por conta da 7* quota do fundo de eman-
cipaco, declaro que nao coovam aer autoriaado o
pagamento de valores exagerados, como sao oa de
Sebastiana, de 50 annos de idade, e Manoel, Ro-
berto e Jos, de 20 e 17 annos.
O fundo de emancipacao foi creado para ter ap-
plicajo equitativo com a lbertaco do maior
numero possivel de escravos por justos valorea,
mas nao para se fazerem favores a um ou outro
senhor de escravos.
Alm de serem exageradisaimos oa presos dos
libertos Maneel, Jos o Roberto, o de Sebastiana
excede at o da tabella da le n. 3,270, de 28 de
Setembro de 1885, quando em execucao.
Astim, ae Sebastiana toi classificada em Sstem-
bro do anno pasaado, com a idade de 50 annos,
nao poda na occasio do arbitramento ter a mes-
ma idade, e conaeguintemente o valor de 350*000
at superior ao da referida tabella.
Cumpre, portanto, que Vmc. requeira ao juiz
competente reforma naa avaliaces, no sentido de
aerem reduzidos os precos, se tiver havido sen-
tenca fiodoa os prazoa regulares para embar- ,
gos; e, caao estejam, requeira o beneficio de
reatituicao ia integrum de que goza a fazenda
(Perdigo, praceaao doa feitoa, 44, e instrueces
de 10 de Abril de 1851, art. 17), para, em virtnde
desse beneficio, embargar as sentencaa mesmo to-
ra do prazo; devendo, quer embargue dentro do
prazo, quer fra delle, appellar daa sentencas para
osjuizes ou tribunaes auporiorea.Remetteu-ae
copia ao juiz municipal e de orpbaos do termo de
Gamelleira.
Ao collector interino da8 rendas geraes do
municipio de Bom Conselho.Tendo o juiz de or-
phoa desae municipio remettido esta presiden-
cia, con o offieio de 1 do corrente, nova relacao
do escravo Fortunato, ahi librtale por conta da
7a quota do fundo de emancipacao, pela quantia
de 800*000, em que foi arbitrado o aeu valor, e
depois pela de 700*000, e bem assim aeu irmo
Hypoiit i, conforme oa autos que por copia foram-
me tambem remettido-, declaro a Vmc. que nao
convem aer autoriaado o pagamento da alforria
por preco tao el< vado.
A tabella do 3 do art. 1 da lei n. 3,270 de
23 de Setembro de 1885, nao deve aer applicada
em abaoluto, des Je j a libertaclo pelo tundo de
emancipacao, viato que o 7o do art. 3o da mea-
ma lei, determinam era vigor as providencias do
art. 37 e seguintes do regulamento n. 5,135 de 13
de Novembro de 1872.
A aerem devidamente apreciadas pelos interea-
aados as razoes que aconaelham as libertscoes
pelo fundo de emancipacao, pelo menor preco pos-
sivel, teriamoa qua nesse municipio ae Iroertaram
pela quota diapoaivel os quatro eacravoa claasifi- tt
cado8. -
A' viata do que fica expoato, e considerando-sel
que o fundo de emancipacao nao serve para se fa-
zerem favores a este ou aquelle senhor de escra-
vos, maa sim que, pelo aeu juato valor, seja liber-
tado maior numero possivel deate, recommendo
a Vmc. que requeira ao juiz competente reforma
naa avaliaces, no sentido de serem conveniente-
mente reduzidos os precoa, ae tiver havido sen-
teuca e nao estive.em fiados oa prazoa regnlares
para embargos; e, caao estejam, requeira o bene-
ficio de reatituicao n integrum, de que goza a fa-
zenda (Perdigo, proceaso doa feitoa, 44, e ina-
truccooa de 10 de Abril de 1851, art. 17) para,
em virtude em vrtude desse beneficio, embargar
as st-uteacas, mesmo fra do prazo; devendo,
quer embargue dentro do prazo, quer fra delle,
appellar das sentencaa para oa juizes e tribunaes
superiores.Remetteu-se copia ao juiz municipal
e de orphos do termo de B m Conselho.
Portaras :
O Sr. gereqte da Companhia Pernambucana de
navegace a Vapor, faca transportar ao presidio
de Fernando de Noronha, per conta do Ministerio
da Guerra no vapor Gifti, 03 2." cadete 2. sar-
gento Francisco Lourenco da Silva, 2.' sargento
Marianno Jos da Conceicao e o soldado Tbom
Augusto do Lago, todos do 14." batalho de intau-
taria, que para all destacara, e asaim Joanna Ma-
ria da Conceicao mu C immunicou se ao brigadeiro commandante das ar-
mas.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
de navegaco a vapor, faca tranportar ao presidio
de Femando de Noronha, por conta do Ministerio
da Guerra, no vapor Giui, o 2.' sargento Nica-
nor Guedes de Moura Alvea e o aoldado Christo-
vo do Reg Barroa que para alli deatacam, e
bem assim a Senhorinha Marques de Moura Al-
ves mulher do referido sargento,Coromunicou-se
ao brigadeiro commandante daa armaa.
__ O Sr. auperintenJente da e8trada de ferro do
Recife ao S. Francisco, sirva ae de mandar trans-
portar gratuitamente em carro de 3.' classe da
eataco da Escada de Cinco Pontas a cinco pra-
caa do Corpo de Polioia e a tres sentenciados que
se recolhem a Detenco.Communicouse ao Dr.
chefe de polica.
__O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisca, airva-ae de mandar conce-
der paasagem em carro de primer* classe, entre
as estacoes de Cinco Puntas e Una, por conta das
gratuitas a que o governo tem direito, a Rodolpho
Lopes de Siqueira e transportar aua bagagem.
EXPEDIENTE DO Da. BKCBETAEIO
Officios :
__ Ao director do preaidio de Fernando da No-
ronha.De ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, coramunico a V. S. quo coucedeu-aa per-
oisao ao sentenciado Joio Luiz de Oliveira, para
receber um bab com roupa, remettido d'est ca-
pital por pesa de sua familia, de vendo ser exa-
minado o contedo do m?smo antea de aer entregue
ao destinatario.
r MulatU matarais ao gerente da Companhia
Pernambucana.
Ao Dr. juiz municipal e de orphoa do termo
de Salgueiro.Da ordem do Exm. Sr. preaidente
di provincia, tranamittj a V. 8., em soluco do seu
offieio de 26 de Fevureiro fiudn, o pa d de u. 254,
de hontem datado, do Dr. chele de p lici".
Edital.De ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia e en observancia do diaposto no art.
171 do Regulamento annexo ao decreto o. 9,420
de 28 de Abril de 1885. faco publico que, por por-
tara d'eata dala, f >i uo-iieaJo o Sf> Nemeaio Car-
los Sjurca VilleU par servir provisoriamente oa
officios do 2. tabellii do publie., j ideial e notaa
B eserivo do cnine, civel i cxccucoes civeis do
temo de Bom Conselho.
i
f
MOTILADO
t


I
Diario de fernambucoSabbado 2 de Abril de 1887
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 31 DB
MARCO DE 1887
Demetrio Acaeto de Araujo Bastes. Sim, si-
fetos 01 direit.s nacaos e foros m divida.
Faustina Mari do Espirito-Santo.Sim aatis-
tisfeitcs us direiMgfiacaes e procedidas aa necea
sarias deligencias.
Jo dos Reis do Espirito-Santo.Informe o Sr.
r. juz de direito da comarca de Goyanna.
J,.s Armando da Cnoha -Remeliido ao Sr. Bi
bliothecario da Bibliatheea Provincial paca man
dar attender ao suppnaanto.
Julia Mana de Alfcaiiusrqn*.bino, aaediantB
recib. ,T a_
Dr. Joo Vieira de Aaaujo.Informe o sr. ins-
pector da Thesourarui de Faaauda.
Landelinodc Luna-FreirCoacado tres nicze.
Manoel Gome da Cuuha Pedroaa.Informe o
Sr. inspector da Thaeouraria de Faaeuda.
Manoel Jos de Medeiroe.Iuforme o Sr Dr.
juz de direito do 2" distrieto crimiual do Recite.
Manoel da Rocha Wanderley.Requeira ao di-
rector do presidio de Fcrnaudo do Norunha.
Pedro Herminio Jos Bezerra.Deferido com
officio de hoje ao director do Arsenal de Guerra.
Secretaria da presidencia de Pematn-
buco em 1 de Abril de 1887.
O port-iro
Francdino Chacn.
Repart?:.* da Polica
Seccao 2.*N. 314.Secretaria da Po
lioia de Pernambuco, 1.- de Abril de
18*7.- Ulm. e Exm. Sr. Participo a
V. Exa. que foram hontam recolhidos
Gasa de EtetencSo os seguintes individuos:
A minha ordem, Vioante Rodrigues Xavier
Lniz m Fracs Coitinho, conhecido por
Branda, Antonio doa Santos Bandeira,
Atesando Liberalmo Pereira de Mello e
Antonio Joaquim Alves da Silva, este como
alienado, e -aquellos como sentenciados,
todos vindos de Goyano* ; Manoel Frau-
ciaeo do Roshrioi orno alionado viudo de.
Oliada at que teao o conveniente desti
no ; Jos Clemente Ferreira, vindo da Vic-
tori, como criminoso.
A' ordem do subdelegado do Recife,
Guilhermina Mara da Concicao, por of-
fenaas moral publica ; Antonio Alves de
Oliveira Bello, por disturbios ; Rufino Ri
cardo da Silva, como vagabundo, e Henry,
requerimente do cnsul ingles.
A' ordem do de Santo Antonio, Arceli-
no, eslavo de D. Adriana Cavalcanti d
Albuquerqu^, por disturbios.
A' ordem do do 2.- districto de S. Jos,
Miguel Archarjo da PaxSo, por distur
bios.
A' ordem do do 1.- districto da Boa
Vista, Floriino Jos de Mello e Martinbo
Lauriano Jos de Mello, por disturbios.
A' ordem do do l.# districto da Grasa,
Joao de Deus e Manoel Luiz do Nasci-
mento, por uso de armas defes&s.
Participou-me o delegado do termo de
Abgoas de Gatos, em officio de 22 do
oorrente, ter na mesma data feito remessa
ao juio competente dos inqueritoa poli-
eiaes procedidos contra Jlo Felippe de
Lima e Josa Antonio das Santos, presos
em flagrante, o primeiro como ineurao as
penas de art. 205 do cod. crien., e o so-
gundo incqrso tambem as penas do art.
257 do referido cdigo.
Communicou-me o Dr. delgalo do 1.-
districto da capital em efficio desta data,
ttr feo remeBsa ao Dr. juiz de direito do
1.- districto criminal dos inqueritos poli-
ciaca proced los contra Isaas Manoel des
Pasaos e Luiz Francisco do Naacimento,
por crime de furto.
Durante o raez de Marco prximo findo
foram por esta reparticao, remettidos para
o Hospital Pedro II 68 desvalidos, para o
de Santa gueda 2, para o do8 Lazaros,
1, para o Azylo de Mendicidade 16, para
o Hospicio de Alienados 15, e com desti-
no a escola de aprendizes marinheiros 31
menores abandonados.
Deus guarde a V. Exc. Illru. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, omito
digo presidente da provincia. O chefe de
polieia, Antonio Domingos Pin'o.
Thesoaro Provincial
DESPACHOS DO DA 1 DE ABRIL, DE
1887
Pretaefolhas do corpo de polica. Exa-
minem-ae.
Ciodoaldo Bezerra da Cunha Guedea-
___Satisfca a exigencia da contadoria.
Dr. Felippe de FigueirSa Fara. En-
* tregue-ae a quantia era depe>ito.
Billarmino Nunes de Andrade. Infor-
me o contencioao.
Alsidea de Siqueira Campos e Dr. Epita
ci Lindolpbo da Silva Peasoa.Cuuopra-
ae rcHstre-ae e fajam-se oa aasentamen-
tos.
Antonio Goncalves de Azevedo, Joao
Maria de Souza Araujo, Antonio Francisco
da Costa, Joao Gomes da Cosa e Antonio
ilverio & C. Haja vista o Sr. Dr. pro-
curador fiscal.
Pontoa da Secretaria da Iatruecao Pu
blica, bibliotbeca, Consulado, Obras Publi
cas e guardas da luminaco publica. Ao
pag idor para os devidos tns.
Rodrigo Carvalbo 4C, Agoetinho Jos
da Silva, Dr. inspector geral da Iastruc-
dio Publica, Joao Gomes da Costa, direc-
tor da bibliotbeca e Emilia Ribeiro Pires.
Informe o Sr. contador.
Prets e tolhas do carpo da polica. -
Pague se.
Porto & Santiago Informe o Sr. Dr.
administrador do Consulado
Antonio Augusto Ferreira Lima e Adol-
pho Lina de Albuqaerque. -Facam as no
' tas da portara de licenca.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DA 31 DE MARCO DE 1887
Jlo da Fonaca. Informe a 1* sec-
cao.
Offi:io d< Sr. Dr. inspector do Tbesou
ra Provincial. A' 1* seccao para a sua
aciencia e devida execuclo
Arcelino de Oliveira
se^s'o Para attender.
.Josepha Mara do Espirito Santo, Sim,
de confdrmiiade -jom as informa^oea.
Jote Virella de Castro Mariz. Indeteri-
do, em vista das informales.
para
e Souza. A' 1*
PERNAMBUCO
Assembia Provincial
ll. SEPAO EM 23 DE MARQO DE !887
>EBIOlCIA TX> EXM. SR. DR. JOS MA50EI. DE BARROS
W-iHDEELEY
i vrio : C :ara da si ssSo.Ap-
r ,otas.Exped.nte.Ob
te i Srs. Q. Ferreira e Jos
i e !no.;o do mesmo
i K?qiicrimcnto sobre
.8.Adia-
dos Srs. Druoi-
Maria.Ia parte da* or-
nu..vo Ja*lbi-
cussao do projecto n. 34 de 1S86
Diconos dos Sra. Laia de Andrad
Barros Barreto Jnior.2 pHrte da
ordem do dia.Contina a 2 diaeuaaio
do art Io do oreamento provincial.
Discurso do Sr. Prxedes Pitonga.
Emendas.Discurso do Sr. G. Fer-
reira.Encerrameuto da eseo.
Ao meio da, feito a chamada e verificndose
estarem presentes oa Sr. Joao A'v^s, Lua de An-
drada, B-tis o Silva, Joo de S, Hercolano Ban-
deira, Birroa Wasattterley, Bego Barros, Amaral,
Barros Barreta Jmuw, Jaio de Oliveira, Juvencw
Maria, Louwocj de S, Qoocalves Farreira, Ju-
lio dn Barros, ftirraira Valioso, Aogus Frai.kJm,
P Ptaanca, i* ornes, Ferr. ira Jacob'ua, K>-
drwues 1'ort). ama e Silva, D.uminood liogo-
berTo, G. Prente, Beguwra Costo e Jas Man-,
o Sr. pre*identiBdelara abwrta a aeasia.
Gwipartccm **poia oa Srs. Baro de C*iar,
Andr Diaa, Affjoso Lastosa e Antonio actor.
Faltom os Srs. Constantino de Alouquerqu,
Solomo de Mello, Visconda de Tabatinga, Barau
de Itapiasum, Sobres de Amorim, C)sta Kibeu-o e
Sopbronio Portella.
Sio lidas e sem debate approvadAS as actas d
sessj de 19 e das reuoies de 21 e 22.
O Sr. V> secietorio procede a leitura do eegointe:
aXTEDIBIOT ,
Um telegrama dj Exm. Sr. Bario de CofeRipe,
presidente do conaelbo, datado de 33 e dirigido
ao Exm. Sr. presidente dc-sta Asaembli, oos se-
gaintes termos :
Lsrai & presenoa de Sna Magestade o tele-
gramma de V". Exc. O mesmo senhir agradceos
sentimentos da regosijo da Aasembla, a quem V.
Exc, como seu orgao, se dignar transmittir eata
commuuicaco.
Eit.) telegramma foi recebido cam especial
agrado.
Um officio do secretario do governo. transmit-
tindo o oreamento para o exercicio de 1S87 a 1888
da Cmara Municipal de Tnumpbo.A' coininis-
sao de ornamento municipal.
Ontro do mesmo, remetiendo 40 exemplares m-
presaos do orcameoto;da,rec-it e despesa provin
cial para o exercicio de 1887 a 1888, organisado
pelo Thesouro Provincial. A' distribuir.
Outro do mesmo, trana-nittindo o balan? i da re-
ceita e despesa do aswnxeio de 1865 a 1886 e os
oryamento para o de 1887 a 1888 das (Jamaras
Manicipaaa de Bam Conseibo e GravatAA" com
missao de oreamento municipal.
Outro do mesmo, transmittindo o bal anco da re
ceita e despea do exercicio de 1885 a 1886 e a
oreamento para o de 1887 a lo88di Camaea Mu-
nicipal de Agua-Preta.a' commi-wo de orea
ment mnnicip >l.
Urna petico de Joao Baptiatn Eatees de Souza,
requerendo de novo pagamento do Eempo em que
servio como 3* eserip'urario da 2 seeco do Con-
sulado Provincial, de 11 de Fevereiro a 28 de
Marco de 1880. A' comraissio de ornamento pro-
vincial.
'larra de Medeinos & C, reqnerendo consiena-
co de quota de 2:536^520, proveniente de objec-
tos toruecidos 4 Secretaria dvata Aasembla, nos
anooa de 1882 a 1815.A' commissao de orna-
mento provincial.
Oatra dos meamos, dem, a de 1172170, idem,
Escola Normal, de Janeiro a Juoho de 1884A.
commissao de ornamento provincial.
Outra da (kimpHobia do Beberibe, reclamando
contra o imposto que ibe foi tributado no projecto
n. 1 desee auno.A' commissao de oreamento pro
viocial.
E' lida e sem debate approvada a redaccao do
projecto n. 5 de 1886.
E' lido e posto em discusaao, que fica adiada
por ter pedido a palavra o Sr. Qaspai de Drum-
moud, o seguinte parecer :
A commissao de instruccao publica, a quem foi
preseule o r^quenmento do bacharel joo Baptista
Kegueira Costa, no qual pede Ihe seja contelido
o premio de que tratam os arta. 06 da lei n. 363 e
151 do regulamrnto de 7 de Abril de 1879, como
autor daNova Selecta Clsticaipprovada pelo
Conselho I.tt.nric da Iustruccao Publica, ej4
admittida as escolas primarias como livro de lei-
tura; leudo estudado com toda a tteiie~i> o espi-
rito da lei citada, e betn assim examinando oa do
cunreotos oun que o peticionario iustruio a sua
pretencao ; e considerando que a lei invocada trato
de autores de compendios uu traductores de obras
aproveitaveis ao eusino, caso em que nao se acba
o peticionario, porquauto nao se pode considerar
orno compendio a compilaoao de trecbos de prosa e
versos de autores conhecidot; e considerando anda
que a propra seccao do Conselhi Luterano adop-
tando as raioes eontidas no parecer da eomtnisoao
nomeada pelo Exm. presidente daprovineia para
informar sobre a utilidade do dito trabalbo do pe
ticionario, deila diverge qnanto preferencia
Selecta Classicado distincto padre Miguel do
Sacramento Lipes Gama, e sLeitnraa Selectas
do bach -re Joo Barbaiho Ucboa Ovaicant,
attenta a uatureaa dos assumptos das menciona-
das publieacoea e a anidade de penaamento dos
que a colleccionaram, nao divergindo um dos oa*
tros, seno na escolba dos excerptos e preferencia
dos trechos, colligidos todos des mesmoi classicos
e de obras de igual m-*rcimenIo litterario, pelo
que consideroa no mesmo p de igualdude os men-
cionados trabalhon: considerando mais que assim
equiparados nenbum prejuiso poderia resultar
para o peticionario na vendado sua Nova Selec-
ta,caso nao tivesse j cedido a sua proprredade
a Jos Walfrido de Medeiros, segundo se verifica
de um dos documentos juntos ; considerando-alut
disso que o penaamento io legislador naconcesfd
do premio, de que treta a lei citada, foi animal a
publicacao de obras novas e de alguma sorte eom-
ponsar o trabtlbo inielleotaal de s<-us autores ou
traductores, oque nao se da com o livrodo peticio-
nario, que nein pode ser classitieado no catalogo da
obras novas, baveudo, como confessaoi a seccao do
Conselho Litterario e a propria commissao nomea-
d, outras de igual natureza.e de igoal pensamento,
nein to pouco como trabalbo que demande grande
eslorco intellectual c. grande snmma 'e conbeci
mrntos pura a sua eonfeeco ; e, consideran io
finalmente qae, anda quando ao peti -i jnario as-
assitidse aigum direito ao preav i requerido, o es-
tado haanceiro da provincia nao comporto esae
acjrcscimo de despesa, de parecer que si"ja in-
deferida a pretenco do peticionario.
16 de'Marco de 1887. Vigari-. Augusto Fran-
klin.Rsgo Barros.
Sao lidos, julgados objecto de deliberacao e vio
a imprimir os seguintes projectos :
N 16.A commissSo de couoti'uicao e poderes
quem foi presente a peticao de Eduardo de Slo-
rnes ttjmes Ferreira, solicirando desta Assembia
que auwrise ai presidente da prjviucia a coa-
tractar com o peticionario a unducao e a creacio
de um moiuho a vapor, ou com qualquer outro mo-
tor destinado a moer grao de trigo e a preparar a
respectiva farinha, concedendo-se-lhe privilegio
por 10 annos e iseoco de impostos :
Considerando que o peticionario se propondo a
iniciar e a desenvolver nesta provincia a cultora
de trigo e a explorar a industria com a fabricacio
da respectiva farinha, ter de empregax grandes
capitaes;
Considerando que de semelhante cultura e in-
dustria. |adviro beneficios provincia, que poder
mai9 tarde dispensar a importacao de trigo;
Considerando que no intuito de auxiliar des-
envolvimento da industria nao ha inconveniente
em conceder-se alguns favores ao peticionario;
Considerando que da concesslo de toes favores
nao resulta prejuizo para oa cofres proviaciaes,
cem para os importadores de farinha de trigo ta
bricada no estrangeiro, pois nao ficurio privados
de continuar a importar aqoelle genero: de pare-
cer que se-adopte o seguinte projecto de lei:
A Assembia Legislativa Provincial da Per-
nambuco resolve:
Art. 1.* Fica o presidente da provincia auteri-
sado a contractar com Eduardo de Moraes Gome
Ferreira ou com quem melhoret vantagens (.flore-
cer a fuodaco e ereajao de um moiuho a vapor
ou com qualquer outro motor destinado a moer
grao de trigo e preparar a farinha, com capaeidade
de moer diariamente pelo menos 7,500 kogram-
mae.
I. Para exploraco e aso da industria de que
trato o art. 1.a conceder-se ha privilegio por 10
annos.
2.* Dentro de dous anuo* o contractanto
obrigado a montar os estabeiecimentos precisos e a
dar principio aos trabslhas da fabrica, em cujo
ser vico ser obrigado a admittir at 15 orphas
para lhea ministrar o ensino da industria, alimeo-
tando-os, e dona anuos depois dando-lhea salario
equivalente ao que trabalharem.
Aat. 2." Revocadas as disposi(oes en contrario.
Sala das sesteas, 23 de Marco de 1887.Gomes
Prente.-Luia do Andrada.;
N 17.A commissao de fazeada a orcameato
provincial, attendendo s justas a procedentes alle-
ga coes, exaradas na petico de Jos Adolpho de
Uliveira Lima, propriatario da usina denominada
Timt, dirigida a esta Assembia, na,qnal recla-
mando contra o imposto de industria pelo qual foi
collectada a referida usina, pede que seja dispen-
sado do pagamento da quantia de 5904 em quanto
iinportou a collecta do exercicio cerrente; de
parecer que seja adoptado o seguinte projecto da
lei:
A Assembia Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art. nico. Fica is"nta do iui|i08to de industria,
inclusive o que se refere ao corrate exercicio, a
usina denominada Timb, assim cerno todos os de-
aaais engenhos centraes exiatentes nesta provincia,
que se f ndarem d'aqui por diante sem suxilio al-
gmtn di-.i cofres pblicos.
Ficain revogadas as disposicoes em contrario.
Hala das comaniaaSes, 19 de Marco de 1887.
Coelho He. Moraes.Goncalves Ferreira.Gomes
Prente.
N. 18 A Assembia Legislativa Provincial de
Pernean buwe roa o 1 ve :
Art. -uuico. Fica creada anta cadaira de instrue-
cio primaria no povoado deneminado Cocos, no
termo dq Bexerros, para o sexo masculino.
Revogadas as disposicoes em contrario.
Sala das sesses em 21 de Mareo de 1887.Ra-
lis e Silva.
N. 19.A Astembl* Legislativa P.-ovincial de
PeraauUuuo resol w:
Art. oteo. Fica iaento do imposto de dacima a
propriedade da Sociedade Propagadora, sita uo
povoado do Monteiro desta cidade, duraute o tempo
em qne funccionar alli a escola.
Revogam-se aa dispoiicoes a contrario.
Sal i das aesses em 23 de Marco de 1887.Ja-
eobina.
O Sr. tiourail ve Ferreira(Nao devol-
veu o seu discurso).
Mr. Jun Maria(Nao devolveu o seu
discurso).
Vem mesa e nao aceita urna moco do Sr.
depilado Jos Maria, para que a Assembia feli-
cite o Sr. Duque de Braganca pelo felia successo
de sua virtuosa esposa.
Vem mee, lido, apelado e posto em discus-
so o seguinte requerirneuto :
ii^ueiro que esta Assmb'.a felicite S. M. o
Imperador pelo feliz successo de sua virtuosa so-
brino, a Sra. Duquesa de Braganca, aaseguraodo
que este facto toi motivo le grande jubilo para a
povo pernambueano. S. R.
< Em 23 de Marco de I8b7Jos Maria.
O Mr. Jni Maria(Nao devolveu o seu
discurso).
Nao ha vendo quem peca *a palavra cncerra-se
a discusso.
O ^,r. Jone Maria (pela ordem) requer vo-
tacao nomiual.
E' rejeltaao o polido 'le votaca nominal do Sr.
Jos Mara.
Posta & votos a moco, tambem rejeitada.
ConTinua a discussao do requer ueiito sobre ne-
gocios das Tres Ladeiras.
Mr. PrsxeSe Pllaafa (pela crdem)
Sr. presidente, pareeeme um facto ante-poltico,
uao eatoudo presente o autor des'.e requerimento,
que V'-ja ele posto em discuasSo.
Vou, pois, mandar um requer'mento de adia
ment por 4S horas.
Vem mesa, lido, apoiado e seta debate ap
provado o seguiute requerimento.
R'-qu-iro o adiamento da discussao por 48 ho-
ras, at que compareca o seu autor.
. Em 23 de Marco de 1887.Dr. Prxedes Pi-
tonga. *
O Sr. Ganpar de llrummonil-(Sao
devoiveu -eu discurso).
O Mr. JoM Marta(Nao devolveu o seu
discurso).
Pasja-se 1* parte da
OBDEM O DA
Contini a discussao do projecto n. 31 de 1886.
O Mr. Luiz de adradaSr. presidente,
desde o da em que appareceu nesta casa o pro-
jec;j n. 34, e condigoada nelle a idea da inoeva-
cio du aontracto da actual empreza de illumina-
cio publica, que eu, nao obstante ser o menos ha-
bilitado para discutil-o, sent desejo >ie justificar
meu voto ; porque entendo que o prejeetj que ae
discute, era deficiente pra sei convertido em urna
lei que cogtiasse de todas as bases necessarias
para um contracto em que a nossa provincia
extraordinariamente interessada. Primairo por-
que um servico publico que interessa Unto ao
governo como ao particular, servico este que fei-
to por urna companhia ; por urna empreza que nao
tein satisfejto o seu contracto como devia tazer, e,
Sr. prndente, eu vendo que este projecto adiado
mais de urna vez, outras tantas posto em discuso,
e que nem urna s<5 vez levantava-se para dizer al-
gumas palavras sobre eile, estranhei, e ao mesmo
tempo senti-me mcumtnodado ; pareca que a casa
quera deixar paasar desapercibida negocio de
tanto monta.
O Sr. Barros Barreto JniorO nobre deputodo
nao t--m razan.
O Sr. Luis de Audrada -Um contracto qae o
projecto em discussao pede, ou faculto sua iouo-
vacao, um contracto que nao tem sido satisfeito
conforme os termos estabelecidos pelo governo de
ento em 1856. csse contracto ni) poda ser feito,
ou continuar eom essa companhia, esse contracto
devia soffrer grandes reparos, seno ser extincto,
como naturalmente de*e ser, e esta aasembla for
mular, escudar meios uece.ssarios para estabele-
cer as bases que devem servir para o novo con-
tracto que deve trazer-nos inclhor resultado.
A nnovavao, Sr. presidente, para o contracto
actual, wr a coudeinnaco 'n limine da concur-
rencia publica, e eu nao aei como poaaa vir para a
proviueia e para os particulares vaatagem algumn
o'uui contracto, aas condicoes em que deve ser o
ciutracto da illuminacao publica, sem essa con-
curreacia publica.
Como puderemos ter o servico da Iluminadlo
publica melhorado seui os inconvenientes e pre
jnizos do que feito p ia actual empreza sem que
se chame por meio da concurrencia publica pes-
soas ou coicpanhis que possam offerecer as me -
Ihores garantas para esse servico ?
Eite motivo, Sr. presidenta, levou me a estra-
ohar que os nobres signatarioa do projecto con-
siguaasem neile a idea da innovacio desse con
tracto. Pareca a principio, nao obstante catar
convencido de que esses cavalheiros estovam do-
minados do mesmo seutiineuto, de bem servirem
provincia, que os uobres deputados queriam a
principio coudemnar a concurrencia publica.
O Sr. Gaspar Drummoud d um aparte.
O Sr. Luiz de AndradaEu nao sei como nos
que vivemos nessa boa trra, onde as emprezas vi-
vem abusando, nao havendo no poder quem lhea
va s mos, como haveui s de iunovar um uon
tracto que tem sido mal cumprido. e nao procun-
in^s um meio de tahir deesa difficuldade, cogitanda
das bases de um uovo contracto que traga melho-
res vantagens a provincia ?
O Sr. Gasqar DrummondMe parece que o con
tracto e ser innovado se por ventura a compa-
nhia offerecer melhores vantagens que qualquer
outra.
O Sr. Luiz de AndradaV. Exc est engaado.
Dis o projecto: (l).
Fica o presidente da provincia auterisado a
contractar, mediante a concurrencia com urna pes-
soa da companhia o toraecimento da illuminaco
publica desta capital ou a realitar a ianovacao do
contracto existente >.
Portante, Sr. presidente, eu que nao abracei a
idea da innovacio de contracto, que achei que o
projecto era deficiente, porque nao estabeleceu tudo
quanto era necessario para urna lei da qual po-
desse vir para a provincia un contracto, seno per-
feito. melhorque-o actual; por minha vez, offereci
consideraco da Assembia ama emenda ao sub-
stitutivo n. 1; emenda que nao tenho a presump-
cSo de dizer que seja perfeito, completa, qua con-
signa todas as ideas necessarias para esses fins,
tenho a convieco de que modificando a emenda
n. 1 em algumaa partes, e alterando-a em outras,
trouxe alguma novidada para s dis-'ussao.
A qnstao principal, Sr. presidente, do assumpto
quo se discute, a mdemnisaco ; porque nos que
vivemos aqu a lutor em procurar meios de aalvar
cssa provincia do abysino em que est ; nos que
nao temos dinheiro para causa alguma e estamos
correndo o risco, o perigo de nao fazermos o ser-
vico organisado por falla de dinheiro, urgente
que cuidemos do modo pelo qual deve ser indem-
nisaco feita, visto como, pelo contracto existente,
a provincia ser obrigada a indemnisar ae empre-
sario actual findo o contracto.
Ora, aera uto um peso enorme, um compromiaso
extrordnario para nossa provincia no esta misr-
rimo em que ae acham as suas financia.
Nestaa condicoes, entendo que aquella qas se
proposer a fazsr um novo oantracto deve est-ir su-
jeito a effectar eaaa indemnisacio i.amqreaa do
valor do seu material e obras.
Se esta idea nao iateiramente aproveitavel,
creio qne nao poder deiaar de ser tomada em con-
sideraco. Os meus nobres collegas signatario* do
substitutivo, ou nao quizeram inserir esta idea em
seo substitutivo, ou esqueefiram-se della.
Em todo o caso, ama ida, nova que suggerio.
Entendo qne a provincia, no estado em que se
acha.a lutar com difficuldade,no poder, seja bre-
ve ou longo o prazo, para cssa indemnisafo su-
jeitar-se a essa obrigaco, que superior s suas
foreas.
Alm disto, 8r. presidente, os nobres deputados
signatarios do substitutivo, trotanda da avaliaco,
nao a especificaran!, nao a esdareceram quanto
fdra para desejar.
Da o substitutivo que a avaliaco ser detalha-
da e especificada, para que se possa conhecer a
diminuico do valor do material etc., etc.
Eu entend que devia ir mais adianto, e nao dei-
xei de ter motivos para aasim pensar. Eu nao
quero saeate essa avaliaco, (que deve necessa-
r iumente preceder a concurrencia); quero tambem
que ella seja feito de accordo com oa despachos da
alfandegaeeom as facturas dea fabricas, para as-
sim evitar-ac uina euormissiosti especalago.
Figurcaaas a hypothese de tari avnpaaohaa
a empresa de sujeilar se a oaaa avaacio se eHn
nao fosse toreada p ir esse meio a exhibir esses
documentos, para saberse do valor primitivo do
material e da importancia de sua deterioraco, po-
deria fazer orna grande especulado :
Mas, anda assim, a disposico do substitutivo
est em termos milito vagos.
Nao basta que a avaliaco seja detalhada e es-
pecificada ; devemos deseer a rxinndenciaa maio-
rrs, devemos determinar qne essa avaliaco seja
de accordo com os despachos da Alfandega e as
faetnras das fabricas. S por esse meio podere-
m>s conhecer o estado actual d material, do seo
proco primitivo e a deterioraco que soffreu do
prazo do privilegio entrega.
O Sr. Goncalves Ferreira Esta questao nao
estar regulada na coutracto actual da compa-
nhia ?
O Sr. Gaspar DrummondCreio que pelo con-
tracto manda-se comente fazer a avaliacio.
O Sr. Luiz de Audrada O coutracto mais
conveniente para a empresa do que para a pro-
vincia.
Eis a rasao por que a companhia chegou ao
estado em que ae acba e tem abusado tanto.
Diz simplesmeote o contracto que, tndo o pra-
zo do privilegio, o governo, caso nao seja renova-
do o coutracto, pagar aos empresarios o valor da
empresa, fe.ta a avaliaco por arbitios.
lato, alm de ser vago e nao importar cousa al-
guma, nenhuma luz pode trazer para a discussao,
nem servir de bitola para o contracto, cujas bases
devemos estabelecer aqni.
Portanto, Sr. presidente, en com a minha emen-
da tmha j trazido consideraco da casa ideas
ou lembrancas que podem 'ser aproveitalas e
uteis nossa provincia.
Estabeleco maie, Sr. presidente, que a actual
empresa nao deve ter preferencia, em caao algum,
sobre qualquer proposta ; e nao sem motivo que
assim o fa'ci
Desde o dia em que appareceu o pr- jecto publi-
cado, ouco dizer que a companhia ou alguein por
ella, pretende arrogar-se um direito que ella uao
r.om, o direito de ureferencii a todo e qualquer
contracto, que tenha de ser teito depois de fiudo
o prazo legal.
Ora, isso para mim 'un i extravagancia, e
nao posso comprehender que exista nesta casa um
s deputado que acre lite em tal preferencia.
Lerei o que existe a r< speito.
Pela clausula 14.' do actual contracto, a em-
presa obrigou-se a Iluminar as villas e cidades
da provincia com um numero de cembustores mar-
cado pelo sfoverno, pagando-se o mesuco preco e
as inesmas coodic.'s do contracto de illuinma-
co da capital. Fecha-se a clausula com estas
palavras : os empresarios tero sempre prefe-
rencia a qualquer outro einprehendedor.
Perguuto-se : esta ultima parte refere-se pre-
ferencia em todo e qualquer tempo, mesmo depois
de findo o coutracto, de sorte que a actual com-
panhia posan entrar em competencia, dizendo : =
eu devo ser preferida a qualquer outro proponen-
te, anda que elle offereca maiores vantagens ?
O Sr. PitongaIsto somente em re ac > il-
luimnacao de villas e cidades, fra a capital.
O Sr. Luiz de AndradaCertameute. E' para
V. Exc. ver como sao os negocios aqui em uessa
trra Urna companhia qua j deve estar con-
venc ia da sua queda, pelo modo me por que tem
deseoapennado o servico a seu cargo, nao pule
absolutamente in.re.eer a continuaco do seu con-
tracto, fundando-se em urna preteusa preferencia,
iateiramente ficticia, que absolutamente nao ex-
iste.
Tmbeos o substita'.ivo dos nobres deputados,
Sr. presidente, deixou de conter urna idea til e
necessaria, que deve ser consagrada neeessaria-
mente na lei, e a garunria de urna certa quan-
tia em deposito no Thesouro da provincia, deposi-
to feito pelos proponentes, afun de tornar-ee ef-
fuctiva a azul; cao lo contracto a que se propem
e evitar a eapeculaco por parte de muitos, que pro-
tendem emprezas, seja como fr. Isto nao orn-
quedo, um negocio serio, e- aqnelle que fizer
urna proposta para effectuar um servico, como o
da i Iluminadlo aa capital, tendu depositado......
50:000, por certo nao ir brincar, sabendo que o
negocio serio, sabendo que os poderes pblicos
esto de vigia e que nao ho de consentir que
qualquer proponente que nao esteja as condicoes
de ttterecer todas asxrarantias seja aceito, afas-
tando-so por este modo qualquer especulador.
Alm disto, Sr. presidente, o systema actual da
medico nao noa con vem mais ; necessario,
preciso que nos venha outro systema, que nos
traga mais vantagens o monos prejuisos de ca-
lotea.
O i/stema de medico por ps cbicos tem tra
zido muitos prejuisos quer para a provincia, quer
aos particulares. Ha quem accenden-'o um bico
de gaa durante um mea, tenha pago 12 ou 14 e
acceudendo 3 ou 4 tenha pago a mesma quan-
tia!
O Sr. Reg BarrosIsso nao pelo modo de
medir.
O Sr. Liia de AudradaMas, o que quero diaer
que o systema nao esta as condicoes i servir
bem. Nao ao* eu quem o diz, tenbo intormaco.'s
de pesaias que esto mais ou menos a par dsso
e que enteadem quo o systema deve ser mudado.
Si o systema actual bom ou mi \ isao urna
questao que nos podemos deixal-a de parte
que eu quero que o systema seja mudado para o
de metro cubico. Se por ventura o nobre depu-
tado coubece um outro aystem i mais aperfeicoado,
que traga tambem a sua emenda. Eu ja coates
sei que nao era o mais habilitado para creal-o.
O Sr. Hago BarrosNem eu.
O Sr Luiz de AndradaO nobre deputado com
o seu aparte me parece dar a entender que tem
feito estudos especiaes. Eu entendo pouco disso,
mas o que eutendo que nos devemos procurar
um outrq systema, porque o presidente da provin-
cia, naturalmente ha de escolher e preferir um
que nos possa trazer melhores vantagens.
Com reiaco a grandeza da luz, que os nobres
deputados estabelecem de 14 velas, eu acbo qu
urna questao pequea, dea velas devem dar
ptima luz.
O 8r. Gomes PrenteE' urna questao muito
importante.
O Sr. Luiz de Andrada Eston certo qu um
contracto as condicoes do da illumine.^o publica
que interessa a todos e qae v s mos de um ad
ministrador que seja zeoso nu caoiprimanto de
seua deveres, estou certo que elle sabendo que o
contracto actual tem produzdo -resultados satisfa -
dorios, uo ha de fazer o novo contracto c jm urna
luz menor da que nos d dez velas. tVts porque
digo que uo vejo neceesidi.de de augui .,'ai -.-.. o
numero de velas. O numero actual
de des e os nobres deputados querem que seja de
quaforze. Peso que ha pouca differenca, tanto
mais quanto nos vemos pelo contracto acra il que
a lus apeaar de ser de dez velas, eos certas occ*-
sioes enfraquece de modo tal que mais parece ama
lamparina do que lus de gaz.
O 8c. -iego Barros Mas de qoem a culpn ?
O.Sr. Luiz de AndradaDa Compauhia. (Ha
outros apartes).
Nao aclio, portante, necessidade nJnbuma na
elavtcio do numero de velas de dez para qua-
torse. A differenca uao quam nos garanta a
boa Inz e sim urna severa fiscalisacio.
Eis a razio, Sr. presidente, porque eu euteu
que nao seria necessario tcar o numero le velas,
porquauto Revemos confiar que um administrador
cauteloso, trataudo-se dos interess?3 da provine,
hade faaer aquillo qua lr mais conveniente e
acertado.
Portanto, acho, Sr. presidente, qun esta que*
tio de des ou quatorxe velas, urna questao que
poaco importa para termos boa luz.
OSr. Costa GomesImporta mu
Um Sr. DeputadoA nao ser isso, em vez de
companhia de gaz teremoa compa .hia de lampa-
iaa.
O Sr. Luiz de AndradaEu ja dase a V. Exc.
que confeccionei a minha emenda un cnt-ndi.
V. Exc. entendo .por exemplo. que devo fixar o
numero de 14 velas, mas eu entcuio que isso nao
necessario. Nao se pense que en desejo que a
lus seja mais fraca do que a que temos actnal-
i eate, mas tambem sso nao objecto para que o
nobre deputado faca grande cavallo de bata a.
Desde que S. Exc. entendido na materia como
medico, dsejaria muito ouvil-o.
O Sr. Cjsta GomesEstou prompto a satisfa-
sel-o.
O Sr. Lua de AndradaFique, porm, consi-
gnado que eu nao quero lus de lamparina, mas
sim luz convenientemente clara.
Um Sr. DeputodoPara isso devemos fixar o
numero de velas.
O Sr. Luis de AndradaNao eetabeleci tam-
bem o preco da illuminaco, entend que devia
deixar margem para as propostae e d'ahi nao pode-
r vir prejuiso algn, desde que na minha emen-
da indiquai que o preco deve ser menor qne o
actual. A Assaembla que ha de disentir perfei-
tainente as bases da con tracto faturo. ka de faxel-
o ae accordo com o cystema moderno e que posea
trazer vantagem. Eatoa certo de que s Assem-
bia nao entender que eu trasendo este pequeno
contingente para a discussao, podesse ter a pre-
teuco de vir impor urna opinio e dizer: eu
quero que a Assembia acceite isto como o que ha
de melbor.
Nao tenho smente pretenco, e vim apenas
tribuna dizer simplesmeate o que pensava. A
Assembia fura o que entender mais conveniente
em sua sabedoria, comtanto que a provincia saa
do estado em que est com reiaco illuminHco,
que ao menos esta Assembia faca alguma cousa
com referencia ao actual contracto que nao pode
continuar por culpa da empreza que nij cumpre
eom os seus deveres, e tanto nao cumpre com os
seus deverea que as reclamaces sao repetidas e
os clamores sao geraes contra o modo porque o
servico feito.
Em tae condic3s, o que quero e o que dea -ja-
mos todos r:i, que a Assembia Provincial dis-
cuta com toda a calma e procure assentar as
bases necessarias que davem servir para urna boa
lei em que a provincia pjssa fazer um contracto
deque tire proveito, bem como os particulares.
(Muito bem, muito bem).
O Mr. Barros nrrelo Jnior(Nao
devolveu o seu discurso).
A discussao fica adiada pela hora.
Passa-e
2* PAUTE DA ORDEM DO DIA
Procede-se votaco do requerimento de adia-
mento da discussao do art. 1 do oreamento, que
rejritado
ContiDa, portento, a discussao do art. f do
projecto.
O Mr, Prxedes IMtaoga,Foi, Sr. pre-
sidente, distribuido nesta casa o oreamento offe-
reci do pelo Tn eso uro.
Nao tive tempo de cogitar a proposta com o pro-
lecto offerecido consideraco da casa, mas de
ama primeira analyse, ainda mesmo muito ligei-
ra, cheguei concluir que ha discordancia catre
a proposta do orcameato e o projecto da Ilustre
commissao.
Se nao fosse alguna razio sensivel que quando
sub a tribuna na primeira discussao, disse. Qa-
ver da parte da nobre commissao, eu insistira em
que havia muir preeipitauio na apresentaeii dn
projecto, urna vez que nao tinha sido anda apre-
seotado consideraco da Asscmbli o oreamento
formulado pelo Thesouro Provincial. Mas o il-
lustre relactor da commissao adiautando algumas
palavras dase que, com quanto uio tivesse sido
distribuido consideraco da Assembia o orea-
mento formulado pelo Thesouro, a commissao ti-
nha trabalhado de cominum accordo, uu de parce-
ra, ou sobre as razes, ou sobre as bases forue
cidas pelo mesmo Thesouro. Portanto, tenh> eu
o direito de pcgnnatr a razio da divergencia
entre o oreamento offerecido e o projecto dado
para a discussao.
Vejo que nem mesmo na orgarrisacao do porjec-
to se guardou a uniformidade que sempre praxe
eetabelecer-se na reccita e despeza. Ninguein
precura receita sem ter sciencia do qnanto deve
despender, e esta a praxe estahelecida nos par-
lamentos.
A inverso d'iato nao se explica no caso ver ten-
te, por quanto se a cemmisso reconheceu, e reco-
nheee que a despeza que faz a provincia actual-
mente indispensavel, e tanto que servio ella de
base para a actual administraco na prorogacao
que se deii no ornamento que vigora, devia esta-
belecer ou a exclusas d'essas despezaa para taser
sua receita de accordo com aquellas que julgava
indispensaveis, e cutio os seus considerandos
deviam ter reiaco a despesa inevitavel ou acei-
txtndo-08, devia elevar a frente de receita, com-
pletar seus consifarandits com o modo de satis
fazer eaaaa necessidaoVs ; mas. a commissao in-
verteu isto, veio dizendo que nao encontrando ou-
tras fontes de receita aceitava as que serviram
de base paca-o actual exercicio.
O Sr. Goncalves Ferreira N::o comprebendo
bem a 019* do argumento de V. Exc neatn parte.
O Sr. Prxedes PitongaDigo que Vv. Excs.
inverteram a ordem da collocaco entre a receita
e a despeza, devendo esta oceupar o pnmeiro lu-
gar.
E' consequenca inevitavel que as tazas exis-
tentes no oreamento em vigor sao aa indispensa-
veis para as despezas que se consignam nelle.
V v. Kara, em ves de procuraren! em seus contide-
raudas justificar o qne porque uo podem faaer
as despezas que se fazem actualmente viriam
apenas justificar a nao descoberta de novas fon-
tes de receita, e por isso dizem no seu parecer :
a situaco al certo tempo foi tavoiavel, poste-
riormente deixou de ser em consequenca da sup-
presso da arrecada cao do imposto de consumo.
Portanto ten justificando a diminuico desta fon-
te d'onde se tiravam os recursos para a despeza.
. Um t-'r. DeputodoJustificando nao apontando
a causa.
O Sr. Prxedes Pitonga Vem aceitando esta
causa como motiva por nao contare uo com gran -
des verbas para a mesma despeza.
O restabelecimento da arracadaco do imposto
de gyro indemoiaa a falta que produzio naquella
poca a suppiessio d'elli ?
O Sr. Goncalves FerreiraV. Exc. quer saber
se a verba a mesma ?
O Sr. Prxedes PitongaNao pode ser. Se,
para satisfazer essa necessidade, foi preciso um
emprestimo, que augmeotou a d;spjza com o pa-
gamento do respectivo juro, j se v que nao pode
ser o mesmo e nt se comprehende que a commis-
sao assim pensando cotnece o seu trabalho, preju
dicando ainda mais a receita.
Devia a commissao ter comecado o seu trabalho
pela apreciadlo das despezas indispensaveis a fa
: os aens considerandos n 1 deviam ter re- voiveu seu discurso.)
Em geral, se discutem primeramente as despe-
zas, para depois discutir-se a receita.
O Sr. Goncalves FerreiraOpportunamente res-
psnderc ; j tomci nota desta mesma accasaco
ieitapelo nobre deputado pelo 1- districto.
O Sr. Prxedes Ptanga O nobre deputado sabe
3na a =OB?m'"ao de oreamento lula com grandes
d.fhcuidades na occrsio de discutirse a despeza,
porque quando appwece o alluvio de emendas :
de modo que, urna vea fizada a receita, abaolu
lamente impossiyel attender s despezas que pos-
teriormente sao decretadas nao porque se mverta
a collocaco.
O Sr. (i ,ucalves Ferreira-Maa V. Exc. nao con-
corda que. se a receita votada antes do despeza
servase de obstculo decretaciod. despezas no-
vas, haveria dsso grande conveniencia ?
O Sr. Prxedes PitongaNao aeceito a tbese,
porque ser preciso que cada um de nos estivesse
strjeito ao limite da renda oreada pela commissao.
Sendo assim nao se precisara de grande trabalho
para se fazer o oreamento ; s a Assembia esti-
vesse adstricto a nao votar despezas alm das
forcas da receita pouco seria o trabalho para a
commissao. Desde que ella tivesse explralo as
fontes pe renda, diria : eu nao tenho mais para o
que appellar.
O Sr. Goncalves Ferreira-A questao comple-
xa ; nao se pode responder em apartes.
O Sr. Prxedes PitongaPor isso digo eu : Em
fazer eom que o orcameuto da despeza preceda o
da receita, ha vantagens de todo o genero ; mas,
anda mesmo acceitando a fi ma estahelecida no
pnjecto, vejo que as texas.que alias a commissao
declara serem as mesmas que estao vigorando...
O Sr. Goncalves FerreiraEm geral.
O Sr. Praxedas Ptanga.. acham-se altera-
das, quer em reiaco lei estahelecida, quer em
reiaco ao oreamento do Thesouro.
Por exemplo, a tlicsouraria diz uo 28 do seu
trabalho : (L) 2 por canto sobre o valor do
fumo e seus preparados de produeco nacional in-
troduzidos para consumo. >
Diz o projecto na 1630 por cento sobre o
valor, etc.
O Sr. Coelho de MoraesIsto foi para compen-
sar a taza.
O Sr. Prxedes PitongaMas f,.z sna differen-
ca, porque como sabe V. Exc. o fumo desfiado
iutroduzlo em pequea escala e o seu imposto
nao produ 50 por cento da taxa actual, nao t
porque era mesmo nm imposto protector para as
fabricas que aqui existen), essa iinposrco sobre o
fumo desdado, coma porque tendo menos consumo
do que o fumo em corda, aftluia em menor escala
do que o fumo em corda, que produzia um valor
correspondente, tendo prompta extraceo, porque
o valor era inferior aquella quesedizia. Se o fu-
mo desfiado fosse cobrado pela razo da taxa es-
tabdecidji^tina sua vantagem que, eia favorecer
as fabricas aqui existentes. Depois, Sr. presi-
dente, anda tiuha urna razo e c que o trabalho
feito na provincia em desliar o tumo da va ao pro-
ducto quasi que o valor do desfiado de catra pre-
cedencia, daudj trabilho os presidentes da pro-
vincia.
Um Sr. DepntodcEra urna taxa que nao tinha
razao de ser.
O Sr. Pruxedes PirangaPortanto, Sr. presi-
ileut-, a uniforinidadc do impasto traz sua diffe-
c'ica, sm contar ainda com as que provm da
differenca entre o valor da taxa pedida a decreta-
cao de impostos estabelecidos pelo oreamento da
Tnesouraria pois que nio foram considerrdas no
presente pnjecto. O orcarneuto apresentodo pelo
Thesouro em seu 8 pede um imposto de 40 ris
por litro de vmho consumido no interiore 80 ris
por litro de agurdente e jutras bebidas alcooli-
cas. O pri'Jecto da commissao, porm, Sr. presi-
dente, dispensando isto, suppriinio esta verba.
Nio sei que razo teve a commissao para, preci-
sando de fontes dcreccto, supprimire esta e outras
que per pouco que produaam, aproveitam.
O Sr. Coelho de MoraesParece que ah ha eu-
gano do nobre deputado.
O Sr. Prxedes PitongaEu como disse, rece-
bi hoje o orcameuto do Thesouro e apenas estive
aqu fazendo um-i ligeira comparacio.
No entretanto sendo ama materia alias muito
import 1 nte, qual a de cotejar o projecto apresen-
ti'.l-i pela commissao com o que toi mandado des-
tribuir pelo Thesouro Provincial, procurarei ver
as differenc/is, que nao sendo de grande impor-
tancia, todava indicam a divergencia entre o
Thesouro e a commissao que alias apresentou o
seu projecto como resultado de combinaco entre
ella e os dados fornecidos pelo Thesouro. No en-
tretanto, Sr. presidente, a illustre commissao nao
quiz expender aa razoes por qne assim procedeu.
O Sr. Goncalves Ferreira Isso o que fica
para a discussao.
O Sr. Prxedes PitongaE' por isso mesmo que
eu nao tendo tido tempo para fazer urna compa-
raco entre o trabalho da fnmi^iuffSf e o traba-
lho apresentado pelo Thesouro, apenas faco estas
lgeiras considerares, aguardando-me para ou vir
em 2* discussao as explicacoes dadas pela com-
missao, am de poder firmar o meu juizo e coa-
testar, se porventnra nao poder aceitar as expli-
cacoes que me foram fornecidas.
Sr. presidente, se bem que a 1* parte do orna-
mento seja de grande imprtamela para a discus-
sao, todava ella se restringindo aa fontes j co-
?becidas e j estudadas por occasiio do oreamento
que vigora, espero continuar nessa apreeiaco,
logo que a illustre commissao temando a palavra,
entre em algumas consideracoes que possam ex-
plicar o seu trabalho, dando os motivos deseas pe-
quenas differencas e limito;ao de fontes de ren-
da.
E' lido e apoiado um requerimento do Sr. Pr-
xedes Ptanga, pedindo o adiamento da discussao
do projecto por 48 horas.
Veem mesa, sao lidas, e apoiadas e postas em
discussao com o projecto as seguintes emen-
das :
N. 2. Ao artigo 1 15. Em vez demunici-
pio do Reeife, diga-semunicipios da provincia.
Gomes Prente Coelho de MoraesG. Fer-
reira.
N. 3. Art. 180 ris por lilro de aguarden-
te ou alcool, quer puro, quer transformado em li-
cor qne retalbar-se em qualquer pbrtu da provin-
cia.Goncalves Ferreira G. Prente.Augus-
to Moraes.
N. 4. Onde couber : 2003 por cabera de gado
vaecum, cavallar e muar, importado das provin-
cias limtrophes. Rodrigues Porto.Joao Al-
ves.
O Sr. ioncalwea Ferreira (Nao de-
Iacio eom as fontes de receit, mas sim com as
despezas obrigatorias. Mas, em vez de justificar
o porque nao fixou as despezas que o oreamento
actual mandn fazer, vem a com nissio dizendo
que as fontes de receita sio insulficientes, porque
a suppresso de um rapos'.o d;u lugar a um des-
arraigo que nao pode sor at hoje compensado.
A commissao deveria, no caso de nao ter novas
fontes de receita, vir pe iir Assembia a emi-
uac,o de certas despezas. Mas a c >xinis-i > nao
fea isto : reduzio o valor da arrecadacio, e disse:
nos nio gastaremos mais do que isto, -como
se nos podessemos eximir-aos de despezas que
sio indispensaveis manutenco e regulardade
do servioo da provincia .'
As despezas nao sao lei tas de accordo c un o va-
lor ou importancia da receita, poi-qu; d'ahi se.
sn.'geria que, no auno cm que livessenus muito
dinheiro, po feriamos dar grande banquete, e, no
anno em qu as ieud".8 diminuisseui, nao fariamos
as despezas necessiras. D'onde se coaclua este
modo de orgau3ar crcamento '?
Desde quo ha despezas inlispensaruis a fazj:-
se, emaora o valor dolas s> ja superior quclle
que pdennos arrrecadar, nii se segu que tenha,
mos o direito de cortar o que nrc-ssirio para o
servico pab.ico. So n uo temos foutes de rc-
1 suficientcs e nio podemos descobrir novas,
afim da oseorrer s necessidades da provincia, te-
remos de laucar mi do recurso de um cmprcs'i-
nto : e, para fugir-nos a esse desastrado meio,
deve a commissao- estudar todas as tontea, expl-
ralas, aui de ver se plein produzir mais do
que proiuziram nos auaras anteriores.
Portanto, mautenho a doutrina de que o pro-
jecto de oreamento deveria ser feito preceiendo
o estudo o o calcuio entre a despeza e a reccita.
Dep /ia de haver provado quo as despezas nio
pjdia.n diminuir quein do que estiva calculado,
quer 110 ore ment do Tnesjuro, quer no projacto
olf-reeiJo consideraco di casa, a c.m nissio de-
veria oatodv as fontes de receita e ver sa poda
fazer om quo ellas produzlssem o n:ces33no para
o^corre- As Jespezas da provincia.
O Sr. Uouealvea FerreiraEu agora aleanco o
argumeuto de V. Exe. A despeza dev.a vir pri-
metro do que a receit i.
O Sr. Prxedes PtangaSem duvida alguma ;
mesmo do Acto Aiiddicional calcular as despezas
e procurar as foutes de receita ; uio s praxe
ejtabalccida no Paramoat-j e da quasi totalllads
das assumblas provinciaes.
Havendo dado a hora fica a dscussio adiada.
O Sr. presidente levanta a sessao, designando
a seguinte ordem do dia :
1* parte : continuaco da antecedente e mais 1"
discussao do projecto n. 8 deste auno; 2> parte :
coutiuuac) da antecedente.
A commissao de redaccao .a que foi presente o
substitutivo n. 2 ao projecto n. 34 de 1886 appro-
vado cm 2' discussao co 11 diversas emendas de
parecer que seja o mesmo redigido da teguinte
forma :
A Assembia Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Art. I* Fica o presidente da provincia aufnri-
sadi a contractar a llura;meo publica da cida-
de do Recife e seus suburbios, observando o se-
guiute :
1- Dentro do paz do Ir; uta das acontar
cia data da presente lei, mandar proceaer a ava-
liacio de todo o material e obras da actual empre-
za do gaz. Esta avaliaco dever ser d- talbada
e especificada de conformidade com as facturas
das fabricas e 03 despachos da Alfjnde.ira desta
cidade, ufim de que se possa conhicer os precos
de custo das machinas, >>pparelho?, canoa, colcm-
nas, bracos e tte, e a diminuico de valor entre
a epaeha da entrega e a avaliaco do material e
obras durante o prazo de privihgio.
2- Finda a avaliaco, de que-trata o ante-
cedente, mandar abrir concurrencia, por espaco
de 90 das, sonancia Ja por editaes nos jornaes de
maior circul<;o.
s 3- Nenhuma proposl;; ediia sem que
o jjropoaeute eom tila apruseate Jocuirento de ha-
ver f ito no Thesoaro Provincial deposito da
quantia de J;UOO0'JO em dinheiro tu apolices
da divida publica para garantir a aceeitaeio
do contracto no caso Je ser preferida a sua pro-
posta. -"
S 4- O contracto so poaera acr feito csin quem
meihores ^autagens offerecer na eoneurreuciu.
S 5- A uo ser no caso do antecedente a
actual empreza nio ter preferencia, a i'oalquer
outro proponente.'
iiitracta-.ltj sera obrigado a n-
provincia sujeita. por forca
coutracto devendo
nnisaco 60 ias aute do r>.
riae3 e obras da anfitra em-
/
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Diario de Perambue#Sabbado 2 de Abril de 1887
3

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>
7- O pras do contrete nao paaVa exaeder
8- O preco da illumniuaco qner publica
quer particular ser interior ao aetaai.
9.0 yst*iB mtrico ser o adptalo para a
medico do gas, "
8 10. A luz aera clara, bullante e serapla de
substancias estraDhas que possam prejudic*r a
illumaacao e a bygieoe publica.
11. A inteosidade da lu ser Marcada pelo
govemo. _
8 12. As horas da illuninaco publica scrao
fizadas pelo presideato d provincia no principio
de cada a ido, nao poleudo ser em numero meior
de seis, nem raaior de dez ; deven da nestc casa
baver um reduccio no preoo do gas correspon-
dente ao accrescimo de bor-.s
13. A sede da companhia ou eroprcza sera na
cidade do Recife.
S 14. O contractants ser obrigado a collocar
e construir, a sua casta um ou mais gazometros
nos lugares que o presidente da proviucia desig-
nar, e a introdurir todos os ni'.'lboramentus do
tabrio e illaininacia que durante o prazo do
contracto se forem descobrindo.
15. O presidente da provincia estabdecor
as inultas e mais condicoes no intuito de garantir
a boa execuc&o do contracto, quer oax relaco a
illuminaco publica quer coro a particelar.
G. de Drummond. Amaral.Barro* Brrelo J-
nior.
APRESENTADAS EM 3." DISCUSSO
EMENDAS
AO ORCAMESTO PROVINCIAL.
N. 81.Ao f>7, eoi vez de 5, dgase 6 ,'o. sen-
do um reservado exclusivamente para amortisacao
do capital e juros do emprestimo que contrshir a
Santa Casa de Misericordia para remir o seu de-
bito, emquanto existir o debito.Dr. Fitanga.
N. 82.Additivo. O anno nanceiro da provin
ca, depoi da sancco desta lei, passar a coinci-
dir com o auno civil, pelo que o presente orcamen-
to vigorar at o fim de Dezenbro de 1888.Gon-
calves Ferreira.Gomes Prente.Coelho de Mo-
raes.
N. 83.Ao 36 acereacente-se : a importancia
necesiara para collocacio e illuminaco de 20
lampeos na cidade de Timbauba.Julio de Bar-
ros-
N. 84.Ao 15 do art. Io, accrescente-se : ex-
cepto Itamb que pagar 25000.Soares de Amo-
rim.
N. 85.A tabella do 25 do art. 2. Bancos
agencias filiaes e representantes, dos meemos e
casas bancariasem vez de 10:0 O, diga-se 6:000*
Costa R'beiro.Barros Barreto Jnior.
N. 86.Onde coub-r. 00 i para o gabiuete de I ra'p^menwaedversos exercieios "findos).
leitura na cidade de Goyanna.Julio de Barros.
32 do art. Ia accrescente-see
co da urna casa da aeroado alli.A' commisso
de orcamento municipal.
Outro do mesmo, transmttiuda o balanoa de re-
ceita e despea do ejercicio de 1885 1886 e o
orcamento pira o de 1887 a 1888 das Cmaras
Munieipaes de Beserros e Cimbres.A' comraia-
so de orcamento Municipal.
Urna petica da directora do Centro Littera-
rio Recreativo Nazareno, requerendo consignacito
da verba de 25SIJ50 que lbe deve a Cunara Mu-
nicipal d'aili.A' coinmissa de orcimeoto mu-
nicipal.
Outra de Pedro de Oliveira Vitello, negociante
detta capital, requerendo um privilegio por 3
anuo?, para construir urna ponte de madeira do
caes Vate e Djus de Njvembro ao arrecife, que
depois entregar provincia, com senco de im-
postos, e dando 300* annualmente Sania Casa
de Misericordia.A' commisso de coostitucao e
poderes.
Outra de Miguel Jos Alves, agente da Compa-
nhia do Seguros Fidelidade de Lisboa, reclaman
do contra o imposto de 10*000 consignado no pro
jecto de orcamento provincial, reparado par cinco
agencias de companbiaa idnticas.A' commisso
de orcamento provincial.
Outra de Julia Maria de Albuquerque, reque-
rendo ser nomeada professora effectiva para qual
quer cadeira de 1* entrancia que varar. -A'
commisso de ustrucco publica.
Achando-se sobre a mesa fai imprimir um pa-
recer da commisso de redaecao, sobre as emen-
das approvadas em 2 discusso ao projecto n.
34 de 1886.
Foram a imprimir os seguintes projoctos !
N. 36. Declarando que o actual eserivo do ju-
ry, civel e crime e tabellio de notas por distri-
buica de Naxareth. exercer privativa e nica
mente o officio de tabellio de notas, passando o
mais para o eaerivo coapanheiro.
N. 37. Declarando que osprofessores pblicos
primarios que contarem mais de 21 annos de ef-
fectivo exercicio e bous aervicos, excluidas asli-
een^as, gozar? de todas as vantagen pecunia-
rias dos de 3a entrancia.
N. 38. toado em vigor n artigo 2 da lei n.
1,304.
O Sr. Ratis e Silva, pela ordem, o>-ou fazendo
urna reclamarlo.
Adiou-se ds novo pela hora a discusso do re-
quenmento do Sr. Jos Maria sobre o naufragio
do paquete nacional Baha, arando o Sr. Ferreira
Jacobina.
Passau-se Ia parte da ordem dia.
Approvou-ae em 2' discusso, seudo dispensa-
do do intersticio a requerimanto do Sr. Gomes
Prente, o projicto n. 24 deste anuo (crdito pa-
N. 87.Ao 32 do art.
5005 por qualquer alienacao effectuada de um pa-
ra outro municipio.Costa Ribeiro.Joo de Oli-
veiraJos Maria.
N. 88Onde couber. Fica o presidente da pro-
vinci* autonsado a despender at a quantia de
seis contos de ris com a compra de urna casa
na cidade de Bezerros para a cadeia da mesma ci-
dade.Ratis e Silva.
N. 89. Para ser collocada onde convier : 1:000s
para concertos das matrisea de Pesqueira e Cime
bree.Dr. Pitanga.
N. 90.Illuminacio pub'ic*. Para collocaco
de vinta lampeoes nacidade de Pesqueira 750S.
Dr. Pitaoga.
N. 91.Ao S 47 do art. 1 suppnmam-se as pa-
lavras, bem como os membros da Assembla Pro-
vincial, pelo que peceberem de subsidio. O mais
como est.Ralis e Silva.
N 92.Ao 36 accrescenfe se: a quintia ne-
cessara para collocacio e lluminucSo de '0 lam-
peoes na cidade de Itamb.Julio de Barros.
Amorim.
N. 93.Onde couber. Fica o presidente da pro-
vincia autorisado a despender a quiiitia do 4:00J
com a compra de urna casa que sirva de cadeia na
cidade de BomJardim.Hercnlano Bandeira.
N. 94-Para medico da Colonia Isabel 2:203
Dr. Pitanga,
N. 95A, art. 2, 3:000 para construccj de
um acude na vila de Flores.Joo Alvea.
N. <)6Onde couber: 4:000J para as obras Ja
matriz de Itamb.Soares de Aroorim.
N. 97 ao 1 do art. 1." Em vez de 3 "/ diga-=e
2 /o. Ao 2o do mesmo art. em lugar de 2 "/ di-
ga-se 1 % Lourenc) de SJoo de Oliveira.
Joo Alves Jos Maria.J. o do S.Barode
Caiar.Visonde de Tabatinga.
N. 98.Ao 56 do art. 2, accrescente-se o final
do 62 do art. 1" da lei n. 1786 depois das pala-
vras inclusive.Ratis e Silva.
N. 99.Soccorro de beneficencit 3005 para au-
xilio do sustento e vestuario dos meniuos recolhi-
doa pelo vigario de Triumpbo em orna casa para
isso por elle estabelecida.Dr. Pitanga.
N. 100.Fica a Santa Casa de Misericordia do
Recite aotGrisada a pagar ao cirurgio dentista do
hospital Pedro II, creado pela lei n. 1860, os aeua
respectivo* vencimentos que sero equivalentes
aos demais ciiurgioea daquelle estabeltcimento.
Jos Maria.Ferrena Velloao.
Mi ~~
Mectificaao
as emendas approvadas em 2a discusso do
projecto de orcamento provincial, n. 1 deste anno
e hoatem publicadas deram se os seguintes erros:
Na de n. 29, 2a linba em lugar de 10. leia-se
50 lampeoes
Na de n. 51, Ia linba em vez de 6005, leia-se
6:0005.
Caixa Economa e Monte de Soc-
corro de Pernambuco
BalanceteM em 31 le Marco de
CAIXA ECONMICA
Activo
Thesouraria de Fazenda^jonta de
deposito
Thesouraria de Fazendaeonta do
juros
Monte de soccorroconta de pas-
sagem
Juros
Caixa
728:2525750
263:3425320
79:0225577
4765200
6:7885000
1,077:8815847
Paesivo
Depsitos em contas correntes MONTE DE SOCCOR] 1,077:8815847
O
Activo
Emprestimos sobre penhores 123:5385096
Valores depositados 159:1245377
Movis 6:1115627
Cadernetas 2105401
Apoliees da divida publica provin-
cial 1:0005000
Despezas geraes 4:1445450
Caixa 3:9875090
Passivo
Capital
Cautelas de penhores
Juros
Caixa econmicaconta de passa-
ge-n
Thesouraria de Fazsjndarccata, de
emprestimo
Saldos ae penhores vendidos em
leilo
Lucros e perdas
Cadernetas archivadas
Gastos cora leiles
298:1165044
18:1815215
15y:124-i377
1:1365520
79:0225577
36:0575440
4:2065165
295250
51*000
75500
298:1165041
S. E.&O. =====r=
O gerente e guarda livros,
Felino D. Ferreira Coelho.
m"la discusso foi tambem approvado depois
de orar o Sr. P/axedes Pitanga e sendo dispensa-
do do intersticio a requerimeuto do Sr. drum-
mond o projecto u. 12 deste anno (proroga^fo por
3 annoj do contracta do disima de gado).
Adiou-ae pela hma a 2a discusso do projecto
n. 3 deste auno (concessoes do Banco de Crdito
Real) senda apoiadas 5 emendas e teado orado os
Srs. Barros Barreto Jnior, Coelho de M>raes e
Ferreira Jacobina.
Passou-se 2* parte da ordem do da.
Approvou-ae em Ia discusso sendo dispensado
do intersticio a requerimanto do Sr. Reg Barros
o proj-icta n. 22 d ate anuo (ornamento munic<
pal).
Eucerrou se a 3a discuasao do projecto n. 1
deste anno (ornamento provincial) sendo apoiadas
20 emendaa sob ns. 81 a 100 e um requerimento
do Sr. Jos-Maria de adiamento da discussi por
48 horas at serem irapressas ditas emendas, nao
se votando por falta de numero.
A ordem do da :
1' parte : coutinuaco das antecedentes e mais
Ia discus-o do projecto n. 11 ; 2a dos de ns. 12
e 22 ; 3' dos de ns. 7 e 24 todos deste anno ; 2'
parte : 3 discusso do projecto n. 1 deste anno
e 100 de 186.
Autoridades! policiaew -Por portara da
presidencia da provincia de 31 e proposta do 3r.
ebefe de polica da 28 de raarc. j ultimo, foram
nomeados :
Subdelegado do districto da Serra Verde do ter-
mo de B 'in Jardim, Joaquina Corroa de Andrade
Lima.
3 supplente do delegado do termo de Bom Jar-
dim, Haleodoro da Silva Cnbral.
24 supplente do subdelegado do Io districto dj
t rmo do Cimbres, Manoel Francisco Goncalves.
(iiininiosio de soccorro* As duas
commi83oes de soeeorros aos nufragos do vapor
Bahia fundiram-se em urna a.
Essa commisso arrecadoa hontem tarde a
quantia de 11:2725500,
H. M o ImperadorO Augusto Chefe do
Estado, que nunea indifferente aos sofinmentos
de seua subditos, mandeu, por telegramma ao
Exin. Sr. presidente da provincia, subscrever a
quantia de 5005 em beneficio dos nufragos.
ferro Carril O servido dos carros deesa
compadhia, feito ante-hontem depois do espect-
culo no tbeatro Santa Isabel, produzio a somma
de 365400, que reverten em pro dos nufragos,
por concesso do gerente da empreza.
OITertaO Sr. Arthur Rivera, esposo da ar-
tista Sra. Mathilde Duelos, procurou aate-hon-
teiu noite um dos membros da commisso de
soeeorros aos nufragos, na theatro Santa Isabel,
por occasio do espectculo lyrico hespanhol, e
declama lbe que sua seubora otferecia osen sub-
sidio do espectculo desse dia em beneficio dos
nufragos d> vapor Bahia.
S batalb&o de infamara A ot&cia-
lidade deste batalbo remetteu hontem com-
misso cima 705000, produc'o de urna subscrip
coteita entre ellee pira soccorro dos nufragos.
Matriz da Boa Viola Araanh, nesta
matriz, pelas 7 horas da maub, ha distribuir de
Ramos.
Na quinta-feira santa, s 8 horas da manh,
ha missa solemne para exposico do Santissimo.
Sacramento em laus perenne e communho gera
As 4 hi ras da tarde a ceremonia do lava-ps
com sermo pelo padre r. Jeronymo Tbom da
Si'va.
Na s xta-fcir officio solemne da paixo com
sermo.
A'a 4 horas da tarde va-sacra e sermo pelo
padre Jos Aliona) de Lima e S.
No sabbaao, s 6 horas da manh, officio so-
lemne d'alleluia, com todo o ceremonial.
No domingo missa solemne da reesuneicaj
6 horas da manh.
Kt.VISTA DIARU
.4 m* emole a Pnninem Fnnccionou
lintem tob a presidencia J > Exnr'. Sr. Dr. Jos
.Manoe' do Barros Wandrrley mparecido
34 Srs. depotado.
F. i id e approvaia soai debate a acU da ses-
untecedeute.
t) Sr. Io iecrotario pro.-ele a leitura do se-
liiiote exped
Um otfiei do aeeretario do governo, traasmit-
tinda por copia ootro do Dr. ebefe de polica, em
que soncita consignacAo de crdito para a con-
strnefo de urna cas* de priso na villa de Tiui-
oab.A' commisso de orcamento provincial.
Ostro do irKmo, dem, llem, o termo de con-
tracto celebrado pela Cmara Municipal de Bezer-
roe com Jos Faustino da Silva, para a construc-
Facoldade de OireiluEia o resultado
dos actos de hontem :
1." anro
Alexandro Alfonso de Moura, plenamente.
Jerouymj Eioidaiio de Miranda Castro Jnior,
dem.
Francisco Augusto Pereira da Costa, idem.
Feliciano do Reg Barros, simplesmeute.
2 reprovados.
4." anno
Manoel Jansen Ferreira, plenamente.
Lourenco Caetano de Albuquerque simples-
mente.
Abdias da Costa Ramos, idem.
Oetaviauo de Anliaia Mello, idem.
Eurico de Caldas Brito, dem.
Atfmso de Albuquerque Mello Jnior, idem.
L andr Ribeiro Siqnoira Macie, Jnior, dem.
Sero chamados hoje exame oral:
1 Joo Vicente da Silva Costa.
2 Adolpbo Fernacdes de S Antunes.
3 Cornelio Evangelista de Queiroa.
4 Francisco Jos Pinto.
> Pedro Marques de AlbuqujrqueCavalcante.
6 Abelardo Sarniva d. Cuaba Lobo.
A* fal'as s -vao preenchidaa pelo seguinte* :
Jus de S Lima.
Tobas Gsbncl de01i?eira.
Antonio Gomes Pereira Jnior.
Justiniano de Serpa.
Eduardo Estanislao ca Costa.
El y Das Teixeirr.
BeneficioComo era subido, teve, na noite
de ate-bontem, lugar, no tbeatro Santa Isabel, o
espectculo generosamente offrecido pela compa-
nbia de zaizuelas bespanhvla, de direccio do Sr.
Valedtim Garrido commisso de soeeorros aos
nufragos do vapor Bahia.
O theatro estava litt.Talmente chcio, o que yro-
va o ger todos a caritativa idea de aeccorrer aos iufelizea
da terrivel catastrophe da noite de 24 do prximo
findo mez.
A zarzuela escolhida, a Tempestarte, alm de
bem cantada foi muito oem escolhida pora o caso.
Os artistas foram em todot o* actos muito applau-
didos, particirfarmaute as Sras. Pl e Sacanelles,
que nao a dos sena admiradores como da com-
miseo receberam muitot e lindos ramos de flores,
oierecendo tambem a cemmirso ao Sr. Garrido
um cartao de ouro e urna batuta ao Sr. Valle re-
gente da orchestra.
Assistiram ao espectculo do camarote da com-
misso as duas pequeas heronas do naufragio do
vapor Bahia.
Temos a aatisfafo de mencionar aqu o
acto esp mtaneo e generoso dos Srs. professores
que compon ti a oschegtra do theatro, nao queren-
do recebar colisa alguesa pelos sen servicos no4
referido espectacui -, i lfreceu.lo aasim a .quantia
de 1255 a que teein dimito, mostrando com ease
acto que nao sao indiferentes aos soffnmoutoi
dos :nfeiies nufragos do ^apor Bahia, proced-
ment que muito boura ais Srs. professores.
fr*roci*i>eM Da igreja de Nossa Senhora
rio Paraizo sali ainanh, a pereorrer diversas
ras das paiochois de Santo Antonio e S. Jos, a
prooisso do Srnuor Bom Jess das Chagas.
Segnnda-t ir.i, s 6 horas da manh, do
Corpo Saute* aialiir'- a procisso do Senbor aoa en-
fermos, na parochia de S. Frei Pedro Goncalves
do Recife.
Terga-feira, idcntica procisso aahr da ma-
triz de Saut j Antouio, na parochia deste nome.
Jornal do Uecife Segando declaraco
que hontem tez o Sr. Jos de Vascoocellos, o Jor-
nxl do Red/e passju a ser propriedade de urna so-
ciedade anonym*, da qual sao representantes os
Srs. Drs. Sigismundo Antonio Goucalves e U>ys-
ses Machado Pereira Vianna, qu.; naturalmente
sero os principaes redactores desse jornal, na
nova phase que elle inceta hoje.
Muffrauo S. Exc. Revma. o Sr. hispo dio-
cesano celebra hoje urna missa, na igreja do con-
vento do Carino, pelas oito horas, pelas almas dos
que falleceram por occasio do naufragio do vapor
Bahia.
Matricula de escravo* Eacerrou-se
no dia 30 de Marco findo, a 4 horas da tarde, a
matricula dos escravos do municipio do Recife,
assim como o rol dos arrolandos, preenchidaa as
formalidades legaes, seudo os termos assignados
pelos Srs. Drs. presidente da Cmara Municpal e
1. promotor publico e administrador da Secebe-
doria.
Foram dados matricula 2,017 eseravo, e ar-
rolados 11.
Imposta de imiustria* e profla-
sesA Recebedona de Rendas Internas est
procedendo cobrauca, livre da multa, Jo impos-
to de industrias e pi-jfiaso's at o fim do correte
e relativo ao segundo semestre do exercic io cor-
rente de 188687.
A W mIi IIIUMtrnria Para a Livraria
Fluminense, ra do Barao da Victoria n. 9,
ebegou o n. 197, do 1 do correte, deste jornal
de mooas.
Traz folha de moldes e fignrinos coloridos.
Tbeatro Santa IsabelAmauh, o Club
Dramtico Familiar, realisa, pelas 11 horas do da
no theatro Santa Izabel, a malint que projectou
em beneficio dos infelizes nufragos do paquete
Bahia.
O programma da festa vai publicado na rubrica
competente.
artlataa Mecnanlcosj e Liberaea
Esta associco est tambem prom ivendo eutre
os respectivos membros una subscrip^o em pro
dos nufragos do paquete Bahia.
Libe rila i!e Dizem-noa de lo juca que, a
23 de Marr-o findo, o pharmaceutico Jos Paschoal
de Carvatho Rabello, alli residente, concedeu li-
berdade gratuitamente e sera onus, s suas duas
nnicas escravas Luiza, de 29 annos e Theodora
de 23 annos de idade.
Registramos com prazer to bella aeco.
Club Iliterario Ayrea antaEste
Club funeciona hoje em sesso ordinaria, s horas
io costume.
Guarda.mora O Sr. Jos A. de A.
Marques, gu irda-mr da Alfandega, escreve-nos
dizrnda que a sua doen^a data de 26 de Feve-
reiro e nao de 24 de Marco fiado, como hontem
dissemos.
Crlanca abandonada A infeliz crisn-
eja que foi encontrada pelo Sr. subdelegado do 1.
districto da Boa-Vista abandonada junto a um
monto de lixo, na travessa da ra do L -o Co-
roado, acaba de fallecer de febre perniciosa, pro-
veniente do lixo em que toi adiada.
O respectivo subdelegado fez o eompetente
exame cadavrico, offieiaudo o Dr. Celho Leite, e
prosegue as diligencias, aSin de descobrir a au-
tora do tamanha perversidade.
MeetingAmanb, s 5 horas da tarde, no
largo de Santo Cuz, deve realisar-se um meeting
popular com o pensamento de colher obulos em
pro dos nufragos do piquete Bahia.
Companbia de Edidcac6eMCuno se
v de um anouncio publicado na rubrica prnpria,
esta comDanbia fez urna notavel reduce! > nos
pre;is dos materia.es de construeco do sua fa-
brica
Denralldoa Durante o mea de Marco ul-
timo foram pela Rtpartic) da Polica remedid is
os seguintes desvalidos para :
Hospital Pedro II 68
Hospital de Santa gueda 2
Hospital dos Lazaros 1
Asylo de Mendicidade 16
Hospicio de Alienados 15
Tambem pela supracitada repartico foram en-
viados com destino Escola de Aprendizee ia-
rnheiros 31 menores abandonados.
Totai 133 desvalidos.
IValwaCom o titulo de Naufragio do Vapor
Bahia vai ser no dia 8 do corronte publicada urna
ralas.
Sero expostos venda exemplares na Livraria
Pranceza.
Juros paitarA Companhia Ferro Car-
ril est pagando os juros das suas obrigacoes
garantidas; correspondentes ao semestre findo.
A Companhia Pernambucana de Navegaco
Costeira por Vapor pa^a os juros do emprestimo
contrahido, mediante a apresen tur; o do3 respec-
tivos coupjna.
Recreativa Juvenlode De amanb
at 1') do correte a Sociedade Recreativa Juven-
tude tem suspenso o respectivo expediente.
Tbeatro Santo Antonio E' hoje que Paca,
no theatro Santo Antonio se realisa o espectculo Fadeo.
dado pela companhia dramtica em beneficio dos Cacufate.
nufragos do paquete Bahia.
Representa-se o drama em 1 prologo e em 5 ac
tos O dedo de Deus ou O naufragio da fragata
Minerva.
Inutltuto Arcbeologlco e teogra
pbico PernambncanoQuinta-feira, 31
de Marco1, a 1 hora da tarde, reuuio-se o Institu-
to em sesso extraordinaria, sob a presidencia do
Sr. conselhero Pinto Jnior, com asistencia dos
Srs. Dri. Cicero Peregrino, Jos Hygino, Lopes
Machado e Maciel Pinbeiro, e dos Srs. majar (J>
deceira, substitundo o Io secretario, que nao com
psreceue Augusto Cesar substitundo o 2.
Lida, foi approvada a ucta da sesso antece-
dente e o Sr 1 secretario menciouou o seguate
expediente e offertas :
Um effieo do Exm. presidente da provincia, de
28 de Fevereiro, remettendo por copia, a circular
do Ministerio do Imperio, pedindo esclarec meatos
relativamente as inscripcoes que, inclusive as la-
pidares das igrejaa e as dos cemiteros, quando se
refiram as pessoas notaveis, se encontraren! ou
j t-nlMn si 11 encontradas pr os so Instituto,
afim de rcmettor-se a bibliothect nacioaal.
Um dito do Gremio dos Professores Primario^,
convidando o Instituto a so fazer representar na
sua testa annivorsiiria, em 2o do corrente.
Um dito da vtneravelirmandada do SenhorB-m
Jess dos Passos convidando o Instituto para
acompanhar a solemne procisso do dia 21 docot-
re.it-.
Offertas :
Pelo r. Valle Cabral, urna colieccSo de cartas
do paire Nobr 'gi e guia da cidade do Rio de Ja-
neiro.
Polo esnsocio Dr. G >mes da Mattos, um vol. en-
cadernadoHistoria da Socca do Cear 1877-
1880, pjr R. Th-"oph.li.
Polo consocio chafe de divisj Picaneo da Cos-
h, dous nmeros daRjvista de Estradas de
Ferro.
Pela Soeiedade do (i ;ographia de Lisboa, 4 nu
"meros de seu bolctim.
Pela Siciedade do Goigraphia do Rio de Ji
neiro, 1 numero de sua Revista.
Pela secretaria da cmara dos Srs. lieputado )
vols. uanaes do Parlamento BrasileiraIa ses-
so du 20 legislatura.
las respectivas redicco-s diversos jornaes
desta e de outras provincias.
O Sr. Dr. J s Hyciuoapresentou urna carta di
Sr. Van dea Beigh, diroT.or do archiva de Hay i,
liatala do 1S J Fev-reiro u'timo, remettenio as
copias dos documeu'os existentes naquelle archi-
vo, e que p ir ello lu .jasa si 11 encomroeudaias em
doseiupenho da commisso do Iustituto.
Uuia outra carta do Sr. J. Hyngman, de 22 dj
Fevereiro, sobro o mesmo assumpto, acompaunad
de nma lista dos ditos dojumentos, comprehen-
dendo 7319 folhas,no valor de 16U) fljrins..
O mesmo Sr. Dr. Jos Hygino es entrega de
ama caixa canteado as referidas copias.
O Instituto delberou que se remettesse ao Exm.
presidente da provincia as copias de que trata o
seu officio, nomeando o Erm. presidente para
esse fim urna cossmissio com posta dos Srs. Drs.
Cicero Peregrino e Lopes Machado e major Code-
ceira. e que se respondesse ao Gremio dos Profes-
sore* Primarioi e a Veneravel Irmandade do Se-
nhor Bom Jess dos Pasaos, que por nao terem
chegado a tempo os seus oflieios, deixaram de ser
satisfeitos os seus convites.
Passando-se ordem do .lia oroposto e ap-
provado para socio effectivo do Iastituto o Sr.
profossor de allemao do Gymuasio Pemaaibucano
Antonio Carlos Ferreira da Silva.
Doliberou-se que se mandasso publicar os dis-'
cursos proferidos na nltima eaas.io
27 de Janeiro findo.
Nada mais havendo a tratar foi levantada a
seabti.
Entatiaiica Hortaarla No Comiteri>
Publico do Santo Amaro foram sepultados em
Marco :
De 1887 273 cornos
De 1886 252
De 1885 290
De 1884 313
De 1883 293 .
A media diaria dos enterramentos no prximo
findo mez de Marco foi de 8,80 corpas.
Os das de maior numero de enterramentos fo-
ram : 5 e 14 em que houve 13 ; 10. 19-e 28. em
que houve 12 ; e 8, 9, 21 e 31 em que houve 11.
Os dias de menor numero de enterramentos f > -
ram : 3, 6, 11, 23, 24 a 30 em que houve 4 ; e 2
e 4 em que houve 5.
Jtarnuella benpanbolaEis as que hoje
sao cantadas no Santa Izabel ;
O lenco de. Ramagens letra de D. Mariano Pe-
na msica io maestro ngel Rubio.
Accao em Madrid Actualidade.
Adela.
Anita.
Gertrudes.
Policarpo.
Zacaras.
Theodoro.
Narciao.
Pedro.
Modistas, offiiacs, d batera, etc.
Acto 1 '
Sala
Pedro despede Z.diarias de quem recebeu urna
caixa para ser entregue a D. Policarpo, o qual
tem urna aifaiataria. Apparece Anita estudando
Geographia, Gertrudes que manda Pedro cuidar
da casa, perguntando aquella sua mi se tinham
tido noticias de seu noivo Theodoro.
Entra Policarpo satiefeito por trazer urna carta
do pai de Theodoro que conseute no casamento
deste com Anita, e na qual participa que vira
corte para conhecer os noivos. Policarpo elo-
gia as vantagens de urna noiva que como sus filhi
sabe Geographia nica cousa porm que ella sa-
bia.
Sabedor de que trouxeram para elle ama caixi\
pede-a a Pedro o qual diz que tora enviada por
primo Athanasioantes de morrer, para elle, e abrin-
do-se a caixa verifica-se nella baver meio lenco de
moedas de ouro, dando lugar este achado a discutir-
so a maueira porque se empregaria dinheiro.
Entrando o barbeire Narciso d a D. Policarpo
a noticia de que a actriz por quem elle estava
apaixonado partia para Toledo pelo que esse resol-
ve seguil-a com o dinheiro herdado, convencendo
logo sua familia da necessidade que tinha de ta-
sar aquella vagem todos. Narciso apparecenlo
de novo d a Policarpo um bilhete no qual dizia
que a actriz Adela nao partia para Toledo, ni sim
para as Canarias, o que leva o marido de Gertru-
des a convencer essa e a sua filba de qae deixum
ir pgra as Canarias e essas cuidam de preparar-se.
Apparcceu Adela que vem ver uro. piano ahi, e a
quem Policarpo faz a declaraco do seu amor, d
de presente o piano ; aso efi-irece para seguil-a
ateas Canarias; ao que responle a actriz dizendo
que i quer a gloria da seu nome e que nao vai
para as Canarias, mas, sim para a Astorga.
Entrando Gertrudes para participar que esto
promptas as malas da vagem Ihe avisa s< u ma-
rida que nao vo mais para as Canarias pois julg*
meliior irem para Astorga.
D. Z icharias conta que tem em seu poder como
escrivo, urna beranca de dous milhoes para ser
entiegue a Joaquina Simo. e que como o praso
est a findar e nao apparece a tal Joaquiua Simo
acredita que a heranca vai passar aos pobres, o
que determina a familia Policarpo a sahir em pro-
cura da referida nerdera, finalizando com as cos-
tureiras que se lastimam de nao cessarecm de dar
pontOE.
* Acto 2
Pedro diz que s tem agua de laranja para
quando seus amos chegarem, logo aps entra Po-
licarpo caneado sem que houvesse encontrado a
tal Joaquina Simo quedevia possuir a outra me-
tade do lenco que o primo de Polidarp deixara
como sigual para o recebimento da heranca.
Narciso vem participar que a actriz Adela segu
para Segoia e nao para Astorga, tendo tamb;m
chegado Gertrudes sem que houvesse encontrado a
procurada herdeira, resoixendo-se finalmente que
se faria o annuncio.
Anita lastima-se pela ausencia de seu noivo
Theodoro, mas chegando este e gabando-se de ser
'Jji grande orador em Avila, a mofa se satisfaz.
D, Policarpo contando com a heranca promette
acs seus officiaes um baile; mas seudo Adela sa-
bedora do occorrido se apresoota com a mecade
do lenf o, afim de ser reconheeida como a herdeira
de que falla o testamento, descobrindo-se final -
meato que o pai de Adela nenhuma fortuna ha va
deixado,e que se servir das metadesdo lenco para
que Policarpo que era primo de Adela nao a
deixasse ao desamparo, o que causa real deeapon-
tamento a todos.
Msica claasica
Letra de J. D. Estrecuera.
Msica do maestro Cbapi.
Personagens
ciosatnoote seu busto gentil e ana cablea espiritual
e artstica. Quando pulsou as teclas de marfim ti-
nha conseguido j4 a difficilima victoria. Ttnha
posto em contacto a sua alma como oavido do
publico atraves d'aquellas taboinbas de marfim
brancas e pretas que sobem e abaixam das cor-
das metaliieas vibrantes.
O piano o instrumento mais fcil e o mais
diffieil. Percuti-o e o fares tocar; porm-para que
do choque do dedo e do marfim, e do marfim e do
martello de camurca, edo martello e do ar.imo re
sulte a nota artstica e eommovedora, preciso que
urna intensa corrate de art paase atraves d'osta
ma,-na do dia oombin ico mecnica. S o grande artista conse-
guc fazer esqiiecer ao publico que o piano orna
machina em que ha madeira, ferro, parafos ia e
aramos, para fazel-o crcr que urna caixa aiara-
vilhosa deutro da qual canta nma fada.
Com notavel maravtlha relatava um chiucz,
as memorias de urna vagem que fez Europa,
que tinha visto em quasi todas as casas um mons-
tro iodefiuivel que oceupava lugar preferente no
salo, e que eswva enroupado com camisa ador-
nado de debuxns herldicos como as mantas dos
cavallos de puro sangue. Quando havia reunii
na c.isadizia o chima seohora destapava o
moostrd', w obrigava a abrir as fauces, que eram
gigautescas, e com os dednhos o percuta nos
deutes, dobaxo de cujas caricias o monstro can-
tava. E terminavao chim dizendo que este ani-
mal esquocido de Cuvier se chamava o piano.
O viajante chinea qnalioava na sua pureza
intencional aa piano como urna fera e ao pianista
com' um domador.
Tratando-se do piano que constan teman t
perburba nossa tranquillidade e perturba nossa
existencia, esse piano em que o principiante faz
gynnastica digital, justa a classificaco.
Pcrm, que differenca entre esse piano e o
que pulsava hontem madama Marx! O publico
applaudio com enthusiasmo natovel artista.
iri' eo dos portoBoletim meteorolgico do
di* 31 d- Marco de 1887 :
CHRONiGA JBICIARIs.
soltura,
. f o 9 o
doras o a -a 3 8 Barmetro a Ttaso 09 a
Jo* 0 do vapor B 9
H i
6 m. 23'4 758">60 18.74 87
9 24'0 759>65 20.27 91
12 271 758">97 21.66 80
3 t. 261 758m02 21.94 88
6 250-5 758>43 21.10! 86
Temperatura mxima28,0.
Dita mnima23,25.
Evaporaco em 24 horas ao sol: l,m5 ; som-
bra: 1,5
Chuva24,8.
D.ireccao do vento : SSW de meia noite at 12
horas e 24 minutos da tarde ; ESE e SSE alter-
nados, com interrup,o de 30 minutos S at meia
noite.
Velocidade media do vento : l,m07 por segundo.
Nebn losidade media : 0,83.
Aaylo de Mendicidade O movimento
d'este estabelecimento de caridade no mez de
Margo, foi o seguinte :
Existiam Entraram Homens 62 20 Mulheres 112 14
Sal lira ni 82 3 126 5
Existem as enfermaras: Existiam Entraram 79 19 13 121 35 12
Tiveram alta 31 3 47 2
Falleceram Existem: as enfermaras Nos dormitorios 28 1 27 52 45 4 41 80
79
121
Total 200.
Escolas de instruccao primara no Asylo :
Foram frecuentadas por 17 alumnos, inclusive
4 aa dos cegos.
lieliAe* Etfectuar-se-hao:
oje :
Pefo agente Gusm&o s 11 horas, na ra de
S. Jorge n. 70, de movis, lonjas, vidros, etc,
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na ra do Com-
mercio n. 46, de 40 p^fas do g iugi avariada, 2
burras e movis.
Segunda-fera :
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
tendo tambim rna eetreila do Risaro n. 24, de um terreno com
27 casas.
ni.i. fnebres.-Sero celebradas :
Hoje :
A's 8 horas no conveato do Carmo por alma dos
fallecidos no naufragio no vapir Bahia ; s 8
horas, na matriz da Boa-Vista, p3la de Joaquim
Antouio G. de Figueredo ; s 8 horas, na matriz
do Corpo Santo, por alia de Antonio Francisco
Maia ; s 7 horas, na matriz da Boa-Vista, pa r
alma de D. Idalina Aquilina Muhlert.
Segunda-feira :
A'a 8 horas, na matriz de Santo Antonio, por
alma de Ha vio Goncalves Lima; s 8 horas no
Cemiterio Publico de Santo Amaro por alma de
Manoel de Siuza Tavares.
PaanagelroNChegados do Rio Formoso no
Vapor nacional Giqui :
Antonio Jos da Cunha e D. Amelia Reg
Soares.
Acto nico
Sala meio decente
Fadeo, um maniaco pela msica, d liccao de
canto a Paca, arrepelandc-s.' porque a menina
nao eituda e, sobretodo, porque nao quer casar-so
com Pericco Machuca, um tocador de bomba. Nao
consentir que a sua filba se ligue com quem
nao for msico. Paca nao est intuito pelos autos
mas que remedio seno obdecer!
Fadeu sahe para ir cantar urna missa. Paca
retira-so tambem para estudar piano.
Entra Cucufate. Vem morto de fume e vae
cantando as suas maguas. Volta a mofa e ale-
gra-se por ver o seu antiga uamorado. Da-lhe o
qae comer. Fallam de casamento. Impossivel,
diz Paca, meu pai nao quer agora que en me
Case sena; com um msico. Cucufate, que copia
dor de msicas, resilve fazer-te passar por maes-
tro compositor e sahe para p.-opar&r-s:.
Fadeu, que acabou o que tinha que faz;r."im-
plica com a msica da qual esquocera-se Caen-
fate e que sua fiiha cw cantando, por nao
ser claasica. Volta Cuaufateque impiuge-se como
msico, couseguindo obter o causentimento de Fadeo
para que se case Com Paca. *
J"anellaaEscrevem-nos em 29 de Marco
fiado :
No dia 21 do correte, designado polo Sr. Dr.
juiz de direito Joaqui n Ay.es do Almeida Freitas,
para a primeira sesso ordinaria do jury ; nao
coinoareoou numero legal, pelo quo foi feito o res-
pectiva sorteio e designado o dia seguate em que
toi instauda a sesso, crfioianlo como promotor
publico interiuo Bossouo de Almeida e como es-
crivo o capitn Jos Matheus de'Oliveira Gui-
marais.
Ni dia 22 foi snbmcttido a julgamaato o re>
Z 'ferino do Espirito Santa, pronunciado no art.
193 combinado com o art. ^4 do cdigo criminal.
Teve por advogado o profassor iebastio Braud >
e foi absalvido.
o No dia 23 foi snbmettido a julgamenta o reo
Miguel Pereira dos Sautos, pronunciado no art.
205 do codUo criminal. Tevn por seu defensor o
mesmo proossor c foi abso'.vido
Nao haveudo mais proeessos preparados foi
eucorrada a primeira sesea- aa jury.
O plano. Extrahiuws de urna folha de Ma-
drid o seguinte :
U.u salyrico, inimigd dos pianos, pedia que
todos os pianistas foss.-ui desterrados para urna
Iba daaerta.
So esta medida tivesse sido adoptada pe .
inanidade, teria.sdo preciso frotar ura vapor, em-
[iavesal-o com gaihardct,es baudeias, cabrir de
rosas sua cobaita e :iju.-ta- nma marmhagerr d-
musas e aujos para ir buscar na iha madama B-r
ha Marx, qM hontem 'xecutaa admiravelmeute
varias c aupaSijoos uo concoro do Circo do Priu-
oipa Affoi.. -
Antes de tocar o piano tocou no coraco do
publieo. Madama Marx moi guapa, muito ele-
gante e muito distincta. Vesta um trajo branca
esa adornos, joias ou (bree, c que destacava gra-
Operacoeo cirurgica*Foram pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 31 do corrente, as
seguintes :
Pelo Dr. Pontual :
Extracco de tornar fibrosa da face posterior e
superior do ante-braca esquerdo.
Posthotomia a bistur indicada por phiraasis.
Pelo Dr. Berardo:
Estrcelo de cataracta senil dura pelo roces-
so a retalho perifrico de Weckor.
Cana de DetencoMovimento dosjprc-
sos do da 31 de Marco :
Existiam presos 370, entraram 19, sabiram 5.
Existem 384.
A saber :
Nacionaes 347, mulheres 8, estrangeiroa 14, es-
clavos sentenciados 7, dito procesaado 1, ditos de
correccao 7Total 384.
Arracoados 334, sendo: bons 314, doentes 21.
_= Total 335.
Movimento da enfermara:
Tiveram baixa :
Jos Am&ncio Bezerra Medrado.
Vicente Cesario de Miranda.
Lotera da rr-*'A 204* lotera da cor-
te, pelo novo plano, cuj premio grande de....
31:1X10.000 ser extruhida no dia .. de Mar-
go.
Os bilhetes acham-se venda na praca da In-
deoendencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da Foi-
tapa ra Primeiro deMarco.
Lotera do tirio-ParAA lotera desta
provincia, pelo novo plano, cojo premio grande
40:1:00^000, ser extrahida no dia 9 do cor
rente.
Bilhetes venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40 de Joo Joaquim da Costa
Leite
Tambem acham-se 4 venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Margo u. 23.
Cemiterio PublicoObituario dj dia 31
do paspado :
Pernambuco. 18 mezes, Boa-Vista
40
Amalia,
anemia.
Felippa Maria d* Conoeico, Pernambuco,
pannos, sokeira, Recife ; lesao cardiaca.
Jos-Lourenco, Perosmbnco, 32 annos, solteiro,
Ka ; abeesso pernicioso.
Joio Facundes de Deus, Pernambuco, 55 an-
io, Blrnir.), Boa-Vista ; diarrha.
Arsonio Manoel do Nasci nento, Pernimbuco,
4-' aun s, solteiro, Bja-Vista ; tubrculos pulmo.
Gervasio Pinto de Pal**, ?;ruambueo, 0 an
>a, casad B /a-Vista ; paraiysia.
Marir., Pernambuco, minutos, Baa-Viata ; fra-
quezu cenienita.
Arthur Ferreira de Paivs, Baha, 17 annos, soi-
teiio, Boa-Vista ; tuborcul is pulsionares.
Fraucjsco, Peruambuco, 1 anno, S. Jos ; tu-
tu .i intern i.
Mauoel GjMiap de Souza, 25 anuos, solteiro
Boa-Vista ; mandado pelo subdelegado.
AJolia, Pernambuco, 10 mezes, Boa-Vista
dentico.
Tribunal da Helacu
SESSAO ORDINARIA EM 1 DE ABKIL
DE 1887
fEKSIDESCIA DO EXM. SR. CONSELHEIKC^
QIXTINO DE MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
A's horas do costume, presentes os Srs. desem-
bargadores em nume o iegal, foi aberta a sesso.
depois de lid* e approvada a acta da antecedente.
DiHtnibuidor o pasados os foitos deram-se os
seguiutes
JULGAMENTOS
Habeas corpus
Pacientes .
Bruno de Mello Cesar. Negou-se a
unnimemente.
Recursos eleitoraes
_ Do S. JooR ca-reute a juize, recorrido Al-
po Cordeiro da Cunha. Selator o Sr. de:embar-
gador BuarqueLma.Negau-se provimento, una
uimemente.
Do Rio FormosoRscorrentc Dr. Antonio Ama-
zonas de Almeida, recorrido Antonio Raymundo
de Lima. Relator o Sr.. desembargadar Tascano
Barreto.Dcu-se provimento, unnimemente.
Dj Rio FormosoRecrreme Dr. Antonio Ama-
zonas de Almeida, recorrida Joo de Millo Cas-
tanha. R.lator o Sr. desembargador Oliveira
Maciel. -Deu-se provimento, luaumomeutc
De Alag i Grandeliecorrento Clementino do
Andrade Lima, recorrido o juiz >. R-lator o Sr.
desembargador M mteiro de Andrade.Nao se to-
mou conhecimeato, contra o v to do Sr conse-
lhero Q leiroz Barros.
Recursos enmes
De Beierroa K corrente o juiz), recorrido
Manoel Joaquim do SanC'Auna. Relator o Sr.
conselhciro Qu^iroz Barros. Adjuntas os S
desembargadores Delfino Cavalcante e Toscano
Barreto.Negau se provimento, unnimemente.
De PalmaresRocorrente o juizo, recorrido
Manoel Francisco de Azevedo. Relator o Sr.
desembargador Buarque Lima. Adjuntos os Srs.
consolheiro Queiroz Barros e desembargado'* Ta-
vares de Vusconcellos.Deu-se provimento, con-
tra o voto do relator.
De Pa d'AlhaRecorreote o jaizo, recorrido
Pjdro.de Araujo Pinheiro. Relator o Sr. desem-
bargador Oliveira Maciel. Adjuntos os Srs. des-
embargadores Alves Ribeiro e Buarqne Lima.
Converteu-se em diligencia.
De Porto CalvoRocorrente o juizo, recorrido
Tlime de Aquino Medeiros Tosta e ontro. Rela-
tor o Sr. desembargad ir Pires Ferreira. Adjun-
tos os Srs, desembargado res Monteiro de An-
drade e Toscano Barreto.Deu-se provimento ao
recurso em parte, unnimemente, para se pro-
nunciai o subdelegado Thomde Aquina no art.
li do cdigo criminal.
De Iguarass -> Recorrente o juiza, recorrido
Jos Dias"Fej. Relator o Sr. desembargador
lavares de Vasconcellas. Adjuntos os Srs. des-
embargadores Alves Ribeiro e conselhero Quei-
roz Barros.Negou-se provmento, unanimemen'e.
Aggravos de petico
Do commercio do RecifeAggravante TheCeo
tral Sugar Factories, aggravado Visconde de Cam-
pa Alegre. Relator o Sr. conselhero Queiroz
Barros. Adjuntos os Srs. desembargadoreses Tos-
cano Barreto e Oliveira Maciel.Negou-se pro-
vimento, unnimemente.
Do ReeifeAggravante Miguel Jos Barbosa
Guiaraes, aggravado o juizo de ausentes. Rela-
tor o Sr. desembargador Toscano Barreto. Ad-
juntos os Srs. desembargadoreB Buarque Lima e
Tavares de Vasconcellas.Negou-se provimento,
unnimemente.
Do commercio do RecifeAggravante The Cen-
tral Sugar Factories, aggravada a Baroneza da
Palmares. Relator o Sr. desembargador Oliveira
Maciel. Adjuntos os Srs. desembargadores Alves
Ribeiro e Pires Ferr.'ira.Negou-se provimento,
unnimemente.
Do commrrciodo RecifeAggravanteTbe Cen-
tral Sugar Faetones, aggravado Sebastio Alve3
da Silva. Relator o Sr. desembasgador Tavares
de Vasconcellas. Adjuntos os Brs. desembarga-
dores Buarque Lima e Oliveira Maciel. -Negou-
se provimento, unnimemente.
Ag^ravo de instrumento
Do BonitoAggravante Polycarpo Jos de
Sant'Anna, aggravado Domingos Ferreira de
Moraes. Relator o Sr. desembargador Tavares
de Vasconcellas. Adjuntos os Srs. desembarga-
dores Oliveira Maciel e Pires Ferreira.Neou-
sc provimento, unnimemente.
Appellacoes commerciaes
Do Rocif i, Appellante Maria Joaquina das
Dores, appellado Francisco Cecilio Fernandos da
Silva Guimares. Relator o Sr. conselhero Quei-
roz Barros. Revisores os Srs. desembargadores
Buarque Lima e Tos:ano Barreta.Foram rece-
bidos os embargas contra o voto do Sr. desembar-
gador Buarque Lima.
Da Parabyba Appellante Paulina Augusto
Rodrigues Vianna, appellado Claudluo do Reg
Barros. Relator o Sr. conselteiro Queiroz Bar-
ros. Revisores os Srs. desembargadores Buarque
Lima e Toscano Barreto. Confirmou-se a sen-
ten;a, unnimemente.
Da RecifeAppellantas Ernesto & Leops'do.
appellada a mass fallida de Flix Gomes Coim-
bra. Relator o Sr. conselhero Queiroz Barros -
Revisores os Srs, desembargadores Buarque Lima
e Toscano BarretoForam recebidos os embar-
gos contra o voto do relator.
Do RecifeAppellante D. Dina Candida da
Cunha e outro, appel lados os mesmos. Relator o
Sr. desembargador Buarque Lima. Revisores as
Sr. desembargadores Toscano Barreto e Oliveira
Maciel.Feram desprezados os embargos, contra
o voto do Sr. desembargador Oliveira Maciel.
Do RecifeAppollante. Antonio Ferreira de
Car val ho, appellada D. Maria Francisca dos San-
tos. Relator o Sr. desembargador Monteiro de
Andrade. Revisores os Srs. desembargadores
Oliveira Maciel e Pires Ferreira.Foram despre-
zados os embargos, unnimemente.
Do Kecif\ppellantes Arthur Bastos & C
appellada a companhia Iudemnisadora. Relator
o Sr. desembargador Alves Ribeiro. Revisores
os Srs. conselhero Queiroz Barras e desembarga-
dor Buarque Lima.Foram desprezados os em-
bargos, unnimemente.
Appellacoes civeis
DeS. Joo-Appellante o collector das renda
geraes, appellado Joaquim Martina de Farias, se
uhor do eseravo Januario. Relator o Sr. conse-
lhero Queiroz Bar:os. Revisares os Srs. desem-
bargadores Buarque Lima e Toscano Barreto.
Confirmau-se a senteocs., unnimemente.
QDe Pao d'AlhoAppeltante D. Joanna Fran-
cisca de Mello Cavalcante, appellada D. Anna
J a .juina da Motta Silveira. Rolator o Sr. coa-
aelheiro Queiroz Barros. Revisores os Srs. des
embargadores Baarque Lima e Toscano Barrete
Contirmou-so a sentenca, unnimemente.
Do RecifeAppellante Dr. Jos Angelo Mar-
cio da Silva, appellado Joaquim Alves da Silva.
Relator o Sr. consolhoiro Queiroz Barros. Revi-
sores es Srs. desembargadores Buarque Lima e
Toscano BarreteForam desprelados os embar-
gos, cnanimeineute.
Do RecifeAppellante Dr. Manoel do Nasc -
ment Pontes, appellados o conselhero Silverir
Fornandea de Araujo Jorge e outros. Relator
Sr. desembargador Buarque Lima. Revisores os
Srs. deaembsrgadores Tucano Barreto e Pires
Fnrreira.Foram desprezados os embargas, con-
tra o veto da relator.
Do R-citeAppellante o juizo dos fetos da
t izenda, appellado) Bernet & C. Relator o Sr.
deaembargadur Buarque Lima. Revisores os Srs.
desembargadores Toscano Barreto e Oliveira Ma-
ciel.Foram recebidos os embargos, contra o vo-
to do relator.
Do RocifeA'pel!antes Joaquim, Isabel e ou
tros, por seu curador, appellado o juizo. Relator
o Sr. desembargador Buariue. Lima .Revisores,
os Srs. deaemb rgadores Toscano Barreto e Oli-
veira Maciel.Deu-se provimento a appellada -
para se annullar o processo de fj. 21 em diante.
De Atalair. Vppellaute o juizo, appellado Sa-
tyro, eseravo. Relator o Sr. desembargador Buar
que Lima. Revisores os Srs. desembargadoro-
Toscano Barreto e Delfino Cavalcante. Cautil
mou-iC a senteuca, ummiineuiente.
Do CaboAppellautes Francisco Manoel de .-
queira Cavalcante a outsn, appeUadw o Bar
B raoeza de Araripe. Relator 0 Sr. deseuih
gido/Oliveira Maciel. Revisores os Srs. deseu.
i/ rgadores Pires Ferreira e Monteiro de Andra-
de.Confirtnou-eea seuteuea, unnimemente.
De S. JooAppellantes o juizo e Maris, Jo
Justino eoutros, appellado Firmino de Freitas
Cavalciutc. Relator o r. desembargador Olivei-
ra Maciel. Revisores os Srs. desembargadores
Pires Ferreira e Monteiro de Audrade. De.\
, provimento, contra o voto do Sr. desembargado
'Moateiro deAodiade.


IKNR '


n
Diario de PernambiienSabbado 2 de Lbril de 13S7
De Beeife Appellantes os herdeiroi de Vieao-
te de Poula Oliveir* .Villao Bosa, appellado Al-
fonso Angosto de Briti Taborda. Relator o 8r.
desembargador Alves Ribiiro. lis visare os Srs.
conseheiro Qreiro* Barros e Baarqne Lita.
Confirmou-se a sentenc*, contra o voto do Sr. des-
' mbsrjrador Buarqae Lima.
Dj ReeifeA apellante a coofraria de Nossa
ScDhara do Livramento, appellados Casem'ro
Feroaudes & C. Relator o Sr. desembargador Al-
vea Ribeiro. Rsfiaorea os Srs. desembarfradores
Tavares de Vasconcellos e coDselheiro Queiroz
Barros.Forain desprezados os embargos, unsni-
memeete.
Dj ReeifeAppellante Marcoliaa Henriqueta
Cavalcaote, appellado Manoel. Relator o Sr.
riosembargsdor Al vea Ribiiro. Revisores os Srs.
Uesembargadores Tavares de Vaaconcellos e coa-
selheiro Queiroz Barros. Confirmou-se a seuten-
(a, contra o voto do Sr. cons'iheiro Queiroz Bar -
ros.
Dj ReeifeAppellante Joi Soores do Amara!,
' appellados os herdeiros de Francisco do Reg
Pontea. Relator o Sr. desembargador Tavares de
Vaaconcellos. Revisores os Srs. conselheiro Q tei-
rox Barros e desembargador Buarqae Lima.
Julgon-ae por habilitados os habilitandos meos
a viuva de Francisca do Reg Pontea.
PA88AGENS
Appcllaco crime
Dj Sr. desembargador Delfino Cavalcante ao
Sr. desembargador Oliveira Maciel :
Appellaco civel
^Dj Bom-JardimAppellante Antonio Bernar-
do de Moura, appellaao Joo Alves de Araujo
Pereira-
AppellacSj crime
Dj PilarAppellante o jaixo, appellado Jos
Ferreira da Silva.
Dj Si-, desembargado? Mo.iteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires Goncalves :
Appellaco civel
De Panellas Appellautes Flix Pestaa da
Costa e outros, appellados Carlos Lindo Jos de
Sj;'2h e oatros.
O Sr. desembargador Pires Goncalves como pro-
carador da corda e promotor da justica interino
den parecer nos seguintea teitos :
Appellaooes crimes
De Gravat Appellante o juizo, appellado Fir-
mino Francisco dos Santos.
Do Cabe Appellante o juizo, appellado Flix
Antonio.
De GaraohuasYppellaote o puso, appellado
o menor Jos.
De MamaogaapeAppellante o jaixo, appella-
do Manoel Laix Bispo.
Appellaco civel
De GaranhunsAppellante Antonio Pereira da
Silva, appellad* Antonio Venancio Pereira Ma-
eei.
Do Sr. desembargador Alves Ribeiro ao Sr.
desembargador Tavares do Vasconcellos:
Appellaco crime
De Bom-JardimAppellante o jaixo, appellado
CJementino Lina de Araujo.
Dj Sr. desembargador Tavares de Vasconcellos
ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Appellacea crio>es
De MaceiAppellante Jos Veridiano dos
Santos, appellada a jas-ica.
De PenedoAppellante o juizo, appellado Jos
Aureliano de Mello.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. desem cargador promotor da
justica interino as seguintes :
Appellacea crimes
Da ParabybaAppellante o jaixo, appellado
Jos Theotonio Daarte de Souxa.
Da Parabyba Appellante o juizo, appellado
Antonio Francisco Pereira.
De Ja boa ta o Appellante o jaixo, appellado
Herculano Pereira Das.
Do IngaAppellante o jaixo, appelladj Galdi-
ao, escravo.
De Po-d'AlboAppellante Ignacio Leopoldo
de Albuouerque Maranho, appellada a justica.
De S. "JloAppellante o juiJ, appellado An
to Procopio do ascimento
De Giyanna Appellante o juizo, appellado
Joo Flix Corroa Lima.
De NazaretbAppellante Jeo Pedro de Souza,
appellada a justica.
Em diligencia
Appellacea crimes
De Porto-CalvoAppellante o juizo, appellado
Antonio Francisco de Lyra.
De TaquaretingaAppellante o juizo, appella-
dj Gal dina Gomes de Souza.
Ctm vista s partes :
AppelacSo civel
De Nazaretb. App- liante Cantillo Barbosa da
Rocha Lima, appellados Joaqun. Cavalcante Ps-
eos e outro.
DISTRIBUI^UES
Recursos crimes
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Do ReciteRecurrentes o promotor publico e
TitoCrdoso di Oliveira, recorrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Do ReciteR-.-corrente o u-nente-coronel Fran-
cisco Goncalves Tures, recorrido o juizo do 4
-, districto.
Aggravos de peti^o
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
D. ReeifeAggravante C. Lebmau & C, ag-
gra vados Caetano Ramos C.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
Do ReeifeAggravante Antonio do Carmo Al-
meida, aggrsvado o Dr. Joaqaim de A buquerqae
Barros Guimarea.
Appellacea en mes
Ao Sr. conselheiro Q-ieiroz Birroa :
De Po-d'Alboappellante Adelino Candido da
Cuaba, appellada a justica.
Do OorieuryAppellante o promotor pub ico,
appellado Jos Alexanire de Oliveira e outros.
Ao 8r. desembargador Buarqae Lima :
Da BonitoAppellaute Antonio Francisco do
Carmo, appellada ajastica.
De MaceiAppellante Joo Flix Cabrinba,
appellada a justica. a
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
Do LimoeiroAppellante o juizo, appellad Se-
ra6m Gomes da Silva.
Dj ReeifeAppellante o jaixo, sppsllaio Joa-
qaim Pereira da Silva.
Ao Sr. desembargsdor Delfino Cava'cante :
De NasarethAppellante o juizo, appellado Ale-
xandre Jos Gomes da Silva.
De Alagoa do MonteiroAppellanteo juizo, ap-
pellado Antonio da Silva Campos.
Ao Sr. desembargador Oliveira Maciel :
Dj AtalaiaAppellante o juizo, appjllado Ma-
noel, escravo.
Da Limoeiro Appfllante o juizo, appellado
Manoel Francisco Castor.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
Da Palmeira dos IndiosAppellaute o juizn,
appellado Joo Bernardo Cotreia.
DeTaqoaret'n^aAppellaate Mauoel Sobral da
Silva, appellada a justica
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De Tacarat Apoellaut* o joizj, appellado
J ,s Mancinho do ascimento.
Di Palmeira dos Iadios Appellante Manoel
Victorino de Souza, appellada a justiga.
AoSr. desembargador Alves Ribeiro :
De JaboatoAppjllante o jaizo, apuellai Jo-
s Toco, escravo.
Dd MaceiApp--liante Jos Lipes de Moraes,
appellada a jastica.
Ao Sr. desembargador Tavares de Vasconcellos :
De Bom-JardimAppellaate Valentim Fran-
cisco Duarte, appellada aji'snca.
Dd Boax-Cinaelbo Appellante Aureliano de
Souza Barbos, appellada a justica.
Encerrou-sc a scsso s 3 horas da tarde.
FliBLIClCOES 4 PEDIDO
COMERCIO
B ti coinuierciai
t'OTACKS OKPICIAES DA JUNTA DOS COH-
BECTOBES
Reeife, 1 de Abril de 1887~
Cambio sobre Londres, a 90 d,v. 21 Ii2 d. por
1/0JU, do banco.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretarlo,
Eduardo Dubeux.
Muvlmento baucario
BKCIFE, 1 DE ABBIL DE 1887
Os bancos mantireram boje no balcao a taza de
21 1/2 d. sobre Lmires, conformo as tabellas que
aoaixo repr^duzimos :
Do London Bank :
Sobre Londres, 90 d/v 21 1/2 e vista 21 1/1.
Sobre Pars, 90 d/v 412 e vista 446.
Sobre Hamburgo, 90 d/v 548 e a vista 554.
bobre Portugal, 90 d/v 248 e '.-ista 250.
bre Italia, vista 446.
e New-York, & vista 2*350.
Do English Bank :
Sobra Londres, 90 d/v 21 1/2 e vista 21 1/4.
.o Pars, 90 d/v 442 e a vista 410.
-- bre Italia, vista 416.
Sobre Hamburgo, 90 d/v i 18 e vista 54.
-.tie New-York, vista #350.
Sobre Lisboa e Porto, 90 d/v 248 e vista 250.
Sobre as princpses cidades de r/ortugai, vista
255.
nre liba dos Acores, vista 258.
e Ilha da Madeira, vista 255.
^___ <
Mercado de aasocr e ilgod
RKC1FE, 1 DE ASUIL DE 1887
Astucar
\ Os precos def te i.rtigo contiou^m a ner os bc-
cintes :
baixo. por 15 kilos, de 2000 a 2100.
.' regalar, por 15 kilos, d*-_'r00 a 2iU0.
boa, por 15 kilo, de 25200. --'300 e '2*100.
o superior, por 15 kilos, de 2*500 a 2*G0.
1!. anco turbina pul veiisado, por 15 kilos, de 2*20(1
a 2*400.
..-nos, por 15 kilos, de 1*600 a 1*700.
cavado, por 15kiloe. a 12O0 a UlOO.
o, por 15 kilos, de 1*1(K) al*:
.ates, por lo kilos, de H4U a ]*
O mximo uu mnimo oa pjeyos ro oiiti.io..
, uforme o sortimeutu.
Alijodao
O de Pernambueb e bjas >roce n tre-
teu-se a6*-I p.r 15 \ los.
Banco de Crdito lie!
t* o dia 15 do
O lapector de polica Alean-
dre Lopes Bezerra ao publico
Dedicado a vida laboriosa da agricultura, em
cajo trabalho pouco deacaoce, tenho podido apenas
conseguir o pao para miaba subsistencia e de mi
nba familia; e no entretanto me considero feliz,
porque vejo diante de mim qaem preuteodeudo ser
entidade na ordem das cousas,invejar a iniuha
sorte!
Fallo desse mUeravel pasquineiro, que acobvr-
tado da ousada capa do anouymo, procuro in-
juriar-me, attribuiudo me taitas que, inerc- de
Deas, nunca commetti ; as qua-'s toram publica-
bas no jornal atrovincia,datado de 2 do cor-
rente mez.
O inspector de quarteiro de quem se oceupou o
infame detractor, sou eu; e digo de froute er-
guida, uo para esse canalha ouvir-memas par.
os horneas de bem, que nao tenho praticado actos
em minha vida, que me eiivergouhem na opinio
publica; o quo nao poder por ceno o algos de
minba vida, dizer outro tanto.
E isto se comprehende perfeitame'nte, toda vez
que elle se prevalece do anonymo para ferir-me.
Mas, eu que tenho ininhi cousc.iencia tranquilla,
affronto a esse bipede rascunhador do alliiJido
pasquim. e a ^ualquer outro, para exhibir as pro-
vas de minba m conducta.
Antes de ser inspector de quarteiro, acliava-ine
em melbores eircuuistaucits de que h je, e isto
est no dominio do publico.
Andei sempre em cavallos soffriveis, montado
em celia e carona, morando nn urna casinba sem
luxo algum : e, su ve-id > urna arroba Je carne d.-
xarque, outra de cal e sabao, e meia duz;a de
garrafas de agurdente, c>m o resulta lo de
meu continuo trabalho; e anda as>in. o qae tenho
preseutemeute em negocio, me foi tornecid > em
abono pelo uegociante da Palmeira de Manoel Peixoto Cinto, a quem sou grato; -, se o
mea gracioso detractor to infeliz que nao pode
dispor de to exiguas regalas, queixe-se de eun
miseria, e se oceupe do trabalhr, como eu, que
profissuo mais rentosa, do que a que ora oceupa ;
pois deve convir-se que a profisi do einbusteiro,
e ser sempre s-;n r< suitado algum.
Nao um troca-tinta* sera carcter, cuja profis-
so pegar moscas uta ras de Caunutiuho, nao
''Se maldizente, irpit", que poder desacreditar im-
perante os hineiia de bem.
D'aqui, do meu retiro onde habito, ja preve-
nindo os botes das liuguas \iperinas, d*esees m-
leques das arruscas,uo suppuuba que im* irou-
xeasem retaliaves pelas Columnns de um j >rnai.
cousa iuteirameute e&tranba hos ineus liabi'os ;
e o que mais lameuto, ver-me em obrigaco de
responder as tangentes de um pasquineiro, m. cu-
para dar urna saliefaco ao publico.
O digno subdelegado do distrieto da Pal neira
nao de.rc.ra, por certo, a justificar se, pjrquanto
ja leu. a sua vida coubecida na opinio pu-
blica.
direi duas palavras a respeito da injuria
que lhe irrogaram, ama vez qae o asolate pas-
quineiro atirou o seu viras rbico sobre esse dis-
tiacto cavalleiro que constitue urna garanta neste
distrieto.
Vamos tratar da pobre mulher e ana filha de-
florada, a qae se refere o embusteiro. Essa mu-
Iher, de tacto, queixou-se o subdelegado de lbe
baverem deflirado a filha, vacillaudo sobre o au-
tor do crime ; mas, por experiencia ou sympatbia,
indigitava um individuo. A' vista da expasi-
co do facte, declaroa-lhe o subdelegado qae seria
luteiramente difiicil, se nao mesmo impossivel, ebe
gar-se a effectividade de puoicojdo delicto, e que
em taes candices ella se queixasse ao Dr. promo-
tor publico da comarca qae este dara as mais se-
rias providencias, e assim correra a sua causa,
com probabilidade de triumpbo ; principiando logo
pelo indispensavel exame qae se devena proceder
na ofendida, o que nao succedaria procedendo-se
essa e outras diligencias por elle subdelegado.
- Perjruntamos : Qual a responsabidade desta
autoiidale a respeito do facto de qae se trata,
tanto mais quando a supposta deflirada coira
maior idade ? B qual a responsabidade que
toca a mim, pobre inspector de quarteiro ? Te-
nho comprehendido, e commigo muita gente boa,
que o iacomuiodo de to vil detractor nao me
poder sugar repetidos copinhos de minba ambu-
lancia alCoolica, e ao som saudoso de minha viola
autar tambem sua chula....................
Tenho respondido convenientemente ao vil car-
coma autor do tal pasquim que vem estampado
na?ablicaces diversasio jornal a que al-
ludo, e concluindo protesto nao voltar mais im-
prensa para detender-me de calumnias vomitadas
por esas leproso, e o publico que me julgue.
Pilmnira de Garanhuns Quarteiro Nasci-
ment, 14 de Marco de 1887.
A lexaadre Lopts Bezerra.
Ferro-via de Reeife & Cnrunrii
Iuuteis t o sido as pesquisas por mim tomadas
para descobrir as grandes irregularidades com-
mettidas por alguns empregados desta estrada, e
denunciadas semanalmeute pela Gazetilha do Jor-
nal do Reeife. Empraso, portanto, ao autor das
correspond-ncias, que venham minha presenca
cora d icumentcs que merec tm f, oa eatu nao
abuse das columnas de um jornal serio com Unua
lenga que uenhum valor pode ter.
E' verdade que os abusos nesta estrada eram
sem nome, e tanto assim, qui cinco das depois
de ser empossado no lugar de chefo do trefego,
prevenido tui pelo Dr. Aristides, digne director,
chamando tambem a minba uttenco sobro os pin-
tos qae se faziam nos trens.
Alheiocompletamente uepessoal da estrada, sem
amigos dentro deila, totnei euergicas providen-
cias, dando em resultada o que me afirinava o
director.
Para proval-o, bastara publicar os dados ofti-
ciaes que possuo no escriptorio, onde tenho enor-
mes diffdreocas que sebem a mais de 700 passa-
geir.is par mez, eutre as estaces do Reeife e Ja-
boato, acontecendo o mesmo com os oatros.
E' d'ahi, tatvez, que se tenha originado a m
vontade do escrivinbador das correspondencias
coutra mim e de mais alguns emor -g^dos da es-
trada que abertameute me aaxiliaram para che-
gar a um resultado tao favoravel.
1 de Abril de 1887.
A. Pires Ferreira.
A Assembla crovlucial
0 proyecto n. 7 de 1887 e a clamorosa tii-
iustica que elle envolve
III
Ninguem deve discutir sem ter um principio a
def en Jar, sob pena de nao poder ha ver se na po-
lmica ou discusso. '
E'o que est acontecendo coca Javeaal Para-
nhos, que heje reappareceu, de volta ds sua-di-
gresco, depois de dous das.
Nao nos prive por tanto tempo das suas luzca.
Q.ial o principio que Javenal sustenta?
As loteras sao Ott nao um mal ?
E' u-eessario que diga precisamente o que pre-
tende : ou defeude cu combate as loteras : ou
sira ou uo
At aqui temos reouhecdn que ele nao tuui
opima i Hsseniada; porque, ora lamenta qu-.- .s
loteras se vstendam e augmeutem, ora mamt. ala
a v nrade de que esse mal se enraizo cada voz
mais no IlOSJ paix.
Nos, porm. mantemos nossa opiniao, qual a reduzTrsse :n as meures proporv^s, desde que
n>i8 impossivel extinguil-o.
Em these somos intenso tj reprovado fogo,
que como qualauer outro de azar, deve ser baui-
Ou da cociedade; teudc em attenco, puiir., l
circumstauciai da provincia e a outra or lera de
motivos, que escapaiu a aleada da Aseeinbla Pro-
vincia!, eutendemos que as loteras da provincia
d-v in coutiuuar, e mercelo at ser protegidas.
E' Jebaixo desse ponto de vista que discutim is,
e apelamos o projeeto n. 7, que tanto teradusa-
u'r.ida ti i Jucenal, e que, torca coifessar, c*da
vrz se inostr mais incohoreute e coutradictori r>-venui Id, hi--iid. que Dera longo de si esto os
prin ii 'S, c qu- a sua impuguaco ao projecto
teiu por cnusa lira prrjuizo eminente dos seus in-
ter-Sees
lnctnal, p.is, que pode fallar pro domo sao.
N seu escripto de Uoje propod-sa a refutar o
que disseraos em tavor do projecto.
Devemos, entretanto, advertir, aiuda u na vez,
que nao nos ateca pessoalmente, nem a appro-
va^o, nem a rejeico do projecto ; miramos so-
minal de suas eces, na rato de 10 0/0, levan-
do-a sede do banco, na ra do Curamercio n.
34.
Este banco esta pagando o si-u primeiro divi -
deudo razo de 4*000 por necio ou 10 O/O do
valor realizado de cada ama.
O pagamento faz-te na sede do banco, das 10
horas da manh as 4 horas da tarde dos das' dio, a 3/8.
uteic.
Lugar noru-guens''- Ideal, para carrezar aqui,
com deslino a bantos, 400 saceos com assucar, a
140 ris.
Patacho americano J. W. Parker, para carre-
gar em Macei, com destino aos Estados-Unidos,
650 saccas com algodao, a 15/.
Vapor ingles Donati, para carregar em Macei,
com deetino a Liverpool, 2,000 saccas com algo-
mnte o dteresse da provincia, e ji demonstra-
ms o proveito real qua d'ella aoferir, dada a
prrmeira bypotbese.
Demonstre agora Javenal, onde est a vasta-
gem para nossa provincia, da venda dos bilhetes
de loteras das atrs : isto Ihe ser impossivel.
Juvtnal nao discute para convencer.
Dis qu pretenco desarrazoada creumscre-
ver-se a provincia ao jogo lotrico dos seos bi-
Ibetes, porque nao deve-se privar ninguem de jo-
gar eom as loteras de outra qualquer provincia !
Em primeiro logar isto nao argumento serio'
qae mereca resposta ; em sfgundo lugar nao po-
demos admittir que haja off;us* de direito, quan-
do a Assembla exerce, dentro da lei, qualquer
das suas attribuices.
Juvtnal fingn nao perceber a nossa argumenta-
cao, qae nada tem de sopbistica, quando diz que
a cireumseripco pretendida odiosa e injusta,
porque ao dssso que em Pernambuco nao se ven-
dero bilbetes de qualquer provincia, os d'aqui
se vendero em qualquer parte do mundo.
lato que sophisraa.
A Assembla o que podo fazer legislar do
modo porque est concebido o projecto n. 7 ; mas
prohibir avena dos bilhetes* das suas loteras
em qualquer ontra proviucia ou parte do mundo,
6 C0U8B que b o guverno de cada urna dellas po-
der fazer.
Urna lei da nossa Assembla nessj sentido se-
ria irrisoria.
Mais criterio na argumentaco, iilustre antago-
nista.
Amanh apreciaremos o resto do seu escripto.
Tycho-Brahe.
Nufragos do vapor Baha*
A coiiiiuisso de soucorros coatinu n
offerecer medico, re:ned s, roupa e di-
nheiro a qualquer naufrago do vapor Ba-
ha.
Se ba alguem gue neoessite deste auxi-
lio e anda o nao tenba .recebido. pede-
se-lbe o particular favor de dirigir-se a
qualquer utn dos menibros desta i cotnruis-
aao ou ao thesourciro Luiz Duprat, ra
do Coinmercio n. 38, no Reeife.
CommissSo de soc-orros aos nufragos
do vapor Baha, Kicife 1 de Abril de
1887.
Jos Joo de Aiairi:u,
presidente.
Manoel da Silva Maia,
vice-presidente.
Seb stio de Barros Barreto,
Io secretario.
Eugene CiKtlioe,
2o secretario.
Luiz Duprat,
thesoureiro.
Joseph Krause.
Jnao Jos do Aroorim.
Jos Mari de Andrade.
Olympio F. L)up.
Henrique Burle.
Manoel Jos Machado.
Francisco Gurgel d'Auar:!.
- Vogaes.
Meeting
Convidase o povo p-rnambucano para
urn meeting. domingo S do correute, a
horas da tarde, no pateo da Santa Cruz,
onde sern arrecadados soeeorros em favor
dos nufragos do B'ihia, usando da pala-
vra os Srs. Laureotino A. Cesario d'Az-,
vedo, Cassiano Lopes e outros.
Naufragio do Babia
A ramilla Sltvt-rlu
Quando tolo? os coraces cominovem-se ante a
terrivel caUstrophe do ahia, e que as alias pia-
dosas enviara o seus obulos s coramisstr-s agen-
cltdoras de so-.-corros paraos naufrago*, ninguem
deve squecer a familia do iraraediato daquelle
vapor, Silveri i Autouiu da Silva, um valente ina-
rinhei'-'j, que em sua existencia soube conquistar
em iodo o imperio aiuig is, que certainente agora
i- rio Os priraeirba a animar as subscriocea que
j se tem aberto em pro da sua desolada esposa c
de seus innocentes filhinhos.
Htdie mihi eras tibi.
niuir-.ito de socledade
Jos Antonio de Figueiredo Juuior e
Custodio Domiagues de Figueiredo, decla-
ra n a quem iuteressar possa, que nesta
data dissslverarn amigav-linete a socieda
de que tinham no estabeleciniTito do g-
neros de estiva, sito ra Conde d'Eu n.
26, nesta cidade, sob a razo social de
Figu iredo & Irmao, tendo por base o ba-
lauco fechado a 10 de Novembro do aon>
passado ; ficaedo cargo do socio Figuei
redo Jnior o activo e passivo do mesmo
estsbelecirnento ; de que de mutuo accor-
do se retirara o socio Custodio Figueiredo
fago e satisfeto, sem mais responsabida-
de alguma, pela gerencia do mesmo.
Parabyba, 14 de Marca de 1887.
Jos Amonio do Figueiredo Jnior
Custodio Dorniugues de Figueiredo.
Declaraco
Jos Antonio de Figueiredo Jnior de-
clara ao publie i, que tendo dissolvedo hon-
tem a sociedade que tioha com o seu ir-
mo Custodio Doniingues de Figueiredo,
no estabelecimento de molhados, ru
Cond.i d'Eu n. 26, e que gyrava sob a fir
ina social de Figueirado & Irmo, contina
na gerencia do mesmo estabeleciment, de
que se retirara o seu irmilo, sob a firma de
Figueiredo Jnior & C, uando responsa-
vcl pelo activo e passivo do mesmo.
Parabyba, 15 de Marco de 1887.
Jos Antonio de Figueiredo Jnior.
Ao publico
Tendo nosso tio Jos de Vasconcellos vendido a
sua empresa do Jornal do Reeife, em cuja typo-
grnphia ersinos i-mpregados, tomamos a delibera,
cao de n*s retirar com elle, apezar dos novns pro
prefario8 annuirem a que ficassemoe. Pelo que
se v que sahimos voluntariamente.
Pasemos isto publico para evitar juizo falso.
Racife, 81 de Mar Elpidio de Vasconcellos.
Abdisio de Vasconcellos.
Eruesto de Vascoueellos.
Interessante
pode chamarse o aviso de fortuna que hoj* nos
traz o Diario. O annuociant.! o Sr. Samuel He-
c-kscher senr, em Hamburgo' prec minado assim
nesta como as deinais parles dt-ste reino pelo
promptido e discrip^o que observa no pasa-
mento dos ganbos, vem uos brindar urna lo'eria
patenceando vantagens tio sobrepujantes que me-
recera a attenco dos nossos leitores.
MlraculoMO suceesnoZ (3)
Urna filba do Sr. Fumn Prancsco Machado,
fazeudeiro no Ibicuhy, Rio Grand- do Sol. cstava
desengaoada pelos m-i'icos que a deeiararam af-
fectada de urna tysiea pulmonar em estado bas-
tante adiautado.
\ Sua familia, profundara-nte cinst-rnada. teve
a feliz leinnrauea de xp^runentar o PEITORAL
DE CAMI5ARA', descoh-rta e preparaeo 'do Sr.
Alvare3 Si. Soares, de Pelotas.
A'guns fraseas .Teste precioso incdicainento a?-
sei^ufaram as meliioras da doeiite, e o uso conti-
nuado eperoa urna cura radical !
Esse iniracuijso siiccesso na cura de uraa t:o
terrivel eutermidade, referido em urna carta iin-
pressa nos opuscuios )ue aeompanham o medica-
mento.
Uuicos agentes e depositarios gemes nesta pro-
viuciaPraucisco Mauoel da Silva &C, ra
Mrquez de Uiinda u. 23.
Avisos aos incautos
Affiiso Ferreira da Rocha Leal, por si e
seus irmos, avisa a quera quer qim "ej i
para n.\o comprar bjiu ulg'um Luiz Jos
.da Cosa Silva, ns viuvas herdeiros de
Antonio Jos da Cosls e Silva, e Jnaquim
Jo di ds;a e Silva, r^pr^auntantea extiucta unua Costa Irmos & C, por es-
tarem pste eom seus b'-ns aujeitos ao pa
gamento d urna divida con rabila para com
seu tinado pai p -i imporraneia superior
a 35:00000: p-na do st havido pos-
8uidor de m f e sem direito de reclama-
do alguioa.
Baetfe. 18 de Marco d 1887.
Alfonso Ferreira da Rozha Leal.
Dr. Paulo Caetano de
Albuquerque
Peco ao Sr. Dr. Paulo Caetano de Al-
buquerque o obsequio de responder a mi-
nha carta de 20 de Fevereiro findo.
Pode procurar-.ne ra Duque deCaxias
n. 91, que ahi achara com quem tractar.
Reeife, 27 de Marco de 1887.
Bellarmino Dourado.
"jN. 9. A Emulsao de Scott fortifica e
desenvolve o systeraa osseo e nervoso das
criangas debis e racbiticas, e nSo ba nada
que possa se comparar este remedio tai
agradavel a reconstituinte para a cura das
doenyas devidas a m condicb de snngue
e debiidade do corpo.
EDITAES
Entradas) de aonucur e aluoiio
MEZ DE UAligO
8 1 '
ENTRADAS O Q i 1 * s
^ 75 *
Barca cas..... i ai 65.373 4.45!
Estrada de ferro de Uiin-
da ...... l 4 3: .2J0 S.7W
Estrada de Trro de Ca
ruar ... l 31 11.034 75
Animaes..... l 31 9".847 10.lid
Estrada de trro de S.
francisco .... I 29 80.630 5.569
Estrada e ferro "de Li-
1 30 10.491 182.635 6.979
30.936
l'rrlameulin
Do dia 12 do mez findo at hoatem, foram ef-
fecluados ofi seguiutis fretameutos e eugajameii
tos :
Vapor nglez Oralor, pra carregar aqui 300
toneladas de assucar a 15/, com destino a Liver-
pool, e em Macei 4,000 accas cem algodio a
3y8.
Vapor iuglez Aolor, para carregar em Mac-.-i,
cora estino a Livei-pool, 50i saceos eoii assucar
a 15/ e 5,000 saccas e mi aixodao a 3/8.
Vapor traucez Vle de Pernimlueo, para car-
Harea inglesa Minuta, para carregar em Ma-
cei, cora destino a Moiureal, 800 saceos eom as-
sucar, a 22/. ,
B.rca inglesa Caledonia, para carregar n* r"i-
rahyba, cora destino ao Canal, 340 saceos cora
carocoa de alg idao, a 30/.
liana sueca Margareta, para carregar na Pa-
rabyba, cora destiuo o Canal, 340 saceos com ca-
royus de algodio, a 30/.
Barca inglesa Bella Rosa, para carregar Ka
Parahyba, cora destino a New-Pork, 300 saceos
eoin a.-aucar, a 22/.
Barca iuglcza Minstrel King, para carregar na
Paiabyba, com destiuo a Liverpool, 2,400 sacan
com aigodao a 3/8.
Itarsa be-panhoia Francisca Villa, para carre-
j;., ,i. I'.iii.yia. em el s'ino a Liverpool, 2,300
suecas coui aigo.iau, > 3/8 e o 0/0.
Barca norueguen-.e Voatun, para carregar no
Rio Grande do Norte, com dostino a Lverpool,
2,400 saceos com assucar, a 3/8 e 5 5/0.
Vapor nacional Jiuabype
Sabio autehontem para os poitos do norte, com
a carga segrate :
Para Macei :
3 bu-ricas com assucar brauco.
10 saceos com uiiibo.
6 ditos com caf.
25 ditos cora farmha de m udioca
I1' caix is com sabao.
Para Mossoi :
10/1 barricas eom assucar branco.
Pora Aracaty :
30 sacos com tarinh* de mandioca.
1 bai i I com m:i.
Par* Cainoasira :
15/2 barricas eom assucar branco.
70/4 ditas com dito dito.
Pumo restolhi (kilo) 400
Genebra (litro) 200
Mel (litro) 040
Milho (kilo) 040
I'aboados de amarallo (duzia) 100*000
regar aqu, cm oestii.o a> Havre, 1,000 saccas \otas du Theaouro dilaceradas
eom algodao a ir. e 10 0/0. ,
Barca iiDiuejuense Aino, para crregsr a(wi recolbimeino de notas dilaceradas est sendo
30 sacos com csaocos de algodo, com destiuo a ft,t0 UH Thesourana d tascuda, nas teryas e
Hall, a 22/6. I seztas-feiras, das 10 s 12 horas da manba.
L;ar uoruegurnse Alrum, para carregar
aqu, com destino a llull, 440 saceos com carocos
de alj^Jao, a 5!i
Brca luruegoense Sperama, para carregar
aqui 650 sacona com assucar a 15/, eom destino
aos Lstadjr-Un;
Barca meleza .-1 areola, para carrejar aq'ii. com
destino a M'jiitrea', 4J0 saetas eom hasucsr a 20/
Barca noruegueuae Brodr Ae, par- carregar
qui odi a J, .', ejm Jcst.no
ao BaltK-u.
fsuts da Alfassdesn
SU-XA OS 28 DB MARCO A 2 DE ADKIL D 1887
ceos com a
i Prlo'ns.
L^ar nacional
| .0) SaCS"S
'tf/e. a
ra
j:n
Carrejar
-Cjini a
para carr.^-.r aqu
.i c-
Alcool (litro)
Aigodl (kilo)
ar retinado (kilo)
Dito branco (kilo)
Dita inascavado (kilo)
Borracha (kilo)
Cacao (kilo)
Cachaca (Ii:
Cal bom (kii..)
Caler- kilo)
Caruaaa (I
kilo)
Caivio de pedra de CarUiti ('O'.")
Cuorol seceos e-piciiados (kilo)
Ditos salgados (kiL)
itos verdes (kilo)
Par: nba de mtu:
218
067
46 1
biOOO
585
500
215
Iiuporta^o
Hiate nacionol Deut te Salve, entrado
de Maco, em 31 de Marco e consignado
a Bartholomeu Liureoco, menifestou :
Sal 38,400 litro ao consigna tarlo.
BEC1FK 31 DE MARCO DE 1887
Para o exterior
Na barca bespauhola Francisco Villa, car-
regaran! :
pifara Liverpool, J. Pater & C. 2,500 saceos com
187,500 kilos de assucar inascavado.
No pataco.) ingles Mois Rose, carregou :
Para Mew-Yfork, M. J. da Rocha 40 saceos
com 3.0J0 kilos de assucar mascavado.
No lgaT norueguense Alrana, carregou :
Para HulI, C. P. de Leinos 300.00J kilps de ca-
rocos de algodio.
Na barca portugueza Hersilia, carregou :
Para o Porto, A. de Pigueiredo 35 paos de
quiri.
Para o interior
Na escuna nacional Marittla. carregou :
Para Pelotas, J. M. Das 200 barricas cog
IV 282 kilos d assucar brancJ.
-Jo hiato nacional Apody, carregaram
Para Mossoi, C. Beltrao & Irmo 10 bar-
ricas eom 4o2 kilos de assucar refinado e 15 dit .8
com 75 > ditos de dito braaco.
>aio carga
I arca bespaobola Frcncitca Villa, Liverpool.
Barca inglesa Frinchner, Kuasia.
Barca portuguesa Hersilia, Lisboa.
liares norueguense Aino, Huil.
BnVue hlleujAo /. O. Fichte, Montevideo.
Barca sueca Scphia, Baldeo.
Barca u ruegucuse brodrene, Bltico.
ch nacional Marietta, Pelotas.
Lugar inglsz Aureola, New-York.
Logar nacional Afosa /, Mantos.
Lugas nacional avenal, Rio Grande do Su).
L--r norueguense Alrana, Hall.
: norueguense Ideal, Santos.
r iuglez Xornet, New-York,
Lugas uorueguense peranza, Canal.
lio inglez ios* Rose, New-York.
\avioN deNcarga
oe hlleoio Jos Genebra, carvo.
Hatea norueguense Progress, car vio.
rtaasa inglesa Chrisliaiti Scrioey, carvo.
II .rea duinmarqueza Arica, carvo.
l.n-a hespaubola Francisca Vdla, carvo.
I i iica n oiuegueusc Glitner, carvo.
Barca inglesa Paragero, bacalho.
Prof^s.vora de canto
Tendo resolvido fixar residencia nesta
cidade, propon-so a dar licoes do cantona
era casas particulares, prometiendo esfur-
car-se o mais possivel pelo aproveitamento
de suas discipulas, pudendo ser procurada
ra do Imperador n. 44, 3. andar
Lugar ingiez May, carvo.
Lugar ing.ez Liutie R. Wilce, b icalho.
Lugar allcmo Helent, Varios gneros.
Lugar inglez Rosina, bacalho.
Patacho iuzlez Aldicylh. bacalho.
Vapor iuglez Plato, varios gneros.
Iteurfiuicotos publico
Renda geral
Del
HEZ DB ABRIL
Alfaniega
2LT28114J
Renda provincia
De 1
4.073,5177
Uecebedoria
Pe 1
Del
ie 1
Consulado Provincial
Recije Drainage
892*045
1.62U401
3866I2
O Dr. Thomaz Oarcez l'aranhos Montene-
gro, coniinendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
cio desta cidade do Reeife e seu termo,
capital da provincia de Pernambuco, por
S. M. o Imperador a quem Deus guar-
de, etc.
Paz sabir aos que o presente edital virem, ou
delle noticia livere.ii, que por parte de A. Lim-
bert, liquidad ir da c> npauhia Tho Central Sugar
Faetones f Brasil, Limited, Ihe foi apresentada a
petico da forma e theor sej^uinte :
Illm. Sr. Dr. juis de direito especial do com-
merc-o.A. Lamb<>rt,lquidador da eompanhia The
Central Sugar Faetones of Brasil, Limited, vem
requerer a V. S. que se digue de mandar publicar
edital, contendo a ee.uteaca que o-denu a liquida-
cao da raesma compaohia para que produza ella
os devidos ri.-itos e possam os interessados promo-
ver o seu direito,
Assim p-da a V. S. deferim-'uto. Esptra He-
ceber Merc R-cife, 28 de Marco de 18870
advogado Dr. J. I] rrcia de Araujo.Sallada le-
g lmente
Despacho. Faca-se a pedida publicarlo.Re-
cif.- 29 de Marco de 1887.Montenegro.
Depois do que se v dos autos a aentenca pela
qual o Supreno Tribuual de L mdrea mandou li-
luidar a referida eompanhia The Central Sugar
Pactories ot Brazil, Limited, a qual foi traduzida
pelo rosp'-ctivo interpetre do coinmercio desta pra-
Ci de Pe.-iiainhnco Jos Faustino Porte, u qual
uo tbeor seguiute :
Senteu^'.N> Supremo Tribunal de Jastica.
D;viso da Ch-ucllaria.Juizo Senhoi Nortb.
Fls. 4O Sr. Ward.Registrador Fls. 194.
Sabbado. 18 dn D-'zembro de 1886.
Na causadas luis ds companh'as 1862 e 1867. E
na cansa da The C 'utral Sugar Faetones of Brasil^
Limitd. A' requerimento da The Central Sugar Fa-
etones ot Bratli Limited de 9 de L). sembr de 1S86
presentado a este Tribunal,apz ter ouvido o advo-
gado requereute, e ap leitura da referida peti-
co, com deeluracao de Richard Kiduer (secretario
da Tefcrida cumpanhia) autuada eoalldeDe-
zembro de 18s6, de t t sido publictdo um aviso
ua re -i ida petico nos jornaes. London Gazeth,
The Tlnuies en Morning Post; datados de 10 de
Dezerabrn dn 1886 ; Este Tribunal ordena que a
referida C-ntral Sugar Pactories of Brazil, Limi-
ted si-ja liquidada pelo Tribuual de accordo com
ns disposioyes das leis de companbias 1862 e 1867;
e tica orden ido que as custasdos requerentes desta
petico sejam contadas pe'.j contador e pagas do
activo da dita eompanhia.
A todos (pian t js o presente virem ou possa iute-
ressar, eu Charles Preston, Notario Publico na ci-
dade de Londrer, Inglaterra, devidamente nomes-
do o iurameutadu, certifico e atiesto que o docu-
mento marcado A, indicando ser um copia offieial
it una oidein passada na repartidlo da Chancel-
lara do Supremo Tribunal de Justica na Ingla-
terra pelo hourado Sr. Nortb, um dos juizes do re-
leridj Tribunal, era 18 de Dezembro de 1886, na
causa das leis de cirapanhias de 1862 e 1867 e na
da Central Sagar Pactories of Brazil, Limited,
(pela qual o referido Tribunal ordeuau que a Cen-
tral Sugar Factories of Brazil, Limitad fosse li-
quidada pelo referido Tribuual de accordo com as
disposices das ditas leis de compaubias de 1862
e 1867 da raaueira uellas mencionadas) com ef-
teito uraa copia fiel e ctata da dita ordem, a qual
foi por mim devidamente conferida com a ordem
original lavrada pelo dito Tribunal, e outrosim,
certifico qae a dita copia offieial foi devidamente
passada r fornecida pelo respectivo offieial do dito
Tribunal eesta devidamente sellada com os sellos
(lciaes do referido Tribunal e que a referida co-
pia sliicial sellada, como cima dito, deve, de ac-
cerdo com a lei de Inglaterra, ser recebida como
pr va da dita ordem original, em todos os juizos
e t a delles sem mais outra prova,,
Em testemuubo do que as&ignei o presente e af-
fizei o sello do meu officj, aos 4 de Janeiro de
1887, para servir e valer onde fr preciso.
Quodat.estor. (\ssigaadu.)Charles Preston.
tabedi publuo. Londres. No Supremo Tri-
bunal de Justica. Reparticio da chanceli.ru.
Mercado Muaiclpal de *. O raovimento dcste Mercado uo da 1* de
Abril foi o seguate :
Entraran1. :
21 bois pesapdo 3.762 kilos, sendo de Oli-
veira Castro, 20 ditos de 1. qualidade,
o e 1/2 de 2 dita ce 1/2 ditos particula-
res.
1100 k'los de ptre a 2 ris 2200u
72 cargas de farioioa a 200 res 144()
5 ditas de trucas diversas a 300 rs. loOO
11 taboleiros a 200 ris 2200
t Sumos a 200 ris 180U
Foram oceupades :
24 columnas a 600 ris 14J4U0
25 compartimeiiios ue ariuha a
-.500 ris. 12/5MI
21 ditos de coinid a 500 ris 10/500
75 ditos de Iftgumes a 4(X) ris 30/000
' 1 di jos u- samo a TOO ris 12/60.
II ditos ne tressmas a 6iM ris 6/6U0
10 talhos a 2/ 20/0('
1 din.s a li 1/000
A Oliveira Castro i C.:
54 talhos a 1S 54/000
2 talhos "a 500 ris 1J0U)
fiteve ter si dada aeste dia
a quautia de
.204/500
6:026J020
6:214*420
050 Emhub uorueguense Hapsnas, varios gneros.
Rendimento dos dis 1 a 30
Foi arrecada3o liquido at beje
Preces o d,n :
Carne verde de 210 a 480 ris o kilc.
Curaeiro de 720 a 8JO ris idem.
Sainos de 660 a.640 ri ideu..
Kannha de 2J0 a 24') 'is a cu*.
Mili.o de 26 > a 32-) ris dem.
Feijo de 'Al a 1/000 idem.
H*(doaro l'ublico
'(Foram acatioas uo Matadouro da Cabanga
rezes pura o consumo do dia 2 de Abiil-
Scndo: 61 rezes pertenecutes a Oliveira Cslr",
& C, e 21 a diversos.
82
VAPOBJiS
Desterrodo sul boje.
Nigcrda Europa a 4.
Ceardo norte a 4. ,
Alliaucado sul a 5.
Marques de CaitasJa Baha a 5.
Ville de Santosdo Havre a 6.
Manosdo sul a 7.
Advancedo norto a 8.
Trentda Europa a 10.
Oratorde Liverpool a 13.
Tamardo sul a 14.
Parado norte a 11.
Pernambucodo sul a 17.
Magrllanda Europa a 21.
La Platada Europa a 24.
Espirito Sautodo norte a 24.
HAVI08
Amaudade Hamburgo.
Apotbeker Dirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albauadu Carditf.
Aune Catbarineda Babia.
Andaluzado Rio Grande do Sul.
Bernardos Uudeletvus do Rio Grande do Sul.
Brothersdo Rio de Jaueiro.
Cato Diudado Rio Grande do Sul.
Enjcttado Rio Grande do Su).
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Sul
Elysaao Porto.
Pavoritede Santos.
Guadianado Lisboa.
Haus Tode-de Cardiff.
Jolautde he Santos.
Joaquinado Poito.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Ladyberddo Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Mein Sopliiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Marydo Rio Grande do Sal.
Noreoen-Mle Liverpool.
Nautilusdo Rio de Jaueiro.
Uur Aunicde Buenos-Ayres.
Oseardo Rio de Jaueiro.
' Premierdo Rio de Janeiro.
Padre Caciquedo Rio de Janeiro.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sul.
Spaikde Terra N'ova.
Witlu-lmiuede Hamburgo.
lloviucuto do pero
Navios entrados no dia L. de Abril
Rio de Janeiro22 das, barca norueguense iV-
vre, de 428 toneladas, capito Tbomaz C. Pe-
dersen, equipag-m IO, em lastro ; a W. W. Ro-
billiard s C
Tauaudais e Rio tormost i horas, vspor na-
cionsl'fli*9'a de 223 toneladas, enmmandante
Sousa Loo, equipagem 29, em lastre; a Cm-
panhi Prniambucans.
Navio* sahidos do mesmo dia
Rio de JaneiroLugar americano E. A. Sanchet1
de 46S teneladaa, capito J. JohuBon ; carga fa-
rinha tic trigo.
i
H


1
lOBHHBaa
iario de PernanibueoSabbado 2 de Abrir de 1887
I

-*
o Sr.juii Nortb. En, sadienc-i. Pis. io. Sab- goeledadc Athenen Musical Per
So. No feiro
bad- aos 18 das de Deaeinbro de
referente 4s lea de nnpmhias da 1862 e 1867.
eNo feito da Central jugar Fatories of Braa ,
Limited.
A requerimeato Ja auita* nomeada Central Su
gar Factorifla of Biasil, Qinited ; depoia de ouv-
o advogado por parto da aupplieaote e feta a lei-
tara da peticao pira iiuili^o da ita coinp uih-i.
presentada a este tribunal pela coinpanbia aos
9 de Desembro de I816. e aucoado uin dep.im"Htj
de Alan Lamben hu 10 de ezeuibro de 1886, e
um depoiineuto do Ei unto Luxmoor e (]insbael
endo auioado aos 1 f> de Dezeinbro do 1886.
E' ordenad), quj AUn Limbert, rldente so
a. 9 Saint Heloies Place, en cidtde de Londres,
negociante, preaideute di. Jiu companhia, sej i
Borneado provisoria mate liquidador official da
cima nomeaia cunp inhia ;
E ordenad qu' dito Alan L-imbert, sata
OU aos 20 de J*u;iro de 1887, preste inc* pira
aer approvada pelo juiz. E este tribunal par este
instrumento limiti oi poieres do dito Alan Lain-
ert como tul liquidador offi :i*i provisorio a>s se-
gaiates .actoa, a a.iber :
l* Tomar po*se, reeolher e pro'.eirer a proprie
dade da companhia no Brasil e na Inglaterra.
2* Representara coin)iubia perante o govcroo
brasileiro.
3 Fazer a-raujos din os planUdorea na Brasil
para fomccimeuto de caunas pira os ii.i9 de coa-
tinuar o negocio orno em cffjetiv. andamento.
4. Oingir o negocio da coinpauhri quauto eja
Decenario pira o benfica liquid.ieao da inesina
e para esse u des-'inpeuhar e completar contrac-
tos pendentes, porm ia a entrar em contracto
novo .:lgu:n cxjepti quanto possa sor necessario
para nirigir o negocio da di'a coinpauhia.
5 Tnour diabeiro* emprestados para o fim de
dirigir o uegoeio da dita eoinpauhia e pira u fim
de proteger a propneiaie d compiuh, porm o
total disdiabeiros tnnvloi emprestados, nal deve
exceder a sommi d 5,000, e a Uza de juro p i-
gavel nao deve exced r a 6 % e por auno.
6' Obrar cid tirios oscaaus Ue e inerircuei igual
mente fas-tr todja os ae.to* que poiaam ser necea-
sarios para o fim aciuft ;
E ordenado qu > dito Alan Limbert, antes
oa ao> 25 de Abril de 1S87 deixe ama coutas na
sudiencis do juiz ;
E ordenado que tod-8 os dinheiros qua forero
recebldos pelo dito Alan Lambe: t como tal liqui-
dador otKenl provisorio (outros que nao quaes-
quer aiulieiro toinadiM emprestados em cumpri-
ment desta ordetn) s-jm pagos no Bineo da In-
glaterra, a crdito da cuita do liquidador official
provisorio da dita couipmhia, dentro de 7 das da
data do reeebmento dos meamos. (Assipiad >s)
Alfredo unbus >, principal escrivao. (Tinha
rttupilbas de emolumentos no valor de um oitvo
eaterlino e diversos carimbos do tiibunal) Tra-
duzido iitteralmeute dos proprios originaes hos
piaes ni- reporto. Peruainlouco, 16 de Marco d
1887. Jos Faustin j l'orto, interprete do eoa
raercio.
Sentenca esta q'ie po este juizo mandei cutn-
prir em daca de 18 de .Ylrci de 18S7.
E para que possain os iuteressad >s promover o
seu dircito inamiei passar o presente edital que
.ser publicado pela nnprensa e iixado nos luga-
res do costuaie.
Dado u pussadn nena cidade do Ileeife aos 30
dias do mez de Mi reo do hiiuo do Nts^i neutj de
^oaso Saibor Jess Cbrioto de 1887.
Eu, E.-uesto .Machado Freir Pereira da Silv.;,
o subscrevi.
Ihimaz Garcez Paranhos Mjntenegro.
uambiieano. em 99 de Mareo
de l
De ordem do conselho convido c-s Srs. associa-
dos para compireeerem na sede desta sociedade,
no da 3 do corrente, s 10 horas da manba. para,
em assembla geral, traotM-ae de negocio de alta
i.npjit:incia social.
O secretario inlerine,
Jos Antonio Oavalcante.
O Dr. Joaquiiu da Costa Kibeiro. juiz de
direito do civcl tiesta cidade do Recife e
seu termo capital da provincia de Per-
Bambuco por sm inxgestade imperial e
constitucional o senhor D. Peiro II a
quem Deus guar !e elo.
F. co Saber aos que o presente edital virem ou
fielle noticia tiwrun, que por este juizo, findos os
dias da lei, se ha de nrrein-itar por venda a quem
oais der e maior Um; uff-rejer a 2 de Abril vio-
douro u seguiute :
ioa typugrHphia coin o seguiute : oitenta e
tres purs de caix ts e viute e dun estantes e m o
eeguinfe : lypos romanos-de n. 5 a 16 cum o com-
petente tnlico, idem da li'ttrna uiaiscuias de n. 16
a 88, lypo ucrmando de u. 8 a 24 coin o compe
rente itlico; typo de iautazia n. 4 e 1/2, 6 e 1/2, j
*i. 9, 12, 14, 16 e 13, estaadu cada corpo em suas
caixas n. 20, quatro caixas n. 22, q.iatro ditxs
o. 24, tres ditas n. 32, quatr- ditas n. 36, ama
dita n. 44, urna di a u. 45, duas dius n. 58, urna
dita typo ornado de us. 36, 55 c 66 em p^queua
quantidadr, existiudo inaior parte dos referidos ty-
pos embolados e seis pontos de manuserip'.o inu
tilisados, cento e seis emblemas du divereos tima-
nos, dous ditos grandes, sendo um do Senhor dos
Passos e outro de Nossa Seuhor.i da Grava, urna
caixa coin alguinas linhas e abracos de diversos
tamaubos, trinta e seis viuhetas para rotulo*, oit.i
i'iats para lettr is v quairo ornatos para ditas, urna
csixa com enfiles de diversas qualidades, qua
torze laminas de i'iihas paia sombra, cinco com-
ponidnr s, sebienta e sete galeras para se botar
i'.onipoeigao, urna escova p.r fazer provas, diversos
cotassos em mo estado, inn ciitador de liuhas
idem, um pequeuo prelo n. 171 da lubrica Laurent
& Deberny coui as competentes ramas e dous rolo
velhof, uina pe<,ueua caldeira di- robre e a com-
petente frma para tundir rolo, um balde de-f-*rro
pira pjtassa, seis taboas pala laVagem de forma,
nnia armac-io t'ranceza para r do, um j.irrao, qua-
tro inesB de louro em mo etade, uina carteira
vciha, um armario fechado i m mo estado, quatro
pratiltiriis idem, um cabido idem e duas grades
para porta.
Avaliudcs os typos, prelo e todos ns inais uten-
cilios cima, existentes no armazem do s-brado da
ra das Trincbeiras n. 50; em 1:60000.
Pcnborado por x^eucio da Joaquim Manoel
Perreira de Souza entra a viuva Moltier Ai C.
Pelo que toda a pess-.ia qn- em dit.-s nteneilios
Cj'jiter laucar poder fazer nos dias da prnct.
E para que ebegue ao eonbecimento de todos
mandei pasear o presente edital que sr publicado
pela imprensa e arBxado no lagar do costme.
Dado e paseado ne-ta cidade do Recite aos 3
dias do nr-z de Marco de 1887.
Eu Pedio Tertuliano da Cuuha, escrivao, o sub-
crevi.
Joaquim da Costa Ribeir.
O Dr. Jos Antonio Corroa da Silva, eavalieiro
da ordem de Cbristo, juiz de dircito de orpbaos
e ausentes da comarca de Oiinda por S. M. o
Impcradi r, a quem Deus guarde, etc.
Paco saber aos que o presente edital virem C
delle noticia riverem, que a requerim-futo d> cura-
dar do espolio do tinado Francisco Mauoel da (.'os-
ea, vai no di 5 de Abril Vindouro, depois da au-
diencia, em hasta publica, per venda e arremata
<^2o a quem mais der e melhor lauco otfefecer os
fettia segjintes :
Um terreno no lugar Porto da Madeira, em Be
beribe, com 100 palmos u frente" e 40'J ie tuu.do,
avallado em 80')00, po. ijijCXX, por sei abaliia
>. quitn parte daquelio ,. uuu .. vis n-j apoa-
recer lanzador na primeir praga.
Urna casa de taipa, cobelii de teihas, cu mo
estado, na ra de S. Joao, 6a Uebt-rioe, sent
em um ferreno com 5) palmos d li-.ryura Sobre
le t'judo, qu* vai al u lio, no qial existein
;iversos arvoredos de fructo. como sej^in. coqnei-
,08, jambreirOB, oitiseiro, c> jueiio e jaque ira, ava-
llado em 250*00-3.
Convido, portanto, os pretendenies n compare-
cerem no dia cima designado, ahm de ter lugar
a ulludida arrematacao.
E para que ebegue ao cjuhecirr.entr, de todos, !
mandei passar edital, que tei affixado no lugar
..o costme e publicado pela imprenta.
Dado e passado nesta cidade de Oiinda, acs 31
de Marco de 1887.
Eu, bachurel Francisco Lina Caldas, earrivio, o
EJuscrevi.
Jos Antonio Jorreia da Silv
A ilministra?o dos crrelos de
Peroambuco 31 de llardo de
188.
R-'lac.-ilo da correspondencia registrada (sem
valor) qan existe nesta/aparti^So por nao
t-rem sido encontrados seas destinata-
rios.
Adelina (Jaldina de Henezes.
Analia Mendes de Mello.
Antonia Xjz Barretto.
August Alves Tenses.
Alfredo Fernandos Dias.
Antonio Gomes Tavares.
Antonio Joaquim Barroso Braga.
Antonio Peroira Gomes.
Antonio Pinto Reg Freitap.
Antonio de Queiroz.
Antonio R. Azevedo Jnior.
Antonio da Silva Braga.
Basilia de T. aot'-.-i.nna.
Belisario Francisco Gouvoia (2)
Benicio Nelson Cunha Mello.
Aernardino S. dos Santos.
C.rrvlL
Carlota Mam do Espirito-Santo.
Caorlina Maria do Bomiira [21.
Dowizy.
Diog d< Barres e Araujo.
Di mas Francisco da Silva Braga.
Ernesto Correia.
Eduardo do Reis Oracco.
Feraan les Carvalho & C.
Fortunato Gordim.
Fredenco de Oveira Soares (2)
Fredei i-_-o R. da Costa.
Francolino Theoioro C de Vasconcl.'os.
Francisco Rodrigues Pereira.
Pcaaciaco de Souzi Maia.
Franeisco Xavier Soares.
Francisco Xavier Salerno.
Geraldo Ferr*-ira Maia.
G. da Silva Bailada.
Hennque Guilberme Coelho.
Uoracio Line de Andrade.
J. Joaquim Miranda A.
Julio.
Javaio Ferreira Fontes.
Joaquirn Telles de Menezes.
Joe Alves Tenorio.
Jos Antonio Barboz.
Jo da Cunlia Liberato de MattO.
Jos Ciimaco do Espirito Santo.
Jos Joaquim do Freitas Pefeira.
Jos de Oveira Caiheiros de Albuqueque
Mello.
Jos Tibur.:io Tavares.
Jos Victorino de Paiva.
JoSo Coelho Moreira.
JoSo de DeosSampaio.
Joao Jos da Silveira.
Joo Vcrissimo Gomes.
Liori>ia Dativa da Conceicao.
Luiz Ignacio de Oliveira Jardim.
Luiz Ignacio de Moura.
Maria das Dores de Jess. A
Maria Epifana Buarquc de Man-edo Milanez
Maria Francisca da Conceicao.
Maria Francia ja Taveira.
Mria MagJaiena.
Maria das Meris de MendonQa Lins.
Maria da Nativi-lade Gomes da Slra.
Maria R sa da C^nceifiio.
Marciano Antonio Pereira.
Miguel Mariano de Souza.
Mauoel Alves da Rmha.
Maria Antonio dos Santos Vieira (3)
Manoel Antonio Jos Correia.
Manoel de Britto Cotegipe.
Manoel Bretes. *
Manoel Domiugues Pereira.
Maaoel Fernandes de S Antunes.
Mauoel Firmino Pereira.
Marunl Fons-3: Araujo Luna F.
Manoel Teixeira Rita Teixeira de Carvalho.
Roaa Maria Torres Gomes.
Rab-llo, Sobrinlio & C
Senborioba Maria do Kspirto-Santo.
Silveria Maria de Ar-ujo Lima.
Sjmpbronio.
Sebastio Jos Oavaicante.
Tliomaz Jos Coelho de Almeida Sebrinho
Victorina Maria da Conceiclo. '
Vicente. Almeida Pinto.
Valiivin D.-metrio da Rocha Wanderlev.
O I." offiui*),
Deodito PUto dos Santos.
Corapanhia Peraermbucana de ia
vegafo cosieira por'vapor
Oa jaros do empreetmo contrahido pela compa-
nhia do semestre rindo boje, ao pagos no eecrip-
torio da meama, mediante a apreacntacao dos cou-
poilk. .'
Recife, 31 de Marco de 1887. -
THEATRO
S. R. J
EMPUZi ARTSTICA
;0MPNHU0EZUZOELUS
HESPANHOLA
Director de acea
D. Valentn Garrido
Maestro-director
D. Aitttio del Valle
HOJE
Sabbado, 2 do corrente
ll Recita (5a de asslgaatura)
Espectculo variado
1.Subir a acea a mui applaudida zarzuela-
cmica em dous actos, lettra do aatyrico eacriptor
Pina, e msica do dlatincto macatro Rubio, de-
nomiuada: '
Sociedade Recreativa Juventode
Sarao bimestral em 17 de Abril
Tendo de effectuar se neste dia o sarao do bi-
m?*re rluenteso convidados os teuhores socios a
procurar seus ingresaos em mao do Sr. theson-
reiro. O* convites esto em poder do Sr. presi-
dente ; previue-se que nao aeadinittcm aggre-
gados.
Secretaria da Sociedade Recreativa Javcutude,
30 de Marco de 1887. .
Jos de Mediis,
2o secretario.
CHARGEURS REUNS
Compaahia Francesa de navega
eio a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
boa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santoa
Commandunte Chancerel
S R. J.
YERBAS
Sociedade Recreativa Jiaventadc
be conformidade com odsposto no g 1- do ar.
57, fieam suspenaca oa recrcios e expe aente desta
sociedade do dia 3 at 10 de Abril.
Secretaria da aociedade Becieativa Juvintude,
1 de Abril de 1887.O 2- secretario,
___________________Jos de Mediis.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 4000 conloa, em 3 sorteios,
fica transferida para o dia 14 de Mao vindouro,
impreterivelmcute, noa termos do despacho de
Cxm. Sr. presidente, de hoje.
Tbeaouraria das Loteras para o fundo de
emancipacSo e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Desembro de 1886.
O tbeaoureiro,
Francisco Gonyalvca Teirea.
IRUANDADE
DO
SS. Sacramento do Re-
cife
Sao convidadoa todos os irmoa desta irmanda-
de para comparecerem paramentados na igreja
matriz de S. Pr. Pedie Goncalves, no dia 4 do
corrente, s 6 horas da nanhS, para acompanhar-
mos o Santiasimo Viatico em prociasao aos enter-
raba desta freguezia.
Recife, 1- de Abril de 1887.
Joaquim Alves da Fonaeea,
Escrivao.
Cond
Espcra-ae des Dortos do
sol at o dia 5 de Abril,
seguindo depois da indis
pensavel demora para o Ha-
vre.
medico a bordo, de marcha rpida
commodos e ptimo paasa-
i
DanipfschnTahrts-GeselIschall
0 vapor Desterro
E' esperailo dos por-
tos do sol i.t o dia 2
ile Abril esagnir de-
pois da demora necea-
saria para
Banco de crdito real de Pernaiu-
baco
Nos termos doa artigoa ) e 6o dos estatutos,
silo convidados os Srs. accionistas realitur at
dia 15 de Abril prximo, ua sede do Banco, ra
do jommercio n. 34. a terceira entrada de 10 */.
valor nominal de cada uccao.
Recife, 14 de Mareo de 1887.
Os administradores,
Manoel Joao de Amerito.
Jos da Silsa Loyo Jnior.
Lua Dnprac
SSBC353 Ciwcial Agrcola

De ordem do Sr. prrsidente. convoco de novo
mu aenhorea aaaoeiados para reutiirem-S em as-
acmrMi'ii eeral no dia 15 le Abril prximo viudou-
ri, As 10 horas da inanha, visto nilo b.iver com-
paieciilo boje numero leg^l para o fim determina-
do un urt. 2-1 dos estatntoB, conforme foi nnnuu-
ciado. Picar constituid u assembla geral nrje
dia com o numero de Bocios que comparece], de
acecido com o arr. 27 Jo referido estatuto.
Recife, 30 de Marco de 1887. -*
Sebastian .M. do Reg Barro*,
1- secretario.
Matriz de Santo Antonio
DECLAS4C6ES
teneravel ordem terceira de \
S. do Carato do Rcc fe
* de Abril iie ISK7
Di ordem do caries i ir. io a todos
os noasoa carisajtmea irnia.-a pira, ;-.:,-."tauos
com cna habite*, eoaoparecerem u* ^^^^h noa>^l
aa ordem, para aaaiatinnoa ai* ucum osttemana
eanta na cenvento da nosaa ordem, :
averno* convite do lievm. pu io provis-
to de Santa Augusta Cabral.
Secretario uterino,
Miguel dos Sautos Costa Jnior.
Vcneravi'l (rmandade iloMenlior
MaollHalinu Naeraincmo
Pelo prseme conviio aos iimSoa desta venera-
vel irinundade a compan cerem nc respectivo con-
sistorio As 6 1|2 horss la msoh do dia 5 de Abril
do correte, arim de acompanhnrmos a prociseao
do Senhor aos eufermia, coufjrme determina o
comproioiaao.
Couaistorio, 31 de Marco de 1887.
O escrivao,
H. C. Brrelo de Almeida.
Caiapantila Knma Tner:xa. <-mp<<-
ntrla do abaatei-lmento d'asjuia e
la.6 cidade de lilaila
As. ir.b:a geral
ordem do Sr. ^reaicente da asarmbla geral
B*tivido oa aenbjttaa accaiuisiaa a as reunirem no
Ka 5 de Abril, ao meio din, n'um dos .-bloea da
'Asitciacilo Commercial HeiAfieente, afiaD de aer
cantinuada a seaaao que lie >u adiada.
Eacriptorio do gerente, 28 de Marco de 1887.
A. E'ereira Simoes.
PERSONAGENS
Adela................... Sra. Pl.
Auita................... Sra. Sacanelles (M.)
Gertrudis............... Sra. rJuclos.
D. Policarpo............. Sr. Garrido.
Z icarias, tabelliSo......,. Sr. Rimos.
Theodorito, deputado...... Sr. Manso.
Narciso, barbeiro......... Sr. Ramrez
Pedro, servente........... Sr. Duran.
Molistas, ofiiciaee de biteria, coro geral, etc.
2.A lindiasima xarzuela em um acto dos Sra.
Estremera c Cbapi, intitulada :
MSICA CL4SSICA
Personagens
Paca, madrili'u :......... Sra. Pl.
Cacufate, ceaantedeloterias Sr. Garrido.
O. Tadeo, bajo de capilla.. Sr. Ramos.
A'n 8 liorrtN.
Prcf js do coslume
Hiver trei8 para Apipacos c Ohnda, e bonds
para todaa aa linhas.
\ot;i. Nao haver espectculo at
sabbado, 9 do corrente (<)a recita do assig-
tura.
<->m XJ. J?
Club Dramtico Familiar
Domingo, o de Abril
Grande mitinee beueficente em pro dos infeli-
zea naufrago do Baha, com aaaiatencia do Exm.
Sr. presidente da provincia e com e generoso coo
curso das distinctas e intelligentea artistas as
Exmae. Sraa. DD. Josepha Pl, Sidonia Springer,
Adele Naghel, Rosina Bellegrandi, Rosa Mauhon-
ca e Guilhruiina Villas-Boas e dos Sra. L. Milo-
ne, A. Migliazzi, e doa maestros Antonio del Vale,
Marcelliuo Cleto e Elias Pompilio.
PrograiuiaUa
PRLMIKA PARTE
NT. 1
EvolttfoGrande ouvertura pelo corpo de or-
chratra do Club, s:b a direccao do accio benem-
rito matatro Marceliiuo Cleto.
N. 2
Teic.'iro acto do Corando de Mari/ifieiropeloa
socios do corpo 8cenico do Club, A. de Moraea,
Theubaldo, R. Lima, L. Vernet, A. de Vlel.o. E.
VVaoderKy e Sras. DO. Rosa Manhonea e Gui-
Ihermina.
M. 3
Bouooru sec pela Sra. A. Naghel cem acompa-
uhameutj de orenestra, regida pelo maestro per-
nambuetno E. Pompilio.
N. 4
Vesperal Siciliana do Verdipela Sra. S.
Spriogir, com acoinpanhameufo de orchest.-a, re-
gida pe.o maestro E. Pompilio.
N. 5
Naufragio do Bahiapoesa do laureado dra-
maturgo e poeta peruambucaue o Di*. Alfonso
Oliudeuse, pelo socio Theobaldo Saldanba.
N. 6
O Porvirlinda syinphonia pela orchestra do
Club.
N. 7
Amor por aniirxitti comedia em 1 acto, pelos
socios do corpo acenico, Srs. Augusto Peres, F.
Galv j e D. Koau Mauhoui,'.
Intervalllo de 10 minutos.
SEGND4 PARTE
N. i
Dezenvve de Abrilira obrigada a piatoo, pela
orchesira do Club.
N. 2
Remante da opera MignonThrmaz,para so-
prano pela Sra. R. Bellegrandi, com acoirpanba-
inciitu ae orcheatr.
S. 3
Romance do Kuy Blas de Marchetti, pr.ra ba-
rtono pela Sr. A. tilgitaxai.
X. 4
Syinphonia e cavatina de tiple da zarzuela
kl estreno de una aitista pela Sra. D. Josepha
Pl, com accmpauhauonto de orchestra egida pe-
lo maestro A. del Valle.
N. 5
Mia spoza sar la mia bandiera de Rotoli, para
ii.ini un peio Sr. A. Migiiazxi, com acompanha-
uieuto de o>diestra.
x e
Non torn romauce paia soprano pela Sra. Bo
siua Bellegrandi.
N.
Lvate la camine'-la~peAu Srs. L. Milone e A.
N'ghet, com acompauhamento ile orebestra, regi-
da pelo -maestro E. Pompilio.
Nos iutervallo tocarao no peristillo do thestro
urna bauda marcial graciosamente cedida por S.
Esc o Sr. presidente da provincia e a diatincta
pliiiaruionicaQuatorze de Marco,que exponta-
u>amcute se ptetlou.
O Club reserva para as familias a 1 e 2a ordens
de cumaictes, inclusiva as galeras. Urna com-
missio receber a porta o bolo com quo o gene-
roso publico pernambucano queira concorrer para
auaviaar a desgranada aituacio em que se acham
collocados oa nufragos do Bahia, maitoa doa
quaea teein o direito de invocar alm do senti-
mento de bomanidade, a proteceSo de seus com-
patriotas.
Send~ o dia escolhido para esta resta de car-
dadeam domingj, o Club Dramtico Familiar ap-
pella para as distinctas claasea acadmica, cm-
mircial e artialica, para o publico em geral e es-
pecialmente para o coracio das suas patricias,
convicto de que ungueal se furtar ao cumpri-
ment de civismo e pbilantropia.
Principiara i* II Hora*.
Iriuaudadc do Henhor lloiii .le
sus das Chagas, 9 de .abril
de 1S9
Devendo ter lugar pelas 3 horas da tar-
ide, do dia 3 do corrente, Domingo de Ha-
mos, a solemne procissilo do Senhor Bom
Jess das Chagas.
De ordem da mesa regedora convido aos!
e offerece excellentes
dio.
As passagena poder ao ser tomadas de antem&o.
Recebe carga encommendas e paesageiros para
os quaes tcm excellentes accommodacoea.
0 nw Mi He Us
Com mandante Henrj
E' esperado da Enropn
at o dia 6 de Abril, se-
guind depois da indispon
savel demora para a Ba-
bia, ttlo de Janeiro
e Manto*.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p?lot
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarcngu. -);a-
quer reclamacao concernente a volumes, quo po-
ventu h tenham seguido para os portes do sul.afir
de se podercm dar a tempo as providencias necca-
sarias.
Expirado o referido preso a compaahiaca n se
responsabilisa por extravos.
Para carga, pa8agena, cucommendas e dinheira
a frite: trata-se com o
AGENTE
Augusta Labiile
9 RA DO COMMEBCIO 9
CompuB'iia liras ileira de Xa ve
sisciio a Vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Manos
Commctndante 1- tmente Guherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do su I
at o dia 6 de Abril, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portof
do norte at Manos.
carissimos irmaos paia s 2 horas do indi-
j j- .~nn.^ i I rara carga, passagens, .ncommendas valere*
cado da comparecern no consistorio da tracta-se na ageneia
igrej de Nossa Senhora do Paraizo e S- PRACA DO CORPO SANTO N. 9
Joao de Deus, attn de em corpo da ir-
mandado acompanhar aquelle Senhur em ; PORTOS DO SUL
sua solemnidade, a qual tr'r o itinerario, C\ XTXYXCW* fpQs'
pelas ras do costume, com a differenfa, | VtpUl vUctl a>
porrn, qu* na freguezia de S. Jos segu- Commandante o 1.' tetunte Guherme Pa
r pela traVessa do Peiacoto, e:n virtudo de | cheeo
ordem superior.
Lisboa e llamburgo
Para carga, pasagens, encommendas, dinbei-
ro e frete tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RA DO COMMERCO N. 3
1* andar
C'OHP VMIIi; DE flEMSAGB
RE MAlilTIMEK
IJNHA MENSAL
0 paquete Niger
Conimandante Banle
Espera-se da Eu-
ropa at o dia 3 de
Abril seguin-
do depois da de-
mora da costume
para o Rio de Ja-
ro, tocando na
Babia
Lembra-ss ao3 senhorea passageiros de todaa
na classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tornar em qualqner tempo.
Previne-se ao ssenhores rece hedores de merca-
dorias que s seattender as reclamacoes por fal-
tas noa volumes que forem reconhecidas na occa-
siao da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete: tracta-se com o
AGENTE
iispste Labiile
9 RA DO COM ERCIO-9
Porto por Lisboa
Segu com brevidade para os portos cima a
barca portuguesa Vasco da Gama ; para o resto
da carga que lbe falta c paaaageiros, trata-se com
os consignatarios Jos da Silva Loyo & Filho.

O secretario,
Theodoro da Silva Campello.
THEATRO
Companhia Dramalica
SABBADO, 2 DE ABRIL
Expleadido espectculo concedido geuerosameo-
le peloa artistas da companhia em favor das
VICTIMAS DO VAPOR BA-
HA
Tvr luar a repreeentavao do importante dra
ma em 1 prtlogo e 5 actos
O Dedo de Deus
E' esperado doa :.v,rtoa do
norte at o dia 5 de Abril
e depois da demora' indis-
pcnsavel, seguir pnra es
p-tr-a do su!.
Recebe tambem carga para Saotos, ^nnta Ra-
tharina, Pelotas, Porto Alegro e Rio Gnmde d >
Su!, frete modic .
Para carga, paesgens, encommendas e valares
trr.ta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTN 9.
Pacific Sean Davigaon Companv
STRAITS OFJMAELLAN LIST
Paquetfe Magellan
Sabbado, 2, o de fazeudas avariadas, bem como
cofres, carteras, repirtmento de eseriptoro e ar-
macao inglesa, de urna mobilia de junco preto, 2
cadeiras de balance, 1 cesa elar.ica, 1 guarda-
loucaenvidracado, 2 apparadorea, 1 cama francesa
e 1 cama de ferro e maitoa outros movis existentes
no armazem da ra do Commercio n. 46.
Leilo
De estoupa a variada
na sa nar pi
SABBADO, 2 DO CORRENTE
A's 11 or**
O agente Pinto, levar a leilo por conta e risco
de quem pertencer doua fardos marca diamante
AOM dentro e T em baixo n. 220 e 221, desear re-
gados de bordo do vapor Dgles Pate, com avaria
d'sgua do mar c existentes no rmazem da ra do
Commercio n. 46, onde hever leilo de outras fa-
z'-ndaa avariadas. cofres c movis.
Leilo
0
ou
O theatro achar-so-ha ricamente deccraJo por
iniciativa do Sr. teueuto Paula Mtra, que gra-
ciosamente se offereceu para esse ri.,i.
A diatincta seciedade 17 DE JULHO tocar nos ** 14
intervalloa lindas pegas de msica. Esta socieda-
de expontaneamente se offereceu para tomar parte
n'este fsprctacule, concn endo assim para o bri- i
hantismo de to grandiosa ideia.
Urna commiaso estar porta do theatro para '
receber aa esportulas dos bilbetes que o generoso
publico de Pernambuco se dignou acceitsr.
E' esperado da Euro-
pa at o dia 10 de
Abril, e seguir de-
pois da. demora do cos-
tme para \r|lpara:0
com escala por
' Babia, Rio de Janeiro e Hioae
video
Para carga, passagens, ucomincudaB a din-
heiro a frete txactn AGENTES
ivilson Non* A C, Limitcd
RA DO COMMERCIO -N. 14
De 40 pepas de ganga lisa, averiada
SABBADO, 2 DE ABRIL
A's 11 horas
O agente Pinto levar a leilo por autoriaacao
do Sr. cnsul de Franca em presenca de seu than-
celler, a requerimento do Sr. Luii A. Sequeira e
por cont e risco de quem pertencer urna caixa
marca X u. 2,597 descarregada de bordo_d.8"fa-
por Ville de Rinde Janeiro ."""com avar
d'agua do mar, n leilo ser effeetna "zenul* ra do Commercio n. 46, por eccasi?
leilo de OHroB volumea tambem avariado?.
como trcsV^es, carteiras e repartimento de
criptorio.
Leilo- v.
Haver bonds para todas aa liuhas.
Oa artistas reeervara-a; para mais tarde agra-
decer todos aquellos que ae preataram penern-
samente auxilial-os u'eate espectculo de cari
dade.
Nao havendo mais camarotes nem cadeiras; o
reato das galeras e plataa est a dispoaicao do
oublico, no theatro.
PRESOS
Camrcte 10000
Cadeira 300-i
GabJria 2<000
Platea 1/000
A'a 8 horaa.
DE
Vtveffaeo costeira por vanor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahiii
O vapor Jag*uaribe
Commandante Baptista
Segu no Uta '.) nz
Abril, s 5 horas da
tarde.
1 aeche carga at o
dia 6.
Encommendas, passagena o dinbiros frete at
3 horas da tarde do dia 9.
ESCRIPTORIO
Ao Caes da C-ynsanhia PervambucOMa
is
Da movis, loujas, vidros e trem do cx>-
ziaha
Constando de ;
Urna mobilia de Jacaranda, 2 espelhoa. 1 pe.r
de lanternas, 6 quadros. 4 jarros, 1 tajrete para
sof, 1 candiciro a gaz. 1 cama pra casal, 1 toillet
j de Jacaranda, 1 meia commoia, 1 cama de ferro
para menino, 1 beico, 1 lavatorio, 1 gnarda-lou-
ca, 1 mesa para jaotar. 2 aparadores, 1 sola, ca-
3 quadros, camas de lona, mesa de cosioha, louca
para almoco e jantar, vidros, talheres, trem dj co-
zinua e muitos outros objectoa.
SABBADO 2 DE ABI1L AS 11 HORAS
Na casa terrea Bita roa de S. Jorge n. 70,
outr'oia do Pitar
POR I.M'ERVENQO DO
ti.
Agente Gusmo
12
\
Mitin i
Companhia Haitiana de acc^a-
eao a Vapor
Macei, Villa Nova, Ponedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
HOVAL MAIL STEAI Pian
ceiPAUv
0 paquete Trent
ieil<>
0
De 1 burra prova de fogo com duaa porta?, t
dita menor com urna porta, ambos de Alilner, 1
onrr1: francezn, 3 carteiras, sendo nina pnra2pes-
soas, 1 armario pnra livrxs, 1 balauca para pesar
rata e ouro, mesas com eavalletes, 1 armacao in-
sleza, cadeiras e objectoa de eseriptoro.
Mbb:ulu. de Abril
E" esperadodaEuropa no ia
9 do corrente, segu
depoia da demora ecesea
ria para
A's 11 horas
Agente Pinto
Commandante Nova
E' esperado dos nono? aei
ma ate o dia 5 de Abril
e regressar ara es rr.es-
' Xj annazem da ra do Commercio n. 4i
if aceio'. Bahia. Rio de Janeiro por oec8So de cnCro leil:1 de fzendas avaria-
e Santos
das.
mos, depois da demora do cos-
tume.
Para carga, passagens, encommendas e dinhei-
ro a frete, truta-se na
AGENCIA
7Ra do Vigario r 7
Dominji-s Alves Matheos
0 paquete Tamar
Leilo
Corrente *5gtr.n k
depoia :t ai mor
. Vicente. Lisboa. Vi^o a
0-io """" uaumvuo thamptou
llmieri Stales Brasil 1.XC. Re
A Sootbampton 1* ciasse _
Camarote 1 a r
! Pernambuco.
De um terreno com 17 caainhns, na ruado Jc'.o
-r' i Fernando Vieira, :endo as dus d frente os 113.
-K, renden mensamente 1-1.
Duna casas terreas sendo urna na ra i
: Maiia L'esar n. 31 c cutra na traveasa o Bo-n
.;3 n. 2.
egundu-feira 4 do corrente
AS 11 HORAS
Xa ra Estreita do Rosario u. 2-i
0 rapor Allanaa

Agente M>lesto Baptista
E' esperado doa porros do
sul at, o dia 5 de Abril
depois da demora necesaaria
seguir para
aranho, Para. Barbados, S
Thoinaz e XcwTork
Para carga, passagens, e encommsndas tracta-
m com os
O vapor Advanee
rara pt;s^
N. 3- RA DO 0OMJ
wie
v.
AVISOS DIVERSOS
COHPA>ai
BICAV*
caty,
Espera-se da New-Port
News, at o dia 8 de Abril
o qual seguir depoia da
demora necesaaria para a
Baha e Rio de f aneiro
Para carga, passagens, encommendas e dinbeir?
a frete, tracta-se com oa
AGENTES
Henry Forster C.
N 8 RA DO COMMERCIO -8
1,'andar
MHNti
DE
Mavegaeo Costeira or Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahiiba, N lacu, Moszor, A*o-
Cear, Acarahu e Cornos*
0 vapor Ipojuca
Co^ttaanflante Costa

I^Biheiros a irrtt %t
^Hthida.
RIO
Per-:;--
Eaoomme.
s 3 horas c
Case da
Alug-s-i c.ius a no becco c ..
ihos, junt de >. unue-aiio : a tratar bn ra i>
Imperatrix n. 66.
Alnga-se o sobrado n. 21 ra da Un: lo.
!em agua e gaz. e boas accommodaeoes para fa-
milia ; a entender-se na ra da Imperatriz nu-
mero 19.
Aluga-se o 1- e 2 ailares da casa n. C i.
ra rstreita do Rosario ; o 1 da de a. 25 re-1.
velba de Santa Rita ; os terreos de us. 64 e I
ra de Marcilto Diaa; a casa n. 8 do b seo a
Qniabo, no Monteiro, e a de n. 1 a traveasa da
Hira, no Espinheiro ; a ti atar na ra do Hospi-
cio n. S.
Precisa-so de urna boa cosinheira, para casa
de famila : a tratar na ma da Soledade n. 32.
= Sa engenhoca de Bemfica, ra Real da
Torre, precisa.se do um rapaz de 16 a 18 ar.
para todo o servico.
COSTURE1RA Precisarse de urna de-
sembaraeada no trabalbo de costuras,
camisas p : ca ma
1 andar.
*


Diario de PcruauUiuco- Sifcbado
Abril
887
Qaem precuar de urna profeasora para en-
tinar primeirm latirs, doutrina, principio de
musie* e piano, dirja-se ao Caminho Nevo nu-
mero 128. _________________________
VenoV-* onm oadeira de piano, milito boa
obra, dona jarros tulipa para botar flore, e pea
de florea lindas para ornar ala : na roa do Mar-
ques doHerval n. 23, leja.
__ Aloga-se o '- andar do sobrado o. 17, no
largo do Corpo Santo ; a tratar no 3- andar do
Precias-se de urna boa coainheira : na rna
da Aurora n. 81,1- andar^_______
"- Deocleciano Forreira da Lu, fendo contra-
tado comprar o estabelecimento sito rns>d)M Po-
cos n. 22. fregue-ia dos Atojados, perteneete a
Joo Pac Barreto, avisa aos eredors do memo
comparecer- at o da 4 de Abiil do oorrente
anno, afim de coucordarem com a venda do dito
estabelecimento e a indemnmcSo de seus dbitos.
l'recisa-te de urna coeinbeira : Da roa da
Matriz da Boa- Vista d. 9.
Madame Fanoy Silva participa a todas as
xmas. familias que lhe tem honrado com suas
ordeno, e a quem deve tanta proieccao, que s
pode encarregar-se de qualquer encommenda con-
cernente sua p ofisso at o fian do corrente
mes, visto partir no pro-imo tres para Europa,
afim de comprar para sen atelier ludo qnanto for
novidade e de goats, em Paris e Londres, concer-
nente ao toilette de urna senbora, e bem assim
chapeos, espartilhos, etc., e desde ja aguarda as
ordena das meemas Exmas. familias que queiram
honral-a com qualquer encommenda na certeza
de que cumprir com toda a lealdade e exactidao
aa ordena que lhe forem confiadas : na rna do
Imperador n. 50, 1' andar.
Alugi
Aluga-se barato
fiua dos Guaran pea n. 96.
Ra Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
Sua do Tamb n. 5.
fiua do Viscondc de Goyanna n. 163, com agua
Largo do Morcado n. 17, Jola com gaz.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2* andar.
rraU,-se na ra do Commercio n. 5, 1' andar
scriptorio de Silva GuimaraWa & C. __
;a-se
o 1 andar do predio n. 21 ra do Bario da Vic-
toria.
A casa n. 4 do beco Tapado.
A loja do predio n. 117 rna de Marcilio Dias.
As casas na. 4 e 18 do becco da rna da Palma.
Um pequeo armazem, proprio para depoeito de
mercaderas, na ra do Vigario.
A casa n. 10 do becco da rna da Palma.
A tratar com Carlos Rabello C. roa do Vi-
gario n. 31, 1 andar._________________
Aluga-se barato
um pequeo armazem na rna do Vicario, proprio
para deposito de fazendas ou mercadonas ; a tra-
tar na mesma rna n. 31, 1- andar.
Aluga-se
urna casa com commodos par* grande familia, e
sitio arborisado ; na Ponte de Ucha n. 10.
Aluga -se
a casa da ra do Hospicio n. 10, com grandes ac
commodacoes para ccllegio ; na ra Duque de
Caxias n. 9.
Aiuga-se baralo
um pequeo armas'm na ra do Vigario, proprio
para deposito de fazendas ou mercaderas ; a tra-
tar na mesma ra n. 31, 1' aniar.
Amas
Precisa se di amas para cosinbar e engommar :
na rna do Hospicio n. 81.
Ama
l'reciaa-se de urna boa cosioheira para casa de
pouca familia, prefere se esetava; na ra do
tiiachuello n. 13. ,
Ama
eciea-se de urna bof- cosinbeira, sanar casa de
ir na familia *, a tratar no Caes Companbia
. pjrefere-se escrava edave dq_4fcir em casa.
Ama
**-
-Pcisa^-aeMJp'-* ama para cosinbar ; a trotar
na ra do Barc da Victoria n. 4, leja de mo-
vis.
\
*
Ama
Precisase de urna ama de bsa conducta para
andar com um menino de tren annos, e fazer mais
alguna servico ; iio Entroncsmento, justo ao acou-
guc.
Ama

.-

Precisa-ec d nma ama para engommar ; na
ra Real n. 20, Casa Forte____________________
Criado
Precisa-se de um criado de 12 a 14 annos ; na
ra do Cominereio u. 44.
Ao commercio
Os abaixo assignados previnem que dispensa-
ram dos seus servicos o Sr. Joio Carlos de Amo-
rim desde o dia 23 de Marco.
________________________Olivcira & C.__________
l'm professor
Quem precisbr denm moco casado, com 14 an-
_nos de pratica noenaino primario, para a educa-
cao de tus filhos, diiija o chamado por carta
estacan de Freebeiras ao Sr. G. L. A. Monteiro.
Apresenta valiosos documentos, nao s de sua
conducta, como de aptidSo profesional.
LIQUIDACAO
M ACABAR
FAZENDAS B ROUPAS
15-
as-15
Henina
Precisase de. nma menina de 10 a 15 annos,
para casa dp familia, para andar com cosa enan-
ca, trata se bem e d-t* de vestir ; a tratar na
roa Nova n. 15, loji.
Lu bom negocio
Aluga ee ou vende-fe um sitio co lugar Ipyrsn-
ga, na fre z I n de. Alegados, ton casa daefiK' a plantario de
capim. c-anna e mea : a frutar un Olinda com
Mnn.ei Jj_q_in re Miri nda Seve, ou na ra dj
Bu rao da Victoria n "_'.
Pcixc de viveiri
No Chora-Menino, estrada vclha, portao largo
n. i, vende-te na quarta, quntaesexta-feir Ban-
das 6 a 9 hora* da manha.
Tricofero de Barry
Garntese que faz as
eer e creacer o cabello ai n da
soa mais calvos, cura a
tinta e a caspa 'remore
todas as impurezas do cas-
co ia-.cabeijn. Positiva-
mente impede o cabello
de cablr ou de embranquo-
rer, e infallivclmento o
tirnt espesso, inacio, lus-
t. oso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda s. formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfnme no mun-
do quesero a approvaeio oficial de
um Govemo. Tem deas vezes
mais fragrancia qus qualquer outra
ednraodobro do tempo. E' nrn-to
mais rica, suave u deliciosn. E'
muito mais fina e delicada. E'
91 mais permanente- e agradavel no
lenco. 26 o.aas T^zas mais refres-
cante no banlio e ao cuarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidio e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
de.imaios.
larope fle Tila Je Beiter So. 2.
Capas para senhoras
Bualuii<- de Cusa" n*. < e 83
De soda e arrendadas, o que ha de mais mo-
derno, a 40*000, para concluir.
Precisa-se de nma boa engommadeira e que
ensaboe tambem, para casa de pequea familia :
a tratar no Caca da Companbia u. 2. Prefere-ss
"scrava e deve dormir "tn easf.
l0&;
gpo
JTTtS DS SAIr-O. DZTOIB DE V&lr-*.
Cora positiva radical de todas as formas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affeccfes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
tesas do wmgue^Figado, e Rins. Garante-ss
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
s restaura e renova o systema inteiro. 0 ,
Sabao Curativo de Renter
Para o Banho, Toilette, Crian-
8as e para a cura das moles-
as da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Deposito em Pernai&buco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Fabrico de assucar
Apparelhos ccoDomicos para o cozimen-
ta e cura. Proprio para engenhos peque-
os, sendo mdico em prece o ef-
feellvo em operaco.
Pode-se ajuntar aos engenhos existentes
do systema velbo, mellior^ndo muito a
qualidade do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERAgO MUITO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos contrae,
maubinisroo aperfeicoalo, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
Especitcajo-s e infornoacSes com
Browes c*.
5-RUA DO COMMERCIO-5
Vndete ou alnga-se o sitio com boa casa de
viseada, viveiro, coqueiros e ootras arvore froc-
. entrada do Remedio o. 1: a tratar na
roa da Imperad iz n. 30, 2- aadar.
Aos Srs. proprelariAs edica-
deres
Na antiga e bem acreditada ilria de liento dos
Santos Rumoe, a ra do Viscoudt de Albuqner-
que (outr'oru ii Gloria) n. 87 t-ncontraro o hrs.
proprietarire edificadores, os scguintei obje-
ctos :
Tijolos de alveaaria batida.
Ditos quadradoa de diversos 'mauhos.
Ditos paraforno de otaria.
Ditos de rapa mente.
Ditos para -a.iu ba.
Telhas.
O propricta-> desea eonceitiuo'a olaria, sciea-
tifica aos ineresados que todos os seus productos
sao manufactu-d(>j com j escelieirt.- burro d'agua
doce, do lagar fas, un y, ti rnando-sc por conse-
guinte rec minendiveis nap ^ prn a saude. por
nao ser hmido. L-umo o sao ua d'Mi-ua aalgada,
mais thb"m pe duracao. Outroeim, scieutifica
igualmente, q-ie a frma de moa tclhas- maior do
jue qualquer ostra, cnio estas, ao ineemo tempo
xaia leves po.- r.io re<.-oerem durante o invern
grande quaufidade d'^ua, como auceede cora as
de barro d'agja taleada. Precos mdicos. 87,
rna do Visconde t;e Albuquerque, oatr'ora da Glo-
ria 87. Entrailu pelo ado do caes, defronte do
pSHsadico.
Pillas purgativas e deporavas
ile Campanlia
Estas pilulaB. eujt j.reparacao puramente ve
^etal, teero sido por mais de 20 annos aproreitadac
;om os roclho-ca resultados as seguintes moles-
as : afieecoes aa yelle e do figado, sypftilia, bou
boes, escrofuJae., .bagas inveteradas, erisipelas e
gonorrbaa.
Modo de aaal-an
Como purgativas: tome-se de 3 a 15 por dia, be-
oendo-se apos cwJa dae um pouco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladcrEs : tome-se um pilula ae jantar
Estas pilulaa, de invenco dos pbarmacewticot
Almeida And-sde 4c Filbos, teem veridictum dot
Srs. mdicos para sua melhor garanta, toroande-
ie oais recommeedaveis, por serem um eeguro
purgativo o tv pvuca dieta, pelo que podeiL- sei
isadas em viufeu
ACHAM-SE A' VENDA
S ttrosnrim te Farla Konrlnho a
*1 KKA Mi MRQUEZ DE (iLIXDA 4l
tteii(?ao
iMttriiiilorii de animaes
e reptis venenosos
Jcf Eaiig(';o de (ilirisio Leal, residente
era Olinda, r;-; <'o Amparo n. 35, tennq
ficado ooui a T'-c-'ha pela quol scu finarn
pai o foneiKe F-iipp" SUdpcI de Clin'sto
Le.->l s i uau attraj
te de t leasao, icui par rmder
ditas ped:-i. ccicpanbadas de una arica-
90 iwpre-
EAB peo: .();,g eta
creacido nijoj' \,< ssons uiiimaesmor-
dido* de .;.- ttu r:..(io e**raa de diffe-
rentes cj :, ca.-rav. 1, sera
que jara is sw.m il-ado acuri ib ura
s caso. Portento es senhores apuciade-
res da caca, e potEoas resi i entes no campo
prevenido coro tal 1 o isentas
de vir merre-
rente, om amigo,
mente, racici.
Sao cochecit-s
50 annos, mpn
xito o bom il:ado.
V! NHO
Mals.g-ltMtT^
[Doi)orVia! d PARS1
Contando os tren tormentos
da digesto :
Fc-psiia, Dhstase e Pancreatict
KEcsrraBo poxt todos
OS KISICOS, pin BlfeitaM
1 tralas c laboriosas, Syapep-I
Isla, Cardalga, Oastrodjrnla.i
lOastralgrla.Calmbras de esto-"
1 magro, Vmitos, ConTalesoei
cas lentas, etc.
Deposito geral : H. VIVIEN
50, Boul* de Straabourg. am Parta
S n TODAS AS NAHH.CUS
AtlenQo
O abaixo asaignado, tendo de retirar-so para
Portugal, precisa vender seus estabelecimentos
sitos k margem da estrada publica na povoaco
de S Lioureoco da Matta ; a pess.ia que por qual-
quer circunstancia quizer sahir da praca ou que
sendo de longe, pretender approximar-se della,
encontra aqui urna lojr. de fazendas bem afregue-
zada, urna taverna e cafa de morada, tudo em uti
s predio, mas em compartimentos separados e
eommunicaco interna. Alem do que fica mencio-
nado, ba mais algumas casas e outros objectos,
que muito con .em ao comprador, sendo todas as
casas, a ezcepcao de um edificadas em solo fo-
reiro.
A povea^ao incontestavelmente o lugar mais
salubre e aprasivel que existe fra da capital
Bastee logoas de distancia ; ha aqui urna feira so
domingo bastante concn ida, abundantsimas e
excellente) aguas, atsim como a estacao da linha
ferrea e o Capibaribe prximos : quem pretender
dirija-so aos ditos estabelecimentos, e para iofor-
matoes aos Srs. Andrade Lopes & C. ra Du-
que de Caxias n. 52.
Manoel Jos de Brito Barreiros.
Eugenho Bruiu
Previne se, para nao ha ver da vidas futoras,
qu*jafl d proprtaskde do eugenho Brum,
perti-ncente a Pedro Francisco de Paula Biptiata,
n3o de 8:5594212, como est annunciada para
ir a leilao, e sim de 6:5001, incluindo as beoifei-
torias, visto como Francisco Miranda Venden di-
vrrsaa partes na importancia de 6:tKX>i, fiean-
do por conseguinte Pedro Baotist* eomenhor na
propriedade de urna parte d.'6:50#000.
Um conaenhor.
BtSCflBISTi
no mus,
*SLSRT
Viast-st Mi tj* sarte
Alimentaijao racional
sa MAES, CHIANCAS. AMAS A CONVALESCENTES
Por uto da IPHOSMA TIXA Ful i-rea,
FARIZ, 6, Avenue Victoria, 6, PAJUZ.
biMiUrios en Pernambuco : FKAN" M. da SILVA & C ,
Falsificacoes
Para evitar falsificacScs com referencia ao co-
nhecido PEITORAL DE CAMBARA, deve exi
gir-se este preparado com a firma do auitorAr-
vares de S. Soarea em rotulo circulando aro-
Iba do frasco e a varea da fabrica nos invcltorios,
rulada pelo ame dos agentes e depozitarios
geracs em Pernambuco Francisco .Manoel da
Silva 6c C, ra do Marauez de Olinda n. 23
rooA A*
I MOLESTlS^VIAS HIM1BIAS
ifflPICUIJrBSVE
i Catarro efironico da tsziga,
frritava no canal de urttm,
Molestias te prstata,
'iCQnttn.QP.cls de l/rlus,
fl.rali na urina, etc.
k&W&HH, Priarmaceutico-CIriroteo,I
TAN ICA
Dt FILLIOL 0. FILLlOt
tHSTANTAlfEA fin a barba, j BOCADA -r dar ml-nl
M a ftilro. ni prfpartfU j kranoot
na la-*geai ) sua Cor prlmlUvu
ksisa geral ea Patris: FXX.Z-tO],47, mtiritut, risa
V*r*ao.b .ra .- FRiN" M S MLVA O
Aa publico e ao comniercid
Eu, abaixo assicnado, tendo liquidado tod s os
meus negocies, tanto eommerciaes como particu-
lares, julgo nao dever nada nesta praca rn-m fra
d'ella ; mas se alguem se julgar como credor,
apresante as suas cuntas ou documentos na ra
Imperial n. 55 C, e no Rccife na ra de Mariz e
Barros n. 8, ou eutao annunc< neste jornal, quem
u5o quizer ir nest-s casas.
Outrosim, s fa^o esta dec'aiacao, porque fui
estnbelecido na ra Imperial durante quatro an-
uos e tantos mezes, e nunca dei piejuizo pessoa
alguma, e tambem fui gerente das firmasManoel
Josquim da Silva e Moreira ac Paiva, mas nunca
tive socio que entrosae cita capital ; sempre en-
traram comente com sua pesaoa, tanto que todos
os meus socios sempre me deram prejuizos, a que
fui obrigado a liquidar todos os meus negocios
para nagar todos os dbitos das referidas firmas.
Beife, ?1 de Marco de 1887.
Augusto Moreira da Silva.
VERMIFUGE COLME!
CHOCOLATE com SANTONINA
IIFALUra aira estrair as LOHIUG-5 -
Iste Vermfugo retommendti pelo (yl
\ mu usar igra-iel e ceasernr^io Inifiki J>
Eligir t aultnttun : J
\ FirU^fCHJIET-l'U-I. tsrVinitew rHAW"M.i11m,VA k C
Premio
principal
no caso mais
afortunado
arcos 500,000
AVISO
de
Os premios
sao'
guaneados
'pelo
Alto Coverno.
i omite para tentar a fortuna,
na nova grande lotera de dinbeiro de cantado!
ifiancada pelo Estado de Hamburgo na qual
conforme o plano das loteras que contina va-
lioso ba de rifar e em todo caso
.7072 COJTTCS 230,150 .ECOS.
Eia aqui os premios desta vantajosissima lo
teria em dinbeiro de contado, que contina ntC
agora, conforme o plauo nao mais de 100,000
bilhetes.
O premio principal no caso mais afor
tunado *
Marcos soo.ooo.
Premio: 300,000 M
1 G-Bnho de 200,000
Ganbosdea 100,000
Ganho de 90,000 .
> 80,000
Oanhosde 70,000 >
I Ganho de 60,000
Ganhos de k 50,000
Ganho de 30,000
5 Ganhos de 20,000
15.000 '
10,0t,0 .
56 5,000 >

.
5,
ianoei de Konza Tarare*
Diogo Augusto dos Res, sua mu'her e filhos,
tendo de mandar celebrar urna tnis.-a por alma de
sea sempre lembrado aogro, pai e av, convidara
seus parentes e amigos a assiatrem a csse aeto
de religiao, que ter 'ugar no eemiterio publico,
segunda-feira 4 do c irenie, pelas 8 horas da
manha, 2. anniversario de seu passamento.
Desde j antecipam seus agrade.imentos to-
das as pessoas que se disnarem comparecer.
II.I.1\V tQIII.IM 111 l.HEItT
Pastora Theodorica dos Santos, seus filhos e
genros mandam celebrar nma mis a pelo eterno
repouso de sua amiga Idalin-i Aquilina Mulbert,
pelo que convidim a todos es parentes e amigas
da finada para asaistirem a mesma mS3a, que
ser resada pelas 7 horas da manha de sabbado
2 de Abril, na matriz da Boa-Vista, e desde j
antecipam seu eterno agradecimento.
Attenco
Preciea-se alugar um homem para vender na
ua, piga-se bein : na rna do Jardim n.27.
A o publico
^Oliveira Castro & C, cootratantes do abasteci-
mento de carnes verdes do municipio do Kecife,
avisam que a eontar do 1- de Abril S0 de Se-
tembro do corrente anno, as carnes verdes per-
tencentes aos mesmos, serSo vendidas a.ratSo de
400 rs. o kilogramino a de primeira qualidade, c
300 rs o kilosriimno a de interior qualidade.
Kecife, 31 de Marco de 1887.
Oliveira Castro & C.
ti i
di
I lni.. Gnaicalveai l.mia
Angela BaptisU Gon^alves Lima, Mara Isabel
Goncalves Lima e Francisco de Paula da Silva
Reg agradecen] do intimo d'altna aos parentes e
amigos que se dignaram aconp.inhir os restos
morlaes de seu idolatrado marido, pai e padrasto,
Flavlo Goncalves Lima, sua ultima morada ; e
de novo os convidam a assiatir as missas, que
pelo repous'-i de sua alma, mandam resar na ma-
triz de Santo Antonio, s 8 horas da manha do
dia 4 do corrente, segunda-feira, stimo do seu
passamento. Tambem pedem desculp.. a todas as
pessoas que deixaram de ser convidadas, em ra-
za > da precipit.-.cao com que foraoi feitos os con-
vites.
^S
IO6 0ans.de3,0:.0M
155 > > 2,000
51% 41,000
SIS >- 500
150 300,200.
150 Marcoi
319 SO Ganhos de
145 Marcof
7 OSO Ganhos dea 124,
100, 94, Marcos
85 O Ganbos dea 67,
40, 20 Marcos
Totalidade: 50,5i 0 G.
Estes premios baja o que bouver, devem re
partirse por sorteios dentro do praso de piu-
cos mezes em 7 classes.
O premio principal da primeira classo impor-
-.ava M 50,000, indo acrescentando na segun-
da cas e M. 60,000, na terceira M.
30.000, na quarta M. 80.000, na quinta
M. 90.000, na sexta M. 1 OO.OOO, nu
stima M. I OO.OOO, e junto com o premio
asual de M. 300.000 M. SOn.OOO.
A disposico do uavo plano continua cm per-
feita semclbanca com o predominante at agora.
Para entrar no sortero da primeiraelasse
que se verifica officialmente, estilo cotadus os
seguintes precos:
Para um bilhete original, o enteiro Marcos 6 ou
6 sli moeda inglez.
Para meio bilhete original Marcos 3 ou 3 sh
moeda ingleza.
Para um quarto de bimete original Marcos \\% ou
1 sh 6 p, moeda- ingleza,
Estes bilhetes garantidos pelo Alto Govemo
(nao sao promessas prohibidas) junto com o pla-
no original mando en para todos os logares por
muitos distantes que sejam contra remessa do
valor porte adiantado. Logo de terminada a
rifa, cada um dos participantes receber d
mim a lista ofllcial da extrarco tea
que teja preciMo reqoerel a.
Os nevos planos do sorteio, carimbados com
as .Irma do EMtado. e dos quues cun-
taro os premios e sua distribuicao as 7 cas-
es eu os remetterei gratis antecipadamente.
O pasamento e a entrega dos respec
tivos quinho-'s efiectuam-se sem intermedio de
alguem nern % mala mnima demora
sob toda cautella e diseripcao.
^" Para ordinar bilhetes, queiram utilisar
por carta reRlNirada que conteoha a im-
portancia em notos de banca ou ordem so
bre Hamburgo ou Londres.
Atttndendo a que se vae aproximando
0 sorteio. queira-se, com toda a coutiauc d'aqui
em diante
e cada lia enderecar-se at
15 de wril p. v.
Samuel lieckscher senr.,
Banqueiro e Cambista em HAMBUGO
(Allemaoha)
PARA
O LENCO O TOUCA0OB
E O BANHO.
Ama
Precisa-se de urna nma
ero 137.
na ra da Aurora nu.
Ama
Precisa-so de nma aro para casa de pouca fa-
milia ; trata-se na ra do Marques do Herval,
casa n. 182.
AMA
Precisa-se de urna ama para o tervico domes-
tico de urna casa de familia; a tratar na rna do
Baro da Victoria n -l", l< j*.
Ama
Pi ecisa-se de urna cosinheira ; a tratar na pra-
ca do Corpo Santo n. 17, 3- andar.
Ama
na
Palmares
Preciaa-se de urna ama pars engommar
ra Duque de Caxias n. 60-A, loja.
lateriaes de conslnicclo
Precos reduzldos
A Corrrpanhia de EdficBc3o, tem resol-
vido d'ora em diante, para as vendas dos
productos da sua olaria a vapor do Taqua-
ry, o seguate :
Tijolos de aivenari grossa,
formato cottiraum, descarrega-
dos em qualquer caes, o mi-
lheiro 22J000
Ditos, formato ipglez, dem
dem 18^000
Ladrhos dem 354000
Telbas coratnuns, dom 385000
As compras de ce a quinhentos mil
r a, terao um es'.'onto de cinco por cen-
to, e d'ahi para cima dez por cento.
DOENCASdolSTOMAGO
DIGESTOBS D5FFICBIS
yspepsias, Gastralgias, Anemia,
Perda de Appctite, Vmitos, Diarrhea,
Debiiioade das Griancas
OTRA SKGURA E RPIDA PELO
ELIXIR6REZ
Adoptado er
Ditas mogas solteiraa, que residem com
seos pais, desejando oceupar seu tempo,
prop5em-8e a ensinar algumas meninas.
Achando-se habilitadas a ensinar primei-
ras letras, doutrina christ2, elementos de
aritbmetica, portuguez, histoiia sagrada^
i
>-DIGESTIVO
Coca < Pepsina
,eem todas as Pharmaciu.
Compan.ua Uzina Pinto
Sao convidados os subscriptores desta compa-
nbia para urna rennio de nssembla geral no dia
historia patria, geographia, msica, piano, 2 **.*" ^TlV^-LZ" ffim allZ
, ,,r, o o r > > r eriptonon.il a ra do Commercii, anm de ser
bordados a ouro, branco, a troco, a
frouxa, sobre vidro, a missangas em
| A ,< **J|
Furtaram do abaixo assignado, na noite do dia
12 do corrente raes, de sua fazeoda, nos arrabal
des da villa de Pauellas, lao cava'lo eastanbo-
amarello, grsn ie, andador bmi\ misturando este
andar com galope, rdelo, casfrdo, com urna es-
trella na testa, e os quatn ps braucos, cita a n-
beira P de Pesqueira no qunrto esquerdo, e o fer-
ro de que usa o .ibaixo assignado J-S.
Gratifica-8e a quem appr>-beiider dito chvmIId e
o levtir a vilia de Panilla* cu dir noticia crta, com igual quintia.
Villa de Panellaa. 23 de Marco de 1S87.
J. So Rufino de Mello e Silva.
da
Francico Come Marques
Foiiseea
Victorino Marqu s da Fonseca, Dionisia Maria
de Oliveira e eeus filhos, mandam rezar urna mia-
o convento de S. Francisco, segunda-feira, 4 do
mez vindotiro, pelat 7 horas da manha, por alma
de 8en infeliz pai. genro ecuuhado francisco Go-
mes Marques da Fonsecn, fallecido era consequen-
ch do naufragio do paquete nacional Bahia, na
noite de 24 do expirante; e para assistir esse
acto de religiao, convidam aos parentes e amigos
seus e do filiado, pelo que se confcsssui desde j
agradecidos.
seda
tala-
garga, em relevo, crochet, tricot, frivolit,
trabalhoj em papel talagarga, fl es de
canotilho, e alm destes muitos outros.
Msica o piano pago parte da men-
salidade. ,
Racebem alumnas pensionistas.
A tratar em casa do tenente-ccroael
Franca, em Palmares.
Naufragio do vapr "Baha"
Este o titulo de nma linda valsa que o publico ,
encontrar no dia 8 do corrate, venda na Li- ;
vraria Francesa- {
criptorio n.
discutido os seus estatutos e resolver-ee obre a
fundato da mesma compsnhia.
Engenh
para
dar-se
arren-
0 (ioiabeira, d'agua, mofnte e corrente, meia
legoa distante da cidade de Jaboatao, com trras
pira safrejar at 2,000 paes de assucar, boa casa
de vivenda e pomar : a tratar com as proprietarias
na ra da Imperatriz n. 49, 2 and ar.___________
Crsa em
Santo Amaro
boato
de Ja-
Furtaram do sitio do conseiheiro Jos Bernardo
G. Aicoforado, no sanbado 26' de Marc", um ca-
vallo rusac, inteiro, cauda regular ecrina curtas.
Consta que foi visto no engenho Cordeiro no dia
27 do mesmo mez. Recommenda-ae a Apprehen-
eo de dito cavallo.
Aluga-ao alli urna bra casa, em lugar alto e
' fresco : a tratar no caca da Companbia Pernsm-
bucana n. 6, escriptorio.
P0RTATEPAB1ChS^
para A idreiros desoja um Agente. Exigem-se
refereuei;is.
Escre ver XD 35. *^7'_A. E I_
SuaPrOTlnoe, n-163. ANTUERPIA(Beleloa,
0M&ARTIN
forntetortt He Sua Hajttfda a lalrht da IWtittrrt,
do Exsrctto a "i MaWaS. firta.in.'o*.
.AIXA BaiuuNTE LIQUIDA
GRAXAipastaUNCTUOSA
OLEO para ABBEI0S
t'iiiUi.slBSceairio paran mann'i(ia_o
UH todas n ajriass.
DEPOSITO OKRAL. SM LIIOBI:
*, Hah Itolbom. 07
afw__a>w: rUIC" M. W Wlkhl*.
Allencao
Preca-S'' ajugaruna ana |
resistir o ue.balho ;
ne t
Ar, que
. =___!

s'o
n pa
nnal
a mais de
coai bom
/nptLisX
? Ferruginosas ^
JRIJBEBA
tmonto irniKiNto Hala
Amorim IrmSos & C, convidam todos os seus
parentes e p>ssoas de sua amizade para sesisti-
rem as missas que mandam c-Icbrar na matriz do
Cerpo Santo, s 8 horas de sabbado 2 de Abril,
por alma do amigo Antonio Francisco Mua, fal-
leeiil-i na cidade do Poito. Desde j;i antecipam
seus agradecimento^ todes que .e idignarem
comparecer esse acto de re'igio e caridade.
Naisfragio do Baha
No'Babbado 2 de Abril, s S horas da manho
ai rao celebradas no ron vento do Carmo d-i liecife
dvrrsrs mistas pelo eterno defcanijo das nfelizra
que falleceram pjr nCCaaio nautracio no vapor
Bahia O Exui. e Revm JSr. Bispo D. Jof, as-
socinndo se a esta obra pin, aera"o eei'brante de
urna d-.s missas Pede- uc incurre pessoal de
todas as altaas b 1r.tazej.1a pnr^ ti- acto de re-
l aiaiia.it Aqiiiiiun Kuzaleri
.'-!. .Mob'err, ri i A. Misl rl, tieroocio EtiiHrdo Wliert, (an-
I lemigio Iridio EJmrJo Muh crt, ana mu
Ihcr e s lis fiibi, Mmi: ii'lro Eduurd.i .Miiblert,
smllier e seuafillio, Augusto C. c .Vlattns e
niniher, mil;, irmix, cu'.hiidos e enhadas,
icccm a toas sa pessoas que se dignaram
npaohar o eemiterio os reatos mor'iies do bus
sempre Umbrada filba, iriri e cunbada, ldilina
Aquilina Muhlcrt; e de mivo as conv:dam pata
assiatir misen do 7 dia, que ter lugar/s 7
horas da manhA de sabbado, 2 de Abril, na ma-
triz da Boa-Vis'.a. Desde j antecipam seos
agradecimentos por csse acto de religiao e cari- j
dade.
EM3 DIAS!
De (odas as fazendas existentes na antiga casa de
Os seguintes arligos comprovan. a realidnde em mta dos sens presos
Cortes de fustao pr:i coletea, a l^OOO, 1200 e 1 >S00 !
dem de casemira de coree, n 2->000, 2-5500 e 350C0 !
CaserQiras pretas e flanellas, a 800 rs-, 1-5J00 e 1-5200 o covado, urna largura !
dem diagouee, a 25000, 2$200 dito duas larguras.
Brins de puro linho, de. cores, a.800 rs. o 1>000 metro !
dem dem, branco n. 6, a j$590 o dito !
Las de todas as quaiidades para wstidos. a 200 e 240 rs. o covado cu: reta-
Iho para acabar.
Cachemiras ido.m, a 400 e 500 rs., o dito !
Setins de cores, a 600 e 800 rs. o dito !
Fustoes branco e de rres, a 250 e 320 rs. o d:to !
Meias alvat p-ra meninas, a 25OO a dusia !
Camisas inglezas, finas, a 3'i5090 a dita!
dem fraeezas, branca e de cores, a 24)5000 a dita '
GuardanapiiB grandes e de linho, a 3#500 a tlit: I
Ceroolas borda-las, de 20-5000 (psr* acabar) a 12^000 ISfJOQO a dita !
EspartiflioB, de 8OO0 e 10,50^0 (vende se 1 a 45030 e 5J000 !
Madapolo americano, a 6^000, pec:is de 20jardas!
Esguines para casacos, a. 4500U a lita de ditas 1
Cambrai.ie bra icas b-miadas, a 55>000 e 5500 a peca !
Grande soitimeiito da chapeos par* seniora, a 4-S0O0 e 5*$000 ppra liquidar.
Fiel .-lis e cipas de 15, a 25000, 4*000 um !
Bramantes de linho puro, da 3-5000 (para acabar) a 2^00.' o rostro !
Setinet:..- A 250 rs d tolas as cores.
Pacncs para mesas, toalhados branco, algudSes, e fioamoote lijuidarr-sa
todas as az;ndas por menos 40 % ^d g?u valor as que stiverem alaertas sg pejas.
Antiga casa
DE
CMNEffiO M Clr
59Rua Dy 1




^MMlMiH
iMHIHB

Diario de PernambucoSabbado 2 de Abril de 1S87
DOMESTIC
S2o reconheciaas ser as HUllt
legantes, as mals durareis
em todos os sentidos.
AS MELHORES
Para precos, e circulares con
ilustrares de todos os estylo din
jam se
. Domestic Sewlng Machine C
NEW YOR, U. S. A.

* fclenm ir
FMNGIPANNlU
Tetephone n. 158
Opoponax o Palilam
L Oarltslan ? Qeradla
W> Vmie-u m lodat
K4* \t> Drogara --0
22d Stra*^
SU>t 13
m =
fifi
Reducto absoluta de proco
y


v

Bramante de algodio, com 4 larguras, a 1,5000 e 10100, o metro.
Madapol3es, a 40000, 40500, 50000, 50500, 60000 e 80000, a peSa.
AlgooSes, a 30200, 40000, 50000 e 50500, a pega.
Crotones escaros, de superior qualidade. a 320 e 360 r3., o covado.
Ditos claros com novos desenos, a 280, 300 e 320 rs., o covado.
Percales de cores, fzenda superior, a 240 rs., o covado.
Setinetas, lisas e com ramgem,a 320, 3G0, 400 e 440 rs.. o covado.
Creps de cores, de preyo de 800 rs. o covado por 360 o dito
Coutelines de cores matizadas, a 360 rs., o dito.
Linons de ores claras e escuras, a 500 rs., o covado.
Batistes de cores, a 140, 160 e 300 rs. o dito.
Etaaioes t' 12, tecido rendado, de pre^-o de 1)5800 o covado, per 600 rs. o dito
Alpasas de cores, lisas, de preco de 600 rs., o covado, por 280 rs., o dito.
Grande sortimento de las para vestidos, a 200 240 rs., o covado
Cambraia branca, bordada, a 50500, a peca.
Pao da Costa, de listraa, a 10200, o covado.
Dito dito, de quadros, a 10500, o dito.
Atoalhado branco, de Kobo, a 10300, o metro.
Brins de cores, para calyn, a 260 rs., o covado
Ksguiao pardo, para vestidos e vestuarios de crianzas, a 380 rs o dito.
Brim branco de linho, superior, a 20COO e 20400 o dito.
Casc.-uiras de cores, para cesturaes, a 10800, o dte.
Cobertas de dous pannos, forradas, a 30000, urna.
Lencrs de bramante, a 20000, um.
Cok-Las brancas, a 10900, urna.
Chambres para hor-em, a 50000, 60000 e 8000?, um.
Toalbas felpadas para rosto, 30500 e 50000, a duzia.
Ditas para bachos, a 10500, urna.
Espartilhos finos para senhora, de todos os nmeros, a 50000, um.
Bordados tapados, a 500, 600, 800, 10000 10500 o 20000, a pe^a.
Fichas, de linho, rendr los, a 10000, 20000 e 205CO, um-
Ditos, da la, felpudos a 50000, um.
Magnificas mallas, para viagem, de 150000. 200000 e 250000, urna.
Saceos de lona para roupa suja, de differentes preces.
Costumes de banbo de mar, para senhora, a 100000 um.
Ditos de dito, para homens, a 80000.
Ditos de dito, para meninos, a 50000.
apatos para o mesmo tim de differentes tamanhos, a 20500, o par
Para a quaresma
Merinos pretos, a 800, 10200, 10&OO e 20000, o covado.
Dito assetinado, 10200, o dito.
Setin preto, a 10000, o dito.
Sedas pretas, 1800 20000, 20400 e 30000, o dito.
Cheviots pretos e azues, a 30000, 40000 e 40500, o dito.
Panno preto fino, a 20500 30000 e 40000, o dito.
Lindos cortes de caserairas com Jistras de seda, a 100000 e muitos outros arti-
gos que s poderSo ser lembrados presenca d'aquelles que nos honrar com suas
visitas.
APEOYEXTEM!
A ra Primeiro de Marco n. 20
JUMXO dosouvri:
AMARAL & C.
"O V VA11S *P H OOSIONVtU
: oonquieujad rao S0|JBl|S0dag
'saiKHnoj jq op SE[nsdc^) S
JBjuauuadxa uiaAap 'ojiad op
LU9J1JOS anb sajjsnbe sopoj^
^SIMfo
Tarmu vjxNvvro
a tostm t 19-Tnza
' tU\ i ffutf ap oe/tortrj en
l"iuta.i* seoian
IHsnranoi'-iaopj
^svavxosoaHD>
w
SBJvnomid saooajjv s svpoj ep
vy30 vano
_ .. Ohlonse, Anemia Catharropulmonar,~Bronchitechronlca,
zamarro ta Bexlga, Phslca, Tosse convulsa, Dyspepsia, PalM,
rentas semiaes, Catharros antigos e complicados, etc.
Boalevard Deaaln, 7, em PAJUZ, o bmm priuclpaes ahormadas.

Para cosinhar
Frecisa-se de una
ama para cosinhar,
mas quecosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da ra Duque de
Cavias, por cima da ty-
pographia do Diario.
Jatropb
Manipoeira
Esae medicamento de urna eficacia reconhecida
no beriberi e outras molestias era que predomina a
bydropesia, acba-se modificado em sua prepara-
cao, {ragas a urna nova formula de um distiucto
medico desta cidade, sendo que somonte o abaixo
assignado est habilitado para prepaial-c de modo
a melborar Ibe o gosto e cheiro, em todava alte
rar-lbe as propriedad_s medicamentosas, que se
conservara com a mesma nctividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
est.mago.
Inico depoMito
Na' pharmacia ConceicSo, na do Mrquez de
Olinda n. 61.
Becerra de Mello
Pasto e Collares parti
cular
Loureiro & C, Passagem o. 7, receberam no-
va r< mesaa do j bem conbecido vinho de Pasto,
assim superior de Collares, que vendem em quin-
tos e retalbo, por commedo preco.
Po &t Mr
Na quinta e sezta-ie.ra santa vende-se peixe de
viveiro no baldo dos viveiros muito canbecidos
que foram pertencentes ao finado Francisco Cous-
seiro, e isto na es'rada dos Remedios e na ra
Direita de Afogados ao pasear a ponte, lado direi-
to, segunda casa, de meia noite em diante. Ex-
cedentes curimaes, ptica s tainhas e camorins,
etc. ; e ua quarta.feira de trovas somonte nos
baldos dos mesmos viveiros.
A REVQLUQAO
0 48 ra Duque de Carias
Chamamos a attencSo des Exmas. familiiis para um explcodido sortimento de
fazendas que vendemos por procos sem competencia.
VER PARA CRER
GnarnicSes de veiudilho bordadas a vidrilho, 70000, nmn.
Cachemiras pretas, 10000, 10200, 10400, 10600, 10800 e 20000, o covado
Ditas de cores, 900 rs 10000 e 10200, o dito.
Dita broch bordada a 12 e seda, 1,)500, o dito.
Lindas las raescladas de seda, 600 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas de seda, 560 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas e quadrinhos, 400 ts., o dito.
Ditas alpacas lavradas, 320 rs., o dito.
Setim damass, novidade; 320 rs o dito.
Dito dito com listrinhas, 320 rs., o dito.-
Dito Macau, 800 rs., 10000 e 10200, o dito.
Dito preto, 10200, 10400 e 10800, o dito.
Merin-setim preto, 10500 e 10800, o dito.
Grs de aples preto, de 3000'), 30500 por 10800 e 20000, o dito.
Fusro branco, fino, a 400, 560 e 800 rs. o dito.
Dito de cor, phantasia, a 320 rs o dito.
Colchas bordadas, a 20500, 05OO, 50000 60000 e 70000, urna.
Gu*mic5es rie crochet, 80500 e 120000, urna.
Cortes de Cxbemira para vestido, 200000, um.
Punbos e eolerinhes para senhora, a 20000, um.
Fechs de la, 10800, 20200, 20800 40500 e 60000, um.
Ditos de pelucia, pretos, 60000, dito.
Voludilhos lisos e bordados, 10000, o covado.
Ditos bordados a retrez, 20000, o dito.
Leques de pao, muito finos, 500 rs., um.
Ditos dito, 10000, 20000 e 30000, um.
E muitos outros artigos guc se le rubra rao na presenta das Esmas familias.
Henrique da Silva Moreira.

SABONETEdeALCATRAO
FAftA A TOILETTB, OS BARBOS B CUIDADOS DAR AS 1"""l<
Bate SAMOSMTK, vera-nutro anti/u-ptie, o mala effleax para > cura de
MOLESTIAS DA PELLE
SAPO CAR30NIS DETERGENSI
Lav votsas Crionfas com o sapo t AllliOXlH DJETEMtOJBxa afm de proCget-ot contra
o SRAIKIPO, ai VARILA FEBRE ESCARLATINA
Estes 8ABONKTE8 sao rccommendaos pelo Corpo medico intero porque pravlnem as
MOLESTIAS EPIDMICAS e CONTAGIOSAS e te adaptas a quaiqutr clima.
MARCA DE FABEICA NOS ENVOLUBSOS I M06 PES
Deposito amrmJ. I "W. "V. WRIGHT SC C, South-wairlc, IrONDRES
Bm Fema-m buco : Fran" "Mi. da SILVA Se W.
......^
Pecbinchas para acabar!
59 Roa ip i) Celias 59
Naneos cores firmes a 160 e 180 res o cova-
Cretonas claros e escuros a M0 ris o dito.
Fuates com oalminbas de cores a 240 ris o
dito.
dem branco finos a 320 e 400 ris o dito.
Popelinas com listras de seda a 3C0 ris o
dito.
dem branca para Ezmas. neivas a 500 ris O
dito.
Setinetas brancas bordadas a 5(0 ris o dito.
Sctins de cores, branco, e preto Maca j a 800 e
1 o dito.
Combraia de forro preta a 1#200 peca.
Eaguies de linho de 10 jardas a 4 e 4J5O0 a
dita.
MadapolSo pelle do ovo de 20 ditos a 6J5O0 a
dita.
Algodoes superiores a 3J500 e 4| a dita.
Brim de cores, lindos padrSes a 400 e 300 ris
o covado,
dem pardo superior a 360 e 400 ris o dito.
Angolas finas, core* firmes a 560 ris o dito
Cambraia branca bordada a 5500 a peca.
dem Victoria fina a 3*200 a dita.
Bramante de algodio superiores a 900, lJiOU
e 1500 o metn .
dem de linho paro, do melkor, a 2* o dito.
Lences de dito para cama de casal a 1*800
um.
Colchas de ganga idem a 3* orna.
dem idem para aelleiros a 2*500 ama'
Colchoes francezes, grandes, a 15* nm.
Ceronlas de superior bramante a 12* e 16* a
dnxia.
Meias inglesas, croas, a 2*800 e 3*500 a dita,
Lencos brancoa e de cores a 2* a dita..
Meias r.ars criaocas a 2*500 a dita.
Guardaoapos bordados de linho a 2*400 a dita
Camisas francesas superiores a 364 a dita.
Cortes de meia casimira a 1*800 e 9*.
dem de caaemira superiores a 3*000, 4*500 e
6*000.
Para a quaresma
Merinos preto, sortimento Bem competencia,
precos de 1*000, 1*200,1*500, 2*000 e 2*500 o
covado
Grs de aples, verdadeiro de Lion, a 2*500
e 2*800 o covado.
Cachemiras preta com salpicos a 2*000 o co-
vado.
Veludilhos liaos e bordados a 1*000 a 1*200 o
dito.
Mantilhas braaileira a 5* orna.
Fil de sede bordado a 2*800 o metro.
Fichus, idem, grandes a 7* um.
Cheviots superiores a 2*500 e 3*000 o cova-
do.
Casemiras, pannos, Sedans, merinos e todos os
artigos para o uso domestico ie encentra na acre-
ditada casa de
Ca.neiro da Cwilia G.


>*SM***A**ft****A*saAMs*ft*A*iMit^MMM^^ski

\os 1.000:000^000
200:000|>000
100:0001000
RES 4 SANTOS, tendo obtido grande redujcSo nos presos daa ver-
dadeiras lischisas tmerleanas para descarecar algodSo, estao vendendo a
JJtOOO
por serra, com 14 /0 de descont, a
Ra do Mrquez de Olinda n U A
e
tuss victsrii
ti Pmam*tm:
MMtnkV
Este mesicamito de um gusto agradare!, adoptad* com grande xito ha
Sala de SO manos peloe meJnores kedlcoa de Parla, cura os Otftuxo*, tripe, Tote,
Si 4* flarwln. Cimro mUmmar. jhhIiicJm same, da* Visa sWii's te tests.
u,
Ra V de Marco n. 0.
Participan) ao respeifavel publico qn", tendo augmentado seu
estabelecimento de JOIAS oom mais urna secano, no pavimento terreo,
com especialidades em artigos de ELECTRO-PLATE, convdam as
Exmas. familias e sens numerosos freguezes para visitw sea estabele-
cimen'o, onde encontrarSo um riquissimo sortimento de foias de ouro e
prata, peroUs, brilhantea e outras pedras preciosas, e relogios de'.curo.
prata e nikel.
Os antiges que rppcbf-ra dir' lamente por todos os vapor sao
xacutado8 pelos mais afamados especialistas e fabricantes da Europa e
Estados- Unidos.
A par daa cas de subido v>lo# acharao utna grande variedade-
!e objectos de curo, prnta e electro pate, proprios pora presentes de
.'esamentcs, b; pti8ftik)s e ^nniveriaries.
Nem em rels^So a prt^o, o nem A qualidade, os objectos aciraa
mencionados,-eacoriirurao concuneucia a'esta piaga.
B*reetaHi-a)e cam urirncla de per-
relian. i-Idu II apresentarse nao es-
lando aessss <>ondi-i5N, pagane
lem. Aleller de madame Fannj. roa
dojlmperadern. SO 1 ansiar._______
Paga-se ben
Na ra do Imperador n. 45, 1 andar, precisa-se
de urna boa cosinbeira, urna engommadeira e um
menino ara recado. de condioao, dermindo em
casa.
Ctrsinheiro
Precisa se de um cosipheiro ; na ra do Com-
mercio n. 44.
Renda liespanhola
BA DUQUE DE CAXIAS NS. 62 E 83
Renda preta bespanbola, toda de seda a 4*000
o covado.
Ao publicas e ao com-
mercio
O abaixo aesignada, retrando-se temporaria-
mente para Europa, deixa como seos procurado-
res os Srs. Jos das Neves Pedrosa, Henrique
Qoncalves Dias e Fortunato Pinto da Motta, sen-
do 1, 2 e 3 na forma em que ee acbam colloca-
dos. Aprcvei'a a occasiao para despedir-se de
alguas amigos que o nao fiesse pesaoalmente,
ofiereccndo-lhea os seos limitados prestimos no
reino de Portugal.
Eecife, Jl de Marco de 1887.
Jos Qoncalves Dias^_______
Engommadeira
Precisa- se de urna boa engommadeira, que en-
sabot tambsm, para casa de pouca familia, prere-
re-se escrava ; na ra do Riacbuello n. 13.
WlMTiS"
PABA
os actos di mm santa.
Capa para senhoras
de damass
cachemira
e meriii.
Recbeo o bom March
ii Gsxas 181
Vendas m grosso damos
desconlos
89 Una Beque de Caxas 59 \
Doee secco de cajo'
Vende-se doce secco de caj muito enperior, em
latas de 2 e 4 libras ; o a ra do Imperador nu-
mero 45.
I
Vende-se
Em faw dt$ ntgeneos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCi DE PERNAMBUCO
Eracnas a u de H Je 1887
0 thesoureiroFrancisco Gonealves Torres
IPILLAS DIGESTIVAS DE PNCREATINA
de DEFRESNE
Pharmaceutico de ia Ciasse, Fornecedor dos Hospitaes de Paris
mmsMsMsMps.......ns>i
A Pancreatina empregada nos hospitaes de Pars, o mais poderoso f
digestivo, que se conheca, visto como tem a propriedade de digerir ess5
tornar assimilaveis no smente a carne e os corpos gordurosos, mas^S
tambem o po, o amido e as fculas. fea
Qualquer que seja a causa da intolerancia dos alimentos, alteracSo, oiijfflj
ausencia de sueco gstrico, inflammafao, ou ulceraces do estomago, ountrt
do intestino, 3 a 5 pilulas de Pancreatina de Deresne depois da co-ctj
mida, sempre alcancam os melhores resultados e sao por isso prescriptasj!j^
jpelos mdicos contra as seguintes afTecgi5es:
zs\ Falta de appetite. Anemia. 5 Gastralgias.
Ms digestes. | Djarrhea. Ulceragoes cancerosas.
Vmitos. i Dysenteria. i Eniermidades do igado. *sl
Flatul8ncia estomacal.! Gastrites. Emmagrecimento.
avicesa
um vapor commoendas novas, tazas, epharol, tndo
em bom estado e por presos commodos ; quem
precisar dirija-se estaclo do Ribeiro a tratar
com Antonio Duarte Machado, ou no engenho
Ganganel, perto da estaco, affianca-se que todo
negocio se far por venda.
A' Florida.
Rna tiuque de Caxlas n. lo.
Chama-ee a attenco das Exmas. familias pa
os precos seguintes :
Cintos a 1 000.
Lavas de pellica por 2500.
Lavas de seda cor granada a 24, 2/500 e 3/
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 40j> r
metro.
Albuns de 1/500, 2/, 3, at 8/.
Ramos de flores finas a 1/500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda*
das, a SOOe 1/ o par.
Porta-retrato a 500 n., lf, 1500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anquinhas de 2/, 2/500 e 3/ urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilho Boa Figura a 4/500.
dem La Figurine a 5/000.
Pentes para coc8 com inscripcSo.
Enchovaes para batizados a 8, 9, e 12/000
1 eaiza de papel e 100 envelopes por 800 ri
Capella e veas para noivas
Snspencorios americanos a 2/500
La para bordar a 2/800 a libra
Mao de papel de cores a 200 ris
Estojos para crochet a 1$000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de
I
m
Somnolencia depois comer, e vmitos que acompanham a gre
[PANCRETICA DEFRESNE cm frasquinhos com a dose de 3 a 4 coe-
radazinhas depois da comida.
Em casa de DEFJtESNE, autor da Peptona, PARS, e en todas t I:
:r ,t^
itat.
_S
XAROPEd REINVILLIE
O^ Laureado pela Academia de Medicina ciO
'^,ll^^j-r*.es. Ctvalhelro da i.e/o llonr* rr**3&0
O hospnato deou a suDrtancia mineral rnrJs abundante do organismo e toda ves qHe sea
quantldade normal dlmlnue resulta i'maarrnroao orgnica grave. ___
Mals de cinco mil curas, a mor parte ;re.ssores e Mdicos das Facu,Oades
forao oblldas ulBiamentc e flzero cim que o Xarope do t* Reinvilller fosse classiacaao
como o especifico mals seguro contra a Tsica pulmonar, Sroacnlto rhronlca, anemia,
Bacliisino, SetMlldad 4* Organismo, i' Xarope to W Reiucilttur admlnislraao
I (aflmente as enancas facilita a deaUcao e o cresclmento: as m5es e amas de lene loma r
I lefte meJhor; fcftpede a ou-ie e queda dos dentes bao frequentes dejiols da prenex.
Dsr^ito: Pharmacia VXHSIiTQTTE, 8, Flaco ci6 la Magdleine, PAKXZ.
Em PemmMu; FB.4A- M. fin SJtVl & V, nu pri/ioisies Pharmaclu DnStrat,
largura a 3/000, 4/000 e 5/000 a peca
Para a quaresma
4/,
Gallo de vidrilbs metro 100 rs.
Lavas pretas seda e escocia.
Franjas c galVs preto fino Com vidrilho
3/ e 2/ o metro*
Leques transparentes a 3/0OO
dem preto a 2/000
Lindos Broxes a 3/000 lOCO e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Licha para machina a 800 ris a duzia, (CB K)
Bordados com dois dedos de largara 600 ris,
3 dedos 800 ris, 4 dedos 1/200.
Garrafa d'agua Florida 800 rs. *'
Bicas para vestido de cretone e chita peca 1 2#C,
1/500 e 2/.
Leques com borlota a 800 rs.
BARBOSA & SANTOS
WHISKY
KOYAL BLEND'marca V1ADO
Este excellente Whisky Escasees preferive
i o cognac ou agurdele de es tina, para fortines
5 corpp.
Vendeso a reiaiho nos tu Ibcres armarent
nolhados.
Pede ROY AL BLEND marca 7IAPO cajo
ue e emblema s2o registrados para todo c Bra,
BPOvVNS & C, sgentes
ltfSPE
BM
mam
SOUSO MILLERET
Eastoe. em CordSes
Para evitar as oinr>ss
stg*r a marta o> /w.v
iam peirt ftfi'wj
mTTT.t.KfLBT, IJC aONJDKC, Sucosa
KOS1TC3 2M TGt-AS AS
FUNDAS MILLERET
A Ottf* WOIeret rmmmenda a,
no J?um.dm-mmmttmimm ,
rja, Futidme inrluirrin. par,
as hernia q*'bra4utt a* mi
*" antis pin i bimni e o DtraS.
0. "O J'-& Rousseau. PAR/
It-RHAQU
VENDAS
Vende-se
j cm bom sitio todo murado e casa de morada cero
soto, accommcdindo grande taaiia, entre as rs
* da Jaaiieira e Tjrsarineira : para infor-
I oDacao, na ra,do Apullo n. 24, cem o guarJa-
1 livrof.
VINHO GiiiRT SEGUIN
Appro-TOdo ipela Academia de Medioiaia de yranicw.
MAIS DESEMENTA ANNOS DC CXMEMKNOU
Vinho de urna efficacia incontestavel como Antiperiodico para cortar as Febrem,
e como Fortificante as C'ompbaleiieene;as, LtvTtiFidade do Santue,
Falta de .Uenstruavo. Inappetencin, IHgeWOea difliceie,
Enfermidad*m nervosa*, Dc-bilidade.
Pharmacia G. SEGUIN, 378, ra Saint-Honor, PARS
FRAN" M. da SILVA C.
Vit^lUMWliliilisliiiiitlisl
Cimento
Fnnspca irraaos & C. vendem cimento ingloz,
marca pyramide, e cimento harobnrgaez, por mo-
nos preco que em oafra qualquer parte.
Papoula&C. tem
Capas pre'as era casrmira, granadino adamas-
cada, e de seda idem, casacos, jerst y pretos c de
cares.
Luvas de pelica, seda, casemira e fio d'Eseo-
cia, veos do fi.' preto, 18, ra do Cabug.
Telephone W
Pielio de Riga
MATHUES AUSTIN & C, receberam ni tima-
mente um c mpleto sortimento desta madeira,
como sejam : pranchoee e tabeas para assoalbo,
da melbor qualidade e de diversas dimenses, e
que vendan por precos comiaodoa, 6 reducidos,
eonlorme os lohy ; o arroaiem do caes do Apollo
u. 51, ou ra do (Joinmortio n. 18, 1 andar,
Cabriolis
Yenda se doos cabriolis, sendo um deecoberu.
e ootro coberto, em perteito estado, para nm ou
doos cavallos; tratar & rna Dn^ie de Casias
o. 4?
\

~1 um


8
irlo
\v,
wbabbado 2 de Abril de tSI
LITTERATbr
JMDWA BEftTMER
POK
insensato, e terrivelmente *blado par um
'despertar demasiadamente brusco,par^c-s-
(lhe singular e iiuposshrel rster o fio dos
bous das ao iteressa de algutna existen-
cia nova.
Ourante ss primeiras raanhs que ihe dei
UCHARD
MARIO
XLIX
lCow/nv,a.;5o )
__ J ni3 fui apresentado,
xava o seo
lazer.
ue
disse elle,
Diz rpau pai qu<* se partir neata raes cerdo 'dos grandes inttresaea
melbor ir, pri acraruonto, Aurora, ac- [rumo -lampo... Quando voltar de-la, tendo
escripto
ddessa vez cora calma.
Cbiton 14 vai elto pira o piano !
E' muito bonita, beiu ?
* A princeza comecava o ariosa,
gira ella por Niela Gade, o compositor
sueco... cujas pulavras tiubam sido tra-
ducidas por Gurin.
Foi urna ova.cac, desde aB primeiraa no-
tas dessa voz calida, viva ; para apreciar
ease estylo largo, magistral, fez se o silen-
cio em todos os* salSes : Jocunda ouvu,
muda de admirac e como transportada
em um extase innocente.
Ob! muito bello I disse ella baixi-
nho a Roberto.
Depois de alguna lieds noruoguease
Christiana cantou as estancias de Sapho,
deGounod.
A p.-ga aeabou com um desses trium-
pbos qu s Pariz sabe conceder.
<$ latido a princeza -voltova para o seu
lugar, pelo brago do bajo, ella passou
po>diate de Roberto.
Est satisfeito commigo, meu poeta !
disse-lhe ella sorrindo.
Nesse momento o principe approxi-
mou-w.
__Minba querida Christiana, disse elle,
minha tia, a princeza Davinof quer coni-
primental-a. .
Ao ouvir e8se nomo de Christiana, Jo-
cunda quasi teve um sobresalto; olhou
para Robarlo, que com o olbar acoinpa-
nbava a princeza.
Christiana !.. ella!.. disse -Ihe
til* afinal.
ello nao sabia
como preencher, preparando a sua partida
para essa viagam de alguns annos ao fim
do mundo, elle ia avenida de Vllers,
como outrJora, a esses almogs de amigos,
em que Rival voltava s suas discuss&es
eternas de arte, quando nlo se trata va da
La Grange.
O 3mor, imprudente e triste, da pobre
Jocunda, nao era segredo para a perspicaz
Auror, que, havia muito, o tinba desci-
berto; e, pezaroa, deplora/a a fatalidado
da sorte, os tormentos do amor e o desmo-
ronamento da heranga.
Porque, afinal do contas, meu Rob-
ztnbo, dizia ella, se nao tivesses tornado a
ver a tua Christiana, nao terias tido mui-
tc desgracado, deixando-te amar por urna
maravilha to adoravel, que nao tem igual,
quanto ao corac&o, a inteligenca, tufo
emfim... Quando mesmo casasses s por
comprazer 1 Temos visto cousas destas nos
rnmanc.pn I Rnm Sfti OdE Dar a DobrO J-
rescenlou ela com animado, p ir causa
daa inooj5i8 de oeste, que encontrara no
mar daa lidias- ..
no crer em alguna perturbadlo pro-
funda da alma nessa naturia aborta e
real ? Essa tristeza meditativa em que,
ltimamente, a tinba visto raergulhada,
tambem tinha desaparecido sbitamente,
e ella, sentimsnto singular, quasi lamenta-
ra 8SO.
Livro de todo o receio do comprometter
o repoisj de Jocunda, Roberto apreciou
de ma o aoolhimento que Ihe dera o al
mirante para nao recomecar as suas visi-
tas diarias. Nesse meio de felicidade, to
naturalmonte fundado, senta ama especie
de espanto dessas eoinplicacors estranbas
da sua vida, que, havia doui aaaos, o r-
rastavam como um desses msticos desola-
dos que abundam nos romancea : as suas
desesperanzas passadas comecavam a pa-
recer-lhe absurdas e tolas. Consciente das
suas deploraveis horas de queda, compa-
rava esse abandono ridiculo de si mesmo
vida viril, muito inais remantica, desse
seu
romances 1 Bem sei que para a pobre
cunda nao ha meio de esque cer que amas
aoutra... E'duro ter qne pensar que
urna rival sempre pode voltar, de um dia
para outro, e lavar o pai dos filhos da
gente mesmo quando a gente nao os tem
como eu 1 Bem sei, tambera, que ha os
pais, qne seriam muito tolos, se nao re-
flectiasem antes na bella embrulhada que
pode resultar de semelbante casamento.
Esqueces, sobretodo, minha pobre
Aurora, que a filha do almirante Berthier,
fabulosamente nca, e que eu estou redn-
zido a vender o meu castalio para ter com
que viver.
L
Chegou o dia grande da volta do almi-
rante. O arranjo dos seus negocios foi para
Roberto pretexto suficiente, durante urna
semana, para justificar a raridade das
suas visitas ao palacete Berthier ; entre-
tanto teve de ir ao jantar de familia a que
foi convidado expressamente.
Conheci muito seu pai, disse-lhe gra-
Daspertado bruscamente por esse accen- c0samente o al mirante, acolhendo-o com

to profundo, Roberto nao pode deixar de
sentir um aparto de corago, lembrando-se
de outro soffrimento, da alma dessa me-
nina, que o amava. Ella tinba-lhe toma-
do a mo.
Foi ella... nao repetio ella, inter-
rogndolo com os seus grandes olhos, ain-
da hmidos, com a eraocao sentida.
Sim, Joeunda, respondeu elle, com
um 8orriso calmo, foi ella, mas boje, nao
mais. Tranquillisese, estou curado.
Deveras?
Devras.
Ella o fitou ainda um momento em si-
lencio.
Entao para esquecel-a, completa-
mente, que parte ? disse ella com hesito-
cSo.
Nao, por que ella tambem parte mui-
to breve. Vou viajar para recomecar a tra-
balbar.
Tendo urna noite de mo somno acal-
mado o tumulto de pensamentos que assal-
tou Roberto nessa testa, elle no dia se-
guirte sentio, pelo menos, que podia con-
r "cea a sua razo. A vida a vida l
,ssa phrse ieirivel, de que se lembrava,
ava-lhe no cerebro como o dobre funreo
.as-anas illusSes do pata e de amante. A
'ida^ a vidal Christiana o tinha amado...
lo o amava mais! O totopo tinba apga-
lo a ra chamma. E, pensativo, elle inda-
ava de si mesmo se nao recusara fugir,
se naqelle momento ella lbe entrasse em
casa por entre esses lilazes. ainda em flor Roberto comprehendeu logo que, por e
para "ella. A vida a vida !...
Entretanto, Roberto teve alguma diffi-
culdade em voltar a si completamente
Teimando, havia
a si
nm anno,
no sea sonho
essa cortezia e e^sas maneiras simples,
que a exercicio dos grandes commodas des-
envolvessem em todo o oomem superior.
Jocunda exultava, o pai voltava prece-
dido da gloria de um grande teito de ar-
mas, acclamado pela patria, palavra nobre
e grande, que, ella tinha de raarinheiro,
tinha aprendido a conhecer.
Encontrando essa menina altiva e gra-
ciosa, de olbar entbusiasta e profundo, em
vez da enanca que tinha deixado tres au-
nes antes, o almirante teve como a visSo
de um sonho.
O jantar, intimo e sem outro conviva
estranbo, ajudou Roberto a dissipar as
suas preoccupayfles, Nessa corrente fami-
liar, em que elle encontrava de uovo as
amisades solidas da Barraca, posto que s
vezes Sarrazn lbe parecesse um pouco
preoecupado, pela alegra exhuberante de
Jocunda eoncluio logo que & chegada do
pai j a tinha distrahido dessa clinacao
de crianca, concebida em dias de sohdao
romntica, em que nada oceupava a sua
imaginadlo viva, a nao ser ossas conver-
sas do terraco, qua ella procurava com
elle, na falta de outro companheiro da
sua idade, meio dos seus camponezes.
Nao tardn ein nutrir firmemente essa es-
peranza, vendo-a na sua innocente candu-
ra tao anthusiasta e tao alegre, que nin-
guera podia imaginar que ella tivesse no
ooraco um pensamento secreto.
Por mil perguntas cheias de interesse,
lia
marinbeiro heroico, commandando a
bordo operacSes de guerra terriveis.
Os vinte e seis annos de Roberto, as
suas desillusoas e a sua confianga no seu
conhecimento do mundo, comparevam mal,
com effeilo, com a calma de um homem
superior, que accrescentava na vida, no
dever, na honra, no paiz. Sentase, deci-
didamente, mesquinho, lembrando-se dessa
expedicaj de louriite, que ia emprehen-
der, sem outro fim alm de amortecer pe-
zar^s estpidos e oceupar o seu terapo.
Aconteceu que um dia, por causa de
certo sorriso do almirante, sentio tanta
vergonha. discutindo esse celebro itinera-
rio da volta do mundo, que parou de re-
pente, confessande ingenuamente o seu
pensamento.
E' s isso?... disse Sarrazio, Mas
voc nao est oondemnado ao officio do
intil. Nada o impede de tazar obra de
homem mstruido que .. .
Para que sirvo eu, suspirou Roberto.
Na minha idade tarde para tentar ama
carreira, na marinha ou no exercito... E
quanto a poltica, seria cedo de mais...
Havendo muito, resta-me pegar na penna
de secretario do seu novo syndicato de
Chanfourn-
T I t .' t?.. com os seus vinte e
seis annos '. que Ihe consttuem a van-
tagem de nao prestar para nada... Ora !
Roberto, voc ainda est com os beicos
com que mamn o j se declara acabado.
O sorriso calmo do almirante accentuou-
se. Roberto ficou confuso.
Mas Sarrazn nao era homem para per-
der urna occasiSLo de argumentar sobre o
seu celebre tbema de livre arbitrio, apoa-
do na vontade.
dado a sua medida, ser, seguramente al-
gara* cousa e alguera... E nao pergunta-
r raiis para que serve.
-i priacipio, atordoado, espantado com
o programis edmiravel que Sarrazn de-
enrolava, com a sua confianca original
pionier antigo, Roberto ficou quasi attoai-
to ao ver-8.e chamado a deseinpenhar am
papel desses, pergantando a si mesmo se
alguera podia seriamente esperar delle se-
melhante esforco.... Um pouco embara-
zado, com o olhar tranquillo do almirante,
que pela sua cal mi pareca appro^ar o
mais simples dos projeatos, nao sabenio
como responder, volfou-se para Jocunda.
O rosto desta respira va o enthusasmo.
Oh I sim sim, Roberto *! disse ella
com aquelle ardor que Ihe assentava to
bem. Sim Roberto, esse am trabaloo
digno de voc !
Onvihdo cahir-lhe dos labios tal expres-
pressao de confianc1 na sua coragem, no
seu futuro, ante a expresao lmpida des-
ses olhos grandes, Roberto sentio se corar
por ter hesitado.
Aceito I... Aceito !... disse elle, le-
vantando a cabeca. E obrigalo, meu ve
lbo amigo... por fazer de mim um ho-
mem.
LI
---------.- -
O almirante
ou por Sarrazn, o almirante sabia tudo
a seu respeito, os seus estudos, o seu pro-
jecto de viagem roda de mundo,
qual Jocunda mesma allou.

FOLHETIM
O OORCUNDA
POR
__
SEXTA PARTE
OIESIEOT20 DO M08I3
(Continuago do n. 72)
IX
O mono ralla
Gonzaga as tinha mais aquellas arden-
tes approvacoes da outra sessao. Mas para
que precisa va d ellas,? Gonzaga nao podia
cousa alguma, senSo dar prova de lealda-
de.
Ora, a prova estava sobre a mesa, a pro-
' va material e que niognem podia recusar.
7 Esperamos, disse o regente, que se
nclnou para o presidente de Lemoignon e
o marechal de Villerov, esperamos pela
res posta da Sra. princeza.
Se a Sra. princesa tivesse querido
confiarme os seus meios... disse o car-
deal de Bessy.
Aurora de Cajlus levantou-se.
Alteza, disse ella, tenho minha filha
e as provas do seo nascimento. Olbem
para mim todos que "iram as minbas la-
grimas e compre henderlo com a minha
alegra que encontrei minha filha.
Estas provas de que falla, minha se-
nbora... comecou o presidente de Lemoig-
non.
Estas provas serio sabme Midas ao
conselho, nterrompen a princeza, assim
que Sua Alteza Real tenha concedido o
pedido que a viava de Nevera humilde-
mente lbe fes.
A vuva de Nevera, responden o re-
gente, nao me fez at agora pedido al-
gara.
A princesa voltou-se para Gonzaga com
o olhar firme*
E' ama grande e bella cousa a ami-
sade, dase ella ; ha dous dias todos aquel-
los que se interessam por mim me rape-
Se a resolucao de Roberto deixava pai-
rar sobre as suas ideas alguma nuvero, foi,
todava, como um especie de allivio que
comecou a encarar a sua partida. .. Que
Ihe importava o trabalho, comtanto que
elle esquecessa? E cemecou to bem a
esqaecer, que durante quatro dias nao se
leinbrou de Christiana...
Afinal de contas, a perspectiva de urna
luta com os elementos ou os homens, e
dessa vida de azares, em paiz de deseo-
berta o de conquista, tinha um attractivo
queja o obrigava a um esforco.. J se
julgava mais forte, s pelo facto da inten-
c&o.
Admiroj-se urna manha de ver que sen-
ta urna impaciencia vaga de entrar em
aeco, e de ver raviver como em nova in-
carnacSo... Porm o que mais o surpren-
deu, foi descobrir, examinando os seus
pensamentos, que a vontade de Jocunda
pareca entrar em todas as su is grandes
deci.-oes com urna preponderancia to sin
guiar, que provojou um sorriso, inquirindo
de si mesmo se o fundo real de tanta va-
lenta nao era simplesmente o contagio des-
se enthusasmo juvenil, que elle mais de
urna vez tinha reoahdo nella, como peda-
gogo serio. Isso, sem duvida, nao passa-
va de urna volta fugitiva a essas emosSes
diguiares do seu coraco, devastado de mais
para que outro amor podesse florescer all.
talnbem, s vezes,
Entretanto, aconteca
que nao era sem um suspiro que elle se re-
Nao presta para nada? Que pbrase 8ignava a applaadir um desapego fatal que
engracada '... Eit acabado?... o salvaba do qualquer recah da. .. e dei-
xando errar o pensamento, lembrava-se do
romance construido por Aurora..
Qual -' disse ella de si para si, se olla
me amasse : depois ?... Ella teria soffri-
do ; mais nada I
Tranquilizado por essa corrente de ideas
sils, com certo fundo de agenaidade, que
nunca perdeu, convencido, finalmente, de
que voltara vida, Rjberto seatindo-se
bromeado, comecou a ridicularisar as sen-
t mentalidades inuteis... e preparou-se pa-
ra partir.
Tendo Sarrazn do arranjar alguns ne-
gocios na Barraca, e partindo com elle o
almirante e Jocunda, Roberto tambem vol-
tou a La Grange para, por sea lado, con
cluir os seus negocios com o Sr. Poinainet.
Eu tinha mais de 50 annos quando
aprend a lingua chinezal uisse elle, dan-
do cirjumfiexas pela admiracao as suas
bastas sobrancelbaa.
E com isso, parti como um javali, des-
truindo os espinhoa que a tolice humana
levanta a cada passo ante os que hesitam
e os tmidos < que deixaut passar a
hora, nasse desperdieamento de toreas
cuje prejuizo nao se repara mais...
Finalmente, oncluio por estas palavras:
Dentro de um mez parto para Chi-
cago, para onde me le/a am negocio mui-
to importante, j montado... Cincoenta
li.-guas de territorio indio a povoar, a ex-
plorar, florestas, minas, culturas Esta-
co es a fundar, cidades a fazer surgir da
trra... Um estado a organisar... Se
quer, l tem legar para voc. L far o
ofiiclo de homem e saber o que expe-
rimentando a sua tempera no fogo da ae-
co... L estudar a poltica, a adminia
traco, a democracia, o gtverno racional,
as tiaancas, a guerra do trabalho e o ac-
tempo que t ") almirante est no-
rasado embiixador "em Londres A noti
ca estourou esta manh. O almirante, j
informado hontom noite por telcg'amraa,
nao disse nada. Um grande eoveloppe, or-
nado do um sello ministerial imracn^o,
chegou durante o almoco. O almirante,
que beba tranquilamente a sua chicara
de cha, disse a Jocunda (que depois da
sus volta desempenha o offi o de seu se-
cretario) que abrsso a mijsiva... Ella
abre... L a nomeacao offi.ijl.. Faza
idea do effeito !
< Comecando a minha carta, por esa>
simples facto diverso, que leras araanh
nos jomaos, minha grande sonhadora, oreio
que poaso d3pensar-me de proseguir ni
cacada do teu bello passaro azul. O tou
cont de fada esbarra ao positivo e essa
desproporco gloriosa, nao deixano 6 me-
nor campo romntico toa imaginaco,
comprehenders, afinal, esparo, a inntlida-
de das tuas palavras sentimentaes... Po-
bre como Job comparado com ella, littera-
to acabado aos olhos dai... se o meu or-
gulho nao obstasse que eu lancasse as vis-
tas sobre a filha de um embaixador, urna
idea justa do Real me impedira de ter se-
melhantes pretencSes.
( Nao quero negar que tenha racahido
no aecesso mais absurdo de desvario...
Pois bem sim, amo o Jocunda .. Amo
a Jocunda, depeis dos meus transportes,
das minbas loucuras por Christiana. De-
pois de ter querido matar-ma,... depois
de um anno intairo de desespero, de la-
mentacoes, de delirio4.. Sim I amo a
Jocunda... aos seus dezoito, sua graca,
ao seu juizo recto !... Ser culpa minba,
se os romances desatinnam e se o coraco
feito de modo que recomeca a palpitar
no dia depois de urna decepeo medonha !
Oh I sim, eu a <:j.o e devo calar e oceultar
esse 8entiraento to profundo, que neste
momento parece ser o acto de um insensa-
to. Tenho que soffrer e a resignar-me ;
suspeito como devo ser para todo3, depois
de tantas provas da minha extravagancia,
o meu resgate qua pago...
< Como abrir-lbe este coraco, qua ella
vio to cheio de outra ?... Como conven-
cl-a ? E como poderei dizer a esse pai
que a luz se fez em mim to sbitamente
que quasi cegoa-me ? Pode elle saber
quando eu mesmo nao o saba, que duran-
te esse anno passado ao lado della, venci-
do dia a dia por esse encanto d'alma que
a rodeia, eu ignorava que j a amava?...
1 Perguntas-me que espero, para que
tendo o meu futuro, para onde vou?...
Vou para America, nao sei mais nada !
o Sei como tu, que ausentando-me, dei-
xo o campo livre a Pedro de Varelles..
Jocunda, nao crendo seno em seu pai e
s vendo pelos olhos delle, j sofreu ease
ascendente que com urna s p-Iavra dissi-
pou essa innocente pertarbaco do coraco,
que fanto assustja Sarrazin -' Voltou o pai,
fallou.. nlo sou mais nada para ella se-
no urna lembraaca importuna, talvez, de
urna falta que o almirante deve ter-lhe ex-
probrado I Nao visto esta alegregria, to
ardentamente filial, que o annunco da mi-
nha partida nem perturbou ?
LU
t La-Grange, Abril.
< Vou para a America, porqua ficar aqu
seria urna covardia, e quero reerguer-me
de urna aventura tola em que sossobrei.
S se ama urna vez >, dizem os ro-
maneas em pbrases empoladas Aqu o
bam-senso vulgar responde que um pre-
go expela outro Mas com o desmoro-
namiento definitivo dessa celebra heranca,
decididamente furtada por Boisdesaiei,
estando eu to pobre como antes e conhe
cid as as minbas aventuras, posso eu pedir
a mao de Jocunda ao pai ?...
< Nasceste sentimental, minha nobre
Aurora, mas, como mulber de juizo que
s, nSo comprehendes quo o menor ensaio
urna razio deleada de honra, que iuc ;nhi-
blrra sa, eonio tu, eu tivesse a loocira d~
sooba~r.
Partamos nestes qnitro dias... Es-
pero-;, pois, com o teu marido.
P- S.Outra exeellente noticia...
Sarrazin que mais do quo nunca, pensa
em alargar as suas trras, falla em com-
prar me L1 Granga Que dizea a isso T
Eis ah o que arranjaria e simplificara as
cousas !...
LU
Chegou e dia da partida.
Os Rival tiubam vindo na vespera, de-
viam jantar n. Barra-a e temor o trena
da noite. Pelas quatro horas, depois de
dar as suas ultimas ordens, Roberto sabio
do seu castello, que esiava venda, como
estoiro, mas nao aera acompanhar de nm
suspiro o ultimo olhar, que lo alto da col-
lina, lanecu sobre o edificio delapidado,
entao grandioso e soberbo, restaurando
com gosto do artista, o parque com as
suas alamedas sombras, alionadas a cor-
del, os canieiros replantados dando as
suas prlmeiras florea. Foi desse mesmo
lagar que, havia um anno, tinha visto as
trras, insultas e abandonadas. Que es-
peranzas ento, e depois, quanto agita-
co !...
Quando chegou Barraca, peroebeu, ao
entrar na sala, qua cahia em plena confe-
rencia. O almirante, Jocunda e Sarrazin
pareciam estar tratando de algum assum-
pto grave. Ia retirar-se :
NSo, nSo, fique, Roberto disse Sar-
razin : estavamos s conversando.
Entretanto, pelo silencio que se fez de
repente. Roberto comprehendeu que in-
terrompia a conversa, especialmente ven-
do Jocunda esconder urna carta, que des-
appareceu no seu seio. A chegada do*
Rival e o annunco do jantar fzaram urna
diverso.
Os juntares de despedida, as familias
da gente da marinha, tem um ar serio e
reflectdo, que em geral a gente da socie-
dade do $port, que se muda, nao couhece.
Os azares a correr, as separac3es loogas,
previstas cada vez quo o almirante parta,
havia muito, aguerrido os corac3es da Car-
raca e urna pequea viagem do Havre a
New-York nao podia prturbar Sarrazin,
que a tinha feito vinte annos.
Entretanto, Roberto admirava-se, mo
grado seu, de urna bravura de Jocunda
que pareca ir at a alegra. Lembrando-
se de que sentrat durante urna semana
iateira, am pezir to real, com a idea de
que ella o amava, nao pode deixar de
aeutir unn confuso secreta pala sua fa-
tuidad e de um dia... Essa partida que
ia, sem duvida, afastal-o durante alguns
annos pareca realizar todos os seus so-
nhoa !
Bom tanto melhor l dissa elle de
si para si suspirando.
O coraco, porm, nem aarapre acompa-
nba o pensamento. Nos seu3 aceessos de
resignaco philesophica, pelos olbares tro-
cados entre Joeunda, o pai e o to Miguel,
Roberto lembrou-se dessa caoversa to se-
ria que tinha interrompido, dessa carta
que sem duvida era o aesumpto della...
Em um momento comprehendeu tudo.
O casamento eom Pedro de Varelles esta-
tem : Nao aecuse seu marido, nao aecu-
se seu marido.
Isto sigaifica, sem duviia, que irraa il-
lustre amizade fernece ao Sr. principe urna
trinchera i ai penetra vel. NSo o aecusarei,
mas direi que dirig a Sua Alteza Real
urna humilde supplica, e que urna mo,
nao aei qual, desviou a minha mensagem-
Gonzaga tinha nos labios um sorriso cal.
mo e resignado.
O que quer de nos, minba senbora ?
perguntou o egente.
Appellava, Alteza, replicn a prin-
ceza, para urna ontra amizade. Nao aecu-
sava, implorava. Dizia a Sua Alteza Real
que a onfissao no tmulo nao bastava.
A physionoraia de Gonzaga mudou.
Dizia a Sua Alteza Real, proseguio a
princeza, quo havia urna outra confissifo
mais digna, mais completa, e eu supplica-
va a Sua Altoza que ordenasse que aqui
mesmo, no palacio de Nevis, onde esta-
mos diante do chefe do Estado, diante des-
ta Ilustre assembla o condemnado ouvisae
de joelhos a leitura de sua ser tenga.
Gonzaga foi toreado a fechar as palpe-
bras para oecultar o lampejo que lbe bri-
lhava nos olhos. A princeza menta. Gon-
zaga sabia-o perfeitamente, visto que tinha
a carta no bolso a carta escripta ao re-
gente e interceptada por olle Genzaga.
Naquella carta a princeza affirmava ao re-
gente a innocencia de Lagardre e respon
sabilisava se por elle solemnemente.
Para que aquella mentira ? Que batera
se oucultava por traz daquelle estratage-
ma audacioso ? Pela primeira vez na sua
vida Gonzaga sentio as veas o fri que
faz o perigo terrivel e desconhecido.
Senta debaixo dos ps ama mina promp-
ta a fazer exploso. Mas nlo sabia onie
procaral-a para evitar a exploso. O abys-
mo estova all ; mas onde ? Era noite.
Qualquer passo o podia precipitar no fan
do. Qualquer movimento podia trahil-o.
Adivinhava todos os olhares fixos nelle.
Um esforco poderoso conservou-lhe a cal-
ma.
E' ama cousa desusada, disse o pre-
sidente Lamoignon.
Gonzaga quiz precipitar-se ao pascoco.
Qae motivos, Sra. princeza, poderia
dar ?... comecou o marechal Villeroy.
Dirijo-me a Saa Alteza Real, inter-
rompeu a Sra. de Gonzaga ; a justica le-
von vinte annos para encontrar o assassino
de Nevera ; a justica deve alguma cousa
victima, qae espern tonto tempo pela
toa vingauca. A menina de Nevera, mi-
nba filha, nao pode entrar nesta casa seno
depois de dada esta satisfaco.
! eu, recoso qualquer alegris eroquanto
nao tiver visto o olhar severo de nossos
avs a contemplar do alto de suas galeras
de familia, o culpado bumilhado, vencido e
castigado.
Houve um silencio. O presidente de La-
moignoa meneou a cabeca em signal de
recasa.
Mas o regente nao tinha ainda fallado.
O regente pareca reflectir.
O que espera ella com a presenca
desse homem ? perguntou a si mesmo Gon-
zaga.
O suor fri alagava-lhe os cabellos. Las-
timava a ausencia dos seus confidentes.
Qual a esse respeito a opiniSo do
Sr. principe de Gonzaga ? Interrogou de
repente o duque de Orleans.
Gonzaga, como para preludiar a respos-
ta, teve um sorriso cheio de iodifferenca.
Se eu tivesse opinio, replicn elle,
e para que hei de ter urna opinio sobre
este exquisito capricho? parecia recusar
consent ment Sra. princeza.
Salvo o atrazo que traz execueao da
sentenca, nao vejo vantagem nem incon-
veniente em Ihe conceder o sea pedido.
Nao ha atrazo, disse a princeza, qae
pareca prestar attenco ao ruido que se
ouvia fra.
Sabe onde ir buscar o condemnado ?
perguntou o duque de Orleans.
Alteza quiz protestar o presidente
Lsmoignon.
Tranagredindo lgeiramente a forma,
senhor, disse o regenta speramente e com
vivacidade, pie-ss algum as vezes desfa-
zer engaos.
A princeza, em lugar de responder a per-
guata de Saa Alteza Real, tinba estendido
a mo para a janella.
Fra um clamor sordo se levantava.
O condemnado nao est longe, mnr-
murou d'Argenson.
O regenta chamou o marquez de Bonni-
vet e disse-lhe algumas ptlavras em voz
baixa.
Bonnivet inclinou-se e sahio.
A princeza sentou se de novo.
Gonzaga percorreu a assembla com nm
olbar que julgava tranquillo ; mas os la-
bios tramUm-lhe e os olhos brilbavam-lbe.
Todos se levantaran) involuntariamente,
to grande era a curiosid,ade inspirada por
aquello aventoreiro insolento, caja historia
tinha sido, desde a vespera, o assumpto de
todas as oonversacojs. Alguns o tiobam
visto na festa do regente, quando Saa Al-
teza Ihe havi quebrado a espada, mas pa-
ra a maioris era desconhecido.
Quando a porta se abri e o viran, bello
como o Cbristo e cercado de soldados e
rida Aurora Chama depressa teu amo e I cousa relativa aos milhoes do sea dote,
senhor, para que ella a saiba ao mesmo
com as raaos amarradas sobre o paito, hou-
ve um grande murmurio.
O regente conservava os olhos fixos em
Gonzaga.
Gonzaga nao se moveu.
Lagardie foi conduzido para junto do
conselho
O escrivo acompanhava-o com a sen-
tenga, que, segundo a forma, devia ser 1-
da parte diante do tmulo de Nevera, para
a mutlaco da mo, parte na Bastilha, pa-
ra a execugao capital.
L )a-a, ordenou o regente.
O escrivo desenrolou o pergaminho, a
sentenca dizia :
.... Ouvido o aecusado, as teste-
munhas, o advogado do rei ; vistas as pro-
vas e os autos, a cmara condemna o Sr.
Henrique de Lagardre, que sa diz cava-
lheiro, convencida do assassinato commet-
tido na pessoa do alto e poderoso principe
Felppe de Lorraine Elbeuf, duqne de Ne-
vera : Io, a eonfieso publica, acompanba-
da da mutlaco pelo machado, junto i es-
tatua do dito principe Felippe, duque de
Nevera, no cemiterio da parochia de Saint-
Magloire; 2, a ser cortada a cabega do
referido Lagardre no pateo das prisSes da
Bastilha, etc.
O escrivo, tendo concluido, passou pa-
ra traz dos soldados.
Est satisfeito, minha senhora '? per-
guntou o regente princeza.
Esta levantou-se com um movimento
to violento, que Gonzaga imitou-a, sem
ter cousciencia do qae fazia. Dir-se-hia um
homem que se pSe em guarda para reee
ber am choqae impetuoso.
Falle, Lagardre 1 exclamou a prin-
ceza, impellida por urna iaexprimivel exal-
taco I falle, meu filho I
Foi como se a assembla recebesse am
choque elctrico. Todos esparavam algu-
ma cousa extraordinaria e singular.
O regente estova de p. O sangue sa-
bia-lhe s faces.
Tremes, Felippe ? disse elle devo-
rando com os olhos a Gonzaga.
'Nao, replicou o principe, que se er-
gueu insolentemente, nem hoje nem nunca 1
O regente voltou-se para Lagardre, e
disse :
Falle, senhor I
Alteza, pronunciou o] condemnado,
oom voz sonora e calma, a sentenca que
me esmaga nao tem appellago. Saa Al-
teza nao tem sequer o direito de perdoar e
eu nao quero perdi ; mas Sua Alteza tem
o dever de fazer justica I
Era um milagro ver, sobre todas aquel-
las cabegas de velhos atientas e vidas, os
seas oabsllos brancos agitarem-se.
especialmente durante um anno '? Ha ahi
O presidente de Laraoignon dexon cahir,
mo grado seu, essas palavras :
Para reformar a sentenca de ama c-
mara ardente, preciso a confissifo do cul-
pado.
Teremo3 a confissifo do culpado, res-
pondeu Lagardre.
Vamos, senhor, avie-se, disse o re-
gente ; tenho presea.
Lagardre coutinuoa :
Tambem eu, Alteza. Permita, en-
tretanto, qua lbe diga: Tudo quanto eu
prometto, compro. Jurei, por minha hon-
ra, por meu nome, que entregara Sra.
princeza de Gonzaga a crianca que ella
tinha-me confiado, com perigo da minba
vida ; cumpri !
Sejas mil vezes abengoado merrau-
rou Aurora de Caylus.
Jurei, proseguio Lagardre, entre-
gar-me sua justica, depois de vinte e
quatro horas do liberdado ; hora marca-
da, entreguei a minha espada.
E' verdade, disse o regente; depois
disso, nao perco de vista ao senhore a
outros.
Os dentes de Gonzaga rangeram na boc-
ea. Disse comsigo :
O proprio regente era da conspira-
do 1
Em tercero lugar, accrescentou La-
gardre, jurei que faria brilhar a innocen-
cia diante de todos, desmascarando o ver-
dadeiro culpado Aqui estou : vou cum-
prir o moa ultimo juramento.
Gonzaga conservaba na mo o perga-
minho, sellado com tres carimbos de lacre
vermelho, roubado por ella do quarto da
ra de Chantre. Era naqelle momento a
sua espada e o escudo.
Alteza, disse elle bruscamente, pare-
ce-rae que a comedia se tem demorado
muito.
Ainda nao o aecusaram, tambem me
parece, interrompeu o regente.
- Urna aecusagao da bocea deste louco ?
disse Gonzaga, tentando o despreso.
Esta louco vai morrer, disse severa-
mente o regente. A palavra dos moribun-
dos sagrada.
Se nao sabe ainda o que vale a delle,
Alteza, exclamou o italiano, oalo-me. Mas,
creia-me, todos quantos somos nos outros,
os fidalgos, os nobres, os principes, os res,
sentamo-nos sob os thronos, cujas bases
vaciliam. E' um perigoso e mo exemplo
o passatempo que Sua Alteza Real se d
boje. Consentir fque semelbante msera-
vel...
Lagardre voltou-se lentamente para elle.
Consentir que semelbante miseravel,
proseguio Gonsaga, venha oa minha pra-
va votado... Es:a carta
talvez fosse de Jocunda,
sua recusa.
era
delle.
ou
que revocava a
(Contin&a'.
VARIEDADES
Logogrlphos
As decfracSes doa publicados no n. 73
sao : ______
Do IoProvincia.
Do 2o -Rebate.
Do 3" Beterraba.
senca, principe soberano, sem testemanha
nem provas...
Lagardre deu un passo para elle, e
disse: j
- Tenho as minhas tesmuabas e tenbe
provas.
Onde esto as suas testemnnhas ?
exclamou Gonzaga, cujo olhar percorreu a
sala.
Nao procure, respondeu o condemna-
do : sao duas, as minhas teatamunbas. A
primeira est aqui : o senhor I
Genzaga teve um sorriso de compaixo ;
mas seu esforgo nao produzio seno urna
horrivel convulso.
A segunda, proseguio Lagardre, cu-
jo olhar fizo e calmo envolva o principe
como urna rede, a segunda est no tmulo.
Os que esto no tmulo nSo fallam,
disse Gonzaga.
Fallam quando Deus quer replicou
Lagardre.
Em toda a sala havia um silencio que
opprimia o corago o gelava o sangue as
veas. Nao era qualquer que f-iria callar
em todas aquellas almas o scepticismo gra-
cejador. Nove sobre dez teriam dado o
signal do riso despresivel e incrdulo des-
de o comeco daquelle pleito, que pareca
procurar meios alm dos limites da ordem
natural.
A poca era de duvida : a duvida reir
nava como senhora, quer fosso frivola para
dar tom a urna entrevista de saUto, quer
se cobrisse com a toga para etevar-se al-
tara de urna opinio philosophioa.
Os pbantosmas vingadores, os tmulos
abortos, as mortalhas' sanguinolentas, quo
tinba m horrorisado o seculo passado, fa-
ziara rir naquella poca a bandeiras des-
pregas. Mas era Lagardre que filiara.
O actor fss o drama. Aquella voz gra-
ve ia revolver at ao intimo dos* corseos
as fibras mortaa ou entorpecidas. A gran-
de, a nobre belleza daquelle rosto paraly-
sava o riso em todos os labios. Tinham
medo daquelle olhar absorvente, sob o qual
Gonzag, fascinado, so torca
Lagardre podia dosafiar ao escarneo do
alto da sua paixo ; poda arpear os pban-
tasuias em pleno seculo XVHI, diante da
corte do regento, diante do proprio regen-
te. Nao havia ninguom que podesse li-
vrar-se do solemne horror daquea Iota.
Todas as boceas estavam abertas, todos oa
ouvidos atteatos : quando Lagardre fazia
urna pausa a respirago de todos os paitos
opprimidos produzio um longo murmurio.
(Continuar-M-ha.)
Trp. do Diario ras Duque o* Casias a.
J
r
MUTILADO
1
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