Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18519


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Full Text
fio ii^m





i
-
;

PARA A CAPITAL E XIWJARU8
Por tres mezes adiantadoa.
Por seis ditos idem. .
Por i}m anno idem. /
Cada numero avula, Qjfrit'ao dis. *"'.#
-t.. -i"
fK
NAO #lE PAAiA PORTE

- 60000
^000
23OOo
tm *
BTA-FMi JH BSime M
ir n ii
'., PARA DENTRO B PORA OA PROVINCIA
Por deis mezes adiaatodos. i....... .
Por nove ditos idem.......* /
Por ura anno idem........*
Cada numero avulso, de das anteriores. .
'I^AdO''
20000
27*tO
5100
V
.. V
,

Praprieirai* ir* Jttatw*l Jtfludra i>* Jara 4 Jtlljti*

Os Srs. Amede Prlnee A C.
ile Pars, sil a os nossos Agente-
evclii^lvos vo aanunclos e pu-
blicaeSes ds Franca e Ingla-
terra
:legra!pas
aavi;o s A5S: satas
(Esnecial para o Diario)
TENERFFE, 20 de Janeiro.
Aqai cbegaram *?. AA. d fende e
a Condesfia (!'Rn. _^
O DaometeY L PARASO a cajo bar-
be e achara '%. AA. chegarA ama
hi A Iilabftn*
BUENOS XYRES, 20 de Janeiro.
a
f>e honlem flaca Uoje deram-e *8
caM doto e IO obsto* de cbolera-
raorbu* aqal
Em Tucuman iouvc no aeimo lap-
so de lempo 23 bito*.
>a i le, deram-ae |oa anima* 4 hora*
.1* bito* d'essa epidemia
SOFA, 20 de Janeiro.
. vendo a dele*ac5*altxara ternCl-
nado a *ua e*caroSkano & gran-
de* potencia* enrop^pt*. acaba de
ehessar A ea cidade. e deve ornar
A partir brevemente para Contian-
tinopla aiim de ae entender com o
(averno da Porta oiiomnna.
af 'A Sobrante, aasenabla nacional
holgara, temi de reunir ae praii-
mamente. ba receto de que e**a
reunlo po*o complicar naals !-
-
laacao.
Agencia Ha vas, filial em Pernambuco.
20 de Janeiro"GtlStT? ^W
Nao querendo, porm, ligar a esta divisio um sen-
tido rigoroso e absoluto, ella perleramente ad-
missivel.
Os principios acotados sao quateroartos por n'el-
les entraren), ein proporcoes diversas, o oxy genio,
o hydrogenio, o caobonio e o azote. Este ultimo
nao fas parte dos ternarios. Para eiemplo dos
primeiros podemos tomar a albmina ; e para
exemplo dos segundos a glycose.
Pasaemos agora a estudar resumidamente a ma-
neira por que estes principios eutram na compo-
sioio dos alimentos.
E' o stagne, como dis Claudio Bernard a centro
de todos os phenoinenoa da nutricio. Continua-
mente recebe o sangae, do exterior e dos -fpoprios
tecidos, principios novos, restitnindo-lbes outrs
em troca: e, apezar destas continuas mutacoes,
conserva-se elle (no estado normal) n'um perfeito
estado de equilibrio de constaute canjposicao.
Sem entramos u'um minucioso estado da nutri-
cio (uic s por nio ser este o lugar apropriado,
como tambem porque para o nosso fm intil
agora), nao podemos deizar de dizer duas palavras
sobre a composicio do sanguc.
(Continua).
MBTE OFFICIfil.
f.overuo da Provincia
BXPDIENTE DO SIA 6 DE DEZEHBB0 DI 1884
. Actos;
dpspacbo'ffrafeiido uo r.'querimento de Maris!
Cavalcente as* Albuquerque Costa, profesad"
cadoira de ensino primario de Ponte dos C
llfts^e a informacao n. 279 de 30 de Agosto lti-
mo, do inspector geral da IostrnccSo Publica, re-
solve mandar paasar a presente portara, conce-
dendo peticionaria 3 mezes de licenca com orde-
nado, a contar de 2 de Setembro, para tratar de
ua sada onde lhe coosier.
- O pmM^te da ptovincia, de conformidade
com a proposta qaotid em officio do Dr. chefe
de polica, de boje datado, sob d. 1,230, resol-
ve nomear para os cargos desJ, 2?-,ej. sup
plentes do delegado, do termo" "^ B8fii9,v, na
ordem em que^io ollacados, os cidadaos major
Jos Bellrin1a'Posmr*ae Mello, cai)it3o Tllumi-
nato Soare3-da Fonjwla e cidadtyp, Altilio Priano
Litis de Albuquerque, ficando iieoperadoa os ac-
tuaes.
O psesidente da provincia, de conformidade
com proposta do Dr. chefe de polica em officio
de boje datado, sob n. L226, resolve oomear para
o lugar va/o de 2a sopplente do.^subdelegado de
Apipacvs o cidado Manoel H*ctdo\Bran iat).
O prndente da proviislii. e conformidade
com a proposta do' Dr. ebufo d pol-iavOm oScio
n. l,219tl H do corriste mz, rtsolve Romear
para 'tngv vago de 2" suptente, do delegado, do
termo de ttranito, o cidado Menelao Pereira de
Alencar. t ..
*i O presidente da provincia, de conformidade
i com a pioposta do Dr. chefe de policia.em officio
: o,, 1,219 di4 da^jiprente, reaal oomear para o
A o uoesmi.Tendo o Ministerio da Agricul-
tura, Cimmercio e Obras Publicas, i esolvido de
accordo com o da Guerra, que sejam entregues,
conforme consta dos avisos, daquelie, de 19 de
Setembro de Setembro de l*Sie 1' de Setembro
ultimo, e deste, de 21 e 25 de Jolho do anno pas-
sado, aos ex voluntarios da patria e ex pracas do
exercito os prasos de terrara que tiverem direito,
nos termos do decreto u. 3371, de- 7 do Janeiro de
1855, a do 2Kar:. 2" da le* n. 31, de 21 de
Setembro de 18S,- remetts a V. S. urna reraco,
assignada polo secretario desta presidencia, dos
ex-vuluntarios da patria e ex-pecas do exercito,
com di'caracift dos documentos, que acompanham,
aos quadrse referem as ibformuces prestadas por
essa Tbesouraria, em 22 de Malo e 21 de Agosto '
de 1885, aficn de que se sirva de mandar entregar-
Ibes os prasos de que se trata, os quaes deverao ser
jjftedido3rtps trras da Vio Brasil e nao as de
Baneiro^c (tiafho do Matto, queficam reservadas
para serem venidas a agricultores, conforme foi
decidido no citado aviso de 1 de Setembro ultimo.
Para igual fim remetto-lhe a peticSo que a esta
Presidencia derigio Panstino Ferreira da Silva
acompauhada da devida baixa.
Cumpre observar que feita entrega dos prasos
de trras, dever essa circunstancia ser averbada
na escusa original de eada um.
Kelaco dos ex-voluntarips da patria, ex-pracas
do exercito e documentos a que se refere o offieio
do Exmo. Sr. presidente da provincia, d'esta data,
acerca dos nrasos de trras de que tratan) os vi-
da
i ca
de 23 de Junbo el'* de Setembro deste anno.
Reqnerimento de 18 de Setumbro de 1883.
1 Caries Rodrigues Calbeiros.
2 Francisco Jos de Ohveira.
3 Feliciano Pereira de Lyra.
4 Francisco Jos dos Pasaos.
6 Coscrucio Conrado BrandSo.
6 Anauias Misael Lobo.Acompanham as seis
respectivas baixas e duas procuracoea a Zacharias
Nones Coelho Rodrigues.
Reqnerimento de 22 de Fevereiro de 1864.
1 Amano Jos da Costa Prata.
2 Alexandre Antonio de Oliveira.
3 Manoel Pedro Francisco de Paula.
4 Manoel Geraldo do Nascimeoto.
5 Angelo Baptista.
6 Angelo Coriolano da Motta.
7 Floriano Francisco dos Santos.
i 8. Joao Manoel de Souaa.
'9, Jos Frincisoo Fe man dea Beserra
1Q. Vicente Ferreira Soarrs.
11. Jos Ignacio de Lima.
12. Eugenio Jos Martins.
13. Jos Joaauim de Lima.
IHSTRUCQiO POPULAR
I
I

(Extrahido)
DA BIBLIOTECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Continuaba o)
I
alimento* e *nb*tancia* alimenta
re*. livl*aoecia**incacao. Com
poaico lo* alimento*, eglmeii
animal e relimen vegelal. Begra*
byglcnica*
Sao estes os principios, sem anal gos no reino
mineral, que forman a parte principal dos seres
organisados, donde Ihes v-m o no me de substancia
orgnicas que especialmente teem.
Urnas si) solidasou semi-solidas como a globuli-
na, a miismlina, a ctllulose, etc. Outras sao liqui-
das on semi-liquidus, como as precedentes, azoca-
das no3 aaimaes, em parte azotadas v em part-- ni
acatadas nos vegeues (p>r exemplo : fibrina alb-
mina etc.: legumina, albmina vegetal, dextrina,
gomma, etc.
-,11a aindi substancias orgnicas crantes e co-
radas, coi a Itcmatoina, a biliverdina a ckloro-
phylla, Ote.
Desta i tres classesdo principios imsadiatos as
as duas piimeiras s podem variar em quantidade
no orgausimo, sejam quaes forem as condicoes aaa
que este se a^ha. Suas propiedades e sut com-
posicSo t se po lerio Jt--rar mudando ellas de peso
especific As esp ciea da 3 elasse, podem, sem
alteracio nr sus comp1 sigo elementar, apreentar
modificos as suas propnedades e coustitnicao
molecular, nao desapparecendo os seu caracteres
especficos fundamentaos.
Estas modificacoos sao muito nnonerosas e di-
versas : produsem se ou lentamente ou de orna ma-
neira brusca e repenfna, pola influencia de con
diepes exteriores em que a economa animal m en-
contr, ou directamente pela nlroduccio na ec-
nomia (inoculado) de cartea principios.
Todaa estas explicaedes um pouco fastidiosas,
indispensaveis, porm, para se comprehendar a ali
mentacao e a sua bygiene, teem por fim mostrar,
3ue exiatinda no organismo urna grande co.nplexi-
ade de ostruetnra, haveado nelle grande VHneda-
de de compostos organico3, sendo os tecidos e hu-
mores do organismo de una- vana la ojmposico,
e gastando-se, consumindo-se, destruiodo-se in
ctssaotemente materia para a sustentacio da vida
fortjoso indispensavol fornecer ao organismo
novo materiaes que vo reparar esses gastos, re-
novar essas substancias con uinidas e suostituir a
materia destruida ou transformada.
Costuma-se en geral dividir os aumentos em
fia*ticos e respiratorio, ou em azotados e ni o ato-
todo; e de notar que noj alimentos natnraes,
antes daa pteparaces culio*rias, se encontramem
I proporces convenientes os materiaes azotados, e
. nao azotados, ja dispostos da mulhor maneira para
a nutricio perfeita.
;5A distiue^ao entre plsticos o respiratorios fun-
dada no segainte :
Nos tecidos animaea entram diverso compostos
da aioria dos ques o azote, faz parte. E'ne-
cespSTio que na reparsc^o drstes tecidos entre o
pura que a plasticidade, ou a propriedad-i
L tecito, de regenerar a snbsUucia ani-
Be posta dar. Os alimentos atetados preen-
i este fim, e por sso te d^nominam plsticos.
Listo nio bastante, pois que a experieoc*
lie os principios azotados por ti t nao sao
ales para censervar a vida. Renovara ot
, toas os outros (ot ni azotadas, em geral
sidos pelo nome de bydro- carbonados) teem
igualmente importante. Estes supprem o
dalor animal visto que sIj reductive's em acido
rbonico e agna, por urna especie de combusto
i^om o auxilio do oxyg- nio fornecido pela ret-
o, e derominm-se pjr esta razio rapitato-
Esta divitSo nao absolotamente rigorosa por
as suottanciat plasticaa podem concorrer e
Bcorrem para as lanceo* respiratorias.
^'W^!l[MlV^."XSi Coraelio Peixd de Alencar, em sbstituicao de
Manoel Antonio de Luna, que aceitn a nomeacSo
de officio de justica n'aquelle termo.
Officios :
Ao commandante das armas interino.Pro-
videncie V. S. para que siga para a provincia do
Piauby o major Jos Francisco Ribeiro, afim de
all servir em conseibo de guerra do major Geno-
vez, conforme determina o Ministerio da Guerra
em te'egramma de bontem datado.
Ao commandante do corpo de polica.Man-
de Vmc. apresentar amanbi. ao meio dia, ao Dr.
chefe de polica, nma escolta de quatro pracas,
afim de coodutir dous criminosos at o termo do
Brejo Communicou se ao Dr. ohefe de polica.
A' Cmara Municipal de Tacarat. De
posse da informacao prestada pela Cmara Muni-
cioal de Tacarat em officio de 29 de Novembro
ultimo, declaro que deve a mesma Cmara com-
pletar o padrao de pesos e medidas do svstema de-
cimal, que foi re.-nettido em 1872, verificando onde
se acbam os que tiverem sido dstrabidos e pro-
videnciando a respeito nos termos de seu dever e
attribuico.
Do resultado dever ser esta presidencia intei-
rada brevemente.
EXPEDIEKTB DO SBCSJCTABIO
- Ao engeuheiro chefe da Repartilo das
Obras Publicas.S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia fie>o inteirado pelo officio le bontem, sob
n. 230, de haver V. S. mandado lavrar termo de-
finitivo e passar certificado de pagamento a quo
tein direito o arrematante da obra do empedra-
in-nt i da estrada da Esca ia (ramificacio da Vie-
fra) por se acbar em perfeitc estado de conser-
vacio.
Ao m-smoS. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia ficou inteirado pelo officio de hontem, tob
n. 229, de baver V. S. mandado Uvrar termo de
recebimento definitivo e astar certificado de pa
gamento a que tnn direito o arrematante das
oi.ras de reparos dos pontilboes do porto de Gal-
linhas. pjr te acbarem em perfeito estado de con-
servado.
Ao (ngenbeiro director interino dat obras do
prolongamento da estrada de ferro do Recife ao
8. Prauciaco.S. Exc o Sr. presidente da provin
ia ficou inteirado pelo officio n. 1,443, de bontem,
de haver V*. S. asaumido a diiecci; oessa repar
ricio, por ter entrado no goso da licenca o respec-
tivo serv utua rio.
Ao gerente da Companhia Pernambucana.
9. Exc. o r. presidente da provincia fieou iotei-
rado, pelo officio de hoje, que seguir para os por-
tos do nor>, a 21 do corrente, as 5 horas da larde,
o vapor lpofucaetn lugar do Pirapama, que hon-
tem eouduzio a f.>rca de 1" linba para o presidio
de Fernando de Norouha
O Sr. encarregado da rsta;3o do prolonga-
mento da estrada de ferro do Recife ao S. Frao
cisco, em Una, mande dar passagem, amanh, por
sonta da provincia, at Caubornho, a quatro pra
ca do corpo de polica, que vo escoltando dous
criminosos.
BXPBDIBHTB DO DU 17 DB DBSBKBKO DB 1886
Acto :
0 presidente d t provincia, attendendo ao
Jue requeren o prsmotr publico da comarca de
lores, bacharel J 2o Quuitiliaoo de Asevedo i
Silva, resolve concader-lbe tres mez.-t de licenca,
cun ordenado, para tratar de sua saude, onde lbe
COIivi :T.
Fica-lhe marcado o praso de quarenta das para
entrar no goto da mesma licenca.
Oficios:
__ Ao inspector da Tbesonrara de Fazonda.
Declaro a V. 8., para seu conhecimento e fint con
venientet, que netta data conced patsagem para
a cidade de Belm, no Para, por cinta do Minis-
terio da Kazends, familia do couferente da Al-
fandega d* mesma provincia, Antonio Jeronymo
de Oliveira, a qne se refere a inlormaco da V. S.
do bontem, tob n 837.
Ao meamo Para os fim convenientes, com-
munico a V. 8. que, em vista d* se achar ns iroso
de licenca o promotor publico (tazeira, bacharel Francisco Ferreira Cavalvaute
Lima, foi, pelo res, ectivo juiz de direito, a mead'*
para servir interinamente aqnelle cr>, o culada >
Antonio do Queiroz Lima, que prestou jaram nto
e entrn em exercicio no da 4 do corrente mi.
Ao meamo.Commnniuo a V. 8., pr ot
devidot fias, qv '0 capitio Antonio Joaqoim doa
Santos Mangabeira, preston juramento e entrou,
fcno dia 1 do corrente mes, em exeruicio do Cirgo
de promotor publico interino da c.marca do.B -
Vista, para o qual foi nomeado pelo respectivo
: i de direito.
14. Antonio ftaymasdo Rodrigues da Silva.
15. Manoel Ignacio do Moura. Aeompanbam
as quinze respectivas bshxas e quatro procuraces
a Zacaras NuriA Coelho Rodrigues.
' Reqnerimento de 11 de Afif de 1885 :
1. Manoel Feiippe da Silva.
2. JUito!>ft) Joado Valle.
8: ManoaL9faiao da Cruz.
G. Jos Manoel da Silva.
7. Lanrentino Antonio de Paula Madureira.
8. Jos Paulo Teixeira.
9. Tbeotooio Lima da Silva.
10. Agostinho Francisco Pereira de Souza.
11. Silverio Jos das Chagas.
12. Joaqum Boares da Silva.
13. Rsjmundo Manoel do Nascimento.
14. Manoel Francisco da Cruz.
15. Manoel Rodrigues da PaixSo.
a 16. J-ivenci Rodrigues da Silva.
17. li-llarmino da Costa Ramos
18. Antonio Gomes Ferreira Franca.
19. Jacintho Leite ViUas-Boss.
20. Antonio Paes Barreta* de Barros.
21. Joao Martina Fernandos.
22. Amaro Jos Firmo.
23. Antonio Leite Tenorio.
24. Jo Fernandes Teixeira.
25. Jovino Camello Pessos.
26. Joao Mara da Cruz.
27. Antonio L>ns Nunes.
28. F^Ancisco Celestino Barbosa.
29. Francisco Jos da Silva.
30. Camello Francisco Gomes. Acompanham
ama plataa e duas procuracoes a Zacaras Nones
Coelho Rodrigues.
Rf querment de 11 de Abril de 1885 :
1. Manoel Raymondo dos Passos.
2. Antonio de Souza Leite.
3. Manoel dos Aojos Mendos.
4. Joaqoim Antonio dos Santos.
5. Casme Emygdio daa Santos.
6. Pfdro Ale;
jeaV /dfcnjr _
Ww. Vicente MarinhD de Souza.
9. Princisco Jos de Oliveira Bargas.
10. Luiz de Jess Mara,
11. Praneisco Pedro Cerdeiro. Acompanham
as 11 respectivas baixas e tres procuracoes a Za-
caras Nunes Coelho Rodrigues.
Raquerimcnto de 18 de Maio de 1886 ;
1. Manoel de Souza Guido.
2. Cbrstovao Coelho de Atbsyde.
3. T* Jos Moreira.
4. Wenceslao da Silva Ribeiro Campos.
Acompanham as quatro respectivas baixas.
Reaoarimento de 30 de Marco de 1886:
1. Faustino Ferreira da Silva. Acompanha
a respectiva baixa.
rogado por 30 das o praso para Msnoel Rodri-
gues da Silva, faser entrega a esse arsenal dos
artigos a que se obrigou a fornecer, mediante
contracto com esse mesmo arsenal. Communi-
cou-se ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Panel-
las.No sentido de serem submettidos ao exame
junadicional de Vmc. que proceder de conformi
dade com o disposto no art. 15 70 da Ici n. 2,033
de 20He Setembro de 1871 e arL 49 n. 4 do de-
creto n. 4,824 de 22 de Novembro do mesmo an-
no, transmiti- Ihe os inclusos papis, referentes
a urna qujlxa dirigida ao Dr. chefe de polieia pelo
delegado de Quipap, alteres Paulino Antonio de
Souza Ayres, contra o promotor publico dessa co-
marca, bacharel Jos da Cunha Liberato de Mat-
tos.
Ao engenheiro chefe da Repartico das Obras
Publicas. Providencie Vmc. afim de ser concer-
tada ama arandella do gaz da escola de aprend-
aos marinbeiros, conforme requisita o respectivo
commandante em officio de boje, sob n. 251.
Communicou-se ao commandantu da escola de
dsrendizes marinheiros.
Ao fiscal da Companhia Recite Drainage.
Providencie Vmc. afim de ser concertado com ur-
gencia o encanamento de nma das torneiras do
quartel da escola de aprendizes marinheiros con
forme me foi requi sitad ojelo respectivo cominan-
t v SJ1.:
o engenheiro chefe da repartico das obras
publicas.Providencie Vmc. afim de sercollocado
um lampeao de gas no salo do dormitorio do
quartel de aprendizes marinbeiros.
Ao gerente da estrada de ferro do Recife a
"axang.Sirva-se Vmc. de providenciar para
que um trem dessa estrada de ferro ache-se a dis-
posicao desta presidencia no da 19 do corrente, s
7 da manh no Campo das Princezas, com destino
a Dous Irmos.
Portaras:
Ao commandante superior da guarda nacio-
nal da comarca de Garanhuns.Declaro a V. 8-
em respecta ao seu officio de 9 do correte, qne
fiea autorisado a designar dia para as reunioes
dos conselhos de qualiricaco e revisaJd guarda
nacional sob seu commaddo, devendo sdgpbserva-
do o disposto na circular do Ministenb ,da Justi-
ca de 14 de Outubro ultimo, que por copia, acom-
panbou ospfficio desta presidencia de 11 de No-
vembro lado.
Ao agente da Companhia Babiaua. Por
necessidade nrgeute. do ervico publica sirva-se
V. 8. de provideneiaV para que ayiagem do va-
par Cara-.eUas, seja adiada psMpdia 19 do cor-
rente s 10 horas da manh, vS*s que esta Pre-
sidencia tem de enviar forca para manter a or-
dem na comarca de Tacaratd
'- Aodrector do Arsenal
a Vmc, para os fins convenientes, que vista da
aaa informacao n. 748 de 15 do corrente, fica pro-
A' Cmara Municipal do Rio Formoso.
Cumpre que a Camama Municipal de Rio Formoso
me transmites com urgencia urna cop'a autben-
tica do termo da arremafaco dos impostos allu-
didos em sen officio de 24 de Novembro findo.
- O Sr. agente da Companhia Brasileira de
Navegacao a Vapor fae.a tsansportar do porto desta
cidade ao de Belm no Para, por conta do Minis-
terio da Fazenda, a familia do conferente da Al-
fandega d'aqneil provincia Antonio Jeronymo de
Oliveira, constante da inclusa relacao :
Relaca> a que se refere a portara desta data diri-
gida ao agente da Companhia Brasileira etc.
D. Hermina Leopoldina Pessoa de Oliveira.
Filbos:
D Clotilde de Oliveira, 22 annos.
Bianor de Oliveira, 21 annos.
Americo Pessoa de Oliveira, 12 annos.
Criada t
Amelia (a pastagem desta dever ser proa.)
O Sr. gerente da Companhia Pernambucana
erra. Declaro aaade transportar gpfstyente proa uto a Pa
rahyba no primeiro vapor que seguir para os por-
tes do norte a Manoel Goncalves Guimaraes.
3.t Seccio.Palacio da presidencia de Pernambuco. Em 17 de
Janeiro de 1887.
O presidente da provincia para boa execucao dos arts. 42 e 43
da lei n. 1860, de 11 de Agosto de 1885, e nos termos do art. 124,"
4* do acto addicional, resolve qne se observem as seguintes
Instrucces:
Art. 1." Todo o empregado provincial, qne interinamente subs-
tituir outro. quer de categora superior, qur nao, tere direito, alm
do ordenado integral do proprio emprego, a gratificado qne o subs-
tituido deixar de perceber. .
1> Dando-se a sbstituicao por vaga do emprego substituido,
ter direito o substituto interino a todos os vencmentos do dito em-
prego, perdendo os seus, quando empregado (L. art 42).
2. No caso de ser a vaga deixada por morte do funecionario,
a cujt familia cabe por espico de um anno, emquanto se nu fundar
o Montepo dos Funccionarios Pblicos, a gratitcaeao inherente ao
emprego, o substituto interino perceber o ordenado do substituido
e m.ia a gratificara., do proprio lugar, sendo empregado; quando
por outrem nao for ella bercebida por qualqner titulo, comtsnto que
nao exceda a gratificarlo du emprego substituido, porque ento ao
ter direito a qnantia equivalente. I
Art. 2.0 Prehenchida effectivamente a vaga do empregado com
familia, a que se refere o art. 4, o nomeado deixar de percebtr do-
rante um annn a gratificado inherente ao emprego.
Se, porm, o prehenchimento da, vaga f ir por aecetso, o promo-
vido nestaa c n licoed, ter direito tambem gra tifies cao do ultimo
emprego que sexto vagar, enqaanto a sua propria gratincacio for
percebida pela familia do fallecido
Neate caso, por exeepcao o nomeado para loa-ir qne vajrou por
accesso, recebar apenas ordenado do emprego por igual tempo.
Art. 3 Quando o vencmento do lugar substituido for mti-
tnido somente de ordenado ou exclutivamente de gratific-Hco, um ter-
co quer de uro, qu. r de outro, ser consid rado gratificaco para os
casos d tnbstituices.
Art. 4 Por morte do empregado publico, iclusive professores
de instrucelo primaria e secundaria, a familia por elle mantida per-
ceber a rratificacio inherente ao emprego durante um anno a con-
tar do dia do fallecimento.
Art 5. Entendese por familia para os effetos do art. antece-
dente.
1.* Os filhosjem geral menores de 21 annos :
2 o As tilhas solteiras ;
8 3 A vinva, emquanto vver hane&tamenta ;
1 4. Os ascendentes pobres e valetudinarios;
| 5.a As irmSes honestas solteira- ou viuvas, que provarem ter
vivido em companhia do fallecido e que eram por elle mantidas.
Ar. 6. Os interesaados na forma do art. 5 deverao habilitar-
se perante o presidente da provincia dentro dos trei primeiros mezes
posteriores ao fallecimento do empregado, provando o bito e os de-
ntis requesitos ou condices sob pena de perda do favor legal.
Art. 7.' Nos casos de accumulaco, com aubatitu icao ou sem ella
permittida por le, ter direito o funceionario ..2o s aos vencimentos
do proprio lugar como as gratificaedes daquelle ou daquelles que ac-
cumular (L. 1488, art. 1 na referencia so art 47 do Reg. de 6 de
Maio de 1879 e lei n. 1497, art. 2o salvo.-quanto gratificacio que
estiver sendo percebida por outrem, on qu.- for deferida familia do
funceionano fallecido (L. art. 42 e 43).
Art 8.9 Nio permettido, em circumstanca alguma, gratifica-
cio em dnplicata por nm mesmo emprego e por igual motivo.
Eeta disposico, entretanto, s se spplica a empregos propria-
mente, e nSo aos casos em que a lei marca apenas gratificacio para
certa ordem de servcos, rs quaes p'dem ter feitos por urna ou mais
pessoas, desde que a despeza nio exceda verba consignada.
Art. 9. Estas instrucces na corapr. hendem es professores in-
terinos ou contrsetados que por disposic.t especiaes sao nomeados
ou substituem professores imp-didos ou nao prvidos anda as ca-
deiras, os quaes percebem vencimentos cortos e determinados em lei. na
qoalidade de interinos ou substitutos.
Art 10. Fica assim alterado o art 119 do Reg. de 6 de Feve-
reiro de 1885e revogadas quaesquer outras disposico-.-s regulamen-
tares em contraro.
Pedro Vicente de Azevedo-
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 19 DE pr^ced-u contra Manoel Boodade e Manoel Cy-
o .rr nnano, p>r nnme de furto de cavallos.
JANEIKO DE \6 r Aind com data de 17 tamb-m deste mez, com-
Cordolina Amelia da Paz. Venna com mun .oa me 0 delagado do termo de Limoeiro, que
informacio e por intermedio do inspector IJm rem ssaao Dr. jua municipal do termo, do in-
geral da Instrucclo Publica. i l"-rite asbeU a que procedenalelippe de
& r.. *^, n XT, i tul. por ter na tarde d- 18 de Se'embro do anno
Diogo Augusto dos Ris. NSo ha mo- j P^ MpHncado a Jos Francisco Ram^, mo-
tivo superveniente que autorise a reforma | [Hi r ,, i0fr*r denominado Tamandu, do le dis-
do despacho j dado a 3 do corrente mez. neaja daqueile termo
Fausta Pergentina de Lima Barros.
Remetti lo junta medica provincia
quetn a supplicant^ se apresent*r para ser
inspeccionada.
joaqum Ales. Informe o Sr. inspec.
tor interino da Thesouaria d Fazenda.
Joaqum Parifica de Arruda e Mello.
Sim.
Ur. Luiz de Carvalho Pais de Andrade.
Deferido 'iom offinio de hoje Theaou-
roria de Fazenda.
Luiz de Fr.m$a de Souza Ribeiro. In
forme o Sr. inspector da Tlu-souraria de
Fazeola.
M.noel R.idrigu-a da Silva. Iuforine
o Sr. ilirector d > Arsenal -le Guerra.
Secretaria da Presidennia de Pernam-
buco, em 20 de Jan.-iro 18^7.
O purteiro,
Francelino Chneon.

Ileparti. o di li.-ia
Scvao 2' N. -iy. -Sr r-t.m da Po
cia de Pernarnbu -o, 20 >le Janeiro de
187. IIIm. e Gam. Sr. f^rt ipJ a
V. Ex. qu f'iram
i ."asa de '> -teuclAo na soguint^s inlivifuna
A' mmha ordem Anto.n Jos de Mana, por
anm de furto.
A' ordem do subdelegad de S .nto Antonio,
Ig-iacio de tal. rVaeefaoa f>irren 'le Melle, Cario
MMguo da Silva, Amalia '.rn.nlea ta Albuq'ur
que e Antonio VWna de. ).nts, oor inturbioi.,
teud oaie ultimo A inmhu disp-isieao.
A' ordem do do 2o distnct> da 8. JoA Maaeel
de tal, coohecid i pir Faiar e Vicente Ferreira
de Lima, por ditiurbi >s.
O delegado do termo de Pao d'Alho, eurtieioou
me que no da lo do corr.-nto mi s, fez remetsa ao
juizo compe'^suie d.s inquecitos policiaes a jue
Deu guarde a V. Exc. Illm. e Exm.
Sr. Dr P dro Vicente de Asevedo, muito
digno presidente da provincia. O dele-
g.do en .arregazo do expediente, Salustia-
' no Jos de Oliveira.
Th"Sour's Provincial
DEOPACHUS DO DIA 20 DE JANEIRO
DB 1887
J. J. Al.es do Albuquerque.-Idf irme o Sr.
coutadur.
anruoio Joaauim Calvacanfe de Albuquerqup.
Deferid ., lomau lote por termo a fianca offere-
cida. .
AntoDlo FranciscoiaCorrea Cardes e nutro.
Vrr.ando a p rn.uti de que te trata eobre ben=
u ,.!.- iv. r-o distriatos, nos tormos da ex-
cpcio .1 I art. 28 do decreto n 5''81 de 28 de
M m de 1174 recular f>i o pagam-ato d nsfMStivo
u aortti o alado como ettavio nrreeadador
de. um '-, I iwr.ictoseonde em de lavrar te
r>: ( i ao c.bendo rorMaCo a repeticio d
pnK,, ,, Mi .tona de Oliuda orno p*na o
Unetni o v.-t |ue o im.O-ito provmci I di-
vi.I i VBl"T mguiar daa pr.ipriedad^s permu-
- aldea, p rqq a u inc leD -U r.-cahe uu va or d.
h.,ote,u ro.^lbit-a coi.tr.c n. ae.-fasa-t de traitsaMele f-y-
rie iad' A on fie* deferida h preaent- petieio
Ar -.tii" 11 >i. Bez.-rra de Meneses. -*a
gM
Connlado t-rovlncial
DESPACHOS DO DU 20 PK JANEIRO DE 188/
.Ini. de Araujo Cesa-- Sobrinno. A' 1 seccA-
para at'. n ..r.
Mano-I Fu-re.'ra Bartholo. -Deferido de accordo
com as inform-ces
Amaro Affonso Bandouz.A 1 seccio para
atiend- r.
DIARIO DE PERNAiaiilJCO
Rttrospeclo poltico de ts0
POLTICA GERAL
(Concluso)
O que acabava de pasar-se Da Bulgaria ex-
plicava sucienlemente a demora liavida na en-
trevista que, alinal, se realisou em Franjnsbad.
0 Sr. de Giers tinha apenas dado tempo a que c
I Allemanna e a Auslna se entendessem e accor-
dassem livremente em Gastein sobre a concesso
ou recusa do que a Russia desejava em relaco
ao principe Alexandre.
Quem nao ignora o fim qae o esperto chan-
celler germnico leve em vista promovendo a
allianga dos tres imperadores, podia de antemo
assegurar que essa allianga nao seria de modo
alguin sacrificada a simples enternecimentos
pela sorte de um pequeo soberano, arrojado e
emprehendedor, verdade, mas cuja auctoridade
e presligio nao influem, pouco nem muito, nos
deslinos da poltica allem. Qual o pensa-
ment d'cssa poltica ? Enfeudar ao poder dos
Brande.burgos todos os povos de raga e lingua
teutnica. Para alngir esse ideal, ardentemente
acalealailo" e encarecido pelos esenplores abori-
i -,, : Teryra do Carmo e do the-' gmti (iL.sde os desastres da Prussia em 18 '6, 6
son.. 3''""'"'**-f-P1"0:.,1"8: .__ _que se lizeram as guerras da Dinamarca, da
Austria e da Franca, e, posteriormente, a allian-
ga (erinano-italiana, bem como dos grandes
imperios Jo norte. Re-alisando a priraeira d'essas
alliangas, o principe de Bismarck teve em vista
seduzi; urna nago nova e ambiciosa com a per-
,.c..i L-oa Waud'iley e j I"6
iilv U nit-i > <'
io Iof.rma o tir. Ot admi-
Bl
Km U) -aaa o Sa.-Re?itre aee
faCHU. -a f !8.
"i>m .Aff
"'ceTr'riad. j i : ,i-. lutosa-) o c.it. ueioso.' spcctiva de um poder mediterrneo capas de eur
BuduxA Consulado para
Ta.
trentar com os da Franga e da Inglaterra. Queje
levou, realmente, a Italia a Tunesia ?pergunjla
umabalisadodiplmala. AAUemanlia. E quando
a Tunesia se perdeu para os italianos, quem os
arrastou a Trpoli e ao lilloral do Mar Vermellio :
Aiuda a Allemanba, empealiada em distrab-O^ -*/
de qualquer idea de reivindicagao de territorios
austracos, necessarios, conforme os sonhos 4F
Berln, ao desenvolvimenlo futuro da grande pa-.
tria allem, segundo a cxpresso consagrada.
Pelo que respeita Austria-Hungra, sabido
que o principe de Bismarck quer impellir os
Habsburgos para o Oriente, atim de que as pro-
vincias aliemes do imperio dualista veuham um
dia a fazer parte da referida grande patria. E
como a Russia incommodar-se-ia com esse im
contrario ao seu programma -adlciosa^ pro-
jectou o Sr. de Bismarck seduzl-a com a Asia, *
protegendo-lhc ah escandalosamente todas as. '
ambiges hostis ao nao menos ambicioso poder V
brtannico. Engodada a Russia por tal modo,
a Austria podia desenvolver a sua influencia nos
Balkans, cando anda a Allemanha, como que-
bra, habilitada a pedir ao Czar as cubicadas pro-
vincias blticas, a Ululo de premio pelas absafc
c6es consentidas ao imperio, moscovita no Tu ^
kesto, no Afghanislo e na China.
Infelizmente para tao habilidosa combinago,
o testamento de Pedroo grandenao se har-^. .
monisa absolutamente com o plano poltico da- .-
Allemanha. A Russia quer dominar no Bos-w"
pboro; e para que a dynastia austraca se des- ffi
loque do solo germnico, preciso que a deixem *
ir pelo menos at perto de Conslantinopla. Ale-
xandre III comega a comprehender esse profun-
do antagonismo, e d'ahi os seus peridicos ar-
rufas com a corte de Berlin. Esta lucia heroica-
mente para manter o seu programma, o que ex-
plica perfeitametite as pequeas concessOes que
acompanham cada um d'csses arrufos.
Ora, o sacrificio do principe Alexandre de
Battenberg era o mnimo dos agrados com que o
chancellcr allemo poda temporariamente acal-
mar as irntagoes da aliada. E depois, se a In-
glaterra se mostrava resolvida a? abandonar o
principe aos odios do seu rancoroso inimigo, que
necessidade tinha a Allemanha de comprom-
metter-se para salval-o 1 0 Sr. de Bismarck fe,
portanto, como Plalos-escreve tflHjbronista.
Elle disse sem duvida ao Sr. de Giers : Nao
vejo n'esse homem o mnimo crime. e Deus sabe
que nao sou culpado da sua condemnago. En-
trego-t'o, e lavo as mos. -
Em vista d'essa caria branca, chegou a pare-
cer maravilha que a victima dos Zanofs nao fosse
dar com os ossos na Si be ra. Mas tambem
para que tamanho requtite no castigo ? A vin-
ganga de S. Peteisburgo ficava plenamente satis- :
leita com a abdicago do joven, e.ftnfiado Bat-
tenberg e com as amargas decepe&es que lhe in-
spiraram essa resolugo desesperada.
Restava saber se a Austria-Hungiia, consen-
tindo, por obediencia aos designios da Allem-. ?
nha, que o Czar tirasse urna destarra peisoal %
principe Alexandre, consenliria do mesmo modo
n'outros excessos de igual origem, c mais com-
prommettedores do seu poder n?Oriente. Esses
excessos eram, todava, certcs e, por assim dizer
inevitaveis. Urna vez aaetnrisada a defender
directamente os seus interesses nos Ralkans, a
Russia sentia-se. naturalmente inclinada a levar
a defezatn de quaesquer limites determina-
dos.
Perseguir aquelle que tentou contranar-lhe os
conhecidos projectos.pbatel-osob o peso da sua
animosidadc intransigente, humilhar na pessoa
de um homem indefeso o orgulho30 goveruo da
rainha Victoria, j era de certo alguma cousa,
mas nao era tudo para ella. Quera, a mais disso,
restaurar completamente a sua prejudicada in-
fluencia as Bulgarias, impedir que em Phili-
popoli e Sofa se obdecesse a outra vontade alm
da sa, subm tter todos os negocios locaes a
exclusiva direegao de seus delegados Para
esse tim foi o general Kauloars enviado Bul-
garia pelo governo de S. Pelersburgo. la o ge-
neral com a misso apparente de proceder a
varios inqueritos e consultar os desejos dos po-
vos ; mas na reafidade e seu mandato corisis ia
em impr-se-aos blgaros como governador em
nome da grande nago slava. Infelizmente para
esta, o enviado nio encoutrou o acolhimento que
esperava. Ao contrario, o agente russo foi fria-
mente recebido pelo geral da populago e sobre-
tudo pelos membros da regencia que substituiu
no governo ao souerano desthranado. 0 enviado
moscovila, desejava antes de ludo, que fossem
adiadas as eleiges da grande asserabla que
deve dar successor ao principe Alexandre, e as
qaaes estavam marcadas nWa 11 d'Outubro. O
governo blgaro recusou o adiamento, embora
os protestos e ameacas do Sr. Kaulbars, que in- *
sistentemente aflirmava que taes eleiges senara
nullas e nenhumas, caso ousassem fazcl-as na
epocha determinada.
Ante a resistencia que se lhe oppunba, o ge-
neral fez prodigios para dar satisfactorio cum-
primento a sua importante incumbeticia. As
difficuldades da erapreza accnderam-lhe a ima-
ginacao, deram-lhe azas phantasia O dipl-
mala transformou-se repentinamente no mais
fogoso tribuno, e etl-o, sem licenga do governo
territorial, arengando em plena praga publica,
fazenlo meetngs, perturbando com apartes
que se laziam por alheia iniciativa, dirigindo
solicitagoi's ao exercito, derramando, em fim,
de todos os modos, a sua arrebatada eloquencia
por. toda a superficie do paz que deseja con-
quistar, e sem gastos de plvora, pai a o impe-

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Diario de PernambocoSexta-felra 21 de Janeiro de 1887
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rador Alexaadre. cuja
ofTereoia a toda a gente.
Apezarde todogesses csforgos, as eleic-Oes fi-
rerem-se quaado bem qiz a regencia e, o que
mais ds medo raiuto favoravel paradla. O
que fara agora a Russiapergunlava-seante
esse contratempo imprevisto, diante dessa im-
pertinencia, nao mais de ura individuo, porm
de urna nacionalidade ciosa da indepeodeacia ?
Ratlticou os seus piaeaatos contra a validarte do
suffragio acoHMdo e temporo, e coatestou
com certa solemniJade-os poderes da nova as-
sembla. N'ingawn aereditava, porm que o
Czar limitasse a tao pouco a expaogao do seu
despeito. Nioguem auapunb^jue elle se re|ig^
nesse a que lhe caajestassem os privilegios de
influencia sobre urna populacho que, ha nove
anngs,encontrou no excrcito russo um poderoso
auxiliar contra a auctoridade do governo da
Porta.
A Europa, que nao poapou severas criticas
^singaiar misso do general Kaulbars e raa-
neirapbantasiosa porque ste exerceu o seu
mandato,a Europa temeu que o mo xito
dessa misso insptrasse ao Sr. de Girs urna oc-
cupa?ao militar da Bulgaria.
Para conjurar o perigo, a Austria, por ser a
mais interessada no equilibrio oriental, foi a
priowira a levantar a voz com solemnidadc indi-
cativa de que aern mesmo a tripudie allianca
podia forcal-a a raanter-se n'uma attitude pas-
siva, em face de qualquer attentado grave da
Russia contra o ja mnito offendido tractado de
Berlim. Os presidentes das detegacbes aus-
traca o hngara, ento reunidasem'Buda Peste,
tiveram ensejo para discorrer no assumpto, com
^crta acrimonia, e me6mo com um tal ou qual
'Shfer beilcoso. Os presidentes chegaram a pre-
bisar o momento ca que a Austria seria obri-
fcadaa defenderos seusinteresses com as armas
na mo.
O proprio imperador Francisco Jos, quando
lhe tocou a vez de foliar perante as ditas dcle-
gages, nao oceultou a resolut-o em que eslava
de fazer respeitar a todo o transe a autonoma da
Bulgaria. A csses discursos seguiram-se outros
entre os quaes o do conde Andrassy, que nao
distare; ou por atavos de plirase a antiga e in-
quebrantavel antipaUa que os hngaros teem
pela Russia. Rcspondendo ao Sr. de Andrassy,
o coude de Kaluoky posto que muito moderado
e precavido as suas apreciarles, assegurou to-
dava, e com a mxima deeiso, que o seu paiz
nao podena ter ftcado indiflerente a qualquer
tentativa que o general Kaulbars livesse feito
para assumir o governo da Bulgaria.
Por outro ladoi o marquez de Salisbury. na
occasio do tradicional banquete do lord maire,
recitouum discurso ern que usou de linguagem
violentissima contra o procedimento da Russia
nos Balkans. Vendo que nao estava so na op-
posicao ao Czar, o chefe do governo britnico
enciieu-se de cnergias, e cousas to crueis
disse uo governo de S. Petersburgo, que bou-
ve quem pensasse que era o privilegio da si-
tuarlo geographica, a circunstancia de estar
separado do continente por um mar que clava a
John Bull aquellas aflbutezas de phraseado.'quc,
alem do mais contrastavam flagrantemcnte com
o abandono a que o governo inglez tinha pou-
co antes condemnado o prenle e protegido de
8. M. a mona de Inglaterra e imperatriz das
Indias.
Como quer que fosse, viu a Russia ennegre-
cidos os horisontcs que ia abnndo sua poli-
tica nos Balkans, c retrahiu-se desde logo. Poz
termo epopa triste do general Ral Cars. O
diplmala, a preetxto de certo desacato feito a
. um e;iiprcgado do coosnlado russo em Philipo-
poii, partiu para a patria, lavrando um ultimo
protesto, para fechar a exetnsa serie, elevando
alraz de si todos os agentes consulares da
Russia no principado.
Jtates linha a Sbrame de Tirnova chamado
ao tlirouo o principe Waldemar, tllio do re da
rea> O eleito nao obteve o cm.-enii-
DMBte paeroov.na acceilar a dignidade que
tbe offKtMjn. e r*eusou-a. Mas como o gover-
n Hespa?*a, tiaha Bandadatunu .ircular s po-
tencia =. :> ^hido-lhe9'!andidte. ai llirono va-
-la d 8. Petersburgo apresentou.
ncipe
tvlSTA DIARIA
por sua parte o pTOcipe
sem principadodesc!nVe-6e i
porque Mingrela hoje unnH
da Ru3sia transcaucasica. MotB
de um soberano deslhronado, o que
por pouca fortuna na familia para sup
responsabilidades da realeza, opretendei
creatura conhecedissima do Czar, coronel do"
exercito rnsso e genro de um antigo valido de
Alexaudre II. Essas qualidades, precisamente
essas qualidades, deixaram suspensa a escolha
do de Mingrelia, o trae nao significa de forma
alguina que a sua candidatura nao venlia" anda
a triumphar.
Nao se sabe, effectivamente, o modo porque aca-
bar esse intricado problema da Bulgaria, que
pouco a pouco se tornou um problema diflicil
da poltica occidental. E' claro que a Russia
nao est contente com o aspecto dos negocios
nos Balkans, mas apezaa de todos os maos pre-
nuncios, eremos que nao ha ver para j uinacon-
flagrago geral da Europa. A Inglaterra conti-
DU'a a preoecupar-se com o Egypto. com a
Birmania, com todas as suas possessoes m
Asia central e -no extremo levante; a propria
Russia acompanha a sua rival como se fosse
urna sombra, e participa-lhe portaoto de todas
as preoecupaces mais ou nenos estranlias aos
negoeios intimamente europeos; a Italia iu-
commoda se com "%s contrariedades oppostas
sua expanso colonial no oriente africano;
a Franca tera como um peso e uin rcniorso c
fadado Tonkin, c nao parece, por emquanlo
lo disposta para a remache.
No mcio dessa universal coraplicacao, desse
desorientar de todas as grandes nagOes, o Sr.
de Bismarck conserva o seu sangue fri cami'
nha direito para o liui que tem em vista. Se
pede augmento de forgas militares ao seu parla-
mento, nao com designio de guerrear, ma3
deitnpor, pelo medo, a paz de" que nao poJem
prescindir actualmente os interesses da Alle-
manha.
Oa soldados do tied marechal Molkte, ainda
sem sem dar ura tiro, ho de auxiliar com cer-
teza a resoluc-ao- pacifica da actual crise do
Oriente.
(CoHtinu'a)
da com
e hora certa?
para fiui deten
torp-ezas para o
do-se o mmieterio pu
que enteodein com inten"
promisoria publica
despeza, com dia
pilcado as rf'^erer
^tituera v^dadeiras
jsic ., nao oceupau-
mente com assuoiptos,
a do supplicado.
Nest?a termos pede V. Exc. deermento.
E. R M.
Reeif?, 17 de J ineiro de 1887.O Io promo-
tor publico, J- o Joaquim de Fretlai Henriquez-
FallecianentoMNa villa de 8. Jos do
Egypto fallect-ram uo da 27 do mes lindo, o Ia
suppleute do delegado Manoel Marques Ferreira,
com 74 anuos de idade, e o agente do correio An-
tonio Joaquim Patriota.
E;am ambos pesoas estimaveis.
HimusamcoioO trera da estrada de fer-
io de Uaruar, que parti aute-hontem da cidade
da Victoria, .i 3 horas e 45 minutos da tarde, ao
passar no kilmetro 45 fsmagon a urna uiulber de
cor parda e all 'Doradora, a qual atravessou por
diaue e perto da locomotiva, iodo par um cami-
nho que cruxa a referida via-ferrea.
A infeliz, cujo nome nao nos Bouberam dizer, fi-
cou em pedacos.
O corpa veio para esta cidade no referido tre n
e a polica do 1 districto de S. Wosii tomou co-
ob'-cimeDto do occorrido.
i^Palack Pira pamaAstumio bontemo
cummando dese navio o 1 teo rite Alg^rnon
sidney Sebieflr, por ter seguido para o Mara-
nhio o Io ten nte Hearique Cbristiano Braunc
que o commandava.
Este ultimo official vai commandar a cannonei-
ra Guaran) que ha poneos das d'aqui sahio para
o Para com escala pelo Maranbdo.
tjeca Triauelpbico -11 cebemoseagra-
decemos um exemplar dos Ejt itutos, do Lyceu
Friadelphico, dirigido pela Exma. Sra. D. Miria
Oiindioa da Mello, a Uto oa ra do Hospicio.
E' om bom cjllegio para meninas de 5 13 an-
nos de idade, e onde k par de muito carinbo, en-
coutram as alumnas solidos principios de moral e
urna educacio cuidadosa.
As disciplinas loccionadas sao : primeiras let-
tra?, lingua naeiooal, franeez, inglez, italiano,
.ntbmetica, geometra, geographia, historia, de-
seobo, msica e trabalhos de agulha.
Fes! Jo carnaTalenconOrganisou-se
na ra do Livramento para promover os festejos
dorante oa tres das a seguinto commissao :
Joaquim Agostiabo Cabral.
Capito Jo. Alfredo do Cervalho Jnior.
Dr. Asceodino Salles de Albuquerque.
Manoel Jos da Silva e Oliveira.
I>mingo"Frag030.
Francisco Jos Fernandes MarquA.
Francisco Ribeiro Soares.
Francisco Salles de Albuquerque. ^ ^r
Antonio Hauocl Fernandes.
Antonio Lu Ferreira da Lus.
Antonio Thomas da Silva Jnior.
Gil Francisco Pesas.
intonio Teixeira Cereja. >
Augusto Pinto de Carva'ho.
Meataua sania-Isformam-nos que na ma-
triz do Corpo Santo, celebrar-se-fio todos os actos
da semana aaaaa neste anno. .^___
OaateaMa>vllaa;iea--Di8trbuio-se hontem
o n. 177.late riodico livre e humorstico.
HnMgain Ao XorlePublicoo-se o n. 2
desteitwtMrta, iateresaants pablicacio cojo appa-
recisMataO'-notaiimos opportun^mento,
atadas obra ue (jsnaarv.
pawaoaBototiBi aavJspfaN dj
Horas v o a t3 v o e Barmetro a 0* Ttasao do vapor o a m a 'i
-= i: s H
6 m. 25'9 7590.3G 17.65 70
9 298 76'>n72 18.47 62
12 a."-4 76059 18.82 59
3 t. 29r7 75905 19.69 66
6 282 7588() 18.28 65
Aos aaricuuoresi e proflaalonaes -
Da ecretarw da presidencia nos foi remettido
jjara ser pubiieado, o seguinto aviso :
Ministerio dos Negocies da Agricultura, Goai-
mercio e Obras Publicas. Direetoria ta Agri-
cu:tara.-i-3' 'seccSo.N. 13.Circular.Rio de
Janeiro, 23 de Dezembro de 1886. Illm. Exm.
Sr.Occorrendo duvidas na iaterpretacao da cir-
stlar ii. 2 de 12 e Outubro ultimo, nao obstante
*s expltMCfl dadas na de 15 do sesmo Jtez, re
h- ate Ministerio mais urna vez traaaottir
V... s aoapaintes esclarecimeutoa para
atnaB a amasar fjubl'eidade e posaasn assita
ao conaectasenU dos interaasados :
Todos o migrantes que desaandarem oBra-
aU^par ae deatinem a taseodas e outros estabe-
larinaaaaiiT ifin -' -. g Btennaai fixar-se parir
rmti afspm u aos cieos ylinea tuadartos di* li !* Jaisifis.deil887
pelo gorernc imperial, serio reesliWas, agasalha
dos por oto das e transportados por conta do
estado, desde o porto do desembarque at as lo-
calidades a que se dirigirem.
O pagamento integral das passagens aos emi-
grantes que se lecahsarem as fatendas e outros
estabaleenentos agrcolas, ae effeetnar, reque-
rendo o fazendeiro, que os desejar iatroduzir, pre-
via autorisaeto do governo imperial, c, ao acto
do ea roeebimento, apresentando attestado dos
cnsules brasileiros nos portos de embarque na
Europa, da inspectora geral das trras e coloni-
sacao na corte, e dos inspectores especiaes ou
agentes de colonisacSo as provincit i, eertifioan-
do a proedencia e partida do emigrante, sua che-
gads ao Brasil e definitiva cotlocacSo, sendo esta
attestaia peto juix de paz ou presidente da cma-
ra municipal do higar onde esteja situada a fa-
zenda ou estabelecimento agrcola.
Fica entendido que a importancia da passa-
gem integral paga pelo estado ao faaandeiro, cons-
titue favor directo ao emigrante, pela que s po-
der ser recebida par aquL-lle como indeotnisacao
da despeza que bouver feito com o transporte
des te, desde o porto de embarque na Europa at
ao do destino no Brasil.
Fica, outro sim, entendido que o governa im-
perial nenbuma intervencao ter nos contractos
que os fazenieiros, por ventura, fizerem para a
mportacao de emigrantes, qner sejam feitos com
estes directamente, quer como intermediarios.
Os emigrantes que vierem fixar-se por conta
propria, ou nos mete-a eolouiaes do estado, goza-
rao do favor da reduccSo de paesagem, embar-
cando nos vapores da compauhia ou empresas que
tiverem celebrado contracto com o governo impe-
rial para a sua intro lucy.Io. do que terSo couhe-
cimento por vatio dos agiotes consulares brasilei-
ros na Europa.
Deas guarde a V. Exc. Antonio da Silv
Prado.Sr. presidente a provincia de Pernam-
buco.
TUeourarla de Faaenda-0 1 promo-
tor publico da eomarca, Dr. Freitas Heuriques,
apresentou ao Dr. juiz de direito do 5' distristj
criminol, a seguiot peticio:
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de direito do 5* ds-
t:*icto criminal.O 1 promotor publico da co-
marca, tendo sido notificado ante-houtfm, tabbado,
por volta das 3 boras da tarde, para assistir boje,
s 10 horas da manha, urna inquirilo de test:-
munhas, vistoria no edificio da Thesouraria e
ontras diligenciss, todas perant > V. Exc, na quali-
dade de juiz dos feitos da fazenla d'csta provin-
cia, p referida reparticao, o baeharcl Eduardo de Barros
Falcao de Lacerda, que o desfalque verificado nos
cofres da mesma Toes airara, o resultado de um
roupo ou de torca maior, vem protestar contra
a realisacao de todas essus diligencias perante
V. Exc, em razo de ser para iso incompetente,
visto estar o dito thesoureiro denunciailo perante
o Dr. jai: de direito do 2 dstricto criminal como
incurso ni penalidade do as*. 170 do cdigo res-
pectivo, como publico c notorio.
O supplicado requer agir para taea diligen-
cias tereni lugar perante V. Exc, como o nico
competente para tilas, em razo d ser V. Exc. o
juiz da fazenda, e tratar-se de assumpto, qua
affectam, iuteresse fiscaes; entretanto, o ba
anda mu tos das, o supplicante foi intimado, na
qualidade de 1 promotor publico, por parte do
supplicado, para assistir a diligencias iguaes, pe-
rante o Dr juiz de direito do 1 dist'icto ctiminal,
c:mo o nico tambem competente para isso, nao
obstante tratar-se entilo, como agora, de assump.
tes que affectam interesses da fazenda publica.
O supplicado requereu j diversas diligencias,
como publico e notorio, perante o Dr. juiz de
direito do 2 districto criminal, e perante quem
tambera acb.-se competentemente denunciado, sem
objerca> alguma de sua parte, nem allegou incom
petencia de juizo, conforme o art. 51 d regula-
mento de 22 de Novembro de 1871, como nao teria
deixado de fazel-o, se enttndeste que acbava-se
illegalmentc denunciado perante aquello juizo.
E' manifest que, o supplicado com tantas e
diversas diligencias perante juridieces diffjreu-
tes, como se todas fossrm igualmente competentes
e que jurdicamente nio sao, em vista dos piinci-
pios que determinan) a competencia criminal, e
mente tem em vi=U dificultar o andamento do seu
processo ou annollalo, torna ido o monstruoso,
para assim ficaT impone tamanbo enme, como todo
o paiz o nao ignora.
o Se V. Exe. sxente agora, por ultimo de
todos, 6 o nico competente para ordenar todas as
diligencias requeridas pelo supplicado, nullas estS >
tods as diligencias procedidas perante os demais
juizes;- incompetente e nulla a citacJ) do sup-
plicante para assistir as novas diligencias recla-
madas pelo supplicado, visto ser o 2' Dr. promotor
publico o competente para funcionar, perante
V. Exc-, em todas as diligencias enminaes.
Nao trata se de quest&o civel, por ora, que
affecte aos interesses da fatenda, e ser V. Exc. o
nico competente para estes serem agtalos pe-
rante si, mas, de questao criminal, ou de processo
irime por erime de pecidalo, por cujo delicto est
icado denuociado.
tolo caso protesta a l1 promotoria pu-
a taes diligencias requeridas perante
razo de sua incompetencia para
T o juiz do foro do d licto, j
deneia do reo, e requer que o
do por termo, juntando-se
Temperatura mximal.3.
Dita minala2V.9.
Evaporacao em 24 boras ao sol : 8">,5 ; som-
bra : 4",7-
Chuvanulla.
Direccao do vento : ESE todo o dia.
Veloeidade media do vento : 3">,19 por segundo.
Nebulosidade media: 0,19.
Va/.ar'IIi.Escrevcram-nos d'essa cidade
em data de 18 :
No dia 7 do corrent mea, compareceram no
paca da Cmara Municipal os novus vercadores
capito Manoel Dionisio Pereira, capito Domin
gos de Abren Aranjo v'ascoacelles, Dr. Hcrculano
Uandeira de Mello, Manoel Caetano Pereira de
Queiroz, tenente Luiz Ignacio Pessoa de Mello,
Fabricio da Albuquerque Oardoso, capito Afionso
de II ilauda Albuquerque Maranho, Joo de Mou-
ra Vasconcellos e Paschoal da Silva Pereira de
Aadrade, e prestando juramento dos seus cargos,
constituirn! a nova Cmara, iju; funccioiiar du-
rante o futuro quatrienni.
< Assumiodo a presidencia da Cmara, proviso-
riamente, o Sr. capito Domingos de Abreu, por
ser o mais velho dos vereadores, proee-leu-ae a
eleico do presidente e viee-presideufe iffactivos,
sendo eleitos para aquello lugar 4 S.'vipVao Ma-
noel Dionisio, c para este o Sr. capito Domingos
de Abreu.
a A maoria da Cmara liberal, e manifesta-
se animada de oceupar-se com empenbo do3 inte
Tesses do municipio, abstrabmlo-se do sentimen-
to commum da preveucio partidaria, que nos lu-
gares o interior di provincia divide os partidos
polticas em doua campos de inimigos intrausigen-
tos, com v;rdadeiro prejuizo do *"" publico.
s Deus permitta que tJo bella rnaniesraco nao
seja desmentida pelas delilier-i.-Oos da illustrissi-
rua corporavo.
n A projctaJa reforma municipal que pend? de
solucao do parlamento nacional nao corresponder
aos intuitos patriticos d is seus autores, su os po-
lticos nao abindoaarem urnas certas normas de
proceder da cartilha velha. Sem a previa reforma
do* costomes polticos, de nada valero as modifi-
cacoes da lui de Io de Oatubro da 1828, c mclhor
seria deixal-a intacta.
a A falta de energa e nenlium rloresciineoto dos
municipioe uo sao devidas a aquella le, mas uni-
camntu ao pouco patriotismo do p-'ssoal que in-
vestido do importante cargo do vereador em gera!.
t Hnuvasse severa fiscala icio da receua muni-
cipal e economa dos dinheiros. a par de activa e
intelligeote acelo de taes corporacoes em prol das
neceseidades do municipio, cem certeza sob o r-
gimen mesmo d'essa le, a face dos municipios re-
presentara a prosperidade que tanto almejam.
Acredito que a nova Edilidade i'eata cidade
est sinceramente nutrida de bons desejos, mas
duvidamos que dispouba do preciso animo para
realsal-cs c tabellar muitos males, q/V/atrophJam
a economa do^municipo.
< No dia 14 reunio-ssajiinta npuradora dos ju-
rados, sub a presidencia do Sr. Dr. juiz de direito
da comarca, encerrando-se os seus trabalbos no
da seguinte.
Consta-nos que comente um cidadio fora qua-
lificdo juiz de facto, sendo eliminados diversos
por faecimento e mudanza de domicilio pra fra
da comarca.
> O Sr. Dr. Carlos Vaz, nosso diguo juiz de di-
reito, entende que s os que se acham as c indi-
cos legaes, d ivem ser investidos do importante
encargo de meuibro do tribunal do jury.
Realmente devem ser restrictamente observa-
das as garantas prescriptas pela lei em'referencia
a diatribuico da justici criminal, e nada ha mais
desanimad ir do qu: ver a Borte de um rki e a cau-
sa dajustica dependente-de jurados destituidos da
iadispensavel idoneidade.
t Felizmente, em geral, osjuzes de facto d'esta
comarca tem os predicados recommendados pela
lei para o exercicio da sua elevada misso.
* Contina sem alteraco a seguraoca publica e
.individual, e todos estilo satisteitos pela maneira
porque proceden] as autoridades policiaes.
" E' em geral satisfactorio o estado da calubri-
dade da comarca, apesar dos mu eos elementos
mrbidos existentes, principalmente nesta cidade.
c Pareco-me que o regulameoto sanitario do
Imperio autorisa a nomeaco de delegados da by-
giene nos municipios, se a;si:n seria da maior
opportumdade e conveniencia que o Exm. Sr. pre-
sidente da provincia desigoasse um dos mdicos
aqu residentes para excrcer esso encargo.
> Tal vez assim, melhorassem as condices hy-
gienicas desta cidade.
A safra do assucar est quasi a Andar-s e os
agricultores csto desalentados por nao terem o
justo premio do seu afanoso labor, em vista do mi-
sero pretal com que foi cotado este produca na
praca da capital.
W incalculavel o prejuiso que tiveram.
Se na futura satra no houver
taocia algutaa que determinasse a pronuncia ao
art. 192. ^
Coriendo que Rocha havia esperado sua victi-
ma, emboseando-se, para commettor a >crime, o
representante dtjustica publica teve o cuidado,
de, na ioquiicao de testemunhas, perguntsr urna
a urna sobre esta circunstancia, e todas ellas ne-
garan) o facto.
Como, poia, existe essa prova nos autos, auto-
risando a pronuncia no.art. 192, e nao naquelle
em que f'i devidameute proouaeiado?
Como inventarse facto que nao existen),
bem como acbar-se Racha na tala livre?
Racha sendo preso im media mente ao crate,
tem estado desde euto, como aida est e estar,
na euxovia da ca lea com todos os demais presos.
rJiuguian desta cidade aaaar, xocn suaaasi-
gnatura, declarar s contrario.
E', pois, inconteatavel, qsse o coUagad A.Pro-
viiitim foi in'Iiz na expotien Sas fastos gatesa-
zeauaajaeto de sua carta, sasaario, pasa eaaw'o
do seu eaiperismo, affirmar que Rocba fra con-
demnado a 14 annos de gales, apez ir da protec-
cao de que altamente gosa 1 !!
Rocha nunca foi julgado. Devendo sel-o na
sesso de Dezembro ultimo, requereu adiamanto
por doente, scndo-lh este concedido.
His ah como se esereve a historia !
A nossa opinio a respeito do facto iusu-
peita, porque aempre manifestmo-nos indigna-
dos pelo brbaro assassinato do que fui victima o
nosso iuditoso amigo Luiz Bastos ; mas nao pode-
mos callar-nos diante da aleivosa noticia dada A'
Pioviutia, para assim evitarme* as perniciosas
consecuencias que dclla podem resaltar.
< Agora duas palavras Provincia.
E' veso antigo do Ilustrado ergio da opposi-
jio dar sempre como fra do rgimen legal as co-
marcas do interior, bastando para isao receber de
qualqner co-religionario urna noticia, ou causa
que o valha, narrando factos imaginarios, quo
nunca cxntiram nenio nos cerebros moroidos,
as organisaco.'s doentias d'aquelles que enten-.
dem dever prestareervicos ao seu partido dis-
ta de aiheias reputares.
i Nunca bouve nesta cidade descalabro e dcs-
moralisaco, seco nos bellos tempes -cm que go-
vernaram-nus os amigos d'i Provincia.
Era nesse tempo que o celebre bandido Noca,
sent neiado por crime ds mortr, tioha por priso
as ras da cidade, lodo pnblicaoientc ao baoho e
dormindo todas as nsifs com sua familia!
Era n ste mesmo tempo que o Sr. Lonrenrjo
Ypiranz*, recolhido cadeia desta cidade, vindo
da de Bom C mselho, sahia de sua prisao quando
entenda e quera, sem que as autoridades de en-
tilo evitassem escndalos de tal ordem !
Era anda nessa poca que um celebre ladral
de cavallos condecido por Cazitzinha, gosava do
idnticas regalas, etc.
< Desde que^ot^fssapssajaj^Bo^saaaoasWailasaao
poltica ain nao se tioba levantado urna voz
pura acensar ns autoridades da comarco.
Era caso virgetn, e j tardava que os ehos
da opposico se fizessem ouvir, e mal estes appa-
recem j o orgii liberal d esta cidade entregue
ao reino da aiurrchia e do descalabro !...
E' sempre assim.
r Podemos, em concluso, affirmar A' Provincia
que todos os factos contdos na missiva d'aqui eu-
viada, sao destituidos de criterio e fundamento e
que por c anda nao temos descalabro nem des-
moralisaco.
Tudo marcha sob o regimem da ordem.
- Aebe-se actualmente o noaso destacamento
reduzido a 8 pracas.
Esto numero iasufficento para guardar s
a nossa caieia, quauto mais para policiar acida-
de o fazer deligeacias fra !
De S. Exc. o Sr. Dr. Pedro Vicente, espera-
mos providencias para que soja brevemente au-
gmentado o destacamento, que semprs constou de
18 pracus.
Falleceu no dia 15 do correntc o alferes Joo
Candido de Mello, vctima do antigos padecimen
tos.
n Pertencia ao partido liberal, ao qoal presten
bons serviecs. Deixou mulhor e filhos em extre-
ma pobreza.
Temos tdo algumas choVas, asquacsloj
moderado sensivelmente o calor.
Balaba da RonmanlaCarmen Svlv.i,
a potica rainba da Roumania,dar, desde o prin-
cipio do prximo anno, lieos ele litteratura con -
tempornea na escola superior de mulheres de Bu-
chirest.
A iuteressante soborana, ooe conhece admira-
velmente es autores classicos de todas as nacios,
reuni no seu palacio algumas jovens das familiaj
mais distinctas para lh-:s fazer admirar as obras
dos prinepaes poetas. D'aqui nasceu a idea do
curso que comee ir no prineipiojdo corrente anuo.
O re deu de bom grado a prmisso, e as jovens
de Bjchsre8t apresiaram se a matricular se, e
ser na verdade um curiosi*simo espectculo o
ver urna rainha dando lieoes de litteratara, sen-
tada em urna modesta cadeira escolar.
Walaa de trabalboEntre as damas aris-
tocrticas do faubourg Sant-Germain, de Paris,
principia a diffundir-se umamoda|muito]louvavel:
a se converter as sslas em officinas de trabalbo
para os pobres.
Duas ou tres vezes por semana reunem-se as
amigas, ora n'uma, ora n'oatra casa, e em um se -
rao Je algumas boras dedcam se a traballiar para
os pobres, sahindo daquellas cristocraticas salas
toda especie de roupa, desde os pannos para aga-
salhar criancas at saias e camisolas de ba'.a do
13 para as ms necessitadas.'
As obras cstao cortadas em urna grande ctrheil-
le ; cada senhora, ao ebegar, pega na obra que
mais lhe agrada e forma ciiculo con as suas ami-
gas.
Ao mesmo tempo qne trabalham, vio fallando
dessas mil ousasqueentreteem assenhsras quan-
do se reunem, e o quo mais camprem aquello
formoso preceito das obras de misericordia que
aconselha vestir os mis. .
?OinbelroO vapor Pirapama levou para :
Natal 3l:000000
Maco 963800
Mossor 23:200000
A teles;rapbtaelctrica Atelegraphia,
cuja dcscoberta remonta a epocha da revoiucao
franceza e aue prodnzio os mais notaveis melbo-
ramentos no mundo scientifice e artstico, incon-
testavelmente urna das mais im Donantes inven-
(5es, que o secuto XVIII vio rebontar de sen seio
e que muito ten; concorrido para o progresso so-
uma com pea
sacio, nio sei o que ser desta importante classe,
nica, quasi se pode dizer, cm que se tunda a r- I c,a-lde
quezs publica.
Basta por hoje.
QarantauaEsereve o nosso corresponden-
te em 17 do corrente :
* No intuito de aecusar, sabe Deus com que
sinceridad?, e por amor de interesses desconoci-
dos, apparecau na Provincia de 12 Jo corrente
009 missivista desta cidade, narrando factos com-
pletamente distituido8 do fundamenti, e s.bre to-
do calumniosos, com relaco s referencias pouco
honrosas que faz aos ntegros magistrados desta
comarca.
i S o heri de Vctor Hugo, em Waterloo,
resurgindo com a eproducco da palavra dirigi-
da ao general iuglez que o iiitirn u a reuder se,
poderia responder s -leivosias comidas na mis-
siva da Provincia de 12 do corrente.
a Devemos orna prompta resposta ao collega,
e, dando-lh'a, exercem-is um direito o dver; o
direito qne in todos de velar pela moralidade
geral, e o dever de desejar garantas communs,
restabelecepdo a verdade dos tactos.
Disse o missivista da Provincia que ocritni-
nsso Francisco Das da Rocba, assaosiiio do infe-
liz Luiz Bastes, gosa da proteccio dos Drs. Cin-
tra e Ly'io, a um ponto tal "de estar gpsando a
vida na sala liere da cadeia.
Se iato n um gracejo de mo gosto, nio
sab moi orno qu lificar ta< noticia !...
c O Sr. Lydio Marianno, cojo carcter j as-
ss conhecido e respeitado nesta comarca, onde
ha dez m-zes exorce o caigo de promotor publico,
cura fcpplauso de todos, incapaz de proteger cri-
minlos.
i E ningupm, salvo algnm tresloucido, ser ca-
paz de affirmar tal tacto !...
Sua palavra no tribnnal do jury eempre
forte o vehemente contra os reos, b> jam rie.is, se-
jam pobre, pequeos ou potentados !
Ainda ninguem o vio destrepar do dispaio
qne sustenta na tribuna judiciaria, quem quer
seja que renhs de ser julgado.
c A popolacao inteira desta cidade, que sent
ainda hoje a lo oroaa impresso qua lhe produzo
o acontecimento do dia 11 de Agosto, em que vil
e inditosamente foi assassinado o inf;liz Luiz
Bastot, tas a jostica que merecer os dignos ma-
gistrados que fuoccionaram no pn cesto, em que
foi Rocha pronunciado no art. 193 do cdigo cri-
minal, em face das pro vas dos autos e das cir-
cumstancias que foram verificadas pelos depoi-
ment* das testenonnhos.
O missivista d'A Provincia nio ser capas
de provar com os autos que baja nelles circuas-
E' a Cbappe que se deve a idea da telegraphia,
e foi elle quem apresentou um projecto de tele-
grapho areo, o qual, sendo pela primeira vez ex
perimentado em 1794, teve o maia explendido re-
sultado, pois que por meio delle foi lido por Car-
not, na asa'mbla, no dia 30 de Novembro d'a-
quelle mesmo anno, o seguinte telegramma :
Conde r-n leu se repblica ; este facto ve-
ri fie.iu- se esta man ha s seis horas .
Tinha, porm, este systema telagraphico o gran
de iouonveniente de nio poder funecionar noite,
nem q-iando a atinosphera estivase carregada.
Nio pararam abi as experiencias sobre a tele-
grapoia e foram successivamente apparecendo ou-
tros telegrammas que por meio das cores e do fi-
go transinittiam os signaes, mas lutavam com os
mesmos embarazos que o primeiro.
No meio de todas estas dilficuldades, porm, o
genio investigador do homem nao se continha e
trntava de indagar as cuas causa3 c remedios
afino de aperfeicoar to grandissimo systema. Ef-
fectivamente depois de mnito cogitar ch'gon a
coneber a idea da telegrfcphia elctrica, que fi
Iba da observaco dos pbenomenos elctricos t ri-
mitivos.
Tlm, pois, os telegraphos elctricos a primasia
ai'bre todos os outrus, perqu nao podem fune-
cionar de noite e de dia, como tamben) porque
pouco ou na ia ibes iuflue as variaco-a da atmos-
phera. Pode por este mcio um despacho qualquer
facer a volta do ii'isso glebo cinco ou seis vezes
u'um segundo, que o tempo que a corrento elc-
trica gaata approxia admente para prcorreroi-
teata mil le.gbns mtis 00 menos I
E' admirv,l como em to pequeo espaoo de
tempo esta f rea elctrica se estende a distan-
cias to enor' oes, por meio de fios de ferro reco-
ido, eoberios com nina carnada de zinco e sus-
pensos em isoladores de porcellana, quando as li-
nhas si"o -areas, ou por arames cobertos com a
--Cbnttert.. n's com posilion-dos ingiezes (subs-
tancia eoinpostii de madeira, gut'a-percha, resina
e alcatr>), quando sao submsriuaB.
Alm dos boa areos e submarinos ha tambem
ossubtemineos, que ainda sao p uc-< usados por-
que alm das grandes sommas que se despenden)
para a sua construeco, nio se tem podido at
boje estabi-lee-1-us em estado de bom isolament >.
Apesar do grande progresso na sciencia, o tele
grapho-electrico possue ainda um inconveniente
a ruptura dos ios por malevolencia oo accidente,
qov alias trin-se procurado remediar na Franca,
ua Ioglalerra e em outros paisea mais, por meio
d j enteiTamento do fio alguna decmetros do so
lo, mas este systema fcilmente ae inutinsa e mui-
to se iraota para encontrar o ponto em quo, por
aocaso, se haja dado qualqner avaria.
Ordinariamente empragam-se para'a fixaco dos
fios aeeos,.postes e piaho su de ferro nos cam-
ahos e escpulas ou posUletes dentro do perme-
tro das cidades.
Como ji o*s8enio,'foi o seulo XVIII que ap-
pareceu a telegraphia, e foi pois, tambem nelle
que tiveram logar as primeiras experiencias afim
de applicar-lhe a eiectricidade das cjaaes surdi-
ram o mais brilliante resultado.
A' principio procararam os pliysieos conhecer a
forca da electricidad por aaeio da descarga elc-
trica condeasada da celebre garrafa de Ley de, o
que alcanoataoi, bateando depois saber at que
aistancia se faziu aaatir o effeto desta desoarea.
Os primeiras qu; entraram aestas kivsstigHCOjs
loram Wastaa e OaaaguiUirs, qsse descooriram
deate modo a possibilidade da fi iiiiaaniaaaV i de si-
gnaes conveaeiaadoe, pe^MMtCs se fizeasesn coa-
prehsnder quando Wasnaftin dijfaotc ura d
outro.
Waston fazendo a sua primaira experiencia em
Londres e tendo nella o mais feliz xito, e alguna
meses deppis Franklin fazeudo tambem aa suas
em l'hiladelpliia, nao iuoaginaram talvcz o desen-
vclviineoto a que mais tardo attiagiria a appli-
cacaoda electricidade na todegeaphia.
Anterior ao emprego di electricidade galvaniea
(assim denominada de Galvani, distincto profes-
sor de anatomia^em Botonha) ao telegrapho, Le-
sage Bittencaurt, Cavallo, Lomond e outros de
balde tentaram applicar-lbe a electricidade est-
tica ; e Mr, Figuier sustenta, en- urna obra sua,
que a idea da telegraphia lectrica tornou-se co-
uhecida e foi claramente desenvolvida n'um arti-
go anonytno, lllrtlHuatlu na Seot's Magazinemb
1753.
Um genovez, de origein porn fianceza, fez
tambora em 1771/rm telegrapbo elctrico, que ee
compuoha *$9:fios, representando cada um dil-
les ama lettra e nas extremidades dos quaes ha-
va ama bilinba de sabugo, que era repellida pe-
la electricidade e pela qual te saoui a lettra que
se quera indicar.
Apparasbos cunosissiocos t n so construido pa-
ra a applrcaco deste systema telegraphico e
muitos dalles revelara a iutelligencia robusta de
que erara dotados, i! o estado aecurado que fa-
ziam sobre a materia cates verdadeiros geaios da
sciencia, que taut o iafljcnciaram coro os eeus in
ventos no progresso da industria e do coumercio,
que sao os possantes sustentculos de todaa as
nacoes .
Exposlcio nnlvcrsal -CUegou j4 a Bar-
celona o engeoheiro francoz concessionurii da
torre de 200 metros que vai ser lev. litada no ra-
cinto da Exposdco Universal, naquells cididc. (^
terreno para o lcvaiitaiocnto vai em breve ser de-
. A torre tfiTTa prompta dentro de se3 mezes,
dando trsbajbo a 100 operarios.
Cono a coiatruccXo ser toda I: nid-iira, fir-
mando u i.a armacio unida, nao baveri andaimas
pira o levanf.aine.'ito da torrj, que necesitar de
seis mil metros, quairados de lerreno, cim jar-
dins auuexis, pois que a base di edificio ser de
60 metros por la lo. Na cajpide ter a pyiaiuide
15 tuctro c lato.
At 140 metros de altura subir um ascensor
com forca p-.ra elevar 1,500 p>s3oas por hora,
podendo-se subir os outros GO metros por meio de
urna oseada. A torro tora 14 andares.
Hosuseitam-so ve!lias ccrem>nias extinetas,
pira faie.r reviver, no seculo XIX, usancas ecos-
turnes dos sculos passadjj. Se assra retroesde-
mos, no para admirar que chrgueinos al sos
tompos prehistricos.
Em Franca, nos sales da moda, predominara o
menaele e n pavana, que dentro de pouco tempo
serio as duuaas preferidas. A alta Bociedale mun-
dana procurava substituir a valsa, a polka, a qua-
drilba, o cotilln, e nao podando inventar nenbu
na cotisa nova, volveu aos lempos antigos. O
precesso fcil, realmente, e tanto que as modis
tas mais afamadas j usam delle ha muito tempo,
vestiado as senlioras como os nossas avs se ves-
tan, mais prega monos prega !
Pie dizer-se que vivemos no seculo XVIII.
Vestidos, movis; deobracoes, quadro3, tudo re-
monta ao gosto Luis XV e regencia. Para retro-
cederais al essas pocas laltavam apenas os bai-
les, e esses nao. se fizeram esperar. Temos, pois,
na alta moda, o seculo XVIII, dentro do seculo
XIX, e, o qoe melhor, Lua XV reinando dentro
do syxtema republicano.
Pelo que as chroncaa galantes de Paris rela-
tara, es bailes modernos tendera a desappareeer,
como desappareceram, pelo menos dos salOas, os
bailes populares, e nao faltaran de certo poetas
que Ihes consagrem sentidos elogios, nem futuros
moralistas que do pejem de os deserever.
Os bailes do seculo passado tiveram urna vida
muito ephemera, e esse facto deriva-se iramedia-
tameate urna caus i nicaa monotona dessas
dancas, ceremoniosas, graves, que exigiam urna
arte coas animada e um distiucc i finissima. O
mrmete que ha bons dnzentos unios el-rei Luiz
XVI teve a gentileza de dancar em Versalhes, foi
de certo inventado para urna sociedade desde o
berco consagrada ao ceremonial dos sales da ar-
te, gente desde crianca educada naquellas manei-
ras affectadas e compostas que tanto distinguan!
os cortezos, naquellas galanteras requintadas
que nao se podiam imitar sem o imitador cahir
u'um burlesco actor. Alm disto, essa geite, pe-
las exigencias do meio em que viva, aodava, fal-
lava, movia-se e at pensava de um modo diverso
de toda a gente ; tinha a regularidade montona
e banal do pndulo de um relogio, por que, se se
permittisso um gesto mais frouxo, desabariam os
promontorios ao penteado, o seria certa urna que-
da produzida por algum desvio dos empinadissi-
ino8 tacoes Os sectarios desta poca rejeitavam
a valsa, de certo, e s podiam admittir as dancas
graves e correctas, chcias de passos cadenciados
as mesuras respeitosas, dancas que bem podiam
aupprir a falta de qualquer narCoticn !
Com a educaco de hoje, o meviete e a pavana
podero admittir-se a serio ? ...
Ai .' a moda, a moda?
Neste resuscitar de cousas meio apodrecidas,
quem sabe se se reproduziro es bailes populares
que militas uaces conservara como urna reli-
gii't... Cada oaiz exhibira ento o seu baile
difterente, e com eertaza ver-se-biam cousas deli-
ciosas. *
A Hespanha contribuiria com o seo flamen-
c*, a sua jola, a sua gallegada, dancas typi-
case alegres, que traduzem a vivacidadedaquel-
le povo impetuoso e ardente; a Inglaterra dan-
caria o reel; a Grecia, o agrismene ; a America
do Sul, o fandango e a chica ; a Australia, o ccr-
roboms ; a Franca, a /arndola e o auvergnat; a
Italia, a tara.itella ; a Dinamarca o tolour; Parto-
gal, as suas dancas campestres, tai vivas e colori-
das, e at o Congo queja figura no almanack Oo-
tha concorreria com a sua danca gbrilla. E havia
de ser curiosa est nhibico, porque todas aa dan-
cas definen) as nacionalidades, que pertencem, e
contribuem muito para a historia dos seus costo-
mes.
A danca, seja como for, nSo perder nunca de
moda.
Te a sua raiz as tradicoes e faz parte dos
divertimeotos mundanos e dos exercicios pbjsi-
cos.
Religiosa nos primeiros tempos, anda hoje nos
compendios escolares como um meio saudavel de
desenvolvimiento.
Dancaram Moyss, depois de passar o mar Ver-
mi-lho, c David dante da Arca Santa; os gregos
tinbam as Eiiph-raendes ou danca dos Furias :
os Salii cram sacerdotes romanos que cantavam e
danuavam ns grandes solemnidades, e se se es-
tndarem todos os povos ainda oa mais selvagcns,
l se encoutraro as suas dancas, inultas das
quaes fazetn parte dos ritos e ceremonias religio-
sas.
O grande s postolo da educaco da creanca,
Froebel introdusio os bailes nos seus jardins de
infancia, e Jabo, Seheneber, Ser is, Sing Snibs e
outros adoptaron) a danfa nos seos methodos de
educaco physica.
H>mt.ro chamou dancao mais doce eperfei-
to dos gjtos humanose Homero nao era nenhum
tolo.
M nuete oo valsa, pavana oo quadrilha, a dan-
ca ba de mirrer c un o muudo. E o que a vida
se nao urna danca continua ?...
L'm cont de fallan Ha bastantes an
nos que ist > soccedeu, e, mais que historia, paro-
lina cont de fadas.
Um mancebo, luxoaamente vestido de calador e
de espingarda ao h .mbro, chegou, ao cahir da
larde, s margeos de um lago rodeado de montes
alpestres cobaltos de flores e de arbustos. No
meio da lago va se um bote e afelio urna joven
contemplando absorta a frmosura da poisagem.
Era bella, alta, elegante, mos to finas como pe-
quenas ; e urnas trancas de ouro taziam sobresa-
lir de um modo seberbo o seu trage de aldeia.
O eacador nao era um homem vulgar; era um
2

r-sabtr, um principe qne ia ser abresentado i
sua futura, que nao conheeja, a mais velha das
quatro filbas de um duque soberano. A princeaa
viva ento com a familia cm um um chalet que
nio distava muito do lago. O principe ao ver a
joven que estava no bote, ficou maravilhado de
taata belleza e gritou da margem :
Minina, estou cansado; quer passar-me no
seu barco?
Sem responder, a joven pegoa nos romos, e ao
che >;ar margem, estendea a mi ao seu interlo-
cutor, dizondo-lhe :
Venha. Vou passal-o para o outro lado.
Qaando o principe asitou para dentro do batel,
a joven ade tirou-lhe a espingarda, eaolveu-a
em um ehaile p ra queso nao molhasse, e tornan-
do a pegar nos remos, tez vagar o barco com a
saaior destreza. Assim que chegaram margem
ospposta, dipuaaa se a aldea a ambarear-se ootra
vaz, atas o priaeipe encantado com a sua presen-
ca, pedio-lhe que o guiasse ao chalet ducal, cojo
carainho igoorava.
A joven accedeu ao novo desejo do eacador e
tre.pou pela esearpada margem com a aglidade
de orna gazella. A orna curta distancia do chalet,
a joven desappareceu, sem que o principe podetse
agradecer-lhe o pagar lhe com urna moeda de ou-
ro o servi*o que acabava de lhe prestar. O prin-
c:p deualguns pissos e encontrou se de repente
dante da viveoda docal, e segundos depois rodea-
Va-o urna nuvem de familiares que ao meio de re-
verencias o couduziram presenca do duquo.
As ceremonias annexas entrevista, a apresen-
tacao_ da noiva o de duas de suas irms, as dis-
traejoes da cohversaco fizeram com que esqwe-
cesse rpidamente a encantadora barqueira.
Mas, quando se estava quasi no fio) do jaatar,
abno-se urna das portas da sala e appareceu ama
senhora acompanhando urna joveneujos magnif-
eos cabellos lomos, que lhe chegavsm at os jos-
lhos, eo destaca asm admiraveknente sobre es seus
vestidos braocs como a nev. '
Minha filha mais uovadisse o doqaa, apre-
sentando a.
E o prncipe tornando-se rubro como urna roma,
fez urna profunda rovereucia encantadora meni-
na. Acabava da reconhscer a baiqueira.
Os leiores advinhsrb, for eerto, que o princi-
pe nao casoo com a fllhi mais relha do duque,
mas com a mais nova.
Hoj^ a barqueira de ento reina sobro um dos
imperios mais poderosos do mundo, mas contina
conservando a sua affeico aos exeecicioa campes-
tres c a primeira remadora oa primeira ecuyrt
da Europa. _E' a imperatriz da Austria e a en-
cantadora historia do aeu casamento a qne aca-
bamos do narrar.
Monote 03 sorvetcs, na sua variedade,
constituem um grato meio de refrigerio sobretudo
entre nos, porque todas aa nossas estaco is, pelo
seu calor, reguiam as de vero. Jamis porm se
devem consumir em gnin ie quantidade, e convm
deglutilos lentamente. Um srvete tomado no cor-
rer do jaatar ou pouco depois,pode obrar como ex-
citante e facilitar a digeato. Pelo contrario o con-
suaimo de sorvetcs ptdcr tornarse damnoso, se
forem tomados por pssoasqueesto suidas depois
de terem dansado, corrido^., cantado, declamado
etc., ele. Um sorvetc que cootenhauma droga assz
forte podo irritar a mucosa da bocea do estoma-
go ; s: fir muito acido producir disturbios de di-
gesto.Alruns individuos nao toleram os sorve-
tej, nera os gelado? era geral, porque logo Ibes so-
brevca c timbras dores do estamago, e s v zea
tambem catarro deste orgo.
' Os Barretas polem adquirir propriedad3 peri--
gosas, quando sao preparados em recipientes de
cobro nao bem estn ha das. Citam-se tambem caso
de enveuenamento por ingesto da sorvetes de
bauu'ha, attrbnidosa urna substancia venfica
crystaiina nio ainda precisada peli propria bau-
nilha.
Os doentc3 e tambem os convalescentes nao de-
vero jnoais tomar uno srvete sem antes haverem
obtido a ant-orisaco do medico assistente.
Oleo obre o triarHa 5 ou 6 annos an-
nonciou-se que urna quautidade de oleo relativa-
mente mnima, laceada sobre as ondas agitadas
d'um mar ou 'um lugo, poda Eensivelmeute dimi-
nuir a sua violencia, e rauitcs tem tratado como
chimenea esta idea.
Cimtudo depois de muitas experiencias pde-se
confirmar a verdade do facto, e hoje o slmirantado
inglez d quelle processo emprico autoridade offi-
cias-o'uma nota Dserfa no Board of Trade Journal,
pelo o que convm tornar-se a fallar do assumpto-
Para acalmar as ondas qoe se quebrara contra
um qoalqoer obstculo o que podem tornar peri-
gosa visinhanca, basta suspender aos flancos do
navio oo do vapor cm perigo, altura da linha
d'inomersSo, saceos cheos de oleo e furados de modo
a deiiar fugir lentamente o liquido.
Qaando o extracto oleoso se tem espalhado sobre
as ondas agitadas, ellas se reelamam logo e fcam
inofensivas.
O facto est afirmado por centenares de eapitaes
de longo curso. Os profanos e os incrdulos nao
podem deixar de submetrer-se ao jgzo dos homens
praticos.
Eis aqu agora o resumo dos factos salientes da
nota official do almirantdo iuglez :
O effeito do oleo especialmente sonsivel sobre
as ondas livres, isto onde a agua muito profun-
da. Quando as ondas se agitara sobre um baixo
fundo o effeito mais inceito, porm sempre
constatavel. Os leos mais densos e mais pesado!
teem maior aeco. Aparafinapouco usada'.'Tam-
bem o petrleo se pode usar em falta d'ontro melhor
agente. Mas cieos vegetaes e animaes servem mais
que tolos. Basta urna pequea quantidade de leos.
O meio de usar o oleo consiste no dispor sobre os
flancos do navio saqunhos furados contendo de 4
8 litros de oleo...
CetlAeaEffectuar-se-ho:
Eoje :
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, ra do Du-
que de Caxias n. 34, de movis, loucas, vidros etc.
Pelo agente Gusmao,&a 11 boras, na ra do Mar-
quez de Olinda n. 19, de movis.
Amanh :
Pelo agente Brito, s 10 lj2 horas, na roa das
Pernambueanas n. 25 D. (Caponga), do estabele-
cimento ah sito.
Peto ajenie Pestaa, ao mcio dia, na ua do Vi- *
gario n. 12, do espolio do subdito portuguez Anto-
nio da Silva Pintes Quimares.
Hlanaa fnebre.-Sero celebradas:
Hoje :
A's 7, 7 1]2 e 8 boras, em S. Pedro Martyr do
Olinda, pela alma do Vicente Malangunzo Tibarcio
Ferreira; s 7 1(2 horas em 8. Francisco do Re-
cite pela alma do mesmo.
Amanb:
A's 8 horas, no Espirito Santo, pela alma de
Francisco Alves Monteiro Jnior ; s T 12 ho-
ras, na matriz de Santo Antonio, pela alma de
Joo Jos Rodrigues.
PnsaagetroaSabido para os portos do
norte no vapor nacional Ptrapama;
Jeorge Patchett, Dr. Francisco de Paula Sal-
les e sua senhora, Adolpho Cmara, Dr. Augusto
Cmara, padre Jos Paulino de Andrade, Vivia-
no Rodrigues de Passo, sua senhora e urna criada,
Firmino Guimares, Jos Henriques Machado,
Adolpho Alcoforado, Manoel de S loito, Julia
Mara das Neves, Dr. Caetano de S Pereira, D.
Honorina Freitaa e D Virginia Freitas, Dr. lien-
to Borges da Fonseca e sua. familia, tres pracas e
um criminoso.
Cama-de DelencoMovimento dos pre-
sos do da 19 de Janeiro :
Existiam presos 346, entraram 8, sahirarn 10,
Existe 344.
A saber :
Nacionaea 319, molheres 4, estrangeiros 11, ee-
jravis sentenciados 5, processado 1, ditos de cor-
receo 4Total 34i.
Arracoados 318, sendo: bons 307, doentes 11
To'Al 318.
Movimento da enfermara:
Teve baixa:
Herculano Pereira Das.
Lotera do Ciro-ParaA 7* parte des-
ta lotera ser extrahida terca-feira, 25 do Ja-
neiro.
Bilhetcs venda na Casa do Ouro, ra do Ba-
ro da Victoria n. 40 &
Tambem acham-se venda na Casa da.JNjrtu-
na ra Io de Marco n. 23.
Cirassire extraordinaria lotera das
tlazoam Esta grande lotera, cuj premio
grande 2,000:OJO*';00, ser extrahida imprete-
rivelnvnte no dia 12 de Fevereiro prximo.
Os blhctes acham-se venda na praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Lotera do ParanEsta importante lo-
tee, cujo premio gTande e 300:000^000, e.habi-
lita-se a tirar 15:000^000, ser extrah!nr*Hpre-
teriv Imente hoje sexta-feira 'l do corante.
Achara se expostos venda os restoavaoa bilhe-
es na Casa da Fortuna ra Primeiro do Mareo
n. 28.








ium I

f-S


~4
da provIuVA11'
N"*
-~-q~
1
firaade lotera _
serie desta lotera ein beneficio /^.JeS^S-i"
Colonia Babel, cujo premio granaa 2M:X)*000,
ser extrahida no dia 24 de Jasseiro, as 4 horas
da tarde. _
Os bilhetes achara-ee ttm Rada da For-
tuna na Larga do Rosan n. 36. _______
Lotera de Mcela Ns 3jjOMjO
A 1" partes da 15 Jotena, enjo premio
grande de 31/0:000*, pelo novo plano, ser ex
trahida impreteriveimente no dia 25 da correste
ao meio dia. _,,.,
Bilhetes venda na Casa Felis da praga da la-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-ee venda Roda da Fortuna
na ra Larga do Rosario n. 36e na Casada For-
tuna ra I" de Marc n. 23.
Prego resumidos.
Lotera de Mlnaa-eraeaA 4' parte
da 1* lotera desta provincia, cujo pratrno grande
6O0:00U*UfjO, ara extrahida ao dia 3 do Pe-
vereiro, impreterivelmente.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For-
tuna, ra Larga do Rosarto n. 36.
Lotera do' RioA 3> parte da lotera
n. 366, do nvo plano, do premio de 100:000*000,
era extrahida no dia .. de Janeiro.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tmbeos acham-se venda ua praga da nae-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera da rorteA <* parte da 202 lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:000*
ser extrahida amanha 22 de Janeiro.
Os bilhetes aeham-se venda na Casa da For-
tuDa ra Primeiro de Margo n. 23.
Tambem acham-se venda ua praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
alndouro PublicoForam abatidas ce
Matadouro da Cabanga 59 rezes para o consumo
do dia 21 de Janeiro.
Sendo : 44 rezes pertencentsa Oliveira Castro,
& C, e 15 a diversos.
aereado Municipal de
mowmento deste Mercado uo dia
fox t9uinte:
Entraran) :
35 bois pesando 5,796 kilos.
330 kilos de peixe a 20 rea 6600
80 cargas de friuha a 200 ris 16*010
18 ditas de fructas diversas a 300 rs. 5*400
Acredito, portn, que a Ilustre redacelo nao he
sitar em modificar os concoitos cmettdoe, diante
do testemaoho dos dia tinelos cavalheiro, signata-
rio* das alludidas reopostas, os quaes por seren
liberaes devem ser insospeitos paia ella, e lhe sao
asss conbetidos.
O qoe se coate naeeWwe carta uo acervo tal
da mverdades, que odiosos a todos desta cidade.
Francisco Das da Rocha, nunca fui julgado
pelo jury, e entretanto, o desasado mitsimsta disse
qne, apeaar da proteegao escandalosa que elle ti-
cha de mioba parte e da do Dr. jais d direito, a
deciso jurta do jsry nao as fes esperar, e eis que
foi elle condemnado a 14 armas de oales / e que,
nao obstante isto, devido a mioha proteegao e a do
Dr. jais de direito, conserva-se elle na tala livre
da eadeia i
Entretanto, todos aqu teem visto e sabern, que
Rocha, desdo que foi preso, at boje nao sabio da
eaxovia, onde se acha com os dentis presos.
J cy sismo Nem ao meos o desastrado mis-
Pode V. 8. fazer da presante o uso que lhe cen-
Assigno me com todo o respeita, de V. 8. atien-
to, venerader e ociado.
Antonio de Maraes Campillo.
Illm. e Rerd. Sr. vigsrio, Pedro Pacifico de
Barres Bdzerra.-A alta respeiubilidade de seu
carcter me leva a pedir V. Rvdm. obsequio ds
responder-me ao pe desta; Io se sabe ou lhe
consta que ea e os dignos juizes desta comarca
tobamos despernado de qualquer modo, proteceo
alguma ao criminoso Francisco Diaa da Rocha, ou
a outro qualquer; 2 si Rochi j toi alguma ves
julgado-pelo jary deste termo ; 3 si abe ou lhe
consta que esteja elle, ou tenha estado algama ves
na salla litre da eadeia, e se ou nao, verdade
que tem estado elle na enxovia com ss de mais
presos; 4o finalmente, qual temsidooineu proce-
dimento como proootr publico desde qne tomei
posse do isctt sargo, e se alguma vez j proteg
vista soube inventar urna mentira, que podesse I a algum criminoso, ou psrsegui algua njuata-
ser recebida como verdade.
Por ahi pode-se ajuizar de tudo o maig, que se
continfis na cerebrina carta ; o os redactores da
Provincia, vista disto, devero ficar sabeodo o
que valsm as informsces do seu missivista d'aqui
que mal, muito mal, comeca a tua vtda publica.
Garanbuna, 18 de Janeiro de 1887.
Lydio Martanno de Albuquerque.
m. ao>- '
20 do corrente

_


K"4
I
4 taboleixos a 200 ris
14 Sumos a 200, ris
Foram oceupados :
22 columnas a 600 ri
21 compartimento de farinha i
500 ris.
. \ 19 ditos de comida a 500 ris
66 ditos do legumes a 400 ris
16 ditos de suino a 700 ris
11 ditos de tressuras a 600 ris
10 talhos a 2*
6 dios a 1*
A Oliveira Castro 4 C.:
54 talhos a 10 ris
2 talhos a 500 ris
Dave ter sido arrecadnda neste dia
a quantia de
Rendimento de 1 a 19 da Janeiro
f>10
2*cO0
13*210
10*500
9*500
26*400
H*2iK)
6*600
20*(X!0
6*000
54*000
1*000
190*000
3:557*630
Illm. Sr. capilio Antonio Cesario da Silva Br.-
zileiro Filho.Respailando subremodo o seu con-
ceito, vou rogar a V. 8., que por amor verdade,
responda-me ao p desta, permittindo que eu de
sua resposta faga o uso que me convier : 1. se
lhe conste ou si Y. 8. sabe, que eu o os dignos
juzeVlsta comarca protegemos de qualquer modo
ao criminoso Francisco Dias da Rocha ou a qual-
quer outro ; tx i esse criminoso j foi julgado
pelo jury ; 3. si'Ihe consta que esteja ella na
tala livre da eadeia; 4., finalmente, qual tem sido
aqui o meu procedimento. desde que tomei posse
do meu cargo e si j proteg a algum criminoso
ou persegu aalguem.
Antecipando V. 8. o meu agradecimento,
subscrevo-me
Da V. 8. attencioso venerador e obrigadissiino
criadoLydio Martanno de Albuquerque.
taste.
Antecipo a V. 8. es meus agradecimeutos, pois
cont que me dar a resposta que peco,' da qual
espero tambem que me permita fazer o uso que me
convier.
8. C, 18 de Janeiro de 1887.
Son do V. Rvdm. amigo attento respeitador e
criado.
Lyiio Maano d Albuquerque.
Iilm. Sr. Dr. promotor Lydio Mariano de Albn-
querque. Accusando o reeiebimeuto da carta de V.
S. respondo : 1 ;quaij$fr\me consta que V. 8.
e os dignos juizes d'esfte comarca tenham dis-
pensado proteceo 8|gam4-jj criminosa francisco
Dias da Rocha ou a outro qualquer; 2o que
Rocha nunca foi julgado n'eete terna ; 3o que por constituidos os seua capitses ;
3:747*660
Foi arrecadado liquido at boje
Pregos do dia :
Carne verde 240 a 430 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 800 ris idem.
Samoi de 560 a 610 ris idem.
Fariuha de 240 a 320 ris a cuia.
iiilho de 260 a 320 ris idem.
Feijo de 560 a 640 idem.
Cemiterlo PublicoObituario do da 19
do corrente:
Antonia Maria da Conceigo. Pernambuea, 35
annos, solteira, Boa-Viata ; tubrculos pulmona-
res.
Urna crianga remettida palo subdelegado da
(Jraga.
Antonia, Pernambuco, 2 mezes, Graga ; con-
vulsoee.
Jacintha Maria da Conccicao, Parabyba, 40
annos, solteira, Boa-Vista ; congesta pulmonar.
Caetauo Cyriaco da Costa Moreira, Pernambu-
co, 61 annos, viuvo, Boa-Vista : catarrho vesical.
Phi!o.n?na V. de Oliveira, Pernambuco, 9 an-
n;3. S. Joa ; tubrculos pulmonares.
Claudica Mana da Conceigao, Pernambuco, 25
annos, olteiri, Boa-Visto ; congesto.
INDICACOES DTEIS
Mdicos
O Dr. Lobo Moscoso, do volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conutia ne
oxercicio de sua prossao. Consltuas des
10 s 12 horas da manha. Especial addas
eperasoes, parto e molestias de sen horas e
meninos. Ra da Gloria n. 39.
Dr. Brrelo Sampaio d consultas de
meio-dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra la Baro da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Sete de- Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ru do Bom-Jesas n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador e par-
teiro, residencia raa do Hospicio n. 20.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.^
Consaltas das 11 horas da manhS s 2 da"
arde. Espeoiaiidade : molestias e opera-
joes dos orgaos genito-urinarios de homem
e da mulher.
Dr. Joaqaim Liureiro medico e parteiro
Consultorio na ra do Cabag n. 14, 1.'
andar, do 12 s 2 da tarde ; rosiienoia no
Monteiro.
Vaccina
Vaccina^Ses as quartas o sabbados, na
inspectora de hygieno ra do Barao da
Victoiia n. 32.
Drogara
Francisco Manad da Silva & C. depo*
sitaiios de todas as especialidades pnarm
ceuticas, tintas, drogas, productos chimici
e medicamentos homorapaticos, na do Mar-
ques d Olinda n 23.
Drogara
Faria Sobrinko & C, droguistas por at-
tiesM", raa do Mrquez de Olinda n. 41
(serrarla a Tapar
Serrara a vapor e officina de carapin<*
de Francisca dos Santos Macedo, cas
de Gepibsribe n. 23. N'este grande esta-
belecimento, o primeiro da provincia neste
o-enero, compra-so e vendo se nv.deiras
de todas as qaalidades, serra-se madeiras
de conta alheia, assim como se preparam
obras de carapina por maohinaa e por pre-
co sem competencia Pernambuco.
m
PLBLI4C0ES A PEDIDO
Garanhuns
A publicago feita, com a epigraphe acixa, ni
Provine** de 12 do corrente, d<; urna carta escripia
desta cidade, eom data de 3, c em que so me attri-
bue procedimento, que nao di-vera ser ice tolerado
no cargo de promotor publico, qoe exergo, me obriga
a vir imprenaa fazer urna contest: gSo formal ao
leviano e mentiroso muiivista, oppando s suas
aaserges o eonceito insuspeito de todos o horneas
de binj, desta comarca e especialmente o dos dia-
t;actOB cavalheiros, que deram me as respaatas qu^
vjo. abaixo estampadas.
96ps. curt deu lugar a u:n commnnto injusto e
I^^^^^Br >>a rsdago di Pravincia, n que so
ra com as mais teas cores o eatado desta co-
marca e em quo se da que a immoralidade das au-
toridades a tem levado a um verdadeiro descala-
bro.
Sem querer rcsponsabilisar a- redsegao do orgao
liberal, por semelhante commento, orna ves que
firmou-se sste t-m informagas, anda que falsas,
do labioso miisivista, son todava, lorgado a estra-
r aide com que eda abragiu t-ies io-
.. jwra fazel o, sem que estiveete segur
da verdaXdo quanto ontinba a celebre caita.
Illm. Sr. Dr. Lydio Marianno de Albuquerque.
17 de Janeiro ds 1887. Em resposta sua
carta e por amar s verdade, tenho a dizer : Quan-
to ao 1 nao me consta que V. 8. nem os demais
juies desta comarca, tivessem nunea procedimen-
to, em relagao a criminososos, que me fizesse sop-
por, ao menos, que eram indulgentes para com
elles, principalmente em relago ao criminoso
Francisco Dias da Rocha ; 2. Francisco Dis da
Rocha nao foi anda julgado pelo jury desta cida-
de, do qual fago parte, visto ter pedido adiamento
para a sessfio vindouras S. Nao me consta que elle
se ache na sala livre ; 4- respondo que, na quali-
dade de orgo da justiga publica, o procedimento
de V. 8. pode servir de norma a todo aquelle que
se julgar merecedor da confuoga do governo.
Pe8e V. S. fazer o uso desta que lhe convier.
De V. S. attencioso vtnerador e obrigadissuio
criadoAntonio Cesarte da Silva Braxileiro Fi-
lho.
Illm. Sr. capitSo Joao Frederico do Reg Vas-
concellos.Conveucido da iuteireza de seu car-
cter, josto toda prova, vou rogar a V. 8. qu-s,
por amor a verdade, diga ao p desta, e perrait-
tindr-me fazer o uzo qme ua-j convier, de sua res-
posta, qual tem silo o procedimento que temos tido,
eu, e os juizes desta comarca, com relago ao cri-
miuoso Francisco Dias da Racha, que matou ao
Ofelia Luiz Jos Meodes Bastos ; e se sabe, cu lbe
consta, que eu e aquelles tenhamos dispensado
qualquer proteegao a semeibante criminoso, ou a
outros quaesqu'rr.
Anticipando a V. S. ornen ngradecimento, desde
j protesta-lhe a minha gratidao, que ser eterna.
8ou de V. 8. amigo, attencioso e obrigadisaimo
criado.
Lylio Marianno de Albuquerque.
Illm. Sr. Dr. Lydio Marianno de Albuquerque.
Respondendo a carta de V. 8., cumpre-me de
clarar'em abono da verdade, que o procedimento
de V. S. e dos honrados juizes de direito e muni-
cipal, com relagoo ao criminoso Francisco Dias da
ltotba est cima de toda a censura, por que e
tem revelado a mais completa imparcialidade e
perfeita excmpg&o de animo.
Nao me coasta que V. 8. ou o ditos juizes te-
nham prestado proteceo alguma a semelhante cri-
minoso, nem a outros.
Pode V. 8. fazer d'esta o uzo que lhe convier.
Sou, com todo o respeito, de V. S. attencioso,
venerador, amigo, criado e obrigado.
Jii&o Irederico do Reg Vasconcellos
Illm. Sr. coronel Antonio Cesario da Silva Bra-
sileiro.Admirador do seu respeitavel carcter e
certo de que sempre V. 8. dominado dos melho-
res sentimentos e principios de justiga, vou rogar
V. S d:gne-se de responder me ao p desto :
1. se sabe, ou lhe consta, qne eu e es dignos
juizes de=ta comarca tomos dispensado proteegao
algnma ao criminoso Francisco Dias da Rocha, ou
a qualquer outro ;
2. 8e esse criminoso foi alguma vez julgado pelo
jury desta cidade, pelo enme por que se acha
preso;
3." Se sabe ou lhe consta que esteja elle na
salla livre da eadeia, ou se est na enxovia com os
demais presos desde a poca da priado ;
4." Fina'.meoto, qual tem sido o meu procedi-
mento como promotor da comarca, desde que to-
mei poise do meu cargo, e se ji proteg a algum
criminoso, ou persegu a alguem.
Esperando que V. S. satisfaga o meu pedido e
consulta que, de sua resposta, eu faga o uso que
me aprouver, desde j dou a V. J?. os meus protes-
tos de sgradecimentos.
Sou de V. 8. attencioso, respeitador e obriga-
dissimo criado.
S. C. 17 de Janeiro de 1887.
Lydio Marianno de Albuquerque.
Iilm. Sr. Dr. Lydio Marianno de Albuquerque.
__(Jsranhuns, 18 de Janeiro de 1387.Satisfazen-
do seu favor de hontem datado, tenho a responder
lbe o seguate :
Qnanto a 1.* qnesto, no me consta que os dig-
nos juizes desta comarca dispensen: proteegao a
criminoso e menos ao que est recolhido na eadeia
desta cidade, d nome Francisco Dias da Rocha;
Ao 2." que dito criminoso nao entrou na sea -
sio do jury em Dezembro fiado, por ter reque-
rido proropagSo para a vindonra sasao ;
3. Que dito prcto nao est oa sala livre, e m
de mictora ".im outroa na enxovia;
4." Finalmente, que o procedimento da V. S.
como promotor desto comarca tem sido digno de
todo o elogio, gosando de eympathia e estima dos
habitantes desto cidade.
Pode V. 8. faser o uzo desta miaba resposta que
lhe for conveniente.
Sou de V. 8. attoncioso venerador e obrigado.
.infontb Cesario da Silva Branleiro.
Illm. Sr. Antonio do Mormrt Csmpello.Com o
intuito de destruir urna aecusago injusta e infun-
doda, sou forgado a pedir a V. 8. que me responda
ao p desto, por amor a verdade, e que coosinto
que eu de sua resposta faga o uso que me con-
vier :
1." Qual tera sido o meu procedimento como
promotor publico desta comarca, desde que tomei
posse do meo cargo;
2. Se Ih consta que eu j protegesse a al-
gum criminoso, ou perseguase a alguem ;
3." Se sabs, ou lhe consta, que cu e os dignos
juizes d-sta comarca, dispensamos proteegao, de
ualqurr modo, ao criminoso Francisco Dias da
locha, cu a outro qualquer ;
4. 8e Rocha j respondeu alguma vea ao jury
pelo criaie por que est preso ;
5. Finalmente, e eabe, ou lhe consta, que es-
teja na jalla li'.re da eadeia ou se est na enxovia
e ahi tem estado sempre cam os demais preso.
Autecpand a V. S. o meu agradecimento, sub-
screvo-me de V 8. attencioso, venerador e obri-
gadissimo criado.
8. C. 17 de Janeiro de 1887.
Lydio Marianno de Albuquerque.
Illm. 8. Lydio Marianno de Albuquerque.Res-
pondo os queaitos da carta retro oa maneira se-
guinte :
Art. 1.' Que V. 8. t promotor puOlio desta comarca ; -
Ao 2 Qus nio me consta que tenha protegido a
criminoso a ulgum, nem qua teuba movido perse-
guiges injustas, a quem quer que seja :
Ao 3" Que nao ei se de facto algum me indnza
a,crer que V. 8. ou os ju'zes desta comarca prote-
jan] a Francisco Dias da Rocha cu a qualquer
oat.o criminOfO ;
Ao 4 Negativamente \,
Ao 50 Que o dit> Rocha nao est nem nunca
este ve na sala livre da cadfia desta cidaie, mas
s:m na enxovia cora o demais presos.
muitas vesos tenho visto o criminoso Rocha a
enxovia, ae j estove na baila livre ignora : 4 fi-
nalmente, que tenho a V. Si como zci):oe rigoroso
eompridor dos aeus deveres.
Pode V. 8. fasor o uso destaque lhe aprever.
8. C, 18 de Janeiro de 1887.
De V. 8.Amigo abrigado e Criado.
Vigario, Peiro Francisco de Barros Bezerra.
Illm. Sr, Dr. Lydio Mariano de Albuquerque
Em resposta a sua carta de hontem datada, afir-
mo V. S. que nao tenho conhecimento de facto
algum quo desabone o en procedimento, ou o
dos juizes, com relago ao processo instaurado con-
tra Francisco Dias da Roen, e que nao o jolgo
capaz de dispensar proteceo aos reos que lhe
compro acensar.
O zelo com que V. 8, o desempenha dos eeus
deveres, torna inaerediUvel to desairoaa argui-
go.
D'esta pode V. 8. faser o uso que lhe convier.
8. C, 18 de Janeiro ds 1887.
Sou, com a maior estima, Da V. S, attonto
amigo e obrigadisaimo collega
Antonio S. de Abreu Seg.
dos Ijansas ds l cosa-os quses fondos pagam a
nossa essofisfio aos oossos expsrtadores 150.
Mais earto :
Os bancos da Europa constituem fundos para
pagar os saques de nosso* bancos, vendendo sa-
quea contra os noisos baaos, como 150, para es-
tes pagarem aos nosaos exportadores160.
Estes fundos como 150 sao pois o producto da
venda de nossa esportoco na Europa, que o
que os saquea do nossos bsmeos mandam pagar.
Oa bancos daqui constituem fundos para pagar
oa saquea dos bancos da Europa, vendend saques
contra oa bancos da Europa, como 151, para estes
pagarem 100 aos que nos maadaraoi fasendas
e 50 a outraa pessoas qus nada nos mandaran).
Estes fundos de 150 ao pois producto da ven-
da do que nos foi importado da Europa100e
do rendar, herangas e outroa valores que ae tran
aportan) daqui para a Europa por meio dos saques
que eompram oa que transportara estes valores.
Assim os fundos de tioasoa baoeoa a favor dos
bancos, da Europa, e com os quaes sio pagos aqui
os nossos exportadores, 150, So formados :
Pelos que eompram aaques para ser paga na
Europa a nossa importagao100e
Pelo que eompram aaques para screm entre-
guea na Europa quantias a diversos que nada nos
mandaram -50.
O dinheiro com que comprimios saques para
aer paga a nessa importagao o producto dos ge-
neroa que a constituem (100).
O dinbeiro com que compramos saquea para se-
ren entregues quantias aos que nada nos man-
daram
-# pia'dncto da venda dos bens daquelles que
fizeranraqui suas fortunas e se ret ram ;
Da enda dos predios o ttulos de renda da-
quelles que se retirando, deixtram aqui assim
O Sr. llosa e Silva
XX
Terminamos o precedente artigo, dizendo :
* Faz certa confusao ver que toda a nossa ex-
portagao (150), nos mandada pagar aos nossos
exportadores pelos importadores della na Europa,
e no entinto que part della fica na Europa sem
retorno (50) para aer entregue a diversos indivi-
duos que nada nos mandaram.
E ficamos de deslindar no presente ate emba-
raga do espirito. &x
E' o caso : *^^ "
Supponha-se, como j auppnzemos n'aquelle ar-
tigo, que a nossa exportacio em certo aaao como
150.
Tenho demonstrado que urna grande parte do
valor de nossa exportago, e affirmo como tenho
afirmado eem temor de fundada contestago,
muito mais de 1/3 do"vaIor"de nossa"exportago j pSo .lne UJ:'nd* nad8> ,80 lne rcat*
O producto da venda das ber -ngas de pessoas
residentes na Europa ;
Dinheiro que europeua aqui residentes mandara
entregar a parantes seui;
Dinbeiros que viajantes e tourirtas vo receber
na Europa ;
O dinheiro com que o nosso gjverno manda
pagar ua Europa juroa de diversos emprestimo,
e oa de outroa servigor.
Esta verba de nossas remessaa de dinheiro ede
muito menor importancia do que o compito das
outras, menos que um tergo.
Estes dinhsiros assim remettidos par meio de
saquea, sobre o producto de nossa exportago,
como temos visto, nao o poderiam ser de outro
modo, isto em especie, poi que sendo o nosso
dinheiro papel, este nao pode sabir.
E quaudo fosse ouro, e salaria em especie,
ora de tempo das safras, quaudo grande parte
dello, i>em oceupago, tem interesse em sahir
como giuero de commercio, para voltar logo que
as ditos safras comegassem. pois ellas duram ape-
nas quatro a cinco mezes.
Assim indispensavol que a nossi importogo
seja tonto menor do que noasa exportago, quanto
maior for a somma dos dinheiros remettidos para
a Europa a pessoas que nada nos manden) ; por-
quanto sobre o product j de dita nossa exporta-
go como temoe visto, que se sacam para pagar a
noasa importagao e para entregar-se aquellas
quantias a quem nada noa manda.
Portanto se a nossa etportago fr como 150,
como temos figurado e oa dinheiros remettidos a
quem nada nos manda fr como 50, s poderemos
importar como tOO.
Anda inferno que nos rcmetteasem e sempre
ouro para pagamento de nossa exportago e que
n j r.-mettessemos ouro par. pagamento do que
importarnos e para ser entregue a quem nada nos
muiidou, se a noasa exportago como 150, e_ o
que maulamos a quarn nada nos manda como 50,
a importagao nao polo exceder de 100, por quanto
das forgaa da produego do paiz que_o paiz con-
aome. Se distas torgas, como 150, d 50 a quem
10) para con-
do fim do cxercieio, no qual ae coatan cdula por
cdula, a exactido dos saldos existentes.
Das oertidoes que lenho ess meu poder o das
diligencias que estos proeedeaio, fica .pro vado o
que cima digo.
Quanto, porm, ao pagsment dos duzentos cos-
tos ao Sr. Loop, basta dizer que, sendo em 16 de
Novembro do referido anuo o mido existente de
513:888^958 rs^ nao era posaivel pagar com esta
quantia a de 548:434^086 rs. a que tinha direito
o Sr. Loup.
Accrejee que sendo o saldo inferior ao crdito
do Sr. Loup, consista elle em grande parte de
cdulas esti azadas anda do tempo em que o Sr.
coronel Nery Ferreira era theBoureiro, as quaes
'nao podiam mas ter circulagao, o que dea lugar
que o mesmo Sr. Leite Bastos se entendesae ooin
o Sr. inspector, o qual em vista das circumston-
ciaa ordeos a diviso do pagamento.
O Sr. promotor deve saber que o thesosreiro
nao pode por ai dividir pagamentos, limitando as
suasattribuiges a receber os pagar em vista doa
bilhetes extrahidos pelo escrivSo da reccita pe-
rante quem as par.ea liquidan) as auas eontas,
mal lhe chegando o tempo para contar o que re-
cebe e o que paga.
Deve saber a'm diaio qne quando mesmo a
quantia existente nao conataise em grande parte
de cedulaB intil sudas, nao era possivel entrega!-a
toda ae poisuidor de um credite, ficando os cf rea
sem real para despezas urgentes.
Mas, emfim nada tenbo com iso ; piguei o b-
Ibete quo foi apreeentado pelo Sr. Loup mme-
dia tomento.
Na expssigo teita est a verdade, dito com
franqueaa, nem mado de contestago; outro tanto
poder o Sr. promotor dizer, mandando publicar
no Diario certidoes, que nada provam contra
mira e tmente que a peraeguigo deve ser atroz ?
O zeb pelos interesses da justiga nao de va che-
gar ao ponto de confundir-ae com a intriga e com
todas as maig ruins paixdes.
Recife, 19 de Janeiro de 1887.
Eduardo de Barros Falco deLacrrda.
Mirem-se neste espelho
Tem-se agitado no Diario e Jornal do Recife
urna questo abolicionista entre um coronel e um
individuo, aos ques nao connecemos, nem de vis-
ta.
Porque razo o Sr. Dr. Jos Marianno, que re-
ceba diplomas de ouro e quer ser chefe abolicio-
nista, anda uo diise urna palavra ?
Ser porqua o tal coronel liberal ?...
Se ae trataase de alguma negrinha ou mula-
tinha... hein ?
Sim, Srs. abolicionistas da bar riga, quo s o ao
para ae servirem gratuitamente com oa osera ves
alheios...
Diga alguma cousa, meu Dr., se que nao tem
mado do grao senhor que confesas ter em captiva-
ro um homem semi- livre e que j lhe deu dinheiro
bastante para completar sua liberdade !!
Ah a barriga, a barriga !...
O Tartufo.
'provincia que chegado o> dia qne sce festeja a
Conceigao de Mari.
As 11 horas da manha depois qne a briosa
banda de msica do Corp de Polica se fizer
osvir entrar as tercias e em seguida a missa
n>gendo a orchestrao grande instrumental o nosse
irmo Maaoel Bandeira Filho, occopar tribuna
sagrada o Rvdm. vigario do Recife padre Joo
Asgns^o Pereira do Naseimento, qua patenteara
os fieia os misterios da Rainhados Anj), term
nsndo a testa com ouira salva de 21 tiros.
A tarde oo claustro do convento qne ae 8cha
elegantemente ornado roer a referida banda de
msica eseolbidaa p gas do seainexgotavel reper-
torio, saltando-se pela ultima ves unta salva de
21 t;ros. *
As 7 horas da noite entrar o T-Deus pre-
gando por essa occasio o elequento pregador da
capel! imperial Fr. Augusto da Immaculada
Couceigo Alves.
Ad'coragu do templo est confiada ao nosso
irmo definidor Jote Castor de Araujo Sonsa.
A actual mesa regedora convida todos es
aeus irmo para compareceris em nosso consis-
torio afim de se encorporurem e aesistireta os
actos. .
Consistorio ds dsvogo de N. 8. da CoBceigo
erecta no convento de 8. Francisco do Recif", 1S
de Janeiro de 1887.
O eacrivo,
Antonio Nava.
fe
4
I
Pede-8ep encarecidamente a Provincia,
qne transcreva os artigos do Sr. Juaquim
abuco, publicados no Paiz, acerca da
partido liberal do Imperio.
O que nos diz o Sr. Joao Txeira que
quasr esfalfa de cantar o hymno, que se
preparava para o triampho da eleicao do
Sr. Nabuco ?
Cabo
para o cstrangeirs levado por seus donos quan- j 8U'oir e portante s tem f.irga para importar
do liquidan) as suas fortunas e se retirara, ou '^y-
remettido a ellea como renda de seus haveres que ; Qf"^ nossa importagao excede daquella Pro-
aqui deixaram, cu como heranga dos que aqui fal- i P^*0. (-'te 'xeesso de capitaes ostraogeiros que
lecem, etc., etc., valores todo estes que vafe sem "mport.ua em machinamos e em di srsos gene-
rotorno, aer ou consumidos, ou collocados ua Eu-
ropi. (Syathet'jemos uella o estrangeiro).
PonUamos, porm, que sejam estes valores como
50.
Sendo a nossa exportago como 150, on ella seja
remettida por conta do exportador brasileiro, ou
pedida pelo seu importador na Europa, em ambos
os casos os
res para empresas eatranjeeiras, cujoa rendimentos
m.is tarde voltam para a Europa,e assim augmen-
tara inda o excesso da exportago sobre a impor-
tagao.
E' d'ahi principalmente se nao nicamente, que
veem a nossa ruina sempre crefcente, que j se
tem turnado em miseria, que ser cada vez maia
importadores de nsssa exportago.! profuada at o nosso complete aniquilamento ;
comprando saquea aos bancos da Earopa para
mandal-a pagar aos nossos exportadores, pagam
aquelles bancos a importancia de toes saques
150 valor da nossa exportago.
Mandando aquelles bancos por meio d'aquellea
saqoea que yenderam, que os nossos bancos pa -
gera a nossos exportadores o valor de sua expor-
a___-^ V ._ *- AJ MA JA A A 1. -. A. fr A A *- JT^ fl nA fA. ^ft f* rt f\ l J* I* I Cif\ |V1
porque neste progresso de transporte para o estran-
geiro d que aqui se capitalisa ou Apura, nao le-
var muito tempo que este Brasil qne j em *o
grande parte pertencente a Europa, venba a sel-o
completamente.
O que vale que o governo seja biasileiro, 89 o
que rende dinheiro e faz capital no Brasil do es-
tago, ficam por este facto os bancos d'aqui com \ trangeiro trun constantemente vai transportando o
fundes da meema importancia nos da Europa, e qoe aecumula .
portante na raesma importancia podem os noasos j *> 1 le que .' *.de m rede.8 de
bancos saccar contra aquelles. Mas para 08 ban-! estradas de trro, as cidades tnpiquem e asdm-
eos da Europa saccarem contra os nossos naquel-1 pl'qaem em tua grandeza, a agricultura produza
tres e dearvezes mais, o commercio se ostente ou-
tras tantas vfz 's mais opulento, ae cate contina
como urna rede do srrasto. apachar tudo o quo se
modo que sao feitos os saques da Europa contra Pde piUlusr no paiz-e a conduzr ou trans.or-
os nossoa. ,ftr Para a ^ur0P*t 8endo os capitaes aqu grava-
dos ainda instrumento de pr.ducgao e8trangeira
que transportada, e reatando aos cidados ape-
nas e cada vez mais miserandos salarios com que
la importancia, preciso qne sa mesroa importan-
cia o reciprocamente oa nossos vo aaccando no
correr do aono eontra os da Europa, do mesmo
Deste modo tomado, como temos feito, o periodo
de um anno, necessario que no fim do anno os
bancos da Europa c oa d'aqui tenham reciproca-
mente saccado n'aquella importancia, os de l
contra os de c, os d'aqui contra os da Europa,
para que oa importadores de n ssa exportago
possam mandal-a pagar a nossos exportadores.
Mas os bancos d'aqui o que que mandam aos
bancos da Europa que psguem ? O que os nos-
eos bancos mandam aos da Europa que paguen),
as fazendas que de l nos mandaram ou expor-
tago de l que nos importamos.
Porm, ae 1/3 de nossa exportago (50) vai sem
retorno, tendo nos exportado como 150, a nossa
importagao s pode ser como 100. Oa nossos bau-
co poie, para ser paga esta importagao nos ex-
portadores da Europa, saccam 100 contra es ban-
cos d'alli, em favor d'aquelles exportadores.
Estes 100 os nossos bancos recebera m dos nos-
sos importadores de fazendas da Europa, que com-
praras) saquea para mandal-as pag..r pelos ban -
queiros da E ir opa.
Mas os banco da Europa mandando aos noasos
qoe pagues) aos uojsoa exportadores, o que expor-
tara 150, preciso que os noasos tenham aac-
cado contra ellea na meema importancia. Os nos-
sos saccam cora efliito ICO para pagar-se nossa
importagao aos exportadores della na Europa e
saccam maie 50 para entregar-se a pessoas que
nao nos mandaram nada, e as quaes foi remettida
esta quantia.
Oa nossos bancos pois furmaram o fundo de 150,
com o qual pagam aos nosso exportadores o que
exportaran), veadendo saques no valor de 100
aos que mandam pagar ua Europa a noeaa impor-
tagao, e veadendo mais saques como 50 sos que
mandam entregar a ei ou a ostrera estes 50 na
Europa,
Assim 50 da nossa exportago de 150, vai sem
retorno, porque, embora de l nos mandem saques
para pagar toda ella a ncasos exportadores, este
pagamento nao feito pelos nessos bancos s coc
o producto dos saques que estes vendem para pagar
o que importamos ; mas, tambem pelo producto de
taques que vendem para entregar quantias a
quem nada nos mandos.
E' com a venda deates saques que os nossos
bancos e os da Europa constituem fuios para pa-
garem reciprocamente una oa saques doa outros.
Os nossos \') constituem fundos vendendo aa-
ques contra os bancos da Europa man Jando que
eates pagnem s pessoas que nos manda am fa-
zendas (100) e outrat quantias a pessoas que
nada noa mandaram (50) e cam eates fundos pa
Sama os oossos exportadores os aaques dos baacue
a Europa.
Os baaco da Europa coostituem fundos ven
dendo saques contra os nossos bancos, mandnl
que eates paquem aoa nossoa exportadores (150)
e com estes fundos pagm os saques de nosso
bancos s pessoas que noa mandaram fasendas ',100
c a outras pessoas que nada nos mandaram (50.)
Assim os bances da Europa veudeudo saquea
pelos quaes mandam aos bancos daqui que pa-
guen) a nossa exportago, como 150, constituem
tundos & favor de nossos bancos ooa os quaes
fundos pagam l a nossa importogo, isto o
que dfe l toi-uos importado e 50 aos que nada
uos insudaran). ^
Os bancos daqui vendendo saques pelos quaes
mandam aos baneoa de l que paguem aos que
uos mane arara tazendas como 100 e acg que nada
nos mandaram (50), eosstituem fundos a favor
('/ Quaudo digo nosso bancos, entende-83 os
bancos asientes no Brasil, peis de tudo o que ba
aqui, o nosso bem pouco e por pouco tempo
nosso, Assim sao tambem os nossos importadores,
os nossu exportadores, etc., etc., etc., que sao
quasi todos ettraogoiros.
cada dia maia miseravelmnnte manter-se?
Os homens jogam as cabegadas procurando seria-
mente remedio para a rnina sempre crescente de
nossas fin-meas, porque lhe falta a coragom de at-
tentar nesta causa evidente de nosso mal n menos
de tiiar della com prudencia o equidade os meios
de salvago que s pode ser alcangada com pa-
ciencia e lentido.
Quando nao se estada a causa de mal ese langam
ao publico remedios a esmo, e se pode trazer o que
ese pode chamar disparate, permitto-se-me a ex-
pressio. E' assim que sos vem dizer que se bata
moeda de papel, e se pague com ella a divida pu-
blica ; ostros qse se criem bascos de emisto,
como se cao augmente ainda a nossa desgraga a
emiasSo do banco do Brasil e as letras bypothe-
carias dos laes agrcolas ; outros que se corte em
graodissima parte o numero dos fuocciooarioa p-
blicos e se dimiuuars seos vescimestos ostros que
se faga a grande naiuralisaco; o.casamento civil,
a separago daigrejado Estado, outros que se fa-
gam roiormaa polticas, como senados provinciaes e
teoipbrariedade do senado, c federago das provin-
cia ; outroa clamara costra a alga do cambio e con-
tra as medidas do Sr. Belissrio, que tondem a levan
tsl-o : outros que as sustentara pura e simpleemente
essas medida?, quande assim ellas nao se poderlo
sustentar coutra os clamores pela alga do cambio sem
aseparoque maisque aesgragarn, esmagam os deve-
don-e, isto a agricultura e do ao commercio, isto
, ao eetrnngeiro, depois de todo o milo quo elle
trosporta para a Europa, o casco dista nao,
ento desarvorads, que ae chama Brasil.
o seguiste artigo nos oceupareraos destas lem-
brancas.
Recife, la de Janeiro de 1887.
Affunso de Albuquerque Mello.
O thesourefro da Thesonrarla
le ral e o Sr. 1 promotor pu-
blico .
Fiqnei gorprehendido lendo no Diario do boje
os don requerimentos om que o Sr- Io promotor
pede, qua s jm unid* denuncia que deu con-
tra mira, dus oertidoes, com as quaes pretesde
provar que "ire mim e o ex-isspector, Sr. com-
raenda-i.r K. Ili, ae dava oosdivencia, em desfal-
ques p* o*' e u ler debitado pela quantia de
cem conten de ris,remettida p?lo Theaosro Na-
cional era 8 de Mnio de 1885; e por ha-ver pago
som- ote a quaotia de duzentos contos ao Sr.
oiympio Luip, representante dos Sre. Castro Ra-
bel'o e M galhes Bastos, quando deviam rece-
i.er 548:4044036, conformo fra ordenado em 14
de Ouiubro da^uelle meemo asne, mas e paga
em 16 de Nov.-mbro.
Ent.eti.iit) r.o exercicio do cargo de tbesourei-
ro em Khio de 1885, fui recebendo por balango
paulatinamente e sem perturbago da marcha do
servigo as quantias esisteotea nos c.frea a cargo
do ooara--l> fnneeionario o Sr. Manoel An.onio
Cardoan, estn ihs-urciro interino, e aetu.Unen-
te cmUd r, servind j de inspector da Thcsourari.
Ao scrivi da recelta d'enio o 8r. Leite Ras-
tos cos p ti* por crdem do inspector debitar-me
por aquella quantia de cem contos, aqu chegada
ao mesmo terapi, tjJM eu havia assonido o exec-
cicio. ,
Eets quantia ficou, entretanto, dfpositada na
casa forte no mesmo caixo em que veio do The-
souro. conservado intacto-e lacrado como estova,
at que e* temiese excliiaiva a rr.inha reapousa-
bilidade, at entilo nao coruplcta, pir nao ec terem
carregado roisha eooto todaa as quantias exis-
tentes no3 cofres. S no dia 23 de Juuho fui de-
bitado por ella, e a 30 ficou patento pelo balango
GOmarca de Igaarass
NOVA-CRUZ
Acabo de ler na Provincia de 9 de Ja-
neiro corrente, um comraunicado infame,
em que son eu aecusado de autoridade
arbitran* e com inhabilidades para exercer
as funccSes do cargo que mo foi confiado
desde a ascenc-to do partido conservador ;
mas orno aa injurias e calumnias que all
me sao assacadas nao mo alcancam e re-
verter intaitas ao sou autor quo, contra
todas as regraa do justo e do honesto,
omittio a sua aasignatura, venhs desde j
pelo presente, como subdelegado deste dis-
tricto, protestar contra todas aquellas falsi-
dadea, s proprias de um selerado e vil
especulador, assignando-lhe o praao de 8
dias, a contar da data da publicabas deste,
paro assumir a responsabilidade moral e le
gal do seu mistiforio e obter entSa a devi-
da resposta, com pena de solemne despre-
so, qual o do que j gosa a Provincia, or-
gao de todas as detraccSes.
Felizmente com quasi 54 annos de ida-
de, tenho fielmente sabido comprir com
meus deveres do cidadao, e desde a ida-
de de 22 annos que exerco cargos de po-
lica e ao eleicao popular, tendo sido sem-
pre alvo de honrosas manifestares, por
parte de meus superiores, como de meus
<:oncidadaos, embora victima constante do
odio e invejas de meus pequeainos adver-
sarios, que Ccp:culam sua fortuna custa
de alheias desgracas.
Felizmente, inda sangram as chagas aber-
t.i3 nesta comarca pelo partido liberal.
Felizmente, lugarojo significa em
todas os dicionarios pequeo lugar,a e,
pequeo lugarejo phrase usada no prin-
cipio do asqueroso pasquim importa besti-
dade, ficando i.ssim provada a capacidade
do meu censor que, alem de mentiroso, tam-
bem ignorante.
Nova-Cruz, 19 de Janeiro de 1887.
O subdelegado,
Francisco C. leixeira e Arattjo e Silva.
O melhor depurativo conhecido para as
creancas o-Xaropede liaba o Iodndo de
Grimaalt & C. de Pars. Cura aserupeftes
da u:!le, ozagre, resol va a3 glndulas in-
fartadas, desperta o appetito e combate
com bom xito a pallidez da cor e flacci
dez das carnes. o Xarope antiscorbuti-
ao, tao popular, tornado mais activo pela
addicao inofifensiva do iodo, intimamente
combinado com o sueco do Rabilo.
sr. Braz
Pode Vmi. entregar ao Sr. Belrairo Ma-
noel Oliveira o marquezao que elle alugou
pela quantia de 45000 mensaes que eu me
responsabeliso pela dita quantia ou por o
valor do mesmo.
Recife, 16 de Feverairo de 1884.
Manoel dos Santos Flcelo.
E' provavel que o Sr. cpito Duarte anda
acredite na propalada neutralidad^ de seus che-
fes na questo da sua demiseo da cmara.
Entretanto, isgennidade os boa f, ouaoto a
iliude o secretario da cmara .' cuja decoisso
apoiada por um conselherro e um viseonde ) !'
Que Iho sirva de ligo e aos seus co-religiona-
rios essa ncutralidade fingidamente assoalhada
por aquelles!...
Sauto Ignacio & C.
vale a
pena
a
o experimentar-eje ~"
saile 1
4 4
8o assim bit ir doente, sois convidado ee-
gnir no trlh > da grande multido que encontrn
melboraa e allivio quano elles quasi que haviara
cessado de o esperar, nae Filulas Aseucaradaa de
B.-istol. A extengo da eua operago medicinal
vasta. Ellas nao s produzem os effeltes os mais
benficos em todos os casos immediatos de moles-
tias do estomago, do figado e dos ijteitinoa, m <
tambem em grande numero de caaos fortuitos.
us casos de espasmos e ataques convulsi.os.
sao ellas tidas, na s pelos mdicos oa mais ex-
perimentados, como tambera pelos nao iniciados,
como o mais completo e perfeita de todos os reme-
dios. Ellas renovara o syst-ma geral, ao par que
brasdaraenle movis o veotre, e por isso nos caaes
de proetrr.gao pliysica, quer tenha sido motivada
pela idade, urna constituigao fracs ou por qualquer
um outro sofFrimento especifico, ellas sao-por isso
eo inapreciaves. Emquauto que os outres pur-
gantes debilitara e causara clicas e nauseas, ellas
pelo contrario recupram as forgas e refrpscam o
espirito.
JEllas se acham acondiciouadas dontro de vidri-
nhos e por isso a sua conservago duradora era
todos os climas.
Em todos os casos provenientes on aggravados
por mnureza do sangse a Saleaparrilha de Bris
tol, dever ser tomada conjunecamente com as p-
telas.
Acha-se venda cm todas as boticas e lojas da
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Foster & C ,
ra do Commercio n. 9.
COLLEGIO
de S. Lue Gonzaga
Com este titulo tundei no dia 15 de Novembro,
na ra do Hoedico n. 55 um eatabelecimesto des-
tinado iostruego primaria e secundaria de me-
ninos.
Abalangar-se a emprezas dessa ordem em poca.
como a qne atravessamos, uconteatavelmente
grande oueadia e temeridade. Antevi perfeita-
mente aa difficuldades com que havia de lutor, os
mil obstculos que se me antolhariam no caminho,
mas, apeaar de prever tudo sao, uo me toi possi-
vel resistir ao desejo de contribuir com o meu pn-
Lqueuo contingente "para a grande obra da levauta-
mento da ir.stiucgo. -4
Ensinam-se no collegio as seguintos materias ;
leitura, calligraphia, portugus, fraocez, inglez,
italiano, latim, geographia, historia, arilhraetica,
geometra, algebra, philosophia, rhetorica, msica"
vocal, piano, flauta, rabeca. gymsaatica, deeenho
e conversago das linguas: franceza, ingleza er-
taliona.
A casa em que se acha o collegio nao pode ser
mais adaptada para esse fim : satisfaz cabalmente
a tidas as exigencias de estabelecimentos desaa
ordem.
Como resido eom mioha familia estos em con-
diges do recebr meninas de mais tenra idade, aos
quaes nao fltenlo de certo cuidados e solicitudes.
Confiado na boa vontade doa Sre. pais de fa-
milia para elles appello esperando que me coadju-
varo na ardua e difficil tarefa da educago ds
seus filbo.
Reabrir-ee-ho as aulas a 7 de Janeiro vindouro
Recife, 19 de Dezembro de 1886.
Padre Manoel Lobato Carneiro da Cunha.
Dr. Joao Paulo
MEDICO
Especialista em partos, molestias de senboras e
de cnangae, com pratica nae principaes materni-
dades e hospitaes de Pars e de Vieana d*Austria,
fas todas as operagoea obsttricas e cirurgicas
concernentes as snaa eapecialidadea.
Consultorio e residencia na ra do Baro da
Victoria (antiga ra Nova) n. 18, 1 andar.
Consultos das 12 s 3 horas de tarde.
Telephone n. 467. > _
Como
alm de
te publico
o Sr. Belmiro Manoel
do Olivei
que nada
que
detratar-me, espalha
me "deve, publico o documento abaixo
prova ser o mesmo senhor meu devedor da
quantia de 13,5000.
Fiea o mesmo documento dispoaicao
de quem quizer ll o aesta typographia
durante tres dias.
Recife, 19 de Janeiro de 1887.
Manoel dos Santos 'Flcao.
Recebi do Sr. Manoel dos Sanios Fal
cao a quantia de 130000 do mensalidades
atrazadas que o affiangado Belmiro deizou
de pagar.
Recife, 19 de Janeiro do 1887.
Por Antonio do Snuza Braz.
Joao Lopes Braga.
Estava reconhecilo o sllalo.
Programa
Da festa de N. S. da Conceicao no con-
vento de S. Francisco
No atibado 22 do torrente ao meio da urna
salva da 21 tiros acompanbada de diverjas gy-
raodolaa de foguetes e ao som ds hununiosas
pegas tocadas pala eximia banda de musbaflo Corpo
do Polica dar principio ao festejo que era Ionvor
s Virgem da Conceigao faz a devogo erecta neste
convente.
Ao romper da aurora do da 23 urna salva de
21 tiros anuunciaf ao3 habitantes deste heroica


| .
t.
ADYOCACIA
co selheiro Dr. Manoel do]
Naseimento Machado Portella |
contina no exercicio da suaf
profissao do advogado podendoj (
ser encontrado em seu escripto-J j
.rio a raa de Imperador n. 65,| (
| I andar, das 12 s 3 da tarde. ()
Clnica mcdlcocirnrca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadcPartos, molestias de senhoiaa e
criangas.
Residencia Ra da Impcrutnz n.,,4, segunda
andar.
Externato
Boa da Penba numero 93
Entino deprimeiras Uttras e preparatorios j

jue >
im
les'I
Neate estebelcuimento, que se acha cm
coidigots vantajosas por ser o nico que
existe em toes immediagoes, lecciouam
ee as materias constitutivas daquell
doos cureoB, abrangende nma aula de n-
gl"z, que ee eneina a traduzir, eocrever e
fallar correctamente. Conta igualmente
um curso de mueica, iastrsmentego e
vocslieago. <
A eoatrinurgao a*mais simples possi- (
vsl, o mediante ella o alumnos t.r.io di- )
reno a objretos e livros de CBtudo, e os-
tras rrgslias coaatantes dos respectivos
estat-t)S.
Bsn


I
/

'*?
-

'-.*

Escola particular
de inslmcfo primaria para o
sexo masculino
CASA DE ENSINO MODERNO
36Ra Velha36
1 O abaixo assiguado, participa ao Ilustrado pu-
blico desta cidade, que abri sua Escola parti-
cular de instrucoao primaria para o sexo mascul-
no, i roa Velha n. 36, (Boa-Vista) onde esme-
radameuto te dedica ao ensino de sena alumnos,
Educa e inatrue a infancia pelo melhor systema
doa principaes eollegios da corte do imperio, onde
por algum tempo demoreu-se passeio, cujo sys-
tema a delicadesa, a vocacao, paciencia
intima para o ensino, faaendo com que os seus dis-
oipuloa sigam o caminho da intelligencia, da bonra
e da dignidade com santos eonselhos e sas licoes,
afim de que venbam a ser o futuro sustentculo
da patria, da religiio e da lei, e um verdadeiro
cidado bwsileiro.
Espera merecer a coofianca e proteccao dos
pais e tutores das creancas que qoeiram aprovei-
tar um rpido adiantemento de seus filhos ou tu-
telados, e em particular tem i robusta em todos
os seus compatriotas pernambucanos.
Comquanto ousada seja esta tentativa, todava
espera que os seus incaasaveis eeforcos, e os seus
paros desejos sejam coroados com a felis appro-
vacio de todos os filbos do imperio da Santa
9toz.
Espera finalmente, que o respeitavel publico
saiba apreciar de perto o seu Trdadeiro ensino
primario, onde rpidamente as creanca abracara
o amam da coracao as livros, as sciencias, as let-
tras e aa artes.
Mensalidade20i">0 pagos adiantados, no acto
da matricula.
Horario-das 9 horas da inanh s 3 da tarde.
Recebe meninos internos e meio-pensionistaa,
por mensalidades rasoaveis.
Roa Velha n 36.
Julio SoaresdAsevedo.
H
a Emulsao de
da garganta e
debis e es
precisem de
Dr. Ferrtira da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 roa Larga do
Rosario.
N. 10 Recommenda-se
Scott aos doentes do peito,
dos pulmoes ; aos anmicos,
crofulosos, e todos os que
um bom reconstituate.
A Emulsao nao tem igual para reparar
as torgas dos debis e enflaquecidos.
5^c^^~~.->
Leonor Porto
Kua do Imperador a. 45
Primeiro andar
Contina a executar os mais difficeis
figurinos recebidos de Londres, Paris,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicode costura, em bre-
I vi dada, modicidade em precos e fino
(uli,i:(.io
DE
N. S. das Victorias
O Kua do HompIcIo IO
As aulas abrirse-bao no di 10 do corrente.
A directora,
Baronesa L. V. d'Herpent.
L ae nos Joroae* le Pelota (5)
Nomca non va cohaobm !Urna pesssa muito
conceituads, moradora em Bag (Rio Grande do
Sul), achouse gravemente doente do peito.
Fe i chamado para a tratar o Ilustre Dr. Pen-
na, e mais tarde tambem o Ilustre Dr. Albano.
O doente cada ve* ficava peior ; a molestia,
zembando do tratameots medico, segnia sen fu-
nesto curso.
Urna pessoa da familia, tendo confianca no
Peitoral de Cambar- descoberta do Sr. Alva-
res de S. Soares, de Pelota, lembiou ao medico a
eua applicaco.
Este, porm, que talvez nao conhecesse por ex-
periencia propria os effeitos de to soberano reme-
dio, recusou-se a receital-o, continuando com cu-
tras applicacOes.
Vendo-se que o doente nada aproveitava e que
a morte era inevitavel, maRitou-se, em seguida,
comprar um vidro do dito peitoral no estabeleci-
mento do honrado commerotante desta cidade, Sr.
Domingos Dame, que sempre o tem legitimo a
venda.
O doente principien a tom-r o novo remedio e
a mehorar, e no fim de algum tempo achava-se
.completamente resfabelecido.
^ttnca hoave coragem de destarar ao ilustre
uedico, que a cura realizada ioi devida nica-
mente ao popular remedioPeitoral de Cam-
bar, do 8r. Alvares de 8. Soares. *
Um Sgrense.
%
COMERCIO
ttolsa commerclal de Fersan>-
buco
BECIFE, 20 DE JA SEIBO T)E 18*7.
As tres horas da tarde
Cotadu ofdaes
Algodao de Fernando de Noronha, 64600 par 15
kilos, 1 sorte.
Letras hyputbecarias do banco de crdito real de
Pernambuco. do valor de 100 e juros
ile 7 0|0 ao anno a 944000 <-ada urna.
Cambio sobre Landres, a 90 d/v. 22 3/16 d por
14, do bance, hontem.
Dito sobre dito, 9U d/v. 2 1/4 d. por 14000, do
banco, hoje.
Dito sobie banco, hontem.
Dito sobre dito, vista, 22 d. por 14, do banco,
Cambio sobre Paris, a vista 431 rs. o franco, do
banco, hoje.
.<* hora da bolsa
Veudeiam-se :
81 letras bypotliecarias.
o preal.itfat.
Antonio Leonardo Rodrigues.
U secretario.
Eduardo Dubeux.
; ; WMEWXS PBLICOS
ez c Janeiro
ALFANDEQA
Emulsao de Lanman
& Kemp
A Emulsao de oleo de figado de baca-
lbo com os hipophosphitos de cal, soda e
potassa, preparada pela acreditada casa
de Lanman & Kemp de Nova York, a
melhor, a mais perfeita, e a mais efficaz e
agradavel que ai agora se tem offerecido
ao publico.
E' um regenerador poderoso das consti-
tuicSes debis e um remedio certo para
todas as affecyoes do peito, da garganta e
dos pulmSes.
Use-se e a Emulsao de Lanman &
Kemp nSo confundindo-a com as outras.
Vndese em todas as drogaras e pbar-
macias.
Collegio de Nossa Senhora da
Penha
RA DA AURORA N. 19
As aulas deste instilase comecaro a 7 de Ja-
nei ro.
A directora,
Augusta Cmaro.
Inglez e fraecez
Cursos theoricos ou praticos, conforme prefer-
rem os senhores interessados. Ra da Aurora u.
19, 2- andar.
Instituto Pliiloiiiatico
Ra do Visconde de Albuqaerqua n. 33
Isilernato e exleroalo
DIRECTOR
Bacharel Oli&lho Vctor
As aulas deste collegio cttarao aberlas do dia
10 do corrente em diante.
Institutiou Francaise de
Demoiselles
Ra do Baro de S. Borja a. 50
(antiga do Sebo)
0
comecara en 10 o Janeiro e
A directora,
1. Adour.
Oculista
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
lista, ez-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, d consultas de 'meio da s
8 horas da tarde, no 1. andar da casa
n. 51 ra do Baro da Victoria, ex-
cepto nos domingos e dias santificados
Residencia ra Scte de Setembro
34. Entrada pela ra da Saudade n

ex-
idos. 1
o n. }
.25. J
MEDICO
Dr. Balthazar da Sveira
Especialidadesfebres, molestias das
enancas, dos orgias respiratorio
sjahMMa
Presta-se a qualquer chamado para
or da capital.
aviso
Todos fs chamadas devem ser dingia
dos pharmacia do Dr. Sabino, ra do
Barita da Victoria n. 43, onde ss indicara
sua residencia.
Dr. Goei Lei

Collegio Amor Divino
RA D IMPERATRIZ N. 32
As aulas abrir-se-hio no dia 10 do corrente.
A o rectora,
Olimpia Hara deMendonca.
Advogado
O Dr. Clodoaldo Lopes mudou seu gabi-
nete de advogacia para o predio n. 4,
ra Estreita do .Rosario, e tem eua resi-
dencia no predio n. 40, ra da Palma.
Consultorio medico-
cirorgico
O Dr Castro Jess, contando mais de 12 anno*
de escrupulosa observacSo, reabre consultorio nes-
ta cidade, ra do Bom Jess (antiga da Crus
n. 23, i. andar.
Horas de cousnlfas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8,
as demais horas da noite ser encontrado no
eitio travessa dos Remedios n. 7, primeiro por-
to esquerda, alm do portao do Dr. Cosme.
S. R,
_.^j"-
j.
EDITAES
Job Clarindo de Queiroz, commendador
da ordem de S. Bento de Aviz, conse-
lheiro das do Cruzeiro e de Christo, con-
decorado com as medalbas de mrito
militar, combate naval de Riachuelo,
Argentina de Corrientes e uampanha de
Paraguay, com o passador de ouro n- 5
e br gadeiro commandante da armas de
Pfernambuco.
Faco saber ao Sr. alfares do 14 batalbo de in-
fantera, Bellarmino Augusto de Athayde e a to-
dos aquelles qu poderem e quiserem faser chegar
ao seu coahecimento, que nao tendo elle compare-
cido no dia 12 do correute em qui findou a licen-
ca de 60 dias que obteve para tratar de sua sauds
na provincia da Parabyba : f j declarado ausente
em ordem do dia n. 157 desta guarnicao, de boje
datada, e como tal chamado por edital para que
se aprsente dentro do prajo de 2 meses, a centar
da dttta deste, sob pena de proceder-se a respeito
de sua taita nos termos da lei de 25 de Maio de
1835.
E para que o referido conste fiz lavrar o presen-
te qae assignei o fiz sellar com o sinetedas armas
imperiaes o que ser publicado n is jornaes d'esta
cidade.
Quartel general do Commandc das anuas de
Pernambuco, 19 ds Janeiro 1887.
Jos Clarindo Qoeiroz.
DECLARACGES
edlco( pnrieiro e operador
Residencia ra Barato da Victoria n. 1S, 1- andar
Consultorio ra Duque de Caxias o. 59.
D consultas das 11 horas da manna s 8 d
tarde.
Attende para es chamados a qualquer hor*
telephone n. 449.
k'Ut uxa*-
D. 3 a 19
;. .a a. 20
^.juia raovisci4L
..'o a 19
-. fba -< "0
064:651/121
14;33oy5
97514,163
:54.i;l
578S84/126
DESPACHOS DE IMPORTAgAO
Patacho inglez ^ereAo, entrado de Terra Nova
no dia 20 do correte e consignado^ Saundurs
Brothers & C, maoifestou :
Bacalho, 2)56 barricas e 453 ineias ditas aos
consignatarios.
Barca nacional Marinho IX, entrada da Baha no
dia 19 do corrente e consignada a Jos da Silva
Loyo Se. Filho. manifestou :
Barricas vacias 750,
Barris vastos 1,00(1.
Pipas vasias 100 ordem.
DESPACHOS DE EXFORTAgAO
Em 19 de Janeiro de 1857
Paro o exterior
Na barca inglcza Vhartderuagvr, carrega-
ram :
Para Liverpool, P. Vianna & C. 135 saccas
com 8,4('l kilos de algodo ; H. Stolsenbach 177
saccas com 13,894 kilos de algodo.
N* barca noru^guense Oordon, carregaram:
Para Liverpool, Borscelmann & C. 1,280 Baccas
cm 96,173 kilos de algodo.
Na barea sueca PWmo, carregou : SJi-
Para Hull, C P. do Leuios 100,000 kilos de
carocos c algodao.
Na barca portogueza Novo Silencio, carre-
gou :
Para o Porto, J. Esuaty 3 barricas cora 180
kilos de assucar refinado e 30 saccas com '2,280
ditos de algodo : B. Olivcira fe C. 65 couros es-
pichados com 455 kilos.
No vspor fraucez Niger, carregaram :
Para L-sbia, P. C-rneiro & C 2,500 couros
salgado) com 30,000 kilos. 300 suecos com 22,500
kilos de assucar branco e 1,200 dit s com 90,000
ditos de dito mascavado : ti. B. AmoYim & C. 150
saccas com 33,043 kilos de algodo.
Para o Interior
luslilulo dos professores de
Pernambuco
Nao se tendo reunido no dia 13 do corrente nu-
mero legal de associados, sao de novo convidados
os Srs. socios a comparecerem s 10 horas do dia
27 em a sede de nosso Instituto, afim de eleger-sc
o conselho administrativo que tem de dirigir esta
scciedade no corrente anno, certo de que desta vez
ficar constituida a asscmbla gersl com o numere
ru comparecer, como determinam os estatutos.
' Recife, 19 de Janeiro de 1887.
Antonio Jovino da Fonteca,
2 secretario, serviodode 1.
Cooipanhia Locomotora Peni
tara
Aaaembla geral
Sao novamente convidados os Srs. accionistas
dosta eompanbia a comparecerem rm seu escrip
torio a ra do Viscoude de Itaparica n. 7, s 11
horas do da 29 do corrente, afim de se reunirem
cm sesso da assembia geral ordinaris, para se
prc cd'T a eleico da commisrao fiscal e ser ldo o
relatorio da directora e o parecer da commisso
fiscal.
Em virtude do art 64 do Reg. n. 8,821, de 30
de Dezerabro de 1882, funecionar a seasio enm
qualquer numro de accionistas que compareerr
Escriptorio da admnistraclo da Companhia L i-
comotera Pcrnamhucana, rm 17 de Janeiro de
1887.,5. de Barros Barreta, secretario da admi-
nistraco."
------------------------i----------------------------..-. i
IRUANDADE
DO
SS. d matriz da Boa-Vista
De ordem da mesa rege Jora desta irmandade,
convido a todos os carisshnos irmaoi para ieun< -
rem se cm nosso consiitjrio em mesa geral, no
sabbadu 22 do corrate, s 5 horas da Urdf, afim
de tratar-se de negocio a bem dos interesses da
mesma irmandade.
Consistorio do 88. da matriz da Boa-Vista, 19
de Jentiro de 1887.Servindo de escrivo,
Gouveia Cordeiro.
Em virtude de solemnisar-se o 8* aoniversario
da installaco da biblotbeca no dia 6 de Feverei-
ro, convido os senhores socios a entrarcm com as
abras que tenham em seu psVr. Assim como fi-
caro suspensas as sahidas de livros para leitura
desde o dia 20 do corrente 7 de Fevereiro.
Bibliotheca da Soci< dade Recreativa Juventude,
18 de Janeiro de 1887.
O bibliotecario,
Manoel Jos deSant'Anna Araujo.
Escola Normal
Matriculas
Por ordem do Sr. Dr. director, e em observancia
da dspo8c3o do art. 74 do regiment interno de
17 de Setmbro de 1880, fasse publico a quem
interessar possa, que as matriculas deste curso es-
tarao abertas desde o dia 24 do corrente at 3 de
Fevereiro prximo.
Os re qu crimen tos para matricula no Io anno do
curso devero ser instruidos com os documentos
seguintes :
1. Certidao de idade maior de 18 anuos para os
alumnas do sexo masculino e de 16 para os do fe-
minino. -'
2. Certificado ou titulo de approvaclo em exa-
me as escolas publicas de instrueco primaria.
3 o Foiba corrida ou certidao de oo haver sof-
frido condemnafo por algum dos crimes que po-
pem motivar ao profeesor publico a perda da ca-
deira. ,
4." Attestado de moralidade paseado pelo paro-
cho oc autoridade, quer policial quer litteraria da
freguezia em que residir o peticionario.
Us matriculandos que nao poderem exhibir titu-
lo legal de exame em etcola publica de ensino pri-
mario, devero inscrever-se para es exmnea de ad-
mssao, de que tratam os arta, ib a 77 do citado
regiment, e que comecaro no dia 24 do corrente.
Para as matriculas do 2o e 3o anuos, basta que
aa peticoes sejam documentadas com a certidao de
approvaco no exame do anno precedente; guar-
dada a rf striccao do art. 21 do j mencionaao re-
giment interne.
Secretaria da Escola Normal de Pernambuco,
10 de Janeiro de 1887.O secretario,,
A. A. Gama.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 4000 contos, em 3 sorteios,
fica transferida para o dia 14 de Maio vindouro,
impreterivelmente, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, de hoje.
Tbesourara das Loteras para o fondo de
eroancipacio e ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Dcaembro de 1886.
O thesoureiro,
Francisco Gonealves Toi res.
ic'.*.'.
0V..-K1..--O. 3ulJ
20
---------109:059*814
21:1154055
1:527*67
0 lTlOUUCIAl.
ds 2-J
-D. 3 a 1J
Un ,n i *avv 'iO O d-i 20
no lugar poi tuguez Costa Lobo, carrega-
ram i
Para o Rio Grande do 8nl, F. A- de Azevedo
300 barriaas com 26.520 kilos de sssucar branco ;
~~ i Amonu Irmos & C. l barricas eom 12,846 1/2
67^:043/940 kiles de assucar branco.
Na escuna portugueza QhritUaa, carrega-
r. m:
Para Pelotas, Maia & Rezende 400 barricas com
42,15'.) kilos de assucar branco ; Amorim Irmas
tt C. 40 barricas oom 4,357 kilos du assucar mas-
cavado e 190 ditas com 13639 ditos de dito
branco.
No palhsbote nacional S. Bartholomeo, car-
regaram :
Para Pelotas, P. C-.rneiro 4 0. 100 barricas
com 10.410 kilos de as3ucar mascavado e 1,125
ditas com 103,280 ditos de dte.
No vapor nacional Para, carregaram :
Para Alonaos, Amorim Irmaus 6 C. 40 barris ,
com 8,849 litros de agurdente. x
Para o Para, P. H. da Silva 300 saceos com'
2M2*7U
79.94609
1-748205
81:672>S14
<:401983
;^. 191 /04
___________
4:424/017
18,050 kilos de miiho ; V. T. C'imbra 800 barri-
cas com 62,38/ kilos de assucar branco-; J. M.
Dias 200 barricas com 11,475 kilos de assucar
branco ; S. G. Brito 600 barricas com 39,770 kilos
de assucar branco; Amorim Irmos C. 300
volumes com 19,204 ki'os de assucar branco ; T.
de Azevedo Souza 300 barricas cum 23,210 kilos
de assucar branco; A. de Albuquerque 50 barris i
com 4,800 litros de agurdente.
ParaoCear, J. M Dias 8 cairas com 206kilos!
do rap.
Na bares ca Elisa, carregou :
Par* Maco, M. J. Pessoa 500 sucios com fa
rinba de mandioca.
Na barca ca Aurora, Carregaram :
Para Maco, L li. da Silva & Pinto 11% saceos
com farinha de manduca.
MOVIMKNTO DO PORTO
Navios entrados no dia 20
Sao Vicente, 11 dias vapor ingles Tesco de 28
toneladas, capitn James Thomson, equipo gen)
19 em lastro a Wilson Sons ce C
Terra Novh, 34 toneladas, capitn W. J. Hiwt y, equipa^em 8
carga bacalhu a Saundre Brothers & C.
Rio Grande do Sal. 22 dias barca nacional Mimo
sa. de 228 toneladas, capillo Antonio Albmo de
Barros, eqnipagjm 12em lastro a Bailar Ohvei
ra & O.
Rio Grande do Sul, 40 dias, lugar nacional Tigre,
de 252 toneladas, espito Ordeoer Joi Carueiro,
equipagem 11, carga farinha de mandioca a
Bailar Olivcira & (J.
Navios sahidos no mesmo dia
Manos e escala, vapor nacional Para, cominan-
daute Carlos Gomes, caiga georros.
Macei, vapor ingles Anerey, con mandante Ri-
chard M. Cose, carga varios g-u-r s.
Suntos, barca sueca Sophia. capito J. Olman,
carga varios generes.
Mace, barca noruega Mentor, capito S. Samu-
elh-n, em lastra
Kio Grando do N rte, hyate nacional Qiriquily,
mestre Jcaquim H. da Silvcira, carga varice
genrr^.
Oam< Ssim e cscals, vapor i adoial Pirapama, com-
mandante Francisco do Carvalho, carga va-
rios gneros.
Mace, lugar inglez Cypher, capito James Raer,
em lastro.
Rio Grande do Norte, patacho americano Agnes
BarUmo, cm lastro.
Gimnasio pernaoibucano
Esa 15 de Janeiro de 1899
Pela secretaria do Gymnasia Pernambueano se
dec ara aos senhores pais de familia, e a quem
mais interessar possa, que a abertura solemoe do
curso sea ntGco e titterario ter logar no dia 3
de Fevereiro prximo vindouro, e desde j se acba
alerta a inscripeo da matricula para aquelles
que prfteaderem estudar as seguintes disciplinas :
Lingua nacional.
Dita latina.
Dita franceza.
Dita ingleza.
Dita alem e italiana.
Geographia antiga e moderna.
Historia sigrada autiga e moderna.
Geometra e trigonometra.
Arithoietica e algebra.
Philosophia.
Rbeiorica e potica.
Historia e chorographia do Brasil.
8ciei.c:as naturaes.
De6cnbo.
Gymoastica.
.Msica.
O corpo docente do iqstituto cjmposto de 19
professores, oceupando-se cada um delles somente
com a materia ensinada em sua respectiva ca-
deira.
O instituto aceita alumnos rm tres cathegorias,
confu me se acbam divididos, pensionistas ou in-
terno?, rai'io-pensionistas e externos.
Os pensionistas residirSo no instituto, tendo
dimito de estudar as materias de que se compoe o
corso, ensinadas, segundo o programma estabele-
cido : a ser aliment'idus ladia e. abundantemente,
tratados em suas enormidades pelo mlico do
instituto, f*rncccido-be tambem este medicamen-
to, a ter roupa lavada e engommada rigularmente
duaa vezes por semana, banho, etc. ; tudo isto p< la
mdica quautia de 4(K) por'anno.
Os meio pensionistas se apreseutaro no esta-
belecimento nos dias lectivos, hora em quo as
solas se abrirem, e desde entaj at serem encer-
radas a tarde, sao equiparados aos internos, tendo
como estes os mesinos diretos quanto ao estudio,
alimentacio e recreio, isto pela modioa quantia
de2400.0.
Os externos i teen drei'o s lines e explica
r,oes das materias cosinadaa no curso, quaesquer
que ellas sejam, pagando apenas ni acto da ma-
tricula a taxa igual a que pagam os alumnes no
collegio das artes.
Os alumnos internos davero spresentar o en-
xoval prescripto no regiment nter o e ter cor-
respondente na capital, para com promptido sa
tisfazer as pensoes e outra qualquer despesa ie
que tiver elle necessidade.
As pensoes serio pugna na secretaria do insti-
tuto, por trimestres adiantados.
O secretario,
Celso Tertuliano Quintella.
Lotera da Colonia kabel
A 11a serie da 24* paito das loteras em favor
dos ingenuos da Cotona Isabel, acba-se exposta
venes, coja extractan ser n < dia 24 do corrente.
Tbesourara das loteras pam o fundo da eman-
eipacao e ingenuos da Colonia Isabel, 3 de Ja-
neiro de 1887.
O thesoureiro,
^Francisco Gonealves Torres.
Gabinete Poriuguez de
Leitura
De ordtm do Exm. Sr. Visconde da Silva Liyo
presidente do conseibo deliberativo desta asso
eiaco, fa;o constar a t jfd.is os Srs. assocados que
fica transferida para domingo 23 do corrente, s
11 boras da manhil a reuniao dos socios em as-
sembia geral annunciada para o dia 16,
Outrosiiri, faco igu -Imentc constar quo segundo
o dispoat. no artigo 40 dos nossos estatutos, essa
assembia funeciouar com o numera de socios
quo comparecer, urna hora depois da marcada nos
annuncios para a convocacSo.
Recife, 15 do Janeiro de 1887.
O Io secretario,
Jos da Silva Rodrigue.s '/
Por deliberaoo da directora da estrada de fer-
ro de Ribeiro so Bonito, sao convocados os Srs.
accionistas a se reunirem em a-sembla geral tr-
amara, no dia 3 de Kever.-iro prximo, no pateo
de P dro II n. 73, s 11 horas do da, para cum-
primento do que prectita o artigo 27 dos esta-
tuto.
Recife, 18 de Janeiro de 188/.
O secretario,
Jos Bellarmino P. de Mello.
ESTRADA DE FERRO DO RECITE A 8.
FESTA 0 CABO
a
DOMINGO 23 DO CORRENTE
Alm do trena ordinarios de paoosmcelros aver o egninte rem
de excuraao entre ao eotacee* dao Clneo-Pontao e Cabo
Trcni de excurso
i
Ida (tarde) o Volr. (noite)
Ciaco-Pontas (partida) % , . 12. Cabo (partida) 10.30
Afogados > o 0* . 12.10 Ilha ... 10.45
Boa-Viagem 0 . 12.20 Prazeres ... 11.05
Prazerea > . 12.30 Boa-Viagem ... 11.15
Ilha . 12.50 Afogados ... 11.30
Cabo (chega^a) . 1. Cinco-Pontas (chegada) 11.49
Prero dan passagens no trem de excaroo (inclusive a taxa do governo
Cinco-Pontas Cabo, ida e volta
K
1 classaa 20510-2 classe 1^9103 clasao 1J1310

MNK
O trem de excors2o tomara passageiros as estajScs intermediarias, os quaes
pagarlo os preyos das passigens dos trens ordinarios.
O trem de volta noite condutir tambem os passageiros dos trens ordinarios,
que d'elle se quizerem utilisar. X^
Os bilhetca errittidos para o trem de excurso nSo servem para os trens or-
dinarios .
Cabo 18 do Janeiro de 1887.

Arsenal de Guerra
Oe ordoen do Illas. Sr. major director, sao cha-
madas as costureiras que reformaram suas cartas
do fianca, para receberem novas guias, at os dias
20, 21 e 22 do correute mes, em substituicao as
que Ibes foram entregues no anno proxim" findo.
- Sec?ao de costuras do Arsenal de Guerra de
Pernambuco, 19 de Janeiro de 1887.
Flix Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta repart-
cao, faco publico que no dia 21 Jo corrente mes,
paga-se a claese de 2 entrsncia de professoras,
relativamente aos veneimeutos do mes de Novem-
oro prximo passado.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 20 de Janeiro de 1887.
O escrivo da despeta,
Silvino A. Rodrigues. _
COMPANHIA D MEC.UROS
NORTHERN
de liOndreo e aberdeen
ro.ira Qnaneelra (lleremliro 188K)
Vells Hood.
Superintendente,
II
COtfTRA FOCO
Norlb British & Mercantile
CAPITAL
9:OOO.OOo de libras serliuaf
A O EN 1 ES
Idomson Howie & C.

(JOMPANHIA
Jmperial
DB
Capital oubaciipto
Fundos accumulados
Beeelta annaal i
Di premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juro


3.000,000
3.134,34a"
BA
577,330
191,000
132,000
O AGESTE,
John. H- Boxwell
COMMBBDOCIO H.ta 1 AN04B
VAPORES ESPERADOS
Niger do sul
Orator de Liverpool
'eiir .do norte
Ville de Maranho da Europa
Ville de Pernambuco do sul
Lo Piala
Espirita Santo
Allianca
Pernambuco
Advance
Trent
da Europa
do norte
do sul
de Hamburgo
de New-Port News a 28
do sul a 29
hojo
amanha
a 23
a 23
a 24
a 24
a 27
a 27
a 28
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
Po'a segunda ves por ordem do nosso irmao
director, venho eonvidar a todos os irnos que se
acham nos go-os de seus direifc>s, a ae reunirem
ere assembia geral no domingo 23 do eorrente,
s 11 horas da maobS, afim de ter lugar a eleico
com o numero que comparecer, visto nio se ter
reunid* numero legal no dia em que mandam os
tstatutos.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mecbaaicos e Liberaes de Pernambuco, em 21 de
Janeiro de l"87.-0 2- secretario,
Paterniano Barroso.
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabelclda em t9&5
CAPITAL 1,000:000!
SDISTROS PAGOS
At 3i de dezembro de 1884
aarilimos..... .,.10:0008000
Terrestres,.- 310:0008000
4i-Rn,t do Commerelo
liOndon and Brasflian Ba
sLlmlted
Roa do Commerc9 n. 32
Sacca por todos os rapores sobre as ca-
as do mesmo banco em Portugal, sondo
m Lisboa, ra dos Capellistas n 75 No
Porto, ra dos Inglezea._______________
ISESSIS.
CONTRA F
FIc Liverpool & London & Glob
INSUIANGE (Mtm
Brotsrs &' C.
SEGUROS contra FOCO
E8T: 1803
Edificios emereadorias
Toteas baixas
Prompto pagamento de prejuiso
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS A C.
N. r\R%ul do C&mmercioN. 5
THEVTR0
y-:.
, 1
i r-
1
. Sabbado. 22 de Janeiro
Grande testa em beneficio do
Bwja-Fior
Ter lugar a repres^ntacSo do imponente dra-
ma abolicionista em 7 qsadrrs
Cabana de Pi Tliomaz
Tomam parte, alm dos distinctos amadores do
corpo scenico do Club Dramtica Familiar, dis-
tinctos collegAs, que graciosamente se prestam a
abrilhantar esta funcc3o.
O BENEFICIADO protesta a sua gratidSo aos
seus dignos consocios do Club, e a todos os dignos
collegas pela expontaneidade com que acudirn)
ao seu appello.
Haver bonds para as linhas principaes.
Comecara 4s 8 1/2.


S UM
AGESTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESUS-N.
THEATRO
GUARAN?
EM ^
JABOATAO
Sabbado, 22 de Janeiro
ESPECTCULO EM BENEFICIO
Dcp lia que a orehestra executar urna brilhante
ou ver tur a, ser levado scena. pela 1* vea n'este
tbeatro o drama em 3 actos :
Coracao de Mulher
findo o qual levar o actor Lyra a impagavei
scena cmica
0 MUNDO VAI TORTO
terminando o espectculo com a espirituoso come-
dia em 1 acto
a


-.
Seguro* mariilatoa e terrestre*
Neates ultimo a nica cospanhia atesta praca
que concede aos Srs. seguradla iseaptfcoa paga que pela priraeira ves levada scena
ment de premio em cada BJliroo anao, O qca i
equivale ao descont de ecrca 3 15 por eeno eit
avor doa segurtdoa. _____________^_________ I
Precoa do costme.
A'S 8 1/2 HORAS.
Trem para o Kecife depois do espectacule.
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhia Phenlt Per-
nambaieana
Ruado Commercio n. 8
II
Segu com brevidade para os portos cima, a
barca portuguesa Novo Silencio ; para o resto da
carga que falta, trata-ee com Baltar Oiieira &
C, ra do Vigario n. 1, l" andar.


i

i
4*

*v (
1
loaed Ues
o
I
S. 8. I
E' esperado dos portos do
sul at odia 27 de Janeiro
depois da demora ecessaria
seguir para
Maranho, Para, Barbados, S.
Thoiuaz e Xew-Vork
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
ecom os
AGENTES
O vapor Advance
spera-so de New-Port-
News, at o dia 28 de Ja-
neiro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Bahia c Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frote, tracta-se com os
AGENTES
Hcnry Forster C.
N 8 RA DO COMMERCIO 8
l.'anda
COHPANniE M HV.SHUV'
RE MAItlTIHEtt
LINHA MENSAL
O paquete Niger
Commaotlante ic.iiile
' esperado dos portos do
sul at o die 2 i do corren te,
' seguindo, depois da demora
. do costume, para Bordeauz,
tocando em
Dakar c Lisboa
embra-se sos senbores passageirea de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar eui qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /<, em favor das fa-
milias composta de i prssoas ao menos e que pa-
garem 4 pgstagens intcias.
Por eicepcJo os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se do at e dia 19 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o
AGENTE
Angoste Lahille
9-RUA DO COMMEUIO-9
Rio Grande e Porto
Alegre
Segu com brevidade por es-
tes (lias o lugre nacional Jai-e-
nal, de primeira clnsse : a tra
tur na roa do Marques de
Olinda n. 4.
iELlS
Agente Pestaa
Leilo
De movis, loicas, vidros e um piano do
fabricante Blondel
Sexta felra ido corrate
A's 11 horas
No 3" andar do sobrado sito na ra das Crazee
n. 34.
O agente Pestaa, autorisado por urna familia
qae se retira para a corte, vender no dia e bora
mencionados os Medientes movis e loucas abai-
xo declarados :
Urna exctllente mobilia de junco cem encost
de palhinha, completa e com pedra, completamen-
te nova, 1 piano de Blondel, 1 relogio da cima de
meas, 1 par de escarradeiras, quadros, tapetes,
jarros, serpentinas, 1 cama de Jacaranda, 1 linda
commoda, 1 meia dita, 1 marquezao estrato, 1
mesa elstica para juntar, cadenas avulsas, can-
dieiras a gaz, 1 par de aparadores, 1 guarda-
louca, 1 marqueza. sof, garrafas, copos, e amitos
outros objectos que se nchaui patentes na acto do
leilo.
i
Leilo
Da armaco, geueros e uteacilios do esabelcc-
mento sito na casa n. 25 D ra das Pernambu-
canas, na Cupunga.
Em conunuaco tambem vende-se a referida
casa terrea com bons commodos para familia.
Sabbsdo 22 do corrente.
A's 10 1|2 horas
Ageste Brillo
Leilo
Pacific Sieaai toigation lompany
STRAITS OF MAGELLAN LDE
Paquete Galicia
Espera-se dos portos do
sul at o dia 26 de Ja-
neiro seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete eos qae dora
em diante segu rem tocaro em
Plymofllh, o qae facilitar ebe-
garem os passageiros com mal
brevidade a Londres.
Para carg:a, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-se com os
AGENTES
Wllson Sons _fc C .. I.lmleil
N. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
conipantala Haitiana de navega
eao a Vapor
Macei, Villa Nova, tenedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Principe do Grao-Par.
Commandante J. F. Teixeira
Segu impreterivel-
rente para os portos
acuna no dia 21 do cor-
-rente, as 4 horas da
tarde. Recebe carga
Pnicamente at o 1/2
dia do dia 21.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete tracta-se na agencia
7Ra do Vigario7
Domingos Alves Mathens
BOYAL lAILSTAI PACKET
COMPASV
Vapor La Plata
E' esperado da Europa no dia
25 do corrente, seguindo
depois da demora necessa
ra para
Bahia, Rio de Janeiro Monte
video e IInenoH Ayre
Para passagens, fretes, etc., tracia-se i^m os
CONSIGNATARIOS
Adainson Howie &C.
CHAMO RS RELMS
CompanhJa Franceza de xa vega-
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
r>oa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santoa
O
Cura mandan te Brant
E' esperado da Europa
at odia 23 de Janeiro, se-
guindo depois da indispen
1 savel demora para a JBa-
. tila. Rio te Janeiro
c ttantoa-
Boga-se aos Srs. r.portaderea de carga p -lo?
vapores desta linha,cjueiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarengt ,..i-
quer reclamacao concernente a volumes, qus po-
ventura tenham segaido para os portos do suUafin
de se poderem dar a tempo as previdencias neces-
arias.
Expirado o referido praso a coinpankia nio se
refponsabilisa por extravios.
Para carga, patsxgens, encommendas e dinheiro
a frete: trata-se com o agonte
O
'O
Co_mandante Cbancerel
Espera-se des oortos do
sul at o dia 24 de Janeiro
seguindo depois da indis
(ppasavel demora para o -
' i re.
Conduz medico a bordo, de marcha rpida
eofferece ezcellentes commodos e ptimo passs-
dio. ,
As pastagenspoderao ser toma de aiitemac.
Recebe carga encommendas e paesageiros pera
os auaes tem excellcntos acenmmodacoes.
AGENTE
Aoristo Labille
^ 9 RA DO COMMERCIO g
EM CONTINUAgAO
De piano, raobilasj.amas, maiquezcs guarda-
vestidos, guarda-lcmjt, cadeiras de balance, can
dieiros, jarros, relogios de parede, 1 grande mesa
com pedra, miudezas, perfumadas e outros obje-
ctos que serio vendidos sem reserva de prego.
Se\n-i'elra 'i I do corrente
A's 11 horas
"\n armazem da roa do Harqnez
de Olinda n. 19
POR INTERVENgAO DO AGENTE
(insinu
Agente Pestaa
Leilo definitivo
Do espolio do subdito p rtuguez Antonio
da Silva Pontea GuimarSes
Sabbado, St do corrente
A's 12 bora3 em ponto
ATo armazem ra do Vigario n. 12
O agente Pestaa, autorisado pelo Exm. Sr. Dr.
jniz de orpbaos e ausentes, e a requriment do
Illm. Sr. Vicente Nunes Tavares encarregado do
Ccosulado Portugus, vender em leilo com as
sisfeicis dos mc8mos sentares o seguate :
0 importante sitio denominado $al-&dinho, ten-
do 756 metros, sobr 59, com diversas arvores
fructferas, grande baixade capim, excellente casa
de vi venda com estribara e dependencias para
criados; boa agua de beber, terreno muito frtil
e proprio para creaca de gado, ser viudo da baze
a offerta de 1:2004003, pela qual ser entregue
se nao hover quem mais der.
1 grande e excedente cusa terrea em Olinda
ra de S. Pedro Marcyr n. 10, com 3 janelaa e 2
portas de frente, 2 salas, 1 gabinete, 5 quartos, co
sinba fra e quintal murado, achando-se alugada,
cm bom estado de conservacao, servindo de baze a
ofterta de 600*000, que ser entregue se nao hou-
ver quem mais der.
1 terreno com 166 palmos de frente e 600 de
fundo, tendo urna pequea casa, diversas arvo-
res fructferas, no lugar denominado Campo
> legre, 1 dito annexo ao mesmo, 232 palmos de
frente e 6O de fundo, servindo de baze a offerta
de 1004000
Na mesma occasiso vender o mesmo agente
urna excellente vacca turina.
1 carroca e bei pertencentes ao espolio do sub-
dito portugus Ignacio Joaqmm da Rocha.
2- leilo difinitivo
Da casa terrea sita ra do Rosario da
Boa-Vista n. 26, com portSo para a ra
dos Pires, tendo porta e janella de frente,
2 salas, 2 quartos, cosinba, I grande
quarto no quintal, quarto para banbo,
cacimba apparelbo e rende 25iJ000 roen-
aaes.
Da casa terrea sita n ra dos Burgos n. 15
fnguezia do Reiife, com porta, janella de
f/ente, 2 quartos, 2 s> las, cosinba, quin-
tal ladrilhado com encanamento 'agua
para a rus, e rende 17#00O mensaes.
Segunda feira 24 do corrente
A's ti horas
No armazem d* ra do Mrquez de Olinda n. 19
O agente Gusuio autorisedo prr mundado do
Eim. Sr. Dr. juiz do dir. ito do commercio a rc-
qnenmento de Antonio Luiz Baptista, curador de
D. Francisca Bernardina da Conceicao Carvalbo,
levar a 2* leilo d Goitivo as cas cima men-
cionadas, cain aesistencia do mesmo juiz, podeodo
os coxprtdores ir exuminhl-s.
AVISOS DIVERSOS
laga ee o t" andar da casa n. 8 ra da
Imperatriz, excellente morada ; trata-se na ra
do Imperador n. 61, 1' andar.
AlugH-se. casas a AOOU no becco dos Cce-
Ihofl, junto de f>. Uoucatlo : a tratar na ra d
Imperatria n. 56^____________________ _____
AMA. Precisa-se de urna, para caa de
familia; na ina d-CabugA n.2 C.
Precisa se de urna boa cosiabeira ; na ra
da Aurora n. 81, 1 andar._______________
AhiKa-ae par 15*000 o 1* andar don. 74,
com 2 salas, 4 quirtos, 2 gabinetes e cosinba ; 1
andar do n. 23 -oji 2 atlas, 4 quartos e cosinba,
aeteiados : sitos na ra de S. Jorge ; tratar ua
ra Angust n. 186.
Krfcisa- se ae urna cotinbi ir pvrteitu, e que
durma em casa, para casa de familia ; a tratar
na ra do B .o da Victoria n. 39.
Aluga-se o I" andar do sobrado n. 36 ra
do Paulmo Cmara, muito fresco, caiadoe pinta'
do : trata-se com Paria Sobrinbo & C. ra do
Mrquez de Olinda n. 41, drogara.
Urna idcc bonesta e de muito Ooa conduc
ta, habilitada a riisnnr pjrtuguez, desenho, flj-
res e pontos de agulha, as cffereue para ensinar
cm qualquer arrabalde deata cidadu uu engnbos,
pois j teus eosinado em diverses, com tanto que
Bf ja em casas de familias ; a tratar na rna do
Piogresao n. 22. csa de Jut Martina Baldauh
oue~ Olinda ni.s Milagrea u. 2
ALUOA-SE o 2 audr do sobrado n. 1,
ra do Vieconde de Peu.tas, antiga do Arago :
tratar ru da Madre de Dea n. 22.
Preeisa-se deduas amas, urna quecimpre
e tosinbe, e oufra qoe lave e engomme ; a tratar
a ra d iii&> da Victoria n 23 1- andar.
Os proprietarios es
to preparados para
supprirem coke (car-
vo) por pre^o mode-
rado, entregando-se o
mesmo as casas das
pessoas, que compra-
ren, de 10 saceos para
cima, e tambem se ven-
de em saceos avulsos
na Fabrica do Gaz ou
na ra do Imperador
n.29.
O carvo coke sem j
duvida nenhuma um
perfeito desinfectan-
te ; na sua combustao
nao faz fumaba que in-
commode, e nenhuma
outra substancia soli-
da combustivel pode
ser comparada com o
mesmo em economa
efficiencia e limpeza.
E tambem especial
para qualquer fogo,
brno, ou caldeira a
vapor que tenha cha-
min.
Vende-se do mes-
mo modo alcatro
(Tar) em latas, bar-
ris, etc., etc., que de
grande valor, espe-
cialmente nos climas
quentes, como este
para perserva^o do
ferro, da pedra, tijo-
los, ladrilhos, asphal-
tos cu para effeitos an-
ante-septicos.
- Outro fcim, ha a ven-
da, por prec,o muito
diminuto agua de
amonio, que o me-
lhor preparado para
destribui^o das sali-
vas, forungas, tem a
mesma benfica e di-
recta influencia sobre
a vegetaejio supprin-
do o mais salutar ele-
mento fertilisante,
Qualquer informa-
gao de presos e par-
ticularidades se obte-
ro na Fabrica d o
Gaz, no escriptorio
ra do Imperador n.
29 e pelos nmeros
telephonicos 39 e 40.
Sem competencia
Artigo* para runaan(e
O charuto de ouro, sito ra da Imperatria n.
5, acaba de receber directamente da Europa e Rio
de Janeiro um completo e explendido sortimento
de artigo, para fumantes, como sejam : tumos es-
peciaos desfiados, denominados : Turco, Virginia,
Mariland, Levante, Goyanna, Daniel, Rio Novo,
Barbacena, Caporal, Bahiano, Mineiro, etc., ate.
Cachimbos, ponteiras, tanto para charuto como
para cigtrros, bolaaa para fumo, carteiras para
charutos e cigarros, ditas para dinbiro, charo toa
e cigarros aos principaes fabricantes, especial
paiba para cigarros, e tudo o mais que podem
desejar os senhores fumantes, aos quaes se con-
vidara a virem examinar todos os nossos artigos,
certos de que nao perdero o sen tempo.
Alleiifiio
O Sr. Dr. Lidio Marianno de Albuqucrqne tem
urna carta lbe ser entregue na ra dos Marty-
rioa n. 148.
Clnica homceo-allo-
pathca
O Dr. Francisco de Paula Soares d consultas,
d'ora em diante, no 2 andar do sobrado n. 29
raa (fe Vital de Negreiros, daa 11 horas ao meio
din. Na mesma occasio vaccinar, gratis ou
mediante remuneracao, a quem se apresentar para
i.to.
Os tratamentos continuarlo a ser feitos pela
hntr.ee -pathia ou allopathia, segundo maior proba-
bilidade de cura por urna ou outra doatrina.
A respeito da vaccin-, quasi toda esta capital
sabe quanto o annuncante prima n'este ramo de
servico. EspecialidadesMolestia de crianes
Varilas.
Os cnamados (por escrpta) serao para all, ou
para sua residencia ra d'Aarora n. 123.
Aviso
Ama
Preciaft-se de urna rapaiiga para cuidar de urna
enanca ; na ra Keal n. -Q, Casa Forte.
Ao commercio
Os abaixo RBsicn'jdas, tend contratado com o
Sr. Jos de Ove.ira a cunpra, lire de qualque-
o.ius ou embarauo. do etbelt:cmento de aifamta-
ria ra do Burilo d Victoria n. 45, pelo presen-
te assim o communicom ; devendo quem se ju'gar
cem directo a impedir a mesma compra, dirigir-se
bus aba xo assignados, ou requnrrr O que julgar
conveniente, dentro do tres das, a contar desta
data. Recife, 19 de Janeiro de 1887.
Ferreira I roo *. C.
Papagaio fugiilo
Fugin d ra d >s Martyriis n. 148, 8- andar,
um papa.aio falladur, com um i corrente ao p :
q'.iem o oeg-u, quer^ndo restituir, dirijise cis_
n. aeiin.i. que ser ge'eroBain"nt.e r. compensado
triada
Precisa se de urna criada para cocinbar ; na
rna do Baro da Victoria n- 9.
Boa morada
O tcnente-coronel mego Manoel da Vera Crus
declara que a sua c sa terrea n. 14, no pateo de
S. Pedro deata freguesia de Santo Antonio, nada
deve de impastos sobre bens de raz, e portante
se alguma execucJo existe sobre ella, certamen-
te um engao. Faz esta declarar/So para evitar
duvidas. Rectfe, 0 de Janeiro de 1887.
ciraj
Sem dicta esem modifi-
cales de eostumes
Laboratorio central, ra do Viconde Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Regente .Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelo phar
macculico Eogenie Marques
de Hollanda
Approvados pelas juntes de hygiene da Corte,
Repblicas do Prata c academia de industria t
Paris.
Elixir de robirbna
Restabelece os dyspeptcos, facilita as diges-
tes e promove as ejecces difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anmicos, debella a [hjpoemit
intertropical, rtconstitue os bydropicos e beribe-
rico8.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recoman ndado na bronchite, na hemop
Sse e as toases agudas ou chrenicas.
leo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
)'.' o primeire reparador da fraqueza do orga-
nismo, na fysica.
Plalas ante-peridicas, preparadas cora
pererina, quina e jaborandy
Cura radiealmente as febres intermitientes, re
mttentes e perniciosas,
Vinho de juruboba simples e tambem fer
ruginoso, preparados em vinho de caj
Ecases as inflaaiinacOea do figado e bac;
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applteado as convalescencss das parturiente*
retico antefebri).
Francisco Manoel da Silva k C.
RA MRQUEZ DE OLINDA-
CONIIA ATE' 0 FI DO I6Z
AU BON MARCH
81Ra Duque de Caxias81
PARA ACABAR
Aproreitem antes qne se acabe-
CAMBRAIAS BORDADAS
Camisas de lindo con e sem collarinho
e setins finos de todas as cores
Por molailc do preeo
SO iNA UQUIDA^AO
A BOIS MARCH
8t-Ra Bnqn$ &* Caxias-81

FUNDICAO GEEAL
ALLAN PATEHSON ti C
N.44-Ru t do Brum-N. 44
JUSTO A W TAfAO DOS 0ONDS
Tem para vender, por prer mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundida., batidas e* caldeadas.
Crivac3es de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de liados modelos
Portasd fornalha.
Vapores de forja de 3, 4, 5, 6 e S cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de paadora!
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de coneertos, e assentamento de machiniamo e execmtam qn
traballio com perfeicao e presteza.

I

"

para senhoras
i
propctarioa do muito conbecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeitarel PUBLICO que receberam u.
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que nontinuam a receber por
todos os vapores vinds da Europa, objectos noves e venden' muito menos qae _
outra qualquer parte.
MIGUEL WOLPF & C.
IB. 4-
RUA DO CABUGAN.
Comprase ouro e prata velha.

e dourados a 2000.
dourados a 500 ris o
de galSes de vidri-
de setim a
Broches nikelados
Bonites grampos
maco.
Esplendido sortimento
lbo.
Grande variedade de leques
4#>0O.
Frizadores americanos para cabello a 300
ris o maco.
Setas de phantasia para cabello.
Booita eolleceao de plisss a 400 ris.
Brincos iinitacSo de br Aventaes bordados para cranlas a 2;>OO.
Cbapus de fusta o e setim psra crean-
9*b.
Sapatos de merino e setim para cran-
las.
Mrias Lpncas e de cores fio de Escocia.
Pomada de vozclina de diversas qualida-
des.
Sabonetas tinos de vogelina e alface.
Extractos finos de Pinaud, Guerloin, e
Lubin.
Lindas bolsas de ecuro e velludo.
Fichus de 13 para senhora a 1#?00.
Sapatos de caseroira preta a 2^000,
Thesouras para costura de 400 ris a
3,5000.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Iiu:uensa variedade dn. botoes phantasia.
E milhares de objectos proprios poro tor-
nar orna senhora elegante, e muitos ou-
tros irjdispensaveis para uso das familias
tudo por prefoa admiravelmento mdi-
cos
- Na Graciosa
7 Rna do Crespo 1
Duarte & C.
-


Aluga-se a caaa terrea n. 129 4 rna Vidal de
Negreiros (Cinco Peritas), ejm 3 quartos, grsnde
quiuUl, e est limp* ; para ver, as chavea ettao
na nadara la Sr. GrniroarSes, e trata-se na roa
de S. Jorgi n. 56, taverna.
ProfenMor Jo&o Jo*? Roilrignea
Marunna Augusta de M-llo Rodrigue, Zaca-
ras N. C)e!ho Rodrigues, Mari Carolina Rodri-
gues. Doacian Aunes R>iigii''s, Mara Ce-
mentiua R idrigues da Crus, agradeoem do intimo
u'alma tudas as pessons qne se dignaram acetn
panbar i. sepultura os restos mortaes de sen pre-
sado espuso, pai e filho, Joo Jos Rodrigues ; e
couvidam os seus amig's e parentes, e amigos e
collegas do finado assistir as misaas qne onn-
dam celebrar na matriz de Hanto Antonio, pelas
7 l/ hsias da manbi de 22 do cadente. Desde
j4 se confeisam eien auie"" gratos
Foruocedor
privilegiado da Casa Real de Espanha
e de 0. M. a Rainha de Italia.
Ozea P.
Ozea Sachet.
Ozea Essenei.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os denles.
Ozea Pasta para os denles,
Ozea Oleo.
Ozea Sabio.
Ozea Pomada
Ozea Fixativo
Ozea Cosmtico.
Ozea Brilhantina.
Ozea Cold Cream.


Estas exquisitas preparaces sao muito apre-
ciadas na mais distincta oociedade pela deli-
cadeza do sen perfume.
Wy RIEGER'S
TRANSPARENT CRYSTALSOAP
(Sabe.) transparente cristalino)
reconhecido como o mais perfeito do todos os sabaos de toilette pelas suas
propiedades hygienicas, pelo soa aroma o pela sua larga duraco.
t. Dcpsio : ..3 :.rf*ici... Perfumaras, Farmacias, dea.

DOMESTIC
S2o recoDheciaas ser as mal*
Irganles. as mais duravel
em todos os sentidos.
AS MELHORES
como
di-
Para precos, e circulares
illustracoes de todos os estylo
jam-se a
Domesiic SewnR Machine i C
S. A.
Tetephone n.158
NBW. YOR, .

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Sftxiar^^a 21 l\ Uu*'w+ o 188?
Tnico
Oriental.
/Va ^
^0

Aluga se barato
Boa dos Guararapes n. 96.
Ra Visconde de Itaparica d. 43, armazera.
Becco Can pe lo n. 1, 1 andar.
Largo do Mercado u. 17, loja com gai.
Al casasda ra do Corono! Suassuna n. 141
Largo do Corpo Santo n. 13, 2. andar.
Trato-., na ra do Commercio n. 5, 1* andar
eicripterio de Silva Guimarae ft C.
luga-se '.
o grande sobrado rna Imperial n. 8, que foi do
fallecido conselheiro Jos FeJippe, com grande
terreno, diversas frueteiras, agua encanadaegas;
ti tratar na ra estreita do Rosario n. 8, esenp-
torio.__________________________________________
Frofessor de msica e instru-
mentos
v
JoSo Jos de Paiva contina a leccionar musi-
ta e qualquer instrumento, em casas particulares,
au cm sua casa na Capunga, ra de Joaqun Na-
buco n. 14. Pode ser procurado na ra Nova n.
13, loja de msica.
Aluga-se
A loja do predio da ra Mrquez do Uerval
travessa do Poacinho n. 33, propria para estabe-
lecimento commercial ou officina, a tratar no largo
do Corpo Santa n. 4, 1 andar.
Alugam-se
O 1 audar c soto da ra das Trinheiras
34.
O 1 andar de n. 123 da ra da Gloria.
r7_0 andar terreo do mesmo, ambos com agua e
bons quint&es.
A tratar com o Dr. Claudino do Mello, ra do
Visconde de Albuquerque, antiga Matriz da Boa-
Vista n. 25.
Aluga-se
o 2' andar do sobrado n. 35 travessa de S. Jos ;
o 1' e terreo do de n. 27 ra Vidal de Negrei-
ros; o 1 do de n. 25 ra velba de Santa Rita ;
o 1 do de n. 34 ra estreita to Rosario ; todos
limpos : a tratar na ra do Hospicio n. 33.
Alugasc barato
Urna boa casa terrea i ua da Casa Forte, com
5 quai tos, 2 boas salas, cosinba lora, quarto para
engommado, quarto para banho com uro bom ba-
nbeiro, tanque para lavar roupa, latrina e bom
quintal todo murado, tem ura por'.ozinho de ferro
ao lado cem terrBcosiuko e acentos, e fica perto
da estaco da Casa Forte ; a tratar na ra do
Imperador n 31, arma7em do gaz.
Aluga-se
a casa da ra do Pro; reaso n. 23, com commodss
regulares e 1 i ropa ; a tratar na ra do AragSo
numero 37.

lnga-se
o primeiro andar do sobrado do pateo de S. Pedro
n. 4, tem sgua e gaz : a tratar na ra tsir U do
Rosario n. 'J.
Precisa-Be de urna, morigerada, que
faca tedo serven para urna familia,
de duas pessoas; ra do Rangei
AMA
n. 53.
Ama
Precisa-se de urna ama para menino : na Ca-
punga, ra do Dr. Nabuco o. 16, casa de azuleja
amarcllo.
Ama
Preelsa-se de urna pina para zosiabar ; a tratar
na ra do Barao da Victoria n. 54, loja de mo-
vis.
Ama
Precisa-se de urna ama pare ccwahar ; na ra
larga do Rosario o. 20, loja.
Ama
Precisa-se de ura ama para o servico domestico
de urna casa de familia ; na ra do CotoreUo nu-
mero 46.
A iwl 1 ./-^
Precisa je de urna ansa para coeiahar ; a tratar
no 1 andar u. 22, roa larga do Rosario.
AMA
Tricofero de Barry
Garntese qr.afa* nas-
cer ecrescer o catrs ilo-amila
aos mai* calvos, cura a
tinlia e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeco. Positiva-
mente impeda o cabello
de cahir ou de embranquo-
cer, e infallivelmente o
tomaespesso, macio, lus-
troso e abundante.
lili ]
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perf um e no mun-
do que tem a approva95o oficial de
um Govemo. Tem duas vezes
ni nis fragrancia que qualquer outra
dnraodobrodotempo. E'multo
mais rica, suave o deliciosa. E'
mnito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel na
len canto no banho e no quarto do
I doente. E' espeoifleo contra a
I rouxidSo e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
I depmaios.
lampe Je Viia le Renter No. 2.
LOTERA
PABA
EDUCACAO DOS INGENUOS
/roaAe.
sa UlysS ROY, eaiPOKars (FranSJ
imite PBOUST, Sucr- L Gente
ajfTES db ra-o. mkjb de saI/-*
Cura positiva e radical de todas as formas de
jscrofnlas, Syphiiis, Feridas Escrofulosas,
AffeccSes, Cutneas e as do Couro Cabel-.
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
encas do Sangue^Figado, e Rins. Oarante-se
que purifica, enriquece o vitalisa o Sangu.
e restaura e reno va o systema inteiro. g *
Sabao Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian.
Sas e para a cura das moles-
as da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Deposito em Pernambtico casa do
Francisco Manoel da Silva & C.
Precisa-se de ama amapara
lavar, eagommar e faze roais
alguna servicas de casa de fa-
milia : menos comprar e cozi-
nliar : na ra do machuelo n.
13. Deve dormir em casa.
Ama
Na ra da Madre de Deus n. 3, hotf I, precisa
se de urna ama que seja de idada, para lavar.
U commercio
Os abaixo assgnados rjartieipi.ro ao publico c
especialmente so commercio desta praca, que no
. da 18 do correute dissolveram .imigavclmente
a socie iade cummercial qoc tiobsin no estatele-
eimento na casa da ra de Alves Cabral n. 1 ou
26 A do Corr.mi rco, que girava sob a firoa de
Mathiae Gomes Peniaudes & C, na fregoezia do
Recife, retirando-se o sccio Mathias Gomes Fer-
nandes pago c eatisfeito de todo o eeu capital e
lacros que tiuha na mesma casa, at prtEcnte
data, fiend > com todo o activo e passivo da mes-
uia o socio Joaqun; Lopes Barros, nico repon-
savel; hsuj como d'ora em diantc a 6rma da ca-
sa ser o no:ae individual do abaixo assignado, p
participamos mais que eabiram da rresma casa os
seus caixeiros Delfinj Miguel da Cvsia e Viceujc
Gomes Fernuuiies.
Recife, 18 da Janeiro de 1887.
.1 nquim Lopes Barros.
Matbias Gomes Fernander.
Criado
Precisa-se do um que saiba 1er e escrever e dn
nanea de so conducta : no largo do Corpo Salto
n. 19, segundo andar.
].%.%
Aluga-se o andar de cima, da casa n. 23, rna
do Noguerra, rom boiu quintal e cacimba : tra-
tar na roa Duque de Caiias p 47.
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fiffado de bacal ho
COM
iypopliospliitos de cal e soda
ApproTada pela Jnna de ny
giene e auorlsada pelo
goTerno
E' o melber rni dio at hi je det-coberto para a
ilMlca hrhnlaw. ra-
cbttiM. a>'tntn. s eMiliic em geral.
tleflBXO*. ifiiie clsrontca e nTec^Oe
do pello e ti surgania. (M3
E' milito sv.irT"r ao oleo simples de ligado de
bacalbo. parqM. alcm de tr.r ebeiro e sabor agra-
daveis, possuo tod.is as virtudes medicinaba e nu-
tritivas do oleo, him das propriedades tnicas
reconstituintts d a liypophospbitos. A' veuda na
rogaras eb->>ic-as.
Deposito em Pernarr.buco
MfHBKM
AvisiQics aos possos freguczes que pelo
ultimo vaper ciegado da Europa recbe-
teos o mais inncrno i dignte Bortimetito
de ctapos de s-.l para hoiDfns, senhoras
e criaiMja, este8 pela, sua elegancia e va-
riedade rati^fazcm bem crianza que de
presente reerber uru ; apruveiteru que es-
tao se acabando, vendas em porr_o e a re-
talho.
Este arredrado estabelecimento, j bas-
tante conliecido quer pela seriedade e ca-
pricho do todos os seus trabaihos ; previ-
ne aos a'us amigos e regupzcs para lhes
evitar que continen a ser prejudicados
ou Iludidos, que a.'t.b.rar.i com a leja filial
da ra de Cabog. qualquer pedido cu en-
comroeDda dever snr feito para
I5--RUDO BARO DA VICTOR1A-15
J.,**4 Femlra A C.
Coinhcira
Prec5s-ss de urna que. deseTiperbe o lugar e
darirji em rusa; ru Duque de Cnia n. 42,
por cima da tyr.-.graphii.
Especia!
Magnifico a^sucar refinado. Mu igunl neste
mercado. litCi>io Sa'r'ieirul, 115 numero tele
pbonico. Kua Mareilio Dina n l'
ViiilifeM
TOH'iCO RECONSTiTtTIlTE
Keaieio soberana
na u
. nnmiw r. **, c\bie d->s otsos.
ATF5I .VAS,
otAsn ;


HK71
Mtsiiiia
Ulc familia estrang'ira pnciss de urna meni-
na de cond'ica afincHiin, no i cm<-nte para tomar
cunta d^ urn-t tri-.ncitilia de oito mes a, dft se bom
trato e pag3 c bom ordenado ; informa-so ra
Nova de Sauta liita n. W, sobrado.
I
DA
COLOJLUSABEL
aos 4o:oeosooo
40:0008000
20:0008000
10:0008000
5:0008000
Esta lotera, cuja 11.a Serie da 24.a parte, ser extrahida
na segunda-feira. 24 do corrente, s 4 horas da tarde, no Consis-
torio da Igreja Conceico dos Militares, acha-se venda as se-
guintes casas:
Ra do Barao da Victoria ns. 40 e 43.
Cabug n. 2. "*
Bangel n. 2.
Larga dO Rosario ns. 24, 36 e 42.
No mundo lotrico a nica que pelo seu plano, mais vanta-
gens offerece aos jogadores. e no Brazil, at hoje. anda nao achou
nenhuma outra que se approximasse em vantagem na distribuipo
dos premios, e para prova desta asserco pedimos a attenco dos jo-
gadores para a seguinte TABELLA comparativa dos referidos pre-
mios distribuidos por esta lotera e as suas congeneres:
lotera do gmo-par
D 70 i de premio do seu capital.
DEM DO CE4IV
68 34 i0 idem.
DEM de alagoas
73 3x4 X idem.
dem de minas-gekaes
Menos del \
DEM DA COLONIA ISABEL
Distribue em premios mais de 85 1j8io.
V Prtame ensntloo
i anaci cEsaenoJatCojm^v/w lootnaoa. 600 8
?. Prfu moa para todas ctlcoro 4.100 baacca SOOn
%Saaenc]adfU>amonde7a'ia.o.!&amo. COO
-------?-------
De_H>sllari03 em J*?mom*iie
tTMknalaoB. *. Tafxeiro
Precisase de um caixeiro com pratica^demo-
lhados e que d conbecimento de sua conducta :
a tratar na ra Duque do Caxiis n. 30, padaria.
511
Prccita-se de um cosinbeiro ou cosiuheira, na-
cional ou estrangeiro, que entnda de sua arte-
queira 4ccfllpanbar um oasul sem filhos para lu-
gar prximo a esta capital : trata-se na rna Im-
perial n. 1"8. Tambera precisase de ama engOu>|
madeira, nacional ou ealrangeira.
- Vicente M. Tibnrcto Ferreirn
Delpbina Augusta Ferreira e seus irmos, Fran-
cisco de Paula Tiburcio Ferreira e seus irmao?,
os sobrinhos e cunhad >s, agradecem cordialmeute
todas as pessoas qae se digusram acompanhar
ultima morada os restos mortaes de seu presado
pai irmao, tio e cunhado, Vicente M. Tiburcio
Ferreira : e de novo as envidara i assistir as
miesas, que palo eterno repouso de sua nlma,
mandnin resar no dia 21 do corrente. a 7, 7 1,2 e
8 horas ia manoS, na matriz da S. Pedro Martyr
da eidade de Olinda.
{aw af '-. ju- :
Vicente NRlasnnao Tiburcio
Ferreirn
O commendadur Msiwl Jos Hachado e sua
mulhcr D. Msrgarida Julia Ferreira Machado.
por si e pelos filhos, irmaoa, e jnhsdos e sobrinhos
I do finado Vicente Malagunso Tiburcio Ferreira,
onvidsm a todas ?-s pessoas de sua amisade, para
assistircm ns missas que por alma do mesmo tina-
do, maedam celebrar uo convento de S. Frunoisco
desta eidade, s 7 1_2 horas da insinht de sexta-
feira 21 do corrente ; por coja assistcocia pro-
testam-lhes sua eterna gratidao, bem como i to-
das as pessoas que se serviram acempaubar o
corpo do fiuad'i io eeu ultimo jazico.
5!
FrtaiiciMCw Alu- Sloiiteiru Jnior
E.-meliuda C. Carvalbo Monteiro, Lua Alvca
Monteiro (auiente), Mara Alves idonteiro Car-
neiro e Manool Jouquim Carneiro, agradecem cor-
dal mente a todos os parentes o amigos a prova de
atten'cao consideraco que demonstraran, com-
parecendo ao enterramento do teu presado espeso,
pai e sogro, como tambein a todas as irmandades
que se prestaram a comparecer ao referido acto, e
da novo conviiam a todos o. parentes e amibos
do mesmo finado a assistircm as missas, que se
hao de celebrar por sua alma na igreja do Espirito
Siiit -, sabbado, 22 do corrente, s 8 horas da rna-
nb. 7 dia do seu iufausto paesamento, pelo que
se contessam summamente penhorados por mais
esta prova de religiao e caridade.
ai MMWBBW
300:0001)
Lotera de Alagoas
IJ\r:i<*io- Torca fesra 2S
do correte
Intransferivel
Bilhetes venda na c&sa fdliz, Pra{a
da Independencia ns. 37 e 39.
V
* DfPOBTAMtt m *^r"
Nova PERFUMARA Extra-Ana ^
rCOBYtOPSIS tomm
c ?mm >
Wm........ ST10PSIS Itl'Ari itum... C0RY10PSIS UikfU
a.....nCORYlOPSISdBJLril) BKiUiStiA.. CORYLOFSISdo JAP0
IBa.WWamnSSRYlOPSISdtJAPiO j ft........- C0RT10PSIS do JAPO
..atCCRvLOPoSdtJAPAO-_POUli......nCOHLOPSISlJlFil
Cosiuheira
Frodies na Yarzea
Precisa-se de urna cosiuheira ou cosinheiro, qne ,r Troea-ae ou vende-se dous bous predios na
trabalhe com perfeicSo ; na roa do Marque do Varz.s, a ru, do bol a 17 defronte da es ac5o :
Herval n 10 quem pretender dirija-ss ra da Oruis, no acou-
gue maritiso.
Ama de leite
= Na ra de Pedro Affonso n. 16, tem para
alugsr urna com uiniu leite e aadia. de cor prota.
Copeiro
Precisa-se, para easa de familia, de um menino
do 12 snnos, que d fiador de sea conducta ; di-
rija-se Cruz de Almas n. 8 (Tamarmeim).
SNDALO de IHIDY
- Approrado psla Jnntad'Ejglene do Rio-de-Janeiro
Snppriae a Copahiba, as Gubebas e as njec?5e3.
Cura em 48 horas todo e qualquer corrimento. E' da maor
eficacia as affecgoes da bexiga, torna as urinas claras por mais
turvas que sejao. Deposito em Pars, 8, ru Vivlenne.
PERFUMARA
PARIZ
Segredo da Juventude
LAFERRIRE
PARIZ
Segredo da Juventude
OLEO LAFERRIRE
AGHfl- LflrL,""'ttt 1 Wrm Par* o. COMI..
POS LAFERRIRE W Kf ESSENC!AS DIVERSAS
Para o Rosto. ^KmmmWk^
PRODUCTOS HYGIENICOS para conservar a Belleza do osto e do Corpo.
Di)0alti>rio8emrfmaMt^o.-FRAN"K.da8II.VAtC'e nai pnjaarae;
s Perfumaras c Cabellcreiros.
GKtmin fium
Madame Fsnny Silva, ex-cortadora da casa
Worth de Paris, 'cindad d.' Londres, cm Buenos
Ayres, e Ni>tre Damo de Paris, do Rio de Janeiro,
fax vestidos para bailes, tbeaia^s, pannoa para
senhoras e meninas, confecciona enxovnrs pan
casamente, visitas, purdessu., roupa branca, etc.
Dispondo de um pessoal habilitado, fu vestidos
no prsso de 24 horas. J' rn> ea de modas frtneeies
p ingles* a. Moldes recebidos directamente da casa
Worth, de Paris, e da importauto cusa Nieh Ison
deC5t, 8t. Paul, Cburcbyarl, de Lcndrec. Eo-
carrega-se de vestuarios pbantasia para o car-
navaL
Ra do Imperador n. 60, 1 andar.
Para escolas collegios e aulas
particulares
Encontram-se venda, a retalho S cm grosso,
oom iinpoi-tar.ti s abatim^ntoe, tidos os
l.lvi''a circlarcN
No armazern do Q. Laportc 4 C, ra do Impera-
dur e, I-i.
^eitw
Precisa so do um hamcm que entend1, do jar-
diui, plautas de capim e mais servi.os tendentes
a um sitio, prefrrindo se estrangeiro ; h tratar na
roa de Pfdro Aff.nso n. 53, antiga a Prr.ia.
JOSEPH KRAUSE 8: C..
Acabara de augmentar o sen j bei conbecid
niportante estabelecimento rna i
de mar^o n. 6 com mais
ora salo no \ andar Inxuosamcnle prepa-
rado e prvido de orna exposi-
Ii f: m de prata d Pri eaMrofMi
dos mais afamados fabrfesgtes do
mundo inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos amigos e freguezes a visitaren,
o sen estabelecimento, am de
apreciaren, a grandeza; bom gosto com qne
nao obstante a grande
despeza, o adornaram, em honra
desta provincia.
.GHHB ABElfO DAS 1 DA HUTfi
COIVITI
______________
PPRES3R0 nStfrnil' KV8JL6iAS ._
Utdra-M a -ja> ane penetra no peno acalma o syroptom aerveao, rjdiiu
Smeetors^ao t lavoelaa a* runoooe. dos orssOs respiratorts.
U.liMBtnrnH n r.iT- *- -*"" ai-t.mmarts. Ma
INJECT10N CADET
Sura certa em 3 das sem outro medicamento
PAMIB V, ffoulevard Mftut*+> 7 =- JPAUM9
>;,
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6.

imo*om^.
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^
Diario de PeraaMbacoSe*ta-4eira 21 de Janeiro de 1887
Professora
r.iTan senbora eonipet/mtetnente habilitada, pro-
noe-se a leccionar era ellegios e casas partcula-
reTaaaeguintes materias: portngu-r, francs,
mu8.ca e piano 5 a tratar na ra do Marque, do
Heiwl n. 10.
das
*'3t
dio ao rtosto
a bella alvura vapo-
vrosa tpw fez a reputacao
1 a an/flufdarta.
PAN AIEU C
parU, raa VtftcMiarf, 70.
lueitariNM Pmee WMai" aS.VA*Q*,
3~
Allendile
BouqoeU da ultima inveneao, para casamento,
etc., e tambeui capellas raertuarias de perpetuas
fabricados por Joa Samuel Botelho ; a tratar na
ra, do Bario da Victoria n. 0, loja, e roa do
Marques de Olioda n. 48, leja.__________________
Um perfeito cosinheiro, francs, recen-
temente chegado da Europa, fferace-se
para casa particular ou gotel, carta neato
jornal a*A. L. __________________
Attengao 5fl'
O abaixo assigosdo
quantia cima a qtrem ap]
lo de sella com todos or
sendo a sella inglesa
usada, que furtaram
III
ratifica com a
ebender o caval-
scus pertences,
uito pequea e
sitio aonde mora,
de prprledade do Sr^Castello Branco, na
noitedo dia 12 para*3 do corrente cajo
avallo tem seguinteysignaes : muito gran-
des, gordo, castanhC andrino, frente abor-
ta, urna marca branda na testa, tem a mJto
e o p esquerdo calcados de branco, olhei-
ras pequeas, os dentes do queixos todos
quebrados, tem urna ferida no peito, de
colleirs, por ter andado alguna dias no
cabriolet; consta-me que foi visto pasear
pelo estrada do Faod&o.
Qaem o apprehender pode leval-o ao
sitio cima, ou ra do Caes da Cam-
pnula Pcrnambucana n. 2, escriptorio,
que receber a quantia cima.
Recife, 13 do Janeiro da 1S87.
Jofio Mara A de liveira Filho.
Vllenclo
Jalropb
Munipocira
Precisa-ec de um, a
ci n. 44.
Cosinheiro
traetar. ra do Commcr-
1882, Bordeaox- tteialh da B'onn;
hlois Uta* ha da Prati; Rocho-
fort: r.e$3o ia U-dalha da Prata,
grande modelo.- 1883, Amsterdam I
UcJaiha oa Prati dourada. 1885,
Expoticfio de Trabalho: Admiai lo
i k
Alimentario Rca
ic srisciplcj anuas s pkcjpatatfo.
\ PARITTHA. lffiiw o mclhor auxiliar
da ama de lcitenaallmen'^S'jdascrlancinlias.
Experimentada rom o rr.cihor xito as ucenes,
ospiiaf ? e Asvlos, C soberana para as Criancas,
i ssoas idosas. todas e as que sjffrein de
Oasvi-itis, Gastr algias, Molestias de Intes-
tinos, Pr!s5? de Vcntra refceldes, e tudas
as ATcccCcs que n:.o pcrinltlern ao estomago
supporuV a aumenta So occeesaria para a pro-
dcelo la (otra e da sai
1 ilB fc NiaM REGISTRAD* : i VKGE1
numiriKioJi .B'.m BordeauxlFrt.it*)
le FernttnSucj : :<- 71. dfc Gilva t\ C
Esse medicamento de urna efficacia reconhecida
no beriberi e outraa molestias era que predomina i
hydropesia, acba-se modificido em sua prepara
co, iracas a ana nova formula de um distincto
medico cieeta cidade, srndo que tmente o abaixo
assignado est habilitado para preparal-o de modo
a melhorar Ihe o gosto e cheiro, sem todava alte
rar-lbe as propriedadiB medicamentosas, que se
conservan) com a meema aetividade, se dSo maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
eeUmsgo.
i nlco depoaito
Na pharmacia Conceicao, ra do Mrquez de
Olinda n. 61.
Celeste
Rodrigues de Fara & C. aeabam de reeeber dos
8rs. Bento de S4 & C, urna especialidade em fu-
mo Rio-Novo, desnado a capricho, com a marea
Celeste,cujo emblema os seus fabricantes no
deixam-se desmentir, porqao realmente macio
aromatisado, fasendo err mesmo aquelles que j
o apreciararo, que os anjos agradecidos pela feliz
iembranca o balejaram: ra de Mariz e Barros
n. 11.
Falsificares
Para evitar falsificaces com referencia ao co-
nhecido PEITORAL DE CAMBABA, deve exi
gir-se este preparado com a firma do auetarAr-
vares de S. Soares em rotulo circulando a ro-
Iha do frasco e a marca da fabrica nos involtorios,
cirulada pelo nome dos agentes e depezitarios,
geraes em Pernambuco Francisco Hanoel da
Silva & CH a ra, do Marauez de Olinda n. 23
mm*iiWBHkW&Hmm**MaW*
CREME de VOGEQT
Especialdade de Cassls
C JUSTIH DEVILLEBICHOT
DIJON (COtNDr) Trattaa.
>
19 Medalhna mi co/'c8 da .'
M 1853. 1110, 1JI7 (Eiposltai OirnruI)
IJOH IUS (MealhJ de Honnl. IB63
Lonta. micos iui bordecx 1159, imi
BOOM 1151 BESUOOH, TBOYES 1B63
CeposiUriMeaPrnamiuco :rranc"M. di SILVA AO,
esfriamento, gosse, gatarrho, Risica
XAROFEoeHYPOPEOSFHITOdbOAL
de GRIMAULT & C,a
Approrado pela Junta d'Hygiene do Rio de Janein
Fazendo-se uso deste Xarope, calmao-se os accessos de tosse, desiap-
parecem os suores nocturnos, goza-se de um somno reparador,
desperta-se o appeti.te, e o doente, augmentando suas torgas, apresenta o
aspecto de quem cosa boa sade. Os mdicos recommendo que se tome
aomesmo tempo as Pastilhas peitoraes de sueco de alface e
agua de louro cerejo de GRIMAULT e Ca, que constituem os
dois calmantes mais inoffensivos da materia medica.
Os /rasos ora, que oMMsH esta Xarorj. mi de ama bella eSr de ro> WMO
a marca de fabrica, o mello e a firma da nosea casa.
Deposita ta PAHIS, 8, Rae Vivienne.
e as priDcipaes Pharmaciaa e Drogariu.
al
Maria do Livramento, velba octagenaria e pau-
prrima, pede as almas earidosaa que Ibe mande
urna eamola pelo amor de Deus. Mura no bneca
do Bernardo n. 51. E' urna obra de caridade.
VEHDAS
__ Vende-se portes de ferro, gradeamentoe
para muros, jardins e tem co, bandeiras de ferro
para portas, de differentes modelos, ditas de arcos
pa para portas de ra, dobradicaa de chumbar,
galiinheiros de ferro, carrocas para boi e cavalla,
femilhos grandes -i para carre cas e carrinbos
dealfandegae d' i no largo daa Cinc^Pon-
tasj^.^4, defrontc v_______________ .
Cocheira venda
Vndese urna cocheira com bons carros da
passeio, bem localiaada e afraguesada, por preco
muito mdico em rasai de scu dono nio poder
. administrar p:r ter de fascr urna viagem ; os pre-
- tendentes acharao com quem tratar ra Duque
de Caxias u. 47.
Bom emprego de
capital
Vende-se por barata preco o sobrado n. 25 da
ra da Moeda, de um andar e sot&o, slidamente
construido e em ptimo estado de conservacSo,
rradendo annnalmente 696*000 ; a tratar na ra
uque de Caxias n. 73.
Virgein
O melhor e mais puro de todos os vinbos de
mesa, que 'e encontram actualmente no nosso
mercado. Marea JS8 Salgueiral. venda na
travessa da Madre de Deus n. 21, Joao Fernandes
de Almcida.
LOTERA do cear
400:000*000
L\ TRASFERIVEL!
Corre quarta-feira, ||. de Janeiro.
liu vigsimo tiesta importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
*


240:000*000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
INTRANSFEIUVEL!
Corre segunda-feira, 24 de Janeiro


*

i
Aos 1.000:000^000
200:0001)000
100:000$000
mu JiiTim
DE 3 SOBTEIOS
Era favor dos ingenuos da Colonia Orphanologiea Isabel
DA
PROVINCIA. DE PERNAMBUCO
ExtrsccQ a 14 e Halo fle 1887
0 thesonreiroFrancisco Goncalvcs Torres
"LOTERA
0:0008000
S>
Extraccao iiriransferivel sexta-feira, 21 do corrente
Um vigsimo desta lotera est habilitado a tirar
. 15:000$000
tWide-se na Casa da Fortuna, ra l.de
Mar^o enV nio dos abaixo asignados.
^ Martins Fiuza 8f C,
Superior assucar ie turbina, especial para
doce. Refinaco Salgueiral ; 445 numero tele-
phonico. Roa Marcilio ^)ias n. 22.__________^^
Aprovcitcni!
Basar de passaroi
Ba do Bom Jess numero 28
Este estabelecimento para acabar, est venden-
do to .03 os pasBaros, gaiolas e gneros existentes
no meamo, tudo por preco o mais barato possivel,
s para liquidar. __________________
A Kevolugo
A' rea Duque de Caxias, resolveu vender
os seguintes artigos com 30 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachemira bordada a 1500 o covado.
MiriDs de cores finos, a 900 e 1*200 o co-
vado.
Ditos pretos a 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e
2*000 o covado.
Lia mescladas de seda a 600 ris o covado.
Ditas com listrinhas de seda a 560 ris o dito.
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
Liadas alpacas de cores a 440 ris o covado.
Las com quadrinhos, a 400 ris o covado.
Gaze com bolinhas de velludo a 800 ris o co-
vado.
Setim maco lavrado a 1*300 o covado.
Seda palba a tsOO ris o covado.
Ditas de cores de 2* por 1*000 o covado.
Setim maco lito a 800 e 1*200 o dito.
Grs de aples preto a 1*800, 2*000 e 2*500
o covade.
Setinetas lisas a 320 e 400 rs. o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 rs. o dito.
Ditas pretas finas, a 500 rs. o dito.
Fustes brancos e da cores a 320,400, 440,
500 e 800 rs. O dito.
Zepbiros finos, escosseaes, a 500 rs. o dito.
Zepbires de quadrinhos a 180, 200 e 240 ris o
covado.
Zephiros lisos a 1J000 o dito.
Alpacio de cor para pslitot, a 1*000 o dito.
Velludilhos lisos e lavrados a 1*000 o esvado.
Crotones finissimos a 240, 260 e 240 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 360, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 1*800 urna.
KSeda escosseza a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 urna.
Ditas de crochet a 8*500 dito.
Camisas bordadas para homem a 30*000 a du-
ia.
Ditas para senhoras a 30*000 a dita.
Crtcs de casiaira finos de 3* a 8*000 um.
Casacoa de laia a 10*00 um.
Fichas de retroz a 1*000 um.
Ditos, de pellucia a 6*500 um, (bordados).
Cachemira de cor a 1*600 o corado.
Flanella americana a 1*400 o dito.
Cortinados bordkdos a 6*000 e 7*000 o par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Meias para homens de 2*400 a 9*000 a du-
Zlft
Ditas para senhoras de 3*000 a 12*000 a du-
zia.
Mantilhetas de seda a 6*000 urna.
Espartilhos de eouraca a 4*000, 5*000, 6*000
e 7*500 um.
Toilett para bapsado a 9*000 e 12*000 um.
Lencos brancos e com barra a 2*000 a duzia.
Anquinhaa a 1*800 rs. urna.
Brim de linho de cor a 1*000 a vara.
Dito pardo a 1*000 a dita.
Esguio amarello e pardo a 500 ris o covado.
Chales Je mirin lisos a 1*800 um.
Ditos estampados a 3*000, 3*500 e 4*000 um.
Cortes da cachemira para vestidos a 18*000
um.
Redes Hamburguesas a 10*000 urna.
Panno de crochet para cadeiras e sof a 1*000,
1*200, 1*600 e 2*000 um.
Henrique da Silva Moreira.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escesses preferm
10 cognac ou agurdenle de canna, para fortifica
j corpo.
Vende-se a retalho no t Iteres armazena
nolhadoe.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo no
'me e emblema sao registrados para todo o Brazi
________BRQWNg & C, agpntes___________^
Cabriolets
Vende-se dous cabriolets, sendo um descoberto
e outro coberto, em perfeito estado, para um ou
dous cavallos; tratar ra Duque de Canas
n. 47.


LOTERA de alagoas
300:0001000
Esta acreditada lotera corre Terga-feira, 25 de Janeiro
1

j
i

600:000000
Esta seductora lotera corre sexta-feira, 3 de Fevereiro de 1887
Um vigsimo habilita a tirar 30:00$000
Os bilhetes destas acreditadas loterasacliam-se a venda na
RODA DA FORTUNA
36Rua Larga do Rosario36
Bernardino Lopes Alheiro.


200-.000&O0O
LOTERA DA PR01MA DO PAM*
EXTRACCiO DA 7* PARTE DA I* LOTERA
1 BENEFICIO DA SAffl CiSA DE MISEBICOEDIA
Terca-feira 25 de Janeiro
ao meio da
Esta lotera, por algam tempo retirada da circulayao, dtevido a grande guerra que
lhe promovern), como do dominio publico, vem novamente tomar o seu lugar de
urna das vantaiosas loteras do Imperio. -
O agente pede ao respeitavel publico a Ba benvola attencSo para o plano das
LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso publicado nos jornaes e impressono ver-
so dos respectivos bilhetes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
distribue t .
12.436 premios, ou qaasi a quarta parte!
Anda mais : esta a nica lotera quo premia todos os nmeros cujos dous al-
garismos finaes forera iguaes aos dos
V evatab ^
D antros, Chavos
Virus, Ulceras
DEPRAfoCHABLL
Ea ts Onda m siico/itra ntli i
ItUcliCtaili.
36
[CHA8LE
S00 2>eT?
& nrtst.*. *
GOHOfttH, FLOBESbrtncU,
PERDUS SEIHIHAES,
ESBOTAHEHTO, etc., eto.
CURATO DE FOSO CHABLE
Bm lodo ai boat
?y. Pharmacia $ y!
r.
o sraw*

Vaeca
Vende-se urna vacea turiua com urna cria de
seis meses, e sem deieitoa : na ra do Imperador
n. 21, cocheira.
Borracha para limas
Vendfm Rodrigues de Faiia & C, ra de Ma-
'ia & Barros n. 11, esquina da ra do Amorim.
S MES DE FAMILIA
Para remediar a fraqueza das criancas, desen-
volver anas torcas, sea necimenio e preser-
val-os das mole.sas cmbsbuus idade tenra,
os priD-.ipaes Mdicos e lemtro da Academia
e Medicina receila, Cjn grande xito, o verda-
deiro Bacahorft in Afcbes de Delaugrenier,
de Paria. ^^^^Hnto muilo agradavel com-
posto de snbsfanc'is vegelaes nutritivas e
fortifleacte, se espalhc i>or soda a economa
e eni vista de suas propriedades analpticas,
melhora a compasi^-ao ao leite das senhoras
que criio. e jr*stara as torcas euraquooioas
do estomago.
Otmuiloi jn ttiiti i eittdti HoBruMititlo !******<
QATKO PREMIOS MAIORES
100*
60d
50,5
m
A SABER
s duas letras finaes do premio de.......
s duas letras finaes do premio de.......
s duas letras finaes do premio do.......
s dus letras finaes do premio de.......
200:0005000
40:0005000
20:0005000
10:0005000
Tambera sSo premiados todos os nmeros das centenas dos quatro primeiros
*" A1B destes, tem esta lotera grande quantidade de outros premios de bastante
importancia. E' tambera esta a nica lotera que garante que* comprar 1W nme-
ros de terminales aiflvrentes 32 1/2 % independente dos premios avultados que
P.w-----EM,0S S0 nm m mmm
A*s extraccSes s5o feitas em edificio publico e sob mais severa fiscalisaclo por
parte das attoridades. 0 ei
Os bilhetes acbara-se venda na agencia e era todas as casas, em Santos, bao
Paulo, Campias, Rio Orando, Babia, Cear, Marauh5o, Para, Amazonas e era Per-
nambuco ua Nova n. 40 CASA DO OURO.-
0 agente no Rio de Janeiro
Augusto 4a Rocha Montoiro Sallo
23Rn de l>uguapa-23
grageas de Ferro Rabuteau
Laureado do Instituto de Franea. Premio de Teraputica
O emprego em medicina de Perro Rabuteau baseado na Sciencia.
AsVerdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
Chlorose Anemiu.PalidasCores,Corrimentos,Debilidade,Esgotcimento,Conoalescencta,
Fraauea das criancas, Depauperamento e Alteraco do sangue em consecuencia de
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 46 grageas dor da.
2Vem Constipaco nem Diarrhea, Assitmlacao completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pessoas que nao podem engulir
engulir as grageas. Um calix de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as criancas.
{Ut Urna explicado deUihada aoompantta cada frasco.
$wigir
o Terdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & Cia, de PAIS, que m
etiontra em cota dos Droguistas e Pharmac6ittias._____________^
A' Florida
Rna Duque de Caxias n. IOS
Chama-ec a attenco das Exmas. familias para
os procos seguintes :
Luvas de seda preta a 10G0 o par.
Cintos al 1000.
Lavas de pellica por 2^500.
2 cairas de pspel e envelopes 800 rs.
Luvas de seda cor granada a 2j, 2J50O e 3<
0 par.
Suspensorios para menino a 500 rs.
dem americanos para homem a 3f.
Pitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 ra. O
metro.
Albuns de 1/500, 2, o, ate 8i.
Ramea de flores finas a 1J(500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1 o par.
Porta-retrato a 500 rs., 1/, 1*500 e 21.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anquinhas de 1*560, 2, 2*500 e 3* urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilho Boa Figura a 4*600.
dem La Figurine a 5*000.
Pentes para coco com inscripcao.
Babadores com pintura e inscripcoes a 500 re.
Eslojos para crochet a .$000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca .,
Para a quaresna
Gal&o de vidrilho metro 1*.
Franjas de vedrilbo a 1*,
Luvas pretas de seda e Escocia.
i^Fiaojas e galoes fines a 2*500, 3*e 4* o metra
Para o carnaval.
Lindas mascaras.
Bisnagas de p de arroz.
dem idem de ouro.
dem pe fama das.
Lindas franjas de seda de cores com frocos pa-
ra eufeiur vestuarios de mas caras a 1 e 500 rs.
o metro, fasenda que i costn o metro.
BARBOSA & SANTOS
Tainhas
Vende-se tainhas
de superior qualidade,
em quartolas e em bar-
ris, mais barato do que
em outra qualquer
parte; na ra de Pe-
dro Affonso n. 11.
Oleo para machinas
8uperior qualidade, a 6*400 a lata de cine
galies ; venie-se na fabrica Apollo e em seos
depoeitosj________ -.
"
- Madama da Ooro na ExpoaH*. onlreraal 1STS
5 T. PAU {
- BRDEOS (FBAHCA)
4 Dtpctiioi em totfai s< tindat de ComttUto*. 9>
^attfffftftfft9


; s

i

>


Diario de PernambucoSexta-leira 21 de Janeiro de 1887
VARIEPADK

Resano da campanha com o
Paraguay, seguida dos nomes
dos brasilelros mais dstinetos
morios durante a guerra.
POR MELCH1ZEDECH d'aLBDQDEEQDB MMA
(ContinuacSo)
Capiio Joo Xavier Bego do { Bar-
ro*



Fea parto do estado-maior da Ia divisSo
e com ella assistio batalha de 24 de
Maio, e aos combates de 16 e 18 de Ju
lho, sendo elogiado pelo geoeral Argollo.
as fileiras do 11 de volntanos distm-
guio-se nos ataques de Curuz e Curupai
ty em 3 e 22 de Setembro de 1866.
Com o 42. da mesma denominacjlo to-
mn parte na batalha de Tuyuty, a 3 de
Novembro de 1867 e foi morto, quando
com a Ba companhia procurava impedir a
passagem das massas paraguayas que se
dirigiam para o centro do nosBO exercito.
Era natural da provincia de Pernam-
buco.
Opio Volalo de Albaqnerqne
Mello
Era tenente e ajudante do 4. batalhao
de artilharia quando tomou parte no ata-
que de 22 de Setembro de 1866, onde
i durante o canboneio e em occasiao apro-
priada e quando nos cahiam chuvas de gra-
nadas inimigas, leva-se de entliusiasmo, to
ma a bandeira e subindo trincheira, d
Viva a S. M. o Imperador, descendo della
depois de ter concluido a msica do hymno
nacional.
Sendo j capitao em commisso em um
dos dias do mez de Dezembro de 1867
commettendo a imprudencia de ir pasear
pela frente da linha avadada, a sentinella
fez-lhe fogo, pagando elle com a vida o seu
passo imprudente.
Capitao Joaqun Jone de Araujo
Olirelra Lobo
Apesar de se achar doento apresentou-se
para combater na batalha de 24 de Maio,
aendo elogiado pelo seu comportamento e
bravura e auxiliou o tenente-coronel Silva
Jnior a bater o inmigo, quaudo este pene-
trava na esquerda.
Este bravo official morreo no da de
Novembro de 1867 de molestias adquiridas
na guerra.
CapilaoJoaoNanes de Araujo Sodr
Distinguise muito no combate da pon
te do Itorr a 6 e na batalh de Avaby
a 11 de Dezembro de 1868.
Dez dias depois marchando sobre as trin-
cheiras de Lomas Valentinas cahio glorio-
samente morto.
Capitao Joaqnloi Teixelra Peixot
de abren e Lima
Commandando urna batera do 1. bata
Ih&o de artilharia nos combates de Sauce
a 16 e Bouqueron a 18 de Julho de 1866,
dirigi se sempre com intelligencia e cora-
gem
Com o 18 de voluntarios acheu-se nos
combates de 6 de Dezembro do 1868, e
batendo se a espada foi gravemente fendo.
Falleceu a 22.
Capitao Joaquim Francisco Fer-
nandea
Sendo capitao do 20. de voluntarios dis-
tnguio-se na batalha de 24 de Maio e nos
combates de 16 e 18 de Julho, portando-se
aempre com denodo e bravura.
Sendo ferido no braco esquerdo fez a
amputacao e falleceu a 4 de Novembro de
1866 no hospital braBeiro do Buenos-
Ayres.
Capitao Tose C?rIos Calral
Este valente e distincto capitao de ar-
tilharia foi morto por urna bala de canhSo
no Aguapehy em 18 de Julho do 1867
Cpllwo Jos Joaquim ttodrlguea de
Araujo
Distinguise no ataque de Corrientes
em 25 de Marco de 1865) pelo que foi no-
meado cavalheiro da Ordem da llosa.
Como alferes e quartel-mestre do 12.
de voluntarios distinguio-se pela sua intre-
pidez e bravura no ataque de Curupaity
em 22 de Setembro de 1866. ,
J no posto do capitS*falleceu em 15 de
Abril de 1867.
Capltito Jos Manuel Perelra
Distinguio-se no combate de 16 de Ju-
lho oombatendo com o 7. de infantaria.
Esse infeliz militar toi assassiaado por
um soldado do seu batalhao em 6 de Agos-
to de 1867 na vanguarda.
Capitao Maaoel Joaqun de Mattos
Distingui bb pelo seu valor e disciplina
nos combates de 16 e 18 de Julho de 1866.
Falleceu em l.c de Agosto de 1867.
Caplto Jos Llbanlo Blbelro
Foi morto no Bouqueron em 18 de Ju-
lho de 1866 quando com alguna dos seus
companheiros do 27.c de voluntario pene-
trava n'uma trincheira inimiga.
Capitao Joo El talarlo Brando de
Lima
Como capitSo tomou parte na batalha de
24 de Maio de 1866, sendo elogiado pelo
geoeral Arglo.
Este bravo e intrpido militar foi morto
sobre urna trincheira inimiga em Bouque
ron no dia 18 de Julho do mesmo anno.
Caplto
Tose Fortunato Alves
de Ol reir
Como capitao do 4. batalhao de infan-
taria houve-se com distincSo e bravura no
combate de Sauce em 16 de Julho de 1866
e falleceu no anno seguinte no acampa-
mento do Taby a 24 de Novembro, do cho-
lera-morbus.
Capitao Pedro de Alcaniara Pirler
Foi morto no dia 6 de Dezembro de
1868, combatendo na torrivel ponte do Ito-
rr.
m
FOLHETIM

0OORCNDA

POR
?AUL0 FE7-L
t
TERCEIRA
PARTE
gar o parapeito; nao encontrando porm
esse apoio, conseavou-se junto contra-
escarpa com a maior paate das referidas
pracas no fosso, latando contra o inimigo
que procurava feril-oB com laucas, arre-
mtssando-lheB ao mesmo tempo pedras,
tarrifes, tiros de fuzilaria, apossando-se da
bandeira quando foi ferido o alferes Hora-
cio B. de Barros, com "lia estimulando as
pr cas que o acompanhavam a tomar a di
reita do osso afim de flanquear ao inimi
go; o que nao poude conseguir por ser
gravemente ferido na milo esquerda e obri-
gado por isso a retirar se...
No dia 6 de Dezembro do 1868 foi mor-
to no sangrento combate da ponte do Ito-
rr; assim exprime se o seu commandante
interino : < .. Foi tambera ahi que o ba-
talhao soffri'U maior perda, cahindo victi-
ma do seu denodo o capitao Joo Barbosa
Cordeiro Feitosa, a quem ordenando al-
guna paraguayes que se rendesse, respon-
dendo que morreria como braz'leiro, pro-
curava tirar do cinto o rewolver, mas nao
conseguio, porque nao podia servir-so de
urna das inSos onde recebeu um grave fe-
rimento no combate de Protero-Ovelha,
sendo entSo promovido por actos de bra-
vura
Tito distincto e bravo militar que n'essa
campanha sanguinolenta era apontado como
bravo entre os bravos, poucou falla se no
seu nome e at mesmo no Cear, provincia
do seu nascimento.
Falleceu do
Abril de 1867.
cholera-morbua, em 14 de
Capitao Jos Carloa Baptlata da
Cruz
Esteve na batalha de Tuyuty conservan-
do-so sempre calmo e ajudando o comman-
dante Figueira de Mello a conservar em
ordem o batalLSo.
Tomando parte rio combate de 16 de Ju-
lho de 1866 foi morto, assim expri alind-
se o tenente-coronel Figueira de Mello------
t Tendo somento a lamentar a morte do
capitao Jos Carlos Baptista da Cruz, que
fiscalisava este corpo, que ainda desta vez
nao desmentio o conceito que delle tenho
fsito as partes dos outros combates...
Capitao Joo Lina Cavalcante
l.rlio .
Distinguio-se na batalha de 24 de Maio
pela bravura com que pelejou e sendo fe-
rido o major fiscal do 22. de voluntarios,
offereceu-se para fscalisar esse batalhao e
desempenhou osse lugar com o maior zelo
e dedicaco.
Distingui se ainda nos combates de Sau-
ce e Bouqueron cm 16 e 17 de Julho de
1866 e foi morto no grande reconhecimen-
Capifo Juatlno Perelra de Mello '
Tendo sido morto debaixo das muralhas
de urupaity o heroico commandante do
32." de voluntarios, o capitao Justino do
Mello, assumio seu commando no meio
do maU desesperado combate, atacando
tres vezes as trincheiras paraguaya.
Na terceira carga, quando j o inimigo
reconcentrava-se no interior do forte ouvio-
se um gritoa cavallaria corta a nossa re-
taguardaque fez debandar alguns eorpos
brazileiros e recuar o 32.* qua iotrinchei-
rando-se no matto, d'onde. fazia vivo fogo
sobre o inimigo, nao poude mais atacar as
trincheiras inimigas pelo pequeo numero
de pravas que restava.
Falleceu no dia 15 de Abril de 1867,
do cholera morbus.
Caplto Silverio Jos Va*
Distinguio-se nos ataques de Curaz. e
Curupnity, sendo n'este ultimo ferido.
Falleceu no dia 15 de Abril de 1867 do
cholera.
Caplto Manoel Germano de Mi-
randa
Era natural da provincia de Pernambuco.
c i l ___a~ TTmn,-i-: Assentou praca de soldado no corpo de po-
to feto s ternveis trincheirts de Humayt ,M"1 r v CLik-L,
no dia 16 de Julho de 1868.
Capitao Joo Rodriguen Barbosa
Jnior
Sendo 2. tenente bateu-se com muita
distmeco e bravura nos ataques de Curu-
z e Curupaity.
No posto de capitao o fazsndo parte do
2. regiment de artilharia a cavallo foi
morto no combate da ponte Itorr a 6 de
Dezembro de 1,868, por urna bala de arti-
lharia.
Capitao Joo da Coata Hala
Tomou parte no ataque do Curuz e Cu-
rupaity a 2 e 22 de Setembro de 1866
combatendo com o 47. de voluntarios.
Fazendo parte do estado-maior da 10.*
brigada de infantera distinguio-se no com-
bate do Itorr, na batalha de Avaby e no
ataque de Lomas Valentinas.
Falleceu em 8 de Setembro 1869 de
um ferimento recebido no ataque de Pire-
bebuy.
Caplto Joo Barbosa Cordeiro
Feitosa
Sendo tenente assistio com o 2. de in-
fantaria aos combates de 16 e 17 de Abril
e s batalbas de Estero-Bellaco e Tuyuty,
em 2 e 24 de Maio de 1866 batendo-se
sempre com muita distinecao e bravura.
No mesmo posto achou-se no combate de
Protero-Ovelha m 29 de Outubro de
1867 ; sendo elogiadojpelo Exra. Sr. ma-
rechai Mrquez de Caxias em ordem do
dia, que assim exprimi se : i .. .tenente
tambem em cooimissao do mesmo batalhao
(2. de infantaria) Joao Barbosa Cordeiro
Feitosa que offerecendo-se para com 20
pracas escalar a trincheira, transpoz pri-
meiro que todos o ante-fosso na intenco
de, apoiando se sobre a berma poder gal-
AS 1IEU3SIA3 SE ASOBa
(ContinuacSo do n. 15)
'? X
Bona domin
Com a breca disee Cocardasse, ain-
da nao te esqueces e do ofu-io.
N-m tu : foi perfeiumente execnta-
do, mas ticamos s -m os lencos
Se tiremos de censurar alguraas vesos
Paasepoil, nao foi de certo por iojusta par
cidade. A prova que nao tememos
assignalar na occasio os seus sentimento
virtuosos : era economi o. Cocardasse era
inculpado, pelo contrario, de prodiguliJa-
de.
Multo bem I continuou elie, o peior
est f<-ito.
D sde que nilo haj*> Lagapiro em
qualquer i>egocio, f< z observar Pissfcpoil,
tudo com- a mil rowavilhas. f
E Lagartera est looge, nao tenhas
modo
S^saenta leguas entro nos e a froatei-
ra.
Esfregaram as maos.
as su&s
suspirn
tao for-
Nao pircamos tempo, roeu velbo, da-
se Cocardasse, sondemos o terreno. Aqui
estilo duas portas.
Pasaepoil scariciava o qucixo.
Vcu espiar pelo buraco da iechadura,
dase elle, dirigindo-se para o quarto de
Aurora.
Um olbar terrivel de Cocardasse Jnior
fl-o parar.
Com mil bombas I disse o gascSo,
nio sofrerei isto. A pombinha est a ves-
tirse, respeitemos a decencia.
Paasepuil abaixou humildemente os olhos.
Ab I meu amigo, disse elle, s faliz
em ter bons costuraos 1
Com a breca I sou assim e estou cer-
to, meu v. lho, que a convivencia com um
hornera como en, acabar por te corrigir.
O verdadeiro philosopho domina
p&ixoeg.
Sou escravo das minbas,
Pas3poil; mas que ellas sao
tea I
Cocardasse tocou lha na face paternal-
mente.
A vencer-se sera perig >, disse elle
com gravidade, triompha se sem trabalho.
Sobe um p juco para ver o que se passa
l em cima. a
Ps*epoil subi como um gato.
- Fechada I disse elle, levantando o
trinco da porta do mestre Luiz.
E pelo buraco ? Aqui permitte a de-
cencia, permitte.
Escuro como breu.
Vem ca, meu velbo. Recapitulemos
um pouco as instructora do bom Sr. de
Gonzaga.
Prom*tteu-no8, diasa Passepoil,*B-
coenta pistullas a cada um.
Com certas condics.
Primo...
Em ligar de proseguir agarrn no em-
brulho que trazia debaixo do braco.
Pss-poil fez c ajcaiuo
N'quelle momento, a porta que Pasae-
poil tinha encontrado "fechada no alto da
esoada, obrio-se sao mido. O rosto pal-
licia da sua provincia e pela sua intelligen-
cia e bons servicos subi at o posto de ca-
pitao.
Rompendo a campanha contra o Para-
guay para alli seguio as fileiras do 51.
de voluntarios provou por mais de urna vez
o valor no campo da batalha.
Tomando parte no grande combate de
21 de Margo de 1868 foi gravemente fe-
rido e falleceu no dia 8 do mez sguinte.
Foi um militar valente e brioso.
Caplto Luis Paulo Ficnelroa >abu
co de Aranjo Conirelraa
Cemmandando a 8.a companhia do 30.
de voluntarios portou-se brilhantemente,
com valer e coragem na batalha campal de
24 de Maio de 1866.
Falleceu em 28 de Novembro do mes-
mo anno no acampamento do 1 corpo do
exercito.
Caplto Sal Vicente Vlanna
Este infeliz militar fez parte da exped*
9&0 de Matto Grosso e enlouquecendo pz
termo aos seus dias a 30 de Juaho de
1867.
Capitao Lula Manlniano Valdelaro
Portou-se diatinctamente no ataque de
Curupaity, em 22 de Setembro de 1886.
Falleceu, o cholera mjBbus, em 21 de
Abril de 1867.
Capitao Pedro amonio Morelra do
Como
Apesar de doente apresentou se no dia
3 de Setembro de 1866 para tomar parte
no ataque de Curuz' onde se houve com
bastante valor.
Tomando, a 21, parte no ataque de Cu-
rupaity, praticou excessos de bravura e
foi ferido.
aaanaaanananansanansanuannananaannMaat
Caplto Francisco Joa das Dore*
Esteve nos ataques do Curuz' e Curu-
paity portando-se neste ultimo com muito
valor.
Falleceu em 25 de Abril de 1867, vic-
tima do cholera-morbus.
Caplto Miguel Blbelro de Moraea
Assistiu batalha de 24 de Maio de
1866, tomou parte no combate do Estaba
lecimento e foi ferido, e com o 4* corpo de
cegadores a cavallo achou-se a 12 de De-
zembro de 1868 na batalha de Avaby.
Murreu em 21 no ataque de Lomas Va-
lentinas.
lo Clrurglo Br. Joo ergio Cola-
tino
Fez a campanha do Paraguay prestando
ser vicos importantes ao paiz distinguindo-
se sempre pela sua solicitude, pericia, hu-
manidade curando os nossos bravos que
feridos recolhiara-e aos hospitaes de san-
gre.
Falleceu em AssumpcSo no dia Io de
Maio de 1870.
I Clrurglo Joo Joa de Carvalbo
Fllbo
Prestou importantes servigos na campa-
nha contra o Paraguay, mostrando-se sem-
pre dedicado nos misteres de sua profissao,
e falleceu em Villeta, do oholera-morbus,
ao dia 24 de Dezembro de 1868.
Caplto Manoel Fernandea dos
Sanios Franco
Na batalha de 24 de Maio commandan-
do a 3* companhia do 4o de infantaria
conduziu-se com calma, valor e desem-
barazo, j na linh de combate, j na de
atiradres sob sen commando, tomando to-
das as providencias que a necessidade exi-
ga, sendo alera disso levemente ferido
na perna.
Ainda com o mesmo batalhao tomou par-
te no ataque de Humayt em 16 de Julho
de 1868, ficando morto na batalha.
Caplto Ceneslo Emilio Mala
Esteve na batalha de 3 de Novembro de
1867 com o 42 de voluntarios e sendo gra-
vemente ferido, falleceu no hospital de
Corrientes, em 15 de Dezembro.
Caplto virialo Brrelo
Viriato Tavares de Mello Barreto nas-
ceu na cdade de Goyanna, provincia de
Pernambuco.
Rompendo a campanha contra o Para-
guay, elle assenta praca de cadete e parte
para o theatro da guerra, onde mostra por
mais de urna vez o sen herosmo nos cam-
pos da batalha, nctando-se todava os com-
bates de Curuz' a 3 de Setembro e Curu-
paity a 22 em que o Alfares Viriato Bar-
reto [era j alferes) mostra ser um verdadei-
ro bravo, recebendo no ultimo um fori-'
ment.
Falleceu em 15 de Abril de 1867 victi-
ma do cholera-morbus, oceupando o posto
d capitSo.
Viriato Barreto nao era s o homem para
as luctas physicas, elle tambem sabia im-
punhar a lyra e cantar os seus sentimen-
tos de guerroiro.
Damos aqui|a sua poesaDespedida a
Goyanna em que elle nesta desperta-se em
seu peito o amor da patria :
Tocando ousado por um outro clima
O lar domestico, onde em p ib vivi;
Heroina altiva minba patria amada
Lagrimas verto, mas s por ti.
ADeus, Goyanna! qae o estridente som '
Dos ciar na da guerra, j d'aqui ouvi. .
Ficar nao posso, que epegado o dia
De vingar teas bries, ou morrer por t.
Se cahir sem vida sobre os verdes louros,
Que para ornar-te vou colher alli;
Goyanna altiva, minha patria amada,
Oai-me urna lagrima, que morri por ti.
O cadete,
Viriato Tavares de Mello Barreto.
Caplto Pedro Alfonso Ferrelra
Era natural da provincia de Pernambu
co.
Achando-se embarcado na corveta Par-
nahyba corneo 9o batalhao de infantaria a
que partencia, tomou parte na batalha na-
val de Riachuelo, mostrando durante o
combate bravura inexcedivel at que he-
roicamente cahe defendendo ojpavilhao bra-
sileiro.
A memoaia do capitao Pedro Affonso
Ferreira muito venerada, e o seu nome
sempre relembrado, qua.ido se falla nessa
grande batalha ferida as aguas do Paran.
Caplto Julin Joa Tavares
Depois de haver penetrado no interior
do forte do Curuz', toi morto por urna ba-
la que ferio-lhe o peito
'11
DESPEDIDA (A GOYANNA
Adeus, Goyanna que o plangente grito
De irmS, que soffre, l bem longe ouvil
Ficar nSo posso, que o dever me ordena
Sustentar teus brios, ou morrer por ti
O tinir sinistro de grlh3es pesados
Nos pulsos d'ella j d'aqui sent;
Ficar nSo posso, que ella tua irmS,
E salvando a ella, salvarei a ti.
O estampido dos emboes da guerra
Que ao longe soam, j chegou aqui,
Ficar nao posso, que me attrahe a gloria,
Vou vingar teus brios ou morrer por ti.
Dos voluntarios a gentil bandeira
Nos cos da patria, desdobrar-ae vi,
Na phalange brava, que a conduz guerra,
Vou alistar-me por amor de ti.
Na despedida o cari nh o so seio
De minha mSi estremecer sent, ,
Beijei-lhe a dextra, que me deita a bencSo,
E lacrimosa a deixo por amor de ti.
lido e amarrotado do cor;uuJa appareceu
na penumbra.
Comecou a escutar.
Oa dona mest<-a d'armas olhavam para
os embrulhos, indecisos.
E' absolutamente necessario ? per-
guntou Cocadaaoe, batendo no peito com
um ar descontente.
- Siasplesmente urna formalidade, re-
plicou Pasaepoil.
Kntao, vamos a isto.
Nada mais simples. Gonzaga disse-
nos : Lev 'in libres de criados. tra-
zo mol- s fnlmeote... debaixo do-braco.
O corcunda comeceu a rir.
Deb ixo do braco I exclamou Co- nba.
cardaste enthusiasmado ; tens espirito como
um demonio, ineu velho !
Se nao fossem ss minhas paxSes e
o seu tyranoiuo imperio, replicou Passe-
poil, creio que estara longe.
Collocarara ambos sobre a mesa os em-
brulhos que contiuham as libres.
Cocardasse proseguio :
O Sr. de Gonzaga disse-nos era se-
gundo lugar : < Certitiquem se a lteira
e os carregadores esperara na ra de Chan-
tre. >
Muito bem, disse
gando as orelbas, mas l estilo duas litei-
ras ; o que pensas a esse respeito, meu
velbo ?
Quant) mais melhor, disse Passe
poil ; nunca entrei n'uma liteira.
Nem eu.
Ha vemos de cumprir as ordens para
voltarmos fy palacio.
Bem. Em terceiro lugar, disse-nos :
IotroduzaiD-se na casa.*
Aqu estamos.
Na oasa existe urna moga...
Olhe, meu bom amigo, exclamou frei
Paasepoil, veja como estou trmulo.
E muito paludo. O que teas "'
Simplesmento por ouviiufcMM do se-
xo ao qual devo todas a
Cocardasse batea
mente no homb
Com a breca I disse elle, meu velbo ;
entre amigos devera-se attencoes.
Tolos ico as suas fraquezas : mas se
me atormentas os ouvidos com as tuas pai-
xVb, com mil bombas I Corto-t'os.
Paasepoil levanton a falta de grammati
ca, e comprehendeu perfeitamente que se
trtava d s suas orelhas. E quera Ihes
muito, apezar de as ter uompridas e ver-
melhas.
Nao queros que eu v certificar-me se
rapariga est alli ? disse ella.
A ragaza est l, replicou Cocardas-
se ; es uta.
Ouvio-se urna gargalhada na sala vizi-
seu


Fre Pasaepoil poz a mSo sobre o
coracSo.
< Apoderem-se da rapariga, prose-
gu Cocardasse, recitando a sua lelo,
ou antes pedem-lhe polidamente que entre
na liteira, que a conduzir ao pavilho.
c E s empregr violen-a, accrea-
centou Paasepoil, se nSo houver outro
meio. >
E' isso 1 E digo que cincoenta pisto-
las sao um bom prego para urna tal em-
Coeardasse osfr? Este Gonzaga muito feliz I suspi-
rou tersamente Paasepoil.
Cocardasse tocou nos copos da espada.
Pasaepoil agarrou-lhe na roSo.
Meu nobre amigo, dase elle, mte-
me im mediatamente ; o uoico meio do
extinguir o figo que me devora. Aqui est
o meu peito, atravesse-o com um golpe
mortal.
O gascao olhou para elle um instante,
com um ar de corapaixao profunda.
P :aro I disse ell, o que somos ?
Aqui est um homem, que nao empreg-
r nem uma*anica' ja jjoss ts cincuenta
pistolas em jugar aK ^er.
O ruido augiuentoarH H^rto prximo.
Cocardasse e Pasaupoil estremeceraro,
porque urna voz Penetrjjss9- estridente
disse muito baixo Por4B*^
E' tempo I
Voltaram-ae vivamente.
lea
Caplto Joo Antonio Soarea
Este distincto e valente soldado foi mor-
to no ataque de Curupaity em 22 de Se-
tembro do 1865.
< Neste combate, diz o
Nunes de Souza, tivemos
perda do muito valente e
Jo3o Antonio Soares, morto na primeira
descarga qua deu o eaquadrSo da frente.
em
tenente-coronel
a lamentar a
digno capitao
Tenente Antonio Comes de Almelda
e Silva
Este brioso militar foi morto no ataque
de Cuzur por urna bala que traspassou-
Ihe o ouvido de um ao outro lado.
Tenente Francisco de Paula Barros
Marchou para a campanha como simples
soldado, o pela sua bravura, j sendo fur-
riel, na batalha de 24 de Maio mereceu
os maiores elogios de seus superiores.
Sendo alferes do 13 de infantaria achou-
se no combate do Sauce em 21 de Marco
de 1868, onde foi contuso.
Esteve no combate de Itorr a 6 e ba-
talha de avahy em 11 de dezembro de
1868.
Foi morto nesta batalha j sendo te-
nente.
Tenente Alonso da Cunba Barbosa
Esto bravo official foi morto no combate
do Estabelecimento no dia 19 de Feverei-
ro de 1868.
Tenente Candido Joaqnlm da Silva
Com o 31 de voluntarios distDguio-8e
noABmb.te de Sauoe no dia 16 de Julho
d 1866.
No mesmo corpo bateu-se com bravura
no Estabeleciment em 19 do Fevereiro
de 1868 e ahi foi morto.
Tenente Fernando Antonio dos Bels
Portou-se com bravura no ataque di
Curupaity em 22 de Setembro de 1866.
Falleceu ni hospital do Cerrito em 9 de
Maio de 1867.
Tenente Miguel Vctor de Albnouer-
que Bello
Este bravo offijial foi morto na batalha
de 24 de Maio de 1866, quando o seu ba-
taMo (4o de infantaria) estendia em linha
de combato.
Tenente Manoel Martina viauna
Pal va
Esteva na batalha de 24 de Maio con-
firmando mais urna vez a reputacSo de
bravo que havia adquirido em Paysandu'.
Em '2 de Setembro de 1866, sendo as-
sistente do deputado do quartel-mestre ge-
neral pedio>para combater as fileiras do
6 batalhao de infantaria e ahi morreu
combatendo como um bravo.
Fallando deste bravo tenente diz o ma-
jor Genuuo Sampaio :
< Achanrlo se a p se me apresentou e
oombateu junto a mim sempre co u deoodo,
at ser morto nk ocoasiSo em que tocara
avancar, com a coirneta que tomara ao ser
ferido o corneteiroV9 minbas ordens ..
Tenente Feliciano Mala
0 tenente Feliciano J. de Andrade
Maia pertencia ao i ..batalhao de infan-
taria, e achava-se era-arcado na corveta
Parnahyha, quando n' dia 11 de Junho
de 1865 os paraguayo atacaram a nossa
esquadra. U
Fallando a seu respeto diz o comman-
dante Garcindo de Sj (
a Nao posso deix&r de mencionar 0 bra-
vo tenente Feliciano Jos de Andrade
Maia, que sustentco-se no seu posto at ca-
hir desfallecido pelle golpes do inimigo, ten-
do-se at entSo conservado como verdadeiro
baluarte brasileiro. A sna memoria, deve
ser conservada como um brazo de honra
e alto crdito para o exercito imperial.
Tenente Jos Cardoso Marques
Foi mono no dia 18 de Julho perto de
nma trincheira inimiga quando com a sua
companhia investa contra os paraguayos.
Tenente Joaquina Evaristo dos San
'. tos
Como alferes do\ 2 batalhao de infanta-
ria fez mais do' que se podia exigir >
nos combates de 16 e 17 de Abril na pas-
sagem do Paran.
Promovido a tenente em commisso, fal-
leceu pouco depcis em 14 de Maio de
1866.
1 tenente Olivolra Pimentel
O 1 tenente Joaquim Xavier de Olivei-
ra Pimentel oceupava o lugar do imme-
diato da canhoneira Iguatemy, lugar cm
que no dia 11 de Junho de 1865 combateu
com denodo e bravura.
O commandante Coimbra sendo ferido
no p retirou-89 para reesber os necessa-
rios curativos e deixou o immediato oceu-
pando o seu posto, e este cheio de enthu-
siasmo s pode conservar-se ahi durante
cinco minutos porque urna bala de artilha-
ria levou-lhe a cabeea; nao tondo este
brioso official o praser de ver a victoria da
nossa esquadra.
Tenente Claro Jos de Moura
Distinguise polo seu valor na Batalha
de Tuyuty em 24 de Maio do 1866, sen-
do elogiado por diversos commandantes.
Na segunda batalha ferida nestes mea-
mos campos de Tuyuty em 3 de Novem-
bro de 1867 foi gravemente ferido e falle-
ceu em 11 de Dezembro do mesmo anno
no hospital de Corrientes.
Tenente Antonio Luis Villa Forte
Esteve na batalha de 24 de Maio de
1866 e sendo ferido, nella continan at a
sua conclusao.
Tomou parte no ataque do Estabeleci-
mento em 19 de Fevereiro de 1868, e foi
pela segunda vez ferido.
Achou-se a 6 de Dezombro na ponte
de Itorr, onde combaleu com denodo at
ser ferido.
Falleceu a 13 de Janeiro de 1869 dos
ferimentos recebidos em combate.
O comanda do p .lacio de Gonzaga esla-
va de p junto da mesa, e desenrolav
tranquillauente os embruihos.
Oa I con a br -a 1 disse Cocardas-
se, por onde p^ssou elle 1
Paasepoil tinha r-cuado- prudentemente.
O cor- un Ja entr.-gju urna libr a Pas-
aepoil e outra a Cocardasse.
D 'pr-ssa I or lenou elle sem levan-
tar a voz.
usitaram. O giscao principalmente nSo
poda ofazer-se idea de vestir aquella li-
br.
Come mil bo'ibas exclamoa elle, o
que tens tu com isso ?
Sil -ncii)! Jise baixo o corcunda, de-
pressa 1
Uuv-io-s. atravez da porta a voz de D.
Cruz, que dixia :
Est tudo pro rapto S falta a li
te ira.
D -pressa rep-'tio imperiosamente o
cor -unda.
Ao mes no tempo apigou a lampada.
A porta do quarto de Aurora abri se,
pr j ct ndo na si la baixa urna luz vaga.
Cucar laase e Pasaepoil mraram -a para
tr*z do vo da escada para vestirein' ra-
piain-nt- as tibies.
O eorunda ti"h entreab-rto urna dan
jaii'las que da va pira a ru* ae Cu .utr-.
Cm |igiro ssobio ouvio-se na es uri-
fio.
Uua d>ts ht-tiras moveu-ae. Os dous
criados atravi-asaram neste mo'uentj a
quarto s *u -l^d ll-.s. O cor uu-Ja abri-
Ibes a port-. .
Estilo promptos ? p-rguutou elle mui-
to baix i.
Estamos pro uptos, r-spjndcram Co-
cardasse t- Pissi-puil
Maos -ojjra I
D Cruz aatiio do quarto de Aurora, d-
zendo :
E' prdciao.igue encontr "uua litera./
O diabo galanteador nSo" t.-na peno-jiio
nisto ? f
Por tr&z delies o corcunda fechoul a
porta.
mnuiD
i
Tenente Antonio Jos da Costa
Prestos relevantes servigos e combateu
com bravura nos oombates de 16 e 17 da
abril e as batalhas de 2 e 24 de Maio ds
1866.
Foi morto no combate de Suruby-hy em
23 de Setembro de 1868.
Z> clrurgio Br. Manoel de Agolar
Freir
Como 2a cirurgiSo do corpo de saude no
Paraguay distinguise pelo zelo e dedica
$5o com que tratou dos feridos brasileiros
nos combates de Curuz' e Curupaity.
As molestias adquiridas na campanha
pozeram-lhe termo a existencia na ilha do
Cerrito em 30 de Novembro de 1867.
Tenente Antonio Joo Blbelro
Era commandante da colonia militar de
Dourados, quando os paraguayos, sem
previa declaracSo da guerra, invadiram a
provincia de Mattu-Grosso.
Este official, cuja vida digna de ser
decantada em um poema polo herosmo
com que proceden, subendo que os para-
puayos approximavam-se em grande nu-
mero, mandou que todos os habitantes se
ratirassem e que elle ficaria com os seus
soldados para morrer no seu posto de hon-
ra.
iContiaa)
A sala baixa ticou mergulhada em urna
completa escurido.
D. Cruz nao tinha raedo dos homens ;
era para o demonio que a escurido volta-
va os seus t-rrores.
Acaba vara de evocar o diabo, rindo-se.
D. Cruz julgava j ssntir os cornos delle
as trovas.
Como voltasse para juato da porta do
Aurora para abril-a, encontrou duas mos
rudes que agarraram as suas. Estas maos
erara as de Cocardasse Jnior. D. Cruz
tentou gritar.
A garganta, convulsivamente opprmida
pelo terror, estrangulou-Ihe a voz. Aurora
que se vu ao esp- lho, p >is os eafeites a tor-
navam faceira, nao ouvio eousa alguma,
aiordoada como estava pelos murmurios da
uuiti ao agglomerada debaixo de suas ja-
n-llas.
Acsbavam de annunciar que a carrua-
gem do Sr. de Lw, que vinha do pala-
cio d'Angoulme, ^stava na altura da cruz
lo i nhuir.
Ahi vhid elle. Ahi vem elle, excla
maram & a multido agrava se loucamente.
~ Minha senhora, disse Cocardaase ta-
zando um profundo curoprimento/ que se
pr leu. pT'iiitta qu" lhe offe'rga a mito.
D. Cruz esUvi mi nutro lado do qanrto.
Ahi enoontruu -rair-is /duas mSos menos
ib-ll.idas a mais calesas que erm s de
fre Phss^p-I. /WcU vez conseguio soltar
U'ii gnt >.
r.d-a(
0 g/it.J da pobre D. Cruz foi pr eoni o ou'iiprioi' uto d Cocardasse. Fu-
gi i ste st-tunlo cerco, mas Coca
guia ae perto.
(Continuar-t*-ha\
(
til O dizia a multidao.
4
i*
O
Tjp do Mano rua Dui,u-! de Caxiss n.


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