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Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
newspaper ( marcgt )
newspaper ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
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Resource Identifier:
002044160 ( ALEPH )
AKN2060 ( NOTIS )
45907853 ( OCLC )

Full Text
II 1.0 LIII 1MBH0 18
PIRA A CAPITAL E LIIGAMKI O.VDE SAO SE PAGA PORTE
Por tres raezes adiantados.......,........ 6000
Por seis ditos idem.......... ....:. li'tfOOO
Por um nono idem..............=. 23000
Cada numero avulao, do mesmo da. ....... AIOq
DOMO 23 DE JANEIRO DE 1887
PARA DKSTRO B FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados............... J 13(5500
Por nove ditos idem.................. 200000
Por um anco idem................. 270t 00
Cada numero avulao, de das anteriores........ (5100
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I
mi-
DIARIO DE
RNAMBUGO
|)r0prirt>je >t Jflatwel /igrira >t aria ti Styos
\
i.




I

O Srs. Aaaede Priaee *V C
deParii. i2oi nossos agente
exclu-ivos ve anuncios e pu-
bcacdes da Franca e Ingla-
terra
TELEGRAMAS
SSBVICO rAHTICLAS SO IlaSIC
RIO DE JANEIRO, 22 de Janeiro,
s 4 horas e 8 minutos da tarde. (Rece-
bido s 5 horas e 20 minutos, pelo cabo sub-
marino).
l'oi Momeado o engenhelro licur-
go de melle para fases* em Pernana
bncoacxploracao das ierra que se
nrrmam ao ealabelecfmento de m-
rleos colonlaes.
SB7i;: sa Lmz\L savas
(Especip.l para o Diario)
PARS, 21 de Janeiro, tarde.
A eoramlasfio respectiva da Cama-
va da* epatado rejelton o aroje-
rto de orcaaenio pira I88V propoi-
4 pelo Boverno.
ROMA, 21 de Janeiro, tarde.
Imnofia-Kc que sera Moosel-
suhciir Rampolla del Tladaro. re-
presntame da aania Apostlica
em lladrid. quena aacceder ao car-
deal aacoblnl como secretarlo do
vaticana.
LISBOA, 22 de Janeiro.
iqui ebecara an e desembarraran!
MH. A A. o Conde e a Condena d'Ea.
s*. A 4. goaana excelleate aatkde.
Segnlrao brevemente para a anda
Inala aflm de visitas* o finque de
Montpenaier.
RUEOS-AYRES, iW Janeiro.
**as nitimaa i boraa de rasa se
anni 13 caaoa raovoa e 8 obltoa de
cholera aiarba* :
No no-ario, bonve caaoa novo* e
S Obi I oh ;
Em Tu< uman. 9 obltoa t
Um endona, 4 caaes novo* e 3
obltoa i
En Santiago. 19 caaos novoa e
obltoa.
MONTE VID O, 22 de Ja nebro.
Pe ho me ni para boje darana-se
aqu 1 9 caoa de cholera-mor bu a. I
dos quaes fu titea.
COMMERCIAES
LIVERPOUL, 21.de Jan-iro.
A8SUCAR: Mercado calmo, precoa
.em all nirnii.
de Peruanabuco a. 9, vende-ae a
ni di V d. por quintal-
ALGOAO: Tranaaccaea calaas.
areroa auaientaiioa.
O FAlR le Peraambuco vende-ae
a e 3/8 d. por libra.
s vendas do da forana de SiOOO
fardoa.
HEW-YORK, 21 de Janeiro.
ASSAR:Calaa, precoa sena va-
rlaeao.
a FAIR REFINING de Pernambuco
vende ae a 4 S/t cent, por libra.
Agencia Havas, filial em Peraambnco,
22 de Janeiro de 1887.
Agua........................ 7717
Fibra carnosa, fibrina......... 15,80
Tecido cellular intermussular.. 1,90
Albmina.................... 2,20
substancias soluveia na agua,
nao coHgulando pela ebulco
(creatina, etc., acido lctico,
aaes soluveia............... 1,05
Substancias soluveis no alcool. 1,80
8aea msoluveii............... 0,08
100,00
Os ovos, de qne tanto nao fazemos, teem na ana
composicao duas especies de anb tancias com pro
priedadea diversas e de difieren'-: comprnico
materias azotadas comprehendendo a albmina 6n
clara, a vitelina (materia azotada que existe na
gemina), a materia corante, e as membranas da
clara e da mesma gemina ; e m iteriaa nao acota-
das qne san aa substancias gordas I principalmen-
te olei.>a, margarina, etc.)
Teem os ovos, alm disto, grrande proporcao
relativa de agua e saes.
A clara do ovo oa albmina forma por si so
quasi os doua tercos em pezo do ovo e tem ponco
mais oa menos 12 a 14 por 100 de albmina (oli-
da ; o resto formado par agua e aaes.
Os ovos formam, portante, um alimento bastante
completo para servirem por si sos para a nutricio,
e mais importante ae torna alimentado geral o
seu papel se considerarmos o grande t variado nu-
mero de combinaedes culinarias a que elles se
prestara.
Procuremos agora a composiclo de nma suba
tancia alimentar de origem vegetal, e entre ellas
escolberemos o pao que para muita gente, serve de
base de alimeutaco e at de alimentario exclu-
siva.
O pao formado pela farinha dos cereaea (*).
' urnas vezes a farinba de trigo a uaica que
entri na Coraposicao do pao; outras vetea, fa-
rinha de trigo addieionada urna certa proporcao
de farinba de centeio, de cevada e at da avea.
O milbo tambem em certas localidades (por exem
po, as nossas provincias do norte) mui'.e empre-
gado para o fabrico do pi.
J estudamos qual era coraposicao do trigo ; e
sabemos que em 100 grammas de trigo ha 13,25
de materias azotadas, taes como o gluten, etc.
Ora acabara s de ver que em 100 grammas de
carne de vacca ha s de fibrina (materia azotada)
15,80; portanto a carne do vacca relativamente
mais azotada que o pao.
Vejamos outras substancias vegetaes (o arroz e
as batatas), tambem muito empregadas na nossa
alimenta ci ordinaria.
O arroz, segundo Braconnot e Payen, tem em
100 grammas :
Agua........................ 5,00
Materias azotadas............. 6.44
Fecal....................... 6.10
Deitrioa e materias anlogas... 0,90
Cellulose.................... 1.05
Materias gordas.............. 0,76
Saes........................ 0,75
Cem grammas de batatas conteem
Agu*........................
Materias azotadas...........
Fcula.......................
Dextrina e glycose............
Cellulose..............<...,
Materias gardas.......)......
Saes.........................
100,00
74,00
1,60
2U.00
1.09
1.64
0,11
1,56
100,00
O arroz tem, pois, em relaco a igual peso de
carne de vacca, tnuito menos materias azotadas.
As batatas, menos azotadas que o arroz, sio n'o
anda muito menos do que a carne.
Se. psra com prannos a torca nutritiva em re-
lac^ as materias arotadas, estudarmos os princi-
paea let'umes, usados na alimeutaco (a saber : as
favas, oa feijes, aa ervilhas e as lenrilhas), che-
garem '8 no s-guiute resultado (em 100 grammas) :
m 9 < 16,0 m a S a * li o 51,5 S O a 3 3,0 - T3 V 1,5
Favas.. .. 24,4
Feijo----- 9,9 25,5 55,7 2,9 2,8
Ervilhas.. 9,8 23,8 58,7 35 2,1
Lmtilhas. 11,5 25,2 l 56,0 2,4 2.6
3,6
3,2
2,1
2,3
IHSTRDGClO POPULAR
mm Di ALiENTAylO
Extrahido)
> BIBI>IOTHECA DO POVO B DAS KSCOLA
Alimentos e aobataaclas alenla
res. iplviaooeciaaaldcacao. Cea-
poale.ao dos alimentos. Beginaen
animal e reglaaea vegetal. Begraa
nvglznieaa
iC t i n s a f & o)
lit am gr*ue e graviasimo erro o costme, ge-
raboente seguido, de muito cedo comecar a dar
alimento s i-tpasteas.
Grave se bent aa memoria dos noos leitores :
ue Jeito um a.'iawnto completo e perfeito, e
que a creanc de nada ais piecisa para se ali-
isenur, at que os dente >pparecam em nuaeio
eufficieate para a maatigacaik
Do desprtzo d u regra d Jygiene oaseem
eneas veees gravisaiaaa para as creancas.
fejtw>0) agora a cumpoaicao da cara."'* a vacca.
Bm 100 grammas acboa Boralina :
Asaim os legnmes sSo, pela ordim de riqueza
em azote, disposto < na seguinte serie decrescente :
teijao, .eutilbas, tavas, ervilhas.
Com respeito a riqueza feculenta, temos : ervi-
lhas, lenti has, frijoes e favas.
O legume m.i8 aqu,u a fava.
Adiaote se ver a utilidad* pratice que se pode
tirar de.tes conbe^imeotos para a questj da ali-
menta cao.
Os chamados legumes verdee, herbceos, oa legu-
mes cjid fulhas, ranea uu tructos coinestiveis (por
exemplo : as couves, as ceuouras,os fejoVs verles
e carrapato-, etc) teem dissolvidas materias doc-
trinadas, saccharinai, azotada, etc., na celiu ose
que forma por as-ira dizer, o esqueleto do sea teci
ao e estas materias entram nellea em proporcoes
diversas e variadas.
() Trigo, centeio, milbo, cevada,ete.
(Continua).
dio de Fernando de Noronha, JuSo Alvares de penhando por si as obrigaces. de seu cargo, com
JARTE OFFICIli
Goverao da rovlucia
KXrEDIEA'TE DO UU 20 UE OSZSMBBO DK 1886
A.t,B*
O presidente da provincia,tendoem viataa pro-
potta d<> iuapecto do Th aouro Previncial, cunti-
da em rcm de 15 do torrente aob o. 811. res dve
remover o scrivida ciilect ,na do municipio de
Bet rr s, nebastio Uyrillo Gomes Pmiia, para
igual Cargo na cullectoria de Oravati, visto que
o cioadao Jovelino be ve P.ieira que para esse
cargo fdra nomeado por portarla d- 26 de Julbo
de 1894, nao tiiou o respectivo titulo. Uomitu-
nicun-se ao inspector do l'b-souro Provincial.
O presidente da provincia, tendo rio vista o
exposto pelo inspector do Thesouro Provincial em
oftjcio do 15 desto, mt, -,> u. 311, resol ve de
clarar que u cidadio oomeada para o cargo de
cul aetof do municipio de tiez rros, chama-a- Ida
lino Martina de Mora.s e u. Mal no Mus de
M "rae., como pir engao ti-ve lugar allu'lida uu
ineacao em 28 de Marc > uMimo.Comaoumcou-se
ao uisp-ctor do Th s-.iiro Provincial.
0 presidente da proviucia, teudo em vista a
propqsta do laspeciur do Tii-eouro Provincial
ccnti'ia em offi-io de 15 do corrente, sob n. 3ll,
retlve uoinear o cidaaas Jos Francisco de Fi-
guuirrdo L ma, parao cargo deeacrivo da collec-
tona do municipio de Bet- rros, vago pela remo-
fio ie Sebaanao Cyiillo Groa- Penua p*ra igual
cargo na eolleeioria dGravat. 'Commumcou-se
ao inspector do Thesouro Provincial.
Oficios :
*o presidente d provincia do ttio-Grande
do Norte, T< nb a boura de acensar recebid > o
oficio de 16 do crreme em que V. Exc, cora.nu
nicou ter foito inbaicar com destino a asta capi-
tal a burdo ao enter Rogem o sargenta do preai -
Seabra Freir e tres sentenciados que ahi aporta-
ran! cm urna jangada condaziado a participacSo
official do respectivo direetar sobre as oceurren-
cas que ltimamente se deram naquelle estabele-
cimento.
Ao general commandante das Armas enviei
para es fias convenientes a guia de aoccorrimento,
que accompanhoa o citado officio.
Ao commandante das Armas.Faca V. Exc.
remetter, na primeira opportunidadc, para o pre-
sidio de Fernando de Noronha, caso nSo haja
inconveniente, o sentenciado militar Fortunato
Francisco de Souza de quera trata a inform-icSo
desse commando, de 17 do corrente, n. 618.
Ao mesmo.Tri-namitta u V. Exc, para es
fias convenientes, a guia de aoccorrimento das
pracas da companhia de infantaria da provin-
cia do Rio-Grande do Norte, Antonio Pedro Al-
ves o Bul niro Agostmbo da Silva, que dalli vie-
ran ha pouce o por ordem da respectiva presiden-
cia, escoltando tres seutenciados que aportaram
aquella provincia ero nma jangada com a incum-
bencia de trazerem um officio em que o director
do presidio de Fernando de Noronha me partici-
pou e pedio providencias a respeito das oceurreu-
cias que se deram ltimamente naquelle estebele-
cimento.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Declaro a V. S., para os Sus convenientes, que
autorisei o engedbeiro encarregado das obras mi-
litares a ceder a Antonio Pereira de Carvalho 54
pedras de nenhum valor para as obras milit res
existentes no quartel do Hospiciaatn paga drf ou-
tras de cautana precisas para a substituicao do
portao do mesmo quartel, devenao'*>referido Car
valho voltar aos cofres da Fasenda -Nacional a
quantia de 334920, que ser acreditada verb i
destinada a conclas&o das obras do mencionado
quartel.
Ao mesmo.Declaro a V. S., para os fins
convenientes, que autorisei ao director do Arse-
nal de Gnerra a mandar fornecer & Escola de
Ap eudizes Marinheiros 50 bainhas para sabres
c igual numero de morcgos para cintnres, de-
vendo a respectiva despeza correr conta do mi-
nisterio da marinha.
Ao meamo.Communico a V, S., para os
fine convenientes, que bacharel Hermogenea
Scrates Tavarea de Vasooncellos deixou hontem
o exercicio do cargo de juiz de direito da comar-
ca Je Olinda por ter sido nomeado desembarga-
dor da RelacSo do Recite.
Ao mesmo.Communico a T. S., para os
fina convenientes, que o promotor publico da co
marca do Buiquc, bacbaral Luiz Barbalho Ucba
Cavalcante reassumio o exercicio de seu cargo
em 13 do corrente mes.
Ao mesmo.Communico a V. 8., para es
fins convenientes, que o juiz de direito da comar
ca da Escada, bacharel Jos Mana Mostosa da
Veiga Pessoa em 12 do corrente mes e por moti-
vo de molestia nterrompeu o exercicio de seu
cargo, rcassumindo-o no dia 16.
Outrosim, declaro-lhe que ticam justificadas as
faltaa de exercicio dadas durante, aquelle pe-
riodo.
Ao mesmo-Communico a V. S., que o
juiz municipal do termo de Gamelleira, bacharel
Juo Lopes de Siqueira Santos, em 12 do corren-
te aaaumio o exercicio do cargo de juiz de direito
da comarca da E.cada por impedimento do effec-
tivo, reassumiodo o do anas funcedes no dia J6 do
mesmo mes.
Ao mesmo. Remetto a V. S. para seu co-
nhecimeuto e devida execuca .-, copia do aviso ex-
pedido pelo Ministerio da Marinha, en 7 doate
mez, sob n. 1,770, acerca do pagamento da quan-
tia de 244, relativa ao concert do fogao da escola
de marinha, de que sa oceupou essa Thesouraria,
em informaclo n. 13, de Novembro prximo pasas-
do, sob n. 800.Communicou-se ao commandante
da escola de apreudisea marinheiros.
Ao eogeuheiro das Obras Militares. De
accordo com a informaclo de V. S., de 16 do cor-
rente, aob o. 87, autoriso-o a ceder a Antonio Pe-
reira de Carvalho, as pedras de que trata a citada
infonnaco, em paga de outras de cantara preci-
sas para a substituicao do portao do quartel do
Hospicio.
- Ao Or. juis de direito do 3 districto crimi-
1 da comarca do liecife. Convm que V. S.,
iaforme em que estado se acha e processo iostaa-
r.do contra Nicanor Bandeira de Mrllo, pelo tacto
de ter mandado castigar a escrava Catbariaa, no
engenho Jbura, de que trata a decuncia dada pelo
promotor, em 16 de Ootubro ultimo.
Ao Dr. juis de direito do 5 districto crimi-
nal da comarca do Recife. Convm que V. S.
informe em que estado se acha o processo instau-
rado pelo tacto de tt-r sido brbaramente aeviciado
no engenho Camorim, um escravo do tenente-co-
roiiel Pedro O.o.io de Cerqueira.
Ao engeuh.-iro das Obras Geraes.Annuia-
Je ao que a ilcita o commandante da escola de
a prend res marinheiro em officio n. 253, de h .).-
datado, reitero a mc. a ordem deata presidencia,
da 26 dn Agosto ultimo, mandando i.roceder as
obras o concertos de que precisa o edificio em que
tunec- na a dita escola.Coraraunicou-se ao com-
mandai.te da escola de aprendizes marinheiros.
Ao director do Arsenal d- Gu rra.Autonso
Vine, a irraudar comprar administrativamente a
materia prima e mandar faser por empreitada
u'esse Arsenal 50 bai..has para sabres e igual nu-
mero de m-rcegos oara cintures, afim de aerem
f mecidos a escola de aprendises laarinheiros, em
satisfacao ao p -Jido feito pelo respectivo c mman-
dante, em officio de b je datado, sob n. ;52, de-
veudo a d speza a fas-r com taes artigos ser in-
demnisada pelo Ministerio da Marinha.Cnminu-
nieon-se a, commandante da escola de aprendizes
iiiarinh iros.
Ao promotor publico da comarca dp Cimbres.
K'spondo ao officio le Vme., de 25 le N ivera-
bro ultimo, em que fas div-rsaa eenaultaa em re-
lacio ao processo mandado instaurar contra Vi
ceute da Moura Cavalcante e outros, pela firma
seguate :
1 O facto, nos torra ia de sua narrac&o, nao
coustitue o ciime prescrinto no art 179 10 Codito
Penal, r. mesmo do art. 264 % A*. Si fot redusida
esrravidao pettoa liare que te aehatsena poste de
tua liberdale, por isso qu-< rauci.ca e fc-ugnia
n > estavain em p -ese du liberda !, mas em capn-
veiro injusto. ficou provado, que preupaou
ouiissa i do dito Vicente, tutor da menor Victoria,
deixaiam de ser dados 4 matricula em lempo com-
petente, e forain por essa circunstancia couaide -
rattos lib-rtog.
2 Viente Cavalcante, o tutor da orpha Victo-
ria, autor do ariaM civelmeute respjuaavel pe-
lo dainno que tivr causado sua tutelada.
3.' O cmplice do crime inatiaueavel i ole prea
recurso para os juises e tribuna: jadiciarios.
Portaras :
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
faoa transportar provincia do Rio Grande do
Norte, por sonta do Ministerio da Guerra, na
primeira cpportunidade, 58 barras de madeira,
com eab^coiras, 116 ps de ferro, 3 mesas com
gavetas, 1 dita envernisada, 1 banco e 20 camas
de- ferro con lastro de madeira, teudo com desti-
no a eompathia de infantaria e enfermara mili-
tar d'aqudla provincia. Communicou-se ao di-
rector do Arsenal de guerra.
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
mande conceder passagem a r, at Aracaj, ao
Or. Joaquim do Prado Sampaio Leite, por conta
das gratuitas a que o goverao te j direito, no pr-
meiro vapjr que seguir para o sul.
XPBDIBHTK DO SECBETABI0
Ao Io secretario da Assemb'.a Provincial.
De ordem do Eira. Sr. presidente da piovincia,
devolvo a V. S. um exeaiplar da resoluto d'essa
As3Ciribl6, enviado com e seu officio n. 195, de
18 do corrente, a qual foi sanccionada sob n. 1883.
Ao conselheiro Jos Julio de Albuquerque
Barros, director da secretaria de estad > dos ne-
gocios da jua'ica.Em vista de nova reclamacSo
do interessado rogo a V. Exc. so digne de dar so-
lucilo do assump'o dos officios dirigidos a V. Exc.
Sor esta secretaria cm 17 de Agosto ultimo e 3 de
ovembro fiado, a respeito da aju Ja de casto do
juiz municipal bacharel Thomaz Caldas L ns.
An Dr. chefe de polica. De ordem do Exm.
Sr. presidente di provincia, transmiti a V. S. em
reaposta as seu officio n. 1227, de 16 do corrente,
4 tubos'espillares contendo lyapha vaccinieo.
Ao inspector da Thesouraria de Fazeada.
O Exm. Sr. preaideate da provincia manda remet-
ter a V. S, a inclusa ordem da Thesouro Nacio-
nal, de 11 do corrente, n 260.
Ao ajigenheiro das obras militares.S. Exc.
o Sr. presidente da provincia, manda declarar a
V. S. ter gutorisado o director do Arsenal de
Guerra a mandar entregar-lbe a inserpcao de
unco de que trata o seu officio n. 88, de 16 do
corren e.
ExrsDrtorrE do du il de dbze*bbo de 1886
Officios :
ao brigadeiro Jos Clarindo de Queiroz,
commandante das armas.Pelo officio n. 619, de
18 do csrrente, cuj > recebimento aacuso, fico in-
teirado de ha ver V. Exc. aasumido na mesma da-
ta o exer jfcio do cargo de commauda'ite das ar-
mas d'este provincia, para o qual foi nomeado por
decreto de 27 de Noveaibro prximo passado.
Com eunieou-se ao inspector da Theseuraiia de
Fazenda.
Ao conselheiro presidente do Tribunal da
RelacAo do Recite.Fico inteirado pelo officio
que V. Exc. dirigio-me hontem, sob n. 21.92, de ter
o desembargador Herinog nes Scrates Tavarea
de Vasconcellos, aasumido o exercicio de seu car-
go.Commuuicou-se ao inspector da Thesouraria
de Fazenda.
Ao inspector da Thesouraria de Fa*enda. --
Remetto a V. S. para os fins convenientes copia
do aviso do Ministerio da Guerra de 9 deate mez,
relativo a coocessSo de crdito para occorrer ao
pagamento de passagens concedidas nos paquetes
da Companhia Pernambucana de navegaba> cos-
teira, durante o exercicio de 1885-1886, por conta
do mesmo Ministerio.
Ao nseamo.Em aiditeraento ao officio de
17 do cornete, remetto a V. S. as baixas dos ex-
primeiros sargentos de voluntarios da patria An-
tonio Caetano de Oliveira Cor*gem e Frauklin
Barroso de Moraes, afim de Ihes aerem dados as
trras de Pao Brasil os prazos a que tem direito de
couformidade com o decreto 3371, de 7 de Janeiro
de 1865 e 2o art. 2- da lei n. 2991 de 21 de Se-
tembro da 1880.
Ao presidente do Bancoflodustrial e Mercan-
til do Rio de Janeiro. Transmiti aV. 8. a in-
clusa 1* va de saque tomado ao par e a oito das
de vista a favor desse banco aos Srs. Pereira Car-
neiro & C, sobre a casa dos Srs. Fras Hermaao-
& C, na importancia de 17:0874612 para paga-
mento dos juros das apolices da divida deata pro-
vincia emittidas por intermedio desse banco, re a-
tivoaao trimestre de Julho a Desembro corrate,
Da alludida importancia, segundo a demons-
tracao junta a de 17:0454 corresponde aos juros
e a de 424612 a comraisoo de 1/4 pelo pagamen-
to tetes nos termos do contracto. -Communicou-
se ao Thesouro Provincial.
Ao inspeetor do Tnesouro Provincial Scien-
te das coDsideracoe8 que faz Vmc. em seu officio
de 0 do correte mes, sob n. 305, em relaco ao
auc Ihe foi determinado por officio de 22 de No-
vembro ultimo, declaro-lhe que, approvaodo a pra-
tica a que se refera Vmc. de urd-mr pagament is
alm do funcionalismo que rec-be por lolbas,
tambem o do coros de polica, guarda cvica e al
guns outros isemptos de du vida ou contestaco, te
nho a observaiMbe que, em todo o caso para que
os pagamentos sejam como tal considerados, tra-
taado-se de ser vicos que nao os indicad s por
Vmc. e que nao se fazem por folbas ordinarias
ou de pret, como coutractos de illuminaco, de
sustento de prests pobres, de fardameut i da f>r-
ca policial e semelantes, duv; iutervir a auperi-i-
tend ncia do presidente da provincia, a qual se
t. ra etficaz pelo couheciinento doa actos e deli-
beracoea do thesouro, sua appro.'aeao, ordem e
iaatraccoes. .
N ra toda a despesa decretada, para qual haja
crdito, se entendo s> r s duvida ou contestaco. Essaappiicac- exige mui
tas veses, ulterior apreciacao e epp irtu lidade.
As dividas de ejercicios fiados, quando liqui-
dadas, isto verificada su* legalidade, existencia
d servico e ordem exprcaaa de pagamento que ni i
se realisou em tea.pi por falta, de verba_orvaioen-
t aria, dependem Com ffeito, para que sejam satis
faites sement de crdito.
F<5r disto, p n n, a deereta?Soda despezi, em-
bora a titulo, de divida nao coustitue pagamento
abrigada.
Aa (lispos'co-sdo art. 42, 11, do reg. de 2de
Julao de 1879, pr-uiem-se as do art. I* e eon-
vos que sejam bannoiiisa 'as, de modo que, sein
'-mbaracn as attnbuicdes do thesouro, no d-ne
entretanto, de tora uresilencia a supina iuspec-
eo do modo porque applicada e distribuida
renda piionca, mesmo depois de votada pelopnler
legislativo.
Ao d.rector di Arsenal de Guerra.De ac-
cordo com a iuforinacA) dessa directora de boa
lein datada, sob n. 754, au'orisn Vmc. a mandar
i utregar ao engeuheiro encarregado das obras mi-
litares, seis dusias de 'aboas do louro 'le soalho e
. Utr.o Cniag le amarello le forro, afi n de aerem
empregados as obras do quartel A, Hosp'O ', de-
vendo o dito eng nh iro conforme prope faser
.ub tituir taes artigos p >r outras existentes lottn
Informando o inspector da Thesouraria de Fa
zenda em officio de 18 deate mez, vate do que
expoz a Cmara Municipal da comarca da Pedra
em 4 do meamo mes, haver naquella data determi-
nado que o inspector da Alfandega entregue ao
commerciante Clementino dos Santos Synes Semen
te o temo de pesos e medidas do systema met ico
decimal, destinado a esse municipio, recommendo
a mesma Cmara que providencie com urgencia a
esse respeito, dando opportnnamente conhec men-
t a esta presidencia d> que occorrer.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Edital.De ordem de 8. Exc. o Sr. presidente
da provincia taco publico para conbecimento dos
interessados que n'esta data sSo remettidas psra a
Thesouraria ue Fazenda as baixas dos ex-primei-
ros sargentos de voluntario da patria Antonio Cae
tao de Oiiveira Coragem e Franklin Barroso de
Moraes, afim de lhe serem dados as trras de Pau
Brasil os prasos a qne tem direito de conformida
do com o decreto n. 3.371 de 7 de Janeiro de 1865
e 2 art. 20 da lei n. 2,991 de 21 de Setembro
de 1880.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda
De ordem de S. Exc. o Sr. presidente da p.-ovincia
devolvo a V. S. os ioclnsos ttulos devidamente
assignados, de aforameato de terreos de marinha
a Jos Paulo Botelbo e Jos Soares do Amaral.
Ao director da estrada de ferro de Ribeirao
a Bonito.De ordem d 8. Exc. o Sr. presidente
da provincia remetto V. 8. para seu conbeci-
mento e direcco copia do aviso do Ministerio da
Agricultura, Commercio e Obras Publicas de 10 do
corrate, sob n. 20, relativo aos favores solicitados
sobre o movimeuto o construeco d'essa estrada de
ferro de Riacbao Boninito.
A' Companhia Pernambucana.S. Exe. o Sr.
presidente da provincia ficou inteirado pe < officio
de 19 ter essa companhia de expedir a 23 do car-
rente As 5 horas da tarde para os portos do sul
at Aracaj o vapor Mandahu .
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DU 21 DE
JANEIRO DE 1&57
Bacharul Algcaadre Correia de Crastro.la-
forme o Sr. juiz municipal e de orphos do termo
de Nazareth.
Andr Joaquim Lobo.Informe e Sr. iuspector
do Arsenal de Marinha. i
Companhia Pernambucana.Neeta data solicito. (
o preciso crdito ao governo geral.
Emilia Pereira de Souza Bererra.Em vista da
iuformac&o nao ha que deferir.
Fiancisco de Souza Ferraz.Juote sua cader
neta, nos termos da informaco do Arsenal de
Marinha.
Francisco Pinto de MagalhSes.Poi emquanto,
no ha que deferir.
Francisco Pedro Cavalcante Ucha.Informe o
Sr. juiz municipal e de orpbSos do termo de Na-
zareth.
Henrique Lopes. 'irja-sa so Sr. director dn
Arsenal de Guerra, conforme determina o art 168
do Re<. de 19 de Outubro de 1872.
Joaquim Jandido Macoado. Informe o Sr. en-
genheiro eh-fe di repartilo das Garas Publicas.
Coronel Jos Thomaz Goncalves.Forneca se.
Juo Gualberto de Magalbes. Ao Sr. comman
dante do corpo de polica para conceder 30 das
com a respectiva diaria.
Igaez Barbalho Ucba Cavalcante.Informe o
Sr. inspectur do Thesouro Provincial.
Bacharel Marcolim D mellas Cmara Jnior.
Ao Sr. inspector da Thesouraria de Fazenda para
attender.
Mana das Merca* Garca Chaves.Veoba por
intermedio e com iusformaco do inspector geral
da Instruico Pubdca.
Bacharel Urbano Mamede de Almeida.Sim,
sraente com metade do ordenado.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, em 22 de Janeiro 1887.
O porteiro,
Francdino Chacn.
Jos Pedro Rodrigues da Silva.Inde-
ferido em vista das informacSes.
Fon8eca IrmSos & C.-A' l.1 socc.lo
para os devidoa fins.
Jos Francisco dos Santos Miranda.
Certifique se.
Florencio Jos dos Santos.Informo a
l.- seccSo.
Jos Gongalves de Oliveira Muniz, Epa
minondas M. de Souza Qouveia, Antonio
Das & C, Manoel Vieira Neves, A. M.
da Risa & C, Gonjalves Dias & C, P-
nheiro Silva & (',. e Jos Antonio da Cos-
ja.Sim.
Gomes de Mattos & IrmSos. Deferido
de accordo com as infortna<3cs.
Iiispectorla geral da Instraccio
Publica
DESPACHOS DO DIA l7 DE JANEIRO DE
1887
Marianna Cavalcante de Albuquerque Coste,
professora publica.Justifico as faltas dadas pela
sapplieante, de 16 a 31 de Agosto do anao pas-
sado.
Ephigenia Mara d'AImeida Gomes, professora
publica.Encaminhe-se.
18
Claudiana Nativa do O' Santos, professora pu-
blica.Encaminhe-se.
19 -
Mara Ante de Jess Campillo, professora pu-
blica.Encaminhe-se.
21
Maria Presciliana Viiella dos Santos, professo-
ra publica. -Justifico.
Secretaria da instrucco publica de Per-
nambuco, 22 do Janeiro de 1887.
0 porteiro,
J. Augusto de Mello.
EXTERIOR
Preparado de couros
Repartir da Folela
Secyao 2. N. 56.Se. retara da Po
licia de Pernambuuo, 2 de Janeiro de
18"$7. -Illm. e lixtn. Sr. Participo a
V. xc. que foram hontem recolhidus
Casa de HetencSo os seguintes individuos :
A' ordem do Dr. juis de orpboa deste capital,
Leandro de tal, rem-ttid.i pelo Dr. juiz d orphos
Ue Penedo, com destina a escolia de aprendizes
marinheiros no Araeual de Marinha.
A' ordein do subdelegado do 1 districto da li .-
Viste, Marcolinu Martiuiauo da Silva Marques, por
uffen.-s a mural publica.
Em officio ue 1 do crrente, participou me o ci-
daao Fenx Julio Teixeira Lima, ter na mesma
date assumido o exercicio do Cargo de delegado de
polica do termo de Cabrob, na qualidada 1 sup-
plente.
Deu guarde a V. Exc. -Illm. e Exm.
Sr. Dr Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidenta da p.oviucia. O dele-
ga i en.-arroga lo do expediente, Salustia-
no Jote de Oliveira.
Thesouro Provincial
DE3PACHUS DO DIA 22 DE JANEIRO
DE 1887
I B iltar Irm'is Se C, coutas do commando do
corpo de> polica e officio do iuspector geral da
lstrucco Publica.Haja vista o 8r. Dr. procu-
ra lor nscal.
Officio do Dr. juiz de orphos.Ao Sr. thesou
r-iro para os devi los fias.
D. Ib'm Lopes da Cruz e Antonio da Silva Pon-
te GuunaresA> Consulado para attender.
Utfiuio do Dr. procurad t acal e Elpidio Va
ieriano P. reir de Oliveira.Iuforme o Sr. Dr.
a lmiuistrador do Cousu ado.
Cuntas dos tbesour, iros das loteras dos iage-
uuos da C iiuiii i I-abel e das ordinarina da pro-
vincia.Examiuein -se,
fbiadi-ipha G rtrudos Pureira da Coste Ao
ar. pagador para informar.
Officios do Dr. procurador dos fetos. Voltem
au Sr. contador.
Santa Casa de Misericordia.Certifique-se.
tar rjauca, verificadas as bypotbeses d art. 5 dol que tiquem p'eparados. C'Uimauicou-se ao eng-
decreto ii. 1,6J6, de 16 de Setembro de 1869, mas' uOeiro das obras militares.
ii- tora rasa de ser a pergunta, nao a- tratando Ao juiz de direito, presidente d junta revi
no caso presente du tentativa uu cuinp'icidad.-.
4* A prescripci reg-iiada p-f.s arti. 54 a57
do C digo do Proci-Sso Criminal e arta. 32 a 36 a
le le 3 de Dezembro de 1841.
5 Crme do esenvio de paz Antonio Belchior
Rodrigues de Abreu, o do art. 129 8 t* do Cdi-
go Penal.
R--spund'da nssim a consulta, declaro-lhe,
viste d i que consta 4 cata presi iencia, q .e .leve
Vme, cumprir o seu ilever, denunciando o juis
mumcip.il parante a autondaie couip tent, co-
iii ucurso no art. 129 6* d> du coligo, pela
demora ou recasa ris proieguir ao proees.0 ins-
taurado.
Por ultimo declaro lhe que nao deve Vme. con-
tinuar a taserconsultes,e.mi a que respondo, a
governo, que uao corapvteute para respndela,
e sim appiicar a lei aos casos oceurrentas, aeatun-
a ira d- aliatam nto militar ds coinaict de Bar-
reims.L). v Ivo a Vine, o inclino aiistam Uto
que veio aniK-x au seu offi lo de 15 .lo crlente,
abm de que a jun"a revi.ora dessa comareafaoa
iiieuconar na r lacio compet nje os iudividu
a b na. 47 e lbl do aiistamento que sndo exclui-
dos da l-r. lac-ii nao foram c uipreheiididoa na 3a
u be ii asaim e .rrigilo en^aio que ae nota a rea-
peitu dos iis. 48 147 di mesmo alistain-tuto que
a i achara inclu i s na e 3* relato -8, acrese n
do esl r o ii. 178 repetido na 1* relaco.
A i Dr. juis de direito da c marca de Palma-
rea.Sirva-se Vuie. de provid uClar para que,
ineliaula recio a ja euir-gUe a peas .a compe-
teuCu a q.iantia de 10 >t, qne juut i remeto d >-
uativo d ,->u H , rario de f/nliuares.
A' Cmara Muuicinai da Comarca da Podra.
Canaulado iro'incial
DESPACHOS DO DIA 21 De, JANEIRO DE 1887
Jjo lguu-io Avilla, J't Nicolao Fer
ira, Jje Paulo Butellio e o procuiador
dos Vitos. Iuforme a l secyao.
Pascoal JkSaelli, Fr.inauiacu Jos Lite
d C Elpido Valeriano Pereira de > 'li-
veia, Tho-uaz de Aquino P reir de Brito
Serapio e Antonio di Souza Oliveira.
,\' 1.* secyao para os levi tos fins.
- 22 -
C niffaria de Nossa^Souhora da Soledade
da to i-Vista. Informe a 1.a s-cc^io.
Au ..mo de Souza Braz, Jos Rodrigues
Li na, Jjaqui u Aotoni-i de 8 iuza, Migu -is
A C, Jos Alartias da Armada, Jos Luiz
dalga lo, Joaquim Costa efe C., O. A. van
dar Liu lea, J is dos Santos oelbo, Joo
Fr.iu iscu Kainos da S.Uu, Maruellino Jos
Bipiata, J.ia Goncalves Martina & C,
Jubo Goot> bnnho e devenuo Antonio da Rocba & O.
Sita.
Eim. Sr. conde de Villeneove.Sendo urna das
especialidades do Brasd o prep ro de couros e at-
ienden io a que, sabeudo fabricar bom beserro, co-
nh. cese a fundo quanto attinente qaella indus-
tria, no interesan do paiz de que V. Exc. represn-
tente na Blgica, julguei acertado offerecer o traba-
Iho junto sobre todas as particularidades desse ser-
vico.
Digne se V. Exc. acolhel o benignamente e
transmit -o aos ara. curtidores brasileos, que
ti ve a honra de representar na Exposico de An-
thuerpa em 1885.
Engbien, 7 de de Setembro de 1886.Otear
Duuitz.
Logo que recebo couros frescos de bezerros,
mergu ho os n'agua para desangral-os, nao em
-gua corrente, purquaato est gelada no invern
e quente uo vero. Em minha opiuio convm
ter-se agua a temperatura uniforme.
.Para' isto sirvo-me d'agua do meu poco, que
prefiro*a qualquer outra, porquanto mais doce e
menos sobrecarregada de materias calcreas, ao
pasa > que agua corrente nratias veses saturada
de aaea terrosos. y
Quanto mais doce a a^ua, mais;rpido ser o
trabalho : m-rgulbo os couros frescos no tanque,
abrudu-os bem um a nm e tendo o cuidado de
io I os solados. Estes coaros permanecem de ido-
Ibo seis horas no vero e dozo horas no invern,
segundo a temperatura sobe ou desee : aps o que,
retiro os d'agua, esvasio emo o tanque por meio
de urna vlvula que existe no fundo, depoia ca-
chi-o de agua limpa e torno a mergnlhar os cou-
ros. Em seguida, examino si 03 restos de carne
esto descorados, si as vnulas' iAm perdido o san-
gua ; entilo retiro-os d'.irua e us varaes mando
tazer Ibes nma lgeira enfilado ra.
Quando esto suficientemente desangrados e
esgutados ns cuuros, passo os para os tanques de
curtir. Sao tres, cada um com a capacidade de
de um e meio metro cubico; um o tanque
fr.eo, o mais antigo; ooutro o tanque medio;
e oterceiio o tanque forte que o mais activo.
Com urna vara agito o cout-udo do tanque fraco,
e, quan lo suficientemente misturado abi, deposito
oa couroa nm por um abrindo oa bem, mergulhan-
do-oa uo hqudu proporcao que ah oa colloco.
Deixo-oa era repouso por 24 horas e depon os re-
tiro. .
Exposto8%o ar durante SO minutos, agito nova-
m. nta o tanque c torno a mergnlhar os cuuros
por in ia 24 boraa. Assira praticu com os conros
fr -seos, mas se estivessem elles levemente seceos,
eu .s paaaaria em seguida para o tanque medio e
mesmo para o tanque foite para raelbor conser-
va!-o-.
Anida quando oa conros comecaseem a decompr-
ae, .-u me apress.ira un bem enxtgual os e l-n-
varia em seguida no tanque forte Retiro depois os
eourjs do tanque fraeo e 06 deponho no tanque
med., onde opero do modo que uo primeiro Ahi
os deixo 48 i.oras, retirando-os e ba teudo-os ao
caoo de 34 horas. Ao din d-sses qnatro das de
bauho de cal, contonee militas vezes no vero
que a metade s vezes, todos os couros perdem
u pello e ueste cas., r tuo-us immediaiamente ; na
hyp tbese contraria, p isso-os para o tanqne vivo-
onde os deixo at o,. p llem.
Cumpre observar que convm nVizar os couros
mergulbados nos tanques so o t mp i neceas-no ;
porquaoto depois preciso empregar pioeossos
para extrahir do couro a cal que o estraga. Logo
que esto pelladoa retiro us da cal, e depois de
deiXal-08 esg .tar d, posito-os u'agua em quaiitida-
d bastante para que flnemem. Ah passam pela
primeira lavagetn. Em caso de necessidade po-
di ra permaii-c-r nesla agua 12 15 dias sem es-
tragar. ApiS.a este lavagem, enxago os em agua
c -rrente em seguida raspo-os.
Eis o modo porque preparo o liquido para os
tauqu s forte, uo dio e fr-co : no primeiro, com
capacidade de om e meio metro cubico, deito res
hectolitros d'agua e 15-J litros de cal graxa ; no
medio a mesma q mu iuid d'agua e 1 0 litros da
cal; fine luiente, no traco a mesma quautidade
d'agua e 50 litros de cal. Aumento os tanques
duiante o s< u funecionameuto era cal extiucta,
para conservar os trez no luesioo grao relativo.
Ri-qovo o tanque forte todas as seis temanas e
trausformando-o em tanque medio e este m tan-
que fr-co. Para r haver o tanque furte, earasio
o taii4ue fraco.
Quanto as couros salgados, procedo a de salga
e fa^o-oe desangrar durante 24 boraa, em seguida
retiro os d'agua; turan a cuiiocal os n'agua lim-
pa duraute 12 horas, aps o que retiro-es e deix
eseorrrrt a agua, fiudo o que merguIho os no tan-
que fiaco, uba rva du o mesmo methodo emprega-
do com os couros frescos.
Para os eouroe seceos com pello, consiste o pro-
cesso dn eucbarcal-us duraul 24 huras; re'iro-
oa e torno a coliucal-os oa uiesma agua durante e
mesmo tempo; retiru-oa novamento e eafeo
mui cuidadosamente, principalmente nos iugarv
que resistiram ao mergulhn.
As garras devem ser tratadas com rainoci-isa
attoucao, tudas as dobrag devem ser aburte* e ae
que estiverem eudurecidas sovads a uio. Feito
este trabalho, dou lhes nove bauho durante 12
I
v
:
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X.
Diario de PcrnambncoDomingo 23 de? Janeiro dfe 1887




-
- V-
V
v
horas, deixo-os escorrer e irergulbo-os do tanque
fraco, que techo o cuidado de hamacar.
Procedo de ason diverga eom 01 couroa de pro
veniencas estsangeiras. Mergolbo-os por austro
das, depois retiro-es e empuo; ero seguida es-
fjloos bem, de modo a cao deixar-lhes oa mnimos
tecidos giaxos que cobrem o conro. Quando este
trabalbo brm feito, ha certeza do que os couros
amolleiero bem. Aps este preparo, toroam a
agua 11 m pa durante 46 horas taco bater-Jasss
pello. Ein seguida enapUho-os abertoa eom o s^lo
para baixo e apjriirn ifhmr a segrate sobajeo :
para 100 couros assoel.leoerea de doas bectotsros,
eacho-o d'agua abi iscoexiinguir al grssa :
accreecento tres kilos da suropigmenta, misturo o
todo ejespero que sfrie. Com um pincel embebido
este liquido, hts*edeco o pella do oouro ; quando
esta bem embebido, euroto-o e deponuo-o esa ama
cuba. Assun proeedo eom todos, sobre os quien
despejo a sobra da soJneo. Assim permanece m
duraute tres das ; retiro os em seguida e os en-
xago em gua correntc. Feito iato, pello-oa e
terao a eoxugar ; mergulbo-os ento no tanque
forte para que inebem por 24 boras c passo ao tra-
balbo do baobo en agua correte. Assim proco-
dendo, tenbo conseguido selles maclas cerno dos
euros frescos. -
Para o trabalho de pellacSo, estendo os couros
.obre cg varaes nos dous, um sobre o ootro, afim
e evitar o estrago polo attrito sobre a madeira e
tornar mais suave a accao da faca. Arrancado o
pello, enxaguc-os e esfol-os por dentro, tendo O
euidado do preservar os flaneos posterior e ante-
rior.
Em seguida bato-os bem por dentro para tirar-
Ibes a graxa e purgal-os da cal; depois mergulbo-
cs na cuba de barrella. Para barreda de 1.900
couros por mes, preciso de 20 cubas com capaci-
ade para 50 oowos. Procuro igcalar tasto quaato
o peso destea p. justas proporcoes.
O ii.-u tereciro banbj de cuba, o ultimo sempre
bovo. Ah mergulhado, o pesa-taniuo deve mar-
ear de tres a quatro graos. Passa em seguida a
s-r aiinba segunda, cuba, ntinha segunda apiinieira
e minha pxiaseira pasaa a aer cuba de esgota-
mento.
Em primciio lugar, faco durante duas horas
eui'xer ee eouroe ur cuba Je esgotanento, qae
muito traca. Retiraos e mergulho-os iminedia-
tamente na segunda cuba, que um pouco mais
forte, e as faoo soexer da mesma forma. A parte
interna comees a embraaquecer.. Ao fim da usoa
hora, ah lanco cinco kilos de casca de carvalho e
e.utiii a agital-os.
Quince minutos upes a mesma quantidade de
earvaiho e remexe-se sempre. O grain comee*
er.tao a manitestar-se, addiciono mais ciuco kilos
de carvalho e contino a mexer, depois so o grain
se d staca bem, estendo os ecuros sobre o giran
para que nao attinjaa pirte interna. Lanco maja
einco kilos de casca de carvalho e remexo-os rnsis
um quarto de hora deixando-os em repouso. Esta
operaco cometa s seis horas da inanba e term-
s 10. Revolvo bem a cuba o toruo a depor os
conrea addicion.'nd ^durante a;operaco 10 kilos de
carvalho. A's tres Loras a m :m;i operavao sem
earvalho.
A'o6 horas reiirc-os novndote e torno a depol-o
eom 10 kilos de carvalho. No dia seguinte ret-
rc-os. U grain manifesta-se sempre raelhor : re-
mexo a cuba e torno a depor os couros, addicio-
nando 10 kilos do carvalho e i>a deixo em repouso
todo o dia.
A's seis horas da tarda torno a mergulbal-cs
addicicnando 10 kilos de carvalho antes de depol-
os c 10 kilos depois.
No da seguinte, procedo do inesmo modo, de-
pois deixo em repouso durante quatro dias. Des-
peja a cuba do eegotamento,.porquanto o liquido
eoutem em dera isia cal 8 materias gelatinosas.
No quaito dia, estendo os ccaros no giran, d-po-
obo-us ua segunda cuba, ond procedo coinof na
ptimeirs, addicionindo cada vea 10 kilos de car-
ral b o de manh e a tarde durtnte q latro dias
Entao deixo-os reponsar qaatro dias no vao e
seis no invern.
Todos os dias modifico a marcha do procesa:
3i os coures sub ai deseem augmento.
Aps isto, retiio-os, para depol 03 na cuba n.
I, onde o pesa-tanino deve marcar quatro graos
Todas as manbap e tardes, retirndo-os couros
addiciono 10 kos de carvalho dorante quatro dias
depois dc-ixo-os cm repouso.
Deste modo, a parte interna dos couroa ama
eiou, o orain cada dia mais se pronuncia. Os
couros ten ja certa consistencia e assim os deiso
durante oito diaa.
J bastante adiantado os trabalhos das cobas,
Joponh) oa couros em ama d'-llas um por um, a
parte interna oara baixo, laucando sobredada um
algtius Dunbados de carvalho, em seguid hume-
deco o carvalho, mas nao demasiado, para dar
eohesao ai s cnaros. Deixc-os neste estado.durante
15 dias,.retiros depJa enxaguo-os em
suceo, e eagoto-cs para passar refaisage.
muito conhecido este servido, que requer granles
cuidados, psrquanto seos deeitoe sao insanaveis.
Braoqueados engordurados nao podem, tudavia, aer ampollados
sem um segundo retoque. Feito estu psaem ser
empellado. Neste trabalbo deve-se bem examinar
que o couro esteja rijo e entio empollado com ccr-
tica, ao contrario ae ertrver encarqsilhado, deve-
se poupal-o. alias a parte interna ibchadria, o que
estragara completamente o couro.
frates ajan* da trabalho de graxa; pasa o
sum airv me As excellente fulisjem levo deafeita
esa boai oeOjelinhaoa. Tara um hectolitro desasas
taaso 5ksss a fsligesa, qse asapngo na pisasi
fio de qnasi dcimo para que a grasa sefa
boa e nao msate na escora. Depois de bemem
bebidas eso usa pouc de oleo, es mago com a ma>o
a ialigeni que aobrenash em helas. Feito cate tra-
balbo, derto oteo na vaaiftn, aaiAsro lentamente,
addicionando mais 30 kHee sa itraena e no vern
metade da porco em oleo de bacalbau. Junto
mais a esta mistura um fl de boi e 5 litros de
pirolignito de ferro ou anda pau-campecbe prepa
rado devidamente, capa-rosa verde, Ja de galha
e goma arbica. Bem misturado tudo, faco derre-
tir, no invern, 10 kilos de sebo, sem aquecer mui-
to, despejo iininedia*amcB*c, nwturo bem e ea
pro npte a graxa.
Depois de bem ftia, engraxo os couroe com gran-
de cuilado.
O deleito dos preparados brazileiros consiste em
empragar a giaxa sem escovar bem, trabalho me-
nos looroeo, perm mau, porquauto multas veaea,
levando oa courta a primeira cola, a escova deafaz
trabalbo feito.
Em eejroitln, deixo de demorar os couroa asaim
preparados para queos corpoa graxos penetrem for-
temente. Bastan oiti das no verio e 10 noinverua
Empilbo os cearce s ouaias, preaervando-os bem
do p.
bjm
Cegamos ao processo da collageas, para o qae
emprego aparas de pellica lavadas, de que taco
ferver meio kilo c-m 5 iitrbs d'agua, espumo cui-
dadosamente e deixo em ebalicao, durante trez
horas. Feito o que, paaso para a primeira e deixo
arrefecer.
Tumo um kilo desta gelatina, a que addiciono 8
nectograinuss de sebo, epara torna!-a mais ma
cia, addiciono um bectogramma de oleo de linhaea
no verao e doas no invern. Deve-se bem mistu-
rar o sebo pouco a pouco com a gelatina, de modo
a formar um corpo nico e evitar o emprego de
colla decomposta, que produa resultados irrepara-
veis. Applicada a colla, sao oa couros encerados
sobre um aiarmore e, fiados eites A >us trabaihos,
applico-lhes a ultima colla, composta, da seguinte
maneira: f*co derreter em nm vaso a gelatina
preparada, addiciono um quartilho d'agua para di-
minuir a forg.i, e deixo-a arrefer. Misturo em ae-
guida um pouco de sabio preto e um bectogrammo
de sebo por libra de gelatina ; addiciono cerca da
quarta parte da colla cm um pouco de oleo de li-
nhaea o revolvo bem a mistura. Se quero ter col-
la fina e um pouco mais clara, muito apreciada em
Franca, procedo como segu; faeo dissolver em
um quartilho d'agua sardo branco faco ferver e
misturo urna libra de gelatioa, e emquanto ferve
a fogo brando, bato uu um out.ro vaso douB hto-
togrammas de colla ordinaria em um quartilho de
agua. Feita esta mistura, despejo no primeiro vaso
e faco tudo ferver. Kscumo com cuidado _e ao fim
de 10 minutos passo em urna peaeira e deixo arre-
fecer, revolvendo de vea em quando. E' esta a
melhor colla.
Para a terceira collagem irvo-me de urna es-
ponja fina e opero o mais rpidamente posaivel, s
tomando a quantidade de coila proporcianal uo ta-
mauho do couro. Deixo em seguida seccar 12 bo-
tas pelo mecos afim do evitar que aa^collem una
aos outros quando empuados.
Osear Duwoa.
que, pelo decurso de muitos meces, tiuham logrado
accumular deposito valioso, experimentavam diffi-
culdade em reconstituil-o quando, por necessidade
traasitorie, eram forcadog a retirar qnantia que
dentro de peuco tempo po'diam repr. Nao po-
dendo effectuar g^no a bht por semina, a reinte-
gracio do deposito, alm de laboriosa, expunha os
depositarflies ao perigo de darem ao capital j for-
mado, e t accidentalmente retirado da caixa, des-
tino diverso d'aqaelle que concorrera para fndala
Lembrcmos o homem do aar ou de outra profs
sao (e esta bypothese verificon se experimental-
mente), que a apparelha para viagem mais ou
menos prolongada e deseja confiar da caixa econ-
mica a ajsawAa 4ts economas apuradas. Lcinbre-
mas o- operario 'das estradas de ferro que, rece-
bendo por aas salario quantia destinada a peculio
e exeasease se -50J, tem a loavavel intenaSo de
preseras-a no remanso da caixa econmica ostra
m appstiteB da sagipacij qae sobras mas flsiar-
sadas ooamusssasBDB eesfiam. Em mil ostras
circumstancias occorrer a virtude da tolerancia
agora decretad!, e, quanto a nos, a proteefio por
tal modo dispensada a numeraros peculios em vis
de foraacio compensar de sebejo aosos quo a
vigilancia administrativa nao logre impedir.
Pelo que toca ao novo typo do premio, nao nos
saajaajsaj fondadas &3 observacdei qne a este res-
peito temos lido. Tendo manifestado no seu rea
torie o mais vivo empenho pelas caicas econmi-
cas, o tir. ministro da fazenda andn avisadamente
ao modo pelo qual execntou a di^p isici > legis-
lativa cima transcripta. Mau iou eom effeito tqui
dar o debito em que estilo para com o Estad) as
eaixaa econmicas e os montea de soccorro, e vai
rienar a competente indemnisaoio de quantia
excedente de l.VOO.-OJOf. Tal importan-ia, por
haver assim decretado a lei, tera de sahir da re-
ceita geral do imperio. Nisguem dir, porm, que
semelliante previdencia extraordinaria deva repe-
tir-se sobrecarregando-se as claaes eontribuintes
com o custeio de estab-leciini ntos destinados a
capitalisarem economas. A continuar este rgi-
men, nao tardara o momento em que a ex'inccio
das caicas eco' omieaa se impuzesse como exigen-
cia ocamenteria, p rqoe nao ba paiz oud taes
instituiooes castem ceitil ao Estado, manteado se
todaa cm os seus metos proprioe. A caica econ-
mica de Pariz, fundada em 1818, dispe hoje de
coueideravel tundo de reserva, e, no cmtanto,
cosi bem rfteorda o aUimo retatorio do no3-o Mi-
nisterio da Faxeada, aindn conserva a faculdade
de deducir para despezas de cncteio e de admiuis-
traca i 1 % dos juros abonados pela caica deeon-
signBfdes
idntico systetna foi agora adoptado entre oes.
O Estado nao rea'a ueoiium lucra, abeolutameate
oenbum, com a d-niucco de 1/2 j^o no juro abo-
nado aos depositantes pelas caixas econmicas. O
premio abonado pelo Theaouro continuar a ser oV
5 /. A deduecau de 1/2 /. constituir fuuio das
canas destinado s despezas da ana manutenerlo,
para as quaes nao tara justo qne hoiiveeseinus
todos de contrib'iir pelo producto dos impostos.
O premio de 4 1/2, espitalisado scmeatralmente,
e concedida aos di-positantes a faculdade da po-
derem constituir ou reconstituir da urna s vez o
mximo deposito tolerado quando em iguaes .-on
dicoee os bancis apenas pagam 3 %, incontes
tavelmenta vantajoso. Bem pjderadas todas aa
c-ircumstaneias (garanta solida, c-pitalisucao se-
mestral, e grande facilidada na entrada retirada
dos depsitos), as pequenns eccnomias no poer&o
achar collocaco que as fagam medrar eom tanta
promptido e seguranza. .
Evaporagio em 24 horas ao wl: 7,9; som- <
bra: 4",1.
Chova0-,l.
DireceSo do vento : SE de meia|noita s 3 h->ras
e 25 minutos da maoht; ESE 'at 4 horas 10
Primeiramente deposito no fundo da cuba de
refaisage cinco centmetros de carvalho j servido
faco deitar no fundo um couro bem eatendido com
a parto interna para cima e cubre-o com um car-
valho fine, tendo em conU as partes iracas quanto
i eapessura do carvalho a empegar.
Terminada esta operaco, cubro a cuba com 15
centmetros de carvalho servido e o humedecocom
sueco do bom carvalho. Deste modo, a parte in-
terna acaba por faturar se sem tornar-ae rija, por-
quauto o mais importante curtil-a completamente
sem a tornar spera e antes de tudo, para o traba
Ibo de surra convem que a parto interna seja
maei.
Dura este processo um inez. Ao fim deate tem-
po, est curtida a parte interna, alsa e macia,, e
entao retiro oa couros para depol-os na fossa. Nao
me alongarei mais eobre esta operaco, que em4
geral pratica so Hem p' rs toda a parte. Nao
se deve peupar carvalho nesta primeira fossa e
pode se humedcelo com bo-n sueco Crtese
couro em cuba e em refrassge.-mas t ser
pereito levando o fossa ; aqa que adquire
toda a solidez, o qu consume a melhor qaalida
de. Apa um mee de fossa, retiro-ose levo-os urna
outra, ettend.n-lo-ns com a parte intensa* ci-
Mmo na primeira fossa e de outro lado por-
auanto convm t bservar que os couros devem ser
BOatoa na fosas, dobrades ao meie como pello ptr&
fra. Retirados desta tosas, eatio oa oouroa bem
curtidos.
Tratarei agora do trabalbo de surra.
Curtidos os couros, fj estendidos no seccador
para escorrer, ou, o que melhor, metto os na
prensa, e deste modo escorrem igualmente, o que
impoaavel a secco.
Bato-os em s-guida e os deponho em urna cuba
eom fraca iotoaSo de carvalho servido ; retiro os
dahi para o tonel, primeiro para bem amotecel-os
apso que, tstendo-os no ar.
E' preciso nesta operavo t r muito cuidado com
-. aa partes tracas entre as pataa diaDteiras e tra-
xeiras, parquantaconvm que o couro S( ja bem es-
tendido. Depois Wter bem exposto ao sol o lado
de fra, faco o meamo com o interno, sempre com
inoita attenco. Tenbo observado que es couros do
Brazil sao estieados, o que um trabalbo intil,
porquanto estivrarum couro forfa de bracos para
fasfcr desaparecer as veas, intento baldado: re-
tirado o couro da estaca, reapparece a vea, e o
trsbalho perdido.
Depois ele expostas ao vento, deixan-se escor-
rer eprensam-se fertemente. Deve-se bem abrir
as patis dianteiras, l em como o flinco posterior
eas patas trazeiras. Terminad e-la operacio, de-
ponho os coures un oleo de fl r, para oque
eroprego aceito de fig-do dn bacalho de primeira
qualidade'porquanto os leos vegetaos nunca h-
am com a fibrina do couro: applicados de um lado
..orejim pelo outro, ao passo que seccante o de
bacalbau. .
Estiro bem o couro e applico urna carnada oe
ceite sobre a parle interna, dobro-o em dous e
deix) o Bseim durante dous dias. Empreo para
gt3 bom oleo ncimugador com ama parte de sebo
ao vero emprego o duplo de sebo, ao passo que no
invern s a metade.
E' precis algom* experiencia para aceitar os
toaros o eesencial ter conta^ as partes partes
fracaa en ra porquanto um couro que eala aceite de um la
do'para Btro est sempre perdido. O modo de
seccar o aceite deve tainbem ser feito com muivo
cuidado : no verao deve-se evitar o grande calor,
ano fa escorrer .^aceite, e no invern que a par-
te interna mofe, que' m-nchHria o couro o Ibe da-
ra um asp-ctj desagralavel.
Engraxados os couroa, extraio-lhes a gordura,
tendo cuidad) de poupar us flancos.
Deve haver precaucao em nao abril-0 para que
ae nao tornem disformes.
Paasemos ao processo de lavsgem, methodo bem
spplicado na Brasil, oude, como em toda a parte,
Caixas econmicas e montes de
soccorro
(Jornal do Commercio da 14 de Jaseiro)
Tbeorica e praticameote sac estas intituicea
mu recommendaveis e dignas de sympathia pela
ii.d lencia eaudavel qua exercem no bem estar das
classes nao bafejadas pea fortuna, e, portento,
em todas as ramifi-'atoes do organismo social. Ao
passo que as caicas econmicas, representando o
papel de mealheiro dos pobres, recolhem e fazem
fructificar economas esparsas que, naa maos dos
seus posauidores, correriam o risco de tomarem
rumo menos aceitado, coustitijfSj os montea d
soccorro, por outro lado, refugio previdente dos
necesstados que all podem achar a premio raaoa-
vel, adiantamentos que 60 com forte onus pode-
riam haver de miios particulares.
A clientela das duas inatituicoes naturalmente
diversa. Urna destinada a recolher fobras, outra
a suavisar a necessidade do eraprestimo. Ambas,
orm, inspiram-se do mesmo intuito, buscando
preservar, proteger e nmparar os fructos do- tra
balbo de cada dia. Isto diz tudo para assignalar
a misso u tilias i ma de taeg estahelecimanios, a
bem dos quaes jamis serao em demasa es des-
velos dos poder: g pblicos.
Entre nos, se nao temos escurado completa-
mente este ramo da adminietraco publica, nem
tudo temos ftito, quanto pudeiaraos, para desen-
volvel-o.
As ca xas econmicas do Brasil sao poaco nu-
merosas nem tem havido esforco de propaganda,
que Ecria fcil organisar, para attrahir o concurso
de depositantes em escala proporcionada ao alga-
rismo de nossa populacho e uos seos ha veres. To
smeute nos documentos officiaes, urna vez por
anno, e bem raras vezes na imprensa, ba notieia
da existencia das nossas caixas econmicas, e este
silencio, tornando-as desconhecidas de grande nu-
mero de pessoas, nao ter contribuido pouco para
quo, da espaco a espaee, a mesma classe dos de-
positantes sfja induzda a deploraveis equiroca-
Qoes quanto ao mecbauismo da inttitui?3o e a sua
perfecta cstabilidade.
Ha tempos tivemos de repetir at a saeiedade
que a garanta do estado ampara as cadernetas
da caixa econmica do mesrao modo que assegura
o valor da apolice, para assim fortalecer, quanto
de nos dependa, a coufianca abalada no espirito
de numerosos depositantes da caixa do Rio de Ja-
neiro por effeito do desmancho occorrido urna
caixa particular. Em virtude de semelbante erro
de apreciado bouve quinz- na em que aquelle es-
tabelecimeote vio diminuidos os depsitos em es-
cala nao experimentada at ento.
E' de toda a conveniencia atalbarqualquer des-
costo provindo da recente providencia da lei do
orcMov nto vigente em relaco a caixas econmi-
cas. Tal providencia parece-nos justa, em que
pese a collegas da improasa com os quaes, se es
tamos em divergencia nesto ponto, folgiuioj de
acb.-ir-nos em perfoiw aeoordo quanto ao modo ge-
ral como apreciam o papel imprtame da institu
cao e a necessidade de tomentar-lhe o desenvol-
uimento.
Dizpoz asaim a lei n. 3313 de 16 Je Outubro de
anno prximo pasando :
Fica o gaverno autorisado para :
1* Annexar a quaiquer reparticao publica aa
caixas econmicas que nao tiverem renda sufli
ciento para 83 manter, e extinguir o respectivos
montes de soccorro, liquidando e pagando os seos
dbitos, para o que far as ueoessanas optraces
de crdito;
> 2o A fixar a tsxa do juro abanado pelas cai-
xas econmicas aos depositantes, d modo que se
reserve para occorrer s suia deepecas pelo menos
1/2 "/, do juro pago pelo estada ao deposito
desta ungem rcolhidoa aos seus cofres.
Fica supprimida a restnec/o das entradas >e-
raanses, sendo livr o deposito de qu.tlquer quan-
tia, dentro d-is 1 mites marcados ua lei da 22 de
Agosto de 1860. >
O lmite imposto pela lei de 22 de Agosto de
1860 de 4:0004 para cada dipoaitante, ni ven
codo nenhum jnro as quaniias deposita las que,
por aecumulaco eu por outro motivo, exoederem
d'aquelle mximum, ti&o seodo licito a nenhum
depositante haver premio de quantia excedente
dt. 4:0i O, ainda mesmo que a deposite em diffe-
rentes caixas, ao ha temes que por tal veob* a
instituicio a desnatural-se, careeendo assim d
fundamento o rrceio, ha pouco manitestaio, de que
pessoas abastadas reparUm baveres em caderno
tas de 4:i00, toreando as caicas por semelhante
artificio a couetiiuirem-se baes de deposito. A
esta p.eoccupco contrapde-se, alm disto, o typo
do premio. O isteresse particular uuito vigi-
lante para que possamos attaibuir-lhe o d. sacerto
de collocar as caixas ctpital avuludo que, desti-
naodo-se a emprego permanente, acharia na apolice
a brigo de igual aeguraoca e mais remunerador.
A iiuiitacao daa entiadaa a bOA 00 por semana,
qual estatuio a lei de 1860, acarretava incouve
mentes a cada psso notados pela solicita admi
nUtrayo da caixa do Rio ue.Janero. Uperaiios
ttEViSTA PIARA
l'eata te S. Sebns>tldo> do CstixiE'
heje que, na ciiade do Oabo, celebra-se a feata do
martyr S. SebnstiSo, conforme j annuncimos.
A em dos trena crdnari"B, a ferro-via S-. Fran-
cisco expede um trtm de excurs i pre^oa redu-
cidos, partindo das Cinco Pontas ao meio dia, e
regresando do Cabo s 10 1/2 boras da uoite.
srtisluK Meebanleoa e Liberaes-
Hoje, s 11 horas do dia, em assembia geral, de-
vem reunir-seos mernbros d'essasociedade para o
fim de elegerem a nova directora para o correte
anno.
fiabineao Porluiue* sle Leiliirn-
Hoje, s 11 boras do da, os-soeios do (iabinete
Portugus d>- Leitura se reumro em assembia
eral para ouvirem a leitura ao relatorio da dt-
tectoria respectiva e elegerem a coinmisso de
contas.
Colonia Orphanoloaiea IsMtbel
Amabh inaugura-se o eugenbo mode o construi-
do na Coiooia Orpbanologica Isabel para o abrieo
do nssncar.
Hoj, 4s 10 horas do dia, em Irem especial da
ferro via S. Francisco, devem seguir para alli S.
Exc. o Sr. presidente da provincia a os demaia
convidados da testa.
Costelo MocfsanoEsas collegio, fun
dad rm Ulinda por S. Ecc. Rvina. S. bispo,
reabre aeu curso lectivo no dia 3 de Fovereiro pr-
ximo.
ImprensMiRecebemos .um opuscalo sobo
titulo Vida Jeitos de D pei Migueide Bulh5e*e
Souz/%, 3o bispo do GroO-Pord, pelo Sr. Dr. Cesar
Augusto Marques.
B* urna memoria histrica, bem eseripta, posto
que resumida.
Agradecemos o mimo.
Rri inta IllunlrntfaRecebemos o n. 446
desta r.vista flumioenae. Esi esplendida.
aters, exacta a teosaaca 1O St Dr.
Oliveira Escorel, S* promotor publico, bavendo
tido denuncia de que o nffieial de' juBtica.,.Jco
Bom J^s Marques, fallecer no dia a do oorreu
te, sendo a causa mmediata de su* morte um es-
pancamento, requerou ao Sr. Dr. Delegado de po-
lica, eacarregado do ex podiente, a exharaaeao do
cadver da victima, afun de taaer-se vistura.
At a bor* cm sjne escrevemos esta noticia
aind. nao foi feita a visten e nao sabemos se
a autoridade encontrou mdicos que bc prestas-
sem ao exame requerido.
Tiro ao alvo esa Heborlfoe. II je As
'i horas da madrugada seguir para Beberibe a
companhia de eavalla: i atirn de facer pela manh
e tarde ejercicios da atirar ao alvo, com assis-
tencia do Exm. Sr. brigadeiro c0BMnandante das
armas.
A referida companhia acampar, pelo que nos
consta, no sitio pertencente ao Sr. mjor Jos Joa
quim Antumcs, e ir ourr missa na greja de
Nossa Senhora da Conceico de Brberibe.
Rame de samdade-A requerimento de
parte, perante o Sr. Dr. Juiz substituto do 5-
dielrioto criminal, e com' assistencia do Sr. Dr.
Oliveira Escorel, 2- promotor publico, proeedeu-
se aute-honttem a exame de gahidade na pi-asoa
de Manoel Antonio do B infim que, conforme no-
ticiamos, ha poneos das., fra eapancado pelo
Sr. Dr. Lourenco Oarneiro da Cunha e um ganro
deste. (
s>ervioam de peritos os Srs. Drs. Barros Cr-
neiro e B^ptsta do Moraes que deciararam ser
drf natures leve o ferin-ento.
Inreja da Santa CrnNesta igreja ha-
vera ain.iiiha. s 7 b ras do da, urna mise reza-
da em louv>r do Gloiioso Santo Amaro e s 7
horas da noite ser can'ada urna ladaioba.
PallecisaentoHontem as 2 atoras da ma-
r-ha, falhtesu nejta ciiade, victima de urna rneniu-
git", Ignacio Jacques da Costa Gluimarcs, na
i.lade d 28 snnos e empregado na casa commer-
eial de J. J A. Albuquerque
O finado era casado, bastante relacionado nes-
ta cidade e fazia parte do corpo scenito do Club
Oramat'Co Familiar.
Pas sua alma:
Fela do l*roHaatear-se-ha hoje a bao-
deira da padrO ira da treguesia do P090 da Pa-
i-ella, Nosaa Seuhora da baude, com toda a pompa
e brilhantiumo do cosiume, qucimando-se aps
um grande (0^0 de artificio.
Una banda de musici alli tocar desde a tar-
diuha.
Amanba dar-se-ba comeco as novenas que, como
nos anuos anteceutes, v jalgar pelos esfon.os
dos encarregadoa, devem ser esplendidas.
iiireru.ria da oora* de conserva
cao sloN iiorioali-iletiin meUsorologicD do
li 21 -1 .Ihii" I 1*3 :
Horas - s 2 ? "O 52 0 as Barmetro s 0 T.ego do vapor 9 a 1 ts 'i
H5 9 a
6 m 26*-4 758>65 18.78 73
9 281 7f9rt3 19.08 67
12 -l 7o9*i 18.8 59
9 t. 29 4 76836 18.W4 63
6 2 7-8 7Srl"S4 18.9i 68
Temp> rotura mxima31,0.
Dita mnima26*^.
minutos da manh ; E at meia noite.
Velocidade media do vento : 4, 18 por segundo.
Nebulosidade media: 0,69.
Escolas publicas-As da freguecla de
S. Frei Pedro Goncalvea do Kecifo, achsm-se
funecionando as seguintes ras :
Ia cadeira para o Bexo masculino na ruado Mar-
ques de Olinda.
Ia dita para o sexo feminms na mesma ros.
2a dita para o sexo masculino aa roa do Bario
do Trissnpho.
2 dita para o sexo femiasns ara de S. Jorge.
3a arta para o sexo sMSSuMssiti't roa da
Jess.
3 Bal para o sexo fcstfsst* sa me
4" Mr dem dem na roa #o Ouararape*.
5a dita dem dem na rus do Commercio.
Uoeda falsa 0 Cirreio PaulisUmo escreve
o seguinte >
Expedido da eataco de Boitova e dirigido
pelo delegado de polica da cidade de Tatuhy, re-
ceben, anfe-Jwrrtem, o Sr. Dr. chore de polica,
um despacho telegraphico eommunicaudo a deseo,
berta, n'aqnella cidade, de nm crime de moeda
falsa, e pedindo a remesaa para alli d% 16 pracas
para guardar a cadeia, cujo edificio se receiava
ser atacado por cumplios oa protectores dos indi-
viduos presos como autores do delicto.
0 Sr. Dr. chele de pilicia communicou imme-
diatamente ao Sr. presidente di provincia o oc-
corrido, e, n'ease mesmo da partiram d* capital
as pracas requisitadas, sob o commando- de um
offietal, s ordena de delegad >, quer para a guar
\ da cadsia, quer para auxiliar us diligencias po
liciacs.
Hontem, receben o St. Dr. ebefe de poSci
uovas informacoes tciegtapbicas sobre os factos
noticiados.
As mcdi>8 falsificadas sao de nikel de 200'
de 100 ris, achaodo-se em poder das autorida-
des dezoito das priareiras o vate e nova das se-
gundas.
'Tambem foi apprehen'iilii urna por^ao de liga
metallica, que se spoos ser destinada ao fabrico^
das moedfcs falsificadas.
No proprio lugar cm que se operava a falsifi-
cnco, foi preso, como autor d'ella, Affonso Ava-
lone, e acbam se compre'rrcttidos no delicto diver-
sos outros individuos cutre os quaes o ourives
Deolindo e Raphael A valone.
Alm de minuciosas instruicdes dadas pelo
Sr. Dr. ebefe de pocia ao-delegado, pir relegram
ma n oasssaV tambem telegrapbou a presidencia da
provincia ao promotor publico da comarca, reco'n-
mendando toda solicitude na descob>rta e repres-
so do mime denunciado.
--
Ferro ra do Natal !*owa-Crn
Lemos uo Jornal do Ccmneroio da corte ;
> Por deceto n. 9.695 de 8 do correte, foi de
clarada caduca a.concessao feita Imperial Bra-
ndan Natal and Nova Cruz Railway Company para
construevo do ramal do Oar Mirirn. na estrada
de ferro do Natal Nova Cruz, visto nao haver
aquella empresa assignado o ctmpetente contrato
dentro de praso mareado para eete fim.
c A- referida onncesso. constante do decreto n.
9,220 de 31 do Maio de \9%i, havia atrancado a
empieza a garanta do juro de 6 "/o^durante o
praco rie 3& annos, eobre o capital fixado de
1,41 7:j00, bemo como privilegio por 8 anno3,
estatuiudo ae que O' custo do ramal e a rvceit e
despeca do seu trafgo seiiam rliserimisados in
teiramente da cscripturacao relativa liub. prin-
cipal e devendo o saldo, depois de ded sida a im-
pirtancia de 7 *'0 sobre o capitil afianvdo, s*r
creditado garanta o fianca pelas qoaes res
poniavel o Estado, quanto linha principal.
Ns termos da conceeao deveria o ramal do
Cear-Mirim ter o desenvolvimento de 42k, 36001
e os daios ofilciaes sao acordes na conveniencia
de facer servir por va-frrea aquelle frtil valle
qse ooassitno a regio mais productora da provin
cia do Rio-Grande do Norte. Segundo notorio,
a linha de NatBl Nova Cruz tem pesado at
agora sobre o Estado com o encargo integral da
garanta nem a sua escassa reeeita tem bastado
para eobrir o custeio do trnfego. PreaHme-se que
a estrada do Cear Minia, com o seu pequeo per-
curso, e podando ser construida econmicamente,
chegaria a resultadas bem diversos dos da linba
de Natal Nova Cruz.
Operaefies clrarstcasiForam pratica-
das no hospital'Pedro II, no dia 22 de Jsneiro, as
aeguintea: >
Pelo Dr. Pontual :
Talba byoogastrica pelo processo de Gayn
para extraeco de drus aalculrg vesicaes, um gran-
de pesando 60 grammas, e outro pequeo pesan-
do 5 grammas.
Pelo Dr. Estevo :
Extraeco de um sareoma da fase anterior da
perna direita.
Pelo Dr. Berardo :
Csntoplastia indicada por atresia palf ebral con-
secutiva a adefhenaias.
MoJo de propatractlo da doeneaa
Infeccionantes*.Sobre o modo de propaga-
cao, condces de esis'encia e rrr.neiraa de intro-
durco ni nosso organismo, dos varios ospecificc,
ae baseia presentemente a divisito das deeneas de
iofecfo.
Diversas d'ella so transmttem do doente ao
sao em segoimento-d'um contacto directo, pela de-
mora no mesmo ambiente, ou pelo contacto eom
obpctos (roupa branca, vestidos etc.). que ento
infectados pelo doen'e.
Sestea casos o germen afasta-se do doente, pog-
auindo j a capacidaie de infeotar logo viduo Bao, e sa introduc no organismo d'ette pelas
vas respiratorias ou digestivas, ou tambera pela
pelle, sobretodo, se, estando esta terida, o germen
entra directamente no sangue. Depois da sua in
trodueco no. corpo, o germen acha as condces
favorveis sua reprodcelo e gera a doeoca ;
ou faltam taes condces, a o individuo fica del a
iseoto, mas est todava no caso de transmittir a
ufec^o a outras pessoas. Todas estas de eneas
que se propagam por contacto directo ou indirecto
c m o doente, s chamara contagiosas ; e neste gru-
po se eomprehendem o sarainpo, a escarlatina, a
varila, a rosela, o typbo petechial, a tebre ecor-
rente, a dphterite, a pyemis, a septecenia, a febre
puerperal e a syphilis. Parece, porm, que desde
que o ar do ambiente em que se conserva o doente,
pola transmittir a doenoa, occorre que o germen
abi se acha suspenso n'uma certa eoncentraco,
como se d quando o qurto do doente est pouco
ventilado.
O segn io grupo das doencas deinfecoAo cons-
tituido pelas doencas miasmaticas-conlagiosas, as
quaes sao caracterisadas pelo faci de que a trans-
misso do germen nao se effeetua do doente ao
sao, ou mediante o ar, nem as secreccoeg do doente
(ar eepirado, dejeccoeg, suor etc.) coritm o ger-
men da doenoa. Este entretanto se produa de fra
do organismo humano, pr< d'ahi, por meio do ar e d'agua, eh ga ao interior
no corpo do homem. O typo d'estas molestias a
interm tiente.
A ultima cathegoria da doencas infectivas
a das miasmticas-contagiosas. A formaco do
seu garmea especifico uo totalmente nde-
p^ndeute do corpo do dnente; este nao expurga o
veneno miaamatico j apto para deinfectar o
germen maliguo, isto soffre no corpo de doente
--Iguiucs pbas.s, mas para poder vir a ser activo,
de ve suje.tar-ae a ootras condico-s de fra do or-
ganismo infecto, e a'ahi tem igual rente o poder
de multiplicarse. Parece que nestaa molestias o
germen vein atastado do doente com as materias
fecaes e nestaa, como tambem no solo e provavel
mente naa aguas, sobretudo estagnantes, em se-
guida a egpeciaes modificaceg, adquenda a fa
cui lade de communicara doeucaa individuos saos
Segue-aed'aqai que os germen d'estas mole-tas
podem ser transportados do lugar de sua origem,
por meio de vestidos, mercaderas ou uniros ob-
jectos, como tambem das mesmaa pessoai, estejam
ellas ssou enfermas, em oulrag regio's, em gran
des distancias, o aiii, encontradas favoraveis c n-
dicoea sua reprodueco, dar origem a pedemias
Aa principaes doencas que se compreheuiem
neeta elasse sao o typbo abdominal, o cholera, a
febre amarella, a peste e a dygenteria. Es'a theoria
das doencas miasmaticas-cuntagiosas, a qual por
muitos aunes foi tila c.rm a mais verosmil, h j-
vacilla sobre a sua base, o especialmente pelo
que dis repeito ao cholera,em eegaimeub aos mui-
tos estudos o s descibertas feitas pelo Kicli na
ultima epedemia colrica no Egypto e na receote
em Franca. De taes indsgaces result* queochi
lera urna doenca trausmissivel directamente,
ato o germen con tido as frees do* cholerosos,
iutri-duzdo no organismo humano, tem a faculdaae
do Infeceo, sem que sejs necessarie que eofiYa um
periodo de modifioncio em um ootro meio.
CellAenEactuar-so-hao:
Amanh:
Pe/o aoene Gutmao, s 11 horas, rus do Mar-
ques de Olinda n. 19, de predios.
Terca-feir :
1 Pelo agente Sveira, s 11 horas, ra do fcSre:
o. 0, de movis.
mat fnebres.Serio celebradas:
Amanh:
A s 8 horas, no Corpo Santo, por alma do major
Caetano Cyrisco da Costa Moreira.
Quarta-feira t
A's 8 horas, na capel la do Asylo de Mendicida-
de, por alma de Manoel Jos dos Santos ; as 7 |2
horas, em S. Pedro do R cite, por alma do Dr.
Jeronymo Baodeira de Mello ; as 8 horas, na or-
dem teroeira do Carao, por alma do Dr. Manoel
Antonio da Silva Ros ; s 7 horas, em S. Jos,
por alma de Goncalo Jos da Gama 5 is 8 boras,
no Corpo Santo, por alma de Msaoel Jes dst
Santos.
Casa de RetencoMovimento dos pre-
8oa do da 21 de Janeiro :
Existiam presos 341, entraram S, sabiram 8,
Existem 336.
A saber :
Naciooaes 313, muiheres 4, eatrangeiros 10,oe
ravos sentenciados 5, processado 1, dito de cor
reeeo 3Total 38ft
Arracoados 309, sendo: boos 296, doestes 13.
Total 309.
Movimento da enfermara ;
Tiveram baixa :
Jos Thomas de Oliveira e Manoel Feliciaso Go-
mes da Silva
Tsve a'ta:
Joc Rufino dos Santos.
"olera do tJrait-sarfA 7a fiarte lee-
ta lotera ser extrahida Rrja feira, 25 do Ja-
neiro.
Bilhetos- venda na Casa do Ooro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40
Tambem acbam-se vnda na Casa da Fortu-
aa ra f de Marco n. -'i.
jiratade esstraordf arra lotera da
4lac;oa Eata grande lotera, cujo premio
grande 2069:OjO!00, aera rstrabida impreto-
nvelm-^ote no dia 12 de Fevereiro prximo.
Os bilhetcs acham-se venda na praoa da In-
dedendencia n*. 37 e 39. '
tjoterta de tlinan (;?rseA 4' parte
da Ia lotera desta provincia, cujo premio grande
600:000*000, ser extrahida uo dia 3 do Fe-
vereiro, iinpreterivelmente.
6s bilheies aoham-se venda na Roda da For-
tuna, ra Larga do Rosario n. 36:
raniit leseria da provinciaA 11
serie desta lotera em beneficio- dos ingenuos da
Colonia Isabel, cujo premio grande 240:000*000,
ora extrahida no dia 24 de Janeiro, s 4 horas
da fKrJe.
Os bilhetes acham-se venda na Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
botera de Macelo de JOOiOOOiWKrO
A 1* partes- da 15a lotera, cujo premio
grande do 3C0:*\ pelo novo planta, ser ex-
trasida imprcterivelmente no cfca 25 d correute
ao cavo dia.
Bilhetes 4 venda na Casa Folz dapraea da la
dependt.nciR ns. '1-e 39.
Tambem acham-se venda Roda-da Fortuna
oa roa Larga do Rosario n. 36e no-Casada For-
tuna ra 1" de Mhreo n. 23.
Presos resuinidos.
1,-Mcrln da rorteA parte da 202a lo
reria da erte, cujo premio grande de 100:000J
er extrahida ao di*.29 de Janeiro.
Os bhctes acham-se venda na Casa da For-
tuna raa Primeiro de M.ircp n. 23v
Tambem acbam-eo- venda ua praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Ijoserla do R*oA 3 part* da lotera
:. 866 do nsvo piano, do premio de lOOrOOOOO,
er4 e-rahida no dia .. de Janeiro.
iH bilhetes acbam-se venda n* Gasa d For-
:una ma Primeiro de Maree.
Tambem acham-s venda ua prac* da nae-
pendeucia ns. 37 e 39.
EioSe-rla do CearaA 5 parte da 3a lote-
ra desta provincia, cujo premio grande -........
4 0:000*000 ser extrahida no dia x6-de Janei-
ro.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For-
tuna ma Larga do- Rosario n. 36i-
Tatneem acham-se venda na Gasa Felis,
praca da Independencia ns 37 e 39;
asadoiiro rabllcuForam abatidas nc
Vlatadouro da Cabanga 97 reaes para o consumo
do dia23.de Janeiro.
Seodo: 74 reseg pertencent&a Oiivoira Castro,
& C, e 23 a diversos.
Mercado Msialelpal de ". JosO
movimento deste Mercado uo da 22 do corrate
foi o seguinte:
Entraram :
."4. bois pesando 5,392 kilos.
791 kilos do peixe a 20 ris
109 cargas de furinha a 200 ris
22 ditas de fructas diversas a-300 rg.
4. taboleiros a 200 ris
25 Sumos a 200 ris
Foram oceupados :
22 fe/2 columnas a 600 ris
21 compartimentos do farinha, a
500 ris
Id' ditos de comida a 500 ris
6d-l/2 ditos de legumes a 400 ris
16 ditos de suino a 700 ris
11 ditos da tressuras a 600 ris
10 tainos a 2/
4 dios a. 14 ,
A. Oliveira Castro & C.:
54 t all -a a l ris
2 telhcs a 500 ris
Deve ter sido arrecadada neste dia
a quantia de
andar, de 12 s 2 da tarde ; residenW n<
Monteiro. V,
Iroarla
Franciseo Manoel da dta & C, dopo*
aitanos de todas as especialidades phanna
ceuticas, tintas, drogas, productos chimics
e medicamentos homceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23. *
. Drosrrla
Fama bobrinho <& C., droguistas por at-
tsoado, ra do Mrquez de Olinda n. 41
t Serrarla a vapor
Serrana a vapor e officina de earapina
de Francisca dos Santos Macedo, cae
4e Capibaribe n. 23. N'este grande esta-
oeiecHitento, o primeiro da provincia neste
genere, compra-so e vende se madeiraa
de todas as qualidades, serra-se madeiraa
de conta alheia, aaska como se preparara,
obras de earapina por machinas e por pre-
50 sem competencia Pernarabuco.
flJBLIliJOS A PEDIDO
15820
2118(0
600
800
5J000
13*510
10500
9500
27*600
11*2 iU
6*600
20*00(1
4900
54*000
1*0011
Rendimento de 1 a 21 de Janeiro
207*720
3:938*240
4:145*960
Fot arreeadado liquido at hoje
Pret;oa do dia :
Caruo verde J20 a 480 ris o kilo.
Carnoiro de 720 a 800 ris idem.
8 uno.-, de 560 a 640 ris idem.
farinha de 240 a 320 -is a cuia.
afilbo de 260 a 320 ris idem.
f eijo de 560 a 640 idem.
Cernterio PublicoObituario do dia
do correte:
Josefina, Pernambuco, 1
espasmo.
21
-1
O artigo do Sr. Dr, Eduardo de
Barro {publicado no Diario
de Peraanbnio de I de cor-
rate.
8e .8r- r- Eduardo de Barsos Paleao de La-
cerda fieou surprehendido com os dous reinen-
montos do Dr. promotor publico publicados neste
Otario de 19, cansos me msior sorpreza o su ar-
tigo no mesmo Diario de 21, tasto .que se me faz
preciso rectifieal-o em douspontosr
Como poderia eu debitar o Sr. Dr. Eduardo de
Bai-ros Falco de aeerda pela quantia de
10:>:00O*000. reeebida do Thesoar em Maio de
1885, quando r2o era nesaa data escrivao do
caixa c muito menos tinba a gerencia superior
da reparticao !
Foi comente de Julao a Dezembro de 1085 que
serv com S. 8. nao^ella qudlidade.
Bectificando aBsim-0,1" pouto, passarei ao 2o, em
que 8. 8. dis que fasendo o p^gamurto de.....
200:000*000 ao Sr. Ixmp, por conta de..........
547-2S8953, nada mais praticra do que referir
se ao bilbete estrabido pelo escrivao do caixa. >
Semelhante observaco nio parece partir de
qoem j conbecia x> procegeo dos pagamentos,
porque tendo 8. 8. receido por meio aeprotocollo
os respectivos papis, em v-sta dos qojues foi que
effetuou-se o pigainonto, servindo o bilbete como
perra de ter sido creditado, s- bia 8. S. que o paga-
meato ordenado era de r.iar. ta superior, chegando
o me* escrpulo ao poaio de entender-me com o
Sr. inspector a resp-ito, nao por todas ae razos
espt-adidas por 8. S., mas nnicamente pela de ter
eu duvida em fazer a conveniente escriptaraco,
urna ves que o pagamiento em feito por conta,
e nio b:ivi* ordein eseripta do Sr. inspector
que o permittisso, tendo e mesmo Sr. Inspector
resoWido vtrbalmente que nao procectiam- ib mi-
ujiaa duvidas, e ordenando-ine quo immediata-
nftnle TAtiSf a conveniente escripturai;Jo, inde-
pcn&nt*. de quaiquer ordem sua eseripta, visto
j bav que o pagamento fosee feito por conta, rm razao
do saldo existente iiaqueiiu occasio nao cempor-
tar u. dispexa integral.
Tenbo asaim explicado o equivoco dado por
S. 8. cm sua publicacSo.
Recite, 22 do Janeiro de 1887. ,
Manoel Lette Pereira Bastos.
L-

tf


-
v
'
\ *?
1
lsss rcctffleaco uecessarla
No dia 18 alguem fe-z publicar que estavom
pagos todos os teneucs por onde foi aberta a no-
va estrada da Torre.
' urna pura inexactiio, anda nao fsi iodem-
nisuda label Lucas da Silva, nem de seu terreno
nem do damno que sofceu per essa cesasio, e
iato spetar de ter reclamado judicialmente o seu
pagamento.
Cauveoijootar que contra a letra expreasa da
le oonstitucioual a (] .wira Municipal utilisou-se
do terreno de D. Isabel, antes de iniciar o pro-
cesso neceosario para a desapropriaco, e apezar
de achaz-se a mesmo, manutenida, por senlenca
na posse do alludido terreno, contina a ntilsar-
se d'clte a Cmara, sem dar-Ibe satisfaeoes.
2im tempo opportuno sero liquidados as per-
das e dainos resultantes de tao iueolito procedi-
msnto.
Secife, 22 do Janeiro de 1887.
# # #-
h
AO iliz

Inda pela segunda vez pego a V. S.
qae vele sobre o ioferesse da pobre orph*.
deixada por Francisco Antonio da Nativi-
dade Suldanha. Dia o mesmo senbor,
herdeiro forcoso, que quando seu pai luta-
a com os horores da morte, Ibe pedir
qne nSo spresentasse em inventario a letra
de 225000 que devedor Francisco Ca-
millo. Como provar-se isto Sr. Dr. ? Sd
V. S. chamando este Saldanha para 1
juramento em juizo, o que espero.
Vm que sabe da esperteza.
Maestro Franco
UU!
Mana do Rosario Pereira de Mesquita, Pernam-
buco, 18 anuos, solteira, Boa-Vista i tubrculos
pulmonares.
Alesandrina Rosa do Espirito-Santo, Pernam-
buco, 90 annos, viuva, Boa-Vista ; vetbce.
Manoel Travasso, Pernambuco, horas, Boa- Vis-
ta ; congestio.
Kachel, Pernambuco, 4 meses, Jos ; convul-
ses.
Eiysio, Pernambuco, 1 anno, Boa-Vista; con-
vulsoes.
Hermogenes, Pernambuco, t aunos, Boa-Vista ;
bronchite.
Severina, Pernambuco, 5 meses, Graca ; con-
vulscs. ,
Urna mulher de cor parda, 30annos, S. Jos;
estrangulada.
Embarcou hontem para a Europa o sympatbico
e distincto maestro Joaquim Franco.
Leva-o ao velbo continente a idea de organisar
urna companhia lyrioa italiana, que dentro de pou-
co tempo aqu estar e seguir depois para os
theatros do norte.
Ningiiem mais habilitado do que Joaquim Franco
para trascrao Brasil urna companhia do genero da
que vai orgnaisar.
Competente par conhecar merecimento-artistico,
elle conbece igualmente as esigencias das noaaas
plateas, xssim como sabe pela pratica era que con- k
! di(des deve fundar urna, empresa segura para o %
mes, Santo Antonio ; jemprezario e para o artkta.
Se eom taes elementos deve-se esperar o melhor
INDICAQOES QTE1S
Mdicos
O Dr. Lobo Moscoto, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conntia ne
oxf.rcicio de sua protisslo. Coasltaas das
10 s 12 horas da manha. Especioldades
eperajSes, parto e ruolestias de s-nhoras e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Barreta tampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas uo l.9 aoaar da casa
a ra 1"> Bario da Victoria, n. 51, Resi
dencia ra Seta de Setembro n. 31, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio me lico, ra do Bom-Jesus u. 'o,
suorad o.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
toiro, residncia raa do Hospicio n^_2.
Consultorio: ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 horas da manha a 2 da
arde. Especialidade : molestias e opera-
iCes dos orgaos genitourinarios do homem
eda mulher.
Dr. Joaqaim Loweiro medico e parteiro
Consultorio ua roa do Cabug n. 14, !,
xito da empresa Franco, allia-se a elles um po-
derosissHno auxiliar.
Queceuio8 fallar da bympatha e relacoes de que
gosa em tudo o imperio, o distincto maestro brasi-
leiro.
Ante a coufiaoca que inspira a nava empieza
assegujamos urna fi.li: temporada theatral.
Um pernambueano.
Ora bulas!
A Provincia^ do que redactor chefe o 8r. Dr.
Jos Mara de Albuquerque Mello, esareveu, no
seu artigo ediotorial de hoje, esto tpico :
Por maia que apVegoaasem os dotes moraes
do carcter de 8. Exc, por mais lisongeiros que
fossem os precedentes do Sr. Pedro Vicente, as
soalbadus p>r algumas pessoas bem intenciona-
das, n- nao acreditamos nunca que o Sr. Joao
A fredo, espiril- enfesado eomo o corpo em que elle
habita, partidario wfrene, que olha para 00 seus
a tve-.sarios com a m>sma ftreza com que tram vis-
tos os indgenas deste continente pelos estrangeiros
ambiciosos, toase pro.unr para eata provincia, de
que donatario, um administrador criterieso, ani-
mado do sentimentos elevados e dotado de um
carcter immaleavel.
Entretanto o mesmo, o meemissimo Sr. Dr. Jos
Maria de Albuquerque Mello, dscursando na As-
sembia Provincial, em 30 de Junho de 1850, as-
biui se ezpri'saou : (pg. XVII do appendice dos
aunaos da scaso extraordinaria).
O Sr c> naelh'iro Joto Alfreda o muito no*
brb distincto pkbnamrccako, no Senado, segun-
dOaSoU mf.ruiaio, ioiei p.-lou o ministerio e de-
pois, reunido i osa outra gloria deste fais, o 8r.
Visconde do Rio Branco, foi 8. Cbristovao fal-
lar ao imperador.
Onde falln serio, quando dsse a verdade 0 re-
dactor chele da Provincia 1
Os Jos*.
Collegio Diocesano
Ac atb r hu pais.de familia e a quem posea
intereseur que no da 3 de Fevoreiro prximo,
leabr-ci-se as aulas deste grande estabeleoi-
m-nt 1 instrnosao.
Ne'lc aos>nam-ta todos os preparatorios exigi-
dos uassaeademiaa do imperi >; e, por conseguin-
te, issjt m-se alumnos, nao s para a carreira ec-
.
masa f
\.


uio de fl
o ~.> oc Janeiro
clesiastica, coma para quatamer carrera Bceutifi-
ca dM xistentea no pais. -
A penso de cada alumno de 35000, fra o
l-vadj e engommado de roopa; Modo dous ir-
mao, pagaro na raao de 304000 ; sendo tres,
um delies pagar lioOO, tendo quatro, um aera
grati.
As pen08i devem ser pagas em prestaces
adianturjirt.
Para admissao dos internos preciso a certidao
de baptiiuu, que prove aer o alumno menor de 14
anuos, e o-certificado de vaccis.
O Cjllegio Diocesano funcciona em Olinda, no
amo edificio do Seminario Episcopal: mas em
seccoa* separadas.
Oiiuda, 22 de Janeiro de 1887.
Caoego, Marcilino P. do Amar I,
Keitor.
Un'est ce que c'est que le livrc t
i
AO COLLEGA E AMIGO MABCIOHILLO M.
OA CNBA PEDROSA
O livro, rocu amigo, todo luz !
Qje a senda do direito noa condui,
E na) se (leve estar sem estudar ;
A sciencia vasta ; aun fiui ter,
quando nos sentimos abater,
O livro sabio vem nos animar.
Si o scalo no ocessante progredir
Convdanos delle tudo ouvir,
Com poder de suaima autoridade...
Oaeamol-o; mis cuidado, mea amigo,
E' mister separar do joio o trigo,
Pois erros podem haver coin a verdade. ^
Na luta pelo estado se aprofundam
Os doutosQue de luzca nos iouodam,
Alargando o horisoute do ideial:
Mas so altivos aurgein no proscenio
Da vida, nem siquer o chamam genio
Os que invejam um talento sem rival !
E' triste contemplar no isolamento
Horneas que silo vero talento,
Pcis quer assim a vil sociedad-: :
Parece qae o seu maior prazer
E' inartjriisal-os t descrer
De seu real valor Que iniquidade !...
A aciencia com seus raios immortaes
'Acendendo vai as fontcs geniaes
"O seu sabcrb lume : o que reluz !
O livro o sonbo mus dourado :
De mocos de ideial tao sublimado
Que a certeza Ihes vem verter fljx.
P^rabens, pois, a ti, meu amigo,
Qu'estudando procuras doce abrigo
Na sciencia, em constante meditar.
De sabios mestres as lices ouvindo,
Da sciencia o doce fructo has de ir fruindo..
E nao se deve estar sem estudar!...
digestivo, do figado e oa intestinos ato o remedio
ais superior e til que elle jamara ten reeeitado
sendo petteitaroente sf guras e de eminente con-
nanea. .
Um test'muaao semelha' te noa foi voluntaria-
mente foraecido pelo Dr. Hamphrey Lettsam, de
Chicago; o qual apona nao menos detrinta casos
de conatipaoao habitual e bemorrhoidss, com c
aeus ames e datas, para os qnaes elle admimstra-
ra as pitulas, tendo alcancado de todos elles os
mais feliaes resultados.
Ellas se acbam acondicionadas dentro de vidri-
arlos e por isso a sua conservado duradora em
todos os climas. '
Em todos os casos provenientes ou aggravadoa
por imoureaa do saugue- a Salsaparrilha de Bris-
tol, dever ser tomada coojanctamente com as pi-
llas.
Acha se & venda em todas as boticas n lojaa de
perfumaras.
Agentes em Pernambaco, Henry Foster roa do Commercio n. 9.
*

i
RecifeJaneiro de 1887.
Raphael de Azevedo.
Programma
DA TRADICCIONAL FKSTA DE N08SA SENHO-
KA DA SAUDE DO PO0 DA PANELLA
A actual mesa regedora da irmandade de Nos-
sa Senhora da Saude, tendo conseguido realiear
os m<;ihorameiitos iiidiapeosavcij que re-lajnava o
templo, taes eomo a collocauo dos bancos apro
priado;, no co po da igreja, a abertura de duas
portas lateraea o o graueainento de Ierro cun tres
portoes em frente do pateo, com illuminacio a
gaz ; e complato asseio que se verifica em todos
os compartimentjs da igreja, resolveu celebrar a
festividade da Excelsa Senbora da Saude pelo
modo seguinte :
No dia 23 do correte, pelaa 8 horas da manha,
ter lugar a benco da bandeira offerecida pela
actual juiza, a Exma. Sra. D. Claudias. Guima-
raes, e na tarde deste mesmo dia s 6 1|2 horas,
far a entrega solemne, depois do que sera bas-
teada com o acompaubamento das Exinss. Sras.
que se dignarem comparecer ao som da bauda
militar do 14 batalbo de infamara.
Em seguida ser queimado um elegante fogo de
vista, de bengala e Oaloes, iazen Jo sobresahir em
tudo isto a uova illuinioaco a gaz, na frente da
igreja.
N seguate dia terao come?) as novenas, eu-
toanJo canticls as Exmas. Sras. que mui obae-
quiesamonle le prestaram ao convite da commia-
da festa I e anda para maor realce _e olem-
ie de taes actos, resolveu a commisso desg-
nelos diversos povoados da freguezia 8 das
novenas, exceptuando para si a primeira del-
devendo em todas tocar a alludida musict do
> batalhaa. e qneimar-se o fogo destinado para
se fiui. ~~
TBIBICa DiS JiOlTES A03 HABITAHTES DAS LOC>.<-
LIO.IOES saBSBBBMTADAS PELA COMM1SSA KOSEA-
Manofcl
AnU-
.

2 noitc -Jaqaeira e Parnameirin
D.\ Manoel de Borros Barreto, Luiz Manoel
oJruas Valenga, Dr. Joo Vicente Meira de
asconseUos e Adriano Kocha.
3. noite^Sant'Anua e Chaoon
E. Feotn, Hyppolito Martina Gomes,
Antoav Vieira.
4.' noite.Cata Forte
Dr.Jnlk) Furta
063, n^riyl Ferstfira aa Costa.
6 noite.Caldereiro
'"**flr. Jos Bernardo Fi bo, Manoel Licio Mar-
ques, Joao Luis dos Santos.
6 noite.Montriro
\)r. Manoel MarUns Fiusa, Francisco de Paula
e Silva, major Jos Bonifacio dos Santos Mergu-
faio.
7. noite.Arrayal
IferaMnegildo de liveira Baduem, Domingos
(iaies Correia, espitio Manoel Jote de Basto
Mello, eapito eodato Goncalves Torres, msjor
Manoel Gomes de S.
8. noite.Apipucos
Commendador Manoel d* Silva Maia, Ricardo
Oonnaly, eapito Leopoldino Cesar C. de Moraes,
Dr. Laiz Ignacio de Almeida Jardim.
9. noite.Pofo da Panella
Dt. Jos Marianno Carneiio da Cunha.. Fran-
cisco Henrique Charles, Augusto de MirandaHen-
riques, teneute Isidoro Tbeodulo de Mattos Fer
reir.
Os distinctoe cavalherros, de que se compoem
as commissoes, podem desde j promover tudo
aquillo qoe estiver ao seu alcance em favor da
noite que Ihes destinada, certos de que ser mais
um valiosi auxilio prestado a Padroeira da fre
gnezia do Pi-co da Panella.
No dta 2 de Fevsreiro eclebrar-seba a festa
com a sultimiidadc costumadi e ser publicada a
parte do programma que Ibe diz respeito.
Existe estampada a tffigie da Senhora da Sade
para ser distribuida aos romeiros que a desejarem,
mediante um bolo qualquer para dita fer.ta.
Consistorio da irmandade de Nossa Suhor;i da
Sade em 20 de Janeiro de 1887O escrivao in
terino, Btrgu.
As pnssoas, qne viajara, commetttm grave im-
prndencia em partir confiando nu vigor de sua
sale ; os g.-aodes acores, as mudanzas rpidas
de temperatura, a klimeutHcao, rs incommodos
ioherentes riagem, occaeicuam geraimnte do-
res de estomago, neuralgias vio'entas, e febres
mais ou menos perniciotas, que fatigara o bornein
c o tornam triste, sem fallar ue outras molestias,
que podem tomar um carcter grave.
Nada parm devem recriar os (ue, por urna
prevencio bem eotenlid), Iev>,m comsigo um
fiasco de capsulas desulphato de quinina de Pel-
letier, qne se engolem laciliuinte e concern dez
ccntigrarn'nai de quinina pura e cristalisada, que
tonifica o estoing< e todo o organismo, infundiu-
(io-lhe o -vigor necessano para resietir s msies-
tiss cima mencionadas.
Conalipnc Unbilual do vpnlre.
Palavras cunsoladaraN
*
O Dr. t'yrus W. Nelson, de Boston, autor das
obaervacOe chimicus sobre o tratamento das mo-
lestias abdominaei, diz en urna carta datada de
27 de Feverciro d.' 1862 :
Eu considero as Piiulas Aasnearadas de Bris-
0 melhor remedio at hoje coubecido para a
cora de c^nstipafio cbro'nica d-i ventre. Elias
njnea me falbarao e ti'iiho-as reeeitado em mais
incoeota casos. Elle acoreseeuta sais :
Que para todas as irr-gularidades do apparelho
DepositarioFrauciaeo Manoel da Silva & C.
Droguistas, iuaclo Mrquez de O'inJa n. 23,
r. Joo Paulo
MEDICO
Especialista tn partos, milestiae de aoboras e
de crimiQHS, com pratica as principaes materni-
dades e hoapitaes de Pars e de Vieana d'Austria,
faz todas as operacoes obsttricas e cirurgicae
coucernentea as suas especialidades.
Consultorio e residencia na ra do Baro da
Victoria (aotiga ra Nova) o. 18, 1' andar.
Consultas das 12 s 8 horas de tarde.
Telephone n. 467.
Una uuvcm escura eueobre a
luz do sol da nossa existencal
A' incerteza da vida juata-se o roysterio
tenebroso da morle Em quanto que, por
ama parte, esse primeiro grito infantil que
nos annuncia qae outro ser auabade unir-se
nossa especie, inspira urna alegra profun-
da, por outra parto trememos de ("spanto no
ouvir o bater borrivel das azas do anjo ex-
t^rminador f A voz omnipotente da in-
fluencia suprema que governa o universo
decretou nosso deslino, a sentenca fatal foi
pronunciada e todos os bomens estUo con:
doranados a morrer !
Sem duvida alguma, ^ morte inevita-
vel. Nao poiemos, porm, retrdala?
E' esta urna qae-tao que seria de urna im
portancia incalculavel, ainda se tratasse s-
mente de ganbar urna hora de vida, pois,
animados d'esse sentimento sublime que se
chama nstincto, estamos sempre resolutos
a dar batalha com um valor indomavel ao
nosso inimigo mfjrtal em favor do glorioso
privilegio da existencia Aquello senti-
mento a voz espontanea da natureza, e o
nosso dever consiste em obedecer. Va-
mos, pois, a ver; possivel retardar a
morte f Indubitavelmente o pois que o
mundo est sujeito a certas leis, e quera
as cstuda convence se que n'ellas se coin-
prehende a dita possibilidade.
Os que se acb^m dota los do valor e
juizo necessarios para se cobrirem com o
escudo que a propria natureza Ihes propor-
ciona para est-3 effeito, poderSo repellir os
ataques incendiosos do inimigo da vida, at
que as faculdades vitaes vito pouco a pou-
co em decadencia em urna velhice madura
e ditosa, e at que o anno da luz se Ihes
aprsente com aspecto risonho e sem ter-
ror, para os conduzir, como n'uma visao
deliciosa, a essa regiao rcsplandeceute que
brilha mais alm das treva3 do sepulchro.
O destruidor toma diversas formas, mas
d a preferencia a de um inimigo moral que
devora actualmente as partes vitaes da so-
ciedade moderna. Martyrisou j o mar
tyrisa ainda quasi todos os habitantes deste
paiz.
Que inimigo est ? Quer o leitor sa-
ber se tambtm victima da urueldade
deste tyranno? Pergunte a si proprio se
atonuantado por algum dos syiuptoinas
que vamos "enumerar: dr^'s de cabeja,
das costas e das espaduas ; falta de appe-
tite; accumulacao de urna lama viscosa,
espessa e pegajosft em roda das gengivase
dos dentes, sentindo-se simultneamente
um sabor deeagradavel, especialmente pela
manbt: tristeza e dcscahimento acompa-
nhados de somnolencia ; urnas vezes a sen-
sato de urna carga pesada no estomago,
e outras, debilidades na bocea do mesmo
orgo, n5o havendo satisfaelto alguma em
tomar alimento; aspecto tristonho e cor
amarellenta dos olhos ; estado fro e pega-
joso daa mSos e dos ps ; urna tosse secca
ao principio, acompanhada, porm, depois
de urna expectorajao de cor esverdeada ;
cansaco constante sem que o somno pareja
proporcionar descango algum; enerva$So,
irritasao e mos presentimentos; deliquios
e vertlgens ao levantar-8P do repente ; pri-
sio de ventre; estalo secco, e veces, ar-
dente, da culis ; condicao espessa c em-
botada do sangue, escassez e c6r muito
tinta da urina, que deposita um sedimento
depojg^de permanecer por algum tempo em
Lpgpouso; o^vlsSo iiequente do alimento,
urnas vezes com gosto acid,"~tratia& ^e.*.
zes algum tanto doce; palpitagao do cora-
5S0; manchas apparentes nos olhos; e no-
tavel prastracSo e debilidade do paciente.
Todos est'-s syroptomas costumam apre-
sentar se por seu turno. Acredita-se que
quasi urna terga parte da nossa populacao
est aflectada da dita enfermidado em al-
guma das suas variadas formas Como
regra geral, oa medieos se equivocam a
respeito da natureza desta doenya, nujo
verdaieiro nome dyspepsia ou indigea-
to; enfermidade que se cura infalhvel
mente por meio do Xarope Curativo da
Mai Seigel. Este medicamento tea obtido
em ambos os hemispherios urna reputajao
justificada incontestavehnente por suas
grandes virtudes. Vende-se em todas as
bonicaB, e pharmaoias e a& casa dos pro-
pietarios, A J. Whit, (Limited), 35, Far.
ringdon Road, Loudres, E. C, Inglaterra
N. 1?. Atteto ter empregado com van-
ajasos resultados em doentes do tubercu-
ose pulmonar, em minha casa de saude, a
EmulsSo de Scott oleo de figado de baca-
Iho cm hypophosphitos de cal e soda.
O referido e veadado e o juro in fide me-
did.
Rio do Janeiro, 15 de outubro de 1884-
Dr. J. Tavano.
AOS INCRDULOS
Oabaixa aesignadoattfsta e jura, ae for preciac,
que aoffreu muitos mezca de rneumatiamo, come-
cado no pescoc/i e que em pouco teinpj estendeu se
por todo o corpo at oa ps, ficaudo entrevado e
servulo p^r outras pessoaa : tratou-e com camero
sem poupar nada, e, j desanimado com o muito
soffrer aern eaperanca de aarar, resolveu tomar o
Anti-iheumiitico Paulistano.especialidsde do phar-
macbutieo Luiz Corlos 1- que felicidadt.! ha mais
de quatro meses que nao s modo! Di-eejaudo que o bem chegue para todos,
o motivo real porque d este attestado.
Joaquim Dimz Vaxois.
S. Carlos do Pinhal, 2 de Desembro ds 1885.
Ao publico (1)
O Sr. Bernardo Jos dos Santos, residente no
Cerrito, municipio de Pelotas, provincia do Rio
Grande do Sul, querendo prestar ama homenagem
i verdade, tornando publico as virtudes do pas-
toral de oaartMtra, preciosa descoberta do
Sr. AI vares de S. 8 jares, de Pelotas, fes publicar
o seguinte importantissimo documento, em diver-
sos jornaes da referid* provincia :
Lvo ao c rohecimento do publico mais um
triumpho alcancado pelo popular remedio pei-
tural de cambaradescoboita e prepara-
cao do 8r. Alvares de S. Soares, de Pelotas.
ilavia seis a unos que urna tosse grave me
atormeocava dia e noite, fazendo ltimamente dei-
tar j abundantes escarros de sangue : os pulmoes
com certeza achavam-se affectados e eu teria in-
fallivelmente de suecumbir terriveltsica pul-
monar 1
a Um amigo sabendo do meu estado, aconse-
lhou-me o precioso peitoral de cansbara.
e somente cum o uso de 12 vidros deste mportan-
tasimo medicamento, cqosegui curar-mo radical- j
mente, sentindo me hoje forte o podendo j entre-
gur-me a lides de minha fazenda do Cerrito.
Depois deste caso.^teoho aconselhado a milita
gente o peitoral de cambar, c todos tm
colhido resultados importantes. -
Actualmente faz uso deste preparado, com
omito aproveitamento, minha filha Neufndes, que
tambero se acha soffrendo do peito.
Fazen-Ja do Descanoo, no Cerrito. 24 de Ou-
tubro de 1884Bernardo Jos do Santo.Ro-
conbeco como verdadeira a firma supra. Em tes-
temuoho de verdade. o escrivao de paz Boldo
S. de Gouveia.
nicos agentes e depositarios geraes nesta pro-
vincia Francisco Manoel da Silvadt C.
a ra Mrquez de Olinda n. 23.
Aos portnguezes
A satisfaoao cam que boje Vivo pe.a saude re-
cuperada, faz com que venha mprensa agrade-
cer -aos coa, de vir encontrar o verdadeiro e ni-
co remedio que curou-me da terrivel enfermidaie
qae a me conaamudo ha miis -de 20 anuos, em
Portugal, onde fui tratado com esmero e sempre
doeote; vim pira c em procura da saude, que
recupen-i tomando os verdadeiroa pa anti-ho-
morrhoidarios do pharmacejitico Luiz Curios, e
que se vendem na corte, na drogara de Silva Oro
mes ft C.
A minha terrivel doenct era toda bemorrb odas
e fazendo esta publicars, guiando os doentes para
verdadeiro remedia, creio ter cumprido uui dever
da gratido a Deus pela miaba saude recuperada.
Santa Rosa, 28 de Janeiro de 1886.
Jos Lopes Esteves.
Deposito: Francisco Manoel da Silva & C-,
droguistas ra Mrquez de Olinda n. 23.
I Bsttuto Hiilom&tioft
Ra do Visoonde de Alanqaerqua n. 33
luicrnato e extrnalo
DIRECTOS
Bacbarel Olirvtho Vctor
As aulas deste collegio eataro abartss do dia
10 do correte em diante.
Collegio de '-Nossa Senhorj da
RA DA AURORA N. 19
As aalas deste instituto comecarao a 7 de Ja-
neiro.
A directora,
Augusta Carneiro.
Collegio Amor Divino
RA DA IMPERATRIZ N. 32
As aulas" abnr-se-h3o no dia 10 do corrente.
A airectera,
Olympia Mara deMendonfa.
liislitiiliiiH Francaise de
Riia do Baro detl. Borja n. 50
< aatlga do Sebo)
O aiiio ledro He collegio
coneja ei 10 de Jan n
COLLECIO
OE
N. S. das Victorias
O Moa o Hoapido 10
As aulas abrir se-ho no dia 10 do corrente.
A directera,
Baronesa L. V. d'Herpent.
Clnica medico elrnrca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspeeialidadePartos, molestias de senhoras e
criancas.
Residencia Ra da Imperatrrs n.J4, segundo
andar.
Leonor Porto
Ra do Imperador n. 45
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeie
fignrinos recebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Friiiia cm perfeicaode costura, em bre-
vidade, modicidade em precos e fino
gosto.
Advogado
O Dr. Clodoaldo Lopes raudou aeu gabi-
nete de advogacia para o predio n. 4,
ra Esreita do Rosario, e tem ana resi-
dencia no predio n. 40, ra da Palma.
MEDICO HOAIEOPATHA
Emulso de Lanman
& Kemp
A Emuls.to de oleo de figado de baca-
ibo com os hipophospbitos de cal, soda e
potassa, preparada pela acreditada casa
de Lanman & Kemp de Nova Yoik, a
melhor, a ma3 perfeita, e a mais eflicaz e
agradavel que ai agora so tem tfferecido
ao publico.
E' um regenerador poderoso das consti-
tuiySes debis o um remedio certo para
tjdas as affecjSes do peito, da garganta el
dos pulmSes.
Use-se t a Emulsao do Lanman &
IvMinp nao confuadiado-a com as outras.
Vende-se em todas as drogaras e pbar-
macias.
coi.Li:tiio
de S. Luiz Gonzaga
Com este tit jlo fuodei no dia 15 de Novembro,
na roa do Hosmcio n. 55 um eatabelecimento dea-
tinado instrueco primaria e secundaria de me-
ninos.
Abalancar-ae a empresas dessa ordem em poca,
como a que atravtasamos, locontestavelmente
grande ouaadia e temeridad?. Antevi perfeita-
ic>nte as difRculdades com que havia de lutar, oa
mil obstculos qne se me antolhariam no caminho,
mas, apezar de prever tudo isso, nao me foi possi-
vel resistir ao desejo de contribuir com o meu pe-
queo contingente para a grande obra do levauta-
mento da instiuccao.
Eiisinam-sfi no collegio as aeguiotes materias :
leitura, calligraphia, portugnez, fraacez, ingles,
italiano, latim, geographia, historia, arithraet^,
geometra, algebra, philosopbia, rhetorica, musrca
vocal, piano, flauta, rabee gymnastica, deeenho
e converaaco das linguas: francesa, iogleza c
talnaa.
A casa em que se acha o collegio nao pode aer
mais adaptada para esse fim : satisfaz cabalmente
a tjdas as exigencias de estabelecimentos dessa
ordem.
Como resido com minha familia eaton em con-
dces de receber meninos de mais tenra idade, aos
quaes n-o faltarSo de certo cnidades a solicitudes.
Confiado na boa vontade dos r. pais de fa-
milia para elles appello esperando que me eoadju-
varo na ardua e difficil tarefa da educaco de
seas filboe.
- 6{ea.lj.rir-8C-hio as aulas a 7 de Janeiro vindouro
Recite^de Dezembro de 188ti.
Padre H
oel Lobato Carneiro da Cunha.
, A directora,
I. Adour.
Escola idrticuliii*
de instruefio primaria para o
sexo masculino
CASA DE ENSINO MODERNO
36Hua Vellia36
O abaixo aaagnado, participa ao Ilustrado pu-
blico desta cidade, que abri ana > Escola parti-
cular de instrueco primaria para o sexo maaculi-
n i, ra V'ellia n. 36, (Boa-Vista) onde esme-
radamente te dedica ao eosioo de sena alumnos,
Educa e inatrue a infancia pelo melhor syatema
dos principaes collegios da corte do imperio, onde
por algum tempo demorcu-se paeseio, cujo sys-
tema a delicadeza, a voca^o, a paciencia
intima para o ensino, fazendo com que os seas dis-
cpulos sigam o caminho da intelligencia, da honra
e da dignidad-i com santos conselhos e sas lices,
afim de que venham a ser o foturj sustentculo
da patria, da religilo e da lei, e um verdadeiro
cidadao brasileiro.
Espera merecer a confianca e proteceo dos
pais e tutores das creancas que queiram aprovei-
tar um rpido adiantetnento de seus filhoa ou tu-
telados, e em particular tem f robusta em todos
oa seus compatriotas p>rnambucanos.
Comquanto ousada seja esta tentativa, todava
espera que os aeus incansaveis esforcos, e os seas
puros desejos sej-im coroados com a feliz appro-
vaco do todos os lbos do imperio da anta
Cruz.
Espera finalmente, que o reapeitavel publico
aaiba apreciar de perto o seu verdadeiro ensino
primario, onde rpidamente as cranlas abracam
e amam de coracao as livros, as seiencias, as let-
tr.is e as artes.
Hensalidade250^0 pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horario-das 9 horas da macha s 3 da tarde.
Recebe meninos ioteroos e meio-penaioniatas.
por mensaldadea razoaveia.
Boa Veiha i. 36*
Julio Soares d'Azevedo.
i Dr. Balthazar da Silvciraj

8
i
Especialidadesfebres, molestias das
criancu, dos orgilos respiratorio
senhoras.
Presta-se a qualquer chamado para
or di capital.
AVISO
I Todos re chamados devem ser diriga
) dos pharmacia do Dr. Sabino, ra do )
Barao da Victoria n. 43, onde n indicar )
sua residencia. t
I
i
tomas aeguio-8e um ^nalcstur ineacriptival
no estomago (malestar que foi tomado por
urna 8?BBaeao do vaso interior) ccumulan-
do se em torno dos dentes urna materia
Pegaj8a, acompanhada de um gosto des-
agrada vel, especialmente de manh. Lon-
ge de iaser desapparecer a sensaco do
vazio, o alimento p..r>i 1.1 tre outros syraptoinas, notava-se a cor ama-
rellenta dos olhos. Pouco depois, as maos
e os pa esfriarem e tornar*m-s^ pegajo-
sos, cobrindo-ae de um mor fri. A enfer-
ma padeca de um cansaco constante, sen-
tindo-ae nervosa, irritada e clieia de ne-
gros presentiraentos
Ao levantarse de repente, a pobre se-
nhora senta urnas tonturas. Com o tempo,
os intestinos chegarain a estar estreidos
at o ponto de tornar se neceBsario empre-
gar quasi todos os dias alguto medicamen-
to catrtico, nao tardando a enferma a sen-
tir nauseas e laucando fra os alimentos
pouco depois de tel os engulido, algumas
rezes em um estado de azedume e de fer-
menta cao.
D'estes desarranjos proveio urna palpi-
tacao de coracao tao violenta que a infeliz
quasi que nao podia respirar. Finalmente,
en 'ontrou-sc na irapassibilidade de reter os
alimentos, atormentando a sem cessar do-
res de ventro atrozes.
Attendendo ao facto de que todos os re-
medios at entao empregados nHo haviam
produzido resultado algum satisfactorio,
reuni se urna junta medica, nujo parecer
foi que a Sra. oKing padeca de um cancro
no estomago, tornndose nece3saria urna
operacSo.
Em resultado d'esta decise, no dia 22
de Janeiro de 1882 fez o Dr. Vanee a
operajao em presenga dos Drs. Tucker-
mann, Perier, Artas, Gordon, Lupitr e
Halliwell.
A operacao consisti em abrir a cavida-
de do abdomen at descobrir o estomago,
os intestinos, o figado e o pncreas. Ve-
rificado isto, os mdicos examinaram os
ditos orgaos, e, cheios de assombro e de
horro;, viram que nao existia caucro al-
Licor depurativo vegetal iod^o
oo
Medito Quinte.la
Este notabilissimo depurante que vem precedi-
do de tao grande fama infallivel na car de todas
as doencas syphiliticas, escrofulosas, rbeuniatica-
e de pelle, como tumores, ulceras, dores rheuirati-
c:is, osteocopaae nevralgicas, bl'iiuorrhagias agu-
das o chronicas, cancres sypbiliticos, inflamma-
coes visceraes, d'olhos, ouvidoB, garganta, intes
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simple;
ou diathericos, assim como na alopecia ob queda
do cabello, e naa doencas determinadas per satu-
raban mercurial, o-se gratis folhetos onde <
encentram numerosas experiencias feitascom.
especifico nos hospitaea pblicos e muitos *
dos de medieos e documentos particulares.
descont para revender.
Deposito em casa de Faria Sobrinhs & C
Kua do Mrquez de Olinda n. 4.
Ao publico
Os abaixo assignados, tendo registrado e depo-
sitado as suas marcas industriaes e rtulos das
Hurprendea abulta trente 1 ()
O acreditado negocian!*- Sr- Emygdio Pinto
de liveira, agente consular. dente em Sante Victoria, Kio kande do Sai, re-
metteu ao descobndor do Peitora\de Cambar, f suas preparayoes na junta eommerciai doBio de
Sr. S. Soares, ama importante deela^cao assig-, Janeiro de coufrm:dade com as presenpeoes das
nada pelo Sr. Vasco Jos Pereira d'vV.la, que I leis do imperio do Brasil, declarara e participan
ha longos annos soffria de urna grave enfrmida-1 aos interessados, que como nicos proprietanoa,
de pulmonar, sem ter mais eaperanca de curarle tem dimito exclusivo de
ltimamente, aggravando-se seas soff'ment^
reoorreu aquelle precioso medicamento, e no foi
preciso mais que alguna frascos para o corar ra-
dicalmente.
Este prodigioso resaltado, que sorprendea a
muita gente, corre divulgado em todos os folhetos
annexos a cada frasco do-peitoral de Cambar.
Cucos agentes e depositarios em Pernambaco,
Francisco Manoel di Silva fe C, roa Marques
de Olinda n. 23.
ADVOCAGIA
O co selheiro Dr. Manoel dol
Nascimento Machado Portella (
' contina no exercicio de sua i
jirofissao de advogado podendoj
ser encontrado em seu escripto-J
j (rio n ra do Imperador n. G5,J I
a tarde. ( }
( jl. andar, das 12 s 3 dt
trises e rtulos relacionados com manufactura
^%bricacao e venda das a AgoVde Florida de M array e Laman.
Touicj-Orieatal.
Peitoral d>nacahuita.
Paathas VernvXugas de Kemp.
Oleo de figado de ijacalho de Lanman & Kemf
Emulso de oleo de*rgdo de bacalho com hy
pophosphitcs, de Lanmaa, & Kemp.
Salsaparrilha de Bristol. X .
Estracto duplo de aveleira *mag\ca de Bruto!, e
ungento de aveleira mgica depristol,
e que, portante, perseguirio a todos oJjalsifieado-
res ou imitadores das ditas marcas ndHStriaes e
rotlos, procurando que sejam castigados SU teda
a severidade da le!. "~\
Tamban acautelamos o publico contra todos
aquelles que nuutam eubstilur as nossas pr"epa
racoefl cima mencionadas com artigos falsificados
que levam rotlos cu marcas induatrraca qoe imi-
tara as nossas.
Lanman tf) Kemp.
loglez e francez
Cursos iheorioos ou praticos, conforme prefer
rem 03 aenhores interessados. Ru da Aurora o.
19,2- andar.
Externato
Roa da PcBha Damero 95
Entino de primeira lettra e preparatorio
Neste eatabelecimento, que se nena em
condfc5?s vantajosas p;r ser o nico que
existe cm taes immediaeoes, leccionam
ae aa materias constiiativa8 daquelles
dous curaos, abn;ngendo urna aula de in-
gl-.s, que se enaina a traduair.eserevex e
fallar correctamente. Conta igualmente
um carao de msica, instrumeutacio e
v^caisa^So.
A. coutribui^So a mais simples possi-
vsl, c medante ella os alumnos terao di-
reito a objectos e livros de estado, e ou-
tras r-'galias conatiut'.a dos respectivos
estati,tjs.
Oculista

Dr. Barreto Sampao, medico och-
lta, cx-chefe de clnico do Dr. de
Weekcr, d consultas de meio iia s
3 horas da tarde, no 1. andar da casa
n. 51 & ra do Barao da Victoria, ex-
cepto nos domingos o das s-.ntificades.
Residencia rna Sote de Se'embro n.
84. Entrada ptla ra da Saudade n.25.
Dr. Gilio Lie
Medico, parieiro e operador
Retidencia ra Bardo da Victoria n. 1S, 1 andar
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 horas da manha s 2 da
tarde.
Atiende para as chamados a qualqncr ior
telephone n. 449.
'enlisto
Dr. Fendi.-. da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
-consultorio, n. 20 ra Larga do
Rosario.
Consultorio medico-
cimrgico
O Or Castro Jess, contando mais de 12 anno
de escrupulosa observacio, reabre consaltoro ues
ta cidade, ra do Bom Jess (aotiga da Cruz
n. 23, 1." andar.
Horas de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as demais horas da noite ser encontrado d:
sitio travessa dos Remedios n. 7, primeiro por
tao eaquerda, alm do pono do Dr. Cosme.
Um remedio cuica/ (2(
RES NON VERBA
Aos que soffrem do peito reaemtnendanio3 n lei-
tura da seguate publicarlo do Sr. Jos Mara
Lopes, morador na liba dos Marioheiros, em frente
cidade do Rio Oraode :
fia quatro annos que fui curado de urna
muito grave ti.f rmidade. resultante de um res-
friado.
Senta dor agudssima do lado esquerdo do
peito, tosse secca c urna fraqueza excessi?a em
todo o corpo.
Em oito meses de tratamento com varios me-
dicamentos, ouoca consegu obter allivio e cada
vez a molestia augmeatava a ponto de me julga-
rem perdido.
" Eacontrando-me com mea primo e amigo Sr.
Manoel Joaquim, residente no Povo Nbvo, elle
acon8elhou-me o uso do Peitoral de Cam-
bar, do Sr. Alvare8 de S. Soares, de Pelotas,
elogiando-me muito este preparado e com effeito,
em dous mezea de aeu uso constante, restabeieci-
me de urna molestia quu me levava sepultara !
O que digo verdade, e toda esta ilha o pode
affirmar, pois nella vivo ha maia de trinta anuos,
onde techo chcara e familia.
O leitor poder encontrar oatros muitos at-
testados nos folhetos que acompaobam cada fras-
co.
Deposito, nicos Kgentes e depositarios geraes
em FernambaceFrancisco Manoel da Silva &
C, roa Mrquez de Olinda n. 23.
Le sie non Jornae de Pelotas (5)
NCMCA HODTE COKAOEM IUma pOSBa IllUtO
conceituada, moradora em Bag (Rio Grande do
Sul), achou-ae gravemente doente do peito.
Pci chamado para a tratar o ilustre Dr. Pcn-
na, e maia tarde tambem o ilustre Dr Albano.
O doente cada vez ficava peior : a molestia,
zembando do trataaicnt medico, eegia aeu fu-
nesto curso.
Uma pessoa da familia, tendo confianza no
Peitoral de Cambar- descoberta do Sr. Alva-
res de S. Soares, de Pelotas, lembrou ao medico a
Ba applicacao.
Este, porm, qae tal vez nao conheceese por ex-
periencia propria os tffeifos de tao soberano reme-
dio, recusou-aa a receital-o, continuando com ou-
tras applicacoes.
Veodo-se qae o doente nada aproveitava e que
a morte era inevitavel, mandou-se, em seguida,
comprar um vidro do dito peitoral no eatabeleci-
mento do honrado commerciante desta cidade, Sr.
Domingos Dame, que aempro o tem legitimo &
venda.
O doente princlpiou a tem .r o novo remedi > "
a me-horar, e no fin de algum tempa acbtva-se
completameote restabelecido. ,
Nunca hoave coragem de declarar ao Ilustre
medico, qoe a cura realizada foi devida unica-
meote ao popular remedioPeitoral de Cam-
bar, do Sr. Alvares do S. Soares.
Um Baqrente.
HlracaloMo ueceMO (S)
Urna filba do Sr. Kirmino Francisco Machado,
fazeodeiro no Ibicuhy, Rio Grando do Sul, estava
I desengaada pelo^ mdicos que a declararam af-
fQtada de uma tysica pulmonar em estado bas-
tante-adiantado.
A iitViMStlia. profundamente conatrrnada, teve
a feliz lemoanQa do experimentar o PEITORAL
DE CAMBAftA.'i deacoberta e preparacao do Sr.
Alvares S. Soaefcda Pelotas.
A'guos frases (?elte precioso Medicamento u
seguraram as melhoral8 doente, e o nao conti-
nuado op'-Toa utna cura racrtt^'. .
Esse miraculoso successo n eSH^S^*^0
terrivel enfermidade, referido em uma cartami"
pressa noa opsculos ^ue acompanham o medica-
mento.
nicos agentes e depositarios geraes nesta pro-
vinciaFrancisco Manoel da Silva &C, roa
Mrquez de Oliodan. 23.
Um erro Fatal na America
No peridico Cleveland, publicado em
Ohio, nos Estados-Unidos do Norte, lemos
a descripcao de uma opera;ao cirurgica,
cujos funestos resultados sobresaltaran! pro-
fundamente todos os facultativos da Repu
blica Anglo-Saxonica. No entender do ci-
rurgiao mais eminente de Cleveland, o Dr.
Thayer, semellinte opera^So foi qunsi um
crime I
Havia muitos annos que uma senhora
chamada King padeci-i de uma enfermida-
de de estomago, e nenbura dos f.ystemas
de tratamento empregados por varioamc
dicos puderam alliviar lhe os sofFrimento3.
A doenja tinba principiado "ora um levo
desarranjo dos orgaos digestivos, do mis
tura com um grande faStio. Atestes symp-
gum.Cerraraai e fizeram o possivel para cu-
rar a ferida que haviam feito ; mas a pobre
senhora morreu dentro de poucas horas.
Qne triste a sorte do viuvo que sabe que
a esposa pareceu por causa de uma opera-
gto errada Se a Sra. King tivesse em-
pregado o verdadeiro remedio contra a dis-
pepsia (sendo este o nome da doenca) esta-
ra hoje em sua casa viva om lugar de es-
tar na cova.
Por meio do uso do Xaropo Curativo de
Seigel, reraedio-proprio para a dispepsia e
para a indi^estSo, rauitas pessoas se resta-
beleceram depjis de terem ensaiado outros
remedios som proveito. As provas d'este
fucto sao tio numerosas que nao nos pos-
sivel reproduzil-as aqui, mas os que leram
os certificados publicados em favor d'este
grande reraodio consideram-oa eomo irre-
futaveis o convincentas.
A venda do remedio Ilimitada.
O Xarope de Seigel vende-se em todas
as pharmacia a do .rundo, assim como no es -
tabele .ment dos proprietarios, A. J.Whi-
t-;,(Limited) 3, Farringd on Road, Lon-
dres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernambu-
co : Bartholomeu & C, J. O. Levy & C ,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mtir-
tiniano Veras & C Rouquayroi & IrmSos
o Faria Sobrinho & C. ; em Bello-Jardim,
Manoel de Siqueira Cavalcante Arco-Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho :
em Independencia, Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares, Antonio Car-
doso deAguiar; e em Tacarat, Jos Lou-
renco da Silva.
EDIT4ES
Secretaria da presidencia de Pernambuco 21 pe
Janeiro de 1887.
Sec^o, De ordem do EsmJ Sr. Presidente
da Provincia em observancia ao desposto no art.
157 do decreto n. 9420 de 28 de abril de -1885,
taco pub'ico ao editul abaixo tr-inscritn, pondo em
c..ocurso com o praso de 60 diaa os cfflcics de'es-
crivao privativo deorphaos e auseutes e crime por
dietribuicao do termo de NazarethJ
O secretario
Pedro Francisco Corris de Oliveira
O Sr. Dr. Manoel Cabral de Mello jui
municipal de orpaos do termo do Naza-
ret por Sua Magestae Imperial 8 bnam
Deus huarde, etc.
Faz saber aos que o presente ed delle noticia tiverem e a quem mteressar possa que
achando-ae os offieioa de escrivao privativo de or-
phaos e ausentes e crimes por distribnicao d'esta
comarca creado em virtude do decreto de 30 de
Janeiro de 1834, combinado com a lei provincial
n. 526 de 2 de Junho de 1862 vago por ter falle-
cido o respectivo serventnario Maior Ignacio Viei-
ra de MHlo, coovida os preteodentoa, aos respec-
tivos officios a spreaentaiem aeus requer ment
dentro do praso de 60 dias, a contar da data do
presente edita!, segundo dispoe o art. 11 do decreto
o. 817 de 30 de Agosto de 1854e decreten. 9344 de
16 de D.z. o bro de 1884 art. 7.
Faz ain a saber aoa pretendentes que deverr
vir iiisti udcs seas requ.'rirnentoa com exame dt.
suficiencia, de eonfirmidada eom a diapoiicao do
decreto n. 8276 de 15 de Outubro de 1881 e mais
formalidades exigidas no art. do decreto n. 817 de
31 de Agosto de 1851.
E par qoe chegue ao c< uheeifnento da todos
man Jei paaBar o presente, que ser nffizado no la
garmais pub'ico e do cea tn me e delle ae extrahir
uma copia para aer remettida ao Illm. Exm. ?r.
presidente da provincia, para fim indicado no aif.
157 dn decreto n. 9420 de 28 de Abril da 1885, de
30 de AgoM.i de 1851, art. 11; du 5 do Janeiro re
1871, art- 2 e-in dedaTHco do dia em que foi sffi-
xadoe publcalo o presente edita!, o que ser cer-
tificado pelo porteiro dos auditorioo, como dispoe o
art. 153 do decreto n. 9420 de 28 de Abril ds 1885.
Dado c paasado nesta cidad de Nazaretb aos
20 dias d,i mez de Dezembro de 1886.
Eu Joao Bi*rra Vieira de Mello escrivao ute-
rino escrevi. ,,.,
--------*-v^------^-Bftnoel Cabral de Mello.
Certifico que pn|o porP4a!M'tJ>' "^^
entregue a certidao de afaxacSo B^iaL^J^ibe r
seguinte :
Candido Correia Dantas, poiteirodos anditonos
de Nazareth em virtude da ler: Certifico que nffi-
xei na porta da cmara municipal desta cidade.
boje o edital convidando os pretendentes dos cffi-
cios de justica vagos pelo fallecimento do respec-
tive serventnario major Ignacio Vieira de "Helio.
O referido verdade, dou f. Nasartrh 20 de
Dezembro de 1886. > porteiro dos auditorios.
Candido Correia Dantas.
E mais se nao continha em dita certidao acuna
copiada do proprio original a epe marenoUo c ion
)c
Eu Joo Cezerra Vieira de Mello, escrivao Inte-
riuo o escrevi. ^^^^^^^^_^__^________
O Dr. Joaquim da Cesta Rrbeiro, juiz de direir i
do cvel nesta cidade do R-cife e aeu termo, ca-
pital da pioviucia de Pernambaco, psr.'SaaAla-
gestade Imperial e Ccnst't.acional o Br. D. Pe
d'o II quem Deus gaarde tc.
Paco saber aos que o presente edital x^.m.o.,jra-
so de 20 das vrem ou delljj cticia tivorem, que
no da 19 de Fevereir? do anno vindjura, depois
d audiencia deste juizo se .nao-de arrematar
venda a qnem mais der e maiar lance offereer os
b?ns seguiutes :
..

i
r
}


Diario de rernambueoDomingo
Janeiro-de ISS7
n obrado de um sudar da pedra e cal n. 18
o pateo do Par i su : o psvimeuto terreo com doas
partas e orna janella de frente, servindo ama das
1, labrado, com dual talas, dous quar-
tcm, coainha fra, quintal morado, cacimba meei
andar com tres portas de fente com va-
rgJii. da ferro, com djas salas, dous quartos, co-
mmh% fra e em mo estado a coberta e o assoa-
Mra- medindo de frente 5 mntros e 20 centmetros
k fundo 11 metros e 90 centmetros, avaliado
por 4:000*000.
Oma casa terrea na ra da Boda, n. 25, com
iaas portas e urna janella de frente, com duas sa-
las, quatro quartos, cosinha fra, com um portSo
a da sabida para roa dos Patos, sendj a casa
nedra e cal, o solo foreiro, medindo de largura
Metros o 65 centmetros e de fondo 14 metros e
Ib entimetros, em mo estado a coberta, avaha-
da por 3:000*000.
Urna casa terrea, mei'agua, de pedra e cal, fe-
a a moderna na roa dos Patos u. 8, com ama por
4a e urna jan- II* de frente, com ama sala, um
^aarto pequeo, ama pequea cosinha, terreno fo-
tras de fondo 5 metros e 5 centmetros, avaliada
por 500#00J.
Penhorados por execucao de Victorino Domin-
es Alves Mais, contra o cnsul de Portugal,
tuno representante do espolio de Ignacio de 8
sWpes Fernandea ; pelo que toda e qualquer pes
eaa quo tm ditos bens quiser tancar o podar fa-
aer nos das de praca.
8 para qoe chegue ao conhecimento de todos
nandei passsr o presente edital que ser publica-
da pela imprensa e afiliado no lagar do costme.
Dado e paseado neata cidade do Recite, aos 10
e ezeinbro de 1886.
Jcbscrevo e.assigno, eu, Pedro Tertuliano da
Owha, escrivo.
Joaquim da Corta. Ribeiro.

i
Secretaria da Presidencia ae Pernambaco, em
il de Desembro de 1886.
De orde n de Exm. Sr. presidente da provincia
< em observancia do art. 5 do decreto n. 8266, de
.8 de outubro de 1881, notifico o Sr. juiz de direito
Ooncalo Paes de Asevedu Faro que por decreto do
Desembro do anno findo, foi 8. S. removido da
comarca de Pao d'A'ho para a da tuti na provn
ia da Parabyba, ficando sem effeito a anterior
remocao para a de Viamao no Rio Grande do Sul,
endo-lhe marcado o prazo de 4 meses a contardo
da 9 para nssumir o ejercicio.
O secretario
Pedro Francisco Curris de Oliveira.
__O administrador do Consulado Provincial
lando comprimento a portara expedida pelo Illm,
*c. Dr inspector do Thesouro em 19 do correte,
as publico a quero intressar possa, que, no t-gp.i-
*eo;e ediUl, ser efFectuada pir esta repartico a
branca, livre de multa, das annuidades e mais
enrieos da Becife Draioage Company relativa ao
t' semestre do cxcrcicia do 1886-1887, conforme
* re teso infra.
Consolado Provincial de Pernambaco, 22 de Ja-*
aeiro de 1887.
Rolaco a que se refere o edital sopra
Fregoezia do Recife
Pas : Mrquez de Olinda, Bora-Jess, Alva-
r*B Cabral, Coamercio, Bitpo Sardinha, Torres,
Tbous de Soasa, U. Mara de Souza, Vigario Te-
norio, BarretJ ae Menezes, Mariz e Barros, Bur
fot, Amonm, Moeda, Tuyuty, Companbia Per-
oanbucan, Madre de. Deus, Domingos Jos Mr
tms, Msscates, R-stauraeao, D. Maria Cesar,
Visconde de Itaparica, Pharol, Areial, S. Jorge,
Vital deO.iveira, Guararapes e Bario d> Trun-
pho.
Pracas : Assembla, Chaco e Pedro II.
Travessas : Vigario, Maare de Deus, Campello,
Domingos Jos Martina, para o Corpo-Santo, anti-
ga do Porto, Bom-Jesus, Areial, para a Fundie-
ras, Aeeidente, Guararapes e praca de Pedro I.
Beccos : Abren, Noronha, Largo, Pindoba, Ta
filio e Paschoal.
Lnrgos: Alfanlega, Cjrpo-Santo e Assem-
fc!a.
Caes : Companhia. Brurc e Apollo.
Fregus:* de Santo-Antonio
Bas: Imperadjr, 1- de Marco, Duque de Ca-
aiaa, Cabug Barao da Victoria, Trincheiras,
ajarangeiras, Larga do Rosario, Estreita do lu-
eario, !S. Franciscc, Jco do Reg, liba do Car-
vallo, K>da, Patos, Calab meo Vclho, Santo Ana-
co, Matoias de Atbuquerque, Paz, Paulino Can
ra, Fogo, L'vramento. Penha, Visconde de Inhau-
jb, Pedro ffonso, Nova d* Praia, Marcilio Das,
Viracau, Lomas Valentinas, Coronel Soassona,
Santa Thereza, 24 de Maio, Palma, Mrquez do
Serval e Cideia Nova.
Campo : Princesa.
Lirgoj: Paraso, Carmo, Penha, S. Pedrj e
Praceta.
Trav>-ssas : Queiinndo, Cruces, Mrquez do Be-
cife, Bella, Quarteis, Calaboace, Expostos, Matriz,
' ^^^Wbes, Cano, Bomba, Livramen'o, Arsenal, 1 da
f Prafa, 2a dita, C'.reereiro, S. Pedro, Viracjo. IiO-
tiato, becco do Falc^o, Pocioho e Con coi lia.
B ccob: Da ra Bella, Calaboaco, Mirtyri^s, 1-
da Cambja, 2- dito, 3' dito, Falcao, 1* e2- da
Cdea Nova.
Caves : 22 de Novembro.
Praca: Pedro 11.
COMERCIO
Fregmsia de S Jos .
Roas : Marcilio Das, Lomas Valentina, Coro-
nel Saassona, t hna, Mrquez do Her-
val, 24 de Maio, Dias Cardozo, Passo da Patria,
Padre Nubrega, Victoria. Cadeia Kova, Vital de
Negreiros, Fre Henriqae, Dique, Assatnpcio,
Domingos Theotonio, padre Flaiiano, Chnstovo
Colombo, Jardim, Fortes, Antonio Henriqae, Nj-
gueira, Santa Cecilia, Santa Rita, Nova de Santa
Rita, Praia de Santa Rita, 8 Jos, Pescadores,
praia do Forte, Ypiranga, Imperial e Luit de
M-ndonca.
Travessas : Martyrios, Ramos, Pocioho, C*l-
dereiro, Gaz, Forte, Trata, Serigado, Copiares,
Nova de Santa Rita, P. Jos, praia do Forte,
Pente, Lima e matriz de S. Jos.
Beccos : Palma, Caldereiro, Gas, AssumpcSo e
travessa de Santa Rita.
Largas : Forte e Mercado.
Freguezia da Boa-Vista
Ras : Imperatriz, Cooceicao, Tambi, Viscon-
de rtj Albuquerque, Aurora, Capibaribie, Ponte
Velha, Conde da Boa-Vista, Riachuello, Uniao,
Saudade, Sete de Setembro, Hospicio, Camaro,
Rosario,' Gervasio Pires, Atalbo, Socego, Princ
pe, Santa Cruz, S. Goncalo, Coelhos, hospital Pe-
dro II, General tioam, Coronel Lamenha, Alegr Leo Coroado, Baro de S. Borja, Soledade, Vis-
conde de Goyanna, Attracco e Visconde de Pe-
lotas.
Travessas: Gervasio Pires, Coelhos, Atalho,
Barreiras, Veras,'Quiabo, Joo Francisco, Man
gueira, Campia e Palacio do Bispo,
Praeas : Conde d'Eu e Santa Cros.
Largo : Campia.
Beccos : Coelhos S. Goncalo,
DECLARACOES
Companhia Locomotora Pernaoi-
bucana
Assembla senil
Sao novamente convidados osSrs. accionistas
dosta companbia a compareeerem em eeu escrip
torio ra do Visconde de Itaparica n. 7, ds 11
horas do dia 29 do corrente, nfiai de so reunirem
tm sesso da assembla geral ordinaria, para ss
preceder-a eleico da cotnmisso fiecal e ser lidj o
relatorio da directora e o parecer da commiseo
fiscal.
Em virtude do art. 64 do Reg. n. 8,821, de 30
de Dezembro de 1882, funecionar a sessao com
qualque- numero de accionistas qoe comparecer.
Escriptorio da admioistracao da Companbia Lo-
comotora Pernambocana, em 17 de Janeiro de
1887.S. de Barros Brrelo, secretario da admi-
uistraco.
Escola Normal
Matriculas
Por ordem do Sr. Dr. director, e em observancia
da dispo8cao do art. 74 do regiment interno de
17 de Setfmbro de 1880, faz-se publico a qnem
interessar possa, que as matriculas deste. curso es-
tarlo abertas desde o dia 24 do corrente at 3 de
Fevereiro prximo.
Os r. qu-Tmtiiitos para matricula no Io anno do
curso devero ser iustruido9 com os documeutos
segointes:
1. Oertidao de idade maior de 18 annos para os
alucones do sexo'masculino e de 16 para os do fe-
minino.
2. Certificado ou titulo de approvacao em exa-
me as escolas publicas de iustrnecao primaria.
3 Fo'ha corrida ou certidao de oo haver sof-
frido condemnscao por algum dos crimes que po-
pe.n motivar ao profe-sor publico a perda da ca-
deira.
4." Attestado de moralidade passado pelo paro -
cho oo autondade, qoer policial quer litteraria da
freguezia em que resijir o peticionario.
Us matriculandos qoe uao poderem exhibir titu-
lo legal de exame em encola publica de eosino pri-
mario, devero inscrever-se para es (-sames de ad-
missao, de que tratam os arta. <5 a 77 do citado
regiment, e que co:necaro no da 24 do corrente.
Para as matriculas do 2' e 3 anuos, basta que
as peticoes sejam documentadas com a certido de
spprovaco no enme do inno precedente; guar-
dada a rretrcco do art. 21 do j meiicionaao re-
giuieuto luttin .
Secretaria da Escola Normal de Pcrnambuco,
10 de Janeiro de 1887.O secretario,
A. A. Gama.
IRMANDADE
DE
,Y S. do Rosario da mariz do
Corpo Santo
Sexta-feira 28 do corrente, pelas 2 hoias da
tarde, haveri ss-sso para prestacSo do c- nt..s do
aaoo findo, para oque se convida os irmoi da
actual mesa regedera.
Rcife, 21 de Janeiro de 1887.
O escrivo,
M. F. Velloso.
-.tuia eouoierclal
limo
de PeruaBi-
;
j
I
s
\
4
ECIFE. 2i i) JA-EaO Vt.lo*7
Ab tres hora da tarde
'ccide* ofictaei
JLpolices da divida publica do valor de'1:0004000
e juros de 5 O/O, a 9704 ca ia ama.
JLfa'tas de dita, do vilor de 20t'4 a 1944.
duras hypolbecanas do banco de creaito real de
l'ernainbuco do valor de 1U04 e joros
ie 1 0)0 ao anuo a 944000 cada urna.
dJsmbo sobre L.ndres, a 90 d/r. 22 1/1 d por
14, do banco.
r\i Lora da bolta
Vtuicjam-si- :
*> apoliecs de 1:0004.
1 dita e 0U.
.14 letras lyputhccarao.
O presidente,
Antouio Leonardo Rodrigues.
U secretario,
Eduardo Dubeux.
-H ..si:i:ii.;, i i'UUCS
K i-Je Janeiro
ALKANDtGA
DESPACHOS Dfi IMPORTAgAO
Lugre ioglez 'lord Fredegar entrado
era 21 do torrente c consignado a estra-
da de ferro de Caxaog, manifestou :
Carvo du pidra 370 toneladas.
Trunos e pertcojas 145 volumes o pe-
cas a consignataria.
B, ntralo de
e consignado a
roanife8tou :
aos coD3gnata-
-XrcOl axaej.
De 3>l
H d i
iiada raoviaciAL
Ua a 21
59i:878275
34:927.164
103.024613
4 213.317
629:805/43
107:244 560

joUl
22
4SOL*O0 Pa>IMUlAL De 3 a 21
dem Ou 22
;-.ra DArm,aB' 'i/n v 22
'737:Oft/9^9
23.755034
1:564.632
25:aitf.6U6
83:1224096
605 615
83:627*711
4:4!9M3
100015
4:5194158
..lTERACAO da pauta
Pa a raaa de 24 a 29 de Janeire de 1887
rce/ de algodo, 14 rs. u kilo.
A!ra.ia<-s.* ay Pemainbuco, 22 de Janeiro de
8*:.
O conterentes,
Salvador A. d A. Freirs.
Antonio L. M. Aruoritn.
Patacho inglez J. L.
Gaspe na in-stna data
Saunders Brothers & C,
Bacalho 2,027 tinas
rios.
Patacho inglez Ctntury, entrado do
Gaspe na mesina dat > e consigna i j a J
Pater & C, manifestou :
Bacalho 2,32 barricas c 100 caixas
aos consignatarios.
Lugre inglez Venture, entrado de Li-
verpjol em 22 do currante e consignado a
J. Pater & C, jnauit'.-stou :
Carvo de pedra 39 toneladas or-
dem.
Lugre inglez Prid of the Chanel, entra
do de Terra Vova em 21 do corrente e
.tiiigna-io a J. Paler d C, manifestou:
Bclho 2,600 barricas e 905 meias
aos consignatarios.
---------- y-^
BK'ACflS DE KKfKtAfM
Eai2l de Jaucro de lhi7
Para exterior
InslitQlo dos professor de
Pernamboco
Nao ie tendo reunido no dia 13 do corrente nu-
mero legal de associados, sao de novo convidados
os Srs. socios a compareeerem s 10 horas do dia
27 em a sede de nosso Instituto, afim de eUger-se
o conselho administrVMvo que tem de dirigir esta
sociedade no corrente anno, certo de que deata ves
ficar constituida a assembla geral.com o numero
i ue comparecer, como determinara os estatutos.
" Recife, 19 de Janeiro de 1887.
Antonio Jovino da Fonteca,
2." secretario, servindo de 1.
Compaohia Phenix Per-
nninbucaiia
Nos termos do art. 15 dos estatutos s rao ven-
didas desta companhia dez acedes ns. 856 a 865.
Os pretendentcs sao convidados a a;-regentar as
suas propostas em carta fechada, por intermedio
do corrector geral at o dia 29 do corren*, ao
meio dia, oeste escriptorio.
Companhia Phenix Pernambucana, 21 de Janei-
ro de 1887.Os administradores,
Luiz Duprat.
Joao Jos Rodrigues Mendes.
Manoel Gomes de Mattos.
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta reparti-
cSo, faco publico que no dia 24 da corrente mez,
paga-se as classes comprehendidaa no 1 diada
tabella, relativamente aos veneimentos do mez de
Dezemoro prximo passado.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 22 de Janeiro de 1887.
O escrivo da despea,
Silvino A. Rodrigues.
Obras publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro ehefe, fac
publico que em virtude da autorisscao do Exm.
ir. presidente da provincia, no dia 7 de Fevereiro
prximo vindonro, recebe-se na s ere tana desta
reparticio, ao meio dia, propostas em cartas fe-
chadas e competentemente selladas, para a execn-
cSo das obras de reparos das pontea de Iguarass,
de Araripo de 13aix>, na estrada do norte, e dos
(larva nos sobra o rio Jaboato, na estrida do sul,
oreadas : a prmeira em 1:6794800, a segunda na
de 2:6954280, e a ultima 67U4. _
Oscrcamentos e mais condicoes dos contratos
acbam se a disposico dos senhores pretendentcs
para sercm examinados.
Secretaria da reparticSo das obrat publicas de
Peroambuco, em 22 de Janeiro de 1887.
O secretario,
Joao Joaquim de 8. Varejao
Priiiieira pra^a
De ordem do Illm. Sr. inspector se faz publico,
que as 11 horas do dia 25 do corrente mez, serio
vendidos em praca, no trapiehe Concercao, os vo-
lumes abaixo declarados, vindos de New-Yoik no
vapor americano Finance, entrado em Outubro ds
anuo pautado, e sbondonados aos direitos por Leo-
nardo Kuhn :
16 caitas, marca diamante e B no centro ns. 1,
2,4 a 17, coatendo obras impressas em ama cor,
pesando 930 kilogrammas.
rcaix-, marca diamante e IJ no ce3tro n. 3,
contendo 20 kilogrammas de livros irnpressos.
Ter eir seceo di Alfandega de Pernambaco,
em 21 de Janeiro de 1887.O chefe,
Cicere B. de Mello.
Edital n. 18

De orJem do Illm. Sr. Dr. inspector deste the-
souro e presidente do cons'-lhj de compras do cor-
po de policia, faco sci nte aos Srn. Diogo Augus-
to dos Res, Simplicio da Silva Co-. Iho, Jot Cor-
deiro dos Santos e Rodrigo Car /aIho ec C, con-
tratantes do forneciinento dos di verses artigos de
fardamen',0 daquelle corp, que no dia 26 do cor-
rente devem rec Iher a eate :h> souro a parte cor-
respondente a primeira prestarao dos mesmos
artigos, visto expirar no dia 27 o prss) estipulado
para entrega la mesma prestsci".
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, 21 de Jaoe;ro de 1 J87.Servindo de secre-
tario,
LinJo'pho Campello.
O Sr. Dr. iuspector geral da instreceo pu-
blica manda fazer constar s professoras publicas
Marianna Teixena da Costa Coelbo e Iimenia
Genuina Dias, esta da cad:ira do sexo feminiao
de 8. Benedicto, e cqucll'i da de Duatte Dias,
que Ihes Sea m-rcado o prnso de 45 dias, a partir
de ta di.ti., ti-n il- que i n rem no exereicio das
res.jectiv it- e >f, par* on o f-r*m removidas.
8ecn-' ira >i- 1 'rt'aoejri Publi;a de Pernamba-
op, 21 de J.ueiio de 1H3/.
O 8 crctario,
Pergenf-n i S de Araujo Galr2o.
:a iug^a' Chandernagor, carregou :
fr,>oI> J. H. Iloxwcll & 0 saceos com
carrega-
C. S93 fardos
"Na barca
Para L-vwpi
SS^'ba kilos o--, tgodo.
Na barca noruegucr.se Eleerh>i,
raro :
Pare o Balrie-, Borstclman \
com 135,5b7 kilos de a^godao.
:Sa smws amercana Leicin E., carregou :
lJ.,r N.w Y>rk, 11. J. da Rjcha l,0ot> taceos
com 75,C00 kilos de assucar mascavado.
Na barcj portuguesa Novo Silenmo, carre-
gou :
Para Lisboa, C. de Farla Tavares 3 prnnchoes
de am*r.-lro.
No vvpor francs Niger, cirregaram :
Para L hi-i-, P. C rneiro & C. 468 conros sal
gad is eum 5.6l6 kil'.-s.
Pura Burdraux, U. Marques 2 barricas com 40
ab-.caxis ; J. M. Dias 8 barricas eom 75 aba-
casis; lf. M. Donniczer 1 b.uriva com 24 aba-
caxis.
s*ara o Imt-rtor
Na escena portuguesa Lhrietinu, curte -
gou:
Para o kio Grande do Su', V. da Silveira 100
barricas c m 11,425 kilos de assucar mase i vado.
= No patache uorueguense Byfogtd C, carre-
garara :
Pwa o Rio Grande do Sul, V. da Silveira 200
barricas cjm 21,386 kilos de assucar branco.
Para Prietas, E. Barbosa 300 barricas com
27,360 kilos de assucar branco.
No lugar p:itugues .Cosa Lobo, carrega-
ram :
Para o Rio Glande do Sul, Amorim Irmaos &
C 2 570 barricas co^a lh,)-j[ ditos de dito e 10 J ditas
com 11,101 ditos de dito mascavado.
No patacho D-.'rueguenie Chance, carrega-
ram :
Para Pelotas, Amorim Irmaos t C. 225 saceos
com 16,875 kilos de assucar branco.
No patacho nacional Rival, carregaram :
Para o Rio Grande do Sul, Amorra Irmaos &
C. 50 pipas com 24,000 litros de agurdente.
No vapor nacional Prncipe do GrSo Para,
carregaram :
Par Bahia, T. da Costa Mell) 50 saceos com
3,750 kili s de assucar branco ; F. A. de Azeve-
do 100 barricaj com 9,839 kilos de assucar branco.
Para Macei, P. Ca-neiro 6r C. 25 barricas com
2,628 kilos ce assucar mascavado ; P. Broche ton
& C. 1 sacco com 80 kilos de assucar branco.
Na bircf.ca Elita, carregaram : /
Para Maeo, E. C. Beltro m. Irmao 7 barricas
com 550 kilos de assucar rt finado e 41" volumes
com 3,183 ditos de dito branco. /-"
MOVIMENTO DO PORTO
Navios efradt,* no dia 22
Terra Nova30. dias, lugar ingles Pria of the
Chanel. de 175 toneladas, capito Albirt S'ade,
equipagem 9, carga bacalho ; a Johnaton Pa-
ter i U.
L:VL-rpoil e escala22 dias, v.ipor inglez Oralor.
~,ii 819 toneladas, ctmumndaiite J. G. Joner,
'' eqaipagem 26, carga varios g< eros ; a Jubos
ton Pater & C.
Terra Nova29 dias, lugar ingles ^eauder, de
227 toneladas, capito James Congdun, equipa-
gem 10, carga bacalho; a Snuudres Brolliers
fit C.
Navios mkido8 no mesmo dia
Babia c escala Vapor nacional Principe do Gro
Para, coininadantc Jos Fcrnaudes Teixeira,
carga varios gneros.
Rio Grande do NorteHiato nacional Correto do
Natal, mestre Jlo Quedos do Moufa, carga
varios gene: o.
Mossor Hiate nacioaal Flor do Jard'm, m-stre
Joaquim Jos dos Santos, carea varios gneros.
SantosBriguo norueguensc Sillesand, cpiao O.
A- Nielseo, carga a3ucar. K
Guoenet-un -Barca inglesa Rt'ngton, capito
John Keid, carga trigo em grao.
AutilhasL-.r americano PriscUla, capitAo E.
Benner. em lastre.
New Y rkPatacho oglez Echo, espite E. S.
Bogan, carga assucar.
O Instituto Archeologico c Gaographico Per-
nambucno eelebra o 25* anniversario de sua ins-
Ullacio e o 253 da restaurarlo de Parnambuco
do poder dos bollandezes no dia 27 do corrente mez
i 1 hora da tarde no edificioEscola Modelo,
ond actualmente a sede do mesmo instituto.
Sao pois convidados para semelhante fim em as-
sembla geral todos os seus socios benemritos,
honorarios, effectivos e correspondentes que se
acharen) ne.sta cidade do Recife. '
O instituto tem a honra de convidar pelo presen-
te a todas as associacSes li'terarias, artsticas e de
beneficencia, a tedas ss autoridades nacionaes e
estrangeiras, ebefes de reparticSej publicas, aos
cidados em geral para assistirem a esta solemni-
dade.
As Exms. Sras., tambem compreherdidas neste
convite, merecero todas as attencoes e terso pre-
ferencia as cadeiras do salao.
Para conhecimento das pessoas que tiverem de
honrar a sesso com sua sutorisada palavra, se
declara que antecipadamente se diiigiro ao 1 se-
cretario para este providenciar na forma do Art.
.'8 dos estatutos, ultima parte.
A palavra ser dada Io aos membros do insti-
tuto ; 2* acs oradores das ccmmisees presentes;
3o aos cavalheiros que tiverem de fallar, tidos in-
scriptos por eua ordem de precedencia,
Secretaria do instituto, 23 de Janeiro de 1887.
O Io secretario,
Joo Baptista Rigueira Coila.
Lotera da Colonia babel
A 11 serie da 24> parto das loteras em tavor
dos ingenuos da Colonia Isabel, acba-se exposta
venca, cuja rxtracco ser no dia 24 do corrente.-
Thesouraria das loteras para o fundo da eman-
cipado e ingenuos da Colunia Isabel, 3 de Ja-
neiro de 1887.
O thesoureiro,
Francisco Goncalves Torres.
(iymiiasio pernambucano
En* 15 de Janeiro de 1889
Pela secretaria do Gymnasia Pernambucano se
declara aos senhores pas de familia, e a quem
mais interessar possa, que a abertura solemne do
curso scentifieo e litterario ter lugar no dia 3
de Fevereiro prximo vindouro, e desde j se acha
aberta a inscripeo da' matricula para squelles
que pretenderen) estudar as seguintes disciplinas :
Lingua nacional.
Dita latina.
Dita franceza.
Dita inglcza.
Dita alterna e italiana.
Geograpbia antiga e moderna.
Historia sigrada antiga e moderna.
Geometra e trigonometra.
Aritbmetica e algebra.
Philosophia.
Rhetorica e potica.
Historia e chorographia do B'asil.
Scicr.cias natoracs.
Descnho.
Gymnastica.
Msica.
O corpo docente do instituto composto de 19
professores, occupsndo-se cada um delles somente
com a materia eusinsda em sua respectivi ca-
deira. <
* O instituto aceita alamnos era tres cathegoria?,
conforme se acbam divididos, persionistas ou in-
terno?, roco-pensionistas e externos.
Os pensionistas residirao no instituto, tend
direito de estudar as materias de que ee compoe o
curso, ensilladas, seguodi o programma estabele-
cido : a ser al menudos (adia abundantemente,
fritados em suas enormidades pelo mlico do
instituto, f irnecendo-lbe tambem este medicamen-
to, a ter roupa lavada e engommada regularmente
duas vezes por semana, banho, etc. ; tudo isto pela
mdica quantia de 4004 por anno.
* O* meio pensionistas se af resn'aro no esta-
belecimento nos dias lectivos, hoia em que as
aulas se abrirem, e desde ento at serem encer-
radas i 'tarde, sao equiparados aos internos, tendo
como estes os mesmos direitos quanto ao estado,
alimontHclo e recreio, isto pela molica quantia
de 240*0 0.
0< externos i teen direio s lices e explica
c,es das materias ensinadaa no curso, qusesquer
qtl ellas sejam, pagando apenas ni acto da ma-
tricula a tasa igual a que pagam os alumnos no
collegio das artes.
Os alumnos internos daero apresentar o en-
xovsl proscripto no regiment nter o e ter cor-
respondente na capital, para com promptido sa
tUfazer as peneoes e outra qualquer derpesa le
que tiver elle necessidade.
As penses sero pagas na secretaria do insti-
tuto, por trimestres adiantados.
O secretario,
Celso Tertuliano Quintella.
* Imperial sociedade
DOS
Artistas Jlcchaiiicos c
Liberaes
Pela segunda ves por ordem do nosso irmao
director, venho eonvidar a todos os irmaos que se
acbam nos "go os de seus direitos, a se reunirem
em assembla geral no domingo 23 do corrente,
s 11 horas da inanhi, afim de ter lugar a eleico
com o numero que comparecer, visto nao se ter
reunida numero legal no dia era que mandam os
estatutos. :-------
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes de Pernainbuoo, em 21 de
Janeiro de 1S87.O 2- seeretariof'
Paternianq/Barroso.
COMPAMA DE SEGUROS
COITRA FOCO
Nortb British Mereantile
CAPITAL
rOOO.OOo de libras sterllaas
A GENTES
Adomson Ha wie & C.
i.oiioa and Brasillaa Ba
Umlted
Sua do Commercio n. 32
Sacca por todos ob rapores sobre as ca-
as do mesmo banco em Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Capellistas n 75 No
Porto, ra dos Ingleze.
AGESTE
Miguel Jos Alves
-nu
tron
N. 7-UA DO BOM JESS-N.
Segaror marillssiosi e terrestre*
Nestes ultimo a nica companhia aesta praca
qua concede sos Srs. segurad' s_ isenipcio ds pfa
ment de prunio em eada sstimo aaao, o qos
equivale ao descont de corea d 1S por canto en
avor dos segurados. ____
FOG
The Liverpool & London & Glob
INSURANCE C0MPANV
SEGUROS
i
VARITOIOS CONTRA FOGO
Companhia Phenix Per-
nambucana
Ruado Commorcio n.
8
! OnPAVIIIA D NBGUROS
\RTIIER\
Ue liOtiitrcit e fterdeen
f <>lr<< flnancelra (iiezembro 1S8B)
Capital oubseiipto
Fundos accumuldos
Becella animal t
Di premios contra ft-go
De premios sobre vidas
De juros
3.000.000
3.134,348
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John H- Boxwell
ISI'4 COHHEItnonO M. 1 A!\1R
THEATRO
DE
Estrada ic ferro doRi-
beirft ao Bonito
Por delibrscao da diiectoria silo convidados os
Srs. scctenistss a realisarem no London i Braai -
han Rank, no prazo de 60 dias, a contar de hoje,
a ^entrada da 10 c'. do vslor nominal de suas
-coes, nos termos du nico do srtigo 4o dos
rstatatos.
Recife, 7 de Janeiro de 1887.
O secretario,
Jos Belianniao Pereira de Mello
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 40(10 contos, em 3 sorteios
rica transferida para o dia 14 de Mxio vindouri,
impreterivclmente, os termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de boje.
Tnesouraria das Loteras para o fondo de
emancipacaa e ingenuis da Colonia Isabel, 14 de
Dcsembr da 1886.
O thesoureiro,
Francisco Goncalves Teires.
Y AME ABES
Companhia
h rica de oprelas, italiana
Dirigida polo disuado actor cmico
GEZ1RE FUARSA
HOJE
Doninge, 23 de Janeiro
Pela primeira ves uesta opaca a apparatosa
opereta em 3 acto*"
PETIT DUC
Precos e horas do costme.
Bonds para Magdalena, Fernandea Vieira e
Atogados.
veira, e quaMo or pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
Sns CarvalhOs
Durante a auzeneia
do abaixo assignado na
Europa todos o s recibos
dessa einpreza deve-
ro ser passados em ta-
loes carimbados c fir-
mados pelo Sr. Samuel
Jones sem o que nao
tero valor algum. s
George Wiadsor,
n
ierfa-leira, l de Janeiro
Beneficio do actor cmico
Com a opereta em 3 auWa
um
o o daettino cmico
Le me a e immesella
Dhertimemto em Olinda
Domingo, 9 1 do crrante
J do
NO
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em 1*5&
CAPITAL 19000:000
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 1884
Mariliiniis..... .,IIO:(mO$000
rerrestres,. 316:000$000
-t-i-llua do tominereio
Companhia
VAPORKS ESPERADOS
Ville de Maranho du Zkropa do sul * btije
Ville de P.ernambua. ainanbi
La Plata da Europa ^n*nM
Galicia do tul a 35
Espirito Sanio do norte a 7
AUia.nca do sul a 27
Pernambttco do Hambargo a.28
Advanot de New- Fort* New? ia 28
Trent do sul a 89
|mperia
DE
SEGUROS contra FOCiO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Tctxas baixa8
Prontpto pagamento de prejuisot
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
N. 5Ra do CommercioN. 5
M.10 flariia ds S. Fraacisco
Das 4 1/2 s 7 1/2 denoto
Primeira ezhibicao nesta cidade do
HOMEM ORCHESTRA
Um cidadSo que com o p, com a mSo, com...
a boccr, a c-btea, toca ao mes o tempo urna har-
moniosa orchestra composta d urna gsiti dff.jlle
com cinao clarinetes, run bjmbo, pratos, ferrinhos
e campas.
A ezhibicao gratis. Q i-'m admirar o porten-
moso homem orchestrs, porm, poder significar a
sus admiracao.
E' ver para crer.
Nao ha D"daco importante quo homem-orches-
tra nao execute, ouviado caatar.
~EHPREZ1 D G4Z
Pede-se aos Senho
res consummidoi'es que
queiram fazer qualquer
comunicado ou recla-
mac% seja esta feila no
escriptorio desta em re-
za rtado mperadornfl
9, ohde tambem se re-
cebera qualquer conta
que- queiram pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Senhores
ilermlo Francisco Ro-
Irigues Freir e Manoel
ntooio da Silva
COMPAXIIIA PEB.\AMai:CA!VA
DE
Mavegaco Costeira oor Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penede e Aracaj
0 vapor Mandahu
Segu no dia 29 de
Janeiro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 29.
Encommendss passagens e dinheiros afrete at
s 3 horas da taide do da da sshida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pemambucaia
n. 12
CoHPi.MIlA PKR.ItHOlCisA
DE
Varegacao Costeira por Vapor
Tamandar e Rio Formse
O vapor Giqui
Seguc no dia 26 de
Janctro, pelas 4 ho-
ras da manba.
I Recebe carga at
'dia 25.
Passagens at odia 25.
ESCRIPTORIO
raes da Companhia Perimbo
cana n. 12
CHARGEliRS REUNS
Companhia Franceza de ftavega-
co a Vapor
Linha qunzenal entrq o Havre, Lis-
ooa, Pemambuco, Babia, Rio do Janeiro e
Santoa
0 yw Ville AeMariMo
Commandante Biant
E' esperado da Europa
at odia 23 de Janeiro, se-
guindo depots da indispon-
save) demora para a Ba-
bia. Rio de Janeiro
e sanios.
Roga-se aos Srs. importadores de
vapores desta linha,ciueiram apresentar I
dias a contar do da descarga das alvare]
quer reclamaco concernente a volame
ventura tenham seguido para os portos
de se poderem dar a tempo as providencia
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nio
responsabilisa por extravos.
Para csrga, passagens, encommendas e dinbeiro
frete: trata-se com o agpnte
0 7apir Ville le PemaniMco
Coaimandante Chancerel
Espera-se dos Dortos do
sul at o dia 24 de Janeiro
seguindo depois da iodis-
pensavel demora para o lia
re. iVi
"Senduz medico a bordo, de marcha rl |ids
eoffr^J2ceete8--6nuffil^^0Ptim0 p\
dio. ^^~.^^-
As passagens poderSo ser tomadas de ant
Recebe carga encommendas e paesageiros
os quaes tem cxcellentes accommodacoes.
AGENTE
Angoste Labille
9 RA. DO COMMERCIO 9
Imied Ues M\ Brasil S. 8-
0
^


m
E' esperado dos portos
sul at o dia 27 de Janei
depois da demora necessar
seguir para
Mi?--
Haranho, Para, Barbados, I
Thomaz e Xcw-Vork
Para carga, passagens, 5 encommendas tracta-
tecom os'
AGENTES
O vapor Advance

Espera-ae de New-Port-
News, at o dia 28 de Ja-
neiro o qual seguir depois
da demora necessaria para m
Bahia e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
free, tracta-se com os
AGENTES
Heary Forsler & C.
N. 8 RA DO COMMERCIO 8
lranda
Companhia Bahiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
t O VAPOR -
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelho
E' esperado dos Dortos ci-
ma at o da 27 de Janeiro
e regressar para os mes-
mos, depois da demora de cos-
til me.
Para enrg i, passagens, encommendas e diafaei-
ro a frete, tratare na
AGENCIA
7Ra do Vigario7
Domingos Alves Malhens
/
WWL


Diario de PernambucoDomingo 23 de Janeiro de 1887
Pacific titeas, taigalion Companv
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Galicia
Espera-se Jos portos do
sul at o da 25 de Ja-
neiro seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costme.
JEslepaquete eos que dora
eni diante seguirem tocaro eni
Plyoioulh, o que facilitar ehe-
garem os passageiros cooi niai
revidade a Londres.
Para carga, passagens, encommendas e din_
hciro a frete tracta te com os
AGENTES
Wilson Sons *fc C, Limited
N. 14- RA DO OOMMERCIO N. i4
Cozinliciro ou cozi-
ibeira
freciia-Be de um cozinheiro ou de urna coii-
nbeira, nacional ou estrangeiro, que entenda de
sua arte e seja pesaos capas. E' para acomaa-
nhar uin casal scm filbos para liyjar prximo
esta c>.ptl: dase bm traumento e contrata-se
na ra I-rpirial n. 178.
ltenlo
Vinde-se ou permutase orna casa terrea sita
na travesa do Falcilo n. V, com 2 salas, 8 quar-
tos, cosinba tora, grande quintal e cacimba, por-
teo dando sabida para a ra dos Ossos ; a tratar
na inesma com a proprietaiia, e esta far t>do
negocio por j ter o despacho do juiz, at para
botal a em leilSo. podendo apresentar os deco-
mentos aos permutadores, desejando tambem urna
por troca, ainda qoe s- ja pequea, porm que es
teja nova brm constiuida.
BOYAL MAIL STEAM PACKET
COMPANV
Vapor La Plata
E' esperado da Europa no di a
25 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
ra para
lima senhora
Preeif a-se de nma senhora de 35 a 45 annos de
idade, que se queira sujeitar ao servico dometi
ei, e que entenda de faser alguns doces ou traba-
Ibo de massas. para acompanhar um casal
sem filbos, que vai para lugar prozimo esta ca-
pital : trata-se na ra Imperial n. 178.
MI ATE' 0 FIM DO HBZ
A BON MAFCH
$\M Duque de Caxias81
PARA ACABiR
Aprovoileni antes que se acabe-
FUNDICAO GERAL
\
Camisas
Baha, Rio de Janeiro nenie-
?ideo e Buenos Ayres
Para passagens, fretes, etc., tracia-se u.- os
CONSIGNATARIOS
Adanison Howie & C.
Lisboa i Porto
Segu cem brevidade para os portos cima, 8
barca portugueza Novo Silencio ; para o resto da
carga que falta, tratase .o.-ri Billar O.ivcira &
C, ra do Vigario n. 1, 1- anar.
IMU
2- leilao difinitivo
Da casa terrea sita roa do Rosario da
_ Boa-Vist.i n. 26, cora porto para a ra
los Pires, tendo porta e janella defreDte,
2 salas, 2 quartos, corintia, i grande
quarto ru quintal, quarto para banlio,
cacireba apparclho o.reridc 25.-S000 men-
saes.
Da casa terrea sita a ra dos Burgos a. 15
freguezia do Recife, coro porta, janella de
frente, 2 quartos, 2 Sklas, cosinha, quin-
tal Iadrilhado com enesnamento d'agua
para a ra, e rende 1V;>000 mensacs.
Segunda feira 2i do correp.te
\'s 11 horas
No armazem da ra do Murqu"z de Olioda n. 10
O agente Gusmao aniorisi'do prr inundado do
Eim. Kr. Dr. juiz de din ito do commercio a re-
qnenmeuto de Anlooio Luiz Baptieta, < urador de i
. Francisca Bernardina da ConceicSo Carvalho,
Je vai a 2 leilao difinitivo as casos cima mtn-
cicnadse, com assistencia do mesmo juiz, pedendo
os con prj.dores ir en'miiial-as
E
m
Leilao
eontinuacao
Terca feira, i do correte
No sobrado da ra dos Pires n. 20
CONSTANDO
Ai: nma importante mobiiia de Jacaranda me-
dslifco cempesta de 12 cadeiras de guarnicSo, 4
da bracos, l.si.i e 2 dunquerques ; urna mobiiia
cmpleta e oiasi nova de junco branco, 1 piano
de Blordel, Jcadeira para o memo 1 cama france
zai de JHcnrspd, 1 aparador com pedra, 12 eadei-
' ras de juned/, 4 lanternas com pingentes, jarros
eeanrtieiro
m seguida um cavalio grande cnstanho escuro,
sellado e eafreiado, 1 crneiro grande, 1 csrrinho
. Mom arreide, para menino.
(iO sgenp Silveira levar a leilao em continuacao
moveisJe maisobjectos cima descriptoe, segun-
da-feira 14 do corrente.
A's 8 boras em pont?
Leilao

De n.obilias, panos, camas franct-zas, guarda-
loucs, cuarda vestidos, counnodss,'marquez5e8, so
r fas, m&rqoezas, consolos, cadtiras, machinas de
costura, cabides, grades do ferro, partas, quadros,
jarros, espelhos, miudesas, relogios e muitos outrOs
objeetns que estaraj patentes no acto do leii'o.
erc feira 5 do corre-ue
rmazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19.
Por interienrnn do agente
Gusmao
AVISOS DIVERSOS
r
l
- Alaga se o 3- andar da casa n. 8 ra da
_ eratris, sepilen te morada ; trata-se ua roa
Imperador n. 61, 1- andar.
Aluga-se casas a 84UCU no becco dos Coe-
junto de S. Goncatlo : a tratar na ra da
fmperatriz n. 56.
AMA Precisa-se de nma, para caa de
(familia; na roa doCabag n.2 C
Precisa se de orna boa cosiubeira ; na xua
da Aurora n. 81, 1 andar. t
PrPcisa-se de urna cosiuheira perfeita, e que
durtna em casa, para c.,8a de familia ; a tratar
na ra do Barao da Victoria n. 3:1.
Una-' moja honesta e de nv>ito Doa cmduc
fa, habilitada a ensinar p^rtuguez, desrnho, flo-
res e pontos de agulha, ce off?rece para ensinar
em qualquer arrabalde deata cidadtt on eng'nbos,
pois j te-ja ensinado eoi diversus, com tanto que
teja em casas de familias ; a tratar na ra do
PiogresBO n. 22. casa de Jote Martina Saldauhu
on em Olinda nos Milagrea n. 2.
. ALUtt ASE o 2* audr do s. brdo n. 1,
roa do Visconde de Pelotas, aatiga do Aragiu :
A tratar ra da Madre di Deus n 22.
Na ra do -Vfarqoez do Herval n. 35, preci-
sa-se de orna mnlber que saib engommar.
Primeira cadeira do st-xo ferujuino da fre-
guezia de S. Fr. Pedro Goncalves do
Recife.
A profewora interina dec'ara so rcspeitavel
pubeo que principia a fuiccionar a aula sob su i
direccio no dia 2 do correte, na ra do Marqun
de Olinda n. 48, 2- an Jar.
F rrcira &rino
Vesiilem :
Panno de algodo branco e riscado, das f-ibri
cas da Baha e Bio de Jane re, fio de algodo
para red> s, superior qual dude, e hlguus filtros
pira purificar as aguas do Beberibe : oit&o dt
Corp} Santo n. 25.
Compras por atacado
O Peltoral de Cambar
tem precos espeemes par aiu>-lies que compra-
rem grandes porces. Distribo- m se imoressos <
- quem os pedir, contendo as condivoes de vendas :
na roa do Marques de Olinda n. 23, drogara dos
nicos i-gentes e depositarios geraes
Francisco M. da Silva & C.
Os propritarios es-
to preparados para
supprirem coks (car-
vo) por pre^o mode-
rado, entregaado-se o
mesmo as casas das
pessoas, que compra-
ren! de 10 saceos para
cima,e tambem se ven-
de em saceos avulsos
na Fabrica do Gaz ou
na ra do Imperador
ii.29. *
O carvo eoke sem
duvida nenhuma um
perfeito desinfectan-
te ; na sua combusto
nao faz fumaba que in-
commode, e nenhuma
outra substancia soli-
da combustivel pode
ser comparada com o
mesmo em economia
efficiencia e limpeza.
E tambem especial
para qualquer fogo,
brno, ou caldeira a
vapor que tenha cha-
min.
Vende-se do mes-
mo modo alcatro
(Tar) em latas, bar-
ris, etc., etc., que de
grande valor, espe-
cialmente nos climas
quentes, como este
para perservaejio do
ferro, da pedra, lij-
los, ladrilhos, asphal-
tos cu para eiTeitos an-
ante-spticos.
Outro fcim, ha a ven-
da, por prec,o muito
diminuto agua de
amonio, que ome-
lhor preparado para
destribuic,o das sa-
\as, formigas, tem a
inesma benfica e di-
recta influencia sobre
a vegeta ao supprin-
do o mais salutar ele-
mento fertilisante,
Qualquer informa-
cao de pr^^os e par-
ticularidades se obte-
ro na Fabrica d o
Gaz, no escriptorio
ra do Imperador n.
29 e pelos nmeros
telephonicos 39 e 40.
CAMBRAIAS BORDADAS
de lindo com e sem collarinho
i .
t setins finos de todas as cores
Por inelade do |ircfo
SO NA LIQUIDA CAO
Al] BOiN MARCH
81-Rna Buque &t Caxias-8
ALLAN PATERSN
N.44--Ru i do Brum-N. 44
JUNTO A E^fAfAO DOS BONOS
Tem para vender, por pra mdicos, as segointes ferrageiis:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para iardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, do lindos modelos
Portasd fornalba.
Vapores de forca de 3,'4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de pana-iiu^a
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de conoertos, e assentamento do mat-hiismo executam
traballio com perfeicSo e presteza.
c
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qual-

JH

9
8
J0SEPH KBAUSE a C
Acabatn de augmentar o sen j bem conhecid
mportanle eslaiiclecimenlo ra Io
de Diario r. 6 com mais
om salo no 1 andar luxuosamenle prepa-
rado e prvido de urna exposi-
fb it ifcras de prala d@ Por* e M?rtrc-plate
dos mais afamados fabricales do
mundo inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seos nume-
rosos .amigos e freguezes a visilarem
o seu estabelecimento, ilim de
apreciarem a grandeza bom gosto com que
no obstante a grande
despeza, o adornaran!, em honra
desta provincia.
&CHA-SE ABHRTO DAS 1 DA HOITB
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Eafiiio Marques deHollum.

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"* rtheumatiemo .Caro8,Bobas.h^ngens
. :odaeas molestias que"tt na impureza do sarigue deti^aa syphu)
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VIO PAftA AMMTOt
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ABOftATOniO^EUTWfti DtfROOUCTOSlBlOICIHAI
.DA FLORAeR8ltCIRA
Ra do Viso onde do R io B rancio
HIODE -IANK1KO
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Sa>> r-'t'ocilita'icus ser as mais
I( gantes, as mais duraveis
i m tudoH os sentidos.
AS M6LH0BBS
Pnra pr>co, "imulares com-
i!lustr(.^5.:6 de tn.ioa os estyl din
jm-se
DouHstic Sevvng Machine it
NW YOR, S. A.
Telephone n. 158

propritarios do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE J0I\S
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeita^l PUBLICO que receberam ua
grande sortimento de joias das mais modernas c dos mais apurados gostos, como tam-
bera relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que eontinuam a receber por
todos os vapores vinde da Europa, objectos novos e venden muito menos que e
outra qualquer parte,
Miguel wolfp & c.
h. 4RA DO CABUGN. 4
9
Goropra-so ouro e prata velha.'

VlNHO
lEUPEPTICO,
'DoDorVjal dePARIS^
ConUndo os tres fermentos
da digesto :
Popsim, Diistau e Pancretica
RECIITADO OH TOSOS
OS IUSSIOOS, pin u letOo
k tarda e lab or exu, Syapcp-j
la, Cardaltia, Qaitrodynla I
aaitralxla. Calmbraa de eato-1
' mago. Vomito, Conralecen-
ca lentas, etc.
Deposito geral : H. VIVIEN
60, Bonl' de Straaboarg, em Paria
TODA* A MAMuat*
Recreo Instructivo
0 proprietarlo dcste, achando-se ccmpletamen-
te apto, M preven do de dninas o convHndos, j
de ptima caga com as commodidades oxigidas
para o rus no da dmica, offreee os sen? sirvicos
mediante mdica cootribui^ao ao alcance da todos-
O das destinados para recreios pcrao $ do-
mingos e diaa sautificados, depois de huras da
tarde, sendo qce as tercas-feiraa c quintas have-
r ensino, tado ds ra da Aortas u. 28, primeiro
andar.
Cosmheira
Preoiaa-se du nma boa cosinheira ; na ina da
Aurora n. 109._________
Cosinheira
Precisa-se de urna perita coainhe'na, paga-ie
bem ; a tratar na praca do Corpo Saato n. 15
primeiro andar.

Mauocl Jone doS Saniat
Io anniversario
O director do Asylo gar na capclla do mmo i>-yl urna missa pi-li
alma de Manoel Js dos .-autos, no dia 26 do
corrente, peas 8 horas da mftnha
Vi5>

Dr.
Manoel Antonio da 811ra
tfaa
Os irmos e cunhad^g do Di. Manoel Antonio
da Silva Rios, couvioam aos bfiis preiif< e emi -
g-'s, e da finado, parA atistirt ., as n.i.-.-as, que
pelo eterno r-'p'ns i de eii alma, nondam rcaar
na ordi m terceira do Carato, uo d :i !6 do corren-
te, pelas 8 horas d. innli2, sefimj di* dj sen
fallecimeoto ; peb qne desde j te c^uf .-6bm
eternamente gratos.
OBBtzam
Mafael Jw> .!<* aiilo-i
Pastora TS(<>tia dos Mitos, seus filb-.-a e
aecs genros, c i:^,^ ;.rentes e unidos
do teu fallecido espose, p3'-!gr. Manoel J-ia
d;>s yantes, para aaistire* M mw do 1 n-
?ivergario, na inn'riz 6 Coreo Santo, ^M H oora
da uihuIi de quaita-l i: -0 do corrente, -i*C&>i:J
ecododetde ja todos que eornpareeerem a esee
acto di- religio r> caridade _______________^^^
M.-Jor Caeinno l'vriac-o da tonta
Mol Cira
JSo Goncalves da Fante. Angelo Tavtres, D.
Enedina de Castro Moicira Tavarc?, D. Nathalia
df C. M. Ponte, O. Anntincip.da de C M. P'tfi,
majoc Joaquim Pedro 3a Costa Moreira, D. Can-
dida I. de Jess Ponte e D. Laarienn de 1. Re-
gadas, cordtaltrente sjnuieccu! t t"dos es seus
par' nteg e arr.igos, bem tamo todas as irman-
dades que se dignaran acompanhar os restos taor-
taes de gt-n pretario a fro, ;'-'i e rcuuo, Cmt,i>o
CyriHCo da Costa M tru*. i ao cemiteri, e d
novo oa convidHin par nissa do stimo dia,
rgundn-ftira 2-1 i aole, ii 8 hora da ii a
nhS, na matriz do Cvrpjj; Santo ; confetaaoi
antee padamente so i eterna gratijao por eatc
ne''> 'Ih r-IL''5op ii.idade
Vunralo Son* da ama
JnSo oMberM Cvp.. compadre e amiio d fi- i
nado Gonc-alo Jos da Gim. u>uito" agradece :
ti das as Dessos U i. 't^-aili: n .i do ni^smo
fi ado, em uc > u\ci;miteri> puliio
disia eidadi- : np as-eootidapara,
assistitcm as n tuno din, qu trn lu-
gar na tg cja de iba p>r, a gairta
f tecipand > desi-i ; rrniii-c:-f ;i'oj_________
B -
Depsitos nas principaes Pbannadat.
Em Pernambuco ;
FRAN M. da SI UVA C
SUAVIDADE
concentracao
GREME 08MHE0IA
1SA BONETE, EXTRACTO
ABUA DO TOUCADOR
POS DE ARROZ
COSMTICO, BMLHANT1NA
OLEO, POUCMAT3A, VINAORS
af ir<-
VA Perturaaria OSMHEDlAassegura
pLlENTES f IEIS
urenndt eterna e o'r sem igual
rioscnPenunrlnm:FHAN M.d SILVA
' '-' ..
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1
I
EXPOSITION
Mdaille d'Or
UNlVu'-!878
^g* IIUlUll* i
^^CrsiieCheTalier
IFS PLUS HAllftS HCOMPEHSES
Al
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IA
1&\
DIT* A"ilU OE SAlSf
Preconisad para loutad*, e*ow ewwroA
consuintenetito t t(*i *. n. jedado,
* preservando da peste e do cholera moran.
Artigos Recommesdados
PERFUMARA BE LACTEINA
l::o3a:u!ji fths MtMUtes tfiiea
GOTAS CONCENTRADAS para o lenco.
0LE0C0ME para a belleza dos cabellos.
ESTES RTICOS ACHAM-SE NA FABRICA
CARIS 13, ru d'Engbicn. 13 PARS |
epocitos ea todas u Perfumara?, Pnarmaeias
e Cabelloroiros da America.



" --CfU'-QERTA
de todas as AffecgsyBiOJi&jk'Bs
"Y
iodos aqucllcs que sorem
jdopeito, devem experimentar
jas Capsulas do Dr. Fournier.
Sitarlos Cm Pernan
FRANCISCO M. da SILVA A C.


IITOiHITt
***AJS,_
pr* ntfiRY

Verijc-si en t-tfa a osrta
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6

S
*
Alaga se barato
Roa dos Guararapea n. 96.
Ra Viecondc de Itaparica u. 43, armazem.
Becco Campello o. 1, 1" aodar.
Largo do Mercado n. 17, loja com gas.
Aa caaasda ras do Corone! Suassuna o. 141
Largo do Corpa Santo n. 13, 2. andar.
Tratb-ae na ra do Coinmercio n. 5, 1* andar
aieriptorio de Silva Guimar&e & C.___________r
Aluga-se
o grande sobrado ra Imperial n. 8, que foi do
allecido conselbeiro Jos Felippe, com grande
terreno, diversas fructeiras, agua encanada egas ;
a tratar na ra estreita do Rosario n. 8, esenp-
toria.__________________________________________
Alug-am se
O 1 andar e soto da ra das Trineheiraa
31
O 1 andar de n. 123 da ra da Gloria.
O andar terreo do mesmo, ambos com agua e
bons quintara.
A tratar com o Dr. Ciaudino de Mello, ra do
Visconde de Albuquerque, antiga Matriz da Boa-
Vista n. 25.
H
Alug
a-se



o 2S andar do sobrado n. 35 travesea de S. Jos ;
o 1- e terreo do de n. 27 ra Vidal de Negrei-
ros; o 1' do de n. 25 ra velba de Santa Rita ;
o 1 do de n. 34 ra estreita a Rosario ; todos
limpos : a tratar na ra do Hospicio n. 33.
Alugasc barato
Urna boa casa terrea i. iua da Casa Furte, com
5 qua>tcs, 2 boas salas, cosinba (ora, quarto para
engommado, quarto para banho com um bom ba-
nheiro, tanque pira lavar rsupa, latrina c bom
quintal todo murado, tem um por'.ozinbo de ferro
ao lado cem terracosinbo e acentos, e fica perto
da estacao da Casa Forte ; a tratar na ra do
Imperador u. 31, armazem do gaz.
Aluga-se
a casa da roa do Prjpresso n. 23, com commodes
regulares e limpa ; a tratar na ra do Aragao
numero 37.
Alsiga-se
o primeiro andar do sobrado do pateo de S. Pedro
n. 4, tem agua c gaz ; a tratar na ra cstr- ita do
Rosario n. 9.
Ama
Precisase de urna ama para c servico domestico
de urna casa de iamilia ; na iua do Cotovello nu-
mero 46.
Precisa se de um? ama para eesinhar ; a tratar
no 1- andar -u., 22, ra larga lo Rosario.

J
Prtcsa-Nc do urna a mu para
lavar, engeiiiiuisr c faze 'iua*
/ alguna servico de casa de fa-
milia : menos comprar e coz!
nltstr : a a risa do Kiachuelo n
13. De ve dormir em casa.
Ama

Na ra da Madre de Deua n. 3, hotel, precisa
se de-uma ama que seja de idade, para lavar.
Ama
v Prscloa-se de urna rapariga para cuidar de urna
enanca ; na ra Real n. 20, Casa Forte.
AMAS
Una para eosinhar e outra para ser vi,- s lipei
res, atentos ; precisase na loja de azendas n.
44, ra Duque de Canas.
Ama
Precisa-se de urna ama de meia idade : na ra
da Aurora n. 187.
/%
.,1
I
Aluga-se o andar de cima, da casa n. 23, ra
do Nogueira, com bon. quintal e cacimba : tra-
tar na rus Duque de Cazias n. 47.
Papagaio fgido
Fngio da ra dos Martyrics n. 148, 9.- ailar,
uin papagaio fallador, com urna corrento aop :
quem o pegeu, querendo restitnir, dirjase casa
n. cima, que ser generosamente recompensado.
Boa morada
Aluga-sc a casa terrea n. 129 ra Vidal de
Negreiros (Cinco Peoras), com 3 quarto?, grande
qmutal, e est limpa ; para ver, as chaves eoto
na padaria da Sr Guiroaraes, e trata-se na roa
de S. Jorge n. 56, taverna.
O director di ste collegio deciara aos paic de
sena alumnos e ao publico ora geral, que mucou o
sen ccllegio para a ra do Hosiicio n. 3, ciijo
predio offerece b.iinoles coiorg9&& ^ SCuAfes
ecH* outrosiir^jtif^ftcebe alumnos inter-
nos, smi-inc.tBfc&-(^jternos, e as aulas eoiiieca-
rao a fnnecionar a 7 de Janeiro de J887.
O aireitor,
Ovidio Alves Mauava.
Pillas purgaras e depurativas
de lamparilla
Estas pillas, cuj, i-1eparacao puramente ve
getal, toen sido por mais de20 aunes bit iveitadas
com os n.o.hores resultados as segtiiotes m
. as : affeccoes da pelle e do figado, eyphilis, bou
bes, eserotulas, cllagas inveteradas, eryBipeias e
gonorrhas.
Hado de anal-as
Cerno purgativas: tome-ge de 3 a 6 per dia, ce-
bendo-ae aps cada dse um pouco d'agua adeca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-ae om ptala ao jantar
stas plalas, de invencio dos pbarmaeeuticoi
Alrreida Andraite & Filfaos, te. ui vtndietum dos
Srs. mdicos para sua meJhor garautia, tornndo-
se inais reccmmendareis, por serem um seguc
' purgativo e de pouca dieta, pelo qne peden, ser
nada* em vem.
ACHAM-SE A' VENDA
A* droenria de Parla Mofes-lab* d>
- BA DO JUWiPEZ DE OLISCA 41
Diario de PeruaMirwco-- D^miu^o 23 de Janeiro Tricofero de Barry
Garanto-se qoafns nas-
eerecreseero cao? Uo anda
aos mais calves, cura a
tinba e a caspa e re.movo
todas aampurezas do cas-
co da cabeca. -Positiva-
mente impode o cabello
de cahir oado embranque-
cer, e intallivclmente o
torna espaaso, macio, lus-
troso e abundante.
-4/JUM&
Agua lorida de Barry
Preperada segunda a formula
original 'usada pelo inventor em
1829. E' o un ico parame no ra un -
do jiro tem a approviujao ofiieio'. de
mu Governo. Tom dnas vezes
mais fragrancia que fiuolqupr ontra
cdnraodobrodotempo. E'mnito
mais rica, sun muo niuis fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
loneo. E' dona vezas mais refres-
cante no banbo e no quarto do
docnte. '' especifico contra n
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
*J dc-.unaios.
Xarope ie Via de Beier So. I
AKTES D V%ili~0. DKFOIS DB CSAI^-.
Cura positiva e radical de todas as formas do
escrfulas, Sypbilis, Feridas Escrofulosa,
Afec9oes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
eneas do Sangue^Figado, e Eins. Garante-se
qne purifica, enrqaece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro. g i
Sabao Curativo de Reuer
Para o Banho, Toilette, Crian-
Ks 0 para a cura das moles-
s da pelle de todas as especies
a em todos os periodos.
Deposito eco lJernambueo casa de
Francisco Manoel da Silva & C
DE
SCOTT
L)E OLEO PUIiO DE
Figado de baeallio
COM
lypophosphitos de cal e soda
AppjovMla pela Buuta de IIy
glcue c antorlsatla pelo
goverao
E' o meliior remedio at hije deocoberto para s
ilalca brtiucitiie*. escrophala. ra
,-Iillih. anemia. eDilIttadc emgeral
de flux o, fv-e: clircintca e alTeccea
do pelit da Knrsania.
E' muitc siip. rT ao oleo simples do figndo de
aacalhik'. porque, >lin de ter ciieiro e wh-.r agra-
daveis, poesue toda*mi virtudt-s oujJiciin-.os enu-
mtivas do ole, alda dr.s propriedades t.-nicas
lecciistituinti s i f hj',-o'h;-epbitos. A' venda na
f rogaras e botica.
Deposito em Pernambua:
ATTES(!A0
AvisitiiGs sos notsos treguezts que pelo
ultimo vapor ebegado da Europa recebe-
mos o mais moderno fc legante sortimento
de el.ateos si para hoii.-. ns, eenberas
e crianzas, ata pela sua elegancia e va
riedade satisazem bem crianca que de
presente receber nra ; aprovciteni que e8-
tSo se acabando, vendas em porco e a rc-
talho.
Este ai-red'i.'ido eslabelement, j bas-
tante conhecido quer pela S&riedade e ca-
pricho de todos os seus trabalhos; previ
ne aos b*us amigos e ireguezes para lhes
evitar rpic continueiu a ser prejudicades
ou Iludidos, que acabaram com a loja filial
da ra de Cabug. quaiquer pedido on en-
commenda dever S"r fcito para
15 -RA DO BARO DA VICTORIA-I 5
alone Fcrreira db C.
Cojnheira
Precisase de urna que dese-npenhe o logarle
dutma em casa; ra Duque de Cixhs^42,
por cima da typogmphia. j-
Mesii
Urna faonlia esiraigiira pi.cisa de urna meni-
na de coiiduc^fafiauCMdH, ui;ic:innte para t"inar
jeifttinh.'-uffiTcri-.ncinha de oito mezis, o se bom
trato e pnga se com ordenado ; informase rna
eva dt- 8-inta Uita u. &3, sobrada.
Kettar
Precita so de um h.,ieu que entend de jar-
di,n, plantas a capia mats servigos tendmtes
a um sitio, preferiudu se rstrr.ngeiro ; h tratar na-
rna Je Pfdro Aff.n?.) n. 68, amiga <*a Pria.
Sem competeocio
Arliiiu para runantea
O charuto de ouro, Sito ft iuu da Imperatriz n.
6, acaba de r.c.brr in ct.mente da Europa e Kio
de Janeiro uin c mp'et'. e eiplendido soitimento
de artig s para fumantes, c na sj-ui : tu-r:os es-
peciare desQadus, denosoinadoii: Tuic, Virginia,
Marilaod, Levante, 0<-yaii. a. D^ni.l, P.j Nevo,
B rb-icena, Caperi.1, liabinno, Jlin. ir\ (te., etc.
Cachimbos, pont.iras, \a\Ao para charuto como
para cigurro, b.lsas para-fui UM pra
churutoj e eigar ts, di'sa pnra dinhir.., ehi.ruios
i cigarros aos prineip:;. a tnbiK-in.ts, esi.-
pa'ha pr C'garr s, e lud.-. o mais que pii.'em
des'jar es ccnlures fumantef, aos qua< 8 se con
vidam & viren examinar todJ3 es ousats arti jos.
certos de que. nio perderlo o teu txuipo.
LOTERA
PASA
COLONLSABEL
AOS 240:000^000
40:0(M>S1)00
20:0008000
0:0008000
5:0008000
Esta lotera, cuja 11.a Serie da 24.a parte, ser extrahida
na segunda-feira, 24 do corrente, s 4 horas da tarde, no Consis-
torio da Igreja Conceieo dos Militares, acha-se venda as se-
guintes casas:
Ra do Baro da Victoria ns. 40 e 43.
Cabug n. 2.
Rangel n. 2.
Larga dO Rosario ns. 24, 36 e 42.
No mundo lotrico a nica que pelo seu plano, mais vanta-
gens offerece aos jugadores, e no Brazil, at hoje, a^da nao achou
nenhuma outra que se approximasse em vantagem na distribuico
dos premios, e para prova desta asserco pedimos a attenco dos jo
gadores para a seguinte TABELLA comparativa dos referidos pre-
mios distribuidos por esta lotera e as suas congeneres:
LOTERA 00 GR40-PAR
D 70 j de premio do seu capital. *
IDE! DO CEARV
68 3t4 \ idem.
DEM de alago as
73 3T4Toidem.
dem de minas-gekaes
Meaos de 31 \
Clnica honupo-all-
pathica
O Dr. Traneisco e Paula-Soares d consultas,
d'ora em diaute, no 2 andtr do tobrado n. 29
raa de Vital de Ncgreirrs. das 11 horas ao meio
dia. Na mesma occasiao vaccinar, gratis ou
mediante leronueracitc, a qaem se apresontar para
uto.
Os tratammt^s ccnlinuarao a ser eitos pela
hcnoeopatia ou allupatlii, s> gundo maiir proba-
bilidade de cura por urna ou curra dontrna.
A respeito da vaccina, quasi toda esta cspital
sabe quanlo o ani.uncante prima n'este ramo de
servico. EspecialidadesMolestia de criancas
Varilas.
Os chamados (per esefipta) serSo para alli, o
para Eua nsidenci \ ra d'Aarora n. 123.
h
X
i Mil
Scm dieta escm modiii-
caedes de costantes
Laboratorio central, ra do Viconde Rio Branco n. 14
Esquina da ra do Reqente .Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelophar
laacculico Eugenio Marques
de Hoilanda
Approvcdos pelas juntas de hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e aesdercia de industria de
Pariz.
Elixir de iinbiribiaa
Restabelcce os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejecooes difficies.
Vinlio de anauaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anmicos, debella a ^hj poemia
intertropical, nconstitue os bydropicos e beribe-
ricos.
Xarope de flor da arueira e mutamba
Muito recommtndudo ni bronchite, na hemop-
tyse e as tosses agudas uu chrenicas.
Oleo do tostuus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na fysica.
Pilulaa ante peridicas, preparadas ooai
pererina, quina e jaborandy
Cura radicalmente as febres intermittentes, re-
mitU-ntes e peruiciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambero fer
ruginoso, preparados om vinho de caj
EfEcazcs nas iutlauiu!avoes do ligado e bac:
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado sas couvalessenees das parturientes
retido antifebril.
Francisco Manoci da Suva & C.
RA MRQUEZ DE DL1XDA -
<
\
Copeta
Prccisii-sc, para easa de familia, do nm menino
I de 12 anu03, que d fiador de sna conducta ; di-
; rija-se Cruz de Almas n. 8 (Tamarineira).
L-''
Ama
Precisa-se de urna ama qu saibi coainbur ; na
ra o Bario da Victoria n. 30, loja de machinas.
Leilura para senhoras
Broches nikelados e dourados a 2.A000.
Bonitcs grampos dourados a 500 ria o
jDajo.
Esplendido sortimento de galoes de vidri-
io.
Gratida v&ricdade de leques de setim a
4f?000.
Frizadores americanos para cabello a 300l v *
ris o mago.
Setas de phantasia para cabello.
Bonita colleccSo de plisss a -lOO ris.
Brincos imitacao de br-liunte a 500 ris.
[Astentaes bordados pnra creancas a 2^000.
;Cbapus de fustao e setim ns.a crean-
gas.
Sapatos de merino e setim para cjean- I

> "
I
9as.
Distribueem premios mais de 85 fjSfc.
PEROLAS DO D" CLERTA5-
Apiirovnilae pela Acndcmin de Wdieina^e-Faris.
K,
OJU****
^
AS PEROLAS DE XEREBClTIl acalmara emaifjns minutos as enxaquecas, as MAIS
VIOLENTAS DORES DE CABERA e DOENCAS .OO FA1JO. Si a dose de trez ou quatro perolas
nao produzir eecto dentro de alguna instantes intil sera /->/7 rr*-~
continuar. Cadra vidro contem trinta perola3. Paca"ter o pro- K^K-e^*-***-,
ducto bem preparado e efficaz, convem exigir a assignatura do : j)
AS PEROLAS DTTHER sao o remedioy-for excellencia, das pesSSS
oervOSSS sujeitas s suffoca^es, caimbras d'estomago e aos desmates, as quaes
dttem ter sempre a mo este prttiosc medicgrento. Exigir a assignatura : j)
AS PEROLAS DE QUININA.e0nteem cada umaJez centigrammas (dois graos) de sulfato de quinina puro.
Por isso efficacia dellas ceru nos cajas de febres alem do que nao causam repu-
gnancia, nem fastio e engolem-sejaeilmente. As perolas de quinina conservarn-ae
irdefiniramente tem estragarenj-se. E indispensavel exigir a signatura :
fr te veade a varejo na mor parte das Phjrmaclas.
i"4lirica5ao e atacado, Casa L. FRERE 19, rae Jacob, em Paria. f/

Meias brancas e de cores fio de Esto
Pomada de vozclina de diversas qualida-
des.
Sabonetos linos do vogelinn e alface.
Extractos finos de Pioaud, Guerloin, e
Lubin.
Lindas bomas de couro e velludo,
-iEichus de 11 pira senhera I^tOO.
Sapatea do eaeemira preta a 2000,
Te80ur^S-\Dara costura de 400 rt
3^000. ^_-._ _,.- v.
Pacote3 de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immensa varjedade de botos phantasia.
E milbares do objectos proprios paro tor-'
uar ama seuliora elegante, e muitos ou
tres indispenaaveis p:ra uso das familias
tuio por presos adiuiravebnente mdi-
cos
\
\
Na Graciosa
-Una do Crespo 1
Duarte & C.
Predws n Varzca
Troea-se ou Tendej.B dous bons predios na
Varees,- ra do Bflfn. 17, dffronte da eatacao :
quem prUnderdirija-s,e- ra da Guia, no acou-
gue maritieov''^
tWiitVLS/~
notis,
-^P ClaRV Vende-se em toda a parte
I
Aviso
300:000$
Lotera de Alagxhs
Extracco-Terca-feira 2&
do corrente
Intransferivel
l%:"ieies eni'a na cisa f.liz, Pwej
da .: ->endencii is. 37 c 39.
m.<
rritVg5K
m?m!-?mMm
O t> nente-eoroncl coneg-i Aluno!:! da Ver Cn.z ;
declara que i eu c M KSM 14, no pateo de j
S. Pedro desta freguezi do Banto Autonio, nada ;
deve de imp stoa sobre bens de miz, e porta nto
se algurr.a execueJIo ; sibre ella, certaineu- O Sr. Dr. Lidio Marianno de Albuquerque tim
te um engao. Faz est* decutraffio para ivitar un crt Ihe srr nlrcguc na ra dos Maity-
duvilub. Recife, 0 de J.-imiro r. 1887. rios n. 148
\
PHOSPHATO de CAL GELATENOSOl
e E. LEROY, Piarmaceotico He i" Classe, 2, rna Cannou, PARS
OSTBOGJENEO pira o DtuaTolYimalto e Dnti;a3 ist Criaras, csUra o Bataitiima a a HolatUa dM (um.
a Recomnienamos este Xarope a is Mdicos e aos DoeDtos. do um sabor agradavel, de a^srml-
lacio fc c mil vezes superior a todos os jaropes de laclo phospliato invernados pela especu-
laco. Todos s3o cidos ao posso me o PUosphato de Cal O^tatlacao nao o e.
O Sor. PmUlliir liouCHUT. Midico ur> Hotpitil du Cutp>. (flasH i/M HioUlux. 1 de miio de Irt.)
VINHO PHOSPHATADO SE LERS5T ^SSftf**
Antmla, Consompco, Brorxhite chronica,Tisica, Fraqueza orgnica, Conialesseneas tlifncs/s.
Deposi'arios em Pemombuco : FRAW HV 'i' SIIATA c C. j
AMIOFE de QUINA b FEfR
de GRIMAULT & C', Pbarmawuticos am Paria, 8, Ra Vivienne
Aimittido aa nova ph&rmacopa- olcial de Fianc*.
Approrado pela Jauta central de Hygiene do Brazil.
Fazem 25 annos que o Ferrt, elemento principal do sangue, a Quina Real, tnico
superior do systema nervoso e oPhosphato reconstiluinte dos ossos, foran combi-
dos intimamente pelo Sr Grimalt em um xarope de cor lmpida e sabor agradavel.
Suas qualidades tnicas e reparadoras dao excellentes resultados na anemia,
chlorose, leucorrhea, irregularidades de menstruagao, caimbras de
estomago consecutivas essas enfermidades. lymphatismo e todas as molestias
provenientes de empobrecimento do sangue. Excitando o appetite, estimulando
o organismo e seconstituindo os ossos e o sangue, o XAROPE de QUINA e
FERRO de GRIMALT & C', deettooce com rapidez as creangas debis e as
raparigas paludas e abatidas. Este xarope corta os ligeiros accessoa febrU, humidade
da* mot e iore* nocturno; efficaz na diarrheas rebeldes, facilita as convaiescencas
difficeit e sustenta as pessas idosas.
O VINHO de QUINA e FERRO de GRIMALT & C"\ que possue as
mesmas propriedades do XAROPE, preparado com um vinho Je Halaga, rico
e generoso e preferivel para as pessas que nao toleram xarope.
Deposito em Pars, 8, Raa Vivienne, e nas prinoipaes Pharmacias e Drogaras.
,-A
Jl^^T^VU^J'LfJ^^VL"Jl^J'l^lrr*u"^l^rrl"l"l'*rr^>l**'^^^^*, *...iim
*****lW*VN>VV***ft
VINHO MARIANI
OE COCA DO PER
0 V1HUO MASIANI quo fot ei utriiuenlado nos iiospitacn le Pariz,
prescrlpto diariamente com esito par ombater a Anemia, calorse,
Sigestoes ms, Molestia das vio respiratorios c Enfraqucl-
riento do < rgo vocal.
Os Medioo n comvitndam-no d Pe/nons/roca t delicada, xhaumta* petamaUtVa,
aos Velhoe e Crianzas.
E' o Reparador da PartorlucSefl dlgstlae
e FORTIFICANTII por 3S2COEU:BX20X4V
O VINHO MARIANI IB MCOffTRA KM CAA D>
Sur. KASXAJvi, Pt" Farta, 41, toiknrd Susana; e-Tor,i *, li4,4*.tKrt.
Em Pernambuco : rranctaco K. da SILVA V O".
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Laureado da Faouldsde de Medicina de Pars. Premio Montyon
As Capsulas do-Doutor CLIN ao Bromureto da Gamphora emprc^
nas Molestias, nas de Cerebro e contra as affecQoes seguintes:
Asthma, In.somnia, Palpitacoes do Coragao, Epilepsia, Hallucinaco,
Tonteiras. Hemicrania, Atieccoes das viao urinarias et para calmar toda
especie de excitaco.
na ma explkitio datalhada aoompsnhk (Ada Frasco.
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN OV
de PARS, que se encontrao em easa dos Droguistas et Pharmaceuticos. ^


Diario de Peraambneo- Domingo 23 de Janeiro de 1887
>
triada
Precisa-ta de not criada par cotinhar ; na
rna do Bario da Vietoria n- 9
Cosinheiro
Precisa o de um, a tractar, 4 roa do Commrr-
io d. 44. _______
CAPSULAS de GMAULT l C
INATICO
iiproudas fel JnU nitral i tjtim
pailita U Bruil
CamKnafdo com o Salame de CfahUa
Remedio infaiiive para cara a
oonorriiea. sem embaracar o
estomago, nem provocar repu-
gnancia, efTetto que serapre pro-
uzera todas as capsulas de co-
pan! ba liquida.
Deposito *>m PARS :
Ph- GRIMAULT A O, S, ni Tiris.ie
no prlnoipns Phirruaciti e Drogaras.
\itencio
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ
-ff
Sr
S
&>4
O
3
rs
w
c
.

O Remedio mais efficaz e s**1"
Ceguro que se tyn descoberto ote
hoje para expe lir ai ten brigas.
BOQillAYOL FUERES
Ao coiiimercio
Os abaixo sssiensdos, tend ronlratado com o
Sr. Jos de Oveira a empr, livre de qualquer
onus ou embaraco, do eatabel cimento de a'fxinia-
ria ra du Baro da Victoria n. 45, pelo preFcii-
te asaim o communicoai ; devaneo quem e ju'gar
ecm diieito a impedir a mfeina compra, dingir-ae
es abaixo se6enadoB, ou requertr o que julgar
conveniente, centro de tres das, n contar riesta
data. Recife, 19 de Janeiro de 1887.
Ferreira I niSo te. C.
Um perfeito cosinheiro, franoei, recen-
temente chegado da Europa, offereca-so
para oaaa particular ou gotel, carta neste
jornal **A. L.___________^^^
Jalropli
Manipoeira
Esse medicamento de urna eficacia reconbecida
no beriberi e outras molestias em que predomina a
bydropesia, acba-se modificado em ana prepara-
cao, >rracas a urna nova formula de um distincto
medico desta cidade, srndo que rnente o abaixo
assignado est habilitado para preparal-o de modo
a melborar Ihe o gosto e cheiro, sem todava alte
rar-lbe as propriedads medicamentosas, que se
conservara com a meema actividade, se nao maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
eatsmago.
tnico depoaito
Na pbarmacia CoaeeicSo, i rna do Marques de
Olicdfl n. 01.
A'S
Maria do Livramento, velha octsgenaria e pau-
prrima, pede as almas oaridosas que Ibe mande
orna eemola pelo amor de Deas. Mora no becca
do Bernardo n. 51. E' ama obra de caridade.
Celeste
Rodrigues de Paria C. acabam de reoeber dos
8rs, Bento de S 4 C, orna eepc cialidade em ra-
mo Ro-Novo, desfiado a capricho, com a marca
Celeste, cujo emblema os seus fabricantes nao
deizam-se desmentir, porque realmente macio
aromatizado, faiendo crr mesmo aquellas que j
o apreciaram, que os anjos agradecidos pela felia
lembranca o batejaram : ra de Mara e Barros
n. 11.
Professora
Alleiidile
Bouquets da ultima avnelo, para casamento,
etc., e tambem cu pellas mertuarias de perpetuas
fabricados por Jos Samuel Botelho ; a tratar na
roa do Bario da Victoria n. 20, loja, e roa do
Mrquez de Olinda u. 43, loja.
O B* Ghurcbill, autor .\ descobena das
forenri^idx curativa, d.s Hypophos-
phltos no tratamento da tsica pulmonar.
tem a honra de participar ios seus collegs
{mdicos, qua oo tnicos Hypo liosphtos
recon'iecidos e roc<*menda 1b5o os que prepara 'a Bir. Swdd, phur-
maueutico. '2, ria Caatisciione, Paria.
' Os Xan oes de Hvpc-'Hoaphltoa de
Sooa. Gal e Ferro vende-fo em frascos}
quMdritrioB tendo o noms Co B- CharcMll
no vidro, ana as**!/rea fura no envoltorio e
na tira de pnpel racimado que cobre a rolha.
Cada frasco venlad marca de fabrica da farmacia Swann
Especial
Magnifico arsucar refinado, iem igual neste
mercado.* Kefirmca-. Ba'irBemil, 445 numerotele-
pbenico. Ra Marcilio U>.s n 22
I /
:.!

PHOSPHATINA
Falires
ALIMEBUglo EACIOUAI
bsmbi
Maes, Crancas, Amas,
Conoalescentes.
Este alimento, de un sabor agradavel, precio
sobretudo :
Para as Maes, durante a gravidez;
Para as Criancas, na occasio de desmamal-as*
Para es Velhos e Convalescentes.
A PHOSPHATINA constitue o verdadeiro alimento
~das Crianzas alimentadas no seio ou na mamadeira. Nenhuma
Fcula, Conserva ou Pos ditos de alimentoslo para a infancia,
pode competir- Ihe.
E a administragdo fcil do Phosphato de Calciwm, que fortifica a
Criancas durante o eu crescimento.
PABIZ, 6, Avauo Victoria, 6, FABXZ
BpoIUrios em Pernim&uco : PHAM-M. aa-nn-^A*1
I
V
I
>

1
s\
Aos 1.000:000$a00
200:0005000
100:0001000
mm lotera
DE 3 SORTEIOS
Em favor dos iogenno da Colonia Orplianologica Isabel
DA
PROVINCIA. DE PERNAMBUC0
' Mnctfg a U o laio b 18i)7
0 thesourciroFrancisco Goncalves Torres
Fornooedor
paivilegiado da Casa Real d j Espanha
e de 0. jI. a Rainba de Italia.
Ozea P.
Ozea Sachet.
Ozea Essenci.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os dentes.
Ozea Pasta para os dentes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabio.
Ozea Pomada.
Ozea Fixativo
Ozea Cosmtico.
Ozea Brimantina.
Ozea Cold Cream
Estas exquisitas preparaces sao mnito apre
ciadas na nais distincta coeiedade pela deli
cadeza do seu perfume.
W R I E C E R' S
TRANSPARENT CRYSTAL^BAP
V. (Sabf-) transparente cristalino)
! > como i mais perfeito do todos oo sabaos de toilette pelas sns
propiedades iyginss^ polo oea aroma e pela sua larga durajao.
terTumaria, Farmaria, dea.
______,---------------------------*^.
^
PARir
l III
vaXministracAo .
8,Baol.-Jrard Hontmartre, PARIZ
raSTlLHAB DIGt-STTVAS fabricadas em j
l VUtiyccmueSa" ex- '' PoMa.Sio
I Je gosto igrauov': i > certa con-1
i ra:facan/iif .
SAES DE UrCHT PA B3NH0. Um rolo .ara uiu L.muo, parias pessoas que nao po4cifcrsyicfcy
fura evitar ai imtafda fW em toiot os producto* a
XH-/VIO.A. x>^. coivrr! de vichy
U fitt jmkmao. m Promcx U "ABISMEWOT k UBUJJ, em t cmiwiii:
e auuzcn a c ., At >u.
*' Urna ten hora competentemente habilitada, pro-
pe-se a leccionar em cellegios e casas particula-
res, as seguintes materias : portoguoz, francs,
musiea e piano ; a tratar na ra do Marques do
Herval n. 10.
VENDAS
LOTERA do cear
400:000^000
m FRASFERIVEL!
Corre quarta-feira, |. de Janeiro.
Ira vigsimo desta importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
Vende-ae portots de ferro, gradeamentos
para muros, jardins e trra 90, bandeiras de ierro
para portas, de diferentes modelos, ditas de arcos
para para portas de ra, dobradicas de chambar,
gallinheiros de ferro, earrocas para boi e cavada,
ferrnlhos grandes rodas para carrecas e arrinbos
de slfaodega e demSo ; no largo das Cinco Pon-
as n. 4, defronu do qoartrl.
Cocheira venda
Vende se urna coebeira com bons carros de
passeio, Hem lecalisada e afreguezada, por prefo
mnito mdico em razo de seu dono nao poder
administrar porter de fazer urna viagem ; os pre-
tend nt s acbarSo com quem tratar ra Duque
de Caxias d. 47.
Virg*e
111
O melhor e mais puro de todos os vinhos de
mesa, qne fe encontrara actualmente no nosso
mercado. Marca JSS Salgneiral. venda na
travessa da Madre de Deus n. 21, Joo Fernandes
do Almeida.
Aproveitcm!
Basar de passaros
Ba do liom Jess numero 28
Este estabelecimento para acabar, esf venden-
do todos os psssarcs, gaiulas e geni ros existentes
no mesmo, tudo por preco o mais barato possivel,
so para liquidar.
A Kevoluco
A' ra Duque de Caxias, resolveu vender
os seguintes artigos com- 30 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachrm:r& bordada a 15500 o covado.
Mirns de cores finos, a 800 e 1S00 o co-
vado.
Ditos pretos a 1*200, 1400, 1600, 1800 e
2*000 o covado.
Las mesclaoas de seda a 600 ris o covado.
Oitas cora listrinbas de seda a 560 ria o dito.
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
LBdas alpacas de cores a 440 iis o covado.
Las com quadriohos, a 400 ris o covado.
Gaze cem bolinha de velludo a 800 ria o co-
vado.
Setim maco lavrado a 1*300 o covado.
Seda palha a BO0 ris o cavado.
Ditas de cores de 2 por lO00 o covado.
Setim maco liso a 800 e 1*200 o dito.
Grs de aples preto a 1 800, 2*000 e 2*500
O covado.
Setistetas lisas a 320 e 400 re. o dito.
Ditas de quadriohos a 320 rs. o dito.
Ditas pretas finas, a 500 rs. o dito.
FustoeB brancos e da cores a 320, 400, 440,
500 eSGOrs. o dito.
Zepbiros fino, escosseses, a 500 rs. o dito.
Zephires de quadriohos a 180, 200 e 240 ria o
covado.
Zepbiros lisos a 1(000 o dito.
AlpacSo de cor para palitot, a 1*000 o dito.
Vellndilhos liaos e lavradoe a 1*(KX) o stvado.
Crotones finissimos a 240, 260 e 240 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 360, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 1*800 urna.
QSeda escusseza a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Ditas de erbebet a 8*500 dita.
Camisas bordadas para homtem a 30*000 a du-
ia.
Ditas para senhoras a 80*000 a dita.
Cortea de casiaira finos de 3* a 8*000 um.
Casacos de laia a 10/00 um.
Fichas de retroz a 1*000 nm.
Ditos, de pellucia a 6*500 um, (bordados).
Cachemira de cor a 1*600 o co 'ado.
Flanella americana a 14400 o dito.
Cortinados bordt dos a 6*000 e 7*000 o par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Meias para homens de 2*400 a 9*000 a du-
sia.
Ditas para senhoras de 3*000 a 12*000 a du-
zia.
Mantilhetas de seda a 6*000 urna.
Espartilhos de cmraga a 4*000, 5*000, 6*000
e 7*500 um.
Toilett para baptisado a 9*000 e 12*000 um.
Lencos brancos e com barra a 2*000 a duzia.
Anquiubas a 1*800 rs. urna.
Brim de linho de cor a 1*000 a vara.
Dito pardo a 1*000 a dita.
Esguiao amarello e pardo a 500 ris o covado.
Cbalrs de miiin lieos a 1*800 um.
Ditos estampados a 3*000, 3*500 e 4*000 nm.
Cortes de cachemira para vestidos a 18*000
um.
Bedes Hamburguesas a 10*000 ama.
Panno de crochet para cadeiras e sof a 1*000,
1*200, 1*600 e 2*000 um.
Henrioue da Silva lioreira.
WHISKY
BOYAL BLEND marca V1ADO
Este excelliT.te Whisky Escasci preferivt
m> cognac ou hgurdenle de canna, para fortifica
j corpo.
Vendese a ri'talho nos h< lh&res rmaseos
nolhados.
Pede BOYAL BLEND marca VIADOcujom
me e emblema sao registrados para todo o Braai
BBOWN8 & C, agentes
Cabriolets
Vende-se doos cabriolets, sendo nm descoberto
e outro coberto, em pertrlto tatadn, para um ou
doos cavallos; 6 tratar ra Duque de Caxias
n. 47.__________________________
Borracha para limas
Venden Rodrigues de Paria & C, ra de Ma-
ris & Barros n. 11, esquina da ra do Amorim.
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
alamidi k> nuil de nm oculo; axoede iodo
ourupelo ivptrfuiiie alr,do a eiouMlo.
SK ?5.DA1:M* "* Ouru
PARJZ l7i CALCUTTA 1884
pe extrm-fin en-ellenn.de >u quliltt.
Afamad*
IfiBA DE COLOM.A BE miISOl
mcoiparacel plo eu perfume e ni
Macamete, fc.ice.le iodos os pro lodo
sjmilree readMoi oS o mesno aoaoe
HBff&a&'JBLY1!** KrSam
Em ubon.'ia amversal e upenor a to-Jo*
("xontrospeU mclo Je liraplr a pello
aacUn.uio qa Ihe co imoiicde cx<.*llaA
perfume cprolngalo ufo.
hmtn u ai Cm Otk utmintti efrtrttum
J. 4 E. ATKINSON
84, Od Bond Straet. Londres.
.Maxca de Fabrica Urna Rosa bnaot,"
' obre un Ljr de Onto. *
240:0001000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
- INTRANSPERIVEL
Corre segunda-feira, 24 de Janeiro

LOTERA DE ALAGOAS
3OO:O0O$OOO
Esta acreditada lotera corre Terca-feira, 25 de Janeiro

600;000$000"
Esta seductora lotera corre sexta-feira. S de Fevereiro de 1887
Um vigsimo habilita a tirar 30:00$000
Os bilhetcs dcstas acreditadas loteriasacham-se venda na
RODA DA FORTUNA
.16-Rua Larga do Rosarioo6
Bernardina Lopes lheiro.

200:000$OOO
E\TiUCt.\(l DA 7* PARTE DA 1* LOTERA
1 BENEFGIO Dt 8AIA GASA DE MISEEIGORDIA
Terca-feira 25 de Janeiro
A0 MEI0 DA

Esta lotera, por algum terapo retirada da circulado, devido a grande guerra que
Ihe promoveram, como do dominio publico, vetu novamente tomar o sea lugar de
urna das ventajosas loteras do Imperio.
O agente pede ao respeitavel publico a sua benvola attencSo para o plano das
LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso publicado nos jornaes e impresso no ver-
so dos respectivos bilhetes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
distribue
12.436 premios, ou quasi a quarta parte!
Anda mais : eBta a nnica lotera que premia todos os nmeros cajos doas 1-
garismos fnaes forem iguaes aos dos
QUATRO. PREMIOS MAIORES
A SABER :
1000 as duas letras fiuaes do premio do...........,.......... 200:0005000
60*J s duaa letras finaes do premio de...................... 40:000000
50)J s duas letras finaes do premio de-...................... 20:0000000
400 s duas letras finaes do premio de...................... 10:0000000
Tambem sao premiados todos os nmeros das centenes dos quatro primeiros
premios.
Alm destes, tem esta lotera grande quantidade de outros premios de bastante
importancia. E' tambem esta a nica lotera que garante quem comprar 100 nme-
ros de terminasSes aiflVrentes 32 1/2 % independente dos premios avultados que
poseam sahir na extracco.
TODOS OS PREMIOS SAO PAGOS SEM DESCOMO
A's extracc5es sao feitas em edificio publico e sob mais severa fisualisa^So por
parta das autoridades.
Os bilhetes acbam-se venda na agencia e em todas as casas, era Santos, SSo
Paulo, Campinas,sRio Grande, Babia, Cear, Maranhao, Para, Amazonas e ezn Per-
nambuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO.
0 agente no Rio de Janeiro
o A' Florida
Rna Raque de Caxias u 108
Chamase a utt<>nco das Ezmas. familias para
os procos seguiutea :
Luyas de seda preta a 14000 o par.
Ciatos a 1J00O.
Lavas de pellica por 2f 500.
2 cabra a de ppel e eavelopes 800 rs.
Lavas de seda cor granada a 2, 2,1500 e 3{
o par.
Suspensorios para menino a 500 rs.
dem amer.caDOS part hornera a 3.
Fitas de velludo u. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Altana de 1/500, 2i, 3,1, at 8*.
Ramcs de florea finas a 1500.
Luyas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 14 o par.
Porta-retrato a 500 r?, 1, 1J500 e 2(. 1
Pentea de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. nm.
Anquinbaa de 1.W0, 24, 25C0 e 34 urna.
Pliaes de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilho Boa Figura a 44500.
Ideo La Figurine a 54000.
Pentes para coco com ioacripcSa
Babadores com pintara e inscripces a 500 rs.
Estojos para crochel a !o rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 34000, 44000 e 54000 a peca
gllSt
a qnaresia
Gslo de vidrilbo metro 14.
Franjas de vedrilbo a 14,
Lo vas pretas de geda e Esencia.
Franjas e galoes fios a 24500, 34e 44 o mete
Para o carnaval.
Lindas masenras.
Bu nafas de p de arroz.
dem dem de ouro.
dem pe ramadas.
Lindas tranJHB de seda de cores com frocoB pa-
ra eufeitar vestuarios de mas caras alie 500 rs.
0 metro, fazenda qi.e j castoa o metro.
BARBOSA & SAKTOS
23Ra de UruguaycDa23
V
*
PIVER
XTiaioo Inveatot
SABA0SUC
0 melhor dos Sabes de 'ouuvjit
o ti*
Kvl'car a Iznitag&en
'Hpvtitvt p pnnrijuiem f ertnmariat. Pkjfrgxtcim CabeUereiro da AMrxftfo
Tainhas
Vede-se tainhas
de superior qualidade,
em quartolas e em bar-
ris, mais barato do que
em otrn qualquer
parte; na ra de Pe-
dro Affonso n. 11.
Oleo para machinas
Superior qualidade, ,a 64400 a lata de cine
gai&V* ; ven je-ee na fabrica Apollo e em seus
depsitos.
TurMna
Supirior Ktoucar se turbina, especial para
doce. Bi-finacSo ealguviral ; 445 numero tele-
abonico. Rna Marcilio 9iao n. 22.
Taverna
tav'rna sita no largo de Apipoco
ir na laven"* r. 14, ou roa de 8.
i. 5.
x\ WIM
"
V


mffZF*l
MC.ns.

i
;

Diario de PcrnanihcoDomingo 3 de Janeiro de 1887
LlTTERATUu
No quarto da Sra. Sophia havia ama es-. Resolv pois calar me o esperar que uro
cada, que {a ter s aguas furta.ias qua oc- acaso feliz viesse em moa auxilio
A orelha de urso
Ss* I
Acabsva eu de completar os mena qua-
torze annos. Ha quem sustente que o cor-
no do horneo passa de seta em seti annos
por urna transforroago, do mesmo modo
que o bicho da seda muda quatro vezes de
pelle antea de fiar o sen casuio. Pela mi-
aba parte, o que sai muito bem, qne
pelos fins deste segundo periodo septena-
rio, houve em roim roodanca moral bem ca
racterisada. Eu me tornara serio; os ful-
guedos da miaba infancia nao me diver-
tiam mais ; os proprios livros de estampas,
que tantas vezes tinham me deleitado os
olboa e o espirito, pareciara-me montonos
como urna estrada velha muitas vezes per-
corrida. Comegava eu o meu quarto anno
de estudos, traduzia as Buclicas de Vir-
gilio, e interessava-me muito paricular-
mente pelas Amarillys e GaLthas, que o
poeta cantava. Por entre as linhas pretas
do meu Hvro, eu via deslisareni-se as suas
formas feminis, mais suaves do que o thy.-
mo, mais brancas do que os cysnes. Tor-
nava me pensativo: certos versos agita-
vam-me o corpo cono mysteriosa commogao
davam-me o presentimento de nao sei
quaes ternuras desoonhecidas.
Das minbas predilecgoes infantie, guar-
dar apenas sympathia muito intensa pela
residencia de urna vizinha velha, em casa
de quem eu fra educado e onde passava
todas as minhas horas de liberdade. A
casa desapparecera erguendo se no seu lu-
"ar urna construego nova, roas vejo-a ain
da com as suas menores particularidades
Era ella precedida de um desses vastos te-
lheiros, onde oa vinhateiros da roinha trra
fabricam o aeu vinho e cbamam-se lagares
Este lagar achava-se mergulhado em som
bra crepuscular, de onde se destaca vara
altos balseiros sonoros e montos confusos
de toneis. Subiam-se alguos degros e
chegava-se cozioba, cuja mobilia datava
do seculo XVIII : cortinas de quadradi-
nhoa cor de rosa e branco, panellas da cor
de ouro, torneiras de cobre vermelho, cafe
teas hojudas assentadas sobre tres ps
arqueados, todos estes utensilhos de ou-
tr'ora cujas formas elegantes e familiares
vem-se nos quadros de Chardin. Em
planos inferior, abria-se o quarto da nossa
velha vizinha, mobiliado no mesmo genero
e cuja janella dava para um jardim coin
muros cobertos de aristolochias, e caoteiros
clieios de framboezas.
Todas estas cousas do velho tempo erara
urna moldura feita como que de proposito
para a figura da solteirona Sophia. Sep-
tuagenaria, mas ainda bem aprumada, de
tamanho regular, gordinha, taces enruga-
daa o coradas como urna maca" que passou
o invern, olhos pretos, nariz preeminente,
labios carnudos, queixos de velha acceo-
tuado ainda mais pela falta de dentes, ti
nba ella phyaionomia do b avenga e jo
vial. A ana touca lorena, cujos encanuda-
doB compridos rodeavam como urna espe-
cie de aureola de tule o seu rosto cheio de
vivacidade, deixava descoberta a sua testa
convexa e meia duzia de cabellos branos,
encrespados, puxados para traz chinez.
Trajava ella sempre um vestido asseiado
dv 13, em cujo corpinho eocruzado desap-
psraciam as pontas de um lengo de pescogo
cor de limao, e cujas largas mangas se ex
pandiam em volta do bracos euimagreci-
dos. Aquelle trajar antiquado, aquellos
movis contemporneos de Luiz XVI, ro
deavam-n'a de urna atmosphera do tempo
passado. Toda a sua pessoa espargia um
perfume antigo do seculo XVIII, como
esses leques de cerejeira gallega que ex-
balaro, depois de longos annos, o bom
cheiro do madera, de onde os scus galbos
foram cortados. Ella nunca se casara, e
eu me adroirava que houvesse ficado para
ta, quando sua irras e primas, apesar do
genio rabugento que tinbam, encontraram,
todas marido.
cupavam todo o primeiro andar e das quaes
ella fizera o seu guarda-frutas e guarda-
movis. Estas aguas-furtadas eram ver-
dadeiro hospicio de invlidos par, os mo-
vis. Eu escolhera este lugar para meu
asylo favorito ; desde a roinha mais tenra
id>trie, venturava-me alli como Rubinson
na sua ilh e fazia sempre novas descober-
tas : livros truncados, cadernos do romn
zas copiadas roo era espesso papel es
verdeado, uniformes comidos pela traga,
espadas enft-rrujadas, microscopios descon-
certados, caixas de msica tocando apenas
a m-tade das pegas. Ha va de tudo alli.
No fundo, no janto roais escuro, erguir-
se alto armario de pan de nogueira escul-
pido, cuja ferragem luzia frouxamente na
escurido, e cujas portas adornadas com
figuras medonhas tinbam aspecto singular.
Na minha infancia, a vizinha tinha-roe dito
que eu n3o devia andar parto deste arma-
rio raysterioso, porque havia dentro u'ella
um espectro, e esta prohibicao, comquanto
me inspirasso respeiioso receio, nao tinha
frito senao augmentar roinha curioda
de. Logo que eu me apanhava s, es-
gueirava-rae com certo temor por entre os
montees de antigalhaa e ia ao encontr do
phantasina. De repente um estalido fne-
bre sahia das profundezas do armario, co-
como se o espectro, canaado com a reclu
82o, Be tivesse decidido a empurrar os dous
batentes e apparecer diante do curioso quo
vinha perturbar-lhe o repouso; ento eu
reeuava ai a parte clara das aguas furta-
das, tremendo e orgulhoso a um tempo
com a minba audacia.
Aos quartoze annos, a minha crenga no
apectro desapparecera, mais a curiosidade
ficra. O roysterio do armario hermtica-
mente fechado e visitado de vez em quan-
do pela Sra. Sophia, quo alli guardava a
sua roupa e os seus objectos mais precio-
sos, excitava-me sempre a imaginago o
dava-me tanto mais que pensar, que, de-'
pois do cada visita, a veltia viz'nha desoa
das aguas furtadas coro os olhos roais h-
midos e o ar mais pensativo. Um dia, que
ella suba, segui-a de mansinho e, escon-
dendo-me por. traz de um biombo furado,
assisti abertura solemne do movel. Um
padre ao abrir o taberaaculo nao o faz com
maisreoclhioento nem mais piedosas pre-
caucoes. Urna das meias-portus estava en-
treaberta, mas ato de pouco me valia por
causa da escurido que reinava alli. Fe-
lizmente, um raio de sol, coado por urna
fresta aberta no telhado, cabio repentina-
mente a prurao sobre as portas, e ento,
i
FOLHETIM
0 OORCUNDA
POR
FALO FETAL
Tudo ebega a seu tempo : parece at
que as cousas ardentemente desojabas vm
coro m-'is docilida ie, como se obedeees-
sem mystcriosaroente magntica influen-
cia da vontade humana. Aconteceu que
um domingo, ero que, agachado n'um can-
to das agvas furtadas, eu estava lendo sem
ser visto uro volume da OU-Blas, a Sra.
Sophia que estava arrumando o seu ar
raario, foi chamada por urna visita, c, na
sua precipitagao, esquecsu -a chave na fe-
chadura. Eu tinha ouvi io as duas meias
portas moverem-se sobre os seus gonzos ; a
velha solteronu estava no pavimento de
baixo e eu via o annel brilhante da chavo
que scintilava n'um raio de sol. Deixei
incontinenti o Oil-BVis e precipitei-mc
para o ngulo das aguas furtadas, at ond
eu tantas vezes me esgueirara debalde. la
finalmente entregar-roe, com todo o vagar,
ao prazer de ver essas raridades tantas
vezes cubigadas em sonho !... Dei urna
volta chave devagarinho, levantei com
precaugao a meii-porta pan que nao guin-
chasse, e abr...
II
A minba curiosidade foi por tal forma
solicitada por tantas riquezas juntas, que
fiquei desde logo sera saber por oada co-"
megaria o meu exame. NSo podia dispar
de muito tempo. Rrinoipiei, ao acaso, por
um cofrezinho com ncrustagoes de cobre e
de tartaruga, que se achava ao aleaece da
minha mito, e cuja maganeta de ago escul-
pido chamara-me a attengao.
O csfrezinho era alcochoado por dentro
com seda cor de rosa secca, o sobre este
leito macio descangavam smente tres ob-
jectos muito dizersos : urna .miniatura no
seu caixilbo de ouro, um volume in-32, en-
caderaado de marroquim vermelho, e um
pequeo mago de pipis amarellados. lga-
los com urna fita da se la azul.
A miniatura ropreacntava um rapaz de
25 annos, vestido moda dos fins do so-
culo passado : fraque azul com botoes de
metal e gola alta, collarinho da camisa
abaixado Coln e deixau-Jo descob ; '> o
pescogo muito branco; cabellos pretos
sera pos emmoldurando um rosto tranco,
muito vivo ; coro olhos
azues bem rasga-
dos e meigos, faces coradas, labios ver-
melhos o risonhos. Depois de ter contem-
plado esta joven physionoroia tao syropa-
thica, ap-ilpara.ti os meus dedos o mago
ainarella io ; em seguida, depois de um
moroeuto de hesitagao, desatei a fita, azul
e examinei as flores da dimensoes diffe-
rentes tantas vezes dobradas e desdobra-
gragas a este raio luminoso, vi os thesou/
ros do armario ondo estava o espectro: das que as dobras tinbam se usado e fu-
seintillag3es de fi- rado como urna ronda A primeira folha
caixas de marchetarias,
vellas e caixas de rap adornadas coro jas-
pes dd Rbeno, chapios da s*tiro com saltos
altos, fitas de lharoas de ouro o prata,
snas de gros de Tours e de lustrinas...
Nao pude conter um rooviraetito de admi-
ragao que dmuntiou a roinha presenga e
deituu tudo a perder. A meia porta mas-
siga fecbou-se e a Sra. Sophia, agarrndo-
me pela orelha intimou-me que Lsse para
baixo.
Al'astei-rae, roas cora um sentiraento de
curiosidade que nS fora satiafeita e coro
o desejo violet.to d* contemplar 0 espago-
so armario. Esta visito rpida atravez da
novia-porta entreaberta tioha-me deixado
nos olhos um reflexo que me atonnenta-
va. Todas as vez-s que eu podia introdu-
zir me as aguas furcadas, approximava-
m* cora pracauvSo do armario fechado,
apalpa va as molduras ornadas do rama
gt-ns, olhava pe buraco da fechadura as-
pirava pelas fondas um cheiro vago de
hervas aromticas, cujo peofume agucava
ainda roais a minha curiosidad*. Eu ti-uha-
roe lembrado de appellar para a benevo-
lencia da Sra. Soptiia ; roas, depois de
ter reflectido, dise coro migo mesmo que,
no caso provavel de urna recusa, o meu
pedido indiscreto teria como nico resul-
tado fazer me vedar a entrada das aguas
furtadas.
QURTA PARTE v
.0 PALACIO ULli
(Continua$ao do n. 16)
I
As pedras timbera tena o seu destino.
As muralhas vivero muito teropo e v n as
geragSes passarem ; labem muitas hiato
rias! Seria ura curioso trabalho a mono-
;Taphia de qm daquelles cubos feitos de
fioz ou de granito
Quantos dramas en torno delles, come-
dias e tragedias !
Quantas cousas iraportant-s e sem im-
portancia -quautos risos e quantas lagri-
bksI
Foi a tragedia pse iundou o Palaci.*
Real. Armando Da Pkssis, car ieal de
Richelieu, iromensti hornera de estado, la-
mentavel poeta, compsou ao Sr. Dufresne
o antigo palacio de Barabouill<-t, ao mar
quez. d'Estrea o graodo palacio de Her-
cceur, no lugar da (acias du 8enboriaes dea orlem ao architecto Lemer
oier de fcdfi;ar-!he ama casa digna da sua
enorme ortuna. *
Mais quatro patriroslos foram compr -
dos para delinear-so 08 jar lius. Finalroen
te, para desembarazar a fachada onde es-
teva es armas do Bichelieu encimadas
pelo cbapo de eardeal, eompraram o pala-
cio de Sillery, ao mesoio tempo abriram
ama grande ra para perroittir que a car
rnagem de Sua Eaiinencia chfgasse sem
embaraco s suas berdades da Qrange-Ba
telire. A ra devia tero nome de Riche-
liea ; a berdade. em eajos terrenos se ele-
xa agora o mais okgaane quarteirao de Pa-
riz, foi bartisada, por muito tempo, a fa
chada trazeira da Opera; s o palacio
nao teve memoria. Construido de novo,
trocou o seu titulo de eardeal por uro titu-
lo ainda roais elevado. Ki<'heii"U apenaB
repousava no seu turoulo e j a sua casa se
chamava o Palacio Real.
Gostava do theatri aquelle terrivej pa
dre Podia quasi dizer que edificou o aeu
palaeio para ah construir theatros. Fez
tres, api-zar do que a rigor o5o era preciso
roais do que uro para representar a su
querida trag-dia Mrame, filha idolatrada
da sua prpria musa. Era, n verdade,
muito pesada para avanta)ar-8a no roanvju
do verso, aqu lia mito que cortou a cab-ca
do condestavel de iMontroor- foi representada diante de tres mil tiltios
dos cruzados, que applaudiraro de boro
grado. Cem ods, outros tanto dithyram-
bos, o dobro de madrigaes, cahiram no dia
seguinte, em t-huva inspida, na cidade, ce-
lebran io as glorias do terrivel poeta ; do-
pois todo esto rulto eob-rde calou-sa.
Fallava-se ero voz baixa de uro mance-
bo que tambero fazia tragedias, que nao
era um car leal e que se chamavava Cor-
beilie.
Uro theatro para dnzentos espectadores,
um outro para quinhentos, um outro par*
tres mil.
Richelieu nao se contentava coro menos.
Continuando a seguir a poltica pitoresca
de Tarquinio, f.zeudn cahir syitematica
mente as oabegaa fcltivas que ae levanta
varo aciro do nivel, occupava-s das suas
ornamentagSes e de seus trajos, como un
excellent'* rtiWBtor qu cr*. Dizm que
inveutou o mar agitado que faz viver ago
ra tantos pais de familia, as nuveus de ga
se, as rampas movis e prat'cavtis. Lo*-
giaou elle priprio a mola que fazu rolar o
ruchado de Sieypho, filbo de E1j, na pega
de Oosroaret.
Ac'-rescantam que olhava mais por aquel
les diversos p qu-roos talentos, inclusive o
de aaosar, do que pela sua gloria poltica.
K' a regra. N-ro n5o foi immortal, ape-
sar dos s- us Buccesssos de toucador de
flauta. Ricbelieu morreu. Anna d'Aus
tria e seu filbo Luiz XIV foram habitar o
palacio do eardeal. A Franga alvorogou-
aa em torno daquc-llaa paredes novas. Ma-
lario que nao limuva tragedias, ouvio mais
de uma vez rindo aoeapa e tremendo ao
ao mesmo tempo, os gritos db%ovo araoti
nado debaixo das suas jaoeflai Masara
tinha por habitagao os apjMMMft6 BliT'
viram. roais *rde a Felipptt m. re
gecU de Franca. Era a
do mago era uma carta cuja le:ra bastar-
da, muito firme e regular, impressionou-
me ; trazia apenas como sobrescripto
estas palavras : Para ser entregue depois
da minha partida c o seu cometido r;-
zava i.ssim :
> Mroha querida e nica amiga.
J que uro pai cruel oppcVse ao nos-
so casamento e fecha-m a porta da sua
casa, tea ro a coragvu terrivel de afast ir-
me de urna pessoa to grata ao meu cora-
cao, preferindo nao vi ver mais na cidade
onde respira a minha amiga, a snffrer
aqui sem a esperanga de possuil-a. Quan-
d > uma pessoa de confirnga tiver-lhe en-
tregado esta carta, j estarei longa. Onde
turoarei a encontral a, oh minha amiga
adorada, ou sotes tornarei a vel-a jamis ?
Diz-me um presentimento que nao. Ar
raneado agora do seu lado, j nSo touho
senao um desej >, arrancar-me tambero
desta vida. Ero poca tao convulcionada
corno a nossa, nao bSo de faltar ccasi5es
para roorrer Mas, at morte, U? .rei
comroigo, minha querida, a recordagao
dest'i amor ao mesroo tempo ardente e
meigo, respeitoso e afortunado, sempre fiel
e sempre novo, deste amor to verdadei-
ro. Levarei comroigo para a eternidade a
recordagao desses doces momentos em quo
podia apertal-a d* encontr ao meu cora-
go. Ah que mezas aquellas em que, du-
rante o dia inteiro, gozavamos da felieida-
de do estaroios juntos Quanto eram bel-
los esses dias aleangados depois de tantas
tempestades, e a que vSo seguir-so tantas
tempestades Oh I jardim de Rembecourt,
para todo o sempre presenta ao meu pen
paraento, nao tornar a ver-me Deixp-lhe,
roinha querida, o livro que liamos alli jun
t09, como tambero uma flor que alli havia
colhido para miro, c na qual deposito o
m u beijo dorradeir. Adeus, ainda uma
vez, minha querida, meu thesouro, mor-
rerei com o seu nome nos labios.
Seu fiel e desgragado amigo
o Jos Guiod.
t 9 de Juoho de 1793.
Na oceasiSo em que eu acabava a teitu-
desta carta to commovente e escripia
com a phraseologia sentimental, que esta-
va muito ero moda no fim do sculo passa-
do, ouvi barulho na esoada. Tive apenas
o tempo preciso para tornar a atar a fita
azul em volta dos papis, fechar o cofre-
zinho a o armario, depois de ter posto no
bolso o volume in-32. Feito isto escapei-
rae como um ladrao, trmulo pelo delicto
que comroettera, e com a cabega chela do
qua acabava do 1er.
Vendo-me fra dalli, reflen-ti detidamen-
te sobra a descoberta que fizera. A visi-
nha nSo me engaara; era "om effeito
um espectro que cu acabava de despertar
oo armario das aguasfurtadas. Voltei-me
mais de uma vez inquieto, parecendo-me
que o fantasma de Jos Guiod punha-me
de repente a miio sobre o hombro, sua
bella cabega t3o joven e to viva, estava-
roe sempre diante dos_ olhos. De onde viera
esse Jos Guiod e que fora feito delle ?
Quero podia ser essa rapariga a quem di-
riga adeus tas meigo, e cujo nome nao se
achava no sobscripto da carta ? Que fora
feito della tambem ? Era um verdadeiro
romance, que me interessava muito mais
do que os amores campestres das Gala
thenas e das Amarillys de Virgilio '...
Eu evocava pelo pensamento a namorada
desconhecida do pobre Jos. A imagina-
gao m'a representava joven, encantadora,
coro olhos hmidos e meigos, cabellos cas-
tanhos presos com uma fita e fugindo em
anneis assetinados por baixo de uma des-
sas toucas com longos folhos, como se ve
nos retratos da Carlota Corday.
Tirai do bolso o volume n. 32 qne ti-
nha furtado e ende contava achar outros
esclarecmentos. Era, j o disse, um lindo
volume encadernado de marroquim verme-
lho e com .as bordas das folhas douradas.
Jontinha o tomo I das Cartas Persas, im-
pre8sas em Amsterdo, de Jacques Desbordes 1740. > Na pri-
roeira pagina vi escripto coro bonita lettra
igual a carta : < Ex libris Jeanis Josephi
Guiod Bisuntini, 1790, e no lugar onde
penda o marcador de seda verde-magS,
encontrei, secca e ennegrecida pelo teropo,
a fi irinha colhida no j r liro de Kember-
court e que recebera ultimo beijo do na
morado.
As folhas do livro guarda vara a marca
deixada pela sei va da corolla fresca. Pa-
recia-roe quo alguma cousa de personali-
dale de Jos Guiod acara as marcas do
sei va extravasada. Descolando com to-
do o cuidado a fl irinha, vi que so acha
va fixada no papel por mio defjp rotula
estreito e fino passado por cima da haste,
e sobre a qual Jos, que devia ser botni-
co, por isso que nascera na Franche-Com-
t, tinba escripto em caracteres pequeos:
Prmula aurcula. Para raim nao sig-
ficava isto nada : mas oonsultei o primeiro
livro de botnica que roe veio mo, e
aprend o nome vulgar da planta. Era
uroa orelha de urso, fiar da familia das
prmulas, outr'ora muito em moda, mas que
hoje muito pouco cultivada.
A' excepgao do ex libris e do nome da
flor, o volume de que me tinha indiscreta-
mente apoderado nao me dava mais ne-
nhuroa novidade.
Ficava eu, pois na situacao de alguem
que leu um comego de romanea n'um vo-
lume truncado e nao poda mais achar a
continuagao, eu j nem ousava andar
volta do armario coro o fim de aproveitar-
me de alguma nova distraegao da vizinha
para continuar as minhas pesquizas. A
senhora Sophia tinha, sem duvida, dado
com a falta do volume das Cartas Persas,
porque punha-se de sntinella junto ao hum-
bral das aguas furtadas, como o dragao
fabuloso do jardim das Hespridos. Tor
nra se preoecupada, inquieta e desconfia-
da, e, nao me sentindo com a consciencia
limpa, eu nao insista mais para ir s aguas
furtadas, com modo que a velha solteirona,
cujas suspeitas andavam ainda pelo ar,
noacabasse por descobrir as minbas in-
tengoes e o meu furto.
qu
em
tando sobr a actual gaRri* dos PrSas, pa-
ra o lado do pateo 4as i unts. Era alli,
na primavera do anno d 1640, qaando Oa
frondeurs penetrararam forga no palacio
para eeriiticar-se por si que nSo Ibes ti-
nbam roubado o joven re. Um quadro
d galera da palacio real representa este
facto e mostra Anna d'Austria levantando,
n presenga do povo, as fraldas de Luiz
XIV, crianga.
A eitv respeito couta-se um dit odos so-
briohus do regente, o rei dos franceses,
Luiz Felippe. Este dito tom pplicago
ao P.lacio Real, monumento sceptico, en-
cama tor, fri, sem pr te da cantara, que se ornou uro dia com o
tope verde de Camilla Desrooulins, roas
que no dia inmediato acariciou os cossa
eos; esse dito applica-se tambem raga
dos iiiseipulos de Uubois, o principa mais
eapir'tuoto que tam perdido e tempo e o
dinbeire do estado em fazer orgias.
C simir Delavigne, vendo aquelle qua-
dro, que de Margasse, admirava-se de
ver a rainba sem guardas no meio da-
quella multidSo. O duque d'Orleans, de
pois L'iiz Felippe, pz-se a rir e respon-
oeu :
Ha, mas es tao escondidos,
B'oi no mez de Fevereiro de 1672 que
Monsieur, irmao dd rei, tronco da casa de
Orl-an, ntrou na posse do palacio real.
Luiz XIV, a 21 dpquella raez, coneed-u-
Ihe aquella propriedade em patrimonio.
11-nriqui-ta Auna d'Austria, duqueza d'Or-
leaas, ani manteve urna corle brilhantissi
na. O duqu! de Chartres, tilho de M ro-
sieur, futur > regente, ahi casou nos tos
do anno de \6J, com Mlh de Blois, a ul-
tima tlba natural do re e da Mroe. de
M '"tespan. Durante a regenoia nao se
fallava roais ero tragedias. O vulto tristo-
nho ao Mrame teve de cobrir o rosto para
nao ver aqu lias ceias que o duqua d'Or-
leaos dav, diz S-iot-SuDon cero ooropa
nhia muito exquisitas,i mis os theatros
serviraro, porque a moda era das raparigas
da Opera.
A bella duquesa de Berry, filha do re-
gente, sempre coro o uaiii cheio de rap,
fasia parta da exquisita coropanhia, onde
nao emravaro, avrescenta sjnda o mesroo
Saint-Si non, s -nao damas do vi>-tuue du
vidosa e pesaoas da muito pouos ha veres,
nas notaveis pelo seu talento e pelo debo-
che.
Mas no fundo, Saint-Simoo, apesar das
suas intimas r laeSes, nao gostava do re-
gente. Se a historia nao p le esconder u-
teiramente as LmeuUV6s fragelos deste
- HI
Uma manti do mez de Maio, passeiava
eu com a sanhora Sophia pelo seu jardim
reverdecido ; moBtrava-me ella, com alguro
orgulho, as suas tulipas e os seus lyrios,
quando vi em volta de um algrete uma
guarnigSo de plantas modestas, com folhas
espessas, de onde sahia uma haste termi-
nada por um ramo de fforesinhas de um
escuro avelludado, que exhalavam suave
cheiro de baunilba.
Sao oreihas de urso, disse-me a Sra.
Sophia, parando um momento para olhar
para ellas coro ternura.
Ah exclame estremecendo, oreihas
de urso J...
Soltei' esta exclamago no mesmo tom
commovido com que naturalmente Jean-
Jacques Rousseau exclamou quando desco-
briu congossas as raattas do Mont-Val-
rien ; percebi logo depois que me estara
trahindo, quiz fingir desenbarago, e a me-
Ihor sabida que ache foi accrescentar com
affectagao: Prmula aurcula. ..
A nossa vizinha voltou-se repentinamen-
te, encarou.roa, e dirigindo para mlm uro
dedo aecusador:Foste tu quem me tirou
as Cartas Versas affirmou com ar atnea-
gador.
Fiquei vermelho como um camaro.
Eu, minha senhora?... exclamei, susten-
tando com descaramento uma mentira e
Dgindo espanto.
Foste tu 1.,. nao o neguos...
Abaixei a cabega com um modo digno
de d. Via-me j denunciado e expulso
vergonhosaraente pela Sra. Sophia. Sem
levantar os olhos, rourmurei: *
Sim, fui eu, minha senhora ;mas
em tom tao baixo, tilo baixc, que s as flo-
res deviam ouvir a canfissao do meu cri-
me.
Entretanto, a Sra. Sophia ouvia-a tam-
bem, e, com a mesma voz spera : Vai
buscar o livro, continuou, e leva-m'o ao
meu quarto.
Obedec ; fui casa e tirei o pequeo
volume do lugar onde o tinha escondido ;
depois voltei pira a casa vizinha. Quando
entrei no quarto, a Sra. Sophia estava sen-
tada na sua poltrona, e, perto della sobre
uma jardineira, notei o famoso cofresinho
coro ins:rutciJ3s e cobre e de t irtaruga.
Apoderou-se com vivacidade do livro
que eu Iho apresentava com acanbamento,
folheou-o para vericar-sa a fiSr secca esta-
va ainda no seu lugar, depois, pondo os
oculos perguntou :
Leste os papis que esto aqui den-
tro ?
L apenas uma carta, minha senhora.
E olhaste para o retrato ?
Olhei- .
Commetteste grave ind3crcSo e ag-
gravaste-a com um furto.
Desculpe-me, senhora Sophia I ex-
clamei ajoelhando me diante dellf)
Eu contava ooro violenta oxploso e por
isso procurava enternecer a vizinha, bu mi
lbando-me.
Porque roubasto este livro ?
E' que... respond gaguejando, a
historia do rapaz do retrato tinba-me inte-
ressado, e esperava... suppuoha que o
livro me dara ampias nforroagoes.
Em vez da tempes'ade de repr hensSe
oujo estrepito eu tanto reoeiava, ouvi ape^
as longo suspiro, e quando levantei os
olhos, vi que as feigSes da senhora Sophia
tinham tomado aspecto mais calmo ; na
sua phisiqnomia havia ogora* nao sei que
ternura e melancola
Pobre Jos murmurou ; nao ver-
dade que era um bonito rapaz ?
Exclamei com eonvicgo :
' Ole se era.. E como commove-
dora a sua carta 1... Aquella
ella a diriga tornou a vel-o ?
Nunca.
E o que foi feito deila ? Conhe-
ceu-a, Sra. Sophia ?
Era eu, responden ella ingenua-
mente.
Ao mesmo tempo o rubor subi face
da boa vizinha.
A senhora ? disse eu, mostrando na
voz e no olhar quito extraordinario rae pa-
reca que aquella senhora t3o respeitavel,
de cabellos ranees o rosto enrugado tives-
se inspirado paixo ao bello rapaz do re-
trato. -Ella percebeu a minha pou;a cor-
tez, admirago, mas em vez de offender-se,
prosegus:
Admira-te isto?... Na tua idade,
peusa-se que os velhos foram sempra ve-
hos. Mas houve tempo em que os
meus cabellos eram pretas, as minhas
1
\ -
faces
que
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principa, mostra nos ao meos as grandes
qualidades que os seus excessos nao che-
garam a abafar.
Os seus vicios eram do seu infame pre-
ceptor. As virtudes, essas sim, eram mas,
tanto mais que tinbam feito todos os esfor-
cos para roatal as. As suas orgias, o qu
raro, nao ti varara consequencias sangui-
nol-ntas.
Foi humano e foi bom. Talvez tiveese
sido grande te nao fossero os exemplos e
os couslhos que lhe envenenaram a moci-
dade. '
O iardim do Palacio R*al era ento mui-
to mais vasto do que boje. Confinava de
uro lado coro as casas da ra Richelieu e
do outro coro as casis da ra dos Bons En-
fants. Ao fundo, do lado da Ritonda, ia
at ra Neuve-des-Petits-Cbamps. S
muito teropo depois, no reinado de Luiz
XVI, Luiz Felippe Joaeph, duque de Or-
leana, mand.ro construir o que se chama
as galerias de pedra, para solar o jardim
e erabellezal-o.
No teropo em que se passa a nossa his-
toria, enormes cannigad s, firmando prti-
cos italianos, enrcavara os canteiros e os
roassigos. A bella alameda dos castanhei
ros, plantada palo eardeal de Rijhelieu, es-
tava ero todo o seu vigor. A arv >re de,
Cracovia, ultimo representante daquell*
avenida, existia ainda no principio deate se-
culo.
Duas outras alamedas de olroeiros aro
no sent lo da largura No centro havia
uma roa;a la ooro tanques de repudios
A' direita e esquerda, indo parn o pala-
eio, en ontrava-se as rotundas de Mercu-
rio e d.e Diana, cercadas de arbustos.
A ala oriental do palaeio, roais nonsi l-
ravel do quo a entra, era que roais tard
fdi construid" o Theatro Franc-z, uo lugar
da celebre galera de Mansard, te.rroiuava
por uroa torre, coro cinco jmilas para"o
jar liro. Estas janellss davaro- sobra aro
tonda de Diana. O g-binete de trabalho
do regente era ahi situado.
0 grande theatro, que tinha passado por
pequea roodificauo desde o lempo do car
deai, servia para as representeySes da Ope-
ra.
O palaeio, propriaroenta dito, alero dos
salo-!8 de estado, oontinha os( aposentos te
Ehsabeth Carite de Baviera," princesa pa-
latina, duquesa de OrJeansr segunda mu-
Iher de Monsienr ; os da duques do Or
leans, mulher do regente, a os do duque
de Chvtres. As princezas, excepgao da
auqueza de Berri e da abbadosia de Chel-
eo r de rosa; houve teropo em
tinba vinte anuos... Sim, era
eu, continuou suspirando, e comprehen-
des quao afflicta fiquei ao verificar que ti-
nham blido nesta caixiaha, e tirado della
um objecto que tero para mira fanto valor.
Destiz-me ero desculpas c pe li notamen-
te perdo.
Ests perdoado, disse olla int^rrom '
pandme affectuosamente... Sou por de-
mais feliz em poder afinal fallar do meu
caro Jos com alguem que se interessou
por elle.
Ella ficou outra vez corada como uma
maga, sem deixar de chainar-me a si.
Ha tanto teropo quo guardo todas
estas recordagoes no fundo do coragao,
aera atrever-rae a fallar dellas aos que me
rodeiam I Comtigo, posso alliviar o peito
op ores so. J nao s crianga, eis-te cres-
cida, e guardars honradamente o segrodo
que te confio.
Ella tinha-me mandado sentar ao n
de si sobre um banquinho. O cofrezinho
estava entre nos dous, e do meu lugar en
via o grande cytiso do jardim rogar nos vi-
dros da janella os longos cachos araarellos
desabrochados. t%. Sra. Sophia, conser-
do sempre as michas roaos as suas, co-
raegou ento com voz uro piuco abafada
pela commoco :
Meu pai tinha quatro filhos ; um ra-
paz quo morreu no exercito, roiaha irraa
Lnetto, que desposou o pharmac utico
Pchoin, outra irmS que est casada nos
Anglecourts, e eu, que era a mais moga.
Tinham me posto no convento das Augus-
tinbas e decidido que eu seria religiosa.
Quando os conventos foram fechados, por
occasiao da Revolugao, e as religiosas des-
obrigadas dos seus votos, voltei prra casa,
o que nSo cauaou o menor prazer minha
familia. Durante o meu noviciado, minha
irm Lnette tinha sido promettida em
calamento a um rapaz de Besangon. Pi-
cara assentado entre as duas familias que,
durante o tempo de espera, elle ira para
Juvigoy e desempenharia o cargo de meu
pai qne era eacrivo no tribunal do distric-
to. Jos Guiod, pois era elle, foi para
nossa sala baixa com o seu barrete de
pelle e a sua sobrecasaca coro gola peque-
a. Acomroodarara-n'o no primeiro an-
dar, e elle fazia as suas refeigoes comnos-
co. Mas aconteceu uma cousa que nSo
fdra prevista. Jos, que nao conhecia mi-
nha irm Lnette senao pelas cartas que
se trocara, nao sentio nonhuma iaclinagao
por ella, e uma sympathia secreta estabe-
leceu se desde logo entre elle e mira.
I*
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V'

(Continua.)
les, habita varo a ala occidental, que dava
para a ra Richelieu.
A Opera, situada do outro lado, oempa-
va uroa parte do terreno actual do pateo
das Fontes e da ra Valois. Por detraz
ficava a ra des Bons Eofants. Uma pas-
an ge ra, conhecida pelo noroe de palco Or-
ry, separa va a entrada particular daquell as
da roas dos aposentos do rei. Ellas goza-
varo, a titulo de tolerancia, do jardim do
palaeio.
Este nao estsva aberto ao publico como
nos nossos dias, rua's era fcil pbter-se en-
trada. Alero disso quasi todas as casas
das ras Bons-Eufaots de Richelieu a Neu<
ve Patito Charos tinham saccadas, tarra-
gos,' portas baixas e at encadas que davaro
accesso para os roassigos.
Os moradores daquellas casas julgavan-
se com tanto dr ito de gozar do janim,
que propuzeram maia tarde um pro-fsso a
Luiz Felippe Joseph d'Orleans, quando o
principe quiz rour^r o Palacio Real.
Todos os autores contemporneos esto
da accordo em dizer qu- o jardim do pala
co era una habitaedo deliciosa, o de certo
a este respeito tamos muito a lastimar
Nlia manos >el ioso que o passeio qua-
drado, invadido pelas ras, onie se ali-
nhara hoje aa duas alamedas de olm-iros,
verdade que a construegao das galeras
intere 'ptando o ar, prejuli a a vegitago.
O nosso Palacio Real um bello pateo,
nao mais um jardim.
Naquella noite, era um encanto, ura pa-
raizo, um palacio do t'ad.i 1 O r gente, que
nao gostava muito da represenUgo, sahia
dos seus hbitos e fazia cousas magnificas.
Dizia-ee, verdade, que o bom Sr. L-iW
furuecia o dinheiro para a festa. Mas que
importava isso ? Naquella sociedade muita
gente de epiuiao que basta attender a >
resulttdo Se Law p-igava as desp-zas
am sua propria boma, era um hornero qu-
coroprehendia bero a publieidad ; eis ahi
tudo. Teva o m-rito do vi ver era nossos
dias de habilidade, oro que um certo es-
criptor fes nomeada, compraudo todos os
exeroplares das quatorz priroeiras edigSea
Jo 6 acabou por se vender to ta ou ovasi toda ;
ero que certo dentista, para g^uh-ir vinte
mil francos, despenda de* mil eieudos ni
annun-ios ; em que o^director de uro thea
tro colluea todas ^rnoites trezeotosou qua-
iroceotos aroigivs' obscuros na sala, para
provar a ''asantos e cincoente espeot*do-
res v*Lrdaileiro-i que o entbusiasmo nao mor-
>"/BU em Franga.
. Nao 4 nicamente a ttulo de inventor
iaiB
do agio que o bom do Sr. Law pode ser
considerado como verdadeiro precursor do
banco contemporneo. Aquella festa era
para elle ; aquella testa tinha por liro glo-
rificar o seu systema e tambero a sua pes-
soa. Para que o p que nos atiraro pene-
tre bem nos olhos offuscados, preciso que
atirem de cima.
Deviam coser uma aova fornada de ac-
g3es no dia seguinte. Como o dinheiro
n&o lbe custava nada, elle fez a sua festa
esplendida.
Nao fallaremos absolutamente dos salSes
do palaeio, ornamentados, por aquella cir-
cum8tanca, com um luxo inaudito. A fes-
ta era principalmente no jardim, apezar da
estagao estar adiantada.
O jardim estava completamente forrado
coberto. A decoragao geral representa-
va uro acampamento de colonos na Luizia-
na, s raargens do Mississipi, esse rio da
ouro. Todas as estufas de Paria tinh
sido postas em contribuigo para coiop
>s roassigos de arbustos exticos ; via-
por toda a parte flores trupicaes e fruc
do paraizo terrestre. As lanternas que pen-
diaro em profusa-) das arvores e das co-
lumnas eram lanternas indianas, assim o
diziam ; nicamente, os pavilhSes dos in-
dios selvag ns, espalhr.dos aqui e alli, pa-
Cd.-iaro lidos. Mas os amigos do Sr. Law
diziam :
Nao iroaginaro como os nauraes des-
te p alo o estylo um pouco phautasti -o dos pe-
vilbSes, certo que tudo era de uro recoc
delicioso. yf^
Havia florestas de panno, rochados de
paplo de uro aspecto terrivel, cscalas
que escumavam como se ti essem deit
s.-ibi na agua. A baca central era e
roada pela estatua allegorica do Mississ/lpi,
que tinha um pouco os tragos do fcom
Sr. Law. Aquelle Deus st^urax' un
jarro da onie a agua se/ecapaw. Por
trra do Dcus, na propr^ baca, tinham
collooado uma macibvti que Jroitava uma
d aquella- siicada que os c stores cons-
true.ri.nos ros da America Septentrional.
O 3r. de Bufifjn nao tinha ainda feito a
historia daquelles interessantes anroaes,
eceenhosos e methodioos.
R ferimo-uos a este detalho das calga-
das dia oastoresj fporque elle diz tudo e
vale aj por si a descrigao a mais
ososa, i
(Continuar-*e-ha)
Ty2. do Otario rus Duijue de Caxias n. 41.

: '"'
- V
mina-
MH1LM0
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