Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18514

Full Text
LI1I flIfilOH-
SABBADO 15 DE MI DE 1887
i
PARA A CAPITAL 12 I.IMHM O.M>U SAO Wfc PAGA PORTE
Por trea roezea adiantados........... 65000
Por seis ditos idem........
Por um anno idm........ ......
Cada numero r.vulso, do mea-no din............ i5I0(
f
DE
PARA DEMTRO E PORA RA PROTISCIA
Por seis mezes adiantados. ........."....
Por doto ditos idem. .jb....... .
Por uro anno idem. Mr*.............
Cada numero avulso, de diai anterioras..........
130500
200000
270100
100
NAMBUGO
*-*.
Proprittafc tft Jtlanoel /igurira te Jara & JTiiljos


Os tirti. Amadeo l'rlAee A C.
de Parla, o sos Agentes
excIu*'os Ae anuunelos e pu-
blieacSes da Franca e Ingla-
terra. 4
TELEGRAMAS
. :::::: t &ac: -*:*:
(Especial para o Diario)
MONTE VID E'O, 14 de Janeiro, de ma-
nhS.
IV'esteM nltlmoM lia bonve apenan
-i oblton por cbolera morUiis.
PARS, 14 de Janeiro.
O Senadoreelcgen para preldenie
o Sr. lie Biijcr.
LONDRES, 14 de Janeiro.
A exeqnia* por lord Iddenlelgb le-
r lusar (erca-fetra proiima.
as 003888 munlcoes, viato andar perto o inimig',
tanto mais damninbo quanto menas visivel.
Poi at a urgente necessidade de me demorar
sobre 09te ponto fundamental que, logo depoia de
ser publicado pelos jnrnaes o summario desta con
ferencia, en senti a impcssilidade de a concluir
n'um s dia.
Como Lavemos de nos precaver contra o micro-
bio, se ni i fizermos o rol dos nossos desinfectantes
possiveis, nos que estamos quasi sem elles, e sem
que fabrica algama nacional se prepare para os
fabricar.. ?
8e na Povoa continua a fabrieaco do acido sul-
phurico ou chlcrbydrico, e se em Lisboa, um ou
outro curios) prepara para si ou para a venda al-
gunas dezenas de kilos de quaesquer microbicidaa
o que certo que, se de sbito nos accomet-
tesse a epidemia, nSo teriamo, agoras, com que fa-
zer-lhe face, a cumprirmos risca com todos os
mandados da hygiene, n'csse momento, verdadera-
mente imperativa.
Tendo o poder executifo prohibido, ba pouco,
em Portugal o desembarque de pessoas e fazundas,
viudas de localidades auspeitas, medida esta que,
permita- se'me diRl-o, mereeetodo louvor,pode-
r at suceder que essa mesara Balotare applau-
dida disposico diffidblte a entrada, na capital dos
desinfectantes que estilo D&afabrica e jde que tanto,
carece. Tal a miseria, senhores, da nossa in-
dustria ebimica !
Vede agora o fundado motivo com qae aqui n'um
dos paseados domingo?, ea lastimei a defficiente
actividade deste pais, tao descuidado dos seus ha-
veres. So-nos necessanaa as crises, meus senho-
res, para que, no foro intimo da coisciencia popu-
lar calem bem estas intimas e profundissimas ma-
goas dos que estremecen! pelo futuro da nnc.au por-
tuguesa. *
(Continua).
LONDRES, 14 de Janeiro.
O Conde e a Conde de Parla par-
tirlo brevemente para Madrid.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
14 de Janeiro de 1887.
IflSTRUCCiO POPULAR

K

\
D CHOLSEAE SES ITIMI^OS
(Conferencia do professor J. J. Rodrigues)
(Extrahido)
DA BIBLIOTECA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Continuaco)
Nao vos tenh) fallado de um desinfectante milito
em voga porque me parece serem sofficientissimos
os que indiquei; no emtanto, como fcil de obter
e deveras efficas, creio antecipar-me aos vossos
desojos dedicando-lhe alguns minutos.
Refiro-me aos productos nitrosos.
Que o acido as tico (agita forte) um excellente
destruidor da materia orgnica, todos o sabem e
fcil porm consentil-o na atmoapbera, por o fien -
der deveras os orgos respiratorios.
Medianamente voltil, por laso difflcil de se lhe
goveroar a evaporaco, de modo a ser seguro e nao
perigoso o seu effeito.
for ontra parte, mais efficazes ainda do que a
agua forte (acido nitnco ou azotico, que todos
estM uomes powue) sao os vapores vermelhos, que
se evolvem deste producto quando, em logar da
perfeita limpidez que deve mostrar se puro, se
presenta amarello ou avennelhado como muitas
vese Buccede.
Estes Tapare* nitrosos, como dizia, de accordo
com experiencias que j nao sao de hontem, repre-
sentan] poi8 mn forte mferobicida e natavel antisp-
tico, autorisado e recommeoda-o por muitos chi-
aicoa e hygienistaa.
Por diveraoa nidios se podem obter estes vapores
nitroso*, cujo eff.-ito eotnparavel o dochloro.
A reacc o da agua forte sobre o cobre (sobre
prego ou aparas d cobre, por exemplo) di um
bom pioce*so de fabrico, que s tem a deavanta-
gem de pro iuxir exclusivamente um composto oxjr-
genado de zo'e. dirficilmente supportavel pelo ap-
parel o respiratorio, que irrita, provocando a toa-
se e ditficoltan.!o irabalho pulmonar pela constric-
Cao que pro luz. _
Ustro procedo, muito preferivel aquelle insis-
tentemente aionselhado por alguna enthsiastaa,
apro/eita a aecao d agua forte, diluida a 30graos
oore hlroo1 ordinario >le 36 ^ros de Cartier.
O editado intimo do oous cornos produz, entre
oatioiderivadoj, o ether nitio-o :o seus vapo-
rea nao offendeai a mucosa respiratoria; o seo chei-
ro est longe Je ser deangraduvel ; e as suas pto-
priedadee antispticas, deioonatrad* pela experi-
encia, foram, nao ba muito. altamente elogiadas
por vanos chimicia francezea.
Parecm-meHff.ctivamente boasesalubres estas
emanaepes, derivadas d .mistura aleoj!ntrica que
refer
Extingue totalmente o mAo cheiro dos qnartos
habitador e mal ventilados, nao prejudica a respi-
racao dos doentes e at certo ponto, um tnico
atmo*pherico, cija aeco pode Ber benfica.
Sob este aspecto e s n'estas coodicoes, sao os
vapore* nitroso muito preferve* ao chloio e ao
chloreto de cal.
Urna pequea chivena de acido nitrico diluido
e o itra de alcool, mi*tur*ias dentr o de ama tijela
grande, d&o nma mistura que nao deve ferver es-
pontneamente, nrm expellir bolhaa de gaze* ru-
tilante*. Distrbnida por dous ou tres praios covos
sufficiente, durante 24 horas, para um quarto de
dimenaes regulares.
Teem insistido ltimamente os jornaea egtran-
giros no no do solphato de nitrosyle, como des-
infectante.
E' 'sta receita outra cins"quencia das propne-
dades miciobicidas dos vapores de que cabo de
vos fallar.
O aulphato de nitrosyle o composto que com o
nome de cryttaes das cmaras de chumbo, represen-
ta um accidenta mrbido e desagradavel no fabri-
co do acido solphurico Existem a um terapo na
queile* crystaes parte dos elemento* deste acido e
parte dos qut contriboem para a formaco do aci-
do azotico.
A addicJio subila da agua decompe o aulphato,
proiuzindo volucSo rpida e tumultuosa de vb.o-
re vermelhos; a bumidade atmospberica di o mes
mo resultado, porm muito mais lentamente.
Tem sido ltimamente empregado na desinfec-
ces moderada* e a valerparecendo me, eotn rela-
iit aos qnartd* babitader, quasi to incummoJo e
perigoso com i o cli'oio.
.Sai d-sint^ec-' atraoiph-ricaa radie inc indiff.'rente usar do chloro, do chloreto de cal,
espertado por um acido, ou dos vaporea nitronu
pinos, porque, qnalqu*rque sej* o procesfo esco-
Ibido deutre o* que indiquei, o resultado eri ex-
cellente, eomtiinto que io sejam insufncimtes as
dses.
Rio me denoro naespeeificacaodetas,porque
ndo este servieo i Jonea, a esta incumbe.empregar a que, egunio
ao, se lhe auguren) mai conveniente.
mprebendo, meus senhores,quanto rido t
assumpto, apena* consentido por virtude da forca
jnaior, qae me leva a fallar-va* del le.
Era pareo necej*ro que paaaaMeoio* revista
?ARTE UFFICIAL
CioTerno da Ciro rela
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 13 DE
JANEIRO DE i 887
Antonio Rayonundo da Silva. Riqueira
a Thesouraria de Fazenda a liquidatjao do
que lhe for devido.
Antonia Mara da Conceigao Ibiapina.
Informe o Sr. provedor da Santa Casa de
Misericordia de Goyanna.
Apols Bezerra da AraujoDeferido
com officio desta data ao commandante do
Corpo de Polica.
Antonio Francisco de Araujo. -Informe
Sr. Dr. chefe de policia.
Antonio Florencio Das.dem.
Antonio Barbosa de Aguiar.dem.
Adolpbo Astolpho Lins de Albuqaer
que.Informe o Sr. inspector geral da
nstru.-gao publica.
Companhia do Beberibe. Passe porta-
ra concadendo a prorogaco pedida.
Francisca Maria da ConceicSo. Atten-
dida com a informacSo do commandante do
Corpo de Policia.
Flix Gromes da Silva.Liquide o seu
direito perante a Thezourara de Fazenda.
Dr. Israel Cysneiro. -Indeferido, por
nao haver lei, nem verba ornamentaria que
obrigae a provincia ao pagamento de ope-
rsy3es cirurgicas de presos ou condemna-
dos. E' um servido do cardade este,
inherente profisso do medico, que na
propria accSo encontra recompensa, que o
pobre nao pode converter ero dinheiro.
Joaquim Thomaz de Araujo. Remetti-
do ao Sr. inspector da Thezourara de
Fazenda para proceder de conformidade
com o offi o desta presidencia de 17 de
Dezembro do anno lindo.
Bacharol Jos Augustode Oliveira.
Encaminhe se.
Bacbarel Joaquim Corroia de Oliveira
Andrade. Encam'nbe se.
Joaquim Marinho Borges. Informe o
Sr. Dr. chefd de pelicia.
Jos Theodoro Cordeiro de Barros.Es-
pere que baja vaga.
Manoel Antonio Leite. Indeferido, nos
termos do art. 18 da lei n. 1810, podendo
entretanto, na casa e com a rnobilia da au-
la diurna ensinar gratuitamente em curso
nocturno, sem compromissos ou oous de
qualidade alguma para a provincia e espe-
cialmente para o Thezourn.
Mari anuo Jos FormigSo.Nesta data
autorso o brigadeiro commandante das ar-
mas a conceder a licenca pedida.
Rodolpho Monteiro Paiva.Nesta data
autorso o Thezouro Provincial a pagar o
que for devido ao supplicante.
Secretara da Presidencia de Pernam-
buco, em 14 de Janeiro 1887.
0 porteiro,
Francdino Chacn.
&
Repartleo da Polica
Seccio 2* N. 30.Secretaria da Po
licia de Pernambuco, 14 de Janeiro de
I87. -Illm. e Exm. Sr. Participo a
V. Ezc. que foram hontem recolhidos a
Casa de Detenerlo os segqintes individuos :
A' orrle.m do subdelegado do Recite,
Cosujh Augusto da Silva^.-' por uso de ar-
mas defesas. /
A' ordera do subdefegado d> Santo An-
tonio, Antonio Gomed Nepomuceno, Cy-
priano Francisco Manas, Guilherme Fran
cisco de Sant'Anna, Justino dos Santos
Gloria, por disturbios.
A' ord-iiu do do 1' districto de S. Jos,
Severo Jos Francisco, por embriaguez^
A' orderu do do 2o districto, Manoel
Antonio Franco, por embriaguez e uso dr
anuas def.sas, Rosa Mura da Conceigao,
e Maria Joaquina da Conceigao, por dis-
turoioa e Joao Carneiro, por offensas
moral publica.
A' ordetn do de Belro Joanna de tal,
por estar sotfrendo de Mita fa.-uldades
mentaes.
Comraunicou me o delegado de Gamel
leira que na noite de 24 do mez ava"o
no engenho Mogas, pertencente
tricto d aquella termo, Pedro Pa,
trou era casa de Joao Bandeira
pois de ter quebrado as fechaWPT de
duas malas, aubtrahio quihentos. mil ris
em dinheiro, diversos objeutos de ouro, e
um letra de duzento mil ri*.
Aquella autoridade tomando conhecimen-
to do facto, proceden a vistoria e abri o
competente inquerito.
O criminoso evadi se aps o crime.
Em officio de 11 do corrente, o subde-
legado da Varzea communicou-me que na
inesma data fez remessa ao Dr. juiz de
direito do 5* districto criminal, o inquerito
policial a que procedeu contra do Dr. Lou-
rengo Bezer.a Carneiro da Cunha, per ter
espancado a Manoel Antonio do Bomfm.
O delegado do termo de Taquar- tinga.
partecipou-me em officio de 10 do corren
te, que na mesma data em companhia do
Dr. promotor publico da comarca, e do
respectivo carcereiro, fez revista na ca-
deia publica, na qual encontrou S presos,
sendo 1 sentenciado, 2 sentenciados appel-
lados, 4 pronunciados e 1 denunciado.
Nenhuma reclamagSo fzeram ditos pre-
sos do tratamento que recebiam.
Partecipou m o cidadSo Sebastiao Ca-
valcante Peres Caropello, que no dia 11
do corrente mez reassumio o exercioio do
cargo do subdelegado do Io districto da
primeira delegada de SerinhSem.
Hontem a mr>ia noite o commendador
Augusto Jos da Silva Ribeiro, morador
no Pompa!, pertencente ao 3" districto da
Boa-Vista, altercando com o subdito por-
tuguez Jos Pinto, descarregou aquelle
urna cacetada neste, produzindo-lhe um
leve ferimento, disparando ao meBuio tem
po um tiro de rewclvor que felizmente
nao o attiogio.
Nao tendo havido prisSo em flagrante,
deixou aquella autoridade de abrir inque
rito
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O dele-
gado encarregado do expediente, Salustia-
no Jos de Oliveira.
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DIA 14 DE JANEIRO
DE 1887
Maria dos Martyres Tavares dos San-
tos. Informe o Contencioso.
Carneiro de Souza & C, Henrique Ber-
nardes de Oliveira, herdeiros do Dr. Pe-
dro Bezerra de Araujo Beltrao, Catharina
Mascaraphas e Antonio Pereira da Cunha.
Ao Contencioso para os devidos fns.
Senhorinha Mara de Oliveira Mello,
Felismina Mara de Lemos Duarte e Dr.
procurador dos feitos. Informe o Sr. con-
tador.
Dr. Clementino de Mesquita. Entre-
gese a quaotia em deposito, representada
as apolices da divida publica nacional,
ae que trata a iniormagao.
Ordem 3* do Carmo e Manoel da Luz.
Haja vista o Sr. Dr. procurador riscal.
Officio do Dr. procurador dos feitos.
Informe o Sr. Dr. administrador do Con-
sulado. -
Edaardo de Aqui no Fon seca. -Ao Sr.
thesoureiro para conhecimenro, somente
efectuando o pagamento pessoa designa-
da, exbibindo a procurag&o.
Antonio de Figueiredo Oliveira.Ao
Consulado para attender.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DU 14 DE JANEIRO DE 1887
Jos Ricardo da Costa, Francisca Prancelina
Lopes Bastos, companhia da estrada de ferro do
Recite Vanea.Informe a 1" seceo.
Pedro A u tune a & Cloiorme a Ia seccao.
I
DIARIO DE PERMBlO
Retrospecto polHIeo de 18G
poltica geral
(Conttnnacao)
Essa attitude vexatoria das graodes potencias
era inexplicavel, desde que o governo grego se
manifestara alinal disposto a seguir os conse-
!hos amigaveis da Franga. Toda a expan35
inopportuna da forca bruta um insulto jus-
tiga. A Europa tinha-se mostrado talvez dema-
siado paciente para com as agitagOes c ainda
mais com as do slavismo do hellenismo. A (fue
\inha, pos, esse espectculo de energas sero-
dias ? Urna violencia tora de tempo degenerava
nos seus intuitos, attrahindo sympathias para a
causados violentados. Se a nica intervengao
do Sr. Freycinet bastara para chamar razio a
Grecia, o ultimtum prosterior das potencias s
poda ter um efTeito: collocar o governo grego
em terrtveis didiculdades entre o paiz ferido no
seu amor proprio, e porlanto, desejoso de reani-
mar-se cm resistencias que voluntariamente ha-
viam cessado.
E' que o bom xito da intervengao da Franga,
alias inesperado, causou vivos ciumes em al-
guns dos grandes estados europeos. Os polticos
inglezes, por exemplo, dcsapontaram seriamente
com esse triumpho incontestavel da diplomacia
franceza. Pois que, os lidenos tinham affron-
tado as ameagas do marquez de Salisbury, a im-
paciencia da potente rainhi dos mares, as gros-
serias do minslro britannico em Athenas, e ago-
ra codiam ante meia tluiade consideragoes razoa-
veU adduida8 pelo coudc de Mouy n'um intimo
tete lite com o presidente do conselho de mi-
nistros do rci da Grecia?I Que o hellenismo
capilulasse era cousa excellente, por quanto a
manulengao da paz no Oriente eslava dando
aguaplas barbas a muita gente; mas que ce-
desse. por modo to contrario ao prestigio do
Foreiqnoffice c ao respeilo devido grande for-
ga naval da Inglaterra, eis urna soluco absoluta-
mente incompalivel com o orgulho tradicional
de John Dull. Levado por taes prejuizos, que
o governo iuglezsegundo se escreveuinsistiu
com os dciuais para que a apresentagao do ul-
timtum se realisasse immediatamenle noticia
que o >r. Delyannis dera aos representantes das
grandes potencias de que tinha accedido s ins-
tancias lh> ministro de eslrangeiros da Repbli-
ca Franceza.
Os resultados dessa precipitagao desarrazoada
niio se lizerara esperar. A siluago complicou-se
extremamente. A indignago d"s gregos assu-
miu proporgOes extraordinarias. O grito de guer-
ra contra a Torquia retumbou de novo em todo s
os ngulos da nago. Recomecaram os discur-
sos incendiarios em Athenas, e o governo op-
primido pela opinio nacional, reccioso de .of-
fendel-a, tenlava j diminuir o alcance dos pro-
pios compromissos que tomara a rogos do ga-
binete de Pariz. Este, no emtanto, continuara a
empregar os mximos esforgos para convencer
o ministerioDelyannis de que devia em todo o
caso cumprir a promessa de desarmamento, atim
de nao autonsar o emprego de medidas coerci-
vas, e que se nao f'ariam esperar, por parte das
nag5es signatarias do ult'matum.
Finalmente, o Sr. Delyannis declaren ao conde
de Mouy que o licenciamento das tropas de reserva
nao seria ordenado, em quanto a esquadra inter-
nacional nao se retirasse das aguas terntoriaes
da Grecia. Nessa retirada, porm, 6 que estava
exactamente a difliculdade, urna vez que as na-
ces nao se mostravaui salisfeitas com a resposta
que o governo hellenico tinha dado ao ultimtum.
Cora effeito, as cinco potencias em nome das
quacs esse documento havia sido apresentado,
enviaram qqglle governo, em data de 6 de Maio,
outra nota collectiva na qual havia simplesmente
um pedido de explicagoes acerca do proposito
em que estava o ministerio Delyannis relativa-
mente exigencia das mesraas potencias. 0 go-
verno grego, julgando tal exigencia incompati-
vel com a dignidade nacional, respondeu a refe-
rida nota com a conflrmaco de suas declamges
anteriores referentes ao ultimtum.
Estavaii os^negocios n'esse p, quando che-
gou a Athenas a noticia de que se operava urna
concentraco de tropas turcas na fronteira.
Essa noticia deixou temer urna invaso. O go-
verno ordenou immediatamente que a guarnigo
da capital do reino marchasse para a Thessalia.
Houve outros movimenlos de tropas em todo o
palz. 0 a'istamento de voluntarios, que havia
dias tinha cessado, recomegou desde logo. A
guerra pareca entao certa, inevitavel, e a polu-
go hellenica mostrava se por toda a parte en-
thusiasmadissima ante semelhante perspectiva.
0 governo julgou, todava de necessidade ad-
vertir oficialmente as grandes poten cias de que
aquelles movimentos militares nao exprimiam
recrudescencia de sentimentQ^bellicos por parte
da Grecia; que esta nao sena a primeira a dar
principio s hostihdades>*nas que se preparava
para repellir qualquer violago das suas fron-
teiras. A advertencia era sem duvida pruden-
tsima, desde que os representantes das poten-
cias iam em breve subir de Athenas. Deixou,
porm, de ter o effeito desojado. N5o obstante,
e*se anodyno diplomtico, no dia 8 ficaram blo-
queadas as costas da Grec^ desde o cabo Malea,
ponta sudeste do Peloponeso, at ao cabo Su-
nium, tambem chamado das Columnas.
Estavam cumplidas as ameagas vagas do ul-
timtum. Se o chamado direito das gentes cor-
respondesse a alguma cousa de real, seria licito
perguntar s potencias bloquadoras, cm cujo
numero nao entrou a Franga, se nermiltido um
bloqueio entre estados nao belligerantes. Mas
a discussSo n'esse ponto seria de um bysanti-
nismo escandaloso. Nao ha jurisprudencia in-
ternacional fra de certos uvros didcticos de
urna ingenuidade encantadora. O poder mate-
rial ainda o supremo regulador dos actos de
povo a povo. A nacionalidade hellenica, ella
sobretudo, nao tinha na occasio tempo paTa
destringar as regras puramente luteranas dos
juristas, nem d'ellas poda tirar o menor pro-
veito depois de dar por paos e por pedras que
resumir *a sua existencia de alguns mezes. O
bloqueio era o facto; fazel-o durar o menos pos-
givel o devr do governo grego, submettendo-se
iraposigo das potencias. 0 Sr. Delyannis
comprehendeu isso, e pedio a sua demisso de
primeiro ministro. Er?i natural que aquelle que
tantas vezes dissra S*vopanon possumus I
em nome das aspiragoes do helleuisrao, se sen-
tisse agora fraco e sem auctoridade para impr
silencio s paixes de que tinba sido o porta
voz. O rei nao o entenda assim, e quiz recusar
a demisso solicitada por amor sabedona co-
uda nesta vellnvsentenca, que se ajusta va per-
feitaraente ao caso : Qucui as armou que as
desarme Insisti, porm, o ministro e a co-
rda dcfcno-lhe finalmente.
Formou-se um ministerio de poucos dias sob
Ift presidencia do Sr. Valois.
0 resultado da eleigo para a presidencia da
cmara dos deputados, a qual acabava de re-
unir-se ordinariamente, levou o Sr. Tricoupis ao
poder. Era realmente, esse o horaem indicado
pelas difficuldades da situago. Assegurar a
paz, proceder ao licenciamento e desarmamento
das tropas de reserva no mais curto praso pss
sivel. eis um dos principaes artigos do program-
ma do novo ministerio organisado por aquelle
conheci.io estadista. 0 sr. Freycinet disse per-
anic a cmara que a nagQo grega, embora nao
estivesse sob a presso do bloqueio, devia evtal-
as grandes despezas militares, aguardando as
suas forgas e dinheiro para lempos mais favo-
raveis.
Infelizmente os bous desejos do novo ministro
nao poderam ser iminsdiatarnente realisados, em
consequencia de novos conflictos, mais serios
que o anterior, entre as avangadas tufis e gre-
gas las fronteiras.
Em Atherta's dizia-se que a provocago tinha
partido da Turqua, cujo exercito. ou
nos grande parte dclle. segundo insistentes b ia-
tos, se ia movendo no sentido de apodejra'r-
desfiladeiro]de Mellona c occupar|LarpEaT
t a cadeira da
E escusado dizer que, ante taes wjffas, o anu presidencia o Sr. vereador Silva Serra, que na
r". il f\ Si i \ i k 11 ln/t nA T\ j\ I I n v% i An r>AllAti #^ t* \ .. ,4n jm^k.__&_ ^ ^____ 7? -.______ __ _!_ ? J .3 L___ 3,
mo da populago hellenica voltou a*"um estad
de exaltago incrivel. O Sr. Tricoupis enlendeu-
se a C3se respeito directamenle com o governo
do Sulto, e veio a saber que eram ainda a in-
disci^Uia, por um lado, e pelo outro rivahdades
e odios nacionaes mal coudos entre os solda-
dos de ambos os paizes as causas daquellas re-
petidas escaramucas, que iam fazendo victimas
de parte a parte. Tornava-se, pois, urgente,
urgentissimo, por termo s impaciencias belli-
cosas dos dous exercitos, cujas raanifesiagoes
a principio relativamente insignificantes, podiam
tornar-se de um momento para o outro de im-
mensa gravidade. O governo grego, compene-
trado das necessidades da situago, deu comgo
aos licenciamentos, que se effectuaram sem in-
cidentes desagradaveis, e com toda a rapidez
compativel com as circunstancias.
Terminado, ou pelo menos muito adiantado o
desarmamento imposto Grecia pelas grandes
potencias, nao havia mais razo plausivel para
que o bloqueio cootinuasse. Assim o entendeu
a Inglaterra, propondo o immediato levantamen-
to delle. A Allemanha e a Austria nao accei-
taram a proposta ingleza, sob pretexto de que o
chamamento das tropas gregas de reserva nao
havia ainda sido coramunicado s potencias pelo
gabinete Tricoupis. Este recusava-se a fazer
semelhante communicago, urna vez que tendo-
se retirado de Athenas os representantes das cor-
les estrangeiras, a Grecia se devia considerar
de relagoes cortadas com as mesraas cortes.
Alm disso,argumentara ainda o Sr. Tricou-
pisa participago exigida pode levar as gran-
des nages a persuadirem-se de que ficavam
com o direito de ser ouvidas quando a Grtcia se
resolvesse outra vez a mobilisar o seu exercito
Esses argumentos podiam ser excellentcs ; *
verdade, porm, que o gabinete grego nao ti-
nha no resultado delles urna confianga Ilimitada.
Tanto assim, que, em data de 31 de Maio, en-
viou urna circular a todos os seus agentes no
estrangeiro, na qual protestava contra a conti-
nuago do bloqueio, inteiramente desnecessano
ante a attitude pacifica do povo hellenico. Era
urna notificago indirecta, e que devia satisfazer
as cortes de Berlim e Vienna. Houve ainda dis-
cusso sobre vans qnestes de formalismo. To-
dava, no dia 8 de junho foi o bloqueio levan-
tado, a aprazimento da propria Turqua, que
logo depois da Inglaterra, tinba insistido para
que esse levantamento se effectuasse. Os agen-
tes diplomticos das grandes potencias voltaram
para Athenas. A esquadra internacional reti-
rou-se das aguas da Grecia.
Pareca estar, portanto, restabelecido o equi-
'ibrio oriental. Novos incidentes teriam, com-
tudo, de chamar em breve a attengao da Europa
para o pnneipado da Bulgaria.
(Contina}.
REQIFE, 15 DE JANEIRO
.fot i cias do norte do I
DE 1887
iperlo
bon-
0 paquete nacional Pernambuco, entrado
tem da norte, troaxe as seguales noticias :
Amazona*
Data* at 2 de Janeiro :
A Assembla Piovincial qae, pela qninta vez,
lora convocada extraordinariamente, deiian aibda
de reunir-se 31 de Dexembro, dia designado para
isso.
Em Manos chnvia abundantemente.
Em consequencia de nma chuva torrencial, dea-
aboa a parede posterior do edificio praca Pedro
II, onde fnnecionava a secretaria do commando
das armas.
Tambem desabou parte de urna casa onde mo-
rava a viuva do oficial de fazenda Sebastiao Lis-
boa.
No lago Acara,rio Madeira,appareceram
indios bravios, que mataram um bomem a fie-
xadas.
Para preenchimento de nma vaga de verea-
d*r da camira municipal de Manicor, foi eleito
Leopoldno Borges do Carmo.
O rio Madeira crescia com extraordinaria ra-
pides.
A cnchente desse rio e os grandes temporaes,
qne all tm cahido, muito prejadicavam a extrac-
co da gumoia elstica.
Para
Datas at 7 de Janeiro:
Referi o Diario de Noticias que pela presiden-
cia da provincia fra encaroptda a estrada de
ferro de Bragunca, por 1,500:0004000, pagos em
apolices de 6 /s amor t isa veis em 12 annos.
Renden a Altandega em D'zembro fiado
973:599*765.
Nu anno de 1886 t este movimeuto :
Einprestimos 19 782*000
Kesgates 34:750*000
A Recebedoria Provincial rendeu em Lejiem-
bro fiiid.>44: 145*329.
A Caixa Ecouumica teve em 1886 o seguinte
movimeuto :
Depsitos 676:620*000
Retiradas 769 .-02*300
Em 31 do Desembro o saldo da referido cana,
em rtep'Sito na Thesouraria de i Rienda, era de
1,451:665*251.
Em 31 do mez nltm as caixas do Tbesoar?
fruviu.-ial nc-cusavain o* seguintes saldos :
Caixa effectiva 333:2564197
Caixa de depsitos 401:019*756
A renda da Companhia de Bonda Paraeuse
tem tido as segaintes rendas desde sua inaugu-
ra gao :
Eui 1883 81:010*280
. 1884 70:689*900
. 1885 288:82*8u0
. 1886 316:85*9('0
uranluio
Datas at 9 d.i Janeiro
posse aos vereadores da nova cmara, os qoaes
prestaram juramento pela ordem da votaeo.
Apenas nao estiveram presentes os Srs. verea-
dores Jeronymo Tavares, qae n5o est nesta ca-
pital, e o Sr. tenente-coronel Xavier de Carva-
Iho qae, segundo nos consta, se acha incommo-
dado.
Juramentados qae foram os novos vereadores, o
Sr. Coelho couvidou para occapar
sua opinio era o mais idoso dos mmbros da nova
cmara.
O Sr. Suva Serra, oceupando a cadeira presi-
dencial, declarou qne ia proceder-se eleicao de
presidente e vice-presidentP da nova cmara.
Nesta occasio pedio a palavra o Exm. Sr. Dr.
Angosto Olympio Comes de Castro, para ventilar
urna questiio qne se prenda da eleicao, ao qae
responden o Sr. presidente qae nao poda conce-
der-lhe a palavra, por isso qae, na qualidade de
presidente da mesa provisoria, s lhe cumpria pro-
ceder s eleicoes de presidente e vice-presi-
dente.
RetorqaiolheoExm. Sr. Dr. Gomes de Castro
qne a questd a aventar dizia respeito a essa elei-
cao, pelo qne devia ser disentida antes de a ella
proceder-se.
Em vista de semelhante declaracao foi conce-
dida a palavra ao ao Sr. Dr. Games de Castro,
qae mostrou evidencia qae, sendo incompativel
obxercicio accumulativo dos vereadores eleitos
Goncalvcs Jnior e Tavares Sobrinho qne sao ca-
ndados, devia ser admittido a prestar juramento,
de accordo com a resolaco do Conselho de Estado
de 17 de Junho de 1886, o sapplente mais votado,
qne se achava presente.
A resoluco do Conselho de Estado, a que deu
lugar ama consulta da cmara municipal de S.
Joao da Barra, e qae pelo Sr. Dr. Gomes de Cas-
tro foi lida em sesso, do theor seguinte :
Ministerio dos Negocios do Imperio.1. di-
rectora.Rio de Janeiro em 17 de Junho de
1886.
Illm. e Exm. Sr.Poi onvida a Seccao dos
Negocios do Imperio do Conselho de Estad} sobre
a seguinte questao, que sagerio o cfficio dessa
presidencia de 2 de Marco ultimo : .-~!.
Si, impedido um vere?dor de servir na cmara
nos termos do art. 23 da lei de 1 de Outubro
do 1828, devo convocar-se nm immediato que o
substitua; oa si a'este caso applica-se a disposi-
ca ) do art. 22, 4 da lei n. 3029 de 9 de Ja-
neiro de 1881.
E a mesma seccao. pelas razes exaradas em
consulta de 9 de Abril ultimo, d* qual envi co-
pia a V. Exc, opinou que devia ser adoptada a
primeira alternativa, isto convocar-se logo um
immediato para substituir o vereador impedido ; e
accrescentou que cumpria dar-se opportanamente
conbecimento desta deliberago ao poder legisla-
tivo, para resolver conforme entender, visto ser
omissa neste ponto a citada lei n. 3029.
Com este parecer Sua Magestade o Imperador
houve por bem conformar-se por sua immediata
resolucao de 12 do corrente mez, o qae declaro a
V. Exc. para os devidos effeitos.,' '
Deus guarde a V. Etc.Sarao de Mamar.
Sr. presidente da provincia do Rio de Ja-
neiro.
Consulta d que se refere o aviso supra
Senhor. Manda Vosea Magestade Imperial,
por aviso n. 1185, de 26 de Margo prximo paspa-
do, que a Seccao do Imperio do Conselho de Es-
tado consalte com seu parecer, vista do officio
do presidente da provincia do Rio de Janeiro, si,
impedido nm vereador de servir na Cmara, hes
termos do art. 23 da lei de 1 de Ontubro de 1828,
dave convocar-se um immediato qne o substitua,
oa si a este caso applica-se a disposico do art.
22, 8 4, da lei n. 3029, de 9 de Janeiro de
188L
Sobre esta questo disse a Secretaria do Esta-
do :
Respondcndo consulta da Cmara Munici-
pil de S. Joo do Principesi, eleitos dona ca-
chados para o cargo de vereador, e estando am
delles impedido, na forma da lei de 1 de Catabro
de 1838 (art. 23), de tomar parte no* trabalbos
quando o outro estiver presente, pode convocar
supplentes, a pesar de terem j prestado juramen-
to sete vereadores effectivos,declarou-lhe a pre-
sidencia da provincia que, > estando a Cmara
em maioria com os sete vereadores juramentados
podeudo por isso celebrar suas sessoes com verea-
dores fffectivos, nao deve convocar supplentes
dos termos dos arte. 22 4*, da lei n. 3029, de 9
de Janeiro de 1881 e 22 e 229 do decreto n. 8213,
de 13 de Agosto do mesmo nuo.
' Esta deciso pode ser impugnada, attentando,
para a disposico do art. 22, 4*, da lei n. 3029
citada. >.
Este artigo regula o caso da chamada de im-\
mediatos, quaudo em razio de vagas ou de faltas
de comparecmtnto, nao podem reunir-se vereado-
res em numero necessario para celebrarem-se as
sessoes.
Na especie nao ba vaga, nem tambem ba fal-
ta de comparecimeoto, porque desta* ultimas ex-
presses induz-ee qne o vereador pode comparecer
e deliberar quando o caso de Impedimento legal
por incompatibilidad* no exsrcicio conjuncto dos
dous vereadores cunhdos.
Esta incompatiblidade permanente, e, a
nao ser substituido o vereador impedido, ter a
Cmara de fuoccionar com nm vereador de menos
durante o qnatriennio, o que repugna ao rgimen
da lei, que, filando o numero de vereadores das
Cmaras, quiz que estas corporae,es funecionas-
sem com esse numero, salvas as execuces da ci-
tado art. 22, 4.
Si, no caso vertente, nao se pode fazer elei-
cao de nm vereador, porque nao ba vaga, deve-s*
completar o numero de vereadores em exercicio,
cbamando-se nm immediato que servir emquanto
dorar o i npedimento legal de um dos vereadores
efectivos.
Assim ficar completa a reprr-sentaco do mu-
nicipio e ser mpeitado o rgimen da lei qae
fixou o numero de vereadores qne o devem repre-
sentar em circtimstancias normaea (art. 22, S 5)
1* directora, 16 de Marco de 1885 Jdonteiro
de Hqros.
* 0*Vccordo. O cuso nao est previsto no
art. 22, 4 da lei eleitoral, que s cogitou da
chamada de supplentes, qnando, em razo de vaga
ou d falta de campar(cimento, nao poderem reu-
nir-te vereadores em nuuiero sufficiente para ce-
lebrarem-se as sessoes ; mas a soluc" indicada
p*los seus fundamentos, pareee-me ser a que ui*
conforma uom o espirito da lei.A. Augusto da
Silva Jnior.
A Seceo est de perfeito accordo com este pa-
recer.
O caso de qae se trata niio foi previsto pela lei
n. S0M9 de 9 de Janeiro de 1881, qne, providen-
ciando sobre as vagas de vereador occasionadas
por morte, excusa oa mndanca de dcmicio, nao
cogitan de urna ontra bvpothese que pode eer tam-
bem considerada como vaga, visto qae trsta-sc do
am impedimento permanente.
Tal o facto de serem eleitoa vereadores doits
conhados, qne segundo a disposico d.. *r 26 'la
lei de 1 de Outubro de 1828, oio p.ideo cunenr-
rer simultneamente no exercicio das fuucyoei
municipsea.
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12
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t Omissa neste ponto a \A. e nao sendo re^til!!-
P..i nom-ado promotor publico da comarca de eonflorve DCompleta nma corporaco a
xias, o bacbarel Rarmundo Philouillo do ^^ p,ra .gn^id,^ do8 irabalhos, bem eccw
para garanta de acert* as delibe-acoes, a I-i
roarcou determinado numero de memoro, enfeu-
de a Seceo que o uoico, ou o mais prudente Ivi-
tre a tomar, recorrer disposico do art, 28 \
lei organiea das Cmaras, convocando-sc logo nni
immediato cm voto* para substituir o vereador
incomptibili-;sdo; dando-se desta de!ib?ra^:t op
Ca
Res.
O Paiz, de 7, narron nos seguintes termos o
que so paaauu nesse dia em sesso da Cauura Mu-
nicipal da capital :
Ve 11 horas do di, pretentes os Srs. verea-
dure* da antig* camarj, Coelho, Costa Rodrigues,
.-.ardiiiha, Mianda, Rnucii, Marvo e Scabra, u
Sr. Coelho, como presidate, abri a sesso e den
i
y


Diario de Pernambuco---Sabbado 15 f Janeiro de 1887




m

-
"I

-y-'- V
i
portaiumeote sabrcmcnto so Poder D*gi*IatIvo
para me entender.
:e Senhor, o parecer da be-ico.
Yoasa id agestado Imperial mandar, potito,
como fdr irais acertado. Rio de Janriro, 9 de
Abril du I806 Jo&u Lias Vieira Cansansdo de
Suiimi Jus Bento da Canka figuredoAf
fuoato Ceiso de Antas Figueiredo. '
liesolufao Como parre*.Paco da Boa Vista,
em 12 de Juuho de I8d6.Coco rubriia de Sua
Mageatade o Impcradur.^Kara de Memor.
Pedia entilo a paUvra obr. vereador De. Fr-
nandea, que, qne-reodo rjoattetar as awercaa do
Sr. Dr. Guinea d* C, proeedeu i leiiur do
avisos relalirus a hatiW^eg tfinponinas de vo-
leadores, caso intiruuieaue diverso daqnelle de
que ae tratava a ej.r..terio ae i c.dhIU
lida.
Tomn parte tambem nesta diseuaatU o Sr. To-
reador Adriano Santo., que liumoo-te Icr
alguna dos avisos a que reterio-se o Sr. Dr. Fcr-
nandes.
Responden ainda o Sr. Dr. Gjmes de Castro,
aiicutiLaodo Cmara do que na qaalidade de
vereador eleito, bavia consltalo sobre o caso
presidencia da proviucia, qna eui resposta Ib') de-
clarara dever ser cumprida a resoluco do Conae-
lbo de Estado, cima transcripta.
Ap#sar dissj, delibcroa a casa, pelos votos dos
Sr. Silva Srr, Adriana Santos, Alfredo Silva,
FVoaudi-e, Vieira Nin\ e Goncalves Jnior, qn
se procede.., iinmedialiiu) ote eloedo de presi-
den U e viee-preaidente. ficaodo pira ser diseutida
posteriormente a queato aventada pelo Sr. Veret-
djr D,\ G noca de Castro.
X correr da ducusao e, feudo o Sr. vrreador
Rodrigues Feruandes se mostrado algum tanto
exiliado, o Sr. presidente chamou-o ordena;
aoacitando-to ea'.i > reahida questo, durxute ti
qtkil manifestaran: signa-* do approvavaoem fa-
vor lio Dr. Feruandes, alguna d.ia conectadores.
Cuutiuuauio com a palavra o Sr. Dr (ijn.ti da
Castro, declsrou que a-ria fcil tamiiej, caso o
quizcae, provocar os mesin >8 uppiausos cura qua
craui receidas ua palabras de sens adversarios,
ao que pi\.rom>u o auditorio em bravoso apoia-
dos aO orador.
lusistindo ainda o Sr. presidente em querer
que se piocedease i elei^ao, declurou o Sr. Dr.
G ,me* de Castro, que elle e eus amigoe ver-ee-
hiaui f./reados a relirar-ae para nao sariccionarem
curo u sua piesenc um acto que reputavatn .ilegal
e atteutatono aoe rritos de uto cidadao legti-
mamente elrito e, pnrtanto, no caso de tomar par-
te na vntaco a qun a a Cmara proceder.
Sabi-m-s que S. Exc. e outros veread.ircs repre-
sentarnra co otra o proeedimento da Cmara ao
Exui. Sr. president3 da provincia, de cuja so'.'icia
rica pendente a questao.
Cear
Data* at 10 Je Janeiro :
So da 4, em Linoeir. o capito Serafim To-
lentiuo Freir Chaves, depntado provincial pelo
S.' districto, fui aggredido pelo collector d'alli.
Lemos uo Cearense d 8 :
De sorpresa foi assaltado, bontem, pequea
distancia du Lyeeu, o distiucto Sr. director d
iutruceao pnbiioa, Dr. Virgilio Augusto do Mc-
raes, por Gualter R- da Silva, travaudo-se lucta,
da qu:tl eahio mais contundido o aggrcssur du qu
o aggredido, segundo fomos afirmados.
0 motivo da aggresso, seguida correut.-.
fi o proeesto iniciado peante o conselho du ia-
sttuce'io publica, levado ao iro judicial, o julg-.-
do ltimamente pela Relai^", confia a profesora
publica mulbcr do aggrss.>r.
a Este t-i preso ean fl.gr*nto e coaduzido
chealura de policia. *
No da i tevo lugar posse da nova Cmara
da capital, sendo eleitos, presidate, o sr. alaocol
TVopbilo Gaspar de Ovcira e vice-presidente o
commendudor Antonio Pinto Nogueira Accioli.
L-se no Cearener de 8 :
Approxima-se averno. Desde o 1." drste
roer que a atinospbcra mostra-se nublada, cabindo
logo pela maDha tenue c passageira ebuva.
Hontem, perto de tneio dia, caba neota capi-
tal cupksa chuva, qut durou por espaco de meta
aura.
A'.gous lugares do centro consta, igualmente,
terem ido favorecidos de chovas. >
Palieceu o capito Antouij J'.qu:m Pereira.
R.ndeu a secco de arrecadacao provincial,
em Dvz-mbro Codo 1:6514039.
A AlianoVga renden no ines-
m.> u.cz 18^0911043
No exercicio de 8586, a mesm
Altaudega renden S78:433112
Uto arande ><>ri<-
Datas at 11 de Janeiro :
Devia realizar-se, a 15, a abertura da 2.' seseao
ordinaria da Assembla Provincial uo actual bi-
euniu.
\ l'arwlijta
* Da'U..at 12 de Janeiro :
Leiooa no Hmotar de 6 :
Segundo informacoes offi_iaef, vindas aute-
houtem da villa de Arurnna, est alli grassan io
euui intensidade urna epidcmii de t-bre amarella.
S. Exc o Sr. presidente da provincia, remetiendo
por c-oia os documentos ao Dr. inspeetor interi-
no da hygiene pub en, reclamou com urgencia o
su parec r. qu> f> i promptarcente dado como pe-
dia a gravidado do caso. *
Lamos n > Jornal da Purahyba :
o O^nmuuieam-aos desi* lecaiidade em data
da 27 d<> mez prximo passado :
A tebre amarella deseuvolveu-se com iorya
itesta villa.
Para mais de 40 pessoas se acbam accom-
aiettidus Cest- ea*l, sendo o obituario de 2 a 3
pessoas p ir dia.
O panizo j vai invadindo o espirito publico.
A Cmara, solicita em promover os ulereases
de scus munieipca, reclamou providencias i. S.
r. o Sr. pres.dente da provincia. *
Fazeudo nossas, as rrclamacoes da popalacao
da importante viUa du Araruua, de que inter-
.pitre a respectiva cmara municipal, esperamos
promptas providencias da parte do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia.
Lemoa no Diaria da Parthyba :
> Cartas recebidas desta localidad, e que nos
ioram obsequiosamente mostradas, disn que fo-
ram brbaramente espancados o capitao Jos L -
pea Pessoa da Costa e Dr. Santo* Estanislao da
Costa, p.ri e sobrinbo dos Drs. Jo-io Uopes e Jos
Lopes.
Nao sabemos at cr.'le iremos parar, se nao
heuverem provid- ncias enrgicas da parle do go-
veroo para reprimir os comes oraficados quoti-
diauamen e pelos -amigos da "BUnacao, que em to-
dos os seus absurdos sao protegidos pelos preten-
sos chefes da provincia.
Esp ramee que o Exm. Sr. Dr. Geminiano
saber eolloc.r-se na verdadeira pssico que Ib.;
compete.
Renderam em Dezembro prximo fin io :
A Alf.ndega 76:075*033
O Consulado Provincial 39:119;833
iaportant loMtHdade e milito prineipaluMOta o
Sr. Po Napoleao.
Segu x para a cidade de Areia, atn de sy-
dicar dos tactos que alli se deram, ha pnuco, e que
m.'livaram a repreaeutaca') qa ao jr. presidente
da provincia dirigi o ex-juiz de dirwp d'aquella
[-comarca) resentornete remov i> pana a de Via-
roo, iij Rio Grande do Sol. Dr. Jos Jacinth- de
Souz, o dis'incto chefe do polica, Dr. Siines
Da I tro.
O Dr. Jt6 J*eisiv a p*rtir da ultima eletei
ger-1, pecuw.Ki o iiiportanti pap-l de juiz po
i iia
j o i v.'o.Mvel partido conservador d'aquella tldade de orvalho, que raga a vegetacSo durante a
*, dvede cotio, bno urna de va isa omigoss,
djnha na cem ire, prootsataiads a uus pir
Bag'iiiirtoa, e a o'itro* p>r mtr reereao.io de sru
genio tcetoc-i o oalieuto.
Messa lele de pers gni^ao prflitic, indigna cor-
tamente, le confiuu a elevada miaso de velar pelos direi
toa sociars, cabio, infeliznie-it n digno e Ilustre
Dr. Jos Antonio Mana dt unoa Lia.x, s .b o
irrisorio fundamentole extravio do autos quan-
do pr autor publico d'aq-ieUa comrrea !
Oivido o Dr. Cunh*. 1. iwn. acerca de to mons-
truoso procesan,' forain tlse e taa conviucnte as
raao:s d-idef'jza que produsio, quo o Dr. Js Ja
eiulhj, lieseuncort .lid.-se, jurou immediaiamente
tUjpeico o passou o feo ao respectivo juiz1 mu-
nicipal.
C'oinpir -cendo o Dr. Cimba. Luna, en eiapa-
uluad unmeroaos amigos, audiencia desiguad
para inicio di timauha iniquidade, penetrou
iiro.Jaiami! na casa da Cmara Municipal, que al-
l Serve do/orrea, deboixod* orna- vain tremenda
que ibe ilau a farjinlaea alli aifgioini'rada, O Dr.
Joi Jaciutho, o qnal m '..uub in dar urna audien-
cia especial sobra urna onlein i" tabeas corpus,
que Ihe foi requerida,va a que fui og) modera-
da por pedi.iiKi e. conselbos do divT p uw
gradaa de atabos os ciudo ps'llfW que ao auba-
vam presentes.
Mais tarde, p rm. cbagando ao engenho Juss-
ra do Dr. Cuulia Lima e do s--u cunbado o m ijmh
Monoel Gomes da i.uoha Medio, o a ontras pro-
pnedades rura-r, visiuhaa, a nnticia de que o mes
sisa doutor ficara preso na ei la le, os r siieeliv.is
fore-iros s? r^ uuirum e ioiain operar o Dt. Joa4
Jaciutho na estrada que segu para a villa de Pi-
ioes. oode entilo se aehav, c abi <> prcaderam,
sem, entretanto, famr-ihe a menor oieiisa des
acato, eouio conessou ua suu mencionada, rrpru-
seutacao.
O Dr. Cunha Lima, logo que tevo couhecimen-
to do facto, mootvu orvallo, e alli cheeandu dis-
persou o povo,cojoproeedim-utouatigmatisou cun
geito e moler .(,- '.
E8, em veriaJe, o que se passoii na pacifiea co-
marca de Areia, o nao o quo c.asualmeuie procom
propalar a oppjaif.', que ue ludo quer Ornr par-
tido.
Deploramol- em todo caso, mis o r-spius^vi-l
moral por tudu isso, e palo q ib sueeedcu ao Sr.
Ur. Jos Jaciutho na uoile de 18 de Setum.'To do
anno paasado, c de qu tratainna em nossas uus-
sivas d'aquellii data, S. 8 espirito i-ieo, igno-
evtacao, qhaodo a humidade mais falta, e esta
quantidade riio est incluida n'a^ueila cpibiia e
medida no udotnc
SappiQos ser da aterasse particular est-bele-
cer t.ibem, u'es;o seatid, o carcter do clima
da cilude da Victoria; porm, das medias men-
saes da lab lia XIII nao se poda deduzir outra
cousa senao a ig.-iuldnde do anuviamento na Vic-
toria e na Colonia laaVI, o que menor na cida-
de do Roeifo do qie nVates lugares elevados. To
(l.vio as temperaturas miuimas da Victoria iguaes
9 da Colonia-Ia*b>'l (vide pie- 1), embora esta
de p.rserod r tesiaz e ranj-vro** dos seus joria- ust-ja m.iatir*tt* do qun aquella, nos tasem
iieesoii iiloa, iicTtvn.-eiuea ao partido ciasorfl t supi.r, qoe a isadiacao calrica durante a noite
m Victori* auir-ri-.r, e portan ti, menor o aun
i vio'iieoita '..< .re* ua C 'louia Is-ibel.
i; mpirunl> w u uiiuviamunto medio das esta
isju u*-rr- 11 ufaren da proviucia ds Pernanibuco
test o do S. lieaio daa Coges, nota-so igualdade
de anuwaaaiMtfNKaoifse em lenlo das La-
grs, cuna nica exeepci do esli, estaca) eoui
uiainr e.Miuiaiueutii ua cidado do Uceife (vde a
tabllaXiV)
Nao duvidoso quo as estscio ebuvosa, Isto ,
ni outeinno e inve..i'i, u anuviain no masimo,
sen-la ni n ir na primavera e no vero, u estat;o
uueua ; eacianb porm, ser to elevado na Vic-
toria e Colonia Isabel.
TABELLA XIV
AIIUVIAMGM'O Slt.'lIO DAS KSTACOS
1 3
n Victoria o c l- S
5 - m s
-/uc 7 anno p 5 IA 00
w ____.__ ! /
Veri, . ().4! 0.56; 0.51 0.:17
Uutomuo 0.47! 0.59i 0.62 0.47
ivmr. | 0.51| 0.59 0.64 0.52
Priman ra i 0.4i| 0.53 0.56 0.42
INTERIOR
Corresposadcncla 4o Diario de
Pernambaco
PARAHYBA, 13 de Janeiro de 1887
RecomeeamoB h je as nossas missivas, nter-
rompida* pelos folgares serridentes da teta do
Natal.
Saudaudo, p ;is. antes de tudo, e novo anno que
ee no* antolba faguero de esperaiioae, nao pode-
mos tambem, segundo os estylos, dcixar de diri-
gir os noasos respeitosos cnmprimeutos de despe-
dida ao velho anno de 1886, que sumio-se, para
aeiapre, as sombras dobraa de um pa. sado cheio
do peripecias e novidades, as quaes, descriptas
miudatnente, guisa de folhetm, por mea amigo
Dr. Eugenio de Britto, con%a naturalidade e at-
ticisnto, de que dispoe, nos fariam rir estridente e
gos tusamente.
No dia 2 do corrente, em irem expresso, qnt
pocera sua dispojicao o superintendente da Con-
de d'Eu, o Sr. Richard Feltoo, fez urna visita a
tradicional e importante villa do Pilar, o Exm.
Sr. Dr. Geminiano Brasil, digno presidente da
provincia.
Messa agradavel excarsio, acompaobaram S.
Exc. alm de outros amigos, o seu ajada ote de
ordem, ccmmendador Sil vino da Cunba, Dr. T sa-
la Lacerda e engeabeiro Dr. Justa Araajo, fiscal
m
A' 8. Ext. e sua comitiva surprenderam os p#
Iwoses eos ama recepcio expleudida e ruidosa,
hospedando se todos em casa do capito Joaqaim
-lelo, ama das principaes influencias do
i conservador alli, o qual, mais ama vez,
cas d asa geuer.sidada e ca-
aqu
raute u maleavel, que nao feui a natcessana euer-
ga.pira iupur-se uo re*peto de scua jurisdiccio-
uadoi, ncm para aesprezar as rxigenci-s desairo
soadas de seus moa conselheirus, que > teem
rraballia io para dej-ouceitual- i peraule a opinia..
publica.
E:u ananeiru?, perante o Dr. juiz munici-
pal, a.n audieu'.-ia publica, esbofetearain-se o a.l-
vog-ulo provisMiiaio Francri Cirna e o De. S.m-
tos Cstaiiislo Pessoa do Vasconeeili.
Segundo ae noticias corrernos, des lloros em su
tos h,rm a origem dosb.-ij"s, que mn'uamente
ti-oraram aquciles dota pereoiiafeua libtraes.
Somos informados, por pesaia compifcnte,
que o E:m. Dr. Geminiano Brasil fatteom in-
lertsse de dar execufo a dispovico coasigmadn
aoart. 3dn lei dn orv.men'o viente ijoe au-
turisa a pr aiJcnc a a ruir.tr e.n aceoido com 'jB
poasuidoifh de plice proviueiacs, sobre o pa-
gamento dos respectivos juros renacidos.
O estado tuaxicciro Ua proviucia diwatMiiia-
dor ; para o que grandemente com'-iireram a pe
quena safra uo assuear, que se p le c .n-iderar
hila, e a baira do preeo dense genero de sua
principal peoduc; lo.
Acon;elhamo3 aos p-.asui'l.ires daquelies ttulos
que nao desprctem absolutaineutc as toutatavas c
Dona deiesoa de S. Exc. pois melbor coarca-
cen lor abroma cousa, asaegitraudo os seus ore
ditos, do que pcrdel-os tobalmente, dado o cas I
de iusohabiiidade da provincia.
No dia 7 do corrente, como e exprosso n>
Reg. 8213 de 13 de Agosto de 1881, tuve lugar
o juramento e poseo d* nova cmara municipal
docta capital, rendo sido eleito, no presente anno,
presidente o Dr. Antonio de Souzh Carvalbo e
viei presidente J.,io Luis Toixeira, ambos cou-
rervadores.
A' 30 da pissado, asanroio o exercicio do
cargo de inap-ctor da Alfandrga deeti. provmeia
ocommendador Silvino da Cuiiuu, seguiudo, neate
meaino da para o Par&, afim de tomar conta o
de Io eacripturaro da respectiva Tbeaouraria,
para que toi iemovdo, o ex .inspector, Dr. Luiz
Fredenco Codoceira.
Segu i, por Mosaoi, do Rio-Grande .do
Norte, para a comarca de Soaza, aBm de asaumir
o exercicio da vara do dieeit-, para que fui no-
meado, o Dr. Miguel Peixoto ne Vascoucellos.
Para ubatiiuil-o na inspectora do Tbaaeoro
Provincial, foi nomeado o i.lustre De. Jut Eva-
risto da Cruz Grooveia.
Manifestaudo-ee com intensidad a'febre
amarella na importante villa de Araruua, da co-
mal ca de Barbacana, o Exm. Sr. Dr. Gemiuano
Brazit, em attencao as reclamafOes das autori
i idades e da caminara municipal daquella l.-cali-
dade, fez contrastar e seguir iu.ine liatumenle
para alli o cliuiuo Dr. Jus Lopes da Silva J-
nior.
Fallecern. : o artista Luiz do Rosario, e o
agente externo do Consulado Provincial Antonio
Ferreira Bailar.
O clima littoral da provincia de
JPcrnambuco
(Continua^ao)
ni. AircviAMEirro (nebulosidadt)
O grao medio do anuviamento do coi o onico
elemento importante, qoe por ora possuimoa para
juigar da nsolacl > o irradiacau do calor de um
clima. m
Das observacoea meteoro!ic:a pernsmbuca-
nas, ;' nosaa diapoaicao, comete podemos clenle..-
as medias mensaes e anuuaea (vide a tabella XIII),
lastimando qoe nos falteui oa dados para calcular
TABELLi XIII
MDI>8" MKIiSAES E AMil'AL DO ANOVIAlieBTO
Dezembro.......
Janeiro..........
Fevereiro........
Marco..........
Abril............
Maio..........,
Junho ...........
Julbo............
Agosto..........
^etenbro........
Outubro..........
Novembro........
Anno............

datante, regretaoa o
, p. nhoradisaiuao,
i. vela distmoco com nue o
Recife
o annoa
Victoria
7 annos
-a
x
5
0.411
0 46
0 47
0.46
0.48
0.47
0.52
0.50
0.51
0.49,
0.3H
0.41
0.46
0.51
0.69
0.58
0.60!
0.62!
0.56;
0.61!
0.58
0.58,
0.58J
0.49
0.53
0.57
0.55
0.56
0.42
0.61
0.63
0.62
0.6 i
0 69
0.58
0.62
0.54
0.53
0.58
iv. VEicros
Tambem 6'bre a veliicidade' daa correntei
aereas tallam dados na* >niias das. observaves
tniUa na provincia di Pernambuco. A-.ttmaaea-
.liafo d'cate tactor climabilogico, rao uipuriautu,
uy grande utilidade, visto que a veloetdade
in'di la por HD-mumctroa e dada em metros por
segnudo dep-mi* tumo de proprciladea easu'nes do
lugar de estabelecimento do anemmetro, qui na
mor parte dos casos d'eate modo nu se o'ltcrn a
verda-ieira vr.louidndH do ur para .> r.-epertivu lu-
gar, no sentido maia loto. Por eaiik rasA-i a ava-
lladlo (sem instrumentos), U vetes, 6 superior a
medica o-r iiiatruuieiit.w, porq io a priurcira est
sob a iiifloi-nea d.ia cF itus perceptiveia i movi-
meuto aereo em urna circiiuiviaihanca de inalor
eiteiisV, rm-jaanlu a inediy.l-1 leiu valor an-uto
para un ponCj fixo, o qual miitn vezes est Ion
ge de r prese atar o movimento medio do ar. A
lato bb ccrese o ilmI do ineaoio os m.flhores ane-
mmetros nao fon.eeerem ditleadircctameuteciin-
paravei., qtiauio >jc laiminli > e fnni uili'e-
MSIKu (22l
J tivemoa accasiiui de sccentuur a impir'ancia
I i vento como cuua.i secundaria da temperatura
dw uto lugar. (23l
Qoanto for^n on ve'ociladt drste movimento
id r u sob o ponto do Vista da climatologa, ci
nbecido que iufl le sobre a grandeza da ev .; j a-
ciio e a diasecacilo do solo, augmentando ou deori-
miiiiio a exiBf.'ueH a* organismos em relam a
tfi< quo nec.-tMtaui : Uovimontoa freqn.-iiifs
do ar elevHm o poder d>; etiaporafdo do clima. U.a
Oiltro ell'eito du veulu inanifestn s-- pea 8ensai;;i.i
du cu n' uos urbanismos, pela t ^mporaiura i/hv-io-
logica, que o tbennonietro nao imirca. Q i isi em
pro os vente s pioduzem a sen taco do trio pela
suOrrucciui imiis rpida di calor; a ibj. tenp -
ratura baii-., que com calmara nos agrada, torna-
se, s vezea iusuppjrtivel, logo que Uoiver uma
correu'e de ar msm frirts. O vento, nao ae ido
muco hmida, torna sap.iartavel at as tempera-
turas uiaito ele zudas, Hiigmeutaado a tranepiracu.
D outro lado p lu tornar se desto modo no:ivu
veget ,c i pelo oiesi eainento das parles mais de-
licadaa daa planta. O* climas com movunentws
areos, m.iis fortes, e.n g-ral, teem um elfeito esti-
mulante, favoravel actividude, sobre o organis-
mo humano; oe climas eom carinaras frecuentes,
pelo coutrario, tuem uiua ii.ti loncia deprmante, fa-
vorav.;! u lethargla. A cuiistant renovado do
ar polo vento nos lugares onde exista urna noui
ios i pupaiaco meti cuuch-'ghda, c de ao pe-
quena impiruucia by^ieuica. (23)
Sobre a direc-io dos lenlos predominantes ma
eeolareo* f uin modo aiuito geral a Cabella XV.
Para o calculo mais ex icto da fr-queueia doe
ventos em por Cunto taitam -nos os dados.
Durante a c.-lacio ehuvosa, particularmente de
Abril at Setembro, prea os ventos de S e
SE as cidadrs do iteeife, da Viotora, na Colonia
Isabel e mu provavelmente em todo o littoral da
provincia de furuamboco, emquanto na estac)
queute, du Outubro at Maryo, r.-.iuam E e NE.
(cerca de 110 klometros), perdendo oeste trajelo
a mabr parte de sua humidade, que tronxe do
mar, o quo explica a pequeua quantidade de prc-
cipitacca aqnosas na Colonia Isabel.
Na Victoria o SE vento de ebuva e o E
reiua na estaeiio secea. O NE raras vezea ae
observa na Victoria, ata particularmente em
Novembro e Dezembro, talvez de.vido a elevacoss
mais n itaveis, que ficam ao norte desta cidade.
T..nto o clima da cidade do Recite, quantoo di
Victoria estio, pois, sob a nfl lenuia salieato du
viraco (SE e E), que nao sineoie dimoue a tem
peratura, mis tambem n ar paro do mar, varre oa
miasmas, qu. tilo freqnentea vezea turma iusalu-
Dt'zenibro.................
Janeiio...................
Fevereiro.................
brea os lunares haixoa ua coatas Mire o, tropieo* Marr; >.........'...........
sob a influeucia da mu.
Livre ascisso da vibracio *b uta dos fue-
torea mais iinp .rtaates de urna ol.m i aalubr
(Hanii). N* todoa, que habi'aaaoa l innihauteero
gilo, ab*iuis com que i sopn refreacant'j e aiiimarivn d*. virsv-., (>ajUe*l'
larmeole n >3 dina qnentes di vtrlo.
A' viia;o, quo aerapre aopra cim miis forr;i,
oppoj-se o terral, que reina de noite. A vel.. fi
dadado terral em S. Beuti das Lig nJr do que a da vi.-nci); elle muilas vezes um
vento usalubre.
Tambem no ofima li'oral -ja provincia de Per
nambuco a velocidade da iracao deve ser de 6 a
10 metros por segundo, eo.no em S. 11-n'o daa La-
ges, visto que sopra quasi na m-'sma d.recelo do
aue o vento regul ir do alto mar (aliz de SE),
com que se refirma parteularm. ue da tard ', em-
quanto o terral da n ir, em virtude de f-.r fraco.
b'.o l a 3 metros por.segunda (tn S. Bento dos
Lages), talvez escap.-.sse a ap-ecaca dos obier
v.adores ; polo menos, as medias daa obs^rvaco s
peruambueauus nada diaem a respailo.
O* ventos do S, SE o E. embora sojr.'m do mar
posduem humidadeerelativa m mor do que os ou
iros em S. lie oto das Lagos. (27j.
Jousiderando o que ariina j dissemos sobre o
tff.'to bygienico da viraco e iembraudo-uos da
iutl i.'iicia da eievacto en relacl > a saubndado
do clima da Victoria, omprehlMide-se, que tam-
bem ne te sentid i esti extraordinariamente i.iVo-
recido o. clima dea tu cidade.
N i eidado do Keeife os ventoo S e SE reinam
durauie a estavo ebuvosa, de Abril at Seteiu
bro, e de Outubro em diaatc, na estafa' quenre
predomina, o E, sen lo, s ve;es suba itudj p lo
SE ou NE. O NE mais frequentes vezes foi ob
servado n i Ilecifd do que na Victoria, a anb t,
principalmente nos mazes de Novembro, Dusetn-
br.i, Jaiieiio 9 Fevereiro.
Das cousUerares pie tedentes resulta tambem
o carcter < xce ooiooal do clima da Colodia Isabei.
Nesta altitude de 22'l m. a viraco propriaineute
dita nao p i'sne niaia iufl le.ucia salien'e, Itera que
aiuda se taco sentir :u p dos ventor predomi-
nantes de S o NE. / O apparecimeoto, embora io-
tcrmittinte, da vira?ao ucsta altitude um plie-
iioin.no notavel, e pur ora u uuico tact.i que co-
iiheeemos aibre a altitude que a'tinge este vento
na zoii tropical, porqie' ua zona teuiprada, na
Cooey Llaud, umi fi lia inteiain te ulaua ao p
Je Nova-Yoik. -e eleva a cerca de lO metros,
b iveiiio na ailitnda de 2 0 inefroa uma correte
do ar opposta. Raras vezea oe nbjervou SW
que pr;vavelmente sopra na carnada afn/irplieri-
ea Superior a 250 meti' aeim do NE, quiild.
este reina na cvnada iuferior, e, de faeto, na alti-
tude da Clooia Label quuai aomente tem sido
observado.n-.a mezes em qus o NE.iio predomina
ist.> de .linio at Outubro, com excepcao de
Juuho.
TABELLA XV
VENTOS rRBDOMIJAHTES
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pera
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- aK-rce!- *" I
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S-------
a
a
IB
tambem a variaco quotiliana, meda do anuvia-
mento, a qual quaei sempie notavel.
Em S. Bento daa Lages o anuviumento s 8 ho-
ras da note e durante teda a noite, qoaai cons-
tantemente, menor (media aunoal0,33) io que
a 6 horaa da mauha e s 2 da tarde, emquanto
n es tas horas, de mauha e de tarde, nao ae nota
aend differencas mnimas (medias0,49 e 0,50);
entretanto, de Agosto at Fevereiro a 2 horaa da
tarde o anuviamento um pouco maior do qie a
6 da macha. (21)
Deduc- ae a'estca algari/moa, que aeado menor
o anuviamento durante a noite, a rradiacio maior,
em S. Bento da Lages, ha de produzir uma tem-
peratura na tanto menor do que no caso contra-
rio, particularmente durante a eatacao secea e
queote, dando lugar a prodcelo efe maior qoan-
(*) O algariamo ao p da letra tnaiascula qoe
io presenta a dire.-cao do vento, indica o numero
de fiequeacia relativa, dado uaa medias as ipb
eervacea pernambucanas.
Na Colouia Isabel o NE (monaSo do vero) o
vento predominante da estaca quente.
Oa ventos septeutriooues (eqnatoriaea,) segun-
do oa noaaoa eetu.los do elima de S. Bento das La-
ges, (Babia) sao os mais humidoa (25) e oa mais
q.lentes. tJs dadoa daa observa^! na provincia
da l'ernambuco em uosso podersao insuiecntea
para calcularm ia a temperatura e a bumidade re-
lativa doa ventos, pel< s quaes smente a anomala
cima apontada do clima da C Joma Isabel pode
ser explicada.
Entretanto, a analoga que ha entre o clima lit-
toral da Baha e de Pernambaco e as temprala*
ras mnimas, relativamente elevadas (vide pag.
2o6) do clima da Colonia Isabel, nos babilitam a
eappor com a mxima probabilidade, que oa ventos
aeDtcuriooaea, eepicialmeute o NE, tambem sao
ventos q'icn'.ea e hmidos na provincia de Pernam-
buco. (Vide ub. VIII.)
S^ndo tambem muto provavel, qae o NE sopra
na Colonia Isabel durante uma parte da noite na
estacio quente, trar tarmem maior temperatura e
humidade relativa, determinando um anuviameato
maior durante a uoit-, o qual deprime a irradiaco
calrica.
Lancamoa ah as baaea de nm* discussao sobre
a correlacao dos factores climatolgicos respecti-
vos do clima littoral da provincia de Pernambuco.
Nao ser difficil confirmar oa contestar a oossa
opniao a quein eativer de poeae de dados mais
completos sobre ease clima.
Notavel que na Colonia Isabel o SE nao pre-
domina em mez algum; apenas mencionado as
medias ao p de outro vento predominante, em-
quanto na Victoria reina durante a estaco cha
vota. Haver monte cu montanba ao SE da Co-
lonia Label? Nesta. o vento qae tras a ebuva o
sal, e para ebegar ao lugar, teve que atravessar
ama notavel eitenso de tetra firme, moatanhoea
V.-PHESSAO ATMOSPHESICA
Como f ctor climatolgico a preasio atrooaphe
rica e sua o-cIhi;o s tt de pequeua Valia.
A amputle daa presroea extremas (naxma e
minuiix absoluta*.) de lOl.oion. ooRecite, 12.2mu.
na Vietoria 12. 7inm.ua Colouia Izabcl a 16iom.
em S. Beuto das Lagee, como resulta de 7 a 8 au
nos de o i-ervaCoes, at dando-se durants o de-
curso de um an .o. por demais insigoificaote,
para que icuha influencia sobre o organismo hu-
mano, e a amp.it-.ide inensal das pres^oea extre-
mas menor saber, no mximo 7tnm. (Junlio de
1877; no Keeife, 7.4 mm. (Sdaio ae 1877) oa Vic-
toria, 'J.iuiin (Setembro de 1879) na Colonia Isa-
bel e 8.5 (Setea bro de 1873) em S. B.-nto das
Lages (Baha).
A" oicillagoes d-i presso atmoaph^rica nao
tem infl leucia ii -civa .-ande. No nao daa corna-
das pleumatcaa appli'CHm-ae oscillac-a diarias
da pressilo atmosphericas de 300mm. sem que se
t^oha observado symptomas notaveis nos pacien-
te* respectivos (Ttioinaz/
Meaino transportando-ae do Recifo Colonia
Iza be I, experiuientar-se-bia no mximo ama di-
muuicao de 'uun. na preaso atmospher.'ca em
uma nlti'u.le de 229 m. apenas, sem, entretanto,
perceber-ae disto diflerean; i.
Sob o ponto de vista da climatologa nao ae
considera somente a presdlo atmoepherica por ai,
como est representada naa tabellas juntas, mas
tambem a graadesa da rarefacoao do ar e priuc
plmente a aua influencia sobre a tvaperaco. E'
conhecido, que a diminuiciio da presao afines
pberica faz augmentar a evaporarlo (tranapira-
cio), sendo iguaes a temperatura, o movimento
aereo e a humidade relativa.
Para tudo isto basta ter uma noco approx
mu ti va da preaao atmoepherica. Trataudo-se,
porn, das correlur;5e8 doa diversos climas, cujo
intermediario o vento, tornu-se necesaario ter
conbecimento exacto da preaaao atmospherica.
Sob este ponto de viata de interesse compa-
rar aa presso.a atmoaphericaa, medias, reduzdaa
ao nivel do mar, de S. Boato daa Lugos e das ci-
dadea do Recife e do Rio Grande do Sal, para
cumprehender a cansa da velocidade maior doa
ventos meridonaes durante a estaca chuvoaa
(vide as tabellas XVI e XVII).
A velocidade do veno em toda a parte depende
da grandeza do gradiente, isto da difiVenca de
pressao reduzd* uo-uivcl do mar entre dos pon-
tos. Ordinariamente exprime-se essa grandeza
em millimetres por grao de meridiano, cerca de
111 kilmetros, na direccao respectiva do vento,
representada por uma recta perpendicular sobre
a linha isobarometrica, que ligaos pontos de igual
presao. Faltando-nos asobservacoes necessarias
para ti car as isobarometricaa, representamos 3
gradiente pela distancia da cidade do Recife e de
S. Becto das Lages (Eacola Agrcola) do rneamo
ponto, a saber, da cidade do Rio Grande do Sul.
(Tabella XVII*. Quanto maior o gradiente, em
millime tros, tanto maior a velocidade do rento.
TABELLA XVI
PBESSlo ATKOSraERICA DEDDZIDA A 0o E AO NIVEL DV
MAB
TABELLA XVII
GRAD1BSTBS (em MltlMETBOS)
Abril
Maio....................
Jinh)....................
Julhi....................
Agosto....................
"eteinbro..................
Outubro...................
Novembro..............
Anno............____
S.B'nto
Recife da
Lagti
-l- 0.7 1.0
0.4 1.9
0.3 -*. 1.5
- 2.0 4.2
-3.0 3.5
3.6 _ 3.9
3.5 4.4
1.9 l.
2.7 1.9
-2,3 3.1
1.3 2.3
0.6 2.1
1.8 2.7
3.
As maiores ditf rencas durante o outouo c ni
vern i, o at na primavera, ao sule.ientes para
determi iar um velocidade ruaor da crrenle
aerea do lagar da mxima pressin ao da mnima,
ato do aul para o noite (alis SE); ella t-m
au origem no Atlrautico, uas latitu lea visinbaa a
da cidade do io Grande do Sul. A preaaao me-
dia dos mees: Junho, Julho, Agosto e S.teinbro,
ueata cidade verifica a expressau elevad* no alto
mar, a vezes superior a 767 mm., que se conhece
da tjutrns observacoea. No Atlntico meridional,
porm, o mximo de preaso contina a cxiatir
durante a estayio quente (764 mm ). embora nao
aeja tilo elevado qu,uo o da -estaco hmida, em
.uanto na costa do itio Grande do Sul muiro
uf rioT. Durante caso tempo, isto prucipal
m-nte nos meze de Novembro, Dezembro, Janeiro
e Fevereiro, na ci Uue do ICecife predomina a vira-
dlo (E) com valocijade. m. or. eede,,ii.>, s vezea,
Bmsmq do vero (NE) e ao SE (aliz).
Na raetejrologia a preojio atmuspaeriea um
facto iiup rie.nte. expicaudo a cau-a da direcro
do vento.
Seguudo Mi-bn : o probUmt principal da me-
teorologa consiste, em estab-leccr aa lea, que
deierroiuam a distriouijo e as vanaco a da pre-
o atsroospherica. (22i -
O tempo depende principalmente da direcc
do veoto, porquo as propriedades, que o ar posau
ao lugar da partida, p.-l veuto a.io tranaferiiiiis
a outroa iugurea, o- catando a .lreeco do veut>
na dependencia da pressao atmoapherica, como fl-
cou. demonstrado, sei imprtame fazer-se u:n
eatudo auuraiio da preaso .iHp!niiea, para
dreeoorir as causas do t.mpo no clima ltoralde
Peruambuci.
Quaado o ar possaeom movimento aecenden-
te, ccoio tem logar as horas do dia, umquaesrei-
na a viraeao (33).
4. Qoando ys vapores aqoosoa so condensara
augmentan.do-se a temperatura daa carnadas rea-
pectivas do rpelo calor latente do vaoor, qncee
torox n aeusivel, o deete modo crescendo a torca da
corrente ascendente. Dpoa de precipitada a chu-
va desappareceu toda a peaao, que exerca por
seo peso como parte da atmosphera.
Uoincidindo baver chuva com os ventos, qae fa-
zem subir o barmetro, e hav r tempo de sol com
os venios, que o f.nem deaeer, deduzimos oito re-
aras para prtoero teinpo (3i) e a experiencia en-
carrrgou-ae de verifica.- a grande probabilidade
dos prognosticoa do tempo baaeadoa principalmen-
te n s cbaerVaciea do barometraifeitaa 3 vezea por
di (s 6 hor8 da manh, (s 2 Ua tarde eas 10
da mute). Cata* regras, portanto, tem applicacilo
em toda a zona lttoral daa provinciaa da Babia e
Prrnambueo r, sem dnvida, tambem na mesma zo-
na de Sergipa c Alagoas.
VIEcaporagao
A evaporado de uma superficie d'agua no sol
oa na sombra representa asomma dos eff'jtos da
temperatura, presao afmospheriea, humidade ro.
Utiva e veiucidude media das veutus.
TABELLA XX
BVAPOBOAfAO (MlLLUIETItCS)
Dezembro
Janeiro
Fevereiro
Marc-i .
Abril .
Maio.
.lonlii .
lu:ho
agosto .
Setembro
Outubro.
Novembro
Anno
Recife Victoria
75/6 62/3
82 119
89 112
67 101
67 82
50 .Vi
60 52 -
oO 43
SI 36
67 52
65 65
8 104
79 115'
803 910 1
C tafee!
TABELLA XVIU
MEDIAS DA PKESAO ATMOSI'UEItlCA BEDU-
ZIDA A 0
700 milmetros -I-
| S
lecifo Victoria eS S
% S almos 1 aiin.:s a *
^ .~_^ -----M
3'" 161 22)ni
D. zembro . 60.0 46.1 40.5
Janeiro . 60.1 46.1 40.6
reverciro . . 5>.S 4f>.8 40 D
lurco . . . 60.2 16.1 40.7
Abr!. . . 60 1 46.3 30-S
Maio. . 60.il 47.1 41.7
Juubo . 6.'.4 48.8 43.6
Julho , . . .-\ 4.4 44.2
Agosto . . 63.31 49.3 44.2
Setembro 62.8! 49.1 43.6
Outubro. . 61 4 47.5 41.9
Novembro . 1 6>.0! 46.0 40.3
Auno : :l 61.21 47.31 5.5' 3.61 41.
Ampltude 3.9
700 milmetro* -I-
Dezembro........
Janeiro..........
Fevereiro........
Marco......
Abril............
Maio............
Junho ...........
Julho............
Agosto..........
Setembro........
Outubro..........
Novembro.........
Aono.............
1$
Recife --8S

8 annos >. so
S
o
60.3 59.6
60.4 60.8
60.1 60.4
60.5 62.5
60.4 63.4
61.2 64.8
62.7 66.2
63.5 65.4
63.6 66.3
63T.1 65.4
61.7 63.0
60.3 60.9
61.6 1 63,3
"o a
0
58.6
58.3
58.9
b-i.3
59.9
60.9
61.8
63.9
64.4
62.3
60.7
58.8
60.6
As preaaoea almospberica, medias doa meaes,
cr.mo toram desnoberas pelas obeervacoea na pro
viucia de Pernambuco, poaauem uma pequea am-
pltude annual, como em gem na zona iuterlro-
pical, a saber, 3.6 mas. uo Recife, 3.6 mm. na
Victoria, 3.9 mm. na Colonia Isabel (vide a ta-
bella XVIII) e 6 mm. em S. Bauto daa Lages;
poim a ampltude peridica das medias daa prea-
soea mxima* < mnimas absolutas, representad!!
oa tabella XIX j maior, ato um pouco in-
ferior metade da amplitud- das pressoes extre-
mas, observadas durante os 7 eu 8 aunas.
TABELLA XIX
MEDIDAS DAS PBESSSES ATMOSPHERICAS M-
XIMAS E MIXIMAS ABSOLUTAS
700 milUmvtro -i-

M O
o o
K.
_ Js E-Ieirsio
. = S =ro o I:.'
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O' C.|bO!OCC(S os- -; A A. A. i. es 05 CO 13 co C*0-CB^^-11-I os- -i;>>j^w"cpb>-cc.3C!'- fe 3"
?ooscsooO'O'O'Coaitj'ej'cs * 4
-lUCooto-ju-irntoONJ-iji
o
I-.
o j.
- j>
_
Na estaco ehuvosa a differenca entre as pres-
soes medias mensaes, do Recife e do Rio Grande
do Sal oacilla entre' 1.9 mm e 3.6 mm. Muto
maior esta differenca entri 6. Bento das Lages
(Baha) e Rio Grande do Sal; ella oscilla entre
1 mm. (em Dezembro) e 4.4 mm. (em Janho),
sendo a pressao atmoapherica sempre maior neate
ultimo lugar, o qae explica a falta da monsio de
NE um S. Bento das Lig-'s. (31 N'aquelles mezes
(Novembro, Dezembro, Janeiro e Fevereiro), em
Sue as differensas de pressao entre aa edades do
.ecife e do Rio Grande* io Sul sao menores que
am milmetro, observou-se principalmeate o NE
na primeira.
Nesta zona littoral, luclusive a da Babia, ae
observa a mxima preaao atmoapherica durante
eatacao fra e ehuvosa, particularmente na me-
ces de Julho e Agosto; na estaco quente e secea,
de Novembro at Marco, tem logar a mnima
preaso, a saber, especialmente em Fevereiro naa
edades do Recife e da Victoria, em Novembro
na Colonia Isabel e Marco esi S. Bento daa
Lages.
Ainda qne as prop edades dos ventos nao pos-
Mim ser exactamente calculadas daa medias men-
saes- daa observaces p-ruambucanas, resultara
das consideraces precedentes d s analogas
maltas vezes aecentaadas dos climas da regio lit-
toral das provincias de Pernambuco e Bahia.
Oa ventea de S e SE ao fros eizem augmen-
tar a preaso atmoapherica, emqoanto o NE
quente e hmido e produs depresao ; os primeiros
predominsm a% estaco hmida e trazem chava,
porm o NE, quando se aprsente, embora seja
hmido, tras tempo de sol, por que em virtude de
ser quente, pdeconter maior quantidade de hu-
midade do qae o vento fro. A viraca > e o terral
nao revellam influencia notavel sobra o tempo,
alm da modificacao da temperatura cima men-
cionada .
Destc estude e daquelle feito do clima de S. Bea
to das Lages (vid. loe. cit.) resalta que na regiio
Ittoral das provincias de Pernambaco e Bahia.
O baramelru sobe;
1. Quando as carnadas inferiores do ar se es-
friam notavelmcute, como tam lagar com vento de
S e SE na oataco ebuvosa.
2. Qaando o ar se inove de am mximo a am
aiinia, embora relativo, da pressao atmoapherica,
como tambem tem aide uemonstrade para os ven-
tea de 8 e SE.
O barmetro desee:
1. Quando o ar se aqunta e por eonseguinte
ae dilata asado e&ae effeitodevido ao NE.
2 Quando o ar hmido como aquello tratido
pelo NE, por aerem mais leves os vapores aquosos
do qae o ar secce.
Os restiitados respectivos, representados na ta-
bella XX, ds obtrvucoes pernambucanas, sao
comparuveis entro s, porque, sem duvida, foram
ubi dos com apparelii s da meama conetrueco.
T.ala-he. d" obter valores relativos, porque va-
lares ab.olii'osdipeiidemde inui'ascircunmiancias
uccessorias, c par cooaejruir esse 6ui, iudeptu-
aavel expo- per toda parle evaporimetros de igual
eoiistrucuao de (\Ytld ou Pich).
A grandeza .la evappraco um faeto climato-
lgico importante p nfue foruece par* cada clima
urna rmui.Ju i.pproiioKtiva da quuu'nlade u'agua
precisa para r organismos.
O poder d'evoparacii do clima da Victoria
maior d > qoe ro Recite e Colonia l.-.nb.-l, o quo se
exptica com effeito da prestito O humidade relati-
va, menores do que uo Recite, nao obstante ser
menor a temperatura da Victoria (1"2difienca
daa medias anuiiaes). A quantidade d'agua eva-
porada na Victoria por anuo quasi a instina ca-
bid na chi.vn.
O ifieiCnda preesao rrenor, a'a Colonia lzabel,
sobre a evapor>co de parte destruid* pela tem-
peratura menor, compaiamlo-se case tactor do
clima com o iriesmo do Keeife; p.-om tudo isto
ainda nao explica, porque o poder d evaporando na
Colonia Izabci um lanto menor do que oo Bccife
onde acta sobie essa grandeza, no sentido dedi-
uiiuuil-a, uma precedo muto maior, sendo a hu-
midade relativa a uicMiia d.i Coloma lzabel. A
maior temperatura, uo Recife, por s st-m.-nte uo
explia esaa anomaliu, porgue a dd^renfa entre as
t.u.n-'i ..tiir.-.e de aicb-s nao lo grande 26
(diff-ifiica das n.diab imiiioe), cmqiiuuto a OillV
i ne i ent.r. as prestoes atmosphencaa de quaei 20
mm. Devenios, pois explicai-a pela velocidade media
dos venios muto menor na Colonia zaoel do que
na cidade do Recife.
Sempre eobresahe como o maia sandavel o clima
da Victoria.
No Recife, a tumn, que cabe na chuva, quaai
quatro va-zea maer di que aquerla que ae evapora'
Eoi um clima ae nelhante, a secea desconhecida.
Na Victoria e Cok 'a Isabel, porm, a secea se
far sentir logo qu a quantidade d'agua cabida na
chuva fr menor d que aquella evaporada, como
no anno de 1879 ( J mm. de ebuva na Colonia
Isabel e 6)7 um. ua Victoria) e nos anteriores,
que nos consta.
TU.R0PBIIDADK8 OO AR ATHMOSPUErftaO
Adoiittindo que o ar atmoapherico, aecco, um
mixto de 21 voluraea de oxygeuo e 79 volumes de
azoto, com muo pequeas quuntidudea de dioxy-
do carbnico, a saber, 0,04 por cento entre os Tro-
picos da America meridional (Lewy), teremos para
0 ar hmido da cidade do Recife com 20 mm. de
tenso do vapor e a presan o de 761 mm. a segua-
te cjmposico cm 100 volumes :
Oxygemo......... 20.5 veis.
Azoto............ 76.9
Vapor aqU'-ao...... 2 6a
oa em partea posadas : '
Oxygeuo....... 22.97 partes
Azoto.......... 75.39
Vapor aquoso. .. 1.64
O vapor aquoso, perianto, tem o effeito qae pro-
duz mza dluico oa rarefaeco do ar. O Dr.
Ucke calculou que ne clima tropical hmido de
Madraste um homem com respirafo normal, me-
ds, inha'a por mea 807 kilogrammas de oxygnnio,
em Londr. s e Brueellas, porem, 87.8 kg. e em
Ptersburgo 90.4 kg. A altitude pequea de um
lugar, entretanto, isto a diminnico da preaso
athmospherica neate sentido tem o mesmo efieito
da mxima humidade intertropical. Segando
Ucke, em Peisaemberg na Baviera (1,000 metros
de altitude) a quantidade de oxygeuo mensal-
mente respirada por um homem do 79.2 kilo-
grammas, isto menor do que em Madraste. Um
valor climatolgico notavel nao se podereconhecer
oeste effeito da quantidade d'agua no ar. (35)
A multiplicaco dos bac'erioa no ar, to nocivas
ao organismo humano, favorecida pela hmida
de e o calor ; ellas faltara uos climas seceos, em-
bora qnentes (uos desertos), aasm cuw as re-
gies montanhosas, fras, e naa altas latitudes. O
ar do mar trazido pela viraeao tambem livre de
microorganismos e contx am pouco de sal e tra-
eos de iodo.
A chava purifica temporariamente o ar das im-
purezas, la va-o e txaz das carnadas superiores utn
ar mais puro e fresco. Este arrevela-sa por seu
movimento vivo, s vezes tempestuoso, dirigido
dos lagares abaixo danavem para fra e por isto
precursor da chuva, principaimeute sendo ama
ebuva torrencial.
Bem qae nc^ parece duvidoso, que o ar local
e temporariamente possne propriedades oxydan-
tea, mais enrgicas, ora devida aquella mooifica- -
cao maia activa do oxvgenio, chamada ozona ; ora
ao peoxydo de 8ydrogenio, todava, por era ainda
problemtica at que ponto o ozona possue am
valor climatolgico. A existencia do ozona no ar
atmospg-rico em maior quantidade um indicio
que o ar livre de substancias orgnicas e de
productos de decomposico, visto que a reaccilo do
osona taita nos quartos habitados e no ar corrom-
pido.
inSo obstante, actnalmente ainda nao estamos
habilitados de medir realmente a quantidade de
ozona, e os resultados obtidos mediante o osonome-
tro apenas permittem compsrauoes e ainda menos
a dednecao de concusoes. o (36)
As observaces pernambucanas com as medias
mensaes de ozona nao podemos utilisar, porque
apreaentam medias superiores a 10, e o nico ezo-
uometro de Scboenbcin, que conhecemos, comente
se refere a ama escala de 1 a 10.
Quanto influencia do estado elctrico da at-
mosphera sobre oa organismos, e mesmo si tivesae
silo verificado indubitaveltnente, a climatologa
nao teria motivo para considerar a electricidade
atmoapherica como factor climatrico. Aa medi-
das della realiaadas at agora, embora permittam
alguma critica da marcha quotidiana e annual em
alguna lagares, ainda nao nos babilitam a estabe-
lecer uma comparado das torcas elctricas abso-
lutas nos diversos climas. Tam'oem ne ha fac-
tos conheeidos que ndiquem am papel climatol-
gico notavel destas forcas. (37)
Dr. F.tt.Draenert.
m NOTAS
1 Cotton in the Empire ot Brasil by Jobn C.
Branner. Ph. Dr., pag. 73. Washington 1885.
2 Revista de Engenharia, pag. 18 -1882.
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Diario de ternainfcinsoSabbado 15 de Janeiro de 1887



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>
i
em. pag. 1501886.
4 fierrta 5 Hann. Klimaiologie, pag. 0681883.
t Revista de Engentara,- pg. 78.1886.
7 H. Mobn. Meworologi, p*C- 37, BerJim, 1883.
8 Hann, Klimotologie, pag, 314.1833.
9 Revista de Engenharia, pag. 39.1882.
10 Dove, Tratados da Real Academia ile Silen-
cias em Beriiin. 1834, 4. Tratados pbysicos, pag.
139.
11 Dova, idem, pag. 441.
12 itovutad Engenharia, pga. 88,89.-1882.
18. Thooias. Bdsraege rur Allg. Klunatologie.
^Bferlangeu, 1873
* 14. G. v. Lieci?. Pentilation und Erwsrmeuig
in pneumatischea Kamiaeru. Munich. 1869.
1") Hai u, Kliinatologio, paga. 3), 361833.
16 dem, pag. 371883.
17 Revista de Engenharia, pas. '15, ilO.
1886.
wjlver, quo nao o attiu-io e' deu-he urna caeetada
que o feria levemente.
Nao boave prislo em flagrante.
CbesrssdaDi norte chegou hontem no pi-
quete Pernambueo, conforme se esperava, o jlr".
desembargador Dclphiao Augusto Cavalcante de
Albuquerque, ltimamente removido da relajas
de Belm para a do Recife.
Diversos amigos de 8. Exc. foram recebel-o
bordo do paquete, e o acompaubaram do desem-
barque at a casa onde toi s. Esc. hosp-olai-bc.
Saudamolo eordialtnecte.
,ttNa*laalu-O cadver que aute-bontcm
apoar.?ceu as margene do largo do Hospicio,
troutoiras Fabrica Apollo, toi reconhecido lor
Mara Angela da Cunceicao como sendo o de aua
mili, Margarida de Souaa o'a Coacecao, rendente j
110 buceo do Espinhsiro, do 2 districto da paro-
cha de Nossa Senhora das Gracas.
Fez-se o exame cadavrico, gervindo de peritos
Na expwricoeiaa deCre, efla Baris, as inaeh- piedade aaa circumstantoij se se tratar do u as elctricas pesavam 7000U kilogrammas e ti- venenamento ou de urna doeoca repentina ou
nham costado ao Sr. Rothchild raais de 500.000 "
18 Zsitsehnft fuer Meteorologa par.. 387, 388 o. Srs. Drs. Coelho Leite e Gama Lobo, ante-
h ,'iiteit mesmo ao cabir da noite ; e foram encon-
trados vehementes indicios de criminadado no
1886. Wien.
19 Revista de Engentara, pag. 243.1835.
20 dem, pag. 245-1885.
21 dem. tg. Hl1882.
2 Hano, Klimatolohie, pag. 421883.
>-28 Revista de Engenharia, pag. 521882.
dem, pag. 1501886.
21 Hann, Kliaatologie, pag. 411883.
25 Revista de Engenharia, pag. 1111882.
26 dem, pag. 521882.
27 dem, pag. 111188i
28 Draeucrt, Resultados pratioos das obser va-
cies meteorolgicas, pag. 61865.
.^59. Hann, K(imatologie, p*_it 461883. Vide
Thomaz, Beitraege, etc.1873.
30 Hann, Klimatologio, pag. 461888.
31 Revta de Engenharia, pag. 521881.
32 Nobn, Mrtenrologie, pa. 2021883.
33 Revista de Engenharia, paga. 51,52 1882.
31 Draenert, Noooes de pbysic* experimental,
pag. 831883.
35 Hanu. Kliinatolpgie, pag. 481883.
36 dem, pags.M. 52.
.'17 dem, pag. 52.
Dr. i. 3i. Draenert.
BEVSTA PIARA
Uuaruzo-S. Exc. o Sr. Dr. presidente da
provincia, em 12 do corrente, dirigi o seguinte
officio ao Sr. tenante-coronel commaodante ao
corpo de polica, Manoel Goncalves Pereira Lima:
Palacio da presidoneia de Pernambueo em
12 de Jaueiro de 1837.- 2a tecce. Seieute do
que me expoz Vmc. no seu officio de 5 do corrente
mez, com relacao as diligencias que proceden na
qualidade de delegado do termo do Palmares, ca-
be-uie declarar-lbe que cumprio satisfactoria-
mente a missao de que foi enearregado.
Deus guarde a Vmc Assignad*) Pedro
Vicen'.i de Axeoedo.Sr. teneute-coranel Manoel
Goncalves Pereira Lima. ^ *
llieulr de VariedadesGrispino e a
Comadre, foi a opereta que em priman repre-
sentacao offereceu a couipanhia italiana e opera
cmica aprecia;'.o do publico, na noite de aote-
bontem.
1 libreto ru d o ao:ne a opereta alm de
insulse, bastante anligo. em compenfacao, porm,
a msica pruduccao dos irmos liieeci, o que
importa direr que urna mu-i -a b;la e atrabente.
D.ias nicos personageus cham-iin n'essa opere-
ta i attencao do espectador, sao Cnspmo e An-
neta e frlizmeute teve estsi nltm personagem a
Sra. Spriuger para enterpret:ii- pois desde a aua
prime.ra aria no primeiro quadrj al a uitiiia uo-
ta do dnetto final do ultimo acto a Sra. Springer
cantou cooi intc-'raegurama, correcca e graca ;
conseguindo tornar a msica da sua parte sobre-
modo agradavel.
Psna fi, porm, que a p.rte de C.-:>>'ia, fosse
confiada ao Sr. riMotoll, porque a ea vo des-
appi-.recia quando tinha de cautar cem a Sra.
Springer, tpezar disso, porm, esforgou-se para
aatisfaz-r.
Os srs. Dominici e Migliazzi, cantaram bera e
chamaraui as t-ympathius sobre suas par es, nos
Concertantes e no trio da derradeiro quadro.
As 'i- mus partes por insignificantes nao meie-
cem mencio at mesmo a da propria Comadre.
Alm de ser demasiadamente velho o motivo da
opereta como cm comeco dissemos. atffreu esta
cartea bem se:isiveis, alguna Lecessarios pela falta
de aieios necessarios do tbeatro.
tlasaNPelo vapor coteiro recebem-s
luntem foba,s de Alagoas at 12 do coi rente.
De Maragogy escreveram ao Diario do Mara-
nhao, em 7 do corrate :
c Na madrugada de aoutem, cinco ladroes pe-
netrarsm na casa de Manoel Aguiar, coubecido
por Msrto, e depoia de esf;.queal-o em diversas
parttB do corpo, roubaram-lbe seis mil e tantos
ris e mais alguas objectos lie seu pequeo ne-
gocio.
Os ladros nao foram cot-hecidoa, por terein
vendado os olbos do paciente.
A polica nao so Oioveu, alguos soldados l
foram por curioaidadc, aasim como foram cutras
l'Cssoas.
Ecbo da VerdadcRecebemos o n. 9 des-
t' peridico, que s3 publica U Batiii. E' oih 1
da seita prot'atante.
ttiaanak do Para Recebemos do Para
o Almanak Coicmercial Iudustrial e Admiuistra-
tivo all publicado pelo Sr. Pinto Barbota. E'
um bom almanak.
Bccreativa 1 de Feverclro-Hoje, as
h;ras docostume e em sua sede, rcunir-je-ba a
asamblea geral desta tociesiade.
E' com o flatcal rewpeetlvo Envia-
rum-nos o aeguinte pedido :
Morftd,rea s ras nova e velba de Santa
Rita e- fronteira ao Mercado Publico queixam-se
da abundancia de parcos em diversos quintaes,
cota grave iucommodo dos visiuhes. A matanca
i-cases porcia effectua-se ou nos proprios quintaes
ou dentro das casas, com prejuia^ djs cofres mu-
corpo da infeliz.
Effectivament', esse corpo apresentava qaeima-
duraa por fogo e por agua ftrvendo, residuos de
verdo-Paris na bocea, e am ferimento de bala,
que, penetra:!do no alto do crneo, aablra pela
bocea da iufeiiz, lado esquerde.
Em vista diatj, declararaun os peritos ter sido
violenta e barbara, a uwrte de Marganda, alia
muliier de 60 auaos miis ou menos.
A filba de Alargaida declareu que sua mi
sabira na quarta-feira, 12 do corrente, cerca de 8
horas da da, com a fim de ir vender algumas
varas de renda na paroebia de S. Fre Pedro
Goacalves do Recife : e desde entilo nao voltara
mais k easa, onde nada se sabia sea respeito
at o momento em que fra o sea corpa reco-
nnecido.
O subdelegada do I" distrieto da Boa-Vitta,
quem est aft'ecto ese negocio, est procedendo
diligentes pesiuizas afim de descubrir os auto-
res d tao brbaro crime, e parece que j tem
alguiu indicios seguros, visto como j fez prnder
dous individuos, contra es quaes bu serias impu-
ta ees.
EmnolanBoje, por occasio de ce'ebra-
lem-se as missas do 1* anniversario da morte dj
1 mmendador Jos Joo de Amorim, na igreja do
Corpo Santo, far-se-ha dis'.nbuico de' esmolas
aos poores que all se apresentarem.
Fesiiejoa caraiacalceoMAlguna dos
principaes moradores da rus do Padre Muniz
(outr'ora Nova deSanta Rita) fundaram ama socie-
dad?, qne a denominaran) Club dos Corriqueiros, e
preparan) se para aacr festejos na referida ra
nos tres diaa do prximo carnaval, em snbstitui-
co ao prejudicial briquedo de entrudo, para o que
orgauisaram una commisso.lque vaejtratar breve-
mente do programma dos festejos, quo devero
abrilban,tar a ra.
O referido Club percorrrr nos 3 dias todas as
fregnezias desta capiial.
Jukii de paz do Hecife -O capitao Jos
Vicente da Silva Jnior, ljuude'pz da fre-
gueziade S. Fre Pedro Goncalves, d andieBcias
no 2o andar ra da Cruz n. 2 >, as tercas e
sextas-feiras, s 10 horas da mauh, e despacho
em sua residencia ra do Apollo u. 36. ou onde
lor encontrado.
Operacoc cirars*ca Foram pratica-
das no hospital Pedro 11, uo dia 14 de Juueiro, as
eeguintes :
felo Dr. Malaquias:
!^OscfasotoaJ reclamad.) per elepbantiasu dos
escrotos e p-nis.
Esvasiamento do osso buxaerus indicada porue-
eroae do osso.
Directora dan obran de cons>err
ro don portoBuletim meteorolgico do
di 113 de Janeiro de 18S7 :
francos, emquanto que as machinas Gramme, de
que se servio Hyppolite Fontaioc, para o trans-
porte da intama torca mesma distancia, pssam
apenas H,40j kilogrammaa e cuatum 16,450 tran-
cos.
O pruhlema commercial da atilisncSo das forjas
elctricas grsnde distancia acaba, pois, de dar
novo passo. cuja importancia indubitavel.
Urna smriedade de cfteai inaMeito
re*. O mundo caminha. Nao e o animal lio
mem se apecieioo* ou pelo menos se tMusforma,
tnmbcm o mund > animal segu a evo lu; io.
O hjmem va i pardeado todo o vestigio de certos
den curtaudo o ott-yx, tranformando algnns dos seus
nasos. Os animaes faaem no seculo XIX, cousas
jamis vistas. Os gatos nao se eonteutam mais em
abrir com garbo armarios e janellas, esfregar o
locinbo as oarrigas das pernas do dono, dar no
vas notas as suas iniadclaa de amor; os caca nao
se limitam a dar-nos a pata, a irem sos comprar o
pao, tentando defraudar o padeiro. Estes u -muitos
outros animacs vao organisando-se em corpo social
em sociedada directamente.
Se um dia ou outro, nu> partido anarebico nao
se formar tambem entre os passaros e os macacos,
entre os antlopes e os castores, entre os caes e os
gatos, como na idade media luuve as eorporacoes
de artes officios, assia passam igualmente um
bello dia kb eorporacoes de animses.
Indieos disso ha muitos. O uosso cavallo nao
mais o cavallo dos antigos romanos ou dos caval-
leiros da idade media, um cavallo que trazia tanto
ferro e tanta armadura qaaato tem boje um coura-
cado.
Tentemos applicar ama couraca oompound a um
dos nossos cavallos de raca que bebe caldo como
ama mociuba enferma e eome aasucar como um
beb?
As maraviihas que o De Cbiillou tem contado
dos macacos d'Africa territorial e especialmente dos
gerilhas foram tomadas por grosseiras cacoadas,
mas a experiencia parees boje conrmal-as. Pare-
ce certificar-sc o acto de coojunecao ultra morga-
natica entre alguma negra e algum grande gori
Iba, libertino raptor de malheres.
Os macacos urladores da America Meridional,
quando grtalo toda a noite, parece que estao em
um parlameuto.
Outros agrapamentos de macacos teem o seu
chefe, um macaco velho e barbudo, e ihe tnbu-
tam honras slemnissimas quaudo morre.
Quem aabcj Quando a rafa humana decrepita
e consumida desappaieeer da trra ou cabir, quem
sabe, em qualquer estado de deturioramento, tai-
vez a sociedad nao desappareca. Em vez da hu-
mana teremos urna outra sociedade animal ; eis
tudo.
Dissemos que os animaes ni, nossos dios nas-
ce ji tambem com 03 olhos abertoa e com ellos vem
cousas bellas. E' a propria verdade Eis urna :
Ha tres annos, urna pequea aldeia, frequentada
por cacadores, tiuha mencionado no recenseamen
to de animaes, urna quautidade extraordinaria de
cites. Havia-os de todas as racas, de todos os
temperamentos e de toda3 as ndoles. Nao falta
vam naturalmente entre estes raes, H mos.
A guerra entre os caes e os gatos est na ur-
d m do da. X.,queW aldeia porm, assumio pro- j
porgues e andamentos extraordinarias; clevou-ae
' altura de urna systematica u verdaieira guerra
de combates, officialmeute declarada.
Puaco a pouco a caca ao gato, t-xecutada sepa-
rada e casualmente por al^utn cao destacido, foi
organisada c nella entraram a faxcr parte todos os
caes do lugar.
Elles tinham constituido urna especie de sccie-
da-.'e de malfeitores e delioquiam coutra os gatos,
pesaoas e propriedades, sem que o pretor peusasse
em admoestal-os.
mcipaes.
O calor cada vez inaior e convm que se
providencie quanto antes para cessar tal aboso..
BesieCnioA Sra. Sprioger,que tSo mereci-
damente bu sido apreciada pelo publico desta ci-
dade, dar na tetfa-fera prxima, 18 do corrente,
o sea beneficio, no Thealro de Variedades.
Ser repre sentada a linda opera-cumica Filha
de Hdame Angot, quu tanto agradou e que incon-
testaveluiente, ama das qne melhor dcsempmho
tem tido pela c.mpanbia, que n'aquelle theatio
trabalha e de que-fas parte a beneficiada.
Que sejaesta bem auccedida, como merece, sao
os nossos desejos.
Liiiba de tiroO Exm. Sr. general corn-
il andan<' das arma, de-pois de ter percorrido di-
verst s poat >s nos arrabal Jes desta. cidade, aftm
de escoiiiir locl para cm lioha de tiro encontreu
ante-houtem em Beberiiie, no enjrenho do Sr.
major Antuoes, um trecho de terreno que se presta
para estabelecimeuto da luiha.
Tendo aute-hootem mesmo procurado ao Sr. ma-
jor Antunes, obteve permissio para executar
qualquer trabalho que seja necessario para por o
t'-rreiio em coodicoes de servir para os exeicicios
de tiro.
E' tao io-.portante o s^rvico que vai prestar
guarnico o Sr. general Clarindo, iustruindo os
seas ecinmandadi* uo tiro ao alvo, quauto o do
Sr. msjor Antunes, permiltindo que si-ja a linha
estebeiecida em trras do seu tngeubo, sem ouua
lgum para o estado.
myin de MendlcldadeO Sr. director
duste estabelttiment remetteu-o >s o seguate :
Dando bontrm a Revista Diaria, noticia do
nppnrecimento do cadver de urna muihirr africa-
na, preta. parecendo ter mais de 60 aunos, incluio
a seguate iaterrogac2o:
Ser a infeliz algnina evadida do Asylo de
Mendic:dade ?
Cabe-me pois responder-Ihe, n.o ; e tenho a
nccrescei.tar que a ultima inuiher 'aqui evadida
toi em data de 9 de Maio de 1882, ha cerca de 5
aunos, assim como que as t-vusors m-tmo dos a?y-
:oa do ario miucoliuo, durante a miuha dir^c-
(;io tem-se dado raras veza neste estabcleci-
mento.
QZ Uatalbo de liabaO 2 batalo de
i'jtaiitaria, ouvir misa* amauhl 11, igreja da
Santa Cruz, depois do que fari algumas tnam oras
e retirar ao quarteL
Uottbo-Segnnio acabatn de cmunicar de
Gaoielleira, em a noire de 24 do in z cImbo, fui
rouuada easa de Joan Bundeirs, no eng*nku
;as, por Pedro Pajet. que qoebrou 11 focha
duros d liuaB malas e otilas subtrabirum 6(X)4,
em dinhero. diversos chjtcos de ouro e ama
letra de 2A'.
O criminoso evadio-se.
Cacetadn Ante-hoatem, moia noite alter-
Jo o commeudador Augusto Jote da Suva Ri-
to, morador no Pombal, '.0 districto da fre-
guesia da Bo-VisU, com o subdito paituguez
Jos Pinto, disparou cjntxa este um tiro de re-
u . Barmetro a 0 I D
Hora* MI Traso do vapor a a
-. - a
~i a
6 m. 26*3 T.-i..ns 17.3S 67
9 2U 5 76C">I>7 18.79 62
l'J 29"7 759*55 18.15 59
3 t. 29 7 758'"33 18.63 60
6 283 758*48 18.76 67
gol: 7*9 : som-
Temperatura mxima31,0.
Dita mnima26,Q.
Evaporadlo em 24 oras ao
bra: 4",5.
Chuvanulla.
Direccao do vento : SE todo o dia.
Veloeidade media do vento : 2*,43 por segundo.
Nebulosidade media: 0,47.
Vinho nacionalNo municipio de Csttas
Altas da Noruega, Minas, floresce a cuitara das
vinhas, da qual se trata com bastante ammaco, c
j vai dando resultados bem satisfactorios.
E'j grand a plaataco de parreiras n'aquelle
municipio ; nao obsante, contina em escala as-
cendente esta til cultura que desenvolveodo-se
gradativamente cerno de esperar, pode vir a ser
urna efficaz fonte de renda para o paiz.
Fabrica-se all, j quarenta pipas do bom vinho
animalmente.
Em Mariaona igualmente (no lugar denominado
Psssagem) bem Como ua Serra do Caray (Semi-
nario) fbresce a cuitara das vinhas, fabricndo-
se nmas vinle pipas acnuilmente.
Consta que tambam netas municipio (em Tres
libas) no fazendeiro fabrica j vi abo para seu
gasto de excelleate qualidade, nao s pelo arou>a
e sabor, como pela pureza e bella c6r. O fazen-
diiro alludido contiLa a augmentar a piantacao
de parreiras e espera tirar della resaltado.
Helo de encontrar a agua Entre os
processts que ta usam na Italia para indagar da
profuudidade em que se pode encontrar agua, eis
um muito simples que trauscrevemos de urna re-
vista scieotifica d'aquella paiz.
Tomam-se 10 grambas de eoxofre, 400 de ver-
de-paris, 100 de cal e 100 de incens branco-
Reduz-se tbio em p, mee he-se bem e poe-se
u'uin vaso de barro, novo e vidrado. que Se acaba
de encher com trapos de '.3.; cobre-se com urna
tampa de barro tambem vidrada e enterra-se o
vaso n'uma profuudidade de 30 ccutme:ros, depois
de ter tomado nota exacta de sea p> s..
Depois de 24 horas tira-se o vaso, o qual pe-
sado novamente ; ss o peso ti ver diminuido, sig-
na! do que vio ha ago no lagtr, se porm tiver
augmentado, que ha de ser encontrada a agua
em inaior ou menor profundidad?.
Se o augmento fr de 40 grauvaas, encontrar-
sa-na agua a 41 metros ; se fr de 80 a 14 me-
tros ; se de 120 irrammas a 10 metros; de 150 %
7 ; e se emfim, fr o augmento de 200 grammai,
que ba agua a 3 metros de profandidaae.
A poca melhor para.fazer as >xperiencias
aquella em que a trra nao nem secca, nem de-
masiadamente hmida.
\oio empregost da electrleidade
Wacher, afamado fabricante de orgos em No-
va-York, descoorio um meio do substicnir em
grande escala a electrleidade ao ar comprimido,
para produzr a vibraclo nos tuboa sonoros dos
orgos, acabando com os monstruosos folies que
at boje se tem usado.
Gracas ao seu sjstema, nao s possivel refor-
ear por modo extraordioario os registros, as vozes
e a complicaco dos orgos de grvja, mas conse-
guir tambem eftVito musical maravilhoso, porqiw
nao preciso que os tubos vibrantes estejam re-
unidos no coro, como succede agora, podeudo s-r
grave
Se os sympfon as nio sao formidaveis e se o
medico esta pioximo, naooceorre que faoaee a diag
oose. Recorrei o mais breve- que for possivel
a quem mais sabe que vos o couteatae-vos por fa
*er as veses de eoturmeiru ou de anjj da guarda
a quem suffre
Mas se pelo contrario o perigo da vida, oarece
mmioente, se o madico se aclb lstanti-, se tendo
a certeza oa a grave suspe'u de que se trata de
eavenenameuto, tendea a rigonsa obrifiicao e v
mesmos sents a necessidade de faaer a- vezes de
medico.
Os venenos podem entrar no eoroo por diver-
sas vias ou por vo.itade nossa oa vontade de ou-
tros ou por acaso. Se trata em eomma de eoveii-
namtut-j por suicidio, por tentativa de h.micidio,
ou por accidente.
U* pratica, porm, poueo importa por que
va uoa entrou no estomago o veneoo. O estudo
d estes tres caminhos da respeito ao procurador
da re, e ao confessor, mas para salvar a vida
nos e aos outros ocorre aut a de tudo sabe;' de
que natareza este veneno,, pirqu* para contestar
00 seus damnos, e conjurar operieo imminente. al-
eonen) meios diversos e tambem oppostos, segun-
do a composico do veneno.
Na verdade, multas vezes ha duvidas grav?s,
lia tetas* mesmo a absoluta crteza de que um tal
bomem tomn veneno, ou Ihe foi dedo, e elle nao
qner ou por gravidade do mal cao pode dizer-nos
de que veneno se trata : comtudo couvcm empre-
gar meios para salvar a victima
A pri neira cousa a tratar-so de fazer eva
cuar o veneno, a segunda procurar neutralisar os
effeitos sem augmentar o perigo.
Em geral se recorre ao trtaro emetrico, po-
rm temos que a ipecacuanha e mesmo o sulfato
de cobre ou dezinco sejam melliorusgubstancias, por
nao ca'isarem pela sua absorpeo effeitos tao de-
primentos e nem unirem oa seus peitos aos do
veneno.
Um meio prempto e faeii para evucaar o es-
tomago, na falta de medico, levar a guella os
dedos oa a rama de urna peana, e se o envenenado
n:o quer abrir a bocea, pde-se fazer passar-lbe
na guella urna penna de gallinha utravea das na
rias.
blnbelroO vapor Giqui levou para :
Femando de Noronha 7:445^696
liedenEtfoccuar-se-ho:
Hqje:
I Pelo agente Ousmao, s 11 horas, na ra do
B rao da Victoria u. 25, da pharmacia ah
sita. -
Pelo agente Bro, s 10 1/2 horas, na ra de Pe-
dro Afiouso n. 43, de movis, fazendas e miude-
Terea-feira :
Pelo agente Pettana, ao meio dia, na ra do Vi-
gario n. 12, de predios.
Hia* fnebres,Scrao celebradas!
l.oje :
A's 7 horas, em S. Jos do Riba-Mar,-pala alma
de Claudino Jos Dias ; s 8 horas, na matriz de
S. Jog, pela alma de D. Mara Magdalena de
Jess ; s 8 horas, na matriz do Corpo Santo, pela
alma de Jos Joo-de Amorim; s-S horas, na
matriz da Boa-Vista e na igreja do Mouteirowpi-
la atinado Lucio da Silva Antunes ; s] 7 hora,
na Madre de Deja, pala alma da Antoaio Fernau-
nandes Velloz-.
PMoagetroaBntndoa dos portos do norte
no vapor necional l'ernambucu :
Det>einbrgador Delfino Augusto Cavalcante de
Albuquerque, 3 filhoa e 5 criados, Joo Autouio
iniz, Antonio Jos dos Santos, Jos Jc^quiui da
Silva Antunes, engeuheiro Alvaro M. C. de Vil-
lena, sua senhora e 2 criados, Paalo de Villena
Brando, padre Arthur Cjsar dt. Rocha e 1 cria-
do, Aloerto Falca), Manoel Motta, Fredeiico Soa-
rea, Clandio de Oliveira. Adolpbo A, Guedes A! -
Os bilbetes acham-se venda na Roda da For-
tuna, ra Larga do Rosario u. 36.
botera do IcioA 3* parte da lotera
o. 866, do novo plano, do premie de 100:0004000,
ser extrahida no dia .. da Janeiro.
Os bilbetes acham-se venda, na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda ua praca da nae-
pendenca na. 37 e 89.
Lotera da corteA parte da 202* to-
rera da corto, cujo premio grande de 100:0004
lera extrahida uo dia 22 de Janeiro.
Os bilbetes acham-se venda na Casa da For-
taoa ama Piimeiro de M.irco n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Matadouro PublicaForam abatidas nc
Vlatadouro da Cabanga SO reces para o, consume
do dia 15 de Janeiro.
Sendo: 61 rezea pertencentaa Oliveira Castro,
& C. e 19 a diversos.
Herrad Municipal de i. lowt)
movimento deste Mercado uo dia 14 do corrente
foi o seguate:
Eotrarsm ;
26 bois pesando 3,487 tilos.
1835 kilos de peixe a 20 ris
67 cargas de f.irinba a 200 ris
10 ditas difractas diversas a300 ra.
4 taboleiros a 200 ris
11 Sumos a 200 ris
Foram oceupados :
23 columnas a 600 ris
22 compartimentos de tarinba
500 ris.
18 ditos de comida a 500 ris
68 ditos de legumes a 400 ris
16 ditos de suinoa 700 ris
11 ditos de tresBuras & 600 ris
10 talhos a 24
1 dios a 14
A Oliveira Castro & C:
54 talhos a l ris
2 talhos a 500 ris
Deve ter sido arrecadada neste di
a auantia de
264700
134400
34000
800
24200
13481.0
114000
94OOO
274200
1142 0
64600
20400U
14900
544000
14000
Rendiuiento de 1 a 13 de Janeiro
2C04900
2:4084620
Declarado
Na parte da polica, publicada no Diark
de 9 do corrente, figura como preso, por
crirae de farto, pelo sabdelegado do 2*
districto da Boa-Vista, Manoel Isidio Go-
mes do Nascimonto.
Nio conhecendo niuguera com tsse a-
me alao de mim, tratei de verificar o qu
aquillo quera dizar, e cheguei ao conhe-
rcimetito do que o individuo preso foi Ma-
noel Apolinario, conhecido por Manoel d
Mangue, de 30 annos de idade, preto, sol
tero, nataral de Olinda, pedreiro e aaeig
nalado pur urna cicatriz na face direita.
Na occasio da priso Manoel ApoK-
nario ou Manoel do Mangue, que alias fot
meu discpulo de pedreiro, deu como sen-
do seu o nom8 que roe pertence ; a d'ahi
o equivoco da poeia. Na Casa de Daten-
cJo, porm, onde fji recolhido, sendo aper-
tado para dar a sua filiajao, cenfessou c
seu verdadero nome, que de fauto figura
nos registros daquelia prisSo.
Eu e elle divergimos amito : ou seu ca-
sado, e elle eolteiro ; eu (enho mais de
e
official de pedreiro,
45 annos, e elle tem apenas 30
eu sou
elle simples p.*drei
2:6094520
Estavain divididos em esqundras e em cada urna coforadj, J. Michell, J. Foroer W. Gunrer, Lau-
dellas, cada cao tiuha a sua empreitada. Comeca-1 rindo t\ Simas, Jos Francisco Matteus Pereira,
dis as ras. Antonio Pereira, sua senhora e 1 flho, Leonardo
ram tarde, por su apoderan m de tod
fechando as embocaduras. A cada entrada de ca-
minbo collocaram de sentineila um cao.
Outras patrulbas caniuas saqueavam pelos ca-
minnos, procuran lo levar a caca.
Quaudo deacobriam gatos os persegniam. Todas
as patrulhaa etavam porm ue accordo no modo
de fazer con/ergir os gatos fugitivos nica
praca.
Assim que os gatos appareciam na praca, todoi
os caes, de guarda, de ronda, ii-: vigilancia, de re-
serva, investiam de toda parte, oceupaudo em cor-
da) militar a praca e fechndoos pobres gatos
dentro de um quadrado canino.
All estava um grande cao que pareca degolar
com as suas patas formidaveis o pobre gato, ame-
drantado por um ladrido orcbestral belligero; ou-
tros caes eraua encarregadns de atormentar o pri-
siooeiro e Analmente havia o executor de altas
Vinagre, Boliniro de Ara ojo C sar. padre Jos A.
de Lima e S, H. Micineiyr, Joaqiim E. da Sil-
va Gouveia, Emygdio E. do Vascoucellos, Hinri-
que da Silva Autunes, cominandante Tellcs, 2
presos o 3 pracas de polica, Alexaairina Mara
da Couccieo e 1 flho.
Sabidos para o presidio de Fernando de No-
roubt no vapor Giqui :
Dr. Arthur Grato A ves Carnauba, sua senhora
e 2 flhos, capitao Autoaio Firmo de Soasa, 2 filhos
e 1 diado, ten-nte Aureliauo Xavier do Valle,
sua senhora, 6 flhos e l criado, a'teiCs Thomaz
Diuiz Villas-Boas e 1 criado, alf.res Ignacio
Joaquim Pereira Libo, sua senhora. 1 flho e 1
criado, cadete Eustaquio \. pea Lima Barros, ca-
pelio tenente padre Gervasio Autoaio Nogueira,
sentenciados Jos Rozando B-rengael, Autoaio
Jos de Liiui. Manoel Correia. J ,ao Alves Seabra
Foi arrecadado liquido at boje
Procos do dia :
Carne verde 320 a 480 ris o kilo.
Carueiro de 720 a 800 ris dem.
Sumos de 500 a 640 ris idem.
Fariuba de 0) a 320 'is a cuia.
Milho de'260 a 320 ris idem.
Feijo de 560 a 14000 idem.
Cemiterio PublicoObituario do dia 13
do corrente:
Francisco Bersnger, Pernambueo, 40 annos, ca-
sado, Boa-Vista: gangrena.
Antonio Pernambucj, 6 horas, Boa-Vista ; iu-
Viabilidade.
Maria, Pernambueo, 1 hora, S. Jos ; inviabi-
lidadc.
Constancia,. Pernambueo, 3 mezes, Santo .-Anto-
nio ; febre paludosa.
Maria Ricarda Mcnteiro. Peraaiabuco, 38 an-
nos. viuva, Ba-VisUr*; tubrculos pulmonares.
Genuino Pereira da Silva, Pernambueo, 38 aq-
nos, casad, Boa- Vista ; febre perniciosa.
Maria, Pernambueo, 6 mezes, Boa-Vista ; con-
vn ladea.
Gertrudes Mara da Conceicito, Parahyba, 55
annos-. viuva, Graca ; cachera.
Lucinda Ferrei'a da Silva, Pernambueo, 45
anuos, solteira, Santo Autoaio; fraquesa con-
genita.
Manoel.
proezas, o cao carrasco, que dava Cabo do gato Freir (sargento), Fortunato Franeisco de Souza
cstrangulando-o. i (seatcn-.'iado militar), Mana Beinvimia Lsal de
Como se vi, havia alguma cousa de semelhanca Barros e FeliciBsuno Joaquim da Silva,
das corridas dos tomos em Hespanha. Cana de tieleucuoMovimento dos pre-
I). puie de um mez nao havia mais gatos na- I sos do da 13 de Janeiro :
queile lugar e os caes, para nao abalan, m o paiz
fazendo-lhe sentir graudemente os estragos dos
feiiouF, trataram de suppril-os dando elles, por
sua conta, a caca aos ratos.
Dapois fizeram progresso, para ao exterminio
de duas ou tres colheitas, eaca mais fructfera
porque es inimigos eram comiveis.
Finalmente os temerarios ameacaram organisar
a caca ao homemTriste de quem p&ssasse a noi-
te pelos quarleiro s onde esta vam emboscados !
Euto os habitautes da aldeia decidiram dar
cabo d'e les.
Por pouco que tambem durasse este estado, o
que certo que os caes se tornaran) senhores do
paiz e souberam installar se no municipio.
Muitos ebetrs du familia so reuoiram em conse-
ibo Prendern) os eluf. c-j.ies. o cao carrasco, e
o cao deg dador, processaram-OoS, submetteram-
nos a um jury ees condemnaram.
Por deciso do juiy dous caes foram fuzilalos :
o carrasco eodegolalor. Os cmplices tiveram
urna boa raco de ponta-ps e cacetadas.
Pois bem, um mez depois a banda estava reor-
ganisada e pareca decidida tambem u atrozes
ving incas. Era anda preciso matar muitos ou-
tros ehcfes para domar a re volt 1.
Nao tinbam pois sido perfeitamente injustos os
tribuoaes da idade media quando coadennavam
forca um porco'que tiuha comido a mo de urna
menina, um cavallo por ter com um cotice fractu-
rado as castellaa do dono, ou am cao que, tendo
entrado na igrej 1, derramou urna poroao U'agua....
benta.
Se os animaes continuaren) a trilhar o mesmo
caminbo, urge pedir severas medidas para os ir-
r&cionaes revolucionarios.
J entre os caes existen) dous partidos : o li-
beral e o reaccionario. Um brilhante escriptor j
o notoa dizeudo o seguate :
Ha caes que vrn collocar um pao elegra-
phico e ladiam indignados; vn brilhar a luz
elctrica e muraiuram contrariados; veta sbrir
novas estradas, derrocar mattas e se laucain im-
petuosos contra os innovadores. Estes caes nao
querein saber de nuvidades, de progresso.
Ha entretanto caes que fazem boa cara
invaso dos estraugeiros, edificacao de novas
officinas, especialme'ite de casas-de-pasto. Estes
Sao oa caes liberaes, amantes do progresso e da
li berdade. O futuro para ellee.
O que o povo enlende por veneno.
__Dia um escriptor de causas hygieuicas :
Todas estas, e rauitas cutras melaucboas
stcin-ine do bico da peona suavemente quando pen-
s que o vuign., que uo d. fine, tem dos venenes
installadoa em qualquer sitie do templo, lia sa-1 urna idea mais clara do qae o bemem de scieacia
' quo qniz defiui-a.
Toda substancia, que tomada internamente ou
applicada de qualquer modo sobre um corpo vvente,
cm ptquenus dotes, destre a sae ou attiguilla a
vida, um veneno.
Est dito tedo. A definicao das melborcs,
mas applica-se a multas cousas que nao sSo vene,
nos; e ba muitos venenos, que nao tntram nem
pela porta e nem pela analta est 1 defnica 1.
c No conci'it 1 do veneno a dse o elemento
principal d'-sde que a merjiluua, que pode calmar
a cor cu curar um deente podo ser em dose diver-
sa um veneno toloiinaiite. um calix de vinho
qi pode dar vign e alegra a ora ceno e de-
i-miuado homem, pode matar outro.
E o ludano por ventura um veneno para Ou
Qniue. y, quando o b-'bi aos caucas ?
E utna pala vi a de odio ou de degpreso 1 So
pode matar um hojnem eom maior rapidez que o
acido prusoico sai o arsnico ?-
E as bumiliacO-'S do amor propiioonas mofas
da vaidade e da ioveja nao sao talvz venenos ?
L'.go, contentemo-nos da causa sem a sua de-
finicao o fallamos dos venenos sem definii-os.
Vos que me leles, sabis inuito bem o que um
veneno.
Nao assim podis dizer sempre diante de um
homeis, que se assusta e iinpullidece, que fica em
saores fros, quo vomita e d gritos agui.s e p>de
ebristis, por rxemplo, ou em outro qualquer sitio
oceult", oude t- ter entrada o organista.
Assim di.-pcsto o apparelho dotado da preciso
que pn.p rcioua a eiectricidade, ouvir-se-hao sur-
gir, pto.uzi las por mi invisivel, as suas melo-
das re.liciot.a-, j viadas do alto, j surgindo da
ten, ni. 6is i^ue se C irresponlcm uns aos ou-
tios 1 1 u. i s 0t lo.is que esultam da distaucia e
ilrbadas.
ac>|)i rieuciao que j re fizeram m Nova-York
ulitis maravilbosos.
O 1 iu-'.. lot.' v-T.-IC Vascarat, ao qual e deve
exacta dos psdroes elctricos,
:-.pus--iit.-ii ii.t-idKiui'te Acadi-mia das Scieucius
Je 'a. .8 nova memoria a respeito da electricl-
iia .
O autor desta memoria, Hyppolito Fontaine,
eouai'guio rausportar orna f tre-a de 50 csvallos a
51 kil.iiK-iros lie distancia, com um rcudimento
iooHUtrial do 62 por cents, e isso em eondices
verdadciain ntc econmicas e praticas.
As suas experiencias foram executadas por meio
de machinas Gramme, recenfemenfe aperteico -
das pelo inventor, no laboratorio da Uompanbia
Elctrica de Paria, dando interessantes resulta-
dos.
Urna simples comparaoio far ccnfaccer a im-
portancia do progresa: industrial que acaba de se
verificar.
Existalo presos 375, entraram 11, sahiram o,
Existem 352.
A saber :
Nacionaea 32S, malheres 6, estrangeiros \ es-
cravos sentenciados 6, prucess^dos 2, ditos de cor
reccSo 3Total 352.
Arracoados 314, aendo: bons 331, doentes 13
Total 344.
Movimento da enfermar:a :
Tiveram alta :
Joaquim Manoel Pereira da Nobrega.
Maria Bemviuda Lsal de Barros.
liOturia de MaceloPor telegramma re-
ce bido pela Casa Feliz, sabe so que, na 19.*
pj- da 14* lotera extrahida em 14 de Janeiro
toraoo premiados os seguintes numeres :
200:0004000
40:0004000
20:0004000
10:0004000
5:0004000
z-.ooot
13.716 21.210
era & e O
Bom Coimcilio
Com essa cpigraphe se l. na Provincia de 12
do corrente. um artigo, no qual- o Sr. Jos Correia
de Barros, se queixa das autoridades policiaca do
Bota Consclho, e se declara militar dora avante
as fileiras do partido liberal.
Damos pczanies esse partido pela acqaisi ,iio,
que provocar mais tarde ama outra renuncia,
quando a polica ou nlgam msgitrado liberal
queira chamar oSr. Barros a bom caminbo,
Euto nao ser ouvido o escri/>tor d'aqaelle ar-
tigo, e fabricador d corpos de delietos, mas qae
teve a habilidade de conseguir a aseignatura do
Sr. Barros para tantas culumoias.
Ficara ellas no despreso, e na pessoa da fingida
victima, porqnanto uSo attngem ao Sr. Manoel
Goncalves de Mello, delegado em exercicio si-
quella comarca.
Esse cavalbeiro hmem moralisido, criterioso
e censato, por ieao desagrada quando usa da iei
e da jastic contra criminosos e turbulentos como
o Sr. Barros.
Mas, pnciencia.......
Recife, 14 de Jaueiro de 1887.
A moralidade.
AOS INCRDULOS
O abaixs af signado atiesta e jura, se for preciso,
que softVeu muitos meces de rheumatismo, come-
cado no pesceco e que em poac lempo estendeu-se
por todo o corpo at os ps, ficando entrevado
servido por outras pessoas; trtense com esmero
sem poupar nada, e j desanimado de rauito
s. fiVer sem esperanca de sarar, resolvea tomar o
Anti-rheumatico Paulistano, especialidade dophar-
maceutico Laiz Carlos e que felicidade ba mais
de quat.-o mezes que nao sent o mnimo incom-
modo! Ddsejando que o bem chegue para todos,
o motivo real porque d este attestadn.
JoiQ,oiK Dn>iz Valois.
S. Carlos do Pinhal, 22 de Dezembro d3 1885.
DepositarioFrancisco Manoel da Silva & C.
Droguistas, ra do Mrquez de Olinda n. 23.
I mu Importante qaesfo
(loend-i
37.408
32.928
11.937
28.659
35.710
Prensin de
1.825 3.091 6.233 11.921
22.154 27.433 32.274
Premio de KOOO&
6.318 10.020 17.071 11.606 12.815 13.168
14.240 14.765 14.839 14.910 19.27fi.22.l34
25.655 26.480 26.690 27.075 28.922 30.686
30.920 32.896 33.943 37.656 3:1.928
ApproximacoeK
37.407 4-0004000
37.409 4:0004000
32.927 2:0004000
32.929 2:iKK)4CO0
11.936 1:3004000
11.933 1:3004000
Os nmeros de 37.401 a 37.500, excepto o que
saho o premio grande, estao premiados com.....
4004.
Os nmeros de 32.901 a 33.000, excepto o que
sabio o premio de 40:0004000, estao premiados
com 2004.
Todas as centenas cujos dous algaiismos termi-
oarcra em OS, esto premiadas com 1004, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminarem
estao premiados, com 204
lioterln do tiro-HarA 6a parte (es-
ta lotera ser extrahida terca-teira, 18 do Ja-
aero.
Bilhofcs venda n* Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40
Tambem achara se venda na Casa da Fortu-
na roa 1 de Marco n. 23.
Ijoterla du CearA 4a parte da 3> lote-
ra desta provincia, cuja premio grande ........
4 0:J'.>400 ser extrahida no dia 19 de Jauei-
ro.
Oa bilbetes acham-se venda na Roda da For-
tuna na Larga do Rosario 11. 36.
Tambem acham-se venda na Casa Feliz,
pide da Independencia ns 37 e 89.
I.olera de Macelo de SVOtOOOSOOO
A 20* parles da 14 lotera, cujo premio
grande do 2(.'0:0004, pelo novo plano, ser ex
trabida impreterivelineuto no dia 18 do corrente
ao meio dia.
iSilbetts venda na Casa Feliz da praca da In-
depend ucia ns 37 e 89.
Tambera achitn-xe venda Roda da Fortuna
na r a I^irga do Rosario n. 36e na Casa da For
tuia ra Io de Mwico'n. 23.
Pn e s resumidos.
tirandc lotera da provinciaA lo
serie desta lotera eio beneficio dos ingeuuoa da
Col- na Isabel, cujo premio grande 240:0004000.
Mera 'Xtrabida co dia 17 de Jaueiro, s 4 horas
da tar le.
Os bilhetes acbam-se venda na Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera de Mlnas-ierRC-A 4' pt>r o
da 1* lotera desta provincia, cuj turnio grande
600:OU4'J, ser c.ttrahJa uo : -. do cor- rtra os senhores ioter.ssados.
rente, impreterivelmenlc.
pera oa
418
Esta rjnestaa vital, que involve a saude e bem
estar de [bares e milbares de pesaoas, vai s r
submetuJa a todos que soffrem de dyspepsia, pr-
so do ventie, febres biliosas, debilidade geral ou
quaiqaer urna outra eufermidade procedida do es-
tomago, do figado ou dos intestinos. Queris por-
veotura persistir em usar de purgantes drsticos
miueracs, os quaes s fazem eutraquecer, atormen-
tar e destruir o systema iuteiro; oa queris antes
aceitar um all vio certo, seguro e permanente pelo
feliz intermedio das Plalas Assucaradas de Bris-
tol, um cathartico vegetal, o qual subjuga a mo-
lestia sem reduzir a forca physica, absolutamen-
te poupa a necessidade de urna continuada purga-
Co, emquanto que a mesma produsida e aggra-
vada per meio desses purgantes violentos e eva-
cuantes ? Se queris, pois, gosar da ventara d'um
bom appetite. urna robusta digeatao, um figado
sao, evaeuacoes regulares, e a paz do espirito eo-
pirito resultante desta reunio de salutferas con
dicoes, as Pilulas Assucaradas de Bris'ol reaiisa-
ru o vosso desejo Ezperimentai-as e podis ficar
certo que nao vos haveis de arrepeuder.
Ellas se acbam acondicionadas dentro de vidr-
nhos e por isso a sua conserraco duradora em
todos os climas.
Em todos os casos provenientes oa aggravado6
por imoureza do sangue a Salsaparrilha de Bris-.'
toi, dever ser tomada eoojunctamente com as p/
lulas.
Acha-se venda em todas as boticas e lajas de
perfumaras
Agentes em Pernambueo, Henry Foater 4 C,
roa do Commercio n. 9.
A l&ttip primaria ese-
ro ; eu sou pardo o ella preto ; cu au
tenho cicatriz alguma e elle tooi um gilvas
na face direita.
A difforenya, pois, grande, tanto mai'g
que nunca pratiquei cria s como esse di-
que trata a parte de poli'-ia, e deraais vivu
exclusivamente do trabalho honesto.
Damais, es3e individuo, qu males
mente deu o meu nome no acto
preso, filho de Domingos do ,
Santo e Antonia Maria da Uon/c-icSo; e.
pois, nao podia ter, nem tem de tacto,
nenhum dos meus sobrenomes.
Fayo esta declaray?.o para efitar duvi-
das e tranquillar as pesseas do minii; s rc-
laySaa, cojo bom oonceito desejo continuar
a merecer.
Olinda, 12 de Janeiro do 1887.
Manoel hidio Gomei Nascimenta.
Se toase preciso ama nova pro"a da reconheei-
da efficacia do Sulpbato de Quinina de Pelletier.
ou daB Tres Firmas, que venden) os Srs. Armet
de Lisie em capsulas espliericas e em fraseos de
100, 200,500 e 1,000 capsulas, que o boticario
pode fornecer em pequeas q'iautidade?, segjhd-^'
a receita do medico, bastar ler o aefftftats tre-
cho da carta que esci-eveu o Sr. J^-Wkllaston.
membro do Ii:..l Collegio dos cirurgio^s de L)a-
dres, pedindo um frasco d: 100 capsulas : Te-
nho o prazer da annunciur-vos que as Cossas cap-
sulas obtiveram um resultado completo : estou
livre da febre e dos suores nocturnos, e da iocha-
co edematosa dos memoras inferiores; tudo
desappareceu com o uso das Capsulas Pshetier.
Como porm se approxima o outono, epocha em
que reinara as febres, desejo possuir o u.eio de
sahir victorioso, se aovamente a molestia anenm-
metter-me. Nao podem haver paUvras mar
explcitas.
Lyceo Triadelpliico
Directora
JIARIA OLISDIA DE MULLO
30=Rua do Hospicio=30
Comeyam no dia 15 rio Janeiro as au-
las deste estabeleeimento de eduiayao de
meninas.
O ensioo primario, em virtude do regi-
ment das escolas, expedido em 20 de Ou-
tubro de 1885 comprehendendo tres graos,
est a cargo da directora e de suas ir-
mas. O ensino secundario, que minis
Irado pela directora o por professores de
reconhecido merecimento, comprehende tre?
series a saber :
1* serie
Lingua nacional. -Leitura correcta de
prosa e verso, grammatiea e analyse, 0*-
pias e dictados, exercicios de redacySo e
declamacSo.
Lingua Irauceza.fixercicios de
ra, tradueyao, composiyao e conversa^
Arithmetica. Exercicios de clculos
problemas, systema mtrico.
2* serie
Liogua ingleza. Exercicios de leitura,
tradueyo, composiyo o'conversacao.
Geometra plam. Noyes gemas e pro-
blemas simples.
Geographia physica e polilioa com exer-
cicies as cartas e espheras.
.-,
m
I -
Do profcBsor
Jos Maria e H'illanda Cacalcanti
Praca do Coode d'Ea n. 3, 2" andar
(Entrada pela ra do Hospicio)
Collegio Am&r Diva)
RA DA IMTERATRIZ N. 32
Al aulas abr.r-se-hao uo dia 10 do corrente.
A cir-ctr.ra,
Olimpia Maria deMendonga.
luglez e fraecez
CiL-soo theorkos on pratieos, conforme prefer
'19, aad;ir.
Lingua italianaExercicios de leitura'
tradueyao, composiyao e conversayao.
Historia geral e especialmenti do Bra-
zil.
Cosmographia.
Alm desias materias e de trabalho de
agulha, ensina-se desenlio e msica em
dias espeeiaes.
O estudo e obsorvnyao convenceram a
directora de que o internsto sempre
prejudicial s alumnas, e tende a des-
truir os lacos que devem haver entro pata
e filhas, pelo que o Lyceu s aceita alum-
nas semi-internas e externas
Os pagamentos strao regulados pela so-
guinte tabella :
Externas
Do.curso primario 200000 por trimestre.
Do secundario 25)5000 por trimestre.
Semi-internas
Do curso primario 25(5000 por mez.
Do secundario 30000 por mez.
Recife, 29 de Dezeraoro do 1886.
Maria Olvulina de Mello.
Extrnalo LeoYigildo
Acaba de abrir se cora este nome um curso de
pnmeirsa lettrss e preparatorios ra da Penha
n. 23, 1 andar. E' o seu director o Sr Leovi-
gildoSfluel da Silva Costa, moco preparado e
nysco no magisterio particular.
Segundo nol-o informam o plano de ensino
d'este Externato o melhor possivel e o paga-
mento das mensalidades o mais rasoavel; pelo que
o s. u director espera o hom acolhimento do pu-
blico.
------------------.gSffiOOg--------------------
Extrnalo do Recife
Curso primario e secundario
DIURNO ti NOCTURNO
Neste estbelecimeoto .ra do Mrquez de
Ohnua n. 1, cootinuaui a tunecicnar as respecti -
vas aulas, aecrescendo as de msica e stenogra-
phia. W
O corpo dooentcompe-se do director, abaixo
assigaado e mais dos Sra, : baeharel Jos Alves
de Assumpco Menezes, acadmicos Antonio da
Silva Guimaraes e Joo Joaquim da Costa Lsitc
Jnior e o professor Leocadio Bello.
Pedro Estelhta C. Lins.
Instituto Piilomatieo
Ra do Viscond." do Albuqn^rqu? 11. o
loiernalo rxieruaio
DIRECTOR
Cachare! Olifilho Vctor
Asanias dsste coegio estarao ab.'oftWk* da din
10 do corrente em ciaute.
T?\* .
.
.-'*,
^
.

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I
I .
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o


Pernambuco---Sabbado
/
r:

FN 5. A EmulsSo de Scott maito re-
commendada pelos mdicos como o melbor
remedio para a tsica pulmonar e molestias
do peito e da garganta.
Restaura o organismo das pessoas pre
ques da doenca.
ollegio de Nossa Senhora da
Penha
RA DA AURORA N. 19
As aulas deate instituto eomecarao a 7 de Ja-
neiro.
A directora,
Augusta Cmaro.
COLLEtK
de S. Lui Gonzaga
Com este titulo iundei no dia 15 de Novembro,
na roa do Hospicio n. 55 um eatabelecirreuto des-
tinado i instruccao primaria e secundaria de me-
ninos.
Abalancar-se a emprezas dessa ordem em poca,
como a que atravessamos, mcontestavelmente
grande ousadia e temeridade. Antevi perfeita-
tntnte as difficuldades com que havia de lutar, o>
sil obstculos que se me antolbariam no caminho,
mas, apezar de prever tudo isso, nao me toi possi-
vel resistir ao desejo de contribuir com o meu pe-
queo contingente para a grande obra do levauta-
mento da instruccao.
Ensinam-se no collegio as seguintea materias :
leitura, calhgrkpbia, portugus, fraaeez, inglez,
italiano, latim, geographia, historia, arithroetics,
geometra, algebra, philosophia, rbetorica, msica
vocal, piano, flauta, rabeca. gymnastica, deenbo ,|
6 converaacao das linguas': tranccza, inglcza e
. tal''-
. Aca9a em que se acha o collegio nao pode ser
saais adaptada par esse fim : satisfaz cabalmente
a t idas aa exigeaciaa de estabelecimentos dessa
ordem. '
Como resido com minha familia estou em con-
dicoes de recebcr meninos de mais tenra idade, as
quaes na > faltaro de corto cuidados a solicitudes.
Confiado na boa vontade dos Sr. pas de fa-
milia para elles appello esperando que me coadju-
varo na ardua e difficil tarefa da educacao de
seus fiiboe.
Keabrir-se-bao as aulas a 7 de Janeiro vindouro
Kecife. 19 de Dezembro de 1886.
Padre Manod Lobato Carneiro da Cunha.
Eseola particular
de inslrucfo primarla para o
sexo masculino
CASA DE ENSINO MODERNO
36Kua Velha36
O abano asignado, participa ao Ilustrado pu-
blico desta cidade, que abri soa Escola parti-
cular de instruccao primaria para o sexo masculi-
no, ra Velha n. 36, (Boa Vista) onde esme
radamente te dedica ao ensino de seus alumnos,
Educa e instrue a infancia pelo melbor syatema
dos principaes collegios da corte do imperio, onde
por algum tempo dtmorco-an passeio, cujo aya-
tema a delicadeza, a vocacao, paciencia
intima para o ensino, faz--ntlu com que os seus dis-
cpulos sigam o caminho da intclligencia, da honra
e da, dignidad com santos conselhoa e saa lices,
afim de que venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religiio e da le, e um verdadeiro
cidado brasileiru.
Espera merecer a eoofianca e proreccSo dos
pais e tutores das cranlas que queiram .prftvei-
tar Um rpido adiantemento d>- seus filbos ou tu-
telados, e em particular, tein l robusta em todos
os seus compatriotas pernambucanos.
Comquanto ousada seja esta tentativa, todavia
espera que os aeua iueansavris esforcos, e os seus
puros dusejos sejam coroados com a feliz appro-
vaco de todos os filhos do imperio da Santa
Cruz.
Espera finalmente, qnc o respeitavel publico
saiba apreciar de perto o seu ?e-dadeiro ensino
primario, onde rpidamente as crcancas abrscam
e amam de corac&o as livros, as scieucias, as let-
tras e as artes.
Hensalidade2(P0 pa/os adiantadoa, no acto
da matricula.
Horario flas 9 horas da manh s 3 da tarde.
Recebe meninos internos e ineio-pensioniatas,
por mensalidades razoaveia.
Roa Velha n- .16.
Br. OkI Leile
Medico, parteiro e operador
Residencia ra Bardo da Victoria n. S, i- andar
Consultorio a ra Duque de Casias a. 59.
D consultas das 11 horas da manha as 2 da
tarde.
Attende para os chamados a qualqner hort
telephone n. 449.
Oculista
Dr. Mattos Barrero, ez-chefe da clni-
ca de olho do Pr. Moara Brasil e da
policlnica geral do Rio de Janeiro e mc-
di;o aggreaado do opital Pedro 1[
desta cidade.
Consultorio, roa do Impera ior n. 65, 1-
andar, das 12 s 3 horas da tarde.
Residencia, Caminho Novo n. 159.
As operacSes sao feitas aem dor, _por
meio da cocana.
Consultas e operacea,, grati* ao* pq
brea
11
Velha n-
Julio Soares d'Azevedo.
.,-V
<


L



-

i
Banhos de Olinda
Communico aos fraqrentadores do trem dos
bfmhiitas e ao respeitavel publi-o, que te-
uboVponstrriido na praia de Olinda, onde
roe acharo .diariameuto das 5 s 8Ti6ras
da manh3, uns poucos de qnartinhos de
madeiras, proprios para as pessoas que te-
uhain de tomar a roupa de banbo, ondo
tncontrarSo toda a commedidade e acolbi-
mento compativeis. Assim como que os
alugo meosalmeote a 2J por pessoa, fazerj-
o abate quando fr familia, que os oceu-
pe ao mesmo tempo.
Os quartiohos tm chave, e serSo vigia-
djs com toda a seguraba. Com o paga-
mento dos 2 mensaes ter direito o ba-
nhista a que se lhe guarde e lave a roupa
de banbo. Quem tomar um banho avulso
pagar 500 rs. por banbo.
Brevemente sr inaugurado o botequim
onde encontrarlo os banhistas caf fresco,
cognac, etc., etc., tudo prego mui:o m-
dico.
Approveitem em quanto tempo.
Olinda, 3 do Janeiro de 1887.
Manod Juvencio Bezerra de Mello.
MiraruliiMi auceesno l (S)
Urna tilha do Sr. Kiimino Francisco Machado,
fazeodeiro no Ibicuhy, Rio Grande do Sul, estava
desengaada pelos me.'icos que a declaruram af-
fectada de nma fysica pulmonar em estado bas-
tante adiantado.
A ana familia, profuud.innte consternada, teve
a feliz leinbranca de rjperimmtar o PEITORAL
DE CAMBARA', descuberta e preparando do Sr.
Alvares S. Soares, de Pelotas.
A'guns frases 'este precioso medicamento as
seguraran! aa melhoras da diente, e o uso conti*"
nuado operoa urna cura radical !
Esse miracuiosn suceeass na cura de urna tao
terrivel entermidade, r< ferido preasa nos opsculos {uc accinpanhain o medica-
mento;
nicos agentes riltTljs^irios eernes nesta pro-
vinciaFrancisco Mauoer*da'Silva &C, rua
Mrquez de Oliuda n. 23.
g
u
Adyogado
.O Dr. Clodoaldo Lopes mudou seu gabi-
nete de advogacia para o predio n. 4,
ra Estreita do Rosario, e tem sua resi-
dencia no predio n. 40, ra da Palma.
ADVCACIA
O co sdheiro Dr. Manod do")
Nascimento Machado Portella
\contina no exer-itio de sii'M
l >protis8ao de advegado podendo^ l
'ser encontrado em seu escripto-J '
rio a ra de Imperador n. 65,) I
i
andar, das 12 3 da tarde.
II
Oculista
.
:*M

.
Collegio de Santa Lucia
A directora dVste eollegio avisa aoa illuaties
pas de familias > tutores de suaa alumnas, que se
digoaram conserval-as n'este cstabelecimento de
instruccao primaria e secundaria, durante o correr
do anuo de 1986, qn o mesmo collegio se abrir
no da 7 de Janeiro do corrente anno.
Ensioa-se n'este collegio : primeiras lettraa,
portuguez, inglez e francez (fallar e escrever),
geograpbia, histeria, arithmetica, deseoho, msica,
piano, todos <>s trabalhos de agulha, e flores de to-
das as especies.
OutrosirA. tsrabem declara a todos oa que qui-
ziTem honrar o seu collegio com a preaenca de
enns filbas ou tuteladas, que as mensalidade. se-
ra-, assim distribuidas: ensino primario, internas
' 'i: meio-peasionistas 254; externas bli: enaino
< c undario, internas 45 ; meio-pensiomstaa 3u ;
esternas 155. tendo aa meio-pensionistas direito
penua, papel, canela, tima, lapia, e aa internas di-
reito ao meamo e roupa lavada o engoromada.
Ra Duque de Cunas (an*.iga do Qiirimadn)
o- 50, segundo andar.
A directora.
Amia do Reg Barretto de Almeida.
Clnica mcdfco-clrnrca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadePartos, molestias de aenhoias e
ci-iancaa.
Residencia Ra da Imperutriz o. 4, segunde
andar.
Dr. Barreto Sampaio, m Hic i ocu-
litta, ex-chefe de cliniea do Dr. de
Wecker, d consultas de mein dia a
3 horas da tard>-, no 1. andar da casa
n. 51 ra do Barao da Victoria, -x-
cepto nos domingos c das s-intihcados.
Rividenei rila Sute de Se'embro n. \t
[ 34. Entrada jh-Ii ruarda Saudade n. 25. j |
^ Consultorio .icdico-
eirurgico
O Dr Castro Jess, eoutaudo maia de 12 annnt
Je escrupulosa obaervacao, reabre cous jltorio nes
ta cidade, ra du Uum Jess (auuga da Crur
a. 23, 1. andar.
lloras de consaltas
De dia : das 11 s t da urde.
De noite : das 7 s 8
Naa demaia horas da noite ser encontrado n<
sitio traveaaa dos Remedios n. 7, primeiro por-
tao esquerda, alm di por tao d* Dr. Cisme.
Dr. Femandes Barros
Medico,
30.
Consultorio ra do Boui Jess o
Consultas de meio dia i 3 bo
Residencia ra da Aurora n. 1
Telephone n. 45(
Leonor drorto
Itua do Imperador n. 4k&
Primeiro andar
(Contina a exeuatar os mais difficeis
gurinos reccbid.'S de Londres, Pari,
Lisboa e Rio de Janeiro.
^ Prima ero perfeicode crstura, em bre-
j vi dado, moi icidade em precoz e fino
{goato.
a:
Pinto de
de Jos
co do thi
Peticio.Illni. Bim. Sr. \h. jm do commercio.
Domingos Pinto de FreitH, na quabdade de ad-
ministrador da maasa fallida de Jos Tavares Pi-
nheiro, quer interromper a prescripcSo das letras
jantaa do acceite de Pedro Correa de Miranda' Jos
Rodrigues Pontnal,, Joaquim Jos Helleno, JoSo
Pi da Silva Valleqoa, JoJ Carloa Bcserra Ca-
valcante, Luiz Halaoo da Cunha Audrade, Igna-
cio Teixeira de Barros, Jcs Rodrigues Puntual,
Jos Thomaz de Aguiar Jnior, Antonio Netto de
Barros Loureiro, Joo Praucisco Coria de Aranjo,
Manoel do Barros Netto CaValcante, Jos Wences-
lao, A. H. T. Bastos, Sergio: D. de Moura Mattos e
Manoel Jos Luiz Ribeiro, e como quer quu os sup-
plicados morem em lugar iocerto e nao sabido,
para que teuha lugar a citaco pjr editos o sup-
plicante reqarr a V. Exc. se digne de o adinittir a
justificar o allegado paasando-se depe.is os ri-spe-
ttivoa editaea, tudo de cooformidade com a le.
Nestes termos, Bendo este distribuida pordepeu-
deneia- Pede a V. Exc deferimento. Espera re-
beber inerte. Recete, 10 de Janeiro de 1887. O
advogado,,Gomes Prente.
, Esteva sellada na forma da lei. E miis se nao
continha em dita peticoaqui copiada, depois den-
se o despacho do theor seguiute :
Despacho.Destribuid*. Cimo|requer, desig-
nando o eacrivo, dia, p*ra ja justificavo. Recite,
10 de Janeiro de 1887.Montenegro. (
E mais se nao continha rm dito despacho aqu
bem e fielmente copiado, em vista deato descacho
fra feita a diatribuicio seguiote :
Deetribuicao.A' Emesio SilvaUliveira .
E mais se uao continha etn dita destribuicSo
aqui copiada, dtpois via-ae o tumo do protesto
que do theor seguiote : '
Termo de protesto.AoallO do Janeiro de 1887,
em meu cartorio, perante mim e as testerouuuas
seguintea coropareceu o eupplicante por seu jiroou-
rudor, Cutsy Juvenal do Reg, e por este toi alto
qie reduzia a termo o protetto coostantte da pe-
tico retro que offerecia como parte deste. Do
que fiz cate. Eu, Ernesto Macb ido Freir Pereira
da Silva, Cussy Juvenal do Retro, Francisco Ma-
noel de Almeida Juuior, Antonio Barbosa Cor-
deiro.
E maia se nSo continha ero dito termo de pro-
testo aqui bem e fielmente copiado, depjis via-se
que tendo o justificante produzdj suas testemu-
nhas que depuzeram convenientemente acerca do
allegado na petico aqui transcripta, o r> spectivo
lazendo sellar e preparar os autos os fI 03 conclu-
sos que nestes va se a aentenca do theor se-
guate :
Sentenca.Vistos.Hei por justificada a ausen-
cia em logar incerto doa j
sejam elles intimados por
letificados mando que
editaea l--.ui o praso de
trinta das do protesto de la. para nterrupvao da
eflj., cuates ex-causa.
|I887. Tnoinaa O teca
em dita sentenca aqui
MEDICO HOMEOPATHA
[)r. Ballhazar da Siiveir;
Especialidadesfebres, molestias
criaucas, doa org.i >a respiratorio
senhoras.
das
Prestase a qualquer
or da capital.
A VISO
chamado
f
par1
I
'ilista
Dr. Ferrur.i da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultor!', n.
Rosario.
lilSIllOii
>->
ra
rga
do
ise de
Ra do Barao de *. Borja a 50
( antlga do elio )
0 asno ltciio tiesas collegio
caneara en 10 He mm ie
1887.
4 directora,
/. Adour.
I ( Todos r% chamadla devern ser dingia I
( j doa pharroacia do Dr. Sabino, ra do j
| Bario da Victoria n. 43, onde se indicar |
( aua resideucia. [
Dr. Joo l'aulo
prescripeo dos titules de ti
Recito. 11 de Janeiro de
Paranhos Montenegro.
E maia so nao continha
copiada.
Em virtude desta sentenca o respectivo rscrivo
foi passar o presente editsl pe o qiial o seu theor
chamo, cito e hei por citaojes os jtifiendos ausen-
tes em lugar iocerto e n.io sabido, para que com-
i>arecam ante este juizo dentro ao praso Je triuta
dias por si ou por seus bastantes procuradores,
allegando provaodo tudo quauto '.-,t a bem du
seu direito e justica.
E para que chegue ao onhecitnento de lodos
inandju passar o presente editai, que eei publi-
cado pela impreasa e atfixado nos iugaies do cos-
tume.
Dado e passxdo nesta cidade do R da provincia de Pernambuco, aos 11 u J&ueiro de
1886.
Subscrevo e assigno, Ernesto Machado Freir
Pereira da Silva.
Thomaz Garcez Paranhos Montenegro.
ii Sccco.Seeretsua da presidencia d
Pcruambuce em 1 de Janeiro <*e 18S7.
Por esta secretaria s-r fiz publico de ordem do
Exm. Sr. presidente da provineia, pira eonhi-
eimento do cidadao Manoel Hara, de Si-ix> s Bur-
ees, que; segundo decidi o ministerio da agricul-
tura commercio e obras publicas no aviso n. 7, de
27 de Dezembro ultimo, uo da competencia do
enverno imperial resolver sobre a manuteuro do
dito cidado na poste de Ierras de sua prupriedade
na comarca de Palmares, invadidas segundo allega
pelo hereo confinante; Hcrculano Antonio Jo.- Mar
i- quim ; pelo que deve o su p'ic-mte. recorrer ao
poder judiciario.
Pedro Francisco Correia de Oveira.
MEDICO
Especialista era p-trt.is, m ilestias de senhoras e
de enancas, com pratiea as principaes materni-
dades e boapitaes de Paria e de Viennn d'Austria,
DECLARAC01
Inspecloria de hygiene
Amas de leite
De ordem dnlllm.Sr. Dr. Inspector de hygiene e
faz tudas :is operaces obsttricas e cirurgieas para enmprimento do arjt. 26 3 do Regulamento
conceruentes aa suaa especialidades.
Cnsul ton o P residencia na ra do Barao da
Victoria (amiga ra N .\ :>) n. 18, 11 andar.
Consultas das 1 a 3 born iv tarde.
Telepboae u. 4(>7.
BEa
tm
EDITAES
COMMERCIO
Ido norte no dia 14 do corr.it- e conaig
Vieconde. de Ita jui dj N^irte, inanifestni
olsa cotnmorclal
tonco
de Fernn
/
RECIFE. 14 UE JANEIRO OE 18b7.
/'.s tres Leras da tarde
Ootavott ofutiaet
Cambio sobre Ljndres, a 90 d/v. 22 1/2 d. por
14, d> banco, boutem.
Jmmbio aobre Paria, vista ii i ra. o franco, do
banco, houtem.
Cambio sobre o i'oito, viata, 140 0/0 de premio,
do banco, boje. \
-> preside um,
Antonio Leonardo Rodrigues.
V.' secretario,
Eduardo Dubeux.
-^jOiMKNl'S PG8UCGS
li t ..e Janeiro
ALr'A.NbKUA

ao
O Dr. Thomaz Garcez Paranhos Montene-
gro, commendudor da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
cio desta cidade do Recife e seu termo,
capital da provincia de Pernambuco, por
S. M. o Imperador a quem Deus guar-
de, etc.
Fas saber aos que o presente editai virem ou
sanitario vigente, dei-luo a quem intciessar poaaa
que fica estabelecido nesta inspectora mr stvco
diario de exame das aman de l< ir, deveudo aquel
las que quiserem se dedicara este mieter ah Cura-
paiecercm a6m de urna 'vezjulgadas as coudi-
voes exigidas obterem o respectivo attestado
Inspectora dehygien! do Pi-rnambucc, 13 de
Janeiro de lo87,
O secreter o,
Guilerme Duartt,
club Commelrcial Ew Saro Idausunte
Para esta festa, que lleve Ser tupir a 5 de Fe-
vereiro prximo, roga-se! aoa smhorea socios uo
comprehendidoa no art 52 dea estatutos, o obse-
d elle notici tivenm, que por parte de Domingos' quio de euviarem as suas notas de convites esta
secretaria e de procuraren) os ingrtsnoa em poder
& C. 7JO saceos coro 42,000 kilos de assuoar
branco.
No vapor nacional Pernambuco, carregaraio:
Para o Rio drf Janxini, T. de Azevedo Swuia
iO'l sai-eos com 12.(XKJki|.>s de assucar mascavado
je 2 0 ditos com 12,00 Vapor nacional S. Francisco, entrado d< Babia 'Cunba 20ti saceos com 12.000 kilos de assucar
e escalas no da 14 do coi rente e consignado a -na sea vado e SW ditos com 12,tlX> ditos de dito
Companbia ('criiambucana. inamfestou :
Caf 50 es ecos a Paivu Valen te &
Mubilia 22 re mu'.- a Alvaro M. Coutinrn.
Tapioca 10 barricas a Bmtar Irmos i C.
a-ji na-
il.-i J a 13
..lu di 11
.':> raovi.-;r.rit
l)K a 13
-...ui 11
418.4325413
36:851<4t6
65.187603
453:283/609
69:3o7373
ac:ai
i.c.ihU#3 a 13
'-> i. 'i 1 i
i PltitvlMCML D"
de 14
524:550498*
15i594G52
jUiJ
3 a 13
16:256254
75:67tj370
9.252
i- 14
h 3 a 13
76:125*62-2
2:lr<8i3-20
11891
2:817*236
Couros salgados seceos 350 a Amoritu Irmaos
S C.
Estiras de palha 13 amarrados urdem.
Pellea 13 atados a H. Nuescu ( o., 8 a H.
Stolzenback & C.
Pipas vazias 30 a Amoriin Irmaos & C, 13 a
Azevedo Lop^s c. C.
oE'ipAG.ios i>t txp'irfr\gw
Eao 13 de Janeiro de I!fc7
Para > etlrmtr
No V8)ur ingles AnerUy, carrcg'irnro ;
Para Liverpool, P. Ur.ieiru sl C. l,'5M sacejs
com 101.850 kilos de asnear innscavudo.
Na barca ing'e.a Chande, noy ir, carregaram:
Par* Liverpool, P. V anoa iw C. 462 saccaa
com 29,52o kilos di- aleo lio.
No ler ii.tflez Flora, carrrgiram :
Para New York, J. s. Ix.yj 4 i-'ilho 7u3 eaccos
coro &.7O kilos de asaucsc m :s_-HValo.
, Na barca ^jrtoguez L'cmdcs, carreguram
Par o Porto, J S L-y> .*. Pho 7.) saccas
com 5,463 kilos d iiUl; S B. Ainorim ce C*
250 saccas com 17,95U ktfoa de algodao.
I'arrt o tnifr'i'r
No patacho iiacinnal Ailianca, carregou :
Para o Rio Glande do .-ul, S. (i. Brito
barricas com l,ll;( kilo de assucar branco.
No patacho u ruegoenj Usante, carrega-
ram :
Psra Pelotss, Amir m IiicSra !t C. 50 pipas
com 31,00') litros ij a-u ir Vrte
Na sti.-u p.irt-ijiza Chr'.sbia, car.ega-
V.)
Para Pelotas; Amiriin Iradas t C. 30 pipas
com 14,400 litros de aauo.rd'Bl; B, M. de Barros
1 barril com 10U li'roi de pu.'rdente.
=- No patacho n /ni-auen.-e Uufujed, taRM :
Para Peletaa, V. di ii vi-ira XjM biirricas com
29,925 kilos de aaauv." branco.
Na han-a siiee Sopkia, c .rr-gsr-im :
Pan Santas, S. i i.iu ir.-l-e C 3,70n saceos
com 2->2,0, 0 kdoo d asBUcar buaucj e 2,050 ditos
com 128,000 ditos do dito marcavado.
No vapor ittgles Archlteet, carregir^ra :
Para Santo, P. Carneiro it C. 5a saceos com
31,000 kilos iless>uear braneo e 1,4(10 dit.s com
branco; E. Barbosa '0 saceos com 12.0J(i kilos
de assocar mascavado e Mi ditos com 30 000
ditos de dito branco ; Al. d.is San'os 200 cuixas
cajnrubba ; R. VaWnta 4(H) sacaos com la,900
ki'us d beliieiite ile c.i riit'Ht'.
No vapor nacional cryipe, carregaram
Para Babia, Amorim Irma -s & C. 74 saceos
com 4,950 kilos de assucar brano ; J. C. de Al-
buquerqoe Filbo 100 barricas c-m 11,461 kilos de
assucar branco ; M. Moraea 100 saccaa com r,181
kilos de a'godo.
Na baresca Gracinda. carrezaram :
Para Mamangoape, P. Aves 4 C. 10 barricas
co'o 603 kilos de as.ucur branco,
__v
aiOVLMENT DO PORTO
Navios entrados no dia 14
Munose escala11 dias, vapor nacional ?t-
nambuco, de 1,909 toneladas, conu.in lautu Pe-
uro Hjppolito Duarte, euuipagem 60, carga
varios geueroa; ao Vucenie. d^ luqui do Norte.
Bahia e escala 7 dias, vapor nacional S. Fran-
cisco, de S82 toueladas, c iinmandaurit Joaquim
da Silva Peieira, i;qoi;..g.-ui ii), carga varios
gneros; a Cjinpanlii.i i', nr-.m j.iuaua.
tuhidos no iaesitto dia
Rio Gnradndo NortoUarea uo.-uegueuse EUe
zer, capito .). N. Ku.isen. .-m niatro.
Hamburgo KajMf uliem,!., A'io, co.nir.anJaute A.
Barrelly, Carera v;iriis gvmioi.
Porto Alegre.'alacho nscional AUianra, capitao
Francisco Preir, cargt ^3ucar.
Fernando Je NuroobaV'.ijior nacional Giqui,
cummandanle Soja* L..!)j,oar^a variosgencru.
va'Oj-:^ h>.i'j;hados
do Sr. thesoureiro.
Secretaria do Club Cammcrcial uterpe, 12 de
Ja ieiro da 1887.O 1 secretario,
F J. Amorim.
Estrada de Fe
De erdem do II lm. Sr
ro do Kecife a
la ra ni
director tnco publico qne,
DESPACHOS DE IMPORTAQAO
ai;io3u! Vernambuco, entrado dos Porto 184/JO ditos de ditouaacawV j Amorim'^mlo"
Araucania du Europa, amanha
Far j sul a 17
Principe do GrSo
Para da ;ij!iin a 17
VilU de Santos da EtMVpa a 18
Niger do en i a 21
Orator de Liverpool a 2
Cear do li a 23
La Piafa iroui de Hamburgo a 24
Pernambuco a 25
Espirito ante do mirto a 27
Ailianca di sill a 27
Advanoe de N>v.- Tort Ne wsa 28
Trtnt o sui a 29
a contar do dia 15 do correute emquauu a lisha
se acbar em Cascave!, loa trena 1*. 1 c P. I le-
carao na estaeo de Tegipi semprc que hoover
paasageiroa oa bigagejoa com destino ou pro ce-
d'.ntea das estacoes, alm de Jahj.n.io: ua-i sof-
frendo, com iaao, alteraolo alguma o horario em
vigor.
Secretaria do Prclongrment da Estrada de
ferro do Recite ao 8. Francisco e Estrada de
ferro do Recife a Carliar, em 12 de Janeiro de
1887.
O 1 escripturarioiservindo de srcretsrio,
Victaliano Pernambaeano liibeiro de 8auza.
Crrelo geral
Afolas a expedirse hoje
Pelo vapor Pernambuco, esto adrrinistracao
expede malas para oa portoa di sul, recebendo
impreecoa e objedoa a registrar at l hora da
tarde, e cartas ordinarias at 3 horas ou 3 1/2
com porte dupio.
Administraco doa corrcios de Pernambu, 15
de Janeiro do 1887.O administrador,
Affonso do llego Barres.
IRMANDADE
P
O. da Concerno dos Militares
De ordem do irmao vice-presidute, convido
pela secunda vez a todoa os nossos irmaos para
que ae reuuam uo dia 19 do corrente unz, a C
!>. iras da tarde em ponto, no consisto! ii da nossa
cre, afim de elcger-au a nova mesa regedora,
qae tem de funccionar oo anno c.-muromiasal de
1887-1888.0 secretario.
J. Alves CavalcHiite.
Thcsouro Provincial
t^Ue ordem do Illm. Sr. inspector desta reparti-
Cilo, fajo publico que no dia 15 Jo corrale mez,
(iaga-se as claases de aposentados e coadjutores,
relativamente aos veneirnentoa do mi z de Novem-
aro prjxniio paasado.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 13 de Janeiro de 1887.
O eacrivo da despeta,
Silvino A. Rodrigues.
Matrf
Por ordem do br. Dr. director, e em observancia
da dispoaicao do art. 74, do regiment interno de
17 de Setembro de 1880, 'faz-te publico a quem
interessar posaa, que as matriculas deste curso es-
tarao abertaa desde o dia 15 do correte at 3 de
Fevereiro prximo.
Oa rtquerimeutos para matricula no Io anno do
curao devero ser instruidos com os documentos
seguintea :
1.* Certidao de idade maior de 18 anuos pata os
alumnea do sexo masculino e de 16 para os do fe-
minino.
2.a Certificado ou titulo de approvac&o em exa-
me as escolas publicas de instruccao primaria.
3 Fo'ha corrida ou certidao de nao haver sof-
frido condemoacio por algura doa Crimea que po-
pen motivar ao professor publico a perda da ca-
deira.
4.* Attestado de moralidade paseado pelo paro -
cho ou autoridade, quer policial quer litteraria da
freguezia em que residir o peticionario.
Oa matriculandoa que nao poderem exhibir titu-
lo legal de exame em etcola publica de ensino pri-
mario, deveriio inscrever-se para ca ex*mea de ad-
m8sao, de que tratam os arts. <5 a 77 do citado
regiment, e que roaiecarilo no dia 24 do correute.
Para as matriculas do 23 e 3" anuos, basta que
as peticoeg sejam documentadas com a certidao de
appi-ovayo no exame do .nno precedente; guar-
dada a rrstriccAo do art. 21 do j menciouaao re-
giment interna.
Secretaria da Escola Normal de Pernambuco,
10 de Janeiro de 1887.O secretario,
A. A. Cama.
Santo Amaro das Sali-
nas
A mesa regedora da irmsndade de Santo Ama-
ro daa Salinas fas sc'cuto a seus huaos e aos
devotos e devotas do milagroso santo, que por
deliberoslo da mesma mesa toi transferida a festa
de seu psdroeiro para o dia 6 da f.'vereiro prxi-
mo vindouro, o que uo dia de Santo Amaro, 15
do corrento, em sua igreja ser resada urna missa
s 8 horas ria manha ; estando nosto dia at as 9
h .ras da noite a igreja aborta para os devotos c
devotaa do milagroso santo que desejarem fuzt-r
suas oracocs e promescas.
O eacrivo,
M. J. Silva.
Lotera da Colonia Isabel
A 10 serie da 24 parto daa loteras em favor
doa ingenuos da Colonia Isabel, acha-ae eiposta
venda, cuja extraccao ser no dia 17 do corrente.
Thesouraria das loteras 'para o tundo da euian-
cipacSo e ingenuos da Colonia Isabel, 3 de Ja-
neiro do 1887.
O thesoureiro, ,
Francisco Goncalves Torres.
Gabinete Portuguez de
Leitura
De. crdem do Exm. Sr. Visconde da Silva Lovo,
presidente da assernb'a geral, ceuvido os serih.--
res socios accionistas a reunirem se na sede si-
tial no domingo 16 do crrente, s 11 horas da
manha, afim de proceder-ae a leitura do relatono
da airectoria e eleico da commissao do examj de
cootas.
Secretaria do Gabinete Portngn?z de Leitura
em Pernambuco, 11 de Jane ro de 1887.
Sos da Silva Rodrigaes.
Lotera de 4008 contos
A grande lotera de 4000 cootos, em 3 aortoios,
fica transferida para o dia 14 de Maio vindouro,
impreterivelmente, nos termos do deapacbo do
Exm. Sr. presidente, de boje.
Tbesouraria dns boteras para o fundo de
eiMincipueiij e ineenuoa da Colonia Isabel, 14 de
Dezembro da 1886.
O thesoureiro,
Francisco Groncalves Tenes.
(yniiiasio Peroambueaiio
Em : de .Janeiro Je I9S9
Pela Secretaria do Gymoaaio Pernambucar.o, e
de ordem do Rvdm. Dr. regedur, ae declara aoa
pais de familia e a quem mais interessar possa.
que nj dia 8 do crtente mez, abiir-ae-ba e anno
lectivo para oa alumnoa da aula primaria, nos ter-
mos do art. 186 do regiment interno de 19 de
Abril de 1876, approvado pela le provincial n.
1,497, de 10 de Junh- do son de 1880.
O instituto recebo alumnos em tres catbegoriaa
conforme ae acham divididos pelo citado regimen-
t : pensionistas oo internos, meio-pensionistas e
externos.
Oa pensionistas residiro no instituto, tendo di-
reito de estudar as materias proscriptas no pro-
.grsmma estabelecido, a ser alimentados sadia e
abundantemente, tratados em suas enfe-midadea
pelo medico da casa, ter roupa lavada o engorn-1
raada regularmente duas vezas por semana, ca-
bellereiro seinpre que for nsccasario e banbo duas
vezes por semana.
Os meio- pensionista i se presentarlo no eatabe-
lecimento nos dias lectivos, a horas em que a aula
se abrir e desde ento at ser encerrada tarde,
terao equiparados aoa internos, quanto aos cto-
dos, alimentacSo e recreio.
Oa externos s teem direito s lices e explica-
ces do respestivo Drufesaor.
A pensio dos intiroos de 4004 e dos meio-
pensionistas de 2404, paga por trimestre adianta-
dos na secretaria do mesmo instituto.
Oa externos, porm, nada pagaro.
secretario,
Celso T. Femandes Qaintella.
Banco do Brasil
Paga-se o 66 -dividendo na razio de 9*000
por acc>o ; na ra ao Commereio u. 6, primeiro
and ir.
Abertura das escolas
publicas
De ordem do Sr. Dr. inspector geral da instruc-
cao publica, faco saber aoa senhores professores
pblicos de instruccao primaria, que approximan-
do-seo dia em que, de cooformidade com o art.
37 do regiment daa escolas publicas, devem ser
estas reabertas, e succedendo que, em algumas
localidades, por se terem retirado pelas ferias os
professores, deixando elles de comcesr aeus traba-
lhos no oa marcado, tem nesta data aqudjfc
autoridade, por circular dirigida aos delegafl
litterarios, recommeodsdo a stricta observancia;
do citado artigo do regiment, e pelo presente
editai se dirige igoal recommeudaco a todo* os
professores que regem escolas publicas.
Secretaria da Ioatrucco Publica de Pernambo?
co, 5 de Janeiro de 1887.
O secretario,
Ptraentino S. de Araujo Galvao.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
De ordem do respeitavcl irmao director, convido
a todos oa irmaos a comparecerem no convento do
. Francisco, -egund i-feira 17 do eo.-rente, a 7
horas da manha, afim de assistirem as missaa que
teem de ser celebradas por almas dos irmaos tal-
lecidos, como determina o art. 76 de nossos esta-
tutos.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mcchanicos e Liberaes do Pernambuco, em 14 de
Janeiro de 1^87.-0 2- secretario,
i Paterniano Barroso.
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco pu-
blico que comeca no dia 17 do corrente o paga-
mento dos juros de 7 0,0 das apolices, veucide a
ate 31 de Dezembro de 1886.
Thesouraria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, 14 de Janeiro de 1887.
O easrivao da recrita,
Luiz Epiphanio de Souza.
Sociedade Recreativa Juventode
Coumemorac do V> annivvrsarlo
da lnatallacfio du bibliol hera e aa-
rao biineatral em C de Fevereiro.
Roga-se aoa soeos que desejarem tirar convi-
tes paroste sarao, a dar suas iut s na secreta
ra da soceiade.
Secretaria da sociedade Recreativa Juventude,
6 de Janeiro de 1887.
Jos de Medices,
2 secretario
Imperial Sociedade dos Artistas
iHechanicos e Liberaes
De ordem do respeitavel irrni) director, e de
accordo com oa n i.-s s catalutos, venh.i pelo pre-
sente convidar a todos os raos que se acham nos
gosoa de seus direitos a reunirem se em asaembla
geral na quinta-feira 20 do corrente, a 5 horas
da tarde, afim Je proceder-se a eleico dos novos
funecionarios do corrente anno.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanier.se Liberaes do Pernambucc, em 14 de
Janeiro de 1887.O 2- secretario,
Paterniano U. da Fcnseca Barroso.
THEATR0
DE
VARIEDADES
CoDipanhia
Lyrica de operetas, italiana
Dirigida pelo distincto actor cnico
Grande successo!
HOJE
Sabbado, IS de Janeiro
A pedido geral
Segunda representacao da opereta em 3 actos
BOCCACIO
Toma parte toda a companbia.
Precos e horss'do costume.
Haver bonds para as linhas principaes e trem
para Appocos.
AVISO
AMANHA
Domingo, 16 de Janeiro
Ultima representacao do
BOCCACIO
Banda para Magdalena,
Atogados.
Fernaades Vieira e
so Dooe jTaA.0NriBX.R.a :do xss^
VOCAL E INSTRUMENTAL
DADO POR
M.F.0 BARRETO FZLSO
Con o valioso concurso dos talentosos amadores
Dr. Antonio Beltrao, Jorge Tasso e Elias Pompilio e dos distinctos artista
Candido Filho, Antonio Marlins, Marceilino Cleto e Eaclides Fonseca.
t tt.
rost
por A. BeltrSo.
PRIME1RA PARTE
NaensLe Rouet d'Ornphale, poetne symphoaqae, aSpiannos, por J. Tasso
e A. Barreto.
Z IValcklersAdagio para flauta, clariaetto e piano, por Candido Filho, A. Mar-
tina e Fonseca.
)Eosa )
)Non t'atno piu )
BeehOTen Allegro da Sonata em faop. 24 para violino e piano, por M.
Cleto e'A. Barreto.
St. Hacas Danse macabro, poerae symphonique 2 pianos, por Pempiiio 9
A Barreto.
2 PARTE
Kchinaam Andante cora variacSes, para 2 pianos por J. Tasso e A. Barreto.
Rablnsteln Nocturno ) por A. Barreto.
C.Otlard Mazurka )
Hassenet Vision fugitive, Arioso da opera Hrodiade, por A. BeltrSo.
BeethoTen Rondo erafapara violino e piano por M. Cleto-e A. Barreto.
t. aensT^rantella para flauta, clarineta e piano, por Candido Filho, a.
Martina e E. Fonseca.
V
Pede se aos distinctos cavslheiros que se dignaren) acceitar bilhetes o obse-
quio de deizar ao porteiro a importancia dos meamos em envelope fechado com o res*
pectivo nome.
O resto dos bilhetes estilo venda em casa dos Srs. Pralle e Azevedo.
conieear s V horas e fl|9 e terminar s 9 e f |2..
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Sabbado 15 de Janeiro de 1887
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-*
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v
DOMINGO f6 DO CORRE STE
Depois que a orcbestra bauver txecutado nma
de suas melhore ouverturas, rubir 4 acea o
pparatoso drama em 5 actos c 7 quadros, intitu-
lado :
ABELINO
f
ou
SALTEADOR DE YENEZA
Denominacao dos qnadros :
1- -Os Bandidos; 2A consulta; 3.O Jia
6.O amantes ; 70 dia decisivo.
Principiar is 8 horas di noite
Os Srs. socios que anda nao receberam euas
.asaignaturas, pede-se o especial favor de manda-
ren procurar em poder o tbesoureiro, na sede
da Sociedade, at o din do espectculo.
condn and Brasilina 3a
Limited
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as co-
as do mesmo banco em Portugal, sendo
m Lisboa, ra dos Capelstas n 75 No
Porto, ra dos Ingleze. ____'_____
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N
Seguro- mariclntos terree*?"
Nestes ultimo a umea coapzjahia Beata praca
que concede as Srs. segurad) s isempeiode ps= |
ment de premio em cada stimo asno, O qae
equivale ao descont de cerca da 15 por C3nt coi
avor dos segurados._______________
CONTRA
The Liverpool 4 London 4 (lob
INSURANCE COMPAM
&C.
COSTRA FOCiO
North British & Sercantile
CAPITAL
trOOO.OOo de libra steriina
AGE V I E 8
AdomsonHowie&C.
tOMI'AXlHA-D5 EGCROS
NORTHERN
1< _Ondrei e berdeen
rokIcj*. flnancelra ( eieabro ISS5)
Capital oubseiipto
Fundos accumulados
Receila animal
D premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros
3.000.000
3.134,34o*
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John. H' foxwell
nUA comiEBiiocio w. e i a.rciH
SEGUROS
MAKITDIOS CONTRA FOGO
Companhia Phenix Per-
nambucana
Ruado Commercio n. 8
Companhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Kst ahelee! da em I**55
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
4e 31 de dezembro de I84
larilimos... 1.110:0005000
Terrestres,. 316:000$000
44-Roa do (omrnerelo-
COMPANHIA
Jmperia
DE
SEGUROS contba FOGO
_ EST: 1803
Edificio* e mercadoria*
Taxas baixat
Prompto pagamento de prejuisos
CAPITAL
fia. 16,000:000#000
Agenle*
4BROWNS & C.
N. fjRa do Commercio. 5
Wacei, Villa Noyp^l-enedo, Aracaj,
, Estancia y Bahia
0 VAP#R
Principe do Gro-Par
Commandante J. F. Teixeira
E' esperado dos oorio ci-
ma at o dia Ib de Janeiro
e regrcaaar uara os mea-
mos, depois da demora do cos-
tante.
Para carga, passagens, encommendas edinbei-
ro a frete, trata-se na
AGENCIA
O vapor Sergipe
Ccmmandante Pedro Vigna
Segu iinpreterivel-
t/icnte para os ortos
acuna no dia 15 do cor-
-rente, ai 4 oras da
tarde. Recebe carga
Pnicamente at o 1/2
dia da dia 13.
Para caiga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
7la do Vigario7
Dominas Alves Matheus
O agento Gd
com resistencia
do commercio, a requerir
cal da maesa fallida cima mencionada,
oltimu leilo a supra-dit pbarmaciit e
p'f
'. juii
Dr.
ado
de dircito
curador fis-
ievar a
drogara,
serviudo de base a tuerta de 30:010*000, cuo
leilo foi adiado para aabbado, 15 do corrente, por
despacho do mesmo juiz a requerimento do Dr.
urador fiscal da massa.
Leilo
COMPAftUIE DE** MEAE
RES JIA K-TIME
LINIIA MENSAL
0 paquete Niger
Commandante Raule
E' esperado dos porto do
aul at o dia 21 do corrente,
sjguindo, depois da demora
do costiime, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembro-ae aos senbores passageirof de todas
aa classes que ba lugares reservados para esta
agencia, que podein tomar cin qualqnsr tempo.
Faz-se abatimeuto de 15 % em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 pasiagens inteiras.
Por excepcao os criados de familias que torea-
rem bilhetes de proa, gosara tambem u'este abati-
mento.
Os vales postaes s se dSo at e dia 19 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-e com o
AGENTE
Angoste Labille
9-RA DO COMM1-RCIO-9
De nma srmaco e balcaOj fasendas, miudezas,
mobillas no ai, guarda vestidos, mesa elstica, 12
cadeiras de june, guarda lou;a, estantes, cadei-
raa de amarello, 2 cadeiras de balanco, de Jaca-
randa, muitos movis avulsos, vinho em garrafas
e barrie, cerveja, loufas, vidros. eapslhos gran-
des e pequeos e jarres.
No armazem ra de Pedro Affonso
n. 43
Sabbado 15 do corrente
As li horas
Agente Brillo
!!!
O abaizo assignado gratifica com a
quantia cima aquem apprebender o caval-
lo de sella que furtaram do sitio de Bebe-
ribe, ao Sr. Caatello Branco, na noito do
dia 12 do corrente mez, s 4 boras da
madrugada, com os seguintes signaes ;
cnstanho andrino, muitogordo, frente aber-
ta, com a mSo e o p esquerdo calcados
de branco, tem a marca no pcito, de col-
leira, por ter andado alguna das em ca-
briolel. Quem o apprebender podo lvalo
no sitio acira, ou ra do Caes do Capi-
baribe o. 2, escriptorio, que raceber a
qaanlia at-ima.
Recfj, J3 de Janeiro de 1S87.
7ooo Mara A de (jliveira Filho.
Aluga-se
Leilo
De movis, quadros, objectos de rnajolica,
filtros, vinho e muitos outros objectos a
saber :
Um piano fort* de PUyel, 1 mobilia de Jacaran-
da com um sof. 2 consollos ccn pedras, 2 cadei-
ras de bracos, 12 dejgUHmicao, cadeiras de balan-
co,enteitea da meza, ricos quadros a oleo, papel e
torro de sala.
Ibg meza elstica, 1 aparador, 1 sof 12 ca-
deiflfc de amarello, .. relogio, louea, vidros, 1 fu-
gao de ferro novo, mcsa3 com pi torneados 1 mesa
secretaria e 2 fiteiros.
Urna cama franceza, 2 marquezoes, 1 commoda,
1 guarda-vestido de amarello, 1 lavatorio e muitos
outros mnveisjde casa de familia.
Terca feira 18 do corrente
Agente Pinto
Agente Pestaa
Leilo
De predios que serio definitivamente en-
tregues
Terea feira 1 do corrente
A'8 11 horaa
ATo armazem ra do Vigario n. 12
O agente Pestaa, vender livre e desembara-
cado de qualquer onus, duas tercas partes do bo
brado sito i ra do Vigario n. 12, do qual in-
quilino o mesmo agente e paga mensalmente ...
33333.
Um dito de dous andares e grande sota, sito
ra de Domingos Jos Martina n. 38, rendedo
muid esMaii Brasil 8. f. mSXS*mmsu aoiwft^Mi.
14, com 2 salas, 2 quartos, 2 sotaos. quintal e ca-
cimba, rendedo mensalmente 254^08.
Um importante sitio na Baixa Verde n. 5, ter-
reno proprio, com excellentrs commodos para
grande familia, rendedo mensalnmnte 33^333.
Para qualquer informaco cem o mesmo agente.
0
E' esperado dos portos do
sul at o dia 27 de Janeiro
depois da demora necessaria
seguir para
Haranho, Para, Barbados, S.
Thomaz e Sewlork
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
se com os
AGENTES
a casa-da ra de H. Qoncalo n.
muitos commodos jiara f-imi1
de Hortaa n. 17.'
26, limpa e com
a tratar na ra
Criado
~-
Precisa-se de nm menino de 12 a 14 anuos de
idade, para casa de familia ; no largo do Carpo
Santo n. 11, 2- andar.
O
vapor
Advance
Espera-se de New-Port-
News. at o dia 28 de Ja-
neiro o qual seguir depois
da demora necessaria para a
Babia e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinbeiro
a freto, tracta-se com os
AGENTES
Hcnry Forsler 4 C.
N 8 RA DO COMMERCIO 8
!. andai
AVISOS DIVERSOS
__ Um bomem de idade e de boa conducta que
qu z-r servia de porteiro dinja-se ra da Roda
n. 54.________________________________________
Aluga-se o B* andar da casa n. 8 ra da
Imperatriz, excellente morada ; trata-se na ra
do Imperador u. 61, 1* andar. _______^^__
Aluga-se casas a 80U0 no becco dos Coe-
Ihos, junto de 8. Qoncallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56._____________.
Precisa-se de perteitas costurelras, paga-se
bom ordenado ; na ra do Imperador u. 50, pri -
msiro andar._______________
Aluga-se o armazem e 1
Imperador n. 39 ; a tratar com
Gomes Ferreira.
andar ra do
Luis de Moraes
AMA Precisa-se de nma,
familia ; na ra do Cabog n.2-C
nara cata de
i
COMPAXHU PEBXAHBUCATVA
DE
ftavegacn costelra por vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mottor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camonsim
O vapor Pirapama
Commandante Carvalho
Segu no dia 20 Janeiro, s 5 horas
-da tarde.
,'ieccbe carga at o
Pdia J9.
Enommendaa, paasagens e dinbeires frete at
as 3 horas da Urde do dia 8.
ESCRIPTORIO
Ao Com da Companhia Parrambucana
n. 12
CUARGEIRS KEIUS
Companhia Franceza de Navega-
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santoa
0 vapor Vle ie Ms
Commandante Henry
E' esperado da Europa
at o dia 17 de Janeiro, se-
guindo depoi da indispen
aavel demora para a Ba-
ha. Blo de Janeiro
C Santo*.
Koga-se aot Sra. importa dores de carga p 'lo
vapores desta linha,auciram apresentar dentro de 6
diaa a contar do da descarga das alvareng^ nm>
quer reclamaco concernente a voluuies, qud po-
venturatenham seguido para os portos do sul.arin
de se poder dar a tempo aa providencias necea-
Barias.
Expirado o referido prase a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Para carga, paiSKgcns, encommendas e dinheiro
frete: trata-se com o agente
Ai! juste Labille
9 KUA DO COMMERaO 9_________
Compaa&ia Braileira de nave
scoa Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Para
Commandante o 1" tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado dos portos do sul
at o dia 17 dv Janeiro, e
seguir depois da demora in-
y dispcnsavel, para os portx
do norte at Manos.
Para carga, passagens, eneomraendu e valores
tracta-se na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
0 vapor ingle?"AiehitecT
seguir n-stes das para o Rio de Janeiro e San-
to?, receba carga e encamineridw a frete mdico ;
a tratar com C. ra do Commercio n. 15.
__ Prccisa-se de urna senbora solt ira ou viuva
para morar com familia nos arrabaldes desta ci-
dade, e leccionar portuguez, frauces, piano e ser-
vidos de agulba ; trata-se na ra da Moeda a. 9
ou nos AfflictoB n. 13. ___
__ Precisa se dt nma boa cosiaheira ; na ra
da Aurora n. 81, 1 andar._____________________
Alnga-ae a casa d ra do Cj n. 26 : a
tratar na ra do Sebo n. 36. ___
Aluga-se por 15*000 o 1* andar do n. 74,
com 2 salas, 4 quartos, 2 gabinetes e cosinba ; 1*
andar do n. 23 jom 2 salas, 4 quartos e cosinba,
asseiados : sitos na ra de S. Jorge ; tratar na
ra Augusta n. 286.__________ .
Na ra Direita n. 25,2 andar precisa-se de
urna ama para c*a de pequea familia. _____
Precia se de nma ama ; na roa do Impera-
dor n. 16, 2- andar. _____
Precisa-Be de urna ama
do Caldeireiro n. 39, taverna.
trata-se na ra
i*ater 4
Paciflc Steam NaVigaoD Compan
STUAITS OF MAGELLAN LINE
O vapor Araucania
E' esperado da Euro-
pa at o dia 16 de Ja-
-neiro, e seguir de-
Ipois da femara do eos
Ptume para a
Baha, Rio de Janeiro c Valpa
raizo
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-ecora os
AGENTES
Wilson Sons de C, Limited
N. 14- BA DO COMMERCIO N. 14
Scm dicta esem niodifi-
ca^oes de costames
Laboratorio central, ra do Viconde (k
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Regente .Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelo pliar
luaecutico Eugenio Marques
de llollanda
Approvados pelas juntas da hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria dr
Pariz.
Elixir de irabiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeccoes difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chlero-anemicos, debella a Ihjpoemis
intertropical, rtconstifue os hydropicos e benbe-
ricos.
Xarope de flor do araeira e mutamba
Muito recoman ndado na bronchite, na hemop
Sse e as toases agudas ou chrenicas.
leo de testudus ferruginoso e cascas de
laranjas amargas
' o primeiro reparador d fraqueza do orga
nismo, na fysica.
Pilulas ante-periodicag, preparadas com
pererina, quina e jaberandy
Cura radicalmente as febres intermittentes, re
mittentes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambem fer
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazes as iuflammacocs do figado e bac:
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado as convalescencas das parturiente
retico antefebril.
Francisco Manoel da Silva & G.
RA MRQUEZ DE OLINDA-
D. Innocencia Lalsa de narros
Cavalcanie
O bacharel Antonio Venancio Cavalcante de
Albuquerque e sua mulber D. Joaquina de Figuei-
redo Cavalcante de Albuquerque, roandam cele-
brar missa no dia 18 do co. rente, 10" anoi versa -
rio do fkllecitnento da sua idolatrada e seuipre
lembrada mi e sogra, Iunocencia Luiza da
Barros Cavalcante, na igreja da ordem terceira
de 8. Francisco, s 8 horas da manha do referido
dia ; e para este acta de religio, convidara seus
prenles e amigos, a t;do& protestando seu pro-
fundo reconhecimeiito. _______ '_________
Precisa-se de um eiixeiro do 14 a 16 anuos,
com pratica do refinaco, dando fiador de sua
conducta ; a tratar com Palmeira & C, ra
larga do Rosario n. 27.______________
"_Precisa-Be ae urna coaiuheira perfeita, e que
durma em casa, para casa de familia ; a tratar
na ra do Baro da Victoria n. 39j______________
__ Precisa-se de um caixeiro com pratica ; na
ruu de Pedro Affonsoji. 2.________J___________
Perdeu-se "cautela n. 14,1-tX do Monto de
Soccorro ; quem a achou tenba a boudade de dei-
xal-a do escriptorio deata typngraphia.
O bacharel Cydiu Alerano "
delra de Helio, juiz municipal da comarca
da Januaria em Miuas Geracs, com destino
meama comarca, embarca hoja no vapor Pernam-
buco, partindo do caes do passeio pelas 3 li_ horas
da larde ; c nio dispondo mais de tempo para
pessoalmeote se despedir de todos os s us paren-
tes, amigos e couhecioos, o f.z pelo presente, offe-
recendo-lhes os seas traeos servidos na meama
comarca, ou onde o destino o collocar.
= ~soinriudor Lydio~Alerano Bandeira de
Mello tem aeu escriptorio eom o Dr Jos Nicolao
Tol.-ntino de Carvalho, por cima da Livraria Eco-
nmica, entrada pelo lado do c es do arco de
Santo Antonio sob n. 2, onde pJe ser procurado
uas horHS c!e expediente.
Curso de il;ilino
rhetirica e ohilo o^bia, pelo padre Dr. Jerooymo
Tbort da Silva. Abrc-s* no da 3 de Fevereiro,
travessa do Veras, sobrado n. lft. ______
Clan dio Jos lo Helio
Primeiro anniveisaiio
D. Ignez de Mello, aeu filho o Dr. Claudino de
Mello, e suas filhaa, convidam aos seus pareDtes
e amigos para ouvirem urna misa-i que faro cele-
brar na matris da Boa-Vista, s 7 horas da _a-
nh do dia 18 do corrente, Io aniversario do
cruel passamento de seu jamis esquecido esposo
e pai, Claudino J-s de Mello ; desde j protes-
tando sua eterna gratida por este acto de cari-
dade e religio.
XAROPE ^ SEI VA de LAGASSE, Phannacentico de Bordeara
Approrado pela Junta de Hygiene do Rio-de-Janeiro
Os mdicos francezes mandio para Arcachon, perto de Bordeaux, os
doentes fracos do peito, aim de que respirem o ar embalsamado dos seus
' pinheiros e bebSo a seiva que se extrae do pinheiro martimo. Estes
radmiraveis principios balsmicos sao os que o Sr Lagasse concentrou no
seu Xarope e na Pasta de Seiva do Pinheiro Maritirro, excellentes
' peltoraes receitados constantemente contra a Tosse, os Resfriamentos,
i os Catarrhos, a Bronchite, a Roaquidao, e Extinccao da tos.
Cid Ira Um i mares i ttbrlo, t Itm o ulh nal d* noiu oast.
Depotito em PARS, 8, Ru Vivtsnne, e nai principaes Phannatni.
OND
ALLAN PATERSON tt C
N.44Eu i do Brom--N. 44
JUNTO A E f APA0 O0S BOJDS
Tem para vender, por prw mdicos, as seguintes ferragena:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSes de diversos tamanhos.
Rodas d* espora, dem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradesamento para iardim.
Varandas de ferro batido.-
Ditas de dito fundido, dr uaros modelos
Portasd fornaiha.
Vapores de *bra de 3, 4, 5, 6 e 8 cavailos.
Moendas de 10 a 40 pollcgadas de paadora
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de conerto3, e assentamento de machinismo o executam quai
trabalho com perfeicao e presteza.
-
1
I '
1
tf0otLO DE PAST"-H4a
As Dores de Estomago
Digesteg difftceia, Constipa*;.oes, Acidez
SXO RPIDAMENTE CUBADAS COM O F.MPBBGO DO

CA
do
fcR8g
Quer em PASTILHAS, quer em P.
-k-puro-vacio Rea. Academia de liledicina de Pariz)
COSE t O A 4 3 PASTILHAS POR OA
Se renctatn em to FABRICACO f .
Em PARIZ em Casa de L FUERE _R
:.\

*-..
*OOELOOPAST r


G0N1O1 ATE' 0 FU DO MBZ
AU BON MARCH
SXKua Duque de Caxias81
PARA ACABIR '
Aproveitem antes que se acabe-
" CAMBRAIAS BORDADAS
Camisas de iinlio com e sem collarinlio
e' setins fios de (odas as cores
Por 'melailc do prefo-
S NA LIQIDA^AO r
AU BQIN MARCHE
81-Roa Uu%m ie axi3$-81


Amonio Fernamle- Velloao
Manoel Pernandes Velloso, no terceiro anni-
vers-rio do fallecimento de sen presado tio, Anto-
nio Fernandes Velloso, manda pelo repouso eterno
de sua alma,' celebrar ucna inuea na igreja da
Madre de Dem, sabbado 15 do corrente, pelas 7
horas d* roHiiha-
Ala
tra-se
Lisia b
Segu c.m brevidade para os portos aeims, a
barca portugueza Novo S/encio ; para o resto da
carga que falta, trata-se u>m Baltar Oliveira &
C., ra do Vigario n. 1,1' andar.___________
Rio^rade c Porto
Alegre
Segu com brevidade por es-
tes illas o lugre nacional Jar<-
nal, de primeira visase : a tra-
tar na ru do Marques de
Olinda n. 4.

Ultimo leilo definitivo
Da importante phsrmaeia e drogara sita
ra do BarSo da Victoria n. 2b, perten-
(ente massa fallida de J. C. Levy
A loja do predio da rna Mrquez do Herval
travessa do Foaciuh o. 33, prepria para estabe-
eciroento ccmajercml nu ot_cinn, a tratar no largo
do Corpo Ssnta n. 4, anclar. -
Ama
Precisa-se de urna nma para c servido domestico
de urna casa de familia ; ua ra do Cotoveilo cu-
mero 4'!
lugam-se
O 1' audar e aotio da roa das Trinebeiras
34.
O anear de n. 1 3 da ra da Gloria,
j O andar terreo do lucerno, ambjs cum agua e
bons quintes.
A iratar com o Dr. Claudino de Mello, roa do
Visconde do Albuquerque, amiga Matris da Boa
Vista n. 25._________________________
Aula ou i.5'S particular s
na
Unihcroailra elementar e superior
i;iui precisar di ija ae ao eiternato do Seci-
fe, na raa do Mrquez de Olinda u. 1.
Claudino Joa Dio*
A viuva e filaos do fallecido C audino Jos Dia.,
convidam a todos os eeiis pnrentra e amigos fi aos
do Hllecido, para assUiirem a missa que mandam
relehrar por sna alma na iffreja de S. Jo de
Biha-mar, uo sabbado 15 d) eorrente, setirao dia
de seu f .1 ecisento. Desde ja agradecem a tolos
que compsrecerem, dando assim urna prova d
Rna HinizHfi''.
Os GRANULOS
ANTIMONIO-
FERROSOS
doDPAPILLAUD
?.
conitituem o Preparado fatTOrUMao
mftit ffcaz emprgadc ?! eummidades medica* com xto ha mu 4^
20 ANN03
Coi,ira Anemia, Cltlorome (Pile COUleurs), Xevralffias, AffeeQfe.* da Felie.
R# -.ATORIO FAVORAVEL POR PARTE A ACADEMIA DE MEDICINA DE PARCE
Eiijd-se otre cid truco o nome de E. jHousnier ds L.Papillaud.
Depositoo-bal:T~llli lIlHIlln Q-1<3rOE*~,25,maCoaailUre,I
Em PeruaMliur.b FRAN" M. da SILVA & C\
.PARIZ
Para escolas collegios e aulas
particulares
Encontram e 4 venda, a rrtalho e cm groeso,
com importaati s abatimentos, todos os
civnm cacolarea
No]armazeu de G. La porte & C, ra do Impera-
dor u. 46.
Vinho verde puro
Tea o Ribeiro, ro. larga do Rosario;
e!le.
Pastillias vermfugas
de Se rins
o meibor especifico cintra vermes : deposito cen -
U-al em ca? re Paria Sobriuho fie C, ruado Mr-
quez de Olinda n. 41.
A caritlade abre as portas
do co
A infeliz viuva, Mara Jos da CnceicSo, mi-
radora ii ra de Santa Cacilia n. 25, e que se
acba prostrada no leito da dor, quasi paralytica,
supplica e estende as mos, pedindo s benvolas
almas e caridnsos voracoes dos habitantes desta
cidada urna esmcla.
A mesma infeliz viuva tem comsigo nma filba
meca, que vive honestamente a seu ido, e que
unindo nos de sua mai os seus rogos, nSo cesea-
rao tambem derogar as bmcacs cel-stes sobre
todos aquellos que se eondoerem do duplo infor
tuaio que pesa lia tempo sobre a mai e a filba.
Gharitat srper omnia.
'
I
OITerece-se
Um moco rom bastante pratica de molhadas e
seceos, qyein precisar dirija-se k ra Impenal n.
153. ou por cartas cum as inicias J. M. A.
1

'"
'

l_uclo da llva imanes .
Isabel de Figueredo Antune3 manda celebrar
no da 15 do corrente mu urna missa pelo et-rno
repouso de seu presado esposo Lucio da Silva An-
tunea, na icreja d? Monteiro, pelas 8 horas da
manbS, stimo dia do sn psssamento, e convida
a todos os prenles e amigos para assistirem,
p>lo que deade ja se c-nfessa grata
Jone tloao de Amoiltn
Anna Marques de Aroorim, seu filbos e sens
genros, convidam aos sqoa pareatrs e smigo. do
seu fallecido es. oto, psi e sogro, Jos JoSo de
Amorim, para assistirem as missas do 1* anniv r-
sario do seu fallecimento, qoe terio lugar na rr.a
triz do Corpa Santo, as 8 horss da manha de
sabbado 15 todos que comparecerem a ease acto deregiio e
caridaoe. ^^^___________
VINHO^torJOHANNO
>OOO0OO00O0O0OO0O0000P00000O000O0O0<
TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
DO
'DOUTOR
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito
Recommendao-no nos casos que necessito tnico para recontlt_lr e regenerar
o organismo arruinado por molestias, excessos, natureza do clima, anemia, cniorosis,
amenorrbea, Cachexla, Fluzo branco, que tanto arruino a saude das mulberes,
Pobreza de Gangme, Fraqaeza ecral. Sebilldade, etc.
S. YZVIZX, nreguista, 50, Boulevard de Strasboursr, ea PARS
OOOO0OOC
GRAGEAS
de Copahlba, Cubebs
Rarmrfi'.i a Ferro. Bis.-nutho
Icatro, Tereoenfj/na, **
Hvgenica. a lYesarvadora
sen? causar
acci'denl ilqwil.
At ORr.QEA* TOP*" :orao as primairas que obtivorsm % apprnvacSo da Academia
de mediana {18801 > [.tarasi-se nos Hospitaes. Cnram aa molestias secretas,
moia robeide- & ratigar os estmagos mala delicadcE.
*n:tipre rioomrcer.dada c^roo o complemento da medicacSc
. IHJECCO
IJaconttoaaii JVrXamb;
2TULS- M i 3H.TA C na principies Paarmaca*.
M
\



Diario de rerua-iDuco-Sabbado 15 de Janeiro de Ibbl
W \
4?<
&\
Alujase
o grande sobrado ra Imperial n. 8, quo foi do
fallecido eonselbeiro Jos Felippe, com grande
terreno, diversas frutteiras, agua encanada e gas;
a tratar na ra estreita do Rosario n. 8, escrip-
torio.
Alugase, barato
Roa do Nogueira n, 13.
Ra da Bom Jess n. 47, 1. andar.
Roa dos Guararapes n. 96.
Ra V conde de Itaparica n. 41, armazem,
Travesaa de S. Jos n 23.
* As caaasda ra do Coiont.' Suassuna n. 141
Largo do Corpo Santo n. 13, 2. andar.
YaU-se na ra do Cocnraercio n. 5, Io andar
escriptorio de Silva Guimarae fe C.

Aluga-se

o 2S andar e terreo do sobrado n. 35 travesea de
S. Jote ; o 1 e terreo do de n. 27 ra de Vidal
de Negreiros ; o 1 do de n. 25 ra velba de
Santa Rita ; o 1 do de n. 34 ra estreita do
Rosario ; 0.1- do de n. 24 ra do Aragao ; a
casa n. 35 ra da Viracao, todos limpos : a tra-
tar na ra do Hospicio n. 33.
fiKL 1.WM J^Kk
Precisa se de urna urna para cosinbar ; a tratar
no 1' andar (i. 22, ra larga do Rosario.
AMA

J
Prccsa-e de urna amupara
jur. eogommar e fa/.e riiiai*
aiguas lervios de casa de fa-
milia : menos comprar e cozi-
nhar : na ra do tiiacltuelo n.
13.
Ama
Precisa-sc de urna ama para casa de duas
pessoas ; na ra de S. Joo n. 55.

Ama
Precisa-Be de ama ama para comprar e cosinbar
para casa de homem solteir" ^ a tratar na ra de
Pedro Affcnso n. 22.


Ama
Precisa-se de urna ama para comprar e cosinbar
em casa de familia, mas que saiba fazer o servico
na ra do Cabug u. 16, 3- andar. ;
AMAS
'rl Sa ra da UniSo d. 31. precisase de urna ama
para cosinbar e mais servicu domestico, o de outra
para menino.



Ama
Precisa-se de urna ama para engommar ; na
ra Imperial n. 42.
Ama
Precisa-se de urna ama que lave e en jon,me
bem ; ua ra do Hospicio n. 3.
Ama
-




Na loja de faxenda roa Duque de Caiias n.
44, precisa-sede duas amas, urna perita oeinhei-
ra, paga-se muito bem, e nutra para servicie m-
ternof
Aula particular
Roa Mrquez de nerval n. SI
Auna Iheodora Siir.oes, participa a o respeita-
vel publico e em particular aos pais de suas alum-
nas, que ana aula de instrueco primaria abrir-se-
ha no dia 10 de Janeiro prximo vindouro ; qu-
trosim, que contina a aceitar aluuinas internas,
meio-pensionistaa e externas.
Recife, 30 de Dezembro de 1886.
scol-j niix'a particular
Ba Velba ii. 8. cana terrea
Laura Adelina Sar.iva (ialvio, titulada pela
Escola Normal da aociedade Propagadora, parti-
cipa aos pas de familia que a qnixerem honrar
com ana confianza, qne no dia 10 do corrente abre
Fu aula, contina a leccionar em sua residencia
supra-citada ra, aa materias exigidas pelo ul-
timo regulameoto da instruccio publica, reiteran-
do-Ibes as seguranzas de qne tudo envidar para
qne seus filtos colbam tudas as vantagens que
tem di'eito de aspirar.
, Casas baratas para
alugar-sc
Alnga-se o 1- andar do sobrado n. 23 e 74 na
ra de S. Jorge, e o 2- andar n. 55 a ra da
Guia, todos com bastantes cmmrdos para fami
iia e Iimpos a tratar na ra Augusta n. 286.
Colleg.o americano
As nulas abrem se segunda-fera 17 do corren-
te. .Recebe pensionistas, mcio f-ensiouisaa e ex-
T-roaa.
I


eltora adquira urna rejmtaolo aiais rnericl*.
do rraa a d.-i Paula e do Zarape de Saf da
XtelaiiyiTiiicr.
Sua vo.ja universal, ftintlasm:
10 -< ."unsiiaaapertoridadeepcxIerosaetBcaela
, ^criticadas p-tiis Mediros do todos os hospitaeC
2e Pariz c luninoro* ua Aca-icuna de medicina de
Franca cuntaos DcCixm, Broncbltes, Irrlr
Ui;*-x do VtAt? c da Oargaata.
2n, Miacorapoaic o.euj i ase o fructo do Mal
" da Arabia 'HiLiscus eseul'-ritus (ie LinnJ
-ju' rciecaooleurua ten tomos c::irus pcitoraes.
3n Sob'rc as anal*** dos Srs Barbuel *
CoTtkrkau, Chindos da Facu:Jauo de Pars,
ice fltian, nem Coieina pelo que poden .ser dados as
c-riancas com etilo e sc-uranca quando atacaw
de Tuase Od Toase convulsa.
irn A UO aSo os ttulos autlientlcos que recom
X AliO mendo a Pasta a o STtreve de
tafea concnca dos mdicos e que nunca forao conceciios peitoral algum anligo
o; moderno.
D.GLASGBEXIBtt, 53, ra* Viftnne, PABI3
sa Wum fiiicUnn Ftriau 4e Fsr;i t M iruli
Aj
.gnmensor t
Alfredo Dnarie Ribeiro, tifulmlo p1a rsc-la
polyteebnica da corte, eeIT*g*-*e i' quaerqur
trabalhoa relativos asna pnohaio- Pie ser pro
cnraio no engeuhj Mira da Prata, estac,ao de
Catende. __________________^__
Capuoa"
Akiga-ae am sitio com arvores de fructo e casa
pintada-de novo ; n travessa daa Peras mbuca-
n. 1 as : a tratar ns ra da Concordia n. 67.
Tricofero de Barry
Gorante-ss qne faz as
cer ecroscer o caballo anda
aoa ruis calvos, cura a
tinha e a caspa a remove
todas as upurezas do cas-
co a canaca. Positiva-
mente npede o cabello
de cahir on de embranquo-
eer, e infaUivelmsnte o
torna espeaso, inacio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfumo no inun-
do qne tem a approvacio oficial de
urn Govemo. Tem duas vezes
ra ais fragrancia que qualqner outrn
eiinraodobrodotempo. E'mnito
masa rica, suave o deliciosa. E'
muito mais una e delicada. K
maii permanente e agradavel no
Unco. E' duas vezas mais refres-
cante no banbo e no quarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidao e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansados e oa
deamaios.
larope Se Viia Je Benter No. 2.
alrraS DE SL-O. BXPOB MWri
Cura positiva e radical de todas as formas de
ecrofulas, Bypniiis, Feridas Escrofulosas,
AfFecces, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdido Cabello, e de todas as do-
encas.doSangue^Figado, e Bina. Garante-ae
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangos
e restaura e reno va o systema inteiro. 0 '
SabaoCorativodeReuter
Para o Banho, Toilette, Crian,
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
dt em todos os periodos.____________
Deposito em Pernambueo casa de
Francisco Manoel da Silva & C-
1
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Fijado de bacallio
COM
Hypepliospliilos de cal e soda
approvnria pela Jnaa de Oy
glctie e aiiofaiaila pelo
governo
E' o melhfr remidi at boje descoberto para a
iliiira bronchllea, ccripralai. ra-
cbllin. aut-mia, leblltdadr em eral.
deDuxuH. tamae ciiril5-a e afrec^e
do peltu e la iorti. tf\
E' milito euprricr ao olt'o ;-.:ipies de gado de
Mcalbav, parque, alm de ter chViro e tabor agra-
daveis, potsue todas hs virtudes meciicfnaes e nu-
tritivas oo oleo, aiem das propriedados tnicas
reconstituiutis dos hypopb>plii(.a. A' venda na
^rogaras e boticas.
Deposito ero Pernambueo___________
Doc secco do caj
Compra se, tendo htm claro, bem eccci e poi
preco med co ; na rea o Imperador u. 45, mer
ciara.
ATTEiN^AO
Avisamos aos nossos freguesas que pelo
ultimo vapor chegado da Europa recebe-
mos o rnais moderno c <1-gante sortimento
de chapeos de s,l para hotbens, senhoras
e eriancRs, ctea pela sua elegancia e va-
riedade saticfizem bem crianza que de
presente recrber uia ; aprivi-it-Mn que es-
tSo se acabando, vendas em porco e a re-
talho.
Este a tante eonheeido quer pela seriedade e ea-
pricho de todos oa seus trabalhos; previ-
ne aos sU8 am;g08 e fregu<-zes para Ihes
evitar que continen) a ser jrejucua los
0U Iludidos, que a'--obaran cotn a loja lilial
da ra de Cabug. quaiquer pedido ou en-
commenda devei 8?t feito para
15--RA DO BARO DA VICTORIA-l
loa l'prrrlra iV C.
Borracha psra mas
Vendtm Hcdrijroes de Parit & C, na de Ma-
ris & innoB n. 11, squinad ra do Amorim.
Punas purgamas e depurativas
de lanspanha
Estas oilu'ae, onj. ynpametg pi:rameute"Ve-
getal, tevm bidj por uitiis di1 limisi-, n( ikhb os melboiva rentttadot n:m n-gmntcs moles-
tias : aff'i'ci- d.i alie* do fi^ao, syrrtitiit, bou
boes, eserofilaa, i-bags i;veteradas, erjrsipdas c
goRorrha*.
HMto de UMit a
C'-mo purpKtivns: fnw-ec t 3 a 6 por dia, re-
s*nd'i.e m;.>s <-mia doe un p .i'co nagua aooca-
h, cha ou o->ld...
(IijD i<-i>u!b'i. rs ; tnoae-se <.ro pilula ao juntar
Estas pilu'is. di iiiv?r.\:;., !. pbarmao-uticot
Imeida Anrirade 4t Filho, ittoi vcriilictum do
are. mdicos para su:t infibrr ^^i.iuri:i, t/)rnandc-
je m.His Hiliiiiiinfftil>inj<| por niin nm scgui
ourgntiro e de pouca dietu, pWo que poden, se;
aeOas em viaco.i:i.
ACUAAI-SE A' VENDA
< dreearia ele Varia Nubriiiha 4r
*l bca do mabqcez ni: OUXIM 41
JIuO barato
Aluga-se muito barato a caaa n. 37 da roa do
General Sera, antiga dp Jatmim ; atrutarj unto
LOTE

PAEA
EDUCACAO DOS ING
JLJxbAs
COLONIA ISA
vos 4o:ooosooo
40:0008000
.
20:0008000
10:0008000
5:0008000
Esta lotera, cuja 10.1 Serie da 24.a parte, ser extrahida
na segunda feir. 17 do corrente, s 4 horas da tarde, no Consis-
torio da Igreja Conceico dos Militares, acha-se venda as se-
guintes casas:
Ra do Barao da Victoria ns. 40 e 43.
Sitio
f
Aluga-se um sitio na Capung, travesea da
Ventura u. i, com muitos arvoredos de diversas
fructas e de < sedientes qualidades, casa com 3
salas, 7 quartos e coeinhi, e 5 quartos fra, galli-
nheiro com grade de ferro, tauque psra baoho,
ditos para deposito para aguar, cacimba d boa
agua psra beber, rio no fundo do sitio para ba-
nbo ; a tratar no mesmo, das 6 as 9, e daa 4 s
6 da tarde.
Atlendile
Gouquets da ultima invencao, para casamento,
etc., e tambem capellas mortcariae de perpetuas
fabricados por Jos Samuel Bo'elho ; a tratar na
rna do BarSo da Victoria n. 20, lojv enado'.
Marque de Olinda n. 43, loja.__________
Compras por atacado
O Pelloral de Canilinri
tem precos especiaes para aiuclles que compra-
rem grandes porcoes. Djstribnem seimpressos
qui ui os pedir, contendo as condicoes de vendas :
na ra do Marques de Olinda n. 23, drogara dos
nicos agentes e depositarios geraes
Francisco M. da Silva C.
Para eogonimar
Preeifa-se de urna amo para engommar e outros
servicos domsticos : no 3- andar do predio n. 42.
rna Duque de Casias par cima da typograpbta
do Diario.
'

\iteiicao
i
Um perfeito cosinbf-iro, frapc, recen-
temente chega'lo da Europa, cffereoe-so
para casa particular ou gotel, carta D06W
jornal a*A. L. _____ _______
Virgeai
0 melhor e mais puro de todos os vinhos de
mesa, que fe encontraui actualmente no nosso
mercado. Marca JSS Salgucirul. venda na
travessa da Madre du Deus n. 21, Joo Fernandes
de Almeida.

v Cabug n. 2.
> Rangel n. 2.
Larga dO Rosario ns. 24, 36 e 42.
No mundo lotrico a nica que pelo seu plano, mais vanta-
gens offrece aos jogadores, e no Brazil, at hoje, anda nao achou
nenhuma outra que se approximasse em vantagem na distribuido
dos premios, e para prova desta asserco pedimos a attenco dos jo-
gadores para a seguinte TABELLA comparativa dos referidos pre-
mios distribuidos por esta lotera e as suas congeneres:
LOTERA UO GRiO-PAR
D 70 \ de premio do seu capital.
1EHU0CE4RV
68 3i40f idem.
DEM de alago as
73 3t4I((idem.
DEM DE MINAS-GEMES
Menos de 81 \
M DA CULOMIA ISABEL
Distribue em premios mais de 85 1i8io.___________
Turbina
Superior assucsr io turbina, especial par
doce. Rt-finaeao algu^iral ; 415 numero tek-
phonico. Ra Marcilio ^ms n. 22.
Profcssora
Utna sonhura habilitada as materias inherentes
a iustruceao primarla, oftereee-se ptra lecc onar
m casas paiticulares ou em algam dos noseoa
arrabald- s ; a trstar na ru de S. Joo n. 5">.
Aproveitcm!
Bazar de passaro*
Ra do Bom Jess nuuicro 28
Este estabelecuneuco para acabar, c.-.i venden-
do to.ios os passures, gaitas e geni ros utistentes
no mesmo, tudo por preco o mais burato pjssivci,
para liquidar.
Jalroph
Manipoeira
Eese medicamrnto de urna efficacia reconhocida
no beriberi e outras molestias em que predomina a
bydrope8a, acba-se moditicido em sua prepara-
gao, 'jracas a urna nova formula de um distioetc
medico desta cidade, sendo que someute o ubaiso
assignado est habilitado para prepat'.-o demodo
( a m.-Ibarar lbe o gosto e tlioiro, seni todava alte
j rur-lhe as propriedades ineilicamcntosas, que se
! conservam com a uieemn activioa.'e. se nao^uiuior
cm vista do moJo por que elle tolerado ptb
Ctimago.
l n.i-o depoilo
Xa pharmacia Cncei^au, ra do Mrquez de
Uliuda n. 01.
T
JOSEPH RRADSE 8: C..
Acabam de augmentar o sen j bem conhecid
aportante estabelecimento ra Io
de mai^o n. 6 com mais
om saino no. andar luxuosamente prepa-
rado e prvido de urna exposi-
M fc m de praUi o Porte e^adre-^aU
dos mais afamados fabrimtes do
mondo inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seus nsme-
rosos .amigos e fregnezes a visitare
o seo estabelecimento, m de
apreciaren, a grandeza bom gosto com qne
nao obstante a grande
despeza, o adornara, em honra
desta provincia.
08M ABESTO DAS 1 A'S DA
DOMVIr
r*
v-t*

1

es
ce
ao
3S
PASTILHAS
ANGELIM & MENTRUZ
SO
Peitora 1 de Cambar
(5)
PREgOS
as agencias : frasco '500, 12 duzia l'i
duzia 24^000.
as sub agencias : frasco 2800,. 1|2 duzia | se
15*000 e duzia 8000.
Agentes e depositarios geraes era toda a pro- CT5
vieta Francisco M. da Silva & C, ra do -Z
Mrquez (i-, Oiinda n. 23. i EN
Assistentc txaminada! OORUAYOL HIERES
Pirmina Merenciana Carneiro mudou sua re-
sidencia para o beeca da matriz de Santo Anto-
nio n i).

5
0 Remedio mais effictr e
Segure que se tem deecoborto ote
hoje fiare expe'lir as ion trigas.
<5P

G>
#**W**r*r*lrWWr*
unmu
A
Corinhcir
proprietarics do muito
ft
*
eonheeido estabelecimento denominado
Precisa-se de urna que desempenhe o logar e
durma em rasa ; rna Duque de Casias n. 42,
por cima da typographia.
Barbeiro
Pn'cisa-se com urgencia de um official de bar-
beiro. perito cm seu trabalho ; na roa Duque de
Casias n. lo.
wmm
Lotera de< Alagas
Extraceo Ter?a-felra 18
do corrate
Intransferivel
Biliietes veuda na ci-aa feliz, Praca
da Iniepeniancia es. 37 e 39.
DO
RIGAUD & C', Perfumistas
PARIS.S, Rea Vivianas, S, PARS
(Extracto de flananga
Ti^m deliaoM 1
.perfume para o len-
to producto da
preciosa flor conhe-
cida sob o nome de
Pirus japnica.
0 aeu delicado
aroma, de persis-
tencia sem egual,
refresca o ar que
se respira, espar-
imi ao mesmo
v 1**;apessa que o usa,
ns suaves emanacoes que revelam distineco
e elegancia.
Acha-se venda em todas cu Perfumara!
%^rw^vw^Avvsr Costureiras
I Precisa se de porfeitas em vestidos ; na ra da
Aurora n. 2, 1 andar.
MUSEU HE JOIAS
aito a ra do Cabug n- 4, OOffiJDUoio&m aa renpeitavel PUBLICO que receberaro ut
grande sortimento de joiaa das mais modernas e dos mais apurados goatos, como ts
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambem que continuara a receber po
todos os vapores vinde da E-tropa, objectos novos e venden muito menos que e
outra qualquer parto.
MIGUEL WOLFF'&C.
N. 4RA DO
1 Compra-s ouro e prata velba.
CABUG-----N.
Molestias das Cranlas
de GR/MAULT e Ca, Pliarmaceuticos -
Approvado pela Jauta d'Hygiene do Bio-da-Jassin.
Este Xarope que, pela sua rcconliecida efl'vicia, figura na Pl.arniacooa frasceaa
Edifdo de 884J, goza da melho' reputagt eu're.os mdicos de toa Substite o oleo de gado de baca'' 4o pela iiUcilis?enlecoml)iiiai;o intimado iodo cen
0 sueco de plantas antiscorbutic./, como o agrio, o rbo e a cochlearia, ben
conhecidas na metiieacao dos adultos e das oreantes pelo iodo e o enxofre que e'las
conten. Este xarope eonvni s errticas pallicias, iracas, sens appetite, prOis-
pos'.as a certas rrjOlesti.", c>n:o a ozagra, as crostar, cia leite, o engorgitamento
das glndulas do pesceco, tiue dcsapparecej debaixo 'ia sua a<
Essensialmonte depurativo e tnoTensivo, nao caustico como p iodsfet (ie pcisaao
oioduretode fer,-o. nos conio e:-> enirin-railo i ros t.eKiperamer.tos
debis o para conibaier a tsica, .^stosses catarrhaes, o iaiartt "a= oi.-r.-.v.ias,
oe maos hamores. ns n:cic3i:as da polle e tedas ;s? tpt
do sangue.
s
iejiosito em PARS, 8. Rna Vivicnna.aas piicjJt Fi;.
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n I
Diario de PcrnambocoSabbado
Janeiro de 1887
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fe
Especial
Magnifico assocar refinado, seo igual este
mercado. Uefinacio Salgueirat, 445 numero tele-
pbonico. Boa Marcilio Di 22.______________
Tintar i Mana
P A B A TI X"G IBA
barba e os cabellos
"Sutura tinga a barba e os cabellos ios*
tantanemoi'nte, damlo-lhes nina bonita c6r
e jatwat, inofensivo o stu oso simples e
Vende-se na BOTICA FBANCEZA E DRO-
GARA de Rouq> yrol Fre-es, successores de A.
CAORS, roa do JJjin-Jesus (autiga da Croi
b. J2.______________________________
Curso primario e se-
cundario
Rua Mrquez de nerval it. 33
Jos de S uza Cordeiro Nimoes, participa ao res-
peitavel publico e em particular aos pais deseas
alumnos, que sea estabelecimento de inatruccio
primara e secundaria abrir-se-ba no da 10 de
Janeiro prximo vindouro; catrosirn, que contina
a aceitar alumnos infernos, men-pensionistas e
externos.
Recite, 30 de Dezembro de 1886.
A.
Mria do Livramento, velba octogenaria e nau-
perrima, pede ila almas caridosas que Ihe mande
una esmola pelo amor de Dous. Mora no becce
do Bernardo n. 51. E' urna obra de caridade.
Profcssora
* Urna eenbora competentemente habilitada, pro-
poe-se a leccicnar em ccllegios e casas particula-
res, as srgninfes materias : portugus, francez,
msica c pimo ; a tratar na raa do Mrquez do
Hrval n. 10.
Cosinheiro
Precisa se de um, a tractar, roa do Commer-
cio n. 41.
VENDAS
Vndese a acreditada taverna da rua do
Caideireirs n. 39, exctente aequisicao para um
principiante, por demani;. r do piucos fundos, e o
motivo da venda pjr doenca de sen dono : tra-
ra-se na ineama.
Vende-se portdVs de ferro, gradeamentos
para maros, jardins e trrico, bandeiras de ferro
para portilo, do differen'es modelos, ditas de arcos
pira pHra portas da rua, dobradicas de chumbar,
srallinli-iros de ferro, can-ocas para boi e cavas,
ferrnlhos grandes < para carrreas e carrinhos
de slfandega e d' no larga das Cinc* Pon-
tas u. 4, defronw- n
Boni emprego de
capital
Vende-se por barato preco o sobrado n. 25 da
rua da Moeda, de um andar e botao, slidamente
construido e em ptimo estado de ccnservaco,
Hidendo annualmeute 696*000 ; a tratar na rua
uque de Caxias n. 73.
Lcilnra para senhoras
Broches nikelados e do lirados a 2)000.
Booites grainpos douradoB a 500 ria o
majo.
Esplendido sortimento de galues de vidri-
lho.
Grande variedade de leques de setim a
40000.
Frisadores americanos para cabello a 300
ris o mago.
Setas de phaotasia para cabello.
Bonita coileccJto de plisss a 400 rii.
Brincos imitaco de brlb-nte a 500 ris.
AveDtaes bordados para creancas a 2^000.
Chapeas de fustSo e setim nra crean-
5b.
Sapatos de merino e setim para crean-
cas.
Meias brancas e de cores 6o de Escocia.
Pomada de vozcliua de diversas qualida-
des.
Sabonetes finos de vogelina e alface.
Extractos finos de Pinaud, Goerloin, e
Lubin.
Lindas bolsas de conro e velludo.
Fichas de 12 para senhora a 1A800.
Sapatos de casemira preta a 2000,
Thesouras para costura de 400 ria a
3000.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immensa variedade d botSes phantasia.
E milhares de objectos proprios paro tor-
nar orna senhora elegante, e amitos ou-
tros indispensaveis para uso das familias
tudo por precos admiravelmente mdi-
cos
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
(amad* ha rets do nm seclo; axced todas
as oui rspela sea perfume delicado e exquisito.
TKKZ Mkli*I.HAB ur. OORO
PARJZ 187R. CALCUTTA 1884
pela extra-fliM xcUancia de sai qualidade.
Perfumea modernos de A tk i riso
Fi&R& & CTHIDin
to de um raro e peculiar perfumes, tende sido
rofutrado* s podem ser obtidos por intermedio
dos Inventores oa seus Agenies.
LMAO BE QDXIIM U TT0SO1
ates riTalpaTaloriaJ'-rcreembeleuroicaaeUoa
GanniiHs inoffemiTs.
AMA FLORIDA K AmWOI
perfume excepcional para o enco; distillado
da mais exquisita escola.
beoitrs-u m Cm de tsesi o* epaeiat* i e Fiiruile
J. & C. ATKINSON
34, Od Bond Street, Londree.
L Marca de Fabrica Urna Bnaa branca "
obre urna Lyra de Ooro. "
Liquidado de fm de
auno!!!
59
-59
LOTERA DO CEAR
400:000*000
1NTRASFERITEL!
Corre quarta-feira, 19 de Janeiro.
Im vigsimo d'esta importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
\a Graciosa
1 Rua do Crespo-
Duarte &C.
, Oleo para machinas
Superior quahdadr, a 6*400 a lata de cinco
gales ; vende-se na fabrica Apollo e em seus
depsitos. ^^^^^^^
Tambas
Vende-se tainhas
de superior qualidade,
em quartols e em bar-
ris, mais barato do que
em outra qualquer
parte; na rua de Pe-
dro Affonson. 11.
. H.MS DORES o^ n^
** Elixir,PePastadentifrioios ^&f
DO* ^* f
RR. PP. BENEDICTINOS
da ABBADIA de SOULAC (Gironde)
DOH MAGUELONNE, Prior
'i Jlethilha* de Ouro : Bruxellat 1880 Londn 1884
A3 MAIS ELEVADAS RECOMPENSAS
INVENTADO
Vi X- N i
<; <> neo (lotiiUnno <\o Elixir Dentiiricio
dos BR. PP. Benedictinos, com dose de
algunas gottai eom agita, prevein e cura a cae
dos dent?, i'inliranqueeeos, fortaleeendo e tor-
uamVi as genfhraa perfeitamente sadias.
PnwtiiiKS um vprdadeiro servico, assipna-
laudo no aotaoi leitores este antifro o utilis-
sno preparado, o melhor curativo o o nico
preservativo contra as AleccSes den-
tarias, ii
lo Prior
Plcrrc BOTJRS ADD
CiSiBi rGKDlTiJL U ltt7
Agente Geral :
chase em todas as bou Parfumtrits, Phtrmtclu $ Drogarits
Xue Hng-nerif, S
BORDEAUX
Aos 1.000:000^000
200:0001000
100:0001000
inmiH; lotera
DE 3 SORTHIOS
Eib favor dos ingenuos da Colonia Orphanologiea Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUGO
EUncd a 14 di Maio fle 1887
0 thesourcirFrancisco Goncalves Torres
Teleptaone
DOMESTIC
Slo reconheciaaB ser as ma*
elegantes, as mais duraveis i
em todos os sentidos.
AS 1LI8ES
Para presos, e circulares com
illuBtracoes de todos os estylo diri
jam se
Domesc Sewlng Machine & C
NEW-Y08, S. A.
n. 158
ULf JLTJ JUUJ'JJJU'O ff*******'******'******^
VINHO MARIANI
DE COCA DO PER
o wno r",,,t A mar-Tirito dlariamenle com xito para -lombater a Anemia, Chiorose,
yjSSii? iiS,, ol1~ Vis* respiratoria, e lafrMWsl-
SBAnftst do i tk&s voesl
i-UiMuinmimuiarlit------ "----r- *--------j.h~.a*. >aiinnlMlls
w""n------ aoTvSuM CHonfru.
B o ^aor m r*etaitMoM Hfttru_____
o rottTxrxoJkxrvm por Bofn .t.wboia
O VINHO MARIANI SC ESCOKTUA CU CASA DS
:*, rr-VMis* 41,sileurllaMBUu;Kes*Tt,U1lj,ll ".Itr*
i Ptrnarntrna : MumUn M. d XX?A A O*.
wmm
Lindiuimos risodinbos a 160 e 200 rs. o co-
vado!
Nanank, cores firmes, a 160 o dito!
Cretones claros e escaros a 240 e 280 o dito!
Popelinas com listas de seda a 240 e 280!
Meias superiores para crianca a 24 a duzia !
Onardanapos de linbo bordados a 34 a dita.
Atoalhans alvo,2 larguras, a 14200 o metro!
Bramantes superiores a 900 e 14200 o dito!
dem de paro linbo a 24 o dito !
Setinetas lisas e bordadas a 4 Retalhos de setins e sedas que se liquidara por
metade do casto.
Setim maco de cores a 800 e 14 o eovado !
Popelina de seda branca a 500 rs. o dito .' de
SOOrs.
Pannos de difFerentes cores para mesa a 6C0,
14200 e U600 o eovado.
Damascos de las para colzas, 2 metros de lar-
gura, a 14800 o dito!
Cretones assetinados, idem, a 800 o dito I de
14500.
dem com lindas paisagens para chambres a
400 rs. o dito.
Cortes de casemira inglesa a 34500, 44500 e
64000.
Cheviots superiores a 84 o eovado, 2 largaras
Uasemiras diagonaes a 14800 e 2400 o dito.
Flanella americana azul, a 14400 o dito !
Fichas de 13 a 14500 e 24.
Chales de casemira bordado a seda a 64 sao
de 154 cada um.
Capas de la de todas as cores a 34, 44 e54.
Esgaioea para cssaoninhos a 44 e 44500 a peca.
Madapol2o americano a 54 e 64, 24 jardas.
Camisas para senhora (so bordadas) a 34500 e
54000.
Saias de ezcellente fazenda a 34500 e 44-
Vestuarios de 13 para criancas, de 154, para
acabar, a 74 e 84-
Cortes de fnstao para collete a 24!
Grande porcao de retalbos de chita, brim, las
e muitos ertigos ffxe se ven em Lamo.
Chapeos para criancas a 34.
dem para senhoras, de 124 e 154, para liqui-
dar, a 6 ; e 74.
39-Roa Dnqoe de CaxiasS9
Cairo ja CB.&C.
A lievoluQo

240:0001000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
, IBTRANSPERIVEL!
Corre segnnda-feira. 17 de Janeiro


m,
A' rua Duque de Caxias, resolveu vender
os seguintes artigos com 30 /0 de me-
cos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachemira bordada a 14500 o eovado.
Mirins de cores finos, a 900 e 14300 o ce-
vado.
Ditos pretos a 14200, 14400, 14600, 14800 e
24000 o eovado.
Las mescladas de seda a 600 ris o eovado.
Ditas com listrinbas de seda a 560 ris o dito.
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
Lindas alpacas de cores a 440 ris o eovado.
Lis com quadriohos, a 400 ris o eovado.
G-ace com bollabas de velludo a 800 ris o eo-
vado.
Setim maco lavrado a 14300 o eovado.
Seda pal ha a 800 ris o eovado.
Ditas de cores de 24 por 14000 o eovado.
Setim maco liso a 800 e 14200 o dito.
Grs de aples preto a 14800, 24000 e 24500
o eovado.
Setinetas lisas a 320 e 400 rs. o dito.
Ditas de quadrinhus a 320 rs. o dito.
Ditas pretas finas, a 500 rs. o dito.
Fastoes braucos e da corea a 320, 400, 440,
500 e800 re. o dito.
Zepbiros finos, escosseses, a 500 rs. o dito.
Zephiros de qaadrinhos a 180, 200 e 240 ris o
eovado.
Zephiros lisos a lfOOO o dito.
Alpacao de cor para palitot, a 14000 o dito.
Velludilhos lisos e lavrados a 14000 o eovado.
Cretones finiseimos a 240, 260 e 240 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 360, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 14800 ama.
BSeda escosseza a 360 rs. o eovado.
Colchas bordadas a 44, 54, 74, e 84000 ama.
Ditas de crochet a 84500 dita.
Camisas bordadas para homem a 304000 a du-
ia.
Ditas para senhoras a 304000 a dita.
Cortes do casiaira finos de 34 a 84000 nm.
Ceseos de laia a 10/00 un.
Ficbs de retroza 14000 nm.
Ditos, de peilacia a 64500 um, (bordados).
Cachemira de cor a 14600 o eovado.
Flanella americana a 14400 o dito.
Cortinados bordados a 64000 e 74000 o par.
Ditos de crochet a 244000 o par.
Meias para homens de 24400 a 94000 a du-
zia.
Ditas para senhoras de 34000 a 124000 a du-
zia.
Mantilhetas de seda a 64000 ama.
Espartilhos de couraca a 44000, 54000, 4000
e 74500 nm.
Toilett para baptisado a 94000 e 124000 um.
Lencos brancoe e com barra a 24000 a duzia.
Anquinbas a 14800 rs. nina.
Brim de linbo de cor a 14000 a vara.
Dito pardo a 14000 a dita.
Esguiao ama re 11 o e pardo a 500 ris o eovado.
Cbalvs de miriit lisos a 14800 um.
Ditos estampado* a 34000, 34500 e 44000 nm.
Cortes de cachemira para vestidos a 184000
um.
Redes H&mburguezas a 104000 urna.
Panno de crochet para cadeiras e sota a 14000,
14200, 14600 e 24000 um.
Henrique da Silva Moreira.________
Cocheira venda
Yende-se urna cocheira com bons carros de
passeio, bem localisada e afregnezeda, por preco
muito mdico em razio de sen dono nao poder
administrar perter de fazer nma viagem ; os pre-
tendentes acbarSo com quem tratar roa Doque
de Caxias 47.
WHISKY
ROYAL BLEND marca ViADO
Este ezceUento Whisky Esceese preierive
so cognac on guarden* de canoa, para fortifica
9 corpo.
Vende-se a retatho noa te Iberes armazens
oolhados.
Pede ROYAL BLEND marca YIADO enjono
ne e emblema sao registrados para todo o Brazi.
BROWNSt C, agentes
Bom negocio
Vende-se nm estabflecimento de molhado e
padaria, em Palmare i (Un) largo da fsira, a me-
lhor localidad do lugar ; a tratar no mesmo, ou
roa Dfteita n. 16, viado branco, e o motivo da
venda se dir ao pretendente.
LOTERA DE AL4U0AS
2OO:O0O$OOO
Esta acreditada lotera corre ter^a-feira, de Janeiro



/

I lX-fi
,4
'i
600:0001000
Esta seductora lotera corre sexta-felra, i? de Janeiro de 1887
Um vigsimo habilita a tirar 30:00$000
Os bilhetcs dcstas acreditadas loteriasacham-se venda na
RODA DA FORTUNA
iiO-Rua Larga do Rosario--36
Bemardino Lopes Alheiro.

200:000$OOO
LOTERUII
E\TR ICCiO D4 6a PARTE DA 1" LOTERA
M BENEFICIO DA SABTA CASA I MSEMGORDIA
Terofeira !8 de Janeiro
A0 MEI0 DA
Esta lotera, por algum teropo retirada da cireulacSo, devido a grande guerra que
Ihe promovern, como do dominio publico, vem novaraente tomar o seu lugar de
urna das vantajosas loteras do Imperio.
O gente pede ao respeitavel publico a sua benvola attencSo para o plano das
LOTERAS DO GRO-PARA', por extenso publicado nos jornaes e impresso no ver-
so dos respectivos bilhetes. O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
distribue
12.436 premios, ou quasi a quarta parte !
Anda mais: esta a nica lotera que premia todos os nmeros cujes dous al-
garismo8 fnaes forera iguaes aos dos
QUATRO PREMIOS MAIORES
MMMMIIMOIIIIIIHIHI
EXPOSITION
Mdaille d'Or
A SABER;
100(5 as duas letras finaes do premio de........
60)5 s duas letras fnaes do premio do........
50|5 a duas letras finaes do premio do-----,...
404 a duas letras finaes do premio de........
200:000,5000
40:0005000
20:0000000
10:0000000
Tambem sSo premiados todos os nmeros das centenas dos quatro prmeiros
lm destes, tem esta lotera grande quantidade de outros premios de bastante
importancia. E' tambem esta a nica lotera que garante quem comprar 100 nme-
ros de terminasSes jiflVrentes 32 1/2 % independente dos premios avultados que
posEam sabir na extraccSo. _____
TODOS OS PREMIOS SO PAGOS SEM DESCONT
A's estracsSes sao feitas em edificio publico sob mais severa fisealisacSo por
parte das autoridades. .' c a*
Os bilhetes acham-se venda na agencia e em todas as casas, em Santos, ao
Paulo, Campias, Rio Grande, Babia, Cear, MaraohSo, Para, Amazonas e em Per-
nambuco ru Nova n. 40 CASA DO OURO.-
0 agente no Rio de Janeiro
Angosto da Booha Montoiro Callo
23Rua de Urogoayui23
UN IV1" 1878
CroideCheTalr
te hu$ HAurct Ktootpuut
PERFUMARA especial
LACTEINA
E. COUDRAY I
Praoniud* pelai Celebridad Medicas de Paria '
fAM TODAS AS 1ECESSI0ADES DO TOUCADOI
PRODUCTOS ESPECIAES
rUl de iUOt de LACTIIIA para branquear pe he.
SABIO de LACTEINA pan toaudor.
CREIE t P de SABO de UCTEI1U par a barba.
POIAA de LACTEIIA para a belleza dos cabellos.
ACDA. de LACTEIJA para o toucador.
LEO de UCTEDU para embellezar os cabello.
ISSEICIA de LACTEINA para lencos.
tfektti DEITiriUCIOS de LACTEHA.
CIEK LACTEIIA chanada setim da pelle.
LACTEllillA para branquear a pelle.
eitei Arrieos jc-m-se na fabrica
PARS 13, ne d'Engliien. 13 PARS
DtpoeilOf em Ud/ a Perfumara, Piarmaeias
Cabeihrairos da America.
I


SAUDE PARA TODOS.
UNGENTO HOLLOWAY
O Vagamto de HeJloway nm remedio mtaffivel para <* males d penuu e do peito ; tambem rxra
m ftidas tmrigas chagase ulceras. E famoso para a gota e o rheumatismoe para toas aa eoienni-
dades de peito na se reconhece egual
Para os males de garganta, bronchltea resfriamentos e tosses.
Tumores as glndulas e todas as molestias da pek t*> teem semelaante epwn membros
contrahidos e fouctaras recias; obra como por encanto.
sus medltn. OopnpmtnimeaK do Kuabetadmento io PioTeaor Hollwa*,
T, MIW OXIOW 8I1WT (antes 688, Oxfard Strat), LOHBiM,
K vndanse tea tod** as pharmAcu s So universa.
tr Os compndores slo coovid4os reepciiosawente a aJitUar os "Jak de cada esas* a Pala, H nao HB a
Mii, 533. OaiodSree. saoalsinca9oe. .
A'Florida
Rua Duque de Caxias n IOS
Chama-te a attenclo das Ezmas. familias para
os procos seguintea :
Lavas de seda preta a lfOOO o par.
Ciatos a'1^000.
Luvas de pellica por 21500.
2 caizas de papel e envelopes 800 rs.
Luvas de seda cor granada a 2, 500 e 3
o par.
Suspensorios p ra menino a 500 rs.
dem americanos para homem a 8J.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1 500, 2f, 3f, at 8f.
Ramea de flores finas a 1,1500.
Lnvas de Kscossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e U o par.
Porta-retrato a 500 n., 1J, 1*500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anquinhas de 1A5M), 2, 25CO e 3* nma.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400. 500 e 600 rs.
Eapartilbo Boa Figura a 4*500.
Idea La Figurine a 5*000.
Pentes para coco com inscripcSo.
Babadores com pintura e insenpeoes a 500 rs.
Estojos para crochet a .$(100 rs.
Bico de cores 2, 3, e \ dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
Para a qnaresia
Gal&o de vidrilho metro 1*.
Franjas de vedrilho a 1*,
Lavas pretas de seda e Escocia.
Franjas e gales finos a 2*500, 3*e 4* o metro
Para o carnaval,
Lindas mascaras.
Bianagaa de p de arroz.
dem idem de ouro.
dem pe fumadas.
Lindas frsnjas de seda de cores com freos pa-
ra eufeitar vestuarios de mas caras a 1* e 500 rs.
o metro, fazenda que i4 custou o metro.
BARBOSA & SANTOS

Yenda de engenho
Vende-se o engenbo Serra da Prata, ootr'ora
Oi'Sadia, opeiro, a urna lagoa de Catende, eom
terreno para 2.000 pues de assacar, de muito boa
produceo para diversos legumes, ota casa, de
vivenda, destilacio, casa de rarinhaVnovida *
agua, estribara, etc., torio muito bem montad.
Fas-se negocio a praio, com algum dinheiro i
'iat* : a tratar com o proprietario, no mesmo en-
grnho, Primeso Diarte Ribeiro.


..- -
K

S
Diario de FernambucoSabbado 15 de Janeiro de 1887


v ^
LTTRATllit

E quem o


I

X
K



-
-'*.
XAVIEK E MOMm
r,Bora-Txasr^-
TRADUC^AO
DE
p.u.i:nno de mhii
(Continuado)
CAPITULO XIX
MINA E CONTRA MINA
Ao palacio da justiea I repetio Tir-
is. Ora adeus Dar se-ha caso que te-
cha alguma questiuncula coao o senhor
procurador imperial ? Foi a sexta vara que
ihe dirigi algun convite ?
A mim ? Quera julga que eu sou?
J se tem visto cousas mais extraor-
dinarias.
E* possivel, mas nSo se ver agora ;
vou ao palacio da justiea com um fira mo-
ral, meu querido.
E' possivel ? !
Vou fazer urna qu xa.
Roubararo-n'a ? .
Qi'.erem roubar-roe.
Oh 1 nSo fazem bem
bandido ?
Sao dous.
Conheco-os?
Perfeitamento
EntSo diga-me os seus nomes.
Para que ?
__nicamente para satiefazer a minba
legitima curiosidade.
__ Um d'elles cbaroa-se Lenidas.
__ Lenidas! repetio o supposto medi-
co, rindo s gargalha'aa.
Ah! acha singular...
De certo. E o outro?
__ O outro d pelo nome de Tiris.
k Eu'...
?-. Em pessoa, meu filbo.
-- Est a brincar com migo, senhora
Belzebuth !
Nao brinco, nao.
Juro-Iba que nSo sei tyme quer di-
zer...
__ Ah! entilo o senhor e Lenidas ima-
ginara que se pode roati.nr to descarada-
mente os amigos, e abusar da confianca de
urna pabre mulhor para Ihe cercear os seus
lucros?... Isso bom para os parvos
meus queridos ..
o Ha duas hora que estou de sentinella
no vSo de urna porta, na ra Pigale, e vi
tudo com estes dous olhos que a trra ha
de comer! Tinham-n'os, vendido, meus
amiguinhos, e Galimand, muito mais fino
do que voei"s, contou-mo tudo esta manhS.
Ah grande patife, ba de pagar-
m'as!
NSo Ihe pagar absolutamente nada '
tomo o debaixo da micha proteccad-----
Elle comprehuede muito bem que o di-
nheiro do gebo nao a le varia muito longo
o que antes de seis semanas teria preciso
de mim. Emquauto a si Tiris, poder fa-
zer urna cruz a minha porta, o mear da
Eua carteira os magnficos lucros que obte-
teria desaninhando as andorinbas, e dndo-
me parta dos seus trabalhos.
Isto tudo sera fallar que vou ao se-
nhor procurador imperial, para Ihe contar
a ancdota desta manh. Um rapto com
todas as circunstancias aggravantea ba de
interessar muito quelle magistrado.
__ Oh! senhora Belzebuth, balbuciou
Tircis, com ar consternado, nSo far simi-
i han te cousa.
E quem rao impedir?
Nunca se decidir, nunca, a ir de-
nunciar os seus amigos...
Entao atire-se a agua, e acabemos
com isto.
Eu nilo fallo do Lenidas, um pa-
tife ; e foi elle quem arranjou tudo ; mas


V?





FOLHETIH
O OOKCINDA
POR
PAULO PEVAL
TERCEIRA PARTE
AS-llEltOSIAS DE ASOBi
(ContinuacSo do n. 8)
VIII
Doa moca
Apezar d'isto, disse JoSo Mana, vou
at ao fim da ra ver. A Sra. Balabaut
disae que urna maravilha de todos os
palacios de fadas e metaroorphoses da f-
bula. Tenho deseio de espiar.
Nao te demores, meu filho, resmun-
gou a av.
Era frsca, apezar da exensSo profunda
de sua voz forte.
Berrichon voou,. A Guicbard, a Bala-
baut, a Morin e nutras tizeram-lbe festa,
tssim que elle chegou calcada immuoda
iia ra de Chantre.
Francisca veiu a porta da cosinha o
olhou para o quarto de Aurora.
O que I disse ella, j parta! O
pobre anjo est outro vez I
Teve a boa idea de ir fazer companhia
sua joven ama ; mas Joao Maria voltava
n'este momento.
Minha av! exclamou elle, folha-
gens, gallardetes, lanternas, soldados a ca
vallo, mulneres eoberta/i de diamantes, de
setim burilado! Venha ver isto minha
avl
A boa mulher encolhen os hombros.
Que tenho com isso, disse ella.
Ah 1 minha av, a#Sra. Balabant,
que est no fim da rua^At os nomes e
conta a historia de todos iqvtlles fidalgos
e de todas aquellas sen horas que passam
estou inno-
tu nao ti ve culpa alguma ;
ce;t.'!...
O que disse, disse.
Minha querida senhora Belzebuth,
pref ra uiorror apunhalado ou envenenado,
do que ti' ar mal comsigo !...
Enterne^a-se !
fc tem um meio de regular os saus
negocios.
Qual elle ? Falle depressa '
E ter para mim franqueza absoluta.
Serei tSo verdadeira como a propria
verdade.
Entilo diga-me para onde levaram
Leontina ?
- Para Neuly.
Isso sei eu"; mas Neuilly muito
grande!... Acha se alguma cousa, pro-
curando ao acaso ? Isso era o mesmo do
que procurar sgulha em palheiro.
Foi para urna cazinha branca com
janellaa pintadas de verde, e com cortinas
tambera verdes, esquerda, antes de che-
gar ponte, por detraz de Saint-James...
Nao mente ?
Quer que a acoropanhe ? Ver en-
tao se mi oto.
Nao necessario, acredito-o Quanto
lbe deu Lenidas ?
Urna nota de mil francos para os
tres.
E deixa-so engodar d'esse modo ?
Engodar ?
Est claro, meu parvo Lenidas ti-
nba recebido dous mil, pelo menos I
Nao possivel I
Aifianco-lh'o eu.
Ah i se soubessa !...
Mas sabe agora.
Patifo!... ba de estalarlhe a casta-
nba na bocea !...
Rixas I Isse m idea 1... Seria
tosado I
No entanto, este negocio nd pode
ficar assim.
Quer que Ihe diga o melhor que tem
a iazer ?
Ora essa! Pois nao hei de que-
rer ?
V esta carta ? disse Belzebuth,
tirando da algibeira um sobssripto fechado.
Perfeitamente.
Vou dar lh'a.
E depois ?
Vai leval-a ao seu destino.
Itnmediataroen:e. Mas aondo ? .ao
tem ditoccSo.
A Neuilly ; casa de que ha pouco
me fallou.
Est dito.
Fallar pequea.
Sim.
A's escondidas.
Sim.
E entregar-Ihe-ha esta carta myste-
rio8amente.
Muito bem !
E' ndispenBavel que Lenidas nao
desronie de couza alguma.
Fique descargada.
Faca isto, e esquecerei todos os seus
erros, e poder continuar a ser o melhor
dos meus amigos.
E' esse o mea maior desejo.
Entao v depressa.
Mais nada ?
Mais nada.
E depois, o que lucro com tudo isto,
interceptou Tircis.
Hoj'e vinte e cinco luizes, se a cousa
tur bem feita, e outros tantos amanhS.
Diabo!... Mil trancos E' pouco.
E, dentis a mais, supponho que neces-
sario dizer adeus aos amarellos do ban-
queiro 1
Nao soi par ora ; nao digo netn que
sim nem que nSo. No entanto, lembre-se
que, no caso de recusa ou de traico, est
caminho do ;ribunal.
Tircis encolheu os hombros.
Hein ? I exclamou a inculcadeira ad-
mirada.
Fallamos ^seriamente, senhora Bel-
zebuth. Tenho interesse em continuar a
ser seu amigo, e isto que me decide.
Quanto ao tribunal urna conversa bas-
tante ingenua.
Julga isso?
E' encantador! Venha ver, venba espiar
um pouco no canto da ra.
E quero guarda a crsa? perguatou
a velha Francisca um pouco abalada.
Estamos a dez passos. Ornaremos
para a porta. Venha, minha av, venha I
Agarrou-a com os uracos pela entura
e arrastou-a.
A porta ficou aberta. Estavam a dez
passos. Mas a Balabant, a Guichard, a
Duran-i, a Morin, e o resto erara soberbas
mulheres.
Urna vez conquistada Francisca, nao a
deixaram mais.
Entrara isto nos planos mysterosos de
me ti o Luiz ?
' E'-nos permittido duvidar.
A onda das Sras. visiuhas, arrastando
Joao Mara Berrichon para a praca do Pa
lacio Real, resplandecente de luz, devia
passar por debaixo da janella de Aurora,
mas ella bSo os vio. O seu sonho cega-
va-a.
Nem uma amiga I dizia ella comsi-
go, nem uma companboira a quem pedir
um conselho !
Aurora ouvio um hgeiro ruido por traz
della, no quarto de dormir. Voltou-ae vi-
vamente.
Depois soltou um grito de terror, ao qual
respondeu uma gi*rgalhada.
Urna mulher t-stava diante della, vestida
de domin de setim edr de rosa, mascara
da e perneada para o baile.
A menina Aurora ? disse ella com
um ceremonioso cumprimento.
Estarc sondando ? exclamou Auro-
ra. Esta voz I...
A mascara cabio e o rosto jovial de D.
Cruz mostrou-se por entre as rendas.
FlGr I exvlanou Aurora ; possivel I
s tu ?
D. Cruz, ligeira como Uma sylphide,
pr?i-ijiiou se para ella com os bracos ab r-
to. Trocarara aquellos rpidos beijos de
moyas. Devem ter visto duas pombas bei-
jando-se.'
Eu que me Jastiraava da nilo ter uma
ooropatib'ir i disse Aurora. Flor, minha
querida Flor, como sou contenta por
Ver-te !
Depois, presa de un sbito escrpulo,
accreauentoa :
Mas quera te deixou entrar "! Estou
probibi la de recober pessoa alguma.
Prohibida repet D. Cn&, com
um ar ireoico.
para
Com prebende perfeitamente Jque, se
fosse denunciar nos ao procurador impe-
rial, dar-Ibe-hia uma gargalhada as bo-
ebecas, e mandara mettel-o na gaiola.
Ah I jnlga isso?
Est claro I E a senhora tambem o
julga, porque uma mulher de espirito,
faco-lhe essa justiea.
E pensa tambem que o procurador
imperial na na cara de Mauricio Torcy,
a quem eu cantara tudo ?
Tircis nao respondeu.
Parece que ficou atrapalhado, oeu
querido, proseguio a Belzebuth.
Est bom, 'calo-me e obedeco.
Ora ai oda bem. Cont comsigo.
E tem razo. Hoje vinte luizes, nao
verdade ?
Sim ; amanha outro tanto.
Quando hei de procurl-a ?
Esta noite ; s oito horas.
Onde ?
Em minha casa.
Demoru me l muito ?
Tal vez.
Mas so Lenidas me reclamar
ficar de guurdu pequea?
Procurar um pretexto para sabir,
sera lbe despertar suspeiUs.
- Que pretexto ?...
Isso comsigo. Paga,m-lhe, para
que tenba boas ideas.
Est bom. Trataremos dsso.
Nao faja tentativas. E' ueoessario
que tenba bom resultado.
Telo hei.
At noite.
Tircis entrou para uma carruagem que
ia para a estaco do caminho de ferro, e,
depois de se ter despedido do Belzebuth
com formulas obsequiosas, disse ao coche i
ro :
Barreira da Estrella, meu valente I...
CAPITULO XX
A VOLTA PARA PARS
Neste mesmo dta, s nove horas da
noite, a crrruagem do senhor de Vannoy
conduzia Mauricio e Gilberto ra Pila-
ge, e parava porta da casa que habita-
vara os dous amigos.
Mauricio estava muito alegre, porque
entrevia diante de si um horisonte de tra
balho lucrativo e attrahente.
A aatisfacSo do seu amigo alegrava
tambem Gilberto.
Os dous rapazes subiram rpidamente
os cinco andares.
Mauricio, em vez de tocar a campanhia.
abri a porta com uma chave que trazia
sempre comsigo.
Na casa de entrada encontraram Jos,
dispondo-se a accender o candieiro.
Entilo, Jos, perguntou Mauricio,
ha alguma novidade ?... A senhora aioda
est levantada?...
a. senhora anda n2o voltou, respon
deu o criado.
Ainda nao voltou 1... exclamou i
artista, sentindo uma sensaco mais viva
do que se tivesse recebido em ebeio no
peito a descarga de uma machina elctrica,
ainda nSo voltou repetio elle, mas entao
sabio?
Sim, senhor.
Ha pouco ?
Oh nSo senhor.
raa. A senhora sahio
meio dia... *
-S?
Nao, senhor...
Mas com quem entao ?
Com um sujeito todo vestido de pre-
to, que eu nd conheco.
E nao te deixou nenb'um recado para
mim?
Deixou urna carta para o senhor.
Oh! desgrasado idiota 1... Era a
primeira cousa que me devias t ;r dito.
Onde est essa carta ?
No atelier, sobre Ja mesinha de ear-
valbo. Se o senhor quer, eu vou buscal-a.
Nao, eu vou.
E Mauricio, pegando no candieiro que
Jos aeabava de accender, entrou no ate-
lier, seguido de Gilberto.
Ha j muitas ho-
pouco depois do
Pediram-me, se preferes, disse Auro-
ra, corando.
Eis ah o que eu chamo urna priso
bem guardada, exclamou Flor; a porta
aberta, e ninguem de sentinella.
Aurora entrou vivamente na sala baixa.
Nao havia pessoa alguma com effeito, e os
dous baten tes da porta estavam abortos.
Chamou Francisca e JoSo Maria. Nao te-
ve resposta.
Sabemos onde estavam naquelle momen-
to Joao Maria e* Francisca.
Depois da sabida singular de mestre
Luiz, que a tinha prevenido que a noite
seria ubeia da bizarras aventuras, nao po-
de pensar seno nisto :
Foi elle sero duvida que o quiz.
Fechou a porta com o trinco nicamen-
te, e voltu para junto de D. Cruz, que
estava oocupadaem fazer gracas diante do
espelho
Deixa me olhar bem para ti 1 disse
ella ; meu Deus, como ests crescida e
bella I
E tu respondeu Aurora.
ContempLram se ambas com urna alegre
admiracau. '
Mas este vestuario I disse Aurora.
O meu vestido de baile mioha que-
rida, respondeu D. Cruz com um ar satis-
feito ; que te parees ? achas bonito ?
Eucautador 1 repetio ella; de uma
riquez ; aposto que a iviaho. Esta re-
presentando aqui uma comedia, minha que-
rida Flor.
Qual I ex-lamoa D. Cruz, eu ropre-
sentauto uma comedia 1 Vou ao baile.
A jue baile '?
S ha um. baile esta noite.
O baile to regente ?
Meu Ueus sim, ao baile do regen-
te, miulia amiga ; osperam-me no Palacio
Rel para ser aprsentela a Sua Alteza
pula prni. ez i P ilatiae, sua mai ; nada
mais, nada menos.
Aurora abri os olhos.
- A unir te ? contiouou D. Cruz, em-
purran-io com o p a cauda do seu vestido
de b.iile, por que te adiuuis ? Mas, com
eifoito, lato tambara me admira. Historias,
corapreheudes, minha aroigt, sao historiase
As historias chovem ; contar-te hei tuuo
isto.
Mas como soubeste da minha mora-
da ? perguntou Aurora.
Sabia. Tiuha permisso para te ver.I
porque tambem eu tenbo um senhor...
Pegou na carta, percorruu-a rpidamen-
te, e deti-a ao seu amigo.
J sabemos o contedo dessa carta.
Leste ? ptrgontou Mauricio, a Gil-
berto.
Li.
E adivinbas o que isso quer dizer ?
Parece, que esta carta explica tudo,
respondeu Gilberto.
Acreditas que real a doena desse
miseravel Lenidas ?
Por certo. .
Pois que Sisa doenca repentina nao
te parece singular e inverosmil ?
De modo algum. Sempre pensei que
o modo de viver de um tal homem devia
nevitavelmente arrastal-o morte prema-
tura.
Tens razio, e, no emfanto, nao posso
fcizer acroditaj-o ao meu espirito. Por
mais que faca, nao creo... uo posso
crer...
O que suppSes tu ? Tenho as mais
sinistras ideas.
Quaea sao ellas ?
Parece me que armaram um lago a
Leontina, e que a desgraada crianja ca-
bio nelle.
Um lago... mas com que fim?
Perguntas-me com que fim? Nao te
jOmhras do primeiro ciime de que Leonti-
na eateve a ponto de ser victima?
Meu amigo, pseo-ta que nilo te as-
euste8 desse modo. Domina a tua exalta-
do !
_ Oh 1 Leontina 1 Leontina! exclamou
Maur'cio, era ouvir Gilberto. Onde ests
tu ? Onde ests tu ? Oh Deus meu, era
demasiadamente feliz I
__ Mauricio, em nome do co socega.
_ Queres que eu sosegu, quando igno-
ro o que aconteceu a Leontina! (guando
ella soffre de certo longe de mim Quan-
ds provavelmente chama por mim, sem que
eu possa correr sua voz I Quando, tolvez
os miseraveis executam n'esta momento es
bous horriveis projectos! NSo se trata de
ter socego e de esperar, necessario pro-
ceder, e procederei.
E, ao pronunciar estas palavras, Mau-
ricio punha o chapeo, e dispunha-se a sa-
bir:
Onde vaes tu ? Ihe perguntou Gil-
berto.
Primeiro casa de Lenidas, em
segunda, casa do commissario, depois
prefeitura de polica. E' preciso que, se
d'aqui a uma hora eu nao tiver encontrado
Leontina, esta noite so d busca a toda a
cidade. *
Queres que te acompanhe ? tornou
Giluerto.
NSo, fic, peco-te eu.
Para que ?
Porque, se Leontina voltasse durante
a minha ausencia, era necessario encon-
trar aqui alguem para a receber. Ao sa-
bir de casa de Lenidas, e antes de ir a
qualquer outra parte, voltarei aqui.
Bem ; esperarei.
Oh I fiea desoancado, nSo esperars
muito tempo. NSo perderei um minuto,
nem um s segundo.
- EntSo vae depressa, e Deus te guie.
Mauricio sahio, ou antes, precipitou-se
para fra.
Tres quartos de hora depois voltou.
Estava ar quejante e o seu rosto, extraor-
dinariamente aterrado j no momento em
que tinha sahido, decompunha-se cada vez
mais.
NSo veio anda ? perguntou elle.
NSo.
Em casa do pi nSo est tambem I
EntSo Lenidas...
Est tSo doente como nos. Viram-
n'o esta manhS na casa em que habita ;
sahio na companhia de outro miseravel que
nunca so separa d'elle ; bem vs que ti-
nha razSo em desconfiar de um la$o e em
receiar uma desgraja. Vou prefeitura
de polica.
__ Mas, meu amigo, nao te darSo atten-
cio.
E porque ? _______
da absolutamente nada indica que houva-
se violen a.
O que hei de entao f*z?r ?... Oh !
meu Deus exclamou Mauricio, percorren-
do o nlelier com agitacSo e furor iguaes
aos da um animal feroz encerrado n'uma
jaula muito pequea.
E' necessario esperar, meu amigo...
esperar, pelo menos, at amanhS.
Eiperar... assim... no estado em
que estou ?
Assim forjoso !
Mas impossivel I... impossirel!...
Porque?
Se a noite ha de psssar-se em taes
tormentos, amanhS estarei morto, ou lou
co !...
E as faces de Mauricio foram inundadas
pelas lagrimas.
N'este momento soou a campainha.
O artista parou sbitamente, levantou a
cabera, e repentina chamma Ihe brilbou
nos olhos.
Ah I bilbuc'ou ejje com voz suflo
cada, se fosse ella 1...
E, saltando at porta do atelier, que
dava para a saleta, abrio-a.
Quem ? perguntou elle a Jos.
Uma senhora... respondeu este ul-
timo.
Leontina ?
NSo, senhor ; uma senhora que vem
de mandado da menina.
Onde est essa senhora ? Manda en-
trar. .. manda entrar I
Aqui esteu, senhor Torcy, respondeu
uma voz qne Mauricio conhecia j.
E uma mulher com o rosto occulto por
espesso veo entrou no atelier.
Falle, senhora, disse o artista com
vivacidade, se effectivamente vem de man-
dado de Leontina, falle em nome do
co !...
A recem-chegada levantou o veo.
Mauricio estremeceu, e deu involunta-
riamente um passo para traz, como se aca-
basse de pisar uma serpente, ou qualquer
outro animal iramundo e asqueroso.
Tinha reconhecido a Belzebuth.
A senhora! gritou elle. O que ven
aqui fazer ?... Desgranada de si, se me
traz alguma noticia m !...
NSo nSo noticia m, replicou a
Belzebuth, pelo contrario, bem, e paga-
na por bom proco o que vou dizer-lhe gra-
tis.
CAPITULO XXI
OS PLANOS DE BELZEBUT
Sim, uma boa noticia, repetiu a incu
)
pa-)
Tircis estava sentado na almofada
laio do cocheiro.
Os nossos tres personagens ontraram
ra a carruagam, qaa partiu rpidamente
direecSo de Neuily.
E' evidente que de vemos uma explica-
cSo aos nossos leitores.
Esta explicacSo, vamos darlh'a imme-
diatamente, e ser o mais breve possivel.
Como e porque a Belzebut tinha muda-
do completamente a tctica a respeito de
Leontina?
Com que fim, em lugar de porai
sua primeira idea de vender a infef
nina ao senhor de Vannoy, faaifl|
louvaveis esforgos para approxtrai
Mauricio ?
Finalmente o arrependitnento do p
do e algup.s dos bons sentimentos teriam
entrado, em grande ou pequea escala, na-
aquella repentina mudanca ?
Taes sao os problemas que temos a re-
solver.
E, em primeiro lugar, podemos respon-
der por uma negativa absoluta ao terceiro
destes problemas.
Ao saber pela denuncia interesseira de
Galimand, que Lenidas tinha resulvido
passar sem ella e frustar assim a justa e
legitima remuneracSo- daquillo a que ella
chamava o seu trabalho, a Belzebut tinha
concebido o projecto de vingar-se.
Mas para aquella alma venal importava
muito que a vinganca fosse lucrativa.
Accrescentemos a este desejo 4So natu-
ral a rocordacSo ainda muito viva de uma
certo visita de Mauricio Torcy, visita a
que fizeraos assistir os nossos leitores, o o
receio muito bem fundado de que Mauricio
realisasse as ameacaa formuladas por elle
nesta occasiSo.
A Belzebut estava absolutamente^on-
vencda de que o artista dejespera*ao
exasperado pea deBapparicSo de Leontina,
nSo hesitara em dirgir-se s auctorida-
des.
Evidentemente, quando o fizesase, ella.
a Belzebut, seria collocada na cabeeeira da
lista dos culpado? provaveis.
Ora frequentes qestoes com a justiea
faziam receiar cima de tudo quanto possa
haver neste mundo uma nova comparencia
da digna mulher perante um juiz de ics-
truccSo.
Cimprehendia maravillosamente que,
apezar de estranha questSo do rapto, nSo
deixaria por isso de dar contas, e contas
extraordinariamente severas, do emprego
de narctico que estivera ponto de matar
Leontina.
Em resumo uma vez as mSos da justi-
.

- s -
I

.*-
f


NSo tena direto algum sobre Leon-
tina, e, alm d'isso, at este momento, na-
Eu nSo tenho senhor, interrompeu
Aurora com um movimento de altivez.
Um escravo, se queres, um escravo
que oidena. Eu devia vir c, amanhS pela
manhS, mas disse commigo :
c De que modo irei fazer uma visita
minha querida Aurora ?
Ainda me amas ?
At loucura 1
Mas deixa contar-te a minha primeira
historia ; depois desta outra. J te dsso
que sSo muitas. Era questSoainda nSo
puz o p na ra depois da minba chegada
era questSo de descobrir o caminho nes-
te grande Pars, da igreja Saint-Magloire
at aqui.
A igreja de Saint-Magloire inter-
rompeu Aurora, moras para esses lados ?
Sim, tenho a minba gaiola, como tens
a tua, com a difforenca que a minha mais
bonita. O meu Lagardre melhor.
Silencio disse Aurora, pondo um
dedo na bocea.
- Bem I bem 1 vejo que continuamos
a habitar o paiz dos mysterios. Estava,
pois, muito embarazada, quando ougo ba-
ter porta. Eutram ant-s que eu v
abrir. Era um homunoulo, todo vestido
ae preto, fuio, aleijado. Faz-me uma re-
verencia al o Hl>, e diz-me : Se a me-
uiua quizer aeoiupnbar-roe, leval-a-heion-
[de deaeja ir...
Um coreunda, disse Aurora pensati
va.
Sim, um corounda. Foste tu que o
mandaste ?
En, i-So.
Coutleces l'o ?
Nunca llu f*lL'i.
Juro que nao tiuha pronunciado uma
ualav a que poiea dar a couhecer a quem
quer qu-j Mita que pr.jj.-iiaVa pra aiuailb. Con-
tiarl. ru que :i.nbeyis este guooo, quera
consi'tvral-o al to fi u co o uoi enti ao-
brruitur 1 D- r sio, deve ser um pouco
fei'.iceirj, para per poli lo illudir a vigilan-
cia aos lueus arg.-a. Sem val lade, vej,
ir.mh qiiei'i-i, qun ou uiveraamente guar-
daua Sauoi jui *ou val-nie ; h proposta
do homnculo d-. pretj v^io despertar a
minha mania besilar. F % van un novo cumprimento
uais respeit.io .jue o primeiro, abre uma
pequma port, da cuj xist-mcia eu nSo
sabia, no meu propno quarto, conayrehen-
cadeira, a melhor de '.odas as noticias quel^ como 8B vera )vre del|a?
um namorado pode imaginar...
Entao, senhora, o que ha pomo Ihe
disse, torno a repetil-o, falle.
Venho tranquillisal-o e dizer-lhe onde
est n'este momento a menina Leontina
perfeitamente em seguranca...
Ab/ senhora, se isso verdade... se
por intermedio seu consigo salvar Leonti-
na, nSo s Ihe perdaarei todas as suas in-
fancias, mas racompensal-a-hei de modo
que exceder todas as suas esperancas.
Ab senhor Mauricio, replicou a Bel-
zebut fazendo uma grande reverencia, en-
trego-rae sua generosidade 1...
Diga depressa onde podorei encontrar
Leontina.
E, se quizer acompanhar-me, vou
conduzit-o at junto d'ella...
Immediataraente. Jos ?
Senhor ?
Uma carruagem
A Belzebut in ter veiu .
E' intil disse ella, tenho orna s mi-
nhas ordens.
Ah 1 exclamou Manricio oom descon-
fianca.
Sacegue, respondeu a Belzebut, nada
o impede de ser acompanbado pelo seu
amigo e at do seu criado. Bem v que
nao venho aqui enganal-o, e me entrego
as suas raaos
Partamos I Partamos disse Mauricio
sahindo seguida pelo Belzebut e por Gil-
berto .
Na ra estacionara um coup.
.
des isto ? Depois faz-me passar por corre-
dores de que nem suspeitava. Sabimos
sem ser vistos, um carro estaciona va na
ra, d-me a mSo para entrar na carrua-
gem, de uma perfeita gentileza. Apeiamo-
nos tua porta ; o carro parte a galope,
subo os degros, e quando me volto para
agradecer, ninguem I
Aurora escuta va, pensativa.
E' elle, murmurou ella, deve ser
elle.
Que dizes ? perguntou D. Cruz.
Nada... mas com que pretexto vais
ser apresentada ao regente, Flor, minha
gitanita ? -
D. Cruz mordeu os beicos.
Minha querida amiga, responden ella,
sentndose em urna poltrona, j nSo sou
cigana seno na palma da mSo ; nunca fui
cigana, foi uma chimera, uma illusSo, uma
mentira, um sonho, sou nicamente a no-
bre filha de uma princeza.
Tu 1 disse Aurora admirada.
E entao, o que tem, respondeu D.
Cruz,'a menos que nSo sejas tu ? Vs,
minha bella, as bohemia nSo fazem outra
cousa. Iatroduzem-se nos palacios pelas
cbamins, quando o fogo est apagado,
apoderara se da alguns objectos de valor,
e nilo se esquecem nunca de levar com
ellas o berco onde darme a joven herdei-
ra. Sou a herdeira raptada pelos bohe-
mios .. a mais rica herdeira da Europa,
segundo tenho ouvido dizer.
Nao se sabia se ella gracejava ou se fal-
lava seriamente. Talvez ella propria o nSo
soubesae.
A volubilidade do sen modo de fallar
i'orava-lbe as faces, um pouco morenas.
Os olhos, mais pretos qui o nix, sciutilla-
vam de inteliigeucia o de afouteza.
Aurora ouvia-a de bocea aberta. O seu
rosto encantador manifestava uma simph-
cidade crdula, e o prazer que sentia com
a teli mente nos olhos.
E' encantador 1 disse ella. E como
te chamas, Flor ?
. Dona Druz ondireitou as largas dobras
do seu vestido e respondeu nobremente :
A menina de Nevers.
ivers excla.nou Aurora ; um doa
astres nomes da Franca 1
E' verdade. minha boa amiga. Pa-
rece que somos ainda primos do Sua Ma-
gestade.
Mas como ?
E conseguira livrar se alguma vez ?
A Belzebut pensou tudo isto em menos
tempo do que nos temos gasto em con-
ta l-o.
Como a maior parte das suas collegas, a
inculcadeira tinha um espirito desconfiado
e subtil.
Possuia uma certa destreza, tinha gran-
de pratica da entriga e o desejo enorme-
mente desenvolvido de lucrar por todos os
modos, e de receber por todos os feitios.
Entreveiu a posssibilidade, nSo s de evi-
tar completamente as difficuldades, mu
tambem de vingar-se de Lenidas, e de
especular ao mesmo tempo com duas pes-
soas.
O seu plano foi tragado immediatamente
e, apesar de conhecer de antemSo a maior
parte dos pormenores do rapto, nao se op
poz, de modo algum, realisacao d'elle.
nicamente foi a casa do banqueiro no
momento em que elle aeabava de partir com
Mauricio e Gilberto, e deixou-Ihe uma car-
ta em que Ihe pedia, com a mxima in-
stancia, que fosss sua casa exactamente
no momento em que chegasse a Easonne.
Tinha a fazer-lhe segundo dizia uma
com m un cacao da mais extrema importan-
cia, e que nao admittia demora.
O nome de Leontina, finamente ligado
a algumas phrases ambiguas, devia infalli-
velmente persuadir o velho amoroso que o
seu idolo estava em casa de Belzebut.
Ainda nSo tudo.
________________________(Contina).
Ah I como ? como ? exclamou D.
Cruz, abandonando de repente os seus ares
de fidalga, para voltar sua alegra louca,
que lbe ia muito m nSo sei. NSo me fizeram a honra de en-
sinar a minba genealoga. Quando ioterro-
go, dizem-me: Silencio!* Parece que te-
nho inimigos. A grandeza, minha amiga,
faz inveja. Nada sei, isso para mim a
roesma cousa ; deixo fazer o que querem
com nma completa tranquillidade.
Aurora, que pareca refiectir ha alguns
minutos, interrompeu-se e disse de re-
pente :
Flor, se eu soubesse mais do que tu
da tua historia ?
Palavra, minha querida Aurora, nSo
me admirara absolutamente ; de nada me
admiro ; mas, so sabes a minba historia,
guarda a para ti: meu tutor deve contar-
m'a esta noite com todos os detalhes, meu
tutor e amigo, o Sr. principe de Gonziga.
Gonzaga repetio Aurora, estreme-
cendo.
O que tens ? disse D. Cruz.
Disseste Gonzaga ?
Disse Gonzaga, o prncipe de Gonza-
ga, aquelle que defande os meus direitos,
o marido da duqueza de Nevers, minha
mSi.
Ah disse Aorora, este Gonzaga o
marido da duqueza ?
Hecordava-se da sua visita s ruinas do
Csylu8. O drama nocturno erguia ae dian-
te della. Os personagens desconhecidea
bontem tinham boje nomes
A crnca de quo tinha fallado a estala-
jadeira de Tarridea, a crianca que dorma
durante a terrtfel batalha, era Flor. Maa
o sssassino ?... ''
Em que pensas ? perguntou D. Cruz.
Pens nes.e nome de Gouzaga, r
poudeu Aurora. ,
Porque ?
Antea do dizer-t'o, quero saber se o
amas.
Moderadamente, replicou D. Cruz ;
poderia araal-o, roas elle nao o quiz.
Aurora conservou-ao silenciosa.
__ Vamos, falla I exclamou a antiga ci-
gana, cujo p bateu no soalho com im
ciencia.
__ Se o ama ases... quiz dizer Au
Falla.
(Contimar-te-ia)


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Cr-
ljO. do Diario roa Duque de Caxias n. 4&
{
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}