Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18527

Full Text
AUNO LIII NOMEfiO 24
A CAPITAL E IXGAIU?** OXDE SAO *B PACA PORTE
s roezes adiantados............... 000
1*0000
ditos dem.
Por ura auno dem. ...
Cada numero avulso, do mes-no di

^
1
*
I
V
I
23,500o
tflO
DE
mm 30 DE JANEIRO BE 1881
.PARA DEMTRO E FORA DA PROVESCIA
Por seis meses adantados. ....... 9...... 13)5500
Por nore ditos idem................. 200000
Por aro anno idem................. 27^100
Cada numero avulso, de dias anteriores. .......... $100
NAMBUC
Proprtefrafcf to itan -ftigutea he iaria & Jtlljo*
TELEGRAMMAS
ssaviga ?asticlah so siabio
PARAHYBA, 29 de Janeiro, 1 hora e
2 minutos da tarde. (Recebido s 3 ho-
ras e 10 minutos, pela linha terrestre).
.tqui ioraram boje o iiaqnelr na-
cional ESPIRITO SANTO e o vapor da
Companhla Pprnambucana JAGUA-
RIBE.
O saaVIJO DA A&3SCIA SMS
(Especial para o Diario)
CAIRO, 28 de Janeiro.
*ciul caegou o Mr. Stanley, celebre
explorador da frica.
BUEN03-AYRES, 29 de Janeiro.
\a ultimas l burao deram-se 12
rasos novo* e 1 bito* de cnolera-
morboi-
Acaba de Candarse no Cbile ama
Nocledade para a cremaeo dos ca-
dveres.
PARS, 29 de Janeiro.
(omereram o* Irabnllio* de coni-
Iruerno da torre Eiflel.
LONDRES, 29 de Janeiro.
s jornai'* alintaos annunclam
ifueo soverno val chamaras armas
9t:O0O borneas da reserva no pen-
samento de exercital-os no manejo
dos tasis de repelicao adoptados re-
cntenseme no exercito alleme.
COMMERCIAES
LIVERPOOL, 28 de Janeiro.
ASSUCAR: Mercado calmo, precos
inalterados.
O de Pcrnambuco n. 9. vndese a
I O/A por quintal
ALGODO: Tranacrei calmas,
sena variacoe*.
O FAI8 de PernsndMW vende se
a 5 e d. por libra.
As vendas do da forana de SiOOO
fardos.
NEW-YORK, 28 de Janeiro.
ASSUCAR: Mercado contina cal-
mo, precos icm alteracoes.
FAIR REFIN1NG de Pcrnambuco
vndese a *B/S cent, por libra.
Agencia liaras, filial era Pemambuco,
29 de Janeiro de 1887.
(*} Um deploravel erro de tradcelo deu
lugs?r que sahisse hontcm completamente
alterado telssrramraa de Londres, datado
de 23 de Janeiro.
O piirod-o trecho desse telegra mma devs
ser .-.ssira lido :
O Sr. Gosjlirn foi definitivamente
derrotado as elei-joes que acabam de ter
lugar.
A Redaccao.
Para os ingleses, rasaos, hollandezes, etc., o cha
substitoe o vinho qaa lhes falta, e verdadeira-
meote enorme o consamo que estes pavos fazem
desta planta.
O cha parece estimular as faoccOes digestivas e
ccrebracs, resultando da sua aceito urna certa ex-
citadlo qae concosre para minorar osincouveaieo-
tes da monotona da alimentario de certas classes
e parece tambem augmentar a torca interior da
calorificacao, por modo que o organismo resiste
mclhor aos tries rigorosos das regioes circumpola-
r s. D'aqui provm o aso consideravel que desta
planta se tem teito em todas as expedicoes on via-
gens a polo.
O cha verde parece produzir, quando tomado
ern excesso, urna accSo especial sobre o systenia
nerzoso, manifestada por espasmos, palpitacoes,
tremores musculares e debilidade consecutiva. 0
chi preto parece produzir tao Bornate ama p :uca
intenss excitacao cerebral e augmento de calori-
ficacao. Addiciooando eom leite, muito empre-
gado e coastitae ama agradavel bebida.
A composicao do cha verde e preto diversa,
coma vamos ver. Segundo Mudler ha entre elles
as difiereogas seguintes ;
Cha verde Cha preto
Oleoessencial.... 0,79 0,60
Tauniao......... 17,80 12,82
Olena........... 0,43 0,46
Segundo Psligot, a differenca
Cha verde Cha preto
Agua.......... 8/. 10/.
Materias soluveis 40 a 53 %, 31,3 a 45 ./<>
O principio ezeitaute do cha parece residir nao
natheins, mas no oleoessencial.
Segando Payen, sio necessarios 20 grammas de
cha para 1 litro de iofusao, a qual contera 6 gram-
olas de materias dissolvidas se o chi for verde e
4,55 se fr sonchong.
O cha nio deve ser smente considerado urna
bebida estimulante. Pode-se considerar que, ter-
mo medio, ella contorc 3,07 ,'o de aste, quant i du-
do nada pequea, comparada em relacao que
eziste na carne, 'no queijo, etc. ; mas na questao
de alimentago, nao em absoluto a quantidade
de azote que se dte considerar, de modo que se-
ria ezaggero estudar a questao s por este lado e
considerar, neste sentido, o cha superior carne
de vacca.
O chii ainda um bom alimento se considerar
mos que o assucar qae se lhe addiciona entra muito
na nuti ici).
Depois do cha, vamos fallar do chocolate.
O chocolate formado pela amendoa de cacoeiro
theobroma cacoa -da familia das bytteriaceas,
misturado com o assucar e substancias aromticas
por meio de proeessos especiaes.
{CoiilinuaX.
JNSTRDCGiO^ POPULAR
HYG1EN Di jliTAIJlO
(Extrahido)
l>.\ BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
alimentos e substancias alimenta-
res. lvisaoecla*stflcac*o. Com
nnsiriio dos alimentos. Besrlmen
animal ? realmea vegetal. negras
lijgU-alca*
(ConttnuafSo)
A planta do cha (ihea ment) pertence fa-
milia das temstiiemiaceas. O cha contem muitos
principios entre os quaes sao principalmente dignos
de nota o oleo essencial, o tannino, as materias
corantes, eztrativas e resinosas, chlorophya. e nm
alcaloido particular (a thana) qae tambem se en-
contra do cife, e qae forma a sos parte azotad.
0 chi inprega-se em infatu. A* partea usadas
sao as fcilnas. Sao eio graide numerosa varieda-
des de cb. Distingue-se primeiro o chi era preto
e verde. Do cb preto as principaes variedades,
sio : ptk-c, o tonchong e o ooAea. E' reputado
maUfslub*" V* vde> CDJaa variedades prin-
lipaifrrfo : htfi*rm-plvora, Tonlcay, etc.
L'arece estar deinctoatrado que o cb verde e pre-
to f(te tirados da ineio planta, e que a differen-
^^Kcor e de s.bor deviJa aos procesaos vara-
1 da rabricu ajas s nm certa quantidade de
atol Ha rruma que tVAPi no preparo do
4 is assim, o es preto o unido hygienico e
deic aconselbar se. E', pom, "Vto, que
aitss pessoa usam. repetidas veses e porVl*rgo
>rodos, de eh verde, sein que a saude SO IB* '
are. Para nos nio esta^am deaioostrado o f{t i
una eUsscasos ; iacli..amo-nos at a suppor isso
^^^remos dever nosso prevenir a
Dossos leitores.
pniversalinente osado pelas nages do
da Europa, o que lava a erer que elle tem
u des atis e Ibas satisfaz Artas neerssida
a
?ARTE OFFICUi.
Cioverno da ProTlncia
EZPEDIEHTE DO DI 28 DE DESKMBBO DE 1986
Offcios:
Ao Bario de Nogueira da Gama, mordomo
da Casa Imperial.Transmiti a V. Ese., em res-
posta ao sea officio de 6 do corrate mes, o inclu-
so documento, do qual se verifica ter sido entre-
gue ao thesoureiro do clu blitterario de Palmares a
importancia de 1005000, como donativo qae Sua
Magestade o Imperador fez ao mesmo club.,
Ao Cammandanto das Armas.Approvando
o ministerio da guerra, segundo consta de aviso de
30 de Outubbro ultimo, o acto pelo qual esta pre-
sidencia noineou delegado de polica do termo de
Leopoldina o alferes do esercito Vicente Magno
NuDes, commandante do destacamento na comar-
ca de Salgueiro, nesta provincia, assim o declara a
a V Ese. para o sea conhecimento e devidos fias.
Ao mesmo. Nao sendo susceptivel de concert,
segando declara o director do arsenal de guerra,
em officio o. 763 de 23 do corrate, o srreio com-
pleto pertencente carroca da companhia de ca-
vallaria, de que trata o incluso pedido, que devolvo,
compre que pela referida compaohia seja feito um
outro pedido para o foruecimento de novo srreio,
dando em consnmuo o que se acha inservivel.
O que fago constar a Y. Ezc. pira os devidos
fins.
Ao mesmo.Em solugao do requerimento
em qae o major do 2 batalho de iotaataria Luis
Autonio Ferras, nomeado para presidir o conseibo
de investigagao a qae ti.n de responder tres offi-
ciaes na provincia da Piauhy, pediu qae fossem de-
terminados os vencimeatos que lhe competaos por
essa commissao, commuoieou o ministerio da guer-
ra por aviso de 30 de Outubro ultimo haver na
mesma data declarado a presidencia d'aquella pro-
vincia que, de accordo com o disposto nos avisos
de 13 de Junho de 1874 e 25 de Fevereiro de 1876,
este dirigido do Rio (Jrande do Sul e aquelle ao
conselbeiro ajadante general, o referido major tem
direito, durante a citada commissao, a todos os
vencimientos que percebia pelo exercicio no res-
pectivo corpo.
O que fago constar a V. Ezc. para aeu conhe-
cimento e devidos fins.
Ao mesmo.Sirva se V. Esc. por a disposicao
do Or. chefe de polica, que segu em deligdncia
para Tacarat, nm official para substituir o qae
all se acha destacado, e j com ordem de se ret
rar para esta capital por doente, ficando aquella
forga i disposigo do mesmo chefe que a tara re-
gressar ao findar a deligencia, ou mesmo antes si
assim o enteader, viato ter em Jatoba forga de po-
lica BuIHeiente para a substituigio.
Ao mesmo.Remetto a V. Ezc. para sea co-
nhecimento e fins convenientes, copia do aviso ex-
pedido pelo ministerio da guerra em 17 do cor-
rente, acerca do abono que "abe ao teoente da
guarda nacional, Francisco JoaV) do Pilar, encar
regado da Fortaleza de Itamaraci, sobre e que
esse commaodo prestou nformagito em officio de
26 de Fevereiro ultimo, sob n. 95.
Ao Dr. Che fe de Polica.Verificando se
ptlas ultimas noticias officiaes relativas aos acn-
teciinentos de Jatoba, na eo.narca de Tacarat,
qae a seguranga e tranquilidade publicas conti-
nnam all gravemente comprometidas pelos crimes
commettidos e outros que so vecciam imminentes
desdo o assalto de um bm lo de malfeitores feito
4 casa do tenente coronel Francisco Cavalcante
de Albuquerque que foi assaasinado com outras
pessoas de sua familia, e requerendo a gravidade
dos factos ja cinhecidos c outros que ainda se pos-
san ter dado orna investigagao mais escrupalosa,
activa, impaicial e intelligente, sendo ainda que
as autoridadas da comarca receiam embaragos na
march i regular e livre da justics, pelo numero e
con ligues das p.-ssoas envolvidas nos aconteci-
inc-Dtos, determino a V. !s. que, sem perda de tem-
po, siga para a comarca de Tacarat onde ne-
Dessario a sua preseuga, para o fim de nos termos
do artigo ti do regulamento n. 120 de 31 de Janei-
ro de 1842 e artigo U4 uaico, da le n. 2033 de
20 de Setetabro de 1871, tomar conhecimento das
oceurrencias que all so tcem dado,e estao por
ventura continuando a dar-se, devendo processar
e pronunciar os delnquentes, eom os recursos le
gaes, deveirdo de talo dar me coahocimeuto em
miouucioso relatorio.
N'eata d*ta fago constar este -icti s autorida-
des indiciaras da comarca pr* que o aiiliein,
detenninaudo por telegramas, por intermedio do
preeideule das ALgas, ao jais municipal que
susto o proepsso aguardando a cliegada de V. S.
e exp 'go ordi m ao general coininandante das ar-
ma* para que pouha disposigo de V. S umof
ficial para o acompaohar e substituir ao que se
cha no commaodo do destacamento do linba de
t, para o qual j ha va ordem de substi-
por motivo de molestia, podendo V, 8. fazer
rearessrlP*'* fdrS'H a8*i,n 1ae "tenda con ve-
oieiit*- )uanto vai encontrar em Jatoba ata
dcstac'amtltede cinc9en,a Pr*v" dc po|icii T18
TaJ
para all seguio en corapanhia do delegado de po-
lica e reunidas de outros lugares.
Das conhecidas aptidoes e zelo de V. S. pelo
bom desempenho do servigo publico confio o resul-
tado efficaz desta deligencia.Remetteu se copia
ao jais dc direito da comarca de Tacarat c ao
juiz municipal.
Ao inspector da Thesouraria de Fazeada.
Em aviso n. 1695 de 14 do corrente communicou
o ministerio da marinba que, na mesma data, au-
torisado o inspector do Arsenal de Marinba desta
provincia, a designar o mestre daofficina de cara-
pinus, Antouic Rufino de Barros para administrar
e fiscalisar a obra da casa destinada ao pessoal
do pharol das Roccas, abonando-se-lbe a diaria de
32000, alm do quo perzeb?, e urna rag&o, j com
prehendida no crdito de 5:225/235, concedido
para as obras de quo 80 trata.
Para aproveitammo d'agua da chava em urna
cisterna, quo se acha prxima da dita casa auto-
risou aquelle ministerio o dito inspector a mandar
fazer as dalas, canos de zinco e supportes neces-
sarios.
Para pagamento destes objectos e da gratifici-
go supracitada habilitada essa Tbesoararia, se-
gundo consta do predito aviso, com o crdito de
3305000. por couta do saldo de qae dispe a som-
ma de 100:0005000, destinada a verbaPhares
para contiuuacao e reparos de semelhante estabe-
lecimento no ex-rcicio de 1886 a 1887.
O que todo fago constar a /. f?. pira sea co-
nhecimento o devidos fins.
Ao mesmo O Ministerio da Querr, em so-
lugo ao requerimento cu qae o major do 2 bata-
lho de infantaria Luiz Antonio Ferras, nomeado
para prsidir o consellio do investigagao a que tem
de responder tres officiaes na provincia do Piauhy,
pedio qae fossem determinados os vencimentos que
lhe competiam por essa commissao, communicou por
aviso de 30 de Outubro ultimo, hi ver na mesma data
declarado o ; residente d'aquella provincia que, de
8ccorde com o disposto nos avisos de 13 de Junho
de 1874 e 25 de Fevereiro de 1876, este dirigido
do Rio-Orande do Sul e aquelle ao conselhoiro
ajudante general, o referido major tem direito, du-
rante a citada commissao, a todos os vencimentos
Sue percebia pelo ezercicio no respectivo corpo
que fago constar a V. S. para seu conhecimento
e fins convenientes.
Ao mesmo.Declaro a V. S., para os fins
convenientes o em additamento ao seu officio desta
presidencia de 4 de Outubro ultimo, qae segando
consta de officio do presidente da provincia do
Piauhy, de 9 do corrente, foi recebido na Alfan-
dega da cidade da Parnahyba pelo alferes Segis-
mundo Rodrigues da Silva, o caixote com o farola-
ment que para seu uso fez o referido official.
Ao mesmo.Fago constar a V. S., para seu
conhecimeoto e devidos fias que segundo consta
de aviso do Ministerio da Guerra de 30 de Outu-
bro ultimo foi approvado o acto pelo qual esta
presidencia nomeoa delegado de polica do termo
de Leopoldina o alferes do exercito Vicente Magno
Kanes, commandante do destacamento na comarca
de Salgueiro.
Ao mesmo -Sirva-su V. S. da expedir suas
ordeus para que aminha, s 11 horas do dia, e
mais seguintes se necessario for, sejam n^ssa The-
souraria apresentados ao juiz de direito do 2a dis-
tricto criminal todos os livros e outros quaesquer
documentos referentes ao facto qae motvou a de-
nuncia dada pelo 1 promotor publico desta capi-
tal perante o mesmo jus contra Tito Cardoso de
Oliveira e Florencio Domingaes da Silva, este pa-
gador e aquelle escrivo da pagadoria, visto que
o referido promotor roquereu um exame judicial
na escriptarac-lo da mencionada Theaourasia, em
todos os pontos a que se refere o colaborador Jos
Gomes da Silva e o contador Jesuino liodrigues
Cardoso, conforme solicitou aquelle juiz em offi:io
de 24 do corrate.Commanicaa se aojis de di-
reito do 2* districto.
Ao mesmo.Remetto a V. S., para seu eo-
ahecimeato, copia do aviso expedido pelo Ministe-
rio da Guerra, em 17 do corrate, acerca do abono
qae compete ao teuente da guarda nicional, Fran-
cisco Joao do Pilar, encarregado da Fortaleza de
Itamarac, sobre que essa Thesouraria intormou
em efficio de 20 de Agosto, sob n. 604.
Ao mesma.Para os fias coavenientes trans-
muto a V. S. a inclusa portara do goverao impe-
rial, relativa permissao concedida por decreto
de 20 de Novembre fiado ao conselheiro Dr. Joao
Silveira de Souza para continuar no exercicio do
cargo de lente cathedratico da Faeoldade de Di-
reito desta cidade.
Acompaoham a mesma portara duas cartas m-
periaes pertencontes ao dito conselheiro. Commu
nicoa-se so director da Faculdado de Direito.
Ao mesrao. Commuuico a V. S., para os
fins convenientes, que o juiz de direito da comar-
ca da Aguas-Bellas, bacharel Gaadino Eudoxio
de Brito, em 23 do corrate, ioterrompea o exer-
cicio de sea cargo para entrar no goso de 30 dias
de licenga, com ordenado integral, concedida em
11 do referido mes, pelo presidente da Relagao,
para tratar de sua saude.
Na mesma data foi substituido nelo jais muni-
cipal, bicbarel Joao Alfredo de Medeiros.
Ao presidente da junta commercial do li -
cife.Para eatisfazer a exigencia constante do
aviso do Ministerio dos Negocios da Justig., junto
por copia, do 16 do corrate, convm que V. S.
remeta a secretaria desta presidencia ama de>
inoostragio dos trabthos e da recoita dessa junta
durante o ultimo triennio de 188334, 188485
e 188536.
Ao inspector do Thesouro Provincial.Nos
termos da informagSo de Vmc, datada de 17 do
correte, sob n. 315, mande entregar ao director
da Colonia Orphanologica Isabel a qnaotia de
15/600, producto dos beneficios das partes ez-
trabidas das loteras creadas pelo art. 2* da lei
n. 1842, de 25 de Maio de 1885, com a obrigaco
do mesmo decreto prestar contas, sendo a referida
quantia destinada a obra de augmento do edificio,
para o fim especialmente do receber o instruir no
trabalho e educagao de acord com o regalamento
de 21 do Abril de 1883 o outros que por ventura
venham a ser excedidos, ingenuos abandonados
pelos senhores das raaes, ou por estas, quando li-
oertas, segundo a alludida disposigo regulativa.
Ooraraunicon-se ao director da Colonia Isabel.
Ao director do Arsenal de Guerra Faca
Vmc. desembarcar de bordo do vapor Cear pro-
cedente dos portoi do sul, e recolber a esse Arse-
nal nove volantes, desliados aos 2 e 11 do bata-
Ihoes de iotaataria, fortaleza do Bruno, companhia
de apreodises artfices desse Arsenal e companhia
de cavallara, coutendo os artgos mencionados no
incluso conhecimento.
Ao commandante do corpo de polica.Con-
vm que Vine, faga reforgar com duas prag3S o des-
tacamento de CabrobCommuoicou-se ao Dr.
ebrfo do polica.
Ao aiesmoDe conformidade com requisigao
do engenheiro chete do prolongamento da estrada
de ferro do Recife ao S. Francisco e estrada de
ferro do I Jamar a 17 do corrente sob n. 1458 e
inforuiaga-j do Dr. ebefe de polica de 27, n. 1257,
providencie Vmc. em ordem a que durante o dia
pennauegam na estagao central da via frrea de
Caruaiu duas pracas do corpo do seu commando
af ji do evitareis) os coofl:cto3 quo se d3o entre os
presos que aili se agglomeram.Communicou-se
ao chefe do prolongamento da estrada de t rro
do Recife an S. Fraucisco e Caraar e ao Dr. che-
fe de polica.
Aojuiz municipal o de crphaos dos teimos
reunidos de Ingazeira e S. Jos do Egypto.
Nao se tendo habilitado na conformidade do des-
posto no art. 190 combinado com o art. 187 do re-
gulamnnto annexo do decreto n. 9120 de 28 de
Abril de 1885 Manoel dc Souza eco e Antonio
de Qaciroz Linos, pretendentes sos ffieios de 1*
tabelliao do publico, judicial e notas e escrivo de
orphos eftnoexas do termo de S Jos do Egypto,
recommendo a Vmc. que piocada a novo concurso
segundo determinou o MinisterivNegocio da Jus-
tiga no aviso janto p6r copia de 16 do corrente
mez.
Portara :
A' Cmara Municipal deGaranhunsAppro-
vo a arrematago dos impostos constantes do ter-
mo annexo por copia ao oBco que a Cmara Mu-
nicipal de Qaranhuns dirigi me em 30 de Setem-
bro ultimo^
Quanto sValtima parte de sea predito offieio de-
claro mesma cmara que os mscales de fazen-
das, miudezas'c objectes de folha ou cobre quer
sejam nac>onaes quer estrangairos estao sujeitos
nesse municipio a taxa de 5/000 conforme a dis-
posigo clara do art. 57 78 da lei n. 1832 do eos-
rente anno.
O Sr. gerente da Companhia Pernambueana
faga transportar ao presidio da Fernando de No-
ronha, na primeira opportunidade, por cinta do
Ministerio d^-gaerra, o sentenciado militar For-
tunato Francisco de Souza. Communicou-se ao
commandar.ta das armas.
O Sr. gerente da Companhia Pernambueana
mande dar rssasngem a r, at Mossor, na pri-
meira opporruaidade, a Caetano Guimaraes de S
Pereira, por couta das gratu.tas a qae o goverao
tem Uireit o.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Ao director geral da secretaria dos Negocios
Estrangeiros rCumpre-ma participar a V. Exo.,
em resposta ao sea officio de 16 do corrente qae,
teve o conveniente destino o despacho que acom-
panhou o citado officio, dirigida ao Sr. Dr- Luiz
de Carvalhs Pae de Andrade, qae se acha n'esta
provincia.
Aproveito o ensejo para renovar a V. Exc. se-
guranga de minha elevada estima e disuada con-
eideragio.
Ao secretario da provincia do Rio Grande
do Sul, Dr. Fausto Domingaes da Silva. Pelo
officio a que respondo de 3 do corrente mez, fie o
inteira lo de haver V. S. assumido na mesma data
o exercicio do cargo do secretario dessa provincia.
Aprsente a V. S. os meas protestos de estima e
coosiderago.
Ao inspector da Thesouraria de Fasend.
O Exm. Sr. presidente di provincia manda remet-
ter a V. S. quatro ordens do Tnesouro Nacional
de ns. 261 a 261.
Ao director do Arsenal de Guerra.-Da or-
dem de S Etc. o Sr. presidente da provincia, com-
munico a V. I._para sea coabecimento e em addi-
tamento ao meo officio da 4 de Outubro ultimo,
que, segundo consta de officio da presidencia da
provincia do Piauhy, de 9 do correte, foi recebi-
do oaalfandega da cidade di Parnahyba, pelo al-
feres Sizenaodo Rodrigues da Silva o caixote
com fardamento de que 'trata o officio d'essa di-
rectora de 2 do citado mes de Outubro, sob n.
605.
A' agencia de paquetes.S. Exc. o Sr. pre-
sidente da provincia ficou inteirado pelo officio de
hoje que o vapor Cear, entrado s 7 horas da
mauh dos portos do sul seguir para os do norte
amanb s i da tarde.
A' Companhia Pernambueana. S. Exc. o
Sr. presidenta da provincia ficou inteirado pelo
officio de hoje que essa Coiapanhia expedir para
os portos do norte at Camossim 5 de Janeiro
vindouro s 5 horas da tarde o vapor Jaguarbe.
Ao inspector do Thesouro Provincial. O
Exm. Sr. presidente da provincia mana commu-
nicar a V. 3. gara seu eouhecianato e devidos ef-
fetos, que ao)j. azaroa o seguinte despacho na
petigo de A^s* bre a qual e^saSCsas>aro prestou a informaras* de
a. 317, datdsete 17 do corrate : Sim, satisfa-
zeudo previa-arate as ezigeacias leg3$ do The-
souro Providcta!. >
DESPACHOS DA PBESIDESCIA DO DIA 28
DE JANEIRO DE \8l
Anaa Thardza dd Jess Lina. -Informe
a junta classifioadora de escravos do mu-
nicipio do Recife.
Antonio do Carino Almeida* Informe
o Sr. engenheiro chefe da Riparti^So das
Obras Publicas.
Abaixo assigoado de presos da cadeia
do Brejo da Madre de Deus.Informe o
Sr. Dr. chefe de polica.
Aotonto Perreira Rorges.Est pr3v
deuciado para que o supplicante seja aub-
rnettido a julgamento.
Bacharel Arconcio Pereira da Silva.
Concedo.
CapitSo Antonio Graciado de Gasmao
Lobo. Como requer.
Padre Antonia Graciano de Araujo
Guarita.Defiro a presente raolamajao,
tornando de nenhum effeito o despacho de
19 de Novembro do anno fiodo, visto se
tratar de acto administrativo meramente
gracioso, e ter fijado provado com as in-
formales do Exm. bispo diocesano e mais
documentos annexos, que nao se trata de
um cemiterio publico ou municipal nos ter-
mos dos arta. 3 e 14 da lei provincial n.
962 do 1870, e sim de cemiterio particular
da matriz, construido em terreno de seu
patrimonio por missionarios Capuchinhos
ha mafe de 20 annos, conservado e rne-
Ihorado pelos respectivos paroi'hos, sem
dispendio de qualidade alguma at hoje
por parte da municipalidade. E, nestes
termos, revogando a delibsracfto da Cma-
ra de Gamelleira, que chamon a si o ce-
miterio da matriz, ticarn-lho salvas as at-
tribuir;3es a sou cargo, espocialosaM a do
2 do art. 66 da lei de Io de Outubro
de 1828, o o direito de estabolecer, por
sua vez, cemiterio municipal.
Benedicta. Informe o Sr- juiz de or
pillos do termo de Palmares.
Ceoiliano Jos Hibeiro. Nao possivel,
por emquanto, o que requer. Nesta senti
do expejo ordem ao Thesouro Provincial.
Irmandade de Nossa Senhora da As-
sumproao da Estancia.Prejudicado.
c89 esperar, para exesucSo dos regula-
mentos ou leis que o autorisetn, que me-
lhore as circunstancias da provincia.
Manoel Francisco de Britto Chicote.
Est providenciado para que o supplicante
seja submettido a julgamento.
Manoed Rufino de Carvalho.Pro ve a
fliarj&o que allega, em vista da informa-
c3o.
Rufina de Castro Moura.Sim, pagando
as comedorias.
Secretaria da Presidencia de Pemam-
buco, em 29 de Janeiro de 1887.
O portsir,
Francolino Chacn.
Repartlco da Polica
SeecSo 2." N. 81.Secretaria da Po-
lica de Pemambuco, 29 de Janeiro de
1837.-Illm. e Exm. Sr.Participo a
V. Exc. qae foram hontem recolhidos
Casa de DetencSo os seguintes individuos :
A' minha ordem, Martinho Lopes da Costa,
vindo de Taearat, como sentenciado, disposi-
go do Dr. juiz de direito das exe;ugjjs ; Joao
Fraacisco de Oveira, Herculano Domingos San-
tiago e Manoel Jos da Costa, viudos d) Rio For-
moso, como sentcneiados, requisigao do Dr. juiz
substituto supplente da 4 districto criminal ; Es-
tevo Ordeiro do Nascimento, por estar sendo
processado por crime de morte.
A' ordem do subdelegado do Recife, Jos Fran-
cisco, por uso de armas defezas.
A' ordem do de Santo Antonio, Cypriano de
Souza Viegas, Maximiano Pereira da Cuuha, "
Luis, escravo do Dr. Fortunato Forte^ por crime
de furt >: Dionisio Jos do Espirito Sanio, Manoel
Francisco da Paixao, Pedro Gongalves de San-
t'Anaa, Joo Francisco dos Santos, Manoel Pedro
Antonio, Carlos Magno da Silva, Martiniano F-
lix Viegas e Francisco, escravo dB Francisco de
tal, por disturbios.
A' ordam do do 2 distrteto de S. Jos, Manoel
Rodrigues do Naseimeoto e Maaoel Joaquim C.
Pacheco, por disturbios, disposigo do Dr. de-
legado do 1" districto da capital.
A' ordem do do Io distrieto da Boa-Visti, Jos
Pereira de Araujo a Carolina Maria da Conceigo,
por disturbios.
O delegado do termo de Bom ConselH, em
officio da 22 do corrente, communicou me que no
dia 16 tambem deste mez, Gil Alves Feitoza, eni-
cidou-se disparando um tiro do qual fallecen no
dia seguinte.
O delegado respectivo procurando saber a cau-
sa do suicidio ehegou a ter conhecimento qae
Feitosa por desgostos e falta de meios pos tarmo
a seus das.
Deus guardo a V. Exc.Ilim. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O chefe
de polica, Antonio Domingos. Pinto.
Thesouro Provincial
despachos do dia 29 de janeiro
de 1887
Maria dos Martyres Tavares dos Santos.
Ao Consulado para attender.
Idalino Izidio da Costa Vieira e offieio
do Dr. administrados^,dos tj-ltos. Infor-
me o C.ntador.
Jos Joaquim de Miranda Alves. Cer-
tifique se.
Galdino Antonio Alves Vieira. Haja
vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Antonia Josephina de Araujo W. Rc-
gistre-8e e fagam-se as notas.
Alfred > Maurica e offieios do Dr. pro-
carador das feitos e Joao Florentino do
/Almeida. Informe o Sr. Contador.
Francisco Jos dos Pasaos Guimaraes.
Volte ao Sr. Coctador.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 29 DE JANEIRO DE 1887
Jos Augusto de Foja Correia Cesar,
JoSo Cassimiro da Silva Gouveio d C, An
tonio Augusto de Le mos & C, Martina
Viegas 4 Manoel Joaquim da Cruz, Ber-
nardino Ferreira Praga, Jos Duarte Pe-
reira, Joao Baptista de Moraes, Guimaraes
Jjnior & C, Joao Rodrigues d3 Moura
d Irmlo, Lourentioo Pires do Carvalho,
Autonio Lias de Albuquerque, Francisco
Ribeiro Soares, Fernandos & Primo e Joao
Aureliano Los Alves. Sim. t
Moreira d C. Indeferido em vista
das informal,o-s.
Paulina Maria do Espirito Santo e ou-
tras, Francisco Quintino Nonato do Souza
e Martinha Francisca do Jess. Deferi-
do de accordo com as informacSes.
Anastacio Cost d C Informe a 1.a
seccSo.
DIARIO DE PERiSBUCO
Retrospecto pollftleo de 1 fi
POLTICA PARTICULAR DOS ESTADOS
ECROPEUS
(Coii/nofao)
No dia 21 de Jjmeiro foi aberlo o parlamento
linglez. O discurso da corda era impaciente-
mente esperado. Determinava tal impaciencia
nao s a curiosidade dc saber se o.governo tinha
achado urna resoluco para o problema irlandez,
mas a certeza de que a vida do ministerio con"
servador dependa da habilidade que elle desen-
volvesse ante essa cnsc aguda da existencia na-
da co
cional. Era vez da soluco esperada, lord Sa-
Joaquim Antonio de Figueirodo Lios. ( deu a eiUender que 0 e3ta0 da Irlanda
comporta va nenhuma, ao menos na occasio.
Bisse, pela bocea da rainha, que a ilha irraa
precisava de algumas reformas administrativas,
or-
Informe o Sr. Dr. juiz de direito
marca do Palmares.
Jovinano Jos Simoes. Sim, com
denado.
JoSo Luiz B9da- Informe o Sr. ins-
pector da Thesouraria de Fazenda.
Jos Francisco de Mello. Informe o
Sr. Dr. chefe de polica, ouvndo o admi-
nistrador da Casa de DetengSo.
Capillo JoSo Pereira do Nasom9nto.
Informe a Cmara Municipal de Bom
Conselho.
JoSo Fernandos Marques.Informe o
Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Mano*l Lopos da Paz.Por emquanto,
o estado financeiro n3o permitte. qae se
conceda gratificacSes addicionaes. E' pre-
e que seriam realisadas ; mas nao entrou em ex-
plicaces quanto a natureza d'cssas reformas,
bem como as nao declarou especialmente urgen-
tes entre outras, tambem de ordem administra-
tiva, que se comprometteu a efectuar na Ingla-
terra o na Escossia. E refenndo-se em primeiro
lugar a estas, deu ti entender que aquellas lhes
eram subordinadas, como a parte ao todo, como
a consequencia s preraissas. Nao admiltia, pois,
o digno inarguez que houvesse urna questo pro-
priamente irlandeza. Segundo o discurso que
dictou soberana, nao exista para la do cana
de S. Jorge urna aspiraco legitima que mei
cesse cuidados especiaos; hara simplesmen
tendencias separatistas, contrarias integridade
do imperio, um systema de intimidago contra
os proprietarios, graves desordens, lilhas dc es-
forgos criminosos, que estavam pedindo severa
represso. Podia ser hbil a tctica do honrado
ministro sob o ponto de vista exclusivamente
parlamentar. Todava nao tirou d'ella nenhum
proveito immediato.
O Sr. Gladstone foi o primeiro a 'criticar a
falla do throno. O vencravel estadista declarou
que tinha ainda urna vez acceito o mandato
de deputado, que alm de outras razos, eslava
animado do desejo particular de concorrer para
a realisaso de reformas importantes. E por
issoaccrescentounSo me satisfago com o di-
zer do^governo que 6 preciso manter a unio
legislativa da Irlanda. Essa unio existe ha oi-
tenta c cinco annos. E' essencial que a questao
irlandeza seja tractada -de modo satisfactorio.
Instado para explicar o sentido das reformas
annunciadas. o marquez de Salisbury compro-
metteu-se no dia 25, perante a cmara dos lords,
a corresponder a taes instancias no prazo de
48 horas. Tinha ido de secretario para a Ir-
lauda o Sr. Smith, ministro da guerra.
O gabinete engarregara-o de estudar pesso-
almente o que se passava n"aquclla ilha. Aguar-
dara, porlauto, o resultado desse estudo para
decidir-se. Mas a impaciencia dos opposicio-
nistas nao esperou que a dilagao se vencesse.
No dia 26 o ministerio foi derrotado*na cmara
dos coramuns por urna unio da maior parte
dos liberaos com os parnellistas. Serviu de un-
sejo derrota a emenda que no discurso da
cora aprese:itara o Sr. Jcsse Collings, depu-
tado radical por Ipswich e um dos iniciadores
do movimento agrario entre as povoacOes ruracs
da Inglaterra. A emenda dizia lamentar a c-
mara que o discurso da cora nao contivesse a
promessa de protecgo agricultura e, sobre-
todo; que nao tivesse fallaqp as reformas ten-
dentes a facilitar a concesso dc pequeas her-'
dades c allolinens, ou lotes de trra com des-
ino a ser cultivados pelo trabalhador agrcola
e para seu uso particular, mediante condisei
vantajosas de arrendamento.
O Sr. Glasdtonc pronunciou-se em tavor da\
mocao Collings. acceitando expressameute a res-
ponsabidade de um voto de desconfianca ao
ministerio. Este foi, enlretando, apoiado pelos
Srs. marquez de Hartington e Goschen, os dous
chefes do liberalismo moderado na sua dupla
variante aristocrtica e burgueza. O ultimo
desses polticos ebegou a dirigir censuras pes-
saes de rara vehemencia contra o leader do
partido a que, ao menos nominalmente, nao
tinha dentado- de perlencer. Eslava, p^is, de-
clarada a dessidencia liberal que havia muito
se annunciava. Nao obstante o auxilio dos
vthigt dissidentes, o ministerio foi vencido por
9 votos, entre os quaes fignraram os de 73
parnellistas, que se pronunciaram pela appro-
vaco da emenda. Firou, pois, desde logo de-
monstrado que o concurso dos home rulis se
tornava indispensavel constituigo de um go-
verno liberal era certas condiges de perma-
nencia.
Nao foi sem certa repugnancia que a rainha
Victoria chamou de novo o Sr. Gladstone ao
poder. Comquanto nao estivessem conhecidos
em suas minudencias os projectos desse animoso
estadista, relativamente Irlanda, sabia-se to-
dava, o quanto bastava para que S. M. e um
grande numero dc seus subditos se sentissem
profundamente preoecupados. Mas as pralicas
parlamentares lnglezas nao podiam ser violadas
em honra dessas preoecupages. A Inglaterra
a mae do parlamentarismo tem por essas
pralicas um respeito que nao professado em
nenhuma outra parte do mundo. A situago
era do Sr. Gladstone, e a elle s caba a res-
ponsabilidade da grande obra que ia emprehtn-
der entre difculdades excepcionaes c labores
incriveis, em vista de sua idade avancada. Co-
megaram essas dilliculilades na organisagao
do ministerio que ia succeder ao dos conserva- *
dores. Nao podendo mais contar com muitos
de seus antigos amigos e correligionarios, tendo
perdido o apoio dos Hartingtons, dos Derbys,
dos Goschens, liberaes da velha escola, que se
recusavam a acompanhar o chele de outros
lempos no passo arriscado que ia dar, \oltou-se
o Sr. Gladstone mais decididamente que d'antes
para o radicalismo, no intuito de compensar o
apoio qyc-perdra.. De liberaes e whgs fiis ao -
grande les Vr se forinou o novo gabinete cujo
apparecimento foi, por assim dizer, saudade o por
um incidente desagradabilissimo. f
Com effeito, os opperarios sem trabalho, ento
mais numerosos Ao que nunca na opulenta
Gra-Bretanha, tinham resolvido reunr-se em
Londres, n'uTn grande meetlng, para dirigirem
urna petigo ao novo governo de quem es|iera-
vara remedio para a terrivel miseria que os
acabrunhava. E de facto a reunio realisou-se,
em das de Fevereiro, em TrafalgarSquare.
A petigo foi redigida. Ouviram-se muitas quei-
xas, recriininagcs amargas, como era de es-
perar; ma> o primeiro ajuntamento nao aprc-
&entou carcter sedicioso; nert atneagailor da
paz publica.
Era una dessas raanifestages populares, tra-
dicionaes na Inglaterra, c de que a burguezia
douradaat alli nunca fivera receios, certa como
eslava, por loirga experiencia deque a vozar-
dente Jos tribunos s muito raras vezes poder
vencer a ndole paciiga e soffredora do proleta-
riado britannico. Todava, inanifesUigao que
comecara ttebem e prome^lia acabar-Semb priu-

IHIiLAInl i


j

^


!**?-.
Diario de PeinmbncnDomingo 30 de Janeiro de 1887
cipia menle juntar-se outra, de
genero diverso, e que havia sido organisada por
urna commissao de revolucionarios ou dem-
cratas socialistas n'outro ponto da populossima
cidade. Perturbado geral! Os intrusos podc-
ram aluciar avultado numero dos operarios re-
unidos em Trafalgar-Sqmrc e levarara-n'os em
desordenada marcha pelos bairros mais ricos de
Londres, onde a populaca desenfreiada se entre-
*gou em seguida a actos da maior violencia. Os
revoltosos fizeram parar carruagens para despo-
jar do que levavam as senhoras que iam dentro.
Saqueavam armazens c lojas, desde as de joias
atvas simples padanas; e era de pao que ellos
precisavam antes de tudo. O motim durou al-
gumas horas, porque a polica nao appareceu a
t empo. Tem-lhe acontecido isso por differentes
vezes, c eii circumstancias igualmente graves.
A polica de Londres nao faz inveja a utras que
nos e os letores conhecemos. Quaado ella cho-
gou ja grande mal estava fcio. Ioterveo. emlim,
e a revolta cessou ; mas o certo que a parte
pacillca da populaco londrina ticou por muitos
dias aterrada, e nao era para menos.
A soci edade tem o direito de impedir que taes
scenas se reproduzam em Londres ou onde quer
que seja : mas nao menos exacto que ella tem
o dever, principalmente na Inglaterra, de esfor-
car-e por melhorar a sorte de milhoes c railhSes
de individuos cujo desgranado destino no mundo
nao pode ser o que meia duza de infelizcs !h?s
prepararara.
Reformas sociaes, agrarias e poltica*, eis o
trplice aspecto do problema irlandez, segundo o
manifest que o Sr. Gladstone dirigi aos seus
elcitore3 de Midlsthian, no intuito de fazer-sc re.
eleger deputado i cmara dos communs, aps a
sua nova elevacao ao poder. Mas anda n'esse
documento dcixava o eminente poltico de ser
completamente explcito acerca da natureza de
medidas que se propunha a realisar em relacjio
Irlanda. Fallava na extenso do $elf-go"in-
menf, applicavel aos negocios Iocaes da ilha,
rni, necessariamente subordinado sob todos
os pontos de vista a le da unidade imperial;
declarava que o ministerio que presidia nao fu-
giria responsabilidade d'essas questes, que
a lrazel-as discussao. mas nfio a alm n'essas
surumanas explicaces.
(CoHtum'a)
taem
E
. ._
i
T.' xas postaes e dos telegraphos
(Jornal do Commercio, da corte, de 21
do Janeiro)
A lei do remenlo vigente autorisoa o goverua
para rever os regulamentos do correio geral e das
telegraphos, podendo reduzr at 20 / do valor
das uxas actuaes :
1. Dos telgrammas recebidos ou expedidos
peUs folhas diarias, exclusivamente destinadas
publicidade; .
n. Do transporte dos joruaes dentro do im-
perio.
Nos tetraos em que o parlamento fui servido de-
cretal-a, snggcrc esta autorisacao fundados rapa
ros. A limitacao do favor s folhas diarias, quanto
as taxas dos telegramraas, nao nos parece justifi-
cavel, seja qual fr o aspecto pelo qual coasjierc-
, mos a materia. Com eflfeito, a cogitar da resolu-
co tomada cora imiito fiscal, por se haver bus-
cada augmentar pela diminuicio das taxas a re-
ceita dessa orgem, nao ha razio para que nao se
jam equiparadas, para tal trisito, tUbas diarias,
hebdomadarias, e outras. O parlamento duvidou
3ue as capitaes, e em grande numero as eida-
es e villas do interior ha folhas que se publicara
duas e tres vezes por soinana, o tero umi-
tas vezes mcessidale de coinumuicacoes telegra-
phicas. Dado que a autorisacao so haja inspi-
rado lo penaamento de habilitar a prensa jor-
nalistica a satisfacer meuos honerosameute esta
exigeucia ia publicidade, o favor dispensado, s
folhas diarias deve ser por igual digptmado a
quaesquer outras. Em neubum eaao n aotiyo
para recusar a esta o que se concede aquellas.
Esta observacao tanto mais justa quanto a
redcelo se far applicavel, no3 termos da lei, as
sim aos tele:rrammas recebido3 como aos expedi-
dos pelas folhas diarias. E' duro que folhas se-
manaes hajaui de exp dir telegramraas, em se tra-
tando de intensases de publicidade, por maior preco
do que de outras se arrecada. A d.sigualdade
tal, que faz pensar em equivoco de redacclo epres-
sada.
Ple dizer-se que as publicacocs serainaes,
quinzenaes ou mensaes nao esto as condkoes
das diarias, u) tendo de preoesupar-sa dos suc-
cesses do dis, que carecem de ser rpidamente
transmitidos, lm de serem ellas por vi de Te-
gra litteVara ou cientficas. Mas anda que as-
sim foss, o que suecederia ? Que ellas nao cara-
cendo de telegrammas, nie se nproveitariam du
favor da taza, o que nio motivo para quo tal
favor s lhes nao cffereca. Mas de facto nao as-
sim. Urna folba semanal, mesmo litteraria ou
scientifica, pie ter interesse, e vai nisso tambem
interesse para o publico, em noticiar qualquer re-
centissimo evento littersro ou seientifico na ves-
p;ra occorriio em qaalquer ponto do Imperi).
Outrotanto se dir das folhas noticiosas que as
provincias se publieam duas ou tres vezes por se-
mana. A maior facilidade de obt-r commumea-
coes de todas aa partes pode at servir do poderoso
estimulo para pouco a penco se ir.'in convertendo
em diarias.
Qaanto s taxas postaec, tambem nao lobrig^-
mos razio para que o favor nao seja ampliado ao
transito de livres, foIbe-os, gravuras, lytbogra-
phieas, e outros anlogos productos da arte. A
remessa para fora do Imperio dever ser igual-
mente favorecida, nao s no interesse fiscal mas
como meio de facilitar a divulgarlo, entre eatra-
nhos, dos nossos productos inteliectnaea, to im-
perf.itamente conhecidoa e, por isso mesmo, me-
nos estimados do que merreein.
Nao vai nisto tao somente interesse noaso, que o
temoi na verdade, mas ao mesmo tempo de todo o
publico e mesmo do Estado. Considerada em toda
a parte elemento de progresso, a publicidade
digna do ser particularmente prezada em paiz,
qual o H0980, onde a instruidlo anda to pouco
dEzemmada e as longas itistaucits difficultam a
actividade das consmunicai;5ea.
At agora nio us>u o governo da f> cuida de a
que alludimos, talvez por esperar que possam ser
dados os novos regulamentos. Quanto 4 nos, urna
censa independe da cuta. Es'ames eeitos deque
a administmeio nao se demorar'*-re*er os regu-
lameutos aetuaes, mas entendemos que a ieduccio
aptorisada peo poder competente nio est subor-
dinada ao acto da revisao. As leis nao decretam
senio o que do reconhecida utilidade publica, e,
por tal, devemos considerar a reduccio de que
tratamos. Ntnhuma conveniencia pode aconse-
Ihar a tardanca de providencias que o poder legis-
lativo houve por opportunas, fosae no interesse fis-
cal, fosse com outro intento. _
Fallando de interesse fiscal, nao insiuuim)9 que
taes alteraciJs hajam da produair immediato effei
to favoravel renda postal e a dos telegraphos.
Nio compartimos do pr. conceito muito eapalhado,
com que se busca encarecer os resaltados da de
aggravacio de impostos e taxas para a receita de
qae consumero elementos.
Semelhantes resoltados devem entrar na previ-
. sao administrativa mas pelo seunacto valor, a
titulo de esperanza so realisavel com o andar do
tempo e a creaeo e mobilisacio de interesses
novos.
A afamada reforma da Inglaterra, conbecida
pela deoominaio de penny yoitage, ae dentro de
um anuo elevou de 82 para 168 milhoes o transito
das cartas e de outros eioe de communieacio pos-
tal, teve de esperar anuos para lograr que a ren
da ds correios attingisse o aVel antigo e entio
por dian'.e o sobrepujarse em aunual progresso
ascendente.
Salvas tieepcoes determinadas por circomitan-
oiaa. ser este o caminbo natural de toda a re-
fonaV de tal ordem. A renda deenari nos pri-
meiroa empos, posto qae os traru^brtes ae.effec-
tnais numerosos, e s maia tarda entrar na
desejada pbasc da progreasSi ascendente. Cr-
relo, telegrapho, viacio frrea, navegacio : todol
os servicJs, emfim, reguUdos por tarifas, estio su-
bordnalos a esta formula geral.
Na bypotbese vertate, tratando-sfl apenas do
um* f^te especial da reeeita do crrelo e dja te
legraphjs, possivel que a depretsii ni> se faca
sentir, e, em todo o caso, representar sacrificio
insignificante al qoe a rodaccio opere o effito
qae 6 par*, esperar da maior actividade da circu-
la?io.
Ao referirnos aas servidos dos correios e dis
telegraphos, nio omittremos a necessidade, qae
tantas veaes temos apontado, da melhuar quanto
for compativel com as noasas precarias coudicoes
financeiras a sorte do pessoal da primeira d%quel -
las reparticoes bem cuno de abrandar, ate onde
for possivel, a tarifa doa telegrammss partiealarea,
corrigindo desigualdades para as quaes nio aeh-
rn>3 explicacao satisfactoria.
No aervico telegraphieo, que nio tido todoodes-
envolvimento qae era uara esperar, nio seria des-
acertado, segundo eremos, experimentar tarias
que pelo su modici preco creassem em algumas
localidades e fomentassem em outras a necessidade
das c-jmmnnicacoea telegraphicis.
Mdhor fra, porm, a nisso ver, seguir o ex*m -
po dos outros pases i dativamente ao telegrapho
como j fizemos a respeito do orreio, adoptan 1
taxa unifjrm^ pa^todos os telegramnaa dentro
di imperio como temos porte nniforrm para todas
as cartas que circulara uos limites delle. A razio
a mesma e, oe differenca ha, _contra o correio.
Effectivamonte nio ha coinjaraclo possivel en-
tra o que o correi) dspealj a maior cora a trans-
missi> de ama carta par Nctheroy oa para 03 Bar-
loes do G yaz, e o qua ao telegrapho pde eustar
raris um tclegramma para Petropolis ou para o
Para. Ni) insistimos nisto pela nenhum* cspe-
ranga que teirm da ver ti)ced d>pt*di este
systeroa tio simples qaaoio a simplicidade um
das mellnres qaaldades dosservicos que enteniem
cim a maesa d> pavo. _
Esto ia da simplicidade nos levara amia a
deeejar que as inesmas estimpilhas s;rvisiin in-
distinctameute para partes di cartas e s-llo da da
cumentos. BibesOH que a renda t'm da repartir
se por dios ministerios d fferen1e3, mas nao vemos
nisso difficuldade. A renda do correio seria per
teitaraente indicad i oela estatis'ica d> mo-viraento
de ear'.as e outns obj 'Ctis, e esia so escripturam
no crdito do ministerio da ajricu'tura. Temos, e
verdade, os sallas perdidos ; essus, p ir n, nao
eoastitaem renda propriamante dita, mas receita
eventual que um governo hanesto nunca procwa
fomenUr artificialmente. Esse receita eventual,
era tanto qae entrasse pin o thesouro, paao un
portara p r que p >rta.
Ests reforma tia pia-!0 a conseguiremos ta
cedo : pcdinamis, porm, entretanto, qi3 ao me-
nos se faeam quanto passvel differente3 amas das
outras as estampilhas d) theiaarae os sellos do
orreio. Entre os que existem algans ha que fj-
cilraente se cjnfuodem s-'m attento oame. O re-
sultada e o correio pod attestar tpa nao ima-
ginamos, antes apontamas faeto maito fieqaent",
qne por descuido em vez de sello3 postaes se poain
estampilhas as cartas. O correia coosideri_es:as
cartas eomo nio franqueadas, obriga o destinata-
rio a pagar porte duplo, e alm disto ficiin par-
didas as etainpilhas.
Assim sa eogrossa a tal reeeita eventual; mas
nao deve ser, nsm de facto esto o intuito do go
verno.
SB-
itviSTA DIARIA
Oflcio* vagos de TaojuareUngsAo
provimento do3 ofijios de tabelliio, cscrivio do
jury, execuces criminaes e annexos d) termo de
Taquar.tinga concorreram no praso leg d os Sr3.
Leoaardo Antonio do Espirito Santo Porto, J's
Victoriano de Vaeconcellos Perera e Joao. Bar-
bosa de Souza.
Engenho central de S. Lonreneo
da MatlaAmanhi B. Exa. o Sr. De. Pedro
Vicente de Aze /edo vai visitar o engeaho ceutral
de 8 Lsurenuo da Matta.
S. Exe, b.'m como as p'ssoas convidadas para
a excursio, seguirlo om trece, especial da ferro-va
do Limoeiro, o qual largar da estacao do Bium
s 10 horas da inanbi.
Apipacon*Os moradores d'esse novoido,
unidos algumas pesaoas que actualmente alli se
aon ra passando festa, resolveram celebrar no
dia 13 do mea de Fevereiro prximo, a padroeira
daquella locatidade, Nossa Senhora das Dores. In-
da para mais de vinte annos, que nio se faz seme-
Ihante acta, de esperar quo todos os do povoado
e aqaelles que foram escolhidos pura tomar nelle
parte e vio publicados em outra pirto desta folhu,
coocorram e so esforcem para que a festa seja fcita
com toda a pompa e brilhantismo. Informam-noi
que no dia r6*k Fevorero, ser hasteada solemne-
mente a ba">taRf.i, dando-^e comee? ao setenario
no dia inmediato, domingo, queimando-se em to-
das as noites fagos de artificie, ao sam de. msica
marcial.
Suicidio.Mandaram dizer de Bom Conse-
llio que, no dia 16 do crreme, suicidon se com
um tiro de pistola Gil Alves Fmtosa, que fallcceu
no dia seguinte.
O infeliz foi levado esso acto de desespero por
desgostos e (alta de recursos.
Feria* forense!Terminam amanhi as
ferias forenses do Natal.
Oiniieiro. O paquete Allianja trouxe do sul
Linaou Bank 300:000*000
Dito 1:000
O v>por Marinho Yiseonde trouxe do sal
Miguel A. Gcncalves da Silva 932*500
Baltar O. & C. 30>#000
Faria Sobrinho & C. 300*000
BennlAesj de IrmanJadesHa boje as
seguintes :
Da Irmandade de SS. Chrispim e Chrlsninia-
ne, s 9 hjras do dia, para fins especies.
Da Coufraria de Nossa Senhora de Lourdes, na
matriz da Graca, s 9 horas do dia, para leitura
dos estatutos e outros assumptos.
Da Irmandade de Nossa Senhora da Luz, s 10
1/2 horas do dia, em mesa provecta, para elci-
cao.
lllrectorla da* obran de conserva
cao du* parlo*Boletira meteorolgico di
iii 27 de Janeiro de 1887 :
V i
n o
o S -o
Horas gS2
.. z -X
r3 5
H
6 m. 234
9 286
12 S03
3 t. 290-8
6 281
Barmetro
0
758n>80
759>42
759-4
75786
75777
T-.hsIo
do vapor
18.30
20.24
23.26
21.64
21.04
o
a
a
9
03
85
69
72
69
74
Temperatura osaxiin31,0.
Dita miaima23*,2.
Evaporacio em 21 horas ao sol: 9",3 ; som-
bra: 4,3.
Chuvanulla.
Direccio do vento : ENE de meia noite aos 55
mi untos ; NE at 8 horas e 40 minutos damauhi;
(com ioterrapcio de calma durante 5 horas) ; va-
riavei entre NNE e E at meia norte, predomi-
nando ENE.
Veloeidade aadia do vento : ln>,87 por segando.
Nebalosidade media: 0.32.
Exereteioa militaren Commanicam-
nos: '
Em um artigo a pedido publicado hontem neste
Diario, ti sendo se algumas apreciacoes favoraveis
ao comraaudo do Exm Sr. general Jos Glarindo
de Queiroz, nota se o desejo do articulista, de qae
volte o 2* bataihio a ouvir missa na igreja da
Conceicio.
-m Sabemos o que dea motivo a ordenar S. Exc,
que ouvissem missa, nio, tmente o 2* bataihio
na igreja da Santa Cruz, mas tambem o 14 na
do Carrao, nio menos distante de sea quartel de
que aquella da do 2*.
A na do Bario da Victoria, onde fica a igreja
da Conceicio, tem ama linha dupla de trufaos, e a
formatura dos corpos ao ebegarem e ao sabirem
impediam por muitos minutos o transito publico,
e 3. Exe., que, nao tem em eonsiderscio tmente
o servico militar, entendeu conveniente mandar
3ue as missas nos demingor, fossem em igrejas qae
ispasessem de largos, onde os corpos podessem
formar sem atropello do grande numero de con-
currentes qae costjmam comparecer a estes actos,
e sem prejuiso do transito.
Se 8. Exc. aproveitoa o largo da Santa Cruz,
para no penltimo domingo faier algumas evolu-
edes, o que nao chegon a levar neis ho.-a, o com-
iandante do 14' bataihio, posto qae S. Exc. nio
estivesse presente por ter ido coa a compaahia

de cava'I aria pai a Bebaribe, tz no largo do Carma
maia de maia hora de exeroicio, sera que sea* ofE-
ciaes manifosttssem o menor desecntentamento
p)r esta diversia de tanta ntilidsde.
O articulista reeonhece que nunca serioade
mais os -exerclcos; ras, Srminaremas, dizendo.
que estamos de scaordo, e qae entendemos dever o
saldada habilitar-se fadiga na pat, para nio re-
cuar diante d'rlla na guerra.
Conflicto) e ferlnaentasP-IIintem, crea
de 3 horas da tarde, na ra de S. J >li n 12 (oi-
rochia de 8. Jos) na taverna da Rocha Perera
& C., travarasa disputa por causa Je um vittm
iIano;l Jos Alvos e Manoel Marcal Rodrigues de
Sauza, este caixsiro do estabelacim:nto e aquelle
fregu* de p'.mto da casa
Alves, ettomagaalo-se cora Marcal pela fa'ta
de coafianca, deu-lho um tiro, que nio o attingio,
e os dons pegaram-se ai facadas, resultando da
lata sabir gravemente ferido Mino-1 Jas Alvas
com qnatD facadas e Manoei Ifireal levemente
com urna facada.
A po'icia loca! conoareceu n> la^ir di ertOM
s prondeambas os orimiios, r:o.a'h9al) Mir-
cai Casa de Datencio a Alvos ao haspi"al P dro II, afira de ser medicado.
Entrada de Ferro do Uilaelr.ii> a llo-
nlto.Reeebjmjs hontem a seguinte carta :
Escriptorio cotral da Raaife, Janeiro de
1887.lilnu. Srs. rd lactorej da Revista.Permit-
tam-me VV. SS. um* rectificacai sua naticia de
hontem.
S. Exc. o Sr. Dr. presilente da provincia, vai
a Rbeiri) especa'mente visitar%s trabillias do
coutrucclo da Estrai do Bonita ; e nesta estala
a'li, se quizar, visitar tambem a Usina Piafo.
Sou da W. SS., etc., eta. -O contador 4a empre-
sa, Jovlniano Manta
Aceito no mar.O re'atorio referente a
1835, .la R'pirtifio Hyloqraphiea de Wishing" in,
awaeiona 7.' exesnptd* d> enpre^i do azate para
abinancar o mar, e depjis de 1er 03te3 documen
tas fioa-se caovrm;do da que nii tem havJo exa-
gero na qua se ta d'ta acerca du seas effaitos
:nir.ivilho3)s.
Assim, durante urna viag m da Portland (Oregon)
a Qae->nstow i, a ivio Hyrtle ITdrni eucontrou
mar tli cavad) qa i tsve de amirrar o hanem d)
leme, pan e'iiar qae fosse arreo i'.ila pe >s ralos
da mar, que varr! no o torabalba o cob iam o na-
vio da po.ia proa. t3 aapitii omejuio maular
suspea lar em iada laes da verga gran le um sai n,
feito da loaa da3 velas qie c atiohi pauao iniis
de* maio galio de azeita da ilimaaci), e qu t-
nhaom grande nu.naro d orifiuiai foitos cama
igiha Ja marinlioiro ; daus minutos dapaisjo
mar na galgava o n avio, e este a penas r'cebi*
algiMsfl ):as I) esp-i n i, prevementa dis vagas que
s; qaebravam de encontr p>qaeaa t)a!hi ol;osa
a sotavento da qual tic iva o navio.
Un va.ar cbimat) Napier sofFi-ea no horrird
trmooral que o obrigou a carrer, eatrand)-lhe par
vezes mires maiiitrujs s pala popa. O capitai
mi ilai fazer doas sacos da lona,. I :incindo en
u* 11 nove litros de aee:t-a ; depois foz-lhe u:is
P'uo da orificios e daitou-as a reboque, um de cada
birdo. Lag) qu: as primaira3 gotas da azaite se
espalharam na cstoira d) navio, as vagas vieram
quebrar-sa a uq i distancia da 2J oa 3'J metros da
popa, plasmada depiis par biito delle com > se fosse
uma popuaglo larga ordi.nra. O vapor continuau
a carrer dorante tres dias 3 tres a ute3, e aunoa
mais m?tteu mar.
Sabr esse assamoto muito notavel um relato
rio feita pelo capillo d) piquete Bihernta, Aeorca
do que Iho succedea n'ami viagem de llimburg
para Sov Y.rk em Fevereiro de 188'i. Sibrevin-
do mi tempo, no dia 24, o capillo mandn sus-
pmier fru do birdi cia) sacaos de estipa bem
impregnados em olea de liohaca. Apenas esta oo-
mecou a espilhar se n'agaa, cossaraic de entrar
os mares, indo as ondas qnebrar-se na os te ira s :-
meada de ole), que o navio dexava pelo travez
qaando ia abtenlo. Os saceos empragados p?lo
captio do Bohemia continham um litro da oleo
cada um e levavam mus de 78 minutos a esgotar.
Outras experiencias tem mastraio que os cieos
rainer.ies sio inaficaze3 para o etfeito dosejado.
Nio seria couveoieate que nos nossos navios fi-
zcsam iguaes experiencias, o que se ellas cam-
provassem o que se diz, se tomasse rcgalamentar
o emprego do uzeite em oeeaaiia de temporal!
Bevinla do GlorePublicou-se o n. 3
d'esta revista, que est na altura dos nmeros an-
teriores.
Mein de Oniubro Auha so em distribui-
eia o n. 1 do 5o auno, d'cste peridico, orgio du
Associacio dos Fuacconarios Proviuciaes de Per-
nambuco.
Issl-nlroTera-se visto, e fersmente piucas"
vezes, locomotiva, privada da seu macbinista, cor:
rer sem guia sobre a via frrea e s parar por fal-
ta de vapor.
O mesmo accidente occorre algumas vezes tam-
bem e em circarastancies mais pVh^osas, aos na-
vios a vapor, qnand) as valvul^'ueixam sbita-
mente de fanecionar oa algam pparelho. ss des
arranja. Nossos accidentes o pango enorme pa-
ra o navio.
O Yollaire d noticia de nm sinistro aemelhau
te, occorrido no porto de Dunkerque com o vapor
infles Garrn 'Lower, procedente de Soasara.
0 Garrn Toiw, impedido pela correnteza, des-
vioa-sa do canal e foi cahr por bombordo na es-
tacada do porto, do proprio lado em que se acba-
vara as machinas o caldeiras. O navio fez agua
pela brecha, ficando inundada a casa das ma-
chinas.
Machnistaa e fjguistas lancaram mi de tudc
quanto Ihee poda servir para tapar o rotaba. Na-
da conseguiara e o vapor d'agua os asphyxiando,
obrigou-os a fogr para o conven.
Abi o prmero macbinista lembrou-sa de qae
nio havia foi to parar a machina, e, apezar do seu
desespero, nio he foi possivel voltar a casa das
machinas. O vapor, depas de ter se safado da es-
tacada, continuou a marcha e entrn impvido no
canal.
O captio e o piloto, encarando sobranceiros a
arriscada situacio com o sfaogue fro e a lucidez
de bons marnheiros, diri^em a marcha fatal do
navio de modo a causar o menor numero de ava-
rias.
Evitaram eom grande habilidade os navios
surtos uo porto ou navegando, at ir esbarrar o
vapor deseneabrestrado de encontr a ama pon-
te. Ahi o navio tez agua e sossobrou.
Iraagr em o susto e o terror qoe ua sua corrida
louca causou o t Gordon Tower aos_ navios, ca-
noas e barcos de toda a sorte que faziam o trafe-
go do porto de Dunkerque.
O prejuizo nio passou, apezar de todo, de....
50:000*.
Lance reliaA Inglaterra o paiz das opu-
lencias e das miserias que se revesam cara pas-
mosa rapidez. A fidalguia protegida pelos mor-
gadios, que lhe garanten) os bans de raz, mas a
industria e o commercio nem sempre escapara as
crs?s do trabalho e do consumo.
Mas na Inglaterra, como algures, passar da
mis ria opulencia de um dia para outro sor-
preza agradabilissima e lance de romanea de que
todos querem ser here. Foi o que aconteceu o
mez pausado a urna duza de felizes.
A qusntadef 3.000:000 ou 30.000:000*, pro-
veniente do acervo da um tal Atwelr, morto esa
Londres ha algumas dezenas de annos, estava de-
positado na Court of Chancery e ia passar ao es-
tado por forca da lei, na falta de herdeiros. Dous
dias antes do termo da preteripeo, sppareceram
estes herdeiros desconhecidos.
Sio dez e todos pobres, pauprrimos. Conh?ee-
ram da oppara heranca por noticia que lhes deu
a cozinheira de um pastor anglicano do ducado de
Hert.z. Esaa cosinheira lia as folhas diarias e el-
les nio.
A cozinheira tambem herdcir i, sendo o seu
quiuhao de 2,800:000*. Tem 60 annos, feia co-
mo o pecado, mas a fonte da mocidade, que brota
do milblo, deu-lhe encantos taes, que depois da
sua habilitadlo de herdeira j teve quinze pedidos
de casamento.
Nio sio as mnlheres smente que se vendem.
Tneatro de Sanio AntonioH.je, em
beneficio do ac'or Manhonca, ha espectculo no
theatro Santo Antcnio, representando-se o drama
A virgem negra ou A gruta do Diabo.
l m morto pela embriagues -Man-
tegazza as festas de embriguez retere o seguinte :
Um hornera morto pela bebedeira cansa pro
funda impressio a todos; um cadver ama gran-
de ligio tambem para quem tem a pelle grossa e
o cerebro obtuso; mas quantos ebrios a nossa so-
ciedade nio esconde entre as auas profundas cha-
gas, qoe nio cahem ensaoguentados sobre as roas
e ribonceiras; porm que cada dia fasem em si
meemos um lento suicidio ?
Quautas scenas de desesperaco e de tome ;
quantos enfermos de rancores, odios e coleras bro-
taos nio esoondem as piedosas paredes domesti-
cas, todo devido ao vinho, ao alcool e ao absin-
tho ; ao embrutecimento vagaroso e seguro do ta-
baco ?
Quantos thesearos de forca e de saude, do
temp a talento nio sio gatos no abuso daqu. I-
les exeitaotes, que a natorera nos deu para con.
lanar nis na fadiga, para espangir de fl ireH os
atalbos da vida ?
Quantas homens aio nfelizes e pobres; quan-
tos blaspbemam contra a existencia s parque tero
dessecado tada a font- das putas alegras e dos
santos prazeres ; porque nio sabem achar mais
exctamenlo se nio no cachimbo e cas garrafas 'i
Quantos filhos notis e at notis a si e aos
*eu propros paes, nascerarr na demencia da em-
briairus ?
< Qlautos homen* formigam e fenrentam no
asylo dos daudas, ou aas gales; quaotas malhe-
rs emfim, bailas e joveaa nos lamagaes da pros-
tituidlo, porque os seus paes se embroteceram na
bebedeira e sexpre ebrios nebsria na copa de
amar ? 1
E as classes elevadas, ptanta esttica per-
dida, qaanto* sentimientos profanados e quants
fbres g.'nts da vida pisadas aos ps, porque o ho-
rnera mesa familiar e ao lar domestico nio pro-
curou s o con {orto como o approximar-se em-
briaguez !
Qaantas horas de estado perdido, qaanta d-
gu'dad! humana submer'ida nos licores e quanta
euargia de varonis propsitos evaporados no fumo
da nicociana ? 1
A embriaguez s, mesmo em lgeiro grao,
urna mancha crassa e nojenta, que deturpa a can-
dida estafa d* nossa vida, que a brrela eo sabio
lamis pviera limpar
Embriaguez quer dizer demencia, quer dizer
marte moral de s mesmo; quer dizer transforma-
co de um homem n'um animal, que vacilla p vo-
mita c que inspirara compaixio se nio fosse
terror.
Embrutecimento quer dizer tsica de todas as
f reas ; qar dizer a mente enferma, e a paixlo
apigada; quar dizer putrefaccio lenta de robus-
to tronco da vida, araarellidio das folhas esver-
deadas ; cahida dos botes antes de estarem flo-
ridos.
A embriaguez o o embrutecimento querem al-
caal n muito tabaco.
Na verdade, que ante ao3 nbysmoz sonlados
pslos al'mantos nervosos na natureza humana, em
presenca dos malien que produzm, percebo e ad-
mira aqn 'lies harneas nngalicos que diz ce de miro e3te calix; c esperara e s-anham ama
familia humana que nao fae,a mais fermentar o
UMoa da uva e nceuliar os campas da nicociana
e deipelacem os alarabi |ues que distillam aguar
dent
Porcbo e admira esses anj >s ; mas quando
pauso na grande batalha da vida. na3 mutas do
res o nos ponqninhos contentamentos ; quando em-
fim pens na proletario, na carcere, na c-lsa das
expastos e as mal a urna chagas da vida social,
profiro repetir e>mo Vctor Hago : nio tivemis
eoosa algoraa ao espirito humano, snpprimir ooa-
sa m. Convm r.-formar e transformar .
Ea tambem prefiro escrever sobre a prmei -a
pagina do livro da vida : Entis, sicut Das
scioutes banum et malnm. Vos sercis coma Oeus,
que sabe o bem e o mal ; mas vos fareis a b'in e
dcixarcis o mal.
Nao risa,u'omos o vinho e nem o nlcoal, nem o
cha e nem o caf do livro humano ; mas estude-
mol-ns afim de distillar delles a alegra, forca o
moralidade.
Ce en EfFectuar-se-bao:
Amanhi :
Pelo agente Qusmo, s 11 horas, ra da'nlar-
quz de iiada n. 19, de velas, papel e mais ob-
jectos.
Tcrca-fera :
Pelo aqen'.e Modesto Baptisla, s 11 horas, na
ra do Uasario n. 24, de prelos.
Pelo agente Silveira, s lt horas, ruado Mar-
ques de Olmli n. 10. de movis.
Pelo agente Gusmdo, s 11 horas, no armatem
do Sr. Aunes, de lingucas e velas stearinas.
Hlnan fiancbren.Serio celebradas: .
Amanhi :
A'8 7 horas, na S de Olnda, por alma do Fran
cisco de Paula Vilella de Queiroz Fonseca; s 8
horas, na matriz da Boa-Vista, por alma de D.
Vicencia A. Perera Dutra ; s 8 horas, na ma-
triz da Boa-Vis'a, por alma le Joaquim Augusto
Ferreira Jacobina.
Quarta-feira s
A's 8 horas, na raattiz de Pao d'Alho, por alma
do Francisco Xavier Carneiro da Cunha.
OperacAen clrisrjrlcaaForam pratica-
das no hospital Pedro II, no dia 28 de Janeiro, as
seguintes :
Pelo Dr. Estevio :
Ablacio da mama direita reclamada por turnar
fibroso.
Pelo Dr. Pontual :
Extraccio de um epitelioma da face.
Dia 29 : .
Pelo Dr. Berardo:
Extraccio de catarata senil dura pelo piocesso
a retalho perifrico de Wecker.
Duas tarsorrhaphias com excisio de retalho das
palpebrsa, reclamadas por triebiasis.
Cana de DetencoMovimcnto dos pre-
sos do da 28 de Janeiro :
Existan) presos 349, entraram 32, saturara 9.
Existem 362.
A saber :
Nacionaes 332, mulheres 9, estrangeiros 10, ee'
jravas sentenciados 5, processado 1, ditos de cor-
recelo 5Total 362.
Arracoados 321, sendo: bons 309, doentes 12.
Total-321.
Movment da enfermara:
Teve baixa :
Herculano Domiags Santiago,
Teve alta:
Jos Leal ^'artins de Agui.ir.
Sjirastde extraordinaria lotera dan
ilaitoan Esta grande lotera, cuja premio
grande 2,000:0:)0*UOO, ser extrahida imprete-
rivelmente no dia 12 de Fevereiro prximo.
Os bilhetes acham-se venda na praca da In-
dedcadencia ns. 37 el39.
IiOterla de Mlaaa-GeraesA 4' parte
ila 1* lotera desta p/ovincia, cujo premio grande
800:OOl>*000, sor' extrahida no dia 5 do Fe-
vereiro, impreterivelmente.
Os bilheies acham-se venda na Roda da For-
tuna, roa Larga do Rosario o. 36.
Lotera da corteA 2 parte da 202 lo-
tera da corte, cujo premio grande de 10:000J
ser extrahida no dia .. de Fevereiro.
Os bilhetes acham-se venda na Caaa da For-
taaa ra Primeiro de Mareo n. 23.
Tambem achara-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera do CearaA 6 parte da 3 lote-
ra desta provincia, cajo premio grande ........
4 0:009*000 ser extrahida no dia 2 de Feve-
reiro.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Tambem acharase veuda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns 37 e 39.
Lotera de Macelo de SOOiOOOSOOO
A 2* partes da 15 lotera, cujo premio
grande de 330:000*, pelo novo plano, ser ex
trahida impreterivelmente no da 1 de Fevereiro
ao meio dia.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda Roda da Fortuna
na ra Larga do Rosario n. 36 e na Casa da For-
tuna ra Io de Marco n. 23.
Precos resumidos.
Lotera do Cirilo-ParaA 8 parte les-
ta lotera ser extrahida quinta foira, 3 de Feve-
reiro.
Bilhetes venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40
Tambem acham-se venda na Casa da Fortu-
na ra Io de Marco n. 23.
Lotera do ParanEsta importante- lo
tene, cujo premio grande 300:000*000, e habi-
lita-8e a tirar l5:000*0iX), ser extrahida impre-
terivelmente no da 4 do Fevereiro.
Acharo-seexpostos venda os restos dos bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Maree
a. 23.
Lotera de JaloA 3 parte da. lotera
n. 366, do nevo plano, do premio de 100:000*000,
aera extrahida no dia .. de Janeiro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praca da nae-
pendencia ns. 37 e 89.
Ciraii Je lotera da provinciaA12
serie desta lotera em beneficio dos ingenuos da
Colonia Isabel, cujo premio grande 240:000*000,
ser extrahida no dia 3 de Fevereiro, s 4 horas
da tarde.
Os bilhetes acham-se venda na Reda da For
tana 4 ra Larga do Rosario n. 86.
Matadouro PanucoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 99 reses para o consamo
do dia 30 de Janeiro.
Sendo: 74 reses pertencentsa Oliveira Castro,
s C., a 25 a diversos.
per-
Das 25 de diversos 1 foi para a caldeira
teocente a M. Paulo.
Mercado Municipal de Jon-(
movimento deste Mercado no dia 29 do corrate
foi o seguate : .
Entraram :
36 bota pesando 6,048 kilos.
531 kilos de peixe a 20 ris
150 cargas de farioha a 200 ris
18 ditas de fructas diversas a 300 rs.
4 taboleiros a 200 ris
24 Sumas a 200 ris
Foram oceupadoa :
221/2 columnas a 600 ris
21 compartimentos de farinha i
500 ris.
19 ditos de comida a 500 res
72 ditos de legames a 400 ris
16 ditos de saino a 700 ris
11 ditos de tiessuras a 600 ris
10 talhos a 2*
6 dios a 1*
A Oliveira Castro 4C.:
54 talhos a lj ris
2 talhos a 500 ris
Oeve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
10*620
30*000
5*400
800
4*800
13*500
10*500
9*500
28*800
11*2K)
6*600
20*00(1
6*000
54*000
1*000
Rendimento de 1 a 28 de Janeiro
212*720
5:293*200
5:505*920
?o arrecadado liquido at hoje
' Procos do dia :
Carao verde 240 a 430 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem. .
Sunoi de 560 a 610 ris dem.
familia de 16 ) a 240 'ais a cuia.
Ylilho de 260 a 320 ris idm.
Feiiao da 560 a 1*030 idem.
Cemitcrlo Public Obtoano do dia 28
de Janeiro:
Rufino, Pernambuco, 1 anno, S. Jos; tubrcu-
los mesenti ricos.
Manuel, Pernambuco, 19dias, Boa-Vista; inva-
blidade.
Viceucia da C)sta Vasconcellos, Pernambuco,
23 annos, vuva, Roa-Vista ; diarrba.
Anna Ferren Fia'bo, Pernambuco, 2? annos,
casada, Graca; tubrculos pulmonares.
.Mara Annunciada, Pernambuco, 16 mezej, Oda-
Vista ; tosse c. nvulsa.
'Jos Feliciano Forrer?, 1 aDno, S. Jos ; dyar-
rha.
Um re?em-uaseido, Ptrnambuco, Grica ; pelo
subdelegado.
INDCAGQES UTEIS
fledieo*
O Dr. Lobo Moscoso, de volta de sua
viagern ao Rio de Janeiro, conntia no
oxercici.'a de sua protisa.lo. Consltuas das
10 s 12 horas da manhil. Especialii'les
eperar333, p^rto e molestias do s^nlioras p
meninos. Ra Ua Gloria n. 39.
Dr. Iorreto Snmpuio d consultas ae
oieio-dia s 3 horas no 1." andar d casa
a, ra I- Baro da Victoria, n. 51. Resi
dencia ra Sete de Seteinbra n. 34, en-
trada psla ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio rae iico, -Fu dj Bjtn-Jcsus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo mdico operador e par-
teiro, residencia raa do Hospicio n. 20.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consaltas das L horas da maulla s 2 da
arde. Espooialidado : molestias o opera-
res dos orgaos genilo-urinarios do homem
e da mulhcr.
Dr. Jo't'fii n Loureiro maA'vo e parteiro
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1."
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro.
Drogara
Francisco Manod da Suva & C depo-
sitarios de todas as especialidades pharmu
eauticas, tintas, drogas, productos chimici
e aaedicamentos homceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
, Uresrarla
Faria Sobrinho & C., droguistas por at-
tacado, ra do Mrquez de Olinda n. 41
Serrarla a Vapor
Serrara, a vapor e officina de carapina
de Francisca dos Santos Maocdo, cae
ida Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neste
genero, corapra-ae e vende so madeiras
de todas as qualidades, serra-so madeiras
de conta albeia, assim como se preparam
obras de carapina por machinas e por pre-
go sem competenciaPernambuco.
nesses diversos lurrares, temou si vingar to i .
por nao poder sapportar o instjstrado que ousou
Pensar de outro modo, doTcegas que n3o que-
re qa"~
ca os
,deV
riBLI(J.4CESA l'EDIDO
Ao publico
A.' ua Uagestade o Imperador
e aos altos poderes do Es-
tado.
O JD1Z DE DIREITO DE PALMARES
Valha-nes Deus .'
Perdufarios Para^que coasamis vossas for-
eas, contra a victfma (Inerme, por um triste ge-
mido que arrancou-lhe a ferida qae lhe abrs tes,
sem reparo no silencio respeitoso a que a levou a
pobreza, e a descrenca ?
Nao esto camvoseo todas as pajancas da vida ?
Queris augmentar a afflccilo ao afflcto !
Pois bem. Escarrai face da victima resigna-
da seu infortunio, todo o paz era que se conver-
tem vossas entranhas, jubiloso do vosso trium
pho; emquanto que o juiz, o misero juiz, o sym-
bolo da pooreza do nosso paiz, de pulsos ligados,
anda nesse transe, a vossa garanta !
Favores do eo!
Ergamo as, pois, contentes para obrigar a
quem mais urna vez me sujou, eagalir seus p-
tridos escarros, pois que, publico, como fez o Sr.
Austricliaio pelo sea escripto inconsciente, aserta
no Diario de 19 e reprodazido na Provincia de 21
ambos do corrente, ter aceito os factos que ezter-
nei, como mi-tarea do vil e cobarde attentado de
que foi agente principal, e de cuja exposicao rai-
uha vio-se que foram actos de escrupulosa just-
Qa, tendo at por si a sancco unnime do tribu-
nal superior, tolos veem em to solemne aceita-
(2o a confisso franca do sea brutal arrojo, coa
tra o magistrado a quem nao pie vencer.
Mas, o Sr. Austriclinio taz mais, pois, fiel s
cradicco'8 que lhe vim achar, perigoso na mentira
e arrojado na calumnia pintauda rae pel03 seus
moldes de ama vida... feia, com o fira de mino-
rar o ateo que lhe segu o nome, e como altimo
appello i :ndulgencia dos que anda o possam
olhar, invectiva atrozmente a minha conducta de
magistrado, dando rre em toda parte, como um
fiageo, como um monstro !
Nao tendea para oode fugr : destes-nos as pre-
missaa, forca que snjeitei-vos s consequencias,
mesmo aos psdaqaelles aquem juris vossa nno
cenca.
Concedamos, par um instante j que vos apraz
que no passado, como no presente, aqai, como em
toda parte, tenhamos sido o que dizeis: pertur-
bador da paz em Tacarat, provocador de con-
flictos na polica do Rio Grande do Norte, anar-
chista em Itapicur, incendiario em Pindamonha
gaba, perseguiaor perver-o no vosso Palmares.
Dante de todo sto, de tao arrojado invento, di-
z-.i-me : qual a eonsequencia lgica, quando at
no auto de pergantas dizeis que pr verdes que
em nada vos attewdia desejaveis me vir as costas?
Nao o dizeis, bem o sei, porque quem envergo-
nhado de si mesmo para iunoeentar-so aos olhos
dos qne nao o conhecem, lembra-se do t mar por
suas maos a paga vil de ir esconder-sc sombra
de nm infeliz foragido, refugiado as brenhas por
seu fa,vor criminoso, e que contra mim razoes
de queixas nio tinha, pois nem fui quem o pro-
nunciou, nao pode chegar eonsequencia qa
se impem, daudo me lugar ezternal a. Po"
Othom I Quanto s infeliz, at com os te
ectore!
Malta todos, anda ao imbcil, a C0i^aeqaenca)
e qae nSo tendo o r. Austriclinio a; mesma re.
sigoacao qoe attribue a todas as mi j,M victimas
por^ abro aos seus desatinos. jL
_Jafc
rem ver.
Mas, enganai-vos, calumniador i*:A vossa obra
oij surtir efleito, porque a dupla fenda que ten-
tais abrir-me, com o perverso.Wgnio de chamar-
des mira o odio publico, vosfuilvcr face, como
fistula para attestar a vossar r,
NSo Mil vezes n5o 0 nragistrado a qaem
podestes assassinar o corpo, j.imaia Iha podereis
assassiuar a alma, porque nunca fai, nao, e, mer-
c de Deus, nunca ser o qnanio avp?ou o co-
barde, na triste esperanca de melhorar de sorte. .
Gaminhero solitario na vida publica, sem nm
bordao sequer para arrimar-me em minha jorna-
da, a mim meemodevo o nada que sou ua socieda-
de, sem a menor quebra da altifez do meu carc-
ter ; tunda apenas por meus baluartes a honra e
a probidade, embora todos os revrzes da sorte e
as mais negras necessidade?.
Como, pois, denegrir a mnba conducta ?
Lbano sempre para com todos, e, em toda parte,
fui em Ta^aratu' o que deve ser o magistrado que
se presa, e se no termo desse nome nada tive
que fazer, porque gracas a influencia benefi
malogrado amigo tenente-coronel Cavalcante
saudos memoria, era o lugar nm seio de Abro,
alguma causa fiz no termo de Floresta, entao per-
teuc'fiite comarca, porque entretive-me quanto
pude eom os faccinorosos que enfestavam aquella
villa, bastando para julgar-ao da ousadia do er-
me a verdade sabida de, em dia que funecionava
o juiy, um jaiz do facto indo porta do tribunal,
s horas calidas tomar ar, do defronte lho man-
daram am tiro, que o dexou morto !
Outro f>i tirado da cideia apezar de resisten-
cia, e a porta do edificio sangrado, como se fra
um porco / M >s outra victima incauta, obedecen-
do ai piididode nm perverso, foi ver casa fron-
teirs urna thosoura de ntihas, emquanto este t
para experimentar a arma que de novo possuia,
lhe desfeizou um tiro as costas, redusindo-o
cadver I
Terra de tantos factos trates nao me poda ter
inactivo, e como Dus e ns circumstaucias permit.
ti ruin, cumpr nella o meu dever, succedendo qne
ao tormo de algumas diligencias innh's, tei.do dft
voltar alli a um jury iinDortante, 0 referido ami-
go tenente-coronel Cavalcante fez-me ver na coa-
fianca da intimiiade qne nao me devia rxpor
tanto indo s : nnte3 acbavs preojb quo eu pe-
dase ao governo, urna tirfa ra/ncieute seme-
ihanca da que se tinha dada ao mea antecessor,
eom a qual, a'm de garan'r-ma, determinasse
dirigencias importantes que tinha em vistas man-
dar fazer. Abrac-inda o alvifre da prudencia de
um cavalbeiro conheci'dor da indol de sua co-
marca, o Exm ar. presid nta que entao era o dig-
no Sr. desembargador Lticeua, nao podendo p)r
faltr. d forca na capital satisfaser-ma t )tai:ieu-
:'. iii-ind jii-:ne as ..r.i.j'is queji.le, com as quaes
ue desenvolv, sem o ortejo ae insultos que o Sr.
Austriclinio attribue 4 seu olficia de resposta,
p>is S. Exc. cavalbeiro de todos os ttulos, como
, e mais que lulo magistrado, quo bem sabe as
difScaldades do aeua collegns nos a'tos sertoee,
longe de leuvar o meu zal, nao ro lia fazer-me
urna aere censura.
Nada ha de extraordinario n'este facto, para
quo o Sr. Austriclinio o oproveite tao tristemente,
ein satisfugio eeus intentos maliguos, como i
rasteiro invento seu a ineac i de m^rte qus diz
me fizeram de Fioresta se alli voltaese, pois s
deixei de ir alli quaudo foi de mus a muha es-
tad-i na comarca
Do mesmo modo, nem um facto sUienc deu-su
em minha estada em Tacarat, sJe da comaica,
pois embra os 14 anuos decorridos, s me occarre
ter iniciado a responsabilidade do delegado do
termo, o Sr. tenente Herculano, por facto que nao
o pjlc relevar; sen o br-m pos'ivel que esta se-
nhor, a simelhanca de tolos que sera razio se de-
fendem, me aecusasse a contento perante a Presi-
dencia, e alguma cousa qua a proposito do assumpto
podesse eu ter dito sendo corto, que tanto alli
como em qualquer parte nunca me enger no
alivio s minhas obrigseoes, e menos com desta-
camentos tendo disto a prova plena o Sr. Austri-
clinio, quando vagavam pelas ras da cidade os
aosasaos seus protegidos, at a ebegada do Sr.
teueote-coronel Perei'a Lima, que os iccclhen,
como devera. /
De real, sobre Tacarat tem os assertos do Sr.
Austrie ni', am facto, quo bastante me pesa, mas
de que nao ou iutoirameiite culpado, e nem elle
por sua natureza pode depor do meu carcter, e
menos da inteireza com que ve candazo.
Incompatiliskndome com o Dr. juiz municipal
por se t- r este toruado all meu gearo, nao dei-
xaodo minhas circumitanciaa que me pazease logo
fra da comarca, anda quo nio era mim, qae
a lei obrigava a sabir, cominuojqjiei-o inconti-
nente ao distincto memoro do Mwistrrio de entio,
a quem tinha a fortuna de poder fazal-o, solici-
tando em concluso a minha remocao ; entretanto
demorando se esta, nao pelo tempo exagerado qae
o Sr. Austriclinio diz, mas por mais d'aquelle
que eu espera va, forca foi que deixassc a comarca,
afim de ir corte em pessoa so-licitar a minha m-
danos, como o fiz. Salvei ao menos a maior oflensa
lei, porque sobre ser o foro da comarca em ex-
tremo morto, em ordem a nunca ter julgado all
orna causa civel ou commcrcial, um ou outro pro-
cesso crime quo apparecia, meu genro, com a au-
toridade da lei da Ref. oa o mandava aos seus sup-
plentcs para conbecer d'elles, em cujo caso ficava
eu desembarazado para julgal-os, ou eonhecia
d'elles snspeitande-me eu afiaal.
O que ba pois em tudo isto para as invectivas
torpes com que sahio se o Sr. Au-tnclinio, que at
sem pejo avanca a dizer cun sahi s carreiras da
comarca, favorecida pela proteego do Sr. Caval-
cante, quando d'alli sahi tranquillo, simplesmeute
com a minha familia pelo motivo pojeroso-da m
compatibilidade que externo?
Nem se concebe que n'aquella comarca me con-
duzisse mal, quaado saas duas municipalidades
pouco antes de minha partida por mim mesmo an-
aunciada, abonara a minha conducta com as attes-
tacoes que abaixo se veem, sob ns. le 2.
E' com taes aecusaces falsissimas que o
Sr. Austriclinio se defende do crime atroc
que pratcnn, olvidando urna s palavra em
sen favor!
Assim sao el les Deixemo-lh'os em sea cami-
nbo, que a estrada dns coudemnados.
Passemos ao Rio Grande do Nare, onde mo
grado me condiz o meo detractor, e d'est'arte
mostremos ao publico, qaanto o odio e a imbecili-
dade de um grosseiro difamador o distam-i da
verdade. .
Nunca tive a menor lula, nem itroo' de palavra .
escripia oa verbal, que ao mcnosrft^brtasse a ma-
mfestacao de resentimentos contra o"Exm. S"-. Dr.
Jos Bernardo Filho com quem, depois do meu
primeiro am o de-^xercicio do chefe de polica.
serv poaco tempo, como nunca a tive com qual-
quer outro; a calumnia nem sabe onde me v to-
mar I Deu-se causa muito diversa, que nem, per
assaz recommendar-me, desejxri&f.recordar, pas o
enfado que se some na carrerra do tempo, nao
apiaz que, a memoria o traga.
Eocontrando-me na polica a sedicao, conliecida
pelo nome dequebra-kiloqae at slii esten-
deu-se, nio paire desde o instante era que ella
mauifestou-s atirando-me para todos os pontos
do interior, com viagens farcadsirxi'is at onde
minha rreseoca era reclamada, dando se alguma
vez quo o honrado presidente de entao, que nao
era o Exm. Sr. Dr. Jos Bernardo, desanimado
pelas fadigas com que me via chegar, mostrava,
nem querer c.nsentir em minha volta incontinente<
outros lugares que as novas e assustadoras com-
municaces ms chamavam, vencendo smente 8.
Exc. essa repugnancia acorocoado por minha rae-
lhor boa vontade.
De volta doP050 Limpo, longiquo districto de
Santo Antonio, onde os sediciosos fizeram tambem
seus estragos, trouxe commigo nao pequeo nu-
mero de prisijneros envolvidos na sedicao, qae
com os demais, segando o qae se adoptoa, cjeviam
seguir para o eurcito; eutretauto, adiando de
chegada cammaoicaces iissastaeaTras do distante
districto de Nova Cruz, vep/ceodo ainda por miaba
expontauedade a mu irasoavel repugnancia da
Presidencia era facer-n^sj seguir para o lugar, em
face de mea (ffifaeso, sem demora puz-me ca-
minbo. /
Antes Cristo recordei a S. Exc. as tortoras de
minha/ima para trazer aquelles prisioneiros, pois
havy/resistido aos maiorcs empenhos e de pesfoas
imfrtant-s que por suas relacoes para commigo,
(liuito doeu-mo fallar-lhes; entretanto que S. Exc.
garantime, quo seguisse tranquillo, qae antes de
minha volta nao deliberara sobre elles. Alm da
cidade de S. Jos de Mpb, n'easa marcha.do
meu dstico, fai alcaucado pelo expresso de um
amigo que indignado me communicava por carta
que S. Exc poujas horas depois de minha partida,
havia solt todos os presos que ea troxera de
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Diario de PeinHftco---'Doniiii^o 30 de Janeiro de
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Poco Liiapo, e p3B)0 eem este aviso estaquei e
reflicti.
Vi-me logo offondido na mih* digndade pus
( conheci deaoJfcid?racao q'ia ia na acto a minha
iiade, coj^ quebra d'aqiclla que me pareca
ter Jim, peiaaDijmijervic? relativo, aempre loa-
,-i por^j. lisa, e entl) ratrocedendo a marcha
r4 miaba secretaria onde conclu o raeu
relatarte ]4 *Jkc do, sanio eu delle p irtador, co
a de um reajsjriinoaio meu, em qua pedia ama
m-.ii^iMjanci* miuha paie-a obter, poia
lo lo iada os mena sorvicos formal-
sji ; in 19 tu que estiva firma cm
' no carga, nao a por ter desappare-
qiie u>* iigtra, e sem a qual so-
a continuadlo de ambos, md pelo
! me abat-ra.'sfgui pira a corte a so-
llocacio.
l4tt*saervH.va fclizmauts ji eran conho-
coa do Gavera > Imperial, gracia a propria bene-
volencia de S. Eic. o Sr. presidenta e a opinio
qae ji eslava formada a respeito delles, segundo
BMaiiusUoSaa com que me honraran diversas mu-
nicipalidades da provincia ao saberem da cessaclo
do mou i.'rcicio : o entao o CJoverno Imperial
mostraiiio.se satafe.to d' ininhi cendueta, ouvo
Dar bem contrariar incus d;si>jos faz;udo-md vol
3L tar polica r< tirando as meamo tempo o presi-
dente !
V se O qu* sv.i de liaongeiro para um chefe de
^polica na reaoluclo tomada palo G-^varno Impe-
rial ; mxime para mim. que fraco como o 7me, e
solitario sempre era minha pcregrinaclo, nunca t:-
ve prcteucoes derribar ningoein ; mas contra-
riado sempre com o meu regreaso, principalmente
pela gr-.ve enfarmiiade que se rae desenvolvcu na
"corte, consi'queucia.le tantas fadigas, da qual ain
da hoje soffro, d ixti fizar de p o mu pedido de
, demiaal orno deixei ficar as primaras raanifes
tacoea das municipalidades a que aliado, restndo-
me dais cutras das quaes t publico ama cm n.
3 p;la lincea jijad-' da economa, deixando a outra
so escriplorio d i rodacca) desta folha por 2 dias a
ser consultada p ir quera quizer, sendo os mesmos
os seus termos abonatorioa de minba conducta.
Foi en til > qaa tivo a fortuoa de eiicontrar na
adiniustraclo da proviucia o Exin. Sr. Dr. Jos
Bernardo, cavaiheiro de trato uno, que p>r isso
deu-me boas prcmesaaa do bi, maa estando fecha-
do o cenlo da amiba administraba), previ nao ir
longe no servico com S. Exc, poia deixei amigos
incumb J03 de aprossarem a rauba demiaslo, a
qual eftcotivao,-nt! mi veio, talvez, maia oa me-
nos. 2 ou 3 nvzes d-pois.
Nestas conoto ;a .<"
o invento grosseiro do Sr. Austriclinio, quaodo
com intento perverso sttrbua exigencias de tio
distincto cavaiheiro, orao correctivo de ininha m
conduct i, a exoat racao que se me deu, poia qua com
sacrificios a tiuha id) antes bascar. Fallo aesiui
porque de ncm um modo po.i-. ra motivar a coaduc-
ta attribuida a S. Ere. o tacto sem signiticaco
de se ter acia vez Migado a nomear uui subdele-
gado cu di; gado que lhe propuz, pois nem u;na
importancia dei ao caso.
Se poia uem uma oceurrencia desagradavel h)u-
ve caire miiu e o Exu:. Sr. Dr. ios Bernardo, no
meu ejercicio da policis do Rj Grande do Norte,
se minlu conducta all, foi a que com BoeerH,de
externo, como o Sr. Austriclinio, filiando a ver-
dad Deus e i o mundo, vcji diz-r ao pubco o
qoo i sen cerebro enfermo lcnbrou ? !
E' com tacs uecusacOes/a/siSinias, que o
Sr Austriclinio se dueade do crima atroz
que praticoj, o'.riiando urna so p.iuvra em
sea favor!
Assim aaj ellea Daixemo-lh'oi em seu cami-
nbo, qu; a estrada d^s condeo>nados !
Vi io commigo ao ingrato Itapcur, inqueri
scus !r-mens sinceros, ouvi rnesmo oa inimigoa da
occasiio fallai.-lbea de mira, e se quizard-a Ra-
hia inteira, dir-v:>s liao, como em tjia a parte i; :c
deatribui jast v* ^ todos com igflfJdade.
Lata cruel .' Lita de more .'
Mas a aantidada do prnc.pio encorajou-me.
Dez nvz.'s de um mar de rusas, fiseramme ju!-
gar falsas as tradicoes do lugar, e todo3 a p >rli i,
cons>ii vadoree e liberaes me dispaasavara a maior
coasid.'raclo < respeito, comecando por seus chites
valorosjs. Ecclipsou-se toda a minha ventura,
um crioja horroroso deu-se no termo que f. z estre-
mecer a proviucia ainda maia pelo exagaro da cir-
cunstancia que logo apa lhe deram, vindo esse
crime infelizmente do lado p ira onde nunca foi
co-tjme a justic* 1 ti ir !
Um vulto proeminente do partido con3ervadoi,
um ccrooel e presideute da Cmara Municipal,
membr) da familia dominadora e um doa meua fre-
queu'iidore tiuha civiciado com acoices, depois de
preso u'ra post?,sem motivo ccnfessavel, um mo-
co que lhe devia ser charo, deixando-Ihe urna s
chaga desde abaixo da nuca at a barriga das par-
as, aeguudo a vulgar, indo carregado o infeliz
minha preaenca pedir-me uatica I
Compoagio me tanta atroeidade e o iuf:liz qae
dias d-poia aiUfceu, aem costame de ver a igual-
dade da justica rio-se palhdamcnte de minha pro-
mcasa, quaudo ihe disaa que a Justina cnApririao
aeu de ver.
Huz-me em campo, e elle aioda vio meus es-
forejs desesperados para o desaggravo da lei, poia
s a custa de iudisivel trabalho se ple aefau um
4o juiz de paz, que lhe uzease o corp) de delicto !
Abri-se a Iota, luta da nnrte, e arrostrando
cora a prepotencia deaesparada, vi erguor-ae um
coosso smagar-in: por jue vardado ;eja dita,
elementos tai valentea aioda u vi !
Soainho cm carap) reapirei, porque os clamores
da imprensa da capital fizeram me sarpreheader
por um officio do Eim. Sr. presidente da provin-
cia, qae pir fortuua mi iha era o Exm. Sr. deiem-
bargaior Lucena, que ulo careco de dizer quem
elle para conhacer-se as esperancas de que de-
via ficar cheio.
8. Exc. anda albeio min'ua attitude, recom-
mendiva-me, como devia, toda a miaba attencao
para esse crime brbaro, daudo-me lugar a que
lhe respondesse, que o seo offiaio me tinba achado
no meu pesto, poia conhecido por mim o crime en-
videi todos os ukus esfo'cos para su nao impu-
nidade, cerno tudo se preparava para o contrario
succeder, noticiando lhe ter podido chegar at
iniciar da formicio ds colpa, para cujo bom xito
pedia-lh? certas providencias.
As medidas de S. Exc nao ae fist-ram esperar,
poia que com a independencia e eneigia de sea
invejavel carcter, ae fxpedio incontinente, em
ordem a ;. = jeg>irar a marcha dcsisaombraia da
justica como ao v de sua confidencial 4 mim di-
rigida, que Iba peco iicenca pai dar a estampa
aob n. i, pus sobre j nao hiver razio de ser
para as reservas, ca.-rado o direito de qacm se
detende.
Ss qlI i a justica enveredou sea bom caminho
para a-pOBjfc do crime, a minba sitnacao ae ag-
grnvava, porque a fe rea de que a mesma se acer-
cav.a, era o maior incentivo para os odios da pre-
potencia, at entao nunca contrariada.
Soltcs todoa os elementos sobre minha cabeca,
e no aoprar terrivel de asaombroaas tempestades,
aiuda augmentadas pela priso preventiva do fa-
cinora na fazenda de nm compadre onde ae tinba
refugiado, e qae com pasmo geral fia realizar,
com a maia bem combinada diligencia complntei o
meu trabelho levando-o ao tribunal dojary.
Nunca houve nos centros do Paiz, aeasao tan
magna, tudo se tinba dispasto para en recuar, maa
eneor-jado sempre pelo dever, sobranceiro 4 tudo
qae o arrefecer des tempis j era deixa dizer,
nem mesm) da mullidlo vida que iiffluio dos n-
gulos da comarca e de anas circuaviainhancaa
assislir no julgamento, ara rasgo da energa apa
ao comecar sessao qae se mostrava tolmatuana
S:iii-ou a ra lis dolorosa das situaces em qae me
vi, dando lagar ao silencio e ao respeito sosa qae
rfosegairam oa trabaihos durante dona dias.
Y O rto que ostenta va o crime, e aem reboso o j
#cjufes3cu ca fonuacio da cilpa i perante o Tri
bur.al. fsi unnimemente abaolvido, e anda qae i
uao tenha por costame appellar de taea decieoes,
pcnse qusdesta vez era de maia e appellci.
Qacreis saber o que se deu ? Ainda parece que
me corre o corpo, o calafrio qae ae trouxe a alma
a drsllusao e a descreoca !
A Relaclo mandou reaponsabilisar-me todos
se condoziram bem : reo, jury, s o juiz de direi-
to fez o qae nlo devia !'!
Maldita poltica, sempre estaes no mea can-i
nbo.
Era verpera de eleitilo provincial. O colosso
jogia a carta lo baralno de seu prestigio fabuloso
e ganhou, poia julgando a espada d juatica ter-
lhe abalado as torcas trocou tudo qoauto erasen,
ainda que com adversarios para ter por desabito
a mioha reapoasubilidade I Poderia ir alera, para
aclarar to triste verdade; bastara mcamo
para illaminal-a qae recordasse do trecha de
nm discurso a primeira akudaca) do Exm.
Sr. Di. Zama ao enfrentar logo depois no
recinto da Asscmb'.a nm diasdsute que de novo
sargia, pcis tal yau Jacio poem 4 limpo a razio de
ter da m'nha reaponsabil>dadr, mas nlo quero e
nem o devo fazer, poia ch ga me para mioha
compensado a pureza com que dexararam miuha
toga.
Tanta injaatieja nlo poda deixar de revoltar
um povo brioso, e a saa iadignaolo levou o a of-
fertar-me por urna cjmmaalo doa maia gradia ea-
valhsiroa a manitestacio de um groada e reapei-
tavel pasaoal da comarca qua don 4 estampa a ib
n. 5, omittindo aa mtnifnstacoe* parciaus das
maia parocbaa, que deixo 4 redacalo p-tlo raesmo
praa> e para o meamo tira, ni.ituito de nao ir to
longe o inej safrificio.
Mal clareavam-se os horisontos, a) tsr.-n) de
tres aunos, nova barrase i se levantou, poia a esao
temp) quiz a sorto quo poznsa: cm accao a ininb,
atituridado, contra a3 potenci.ia do partido liberal,
por terem igualmeata delinquido. Foi tuta
tremen Ja, e de araigia peas i es qoa tolos-eram
meas, a semelhansa doa outroa, couverteram-ie
em ininigos paxigosos ; inaa todos elles, mis e
outroa, na luta de cavalheros, a paito descoberco,
um s nlo houve qae se lembraase de me dar
co da falta que co-
da lavrar acertidao d ae qae amrm t
ticado, nnnulle o seu procesao I
Queris prava maia cioqeunte da minha impir-
cialidadeT
De oerto qua eata nlo enxerga.es, poia aenti-
m-nti lio elevado, uai pira urna almi rasteira
cenhecor.
Tenb id) longe e bsm longe, contra o meu in-
tento e aa miabas forcas, razio porque, acaso,
nlo refuto convenientemente todos oa trjehos alei
vosos do famoto escripto do Sr. Austriclinio, que
antes odeixaw no tinteiro, dizando p>r alto que
a niuguem de palavra contra o ctnpenho qua diz
qua o Sr. Austriclinio fazia para qua fieaaae uba-
ATTBSTADO DA CIMAa.V MOStCIPAL DE VLOBBSTA
Documento n. 2.
Eita Cmara attesta que o potcionario tem
caaaprido coaj seos deveres inhetentes ao cargo
qua ucaupa u'caU ornar js, principalmente atwe
termo.
Paco da Caaraij. Municipal da villa de Floresta,
12 da Julho do W13. Seuza Ferraz, presidente
d Cmara. Maraes. Gomea Maiezes. Pedro
Joaqiioa.S4 e Silva. Gjunsa Novaas.
Manifi
de S. Jo-
rastaa da
los ^e Mi
revislo dos jurados e ao respectivo aorteio, eren
ca essa tanto mais legtima quanto o Sr. presiden-
te achava-seno Reeife n'esaa ocaaslo, d'onde re-
^greasoa no da 7, no trem de meio di a, para presi-
dir 4 cmara e dar posse 4 nova.
A bem da verdade o que me cumpre respon-
der.
Palmare3, 20 de Janeo-) de 1887.9 cx-vce-
presdente da cmara de Paleares, Affoaso Mari-
nh) Cavalcsnte.
tituindo o esarivl) de orpbloa, um aeu intm),
eour-e
Eis o qai fui cm Itapcur, onde ina pinta o Sr.
Austriclinio com aa cdies negraa proprus de aua
alma; e asaim diga o publio ee o juiz que por
tal modo b conduz, debateado-ae sement pela
causa da juatica, merecedor da uvildioio, ou do
apreso da sociad ide ?
E' com ta?s acaustepea falsiasimis, qua o Sr.
Austriclinio se dufende do crima atroz que pr.it:-
cou, olvidaudo urna s palavra, em seu favor !
As im sao eilea Daixemos-lh'os em sea oimi-
nho, que a estrada dos coadexnados .' .Sahidos
do purgatorio deixae qae vos envida para che-
garmos ao paraizo : vamos 4 trra do3 meua a n .-
rea, a lida Princeza do Norte de S. Paulo, a gar-
boaa Pindamoabangaba o all em frente a aua ao-
ciedAde luzida, 4 sua pipulacla gneros i. a quem
devo meu coracao inqoaria om escrpulo qual
all foi a conducta do magistrado que a deixiu
com lagrimas nos albos n que maldiz a hora cm
que della o arrancaram V
Todoa vos dirlo, Grande Daus Samore ora-i
mo e o ine.in) : or toda a parte !
(jue quero eu mais ? Qua saudade teaho ao
lerabral-o !
Comarsa quema desvaneco de ter a nova de
miaba remollo a posto em se.m;io !
Diga o o meu a:n:jo o Exm. Sr. Daputaio ge-
ral do districto, Dr. Rodrigues Alvas, que um
leproso avancou dizer sollicitou essa mesrna remo-
llo : Diga-o o propro ioverno Imperial, que por
intermedio do Exm. Sr. Miniatro di Agricultura,
recebeu incoatineote por telegram'na um appsllo
2 se que nlo ha razio para d directorio conservador, qoa logo rounio-ae, ro
gaaJo-lia a r^conai Israel) do asa acto digi-o.
o estadista eminente, noaao vari) preclaro de
quem nlo lico duvidar, o Eira. Sr. Consalhai-
ro Jalo Alfredo, cuj caiparacao ne3se emo'.n'ii
pedio-he tamben por telegramm o masmidi-
r--dorio no da de sua posad como admiaiatralir
da S. Paulo, e se tudo nao bastar conaultae a im-
prensa da propria cdade, al) : conservad ora que
foi hondos i de miis, maa a libera' e vele o al-
cance de auaa poucas palavras uoticiaudo a miuha
remoci) ; noticia que trauscrevo sob n. ti, d-:i-
xando o jornal re i ie,-.i) palo mesmo tempo o
para o meamo fim.
A quanto 003 obriga a fraaiezi d) proxim) !
At onda me leva a vlauia da om conde ai-
nado !
1 le ulm sequiz'rdes, ouvi o foro importante
dcata abancoada ora irea, onde figurara cavalhai-
roa respeitave-is palo ta!e.it)', pela fortuna e palas
:,osicdes sociaea, alguus at ex-presidante3 da
provincias : ojvi-o, conauttaa oseujuizo a meu
respeito, e eile com cirles* voi dir ; o V.so
empenho auperfilo porque o magistrado de
juera fallaea, o nossoamplex) da despedida d:z
tudo c elle pertence ao dominio publico.
Pena ter-ma lie id > em mo amiga a belliaai-
ma raanifeataclo ora qua me hourarain na en-
trega do mimo precioso com qaa brindarain-ma
despedida, porque j que aaaioi o querem, a
fariara;a talibera estampar ; maa uii se perca
por isso, pois outro numero da raasma folha no-
ticia qunto basta o acontcaimeuto que cheio de
gra'idln guardarei aampre em memoria, e o pu-
blico soo u. 7, ficando o jsntl do mesmo molo
redaccao.
Eis ah es teatemuuhos da parte principal da
minha vida publica, at onde quiz chegar a mo
tisnada do meu vil calumniador, sentinlo p r dea-
tro d'alraa qae as circumstancias me vudera de
faz-'I-os correr mundo transcrevando-os nosjor-
naes da corteja que acalumnia foi atroz.
Diga agora, por quera o publico, e o magis-
trado qua aosim sa conduz, ten ou na i Iimpa a
sua toga, e se um letmfo maldito de Dens e ajos
horaena a pode sujar ? I
Mil gmcas, vos damos Dcua, por poder de eolio
erguido assim fallar '
Quizera votar ao desprezo as demaa invectivas
do Sr. Austriclinio, quando em sea ailndido escrip-
to, contra a verdade attribue-me ueste termo actos
menos dignoa no exerciaio de minhas fuaccoes,
mas nao posso fazel-o, porque como magistrado
tenho dever. s para com o publico, e emtudo cuo-
pre suppluutaro villio.
E' toleima do maior ignorante accasar-se o juiz
por aceitar no tribunal do jury cemo fia, o reque-
rimento de excasa presentado em favor do autor,
apa a chamada das partes, com o fundamenta da
nlo ae tratar de um processo novo, mais d'aquelle
que dependa de appellacio e qae nao c otando com
a sua vinda prompta, o autor ae ausentara a ne-
gocios na corte, poia o juiz que assim pratica
cumpre religiosamente o preceito do art. 220 do
Cod. do Proc. Crim, nica medida qae o direito
d; como toleima de necio tambera austeatar-
ae qae o jaz de direito nlo pode processar ex-of-
fici) a autoridades subalternas, pois bam claro
est o contrario no art. 49 4 do Rag. de 22 de
Novembro de 1871.
E' aioda toleima dupla, oa perversidade tripla
do Sr. Austriclinio, e dos seas mentores, fallarem
aioda n'isto, quando dos tres procesaos de respon-
sabilidade por que tanto aa dezespera, e nos quites
sem querer, faz consistir toda a perversidade qae
me empresta, toda a revolt* e anarchia en qae
dif ter tu posto o seu termo, v-se dea autos qaa
s um, o do seu predilecto aobrinho, pela fuga do
aaaassino Othon, contra o aeu invento maligno,
comeoou ex-officio poia que os doua outroa correm
por denuncia do ministerio publico, sendo qae n'a-
quelle ainda guardoa-se a reconmeadacao do
raesmo artigo e da lei, desde qae a syudicanca
acerca d'essa fuga, veio ao mea rame juriadic
conal por termo de couelusao determinada pelo
Dr. juiz municipal.
Para que poia a ment-a, at em coasas tio pe-
queninaa ?
Nao podis me acensar, viloes, confessai voeso
odio, vossa miseria !
Cara dura qae tem o Sr. Austriclinio At
avaoca dizer para abater-me, qae om duplo fim
me levou 4a pronuncias dos subdelegados da ci-
dado e do doa Muttuos, quaes o de satietazer o Sr.
Dr. Pedro At.uso, quanto ao primeiro e ao Sr.
major Bellarmino de quem me d4 por amigo,
quanto ao segunda accrescendo que cora tal con-
ducta a respeito d'aquelle fui* favorecer os libe-
raes, conforma os gostas nlo sei de quem, pois
.?queHe subdelegado tambera vareador e os seas
ficariam em miaoria !
Fingi-vos engaados, para nlo vos dardes por
perversos, pus sabis que como jniz nlo bou de
aatiafazer ningiiem, e por iaao qae queris deses-
perar? Coitndo S a nlo impatabilidade doa
doudos explica tanto infortunio, e d'ellea j me
condono por vei-o seguir na maia triste taboa de
sal vacio.
E' justica do Senhor!
Que tenho eu com o Sr. Dr. Pedro Affonso !
Que teuho anda com o Sr. ntsjor Bellarmi-
no, quando oa conheci, cada qual por as* vez, ao
virem parante mim, solicitar ea remedios da lei,
pelas violencias de que forain victimas Jesses dous
subdelegados de entlo ?
Nlo conhecia o Sr. Liberato, a qnem vi na tor-
macio da cnlpa. e o meu rctrahimento nunca me
deixou saber que o mesmo era vareador, e se o sou-
basse o o seu crime nlo estivease provado, seria
paia com elle oque, fui para com o subdelegado de
Jaqueira, qae agora me dizera ser tarabom verea-
dor. e a quem logo depois ditpronunciei.
A maligaidade alo couseutio confessar-ae esta
verdade, porque aos olbos de toaue vale dizer a
miuha isenca >, como de irritao geral presen -
tear-rae o Sr. Austriclinio na prodigalidade de
seus mimos com um diploma ds liberal.
Guarde-o para si, no aeu prximo regros para
aqu-llea com qu. m sempra vreo.
rlo'se respoadem aa invectivas audaciosas do
Sr. Austriclinio, quando com referencia ao proces-
as qoa iastar.rt i a seu sobiinbo pela luga do as-
aaaaiDO Oihoo, avancoa dizer, qu o fia em segie-
do, aem mandar citar oreo, afim de fazer eacrever
o que uio disseram as testemnnbas, at qae o pro-
nunciei, pois sobra ter ordenado essa intimaclo
e aaststido a inqniricio o Dr. proaaotar publico,
teateoMncio de miaba conducta correcta, d-te
poia nam sabia da tal intento protector, sendo a
nomeaclo qu- houve acto expontaaeo do De. juiz
municipal; quero aproveiur o eioico tratan lo
doa seua monstruosos asierra finta, o ospeaial-
mente da razio da falta da 4a scasio do jury do
termo, e da respectiva revisil) doa jurados, sobro
os quaea o Sr. Austricliuio, falia verdade a fa-
zor d !
Clieji-io camarca ni fim de Abril, e pule
convocar a 2* aeasao do jury do termo para di,8
de Junb) e a 3 guardado o prazo legil, dara ra-
zio qua a 4a .-. tivesse lugar a 30 de Dazemoro
u:timo; entretanto vindo achar urai p>uo escru-
pulosa raviaao, n* qual figoravara velhos e enfer-
mos, a'guns sem poderem comparecer s aeasoes
por falta do qua vitier, segundo cartifi .-avara os
oaiies, outros por falta da bo ia oatumea e in-
tegriJada, entro os quaes diverao3 qua ti.iliara ai-
do procesadla por Crimea gravea e afinantes,
alm dos mortos, e outroa em compriment) de pe
na em Pernaudo. coaiprehandi qua aeris de b> a
efF;ito aguardar as listas do delegado para proce-
der a nova revisi) e ara subsequeute sortajo ex-
purgada de im.oerfeijo'8. Maa, nlo tenio o ao-
brinho do Sr. Austriclinio, eutia em rxercicio, ma
mandado easaa listas, por cuja falta o podara mul-
tar at em 400 K)C), o qua nao fiz pela certeza da
sar o seu erro obra dagaoraucia, nem depois da
sao exereicio querendo o seu supplcute curaprir
esSe da ver, s cara a vinda do Sr. tiuante-aoro-
uel Pereira Lima as pula ob"er e proceder inea-
nha revislo e ao raapastivo aorteio do jury, com
toda a pu'olicdada e mais coadieas legaea, d'oa-
da se v que a razio di lalta da 4a s:ssa> do jury
nlo f>i propriamante minha dando-ac que em todo
caao o jury funcaoaar mais on menos no m -smo
tempo cm que davena sel-o, attauto lraziodo
praz>, poia que o convoquei para o da 7 do mez
entrando.
.Mas o Sr. Austriclinio cinioro embravecido,
aind i ma accomraette, berrn io qua illiranei a to-
doa os seus amigos, oa quaes tambera sao elegi-
ros! Gracas a Dens, que elle quem o diz !
Que amigos Qaeeeitores.
S com taea soldados podareis dar batalha !
Passae a mao parede, com os]vossos amigos e
voasoa triurnpbos!
Maa aaaira misino falta a verlade porqua entre
os excluidos n* muitos libaraes, e outroa a aprasi-
iii '. o p>r ui itivos qua a junta aahiu justos.
Da miia sou eu, ou & juata de qua f;o pirte,
quara delibera ?
Como se ma acensa singularmente?
E' o odio contra o juiz a quira uio sa poda
veucer!
Nao tul i; o Sr. Aa3triclinio c -gi p'.'.i piixlo,
eara ver qaa o golpa vii taubnn aart;:ro ao aeu
amigo qua aca;o ma Scou ao lad), e orao dea-
plante do qua.n sa esquaaeda si, do que tez, e at
i,u 13 cstave no dia da hontcm, vem dizar que oa
meua ajtoi sa> millos e cavilosos, pois qua lie e
somanto ella, quem eatava noerorcici) da presi-
dencia da cmara, o uio foi convocado para
iaao !
Santo Daus que horror !
Decididamente a verdade, o qua corre: 0 ho-
rnera cata doudo Coitado !
O testemunho do amolleciminto cerebral dal-o o
Sr. cupitao Affonso Marinho no o.'io em reapoata
ao maa que publico sob n. 8, e S. S. que sobre
seu carcter pr^bidoso como ura das raras
excepcas, sempre foi ligado ao Sr. Austriclinio
por luC/Oa de raelhor omiaade tal nlo ah i, se
assim uio f.-a fal.e poia elle por mira.
Se est louco !
Duvidae-o?
Vcde-o.
O Sr. tenente coronel Pereira L'rai, intim) de
todos os terapia do Sr. Austri -iiui i. c a quem
ao chegar aqu para o iaquerto este toraoa
o braco para inculcar torca, enmprio o seu dever
do melbor modo, ouvindo no inquerito os melhores
amigoa do Sr. Auatriclinio, qae nem por aso poda-
rara deixar de lhe fazer feia carga havendo s no
inquerito duas pesa ias queae pidera chamar adver-
sarios polticos do Sr. Auati-icunio, as quaca disse-
ram o meimo; iuquerito que a proporc,i*que corra
os inquaridoa lhe iara dar coutas, sum conscieocia
da si; entretanto o Sr. PereraL',ma,aquem nem do
leve censuro, pois coubeco qua nao versado
dando o seu resumo do malbor modo que poda ser
para o Sr. Auatriclinio, este hroe poaseaso, como
sempre, quando nlo escravisa, blasphama contra
o seu bemfeitor, e maia do qua isto, era combinacoes
satnicas, ousa pretender justificar emjuizo, com
duas entidades que vi vem do su t sei va, e sem
audiencia do difamado que o honrado ex-delegado
ameacara a esasas testemuuhas no inquerito com
prisio, dando asaim a medida do seu furor e do
quaut o c capaz !
Felizmente trama nlo aaadrou,
Qae genio! Qae furia! Qae monatra !
Q io bafejoa poderia tero pobre juiz que nem
tinba a fortuna de conhaer o Sr. tenente coronel,
a quem nem poda Guarecer o braco para tel-o
oom o san peador qaaado nem d'elle me acer-
quei ?
Desae-mo Deua maios para publicar o inquerito
que aeriam completos meua dselos, j que niome
cabe alimentar outros, pois s assim eamagaria o
villio.
At n'isto o protege sorte !
Deixe-me o publico que fique aqu, e solieite sua
benevolencia para o quanto, sem querer, me occ l-
pei da mim, de da que atacado por todos os lados
s tinba um caminbo a seguir, qae quanto ao Sr.
Austriclinio entregando-o aua ferocidad! e mos
instinotjs, rogo a Deua que o premeie emquanto que
com t robuata devo dizer-lhe caminhae! cami-
nhae!
A devoelo que deade o berco trago filha predi-
lecta do ceu a verdade faaenda-me revoltar
contra oa (yranoa que a atacam, nem por isso ar-
ma-me de mais para debalal-os, poia o que ha de
maia simples chegapaia restabaleeer-lhe oa cultos,
raaao porque me apraz, aem a mnima censura
conducta generoaaa do Sr, Dr. Manoel da. Barros
Wanderley pedir-ihe lcenca para antepor aos
seas concettos com que lembrou-se de valer o
prente enfermo que soccorreo-ae de toa miseri-
cordia para tugir aos pn-juaos da verdade qae
exteraei acerca do insulto qae lhe f*z no tribunal
do jary deita cidade o Sr. Auatriclinio o teste-
munho dos cavalbeiros sig ltanos da resposta 4
Carta que publico.
Carregue cada qual com a aua culpa.
Oh quanta coaaa me escapa!
At nem pude tratar do invento surrateiro qae
contra mim crgae em particular o Sr. Austriclinio
preguando 4 quem nio aabe, que na ultima re-
vislo eleitorale/iminet 60 e muitos dos seus 'phos-
phoros quando s fil-o 12, e isto mesmo pela pro va
offieial que fea o Dr. jaiz municipal, de que aa
propriedadea que lbea eerviam de p:ova de renda,
tinham sido dentro de um auno, vendidas a mais
de dous para o mesmo fim !
Que curagem!
Sot pobre, tenho dito, nio posso mata com os
sacrificios a qae me obriga a imprensa, e por isso
dgam de mim o qae quzerem, que 4ella nio mais
voltarei, por assumpt" qua tanto me magos, m-
xime quando se aabe, qae a um Atho, nio custa
dizer e nemprovar, queChristo nlo voio ao man-
do, nao morrea nem ressaasteu 1
E o Sr. Dr. Fie, ?
Nem palavra vale a peana stbre elle.
Pague-lhe o aeu artigo do Diario o Sr. Austri-
clinio, hoojiuagera ao seu impleiteiro e melhor con-
selheiro, ao menus em honra 4a anas despedidas.
Palmares, 27 de Janeiro de 1887.
Ltiit Ignacio de Mello Darretto.
Cmara Municipal da cidado
ipib, no Rio Grauda do Norte:
Documento n. 3.
Pacida Cmara Municipal da cidade da S. Jos
la Mipibii, em sessai extraordinaria, 28 de Da-
sembr Ue 1874.Illni. Sr.A Cmara Munici-
pal de S. Jos de Mpib, era homanagem a jasti-
ca e iinparciatidada que carecterisam a adminis-
tradlo do V. S. e sob.-e tudo reconheuda aos
releva ifei servgos prestados por V. S. ao Rio
Grando do Norte u especialmente ao seu munici-
pio, ni quadra calamitosa e terrivel que atraveaaa
a praviuca, faltiria a om rigoroso dever, si nao
viesae signifiear a V. S. o saa profundo p:aar,
da ver V. S. fra de sa* importante repart?i)
era crsa tio m'linlroaa, embora par motivos de
digodado e de honra, que to.'o hornera respeita e
que um magistrado deve, cora) V. S. fazer seu
patrimonio.
Imaneado eate municipio, da voragara, da sa-
djai e di anarchia, qua se levantou na provin
ca da Parahyba e qua se estenieu 4 da Parnara-
baco e sa anounci.iu nosta, o que aflrontindo
a le e a autoridad-;, tem partuibido a ordem e a
tranquilidad publica, e orara tt: 11 aato-i da ver-
dadeira selvageria, sera f irji regular e.o qua fir-
massa u.na rosistonci i efiaaz nos sadaiosos, en-
treg ia aoi mingaadisaimoa raa-ursoa di guarda
uacioual desarmad.!, aaJkonjiomaTit; na dividida,
na energa e na zelo i Matee J i ve i, da V. S. ga-
rantiaa contra o parJfo prestes a soasobrja-a.
Nio liraitou, porn, V S. oa seus estorcos valla-
sos a este ranicip o, om Santo Antonio o Pojo
Limpo das comarcas do Natal e Canguaratana,
onde quer emfra qua pretenden a hydra da anar-
chia ergua? a. cabeca, Solo prompta, apreseaca
iocspe ida de V. S., expoato a tola sorte do in-
temperios, on risco di propria vida, ni) se fiserara
esparar* sabias providencias forara tomadas para
conjurar o mal, prender es criminosos c agitado-
res e restabatacer a paz publica.
Nao iraporta que un act) manos caasiderado
que ura cortejo de sircurajtaacias extraordinari is
o da coincideaeiaa singulares fie* erar que sa
trata mi i manoa do que da urna aairaici incoa
fsaavel aos aadici-)3os oa de umi satisfaclo aos
agitadores, vjeasa aollocar V. S. na contingencia
de nio preatar servios menoa apreciadas e qufi
propositalraLte deatiguradoa pala ineptidij e
pal* iuveja.
Oa maricos e talento3 da V. S. a relevancia da
seua sOrvota eati-i na consciencia publica da pro-
vincia e ni podiara sar extranhoa a 63t* corpa-
rac-ia, q ia ac prevalece da estada da V. S. n'esta
cidade pirapazer-Iha eata manifestacio, como (ca-
testemunhias iuequivoco do apreo em qua tam aa
distinctaa finalidad s qua ornara a passoa de
V. S. % *
D.us Guarde a V. S. Tflfc, Sr. Dr. Luis
Ignacio djjiltll i liarreto, M. 'D. digno chefe da
polica deataprovaci. -Joaquim Ribairo Dantas,
presidente. Manoel da Araujo Costa. Manoel
Antonio do Naacimanto. Joaqnim Manoel do
Gas S-iy.^Franctsco Ferreira Alvos. Antonio
Garda da-lTrindaJe.Jlo Martina Rapoao Ma-
sauga.JoS Lua Velh.0 de Mello.Tiburiino da
Azarado Mangabcira.
Aa nove tirinas callo reonhecldas.
presenta resposta o
Doa-nenio n. 9
Illm. Sr. Dr. L I. de Mallo Barreco.Permita
V. S. que respondamos aqu meamo ao objecto de
aua carta.
Era presenca da ura de nos o Sr. tenente-eoro-
n-1 Austriclinio da Cistro S4 liarreto, deapeitad)
por nio ter sido subraettido 4 julgamento do jury
um criminoso, aeu protegido, e, acreditando quo
para sao onaorrera o-Sr. Dr. Manoel do Barios
[ Wacderley por haver jurado suspecio na cauaa
um seu amigo, que Iha havia promettido ben-vo
lenc par* cora o criarnos), diose-ibe : Voce me
est atraillando ; est engan ido; occ mi paga ;
ao que repieou o Sr. Dr. Maa l da Barros : Mi-
de }3r e q'iando quizer; nio seja tolo.
O outroa de nos, posto qua ni) tivessem sido
tescemuuhaa preaeaciaea do tacto, qis alias tor-
aou-sideada logo de notonedade publica, euviraoa
a saa confirraaca) d) proprio Sr. Dr. M inoel de
Barros.
Pode V. S. fazer de aua
uao que lhe conrvisr.
Con a maior coniideaflbi) e estira i somoa de
V. 8. atientas vaner.iiorea e criados obrigid)3.
Pernaudo -Affonso Ferreira.Iiacio M. d'Alinei-
da.Dr. M. Falclo.Augusto Cesar da Silva
Freir.
(Aa Srmas cstl) recoahecidae).
Patela de arlcota
Agora foi que chegou-m8 aa conhecimento, es-
tampido n> jornal A Prooineix, n. fi, de 12 de Ja-
neiro do correata aun i. em que traz sobre a epi-
graphaA polica de'Mariaota,que pareca ser o
aeu autor o proprib senhor do engenho Iuhaini,
Alberto de taL
Nesse facto qua ahi sa relatou, sou en muito ca-
lumaiado como supplente no exereicio da subdele
gacia da Marieota, e para dar cabal respoBta a
esse montlo da falaidades que a icim se irroga,
uace8sto que o meamo Albarto firme com seu.no
BM o que escreveu, o se ni) o fizer ser tido e ha-
vido cuno um cov.irde detractor.
Maricota. 29 da Janeiro da 1337.
Thtoton'o A. de Soaza Cavdoante.
Ao paiz
Documento n-. 4.
G-tbine'c da presidencia da provincia da Baha
Coiiiidencial.Baha, 12 di Maio de 1877.lra.
colleg* e amigo. Estou satiefeito cera o seuproca-
dimento. Eatio dadas quasi toda3 as providencias
por V. S. aolicitadaa, em ordem a impidr, qaa a
miraba da juatic* publica encontr eatorvos cm
seu caminh). Por portara de hontem, remov o
promotor publico de8s* comarca, exonerei o adjun-
to; suspend o vero-ador quo se aeha exercendo as
funecoea de juiz municipal ad-hoc, e determiaei
quo para ah 80guisse o Dr. ebeta de polica, ati.u
de procadcr a forma cao da culpa e syadicar do
piocedimeuto das autoridades policiaea neata quoa-
ti). Agom, cumpre que V. S. numee um pro-
motor publico interina, "at que possa prover et-
fectivamente o referido lugar.
Sou cora -stiraa da V. S., collaga e amigo affa-
ctuoso.H. Pereira,e Lucena.

^-.e Documento n. 5
N PCservadores e liberaes, moradores dos
distria'oa de Icapicur, Nov Soura e Barrado, da
comarca que V. S. felizmeate dirige, como seu
primeiro tmagist a Jo, apreciadores sinceros das
raras quaidadea qua ornara pasaos da V. S.,
quer como hornera publico, quer com) particular, e
mini ,-ii:i i I >a pela ultima prava que V. S. tam da-
do, manten lo ee at hoje sem a menor pnxo, no
maio da maia aasombrosa guerra, qua o despeito
de alguna individuos, tem feto desenvolver porta-
dos oa mo loa, era prejuiz) das merecidos crditos
que de tacto goza na comarca ; d-'speito que sa
origina da attituJa brilhaute qr de assurar naqueatlo Porttil Mellona qual,
p.T su* rara energa e mu coahecia mparciali-
dade: siube arroatar aa ditfiauldadea que noaaa
pena nio poda descrevnr, para o desaggravo da
lei, confilmando assim auaa tradceo ia honrosas :
tomamos a delibaracio de contignarnos abiixo aa-
aiguados quo com eate passamos s mios de V. S.,
a erpressio da verdadeira opimao publica d'este
termo, acerca do medo por que V. S. ee tem
sabido condazir n'esta comarca, lavrando aasim
um protesto contra as negras e brataes invectivas
de seus despenados detractores.
Aceite V. S. a manifestaco da nossa expouta-
ceidade, coma homensgem ao muito a qua se er
obrigado o cidadio coposciencoeo e iudependenle,
ante o esforco da prepotencia para a creacao de
urna falsa opiniio.
Deus guarde a V. S. Villa de Itapcur, 31 de
Jaiba de 18-7.Illm. Sr. Dr. Luiz Ignacio de
Mello Brrelo, muito digno juiz de direito da co-
marca de Itapcur.Olavs Ferreira Coelho.Z )-
ferino da Silva Caldas.Sabino Morera Laita.
Bachtrel Benjama Al ves de Carvalho.Vigario
Jlo Alvea da Silva ParaDboSiAntonio Fran-
ciso de Soaza.Feiisberto Jos Alves da Fonse-
ca.Manoel da Silva Capistrano.Francisco Car-
valho do Pasto.
(As nove firmas eatio reconhecdas, e srgaera-
se mais duna mauifestacoes parciaes, com 16S as-
signaturas rceoohecidas).
Os abaixo aasignadoj declarara qua nio parlen
cem mais ao partido conaervador, qoa diante dos
factos qae diariamanta aa tem dado uo par, qoe
diante da anarchia que reina cm todos os ramos
da administraoao publica nlo podem nem devem
prestar maia seu onaurso ao pirtido qua actual-
mente nos dosgoverna. -
Oa abaixo aasignados podiam prescindir d'esta
daclaraclo, s a fazem para nioguem 03 aecusar de
traicao, e tazera pahco qie de hoje era diaute
prestarlo todo o sau concurso ao partido libara!.
Afogados, 23 do Janeiro ds 1337.
Jlo Pires Ferreira.
Eugenio Alves S Olivera.
Molas
Acerca das inultas infringidas pelo zelaao fiscal
da Boa-Vista, em ura crapregado do eatabelecimen-
to da Lyra & C era breva publcar-se-ha tudo
quando ha acerca deste incidente, e o publico eutlo
podar ajuizar da que lado eat a justica.
Recife, 23 de Janeiro de 1887.
Lyra & C.
A mui sentid:* more de D. Vi
enncia Alex.indria-1 Pereira
Dutra
Soffrer chorar morrer
eia o destino.
(D^ioille.)
Ap3 do3 mais atrozei e ornis sr> ffri
meatos de tao terrivel enfer.ciiade que
8ombava do3 racuraoa mdicos, e dos de3
vellos da desolada familia, quo chora in-
coasolavel urna t'ugrnla e irreparavel
perda, tora arrebatada para o saio da ter-
nidada D. Vicaocia Alaxandrina Pereira
Dutra, viuva do proprietario o capitlo
Fructuoso Jos Pereira Dutra, proganito-
ras da urna grando familia desta capital.
M.ii extremosa e carinhosa. alma grande
e cheia de generosidade, corajao immacu-
lado e abarto quelles que nalla procura-
va.u amparo, a virtuosa sanuora deixa co-
berta da mas profunda dor, e saudades sua
Q,'-o-o!av;:l familia qu: a extremecia.
Quo fatal o destino humano Tom-
bou laga tria da sepultura, e j no
existe mais no numero dos vivos I Que
cruel separadlo! Quanta tristeza, e quan-
ta dr a opprimir tantos coragoaa Quan-
ta tristeza e quanta saudade a atassalhar
tantas almas que chorara, e choram amar-
gamente tao grande perda Que pranto,
que soltVimsrito intenso' Parti !........
E l, na manslo dos justos sua alma
pura como a esneam 1 Parti... e
Joa Dutsax Njedbnn.
Fraaaago de Taola Pinto.
Felippo L. Vaoghan.
Manoel Joaquim Carneara.
Augusto Mouteiro.
Dr. Luiz Affonau de Oiiveira Jardira.
Alfredo Montero.
Carlos de Maraca Gomas Ferreia.
Jj Teixeira Bastos.
Jlo Teixeira Bastos.
Domingos Jos Ferreira.
Claudio Dubrax.
Tito 1-iock Pinto
Antonio Meira.
Jorge Taso Filho.
Dr. Joa Doraragues Maia Filho.
Manoel Machado Brandao.
Celerino do liego Baptiata.
Jos da Silva Naves.
Jos L,yo Netto.
Dr. Vanocl Fiusa Pilk
Commendador Jos Antonio Piato.
Pedro Joa Pinto.
Conselbeiro Jola Joa Pinto Jnior.
Noac.
Paulo da Silva Morelra.
Joaquim Anselmo Cavalcinte de Albaqoerque.
Djuiiog03 Suad.
Ach lies P.derneias.
Dr. Jos Goncalvea Pinto.
Andr Mara Pinhcro.
Arthur de Mallo. J,
Henrique Burle.
Jos Ciementno Henrique da Silva.
Jalo Felisard) de Amorm.
Jos Jijuquim Mar'.ius.
Mordoraas ^
D. Amalia Lelo Dubeux.
D. Mara Tasso.
D. Evangelioa Burle.
D. Mari* de Souza Borle.
D. Amelia Fuza M .ia.
D. Emilia Dubeux Guimaries.
D. O.111 lina Guimaraas.
D. Lydia Guimaries.
D. Mara Ribairo Pinto Guimaries. V
D.-Maria Burle Montero.
D. Mara Sariano Montero.
D. Muran na L^yo,
D. Libania Maciel da Silva.
D. Digna Meira.
D. Philomena Loyo de Amorm.
D. Isabel Guedes Alcofcrado.
D. H lena Vaughan Bandeira.
D. Sophia Dubeux.
D. Carolina Dubeux.
D. babel Dubeux.
D. Maria Clcmentna Moreira Portelia.
D. Joaunta Portelia.
D. Isabel Portelia.
D. Maria Emilia Pinto.
D. Iaabel Pinto. 1
D. Al ce Pinto.
D. Josephina Machado Brandao.
D. Leopoldina Ladislao Gomes do Reg.
D. Amelia da Azevedo Neves.
D. Z iliiira Azevedo. *
D. Rita Freitaa Lourero.
D. Anua Botelho.
D. Msria Olyrapia Botelho.
Exrna. tira, a Illm. Sr. Antonio FernMes Ri-
lo .'i ro.
D. Mara do Carmo Rodrigues da Silva.
D. Maria do Carmo Fiuzn,
D. Lucilla Fiuza.
D. Julia Mara Pinh;iro.
D. Amalia Ferreira.
Exuias. lhas do Illm. Sr. Antonio Fernanies Ri-
beiro.
Encarregados da festa
Vgurio Augusto Frauklin Moreira da Silva.
Eduardo Dubeux.
M 1 or Hemeterio Maciel da Silva.
Jos Dominguca Maia.





TTE3TAD0 DA CAUABA HOKICIPAL DE TACiBATO
Documento n. 1.
Attestamoa que o Illm. Sr. Dr. j&iz de direito
desta comarca Luis Ignacio de Mello Brrelo, tem
aempre exarcido com dignidade aa fuaccoes do sea
magisterio, tanto aqu como em Floresta, segundo
ouvimos dizer; emquanto sua conducta particular
oau'to boa, tinto a civil, como a moral : sendo sus
conducta exemplar n'esta comarca, quanto a ho-
neatidadfl.
Villa da Tacarar, 18 de Novembro de li73.
Francisco Vicente da C. Valpasaos, presiden:e da
Cmara de Tacarat.Costa GanxoExalto de
que eu recurso do mesmo reo, dando pela allega-1 Arauj 1.Xivier da Si Bandeira.
Documento n $
Extracto da Trib'tna do Norte (folba liberal da
cidade de Pindamanhangaba, de 2b da Outuloro.de
1885)Noticiario.Comarca de Pndamonhaga-
ba.Foi removido, com geral aorpreza, d'esta co-
marca para a de Palmares, em Pernamboco, o Dr.
Luiz Ignaeio de Mello Brrelo, qae com contenta-
ment de todos, exercia entre na o cargo de juia
de direito. Consta-nos que S. Exc. nlo foi oovido
respeito, e nem de presumir-se que tivesse as-
sentido a essa remocao, quando sabido que ne-
boma razio existe para sentir-se mal n'esta co-
arca, onde foi to bem recebido e tao conside-
do. Foi substituido pelo illu3trado Dr. Pedro
lo Velloso, de quem temos recebido as me'bo-
iuforma9oea. Vallta nos isso.
tracto da mesma folha de 27 de Dezcmbro do
mesmo anno.Exm. Sr. Dr. Mello Batreto.No
na 15) do corrento, s 5 horas da tarde, teve lu-
gar em casa do nosso tabelllo o Sr. Alvaro Pesta-
a, a cntrtga de urna primorosa sacrivanin'ua de
prata acompanhada d'uraa caeta e pai de ouro
ao Exm. Sr. Dr. Luiz Ignacio de Mello Jarreto,
mu digno ex-juiz -de direito d'esta cemaroaqoeJ
merece o tributo do homenagem com qae o pes-
aoal do foro d'esta cidade entende dever brindar
ao honrado magistrado, qae d'eatre na retira se
deixindo um nome immaculado e respeituvel. Foi
feita a entrega pelo Dr. juiz municipal do ter-
mo, que lea a mensagtin Resignada por elle, advo-
gados, tabelliles e escrirles, a que 8. Exc. respon-
den em pbrases repastadas de verdadeiro senti-
mento de gratidlo, manifestando-se profundamen-
te commovido por aquella prova de nprec-o que lhe
deram os seus cornea oh iros de lides forenses.
Documento n 8
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito de Palma-
res.Em resposta ao officio de V. Exc., de boje
datado, tenho a dizer que alm de, por incumben-
cia verbal d Sr. presi lente da cmara fonecio-
nar na qualidade de rice-prcaidente em todoa oa
actos pblicos, como de -ieto rervi, durante toda
o quatrienoio, com excepclo das seaaoes da cama -
ra, succede que prximo ao aatanUJiito militar o
mesmo prtBiente passou ms, em officio, o exerei-
cio da cmara, o qual nao ma communicou mais
ter asaumido, pelo que julguc-me no exereicio do
cargo as datas de i e 5 Uo correute, para aemtir ICarloi Alberto Bjrle.
E, l do seio Omnipotente sua alma des-
canca em paz I
Meu Deus I Quilo impenetraveis sao os
designios de vossa Siviaa Providencia .'
QuSo impenetraveis sao os vossoa arcanos 1
Sobre a campa da vcuer.-.nda e inditosa
senbora desfolhamos saudades; e a sua
distincta e desolada familia pelo seu pro-
fundo sentimento da qua aa acliam possui-
dos, principalmente seu digno genro o Sr.
Rodrigo Jacome Martina Pereira, os Drs.
Joo Vicente Pereira Outra, Joo Jasme
e ivdolpho Jacome Martina Pereira, flhos
e netos, nossas sinceras v>udolencias pelo
7 dia (amanhS 31) da tao infausto passa-
mento.
----------------ijaeea'-----------------
Festa de TVossa Senkora das Od-
res, em aplpueos
EleicSo das pessoas que teem de concorrer
para a festa de Nossa Senbora das Do-
es, na capella de Apipucos, no dia 13
de Fevereiro de 187
Joizes por eleiclo
Luiz Antonio Seqaeira.
Commendador Francisco Ribero Pinto Guimaries.
Jos Burle.
Commendador Manoel da Silva Maia.
Joizes por devoelo
Commendador Albino Jos da Silva.
Yjgario Joaq _Rodxguea.4a Qosa,----->_.._ .
Dr. Franciaoode Aasis Roaa e Silva.
Corcnel Manoel Martina Fuza.
Ricardo C. Conoliy.
Antonio Fernandea Ribeiro.
H. K, Gregory.
Padre Dr. Jur Afionso de Lima e S.
Joa Pao lo Botelho.
Coronel Manoel Gaocalves Pereira Lima.
Dr. Podro Francisco Correia de Olivera.
Juisa protectora
D. Jjaephna Burle Dubeux.
Jaiza por eleiclo
D. Elvira Pinto Dubeux.
Juizhs por devoelo
D. Francisca Dubeux Loyo.
D. Luisa Generosa de Olivera Maia.
Exma. Viscondessa Silva Loyo.
D. Josephina Brotherbood.
D. Rita Fiuza do Rago.
. Olympia Botelho.
Mor lomos
Jlo Antonio Montero.
Felippe Dactancio Burle.
Capillo Affonso Rodrigues da Silva.
L'nia enferniidade tomada por
outra!
Equivoco dos lacultativj
O fiillecimento de algum amigo ou p-
rente a quem amamos tercamente sem-
pre una desgrac-a lamentavel : mas a ca-
lamidade verdadeirameate terrivel quan-
do os factos no,s manifestam que a pobre
victima 8uccurabio por so ter empregad
um systema de tratamento que n^o er;
apropriado para a sua doeuca. Comtudo
caso3 ha em que o erro dos mdicos S-
desoobre antes de desapparecer a ultima*"
esperanza, e uestes casos, algumas vez?;
so coDsegue salvar a vida do doente.
Para exeroplo do que deixaraos dito, va-
nos referir certos factos qua estabelecem a
rerdade da nossa affirmaco.
Ha cerca de dous annos, urna das se-
lioras mais bellas de New-York, abando-
nada peles facultativos em um caso deses-
perado de tsica (pois era este o nome que
os mdicos davam molestia) julgava-se
condemnada a morrer. O pais da doente
resolveram leval a a Pars, esperanados
em que, na capital de Franca, a Faculda-
de dr-si'obriria algum remedio contra o mal
qua ame-cjva a vi i a da joven senhora.
sta esperanja nlo se realisou, mas feliz-
mente em Pars os amigos da moribunda
ouviram fallar de ura novo systema de tra-
tamento adoptado primitivamente pelos
Shakres do Monte Lebanon, no Estado
'de New-York e empregado depois par ou-
tras pessoas com nm xito extraordinario
em muitos casos de Dispepsia. Aos pais
da infeliz pareeeu qne era possivel que a
doenca que .Higia sua flha poderia talvez
denominar se Dispepsia ou lndigesto, e
nao a Tiaica que tanto temiam, e abriga-
vam a esperanja de que, em tal caso, se-
ria fcil salvar a desditosa joven.
Apressaram-se, pois, a alcanjar urna
qnantidade de um medicamento intitulado
Xarope Curativo de Seigel, e preparado
com crfim especial de curar a Dispepsia,
A doente tomou algumas dozea deste re-
medio, e o resultad do novo tratamentc
oi maravilhoso. Hoje. aquella senhora, \L
restabelecida, vive feliz e goza de urna
sade perfeita. Certo que, neste caao
os mdicos tinham tomado urna doenca por
outra, o quando se descobrio a origem do
mal, e se explicou o verdadeiro remedie,
os symptotnas da Tsica desapparecoram |
inmediatamente. '
O caso que acallamos de citar nao o
nico neste genero. Ha milhares de infe
lizes que actualmente estao tomando re-
medios para curar enfermidades do fgade,
dos rins e dos pulmoos, doenjas provo-
nientes dos vapores miasmticos, etc., ao
passo que realmente nao existem em mui-
tos casos taes affoccoes, sendo a indiges-
tao a verdadeira causa dos symptomss que
+tSto terror inspiran-, aos doentes; e a
estes^ftppli-assem o verdadeiro systema de
tratament&r-Bao tardariam a carar-se.
Nlo ser por demais o recordarmos ao
leitor que o xarope curativo de Soigel se
vende em todas as pbarmacias do mundo
inteiro, assim como na casa dos proprieta-
rios, A. J. White, (Limited), 36, Farring-
don Road. Londres, E. C.
Depositarios na provincia da Pernambu-
co : Bartholomeu C, J. C. Levy & C,
Francisco M. da S*^a& O., Antonio Mar
tinino Varas & C Rouquayiol IrmSlos c
Faria Sobrinho & C.; em Bello Jardim :
Manoel de Siqucira Cavbante Arco Ver-
de e Mano<-l Cordeiro dos Santos Filho ;
em Independencia. Antonio Gomes Bar-
bosa Junio/; em Palmares: Antonio Car
doso de Agniar; o era Taearat, Jos
Lourenoo da Silva.
-
*
.

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1
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IM a>


Diario de Pernambuco---Domingo 30 de Janeiro de 1SS7
Truel
i *
I .

Po(jo da 4!
Continuacao do programma da tradicio-
nal feata de Nossa Senhora da Sauae.
Teado deoorrido as novena com a maior
concurrencia e solemnidado possivel devi-
do aos esforcos daquelles qu3 89 compene-
tram pelo eDgran icciraento do cuito roli-
gioso ; no da 2 de Fevereiro ao alvorecer
diversa gyrandolus de bombas ao som da
msica marcial saudar ao festivo da.
As 8 horas da manhE celebrarse ha a
missa eoatumada, e pelas 10 1,2 horas en-
trar a festa, sendo enoarregado da or
chestra, o talentoso profossor Jos Taca-
res de Medeiros, executande a misaa ita-
liana do maestro Canlho Cerruti, orando
no Evangelbo o distincto pregador Revdm.
Dr. Ananias, e finalisando o acto com ama
salva de 21 tiros.
A tarde entre outros aivortimentos eslu-
bids tocar no corato a banda de msica
do 14 batalhao diversas u cBColhidas pe-
cas do seu repertorio, soltando-se diversoa
batos, e as 6 horas urna lalva real de 21
As 7 hora cantar so-ha o le-Dcum de-
nominado Rio de Janeiro do maestro
Aguiar, oceupando a tribuna ugrid* o
bem conhecido pregador commendador Ma-
noel Moreira da Gama, segurado se aps
esto acto, e com mesma golamnidade se-
r arreiado o estandarte que condnzido
para a igreia se far a entrega a nova
Jai eleita qua com e melhor boa vonta-
wke aceita o cargo.
O grande fogo de vista preparado ac-
* pricho, queiraarsc-ha no mesmo da dan
ftoo assim por concluido os festejos pa
5 droeira da freguezia.
A decoracSo do templo, deve-se a sua
' elegancia ao artista Jos Castor da Araujo
e Souza.
O encarragado de todo o fogo consumi-
do o pyrothechnico Joao Hyppolito Fer
reir Costa.
Acha-se a distribuicao mediana urna es
portula a effigie da Senhora da saudo para
os romeiros que desojarem.
O pateo e exterior da igreja estar ele-
gantemente enfeitado, e a noite profusa-
mente Iluminado, devido ao interesse c
capricho da commissSo da noite anteceden-
te que nada poupar para sobresahir den-
tro as demais poitcs.
Finalmente a masa actual confessvse
reconheefa a todas as possoas quo gene-
rosamente conrorreram com scus obulos
para o realce da testa, inclusivel a compa-
nhia da va-terrea do Casanga representa-
da pelo acu gerente.
Pojo da Panella, 29 do Janeiro de
1887.
O esenvao,
Candido Ferreira.

Emulso de Lanman
& Kemp
A Emulsao de oleo de figado de baca-
Iho com os bipophosphitos de cal, soda e
potassa, preparada pela acreditada casa
de Lanman & Kemp de Ncva York,
melhor, a oais perfeita, e a mais effijaz c
agradavel que ai agora se tein offerccido
ao publico.
E' um regenerador poderoso das consti
tuicSes debis e um remedio certo para
todas as affeccocs do peito, da garganta e
dos pulmSeB.
Use se l a EmulsSo de Lanman <
Kemp nao confuadindo-a com as outras.
Vende-so era todas as drogaras e pbar-
raaciaB.
Hiraiuloso tiiicceaao : (3)
Urna filba do Sr. Firmino Francisco Machado,
faseodeiro no Ibicuhy, Rio Graud do Sul, wtv
desengaada pelos mdicos que a declarara.ni af-
fectada de urna tyiiea pulmonar em estada has
Unte adiantado.
A a familia, profundamente coneteroadH, teve
a telia leinbranca de experimentar o PEITOliAL
DE CAMBABA', descoberta e preparacio do Sr.
Alvares 8. Boarc, de Pelotas.
A'guua frasca d'este precioso medicamento as
seguraran as melhoras da doente, e o aso conti-
nuado opero nma cura radical !
Esae miracoloso succesas ni cura do urna tao
terrivel enlermidade, referido em urna caria iin-
presja nos opsculos que acoinpanham o inedca-
inento.
nicos agentes e depositarios gerees nesta pro-
vinciaFrHueico Manoel da Silva &C, ra
Marque de Olinda n. 23.
Aviso aos professores
Em 1859, quando en carava o primeiro anno
da Faculdade de Direito, requer e obtive licenca
para leccionar as materia do ensino secundario.
Dahi at 1863, quando recebi o grao de bacha-
rel formado em direito, exerci essa espinhosa pro-
fissSo e entreguei anuualmente os mappas dos
meas alumnos directora da InstracoSo Publica
dessa provincia. Em 1864 nao exerci mais as func-
cSn de professor particular porque ootra vida
nSo menas espinhosa eu abracara ; em 1865 ret
rei-me de Peraambaco para a guerra -do Para-
guay, na qualidade de capelln voluntasio; d'a-
li voltei para esta corte, onde tenho residido at a
presente data. Nunca mais exerci o profassorado
em parte alguma, excepto ni impsrial collegio Pe
dro II (nesta corte) por nimea.ao do Ministerio
do Imperio.
Pois bem. Dapois de 22 annos de ausencia da
miaba provincia, fui asfaltado no dia 13 do cor-
rente mez por um merinho armado de ama pre-
catoria vinda de Peroambaco a requerimento do
director da Instrucco Publica dessa provincia, de
19 de Marcj de 1866 para pagar a mulla de 20i
vn que incorrera por nao Ur apresentado 03'"aP-
po dos meus alum.ioi em virtude do art. 100 da
lei n. 369 de 14 de Maiode 1855 I... .
O procurador fiscal da Thesouraria Provincial
requeren a execucio da multa de 24 de Abril des-
s anno; foi passada precatoria para procurarme
Stalves em lugar ineertw) e se me executar, em 5
a Mar?o de 1869 ; essa#reca'.oria teve e com-
prase do juiz em 9 de Julho de 1880, e eui fui la-
tinado pelo meirinho em 13 de Janeiro do 188T
para pagar o queuSo devia !
E note-se que desde 1867 eu resido nesta corte,
ende tenho exeicido foneces publicas e cargos
bem distinctos, que me tm tornado bastante co-
nhecido ; porm s agora roi que sonberam que
ha 13 annos sou vigaiio da fregueii msis imp.oi -
Unte, onde devia ser assaltado pela precatoria
enviada pela minha provincia....
E, para eviUr novos vexanaes, logo
paguei a seguinte bagatella :
VIulta imposta pela directora do Instruc-
co Publica de Pcrnambuco em 1866
Dj cusUs, ao juis
dem ao escrivo
dem faxenda provincial
Ao ufficial de Justina
Sellos, ao Thesouro Nacional
Gustas do cartorio
Aviso
no dia 14
20000
3 200
45500
1900
500
U60O
3500
35*200
as cousis do nosso
GOHKERGIO
fer2i
H*>lsa eouaaaorelal de
bnco
BECIFE. 29 DE JA-EIHO \)E 18b7.
Aa tres horas da ta^rde
Colact* ojci/xew
a xilices da divida publica de 5 0(0 do valor de
1:000*000 a 9s0* cala urna.
Ditas diUs miudas, a 970*.
Ditas dita de 500j, a 490*000.
Anolices provinciaea de 1:000*, juris de 7 0/0,
com os juros da 1 de Setembro a favor
do comprador, ao par.
Ciosbio sobre Landres, a 90 d/v. 22 1/8 d. por
1*, do banco, InnUm, e boje L'2 d. por
1*. do bar jo.
Ca-nbio sobre Paris, vista 436 rs. o franco,
banco.
Sooima
E que Ul a brncadeira ?
Como sao administradas
pai! ,
Em 1865 retirei-me dessa provincia ao som das
msicas, da fognetaria, dos repiques de sino c ou-
tras maniteiUcoes publicas para prestar patria
o mais nobre servici que podia prestar, qne era o
sacrificio do sangue ; e ero 1866 era multado por-
que nao aprsente va mappis de alumnos Mas,
que alumnos ? S s? fossem os MM compatrio-
tas que mornam em meus bracos victimas da ty-
rannia inimiga.
E notc-so que eu marchei com um bata Iba de
voluntarios da patria, e a minha partida foi r-
bida de t.>dos ; menos o director da instrucc'io pu-
blica e o procurador fiscal da faxenda provincial.
Acantelem-se os profesores para quo nao ve-
nham a ser tambem victimas do art. 100 da in-
struccao dessa provincia 22 annos depois de ter
deixado o exercicio dessa profisso.
Nesta data officiei ao Sr. director actual da in-
trucco publica dessa provincia pedindo-'he que
mando eliminar o meu nome do quadro d> pro-
fessores, afim da n^j ser novameute. vexado pelo
mesmo ou idntico motivo.
Rio de Janeiro, 1!' de Janeiro de 18S7.
Moasenlnr, M. da C Honorato.
Dr. Jom Paulo
MEUICO
Especialista em partos, molestias de acnhoras e
de enancas, cu pratica as principaes materni-
dades e hospitaes de Pars e da Vieana d Austria,
fax todas as operagosa obsttricas e cirurgicas
concernentes as suas especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Bario us
Victoria (sntiga ra Noval n. 18, 1 andar.
Consultas das 12 s 3 hora 1 tarde.
Telepbonc n. 467.
N. G. Em casos de tisiea no priroeiro
segundo grao o poder curativo da EmulaRo
de Scott surprebendentfl.
As s jas propriedades sanativas fortifi-
cantes e as suas virtudes balsmicas e cal-
mante fjzem-se sentir inmediatamente ao
principiar a tomar o remedio.
O padre Manoel da Costa Honorato, residente
ha r annos fra da provineia de Pernumbuco,
julga nada dever pessoa alguma.
Porm, si alguem se julgar sea credor aprsente
suas contas legalisadaa ao seu procurador, o Sr.
JosNogueira de Souxa, no praso de um me a
contar da prosete daU, afim de serem pagas pelo
mesmo senbor.
E depois dessa data nao se atteoder mais
pessoa alguma.
Bccifo, 28 de Janeiro de 1887.
CirandeN verdade dentro de utn pe-
queo compano
433
A substancia de voluues de conselbos mdicos,
podem fcilmente aer condeasados em urna s sen-
tenca, saber : conserve-se o apparelh) digestivo
n'um estado vigoroso, o ventre livre e desempa-
chado e o figado n'um estado de perfeM acciio.
Porm a questSo est de quo maneira se ha de
conseguir isto ? Embora difficil e embaracuda que
pareca a resposta, comtudo, qualqaer bomem ou
mulber que conhecem as virtudes das Pilclas As-
sucarados de Bristol, p:dcm vos informar promp-
tamente. As suas extraordinarias virtudes medi-
cinaes abrangem todxs as enfermidades. Est o
estomago apathico ? Ellas lhe do vigor o acti-
vidade. Acha-se o ventre n'um estado contricto ?
Ellas o relaxam e o tornam regular. Acha-se o fi-
gado ucrte ou n'um estado congestivo? Ellas
promptamente promovera a sua actividade natural.
A sua principal obrigacio de restituir o systcma
a um estado natural, sem empregar ou usar des-
necessaria forc, sem cansar as mnimas dores ou
nausess revoltantes; e tudo isto ellas fuzcm, e
rauito mais ainda.
Em todos os casos de molestias d urna nature-
za complicada e que aftectam a pclle, os msculos,
a carne e as glndulas, em taes casos dever-se-ha
tomar esse desobatruentc, a Salparrilha de Bristol,
a qual junctamente com as plalas, promovem o
acceleram urna prompta cura.
Elias se acham acondicionadas dentro de vidri-
nhos e por isso a sua conservacSo duradora em
todos os climas.
Acha-se venda ein todas as boticas e lojas de
perfumaras
Agentes em Pernambuco, Henry Fostar & C,
ra do Commcrcio n. 9.
iiale.'.'medico eh'arca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de seuhoias
criancas.
Residencia Ra da Impcrutri n.|4, segando
andar.
Dr. Cuello Lei
Medico, parteiro e operador
Residencia ra Bar So da Victoria n. 15,1- andar
Consultorio ra Duque de Caxias a. 59.
Di consulta da 11 hora da manna' s 2 da
tarde.
Attende para es chamados a qualqaer hor
telephone n. 449.
Dr. Ferreira. da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Leonor Porto
Riia do Imperador u 45
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
figurinos reesbidus de Londres, Par,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicaode costura, em bre-
I vi dade, modicidade em precos e fino
Igosto.
{}
MEDICO HOMEOPATHA
Dr. Balthazar da Silvcira
Especialidadesfebres, molestias das
criancas, dos or^tis respiratorio
senhora a.
Presta se a qualquer chamado par
ori d capital.
AVISO
RUa DA PRINCEZA. ISABEL N 4 -
Sob a dir neiro L?o e do professor A. C
Carneiro Lelo
Admittem-se alumnos internos, meio
interno e externos.
Methodo pratico
Os alumnos receberao durante todo o
curso. nocSas do phisica, cbiroica, historia
natural, agricultura, anatoma, physolo-
gia, hygiene, etc., desenho o msica. Na
aula primaria o numero dos professores
ser proporcional ao dos alumnos.
HMsrtw ua*v*B -o 3 a 23
'a de 29
do
Na hora da uolsa
Vonderam-so :
15 apolices geraes a 980/ cada urna.
2 dius de 500/ a 49"/ cada ama.
11:800/ de ditas a 7l)/ cada ama.
30 apolices provinciaes do valor de 1:000/000.
O preside:it'-,
Antouio Leonardo Rodrigues.
O secretario,
Eduardo Dubeux.
HNMElNTS pblicos
He de Japeh j
ALFANDEUA
n Do 3 a 28
j-m d> 29
Mll raoviaoiaL
ue a 28
:eui Ji 29
761:602/370
26.392/247
787:995i62
133.422^131
6:69l/23a
142:113 5366
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PaovmciAt. -Da 3 a
t* 29
930:10S988
31:968/421
3:828 .',4 Jl
33:7964815
90:612/683
1.-020.991
91:533/679
8:517*996
96841
8.814837
..LTEftACAO~DA PAUTA
Para a semana do 21 de Jancirs a 4 de Feve-
reiro de 18S7
Al^udao em rama, 353 rs. o kilo.
Assucar mascava lo 70 rs. o kilo.
Fumo restolbo, 400 rs. o kilo.
Alfanarge ae Pernambuco, 29 de Janeiro de
1887.
O conferonte,
J. da Costa Ciroe.
Raymundo F. de O. Mello.
DESPACHOS DE IMPORTAgAO
Brigue norueguciae Viking, entrado de Liver-
pool em 28 do correute e cjtisigaado compaubia
do gaz, manifestou :
Carvio de pedra 416 toneladas a consignata-
ria.
Vapor americam Aduane; entrado de Kiw-
York, e escalas, em 28 do correte e cou6ignado
a Henry Forster & C, mantfeatou :
Amostras 2 volumes ordem.
Bocaes para candiciros e outros artigos 1 caixa
a Otto Bohres Suce,esor.
Banba 00 barris a Domingos Crux &C,50a
Joao Fernaudes de Almcida, 50 ordem, 50 aos
coiisignatarius, 50 a Feruandea da Costa ce C., 50
a Fraga R Carvalho & C, 25 a Costa & Medeiros. 25 a Gu-
maraea Roeha & 3., 25 a Rodrigues d-j Furia &
4,20^* Ferrrtnde-a^-iraraw- L
Candieiro 1 barrica ordem, 2 ditas e 1 caixa
a Ferreira GuimirJes fc C.
Farinba de trigo 1,032 barrio-. i ordem, 567
aos consignatarios.
Ferrsgens 2 volumes ordem.
Kerosene 3 barris A ordem.
Loa 2 fardo* i ordem.
Machina para descarocar algodSo 12 caixas a
Albino Silva & C.
Pennas de curo I caixa ao Loadoa Bank.
Relogio' para algbera 1 caixa a Augusto Reg
4C.
Remos H atado i ordem.
Teeido de algodo xul 7 caixa i ordem, 3 a
Monhard, Huber c C
Toncinho 15 barris a Rodrigues de Faria 4 C,
15 a Fernandos DK^PACHOS I)E"EXPOUTAgA
Ex 28 de Janeiro de 1887
Para o exterior
So vapor ingles Derwentdale, carregaranv
I
Roa do Baro da Victoria n.
II. 8- andar
A propriettria deste estabelecimento, j bastan
te couhecido pelos trsbalhos alli eiecutatlos com
mestria e bom gosto, como tambem pela Ibaneza e
cavalheirismo que costuma-se dispensar aquellcs
que dignam-te de hanral-o com a sua visita e
c.-nfi.inv 1, provine ao publico que, com a acqnisi-
c2o que fe de machinas as mai aperfeicoadas,
est o mesmo estabelecimento era condc;5cs de
tirar retratos inalteraveis por precos inferiores
aos dos que t.cm ltimamente vindos doi E-t 1
dos-UuidvS, e 6 e6m quo um rot.'fetJ do nv-io ta-
manho natural tira-so pelo custo de 15/ 00.
O atetar, modificado e retormada como acaba
de ser, tornou-ae o mais perfeito possivel para dis-
tribuic;So de Iur, de modo que pdu-se trabalbar
aemprc, com bom ou nia> lempo, de 9 horas da
inali.": s 6 da tarde.
A essas circurn itancias accrescc ser o pcesoal
lechnico babilitadiisimo a delle faier parte o phc-
togruplio herpaolul D. Joaquim Camelas de Cas-
tro que trabalhoa no mclbores estabelecimento,
desse genero, cm diff trentes pases da Europa, e
a respeito de quem ji os diversjs jornaos desta
provincia trataran)
Do quo fica dit-i v-se que esta o referido esta-
belecimento cm nondices de executar com pericia
quaesquer trabalhos de phoiographi.
AI' encontrar-sc-ha tempre ex postas venria
grande numero de vistas d" alguna rificts
ou'ilicos, pracas, ra dcsta cidade e seus aria-
balde?.
Oculista
Todos PB chamados devem ser dirig14, | I
dos pharmacia do Dr. Sabino, ra do ( (
Baro da Victoria u. 43, onde se indicar ) i
sua residencia. j'i
Collegio de Nossa Senhora da
Penha
RA DA AURORA N. 19
As aulas dcste instituto comecaro a 7 -Je Ja-
{}
nci ro.
A directora,
Augusta Carneiro.
E04ES
OCH-
Dr. Barreta Sampaio, medico ocu
litta, ex-chofe de clinea do Dr. de
Weckcr, d consultas de meio dia s
3 horas da tarde, no 1. andar da caaa
n 51 ra do Baro da Victoria, ix-
cc-pto nos domingos e das santificado.
lictiideiicia ra Sote de Setembro n.
31. Eutrada pela ra da Saudade n. 25.
Consultorio medieo-
cirurgico
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 anno
ie escrupulosa observaco, reabre consultorio nes-
ta cidade, ra do Bom Jess (antiga da Gru
n. 23, 1." andar.
Horas de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : da 7 s 8
as demais horas da noite ser encontrado nc
sitio travessa dos Remedios n. 7, primeiro por -
tao esquerda, alin I' porfi do Dr. Cosme.
Para Liverpool, Poblman & C. 200 saces com
15,119 kilos do algodao.
So vapor ioglez Gwendcline, carregaram :
Pura New-York, J Pater & 15,000 kilo de assucar mascavado.
Na barca ingieza Jaanpore, carregaram :
Para New York, H forntcr & C. 1,146. saceos
com b5,!!50 kilos de assucar mascavado.
No lugar americano D. Fabens, carregaram :
Para New-York, F. Caco & Filho. 2,000
saceos com 150,000 kilo de Besucar mascavado.
Na barca portogueaa JVodo Silencio, carre-
garam :
Pura o Porto, M. L'ma & C. 300 s.ccas com
19,91 kilos d algo ao ; J. J. do Santos 4 bar-
rica cun 400 litro do farinba de mandioca, 1
barril eom 80 litrrs de ajuaideule, 3 barrios com
2 kiioa do aaau.ar bruuu^ e 2o pos de quiri.
Par* o interior
No lugar sueco Hildur, carregaram :
Para o Kk> Grande do Srrf, T. de Azevedo Soa-
2:1 470 barricas com 42,410 kilos de assucar branco
e 30 dit .s com 3.2U0 ditos de dito mascavado; M.
Cunha 250 volumes com 23.962 kilos de assucar
branco e 50 barricas com 5,181 ditos de dito mas-
ca vado.
N'o patacho sueco Alms, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, P. C. de Alcntara
1,100 barricas com 107,267 kilos de assucar bran-
co e 10J ditas com 11,248 ditos Je dito mase*
vado.
Na escuna duaunrqu?za Clara, carr
ram :
Para o Rio Grande do Sul, J. S. L-.-.yo -Fihj
600 barricaa com 6,528 kilos de ussucai/Brunco.
No brigne iiorueguer.se Alkor, carregaram :
Para Santo, P. CjtTrrJt--CL^-prp'a e i50
barris com 26,4% 'litros de agurdente.
Na vapor .illemo Pernambuco, carrega-
ram :
Pura Santos, Balt r Irmaos & C. 300 scete
com 18,000 kilos de assucar branco e 700 dit.a
com 42,000 ditos de dito mascavado ; S. Guirna-
res 3c C. 500 saceos com 30,000 kiloa de ajsucar
mascavado ; Maia 6t Rcseode 500 saceos com
30,000 kilos de assucar branco e 500 dito com
30,000 dito de dito mascavado.
No vapor nacional S. Francisco, carrega-
ram :
Para Macci, E. C. Beltro & limito 30 barri-
cas com 1,562 kilo de assucar refinado.
No vapor americano Advance, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, T. de Azevedo Sonsa
100 saceos com 6,000 kilos de assucar mascavado e
e 300 ditos com 18,000 dito de dito branco ; E.
Barbcsa 200 saces com 12,000 kilo de ataucar
mascav-.dj e 600 ditos com 36,000 ditoj de dito
branco.
No vapor nacional E.pirio Santo, carrega -
ram :
Para o Para, Maia & Rezende 50 volume com
2,568 kilo de a^sucr branco ; A. F. Correia
Cardoao 1*) barricas com 5,165 kiloj de assuoar
O administrador do Consulado Proviuu'al
dando cumprmento a portara expedida pelo Illm,
Sr. Dr. inspector do Theacuro em 19 do crreme,
faz publico a quem interessar possa, quo, no i-tp-i
ce de trinta das utes contados da dala do pe-
teme edital, ser effectuada pir esta repartieio a
cobranza, livre de multa, das annuidados e mais
scrvicos da Kecife Drainage Company relativa ao
1- semestre do exercici) de 1886-1887, conforme
a rol tco infra.
Consulado Provincial de Peruambuco, 22 de Ja-
neiro de 1887.,
Relaco a que se refero o cdital supra
Freguezia do Recife
Pas : Marque de Olinda, Boib-Jcsus, Alva-
res ('abraI, Conmercio, Bi.-ju Sardiuha, Torres,
Thou de Souza, D. Mara de Souza, VigarioTe-
uoric, BarretJ oe Menezes, Mariz c Barros, Bur-
ro, Amor i m, Moeda, Tuyuly, Companhia Per-
uaaibucaua, Madre de i)eut>, Domingo Jos Mi r
una, Mascares, Restauraco, D. Marii Cesar,
Visconde de Itaparica, Phaiol, Areial, S. Jurge,
Vital deOliveia, Gaararapes c Baro do Triun-
peo l
Pracas : Assembla, Chaco e Pedro II.
Travcssis : Vigario, Madre de Deus, Campcllo,
Domingos Jos Marns, pira o Corpo-anto, anti-
ca do Pcrto, Born-Jesus, Areial, para a Funoic-
<% Accidente, Guararapes o pra?a de Pedro I.
Beeces : Abren, Norouha, Largo, Pindoba, Ta-
pado e Puschoal.
Lirgos : AlfanJega, Corpo-Santo e Assem-
bla.
Caes : Companhia. Brum c Apollo.
Freguezia de Santo-Antonio
Ras: Imperador, 1- de Marco, Duqne do Ca-
xias, Cabug, Bardo da Victoria, Trncheiras,
LaraDgeiras, Larga do Rosario, EBtreila do Ro-
sario, S. Fronciscc, Jco do Reg, liba do Car-
vaibo, Rvda, Patos, Calabonco Vclho, Santo Ama-
ro, Matbias de Albuquerque, Pa, Paulino Cam.
ra, Fogo, Livramento. Penha, Visconde de Inhau-
ma, Pedro ffoueo, Nova d* Praia.MareilioDias,
ViracSo, Lomas Valentinas, Corcnel Suassuna,
Santa Thereza, 24 de Maio, Palma, Mrquez do
11. .-val e Cidtia-Nova.
Campo : Princeza.
Largos: Paraso, Carmo, Penha, S. Pedro e
Praceta.
Traveseas : Qucimado, Cruzes, Marques do Re-
cife, Bella, Quartcis, Ca'abouce, Expoatos, Matrx,
Flotes, Cano, Bomba, Livramento, Arsenal, 1 da
Praia, 2 dita, Carcereiro, 8. Pedro, Viraco, lio-1
bato, becco do Falelo, Pocinho e Concordia.
Beecoa: Da raa Bella, Calabonco, Hirtyriaa, 1*
da Cambea, 2- dito, 3- dito, Faloo, 1- e2- da
Cadea-Nova.
Cae : 22 de Novembro.
Praca: Pedro 11.
Freguezia de S. Jos
Ra : Marcilio Das, Lomas Valentina, Coro-
nel Suassuna, S. Joai, Palma, Mrquez do Iier-
val, 24 de Maio, Das Cardozo, Passo da Patria,
Padre Nobrega, Victoria. Cadeia Nova, Vital de
Negreiros, Fre Ueorique, Dique, Assumpcio,
Domingos TheotSMio, padre Flsiiano, ChristovSo
Colombo, Jardim, Fortes, Antonio Henrque, Ni-
gueira, Santa Cecilia, Santa Rita, Nova de Santa
Rita, Praia de Santa Rita, S. Jos, Pescadores,
praia do Forte, Ypiranga, Imperial e Luiz de
Mondonga.
Traveseas : Martyrios, Ramos, Pocinho, Cal-
derero, Gax, Forte, I rata, Serigado, Copiares,
Nova de Santa Rita, S. Jos, praia do Forte,
Pente, Lima e matriz de S. Jos.
Beccos : Palma, Caldereiro, Gaz, Assumpgo e
travessa de Santa Rita.
Lirgos : Forte e Mercado.
Freguezia da Boa-Viatax
Ruas_: Impratriz, CoaceicAo, Tambi, Viscon-
de di lbuquexque, Aurora, Capibaribe, Ponte
Vela, Conde da Boa-Vista, Riacbuello, Uniio,
Saudade, Seto de Setembro, Hospicio, Camarao,
Roario, Gervasio Pires, Atalho, Socego, Princi
pe, Santa Cruz, S. Goncalo, Coelhos, hospital Pe-
dro II, General Sorj, Coronel Lamcuha, Alegr'a,
Leo Corondo, Barao do S. Borj, Soledad, Vis-
conde de Goyanna, Attracco e Visconde de Pe-
lotas.
Travessas : Gervazi.. Pires, Cac'.hos, Atalho,
Barreiras, Veras, Qoiabo, Joo Fraueisco, Man-
gueira, Campia e Palacio do Bispo,
Pracas : Conde d'Eu i Santa Cruj.
Largo : Campia.
Beccos : Coelbos e S. Goncalo,
O alministradbr do Consulado Provincial em
cumprimouto do quo dispoa a lei de orcamento ern
vig -r.faz publico a quom iuteresjar possa, que, no
espaco de 30 dias uteis contados .e Io de, Feve-
reiro prximo viadouro ; dar-s -b:i principia a co-
branza, livre do muita, do imposto dj repartidlo
constante da tabella iufra anuexa citada li re-
lativamente ao 1' semestre do exereicio de 1886 a
1887.
Consulado Provincial de Pom-.mbuco 2- de Ja-
neiro de 1887.
Francisco Amyntas de Carvalho Moura.
Tabella a que se refero o edital supra
Parte Ia
1 Casas de commissoo de consignacoes e de
commisres c consignacoes.
2 Ditas ou deposito do vender em grosso carvao
de pedri. em trra ou s;bre agua.
Parte 2
i L.jas de vender jo'.as somente, ou Jeiaa e re-
logiog.
4 Ditas do vender relogios aoraente.
o Casas de vender pianos e instrumentes musi-
caes.
Parte 3
6 Fnbrica de rap Meiin.u.
7 Ditas de sabio ineiusuu u que aolia-sc ni fre-
guezia de Ai. gado*,
8 Ditas de coi veja, vinagre, vi.ih .s, ger.ebra, li-
cores e limonadas gazozas.
9 Dita de Gaz.
10 D;!as agencias e deposito de rsp.
Parte 41
11 Empresas anonymea ou agencias dostas.
12 Companhia do Bebcribe.
13 Bancos, agencia filiaos e representantes dos
mesicos e casas buncarias.
14 Companhia^, agencias 011 casas de snguro ou
qualquer pessoa que no carcter de agente
de companbias de seguro fizer contracto desla
natureza ou promovol-os, com excepeo .1- s
q'ie lem s Je nesta provincia o contractarem
o servico especial do artigo 13 dcsta lei.
15 Armasen alfaudegados, e depsitos ou de re-
ceb.r.
16 Cazas de j-go de billiar.
pendente de qualquer licenja o a Malenca
que tivesse cumprido sea finado marido,
o qne nSo sedea ; e por este.motivo p
der ser dispensada tambera a* t de offi-
cios para a aua habilitacao, mesmo porque
nSo existi do no archivo desta repartilo
a de officio ou qualquer outro docu-
mento relativo a- esse official, a aeccSo s
poder iuformar que elle pra?a de 8 de
Janeiro de 1836, foi promovido ao posto
de alferea por decreto de 6 de Junho de
1838 e que, por outro decreto de 21 de
Maio de 1842, foi reformado no mesmo
posto, cora sold por inteiro, de contor-
rnidade coro o alludido art. 3. do referido
dec. n. 260 do 1 de Dezerabro de 1841,
conforme verificou no Conaelho Supremo
Militar, tendo fallecido a 25 de Janeiro de
1855; notando-so porm, que o verdadei-
ro nomo do marido da supplicante Anto-
nio Carlos Pessoa de Saboya. conforme
consta dos almana.-ks de 1836 a 1842 e
do proprio decreto da sua reforma o n3o
Antonio Carlos de Saboya, como diz em
seu requerimento.Liberato Jos Feliciano
da Silva Kelly, major escripturario encar-
regado da seeco. Concordo. Rio de Ja-
neiro 24 do Dezembro de 1886.Viscon-
da da Gavia. ConformeBittencourt.
ConformeFrancisco Maonel das Chagas.
Circular n. 1. Thesonraria de Fazenda de
Pernambuco, 22 de Janeiro de 1887.
O contador, servindo de inspector, para cumprir
o que ordena S. Exc. o Sr^resideate da provin-
cia, em officio de 19 do correte mez, determina
aos senhores collectorcs das tondas geraes que,
eom a mxima urgeneia, remettam eita theson -
raria um quadro, conforme o modelo junto, que
demonstre, discriminadamente por aexo e dade, o
numero de escravos que attingiram a idade de 60
a 65 annos, al 31 de Dezembro de 1885, e no fim
dos trimestres sobjequentes at o de OutuDro a
Dezembro de 1886 ; ficando sem effeiti a exigen-
cia centida na circular d'esta inspector a, de 21 de
Dezembro ultimo, sob n. 28.
Outrosim, igual demonstracao deve continuar a
ser remettida trimeosalmente esta thesouraria,
a contj do presente trimestre, especificadamente
por municipio.
Cumprara.
Manoel Antonio Cardoso.
refinado ; Burle & C. 90 barricas com 3,816 kilo3
de assucar branco ; V. da Silveira 200 barritas
cora 16,195 kilos de Menear branco ; F. A. de
Azevedo 50 barricas com 4,010 kilos de assucar
branco ; 8. G. Brito 400 barrica com 25,580 kilc
de assucar branco ; V. T. C robra 200 barricas
com 10,211 1|2 kilos de assucar branca; 4a. J.
Alves 5 barricaa com 320 kilos de assucar brauco ;
J. S. Loyo 6c. Filho 600 barricas com 27,697 kilos
d assucar branco ; F. M da Silva & C. 15 caixa i
cajurubeba e 1 fardo jaborandy. -
MOVIMENTO DO PORO
Navios entrado$ no dia 29
liba da Figuera38 diw, patacho portugus Tau-
nay, de 158 toneladas, capttao Flix Alves Pin-
to, eqaipagem 3, earga vinho ; Amorim Irmaos
&C.
Macan.7-& dias, hyate nacional Bom Jess, de' 80
toGiada, mestre Clementino Jos de Maccdo,
kquipageoQ 4, carga vario gneros; a Manoel
Jjoaquin Peasa.
Mossor15 da, byatc nacional Apudy, de 4o
tonelada, mestre Luiz de F. Medeiro, eqnipa-
gem 5, carga varios gneros ; ordem.
Navios sahidos no mesmo dia
Ro de Janeiro e escalaVapor americano Ad-
vance, commandante Jas Son; carga varios ge-
ueros..
Macei Vapor ingles Orator, commsndante I. i*.
Jones; carga variosjgeneros
BahaVapor nacional S. Francisco,, commandan-
te Joaquim da Silva Pereira, carga varios g-
neros-
LiverpoolVapor ingles ^Hendoline, commandante
R. Milburgo, carga vario genero.
VAPORES ESPERADOS
Pernambuco de Hamburgo
~ Fevereiro
Bahia
Merchant
Senegal
Manos
Mondego
Sorata
TrnU
Para
Legiilator
Pernambuco
Espirito Santo
Tas/u*
Cear
b je
do norte a 3
de Liverpool a 3
da Europa * 3
do sol 7
da Europa a 10
da Europa a 13
do aul a 14
do norte a 15
de Liverpool a 16
do ai a 17
do norte a 28
da Enrona a 24
d sul a S7
1. secy&o. Secretaria da Presidencia
de Pernambuco, e.n 29 de Janeiro de
1S87. ,
V i EDITAL
De ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia,' dou conhecimento a quem ine-
re8aar possa, conformo det;ruiinou o Mi-
nisterio da Guerra era aviso da 14 do cor-
rente, da informaba i abaixo transcripta,
prestada pela 2.* see$3o da Reparticao de
Ajudante General em 23 de Dezembro
findo, sobre o requerimento em que D. Ma-
ra Jos Gomes de Saboya, viuva do alfe-
rea reformado do exercito Antonio Carlos
do Saboya, pede se lhe passi por eertid&o
a data em que sea fallecido marido asaen-
tou prafa e ae durante a Ba vida militar
gozou liconcas registradas ou cumprio al-
guma sentones, declarando o referido Mi-
nisterio ter n'aquella data expedido porta-
ra ao Consolho Suprema Militar mandando
passac certMilo da putente do referido ofii-
cial.
O secretario,
Pedro Francisco Correia de O'.iveira.
InformajSo a que se refere o edital su-
pra :
Copia.Reparts3o de Ajudante Gene-
ral, Rio de Janeiro, 23 de Dezembro de
18862.a secsao. N. 482.A Thesou-
raria da provincia de Pernambuco, em sou
incluso offioio datado de 13 do corrente
mez, sob n. 51, informando a respeito do
requerimento de D. Mana Jos Gomes de
Sab .ya, pedindo por ceriidao a data em
quo^asntou praca seu fallecido marido o
.steres reformado do exercito, Antonio Car-
los do Saboya, fallecido a 25 de Janeiro
de 1855, na mesma proviacia, em virtude
do parecer deata Becjao earado na infor-
majao annexa de 28 de Agosto ultimo sob
n. 219, diz que das respectivas relaeSes
da moatra do batalbSo provisorio de caca-
dores conata apenas que o alteres reforma-
do do exercito Antonio Caries Pessoa de
Saboya, indo desta corte para aquella pro-
vincia era 1842, pela ordem do dia addi
cionsl do commando das armas de 4 do
Marco do dito anno, paasou a aervir nease
batalbito, sendo excluido em 9 de Novem-
bro do raesmo anno de 1842, em curapri-
ment ordem do dia d'aquellle comman-
do, da raesma data, viato haver sido re-
formado, e daa folhas de officiaes reforma
dos, quo recebia o-sida de aua reforma,
na razao do vinte o doua mil ris mensaea.
Esta aeccSo accre8centa sv.a informa{2o
dada sobre seroelhante assumpto que se
torna desnecessaria a certidSo que pedo a
supplicante da data da praca de acu falle-
cido marido, para poder promover a aua
habilitacao e percepcXo do meio sold a
que tera direito, com a que nada pode
adiantar sera a respectiva patente, cessan-
do, porern, essa difficuliade, des le quo o
Governo Imperial mande que pelo Conse-
lho Sapremo Militar, so lhe de um titulo
pelo qu 1 se possa habilitar percepcSo
deo ineio sold, viato nSo ser poasivl
passar-se a patente de seu marido, depois
de fallecido : tanto maia quanto, tendo elle
s do reformado por decreto, de 27 de Maio
de 184-, de conformidade com o art, 3.
do dec. n. 260 de 1 de Dezembro de
1841, com vinte e dous mil res mensaes,
sold por inteiro da sua patonte, por ocoa-
siSo da organisacZo do quadro do exercito,
nenhurna duvida pode haver de que lhe
compete a ixetado d'aquello sold, inde-^
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Gymnasio pernambucano
Em 1S de Janeiro de 18&9
Pela secretara do Gymnasia Pernambacano le
declara aos senhores pais de familia, e a quem
maia interessar possa, que a abertura solemne do
curso scientirieo e litterario ter lugar no dia 3
de Fevereiro prximo vindouro, e desde j se acba
aberta a inscripcao da matricula para aquellos
que preteaderem estudar as seguintes disciplinas:
bingua nacional.
Dita latina.
Dita francesa.
Dita inglesa. ,
Dita allema e italiana. -?'
Geographia antiga e moderna.
Historia sigrada unliga e mederna.
Geometra e trigonometra.
Arithmetica e algebra.
Philesophia.
(theterca e potica.
Historia e chorographia do Brasil.
Scieoaias naturaes.
Desenho.
Gymnastica.
Mu9ca.
O corpo docente do instituto composto de 19
professores, occupsndo-se cada oro delles somente
com a materia ensinada em sua respectiva ca-
deira.
O instituto aceita alumnas em tres cathegona,
conforme se acham divididos, persionistas ou in-
ternos, raeo-pensionistas e externos.
a pensiouiataa residirao no instituto, tendo
direito de estudar as materna de que se compe o
curso, cnsinadas, segundo o programma estabele-
cido :' a aer alimentados eadia e abundantemente,
'.ratados'em suas enfarmidades pelo mlico do
instituto, f jrnecendo-ibe tambem este medicamen-
to, a ter roupa lavada e engommada regularmente
duas vezes por semana, banho, etc.; tudo isto pela
mdica quantia de 400 por anno.
U meio-pensionistas se aprosentarao no esta-
beleeimento nos dias lectivos, a hora em qne as
aulas se abrirem, e desde ento at serem encer-
radas tarde, sao equiparados aos internos, tendo
como estes os meamos direitos quanto ao estado,
aliraentaco e reereio, isto pela mdica quantia
de 240/fXO.
O externo i<5 teea direito a lices e explica-
r,oes das materias ensinadas no curso, quaesquer
que ellas sejam, pagando npenae no acto da ma-
tricula a taxa igual a que pagam os alumnos no
collegio das artes.
Os alomaos internos deverao apresentar o en-
xoval pregeripto no regiment nter-o e ter cor-
respondente na capital, para com promptidio a-
tsfaaer a pensoe e entra qualquer deppeaa de
que tiver elle necessidade.
As pensoe er2o paga na secretaria do instf-
tuto, por trimestres adiantados.
O secretario,
Celio Tertuliano Qmntella.
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Diario de PernambucoDomingo 30 de Janeiro de 1887

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V

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-
"

Obras publicas
Dprdem do Illm. Sr. engenheiro ehefe, fac
pnbrico que em virtude da autorisicao do Exm.
dr. presidente da provincia, no da 7 de Pevereiro
proiimo vindouro, reeeb -ee na secretaria desta
repartilo, ao meio dia, propoatas em cartas fe-
ehadas e competentemente selladas, para a execu-
cao das obras de reparo* das pontea de Igoarass,
de Araripe de Baixo, i. Carra hos sobre o rio Jaboatao, na estrada da sal,
oreadas : a primeira em 1:6798U0, a segunda na
de 2:695/280, e a ultima 67 Os orcamentos e mais eoadices dos contratos
a cha m se a disposicao dos sechores pretendentes
para serem examinados.
Secretaria da reparticSo das obraf publicas de
Pernambuco, em 22 de Janeiro de 1887.
O secretario,
JoSo Joaquim de S. Varcjao
Cunfraiiu de *. 1'brlNplui e H. Cbrl
piiiaiid. o convenio do Carino do
Re el fe
De ordem do Sr. procurador fiscal, convido aos
Srs- ex-provedores da mesma confraria, para com-
parecerem em noaso consistorio ni domingo 30 da
cerrente, s 9 horas da manh, afim de reunidos
em conselh fiscal, tratar se de assumpto que s a
ella compete, da accordu e cm confrmidade do
nosao c'nr.proinisso. RecifV, 8 de Juneirode 1887^.
Eloy Martioiano Lopes Galvao,
Secretario.
Confraria de U. Cbriaplm e S. Un i*
ptnlano, no convento do Carino do
Red fe
De ordem do iranio provedor, convido seus ca-
rissimos irmaos confrades pira no dia i de Fe ve-
reiro comparecerem cm nosso coasistorio, para-
mentados do hbitos, para assistirem a esta de
N. S. da Lu no inferno convento, pelas 9 horas da
nsanh e a noile. Rt-cife, 28 de Janeiro de 1887.
Eloy Martiiam Lipes (alvj,
Secretario.
Coinpanliia dos trilbos urbanos
do Recife a 01.nda je Beberibe
De ordem do Illm. Sr. preeidente da assemblca
cera), eonvouoico nos senhores accionistas que
oram archivados no dia 13 do corrate, na mcre-
tissima junta c.mmercul, os novos estatutos da
companbi'i, e que por aso, de accordo com a lii,
estao desdo esso dia em vigor.
Esoriptorio Ja coinpanhia, 26 de Janeiro de
1887.O secretario da assembla geral,
Jos Antonio de AJmeida Cunha.
m
Aviso ao Publico
Ffsta do Pojo
No dia 2 do Fevereiro prximo os treas da ma-
nhi scrSo os da tabella ordinaria para dias sar. ti-
ncado?, e i taide serio expedidos pela tabella se
guinte.
1D.4
Do Recife ao Monteiro pela Hnhi principal
1230, 1-0, 1-30, 20, 2-3", 30*, 3 -30,
40, 4-30, 50*, 5 30 e 100 at Don* Ir-
ilSos. I
Do Rccifo ao Monteiro pela linha do Arrayal j
t 0, 630, 730, 8-0, 830, 90 e 930.
Do Recife a Varzea 12-40, 20, 3-30, 50,
630, 8-0 e 10-0.
Do Recife a Dois Irmaos pola linha do Arrayal i
1255.
Do Csidereiro a Dois Irmaos 225, 3 -25,
4_25, 52o, 625, 825 e 10-25.
voi/ri
Do Monteiro ao Recife pela linha do Arrayal
1_40, 2-10, 2-40, 310, 3Kl, 4-10, 4-40,
510 e 540.
Do Monteiro ao Recifo pela linha principal
t_30, 7-0, 730, 80, 8-30, 9-C, 9-30,
10-0 e 1045.
Da Varzea ao Recife 1-43,315,4 -45,615,
755 e 925.
De Dois Irmaos ao Caldereiro 25, 35, 45,
55, 65 85 e 105. .
Os Srs. passageiros do Ramal da Varzea bal-
iin no Entroucamcnto quer na ida quer na yol
(a menos os do trem de 1240 do tfecife.
N. B. A venda dos bilhetes nos trens e limita-
da a cada seccao.
Os senberes pastageiros que quizerem aprovei-
tar os bilhetes de ida e volt por precos mais mo-
di rudos devem procural-os as estaees.
Os trens marcados com c presente signal *
tiguificaser > i prenso na ida do Entroacsmento ao
Caldereiro e na volta da Casa Forte ao Entronca-
ment.
Esrriptoiio da Companhia, 27 de Jaaeiro de
1887.
H. W. Stouehewer Bird,
Gerente.
secretarla da presidencia de Per-
nauhuru, de Janeiro de
188*
2 secciio.
De ordem do Enn. Sr. presidente da_ provincia
e cm observancia do disposto no art. 167 oo regu-
,;.ment annexo ao decreto 9120 de 28 do Abril
de 188>, fuco publico que ao provimento dos offi-
cios do tabelhio escrivao do jury, execucoes cn-
minaes e aaaexos do termo de Taquaretinga, coa-
correrara no prs> legal o" Srs. Leonardo Anto-
nio do Espirito Santo Porto, Jos Victoriano de
Vascoocellos Pcreira e Jo&o Barbosa do Soura.
O secretario,
Pedro Francisco Correia de Oliveira.
-"* ludemiisadora
Di confoimidade com o art. 15 doa estatutos
deata companhia, a direccao vende vinte ajeoes
dj ns. 141 a 150, 166 a 170. 526 a 530, vagas
pe fatlecimento doa respectivo accionistas.
Os pretendentes deverao enviar suas proposfas
por interm idio de correctores gerae* ate ao meio
dia de 7 de Fevereiro vindouro. Recife, 29 de
Janeiro do 1887.
Escola Normal
Matriculas
Por ordem do Sr. Dr. director, e em observancia
da aisposicSo do art. 74 do regiment interno de
17 de Setembro do 1880, fax-se publico a quem
-intereesar possa, que as matriculas deste carao es-
tarSo abertas desde o dia 24 do crreme at 3 de
Fevereiro prximo.
Os rrqueriraeotos para matricula no Io anno do
curso deverio ser instruidos com os documentos
aegnintes:
1.a Conidio de idade maior de 18 anuos para os
alumnes do sexo masculino e de 16 para os do fe-
minino.
2. Certificado ou titulo do approvacio em exa-
ma as escolas publicas de instruido primaria.
3r* Fo'lia corrida ou certidao de nao baver sof-
frido condemnacao por algum dos criincs que po-
pera motivar ao profesor publico a perda da ca-
deira.
4.a Attestado de moralizado pasaado pelo paro-
dio ou autoridade, quer policial quer litteraria da
freguezia em que residir o peticionario.
Os matriculandos qne uio poderem exhibir titu-
lo legal de exame em efcola publica de ensino pri-
mario, deverao inscrever-se para es exsmes de ad-
roissao, de que tratam os arts. i5 a 77 do citado
regiment, o que comecaro ao dia 24 do corrate.
Para as matriculas do 2o e 3 annos, basta qne
as peticfcs sejam documentadas com a certidao de
approvaco no exame do anuo precedente; guar-
dada a restriega do art. 21 do j meueioaaao re
gimento internf.
Secretaria da Escola Normal de Pernambuco,
10 de Janeiro/e 1887.O secretario,
A. A. Gama.
Club Concordia
Autserordentliche HanptverBammlung 8amtag
den 5. Februar abends 8 uhr. Tagesordaung laut
circular.
Das direc'orium. ^^^^^
Lotera da Colonia Isabel
A 12" serie da 24" parta das loteras em favor
dos ingenuos da Colonia Isabel, acha-se exposta
venda, cuja extraccao ser no dia 3 do Fevereiro
Thesouraria das loteras* para o fundo da eman-
cipacao o ingenuos da Colonia Isabel, 3 de Ja-
neiro de 1887.
O thesoureire,
! Franciico Gonfalvet Torre*.
Lotera de 4000 eolitos
A grande lotera de 40X)_contos, em 3 sorteios,
fica transferida para o da 14 de Maio vindouro,
impreterivclmcote, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de hoja.
Tnesouraria das Loteras para o fondo de
emancipacio e ingenuos da Colonia Isabel, 14 do
Dezembro da 1886.
O thesoureiro,
Francisco Gonv&lvesToires.
COMPANHIA. DE EDIFICAGACT
0 escriptorio d'csta
eoinpanliia a c h a s e
funeeionando no largo
de Pedro II, n. 77, 1
andai.
Imbumbe-se median-
te contrato c a paga-
mento cm prestafocs,
de construyes e re-
construefocs de pre-
dios, cujos projectos e
ornamentos sejam ou
n o confeccionados
pela companhia.
No escriptorio se cn-
contraro sempre, as
amostras dos produc-
tos da fabrica vapor
do Taquary, tendo sem-
pre venda: tijolt.s
massifos de al venara,
ditos para ladrilhos.
diversos formatos, tc-
lhas romanas, franre-
zas, de capote coiib cn-
caixe, de cintas; canos
c curvas de diversos
dimetros, ornatos va-
riados e tijolos fina-
dos de diversos forma-
tos.
Para vendas c en-
comendas, no escripto-
rio central.
ronP.lXHI.t D NEGl'RON
NORTHERN
de liOndre* e Axicrdeen
rosIcasOnaneelra (Oexembro ISS5)
Capital oubsciipto 3.000,000
Fundos accumulados 3.134,348
Becelia annual t
Di premios contra fogo 577,330 "
Do premios sobre vidas 191,000
De juro 0 132,000
O AGENTE,
Jokn. H- Boxwcll
Ol4 COMMEBDOCIO N. 20 1 AXD4B
aLondon and BrasIIian Ba
Iimited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca-
as do mesmo banco em Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Capellistas n. 75 No
Porto, ra dos Ingleses.

Companhia
mperia
Patacho poiluguez
VERITAS
Recebe carga a frete para Lisboa e Porto
tratar cesn Amorim Irmaos & C.
Brigae portuguez
S. LOURENQO
Recebo carga a frete pai a Lisboa 8 Porto
tratar com Amorim Irmaos 4 C.
Precisa se de um> criada que cosinhe e en-
gorme ; na ra do Imperador n. 18.
Lembra-so ao Sr. Epiphania da Rocha
Wanderley, que fazem tres annos que o tenhor
do Recife sabio para Pao d'Alho, e at hoje ncm
responde as cartas que se Ibe dirige, e nem res-
tituc o que se lhe pede.
Ama
Precisa se de duas amas, urna para cesinbar e
outra pata engommar ; na travessa doa Pires n.
5 (Geriquity).
Roga-se ao Sr. Fransisco Antonio de S
Barreto que appsrcca na ra da Palma n. 69.
Quem quizer alugar o 1' andar elojts
do sobrado n. 43, ra da Aurora, pa.
cu/e as chaves em poder do Sr. Negreitwi
ra do Imperador n. 24.
Cosinheira
Precisa-se do urna ama quo cosinhe com per-
feicao e de um rapas de 12 a 16 annos, de bona
costumes, para o servico domestico de casa de fa-
milia ; na ra do Marqu'z do H.-rval n. 10.
**Do
Leilo
NEGl.'RO contra IOI.O
E8T: 1803
Edificios e mercadoria*
'laxas baixas
Promplo pagamento de pvjuitas
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS&C.
N. ftRa do CommevcioN. 5
THEATRO
um
30 coilas com vellas furadas de atearinas,
cerca de 80 resmas de papel perfeito e de cores
sortidas, 1 batanea romana com conchas e colum-
na de metal, 1 cofre infra inglez, 1 dito francez,
mobilias, camas francesas, marquezoes, aparado-
res, cadeiras, mesas, consolos, fiteiros, commodas,
candieros, jarros, miudezas e muitos outros arti-
gos, que serio vendidos para liquidaco.
Sesnnda-feira, Sido corrate
A's 11 horas
No arenazera da ra do Mrquez de Olin-
da n. 19
POR INTEBVENCO DO
Gus
Agente
irao
Leilo
DOMINGO, 30 DO CORRENTE
Grande espectculo
EM BENEFICIO DO ACTOR
. MANHONC
Subir A scena pela primeira vez no Brazil o
DKAMA DE GRANDE ESPECTCULO, divi-
dido em um prologo, 4 actos e*2 quadros, origi-
nal francs dos distinctos dramaturgos, Eugenio
us e Roul Bravard.
A VIRGEM NEGRA
O
A Grua do Diabo
Da casa terrea n. 106 da liba do Retiro na
Passagem da Magdalena, terreno proprio, de 1
porta e 2jancllaa, cem muitos coromodos, quintal
murado com porto, duas salas, agua encanarla,
as chaves esto na casa de junto para os senhorej
pretendentes examinarem.
Um sitio na estrada do Arraial perto da rstacao
da Casa Amarella onde mora o major S, com
grande extensao de terreno e grande casa de vi-
venda.
Terca-fcira, 1 de Fevereiro
A's 11 horas
Na ra Eatreita do Rosario n. 24.
Agente Modesto Baptiza
MRITiMO
Comp&^hla Brasilelra de
gaeio a Vapor
pOrtos do norte
ni ve
0 vapor Manos
Commandante !
Cofami ile Segaros Fifleade,
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RUA DO BOM JESS-N.
Besruroa snarillsnoa e Iprreelrea
Nestes ultimo a nica coaspanbia Beata prav
que concede sos Srs. scgnradrs iseapfaode paga
ment de prc-mio em cada stimo amo, o qi
equivale ao descont de cerca..s 16 por cecto e
avor dos segurados.
tenente Quilherme Wad-
dington
E' esperado dos por tos do sul
at o dia 7 de Fevereiro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portot
do norte at Manos.
Para carga, passagrns, encomroendas valores
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
PORTOS DO SUL
0 vapor Baha
Commandante 1-tenente Aureliano Izaac
E' esperado dos ...,rtos do
norte at o dia 3 de Feverei-
ro e depois da demora in-
' dispensavel, seguir para
os pn-tns do sul.
Agente Silvera
Leilo em eontinua$ao
Ter^a felra, 1 de Fevereiro
Do movis, loucas, quadros e um rico
espelbo oval
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 10
A' 11 HORAS
Constando de duns mobilias de Jacaranda, I
piano de Blondel, 1 rico espelbo ovni, 1 guarda-
vestidos de amarello, 1 secretaria de mogno, 1
toilet de Jacaranda com pedra, 1 guarda-louca, 2
mezas para jogo, 1 commoda inteira, 2 hercos,
marquezo, jarros, lanternas e outros movis de
casa de familia.
O agente Silveira levar a lcilao os movis e
mais objectos cima dsacriptos, na torca-feira, 1 de
Fevereiro, no armazem cima mencionado cujos
movis sero vendidos ao correr do martello por
ter de se entregar a chave no dia seguinte.
CONTINUA ATE' 0 M DO MEZ
AU BON MARCH
rSIRua Duque de Caxias}
PARA ACABiR
Aproveileo antes qne se acate____________________
CMBRAIAS BORDADAS
Camisas de linlio com e sem eollarinho
e selins finos de todas as co
Por melade do preeo-
SO NA LIQUIDA^AO
AU-B01N MARCH
81-Rna Dnqn$ ie axias-81
Leilo
CONTRA F06#
The Liverpool & London & Glob
INSIR4NCE GOMPANY
COMPARHA DB SB60ROS
COSTRA FOGO
Kortb British Hercantile
CAPITAL
t:OOO.OOo de libras sterlluas
A GEN JES
idonisoii ilowie &C.
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em i S53
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
\t 31 de dezembro de 1884
HaritiDios..... .,110:0008000
Terrestres,. 316:000*000
44Hua do Commerelo
"SEGUROS
ARITIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phealx Per-
nambucana
Ruado Commercio d. 8
Recebe tambem carga para Santa Catharina,
Grande d) Sul, Pelotas e Porto Alegra,frete mo-
dic .
Para carga, passgens, cncommendas e valores
trata-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTN. 9
< onpi\mi: de nEKA;e-
RIES 1IAKITIHEIM
LINHA MENSAL
Paquete Senegal
Commandante Moreau
Espera-se da Eu-
ropa do dia 3 de
Pevereiro seguin-
do depois da de-
mora do costume
para o Rio de Ja-
ro, tocando na
Baha
Lembra-se sos senhores passageiros de tudas
as classes que ba lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqoer tempo.
Previne se ao ssenhores recebedores de merca-
dorias que s seattender as reclamaces por fal-
tas nos rolnmcs que forem reconbecidas na occa-
: siSo da descarga.
\ Para carga, passagens, encommendas edinheiro
trote: tract-sc com o 3SSI
AGENTE
iupste Lalillle
9 RA DO COMMERCIO9
Companhia Bahlana de navega-
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penado, Aracaj,
Estancia e Bahfa
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelko
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 1 do Fe-
vereiro, ai 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/2
dia do dia i.
Para carga, passagens, cncommendas e dinbei-
ro a fretr, trata-se na
AGENCIA
7Ra do Vigario 7
Domingos Alves Matos
COnPAKHU 'FEttAnaUCANA.
DE
Savegaco Costelra or vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Memor, Ara-
caty, Cear, Acaraku e Camosiim
O vapor Ipojuca
Commandante Costa
Segu no dia 5 de
Pevereiro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 4
Encommendas passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da tatde do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cau da Companhia Pemamfauiana
n. 12
De 12 arrobas de Hogazas preparadas
com banha, em lat.-.s, e diversas caixas
com vellas stearinas.
Terca feira i de i'evereiro
A's 11 horas
No armazem do Sr. Annes, cm frente i
Alfandcga
O agente Gusuao far Icilfio, por conta e risco
de i!h-iii portcncer, dos gneros cima menciona-
dos em lotes vontade dos compradores.
j
Leilo
Em Jaboatao
17zRua Duque de Coxias=n. 17.
De um importante e frtil terreno mar-
gara do rio Duas Unas, materiaes para
edifiuacSes, um piano de armario, diver-
sos movis, 16 passaros, 3 importantes
espingardas e 1 revolwer americano.
Sendo um terreno foreiro, (dominio til) na ra
Duque de Canas, antiga Bom Gosto, com 500
palmos de frente, lin itando-se ao norte com ter-
reno do commendadsr Joaquim Lopes Machado,
ao sul com o de Joaquim Jos de Sant'Anna, ao
poente com um vallado, ao nasernte com o rio
Duas Unas, tendo no terreno cerca de mil ps de
cafeeiros, urna excellente horta teizada crea
nativa e mais duas cacimbas com agua para be-
ber.
Quatro mil tijollos de alvenarias, 17 travs de
qualidade, 70 caibros, 3 e meia dusias de taboas e
urna piryio de enlamis.
Dcze. cadeiras de guarnico, 1 piano, 1 sof de
amarello, 3 consolos, 1 mesa redonda, 1 cama
franceza, 1 estante envidracada, 2 mesas grandes
1 dita para eosinba, 1 armario, 1 mocho, 2 etagers,
1 taboa cooi cavaletes, para engommar, 16 passa-
ros diversos e cantadores.
Urna espiogirda de press2o, 1 dita de i canos
de carregar pela culatra, 1 dita de espoleta, d 2
canos tina para caca, do fabricante Henry La-
port e 1 revolver americano.
A's 4 hora da tarde
Sexta-feira 4 de Fevereiro de 1887.
Na ra Duque de Caxias casa n. 17 em
Jaboatao
O agente Martina autorisado pelo Illm. Sr. Ma-
noel Anselmo que se retira para f jra da provincia
far leilo do terreno, materiaes, movis e mais
objectos cima mencionados ao correr do martel-
lo para liquidar.
Os senhores concurrentes deverao ir no trem
que parte do Recife s 3 1/2 horas da tarde.
AVISOS DIVERSOS
Vcnde-ste asumma theolcgica de S. Thomaz
em 8 vol. : na. rsa das Cruzo n. 42, 1 andar. -
Alaga-se o 3- andar da casa n. 8 ra da
[mperatriz, excellente morada ; trata-se na rus
o Imperador n. 61, 1- sndar.
Aluga--e casas a 80C0 no becco dos Cec-
ilios, junto de S. Goncullo : a tratar na ra d
Imperatriz n. 56._____________^_________
Precisa-se^ie urna cosinheira perfeita, e que
durma em casa, para casa de familia ; a tratar
na ra do Baro da Victoria n. d9.
LGA-SE o 2o andar do sobrado n. 1,
ra do Visconde de Pelotas, antiga do Arago :
tratar rna da Madre de Deus n 22.________
A!uga-su o 2- e 3- andar (juntos ou sopa
rados) da casa da ra larga do Rosario n. 87,
esquina defronte da igreja ; a tratar no pavimen-
to terreo, loja de cabelleireiro.
Precisa-se de um peqoeno de 10 a 12 annos,
pura criado, de boa conducta e que d fiador ; a
tratar na ra velba de Santa Bita n. 11, sobrado.
Precisa-se de urna amt para cosinba; a
ti atar na ra da Imperatriz n 41.____________
Tendis toase ou loiTrel* do pollo 1(4
Usai o melhor remedio, que o PEITORAL DE
CAMBARA', e veris como vosso soffnmento des-
apparece. Vende-se na drogara dos nicos agen-
tos e dt-positarios geraes na provincia, Francisco
Manoel da Silva C ;i ma do Marques de Olinda
n.23-_____________________________________
Pede-se ao Dr. Lydio Mu ran no de Albu-
querque qne apparcc> na ra ia Palma n. 69,
afim de se Ibe entregar um carta.
Destja-se saber noticias do Sr. Joio da Ro*
cha Marinho Palci, senhor de enge .ho. quo ten-
do feito urna byp'.tlicea hx seis annos, at hoje
nao appareceu a dar inf^rmacZo na roa dii Palma
numero 69.
OWVIT
JOSEPH RRAUSE a C.
Acabam de augmentar o sen j bem conhecid
mportante estabelecimento rna Io
de niarfo n. 6 com mais
ob salio no Io andar Inxnosamente prepa-
rado e prvido de urna expsi-
to te obras de prata do Porto eeltttro-plaf*
dos mais afamados fabricantes do
mundo inteiro.
nonvida, pois, as Exilias, familias, sens nume-
rosos .amigos e fregnezes a visitaren,
o sen estabelecimento, aflm de
apreciarem a grandeza bom gosto com qne
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
tiesta provincia.
ACKA-SE ABITO DAS 1 A'S DA NOITE
.-
m
DOMESTIC
Sao reconhecidas ser as illa i
elegantes, as mais durareis
em todos os sentidos.
AS HEVES
Para presos, e circulares com
illti8tras3es de todos os estylo dirj
jam-se
Domestic Sovng Machine H.
NEW-YOR, U. S. A.
Tetephone b. !a8
Os proprietar'os do mnito
conbecido estabelecimento denominado

MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabula n. 4, comrnunicam ao respeitavel PUBLICO que receberam ua
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como taro-"
bem relogios de todas as qualidades. Avisan tambem que continuam a recober poi
todos os vapores viada da Europa, objactos novos e venden muito menos que e*
outra qualquer parte.
MIGUEL WOLFF & C.
N. 4RA DO
Corapra-se ouro e prata velba.
CABUGA----N.
ALLAN PATERSON a C
N,44a i do Brum-N. 44
JUNTO A EF MfAO DOS B0NDS
Tem para vender, por pre< mdicos, as seguinteB ferragens :
Tachas fundida, batidas caldeadas.
CrivacSes d9.^^rso8tamanhoa.
Rodas de espora, dem, dem.
Ditas angular?-!, ideal) iio.a.
Bancos de tem ;om serra circular
Gradcamento para ardim.
Varandas .i'? ferro batido.
Ditas de dito fundido, di linios m>iolos
Portasd fomaLoa.
Vapores de f>r->t de 3, 4, 5, !> e 3 zvram
Moendas de 10 i 40 poUegadaa q panaduri
Rodaa d'agua, syotema Lcaiot )
fcewtegaat-M aeooaeertaa, e aage^taawnto do raaohmrmo e> execataai quat-
trabalho com perfeijJ) a pnatiz*.


6
y
Mm
Alagase barato
Boa dos Guararapes n. 96.
Ra Viaconde de Itaparica n. 43, arrnazcm.
Roa da Palma n. 11.
Ra Corredor do Bispo n. 18.
Beceo Campello n. 1, 1 andar.
Largo do Mercado n. 17, loja com gaz.
As nmtnf** ra do Coi o.1 Suassuna n. 141
Largo do Ccrpj S^nto n. 13, 2. andar.
TVatk-se na ru eriptorio de Silva (JuimarSe & C.____________
All!
iga-se
o grande sobrado ra Imperial n. 8, quo foi do
aetjfo conselbeiro Jos Felippe, com grande
terreno, diversas fructeiras, sgua encanada e gaz;
a tratar na ra estreita do Rosario n. 8, escrip-
torie.
Alug
a-se
o 2* andar do sobrado n. 35 travesea de S. Jos ;
o 1 e terreo do de n. 27 ra Vidal de Negrei-
108; o 1* do de o. 25 ra vclha de Santa Rita ;
o 1 do de n. 31 ra estreita o Rosario ; todos
lmpos : u tratar na ra do Hospicio n. 33.
Aluga-sc
SI primeiro andar do sobrado do pateo de S. Pedro
ft-4, tem sgua c gaz : a tratar na ra cstr ita do
'i Rosario n. 9.
-
Alosa-se
. s casa da ra do Progresa) n. 23, com commodos
regulares e limpa ; a tratar na ru do Arago
numero 37.
Aluga-se
por 20/000 o 2- andar do sobre do D. 55 da rna
da Gnia, com 2 salas, 4 quartos o cosinha, caiadi
e pintado de novo ; s tratar na ra Augusta nu-
Mero 286.
AJii
iga-se
o I' sndar e sotao da ra do Fogo n. 35 ; o 2 e
3 andar da ra estreita do Rosario n. 32, tem
agua e commodos para grande familia, eetao lim
pos e sao independentes : a tratar na ra da I n-
peratriz n. 16, 1 andar.
Ama
Precisa-se de urna ama para c servico domestico
de ama casa de familia ; na ra do Cotovello nu-
mero 46.
H
! fa} :
m
Precisa se de um ama para cosinbar ; a tratar
no 1- andar n. 22, ra larga do Rosario.
AMA
Prfcisa-iie le urna ame para
lavar, engomnaar e faze raais
algtms servicos do casa de fa-
milia : menos comprar e cozi-
nliar : na raa do Biachuelo n.
13. Heve dormir em casa.
Ama
Precisa-se de urna ama para ectinhar e faz- r
mais servico domestico em casa de ama familia de
quatro pessgas ; na ra do Commercio n. 36, 3*
andar, entrada pela ra de Torres n. 6.
Ama
Na n>a da Aurora n. 139, precisa-se de urna
ama para casa da pequea familia, para lavar e
cosinhar.
Anta
Precisa se de urna ama para cosinbar ; na raa
do Bario da Victoria n 9.
AMAS
Urna para cosinhar e ontra para serviecs ligei-
ros, internos ; precisa se na leja de faxendaa n.
44, roa Duque de Caxias.
Ama
Precisa-se de urna ama que lave, engomme e
faca mais alguna servicos de casa : na roa da
Princesa Isabel n. 6.
Ama
Para todo servico de ama familia de dnae pes-
goss ; precisa-se na iu* do RaDgel n. 53.
Ama
Precisa se de urna ama para cosinha ; na ra do
Dr. Joaquim Nabuco n. 3.
Ama
Precisa-so de urna boa cosinbeirs, para casa de
pequea familia ; a tratar no Caes da Companhia
n. 2. Prefere-se escrava e deve dormir em casa.
Ama
Pretisa-se de ama ama para lavar e engommar,
para pequea familia ; na raa do Vigario Teno-
rio n. 19, 1 andar.
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA'
ilutada ha nuil de na me alo; xcde todu
UOtrasaclo*KpcrfnB)ed>ica)oflczqtiisiU}.
T^RZ McOaLBAS DC OHO
PARIZ 1878, CXLCUTTA 1884
pela e xtrn-fin exeeUfncis de -a qa&lidaia.
Perfomes morraos re A'.kDwn
FAGR^A CYMBIDiUM
deraroe peculiar peram- os qiuos tondo o
vecistn-l^s so podem ser obtidoi or inUrmfro
deseas Inventoresoa Asentesdestes.
AOVA DE COLONIA DE ATKINSON
se riTil pe* sea perfwste e sos cooceoln, o.
Excede tedas os prodactos similares vendidos
sob o tnostno nomo
AGWA FLORIDA DE ATKINSON
datirsdj r-erfume par* o len.-o diatillade de
sai escolhi exquisita.
|Mlltn^fi:Cuie>l9JMMlmdiitrterbrifiiitet
J. ft E. ATKINSON
24, Od Bond Strt. Londroa.
Marca dftFabrica- Uu*''3.>nbruea'>
sobre ama Ljra de Ouro."
tma seuhora
Precisa-re de urna senhora de S5 a 45 aunos de
idade, que se qneira sujeiur so servico domes ti
co, e que entenda do fazer algans doces on traba-
lbo de massas. para acompanbar um casal
em Slho, que vai para lugar prximo esta ca-
pital : trata-se na raa Imperial n. 178.
Diario ffe Pernauibuco---Domingo 30 tic Janeiro de 1887
Tricofero de Barry
Garante-se que faz nas-
cer ecreecer o cabello ai n da
aos mais calvos, cura a
tinba o a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir on de enibranquo-
cer, e infallivelinente o
torna esposso, inacio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfumo no wun-
do que tem a opprovacao ofticiaJ de
um Oovemo. Tem duas vezes
mais fracrancia que- qualquer outra
edurr. odobrodotenipo. E'.muito
mais rica, suave <- deliciosa. K'
mnito mais fin e delicada. T.'
mnis permanente o agrndavel na
lenco. E' duas vezas mais refre-
canto no banbo e no qnarto Ho
doente. E* especifico contra a
frouiido e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansaros e os.
I der.maios.
larope fle Via k BeBter No. L
jttes di tJSiii-o. dxpois de rmii a
Cura positiva e radical de todas as formas de
tecrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosa,
Affecedes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
encasdoBangue^Figado, e Kins. Garante-se
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro. 0 i
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian.
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
9 m todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C
ATTEJifAO
Avisamos nos nosses freguezes que pelo
ultimo vapor chegado da Eurt pa recebe-
mos o mais moderno e cl-gante sortimento
de chapeos da Bul para lomens, Eeahoras
e criangan, astea pela sur elegancia e va-
riedde ratfaxem bera rru^a quo do
prsenle rec-ber un; sproveito-n que es-
tao se acabando, vendas cui porcSo e a re-
ta Iho.
Este acreditado eslabelciimento, j bas-
tante enhecido quer pela sciiedado e ca-
priclio de torios os seus trabailios ; previ-
ne nos s' us amigos e Iregui-zes para ibes
evitar que ccr.tinueci a ser prejuoicados
OU Iludidos, que a'-:.barain com a loja filial
da ra de Cabug. qualquer pedido cu cn-
commenda devei s t feito para
15-RA DO BARO DA VICTORIA--15
Jone Ferrcira ft C.
Copeir
o
Precisa-se psra casa de fxmilia, de uic menino
de 12 anuos. q<-c d fidor de sua c uiucta ; di-
rija se Crui de Alnas 11. 8, TarrrLeira.
Oleo para oiarhinas
Superior quaiidadi, m 6^100 a lkta em cinee
galoei ; ven ie-se n fabrica Apollo e de seo
depsitos.
"' ti ita carites
Mara do Livramcnto, velba octagenaria e pau-
prrima, pede as almas caridosas que lbe mande
urna esmola pelo amor de Drus. Mora no becco
do Bernardo n. 5!. E' ama obra de ca idade.
LOT
PARA
Cwiro
Precisa- se de um menino para botel, qnc tenba
pratica ; na raa da Madre de Dtus n 3, hotel.
tten^o dospretc-
dentes
O proprietario da antiga cavallarice ra da
Boda n. 45, de cavallos de silla de alueuei, taz
ectente ao publico desta capital, que d'bora cm
diante tambem tem carros c passeio para i!ur,
iguaes aos melhores docta pracu, bem entendido
sos de alague', cein fardamentos de accerdo cem
Os carros, parclba para conduzir carros, como em
outra cocLeira nao tem ; luga-ee por preco muito
eommodo, paia aseim ob!r te freguezia : qurm
dnvidar no que se escreve, o detengano da vista
dirigir-se so rstkbei(eim Nhero t<-lepfconico444
Ao
commercio
O abaixo assignade, c^rao procurador ie Tbc>
mas Jacintbo de Sur, actualmente < m rVrtngnl,
tendo liquidado sua casa de n dade tm leiliio publico, por intervencSo n agente
Brito, segundo suis crdeos, declara que o mesmo
8r. Thomaz nada deve a es'a prac : com tudo se
alguein se julgar sea eredor spresente-se no praso
de tres das. KecJfe, 27 de Janeiro de lc87.
Antonio Fernairii'. !
Profcssora
Uma lenhora cotEpetentemente babirada, pro-
poe-sc a leccionji- em ccDegioe e cssiis particnla-
Ten, as seguintes materias : p-:rtogU-r. franez.
msica e piano ; a trat.sr na roa do Marques do
Herval n. 10._________________________________
300:000|) "
Lotera de A'agas
Estracco-Terca-felra 1
de Fcvcrcfro
Intransferivel
'ittes ven*1 na ctsa f<.!.:, Pra^a
da iicpendentia rs. o7 r H9.
EDCACAO DOS INGENUOS
COLONIA ISABEL
AOS 240:000$000
40:0008000
20:0008000
10:0008000
5:0008000
Esta lotera, cuja 12.a Serie da 24.a parte, ser extrahida
na Quinta-feira, 3 de Feveroiro, s 4 horas da tarde, no Consis-
torio da Igreja Conceicao dos Militares, acha se venda as se-
guintes casas:
Ra do Barao da Victoria ns. 40 e 43.
Cabug n. 2.
> Bangel n. 2.
Larga dO Rosario ns. 24, 36 e 42.
No mundo lotrico a nica que pelo seu plano, mais vanta-
gens offerece aos jogdores, e no Brazil, at hoje, anda nao achou
nenhuma outra que se approximasse em vantagem na distribuico
dos premios, e para prova des (a assercao pedimos a attencao dos jo-
gdores para a seguinte TABELLA comparativa dos referidos pre-
mios distribuidos por esta lotera e as suas congeneres:
Lotera do gimo-par
D 70 { de premio do seu capital.
IIIEH DO CE.4B4"
68 3i4 \ idem.
DEM de alagoas
73 3T4aT idem.
DEM de minas-gemes
Menos de 81 \
DE
SCOTT
DE OLEO PUEO DE
Fiffado de bacalho
COM
Hypophosphitos de cal e soda
Approvada pela Junta de lly-
glene e aatorlsada pelo
governo
E' o melhor remidi at hoje descoberto para a
(Juica broncbttea. eacropsiuIa. rak-
riiiiiH. anemia, ttebllldadc en eral.
deDoxoM. toMe chronica e affeccOea
do pello e da (arsantn. '
E' muito superior ao oleo simples de figado de
aacalho. porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
iaveis, p'ossue todas aa virtudes medicinaes e nu-
tritivas do olee, alm das propriedades tooicas
reconstituintes des hypophospliitos. A' venda na*
(rogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco ________
SH3IQ
dmlalitrafto : PAKI7, $, Boulertrt ontartM.
OBANDE-GRILLE.ADecoelrniphatics,(1o.n-
jas dus vas d igesTas, jbslrao;e ao Bgado c do IhM
obilraccdes visccraes, coBcre506 calculosas da bile.
HOPITA-. ABeccesdaSTiasdigestiTasincommo-
djs do estomafo, digestao difflcil, inappalenea,
gastralgias hs^epsia.
CLESTITS Arreccesdosrim.iiaJietqireb,
concr;ilosdasom:iai,gjU,diaboles,al')aiiJinu;a.
HAUTERIVE.AQeceoi'S dosria, dt bf liga.aria.'.
eoscresdes di ou: na.-, go'.a. Jiabetas, albr .-n;onra.
EXlJa-SS G KG^S fla FCTE na CiPSLA
Em Prnamo-jco, m Agua cima noraeadas. acliaj-so em casal dti
HAIUSI-1EN -V LAEILLE, 0. roa do CcMnMTCiO-
e SUtZEn : KCtXHLIN, 35. rtd l
Engenho venda
Vende-se o engenho Marici, con satra ou sera
ella, situado ua tregu^zia da Escada, distaue da
respectiva estagao um qusro de legoa, podendo
dar seis caminbos por dia, mcente e correte,
tem duas casas grandes e 2 pequeas pira mora-
ds, e outra para farinha cora suas perteacas, tam-
bem se faz permuta por predios uesta praca : a
tratar na ra do Imperador n. 61, 2- andar.
Ama
Precisase de urna ama de meia idade ; na ra
da Aurora n. 13?.
Sitio
Aluga-se urna crs* e sitio na Passagem da
Magdalena, junto do Inrgo do cbafariz a tratar
na loja de livro3 ..o p di arco de Santa Antonio
A.luga-se barato
O sitio todo murado, com casa para familia,
ra de S. Miguel n. 99, cm Afogados.
A cas raa de S. Jorge n. 26, no Reeife.
A casa pequcoa no becco do Pundao n. 5, na
B ja-Vista ; a tratar na ra de Santa Tberea nu-
mero 38.
Menina
Urna familia estrangeira precisa d; urna menina
de conducta afiaocada, nicamente r*ra tomar
eonta de ama crianciuha de o.co mrzes. d-se bjm
trato e paga-sc bom ordenado ; informa se raa
nova de Santa Rita n' 55, subrado.
Distribue em premios mais de 85 1i8[o,
IDEM DO PARAN'
75 l
APPROVAO DA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS
O quinium Labarraque i um Vinho eminentemente tnico et febiifugo destinado ubtritutr todu a
oatraa prepara^es de quina.
O quinium Labarraque contem todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium Labarraque prescripto com vantagem aos convalescentes de doencas graves, as parturiente- e
todu as pessas fracas ou debilitadas por urna febre lenca.
Tomado com as verdadeiras plulas de Vallet, sao rpidos effeitos que produz nos casos de Moros*,
mi*, cores paludas.
Em razao da ei7.:ecia do Quinium Labarraque, preferivel
m copo de licor, no fim da refeigo e as pilulas de \'allet antes. _
Vende-se r.a mor parce das pharmacias sobe a assignatura : gf s*^
Fabricafo e otacado : Casa I*. FRERE 19, ru Jacob, Paria.
o em copo de licor, no fim da refeicjo e as pilulas de Vailet antes. %^5^^<> yto#8eg<^^** **'<
O bichare 1 Julio de Mello Filho tem o sen es-
eriptorio de advoeacia ra Primeiro do Msrco
n. 4, I* andar, onde pode ser encontrado das U
horss da oanba s 3 da tarde. ______
rosinheira
Precisa-se de urna cosinheira ; na ra da Au-
rora n. 137.
Gsrrm
>^*^ -'
VINHO e GRAGEAS i VIVIEN
Extracto natural de Figado do Baealhao
PREMIADO COI MEDALHAS DE OURO E PRATA
pela Academia N"a.cioaa.al
Ordenados nos Bospitaes de Franca, America, Inglaterra, Russia, etc., etc.
Administrar so" forma mu faclle agradavel todos os elementos curativos do oleo evitando
asm o cheiro ^ sabor nauseosos (Peste; alem d'lsso esta preciosa preparaco tm urna
superioridade incontestavel sobre o Oleo porque pode ser usarla durante os grandes calores
em quanto o uso daquelle 6 impossivel, tal o omnente servico prestado pelo outor
wivtMM; a experiencia tem confirmado o bom xito d'estc proaueto.v
ga:
r a Arma do inventor m. viviav em duas cSres ao redor do gargalo de cada
com o Sello aa unan dos Fabricantes.
PABIS SO, B+Hlerur* de Straabeurg, SO PARS
Attencao
Urna senhora honesta, que entende de costurar
e tazer qualquer trabalbo por figurino, se offerece
a acompanbar qualquer familia que tenha de ir
para o Rio de Janeiro. Na mesma casa fsz-se
ves'uario para o carnaval ; a tratar na ra Vidal
de Negrc iros n. 78.
Sitio no Caliltireiro
Arrenda-se annualmente um ^om sitio cem bas-
tantes commodoo para grande familia, boa agun,
comarvons fractiferas e jardiui, c com sabida
para o rio, por prec muito raxoavel ; a tratar na
ruado Livismrnto n. 24.
SAUDE PARA TODOS.
WCTW^\W)I|\^V\WW^^
PILULAS HOLLOWAY
A$ Pilulas purifican o Sangue, eorrlgem todas as desordems de Estomago b
dos Intastinos.
Fortalecem a saude das constitocoes delicadas, e sao d'um valor incrivel para todas as enfenaidades
pecaliarts ao sexo feniinino era todas as edades. Para es meninos as.:im como tambem para as
pessoas de idade ayancada a sua eficacia e incontestavel.
alo preparadas Smeala do Eslabeleciraento do Profesaor Hoi.lowat,
W, 1TKW OIFOHD BTBKBT (antas 3, Oxfbr Street), L01TBBB8,
E veodeaue cm todas as phanaacias do univerao.
% Os compradores alo convidado* raapeitoaamente a examinar rotulo de cada caua Pote te nlo team t
direcoao. 533, Oxford Straet, sao nlsficajoe. .
CREME de VOUGEOT
Especlalida.de de Caasls
C JUSTIN DEVILLEBICHOT
PXW (CafHi'Or) granea,
1 Mettalha nu E*?o$ltSt$ ra tus. neo. tu; (Cxstdei* Bammi)
DU8I 1155 (lHililii le Bom), 1K3
unta, micos usa bobdecx issi, iis
BMH 1*51 1U1KC8I, TMTB 1IB
htMitsriotea Pirnsmbuco : Frase"lt iiaiX'VA O,
Joaquim Augusto Ferreira Jacobina e sua ir-
mi convidara a seus parentes o fmigos para as-
sistirem a missa que mandam rrsar na matriz da
Boa-Vista s 8 horas da manha do dia segnnda-
feira 31 do corrente, por alma e sea presadissi-
mo pai, Joaquim Augusto Ferreira Jacobina, 1*
snniversario de sea tallecimento ; psr esta prova
de amixade e contideraeSo, anteeipam os sena
eternos agradecimentos.
I'ranriifo Xavier Carueiro da
Cnnha
Anglica Xwier Carneiro da Cunha e sena fi-
Ihoe, Antcnio Xavier Carneiro Campello e sua
molber Bita Campello, Francisco Xavier Rodri-
gee Campello e Graciano Xavier Carneiro da
Cnnha (ausentes). Joao Xavier Carneiro da Cn-
nha e suas filhns Julia Celestina Carneiro Beltroo,
Mara Xavier Carneiro Bdtro, Mirandolina Xa-
vier Carneo Bcltrao e Froncisca Xavier Carnei-
ro Beltrao, esovidam aos seus parentes e amigos e
aos do finado para ouvirem urna missa, qnena ma-
triz de Pao d'Alho, mandam celebrar na quarta-
feira s 8 horas da mnhil, pelo tepouso eterno
d'alma de seu sempre lembrado sobrinho e prime,
Francisco Xavier Carneiro da Cuoba, stimo dia
de seu passau ento ; pelo que se centtssam desde
j eternamente gratos por este acto de religio e
caridade.
Francisco Xaiier Carneiro la
(anbn
D. Josnna Coelho Carneiro da Conha e seus fi
lhos, D. Isabel X C. da Canha, D. Hosa Xiritr
Carneiro L"So. M .n^el XnTcr Carneiro de Albn-
querqno, Irino Coelhj da Silva, Jovino Coelhoda
Silva, josquim Men/BJ Carneiro L ao, esposa,
m. irm, irmSo e cunhados de Frsncisco Xavier
Carneiro da Cunha, convidam seus psientca e
amigos para assietirem as missas qne mandam
elebrar as matrices da Boa-Vista Jaboatao e
La, s 8 horas do dia quinta -feira S de Feverei-
ro, stimo de seu passamento._______

V

'
1
VW.
I
1
;.
:'


4
Diario de Pernambnco- Domingo 30 de Janeiro #e (887
Relojoaria alloma
Cnrtan Fuere
Mudou-se do n. 4 para o n. 2 do mesma largo
do conselbeiro Saldanha Marinho (antiga da Mi-
trii de Santo Antonio), onde est exc. cendo sen
officio cora zelo e perfeic\> como aempre. ____
Clnica IioiiHPo-alio-
pathiea
O Dr. FranciBco de Paula Soarea di conaulfas,
d'ora em diante, no 2 andar do tobrado n. 29 a
na de Vital de Negreiros, da 11 horas ao meio
dia. Na mesma occaaiSo vaccinar, gratis ou
mediante remuneracic, a qaem se apreieutar para
isto.
Os tratamtntos continuarao a ser teitos pela
bomosopatnia on allopathia, segundo mnirr proba-
bilidade de cura por urna ou ontra doutrina.
A respeito da vaccin, quasi toda este capital
sabe quanto o annuceiante prima n'este ramo de
servico. EspecialidadesMolestia de crianc*
Varilas.
Os chamados (por escripia) sero para all, ou
para sua residencia ra d'Aurora n. 123.
Coziiihciro oo cozi-
uheira
Precisa-se de um cozinbeiro ou de urna cozi-
nheira, nacional ou estrangeiro, que entenda de
sua arte e ceja pessoa capaz. E' p8ra acompa-
nbar um caeal sim filbcs para lugar prximo
este capital: d se bcm tralamento o ccntrata-se
na ra It penal n. 178.
XARGPE
A
B3 HYPOPEQSPRITO BE CAL |
i
ob a Influencia dos Hj-popt-Wi'tos
se dinuiiL'O, 0 appctite augmenta, as for-
toraSoavfr, oa suores nocturnos eessSo,
e o doonc goza de um bem estar desasees ;
Cs iusopkosphitos <7'f lev''" a mr.rc-.
da ,'abricti da phartmtcia SWASN.s
Vi, ru Caxtighonc. P.'.riz, t$o os i-r.:-i
&*& reconlter.ii'tns c reconirr.sridadc* =siol
D CHUHCHILIi, tutor da df.&obertai
rit t Prero : 4 francos por frasco em rftatBK -.
VnStm n mi prin^Mt Photaatiu.
Jalroph
Manipoeira
Esse medicamento de urna effieacia rcconbecida
no beriberi e outras molestias era que predomina a
hydropeaia, acba-se modificido em sua prepara-
fo, 'traca* a unta nova formula de um diatincto
medico desta cidade, sendo que fomente o abaixo
assignado est habilitado para preparol-o de modo
a melhorar lbe o gusto e cheiro, sem tolavia alte
rar-lbe as propriedades medicamentosas, que se
conservara com a mesma actividade, se nSo maior
em vista do modo por que elle tolerado peb
est'tnago.
I'iitco depoaito
Na pbarmacia Conceicao, rus do Marques de
linda n. 01.
Becerra de Mello
Caixeiro
Precisa-se de nm caixeiro de 16 a 18 aonos ; na
roa do Hospicio n. 31.
Celeste
EXPOSIfiAO J? NIV M78
Md.;lle d'Or ^-CniL.Gkerilier
Hl Hit* HUTBS KCOUPtUUt
Nova CreagSc
MERA
E. COUDRAY
Inventor d
l PERFUMARA ESPECIAL de LACTEIIA
fio apreciado do alto mundo.
Saboneta ... ....."PRIMAVERA
Oleo............ PRIMAVERA
Agua de Toucador PRIMAVERA
Essencia........ PRISIAVERA
P de Arroi.......PRIMAVERA
FABRICA E DEPOSITO : V
PARS 13, Roe d Enghien, 13 pars
ieki-se i venia ea tedas as principa Perfumariu
oaee Advogado
Cosinheira
Precisa-se de urna cosinheira que en'cnda bem
de s ju officio, p-igH-so bem e casa de pouca fa-
milia ; na ra do Cabug n. 5-A. 1 ja.
Prefessora de inglez
Na ra da Aurora n. 109-1. preeisa-se de urna
senbora que leccione ingles.
Cosinheira
Rodrigues de Fsria & C. aeabam de reeeber do
Srs. Jicnto de S & C, urna especialidade em fu-
mo Rio-Novo, desfiado a capricho, com a marca
Celeste,cujo emblema os seus fabricantes nao
deiam-se desmentir, porque realmente macio
aromatisado, fasendo crr mesmo quelles que j
o apreciaran), que oa anjos agradecidos pela felii
lembraoca o bafejaram: ra de Mara e Barros
n. 11._____________________________________
Corinheira
Precisa-se de urna que deac-npenhe o lugar e
durma em casa; ra Duque de Caxias n. 42,
por cima da typographia.
Precisa-se de urna boa engommadeira e que
easaboe tambero, para casa de pequeoa familia :
a tratar do Caes da Companhia n. 2. Prefere-ee
es :rava e deve dormir em casa.
Precisa-se de nms
cosinheira para pequea fa-
19.
Uominsos F. de Sonsa Lefio
Das 10 h. ras d manhS a 4 da tarde, rna milia ; a tratar na ma do V>gano Tenorio n.
do Imperador n. 16, 1 aBdsr. '1 *>
Fn/eniias baraiissimas!!!
ho as
segiiinte vendidas por precos sem competencia :
Iindoa fusTses de listrinliae, padroes" chiques a 400 ris o covado !
Setinetas do quadrinhos a 36 ris o dito !
Cretone superiores, 1 metro de largura, a 600 ris o dito !
Cambraia8 brancas bordadas a GfSOOO a pega do 10 jardas !
Linhos de quadrinhos es:ocez a 200 e 240 ris o covado !
Merinos de todas as cures, a 600 ris o dito! j
Esplendidos sortimentos de ttl para vestidos a 500, 600 e 700 o dito.
Caxemires novidades a 10500 e 1^800 duas larguras.
Gases de cores coro palmas de seda a 800 ris o dito I
Merinos pretos e Caxomires, a 1,5000, 10200, 10400 e 20000 r dito I
Velludilho bordado de todas as cores a 10000 o dito !
Sctin maco de todas cores a 10000 e 10200 o dito I
Popelina branca para as Exra.19 noivas, a 500 ris o dito !
Guarnieres de crochets para cadeiras e sof a 80000.
Vestuarios de la par criancas, (novidade) a 70000 e 20000.
Meias al vas para criancas a 20500 a duzia !
dem cruas para homem a 40000 e 5000.
Cortes de fustSes para coletea a 20000 um !
Caxemira ingleza a 40500, 60000 e 70000 o corte !
Cheviots superiores, preto e azul a 20800 e 30500 o covado I
Completo sortimento de casemiras, pannos e brins e muitos outros artigoa que
lembrados presenta dos leitores
serao
M Cl'll
59-Rua DuquedeCaxias--59
GRAGEAS
FORTN
INJECQAO
Hygienca e ireservadort
sem causar
acc/denfe algum.
de Copah/ba, Cubeta
Ratanhia a Ferro, Blsmutho \
*lcat rio, TerebentMna, A'
As GRAGEAS 9fttt'**m. :orlo as primeira que obtiveram a approvacao daAeadtmm
de mtdtetna (1830i ... < ptarav-ee uos Hospitaes. Curam aa molestia secretas,
mala rebelde- **%* fatigar os estmagos maia delicados.
A INJECCU FORTN sempre recommendada como o complemento da medicacSo.
DeBonttaeem Pernmmhnco : FRAN* M. 4a SILVA O, e asa prinoiei Pnarmaca.
Aos 1.000:000^000
200:0001)000
100:000*000
L 'LU II j ll
DE 3 SI
Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologici Isabel
DA
PROVINCIA. DE PERNAMBUCO-
ExtracoS a 14 fle fle 1887
0 thesonreiroFrancisco Goncalvcs Torres
Em casa de todos os Perfumistas e Cabelleireiroa
da Franca e do Extrangeirc
&^^* M ^ J M^J ^^gsdt&lrdt^noz especial
M M^ W^^^ PRBPAHADO COM BISMUTHO
^^^^^^ Por OH. PAV, Perfumista
PARS, &VL* de la F.xx, 9, FABIS|
VENDAS
Vende se um bom sitio na estrada} de Agua
Fra, j"nto a bomba estremando cea o sitio do
Cutio, com boa cusa, boa sgua e melhores comino-
ios ; a tratar no mesmo sitio, ou na ra Formoea
numero 25.
F rrcira & Irmo
Venden :
Panno de algodo branco e riscado, das fabri-
cas da Babia e Rio de Jane ro, Go de algodao
para redes, superior qusl dade, e alguns filtros
para purificar as aguas do Beheribe : citao de
Corpo Santo n. 2~5.
A KevoluQo
M-4
A' ra Duque de Caxias, resolveu vender
os seguintes artigos com 30 / de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachemira bordada a 1^500 o covado.
Mirins de cores finos, a 900 e 1*200 o co-
vado.
Ditos pretos a 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e
2*000 o covado.
Las mesclaaas de seda a 600 ris o covado.
Ditas com listrinbas de seda a 560 ris o dito.
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
Liadas alpacas de cores a 440 ris o covado.
Las com quadrinhos, a 400 ris o covado.
Gaze com bollabas de velludo a 800 ris o co-
vado.
Setim maco lavrado a 1*300 o covado.
Seda palba a 800 ris o covado.
Ditas do cores de 2* por 1*000 o covado.
Setim maco lito a 800 e 1*200 o dito.
Gr3 de aples preto a 1*800, 2*000 e 2*500
o covado.
Setinetas lisas a 320 e 400 rs. o dito.
Ditas de quadrinhos a '20 rs. o dite.
Ditas pretas finas, a 500 rs. o dito.
Fustoi's breos e de cores a 320,400, 440,
500 c 800 rs. o dito.
Zephiros fino.', escosseae, a 500 rs. o dito.
Zephiros de quadrinhos a 180, 200 e 240 ris o
covado.
Zephiros lisos a 1J000 o dito.
Alpac&o de cor para palitot, a lOOO o dito.
Velludilhos lisos e lavrados a 1*000 o evado.
Cretones fiaissimos a 240, 260 e 240 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 360, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 1*800 urna.
SSeda escota*sa a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Ditas de crochet t> 8*500 dita.
Camisas bordadas para bomem a 30*000 a da-
is.
Ditas para senhoras a 30*000 a dita.
Cortea de casioira finos de 3* a 8*000 um.
Casa eos de laia a 1000 ai.
Fichas de retroza 1*000 nm.
Ditos, de pellucia a 6*500 uro, (bordados).
Cachemira de cor a 1*600 o co/ado.
Flanella americana a 1*400 o dito.
Cortinados borcUdos a 6*000 e 7*000 o per.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Meias para heraena de 2*400 a 9*000 a <3u-
Ditas para senhoras de 3*000 a 12*000 a^u-
zia.
Mantilhetas de seda a 6*000 urna.
Esparttlhos de ouraoa a 4*000, 5*000, 6*000
e 7*500 um.
Toilett para baptieado a 9*000 e 12*000 nm.
Lencos brancoe e com barra a 2*000 a duzia.
Anqunlias a 1*800 rs. urna.
Brim do linho de cor a 1*000 a vara.
Dito pardo a 1*000 a dita.
Esguiao amarello e pardo a 500 ria o covado.
Chales de mirin lieos a 1*800 u>n.
Ditos estampados a 3*000, 3*500 e 4*000 um.
Cortes do cachemira para vestidos a 18*000
um.
Redes Hamburguesas a 10*000 urna.
Panno de crochet para cadeiras e sof a 1*000,
1*200, 1*600 e 2*000 um.
Henrique da Silva Morena.______
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excediente Whisky Escassas preferm
M> cognac ou aguarden* de canna, para fortifica
j corpo.
Vende-se a retalho nos tu Iheres armasens
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marc V1ADO cujo b
me e emblema sao registrados para todo o Brazi
BPOWNS & C, agentes
Allonco
Vende-se ou permutase urna casa terrea sita
oa travessa do Falco n. 12, com 2 salas, 3 quar-
tos, cosinha irs, grande quintal e cacimba, por-
fo dando sabida para a ra dos Ossos ; a tratar
na mesma com a proprietaiia, e esta fsr todo
negocio por j ter o despacho do juiz, at para
botal-a em leilSo, podendo apresentar os docu-
mentos aos permutadores, desejando tambem urna
por troca, aioda que seja pequea, porm que es-
teja nova bem constiuida.________
Viveiro para passaros
Vende-se dona g' andes e bonitos viveiros po
pieco cmmodo, sendo o motivo da venda ter o
dono acabado cem os passaros qu' possuia ; a ver
e tratar na ra ilo Imperado: n. 22. _____
Grande liquidando
na luja de Nimbas
. Roa Nova fto
O proprietaro do estabele cimentoBasar da
Moda, scien'ifica s Exmas. familias que m vir-
tude da prxima reedificacao do predio em que
est- estabeleeido, ttm resolvido liquidar to-
das as buhs mercadorias, constando de miudezas,
perfumarlas c artigos de moda, com grandes aba-
timentos, sendo que muitos artigos sao por presos
inreimnente baratos, como sejam :
Grande variedade de plastrons a 1*000 e 1*200
Sabonetes de areia ae Risger a 200 rs.
Ditrs inglezes, grandes a 200 rs.
Duzias de ditos a 2*0(!0.
Garrafa de sgna florida a 1*000.
Vaso com opiata a 900 rs.
Frascos com extractos muito finos a 1*300.
Frssco com agua de colonia *mericana-a 500 rs.
Papis para forro a pega de 320 e 400 rs.
Guarniyoes, linbas, fitas, bico, botdes e artigos
de moda.
PARA ACABAR
Vende se i
daas casas terrees ao largo de Apipucos os. 14 e
34, estando esta un piuco arruinada, e um terre-
no na ra da Cadea Nova ; a tratar na ra da
Coocordia n. 239.
LOTERA do cear
400:000^000
IXIR ASFERIVEL!
Corre quarta-feira, 2 de Fevereiro
lu vigsimo desta importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
*a
;
240:0001000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
IXTRANSPERIVEL!
Corre Quinta-feira, 3 de Fevereiro

LOTERA de alagoas
3O:O0O$OO0
Esta acreditada lotera corre Terc,a-feira, 1 de Fevereiro
-r-

1 i
600:000*000
Esta seductora lotera corre sahbado 5 de Fevereiro de 1887
Um vigsimo habilita a tirar 30:00$000
Os billictes destas acreditadas loteriasacham-se venda na
RODA DA FORTUNA
36-Rua Larga do Rosario36
Bernardino Lopes Alheiro*

200:000^000
LOTERA DA........_________
EXTRACTO DA 8* PARTE DA 1* LOTERA
EM BENEFICIO DA SAHTA CASA DE KRICOBDIA
Ouiota-feira 3 de Fevereiro
AO MEIO DIA
Esta lotera, por algum tempo retirada da circularlo, devido a grande guerra que
lhe promoveram, como do dominio publico, vem novamente tomar o sea logar de
urna das ventajosas loteras do Imperio.
O agente pede ao respoitavel publico a sua benevol* attengtj para o plano das
LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso pubjicado nos joruaes e impresso no ver-
so dos respectivos bilbetes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
distribue
12.436 premios, ou qaasi a quarta parte!
Ainda mais: esta a nica lotera que premia todos os nmeros cujVs dotts al-
garismos finaes forem iguacs aos dos
QUATRO PREMIOS MAIORES
100*
604
50
400
A SABER:
s duas letras finaes do premio de........
s duas letras finaes do premio d........
s duas letras finaes do premio do........
s duas letras finaes do premio do........
>...-..
200:0000000
40:0005000
20:0005000
10:0000000
Tambem sao premiados todos os nmeros das centenas dos qaatro primeiros
premios. ., ,~ ,
Alm destes, tem esta loteria grando quantidade de outros premios de bastante
importancia. E' tambem esta a nica lotera que garante quem comprar 100 ame-
ros de terroinacSes aiftVrentcs 32 1/2 % independente dos premios avultados que
possam sabir na exiraccHo. ________-' -
TODOS OS PREMIOS SAO PAGOS SEM DESCOMO
A's extracsSes sao feitas em edificio publico e sob raais severa 6s;alsac5o por
parte das autoridades. 0*0
Os bilhetes acham-se 4 venda na agencia e em todas as casas, era baDtos, t>3o
Paulo, Campias, Rio Grande, Babia, Cear, Maranhao, Para, Amazonas e em Per-
nambuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO.-
0 agente no Rio de Janeiro
Augusto da Bocha lontoiro Sallo
>r c Irusuayaa" "
O ti
grageas de Ferro Rabuteau
Laureado do Instituto de Franca. Premio de Therapeutica
O emprego em medicina de Ferro Rabuteau o baseado na Sciencia.
As Verdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
Chlorose Anemia,Plidas Corea, Corrimentos, Debilidade, Esgotamento, eonvalesetneu,
Fraaueza das criancas, Depauperamento e Alteracao do sangue em consequencia de
atiiras vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 4 a 6 grageas aor da.
Nem Constipacao nem Diarrhea, Assimaco completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nao poden enjulir
engulir as grageas. Um calix de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as criancas.
tlll urna explioanio detaihad* acompanha cada frasco.
Exigir o Terdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN A O, de PARS, qye -
eneontra em casa dos Droguistas e Pharmaeeuticos.
A' Florida
Ra Duque de Casias n IOS
Chama-ce a att^nco das Exmas. familias par
ee precoa seguintes :
Lavas de seda preta a 1/000 o par.
Cintos a 1*000.
Lnvaa de pellica por 2*500.
Lavas de seda cor granada a 2f, 2/500 e8f
o par.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs, n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 2f, 3*. at 8*.
Ramea de florea finas a 1*500.
Luvas de Eacossia para menina, lisas e
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 rv, 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anquinhaa de 1*500, 2*, 2<5C0 e 3* urna.
PlisBs de 2 a 3 ordena a 400. 500 e 600 rs.
Espartilho Boa Figura a 4*500.
dem La Pigurine a 5*000.
Pentes para coco com inscripcSo.
Babadorea com pintura e nacripces a 200 rs.
En oh o vii es para batizados a 8, 9, e 12*000
1 caira do papel e 100 envelopes por 800 rii
Capelia e veos para noivas
Saspencv rica americanos a 2*500
LS para boidar a 2*600 a libra
Mao de pipel de corea a 200 ria
Estojes para crochel a .$000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Para a paresia
Gslo de vidrilbo metro 1*.
Franjas de vedrilbo a 1*,
Lavas pretas de seda e Escocia.
Franjas c galdes fines a 2*500, 3*e 4* O mett
Para o carnaval.
Liadas mnscuras.
Bimagas de p* de arroz.
dem idem de ouro.
dem pe fumadas.
Lindas franjas de seda de cores com frocos pe-
ra eufeitar vestuarios de mas caras a 1 e 500 rs.
o metro, fazenda ate j custou o metro.
BARBOSA & SANTOS
Tainhas
Vende-se tainhas
de superior qualidade
em quartolas eeni bar-
ris, mais barato do que
em outra qualquer
parte; na ra de Pe-
dro Alfonso n. 11.
Turbina
Superior aesuear ie turbina, especial para
doce. Eefinacao Salgtieira; 44o numero tele-
phenieo. Roa Marcilio Pias b. 22.
Cabriolets
Vende -se doua cabriolets, sendo um descoberto
c ootro cobertc, em perfeito estado, para os* o
dona cavallos; tratar ra Doque de Caxise
d 47.
i ^
tmm
-~


Diario de PcrnombncoDomingo 30 de Janeiro de 1887
AGRICULTURA

i
I.Imo braro
((M0NDIA BRASILIESSIS)
Na riquissima flora paulistana muito
commum urna planta denominadaLimSo
bravo. I
Este arbusto, Monadelphia Octanna,
de Linneu: Polygaleas, de Jessen ; e clas-
sificada como Mundia Brasiliensis, pelo
distincto professor Auguste St. Hilaire,
goza de propriedades medicnaes, como tal
muito empregado pelos aertane|os nos
casoa de febre palustre.
O pequeo arbusto muito ramoso e es-
pinhoso; seus espinhos sao torminaes, del-
gados e rectos ; folhas alternadas laneeola-
das, e marginadas, tenues uteiras, gla-
bras, lustrosas e curtamente pecioladaa llo-
res axillares, solitarias e peduoculadas ; pe-
dnculo levantado, delgado e recto: co-
rolla azulada e depois amarellada, de tres
ptalas, oa dous lateraes espatulados, e cora
urna mancha roxa na parto superior, o do
centro em forma de capacete, inteiro, agu-
lhoado, plicado em parte superior e desti-
tuido de crista ; calix de cinco spalos,
tres pequ-.nos, herbceos o desiguaes, dous
petaloides e dispostos em forma de azas ;
fructo, capsula indehisecnte, bilocular, cor-
diforme, comprimido, com o pice quasi
ratnso; spto vertical e estreitisaimo.
7A raiz bastante amargosa e de cheiro
forte e penetrante, a parto mais empregada
de toda a planta, como infusao para com-
bater as febres.
O pag dos Chavantes apphca a otusao
da casca da raz desta planta, adosada com
mel de abelha mandaguary, nos casos de
maleitas.
Gozando de tamanha fama, como goza
esta planta como antifebril, digna de sor
convenientemente estudada o applicada em
preparajSo pbarinaceutica, que a torne
mais agradavel as febres palustres que
as estajSes calmosas tanto damoo causara
aos habitantes das margens de alguns nos
k desta provincia.
Como o lmSo bravo existem outras mili-
tas plantas na riquissima flora paulistana,
, que gozam de propriedades medicinaos, e
que muito bem podiara substituir certas
drogas nocivas huraanidade.
J. P. DA MOTTA JrjSIOR.
S. Paulo-1886.
E' certo que o Leoncio me pedio isso,
reepondi-lhe, mas nSo acceitei o convite.
Nos olhos claros de Amaral relampejou
urna alegra, que passou depressa, e elle
disse com voz ligeiramente trmula :
Fez mal; nSo devia cortar a sua carrei-
ra...
Eu nSo poderia entrar n'esta casa tendo
d'ella sabido o meu bamfeitoa e amigo,
respondi-lhe. -
Sorrio o tornou a apertar-me a raSo e
sahindo sem dizer mais nada.
Todos 03 empregados estavam caropun-
gidos; nos olhos dos mais fortes havia ura
brilho denunciador do maguas.
Ao vermos affastar-se o nosso bom pa-
trSo, austero mas justiceiro, inabalavel
em tudo que u3o fosse de razSo, at> ver
mos cahir esse trabalhador voncido, que
nos acolhera dando-nos sem iuesquiuhez o
salario com qua temos amparado os nos3os,
nSo podamos deixar de sentir urna com-
mogilo profunda e dolorosa.
Coraprehendiaino nos em silencio ; olha
vamos uns para os outros como a darmo-
nos mutuamente os sunmentos...
Desped-me dos campanheiros e desci
triste a escada. No ultimo degro espera-
va-me ainda urna eommojSo. Tenholhe
Dastantes vezes fallado no ero, um sober
bo Terra-Nova, guarda do armazem, que
foi em psquenino para l e affeijoou-se ao
Amaral e a mira, principalmente a mim.
Lomo que cu entrava no escriptorio, ati-
LlTTERATliM
-J
>
A fallenela
^FRAGMENTO DE UM ROMAXCR)
(ConcZiwao)
Abr lhes depois os liaros e retrei-me,
deixando-os com a liberdade da fazerem
vontade seus commentarios. O exame foi
longo. Vim para fra para o armazem,
onde continu-iva a reinar um silencio abso-
luto. De vez em quando sentamos o fo-
Ibear dos livros, urna palavra dita mais
alta, um arristar do cadeiras.
No fim de longas horas a commisso exa-
minadora sabio satisfeito, concluir a tare-
fa, que havia das a preoecupava; tinha
razio.
Silva Amaral deixou sahir todos, e, cha-
mand? os caixeiros, despedio-so com um
modo bondoso e commovente. Aconso-
lhou-os a que ficassem na casa, que no
commercio a persistencia a fortuna, que
fizessem por sorem dignos de aprejo, do
considera jSo e de es ni a.
Quando ebegou a minha vez apertou me
com forja as mios, agradoceu-rae o tcr-lhe
poupado expleacSes e a boa vontade com
que trabalhei sempre a seu lado, pergun-
tando-me por firo, so continuava... que
me tinha visto em conferencia demorada
com o Leoncio Quedes, que naturalmente
combinaran) ficar eu como at entSo.
que
rava-me ao peito as suas grandes patas'
tentando lamber-rae 'a cara ; depois esten-
da-se a meu ps e dorma sereno e feliz,
horaa seguidas.' Pois foi o ero, que me
augmentou a tristeza na despedida.. Es
tava elle como todos os dias a es3a hora,
deitado sobre o vantre na soleira da norta,
com a cabeja altivamente erguida ^alon-
gadas as patas dianteiras. Vendme, le-
vantou-so e veio rojar-me pela mSos c fo
cinho quente e hmido.
V l, disso eu ameigando-o a manhS
talvez te nao acariciem as mSos d'aquelle
que substituir...
A idea de ir um ouiro sentar-so no lu-
gar que oceupo desdo... desde erianca
por assira dizer, entristece-me, minha mSil
Parece-me, que lou:ura, que elle se devia
conservar vasio... um egosmo tolo,
urna cousa que nao se explicar e que fa-
ra sorrir ronicamento os homensj que nSo
tvessem passado por casos idnticos se eu
tivesse a nfantlidade de Ibes contar as
mirillas intimas sensacoes.
A minha mi, barn v, nSo me acanha
a confissSo d'e-sas puerilidades. At
velhice carrega o homein n'alma alguma
cousa da erianca, e r.ras vezes n'isso
que est a sua fraglidade ou a sua pordi-
jo. De outro hornera, por mais amigo
que seja, encobre elle esse resto de raeni-
nce que lhe fieou como um tenue perfume
a prendel o doce e rnysteriosaraente ao seu
passado Tonginquo ; mulher, porm, re-
vela-o espontneamente.
Sabe pprque lhe digo i sto ? Porque o
Terra-Nova, o ero, fez-me comprehender
esta manh" que tenho muito do Carlinhos
de ha vinte annosl
Senti os idhos humedecerem se ao dizer
lhe adeus, como se fallasse u urna pessoa
intelgcnte extremosa, repetindo urnas pa-
lavras breves o cheias de amisade...
Sahi, acompanha-me, olbando-me enterne-
cido, meigamente, como e me entendease
e participasse da minha grande tristeza 1
Na esquina separmo nos e... e quer
que lhe diga a verdade, minha ra5i !...
Tive vontade de beijar o cSo..
Lisboa, 24 de Dezcmbro de 1886.
Julia Lopes.
i 'aia aventara tcrrlvel
A tempestado estalava no meio de urna
noite escura. O vento soprava continua-
mente. A vestimenta que eu trazia era
atravessada pela chuva e as miabas gran-
des botas estavam clieias de agua. Re
lampagos insessantsmente Bulcavam aa nu-
vens e os trovoes repercutiam de monta-
nha em niontanha.
Achava-me em pleno Far-West, no pon-
to mais affastado do Ocano atlntico, a
que at entSo tinha chegado.
Tinha um negocio a concluir e levava
commigo urna grande somma que devia
dar a alguera em prazo breve.
Resolv aventurar-me por aquella noite
vista da vontade quo tinha de servir casa
onde era empregado. Mas a tempestado
detinha-me, e em pouco a minha cavalga-
dura recusou caminhar. Vi-me, pois, obri
gado a apeiar-me e qual nao foi a minha
surpreza quando dei com urna cabana !
Bem es aqu um abrigo! disse
commigo mesrao. E' mais do que mereco
por ter fcito a loucura de me aventurar
mais longe do quo convinha.
Contornei a cabana e, sem procurar sa-
ber .a quem n'ella babitava, bati por diffe-
rentes vezes. Nao houve demora: a por-
ta abro-se do repente, e eu ache me face
a face com um homem alto e de urna ma-
greza sorprendente.
Depois de ter lancado sobre mim um
olhar 8nistro e de me ter examinado dos
ps cabeca, o dono da cabana poz um
rewolver na algibeira o perguaton me com
aquella voz nacolada quo caracterisa os
yankeena:
Entao ? que queres tu, eBtrangeiro ?
O que eu quero ? Que diabo I isto
v se, sem que so perguate 1 Perd o meu
caminho e estou todo molhado.
NSo minha a culpa, replicou o su-
jeito que fez um passo para traz, a fechar
a porta.
Peco-lhe asylo, por favor 1 gritei eu.
Bem, all em baixo ha urna cocheira,
amarra l o teu cavallo e volta c.
Fiz o que elle mandava e, apoderndome
de meu sacco de viagem, entrei na cabana.
O meu hospede, sempre a exigir que lhe
contasse novidades, foi me dando carne,
pSo e whisky, o que vinha inteiramentt a
proposito, graf as fome e sede que me
devoravam. Apenas comi, o somno inva-
dir-me.
Tu tens a intenclo de dormir j ? per-
guntou o meu hospede.
Pois que duvida, tenho Estou mui-
to fatigado.
Entretanto, na minha opno, no
muito prudente dormir neste paiz, a me-
nos que se no pissa ter um olho aberto.
Entao nSo se est em seguranza
aqui ?
NSo digo isto ; mas, pens que has
de ter ouvido fallar de Silas Cass... e eu
digo-te que infesta essas paragens...
Sillas Cass I
Com offeito, cu tinha ouvido fallar des-
se bandido, um dos mais audaciosos, dos
mais ferozes que tm commettido depreda-
rles na America. De entao em diante,
quanto mais eu olhava para a figura dia-
blica que se achava diante de mim, mais
me convenca de que meu hospede era
realmente Silas Cass.
Um suor fro correu ao longo de minhas
faces e o medo tomou-me a garganta.
De repente, disse me elle :
Deves tor urna grande somma de
dollars em teu sacco, que me parece mui-
to pesado.
Engana-se ; as pecas sSo poucas ;
de resto, teoho urna historia ligada a esse
dinheiro. Eu fui honesto outr'ora...
Ah outr'ora...
Era caixa de um banco de New
York, deixei-me levar pelo jogo e esvasiei
a caixa.
Queres jogar ?
Como quizerea.
No jogo o patife roubou-me todo o di-
nheiro, bebendo de oada vez que ganha-
va, com grandes raostras de alegra.
Doclarei depois que morria de somno e
estendi rae ao comprido, porem de modo a
nSo perder um s dos movimentos de meu
hospede.
lenas fing que resonava, Silas tirou
das algibeiras um revolver e eu o ouvi
murmurar :
Da todos os imbecis que achei em
caminho, este o mais forte. Mas para
que mtalo ? elle perdeu ao jogo...
Fallando assira, apontava-me o revolver
ao peito ; eu sabia qua o menor raovimen-
to seria o signal de morte ; flquei immo-
vel, mas um suor fri me fazia tremor dos
ps a cabeca.
Ora 1 disse elle afinal: tenho que me
oscupar do oufro. Este que viva.
E sabio, Quando coraprehendi que elle
se afastava, levantei-me de um pulo e
olhei para fra por urna das frestas abor-
tas entre os troncos da arvore.
A borrasca continuava forte. Silas di-
rigia-se para o lado da cabana trazendo
um pezado fardo s costas.
Parou a uns dez passos da margem de
um pantano e atirou ao chSo a carga
que tinha urna forma alongada. Horror 1
era um cadver. Silas tirou algumas cor-
das da algibeira, amarrou com ellas urna
pedr ao cadver o em seguida atirou-o
ao pantano.
O assombro pregou-me no lugar.
FOLHETIM
Felizmente algumas semanas mais tarde
eu tinha o prazr do ver enforcarem esse
misera vel.
B. Reyoal.
Um romance parizlense
Ha seis semanas, mais ou menos os fro-
quontaiores do Bois viram em plena tarda
descer pela ra das Aca.iias, em um trem
sumptuosamente apparelhado, urna oven
senhora adoravelmente bonita: Tomando
ura caminho lateral, desapparecm rpida
como urna visSo, deixando em todos as
ma9 bizarras conjecturas, e os mais estra-
nhos coaimentarios.
Ninguem a conhecia. Pouco depois hou-
ve urna derrama de cartas por todo Prais,
assigaadas por urna condessa em off, em ka
ou em e(f, convidando aos amigo das novi-
jades para a inauguracSo de um pequeo
hotel na praga de l'Etoile.
Muito intrigados com o singular convite,
a concurrencia foi numerosa no dia desig-
nado, e qual nSo foi a estupefacto de to-
dos, reconhejendo, na omprezaria do hotel,
a figura mysteriosa da oven do Bois de
Boulogne !
Os jomaos, que diariamente registrara
em columnas especiaes a alta galantera
pariziense, fallaram das maravilhas
testa, das riquezas artsticas que todos ad-
mir^ram e procuraram, sobretudo, imfor-
mar se e conhecer conta de quem correu
a despeza dessa riquissima installacao.
Pela nossa parte nSo levamos a nossa
curiosidade alera do desejo de descobrir a
identidade de tSo formososa creatura, e o
que soubemos forma o que se pode chamar
um ineressante romance.
tando que ella propria ganhasse tSo pouco,
que lhe n?.o podesse prestar melhor auxilio.
No dia seguinte sendo o objecto de con-
versacSa o mesmo, acabou o desconhecido
por fazer-lho um franco offererimento de
seus servcos.
E cada vez mais terna e cada dia mais
officioso, as outras tomaram taes propor-
{5es, e a confianza tal imperio, que ao
cabo de urnas oito entrevistas Leontina
acorapanhou-o ao seu hotel.
A' partir d'esse momento ellea viara-se
regularmente, e algum tempo depois a
moca abandonava sua familia e era instal-
lada por seu amanto em um pequeo apo-
sento, caprk-bosamente mobiliado.
Um mysterio, entretanto, existia n'essa
allianca, apezar da intimidado que a fazia
para ambos urna delicia.
Jamis o descoahecido havia revelado
seu notne, e nSo cessava de recommendar
maior segredo as rdac3es que manti-
nham; urna cousa, porra, elle havia ga-
rantido a pobre rapariga,o sea solteiris-
mo, e era tudo o qua ella sabia a seu
respeito, e tambem a nica circumstan-
cia de quedesejava informarse.
Ella achava raeamo um certo encanto
nosae myitorio de que elle se cercava e
as prccanc5e8 que tomava para vir visi-
tal-a.
Sua imaginagSo criava-lho umo immen-
sidade de romances, do3 quaos era o seu
amante nico hroe; ora, ella o suppunhu
um proscripto Carlista, ora um principe
russo nihilista, cuja cabeca estivesse
premio, a verdade, porm, que nunca
pediu-ihe o seu segredo.
Corra o tempo nesse viver de sonhos e
myaterios, quando um dia Leontina, que
habita va ura dos arrabaldes de Pariz, em
urna bella casa que lhe tinha preparado seu
protector, resolveu vir grande oapital fa-
zer algumas compras.
O dia era de ura calor estafante, e ella
dirigia-se para estacSo quando ao passar
pela igreja... attrahiu-lhe a curiosidade
um casamento que entrava. Impellida
pelo desejo de apreciar as toilettes e, ao
mesmo tempo, de repousar um pouco, se-
guiu o cortejo e tomou posioSo em um dos
lados do templo.
Laucando distrahidamente sua vista 1
direta e esquerda, nSo asando seu olhar
Bobre cousa alguma, e de repente voltan-
do-se o padre para dar a benc&o ao3 noi-
vos, ella ve no sacerdote o seu amante, d
um grito e desmaia.
aquillo tudo com um ar brincSo, que dava
tranca geito d chibatinha.
Alm de possante e intrpido, partencia
tribu dos excntricos; coma cobras
como 33 fossem eiroses, e fazia guisados
de ratos ; a carne de cavallo de que tanto
se falla agora, seria para elle um manjar
delicadissimo, ainda que p cavallo fosse...
do Poco do Borratem I
Um Jos Pedro, que foi continuo as
cortes, agarrava com os dentcs no arco
de um barril caseiro e agaentava-o no ar.
A espingarda cncadeira do capitSo-mr
de Faro era to formidanda e tSo pesada
que mais ninguem tem sido capaz de a
meter cara.
De urna vez, ha annos, fugia de Lisboa
um here que dera por ah una facada ou
duas o que teve para com a polica a at-
tencSo cortez da querer evital-a.
Foi para Hespanha.
Quando noite os dous encontrarara-se
n'aquella vivenda j sem mysterios e sem
llusSes, houve urna scena de recriminagSes
terrriveis, aps a qual passou-se ao terre-
no fri da realiiade.
dia do
*
? *
0 OOECUNDA
POR
?alq nm
QRTA PARTE
*
0 PALACIO RAL
(Continuado do n. 22)
HI
lina cariada de lansqaenel
Todos aquelles que nSo se interessavam
pelo ogo iiohain-se afastado em seguida
ao czar. Ficaram desapontados. O czar
sabio do palacio, saltou para a primeira
carruagem que passou, e foi esvasiar as
suas tres garrafas antes de se deitar.
NavailUa tirou as cartas das mSos de
Peyrolles, a quem repellio suavemente do
circulo e comecou urna banoa.
i Oriol levou Chaveroy para um lado.
Quena pedir te mn conselho, disse o
gordo agiota com um tom de mysterio.
'Falla, disse Chaverny.
Agora quo bou fidalgo, nSo desejria
agir como um plebeu. Eis o aso: Ha
pouco fui cem luizes contra Taranne e jul-
go que elle no ouvio.
Oanhasto ?
Nao, perd.
Pagaste ?
Nao, visto quj Taranno n3o podio
cousa alguma.
Chaverny tomou urna a'.tituio de dou-
tor.
Se tivesse ganho, interrogou site, re-
claraavas os tcua cm luizes ?
Naturalmente, reaponieu Oriol, viato
que es'aria certo de f*r apostado
O facto de ter perdido diminuo esta
za?
NSo ; mas se Taranne nSo ouvio, n5o
me pagara.
Dizendo isto revirara a carteira namSo,
Chaverny pegoa nella.
Parecia-me muito simples primeira
vista ; o caso complexo.
Ha ainda cincoenta luizes, gritou Na-
vaillos.
Vou disse Chaverny.
Como I eomo I protestou Oriol, ven-
Jo-o abrir a sua carteira.
Luiz apodrou-se do seu dinheiro, mas
Chaverny empurrou-o com um gesto cheio
do autori'iado.
A somma em litigio deve ser deposi-
tada as roSos -de terceiro, decidi elle :
eu a recebo, e dividindo ao meio a questSo,
declarme devedor de cincoenta luizes a
ti e de cincoenta a Taraone, e desafio a
memoria do re SalomSo.
Atirou a carteira a Oriol, desconcertado.
Corra I corra I repetio elle, voltando
mesa dj jogo.
C rres, mas com o meu dinheiro !
resraurgou Oriol; decididamente estrariam
melhor n'uma encruzlhada.
' Meus senhores, disse Noce, que vi-
nha de fra, deixera aa cartas, jogam so-
bre um vulwio. O Sr de Machault acaba
de descobrir tres duzias de conspiracSes,
cuja memoria furia vergonha a Catilina. O
reg'ente, borrorisado, techou-se com o ho-
mnculo vestido de preto para saber a sua
buea-dicha.
Ab disseratu, o homnculo vestido
de preto feiticeiro ?
Dos ps cabeca, respondeu No:.
Predisse ao regente que o Sr. Liw se afo-
garia no Mississipi, e que a Sr. duqueza de
Berri casara com aquelle maroto Riom,
em segundas nupcias.
Paz 1 paz l duser*m os menos lou-
cos.
Os outros riram-se.
Nio se falla n'outra cousa, disse No-
ce ; o homnculo vestido do preto predis-
se tambem que o abbado ubois havia de
recebar o chapeo de cardeal.
Ora e8sa I disse Peyrolles.
Equo o Sr. de Peyrolles, aecrescen-
tou o Sr. do Noce, ti>rnar-se-hia um ho-
mem honrado
Houve urna explosao de alegra ; deps
deixurara a mesa e vieram par a entrada
do pavilhSo, porque Noce, olbando por aca-
so para o lado da escada, exclamara :
Veja vejara I eil-o.
NSo o regente, mis sim o homnculo
vestido de preto.
Effectivamente todos poderam vpl-o com
a sua coyunda e as mas pernas tortas,
deseer a passo lento a escada do pavilho.
Um sirgento das guardas francesas fl-o
parar no fim dos degros.
O homnculo vestido de preto, mostrou
o seu crtSo, sorrio
seu.
cumprimentou e pas
IV
Recordarse* doa tres Vellppes
O homnculo vestido de preto tinha urna
luneta na mo, e assestava-a para as de-
corares da festa como verdadeiro amador.
Cumprimentava as senhoras com grande
polidez e parecia rir comsigo como um cor-
cunda que era. Trazia urna mascara de
velludo preto. A' proporcSo que se ap-
proximava, os nossoa jogadores olhavam-
n'o com mais attonciio ; mas quera o exa-
minava melhor, era sem contestayao o Sr.
de Peyrolles.
Que diabo de creatura esta ? ex-
Iclamou, finalmente Chaverny. Dir-se-
hia....
E' verdade disse Navailles.
Quem ? perguntou o gordo Oriol,
que era myope.
O homem de
ha
respondeu
pouco,
Chaverny. _
O homem dos dez mil escudos.
O homem do nicho.
Esopo II por alcunha Joas.
NSo possivel! disse Oriol; seuie-
Ihante creatura no gabinete do regente.
Peyrolles pensava :
O que poderia ter elle dito a Sua
Alteza Real ? Nunca fiz boa idea desto su-
jeito.
O homnculo approximava-se cada vez
mais.
Pareca nSo prestar a menor attencSo ao
grupo reunido diante da entrada do pavi-
IhSo indiano. Assestava a luneta, sorria,
cumprimentava.
Era irapossivel uer um homnculo ves-
tido de preto, de melhor hu or e mais de-
licado. JA ostava muito perto para pode-
rem ouvil-o resmungar entre os dentes :
Encantador I encantador I tudo isto
encantador. NSo ha eomo Sua Alteza
Real para fazer estas cousas. Ah I estou
muito contente pir ter visto tudo isto I
muito contente I
No interior do pavilhSo levantaram-se
rauitas vozes.
Urna entra companhia tomara lugar em
torno da mesa abandonada pelos nossos jo
gadores. Estis erara quasi todos pessoas
de idade respeitavel e altos titulares. Um
dellea disse :
Ignoro o que aconteceu ; mas acabo
de ver Bonnivot que mandava reforjar as
sentinellas por orden express do regente.
EstSo, replicou um outro, duas com-
Era fins do anno de 1885, Leontina L...
joven de vinte annos, filha de um simples
porteiro no quarteirSo do OJon, tinha por
habito levar a passeio no Louxemburg um
seu sobrinho, criancnba de seis mezes.
Um homem com seus quarenta annos, de
sympathica apparencia e modos distinct03,
encontrando-a um dia, seguio-a discretamen-
te, o fez rauitas vezes, at que, decidido a
dizer lhe alguma cousa, approximou-se
della.
Leontina comecou por voltar-lhe as cos-
tas ; mas tal era a sua polidez, o seu ar
respeitoso e a docura do sua voz, que ella
consentiu em ouvil-o.
Nesse primeiro colloquio, a sua dis-
cripcSo foi irreprehensivel, limitan i-se
indagar de suas oocupacoes e da situagSo
de sua familia.
Leontina sem nada poder suspeitar, fal-
lou-lhe da pobreza de seus pais, lamen-
panhias de guardas francezes no pateo Or-
ry.
E o regente est incommunicavel.
Machault est furioso !
O proprio Sr. de Gonzaga n3o pode
obter urna palavra.
Os nossoa jogadores puzeram se a escu-
tar ; mas os recem-chegados abaixaram im-
mediatamente a voz.
Aqu vai-se passar alguma cousa,
disse Chaverny, tenho presentimento.
Pergunte ao feiticeiro l disse Noc,
rindo.
O homnculo vestido de preto cumpri-
mentou o com um ar amavel.
Positivamente, alguma cousa, disse
elle, mas o que ?
Lirapou a luneta com cuidado.
Positivamente, positivamente, prose-
guio elle ; alguma cousa, alguma cousa
muito inesperada. Eh eh I eh 1 conti-
nuou elle, dando sua voz estridente e
delgada um aceno particular de mysterio ;
saio de um lugar quente, muito quente, e
into fri Permittara-me que entre, meus
senhores, ficar-lhea-hei muito obrigado.
Teve um pequeo calafrio. Os nossos
jogadores afastaram se ; todos os olhares
se fixaram no Corcunda, que ae introduzio
no pavilhSo, fazendo umitas mesuras. Quan-
do vio o grupo de fidalgos sentados em tor-
no da mesa, abanou a cabeca com um ar
descontente, e disse :
Sim, sim, ha alguma censa. O re-
gente est apprehensivo, a guarda foi re-
forjada : mas ninguem sabo o qua ha. O
Sr. duque de Therines nSo o sabe, elle que
goveruador de Pariz ; o Sr. Machault,
taiubvra nSo o sabe, elle que tambem da
polica. Suba o que Sr. Roban Cha
bot ? Sabe o que Sr. de L* Fert-S*n-
neterre ? E vj, senhores, disse elle vol
tando-se para os jogadores que recuarara
instnctivamente, sabis o que T
Ninguom respondeu.
Os Srs. de Rohan-Chabot e de Fert-
Senaeterre tiraram as mascaras. Era eBte
o costume quando so quera forjar delica-
damente ura desconhecido a mostrar o
rosto.
O Corounda, rindo se e eumprimentan-
do, disse lhes :
Isso de nada serve, meus senhores,
nunca me viram.
Sr. baiSo, perguntou Barbanchois ao
seu fiel viznho, coohece cate original T
- Nio, Sr. barSo, respondeu La Hu-
nandaye : um ente original.
Podia dar-lhes mil, continuou o Cor-
cunda, para adivinharem o que ha. Soria
tempo perdido. NSo se trata de cousaa
Aquella esperanc de passar um
papel do amante posijSo de esposa, des-
vaneceu-se no momento em que desvendou-
se o segredo; e cortando toda a discussSo,
a moja exigiu-lhe sessenta mil francos,
como uraa pequea reparajSo do mal que
lhe havia feito, sob pena de, no dia seguin-
te, levar tudo ao conhecimento do Arcebis-
po de Par3. ,
O padre, que p038uia urna fortuna avul-
tada, para evitar um escndalo, entregou-
lhe a somma sera fazer a menor observa-
jSo, e, pretextando incommodos, obteve
urna licenja para se metter em viagem.
Horneas de forra
Temos tido, disto, muito bom.
NSo no circo, mas fora^da arena !
Jos Maria Saloio, distingui se sempre
nos lances de valenta, no vigor, na robus-
tez, e tambem na prudencia com que ev-
tava os conflictos at o momento de os
ulgar indispensaves.
Thoraaz Jorge, trompa durante muitos
annos na orchestra do Gymnasio, passeia-
va com um bengalorio horifico das propor
j5es da massa de Hercules, castSo assus-
tador, pontera formidolosa, bimboleanlo
Chegara, conforme podera, a p, moido,
a Tallavera de la Reina ; comeu um pu-
chero preciosissimo, especie do nosso cosi-
do, ornado de couplets, ou, quero dizer,
ornado de grSos; atravessou, depois de
jantar, algumas ras estreitas, com casas
que projectam o topo para diante, como se
lhe quizessem cahir em cima do nariz,
saudou com ura olhar o rio que passa ao
lado das muralhas e a famosa Alameda,
passaio elegante de verSo, celebre pela
quantidade de pasB^ros de toda a especie
que all passara em bandos, agitando a
aza infatigavel, ou indo, como espiritos er-
rantes, descanjar na rama dos choupos.
Era ao cahir da tarde j ia a largar se o
trabalho; uns poucos de homens sujos,
arquejantes, estavam diligenciando fazer
rolar cora grande difficuldade uraa pa de
pedra para largar :o nosso here vio-os
e rio-se.
Franziram os outros o sobrolho, e repa-
raram nelle attentamente.
Havia apenas urna claridttde indecisa e
vaga, que mal deixava avistar as pasta-
gens alguns bois pequeos, de um amar ji-
lo vivissimo, que ara recolhendo : mas,
aind dava a tibieza da luz para se perce-
ber o desdem do forasteiro.
Do que est voc a rir, amigo ?
- Da ver tantos homens para tSo pou-
ca cousa.
Que I Pouca cousa / Vsnha voct,
para ca, se capaz !
L vou I
Foi.
Abrajou:se com a pia, e perguntou :
Onde a querem ?
Elles passaram.
Alm disseram,
Levou-a.
Andava em Lisboa um leigo, que pega-
va com urna s mSo n'um sacco de seis al-
queires; e punha-o sem demora ao hom-
bro.
O capitSo Botelho parta com os dedos
urna ferradura.
Reis Amado, cuja forja se aliava a cer-
ta elegancia de porte, e que todos vimos
por vezes figurar com distincjSo como for-
cado, era touradas de curiosos, pegava
n'uma espinguarda antiga pela baioneta.
Na praja de Nazareth, em pleno largo,
de manhS e de tarde, pelo tempo das fes-
tas, joga-se intrpidamente o pao. Ha n'is-
so professores e discpulos ; alguns curiosos
alli vSo de proposito para se ameatrarem
nesse exercico.
Era chegando aquelle tempo da romaria,
os professores montara nos seus machinhos,
a vSo para l dar ligues de pao.
D'antes era a pinto por discpulo, e a
differenja consistir simplesmente em Iba
custar maia cara a prenda. Alguns sSo
admiraveis de agilidade.
^(Continua.)
que oceupam diariamente as vossas con-
versas publicas e 03 vossos pensamentos
secretos, nSo se trata de cousas, que sao
o objecto das vossas prudentes pprehen-
s5es, meus dignos fidalgos.
Dizendo isto, olhava para Rohan, La
Fert e para os velhos fidalgos sentadas
mesa.
NSo se trata, proseguio elle, olhando
Sara Chaverny, Oriol e para os outros,
aquillo que ioflaoimam as vossas ambi-
c3es mais ou menos legitimas, meus senho-
res, cuja fortuna est ainda por fazer.
NSo se trata nem de manejos da Hespa-
nha, nem de perturbajoes da Franja, nem
do mo humor do parlamento, nem dos pe-
queos eclipses do sol a que o Sr. Law
chama o seu systema, nSe 1 n&o I e entre-
tanto o regente est inquieto e mandou re-
forjar a guarda.
Do que se trata entSo, bello masca-
ra ? perguntou o Sr. de Rohan Chabot com
u.n movimento de impaciencia. ,
O Corcunda ficou um instante pensati-
vo. A cabaja cahio lhe sobre o peito ; de-
pois, levantando se de repente e deixando
escapar urna gargalhada secca, pergun-
tou :
Acreditam em almas do outro man-
do ?
O phantastco ordinariamente nSo existe
fra do ura certo meio. as noit-ss de in-
vern, em urna vasta sala de castello, cu-
jas janellas que chora m com o ve oto, em
toruo de um fogSo, l as aolidSea de Mor-
van ou as florestas da Bretanha, faz-se
medo s pessoas com a menor legenda,
com a menor historia.
As sombras paredes deviram a luz de
canaieiro, quo d vagos reflexos aos dou-
rados avormelhados dos retratos da familia.
O solar cora as suas tradicjSes lgubres e
mysteriosa s.
Sabe-se qual o corredor em que o velho
conde vera arrastar as suas cadeias, qual o
quirto onde se introduz quando o relogio
d a ultima pancada da meia noite, para
sentar-se dLnte do fogao apagado e tre
raer com a febre dos raortos.
Mas aqui no Palacio Real, no pavilhSo
indiano, no meio da festa do3 escudos, en-
tre as gargalhadas de duvida e sceptieaa
palestras, a dous passos da mesa de jego
desleal, nSo hnvia lugar para aquilles ra-
gos terrores que rauitas vezes se apoderan!
dos homens de espada o mesmo dos espi-
ritos fortes, esses espadadnos do pensa
ment.
Entretanto, todo* tiveram um calafrio
quando o Coroucda pronunciou as pala-
vraa : almas do outro mundo. R'.a-se,
dizendo aquillo, o homnculo vestido de
preto ; mas o seu riso fazia gelar o san-
gue.
E effectivamente todos sentirara um ca
lafrio, apezar daquella onda de luz, apezar
do ruido alegre do jardim, apezar da do-
ce harmona que a orchestra enviava da
longe.
_ Eh I Eh 1 disse o Corcunda, quem
acredita em almas do outro mundo ? Nin-
guem, ao meio da na ra ; toda a gente
meia noite na alcova solitaria, quando a
lamparina se apaga por acaso. Ha uraa
flor que se abre ao olhar das estrellas, a
oonsciencia urna boas notes. Tranquil-
lisem-se, meus senhores, nSo sou uraa al-
ma do outro mundo.
Quor explicar-se, sim ou nSo, bello
mascara ? perguntou o Sr. de Rohan Cha-
bot, levantando se.
Em torno do homnculo tinha-so feito
um circulo.
Peyrolles escondia-se no segundo plano,
mas escutava attentamente.
Sr. duque, respondeu o Corcunda,
nenhum de nos bello ; basta de cumpri-
mentos. Isto, como vera, negocio do
outro mundo. Um defunto que levanta a
pedra do seu tmulo, no fim de vinte an-
nos, Sr. duque.
E interrompeu-se para resmungar em
tom do gracejo:
Ha alguera aqui na corte qao lera-
bre-se daqnalles que morreram ka vinte an-
nos.
Mas que quer elle dizer T ex :Iamou
Chaverny.
Nao fallo cora o Sr. marquez, tepli-
cou o Corcunda ; o caso deuse no anno
do seu nasciraento ; o senhor muito mo-
jo : fallo cora aquelles que t8m oabelloa
braceos.
E, mudando de repente de tom, accres-
centou :
Era ura grande fidalgo, era ura no-
bra principe, mojo, corajoso, opulento, fe-
liz, estimado : rosto de anjo, estatura do
here. Tinba tudo, tudo quanto Deus d-
aos seus favoritos oeste mundo.
Onde as mais bellas cousas, inter-
romp^u Chaverny, tm o peior destino...
O homuoculo biteu-lho cora o dado no
hombro, e disse-lua meigamente :
Lembre-se, Sr. marquez, do que es
proverbios mantera rauitas vezes e que nem
sempre un dia vem depois do outro.
Chaverny fez-se paludo.
O Corcunda afasieu-o com a railo e ap-
proximou-se da mesa.
(fiontnuar^ee-ha)^^____
Tvp. do Diario ra Duque de Quiae a. 42.
f
-I*.
'
4