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Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
newspaper ( marcgt )
newspaper ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
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Resource Identifier:
002044160 ( ALEPH )
AKN2060 ( NOTIS )
45907853 ( OCLC )

Full Text
AMO Lll-JliaSfiO 14
IJuAIa'
P1H1 A CAPITAL E LrCAHKM OWOK *A E PACA POKTK
Por trea roezes adantados............... -S!
Por seis ditos dem................. Vnm
Poruoiai.no dem................. Amo
Cada numero avulso, do mea nao da............. *1W
Por seis mezes adiantadoa. .
Por novo ditos dem......
Por um anno dem.......
Cada' numero avulso, da. fias anterioras.
1188'
!*H

-==
PAHA DKVTKO K. PORA i PROTHCI1
130500,
200000
270100
01O
Parietal* rt Jttatwel -li
a fcc -aria 4 JIIjds

Os Sr. Aoaede PrIo.se fc C.
de Parla, os naasoi agentes
excita-1 %s de aun uncios e pn-
blicacdes na Franca e Ingla-
terra

TELEGRAMMAS
i



-
SESVZC2 ^STICLaS SO 2IASIC
RIO DE JANEIRO, 31 d Marco, a
12 horas e 35 minutos da tarde. (Recebi-
do 1 hora o 45 minutos, pelo cabo sub-
marino). +
Fut oomeado ministro do Supremo
Tribu:i:\l de JuMicn. O dcirmbarit-
dor da Relaco da Corte Joaquina
FranclNCO de Parla.
J2 Forana nomeadon dea embarca-
dores :
Da Relaco da Corlo, o consetbel-
Lala Antonio Perelra Franco. Jala
ale direito da vara clvel da Curio:
Da Relaco de uro Preto. o ha-
cbarel Jo&o Braulio Holnfeet de VI
Ibeuu. Juiz de direilo da comarca do
lo Verde, em HlnaN Ceraea.
Foi exonerado do cargo de Fra-
ileante da Tbeaonraria de Fazenda
if o Pernambuco. o bacbarel Luli ir-
tonas de Ollvolra Jardim.
Encoriou ie lioniom. na corlo, a
matricula de eacravoa. sendo reg
Irado* apena i 9:468.
vora com grandissima velocidade, cansam feridas
contusas enormes, arrancam membros, destroem
todo qaanto encootram u sua passagero.
Em c-rtos casos as balas nao prod usem feridas,
mas contunden os tecides, e nao s aquelles
sobre qae batem, como tambem os subjaeentes,
ito emparentando a gravidade da lesSo as insigni-
ficantes exterioridades qae se veem.
Se ama bala penetra no corpo. e sai depois de
percorrido um certo trajecto, ba duas feridas (urna
de entrada, e outra de sabida). A abertura de
entrada em geral mais estreita, mais regular do
que a de sabida; presenta os seas bordos depri-
midos para o interior; finalmente, menos contn-
sa. N'isto iuflu muito a velocidade da bala, a
duragaj do tiro, o modo por que incidi o projeetil,
etc.
A's veaes a bala aio atravdftaa o corpo on par-
te do corpo, mas resvala, passa entre 06 tegnmen
tos e um osso, urna aponevrose, um plano resis-
tente, e vai sabir do lado opposto. engaando com
esta apparencia, simulando ter atravessado ergios
que pa realiadade ficaram intactos.
Outras vezes a bala leva adan te de si ama por-
cao de fato, e pode nao ser acbada quando se des-
pe o ferido.
Mil circunstancias podem faser variar os effei-
tos do tiro, bem como difflcnltar o diagnostico e o
testamento desta classn de feridas.
Sao pouco sujeitas a bemorrbagias immediatas
estas feridas ; e s veres a apparencia Ilude, pa-
recendo que o fermento de pouea gravidade.
' notavel o torpor em que n'algumas occasies
ficam os feridos por armas de fogo,torpor de qme
s vezes nao aabem senSo para morrer.
O tratamento d'estaj feridas pertence exclusiva-
mente ao cirurgiao.
O melhor conselho que podemos dar aos nossos
leitores :que se abstenbam de manobras im-
prudentes, e que procurem reanimar o ferido e cha-
mar quem saina tratar de taes ferimentos.
( Continua.)
2*57150
SA A&EffCIA SA7AS
(Especial para o Diario)
LISBOA, 30 de Marco.
As oleice para a parte electiva
do Senado Portugus: acabam de ter
logar.
Sao estes os resaltados >
44 senadores favorate aogoverno.
A ditos oppostos ao ministerio.
a
BUENOS A Y-RE8, U de Marco.

>eniinm novocaaode cbolera-mor-
bui se dea aqu.
MONTEVTDE'O, 31 de Marco.
anlfestoii-se aqu urna epidemia
de febre amarella.
Os estragos re i i os por ella nao So
anda considramela, todava recela
ae aue ella tome Incremento.
Oommerelo acaba de ofTerecer ao
fovernc. des niillioew de piastras no
Intuito de fundar um banco nacio-
nal.
ROMA, 31 de Margo.
Fol Inaugurado o novo cabo sub-
marino telegrapnlco entre >aa-
souab e Aasab.
LONDRE-, :;i de Marfia.
A Cmara ios Cammana iaeetou a
dlscusso do coei cirios mll.
Em Sabadlll (!) deratn se desor-
dena de certa importancia, devldas
causas Intelrnmente particulares
elocaea.
Agencia Havas, filial
31 de Marco de 1887.
em Pernambuco,
INSTRCCO POPULAR

MEDICINA DOMESTICA
asBSaaan
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POYO E DAS E8COliA8
PARTE TEBCEIRA
DOENCAS CIR BfclC
(Contt n.u ae&o )
Acco local e geral do fra
U trio, actuando sobre o organismo prodos ntor-
pecimento geral, pallidezenfraqoecimento de vista
culdade de fallar. A circulacao diminue na
perfpieria ;um aomno nvencvel ataca aa pes-
soaa fipostaa ao fro ; e, se ellas lhe nao resisten!
a morte inevitavel. Desastrosos ezemploa d'isto
se viram na celebre retirada do exercito francs
por oecasio da campanha da Russia em 1812.
Quando tratamos dos invenenamentos dissemos o
preciso sobre os meos para chamar vida aquel-
les a quem a aeco do fri lanca n'um estado de
aspbyxia grave e antecessor da morte.
Ferldaa por armas de fogo
As leridss por armas de fogo-sao feridas con-
tasas no grao extremo. .
Nao faz parte do programma deste livrinbo bos-
quejar siquer este estudo. Mas eonvem diaer em
breves palavraa o que preciso que qaalquer aaiba
a este respeiu.
Ha primeiro a distinguir a acelo da plvora e
depois a dos projectis. A cciabustao da plvora
pode causar dous effeitos bem distinctos. Urnas
veaes a plvora, ardendo ao ar livre, queima os te-
cidos como outro qualqoer agente, be a plvora
fr em grande quant idade e produsir, pela sita de-
flgracao, enorme quantidade de gasea.9 indi-
viduo pode ser derrabado ou arremesaado para
looge, e oeste caso juntam-se aos effeitos da que-
madura oa das contuaea causadas pela queda.
Se o tiro dado em ama cavidade natural (na boc-
ea, por exemplo), os estragos sao extensos ea com-
mocao pode at cansar a morte instantnea.
Os projectis, laucados pela combustio da pol-
?ARTE 0FF1C1AM.
Governo da Provincia
EXPEDIENTE DO DU 10 DE MARfOOE 1887
Actos :
O presidente da provincia, attendendo ao que
requereu o capello-tenente do coipo ecclesiastico
do exercito, padre Gervasio Antonio Nogueira, e
tendo em vista a informcao do brigideiro eom-
mandante das armas, de 7 do corrente, sob n. 121,
e o termo de inspeccao qae exhibi, resolve eon-
ceder-lhe licenc> por tres meses, pa>-a tratar de
sua saude nesta provincia.
O presidente da provincia de conformidade
com a proposta do Dr. chefe de policia, em officio
n 232, de 7 do coireute inez, resolve njmear Ser-
gio Ribeiro de Araujo Beltro e Leocadio Trajano
de Meira Lima para os lagares de 2 e 3* suppleo-
tes do subdelegado do 1 districto do termo de
Barrenes, em substituido de Joao Xivier de Bar-
ros e Antunio Cavalcante P<=ssoa de Mello, que
ao irestaram juramento no praso legal.
__ O presidente da provincia de conformidade
com a portara juntado Exin. Sr. bispo da diocese
de Oliada, de 17 de Fevereiro findo, resolve can-
ceder tres mezes de liceuQ'i cum a respectiva con-
grua ao Rvd. Ignacio Alves da Cunba outo-Maior,
vigario collado da fregaezia de Nossa Senbora da
Luz, a coatar do 1 do corrente.
.O presidente da provincia attendendo ao que
requereu Julia C.adida do Reg BarretOr-profes-
aofa da cadeira de ensino primario de Floresta,
tendo em vista a informaco n. 306, de 28 de De-
sembro do anno passado, do Inspector geral da
inatrueijlo publica e o parecer da junta medica
provincial, resolve conceder peticionaria, a con-
tar de 16 de Janeiro findo, tres meses de lietnca
com ordenado, p*ra tratar de sua saude onde lhe
convier.
Oficios :
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Declaro a V. 8-, para os fius con tenientes, que o
director do Arsenal de Guerra, por officio n. 9J5,
de 8 do corrente participou-mo haver nomeado o
guarda addido ao almoxanfado do inesmo Arsenal
Miguel Antonio da Costa e Silva, para preeneber
a vaga de escrevente de 2a classe, aberta a 7 dette
mez, pelo fallecimento de Frederico Affooso Fer-
reira.Respondeu-se'ao Arsenal.
Ao" taesmo Mande V. 8. ajustar c&ntas ao
capito do 11" batalbS de'infantera, Jos Igna-
cio Ribeiro Roma, que destaca para o presidio de
Femando de Norouha.
Ao mesmo.A' vista do que V. S. represen-
tou-me em officio n. 143, de hontem datado, auto -
riso, sob minha responsabilidad, o dispendio da
quantia de 2:398*V)03 para pagamento dos venci-
mentos de Fevereiro dos officiues empregr.dos no
Arsenal de Marinba e embarcados no patacho Pi-
rapama, de ven do ess% quantia, segundo a demons-
tra^o annexa ao predito officio, ser levada canta
dos crditos concedidos a verbascorpo da ar-
mada e fjrca nav I pelo aviso d > Ministerio da
Marinbs, de 31 de Janeiro ultimo.
Ao mesmo.Communico a V. 8., afim de
fazer constar ao collector das rendas geraes dos
municipios de Palmares e Agua-Preta. o despacho
infra proferido no requerimento do coronel Tilo-
mas Alves Maciel, sobre o qual intormou easa
inspectora, no officio da 3 do cbrente, sob n.
143:
A idade declarada na matricula especial de
1872 presume-se certa ; e nao pode ser alterada
se nao por sentenQa passada em julgado, anterior
4 lei n. 3270 de 28 de Setembro de 1885.
E, quando assim n3 j tosse, o documento jun-
to nada prova em favor ^da pretenco do suppli-
cante. >
Ao mesmo, Tendo ouvido a junta classifi-
eadora de eacravoa do municipio da Victoria, acer-
ca do que requereu-me D. Francisca Romana Be-
serra, ex-seusora de Eugenio, cuja parte escrava
fra libertada por conta da 7 qaota do fundo de
emancipacSo, como se v da relaco aunen ao
officio desta presidencia, de 29 de Desembro do
anno passado, e veriScando-se pela intormafao
prestada pela mesma junta, que hoave engaa na
declaracio da indemmsaco devida a interessada,
por isso que com o collector gersl respectivo bavia
sido accordado o preco de 80C0 e nao 160,
como foi declarado, sirva-se V. de providen-
ciar para que pelo saldo existente de 1614406'
Ibe^seja paga a diffireoca de 135UOO, ficando
assim o rezidao dispomvel reiusido a 264406.
Ao brigadeiro eommaudante das armas.
Deferindo o requerimento do anspecada do 14
batalhio de infantaria, Antonio Manoel do Nas-
cimeuto, autoriao a V. Exc, vista da sua iufor-
macJo n. 127, de hsotem datada, a conceder-lhe
baixa do servico do exercito, mediante substituto.
. Ao director do Arsenal de Guerra. Em
additamento ao mea officio de 22 de Fevereiro fin-
do autonso Vine, a mandar fornecer ao quartel
general do comisando das armas urna mobilia de
'unco envernisada de preto, em su ibtituicao das
cadeiras de Jacaranda, de que* trata o citado of-
ficio, visto ser muito menor a despeza com a ac-
quisicao daquella, segundo informa o brigadeiro
commandante das armas no ofhoo n. 230 de boje
datado. = C >mmunicou-se ao brigadeiro commap
dante da armas e Thesouraria de fazenda.
= Ao Dr. jais de direito do 3a districto crimi-
nal da comarca do Recife.=Recommendo a V. 8.
que preste a informaco de que trata o aviso
circular do Ministerio da Justic,* n. 287 de 28 de
Junho de 1865 com relaco ao sentsnciado Jos
Maximiano dos Santos, afim de ser instruido 0
recurso de grat* por elle uterp isto, da pena de
6 anuos de priso com trabalbo, que lhe foi im-
posta pelo jury desta capital em sesaao de 25 de
Novembro de 1885.
me Ao commandante do corpo de policia. = Ao
Dr. chefe de policia mande Vmc. presentar ama-
nha, ao meio dia, cinco pracas para con iuzirem
dous criminosos que l.n de ser julgados, um em
Triumpho e outro em Afogados de Iugazera.=i
Communicou-se ao Dr. chefe de policia.
= Ao engenheiro chefe da Separticao das
Obras Publicas. = Approvando os termos de con-
tractos provisorios remettidos por Vmc. com o of-
fiaio de 15 de Fevereiro findo, sob n. 36, celebra-
dos com Elysio Clementino Bezerra, Nicas da
Silva Gusmao e Joaquim Januario Pereira de
Britto para execnco das obras de reparos das
pontea da villa de I^uirasa, Araripe de Baixo e
dos CarvaTboaf a primeira com o abate de trinta
e dous par cento sobre o creamento de um cont
aeis^centos e eessenta c nova. vuXj oito centos,
rf, 'a lgffrtda com o debate por cento sobre
o creamento de dous coutos seis ceotos e noventa
e cinco mil duzentos e citenta e seis ris e a ul-
tima com o abate de seis por cento sobre o de
seis centos e setenta mil ris, nesta data antorisp
o inspector do Thesouro Provincial a mandar la-
vrar o contracto definitivo.
E por esta occasiao, lembro a Vmc. o maior
cuidado na revisita dos orcamentos, para que se-
jam efectivamente realiaadas as obras contracta-
das, pois se n ornamento real, ea nao encontr
explicarlo para abatimentos desta crdem, que fa-
zem suppor que os ornamentos on nao sao verda-
deiros, oa na sao executados.
Recommendo a sua especial attencio para este
assumpto, qae, em casos taes, eonvem vir sempre
acompaabado de explieacea.
A' junta classificadora de escravos do mu-
nicipio da Victoria.Declaro a Vmcs. qae o saldo
da stima quota do fundo de emancipacio, nesae
municipio, tica reduzido a 264406, viste que, de
accordo com a sua informaco de 26 de Fevereiro
ultimo, determinei boje que a D. Francisca Roma-
na Bezerra aja paga a quantia de 1354000, dit-
ierenca do preco da alforria de Eugenio, cuja par-
te escrava, libertada por cuta da dita quota, fra
accordada com o collector geral em 2854000, e
nao por 1504000, eomo fei mencionado.
MutatU mutandis ao juiz municipal e de or-
baos do termo da Victoria.
Poitarias :
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
de Navegaco a Vapor faca transportar ao presi-
dio de Fernando de Noronha, por conta do Minis-
terio da Guerra, no vapor Giqni, o capito do
14.* batalho de infantaria, Jos Ignacio Ribeiro
Roma, que para all destaca.Communicou-se ao
biigadeiro commandante das armas.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande dar passagem de r, at a Parabyba, na
primeira opportnnidade, a Lindolpho Jos de Sou-
sa Nobre, por conta das gratuitas a que o governo
tem direito.
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco sirva se de conceder pas-
sagens, em carros de tercena classe, por conta
das gratuitas a que o governo tem direito, da es-
taca) das Cinco Pontas da Escada.a duas pra-
cas do exercito que para all regressam
O Sr. superintendente da estrada de|ferro
do Recife ao Limoeiro taca transportar, por conta
da provincia, desta capital aquella cidi.de, dous
criminosos e a respectiva escolta, co nposta de
cinco pracas do corpo de policia.
EXPEDIEUTI DO SECRETARIO
Oficios :
Ao inspector do Thesouro Provincial. De
ordeno do Exoi. Sr. presidente da provincia, cen-
muaic^a V. 8., para os fins convenientes, que uo
requerimento do monitor do Gymnasio Pernambn-
cano, Jos Raphael Soares de Azevedo, a que al-
inde a informaco desee Thesouro, de 4 do corren-
n. 474, toi proferido hoja o despacho segninte :
O caso nao de accumulacjio, impossivel pela
ncompotibilidade dos cargos mas de simples
Bubstitui(o e portento applicavel nao o art. 7
mas os arta. 1 e 3 das iustruccoes de 17 de Ja-
neiro do corrente anno-
MutatU mutandis ao regedor interino do
Gymnasio Pernambucano.
Ao Dr. jais de direito do 2* districto criminal
da comarca do Racile.De ordem do Exm. Sr.
presidente da provincia, communico a V. S. que
no tea officio de boje datado proferlo-se o segninte
despacho:
Ao Sr. Dr. chefe de policia para providen-
ciar.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Aguas
Bellas.De ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, declaro a V. 8., em soluco de seas ofScios
de 7 e 21 de Janeiro ultimo, que nao pode ser re
produzido na imprensa d'eata capital o edital pondo
em concurso os lugares de tabellio do publico
judicial e notas, e escrivo das execuces civeis
do termo de Aguas Bailas, porque, em vista do
disposto no art. 151 do regnlamenti annexo ao de-
creto n. 9420, do 28 de Abril de 1885, a affixacao
do edital e demaia diligencias para o cencarso dos
rsferidos lugares compete ao juiz municipal do
mesmo termo.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Gara-
uhuns.De ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia," declaro a V. 8., em soluco de seu oficio
de 19 de Fevereiro findo, qae, em 28 desse mez
expedio se ordem ao commandante do corpo de
polica para que o destacamento d'essa comarca
seja composto de 18 pracas.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Ta-
caratDo ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, communicn a V. S. qae nesta data sub-
n-tte-ae deliberado do Ministerio da Justica
copia do seu officio de 17 de Fevereiro findo
solicitando providencias no sentido de serem tur-
neados ao respectivo serventaario, mediaute pres-
tacoes mdicas e a prasos rasoaves, os lucros nc-
cessarios para o registro geral das bypotbecas.
Ao promotor publico da comarca de Bom
Jardim. 8 Exc. o dr. presidente da provincia,
manda accasar recebido o officio que V. 8. diri-
gio-lhe cm 2 do corrente mez, no qual proferto o
seguinte despacho :
Informe o Sr. engenheiro chefe da repartico
das Obras publicas, na parte que lhe relativa.
Ao directar do presidio de Fernando de No
rocha.De ordem do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia communico a V. 8. que ao 2 cirurgiao do
exercito Dr. Manoel de Arvellos Bottas conce-
den se permjsao para conduzir para esse presidio
os generoe constantes da relaco aqu jauta.
Mutatit mutandis ao gerente da Companhia
Pernamb cana.
Ao Dr. Francisco de Asis Rosa e Silva, l.s
secretario da Assembla Legislativa Provincial.
De ordem do Exm. Sr. presidente da provincia, re-
meti a V. ti. a iuformac&o do Thesouro Provin -
cial de 15 d Fevereiro ultimo, n. 440, a que se
uch-iin annex) os documentes e centat da despeza
de 5746 lO proveniente de passagens concedidas
por conta da provincia em vapores da Companhia
Peruainbueana de Navegaco Costeira no mea de
Janeiro ultimo, a sentenciados que seguiram para o
presidio de Fernando de Noronha, a'im de que a
Assembla Legislativa Provincial se digne de re-
solver sobre a conaignaco de quota pardoccorrer
ao pagamento da referida despeza
Ao mesmo.De ordem da Exm. Sr. presi-
dente da provincia, remetro a V. 8. a informaco
do inspector do Thesouro Provincial de 7 de Outu
bro do anqo prximo passado, n. 187 e os docu
mentos e cootas da despesa de 4464000 provenien-
te de passagens por conta da provincia em vapo-
rea da Companhia Pernambucaua de Navegac-
Costeira, no mea de Setembro do mesmo anno, o
presos e escoltas qae seguiro para o presidio da
Fernando de Noronha, afim de que a Asseme
bla Legislativa Provincial se sirva de resolver
sobre a consignaco de qaota para occorror ao
pagamento da dita despea*.
Ao mesmo.De ordem do Exm. Sr, presidente
mentos r
de passa,
ferro do
annopas
Provinci
do crdito
ment da
Ao
sidente da
da provineWemetto a V. S. e informaco do ins-
pector do Ttopenro Provincial de 28 de Fevereiro
ultimo n. 460)'a qae aeonpangam a conta e doca-
a despesa he 54$X) proveniente
edidas nos carros da estrada de
S. Francisco em Deznmbro do
de que a Assembla Legislativa
ne de resolver sobre a ccncese&o
ano para a raalisaco do paga-
despea.
De ordem do Exm. Sr. pr.esi
incia remetto a V. S. affni de serem
presentes Assembla Legislativa Provincial o
officio do nspe/tor do Thesouro Provincial de Vi
de Outubro tU oaui" prximo passado n. 198 e as
nforinae/' ^tp^ia, referentes a peticao que de-
volyoii.Jo^JlC'oocalves Ferrejra Guimires fir
cande assil saHsteito a eixgencia contida no ofi-
cio de 1* secretario interino da mesma Assembla
eTl de Mtio aquelle anno sob n. 15o.
Ao manra.De ordem dn Exm. Sr. presi-
dente da provincia remetto a V. 8. afim de terem
o conveniente destino oa exemplares im presaos do
re itorio qae a 31 de Janeiro ultimo foi derigido
pelo inspeetor do Thesouro Provincial ao saeamo
Exm. Sr.
Ao engenheiro chefe da repartico da obras
publicas.O Exm. Sr. presidente da provincia fi-
cou inteirrada pelo officio de 8 do corrente sob n .
57 de haver V. S. mandado lavrar termo de rece-
bimento provisorio da obra de reparos da ponte
sobre o rio CarmS em Barreiros, e passar o certi-
ficado de pagamento a que tem direito o respectivo
arremataste.
Ao mesmo.O Exm. Sr. presidente da pro-
vincia fien inteirado pelo offi;io de 8 do corrente
sob n. 60, de haver V. S. mandado lavrar termo
de recebiotento provisorio da obra de reparos da
ponte sobas o rio Serinbem no engenho Pau San
gue, e passar o certificado de pagamenio o que
tem direite o respectivo arrematante.
Ao gerente da Caixa Filial Englis Bank ef
Rio de Jaaeiro Limited, nesta cidade.De ordem
do Exm. 8t. presidente da provincia acuso o rece
bimeoto do officio de bou tem com o qual V. S. en-
vin o batanete das operaces eftectuadas por
essa Caixa Filial dorante o mes de Fevereiro
ultimo.
DESPACHOS DA PBESIDESCIA DO DU 20 DE
MARCO DE 1887
Abaixo assignados, de eleitores da co-
marca de Bom Jardim. Deagnei dia as
sim que ti ve conhecimento do facto.
Abaixo asaignado da vereadores de urna
cmara municipal.Sellem a petijSo e de-
clarem a que cmara municipal se ref -
rem.
Capito Antonio Joaquim dos Santos
Mangabeira Informe o Sr. Dr. ebefe de
Polici.
J0S0 Rodrigues de Moura. Fica rele-
vado da multa de que tratara os despachos
desta presidencia de 24 de Janeiro e 14
de Fevereiro ultimo.
Dr. Jos Joaquim Tavares Belfort. In
forme o Sr- inspector da Thesouraria de
Fazenda. ou viudo o Dr. procurador fis-
cal. ^
Mara da Conceijao Rodrigues de Mello.
- Apostile-se.
Veneravel irmandada do Santissimo Sa-
crameto da matriz de Santo Antonio.
Ao Sr. brigadeiro oramandantij da ar-
mas para tomar na consderajo que for
pon val.
Baeharel Vicente Pereira do Reg.
Concedo, com vencimento a que tiver di
reito.
Secretaria da presidencia dj Pernam-
buco em 31 de Marco de 1887.
O porteiro
Francelino Chacn.
Repartidlo da Pelleta
Scelo 2.*N. 312.Secretaria da Po
licia de Pernambuco, 30 de Mar?o de
1837.-Illm. e Exm. Sr.Participo a
V. Exc. que foraa hontem recolhidos
Casa de Detencao os seguimos individuos:
A' ordem do Dr. delegado do 1.- dis-
tricto da capital, Andr Pereira da Silva.
e Gaspar Antonio da Silva, p >r disturbios :
A' ordem do subdelegado da freguezia
de Santo Antomo, Vicente Ferreira Ge-
nuino e Accacio Accio de AlbuquerqU'1
Mello, por disturbios.
A' ordem do do 1.- districto da Boa Vis-
ta, Candido Mara da Conceico, Mara
Amelia Pereira do Carmo, e Mano-1 Bal-
bino da RessurreacSo, por disturbios.
A' prdem do da Magdalena, Jos Ber
nardo Gomes ds Cruz, por crirae de rou
bo, 'uinlia disposico.
Deus guardo a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefa de
policia, Antonio Domingos Pinto.


Thesour Provincial
DESPACHOS DO- DIA 31 DE MARCO
DE 1887
Jos Ramos de Medeiros. Diferido,
porquanto nao acha.m-se as cas*a a q|9 s:
refere o supplicanto as condgos do art.
67 da le n. 1,860, segando a infor nacao
do respectivo collector.
Sobastiao CyrHlo Gimes Pereira, Fraa-
cisco Alves Loureuco e Manoel Jos P reira.-Haja vista o Sr. Dr. procurador
fiscal.
Contas do comisando do corpo de po.i-
cia e das l* e 2a series
da 24 lotera dos
nao ter sido observar? a disposifo do art.
33' das mesniaa instruccSes.
Regedor do Gymnasio, Antonio Pereira
de Meoczes, Jos de Almeida Rabsllo,
Manoel Thomaz d^ Aibaqerque Mara-
nhao e Francisio Barbosa da Silva. lo,
forme o Sr. contador.
Browns & G.Deixa-se de to-oar cfo-
niecimento por t ;r sido o prsento recurso
inerposto fora do prazo legal.
Q1AK10 DE PEBiABBIKO.
. i .
ingenuos da Colonia Isabel.Approvadas.
Confrana d Soledade.Deferido nos
termos da inforojia'cao do Dr. contador.
Jo5o BaptijSr Telles. -Deferido, fican-
do irresp-insavl pelo debito anterior o in-
quilino que estabalecer-se na casa n. 8 a
ra das Triucheiras, cuja desoccupa95o se
prova.
Candida Miquelina Barroso.Ao Con
sulado para attender.
Senhornha Tiburtioa de Lima. -Defe-
nd, de accordo com a informaslo do Dr.
contador, visto aohar aa as indicajSes da
lei o. 1.544 a casa n. 180 B. estrada
de Giqui Jaboatao.
Manoel Cardoso Jnior.'Deferido, de
oocordo com o dispoato no art. 31 das ina-
truches do 27 do Julbo d> 1883, visto
Estancia da va va do general rquiza, liaanns
assassinado por ordem de Lapez Jordn. Mis
a commisso executiva contnuou a alistar vo-
luntarios em Buenos-Ayres, de modo que o ex-
ercito revollado chegou rpidamente a compor-se
de seis mil homens de todas as castas e nacio-
nalidades. Ao lado das familias uruguayanas
emigradas, havia aventureiros de todas as es-
pecies e cores, sete ou oito centos mil merceua -
nos italianos, alm dealguns francezes e indivi-
duos d'ontros paites. Era dilficilimo oceultar
por muito lempo a existencia de um grupo ar-
mado to numeroso e importante. 0 governo
do Uruguay reclamou de novo, e com energa-
Mas ja entao o general Sanios bavia deixado a
presidencia da RepuDlica ao Dr. Vidal, seu can-
didato e alter ego. 0 novo presidente deu ordem
para que o ministro Garoso voltasse patria,
e nomeou ao sen antecessor na presidi-ncia ge-
neralissimo do exercito nacional, com o com-
mando de doze mil homens. Tendo noticia de
que a permanencia das hostes de Arredondo em
territorio argentino seria considerada caasn belli
em Montevideo, o governo de Buenos-Ayres or-
denou s auctoridades de Corrientes que proce _
dessem ao desarmamento dos volun arios. Foi
enaarregado dessa commisso o coronel Bernal.
que verificou terem os revoltosos passado para
Bntre-Rios. Foram necessarios dous das para
que esse facto cliegasse ao conhecimento do mi-
nisterio federal; e quando este transmudo ao
governador de Entre-Ros ordem idntica que
havia sido dada para Corrientes, ja os revolucio-
narios estavam de noy nesta ultima provincia
Essas idas c voltas. esse jogo de esconde-escond?
prolongou-se por alguns das. Etnlim, a 23 d/
Mar^o chegou a Ruenos'Ayres a noticia fcial
do desarmamento ordenado, a qual foi anda
confirmada no da seguinte, que era sabbado.
No domingo de manu,"porm, as tropas de Ar
redondo apoderaram-se de quatro vapores que
estavam fuhdeados no porto de Concordia, sendo
dous de bandeira argentina e dous de bandeira
franceza.
Eis i-oiiio o caso se liavia passado :
Tora o proprio Arredoudo que lizra correr a
folsa nova do desarmami'nto e disperso do seu
exercito, com o tim de illudir a vigilancia do
governo oriental, cujas tropas se estendiam ao
longo do rio Uruguay, entre Paysandu' e um
ponto situado ao norte do Salto oriental. No
dia SG o soera! revolucionario tinha costeado o
General Suarez. aros a travessia*as'eiTibar-
cagOes que tinliam servido para leval a effilho
foram abandonadas.
ftgeuerat Arredondo tinha, portanto, conse-
guido hbilmente dissimular o movimento de
uas trop%s at penetrar, n terr.torio inimigo. .
A 29 poz-se ero marcha. Esta, porm, teve de
ser lenta, por falta de suficientes meios de con-
duccao.
.. Etu quanto esses tactos sr passavam namar-
gem direita do Uruguay, o general Santos vio-sn
'abrigado a dividir o sen exercito em dous cor
pos, (cando um desles sob as ordens directas do
ex-presidente e o outro confiado ao commando
do general Tajas. A divisao deste coaservou-se
na fronteira, entre um pequeo affluente do rio
Uruguay e o Salto. Arredondo tinha por obje-
ctivo Tacuaremb, onde esperava encontrar ca-
vallos e reforgos prometddos pelos chefes dos
bandos de revqltosos que j poraili eslavam em
campo. Mas para nao vir a achar se entre as
divises de Santos e Tajes, que marchavam con-
tra elle, o chefe dos revolucionarios dividi
tambem o seu exercito em dous grupos, dos
quaes um, sob o commandu de Castro, ao sul.
devia fazer frente s tropas do segundo d'aquel-
les genreos, e o outro s d primeiro. Esse
fraccionamento foi um erro grave, segundo os
entendidos. Com os seus seis mil homens re-
unidos, o general Arredondo talvez podesse des-
trocar isoladamente um c oulro de seus adver-
sarios. Na tarde de 30 a rectaguarda da diviso
do general Castro foi atacada pelos batidores de
Tajes, commandados pelo coronel Arribio. 0
'general nao quiz suspender a marcha para re-
pelir o ataque, quando Arribio apenas linna
comsigo uns tresentos cavalleiros. Mas no iia
seguinte, em consequencia da pouca rapidez da
sua marcha, urna parte da diviso de Arredondo
foi alcancada por todas as forgas de Tages (cerca
de tres mil e quinhentos homens), e teve de b-
ter-sc, sendo completamente derrotada. Houve
um batalho de quatro centos italianos'que licou
reduzido a menos de metade. Arredondo acha-
vajse a pequea distancia do lugar ;do combate,
que foi extremamente breve. Acudi com mil
e quinhentos homens, c quiz recoraecar a peleja
com auxilio dessa torga ; vendo, porm, o caso
inteiramentc perdido, l'ugio na direccla da fron-
teira do Brazil, a qual pode transpr com du
zentos companheiros apenas !
Inmediatamente victoria, o general Tajes
consentio em que os vencidos fossem tractados.
atrozmente. Muitos pnsioneiros foram ao fus;'
Retrospecto poltico de fsvtt
REPBLICAS AMERICANAS
( Conclu8o)
Os poderes do geueral Santos, como presi-
dente d Repblica Oriental do Uruguay, expi-
ra vam em 1 de Marco. Antes, porm, dessa
data, correu o boato de que elle pretendia pro-
por cmara dos deputados urna reforma con-
stitucional que lhe permittisse ser reeleito. 0
general Santos procurou desmentir esse boato,
como vimos no anterior Rrtrospecto. Mas os seus
protestos nao foram acreditados pelos immigos
policos do presidente, e que=*diga-se a ver-
dade=no eram em pequeo numero. Em Bue-
nos-Ayres havia approxlmadamente seis centas
familias uruguayanas que se tinham expatriado
para evitar^ousa peor. Comprehendc-se a im-
paciencia' com que essa gente devia esperar a
mudanca de governo da patria, e cerno a per-
spectiva da^eelcigo do general Santos devia
contrariar os exilados. Era um prolongamento
de desterro, que preterrderam obstar por meio
de nm movimento revolucionario. Abriram-se
portanto, subscripcoes e alliciaram-se volunta-
rios, cujo numero j nos lins de Fevereiro era
superior a seiscentos. Soube-se em Montevideo
desses preparativos bellicos. 0 governo orien-
tal ptotestou por intermedio do Sr. Gayo, seu
ministro junte ao governo da Repblica Argen-
tina, que, cm vista da reclamaco. ordenou que
fossem dispersos os grupos armados, os quaes,
por deltberaeo de urna commisso executiva,
se achavam sob o commando do general Arre-
dondo, un oriental emigrado, que servia no ex-
ercito argentino. Tendo de explicar o seu pro-
cedimiento, o chefe da milicia revolucionaria de-
mittio-se galuardamente do posto militar que
oceupava no estado visinho, juntou-se aos seus
voluntarios, e passou-se com elles pura a pro
vincia de Corrientes. Durante algum tempo es-
teve Arredondo acampado as proximidades .da I depois de mujilados. Ao joroalisla de Monte-
video, Theophilo Gil, official revolucionario,
cortaram os vencedores as orcinas, furaram-lho
o nariz e os beicos, e, afinal, mataram-u'o. O
general Santos, di^a-sc a verdade, poz termo
a esses actos efe verdadeira selvageria. Sete
centos e cmcoenla pnsioneiros, conduzidos
Paysandu', c d*ahi embarcados para a capital da
Repblica, foram indultados e postos em liber-
dade por instantes rogos da imprensa e de quasi
todas as familias onenlaes e argentinas, bem
como em virtude das insistentes rcprcscntarOes
dos diversos cnsules europeus em Montevideo.
Pouco aps essa victoria do governo, o Dr.
Vidal demittio se da presidencia, a pretexto de
que os encargos d'ella eram superiores s suas
forcas. 0 general Santos, que havia sido no-
meado presidente do senado, reassumio, n'essa
qualidade, as foneces de chefe do poder execu-
tivo. cmquanto nao chegava a epocha marcada
pela lei constitucional para a elcico do presi
dente eftectivo.
A opposigo. que o desastre de Quebracho
vencer, mas nao aniquilara, vio nesae f cto urna
aspiraco manifesta do general {Mximo Santos
perpetuar-se no poder, com offensa Jdos pre-
ceitos constitucionaes. Por esse motivo, reco-
mecaram. mais intensas que nunca, as hostili.
dades contra o chefe de estado interino, que pas-
sou a ser virulentamente atacado pela imprensa
A essas manifestar/Oes relativamente platnicas
da opinio, seguiram-se o attentado de Ortiz
que, em 17 de Agosto, procurou assassinar o
general: vivos protestos da cmara dos depu-
tados e. por (ira, boatos persistentes de movi-
mentos revolucionarios e de outra iuvaso do
paiz. o que veio provar qnc os adversarios do
presidente estavam cada vez mais dispostos a
manter as suas ideas e principios.
Em semelhante emergencia, o governo de
Santos liona dous caminbos a seguir: reprimir
ou conciliar. Optou prudentemente pelo ultimo,
porque vio que nao podena vencer o impossivel.
e impossivel era. comeffeito, affrontar com van-
tagem a enrgica resistencia'que se lhe oppuuha.
'Eirtrou, pota, cm accordo com o Dr. Jos Ra-
mrez, leader da opposiijo, acceitando as bases
do seu memorndum, programma da nova poli-
tica Esse programma consagrara: a hberdade
de imprensa a volla dos emigrados; a nao re-
cleicao do presidente'; a reforma do systcma de
no em direccO de norte, como se desejasse dar*-ecmta!nento, em sentido liberal: a substituigo
um ataque pela fronteira do Brasil. Seguio no
dia immediato a mesma marcha, e chegou pela
tarde a Montes Caseros Plo noite apoderou-
se Arredondo do caminho de ferro, mandou cor-
tar os lios telegraphcos, e fazendo entrar toda
a sua gente em setenta c seis wagons que alti
encontrou, chegou a Concordia no domingo, 23.
s 3 horas da uianl. Dirigise um balalho
ao porto, e apoderou-se dos vapores supra-indi-
cados, bem como de algumas chalupas e barca-
gas que encontrou. Duas horas depois, mil re-
volucionarios oceupavam a cidade e as imme- antes mesmo da data lixada para a sua sahi
dos chefes polticos deparlamentacs ; umaadmi-
uistracao linanceira econmica e rigorosamente
adstricta s leis orcamenlanas : suppresso do
dficit, concurrentemente com a redueco do im-
posto sobre a propriedade: e. finalmente, a
consolidaco do crdito nacional. Alm disso,
quiz oDr. Ramrez que fossem reintegrados os
chefes militares que tinham figurado na ultima
revoluco.
Essas clausulas coaiccararn a ser cumpridas
pelo general Santos, que, em 18 de Novembro,
ahida








diaces de Salto. O maior do exercito da re-
volta atravessou o Uruguay durante a tarde e a
noite, vista da caolioneira oriental denominada
da pres leticia, detnituo-se, sendo substituido
pelo general Mximo Tajes, que collocou frente
do novo ministerio o activo Dr. Jos Ramrez.


Diario t 'ernambucoScAta-lcira 1 de Abril de







Esta situacao, Yrdaddeiramente popular e
conforme com a opinio publica e coin os inte-
resses nacionae e eslrangeiros, foi acolhida com
enthusiasuio por iodos como um penhor de paz
no um caurinho franco prosper.dade na-
taonal. ...
Posteriormente o ex presidente parti para a
Europa.
(Oomtinia).
PERHAMBUCO
Assembla toviflrial
DO SR. V1SCOHDE DE TABATINGA
SESSAO DE 16 DE MAK(,'0
DISCURSO
NA
O ir. VlMConife fe Vahalldcm Sr.
presid-nt-, a oppaaico que o ulustre leader fe ao
requerimento d > meu Ilustre compaoheiro d'esta
bancada, o Sr Dr. Jos Mura, nia tem >-azao de
aer.
E* u:n r -querim -nto to simples. ..
O Sr. Praxed -a PitangaE at uuocente.
0 Sr. Vtttiade de Tabatinga... e to innocen-
te, coma usse ha pomo em aparte, que julga que
ate o Sr. presidate da provincia hi de estimar
qte eb-gue o jai cmhesnBMt).
O ^r. Jas liarla- -Apoiado.
O Sr Viseando de Taiaatif>H -Porque 80 aa-
aim S. Exc padera dar providencia.
M i* qiiaes sio as providencias que n'eate eaeo-
h* polica, es'<- mudi qae utaruiMU os seus su Isa I -
tern is, e euei ha i de dser n-seessariarnente :
aqni nio ha tronco, os presos babim a^oa mait'.
fra, at geMa, (rio) e sao trctados a gatliuba,
poroo e fiambre. (Risadas).
Ea se fiase prndente da provincia nio quera
informicxiea, ia ver e eliminar tuda com os meas
proprios olfaos; mas desde que esta i j a prag-
mtica, qae consiste em pedirem os [-residentes n-
formacoea aos seus subalternos, a inforinacio que
n'este caso ba de di.r o Sr. presidente da provin-
cia ni i pode Jorrar de ser esta.
Una vos da maioriaS. Exe. ni > p >de deixar
ia d*r i ii i inform icio seria. ,
O Sr. Visc-ande de TabatingaTudoa nos sabe-
tmj o tjao isr > de poltica : lec ms fados ha.
Todos informaos k seu favor, niuguem vina dizer :
en t ulia um tronco e massaero a individuo que
vem par* aqu, embora innocente.
Acbo, prtanlo, desnecessario faxer questio
d'este requer ment, pedindo informacoo.s, a nao
ser pelo principio smente dobota abis i.
En hontem mandei mesa ubi requerimento
qu-. os noor.-s deputados tiveratn a oand&de de
approvar, porque all nao havia nada de opposi-
jio; este de que se traeta tambem nio ha motivo
ara, regeiul -o, porque tem apenas por fim ubter
inform .coes.
Ora, eu conheci aqoi om presidente qne disia :
dex-in pedir todas as iuforuiaeoas, eu nio me
a .oh > coin ellas e hei de r ap-mder asseobl
E porque ni> ha de dizer isto mesmo o presidente
actual, que um h >m-?m que justieeiroe qae de
8>-j saber de tnd ?
O Sr. Jos MaraE' um Pedro Or.
O Sr. Visconde de Tabatinga Sao sei se cr
oo cosido, (riso) o que me dizern que S. Exc.
um homem juatieeiro.
Assnn, piis. eu pedera ao nobre deputado (re-
fere-se ao Sr. Goncalves Ferreira) que nio uzease
opposicio a este r-'querimenlo e o deixasse pas-
sar, abra de q e o seu eonteijo ebegae ao conhe-
jnento do Sr. piesidenteda provincia.
O Sr. Prxedes PintangaV V. Exc. acredi-
tando u'isto.
Or. Visconde de TabatingaE' um appelio
rouito dcil que faco ao nobre deputado ; acho que
S.'Exc. nao tinba razilo de se pronunciar contra
este requerimento, e que pelo contrario deve acem-
pni:h'ir o meu illuatre amigo que o apcesentou.
E o uoor deputado abanando de l com a cabeca,
accenando-me que nao se oppor inais passa-
gem do lequerimento, da-me a persuasao de qae
elle hn de er approeado. (Riso).
O Sr. Jos MariaEu o espero. V. Exc. fal-
bu bastante.
O Sr. Visconde de TabatingaSao estas as pa
lavras que entend dever proferir a favor do re-
querimento do meu nobre amigo.
KtviSTA DIARIA
EMENDAS APPBOVADAS EM SEGUNDA DI8CD8-
SSO DO PHOJECTO N. 1 DE 1887 (OBCA-
MESTO PEOVINCUL.)
ao art. l.o :
H. 2. Ao art. Io 15 em vez de municipio do
Recife diga-se municipio da provincia.(ornen
Prente.C- de Moraes.G. Ferreira.
N. 3. Art 1, ... Ori por litro de agur-
dente on alcool, qaer paro quer transformado em
licor, que retalhar-se em quaiquer parte da provin-
cia. (i. Ferreira.G. Prente.Augusto Morae?.
N. 4. Oude couber 25 por cabeca de gadj vac-
oara, Cavallar e muar, que for importado da pro-
vin jias limitropbes.Rodrigues PortoJoio Al-
vea.
N. 5. Sub emenda a emenda sobre gado vaceum
etc. Accrescente se, salvo se pertenoerem a cra-
dures desta provincia. J .So de 84.
Ao art. 2. :
N. 25. Aoart. 2 26E uais 3:000/ para os
reparos da estrada que tegua da cidade de Boa
Jardim serra de J o Cong, podendo essa im-
portancia ser entregue cmara municipal Jaquel-
la cidade, a cujo cargo e fiscalisaco serio confia-
do o trabalhos da estrada.Rjgoberto.Her-
culado Bandeira.
N. 26. Oude couber : Fica o presidente da pro-
vincia autonsado a despender aquantia de 1:0004
coas a coastruccio de na a(ude no povoado An-
glicas na comarca de Nazareth.Hvrcula&o Ban-
deira.
N. 27. Onde couber : Fica o presidente da pro
vinera aotoitaado adespendera quantia de 1:000/
como auxilio a obra da capella do povoado Carpi-
ra da comarca de Nazareth.Herculano Bandeira.
N. 28. Onde couber: Fica o presiden.e da pro-
vincia autorisado a despender a quantiade 1:825/
coliocacao de 25 lampeoe na cidade de Nazareth.
Herculano Bandeira.
N. 29. Iuui.-ikco publica : additivos9i-
ta da cidade da Victoria Com 10 lainpees. DitH
na cidade de Bezerres com 25 lampeOes augmente-
ge as verbas,Ratis e Silva.
N. 32. Ao 27 accressente-se : 15 cont? de
res para continuacao das obras do edificio dos
alienados j cm construccao adiantada.Dr. Pi-
tan ga .
N. 35. Ao 36 accresceute-se: a importancia
neeessaria para coilocaco e illuuiinacio de 4 lam-
peoe o* travessa de Joio de Barros, que d pira
o hospital de variolosos.Dr. Pitanga.
N. 41. Onde couber2:000/ pira os concertos
de q-.ii- necessita o acude pubhco na cidade de
Caruar. 8. R. Rodrigues Porto.
N. 45.500/ para anxilfar a escola de meni-
no descalcos, creada e costeada pelo vigario de
Boui Jardun. Dr. Costa Gomes.Sogoberto
H. remano Bandeira.
N. 51. Onde couber. 80)/ parg os concertos
de que necessita a cadea da cidade do Brejo da
Madre de Dos.Rjungues Porto.
N. 52. i'6 -6 lampedes para a ponte denomi-
nada Porto do Lasserre a encontrar a estrada aa
Trre. Jacobina.Jos Maria.Lustosa.
N. 74. Onde couber. 10:1)00/ para a con-
etraccio de urna bou te no Rio Doce, freguezia de
Marangu-.peDr. Joao de S.Reguera Costa.
Lu de .ladrada.Ferreira Velloso.
N, 75. Additiva ao art, 2 depois do relativo
a Bib.ijtb-ca ProvincialLaboratorio chimico e
hosiologico provincial.
21. Com a conservacio e custeio do dito la-
boratorio, inclusive as despesa feitas corr-. o in-g-
mo fim o exercicio de 18841885, 1:500/.-G.
de Drummond.
Ao art. 3. :
N 76 Art additivo A arrematac3 de re-
pare e obras publicas serio annunciada com 15
diaa de ai-t-eedeneia pelo meno. Rudrigue
Porto.
N. 77.Snpprimam se a palavra revogado
o art. 23 da le n. 1713 de 1882.Ferreira Jaca-
bina.
N. 78.Fica em vigor o art. 38 da le 1810 de
1884 Viseonde de Tabatinga.
N. 79. Supprima-seaoart 3* os ns. 25 e 26 da
le n. 1810 de 1884. Goncalves Ferreira.'Joe-
Iho de Morae*.
N 80. -Onde 91 diz em vigor o art., aocres-
ceate-se ao iatnito de melhorar o servico de companhia e
et tbelecer a obrigajao de 3 viagens por mez aos
portea de Tamaudar Barra do Rio Formogo,
nio podendo a pasiagem exceder de 3/ e deveudo
demarar-se em -ada' um daquelles porto, pelo
mena 3 horas.G. de Drummond.Barroi Bar-
reto Jnior.Lola de A adrada.
Amefflitla lrolacil Funocionju
hantem gob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jo
Manoe'de Barros Wanderley, tenda com parecido
27 Srs. deputados.
JA i lida approada.em debote a asa da -
sao antecedente.
O 8r. 1 ecretario proodeu leitura doseguin-
te expadienfe :
Um fficio do ecretario do troverno, remetiendo
4') exampiar do relacorio do engeuheiro chefe da
repastJtpio dae Obra Publicas A distribuir.
Usaa petieao de Alfredo Watts, aageabeiro chi-
mioo, requerendo na privilegio de S) anuos para.
montar urna fabriea de deitillacZ) < ractificicao
de espirito ou alcool, nesta cidade -u viziuh-tno,
cora iaen^io de todos os imposto*.A' commissio
de eoastitutcao e poderes.
Oatra de Joa Bilveira do Pilar Filho, reqoe-
reado consignacio da verba de 120/ par paga
ment do que Ihe deve a Cmara Municipal do Re-
clfe. ,V commissio de ornamento municipal.
Outra de Maaoel Tarquato de Araujo Saldauha,
amanuense da eeretaria da I istruecio Publica,
requeren lo um anuo de licenca co n todo os ven-
ciaSeuMS pira tratar dr mi**uile.A' eoomimio
de petices. .
Outra de Tboma Ferreira Maciel Pinheiro, ex-
escrivao do 3- dstricto criminal do Reeife, re-
querendo consignacio da verba de 125/390 para
pagimento do que Ihe deve a Cmara Municipal do
Recile de cusus judiciaes. A' commissio de or
caineuto muaicipal.
Outra de D. Isabel Lucas d* Silva, requereudo
que se inaude juutar peticio que dirigi a est"
Assembla pudiodo udemnisacio pelo su terreno
na Torre, um d asmante comprobatorio do seu
direito.-A' comnissio do orcamento municipal.
Outra de Frauceu Gonctlves Tjrres, reque-
rendo ser exonerado da cargo de tbesoureiro das
lo'enas concedidas em favor do tanda de eman-
cipa fio, dip-is quehauver oxtrabidj a grande lo-
b-ria e trez sorteos, que se icb ajuuuciaia.
A' c-Homissao de p.-tieOes.
Foi rmp.-ia>ir sob 11. 35 um projucte cooee
deudo a gratificacio de mrito or des -ora pu-
blica D. Amelia Carotina da Siiva Rudm.
Orou pela nrdem o Sr. Costa Ribeiro enviando
mesa um requerimento, que ficnn para ser o^-
portunaintnte iido e apoiado.
Adiou-se de novo pea hora o r- q lariioeu'o do
Sr. los Maria, pedindo infonnacoes sobre os soc-
corros prestados aos uiufragoe do vaper lla'iia,
toado o-iio os Srs. Fereir Jacbnia pola ordom
e Jos Maria.
Passouse 1* parte da.oriem do da.
Approvou-se em vt diseusaao o projecto o. 1
deste ana?, (orcamento provincia ) aeudu dispen-
sada do intersticio a requerimento do Sr. Gcncal
ves Ferreira, que orou bem como o 8r. Drum-
mond, sendo approvadas as embudas de ns. 70 a
80, ao art. 3 .
Passou-se i parte da ordem da da.
Approou-se em Ia digcussao.sendo dispensado
do iutersticij a requerimento da Sr. Rasa e Silv
o projecto u. 24 ileste annu (abertura de crdito
pira pagamento le dividas de exsrcieios fiados)
Em 2* discussio approvou-se o projecto o. 17
deste anno (iseocao do imposto de industria aos
engeubos ceutraea) senda dispensado do iuterati-
010 a requerimento do Sr. Ferreira Jacobina.
Em Ia discussio, sendo disp.-nsado do interst -
hcio a requerimento do Sr. Soares de Aui irim ap-
provou-se o projecto n. 52 de 1886 (degpeza u-
KteOtQJ para a coastruccio de cadeias em Tim-
biba e Itamb).
Encerrou ge, depoia de orar o Sr. Ferreira Ja-
cobina a 2* discussio do projecto n. 105 de
1886 (reduzindo a um digrricto de paz a trege
zia de Marangueec) nio e votando por falta de
numero um requerimento ido Sr. Jos Maria de
adiamento da discussio par 24 horas.
Adiou-se h di-;*srao-do projecto n. 22 deste
anno (orcamento muui ipil.)
A ordem do da : 1* parte : continuacao das
antecedentue e inais 1' discussio dos projeetos
ns. 21 e 34 deste anno, 2 do de n. 52 de 1886 c
24 deste aano, 3a do de u. 17 tambem deste
anno ; 2" parte : 3 d>scussio do projeeto n. 1 e
1 do de n. 22. ambos deste anno.
fcaode do PortoF>ii dirigido o aeguinte
offici 1 ao Exm. Sr. presidente da provincia :
Inspectora da Saude do Porto de Pernambi-
co em 30 de narco de 1887.Illin. e Exm. Sr.
Hantem as trez huras e meia da tarde fundeou n'es-
te porto o rebocador Moleqne, que por ordem de
V. Exc, f.-a no dia oiiterior a Ponta de Pedra
procurar 01 cadveres, qne diiia o commannaote
do vapor Giqni estavam baiaado, em numero
de 30 e tantos as immediaces do logar, em que
foi a p que o vapor Bahiaa.
Pela iiifonnacoes, qne me foram ministrada,
pelo pratico mor Hrrcolaoo Jos Rodrigues Pinhei-
ro e o secretario d'eata reparticio Beroardino Al-
veg Neiva, goube que o vapor, sabfodo d'aqui as 11
boras da manhi do da 28 conforme participe! V.
Exc. iodiou defronte de Catuaina a 4 e meia
horas da tarde e os commissiouados foram (erra
ealher ioformaeee e apenas all tiveram noticia da
dois interramento e teado Ibes caminan i cado pea-
soa da lugar que em Ponta de Pedra haviam Bdo
sepultados ontros cadveres, maodaram suspender
trro e para all se. encamnharam e tendo desem-
barcado 5 e meia hora da tarde proenraram,
inmediatamente, e subdelegado, e eete informau
qne foram sepultados, por oroVm sua, 11 cadve-
res e 1 no lugar denominado Carne de Vacca e
oais os 2, de queja tallamos, emCatnama.
Nio baveado mais noticias a espera' e sendo
j noite e tendo, para ckegar ao ponto, em que toi
a pique o Baha, de fazer a viage por bailo,
resolver pernoitar em Ponta de Pedra e de ma
nba cedo foram procurar o lagar do sinisto, nio
tendo encontrado mais nem cadveres nem resto
delles em parte alguma.
" Senda de presum! qae algn dos ctdaveres
houv-ssem ficado dentro do Baha, ontros despe-
dac-tdos pelos peixes e outros, emfim, levados para
1 ni c deram por fiada a commissio e tizeram
proa para esta cidade aa 9 horas da manhi, de-
pois de se convencereis que nada mais havia a fa-
xer.
E' de minha obrigacio encarecer nao s a ge-
nerosidade dos Sr. Livramentas etn coacederem
gratu i tornete o rea rebocador Moleque para exe-
eutar esta commissio, servico gratuito que nao
o ptiineiro que prestam dito Sr. em occasides
de urgencia, como anda mais tenha de fazer os
meas protesto* do mais profundo reconbeciaento
ao pratico-nr da barra Herculano Jos Rodri
guea Pinheiro que logo que foi solicitado para
esta, commissio ni) beaitou um mam -nto -m pres-
tar mais este servico, que poda ter sido de grn-
de alcance moral e hygi- nico, se os vent-s e o mar
nio bouvessem se encarregado de levar os cada
veres ao porto de Ponta de ?edra.
uia-itc o tempa das quareotcnas o pratico
mor da barra prestou os mais relevantes servicos
a esta reo-trtcio nio s com Bas embarcaces e
seus tripolantes, coma cam a sua propria pesana.
quaudobavia risco de ir ao lamario, parque s
em sua c-snsummada pereca tinbam confianea oe
eropregados desta reparticio.
J 6z minuciosa reluci dessea servico
presidencia da provincia.
Dcus guarde a V. Exc.Illm. e Exm. Sr.
'_)r. Pedro Vicente de Azevedo, dignissimo presi-
dente da provincia O inspector, Dr. Pedro
d'Alhayde Lobo Hoscoso.
Cinarda ttaoriaDesde 24 de Marco findo
acha-ae em exercicio do cargo de guarda mor da
Alfandega o ajudante, Sr. Jos Siiveno do Pilar
Filbo, par ,te acfaar doente o guarda mor effac-
tivo.
Dr.*Pedro francisco Correia de Oliveir
Emiliano Ernesto de Mello Tambarim
Joio Carneiro da Silva Reg
Dr. Henrique de A. L iba Moscosa
Dr. Kodolpho de Albuquerque Araujo
Dr. Eugenio de Athayde Labo Moscoio
Dr. Henrique Leal
Joa Odlon Nunea Jacome Pires
Theodorico Castro
Cleuientino F. H. de Souza
Dr. Jos Alv- s Cavnlcaate
Joio Candido Gomes da Silva #
Antonio Gome XiOnl
Jerouyrao J^cnado de l.udooca
Joio Pereira Reg
Fraaaceliuo Chacn
Francisco Jos Momee c Silva
Francisco de liemoa Duarta
Tetemaco Oavalcant de Mello
Dr. Chnstovio lieltenfeld Vicira da Sil-, a
Henrique de Barios Cavalcante
Francisco Augusto Paes Barreto
Maaoel Muchado Santiago
los de Araujo Saldauha
Arthnr M. F. Pereira da 8f1va
Francisco do Reg Barros
Jos Gitiraoa
l-'rancraeo Maraobao
Francisco A. Pereira da C*5ta
80/000
10/000
20/000
10/000
10*000
10/000
5/0 0
5/000
5/000
5/000
2/00
5/000
5/000
5/000
5/(100
5/000
2/000
3/0J0
5/0*
0*1000
5/OM
5/000
5/000
J/000
3/irS0
5/OJO
2/000
2/000
IBzVMO
AcademiaOs mocos acadmico nomearam
urna commissio compuata dos Srs. Paulo Silveira,
Cicero Casar, Laiz Amaral, Hildebert>Craimares,
Cassianno Lopes, Salles Barbosa, Amaro Rabel I o
e Ewjjeralduio Bandeira, para tratar de soccorros
ao naufrago uo vapor Baha.
Em viata de oatras subcripca*j feitas em
pr dessea lua! izea, retolveu a citada-commissio
agenciar douativos, entre aeus collegat, para a
familia do des di tos o inmediato do Baha, e rea-
lisar urna aetaio fnebre, no da 24 do mez cor
reute, en. honra da vietimns da catasirophe, no
tneatru .muta Isabel, cedido pora jifse fim pelo
Extn. Sr. presidente da provincia. '
Peta vtrlinauM do naufraaio As
iniasaa fuuebre mandadas rezar pelo Club Dra-
mtico Fa-.nil lar, pelos que perteeram no naufra-
gia do vapor Baha terao lugar ama-ihi (o mij i.i )
as 8 hor.s du mauba, uo convenio do Crma.
Tocara a orcheatra do referido Club, soo a re
geucia do maestro Marcelino Cleto e a greja ter
um catafalco armado generosamente pelo Sr. M.
Goucalv es Agr.
Hradiiaenlox publieoM A geguintes
estaees arrecadaram em Marco:
Alfandega :
899:517/276
725:i33/.a87
724:383/695
1:114:880/252
47:084S674
c5es, por Paulo de Kock, 1 vol. ene. Obras reli-
giosa e profaua, pelo vigario Barreto, 1 v0l. ene.
Porqae lomos catoolicos romano, por O. da C-
mara, 1 Vul. em broc.
Pelo 8r. Jos Domingne Maa Jnior, L'alle-
magne amouvenge, por V. Tiaol, 1 Vol. broc. Non-
vel.e, por C. Sand, 1 vol. broc.
PeloSr. Maaoel Fausto da Silva Marque: O
Outono. (poei.g) por p. Catilho, 1 vol. ene. Ga
bnel Lambert, por A. Dima, 1 vol. broc. Pee-
sias de Clanado ue Siqueira, 1 vol. broc. O fin.
dos lempos, 1 vol. broc. O espectro do rri, por
M. vasejnoellos, i vol. broc. Estibac.ag, (poe-
sa) por M. Jun.or. Nevoas matutina, por L.
Mendouca, 1 vol. broc. Julio Satry Jess e os
Evangelho. por C. Bevilaqoa, 1 jo\. broc. li-
gera, por M. Mauiz, 1 vol. broc. Flores-do cam-
po, por F. Dutra, 1 vol. broc. Vioee de hoje, par
Jna,or: J vo1- bre- Matilinea, por R Pai-
xio 1 vol. *roc. Daciola, (dcaraa) :nor Alfredo
I luto, 1 val. broc. Ultimo harpeios, por 8. Ro-
mero, 1 vol. broc. Rutilacag, p^r R. Vanha, 1
vol broc. Amuletos, por S. Martina, 1 ve!, broc.
e 2 foi befos.
Pelo 8r. Jos Oallaco Das : Antomette Gaul-
ton, por O. Fallef, 1 vol. ene. Les femme cele-
bres de la revolution, or Maisy, 1 vol. ene. '**-
lffn60 Verte dea aitistes celebres.
prr Faet, 1 vot. nc.
Le r. ve d Ariel, 1 vol. eac
Pelo Sr. Dr. presidente da provincia : i'aos
relatnos feitos e apreseutados pelo metrno.
Pelas redACCes : Diario de Pemambuco. t'ro
vmcia, Joao Fernandes, Lanterna Marica, Kvolit-
Vao, Revista do Norte, Provinciano.
Pelo Sr. Jos Callaco ias : O Pa.
Aireetorla das obra de coaierra-
cao do portoBoletim meteorolgico do
di* 30 de Mareo de 1887:
De
De
Recebcdoria
De
De
De 1887
De 1886
De 1885
1884
1883
Geral :
1887
1886
De 188o
De 1884
De 1888
Consulado Provincial
De 1887
De 1886
De i 885
De 1884
De 1883
95:2274516
U0:7&35158
98:848/414
92:204/944
101 :U15*384
190:631 Z299
132:566/191
109:127/276
128:012/921
73:263*950
i* t 0
llora- 0 -o 3 b Barmetro a Ttaaao do vapor 0
li 0 O &
-a a
H ( s
6 m. 23'7 4 759>26 19.6? 91
9 28"2 760 "0 21.39 74
12 279 759"71 21.85 78
3 t. 27 -O, 58-51 19.71 70
; 888 768*42 21).01 77
Beaefllenie trii.u< Saiarena-
Com esta denommacio acaba de ser fundada na
cidade de Nazareth urna gacedade, cujo fim
beneficiar os geus astociados quando d'rtto neces-
itarein.
A sua directoria ficou aasim constituida :
Presidente-Joaquim Jos de Sant' Auna.
SecretarioLib-rato Adarto Cavalcante.
TbesaureiroHerculano Nstor,
Cammis-ao de cootasSeverinoGomes, Joaquim
Facuudes. Frauciico Heroncio.
oeledade Oraniattca \"ova TU
lia -Esta Soeiedade ter.Jo terminado a louvavel
tarefa que se impoz de grangear donativos em fa-
vor dos naufragas do Baha,remetteu nontein
Commissio Central o resultado rio seo trabalho
como se v da seguiote ufficio :
Sala das commistoes da Soeiedade Dramtica
Nooa Thalia, em 31 de Marco de 1887.Illm
Srs.A commissio abaixo assignada, nom-ala
pela Socindade Dramtica Nova Thalia. para
grangear donativos em favor dos nufragos do va-
por Bahij, tenio terminado sua espiubosa mBsio,
tem a honra de remetter a Vv. Ss. a quantia de
345/000 afin de que Vv. Sj. se srrvam pplioal-a
para mekaorar a sorte d'aquelli-g infelijM.,
Terminando uio pode esta commissio deixar
de consignar no pres< ute ofiicio am voto de gra-
tidia as Exmas. 8ras. DI). Hara das Dores Hfi-
rvtuda Henrqnes, Lydia Carioso Ayres, Amanda
Judith Lopes Res, Maria Amelia Miranda Henri-
que e Elysa Hadliday, pela expontaneidade com
qae se prestaram a acompauhar a commissio no
deseiiipenho.de saa tarefa.
Deus guarde a Vv. Ss.Illm. Srs. membros
da Commissio Central de Soccorros em favor dos
nufragos do tapor Baha.Vulpiano do Rege
Baptista-Julio Cesar Cardoso AyresAntonio
Fernandes da Silveira Carvalho.
Travessa de Pernaade Vlelra
Escrevem-nos Illmt. Srs. redactores do Diario de
Pemambuco.
Vs. 8s. prestarao ao publico um importante
servido, pedindo pela eua conceituada Revista
Cmara Municipal que mande iumediatamente
demolir o muro existente ha muito terepo do lado
de punte na trawssa de Fernandes Vieira, visto
que ella conceden licenca para aer construido o
muro de am terreno do lado do na.>cnte e o qual
vai encontrar o amigo, fijando apenas am metro
de largara para serventa publ.ca, por onde nio
poder pastar um almucreve urna carroca etc.
A Cmara uio vacilou em conceder tal licen-
ca, .imbora inu'.ilisatse urna roa que tem nat
dua extremidades a largura das posturas, preju-
dicando assim os moradores em proveito de um
partaular, o que nio deveria fazer, sem primeiro
demolir o muro do lado do scente.
Pe-limos a Vs. Ss. para inserir em sua Revista
Diaria estas linbas, prestando assim um servico
importante ao publico. Recife, 31 de Marco de
1887.-Carlos Alves Barbosa. .
Ea favor do naufrago-.'..nata que ^jttSlIlSfSSTA
alguos mocos estadante-, desta capital, promovem **fta?-? lt,to'* UVj. d!zer' Vrn*
una sotrec dramtica no tbeatro das Variedades, eate, que Chr.atovao Colombo, deembarcndo
en. favor do. nufragos do Bahia. em Gab* ^lo *oao .de 1492' *~*~" *
Nio haver bilbetea a esprtala de cada es- .w^a^ens na praia, de ar^o em punho e cachimbo
pectadoi- ser ad libitum e receida par urna com- i nH boca,
misaio especial. O naturalista da expedicio, encarregado de exa-
Teinperalura mxima31,"0.
Dita mnima23,70.
Evaporacao em 24 horas ao sol : 3,"'6 ; som-
bra: 2,:n5
Chuvaiulia.
Direccao da vento : ESE de meia note at 10
boras e 28 minutos da mauha ; S8E e SS alter-
nados at 4 oras e 19 minutas da tard-- ; SSE e
8 lt ruados at 5 horas e 39 minutos da tarde ;
Sb-W at 8 horas da tarde; S at 8 boms e 21
minutos da tarde; SSE at meia noite. Calma-
ra durante l hora e 30 minutos pela madrugada.
Velocidade media do vento : 1,">3G por segundo.
Xebulosidade media: 0,74. '
Tremor de trra em iVIza. A'cerea
do tremor de tdrra occorrido em Niza n 23 do pas-
alo, d o Fgaro 08 goguiiteg pormenores :
Erare 6 h iras mu.- 5 minutos da inauhi,
quando um tremor de trra formiiave', de vijlen-
cia extrema, fez oscilar todas as habitaeoi-s da o-
da Je. Deram-se estalidoa ie alto abaxo daa pre-
dios, e com intensidade tal, que os mais corajosos
julgarnin que era uiaa destruida geral.
O primeiro abito foi sentido s 6 horas menos
b minutos. O eu pancia eotao foga. Foi cm toda
cidade urna impressio de terror Cal, que cada
um pensou que era ebegada a sua hora derradei-
ra. Nunca tenor pnico produzio mais tffeito
sobre tauta gente. E' que as coustruccoes, mesmo
as mis goliaaa, ameacaram enterrar vivos oa seus
moradores. Inmediatamente saliaram todos da
cama e abaudonaram as suag casar para fugirein
para a ra, que apresentou logo o aspecto maia
exquisito e mais doloroao.
Km todas as pracas graudes da cidade o ter-
ror e a perturbacaa rtflectiain-se em toaos os ros
tos. Cada qual buscava Saivar-sa coma poaia. Mu-
lberes atiram-se da cama abaxo e precipitaram-
se para fra com a camisa por uuico traje ; oa bo-
neos appareciam de ps no cbao e com a calca na
mi ; pobres criauciuQas, acordadas em sobresalto
e inteiramente n is, eram levadas pela mi ou
pela ama. Era medouho.
O general Jamis, sub governador de Niza,
deixou o seu domicilio desceudo pela jaoella por
meio de nm lenco.
O terceiro abalo deu-ge s 8 lj, morrendo
urna multier abalada.
t Seguindo o consefho di Dr. Barety, SS. AA.
Imperiaes, Conde e Coudegga d'Eu, paesaram para
o pavimento terreo da casa onde habitavain.
Ao primeiro abalo todos os relogtos da cidade
pararam.
< Procurare todos gahir de Niza ; mas nio po-
dendo oa trena levar toda a gante, a maior parte
ubrigada a esperar.
A pedido da municipalidade, a admmiatracio
militar mandau erguer em todas as pracas publi-
cas da cidade, tendag debata das quaes estio dei-
tadas mulberes e criaucag.
Os quartos de banbo, oa mnibus e os carros
de pracaem que a gente se abriga, custam prec is
fabulosos ; ao vehculo mais ordinario pago 100
trancos, e ba falta delles. A maior parte das lojaa
estio fechada.
Os estraugeiroB que nio puderam partir pela
via-lerrea alugaram seges de posta por todo o pie-
90. Oito tren guppleo cetarios partiram de Niza
para Pariz, levando 6,000 viajantes. Tres mil di-
rig rain-se para a Italia. A emigracib contina.
o Em Turu, o abalo foi tambem muito grande..
Grande numero de individuos foram para a ra
em camisa com urna temperatura de 5 graos aba-
xo de acra. Os sinos daa igrejas tocaram gzi-
nhos.
Ea Atbissola e em Noli cabiram quasi todas
as casas e hauve muitaemottog e feridog.
Em Savona, a em urna caga, foram cncaotra-
dog oito cadveres.
< Em Cuneo, houve 8 mortog e 15 feridog; em
Noli 15 mortcs ; em Albiaaol 2 ; em Oneglia 6
mortog e 28 feridos ; em Pert Meurice i morto e 8
feridos.
Em summa, o tremol de trra, tanto no sol da
Franca, orno na Italia, foi extremamente violen-
Tudo ato muito posslvel.
<^ue o re Jaque I egerevejse, em 1619, nm li-
vro contra o tabaco, intitulado Jtisocapnoi,&o
qual oa jesutas portugueaea reaponderam por outro
livro Intitulado Anli Mitocapnos ;
Que em 1622 Naodrieecrereate a Tubacologia ;
em 1728, Rapbael Thorna o aeu poema Hymnus
tabad.e que em 1845 Barthlemy publicasse a sua
Arte de fumar.
Que o papa Urbano VIH laucase os raioa da
excamunhio contra todos que fasiam uso do ta-
baco ;
Qae a rainha Elisabeth prohibase tomar tabaco
em igrejas, e autoriaasse o aachrittieg a confiscar
as caixas de rap recalcitrante;
Que o sebah da Persia, Amurat IV, e o *r*o-
duque de Moscovia prohibisaem o costume de fu-
mar e chairar, sob pena de se cortar o nariz ao
transgreaaares ;
Que preaentementa, emfim, o tabaca renda para
o estado, a deapeito do Misoeapnos, da excommu-
nhao de Urbano VHIe oa editoe de Amurat, nani-
tas sommas importantisaimas;
Tuda isso pode ser da histeria; mas a verdade
que o vicio generaligou-ge, e hoje quasi toda a
gente fuma e .. ebeira, e em toda o mundo ge
fortunas enllossuea, desde o humilde ci-
Terenco, Pemambuco, 6 mezes, Bda-Viata
espasmo.
Adamastor, Pemamb 9 co, 10 mezea, Boa Vista
gastro-enlerite.
Joa Alvea A. de Olivaira M., Pemambuco, 29
anooa, Boa-Vista ; diarrba.
Vicencia Maria da Conoeicio, Macei, 19 annoa,
aolteira, Ba-Viata : tubrculos pulnioaarea.
IHDICACOEo HTE1S
Medico
O Dr. Lobo Moscoso, de volta de sua
viagem aa Rio de Janeiro, conntia no
oxercicio de sua pronsoio. Consltuas das
10 a 12 boras da manhi. Especialdades
eperaedee, parto e molestias de seo horas e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreto Sampaio d consultas de
meio-dia s 3 boras no 1. andar da casa
a ra n Baro da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Seto de Setenabro n. 34, en-
queimam ^ .....u^a^^ dutig u uumuuc ci-
g-rro bregeiro do trabalhador do campo e do trada pela ra da Saudade n. 25.
operario dua launcas at oa bellos havanas das
mesaa regias e o cachimbo incrustado de diaman-
tea do snltao,verdadeiro eommendador dos eren
t'S no vicio de fumar.
Pedra Tapada-Ecrevem-aos em 28 do
mei findo
A beuigndado cem que Vv. 8s. contiaam a
acolber as correapondenciaa do interior de nossa
provincia, no anima a solicitar de Vv. 8r. o aco-
Ibimento das que desta localidade Ibes dirigimos
para naerh- as columnas de 82u conceituado Dia-
rio.
Depois de nove noites de novenas muito can-
et de Oatabro. Oistriboio se hontem o
n. 5 deste quincenario, urgi da Anociacio do
Funccionarios Provnome de Pemambuco. Est
n j eu 5* anno de existencia.
Conapabla Ferro-Carril. De boje
par diante paga-ae noeacriptario desta companhia
os juros das obrigacoes gasantidat, corresponden-
te ao semestre findo, cauaon n. 71 de Abril de
1887.
Llertoco.A Eimi. Sra. D. Aniaia Clau-
dina de Oliveira coneedeu carta de libeidade, gra-
tuita e sem ouus, sua nica escrava Dionisia.
E' acto digno de npplauso.
i'crtMaria do Uoverno-Os cmpregado8
da Secretaria da Presidencia da provincia asao-
ciaram-e ao peosamento getal de soccorrer oa
nautragot do paquete Bahia.
Por iniciativa da seu chefe, o Sr. Dr. Pedro
Francisco Correa de Oiiveira, fixeram cam aquello
intuito urna ubscripcio, que elevou-te 18WO0,
e ul -a remetteram para fazer chegar ao poder da
commissio de soccorros.
Cumprimoa a ordem, agrade?endo a honrosa iu
cumbencia, e reuaettendo a alludida quantia ao Sr.
Francisco Gu gel do Amaral, tnembro da citada
commissio na parochia de Santo Antonio.
A ubcripcio foi a seguiote:
Outroaim, serio levados scena, nm drama pela
primeira vez, c urna comedia <-m um acto.
Club iliterario CSuerra Janquelre
c'uuccicnou hontem eata corporaco, aob a pre-
sidencia io Sr. Manoel dos Pasaos de Asis Caval-
cante.
Foi lida e apprdvada a acta da sessao aute-
rior.
Diocntio-sc o jury histrico: O Tira dente* ;
servindo de promotor o Sr. Monte Falco e alvo-
gado o Si. Joo Alfredo Vctor de Mrate Quin-
tal, sendo o i o absolv do.
Em seguida fai reeonbecido socio honorario o
8r. Dr. Felippe de Figuei.oi.
Nio baveudo nada mais a tractar, o Sr. presi-
dente encerrou a ^essio, designando o dia 4 do
corrate para ter lugar a eleicao da nova dir-
tona.
Cornil4 Ijilterario AcadmicoEsta
Soeiedade funceiona em sesaio extraordinaria ba-
je, as 4 hora ua :arde, em saa eie, no Lyceu
daa Arte e Officios.
lalberdadeOizem-noedo Panellas, que no
dia 28 de Marco fiad., e prestimoso cidadi> Jos
Soare. da Silva Cajucira, libertou as auaa duas
nica escravas, Rosa, com 32 annoa, e Vicencia,
com 18 annoa de idade.
Registramos com prazer o acto de philantropia.
Monte Po Popular Periiamhurano
Eata soeiedade, em sua eeaaio de hontem, deli-
beron formar urna aub^cnpcao para s.-ccorrer os
infelize nufragos do vapor Bahia, e para esse
fim nomeou urna commiggio, composta de sua di-
rectora, desgnenlo os lugares para oude devem
os sena consuelos dirigir, o o bulo que cada um en-
tender o onT-.-rce.-r.
O* lugares sao o se^uintea: Recife, ra do
Bom Jesu n. 17; Santo Antonio, ra do Duque
de C ixiaa n. 25 ; S. Jos, ra do Cal jereiro n. 32;
e Boa-Vista, ra da danta Croa n. 4.
aorlednde Becreallwa dluvenlade
A bibiotheca desta aeeociaco foi trequentada no
mei fiado por 67 socios, que conBultaram 71 obra
em 76 volumes.
Sahiram para leitura dos socios 24 obra em 40
volumes
Receben -e aa seguintes offertas :
I Pelo Sr. Manoel da Silva Almelda, A Iba de
fog?, por A Damas, 1 vol. ene. O coitadinho, por
P. da Kock, 1 toL ene. O bomem do tre cal
minar a substancia de que essps selvagens aspira-
vam o p rfume, descobrio o tabaco, que anda eo-
lio nio tinha esse nome. Deriva-se da cidade de
Tabaco, onde as cigarrilhaa nascem j enroladi-
nbas as .p'antas.
O tabaco deveria chamar-se do nome do natura-
lista em queatio; mas ene mtrou tambem o aeu
Americo Veapucio no skur Nicot (Joio), emba-
iador de S. M. Chriatianissicna Francisco II, junto
de D. iSebaatiao, re de Portugal.
Os aabos aasignam embaixada do sieur Nicot
o auno de 1560.
O tabaco deveria ter sido descoberto por fins do
scula XV e iatroduzdo em Franca um aeculo de-
poia. A idade mlia fumou.
Os narises de tempo de Luic de Luiz XIII fo-
ram os primeiro a saborear as inefaveis docuras
do tabaco da ebeirar. A cana do rap de Marin
Delorme fez aenaacio no seu tempo. Parece que
essa caixa anda existe no musca Du Somme-
rard.
Rochefoucanld piimava na arte de faser girar
a caixa de rap entre oa dedos, dealisando-a um
seguida para o bolso do cllete, geito que mais
tarde ea actores da Comedie-Francaise imitaram
com tauta graoa que o publico applaudia aempre.
Foi tomando pitadas, que o Sr. de la Rochefou-
eauld eacreveu as Mximas.
Ca este ligeiro8 promenores j ob leitores fi-
cam aabendo como se ganha reputacao de erudito
no mundo ; por isso que Ih'oa fornecemos por-
que, da nossa parte, nao os consideramos perfei-
tameute auth -uticos. Attribuimos ao tabaco ori-
gen! iateiramente diversa. Qae Joio Nicot, linda
a sua miso em Portugal, fez presente rainha
Catharioa de Mediis da urna ooca de tabaco, e
para lisonjear a soberana deu-lhe o nome de her-
va da rainha.
Que o cardeal Santa Cruz e o legado Torna-
bone introduziram a tabaco em Italia aob o duplo
pseudonymo da heroa de Santa Cruz e de Torna-
bone.
Que o tabaco foi tratado de veneno e em segui-
da elogiado extraGrdnaoiameate sob o nome de
panacea antrctica, herva santa e herva de tadoa
oa malea.
Que Ihe cbamaram bugloss ejusquiamo do Per.
Que por 1696, oa conaumidorea que tinbam lido
a botnica de Touroefort foram aos deposito de
tabaco pedir daa oa tres onca de ntcoiawj.
corridas, [vernos aqu uo oa 20 do corrento mez,
em sua igreja, a testa do glorioso patriarcha S.
Jos.
Foi uma_ testa espleadidiseima pela multidio
em torno da igreja, pelo preparo da meema igreja.
u pelo af .rinoseainento das ras, qne estavam via-
tosameute embandeiradas.
Nio o primeiro anno que aqu Be festeja o
glorioso S. Joa ; porm podemos affirmar ^ne e a
primeira fe8ta que qui se faz com tanto lusimen-
te, e iu bem caractensa a dedicacio e a benevo-
lencia do Sr. tenente Joio Nepomuceno da ilva.
encarregado da mea ra festa.
A banda de msica marcial da cidade de B m
Jardim nio se tez esperar.
E as ultimas noites de novenas e no dia da
festa tornou ae Pedra Tapada o a'vo daa maiorea
inanifeatacoes de regosijo, executanda a banda
marcial diversas pecas de modo o mais d-aejavel.
Ja que fallei na festa tambem dire alguma
cousa ci,ib relacio ao estade material da igreja.
Esta eat muito arruinada erecea-se grandes
dt'8gOSto8.
o Se o invern aqui tor pesado, estamos amea-
Cados de ficar sem ella, e o goveruo sem casa para
farmacia de mesas eleitoraes, e reuni>s de elei-
tores.
Na le do orcamento provincial para o exer-
cicio de 18&5 a 1886, u que anda est em vigor, e
estar at que se decrete nevo orcamento, ha um
ccmto deris para oa reparos maia urgentes d-.-ssa
igreja ; tal era o estado delta j nuquelle anuo.
E u goveruo para quaudo aguarda esse traba-
lho ?
^ Querer vela desabar primeiro ?
Existe ha mmto tempo uesta povoacio urna s-
envacio muito grande e profunda que atravessa a
ra de lado a lado, a qual sendo frutada pelas
aguas da chuva, e do rio quando ha ebeias ; de in-
vern nio d passHgem aos transentes.
Sabemos de prximo que a cmara municipal
de Limoeiro dealgnon urna verba de quatro centos
mU ris paia se fazer ahi urna ponte provisoria,
at que a provincia, por intermedio de Beu Ilustre
representante por esse diatrcto, o Exm. Sr. Dr.
Rosa e Silva, marque urna verba para urna ponte
que se preste n todo transito.
E' um acto que honra a cmara de Lmoero
e que os muuicipes muito agradecer.
Esperamos que a cmara tambem lance suaa
viataa para as obras de nosso ceraireno, o qaal o
um monta de ru as ; e penetrando-ae de bous
sentimentos procure garaBlir-nos daquelles melho-
nunciitos que a cmara e aomente a cmara deve
autonsar.
Na Aasembla Provincial est sendo discuti-
do um projecto que eleva villa este povoado.
Folgamoa do ver o patriotismo de muitos se-
nboret deputados, conbecedores das necessidsdes
deste dtstricto, e qae corapen etradoc de bon8 de
sejos, uio perdein occasio para defender urna
idea tao justa.
< Com cffeito, quem conhecer Pedra Papada, a
extensio de seu diatrcto, o seu movimento indus-
trial, eominerc ,1 e agricula, a estructura de aeu8
edificios, etc. etc., nio pode negar esforyos a pas-
sagem daquelle projecto.
_ Pedra Tapada est a margena do rio Capiba-
ribe q-iatro legu,s adiante da cidade de Limoeiro.
E' lugar muito aadio, c aeu clima o mesmo
desea cidade.
< O seu dstricto tem maia de 5 leguas de ex-
tensio.
O Beu alo, dividido em mutisaimas propie-
dades, geralmente agrcola e bastante producti-
vo pela fertilidaie de suas terrag ; tambem pres-
tase criacio.
Os aeus habitantes, posto que atrasados, sio
geralmente industriosos.
A edificacio do povoado boa e elegante ; e
os seus numerosos eatabelecimentoa de fazendaa e
mo!hdoa atteitam que o aeu commercio bastan-
te liaongeiro.
tieliAeEftectuar-se-hao :
lioje :
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, na rus
do Imperador n. 30 de roupas e fazendaa e parte
de um engenho.
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, na ra do
Marque de O inda n. 19, de movis, loucas, vi-
dros, vinhos, etc., etc.
Amanbi :
Pelo agente Gusmo a 11 horas, na ra de
S. Jorg n. 70, de movis, loucaa, vidroa, etc,
Pelo agente Pinto, s 11 boras, na ra do Com-
mercio n. 46, de 40 pecas de ganga avaria'da, 2
burras e movea.
Segunda-fera :
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra eetreita do Rosario n. 24, de um terreno com
27 casas.
A's 8 horas na capella do Pilar por alma do 1 -
teuente Aureliano Isaac ; a 8 horas, aa igreja
do Espirito Santo, par alma de Bernardo Joa-
quim G/omea.
Amanbi :
A's 8 horas no convento do Carmo por alma dos
fallecidos no naufragio no vapar Babia ; s 8
horas, na motriz da Boa-Vista, pela de Joaquim
Antonio Q. de Figaeiredo ; s 8 heraa, na matriz
do Carpo Santo, por alma de Antonio Francisco
Maia ; s 7 horas, na matriz da Boa-Vista, por
alma de D. Idalina Aquilina Mublert.
m Segunda-fe A'a 8 horas, na matriz de Santo Antonio, por
0 Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia rua do Hospicio n. 20.
Consultorio : rua Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manba s 2 da
tarde. Especialidade : molestias e opera-
c5es dos orgos genito-urinarios do homem
e da mulber.
Dr. Joaqun Liureiro medico c purteiro
Consultorio na rua do Cabu& n. 14, 1.-
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Mon teiro.
Dr. Virgilio Tacares de Oliveira, d
consultas rua do Rangel n. 36, 1. andar,
onda, pode ser procurado das 11 horas da
oanba s 3 bcraa da tar-.le, dos dias atis.
Especialidade molestias internas. Gratis
aos pobres.
Dr. Manoel Argollo. R-sidencia e con-
sultorio rua Duque de C*xias n. 86, 1."
andar. Consultas Has 11 horas s 2 da
tarde nos dias uteis. Telephone n. 283
Connullorio Homceaputlco
0 Dr Miguel Themudo, medico ho-
moeapatieo, tem o seu consultorio rua do
Baro da Victoria n. 7, 1." andar, onde
d consultas diariamente das 12 s 3 ho-
ras. Chamados por eseripto a quaiquer
hora do dia ou Ua noite.
O Dr. Milet mudou seu esariptorio de
dvocacia para rua do Duque ele C*xias
n. f0, 1. andar.
(trocarla ,_
Francisco Manuel da in-i & <",.. Tei>o*
iita;io8 de todas >-9 espcc:ialid<-.u-;s pharin*
c-iit-aa. tintas, drogas, productos chimi;:"
e aedicamentos homteovaticop, rua do Mar-
que de Olinda n 23.
Orouiia
Faria Sobrinho & C droguista por atta-
cado, rua Mrquez de Olinda n. 40.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapina
de Francisco dos Santos Maccdo, caes
de Capibaribe u. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, compra-se e vndese madeiras
de todas as qualidades, serra-se madeiras
de conta alheia, assim como se preparan!
obras de carapina por machinas e por pre-
go setn competenciaPemambuco.
imiCOLS 4 PEDIDO
Reuniio dos magislrados
Discussio do ccete
(Continuacao)
O Sr. Castellogria (profundo silencio, o Sr. Ca-
alma de Flavio Goncalves Lima.
Ct de Oetenco Movimento doa pre-
sas do da 30 de Mareo :
Ezistiam presos 381, entraram 8, sahiram 19
Ezistem 370.
A saber :
N'acionaes 334, mulheres 7, estrangeiros 13, es-
cra vos sentenciados 7. dito procesaado f, ditoa de
co.rreceio 8Total 370.
Arracoadoa 335, aendo: bona 314, daentes 21.
Total 335.
Movimento da enfermara:
Tiveram baiza :
Genuino Joa dos Santos.
Jos (ramea Barbosa doa Santos.
Manoel Valentim da Silva.
Joaquim Pereira da Silva.
Jos Antonio Victorino da Silva.
.olera da rorleA 204* lotera da cor-
te, pelo novo plano, cujo premio grande de....
3'):(XK)000 ser extrahida no dia .. de Mar-
co.
Os bilbetes acham-se venda na praca da In-
dependencia na. 37 e 39.
Tambem acham-se venda na Casa da Foi -
tina rua Primeiro deMaroo.
Lotera do Grao-ParaA lotera desta
provincia, pelo novo plano, cujo premio grande
40:000*000, acra eztrahida no da 9 do cor-
rente.
Bilhetos venda na Casa do Ouro, rua do Ba-
rio da Victoria a. 40 de Joio Joaquim da Coata
Leite.
Tambem achum-ae venda na Casa da For-
tuna rua Primeiro de Marco n. 28.
Ceanllerlo PublicoObituario do dia 30
do correte : 1
rxa senta-se ao lado do orador)Sr. preeideote,
quando li o convite para esta reunio, apoderou-ac
de mim um aentimento de pesar que anda hoje
nio =ei t zplicar !
E agora, depois do discars do Sr. Negromoute,
nio sai si pozar ou indignacio, o aentimento que
me domina. (Muito bem !)
Sr. presidente a leitura que o illuatre magis-
trado tem dos livros da sciencia moderna, tio
superficial, como snperficral o seu conhecimento
da aciencia do direito. (Muito bem .')
0 Sr. Caioc.iIsto verdade. (Riso.)
O oradorO honrado magistrado confundi a
phloaophia da Epicuro com a pbilosophia mo-
derna.
E' certo que a pbilosophia de Epicuro teve gran-
des adepto ; mas certo tambem que nio ha
boje espirito adiantaii. que a cao condemoe, como
coucepcio errnea do universo e do fim da cra-
nlo. Coofeaao entretanto, Sr. presidente, que foi
lar jo o periodo do seu dominio.
Quando Lucrecio transportando-a da Grecia
para Roma com a audacia de um talento admira-
vel, e a forma de urna poesa sem igoal, ouvio-ae
como que um grito de guerra contra as crenca
religiosas, j antea um pouco arrefecioaa. Lu-
crecio toi coberto de applausos, um pouco m .:s sin-
ceros ; e maia honrosos que oa prodigalieados ao
honrado magistrado que aqu neste recinto, fundou
a justiea, no interesse individual do J'z. 'Muito
bem I) Cicero dase que a obra de Lucrecio, alm
de brilbar pela forma, lancava torrentes de luz :
Estacio chamou-lhe : > o furor c'outo e sublime.
Ovidio louvou-Ihca fogo da inspiracao e a eh-
blmidade do genio. Virgilio immortalisou-o em
versos admiraveia ihamanio-o feliz, per ter des-
coberto a origem de todas aa causas. E desoito
secutes depois, um grande genio, Voltaire, lancava
por ventura o ultimo grito de admiracio pela obra
de Lucrecio levado, talvez, maia pela belleza da
poesa, quo pela verdade ecientifica da theoria.
Mas, Sr. presidente, a aciencia tan progredido
maia de Voltaire para c, qne de Lucrecio ao tempo
de Voltaire ; nesta preoecupagao incusasnte de ca-
nbecer a origem do nundo e do uuiverso, Lucre-
cio aprsenla o suicidi, como urna medida abso-
luta, como um principio un mem est farto do goao (raterial.
Antea, porm, da philosophia moderna ter che-
gado ao aeu estado actual, j eate ponto da phlo-
aophia de Epicuro, tinha aotFrido grandes modifi-
cacoes.
A Nova Heloisa de Rouseau; o Chalterton de
Alfredo de Vigni; e o Werther de Goethe apresen-
tana, o suicidio por urna face individual apenas, e
toda a vida material do bomem, valendo menos
que orna hora de contemplacio, de eoppca, e de
amor.
V. Exc. eabs, Sr. presidente, que nao teta faV-.,
tado solocoea aa questea de origem do muBttT e
do universo.
Nio quero aprecial-a8 agora ; po-. qne, al fumas
se fuudam em principios do relgiao, e a nao
quero refutar nenhuma crenca religiosa.
O Sr. CarezaFaz muito bem.
O oradorSr. presidente, a escola philcsophca
que actualmente se presenta com um eystema
completo, abracando todo o saber humano, tracou
nu.a grande linha de eeparaclo, entre o que nos
dado conhecer, e objecto da aciencia, e o que es-
capa ao 8u conhecimento. .
Deizo de parte todos os pontos que ae acham
envolvidos nesta questio, e que, seja dito de paa-
agem, entre nos, isto neste raaz, a podem ser
cabalmente explicados por quem tiver o vasto ta-
lento, e o vasto saber, do grande critico pbiloso-
pho, Tobas Barreto, cuja ausencia todos es la-
mentamos. (Muito bem!)
O Sr. CaizaEu tambem posso. (Risadas.)
O orador-^Passo pois a me oceupar nicamente
da hypothese da especie, e paaaando rapidarnt nte
sobre o terreno da lucia pela vida, eu travei n
campo da lucta pela direito, onde ficou o Ilustre
Sr. Negromonte, representado por urna ficeo.
(Muito bem.)
Sr. presidente, am erro dizer-se qu9 Arist-
teles, Platio e d'Albert le Grand conheciam hv-
potbeae daa especies.
Quero crer com Quatrefage e d'Arcbiac que a
/


#


Diario de PernambucoSexta-lcira l de Abril de 1887
do

*


r


t
bypotheje da especie, data do csmeco
culo XVIII.
Fai Cavier, o Ilustre autor da anatoma eompa-
rada, quera Ihe deu tea mais alto grao de coo-
clsao.
De GeSroy a Lninarek, deste a Darwm, o poni
principal o soffre modfioacia orgnica pela
funccjo.
Danvm estabeleceu acre*ci da especie, sem-
pre transitoria, pela reproducc&o relativa da va-
riedade.
Veio Hae k;!, o apsrfeicoou a obra. eu livro
a ultima panarra sobre o assumpto, no astadc
actual da scieucia.
O Sr. CarxaTambem pens assim. (Riso.)
O orador -Sr. presidente, quanto mais se des-
envolvis u tbeonas da especie, mais importantes
sao as quettoes que deltas surg.m.
Urna das mais importantes, e talv-z das mais
decisivas, o problema das inetamorphoses dos
anima-s, nao s duranta o periodo embryjnario j
mais tambem no estado adulto.
Poi B.bre este ponto que Bauogartner, fundou a
sua theoria, pela transformacio regular, e pro
gressiva dos germens. Esta theoria toi acceita
por H ollicker.
O Sr. CanaSei quem (Biso.)
Sr. presidente, a transmisslo das particulari-
dades shysiologicas, o atavismo dos orgios ru-
dimentares ou atrophiados, constituera outros tan-
tos elementos de modifcacoes, que fazem sshir um
individuo de su* especie e mesmo de sen ge
Dero.
E' hi que se d a lueti pela vida, cuja phase
principal, se manifesta pela composic&o dos cor-
pos organisados, custa dos elementos inorg-
nicos.
Eu nio tenho tirapo, Sr. Presidente, para aore-
seotar to i*s as phases da lata pela vida. V. Exc.
sabe, que sem a medicina, a biologa nao teria
chegado ao seu estaao de adiaatamento actual.
Foi sxente quando se procuroo. cnhecer o meca-
nismo anatmico dos corpos vivos, que ficou a
descoberto a crculacio do sangue, e eonheceu-s,
|u em cada volta que elle effectua, recebe ar nos
vasos capillares do pulmo, e o perde nos vasos
espillares do resto do cotpo.
Foi s entio que se reconbeeeram as vias, pelas
quaes o ckylo p.ssa dos intestinos, par a corren
re circulatoria, e finalmente, a distineci- entre os
uervos destiuaios ao mo violento, e os destinados
a seoaibilidade.
E igualmente exacto, que s depois dos pro-
greasoa Jn ehimica, recooheceu-se, ate que pont > o
oxygemo e hydrogenio, o azoto e o carbono, que
irosaa: de grande influencia na naturesa inorgni-
ca deram a biologa os dados precisos para conhe-
cer os elementos que entrara na luta pela vida,
quer entre M plantas, quer entre os aniones.
Assim, por exeraplo, o gato come o rato, a ema
come o lagarto, e a coruja come a carxa (garga-
Ibadas).
O Sr Carxa Sunca onvi dizer isto (risadas).
O oradorE' nesse terreno, que e mais forte ;
isto o de mais aptidio para progredir, sempre
o vencedor. Mus na luta pelo direito, outro o
campo de batalha All a natureza auxilia o forte i
aqu a lei protege o direito.
Sr. presidente, os meios pelos quaes a justica
se manifesta s iciologicam-nte, repellem o conceito
de urna justica limitada pela utilidad".
lima voz -Mss a scieucia de, V. Exc. tambem
materialista.
O oradorSr. presidente, nao se deve confun-
dir o materialismo do Sr. Negromonte, com o ma-
terialismo da sciencia moderna. O primeiro -
pernicioso, porque faz consistir o prazer do ho-
mem, no goso dos sentidos, embora a custa do seu
proprio dever e de sua consciencia (muito bem.)
O seguudo o privilegio de certos pensadores
euj j goso supremo a coutemplayao intellectual
da naturesa, e que nao offende a moral e a socie-
dad e (muito bem.)
Foi para evita- a coufusio entre o materialis-
mo antig >, e o materialismo da scieucia moderna,
que Haeckel, chamou ao primeiro, materialismo
ethico, e ao segundo, monismo ou realismo, origi-
nado do principio, que Kint denomina principio de
mecanism >.
Feita a tlistinccio do materialismo ethico, e do
monismo, tomemos es principios reguladores da
luta pela vida, que podem ser applicados a lu'a
pelo direito, e vejamos que fendo di verdade pie
haver, na theoria do illnstre ju'Z por ficcao (risa
das). Antes de tudo, Sr. presidente, convera ficar
bem patente, que distinguindo o ntil do jasto, nao
quero dizer, que o til nao oceupe um lugar dis-
tuicto na legislacao, como em toda e qualquer or-
ga ni sacio social.
O Sr GurjE' o que acontece as irmandades
(risadas) fui reeleito trea veees por utilidade, e
Irez vezes por merecimento (contiauam as ri-
sadas).
O oradorK prescripcio nao ontra consa se-
nio urna medida de utilidade embora contraria a
jastica, porquanto, parece que urna posse ilegiti-
ma, e um acto criminoso, nao devera cer em seu
favor, a prescripcao.
O Sr. Carxa \s dividas devem preacrever
(risadas).
O oradorE' o que nos diz o senso intimo da
justica, tal qual su desenvolve em nj, mas os ie-
giladon s de todos os ternpos, ackaram mais c in-
veniente ; de mais utilidade, a ordem social, que
esa alguns casos dormissem as regras absolutas
da j;stica, que ser perturbada urna posse de longa
data, ca<> contestada, e punir nm criminoso que
por um certo espaco de tempo, conseguio escapar
a accio da lei (muito b m). Edta a solucio a
que chegou o legislador, guiado pela natureza,
pela experiencia, par essa especie de instincto in-
tellectual quw se chamabom senso.
O Sr. CarxaEntretanto no juizo do commer-
cio, cobmm-se dividas prescrisptaa... isto naj
trra (Ruadas.)
O oradorMas Sr. presidente, esta utilidade s
entra como modificadora da justica, no interesse
geral da ordem publica, e no acto das codificaces
(muito bem).
E' na confecejo da lei, que o legislador e s o
legislador, pode modificar os rigores da justica.
O juiz, nunca, (muito bem).
Alai dos limites tracados pela lei aos rigores
da ju.itiyi. nao conbeco essi principio de utilida-
de, que subjrdina a justica ao interesse de quem
qujr que seju.
Sr. presidenta, ha trez sentimentos que nos do
uinam ; mas que nao sao impactos pelo legislador:
o sentiiren'o da patria ; da familia, e do dever.
Onde quer que haja um homem de bem, estes trez
sentimentos existem em estado permanente. A
p'jiloeophia moderna nao exclue e nem poderiaex
cluir a idea de justica c a idea do dever, porqne
estas duas ideas sao a syntbese de toda a vida so
cial, (muito bem).
O que ella sustenta que a idea de justica, lo-
se de ser primordial, innata, elementar, secun-
daria, adquerida e complexa.
O Sr. Carxa Charm diz o contrario (ri-
sadas).
O oradorA philos iphia moderna repelle ape-
nas a theoria dos ideialistas que adinittem em nos
nm curso primitivo do justo e do injusto, como re-
pelle a theoria dos sensualistas que subordinis a
justica ao seu goso individual.
O Sr. Gurj Nao sabe mais do que eu, (riso).
O oradorMas, Sr. presidente, a philosophia
sustentando que a idea de justica nao primor-
dial, iodavia ensina que ella quando adquerida,
pis?a do dominio da intelligencia, para o dominio
da aeco e da moral, (muito bem;. Esta passagem
natural e fcil.
A-iat idchmente fallando, se facnldades intel-
lectuacs,e as faculdades iffctivas, lm a mesma
sede, <- agein u:oas sobre as outras, qualquer qu
seja o no; to modo de ver a sua jutta posicao >,
quer imagiuem s que as celluUs- intellectuaes sao
distinctas das enecivas, quer, ao contrario, iden
ticas em sua textura .
O Sr. CarnOh!' sciencia, porque foges de
mim ?... (riso).
* O oradorCom i quer que seja, a nocao da jus
tica conserva, desde sua origem, urna imparciali-
dade, urnr frieza e um rigor que a caracteriaam.
t\ Fat justitU ruat coelam. Como est longe o I-
lustre juiz por ficcao do verdadeire conceito
da jua'ica !... (muito bem).
O Sr. Negro-monteVenha para o meu lugar
e eu o quero ver dizendo, fiat justitia, ruat cea-
lim, (bilaridade).
O 6r. Cnjtelio grisIste ainda prova queV.
Exc. nao tem urna s das obres qualidades
que deve ter um juiz (vulo b^m).
Sr. presidente, uo fundo, a justica tem o mes-
mo principio que a sciencia, apenas esta ficou no
dominio obj ctivo, em qaanto que a justiya entrou
as dominio dos actos moraes. Quando obedece-
mos a justica, obedecemos a conviccoes, muito se
saelbantes aquellas que nos silo impostas pela vis-
ta da verdade. diz Littr.
Dos dois lad-s o uosso assentimeito jordena-
do: aqu pela demonstracio, acola pelo dever.
Mas, Sr. presidente, se isto assim em reUcao
ao hornera, despido de qaalquer carcter oficial,'
se- cerno comprehender-se qae seja de ontro modo,
para qoem tem o derer de distribuir a justica T
Distribuir a justica !..
Eis Sr. presidente, -a missSo mais difficil, mais
espinhosa que nos pode ser conferida !
O Sr. GurjE' como as irmandadns onde ha
sempre urna enredada dos diaboj, (risadas).
O oradorA misal* de jolgar, nos leva a dous
pontos extremos: oa f*er d justic* um j mer-
cadoria qae se troca por servicos equivalentes,
ou collocar o coracao era lagar tio distante, que
odeveronio siuta, corno < ultimo Fosca-i ,
condemnando seu proprio filho a morte e excla-
mando : Schiavo o son de la tegge ., (muito
bem). e
O Sr. Negro-montePois venh para c* r.
. Posean e eu Ihj direi um* coma ... (nsadn )
Na luta pelo direito, Sr. presidente, ha regras
fundamenues; na luta pela d*. rege aapdao
para progredir. Na luta pelo direito, ha regras
para os c imbatentes e regras para o deseuip-i-
tador Na luta pela vida, a propria naturea
auxilia o mais forte; na luta pelo diraito tao
merecedora de sccasaeao a injustica, que sup-
planU o direito; como digno de censura o di-
reito qae se deixa supls itar pela injustica.
Si tivcssesBOi de classificar, segundo a su n
fluencia pratica, estas duas mximas : nao facas
injustica, e nao soffras injusticade vanos, como
regra principal, nao soffrel-as, e, cono regra se-
cundaria, n> pratical-adiz Ihering. -Tal deve
ser o sentimento do direito, entre os coqsbatentes.
(Muito bem).
Mas, para que a luct i se finde, pela justa apre-
ciado do direito, quo m mero producto da opi-
nio dos combatentes, segundo Le Bou, o juiz
deve ser nm homem que tenha, alea de qualida-
des moraes muito elevadas, um conheciraento
exacto da le, por forca da qual tem de terminar
a lncta E por isto qae Ihering diz, que a pa
thologia do sentimento legal, deve ser para o juit
o que a pathologia do corpo humano para o me-
dico, pois ella revela todo o segredo do direito.
(Muito bem).
Sr. presidente, V. Exc. comprehende agora,
que na luct* pelo direito, o'combate nao se d,
nem a merc do mais forte, como se d na lucta
pela vida, entra os seres inferiores, e nem se fiu-
da a arbitrio de juiz, ou em provito deste; o
campo da lucta pelo direito limitado pela lei; e
o Combate termina sem interveneo de outra for-
ca, que nao seja a do direito, e de outra vontade
que nao seja a de lei, que a raso publica, con-
tra a qual nao pode prevalecer a vontade parti-
cular.
Comprebende-se, Sr. presidente, qae os seres
deaprovidos de intelligencia, como a nossa. e que
cedem a urna inclinaco cga pratiquem actos des-
pides de toda moralidade. Mas, entre os bomens
a razia intervem, mais ou menos em todos os
actos de sua vida ; o sentimento lo dever est xo
lado do aopeti'o ; e o direito succede ao iastiucto.
(Muito bem).
O Sr. CarxaNao pensei que V. Exc. fosse
capaz de fazer este discurso.' Sim, senhor, tirou
o p da lama... (Gargalhidas).
O Sr. GurjElle dos meus : saber muito e
fazer pouco. (Risadas).
O Sr. Castellogris Sr. presidente. V. Exc.
bem \ que eu me oceupo do assumpto, no mesmo
terreno em que o collocou o juiz por ficcio (riso).
Nio tenho necessidade de recorrer a sentimentos
religiosos para fortalecer minba opinio.
O Sr. GurjNada de regioBes snela
(riso).
O OradorEu combato o materialismo antigo,
con a sciencia moderna, embora tambem materia-
lista, em outro sentido.
Nos conbecemos a materia, como um phenome-
bo e nao como urna substancia O espirito huma-
no na* advinha o mundo : elle o descobre pela ex-
periencia e esta nao possue dado algum sobre as
questes, do essencia e de origem (muito bem).
Uma VozMais a sciencia conhece o finito real.
O Orador\ scieucia ainda nao poude, e nunca
poder, talvez, trantpor o infinito imaginario, para
contemplar face a face o infinito real. A medida
que us instrumentos se aperfeicoam e approximam,
os astros mais distantes da vista do observador,
mais o espaco parece recuar diaute de nos.
Collocado neste planeta, como n'uma ilha fl 1-
ctuante cujo oceauo o ceu, o bomem tem at
boj vencido nm grande numero de obstBCulo),
que d'antes lhe pareciam insuperaveis, para conhe-
cer o caminho do seu destino.
A observado resolveu-lhe. os factos e os factos
condusiram-no &s causas e as leis. E essas
ciencias particulares, raios dispersos de um foco
co'iimum, diz um grande pensador, reuniram-se e
illuminaram-s* n'uma scieccia mais geral, a qual
entregand i-ihe os mysterita abstractos do nume-
ro, da extenso, e do movimento, descobrio-lhe os
elementos eternos de todas as oousas creadas.
(Muito bem).
O Sr. CarxaOh! sciencia, manda-me um s
dos teus ratos dispersos (riso).
O Orador Em suhs pesquizas a sciencia s
tem encontrado a unidade em toda a natureza
percaptivel.
As grandes leis eternas, que obram nos pheuo-
menos da vida dos ammaes e das plantas, sao as
mesmas qu* iofluem no cr -achucuto dos crystaes,
e na forja expansiva do vapor aquoso. Foi em
virtuJe dessa lei una que Haeck-l submetteu a
doutrina monistica, a biologa, a sociologa e a
botauica. Fra disto, a verdadeira sciencia nada
pode afirmar. O infinito, como o compreheude o
collega, nao objecto da sciencia (muito bem).
O Sr. GurjHa muito tempo nao vou no jar-
diai botnico da Olinda, por aso nao respondo a
V. Exc. (riso prolongado).
O OradorK neste sentido apenas, Sr. presi-
dente, que a sciencia moderna materialista, e,
cima della a lei da casualidade. No dominio
das ideas moraes, qualquer que sejam os seas fa-
cture?, a lei que dirige as nossas accoee, tambem
una.
Nao ha uma lei moral para o juiz, differente da
le moral dos outros homens. A le a mesma.
Para nl, ella nao passa dos dominios da con-
sci ncia ; para o juiz, ella constitue toda a sua
vontade e cbama-sedever legal.
E, quanlo os romanos definiram a justic-i
constan el perpetua voluntas defiuiram a vontade
da lex e nao a vontade dojudex.
Houvc, com efieito, um erro philologico de Ul-
pianus, o qual falseando o sentido primitivo das
palavras, em protesto da rectidao das deas, fez
derivar jas de imtitiu, quaudo certo que o di-
reito anterior a justija, no ponto de vista em
que aqui a consideramos.
Com efieito, Sr. presidente, o juiz nao tem von-
tade propria. Era seu famoso livro sobre a po-
ltica, e a moral, diz Bacon : a misso de juiz
jus dicere e nao jus dar.
O Sr. Carxa sabe direito romano, como um
damnado. Qoem dira ? I (rieo)
O Sr Castello grisSr. presidente, eu ne co-
nbeco nada mais pernicioso a socdade que um
ju.z que julga por utilidade propria ou para ser
agradavel a seus amigos. (Muito bem.)
Nem conbeco legislacao alguma que nao ceni-
dere tal juiz um criminoso. No pensar da Firrire
o juiz deve ser de uma inte.ri iaJe inexcedivel ;
nao c nbecc os lagos de sangue, e nem da al.an-
ca, e ii-'m escutar os pedidos dos grandes, cuando
tiver de juigar.
* Non odio nec amicorum gratn nec avariti
> sordidus, sed sola justitia duce. a
O juiz nao tem o direito de ser ignorante, a ig-
norancia pode-lhe sor to funesta quanto a impo
bidade. Deve ser rfleotido no estudo das ques-
tes, e s dccidil-as depois de um estudo aprofuu-
dado Sage cst le jugequi coute et tard juge
iiz L sel.
O Sr. NegroinanteSon a peraonificacao do er-
ro, e da injustica ; eniretauto a Belaclo confirma
sempre minbas decises (aensayao.;
O Sr. O. Limo-doeeEst engaado ; nao me
obrigoe a dizer que V. Bxe. que nio quer ser re-
formado, vei a casa dos desembargadores e enga
sopaos com ama faciiidade ucrivel! (hlaridade)
O ar Presidente\ orden.; nao admitto re-
criminaco-s. O que est em diacusso a legiti-
midade do ccete, como recurso nec ssario extra
autos.
O Sr. Lodoaldo (de oculos)A questo da legi-
timidade por s no um assumpto dos mais im-
portantes.
O Sr. SefeicbcApesar disto V. Exc. nio pro
vou a Icgitimidade do brign Unido.
O Sr. Lodoaldo (de oculos)E' legitimo.
O Sr. SefeicbcNao ; uo .
O Sr. LidoaldoE', e
O Sr. Sefeiche Nao ; nio e nio risadas
prolongadas).
O Sr PresidenteA ordtm ; sto aqui nao
ama reuuio de sapos; de magistrados c advo-
gcdos (hilaridade).
O Sr. SefeicheEa saberei fazei valer met
prestigio-
O ar. LodoaldoE ea do meu constitninte.
O Sr. SefeicheEa poeso pr mim somente.
O Sr. LodoaldoE eu posso por mim e por el-
les, qae nao sio qualquer tabernero.
O Sr. Lodoaldo (sem nenlos) -Viva quem ple,
ea mstti-me a ser camarista, B-astei um cont e
tanto, e nada w ns;gui senSo ama taboca (ollari-
dade.)
O Sr. CarxaE en nio tai eamsrista porque
nio quU, pois son instrumento legitimo (riso).
O Sr. GurjEu nio tai deputado porque fui
esbulhado da posse do mea diploma por uns Pito-
lomeas (i izadas)
VozesContine o orador.
O OradirV. Exc. me mantera a pilavra?
O Sr. r-residentePode continuar.
O Sr. Castell -grisSr. presidente, tudo fic-
cio para o Sr. Negromonte ; s nio ficcao o di
reito dos credores comprometidos as fallencias
(muita bem.)
O Sr. Johu Bol (que kssistia a renniio)
Apoiada, mim ata robadissima em tude talen-
ce casar I. Mim pedo ma devdores, de non fase
fallenee ; ple paga cinc por cente ; mim recebe
e julga fallenee casual; mim perde con contenta-
ra -uta, p'i a mim non paga carado (risadas) einh
presidenta, mim qu fase discarsa.
Vozes Nao pode.
Joba BullMira paga pra fase discursa; libre
sterline, ludo neste trra, oh! yes (tumulto
nexprimivel).
O Sr. PresidenteA ordem, ordem ; din um
grog a este ingles (risadas).
Mr. TrompLes anglais sout pas fort ou Bre-
sil qu' un paya de Parneli. Plus ils sont insolenta,
plus ils sont respectes. Oh .' que! beau paya que
ce paya ei! (sensacio)
O Sr. PresidenteMr. Tromp, vous vous trom-
pes toujours.
Mr. TrompOai Mr. le president, mais je me
trompe sur la justice seulement.
O Sr. Negromonte (v .ltando-se para o orador)
E' V. Exc. quem o diz, elles nio se quexam, e
a Relaco confirma o que es faco.
O Sr. Limo-doceNio contine, senio eu digo
tudt (risadas estrondosas).
O Sr. TelesphoaphorcCome divirtida a re-
taliacio destes dous... (risadas).
O Sr. PresidenteA ordem, meus senhores.
O OradorSr. presidente, de vemos pedir aosj
bomens das ficcoes, que se estio transformando
em agentes de deatruicao social, um pouco mais
de reserva, um pouco mais de acanhamento na
confissio deesas faltas, que a nos outros, cobririam
de vergonba, e sobretodo, qae d.a as suas dou-
trinas, embora ficticias um tom bnm< ristico, qae
nos faca crer qua o pudor e a consciencia, nio
desappareceiam por ama vez (Muito bem.)
Sr. presidente, nio pelo estado dos caracteres
psychologicos que distinguimos o hornera des ou-
tros animara : pelo estado dos caracteres mo-
raes, diz Q'iatrcfuge. V. Exc, que um anthro-
pologista, sabe que os animaes teom tolos os or-
gos que ni temos. Elles teem a voz ; s o ho-
mem tem, alm da voz, a palavra.
E' pelo estado des caracteres moraes, qae reco-
nhecemos ser universal p respeito do direito, e
qae, o pudor e o sentimento da honra, sio no ho-
mem duas das prioeipaes manifestacas do res.
peito por si mesmo. O homem que se afasia des-
tes principios, e qae se colloca a merc, nica-
mente, do seu uteresse indi vidual, nio se distiu-
gue das especies inferiores (muito bem). Para
estes, diz Mallock, ha nm grande poder, uma
grande forca com qae elles nio cntaro, e contra
a qual nao podem prevalecer, nem a impaciencia
das paixoes, nem os golpes da torca : a justica
da historia (Muito bem.)
O Sr. SefeicheEa hei de contar a historia do
Brigue Unido.
O Sr. Lodoaldo (de oculos) -E eu hei de escre-
ver contra u Amphltrite.
O Sr. Lodoaldo (sem oculos) E eu a historia
da minba taboca municipal. (Risadas.)
O Sr. GurjE eu a do esbulho do mea diplo-
maah Pitolomea .' Pitolomeu (Risadas.)
O Sr. Carxa>oE eu a da minha mallograda
pretencao a curador fiscal de qualquer fallencia.
(Risadas.)
O Sr. Negromonte-E eu escreverei a historia
dos advogados pedintes e ignorantes, aos quaes
eu mesmo gm'ava na defeza que elles nem sabiam
produzir. (Risadasoh i oh/;
Os Srs. Carxa e Telesphoaphoro Aponte um
apenas, para ser couhecido.
O Sr. Negromonte J agora... ocioso fa-
zel-o. (Risadas)
O Sr. Cas^llogris Sr. presidente, tenho sido
to_ interrumpido, que me vejo forcado a concluir.
Ate sir Jobu Bull nos veio affrontar com suas li-
bras merlinas (nao). j tinba ainda muito que
dizer, pois ainda nao me acostumei a dizer muito
em poucas pal ivras.
O Sr. Manoel PereiraE' como ea ; tenho um
fioema sobra a guerra do Paraguay que ji vai
com 1,800 cantos, e anda nio est no meio (es-
trenduaas gargtlhadas).
O Sr. Carxa Eo tambem estou escrevendo
uma apreciacao sobre o Moco lauro, que me ba
de custar muito dinbeiro a impresso (gargalha-
daa de todos os lados).
O Sr. CastellogrisSr. presidente, devemos
respeitar os magistrados, certo ; mas convera
que elles nio se esquecam que o respeito um
sentimento que se inspira; mas nio se impe
(mu.to bem). Ataquemos os magistrados, qnan-
do forera conscientemente injustos (muito bem) e
perseguidores (muita bem;.
O juiz que/res custa do direito alheio,
que violento, perseguidor e instrumento dos po-
derosos, est fra da lei (applausos). E qaando
o juiz se colloca fra da lei, rica ao alcance do
ccete (applausos). Ha uma cousa muito peior
que desacatar um magistrado ; um magistrado
collocar-se as condicoes de ser desacatado (ap-
plausos) .
O Sr. Carxa--Sim senhor, tirou o p da lama.
Nio sei como um advogado tio Ilustrado, foi des-
podido do Consulado de Portugal (gargalhadas).
_ O orador (depois de longa pausa e de tomar tres
pitadas) -- Sr. presidente, perdi o fio de mi-
uhas ideas com o aparte do Sr. Carxa (risadas).
O consulado de Portugal o moa duende (risa-
das) !
Vou concluir.
Vozes---Cootinuenos o ouvimos com muito
prazei.
O orador- -Sr. p/caidente (peusa) qual... nio
posso mais... sahi do trlho... acabou-se. Mal-
dito aparte (risadas). (Depois de outra pausa)
Sr. presidente, no terreno da sciencia minba res-
posta ao Sr. Negromonte. Sei que temos juizes
muito dignos de respeito, pelo sea talento e pro-
bidade, quer n'uma iustaucia, quer n'outra (apoB-
aos). Aqui raesmo ea estou veudo aguns (muito
bem), a estes nao mete mio o cac e, a estes nio
se referem as miuhas allusoes (muito bem). Qoan-
to aos demais, tome a carapuca qoem se julgar
com direito a ella. S em materia de reliio,
chaeun a le droit d'tre bien heureux a sa guise. O
juiz nio pode ser o que elle quer ; ha de ser juiz
como a lei manda. Se tem amigos, aos quaes ser-
ve, em prejuiso do direito dos litigantes, um
criminoso (muito bem) Se poltico apiixonado
e se prevalece-se do seu cargo para perseguir
seus adversarios, t a victima de perseguidora
pode eacolher o terreno da desafFronta (maito
bem). Confaeco bem os homens e as cousas, e sei
que para certos casos, o remedio da le tem o va-
lor de uma receita, que nunca vai bjtica. Voto,
pois. pelo ccete ( pplausos prolongados).
Os Srs. Gurj, Crxa e Tolesphoaphoro abra-
cam e beijam o crador.
Ihemis
b**Uoto para a minha ooadaiBtMfio, cm-
prira ara dever, tarando-*.
Sei bem que tive inimigr peqnemaos e
tm, almas futas de 16Jo e de Uros, que
anJavam procurando prejudicar-me perao
te os meus juizes, dando-lhes informac5ea
falsas; mas ea quero capacitar-me da qae
o meu mal nSo nasceu de fonte t5o im-
pura.
At eorto tempo, dous amigos meas, ca-
jos nomes nao decliOarei, diziam-ma qae
eu havia de triumphar, chegaudo um del-
les a affiaDjar-me que a miaba defeza es
tava escripta em termoi habis e conv
mentes.
""So posso dizer tu lo porque_____nao
devo dizel o,
Depois, os ventos mudaram e noticias
desagradaveis cjhegaram me aos ouvidos.
Eotre outras, citarei algumas : O hon-
rado administrador d'esta proviacia, o Dr.
Pedro Vicente de Azevedo, no louvavel
intuito de melhorar os negocios criminaes
desta comarca, pedio ao nao menos honra-
do, desembargador Quintino de Miranda,
se dignasse dar informasSes sobre o meu
processo, cujo julgamento, com effsito, se
demorava muito e muito-
Erara puros os motivos que levavam o
raesmo Exm. Sr. Dr. Pedro Viente so-
licitar ditas informacoss, mas o facto foi
mal apreciado e, a bocea pequea, se dizia
que elle naturalmente me havia preju I i
cado.
O boato espalbou-se e mais tarde as
altas regiSea commentava-se o officio em
termos speros, dizendo-sq at. ...... eu
nao devo irradiante.
Outro facto, dado, ha pouces dias, e
que me foi attribuido de um mudo indirecto
pelos meus desafectos, concorrea maito
para a miaba derrot i.
Retiro-rae a supposta prisao do Dr. To-
lesphoro, adrede divulgada para fina iocon-
fessaveis.
Sei bem que hoave pessoa altamente col
locarla que lembrou-se do m;.u nome, enmo
autor da gentileza:
Finalmente, para nao ir mais adiante, fui
apontado como responsavel palos diversas
artigos publicados n<> Diario de Pernam
buco, sob a epigraphe O Ccete, dirig
dos alguna rnerabros da magistratura bra-
zileira.
Eu devia ser o bode expiatorio, o res-
poosavel por tudo quanto de mo fosse ap
parecendo entre nos t
Caro me custou a responsabilidad-! de
taea factos.
Fui condemnado pelo crirae de injurias
e dou gracas minha boa estrella nao
telo sido logo pelo de calumnia.
Vou recorrer ao Poder Moderador e se
nao obtiver justica perante o sabio raonar-
oba brasileiro, contento e alegre cumprirei
a praa que me foi imposta.
Nao tenho de que envergonhar-me;
proced cora a dignidade e altivez dos ho-
rneas de carcter.
R -pelli um insulto, que me foi teito no
duplo carcter de funceionario publico e
de bomem.
Se procedesse de moao diverso merece-
ra o desprezo de todos e o qualifijativo
de miseravel.
N3o tenho, portanto, de que entriste-
cer-me<
Dou parabens ao Sr. Dr. Araorim por
ter sabido sao e salvo da lata.
De nada valeram as declaracSes juradas,
quanto o cri-na praticado por S. S.
E' o caso de continuar insultar todos
fazendo cansa eoramura com os criminosos.
S assim, S. S. se acreditar, merecen-
do elogios de seus superiores.
Tambem eu se tivessa amigos dedicados,
como os que S. S. tem, verdadeiros ir-
maos, poderla fazer algara* cousa neste
paiz.
A questao boje de... felizes ventos.
Quem os tiver, lvra-se de tudo, at de
sol e chuva.
Ponho termo estas ligeiras considera-
cSes, lamentando apenas que o meu segun-
do processo andasso nos ares por espaco
que duas vetes toi elle a otaca, sendo na ultima,
preferida a rain!.a proposta que servio-lhe dbase.
No exercicio de 1877 a 1878 nao hoave praca
para o mesmo fornecimento.
A disposicio do regolsmento qae a estabelece
nio foi cumpri ia. t.
Eo, porm, fia o respeetiro contracto____
D'esta minba afirmativa resaltam, naturalmen-
te estas perguntas : = Como ? Por qae meio ?
Qoem o antorsoa ?
E ainda nio faltaria'^uem accresceotasse, nao
attendendo para a epocha: = s muita protec-
Co!....
Eatretanto, vai ver o respeitavel pub ico, por-
que modo foi feito esse contracto.
Nio tenho necessidade senio de passar para
aqui o seguinte cffieio, dirigido ao Sr. Dr. inspec-
tor do Tuesouro Provincial, e que se l no expe-
diente do governo:
Palacio da presidencia de
de Pernambnco, em 7 de
de uito mezes !
(".nd-mnado pelo Dr. Telesphoro em
29 de Julho do anno prximo paseado,
tive de esperar at 29 do corrente mez !
Por um s deli,;to, sotlri duas panas I I
E' borrivel, mas a pura verdade.
Iguara88u', 31 de Marco de 1887.
Francisco Xavier Paes Bar reto.
O c o ni ni crean te loa o Rodri-
gues de Honra a publico
III
(Continua.)
O hachare! Francisco Xavier Paes
Barrettoao respeitavel publico
Despido de odios i prevenc5es, com a
consciencia calma e tranquilla, vsnho de-
clarar ao publico Ilustrado, em cujo nu-
mero cont dedicados amigos, que o Supe-
rno Tribunal da Kela^ao houve por bara
confirmar a sentimca pola qual o bacbarcl
Telesphoro de Araujr condorun..u-me por
rime de injurias assaeadas ao juiz Arao-
rim.
Nao rae causou extranheza, a alludMa
decisSo, ella j me havia ai lo aonuraiada
previamente por amigos que t n a assgna
lada benra de merecer attoncao dos dis-
tinctoa cidads, que oram meus juizes.
Lmge de mim o pensamento de articu
lar se quer uma palavra menos delicada
contra os signatarios do Accordao, de 2.'
do corrente mez ; desde que elles encon-
traran nos autos e fra d'elles materia
De tudo quanto deixei dito em o mea anterior
artigo, nio pode escapar, como circunstancia im-
portante, qae aquella que tem por fundamento
baver, em 1876, a miuha proposta servido de base
para o contracto do tarlamento do corpo da poli-
ca, com obrigacio de entregar mil pecas em vinte
e cinco das, e, em quinze, todo o fardamento da
guarda cvica, por exigencia do finado.Dr. Ao:o
nio F. Correia de Araujo.
Oigo circunstancia importante porque, sendo
aceita essa minba proposta, e cumpndo o meu con-
tracto, bem como satisfeita a exigencia do ex-
ebefe de polica, fiquei, si j na> era, considerado
habilitado para coucorrer a taea contractos e at
ssr procurado p^ra elles, ere caso de urgencia,
com< j tive occasiiii de referir cora todo o desva-
necimiento.
Nao faria, certo, manifestacao publica do sen-
timento que me dominou ao tratar desse facto,
guaidando a intima satsfacao que em mim pro-
duzio, porque txpriuiia um-i prova de, considera-
uo c coufianc, si a maledicencia, em sua esphera
Ilimitada, n.o tivesse provocado urnas tantas in-
sinuacoes ao mea carcter, de envolta com outras
aos que, directa e indirectamente figuram, cerno
partes obrigadas nos aliuddos contractos.
Era, porm, forzoso; e attentaa as condicoes era
que fui collocado, nioguem me recusar o direite
de assim proceder, a menos que nio reconheea o
dever que todos teem de zelar seus crditos e
manter a boa repuUco de que sempre tem gosado.
Firme, portado, nesse proposito, em que pese
aos qae vi vea creando e cevando intrigas, as
quaes a falta de verdade constitue um dos princi-
paes elementos, irei at o fim de minba tarefa,
mostrand.0 ao publico, e com os documentos mais
rrecusaveia, porque sio offi :iaes, qae, aqaelle ele -
ment da intrigaa falta de verdadetem impe-
rado de modo deccoinmunal em relacao aos forne
cimcntos para o corpo de polica.
Ainda bem que nao diffioil destruil-o !
Assim : Referindo-me ao fornecimento para o
exercicio da 1876 a 1877, ficou sabido por edital
Julho de 1877.
Pelo mesmo modo por-
que se tez o ultimo farda-
ment para o corpo de pa-
li.ia mande Vmc. manufac
turar jo que fr possivel
fornecer ao corpo de poli-
ca no actual cxcrcicio.=
c Masn Clbmentino Caa-
SKIEO o Cukha.
Pela simples leitura desse documento, v se
que nada requer presidencia da provincia, nem
de outro modo concorri para que S. Exc. o Sr. Dr.
Manoel Clementino procedesse por aquella forma.
Nio me encarrego de justificar o acto de 8.
Exc, principalmente porque, na situacco em que
me acho, elle me aproveita ; mas estou convenci-
do de que ungnem pretender qne o honrado ex.
administrador desta provincia civesse em vista
dispensar-me protecedo.
A conviccio que tenho a respeito, aasce do fac-
to de nioguem ignorar quanto escrupuloso era S.
Exc, e tanto basta para considerar-se que entro
foi o movel do seu citado acto.
Desconbecendo-o, por qae nio tive eccasiio de
entender-me, neste sentido, com S. Exe., nio pos-
so deixar de suppor que, tendo-me desempenhado
bem no contracto anteriorfosse o escolhido, dis-
pensada a praca, para enearregnr-me do forneci-
mento n'aquelle ejercicio.
Felicitme por haver S. Exc. me proporciona-
do, espontneamente, uma occasiio, para,' com
um acto de sua administragio, defender me das
emboscadas, que ua especie, que me obliga estar
na imprensa, andam a fazer-me uo.s desconheci.
dos.
D'ellas,por isso, talvez nio esteja S. Exc. iseu-
to; e desde qae se procara aecusar-me per actos
praticados de conformidade com a lei, e, conse
quentemente lcitos, bem como por outros que, a
conveniencia do servico publico determinara, eu
devo reputar-me a salvo, qaando s; verifiea um
facto, como o que fica exposto.
N'esse mesmo exercicio de 1877 a 1878, de que
tenho feito mencao, deu-se, com relaco praca
para o fornecimento do fardamento da guarda c-
vica, o seguinte f*ct : -ninguem appareceu pro-
pondo-se a tasar por precos inferiores aos meus
o mesmo fardamento.
D'abi a prova mais evidente de que os oreos,
por mim ofierecidoe, eram os mais razoaveis.
At aqui, nio sei onde se pode encontrar base
para aecusaco.
Veremos separa adiante ser ella encontrada.
Entretanto, affirmo que ella nio existe ;ver -
mos____
Escife, 31 de Maico de 1887 .
Jodo Rodrigues dt Moura.
Ao -gregio Tribunal da Relajo
Senhor !D Joanna Colho Carneiro da Cunha,
//uva do indjtoso Francisco Xavier Carneiro da
Cuaba, rendeiro do engenho Collcgio, cruelmente
aesassinado na povoacao da Luz. comnrea de Pao
a'Alho, e 10 horas da noite do dia 27 de Janei-
ro ultimo, vem ante V. M. Imperial reclamar jas-
tica, que acaba de ser negada pela primeira aato-
ridade jadiciana d'aquell comarca, concedendo
ordem de babeas-corpus a um dos criminosos, Pe-
dro de Araujo Pinheiro, conhecido por Pedro Da-
mo, que se acbava preso, em vrtude de requisi-
cio do delegado de polica, despacho e mandado
do Dr. juiz municipal, tudo de conformidade com
o art. 13 2. da lei n. 2,033 de 20 de Setembro
de 1871 e art. 2'J do respectivo Segulamento do
22 de Novembro do mesmo anno.
Logo depois do deploravel acontecimento, ape-
nas se pode colligir provas contra dous indi vi-
ducs,Aotoiiio Jjs Carneiro e seu filho, Joio An-
tonio Carneiro, os quaes s com muita difficulda-
de poderam ser presos, em vista da indolencia ou
parcialidade do subdelegado supplente do districto
da Luz, Joio ds Siqueira Paz, boje demittido,
tendo nessa diligencia se empenbado com zelo, o
sargento do orpo de polica jeveriauo Couto,
co nmandante do destacamento, auxiliado por pai-
sanos, frnecidos por parent :s e amigos do assas-
sinado.
A supplcante, apezar de niodescon fiar entio da
imparc'alidade das autoridades de Pao d'Alho,
resolveu apreseutar-se em juizo, na sua qualidsde
de conjuge, afira de acompanhar o processo como
parte queixosa.
Concluido o processo, e pronunciados Antonio
Carneiro e seu filho Joio Carneiro, a voz publiea
comecou a denunciar, com insistencia, a Pedro
Oamio, corro cmplice no assassinato do marido
da supplcante.
Instaurado novo inquerito, especialmente sobre
este reo, perante o delegado de Pao d'Alho, re-
quisicio da supplcante, e ordem do Dr. ebefe de po-
lica, verificou-se polo depoimeoto de 10 test. mu-
nbas, notadamente de duas que presenciaran] o
delicto, que, efectivamente, Pedro Damiioestivera
presento na luta, j segurando pelos bracos a Fran-
cisco Xavier, privando-o desse nico meio de defe-
r.a porque estava inerme (e nem gequer trasia o
guarda-sol, como afllrma uma das testemutihas),
e j arrebats-udo um chuco que Francisco Xavier,
em um momento fuliz e com extraordinario esforco
podra tomar de um dos aggressores : finalmente,
depois do assassiuato, seguiudo em companhia de
Joao Carneiro, um dos coautores do crime !!...
A'vista de taes provas, nao restando a menor
duvida acere i da responsabilidade de Pedro Da-
uiio, se nao como co-autor, ao menos cmplice,
no crime de morte de que se tracta, o delegado
de polica, no cumprimento de seu dever, e fr-
malo na disposicio do art. 13 2.- da lei da Ke
forma, e 29 do fiegulamento de 1871, citados, re
quiaitou a prisao preventiva do dito Pedro Da-
miao, ao Dr. juiz municipal, que logo manJcu ex-
pedir mandado, sendo eQectuada no dia 12 do cor-
rente com todas as formalidades recomraendadas
pelas leis do processo.
Estavam as cousas oeste estado, e a supplcan-
te j tuha apreseotado sua queixa, quando foi
sorprendida no da 14 com a noticia de que o Dr.
juiz de direito havia concedido soltura por ha-
oeas-corpus a Pedro Damiio 1
V. M. Imperial comprehenda bem que, preso
como tinha sido o indiciado Pedro Damiio, por
despacho do Dr. juiz municipal, fundado em
vehom. ntes indicios de culpabiliiade, resaltan-
tes do inquerito, nio poda ser annuilada essa
prisao, que era legal, por ordem de nabeas cor-
pus, e o Dr. juiz do direito concedendo-a postergou
a lei, praticando um acto arbitrario e iilegsl, que
nio pode ser sanecionado por esse egregio Tri-
bunal, que tem de conhecer deste acto por forja
do recurso neessarie.
Qaando V. M. Imperial tiver de examinar os
autos, ba de reconheeer que o proce.'so do habeas-
corpus tornou-se tumultuario ; porquanto, o Dr.
juiz de direito, afaatando se das provas colbidas
ao inquerito, pondo de parte a requisicio do dele-
juiz municipal (os qaaes sem siqnet maodon oo
vil previamente !!) preferio instaurar por si, um
processo novo, e sut generis inquerindo como tes-
temnnbas:
I *0 ex subdelegado supplente do districto da
Los, Rio de Siqueim Paz, quem a vos publica
indiea como um dos protectores de Pedro Damiio.
e qne por uio.. feliz coincidencia appareceu na .casa
da Cmara quando o juiz de direite interrogava o
pac ente, nio obstante ser a sua residencia distas-
te tres leguas da sede da comarca.
' A Joao Carneiro, j pronunciado como asa
dos katores principaes do crime, que nao teve do-
vida em dizer : i soa cu e meu pai, s aicos res-
ponsaveis!
Apeiado e inspirado neata prova injuridica pro-
fano Dr. jais de dimito o sea estupendo despa-
cho, mandando soltar Pedro Damiio, cujo despacho
esta concebido nos seguiuteB termos :
Vistos estes autos, etc. Manifesta-se dfste
processo, pelas averi^u^es a que proced que o
paciente Pedro de Araujo Pinheiro, sefire prieio
.Ilegal na especie do 1 do art. 353 do Cod. do
Proc. Crim.; por quanto, demonstrado est que o
impetrante nao fra o autor do assassinato de
Francisco Xavier, visto estar j pronunciados co-
mo autores Antonio Jos Carneiro e Jdio Caruei-
ro, e nem tambera cmplice, por quanto, das in-
quircoes procedidas oestes autos, v-se claramente
que jiio ha ao menos indicios que tiagam a con-
viccio de que o impetrante concorresse directa-
mente psra o assassinato de Francisco Xavier.
Oa, o paciente que nio foi causa da perpe-
trscao do crime, que nao o produzio, nem pbysica,
nem oralmente, e nio praticou actos mes'uo por
sua natureza ndifferecte, nio pode e nem deve ser
considerado cmplice, pelo qoe, dando provimento
aorteuiso de habeos corpus, mando que se passe
alvar de soltara em favor do impetrante, se por
al nio estiver preso. Na forma da |e recorro pura
a R Jacio do districto. Pagas as cus tas.
Pao d'Alho, 14 de Maio de 1887..dniom'o
Jos d'Amorim
Este injuridico deepacho suggere tantas ernsi-
deraves que seria enfadenho enumeral-as, fieando
ao criterio de V. M Imperial aprecisl-as. Entre-
tanto, preciso convir que, em negocio tao erio.
devia ter^ havido mais cautJla da parte do juiz :
nio ser to fcil, prescindindo das provas existen-
tes no inquerito policial, e ainda mais, da audien-
cia do delegado, que requsitou e do juiz munici-
pal que decretou a prisao, antes de tomar conhe-
oiasento do habeos corpus
Por maior que fosse o acodamento para soltar o
criminoso Pedro Dsmiio, devia o Dr. juiz de di-
reito recordar se da disposicao do art. 355 do Cod.
do Proc. Crim., que terminantemente dispoe :__
sendo possivel, o juiz ou tribuual, requisitar da
autoridade que ordenou a prisao, todos os esclare
cimentos que provena sua legalidade, por escripto,
antes de resolver a soltura do preso : disposicao
expressa que nio foi observado, e nao havendo .
desculpa porque, tanto o delegado, eomoojuiz
municipal, residem na cidade de Pao d'Alho. as-
sim como o Dr. juiz de direito.
E fsta deligencia era tanto mais necessaria.
quanto certo que, reconhecida, como recouheceu
o Dr. juiz de direito em seu despacho, Ilegal a
prisao de Pedro D>miio, a lei impoi-lhe o dever
de, em tal caso, condemnar a autoridade que de-
cretou a pristo, oas cuatas em tres dbros, e alm
disso ordenar s responsabilidade da mesma auto-
ridade.
Mas, nada disto fez, nem consta do processo do
habeos corpus : e porque nio o fez ? ...
A supplcante deplora que o Dr. juiz de direito
abstrabindo de todas estas formalidades e pres-
cripc"8 legaes, fosaescastellar-se nos depoitnentos
suspeitos de Siqueira Paz, e do r Joao Carneiro,
arrancado da enxovia da cadeia, para depor cer
ea da innocencia de Pedro Damiio que foi sea com
psrsa no crime !
E para que instaurar esse novo, e celebre processo,
que a lei nao autorisa, quando o Dr. juiz de di-
reito poda com certeza, encontrar a verdade no
inquerito policial, e as informacoes das autorida-
des, cuja disposicao se acbava o r ?
Um dos argumentos emque se esteiou o Dr. juiz
do direito no despacho recorrido, de que, o Pedro
Damiao uo pode ser criminoso porque os autores
do delicto Antonio e Joio Caroeiro j estio pro-
nunciados como autores >, uma coarctada que
nio se pode tomar ao serio ; por quanto, um tal
argumento se destroe por s mesmo, sem necessi-
dade de qaalquer demonstracio.
Nao seiide permittido a supplcante arrazoar o
recurso de que se trata, vem pelo presente memo-
rial, exclarecer V. M. Imperial acerca da impro-
cedencia do babeas-corpus e ao mesmo tempo offe-
recer por certid, os depoimentos, da 4 e 9 tes-
temunoa.i, do inquerito, presenciaes do delicto, por
que, come dsse, o Dr. juiz de direito, nio mandiu,
como lhe cumpria, juntar aua autos doiabeas-
corpus, os depoimentos desse inquerito, e tanto que
os meamos autos ho de subir a preseuca do V.
M. Imperial completamente desacompanbados de
esclarecimentos, a nao ser os taes depoimentos de
subdelegado da Luz, e do jo Joio Carneiro, de
queja fallou a supplcante, podendo ainda V. M.
Imperial se julgar conveniente, ordenar que seja
presente trio o processado do inquerito que se acha
uocartoriodo escrivio Raogel, em Pao d'Alho.
Trata-se pois, de um crime gravissim, da mor-
te de um laborioso pal de familia, e por tanto a
justica dove se tornar iuexoravel, com es seus au-
tores, e cumpiiees.
Nem a supplcante, nem sua familia, tem em
vista perseguir a inuocentes, e certamente, nao di-
rigira sua queixa coutra Pedro Damiao, se por
venturado inquerito, nio resultasaea indicios ve-
hementes, se nio prova pena,de sua particpagio
no crime ; provas que uo podiam ser destruidas
pelos depoimentos do subdelegado da Luz, e de
Joio Carneiro, co-rj de Pedro Damiao, como en-
teudeu o Dr juiz de direito, cumpnndo nio esque-
cer qne, j uma vez, quando Joio Curueiro, feriu
gravemente anm soldado do destacamento da Luz
de eujo ferimento fallecen o mesmo soldado, foi
nesse crime, segundo publico e notorio na Luz,
coadjuvado por Pedro Damiao, servindo este facto
para provar a intimidade que existia entre elles,
principalmente tratando-se de enmos.
Terminando, a supplcante confia que V. M.
Imperial dar provimento ao recurso de que se
trata, revogando o despacho do Dr. juiz de direito.
e re8tabeleeendo o imperio da lei, e da justica, na
comarca de Pao d'Alho.
Recife, 21 de Marco de 1887.
O advogado,
Jos Ladislao Pereira da Silva.
(
Vi
..
do Thesouro Provincial, j por mim transcripto,'gado, e mandado Itgalraente exped lo p-lo Dr.
Documentos
Officio do d'-lejrado de Po-d'Alh > requesitando a
prisao
Delegada de polica do termo de Pao d'Alhs, ci -
dade do Eipirto-Santo, 10 de Marco de 1887.
illm. Sr.Resultando do inquerito policial, a ex
officio, que proced coutra Pedro de Araujo Pi
nbeiro, morador na povoacao da Liz, vehementes
indicios de culpabilidade do mesmo como cumpli-
ce no assassinato praticado na' noite de 27 de Ja-
neiro rindo, na pessoa de Franciaco Xavier Car-
neiro da Cuuna, na mesma povoacio, como pro-
vam os depoimentos das testemuubas presenciaes
Joan Ignacio dos Santos e Umb- lina Josepha de
Sant'Ann.i, represento a V. S. acerca da neces-
sidade da prisao preventiva do referido Pedro de
Araujo Pinheiro, visto o disposto no art. 9 do
dec n. 4,824 d 2 de Novembro de 1871 e rogo-
Ibe se digue remetter me o mandado de prisioem
duplicfta contra o mesmo, a ti de que seja ella
i ffeetaada.
D-us guarde a V. S. Illm. Sr. Dr. Elysio da
Cunha Moraes Pinheiro, digno juiz municipal du
termo de Po-d'Alho.
O delegado de polica,
Jos Francisco Pinheiro Ramos.
Despacho do juz municipal
Distribuido. Em vista da requisicio do delega-
do, passe mandado, juntando-ee opp .rtuuauen:
o presente ao inquerito.
Cidade do Espi-ito-Santo, 11 de Margo de 1887.
Elysio Pinheiro.
Officio do Dr. chefe de polica
1" Seccio. Secretara de polica de Peruambu-
co, 26 de Fevereiro de 1-87. n. 1,302.Constan-
do-meque perante Vmc. foram denunciados co
no cumpiiees no aEsaseinnto de Francisco Xavier
Curueiro da Cunha, os individuos de n.-me Pedro
Damiio e uuiros reeommeado a Vmc. qae proce-
da com toda aetividade e zelo para qae nao dei-
sem d>- ser punidos todos os que teobam concorri-
do pra a perpetraca* de tao grande crime.
Dcus guarde a V: S.
O chefe de polica,
Antonio Domingos Pinto.
Sr. delegado de Po-d'Alho.
4* testemunha do inquerito policial Joio Ignacio
dos Santos
Disse que no dia 27 de Jaaeiro se bem se re-


Diario de P^rnambacoSexta--cira 1 de Abril de 1887
I



f


corda, "estando elle teatemunha na calcada da ea
sa da Baila, na povoaco da Le, pelas 10 horas
da noite, vio Antonia Caraeiro sahir da casa de
Bel: eirso eneontro de Francisco Xavier Car-
neiro da Cuohs, que por all p.ttava a p com-
pltameos* desarmado, qn* nem o guarda sol tra-
sia p seguir para u eogenho Collegio do qual era
reodriio e que nessa occasio travando-ae pa'a-
vras entre ambos, e o mais que elle testemunha
j reUtou na ferinaco da culpa coatr i mesmo
Aut nio Carneiro e seu filho, vio o referido Auto-
tonio Carneiro lar urna pancada com um chuco em
Francisco Xavier, alcancando-lhe a verilha, a pon-
te de Xavier abanar se e este gritando, deu vo
de nriso a Antonio Carneiro e pedio a Pedro Da-
mio que se achava presente, que o ajudaaso a
effectuala, e ah Francisco Xivier agarrju-e
com Antonio Caruoiro, e Damio nao ae moveu :
Francisco Xavier pode nesse nwaeo'o tomar o
chuco da Antonio Carneiro e esto seguio para as
bandas da igreja do Rosario, que ficava prxima
e Francisco Xavier atrs, diaendo e repetindo,
que elle eetava preso, mas sem offjndel-o com o
chuco de que se ariuou, e chegaudo uo oifao da
igreja Antonio Carneiro parou, e apparcceu Jto
Caraeiro com a mao por dentro da ca nisa, como
dtle testemftnha observon, Francisco Xavier dase
de novo, o Sr. Antonio est preso e disse JoSo
Carneiro dando urna especie d murro sobre o pei-
to direito de Fraacisco Xavier, que maia Urde
Terificou ter sino a primeira faeada, dizcndo nes
te momento JoSo Carneiro Sr. Xavier deixe meu
pai que nessa occasiio Pedro Damio que alli
se ach*va agarra Francisco Xavier, direndo
Sr. Xavier, deixe se disto, attenda, tomou-lho o
chuco, isto tomou o mesmo chuco que Francia
co Xavier havia tomado a Antonio Carneiro
quando este lhe dcra a pancada na verilha e foi
nessa occasio que Francisco Xavier, j sem o
chaco, e pegado por Pedro Damio, recebeu a fa-
cadi de JoSo Carneiro da qual falleceu, isto a
segunda fanela.
Disse mais a testemunha rectificando, que, quem
sahio da casa da Bella nao toi Antonia Carneiro,
como por equivoco, se escreveu no principio deste
lep omento. -
Que Antonio Carneiro pai, quando se deu o co
meco da lufa eatava em p no meio da ra ar-
mado com um chuco, como dias', que a casa de
Bella, d'onde sahio o filho JoSo Carneiro fica de-
fronte da igreja do Rosario.onde terminou a luta
com a morte de Fraucisco Xavier.
Que elle testemunha tudo presenciou ffectifa-
rnente da calcada da referid* Bella, como diare,
cjue foa duas bracas de distancia do lugar onde
estava em p o veiho Antonio Carneiro, quando
comee u a luta por parte deste cem Fmsjieco
Xavier e que por tanto, quem sahio da casa de
Bella foi JoSo Carneire.
Diaw mais p r lhe ser perguutado que dopois
de mu to Francisco Xavier, os asaassinos, Anto-
nio Carneiro e Joao Carneiro, segorara o primei-
ro, pelo lado da igreja, e o segundo por outro la-
do, onde tem um bequinbo, e Pedro Damio seguio
atrs de Joo Carneiro, porm tranquilamente,
sem gritar pela polica par pega I o, e nem farer
.ualquer esforco para sua captura, vo^tando de-
pois para 6ua casa, segundo lhe pareceu a elle tes
teieuiiha, visto nao ser encontrado o fallado Joo
Carneiro.
Mais nao disse, ussigna o delegado de polica e
'estemuaha a seu rogo por nao saber escrever
Hostiniaco Carneiro de Moraes.
Eu, Caetano Bessone de Assis Campos, rseri-
ro ad-hoc, que o escrevi.
Delegado, Jos. Francisco Pinheiro Ramos.
Hostininno Carneiro de Moraes
9 testecnuuha
Umbeliua Jcsepha de Sant'Aoua, testemunha
jurada, diise que cm dias do mes de Janeiro ulti-
mo se bem se r-Ha testemunha
--m sua casa |Kr crea de 10 horas da noite pouca
maid ou uifui.t, fh-gou tranquilamente Jio Car-
neiro armado de urna faca e assen'ou-se ; poucos
n m> utos depois ella testeinunha ouvio mn erilo
de um irmo menor de Joo Carneiro, de n une
Jote, dizendo, acode Carneiro: nette momento
Carueiro pendo a mo sobre a f*ca vai eahindo pre-
cipitadamente ; ella tcstemnnna proi-urou ditel-a
e Joo Carneiro disse-lhe que ella testemunha u
se tmportasse com elle, e sahindo, ella testemu-
nha tambem seguio, e fo para porta de sua cusa,
e ento presenciou a lucta entre Francisco Xavier
Crnero da Cunts, Antonio Carneiro, pai de Jlo
Carneiro, e Pedro Damio : ell testemunha vio
a seguinte : Francisco Xavi- r com um chuco na
lo, o qual havia tomado de Antonio Carueire,
vi mais SNOBS occasio, Pedro Damiito arrebatar
p chuco da mo de Francisco Xavier, e o mttuiu
Pedro Damio agarrando Francisco Xavier pelos
bracos, e uebta i>eci*o JoSo OaeaeiH) dea the h
tacada, vendo ella testeuvinha a accao do braco
e Joo Carneiro, e inmediatamente, Francisco
X.vier gritouai Jessacuda-mc sargento que
o Carneiro roatou-me.
Disse mais que na occasio qne Pedro Damio
roiiu-u o chuco e garrou FrancisctT Xavier pelos
bravos, ette gntavaPedro me larga, Pedro me
so Uno qne repetio tres vesea, uot->udo ella tes-
t munha que Francisco Xavier naquelle inoinento
t-zia esforco torcendo com o corpu pra se d e-
Dr, uder dos bravos de Pedro Damio, que o
agarrava, mas ella testemunba obcervou que Pe-
o que este recebeu a facada, deu um grito deAi
Jesstumbou sobre urna calvada, cabio, e que
ceste momento tres vultos de boinens que e*ta-
vxm mais adiante correram para casa de urna mu
iher chamada Pacheca, pedio-lhe que abrise a
porta para ellos entrureao, o que Pacheca recu
scu-ae, dicendo que na sua casa ella receberia
oingu ra, para nao diser se depois que ella os ha
via escondido, que estes tres vultos ella n i reco-
.h- c- u quem foesem.
Di.-se mais que, depois de assassinado Francis-
co Xavier, isto depois que este cahio na calca-
da, Pedro Damio, Autouio Carneiro e Joo Car-
neiro, fizeram nma pausa, (cando em p, olbando
para o cadver, e depois seguiram, Antonio Car-
ueiro para o lado do Roarie, Joo Carneiro e Pe-
dro Damio, pelo bt M dj Rosario e detappare-
ceram.
Perfruntada se d tejad) assassinato de Fran-
cisco Xavier, Pedr. Dan io deu voz de prito ao
asaassino T
Reapondeo que uo, nem poiia dar porque, co-
mo ella testemunha j disse, fra Pedro Damio
quem tomara o chuco a Francisco Xavier e o
agarrando apesar delle p"dir que o soltaase. foi
uessa occasiio que Joo Carneiro deu lhe a faca-
da. Mais nao disse, e asaigna a sen rogo, Joa-
quina Jos de Barros e Silva.
Eu, Caetano Besgjne de Asis Campea, escri-
vo ad-hoc escrevi.
Jos Francisco Pinheiro Ramos.Joaquim Jos
de Barres e Silva.
R'Cipitulaeo do inquerito
Recapitulando o presente inquerito delle resul-
ta indicios vehementes contra Pedro Damio de
Araujo Piohsiro, ofdreco como tcstnmunhas, que
j depozeram, para a formacao da culpa.
O escrivo fava remesaa dests autos ao Dr.
promotor publico por intermedio do Dr. juiz mu-
nicipal do termo
Cidade do Eipir:to Santo de Pao d'Alh?, 10 de
M.rco de 1887.
Jos rnneUco Pinheiro Ramo.
&GIKERCI0
En virtude do luctuoso /irania do que
foi tdeatro o ocano, onda vimos ser rou-
badas preciosas vidas, n2o podemos niur
impassiveis ante um espectculo to com
movedor, mormento quando amigos e col-
legas foraro victimados por to fatal nau-
fragio.
Assim, a co.uir.isa.T > acadmica abaixo
ussignada resclveu: ageaciar entro os
scus collegas donativos para a infeliz fa-
milia do uialiogrado e desditoso immedi^-
to io vapor Bahia, visto baver innmeras
aubscrip^Ses eio pro da total'dade dos
nufragos e ter tambem concorrido com
o eu obulo no espectculo do hontom m
beneficio dos meamos, no Santa Isabel ;
e utro sim, rjalisar urna sesso fnebre
no dia 24 de Abril, trigsimo dia Ho
passamecto dos nufragos, para o que j
tivemos concessSo do thsatro, no que
seremos auxiliado pelo Sr. tenante Paula
Mafra.
A comruissilo
Paulo Silveira.
Cicero Cesar.
Luiz Amara!.
Hildeberto Quimurcs.
Oassiano Lopes.
Salles Barbosa.
Amaro Rabelllo.
Esmerkldino Bandera.
Errata
Onde se i no Diario de bontem, no ultimo pe-
riodo do artigo cobre o p".samcutu do commenda-
dorSolr da M tta a palavra tacanbolea-se
tocando sem o que uo ficarA perfeito o senli-
do.
Avisos aos incautos
Alfonso Ftirreira da Rocha Leal, por si e
seus irmos, avisa a quem quer qua sej
para nilo comprar bcra algum Luiz Jie
da Costa e Silva, as viuvas a h-ardeiros de
Antonio Jos da CosU e Silva, e Joaquim
Jos da Costa e Silva, representantes da
extincta firma Costa Inuilos & ('.., por es-
ta re ui estes com seus br-ns sujeitos ao pa
gaucnto d'uma di vi la con ra'tin pnra com
seu tinado p< i e de importan :ia superior
a SSiOO^iJOUO: pena de ser bavido pos-
suid'ir de m f e sem direito de reclama-
eo alguraa.
fecife. 18 de Marijo djlS87.
Alonso Ferreira di Rocha Leal.
Muitas vetes nao sabem.is como sustentar as
forc-ss do um doenie, que nao pdc supportar os
mais ligeiros alimentos ; em casoa tacs cumpre n -
correr maravilbosa preparaco conbecida hoja
na ciencia pelo nome de Vinho de Pepiona Je
Chapo tea ut. Cada cabx deste delicioso vinho con-
tera 10 ^rimiLia de exeellente carne de vnc-a pep-
tonisada, isto diferida por uv-io da pptica, e
por tanto assimilavel sem auxilio do eato'nago.
Por este ineio pJe-ee alimentar e .nsteutar os
dorntes por um tempo inti-uto, anda mesmo qnuu-
do extenuados pea anemia, a chloos-, a tysica,
as febres grave*, ae u'ccras, a diabti*, as io:o-^s
do figado e a djseateria.
Nos casos gravea einprega-ae a cons-ova de pep-
toua pepsica de Chapoteaut, a qual contin doze
grammas e meia de carne assimilavel por colher
de cha.
cnta*trphe do vapor nacional
c Baha, na noite de 14 de
Mareo de 1889.
Era tranquillo o mar... erena a noite. ..
as estrellas no ceo lindas brilhavam...
as brisas mansamente desusando
l lias rihao deseitas murmoravatn-
Navegava o Bahia demandando (
o porto da cidade do Recife,
As onte e meia da noite, quando todos
procuram recolher-se ao tea boliche.
Bis quando pela pi 6 i lhe apparece
o vulto de nma outra embarcaco, ()
que havia deixado aquelle poru
e tomado do norte a direceo.
Maveg'iva Bahia, trra vista,
vinha aquella mais dentro pira o mar,
seguiam rumos opp->atos, 6 uo sei como
pjderia urna ao outro abalroar .'
Ou fo3se p>r capricho, oa por descuido,
que na pde ter boa explicaco,
os vasos so approximamde tal modo
que evitar nao podem o eucontri.
Horrivel alariJ > ouvio-se a bordo
do Baha, que o choque supportoa ;
e logo, por desgraca, imitas vidas
no abyerro iusoadav.l sepultou.
Partido, meio a meio, pelo impulso
do choque qne lhe dea o Pirapama,
sabmergio-s as aguas, repentino,
iado dar esm o coatado sobre a lama.
F>i nesoa confuso, desordeno, chaos,
quando todos implora varaJilvaco;
le fuiodo sinistro, espavorido,
do Pirapama o covsrde capito.
CuvarJe sira, porque nio teva o animo,
ue nao deve faltar ao rnariuheir
quando o perijro ante os seus olhot
no momento terrivulierradeiro.
Covarde sim, porque logo fugira,
quandosalvar poda muitas vida,
jue s bre o salso mar se debatiam
caneados de lutar, eufraqoecidos.
E quando deate modoaquelle monstro
ciin s'Mis irmos aflictos proceda,
do Bahia o valen te com minian te
s lvando muitas vdss, pereca.
Qae aeco n que exemplo edificante,
f> este qae soub dar
to diitmctJ commtndante !
* *
Mas Deus que os iufelizes nao despreza,
as horas mais amargas de af9ic;5ea,
das ternas mis, das virgens e criancas,
escuta a satit'i preco... as fjracoes.
, quando do sinistro horrendo e tudo,
que causn a maor consterna>,
logia pressuroio o Pira)tama.
e cjm elle o perverso capito ;
Eis que urgem tras trage.is barcaciohas,
qua aos uaufragos degendoa sao conforto,
e ut recolhendo em si, os trasem salvoa,
chegaudo em sania pac ao cosso porto.
* # #
Emilia, Graciada e Martn (**)
foram mandadas por Deas
para que, qual arca santa,
salvassem os filbmhos seus.
Eia, ein einthes-', o quadro
dease siuiatio hornr.ian,
junir, poi, quem fdr culpado
um uc'ver inp'rioso.
SUPPLICA
Senbor tu que s todo am>r, todo bondade
os espiritos recolhe no teu seio,
dos que foram (rajados pelas ondas,
quaudo a note j ia em mais de meio.
Recebo-os, Senhcr, no ten regago...
ColtatW. tore.m martyres da sorte
que vivend-i lutando pela vida
as ondas eocontrarain horrvel morte.
R c.ie, 293-87.
# *
B risa rviuiuerclal
KECTOKES
Recife 31 de Mari de 1887
-etraa hypothecarias do banco da crdito real de
IVrnaiubuco da li serie, do valor de 100/UOU a
2AU00 cada urna.
Cau'b'o sobre Londres vista, 21 1/4 d. por lf.
do banco.
Caurtio sobre Hamburgo vista, 554 rs. o M. R.
__ do banco.
Cambio sobre o Porto vista, 15U 0/0 de premio,
da banco.
Sa hora da bolsa
Venderam-se :
12 letras hypothecarias de 2* serie.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
Mu Intento Ininiana
KECIFE, 31 DE XBCO DE 1887
Oa bancos mantivvram boje no bilcio a te.xa
.i- l 1/2 d. robre Londres.
C liiwuaiD, portanto, a vigorar officialmente aa
..bellas seguintcs :
Do Lorukm Bank i
-. ore Londres, 90 d/v 211/2 e vista \ 1/4.
-obre Pars, 90 d/v 442 e i vista 446.
Scbre Hamburgo, 90 d/v 548 e A vista 554.
.sobre Portugal, 90. d/v 248 e vista 250.
Sobre Italia, vista 446.
> ore New-York, 4 vista 2#350.
Bruto, por 15 kilos, de 14100 a 1*200.
Relames, por lo kilos, de 840 a 1*000.
O mximo ou mnimo dos piceos sao obtidos
c-nforme o sortiuicuto.
Algodo
Este producto foi colado a 7*700 por 15 kilos
o de Pernambuco e boas procedencias, em trra.
Kulraitan de assocar e l|(odo
MEZ DE MAligO
EOTBAD1S
5
Do
*H>bre
~obre
-^.bre
>obre
-..bre
-<.;bre
9 'bre
5 bre
Subre
Englith Bank:
Londres, 90 d/v 21 1/2 e vista 21 1/4.
Pars, 90 d/v 442 e vista 416.
Italia, vista 46.
Hamburgo, 90 d/v 48 e vitta bU.
New-York, vista 2*350.
Lisboa e 'orto, 90 d/v 248 e vista 20.
as principr.es cidades de Portugal, vista
255.
liba dos Acores, vista 258.
liba da Madeira, v?ta 256.
Barcscas.....1 30
Estrada de ferro de Uliu-
da......1 4 30
Estrada de ferro de Ca-
ruar .....
Aoimaes.....
Estrada de trro de o.
Francisco ....
Estrada de trro de Li-
mo-.iro.....
I 30
l 31
1 4 3U
1 30
i!
62.738
5.200
10.901
9.847
80.63()
10.255
179.631
o
1
J.
4.351
3.417
75
10.UJ
5.569
5.824
Medico
Dr. Antonio Cavalcante Pina abri o s?u con
sultorio inedicn-eirurgicu na cidade de Natareth,
ru do Payaand n. 5, onde pode ser procurado
para os misteres de sua profisso.
(#) Vapor nacional Pirapamtt.
(#) Nome das tres baraac m.
29.319
creado de aaaacar e a>lcdo
axcire, 31 de mauco de 1887
Attucar
; reces, pa " u-.r sukis tegamies :
- baixo, por 15 kiUs, de 2*000 a 2*100.
-,;lar, p.r 16 kilos, de2*100 a 2*2lKJ.
toa, por 15 kilos, de 2*.'0O, 2*300 a 2*400
superior, por 15 kii-.t, de 2*500 a 2C00
eotorbiua pulveiisado, por 15 kilos, de 2*300
2*400.
-. nenoa, por 15 kilos, de U600 a 1*700.
ido, por 15kilos, a 1*200 a 1*'0O.
Banco de Crdito Real
At o dia 15 do correte met, devem os ac-
cionistas do Banco de Crdito Real de Pernam-
buco realizar a lerceira entrada do valer no-
minal de us accoiS, na rato de 10 0/0, levan-
do-a 4 sede do banco, na ru* do Commercio n.
34.
Este banco est pagando o seu primeiro divi-
dendo 4 rato de 4*000 por aeco ou 10 0/0 do
valor realizado de cada nma.
O pagamento fat-se na tde do banco, das 10
horas da manh s 4 horas da tarde dos das
otis.
\ota do Teaouro dilaceradats
. O rccolhiraeuto de notas dilaceradas est sendo
fcito na Theonraria da Fazenda, uas tervas e
sextas-feiras, das 10 s 12 horas da manh.
Pauta da Alfandcxa
SkM>NA DE 28 DE UARCO A 2 OS ABS1I. DS 18S7
Alcool (litro) I
Algodo (kilo;
Aasuvar refinado (kilo)
Dito branco (kilo)
Dito mascavado (kilo)
Borracha (kilo)
Cacao (kilo)
Cachaca (litro)
Caf boui (kilo)
Cafr'stolbo (kilo)
218
366
151
131
067
1*26*5
400
077
0
32
Carnauba (kilo) 366
Crneos de alrodo (kilo) 014
Carvao de pedra de Cardifi (toi.) 16*000
Coaros seceos empichados (kilo) 585
Ditos salgados (kilc) 500
Ditos verdes (kilo) 275
Farinha de mandioca (litro) 050
Fumo restolho (kilo) 400
Qenehra (litro) 200
Me.l (litro) 040
llilho (kilo) 040
Taboados de amarello (duzla) 100*000
Importaco
Barca portugueza Vasco da Gama, entrada do
Rio de Janeiro em 30 do corrente e consignada a
Jos d i Silva Loyo & Filho, manifestou :
Arcos le pao 10 amarrados 4 oriem.
Birrithap ba.-rieiis 4 ordem. Barra varios 150
a Joaquim Duarte Silocs & C. 100 a ordem.
Barricas 750 volumes a Francisco Ribeiro Pinto
Gnimares & C, 400 a Poreira Carneiro St C, 100
a Antonio dos Santos, 1,038 ordem.
Dynamite 20 cairas a Res & Santos.
Formicida Capanema 20 caixas a Joo Ramos
& C.
Sebo 55 barricas a Fernandos & Irmos.
Vinagre 15 barra 4 ordem.
Exportaco
RECITE 30 DE UABCO DE 1887
Para o exterior
Na barca inglesa Frechny, earregaram :
Para o Bltico, BorsteUnann & C. 200 fardos
com 38.961; kilos de algodo.
No patach) ingles Mois Rose, carregou :
Para ."ew-York, M. J. da Rocha 40 saceos
com 3,0H0 kilos de assucar mascavado,
Na barca oorueguense Esperanca, earrega-
ram :
Para New-York, P. Carneiro & C. 8,003 saceos
com 603,000 kilos de assucar mascavado.
Na barca portugueza Hersia, earregaram :
Para Lisboa, P. Carneiro & C. 28z eouros sal-
gados com 3,384 kilos.
Para o interior
No brigue allemo J. G. Fiahtc, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, 8. Qr. Brito 40J
barricas com 46,000 kilos de assucar branco.
Na escuna nacional Marietta, carregou :
Para Pelotas, V. da Silveira 50 barricas coai
5,690 kilos de assucar brauco.
No vapor francez Sully. carrajaram :
Para o Rio de Jaueire, A. Oliveiraw C. 3 cai-
xas com 190 kilos de doce e 1 dita com 60 ditos
de espanadores.
Na barca ya Francitca Oc'auia, carregou :
Para P. de Alagoas, AI. J. de Sant'Anna 1,000
itros de tal.
Cavos a carga
Barca inglesa Frinchner, Russia.
Barca pjrtuguczi Hemlia, Lisb*a.
Ao coBraerc^o
O-abaixo asaignado, proprietario da fa
brica Apollo, previne que o Sr. Maooel
Jos Soarea GuimarSes deixou de ser seu
empregado desdeo dia 22 de Janeiro do
corrente anuo.
Recife 28 de Margo de 1887.
Antonio Pereira da Cunha.
Oa cantores, oradortr-, todos aqueiles qne devem
fazer um uso continuo de sua voz, esto por uso
mesmo expostos s irritad-oes da gargauta, dores
no peite, bronchite, ptlo que devem tomar dj
quando em vea, sobietudo no invern o Xarop.-
e pasta de seiva de pinho martimo de Lagasse__
que curam com incnvel efficaeia todas estas mo
lestias por conter em toda su pureza o pinho, tal
qual extrahido da arvore uoa ba samicos pinhe-
raes de Arcachou, o qual tomado nos principio do
corysa impede que este invada o peito.
Sorpreadeo a multa vente : (C)
O acreditado negociante o Sr. Emygdio Pinto
de Oiiveira agente consular de Portugal, residente
em Santa Vict >ra. Rio Grande do Sul, r-mntteu
ao descobrdor do feitoral de Cambar, Sr. S.
Soares urna importante declaraco asaignada pelo
Sr. Vasco Jos Pereira de Avilla, que ha longos
annos soffria re urna grave enfermidade pulmouar
sem ter mais espe^nca de curar-se.
ltimamente agtervaando-se seus soffrimntos
recorreu aquelle precioso medicamento, e uo foi
preciso mais que ulguns fraseos para o curar radi-
calmente !
Este prodigioso resultado, que surprendeu a mili-
ta -ente, corre divulgado em todos os folhetos
au nexos a cada frasco do peitoral de Cambar.
nicos agentes e depositarios em Pernambuco.
Francisco Manuel da Silva & C.A' ra do Mr-
quez de Olinda n. 23.
Esco'a mixta particular
Urna senbora competentemente habilitada tem
aberto um curso primario ra da Concordia n.
163. Emitte como o mclbor dos attestados oapro
veitamento immediato des seus discpulos.
,Pie ser procurada a qualquer hora na meami
ra.
N. 8. Na tisica pulmonar a potencia
da Emulso Scott como remedio mara-
vhosa. Restaura o sangue ao seu esta-
do normal. Sana as inflamraacSes de gar-
ganta e dos pultiiocs. Calma a toase e a
rouquidao. D cor s faces o aumenta a
carne e as forcas.
Sociedade M. I\ de Marro
Approximaudo-SK a eleicao desta Sociedade
lembramos aos Srs, tsoa 3 seguintcs cavalhcirus
para a nova dminiatravo :
Presidenteugusto do Gouve;a.
Vice-ditoJos Marinho.
Io SecretarioMaximiam da Silva.
2* ditoMaximiano das Neves.
Thesi-ureiroPhiloineno de Souza.
ProcuradoresAntonio Raymundo e Joaquim
de Suusa.
OradoresVicente Ventura e Ignacio Paix
Exame de eoulasJos de Almeida, Jos La-
cerda e Aprigio Baptista.
0 Mosquito.
.Naufragio do Bahia
* rantiliaSUverlo
Quando todo; os eor^voes commovem-se ante a
terrivul cat.strophe do Bahia, a que as almas pi
dnsas enviam oa seua obulos s commiaso a ngen-
'jidoras de soccorroa paraca nufragos, ninguem
aeve esquecer a familia do iuime.diato daqoelle
vapor, Silveri i Antonio da Silva, um valcnte ma-
inheiro, qae em sua existen' ia soubc conquistar
tn todo o imperio ainigis, que L-ert*mente agora
a-rao os priineiros a animar as subacriovoes que
j se tem aberto em pro da sua denotada esposa c
Je aeua innocentes 6lhinhos.
Hmlic mihi eras tib.
Blsralo de sociedade
Jos Antonio de Figue.iredo Jnior e
Custodio Doiningues do Figueiredo, deca
rain a quem iuteressar possa, que nesta
data dissslveratn amigav-lmente a sonieda
de que tinham no estab'.-lecirn>nto de g-
neros de estiva, sito ra Conde d'Eu n
26, nesta cidade, sob a razao social de
Figu redo & Irmao, tendo por base o ba-
taneo fechado a 10 de Novembro do anno
passado ; car.do cargo do socio Figuni-
redo Jnior o activo e pas- estabelecimento ; de que de mutuo accor-
do se retirara o socio Custodio Figuciredo
pago e satisfeiti-, sem n'ais responsaoilida-
de alguma, pela gerencia do mesmo.
Parahyba, U de Mara .le 1887.
Jos Antonio do Figueiiedo Jnior.
Custodio Dotuingues de Figueiredo.
Eleifo
Rarca norueguense Aino, Hull.
Brigue allemo 1. G. Fichte, Montevideo.
Escuna nacional Mnrietta, Pelotas.
Lugar ingles Aureola, .Vew Yoi k.
Lugar nacional Maia l, Santos.
Lugar nacional Juvenal, Rio Grande do Sul.
L^-r noruegueuse Alrana, Hull.
Lugar norneguense Ideal, Santos.
Calimbte nacional 8. Bartholomeu, Porto-A!cgr'a
Puta-.-bo ingles Jfoss Rose, New-Yoik.
.\ai'lo (leaiarua
Brigue allemo Jos' Genebra, carvo.
Barca norueguense Brodrent, carvo de pedra.
Barca oorueguense Progreu, carvo.
Barca inglesa Christiani Scrivey, earvflfc
Barca dinamarquesa Arica, carvo.
Barca bespanhola Francisca Vdla, carvo.
Barca norueguense Speranza, carvo de pedra.
Barca noruegueuse Glitncr, carvo.
Barca ingleza Paragero, bacalho.
Escuna inglesa May, bacalho.
Escuna norueguense llapsnas, varios gneros.
Lugar ingles May, carvo.
Lugar mgiez ueste R. Wilce, bacalho.
Lugar allemo Helenc, vario gneros.
L^ar ingles Rosina, bacalh4o.
Patacho inglez Buda, carvo.
Patacho inglez Aldtoyih, bacalho.
Vapor ingles Plato, varios gneros.
Dlnbelro
No vapor nacional JacuAype levoj para :
Parahyba 18:000*000
Natal (para Tnesouraria de Fa-
zend.,) 12O:OC0000
Mossor 18:000000
Keadimeatos publicas
Das Exmas. Sras. encarregadasdos exerecios Ma-
rianos na matriz de Jaboato no anno cor-
rente :
Promotoras
- As Exmas. Sras :
D. Petronilla Barbota da ^lva, esposa do Illm.
Sr. capito Numerian) Barbota da Silva.
D. Adelaide Soares Martius. esposa do lllm. Sr.
Manoel Martina Lourenco.
D. Hermina da Cunha Queiroz Fooseea, filha do
Iilm. Sr. commendador Antonio Cirdeso de Q
Fon teca.
Protectoras
As Exmas. Sras. :
Baronesa de Petrolina.
Baronesa de Morenos,
D. > aria da Cooceieao Pereira Vianna, esposa do
tllm. Sr. coronel Joaquim Maximino Pereira
Vianna.
O. Leopoldina Emilia de Paula Mesquita, eaposa
do Illm. Sr. Antonio de Souza Leo.
O. Thereea Auguata do Pinho Bjrges, eapoaa flo
lllm. Sr. Dr. Jos Antonio de Pinho Birges.
D. Fiara Carneiro de Albuquerque, esposa do
Illm. Sr. Francisco Carneiro de Alouqoerqae.
Directora
A Exa. Sra. D. Leopoldina Marcolina de S4
Barretto, esposa do illm. Sr. Jos Joaquim de
S Barretto.
E ser i vas
As Ex'ntts Srs. : >-i
D. Jos-phina Gomes T irres, filha do Illm. Sr.
Jos Manoel Gomes Torres
D. Josepha Ursulina de Med. iros, eepoia do Illm.
Sr. Luiz Barbosa de Med?irot.
Orgaustas
As Exmas. Sras. :
D. Mara Leopoldina di Mello.
D. Anua Mara Guimares.
Zeladoraa
Aa Exmas. Sras.
D. Joaquiua Mara da Ciuceic,, filha do Illm.
Sr. capito Jos jaicio de Satis* Albu-
querque.
D.'IgoezEseelastie* de Soasa Lean, filha do Illm.
Sr. Dr. Miguel F.-lippn de Suuza Leo.
D. Mara da Penha Heuriqae de Almeida, esposa
do Illm. Sr. Dr. juiz dt direitj Autonio Hen-
rique de Almeida.
D. Mara da Silva Cardoso Castro, esposa do Illm.
Dr. promotor Autouio .\ ugusto Carduso de
Castro.
D. ouatlla Julia da Coata Guimares, (profes-
sora).
D. Mara Anglica dos Prazeres, eaposa do Illm.
Sr. Ziteruu P'-rreira Velloso. .
D. Macrina do Nascimento Valois, filhi do Illm.
Sr. professor Flix d.'-Niscimnts Valois.
O. Geriuaua, (profeasoraI.
D. Jos-iphina Mara di Silva, esposa do Illm.
Sr. Joo Oroncio Franco.
D. Isabel Xivier Carneiro oa Cuuia.
D. Ignacia Marccllina de Barros Dutra, e dolllm Sr. Jos Ferreira da Silva,
D. Celicina Franco, esposa do Illm. Sr. capito
Manoel Malaquias Franeo.
D. Ahxandrina do Begd l^rreOo.
D. .Mara Francisca de Bd'aada C-ivaleante. es-
p sa do Lllm. Sr. eipito Francisco de Molan
da Civaleaiite de Albiiqujrqne.
D. Victoria do Na^ciueuto Figuciroa, esposa s
iHm. Sr'. Jos i'iiuco da C'Sta Fk'.ueiro.
D. L nb liiin Angasta de Mello Mcdeimg, rsposi
dolllm. Sr. Fraiuiscn Candido de Medeirmj
D. Thcndoru M.iria da Cinhs, espisa do Ulna. Sr.
Jote Autenio de Andr.id.i-
D. Lwpoldin Rodrigues Brsjja. esposa do I'lm.
Sr. Miguel los Rodrigues Braga.
D. Mura Cbrstina do E"pirito-Saut'>, filha do
Illm. Sr. Amaro Francisco do Espirito Santo.
D Mana Iaabel de Oivi-ira e Mira, espisa do
Illm Sr. Js Ki-I'x \lves Piinntl.
Thesoureira
O Mara Anna CaValonte Birretto de Scuza
Leo.
Jabuato, 1 de Abril de 1887.
O pro-paradlo,
Padre, Manoel Zaeharias de Souza Lyra.
Declaraco
Jos Antonio de Figueiredo Jnior de-
clara ao publici, quu t-ir'o dissolvedo hon-
tom a sociedude que tin.'ia com o aeu ir-
mo Custodio Do'ingues de Figueiredo,
no cstabelecimanto de inoibados, ra
Condo d'Eu n. 2G, o que gyrava sob a fir.
na social de Figiie.irado & Irnio, contina
na gerencia do mesmo estab-lecimento, de
que se retirara o soA irmo, sob a fitina de
Figueiredo Jnior & C, ticando responsa-
vel pelo activo e passivo do mesmo.
Parahyba, 15 de Marco de 1887.
Jos Antonio de Figueiredo Jnior.
Dr. Paulo Caetano de
Albuquerque
Peco ao Sr. Dr. Paulo Caetano de Al-
buquerque o obsequio de responder a mi-
nlu carta de 20 de Fevereiro fiudo.
Pode procurar-.ue ra Duque de Casias
ti. 111, que ah achara com quem tractar.
Recife, 27 d Margo-do 18S7.
Bellarmino Dourado.
Cha do Carpiua
Noticia agradavel para quem
precisar resabelecer m saude
Em vista dos benficos resultados obti-
dos pelas pessoas que tm procurado a
agradavel povoaco CbS do Carpiaa, tenho
a satisfagao de avisar a todos aquelles que
precisarem de mudanga do clima para sua
suade, que tenho montado neste pitoresco lu-
gar urna casa com as acommodages necessa-
rias, dirigida por roim e por minha mu-
lher ; afira de receber e tractar com todo
o disvello possivcl os pessodas debilitadas
e em convalsscenga que necessitam de sa-
dia olimentagSo e excellento clima para o
seu restabelecimento completo, deirando
de receber deentes de cama que precisem
do cuidados medicse de enfermeiros, bem
como os de molestias contagiosas.
Para infjrmacoes minuciosas no Recife
ra Nova n. 1G.
Chil do Carpina, 30 de Margo de 1887.
Jos Joaquim de Moraes.
Ao publico (!)
"e 1 a 30
lien >:i- 31
Reclje Drainage

52:845*518
1:121*086
53:067*103
O br. Bernardo Jos dos Santos, residente no
Cernto, municipio de Pelotas, provincia do Rio
Grande do Sul, querendo prestar urna homenagem
A verdade, tornando publico as virtudes do pel-
lorstl de enmbar, preciosa dcscoberta do
Sr. Aivures de S. S Mares, de Pelotas, fet publicar
o seguate importantissirno documento, em diver-
sos jornaes da referida provincia :
L-vo ao conhecimeuto do publico mais um
trumpho alcancado pelo popular remediopei-
toral de cambardescoboita e prepara-
cao do Sr Alvares de S. Soares, de Pelotas.
Havia seis annos que urna toase grave m
atormentava dia e noite, faaendo ltimamente dei-
tarja abundantes escarros de saague : os pulmoes
com certeta nchavam-se affectalos e eu teria in-
fallivelmente de snecumbir terrivel- tisica pul-
munar (
in amigo sabendo do meu estado, aconsc-
Ihou-me o precioso peitoral de canillar.
e soincnte com o uso de 12 vidros deste importan-
tsimo medicamento, consegu curar-me radical-
mente, sentindo me boje forte e podendo j entre-
gar-me s lides de minha fasenda do Cerrito.
D-pos deste cbso. tenho aeon3elhado a milita
gente o peitoral de cambar, e todos tm
colindo resultados importantes.
Actualmente Uz uso deste preparado, com
muito aproveitainento, minha filha Neufrides, que
tamoem se acha sotTrerrdo iio peito.
Pazenda do Descanso, no Cerrit", 24 de Ou-
tubro de 1884.Bernardo Jos dos Santos.Re-
eonhico como verdade.ira a firma supra. Era tes-
tetmmho de verdade, u escrivaj de paz Roldo
S. de Goiweia.
nicos agentes e depositarios geraes nesta pro-
viucia Franciaco Munoel da Silva & G
a ra Mrquez de Olinda n. 23.
Aos portnguezes
A 8atisfacao c--nt que hoj-i vivo pela sande re-
cuperada, fas com que venha imprensa agrade-
cer aos cos, de vir encontrar o verdadeiro e uni-
eo remedio quecurou-me da terrivel enfermidade
que ia me consnmin>1o ha mais de 20 anuos, euj
Portugal, onde fui tratado cora esmero e sempre
doente; vira pira c cm procura da saude, que
recuperei tomando os verdadeiros pos anti-he-
inorrhudarios do pliannaceutico Luiz Carlos, e
que se vendein na corto, na dragara de Silva Co-
mes & C.
A minha terrivel doenQi era toda hemorrhoidas
e f^zeu verdadeiro remeds, creio ter cumprido um dever
da gratido a Deas pela minha saude recuperada,
Santa Rosa, 28 de Janeiro de 1886.
Jos Lopes steves.
DECLAR1C0ES
Seciedadc At heuou i usicaI Per-
nambucaoo, cm %9 de Narco
de 1889
De ordem do conselho convido os Srs. associa-
dua para comparecerem na sede desta sociedade,
no dia 3 do corrente, s 10 horas da manha. para,
m assembla geral, tractar-se de negocio de alta
importancia social.
O secretarlo interino,
Jos Antonio Cavalcante.
Banco de crdito real de Pernam-
buco
Nos termos dos artigos 5o e 6o dos estatutos,
6io convidados os Srs. accionistas realizar at
dia 15 de Abril prximo, na sede do Banco, ra
doCommercio u. 34, a terceira entrada de 10 "/,,
valor nominal de cada aceito.
Recife, 14 de Marco de 1887.
Os administradores,
Manoel Joao de Amorim.
Jos da Silva Loyo Jnior.
Luiz Duprat.
RenJa geral
O 1 a 30
dem de 31
[El DB J.VKCO
Alfandega
8;.4:12Go8
45:390*690
itenda p;ovinuial
Do 1 a 33 145.3524285
dem e31 3:865i65
899:517*276
149:217913
1,048:7354219
Recebedoria
e la 30
Icera ce 31
91:
3:
382827
8446sy
95:2274516
Consulado Provincial
pe 1 a 30 40.8O54355
Id.m de 31 658;001
""1:4634356
Hercsado Matuiclpal de 9. doe
O raovimento deste Mercado uo dia 31 de
Marco foi o seuute.: ^>
Kntraram :
39 1/2 bois pesaudo 5,713 kilos, sendo de Ol-
veira Castro, 18 ditr^s de 1.* qualidade,
5 e 1/2 de 2a dita e 16 ditos partieula-
175 kilos de peize a 20 ria 34500
54 cargas de faruha a 200 res 104800
9 ditas de fructas diversas a 300 rs. 24700
11 taboleiros a 200 ris 24200
12 Suibos a 200 ris 24400
Foram ocenpados : /
21 columnas a 600 ris 144400
25 compartimentos de farinha a
500 ris. 124500
21 ditos de comid a 500 ris 104500
73 ditos de legumes a 400 ris 294200
18 ditos de suino a 700 ris l460ti
11 ditos de tressuras a 6U0 ris 64600
10 talhos a 24 204000
6 ditos a 14 6*000
A Oiiveira Castro & C.:
54 talhos a 1$ 544000
2 talhos a 500 ris 1*W0
Oeve ter sido arrecadada ueste dia
a quantia de 1884400
Rendimento dos dias 1 a 30
Foi arrecadado liquido et boje
Preces do dia :
Carne verde de 240 a 480 ris o kilc.
Carneiro de 720 a 800 ris dem.
Sumos de 560 a 640 ris jdeau
Canuba de 200 a 280 'is a cala.
Milho de 280 a 320 ris dem.
Feijo de 640 a 14000 dem.
6:0264020
6:2144 m
Matadoiaro Publico
Foram abatidas ut .Vlatadoaro da Cabanga 40
rezes para o consumo io dia 1 de Abril.
Scudu : 32 rezes pertenceutes a Oiiveira Castr..,
it. C, e 8 a diversos.
Vapore* e navios esperados
VAPORES
l
Desterrodo sul amauh.
Nigcrda Europa a 4.
Ceardo norte a 4.
Allibocado su) a 5.
Marques de Caxiass Babia a 5.
Villa de .Sp.ntnsdo Havre a 6.
Manosdo sul a 7.
Ad vaneedo norte a 8.
Trentda Europa a 10.
Ori-.torde Liverpool a 13.
Taroardo sul a 14.
Parado norte a 14.
Pernambucodo sul a 17.
Magellanda Europa a 21.
La Platada Europa a 24.
Espirito Sautodo norte a 24.
NAVIOS
Amandade Hamburgo.
Apotheker Dirsende Santos.
Ameliado Rio Grande do Sul.
Albanade Cardiff.
Aune Catbarineda Bahia.
Andaluzado Rio Grande do Sul.
Bernardos Godelewus do Ro Grande do Sul.
Brothersdo Uio de Janeiro.
Cate^de Hamburgo.
Diudado Rio Grande do Snl.
Dovrede Rio de Janeiro.
Enjettado Rio Grande do Sul.
Erutede Hamburgo.
Evorado Rio Grande do Snl,
Elysado Porto.
Favoritede Santos.
Guadianade Lisboa.
HacsTode-de Cardiff.
Julantde be Santos.
Joaquinado Porto.
Julietado Rio Grande do Sul.
J. B. D.de Liverpool.
Ladyberdde Terra Nova.
Marco Polodo Rio de Janeiro.
Met Sophiade Hamburgo.
Malpode Brunswick.
Marydo Rio Grande do Sul.
Nordsoende Liverpool.
Nautilosdo Rio de Janeiro.
Our Auniede Bueuos-Ayres.
Oseardo Rio de Janeiro.
Premierdo Ro de Janeiro.
Padre Caciquedo Rio de Janeiro.
Rosa Hilldo Rio Grande do Sol.
Sparkde Terra Nova.
Whelminede Hamburgo.
Hovment do porto
Navios entrados no dia 31
Cear pelo Aracaty 21 das, hyate nacional
Deus te Salce, de 7o toneladas, inestre Antonio
Jorge do Nascimento, equipagem 5, carga sal;
a Bartholomeu Loorenco.
Navios sonidos do mesmo dia
Camossim e escala Vapor nacional Jaouhype,
commaudante Joaquim Jos Eiteves Jnior,
carga varios gneros.






-
'

3
m

yam
wm


Diario de PernarabucoSexta-fcira 1 de Abril de 1887






c
Recife Drainage
Relajo dos concert* feitos nosapparelbos
do mez do Fevereiro do corrente anno
de conformidade coro o art. 10 do con-
tracto e 2* do art. 15 do regulamento
de 12 de Janeiro de 1872.
Re:ife
Mrquez de Otinda o. 18
Dita n. 37
Dita n. C3
Bom Jess o. 2
Dita n. '0
Dita n. o*
Dita n. 27
Dita n. 53
Commercio n. 24
Dita n. 32
Secco do Abren n. 2
Mariz e Barros n. 10
DiUn. 12
Amorim o. 2
Cooipatitiia Peniam'uucana u. 20
Domingos Jos Martina n. 51
Dita u. 70
Dita ii. 78
Dita n. 142
Travessa ue Dooingis Jos Marti.is n. 2
Travesa do ancgo Porto u. 2
Dita n. 8
7/040
246ic
35840
9*9 11 4=0
2SB4D
28iO
25*000
45620
23640
25640
2M6M
5640
25640
2(540
i 5640
25640
25640
25640
2*640
4*550
25410
353H0
25640
25640
25640
2/640
35390
3390
2*640
2540
2*ri4ti
'5640
mjaaa
2*640
25'i40
2540
oM
175820
45700
25640
25640
4/620
25640
Bvcco dos Coelbos 2
General Sera n. 10 ^
(Jorooel Lamenha o. 12
Alegra n. 26
Bario de 8. Borja 19
Recite, 26 de Marco do 18S7.
O gerente,
J. Dowsley Jnior.
Compaabia Ferro-Carril de Per-
nambuco
Do da Io de Abril em diante paga-se no escrip-
torio d'esta companbia os juros das obrigacoes ga-
rantidas, correspondentes ao semestre findo,
S. II. J
coupoos n
71 de Abril de 1887.
Companbia Pernambucana de na-
vegado costeira por vapor
O* juros do empestimo contrahido pela corapa-
nhii do semestre fiado boje, sao pagos no escrip-
torio da mesma, mediante a apresentaco dos cou-
ponb
Recite, 31 de Marco de 1887. __________
Dita n. 1
Restan relo n. 54
Dita n. 19
D. Maria Cesar n. 10
Dita n 39
Villa di.' Ilaparica n. 36
Visconde de Itapurica n. 30
Dita n. 3
Dita n. 7
Pharul n. 50
Dita n 70
Praca da Cbao n. 6
. Dita n. 13
S. Jorge n. 28
Dita n. 32
Dita n. 123
'iuari-.i upes n. 32
Santo Antonio
Impender n. 2 23640
Dita n. 54 75100
Dita n. 23 25640
Dita .. 3f> 25640
Dita ii. 43 26t0
Dita n. 6'J 93900
Caes 22 de Noveub.-o n. 30 23640
Dita i.. 38 4/620
Dita n. 40 1450-0
1 de Marco n. 4 2i40
Dita n. 14 4*S0
Duque n-. Caxiaa n. 58 3900
Dita n. 70 165060
Dita ii 88 25640
Dir n. 9 25640
Dita n. 27 125320
Dita n. 69 45600
Cabugft. 12 23640
Dita u. 11 25640
Baio da Victoria n. 00 23610
Trincheiras n. 4 235220
Dita n. 34 H5300
Dita n. 50 95900
Larang-tras n. 1 35960
Dita n. 13 25610
Travessa Jo Queimailo d. 1 25610
Travcnaa das C-uzes n. 2 65080
D.ta n. i2 25640
- Dita n 16 25640
Larga do Rosario n. 38 456V()
Dita d. 40 2564q
Uita n. 37 25640
Estrei'a do Rosario o. 27 25970
Dita u. 29 2.4640
S. Francisco n. 46 223280
Dita ii. 25 2564o
Roda ii. 16 33640
Dita m. 46 438>
Patos n. 13 33080
Travessa dos Quarteis o. 22 25640
Dita ii. 33 113040
Mathias 4e Albuquerqtie n. 12 *64
Paulino Cmara u 32 255 40
Dita n. 6 2*640
Largo do Carmo n. 6 25610
Di-o n. 22 135040
Dito n. 35 25640
Travessa do Carmo n. 16 25610
Dita n. 7 457i
Livramento n. 36 8*i80
Dita n. 27 145740
Penba n. 11 23640
Visconde de (nhauraa n. 34 23640
Dita n. 42 35960
Dita ii. 5 25640
Dita n. 55 2564!
Travtssa do Carcereirc n. 2 25640
Dita n. 3 43360
Nova da Praia n. 2 15100
Dita n. 4 25640
Marcili.i Das n. 3 35080
Dila n. 5 25640
Domas Val minas u. 4 35960
Dita ii. 14 25640
Coronel Suassuna n. 16 v*K40
Dita ii. 72 3*9*0
Santa Tbeieza n. 17 235940
Trave.a da Concordia n 14 25640
Dita n 33 2/480
Palma n. 64 2/640
S. Jo
Mere 1 o Dias n. 1I0_ 25640
Lomas VaientiuhS n 70 25640
Dita u. 27 28*;80
Coronel Noassuua n. 96 55880
Dita n. 254 19J660
Dita ii. 155 35%0
S. Jco n. 17 23640
Calina n. 75 2*640
Marinea lu H-rval n. 96 4/760
Dita i>. 145 45980
Dita u. 16a 45910
Dita u. 215 2564(1
Travessa do Poucinbo o. 3 25640
Dita n. 29 295540
Dita n. 61 35960
D as Caldoso n. 66 25640
Padre N brega n. 43 25640
Dita n. 69 25640
Travessa do Gaz n. 18 175280
Vidal de Xegreiros n. 12 35960
Dita n. 66 35960
Dita n. 22 12*600
Dita n. 114 85610
D'ta n. 134 256)0
Dita n. 178 2/640
Dita o. 188 25640
Dita n. 1 35960
Dita n. 27 55280
Dique n. 9 25640
Domingos ilieotonio n. 38 25640
Padre Flo-iauo n. 69 185460
Dita n. 71 25640
Christoviio Colombo n. 17 45620
Antniu Heor:que n. 5 3/966
Noguera n. 38 63460
Santa Cecilia n. 425200
Santa Rita n. 41 25640
Nova de Santa Ritan. 41 55360
Largo do Mercado n. 7 195360
Dita u. 13 H/740
Fortaleza das Cinco Poutas 5/680
Apparelho publico da roa Nova de
Santa Rita 45620
B-p.-Vista
Imperatriz n. 4 -*640
Dita n. 32 33960
Ditan. 62 25610
Dita ii. 41 3/960
Praca do Conde d'Eu n. 8 25640
Ooneeico n. 33 23640
Visconde de Albuquerque n. 34 25320
Dita n. 60 W->
Dita n. 124 1457411
Dita n. 148 25640
Dita n. 21 W*36
Ponte Velban. 13 25640
Dita n. 3 43160
Praca da (Santa Cr-Jz n. 14 25640
Uniao n. 18 264)
Dita n. 8 5/5J0
Hospicio ii. ; 2/640
Dijan. 1 813140
Ditan- 4: 2W440
C-.m-.ra.. n. 15 -5'80
R,,aro n. 25 25410
G-r'asio Pires o. 6(7 25850
Dita n. 18 6/010
Ataihon.3 45360
fecego a. 28 35960
ftM.uCrnin.5G 3J960
Diu n. 9 I**}"
8. Goocalo c. -9 -640
S M. Q. *M.
Nociedade M. <|uaiorxc de narco
EleicSLo
De ordem do Sr. presideote sao convidados os
Srs. socios a reunir, in-se em aseembla geral na
sede social pelas 6 borasida tarde de 12 de Abril,
prximo futuro, para elegrem os novos funeciona-
rios para o anno social ci 1887 a 88.
Outrobiin para eonheeiinento dos Srs. asseciados
aqu transcrevo o art. 32 :
Para que os socios gozem do 1* do art. 6o
(votarera e ser votados) nao podero dever mais
de 33(00 a sociedude.
Recite, 18 de Marco de 1887.
O secretario,
Antonio de Castro Leo.
Venerarel
Sociedade Recreativa Juventnde
Sarao bimestral em 17 de Abril
Tendo de effectuar se neste da o sarao do bi-
mestre ffuenteso convidados os snhores socios a
procurar seus ingresaos em mo do Sr. theaou-
reiro. Os convites csto em poder do Sr. presi-
dente ; previne-se que nao se admittem aggre-
gados.
Secretaria da Sociedade Recreativa Juveutude,
30 de Marco de 1887.
Jos de Mediis,
2 secretario.
Lotera de 40U contos
A grande loteria de 4000 contos, em 3 sorteios,
flea transferida para o impretcrivelmcnte, nos termos do despacho do
Exin. Sr. presideute, de boje.
Tbesouraria das Loteras para o fundo de
emaocipaco e ingenuus da Colonia Isabel, 14 de
Dezembrj de 1886.
O tbesonreiro,
Francisco Concalves Tei res.
gisrf
U commlMo estar porta do theatro para
receber as esportulas dos bilhetes que o generoso
publico de Pernambuco se diguou acceitar.
Haver bonds para todas as linhas.
Os artistas reservam-se para mais tarde agra-
aecer todos aquelles que se prestaram genero-
samente auxilial-os n'eate espectculo de cari
Nao ha vendo mais camarotes nem cadeiras; o
resto das galeras e plateas est a disposidio do
publico, no theatro.
PREQOS
Camrote
Cadeira
Galera
Platea
10/000
35000
25000
15000
A's 8 horas.
ordena lerceira de S. S.
do t armo
Tendo de ser celebrado os actos da semana san
ta, na igreja do convento de N. S. do Carmo,
mes* regedora deas veoeravel ordem deliberon,
com annuoencia do Exm. Revm. Sr. Bispo Deoce-
sno, transferir a procisio de triumpho para
sexta feira da paixao.
Secretaria da veneravel ordem terceira de N. S.
do Carmo do Recife, 28 de margo de 1887.
O secretario interino,
Miguel dos Santos Costa Jnior.
Compaohla anta Tnereata. empre
"2-. mar la do abasleclmenio d'agua e
lu & riilaiic de Qlinda
Aseembla geral
De ordem do Sr. oresidente da asa. mbla geral
c- -lvido os senb-ircs accionistas a 8d reunirem no
da 5 de Abril, ao meio da, u'nm dos salees dt>
Asjociacao Commercial Beneficentc, afim de ser
c-ntinuada a cessao que 6c u adiada.
Escriiitorio dogereute, 28 de Marco de 1887.
A. Pereira Simoes.
Matriz de Santo intonio
Venerarel Irmandade dottentior
Natniiaalnao Sai ramalo
Pelo presente convido aos i tinao desta venera-
vel irmandade a-eoniparecerem no respectivo con-
sistorio As 6 1|2 horas da inanha d : dia 5 de Abril
du corrente, afim de acompauharmos a procissao
do Senbor aos enfermos, confurme determina o
compromiso.
Consistorio, 31 de Marco de 1887.
O escrivao,
H. C. Barreto d,e Almeida.
UlU Mp IBWHU-
nPin
Na secretaria da Santa Casa arrendara se os
aeguintes predios :
Ra do li.>m Jess n. 12, Inja e 1 andar.
dem dem n. 13, 2- e 3- andares.
dem do Vigaiio Thenorm n. 22, 1' andar.
Id m do Mrquez de Ulinda ti. 53, 3' andar.
dem do Apollo n. 24, 1' aodar.
dem da Madre de Dens n. 20.
dem dem n 10.
dem da Moda n. 45.
dem dem n. 47.
Id- m idem n. 49.
dem da Lingoeta n. 14, 1- andar.
dem da Guia n. 25.
Becco do Abreu n. 2, 2- andar.
dem das Boias n. 18, sobrado de dous andares
ejloja.
Ra da Aurora n. 37. 2- andar.
dem da Deteneo (dentro do quadro) dcaa
casas.
A srssis de posee da mesa administrativa ficen
adiada pama stnjinba, s 10 horas da mauba, 1.'
rie Abril, na forma dos eetatntss.
Seoretaria do Indituto Archeologico e Geogra-
phic* Pernaicbaaano, 31 de Marco de 1887.
Baptista Regueira,
1* secretaiio.
S K. J.
Sociedade Recreativa /nvealade
Ue conforraidade com o d sposto no % 1 do art.
57, fieam suspensos os recrcios e expe neote desta
sociedrde d dia 3 at 10 de Abril.
Secretaria da sociedade Recreativa Juv-'ntude,
1 de Abril de 1887.O 2- secretario,
Jop de Mediis.
Awcl"llirii Agrcola
De r.rJem do Sr. presidente, convoco de novo
os teuhores asaoctadus para reunircm-se em as-
sembla geral no ilia 15 de Abril prximo viudou-
ro, s 10 horas da mauba, visto nio ha ver com-
parecido boje numero leg! para o fim determina-
do no art. 29 dos estatutos, conforme foi -tintn-
ciado. Picar constituida a assembla geral nrsse
da com o numero de s icios que coinparecei, de
accotdo com o art. 27 do refundo estatuto.
Recife, 30 de Marco de 1887.
Sebastian M. do Reg Barros,
1* sec.-efarin.
IRMANDADE
no
SS. Sacramento do Re-
cife
Sao convidados ttdos os irmos desta irmanda-
de para cumparecerem praraentado na igreja
mxtriz de S. Fr. Pedie Gongalves, uo dia 4 do
corrente, s 6 horas da tnaub, para aconipaiihar-
inos o Santisimo Viatico em procissito aos enfer-
m-s desta fregnezia.
Recife, 1- de Abril de 1^87.
Jcaquim Alvcs da Fonseca,
Escrivao.
Companhia dos Triihas Irbanos
do Recife a Otinda e Ikberilte
Assembla -seral extraordinaria
De ordem do Be. presidente d assembia geral
sao convidados os Sip. accionistas a se reunirem
em asseuibla geral extraordinaria, uontorme o
requerera a airec'oria da Companhia, afitn de ser
consultada a na opnin sobre a innovnco dos
contraer's permittido pela lei c. 1850 de 1885v
A leunitio se etfectuai s 11 horas do dia 3
do mes se^ntnte nooaerpturie da Companbia.
Recife, 29 de Margo de 1887.
O secretario da assembla geral, -
J. A. de Almtida Cunha.
umia da estrada de
ferro do Recife a Caruar
De astfem do Un. Rr. directo', fago publico que
at o (fim 4 de Abril prximo futuro, recenem-se
piKjpcaJas na estaca'o de JaVwtij, pira alarga-
i" efe o fsecbo o.i|R-erieiHlido ei.tie -as cetacoes de
POmbos a Cwteassl, qanes Serio aberra nesse
dia i 1 baca da tarde^^o^.criptoiio do Sr. enge-
akeiro reaMirnte na meSBa ciaade, em pri tenga
ckra r'cpssiiax.
No refer lo escriptorio ncontraro os nteres-
sados os precisos esclareciinentos.
Secretaria do prolongamcuto da estrada de
ferro do Becfe ao S. Fracifco I estrada de ferro
do Recife a Cartur, 4 de Marco de 1887.
O secretario,
Manos! JuvMciu de Sab-ya.
Monte de Soccorro de Pernam-
buco
Pelo presente sao couvjdades os pcseuidorrs
1 das cautelas dos nmeros abaixo, a virem resga-
tar as mesmas at o dia 4 de Abril prximo, avi-
sando-se-Ibes de que findo este prazo serio ellas
impreterivelmente levadas a leilo publico.
12.107 12.412 12.525 l.635 12.672 13.109
13.110 13.JU 13.112 13 113 13.116 13.119
13.123 13.127 13.128 13.143 13.144 13.145
13.146 13.150 13.151 13.158 13.159 13.169
13.174 13.179 13.188 13.191 13 196 13.202
13.04 13.206 13.222 13.223 13.236 13.237
13.247 13.250 13.252 13.266 13.275 13.278
13.279 13.294 13.296 13.303 13.305 13.309
13.310 13.311 13.313 13.314 13.317 13.3"20
13.324 13.325 13.3*7 13.331 13.333 13.340
13.342 13.313 13.352 13.353 13.354 13.356
13.357 13.363 13.364 13.365 13.379 13.380
13.381 13.389 13.391 13.392 13.393 13.394
13.395 13.396 13.399 13.401 13.402 13.404
13.405 13.406 13.407 13.4<)8 13.409 13.410
13.411 13.414 13.416 13.417 13.418 13.419
13.422 13.423 13.424 13 425 13.427 13.428
13.431 13.432 13.435 13.436 13.443 13.444
13.446 13.451 13.455 13.458 13.461 13.463
13.466 13.467 13.472 13.475 13 476 13.480
13.484 13.488 13.494 13.500 13.501 13.505
13.508 13.510 13.513 13.514 13.518 13.519
13.520 13.521 13.522 13.523 i3.524 13.525
13.526 13.528 13.529 13.530 13 531 13.532
13.533 13.546 13.557 13.561 13.562 13.564
13.565 13.568 13.577 13.578 13.583 13.584
13.597 13.598 13.601 13.602 13.604-13.605
13.609 13.617 13.628 13.637 13.638 13.642
13.643 13.645 13.649 13.650 13.652 13.654
13.659 13.664 13.666 13.674 13.678 13.679
13 686 13.692 13.695 13.697 13.707 13 7o8
13.709 13.712 13.715 13.723 13.724 13.725
13.734 13 735 13.73 13.741 18.756 13.763
13 771 13.774 13.777 13.783 13.789 13.792
13.802 13.805 13.808 13.809 13.12 lft.815
13.819 13.821 3.824 13.825 13 *27 13 35
13.1-38 13.840 13.846 13.849 13.8W 13.851
13.854 13.859 13.865 13.666 13.867 13.868
13.876 13.878 13.881 13.884 13.886 13.891
13.894 13.895 13.897 13.898 13.899 13.903
13.H17 13.909 13.912 13.913 13.914 13.916
13.917 13.918.
Recife, 18 de Marco de 1887.
O cerente e guarda-livros,
Felino D. Ferrara Colho
SEXTAEEIRA, 1 DE ABRIL
Eapectacnlo extraordinario em be-
noflclo do* nufragos do vapor
Babia- *
Honrado com a presenca de 8. Exc. o Sr- presi-
dente da provincia.
Depois de urna linda ouvertora pela orch.stra
da sociedade, subir a scena o drama em 3 actos
intitulado
0 colar de ouro
Em saguida o consocio, maestro Antonio Mar-
tina executar urna linda fantasa de son reperto-
rio.
^ Terminando o espectculo com a chistosa come-
dia em 1 acto
Morrer para ter dinheiro
Urna banda marcial obsequiosamente mandada
' por S. Ere. preencher os intervallos com as uie-
Ihores pecas do sen repertorio.
O Congresso Dramtico Beneficente, convicto
dos eentimentos humanitarios do respeitavel pu-
blico desta cidade espera encontrar o apoio que
necessitam para o bom resultado de to caridosa
missao ; e no corpo commercial especialmente
conta achar o melhor acolhimento-
Princtpar as 81(2 horas, tarroinand:. hora de
bonds para todas as linhas.
CNsmpachia liras ileira de IVave-
gsco a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Manos
Commandanie 1- tenente Gruilherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do sul
at o dia 6 de Abril, e
seguir depois da demora in-
dispen8avel, para os portos
do norte at Mancos.
Para carga, passagens, encommendas valeres
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS~DOSUL
0 vapor Cear
1.' tenente Gruilherme Pa-
checo
E' esperado dos ...^rtos do
norte at o dia 5 de Abril
e depois da demora indis-
pcnsavel. seguir para os
p'tr>B do sul.
Agente Pinto
No armazem da ra to Commercio n. 46
Por occasiao de outro leilo de fazendas averia-
das.
Commandante o
Leilo
De um terreno com 17 caainhas, na ra de Joo
Fernando Vieira, rendo as duas da frente os os.
54 e 56, renden meusalmcnte 124.
Duas casas frreas sendo urna na ra de D.
Maria Cesar n. 31 e outra na travessa do Bom
Jess n. 2.
Segunda-feira 4 do corrente
AS 11 HORAS
Na ra Estreita do Rosario n. 24
Agente Modesto Baptista
aAsmios
HaDDnrg-SiielaDeiaicB
DampfschifTabrts-GeselIschaA
0 vapor Desterro
E' esperado dos por-
tos do sul at o dia 2
de Abril e seguir de
pos da demora necea-
saria para
Lisboa e Hambnrgo
Para carga, pasagens, encommendas, dinhei-
ro e frete tracta-se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelinann & C.
RA DO COMMERCIO N. S
1' andar
CH.484.El IIS REUNS
Compaahla Franceza de IVaTega-
co a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lia-
boa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santoa
0 rapr Villa lie Prartco
Commandunte Chancerel
Espera-se dos Dort^is do
sul at o dia 5 de Abril,
seguindo depois da indis-
penaavel demora para o II
re.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
e offerece excellentes commodos e ptimo passa-
dio.
As pasf agens podero ser tomadas de autemV
Recebe carga encommendas e passageiros para
os quaes tem exce-'lentes accommodacoes.
Recebe tambem carga para Santos, Santa Ca-
tharina, Pelotas, Porto Alegro e Rio Grande i
Sul, frete modic .
Para carga, pasagens, encommendas e valores
trata-ae ua agencio
PRAQA DO CORPO SANTN 9.
(onPAxmi: de iaMMAus
RE HAHITIHEII
LINHA MENSAL
0 paquete Niger
Commandante liaulc
Espera-se da Eu-
ropa at o dia 3 de
Abril seguin-
do depois da de
iera do costume
para o Rio de Ja-
ro, tocando na
Babia
Lembra-se aos senhores passagciroi de todae
*s ciassea que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqoer tempo.
Previne-se ao ssenhores recebedores de merca
dorias que s se attender as reclamsces por fal-
tas nos volumes que forem recnhecidas na occa-
siao da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinhein
a frete: tracta-se com o
. AGENTE
Angnste Labille
9-RUADOCM ERCIO-9
AVISOS M7ERS0S
Ainga-se casas a 8000 no becco dos Coe-
iho, junto de S. Goncallo : n tratar na na da
Imperatriz n. 56. "*
Aluga-se o sobrado n. 21 ra da UniSo,
tem agua e gaz. e boas accommodacoes para fa-
milia ; a entender-se na roa da Imperatriz no-
mero 19.
Aloga-se o 1- e 2 andares da casa n. 34
ra streita do Rosario ; o 1- da de n. 25 roa
velha de Santa Rita ; os ferreos de ns. 64 e 66
ra de Marcilio Dias; a casa n. 8 do b' eco do
Quiabo, no Monteiro, e a de n. 1 travessa da
H"ra, no Espinbeiro : a tratar na ra do Hospi-
oio n. 33.
Precisa-se de urna boa coaii heira, para casa
de famila : a tratar na ra da Soledade n. 82.
= Na engeohoca de Bemfiea, roa Real da
Torre, precisarse d um rapaz de 16 a 18 anDOs,
para todo o servieo.
COSTUREIRA Precisa-se de urna de-
sembaracada no trabslbo de costuras, inclusive
camisas para homem : na ra da Prats n. 51, 2*
andar. t
cosinht-ira : na rea
Porto por Lisboa
Segu com brevidade para os portos cima a
barca portuguesa Vasco da Gama ; para o resto
da carga que Ihe falta e passageiros, trata-ae cem
os consignatarios Jos da Silva Loyo 8a Filho.
isimu
Companhia de Edifica- 0 JSf Tflll II SaS
ca^ao
Assembla Geral extraordi-
naria
Sao convi-iadoa oa seuhores accionistas
da Corapanliia de Edificarlo a reunirem-
se na sede da nieaiua compantiH, ao lar-
go de Pedro II n. 77, aa 11 horas da ma
nha no dia 14 de Abiil prximo futuro,
para, em assembla geral extraordinaria
deliber^rcm tnbre reforma dos Estatutos
em vigor, e especialraen'e do art. 13, sen-
do a ueste no seotid da redamaySo feita
pelo Sr. Francisco Ferreir* Borges, con-
forme a proposta do accionista o Sr. Anto-
nio Carlos Ferreira da Silva, approvada
na t>esso da aseembla ger.-.l ordinaria de
1 Nos termos de art. 65 do decreto n.
8821 de 30 de Dezembro de 1882, a as-
sembla geni ora convocada t se julgar
constituida com a presenca dos senhores
accionistas que ni inimmo representen)
dous tercos do capital social.
Recife, 29 de Mar;o de 1887.
Gusta vo Antones.
Director secretario.
Companhia de eiliicaco
C mmunica-se aos oenbores accionistas, que por
dehberacSo da directora foi resolvido o recolhi-
ment da sexta prestaclo. na razito de 10 0/0 do
valor nominal das respectivas accoes, a qual de-
ver realsar-so at' o dia 12 de Abril prximo
futuro, na ede desta companhia, praca de Pe-
dro II n. 77, 1- andar.
Recife 12 de Marco de 1887.
Gustavo Antunes,
Director secretario.
THEATRO
Companhia Dramtica
SABBADO, 2 DE ABRIL
Explendido espectculo concedido generosamen-
te pelob artistas da companhia em favor das
VICTIMA* DO VAPOR BA-
HA
Tcr luear a repreaentacao do importante dra-
ma era 1 pn logo e 5 actos
O Dedo de Des
o
O
O theatro acbar-Be-ha ricamente decorado por
iniciativa do Sr. teneoto Paula Matra, que gra-
ciosamente se offereceu para eese fim.
A ditincfa eeciedade 17 DE JULHO tocar nos
(titervallos lindas pecas de msica. Esta socieds-
do exprntaneamente se off receu para tomar paite
ueste fspectaeuli', cuncorrendo aisim psra o bri-
hant'smo de tilo grandiosa id' ia.
Commandante Henry
K' esperado da Europa
at o dia 6 de Abril, se-
guindo depois da indispen-
save) demora para a Hi-
liln. Rio te Janeiro
O Wnto>.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p^lot
vapores desta linha,aueiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng. i.-
quer reclamacio concernente a volnmes, que po-
ventu. > tenham seguido para os portos do sul,afim
de se poderi-m dar a tempo aa providencias neces-
aarias.
Expirado o referido prase a companhiioa n se
responsabilisa por extravos.
Para carga, pasagens, encommendas e dinheiro
a frite: trata-se com, o
AGENTE
Augusto Labille
9 RA DO COMMERCIO 9
Umieti States & Brasil M- S. S. C.
0 nw
Sabbado, 2, o de fazendas avariadas, bem como
cofres, carteiras, repirtimento de escriptorio e ar-
maca'i inglesa no armazem da ra do Commercio
n. 46.
Agente BurJamaqui
Leilo
De urna pi.rte do engenho Brum no valor
de 8:55?5212
S^xta-feira i de Abril
No armazem da ra do Imperador n. 30
A'e 11 horas
O agente cima autorisado pelo Sr. Pedro
Francisco de Paula Baptista, levar a leilo a
parte do engeoho Brum na fregnezia da Varzea
pela importancia cima, nai inclundo as bemfei-
torii.8.
Agente Burlamaqui
Leilo
De fazenias e roupas feitas
Sexia feira, Io de Abril
A's 11 hor.-is
No armazem di ra do Imperador n. 50
O sgente cima, por mandado do Exm. Sr. Dr.
juiz de direito do civel. a requerimeuto de Fran-
cisco Quintino Nonato de Souza, da execucSo con-
tra Melchiades Francitco das Chagas e Silva,
levar a leilo as fazendas sesutntes :
Calcas de casemira, cortes de ditos, paltots e
fazendas em retalho.
= Precisa-se de urna boa
la Aurora n. 81,1- andsr.
Dcocleciano Ferreira da Luz, tendo contra-
tado comprar o estabelecimento sito ra dos Po-
cos n. 22, freguezia dos Afogados, pertencente a
Joo Paes Brrelo, avisa aos credores do mesmo
comparecerem at o da 4 de Abril do corrente
aono, afim de concordaren) com a venda do dito
estabelecimento e a ndemmsvco de seus dbitos.
Precisa-se de urna cosinheira ; oa ra d*
Matriz da Boa- Vista n. 9.
Sem descont
Na ra do Imperador u. 14, (pavimento terreo),
trocam-se sem descont algam, as sdalas que si
esto recolhendo.
Ao publico e ao commercio
En, abaixo assignado, tendo liquidado todcs os
meas negocias, tanto commereiaea como particu-
lares, julgo nao dever nada uesta praca nem fra
d'clla ; mas se algoem so julgar como credor,
aprsente as suas contas ou documentos na ra
Imperial n. 55 C, c ne Recife na ra de Mariz e
Barro n. 8, oa eutao annuncie neste jornal, quem
nao quizer ir oestes casas.
Outrosim, s faco esta decluraco, porque fui
estabelecido na ra Imperial durante quatro no-
nos e tantos mezes, e nunca dei prejuizo pessoa
algoma, e tambem fui gerente das firmasManoel
Joaquim da Silva e Moreira ce Paiva, mas nanea
tive socio que entrasae cam capital ; eempre en-
traram tmente cora sua pejaoa, tanto que todos
os raeus socios sempre me deram prejuizos, a que
fui obrigado a liquidar todos os meus nogocios
para cagar todos os dbitos das referidas firmas.
Recife, ?1 de Marco de 1887.
Augusto Moreira da Silva.
Engenho Bram
Leilo
E' esperado dos portos de
sul at o dia 5 de Abril
depois da demora necessaria
seguir para
aranho, Para. Barbados, A
Thomaz e Xew-Vork
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
e com os
O vapor A.dvance
Espera-se de New-Port
News, at o da 8 de Abril
o qual seguir depois da
demora necesaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, eiieanineudas e dmheiru
frete, tracta-se com os
AGENTES
Hcnry Forsler k C.
N 8 RA DO COMMERCIO 8
/. andat
vomPMMutA ptsuMA.nwfJCAX*
DE
%:ves.ie5o Coste!ra or Vap-nr
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
'caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor Ipojuca
Commandante Costa
Segu no dia 6 do
Abril, s 5 hora*
da tarde. Recebe
carga at o dia 5.
Encommendas pas.-ugeas c dnheiros a frete at
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Periambursina
n. 12
De 1 barril com supsrior vinho puro de ovas,
fabricado em S. Paulo, garrafas com cegnac, di-
tas com vinho do Porto, ditas com vinho de geni-
papo, moblias, cadeiras de junco de guarnico,
ditas de balanc \ camas fraucezas, marquezoes,
guarda-louca. aparadores, redomas de vidro, 1
grande santuario proprio pira 'greja, espelbos
quadro?, jarros, velas furadas steariuas e outros
objectos.
Sexta-feira 1 de Abril
v A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
Por intervengo do agente
Gusmo
Previne-se, para nao haver duvidas futuras,
que a parte da propredade do engecbo Brum,
pertencente a Pedro Francisco de Paula Baptista,
nao de 8:5594212, como est annuncada para
ir a leilo, e sim de 6:500J, inclundo as bemfei~
torias, visto como Franc.jco Miranda vendeu di-
versas partes na importancia de 6:000, fican-
do por consegnnte Pedro Baotsfa consenhor na
propredade de urna parte de 6:500^000.
Um consenhor.
Hotel e hospedarla Luzo-lira si-
r e importante cocheira na
villa de Gamelleira.
Chamamos a attenco do respeitavel publico e
dos Srs. passageiros que por all transitarem, para
este estabelecimento, onde encontrarao boa hospe-
dara e sinceridade no trato, aeaim como urna
grande cocheara para trato de cavllos.
No mesmo estabelecimenro tambem ba sempre
bons cavallos de aluguel ; e tudo por mdicos
prt-cos.
Leilo
De 40 pegas de ganga lisa, averiada
SABBADO, 2 DE ABRIL
A's 11 horas
O agente Pinto levar a leilo por autorisacao
do Sr. cnsul de Franca em presenca de seu chao
celler, a requerimento do Sr. Luis A. Seqneira e
por cont e risco de quem perreneer ursa caixa
marca X n. 2,597 descarregada de bordo da va-
por Ville de Rio de Janeiro > com avaria
d'agua do mar, o leilt ser effectua.'o no arma
zeni da rna io Commercio a. 46, por occasiao do
|pilo de outros volumes tambem svariados, b;ra
como tres cofres, carteras e repartimento de es-
criptorio.
Leilio
KANANIMdoJAPAO
RIGATJD & C>a, Perfumistas
f 'ARIS,' S. Ra Vivianas, 8, PAHIS
11 i.
^Extracto de gananga
Hff* fl delicwM
perfuma para o len-
co producto da
preciosa flor conhe-
cida sob o nome de
Piros japnica.
O seu delicado
aroma, de persis-
tencia sem egual,
refresca o ar que
se respira, espar-
gindo ao mesmo
tempo ao redor da
pessa que o usa,
as suaces cmanaces que revelam distinecao
e '! ^anci?.
Ac/io- venda em toda* as Perfumaras
9fi0>00fmlMH0i0>^^e*0/l0lt00909
Da movis, loucag, vidros e trem de eo-
zinha
Constando de ;
Urna mobila de jicarned, 2 espelhos. 1 par
de lanternae, 6 quaifros. 4 jarros, 1 tete para
sof, 1 eandieiro a gaz, 1 cama pra casal, 1 toillet.
de Jacaranda, 1 meia comino la, 1 cama de ferro
para menino, 1 Oerco, 1 lavatorio, 1 guarda-lou-
ca, 1 mesa para jantar. 2 aparadores, 1 sof, ca-
deiras de guarnico, duas de bataneo, 2 cabides,
3 qoadros, camas de lona, mesa de cozinhs, louca
para almocj e jantar, vidros, talberes, trem di co-
zinua e muitos outros objectos.
SABBADO 2 DE ABRIL AS 11 HORAS
Na casa terrea sita roa de S. Jorge n. 70,
mitr'oia di Pilar
POR INTERVENCAO do
Asente Gusmo
iUlLHl QIII,I> MULUEH1
Pastora Theodorica dos Sautos, seus filboa e
genros mandara celebrar ama mis a pelo eternt-
repouso de sua amiga Malim Aquilina Mulhert,
pelo que convidam a todos es prenles e anrfgas
da finada para assisrirem a mesma m:s3a, que
ser resada pelas 7 hotas da manh de sabbado
2 de Abril, na matriz da Boa-Vista, e desde ja
anteeipam sen eterno agradec ment.
..._
Leilo


De 1 burra prova de fogo com dass portas, 1
dita menor com urna porta, ambas de Mtlner, 1
borra franceza, 3 carteras, sendo urna para 2 pes-
soas, 1 armario para livrxs, 1 balaoca para pesar
rrata e ouro, mesas com cavalletes, l armaco in
glexa, cadeiraa e objectos de eeciiptorio.
abbad, 9 de Abril
A's 11 horas
ylu: i mm
Flaviu Gnnealves l.irtMi
Argela Baptista Goncnlvrs f/mti, Maria Isul I
Gonsalves Lima e Francisco de paula da Sil\ a
Reg agradreem do intimo d'alma aoe parentea e
amigos que se dtgnarn acempanhi;- os restos
mortacB oe seu idolatrad.i marido, pai < padi;.
Fia vio Goncalves Lima, sua ultima motada ; e
de novo os convidara a assistir as miesaa, que
pelo repouso de sua alma, mandam resar aa ma-
triz ce Santo Antonio, s 8 horas da manb do
dia 4 do corrente, segunda-feira, stimo do s> a
psssamento. Tambem pedem deacalp a todas as
prssoas que deixaram de ser convidadas, em ra-
zio da prec;pit.-.cao com que foram feitos ob i
vites.





l


,*~


Diario de Peranibuco--Scxta-lcira 1 de Abril de 1887
t
-4
's
VA?.
V
;
V
Xf.
ofV

Alnga-se barato
rtua dos Guararapes n. 96.
Ra Visconde de Itaparica d. 43, armaxem.
Ra do Tambi n. 5.
Rom do Visoonde de Goyanna o. 163, com agua
e gaz.
Largo do Mercado n. 17, loja com gai.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2.* andar.
Tntk-se na ra do Commercio n. 5, 1' andar
Mcriptorio de Silva Guimar&e fe C.
Alna-se
orna casa com commodos par grande familia, (
sitio arborisado ; na Ponte de Uoha n. 10.______

Aluga -se
a casa da ra do Hospicio n. 10, com grandes ac-
commodacoea para collegio ; na ra Duque de
Casias n. 9.___________^^^^^^_
Aiuga-se barato
um pequeo armas-'m na raa do Vigario, proprio
para deposito de faaendsa oo mercaduras ; a tra-
tar na meama ra n. 31, 1* andar.
Amas
Precisa se dz amas para cosinhcr e engommar :
na ra do Hospicio n. SI.
Ama
Precisa-se de urna bos cosinbeira para casa de
Bputa fair.ilia, prefere se escrava; na ra do
iachuello n. 13.
Ama
Precisarse de urna boa cosinbeira, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companbia
t. 2. Prefere-se escrava edeve dormir em casa.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinbar ; a tratar
na ra do Baro da Victoria n. 54, loja de no-
ve8. ________________
\ 111,1
Precisa se de urna ama de boa conducta, para
indar com nm menino do tres annos, e faser mais
al gura servico ; no Entroncamento, junto ao acou-
g"0-____________________________________________
AMAS
Precisa-se de diversas, tratar das 8
horas da manh a 8 da noite, na ra das
Flores n. 18, porta larga.
Tricofero de Barry
Garante-s que fita nas-
cer creaoer o cabello ai n da
sos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co ca caneca. Positiva-
mente iiupee o cabello
de cahir ou de embranquo-
cer, e inlallivelmente o
torn espesso, macio, lus-
troso e abundante.

Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no inun-
do que tem a approvacao oficial de
um Governo. Tem duas vezes
raais fragrancia qno qualquer outra
e Jnraodobro do tempo. E'rcuito
mais rica, suave o deliciosa. E'
Hiuito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. S uas rezas mais refres-
cante no banjo e W ouaito do
.lente. E' especifico contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansados e os
denmaios.
Jarope Je Vida Je Reiter lo. I
JjrrES DE VtiSr-O, DCPOIB DE US-.
Cura positiva radical de todas as formasde
escrfulas, Syphilis, Feridis Escrofulosas,
Affece.5es, Cutneas e as do Couro Cabel-
lado com perda do Cabello, e de todas aa do-
cncas do Bangue^Figado, e Bins. Garante-*
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangua
restaura e renova o systema inteiro. at t
SaMoGoratiYOdeRenter
Criado
Precisa-se de um criado de 12 a 14 annos ; na
ra do Commereio u. 44.
Ao commercio
Os abaizo assignados previnem que dispensa-
ran) dos seus servicos o Sr. Joo Carlos de Amo-
rim desde o dia 23 de Marco.
Oliveira & C.
Professor
Urna pessoa habilitada se oflvrece para leccio-
nar em aigum engenho primeiras lettras, portu-
gus, aritbmetica, neco.-s de francs e latim :
quem precisar deize carta nesta lypogiaphia com
as iuiciaes H S P.
Fabrica Martina
O abaizo assignade taz scienta s pessoas com
quem tem transaccoes commerciaes, que seu fi'.ho
Arthur Lambert Pereina deizou de ser seu cai-
zeiro, a eontar da data de boje, 29 de Marco de
1887.
Manoel Antonio Pereira.
l!m professor
Quem precisar de um moco casado, com 14 an-
nos de pratica no ensino primario, para a educa-
cao de seus filbos, dirija o chamado por carta
estacan de Frecheiras ao Sr. G. L. A. Monteiro.
Apresenta valiosos documentos, nao s de sua
coikducta, como de aptidao professional.
Para o Banho, Toilette, Crian-
Ss e para a cura das moles-
3 da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Deposito em Pernambueo casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Fabrico de assucar
Apparelhos econmicos para o cozimen-
tj e cura. Proprio para eDgenhos peque-
os, sendo mdico em preco < ef-
fecllvo em operaeo.
Pode se ajuntar aos engenhos existentes
do systeroa v'elho, roelborando rauito a
qualidade do assucar e augmentando a
quantidade.
OPERAEO MU1TO SIMPLES
Uzinas grandes ou engenhos centraes,
ma^binisrao aperfeicoab, systema moder-
no. Plantas completas ou machinismo
separado.
speciticac3c8 e inforrasyoes ooai
BrowBS C.
5RA DO COMMERCIO-5
Aos Srs. proprielarifts e edifica-
dores
Na antiga e bem acreditada (Inris de liento dos
aanr b Rumos, a ra do Viseonde. de Albuquer-
qoe (( utr'ora da Gloria) n. 87 encontraro os brs.
propnefari-s e edific kIi.tcs, os segointo cbje-
ctos :
Tijolcs de alvensna batida.
Ditos qaadrados de diversos tamunhes.
Ditos para forno Ditos de capamento.
Ditos para cacimba.
Telhas.
O proprietario dessa coneeituada otaria, sciea-
tifica aos inieresados que todos os seus productos
sao manufMCTMmdos cjdi 1 excelente barro d'agua
doce, do iu2>ir Taqusry, tornndose por conse-
guirte ree .mmendaveis nao para a saude, por
nao ser h'uoido, como c sfw as d'agua salgada,
mais tabin pela duraco. Outrosini, bcientifica
igualmente, que a ferma de suas telh.is rnaior do
jue qualquer outra, mo ests. au ineemo tempo
sais leves por u> receberem durante o invern
Srandc quantidade d'agua, como succede com as
e barro d'agua saleada Preces mdicos. 87,
ra do Visccnde de Albuqucrqne, outr'ora da Glo-
ria 87. Entrada pelo lado do car?, deronte do
psassdico.
Cabriolis
Vende-se dous eabriole's, sendo um descobert.
e outro coberto, em perfeito estado, para um 01.
dona cavallos; a tratar roa Duque de Caziai
LIQUIDACAO
I3M ACABA!
pazejdas eroupas
75- Bna DwjflnB Caiias-IS
Menina
Precisa fe de urna menina de 10 a 15 annos,
para casa de familia, para andar com urna enan-
ca, trata se bem e d-ee de vestir ; a tratar na
raa Nova n. 15, loja.
Un Imni negocio
Aluga se ou vende-se um sitio no lugar Ipyran-
ga, na freguezia de Afogados, ron casa de viven-
da e fiucteiras, tem terreno para plantacu de
capim, canna e roca ; a trutar t m Olinda com
Manoel Joaquim de Miranda Seve, ou na ra do
Baro da Victoria n. 2.
Osa em
Santo Amara
boalo
de Ja
Aluga-se all urna boa casa, em lugar alto e
freseo ; a tratar no caes da Compaahia Perrtam-
bucaBa n. 6, escriptorio.
Compaohia zina Pinto
8o convidados os subscriptores desta comoa-
l a K*-,""* "",a d* ">!* gl no dia
(le Abril prximo vindouro, ao meio dia, no es-
criptorio n. 11 i ra do Commercio, afim de ser
discutido os seus aatatotos resolver-se sobre a
fuodacao da meiraa companhia.
Piluias purgativas e depurativas
de Caoipanba
Estas piluias, cuja preparacao purameute ve
getal, tecm sido por mais de 20 annos aproveitadas
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affeceoes da pelle e do figado, syihilis, bou
bes, escrfulas, chagas inveteradas, "erysipelas e
^onorrhae.
Modo de asal-as
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, i,e-
aendo-se aps cada dse um pjuco d'agua adoba-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : trme-se nm pilula ao jantar
Estas piluias, de iovencao dos pbarmaeeuticoe
Almeida Andrade & F;hos, teem veridictum doi
Srs. mdicos para ana n-lhor garanta, tornandr-
je mais rccommendaviir. pur serrn um seguro
DUrgativo e de pouca diea, pelo que poden, ser
osadas un riagem.
ACHAM-SE A' VENDA
^a drocoria de Farsa Sotirlnh* rt
Al -RA DO MRQUEZ DE OLINDA 41
Attencao
Mordidura de animaos
e reptis venenosos
Jos Emigdio deChrsto Leal, residente
em Olimla, ra do Amparo n. 35, ten"o
fcado com a recita pela qual seu finado
pai o tenente Felipp.- Manoel Leal, preparavape-raa isas* attrabea-
te de qualquer venreo, tem para ven 1er
ditas pedrss acompanhadas de urna iolica-
(Xo iinpressa.
Estas p<*dras tm sido applic*das em
crescido numero d<- pnsoas e animaos mor-
didos de cao damn.'lo e o< bras de diffe-
restes especies, betosre h cascavd, sem
qne jamis tenha f 1 ado a'Cura em um
s caso. Portante cb s-nhores apreciado-
res da caja, e pesuas rf-si entes no campo
prevenido com t.l antidoto es'Jo isentas
de vir morrer <\a Umt mor liduras um pa
repte, uns amigo, U'n companh-'iro, 'final
rornte, racional ou irracional.
Slo cenhecidiis estas podras a mais de
50 annos, mprg<.das sflrcpre com bm
xito e bom resulta io.
.111 MU k
Hu 1 de Marco n. 0.
Participam ao respeitavd publico que, tendo augmentado seu
eatabeleciroento de JOIAS com mais um seorao, no pavimento terreo,
com espacialidades em artigo* de ELECTRO-PLATE, cmvidam as
Exmas. familias e seus numerosos fregnezes para viaitir at>n estabele
cimen'o, onde encontrarlo um riquissimo sortimento de oi.s d ofii e
prata, perolas, brilhantes e outras pedrs preciosas, e relogios de curo
prata e nikel.
Os artiges que receba diractamento por todos os vapor silo
secutados pelos mais afama loa especialistas e fabricantes da Europa e
Estados-Unidos.
A par das joias de u1> Ip valor acharSo uma grnda varnvtafo
de objectos de ouro, prata e electro piafe, proprio para presantes de
casamentos, baptisados e anniversarios.
ero em relacao ao preco, o neru qualidade, os objpctos acirna
mencionados, encontraro concurrencia n'esta praca.
Capas para sentaras
Raa'li'IU d Caxla im. et e 83
De seda e imada 'as, o que ba de maia mo-
derno, a 40*000. i ata 03 -clnir.
uii un
Precisa-se de uma boa engommadeira e que
eosaboe tambem, para caaa de pi quena familia :
a tratxr uo Caes da Companhia u. 2. Prefere-se
escrava e deve dormir em casa.
i
Em casa de todos os Perfumistas e Cabelleireiros
da Franca e do Extrangeiro
1=1 4DTC Q "C3,-.-,
PRBPARADO COM BISMTHO
"FAJV, Perfumista
PARS, 9, Xe-u.a de la Faix, 9, PAEI8
Aluga-se barato
um pequeo armaaem na ra do Vicario, proprio
para depisit.) de fazen'ias ou mercadonas ; a tra-
tar na uiesma ra n. 31, 1- andar.
1
XARPE
D l HIPOPBOSPHITO DE CAL
MM
Friipre'fa'i'i- com tnn*o cnito para curar a j
L-blsica o as molestia, taherculosas, j
.'vendemos '.inicainente em frascos qxia.dri-
\w. con? o noinedo doutor Ckubcuiu. sotre
lUfc
8ob a int'iuop-cia dos ilypopl-oephttoa a
.toase diruiniH;. o appetilj augmenta, as for-
V*s torneo ;i vir, os suores nocturnos cessiio,
e o ooate goza rio um bem estar desusado.!
Os h33phospl:i!oa i/'W iei.'io a marca
ite fabrica da pharmar.ia SWASTJ,
i'i, ru Cattighene. Pariz, 8o oa uni-
Cfc rcconhecirlos o recommendados -pelo
jy CHUACHILL autor da detcoberia
d siia.' prcprjedrc* curativas.
Preco : 4 francos inir frasco as rrsac.a-
ru'--x uns ps>fa<^MM Phtnaociai.
Bfc-IS & SANTOS, tendo obtido grande reducc.lo nos precos das ver-
daderas Machinas imericavas para descarocar algodo, estuo ?ecdcndo a
H000
por Berra, um I4/0 de descont, a
Ra do Mrquez de Olinda n S6 A
. a^lS DORES o^ f>*.
sA Da. ^ p" no do IKPBEQO do ^"^5"JWSkw
rff*W El2r,PePastadentifpicios ^1%.
^ m IIMEBCTINOS
da ABBADIA do SOXJILA.O (Gironde)
DaiS riAGUELOJTE, Prior
? JMedolhas de Onro : Bruxellas 1880 Londres 1884
AS MAIS ELEVADAS RECOMPENSAS
INVENTADO
NO ANNO
l<9*V4 Pek Prior
iqj # O Plcrre SOUESAUS
O uso quotidiano do Elixir Dentifricio
dos RR PP. Benediotinos, com dose de
alpnmas gottas com ajru, prevein ecura a cae
dos deatee, oinbranqueceos, foitalecendo o tor-
nando as geii{rivi8 iiertoitainonte sadias.
Prstamo um vi?rdaileiro aorvi<;o, assipna-
lando ao* iiomoo loitur.-.t esto anti-ro e uulis-
siinu preparado, o melhor curativo e o nico
preservativo cuutra as Aiecfdes. den-
tarias, u
C1S1D1 rDNDiM H Ui7 s& ISf O^ I I B |k| Une Hugnerie, 3
Agente Geral : 9 San ^-33 K> B 1^ BORDEAUX
Achase em toda s be* Ptf*umrit, Pharmtelts e Drogara*.
Francisco Gomes Marques da
Fonseca
Victorino Marqu s da Fonseca, Dionisia Mara
de Oliveira e seus filbos, mandam rezar uma mis-
no convento de S. Francisco, -legunda-feira, 4 do
mz vindouro, pelae 7 boras da manha, por alma
de seu infeliz pai. geuro ecilubado Irancisco Go-
mes Marques da Fonseca, fallecido em consequen-
c-i, do naufragio do paquete nacional Baha, na
noite de 24 do expirante; e para aBsistir esse
acto de religiao, convidara aos carentes e amigos
seus e do finado, pelo que se cjofudsain desde j
agradecidos.
Beraardo Joaquina Uomea
Emilia de Farias Chuses, Capitulina Orestildes
Gomes. Alfredo fretocol Gomes, Getulio Primi-
tivo Gomes, viuva e filbos de Bernardo Joaquim
Gomes, victima do naufragio do vapor Baha, na
noite de 24 do mez correute, convidfm seus pa-
rentes e amigos para assistirem as missas que
pelo repouso d'alma do mesmo mandam celebrar
na sexta feira 1- de Abril, na igreja do Divino
Espirito Santo, pelas 8 boras da manb, pelo que
desde j se confessam agradcidos.
*S
VERDADEIROS GRAOSdeSAUDE do DFRANCK
* LICBN'CIADOS PELA INSPECTORA GERAL DE HYGIENE LO IMPERIO DO BRAZIL
i* Aperientes, Estomachicos, Purgativos, Depurativos
* Contra a Falta de appetite. a Obstracpo, a Bnxaqueca, as Vertigrems,
* as Cong-est&es, etc. Dose ordinaria : 1, i 3 eraos.
0 Desconnar as falsiiieares Exigir o rotulo junto imprimido em francez
* cada lXi^c^c^s^io c 0 Sello da Unio dos Fabricantes.
Km PABIZ, Pharmacia LEROY Depositas (m todas as principis Pharmaclai.
GRAGEAS
N
de Copaft/ia, Cubeba
Rstanhia e Ferro, Bismutho
ileatro, Terebenthlna. V
F0HTIN
INJECQAO
Hyglenlca e Ir ese r vadera
sem causar
accidente algom.
As GRAGEAS 1*01**1 :or2o as primeiras queobtivoram a approvacSo daAcodamim
de mtedtcma (1830j ,< ptaram-se nos Hospitaes. Caram aa molestias secreta.
mada rebelde/ -". fatigar os estmagos mais delioadofi.
A INJECCAO FCWTIW cempre recommenrlada como o complemento da medicscSo.
DtxoaUam ta Per:Mt fc" I FHAN 31 4a SILVA & C". e naa principos Pnarmac:.
BjfBa#^S^I>*it%a^s^a>|fcJMBs>>ilBi^^
Antonio Francisco Mala
Amorim Irmos & C, convidan) todos os seus
parentes e pessoas de sua amizade para assisti-
rem as missas que mandam celebrar na matriz do
Corpo Santo, s 8 boras de sabbado 2 de Abril,
por alma do amigo Antonio Francisco Msia, fal-
lecido na cidade do Porto. Desde j antecipam
seus agradecimentos tedus que >e dignarem
comparecer a esse acto de religiao e csridade.
~".....afif
VINHO r GRAGEAS .* VIVIEN
Extracto natural de Figado de Bacalhao
PREMIADO COM MKDALHAS DE OURO E PRATA
;pela ^s.Cc3.d.eiri.ia nacional
Ordenados nos Hospitaes de Franga, America, Inglaterra, Russia, etc., etc.
Administrar soh forma mui facllc agradavel todos os elementos curativos do oleo evitando
asslm o cheiro ^ sabor nauseosos o'estc; alem d'sso esta preciosa preparco tem uma
superioridade lncontestavel sobre o Oleo porque pode ser usada durante os grandes calores
em quanto o uso daquclle iuipossivel, tal o omnenle servico prestado pelo Doutor
VTVTEW; a experiencia tem confirmado o bom xito d'cslc producto.
Exigir a firma do Inventor B. vxvnnr cm duas cores ao redor do gargalo de cada
garrafa com o Sello oa Unlo dos Fabricantes.
PARS SO, Bonlevard fe Strasbonrg, SO JTAMtWS
Naufragio do Baha
No sabbado 2 de Abril, s S horas da manbao
serio celebradas no convento do Carmo do Recife
diversr s mismas pelo eterno descanco dos infelizes
que falleceram por eccasio do naufragio do vapor
Baha. O Exm. e Bevm. Sr. Hispo D. Jos, as-
sociando-se a esta obra pis, ser o celebrante de
uma d"S" missas. Pede-se o concurse pessoal de
tortas aa almas b mfazejaa para este acto de rn-
ligio e caridade.
Oa otciaes e tnpolautes o vapor nacional
Bnliia mandam resar missas no dia 1' de Abril,
8 horas da nian!,:I. iin igreja do ^orpo Santo,
por alma de seus Cinpanheirjs que suecuinbin.in
no naufragio do referido vapor.
dallna Aquilina Mablerl
Maiia M. Muhlert, i.rtrude8 C Muhlert, Ma-
rn A. Muhlert, Geroncio Eduardo Muhlert, (au-
sente) Remigio Izido Eduardo Muh ert, sua mu-
Iher e seus filbos, Menaudro Eduardo Muhlert,
sua mulher e seus filbos, Augusto C. de Mattos e
sua mulher, mai, irmans, cuchados e c alindas,
agradecem a tolas as pessoas que se dignaram
acempanhar ao cemiteno us restos mortaes do sua
sempre lembrada filba, irma e cunb&da, ldalina
Aquilina Muhlert; e de novo as convidam para
as8iatir missa do 7 dia, que ter lugar s 7
boras da manha de sabbado, 2 de Abril, na ma-
triz da Boa-Vista. Desde j antecipam seus
agradecimentos por esse acto de re.ligie e c&ri-
djde.
A agenciH da eumpanin i braaileira de nave-
gacao a vapor manda resar missas no dia 1 de
Abril prximo vindouro, s 8 boras, na igieja do
Cirpo Santo, ppr alma dos nufragos que suecum-
biram ao desastre s^brevindo ao vapor nacional
Baha na noite d<^ 21 para 2r> do correte.
idmlttlttrtfta : PAtlf, $, Boumrd Uontmtrtrt.
ORANDE-GRILLEAffeilymphatiCi.Mlt*o.
Casias Tas digestivas, jbstruc<;oes do fijado e do luco
- obilraccoei vitceraes.coocracosi calculosas da bils.
HOPITa^ Au"ecc6eidaiasdigertiaincomioo-
ftas do eslom3;-o, digest diflkil. inappoKitia,
|a tralgias djswiBia.
CLESTIN3 A BV{H dos rin, da onija % rea,
eoaCTSv^esdasouriiia.g.iU.diabc te, albuminuria.
HATJTErJVi;.-AITe-1;.i.sdosr:o<.dbjigjreia;
ooocreed.i?onriii i, cola, i)uoeu)>, rdbcni.'aaria.
EXIJA-SE 6 fiGMe da FfiftTE oa CAPSULA
En PimmDuco, IVsaa* Seiau ni'-ci'1!'. l.ri,-H^ ero 'L'ii d
IlUEMENuY LAB1LLG, 9. ra 4o Ooratnwtr*
SDLZS Ki'CHLlN, SS. na a Cas,
FalsificacOes
Para evitar falsi&caces com referencia ao co-
ndecido fEITORAL DE CAMBABA, deve exi
gir-se este preparado com a firma do auctorAr-
vares de S. Soares em rotulo circulando aro-
Iha do frasco e a marca da fabrica nos involtorios,
irulada pelo nome dos agentes e depozitarios
geraes em Pernambueo Francisco Manoel da
Silva & C ra do Maraes de Olinda n. 23
PILULAS
Ferruginosas
JURUBEBA'
BARTHGLOMEO & Ca
Pharm. Pernambueo.
Cur&o a Anemia, inore* brancas,
Falta de Menstraaco,
. Debilidades e Pobre aa de saz
kE3cigir a assignatura
rrzz9'
Altencao
Precisa-se alugar urca ama para cosinbar, que
possa resistir o t rabal lio ; ua ra do Jar d ira nu-
mero 27.
Ama
Precisa-se de nma ama para engemmar ; na
ra Real n. 20, Casa Forte
Engenho para arren-
dar-se
0 Goiabeira, d'agua, motnte e corrente, meia
legoa distante da cidade de Jaboatao, com trras
psra safrejar at 2,000 paes de assucar, boa casa
de vivenda e pomar : a tratar com as proprietarias
na ra da Imperatriz n. 49, 2- andar.
Atlen^o
0 abaizo assignade, tendo de refirar-so para
Portugal, precisa vender seus estabelecimentos
sitos roargem da carrada publica na povoar^i
de S LourenQO da Matta ; a pessoa que por qual-
quer circumstancia quizer sabir da praca ou que
sendo de longe, pretender app:-oximar-se della,
encoutra aqu uma loja de fazendas bem afregue-
zada, uma taverna e casa de morada, tudo em uti
s predio, mas em compartimentos ce .arados e
commumeaco interna. Alem do que rica mencio-
nado, ha mais algumas casa e outros objectos,
que muito concern ao ccmprsdor, sendo todas as
casas, a f xcepeao de um edificadas em solo fo-
reiro.
A povoacao incontcstavelmente o lugar mais
salubre e aprasivel que existe fra da capital
quatro legoas d distancia ; ha aqui uma feira so
domingo bastante concorrida, abundantissimas e
excellentes aguas, assim como a estacan da linha
frrea e o Capibaribe prximos : quem pretender
dirija-so aos ditos estabelecimentos, e para infor-
macoes aos Srs. Andrade Lopes & C. ra Du-
que de Caxias n. 52.
Manoel Jos de Brito Barreiros.
Usurase
o 1" andar do predio n. 21 ra do Barao da Vic-
toria.
A casa n. 4 do be c i Tapado.
A loja do predio n. 117 ra d.- ^'arcillo Das.
As casas os. 4 e 18 do boceo da ra da Palma.
Um pequeo armazem, proprio para deposito de
mercaderas, na ra d> Vigario.
A casa a. 10 do becco da ra da Palma.
A tratar enm Carlos R-ibello & C. ra do Vi
gario n. 31. 1 andar.
Olindi
Encalhou na praia de S. Francisco desta cidade
uma tartaruga com 21 palmos de compriraento ;
espantoso ver-se em cima della trepar-se qua-
renta e qua'.ro pessoas ; a qual se acha no pateo
do Caru>o, eui frente da cstaco, durante o dia de
boje.
Attencao
VINHO de EXTRACTO de FIGADO de BACALHAO
Vends'se
em tollas as prUclpaes Pbarzcacias
c Drogaras.
Deposito geral .
PARIZ
21, Faubourg Montmarlre, 2i >
O VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao, preparado pelo Snr. CHEVRIER, Pharmaceutico de lr* classe,
era Pariz, possne ao mesmo tempo os principias actives do Olee, ds Figa&O de Bacalhao e as propriedades thevapeuticas dos
preparados alcoolicos. E' precioso para as pessoas enj estomago no pode supporar as susbstancias graxas. O seu effeito,
como o do 01? de Pitido de Saealhao, soberano contra as Escrfulas, Rachitismo, Anemia, Chlorose,
Bronchite s todas as Molestias do Peito.
Precisa-se alugar um hornea para vender na
ra, paga-8e#bem : na ra do Jardim n. 27.
Ao publico
^Oliveira Castro & C, contratantes do abasteci-
mento de carnes verdes do municipio d>> Recife,
avisain que a contar do 1' ue Abril 30 de Se
tembro do corrente anuo, as carnes verdes per-
tenec tes aos mearnos, serao vendidas a razSo de
400 rs. o kiljgram.no a de primeira qualidade, e
300 rs. o kilogrimmo a de interior qualidade.
Recife, 31 de Marco de 1887.
Oliveira Castro & C.
Attencao
VINHQ de EXTRACTO de FIGADO oe
PARia
21, Fauboi-S Montmartre, 21
GBEOSOTADd
Vonde-se
em IpBB a- urincipaes Pfcarmacl as
e Drogaras.
A CREOSOTE de FAIA suspende o trabaiho destruidor da Tnica pulmonar, porque diminue a expectorac-
desperta o appetite, faz censar a febre, supprime os suores. Os seus effeitos comliinados com oa do Oleo de Pigad de Bacallao,
fezem do VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao Creosotado, de CHEVRIER, o remedio por
excellencia contra a TSICA declarada ou imminente.
Furtaram do abaixo assigoado, na noite do dia
12 do correte m-z. de sua fiizenda, nos arrabal-
des da villa de Pauellas, un cavallo castanho-
amarello, grande, andador baixo, misturando este
andar com galope, arde.;o, castrado, com uma es-
irella na testa, e os quatr > ps brancos, com a ri-
beira P de Pesqueira no qurto esquerdo, e o fer-
ro de que usa o abaixo assignado J-S.
Gratificase a quem appr hender dito cavallo e
o levsr a villa de Panellas com 20j030 e a quem
d< r noticia certa, com i^ual quantia.
Villa de Panellas. 23 de Mareo de 1887.
J ao Rufino de Mello e Silva.
Vende-se
um bom sitio todo murad., e casa de morada coa
sotao, accommodindo grande familia, entre as es-
tacos da Jaqueira e Tmarineira : para infor
atacao, na ra do Apollo n. 24, com o guarda
livros.


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Diario de Pernambuco- Sexta-feira 1 de Abril de 1887|

\
V

i

Para cosinhar
Precisase de nina
ama para cosinhar,
mas que cosinhe bem;
no 3. andar do predio
n. 42 da rna Dnqne de
Caxias. por cima da j -
pographia do Diario.
Jalroph
Manipoeira
Este medicammto de od* efficacia reconhecida
no berikT e outras molestias en que predomina a
hidropesa, acba-se modificado em saa prepara-
fio, medico desta cidade, sendo que tmente o abaiio
assignado est habilitado para preparal-c de modo
a melborar lhe o gosio e cheiro, sem todava alte-
rar-lhe as propriedadea medicamentosas, que se
eonservam com a meema actividade, se nao maior
am vista do modo por que elle tolerado pelo
estomago.
Uniro slepoMito
Na pharmacia ConceioSo, ra do Marques de
Olinda n. 61.
eierra al* Mello
Renda hespanhola
BA DUQUE DE CAXIAS NS. 62 E 88
Renda preta hespanhola, toda de teda a 4/000
o covado.
Ao publicas e ao com-
mercio
O abano assignadi, ret rando-s temporaria-
mente para Europa, deixa como seas procurado-
res o* Srs. Jos das Neves Pedross, Henriqe
Qoncalves Bias e Fortunato Pinto da Motta. sen-
do Io, 2o e 3 na forma em que se acbam colloca-
dos. Aprcvei'a a oceasiSo para despedir-se de
alguas amibos que o nao fisease peasoalmente,
offereccndo-lhes os seos limitados prestimos uo
reino de Portugal.
Recife, SI de Marco Je 1887.
Jos Goncalves Das._______
Engomnadetra
Precisa-se de urna boa engomraadeirs, qae eu-
saboc Umbm, pan.easa de pone familia, prete-
na ra do Kiacbuello n. 1S.
re-se eacrava
NOVIUAUES
PARA
Pasto e Cu I lares parti
cular
Loureiro ft C. Passagem n. 7, receberam no-
va remes* do ja bem conheeido vinbo de Pasto,
aasira superior de Collares, que vendem em quin-
tos e retalho, por cummodo prego.
Peixo fle yplro
Na quinta e sexta-fe:ra santa vende-se peixe de
viveiro nc baldo dos viveiros muito canhecidoa
que foram perteneentes ao finado Francisco Cous-
seiro, e isto na es-rada dos Remedios e M na
ireita de Afogados ao passar a ponte, lado direi-
o, segunda casa, de rceia noite em diante. Ex-
pelientes curiroes, optim-s tainhas e camorins,
etc. ; e na quarta.eira de trevas somente nos
Idos dos meamos viveiros.
Preclam-Me com nreenria de per
relian, Inuitf preenlre ntio es-
tando neaaaa condtcc*e, pnen se
bem. Ateller de madame Fannv. rna
d' Imperador n. O Io anJar.
Paga-se bem
Na ra do Imperador d. 45, 1 andar, precisa-Be e
de urna boa cosinbeira, urna engommadeira e um
menino ara recado. E' de condicao, dermindo em
asa.
OS ACTOS DA SEMANA SANTA
Capa para senhoras
de damass
cachemira
e merino.
Secbeo o bom March
Em dp He Pag 181
14$000
Aluga-se a casa teriea n. 6 travessa do Frei-
tas (antiga do Trindade) e S. Jos#, com 2 salas,
2 quartos, cosinha fra, quintal murado e cacim-
ba ; a chave aeba-se junto d. 8, e tratase na ruw
da Guia n. 62, Kecife.
A REVOLUCAO
0 48 ra Duque de Caxias
Chamamoa a attencio dsg Esma. familias para um explendido sortimente de
fazendas que vendemos por precoa sera competencia.
VER PAKA CRER
Guarni{3eB de veludilho bordadas a vidrilho, 7000, urna.
Cachemira pretae, 10000, 10200, 1)5400, 14600, 1,1800 e 2*000, o covado.
Ditas de cores, 900 rs 10000 e 2*200, o dito.
Dita brocb bordada a 13 o seda, 1*500, o dito.
Lindas lis mescladas de seda, 600 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinhas de seda, 560 rs., o dito.
Ditas ditas com listrinbas e quadrinhos, 400 rs., o dito.
Ditas alpacas lavradas, 320 rs., o dito.
Setim damass, novidade; 320 rs o dito.
Dito Sito com listrirtas, 320 rs., o dito
Dito Macan, 800 rs 1*000 e 1*200, o dito.
Dito preto, !*200, 1*400 e 1*800, o ka.
Merio-setim preto, 1*500 e 1*800, o dito.
Oros do aples preto, d- :-5.$00">, 3*500 por 1*800 e 2*000, o dito.
Fustao br-nco, tino, a 400, 560 e 800 rs. o dito.
Dito de cor, phantasia, a 320 rs., o dito.
Colchas bordadas, a 2*500, 3*500, 5*000 6*000 7*000, urna
Guan.icSes fie crochet, 8*500 12*000, urna.
Cortes de cfcxheroira para vestido, 20*000, um. .
Ponbos e colerinhos para senbora, a 2*000, um.
Fechs de II, 1*800, 2*200, 2*800 4*500 e 6*000, um.
Ditos de pelucia, pretos, 6*000, dito.
Voludilhos lisos e bordados, 1*000, o covado.
Ditos bordados a retro z, 2*000, o dito.
Loques de pao, muito finos, 500 rs., um.
Ditos dito, 1*000, 2*000 e 3*000, um. ,
E muitos outros artigos gue se lembrarSo na presenta das Exmas familias.
Henrique da Silva Sloreira.
VENDAS
JLem branca
Fantasa para crochet, em fos de 12 e seda, de
diversas coree.
Contas de pedrs lapidadas, cumpleta variedade
era cores.
Guarnicoes de la e aeda com bollas de madeira
pulverisadas, para enfeitar um elegante vestido.
Bonitos bicoa de cores, sortimento completo,
rendas bordadas para vestido, ditas em seda hespa-
nhola, creme e preta.
Commodos e elegantes espartilbospara a tu oras
4os 1.000:000^000
200:000*000
100:0001000
LOTERA
20$000
Aluga-se o 2- andar do sobrado ra da Guia
n. 2, caiado e pintado, com bastantes commodos ;
trata ss na k ja.
Cusinheiro
Precisa se de um cosinbeiro ;
creio n. 44.
na ra do Com-
Tcdos estes artigos e muitos outros vendem-se
na casa do
Pedro Andino A 1.
63-RA DUQUE DE CAXIAS 63
Precos resumidos
NA
Nova Esperanza
Criado
Procisa-se de um criado : na rna da Imperatris
n. 86, 2- andar.
GRANDE
DE 3
Era favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA .
PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extracto a 14 ae Haio se 1887
tf thesoureiroFrancisco Gon$alves Torres
OPPRESSO
TOMC
UTAUM-UFUa!
tmm
'liEVRAJMS
ralM QUKBM ISMl
lo acalma o aymptoiua nervoso, taclU
oivaos respiratorios.
aspirarse a ten.-- qne penetra no .
aexpectoracao e Arorlsa as funecoea
Pechinchas para acabar!
59 BimipiUGilil 59
Nansocs cores firmss a 160 e 180 rtis o cova-
do.
Citrones claros e cacuros a 240 ris o dito.
Fusioes com nalminhas de cores a 240 ris e
dito.
dem branco finos a 820 e 400 ris o dito.
Popelinas com listras de seda a 300 ris o
dito.
dem branca para Exmas. neivas a 500 ris o
dito.
Setinctas brame-as bordadas a 5(0 ris o dito.
Setins de cores, branco, e preto Macj a 800 t
H o dito.
Combraia de forro preta a lj&OO peca.
Esguioes de liaho de 10 jardas a 44 e 44500 a
dita.
Madapulau pelle de ovo de 20 ditos a <>500 a
dita.
Algodoea superiores a 34500 e 44 a dita.
Brim de cores, lindos padrees a 400 e 300 ris
o covado,
dem pardo superior a 360 e 400 ris e dito.
Angolas fina, cores firmes a 5W) ris o dito
Cambraia branca birdnda a 54500 a peca.
dem Victoria fina a 34200 a dita.
Bramantes de algodSo superiores a 900, 14200
e 14500 o metr. .
dem de liaho pnro, do inelbor. a 24 o cM.
Leoces de dito para cma de casal .4 14800
um.
Colchas de gaaga dem a 34 urna.
dem ideo para selkros a 24500 urna-
Colches franceses, grandes, a 154 um.
Ceroulas de superior bramante a 124 e 164 a
duna.
Meias inglesas, cruas, a 2800 e 3J500 a dita
Lencos braneos e de cores a 24 a lita.
Meias par enancas a 24500 a dita.
Guardosnos bordados do linho a 24400 a dita
Camisas franeezas superiores a 36 a dita.
Cortes de aaeia casemira a 14800 e .
dem de casemira superiores a 34000. 44500 e
64000.
Para a qnaresma
Uenns preto, sortimento sem competencia,
precos de 14000, 14200, 14500, 24000 e 24500 o j
covado
Groa de aples, verdadeiro de Lion. a 24500
e 24800 o covado.
Cachemiras preta com salpicos a 24000 o co-
vado.
Velndilhos Usos e bordados a 14000 a 14200 o
dito.
Mantilhas brasileira a 54 urna.
Fil de sede bordado a 24800 o metro.
Ficbus, dem, grandes a 74 um.
Cheviots superiores a 24500 e 34000 o cova-
do.
Casemiras, pannos, Sedans, merinos e todos os
artigos para o uso domestico te encontra na acre
ditada casa de ^
Ca iieiro da Cunlia k C.
Vendas em grosso damos
descont*
g Rna Duque de Caxias 59
Doce secco de cajo'
Vndese doce secco de caj muito superior, em
latas de 9 e 4 libras ; = a ra do Imperador nu-
mero 45.__________________
Yende-se
um vapor com moendas novas, taxas epbarol, tuio
em bom estado e por presos commodos ; qnem
precisar dirija-se estacao do Kibeirao a tratar
com Antonio Duarte Machado, ou no engesho
6anganel!i, perto da estago, amanea-se que iodo
negocio se far por venda.
A' Florida
Una Duque de CaxJas n. !*
Chamase a attenco c".s Exmas. familias par
os prtcos seguintes :
Ciatos a 14000.
Luvas de pellica por 24500.
Lavas de seda cor graaada a 24, 24500 e 34
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 14500, 24, 34, at 84.
Ramea de flores finas a 14500.
Lavas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 14 o par.
Porta-retrato a 500 rv, 14, 14500 e 24.
Peates de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. oca.
Anquinhas de 24, 24500 e 34 urna.
Plissa de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 ra
Espartilho Boa Figura a 44500.
dem La Figurine a 54080.
Pentea para coco com inscripeio*
Enchovaee para batisados a 8, 9, e 124000
1 eaixa de papel e 100 envelopes por 800 ri
Capella e veus para noivas
Suspensorios americanos a 24500
La para bordar a 24800 a libra
Mao de papel de cores a 200 ris
Estojes para crochet a ($000 rs
Bico de cores 2. 3, e 4 dedos
de largura a 34000, 44000 e 54000 a peca
Para a paresia
Galio de vidrilhos metro lGOrs.
Luvas pretas seda e eseocia.
Franjas e galoes preto fino com vidrilho 44,
34 e 24 o metro-
Lquee transparentes a 34000
dem preto a 24000
Lindos Broxes a 34000 140C0 e 500 ris
Leques para menina a 200 ris.
Licha para machina a 800 ris a duzia, (CB K)
Bordados com dois dedos de largura 600 ris,
3 dedos 800 ris, 4 dedos 14200
Garrafa d'agua Florida 800 rs.
Bicos para vestido decretone e chita peca 142tC,
14500 e24.
Leques com borlot a a 800. rs.
BARBOSA & SANTOS
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escesses preferiva
ao cognac ou aguarden^ de canna, para fortifica-'
3 corpo.
Vendese a retalho nos tu lheres rmaseos
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cajo ao-
coe e emblema sao registrados para todo o BraaL
BROWNS 06 C, agentes
Cimento
Fonseca irraaos & C. vendem cimento ingles,
marca pyramide, e cimento hamburguez, por me-
nos preoo que em outra qnalqner parte.__________
Papoula&C. tem
Capas pretas em casemira, granadine adamas-
cada, e de seda idem, casacos, jersey pretos e de
cores.
Luvas de pelica, seda, casemira e fio a'Escc
cia, veos de fil preto, 18, ra do Cabug.
Telephone SOft
PdIio de Rig
MATHUES AUSTIN & C, reeeberam altima-
monto um completo sortimento desta madeira,
como sejam : prancboe e tabeas para assoalho.
da rnelbor oualidade e de diversas dimensoes, e
que veodest por preces commodos, 6 seducidos,
conforme os lotes ; no armaseis do caes do Apollo
a. 51, ou 4 ra do Coasmercio a. 18, t" andar,
.-
DA
21:


LISTA tRAL
^r^-

PARTE DAS LOTERAS PARA
o END0 DE EMANCEPCAO
DA PROV1NCD1 DE PERNAMBUCO, EXTRAHIDA EM 29 DE MARQODE1887.
SS. PREMS. NS. PREMS. SS. PREMS. NS. PREMS-lNS. PREMS. NS. PREMS.lNS. PREMS. N8. PREMS.iNS. PREMS.iNS. PREMS.
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8
Diario de Pcrnambnco--Sc.\tafcira 1 di Abril de
LITTERATUR
JOCUNDA BERTIIER
POR
MARIO UCHARD
XLVI
(Con titmagSo )
E3tablecida assira a conversa logo ex-
trejne'de banalidades. Roberto, sentirse
tranquihaado, os modos a alegra de
Christiana, davam lhe a nota justa de urna
forma de dissimulagad hbilmente prepara-
da 'por ella Julgaodo que ella estava
inquieta, elle teria se envergonhado de nao
se mostrar na altura do estoicismo que
elle desenvolva. Ficou logo tSo senhor
de si que elle mesrao admirou-se.
Dorante a conversa, fallou-se na via-
gem a Caucaso da qual Chriatiana rindo,
contou alguna episodios. A esse respeito
anda Roberto teve urna surpreza, deseo-
brindo que o principe era um amador mui-
to instruido, que lbe fallava como artista
de urna embaxada Persia, da qual trou-
xera documentos muito curiosos : albuns,
photographias raras, e algumas armas de
prego, que lhe mostrou :
O senhor, nun;a este ve na Russia
disse-lhe o principe de repente; sabe o
que seria magnifico ?. ... Ir para la com-
D08CO na primavera !...
Roberto respondeu sem recusar, sorrindo
dease ofFereciment de marido predesti-
nado.
Notou, en retanto, que Cbristiana nao
pode deixar de corar e inquerio de si enca-
mo se, como Chistiana e como elle, o prin-
cipe nao desempenhava algum papel tene-
broso, exagerando a calma e a confianga.
De facto, as maneiras desta casa princi-
pesca pareciam ter o cuoho de urna espe-
cie de confianga tao calma e assemelha-
vam-se tanto certeza mutua de urna fe-
licidade conquistada, que Roberto son'.io
vagamente um aperto de coragao. vendo
Chrisflana tSo calma, a despero das emo
coes dessa mentira que o opprimia e que
s consegua oceultar por um esforjo enr-
gico de vontade.
Sobreveio um incidente ain la mais ines-
perado. Duas crangas encantadoras : um
menino e nma menina, de cinco e seis au-
nos, entraram de repente alegres e rindo;
a menina correndo passou o iranio para
atirar se nos bragos de Cbristiana:
Fui eu !. .. fui eu a primeira que
beijei mama I exclamou ella exaltando.
O menino lave a aua vez, saltando no
eolio de Cbristiana que assim con3ervou os
dous, emquanto o principe ra do assalto :
Ah minha querida, pareces a tia
Gigogne 1
Comquanto R)berto tivesse sabido, va-
gamente que o princii e era viuvo quando
easou com Christiana, nunca se lembrou
de indagar nada a seu respeito, evitaudo
essa recordagao lancinante do outro que
tanto o tinha torturado. De todas as
sorprezas s^ceessivas que o tinham assal-
ido havia urna hora, ao tornar a vel-a
epois dessa separagao de quasi um anno,
a mais cruel para elle foi esse quadre fa-
miliar e encantador que paremia quaB o
revelado de urna existencia feliz nesse
exilio 8offrido longe delle e no qual elle a
representava palpitante, sob um jago exe-
crado. Como ella tinha se afeito a esse
lar maldito !. .. Essas criangas a' chama-
vam de roai, a adoravam e a cobriam de
caricias Mas ella tinha sorrido, vivido,
amado, compartido essas ternuras que a
cercavam e essas effusoes que s trocara
corajosa tongamente provados !
Aterrado, Roberto espantavase das
]das que lhe passavara pela mente. Con-
xa
para desvanecer qualquer suspeita, devia
elle acreditar que, havia um anno, tdla ti-
nha sabirb fingir, mantir, engaar sem
descanco ?
Por felicidade entrou um criado que an-
nunciou a vizita do um alto personagem
poltico.
Oh oh exclamou o principe, vou
recabel-o no meu gabinete. E' grave de-
mais para a nossa conversa I accrescen-
elle desculpando-se.
Picando s com Christiana, que mandou
as enancas brincare m no jardim, Roberto
teve um momento da perturbagad... Seo
ta-se tSo longe dos seus primeiros das
paixSo... Havia mezes, que imagina va
as peripecias de ama secna de alegra de-
lirante, transportes, no mysterio de ama
entrevista secreta.. Algum antigo ser-
vider, sedueido... Ella o espera va cap-
tiva... Elle entrav, ella dava um gri-
to, corra aos seus bragos.
XLVII
Meu bom Roberto, disse ella coa
effusio, parece-ih,a singular que nos encon-
tremoi ssim ?
Roberto sentado em um divn perto del-
la, olbava, abysmado as suas emogSes
pungentes.
Sim, cora effeto, tornou elle.. Por-
que nao foi assira que esperei tornar a
vl a...
S a minha vi ia que est mudada,
Roberto necresentou ella cora brandura.
Oh 1 bam o comprehendi!... Mas,
eu vira com o naesmo ooraQo de outr'ora,
Christiana, disse elle Vim para arreba*al-a,
para sal val-a !.. Tiuha preparado a nossa
vencido, desde que entrara, que Christia- gesto de protesto, eu tambera estava loa-
conaervava urna mascara de calmal ca !... Louca cora um successo rpido
que me exaltava, que rae arrastava p ra
essa vida de acasos, em que tudo que nos
restava de verdadeiro, de altivo no cora-
gao ia cahir na existencia horrivel de urna
familia de theatro. Esta vamos loncos.
Roberto escutava de olhar fixo e fronte
pensativa. /
Entao, nao estava casada-'.?, repe-
tio elle, como so das palavras da Christia-
na s se 1-mbrassa deasas.
Naj I tornou ella ; o foi Rivbl que
me resolvcu a fazer ossa ultima experien-
cia para tentar aalvar-nos, os dous.
Rival!... exclamou elle consterna-
do.
Sim !
Mas essa carta, essa mentira e esse
engodo, depois ?
Era consequaacia do meu acto, que
nao devia recuar anta nada, para te salvar,
respondeu ella. Era preciso ir at o fim,
com o risco de revolur-te contra o meu
cynismo, e sobretudo garantir a tua vida,
deixando obrar a ausencia e o terapo. S
me casci dous mezes depois... quando
soube que estavas salvo.
Ella ficou um momento interdicto, lem-
brando-8) dessa noticia de casamento, que
um dia leu..
- E, agora, entJo, tornou elle,
pretende fazer ?
Mostra-te essas duas crianzas,
estilo brincando no jardim e que rae cha-
mam sua mili. Estender-te a nao, ac
cresoentou ella, e dizer te : Araigftober-
to, amano-ms como loucos. Soffremoa
como loucos. Entretanto devo-te tudo];
pois fostes tu que me salvaste da luta me-
donha pala vida era que ia me empenhar
som ti... Devo-te tudo guanta tenho de
bom, devo-te toda esta felicidade verda-
dera, esta fortuna inesperada... Sem ti
eu teria sido talvez engolfada, nesse tur-
bilhao em que s os mais fortes resistera e
ficam da p.. Sim devo-te tudo. .. Mas
tenho um coragao, urna alma, razSo...
Pois bem, agora diz3, olhando para mira,
dize so pjdes, o que exiges de mim.
partir,
sem mesmo
que
que
XLVIII
as casis de loucos dase s vezes o
phenoiueno sbito da volts da raza o, brus
camente, oem explicacSo, a nao sor al-
gum abalo da alma 011 do cerebro, que
deixa o paciente admirado, desorientado, I sera nada ver de um co.iluio, que nunca
fuga, prompto para
voltar minha casa.
Il-juve um momento de silencio. Chris-
tiana, sem retirar a mulo que elle segura-
va, poz-lhe a outra mao na fronte, e, seus
oibos humedeceram-se, ella sorrio triste-
mente :
Nobre menino grande I diss9 ella,
entao anda ests louco !
Christiana!
Deixa-rae fallar I tornou ella, viva-
mente, era voz que ainda tinha um accen-
to de carinho. Deixa-rae fallar, nessa dis-
tancia dos nossos raaos das, em que am-
bos aceitavanfos como verdadairaa essas
exasperagoes, essas dores, essas coleras
cora que to bera sabamos fzar-noi soflfrer
Nesses raaos dias, tu me amavas
Christiana I disse Riberto.
Sira, porque eu tiaha empenhado
tudo quanto era meu nessa futuro com
mura, nessa existencia, que as nossas iraa-
graacoss apaixonadas tinham resolvido,
quasi sem nos conhecer.
Tu me amavas! Tu me amavas re-
petid Roberto, quasi com violencia surda.
Sira, porque, como tu, tambera pea-
sei era matar me, se nao conseguase sal-
var te.
Como I
Sim porque voltei pira Lonlres, dis-
posta a tudo, mesmo a ser tua mulher, sa-
bendo que a miaba fraquez 1, ainda mais
do que a tua, ia precipitar-nos n'uraa vida
de miserias, de ciumes, de latas o de des-
granas.
Disposta a ser miaba mulher ? ex-
clamou elle, estupefacto mas tu estavas
casada !
NSo, nao estava. Roberto 1 respon-
deu ella cora a calma effectuosa e grave
que a sua palavra tinha tomado a pouco e
pouco : nao fstava, mas era preciso tudo
tentar para restituir-te a razao, para abrir-
te os olbos, porque nao sabias ver, nem
oomprchender que nao podamos continuar um ramilhete, elle deu-lhe un luiz e rio
Fazendo-lhe o acaso passar pela frente
da casa de urna cantora celebre, lembrou-
se que, havia justamente um anno, acora -
panhando Christiana e a tia, depois de
una das suas noitos de triurapho em casa
da diva, tiaha havido aquella scena deci-
siva, na vespera do dia em que tinha an-
nunciado o seu suicidio a Rival.
Com um auno de intervallo, sao diver-
sas as impre8Soas produztdas pelos mea-
mos fastos. Lerabrando se de que quiz
matar-se, interrogava-so a si meara.., apal-
pando-so, por assira dizer. muito admira-
do de sentir se anda vivo, depois do que
qua< se tinha passado entre Christiana e
elle; e talvez ainda mais admirado da
forca d'alma que descobrio sbitamente
em si para supportar esse ultimo golpe.
Impressad estranha o sea amargor era
mesclado de unja especie do sansagao se-
creta de allivio, como se tivesse conscien
cia de ter escapado a um perigo terrivel..
Voltando o pansamento agitagSo da raa-
nhS, eropregada nos preparativos de urna
evasao, vendo passar as embarcagSes,
lembroa-se das peripecias violentas que
essa hora lhe reservava. Via-se vagamen-
te, no fundo de um vagn, assustado com
a fuga, atirado ao acaso nesse desconbe-
cido do futuro, condemuados os dous, de
ante mito, a hitas implacaveis. Reduzidos a
esconderem se, onde iriam elles, atravez
do mundo ?
Ainda atordoado cora o que lhe tinha
acontecido, um sentimento do rancor o
perturbava. Rival!... Rival, cmplice des
sa fteatira de um casamento, em quo tinha
acreditado...
Quando Roberto entrou no gabinete de
trabalho, em que Aurora trabalhava ao
lado do marido, comprehendeu 1 logo que
elles n3o estavam admirados ; a sua irrita-
<%o cresceu.
Entao! pobre Rob, disse Aurora, es-
tendendo-lha a mo com ar de compaiuo
amistosa, voltas-'...
Sim, respondeu elle, sentando se.
Nos te esperavamos, accrescentou
Rival.
Entao, 'sabiarn tu lo ?
Sira, tornou Aurora, porque estivo
com a princeza hontera, antes de ti.
Roberto ficou um momento calado: o
seu espirito paresia esclarecer-se sobra mil
incidentes do passado de que se lembrava ;
compreheadia que, havia um anno, tinha
vivido junto delles como um hallucinado,
pois, mais tarde, em L>ndres,'ante3 de vir
a Paris. < Ganbar tempo, obrigal o a vi-
ver tinha ella do, habituando-o a au
sencia, ao esquecimento...
A essa hora, pelo manos, tudo estava
acabado I Acabada toda a illusao, toda a
crenca. Como depo s de urna araputacao,
dizi-tde si para si, que, arrancando o eo-
racao pelo menos, nao o faria mais soffrer,
porque nem mesmo senta indigoagao, nem
colera, depois <:e ter sido subtilmente es-
carnecido durante um anno inteiro de es
peranca e de agitajo louca. Do fundo
das suas raeditajSea amargas, revia Chris-
tiana, essas eriangas esse marido.
XLIX
Essa princeza calma, bella e fria, com o
seu racciocinio implacavel, era, com effei-
to, Christiana ? A vida a vida !...
Elle eoraeQou a reflectir na sua desventu-
ra. Afinal de cuntas, que lhe devi. ella ?...
Elles tinham-se amado.. Em troco do
que tinha feito pur ella, ella tinha-lhe da-
do um anno inteiro... o mais bailo da sua
mocidade, da sua belleza, e esse primerro
amor, flor de alma e dos sentidos, que sJ
fliresce urna vez. Tinham soffrido... Ago-
ra tinha ella urna existencia elevada e bri-
lbante... Cora que direito lhe pedera elle
que ella voltasse ?
Deixando essas reflexSes, que elle ad-
procurando-se quasi sem se reconhecer.
Assira aconteceu a Roberto, quando sahio
do palacete Cherraetef... Lembrando-se
desse ultimo aocesso de loucura qua o ti-
nha levado alli, inquira de si raesrao se,
durante perto de um anao, elle nao tinha
realmente perdido, at certo ponto, o sen-
timento do real.
Indaga va de si mesrao se foi realmente
Christiana qua vio e se algum avatar sin-
gular nao o teria engaado. Tendo ella
ticado a seus olhos com a excitaySo louca
cessou. Rival adiviuhou-lbe o pensamento-
Ab! meu caro, dis3e elle, seria e
amistosamente, era preciso fazer-te cahir
do teu ideal, sem te magoares.
Oh I est feito suspirou Roberto.
Cahi t3o bem... que ainda estou cahin-
do !
Eatad caha nos meus bragas, meu
pobre Rol, disse Aurora com lagrimas nos
olbos, has de amortecer a quia I
NSo ha nada como o enterne monto
para achar o caminho do coragSo. Roberto
de que os dous estavam possuidos, quasi cah0 nos bragos de Aurora, chorarara am
nao a encontrn nessa outra mulher tao
singelaraente grave e serena na felicidade
que nao depeudia delle. Chegando com
cor-gao palpitante, todos os seu3 sentidas
bos; a onda de lagrimas afogou tudo ; pe-
zar, colera e rancores.
A noita passou em confissao completa,
. 1 e Roberto comprehendeu, afinal, essas ami-
transtoruados ao vel-a. as eiusoes calmas ,r
j ... c j I zades ardentes
dessa ternura resignada o tinham estriado ,,
1 velar por elle,
mais do que o terain feito
o esquecimento...
Irritado, sentido, teve
a ingratidao e
priraeiramente
necessidadn de acalraar-se. Todo entregue
ao resentiraento do seu terrivel desengao,
depois da ter maridado para caaa o bou
por
que nunca deixaraoi de
medindo-lhe a dr, engo-
que
lbe faci-
dando-o cora urna osperaaga
lita va o esquecimento.
Soube que Rival e Aurorasempre tinhara-
sa corresponiido cora Christiana, avisada
por ellas doa projootos
de arrobalaraento
carro e todos 03 preparativos grotescos de que raeaitav___Christiana, amando, sin-
arrebatamento, elle seguio, eamiahando
pelo caes; urna pequea vendedora de
violotas importunou o para que comprasse
nessa repeticSo de sienas era que amndo-
nos, nos nos torturavamos.
Pois bam sim, meu pobre Roberto, ai-
cruBcentou ella vivamente, notando um
FOLHETIM
O OOSCNDA
POR
tim nm
SEXTA PAUTE
3 :ssisa:sa3 do ::,:;
(ConinuagSo do n. 71)
VIH
a mino fldalgoM
Depois, como se o desdm transbordas-
te, disse do repente :
Fidalgo, tu, Noce, fiiho de um pobre
soldado fidalgo Cboisy I fidalgo Montau-
bert, fidalgo tambera Navailles, fidalgo o
Sr. bario de Batz.
Com os diabo* I resmungou este ul-
timo.
Silencio eus fidalgos, desafio-os a
olharem uns paraos outros, nao sem rir,
como os augures da antiga Roma, mas sera
corar at aos olhos : Fidalgos? Nao, finan-
ceiros habis, mais aptos para a penna do
que para a espada. Esta noite...
Seu rosto mudou.
Approximou se delles lentamente. INio
hoave um nico que deixasse de dar um
passo para IMS.
Esta noite, pronunciou elle, abaixan-
do a voz, nao est bastante escura para oc-
eultar a sua pallidez. Olhem uns para os
outros, trmulos, inquietos, pesos em urna
-idilha entre a minha vi.itoria, e a ra-
nfca derrota: a minha victoria, qne ser a
s.a ; minha derrota, que os esmagar. ..
Ouegou porta que couduzia ao vestbu-
lo onde estavam os gmrdas do regonte.
" Pegou ca maganeta por seu turno.
J disse pronunciou eile framente ;
- arrepandimento expa tudo, e parece-me
une os senhores tm bons pensamentos:
po i "i toroar-se martyres atraveasando a
daquella porta. Querem que a
abra ?
O silencio respondeu a esta pergnata.
O que preciso fazer, Alteza ? psr-
gunton Montaubert em primeira lugar.
Gonzaga medio-os um depois dos ou-
tre9
Tamucm, senhor meu primo Navail-
les ? perguntou Gonzaga.
Ordene, Alteza, replicoa este, palu-
do e com os olhos baixos.
Gonzaga esteicdea lhe a mito, e dirigi
do-se a todos cora o tora de ura pai que
reprehende seus ihes :
Loucos, disse elle. Estilo no porto e
q lerem naufragar I Escutera e arrapen-
dam-8e. Qaalquer qae seja a sorte da ba-
talha, sa!vei-os antecipadamente ; amanhl
serSo os primeiros em Pariz, ou, carrega-
dos de aura 0 cheios de esperanga, a ca-
minho da Hespanha! O r?i Felippo nos
espera, e quera sabe se Alberoni nao atra-
vessar 03 Pyrineus era outro sentido mui-
to differente doque naojulgavaLuiz XIV ?
No momento em que Ibes fallo, interrom-
peu ello, consultando o relogio, iLagardre
deixa a pri^ao do Chatelet para dirigir-sa
Bastilba, onde deve executar-se o ultimo
acto do drama ; mas elle nao ir directa-
mente, a sentenga diz que far a confiaslo
no tmulo de NeverB. Temos contra n3
urna liga composta de duas mulheres e um
padre, as suas espadas nSo podem contra
isto. Urna tercera mulher, D. Cruz, he-
sita, pelo menos o julgo. Deseja muito
ser fidalga, mas cao quer que a-ontega
desgraga alguma a sia amiga. Pobre ins-
trumento que sera quebrado I As duas mu-
Ihares 3S0 a Sra. princeza de Gonzaga e
sua supposta rilb. Aurora.
Era nec3ssaria esta outra Aurora : por
isso deixei proseguir a conspiragSo que a
entregar. Eis a comoinaglo : A m, a
filha e o padre esperara Lagardre na
igreja Saint-Mag^olre ; a filha vestio-se de
novo de noiva. Adivinhei, os senhores fa-
riam o mesmo no meu lugar, que se trata
de alguma cune:.' para emprehender a
clemencia do regente, ara casamento in
extretnis, depois a riuva virgem, langaodo-
se aos ps do Su& Alteza Real. E' pre-
cmo que isto nao contega.
Primeira parta ct vossa missao.
E'. fisil, disae Montaubert. basta im-
pedir qae a comeJi se represente.
Estar U e cs.enderlo a porta da
'gr,,ja > aeguada netade da tarefa. Suppo
uhamos que as corss mu lam, e que seja-
mos oorigaios t :a^:r, tenho ouro que che-
ga par,, todos ; t este respeito corapro-
metto a minha palavra, tenho a ordem do
rei que nos franquear todas as barreiras.
Des iobrou o papl e mostrou a assigua-
tura de Voyer d'Argansoo.
Mas, pre..iso mais, aontinuou elle, pre-
cisamos levar -ornese? o nosso rafeo vi-
vo.
do seu espanto.
' Ris o que a felicidade !
de si para si cora amargor ;
ser princeza...
cera nesse medo de ura futuro de paixao
cujas lutas tempestuosas previa. Cnris-
tiana tinha se prestado salvagao da sua
razao, da sua vontade, da sua coragem..
Teve entao a explicagao dessas cartas que
recebia della, informada pelo Rival, havia
essa um dia seis mezas, de que ella o embalava cora a
osperaaga de a encontrar em aples ; de
disse elle
rairava-se de sobreviver, comegou a pen-
sar, como estoico, no papel que lhe resta-
va a tomar para, pelo menos, rerguer-se
de modo digao de si, mesmo aos olhos de
Christiana. Nao seria ainda um resto de
fraqueza ridicula continuar para ella o per-
sonagem queixoso de algum here de ro-
mance *
Sabes o que deves fazer? disse Ri-
val, no tarceiro dia. Ha muito tempo que
tena idea de continuar, depois da teu lio
do Coudray, a obra que elle deixou sobre
a historia de Niniveh. Em teu lugar, eu
ira fazer urna pequea viagora Assy-
ria.
O coaselho estava, com effeito, de ac-
cordo com as suas resolugoes altiva de tra-
balho e esquecimento. Conversaram mui-
to tempo sobre esse projecto... No fim da
noite, a viagera estava resolvida. No dia
seguinte alargou-se o objectivo... nheucu-sc que urna volta roda do mundo
era mais propicia a urna obra grande...
Ficaram niaso.
Ao cabo de urna semana, Roberto sen-
tio-se cora coragem de fazer segunda visi-
ta ao palacete Chermeteff. Resolvido a
partir, quiz, pelo menos, tornar a ver a
ver a princeza, quando nao fosse senSo pa-
ra mostrar que podiam encontrar-se, apor-
tar a mao, sera que ella tivesse que reoeiar
della a menor recordacSo do passado.
Comquanto soubesse que Rival j tinha
informado do resultado dessa ultima prova,
elle quiz mostrar se a ella nesse papel de
amigo, que a razao lhe dicta va. Amadu-
recidas as suas refiexoes, depois de tantas
tempestades acalmadas por ella, elle que-
ra, pelo renos, que ella tivesse conscien-
cia dessa generosidade cruel do coragao,
qual, era todo o caso, ella devia a sua
salvagao.
Ah chega era boa occasiSo disse
o prncipe, quando elle entrou. Estou fa-
zendo o papel de emprezaro.
Vanya (*) I disse a princeza com ura
gesto de mao, para fazer ealar o marido
Bom agora Jimios dous contra vo-
c, tornou o prncipe rindo
Elle expz a divergencia. Iiam noite
a urna grande fasta em cata de um barao
das finangas. Sendo o sarao dado por cau-
sa della, a princeza tinha promettido can
tar;estavam em desaejordo quanto esco-
lba das pegas.
Quando entrou, Roberto ainda sorpren-
Aurora do Nevers '? disseram diver-
sas vozes.
Entre ella e vos s haver urna por-
ta de igreja.
Mas por detraz, disse Montaubert, se
as coasas mudaren)*, haver Lagardre
sem duvida !
E eu diante de Lagardre I pronun-
ciou solemnemente Gonzaga. Bateu na es-
pada com um gesto violento.
Chegou a hora de appellar para is-
to replicn elle: a minha lamina vale a
delle, meus senhores. Foi molhada no
sangue de Nevers.
Peyrolles voltou a cabega.
Aquella confissSo, feita em voz alta,
provava-lhe que seu amo queimava os l-
timos cartuchos.
Ouvio se ura grande rumor do lado do
vestbulo, e os arautos gritaram :
O regente o regeate !
Gonzaga abri a porta da bibliotheca.
Meus senhores, disse elle, apertando
as raaos daquelles qua o cercavara, san-
gue fro : dentro de raeia hora tudo estar
acabado. Se as oousas caraiaharem bem,
s tera que impedir que a escolta transpo-
nba os degros da igreja. Chamera a
multidSo, se for preciso e gritem : < sacri-
legio I E' urna destas palavras que nan-
ea falham. Se as coasas forera mal, pres-
tem bera attengaO a isto; Do cemitero,
onde vo esperar-me, v se as janellas do
meu salo. Nao des viera 03 olhos das ja
nellas. Quando virem ara destes cande-
labros levantar-se e abaixar-se tres vezes,
torcera as portas e ataquem I Um minuto
depois do sigo al estarc entre vos. Esta-
mos entendidos ?
Estamos! respoaderara.
Sigam Peyrolles^ que sabe o caminho,
meus seuhores, e dirijam se ao cemitero
pelos jardins'do palacio.
Sabiram. Gonzaga fiaando s, enxugou
a testa.
Homem ou diabo, murmurou elle,
esse Lagardie l fijar.
Atravessara o quarto para dirigir-se ao
vestbulo.
Bella partida para esse aventureiro I
disse elle outra vez, parando diante de um
espelho : a cabega de urna crianga contra a
cabega de am prncipe. Vamos extrahir
esta lotera !
Por detraz da porta fechada da igreja
de Saint-Magloire, a Sra. princeza de Gon
zaga amparara sua filha, vestida de bran
co, com o veo de noiva e grinalda de flores
de laranjeiras.
O padre estava paramentado com a
suas vestes sacerdotaes.
D. Cruz, ajoelhada, rezava. Na eso-
ridao viam-se tres horaens armados.
As dez horas soavam no relogio da igre-
ja o ouvia sa ao longe o dobre da capella
Santa, que anaunciava a partida do con-
deranado.
A princeza senta o coragao bater lhe.
Olhou para Aurora, ma3 branca que urna
estatua de marmore. Aurora sorria.
Chegou a hora, minha mai, disse ella.
A princeza abaixou a cabega.
Precisamos separ r-nos, bem aei, mas
parece-me que estavas era seguranga, em-
quanto a tua mo ficasse na minha.
Minha seahora, dase D. Cruz, vela-
remos por ella. O Sr. raarquez de Cha-
verny promettea morrer defendendo-a.
Com mil raios murmurou ara dos
tres horneas, a pequea n5o conta com-
nosco.
A princeza em vez de dirigir-se para a
porta directamente, foi ao grupo formado
por Chaverny, Cocardasse e Passepoil.
- Cora a breca, {disse o gascSo sera a
deixar fallar, aqu est am' fidalgo, que
o diabo quando quer: ha d corabater de-
baixo das vistas da sua bella.
N3 outros, este patife de Passepo, e
eu, deixaremos matarem nos por Lagar-
dre. Est entendido. V tratar dos
seus negocios.
IX
o mono talla
A grande sala do palacio de Gonzaga
resplandeca de luzes. Ouviam-se no pa-
teo os cavallos dos bussards de Saboia; o
vestbulo estava cheio de guardas frauce-
zes ; o raarquez de Bonivet tinha a guarda
das portas. Via-se qua o regeate daba
querido dar aquella solemnidade de fami-
lia todo o brilhantisrao e toda a gravidade
possivel. As cadeiras, alinbadas em cima
do estralo, estavam oceupadas como na
ante vespera : os meamos digaitaros, os
meamos fidalgos. Apenas, por detraz da
caisira do Sr. Laraoignon, o regente sen-
tava-se em urna especie de throno.
Ls Blanc, Voyer d'Argenson, o coada
de Tolosa, governador da Bretanha, esta-
vam am torno delle.
A pos.gao das partes tinha mudado 1
Quando a Sra. princeza fez a sua entrada,
collocarara-ae junto do cardeal de Bissy
qua se aentava agora direita da presi-
dencia.
O Sr. de Gonzaga, pelo contrario, sen-
tou-se diante de ama mesa Iluminada por
dous candelabros, no mesmo lugar em que
dous dias antes se acbava a cadeira de
aua mulher.
Collocado assim, Gonzaga achava-se en-
deu um olhar inquieto de Christiana : com-
quanto commovilo, ella tinha respondido
cora um sorriso edrao. Por urna especie
de irraiuyao sbita, que passou-lhe pela
fronte elle percebeu que ella comprehen-
deu o sentimento de gratiiao que o levava
alli. Cedendo, sem muito esforgo, ale-
gra do prncipe, elle comegou a discutir o
grave assurapto da sua divergencia; resol-
ve ram logo.
Vai noite ? perguntou o principe.
O seu primeiro impeto foi responder ne-
gativamant; insistindo Christiana, elle re-
flectio que ella podia acreditar quo nelle
ainda persista algum sentimento s tiiste-
za : deu se pressa em assegurar que, de-
sojando muito ouvil-a, nao faltara.
Os salSes do Barao de X... e os esplen-
dores de arte dessa estufa magnifica, que
parece ..ura ssnho dao Mil e urna Noite;
erara muito conhecidos de Roberto e nao o
distrahiram da emogao que sentia, com a
idea de achar-se de novo com Christiana,
nesse mesmo meio em que outr'ora assis-
tio ao seu primeiro grande successo. Tor-
nando a sentir, mo grado sea, essa ap-
prehensao secreta que lhe apertava a gar-
ganta outr'ora a cada urna dessas lutas ter-
riveis da artista com o publico indiferen-
te de urna grande festa, ficou tranquillo,
vendo-a entrar pelo brago do prince, cheia
de confianga e soberba, ante um acolbi-
raento que saudava a grande fidalga tanto
quanto a grande cantora.
XLIX
Tando a baroneza feito a princeza sen-
tar sa ao lado. Roberto foi apartar-lh 1 a
mao.
Obrigada, disse-lhe ella, com Juna
olhar que elle comprehendeu, estimei sa-
b-rque estava aqu... Sobretudo, nao
tenha medo como outr'ora... accrescen-
tou ella, no tora intimo quo entao ousou
empregar.
Depois de trocar algumas palavras com
o principe, Reberto retirou-sa acalmado.
Cumprido esse dever so.-ial, chegara
porta da estufa, quando avistou Sarrazin.
Oh I est aqu ? disse-lhe elle.
STm !... E estou o procurando,
respondeu Sarrazin, a menina o vio. Ve-
nha c !
Ura pouco triste nessa festa brilhante,
que entretanto era a melhor que tinha vis-
to depois que estreou na sociedade, Jo-
cunda recebeu-o com estas palavras:
Mo I esquecido, que nao vejo ha
urna semana !
Elle desculpou-se.
Erafira, olhe, aqui est um lugar,
sente-se perto de nos I
Estimando esse encontr, que pelo me-
nos, o livrava dos aborrecidos que encon-
trava a cada passo, tornou o lugar vazio
perto de Jocunda.
No correr da conversa :
Sabe que a princeza Chermeteff vai
cantar, disse-lhe ella com essa animagSo
oom que contava toda a noticia impor-
tante.
Sira respondeu Roberto.
Dizem qua ella tem ura talento ad-
miravel. J a ouvio ?
Sim !
Muitas vezes *
Sim repeto elle, inquieto.
Conhece a?
Ao principio berturbado, 8entio-se tran-
quilisado pela innocoacia do seu olhar.
\

(; Diminutivo familiar.
costado tapegaria que encobria a porta
disfargada por onde o Corcunda entrara por
occasiSo da primeira seasSo, e mesmo de-
fronte de urna das janellas que olhavam
para o cemitero Saint-Magloire A por-
ta falsa, cuja existencia os iniciadores da
conferencia igaoravam, nSo tinha guardas.
Nao preciso dizer que os cubculos
coramerciae8, cuja injuria deshonra va aquel-
la sala, tinham completamente desappare-
cido. Gragas 3 tapessaras, nao havia o
menor vestigio.
O Sr. principe de Gonzaga, que chegou
antes de sua mulher, saudou respetosa-
mente a presidencia e a assembla.
Njtou-se que Sua Alteza Real respon
den lhe com um aceno de cabega ruuiro fa-
miliar.
Foi o conde de Tolo3a, filho de Luiz
XIV, quera foi receber a Sra. princeza
porta, por ordem do regente. O proprio re-
gente deu tres ou quatro passos ao seu en
contro e beijou-lhe a mSo.
Vossa Alteza Real, disse a princeza,
nao se dignou receber-me hoje.
Callou-se vendo o olhar admirado que
o duque da Orleans levanta va para ella.
Gonzaga acompanhava-os de revez e finga
entregar-se todo classificagad dos papis
collocados em cima da mesa- Entre esses
p ipeis havia um envolucro. de pergaminho
sellado, cora tres sellos pendentes.
Vossa Alteza Real, disse ainda a
princeza, nao se dignou tomar a minha
me'nsagem era consideragSo.
Qual men8agem ? perguntou era voz
baixt o duque de Orleans.
O olhar da Sra. de Gonzaga dirigio-se a
seu pezar para seu marido.
A minha carta deve ter sido inter-
ceptada, comegou ella.
Minha senhora, interrompeu precipi-
tadamente o)regente, nada est feito : tudo
est no mesmo estado, proceda sem medo,
segundo a digoidade da sua consciencia.
Entre a seahora e mim ningaem se pode
de ora avante collocar.
Depois, levantando a voz :
E' um grande dia para vos, senhora,
e nSo s por causa de nosso primo de
Gonzaga assistir a esta assembla. A ho-
ra da vinganga soou pira Nevera ; o seu
assassino vai morrer.
Ah I Altez^ I quiz dizar ainda a prio-
oeza ; se Vossa Alteza Real tivesse rece-
bido a minha mensagam...
O regente conduzio-a sua cadeira.
Tudo quanto me pediise, murmurou
elle rpidamente, eu lbe concedera....
Sentem-se, maus senhores, pego-lhes, ac-
crescentou ello em voz alta.
Approximou se da sua poltrona.
(Continua.}
VAR1EMDES
Logrogrypho
As decifragSss dos publicados no n. an
torior sao :
Do Ia-Rebate
Do 2' Beterraba.
O presidente de Lamoignon disse lhe al-
gumas palavras ao ouvido.
As formas, respondeu Sua Alteza
Real, sou muito amigo das formas, tudo se
passar segundo as formas, e espero qae
vamos finalmente saudar a verdadeira ber-
deira de Nevers.
Dizendo ist, sentou se e cobrio-se, dei-
xando a direcgSo dos debates ao primeiro
presidente.
O presidente deu a palavra ao Sr. de
Gonzaga.
Heuve urna cousa singular. O vento so-
prava do sul. De tempos a tempos o som
dos sinos que dobravara na Santa Capella
ouvia-se plangente e parecia tocar na ante-
cmara.
Ouvio-se tambem corno que um vago ru-
mor fra.
O sino chamava a multidSo, e a omiti-
dlo estava no seu posto as ras. Quando
Gonzaga levantou se para fallar, o aino to-
cou to forte, qua houve um silencio for-
jado de alguos segundos.
Fra, a multidao, gritava para festejar
o sino.
Alteza e meus senhores, disse Gon-
zaga, a minha vida foi sempre publica. As
suidas intrigas foram am bom jogo contra
mim : nanea as descobri, porque falta-me
um sentido, o da astucia ,Vossa Alteza
vio-me mu o' recente menta procurar a ver-
dade com urna especie de paixao. Este
ardor dimiauio um pouco. Importnam-
ele as accusagSes que se accumulam con-
tra mim na sombra. Fatiga-rae encontrar
sempre no meu camiaho a cega suspeita
ou a calumnia abjecta e covarde. Apre-
sentei aqui aquella que eu affirmava, qae
affirmo ainda e cada vez mais, ser a ver-
dadeira herdeira de Nevers. Procuro em
vao o lugar era que ella de veri sentar-se.
Sua Alteza Real sabe que me demitti esta
manha do cuidado da sua tutella. Que ella
venha ou nao, pouco me importa !
S tenho um penaamento : mostrar a
todos de que lado est a boa f, a honra,
a grandeza d'alma nosta questao.
Pegou no pergaminb, dobrado que esta-
va sobre a mesa o accrescentou :
Trago a prova indicada pela Sra.
princeza : a folba arrncala ao registro da
capella de Caylus. Ella est aqui neste
envolucro. Assim como apressnto 03 meus
ttulos, queira a Sra. princeza apresentar
os seus.
Sentou-ae depois de ter compriraentado
pela segunda vez a assembla. Alguna
sussurros se ouviam nos degros.
(Continuarse ha.)
Typ. do DUrio roa Duque do Carias a. *&*