Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18512

Full Text
Os Hrm. Amedc arlase A C.
de Parla, l os nossos Agentes
exclusivos *e a anuncias e pu-
klicacAes da Franca e Ingla-
terra.

-. l?
RIO Di-: JANEIRO, 12 de Janeiro,
s 3 boivs e 45 fafeutos. da tarde. (Reee-
bit! i a h hor-s e 20 minutos, pelo cabo sub-
marino). ./"'">

Fallecis o Bit rao de Santa Candi-
da, r. Francisco de Soasa Orne Li-
ma. Juiz <[< flireilo da ?. ara clvel
de Belm. do l'ari.
I

ftVc.W m .>*.* at* Veta
Espfi'ial pnr* o Difiri)
LISBOA, 11 de Janeiro, tarde.
A alienara da e*ao ordinaria da*
corten portugucaaa lea lagar no da
3 de Abril prximo.
TARIS, 11 de Janeiro, tarde.
t lirio e a sao ordinaria do Par-
lamento.
ACamara do* Depntadna reelegeu
para cea presidente o Sr. noques
BERLIM", 11 do Janeiro, tarde.
-
V Retclistsg cometn a dlacaaao
do projecto de le do* crditos para
augmento do exerclto.
principe de Biamarck demona-
tron que a atluaco militar da 4lie
maniia e Inferior A da Franca, e In-
sisti para que o crditos pedido*
sejam votado* por aete auno*.
O canrclier do Imperio declarou
tue. no caao de recuas, o soverno
ver ie ha brisado a diasolver o Bel-
cbatag.
BUEWS-AYRS, 12 de Janeiro.
un boletina da epidemia do cbole-
ra-morbua mencionam. de bontem
para boje i
Em Buenos Ayres. il casoa botos
e bitos t
Em Roaario. 3 casoa novse onl-
toa i
Eos Cordovs. 4csaoa novo* c 4 bi-
tos i
Em Tucuman. oblloa.
Agencia Havaa, filial
de Janeiro H 18*7.
em Pemambuco,
IHSYRDCCiO POPULAR
o cEoim ses ranos
(Conferencia do pwcsor J. J. Rodrigues)
A BIBLIOTECA W> POVO E DAS ESCOLAS
C o n-Vi nu a c a o)
Sita coisxs portanto totalmente distintasa dei-
nfere'i sb ponto de vista cbimico e ola livo
o a desastan* sob o ponto de vista roicrobiologi-
eo ; oVtta ultima que principalmente cuidamos,
mnito cmbora n >s s j excessivamente agradavel
a coincidencia sulnhato de ferro, que realisa fcilmente a primei-
H e muito mais difficilmente a segunda, nao pote
soffrer confronto con o Milphato de cobre, por igual
eficaz e eneris soO o pontj de vista de qualqaer
das desinfe-cues. I
Se o sulpbato do* ferro pode satisfazer perfeita-
ment>, ein tempos aoruiaes, na desintocco das pias
des caaos de exgotto, dejectos e oatras immundi-
cics, de ve ser absolutamente posto de parte nos
casos suspeitos, em tempo de epidemia virolenta.
Notai, weus seuhores, que em cois aiguma me
quis re'erir s virtudes aiiti-cholericas especiis
do sulphato de cobre, virrude que alguraa cois
cortribiram pira a vogadeque actualmenJeeoafl
Bor fosse fcilmente soluvel na sgua ssna este uisdui
inelbon-s e mais enrgicos desiufectasfff^H
dos. Nao euccedo, ftirm, hssira ; e p* Ms|
Vi recorrer a nsn excediente, que lhe di a S^^H
linde de que^carece.
0 brax, soljsianci* tiirj eonhecid. como fsigar,
Iresolvea o probema pela forma mais pratiesique
poMvd de
agua aotavel, aaRt
*, do qual
ndo pesta

licadas (taes como cassas, cambraias, bretanbas,
ete,) depura sem deixar nodoa nem corroer os te-
cidos.
A seda e a la podem desinfectar-se coro elle,
notando que algamae cores pouco fixas bu delica-
das esmorecem ou muaam de tom, o que alias at
com a agua saccede.
Nem, aqui, pode hiver entro mestre que nao
seja o oom sense e a experiencia de cada um.
ptimo na desinfeccao de cama e mobilias de
laxo, pode servir esplndidamente na depurar; io dos
soalhos ou parguet.
As paredes estucadas podem lavar-se com elle
de prefencia a qualqaer outro depurador.
Acido sulphurico e acido chlorhydrico Teem
estes cidos o grave inconveniente de serem exeea-
sivamente custicos e corrosivos ; e o segando, o
de evolver vapores brancas, irritantes e irrespira-
veis.
O primeiro,se os nao produz, por ser maito di-
fcilmente vulalil e, em parte por esse mesmo mo -
tivo, sem cheiro slgum, to enrgico e violento
as suas afinidades, o seu que contacto com a
pollo, por exemplo, qaando nao seja quasi instan-
tneo, tem por efieito a rpida destruicio desta.
Com os nomes de oleo de vitriolo e de acido mu-
riatico nao ha ningoem que os nioconheca, embo-
ra a sua causticidade os torne bastante perigosos
e por sao mesmo inadmissiveis no uso vulgar das
des'nfecces domesticas.
Munipulados portn por possoas entendidas no
trato destas substancias, sao magnficos microbi-
cidas, cojo preco insignificante os torna accesai-
veis e maito recommendaveis as desinfeccoes has
pitalares.
' certo que, s a quente, temperatura da agua
fervente, e excessivamente dilnidos, apenas saben-
do a vinagre, que sao ntilisaveia,nao podendo
as vasilhas cm que se deitarem ser de ferro, de
lata ou de sino, substancias estas qae a pouco e
piuco se dissolvein no liquido acido.
S o grz a o ferro esmaltado, e, em ultimo caso,
o fundido, que podem ser empregados no fabrico
desta especie de utensilios.
Tambera nos deve lembrar que s as roapas
brancas e tecidos grosseiros sao desiofectaveis com
aquelles cidos, cuj accao prolongada acabara por
prejudicar aquelles mesmos objectos, e maior dam-
no causara a outros mais ou menos delicados, em
que entrasacm a IS ou a seda : as cores raro esca-
paran] intactas a estes baohos ferventes, coja ac-
eito nao deve exceder 6 minutos o mximo.
Acido phenicoJi. tanto vos disse a respeito
deste acido, que pouco me resta para lbe completar
a monograpbia, qnanto baste para que formis
delle a idea q.ie vos mistr.
Solido, sem cor, e crystallisado quando poro, li-
qnefas-se sob a influencia dahumidade.
O sea cheiro caracterstico, hoje bem conhecido,
incommoda moita gente, prohibindo o sen aso n'al-
guns casos em que poderia tornar-se til
Se nao depuradomestra-se liquido, de cor
escura, de ctieirn maito mais pronunciado e t'esa-
gradavel que o do acido crystallisado.
N'estas condiedes, a ana tfficacidade seneivel-
mente menor,> que nao deve extranhar-se.
A' parte os exaggeros que teem caracterizado o
uso d'este micrabicida, nao devemos ter davida em
consideral-o como bom desinfectante.
Para nao basta que na dse em qae o emprega-
rem, itio seja sanca inferior a 6 por 100 da ma-
teria desinfectada.
(Continua).
JARTE OFFICiai.
iircruo da ProTlncla
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DA 11 DE
JANEIRO DE 18#7
Ambrosio Machado da Cuaba Cavalcante.Com-
pares o supplicante na Secretaria desta Presiden-
cia para receber os documentos a que se re-
fere.
Amalia Mara Vieira de Barro* e Waldetrndes
Primitiva da Fonseca Tellea.Sim.
Alfredo Eugenio Crespo.Reinettido ao 8r. di-
rector do presidio de Fernando de Norouba, para
prestar ao pedido a consideradlo qae merecer.
Miijor Estevio dos Fernu.Informe o Sr. ins-
pector da Thesouraria de Fasenda.
Firmo Caetano de Araujo.Informe o Sr. coaa-
mandante superior da guarda nacienal dsroomar-
ca do Recite.
Francisco da Fontonra Brito.Remettido ao Sr.
director do presidio de Fernando de Noronha par
mandar attender ao supplicante.
FranciscoJsaridbo Falcao- Encaminhe-ae, pa-
gando o aupr>ticnte o porte na ReparticSo dos
Correios.
Fielden Brothers.Informe o Sr. inspector do
Tbesouro Provincial.
0 mesmo.dem.
O mesmo.dem.
O mesmo.Iuforme o Sr. inspector da Thesou-
raria de Fazeoda.
Padre Gervasio Antonio Nogueira.Informe o
Sr. brigadeiro commandante das armas.
Galdiuo Pereira de Soasa.Sim, pagando o
sup. licantc aa comedorias.
Jos Oonirs da Silva.dem
JosVo Pinheiro de Oveira. Remettido as Sr.
commandaate superior da guarda nacional da co-
marca de Pauellas, para mandar passar a guia de
qae trata o art, 45 do decreto n. 430 de 12 do Mar-
co de 1853.
Bacharel Joaqnim Manoel Vieira de' Mello.
Justifico aa faltas. Depois de notado na aeccio do
archivo, remetta-se este requerimeato, ao inspector
da Thesouraria de Fasenda, para es fios conve-
nientes.
Mantel Vieira do N'scimcnto.=Sim, pagando o
aupplicaodo as coipedorias.
Mana Iguacia de Jess Costa.Sim, mediante
recibo.
Mara do Livramento da Silva e Mara Aut de
Jess Camp-iloVenba por interm>-dicuia, iuspe
ct ra da Instru-cao Publica e sej^. opifatuos-
meiite. su'ornen i Ja a Stame da junta
vuwial.
Taqenteoironel Mano-I dj AsSV
mrirt. r'.inaca-se
H("si. Mana
SifVClor (lo'_A
^H^c-otMsa
ouco, i-m t2t
O
A. F
?eutcn iad >8, 1 appellado e pronuncia-
dos.
N'&huma reclamado rizeram relativa-
mente no trataraento que recebiam.
Deaa guarde a V. lixe. -Iilm. e Euj.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Asevedo, rouito
digno presidente da provincia. O dele-
gado encarregado do expediente, Salustia-
no Jos de Olivara.
Thesonro Provincial
de3pacbos do da 12 de janeiro
de 1887
loaquim Monteir.i de Carvalho e Maria dos
Marfyres T< vares dos Santos.Informe a seceo
do oootencioao.
Jos Candido de Moraes.Rvgistre-se e facam-
se as notas.
Dr. Ceciliano Mamede Alves Ferreira.Certi>
fique-se.
Manoel (romes da Cunba.Ao contencioso para
os devdos fius.
Antonio Cesano Moreira Dias.Ao Consalado
para attender.
Francisco de Mello Braga, Dr. Clementiuo de
Mesquita e Albino da Silva Leal.Informe o Sr.
contador.
Antonio Pereira Gomes e Maria doa Martyres
Tavarea dos SantosInforme o Sr. administra-
dor do Consalado.
Coatas do tbesoareiro da ReparticSo das Obras
Publicas.Haja vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Manoel Gomes da Cunta Entregue-se pela
porta.
Coagulado Provincial
DESPACHOS DO DA 12 DE JANEIRO DE 1887
Companhia da estrada de ferro do Recife Var-
sea.Junte conhecimento de decima relativo ao
Sltimo semestre.
Jos Goncalves da Silva e outros. Deferido,
de accordo com aa informai^ea.
Gomea fe C.A 1' seccao' para os devidosfins.
Gomes de Mattos IrmSos.Informe a 1> seccao.
Jos Paulo Botelbo.Cumpra-ae.
Joaquim Fraociaco Collares.Sm vista daa in-
formacoea uada ha qu-i deterir.
tornam-
10 porteiro,
da Silveira Carvalho.
'Repartto da Pllela
St-ci.su '' N. 20. -Se- retara dPu
cia ile P-Ttminbu'O, 12 de Janeiro de-
I8l7, I"ID- e X'o- Sr. Parti.ipo a
Pi;. que f-irain hput ni recolhidnB a
) teo^So os seguinteg individuos :
Mu^io subll'gado do Re.ife,
^KKKS>, requisi^ilo do cnsul
fngT'S.
A- ordVm do do 1 listri to de S. Jus,
LaunMititHi F rr.-ira Onva e Manoel dos
is de S-iii'A'ui, pur disturbios.
ontSfB do d > 2o disirictn da Boa-Vis-
, J si ro Tavres, por erime de
FeriiDuntoa.
Ofi iuu-me o delegado do Brcjo, cm da-
u* io corrente, que em compashia d
reiro, tieram a viai'S da cati Uquel-
is cidade encontrando 23 preso, sendo .19
DIARIO DE PERfiASBGO
Retrospeeto poltico de tSSG
POLTICA GERAL
(Con^i'n/Ofoo)
A.-.-im. apezar da mudanza de scena no theatro
lolitico de Westminster, o governo' agrego nao
poda esperar a mnima ptotcegao da diploma-
cia ingleza, cujo procedimento continuara a ser
accordo com o da Allemanha e da Austria-Hun-
gra, sem fallar na Italia, que de certo tempo para
c nao sabe ter opinio contraria a dos grandes
estados do norte, tal o engodo da conviven-
cia com os fortes. Por outro lado, se o governo
russo descontente com a direcefo dos negocios
da Bulgaria, e contando com as velhas sympa-
thias do Sr. Gladstone pelos hellenos, chegou a
animar a principio a resistencia destes, desen-
gaado afinal pelas declaraces do novo gabinete
Whig relativamente poltica externa, receiou
compromettimentos, e nao duvidou deixar que
a causa da Grecia fosse sacrilicada harmona
tantas vezes interrumpida do afamado concert
europeu.
E' verdade que desse concert andou sempre
um tanto distante a Franca em relaco attitude
do nellenismo. E tanto que foi ella das grandes
potencias a nica a nao enviar navios de guerra
para a Baha da Suda. Mas amisade sincera
que a Franca tem ao hellenos era na occasiao
platnica de mais para que podesse servir-lhes
de apoio reluctancia. Aconselhando-os desde
o comeco da agitaco a que se sugeitassem
vontade da Europa, o governo francs advertia-os
implcitamente de que nao podiain contar com
qualquer concurso material ou moral contrario
aos designios das grandes potencias.
Nao oDstantc tudo sso, a Greda persista na
mesina attitude ameacadora. Os armamentos
continuavam ea effervescencia patritica era cada
vez mais noiavel. Os cretenses pediam msisten-
temente que a sua ilha passasse ao dominio do
governo de Athenas, cujo procedimento favoreca
o forte renascer de antigs e nunca extinctas
aspiraces.
Entretanto as notas collectivas choviam sobre
o gabinete Dulynuis. Algumas pareciam ter o
cffeito de duches ti'agua gelada : dir-se-ia que e
calor do hellenismo baixava por um instante ;
mas a reaeco apparecia infallivelmente. De tal
modo que a Turqua receiava a cada momento
ser atacada, c mantinhf-sje apercebida para a
luca. Teinera-se que as hostilidades comecas-
lirio da ndepen-
Os mos vatici
e, todava rui-
i. Militaros de
ras. A'
ico taTRisteatla urna ban-
delfa cm que se liam estas palavras: Uuo
ou moile > Entre os manifestantes havia dep'u-
tacoes de Creta e da Macedouia, que tinham n-
do prestar o seu apoiu aquella explosao de sen-
timentos nacionaes. Ouviram-sc discursos ar-
dentissimos, a que mult dio corresponda com
gritos repetidos de Viva a guerra 1 Viva a
a uniio liellenica Mo Preo e um muilas ci-
dades de provincia derau-se manifestacoe se-
melliautes. O arccblspo de Chalets, apos um
seriiuo patritico, ueu a sua mitra de ouro para
que o respectivo producto fosse applicdo s ne-
cessidagps da patria. A mtttra otTorecida fot im-
mediatamente eutreyue ao respectivo prefcito,
imagitie-se, no meio de enthusiasmos dos cir-
cumstantes.
Estas minudcncias servera para mostrar a que
ponto de exaltaco tmha chocado o povo hel-
leuico, quaudo as graudes potencias se resol-
vcrain a maudar notificar ao governo de Athenas
a convcnco turco blgara que acabara de ser
aeccita polo principe Alcxandre. A netirtcaco
craiacompanhada de novo pedido para q.
reino daCrecia accedesse aos desejos da Eu-
ropa, voljuido a una attitude pacifica.
A cama|R dos deputados da Grecia tinha-se
reunido no dia 3 d'Abril para urna curta sessao
extraordisjaria. A opposigo que ahi estava en-
contrando o ministerio Delyannisdeixou,por um
momentalonceber a esperanga de qu as soli-
citagoes das potencias iam ser alinal attendidas
pelo governo grego.
Este, porm, respondeu-em 16 de Abril aos
gabinetes jpuropeos que nada tinha feito no sen-
tido de perturbar a paz ; que. desejava obedecer
vontade tantas vezes manifestada das grandes
potencias, aas que nao poda renunciar linha
de frontdras determinada pelo tractado de
Berlim em favor da Grecia, sem offender viva-
mente o sentiraento nacional; que estava con-
vencido dft que a cesso do territorio com todo
o direito pedirla pelo seu paiz, restabeleceria o
equilibrio compromettido nos Balkans, garan-
tindo a pacificacao do Oriente.
Esta resjposta parecia-se extremamente com
as anteriores : a Grecia estava decidida a nao
ceder as Juas pretenges. Entretanto, a Tur-
qua, j aonrrecida de montar guarda ao longo
das fronteas gregas, e vendo que os seus re-
cursos (inanceiros nao lhe permittiam o susten-
tar indelinllameiite um exercitoem pede guerra
*queixava-ip da longanimidade da Europa ante a
tenacidadsda Grecia, e pedia a prompta soluco
do demonissimo pleito. A imprensa de Cons-
tantinoplaizia que o papel das potencias, visto
o ponto a que as cousas tinham chegado, nao
devia limiatr-se a impedir o rompimento da hos-
tilidades, sjjfcfllongar urna situacao intoleravel,
pondo a < recia ao abrigo de suas proprias lou-
curas; que bavia necessidade de dirigir um ul-
timtum af governo do rei Jorge para que este
escolhesse; eutre o dpsarmamento involuntario
e o desarmtunento por coaccao- E' certo que a
circular q4e o governo ottoman dirigi em.
meiado de Abril s potencias interessadas no
conflicto oriental, nao era concebido nos mesmos
termos claros e decisivos com que no assumpto
se exprunia Q jornalismo ofcial do imperio tur-
co. A diplomacia a sciencia dos pannos quen-
tes. A lioguagem das chancellerias, diz um
critico, de ordinario polida, moderada e doce,
anda quando prepara a paz ou a guerra, quando
agita questes de vida e morte : aessa lingua-
gem que se pode applicar o proverbio francez :
jusqu' je vok* hais, tout s'y dit Undrement.
O parlasento grego, ao eircerrar-se, tinha
deixado carta branca ao gabinete Delyannis para
que uzease o que entendesse" em bem das aspi-
races nacionaes. Este factonoera de natu-
reza a deLxar prever a prxima volta dos senti-
mentos pacficos ao animo da populaco helle-
nica. Chegara, pois, o momento de urna inter-
venco europea, mas desta vez prolicua, que de
qualquer maneira pozesse termo prolongada
agitaco do hellenismo. Essa medida era tanto
mais necessaria, quanto comegavam a dar-se pe-
queos tirateios entre as tropas gregas e turcas
estacionadas as fronteiras. Posto que taes in-
cidentes tivessem sido attribuidos disciplina
da soldadesca de ambos os paizes, mostravam,
comtudo, irritacn crescente de parte a parte, e
qualquer faisca poderia n'aquella occasiao atar
o incendio.
O governo francez quiz poupar a Grecia da
humilhago por que teria de passar, se fosse,
como se esperava, coagida pela forca a curvar-
se afinal vontade das grandes potencias. N'esse
sentido o Sr. Mony, representante da Franga em
Athenas, procurou anda urna vez o Sr. Delyan-
nis, aflu de convencel-o, em nome da amisade
que a Franca dedica ao povo grego, de que nao
devia insistir par mais tempo as reivindcacOes
do hellenismo, sob pena de expr o seu paiz a
eminentes e gravissunos perigos.
Esta ultima tentativa do Sr. Froycmet foi co-
roada do mellior xito. O gabinete hellenico
acceita-lhe o conselho amigavel. Ainda que
tarde, a Grecia reconhecia que estava perdendo
o seu tempo, porque a Europa, longe de resol
ver-se a fazer-lhe as aspiraces, mostrava-se, ao
contrario, muito decidido a impor-lhe o desar-
mamento immediato. O governo grego cora-
muuicou no dia 26 de Abril aos representantes
das grandes potencias, em Athenas, que, a pe-
dido do gabinete do Pars, o reino da Grecia re-
nunciava a toda e quaiquej- acgo militar, su-
jeitando-se a que a sua questo com a Turqua
fosse diplomticamente esolvida
No mesmo dia dessa communicaco, porm,
recebia o Sr. Delyannis um ultimtum concebido,
inais ou menos, nos seguintes termos :
. Os preparatorios militares em que conlinu'a
a Grecia, nao obstante instancias solomncs e rei-
teradas das potencias, pesam gravemente sobre
urna nagao visinha e amiga c constituem boje o
nico porgo que ameaga a paz do Oriente.
Tetido sido improlicuos todos os meios sua-
sorios empregados pelos governos que os abai-
xo assigtiados representa m, para levar a Grecia
a cooforuiar-se com os intuitos pacficos da Eu-
ropa; sao os ditos governadores forgados a con-
vidar o gabinete de Athenas a que, no prazo de
oito dias empregue as medidas necessarias para
que o exercito grego volte a urna organisago
concordante com a manutengo da paz, devendo,
dentro do mesmo prazo, scientiticar gas JsstJ
medidas foram enectivamentc tomadas. .
. Se assitn uo acontecer, ou no caso de res-
posta pouco satisfatoria, ser o governo hellenico
o responsavel pelas consequencias que d'ahi re-
sultarem.
O ultimtum era assignado.pelos representan-
tes da Allemanha, Austria-Hungra, Inglaterra,
Dalia c Russia.
(Continu).
KbVlSTA DIARIA
Autoridades policiaca Por acto da
presidencia, de hontem datado, e aob propista,
toram nomeadia para o termo de Quipapa :
Delegado, Diogo Heorique de Souza.
1* suppleute, Firmino Pomposo de Mello Fal-
co.
StepnsnleE' o titilo de nma g&votta pa-
ra piano, impressa na casa de msicas do Sr. A.
J. de Azevedo, ra do Bario da Victoria c. 13.
E' benita e costoma ser tocada pela banda do
corpo de polica.
Crvela Imperial MsrlnhelroEste
oavio de guerra seguio hontem para Fernando de
Noronha, onde vai estacionar.
Ferre-vIa d<* Caruaru A contar de
16 do corrente os trens P. 1 e P. 2 da ferro-via
de Caruar tocarlo na estac"o de Tigipi, sempre
que honverem passageiros ou bagagens com des-
tino on procedeutes das estacoes alem de Jaboa-
tlo.
Flaesl de Afogadosa. Cmara Munici-
pal desta cidade, em sessao de hontem, nomeou
para exercer o lugar de fiscal da freguesia de
Nossa Seohora da Paz de Afogidos, vago por
morte do major DelEao Luis Cavalcante Pessoa,
ao Sr. major Jos Marcelino Alves da Fonseca.
Prlaao importantePelo Sr. Dr. dele-
gado do 1 districto da capital fo! hontem eflve-
taada a prisao de Joao Ignacio de tal, autor da
morte de Fuao Padilha, na olaria do engenho Ba-
Ihoes, da comarca de JaboatSo, isto, ha cinco an-
uos mais ou menos.
Nao obstante ter a principio negado a p firme
o seu verdadeiro nome, mudando-o para Antonio
Gomes de Amorim, conclnio cenfessando, que al-
guem o conhecia e tratava por Joao Ignacio, en
cchsequeiicia de affirmarem dnas testemunhas
presentes qne bem o reconheciam.
Foi, depois de interrogado, remettido ao Dr. da-
legado encarregado do expediente, para ter o
conveniente destino.
Freguexia do Santlsalmo Sscra-
meoto da Bos-Viata Na freguesia da
Boa-Vista desta cidade, celebraram-se dorante o
anno de 1886, 238 casamentas, sendo os nnben-
tea : na tu raes de Pemambuco 157, Parahyba 18,
Rio Grande do Norte 9, Alagas 8, Cear 7,
Bahia S, Rio de Janoiro 3, Para 2, Goyas 1, Por-
tagal 20, Italia 3, Franca 1, frica 1.
Fallecern) 660 individuos sendo homens 355
inclusive 160 meninos, mulberes 305 inclusive 108
meninas, 8 esciavos, 6 ingenuos; 567 naturaes
de Pemambuco, 10 da Parahyba, 7 do Rio Gran-
de do Norte, 5 das Alagoas, 4 do Cear, 3 do Rio
de Janeiro, 1 da Baha, 47 de Portugal, 3 de
Franca, 1 da Hespanhx, 12 da Afric i
Baptisaram-se 862 pessoas, sendo 14 ingenuos.
Nao se comprehende eutre os bito os havidoa
no hospital Pedro II e enfermara militar, porque
sao os cadveres directamente remettidos para o
cemilerio publico, lodependente de guia parochial
e por isto nao se fas nota dclles nos livros de re-
gis,ro.
Inspectora de bysrleae. Na forma
do art. 42 do regulameato sanitario, os mdicos,
pharmaceoticos, dentistas e parteiras devem man-
dar registrar os respectivos ttulos e diplomas na
Inspeetoria de hygiene.
ttablaete Portugus de lidiara.
A's 11 horas do dia 16 do corrente, devem reunir-
se os accionistas do Gabinete Portugus de Lei-
tura, na respeativa sede, afitn de assistirem & lei-
turr do re I a torio da directora e elegerem a com-
missao de exame de contas.
Bennloea soelaesHa hoje as segmn-
tes :
Do Instituto Archeologico, ao meio da, em ses-
sao ordinaria.
Do Instituto dos Professores de Pernambnco, as
10 horas do dia, para eleico do novo conselho
administrativo.
Da Irmandade da Conceice dos Militares, s 6
horas da tarde, em mesa geral, para eleioao dos
novos administradores.
lirectoria daa obras de conserva*
cao dos poroaBoletim meteorolgico do
da 11 de Janeiro de 1887 :
Horas O S T3 S2
S o em
6 m. 9 12 3 t. 6 26'2 28 6 309 29-7 279
Barmetro
0
759 54
76071
760n>56
759"24
7596G
TtasSo
do vapor
18.88
19.40
18.97
18.63
19.39
*
1
s
n
74
67
60
60
70
Temperatura mxima3Q,0.
Dita mnima26*,i.
Evaporacao em 24 horas ao sol: 7,7 ; 4 som-
bra: 4" ,4. .
Chuva0,-1.
Direccao.do vento: ESE de meia noite s 2 horas
50 minuto j da tarde : HE at meia noite.
Velocidade media do vento : 2,54 por segundo.
Nebolosidade media: 0,46.
Exereleto de fogoO 14 batalho de in.
fanteria, sob a inspecoo do Exm. dr. brigadeiro
commandante das armas, fez hontem exercicio de
fogo no Campo das Princesas.
as suas diversas evoloces, o batulblo po
ton-se oom bizarra, desempenhando todo elle as
variadas manobras contento dos officiaes.
Grande numero de pessoas, inclusive diversas
familas, foram assistir ao exercicio, que, tendo
piincipiado s 4 1/2 horas, terninou s 6 horas da
tarda
Alagda de BslxoEm 4 de corrente es-
erevem-nos desta villa o nosso correspondente o
sega i ate ;
< Boas testas e muitas prosperidades Ibes dese-
jamos.
< Os trridos vales do Moxot, com todos os
seus horrores, tapetados de parraras bravias,
seguidas de grandes e frondosos j isseiros, quixa-
beiras, btraunas, etc., etc, ladeados de urna flo-
resta denegrida pelos ardores do sol dos nossos
climas, e esmaltados de colossais pcdreiras, toi
o que em partilha amigavel nos foi destinado para
os ltimos penosos dias de nossa obscura exis-
tencia.
Estamos ainda sob o medonho painel do verio,
qne a continuar por mais tem,io, nos far cabir
em tremeudo abysmo, tal tem sido o elevado grao
de calor que nos asphyria actualmente nejtaa pa-
ragens sertanejae.
Entretanto, as circumvisinhancas tem cabi-
do copiosaa chavas, precedidas e seguidas de as
soladores ventos, fjrma de tempestadas.
Disem, porm es entendido, os hodiernos
pagi da sertao, que segundo as uliraas experien-
cias de Santa Luzia, etc., e ser de muito boas
ebuvas o novifo 87, nao. obstante essa fatal
desinencia, muito principalmente aos jogadon's.
Dens o permitta e as leis do nosso systema pa
notario nao sejam infensas, que taes experiencias
fetta* no 'oropjr da alvorada, n5o sejam >n< tivjs
de vaos espera ocas, e causa de serias perd..
As nossas aguas pota veis (quero diser...
salgadas) as profundas e mamadas cacimbas,
feitas no lveo do rio Moxot, cuja margem di-
reta assenta-se esta villa, estSo em coudioo-* de
ser inspeccionadas pelo poder competente.
Consta-nos entretanto asa p governo oficiara
nestsentidonodsaeJilidade; ollapormatagora
icabou de toletrar esse offici. para
iberar, ou providenciar sobre materia
urgencia,
que 14 para o dia 7, ella ordene que os

s*
}
seus municipes se peguem ao martyr S. Sebastilo
prjguem as portas suas oraches videnUt, se qni -
serem presevar-se d*. peste.
< A municipalidade nao se descuidou da co-
branza de seus impostos, at mesmo na noite de ,
natal entre os vendedores de cocadas, fructas e _:
broas.
Entre oseds ha porm alguns que quereci
cumprir com os seos deveres, mas... viva quem
vence, que a maioria quem tem raso, direito e
poder de fazer do torio em direito.
A festa do natal, corren maravilhosamente
pacifica e alegre, e teria sido o melhor se Rvd. vi-
gario Nones, tvesae podido celebrar as cinco
missaa que contratou para o dia d festa !
> Seo nosso cura taz casamento de tios com
sobrinhas legitimas,4sem a respectiva dispensa, e
quanta sorte de desatinos ha, porque nao contra
tara, ento, 5, 10 e mais missas para celebrar ni '
dia de natal ?
Sao aterradoras as noticias que nos chegaa
de Tacarat, Jatob, e Dens permi'ta nao no!
ebegne por c, ama fatia de tao amargo pao.
As autoridades d'aqui teem-se mantido no *
serio comprimento de sens deveres, mantenda
inalteravel a tranqnillidade publica, pelo que slo ""
dignas de attences, quer de um e quer de outro
lado poltico, merecendo especial menclo o alte-
res Siqueira Mello e o Sr. M. Coelho L. de Albu-
querque.
Pallleclmenlo.O telegramma da carte,
publicado na secco respectiva, nos di a infausta
noticia do trespasso do Dr. Francisco de Sonsa
Cirne Lima, juiz de direito ds 2.* vara civel da
comarca de Belm, no Para.
Homero de cerca de 60 annos de idade, o Dr.
Cirne Lima formn se em sciencias jurdicas e so-
ciaes em 1851 na antiga Academia de Olinda, e
algum tempo depois entrn para a magistratura,
em que funecionou durante 27 annos.
Era pernambucano, e hornero estimavel pelas
suas maneiras Ihanas e affaveis.
Por servicos prestados colonia portuguesa de
Belm, o governo de Portugal o agraciou com o
titulo de Bario de Santa Candida.
Accommettido ltimamente de urna molestia ner-
vosa, que lhe afiectou o cerebro, seguio para a
corte em basca de melhoras, e all eneontrou o t-
mulo.
Pas a sua alma, e receba sua familia as nossas
condolencias.
ti.ua Bellas Em 7 do corrente escre-
veu-nos desta villa o seguinte o nosso correspon-
dente :
Como annnnciei na minha ultima, realisaram-
se es festejos Virgem da Conceico, padroeira
desta villa. Nada faltn ao brilhantismo dessa
festa religiosa (a mais solemne ao lugar), as
raias do p.'ssivel nestas alturas.
Distribuidas aa novenas por noiteiros, era um
gosto ver os de cada noite se esforcarem por offus-
car os festejos, da noite anterior. A pyrotechnia-,
forneceu o sea contingente sob as formas mais va-
riadas, por veses patuscas, para gandi dos ga-
ratas que sao em todas as festividades a claque
obrigada que applaude ou pateia um misero fo-
gueteiro.
A' tarde, dorante os tres ltimos dias, tive-
ram logar as cavalnadas, que difieren! aqui das
que tenho visto em outros pontos do pais. Os
corredores trsjaoi-se imitando os cavalheiroe nos
antigos tomeos. Trasem capacetes dourados e
emplumados, vestimentas prateadss fiogindo aa
antigs armaduras e saias er de rosa. Antes e
aps as corridas fazem, sos, ou em grupo, em to-
do o local das corridas, variadas evolucoes bem
ensaladas e de effeito. Tm, porm, um nrocedi-
ment verdadeiramente tchohinq : os vencedores,
com manifest despreso s damas, dio preferencia
aos homens. Irritou-me solemnemente os ervos
ver os campeOes d'aquelle divertimento reueber
fitinhas de babaqurat para com ellas presesteor
a outros congeneres.
Nao sei, sendo como sou adventicio neste
Brasil de Aguas Bellas, qual a razio de tal pre-
ferencia : a que onvi de nm aborigene do logar
d a medida smente de forte concentradlo de bes-
tidade.
< A esse divertimento, quasi fossil, mas inda
assim amado pelo populacho, nao faltou numerosa
assistencia; chicheleiros, imbeeiitas, poeta di et-
quina, etc., tudo esteve presente.
Tive entilo eoeejo de apreciar a mascarada
da tena, que, eomo disse na paseada, toma a ca-
racterstica denominaco decaretas. O careta
nm producto genuino desta America Ipanemense,
um typo indescriptivel. Veste-se um hornero o
mais extravagantemente pofcsivel, mascaba-so com
um couro de bode bem cabelludo, furado na alta-
ra dos olhos e da bocea, eolia na caneca nm uiol
tem-se um careta. Elle algumas vezes en-
granado mas geralmente mudo.
Quando um careta' qnebra o seu mutismo
nao desfarcacomo os mascarasa voz dando
lbe esse timbre de flcete que os torna desconhe -
cidos: nao senhor ; d nrros temerosos que apa-
voram as enancas e fazem crer gente que por
traz d'aquelle deatarce caprino oceulta-se agacha-
da, de pulo formado, algnma ooca faminta. Nao
se cuide que exagero. Eu mesmo, nao coobece-
dor ainda de semelhante attributo tigrino do ca-
reta, raspei um bom susto. Conversava com um
amigo sobre costumes ca dopaiz, quando de s-
bito ouvi i altura do peseooo dous formidaveL
rugidos, que me fizerain correr pela espiaba oro
calafrio e dar um pulo para o lado levando a masd
i faca : era um careta que me pedia oo cigaaRI
A atbmo&phera quiz tambem ser amavel cofcr-j|
nosco e deixoa cahir a 81 do passado, sobre estar
villa, urna soberba trov>ada acompanbada\de boa
batega d'agua. Nao deu para fazer correr os
ros, maa ensopou um tanto a trra fez bailar sjH
temperatura.
Finalmente, poz fecho as folgancas dos ja- *
nemensea, durante os oito ltimos dias dextraeto ,
86, a festa da Cvbci icio, celebrada no dia l do
correte com 89 solemnidades do custume.
Nue tempos actuaes em que a impiedade a
eafermidade mais cruel que devasta todas as ca- '
madas sociaes, dando vulto a um egosmo feroz,
que tudo avassala, bello, e causa intimo goso s *
almas s ffregas do bem, ver que a religiio nao .
kttra murta no coracio hun.ano, e que por eutre
as ruina do edificio catholico resta ainda, e rea-
tar sempre d- p, esse syoibolo augusto e subli-
me da inulber diviuisada, essa utopia divina, mix-
to de ternura e amor, a Virgem Mii-congregan-
do todos os homens uas mais intimas expansoes da
almaa prece.
Na miuba u"ma esqoeci-me de dar o resnl
tado dos exames feitos na escola purilica do s-xo
feminioo, sendo presidente o delegado littcrario
Dr. Cicero Tercio Tavares, e examinadores a res-
pectiva professora e Archimcdes C. de Albuquer-
que.
O resultado o o seiruint- :
Antonia Ris-ilma da Silva, muito adiantada.
Theresa Maria da Silva, dem.
Hari i Julia GuimarVs, adra irada.
Os Xa mes f iraui do 1.* gr'0.
Fuco ponto aqui ffediudo ao destino qae me
livre de um dia ser jorna lista, para nio gramar
as formidolosas quirisad->s don m'saivistas aos ser-
toes. F.hsm-nte para o Diario anda nao me
leiubrei de escrever aiemn peno io 'le folegn et-
magondo a cbaoa da actualidad!o monitro gau-
getico que te approxima....
p. S.Apruveitu a demora do estafeta aug-
mentando a esta um P. S.
Foi boj (7) empoesadaa nova Edilidad* que
tem de fuucctouar du-ante o actual quatriennio.
Sao vareadores os Srs. Manoel de Barros
Malta, Nicolodajtocba Pitta, Jusiioo R Perei-
ra, Jos A- dJHiwa Josquiii^GuiinH.ile. Ni-

coli) R.
gno R. Lina dr Albu-
j


I ^B^H :
*>
*
Mario te Pernambneo Qninta-fcira 13 te' Janeiro de 1887





;

;
*
qucrito. .lodos conservadores. Frn eletto^>resi- ,
dmre3a uova Cainara o capito Benigno R. L-
de Albuquerque e vice-presideote Joaquim Gui-
# maraes. _
, f rcstaratn rambim juramento 01 novos juizes
de pe: ,
1* districo
i. Piiisidouio B. i!e Albuquerque Maranho (re-
eleito).
2. Mauoel S. de A. Preiaco.
3. Cupitio J. A da Gama.
4.a Apolinario ttcmes da Bocha,
2 datnsto
1.1 Manoel Ptta.
2* Muaoul Vital.
3 Vieenie B. P*raira,
4.o Antonio Martsss de A*querque.
Operaroe* airamafia Forma pratica-
das no hospital Pedro II, no da 12 de Janeiro, as
seguintes:
Pelo Dr. Ualaquias:
Uretbrot mis interna p?lo procesa de Maisou
i).uve, indicada por estreitamcnlo da urethra.
Extirpacio de un fibroma do lbulo da uretbra
direita-
Pelo Dr. Pontual :
Amputaco do ante'iraso direito-pelo roethoio a
dous retashas, indicada por sarcoma da ano.
Oevem er amuelado*Os bemens
porcos em geral sao oa maia achacados e geral-
mente esto entre os ltimos homens. A inimun-
dteii pby.ica est quasi sempre uniaa immundi-
ci moral; ao tedor pbysico o fedor moral, diste
Boicb.
E o outro escriptsr dis o seguinte :
Com a agua tria podemos conquistar duas gran
de3 virtudes, a lunpeza e a energa; podis telas
a boin preco, comtauto que o qo< irsm ?,
Nos artigos ja publicados sobre a hygieue da
cusa, tem-so demonstrado corno o asseio a pri-
meira base da sade e da ordein; mas ella deve
eomecar por nos meamos. Que figura fariamos
viveudo sujos e mu arranjados n'ama casa ele-
gante e preparada com sy nitria? Poderia aecra-
tecei-aoso mesmo que soffreu um individuo que
conservar a si pessea. mal asseiada no meio
d'uina casa limpa como um espelho.
Um francs de bello humor, traton de visi-
'lai-o, teve desejo d'escarrar, e depois de ter lan-
cido a vista em roda com um ar inquieto, escarrou
uo rosto do hollaudez, que se levantou furioso, gri
tando:
. Porqve me insultis deste modo?
Desculpai, aeuhor; mas a onica cousa porca
que me est prxima u vossa cara.
Santo Agostinho, nm verdadeiro sauto. deixou
escripto que a limpeza quasi urna virtuie, e ni,
comin-ntando esta santissima palavia, ccrescen-
taremos que a porcaria da pessoa i un vicio.
hou.em que nao seote a vergonba da im-
muudicie, que pode sem rubor ver as mios snjas
oa gordurosas, que pode impunemente aspirar o
eheiro hircoso, que desprende-se do seu corpo, nao
lem mais integra o sentimento da propria digni-
dade.
Lascamos a vista em roda de nos e remos os
povos trabalbadores e moraes, limpos e fragrants,
d'umasseio immaculado; vemos o selyagem des-
grenbado, polnoso e tedorento; sentimos o mofo
sabir das fileiras dos povos qua esto na recta-
guarda da civlisaco.
Bem disse, pois, nm sabio medico americano,
Draper, que a civlisaco d'um povo te pode medir
pela quantidade de sabo que consom.
Sents a propria dignldade o principio de
toda virtude ; e o respeito physico de si mesmo
a primeira lettra d'este alpbabeto. Somos de tal
modo feitos, que naturalmeute amamos o bello, e
as consas porcas e feias noi caosam horror, Se,
pois, dcixamos sojo o nosso corpo e nao sentimos
a necessidade irresistivel de tornar-nos limpos e
polidos, devemos assim ser pervertidos nos nossos
postos por ter fra de lugar e de tempe todas as
{acuidades moraes.
O bornem perco causa dor e nojo, e se a aris-
tocracia verdadeira e natural eriste depois do ta-
lento, aquelle que divide os homens em sujos e
limpos, em lavaaus e em nao lavados. Por nos9a
c-onta somos demcratas at medulla, mas fugi-
mos do mofo, do bafio da porcaria e da iminundi-
cie, de qualquer forma que se considere.
Onde se sent mo ebeiro, sentirnos que jau-
tamente a elle esto juntos o ocio e a inercia, o
descosto e o vicio, o cynismo e o aviltament
Como podemos aspirar as consas altas, se nao po-
demos avisinbar-nos s altas regioes, em que vi
vem os homeus limpos por dentro o por fra ?
Esconjnramos (de joelhos ser preciso) todes
os bornea limpos para tazerem teur o peso do seu
desprexo a todos aqaelles que se tulo lavo, ou se
lavam mal. Que a santa aristocracia do sabio
lance unatbema a todo o homem que fr gado de
curo euspeito.
Proclama* de caiamenlo Foi lido
no dia 9 de Janeiro, na matriz da Boa-Vista,
o 9gutnte :
Jas Joaquim de Lima c in Isabel Francisca de
Almeida.
I.pilncs-Eectuar-ae-luio:
Hoje:
Pelo agente Gu*m5o,s 11 horas, na roa do Mar-
ques de Oliuda n. 19, do vaccasda trra, caraeiros
e garrotes.
Velo agente Modesto Baplista, as 11 horas, na
ron Estreita do Bosario n. 24, de faxendas e um
sitio.
Peo agente Pestaa, s 11 horas, a ra do Vi-
gario n. 12, de boi e carroca.
Peto agente Brito, s 10 1/2 horas, na ra de Pe-
dro Attonso n. 43, de movis, vidros, loocas. f-
xendas, miudesae, ete.
Amanb :
Peto aoene Stepple, s 11 horas, na ra do
Imperaior n. 22. de casa terrea dn becao do Veras
u. 1.
Pe/.o agente Brito, s 11 horas, na ra da Palma
n. 31, de tres bois e duas carrocas.
Sabbado:
Peto agente Gitsmo, s 11 horas, na rna do
Bsru da Victoria n. 25, da pharmacia ahi
sita.
HiMa fUDelsre.Ser&o celebradas:
Iicje :
A's 7 uora?, no Espirito S- nto, pela alma de An-
tonio Correia de Vasconcellos.
Amanb:
A's 7 horas na matriz da Graca, pela alma de
D. Joaquina Bodrigues M. de Oliveira.
Sabbado :
A's 7 horas, em S. Jos de Riba-Mar, pela alma
de Olaudino Jos Dias ; s & horas, na matriz de
S. J 't, pela alma de D. rfaria Magda'eua de
Jesoe ; s' 8 horas, na matri* do Corpo Santo, pela
gima do Jos Joo de Amorim.
. rtk-meetromChegados dos portosjdo sul
ao vupor nacional Sergipe :
t fos da Fonseca Pastos, D. Mura N. de Sonza,
Francisco Pontee, D. Maria Amelia, Joao Munix
da Silva, Antonio Muoix da Silva, Antonio C. da
d$ilva Sc-ixas. conego Marcolino P. do Amara),
*5jutonio C. de Almeida Cavalcanti, Dr. Hypolito
Pedeineira e sua scnbora, Mancel A de Albuqer-
que e l filho e Vicente Ferreira de Albnquerqoo.
Ca<*a de Deteo^aoMovuneuto dos pre-
sos do da 11 de Janeiro :
Existiam presos 373, entraram 4, sahirain 7,
Existcm 370.
a A saber : ...
1 Nacionaes 342, mulheres 6, estrangeiros H,ee-
" eravos sentenciados 6, procesados 2, ditos de cor
receo 3Total 370.
Arracoados 345, sendo: bons 331, doentes 14.
Total 345.
Movimento da enfermara :
Teve baixa:
Joaqnim Manoel Pereira Nobrega.
Tiveram alta :
Joaquim Ferreira Lima.
Jos Vicente do Bosario.
Joao Thenorio de Brito Frdre.
' Lotera do ParaEis o premios da 5
sene da 1 lotera do Grao-Par extrahida em 11
do coirente :
44215 200:000^000
9533 40:000*000
6221 2):000*000
15531 10:000#000
EstSo premiados com 5:000 :
943 20717 256! 34960
6220 4OO#08O
6222 400*000
15630 i4-00
15532 14OO00
Lotera do rofar- A 6* [irte les-
ta lotera ser extrahida terca teira, 18 do Ja-
neiro.
Biihetcs venia n Casa do Ouro, ra do Ba-
rio da Victoria n. 40
Tambcm achara se venda na Casa da Fortu-
na ra 1 de Macos n. 23.
Valeria de tna crae-A 3' parte
da 1* lotera (Inu provincia, cujo pnmio graad
W:O0U#0O, ser extrahida so di 13 do a
mu, iiDpcefiarivelaaente.
Os bilheus arhi-ee venda na Boda da For-
tuna, ra Larga do Bosario n. 36.
Latera de Maces* de WOKKIOJ)
A 19* partes da 14* luleri.i. ojo praaio
grande de V*70:000<, pelo uuvo simio, ser ex
trahida impreu-riveiineate no da t do correte
ao meio dia,
Bilbetes venda na Casa Flix da praca da lu
dependencia na. 37 e 39.
Tnmbem acham-se venda Roda da Fortuna
na rus Larga do Bosario n. 36 e na Casa da For
tuua ra 1 de M.ry.' O- 23.
Procos resumidos.
lotera da r*>r*eA I* parte da 202* lo-
tera da eosd', tojo premio gssxrde Oa 100:0004
ier extrahida no da .. de Janeiro.
Os bilhett-s aeham-se venda na Casa da for-
tuna ra i'rimeiro do Marco n. 23.
Tainbcm achain-se veuda na prava da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
UranUc lotera da provinciaA10 >
serie desta lotera cui beneficio dos ingenuo? da
Colonia Isabel, eujo premio gmndee 240:000*000,
ser extrahida no dia 17 de Janeiro, s 4 horas
da carie.
Os btlctea achiun-ae venda na Reda da For
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Lulerm uo UluA 3 parte da loters.
n. 3*;6, do novo plano, do premio de 100:000*000,
era extrahida uo dia .. de Janeiro.
Us bithetes aeoaia-se venia nu Casa da For-
'una rus Prunetro de Mar\o.
Tambera ch>un-*e venda a prM.-.i da naa-
pendencia us. 37 e 39.
niadouro Publico Foratn antidas nc
Vltadouro d* Cabanga 83 retes para o consume
io dia 13 de Janeiro.
Sendo: 64 rezos pertencentsa Oliveira Castro,
de C, e 19 a civersos.
Horcado Municipal d> %. Jes-U
movimento oeste Mercado uo a 12 do corrente
foi o se quinte :
Entraram :
31 bois pesando 4,649siles.
1200 kilos de peixe a O ris
i36 cargas di* i .nulia a 21X' ri
12 ditas du fruetas divt-raaaa 300 rs.
4 tabole.ii a 200 res
15 Sum:-TWOris
Foram oteu^ados :
24 1/2 ccluiauaa a 600 ris
22 compartimentos de arinua a
500 rn.
20 ditos u:- comida a 500 pea
71 ditos de legumi:H 400 rea
16 ditos de suino a 700 ris
11 ditos de tre&uras a 6UO ris
10 talhoe a 2*
2 dios a 1*
A Oiivcira Castro & C.:
24-MC0
27*200
3*600
8)0
2J40J
14*700
11*000
10*000
29*400
11*2 XI
6t:
WfO
2G00
54 talhus a 1,5 ris
2 talbca a 500 ris
Deve ter sido nrrecadada ueste
a juantia de
dia
54*0011
l**'
917*600
1:997*520
2:215*020
Bendimento de 1 a 11 de Janeiro
Foi arrecadad o liquido at hoje
Precos do dia :
Carne verde 320 a 430 ris o kilo.
Carneiro de 790 a 800 ris idem.
S unos de 500 a 640 rea idem.
f'xrmha de 24') a 320 'ia a cuia.
Milho de 260 a 320 res rdro.
Fuijao de 560 a 1*00 > idem.
CHRONICA JUDICIABIA
10 s 12 horas da rrwnliS. Espeoinlidadas
eperarjoes, p-rto e molestias de snrrora* e
ineninos. Kua da Gljria n. 39.
ur. JBarreto (ampao d consultas de
meio -dia s 3 horas no 1. andar da casa
a ra Bario da Victoria, n. 51. Resi-
dencia ra Seto de Se terebro a. 34, en-
trada pela ra da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tetn o seu consul-
torio roe co, ra do Bom-Jesus n. 23,
obrado.
Dr. Suma Lobo medico operador e par-
teiro, residencia ra do Hospicio n. 20.
Consultaras ra Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das 11 hars da manba s 2 da
tarde. EspecialHade : molestias e opera-
i;5os dos orgios genito-urinarios do hoisem
e da mulher.
Dr. Joaqaim Loureiro medico e parteiro.
Consultorio na ra do Cabug n. 14, 1.*
andar, de 12 s 2 da tarde ; residencia no
Monteiro.
frcnel Bre mnl.er
From Worth's Establishinent, Paiis and
Ciudad de Londres, Buenos-Ayree, just
arrived, offers her servicea to brasilian
and foreign families. Pattrns received di-
rectly from Ni.hoUon & C 50 51 S.
FaulCUurchystrd London and Worths
House Pars. 50 tlmpcror Street, l'1
rloor.
Drogara
frttncAsco Manuel dn tuu d C-- o'
iitiiius de -todas as espeudidauas pharuia
oeutcas, tiut.s, .ixugrts, productos chimiiM
: iBudicaillr iU;_, suiUOl'jUiticOS, ruu d: .rvr-
qma de Ouua.n 23.
Unitaria
Faria Sobrinko & C., droguistas por at-
acado, ra do Mrquez de Oliuda n. 41
Herrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de carapin*
de Francisc. dos Santos Mauodo, cae
de Capibariue n. 23. N-este grande esta
belecimento, o primeiro da provincia ueste
genero, compra-s o veude.se madeiras
do todas as qualiaadcs, serra-se raadeiras
de conta alheia, assiin cmuo se preparam
obras de carapina por machinas e par pre-
go s'-m competencia Pernambuco.
PLBU^COES A i'EMDO
Esto premiados cera 2.GO0* :
8253 4132 5122 7655 13099 14848 23814
30581 35316 38756
Estao premiados com 1:000* :
5557 239 7389 9135 14059 14458 15954 16538
20335 21863 22825 2665 84927 35676 38344
44888 45204 46708 47613 49870
Approximaccs
44214 2:000*000
44216 2:000*000
9'J 800*000
9591 800*000
Junta Coiumerclal da cdude do
Recite
"'Ib.CTA DASESSO EM 7 DE JAN'EIBO
DE 1887
PBESmEKCIA DO 1LLM. Mi. DKPUTAO'i COMMSKDAD0E
JOAQUIM L0PEE MACHADO
Secretario, Dr. Julio Guimaraes
A's 10 horas d inanlia, ciw\.m .n > o impedi-
mento do 8r. c .mujeuaa'l jr presidente effeetivo,
assumio a presidencia o Sr. deputado Inopes Ma-
chado, estando reunidos os Srs. deputados Olinto
Bastos, Beltrao Jnior e Figueiredo, edeferiude o
juramento na trma da le hus S.s. Joaqnim Oa-
to Bastos e Hermino Egidin d- Figueiredo, este
eleito e aquelle reeleito deputaio desta Junta,
para servirem durante o quadriennio de 188 a
1890, declarou aberta a srsso e paesou a presi-
dencia ao &t. deputado mais autigo Joaqnim Olin-
to Bastos, que it-rio tambein o juramento ao
.ir. Luis de Paula Lopet para servir como 2.
suppleote dos deputados no predito quadrieonio.
Liaa, foi aporovada a acta da precedente ses-
sao, e fex-se a leitura do segointe
EXPIDIEXTIC
(inicios :
De 28 de Dexembro ultimo, de S Exc. o Sr
Dr. presidente da priviucia, para que se lhe rc-
metta urna demonstracao dos trabalhos e da re-
ceita desta Junta darante o ultimo triennio, afim
de satisfaxer-se o aviso, junto por copia, do Mi-
nisterio da Justica, de 16 o mesmo mex.Cum-
pra-se e regstrese.
De 31 do passado, da Junta dos Corretores
desta praca, remetiendo o boletim das cotacoes
officiaes de 27 a 31 do mesmo mexPara o ar-
chivo.
De 31 do dito mes, da mesma Junta, dando
sciencia do numero de cotacoes efectuadas pelos
corretores duraute o sobredito mez.Para o ar-
chivo.
De 3 do corrente e da mesma Justa, communi-
canao que nessa data entraram em exercicio os
inembros que tecn de oficiar no crrente anno.
Accuse-se 6 archive-se.
Foram distribuidos rubrica os seguintes li-
ma :
Diario de Ferreira Guimaraes & C-, copiador
do Bario de Nazarelb, dito de BalUr, Oiiveirs &
C, dito de Paiva Valente & C.
DBSPACBOB
detienes :
De Menoel Areujo da Silva Antuaes, solicitan-
do o titulo de agente da ieilo;i da cidade de Ha-
cei. Informe o Dr. inspector commcrcial de
Macei.
Do gerente da companhia de trilhos urbaooj do
Becife Oiinda e Bebrribe, para que se archive
o Diario de Pernambuco a. 285, em que foram
publicadas as alteracoes dos estatutos da dita
companhia.Satiifeita a ultima parte do parecer
fiscal, arebive-se.
Do Barbosa ce Santos, para que se d baixa no
registro da noruehcao de seu ex-caixeiro Julio
Americo Barbosa da ;ilva e se registre a que
passara a J.s da Silva BragaComo pedem.
De Jos Manoel de S & C, para que se ar-
chive o distrato da sociedade que celebraram An-
tonio Feroaodes de Figueiredo Paiva e Jos Ma-
noel de S, passsndo o activo e passivo s perten-
cer a Antonio Ferreira Machado, bem como o es-
tabelecimento silo ra de D. Maria Cesar n.
30.Arcbive-se, oa forma da lei.
De Salaxar O C, para que te archive o con-
trato de sociedade em commandita e de es pital e
industria que sob dita firma celebraram um cots-
manditario, Lourenco Alves Salaxar Jnior, An-
tonio Jos Rodrigues de Sotlxa, com o capital de
53:973*420, seudo o fundo em commandita de
89:403*200, para o conrmercio de importacao e
venda poritacado de miudezas, quioquilharias e
ferragens neeta praya.Srja archivado.
De Antonio de Oliveira Mua, para que se lhe
recolha ao archivo a carta de registro do patacho
rthur, que foi vendido ni praca do Bio de Ja-
neiro, e se o baixa no termo de respoosabilidade.
Facam-se as competentes notas e archive-se.
Nada inaia hjuve e eace-rou-se a sessao as 11
1/2 horas da maoha,
Meoscoo
0 Dr. Lobo Motean, de ?olta de sua
viagem ao Rio de Janeiro, contina no
oxercicio de sua prossSo. Consulta* des
iicmIuc.o cconooaieas
Vcnbo corrigir, nio urna errata, mas um lapso
uo uieu arrie<> purdieado hoje, faliaudo dos ban-
cos de rmiSKo do .Sr. .l'-ao Foruandes Lipes que
os quer em todis a* proviueias, nao s pir-t acan.
oas cr>ses monetariks (que sempre se dao no lempo
das s*tra) ceuio psm baver dinheiro com abun-
dancia.
Em lonvaudo muit a idea se eutrasse na mesa
desee banquete, disse que nielbor seria um baoso
d c ineu. batendo moeda em papel con urna eo
estampa para todas hs provincias, e todo o auno
faz-mo emisso duplicando o papel era circu-
iacao : como ndispeosavel, urna ves teita a
primilla para acudir a taas cris, s ; poruuc, sendo
o dinheiro em-circula^-lo 2^0,000 coucos, sendo as
traillan i;i'> inuiio mais que duplas na tempo i .s
aafms, pelo menos o dupio do dinheiro neeessa-
re. fortaato a primeira euns.ao seria de 250,000
contos e a massa do numerario 500,000 contos.
Passnda a safra os250,000, ficanduscm oecupa-
ca.i, tieari-i a masca ae 500,000 contos para fazer o
mfin.i servil,-1 do tempo ordinario que fazem boje
os 250,000 contos.
Po> tanto tu Jo dobraria de preco.
Chegandj no outro anu a nova satr^t, achuria
ludo o diuheirn oceupado Asa transaccoes ordiii-
risa com o dobro *io preoo dan eousas. Povanto
n iva crise, portauto nova em-'sso. Todo p-ln
dobro, seria tainbem dobrudo o prec^) (em papel)
dos gneros da safra. Portanto a nova emisso
seriarle 600,000 contos.
Acabada a siira, fioariam os 500,000 contos for-
marido cin os oatroi 50J.000 umt s masaa que
oceupar-se-uia as tratisaccdes ordinarias, dobran-
do anda o preQo de tildo. Eolao eom a terceira
safra a emissao seria de um milbao de contos.
Fui ubi o meu lapso; em lugar de um inilhao
de contos escrevi1,000 contos. A quarta emit-
sao 2 milhoes de euntos e assim dvbrando todo o
anno !...
na verdade nao s por isto, como pelo mais
que traz hoje o Sr. Juo Fernaodes em snas
HOestes econmicasnao s est salva esta patria
que elle tera quasi que adoptado, como o inundo
todo, ao meuos todas as naco?s. arruinadas pelos
juros de suas dividas.
Nada di- ouro, nada de metal, que tud > isto pexs
muito, ooro o que ouro vale.
Se o papel corre como o ouro, venba o papel
que mais fcil e mais barato que o ouro. Com
urna sterlina onmpratn-se resmas de papel para se
cortar em tiras e bater-se moeda desde 100 ris
al cootos de ris.
Nao sejam s os bancos que emittaui, mas tam-
bcm o governo para pagar as suas apolices inter-
nas. Assim nao pagar mnis joros.
E est ou nao saiva a patria ? E nao se sabia
disto!. Diab i, nao ser eu o autor da idea!
Ah.' Joo remandes, Joo Fernandee, que me
roubaste a gloria Mas sempre quero apruveitar
alguma cousa.
Porque se bio de pairar com papel-moeda a di-
vida luleros e nao externa? Ser porque elle nao
sahe? Nao seja esta a duvida : com o papel emit-
t.d o governo compre cambiaes na importancia
de toda h dirida externa, e nao paga mais juros.
Que diabo de. burros sao todos esses brasileiros
finaiiceiios So um estraogeiro foi capas de nos
fi-tizer a salvaco, e um estrangeiro commerciante ;
felizmente da nossa raes.
E anda mais: o Sr. Lipes fez mais urna deseo
berta: disse que nos temos duas especies de pa-
pel : o papel-moeda c as letras de cambio. Falta
poro n explicar que duas especies de papel sao
cssas, para se poder comprehender que rclacSo
tein a letra de cambio c un o papel-moeda.
Feitojisto, t cada um podendo emittir bilbetes ao
portador sem mesmo conceaso de banco, cada um
poden to eacrever em bilhetinhosvale este tanto
Fulano,nio tiear o Brasil to rico de dinhei-
ro, que o tereinos at voando e carregado pelo
vento, como as nuvens de gatanhotos no Egypto ?
Com esta faculdale cada iudividuo ser um banco
de emissao
Ah Sr. Lipes : d5o fique s contente que um
peduco da gloria tarnbem meu, e quando se me
nao c o privilegio de um s baucoj espero que
me concedam ao menos urna tripeca.
E V. S. nao me ha ds embaracar, pois que ji
tem um banco de emisso, o tal Agrcola ; mas,
qual a barriga que nao aguenta duas e tres ta-
cadas ?
Becife, 12 de Janeiro de 1887.
Affonto de Aibuquerque Helio.
0 Norte abandonado
Ha inuitoJ annos que {se projectou o melbora-
oiento do porto de Pernambuco, mas at ao pre-
sente nada se fea nessa sentido. Entretanto, nao
ha na Europa pais algom que possua portos da im-
portancia do nssso que nao procure mrlhoral-os
constantemente, oo intuito de progredir em riqueza,
proporcionando ao cammercio e agricultura respe-
ctiva todas as facilidades de commanicafd mar-
tima com outros povos. Portugal, por eiemplo,
paz pequeo em territorio, porem arrojado e gran-
de nos emprehendimeotos, ao mesmo tempo que se
dota de numerosas liuhas frreas, procura ralisar
'duas obras importantissimas : o porto de Leixes,
qae j est em eonstrucco adiantada, e o novo
porto de Lisboa, cojos trabalhos esto oreados em
des ui oitocentos contos de res, ou vinte e seis
mil cornos da nossa moeda I
Para execuco desses trabalhos ss est em
turjal chamando concurrentes, porque all se sabe
bem que o governo nao pode, sem arriscar-se a
graves prijuixos, realis r toes obras por eoota pro-
pria. O essencial que procure acautelar-se nos
contri ctos que fizer. Do que sao empresas dire-
ctamente dirigidas pela admioistraco publica, dil
o entre amitos outros factos que poderiamos citar,
a obra de Santa Engracia, que se chama a ponte
ne Buarque de Macedo.
Felicitamo-nos, pois, por baver dado ensejo a que
o llustrado Norlista viesse mpreasa patsatear
a cooperaco que oa represeo'aotes de Pernam-
buco (um delles, especialmente), prestaram idea
do inelhoramento do nssso porto. Mas, sem con-
testar a importancia de semelbante ser vico feito
provincia, forca notar que ella nao precisa ni-
camente de que lhe satisfacaos essa, necessidade,
alias imperiosa. Ostras molidas governativas
devem ser de prompto tomudas, sob pena de ver-
mos a popalacao pernambucana redasida ao ultimo
extremo da miseria.
' preeiso facultar nossa agricultura os meioa
de que tem necessidade para afiruntar a crise que
promette aniquilal-a. Cerlo. co tar, de qua os precos actuaes do assucar deuotam
um estado normal djs mercados desse ganero em
todo o mundo, e que s auo.-mn Inmute taas presas
podero sabir, ; nos resta samr um mmsAin
certo yaca mal to evid ravel 4a aoss em qso pooVro os poderes naHMos cnucorror para
que essa aspiraco seja em "brere urna realidade,
responderemes :
Que o governo deve facilitar o crdito, auxilian-
do a iostituico de banco?, onde os agricultores
encontrem recursos para desenvolver o plaatio da
caima, porque a fabrico do assucar, em harmona
eses o priueipsoaalutar da ctivisso do tiabalho.
deve ficar aos cuidados da cjmpanhias do engd-
nhos ceutraes que para isso se organisarem ;
Que o governo dvve quinto antes*upprimir os
direitos de exportaco sobre oa productos uaciu-
naes, promovendo ao mesmo temqo urna redueco
nos taritas dos camnhos de ierro, porque os
actuacs sao de urna exageraco iucrivel.
Eis o qae, em nosso entender, temos o direito
de exigir dos poderes publiuos deate pas, ne
qu*es nao podem, sem diiniruiivo da propria dig-
nid-id'', invocar o luissez faire, laissez aller de um
econoinisuio irracional e preguigoso, as circun-
stancias verdadeirauKnte asswstadoree em que se
acha asta provincia e, em geral todo o norte do
t5rar.il.
Dis-se, ger dente, que o europ 'u n) ple
continuar a plantar beterraba para vender o as-
sucur respectivo, n. 10, pilan3cao de 8", a
10 elu, accreacentando-so quo o assucar cubano
tiuib'-iu ter de baquear. ') faetoi, p ,r:n. veem
provar o contrario tiessas previsoes optimistas. A
actual safra da beterraba de dius milbes e
seis centas mil teueladas, a imior que tem havi-
do, e a de Cuba do 825 mil, qnan J-. lia duz anuos
nao passou de 52G mil.
E i-to acont.-ce, p irq-.ie os cubanos sa > mais
enrgicos de que nos e nao f-or que n slo que
tertilisam -stejam em meihores eon-lices do que
o noiso. Os piautadores all :; m comprebndi-
do a ueeessidade de produzir muito, o por proco
baixo, s "par..n i i a cultura do fabrico. 4qui a
ratina anda impera de tal modo, que o empre-
beodedor audz, aquelle que na situjoao presen-
te lenta um mcllioramenl sem prt-cc>> alguma
dos poderes pblicos, em vex de ser secundad.
p.ir aquelles a que;n seus e-f.o-o.is aproveiura,
v-se, pelo c-mtrario, a cada passo embarar^ido
pelas mltiplas o variadas exigencias dos pro-
prios agricultores. Cinsta nos, por exemplo, q ie
os que contraciaraic com h Usina-Pinto. e>n l -
beirao, fabrica fundada sem u ininim > anxlio d>
Estado, oiapreza de simples iniciativa particular,
encoiitrou em coineco obttaculos creados p|r al-'
guns senhores de eugenho, que se recusavin ao
exaetn cumprimento dos coniractoe i-fFotuados.
Essis dirriuldades foram, alinal, removidas,
pela c nibt ur-ia e aoliuitade do Kxm. Sr. Baro
de rjerihaera, um dos prm -ina'-s fjrnecedores da
Usina, mas porque os refractai ios viram que nao
hiViara vautagem pira el les em deixar d^eKlre-
gar as canaas vendidas fabrica pela prtco es
tipulado, em vista da baixa dos precos de assucar.
Se o mercado desse genero apreseoiasse asp**cto
:oaB animador, talvez as cousas corressem de
outro roo-io, em ^rrjuizo dos e -pr,-z \r ; da
Usina, que speiias coiametterain o criae de ar-
riscar seus capcaes n'um inelhur-unent> ueessa-
rio, podendo re'-o empregado no jogo da agiota
ji'in a m i:t -s por ceno, e sem mcuininodos nem
fadigas.
Em Cuba, o comraercio e a agricultura procu-
ran) melllorar a sua sitoac"! i p-l..s meio* aco60-
ihad.is pelas circumstancias. A'-tondeiido aos in-
teresses gcr.ee e aos de classe, pediram ao g ver
uo a sjppess dos direitos sobre o asiucar e a
agurdente, bem como, a baixa oVd 33 -1 ssbre a
t,rifas dos camiuliis de ferro. E tudo isto por-
que ? Porque em Cuba j se coioprehend :u que
uao dado eoncar mais eom os anligos precos do
assucar, o que, portante, urgente augmentar a
produeco por meio de aperteiyoados iustrumen-
tos de trabalhi, e diminuir por todos os modos o
ousto originario ioe productos. Apocar da cris?
da industria assucareira, ua cubanos vo levan-
tando novas fabricas e attrahindo colonos a quo
proporcionan gratuitamente terrenos preprios
para o plaatio da caaos. E cointudo, de\emos
uotar que a febre amarella grassa naquilla ilQa
com temerosa utensiaade.
Os agriealtores o osanmerciantes de Cuba nao
sentem taita do capitaes, e eis o segredo do grande
desenvolvimeoto de actividade que all se observa,
a despsito de cond'coes naturaes de^animadoras.
E' aprs, a de Nw York que fornece capitaes ao
cubano emprehendedor e desejoso de augmentar a
riqueza particular e publica do seu paz.
Entre nos, ali-m de que o governo nao procara
de modo neuhura desenvolver o eredits, os possui-
dores de capitaes exigem premio! exagerados pelos
emprcM unos as condiges mais seguras. Emquanto
na Europa o capital se contenta com ama renda de
4 a 5 /o, aqu, quein tem dinheiro dispooivel, nao
precisa de entregar-se a commettimentos de certa
ordem para shter um lucro de 10 e 12 '/, em em-
prestimot teitjs ao commercio e agriculctur*. E
tudo sj sem grandes despezis de negocio, porque
de ordinario o capitalista entre nos-tem por escri-
ptorio a copa do chapeo, onde coodus as lettras e
apolices, quando vas recebar os competentes
juros.
Desculpe-nos o honrado Nortista o hav-rmos
proloogado tanto este trabalbo. Fizcmol-o com o
designio de tornar bem pateutes as necessidades
desta provincia, to esquecidas dos poderes cea-
traes.
Desecaramos que as nosaas desambiciosas pa-
lavras encontrassem echo no coraco dos que de
longe nos dirigem, bem como a adheso patritica
dos nessos representantes no parlamcntoVnacional.
E se nao por merecimonto das nossas preposi-
coee, que apenas tecm o prestigio da verdad.) ao
menos por torca propria da tristissima sittiaco em
que nos acbamos, de crer que Ss. Exes. os nossos
deputados geraes e senadores, pondo de parte con-
siJeraces pequeas de poltica, empreguem o m-
ximo esforco na regenerarlo e econmica d'esta
provincia, dotando-s dos melhoramentos materiaes
de qae urgentemente precisa.
Pela nossa parte, confiamos muitpsimo no civis-
mo e genio emprehondedor do representante a
quem o dignojAWitta com especiulidade srreferiu.
Elle que conhece bem ss difficeis circumstancias
desta terrs, que t. m a gloria de contal o entre seus
fiihos mais prestimosjs ; site que indirectamente;
mas de p?rto, sent a penuria da mxima parte de
nossos sgricultores ; elle finalmente, para quem os
embaraces do nosso comercio nao sao urna revela-
cao ;saber, secundado por todos os seus com-
pauh-'iros de reprcntaca, reagir contra o.eslado
de coasas a que nos condemnou a indiSereuca e a
desidia das classes directoras deste paiz.
O imparcial.
eoroael Claudlno Crrela d
Mello a publico e especial
mente a redaeco do Jornal
do Heelfe.
A redaeco deste jornal para fazer praca de sen
moderno abolicionismo, nao duvida tornar-se echo
do malsinaces alheias, a jolgal-a p-io procedi-
miento que acaba de ter commigo no Jornal de 30
de Dexembro ultimo, em sua Gazetilha, sob a epi-
grapheScenas da eacravido e, onde razeodo
sua a calumnia e injuria que me irroga alguem,
talvez por despeito, nao besitou at molest ir-me
ppssoalmente, a mim a quem talvez nao conhe^a e
nem urna mitra razio tenba-para isso
Pois bem responder-lhe-bei mas em esUrlo dif-
erente e proprio miaba idade e da educlajo que
recebi.
Nao exacto que o escravo Martiniano, de quem
falla o Jornal do Recife, tenha mais de sua meta-
le livre como dis; tem sim urna quarta parte e
niNsas coadiepos a redaeco do Jornal, que, pelo
menee, est mais que eu em contacto com os juris
tas, sabe que esse escravo s tem direito a 1/4 do
valor qt lhe for dado convencional ou legalmente;
e quando por el'B lnH fosee devida qualquer indem-
nisaco como suppoe a redaeco do Jornal, ella
estara compensada anda que com prejuizo meu,
jf^H a falta de prestaco de servicos pelo escravo
por todo tempo, superior a dous annos que estove
foragirl" eain^a um i-ell aiimeuta,co e vestuario
que tamben sao i/idivisiceis. .
Isso qirese nii pode negar seriamente e menss
a empresa do Jornal negara em causa propria..
entretanto ni tem actuado sobra iniru, como vr
0 publico a quem agera me dirijo.
Pela ultima lei de 28 de Setembro e sea regula-
meato aquelle escravo que multo pouco mais de
30 annos tem, a mesma lei d o valor de 80U2, e
teita a dedueco a que cima mi retiro, tenho di
reito a 6004 dessa valor.
1 Pois bem, urna vez apprebendi lo o escravo, os
seus patronos troaur^rain conveucionsr commigo
sobre a sua li^erladi, chaguado eu a acceder a
ella indeainis.ndo ae-mc da quautia de 40'J>, isto
em remuneraco s. despez.s quasi i^uaes que
tive com a procara e appreheaso do escravo uas
tres veies que por saggestio evadia-se de meu
poder.
Este accordo, que peneceu aceito por uo* dos ts.es
patronos, nao o toi por o n outro que nn ap meu is
quiz aguardar a prxima, ciassificacao, onde o es-
cravo, sendo como se diz, casado e com direito
aquella d-iJuucio, teria preferencia, eomprometten-
do-mo eu a proinevcl a: e a recusa tu tal qie
esse ultimo patrono, p ir nao ser muito alto, guin-
dou-je nos |is, e bateu nos petosresgatar o
escravo s D'alii a grita peio Jornal do Svi/e.
Nao exacto ou pelo menos duvidoso que o
escravo seja casado.
IIi 3 anuos mais ou menos, quando evadio-se
pela pri pr 'euraudo easar-s-s na Escada quando all esteve
o Exm bispo,e oudo entilo muito tacil:tavam-se os
casamento*, todava o nao couseguio.
Em todi caso nao exbib-i e usm sius patronos a
certido respectiva, sendo, portante, a opiuio
mais sensata quo si-ja elte amasia lo com essa mu-
Iber de quem Sin upupas uin i.Uo a ni i sote como
tambem ae diz, seadu as aiasiis essajSBsfl fih-ts de
diversos.
E quando assim nao fosee, a circiMOstancia de
ser caado e de tur maior ou menor numero de fi-
ihos, s lhe dara direito a preferencia ua clussi-
ficaeo para sJfMSfa, em que seus patronos alias
nao quercm couliar juataineme iiela impjssibilida-
de de provareul o inculcado casamento du qual
nao dou testeuiuuo por demoubecel-o abioiuta-
meute.
Ora, se esses patronos coro o Jornal quizessem
ser sur os, at.-in-inio como atrinam o casamento
que d favores m ,-.-crav nada mais natural e
discreto do qu e>perur occasio azada de que esses
favores legae.9 se facain Sein depend-ncia de vou-
tade particular q-i.a sempre aclimada de m e
u'.Mxiada.
I'orquo nao o fazem ? E' que a lei ais lhea
pode aproveitar, nio serio as Orav;:tas e as exior-
ooj.. que o coi-rguiri j.
J uo sn creaiica a c^nhec de nuii i pjrto as
palriolagens de minlta trra !'.
Quem faz uo-t zia t-o-.n o ctupci alliei i por certo
nao receia prejuiso.
v'olti) redaccio do Jornal do liecife.
tila reputa usen neo dizer-iue liberal, por ter
escraros, e ni. ae-ompaiibir a p 4o qu-! quiz ou quer uinda a Na*i>eip*e&0 preci-
pitada o s;m nenbuin respeito a propri^lade parii-
cuiar e pubuca que loa como umea fjute ueste
paiza agricultura.
A re.laceo do Jornal do Recife ou nao tem
idea do que seja esearueo ou uo a'>e applieal-a ;
porque, ai ontrano, nao appiicai a-hia a miro
que waailosio alt->e publicaiuente o meu inodo de
pensar se;n reeeio de comproiu-tter qualquer >ute-
resse muu particular.
Seria esearueo w;r -tu hoje cousi'rvador como
hontem liberal se apeesr de nui profissao honesta
que tenb>, tivesic, pir amor hoi cifres pblicos,
o habito de so thuribular ao sauto Uo dia, e qua.i-
-do tivesse occasio de. fallar naquelle do da anlo-
rior, o tizi-sse a meaos de meia voz e om a cau-
tela de sempre o:liar em roda de mim para ver
quin me poderla ouvir; se posase boje qualquer
elemento ao meu alcance a servico dos de h je,
para lisoogeal-js, abandonando aquelles que hon-
teui me fasiam aquillo q le os do boje p i toase fu-
ssr a mim ou a meus fiihos.
Isto sim que seria esearueo.
A redaeco do Joniai do Jienife, acredito, couhe-
cer de perto a quem mais npropriadameoto se
possa applicar o seu cenctito.
la esquecedo-ma ; anda falso que eu con
serve o escravo em torturas; tenho-o, sim, sob vi-
gilancia, pois i.a i posto repetir continuamente des-
pezas com a sua appreheuso e procura ; sou po-
ori-, teabo inultos liihjs que por si s t-em a mim
e nao tenho g-.-itn de atiral-os s graeas de quem
ibes possa dar ou conservar um ossiuh i a roer,
aiuda que para isso me esquecessedo que fui hon-
tem para s ageit ir me u ser como quizesse ser
boie.
E basta.
Eugeubo Limo, 11 de Janeiro do 1887.
Claudino Cerreia de Mello.
A Franca em 1887
Se o autor do artigo publicado debaixo d'este
titulo no Diario de Peruambuco de hontem, pu-
desse um momento ser tomado ao serio, valeria
a pena responder lhe ponto por ponto. Mas, con-
fiamos no bom senso e inteiligeucia uo s do
poro d'esta provincia como tambem de todo o
Brasil para nao ligar a menor importancia s im-
becilidades scriptas por Minos, certo que recoube-
cero n'elie nm pobre diabo soifrendo da bola que
n'um momento dVxtase monarchico escreveu nao
s contra as instituicoes republicanas mas tambem
contra a generosa e bella Franca Sua patria
adoptiva!! Diz elle!!!
Amigo d'este peso, a-.tes cinecenta inimigos
leaes!!
Terminando bom declarar para provar a serie-
dado das convicoes monarchicas le Minos, qae
este falso amifo sceitou e assisto a nm jantar de
republicanos no da 14 de Julho prximo paseado
aonde verdade couiportou-se de forma to no-
jenta que provou mais urna vez a qae grao de de-
cadencia chegaram os partidarios da monarchia'...
na Europa.
Recite, 12 de Janeiro de 1887.
Um bomfrancez.
-------------socaasi-'------------
Declarado
Na parte da polica, publicada no Diario
de 9 do corrente, figura como preso, por
criroe de furto, pelo subdelegado do 2o
districto da Boa-Vista, Manoel Isidio Go-
mes do Nascimento.
NSo conhecendo maguera com me alera de mim, tratei de verificar o que
aquillo quera dizer, e cheguei ao conhe
cimento do que o individuo preso foi Ma-
noel Apolinario, conbecido por Manoel do
Mangue, de 30 annos de idade, preto, sol
teiro, natural de Oliuda, pedreiro e assig-
nalado por urna cicatriz na face diraita.
Na occasio du prisSo Manoel Ap li
nario ou Manoel do Mangue, que alias foi
meu discpulo'de pedreiro, deu corno seo-
do seu o ncins que rae pertence ; o d'ahi
o equivoco da polica. Na Casa de Deten-
gao, portn, onde fji recolhido, seudo aper-
taclo para dar a sua filiaco, cunfessou o
seu verdadeiro norae, que de tacto figura
nos registros daquella prisao.
Eu e elle divergimos muito : cu aou ca-
sado, e elle solteiro ; eu tenho mais de
45 annos, e elle tem apenas 30; eu sou
ufficial de pedreiro, e elle simples pedrei
ro ; eu sou pardo e elle preto ; eu nao
tenho cicatriz alguma e elle ttito Um gilvaz
na faco direito.
A difforeoca, pois, grande, tanto mais
que nunca pratiqaei criroes coaio ess* de
que trata a parte de poli<-ia, e domis vivo
exclusivamente do trabalho honesto, t
Demais, esse individuo, que malvola
mente deu o meu norae no acto de ser
preso, filho de Domingos do Espirito
Santo e Antonia Maria da Ooaceieo; e,
pois, nSo poda ter, era tera de tacto,
nenhum dos meus sobrenoraca.
Fago esta declaracao para evitar duvi-
das e tranquillar as pessoas de miabas re-
lace as, cujo bom conoeito desojo continuar
a merecer.
Oltnda, 12 de Janeiro de 1887.
. Manoel Izidio Gome Nastimento. .
alcatro 6
os casos
amennis, toase
HHsder que cojn effeito
ne os ixjsdiuos o abaadonaram Como
rodftcto'Jfcreumatico, indigesto e
H*lic> agradavel, lojHftoe o Sr. Lagasse, de Bor-
deaux, couseguio concentrar em aeu Ssrope e
paitia de melva de niritio BSarillmu.
a seiva desta arvore com toda a sajB
mais eScaz e sem aeco nociva sobral
gestivas.
Para sustentarmos as forcas vitaes, que estao
expostas ao3 insultis das molestias epidmicas,
preciso dar-lhos a enrgia necesaaria afim de r-
derem repellir os gerineus infocciosua que deter-
fljinam essas euferuiirfades. O meio mais pode-
rosoonsiste em urna nutrico rica, que nao fati-
gue o estomago e que repare promptaiaente as
perdas incensantes do orgausmx O vlnho de
Cbapoteaut satisfaz estas condicoes, porque
nelle acha-sc em dissoluco com um vinho gene-
roso de Hsspanba a carue do vacca j digerida,
chaniida ntptOHO, que.se assimila immediatamen-
te e conssrva os orgos no seu estado normal,
apezat- da iuddeucia debiltame dos grandes ca-
loies.
Febre e sczss.Curas adasiravels
O Dr. E*i')i mem-
broa do Uulego Medico de I'biladelphi^ e presen-
temunte um dos mdicos o mais pooiifar em Min-
nesota, escreve a um amigo em New-York, que as
Pilulas Assucaradas de iristol, esto prodnzindo
intraviibas uaqaell regio em Ca*>s de febres e
sesos, e febres biliosas e iutermittentes. O ex-
tracto seguiote de suas observacoes foi publicado
com a devida permisso do til amigo quem fra
dirigida: .
Como Vise, sabe, eu sou ruui pouco amigo le
remedios annunciados, e principalmente pilulas ;
uia.or parce d'ullas para nada prestam, e inuitas
sao perigoaa'. Porem as Plalas A.sucaradas de
Urislol, forrnam urna honrosa excepeo. Nao se
poda desejar melhjr pilulas para o uso de fami-
lias. Nao ba, segundo nao me engao, em toda a
Dliarmacjp* cousa qu com ellas se possa compa-
rar, nem isto anda tudo; as finalidades antibi-
liosas das pilulas as tornain um remedio positiva-
mente iuestimavel para a cura das tebres biliosas
e i aterran tientes e sez-fs, to commuos nesta lati-
tud*. Eu as achei de urna elcacia excelie.ite no
curativo de tebres, ealetrios e sezoeo. Ellas sao
tauto tnicas como aperientes, e podem ser admi-
uistradas com grande vantagem, naqueiles casos
em que os purgativos .rasiieos poderiam ser alta-
mente pengosos.
Ellas se aebam :cn icionadas dentro de vidri-
utios e'por isso a sua eonseriraco duradora em
rodos ns climas.
Em todos os casos provenientes ou aggravados "
por iiDOtiresa do santuo a Salsaparrilha do liria-
rol, dever ser tomada oujunctaineote com as pi-
lulas.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
oer fumarias.
Agentes em Periininbaeo, Heury Foster & C,
roa do Commercio n. 9.
Extrnalo Leovigildo
Acaba de abrir se com este no.no um cur.
prnn --iras lettras preparatorios ra- da Pe
i. 23, Io audar. E' o teu director o Sr Leovii
gildo Samuel da Silva Costa, moco preparado a
lratico no magisterio particular.
Segundo uul-o iiitormavn o plano de ensino
d'este Externato o melbor p >8divel e o paga-
mento das mensalidades o mais rasoavel; pelo que
o seu director espera o bom acolhimento do mi-
buco.

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*

'ecBatr*
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Extrnalo do Recife
Curso primario e secundario
DIURNO B NOCTURNO
Neste estbelecimento ra do Marques de.
Olmda n. 1, coutinuam a tunecionar as respeeti-
vas aulas, accresceudo :s de msica e sterjcgr.i-
pbia.
O corpo docente eoojpoe-sc do director, a'oaixo
a asignado e mais des Srs. : bacharel Jos Aires
de Assampco Menezee, acadmicos Antonio da
Silva Guimaraes e Joo Joaquim da Costa Leite
Jnior e o professor Leocadio Bello.
Pedro Estelllta C. Lins.
Aula da instracQa srtmaria 8 se-

Oo profossor
Jos Maria de Hollando Cavalcanti
Praca do Conde d'Eu n. 2. 2 andar
(Entrada pea ra do Hospicio)
Escola particular
Joanna Clara da Lapa Coelho participa aos Srs.
pais de familia que abre sua aula no dia 17 de
Janeiro, assim como lecciona tambem inusiea.
piano e dunsa, quem pretender dirija-ae ra do
Visconde de Pelotas n. 31, caaa de sua resi-
dencia.
Carao preparatorio
O bacharel Jos Horacio Costa lecciona
preparatorios ra Primeiro de Marco n. 18, pri-
meiro andar.
Collegio Amor Divino
RA DA IMPERATRIZ N. 32
As aulas abnr-se-ho no dia 10 do corrente.
A oirectera,
Olympia Maria deMendonca.
Alheneu Brazilciro
N'este collegio, os trabalhos do anno lectivo
comecaro sexta-teira 7 do corrente, conforme o
art. 1.* dos Estatutos.
4 O director,
Jos Marques Acaua Rtbetro.
Collegio Sbs no Abril
laairaceo primaria e ecundaria
para o nexo feminino
Ra do Visconde de Aibuquerque n. 26.
Directora,
D. Maria Capitulina Marlins Ribeiro.
As aulas d'esse eatab^lecimento sa resbriro uo
dia 10 de Janeiro corrente.
Recebe alumnos internos, sem-internos e ex
temos.
Instituto Philoraatico
Ra do Vicondy de Albuquerqua n. 33
Intrnalo e externato
DIRECTOR
Bacharel OdIIio Vctor
As aulas doetc collegio eetaro ab;sU#do dia'
10 do correte em liante.
DezeRove de Abril
Roa do Progresso a. 1
As aulas deste estabeleeimento de educacao
abrem-se no dia 7 do corrente.
Aos $n. olomnos hoe frequentaren
cimento durante o anno prximo passrtrlo,J
caso queiram continuar, o seu enmj
naqaelle dia para regulandade n
aulas.
Continua a traanos internos, mcio-
pensionistr sendo que desta ultima
clase* smente para a aula infant'l.
Paramis iowm erao es Sn. nteres-
sados procursr no ovil' gia.
O director,
Lai< m Costa F. Porto Carrsiro.
Itecitc, ^ lOBf* de 1887.


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^KgiMHtflH^IBfli BB^.
de PeniaiDlMie--npia
[a *'J w
Itaio de N&Jto Seifcra da
RA DA AURORA N. 19
m-ilHB (late iuatituto comevarao a 7 de Ja-
A director,
Augusta Carneiro.
$ uscola Infantil mixta
. Ra do Visconde de Goyannan 67
Urna eobora competentemente habilita
cipa aos pai
par
M. de familia, qae uo d.a lo de Jana-
na casa acim indicad, abre urna escola ,n-
til, prooondo-se a leccionar priraeiras lettra,
trabi ho do agulha, fl>res e franee*, mediante
,JUv.-l mensalidade : a tratar n mencionada
ma n. 135. S admitiese enancas do seio mas-
culino, que
nao tenham maia- de 9 anuos de Hade
COLLEtl!)
de S. Luis Gonzaga
Uam- ua ra THosdico n. 55 um eatabelecmento des-
tinado natrucco primaria e secundaria de me-
"'Abalaucar-se a emprezas dessa ordein em poca,
como a Que atrav-ssamos, c incontestovelraente
grande oueadia e temeridad,. Antevi perfeibi-
io*-nte as difficuldades com que havia do lutar, o
mil obstculos que se me antoihamm no cam.nho,
"a., spesar de prever tudo i aso, nao me ro. po*-
vel resistir ao desejo de contribuir con,. o meupe-
queno eontiageoto para a gr-nde obra do levanta-
inento da nstiuceo.
Ensinum-8,, no collegio as segumtcs materias :
leitura, calligraphia, portugus, fraocez, inglez,
tS, laura, geographia historia, ar.thmet.ca
ometr.a, algebra, pbilosophia, rhetor.ca mu ca
voea!. piano, flauta, rabeca gymnast.ca, desenho
e conversado das lingua.: iraoceza, .ogleza e
**"U em que se acha o collegio nao pode ser
mais adaptada para esse fim : satisfaz cabalmente
* t.das exigencia de estabelecimentos dessa
''Como resido con minha familia estou em con-
dicSes de reeeber meninos de mais tenra idade, aos
qoaes ni faltarAo de certo cuidado* o solicitudes.
^Confiado na boa vontade dos Sr. pa.s de fa-
milia pura elles appello esperando que me coadju-
varao na ardu* e d.fficii tarefa da educaco de
^BebS'ae-ho as r.ulas a 7 de Janeiro vindouro
Recifc, 19 de Dezembro de lobo.
Padre Manoel Lobato Carneiro da Cunha.
Ba do
Com o nome na-no dia 15. de Ja-
neiro do anno prox.mo,faturo de 1887, ata tabele-
clmcnto de educarn, onde eninar-e-hao todas
material do curso de prepararlo, hsvendo
tambem um curso nocturno ds rnwuiaB materias,
e um outro commerciftl, no qual ensinar sa-ha so
mente francs e ingiea, theoric* o praticamente
seuda este das 9 as M 1/2 da noito.
Estatutos
Art. I.*'Os paes, tutores ou correspondentes,
deverao acompanuar'o.eetudante oo dia da matri-
cula, para nio mntr1oula(-o, como tambem para
tomar eonheciuiento do rgimen disciplinar do es-
tabelecimento.
1 o Aquelles que nto t'w^e^ quem os apre-
seute, tambem sero aceito ff matricula.
Art. 2." O pagamento da matricula i
meusal e adiantadameute a comecar
da matricula.
- 1. Por cada matricula pagar o estudante
5U00, haveodo urna difiereoca de conformidade
com o numero de materias que estudar no estabe-
lecimento.
Art. 3.0 Cada aula constara de 1 l/'-s lora, sen-
do urna para tomar a licSo do dia antecedente e
ineia para explicar a do da seguinte.
Art. Nao haver aulas s quintas-feiras,
porm todos o alumnos devem comparecer no cs-
tkbelecimento n'estes dias hora de suas reapec
tivas utas, para urna sabbatina, segundo a qual
os directores dario crestados na poca do exa-
mes. 0
No estabelecisiento enc-ntrarao o br. pas
correspondentes ortotore e o 8rs estadantes os
estatutos como accreacentamento J
wmm
da occasio
de tudo mus
fa-
as
da
10
Collegio de X. S. da Paz
FaSo aciente aos IHaw- Srs. pas de
millas, tutores e'correspondentes, qua
hgnlas dert* colico ra do Baro
Victoria n. 46, reabrirse hao no da
do correte. ,
R.cife, 4 de Janeiro de 1887.
A directora,
Mara da Paz e Freitas.
______
Banhos de Olinda
Uominunieo aos fMqvontadores do trem dos
hanhhtas e ao respeitavel pabh.;e, qa* te-
nho construido na praia de Olinda, onde
me acharei diariamento das 5 s 8 horas
da rnanha, uns poucos de qurtinhos ele
madeiras, proprios para as peno que te-
nham do tomar a roupa de banho, onde
enconti-arao toda a comraodidade e acolhi-
-eiitD compativeis. Assiin como que os
a!u-o mentalmente a 25 por pessoa, tazen-
do abate quando fGr familia, que os ocea-
pe ao m3smo tampo. .
Os quartinhos tffl chave, e serao vigia-
dos com toda a segnranSa. Com o paga-
mento dos 2 mensaes ter direito o ba-
uhista a que so lhe guardo e lave a roupa
de banbo. Quem tomar um banho avulso
pagar 500 rs. por banho.
Brevemente ser inaugurado o botequim
onde eneonWarao os banhistas caf fresco,
cognac, etc., etc., tudo preSo multe m-
dico.
Approveitem em quanto e tempo.
Olinda, 3 do Janeiro de 1887.
Manod Juvencio Bezerra de Mello.
Collegio de Santa Lucia
A directora dVste eoHegio avisa aos illusties
pais de familias e tutores de suas alumnas, que se
rtignaram e.mserval-a n'ete estabelec.mento de
inatrucao primaria e secundaria, durante o correr
,. ___; j-Tiska nan mesmo collecio 80 abrir
que aqoi se omitte e qae os scientlficarao do que
houver de m&is particular, e bem assim- da con-
veniencia do methodo n'este etabelecimento em-
nreeada.
Os directore, -
Luiz J. de F. e O. Sobrinko.
Augusto J. C. Braja.
lstituoii Frange de
Demoiselles
tci.i do Bario de Borja n. 50
(antiga do Sebo)
0 mii lectivo toft collegio
ei io ft Juiiro He
4 directora,
I. Adour.
Ljcei Triadelpliico
Directora
MABIA OLISDISA DE MBLLO
30Ra do Hospicio=30
ComeSam no dia 15 de Janeiro as au-
las deste estabelecimento de edusacao de
meninas.
O ensiao primario, em virtude do reg
ment das escolas, expedido em 20 de Ou-
tubro de 1885 comprehendendo ties 'graos,
est a cargo da directora e de suas r-
mas. O ensino secundario, que minis-
trado pela directora e por profossores do
reconhecido merecimeoto, comprehende tres
saber :
1* eerie
Lingna nacional. Leitura correcta de
e verso, graramatiea e analyse, co-
exerjiuios de redaclo e
ilMSHltori* incdico-
cirargico
O Or. Castro Jesns, contando mai de 12 *wk
e escrupulosa observactb, reabra eonmltona nes-
cidde, A ra do Bom Jeu (antiga da Crur
n. 23, i. andar.
Horas de eosWa
Do dia : da 11 as 2 da tarde. -^
De noita : das 7 4 8.
as demais horas da no.te erA eacontrado nc
tio A travesa do Remedios n. 7 pnmeiro por-
to A esquerdajilmj^portao^^
Leonor Porto
Ba do imperador a. 45
Primeiro andar
Contina a executr os mais difficeis
figurinos reoebidoo de londre, Pari,
Lisboa Rio de Janeiro.
Prima em perfeico do costura, em bre-
vidade, modicidado em precos e fino
gosto.
^"^cinTea medico clrurglca
DO
Df, Alfredo Gaspar
EspccialidaeParto, molestias de eenhoraa e
criuncaa. ,
ResideMfc Rua da Imperutriz n. 4, segundo
andar.
EDICO
Eapc'a!ita em parto, molestias do
^^H(chs, com pratica as prinei
ado e.hospitaes de^ari e de
fa todas as operac* obt<
concernentes as suaa pec.alidades.
Cousultorio e residencia na roa do Bario da
Victoria (antiga rua Nova) n. 18, 1 andar.
Consultas das 12 a 3 hora* ia tarde.
Telephane n. 467.
COLLEtIO
DE
N.'S. das Victorias
O Ba do HoNplcio O
As aala abrir -M-hio no dia 10 do corrente .
A HirecUra,
Baroneaa L. V. d'Herpent.
9 ti (i*
Socledade Recreaiiva iaventade
Commeaioraeu de S anaiverarlo
da iaalailaeo da bibliolhera aa-
rA biineacral *m O de Feverelro.
bga-se aos s'-e.o=i que aearjar^m tirar couvi
terpara ete aarAo, a dar anas not-s na -creta-
ria da socie iade.
Secretaria da sociadade Recreativa Jnventude,
> de Janeiro de 1867.
Jos de Mel.s,
2* srerttario
Lotera da Colonia Isabel
A O serie da 24 parta da lotera em favor
dos ingenuos da C>ioni Tsabel, aeka-* eipoaU i.
., cuja extiacclo era n> dia % ^teute.
Thesooraria da loturis par o haWa ao
ci paci e mirenuoa da Colonia Isabel,
nriro de 1887.
O thesonreiro,
'Francisco Goncalves Torre?
lene^-
'^Ailista
Collegio Parthenon
O diteetor deste collegio declara aos pais de
seus alumtts e ao publico em eral, que mudou o
seu collegio para a rua do Hospicio n. 3, cajo
predio offerece bastantes commodos e com
hvgienicas ; outrosim, que recebe alunnos inter-
nos, semi-internos e externos, o as aul-s cmneca-
ria a funecionar a 7 de Jauiro d c i887.
O directo-,
Ovidio Alves Mana ya
I
EB1T4ES
Dr. Ferreira da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
consultorio, n. 20 rua Larga
Rosario.
do
Dt.
Medico, parero e operador
llezidencia rua Barao da Victoria n. 15,1 andar
Consultorio A rua Duque de Canas o. 59.
DA consultas das 11 horas da manha s *
Attende para os chamados a qualqner hor
telephone u 449.
Oculista
erceira pra?ii
De ordem do Il'm Sr. inspec'or s
que s ll horas do dia 15 do correte mes,
vendidas em praca, ao Trapiche Conceicao,
_________._ n t r, D na 93i o ->.'l" \
se faz publico
ee:o
qua-
trociza. u>a"rca"G L C P."n. 23i> a 239. v indas
do Havre no vapor franeez Ville ds Maceio, entra-
do em 6 de Dezembro do anno paseado, contendo
129 kiloaade livros impresaos, encadernadaa e em
brechur; e 824 kilos de obras impreseaa em urna
so cor, abundouhaas aos direitos por (i. Laporte
3'seccao da Alfand.ga de Pernambuco, 12 de
Janeiro de 1887.
O ehefe,
Cicero B. de Mellen_______
Dividendo
Por deliberacio da directora e de accor do com
I as estatutos em vigor estA marcado o di a 10 do
e condicoes corrente para aclis se eOBatad pagamento do 249
dividendo da companhlu u r.iilo de 8 0 |0. Para
este fim ser eucontraJo o criptorio dacjmpauhia das 10 horas ao meio dia
at o dia 15 do aarrtwsa. Desse dia em diante
em todas as tercaj-firas e sabbados que torem
dias otis, ou segaodas e saztas quando furem
aquelles santificados, as mesmas horas. Poreeta
meema occaslao far-se ha o pagamento des juros
das debetures que para tal fim deverao ser exhi-
bidos pelos seus portadores.
Eicrintorio do gerente, 4 de Janeiro de 1887.
A. Prreira Simos.
senes a
Dr. Mattos Barrete, ex-chefe da clni-
ca de olho do r. Moara Brasil e da
policlnica geral do Rio de Janeiro eme-
di:o aggrcgado do opital PMm II
desta cidade.
Consultorio, raa do Imperador n. bO, i-
andar, das 12 a 3 horas da tarde.
Residencia, Ominho Novo n. 169.
As operaeoes sao feitas sem dar, por
meio da cocana.
Consultas e operaeoes, gratis aos po-
bres \
Editaln.17
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco publi-
co que no dia 13 do corrento ir praca perante
a juntada Fazenda Provincial o servico da llu-
minacao nublica de IguarasaK relativo ao semes-
tre corrente de Janeiro a Julho, servindo de base
o prec de^OO rs. por lampeao.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, 10 de Janeiro de 1387.O secretario,
Alfonso de Albuquerque Mello.
Estrada de trro de Ri-
beirb ao Bonito
Por delibersc-lo da direetoria, chama e atteu-
cJo dos Sr. accionista qae anda nio realisaraoi
a 2 entrada do ua accoes constantes d.s caute-
las os. 16, 18,19, 28. 32, 47, 48, 59, 64, 66, 68,
69, 70, 75. 77, 79, 86 e 101, para o que dispoe o
2 n. 1 do art. 9 duz estatuto.
Kocif-, t) de Janeiro de 1887.
t O secretario,
Jos Bellarmioo Pereira de Mello.
Estrada 4e ferro do Ri-
beiro ao Bonito
Por deliberacao da directora sao convidados o
Srs. accionistas a realisarem no London 4 Brasi-
iian Bank, no praso de 60 dias, a contar de bojo,
a 4 entrada dd 10 o/, do vslor nm>nal de suas
acces, nos termos do nico do artigo 4o dos
estatutos.
Recite, 7 de. Janeiro de 1887.
O secretario,
J.is Bearmiao Pereira de Mello
'R
no dia 7 de Janeiro do corrente auno.
Ensina-se n'este collegio : pnmeiras
oortuguez, inglez e france* (fallar
lettras,
e escrever),
.01rr-,phia, bisoria,arithmetic, desenlio, msica,
Piano, todos os trabathos de agulha, e flores de to-

ia1 as especie.
Outrosim. tambem declara a todos os que qur
seram honrar o seu collegio com a preaenea de
Sus filhs ou tutelada, que as measal.dades se-
ri assim distribuidas : eosino primario loteroas
405; meio-peasiooisws 25.; externas 5*: *Mmo
secundario, internas 45#; meio-peos.on.stas d0* ,
etteroa 15$. tendo as meio-pensionuUs direito
penaa, papel, cnnra-, tinta, lapis, e a. internas di-
U.to o mesmo e roupa lavada e engommad-.
Roa Duque de Caxlas ^anMga do Qutimado)
n. 50, segundo andar.
' A directora,
Arma do Reg Barretto de Almeida.
prosa
pias e dictados,
declamacjlo. .
Lingua Iraoceza. Exercioos de leitu-
ra, traduccSo, cornposiyao e conversasSo.
Arithoietica. Exercicios de clculos e
problemas, systeroa mtrico.
2* serie
Lingna iDgleaa. -Exerci.-ios de leitura,
traduc^So, composs&o o oonversacSo.
Geometra plana. Noc3es geraos e pro-
blemas simples.
Geographia pbysiea e poltica com exer-
cicis as cartas o eepheras.
Lingua italiana-Exercicios de leitura,
tradcelo, composigilo e conversado.
Historia geral e especialmente do Bra-
lil.
Cosmographia.
Alm destas materias e de rabalbo de
agulha, ensina-ee deeenho e msica em
diss eepeciaes.
O estudo e observadlo convenceram a
directora de que o intrnate seropre
prejudicial s alumnas, e tende a des-
truir os lacos que devem baver entre pas
e filhas, pelo que o Lyceu s ace.ta alum-
nas semi-internas e externas
Os pagamentos serao regulados pela se-
guiote tabella :
Externas
Da curso primario 200000 por tritne
Do secundario 26,5000 por trimestre
Semi-internas
i ni remedio efflca (2)
BES NON VEBBA
Aob que soff.em do peito recommendamos a lei-
tura da seguinte publicacao do Sr. Jos Mara
Lopes, morador na liba dos Marinheiros, em frente
cidade do Rio Grande :
. Ha quatro anaos que fui eurado de urna
muito grave coformidade, resultante de um res-1
r' Sntia dor agudissima do lado eequerdo do
peito, tosse secca e urna fraqueaa excesswa em
todo o corpo.
Em oito meies de -.
dicamentos, nunca consegu obter allivio e cada
vez a molestia augmentava a ponto de me juiga-
rem perdido. _
a Encontrando-me com meu primo e amigo W.
Manoel doaqaim, residente no Povo Nevo, elle
acouselhou-me o uso do Peltoral de Cnm-
imr. do Sr. Alvares de S. Soares, de Pelotas,
Thesouro Provmciai
De ordem do Illm. Sr. inspector desta reparti-
cao, faco publieo que no da 13 io corrente me,
naga-s ai classes de gymnasio, scola normal
e casa de deten^ao, relativamente aos veneimeutos
do mea de Novemnro prormo passado.
Pagadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 12 de Janeiro de 1887.
O escriVao da despeta,
Silvino A. Rodrigues.
C. C. E.
Club ComsneTelal Enterpe
Saro dausanto
Para esta festa, que deve te* lugar a 5 de Fe
verero-proximo, rega-^e aos senhores socios oac
tratameoto com varios me- comprehendido no art. 52 des ^J?; a^
nuio de enviarem as suas notas de convites a esta
secretaria e de procuraren os ingresos em poder
do Sr. thesonreiro. .... ,j
Secretaria do Club Csmtoercial Luterpe, 12 de
Povo N*vo, elle Jaieiro de 1887.-0 1- secretario,
F J. Amonm.
(ompanhia dos trilhos urbanos
do Kecife a 01 nda e Bebe ibe
BanboM de Olinda
Em vista de reclamacao de varioj frequentado-
ree dos banho salgados das praias de Oliuda, im-
possibilitados >le irem actualmente morar naquslla
cidade, resolveu a directora dista companhia
crear urna assignatura meusal, especialmente para
os banhibUs, dxndo aireito a urna viagem redonda
por dia mediante o pagamento de 10*. Assigna-
tura que comecar a vigorar do da Io de Janeiro
de 3 887 at segundo aviso ; sendo que, para
maior VLntagem serieipeiido den dia em un-
te um trem extraordinario, sabido da rua da Au-
rora s 5 horas da maMrugaOa, parando apenas
as estacoes em quo eristiieai assignante*, e vol-
tando na mesma conformidade s 7 horas, de
Olinda. Os seuhoree banhistas terao tambem o
drreitode ir pelo trem ordinario das 5 1|2, do Re-
cife, assiin como de voltar pelo trem ordinario das
6 1|2 de Olinda ; sendo que oos tn-us extraordi-
narios serao tambem adunttidas as passagens
avulsas da 1 classu Ja nossa tabella.
Escriptorio da jompauhia, 24 da Dezembro de
1886 =0 gerente, .
A. Pereira Susoes._________
Banco do Brasil
Paga-se o 66 dividendo na razao do 94000
por aeco ; na rua do Commcreo n. 6, primeiro
and ir. ________ _________________
Compaa Sama Tbereza. empre-
starla do ataMeclmen< lu para a cidade de Olinda.
DIVIDENDO
De ordem da direct -ria comunico aos Srs. ac-
cionistas que no da 10 do corrente com car-se ha
a PMgr o 15. dividendo da c impsnhia, razao
de por cento. t
O paeamenco ser effectuado na roa do Impe-
rador u. 7a, segundo ndar. todo os d>as uteis,
at 15 do corrente, das 10 horas ;.o n.ei d'ahi em fiante em qualquer da til, das 8 s 1U
liors da manha. QO_
Escriptoiio do gerente. 4 de Janeiro d
elogindome muito este preparado e com effe.ito.
emdoiiB mezes de seu uso constante, restabeleci-
me de urna molestia qdu me levava a sepultura .
< O que digo verdade, e toda esta-dha o pode
afirmar, pois nella vivo ha mais de finta sanos,
onde tenho chcara e familia.
O leitor poder encontrar outros mudos at-
testados nos folhetos que acompanham ctda fras
co.
Deposito, nicos gentes e depostsnos geraes
em PernambuceFrancisco Manoel da Silva ot
C., rua Marques de Olinda n. 23.
A. "Pereira Simoes.
{}
II
MEDICO HOMEOPATHA
Dr. Baitbazar da Silveira
Especialidadesfebres, molestias das
crianzas, dj orgli rospiratano
seuhoras.
Prestase a qualquer chamado para
onda capital.
Estrada de Ferro do Reetfe a
Garuar
De ordem do Htm. Sr. director tace publieo que,
a contar do da 15 do correuto e emquanto a Unna
se adiar em Cascave!. os tren Me P- w-
carao na estacao de Tegip-.o sempre qu,- hov
passageros ou bigagens com destino ou
dtntes das esta cites, alm de Jaboatao; o > Secre
frendo, com isso, alteracao alguma o horem
V'lecretaria do Prclonge ment da Etrada de
ferro do Recite ao 8. Frace.sco e Estrada de
ferro do Rccife a Caruar, em 12 de Janeiro de
1887
O 1 escripturario scrvindi de secretario,
Vietaliano Ptrnambacano Ribeiro de bouza.
IRMANDADE
DB
W. s. da Cooceleo dos Mili
tares
De ordem do irmo vicepr. bidente, convido a
todos os no-aos irmos pa que reunidos no con-
sistorio da nosaa igreja pelas 6 horas da tarde do
dia 13 do correte me, procedam em mesa geral
eleicao da mesa regedora jue lem de tunccionar
Cc 1 no anno coinpioinisR*l de 1887-88.
!Fof Secretaria da irmandado de M. 8. da Conce.Sa(
I* ,__ M;i;....QJ a rtu .l.n.irs de lc8.
dos Militares, 8 de Jenera de lfc8<.
O secretario,
J.Aives Cavalcante.
AVISO
i
do )
" Joizo de paz da Boa-Yiagena
Paulo Baptista de Jess, 1 juis de paz do 4
districto da narochia de Nossa Senhora da Pz de
Afogados, ft.z sciente a quem ifcaP'
que aeha se no .xercicio das tunecoes do seu car-
' 7 do eorrento e dar audiencia s
, pelas 9 horas da manha na casa de
de Janeiro de
Escola Normal
go desde o dia
Do vcurso primario 25000 por raez.
Do secundario 30$000 por mez.
Rscife, 29 de Dezemoro do 1886.
Mara Olindna de Mello.
X
A


particular
de .slroeffo primaria para o
sexo masculino
CASA DE ENSINO MODERNO
36Boa- Velha36
O abaixo signado, participa ao MtiadVpU-
buco desta cidarte, que abri sua Escola par -
calar de instruecao primaria para o sexo masculi-
no 4 rua Velha n 36, (Boa-Vista) onde esme-
tt, te delica ao enaino de seus alumnos,
"Educa o instru a infancia pelo melhor systema
,1-a oruicL-s eollegi- da corte do .mpcr.o, onde
"m tempo demorou-e passe.o, cujo sys-
i T a Llioadeaa, c a vocacio,- paciencia
2 patria, da religiio e d* le-, e nm veladero
cdadao biasileiro. '_____. *.<,
E.pera -merecer a eotrnanoa e pratecc^o dos
nai e tutores das crean'* que que.ram provei-
\Z umr^pidt adiantement, d. eus hlhos ou tu
telados, eoin particwWr tcm le robusU m too
mataba
tentativa, todaviu
i
)
\DV0CACli
O co selheiro Dr. Manoel do]
Nascimento Machado Portella
contina no exer'dcio de saa
profissao de advogado podendo
ser encontrado em seu escripto-
rio a rua de Imperador n. 65,
andar, das 12 s 3 da tarde
\
41
Advogado
O Dr. Clodoaldo Lope mudou seu gabi-
nete de advogacia para ofredio n. 4, 4
rua Estreita di Rosario, e Um sua, resi-
dencia no predi-n. 40, rua da Palma
Todos rs chamadas devem ser diriga
dos pharroacia do Dr. Sabino, rua do
i Barao da Victoria^. 43, onde se indicar j
I | i sua residencia.
Licor depurativo vegetal iod^.o
DO
Medico QuinteHa
Este notabissimo depurante que vem precedi-
do de tilo grande fama infallivel na cura de todas
as doencas syphilitioas, escrofulosas, rheumataca-
e de pelle, com tumores, ulceras, dores rheuroati
eaB,osteocopase nevralgicas, blennorrhagias agu-
da e chronicas, cancros syebiiiticos, mflamma
ooes visceraes, d'olhoSt oiividos, garganta, intes
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simple?
ou diatherieos, assiin como na alopecia ou qnjda
do cabello, e as doencas determinadas per satu
racao mercurial. Db-se gratis folhetos onde se
encentrara numerosa exp ?rieneias feitas com est*
especifico nos hospitaea pblicos e muitos agesta-
dos de mdicos e documentos aarticulares. Faa-se
do eorrento e
! quintas-feras
sua residencia.
Estrada da Emberibeira, 10
1887
Paulo Baptista de Jess.
instituto Archeologlc geo gfa
phlc Pernambncano.
Qninta-feira 13 do corrente, hora do costuaie,
haver sessSo ordinaria. : '..
Secretariado Instituto Archeologico e Geogra-
nhCQ Pernambucano, 11 de Janeiro de 188b.
K Baptista Eegueira,
1* scretaiio.
OiTMcos" daCandi-
nha
A directora,desta socedade carnavalesca, con-
vida a todos o socios para se reunirem no da 10
do oorrence, na hora e lugar do costume 6mi de
tratarem de negocios relativos mesma socedade.
O secretario,
Mardacheu.
03 seus compatriota*
lsda seja- Nta
ue os *eus inesavis esforc-j, o s*0
oados aom f^tpjippro-
t kIos os filboa do impar

d S-i
Dr. Barrete 8ampaio, medico ocu-
luta, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, di coneltas de meio da s
3 horas da tarde, no 1. andar da casa
n. f>l rua do Bnro da Victoria, ex-
cepto nos domingos e oas saatibeados.
Residencia roa Sute de Selwnbro n.
34. Entrada pela coa da Saudade n.25.
descont para revender.
Deposito em casa de Pana Sobrino ^
Ba do Mrquez de Olinda n. 41.
Dr. Fernandes Barros
^v Medico
^^^Ep roa do Bom Jess n. 30.
.nsultaa de ueio dia i 8 boraf.
tiesideneia rua da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
N. 3. M;iis se tundes filhos debis que
por ialta de. appitite estilo dosntes, de-
lhes a Emulslo da Scott
E' maravilhoso come em pouco tempo.
> toroaretu-na, rcatabslecem-so o como
aesaperam a energa e a-sade.
Ao publico
Os abaixo assignados, tendo registrado e depo-
sitado as suas marcas industriaes e rtulos das
suas preparacoes na junta commerciai do^Klb de
Janeiro de eonf rm-dade con as presenpcoe das
leis do imperio do Brasil, declarara e participan
aos interesaados, que como nicos propnetarios,
tem dimito exclusivo de usar as maress ndus-
triaes e rtulos relacionados com. manufactura
tabricacSo e venda das s-guin es preparabas ;
Agua de Florida de V urray e Laman.
TonlCJ Oriental,
feitorul de Aneil)Uita.
Pattilhas V-rmifugas de Kemp.
Oleo de figado de bacalhao de Lanman & KemE
Emulsao de oleo de figado de bacalhao com hy
pophoaphit" a, de Launam & Komp.
Salsaparrilha de Briatol. .
Extracto duplo de avelera mgica de Bristol,
ungento de aveleira mgica de Bristol,
e aal pnrtanto, perseguirn a todos os falsificado
res ou imitadores das d.tss marcas mdustnaes e
rtulos, procurando que sejam castigados com teda
a ieveridade da le. __ ,
Tambem acautelamos o publico centra todos
acuelles que intentara substituir as nossa prepa
racoes cima mencionadas com artigos fal
que levam rtulos oa- marcas
tain as nossos.
Lanman as Kemp.
Gabinete ~Portuguez de
Leitura
De rrdem do Exm Sr. Visconde da Silva Loyo,
presidente da assemb'a geral, convido oai seiih,-
es socios accionistas a reunirem se na sedo o-
Ital no domingo 16 do co, rente, as H hora, d
manha. afim & proceder-sc a leitura do relatorio
da arectora e eleicao da commisso do examj de
Secretaria do Gabinete Portuguez
em Pernambuco, 11 de Jane-ro de 18i.
Sos da Silva Bodrigaes.
matriculas
Por ordem do Sr. Dr. director, e em observancia
da disposieao do art. 7 do regiment interno de
17 de eumbro de 1880, fa.se publico a quem
interessar p..sa, que as matriculas deste.curse. es-
tars abertos desde o dia lo do eorreote at 3 de
Fevereiro prximo. An
Os r.querimeotos para matricula no 1 anno do
curso deverao ser instruidos com os documentos
^"'crtidao de idade maior de 18 anuos para os
alumnss do sexo masculino e de 16 para os do fe-
"""""certificao ou titulo do approvac&o em ra-
me as escolas publicas de instruccao primaria.
3 Poiha corrida ou certidao de oao haver sot-
frido condemosco por algu.n dos crimes que po-
pem motivar ao professor publico a-perda da ca-
T*' AttesUdo de moraldade passado pelo paro -
cho'ou autoridade, quer policial quer luterana da
freguesia em que residir o peticionario.
Os matnculandos que nao poderem exhibir titu-
lo legal de exame em etcola publica de ensino pri-
mario, deverao inscrever-se para c wmea de d-
^iao de que tratara os arts. <5 a 77 do citado
ree mento, oqquc conecarao no d.a 24 do corrente.
pTra as matriculas do 2' e 3 annos, basta que
as petice. sejam documentadas com a certidao de
approvaco no exsme do anno precedente; guar-
dada a AVtriccao do art. 21 do j menc.ouauo re-
gSetaria." Escola Normal de Pernambuco,
10 de Janeiro de 4887.-0 secretorio, ^^
De ordem do Illm. Sr. inspector, e de conformi-
dade com o aviso do Ministerio da Guerra de 22
de Novembro ultimo, faco publico que no dia 30
do oorrente, perante sosso da junta, se rece-
ben. propostaB em carta fechada e sellada, pura a
venda de 12,513 pares de calcado manufacturados
no presidio de Fernando de Nor>.nha c existentes
no Arsenal de Guerra, onde poderlo ser examina-
dos pelos proponentes, mediaste permssau do
respectivo director. ,
Thesourana de Fazenda de Pernambuco, 22*d.;
Dexerabro de 1886.O secretario,
Luiz E. Pinheiro da Cmara.
Arsenal de Guerra
Oeon8elho de compras recebe propostas no dia
20 do corrente at s 11 horas da manha, pata a
cjmpra dos artigas seguintes :
Aniagom para intretella, metros
Algodo mesclado, metros
Arreio para carroca
Bata encarnada, metros
Bonetes de panoo msela, para msicos
Bonete de panno, sem rala e sem listra
para sentenciado
Bata azul, metros
Bornaes do brim para vveres
Balanca de cima de mesa, com pesos at
10 kilos
Chapeos de Braga, com a legenda S
Casen.ira branca, mitro
Cadeiras de braco, de Jacaranda
Cintuioes com ferragens e pelas iguaes
ao figurn"
Cartuxeiras de couro, idem, idero
Crrelas para eautis
Correias para capotes-ternos
Corrcias para mannitas de urna praca
(pares)
Canudo de tolha para inferior
Canecos de mtal branco
Esteiras de palha
Espada com bnnhas, para msicos e
iguaes as qae usara os batalhoes
Flanella de alvadia, metros
Guardafoixo, iguaes ao figurino
J.-irro de leu^a
.lrra9 de barre-com torneixas
Latas grande* de tolha, para aparar es
no coador
Mt-ias de algodao (paroE)
Marmitas-Se folba, do ama-araca
Marmitaes detdita para rancho
Oleados esposo3 de 6 metros de c?inpri-
mento para mess de rancho
PatrouM tie couro, igBses aofagunno
Pallas de sola, para cinturbes
Sargelim de cor, metros
Serrote para carne
Tamancos, pares
Prevne-se que nao sero tomadas em
racao as propostas que nao foram feitas na torma
So art. 64 d regulameuto de 19 de Outuhro da
1872, em duplicata, com referencia a um artigo
mencionando o nome do proponente, a indicacao
da cisa commercial, o preco de cada artigo, o nu-
mero e marca das amostras, declaracao eipresea
de sujeitar-se 4 multa de. 5 >.. no caso de. reeu-
Bar assignar o contracto, bem como as de que tra-
tara os arts. 87 e 88 do regulamento citado
Secretaria oo Arsenal de Guerra de Pernam-
buco, em 10 de Janeiro de 188T.
O secretario,
Jote Francisco Ribeiro Machada.
36
513,70'
i
07,50
' 10
1
7
3'jr,
l
13
1,60
4
40
40
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a
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3
14
6
1
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ti
16
3i
4-:
51
1
10
conside-
t.otnlH and Braslllan a
Limited
Rua do Commercb n. 32
racca por todos os vapores sobre as cu-
as do mesmo banco em Portugal, sendo
m Lisboa, rua dos Capoistas n 7& iNo
Porto, rua dos Inglesen.________
GiiR alpsliiMe,
AGENTE
de Leitura
Instituto dos Professores de Per
nambuco
De ordem do Illm. Sr. presidente dete in.titu-
to, convido aos eenhorc socios pra ae rennircm
em assembi* geral, as 10 horas do d.a 13 do
eorrento, afim deeleger-s, o conselh,, alm.n,,-
trativo que tem de d.r.g.r aata soc.^ade no cr-
rente auno. Kecife, 10 de Janeiro de ld8i.
Antonio Jo'viuo da uusecs,
% secretorio servindo de 1"
lospecteriaiie hygieue
sanitario vigente sao convidados os Srs. medie:
Ph maceutios, dentistas, e parteirns a mandare
eta Inspectora es seus dep orna, ou titu.os
afiradesererar-gistrados, era eiclusao dos que
U o houverem feto na eitiucta In.peotoria de
au!le pubea, visto o citado rcgulamento ter dado
nova forma a ditos registros.
IusK-ctoria de bygiene de Pernambuco, 8 de
Janetpdel887, O ecret^rio,
Guilcrme Duarte.
Miguel Jos Alves
N 7-RUA DO BOM JE8US -N
scKiiro mrlsa e ierre
Nestes ultimo a ume ooapsniua ae.ta^proc*
que concede osSr. wgorad. impelo da pag
Luto de premio em cada -o aao, o_ qm
equivale ao d<-iconto de rra ds 15 per canto a
avor dos aegerados. ___ ___________^.^
CONTRA jm
The Liverpool k London & W
iNSMRM mmm
Lotera de 4000 coitos
A grande lotera de 4000 cont, m
fica tfansferida para o dia 14 J^'
impreterivelmcot.', nos termos do despacho do
Esm. Sr. presidente, de boje
Tuesour4ria das Lsten-s pM o fundo de
emaoeipacao e tnMtm da Utoaa Isabel, 14 de
ndutrlaes que imi- Deaembrj de Ib
Abertura das escolas
. publicas
De-ordem do Sr. Dr. inspector gersl da instruc-
cao publica, faco .abrr ao Moborea profsiores
nubicos de instruccao primar.a, que appronman-
do se o ata em qu-, de conf .rmidade cora o art.
S7 do regimtnto da antes publica, devem ser
estas reaberta, ^icced ndo que, em albina,
alidada, por t < ..fesseres, deiaando elle s de com.car peu. toaba,
cia marcado, t,m ..esta data. eq*eila
por circular dirigid* aos delegados
r^commendado a rtrieta observneia
O tb'noureiro,
pri
Iboi no
wtoridade, por circular dirigid* aos
Iliterarios, r.commendado a rtricta <
do citado artigo do regiment, e aalo p.osente
edital bO dirige igr-al recommtndavio* a todoi os
prof.ssore que reuem escolas publicas^
Secretaria da Instruccao Publica de Pern-imbu-
co, 5 de Janeiro de 18S7.
' O secretarle
f crjenMO S. de Araitjo Galvao.
Sortb British & Siercane
CAPITAL
t:OOO.OOo le libras sterlina
AO EN 1 ES
Adomson Howie &
NORTHERN
de fiOndresi e
pontea Bnaocelra (Oe*
Capital oubsetipto >
Fundos accumulado &
Reeella annoal t
Di premio* contr tego x
Dn premios sobre vidas
De iurds
Aberdeen
abro IS&)
3.000.000
3.134,348

rua couiBaaoo '**
577,330
191,000
132,000
O AaKKTK,
JoJm H- Boxuxll
/

I
'r
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I .


i
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I


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d F Hco(tilinta





SEGUROS
martimos contra fogo
CoHpaahla Pheolx Per-
nambucana
Ruado Commercio o. 8
mmSk
Companhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelcida emis55
CAPITAL 1,000:000
SlNISTROS PAGOS
At Si de dezembro de ISS4
Martimos..... 1,1(0:000^000
Terrestres,, 316:000^000
41Roa do Commereloy
(JOMPANHIA
|MPERIA
DE
KUI'RON CONTRA FOGO
EST: 1803
Edificio* e mercadorias
Taxas baixas
Pronvpto pagamento de prejuizo
CAPITAL
fia. 16,000:000*006
Agentes
BROWNS & C.
N. r\Ra do CommercioN. 5
EMPREZA DO GAZ
Pede-se aos Senho
res coDsumraidoi'es que
queiramfazer qualquer
comunicaco ou recla-
mar'), seja esta eita no
escriptorio desta empre-
sa na do mperador n
29, oiide tambem se re-
ceber? qualquer conta
que queiram pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Senhores
Hermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Ol-
venle guando or pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
tius Gar.valho.
Durante a auzencia
do a ba i xo as signa do na
Europa todos o $ recibos
dessa einpreza deve-
roserpassados cmta-
loes carimbados e fir-
mados pelo Sr. Samuel
Jones scn o que nao
tero valor algum.
George Windsor,
THEATRO
DE
VARIEDADES
. Companhia
Lyrica de operetas, italiana
Dirigida pelo distincto actor cmico
cezare ficha
HOJE
Quinta-feira, 13 de Janeiro
Pela primeira vea nesta poca a magnifica ope-
reta bufia em 3 actos e 4 qcadros, msica dos ir-
mos liieci, intitulada :
CRISPINO
A
COMADRE
Preces e horas do costume.
Bonds para Magdalena, Fernatdes Vicira e
Atogados.
Trcm para apiparon.
MARTIMOS
Companhia Uahlana de navega
eao a Vapor
Macei, Villa Nova, lrenedo, Aracaj,
Estancia e Babia
O vapor Sergipe
Ccmmandante Pedro Vigna
Segu impreterivel-
iocnte para o partos
cima no da 15 do cor-
rente, iii 4 horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/2
dia do dia 43.
Para carga, passagens, encommendas e dinheirc
a frete 'racta-se na agencia
7Ra do Vigario 7
Domingos Alvos Matos
CUIGEtRS IEIHIIS
Companhia Francesa de Saveas-
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro c
Santoa
0 rapor Vle fie
Uomiuandante Henry
108
oUa commerclal le fernam-
l>uco
RECIFE, 12 DE JA EIRO DE lt7.
As urea horas da tarde
'-'otacots 'Jiciact
Cambio sobre Hamburgo, vista 532 rs. por K.
M., do banco.
Cambio sobre Paria, vista 429 rs. o franco, do
banco.
Cambio sobre Lisboa, vista 141 0/0 de premio,
da saco.
O presidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U secretario.
Eduardo Dubeux.
aSNWMENi^ PBLICOS
Me. e Janeiro
ALFANUEUA
tVMCDA OKBr-
Dc 3 a 11 2:95:136J36G
m u- 12 65:938157
__>a raov-.BC i al
De a 11
!em o* 12
'.!
47.109*323
8:4014253
361:074*523
55:510 576
acia
ifCMMxtmitDe 3 a 11
>ad u d 12
C insciino PsormciAt. Do 3 a 11
dem da 12
Re .ira DEAvuAaa"'e 3 a 11
(desda 12
416:585*099
11:939*773
2:822*532
14.762*305
68:171272
6:1624472
74:336/749
2:4634107
174*176
"2:6374283
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Lugre ingles Mormng Star, entrado ce Ttrra
Nova ni dia 11 do correte a consignado a 8aun-
ders Brorthers & C, manifestin :
Bacalbo 3,000 barricas e 1,400 meias ditss acs
consignttarioa.
Patacho inglez Messes Parnone, entrado de Ter-
i Nova no dia 12 do corrente e consignado a
iunders Brothers & C, mamfestou :
Bacalbo 2,061 barricas"e 770 meias ditas aos
Consignatarios.
MOVIMENTO DO PORTO
2avio8 entrado no dia 12
KklO dias, vapor inglez Anerley,
E' esperado da Europa
at o dia 17 de Juncn, =c
guindo depois da indispen
savel demora para a Ua-
iiia. Klo le Jatzeiro
e Kaniw.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p "lo?
I vapores desta linha,queiraro apresentar dentro de ti
j dias a contar do da descarga das alvareng.
i quer reclamacao concernentc a volumes, quo po-
I ventura tenbara seguido para os portos do Hui.uhu
de se poderem dar a tempo as previdencias neces-
sarias.
Expirado o referido pras a companhia nao s
responsabilisa por extravio*.
Para carga, paisagens, eucoinmendas e dinbeiro
a frite: (rata-se com o agente
Augusto. Labille
_________9 RA. DO COMMERCIO 9_________
CUMPA Mil 4 PKK> 4MHLCA*4
DE
ftavegaco cosleira por vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
O vapor Pirapama
Commandante Carvalho
Segu no dia 20 de
Janeiro, s 5 horas
da tarde.
iecebe carga a ti o
Idia 19.
Encjinmendaa, passagens e dinbeiros a frete at
as 3 horas da Urde do dia 8.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Ptrnambucatta
n. 12
de 1256 toneladas, capitao Richard M.
Cox, equipagein 25, em lastro a Box-
^ wel & C.
Serra Nova -16 dias. Patacho ioglez Ro-
sevear, da 167 toneladas, capitao M Par
sorx, equipagein 9, carga bacalbu, a
Saunders Brothers & C.
Rio Grande do Sul 31 dias, escuna allo-
ma Fritz, de 95 toneladas, capitao F.
David, equipagein 5, carga fariuha, a
Pereira Carneiro C.
Macu8 dias, hyate nacional Adelina dos
Anjos, de 85 toneladas, mettre Monoel
Francisco Mouteiro, equipagein 5, carga
varios gneros, a Manoel Jos da Cunba
Pon tes.
Rio Grande do Norte11 dia, Iiyate na-
cional Camelia, de 85 toneladas, luestre
Manoel Antonio da Silva, equipagein 5
carga diversa, a Manoel Joaquim Pes-
8a.
Santos 22 dias, barca norueguense Eliezer,
de 347 t)neiiiiiaa, capitao J. N. Kund-
sen, equipagein 8, em lastro, a H.
Lundgren & C.
Rio de Janeiro-25 dias, barca norueguen-
86 Gordon, de 757 toneladas, capitao J.
Gunderson, equipagem 13, em lastro, a
Borstelman & C.
Sahidos no mesmo dia
New Yor por escalaVapor inglez Bona-
vista, commandante D. Anderseo, carga
varios gneros.
Rio Grande do SulBarca nacional Ma-
rio Angelina, cnpitao Mano.-l Joaquim
MendeB, carga assuc.ir.
Rio Grande do Norte Barca norueguen-
se, Mazar, capitac J. Christiansen, em
lastro.
Rio de Janeiro Brigue inglez, Brother,
capitao J. A. Wilbert, carga bacalhu.
MacuHyate nacional Irez mestre Fran
cisco F. de Araujo, carga diversa.
C'ompont; Brji'ileLra de mve-
oa Va^or
POKK)S DO NORTE
O vapor Para
Commandante o 1 tenente Cario An-
tonio Gome
E' esperado dos portos do sul
at o dia 17 de Janeiro, e
seguir depois da demora in-
? dispensavel, para os portas
do norte at Manos.
Para carga, passageas, encoromenda valore
tracto-sena agencia
PRACA do corpo SANTO N. 9
PORTOS~DO SUL
O vapor Pernambuco
Commandante o capttSo de fragata Ped o
Hyppdito Duarte
E' esperado dos H>,rt.8 do
norte at o dia 14 de Janei-
ro e depois da demora in-
dispcnsavel, seguir pura
08 p'-tn8 do sul.
Recebe tambem c*rga para Sauta Catbarina,
Graude d> Sul, Pelotas e Porto Aiegrc,trete mo-
dic .
Para carga, passgens, cncommeudas e valores
trato-ae na agencia
PRACA DO CORPO SANTO N. 9
timied States liil Brasil S. 11
0
E' esperado dos ponos de
sul at o dia 27 de Jnnpiro
depois da demora necesaria
seguir para
Haranho, Para, Barbados, A
Thomaz e .\ew-Vork
Para carga, passagena, encommendaa tracta-
1(> com os 1
AGENTES
Henry Forster k C.
N. 8 -- RUADO COMMERCIO N. 8
/ andar
O vapor A-drance
Espera-se de New-I'ort-
News, at o dia 28 de Ja-
neiro o qual seguir '.<:
da demora necessaria pura u
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encouimeudas e dinheim
a fre*^:, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster & C.
N 8 RA DO COMMERCIO 8
!. andar
COnPAKiUlA
VAPORES EaPERADO
Pernambuco do norte
S. Franciteo
Rio
Araucania
Para
Principe do
Para
Vle de SanU*
Niger T
Cear
La Plata
Pernambuco
Espirito Sanio
Trent
Grao
do sul
da Babia
da Enropa
do sul
da Bahia
da Europa
do sul
do norte
da Europa
de Hamburgo
do norte
do sul
boje
hoje
tu'je
a 16
a 17
a 17
a 18
a 21
a 23
a 24
a 25
a 27
a 29
nt.V*M-llt..M
DE
ftavcgaeo C os tetra oor Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, l'enedo e Aracaj
O vapor Mandahu
Commandante Mafra
Segu no dia 13 dt
Janeiro, as 5 bur.it
da tarde. Recebe
:arga al o' dia 12.
Encoinmcndus passagens e dinlieiros a frete at
s 3 horas da tai de do da da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Femambucana
n. 12
COHPAN1IIE DKM MEStSAUB.
re n.niiTincN
LINHA MENSAL
O paquete Niger
Commandante Baule
E' esperado dos portos de
sul at o dic 21 do corrente,
seguindo, depois da domora
do costume, para Berdeaux,
tocando em
Balsar c Lisboa
Lembra-se aos senbores passageiro de todas
classes que ha logan-s reservados para esta
agencia, que podein tomar em qualquer tempo.
Paz-se abatiment de 15 % em favor d*s fa-
milias composta de 4 p-8so8 ao menos e (pe pa-
garem 4 pastagens inteiras.
Por excep<;o os criados de familias que toma-
rem bilbetes de proa, gosam tambem d'este abati-
mento.
Os vales pos taca b se di at dia 19 pagos
de contado.
Para carga, passagens, eucoinmendas ; dinheiro
frete: tracta-se com o
AGENTE
4uguste Labie
9 RA DO COMMtiiCIO-9
C DE
.Vavcgaco Costeera por Vapor
Fernando de Noronha
O vapor Giqu
Co mmandante Lobo
Segu no dia 14 de
Janeiro, pelas 12 ho-
ras da manha.
Recebe carga at o
Idia 13.
horas da inanha do dia da
*a
Rio Grande c Poft
Alegre
Segu com brevidade par es-
tes nal, de primeira clssc : a tra-
tar na ra do Marques de
Olinda n. 4.
LEiLM
Leilo
De urna caiza com 25 pecas de fnstSo, 3 prcas de
panno proprio para rede e 30 duzias demeiss
de cores para horneas.
Quinta felra 13 do eorrente
A's 11 horas
Na ra Estreita do Rotario n. 24
O agente Modesto Bxptista far leilao do que
cima se declara, por conta e rieco de quem per-
tenec-.
Leilo
Da
2 vaccas da trra muito mansas, 1 uoviiho e
1 carneiro manso, proprio para enanca
Em coutinukco
De 1 piano do fabricante Henry Hers, 1 m1 i-
lia de amarcllo a Luiz XV coin lampo de pedrx,
camas francezas, marquezoes, guarda vestido, 1
mesa grande com tampo de pedra, r-'gi.itro e en-
ennament') de gaz, 1 cofie francez, qnadros, ri-lo-
gios, jarro?, espelhns, miudezas u multos i.i.'.i o.-
srtigos.
Quinta-feira 13 do corrente
A's 11 horas
No armszcm da ra do Marques de Olinda
n. 19
Por inirvciiciio do afate
Gusmo
Leilo
De ama armaco, balcao. fazendas, miudezas.
mobilias novas, guarda-vestido, io sa elstica, 12
cadeiras de junco, guarda-louca, estantes, cadeiras
de amarello e pao carga, 2 cadeiras de b.ilanco de
Jacaranda e remites movis avulsos, vinho ere bar
ria e garrafas, cerveja, genebra, louca, vidros, en
pelhos grandes e pequeuos, e jarros, no armaztm
A' ra de Pedro Affonso n. 43
Quarta feira, 13 do corrente
A's 10 \\2 horas
Agente Britto
Agente Pestaa
Lelilo
De uid excellente boi com urna carrofa,
pertenernte ao espolio do subdito portu-
gus Ign.'.i i-i Joaquim da Rocha.
Quinta-feira 13 do coi-rente
A'* II boras em ponto
Na ra do Vigario n 12
O agente Pestaa, autorisado pila Erm. Sr.
Dr. juiz de direito de orphaos c ausente, a leque-
runeuto do (Jonsul de Portugal, vender nu da e
bcra cima mencionado, 1 boi com carroca peiten-
cente ao espolio do subdito portugus, Ignacio
Joaquim da Rocha.
Leilo
De um sitio cem mil e tantos palmos de tiente e
oulro tanto de tundo, paite arborisado, com ria
cho no fundo em tuda a extensao, com banhci-
ro, porta d'agua, tem propoicoes para baixa de
cap'm e criacao de vaccas, com'uma easa de
pedra e cal coin 3 salas, G qiartes e c cheira,
cosinha ira, na estrada do Arraial, perto ca
esU;o da Casa Ama re I la.
tlninta-felra 13 do corrente
A's 11 horas
Na ra Estreita do Rosario n. 24
O agente Modesto Baptista, autorisado, far
leilo do sitio cima e dar as informa (des preci-
sas ._______________ __________________________
Leilo
Agente Britto
De 3 bois gordos e roan>oe, 2 carrocas de
4 rodaB e I d- 2 rodas, todas en per-
feito estado.
O geme cima a alindado do Exm. Sr. Dr.
juiz de direilo e da provedoria em sua presenta,
e a requerimento do inventarame o Sr. Aulooio
Jos Ferreira Refinador, levar a leilo os referi-
dos bois e carrocas, pertencenies ao acervo de
Autoni.i Pereira de Sampaio.
Sexta felra, 1* do corrente
A's 11 horas
Ra da Palma n. 31
Leilo
ii
Passagc ..s at as
partida
ESCRITORIO
caes da Companhia Pereaabv-
cana n 1_________
Pacific Sieara [\ia\iationConipan
STRAITS OF MAGELLAN *LINE
O vapor Araucania
E* esperado da Euro-
pa ate o dia 16 de Ja-
neiro, e seguirA de-
pois da demora do eos
me para a
Baha, Rio de Janeiro e Valpa-
ralzo
Para carga, pussagens, encommendaa e din-
heiro a frete tractR-secoro os
AGENTES
Wllson Sons fe C, Limited
S. 14 RA DO COMMERCIO N. 14
Da cas terrea no be eco do Veras n. 1, em solo
proprio, pertencente ao espolio de Jos Al-
banla.
Sexta felra 14 do corrente
A's 11 horas
Ra do Imperador n. 22
O sg.-ne Stepple por mandado e ussisteocia do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito privativo oe orpbos
r husentes, a requerimento do cnsul de Portugal,
levar a leilao a casa terrea n. 1 no becco do Ve-
ras, em solo proprio, pertencente ao espolio de
Job Pinto de Souza, conbecido pjr Jote Alaba-
ma. Os prctendentes desde j pode-" examinar s
dita cusa.___________________________
Ultimo leilo definitivo
Da importante pharmacia e drogara sita
ra do BarZo da Victoria n. _5, perten-
cente r_a8sa fallida do J. C. Levy
<_ C.
Sabbado, de Janeiro
A' 11 lioras
O agente Gusm", autorisado por mandado e
com assistencia do Exm. Sr. Dr. juiz de direito
do commercio, a requerimento do Dt. curador fis-
cal da maesa fallida cima mencionada, levar a
ultimo leilo a sopra-dita pharmacia e drogara,
servindo de base a efferta de 30:0j0f0Q0, cojo
leilao foi adiado para sabbado, 15 do corrente, por
despacho do mesmo juiz a requerimento do Dr.
curador fiscal da massa.
g .les salas quintal
de PortS, ra do Pilar B. 66, taverna,
nol* da aaiS, ou depoi* 'das 4 horas
com 3 quartos, _
a tratar em Fra
at as 11
da tarde.
O abaixo Resignado possue urna propriedade
de trra com 800 bracas de testada e mais de
rneia legoa de fundo, contendo na mesms proprie-
dade tres olhos dVgua pftmauentes, e tambem
bastantes arvoredos frucjilos, de diversas qua-
lidades. Dita proprieoade sita na Can&fistula da
villa do Pillar de Tuip,* na provincia da Para-
byba ao Norte, um quarto 'de legoa para o povoa-
do de Canafistula ae Jouo Goucalves. Acha-se
tambem no mesmo terreno Una enea de tena e
taipa, sendo o terreno coberto a maior parte de
mata e cspneiro grosss um acude : quem pre-
tender comprar, dinj* se ao abaixo assiguado, na
mesma propriedade, que achara com quem tratar,
e preco rszoavel.
E8tevo Al ves de Araujo Pereira.
' Prccisa-se de urna senbora solteira ou viuva
para morar com familia nos arrabaldes desta ci-
dade, e lecciouar portuguez, raucez, piano e ser-
vidos deagulbi ; tralA-se na ra da Mocda n. 9
ou nos AfHictos n. 13
Precisa se de urna boa cosiubeira ; na ra
da A:rora n. 81, 1 andar.
JJ- Vende se a taverna sita travessa do Prio -
epe n. 12 ; a tratar ni mesma.
= Vende-te uina pbannacia regularmente mon-
tada, estabelcida em Ipoju^a ; a tratar na mesma.
Precist-se de urna ama para cosiubar ; no
pateo do Tere, i a. 32.
A!iiga-te a casa da ra do Caj n. 2(5 : a
tratar na ra do Sebo n. 86.
Vende-se portoes de ferro, gradramentos
para muros, jurdios c trrico, bandeiras rie ferro
paraporto, de differen'es mdulos, ditas de arcos
pa para portas de ra, dobradicas de chumbar,
gallinheiros de trro, carrocas para boi e cavada,
fermlhos grandes, rodas para carracas e carrinhos
de slfandega e de m ; no largo das Cinc Pon-
tas n. 4, defronte do qnartel.
Barbeiro
Precisa-se com urgencia de um official de bar-
beiro, perito em seu trab.:!ho ; na roa Duque de
Casias n. 18.
.aiVli
^|Ma ra da Unio n. 31. precisa se de urna ama
para cosiubar e mais serwco d'aestico, c ae outra
para menino.
A na
Precisa-se de nina ama para engomnibr ; na
ra Imperial n. 4i.
Para escolas coegios c aulas
pjirlicuiar^
Eucontram-;e venda, a retaiho e CO grorso,
com iuiportai.r- o abatimentof, todos os
I,i\ ron. escolaren
No armazem de G. La norte & C, wja do Impera-
dor u. 4t. \

C*Actu>0ue e?7Zic&
y y y > '
/>*. fj ^/ rm&i*/,46s<f*ft
'' *- --* ,
te?iX-~Sists eJ&sAzt ty*tfA,DrotukiXA, Cxnnati
VdWiitnaiw pu t
tCLCJ+ *

*%_f_fn_65f>a.
Jomiulna nodrigaesj M. de
Olivcira
Thomaz de Oliveira, anda ferido domis dolo-
roso sentimento, convida a todos os seus pnrentes
e amigos para assistiren as mistas que manda
ecsarpor alma de sua idolatrada eepoaa, 1 anai-
versario de seu passamento, na matriz de N. S. da
Graca, sexta fcira 14 do en rente, pelas 7 horas
da manh, antecipando seu eterno reconbeciment
a todos que comparecerem a este acto de reli-
gio^______ -
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se o 3" andar da casa n. 8 ra da
Imperatns, excellente morada ; trata-so na ra
do Imperador n. 61, 1* andar^________________
Aluga-se casas a 8VJl>0 no becco dos Coi'-
ihos, junto de S. Goncao : a tratar na ra dx
linperatris n. f6. ____
__ Precisa-se de perfeitas costureiras, paga-se
bom ordenado ; na ra do Imperador n. 50, pri-
in iro andar.
0 vapor ioglez "4i chitecl''
seguirn-stes diaspara o Rio de Janeiro e San-
tos, recebe carga e encommendas a frete mdico ;
a tratar cotn os consigastarios Johnston Pater &
C-. roa do Commercio n. 15.
Segu com brevidade para os portos cima, a
barca portnguexa Novo Silencio ; para o resto da
carga que falta, trata-se com Baltat Oliveira &
C, rus de Vigario n. 1, 1- andar.
= Aluga-se o 2 andar da casa do Pateo do
Corpo Santo n. 17, sendo muito fresco e com bs-
tanles commodos para familia, acba-se todo con-
cortado, caiado e. pintado ; a tractar no 3o andar
da mesma.______________________^__________
Aluga-'e o l' andar do sobrado n. 23 rus
da Peuba, com agua e gaz, e muito perto do mer-
cado, o qual acba-se limpo por ter sido caiado e
piulado ltimamente ; a tratar na ra do Impe-
rador n. 31, armasem do gaz.___________________
Urna senbora habilitada propde-se a leccio-
nar primeiras lettras, grammatica, aritbmetica,
te,, em algum eugenbo : na ra Imperial janto
ao n. 146. ________________
Ahigaseo-2- e 3- andar (juntos ou sepa-
rados) da casa da ra larga do Rosario n. 37,
esquina defronte da igreja ; a tratar no pavimen-
to terreo, loja de cabelleireiro. ^____
Aluga-se o armasem e 1
Imperador n. 39 ; a tratar com
Gomes Ferreira.
andsr ra do
Luis de Moraes
Lucio da Silva Aulunes
Mara Francisca de Olicira Antunes, seus fi-
Ibos, filbas, enteados, genros e noram, convidara os
seus prenles e amigos, e acs o seu prezado filho,
rmo e cunbado Lucio da Silva Antunes, falle-
cido no dia 9 do corrento, para assistirem s mis-
sas que mandam celebrar, sabbado 15 da correte,
s 8 horas da manha, na matriz da Boa-Vista,
pelo que antecipam os mais sinceros agradecimen-
tos., Aproveitam a occaso, para manifestaren] a
todas as pesssas, que se dignarais assistir ao en-
terramento do fallecido, a sua eterna gratido.
Recite, 12 de Janeiro de 1887.___________
^
'>)
r.iscio da cilva .intpnen
leeDtl de Figueircdo Antunes manda celebrar
no da 15 do corrente miz urna missa pelo t-t- rno
repouso de seu presado espoto Lucio da Silva An-
tunes, na igreja do Monteiro, peina 8 horas da*
manh, stimo dia do sm passamento, e convida
a todos os parentes e amigos para astistirem,
pelo que desde j se enfessa grata.
Joac luao de Amorim
Anna Marques de Amorim, seus filhos e seus
genros, convidara aos seus parentes e amigoi do
seu fallecido esposo, psi e sogro, Jos Joo de
Amorim, para assistirem as missas do 1' annivi r-
sario do seu fallecimento, que tero lugar na roa
tris do Corpo Santo, s 8 boras da manh de
sabbado 15 do corrente, agralecendo desde j a
todos que comparecerem a esso acto de religio e
caridad e.
g proprietarra^es-
tao preparados para
supprirem coks (car-
vo) por prec,o mode-
rado, entreg-ando-se o
mesmo as casas das
pessoas, que compra-
ren! de 10 saceos para
cima,e tambem se ven-
de em saceos avulsos
na Fabrica do Gaz ou
na ra do Imperador
n. 29.
O carvo fke sem
duvida nenhuma um
perfeito desinfectan-
te ; na sua combusto
nao faz fumaca que in-
commode, e nenhuma
outra substancia soli-
da combustivel pode
ser comparada com o
mesmo em economa
efficiencia e limpeza.
E tambem especial
para qualquer fogo,
forno, ou caldeira a
vapor que tenha cha-
min.
Vende-se do mes-
mo modo alcatrao
(Tar) em latas, bar-
ris, etc., etc., que de
grande valor, espe-
cialmente nos climas
quentes, como este
para perservago do
ferro, da pedra, tijo-
los, ladrilhos, asphal-
tos cu para effeitos an-
ante -spticos.
Outro fcim, ha a ven-
da, por pre^o muito
diminuto agua de
amonio, que o me-
lhor preparado para
destribuic,o das sali-
das, formigas, tem a
mesma benfica e di-
recta influencia sobre
a vegetacjio supprin-
do o mais salutar ele-
mento fertilisante.
Qualquer informa-
gao de presos e par-
ticularidades se obte-
ro na Fabrica do
Gaz, no escriptorio
ra do Imperador n.
29 e pelos nmeros
telephonicos 39 e 40.
CADET
CURA
.CERTAtlNFALUVEL]
em TRES DIAS
[PtBDenai!
pars
DtpQtos as principaes Pharmacia*.
Em Pernambuco :
PRANo M. da S1UVA a C

. *



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s
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' M-J.



Diario de Pernrabuco-4ainta..fcra 13 de Janeiro de 1887
i
CXTRA
DA

]S
l
10.',serie da 24 lotera que se wltjiliir mi igreja da Conceif aodos Militares
EM 17 DE JANEIRO AS 4 HORAS
SOB O SEGUINTE
PARA EXTRACCO DH LOTERAS NESTA PROVINCIA
i f-muii uriiiiuijvi
_~ BOLONIA ISABEL
mm% PEL& LE! PROVINCIAL I.B4, E WH PELO EXM.SB.V1CE PtiESlOENE MlO
/ POR ACTO Ot Z OE SETtMBRQ BE 1886
4o,ooo bi'hetesem vigsimos lo(io.....' 800:000$
Despeas............ 8:800$
68I:2oo$
EMULSAO DE SCOTT
DE
OLEO PURO DE FIGADO DE BAIMO
E DOS
Approvada pela Exma. Junta Central de Hrgiene Publica do Rio de Janeiro e antorisa a pelo
Govereo Imperial
E'TAO AGRADAVEL AO PALADAR COltfO O LEITE
CURA A
Tsica poiiiar. fironcnites. escrop tala, mis de enancas. .iiitt 1 gera], aneuua, tosse
e



-


> 1

1
{
i
i
9
23
1 premio de.
dito de
dito de
dito de
diio de *
ditos de.......2:000|
. ditos de......., 1:000*
400 ditos de 100$ para todas as centenas, cujos dos aig&nsmos
forem iguaes ios dous ltimos do primeiro premio inclusive
l dito de 1:0001 para a sorle, cujo numero na exlracco for mais alto
1 dito de 1:000$ para a sorte, cujo numero for mais baixo
99 ditos de 400$ para toda a centena do*!0 premio.
99 ditos de 200$ idem idem do 2- premio .
99 ditos de 100$ idem idem do 3o premio .
2 apps. de 4:000$ para o Io premio .
2 ditas de 3:000$ para o 2' dito ....
2 ditas de 2:000$ para o 3o dito ....
2 ditas de 1:100$ para o 4o dito ....
2 ditas de 850$ para o 5o dito ....
i,000 terminacoes de 24$ para o Io premio inclusive
4,000 terminacoes de 24$ Dar o 2o premio inclusive
240.000J
40:0001
20:0001
10:000
5:000cJ
18:000
23:000,
40:0001
1:0004
1:0001
39:600$
19:8001
9:9004
8:0004
6:0004
4:0004
2:2004
1:7004
96:0004
96:0004
681:2004
Esta lotera ser dividida em 20 series de 4,000 dezenas. Quando as terminacoes do i.* e 2. premios toreo
,guacs, a d'este passar ao algarismo immedialamenle superior. De9 passa a 0 e de Oa-1. Os premios sa<
pasos sem descont algum. .. nn R
O premio grande de cada serie aclia-se garantido por um deposito equivalente e igual quantia no Baa
Rural do Rio de Janeiro.
17deUezembrodel886. o THESOUREIRO,
Francisco Goncalves Torres.
Approximandc-se o fim do anno e dcsc-
jando -.presentar aos nossos bons e benvolos
freguezes um sortimento completamente novo,
liquidamos a p. cqos baratissimos urna grande
variedade de artiges e tecidos de seda, la,
linbo c alguns cortes de casemira, ditos eir
pefas, algodoes,madapoloes, toalhas felpudas
para rosto e bauho c muitos outros artigos
que nao deixaro convir.
Costumes de excellente taradas para
senhoras lO$O0O.
Ditos ditos ditos para homens 8$000
Ditos ditos ditos para crianzas 5$000
iimin.....

JUiNTO DO L0LVRE
FUNDICA
VLLAN PATEHSON C
N.44--Bu i do BrumN. 44
JUSTO A ES TAPAD DOS BOSDS
Tem para vender, por pre<_ mdicos, as 8eguintes ferragena:
Tachas fundidas, batidas e caldead3.
Crivac3es de diversos tamaitos,
liodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portead fornalba.
Vapores de torca do 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de paadora
Rodas d'agaa, systema Leandro.
EncttTegam-8e de concerteB, e aswntamento de machinismo e execatam quaJ
trabalho com perfeicao e presteza.
'Tpeptoiia
Sobanaaiat INHO d'EM.'OMi
preparado por Sjrea dt Fars, un*
medicamento que mono cuntrifcue rara faci-
litar a fncete* io estomago, refalaras a i
digeatio, UDiOf n eio J* .'Tct-acar i attnoa> ^
4o doeata.
Sepimiaer i exf er*n aeis afamados m -dicos 4e Pati a aotrot
Sisas damcnatraral a t ftVsaeia do VXsTBO
E PEPTONA OBPRESirB; na Im-
pctasbilidade en que eatarr toca aa aoaa cartas, lirrtitanxKtoi a prs-
sentar aaui aaarta dirijda o 8&r De frase?
par aoi laov'tatiro, cujo uoma a a fama aav
nava ccutiadioa pelo mundo ladlaal
D-joP-ioti aoSfir Debaana:
Senlis, a 4a Ma-co da 18S.
< Te o costo de lhe nacjftstar a ss-.
sfacao q*e Uva com ^u Faptona, zatos <
baos rasultadon que esa oila (cincel nos
ajea gravea era orue a teot en pregada. ;
Semore quando tire de trata um aaas-
nugo cansad., doanta ou com \s difoe-
tCei. a mu preparacie bWtm* o
i je ale. roaiboraavia-lhe as funcj6s digest-.
ai. moHas cieres idesas. aaua
arnicai < menino raciiitlcoa oafaca a
' tanda v n di Paptona. Por Isa i ow
considere eos a uro itrdadeiro derer e ra
cr-amenda\-c i es malta doaniea n'o n grande.
numerj de casa:
Ttasrjoprat^cadoceroT medico jraUeoda-
rt!e os asnos ,"e 1831 a 1800, nerodo eea
>a*e a r>ec*idad< de dirir os alimentos,
La-.mediatamente cmsnaitcoi era menos a>
ptrioea do que hoje; anUo it consiit-iicoae
> aTam msis vigorosas, augninaas, envapcaa
ictadax d'om robaste apnetin, tator* odas
< ;,-r ama frande ?bundacii de surcos gas-'
rhos ^ yaiocxn a prora pa trans^Jk'llaa.,
fia aoa tomentos mais rorractarioa.
s Hoje, porm. naja os estomago daniU.
Uics earecem de energa, i uuuiauieflta
linear mi de todas ar substancias t.-ua ta-
cilitam a digeso, como, tor axasafila, t
so a P23cre>iaa.
O preceito de bjgiene mala importsata,
porm mala despreiaa*e este ; Gssfas'
mulo pan rtn&ntr HtiiVa. B asta a aa>-
gredo da sande', e dnrmte muite temor es
menc est.*t tierani estr assnmpto fr
firincipt. objecto; alm d'isso- a nmha ai'-
o'/fio de medico na Rapat-UeSo de Benan-
concia d'esta cidade, em qus os iicroulosoe j
Ce lTmphacoi bundsm fora de medid me i
permitteia tasar muitu felixes ippi*eapdea<
v de sena excei!ntes productos, s
i Aclia-sb o deposite de to vaHcao n-;
[caroente bm Pbarmaciaa e Orogariw tl'eseai
f cidade. E' precito cuidar era recoiAecet-C^
Le nio leeiTar as imitacoes. exigalo
s^wrisdairc'yUJHO fsBIT
CREAQ0 par:
SEM -*-
NOVA
BTVAL_
SUAVIDADE
CREME OSMHEDIAi
'SABNETE, EXTRACTO\
AOVA DO TOCADOk
POS OE ARROZ
COSMTICO, BRILHANTtNA
OLEO, POMMADA, VINA.ORX

A Pertanuria OSM HEDA segura ao*
Puentes f ibis
itratoit itiru i &1 si* ips
em /Vnutmfup! rAH- M. da SIL'
I
Combina, n'uraa forma saborosa e agradavei, o oleo de figalo de bacalho e os hypophosbitos de cal e soda, e com
seu uao obtem-se, simultneamente, os effeitos de ambos estes dois valiosos e bem conbecidos remedios. Alm de que tolerada e
assimilada pelos estmagos mais delicados, e nlo causa nem nausea, ncm diarrha, como rauitas vezes acontece com o uso
do oleo simples.
Veja-sn a opiniao de illustres mdicos de varios p*izes, sobre os resultados obtidos cora o uso da Emulsao de Scott ;
ItU /ll
Atiesto ter empregado com vantjosos
resultados em doentes de tuberculoso pul-
monar, em mi'nha casa de sade, a Emul-
sao de Scott de oleo de ligado de bacalho
com bypophosphitos de cal e soda.
O referido verdade e o juro in fide
medid.
Rio de Janeiro, 15 de Outulro de 1884:
Dr. J. Tacao.
ESTADOS l'.\ll<*
Nova York, 4 de Setembro de 1870.
Srs. Scott & Rowne. Teuho receitado
na ninlia pratica particular e nos hospi-
taes, a Emulsao de Scott de oleo de liga-
do de bacalho com bypophosphitos, o es-
timo a como urna preparacao de grande
valor.
A Emulsao nao muda, mesmo no tempo
de grande calor, e agrada mais ao paladar
do que qualquer outro preparado do oleo
que conheco.
Roberts Watts, director do servijo sanitario
do hospital de Chirity.
INGLATERRA
Royal Free Hosital. Grays Inn Road
W. C.
Londres, 11 de Marco de 1884.
Srs. Scott & Rowne. -Tenho usado
com vantagens, a Emulsao de Scott neste
hospital, em casos, nos quaes, o oieo sim-
ples de figado de bacalho nao podia ser
otlerado, pois a Emulsao saborosa, ef-
ficaz e nSo s repete o gosto do oleo.
Chesam Sansn, medico interno.
Valencia. Venezuella Io de Junho de
1884.
Srs. Scott & Rowne. Desde o ultimo
anno estdu applicando a Emdsaa de Scott,
a qual tem dado imito bons resultados, pois
almde ser urna efficaz preparacSo para to-
das as doen^as as quaes est indicado o oleo
de figado do bacalho, toma-se sem a me-
nor repugnancia, vautrgera immensa sob
lodos os respeitos.
Dr. S. Colom.
ESTDOS UNIDOS DE COI.OJI-
BIA
Rngot, 4 de Junho de 1884.
Sr. Scott & Rowne. Ha alguus mezes,
espsrimentei, em dous doentes a Emulsao
de Scott. Um padecia desde muito tempo
de urna ulcera escrophulo3a e o outro tinha
urna atrophia incipiente do figado.
Ambos curararo-se radicalmente com o
uso da Emulsao.
Dr. Vicente Prez Rubio.
MXICO
O doutor Ernesto M. Hegewich, director,
do hospital do S. Sebsstiao desta ci-
dade.
Certifica ter usado com bons resultados
a Emulsao de Scott na escrophula e na tu-
de utilidade para as afeccSes do peilo.
qur tuberculosas, quer outn.s. pois modi-
fica vantajosamente o organismo as pri-
maras, emquanto a affecyao no tem en-
trado no terceiro periodo, e temos observa-
do as outras, que cura muitas dellas. A> -
crescentaremos em conclusSo, que temos
acalmado algumas vezes e outras allivia-
do a tosse pertinaz, que tanto afilige os
doentes do peito, com o uso desta Emulsao.
Nao duvidamos, portanto, recommendar a
Emvlsda de Scott para todos os casos, em
que estejam indicados todos os outros leos
de figado de bacalho, e particularmente
naquelles a que nos referiutnar. E para
constar onde convenha, passamos o presen-
te em Habana, aos 14 de Fevereiro ds
1882.
Dr. Nicols Carvallo y Gutirrez.
Dr. Nicols Jos Ovitarvez.
PORTO RICO
Caguae, 30*de Junho de 1884.
Srs. Scott & Rowne. Tenho a satis-
facao de participar a-V. S., que tenho
receitado, muitos dos meus doentes, a
berculose, achando-a urna bGa prepara- Emulsao de Scott, tendo obtido, em todos
cSo que deve ser recommendada.
Veracruz, Abril 5 de 1883.
Ernesto M. Hegewich.
CUBA
Os abaixo assignados, doutores em me-
dicina e cirurgia, certifieam baver empre-
gado e continuareis a empregar a Emulsao
Scott no hospital de caridade para mulhe-
res (S. Francisco de Paula), encontrando
no dito proparado excedentes propriedades
reconstituimos, assira como o consideramos
os casos, os mais favoraveis resultados.
Esta efficaz preparacSo, pela sua forma
agradavei e seu bom cheiro e gosto, veio
encher o vasio, que notava-se de um me-
dicamento que, tendo por baso o oleo de
ngado de bacalho, nao apresentasse os in-
convenientes dcste, (sobre tudo pelas crian-
casi devido ao seu cheiro repugnante ->
costo desagradavel.
Deposito em casa de Francisco Manoel da Silva
de linda n.23.
Dr. Domingo Cabrtra.
Ra do Mrquez
PARS
15 Bnt 4* l'Echiqoi.r.
Pornocedor
privilegiado da Casa Real da Espanha
do 3. H. a Rainha de Italia.
Ozea Pd.
Ozea Sachet.
Ozea Essencia.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para et dentee.
Ozea Paste para o dente*.
Ozea Oleo.
Ozea Sabio.
Ozea Pomada
Ozea Fixativo
Ozea Cosmtico.
Ozea Brigantina.
Ozea Cold Cream
Estas exquisitas preparaces sao muito apre
ciadas na ciis distincta sociedade pela deli
cadeza do sen perfume.
TRANSPARENT CRYSTALSOAP
(Sabco transparente cristalino)
reconhecido como o mais perfeito do todos os sabaos de toilette pelas saas
propiedades hygienicas, pelo bou arona e pela sua larga duraco.
, ^epofio .-...i :-iiaci-.... rerfumarlaa, Farmacias, dea.
VA
Y ti 7" gH
" IPH KRSE t C.
4cabam de augmentar o sen j bem conhecid
Diporlante eslabelecimenlo ra!'
de niin;o n. iUui mais
OE saldo no Io andar luxuosamente prepa-
rado e prvido de una exposi-
(ti ? aras # m\ k fert t$8ti&$0
dos mais afamados fabrt^ti^ do
mundo iiieiro.
nonvida, pois. as Exilias, familias, seos nume-
rosos amibos e tropeles a visitarem
e sen eslabeierimento, alim de
apreciaren! a grande/^ bom goslo com qne
nao lislanle a grande
despeza. o adornaran!, em honra
lesla provincia.
ACH-SB ABBBO OiS 1 DA NOITB
DOIVI
; o (jiii,i..'iii, iic.io- < descebe.:a it8
.yr-'.i-in.U-.- ciraUva, <* Hj.-pt.pbw I
i-.t.:toy no traiamo'.-io 'ta tis'ca p,iini!
iU.:; -\ -.-nra k: pvrtirlpar os sel. 'lC:' j
meti-o. >';e nicos Hyp>phi' tuf* j
jreei4"'uv e recon,.''>'.iailob |-or c.iv
so os m -repa:o 8fr wann, nhai-f
iraaceunso. \. ra C~sifrl>one, Paria.
| Os Xaropes do H-ypophoapnttoe de
'Roda tJtl e Ferro vendem-ho em frascosf
saoWoe fo..d-) o oom< lo D- ChnrcW
*5o v-ro, ssa a*izniatura ao envoltorio ej
* na te iir panel enc-xnado ^ue cobre a rolha. ?
ada fraaao verdadeiK' '^vs. alean a'isto al
nenia i* fabrica di Pharmasia S^aaa.
I
I
Vorufaa-as m icdat PUrmeiti-
EXP08ITI0N ^ UNIV"-1878
Mdaille l'Or^tCrsiXdaCheTalier
LS PLUS HiUTES RCOUPEKSES
iUAlVINA
E. GOUDRAY
DITA AGUA DE SAUDE
Preconisadi para o taueador. Mo eonserfaBs
coaslantcmtiitt as cores a roacidade,
preservjinlo da peste e do cholera morbos.
Artigos Recommenoados
: perfumara de lacteina
ttanataiidi ptlu CelebriJades Ieicis.
GOTAS CONCENTRADAS para o lenco.
OLE0C0ME para a belleza dos cabellos.
ESTES ARTIGOS ACHAM-SE NA FABRICA
pars 13. rae d'Enghiei, 13 pars
Bepotos em todas as Pe-fumaria?. Pharraacias
e Cabeltereiros da America.
^^\
EXPOSITI0N
Mdaille dOr
UNIUa 1878
CroiideCheialir |
Lt PLUS HtUTES RCOIIPEIISE
PERFUMARA especial
LACTEINA
E. COUDRAY
PrasoBlaada plai Celebridades Medicas de rrt
NRA TODAS AS NECESSIDADES 00 T0l]UC0S
PRODUCTOS E$?CIAES
FUI de ARROZ de LCTElS para tranquear a pebe.
SiBiO de UCTETJA im s toncador.
' CRXIE e P0 de SARAO de UCTEIHA para a barba.
POIADA de UCTEII1 para a belleza dos cabellos.
AGUA de LACTOSA para o toncador.
OLEO de UCTEiSA pi'-a embellczir os cabellos.
ESSEKli de LACTEHA para lenco?.
rl e ACIA DEITirRICIOs de UCTEIIA.
CIEE UCTEIIA chamada setim da pella.
lUTUMla pan brtnquear a pelle.
EITEI uness c"'am-8E na FUBRICA
pars 13, ne d'Eighien. 13 pars
Dspssrtoa aa ladra as Perfumaras. Pfcarmaeiu
s CabeBenim, da America.
IIIIIIIIIIMIIMUIMIIII
i

i-


- ...... -: .-- -jr-






-jr-
-


-


-4
Diario c PcrnamtHieo---(luiata -feira 13 de Janeiro de lHp<

VT
WK,--0 ?&
%%

V
*P rey
c

Aluga-se
o grande sobrado ra Imperial n. 8, que foi do
fallecido conselheiro Jos Felippe, com grande
terreno, diversas fructeiras, agua encanada egai;
a tratar na roa estreita do Rosario n. 8, escrip-
torie._________________________
Aloga-sc barato
Ra do Mdgueira n, 13.
Ra do Bom Jess n. 47, 1. andar.
Roa dos Guararapes n. 96.
Ra Visemele de Itaparica n. 43, armazem.
Travessa de S. Jos n. 23.
As casasda ra do Coronel Suassuna n. 141
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
IraU-se na ra do Coinmercio o. 6, 1 andar
ascriptorio de Silva ftnimare & C.
Alugp
a-se
o 2* andar e terreo do sobrado n. 35 travessa de
S.Jos; o 1- e terreo do de n. 27 na de Vidal
de Negreiros ; o 1 do de n. 25 ra velba de
Santa Rita ; o 1- do de n. 34 rna estreita do
Rosario ; o 1 do de n. 24 ra do Aragao ; a
casa n. 35 4 ra da Viracio, todos limpos : a tra-
tar na ra do Hospicio n. 33-
Aluga-se
a casa e sitio 4 rna do Fore Coimbra n. 3, na es-
trada nova de Beberibe. Os pretenderes dirijam
se ao cartorio do fallecido maj jr Porto Carreiro, i
ra do Imperador n. 42, a entender-se com o Sr.
Pires Ferreira.
- *3*X
Precisa se de urna ama para cosinhar ; a tratar
no 1- andar*. 22, rua larga do Rosaiio.
Precisa-ge de urna aguapara
lavar, eugoiuniar e faze ritiais
alguna servicos de casa de fa-
milia : menos comprar e cozl-
nhar : na ruii do Biachuelo n.
13. ________________________________
Ama
Precisa- se de urna ama para comprar e coi-
nbar ; na ra Duque de Caxias n. 28, segundo'
andar.______________^_____________
Ama
Precisa-sc de nma ama para casa de duas
pessoas ; na ra de S. Joo n. 55.
Ama
Precisa-se de urna ama para comprar e cosiahar
para casa de bomem soiteir" ; a tratar na ra de
Pedro Affenso n. 22.
Ama
Precisa-se de urna mulber de idade, que queira
ir para a cidade da Victoria para servir a urna
familia dedo.* pessoas; na ra do Mrquez do
Herval n. 124 se dar-5 iitormaco.
Ama
Precisa-se de urna ama de meia idade ; na raa
da Aurora d. 137.
Ama
Precisa-se de urna ama que lave, engomme e
cosinhe, e para o mus servico de urna casa de fa-
milia de duas pessoas ; na ra do Rangel n. 55,
leja.
Ama
Precisa-se de urna ama para comprar e cosinhar
em casa de familia, mas que saiba fazer o servico
na roa do Cabug n. 16, 3- andar.
Ama
Precisa-se de ama ama para cosiiihar ; na ra
do Marqnez de Olinda n. 56, 2- andar._________
Ama de leile
Precisa-se de urna ama de leite ; na ra do
Alecrim n. S3
Cosinheiro
Precisa-se de urna casiuheir* ; na ra de Fer-
candes Vieira n. 3. ____,_________
Aula particular
lili* Mrquez de Herval n. 31
Anna Iheodora Simoes, participa ao respeita-
vcl publico eem particular aos pais de suas alom
as, que sua aula de instrueco primaria abrir-*
ba no dia 10 de Janeiro prximo vindeuro ; oo
trosim, que contina a aceitar alumnas internas,
meio-pensionislas e externas.
Recite, 30 de Dezembro de 1886.
scoh mix'a particular
Rmi Velba n. OS. rsnn lerrea
Laura Adelina Saraiva (Jalvao, titulada pela
Escola Normal da sociedada Propagadora, parti-
cipa sos pas de familia que a quizerem honrar
; in sua contianes, que no dia 10 do corrente abre
sua aula, contic* a Uccionar em sua residencia
eupra-eitada ra, ns materias exigidas pelo ul
timo regulameato da inetrucelo publica, reiteran
(io-lbes as se urancas de que tudo envidar para
que seos filhns colham tudas as vantagen que
:era di'eito de aspirar.
Dasas baratas para
alugar-sc
> laga-se o 1 andar do sobrado n. 23 e Ti na
ra de S. Jorge, o o 2- andar n. 55 a ra da
Guia, todos com bastan-.es o mincdos para tami
lia e lampos a tratar na ra Augasta n. 286.
V'ifftio verde puro
Tea o Ribeiro, 4 r' larga do Rosario;
He.
Assistente < xaminada
Firmina .Mereociaoa Cxrn<-irr> nndou tva re-
sidencia para o becej da matriz de Santo Anto-
nio n !'.

cad
Miarmaroa lo Ter^o
irietario da pharmacia do Terco, scienti-
rciu, que deixnu ao ser su napre-
. _a 9 do corrente o Sr. Alexandre
Selva por sua livre voatade. .
Tricofero de Barry
Garante-se que faz nas-
eer eereseer o oabello oin da
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remeve
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impeda o cabello
de cabir ou de embranque-
cer, e infnllivelmente o
torna espesso, macio. lus-
troso e abundante.
tttilrV
*4IWV
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
18'.. E' o nico perfume no mun-
do que tesa a approvaoio official de
uin Governo. Tem dnas vezes
mais fmi-Tiaici.iqneqnalqner outra
(--'.ura o deliro dotempo. E* milito
msia rica, uara e deliciosa. E'
milito mais fina o delicada. E'
mais permanente e agrodavel no
len.90. E' duas vezas mais refres-
cante no bonbo o no qnnrto do
doente. E' especifico contra a
fronxidSo e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansaros e os
denmaio.
Xarope ie Vida le Reiter K 2.
amtes de usai^-o. DKPOIS DE USAL-e.
Cura positiva e radical de todas as formas de
ecrofulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affeceoes, Cutneas e as do Conro Cabel-
ludo com perdadlo Cabello, e de todas as do-
encasdoSangue^Figado, e Rins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro. 9 i
Sabao GnratiTO e Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian.
eas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
a m todos os periodos.
Deposito em Pemambueo casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
DE
SCOTT
>E OLEO PURO DE
Fiffado de baealho
COM
flypopliosphitos de cal e soda
.pprovada pela 9uota de Hy
gleoe e autorizada p.elo
governo
E' o roulror rendio at hijtr deacoberto para a
ilatra ItruMCUIteH. rocruptinlan. ra-
(hlim.iu'fiiiia. ifi>llliadc emieral.
seOuxok. i>m eiirmiru e aaec^e
o pesio '* garsanta.
E' mui'o ti-j>- :i .r ao olro simples do ligado de
oacalho por^ne, a!m de ler eheiro e subxr agra-
daveis, poevun hidas as virtudes ineJiciiiaes e nu-
tritivas do uco. Km das propriedadi-s tnicas
reconstitiiitiN s dua bypophosphitos. A' venda nai
t rogaras e b^tieaa.
)i-poeito em Pemstr.bncn
Doc Coo'pra fe. srildo'Vem claro, bein soec e poi
preco mdico ; na roa imperador u. 45, mer
ciaria.
ATTEJJfAO
Avisamos aos nossos freguezrs que pelo
ultimo vapor chegr.do ra Eun-pa recebe-
mos o mais moderno c cl'-gaute sertitaento
de chapeos de sol para hoiM-ns, t-enhoras
e cpfanfss, estes pela sua elegancia e va-
riedade tati?fazin bciu trinrva que do
presente receber ura ; f-provcit-ni que es-
tSo se acabando, vendas em por<;3o e a re-
talbo.
Este acred:tado esiabelec imeoto, j bas-
tante conhei-ido quer pela serieriado e ca-
pricho de todos os 8ftus Irabdihos; previ-
ne aos sf us amigos e treguezi' para Ihes
evitar que continu-ra a ser prejudicados
ou illudidos, que ai'abaram com a loja filial
da ra d'i Cabug. quaiqupr pedido ou en-
commenda dever ser frito jum
15--RUA DO BARO DA VICTORIA-15
Jom l'crrcini .'
B(irrachi pura iraas
Veudcm Rodrigues de Furia & C., ;'i ra de Ma-
riz & Burros n. 11, esquina dn rna de Amorim.
Costureiras
Precisam-si- perfeira?, Dasa-sr bom ordenado: na
roa do Imperador n. 50, 1" aiidnr.
Piluias ptrgaijviis e dcpora.as
de taaipanha
Estas >iii!ns, cuj;. preparxc/in pcmoieure ve
^etal, ttH-in sidj pormxia ne *Uaiiin>b pr-ireltadat
eom os iiii.hore* rePiiltnans nap avcwtorfH ui-l-
riai : ffcccdef cl.i .elle f ii.i &znu. fjptiiha, b-u
bVs, escrfulas, thag>>s mv.tt,i.>.', i_*m.<1h e
^onorrha-.
Hurto le RM|-oa
Como pvrpitrvas: tvun -<- .:.- '> .1 i> j.- da, -
-mndo-se i-i-^? CHda dW um ;* ;(> 'aifai Hi:r<^-
ia, cha ou caldo.
Como ri'gilhiMiiiP : ir'O.i'-st- m Stuln HojUMBf
Estas plloUts, d tiv.i,i,:'h. i, s ph.niiiM.fi-utiC'U
Almeida Andrade 5c FiHms, n-i m wrfrfWam doi
^ra. snedieos par su m-ihir garualU. ttiruandr-
e mais reo mirn';. .< seren um rcguic
ouriratiro e de pouca ulvU. ;ni>; atlc poden, ser
BadHS em visircm.
ACWAAl-HE A" VENDA
? tirotearla le Farla MoririntM* S
* KUA DO JLABJL-KZ DCOLtfM 41
A LA REINE DES FEETTR3
Ramalhetes Hoyos
L. T. P/VEm PARS
Mascotte
PERFUME PORTE-BONHEUR
Sfti
irl
Extracto de Corylopsis do Japo j
PERFU9ES EKQU1S1T03 :
Bouquet Zamora Aaona cu Dcr.Ki.ie
Cydonia de Chine
Stephania d'Aastra'.io
Kclftetrope blauc Gardenia .
Bouqaet de 1'Amii.icWbitc Rose cf Kezan.uk PolyUor oriental
Brise de Hice Bouquet ae Tioino 63 Pr8, etc.
ESSENGIA8 CONCENTRADAS (e%i%) QUALIOAOE'EXTRA
"-noeitos as principase Parfumarias, Pbarmacias o Cafcecrciros uaAmorioa>
BUS B4 "^
>AmSl7222&
COLLARES EOTEB
letro-HaanaUo
Mes "t\bms sH|bms U iotickt" uatn u
OONVTJLBE8
i tai icuiTii t snv iis nunfis
"Os COLLARES Rr^K.ooahewdM ka mais '
kde 25 anaoa, su oa oeese-is prdeero
I reamente a erspii ' ajiirfawdn mo Mi** asaspo detmpa.
Para evitar ar FRaattoooBaa au laattasOca, actja-x **
,m cmaal iU- nafta ta fabrica 4 .wtrjtm t o v^if-ai^ro
DiMralo
CONIDi ATE' 0 M DO MEZ
AU BON MARCH
8}Riia Duque de Caxias{
liADt
ApnivoiK'iii antes que se acabe
Os abaixo assignados dee.ram para os fins con-
venientei, que amigavelment*.^'esolv< ram a eo-
ieiade que tinham no estabelfcimeBto de bilbar
no andar terree do sobrado n. 83 "da ra do Im-
perador deata cidade, e que gyrava^ob a firma
commeroial do Matti s & Campos, fieand6\' o socio
Mattos ri'Sponsavcl pelo activo e pabsivotdo refe-
rido estabelecimeato, visto o socio Campe* 'er se
retirado satisfeito do seu capital e lucros. lecife,
31 de Deze ebro d 188G
Jas de Mattos e Silva.
Antonio da Suva Campos.
Aprovcitcm!
Bazar de pasmaros
Ra do Bom Jess Rumero 28
Este estabelecimeuto para acabar, est venden-
do to-.os os pnssaras, gaiulas e geni ros existentes
no meemo, tudo por prteu o mais barato possivcl,
so para liquidar.
Peitoral de cambar
Agentes c depositarios geraes nrsta provincia
FRANCISCO M. DA SILVA & a
com armazem de drogas ra do Mrquez de
Olmda n. 23.
Precos : Frasco 2*580, 1/2 duzia
13*000 e duzia 245000
s>>
es
o
=
as
ves
ss
TJ
e?a
PAST1LHAS
De ANGELIM&MENTRUZ
I
Sitio
CAMAMAS BORDADAS
Camisas de linho com e sem coiiariulio
e setins finos de todas as cres
Por meUde do preco
S NA LIQUIACAO
AUB0NMARC
81 -Rna Bwpit Caxias-8
OleodeFigadodeBacalhau
lodo-Ferruginoso de Quina e Casca de Laranja amarga
i lu
Este medicamento fcil de tomar, nao provoca nauseas,
e de eheiro agradavel. Pela sua composicao, possue todas as
qualidades que Ihe permittem combater :
a ANEMIA, a CHLOROSE, ss AFFECCES do PEITO
a BRONCHITE, os CATARRHOS, a TYSICA
a DIATHESE ESTRUMOSA, ESCROPHULOSA, etc.
Em vista do seu emprego fcil, da sua ac?ao multplice e
segura, da economa para os doentes, os mdicos receitam-n'o
de preferencia qualquer outro medicamento similar.
DEPOSITO Bi-^X. 1
PARS, 209, ra Saint-Dems, 209, PARS
VENDEli-SE EM TODIS AS Pr.lNCIPAES\PlfAB*lACIAS DO UKIVERSO
DESCONFIAR DAS FALSIFICAQOES E I M IT A C O g S
Os proprietarios dp muito conliecido estabeleeimeoto denoajioadr.
MSEU DE J01AS
sito a roa do Cabug n. 4, communicara ao respeitarel PUBLICO que rec-eberam ux
grande sortiracnto r*e joias das roais modernas e dos ma8 apurados gostos, tomo tan
bera relogios de todas as qo&lidades. Avisam tambero quo c-outinnara a receber po
todos os vapores viada da Europa, objectos novos e venden muito menos que e;
outra qualquer parte.
MIGUEL WOLPF C.
TV. 4RA DO
Cotnpra-seouro e prata velba.
iLgriniensor
Alfredo Duarte Kiberro, titolado pela escola
polytecbniea da corte, encarr-ga-ee dequaesquer
trabalbos relativos a-eua prefisso. Pode ser pro-
curaio no engenho beira d* Prata, estacao de
Catende.
"lOOiOOOl)
Lotera de Alagas
Extracto Zesia-feira 14
do corrente
Intransferivel
Bilhejes vem.Ja m uisa feliz, Praga
da Independencia va. 7 e >.
Compras por atacado
O Peitoral ite Cambar
tem precos especiaes p>.ra acuelles que compra-
ren! grandes pirques. Distribncm scimpresos
qui m os pedir, contendo >:s condicoes na ra do Marques de Olinda n. 23, drugaria dos
aicos ."gentes fl d"f>nsitAros geraes
Francisco M. da Silva & C.
Para eiurommar
o
Preeifa-se de umu ama psrn eugommr e ontms
servicon domest eos : uo3- rnidar do predio n. 42.
rna Duque de Carias por cima da lypugraphia
do Diario.
Cosinheiro
Precisa-ce de.um. a traciar, ra do Coinmer-
cio n. 44.
CABUG-----N. 4
liteneo
Um perfe.ito cosinheiro, francez, reeen-
temente ebegado da Europa, offerece-sc
para easa particular ou gotel, carta neste
jornal a-A. L.
Bellezas do Kecife
Polka para pianr, coir.posico do Sr. Misaet
Doiningoes, autor daB polkas Mau-i j disse,
Calonros e Z* : venda na casa Vctor Pralle
Suecfssores, ra do Imperador n. 55.
Yirgem
O nielhor e mais puro de todos os violtos de
mee, que *e encontram ctaalme.Mt un nosso
mervadii. Mar<-a 188 8xlgneir<. veuda na
travessa da Madre de Deuu n. 21. Joo Fernandes
de A ir.i'i la.
Alujase um sitio na Capung, travessa da
Ventura n. 3. com muitos krvoredos de diversas
fructas e de excellentes qualidades, casa com 3
salas, 7 quartos e cosinba, e 5 quartos fra, galli-
nbeiro com grade de ferro, tanque para banho,
ditos para deposito para aguar, cacimba de boa
agua para beber, rio no fundo do sitio para ba-
nho ; a tratar no mvsmo, das 6 as 9, e das 4 s
6 da tardo.
Enpmmadeira
Precisa-se de nma b>a eosommadeira, aomsote
para duas peesons homem c molher ; ua ra da
Concordia n. 115, n andar. ^^^^^^^^^^^
Mudain^a
ATransatlantiscb- Hindelsge?eilschaft, cutr'o-
ra II'Tin. Petersou bi C, mudou-so da ra Hispo
Sardinha n. 1, para a ra Mrquez de Olinda nu-
mero 22.
O Remedio mais tffim' e
Jtguro que se tem descoberto ate
hoje paro expel ir as 0/7 brlgas.
ROORIAYGL HIERES
Attndite
Bouqcets da ultima iuveucao, para casamento,
etc., e tumbem capellas mortuarias de perpetuas
fabricados per Joae Samuel Botelho ; a tratar na
ra do Bario d Victoria n. 20, loja, e ra do
Mrquez de Olinda 11. 43, loja.
Medico
O Dr. Argollo, mudando-se temporariamente
para o Caxanga por ineoinmodcs de sade, dar
coosil'tns em seu consultorio as tercas e sextas-
f.iras, das 12 s 2 horas da tarde. Para chama-
dos ua pharmacia oriental, ra estreita dj Ro-
sario n. 3, em qualquer dis.
A earidade abre as portas
do to
A infeliz viuva, Mana Jos da Conceicao, ma-
radora na rna de Saata C'acilia n. 25, e que se
acha prostrada no Jeito da dor, quasi paralytica,
supplica e estende as mios, pedindo s benvolas
almas e endosos coragocs dos habitantes desta
cidada urna esmola.
A mcema infeliz viuva tem comsigo urna filha
meca, que vive honestamente a seu lado, e que
uoindo aos de sua mai os seus rogos, nao ceEsa-
rao tambem de rogar as bmcaos ceKstes obre
todos aquelles que se condoerem do duplo infor
tnuio que pi-ea ba tempo sobre a mai e a filba.
Chantas trper omnia.
1 m tira.
Sem dicta esem modifl-
caf oes de costumes
Laboratorio central, roa do Viconde dw
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Regente .Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelo pilar-
maecntico Eugenio Marques
de llollanda
Approvodos pelas juntas de hygiene da Corte.
Repblicas do Prata o academia de udustria de
Pariz.
" Elixir de irabiribna
Restabelece os dyspeptrces, facilita as rges-
tocs e promove iis ejeccoes dificies.
Vinho Para os ohlero-anemico, iohciin a hjp-->emia
intertrepieal, rtconatitue os bydropicos e keribe-
ricos.
Xarope de flor do arueim e luutaniba
Muito recommtndado na bronchite, na heinop-
I tyse e as toases agud-.s ou .irnicas.
Oleo de testudus f'rrugihcso o cascas de
" laranjas amargas
E* o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na fysica.
Piluias ante periodiaas, preparadas liosa
pererina, quina e jaborandy
Cura radiealmeote as febres iotrmittentes, re-
mittentes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambem fer
ruginoso, preparados e tn vinho de can
Efficazes as inflammacoes do ligado e bacc
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria o quina
Applicado ca conva!escancs3 das parturiente
retico antefebril.
Francisco Manoel da Silva k L
RA MRQUEZ DE OLINDA-_
Pasths vermfugas
de Nering
o meihor especifico c mtra vermes : deposito cen-
tral em casa de Paria Sobrioho & O ra do Mr-
quez de Olinda n. 41.
Hara magdalena de Jess
Jos Gomes de Olivcira, Manoel Pigoeira da
Silva. e!>8 iraias, sebrinhos e mais pareotes,
agradecendo do intimo d'alma SM amigos que se
dignaram acompanhar os restos mortaes de ana
preaadiasima mai e tia Mara uagdaleaa
de Joaui. at o Cemiterio Publico, rogam-lhes
aioda muito encarecidamente o favor de irem as-
sistir a misa do stimo di, na grtja matriz de
8. Jos, a qual ter logar s 7 boras da msnha de
sabbado, 15 do o rrcute.
Bastantemente reconbecidos, anteeipam a mais
eterna gratid'Io. _
2( 1VJ fe'
Superior ar.suear lie turbina, especial pr^
doce. Rifinacilo ^algueiral : 445 numero tele-
pbouico. Rna .Vlnreilio ,)i*s 11. '22.
Profi
essora
Urna sennora habilitaba us materias inlerenfes
a iuot'ucc" priinnria, ofterece-se p-r leceonar
m casa paMfcuiania 011 md aigum dn. nosso
nrr.tbnld a ; h t*Kar mi na ri S. .Inflo n. i".
nlnnlo Crrela te Vairocrellos
Manoel Josqtia de Andrxde e Jos Joaquim
de Andrade (pn-sentee), Jos Crrela de Vaseon-
cell s e Therv.sa Mara' de Jess, sena avs, Emi-
lia Candida de Vascoocello, sua mai, e Iguez
Candida de Vaeoncellos, em. tia (ausentes), agra-
decem cor lialtosM* 'o-s as pessoas qu bo
dignaram ic.'iiip.bnr o^< iei'a mortaes de seu
presadissimn to. fi.hi e irino, An'onn Crrala de
Vasconcellos ; e .'ti n v 1 convida-! a lod-'S os
amigos do fallec'!' H as>i.--ir'-ui as miagas do S-
timo die, que iiiilaiu ivleWn pelo n po'iso de
sua alma, quintarf-na !.> du corrente, s 7 horas
da msnha, na iguja di Espirito Santo, per cuj
acto de earidade c leii^i no cjifessam esde j
(torna ment>' eraros.
Este remedio precioso tem gozado da accelta
(5o publica durante cincoenta e sete annos. com-
ecando-se a sua manufactura e venda em 1827,,
Sua popularidade e venda nunca for.'o to exten.
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a meihor prata da sua emcaci inaravil-
hosa.
Nao hesitamos a d::er que n3o tem dciado
em caso algvnn de e:-.:irpar os vermes, quer em
cranos quer em adultos, que se acharao amic-
tos destes inimigos da vida humana.
Nao dentamos de receber constantemente
attestaedes de mdicos em favor da sua eficacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsificaces, de
sorte que deve o comprador ler muito cuidado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
?eiU3l!CeB.iFAffliSTflCK
Jatroph
Manpoeira
-
Esse mi illwn 1H11 de r/W tffi.-acia reconhecida
110 beribi-ri e ..nrras 111 >!' f'as cu. que predomina a
hydropi'.-ia. ki-Iih-m: u.oiirn-ido em sua prepara-
caO, Ofracas a urna itov formiln de um distincto
medico desta c > q.:- comente o absizo
assignado est bW'- a melhoiar lbe o gobio r ih-.iro, ni todava alte
rar-lhe as propii'-i'1- s m-' n-amintosas, quose
conservan) cmd n w*yct activi.:il.', seno^maior
em vista do modo por quo etta tolerado pelo
estimago.
(.'>:'*> r.-po>iito
Na pharmacia Ooucvi(;"-, ua do Marques de
Olimiu o 61.
.pilii)
Aluge.-se lim sitio c"in nrvnrus d. fructo e cusa
pistada- de novo ; ii" trawesa us Pernainiuc-
as n. 1 : a tratar n ra da Concordia n. 57.
Qora certa ei 3 das sem outro medicamento
JPAMIM 7. Poulevari
1 -JfAUlM
ciaiKno Jo)1 Diai
A viuva e t!los do tull culo (..' muiIiiio Jos Das,
convidam a rodos oa st-uo o.-rrn'-s e anvg.is aos
do fillecid.i, para ai-siptirpm a irista qm- manri^m
celebrar por sua lua ii:i.i Riba-mar, no suhbado l d i crente, eetioio dia
?de seu fileciieuto. Desde j agradeeem a toan
que corapar.crreui, dando assim mna prora de
sua r.inizad-.
mm
luiO barato
Aluga-se muito barat a casa u. 31 da ra do
General Ser, untign "o J.ii-mim ; a. tratar junto.
Bom negocio
V*nde-se nm eitb-'le.cm*ati fe, nolaado e
padaria, em Pa'uime' (U'm) uirg-t i* feira, a me-
ihor localidtadc >l'" iu_-r : :> tratar no msmo, on
iuh Diieita n. 16. vi:ido hianu). e o motivo da
venda te dir o ue'cud'-nr.r.
16,600 PECOV'PENSA aA016ftL 16,600
A Quino-Iisroche cor.teai lodoR o<; o mbsn JTITRRI IflINA^in
nritici' ; i. tem um posto muilo bi.ix; i CnriIJUIlX \Jt}\J
agradavel, e rioiaos oaUos vinfaos a feliz corobmacao de um sal de len-o
p \iropes de quina; contra o desca- com a quina. E' recommendado contra
ment ues forras e da tneraia, as a/ferirs a pobreza do tangue a cAloro-anmia, as j
- febres inveteradas, <>!.-, rouseguvuios do parto, etc.
ar!*, 12, ra Orouot. o r.tt prtnoipaes ?;-art.:s:as do 19uado.

V




1
}
\
i a


\
Diario de Pernarabnco(Juinta-fcira 13 de Janeiro de 1887
-
Especial
Magnifico assucar refinado, tem ignal ueste
morc-do. KefinacSo Salgoeirn, 445 numratele
phonico. Ba Maicillo Dhs n 22.
TiBtsri Oana
PARA TINGIRA
barba c os cabellos
Leilura para senioras
e dourad os a 2(5000.
douradoB a 500 ris o

'
Estt timar tinge a barba e o cabellos ins-
tantneamente, dundo- Ihea urna bonita cor
e natural, inofensivo o sea uso simples e
rpido.
Vende-eo na BOTICA FRAN'CEZA E DRO-
GARA de Ronqoyrol Frere, auccessores de A.
CAORS, ra do bim-Jusua (antiga da Qraz
a. 22.

:
Curso primario c se-
cundario
Ra Mrquez de Ilerval n. 33
Jos de S nza Ocrdeiro Himoes, participa ao res
peitavei publico e em particular ao* pas de seas
alumnos, que cu estubelecimento de instrucciio
primaria e secundaria atirir-se-ha no da 10 de
Janeiro prximo viodourc ; outroeim, que contina
a aceitar alumnos infernos, mei-penaoniataa e
externos.
RVcife, 30 de, Deaembro de 1886.
Bom emprego de
capital
Vende-se por barati preco o sobrado n. 25 da
ra da Moeda, de um andar e t>ota>, slidamente
construido e em ptimo estado de cuneervaco,
n-nden'lo annaalmenle 6964000 ; a tratar na ra
Luqtie de Caxina n. 73.
S*rofcssora
Broches nikelados
Booites grainpos1
mago.
Esplendido sorlimento de galops de vidri-
Iho.
Grande variedado de leqoes de eetim a
4J000.
Frizadores americanos para cabello a 300
ris o maco.
Setas dt phaotasia para cabello.
Bonita colleccao de plisss a 400 ris.
Brincos irnitacao de br>lhnte a 500 ris.
Aventaes bordados para creangas a 2)5000.
Cbapus de fustao e seen para cran-
os.
Sapatos de merino .setim para crean
fas.
Meias brancas e de cores fio de Escocia.
Pomada de vozelina de diversas qualida-
des. *
Sabonetas finos de vogelina e alface.
Extractos finos de Pioaud, Ouerloin, e
Labia.
Lindas bolsas de couro e velludo.
Fichas de 1.1 para sendera a 10*00.
Sapatos de easemira preta a 2($000,
Thesouras para costara de 400 ris a
3000.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
Immensa variedade de botes phantasia.
E milliares de objectos proprios paro tor-
uar ama sen hora elegante, e muitos ou-
tros indispensaveis para uso das familias
tudo por procos admiravelmente mdi-
cos i
EXPOSITIO; J UNIV*1878
M.ailli 'Or^TGroixtC.Talier
LO UM HAUTES KCOmMMSES
OLEO be QUINA
E. COUDRAY
' Urna senbor competentemente habilitada, pro-
foe-se a Icctionar em cOlegios e cusas partcula-
-en, as setruiutua materias : portgu^z. francez,
msica e piano ; a tratar na ra do Mrquez du
Herval n. 10.
Criado
Pre rita se
tero 26.
de cm criado .narua do Sebo uu-

'

.




' -

' .
'*
A'salis cantos
Mara do Livramento, \e!ha ocfpenara e pau-
prrima, pede lis almas Cridosas que Ibe mande
urna esmola pelo am..r de Dais. Mr* no beceo
do Bernardo n 51. E' urna obra de caridade.
\a Graciosa
- Usa a do Crespo 9
Duarte *& C.
.T HUMMDO PM RMWUIUD0GUELLO
Rseommendamos ete producto,
considerado pelas celebridades medicas,
pelos seos principios de quics,
eoao o mis poderoso regenerada- que st coakece.
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PERFUMARA DE LACTENA
letaanenii pelis CltarMides Ie4icu.
GOTAS CONCENTRADAS para o leseo.
O0 DIVINA dita agua de saude.
ESTES ARTIQOS c'hIm-SE NA FABRICA
; pars 13, ne d'E.ghiea, 13 pars
(Depsitos en todas as Perfumaras, Pharuiacks
e CabeUereirus da America.
tea
LOTERA do cear
40 0:000* ooo
INTRASFERIVEL!
Corre quarta-feira, 12 de Janeiro.
Lid vigsimo tiesta importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
TcTerna y*
Vende-se a Uveroa bem afreguezada, do Porte
do Mittos, o motivo da venda se dir ao compra-
dor : a tratar na ra de 'Maris e Barros n. 9.
Uqiiiiki de Od de
anuo!!!
S9--BDB DlIU IB GBIlUh-59
Oleo para machinas
Superior qualidade, a G/400 a lata de cinco
cales ; vende-se na fabrica Apollo e em seos
depsitos.
Venda de engento
Vende-se o engenhn Bnrra da Prat, oa!r'..ra
'.). sadni, topei'o. a urna l>.goa de Calende, eom
terreno osra 2.000 Acs de asaiicsr, de muito boa
produc;ao para diversos leguoies, b vivencia, destilaco. casa de rurinlia movid a
agua, > stnlKria, etc., tudo milito bem in'.ntads.
F*z-se negocio a pmeo, com a'gum dinbeiro
vit-ta : a trufar com o proprietario, no mesmo en-
genho, Primenio Duarte Ribeiro.
Tainhas
Vende-se tainhas
de superior qualidade,
em quartolas e em bar-
r s, mais barato do que
em outra qualquer
parte; na ra de Pe-
dro Affonson. 11.
. i
^


l6 HYGENCOS para TODCDOR da PELLE e para FAZER i BARBA I
(Estes .Sabcnetes os zaaim flaot do Mundo sao excellentes contri *m AfTeccoas q,
dH pelle o as Picadas mm
DE MOSQUITOS. =
Oppoado-so a accfio dos Mialmas e Microbios do ar e das aguas S
alo uecossarios contra as molestias contagiosas e epidmicas. cy
LlA-SE A BOCHURA EXPLICATIVA^
Exlje-se a Marca de Fabrica A' M^llabd
VENDE-SE 1 TODA 1 PETE US HOSIEUiS, PIIUACUS E PEBFD11BUS cr
A. JOUBERT, .:?;:: Pharmaceutico de 1 Classe S
8, Ra des Lornbards em PARIZ. e.
2 MCDICINAES. creme bareges m fhiccoe^ banhos i
Lindiasimos riscadinhos a 160 e 200 rs. o co-
vado!
Nansak, cores firmes, a 160 o dito I
Crct.-!ui:s claros e oscuros a 240 e 280 o dito !
Popelinas com listas de seda a 240 e 280 !
Meias superiores para enanca a 24 a duzia !
(inardanapoa de linho berdados a 3 a dita.
Atoalhsns alvo,2 largaros, a 14200 o metro!
Bramantes aup^riores a 9L.0 o 1200 o dito!
dem de puro linho a 2.4 o dito !
Setnetas lisas e bordadas a 400 o covado !
Betalhos de setins e sedas que se liquidam por
metade do eosto.
Setim maco de cores a 800 el/o covado !
Popelina de seda branca a 500 rs. o dito .' de
800 rs.
Pannos de diferentes cores para mesa a 6C0,
U200e XI600 o covado.
Damascos de las para eolias, 2 metros de lar-
gura, a 1#800 o dito!
Cretones assetinados, dem, a 800 o dito de
14500.
dem com lindas puisagens para chambres a
400 rs. o dito.
Cortes de easemira inglea a 34500, 44500 e
64000.
Cheviots superiores a 34 o covado, 2 larguras
Caaerairaa diagooaes a 14800 e 24400 o dito.
Klanella americana azul, a 14400 o dito !
Fichus de 12 a 14500 e 24. *
Chales de easemira bordado a seda a 64 sao
de 154 cada um.
Capas de la de todas as cores a 34, 44 e "i.
Esguies para casaquinbos a 44 e 44500 a peca.
Madapolo americano a 54 e 64, 24 jardas.
Camisas para senhora (so bordadas) a 34500 e
54000.
Saias de excellente fazenda a 3450O e 4.
Vestuarios de l para criancas, de 154, para
acabar, a 74 e 84.
Cortes de fustao para collete a 24 !
Grande porcao de retalbos de chita, brim, las
e muitos artigos que se ven iera Larato.
Chapeos para criancas a 3.
dem psra senhoras, de 124 e 154, para liqui-
dar, a 6 e 7.
59Ra Duque de taxias-i0
Garneiro fla Ma&C.
240:0001000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
INTRANSFERIVEL!
Corre segnnda-feira, 17 de Janeiro
LOTERA DE ALAGOAS
200:000^000
Esta acreditada lotera corre terca-feira, 11 de Janeiro
Aos 1.000:000*000
200:000*000
100:0001000
GR.IA BE
DE 3
LOTERA
. Em favor dos ingenuos da Colonia Orphanologica (sabe!
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Ex receo a U Se Malo He 1831
0 ttaesonreiroFrancisco Goncakes Torres
'
\
DOMESTIC
S.io reoonhecicas ser as mais
elegantes, as mais duravcU
em todos os sentidos.
AS
circulares
os estylo
com
diri
Para preces, e
illustrac5es de todos
jaco se
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NEW YOB, S. A.
Tetephone n.158
ORIZA LACTE CREME ORIZA ORIZA VELCUTE
aos Consummidores
perfumara oriza
PARS 207, Ra Saint-Honor, 207 PARS
OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA L LEGBflND
deceM wm muceest e favor publico t
X' i eiHt II ajUm w %u < Z' k at nulidad IoalttriTiI
as lUrtaM. J i lojvldad ie im iirliBi.
HAS SE IMITA OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA
um Ungir ao scu giMa 4a dallcadeu parleicSo.
A apparencia exterior testas imitares sendo idntica aos Verde*
k deirom Productos O rita, os consumntiAores dterdo se
precaver cotUra este commerexo xUxcito e considerar como
VjLT^ contra/acedo quauuer producto ie quaiidade inferior
*^^ vendido por casas po
por casas pouco honradas.
SAVC VELOUTF.
Xamaua do Catalogo Uluatrado pedido franqueado.
I
A Revolugo
A' roa Duque- de Casias, resolveu vender
os seguintes artigos com 30 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachemira bordada a 14500 o covado.
Mirins de cores fiooB, a 900 e 14200 o co-
vad).
Ditos prttos a 14200, 14400, 14600, 14800 e
24000 o cavado.
Las mescladas de seda a 600 ris o covado.
Ditas cora listriohas de seda a 560 ris o dito.
Ditas com l dichas a 600 ris o dito.
Lindas alpacas de cores a 440 ris o covado.
Las com quadriohss, a 400 ris o covado.
SJGare com bolinlias de velludo a 800 ris o co-
vado.
Setim maco lavrado a 14300 o covado.
Seda palba a 800 ris o covado.
Ditas de corps de 24 por 14000 o covado. '
Setim maco lito a 800 e 14200 o dito.
Grs de aples preto a 14800, 24000 e 24500
o covado.
Setinetas lisas a 320 e 400 re. o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 rs. o dito.
Ditas prelas finas, a 500 rs. o dito.
Fustofs brancas e do cores a 320, 400, 440,
500 e8G0 rs. o dito.
Zepbiros finos, escossexes, a 500 rs. o dito.
ZephireB de quadriohoa a 180, 200 e 240 ris o
covado.
Zepbiros lisos a 1J000 o dito.
Alpac&o de cor para pnlitot, a 14000 o dito.
Velludilhos lisos e lavrados a 14000 o covado.
Cretones finissimos a 240, 260 e 240 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 360, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 14800 urna.
QSeda escjssf za a 360 rs. o covado.
Colchas bordadas a 44, 54, 74, e 84000 ama.
Ditas de crochet 84500 dita.
Camisas bordadas para homem a 304000 a do-
ia.
Ditas para aeiihoras a 304000 a dita.
Cortes de easiaira finos de 34 a 84000 um.
Casacos de laia a 1000 um.
Fichas de retroz a 14000 um.
Ditos, de peilucia a 64500 um, (bordados).
Cachemira de cor a 14600 o co'ado.
Flanella americana a 14400 o dito.
Cortinados bordados a 64000 e 74000 o per.
Ditos de crochet a 244000 o par.
Meias para homens de 24400 a 94000 a da-
ra.
Ditas para senhoras de 34000 a 124000 a du-
zia.
Mantilbetas de seda a 64000 ama.
Espartiihos de couraoa a 44000, 54000, 64000
e 74500 um.
Toilett para baptisado a 94000 e 124000 um.
Lencos brancos e com barra a 24000 a duzia.
Anquinbas a 14800 rs. urna.
Brim de linbo de cor a 14000 a vara.
Dito pardo a 14000 a dita.
Esguio amareo e pardo a 500 ris o covado.
Chales de mirin lisos a 14800 um.
Ditos estampados a 34000, 34500 e 44000 um.
Cortes de cachemira para vestidos a 184000
um.
Redes Hamburguesas a 104000 urna.
Panno de crochet para cadeiras e sof a 14000,
14200, 14600 e 24000 om.
Henrique da Silva Moreira.
(Docheira venda
Vende-se nina cocheira com bous carros de
passeio, betn localisada e afreguezada, por preeo
muito mdico em rscftn de ten dono nao poder
administrar psr ter de fater ama viagem ; os pre-
t-nd>-nts acbare com quem tratar ra Duque
de Cazias o. 47.
ilKMHtt
omusm________________
P CLiERV VM*-ts en toda s ssrts
Esta seductora
Um
600:OOOSOOO
lotera corre sexta-feira. io de Janeiro, de 1887
vigsimo habilita a tirar 30:00$000
Os billietcs dcstas acreditadas loteriasacham-sc yenda na
RODA DA FORTUNA
36--Rua Larga do Ro$ario--36
Bernardina Lapes Atheira.
i
200:000$OOO
IMAM Di
EXTRACTO DA 6* PARTE DA Ia LOTERA
EM BENEFICIO DA SANTA CASA DE MISERICORDIA
Terca-feira 18 de Janeiro
AO MEIO DA
Esta lotera, por algum, tempo retirada da circulajao, devido a grande guerra que)
lhe promovern], como do dominio publico, vero novamente tomar o seu lugar de
urna das vantajosas loteras do Imperio. '.
O agente pede ao respeitavel publico a sua benevol i attenclo para o plano das |
LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso publicado nos jornaes e impresso no ver-
so dos respectivos blhetes. O plano desta lotera o nico que em 50 000 nmeros I
distribue
12.436 premios, ou qaasi a quarta parte !
Ainda mais : esta a nica lotera que premia todos os nmeros cap s dous al-
garsmos fnaes forem iguaes aos dos
OuiDinadePelletier
ou das trez Armas
O Sulfato de Quinina Pelletier
preferido por todos os mdicos, por
ser inteiramente puro, contra as
Enxaquecas, as Nevxalgias, os
Accessoa de f ebr e, con tra as f ebres
intermitientes e paludosas, a
gota e rheumatismo, e os suores
nocturnos. Cada capsula, da gros-
sura de urna ervilha, contm 10 centi-
gr;,i/imas de sulfato, e nella l-se
PELLETIER. Es tas capsulas tem >^X
accao mais prompta e maisfunm
segura do que as pilulas eVJ7
confeitos, e engole-se mais fcil-
mente do que as bostias.
Deposito em PARIS,8,RuaVivienne
e as prinolpttl Pharmiciti a Protirias

>
QATRO PREMIOS MAIORES
100,5
eos
m
404
A SABER:
s duas letras finaea do premio de.............\.f.....
s duas letras fnaes do premio do.....................
s duas letras fnaes do premio de...................,.
s duas letras fnaes do premio de.....................
200:000000
40:0005000
20:0000000
10:0000000
Tambera sao premiados todos" os nmeros das centenas dos quatro primeiros
premios.
Alm estes, tem esta lotera grande quantidade de outros premios de bastante
importancia. E' tara bem esta a nica lotera que garante quera comprar 100 nme-
ros de terroinac5es diflVrentes 32 1/2 % independente dos premios avallados que
possam sahir na extraccao.
TODOS OS PREMIOS SAO PAGOS SEN DESCONT
A's extracjSes sao feitas em edificio publico e sob mais severa fiscalisaQSo por
parte das autoridades.
Os blhetes acbam-se venda na agencia e em todas ss casas, em Santos, SSo
Paulo, Campias, Rio Grande, baha, Cear, Maraohao, Para, Amazonas e em Per-
nambuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO.
0 agente no Rio de Janeiro
Angosto da Rocha Montoiro fialo
23Ra de Uruguyun23
Gotta, Rheumatismo, Dores n
Solugo do Doutor Clin
o
Laureado da Facilidad da Medicina de Paria. Premio Mootyon.
1
A Verdadeira Soluco CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Affeccoes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores arricuar e rAuaculares, e todas as vezes qpie necessarto calmar os
soffrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solucao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
1193 Urna explioasio detalhada acompanha cada ateo.
Exigir a Verdadeira Sohicao de CLIN & Cie, de PARS, que te encentra em
^ tata do* proguistat e PharmacuticasJ________________i_____^
A' Honda
liua Buque de Caxlas n. IOS
Cbama-ce a attenclo das Exmas. familias par
os primos seguintes :
Luvas ac seda preta a 1^000,o par. (
Ciatos a'l#000.
Luvas de pellica por 2f5O0.
2 caixas de papel e envelopes 800 rs.
Lavas de seda cor granada a 2J, 2/500 e 3*
o par.
Suspensorios p: ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 3.
Fitas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro. .
Albuns de 1/500, 2f, 3fi, at 8/.
Ramea de florea finas a 1/500.
Luvas de Escossia para menina, lisas e borda-
das, a8C0e 1/ o par.
Porta-retrato a 500 rs., 1/, 1/500 e 2/.
Pestes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Anqoinbaa de 1/5P0, 2/, 2/5C0 e 8/ urna.
Plisss de 2 a 3 ordens a 400, 500 e 600 rs.
Espartilbo Boa Figura a 4/500.
dem La Figorine a 5/000.
Pentes para coco com inBcripcSo.
Babadores com pintgra e insenpeoes a 500 rs.
Estojos para crochel a .000 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de rargura a 3/000, 4/000 e 5/000 a peca
Para a qnaresia
Gslo de vidrilbo metro 1/.
Franjas de vedrilho a 1/,
Luvas p retas de seda e Escocia.
Franjas e gales finca a 2/500, 3/e 4/ o metru^
Para o carnaval.
Lindas mascaras.
Biinagas de p de arroz.
dem idem de ouro.
dem paifumadas.
Lindas franJHS de seda de cores com frocos pa-
ra eufeitar vesfuarios de mas caras a 1/ e 500 rs
o metro, farendn qi.e j costn o metrn.
BARBOSA & SAiSTOS
WHISKY
ROY AL BLEND marca Vi ADO
Este excellciite Whisky Eseassss preferive.-
*o cognac ou uguardeu^e de canoa, para tartificar
j eorpo.
Vende-se a retalho 'nos a. ibHrea ancaaen
ool hados.
Pede BOYAL BLEND maro fTADO cujo tv*
sos e emblema sao regietrados para todo o Brasil^
BROWNS t C, agente*
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1
i- ip^^bc; .>_

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Diario de PcrDainbnco(Jniotafcira 13 de Janeiro
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TRADUC^AO
DE
PALKiniO DE IARIV
(ContinuagOo) '
CAPITULO XVI
MA DESILLUSAO
Dous oa tres, de physionoa)ia3 resig-
nadas, difficilmeute consoguiam occultar al-
guna hocejos.
< Os dous membros do Iaatituto trabara
continuado a aua discussao a proposito dob
do Norte.
t Com certeza, tinhara consagrado o
tempo da leitura do primeiro acto ein pro-
curar argumentos.
Desde esto momento, vi-me julg do e
conderonado.
1 Continuei a minha leitura, e comccei
o segundo acto, triste o desanimado.
Terminada a pega, e juro-lhes que o
tempo necessario para chegar ao fim roe
parecen longo como a eternidade, passei ao
gabinete, do comaoissario imperial, esperan
do a sentenga do illustriasitno areopago.
c Foi o proprio commissario quera me
trouxe essa sentenga, e procurou innme-
ros rodeios e extrema delicadeza para me
dizer que estava recusada.
t Nao poderi.s imaginar, meu querido
Mauricio, a que ponto a appareneia dis-
trabida, gelada, extraordinaria, d'aquella
iroparcial comraissao de leitur* se parece
com um jorro de agua fria langado sobre o
fogo do enthusiasmo artstico, e cora urna
violenta pancada sobre a nuca do es2riptor
desmoralisado !...
c Nem um conselho, nem urna critica
agoavel, nem um gesto que anime parB o
turo I...
c E' odioso e nullo !...
< E' para destruir as mais corrosas r solucSes, para despedazar as mais enrgi-
cas perseverangas 1...
* E' para que se renuncie para todo o
sera pro litteratura !...
Brrrr 1... quando pens no que rae
aconteceu ; tenho trio !...
Gilberto calou-se.
Tinha eomegado a sua longa, narragao
cora urna certa alegra, senai real, pelo
menos apparente.
Mas, medida qua avangava o desani-
mo tinha-se apoderado d'elle cvidentemeu
te, e a irnica amargura que Ihe transbor-
dava do corago fazia-se sentir as suas
palavras e na intonago das phrases.
- Entao, perguntou Leontina, depois
de um momento de silencio, trouxe a sua
peca ?
M<-tti-a debaixo do bracu com toda a
gravidade, e deso a escada como athleta
vencido, mas que, raesrao na derrota, con-
serva e guarda a sua dignidade. Entrei
para um coup, que passava, e chegraos
aqu; ha pouco, eu e o raeu manuscripto !...
Est all, dentro do meu chapeo !... Ah I
pobre manuscripto, sonbavas cora melhor
destino !...
Eroquanto Gilberto fallava d'este modo,
rilbarara era seus olhoa duas lagrimas in-
voluntarias.
Vamos exclamou Maur ci apertan-
do-lhe a mao, coragem, meu amigo !...
Porque te afliges d'esse modo ?...
Porque 1... Porque pergunto a mira
proprio se me illudia a ponto de acreditar
que tinha algum talanto, ou se nao passo
de um parvo. Mas nao A minha peca
tem defeitos, por certo, que s2o o resultado
da minha falta de experiencia, mas tem
qualidades aproveitAveis; o assuropto ori-
ginal ; os caracteres estao bem estudados,
o estylo mais do que suficiente !... Ah
porque razao nJo segu eu a carreira, ma-
rtima en vea da ltterari I...
- Sabes o que deves fazer? disse Mau-
ricio, iotetvindo, para socegar um pouco o
seu amigo.
Nao.
Pois vou dizer t'o. mas era pri-
meiro lugar proraette-rae seguir o meu cotP
ceibo.
-- Prometto.
Pega na tua peca, supprime lhe al-
guna dilogos mais extensos, accreseenta-
lhe dous ou tres completo, e -aprese nta-a,
em um dos nossos quatro theatros do g-
neros. Sers bem recebido.
Jnlgas ?
Do certo.
Mas se for rejeitada outra vez?
O que arriscas tu ?
Pois seja assim.
Decides-te ?
Decido.
Ora anda bem.
Esgotsrei o calix at s fezes. Per-
cerrerei cm toda a sua extensao, so for pro
Deixo-te, raeu amigo, disse, Leonti-
na levaQtando-se; nada justificara a mi
nha prcsenCH aqui, estando um estranho
em tua cana; e indispensavel que era
urna so supposiyao ruan/he aquella que ha
de ser tua nalher.
CAPITULO XVII
MECENAS
Leontina trocou um temo clhar com
Mauricio, un soriiso amigavel com Gilber-
to, e retirou-se.
Quasi no mesmo instante, Jos fez en
trar o senhor Vaunoy que, antes de pene-
trar no ateiier, langou o redor de si um
olhar furtivo, e eoa que transparecia urna
certa inquie.tagao.
O banqueiro pareceu tranquilhsar-ee o
fcar encantado, vendo nicamente os dous
ciso, a escala descendente dos theatros, e
talvez que o Petit Lizaiy consinta era re-
presentar a minha peca. E ainda urna
questao para resolver ; de ve ter os seus
suteres.
Entao, aeJhor Gilberto, tenha cora-
gem 1 di8sc LeAtina cora voz roeiga e me-
lodiosa; nao tenha esaas tristes ideas!.._.
Coragem, oh tel a-hai~porque a mi-
nha felicidade depende do nfeu xito. A
derrota raatar-me ha, porque amo Marga-
rida com todas aa firgas da minba alma,
do meu coragao!... Erafira, amo-a como
Mauricio a ama a si, e creio que nao pre-
ciso dizer-lhe mais nada.
Ti-ns ainda um anno, disse Mauricio,
mais do que suffioionto para couseguires
0 que dse)as.
Sim; raas tambom mais do que
suficiente para nao conseguir nada.
Oiha, meu amigo, o desanimo o
peior de todos os conselheiros. E tenho
urna excellente idea.
Qual ?
Estou as melhores relagoes com um
jornalista influente, e que tambera um
auctor dramtico muito applaudido. E'
bastante serviga] Levo-te a casa d'elle,
e faeilictar a tua estra. Tenho a cer-
teza d'esso.
Como se chama ? perguntou Gilberto.
Jorge do Co<;'snon.
O chrouista do Lucifer t
Sim.
E' um rapaz de talento, mas nao me
agrada ligar-me com elle.
E porque "
Tem urna reputacao pessma.
O que dizera d'elW?
Entre outras booms, que ftz da sua
penna um estllete, e que, emboscado atraz
do seu jornal grita: A bolsa ou a vi-
da !... *
Meu amigOj preciso nao acreditar
se nao na raetade do que diz.
Mas parece-rae que a raetade j
1 demasiado.
Tena razio, pr>firo, pois nao acre-
ditar em nada; alera d'isso a litteratura, e,
principalmente, o jornalismo, ao lado de
um pequeo numero de nomes sera man-
cha, qu'-int8 repuiag'"! duvidosas encon-
trars ? Quando, entre os teu3 collegas,
se eucontrar uro que qu';ira e possa ser
til, nao indague coro muita insistencia a
sua vida ; nao te tacas amigo d'elle, se as-
sim o queres, mas aseita os seus serviyos
sera escrpulo. .. senao, renuncia desde j
carreira que teacionas seguir. Julgaa
que te digo a verdade ?
Julgo.
R-.nuncias a ama tolice que nao tem
importan jia alguraa '?
Renuncio.
Muito bera. Nntao... amanha ou
depois do amanha acorapanhar-te-hei casa
de Cosnon.
No momento e que Mauricio diza estas
ultimas palavras, rosoou a campainha na
saleta, e Jos veio aununciar a seu amo
que o senhor Bar3o lhe fallar.
Manda entrar o Sr. Barao de Vau-
noy, responden o artista.
FOLHETIM
0 OOK^INBA
^p por r
riLOTVAL
rase
TERGEIRA PARTE
kl llMMl DE ADS4
(Continuacao do n. 8)
VII
amigos.
Gilberto dirigi se pressurosamento ao
encontr da visita, o aprcsentou-lhe Mau-
ricio.
O senhor de Vaunoy respondeu a esta
apresentacao cora blgumas phrases de po-
ltica banal.
Depois, entrando immediatamente em
materia, pedio ao artista que lhe mostrasse
os seus melhores quadros.
Mauricio, como fcilmente se supp5e,
apressou se em satisfazer o pedido do rico
comprador.
O senhor de Vaunoy, escolheu dous qua-
dros de genero, de media grandeza, sem
fazer a menor observajao acerca do prego.
Pedio ao artista que lh'os mandasse n'a-
quella mesma tarde.
Depois, examinando o ateiier, abrindo
os albuns, examinando os esbocos, o ban
queiro parou diant-j do pastel era que Mau-
ricio trabalhava.
Que maravilhosa cabega I... excla-
mou elle, affectando indifferenga a respeito
do rosto reproduzi lo, e fogindo extasiar-
se perante o mrito do artista, um re-
trato ?...
Quasi, senhor.
Esta cabe ja encantadora, e julgal-
a-hia resultado da imaginagSo... Com cer-
teza idealisou a expressao...
Muito pouco, posso affirruar-lh'o.
Este pastel foi-llie encoramendado ?
Nao, senhor.
Entao nao pertence a ninguem ?
S a mim.
N'esse caso, compro-lh'o.
Perdao, senhor, comegou Mauricio.
O banqueiro interrompeu-o.
Oh! dissa elle cora vivacidade, fique
descangado, nao haver discussao por cau
sa do prego... Ainda nao vi nada tao
admiravel, nem que se podesse comparar
lhe como desenlio e como execucao..
sejara quaes forera as suas exigencias a
respeito d'esta obra preciosa, aceito-as..,.
Cera luizes parecem lhe sufBcientes?...
Est1 pastel nao para vender.
Confesse antes, meu caro senhor
Torey, que acha o raeu offerecimeuto in-
significante.
De modo algum, mas...
Vamos, proseguio de Vaunoy, junte
este past-d aos dous quadros de que tive a
felicidade de fazer acqirisigao, e accresem-
tarei quatro mil trancos quantia prornet-
tida. Est dito.
Aceitar quasi que seria roubar-lho
o dinheiro, senhor, respondeu Mauricio.
Crea que nao me illudo com o merecimen-
to das minbas producgSes, a ponto de ima-
ginar que um pastel teito em tres das va-
ina quatro mil francos...
E' urna phantasia; e creio que, para
satisfazer urna phantasia, tudo barato. .
Este pastel agrada-me, e sou muito rico ;
portanto, pagando-lhe caro, quasi que nao
don nada por elle... Os artistas que sa-
bem gastar dinhsiro... Acoeita pois, sera
escrpulo o capricho d'estes pobres diabos
.ni Ilion arios, que nao sabem senao jun-
tar!.-. Alm d'isto, o meu dinheiro po-
der ter melbor applicagao do que em re-
compensar um talento tao excepcional co-
mo o seu ?... E prestar-me ha um
grande servigo Tenho no meu gabinete
um pastel de Latour, que nao tem outro
que faga symetria com elle, e esta cabega
ficaria all maravillosamente. Estamos de
accordo ?...
Tenho immansa peni era dizer-lhe
que nao.
O que 1... Recusa V...
Sim, senhor.
Mas se lhe offerecosse seis mil fran
eos... seta... dez ?
Poderia offerecerme, senhor, toda a
sua riqueza, que eria impossivel aceitar.
O senhor do Vaunoy sorrio.
Cornejo a coraprelnder, diese elle,
ha nissj.uma questao de coragao, nao
verdade ?
Mauricio incliuou-seaffirmstivamente.
Oh Daus raeu, exclamou o banquei-
ro, parque nao me disse isso logo... Est
acabado... nao insisto...
O que muito Ui agradego.
Agora, que temos tratado dos nego-
cios urgentes, rstame fazer-lhe urna pro-
posta, que, segundo espero, lhe agradece-
r.
Se depende de mira aceitar, estou
completamente sua disposigao.
E' muito simples. Comprei ltima-
mente ura castello, distante algumas le-
guas ,de Pars; na estrada de Orleans,
perto de Essone. E' o pavilhao de caga
de nma magnifica propriedade, que per-
tenceu outr'ora familia Este castello, construido no tempo da Luiz
XV, apresenta um speciaieu cumpleto do
molhor estylo da poca. Desejei sujeitar
a mobilia s decoragSes archtecturacs e
ornamentaes do exterior e do interior, e
consegu arrarjar urna mobilia Pompa-
dour, que deixa, ao que rao parece, muito
pouco a desejar.
E' urna idea encantadora a sua.
Nao verdade ? O salao e o gabine-
estre mu
1 t, disse ella,
sempr
s e
Estou
triste.
Ora I respondeu o pequeo, a minha
menina, assim que elle voltar, fi ar ale-
gre.
E' noito proseguio Aurora, e anda
espero, isto acontece todaB ssnoites, desde
que estaraos em Pariz ....
Ah 1 disse Brrichon, o cffito da
capital Bem : est a mesa posta o nao
est de todo roa. A ceia est promta, m:
nba ar?
Ha mais de urna hora p"lo menos,
responden a velha Francisca, da, cosinha.
Bcriicbon cogou a orellin.
6011 capaz de apostar que est l e-n
cima, dissa elle, com o diabo -lo Corcuoda.
E aborrece-mi ver que a minha menina se
lastima tanto. Se ousasse... Atrave6sou
a sala. SfU p tocou o primeiro degru
da que conduzia ao quarto de ru-s-
tre
E'prohibido diss-iell! coinsigo ;
java vt-r o Sr. cavalheiro encolcJkdo
io da outra ve. Ah I aicnio, covti-
jrrichon, por que so occnlta til.!?
Primeiro que tudo eu
.ir, se estivesse no lu
gar dos visinhos, e entretanto nao sou de
certo tgarella, mas diria como os outros :
E' ura conspirador, ou entao : E' um
fei'.iceiro.
__ Elles dizem isto perguntou Aurora.
Ero lugar de responder, Berricbon come-
gou a rr.
Ah I Senhor Deus ex:lmou elle sa
soubessetn como eu o que existe l em ci-
ma : uro caro*, um bahu', duas cadeiras,
uma espada pendurada na parede : eis ahi
toda a raohilia. Cora a breca, interrompeu
elle, no quarto contiguo, que est semprc
fachado, nao sei, s vi una cousa.
- Oque? interrooopeu Aurora viva-
mente.
Oh disse Barrichon, nao nenhu-
ma cousa do outro mundo. Foi nma noi-
te que elle esqueceu-ae de collocar pelo
lado de dentro a pequea placa que o nao
deixa ver pelo buraco da fechadura, sabe ?
-Sei. Mas oususte espiar pelo bura-
co :
i Mas, meu Deas, menina, nao tinha
niaso a menor malicia. Tinha sabido para
ir chamal o da sua parte ; pelo bjraco va-
se luz Espiei.
E o que viste ?
J liie disse, nao fui o Per'. O cor-
cunda nao estava l. Vi mestre Luiz, sen-
tado dint) de una mesa. Sobre a mesa
estava urna caixinha, a pequea caixinha
que nao abandona nunca quando viaja.
Tive sempre desejo de saber o que ella
coctinha.
Palavra I caberia :.Il uma grande quan-
tidade de pUtoIas ; mas nao sao pistolas
que mestre. Luiz guana na sua caiiinh^a,
ura m'go de papei?, assim uma espdfcie
de oarta quadra ta, con tres sellos verme-
lboa peni-otes, do Umanho de ura escudo
de stis libras
Aurora reconheoia aquella descripgao.
Cal'iU se.
Foi isto, continuou Berrichon, esses
pap-is i-.m-ine rustando caro. Pre<-o que
tiz baruHv, pezar \\n a-bi-r andar d^. -
gar. E'le veio abrir h porta. S tive tem-
po oe .tirar uio da" sacada a baixo, e cah
obre os rins. qne aind* me dera quando
lliei toe-. Nio caio n'ou'ra. Mas me-
nina, a qnc.n permittido tudo, menina
3u nd* t-u que reoeiir, vou dizer-lhe,
esrjsvn muito que coiassem nm pouco ce-
do, puu ir ver eutrar-a gante para o bib
------------^^ .---------W
leu Mauricio, e diffi -ilmento poderia
plicar porque me desagrada tanto.
Desagrada-te I... murmurou Gilber-
to eatnpefa^to.
Superlativaroenta.
Ms porque ?
Acabo de dizer-te que nao posso ex-
plical o. Ha no senhor de Vaonoy um nio
sei que desagradavel para "mira, e que,
apezar de tudo, me afasta ddle, e me faz
desconfiar.
Mas isso loucurs.
Nao direi que nSo. Fie^ portanto,
certo que nao farei caso desta absurda e
ridicula antipathia, o farei todo o possivel
para que tea banqu6iro fique satisfeito
com o meu talento e conscieucia.
Oh aesse respeito estou wcegado;
roas atflijo-me por tu ver com elfces pre-
juizos a respeito de um to excellente ho-
mem, que te aprecia como tu mereces, e
e que t'o mostrar por intermedia do me-
tal sonante.
Nao te inquietes, respondeu Maar''
ci, amanha ter-rae-ha passado.
Depois Mauricio bateu duts ou tres
pancadas na port que do atrlier dava para
o quarto de dormir e disse :
Leontina, minha querida Leontina I
Esta appareueu inmediatamente ao cha-
ra amento.
Aqui eslou, meu amigo, o que roe
queres ?
Quero dizer-te que vamos ser ricos...
muito ricos... imraenBamente ricos... e que
ters nm magnifico enxoval.
E' uma insignificancia no niaio de
toda a minha felicidade respondeu Len
tina sorrindo.
Ora, as raparigas dizem isso, e at
o pensara ; raas. no intimo, os boas ves-
te sao encantadores; faltara apaas as ban- vestidos e as coebemiras nao lhes desagra
deiras das portas. Os vndalos que habi-'dam.
tarara aquella propriedade, antes de vjr
dar s roinhas mitos, tiraram e venderam
os melhores quadros de Bou.dion e de
Watteau, e, apesar das minhas pesquzas,
foi impossivel enconfral os. Preciso um ar-
tista bastante hbil para substituir os qua-
dros ausentes, o pensei que talvez quera
encarregar se deste trabalho.
Tora toda a razao |em o pensar, se-
nhor.
Entilo aceita ?
Da melhor vontade. Ser para mim
uma agradavel distraegao imitar esses fres-
cos, dos graciosos mestres do secufo
XVIII.
Pode fazer esse trabalho no seu ate-
iier. Feitas as pinturas, faltar 80 eolio
cal-as nos seus lugares. E, no momento,
indispensavel que veja a casa, para tomar
medidas, c, principalmente, para .-xarainar
o estylo da ornamentago... Emquanto aos
assumptos, deixou os sua escolha, e pode
tratal-os segundo a sua phantasia...
E creia que todos os uieus esforgos
tenderao a justificar a sua benevolente
oonfianga.
Tenho alguraa preesaa deste traba-
lho. Quando lbe parece que possa come-
megal-o ?...
Qaando quizer.
Iramedatamente entao ?...
Estou s suas ordens.
- Nesse caso, amanha, sem mais do-
mora, iremos a Essonne. Oh I a sua au-
sencia nao ser longa. Vamos no cora-
boyo das nove e cinco, e nessa mesma tar-
le estaremos de volta. Convm lhe ?
Admiravelmente.
Espero que o nosso amigo comroum
me dar o prazer de nosiacompanbar. En-
contraremos la almogo e jantar soffriveU.
Da melhor vootado, exclamou Gil-
berto. Esse passeio ao campo agrada-me.
__ Muito bem. Amanha s oito horas e
um quarto a minha carruagem sua por-
ta. Adeus meas senhores, at amanha.
Adeus, Sr. barao.
O banqueiro compriraentou os dous ami-
gos e retirou-se, acompanhado por Mau-
ricio at a escada.
Hen?... exclamou Gilberto, indo ao
encontr do seu amigo, quanjo voltava. O
que me dzes?... E' um Me.-enas de uma
categora respeitavel!
E' um hornera encantador, respon-
Nao digo que me desegradam, mas
que as dispenso perfeitamente.
Assim o creio... s muito bella para
que precises de enfeites. Mos, afinal. a
abundancia uma eousa muito agradavel,
e lembra te, minha filha, do que te dizia
esta manila.
O que era moa amigo ?
Dizia-te que eras o anjo bom da casa;
bem vs que tinha razao.
Oh I Deua
como sou feliz !
meu, como eu te amo, e
CAPITULO XVI
18 picantes mediante a mdica retribuigao
o dez cntimos (40 ris) para cada hornera
e por cada coatradanga, vralsa ou polka.
Junto deste notavel e commodo estabe-
leeiraento eleva se ama casa alta e de ai- .
nistra apparencia.
E' nesta casa (os nossos leitores, devem
lembrar se) que raorava o nosso antigo co-
uhecido Lenidas, o modelo.
Ao sahir do ateiier de Mauricio T>rcy,
senhor de Vannoy ordenou ao seu cocheiro
para o eonduzr Barreira Branca.
Chegado all, mandn parar a carrua-
gem, apeott se, e segua a p o boulevard
exterior, na direegao da Barreira dos Mar-
tyres, parecendo estudar cuidadosamente
as localidades.
Finalmente, chegou altura do becco,
que deeignraos um pou -o mais cima, sob
o nome de becco de Constantina, e all,
pe.rteitamenta edificado acerca da situaclo
topographica do lugar que proeurava diri
giu se para o Jardira da Italia, e entrou
resolutamente na grando casa, que servia
ao raesico tempo de refeitorio e de sala de
danga.
A' excepgao de ama multar, cuja idade
era duvidosa e a feialdadeinexcedivel, ves-
tida le um modo indescriptivel, e cora a
cabega coberta.coro uma tonca de algodSo,
nao estava nidfbsin n'aquella casa
A mulher estava sentada por detraz de
mu balcao pintado de modo que finga de
acaj, e oarregado com pequeos pratos de
estanho, e pequeos mecidas de faina.
Ao tundo da grande casa, urna porta
aberta d*v.i-*cce8so para outros comparti-
ments, deixau lo passar as emanagS^s al-
coolicas dos vinhos de m qualidade, e os
detestaveis perfumes do peior dos tabacos.
Ao ver o senhor da Vannoy, cujo vestua-
rio elegante fazia singular contrasta com a
completa ornamentago dos lugares cm que
se apresentava, a mulher do balcao mani-
festou a sua surpresa cora um gesto in-
mediatamente reprimido, e perguntou com
voz roufenha :
O que pretende o senhor ? Uma gar-
rafa de vinho de primeira qualidade, oa
um clice de anz 1...
Nao bebo nada, pelo menos por em-
quanto, respondeu. o banqueiro, atirando
para cima do balcao com uma raoeda de
cera 80us, pedir-lhe-hei nicamente que fa-
ga o favor de me-dizer se a pessoa que eu
procuro nao est c.
O BECCO DE C0NSTANTI3A
do Palacio Ral. Se a menina subase, se
fosse chamal-o com a sua voz tao meiga...
Aurora nao respondeu.
A menina vio, continuou Bsrrichon,
que nao era tagarella, vie passar durante
todo o da, as carrogas com flores e folha-
gens, os cestos de lampeo .-s, de comidas e
os licores ?
Berrichon passou a lingua pelos beigos.
Como deve ser lindo exclamou elle.
Ah I se estivesses l dentro, que vida le
vava.
Vi ajudar a tua av, gorrichon, dis-
se Aurora. s
Pobre menina, disse elle oomsigo, re-
tirando-se, roorre de desejos para ir dan-
gar !
A cabega pensativa de Aurora inclinara-
se para a sua mao. Nao pensara absolu
taraent j no baile, nem oa danga. Dizia
comsigo mesma :
Chalo ? de que modo ? Nao est
em casa, estou carta Todos os das a sua
ausencu*augmenta cada vez mais. Tenho
medo, interrompeu ella estremeeendo ; sim,
tenho medo, quando reflicto em tudo isto.
Este inyaterio me horrorisa. Estou prolii
bida de sabir, de ver, de receber pessoa
alguraa. Elle oceultou o seu nome, dis*i-
raul-i os seus passos. Tudo isto, bem com-
prehendo, o pengo do outt'ora que ro-
ns: a guerra surda dos assassiaos.
Quero sao os assassinos ? disse ella, de-
pois de ura silencio; sao poderosos, bem
o inostraram ; sao t"U* inimigos implaca-
veis, ou antes mena. E' porqu rae de-
fende que lhe querem a vida ; e nada me
diz, exclamou ella, nunca urna nica pala-
vrr como se o raeu coragao nao adivi-
ohasse tudo, como so fosse possivel fechar
os olhos que araam 1 Quando chega recebe
o raeu beijo, senta-se e faz o que pode pa
ra sorrir. Nao v quo a sua alma est
diante de mim completamente despida, que
com uin olhar sui 1er lhe nos olhos o seu
triuropho ou a sua derrota. Desconf4 de
mira ; nao quer que eu saiba o esforgo que
faz, a lata a que se entrega, nao corapre-
beode, raeu Deua 1 que preciso raii vezes
mais coragem para devorar as rainli is la-
grimas do quo para partilbar a sua missao
o cooibater a seu lado.
Ouvio-se um ruido na sala prxima, um
ruido maito conhacido. sem duviia. porque
ella hvantou-se de repente.
Terei grande prazer em responder-
Ihe, disse a taberneira sorrindo, quanuo
souber quem a pessoa que o senhor
Pedmos lieenga aos nossos leitores para 0ura.
voltar por um instante para traz, e repe Um freguez do estabeleciraen:
tir-lhes algumas linhas que esquecerara de Um hornera que tem os cabellos compridos
certo. ] a barba crescida, e que se cama Leom-
Existe dissemos nos era ura dos prece-1 &Bt i
dentes captulos, existe um bairro immun-, Ah ah o tio Lenidas... Bem
dy e popular, que j nao Par3, que nao 8e.
ainda Montmartre, o que limita o lado di-'
reito do boulevard exterior, dosdo a bar-
reira dos Martyres at de Batignolles.
Os labios*ntreabriraro-8e para soltar um
pequeo grito de alegra. O ruido era de
uma porta que se abra no alto da escada
interior.
Oh I como Berrichon tinha razao. Na
quellc delicioso rosto do virgem nao ae en-
contrava o vestigio do uma lagrima na-
quelle momento, nenhum reflexo de raagoa.
Era tudo sorrisos. O seio batia-Ihe, mas
de prazer. O corpo abatido, ergua-se gra-
cioso e gil. Era aquella flor querida dos
nossos jardins que a noite pende meio mur
cha sobre a haste, e que se abre raais fres-, um sargento comraandando o exercicio :
ca o mais perfumada aos primeiros raios
do sol.
Aurora lavantou-se e correu para o es-
pelho.
Naquella momento tinha medo de nao
ser bastante formosa. Muldzia as lagri-
mas que caneara os olhos e que apagara o
bulbo das pupilas. Duas vezes por da
era assim faceira. Mas o espelho dizia-lhe
que o seu receo era va>, O espelho roan-
dou-lhe ura sorriso tao juvenil, tao raeigo,
que agraieceu a Daus.
Mestre Luiz desceu a escada. No firo
dos degr da na mao e allumiava-o.
-^jslestre Luiz, fosso qual fosse a sua ida-
de, era um rapaz. Os cabellos louros e
annellados cahiaro-lhe na fronte pura como
appareve, a eterna araeaga em torno de a de um adolescente. As tmporas, am-
pias e cheias, nao tiulum a injuria do c'
heppanhul : era um gaulz, ura hornera de
marfi'n, o pre-iisava do masclo desenho
das sus feigoes para corrigir o qua aquella
carnago tinha de um pouco afeminada.
Mas oa olhos de fogo, por baixo da lioha
altiva das jjobrancelhas, o nariz aquilino, a
bocea, cujos labios pareciam esculpidos no
bronze e sombreada por ura fino bigo le,
ligoiramente torcido, o queixo, fjrteioente
cavado, davara lhe cabega ura admiravel
carcter de resolugao e do forga.
Todo o seu vestuario, calgSea, colleta o
gibSo, en do velludo preto com bot5* de
nix lisos. Tinha a cabeg^ desroberta o
trazia espada
Estava ainda no alto da escala e j o
seu olhar proeurava Aurora.
Quando a vio, reprimi um movimento.
Os olhos abaixxram^ forga, o passo,
ausrit apressar-se, iminuio. Un uesses
observadores, que *jtfi?0> Para tu'' :u>a
lysar, teria descob#|Bphrei no primeiro
golp do vista o S'gredo daqudle iiomein.
Ao sahirde Paris pela barreira Blanche,
cncontra-se mao direita uma viella estrei-
ta e nauseabunda chamada o becco de Con-
stantina.
Aa casas sao altas em todo o coropri-
mento do becco, que termina n'ura estabe-
leciraento, taberna e baile publico, conhe-
cido dos habitantes do bairro pela pomposa
denominago de Jardim da Italia.
Um pateo, ora que estao plantadas tres
arvores enfezadas, dois candieiros guarne-
cidos d flores amarelladss e cobertas de
poeira, algumas mesas outr'ora cobertas de
urna pintura verde, agora acinzentada,
bancos partidos e coxos, offerecem aos fre-
quentadores d'aquelle lugar de divertimen-
to, durante a estaglo calmosa, as doces il-
lus3es do campo e os fallazes attrativos de
uma refeigao, que se julga campestre, or-
nada de ura gusalo de coelho duvidoso e
Conheceo?
Perfeitamente.
E est c?
de ura vinho azulado era que ha de tudo,
excepto sumrao de uva.
No invern, urna sala de baila comprida
e baiza, Iluminada por mea duzia de lu-
zes fumosas e nauseabundas, e ornada de
algumas tiras de chita vermelha, substi'.uin-
do os reposteiros, est aberta ao domingo
e s segundas feiras aos amadores da dan-
Passava a^da a contrafazer se. Estava
junto da felicidade o nao quera tocar-lhe.
Ora, a vontade de mestre Luiz era de
ferro.
Era bastante forte para dar urna tempe-
ra estoica, qnelle coragao temo, apaxjna-
do, ardenta como o de uma mulher.
Esperou por miro, Aurora ? disse
elle, descendo os degros.
Francisca Berrichon raostrou o 3eu rosto
bastante corado na porta da cozinha. Disse
com a voz estridente, e que faria honra a
Sim, est l em baixo, no fundo,
cora o seu amigo Galimand, o seu intimo,
o seu inseparavel.
Faz favor de ir dizer-lhe que est
aqui algue.n qua deseja fallai-lhe?
Immediatamente.
A mulher leventou-SH, e deualguns pas-
sos na direegao da porta .de que j .falla-
mos, depois gritn com voz rouca t
Ola, senhor Lenidas, faga favor de
vir c fra.
O que me quer ? perguntou o velho
modelo do interior da casa.
Procuram-n'o aqui.
Est bom, l vou.
E effectivaraente, Lenidas appareceti
quasi inmediatamente.
Ah ah exclamou elle, resonhecen-
do o banqueiro, levando a mao ao chapeo,
ao mesmo tempo que o rosto apresentava
um aspecto de attenciosa deferencia, o se-
nhor por aqui, meu burguez! Estou s
suas ordens.
(Continuarse-h)
Isto nao tem geite, mestre Luiz, fa-
zei chorar assira uma pobre crianga 1
Chorou, Aurora ? disse vivamente o
recem-chegado.
Estava no fira dos degros.
A moga atirou-se-lhe ao pescogo e abra-
gou o
Henrique,
meu amigo,
dissa ella,
danio-lhe um beijo na fronte, sabe perfei-
tamente quanto as mogas sao loucas. A
boa Francisca vio mal, nao chorei, veja os
meu8"olho8, Henri \ae ; veja se ten la
grimas.
Ria-se, tao contente, tao feliz, que mes-
tre Luiz ficou um instante a contemplal-a,
rao grado seu.
Nao me disfest*, Berrichon, disse
Francisca, olhando severamente para Jofto
Maria, quo a nossa menina nao tinha feit >
outra cousa senao chorar ?
At esculo, minha av, disse Berri
chon, eu nao sei, tdvez tvesse ouvido m*l,
ou, entilo, vi mal, a menos qao a nossa
roeuina nao quepa que se saiba que ella
chorou.
Este Berrichon era um espertalhao.
Francisca atravessou o quarto, trazendo
o prato principal da ceia.
O qua nao imp-edo, disso ella, que
a menina esteja serapre s, e isto nao
vida.
Nao lhe ped anda Francisca, para
lastiraar-me, rouriuurou Aurora, corada d^o
despeito.
Mestre Luiz off-recen lhe a mito para ir
p.ra a snl* onde stava posta a mesa.
Seiitarain-sn defronte uro do outro' Ber-
ricoon, cu uo era coaturae, collocou se por
traz de Aurora para a servir.
No fim d.i alguna minutos, que empregou
em fingir que cuiiia, m"stre Luiz disso :
- U-ix .-nos, raeu tilho, nao preciss-
s mais de ti.
Quer que traga os outros pratos ?
perguntou Berrichon.
Nao, apressou-se em responder Au-
rora.
EntSo vou servir-llies a sobremesa.
Vai, dase mestre Luiz, qua indicou-
lhe a porta.
Berrichon sabio, rindo se socapa.
Minha av, disse elle Francisca,
entrand > na cozinha, parece-me que vo
dizer um ao outro cousas dcsagradaveia.
A boa mulher encolheu os hombros.
- Mestre Luiz mostra estar muito zan-
gado, continuou JoSo Maria.
Vai lirapar 03 pratos disse Fran-
cisca ; mestre Luiz sabe raais do. que to-
dos nos ; forte como um touro, apeza' de
ser delgado, e mais valente qua ura Icao ;
mas tica tranquillo, a menina Aurora ven-
cera quatro como elle.
Com a breca I ex daraou Berrichon
estupefacto, nao parece.
E' justamente por isso! disse a boa
mulher.
E, terminando a discusaSo accresccn-
tou :
Tu nao tens idade. Vai trabalhar
Nao feliz, Aurora, segundo pare-
ce ? dissa mestre Luiz, quando Berri-
chon sabio do quarto de dormir.
Vejo-o tao raras vezes 1 rspondeu a
moga.
E aecusa-me, querida fillu ?
Deus rae livre Suffri algunas v-
zea, verdade ; roas quero ple impedir
que nasgam ideas loucas no pobre cerebr
de uraa racluaa t Como sabe, Henrique.
na escuridao, as cii .ngaa tra medo, e. as-
sira que vera o dia, esquecem os seus te-
mores. Sou a mesma cousa ; b ista-me a
[sua presenga para dissipar os nieus capri-
chosos aborreciuientos. ,
Tcns por mim a ternura de uma fi-
lha subraissa, Aurora, disse mostr L tiz,
desviando os olhos ; pgradeeo ta>,
E tero por mim a teruurrflo uiupai,
Henrique ? perguu
Mestre Luis IcvanbSHr deu volt om
torno Ua mesa.
Aurora offoreceu llie urna oad.uV>, e disse
cora alegra nao equivoca :
laso, chegue se. Ha muito tempo
que u'ao conversa nos assira. Recordase
como outr'ora as horas ao passavara ?
(C-Jiitinitar st'ha)______
Typ~do~Drio ra i>u.|m du (irnna u. 4-
n
t


i
r.
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Vi
t:

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