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Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
newspaper ( marcgt )
newspaper ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
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Resource Identifier:
002044160 ( ALEPH )
AKN2060 ( NOTIS )
45907853 ( OCLC )

Full Text
AHft LIIiLr-I.PIBlll3
PIRA A ClMTAL K WtVGAKK* O.IOE AO *K M*AA PORTE
Por tres mezes adiantados. -..... .... 6)5000
Por seis ditos idem.......SJf ... ...... I'iJUO
Por una aono idem. ............ 2300()
Cada numero avulso, do mesmo dis............ 10q
___________ 18 DE JAR DE 1887
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis rnezes adiantados. -.......
'Por nove ditos idem................
Por um aono idem................
Cada numero avulso, da das anteriores. ... .
135500
20^000
27(JC00
5100
Pr^prraie fce ilanod

JQudra he Jara & -fithos
i
Os Srs. Amedcc 5'rinee fc C.
de Pars, 'e annunclos e pu-
excl iia I vos
blicacAes da
trra.
Franca e logia-
TELEGRAMMAS

..
:ssvign :abticlas so subi
RIO DE JANEIRO, 17 de Janeiro,
s 12 horas e 10 minutos da tarde. (Rece-
bido s 2 horas, pelo cabo submarino).
Foram nomesdo :
Preaidenie do Tribunal da Uoineiio
do Para, o fenembarifador J o s <
Pracarador da torda, raneada eso-
berana nacional do Tribunal da Be-
laeao de Pernamboco. o deaembar-
sador franfi'.ro de Anal* Oliveira
Maclel. ^O
Juiz de dtreiio da cdflkpWS de Ala-
da do Honielro, naaSvincia da. Pa-
ralaba, o bacbarel Cario Frederico
da Coata Ferreira, aclaal promotor
publico da comarca do Cabo en Per-
nambuco.
Foi removido da comarca de
Timbanba. de I.' entrela.em Per-
nambano. para a de Brewew, de 2.
entrela, no Parft.'o Jula de dlrelto
Lola Ferrelra Haclel Plnbelro.
Foi nomeado Julz de direito da
comarca de Timbanba. em Pernam-
bueo, o bacbarel Lonrenco Beaerra
%'ieira de Mello.
Foram promovido* na Secreta-
rla do Mtolaterlo da Gaerrai
A' befe de seccao. o 1 .o ofllr-ial Jo-
Harta de Beltencourt e Silva t
A* 1. offlcial. o t. Joa .tivea Vla-
ronlt Coaracy :
A* 'i- oBIclal. oamanaenae bacba-
charel Pedro Horeira da CoataLima.
Foi declarada caduca a concea-
ao de um ramal frreo para Cear-
Hirim na Trro va do !%'a*al a Nova
Croa.
aWldS
l mii 2A7AS
(Especial para o Diario)
PARS, 16 de Janeiro, tardo.
Aaiiegara-ae que a Aaatrl*iral -
medialamenle cbamar a armaa aa
tropaa de renerva.
, \
~
BUENOS AYRES, 17 da Janeiro.
Xeaia cldade. dorante aa ultlmaa
** hora. deram-*e 13 caaoa novo
e i* bito de cboiera-morbua.
VALPARASO, 17 de Janeiro.
.'Va provincia de Aconcasna deram-
i> 6? bito de cbolera-nidrbua.
MONTEVIDEO, 17 de Janeiro.
.epidemia de lijrera morbu mo
leaa aijiii turaricr eoniagloao.
A.ren i. I lavas, filial
7 de Janeiro de l^T.
em Perrtambuco,

gor oas definicoes. Esto todos convencidos de
qae para nada serve perder tempo em procarar
dar dt-finques de cousas cujoestado asuainelbor
definico. Prefere-se boje, cora todi a razio, es-
tudar bem urna coisa qualquer na su* utilidade
real e ortica, a fingir que em breves e lacnica
palavras se pode dar uma perfeita idea d'ella.
' porm, indispensavel no estado da hygiene,
em que vamos entrar, fazer certas distincces sera
o qne reinara coofasao no que vamos contar e ex
plicar aos nossos leitores.
Ser indispensavel definir alimento e alimentario,
assim como distinguir as differeutes especies de
alimentos, sua natureza,' suas piopriedades e su*
utilidade relativa, etc. ;d'is'o tratar o Io capi-
tulo.
Para que o individuo cinta a necessidade da re-
paracao de suas forjas, a natureza adverte-o por
aensacoes especiaes, denominadas/ornee de. Fa-
rao estas duas sensacoes rrobjecto do 2 capitulo.
O homeai eem geral os animaes podem-se achar
era circunstancias de Ibes ser impossivel reparar
completamente aa (oreas gastas nao s pelo regu
lar funcciooainento dosseus orgio3 comj pelo gasto
anormal e eatraor-iinario de torcas empregadas em
trabalho. rod a sabida ser maior que a entrada,
a ha ver dficit ou falta ni substancia reparadora.
Pelo contrario, pode o gasta ser menor que o rece-
bido, e por ultimo poder dar-se justa o neceas-
rio equilibrio na receita e despeza. Assim a ali-
mentario pode ser nsufficiente, excessiva, ou saf-
ficiente. Estas tres circamstanciaa sero expostas
no capitulo 3*.
Sao variadas e diversas as circunstancias em
que pode achar-se o hornera ; e as forcas que tem
que empregar variam tambem e diversificam. ne
cessitando esse emprego qaantidades e qualidades
diversas de alimentos,isto a alimentaba) deve
estar em harmona com o clima em que se vive, cora
o genero de vida a que nos damos, c com o sexo do
individuo. Teremos de consagraros captulos4o
e 5 a estas circumtancias.
Dorante a doenca, quando irregular o funecio-
namento dos orgaoa quando deixa a vida de ser di-
rigida pelas leis physiologicas para obdecer a leis
pathologicas (*) a alraentacao deve ser guieita a
condices especiaes. Snaa condicoes faro o 6'
capitulo do nosso livrinbo.
Diligenciaremos ser claros e methedicos neste
resumo, de modo que elle, aproveitaodo especial-
mente a quem de preferencia destinado, possa
tambara ser lido sem tedio por aquelles que, conhe
cedores do assumpto, queiram nestes pequeos II-
vros encontrar um summarrio das materias qus
mai8 desinvolvidamente estudaram em outros lu-
gares.
Quinto possivel, circamscrever-nos-hemos, as
ctacoes e referencias que fizermos, ao quo nesta
Bibliotheca ja ha escripto, muito embora para a
elabaracao do presente volume tenhamos consulta-
do trabalbos extranhos, entre os quaes particulari-
zaremos es seguintes :
J. J. Perroira LapaTechnologUt rural; artes
rhimiau, agrcolas eflorestacs. 1865.
Micbel Lev y- Traite d'hygiene publique et prive.
1850.
MialbeChimir applique a la physiologie et a
therapeutique 1856.
J. A. MarquesElementos de hygiene militar.
1853.
A. PayenLes substanes aiimentaires. 1856.
M. VernoisTraite pratique d'kygiene indus-
trielle. 1860.
H. BeaanisNoaveanx lements de physiologie
humaine. 187G.
A. A- da Costa SimoesElementos de physiolo-
gia humana. 1861.
J. BeclardTraite lmentaire de phyiologie hu-
maine. 1862.
A. Bouchardat Traite d'hygine publique et
prire. 1882.
GrossagrivesTratado de hygiene naval (tra-
duccao de J. P. Barreiroal. 1862.
NystenDictionnaire de mdetne, de chirurgie,
de pharmacie et des menees qui *y rapportent. 1858.
(*) Physiologia a parte das sciencias medicas
que se oceuna das leis da vida no estado normal :
Pathologia a que trata das doencas ou do estado
mrbido.
(Continua).
i
I
i
i
iHSTKUCCA'J POPDLAR
IGiM Di ALIMENTADO
(Extrahido)
DA atur.IUTKCA DO POVO E DAS ESC0LA8
INTRODUCgAO,
A Bibliotheca d-> Poco e dax Escolas, no volme
XVI da sai rolleccao occup'iu-se eraljj.o capitulo V d-se \olucne tomou por as-
>umpfO, .iaiido-lhe hpenas o desenv .Itriinentu co-n-
mtivel eom a ndole, d'estes ivnnboj a a/ii7e ao. No presente voluine vamos dar a o,sl prte
la bygiene (a ulimentacao) in*0' des^nvolviinen-
to, seH comtu lo noi csjuecer ofim a que bo ds'i-
uam estas opsculos, quasi exdus.vainente ap.o-
priado* an qn<- nao polem entregr-se a largos e
profondoi estado*.
Oehi te. Nao muito tcil decidir qual daa aub divi-
ea da hygiene e h que m'-roce preferencia pela
sua importancia relatva. Todas as quesies da
hyjrien^ae ligam urnas com M oaTras ; cada urna
a ellas tena estreitas e intimas dependenciis das
inais ; e at difficM, seaio unjoisivrl, escolher
nelkor ordem por que devew ser estudadas.
Por estas razoes e p^l.'s litaites abao'ntov que
estes livro devrm ter, lurna-so mais ditfieil a, ja
de si p.nico fcil, tarefa de tratur de ama parte
solada da hygiene.
De en! re o diversos ramos em qne pode dividir-
se a hy^i-ae, a alimentaOao um dos mais nnpor-
bnt-a. A ni- cbiua i.umana no seu complicado
nrganistn> conrom, gas'a oxiorniuameiite. n.a'-e-
i: .es na repar*Co da anas pesflas. O orgauinno
rut-Sf, ; or assim dizer, a todo o m> in-ut> : e >
tiadn'i'tic'.l indispensavel psra qnt- a machina nao
ajj, para que a vida se pto'oague no seus ua
Baes limiten, o ajn'nto.
httte trataremU^4afulfc> que seja Hren-
comtudo ItfttM H^KjSa importaurin
inie.'s, nojfl BR^os "' m*'8
ptos, Ji as Breteodido n
MRTE 0FFIC1AI.
l.oTeruo da rrovincla
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 15 DE
/ JANEIRO DE 187
Mana da Natividado Ferreira.Venba por in-
termedio e com ioformaco do inspector geral da
IustrucC/io Publica.
Cooego Manoel Joao Gomes e nutro.Aguarde
que inelhore o estado finauceiro da provincia.
Plagia Mara do Espirito Santo.Aguarde que
baja vags.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
boco, em 17 de Janeiro 1887.
O porteiro,
Francelino Chacn.
Rcpartieo da Pllela
SeccSo 2' N. 35. Se. retara da Po-
lica de Pernambuco, 17 de Janeiro de
I87. -Illm. e Exid. Sr. Participa a
V. Exc. que foram recolhidos Casa de
l_)-:tcno?u) oa seguintes iniiviluos :
No da 15 :
A' ordem d.> subleiegado do Recite, Julio dos
Santos, preso como vagubundo.
A' ordem do do !< districto de S. Jos, Joao
Ferreira da Slva, presj romo vagabundo, e Flo-
rencio Jos dos Santos, pur disturbios.
A'ordem do do lo Jistricui da Boa-Vista, Cy-
priano Jos d C >sti, por disturbios.
No dia 16 :
A' ni i ntia r lem, Manoel Francisco Tenorio,
Munocl d Silva e Jos Fran.sco do Paraizj,
pir disturbios.
A'orlein do sabdplfi(do do Kecifc, Man el
Bernardo de S iuza, Liberato Pereira e Luciano
Jorge do Naaciinent... com> vagabundos.
A' orde>n do do 1 distncto de S. Jos, Manuel
Fioriano da Silva, por disturbios e aso de armas
d-f-zas.
A' ordem do do 1 districto da Boa-Vista. Hy-
lariano Carlos Pereira Piuto, por d turbios e uso
do armas defazas.
O delegado do termo do Triumpho commumcou-
iii.-, que no da 30 de dezembro ultimo, no lugar
S-ira da Bernarda, perfencente aquello termo,
foi assassmado Jos Claudino, com 4 tiros e 2 fa-
cadas, faeto ete que teve lugar pelas 9 horas 4a
manba duqaeile da.
Do inquerito a que proceden aquella autorida-
de equejtevu o univeuiunta destino, venficou
se oue foram seus aasassinos Joo Bsrbosa, Ma-
noel Barb'isa, tobrinh) d'aqu-lle, e Ernesto Pn-
reira Li.na, qui ha p micos da tmha sido chieo-
teario'por J Claudino.
O delegado da Esuad, em ticio dat-.dn de 14
do c'rreuie, partii:ipon-in q'ie no da l t*mbui
deste mez, p-las S huras la inanha, Luisa Mara
Amala do Nusciment", altercando cun Antonia
Mara aaOnaacspio, esta ferio aquella un uma
facada.
A deiinqiiente 'oi presa em igran
A refpectiva autoridade hmiando i
to do tauto, abri inqueritr
ao L>r. p.uinufor publico.
Communicoo-me o cidadar' J(bres Ca
pello Jacome da Gams, ^^H |Sa de 11
coi rente reassumi* o exerej B0 k dele-
gado do 1* districto de
jVAinda com data de 15 deste mez participou-me
o cidadSo Diogo Henrique de Souza, que tinba
reassumido o exercicio do cargo de delegado do
termo de Quipapa.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O dele-
gado encarregado do expediente, Salustia-
no Jos de Oliveira.
Thesouro Provincial
despachos do dia 17 de janeibo
de 1887
Henrique Bernardes de Oliveira.Entregue se
pela porta.
Jos Caetano Ribeiro.Volte ao Sr. contador,
Pret da guarda civica.Encaminhe-se.
Waldetrudes Primitiva da Fonseca TellesBe-
gistre-su e facam-se os asseutamentos.
Kodolpho Monteiro de Paiva.Junte-se copia
das informacoes. s
Rufina Maria da Cjnceicao Gomes.Ao Consu-
lado para atteuder.
Pret da guarda cvica.Pague-se.
Browns & C, Baltar Irmaos & C, L. Chaves
& I mulos e ofiicios do engenheiro cht-fe das Obras
Publicas e do inspector geral da Instruccao Pu-
blica.Informe o Sr. contador.
Contas do Tbesoureiro das Obras Panucas.
Haja vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
DIARIO DE PERASBOCO
Retrospecto poltico de i 488
POLTICA GERAL
(Continuacao)
Como dissemos, o Sr. Tricoupis dcclarou pe-
rante a cmara dos deputados da Grecia que esta
devia evitar as grandes dospezas militares, guar-
dando as suas forcas e dinheiro para lempos mais
favoraveis. Ora, como esses lempos nao se an-
nunciavam pmxiraos, era licito acreditar que,
vencidas como foram as exacerbagOes do helle-
nismo, a diplomacia europea ia ter um longo
descanso das enormes fadigas a que se entregara
para restabelecer a paz nos Balkans.
Nao aconteceu assim. Apenas harta sido le-
vantado o bloqueio das costas gregas, e j o Occi-
dente tinha razo para preoecupar-se de novo
com os negocios bulgaro-rumlicos e outras com-
plicac,es da poltica oriental. v
O principe Alexandre de Battenberg, animado
pelo boni xito das suas aloutezas anteriores,
procurava a todo o transe engrandecer sua au-
toridade sem o mnimo respeito pelos ltimos
tractados. Feitas em Junho as eleiges da Ru-
mlia, forhm os deputados eleitos reunir-se aos
membros da Sobrani, em Solia. Ficaram, por-
tante, as daas deputaces cnnstituindo uma s
asscmbla, que se poda dizer a primeira da so-
nhada grande Bulgaria. E o principe Alexan-
dre nao quiz dcixar duvidas, sobre as suas in-
teii6es a esse respeito, quando, no discurso com
que abriu o novo parlamento declarou desabu-
sadamente que era este convocado para estudar
e resolver todas as questes relativas aos inte*
resses da patria commum.
Tanto a juneco das duas deputaces, como a
tal patria commum eram flagrantes violagoes do
laborioso e imp ugnado accordo a cujas clausulas
o principe se tiavia alinal sugeitado. Quan do o
Sullo, ouvida a conferencia de Coustantinopla,
o nomeara simples governador da Rumlia Ori-
ental, com exercicio por cinco annos, nao teve
decididamente em vista realisar o sonho de Ale-
xandre II, refazendo a grande Bulgaria do tracta-
do de S. Stefano. A Turqua estava, comtudo,
disposta a soffrer pacientemente todos os novos
atrevimentos do seu subordinado rebelde. E' que
que este continua va a ter junto ao governo da
Porto um decidido patrono na diplomacia n-
gleza.
Mas exactamente por isso, a Russia mostra-
va-se cada vez mais irritada com o procedimento
do principe Alexandre, um cliente que tinha
pendido, gracas intervengo da Gr-Bretanha
na poltica dos Balkans. 0 gabinete de S. Pe-
teraburgo queixava-se amargamente dos actos
mais recentes do governo blgaro, e sobretudo
do modo por que este havia conduzido a cam-
panha cleitoral na Rumlia. 0 principe Alexan-
dre, com o m evidente de derrotar os russo-
philos dessa provincia, e manter a preponderan-
cia do partido dominante na Bulgaria, tinha of-
fendido a independencia dos eleilores, impondo
candidaturas officiaes, exercendo toda a especie
de coaecodizia a imprensa moscovita -por
meio de agentes liis aos seus intuitos.
Por mais que a Russia se queixasse, a Alle-
manha, a Austria-Hungra e a Italia, como que
fatigadas das grandes lides precedentes, pareci-
am resolvidas a imitar a Turqua e a correspon-
der aos desejos da Inglaterra, deixanlo toda a
liberdade de accao ao avenluroso Ba tenberg.
Notou o governo de Czar essa ipdiirerenca diplo-
mtica pelos negocios orientaos, e deliberou ti-
rar di-lla o maior proveito possivel. Para come-
car, coinmunicou em principios de Julho Eu-
ropa, e com a mxima seinceiimjnia, que Ba-
toum, no Mar Negro, deixava de ser um porto
franco, essencialmente commercial, como o fizera
o artigo i>9 do tractado de Berln, para tornar-se
pura e siHiplesmenteum posto militar da Russia
no antigo Ponto Euxino. A noticia dessa re-
solucao arrojada impressionou vivamente alguns
paizes. e com especialidade a Gr-Bretauha, que
era eTeclivamente, e como desforra, a ruis of-
fentlida na violaco de legalidade que se estabe-
leceru a seus est'orcos. O antagonismo entre o
Be abalea nao se circumscrevia nesse mo-
^Hito aos limites da Europa Oriental : mani-
^ava-se recrudescente na velha contenda do
anistoe em complicaces recentes nos lon-
Kinquos mares da Corta.O gabiuete de t. Pe-
sburgo tentn em vo juslilicar o seu acto de
;odo Ilegitimo. Ninguem Ihe acceitou ossophis-
mas como razOes valiosas. Esta e a verdade.
mas nem poy isso a eliminaco violenta das fran-
quas comnierciaes de Batoum deixou de ser
mais um passo para o estabelecimente exclusivo
do colosso do nor'no Mar Negroo lago russo
das tradicioaaes aspiracOes moscovitas.
A Alli'inauha e a Austria nao deram demasia-
da importancia a esse caso de appropriaco
summaria. 'hegara a estogo das aguas ther
maes, e iam, conseguintemente, principiar as fi-
dalgas e conimentadas entrevistas de todos os
annos, como se nada de importante tivesse acon-
tecido n'aquelles tias. A conferencia ence-
tada em Kisskjgen entre o conde de Kalnoky e o
Sr. de Bisra"ck, completava-se brilhantemente
em Gastain, onde os imperadores Guilherme .
Francisco Jos se foram encontrar acompanhados
dos seus respectivos chancellcres. Entretanto,
o Sr. de Gts, na phrase dv Valbert, errava
como urna cometa, havia algumas semanas, pelos
contins da Allemanha. queisando-se do eterno
obstculo que certas negocios caseiros opou-
nham at seu encontr com o temivel chanceller
allemo. EVescusado dizer que a imprensa eu.
ropa nao acreditou na sinceridade das desculpas
do estadista Apso. E bastava isso para que ella
se entregasaifcesde logo a toda a especie de
commentariolf' que, quando nao tivessem outro
mrito, tinhaai a vantagem de dar que fazer aos
prelos. Conferenciaro desta vez ? Nao
conferenciar ? eis o que reciprocamente se
perguntavam os diversos orgaos do jornalismo
occidental, accommettidos de extrema anciedade.
Alguns viain ja i'csse plienosteno uma sbita
revoluco no Mstetna da poltica geral do Velho
Mundo. Acreditava-se que a Russia, para gozar
de toda a sua liberdade no Oriente, fugia tri-
plico allianca, contando approxiraar-se da Rep-
blica Francezao tutu de que se serve quando
quer obter qualquer favor das consocias. Erra-
ram em claro os que a taes especulares se en-
tregarani. A demorada entrevisto realisou-se,
finalmente. Se o Sr. de Giers nao quiz ir a Gas-
tain, foi o principe de Bismarck zm pessoa espe-
ral-o a Franzensbad e mais aos embaixadores da
Russia em Londres, Paris e Visnna, chamados
para a importante consulta. Importante, dize-
mos, porque l'essa reunio se devia ter tractado
largamente da nova e sobre todas mteressantissi-
ma scena que, tres dias antes, acabava de re-
.presentar-se nos Balkans.
Efectivamente, na noite de 20 para 21 de
Agosto, quasi um armo aps a revoluco de Phi-
lipopolij o fl*y.rpe da Bulgaria expreso em seu
proprio palacio, condnzido myseriosanente s
margens do Danubio, embarcado forca, at que
foi achar-se, sem bem saber, como, em plena
Bessarabia russa. Tudo isso se tinha passado
rpidamente, como as mutacoes de um scenario,
e sem derramainento de uma gotta de sangue!
Sabidas as cousas, tinha sido um poltico in-
fluente do paiz, o ex-ministro Zanof, que, auxi-
liado por outros conhecidos amigos da Russia,
e conseguindo aluciar algumas forcas da guar-
"ico de SoCa, preparara e executara aquelle
originalissimo golpe de estado. Em quanto o
soberano deposto peregrinava, nao se sabia enlao
por onde, os conspiradores organisaram o go-
verno que Ihes convinha, e procuravam consoli-
dal-o, publicando raanifestos em que a protecgo
do Czaro grande libertador da Bulgariaera
ardentementc invocada. Essas iavocages, ainda
em falta de outros documentos, teriam deixado
evidentissima a auctoria d'aquelle commettimento
espantoso.
Mas a victoria do Sr. Zanof e seus cumplices
nao poda ser mais ephemera. Mal se soube as
provincias o que se tiuha dado na capital, os pro-
testos contra-revolucionarios surgiram por toda
a parte. A populaco e o exercito patentearam
solemnemente a mais profunda indignaco pelo
acto de violencia de que o principe tinha sido
victima.
0 presidente da asscmbla nacional blgara,
o Sr. Stamboulof, respondeu aos revoltosos com
a formago de um governo provisorio em Tir-
nova. Ao mesmo lempo as tropas de Philipo-
poli e d'outras cidades marcharam sobre Solia
para desfazer o governo illegal. Em poucos
das os negocios polticos da Bulgaria mudaram
uovamente de face. Foi preso o chefe principa'
c ostensivo da revolto, e sollos os ministros que
elle tinha mandarlo prender. Formou-se rpi-
damente uma regencia, em quanto os subditos
liis chamavain instantemente o principe fora-
gido que j entilo se achava em Lcinberg, ter-
ritorio austraco, onde fin recebido com grandes
ovacies po|>ulares. 0 principe acode ao c.m
vite, e o seu regresso Bulgaria etlectou-se no
meio de nidescriptiveis demonsiraces de alegra
e enthusiasmo da populaco.
Todava, de novo nos seus estados, recoulieceu
fcilmente o principe que lhe era impossivel
luctar contra a lernvel influencia estrangeira
a que devera a conspiraco inesperada que
uma vez o desthronra. A sua primeira lem-
branca foi ver se consegua applacar as iras de
Alexandre III, a cuja protecto se tmha mos-
trado. mditTerenlc e a cujo poder hostil, nose su-
jeitara emquanto atredtou no apoio effcctivo da
Inglaterra pura todos os seus ambiciosos pro-
jectos.
Essa potencia va, com effeito, unmensas vanta-
genspara si na reunio das duas Bulgarias sob o
lioder tle um soberano anianlissimo da sua im-
dep<:ndencia, desejoso Je liberlar-se da ltela
moscovita, e que dispozesse de um exercio de
cento e cincoeula mil liomens, no caso de uma
guerra com a Russia, possuindo, alin disso, os
portos de Varna e Bourgas para as necessi l.i-h.-s
estratgicas. Levado por conselhos interessei-
ros, o principe Alexandre esqueceu a verdade
do rifaoCom teu amo nao jogues as peras
e entrego-sc abertamente s mais penttKisO
sadias. Emquanto o Czar nao cessava de dizer
aos blgaros que s elle poderia engrandecer-
Ihes a patria, o principe persista em querer for
mar a grande Bulgaria sem a Russia e contra a
Russia. Agora, porm, sabia o infeliz sobe-
rano, por experiencia propria, o que a pro-
teccao to fcilmente promettida pela Gr-Bre-
tanha -quando tem nteresse em suggerir re-
beldas e excitar os pequeos povos para a con-
quista da independencia que os seduz. Nesses
casos, o prudente governo brannico patentea
sempre a ndole pacata de um burguez isento
de enthusiasmo- Atea a chamma, se antev
lucro em ata-la, mas quando o incendio labora
temeroso, retira-se suavemente, como se nada
daquillo fosse com elle.
Convencido, em fim, dessa verdade, vendo-se
de todo desamparado, que o principe Alexan-
dre, no seu regresso Bulgaria, se apressou em
dirigir um telegramma ao Czar, implorando a
proteceo deste, e pondo-se merc do seu
poder.
Em vez de internecer-se com essa subm\ssao
tarda, o imperador Alexandre respondeu ao af-
ilelo principe u'uin tom acerbo e quasi amea-
cador. Era claro que o senhor de todos as
Russias nao se senta mais disposto a tolerar o
governo do Battenberg. Conheceu-o este, e nao
querendo expr a Bulgaria aos reseutmientos
do Czar, nem a sua vida a um risco immnente
accrescentamos abandona de novo o paiz de
suas glorias e dos seus infortunios, deixando o
o seu lugar ainda vago paraopnmeiroMinguelio
que apparecer.
(Continu'u)
T
RECIFE, 18 DE JANEIRO DE 1887
noticias da Europa
O paquete Araucania, entrado hontetn da Eu-
ropa, tronze datas que de Lisboa alcancam 5
do torrente, adiantando oito dias s trazidas pelo
Trent.
Aim das de Portugal, constantes da carta do
nosso correspondente de Lisboa, publicada na ru-
brica Fjxteror, eis as demais noticias de que foi
portador o dito paquete :
Heapanha
Escreve o nessa alludido correspondente em 5
do corrente :
O general bespanhol vai pedir s cortes um cr-
dito extraordinario, afim de reforjar as tortiGea-
c6es dos portos do Mediterrneo.
Apesar do que muitos prognestieam em contra-
rio, os prenuncios de guerra accentuam-se e todas
as potencias se preparam para uma lucta prova-
vel na prozima primavera.
Por indicacao" do Mxico, em Madrid, o Sr. ge-
neral Kiva .-'alacio, vai erigir-se um monumento
em Hespauba memoria do grande Colombo,
deseobridor da America, a expensas das repbli-
cas americanas.
O ministro da Bolivis, em Madrid, o Dr. D.
Aniceto Arce, conformou-ie com o pensamento e
se as outras repblicas o aceitam, como se ci,
ser inaugurado o monumento no dia 12 de Outu-
bro de 1892, quarto centenario do descoorimento
da America, estreitando-se assim muito mais os
lacos de amisade e carinho, que ligam actualmen-
te aquelles estados com a mai patria.
A temperatura em Madrid tem descido nes-
tes ltimos dias a 8 graos abaixo de zero.
Foi preso nm sobrinbo do enra-parocho da
igreja de Chamber, desta capital, por Be julgar
ser elle o autor do assassinato do infeliz Garca
Vox.
Aquelle cura, que se chama Bacos, foi um dos
ebefes das grrimas carlistas na ultima guerra
civil, e diariamente pregava do alto do pulpito da
sua igreja o exterminio dos liberaos e dos livrefe
pensadores.
Ha poucos dias, pelas 4 horas da madrugada,
houve em Madrid um inceudio voracissimo no pre-
dio n. 7 da ra do Cardeal Ciseros.
Comecou o fogo na mercearia, que oceupava a
parte baixa do edificio, e na qual o dono tinha
armazenado grande porcio de petrleo, sem a ne-
cessana licenca; delicto qne mais de uma vez
tem commettido esta mercearia, e pelo qual tem
sido multada.
Convertida a mercearia em uma fogueira im
mensa, despertados os visinhos peli.s gritos de sou-
cono ; assaltadas pelas cbammas as sacadas do
priineiro sudar; apresentou-se um espectculo
aterrador.
As creancas da casa assomando s janellas cno-
ravam espavoridas; as uiulb-res soltavam hurri-
veis gritos dolorosos; e os bomens pediam socejr-
ro na sua vux quasi suffocada.
Por fim nppareceram alguns fiuardns do muni-
cipio, os quaes com serenj, os primeiros Dombei-
ros que cheg. ram, e alguna visiubis corajos-j.-, eo-
mecaram a salvar aquelies desgracauos, realisaa-
do prodigios de valor.
Oesgracadamente nao poderam libertar a todos,
pereceada por isso tres pessoas abrazadas e acbau
rio se quatro gravemente feridas, entre as quaes o
Sr. Valcarcel. que se arrojou desa o terc-iro au-
dar ra, e finalmenti dea cora algumas lesOes.
A cmara muu'cipal, em sesso extraordinaria,
resolvcu premiar lodos aquelles vaieutes 4110 tAo
hernieamente traba hurain e prtinjver sevi-ru cas-
tigo para aa pessoas que, sem a precisa licenya,
tiverem em .leposito lquidos explosivos, e em lu-
ca>'8 que nd reuuim as devidas condices.
Resta, uuic in-ute, que tixe a sui aitencSo so-
bre a falta de material nec ssario para minorar,
se se nao pod-.-in evi'ar, lo horriveis ea:;istro^ti-s,
tamb-n s.'ire a ij)perteita orgiuisacaj do OOrpo
>le b .mbuiros.
Falleceu o Sr. D. Manuel Fernandez Duran,
inarqa-s de Peral s, de Tatusa de VilUnueva.
O marqu^a de Peral s tenencia a essa rafia
v nladetraiumte varonil, que por desgrac* vai
aoab-.udo.
Oriundo de uma familia arist cratiea, grande de
Hispiiih-i, .-uMd"r ed'-putado, era hjincui de coi
turnes ciniiieutem"n'u de'nocr^Ucos.
Patriota llo piogrcsnst h iii-ni I fcua p'ca, v.it.m a re-
pblica era 1873, c nao vi -e-presid ne du eungre^-
vit quando as duas cmaras oe fundirain eui As
semoia Nacional.
ti.i.iiavain-ilie com jastija o carnlliso affejto,
o p.11 dos piibr-s, p.ra oa qua-s tiuha m-ui-
re abertos o pilacil e a ih>sa Prttd< nr-- do
Oauoelno de Airncultura e da .s.-riedad.- in (J-r.
aad ros. a el- W d,iv-m -. indo lu.-yAi na 11 *-|M
nha dos n'tunos progr sa a de ni-iustra, ag
os ni- lluros eX.MUp rea i.- /Hlll.
K' inealcuiav I u iniiim d- ^as-oas qui^ >m
acompauliar os us rr ta. s at ao d|
10.10. ,ltl
O 6r. Con dJ Ca-w Ri0.H1 ininiatr.i de "Or!
tngal, em 'liaS^^H
c.irrespjutiw t^i Acad-um II^t>pa^|
O tjr. 'ii !< r vi; u ,r ...a -K-Casui nina i-
no ao uecie:.ino ,,er,it>:ur> da
ia ll.-.paiihyla, '-irt-. m que bnOiiuie-
m-nto se alliairi as gil i- ( .'.oiyio e alteza da
is conecit ia.
Franca
te Qvblet, que c./.n vira por uio ins-
pirar confianca, a pouco trecho desarmou os
pareciam menos satisfeitos.
O novo presidente do conselho que, no direr de
um notavel escriptor, tivra rara coragem de nao
fazer promessas, teve tambem a firmeza, para v&
deireatar nao perante os seus adversarios, mas
perante os seus correligionarios que denunciavam
menos confianca, para lhe fallar com aquella con-
fianca, que diz tudo quanto quer, e quanto pode-
dizer.
O 8r. Clemenceau, o dstincto chefe da extrema l
esquerda, subindo tribuna fez sem rebucp
questio poltica e (ffereccu bizarramente a coope-
racao do seu grupo. Nohesitou em declarar qne
seria postivel a solncao de um dos problemas qoe
talvez ha muito tempo, mais preoecupada a demo-
cracia franceza, a separaco da igreja do Estado,
e sem recatear os recurtos ou meios de vida do
gabinete, comecra por offerecel-oi com geooro-
sidade.
A questo assim ciara e terminantemente apre-
Fcntads, respondeu logo o Sr. Gob et, pronun-
ciando um discurso notavel por muitos ttulos, e
que causando grande impressao na cmara, ao>
mesmo tempo quebrou aquella frieza com qse o
gabinete havia sido recebido.
O illustre chefe do governo, com a altivez pro-
pria de um espirito convicto, declarou que nao
solicitara a benevolencia da cmara, e s esperava.
a apreciacao imparcisl da sitoaco em quo todo
se achavam. Nem siquer apreseotava os sen .
servidos, e a dos seus companbeiros no governo,,'
velbos republicanos, como ttulos benevolencia,
dos seus correligionarios.
Declarando um seguida as questes qoe era
pouco senam trazidas tela dos debates < ni ros
por fim na da separaco na igreja e no Eatado
aspiracio que ella tem eem dissimular comtudo as
difiieuldades do problema, e o cuidado que deve
empregar-se para as vencer.
Dissentindo do parecer do Sr. Clemencean sobre
o poder obter-ae maioria para a solncao do proble-
ma, nao hesitou em declarar que havia mero s
fazer conhecer se podia ou nao encontrar-so esa '
maioria e uma vez acbada ella, nao seria o <; ,-ver-
no que havia de faltar as suas conviccces, aos
seus programmas, que eram, como nao podan
dexar ae ser programmas nao vasios mas serios,
nao para echoarem nos ouvidos dos que os -nirea,
mas para se realisarem, chegados a occaaia^ e c
ensejo de os por em obra.
Alludndo do trabalho qne a repblica tem feitoy
ao caminho que se tem adiantado para acostomar
a habituar a Franca a um rgimen verdadei-
mente liberal, o novo presidente do conseibo, for-
mnlou um appello nobre e levantado a t* dos o
republicanos que quizerem collaborar da veras na
resoluco dos problemas que o tempo tem amadu-
recido, e em preparar o ambiente que ba do nina-
dnrecer mais depressa do que se julga, maitoa I
antros .ue constituetn as aspiracoes da demoerac
francesa.
Nao hesitou mesmo o illustre estadista era asse-
gui-ar que muito dssses problemas, em ves de adi-
antar, estacionara, porque sao atacados por fornra
que antes affastam, do que captam os uecessa-rio
auxiliares para a sua resoluco.
Assim o parlamento frauci-s encerrou-se 9em
que possa dizer-se, que o novo gabinete nao alean -
casse u'elle, nao diremos a formacao de bbuv
maioria segara e firme, para todos os proposito*
governativos, mas a possibilidade de com .O.--*
essa maioria entre todas as funeco a da opioiSo
republicana.
0 Ministro da Guerra consentio cm reduzir o
crditos que jnlgava necesssrios. ,
Deste modo a questao do orcamento primar
sobra todas, e ha motivo para esperar que o nove
gabinete se nao conseguir satisfacer todas as espe-
ranzas, lidar por certo para levar por dianta-
o que na medida de possivel for licito achantar.
Vimos o gabinete Fri-ycinet a bracos com
commissaa de fazeada, e depois observamos gover-
no e commssao, enredadas e einbaracades nosfrie-
bates parlamentares, sem que se podesse tirar
bem a limpo at onde era possivel levar o desejo-
das economas, sem grave perturbadlo pan* o
servicos, principalmente em nacao tao ociosa de se
conservar em situacSo que os considera superior
aos das demais nacoes.
Onde nao pode ir o gabinete Freycidt, veren**.
at onde andar o gabinete Goblet. E assim ha vera-
tempo para que as duvidas seesclare^m para que
os attrictos se amaciem, e por tal moda se arlaste
atea conj -ctura dajnecessidade de nma dissoiu^io,
recurso sempre per.goso, e que tantas veie cas
vez de remediar, aggrava as difficuldades.
Nos parlamentos das nacoes hvres preciso
sempie procurar com deligencia e prudencia tocio
os expedientes que evitem aquello recurso.
O Sr. Goblet neste ponto r-spondeu par modo
de todo o ponto conforme do desejo do Sr. Cieaee
ceau.
O Sr. Goblet, respondendo no ultimo do asno
mensagem dos corretores de cambio, disse qoe o
governo nao conhece as relac-s da Franca cotn-
todas as potencia nada que possa justificar a
preoecupacoes de muitas pessoas; quanto Fraa-
ca, esta quer a paz e precisa da paz, nao s par
os seus negocios mas tambem para aeabar de fe
zer funecionar regularmente no paiz o reinad d*
lioerdade e da democracia inguem pode da ^
vidar da nossa sinceridad- ; mas a verdade qne
a Europa toda vive n'uma especie dn paz armada,
e que tal estado de co sas basta para explicar aa.
pmic :upacee da op mi. Niio depende de nos*
n fazer cessar esse estado de cousas ; eu, pormy
espero firmemente que nao resultar delle gnerr_
Toda a poltica do governo dirigida neste intui-
to ,- entrnanti aquella una eventualidad? ejie-
uma grande naci como a Franca deve e pode **-
crar com saugu-- fro. O malhor meio de eonr-
servarmos a paz guardarmos o nosso perfeito
scela. Emquanto que nos nos eaforcamos pOK
augmentar a estabilidad do governo. emywtatv
que os ministros da gje-ra e da marmha vetan*
meessaates pela deteza do territorio, vos, aenbo-
r.'S, continuai a manter o crdito e a prosperidad
da Franc'.
Os j iroaea de tolas hs cr--8 poltica appl'an-
dera as declaraco*^ do Sr. Goblet esperando qa
ellas p iriha.'ii termo campauha alarmista empr--
hendidda por especulaco malvola ou por leviacr
dade.
O general Boul-ng-r, minstio da guerra, ao
meou eomiuandante supcr ir de Pares trwteuieoto-
celebre, ya-leral Thebandi.
Este taui i8o cabo de guerra franeez, homein- d
,jalavra i-Ustica, o o eneral por excellencm, do
i'aditaes, fui quem inieoii a obra de expulsao lo
principes Diz-se que esta norae*vi> feita de pr psito
para ucalmax s iras de Rocbefort.
Os j.rnai-s sensatos de Pars coir.btt m-u**.
-nnrg" iiiient'1.
O Temps eourm-.i a noticia de t-rem manif-ota-
do lisp i>ivo s reeip ocas para um acc irdo na ais
de Fnyjiu-rt e F- rry, os quaes eucoutrarto ae ul-
ino iim-nie em casa do Sr. Grevy reconho.-iw-ain.a.
nec ssidtd la niuao das diversas fracv-9-i-rpu
UlicHas. atim do se facilitar a tarefa ao Sn &o-


*



elettn senador
a'o radic>l.
Sn
0 Figuro ilesment
^^H esptinado .acor
tabiin, ulfinna que
atrtiaiiiui-o ni c>r
B fast, o Sr. Froiy; cao>-
s assnetvcforas ^e-
a saude- do cardinf t
a aiailx nao resol
secretario de *- -
Morreu em Rima o dsttneto latinista e lirte-
rat.i nilvr.t., u qual, depois te traducir a Eneida
u comecra a publicar, i-iu versos latinos, un,
verso de tola a Biblm. A'guns livros apparess -



.^-- "-**
IB

Mario de Pernambucofer^a-feira 1S da Janeiro de 1887
:


rf

f



'

raru a publico, mas nao se sabe ieet!e deixou con-
cluida a sua obra gigantesca.
Im-lnn-rra
A noticia da demissao de lordo Raodolpbo
Churcbill, do aargo do chanciller do theaouraria
causou ein .Inglaterra grande impressio e debalde
a imprenta conservador trata de attenuar o ef-
feito desse acto, que para muitoa significa que
era pouco duradora a vida do ministerio tory.
O motivo ostensiva da demsso do lord du the-
aouraria o desaccordo cota w saca eullagfaa da
marinha e da guerra pura que se ewregasae o or-
namento com daaaez aapocuii'es que nao jalga
va exigidas p^aiiuici*cx*Hrua. Cotaun-ntando
esta uaticia, o JjVne.-' entender qe a deinis-
alo do lord Ososcuill lera .-aunad* por disiden-
cias mais politie* do rn* fuuicesma meSTra-se
recelosa de que leader-4o partido conservador se
apare dos sena sango*.
L^rd ChurcbiM eutrva no novo gabinete para
defender c:nlra o *r. (i i ad 8 tone as discassiws
parlamentares. Nao f >ram aptidoes etpeciaes que
o indicaran! para a- pasta da fazenda, porque as
finanzas nao preoccupaui milito os polticos in-
gleses. Suppoe.se, pois, que a demisso do_ mi-
nistro resultante da sua opposico ao projecto
legislativo que o governo tencioua apreseour
cmara.
Da aua demisso derivara o abandono da sua
aituacio frente do partido conservador da c-
mara (ios comnuns e porUnto o ministerio fiear
cons iravelmento eatraquecido. Pata imitar a
subida do Sr. Giadat-.ae do poder, coatava-se can
a formscao de um ministerio unionista, que tives-
so como representantes o marqnec Salisbury na
cmara alta e lord Hartington na cmara dos cora-
muns.
O certo quo a questio da Irlanda tem podido
reun'r 03 conservadores e os liberaes, que nao p.i-
deram i-coinpanhar o Sr. Qiadstooe. Mas se a so-
lucio do Sr. GUdslone nao teui podido conservar
a unidade do partido liberal, a solucao conserva-
dora poder mantel- a harmona entre os conser-
vador, s 0 os liberaes dissidentrs ?
5e lurl l'hurchll saino por cansa da questio da
Irlanda, aln cata a seisio no campo conserva jor.
como se observara neste ponto no campo liberal.
E pode betn suppor-se que ord Cburcbll no se
afasia, do gabinete exclusivamente por causa da
queslo irlandesa, a oc-asiio escoltada por rile
para sabir do governo faz euppr quu pelo menos
assa queotio eulrou cm peuco ou eui muito, u'easa
delibera co.
O Sr. tioscheo aceitou definitivamente a chan-
cellara da fazeuda.
O Marques de Harttagtrai, depois de ter confe-
renciado e.oin os principaea liberaes unionistas, re-
cusou o ofi'erecimeuto u,ue Ihe fazia lord Salisbury
da presidencia do conselbo uu de leader da maioria
da Cmara dos Communs. Euleude que pode s t
mais til o goveroo fra que dentro do gabuie-a.
leader da maioria da Cmara dos Coin-
mu.is ein substituicio de lord Churcbill ser o Sr.
William Henry Smtb.
0 Tunta diz qne perdeu a esperanca de otn mi-
nisterio de coliigacao e considera sombra a si-
tuaci-i interna c externa.
A 30 d- Dezombro comparecern! ein Dubn,
permite a jutica, mais quatro deputados irlande-
ses aecusados e tomar parte ao plano decampa-
nha.
O Sr. Cbainberlain conseutio ein tomar parta
n'um.i conferencia oficiosa com o Si. Gladstone,
Morley e Mrquez de Harcourt acerca da questio
irlandezu.
= Aiha-se jem Londres adeputacio blgara.
No dia 0 du Janeiro almocou com o Isrd mayor.
A reunido teve um carcter intime.
Allemanbo
No dis :;1 ie Janeiro celebroo-se com grande
pompa o jubil 1 do 80 anno de servios militar do
imperador Guilherme. s Toda a cidade est ein-
bandeirada. principe imperial, acompanbado de
marecbaes e generaes do exercito allemo, dirigi
ama allocuco ao imperador, recordando-llie oj
eeus rxa balboa militares e as su*s victorias, que
ao o penhor da paz ha 16' annos. O itup rador
agradeecu a todas e com espocialidade ao unir -
chai Conde de Moike os .--ervirjos prestados pa-
tria.
O governo do chinccller, na sua febre de perse-
guir es socialistas, a nada atiende.
Os socialistas expulses de Francfort, nugia-
ram-se cm Mauoheim e Ofieubacb, pois ah mraino
sao perseguidos e opprimidos.
D-i se que o governo prussiano convidou o go-
vernos de Bade e Hesso proparein ao conselbo
federal que us cidades du Maunheiu e Offenbacli,
fosseio declaradas em estado de sitio.
Promulgado esse decreto, os socialista! ver-fc-
faio de novo expulses, e teriio de ir com suas fa-
milias procurar para mais longe um asylo oude o
g/nvoo imperial os nao alcance. Mas nao se li-
mitam sus homeos essas peraeguicee.
Em erliin algnmas nenhoras tinham fundado
ha tempo urna Astodacdo das operara*.
Essas senhoras foram processadas, jugadas, e
e urna, a ftra. Blechscbmiath A absolvida.
Uaia das fundadoras, a Sra. Cantos, foi con-
demnada a f>0 marcos de multa ; as Sras. Grotli-
man e Steinke t 20 marcos de multa cada urna, e
madame Walter a 15 marcos.
A associacao das operaras foi dissolvda, o
chanciller teneiooa taser decretar o estado d si-
tio em algumas cidades da Allemanha ineriodiual.
{^O governo bavaro j pedio autorisaco ao sm-
elbo federal para o fazer em Munich e n'outras
trras da Baviera.
Q^Toda a iofanUtia alleina estar em bruve, se-
gundo as ordens do grande estado-maior, provida
de espingardas de repetirlo d'um novo modelo.
A nova espingardi, que tem a tnarcaU>-71
84o que de 1874 c modificado em 1884teco lm,30 de com-
priinmto ou la,80 com bayoneta c pesa 4,6U0 kil.
com necessorios e 5 kil. logo que est carregada
com 8 cartuchos.
A catga de plvora compe-se de 5 gramolas
da nova pilvora de espingarda M71. A arma,
coberta com nm politncnto escuro para ser prote-
gida da oxidacao, tem um alcance de dous mil me-
tros.
Tem nm calibre de 11 millimetros, e pode ser
nsada como espingarda simples ou espingarda de
repeticao.
AfBrma-se tambem que os velocipedes, bieyclos
e tricyclos, serio introduzdos no exercito allemao
para crem ntilisadus as fortalezas e na regias
dos fortes destacados.
nao rebenlas-

>
f
tro da Kii.iipa, se ao mi-uro ternpi
sea conflagracao nos dous pontos.
A liosla s-mprc c m os ulbos fil^s emCm3
ktanli'iopla, turnando a Turqua ora como inimiga,
com auxiliar, resentida do que si esta va pasean-
do na Bulgaiia, fatigada das dlficuldades qua as
demais nscoes, mais ou meaos dissiimtladameato
Ihe tevanurinn, armando-s-4 preparando esqua-
dras e exercito, e buscando recurso*, como que
pareca ser caais do que urna auieaea paz da
Europa.
Por <>lti-o lado a AUemanha solicitando do par-
UimeTo a iMWbaean para aiismeniar o exereito,
" r--u*twr o ajwte.int militar. ohwrfHiilo at a ca
tfir da reserva .. general Mol k- para pim*rm*s
ile..at-s wm aaoioiidisle d u palacra, b^mp-
.r*CM, "mb-a-a !* olase pneiti.-H sj auus in'en-
coes, que ou f>e prej)rv im qu .-squer confl -
uto- eventmes, i.n pert menos pMarntia -a ikibsi
bilidade de que tlira rAeKtkBseiw-dc um moniea>u>
para o ou!n>.
A Austria recorreodo ao parlamento para fazer
saber quaes sao as suas intencJies. e na 1 escon-
deudo de ucnhuin modo u proposito da defender
os setis interesses nos Balkans; Italia decla-
rando- se armada n protnpta nara tedas as even-
tualidades ; todo isto era proprio para sereuar os
nimos e pareca drele preparado para excitar
'i-spiritav mais agniosea, ea custo ajastam
em wm momento Oi rapios da fu phautnBtn, ee-
mo realidade .las colisas d'csie mondo.
IVmats a Franca. aqaerta repblica que reaur
ge rigorosa e pujante Us mskires desgrscas c
que ao mesrao tempo parece ter no aeu seio o ger-
men de todas as transforoisees, aqne la repblica
too pacifica e ac"iva ao mesmo ti-mpo, tio ciosa
da aua digoieade eda ca gmwdss, uo weie de
seifs embaraces rioanceiros, na>> hesitar.a ou nao
deuanclHva hesi'av"1''' ,M" votar largos subsidio*
para seo exerette, para aeua marioba.
Tu A pareca conspirar para aseombrae oe ho-
rismtes, e no raeio d cerracao nao eradifficil que
surgis8em as Vezas que apontavaln a h ir. prxi-
ma das ma-s graves conreadas, c das mais san-
grentas latas.
Mas o anuo novo chegou, e coa elle o sol da
paz rompe e aff.isra as nuven earregadas, cahin-
do uio a ui m recei-i*, c renaaceado a uonfiaiica
eoibora sempre Cauteos.
A Allemanha conseguir angm'tn>ar o acu exer-
eito, mas nao lograr mspiar uqtielle voo os mea-
mos receisa de guerra, com que se prepara o seu
governo para arrancar do parlamento tr.dis as
autorisaces. O septenado tera csusequeiicm
menos pacificas, do que se deram por oceswiio das
outras votacoes em 1674 e em 1880.
fcm S. Petersburgo prevalece a opinT de que a
ci3o ministerial iugleza ex-'rcer una notave iu-
tluenem na maueira le regular u qn^stio d Bul-
garia.
A Austria mostrar-se-ba heatanto e evitar in-
trometter se, em vista da instabiiidaoe da pBfftiea
interna da Irgiaterr.
E' p>r aso que o Jomil de S. Petf.r^Airy, se
espanta que de LouUrts parta;;), precisamente
n'este unineuto, amiiai,-aa contra a Tn.-qi'ia. Kufa
foiha d'dara qu- piantastico fallar fie nina ne-
cio aiiti-rossa par pirte da Alltmaiiha cm Coas-
tantinopla.
< Temp, ao exutoinar a itoscao di poltica eu-
ropea, expritne-se em termta rolitivaueiite op:i-
mistaa.
Aquello peridico jalga qC o estado actual das
coisas traiiquillo relativamente Frauca e Al-
lemanha. I> quo aeria necessario que o principe
de Bemarck tivosse oucc-a dos N.poleoea para
que se atrwesse a atacar a Franca.
Na opiurao do Tempx, a UQca questio capaz de
produzir parias perturoacoes a da Bulgaria, na
qua o poder ant.-cratico uo imperador Alexandre
e o fauatismo aiavo poien produzir um conflicto
que a Allemanha trata e conjurar.
Resulta de noros pormenore.1 saber a recepjio
dos delegados blgaros pelo conde H.'.rberto do
Bisraarck, que este declara eatbegoricamenle que
a liussia, tenda proposti o principe de Mingrelia e
n Porta ha vendo adherido a casa escolha, h Bul-
garia nao Ihe r.stava senio tubm;ttcr-ae. O con
de accreaceutou que. :ilm d'isso, a regencia devia
regular esta queato com a corte suzeruua.
fl delegados reapouderam ni-j ineues cathego-
ricatnente, que o governo buigaro eslava resoiviit
a nao aecui'ar nunca o priodpe do Mingr^lia.
.-tfiirmava, ha das, o Times que existe urna al-
lianca russo-allciml sebre a base da neutralrlada
da Kussia no caso de urna guerra franco-alletoi
e du oeutraltdade da Allemanha no caso de umu
guerra austro runa.
O principe do Montenegro respondendo Sublimo
Porta, Sanente os projoet:s de nggre.ssio contra
a Servia, e declara que os preparativos militares
do Montenegro nao sao tetos contra a Porta, ms
einente ein previsao dos aeonteciinentes, notando
que a Servia fas igualmente preparativos.
O principe er que taca boatos, que Iho impatam
inteueoes de animad versao contr- a Turqua, ao
espalhados pela Austria.
Cblnat
Um artigo do inarquez Tseog. na Revista Asia-
tica, insiste na revisao aos tratados d.i China com
as outras patencias, e na reivindicacao dos dire-
tos da Cbioa dos territorios concedidos a estran-
zeiros. Coucltie dizendo que o Celeste Imperio
quer a pas, mas quer tambetn revisao dos tratdoa
para nao- cabir no estado deploravcl era que se
acha actualmente o Egypto.
Gslados (JaidOM
O ex-conse'beiro municipal de New-York, o S.'.
Mac Goadc. convencido da culpabilidade, por se
ter deixado corromper no exercicio das saas func-
Ves, acceitando imporlantes quantias de dnheiro
para a concessao dus Trauwayds Broodw.iy, foi
;uiidemn'n:o a sete suuoj de prisao u a orna multa
de cinco mil dollarg.
Correspondeacia do Diario de
Pernambnco
PORTUGAL Lisboa, 5 de Janeiro
de 1887
Abrio-sc com a costomads solemnidade a 2 do
correle a sesso legislativa de 1867. Estveratn
|llliwdl a este acto dplex do ritual representa-
tivo Sua Magestadeel-rei o Sr. D. Lua I e Sna
Magestade a rainba, servindo de condeetavel, por
ter chegad-.i maoridade, Sua Alteza o Sr. in-
A Gazette de Vors diz quo o fabrico do fuzil deUnfe g A,De0i Kgte que era desempeuha
speticao, tem sido frito com urna actividade tal \do DC,o Sf i(lfrfI)t(J tf
repeticao, lem mao relio com uu. -ui.v.uane ,a. -d(J D(,,u Sf i(lfrfttJ n; A 10> -Iaiio d8 ,.,.rci.
que, em poucoa^ das, todo o exercito se encontrar a,fifi, KiiSo Sr. conselhera Antonio Ma-
com) presidente
munido d'este fuzil.
O exercito alleir.io leva assim nma dianteira
consideravel a todas 09 uutros exercitos enropua.
O correspondente do Morniny Post em Berlim,
telegrapbon que o discurso teito pelo Kron printz
ao imperador confirmou a rsperanca na manuten-
ca da paz, a qual prevalece na opiniSo em Ber-
lim.
Mata
Foi ha diaa trao dade que com nmas certas reservas, a noticia de
que o czar, n'om accesso de desatinado terror,
matara o Sr. Vilanuce, addido tmbaixada Bik-
ini.
A noticia completamente falsa, como se v
nelo segniote telegraaima, enviado ao Neto York
Herald, pelo sen correspondente cm Berlim. com
data de 28 do mez findo.
O Times affirma a existencia d'oma allian-
ca rnssa-allema sobre a base da neutralidad da
Kuaaia no caso d'uma guerra franco-allemi, e da
ueutralid- de da Allemanha no caso d'oma guerra
aostro-russa.
ALtberU, rectificando as aaaercoes do Times,
nao contesta que ba urna a>proximacao russo-al-
lema; jdfga, potm, saber que tal apprcximacao
nao tomou a forma de allianc*, e sobre tuJo nao
seref" cem a Allemanha ou a Kussia.
O Times publica urna noticia, de alta importan-
cia, sobre algumas questoes polticas que ultima-
mente se tai debatido.
A raconciliaco entre a Alleitanha e a Kussia,
realisar-se-ua depois de urna carta trocada entre
os soberanoa dos dona imperios, e cuja conse-
qutueia a liberdade deixada Kussia de tezer
poltica sna vontade do lado dos Balkaus.
E'preciso considerar esta reconciliaeo como
nm peuhor de paz eiropa, poia que as difficul-
dades relativas Bulgaria, diffieuldades augmen-
tadas anda pelo carcter medroso do czar, coa-
atitaiata urna amcaca de confiagraco universal.
rlenle
O anno que findou parece deacobrir horisontes
menes kuaibrios. Nos ltimos das de dezerabro
correr por toda a Europa como quo presenti-
mento de graves acontecmcutj3. Os que tm ua;
natural pender em ver tilde escaro o teneoroso,
descobriam j quasi us preliminares de nm confli-
cto, que bavia de desatar se, aao se sabia betn
onde, mas que pareca ser uo Oriente, ou no cen-
ria de Fontes Pereira de Mello, c
da cmara dos pars
O concurso de pires e deputados ceremonia
foi muito nuiLC -oso. as galeras c at na sala
estavain multas senhoras. Acompauhavam Sua
Magestade a ratona como damas camaristas urna
irmi e urna filba do Sr. conde de Linbar^s. as
r'ias e no largo das Cortes grande agglomeraco
de povo paca o que muito contribua estar um
tempo lido, apeza' de frigidissimo e ser domin-
go :
Sua Magestade el-re leu o seguinte discurso :
Dignos pares do reino e Srs deputados da na-
cao portagueza:
Acercando-me dos representantes do paiz pan
inaugurar os trab'.lhos da presente sestao legis-
lativa, presto obediencia coastliuie.ao do estado,
a cumpro um dever que por multas ttulos me
grato.
A ordialidade d-is nossas relacoes com as po-
tencias no decurso do auno tinao affirmou-se em
mais de urna occaaiao por moco publico e solem-
ne.
Ufando de urna faendade conferida pela cjiis
tituci1, entend poder ausentai-ms do reino, por
br-ve peri >do, 110 intuito de acompar.har em urna
solemnidade de familia minha augusta iimia se-
nliora pnncez de Holienz diera Sgmaringen.
Tive*assim.ensejo de percorrer as cortes de In-
glaterra e Ja Iioltanda, da Dinamarca, Sueca e
Allemanha, da Saxona e da Blgica. Tao cor-
dial e sympalbico acolhimento tos dispensaran] os
sobcranoft desar.s nacoes amigas e alliadas, to
espontaneas e significativas foram as demoustra-
coea de estima por puto dos povos, que ee torna
para mito dever itidccliunvel consignar a todos
aqu a expressao d > ineu recanhecimento.
Da excel'encia d.is>i-.6ssas relacoes interpacio-
naea dia anda valioso testeaiunho a conclusao
feliz de tres negociaco importantes, que, sob sa-
pecio diversa, i.'iteregsam ou o prestigio histrico,
ou a futura grandeza da naci como patencia co-
lonial.
Cim a Santa S firmn o mu governo urna con-
cordata, que, regu'ando e ciefiuimo, ms tiruios
da de 21 de Fevereiro de 1857, o exercicio de di-
reit do padroado da coia d Portugal, eircum-
serevendo as histricas dicesi s do apresentacio
portuguesa, fazeudo de Q* e do tmulo veneran-
do do apostlo das indias o centro do catholicis-
mo na regio indogangetica, pos-termo a nm coo-
flicw que se prolongara por mais de mio secute,
com detrimento do catbolicismo e da tradico
portuguesa na India.
O animo recto e superior criterio do soberana
pontfice, a sna affeicio paternal e muitas vezas
manifestada pela naci fidelissima, fasem-me nu-
trir a esp-rxnca de que podero ser anda lemo-
vidas as causa* de alguns dos attrictos suscitados
na India pela nova crcumscripcao ecclesiastics,
e facilitada assin a execuco do pacto ha pouco1
sol--innementecfclebrado. ,
Com os governos da repblica lraoceaa e d n nw'stsil" o imperador de Allemaiha, foram
ifiualiD'.ofe HS^vx-Mid.is Mccordo. que, delimitando
a passaBeaH respectivas junto s costas oecden
Cal orwntnl fe AtVicH, ercuincrevera e definem,
a par d">w, mm so s par oa-ta dever de futuro
ainpiim ar, essi mopeancifecunda, oesforcoc-
vil-M.r das tr>- |K>reneias.
Osai'Woii-s-' inali.-ravcl. 10 intervallo das ses-
tpoea4aW>lar1M*, a trauqnitlidnde pnblic,e real-
Cad pelo seu ndlato benfico pdde reali-ar-se.
durante epse periole, um acontec me uto que, en-
ch-ind 1 de jubilo m--u c-iracio de pai, ucc .rdou n >
paiz 111 ten o nm ecbo sympathico da rtalidade
das nossas instituieOes e de quanto se roantem
vigorosa a alliauca tradicional entre a minha
ilynaatia c o pavo pirtuguez.
Agradfco iraeao as manifestacoes do aff''Cto
e n qe* sanJoo o enlace, por tantos ltalos aus-
{cins<>, do principe real, mea muir 1 amado ti I ha,
com su* alteza a princesa D Mara Amelia de
Orieao. Constitnem ellas para m m recompensa
du porfiados o vigilantes cuidados, ao principe de-
verao ser esrimulo vivitsimo para bem servir a
patria, honrando assim a memoria oe seus maio-
res.
Igalmentp ugradec aos soberanos e ostros ch-
f'B de estado estrangeirot, que quixeram asso-
ciar-ie *o jubilo da familia real e s IubOIS aa-
cimae, fazendo se rcp'esentar por ombaixaitores
exr.rar Imanas, 011 manifestando do ootra forma
os seutimeutas de viva e cordial syiopathia pela
nimba pessoa e para com a nacao gloriosa CU-
j> destinos ine dudo presidir.
Especialmente tn- cumpre refrrir-me, dentre
essas manifestacei, presenc.i cm Lisboa do saas
altezas renes o duque de Aosla e o principe Jor
ge de Gallee, como re> a-f entintes do sass I*saja
tades e re na Italia e a rainha da Oran liicta-
uha, e inda do principe Fernando, que repre-
sento tam-bein a pessoa de sua altezt o duque de
Sax4nia-Coburgo/>Gol!iu.
Durante R minha ausencia nsEUtnid o priacipe
:el, em conformidade c"n as leis, a regencia do
icino.
Anteriormente a esse periejj jaleara o meu
govem devtr decretar algnmas prondenciaa ex-
!r.-.'>riinar;as, ciift iinixitaiiea e urgencia apre-
cjareis oppurtiinaineute. Afnn de o relevar da
rosponsabidadn em que p r tal fuuto inorteo,
ser-voa-ha apreeenfada a con/emente proposta de
le.
A experiencia, embera cutta, da le que regula
entre nos a ileicio do^ dignos pares do reino, tem
bastado para claramente patrntear a uri_-enci da
sua reforma. Ser vos ha esta apresenUda pelo
mea ministro do reiuo, e p ministerio da justioa me s-rio igualmente snb-
meffidas outras providencias referentes mstriic
vii superior, aos servicos knportaates da polica
e beneficencia piibiica, ao r-crutami-uto, a refor-
ma da legislacio cotnmTcial o dj prosesat cri-
minal, bein como ruorgiMM*aca-l Su* servicos ju-
dieiaes.
Pr'jsegue o mou governo no empetibo de rie-n-
volvcr a riqueza e prosp'TJdade d i uosso dilatado
imperio ultramarino, e o anno que findou paude
registrar -> inicio vigoroso, ou mesmo a fclizcju-
ciuiio de alguns desses audases-commettimcnloa.
Foi aasnn insicualada a data do anuiversario
natalicio do principe o du princesa real com a
ii:aii.;nrcio do cabo submarino, que, ligando as
ilbas de S. Thom e Prinei c provincia da Guiu
e a cidade de Loauda con a inelropole, camnlCtoU
a rede que preniie ao remo as nossas mais impar-
tantes piovincias do ultramar.
A insuguraciij dos trubalbos no camiuh de
ferro de Loanda a Auibaca, a eoestrueoio de parte
da priineira seccio do caminlio do ferro de Lju-
reneo Marques, o complemento d^s acnuisicoes 11 -
cesiurias para a prxima installavio do distrieto
do Congo, tacs ho, uutre outras, as alinnavo s
mais recente) do direito que no* assate, peranlc a
oivili'icio a miater o uoss.i dominio colonial em
frica.
U-na revolta dos ioiigenas dirigida contra la
hambane e que por momentos sobremltod os ani-
mis em Portugal e Mozambique, piude ser felit-
mente de promp'o i!o-nniada, aubauuo-ee h jo a
trauquilidadd restabelecida um tuda a provincia.
A ab-rtura, que i!ve venffriar-se no decurso
anda do moa actual, das duas primearas siH/coes
do caminho de ferro de Mormujrao at Cjliem,
junto d Gattcs, ua extensao de l kdometros, e o
prximo acabamtinto do portd de Mormugan,que
que j te achim funcionando, aasigaalam por seu
lado a aecio civisadora do Portugal as regioes
da A ai a.
Na diligencia justificada de corresponder sua
misso colonial, a nacao nao se tem poupado a sa
criticios, anda os mais onerosos. E' mistot, p irm,
cun ; o prjeeguimento deea diligencia, uio arris
car a situncao do tbe.-ouro da metropole. Tnraa-
ee boje iuadiavel nenesaidade o moderar taes em -
prehendiraeutos ,* e maa quo tudo cumpre regula-
r.t.ir a administracio, exercer fiscalisucio severa
uo emprego dos diuheiros pblicos, e desenvolver
as reeeitas pro'lucaos. Tal o prrneiro efflpe-
nln do ineu governo, que com esse mtuico vos apre-
evitar augmentoa as despesas publicas, prose-
guindo a tal respeitocom firmesa no empeuh) re-
velado em muitos actos do meu governo, e mais
especialmente as providencias relativas s api
estacoes, e vigiar a par aisso com incessante coi-
dado os diversos ramos da administraco finan
cera para se obterem a extincciu do dficit ordi-
nari 1, e os meios indispensaveit para occorrer ao
pagammento doi jurse amarfisacio de um orv-a-
mouto extraordinario exacto e to ponderada quan-
to o consintam as inolataveis exigencias do pro
gresso material e moral.
A reforma da circulacao fiduciaria, cojo mmo
voa ser subuietiido pelo meu gobern, eontrioni-
r eflicazmentc, se merecer a vossa approva^lo,
para aprensar e consolidar o equlih-to das ree-i-
tas co r> as i>c*puza>, tanto peki ies-nvlvrme>iio
economie .lo reino, como puri nerar o ineeouro
de await .ios -ncargos. TiStaWeiuVoooerat* de
inaSa Vhli'wo jura a prosoopxiKti^ao cemrtivM*i da MtasAriUje da agricnlfoi*, a (,i i dos servicos pblicos a reforma das pautas,
que ser por igual sujeita ao vosso ex.une escla-
recido.
Digno* pares do reino e Srs. deputados da na-
ca portugus*: 'IV ui iuteresse v'al para o
paiz muitos dos aesumptos sobre que sois chama-
dos a deliberar ; cont, porm, ver-vos empenhar
em sen exame o zelo esclarecido e aerysolad- pa-
triotBinn, q iu sin uobre tradicao das cmaras pir-
tuguezas, e garautia seguralda profiuuidade das
vossas resolucoes.
Est aberta a sesso.
A' noite a familia real ussistio na tribrtna de
gala, em S. Carlos, repreeirntac) do re de hi-
hore de Maesenet. O tbeatro cstavu eneio; as
damas em grande gila ostentando as suas mais
ri^as toilettes e os s-us brilhant"6. Os homena de
farda, ou de casaca e lenca hranco N s camaro-
tes dos ajiidantes de Suas Mugestades estavam as
Sras. Marquesa do Funcbal, Marqueza do Rio
Maior, camareira-mr, a Sra. Coniessa da Aic-
covae, a liiha do Sr. Cnde de Linhnrcs e sua ta
o a Sra. Maiqueza da Fu*
Na vespera tiuaa bavido reunio da inaiona
(que regeneradora) em casa do Sr. Fintfi.
S. Etc. tomou ba pouco, para habitar, o palaco-
t- De pateo do (Junde de Soure, que fra do falle-
cido euuaelh-ira Anselmo J-s Brancamp, illostre
gr.nde fumaiada das janeila do 1- andar, e ain- *_ c
ua os i.ijuilinjj da casa no davam pela perig | trM wt.n"as' = efvda para a acco sobe-
' raua e cililisadora de Poitugal, obrigaudo-se a
Allemanha a no adquirir all dominio, exceder
protectorados ou por outra qualquer forma con-
trariar a influencia partiigoexa.
_A reoiprocidade coro respeiro aos territorios su-
jeitos iofluencia allem c obrigaco a aue Por-
tugal naturalmente assume por seu lado:
Taea sio, em trafos geraes, as coodicoV icaii
importantes do primeiro tacto celebrado dir
meu te entre nos e a Allemanha em auestSes'i
cansa.
Liui'trophes as posssessoes das dous paizes
eota orieutal e occidenal de frica, de si
patente a enorme vantagem d> assegurar o nosso
dominio par o interior. E particularmente isto
verdade na qne respeita aos limites sul da provin-
eia drt Angola.
B' jmrto a esa* regi. nos planaltos de Idosss-
ssedee, a Flnila. na rego que demora entrs os
ros Cuenn e Cubauge que est o futuro da colo-
iiBaco europea mt permanencia da Angoi-,
E' bom que o dominio de Portugal fique asse-
gurado pelo novo convenio nessas vastas e ferris
regies. No accordo recentun.ente Celebrado v-se
que os ameacava. Augmentavam cada vez mais
os rolas de fumo e alguns dos moradores ehega-
rain s jaireilas pedindo que Ibes acodissem.
Em menos de des minutos o predio toda era ore-
so das chammas e des minutas depois desabsva
o telhado e pavimeitos n'uma derrocada io-
fernal. ,
n arrojo dos b imb jiros, o deoodoeamque.se
esfarcaram por salvar urnas pobres senhoras que
de mos postas, dosv.-tiradas, perdidas, bradavam
por soceorro as janellas do 3' andar, foi presen-
re.'jo pela multido enormiss ma que circum la-
ca o predio, eiabaracando involuotariamnnte o
servico de aalvauo que nunca se vio em Lisboa
to precipitado, to irrejrular, to mal dirigida,
apeiir dos actos de heroica de.dicacio prnticado*
pelos bombeiros, eom risco de vida.
A rapdes da confligraco no dea tesapo pava
que os esfuroas denodados d'aqirelies vntPnteu ho-
mens do povo fossem coroados de bom xito.
Foi urna verdadeira surpre.za aquello voraz iu-
cendi 1, que pareca alimentado por materia in-
t! .mmaveis o explosivas Tudo chegou uus minu-
tos mais tarde do que devia chegar, mas uus mi-
nutos u'aquella conjunctara eram seeaioe 3 ss la-
baredas e as enormes columnao de fuma impasa:-
bilitaram mil-tos trabalbos.
Antonio Ignacio, um beaem"rito b imbvro que
subir p-la escada Fernandas para salvar as des-
venturadas senhoras nada conseguio, porque alia-
ciliadas parece que em ves de correrem para o
seu heroico salvador, foram at'rahidas para a vo-
ragem.cahiram asphixiadit n'uin compartimento
interior da casa e d'cllas s appareceram na rui-
nas e escombros da predio incendiad > os eadave-
tes hornvelmente mutiiados e disf irm*s !
Antonio Ignacio nao pidera g.-rvir-se da rUm-
gueira de aalvauo parque estava iuutilisada...
e quando depois du s -a tentativa mallograda, q*iz
descer agarrado loaugueirn, ealno da altura do
segundo andar, fracturando dais ..ssos da pert 1
direfa. Aitid* est na hospital, onde tem ido in-
formar-se do sea estado militares de pesaos. ,
Em sessio da camaia municipal foi ihe votada
nina peusio no casi de aobreviver ao desastre, e
ni oaao de fallecer, nina masada a sua vluva. N.^o
E>i precia 1 ampufai -ibe a perna e as ultimas noti-
si niara adquadas propostas de le.
Cousttue o exercito, elemento essencial do or-
ganismo das uayoes, e elle por isso mereeedor
da mais atienta solicilude por parte dos poderes
pblicos.
Para satisfazer s exigencias da sua ultima reor-
ganisaco, e para alEnria? e prsmovcr a discipiina
e a iustrur/co militares, tem sido decretados palo
ministerio competnt- os necessarios regulamentos.
A i gtimas reformas coropk mentares da mencio-
nada reorganisacao se tumain anda necessarias,
e par isso vos serio presentes propostas que inte-
reseam reorgauisa>;io das escolas militares,
promovi e reforma dus uffi'jiaea, administracao
militar, e, finalmente, revisad do cdigo ; enal.
O mea overno c-npeuhar todos os scus esfor-
cas para adiantar e concluir 110 mais curto prasoas
grandes obras de ineihorani'-iifos pab;ii:os jicome-
(adas, porque assim o lecoinmcuda a boa economa
na construeco, e a uccessidaje da quanto antes
tirar deltas os fruetos correspondentes s somuiss
despendidas. Ser-vos-ho presentes as respecti-
vas propostas de le, no que depender de rcolo
cao legislativa. No tocante a nacas melhoramcn-
t..s, uenbuma proposta vos ser apresentada, em-
quauto a fazenda publica nao estiver regulariaada
definitivamente. Mas para que tsse adiameuto se
nao ennverta, pela perda cousidersvel de tempo,
em sensiveia prejuizos para o de.senvolviraeoto da
riqueza nacional, que multa carece anda daqnrll
fomento, o meu governo mandar proseguir 03 ca-
tados das obras a realis.tr nesae intuito, subardi-
naudo-as a um plano geral, quu passaser prointi-
tameutedada a exeeuyij quando se nchc realisado
o equilibrio fazendario ou pelas sooras orcamen-
taes, ou ainda pela creacio da reeeitas novas,
exclusivamente aestinailas garanta das opera-
io-s necessan-.s para s-> conscgun aquello fim.
O meu governo cntiunar prestan lo a maior
itteuvao a t 1 is 03 assutnp^os, qe iutercssem ao
ieseuvulvimeuio a mei.ria da situacao da agri-
cultura, para o que prnjecta ojenpar-se inceasau-
temente da ioquerito agrcola, j decretado, e nao
descurar taml-em o aperfecoamentoe alurgamen-
to das industria, por considerar este dous ramos
da aetividade social como os estelos fiiudamcntaes
da prosperidad-.; do estada. '
As relacoes entre o capital e o trabalho, o pro-
blem social por exceilencia, carecem tambem
entre nos de um carnet,-o de solucao legal, por vezes
promettidu, e at boje menas felizmente adiada.
Kegular o trabalho das mulheres e dos menoree,
estabelecer o definir a responsabilidade dos donas
du fabricas em caso de accidente, tal o assumpto
das propostas de lei que vos serio com esse intui-
to apresentadas pelo meu ministro das obras pu-
blicas.
O no anuo findo, conforme o demnstrala o xito li-
songeiro do emprestimo ainortiaavel contratado 110
uso das uutorisacoes legaes, ns adjudicactHS de
bilhetes do thesouro^s a cotacio fa vara ve 1 das
futido:-, lolicos nos mercados naconaes e esfran-
geiros, a despeito da alta na taxa dos descontos,
e dos recelos, eliiment" infundados, dfe eomplica-
ces polticas. As recvilas publicas, e principal-
mente as provenientes dos impastos indirectos, tm
cresei la de modo muito satisfactorio.
Estes faetos, o incootestavcl augmento da ri-
queza publica, os'rcsuitados previstos da revisao,
prxima do seu terso, das matrises prediaes,
levam ao coovencimento de que no ser precise
appellar para novos sacrificios do contribuinte
Bastar aperfeicoar os processos de lancamento,
fiacalisaclo e cobranca de algnmas eontribuicdeB,
cht-f do partido progresa:ata, e onde tantas Vtttfai ciaa liio-un quasi livrede perigo felizmente,
reunir os seus correligionarios amigos ntimos, i Como todas as esperancas de saiVar vidas se ex-
O Sr. Fontes erpiz us suas i ias acerca da Ute- | tinguissen pela rpido desabamento dos tecfos e
tnal situavio poltica e da maneira de a com ster.
Seguio se-Ihe o Sr. Pinheiro Chagas, o qnal com
pinamente concordou eom o modo de sentir do
Sr. Fontes, iiproveitando a nccasiio ,.ara declarar
eathegorca e francamente que, se antigs diver
gencias o tinham separado por algum tompo do
partido regenerador, baje se considera va indissi-
luve'mcnte li-rado a esle pirt.ido e filiado nVl'c
como soldado lirine e leal. A'cerca da presiden
ca da (Jamara d-is Deputados, depois de haverem
falladi os Srs. Ponteo e Slvira da Molta, COU-
Cordn-se cm que siioplesmente se reeleg.-sse a
mesa que fiinccionava ao tempj cm oue sabio ao
poier o actual ministerio.
C-mla n:nis o balutnn de urna folha prtidaria
do Sr. Fontes, que all se arveotii u a firmeza c
disciplina do partido regenerador, observando n
Sr. deputado Avellar Ma-nado, qu, apazar da j
vio)-lita sitiiacilo que o givenio Ihe creara, intei-!
ranrata subordinava oaoa mido de preced* no
parlamento docisia da inaioria, pareceudo-lbe.
eosatud*, inuit 1 conveniente que se nio gistasse o
temnoem debites estafis o iiif.eojp'-srivo*.
Abuudau mi" inesmas ideal o Sr. deputada Az- -
vedo Castell > Brauco.
Ostivera.m presentes reumo cerca de 10 Je-
pasadas.
L-gD na sesso preparatoria da Cmara dos
Deputados, de aute-houtem (3), a maioria regene-
radora aprov'-itou o pruneiro enaejo ^ara defiuir a
cUa uttitude d hostilidad-' ao governo, n teodo rs-
te um candidato presidencia de su* cor poltica,
03 regeneradores vota'rara cout.-a elle. Pode c iu
siderar-se correc'o o seu procedimiento; UU nao j
menos certa que elle csclareceu desde logo a ai-1
tuacio, n.'ndo termo a todos os equvocos. Assim.
n Sr. Pedro de Cirvaih'i, (regenerador) teve 4S
votas, e o Sr. Francisco Barms Coelha ae Campos
(prngressista) 17 apenas. Qjaulo se proceden
eleicau do 6t'gun1o w me da lista quintupla (de
que o chefe do Estado ha de escilher o presiden
te da cmara) verificnu-so quo na havia entrado
na urna o numero suffieiente de listas para haver
Veueiment. Anda tnm a o.pa:-ico, fie' no seu | larem cam elle, ateiou se o fogj pelas vestimentas
prooasito deliberad 1, vitara uo Sr. Finuino Juan e obras de c-.rlio p.-u iurado por todos os quartos,
mansa redes, todos 09 traballlos Futa89 dirigido*
en'io 110 seiitido de uttlhar a prapagavoTlo iti-
eendio para es predios visiuhos da ra Augusta c
travesea da Palha.
As vctima sio a Sra. D. Guilherraina Bran-
dio, de 50 auuos esp-sa d> Sr. Piineutel Araudio,
prtmeirj ot.ti.il do ininiscerio das obras puhlicas
e Becretano que foi do Sr. consoilieiro Anron'O
Augusto de Aguiar quaudu foi mini'rio d'aqueij.i
repartieib: aleta o'.ig;a seumn-*, bu cumbii-am ana
filha D. itliil.aha e sua sob.-inha D. Carolina du
Soasa, nmliis de 17 a-i ms do idad-, a aun creada
Heleoi. natural de Aerantes, de 21 anana o noM
paralyiic chamada Custo.li 1 que habitat** no 4
andar e que tinha 70 anuos.
O pr.-'dio, d gm aucoas ticarain a piredes mes
trac, perteni-i-i ao Sr, inarquez d-- Taga K*r.va
sogun na Fi'leUtlade ein it coutos de res torte.
rara a rut dw t^irreeiros :i iha deade 04 na. li-J
a 231); para a rat da Biteo^a, liaba desde 67 a
73.
Ni traversa di Palha (113. 227,220 e 231) es-
tava o deposito de viuboa do Ar. Vidal, conheei-io
p.-lr, armroem do cesle-.ro. N1 n. 2.'2 era a escada.
Os n. 2-' e 251 eram do eatabeleciineoM dccol-
chieiro allurtleiro. O n. 2-j'J na irivessa da
Palha c '37 d*. ra da Bitesga era a tabaearia GK-
mico ond-.- era costa me venlenun se os biliietcs
pira as tiradas. Os us. U9 .] 71 da mesma ra
pi-r.cnciam i donomiuad* Barraca. Chineza, do Sr.
Pedro do Alcntara Falcii. O u. 73 eraoeuanado
p-'U loja de eh.loiic.i fina e caf da Sr. Amaral.
Ua prejuizos fi absolutos 110 predio e muita
iir.p -rtantes OS Causados p!a agua em todo o qtlar
leiro que esteva eia risco nomnente de ser con-
suintnido pelas chammas. Nfi 1 aud.rdo predio
nceudiado ejtava o vasti i.ruiazein d* factos do
babii costumier > Sr. C. Cohn, que lomee: os
theatrus '. aluga trajo pira mtsearas. U-n lilio
d'este industrial, que tem apenas 2 anuos aehou
mi un.i phosphoros, quiz accender urna vella, pe-
gou a tigo uas cortinas do leita do pai^ ou n'um
repoteiro, techou a porta do qnarto para uio ra
Lipes, ri'g.-nerador. einquantu os ministeriaes da
vam 03 seus votos ao Sr. Luis Jard-m, prigrcs
sista.
No mesma dia, a e.im.ra ios pare,elege.u os
secretarios e vico-seeretarius, passaudo-se depois
eleica de duus raetnbres quu falavam na comtdis-
so de rcBposta ao discurs 1 da cotoai Os regene
radares votaram centra o Sr. Joaa Chrysostomo
de Abreu e Suuza, que erft um dos candidatos mi-
11isteri1.es, mas afina I tambem uo htiuve venci-
mento por falta do numero.
i.'cune-se hoje o conselho de estado sob a presi-
dencia do soberano, para se tra'ar da dissalucao
das cortes, isto da Cmara dos Deputados r dos
membros electivos da cmara alta, porquanto o
governo acetou a quqjtilo de incoifipatibiiidade da
cmara Com o ministerio, tal qual foi posta pelos
seus adversarios. A coros resolver o conflicto* mas
uiofalta quein entendaque tnba sido maia correcto
e mais sineero disaolcer as cmaras e appellar para
o ver licto do paiz em seguida aos actos da dic-
tadura.
A situaci 1 re.ilm.ento cm que se encontrava a
corda peraute urna cmara que, poucos dias de-
pois, tinha de dhsolver, era das mus aujinal s.
pois se vio obrigada a prestar hameuagem re-
presentacao nrcional, com a mtencio deliberada
dc'.nio a deixar funeciouar, o que at certo ponto,
dizem na folhas da opposlcio, cliegt a ser al)
snrdo.
O certo que as quesies impartautes que o
discurso da corda suscita, ho de ser discutidas
por outra cmara
A impransa da opposicao tambem fe* notar, que
tenia sido aproveitado. o pretex'o da eleico da
presidencia da cmara para a dissolacao, o eleito
p^ila maioria fra o Sr. deputado Pedro de Carva-
Ibo, o mesmo cavalhero que cstava prsidindo
que'ia esmira qnando o ininist ro actual subi
au pider, partiudu a iniciativa dos votos de lau-
vor que ihe foram cenferidns no fim da ultima
sesso legislativa, dos proprios deputados pro-
gressistas.
Es'es e quejandos reparos, levt ntam sempre
estes episodios do systema representativo os mi-
uiitcnaes de boje, miitatis mutandis na poupa-
rie.m os seus advrsaiios naturalmente.
A imprensa goveroamental enfeude que estas
crticas acerbas da opposico regeue; adora sio o
resultada previsto das saas exageradas co pla-
cencias com a mesma opposicao e relembra que os
mais importantes peridicos regenoradVrfs, com
excepco do Eacnomista alarmaruin ainda ha pou-
co ceas c trra com os seus brajas, por ihf-s com-
tar que o governo pensara em pedir cora ads-
soiucjio Jas cortes logo em seguida s eleices mu-
nicipacs. /
Nao reunir as cortes em 2 de Janeiro teria sido
no dizer dos orculos da oppisicio um attentado
u di aso, taiaanho e tao offensivo daa liberdades e
regalas polticas que o meamos orculos dcixa-
vam claramente perceber que o partido regenera-
dor adoptara urna attitirde anormal contra o pri-
meiro magistrado da naci se elle em tal consen-
tase.
A verdade 6 que o governo mais urna vez can-
descendeu com as gritaras da opposicao. Cabio
nVssa fraqueza assim se exprime o orgio do
Sr. Navarro, mu,i,tro dns obras publicas, e em
paga, prosegne aqur-iie jornal, dizesc-lbe agora
que a reunan das cortes um absurdo, etc., etc.
Cumpre advertir que na sesso de hontem na
cmara dos deputados tambem se nao poudc rea-
lisar que tcimiaassc a e.eico da lista quintupla
por falta de numere.
E' decrer pois que a dissolucao das cortes seja
decretada aiuda mesmo seaaJter sido constituida a
cmara aos deputados.
Estas questoes. com quanto importantes em s,
sob o ponto de vista poltico, nao sao na ve-da-
d-, o aBsumpo geral das conversacoe em Lisboa
principalmente.Os enormos desastres cora que ter-
minou o anno de 1888, o do naufragio do vapor
Ville de Victoria, a poocas bracas de trra na
vespera ce Natal pelo abilroamento e rombo que
Ihe fez com o rsporo de um couracado oglez,
de que Ibes di i larga ncticia na minha de 29, e o
medonho iucendio d,e um predio na ra da Bifea-
ga, ocurrido no dia 29, eom perda do cinco vinas
sao ainda e CJUtiouarao a ser por muito tempo, o
iheina de mil deseucoutrados comineotarios naiin-
prenaa, as ruat- c nos circuios de familia.
Gaiitristou realmente a toda a cidade o incen-
dio do predio da ru* da Bitesga tornejando para
a roa dos Correios (travessa aa Palha), junto ao
Bocio.
Pouco mais seria de 11 horas da manha, nota-
ram as pessoas que por all passavam que sabia
as costm-jiras quizeram apagar o fog'a cam vasos
d'agua e dentro em psucas nstantcj arJia tudo,
caiDO fie rpidamente narrado.
Os trabalhos de rescaldo e dcs.-iitulba correr im
Cam grande aetividade de dia e de noite.
as ciuzas, como disse, foram encontrados 03
restos dos cadveres que foram envolvidos em scra-
pilheiris e traasportadas logo para a igreja de
S. ieola. Apparcceram muiws valorea e obje>
tos de prata e ouro
Tfendo fallecido 5 pessoas, -utas outras fsraa
sal vis em cousequcucia de ineriveis actos d-t ded-
caco que seria loogo enuaterar-lbe.
O enterro das victimas na ultimo dia do anno
foi imponente. Depois dos officios no templo de
S. Nicolao, onde eatavam armados duas esas, des
filaram os coches funerarios e em seguida perto
de 203 trena com pessoas das relaeO-s do Sr. Pi
mente! Brando, todos os scus callegas no minis-
tr-ria das obras publicas e o prnprio ministro; o
S.*. conselheiro A. A. de Agniar, o presidente da
C uara Municipal de Lisboa, muitos outros func-
ciouarios do Estado c da municipio, jornalistas,
etc.; alm de urna grande multido de pessoas do
povo que seguiam a p, ou formavam alas, desde
S. Nicolao a*. calcada dos Aojos. Foi ua-a
grande manfestaco de sentimento publica.
Pualicou o Sr. Carlos J. Barreiros, benemrito
inspector do servico municipal dos iuceudios um
relatorio, sobre este sinUtro memoravel, o qual tem
sido muito impugnado D.s, entre outras asserco-s
qae no bouve falta d'agua, nos primeiros momen-
tos ao contraro do que toda a fente sffirmava. O
Sr. Pinto Coelho, distincto advogado e director
gerente da Companha das Aguas, veio com urna
carta imprensa, diseorrendo no mesma sentido e
impugnando aa asserc-;s das Novidades e outics
jornaes de Lisboa, que aecusaram a Companha
par na ter a tubagem da sana b tiza em presto
suffieiente.
Nao b primeirj grande insendia em que taes
faltas su dio.
O ministro das Obras Publicas fes publicar na
folha crucial orna portara enrgica iocumbindo o
fiscal do governo junto Companh'a das .Aguas,
o engenheiro e par do reino Jayrae Sarcher, de
syndicar sobre as causas que deram aquello triste
resultado, portara que a oppasicaa censura de
precipitada-
a imprensa quasi toda levanta se porm urna
cruzada contra a Companha das Aguas.
Novas correspondencias do Sr. Pinto Coelho de-
fendendo-se em polmica de ironas contra os ti-
ques das Novidades. No Seculo e outros joruaes
menos lidos, bosnlisa-3e o diguo inspector por ter
deixada desorganisar o servico e uo ter tido a
resoluco de reclamar da Cmara Municipal a sua
reorgauisaco. Uina verdndera celeuma de quo
parece vir a resultar :
1-Que se d ao corpo de bambeires orna or-
gauiSuco militar, pagaudo-ae a cada praca nao
100 n. par dia com o pulso lvre para trabalba-
rem pelos aeua officios como actualmente euccede,
mas de modo que seja aquella'a sna proSssio.ex-
clusiva.
2*Que se restabeleca o uso abolido insensa-
tameuto dos ignaes de incendios as torres de
sinos.
3* Expropriacao por parte do governo da Com-
panha das Aguas, que uio satisfaz as necessida-
des/do eaneamento da capital e muito menos aos
casos em que preciso combater oa grandes in-
cendius.
Estas ou outras providencias maa sabiram pro-
'avetmente destes debates e aobretudn do mov-
ment qua este sinistro fez manifestar na opiuiio
publica.
E' corto de baver-se firmado o convenio que
determina grande parte dos limites das nossas
possessoes africanas e defiue a rerao vaatissima
por onde paderemos no futuio alaagar a nossa ae-
tividade calonisaiora.
Nos termos desse Convenio o limite sul da prc-
vitica de Angola fiear coostituido pelo curso do
Cumene, desde a sua fas at us cataratas prxi-
mas da ierra de Gauni. Seguir .dahi um pa-
rallclo at cortar o rio Cubange. O curso deste
para sul e late fomar depois a fronteira at
um ponto denominado Condare, j boje sujoito
Allemanha, e dahi seguir por parallelo at cor-
tar a Zambese prximo aos rpidos de Cotima.
Os limites do norte de Mocambique entre pos-
sessoes allemas e portuguesas, ficarao constitui-
dos pelo curso do ra Rovuoca at sua confluen-
cia com M'snge, e desse ponto por um parallelo
srguindo para o lago Nyassa.
A regio toda entre Angola e Mocambique,
salvo direitos anteriormente adquiridos por an-
uir- indicio claro de ooas relacoes esm o imperio
alletnio.
Muuter xelocameiito aa oossas antigs e fradi-
cionaes alliaocas, o que r.presanta um interesse
d-j primeir*i ordem para o paiz, no excine a
aeca > commum e o accordo fecunoo enm na na-
ci poderosa, hoje limitropbe nossa em frica e
que na Garepa e irt) mondo desempenha Dupel fio
proeminente.
A impreitsa de Berlim izera nos nltrmos das
retereucias pouco justas e pouco a grada v cur-
as trosra cotonas africana?, a proposito de uns
boatos absordpsjaeerca do rrafic da escr8vaturs.
A Gateta da llematha do Korlt, que como se
aba um dos principaes senio o principal orgo
da mpreiisa ]icm, e que recebe as inspiracoes
do chniicolier, causervou-se n'uma prudente c sen-
sata reserva a tal respeito, como uio se julgandn
autorisada a acreditar os absurdos malvolamen-
te propalados contra a naci por'.ugueza.
O numera da Gazeta da Allemanha do Norte
antehontem, porm, taz-nos a devida justica e
rectifica nos seguiutr-s termos, e da maneira mais
satisfactoria, as uoticias a quo se referir antec-
de .teniente:
/As uoaias duvidas, desde logo formoladas
ac-r.:a d:i uxaetido daa KCensaySe* feitas n'uma
rotn d'aq.ii contra as autoridades das colonias
poriugoczaa ua costa oriental da frica, acham-se
perfeitaineuto justificadas p-l 7*n. nm* folha
cojo te-temuoho pode considerar tanto maia insus-
peito, quanto, acerca do acc'o portogneza na
Atnsa Oriental, tudo revela ordinariamente me-
nos bympathia.
^ Nae suas recanes corresinndeucus de Mo-
c-i .abiqae, o jornal iuglcz consigna o mais claro
feit-'mnnha da attitu-fe perfeitaroente c.rreata de
Pirtngal-cm quesies du eserivatura, e inlica
mulos, cuso! em que .1 perBeguicio de traten, eon-
fi.di po irnverna lo- geral ao capi'io S. de <_>! i -
vkm. ii rii enrgica quanto efficaz.
E'com satiste-v-i > que vertica-noi nssiin. no
intrease Ja eiviiisse "o. qnal seja o valor .la heu-
rosOs esrorcordas aiitor>ia<|-*a pirtuguezas c.lo-
nincs u.-st-v cansa llainanitaria e no que reapeita a
tolos es .tros servio* de urna adrainistraeio
bem ordenada.
Completando taes mf .-rrnaco's, recebemis de
Llsbia 11 oM'eii que havimn sido enviadas inslruc-
e" s ao gavernad.ir le Se:! para castigar devidtl-
uente os crimin 'to.
A commisBiio orguisadira do mnnumeta ao
infaulii I). -urique. d.'tiburn quo se inicie desde
j u:u subscripvio no paiz u no ostrangeifo, para
que i monumato seja ama mar.ifeaajio con-
digna.
Tambem se deliberou eolgir matfriaes par*
rima txFosicio colonial, cuja abertura deve coin-
cidir coiri u iuaugurai,io du monumento.
Delibero, so tambem igualmente que se tratassa
da fin lacia de um mouurnedtO eolontal que ter o
ame da infante 1). Henrique.
as sobernas pedreiras de marmore de ala-
bastO, do conselho de Vtimiiso, foi ltimamente
desccb,!rta um* nova gruta, onde apparecoram,
eomo na priineira, numerosas e nteresaautmas re-
liquias do hoinein pruhisDorieo.
A cominissio geolgica dirigio-se ao Sr. Fran-
cisco Cariosa Pinto, drrector dos trabalhos de ex-
ploracao dai pedreira.. pedndo-lhs informado-a
sobre essas preciosas reliquias. Por parte da cun- N
inisio g.ologca prqjecta-je realaar na pnlxtma
primavera urna cxpeteo seieutiica ns menciona-
das pedreiras.
Partramj 3 pira o Brasil, uo Vi
Santos os passageiroa sobreviventes uo Ville
Victoria.
Alguns membios da colonia francesa vii-> pro-
mover um sarao musical no sali da Trindade em
beneficio doa nufragos asnas familias sem distinc-
cio de nacionalidade.
E' presideute da eommysao Mr. Billot, rainis-
ro de Franca em L'sbo.
Foram pomposas e commavntes as exequias so-
lemnes que ao eelebraram ha das na capella de
Lu* rei de Franca sufragando as alm s dos des-
ditasos nufragos que pereceraia qtiaodo se afun-
don o Ville de Victoria.
Estiveram presentes os que sobrevveram.
Ante-hontein houve na salao da Trindade
nm b*le de subscripcao em beneficio de urnas es-
colas da rapases pobres, fundadas e protegidas
pela Sra. Marqueza do Rio Maior e outras damas
da priineira aristocracia.
Foi concorrido por tudo quanto a nossa mais so-
lcita sociudade lisbonense tem de mais distincto e
elegante. Dancou ee acimadamente at s 3 horas
da madrugada/
O fro tem sido muito iutenso nestes ltimos
dias, a ponto de apoareeerem as lagea geluds.
Em Lisboa tem havijo madrugadas de marcar
o thsrmometro 1 ab.tixo do zero, em Lisboa, o que
aqui muito taro.
Espero escrever-lhcs a 8 do crrante pelo Ville
de Maranhao e a 14 pelo La Plata.
Por hoje fleo me por aqui e j nao sem
tempo.
w

A*

"
Me do ;
Ule de


* 1

u
'
Assembla Provincial
10 SE3SAO Em 18 DE DEZEV1BR0 DE 183
l'HKSIDEN-OIA DO EXU. SR DB. JOS MANOEL HE
BARROS WANOEBLEr
(Conclusao)
O Sr. Jsa Hara(No devolveu 0 seu
discurso.)
V'em mesa lido, apoiado e sem debate ap-
provada o seguinte requerimento :
Requeiro prorogayio da hora por 30 minutos
para continuar a discuaso.Goncalvea Ferreira.
O Sr. Basa e Silva;N':o devolveu q_seu "
discurso) v
Vem mesa, lido, apoia.io e fi.-a empatado
outro requerimento de prorog.n,ao do hora po-
mais 30 minutos, assignado pelo -~r. Jos Mara.
O r. Ja Mara-(No devolveu o seu
discurso.)
O Sr. presidente em seguida levanta a sea3o
em quanto se lavra a acta.
Reaberta a sesso, 30 minutos depois, lida e
entra em discussio a acta.
O Sr. Jom Mara-(Nao devolveu o seu
discurso.) %
Vera mesa, e apoiada urna emenda do Sr.
Jos Mara.
Eucrra-la a diseuasio, approvada a acta e.
rejeitada a emenda.
Em seguida o Sr. presiden'e levanta 11 sesso,
declarando encerrados os trab.lhos da sesso ex-
traordinaria.
WARI
Subotuiriio tos JhIzon de direilo
Foi pela presidencia da provincia expedido a
seguinte portara :
Palacio da presidencia de Pernambuco, em
13 de Janeiro de 1887,2' secco.O presidente
da provincia, de coof. rmidade com os arts. 17,
7- e 211, 10- da le de 3 de Oezembro de
J.841 e Regulamento n. 120 de 31 de Janeiro de
184*2; resolve designar a ordem pela qual 03
juizes muoicipaesdeverioaubstittrlr os respectivos
juizes de direito, no corrente r.nno.
Comarca do Cabo
Juiz Municipal do Cubo.
Juiz Municipal de Ipojuca.
Comarca de Caruaru"
Juiz Municipal de Caruar.
Juiz Municipal de S. Bnt,
Coinaua da Escmh
Juiz Municipal da Escada.
Juiz Municipal de Garaelieira
I
i
--






y
II


Diario de PeraambiicoTcr$afeira le Janeiro' de imf
i-
2-
1-
l-
1-
1-
7
Comarca de Pao CAlh
Juiz Muuicipal Je PAo d'AInoO
Juiz Municipal da Gloria do (Joita
CbMMwra <- Mo formoso
Jta liuwuip^i do Ko Furia .=o.
Juiz Municipal de S-.'rinhaeiii.
Comarca de Ouricury
Mi Muuimpai Je Grmuto Ei.
Juiz Municipal de Oarioary.
Comarca 1- Jnii Muuioipai de L'opo'Uia.
J- Jui Municipal d* Sal-ueiro.
Cvnarri de Vla-Bella
1- Juiz Municipal Ue Triumuho.
- Jan Municipal de Villa-Baila.
O soDreditos juises monicipaes ein seas impe-
dimentos ou faltas serio substituido* pelos respec-
tivos supptebtci na fnn da lei : Oi juizes de
direito das comarcas do Bar/reiios, Beserrus, _Bo-
i:ito. B.ejp, Buique, Cabrob, Cimbree, Bora Con-
avlfta, Flores, Floresta. xranhuns. Oysnoa,
Itamb, logase ira, Butn-Jardiui, Lunoeirc, Nasa-
reth. Palmaos,PunelUs, Victoria, Aguas-Bellas,
Boa-Vista, Taearat, Petrel na, Taquareiiuga e
.Timbaba, serio substituidos pelos respectivos
juizes muuicipars em suas faltas ou iinpedimpu-
toa pelo* respectivos supplentes.(Aisignac.o) -
Pedro Viceote de Azevedo.
Tbeatro l VkriMlMM Hoje, no
theatro das variedades da Nova Hamburgo, fas
benelicio a pritacira dama soprano da companhia
de opereta italiana Sidansa Spioger com a opereta
-Wqakrae Anqot, geralineute apreciada.
E*-ee esperar, que visto oh applausos que tein
cothWo a Sra. Springer, que o espectculo seja
muito concorrido.
Irniaudaili- da Coaceico loa Mili.
isawAwanha. s G horas da tarde, devem
reuuir-se os conirades de Nossa Senbora da Coo-
cuicu dos Militares, nare o tira de ekgerera a no-
va mesa regedora da sua irraandade.
ArtiMtas Hethanicos e Ijltoeraea
Dopoia de ainanha, 20 do correte, pelas 5 horas
da tardv, devem reunirse em assembla geral os
icembros da Imperial Sociedade dos Artistas M-
chameos e Liberaes para o_fin de elegereo a no-^
va directora da uiesm* aociedade.
Lacia e fermenom -Ante-honttin. cerca
de 9 horas do di, quando regrossava ao respec-
tivo cuartel o 2 batalbao de infamarla, que tora
ouvir missa na igreja da Santa Crus, a capoei-
rama que o preceda, travou lucta no largo do
Mercado de S. Joe, resultando sahirein fendos :
tovcur.-ute um individuo que nao foi condecido e
Hraz d i Silva, sanco o feriineuto destefeito taca
por Joao Vaidevino.
Nenhum dos oopanraa fui preso, nem mesmo o
deste ultimo fenmeato.
tusasalaato- C-mmanicaram dotermo do
Tnuujpho que, pe1"*' '> nor*8 dli oe "JJ dB
Dezeiabro prximo todo. no lugar Serra da der-
uarda d'aquelie tena, toi assassinado com 4 tiros
.- duas facadas o individuo de uoma Jcse Llau
dioo.
Do inquerito Uiti sobre o crioic, veiitocou-se
teretn sido os eeus autores Joio Barbosa e Manoel
liarbosa, sobriuhos da victima, e Ernesto Pereira
Lima, que poucos d.as antee, lora chicoteado por
Jos Claudino .,
TacanaNo dia 11 do corrent. na cidade
da Escuda, peUs horas da manha, Luiza Ma-
na Amalia do Nftscimeoto, em urna altereBcao que
tivera cm Antonia Mara da Conceicao, loi por
esta furida com urna facada.
A delinqueute fcoi nresa em flagrant?.
Pedimento-Aate-hontem, as 8 horas da
noite, n ) caes do Apello, da parchia de a. Fre
Pedro Goacalves do ecife, junto um lugar oo-
ie ha urna pedra que gene, triste allusao popular,
que tein feta par all convergir maitos curiosos
e vadios, o guarda cvico Jo Coriseo, que eatava
alli de ponto, ferio levemente com o sabr ao a'fe-
ras da guarda nacional Fehppe Ena, ooai qnea
tivcrK urna (JtarCMCSo por causa da tal pedra ge-
erforu, que o Sr. Eu.s queria ver, e no que toi
oijstado pelo dito guarda.
Este fji preso a polieia procede contra
O clfendilo toi vistonado peta,5" r' J- '
Souza.
Heecbedoria de Henda erae-
i.sta repartico foi transferida para o predio u.
2 do caes do Ramos, onde, partir de htje, tera
lugar o seu expediente.
Hua la Imperalrix-Os moradores da
jua da Imperatriz, t-xemplo do que fiseraw nos
(.unos anteriores, vao decorar a mesma ica para
os tres dias do carnaval.
A respectiva frjmmissao ficou assim corapoata:
Dr. AdriSo, Joaquim de Preitus, Jos Mana L.
Duarte, Bastos t Ramos. Antonio Jos Martins,
Bernardino Domingos Pereira, Jacintho f. Pun-
tes, Ranhael Dias, Ftgueiredo & C, Odilon Doar-
te 4 Irmao, Manoe! Maeedo, Bemvenoto e Ca-
mota.
Oexembarzador DcSflno Caialean
e.Leioos na Provincia do Para de 5 do cor-
rf nte :
No paquete nacional Fernambuco, segu para
< iiecife, ciin sua llluetre familia, o Exm. Sr. des-
euibargador Delfioo, removido da Rolacao deata
pr ivincia, onde accumulava as hioccoes de procu-
rador da 'corda, para a de Peruambuco.
Pjr muitos anuos permaLeceu nesta capital o
iustre magistrado, que souba conquistar a estima
t inip6r-se ao respeito geral.
.. Militante de un partido adverso ao oosso, es-
tamos convencidos de que se o Sr. dosembargador
Delfioo nlguraa vex pr-judicou o direito liberal,
ll-o profundamente convencido de que ajria na
esphera da lei.
Coahecemoslhe as excelleates qualidades e aa
Dobres virtudes, que o toruaui eobremaueira res-
peitave). ,
Despedimo-nos com saodade de S. Exc, quer
considerando o cono hoinem paiticular, quer como
tbiHgistradrf.
L-ae n) Diario de Xoticiat de 30 de Dezein-
bro :
Veio hontera dizer-nosadeuso Exm. ar.
esembargador Delfino Cavalcante, que segu para
':' 'rnambuco, m> vapor esperado de Manos.
. Maritrado de recoub^ciia probidade e fiel
cimipridor da lei, o Exin. Sr. deaembargador Del-
vin% durante fmpj em que eateve ntrenos,
5 .'iiicauquisUr o relpeito ympathia da socie-
Mafco
VII. Les Hommes du Monda Latn
MincthPtxi. par Si. le prioce de Csutano.
VIH. Uu Mniiage a Nica, noarelle, par Si". H.
le N >ir.
IX. Poaies: 1. ApraCinrjuant Aus, par K.
Napolen Ir-gaadro (du Canad).2. KA/*>, par
M. Charles Pas:er.
X. Le Monde Finaneier, par M. *
XI. Politiqueen Dipioinatie.-liulletisi Meusuel.
par M. le crate de llarral.
XII. Livres e-t R-vua.Cataloque.
Thirre^ ft coiccris.Maiaoui recoininandes
Pallecloienloi Ante-hnntem f.lleeeu de
degenerescencia gr*xa do coracio antigi profes-
aor publico Juio Jos Rodrigues, tendo 50 anuos
de idade.
Era h^raem int;lligente e milito tstimavel.
De delataco da aorta fallecen ainda, M
domingo, Pranciaco Alvea Monteiro Jnior, sub-
dito pjrtugnez, anriir.i oecociante do gneros dfl
estiva, de. 63 annoa ile idade, e homei astisBsvM
pela sua bondade.
Nossos pelamesas mu* respectivas familias.
Catiaha -E' o titulo ao um tango para
piano, composicao daExiua. Srs. D. Eraiiia Pies
de Olivcira, irupreaso pela casa Vctor Prae,
Suceessor.
E' bonito.
Em iraniiioInclusive oito tomados cm
Peruambuco, o paquete Araucania,Aevoa ante-
hontem para o ul a41 passageiroa.
Dnlielro.O paquete fernambuco levou
para :
A lagoafl
Rio de Janeiro
O vapor Sergipc leveu para :
Penedo
O vapor Ipojuca trouxe^de Camosaim para :
Francisco ffnso Monteiro l:200O,0
De Aracafy para :
PanaagetroMSahidos paraos portos do sol, ^>Silveatrv, Pernambuc, ir> diaa, Boa-Vista
no **p .r nacional Vernambut : gastro iiiteri.
Beijaioin Scliev.de, r. Lidio A. Bandeira de
Mello.'Cicero S-abr, Dr. Luiz Jo* Pereira Si
ao -s e sua a-nh ir% Pranciaco II. de Measias, sua
sfnhora o um sobrinuo, Jos Jacoifce de Araujj e
aua senhor, JoJo A de A- Meoezes, Jos da Cui-
ta Ferreira, Amelia de Freitaa e 4 filhos, Fran-
cisco Latmgo, Cassiano Amaro Lopes, Joaquim
Joo Puraizo, Dr. Eduardo Rodrigues Tavares de
Mello, Manoel Francisco da Silva, Dr. Joio A
Se'xas, sua stnhora e 5 filhoa, Manoel Goncalves
Auna Soares da Silva, Parahyba, 2i aunos, sol-
teira. Grafa ; h-pntite.
Joii, I ernanibuco, 17 annos, solteiro, Bja-Vis-
ti; gangrena.
Luis de Franca, Peruambuco, 49 annos, aoltei-
ro, Boa'Vtata ; anasarca.
Jose|-hi Maria da Couciclfr*Parahyba, 35 ao-
nos, selteira, Boa-Vista; tubrculos palin.-nares.
- IG
Frauciac, Pernarnbnco, 4 h.irus, Santo Anto-
Rodrigue, Antonio P. du Silva, Maria Honoria tonio ; fraquesa coMgenita.
Paulina, Manoel Joo Barros-, Maooel Fernandea, i Jcao Jos Koilrigu-a, Pernai.ibaco, 5
72:0C0000
22:235*000
2:000*000
2:000000
3:27*340
2:300o00
4:989*840
3:5O0*00U
Hile.
J. de
dde paraense.
Ao Ilustre ivalheiro e sua Eima. familia de
sejaiuos feliz vifgetn. "
.- L se ua Rtpublira de G do corrente :
. Sfcne amanha para fernambuco com sua
Esuia. familia, o Sr. detexpbarga** Delfino.
Magistrado he rado, cavwih --iro affavel e aym-
paihico, scuoh iinpr se ao respeito e estima da
aoeietade paraeooe, que aprecia em alta grao
ua toas nobres .ualidades.
- Bda viaem.
:'aameinuVi.tima e uremia, cous
,VJenl#ne..hriir mtCTSticial, f.Heetu no tabbado,
. tarde o 3- escrip-uiatio du C-.uauludo Krovn-
tial VieeW Malangauzo Tibureio Ferieira na
idaae de 61 aums.
0 finado era bastante estimado e ao seu enter-
rataenio, que t.ve lugar em Olinda, comparece-
ii mu.tos amigos e pessoas gradas do Recife.
Nossos pi'7.Hmes a aua familia.
Cunaoaeira uaraayPor teicgramma
iaciaJ dirigido ao coinmandante dos Apreodzes
Murinh iros do Arsenal de Marinha, couaU ter
;V1 orneado ciumalidants da cnhoueira Gua-
i-.i.'-j o I- renen:e Christiano Braua ; o qual teVe
ii de aegoir par o Para, e embarca auranbi
uo paonete esperado do su!.
ratacU SnararapcaNo da 5 do
orrent-. s 4 horas da tarde, deve cahir ao mar
Uo rsuleir.1 do Arsenal do Marrana o patacho
^^tararaptt, all coustruic.v.
U ucio ser s It-mne, e aisistil-o bao as pnmei
'la autoridades d prnvinci.
Juico iio pas do curato da S de
-/linda ..hn-se no exf-nsciode juii de pax do
! .niii.i de*ta tregnezia o Sr. tenente Manuel Jo e
:. Cistro Villela, que dar aiioiencia lias tereaa
x':-.s fcira8 as 4 horaa da tarde no salo das
, i i encas em o pred o da entigu Academia.
ilcvne du Hunde l ni!.i Ofluta revi.ii pariaiease, e.irrcp-n-
...ez corrente de Ja:i- r-j, tru e-tc a>
rio :
1 Ke.ue du Moude Latin. ;>ar i., le conts d-
d.
li. Le c-.ir.flit rcligii-nx de 1^73 'i Bilf, r-
IM de Mgr de Maei-do M. le barn de I
I. par M. Cottaiiz i .-iieiU.
III. Le O. ii !uia P.montais, p M. atty
IV. i. F.IcTtri.-iu-'a et le Oioutthouo,
M. .\!p!i. I lees c.hy=i-
et mathinariqui, anei. n ivc d.: I EiMlC
ules.
B. 'rrr M.nn I -
par M A. \V-
Goncalves Irmaos & C.
Pinto Alves C.
Goue da Mateos Irmaos
Luiz Antonio Sequeira
Maia & Rozende
De Mossor para :
Alheiro Oliveira & C.
Rodrigues Lima ce C.
De Maco para :
Rodrigues Lima C.
Machado & Pereira
Gomes de Mattos Irmaos
Luiz Antonio Sequeira
Cramer Frey &. C.
De Natal para:
Antonio Pereira da Cnnha
Directora daa onrn* U conserva
cao don porloaBoletim meteorolgico dj
di* IG de Jaueiro de 1887 :
700*000
2:000*000
1:600*000
1:150*000
6:7UU>70
789*000
2:000*000
400*000
lora- *> o a-a
----------
6 m. 231
9 28"7
12 28-9
3 t. 28-S
G 279
I Tensao i
.rometro |do Y8por
99
"i
759">1V
759i72
759m59,
759G9'
75894'
i8.si;
19.40'
18.15'
18.15
18.43!
8a
G7
G2
61
68
Temperatura mximao0,0.
Dita mioima22,8.
Evaporacao em 24 horas ao sol: 7',4 ; som-
bra: 3=,8
Chuva-0-,1.
Direccio do vento : ESE todo o dia (com iuler-
rupyau de 3 horas de calmariaj.
V'eloeidade media do vento : 2m,45 por segundo.
Nebulosidade media: 0,31.
Ealraa do Zumb- Escrevem-oos o se-
guinte :
A nossa Eiilidade, afina!, tomindo conbeci
ment das nosaa reciamacoes ieitas por esta Re-
vitta, em bem doa moradores desta zona da Tor-
re, j provideuciou para que seja aberta a estrada,
que deve ligar este povoado da Torre Estrada
Nova do Jaxang, indemuisaudo o dcsaproprian-
do o terreno por onde deve passar a estrada.
Proce leu bem e por ato a elugiamoa.
< Agora reata que trate j de abrir a eatrada e
quaaro antes construir o passadicosobreo cor-
rego Zumbi,por quanto approxima-se o invern,
lempo em que o corrego hoje secco, toma bas-
tante agua, e assim tirar sem utilidade o benefi-
cio da cmara na acquiaicao da estrada.
Esperamos ser attendidos.
Pi-ociauiuM de casamento Na ma-
ti ix de Afogados foram lidos no dia IG do corrente
os aegiiintes :
Augusto Goncalves da Rocha cotn Frauciaca
Mana de Oliveira.
..oaqnim Eduardo Ferreira com Emilia CandiJ..
AKcs Barboia. .
Manoel Mor-ira Res com Argemira Jnventink
dos Santos Vieira.
Un excntricaPoram roubadaa, na noite
de 12 para 13 de Dexembro, 140 cestos com viobo
veiho das adegas do casteilo de Mount-Stewart,
pertencente- ao lord Ijoudoiiderry, vije rei de Ir-
landa.
O nobre lord publicou o 3egnints aviso nos jor
uaes iugiuzcs : > buppoiih 'jue os Srs. laurojo e
os lec.-ptadores .;.> furto nic onhaae:c o valor do
viuho roubado. guna re: e digu'J de ser bebido por :'Bperdore.
cu dou, pois, ia minba palavri de honra do nao
proceder a pesquisa alguma eoutra os ladroes, e
de pagar por cada garrafa que rr.e trouxerem in-
tacta a quantia de um guiuco. Visto que o meu
vinbo vai ser vendido, juato que se me de a
prefereocia!
Es.'e singular e commovedor aviso uiio produzio
al agora resultado algum.
O prlasclpe de MapoleaO principe de
aples, filho m&is velho do rei de Italia, vesto,
no dia 27 de Dezembro, pela primeira vez, o uui
forme de alteres. A nomeacio do principe a este
posto foi participada ao exereito por urna ordein
do dia do Ministerio da Guerra.
A 6 de Janeiro punir o principo de Livorno,
a bordo do yacht Saboia, para um* viagecn ao
Oriente. Depois de ter visitado o Egypto seguir
para Isuialia, Massouah e Assab, as duas colouias
italianas do mar Vemelbo.
Duein que, contra a opinio dos ministros, o rei
qr/er que o principe herdeiru visite as poaaesaoea
italimnas.
Tri eealenarlo de alarla Wiuari -
Diz o Uanchetter Guardian que se prepara em In-
glaterra urna imponente solemuidade, ariin de com-
m.-uii.i .r u teiceiro ceuteuario da morte da raioha
Maria Stuart, que subi ao cadafalao no dia 8 de
Pevereiro de 1585.
Forma1- te-ha um cortejo imponenle, no qoal
--aparecer i todos os trajo! da poca, tanto des
partidarios de Maria Stuart, como dos eeus ioi-
uiifoa.
estos mortaes de Koatalal Os res-
tos mortaes do maestro Rossiui vao ser trasla-
dados do ceroiterio de Pere-Lachaise, em Pariz,
para Italia, a fin de aereen enterrados em Flo-
renca.
O senado de Roma approvou ltimamente o pro
jecto de trasladar.;.
O repreoeutaute Ua. Italia em Pariz telegnphou
o senado romano: que o Sr. Floreas, iuforuiado
do dea-j i da Italia, deu orden ao prtfeito de poli-
cia para que fo8e cumprido. .
_.t-ji.^bli.!c:'Jj.-ae-o:lo:
Lpje :
Pe/o aoene Feana, ao rucio dia, na roa do Vi-
gano u. 12, de predios.
Pete agente tinto, s II horas, de bebidas es-
pii'Ujaaa. ,
Pete agente G-temo, s 11 hdras, na ra do
Imperador n. IG, de cavallcc.
Araanh :
Velo agente Brito, s 10 1>' horas, na ra da
Camboadj Carmj o. 31, do. movis, louCaa, VI-
dros, etc.
Pelo w,eiilc Martina, s 11 horas, ua ra do
Imperador u. lo, de piedio.
i'do oyente Codalo tiptta, i* 11 horas, na
es'rada i'os Affl.clos, de movis, vidrjf, loucas,
cle.-.'tri.-pUte, e.lc j
Peto agente f-um&o, ia 11 horas, na roa do ar-
quez de '.'mu i--- u. 19, t preds, lnovei, iniUJi.-
zas e vidr^M.
(uinta-feira :
Peto oyente Vtf.ra, s 11 hora^, na raa dos
Pires o. xHt, .ie im.veia, huras, vid. ^. ele.
Ihirlaniaqni, s il horas,na ruado
Ixp. radui B. 23, deijveis, facas e passiros.
Hioxa uncores.-airaj celeirad^s:
Hi.ic:
a'. 8 bofas, ua ordetn terceira d i S. PrmiwiB-
. .HITOS
Cav!.ai',e : s 7 horaa, na uiatiiz da Bon-Vieto,
pe!a a>ia do Claudioo Jote de Mello. -
(Jjinta-eira :
A'a V toras, '.-in S. Fraa cisco, p-.Ia alma, de D
M ..-ia L-J.za Vieira L
Hermogenea Nevos, Manoel Barbosa dos Santos,
Antonio Ja d?s Santos, cabo Joe Leandro No-
gueira, Luiz G das Neves e 5 criados.
Chegados dos port03 do norte no vapor na-
cin 1 Ipojuca:
Dr. Fraociacj B. C. de AlhuqoBrque. Dr. Joo
da Cuuha Beltraode Araojo Pereira, Pedro Apr:-
gio de Castro, Bartholomeu Jos Nepomoceno,
Francisco Guariz, Francisco Jos do Souzn, J^s
Augusto de Leirioa, Mirria do Canno de Leinoa e
1 riiiio, padre .los Estevas VianDS, Manoel M-
Ilocha, Ludovica C. Mafra Teixeira, Jorge das
Sautoa Lemos, Mirandolina Alvea Maia, Jonn
Krause, Jos Sibeiro.
OperacAo clrurglcaFoi praticada ao
hospital Fedro IL, no dia 17 do corente, a s-
guite :
Pelo Dr. Malaquias;
Telha penoeal bilateral pelo processo de Nela-
ton indicada por calculo vesical.
Caaa de' UeieoroMovimento dos pre-
sos do da IG de Janeiro :
Existiam presos 352, entraram 9, sahiram 4,
Existen) 357.
A saber :
Nacionaea 328, muiheres 7, estrangeiros 10, ee-
-;ravas sentenciados 6, processados 2, ditos de sor
recri 4Total 367.
Arracoados 321, sendo: boas 310, docntes II.
Total 321.
Movimento da enrermaria : cao houve altera-
ao.
LoteraLista dos nmeros premiados na
10a serie da 24 parte das loteras cm favor dos
iugeouoa da Colonia Isabel, extrahida no dia 17
do correnta :
27G23
caawdo, Boa-Visra-, grasa do coracao.
Ignez, Pero aro buco, 3 roezes, S. Jos; conges-
tao piiliiionar.
Paula, Peraambuco, 6 dias, S. Jote; clica uin-
beliral.
Maiiada Gloria, Pernambuco, 7 m-^zes, Boa-
Vista ; alhrepsia.
nmcAce a pedido
CHRBH1CA JHMCIARIA
(na Commcrcia! da cidade de
Recife
ACTA DA SESSO EM 13 DE JANEIRO
DE 1887
PKKS1DESCIA DO IUJI. SU. COMJBSOn.ia.AXIoMO
aOMEB DE MIKANDA LEA
Secretario, Dr. Julio Guimardes
1401
33980
22327
28d41

240:0005000
40:000o000
20:000*000
10:000 JOOO
5:000000
premios de 2:000*000
7502 16659 20860
8362 18948 32166
1039 19020 35155
PREMIOS DB 1:000*000
527 4471 10150 1G945 28516 39434
1134 5248 12806 17984 32723 34794
2289 6603 14140 21545 32735 37060
4396 6811 14691 26957 23341 .....
t. maia alto 37060 1:000*000
N. m iis baixo 527 1:000*000
APPBOXIHACOES
27G22 4:000*000
27624 4:000*000
1403 3:000*000
1405 3:000*0IX)
33979 2:000*000
33981 2:000*000
22326 l:00O*Cu0
22328 1:000*000
28340 850*f)00
28342 850*000
Os ns. de 27,601 a 27,700 estao premiados com
400*. excepto o da sorte grande.
O* ns. ie 1,401 a 1,500 ano premiados com
200*, excepto o da sorte de 40 contos.
Os na. de 33,901 a 34.0J0 esto premiados com
100*, excepto o da sorte de 20 contos.
Todas as centenas, terminada em 23, estao pre-
miadas com 100*, inclusive a da sorte grande.
Todcs os ns. terminados em 3 e 4 esto premia-
dos com 24*-
^-
Lotera do fciriio Para -V 6a |iarte i -;
ta lotera aet extrahida terca-teira, 18 do Ja-
neiro.
Bilhetcs i venda na Casa do O uro, ra do Ba-
ro da Victoria n. 40.
Tambero acham-se venda na Casa da Fortu-
na ra 1 de Marco n. 23.
Lotera do CearA 4 parte da o' lote-
ra desta provincia, cujo premio grande ........
4,0:000*000 ser extrahida no dia 19 de Janei-
ro.
Os bilbetes acham-se venda na Boda da For-
tuna raa Larga do Rosario n. 36.
Tamoera acham-se 4 venda na Casa Feliz,
prava da Independencia ns 37 e 39.
I*terta de Macelo fe OdOOOaOOO
A 20" partes da 14" lotera, cujo premio
grande de 290:000*, pelo novo plano, ser ex-
trahida impreterivelmente no dia 18 do correte
ao tneio dia.
A's 10 horaa da manha deelarou-ae aborta a
sesso, estando presentes os Sr*. deputados Olinto
Bastos, comioendador Lopes .Machado, Beltr&o
Jnior e Herminj de Figueircdo.
Lina, foi approvada a acta da sossao auteiior
e fez-se a leitura do aeguiute :
EXPBDiairnc
Officio de 8 do corrente da junta dos eorretores
desta praca remetiendo o boletim das eotacoes offi-
ciaes de 3 8 do presente mez Par* o archivo.
Diarios Officiaes de na. 355 a 359 Archi-
vero-se.
Distribuiram-ae a rubrica os aegoiotes livros.
Diario "do Kodngues Lima & C, dito do Porto
Santiago, dito de sabidas do agente de leiles
Francisco Ignacio Pnt;>, dito de Jos Fraucieco
Pecas, copiador da P. Wild t'C, dito de Samuel
Power Johnstou & C. .
O Sr. c'iminendador presidente dec sciencia a
junta e esta cou ioteirada do despacho qa pro-
ferir a 10 do crrente ua petioip de Fonseca Ir-
mao & C, ordenando o 'rei'iatro-da nomeacao d..-a
caixeiros Ortulaao de Aquiuo Foueeca e outros e
baixa no registro da iiiineaeio do. ex-caixeiro Se-
bastiao da Silva RetumOa Jnior.
Deferio-so o juramento na toriaa da le ao Sr.
eommcudador Antonio Valeutiin da SilvaBarro-
ca eleito pnmeiro supplente du deputados desta
junta, para servir durante o qnatrieuuio de 1387 a
1890.
DESPACHOS
Mappas : ,-
Do trapicha Barbosa, dos armszens alfaudega-
dus n. 18, 20 22 da Conipaabia Pernambacana,
do trapiche alfaudegado d-> Largo da Asaeuibja
n. 17 c do trapiche aliande^-ido Bariio do Livra-
roento juutJ y guarda mora.
Em cada uiaOestes inapt as profeno-se o despacho
archive-su.
Petices :
De Joaquio Antonia Ribeiroe a firna cominer-
cial desta pra|| Manoel J.aquini Ribeiro & C,
competa dos' aocios Mauoel Ji^trim Kibeiro e
Joao Alves d*'Silva para u/ieioj* archivado o
contracto de sciede em noioe colleetivo que cele-
braran sob a firma Kibeiro Sobrnho c C, com
o capital de 8:261*340. para o coromercio de
miudezas e outros quaesquer artigos de licito com-
roerc.>, aesta praQa, ra Duque de Caxias o. 97.
Arc'nive-sa na forma da lei.
De ).'.auocl Joaquim Gomes Ferreira e Antonio
Francisco da Silva Maia para que se i.rchive O
distracto d-c firma Gomes Ferreira & C, ticandoo
ex-socio Maia de posoo do estabelecimeuto n. 12
do pateo da Peuha desta cidade e do activo
e obrigado pelo pasaivo da extincta sociedad.', com
a facuidade decoutiuuar-aeusarda predita firma
>j* archivado
Do gerente da Cumpanbia de Trillns Urb-mea
do Recife Olinda e Bebenbe para que_ aejam ar-
chivadas as copias das acUa das aestOes d'aascm-
bla geral relativas as altera'.oes dos estatutos da
mesma cjrapaahia.-Archive-ae ua ferina da lei.
De Jos Pereira de Amares, subdito portugaez,
de 31 annosdo idade, domiciliado e cstabelecido
\ neeta emadafeom casa deeuraiosico de chapeos,
solicitando carta de uegoeiant matriculado.
Silo attoetantea do crdito commercial do impe-
trante Gomes de Mattos Irmaos, Luiz Antonio
Siqueira c Prente Viaona & C.Adiado a re-
0 norte abandonado
Assim como ni temos poupado censuras acuel-
les que, esquecidoa dos aeua.devrrea, deixam uide-
fezoa e abandonados os saciatiasimoa atareases da
patria, uio poderiaiaos, sem violentar a nossa
propiia conscieuuin, rcgitear elogios 8 merreidos
louvores aoa dignos cidadilos que procursm por tc-
dos os modos remediar os profundos males a que
presntenteme est snjeita a sociedade pernamT
buca.
A Ilustrada redaccao deste Diario acaba de
prestar grmid issiino servico a esta provincia, pondo
em releva no seu ultimo retroapecto coramcrcial a
situarlo afBIcriva desta provincia, ipotitando as
causas desso estado desolador, e indicando as me-
didas que devem melhoral-o, caso nao baja o pro-
posito monstruoso de reduzir esta parto do imperio
ao ultimo grao da miseria.
B' possivel que muita geuto- tenha deizaHo do
atieiitar nease doeumeuto serio, real e eloqneotc-
mente comprabatoriodaa nossns tristes condicoes
econmicas e fiuanceiraa. Nao um doa nossos
menores males o odio lettra redonda. Pela
parte que nos toca, declaramos ter lido e relido
esso trabalhocom satfaco tanto raais viva, quan-
to eeit.i que o Ilustrado autor deasa reseulia
un dos deputados geraes pir esta provincia. Em
to feliz eoinci-Jencia Ha, com effeico, uora pro-
roetsa positiva de qne Bote digno deputudo, rom-
pendo com certas conveniencias sem alcance ele-
vado, ser desta vez o prunciro a levantar a sua
voz no parlameuto e n bem dos interesses deste
Jesv nturado Pernauib..co.
Estamos de perfeito accordo com todas as pro -
pcsices emittidas no bem elaborado retrospecto
commercial, menos aquella* mse referein s me-
didas nanceiras do actual Sr. ministro da tzcu-
da e opinio que tein o Diario sobm as" couse-
quenc'ir.s da aica do c:inb:o, quando affirina que
desse tacto nu adveio augmento de prejuizos para
o commercio do assncar.
Ao Contrario deasa opinio em todo o caso muito
rospeitavel, entendemos que a eievaco d-. cambio,
coinuidindo com a d-presso do val ir venal ao
nesao primeiro producto agrcola, se nao creoo,
como intuitivo, as diflicnldadea da situac&o la-
meutavei em que nos seamos, concorreu couside-
raveimente para aggi-avul-as.
E' ato que nos dec-jariamos que o Sr. Belisario
tivesee compreheudido, e.nbora com lacriScio das
suas conbecidas thuorias relativas ao pap 1-
nio-da. -
E' verdude que a importacao au .meutou oeste-
provincia ao mesmo tempo que o cambio suba.
Mas seria moa causa cousequcucia da outra, dar-
se-hia entre esaes dous tactos urna relaco de
causa a effeito? Nao o acreditamos.
A impoitaco auimou-se o anno passado porque
entao eram relativamente boas es precos do aasu-
car, e ain.la oorque os importadores eatavaio na
esperauca du que os meamos precos se mantives-
sein, apesar da ahundaute safra quo se ante va.
Realmente, se assim tivease acontecido nao falta-
riam consumidores para os gneros estrangeiros.
Nao obstante, porm, a preaeute safra ter do alm
do que promedia ert abundancia, cases consumi-
dores faltaram, desde que, por et'eit > da concur-
rencia eatraugeira, a nossa agricultura da cauua
e do algodo nao encontra uos mercados do mundo
precos compensativos des gustos e trabalhoda pro-
ducido.
Parece/pois, que nao erraremos atfirmando que,
..^iesar do cambio alto, a nupjriac.to nao attingir
Cb\e ann as propor^oee do aono tiodo.
V mgistratufa
Oe abai'xo asignados convidam a tn\nf jui-
zes, lounicip-ies, substitutos, de direit.. .i-sem-
bargadore para urna reunio em qun *h tem de
tratar de materia de mximo interesas para a ffi*M
gistrutara do paiz.
Estao ns dominio publico os frequentcs desaca-
tos porque hilo pasado os juizes uestes ultimes
temos, em diversos termos e comarcas desta po-
vincia e de outras.
A renniito ptnjectada nao ter por objecto nutro
assumpt') e ter lugar no dia 30 do c..nen:e, as
duas horas da tade, na ra Duque de Canas u. 50
1" andar. -----
Recife, 9 de Janeiro de 1877.
Francisco Altino Crrela do Araujo.
Antonio Ferrcin do Souza Pitang*.
Benjamim A'rietiiles Ferreira Bandcira.
Thomaz Garcez Parauhos Moutenegro.
Jos Manoel de Freitaa.
Geroucio Di:s de Arruda Pali-ao.
Joaquim Correia de Oliveira Andrade.
Jos Antouio Correia da Silva.
espeiliila
O abaixo assignado, retirando-so por algum
tempo pira o sui do imperio, e nao podendo ces-
pedir-ee pessoalineuto de todos os seua amig-s, o
faz por mcio do p. esente, e avisa que deixa encar-
regado de todos os seua negocios uesta uidaie o
Sr. Idelfonao Joe Pereira Simoes.
Recita, 15 de Jaueiro de 1887.
Luiz Jos Pereira SimOes.
5
iioi:.\tCKii
DE
profundo reapelto e
eterna andade
A' memoria do Dr.
MiNDO OE S BAR SETO
SAMPA10
FALLECIDO 26 DE DEZEHRBO
DU 1886
Lem brangas de
Eduardo Capistrano Selte.

J UJITIU nnt. -------1---------
Bilhetes i. venda na Casa Feliz da pra$a da In- qu irimento do Sr. depatado Herminio.
dependencia ns. 37 e 39.
na r..a Larga do Rosario n. 36e na Casa da For-
tuna ra 1 de More;j n. 23.
Precos resumidos.
Srande lotera da provinciaA11 >
serie desta lotera em beneficio dos iogeuuos da
Colonia Isabel, cujo premio grande 240:000*000,
era extrahida no dia 24 de Janeiro, s 4 horas
ia tarie.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For-
tuna 4 ra Larga do Rosario n. 36.
KiOteria de Hiaaa-iieraeaA 4' parte
da 1' lotera desta provincia, cujo pramio grande
600:000*000, ser extrahida uo dia .. do cor-
rete, impreterivelmente.
Os bilheves acham-se veoda oa Roda da For-
tuoa, ra Larga do Rosario n. 36.
Iaoterla do BloA 3* parte da lotera
a. 366, do novo plano, do premio de 100:000*000,
neri. extrahida no dia .. de Janeiro.
Ua bilbetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambero acham-se venda oa praca da nae-
penJeucia ns. 37 e 39.
Coserla da rdrteA parte da 202 lo-
tera da corte, cojo premio grande do lUO:0O0J
jera extrahida no dia 22 de Janeiro.
08 bilhetes acbuin-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco n. 23.
Tambera acham-se venda na piart da Inde-
pendencia ns. 3? e 39.
Haiailoilro PubliroPoram abatidas ik
Matadouro da Cabanga 84 rezes para o consumo
do dia 18 de Janeiro.
Sendo : 65 rezes pertencentsa Oliveira Castro,
& C, e 19 a diversos.
Mercado Municipal de H. Jos-
movimento deste Mercado noa dias 16 e 17 do cor-
rete ft i osejuinte:
Entraram :
71 bois pesando 12,160 kilos.
805 kilos de peixe a 20 ris 16*100
80 cargas de farnha a 200 ris 16*000
14 ditas de fructas diversas a S00 rs. 4*200
6 taboleiros a 200 ris 15*
23 Sumos a 200 ria 4*600
Forain oceupados :
441/2 columnas a 600 ris 2ii*7v0
44 compartimentos de fariuha a
500 r&s. 22*00
33 ditos de comida a 500 ris 16*500
142 ditos do legumes a 400 ria 56*800
32 ditos de suino a 700 ris 23jl4-ffl
22 ditos de tressuraa a 6U0 ris 13*200
20 talaos a 2* 40*01*1
10 dios a 1* 10*900
A Oliveira Castro & C.:
108 talhos a 1,} ris 108*000
4 talhos 500 ris 2*0t)
Deve ter sido arrecadada oeste dia
a auautia de
De Antonio de Souza Braz para que se registre
Tambero acham-se venda Roda da Fortuna a nomeacao de seo caixeiro Jovino Ayres Barbo-
sa e ae d baixa na do aeu caixeiro Bernardino
Joaquim de Azevedo.Como requer.
Nada oais havendo a despachar clllra Sr. com-
rcendador presidente eucerrou a sesso as lie um
quarro da mar.ii'I-
Rendimento de 1 a 15 de Janeiro
359*700
2:804*580
3:164*280
Foi arreeadado liquido at hoje
frefob do-di :
Carne verde Sil) a 480 ris o kilo.
Curneiro ds 720 a 1*00) rcis id.-m.
Sjiiio-. de 560 a 610 ria i.ioin.
farmba de 240 a 320 is a cuia.
Mho de 240 a 320 ris idern.
Fcijao de 560 a 1*00;) dem.
Ceinlterio Pao)IcoObituario do dia 15
do corrente:
Jos de Oliveira Freas, Pcrtcga!, 56 anuos,
., Beaif.; : u-rbfr.
Xana, S. Jotse, remettida plo rabdel#jrado.
Laura, ParaambiiC?, 2 naV) Sauto Autumo ;
hepatite. <-
Francisca Maria da ConCeicSo, Pcrnarxthuc", 4o
annos, viuva, S. Joto ; metvsto. i
Mauoel. Peruanbucj, 7 h:ras, Bjn-Vitt
viabilidade.
Medico
0 Dr. Lobo Moscos, de volta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, conotia no
oxercicio de sua protssSo. Conaltuas des
10 s 12 horas da manha. Especial addas
eperar;5e8, parto e molestias do sen horas e
meninos. Ra da Gloria n. i>9.
Dr. Barrito tiamjxiio < tionsultas de
ineio-dia s 3 horas no 1. MMar 'i casa
a ra i- Barao da Victoria, n. 51. Rcsi
dencia ra Seta de Setembro n. 34, en-
trada pela ra da Saudado n. 25.
O Dr. Castro Jess tem o seu consul-
torio medico, ra do Bom-Jesus n. 23,
sobrado.
Dr. Gama Lcho medico operador e par-
teir, residencia raa do Hospiuio n. 20.
Consultorio : ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 1 horas da manha s 2 da
Urde. Especialidade : molestias e opera-
coes dos orgaos genito- urinarios do homem,
e da mulher.
Dr. Joaqaim Loweiro medico e parteiro.
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1.
ndr, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro.
Prencis Bre-aaer
Fr:n Worn's Estublibliment, Pars and
Ciudad de Londres, Buenos-Ayre. just
arriad, ofers hers-rviees ( biasitian
and foreigii 'amilies. P.tt-rna received di-
rectiy fro-u IsiolioUnn & C 5051S.
Paul Cliurclijbrd Lontiun and Worths
House Paris. 50 tmperor Street, 1''
floor.
Varclna
Vuccinio s as quartas e sabbados, na
inspoctori* de hygieue ra do Barao da
Victoria n. 32.
l> rosarla t
Franchco Mmu. du Hiti/t t C- dnoo-
sitaiios de todis as apocsJaj*oes puaran.
ceutieas, tintas, drogas, productos clnnc
raedieam.'iito b.otc*iiuatiwa, ra do Mar-
que. de Ulinda n H.
Drosarlu
Furia SobriaJw & C, dfguislM por a-
MKstrt) ra <(> Mnrqu-z 'le Oniu u. 41
Seriarla n Vapor
Serrara a vapor e ojficinn d>'. cu.
de bVati' isc ios .">ant"s -M. r+*
do Capj-u-ibc u. 23. KWe gmnde esta
bcle.:i'ii':i ', ') primein. tro iirnviu.:i,. waln
geneni, compra-^ n \ Uu iodo a uualidad:-o, terra-ae iade1f8
;i>Bt i.lli -i i, assi.u v.....> so prrparatu
obrj.sdc carupina per laaxitfia* e j r pre-
yo si*tu couip'.teucia Perct-tibu-.i).
Nu sena um grande mal que tivesscmos de pa-
gar caro os gneros estrangeiros, desde que os
productos da uosaa actividade agrcola eucontraa-
a.-iii prego animador. Que importa a baracza de
taea gneros, se a proviucia meamo asaim nao od--
prover sa delles amplamunte em consequencia dt
sua extrem* pobreaa e d.-s inai^aificanusaimos re-
sultados do seu trabalho ? Que importa que me
cedam hoje por 10, o que cu boatem pqgava cum
15 ou 20, su aquellea proprios 10 me estri fal-
tando ?
A baixa natural do preco do assucar, combi-
nando-se com a alta do cambio promi.vido pelo Sr.
Ministro da Fazenda, obriga os nossos agriculto-
res a reduzirein as suas de-pez io a strict-amvnte
ndispensavel. Nestas condicOes, embora tiveise-
inos presentemente cauio ao par, a importut-io
teria de estacionar, e nao de deaenvolver-se.
Imagine-se que o assucar e o altrodao se esti-
veasem actuaimen'' vendeudo por liona precos. e
que, >s artigos de producijo earaugeir* se man-
tinbam tambem caros, em conai-quenein do cambio
baixo. Nao seria tal situacao milito mais liaou-
geira do que a prasente ?
Era sem duvida alguma porque quem desejasse
ecouoo-isar poda fazl-o, c sufi'rer grandes necea-
sidades. Nao precisamos adquirir por precos ex-
cessivos mercaderas cujo consumo possa ser sub-
atituido por outras de pruduccao nacioual.
Porque, por exemplo, nao puniramos dispenanr
a carne de xarque do Prata, desde que a provin- rrj^Commercio nT.
cia do Rio Grande do Sul poderla perfeitaraeute
aupprir-nos? Porque nao dispensar o hornern
empregado na lavouia a farinha de trigo, deado
que tein a de mandioca em abundancia, ulm de
variadisaimas especirs ce batatvs capazea Je
substituir perfeitameute o pilo ? Alm diaso, u
cultura do trigo pode dcsenvolvir-se nas provin
cias do aul, de modo a dispensar grande parte da i
farioha importada.
O oacalli) tambem podia ser substituido pelas !
variudissim.is especies de ppixes encontrados em
toda a costa do Brasil. O bacalho das classes
pobres, e meeipo das remediadas, no Par, Cumo
i.ioo sabem, o piracvr. Para que o uoaao mer-
cado de peixe toas..' o ina's prvido possivel, bas-
tara que a Dseguica proverbial doa nossos pesca-
dores foase remediada pela orguuiaucao de eo-" -
p..: liias de pesca.
E' claro quo nada disso impediranem tal era
para desejarque os productos estrangeiros con-
tinunasem a ter consumo entre us ; mas esso
consumo seria neceaiariamente maia restricto,
desda que t i-omprasse por altos precos os gne-
ros de ifBpurtk*;ao, aquelle que pelas suas condi-
Vs pecuniarias eativesse no cas. de facel-o.
A tabricaco de teciioa vai ae deseuvolvendo
cada m cjnaamo nacional auiniar verdadeiramente easas
industrias, teriainos como resultado beuefico, alm
de outros, o augmento da produeco desse artigo
impirtantissiino a qoe oa Estados-Unidos devem
grando parte ua sua riqueza -o atgudo.
Pode ser que estas i.oasas ideas Bejam iuaceita-
veis. A verdade, porm, que aa exprimimoa
com a mxima sincrridade.
At hoj.j tein se dito que o Braail um paiz ea-
senciaimcnte agrcola. Nao tora mo que elle se
tornasse muito maia induatrial du que actual-
menie, e pora na ponto do f que eaae deside-
rtum qO pode ser alcancado por meio da pro-
moco d alta do cambio, quando productos uacio-
nes importantes r-c esto venciendo ao estraugei-
ro quasi pelo amor de Deus.
O Imparcial.
Palmares
As infan antes mentiras que tem sabido e se pu-
blicado nos joruaea, uo intuito de faznr crer que a
aggressa.. feita ai Dr. juiz de direito desta en-
marca, parti das iiroridde e que o Sr loaMntri
coronel Auairiciinio nieto cul;siuo, ti m do alm
dos limites...
Admirando, por dea ain, que pessoas que que-
rein passar nor bonestaa, depcjam tanto !...
Vi ua Provincia de hoje u,ue se me a;tribue um
f*rjfc criaiiuuso era Alagas. E' talso, falsisai-
mo!... ,
c Mor* aqui em Palmares, na cidaac, ha vmte
e dous aniwa, onde exarco desde o n e.-ino tempo a
pr..l8o de couimerciaue, e nao condeca a pro-
vincia de Alagan, senio de nonio.
H* dosoiio 'i'iiez. a um meu deveor deu-me em
iiagamciitn urn jugeubo qun tinh-i nua lisbites
d'.n*lla nroviaeia CU '^ F-nai-Tioe... 5 ou
G leguas il'aqui; mas iu'o eutregou sem a menor
i.oe-ta-i.
O engerho eatA s^b a dircc.'.io de um compadre
in.-u c I t.-iiho ido onna ou tro vezes ; aendo qe
vex quo maia me demorc IMtii, tc-ia-u de 6 8
dita I?...
Nao son (iepeadei.te do (a-ate .-or.^irl Astri-
elioi.', wia de pesaoa atgmaa ; sc-n eorwl{(rtc>iarto
.I tenente c .runcl Awtrumiitc a;u um d.
iiriivcniU. res ; m:>.< niltie^ ili" t.H peaa lo ( i.em
lovsno cm einpr.'.tim de rn -avai'.i..) ; -.i.o-
inent". IfC-lua ii'-'e 'ajenoS- i'-"-1 "''aa:;l eoa
eoiivit- i!: r 'Ul Si 0 -_'eilli.1 P.i,'i
Agraiiee.) a.s SMJT'JWS gflQBVa*, o
rae .o.-p.-i.-un. e o .-i'.'1 "<> Pra ...
-..in ni f..tto hi"u qa .ue eT.
Palmare?, 16 de Janeiro d ,
Juio e'.'x Vereira.
Do professor
Jos Maria de Hoanda Cavalcanti
Praca do Conde d'Eu n. 2, 2 andar
(Entrada pela ra do Hospicio)
Lyceu Triadelpbico
Directora
2* serie
Lingua ingleza. Exerci"io3 de leitnra,
tradcelo, composicao o conversa92o.
Geometra plana. Nos3es geraes e pro-
blemas simples.
Geographia physioa e poltica com exer
cieiss nas cartas e espheras.
Lingua italianaEjercicios de leitura'
traduecao, couipisijao e conversaeo.
Historia geral e especialmentJ do Bra-
zil.
Cosmograpliia.
Alm dusas materias e de trabalbo do
ua, ensioa-sc desenho e msica em
dias ocpeci/ies.
O estudo e observgao convanceram a
iircctora do que o internato serapre
prejudicial s alumnas, e tende a dee-
truir os lucos que devem haver entro pais
o ilias, \)t\o que o L'yoeu s aceita ulum-
n*s fte.ui-iiu'rns e externas
Os pagamentos scro regttlajJS ptl sc-
gKlTte ta'x-lla :
Externas
L>> curso priiuaric ^OO por trimestre.
Do secundario 0^000 por trimestre.
S.'iiii-iiiternns
P i curso primari 2 p"r mez.
Do. se-. milano o0$0'.>0 por mes.
t-vilc, ^9 e D.-neu.r.i-.-. do Sv:.
Maria Oli-.din-.i 'le Helio,
Aaid e instracQo primaria e ss-
ra
*

Trlumphos tln grande cnlbarlico
\esetal
491
De todas as partes do inundo correm abundan-
temente continuadas prov&a da grande efficucia
das Pilulas Assucaradas do Bristol. Nos lugares
paut&nosoa e infestados de febres biliosas, cale-
trios e sezoes, os scus resultados teein sido mara-
vilhosos. <
Urna carta d'urn medico d'alli diz : ellas es-
tilo pondo um termo final as rebres intermitientes
lientas paragens- Eu as recoito para todos os ca-
sos biliosos e as teuho como o melhor medicamen-
to de familias que jira ais temos possuido. Nao
meos extraordinarios sao seu3 effeitos nos caeos
de indigesta.] e eu todas as molestias provenien-
tes do figado e intestinos.
A saavidade u brandura de sua accS?, admira a
toaos que as tomam pela vez primeira, emqdnto
quo suas qualidades investigadoras sao aplaudi-
das com particular emphase. Ellas estao rpida-
mente suppiantatido easee velhos e caduc-.s pur-
gantes drsticos; e o facto deiles nao desmerece-
rem pela conservaco, achando-se ntidamente
acondicionadas dentro do jidrinh 'a, lhes d urna
immeasa vantagem sobro aquellas fenecentes pilu-
las, cuja existencia t i.i precaria como o =a > suas
virtudes.
Em todos os casos provenientes ou aggravadoB
por imoureza do saugue a Salsaparrha de Bris-
tol, dever ser tomada conjunctameate com as pi-
lulas.
Acba-se venda em todas as boticas ; lojas de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Postor 4 C,


-
i
i
1 1 a 5 --
9
|
I 1 i 1
MASA olisdina de mello
30=Rua do Hospicio=30
Comecam no dia 15 de Janeiro as au-
las deste estabelecimento de educacao de
meninas.
O ensioo primario, em virtude do regi-
ment das escolas, expedido em 20 de Ou-
tubro do 18JD comprehendendo tres graos,
est a cargo da directora e da suas ir-
mas. O ensill secundario, que minis-
trado pela directora e por professores do
reconhecido merecimento, comprehende tres
series a saber :
1* serie
Lingua nacional. -Leitura correcta do
prosa e verso, grammatic e analyse, co-
pias e dictados, exercicios do redacjSo c
detlamacao.
Lingua ranceza.Exercicios de leitu-
ra, traduccao, composicao e conversagSo
Aritbmetica.Exercicios de clculos o
problemas, systeroa mtrico.
:$





tfrio de rcrofeibucoTcrf"fcra 18 de Janeiro de Vj&t





DO* grandes calores determinara diffioatfades na
Sigestao e perda do appetite. O esk>uwgtfaj|U*-
t-se, a cablea so congestiona, a actiTrdade
aae, o sotnnj desapparecs. Intil recorrer s
bebidas alcoollcas com o fia do despertar e esti-
aoalar a vitalidsde das funcooes geraes ; a exci-
tacSo fictieia que ollas prodaiem extingae-se lo-
go e d lur a'i appirecim >nto de utn estado de
fraques* raiis assustador. E' preciso nutrir o or-
ganismo, fsando uso diariamente do Vinho de
Ckapcteaut saturado de carne liquida e j digeri-
da (a peptona). Ette vinho, de um sabor delici-
se, sustenta as forcas, gracia sua inmensa ad,'-
amtritiva, e deve ser preferid.) ao caf, ao rbuui, a
agurdente eoutros alco)lico.i, qu i apen prdu-
zeas urna excita?Jo passageira.
Calavera con peluca, mssiid chama Quevedo de
asa otodo cruel a inalber avm cabellos. Com effei-
to nada mais feio, nada miis triste do que ver
su muttaer privada desse adorno precioso Fe-
iiaatente nada mais fcil do que prevenir e cor-
rigir esse defeito, fasendo-se uso do famoso
Oleo de Kananga do Jap&o da casa Bigaud &
C-, que conserva e tonifica o cabello, torna-o bri-
llante, fal-o crescer e d-lbe um perfume suave e
valoptnoao.
Extrnalo do Rccife
Cursa primario e secundario
DIURNO fNOCTURN0
Kest i'stbelecimento ra d: Mrquez de
Olinda u. lr continuara a funecionar as rpect
es aulas, accrescendo as de msica e btenogrd-
phia.
O cirp docente compis-s1? do director, abaixo
signado e mais dos Srj. : bacharel Jos Alves
de Aswnnpcao Menez-'P, acadmicos Antonio d*
Silva GnimarSea e JuSo Joaqmm d Costa Leitc
Jooior c o professur L'ocadio Bello.
Pedro Etelhta C. Lins.
Collegio Amor Divino
RA DA IMPERATRIZ N. 32
As aulas abr.r-se-ho no iia 10 do corrents.
A oir^ctera,
Olympia Marta delendonca.
Banhos de Olinda
Cuiumunioo aos freqrentadores do trem dos
banhistas o ao respeiuvel publico, qu-i te-
ho construido na praia de Oliuda, onde
tac achare diariamente das 5 i 8 horas
da inacL.I, uns poucos do qTtaTtiahos de
nadeiras, proprios par* as pessoas que te-
aban) de tomar a roupa de banbo, onde
eontrarao toda a comraodidade e acolbi-
rnent compativeis. Assim como que os
alugo uieosalmente a 2! por pessoa, tasan-
do abnti* quando fr Luiilu, que os occu-
ae ao in ?smo tempo.
Os quartiobos ten chave, e serio vigia-
<1>b com toda a seguranca. Com o paga-
eoto dos 2|$ mensaes ter direito o ba-
nhiata a que se Ihe guarde e lave a roupa
pagar 500 rs. por banbo.
Brevemente ser inaugurado o botequiro
onde encontrarlo os banhistas caf fresco,
cognac, etc., etc., t(3o preco mui:o m-
dico.
Approveitem era quanto teropo.
Olinda. 3 do Janeiro de 1887.
Man id Juvencio Bezerra de Mello.
iflsiliilioii Fran Demoiselles
Slua do Bario de S. Borja a. 50
( antiga do Sebo)
0 auno lectivo W collegio
supa en 10.9 MoiTii lo
1881
A directora,
I. Adour.
Advogado
O Dr. Clodoaldo Lopes mudou seu gabi-
nete de advogcia para o predio n. 4,"
ra Estreita do Rosario, e t*m sua resi-
dencio no predio n. 40, ra da Palma.
Instituto Philomatico
Ra do Viscondi de Albuqnerqui n. 33
Intrnalo extrnalo
DIRECTOR
Bacharel Ol&lho Yiclor
As aulas dcste collegio estarao abortas do dia
iO do torrente em diante.
Tresienda e fatal earermldadi' (4)
A tusse apparvee ttJJR paasageira e o doeute
deeprez*-a ; nao a cuida
L)'p)is, o enfraquecimento do corpo, alguuias
dores no peiioenas costas, vao seguindo essa toase,
que augmenta, e por fim o doente v fe claramente
a bracea cora o grande flageflo d i humanidadea
tsica (iiilmonar!
Esta tremenda e fatal enfermidade tio sagas,
que para oelbor cooseguir tetif funestos fias prin-
cipia disfarcaudo nos n'uma tosse despresivel I
Mas ella ni realisar seas nefastos intentos se
fr usado em ten?p > opportuno o rrmedio principal
r* que tein conS'-fiiido curas reaes ia tiaioa pul-
monar, que o PEITORAL DE CAMBARA', im-
portante ui'gejuerta de Alvares de S. ttoice*, de
Pelotas.
Us iuteretsados po ierao encontrar no epntcolu
que acompanba emit fraseo vairjsja attestad--s de
curas obtutas em gravissimis caso, nao r de t-
sica como de brunebites, aathuia. coqueluche e ou-
tras molestias do pparelbo respiratorio.
nicos agentes e depositarios geraes em Per-
nambacoFrancisca Manoel da Silva & C, ra
Mrquez de Olinda n. 23.
IIlu. *r. pbarmaceatlco l.uiz Cario*
de Arroda endesi
S Cario do Pinbal, % d- Maio de 188o.
Presadiasimo seuhor.--Aerea de 8 m'-zes que a
minba senhora soffiia de borriveis dores nos ou /i -
dos acompanhaia9 de corri.n-uro, deduz qu- ia
deixanao a Burda, e aiiim di?to siffria d feridas
na garganta queja se via obrigda a alimentar -
se a caldos; passando noitcs sem dormir, e dis
sem poder cuidar dos interesis da casa. Tod-i
estrf tempo viveu ella sampre em dieta de rigoroio
iratamento, sem ooter saude.
Desauinada, com-cou com os teus (santos) pre-
parados, o Licor Aotipsorico junto com os Pos De-
purativos,- e loso a studu veio chegando. li.jc
gracas Providencia, poss> com todo o piai '
annuuciar a V. 8. e a tod> omuudo que minba -
Dbora acba-se completamente boa dos ouvidnc e
da terrivel ferida de garsauta, e antoriso V. S.
publicar esta a beneficio dos que sofiVein igual en-1
fermidade.
Sou com estima. De V. S. amigo, ven; ralor e
obngadoEdinrdo da Siita Tavarei.
DepositariosFrancisco Manoel da Silva & C ,
droguistas, roa Mrquez de Oiind.t u. 23.
tOl.i.Kt.IO
de S. Luiz Gonzas;a
Com este ltalo tandei no dia 15 de Xovemhro,
ua ra do Hosdico n. 55 um estabelecinneiitK des-
tinado 4 iustruccao primaria e secundaria de me-
ninos.
Ab.ilanvar-se a emprezas dessa ordein em poca,
como a que atravesamos, incoiitestavelinente
grande ousadia e temeridad-". Antevi perfeita-
mtnte as dirSculdadea com que baria de lutar, os
mil obstculos que se me an'ulbarMni un i-atninh i,
uias, apez-ir de prever tudo isso. oilo me toi oo vel resistir ao desejo de contribuir com o meu pe-
queo contingente para grande obra 'i > levanta-
ment da instiac^ao.
Eusinam-se no collegio as scgiiintes materias :
leitura, calhgraphia, portugus, fraicez, ingles,
ituliano, latim, geographia, bistoiia, ariihinetica,
geometn, algebra, pliilosophia, ihetoncu, inusie
vocal, piano, flauta, rabee gymuast.ica, dee'-nh
e conversacHO das lingo.s: imuceza, loglcz-i e
taliana.
A caa em que se acha o collegio nq p ji -s adaptada para esse fim : satisfaz cabalment -
a t >das as exigencias de cstabtlcciuii-iitos >I-es;i
orduu.
Como resido com mioha f.imia estoo em con-
lci's de receber meninos de mais tenra idadf, aos
quaes na i faltarao de certo cuidados a solicitudes.
Confiado na boa voutade dos 8r. pais de fa-
milia para elles appello esperando que me coadju-
vrao na ardua e difficil tarefa da educa^ao de
seus filbo.'.
Reabrir-se-hao as aulas a 7 de Janeiro viadouro |
Recife. 19 de Dezembro de 188>.
Padre Manoel isbato Carneiro da Cun/ia.
Collegio de Nftssa Senhor.; da
Clnica medico elrurca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de senhoias e
cr ancas.
Residencia Ra da Imperatriz n.';4, segunda
andar. *
Exteraato
Roa da IN-iilii numero 93
Koimo rfprita'rm lettrat epreparatorios
Ni-*'i- i>stab-l"(-im'i.to, qoe se acha em
co .o i.O-s vamajosaa o.r ter o nico que
leccionam
ivas daquclles
ima aula de iu-
gl -z, qu se ensina a traduxir, escrever e
fallar correctamente. Conta igualmente
um curso de msica, inetrumentacito e
vocnlieacSo.
& coiitrihuicao a mais simples possi-
rsl, o mediante ella os alumnos tirio di-
reno a oi i etos e livros de estudo, e ou-
tras n-galias coostintcs des respectivos
stat'.tjs.
1 ei>K!e em <->es iminediacoes,
f H' :is inateriim confetir.utivai
/ i: >< c iia-s, abraogeudo urna

Escola particular
de instrucfo primaria para o
sexo na culino
CASA DE ENSINO MODERNO
36~Kua Vellia36
O abano assignado, participa ao Ilustrado pu-
blico desta cidade, que abri sua Escola parti-
cular de iusti ucea) primaria para o sexo masculi-
no, a ra Velba n. 36, (Boa-Vista) onde ettne-
ra'iaiticiit** be dedica ao ensino de seus alumnus,
Educ-i e iustru- a infancia pelo tnelbor sy^tema
dos principaes collegios da corte do imperio, onde
l> .r ulfuin lempo demnreu-ae passcio, cujo sys
i ira a d-licadrza, 6 a vocaeio, paciencia
intima para o ensino, facendo com que os seus dis-
ci <>iios Bigamo caminho da intelligencia, da honra
-.- na digmdade com santos conselhos e s3s lice*,
afim'le que venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religiio e da le. e um verdadeiro
ciii.iJo brasileno.
Espera merecer a confianca e proteccao dos
pais e tutores das crcancas que queira'n aprovei-
tnr um r,.pido adant<>ineiito de 6eus filhos ou tu
telado?, e em particular tem l robusta em todos
os seu* compatriotas peroambucanos.
Comquauto ousada seja esta tentativa, todavia
iiii que o -una iucansaveis rsforcos, B us seus
uros r! sejoa sejam coioados coiii a f- hz appro-
vacao do todos us ti i tos do imperio da Santa
LYiix .
Ep- ra finalmeote, que o respeitavel publico
saiba apreciar de per tu o seu ve'dadeiro ensino
primario, onde rpidamente as creancas ahracam
c i umii. de cora^ao as livros, as sueucias, s fet-
trK e as artes.
M-N- idade2(XH) pairos adjuntados, no acto
da man -cala.
Horario -das 9 horas da manila s 3 da tarde.
R:ccl>e meninos internos e iiieio-peusionistas,
p ir inensalidades rnzoaveis.
Itua Velba n
Julio Soares d'Atevedo
N. V. A Emulsilode Soott o melhor re-
medio r.t hoje dcseobirto para u cura da
tisiia, broncliit.is, escrfulas, anemia, ra
tliitis a debilidade em geral ; tambem e
um curativo infallivel paru os defluxos,
tfSjc. i'lironica e affeo^Sis da garganta.
Consultorio medico-
cirurgico
O Dr. Castro t*>sns, contando mais de 12 auno*
de escrupulosa observacao, reabre consultorio nes
ta cidade, ra do Botn Jess (antiga da Croa
n. 23, 1. andar.
lloras de consaltas
De dia : daa 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8
as dentis horas da noite sera encontrado nt
sitio travessa dos Remedios n. 7, primeiro por
to a esquerda, alm do parti do Dr. Cosme.
Dr. Barreto Sampaio, utrdio ocu-
Iitta,- ex-chefe de clini.. ilo Dr. de
Weclcer, Oh consultas du mel dia s
3 horas da tarde, no 1. andar da casa
n. 51 ra do Baro da Victoria, ex-
cepto nos domingos e das sintibcados.
Residencia ra Sute de Setembro n.
34. Entrada p.-l; na da Saudade n. 25.
Leonor Porto
Itua do Imperador o- 45
Pnuieiru andar
Contina a executnr os tnais diSceia
fgnrinos reeebido ilf looudrus, Pars,
Liishoa e Rio de Janeiro.
Prima ein perfeicaode costura, em bre-
Ividade, modicidade em precos e fino
t'osto.
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio ra do Bom Jess n. 30.
Consultas de ireio dia 3 horas.
Residencia ra da Anrora n. 127.
Telephone n. 450
MEDICO HOMEOPATHA
{}
96
Dr. Ballhazar da Silveira
Especialidadesfebrea, molestias dns : i
criancas, dos oril>a respiratorio ><
senhora s.
Prcsta-se a qualquer chamado par*
or d* capital.
aviso
Todos <-g chamad s devem 6r dirig"
dos A pharinacia do Dr. Sabino, ra do
liarao da Victoria o. 43, onde se indicar
sua resideueia.
IVnha
RA DA AURORA M. 19
As aulas deste iustituto aune^ario a 7 di
netro.
A director,
Augusta Carnciro.
Ja-
SOIMERCIO
l;i ctftnuierelal de Pernam-
bueo
HEC1KE. 17 DE JA As txea ioru.- 'otaniitM jjimatr
iCtran hypolhecarias do banco dv crdito real de
l'ernambuco de juros de 7 0(0 ao anno e
valor de 100 a :>350O -ada urna.
Cambio sobre Londres, a i)U d/v. 22 li/8 d por
i, do banco.
Ka hora di i.oIlh
Veudeiain-se :
30 letras hypothecarias do banco de crdi;-j
ruii ie Pernambuco.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U BOcrrfario.
Eduardo Dubeux.
3MJfUUis%Nl4i PliLICUS
i
M. i ae Janeiro
ALFANUEGA
ADVOCACIA
O co 8-lheiro Dr. Mannel do*!
Na8ciuiento M-ichdo Portella)
j jcontina no exer o de au'jl
< >protissao de advogado po lonJo< <
' 'ser encontrado em seu ecripo-J '
) trio a ra 'ic Imperador n. G5,) *
( ) 1." andar, das 1:' < 3 da tarde, j )
llr. Jiiiio Paulo
MEDICO
Especialista em parto, molestias de sent iras <-
de enancas, com pratica as principaes inat-nn-
dades e hospitaes de Paiis e de Vjeaua d'Austria.
faz todas as opera^ocs obsttricas e cirurgica
concerneutes as suas especialidades.
Cobsultorio e residencia na ra do Barao da
Victoria (antiga ra Noval n. 18, 1' andar.
Consultas das 12 a 3 hora* da tarde.
Telepbone n. 467.
Mlisfa
Dr KVrVNVa Ja-. 0 ao meio dia. Residencia e
roHsuhorio, n. 20 rita L Rosario.
Collegio de Sanio'lucia
A "rectora d'.ste -ollegio avisa aosillust.es
pais de familias e tutores de suas alutCDkS, que se
dignaran) c.nserval-as n'este esfabeleciinento de
insrrncva ptimaria e cecundaris. durante o correr
d i anno de 18&6, que o mesmo collegio se abrir
no dia 7 de Janeiro do corrente auno.
Eiisina-se iiVste collegio : primeira lettras,
pon ligues, ingles c fr.inc-* (fallar o escrever),
ifci grapliia, his'.-ria, aritllinetica, desenho, innsica,
pian.-, to los 8 trabalbos de agulba, e >res de to-
das as i Fpecict.
Outiveim. tuiubein declara a todos os que qui
:: -H-ir. honrar o seu c-ill-gio com a prescind de
suas fijh .s ou tn'eladas, que ai ineos.lida.te se-
nio assim distribuidas : ensino primario, interna*
' i>: u,t-i.i-pensionistas ; externas bf: t-nsino
-.'-cuudario, internas ibi ; meio-peusiou stas 3 >i ;
r-xte.rnas l, tendo as meio-pensionistas direito
p-uua, papel, caeta, tima, Upis, e as internas di
re to ao mesmo e i roupa lavada e etigommada.
Una Duque de Caxias (Hu'iga do Quemado)
n. 50, segundo andar.
A directora,
Anna do Reg Barreilo di Almeida.
Inspectora de. bygieue
Amas de lelte
De ordem dolllm.Sr. Dr. Inspector de hjrgiene e
para cumprimento do art 26 3 do Regulamento
sanitario vigente, declaro a quem interessar possa
que ca estabelecido nesta inspectora um sf rvi?o
diario de examo das amas de leite, devendo aquel-
las que quiserera se dedicar a este mister ah com-
parecerem afim de urna ves julgadas as coudi-
voe exigidas obterem o respectivo attestado
Inspectora de hygiene de Pernambuco, 13 de
Janeiro de 1587,
O secretario,
Qilerme Duarte
viimasio Pernambucano
Em 3 de Janeiro de *.H*7
Pela Secretaria do Gimnasio Pernambucaco, o
de ordem do Kvdm. Dr. regedor, se declara aos
pais de familia e a quem mais interessar possa,
que no dia S do corrente mes, ab.-ir-se-ha a anno
lectivo para os alumnos da aula primaria, nos ter-
mos do art. 186 do regiment interno dn 19 de
Abril de Hlli. approvado pela le provincial n.
1,497, de 10 du Jiiaho do aun > de I -v-lj.
O instituto recebe alumuos em tres eathegorias
conforme se acham divididos pelo ciado regimen-
t : pensionistas' uu internos, meio-pcnsinuistas c
externos.
Os pensionistas residiro no instituto, tendo di-
reito de estudar as materias prescriptas no prn-
gramma r-stabelccido, a ser alimentidos sadia
abuudantemenlc, tintados em suas enfe'inidades
pelo medico da casa, ter roupa lavada c engom-
jnade. regulariiU',iit.r duas veses per semana, ca-
bellcr.-ir sempre. que for uucessario e bauho duas
vezes por semana.-:
Os meio peiisiouiata se apresen (arito no estabe-
lecimento nos das lectivos, s horas em que s aula
se abrir e desde ontSo at ser encerrada tarde,
serao equiparados- aos iuteruos, q.lauto aos cstu-
dos, alitnenlacao CTecrcio.
Os externos e teeui direito s lieoes e explica-
ces do respestivo nrofessor.
A penso dos ibt?rnos de 400 e dos meio-
peosiooistas de 240, paga por trimestre adiaula-
dos na secretaria do mesmo instituto.
Os externos, porin, nada pagarao.
O secretario,
, Celso T. Fernondes Quiniella.
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 40i0 cootos, m 3 sortcios
fien transferida oara o dia 14 de Maio vindouro,
impreterivelmciit-, nos termos do despacho do
Exm. Sr. presidente, d<- hoje.
Tncsouraria das. L lorias para o fundo de
e-Ti c liicenau* da Colonia I'saoel, 14 uu
Ds.mbr de 1886.
O thesoureir,
Francisco Gi-nvalvra T n res.
Uedieo. parleir operador
Hezidencia ra Bardo da Victoria n. 15, 1 andar
Consultorio a ra Duque de Caxias o. 59.
D consultas das 11 horas da manb s 2 d
tarde.
Allende para s chamados a qualquer ho
telepbone ii. 449.
BECLABACES
C.-C. E.
Ciab Commereia! Uulerpe
Sardo daiisant
Para esta festa, que deve ter lugar a 5 de Fe-
vereiro prximo, roga-i-e aos B'-nnores socios oo
compreh-iididos "no hrt, 5 dos estatutos, o obse
quio de euviarein as suas notas de convites esta
s> cridara e de proeunireui os ::igr. sos em poder
do ^r- thesour'eiro.
Secretaria do TUk C^mroercial Eutcrpe, 12 de
Ja-eiro de 1887.O- secretario,
F J. Amorim.
Banco do Brasil
Paga-s o 66" dividendo na raza de 9*000
poraccao; na ra do Coinmercio u. 6, primeiro
and r.
Cera de carnauba 53 accos ao Viscorf'- Ant nio Mara da Silva, 15 a J. P. de Carvalho
i A T,_..: a~ \In-. At C., 15 e 25/5 a Manoel Jote Leite Kust >s, 2 e
de de liaqui do^lorte. ,-,,,n\ j a u n,im u u a
,, -cy,< 12/10 ordem. 9, 5/o e 2'/I0 a Sous* Baso, Aino-
Moveis 22 volumes or.lein. r,m A c.t 1((/5 L. Il)/10 H B^,wr jrioio & ^ 5
barris a Marlius CsrJoso & C
Hiate nacional Dcus te Guirde, entrado
de Macu no dia 15 do corrente, e cousig
nado a Ji.-.r liolomeii L'^uren^o, luanifes
tou:
Sal 19:20J litros ao eonsignatam.
11 0 a 15 ti u 0 7 487.313i618 ^'0.743 ..!>"i 50S:057190

<.,1'JA l-Hd/iSCIil \te a l- 80.1091438 6;31876 86:4281191

ctal 594:4851381
UA a) etio.iatoiAl. l)e 3 a 15 1 :-oi a 17 77:12->892 1:637*863
78.764/755
V,r. m a,ao 1 i'j 17 0 3 a 15 2:8/8*360 l:598i212
Lugro inglez Adamantine, entrado de
Terra Nova no dia 17 do eorrent-, r him-
signado a Saundres Brothercs d C. inuiii-
festou:
Baealhau 3,475 barricas e 1,300 meias
ditas aos consignatarios.
Vap-ir nacii-nal Jp.juca entrado dos portee do
nort^ 110 da 16 do corrente, e consignado a C'Ui
pinhia l'cmair.bu'.Mu, maiiitostiu :
Algodo 922 saceaa a I.niz A. Sequeira, 227
oidem, 147 a Jos Feij da\ Albuquerque, 73 a
Bn.was & C, 30 a Abe Stein A. C.
Curos salgados seecoi 76 i orlero, 20 a H.
Nu-sch 6c C.
Courinhos 2 fardos aos mestnos.
E-teir-is -I- pnDa 12 rolos ordem, 4 a Jje
Feij de Albuquerque.
Jaborandy 18 fardos ordem.
Ovas de peixe 13 volumes ordem.
Pelles46 fardos a Abe Stein & C, 12 H. Kueech
& C.
Queijos 3 caixas a Gomes de Matto 1 j; Irmiio.
Sulla 150 uieijn aos mestnos 240 a II, Nuescb &
C, 60 oidem.
DS^FAGBUS Ufe, KXh'lUMjA't
="1 15 de Janeiro de lb>7
Vara o exterior
entrada do Porto Aleg-e,
consignada a Mam ie. lie-
Escuna alleina Gesta
110 dia 17 do corrente, .
zende, uianifestiu :
Faiinba de minlioca 2500 saceos aos consigna
tarios.
4:17C572
PACHOS DE IMPORTAgO
iiacioual i). Antonia, entrado do
no dia 17 do ;<>rrente, q cousig-
'< irtholomeu LMir.njo inanifes
261 sa-icas a Prente Vipna
ir~

Vapor frsiicez VU'e de Sintot, entrado de Lj-
b 1 110 da 17 do eorren'e e consignado a Augusto
Labillc, inniiifciiou:
Alpiste 35 barricas a Baltar Irinao A C.
Albos 100 eaiiastras a Guimiira-s Valen'.'.
Ceboulas 2t' caixas J. B. de Carvalbo, 20 a Si-
queira Perras & C, 25 a Carvalho 4 C, 20 a
ivosa Qoeir02, b'.t a Silva Guimaraes i C.
Cal 50 barricas a Lop^s & Aiauj.i, 25 a Pinto
Alves C, 130 a Guimares te Valente, 00
ordem.
Coioinlios 7 saccas a Silva Guimaraos t B.
Carne 8 caitas a Cuubatlrmos C.
Ladrdho* 18 canas a J. A. Veiga & C.
P,.pt-l J caixi a Mam & Silva.
T meiiiiiii 20 ba.ris a Cunba Irmaos & C-
\ iubo 40 pip; uj-s^ia Costa C.,9
No vapor inglez Amazontnst, carregaram :
Pira Liv-rpol, J. Pater com 750,1100 kilos de assuoar mascavado.
Ni hjirca noruesuenae Men'or, carregaram :
1.,a Uffr....... J Pater A 1'.. t\00<> Sfticos
txna 1.1-.. -Oj JcIuM !.e a.
Na barca noruegoense Priace P* carregou :
Para Liverpool, J. H. Boxwell 3,000 saccas
com 231,564 kilos de a'godao.
ra barca ingieza Chanderuagor, carregou :
Par Liverpool, J. H. Boxwell 5>)accis com
41,150 kilos de nlgodao.
N'o pHtacho inglez Echo, carregaram :
Para New-York, P. Cascao O Filho 1,500
caceos com 112,500 kilos de assucar mise vado.
."Co igaringlez Flora. carregir.,m :
Para New York. J. S. Loyo 4 Filho 4O0 bccos
com 3 i.OOO kilos de assucar mascavado.
N-i barca iogI- Para New Y irk, P. Cusuo di Pilb 4\>(> oaecs
co n 30,0JO kilo de asssucar mascavado.
Cara o in.eiii.r
Nj lugar nacional Juvcnal, carregou :
Para itio (>rande d 1 Sol, A. Babia ,15 pipas
com 7,i00 litros de agdard.nte.
No patacb norueguense HermQd, carrega-
ram :
Para o tfco G.ande do Ral. J. S. Loyo Jt Filho
1,100 barricas com 117,337 kilos de assucar
branca.
No vapor francea V/ de Santos, carreg 1-
raui :
Para Santos, Maia & Rezende 1,150 ssccoiom
69,000 kilos de assuc r nnscavaio. 400 di'is com
24,000 ditos de dito brauco e 2 pipsa com ,600
litros de agurdente.
No vapor inglez Arehitect, carreg ^Vra o Rio do Jaueiro, P. Carneiro At (,'. 8 "0
saccas coai 19,960 kiloi de algedio ; Burle (1 C-
Tlt saceos coo 4.8iK) kilos de assu.ar braoco
445 ditjs com 26,7(X) ditos de dito mascavado ; J.
S Luyo t Filho 1,600 saceos com 97,500 kilos de
assucar braoco ; J. A. do Couto Viauua ICO
saccas Com 12,726 kilos de algjdo.
No vapor nacional Sergipe, carregaram :
Para Baha, Burlo tic. C. iol barritas coiu 7,074
kilos de assucar branej
i\0 vapor nacional Para, carregaram :
Para Mano, P. Pinto C. 45 barris com
4,320 litros de agurdente.
Para o Para, A. Cuuha 200 volumes com 12,452
kilos de assucar braue:o.
Na barcafa J. Palmeira, carregaram :
Trmandade
DB
N. S. da Concdalo dos Militares
Dj ordem do irmao vic-presidante, convido
pela segunda ves a todos os uussos irtnos para
que se reuuam no dia 19 do corrente mes, s 6
horas da tarde ec pumo, no consistorio da iiOBsa
igreja. aura de wleger se a nova mesa regedora,
que tem de funecionar no anno Cumprotnissal de
1887 1888.O secretario.
J. Alves Cavalcaute.
Para o Natal, P Alves & C. 16 barr as com
96 l kilos de assucar refinado ; A. da Silva Cam-
pos 6 barricas com 360 kilos de assucar refinado
MOVIMENTO DO POSTO
Navios entrados no dia 16
Liverpool e escala18 dias vapor ingles Arauca
ni i, de 1,808 toneladas, commandante W. Wad-
1I1I00?, equipagem 7o, earg varios geueros ; a
Wilson Sous & C.
Havre 0 escala22 dias, vapor fraucex VWe de
Sono, d< 1,008 fo'ieladai, comminlante J.
H-nry, equipagem 36,carga varios geueros ; a
Anguste Libilie C.
Ro de Janeiro19 dias, barca inglez* Premier
M.Kene, de 398 toneladas, capitn W. H.
It.-iiard, equipagem 7, ein lastro ; a N. J. L'-
dsonu A C.
Rio Grande do Sul42 das, escuna allem Ge
tine, de 81 toneladas, capito I. Wegener, equi-
pagem 5, carga farinba; a Peroira Carneiro
61 C.
Cear a escala14 da;, vapor nicional Ipyjaca,
de 360 toneladas, counnaniante Domingos Heu-
rique Mifia, equipagem 30, carga varios gene-
ro ; Oompinhia Pernambacaua.
Babia9 das, lugar diuamarquez Harso, de 141
tonel idas, c-ipitao N. Soresen, equipagem 6, em
lastro A ordem.
Navios sonidos no mesmo dia
Valpsraiso e escala Vapor ingles Araucania,
commandante W. WaddiloJC, carga varios g-
neros
Porto e LisboaBarca portuguesa Canutes, epi-
to Manoel Francisco Villar, carga vari>s g-
neros.
Santos e escala Vapor inglez Arehitect, com-
iinindaue William Jones, carga varios gene-
rus. ,
Entrados no dia 17
Torra-Nova32 das, lugar i-iglez Adamantine, de
282 toneladas, cato Joscph i.lark, equipagem
1'), c-trga bacalbo ; a Sauoders Brothers & ''.
Arataty-12 dias, bj ate nacional D. Antonia, de
G0 toueladas, mesire Victalino da Rocha Pica
1o, equipagtm 5, carg* vario* gneros ; a Bar-
ilio'oiueu L inrenc.
Obsrvatelo
Nj bou ve sahida.
VAPOR S ESPERALX>S
Principe do' Gr&o
luteriu da Ciouia Isabel
A ll1" serie da 24" parte das loteras em favor
dos iugenu 8 da (; oonia Isabel, aiba-se exposta
veu a, elija tiraccio ser 11 1 dia 17 ilo corrente.
Thesouran'a iIhs loteras pra o tundo da croan-
cipacao nttT'nawl da Coluuia Isabel, 3 de Ja-
oeiro de 1887.
O thesoureiro.
^Francisco Goncalees Turres.
Escola Normal
Matriculas
Por ordem do hr. Dr. director, e em observancia
il aispos'C&i 1I0 art. 74 do regimenio interno de
7 ile vi-moro de 1880, fat-se publico a quem
im--re.-8ir possa, que as matriculas desee eur*n ..
taro abertas desde o dia 24 do corrente at 3 Je
Fevereiro pri ximo.
Os r queriineJtos para matricnla no Io anuo do
curso ileverao ser instruidos com os documentos
seguimes :
1 Cerlio oe idude maior de 18 H111109 pata s
MlnmU'S d sexo ma* culuio e de 16 para os do fe-
minino. -
2." Certitcauo ou titulo lio nppn.vac. em exa
me na-i escolas publicas de insrrueco primara.
3 Fo ha corrida ou e-rtilao de uo liaver sof-
frido coiideinuaco por algum dos crimes que po-
pem motivar ao profereor publico a perda da ca-
deira.
4." Atlestado de uinralidade passado pelo paro-
dio ou autoridade, qner policial quer litteraria da
freguezia em que residir o, peticionario.
Os matnculandos que nao poderem exhibir titu-
lo legal de exatne em Orela publica de ensino pri-
mario, devero iuscrever-se para rs ixames de ad-
misso, de que tratam os arts. i5 a 77 do citado
regiment, n que co ucear o no da 24 do corrente.
Para as matriculas do 2' e 3o anuo., basta que
as petices sojain documentadas com a certidao de
appruvaco no exame do .uno precedente : guar-
dada a r>striccito do art. 21 do j mencionauo re-
giment interna.
Secretaria da Escola Normal de Pernambuco,
10 de Janeiro de 1887.O secretario,
A. A. Gama.
Para
Villc de Santos
i'oru
fiiger
O rotor
C'eoru
JM Pinta
Pernambuoo
tJijitrito Santo
Allianca\
da Bahia
da Europa
do sul
do sul
de Liverpool
do norte
da Europa
de Hamburgo
do norte
do sal ,
hoje
hojs
amanh
a 21
a 22
a 23
a 24
a 35
a 27
a 27
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta reparti-
co, fa{o publico que no dia 18 do corrente mez,
paga-se a classe de 2a eotrsucia de professores,
relativamente aos veneimentos do mez de Novetn-
oro prximo passado.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, esa 17 de Janeiro de 1887.
O cscrivlo da despea,
Si I vino A. Rodrigues.
yiiiiNo pernambucaooj
Em IS de Janeiro de issj
Pe -i secretaria do Gymnara Pernambucano se
deciara aos s-nhores pais de familia, e a quem
mais interessar possa, que a abertura solemne do
corso scentifico e litterario ter lugar no da 3
de Fevereiio prximo vindouro, e desde j se acba
aberta a inscripc da matricula para squelles
que prrtenderem estudar :s seguintes disciplinas:
Lingua nacional.
Dita latina.
Dita francesa. _
Dita ingieza.
Dita allem e italiana.
Geographia antiga e moderna.
Historia sigrada antiga e moderna.
Geometra o trigonometra.
Ari'hmetica e algebra.
Philosophiu.
Rhetorica c potica.
Historia e cborographia do B'asl.
Snicocias. naturacs.
Desenho.
Gymnssticu.
Msica.
' O corpo docente do instituto composto de 19
professores, occupndo-se cada um delles somente
com a materia ensinada em sua respectiva ca-
deira.
O instituto aceita alnmnjs cm tres ca'hegorias,
conformo se acbam divididos, persiunistas ou in-
terno*, meto-pensionistas e externos.
Os pensionistas residro no instituto, tendo
direito de estafar as materias de que se compoe o
curso, ensinadas, segundo o programma estabele-
cido : a ser alimentidis sadia o abuudaHteincnte,
fritados ein sus enfirmidades pelo mlico do
instituto, f irnecendojlhe tnmbein este medicamen-
to, a ter ronpa lavada e ensommada ngulaVinente
duas veze. p.ir ee ra !>, bmlu, ele. ; tudo isto p la
mdica quauti.1 de 4U/ pjr auno.
Os meio pensionistas se ar.resen'aro no esta-
belecimento' nos dias lectivos, hna em ou ; as
aulas se abrirem, e desde entao ar serem encer-
radas i tarde, arlo equiparados aos internos, tendo
como estes os mesmos direitos quanti ao estudo,
alimentacSo e rocreio, isto pela moli quantia
de 240i0 0.
Os externos ( tee n direi-o s b'c?s o explica-
{oes das materias ensilladas no corso, qnaesquer
que ellas sejam, paga-ido apenas n > acto da ma-
tricnla a taxa igual a qoe pagam os alumnos no
collegio das artes.
Os alumnos internos diverjo spresentar o en-
xoval prescripto no regiment nter o e ter cor-
respondente na capital, para com prompfido sa
tisfazer as pensos e *utra qnalqoer ac.rpe.sa ie
que tiver elle, necessidade.
As pens5es serio pagas na secretaria do insti-
teto, por trimestres adiantados.
O secretario,
Ccfso Tertuliano Quintella.
S. R. J.
SociGflB ReGreatFa Jiraoie
Em virtuoie de solemoisar-se o 8* anni versarlo
da iuatallacao da bibliotbeca no da 6 de Feverei-
ro, convido os senhores socios a entranm com as
obras que tenbam em seu poder- Assim como fi-
caro suspensas as sabidas de livros para leitura
desde o dia 20 do corrente 7 de Fevereiro.
Bibliotbeca da Soci dade Recreativa Juventnde,
18 de Janeiro do 1887.
O bibliothecario,
Manoel Jos deSant'Anna Araujo.
S.R. J
Sociedaiie Recrealiva Juvcnlude
Commemoraeiit> do 8a annlversarto
da InHiallacu da biblloibera e ca-
rao bisncMlral em C de Fevereiro.
Roga-se aos soeos qne ^esejarem tirar convi-
tes para este sarao, a dar suas ruis na secretan
ria da socie iade.
Secretaria da sociedade Recreativa Juventnde,
6 de Janeiro de 1887.
Jos de Medices,
' secrttario
Companliia Locooiolora Pernam-
iiucana
AMttembla geral
Sao novamente convidados os Srs. accionistas
dosta coinpauhia a comparceerem em teu escrip
torio ra do Viscoude de Itaparicti n. 7, s 11
horas do dia 29 du corrente, afim de se r. unirem
tm sesso da assembla geral ordinaria, para 62
preceder a eleico da commiseo fiscal e ser lido o
relatorio da directora e o parecer da commisso
fiscal.
Em virtude do art. 6i do Reg. n. 8,821, de 30
de Dezembro de 188, iiinccionar a sesso com
qualquc numero de accionistas que comparecer.
Escriptorio da adiniuistraoo da Compauhia Lo-
comotora Pernambucana, em 17 de Janeiro de
1887. S. de Barros Brrelo, secretario da admi-
nistracao.
Gabinete Portugucz de
Leitura
De ordem do Exm. Sr. Visconde da Silva Loyo
presidente do conselho deliberativo desta asso-
eiaco, faca cunsiar a t;dos os Srs. associados que
fca transferida para domingo 23 do corrente, s
11 horas da maulla a rcunio dos socios em us-
semblu geral anuuuciada para o dia 16.
Uutrosin, taeo iguelmente constar que segundo
o disposto 110 artigo 40 dos n ssos estatutos, essa
assembla funcciouai com o uuiner* de socios
que comparecer, una hora depois da marcada nos
annuncios para a convocaro.
Recite, 15 do Janeiro de 1887.
O I* secretario,
Jos da Silva Rodrigues,
for deliberaco da directora da estrada de fer-
ro de Ribciro ao Bonito, eo convocados os Sre.
accionistas a se reunirem em a.sembla geral or-
dinaria, no dia 3 de l-'ever :iro pr xi.no, no pateo
de P. dro II u. 73, s 11 horas do dia, para cum-
primento do que preccita o artigo 27 dos esta-
tutos.
Becife, 18 de Janeiro de 188/.
O secretario,
Jos Bellarmino P. de Mello.
<: NEGLROS
NORTHERN
l
de liOndri'M e Aberdeeii
i' .iMriM flianreira (Dezembro I SS5)
Capital oubsciipto
Fundos accuinulados
Uecella animal >
Di pre:tiius contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
3.000,000
3.l34,34c<
m com
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John H- BoxtEt
EROOCIO N.26 i-.\inn
-->
CONTRA FOGO
rhe Liverpool & London & Glob
INSIRAME COMPAQ
n
I
Couipanhiii de Seguros
MARTIMOS e terrestres
EstabeleJda em 1*55
CAPITAL 1,000:000^
SINISTROS PAGOS
ale 31 de dezembro de 184
liarilDios..... -.,.10:0008000
Terreslrcs,.- 3I6:000$000
4-4Ra do Commereio
UPANHIAlESEGlOS '
COXTRA FOGO
Nortb Brilish i Mcrcantiie
CAPITAL
a ooo.OOo de libras serlina
A GEN ES
Adomsoii Howie&C.
condn and BrasIIlan a
Limited
Ra do Commereio n. 32
acca por todos os vapores sobre as os-
as do mesmo banco em Portugal, sendo
tn Lisboa, ra dos Capellistas n 75 No
Porto, ra dos Inglezes.
(JOMPANHIA
Imperial
NECUROS -contra FOGO
_ EST: 1803
Edificios e mercadorias
Tazas baixas
Prompto pagamento de prejuiso
CAPITAL
Rs. 16,000:1)00*000
Agentes
BROWNS & C.
N. ^Ra do CommereioN. 5
*

AGENTE
Miguel Jos Alves,
N. 7RA DO BOM JESS-N.
seguroa marlsla e errealrva
Net-tes ultimo a nica eoapanbia nesta prafa
que concede sos Srs. sognradis iseepsao de paga
ment de premio em cada stimo aoao, o *>
equivale ao descont de oerca de 15 por certa a
avor dos sagnvados.
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SO DE
XAJNr3XR.a
1887


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I

I
t
3O0S
VOCAL E INSTRUMENTAL
MAMO POR
1C&F.C BA.P.P.STO FILHO
o ni o valioso concurro dos talentosos amadores
Dr. Antonio Beltrao, Jorge Tasso e Elias Pompilio e dos distinctos artista
Candido Filho, Antonio Marlins, Marcellino Cielo e Euclides Fonseca.
i st
Lcilo
Diario de PernambucoTcr^a-leira 18 de Janeiro
3
4
t
8
8
4
3
FostI
por A. Beltrao.
PRIMEIRA PARTE
SaeilSLe Rouet d'Oiophale, poen?e syuphonique, a 2 piannos, por J. Tasso
e A. Barrete
WalcKiers Adagi > para flauta, clarinetto e piano, por Candido Filho, A. Mar-
tina E. Fonseca.
)Rosa )
)Non t'amo piu )
BeethOTea Allegro da Sonata etnfaop. 24 para violino e piano, por M.
Cleto e A. Barreto.
St. Sacas Danse macabre, poeme syinphonique 2 pi.tnos, por Pompilio e
A Brrelo.
PARTE
ftchtimam Andaaln enrn variacoea, para 2 pianos por J. T.isso e A. Barreto.
Ilublnstela Nocturno ) por A. Barreto.
Ciodard Mazurk )
nasseoet Vision fugitive, Arioso da opera Hrodiade, por A. Beltrao.
Bccltloven Rondo emfapara violino e piano por M. Cleto e A. Barreto.
St. Waeos T.raniella para fliuta, clarioeta e piano, por Candido Filho, A.
Martina e E. Fonseca.
De vinhos, cognac, vinagre, vinho Bordeauz (em
quartlns e em garrafas), cerveja, mdho em
conserva, mustarda, agua de soda, Rbum e ba-
calh.
De dous fiteiros, 2 eartoirab, 4 mesas para faaen-
das e amostras, pratileinis, repartimento de es-
cripforio, livros em brauco, pspel pautado ac-
cordiaes, pspel para forto de salas, juias, jarros
para fl.res, relogios, fecbtduras, louca de maj-
lica, ricos quadros de ok-ograpbia e a oleo, dif-
ferentes movis e m'iitos uutros artigos que se-
rio vendidos por
LIQUIDACAO
Terca felra 18 do corrate
Agente Pinto
No armazem da ra do Hispo Sardinha n. 1,
de onde mudaram-se os Srs. Transatlaotische
Handelsgeet-llschiift.
O leilo principiar as 10 1/2 horas em ponto
por serem mu i tos os Jotes.
Leilo
Pede se aos distinctos eavslheiros que se dignarem acceitar liilhctes o
quio de dcixar ao porteiro a importan-a dos mesmos eui envelope fechado cora
pectivo norae.
O resto dos bilhetes estilo venda ero cas* dos Srs. Pralle e Azevedo.
Comeeara as 7 horas c f |' e terminar s 9 e 1|2.
Centro Republicano
JDe ordem do cidadu presidente, sao convida-
dos todos os republicanos, quer sejam ou nao
meo-.bios do Centro Republicano, para se n-uni-
rem em as embla geral domingo 24 do correute,
ra do Imperador n. 77, 1 andar, ao meio da,
para se tratar de negocios imprtante*.
Secretaria do Centro Republicano, 17 de Janei-
ro de 1887.O secretario intrrino,
Argemiro Arla.
Imperial Sociedade dos Artistas
Mechan icos e Libe raes
obse-
o res
De 3 csvallos: -sendo 1 russo podrez,
rosilio foveiro e 1 castanho pombo
Terca fcira. 18 de lanelro
A's 11 hor <8
Defronte do arrnazem da ra do Im-
perador n. 16
Por iuterienco de agente
Gusmio
De oriem do respeitavel irm
record com ob nomos estatutos.
Lo director, e de
venb pelo pre
tente convidar a todos os iruios que se acbam nos
_,->sr>s deseos direitos h leusiri-m-se i-m ssserobla
geral na quinta-feira 20 do corrente, s 5 horas
da tarde, a fin !>: proceder se a cleicao dos uovos
: jriccionarios do correnfe anuo.
Secretaria da Imperial Sociedade des Artistas
Mecbanicose Liberaes de Pi-mambuco, em 14 de
Janeiro de 1887.O 2" secretario,
Faterniano U. da Fonseca Barroso.
THKATRO
DE
VARIEDADES
Comp.inhia
Lyrica de operetas, italiana
Dirigida pelo distincto actor cmico
CEZABE FIEPi
Tcrfa-feira, .8 de Janeiro
BspiGtacnl0 ixtnnnUmnlo
Kenefleio da 1* dama soprano
Sidonia Springer
Dedicado s senhoras pemambucanas
Pela cltima ves subir a scena a celebre opere
'a em 3 actos
re makitihe
linha mensal
0 paquete Niger
Conimandante Banle
' esperado dos portos de
sul at o dic 21 do corrente,
seguindo, depois da demora
;. do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembrn-se aos senhores passageiros de tuda*
as classes que ba lujares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualqoer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /o em favor das fa-
milias composfJi de 4 pessoas ao menos e que pa-
garen! 4 pasFHgens inteiras.
Por excepco os criados de familias que toma-
rem bilhetcs de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se do at da 19 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas i dinheiro
*frete: tracta-se com o
AGENTE
riste Laliiile
9 RA DO CQMMEUCIO -9
l'niied lies liil Brasil .S.8.C.
0 nw Allianga
E' esperado dos portos do
sul ate o dia 27 de Janeiro
depois da demora necessaria
seguir para
Agente Pestaa
Leilo
De predios que serao definitivamente en-
tregues
Terca-felra 1 do corrente
A's 11 Loras
No arrnazem ra do Vigario n. 12
O agente Peatana, vender livre e desembara-
zado de qualquer onus, duas tercas partes do so-
brado sito rira do Vig.irio n. 12, do qual in-
quiiino o mesmo agente e paga meosalmeute ...
333333.
Um dito de dous andares e grande solea, sito
ra de Domingos Jos Martius n. 38, rendendo
mensaImeute 75J00O.
Umu casa terrra sita ao largo de 8. Pedro n.
14. com 2 salas, 2 quartos, 2 sotaos, quintal e ca-
cimba, rendendo mensalmente 254000.
Um importante sitio na Baixa Verde n. 5, ter-
reno proprio, com excellenUs commodos para
grande familia, rendendo mensalmente 33333.
Para qualquer iufjnnacao com o mesmo agente.
Leilo
Agente Britto
De movis, espelhos, ele.
O agente cima autorisado por urna familia que
se retira para fra, Wai a leilo o se^uinte :
1 mobilia de jacarani, 2 eepelhos glandes, 1 se-
cretaria, i toillet com espelbo, 1 guarda-vestidos, 1
guarda-looca, 12 cadeiras de junco, 8 cade'iras
avulsas, 2 cadeiras de balanco de amarello, 2 di-
tas de Jacaranda, 1 marqueza de amarello, mesas
e bancas de amarello, 1 cominoda de amarello, 1
lavatorio, 1 maquina de preguiar, 1 porta-licor, 2
grandes bahs de madeira, 1 cabide, 1 marquezo,
1 consol de amarello com gaveta, jarros, can-
dieiros, quadros, .2 jarros grandes, 2 mangas de
vidro, l.nica, frens de cosinba, etc.
(liarla len-.t 19 do corrente
A's 10 1/2 horas
Cambo do (.armo n. 31
Leilo
Da casa terrea sita ra do Rosario da
Boa-Vista n. 26, com portao para a ra
dos Pires, tendo porta e janella de frente,
2 salas, 2 quartos, coainha, 1 grande
quarto no quintal, quarto para banho,
cacimba apparelho e rende 25)5000 meo
saes.
Da casa terrea sita a ra dos Burgos n. 15
frguezia do Recife, com porta, janella de
frente, 2 quartos, 2 8>las, cosinba, quin-
tal ladrilhado o as aguas aorrem para a
ra, e rende 17^000 mensaes, em chSo
proprio.
Quartafeira 19 do correrte
A's 11 horas
No arrnazem* da ra do Mrquez de O inda
ii. 1
O agente Gusmo autorisado por mandado do
Lzm.br. D..juiz do direiio do comuiercio, a re-
querineuto de Antonio Luiz Baptista curador de
D- Francisca Bernardina da^Cou.-eicaT Carvalho,
far leilSo com assistencia do mesmo juz, da-
casas cima mencionadas, podendo os comprades
dores irem examina.-as.
Leilo
Cotaira fMceza
Madame Fanoy Sdva, ex-cortadora da casa
Worth de Pars, ciudad d'.' Londres, em Buenos
Ayres, e Nctre Dame de Paris, do Rio de Janeiro,
faz vestidos para bailes, theatros, pa'sseics para
senhoras e meninas, confecciona enxovaes para
casamento, visitas, pardessus, roupa branca, etc.
Dispondo de um pessoal habilitado, tas vestidos
no pr*so de 24 horas. Jonjfes de modas franceses
e inglezi s. Molies recebidos directamente da casa
Worth, de Paris, e da importante casa Nicholson
t C5L'. St. Panl, Churchyard, de Londres. Eo-
carrega-so de vestuarios phantasia para o car-
naval.
Ra do Imperador n. 50, 1 andar.
Massa fallida fie Jos Francisco
CASA
AUiga-so o andar de cinu, da easa n. 23, a
do Nogueira. com bom quintal e cacimba : tra-
tar na roa Duque de Caxias n 47.
Ama
Ka luja de fazendas ra Duque de Catias n.
44, precisa-se de "uas an^as, urna perita cosinhei-
ra, paga-sc muito bein. e eutra para servicB in-
ternos
Jos Lopes Alheiro, administrador da massa de
Joo Francisco Paredes Porto, cenvida aos credo-
res da dita massa a apresentarem no pr.zodeb
dias os seus ttulos, na ra dalmperatriz, afim de
serem elassifiesdos.
Recite, 18 de Janeiro de 1887.
De 12 cudiiras de junco branco, novas, 1 piano
do fabricante Henry Hers, 1 pequea machina
de afiar navalba, 1 mobilia de amarello com tampo
de pedia, 1 commoda de Jacaranda massico, guar-
da-vestidos, guarda-lcuca, 1 realejo com 16 pecas,
mesas com pedra, camas francezas, marquezdes,
balcoes, balaucas, marquezas, cadeiras de balanco,
aparadores, pgpelhos, jarros, quadros, relogios de
parede, miudezas e muit, s outros artigos que es
tario patentes no acto do leilo.
QARTA-FEIRA, 19 DO CORENTE
A's 11 horas
Yo armazem da ra do Harquez
de Olinda u. O
'PORINTERVENCAO DO AGENTE
_______GasmQ_______
Leilo
Ds armacao e balcSo, fazendas, miudezas, mo-
vis, mobilias de Jacaranda e pao carga e muitos
movis avulsos, espelhos glandes e pequeos, vi-
nhi em barris e garrafas, cerveija, colberes c qua-
dros, jarrse muitos outros objectos.
Quinta feira 18 do corrente
A's lt horas
A' ra de Pedro Affonso n. 43
Agente Britto
Ao publico
r
Sem dieta esem niodifi-
cafoes de eostumes
Laboratorio central, ra do Viconda i,
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Regente .Rio de
Janeiro
eos preparados pelo phar-
maceutico Eugenio Marques
de Holianda
Jos de Oliveira declara ao commercio desta I
pra^a, que tem justo e contratado a venda de seu :
estabejecimento de alfaiataria ra do Baro da i
Victoria n. 45, pelj que convida todos os seas Approvados pelas juntas de hygiene da Corte,
credores a apresentarem stus crditos dentro do i Repblicas do Prata e academia de industria de
pra8o de ires das, contados de hoje, das 12 s2 Pariz.
boras da tai-de_________________________________ Elixir de imbiribina
im /!,. IW .KestaD AUl C leiie : tot'8 Prnove as ejeevocs difficies.
Precisa-se de urna ama de leite ; na ra do Vinho do nauaz ferruginoso e quinado
Alecrim n. 63 "ara 8 chloro-anemicos, debella a Ihjpoemiaj
' intertropical, rtconstitue os hydropicos e beribe-
Para engommados
Caixeiro
m
i ricos.
Xarope de flor do arueira e mutamba
Quem precisar de uraa boa ama, deixe carta di- i Muito recommmdado na brouchite, na hemop-
zend'i sen noroe e residencia, nesta typographia,' J7se e nBS tosses agudas ou chronicas.
com as iDiciaes B. N. C. Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
F.' o primeiro reparador da fraqueza do orga
Mismo, na fysica.
Precisase de um menino de 12 a 14 anuos de p;u,i0 ,______ j- ,
idade, com pratica de taverna, na ra das Trin nlulas ante peridicas, preparadas com
cheiras n 23.
^aixeiro
Leilo
Haranho, Para, Barbados, S.
Thomaz e \e\v-Vork
Para carga, passagens, e enconirntadas tracta-
ie com os
AGENTES
O vapor Advance
-n
Tema parte toda a companhia.
Precos e horss do costume.
Boads para Magdalena, Fernandes Vieira e
Aoeados.
N'um des intervallos a beneficiada ir aos ca
msrntes comprimeutar os seus convidados.
Trem para pipacos.
THEATRO
GUARAN
JABOTlO
Sabbado, 22 de Jane ro
ESPECTCULO EM BENEFICIO
Depiis que a arebestra executar urna brilhante
ouvertura, ser levado scen. pela 1* vez n'este
. theatro o drama em 3 actos :
Espera-se de New-Port
News, at o dia 28 de Ja-
neiro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encouimendas e dinheir.
frote, tracta-sn com os
AGENTES ^
Henry Forster A C.
Da casa terrea -a ra do Tarobi n. 25.
Massa fallida de Joo Francisco Pare-
des Porto.
Qurta-feira 19 do corrente
A's 11 horas
No armazenj da ra do Imperador n. 16
O agente Martius far leilo por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz especial do commercio c com
tua assietancia, da casa terrea cima, perfencen-
te a massa 'follida de Jo&w Francisco Paredes
Porto,
Os pretendentes podem examinar a referida
casa.
Leilo
De importantes movis, vid ros, ebristaes, sobrado sito ra dos Pires n. 20.
Grande leilo
D bons movis, 1 rico espelho, jarros,
louyaa e vidros
A saber:
Ssla de visita
Um piaa forte v novo de H. H%z, 1 cadeira
para o mesmo, 1 mobilia de Jacaranda roaesica da
medalho, com 1 sof, 2 dunqaerques, 4 cadeiras
de bracas e 12 de {,-uarnicao, 1 rico espelbo oval,
4 jarros para flores, 4 lanternas com pingentes,
tapetes para sof e portas e urna esteira forro de
sala.
1* qusrto
Urna cama franceza de Jacaranda, um rico toi-
let de Jacaranda marchetado de pao seiim, 1 ber-
co de juncuo 1 bidet.
2 quarto
1 Guarda vestido, commoda, 1 espelho, 1 la-
vatorio e 1 cabide de columna.
3' quar'o
1 Marquezso, 1 commoda, 1 berco e 1 cabide.
4" quarto v
1 M irquez ', 1 meia commoda e 1 lavatorio.
Ssla de detrtz
1 Sof, 1 jardineira, 1 secretaria de amarello,
cadeiras de Jacaranda, 2 quadros, 1 candieiro a
gaz, 1 banquinho e 1 par de jarros.
An'.ar terreo
Sala de frente
Urna mibilia de amarello com tampo de pedra,
1 piano de Blondel, 1 cadeira para o n.esrao e 2
pares de jarros.
Gabinete
1 ffefa e estante envidracada e 6 da de ir s.
Sala de jamar
1 Mesa elstica de 5 tnboas. 1 guarda louca, 1
apparador com pedra, 12 cadeiras de junco, lou-
ea, vidros e 1 taqueiro du electro pate.
O ageute Silveira competentemente autorisado,
levar a leilo i s referidos movis existentes no
Precisa-ee de um caixeiro com pratiea de mo-
Ibados e que d conbeciraento de sua conducta :
a tratar na ra Duque ds Caxias n. 30, padaria.
Yende-se
um pequeo deposito deseceos, na segunda tra-
vesea do Vlac, proprio para principiante por
ser de pequeo emprego de capital ; qu;a pre-
tender dirija se ra do Raogel n. 65, qne acha-
ra com quem tratar.
Prodios na Varzea
Troca-se ou vende-se dous bous predios na
Varzea, ra, do Sol n. 17, defronte da estacao :
quem : re tender dirija-ss na da Guia, no acou-,
gue martioo.
perer.na, quina e jaborandy
Cura radiealmente as febres intermittentes, re-
! mittentes e perniciosas,
| Vinho de jurubeba simples e tambem far
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazes as inflammacoes do ti gado e bac
j agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado as convalescen^as das parturientes
retico antefebril.
Francisco Manoe da Silva &C.
RA MRQUEZ DE OLINDA-


PASTILHAS
De ANGELIM.& MENTRUZ
Caixeiro
rrecisa-se de um caixeiro de idade de 14 16
annos, que tenba pratica de molbados e fazendas,
para fra dacidade ; a tratar no largo do Merca-
do n. 11. -
Caixeiro
Precisa-se de un menino jara caixeiro,
pratica ou sem ella, para laja de cigarros
ra do Rosario da Boa Vista n. 53.
cora
: na
Coshiheira
Precisa-se de urna cosinheira ou cosiuheiro, que '
trabalhe com perfeico : ui ra do Mrquez do
Herval n. 10.
Copeiro
ce
B9
"/s*
&s
as"
C-T5
=
5



a
49
O fe/nedio mai's efficaz e
Jeffuro que se tem descoberto ote
h/e para Bxpe'ir as ton brioas.
ROQKIAYOL FRERES
*
Precisa-se, para easa de familia, de um menino
de-12 annos, que d 6ador de sua conducta : di-
rija-se Cruz de Almas n. d (Tamarineira).
Quinta-feira 20 do corrente
A's 11 horas em ponto
O bond da ufaba de Frrnandes Vieira pela ra
da Conceico das 10,50 miuutos, dar passagem
gratis aos concurrentes ao dito leilo.
Leilo
Coracao de Nuiher
findo o qual levsr o actor Lyra a impagavel
ecena cemiea
0 MUNDO VAI T0RT0
terminando o espectculo com a espirituoso come-
dia cm 1 acto
Para lvrar as ama soera
q ie pela primeira vea levsda scena.
Precos do costme.
A'S 8 1/2 HORAS.
Trem para o Recite depois do espectculo.
ai
COMP\HtA FEH\4Blt\t
DK
HaTegacao coste ir.- por vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyoa, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty, Ceard, Acarahu. e Camossim
O vapor Pirapama
Coinmandante Carvalho
Segu no dia 20 at
Janeiro, s 5 horas
-da urde.
i,cebe carga at o
lia 19.
Ene jmmendas, passagens e dinbeiros a frete at
a* 3 horas da Urde do dia 8.
ESCRIPTORIO
Ao Cae* da Companhia Pernambucana
n. 12
N 8 RA
DO COMMERCIO -
!. andat
Comp&ftMa Itra.tilelra de nave
scoa Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Commandante o Io tetunte Carlos An-
tonio Gome*
' esperado dos portos do sul
ateo dia 19 de Janeiro, e
seguir depois da demora in-
dispensavcl, para os portes
do norte at Mandos. -
Para carga-, passagens, encommendas valoree
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
Rio Grande e Porto
Alegre
Segu com brevidade por es -
tes dias o lugre nacional Jaie-
nal, de primeira classe : a tra-
tar na ra do Marque de
Olinda n. 4.
Segu com brevidade para os portos cima, a
barca portugueza Novo Silencio ; para o resto da
carga que falla, trata-se coui Bailar Oliveira 6c
C, ra to Vigario u. I, andar.
LElLf
Terca-feira, 18, dove t^r lugar um variado
leilSo de movis, vidroe, miudezas, jarros, relogios
e muitos outros Artigos no armazem da ra do
Encantam-nf n. 1, donde mudaratn-se es Srs.
H-rmaim Pelt-rson t C, hoje Tra isatlantische
Handelsgesellscbdtr.
Leilo
De movis, quadros, objectos de majolica,
filtros, vinho e muitos outros objectes a
saber :
Um piauo forte de Hleyel, 1 mobilia de Jacaran-
da com cm sof. 2 consulios com pedras, 2 cadei-
ras de bracos, 12 de goaruicaj, cadeiras de balan-
cn,enfeiles de meza, ricos quadros a oleo, papel e
torro de sala.
Urna meza elstica, 1 aparador, 1 sof 12 ca-
deiras de amarello, '.. relogio, louca, vidros, 1 fu .
gao de ferro novo, mesas com pea torneados l mesa
secretaria e 2 fitejrcs.
Uina cama franceza, 2 marqnezoes, 1 commoda,
1 guarda-vestido de amarello, i lavatorio e muitos
outros uinveis de casa de familia.
Terca t'eira 18 do crrante
No armazem n. 1 da ron do Bispo Sardinha, ou
ti'ora ra do*Eiicantamento.
cantadores, grandes e importantes viveiros para
os loesmos, diversos quadros c outros muitos arti-
gos que sa torna enfadonho mencionar.
QUINTA-FEIRA, 20 DO CORRENTE
A's 11 horas
Por interveucao do
Agente Bur lamaqui
No armaxem ra do Imperador n. 22
AVISOS DIVERSOS
louc s finas, e obr.-.s de eleutro pate, a
saber :
Sala da frente
Urna mobilia de jacanraud composta de 1 sof.
2 consolos, 1 jardineira, 2 cadeiras de braco, i
ditas de balanco, 12 ditas de guarnicao, 1 piano
novo do afamado fabricante Cari Schecl, 1 cadei-
rapara o mesmo e estrado, 1 espelbo grande De diversos movis, 1 sellim inglez e pertences,
oval, 2 serpenfvas, 3 pares de jarros, 2 taisoes de i ,-,. com facaa nova dw, p,8<^ro8 bont
bronze, 2 pares de ettagers, 1 jarro grande, 1 ta-
pete para sof, 1 dito para piano e 8 pequeos, 4
toallas de cores, 2 albuns de vistas da Koropa, 2
escarradeiras, 1 pona msicas e 6 tapetes para
jarros.
Prlmelru quarto
Urna mobilia de pao carga, nova, composta da
1 sota, 2 consolos com pedras, 2 cadeiras d bra-
co, 12 ditas de guarnicao, 2 pares de porta cartoes,
de uiarinoi e, 2 tapetes para oa meemos, 2 cadeiras
de p i carga com assento de lona, 1 mesinba de
') pi e 1 cal-ira dn balanco.
Mffundo quarto
Urna mobilia de junco, de fechar, composta de 1
sef, 2 consolos, 1 jardineira, 2 cadeiras de braco,
G ditas de gu.rnico, 1 consolo com pedra e es-
pelho, 1 lavatorio com pedra e espelbo e 1 guarda
roupa.
Tercelro qaarto
Urna cama traneza, 1 guarda vestidos de ama-
rello, 1 toilet e 1 lavatorio Ue ferro.
Quarto quarto
Dous marquezdes, 1 guarda roupa, 1 cama para
menino, 1 lavatorio, 1 commoda, 2 quadros, 1 ma-
china para costura e 2 cabides.
Mala de Jamar
Um guarda-lauca, 1 mesa elstica, 2 aparado-
res tingmdo bamb, 2 ditos de amarello, 2 mesas
com pedra, 2 jarrinbas, 12 cadeiras de junco, 1
sof de amarello, 1 quartinbeiro, 1 relogio de pa-
rede, l guarda comidas, 2 appraelhos de porcel-
lana sendo 1 para alrnoco e outro pata jantar,
clices, copos, aoeeiras e galheiteiras de electo
pate, 2 pecas trrsudes de vidro para doces, co-
Iheres de eiecto pate, feas e garlos de marfim e
de electo pate, 8 quadros molduras douradas, 6
bandejas pequf as, i pedras redoudas de raarino-
re, cobertas de rame, grande quautidade de gar-
rafas c&m vinho e cerv. ja.
Maleta
Uir.a b< nquinha com urna completa botica fami-
liar, 1 cabide, 4 camas de vento novas, 2 bacias.
I mesa de louro.
Coninbu
Urna mesa de piuho, togareiros, bacias e outros
objeclos prupri" de c^sinlia, quasi tudu ein per-
feito estado u diversos outros objectos miudos.
lardini
Uin lindo e vaiiado ortiuicn>o de roseiras finas,
c-rotos de diversas qualidades, 2 bonitos e grandes
pea de lyrios e muitos outros pequeos craveiros e
ni litas cutras flores divervas e finas, vender-se-
ba em lotes differenfes, 1 ferrarcenta para jardkn
e urna grande quantidude de passaros de difli
tes qualidades, e diversas gsllinbas de'raca.
Quartafeira, CO do corrente
A'S 11 HORAS
No sitio das seis palmeiras na estrada
dos AfBictos
O agente M^Kiesio Baptista competentemente
autorisado por urna familia que se retirou para a
a Europa, far leilo do que cima se declara
e chama a attencio d. s senhores concurrentes
por serem todos os objectos de gosto.
A'd 10 e meia horas em ponto partir un trem
especial da estacao do Arco de Santo Antonio,
que dar passagem gratis aos concurrentes ao
leilo, parando em todas as estacos at o Espi-
nheiro.
Em ontinua Vender o mesmo agente um bom e barato ca -
vallo de sella russo e muito gordo.
Menina
Urna familia estrangeira piecisa de urna meni-
na de conducta afiaucada, nicamente para tomar
conta de urna cri-.ncinba de oitn mez s, d se bom
trato e paga se bom ordenado ; iuformu-se ra
Nova de tanta Rita n. 55, sobrado.
____..,. *..
Um homem de idade e de boa conducta que
quizer servs de porteiro dirija- ie ra di R.iia
ii. 54.
A luir se o 2- andar da cas* n. 8 ra da
Imperatris, ixcell-nre morada ; trata-se na ra
do Imperador u. 61, 1- andar.
Aluga-se casas a 0\,U no becco dos Oe-
Ihos, junto de S. Uouvutio : a tratar na ra ds
[mperatriz u. 56^______________
Aluga-se o armazem e 1- andar ruado
Imperador n. 39 ; a tratar com Luiz de Moraes
(jomes Ferreira.
AMA Precisa-se de urna, para caa de
familia; na ruadoCabugA u.2 .
Precisa se de urna boa cosiubeira ; na ra
da Aurora n. 81, 1 andar.
Aluga-se por 15000 o Io andar do n. 74,
com 2 salas, 4 quartos, 2 gabinates e coainha ; Io
andar do n. 23 :om 2 salas, 4 quarios e cosinba,
aseeiados : sitos na ra de S. Jorge.; tratar na
ra Augusta n. 186.
* Precisa-BK de um c.izeuo du 14 a 16 anuo?,
com pratica d< refimicfto, dando fiador de sua
conducta ; a tratar coui
tarja do Rosario n. 2?.
Paluieira fc C-, ra
Precisa-se oe uiua coainheira perfeita, c qu
durma em easa, pkra casa, de iamilia ; a tratar
a ra do Baro da Victoria n. 39.
Perdeu-se a cautela n. 14,120 do Monte de
Soecorro ; quem a iicbou teuba bondude de dei-
xal a nu es^riplorio desta typographi*.
= O solii.-itador f,ydio Alerano Baudeira de
Mell tem seu escriptorio com o Dr Jos Nicolao
Tolentioo de Carvalbo, por cima da Livraria Eco-
nmica, entrada pelo lado do c eg do arco de
Santo Antonio sob n. 2, onde pode ser procurado
ne.s boras de expediente.
A prrfessora publica de instruecao primaria
Lisbella de Alouquerquu Mello, participa ao res
peitavel publico que abri sua aula no dia 15 do
curente, ra da Priuceza Isabel n. 12.
Aluga-se urna boa cusa e sitio, esirudu dn
Joo de Barioan. 21 ; a tratar na metma ou na
ra do Crespo n. 10.
Precisa-se. de nma ma que Cumple e Coo1
nhe ; a tratar na ra dalmpratriz n. 41, pa-
daria.
Cabriolis
Vende se dous cabriolis, sendo um descobexto
o outro eoberto, em pertito estado, para um ou
dous cavallos; tratar ra Duque de Caxias
o, 47.
Hara Lalza Vieira Lima
Jos Adolpho de Oliveira Lima, Maria Sophia
Sszes Seixss e seus Albos, Antonio Fernandes Ri-
beiro, sua mulber e filbos, convidam a seus paren-
tes e amigos para assistirem as missas do 1 an-
nivrsario do fallecimento de sua esposa, filba,
irm, cunhada e ta, Marii. Luizi Vieira Lima,
que terio lugar : no Recite, na igreja de S. Fran
cisco, s 8 horas ; no Monteiro s 7 horas, e em
Olinda, na igreja oe S. Francisco, s 6 1|2 horas
da manh de quinta-feira 21 do corrente. Desde
j se contessam gaats todos quecom parecerem
a Fsse acto de|relr>fl"o e ca-idade.
eINFALLIVEL]
em TRES DIAS
[PKB*Denai7]
pars
Depsitos as principaes Pharmacia*.
Em Pernambuco :
FRANco m. da SILVA a C*.


i



i:".
CONIIN ATE' 0 FIM BO
U BON MARCH
81Ba Duque de Caxias}
PARA ACABAR
Aproveilem antes que se acaie
c\braias Bordadas .
Camisas de lintio com e sem coliarinlio
e setins finos de (odas as cores
Por iflietade do pre$o
SO NA LIQUIDACAO
A BON MARCH
81-Boa Bnqne d$ daxias-Sl



n

r
Em casa de todos os Perfumistas e Cabelleireiros
da'Franca e do Estrangeirc
1
s ti (glrde PREPARADO COM BLSMUTHO
CU. JE"A."V, Perfumista
Ra* d.e la, "Paiac, 3. 1 AjaiS






f1
.


Diario de Peroawimco--Tcr^a-lcira 18 de Janeiro de 1S?
m.
Aluga-sc
grande sobrado a rm Imperial n. 8, que foi do
fallecido coosellieiro Jos Felippe, com grande
terreno, diversas fracteiris, agua encanada egas ;
a tratar na ma estreita do Kosario n. 8, escrip-
torio. __________________________________
~~ laga-se barato
Ra do Nogneira n, 18.
Ra do Boca Jess n. 47, 1." andar.
, Ra dos Guararape n. SK>.
Rus Visconde de Itapariea n. 43, armaseis.
Travesaa de S. Jos a 23.
A* cueasda ra do Corom:' Suassuna n. 141
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
Tratk-se na rna do Cou.mercio o. 5,
aerptorio de Silva firnimnriU; ik. C.
1 andar
Aluga-se
o 2" andar e terreo do sobrado n. 35 travesea de
S. >-s ; o 1- c terreo do de n. 27 a ra de Vidal
de Nepreiros ; o 1 do de n. 25 ra velha de
Santa Rita ; o 1- do de o. 31 rita estrella do
Rosario ; o 1- do de u. 21 ra do AragSo ; a
casa n. 35 ra da Viracao, todos limpos : u tra-
tar na ra do Hospicio n. 33.__________________
Alue:a-se
A !oj (o pr-dio da rna Mrquez do
Ucrval
traveesa do Poacinlio n. 33, propria para estabe-
lecioicnto ceir.ojerciai cu oicina, a tratar no largo
do Ccrpo S.nt.i n. 4, 1 andar.____________
Aiiigam se
O. audar e sotj da raa das Trineheiras
34. '
O .1 andar de n. lio da ra da Gloria.
O andar tarreo do mesino, auib.s com agna e
bous quintaos.
A tratar coto o Dr. Claudino de Mello, ra do
Visconde de Albuquerque, antiga Matriz da Boa-
Vista n. 25.
Ama
''Precisa-Be de urna ama para c servico domestico
de urna casa de familia ; na ra do Cotove.'lo nu-
mero 46
Precisa s de uoih ama par cokinhar ; a tratar
no 1' andar ti. 22, ra larga do Kosaiio.
AMA
Prec.sa-ne de urna ame para
lavar, engommar e fazo i-nuiis
alsuas servicos de eaaa de la-
milia : menos eemprai* e coz-
nbar : na rna do liacliu*o n.
13.
Devedorcnii' en easa.
Ama
Precisa-se de urna ama para comprar e coaiuhar
para casa de hom Pedro Aliento n. V.
Ama
Precisa-se de iimaxma para comprar e cosinli.i'
em casa de familin, mas que saiba fazer o servido i
na rna do Cabuga ll>, 3 andar.
AMAS
__Na ra da Uniao n. 31. precisase de orna ama
pan cosiubar e mais serv? estico, o de ontra
para menino.
Aiug-a-se barato
0 sitio t"H- morado, com casa para familia,
ra de S. iugael n. 99, em Alegados, excedente
morada.
O sitia con casa para familia, travessa do Mo-
teolomb n. 4,4 Alagados, eom banbo salgado.
A casa grande ra de S Jorge n. 26, no Re-
ate.
A casa peqserm no beceo do Fnndlo n. 5, na
Boa-Vista ; tratar na roa de Santa Tbereza nu-
mero 38.
-------ff-------------------------'
HA
de meia idade-. na ra
I
Precisa-se de urna ama
da Aurora n. 187.
. Cosinheiro
tractar. ra do Coinmer-
Precisa se de um, a
ci n. 44.
TOcofero de Barry
Garntese que faz nas-
eT ecrescer o cabe I lo aiu il a
aoa mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co a abeca. Positiva-
mente iaipeJe o caballo
de cabir onde embranquo-
cer, e infallivebnente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada secunda a formula
original nsada pelo inventor em
1829. B' o nico perfume no joun -
do que teiu a approvacc*bfficial de
nm Governo. Tem duas veaes
mais fraaranciaqne qnalqner ontra
ednraodobro lo lempo. E'aWMO
ninin rica, suave u deliciosa. E
milito mais fina o delicada. E'
mais permanente e ngnuiavel no
lenco. E' dnas vezas mais refres-
c&zif no banbo e no qur.vto 'lo
doente. E' especifico contra a
fronxido e debilidade. Cura as
dores de oabeca, os cansecos e os
denmoios.
laroje ii Ma Je Beiter No. i
LOT
DUCAGAO DOS I
S^Xoc\
58
!
arras db uati#-o. mpoib di Batr-.
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Sypbis, Feridas Escrofulosas,
Affeccoea, Cutneas e as do Oouro Cabel-
ludo com perddo Cabello, e de todas as do-
encasdoSangue jigado, e Bina. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangu
e restaura e renova o systema inteiro. g
Sabao Curativo de Reuter
COLONIA
AOS 240:0001000
Para o Banho, Toilette, Crian.
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
aa em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
DE
SCOTT
UE OLEO FBBO 1>E
Picado ele bacalho
COM
Bypojihosphilos de ca c soda
Approvada pela Jiuta de y-
gleue c ao goerao
E' o melbir renn dio al hoje dfcobertO para a
ttMlrH briinctiliea, #rrniinilti. ra-
rbltr. anemia.< ell***l erajeral.
drnnio. ie tbAmlfa m0tr**6**
do p-i< t E' milite mpi-ri-T *o "<> '"i >''* de tigado de
aacalhao. p-.l^ue, ai^w >-r-i e iwkn agra-
laveis, iinaaue edas as virtudes im-i/iciuaes e nu-
CntlVas 00 i<>, 'ii' >- pri-priiiM.-ii-H t"nica8
lecoastilninl' b hyi*pi6pitr'! A' venda nat
irogariao e r>vir.-s.
De.i-iito ern PemainVi'ico } ____ '
lloco, seeco k caj
Compra fp, tendo bem claro, bem seceo e por
preco nicd co ; na rna U^mperador n. 45, mer
ciara.
40:0008000
20:00080
10:
5:0008000
Esta lotera, cuja 11." Serie da 24.a parte, ser extrahida
na segunda-feira, 24 do corrente, s 4 horas da tarde, no Consis-
torio da Igreja Conceicao dos Militares, acha-se venda as se-
guintes casas:
Eua do Baro da Victoria ns. 40 e 43.
Cabug n. 2.
Eangel n. 2.
S v Larga dO Eosario ns. 24, 36 e 42.
No mundo lotrico a nica que pelo seu plano, mais vanta-
gens offerece aos jogadores, e no Brazil, at hoje, inda nao achou
nenhuma outra que se approximasse em vantagem na distribuicao
dos premios, e para prova esta asserco pedimos a attencao dos jo-
gadores para a seguinte TABELLA comparativa dos referidos pre-
mios distribuidos por esta lotera e as suas congeneres:
lotera do grao-par
D 70 \ de premio do seu capital.
DEM DO CEilA
68 3i4 t idem.
DEM de alago as
73 Si4ay idem.
dem de
Menos de 81 \
O abaixo assigaado gratifica com a j
qaautia cima a qneco appreheoder o caval- ,
lo de sella com todos os seos pertences,
sendo a sella iag^eza ruuito pequea e
usada, quefurto raro do sitie aende-iae>rs>
da propriedade do Sr. Castello Branco, a
naitedo dia 12 para 13 do correnta cuj
cavallo teta aeguintes signaee J amito gran-
es-, gerdo, cnslanho :,ndrioo7 frente aber-
ta, un a marca branca na twBta, tem a m2o
e o p esquerdo cateados de branco, olhei-
r pequeas, os dentes dos queisos todos
quebrados, tem nma ferida no peito, de
colleiri, por ter andado alguna dias no
cabriolet; consta-me uue foi visto passar
pelo estrada do Fundao.
Quem oapprehender pode leval-o ao
sitio cima, ou ra do Caes da Cam-
panliia Pernarcbucana n. 2, escriptorio,
que receber a quantia cima.
Recife, 13 de Janeiro da 1S87.
Jo3o Mara A dt (jliveira FUko.
Agrimensor
Alfredo Dnarte Kibeiro, titulado pela escola
polytechnica da corte, encarrtgH se dequaesquer
trntialhus relativos a sua prefissao. Pode ser pro-
cura lo no engcuho Setra da Prata, esacao de
Catende.
.,- ,~
MMIu ,.wra*fti i
O ;r'Oi:vi..i-:;n> afflwi" !-^?':;;:'-'< ''*;
jnprwiade* *&** < ^-P:-:'*--
Srihito?. no tratanicuio na tiaca piw> "*.
I tem a fconra d fwMM&nfMr. sov> ^;!^i
i mdicos-, co os nicos Hyprphcapustos?
reeo;i!i.:".3os. e recOrr:fiu>..a,-,os por e:e
[So os uo -xepa:* o 8ur SWB* B-'-;
inacentso. U, ra C:.iighorie, Par... i
\ Os Tt/mmem de H-ypophoaphijCS us
fltota. tul e Ferso veudoi-^o cin ttaaoagt
i*u v'iro, eos asafinaira ao envoltorio e;j
'na tira (U> pa-jel eno-xnado ^ne cobTe a roitea, /
. Cada t>aa, BfdaMS Uvr. aleas o i-!o aj
noroa fabnca da VtanMW Bwaaa.3
V*uia*-m en tcd* es PUmtcis.
Te*
eile.
Yinbo Terde puro
o Kibeiro, '' larga
a ufa

do R sa:o:
y.-::-
U. r.cuoiencia Lui/.a te ":n-,-.-.
Cablenme
O bacbarel Antonio Venancio Cava'ci.uto de
Albuquerqne e sua u.ullier D. Joaquina iie Figuei-
redo Cavnlcantc de Albuquerque, niandam cele-
brar riiissa no da 18 do co.rente, 10 anei versa -
rio do fetlwinieuto da ana idolatrada e sempre
I le morada mai e sigra, D. Innc-cencia Lmza d^
Barros Cavaicante, na igrej* da ordem tereeira
de 8 Francisco, s 8 horas da uiauha do referida
dia : e para este acta de retigilo, convidam seus
prenles e amigos, a t dos protestando seu pro-
funrin reeonhpeimfiif.
r^
Distribue em premios mais de 85 i\S\o.
(landinn lON to Mello
Primeiro auniveishiio
D. gnea de Mello, afu filho o Dr. Claudino de
Mello, e euas fi>has, convidam nos seus paren tni
e 8migcs para cuvirem urna mis>. que tarao cele-
brar na matriz da Boa-Vista. As 1 boms da is-
nb do dia 18 do ccirente, 1 snuivi rsario do
cruel psssamento de seu jaioaiti esqnecido espovo
e pai, Claudino J' s de Mello ; desde j pr''te8-
tando sua eterna grntidao por easa acto de cari-
dade e religiao.
Aula particular
Ra Harqnez le Hcrval d. 31
Anna 'Iheodora Simoes, participa ao rrspeitt-
vcl publico e en particular aos pas de suas alas-
as, que sua aula de inslruc(S>i primaria nbrir-s*-
ha no dia 10 de Janeiro prximo vindouro : ou-
rosim, que con'inia a xccitar alnuinas Mentas,
m^io-pensi nistas c externas
Recife, 30 de Dezeiobr de 1586.
_____________________-------- -----------
Escoh oiix'a particular
Boa Volbia n. OS. c terrea
Lura Adelina ^amv* (jalvao, ttlnd fK-a
Kscola Xorma! da snvieiiada Prop^ eipa aos pas de familia que a quitaren) hoM
ni sua eoclanei. que no dia 10 do CJirTtat-i ^lre
>;u1k e-i.ti.ui l'cctonxr e war*ijde>ia
i supra-riiH" 111, ina'er>;-.n exicMas pWo >
tino regiiUii.eain ineti ui-^io pm -. re lera'i-
do-lhe ii., re iif.ii;if do pie UttU< t-nv.J-ir:, i -.:'-
que soi lU' e...ihm (uds n* vitu*#mi fVt
tem diieito de aspirar.
ATTENCAO
Avis*mo3 aos nossos freguezes que pelo
ultimo vapor che gado da Europa recebe-
mos o mai moderno u tingante sortimento
de chapeos dl para liomens, senhoras
e tttiafat, istes pela sua elegancia e va-
riedade eaii-taz'jm bem riaiua'que de
presente retfebe ua; aproveitem que es-
l2o se atiWndti, vendu6 em porcSo e re-
talbo.
Este ofed;tado estabelc ment, j bas-
tante coaltar id o quer pela seriedaric a ca-
pricho i'') oos os seus trabalhos ; previ-
ne aos s> us mipos e freg*" z-a para Ihes
evitr (tee -i.tMierj a s-.t prejudieades
ou iuoidi.s, (jue a-kb..r'i> mu. n loja rilial
da ru Oabog. qn-.i'u- r pe.do ou cn-
cominer.*;;- revei r frita p-ra
l5-HUAI)(i HAA'i AVCTORIA-l
J(>< rerrelro C-.
1


Curso k i'.ii:'sio
rhe&n > opb:. pr\* p-.die Dr. Jeronymo
'rHMi. t*i*v<.. .At>n-r- i..' 'i'> 3 de Kevereiro,
n-sV'-s i i .a. .-"'f*d> l^1-
U?Jiieira
Precisa-se de uoai quo deaenpenie o lugar e
durma em casa; rna Duque de Casias n. 42,
oor cima da typogxaphia.
Borracha para limas
-ndem Rodrigues do Faria & C, rna e Ma-
s_Barros n. 11. esquinada roa do Aa?rim.
HftiiO barato
Alagase inulto barato a casa o. 37 da TV* do
General Sea*, xa-ta dojmmim; a'ratarj unto..
Pcitoral de Cambar
(5)
PRECOS
5,e ,0, l2duiia 13*
duzia-2i'' ^n -A
as sub-af-J -i* : frasco 2J800, 1|2 duza
16*000 e *i;.a 6/000.
\g, 'ooaiurios geraes em toda a pro
viucia-Krati.-s'-o M. da riilva it C, A na do
Mrquez de n.a -J'.i. ^^^^^^^^__^_^
Ab ou lines parlicilar s
MAltaei
'mentar e auperlor
-se ao e>-.-r.'isto do Reci-
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
I
As PHulas purifica!) o Sangue, eorrigem todas as desordems de Estomago b
dos Intestinos.
Fortalecem a saode das constitucoes delicadas, e sao d'um valor incrivel para toda? as enfermidades I
pecaliares ao sexo feminino em todas as edades. Para os meninos ascim como tambem para as
pessoas de idade avancada a sua efficacia e incontestavel.
w Stsu edicinas sJo preparada rnente no Estabelccimenlo do Proiessor Hollowav,
78, HEW OXTOEB BTBEET (antes 533, Oxfard Street), LOTDBE3,
E vendemse em todas as pharnucias do universo.
i UT Ol coronradore3 sao coavidados respetosamente a examinar os rtulos de cada caixa e Poto se a*o t*ea e |
direcCao, S33, Oxford Street, siio falaricasoes. i?
*^~^r*^i 1 1 ^ f -.....
ALLAN PATE
H.44--EU i do Bram--N. 44
. JUSTO A B^ [k{lAto 1MIS BOM!
Tem para veuder. pr prni ruo.iicos, as eguint-JS fetn^HB
Tachas fundidas, batidas a ealdwlaa.
CrivaySftt. de Rodas i'.f espora, ideiu, ide.:n.
Ditas angulares, dem, dtnn, /
Ianco8 de ferro houi otwi i-ir;-ular.
Cradoaaisnto pvra itirdii.
Varatidus d<: -rro batid1 .
Ditas de :'' funUidw, de, licidos nt.i:'!-""
Portasd fomalha.
Vapores de :orca de o, 4, 5, t e 6 cavaot..
Moendas de 10 a 40 pollegadaa de panadura, -
Bodas d'agua, systema Leandro.
Eccarregam-se de concertos, e assentamento de machinismo
trabalho com perfeicSo e presteza.
WW

de T.T!T?Ag
Pharmaceutico. Doutor em Sciencias, Inspector da Academia
Approrado pila Junta de Hvgiene do Rio-de-Janeiro
Esta solu de 1884), clara, lmpida, anloga a urna agua mineral ferruginosa
concentrada, o utiieo dos ferruginosos, que, assemelhando-se
composicao dos^lobulos do sangue, tem a grande vantagem de obrar como
reparador e reconstituinte dos ossos e do sangue. Sem fatigar
jamis o estomago, sem enegrecer os dentes, sempre de grande van-
tagem para combater as dores de estomago, as cores paludas, a
anemia, a pobresa do sangue, a leucorrha, a irregularidade
da menstruaco e outras incusposicoes a que estao sujeitas as senhoras,
as mocas na idade da puberdade e as creancas debis, anmicas e
sem appetite. '........
Deposito em Pars, 8, rae Vivisnne a naa principis Pharmacias e Drogaras.
16
i execat? ni
IHJECQO DE GR/MAULT E
PreparadA eom as folliafl de Matice
Apprcf*da pe Junta d'Hygiene do Rio-dt-Jtair.
c
Esta inieccao preparada com as folbas do Matioo do Per para a cura
da blennorrhagia, adquiri em dduco lempo urna reputacSo universal por
ser a nica innocente, contendo apenas vestigios de ses adstnnBentes, que
se encontrao em outras em grande quantidade. Em poucos dias ella acaba
com os corrimentos mais dolorososemais rebeldes.
Deposito em Pars, 8, Ru Vivienne, 8
Cada trmaeo tora a marea da fabrica, a flrma a o aallo da noaaa oaaa.
eVlTi
= JOSEPH RBAUSE a C..
ktm de augmentar o sea j besa conhecid
niportunte estabeiecimenio rna Io
de aiarjjo c. 6 coja mais
uoi saino no 1 andar Inxnosamente prepa-
rado e prvido de ama exposi-
m>' de prala 4 Porte estetift-pMe
mm afamados fabrieMe do
mondo inteiro.
me$*% pois, as Exmas. familias, seas nnme-
rosos jffligos e fregneies a visitaren.
o m eslabeteeimenlo, alim de
apreelareni a grandeza; kom gosto com qne
nao obstante a grande
despeza, o adornaran, em honra
desia provincia.
A(3UL-SBABBSIQDA8 H'SMIl
CAMVITIS
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Diario de PfernanrtHicoTcrfa-feira 18 de Janeiro de 1887
Especial
MaKnific* "suexr refinado, m igunl nesre
mercado. Kefim.fl*o Sai^eirol, 445 aumerotele-
pitnico. Kuu Mareilio Dias n 22.______________
Mliia
PARATIKGIR A
barba c o cabellos
sU tintura tinge a barba e M cabalo ios-
' tananearneuie, ttHiqgo Ibes urna bonita cCr
e natural, inutensivo o siu uso simple* e
rpido.
Vende-ee na. BOTICA FRANCEZA E DRO-
GARA de Rouqu-yrol Fre.-es, auccfsaores de A.
CAORS, roa do >m-Jeos (antigH da Qrk
o. 22. _________________;________________
Curso primario e se-
cundario
Una Mrquez de nerval n. 3S
Jos de S uza Cordeiro Kirnocs, particip* ao rts- i
peitavel publico e em particular nos paia de seas
alumnos, que ifu estabi'leciuviito de iostroccao
primaria e secundaria minr-st'-ba no da 10 de
Janeiro prximo viiidourr; ontrosiui, que contina
a aceitar alumnos inrerou, iuei -pensionistas e
externos.
Recife, 30 de Dciembro de 1886.
" 'saias caritas
Maria do Livraniento, velha octapenaria e o0-
perrtma, pede s ainm caridosas que rbe mande
nsa emola pelo amur de Dcus. Mura no br-.cce
da Bernardo n. 51. E' nm obra de eardade.
Profcssora
JlUaH senliora oippetonTemfnte habilitada, pro-
poe-se a l<-iciomir em ccilegioB c cusas particula-
res, as sepiiintes materias : portugus, fraoeez,
muaica e i ; a tratar na ra do Mrquez do
Ilerval u. 10.
Sitio
Al uta so nm-sitio na Capungs travessa a
Ventura i). S. com mu toa arvureios uc diversas
metas e de ticellentes quadaoVc, cmih c 3
salas, 7 quartob e coaiuha, e 5 quartos ta, galb-
nheiro cjiu grade do ferro, tanque para bunho,
ditos para deposito, para aguar, cacimba de boa
ugua para beber, "rio no fundo do sitio para b*-
nbo ; a tratar no mesmo, das G as ',.e das 4 s
6 da tarde.
AUeodite
Bonqcets da ultima invenan, para casamento,
O'c, e lumbeta capelina morltia-ias de perpetuas
fabricados por Joar Samuel lio'plln ; a tratar na
roa do Bario da Victoria- n. 20, loja, e ruado
Mrquez de Olinda n. 43, loj.
Compras por atacado
O Pe lora 1 de Cambara
tem precos especiaes para a im-lles que compra-
rem grandes porcoes. Distnbnrm seiiopTcssos a
qutiu os pedir, conteudo as cundicoes de vendas :
na ra do Marques le Olinda n. 23, drogaria dos
nicos geotos c depositarios geraes
Francisco M. da Silva Para escolas colkgkrS e aiks
parlicuJires
Encontram te venda, a retalho n em groeso,
coin importantes batimentos, todos os
l.ivrii eaealare*
No urmazein de G. Laportc & C, ra do Impera-
dor u. 4b.
VENDAS
\itencao
Viado
Precisa-ee d- r.m menino de 12 a 14 anona de
idade, para casa de i.-mi.ia ; no largo do C'->rpo
t-anto n. 11, 2- andar._________
looroooD
Lotera de A Jago as
KxtraecoTcrea-felra IS
do correnie
Intransferivel
Billietes i vemia na casa f-liz, c'e^Qx
da Independencia es. -7 e 39.
Ptistlias vcrmifffas i 1

Um perfeito cosinheiro, francoz, recen-
teraent chegado da Europa, offerece-se
para casa particular ou gotcl, carta neste
jornal aA. L.
Jalropli
Manipoeira
Ei.se nr dicaucnto de utna eifiraeia reconbecida
no beriberi e outras molesiias em que predomina u
bydropesia, cha-se mortificado em soa prrpara-
5o, iracas a orna nova formla de nm distincto
medico desta cidade, s'-noo que comente o abaizo
ass'gnado est habilitado para p-npaial-o de modo
a ra'Ihorar Ihc o gnslo e ch-iro, em toiavia alte-
rar-lbe ai propriedad-s raj'iie:iuientG*as, que su
conservam com a mesma nctividude, te uo maior
em vista do modo por que elle tolerado pelo
cst-mago.
Cintro clepoMilo
Na pbarmacia Conceifo, ra do Mrquez c.
(.Mindii n. 61.
de
i ring
o ineilior eepecifico ci:tra vermes : deposito cen-
tral em cafa de Paria Mobrinho & C ra do Mir-
qni-z de (>linda n. 41.
r:
MORSONsPEPW
Remedio HM e qnM
tKV.K CCStATTE A
INDIGESTAO
Sob a forma da
FXtASCOS. POS
01 CLOLjlOS.
VNDESE no HUHDO IKTEIRO.
PRFPARADOS DE
iVjwiim Morgn
Muito recommendals
pe/os principa! Mdicos.
MORSON SON
outbimpton Kow, Eussell-Squjr
UONDON
ttH*&itV<*tmFernambi/co : TtCM. da SILVA C".
INJECQAO
GRAGEAS
de Copah/fca, Cubeta SI S fl lV Ik^ ^ Myy'enfca e l'reservadora
Hntanhia e Ferro, Bismutho Iff Jffi^ JT j_T_T_TjMM sem csuss;
C.'cafro, Terebenthina, t,' ^JtmBmBBkWSBkWBSm accidente Ugum.
Ai GRAGEAS ltlP*'i. ;or5o as primeiras que obtivenun a approvacilo daAcademm
de wtedtema (1S3C'j ,. '.raram-se nos Hospitaes. Curam as molestia secretas,
mais rebelde *% fatigar os estmagos uiais delicados.
A !NJECCiCe FORTIM o*sompre recommendada como o pomplomento da medicaclo.
lasanttoa em Pem*mbn*01 FRAN Bt 4a 81XTA O. na* prinaipeai PxiarmesaB.
.000:000000
200:000*000
100:0001000
GRANDE LOTERA
DE 3 .
[ DA
PROVINCIA DE PERNAlfflUGO
Extracco a 14 fle Maio fls i8S7
0 tiiesoureiroFrancisco Gon^alves Torres
OPPRES
TGIII
UTaBBICt-DEat
film ClWuMS EH
Kiplr-se a fuai-T" pie penetra no pcto acalma o symptoma oervoso, arillU
t uzpectorafao e rorlsa as fuaeces dos orgoia resEiratcrtoa.
TeaM ee Use*** ea* eaaa e ESPIC. T*>, na M<-Lasare. em COf I
1 ff 1 S fc ''

Os proprietarios do mnito conlieeido cstabelecimento denominad'
MUSE DE JOTAS
dito a ra do Cabug n. 4, comiuunicsiD ao respcita^el PUBLICO qtre reoebersni u
grande sortimento de jous '.'as tcais modernas a des mais apura-os go'tos, ciih tsn
bem relogios de todas us qualidades. Avisat tarab?in que continiiaiu a rnecb^r pe
todos ob vapores vinde da Europa, objecto6 novos e vendas msiito menos t;u< outra qualquer parte.
MIGUEL W0LFF &;C.
N. 4RA DO CABUG----N. 4
Coropra-se onro e prata velha.

X
KANANGAdoJAPAO
RIGAUD y C, Perfumistas
PARI3 8, Rae Vivienne, 8, PARS
(AgllO. d8 (Kaiang, a locSo a mais refrige-
rante, a que mais vigor d pelle, e que mais branquea
cutis, perfumando-a delicatamente.
(ExtrCICtO d6 (Kng, suavissimo aristocrtico,
-& ^ S perfume para o lenco.
f*______OlCO de (Knllg, thesouro dos cabello* qoa abril-
. hanta, faz crescer e impede de cair,
&bOltt! da (Knng, o mais agradavel nuci,
conser"va a cutis sua nacarada transparencia.
P,S da (KBrdngOt brajiqueaoatezdando-lheelegnte
c6r mp e a preserva de ardas.
r**

DepSto na principia.Perfuman*
\
V
Vende-se porto a _de ferro, gradeamentos
itara maros, jardioa e temeo, bandeiras de ierro
para portao, de diffeteutes modelos, ditas de arcos
pira psra portas de. roa, dobradicaa de chumbar,
galnbeiros de ferro, currocas para boi e cavallo,
ferrolhos grandes t : tpara earr,*cu e carrinbos
de arfandega e i- no largo das Cinc.Pun-
tas n. 4, defrmiii t)
(3oclieirr: i venda
Vende-se urna cocheira com bons carros de
passcio, bem iocaliesda e afregaezada, por preco
mono mdico em rsnVi de aeu dono nao poder
administrar per ter de fazer urna viagem ; os pre-
tendentes acbaro com qaem tratar ra Duque
de Caxiaa i. 47.
Boni empregode
capital
Vende-se por barato preco o sobrade n. 25 da
'ua da Moeda, de nm andar e sota, slidamente
construido e em ptimo estado de coneervacao.
re udendo annaalmente 69640U0 ; a tratar na ra
oque de Caxias n. 73
Virgeui
O melbor e mais puro de todos os vinhos de
mes, que >e encontram actualmente no nosso
merend. Marca JS8 Salgueiral. A venda na
tiavessa da Madre de Deus n. 21, Joo Fernandes
de Almeida.

Superior assuear de turbina, especial par*
doce. Refinaco Salgueiral ; 445 numero tele-
phimico. Ra Marcillo T)ias n. 22.
Aprovcitem!
Bazar de paaaaro
Ra do Bom Jess numero 28
Este estabelecimento para acabar, est venden-
do tu :os os passares, gaiolas e genf ros existentes
no ou'smo, tudo por preco o mais barato possivel,
para liquidar.
iievolu^o
A' ra Duque de Caxias, resolveu vender
os seguiotes artigos com 30 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parto.
Ver para crer
Cachemira bordada a l50O o covado.
Mirins de cores tinos, a 900 e 1200 o co-
vado.
Ditos pretos a "1,8200, 15400, 1600, 1*800 e
2J000 o covado.
Las mcsclaoas de seda a 600 ris o covado.
Ditas com listrinbas de seda a 560 ris o dito.
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
L'Bdas alpacas de cores a 440 ris o covado.
Las com quadrinhos, a 400 ris o covado.
Gaze com bolinhas de velludo a 800 ris o co-
vado.
Setim maco lavrado a 14300 o cevado.
Seda palba a 800 ris o covado.
Ditas de cores de 24 por 14000 o covado.
Setim maco lito a 800 e 14200 o dito.
Grs de aples preto a 14800, 24000 e 24500
o covade.
Setinctas lisas a 320 c 400 rt. o dito.
Ditas de quadrinhos a ;("_'() re. o dito.
Ditas pretus finas, a 500 rs. o dito.
FustOes broncos e do corea a 320, 400, 440,
500e800rs. o dito.
Zephiros fino?, escosseaes, a 500 rs. o dito.
Zepbires de quadrinhos a 180, 200 e 240 ris o
covado.
Zephiros lisos a 1(000 o dito.
Alpacan de cor para p&litot, a 14000 o dito.
Velludilbos lisos e lavrados a 14000 o t vado.
Cretones finissimos a 240, 260 e 240 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 360, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 14800 urna.
pSeda escossexa a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 44, 54, 74, e 84000 urna.
Ditas de crochet a 84500 dita.
Camiaaa bordadas para hornero a 304000 a du-
ia.
Ditas para senho.-as a 304000 a dita.
Cortes de caeinira finos de 34 a 84000 um.
Casacos de laia a lOOO um.
Ficbs de retroza 14000 um.
Ditos, de pellucia a 64500 uro, (bordados).
Cachemira de cor a 14600 o co'ado.
Flanella americana a 14400 o dito.
Cortinados bordados a 640JO e 74000 o par.
Ditos de crochet a 244000 o par.
Meias para bomens de 24400 a 94000 a du-
zia.
Ditas para senhoras de 34000 a 124000 a du-
zia.
Mantilhetas de seda a 64000 urna.
Espartilhos de cnuraca a 44000, 54000, 64000
e 74500 um.
Toilett para baptisado a 94000 e 124000 um.
Lencos branca* e com barra a 24000 a duzia.
Anquinbas a 14800 rs. urna.
Brim de linbo de cor a 14000 a vara.
Dito pardo a 14000 a dita.
EsgurSo amarelld e pardo a 500'ris o covado.
Chales de minn lieos a 14800 um.
Dito estampados a 34000, 34500 e 44000 um.
Cortea d-a cachemira para vestidos a 184000
nm.
Redes Hamburguesas a 104000 urna.
Panno de crochet para cadeiras e sota a 14000,
14200, 14600 e 24000 vm.
Ilenrique da Silva Moreira.
LOTERA do cear
400:000^000
L\ rRASFERIVEL!
Corre quarta-feira, 19 de Janeiro.
lm vigsimo desta imporlanle lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0

--------------

240:000*000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
INTRANSFERIVEL!


i

-

Corre segunda-feira, 17 de Janeiro
t *
lotera de alagoas
2OO:O0O&OOO
Esta acreditada lotera corre terca-feira, 18 de Janeiro


Esta seductora
Um
1NTRAJSST,IU\ El.
60O.OOOSO0O
lotera corre sexta-feira, I" de Janeiro de 1887
vigsimo habilita a tirar 30:00$000
Os billietes destas acreditadas loteriasacham-se venda na
RODA DA FORTUNA
36--Rua Larga do Rosario-36
Bemardino Lopes lheiro.
WHISKY
KOYAL BLEND marca VlADO
Este ezccliente Whisky Kacosss* preferive
to cognac ou guardcn.e de canon, para fortifica-
3 corpo.
Vaade-se a retalho nos tu lheres armazen*
ocilmilo*.
i'eJc KOYAL BLEND maree VIADOcujon-.
n' e emblema sao r'-gistrados para, todo o Braii
BROWN8 & C, agentes
Bom negocio
Vende-se um eitabelecimento de rrolhado e
padari8, em Palmare (Una) largo da feira, a me-
Ihor localidad di lugar ; a tratar no mesmo, ou
a ra Direita n. 16, viado branco, e o motivo da
venda se dir ao pretendente.
AdmlnlttncSo:P*/tl/, I, touletard Montrntrtn.
OHANBE-GMLLE.Aflseef lymphta.iJoen-
5adas'ias'ligcstivaslobslrBCesqofigadt>etIba';o
oblrncccos riKaran, cocrto5 calculosis d bile.
HOP1TAL. A6cec5dasria9i1icfsissincomuo-
dos do rtomaf, digostao diificil, iuappelaud,
faJkralcias It^pepua.
CLEETINSAffccccedosrinf.(!a>>i:ireia.
coociovfiasdas oorinas, { aU, d iab'^>, alt aoiiniiTU.
HACTERIVE.A ITc -.;..'mlo!i rw.d. telp**:
ir3 iia*rtm |n;a. Jmpi. aJbtamwru.
EXIJA-SB 0 RGIE FOET&Ba CiFSCa
Em rtntmsucQ, nj ASu i YicJ.
cic-.:. 'J cs5;a d"
UOatSEN-V te LAL'i i" Cemr.xHQ-
BUIXEB ft KC.XaU.IN, S5. -" ^Cro*.
200:000$OOO
UITEW. Di PROVINCIA
EXTItCCiO DA 8* PARTE DA 1* LOTERA
EM BENEFICIO Di SAKTA GASA DE MISERICORDIA.
Terca-feira 18 de Janeiro
AO MEI0 DA
EBta lotera, por algum teropo retirada da circulado, aevido a grande guerra que
Ibe prorooveram, comu do domiDio publico, vem novamente tomar o scu lugar de
urna das vantajosas loteras do Imperio.
O agento pede ao respeitayel publico a sua benevol-t attencSo para o plano das
LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso publicado nos jornaes e impresso no ver-
so dos respectivos bilhetes. O plano destr. lotera o nico que em 50.000 nmeros
distribue
12.436 premios, ou quasi a quarta parte!
Ainda mak : esta a nica lotera qua premia todos os nmeros cujrs dous al-
garismos finaos forem iguaes aos dos
QUATRO PREMIOS MAIORES
A SABER:
100) s duas letras finaea do premio de...................... 20O:0OO<5000
60^ s duas letras finaes do premio de..........-------........ oPnnntnnr
50j$ s duas letras finaes do premio de...................... ?:5nav
40fi s duas letras finaea do premio de....................... 10:0000000
Tambera sao premiados todos os nmeros das centenas dos quatro primeros
premios. .
Alm destes, tem esta lotera grande quantidade de outros premios de bastante
importancia. E' tambetn esta a nica lotera que garante quem comprar 100 nme-
ros de terminales jiflvrcntes 32 1/2 % independente dos premios avultades que
posEam sahir na extraccao.
TODOS OS PREMIOS SAO PAGOS SEM DESCONT
edificio publico o sob mais severa fiscalisayao por
todas as casas, era Santos, Sao
Amazonas e e;n Per-
A's extrnc^Ses silo Saltas em
parte das autoridades.
Os bilhetes ceban-se venda na agencia e em
Paulo, Campias, Rio Grande, ahia, Cear, Mnranhao, Para,
nambuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO.
0 agente no^Rio de Janeiro
Augusto z BoS Honteiro Sallo
23Roa de IrogaytB23
VINHO b GRAGEAS doutor VIVIEN
PRATA
DOUTOR
Bztracto oatural de Fijado do Bacallao
PREMIADO COM MEOALHAS DE OURO E
;pela Academia ITa.cion.a.1
Ordenados nos Hospitaes da Franca, America, Inglaterra, Rssia, etc., etc.
\drninistrar so>~ forma mui facilc agradavel todos os elementos curativos do oleo evllaiido
assliTo cheiro v sabor nauseosos a'este; alem d'isso esta preciosa preprarao tem urna
suDertoridde Incoriestave sobre o Oleo porque pode sor usada durante os grandes calore-:
lnf,lua"lo o ug aaquelle impossivel^tal e o eminente semeo .prestado pelo Itautor
VXVXBST; a experiencia tem confirmado o bom xito d'estc pioducto^
Exigir a firma do inventor B. vivuur em duas
cores
redo
de cada
garr
com o sello oa nlao dos Fabricantes.
PAHIH SO, Boulevard de
A' Florida
II ua Duque de Caxias n. IOS
Chaina-se a attencao das Exmas. familias para
os procos seguiotes :
Luvks de seda prcta a 1^000 o par.
Cintos a'1*000.
Lavas de pellica por 2*500.
2 cairas de ppel e envelopes 800 rs.
Lavas de seda cor granada a 2*, 2*500 e 3*
o par.
Suspensorios pira menino a 600 ra.
dem amer.canos par homem a 3*.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 2*, 3*. at 8*
Ramea de florea finas a 14500.
Lavas do Escossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 rv, 1*, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anquinfaaa de 1*560, 2*, 2*500 e 3* urna.
Pliaas de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 ra.
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
Pentes para coo com inscripcao.
Babadores com pintura e nscnpces a 500 rs.
Estojes para crochel a IS000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Para a qoaresna
Galio de vidrilbo metro lj.
Franjas de vedrilho al*,
Luvas pretas de seda e Escoc'a.
Franjas e galoes fines a 2*500, 3*e 1$ o metro
Para o carnaval.
Lindas mascaras.
Bianaga* de p de arroz.
dem dem de ouro.
dem perfumadas. '
Linda* franjas de seda de cores com froeos pa-
ra eufeitar vestuarios de mas caras a 1* e 500 ra. *
o metro, fazenda qce j custou o metro.
BARBOSA & SANTOS '
Venda de engento
Vende-se o encenbo Serta a Prat, outr'ora
Or-sadis, vopeiro, a ama Icgoa de Calende, com
terreno para 2.000 pes de nsiear, de mnito boa
produceao para diversos Irgnmes, boa cosa de
vivenda, dstilacao, casa de farinha movida a
agua, eatribsria, ttc., tudo muito bem mantadB.
Faz-te negocio a praso, com algum dinbeiro
iista : a tratar eom o proprietario, no mesmo en-
genho, PrimeBoDarte Ribeiro.
Tainhas
Vende-se tainhas
de superior qoalidade,
em quartolas e em bar-
ris, mais barato do que
em outra qualquer
parte; na ra de Pe-
dro Affonson. 11.
Oleo para machinas
Superior qualtdade, a 640
gal3es ; vende-se na fabrica
' depsitos.
a lata de cinco
Apollo e em seus


mario
JL
'crnainbtu








PHILOMM.IA
Hora de noa (*)
I
O padre Antonio Pereira de Figueiredo,
em uma nota ao Evangelho de S. Matheus,
&.p. XX, v. 2, refere a advertencia que
ahi tazern qs interpretes, de que tanto os
udeus, como os romanos, dividiam as 12
horas do dia em quatro partes, cada urna
de tres horas ; e ohaiuavara a estss quatro
partes: hora primeira, hora torcerra, hora
sexta, hora nona.
A primeira (conj'na o mesmo exposi-
tor) corresponda s nossas seis horas da
manfaa no equinocio : a terceira s nove :
a sexta ao meio-di : a nona s tres da tar-
de. E como ao principio de cada hora des-
tas correspondan entre os judeus certas
oracoes publi -as ; d'aqui veio, dizem Saci
e Amelte, que certas partes do offieio di-
vino entre nos tomara ui o nome de Prima,
Terca, Sexta, e Noa.
Um pouco adiahte (nota ao 6) obser-
va o padre > Pereira que algamas vezes se
contavara as horas intermedias.
No mesmo Evangelb*. (XXVII, 45), no
no de S. Marcos (XV, 25) e no de 6. Lu-
cas (XXIII, 44) ha outras notas do mes-
mo traductor, cxplijando em resumo aspa-J
lavras hora sexta, hora terca, hora nona.
Littr, no diccionario da lingua franceza,
define desto modo o substantivo none, co-
mo termo de antiguidade romana:
Quatrie ue partie de jour comrren-
cant aprs la neuvicme heure, c'est-a dir
trois baures de l'apis midi. >
E como termo de liturgia :
* Heure canonique qui se recito apis
sexte; et dont la place propre est l'heure
de none, c'eat-adire i trois heures apres
midi.
Subsistiu por muitos seculos o costume
de distinguir no dia natural do nascimento
at o occaso do sol quatro partes iguaes ;
e como as praticas religiosas actuavam
com maior intensidade do que a tradico
ramana quanto ao modo de contar as ho-
ras, serriam as oracSes para aindieacao do
tempo. Dizia se : hora de^priraa, hora de
terca, etc., em lugar do hora primeira, ho-
ra terceira, etc.
Aleru das quatro partes do offieio divino,
que ainda haje se denominam em portu-
guez prima, terca, se ta, e non, duas ou-
tras serviara para o fim j indicado ma-
linas e vsperos, < sta principalmente.
Dizia se hora de vesperas, do mesmo mo-
do que hora de terca, donde se v que esta
ultima locuelo nao corruptela de hora ter-
tia.
No seculo XIII escreveu ura autor cita-
tado, por Larousse : Et ceste chasso fu
entr none et vespres.* E um outro no
seculo XV : t Euviron petite none, un
lievre s'en vint trespassant parmi les
champa.
Petite none, um pouco antes de noa ; as-
sim como dizem os nossos camponezes :
uma leguapequena, pouco menos de uma
legua. Manifesta-ae nestes exeraplos a dif-
ficuldade de uma desigoacilo rigorosamen-
te exacta. lio je que os relogios andam a
m
ea a

>-Terca~fera Ja de Janeiro de 1887
aqestes, asi como vos dizedes, Ya ahynda
nom he ora de terca.
No Palmeirim de Inglaterra, publicado
a primeira vez em 1567 :
... a horas de vespera, sendo no mez
d abril, se acbou ao longo da ribeira do
Tejo... <
... ua dja, hara do terca, se acha-
rara n'um valle gracioso__
As OrdenacBes de Dom Affonso V, que
faram acabadas no armo de 1446, precei-
tuam no liv. 1, til. 35 | 10, que os cscri-
vaes, na inquiricao das testemunhas, tzes-
sem duas assentadas no dia, La des oras
de tere.a ataa meya dia, e a outra depois
de comer ataa saida da veapera.
Corresponde ao liv. 1, tit. 63 9 das
OrdenacSes de D. Manocl, cuja primeira
ediccao aupp3e-sa ter sido feita em 1513:
ba da hora da terca atee meo dia, e ou-
tra despois de comer atee sahida de vespo-
ra. E ao liv. 1 tit. 84 10 da compila
9S0 philippina, publicada e:o 1603.
Lerobra-me ter lido em uma poesa
do Visconde de C'astilho (Antonio), qu-
imitoa frequentomente e com muito crite-
rio a linguagem c estylo dos nossos anti-
gos escriptores :
Adeus, touxinol dos erraos
que a malinas acordavas-..
rodo, e marcain horas, minutos e segundos, ^j
0 Sr. Dr. Castro Lopes, em um attigo,
que foi transcripto no Diario de Pernam-
buco, ct-nsurou ao padre Pereira de Fi
gaeiredo por ter asado da locucao hora
de noa. Passo a examinar os fundamentos
da censura.
Comecou elle dizendo, que os romanos
dividiam o dia em 12 horas, das seis -da
manh s seis da tarde, e a noitu em 4 vi-
gilias, de tres horas cada uma ; sendo a
primeira hora das se3 s sete da raanha,
a segunda das sete s oito.. a nona das
duas s tres da tarde, etc.
A divisao do dia em 12 horas vem me-
nos a proposito do que a outra, explicada
pelo padre Pereira, e antes delle pelo pa-
dre Manoel Bernandes (iVoiw Floresta,
vol. 1, pag. 280-281, da 4" ed.)
Em seguida aquella advertencia, come
5a nestes termos o Sr. Dr. Castro Lopes :
Ninguem por certo acreditar que o
padre Pereira de Figueiredo ignorasse este
uso de contar as horas do dia ; roas por
que elle teria traduzido de hora Ja? ..
1 Grande o met erabaraco para sol
ver sta questao ; nao devo levianamonte
euppor ignorancia tamanha em um latinis-
nista de to subidos quilates, mas por ou-
tro lado nao vejo como livral o de uma
accusacSo fundada. .-
Porque o Sr. Dr. Castro Lopes nao fez
a mnima referencia s notas explicativas
do sabio theologo o canonista ? Ellas
con ti r mam o que a priori j era indubita-
vel, isto que o padre Pereira conhecia
perfeitameote o modo do contar as horas
entre os romano*, inclusive a divisao do
dia era quatro horas ; do que do noticia
at compendios de latinidade. Por exera-
plo, Am. Jacquet, Cours de langue latine,
declara que muito importa, para se enten-
dorera os autores, saber que frequenteraen
te se contavam as horas de tres em tres
fazendo-se smente quatro subdiviso-s no
I
j o povo csqueeeu o que hora de t-rca
Nos Foros de Castello Rodrigo, cscriptos
no anno de 1209, nota se a influencia que
apoDtei :
. XXI. Ningn orne nom pare fiel biaon
de'pcys de missa matinal dicta fasta vespe-
ts.
Vou trasladar com a mesma orthogra-
phia, uma parte do que escreveu Dom l)u
arta no Leal conselheiro, sobre o tempo que
se despenda nos oficios de sua capella:
' '. tem aquynta feira jn cena dorayni,
com prima, te re. a, sexta, uoa, resada missa
e mudaroento do sagramento ao altar pe-
queo, vesperas cantadas 3 ora8=Itero
aassesta feira dendoengas atora a prega-
900 que se nom pode osmar, em pryma,
terca, sexta, noa reBadas, e duas pro-
fecas com dous tractos e payxora e ora
cora solleropnes, e adora$oin da cruz, mu-
damento do sagramento, do altar pequeo ijog
ao altar pryncipal E o oficio do altar ao
"snento o vesp?ras resadas==3 oras e
...
Esto rxcerpto mostra que a palavra noa
era usa 'a pelos eruditos ha mais He
roeotos annos. O autor do Leal con-
era dotado de grande eruHigao; escre-
na lingua latina alguna livros de cou-
raoraes, e entre elhs um tratado do re-
giment da Justina o dos officiaes dola, co-
mo declara Duarte Nunes !-< Le2o na
Chronica desse monareba. (lomo observa
o Sr. Theophil) Braga, Dom Duarte preoc-
cupava-se cora as regras para se fazer uma
boa traduccao, e crlsaiava se vertendo para
vernculo o tratado de S. Tnomaz De pe-
riodo f*miaritate dominarum vel mulie-
rum, e uma homila de S. Gregorio Papa.
Accrea'-enta o mesmo es-riptr, que o li-
vro De Regimme principum, que era lido
mesa de Dom Duarte, fez conhecida ero
Portugal o Poltica de Aristteles ; e j
as ortos de 1481 es procuradores das
roa<;3es ahi citavam a Poltica, como
proeirauaente notou o Visconde de Santa-
rem.
A preoecupacao de que falla o Sr. Theo-
philo Braga, tonsta do capitulo 09 do I conselheiro; ahi Dom Duarte, depois de dar
cinco regras para bea tornar alguraa con
sa em nossa linguagem, offerece como ex-
emplos daas tradud^Ses que fizera, uma
em versos rimados, e outra mais litterul e
em prosa.
Oarei ainda algans oxemplos das locu-
.oes hora de terca, hura Je vesperas,
etc.
Le se o livro de linbagens do Collegio
dos Nobres, esenpto na segitnda n.etadc o
seculo XIV (Dice, de' Frei Domingos Viei-
ra, vol. -Ia pag. LXII):
As vozes d'eles eram bayxas e tam
mudadas que ge non cntendiam huuos a
outros, como aqueles qu^ uutnecaram
ido a ora de prima e estav&in paasaiite
meyo dia.
Em urna traduccao ha 4<'tos dos Apos
tolos, feita no seculo XV, <: incluida ao*
Aeditus publicados por Frei Fortunato de
O Bftaventura:
E digo;vos que no>n som be ved os
O Ilustrado investigador, a quem estou
respondendo, nao feJSuencao deste costume;
que alias se deve ter muito em lembran-
94, para a boa ratclligencia dos proprios
textos que elle citou. Segundo S. Mareos,
Josus foi crucificado hora de terca:
erat autem hora tertia, et crucifixerunt
eum ; segundo S. Joao, era quasi hora de
sexta quando Jess foi entregue para ser
crucificado: se a terceira hora sempre se
entendesse das 8 s 9, e a sexta das 11
ao meio-dia, nao poderia a crucificado ter-
se efifectuado naquella. hora e pouco antes
destn, assira como um fa.-to nao pode suc
ceder em Marco, pouco antes de Junho.
No entender do Sr. Dr. Castro Lopes, a
nica expl.-acuo atenuante, admittir
que na edico latina, donde o padre Pe-
reira fez a versao pura o portuguez, esla-
va a palavra escript conforme o uso
amigos, b oom abreviatura, deste mo-
do hora nda em vez de hora nona,
seodo o segundo n supprido pelo til,
que se lho figureu u m assento circumflexo,
ou desappareceu por qualquer accidente.
Pensa entretanto o illustro escriptor, que
esta hypothese (a nica attenuante) nao
satisfaz ; porque o padre Pereira havia de
ter encontrado milnares de vezes o rl
substituindo o n em obras latinas.
A hypothese absurda, mas por outros
motivos qua nao este.
O eminente la ioita e eruditissimo .tra-
ductor da Biblia, aqueile mesmo que tan-
tas vezes explicou a indicacao das horas,
nos quatro Evangelhos, poderia encontrar
ama ou duas vezes hora nZa ou hora noa,
sem s.ber o que isto era, ainda que a pala-
vra estivesso errada ? 1 E quando o nao
eselarecesse a narraco do facto* (a raorte
4-- ^ 1
ma do u suppriado o m; mas assim que
o til nunca fere na pronunciacao alguma
vogal, ntra se pode por em lugar do m as
mais palavras, em que m fere alguma vo-
gal : logo certo qua as palavras huma e
alguma o m nao fere a vogal seguinte, e
deve pronunciar-se hum a algum-a, ou se
escrevam com ra ou cora til. >
Observou o mesmo autor, que ninguem
pronunciara boma, posto que o v4|Ebulo,
na opniao dos que o proounciavam com
m, fosse composto de bom um o acores-
ceniamento de' um a pira o foro i ni no.
Pondero por rainha vez, que era justamen-
te para ninguem 1er boma, alga ma que se
escrevia 63a, hua, algua.
Fr. Luiz do Monte Carmello, que pu-
blicou seu voluinoso compendio de ortho-
graphia em 1767, isto depois da primei-
ra edicao da Orthographia do padre Madu-
rara, diz que o til suppre em primeiro lu-
gar a lettra m quando esta nao fere a vo-
gal seguate, p rque so pronuncia com a
antecedente; e notando depois que o til
tera esto prestiuio em hila, alga, etc. ac-
crescenta :
He notavel quo alguns dout s de tal
sorte proferem estas dc{3es que de al-
gara modo ferem com a lettra m a vogal
seguinte, como se disseasem v. g. alguma-,
algu mas, etc, Porin esta pronuncia nte
recta ; e se fr legtimamente ntroduzi-
da, unnea se ha do escreve-r alga, etc.
(porquo o til nunca suppre o m, senao
quando se profere cora a vogal anteceden-
te,) ou se deve introduzir esta nova excop-
cao na nossa outhographia. *
Na estimada edicSo das obras de Gil
Vicente feita em Hamb'irgo, em 1334, os
editores se aproximaram da orthographia
moderna, nunca porm de maneira que a
pronuncia soffresse alteracSo, como elles
advertiram. Para que a pronuncia nao
soffresse alterayao, conservaram hda, al-
gia, etc. Procedeu se do mesmo modo
na edicSo de Lisboa, de 1852
E' fcil a qualquer ura verificar por si
mesmo, que as antigs eclicoes dos es-
criptores portuguezes o til nao suppria o
ou n, senao quando estes se pronun :ia-
vara com a vogal antecedente. Veja-se,
por ese rapio, a gramraatica de Fernao de
Oliveira, publicada era 1536, o reprodu-
z'da com as mesmas abreviaturas na se-
gunda ediclo, de 1871.
Em 1878 1' z-sb em Lisboa uma edigSo
imitativa do Uieatroda maiorfacanka e glo-
ria portugueza, impresso a primeira vez
em 1642. Ha outras umitas edicSes imi-
tativas feitas moderaaraente, o qua se en-
contrara venda.
Quanto a edicSes de livros ura latira, a
mais antiga que tenbo de 1622, do volu-
raoso infolio de Caldas Pereira Commen
tarius analyticus ad legem Si curatorem
habens. Ahi nao nncontrei nenhuraa pala-
vra em que o til substuisse o m ou me-
dial ferindo a vogal seguinte.
Com uma paciencia digna talvez de rae
lhor oceupacao forcejoi por encontrar em
ediyoes latinas a supposta abreviatura noa.
Era uma edicao teita no anno de 1492,
da Lgica magistri Petri Mantuani, em
oharacteres gothicos, encontrei nono, nona,
etc., mas por extenso. Alli apparece o til
frequentemente, em vogaes e consoantes,
representando em uma palavra a suppres-
ao de varias lettras. Por exemplo
no n.
DO P-
no r.
no O-
. bn (bene)
. prao, pdicat (primo, prnsdicat)
, ord"ne toratione)
c5, p3t (cogQosoi, ponit)
n da
rea-
desta
O til em uma vogal supprindo o
syllaba seguinte se ma deparou em
tiois e ppositiZne (a primeira lettra
ultima palavra tem uma forma especial, e
abreviatura do prm).
Em uma edicao de 1479, do livro inti-
tulado De Ecclesiastica potestate, igualmente
em characteres gothicos, encontrei algumas
vezes as abreviaturas pradicatoe, supero-
gatois (prmiicatiooe, superogationis) e ou-
tras fimithantes era palavras da mesma
torminacao (tion). Achei tambem instruc-
ti3e.
Em outro livro Opus quadrupertitum
postlarum divi Alberti magni viri edi$ao
de 1504, tambem em characteres gothicos,
vi Coceptis (Cooceptionis).
Os tres curiosos volumes, que estive fo-
lheando, pertencem ao Gabinete Portu-
guez de Leitura, tiesta provincia.
Ero prosdicatSe, superagatdis e Concep-
tois o til simples indicacao de que a pa-
tita! vai subiado, os vers< jadores tornam-
ae mais relativos e tendera a abandonar a
lica a que sao amistados pela activissima
cansa de que fallamos.
NSo menos poderjsa a aegao do tra-
balho que, distrabindo por muito tempo o
espirito robrigando o a oceupar-se n'ura
ramo determinado, impede que a imagina-
cao vagueie pelos revoltos mares do
Ideal.
Em geral, portante, os nossos poetas
nao passsra de simples verso maniacos in-
capazes d'uraa exacta comprebensao dus
cousas, de uma com para co elegante, de
uma estylistic deleitare!, etc.
Em que pese aos muitos vaidosos que
se andam inculcando de poetas, sem te-
mer as consequencias da posigao qua as-
sumimos na imprensa, quer como re actor
d'O Estudo, onde sao de vida o criterosa-
mente. analysadas as publi 'acoes offereci-
das, quer como particular, aflirroamos des-
a8sombradamente que rarissimas sao as
cabecas que entre nos raerecem o titulo
de poetas.
E' este, pois, o quadro da nossa litera-
tura potica : de um lado uns poucos va-
l&ntes, que, produzindo obras orginaes o
boas attestam a sua apurada orient^jo
o tornara -se digoos de applauso3, do outro
uma iofioidade de plagiadores e copistas
imprudentes quo diariamente lngara Pu_
blicidade, volumes de poesas Bm que,
excepto uma prova da cap'acidade do au-
tor, se pode apreciar tado : fraqueZa do
estro, divergencia de principios, antago-
nismo de ideas, pessima estructura, ne-
nhum fundo.
E nSo raro ver-sa rapazes intelligen-
tes, que muito podem fazer no dominio da
proza e livres das peas do Metro ca-
hirem desastradamente quando intentara
navegar nos procellosos mares da Poe-
sa. > ,
Is8o quanto ao autor, quanto ao publico
a cousa vai mal tambem.
A opiniao publica divivide-se era tres
faocSea inteirameqte dstincta's.
A primeira corap3e-se dos espiritos saos,
Ilustrados e rectos que apreciara a obra sob
todos os aspectos, attendendo s condi^oes
sob que ella appareceu, o carcter do au-
tor e muitas outras crcumstancias, para
depois proferir ura juizo sensato e irapar-
ial.
A segunda conopee-se dos amigosthu-
riferarioe do uutor. Esses, antes de apre-
ciar debidamente a abra, antes mesmo de
ll-a, cobren na de iromerecidas ou ante-
cipadas glorii ao mesmo tempo que gri-
tara e enraivecera-se quando algu a espi-
rito reflectido, apontando as bellezas, des-
cobre os defeitos.
A terceira o extremo opposto da ante-
cedente. Sem tomar em canta nenhuma
eonsideracao, lanca-se furiosa sobre um au-
tor, quic talentoso, e o impede de ter ao
menos um momento de*prazer.
Reagir contra essa desastrosa raultipli-
cidade de causas entorpecedoras da nossa
evolacao litteraria, eis o fim que devem
visar todos aquellas quo, como nos, nu-
trom boas inteneftes,
abreviatura, e que, pot exemplo, d-se em
spuseto" (spiritu sancto), que li as Postil-
las de S. Alberto Magno.
Quanto a relatiois, ppositi" e instructvSc,
nao recorro cOnjectura de que, por inad-
vertencia, se escreveu algu o*s vezes a
lettra i, que o sigaal de abreviacao tor-
nava desnecessaria ; basta ponderar que o
de Jess!); quando lhe nao lerabrassem euiprego do til em un caso especial, e ra-
ramente encontrado em livros antiquissi-
airaos, nao autorisa dizer-sa que os ami-
gos coseuraavain escrever "hora noa.
Admiti que se possa encontrar algu-
ma vez esta abreviatura, mas isto aera
muito raro e nao conforme o uso dos anti-
gs.
Passemos a outro ponto.
(Contina)
I
U
As consideragSos que serviram de bb-
jecto ao capitulo antecedente, nos foram
snggeridas pela attenta leitura qua Azoraos
de uro volume de verso que cora o titulo
do Ae'ol'thos e sob a responsabilizado do
nome do Sr. Pacheco de Miranda Filho
nos foi delicadamente remettido da Ca-
choeira (Baha.)
O volume foi nitiiamente impresso no
Porto e traz o retrato do seu autor.
Os Aerolithos tem como introdcelo uma
carta do Sr. Bruno, do Porto, (um pseu-
donymo talvez) que sem empregar uma
terminologa pedantescamente repleta de
idiotismos e palavras francezas, faz diver-
sas cori8derac3es bastante criteriosas e apro-
veitaveis
Urna affirraacao : nao se pense que, com
as palavras antecedentes, nos levamos o
rigorismo philologico a poute de presere-
ver todas as phrases estrangeiras, de ern-
demnar toda palavra mais ou menos estra-
nlia idole da lingua portugueza, nao ; o
que rep ovamos o rasdo porque certos
individuos enchera suas compo8s5es de
um exagerado e condemnavel estrangeiris-
rao.
O livro de que temos de tratar, nao se
lavra est abreviada, faltando as lettras i, 1 filia directa e txclusi?ament a uma escola
. E' o caso do que cbamei verdadeira | potica.
l*j Nao havando tiesta oficina as letras
e e u til, foram oeste escripto substituidas
por e il tanto no romano, como do itli-
co No mesmo escripto havia necessidade
de outros lettras com til (o, p, q, r) mas a
ua falt* e muito meaos aensivel.
os textos parallelo3 quo elle tradozio an-
no'ou, de outros Evangelhos, nao teria ao
menos o bom senso de consultar outras wdi-
3es, elle que examinou attentamente eres
cido numero de odi^-3's em diversas lin-
guas, f dissertou sobro ellas ? I
Em portuguez nunja houve o Rstame
de eiupregar-se o til como signa! de abre-
viatnra, senao em dous casos :
l.* Era abreviaturas, que denomino ap
parentes, assim como os grammaticoa cha
mam irregularidades apparentes certas "'U
danajas ortlingraphioas em alguns verbo* :
cajar-^aci, tic^r ri^uei, torc-r-tor^o, affli-
mV-afli;\>, etc. Quando se escr-ivia se-
pr, tipo, lebrca, .-penas si empregara
um Bignal de nsalidade "m lugar de ou-
tro; porque as letras ni, n nao faz rn
ostro nffi-io as palavras sempre, tempo,
lembranca.
i." Km verdadeiras abreviaturas, como
jh xpo (J su Christoj seto" (santo) pe-
quo
Quando s^ escr-va 3a, Lisboa, pronun
Mavi-t bS-a. Lisboa, e nSo bo-^a, Lisbo-
na Quando se os revia hOn, alga, ne-
nhva prouuoi iavit se h-a, alga a, nenhu a.
L- i..-1- hu ma, alguma, nenhuma.
frov.i esta asiterjao com autoridades ir-
r<-rnaaveis. O padre Madureira em sua
Orthographia. na. 164 e 165, austentou
l..rg. limite que ao tlevia pronunciar um o,
o mo u-ma.
Eis qui uma parto de sua demonstra-
do :
A segunda azio, a que nao ouvi res-
posU, h'.-, que*o rauitos os que, doma
meQU screvem hila, almila com til por ci-
L!TTRATl)a
Verollthos
JPOKSIAS DE PACHKCO D8 MIRANDA WLHa.
18M6. BAHA)
No Brasil exista uma doenca que, por
nao ter sido estudada, n\o deixa de ser
digna de serio reparo.
Um escriptor disse uma vez que, entre
nos, todos nasciam poetas, d'onde origi-
nou-se a justificativa da inania potica que
infelizmente nos acuomroettu.
Os mais fortes tentara subtrahir a sua
p-rsonalidade essa torca, mas depois de
baldados teatamens velos hes no fundo
dos sens gabinetes, vergados sobre o pa
pe, corapondo ao menoa um verso ou entilo
era ar de pitheria largar uro improviso
potico.
Os nicos preservativos em que at
aqu temos achado effiacia sao o cultivo
das lettras e um trabalho acurado.
De facto medida que o nivel intellec-
De facto, o Sr. Miranda ora contem-
plativo, ora 8cismador, acompanha de um
objnctivisno colorido e agradavel o seu
subjectismo lyrico e faz um mixto admira-
vel do ideal com a realidade.
Os Aerolithos sao de ura realismo attra-
hente, quando por raeio de paysagons vivi-
das tratara do factos da nossa vida, e de
um lyrisrao sobranceiro e raasculo, quando
.zam assurapto das scismas do poeta
Quem quer que se d ao grato trabalho
de folhear es Aerolithos, notar pessoal
mente a veracidade das nossas pondera
c3es.
pag. 139) cujo lugar obrigado era na parte
intituladaBrazas.
Mas deixemos esse pont que, alias, nao
diminuindo a belleza do livro, nao tem
grande valor, pois pode muito bem ser
uma questo de gosto, e apreciemos sob
outra forma os Aerolithos.
III
O Sr. Miranda Filho tem uma especial
predileccao pelo soneto em cujo arte ha-
b!.
Das 57 composicSes contidas as 144
paginas do seu livro, someate 8 nao sao
sonetos.
Antes de passarmos adiante, eonvm in-
dicar as faltas (felizmente rarissimas) com-
mettidas pelo autor.
E' necessario tambem atfirraarmos que
essas lacunas sito ero to pequeo numero
que nSo attenuara a elegancia total do vo
lume.
De facto, quando o poeta pecca na for-
ma, mostra-se sublime na concepcSo (como
na poesa A esmola opn mais adiante te-
mos de citar) ; de sorte que poderiamos di-
zer (se nao quizessemos ser rectos) que o
autor 8acrificou as exigencias morphologi-
cas ao transcodentalismo dos sentimentos,
procurando, por isso, descrever as suas
emec3es fielmente, isto da maneira por
que foram idealisadas ou apercebidas.
O li?ro pecca, ora por emprego de con-
sonancias que produzem uma cacopbonia
ou hiate insupportavel, ora por inobservan-
cia de regras graromaticaes, ora por falta
de metrificacao, e finalmente por impro
priedade de termos Je irregular collocaco
das palavras.
Exen-plifiquemos.
1." caso (poucas cacophonias ou hiatos)
Pag. 92 :
Eu bem sui que s amante,acrrima de mais
Do impdico canean..........etc.
2.# caso (rarissimas ncorrec3es gratn-
maticaes.)
Pag. 99 :
Pag. 126 : N
Quando volcara do baileem ira a face aceaa
Ante o meigo clarao da tua obsca
I-
O autor no seu livro patntela dive
cmocSes, mostra-se dominado de sentimen-
tos diversos.
^i Urnas vezes descreve os quadros da si
vida sob uma impressao doce, agradavel e
terna.
Assim elle diz : ^

Pag. 11 :
Recuerdo.
Con versa vamos juntos no terraoo...
A la-meiga fada vaporosa
Resval8, gentil e doinarosa,
Do firmamento no cerleo espaco,
Oh que uoite feliz Ella em meu braco.
Firmava a mo pequea, alva nervosa ;
E de sen seio a curva mui graciosa
Enchia-me de amor e ede mbaraco !a
Juntos assim, que veses da mimosa
E corahnea boccu olente rosa
Ella deume a provar o mel das flores
No seu fallartao doce que enamoraI...
Meu Deus, quara triste relumbrar agora
liosa nonte feliz dos meus amores!
Outras vezes recordndose do paseado
possue-se de um inexpremivel amor filial.
Nessa occasiao nada o consola senao
um olhar de sua mi, nada lhe guia a es-
trada do dever sen2o a palavra de sua mai.
A
m
Pag. 43
Semper eadem

Quando entraste na arena esplendorosa e vasta
Sentlo-se vozes no ar (") to meig j, fascinantes,
Que a gloria l do co desceu e a tua casta *
Bella masa oaculon os olhos lacrimantes.
Nada justifica o emprego do verbo sentir
no singular, mxime estando no plural os
adjectivos msigas e faicinantes.
E' este um descuido digno de reparo,
desde que parte de um mogo to talentoso.
Estamos convictos, porm, de que isso toi
simplesmente um descuido.
3* CASO (erros na metrificacao ou ca-
dencia.)
Pag. 91 :
> Oeita para looge agora os futeis preconceitos
Da t-asociedadeo centro da chalaca
Onde o carmn impera oceultando os defeitos
E a celebre pomada a esplendida negaca.
O penltimo verso infeliz nao pela defi-
ciencia de syllabas, porm pela cadencia
m e irregular acceatuaco.
Pag. 94 :
Tem a amarella cor dos velhos pergaminbos,
Mal lirina-se ao borcio, tem dos plumosos ninhos
A placidez no olhar e descalcos 01 pea,....
Esse ultimo verso mo tambem pela
errnea accentuaco.
Pags. 97 e 98 : O soneto, A esmola,
apezar de ter ura fundo agradavel, um
ideal extremamente delicado, foi mal exc-
cutado.
Aprecie o leitor por si mesmo ambas as
conclusSes contidas nessa nossa affirtua-
eao :
Iam as tres feiraanciosas. Nesse dia
Um premio mai valioso ia se dar aquella
Quesendo a mais felizmostrases a mo mais
(bella
Pr as aiis a flor do nardo uma dallas pedia
As pet'lusa braocura, e ao calix a ambrosia,
Ao pausar o arroio a outra etnbebeu gostosa
As delicadas inoi na Ijmpba pressurosa ;
Ingenua e timorata a uerradeira via
Snplicea as rivaes e receava pedir
Quando na estrada um pjbre apparece e lhe implo-
(
Uma esmolaper Drt j eommovida cahin
?e quando eu sinto erguer-se em vagalhoes fre
(mentes,
No cerne de meu peito, o mar desta illuso,
Raivosocomo o silvo agudo das serpentea,
Mortferocomo e seio ardente de um vulco,
Eu nao sentase ento, vivificar me a essencia
Dos beijes que me das, docescomo ambrosia,
Meigoscomo o perdo ou o aomno da innocencia.
Que e as Maes possuem... de mim o que seria .'
Oh meu amor, oh niveo arminho e immaculado ;
Oh mea doce querer; oh pomba ; ob meu cuidado,
De tudo quanto bomoh santo relicario;
Oh me Como me alent, alegro e redivivo
A' luz de tea amortam bom, tam compassivo.
Como o olhar de Jess no cimo do Calvario.
Que delicadeza de sentraentos, que af-
feicao profunda por aquella que sabe cho-
rar comnosco e que as horas amargas da
existencia a nossa primeira amiga, a
maior conselheira 1
Ura sentimento extremamente delicado
professa o autor pela vida que dous espo-
sos devem levar,
Eia um exemplo:
t ^
I

lU?

-

Deiza uma moda:a
Ola

O livro divide-se era quatro partes : Cin-
zas, Flammas, Brazas e ClarZes.
Na? distribruic2o das poesas compo-
nentes de cada uma dessas partes, o autor
foi descuidado.
Pensamos que a divisao deve sempre tar
por fim fazer exacta seleccjto entre as par-
tes de um todo, abrangendo cada uma des-
sas divisSes as especies de que ellas sao
gneros.
,Se assim. Uto so uma divisao nao
um factj sem alcance, sem significacao,
nos somos forjados a concluir quo o Sr.
Mirauda Filho devia tomar uro typo par
cada urna das quatro partes do seu livro.
Assira quo as Cinzas se en39ntrm
as poesas em que o autor mais deixou-se
arrebetar pelo lyrismo.
fgNs Flammas o Sr. Mitanda dominado
pela recordacao do passado deixu-se im-
presionar por um sentimentalismo agrada-
vel.
as Brazas doviam estar incluidas todas
aa poesas em que o autor apresentasse a
sua ex-amaote ero toda sua realza ou dei-
tasse um humorismo picante, mas aprecia
vel. Tal porm no auccedeu.
Nos Clardes, que primara pela naturali-
dade dos quadros e extrema elegancia de
estylo acbam-se englobadas algumas poe-
sas {Flor da Moda, pag. 91, Rotulo Falso,
e elle aicritan-
(do-a, chora
E a lagrima na mo qua dava toi lozir ;
Purificada assim, foi ella a vencedora.
4- caso (irapropriedade ou irregular eolio-
cacao dos termos.)
Pag. 92:
Depois iro jogar-te, aleoolisada, roa,
Estando j uevada a fera do desejo.
O verbo estando acha se mal empregado,
visto como tira toda a energa do verso.
Indicando por sua natureza urna aceito
continuativa, corao usar se delle quando
fallamos com emphase de um acontecimien-
to realisado ?
Pag. 100:
Depr ininba oblacao, sincera, mas pequea.
Esse verso infeliz: o emprego da pa-
lavra pffuena-preeedida da conjunecao
mas a depois de sincera --tira toda a bel-
leza da phrase.
Muito raelhor, mais delicada ficaria se o
autor dissesse que a obaco, apezar de
pequea, era sincera.
Eis algumas das raras faltas commetti-
das pelo r. Miranda Filho faltas essas
que insignificantes se tornara quando at-
tundermos para as innmeras bellezas dos
Aerolithos.
IV
Corao as priacipaes notabilidades ponti-
ficas, na antiguidade Oaraoes, raoderna-
tueate Guerra Junqueiro, Thomaz Ribeiro
e muitos outros, o Sr Miranda Filbo pro
cura moatrar-se irreprehensivei na forma,
deixa de cootar como syllabas as consoan-
tes soladas.
Essa qualidade que para nos digna de
aceitacAo, tem sido contestada, mas por
qualquer modo, sob que a encaremos, ella
verdadeira e mui apreciada.
Eia alguns versos em que o autor deixa
de contar as consoantes que na pronuncia
tem reprcaentacao :
Pag. 110:
Meu paitrmulo disse eadevo-lhe obediencia,
Mas nunca subjugar a brado da conicienci* .
Casar pelo dinbeiro uma indigaidade.
Pag. 127 ;
NlNHO DE AMOR
E' modesta a casinha ; a vicejante grama
Ao chao se prende em meigo o fraternal abraco
E a flor da larangeira o suave odor derrama
Abrindo i loira abelha o prvido regace.
as harpas do arvoredo a brisa desferindo
Vai uns allegros saos, meigos e naturaes ;
E as flores do jardim00 sol que vem surgi o
Mostram graciosamente os seios virginaes. ,
Entran... na placidez dos sonhos de creanca,
Dorue um anjo a soirir ; a jovem me descanca
A mo no Uve berco e mbaia-o docemente.
De vez em quando a vista em casto amor accesa,
Fita no amado esposo : a nao contente, mesa
Onde elle estada vai e beija-o ternamente.
Ahi se v retratada quasi a alegra desse
lar, e por esse quadro se pode ver o mo-
do sob que o Sr. Miranda Filho encara a
familia, conheceado que os dous conjuges
devem pensar homogneamente o que as
affeic3es e interesses devem ser idnticos.
Nao a linda a seguinte poesa ?
Pg- 51 :
REMINISCENCIA
Nao vs amigo, allido monte no 60p,
Aquella habitaco cercada decoqueiros,
Ennegrecida e s, apenas da mar
Os beijos recebendo ?... Allios meus prmeiros
Sentimentos de amor nasceram innocentes
Como costomam ser os brincos infantis;
Alli ea ja ouvi protestos convincentes
Sabidos de uma bocea orlada de rubis ;
Alli... Porm que vale ao pito quasi morto
Estas recordacdts, se, meato e sem conforto,
Oh meu melhor amigo, allivio nao lhe do ?
Se tudo alli triste,' e, envolta na saudade,
Minb'alma se confrange ao ver tanta orpbandade
N'esse ninho deserto ?.. .'Assim mea oorafo!
Nao animado o quadro, feliz a execu-
cZo T
Nao termina o soneto de urna moda ex-
tremamente deleitavel ?
Cortamente que sim.
O Sr. Miranda tem palavras para todos
os sentimeutoa.
Aqu o amor paternal obrigando um
bom artista a suspender a mao que ia
ferir o cura que segnio para o presbyterio.
: -
fe
>.c -
- .
Pag. 78.
Lux!
\
/
,1
() Volme de versos de Joao de Brto.- bremos.
Pela estrada deserta o venerando cura
beguia silencioso era busca ao presbyterio,
Depois de haver lavado ama consciencia impura
as correntes lustraea do santo magisterio
Ao vr-se aquella fronte Iluminada santa
Das argentinas cas e aqueile nobre aspeito,
Sentia-se, bem n'alma, nm que de grande e tanto
Induzir-nos a dar-Ihe o cornjao n'um preito I
N'um matagal escuro, onde a soidSo se estende,
Um desgranado o astalto... adrxtru nulo suspende
Acerado punhal... e, preste, a ferir rao...
Mas (era um bom artista : a fome gera o critne.)
Ao contemplar ociui, em -irquenao se exprime,
Ce-Ihe de joulhe, aos ps; lembn.u-ae que era pae!
Alli eil-o condeno nando certos pracon-
ceitos souaea. Na poesia siguite vel o heis
pintand.u o quadro em que o povo deslum-
hrado pelos ouro pea de um b*rao nao v
n-le o criminoso de outras eras.

(Continua).
'

rio raa Doaue de Caxias n. 42.
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