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Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
newspaper ( marcgt )
newspaper ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
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Resource Identifier:
002044160 ( ALEPH )
AKN2060 ( NOTIS )
45907853 ( OCLC )

Full Text

A
*:-'
i
.m
z+m

%

TIO LIIII HIJEO 1
?ARA A CAPITAL E LIGARE \DK SAO SE PAGA PORTE *
tres mezes adiantados................ 6IO0O
Por seis ditos idem.......... ...... l?i500o
Por um anno dem................. 24000
Ca'da numero avulso, do mesmo dis............ 01Oq
\m&-mk II DE JAMBO DE
DE
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantados.............. 135500
Por nove ditos idem...............Ht1* 20*000
Por uro anno idem................. 270100
Cada numero avulso, de dias anteriores.......... 4100
NAMBUGO
* pwpriefca&e tft JHatwel fxgackoa t>t -tarta Jtyos
Os Srs. Amrdfrr Prlnee C.
de Pars,' su os nossas agentes
exclusivos ve ann nucios e pu-
blicarles da F raer a e logia
Ierra.
TELEGRAMMAS
:ss7i:: fasticulas so ::::::
RIO DE JANEIRO, 10 de Janeiro,
s 12 Loras e 45 minutos da tarde. (Rece-
bido s 2 horas e 15 minutos, pelo cabo sub-
marino).
'. Foi apoMeniado o conaelhelro Cae-
inno VleeniedeAlmelda, no cargo de
ministro do Supremo Tribunal de
Aflea.
Fol removido da comarca de
Cintra de I.* entrela para a de
ftonre. de ?.3 enirnncia. ambas no
Para, o Jai e dirolto bacfcarel Car-
los Antonio BodrlKuea do Santos.
Foram nomeadoa julsea de dl-
reo:
Da comarca de sslacnao. na provin-
cia do Maranno. o bacbarel Soasa
Campoa j
Da comarca de S. dono do Plaoby.
na provincia deate nom. o bacbarel
Alvaro de sala Oaorlo Mendes.
Foram nomeados Julzea manlcl-
paea e de orpbos :
Don termo reunido de Pedro II
e Perlpatar. na provincia do Plaaby.
o bacbarel Leocadio Cabral Rapoao
da Cmara t
Do termo de S. loa o da Plaaby. na
meama provincia, o bacbarel Sonza
Martina.
Fol exonerado do reapeetlvo car-
go o actnal chele de polica da pro-
vincia do Plnuby. sendo nomeado
para eubatltail o o bacbarel Flrml-
no Llclnlo da Silva Soarea. Jala de
dlrelto de S. Joan do Piauhy.
"*^sJo nOmead "Tsjadabte" de'
clasae da commlaaao directora do
Prolongamento 1 ferro-va do Re-
cite ao S. Franclaco* o engenbelro
Franklln Bsenlo de asalaaea Se-
ve.
I
PARAHYBA, 10 de Janeiro, 1 hora
e 20 minutos do tarde. (Recebido s 3
e 15 minutos, pela linha terrestre).
Para Ararana. onde appareceo a
epidemia de febre amarella. aegulo
boje am medico, contractado pelo
soverne. am de aoceorrer a pojo
sarao offredora.
Em Bananelras deaae na con-
Bicto. luorunu-eo pormenorca.
:s37i;: n imu mu

(Especial para 0 Diario)
BUENOS AYRES, 10 de Janeiro.
Oa ultimo* boletn da epidemia de
riioli'rii mixbiiN, durante l horas,
conalsnam t
F.m Baenoa-Arrea. 18 caaos novas
e 13 obltoa t
X Boaarlo. caaos novm e obl-
toa t
Bm Cordova. S caaos nevos e I bi-
to t
Em Tiicuman 41 obltoa.
% epidemia augmenta no campo
de Mendoza.
PARS, 10 de Janeiro.
O principe Luis, fllbo do principe
Jeronj nio Xapoleao, rol nomeado of
clnl do esercito i milano.
INSTRUCG10 POPULAR
jflCBOLJSAESSS lilil SOS
(Gonferaicia do professor J. J. Rodrigues)
(Extrahido)
DA BIBLIOTECA DO POVO E DAS ESCOLAS
_
tC o n i i n a a c a o)
NSo sineufe, poiin, u chloreto de cal que nos
falta ; o meeuio auccede meas aeobores, com o acido
phenieo.
Objecto de urna torpe agiotagem, boje o preoo
do aci^o phenieo em Lisboa inaccessvel a bolsa
do pobre.
Extrahido no emUnto do alcatrSo do gas, onde
representa 3 a 5 por 100 do seo peso a deste
acido se perdem diariamente 90 a 100 kilos, ^vol-
vidos as 3 a 4 toneladas de alcatro que, gahidas
das officinas da Compauhia Lisbonense de Iilumi-
nacio a Gaz, sao diariamente consumidas no fabrico
do aspbalto das mas, no calafetatnento das embar-
cacoes, na preparaco do neq'O de fumo, nos pro-
prios fornos, emfim, da compauhia que o qaeima,
a falta de melhor a prove tomento de um to pre-
cioso producto, matriz insubstitaivel de to esplen-
didos e uteis preparados !
Vergonbas nossas, meas senhores que eu expo-
nho k vossa critica e a vossa inicitiva, procurando
na vossa esclarecida opinio o curativo de tama
nbas aberracoes!
depois... mistr que sobre este ponto cogi-
tem os poderes constituidos,constituidos por nos,
que nelles delegamos a autoridade precisa, para
nos serem salvaguarda nos momentos de luto e de
crise,
llavera desinfectantes em Lisboa que possam
acndr a todas as exigencias de urna epi jemia cho
lerica ?
Creio que nao,pelo menos, hoje.
O commercio portuguez, sobre oujo patriotismo
e humanitarios sentimentos nao nos licita a menor
duvida, nao pode deixsr de ser prudente e reflecti-
co, muito principalmente quando eseasseiam os ca-
pitoes ; ninguem querer arriscar-se a encommen-
das enormes de quaesquer drogas anti-ipidemicas
fetas de urna vez e por atacado, sobretudo qoan-
do todos guardamos aiada a eaperaoca de nao
sermos visitados peio terrivel microbio.
Ninguem pode portante censurar o commercio
indgena por esquivar-se a determinacoes, que po-
Jeriam ser a ruina de muitos e nao seriam a fortu-
na de ninguem.
Mas o qne se nao pode admittir nem explicar
que, or falta de deliberafdes precisas por parte
das entidades a quem incumbe esse dever, corra
risco a capital portuguesa de se encontrar a br iqos
com a peior de todas as carestiae. a dos desinfec-
tante!1,earfstia que lbe faculta o transformar-se
mais urde n'um enOrmissioiO foco de iufeccao, de
infeccao. de impossivel desculpa.
Devemos drer, meus senhores, para honra nossa
e completo socego de espirito, que estamos longo
de semelhante e tio negra eventualidade.
Sigamos, porm, coui oa nossos antisepticoa, aala
ofdem por que vo foram ap'resetdos.
Mais tarde volverei a fallsr-vos do acido phenieo,
quando, opportunamente, me passar pela memoria
o capitulo respectivo.
CMoreo de tincoTem este sal urna proprieda-
de importantissima, que falta em lodosos seus col-
lesas anti-micrbicos.
' de extrema solnbilidade, soluvel a tal
ponto que, sendo solido, liquefaz se por simples
abaorpcao da bumidade atmoapberica.
dicrobicida enrgico na dse de 1 por 100 de
agua,raros sao os virus que lbe ressteos.
O commercio, l fra, veode-o solido ou concen-
trado sob a forma de soluto a 45 graos de Baum
N'eate estado tem entre 40 a 50 por cento do seu
p. so da sal secco. .
Branco, ino ioro,as suas solucoes s3o lmpidas
por sso este sal muito recommendavel as desin
eceoes das fezes e vmitos dos cbolericos,prefe-
rivel a', para este effeito, ao sulphato de cobre
(cuja cor pode causar repugnancia aos doentes c
at aos saos, quando observado, por exemplo, do
tundo de urna baca ou por entre os vmitos de um
cholenco.)
Nao prodox, alm disto, o chloreto de sinco as
nodoas asul esverdeadas do sulphato de cobre as
roupks e superficies que por acaso salpique.
Suppoudo que o chloreto de sinco marque 45
graos no pesasaes, se misturarmos cosa 1 garrafa
d'elle 9 de agua ordinaria o mixto resultante tem a
precisa eificacidade para todos os usos para que
o recommendo.
Devo notar outra vantagem do chloreto de zineo:
a de nao atacar seusiveliaente o ferro e o sinco.
Nao auccede o mesmo com o snlphato da cobre
que, a pouco e pouco, deesmposto por aquelles
metaes, abandonando sua superficie o cobre que
o conslitue.
(Continua).
Manoel Torquato de Araojo Saldanha,
Remettido junta medica provincial, a
quem o peticionario se presentar para
ser inspeccionado.
Vinva Azevedo inspector da thesouraria de fazenda.
Secretaria da presidencia de Pernam-
buoo, em 10 de Janeiro de 1887.
O porte iro,
Francdino Chacn.
Ilepartiro da Polica
Secgao 2' N. 15.Secretaria da Po
iicia de Pernambuco, 10 de Janeiro de
1837. -Ulm. e Exm. Sr. Participo a
V. Exc. que foram recolbido a Casa de
Detencao os seguintes individuos :
No dia 8 :
A' oriem do Dr. delegado do Io districto
da capital, Silvino Honorio de Vfacado,
por offensas moral publica, minba dis-
posiefio.
A' ordem do subdelegado do 2 districto
de S. Jos, Victoriano Cesar de Mello,
por disturbios, disposicao do Dr. delega-
do do Io districto da capital.
A' ordem do do 1 districto de A Togados
Luiz Ignacio da Silva, por offensas mo-
ral publica.
No a 9 :
A' ordem do subdel gado do Io distric-
to de S. Jos, Sebastiao Francisso das
Chagas, Francisco Antonio Duarte e Jos
Claudino, por disturbios.
A' ordem do do 1* districto da Boa-
Vista, Severiano Jos da Silva, Gamillo*.
Nevea Bezera e Avelino Cypriauo Bozerra,
o primeiro por disturbios e embriaguez e
os ltimos por disturbios.
A' ordem do de Belm, Pedro de Oli-
liveira, por disturbios.
Deus guarde a V. Exc. Ulm. e Exm.
Sr. Dr. Pedro Vicente de Asevedo, muito
digno presidente da provincia. O dele-
gado encarregado do expediente, Saltutia-
no Jos de Olivara.
Thesonro Provincial
DESPACHOS DO DIA 9 DE .IASEIB0 DE
1887
Porfira de Castro Moura e Libanio Cos-
taCertifiquc-se.
Custodio de Araujo & CAo con sula-
do para attender.
Irmandade do Sacramento o Recife.
Ao Sr. thesoureiro para os devidos fios.
Bernet 4C.-Volte ao S^r. Dr. proou;,
LONDRES, 10 de Janeiro.
MRTE 0FF1C111
1. load do Tbeaouro lomos conta
Interinamente da piula de mlniatro
da guerra.
MADRID, 10 de Janeiro.
marecbal Martines Campos fol
nomeado soseraador militar de Ma
drid. t
O sjeneral Pava recuaouo poato de
gobernador militar de Po*-to Mico.
qa\ lbe fol otTereclilo.
LONDRES, 10 d O Sr. Cladwtonsyrteaejando a re-
csnatltulcao do rapo loa llberaea
da Cmara dos tomn un*, conaente
em denaarar a apraeniaco do sen
antis projeelo de reforma poltica
da Irlanda.
Agencia liaras, filial em Perpambut^"
le Janeiro de'43H7.
mdrrerno da proviuela
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 8 DE
JANEIRO DE 1887
Padre Antonio Simiano das M;rcs Pro
to. Informe o Sr. com mandante superior
da guarda nacional da comarca do Re-
cife.
Anizia Augusta do Araaral.- Passe por
taria transfefindo a cadeira para o povoa-
do Sant'Anoa, em Jaboatao ; passando a
admittir alumnos de ambos oe sexos a 2a
cadeira de enaino primario do sexo femi-
nio de Barreiros, na termos da informa-
ndo do inspector geral da instruccSo pu-
blica.
Amelia Mara da ConceicJo Rimo.
Concedo.
Carlos Gallotti.Requcira ao Sr. diree
ter da arsenal de guerra conforme deter-
mina o art. 168 do regulamento n. 5118,
de 19 de outubro de 1872.
Emilia da Silva Rosa. Informe o
Revm. tr. director da colunia Orphanolo-
gioa Izabel.
Epin'genia Maria de Almei-la (jomes.
Informe o Sr. inspector geral da inatruc
cao publica. I j^
Francisco de Paula Rodrigues ds Almei-
da. NesU data autorisada- a Ihesoura-
ria de fazenda a pagar ao suppieante a
gratificacSo que lite compete, us termos
dos Avisos de 9 de dezeubro, 15 de mar^o
e 23 de descubro de 1879.
Bacbarel Hereilfo Lupercio de Souza. -
Sim, sein vemimentos
Jos Francisco de Mello. Prove o que
allega.
Dr. Luiz de Carvalbo Paes de Andrade.
Informe o Sr. inspector da thesouraria
de frtZ nda.
~faBor'scsl,'
OtBciodo Br-..cbefe de polioit.Infor
me o Sr. Contador. ^_ _^
Commendador Jes Candido de Maraes
-Ilaja vista o Sr. Dr. procurador fiscal,v
depois de recolhidas as apoliues.
Parisio Ribeiro de Souza. Junte sa co-
pias da informacSo.
Jos Elias da Oiiveira. Ao contencio-
so para lavrar termo definitivo, de con-
tracto.
Dr. Urbano Mamede de Almeida. In-
forme o Sr. Dr. administrador do consu-
lado.
Consulado Provincial
DE8PACH08 DO DIA 7 DE JANEIRO DE 1887
Joao Barbosa lima* Dirija-se ao the-
souro na forma das instruccSes de 27 de
Julbo de 18S3.
Jos da Rocha e Silva, Bario de Santa
Cruz, Jos Avelino de Almeida e Manoel
de Mesqui ta Car Jaso. Informe a 1 sec-
c&o.
Antonio Pereira Gomes.=A Ia scelo
para os devidos fins, e quanto s irrespon-
sabilidades por impostos atrazados, dirja-
se o supplicante ao Thesouro Provincial
= 10 =-
Valente, Irmao & C, Graciliano Mar-
tins C, Almeida Duarte &C, France-
lino Barbosa de Oiiveira, Elias Baptista
dos Santos Rocba, Joaquim Jos Gn'09 1-
ves Guimaraea, Antonio Alves da Costa,
Antonio Soares Pinto, Autonio de Miran-
da Caatello Branco, Antonio Jos Moreira,
Andrade L-pes & C Manoel Jos de Al
meida, Ferreira de Souza & C Barbosa
Lima & C.j Pedro Antunes dC, Antoni
GonjaUes. Pereira 4 C", Mathias & C,
Caroeiro da Caoba & C, Rodrigo & So-
bral, Baptista & C housa Gozando & C ,
Manoel Rodrigues ua Silva, Joao Bezerra
& C, Costa Santos & C, Jo^ dos Santos
Olivcia. Antonio da Fonseca e Silva, Jos
Joaquim da Costo Pinto & C Sim, em
vista das inforreacoes
Aurelio dos SauIos Coimbra, D:Imira
Francisca Comes do Oiiveira, Jos Elias
de Oiiveira, Leocadia Maria JsJ^quioa.
Informe a 1* seccao.
Vicente Ferreira da Costa.Deferido,
com as nforraacSes.
Inspectora geral da Imtrucco
Publica
de3pachos do dia 7 dk janeiro
pe 1887- -
Adolpho Antolpho Lina d- Albuquerque, pro-
fubsor publico. Encaminh-: te.
Bellarmino ti-jede^ieofor(lo e Mara Firmina
da Silva Alcotum**, profeeores pblicos.Abo
no.
Dia 8
VicencU Alv(* de Abreu Mello, profesaorn
publica.(Jun-pra-se e rtristre-se.
Ueuerobit d< K'-go M. dciio Cava*uinte de Al-
buquerque, profesin- pubiiea.Juotitic.
Mnrianna da Siva de Jesoa, protessora publica.
Ifortneo delegado littevario se a Mipplicamtt
euuipno O preccitu do art. 160 13 do K. e ?jan-
do reasaomio o eiereicio.
Manoel Antonio Leite, professor publico.En-
catninbe-se.
Secretaria da icstrac^So publii: de Per-
nambuco, 10 tde 1887.
I O porteiro,
Augusto de Mulo.
SUSiO DE PERNAHBCO
Ketrospecto poltico de US
POLTICA geral
iCont innocuo U
O desejo de tornar oiais intelligiveis os suc-
cessos que a ultima exaltacao do patriotismo
bellenico determinou, a contar de Setetnbro de
1883 a Juolio do anno passado, obriya-nos a ex-
pr succintameente os motivos histricos dessa
e Aa gregos e certo3 orgaos da imprensa eurofiea pro-
curaram justitlcal-a.
Q congresso de Berln, apezar de todos os ar-
tificios da liuguagem diplomtica e euphemismos
embaidores, foi na realidade a consagraco da
quasi total ruina do imperio turco. A celebre
poltica das nacionalidades e a febricitante avi-
dez dos fraudes estados, ccrcearain-lhe a tal
ponto o territorio, deram-lhe tamanho corte nos
dominios, que foi maravilha nao o terem des-
membrado completamente naquelle livre dispdr
dos bens alheios. o o Szeram pelas difficul-
dsdes da partilba completa,e porque a Tnrguia,no
estado em que ficava, nao podia ser um emba-
rajo a futuras a mais preciosas divisos. Ella
assignara effectiramente a sua propna sentenca
de morte no dia em que lbe fr apresentada por
aquelle dos que Ihes cobigam a heranca que aos
outros poder retorquir impunemente com o quia
ego nominor leo da fbula de Phedro. Constan-
tinopla ainda a chave do mar Negro,mas
como espirituosamente disse,nao nos lembramos
agora que escriptor, urna chave sem fechadura,
e de que n3o ha necessidade para abrir a porta.
0 tractado de Berln entregou Russia* parte
da Armenia; a Inglaterra a ilba de Chypre;
Austria I Bosuia e a Herzegovina. Gonstituu
dous noi'os estados e engrandecen a Servia g o
Monte Negro, ludo custa do imperio dos osman-
3. Onde a immoralidade da extorso nao quiz
apparecr clara e positiva recorreu ao subterfu-
gio : inwcou o principio das ra^as ou naciona-
lidades ara saciar-se vuntade. No meio dessa
incontinencia de dsejos, a Austria que mero
producid histrico, nao se lembrou sequer de
que a razo argida para desfazer a Turqua cm
nome do panslavismcr, podera servir maiatarde
ou mals^do para aniquilal-a, nao s em nome
deste, mas tambem em proveito do pangeroja-j
nismo triumphante. 0 que ficaria realmente sen-
do a Austria, se o primeiro lbe pedase os croa-
tas, dfjMtacos os tchecon, outrasHantas espe-
cies de slavos que ella tem no seio; e o segundo,
os austracos, os tyrolenses, os bohemios, oulras
tantas especies de allemes mantidas sob o scep-
tro dos Habsburgos ?
~A~poUtca das nacionalidades fez a unidad*
d Italia, mastmeompensacao, alm das guer-
ras tormidaveis com Tpie.j4 tem ensangrentado
a Europa, tambem preduziiaaaoexago brutal
do bchleswig e augmentou a AllemtBba com
duas provincias que querem Ber francezas. -.0
mesmo principio que em 1878 foi invocado contra
a Turqua, saneciona a escravido da Polonia e
todas as persiguieses exercidas actualmente pelo
principe de Bismarck contra inoensivos poloco*
Mas se o slavismo se levantou sobre os destro-
ces de grande parte do patrimonio turco, porque
nao deveria o bellenismopelamesmarazocres-
cer e progredir? A Grecia tinha-se deixado
inactiva, quando em 1877 a Turqua, invadida
pelos russos, via contra si levantadas differentes
PopulacOes de seus antigos senhorios. A Rus-
sia, desejosa de esmagar promptamente um u-
migo que lhe offerecia resistencia inesperada,
lembrava uacionalidade grega as aspiraces
que a dominam, e incitava-a a imitar os servios,
os rumanos e os blgaros, mostrando-lhe o Epi-
ro e a Thessalia, cujas fronteiras os turcos, pelas
necessidades da guerra, tinham deixado quasi
desguarnsf idas de forca militar. E quasi certo
que o governo helleno teria acceiUdo o convite,
e com multas probabilidades de bom xito, se
a Inglaterra e a Franca, para mantel-a estranha
ao conflicto, lhe nao tijpssem assegurado que a
sua neutralidade nao licaria incompensada, quan-
do, psJm da luta, a Europa tivesse de intervir
na partilba dos despojos do vencido. Em sa-
tisfaco dessa promessa o plenipotenciario da
Franca no congresso de Berln, auxiliado pelo
representante da Italia, apresentou a seguinte
proposta considerago do augusto areopagoTr1
O congressso convida a Sublime Porta ym-
tender-se com a Grecia para urna rectOcafiW de
fronteiras na Thessalia e no Epiro, e de pare-
cer que essa rectilicaco devia seguir o valle de
Salamyria8 na vertente do mar Ego e a do Ka-
lamas pelo lado no mar Jnico.
Salvo os representantes da Turqua todos os
membros do congresso approvaram essa proposta
que, rectificada pelo art. i do tractado respectivo,
opulentava cm perspectiva a Grecia comumaug
ment de territorio da extensao de vinte e dous
metros quadrados e urna populacao de quinhen-
tas mil almas. 0 referido artigo- dispunha que
se a Porta e a Grecia nao chegassetn a entender-^
se acerca da rectilicaco de fronteiras auctori
sada, aAllemanlia. a Austria-Hungria, a Franf.
a Gra-Rratanha, a llalia e a Russiu iuterviri
no iutuilo .le naruimiisar as partes, faeililando
as neociaces.
Era do esperar que essa intervencao se tor-
oasse necestari*. Slais tarde; uina vez instada
pela Grecia pora cumplir a clausula do tractado
de Berln referente uova detenninaco de fron-
teiras, a Turqua detlarou .que o congresso se
havia limitado u'ss; sentido afazer-lhc um sim-
ples cuuvite, que os seus pLiupoteiiciarios, alias-
nao liiiham l'rancaniente accetado. 0 govcfno
grego objecy>u, certo, que a Porta tinha assi-
gnado sem reclamagao o tractado de Berln, em
urna de cujas clausulas Acara consagrada a dou-
trinu da proposta a que o imperio ottomauo ne-
gara a sua approvagao? A verdade, porm,
que os interessados no podiam eniender-se.
Differentes conferencias se effectuaram entre re-
presentantes da Grecia e da Turqua. Os dous
paizes nunca poderam chegar i, accordo. Nao
havia duvida que a intervengo das potencias se
tornava necessaria. Parece que |elas queriam
isso precisamente, desde que em vez de tomarem
medidas decisivas acerca do augmento de terri -
torio prooimettido Grecia, se tinham limitado
a patentca^desejos mais ou menos sinceros em
favor das pretences do povo hellenico. Ha
quem afflrme^ aue procederam assim por ura
acto ate-deferencia para com o Sulto, cujo amor
propris nao quizeram offender! A razo e" tanto
mais original, quanto mais conhecidas sao ashu-
milhagOes e perdas enormes qu o congresso in-
flingi desabusadamente Turqua, sera o menor
receio dos resentimentos desta e com desprezo
eompleto da mais rudimentar moralidade poltica.
Em 16 de Junho de 1880 inaugurou-se urna
conferencia em Berln para explicar de qualquer
modo as decioes do congresso anterior em re-
lago ao negocio turco-grego. A sentenca do
novo tribunal diplomtico deu ganho de causa
aos helleuos, decidindo que a divisio de fron-
teira seguisse as linhas determinadas era 1878.
Mas a Turqua achou ura motivo razoavel para
nao impugnar o julgado no facto de nao haver
sido representada na conferencia. E a diplo-
macia aecidental estacou ante essa nova recusa,
grapas ao receio que tinham as potencias de ver
reaberto o conflicto oriental, em prejuiso possi-
vel d'aquellas a quem recentes e magnificas
acquisiges territoriaes inspiravam agora um
entranhado amor pela manutenco do stau quo
no Levante.
A Turqua propoz, entretanto, ceder Grecia
a terga parte do territorio designado pela confe-
rencia de Berln. N'essa occasio o governo
hellenico mostrava vontade de decidir pelas ar-
mas o pleito em que estava, j havia muito, em-
penbado, e sem esperanca de vH-o findar pelo
modo que desejava^ N'estas eircumstancias
nova conterencia internacional se rene em Cons-
tantinopla. Esta decidi, ating, algumacousa.
A Grecia, por em quanto, devia resignar-a a
receber da seductora doaco proraettida apenas
urna paefe da Thessalia e outra do Epiro, ambas
itJffll Mnente insignificantes. O povo hellenico
irritou-se,e mostrou desejos de repellir a libera-
lidade diminuida das grandes potencia, pedindo
s suas proprias forras a satisfago dos patrio-
ticos anhelos que o animavam. Era arriscar-se
a perder-o certo pelo duvidoso, sacrificar urna
realidade, embora medesta, a urna hypothese
gratuita; porque, sem auxilio estrangeiro, a
Grecia nao tinha forcas para luctar ventajosa-
mente com a Turqua.
-, Assim o entendeu o gabinete de Alhenas, que
era" enluto--presidido pelo Sr. Goumoundouros.
Este aeccitou "prudentemente as novas fronteiras
assignaladas ao sen pai. E nao obstante o re-
sultado final da contesda com a Turqua ficar
muito a quem das aspirac5cs^a Grecia, mdu-
bitavel que ella collieu, anda a'sim, vantagens
consideraveis da sua prolongada insistencia em
pedir. Cora quanto ganina, que cousiderada
o faco do hellenisno, licasse em poder dos tur-
cos, o reino hellenico adquiri em territorio
trese mil Kilmetros quadrados e em populacao
tresentos mil thessaiicos.
0 ministerio que se subraetteu resoIuc5a das
grandes potencias ncorreu, todava, no desa-
gravo de muitos patriotas gregos, e teve de de-
mjttir-se em Margo de 1882. Foi preciso que
as paixOes naeionaes acalmasscm para que os.
inquietos patricios do Sr. Goumoundouros ves-
sem a reconoecer os servicos eminentes que esse
estadista lhes prestou durante a sua longa car-
reta poltica, e sobretudo que elle havia pro-
cedido sabia e patriticamente- sujeitando-se pela
forca das circumnstancias, s nicas concesses
que a Europa entender fazer nacionalidade
grega. Esta, porm, como era de prever, con-
tinuou a guardar ardente no seio a esperanga de
estender-se at ao Epiro, e de alcancar o terri- j
torio qne, na Thessalia, lhe separa os limites
actuaos dos que o congresso de Berln lhe havia
deixado entrever.
Dominada de taes sentimentos, era quasi im-
possivel que a populago hellenica se nao sens
r-se profundamente afilada com os recente;
acontecimenlos da Bulgaria c da Rumelia.
A's primeiaas noticias da revolugo de Phib-
popoli e sas adbeses que ala acolhiaiu o atre-
vimento do principe Alexanedre de Battenberg,
nao s em Athenas, mas era todo o reino se ma-
ifcstou coramogo vivissiraa. O povo grego en-
tenda chegada a occasiio da reveudicar os do-
minios que pretende, e julgava esse reivindieacao
te necessaria ao
%
futuro do helle-
|fip3 cstatisticos, tidos por verda-
melia oriental setenta mil n-
rgetn grega. Os vexames e per-
sa que o governo lcalos sujeita indi-
gente que nra profundo antagois-
hellcnos e blgaros. Ora, era
ies, desde que estos procuravam
constRuir-se n'um grande estado autnomo, a
nag'o grega considarava-sje nao s humilhada,
mas cruelmente auiearadanos seus tnais vitaes
interesses actuaesW remoto. .
Certamentediziam os gsWwMa^afonnaco
de urna Bulgaria conforme aoft*9*gnios
principe Alexandre, e qual a Rilsia s
impr rigorosa tutela, vae dar aos slavos
preponderancia enorme sobre os horaj^^H
nossa raca. Os blgaros teem de ha muito Oj
projecto de adquirir portos no Archipelago pelfl
conquista da Macedonia.
A realisago dessas esperangas j pareceu mars>
difficil do que presentemente. A acgo concreta
dos blgaros do principado engrandecido e dos
que formam a materia da populacao maced-
nica, pode vencer os protestos e a resistencia
dos hellenos dessa mesma popuiaco, se a Grecia
permanecer longe delles. A Turqeia tem fre-
quentes vezes mostrado pelos blgaros condes
cendtncia igual desconfianga que raanifesta
por nos. Ella pode ainda urna vez acorogoaros
projectos d'aquelles e, por temor ao hellenismo.
crear-lhes urna situacao privilegiada na Macedo-
nia, situago que a simples forga numrica nao
poderia permittir-lhes, mas da qual resultara
atinal aannexa o dessa provincia ao estado do
principe de Battenberg, E depois nao ver-
dade que propria Europa ha mostrado certa
tendencia para favorecer os blgaros ? Nao
ser de temer que ella feche os olhos s usurpa-
ges dessa gente, considerando-as mais tarde
dreitos adquiridos ? Eis o perigo em que nos
colloca a revolugo de Pbilipopoli. A' Macedo-
nia est era risco de cahir na depenencia dos
blgaros para em seguida soffrer-Ihes o jugo.
Comprehende-se, pois, que nao possamos assisfir
expanso da Bulgaria sem exigir o augmento
de liosso territorio. Esse estado alonga-se pre-
sentemente por toda a fronleira do norte da Ma-
cedonia : o reino hellenico devo attingil-a pelo
sul, nao somente, como hoje, por curta linha
que vae at ao districto de Gravena, e sim por
estensa fronteira commum que estabelega entre
elle-e a dita provincia relages frequentes e o
mais importantes possivel. Realisar essa aspi-
rago at onde ella possa ser desde j realisada.
eis o que actaalmente pretendemos .
Rivalidades de raga, preoecupagao de conve-
niencias naeionaes de toda a especie, desejos
ferveut's de engrandecimento, foram, portante,
as causas de attitude pouquissirao socegada em
que durante muitos mezes se manteve a nacio-
nalidade grega, contra a vontade mnitas vezes
manifestada dos grandes estados europeos.
Desses estados o que desde o principio sernos
trou mais impaciente com a effervescen.ciia pa-
tritica da Grecia foi por certo a Inglaterra.
Em 23 de Janeiro o Sr. Delyannis, presidente
do conselho de ministros em Athenas, recebeu
um telegramma do marquez de Salisbury ea
que se lhe declarava terminantemente que, se. a
Grecia agredisse a Turqua semmetiva* leg-
timos, o govorno inglez, com cotisentiniento da
Allemanha, tractaria de obstar qualquer aeco
da esquadra grega. O telegramma j nao era
em si mesmo de expresso muito suave e acaricia-
dora de susceptibilidades naeionaes. Pois bem:
ao entragal-o, o ministro da Gr-Bretanha junto
corte do rei Jorge, esquecido da calma e da
urbanidade exigida pelo seu officio de diplma-
la, foi nao s demasiado severo, masaceres-
centou-seextremamente grosseiro com o Sr.
Delyannis.
Esse facto produzio no animo da populago
atheniense a mais viva imtago contra a Ingla-
terra. As Thermopylas com os seus tresentos
spartanos, Platea e Salamina, todos os casos
grandiosos das guerras medicas, erafim, sugge-
riram inflammada eloqueucia dos tribunos da
moderna Hellade atrevidissimas tropas. 0 povo.
reunido n'um grande meeting, como interprete
dos sentimentos de todo o hellenismo e profun-
magoado com o insulto diaigido soberana da
nljo pela amejga de urna mtervengo estran-
geiri^protesla contra o procedimento injusto do
governo l>Rlannico, e declara que. a monarchiae
o governo advera persistir inalteraveis na ex-
euuco do progr3ma_Dacional e oppr resis-
tencia armada a qualquer atS^ado contra a in-
dependencia do reino, certps de qfK-STiQ pois-
dos pelas decisOes definitivas e irrevogaveis do v
hellenismo, disposto a toda a especie de sacri-
ficios na defeza de seus direitos.
0 dogma metaphysico da independencia na-
cional, como o da soberanio do povo, como o
da igualdade entre os hoinens, como o do livre
exarae, finalmente, a cada momento, e em to-
da a parte, desmentido pela natureza e pela
pratica social. Os gregos tinham de reconhe-
cer essa verdade, quando vissem desvanecidas
todas as esperancas de convencer a Europa de
que devia auxilial-os contra a Turqua. Manti-
nham gratas illuses acerca dos intuitos reser-
vados de certas potencias relativamente spre-
tenges que os animavam. Tinham conlianga
na Repblica Franceza, la!vez na Russia, nao
desesperavam da propria Iuglaterra lioeral, e
sobre tudo do Sr. Gladstone, cuja volta ao poder
estava prxima.
Em 25' de Janeiro dirigiram a esse eminente
estadista um telegramma concebido mais ou me-
nos n'estes termos:
0 povo de Athenas nao pode esquecer-vos
Tem a mxima conlianga nos nobres sentimen-
tos que seraprc manifestastes no tocaute defe-
za da liberdade dos povos, e eis porque pe em
vossas mos a causa da Grecia com a firme con-
viego de que esta encontrar em vos um gene -
roso patrono.
0 Sr. Gladstone respondeu :
Sou ao mesmo tempo solicito pela prospen-
dade da raca hellenica c pela paz do Oriente. A
acgo das potencias tem-se manifi
versas pocas, ja intervindo na for
no da Grecia, j nos negocios
mano, principalmente no que
da pennsula dos Balkans. E
que a semelhante acg!
considerages dcardem
nte que a aacao %ft
Qualquer conllicto, bi
lucton-
l'undada
lero arden-
empenhe em
procure, na
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Diario de PernambucoTcr^a-fcira 11 dr Janeiro de 1887














circumslancias, collocar-sc effl o^^srcOTra i
vontade commum dos grandes t*tad6
Alm d'isso^ o novo gabinete whig, organiss-
d era Fevereiro, logo no* primeiros das de
soa existenoia se declarou reiolvido a seguir
risca a poltica externa do raarquez de Salis-
bury.
(Contina).
RECIFE, 11 DE JANEH DE 18S7
\otleta Jto Barop
O paquete ragJseKTYasa};ntroaa**hontw4a
Europa, trouie datas qa**de Lisboa aHancaa
28 de Desembroces* dlamais recentes do que.
as traaidas pelo fkmeetzlMqer,
Aleui das de Psrsagalf-eenstaates da*- ef.rU- do
noeso correspondente da Lisboa, publicaba naru
brica Exterior, eiasa daamis noticia* :
aiainh
Escreve o oosso alludido correspondente, em 28
de Oczembro, acerca da He.panha :
Terminarain ha das no parlamento os debates
sobre poltica geral do gabinete hespauhol.
O iuteresse Oeese debate concentra-se especial-
mente sobre o discurso do Sr. Salmern, qpe de
fine e attitude aa partido rrpubticamrctnn retprita
ao-Sr. Segaste
O Sr. Salmern conservando-se tranquillo ao
meio das mais violentas intorrar/coeseomecou por
lembrar a sua viagem-db propaganda -durante- as
feria parlamentar** e renovou ) declaraoes que
fizara n'-essa ccasiao a favor do direito iapres-
criptivelde nsorreicio. O prontrneiamento de
YilUcatnps, dnw auaello eatadiara, como todos
o* que precedern sao legitimados por ese dires-
to, esa vista da impotencia em que o pas ss-en-
contfa de fater prevalecer a sua vontade pelss
elesrooe.
O orador deeiaroo que usdo de todo os meios
elle e os seua amigos para que o governo uaasse de
clemencia, mas nao s comprometiera como mi-
nisterio, cuja cosnposicao nao os deve contentar'.
O Sr. &aga*t sepsrue-so de collaboradorw de
uta libarisma experimentado para- os substituir
por ministros mais direita da cmara e o adia-
meoto da maior parte da* referidas'refirmas pro-
nettidas tot conseqoencia desea evorucao.
Os irme* hespannoes tratero promenores sobra
as cunsequencias da farsean ero Pontevedra, o
qoai nao ebegou a durar um qnarto de hora.
O impeto do vento e os sena sVtrocos toram to
extraordinarios, que mitit* gente julgou que era
um terramoto.
A' cidade achava-se em tfavas, porque nao ba
visT-un urrco candierro acceso. Foram quasi todos
derribados.
Meutoes de telhes, chaurins, vidros e pedacos
de janellas nbstroiam as ras. |
Vorsu> os beira*-sde muitasyewas e at telba-
doi inteiros. deixando a deseoberU) andares habi-
tados por familias que ti virara de refugiar-se
n'ontras vendas. Algumas casas em oonstruc
j.io sorrerara moito.
A torre da capella da Virgen) del Carmine des-
moroaon se pela base, cahindo os siuos sobre os
telhados, que por soa vez dt-sabaraoo totalmente
sobre a capella^onde os estmgos sao importantes.
Urna das torres J capella da Peregrina sof
i eu tambem muitos prejuizos. A torro nova ficou
sem a croz e o pra-raios, nesprenden io-se o N
mate da pedrade sobre o tclbado urna grande v-
draca decores.
Grande parte da abertura de zinoo da estaeio e
o telhado da canhoneira foram arrancadas. Al
gnus mnibus appareceram com o debaixo para
cima.
As torres da parochia de Payo e da capella de
San Antonio de la Caeira viemm ao chao.
O teoto da capella protestante foi tambem arre-
batado ecausou a mor te de quatro pessoas. A
Concordia, de Vigo, diz que os quatro uiortos eraih
s quatro pastores evBugelicos que habitavaol o
edificio.
Das immediacoes chegavam noticias igualmente
desconsoladoras. As ebeias dos ros de Tablada.
Gafos e Puenta-Bolera inuodaram velgas e casas.
As vinhas e arvoedos de todo o genero ficaram
destrocadas. 0 rio Lerez arrastou urna nfim-
dsrlede maderas, arvores, objecfos e muito gado
muse. O roble de Santa Margarida, famoso pela
na aatiguidade e extraordinaria corpulencia, foi
derrubado. Urna lamba de Marn, fondeada ca
BuWr-e rripolada por oito mariobeiroB, roltou-se
pei-ecendo o patro e tres marinheiros.
Apds orna verdadeira oampanha, a polica poude
prerrdVt em Madrid, varios talsificadoreB de notas
d > Banco de Hespsnha.
Observando as instruccoes do eeii novo ebefe, o
general Dabau, dous policas, fiugiudo se forastei-
ri'S, entabolaram lelaces coui os falsificadores,
ajusfando tomarem algumas no'as de cem pesetas
ao prego du viute e cinco cada urna.
Para u1iimarcm> o negocio dirgiram-ae ao Ca/
ile Santa lzklro, ra do Toledo ; mas parecendo
aos falsificadores sitio muir. eoncoreido, indica-
ras ontro na ra de Valeuoia, cQamado Caf Mo
ralu, que fica um pouco retirado.
Apenas o* policas roceberam as notas, derara a
voz'de prisao acs falsificadores. Immediata-
inonto se travou una grande lucta entre .elles, a
tiro e punhal, que dea ere resultado a prisao de
trescriminoeoj, receber um dos policas quatro
teriroentos.
Em Cdiz por iniciativa do inminente escriptor
Di Patrocinio liiedina, vai reaUsar-se um con-
greso, para o qual sero convidadas as pessoas
mais dis metas em t .dos o.- rarros da actividad
humana, e a tnprensa, para tractar da proteccSo
dae '-naneas.
Os ibemas serao :
Amparo que Ibes offerece a candade particular.
Assistencia pcii-ntific.i. Educaco. Resultados
platico, que poiem conseguir-ie da nnio dos es-
on; i officiae8 com os particulares.
As niVes'dettVPram o combio em que
costdasida.
Os delegados foram directamente de Colonia
para Londres.
Dizem < s jjrn8es de Pars qoe o Sr. Fleurcns,
ministro dos negocios eetrangeiros, depois de tal
procedimeato dos delegados, deve recusar-se a re-
cebel -es, mesn enieiosamente.-
Italla
0 general Ricotti, ministro da guerra italiano,
deelarou em urna das ul'imas aessdesda commissao
d orcassessw, queea-Urlra esta va esa eondiedes de
p*cr msbM8B*rapdaiDSjBte dore carpos do ex-r-
ciflB, coan nnr eflsclvo de 400,000 bomens,alss
dsMOO,09ifces(sjJTes alpinos. Oiss umbssassJH^
a-pmrtir dL d*sJaneiro de 188. tsdo o ex*riM
estara amiad*d* espmffarila de repetc2o.
O ministro daguerrsi-disseqw aOalia pode coa mor nm*nmp*.
tafeora 500,000 home*ros qwses sswfto suffleienfes l
ella era | teem corrido, consigna-as dispoaicoes pacificas da
Franca e do sea governo, e ci tambem que o
governo allemio nSo peusa de modo algum em
boMiiisar a Franca.
liuaaia
Do lado daquelle imperio chegace todos os
dias noticias do c-ibtinusrem preparativos quepa-
rceetn indicar o deaejo de entrar proximam Jnte em
campanba.
Pode com mais facilidade supp 8a queira a guerra, mais urna guorra cm que a
victoria Ihs seja-facil e prompta e n&o urna lucta
em qoe teulrMlr-diepender largos recursos.
Se a Kuropt-ibe consentir que alcance urna d'es-
sas fasei* vietosras, nao se demorara ella em con-
seguir", iTMrn-8 coasaa se passam rj.e outro mo-
do os Arepera tires tero anda de prolongar-se
telegraphou ao governo Rasso
tra a deMndMrem cos*H. qsjsjsifusp- iuimigo, eoue#|e ..isj> tes laglese pereorrem a Bulgaria e
pMfrao dttmtpmhar um pafmHtfimtame oetodusW* piUMMAnile-lhea rrawasr dafcce
de unt aUiado poderoso. .donia se voltar ao tbrono o principe Alexandre de
O fgaro, que transereve eslas informacoes Battemberg.
de todcs os bens coraces.
t) supremo trbuaal nao admittio o
ann>il!icao, interposto pelo defensor do curaXia-
leote, e contina este, p rtanto, condeinindo
iDOrte ; mas tendo-se tratado de provarr'a loucura
desse desgranado -spera se que oVtenha o in-
do tu. V" y
Verifleou-se a trasBd^M rSg restos mortaes do
mailogrado dipl gacao da Turryst;. t a estaco do Meio-Da, com
^v'asjrlrViTe lente general, sendo acompanbo a
Barcelona pelo Sr. Niealnki efJod, encarregado
interinamente dos i.egoeios d Sublime Porta.
O Sr. NicoUki-efTendi, pessoatao illuctradacomo
symfathica, foi encarregado pe > Sultao de mani-
festar o seu recoobecimento expresso a todas as
pessoas, que se interessarsm pela saade do sea re-
presentaste, e ao governo bespanhol pelas honras
que tributo! ao defunto.
Franca
A proposta dos dous duodcimos do orcamenfj,
apresentad pelo novo gabinete, nao encontrn os
obstacnlos qae a muitos se affignrava se levanta-
ran! no parlamento em vista da frieza com que ti-
no* sido recebido o ministerio, de que presidente
o Sr'. Gobiet. Mas as cousas passaram-se dt, modo
bem diflFerente, nao s porque a cmara dos depu-
tados voton os dous duodcimos por grande msioria,
mas anda porque apesar do caso qae se dea no
senado a respeito de um dos artigos da le orcu-
n ntal, tndo se passon sem novidade.
A cmara dos deputados votou urna redcelo da
tala do juro para os depsitos as caitas econo-
mices, e o senado supprimio o artigo en qoe se
consignara esta disposicao.
Desde qae o senado altera as leis finaaceiras,
sempre se levanta a questo de saber se ao senado
permittido faael-o, e se nao convm afErmar, de
modo incontcstavel, o direito da cmara dos depu-
iar>s em assumptos desta ordera.
E' assim que sempre os casos desta natureza se
dao e para logo se prev um conflicto entre as
duas cmaras, coosiderando-se ao mesmo tempo,
a oonseqnencias de tal conflicto.
Nio deixou agora igualmente de supoor-se que
o conflicto pod a dar se, e de se conjecturar a si-
tuacSo que poderia p'ovir de se abrir um conflicto
de tal ordem e em tal oecasiao.
Mas ludo passou sem se levantaren) conflictos,
explicaudo-se mesmo que a votacao da cmara dos
deputauos, acceitaodo a emenda approvada uo se-
nado, de nenhum nodo cerCeava o direltos da pri-
m-ira Cmara.
E assim qae foi votada a lei para os duodcimos,
a essao extraordinaria da cmara declarou-se en-
cerrada,y|. novo gabinete atravessoo por isso com
tan f cidae os primeiros das da sua vida
do qae isaHtos julgavam.
S87 que se poder ver se o gabinete
orgaaisado pet Sr. Goblet est em coudicoes de
csaerrvar-se na poder, o que equivale a conciliar
O apilo da maioria republicana.
besmenU-se o boato de estar para haver mov
manto no pessoal diplomtico da Franca.
A depataedo holgara anda nio tinba chegado
PsfjfN
commenta-as com este diser siguificativo
A' bn entendeur, salut!
O que se v de tudo is;o, qu-r as n*c6es mais
bellicosas bao der tWFdH M wUIII*s*s ser urna coeflairntcao madonna. E desse refleetir,
provavel que sai a paz.
to testsmenfo com que se finon o i Ilustre esta-
dista; italiano Minghetti, o Sr. Bsdgbl nssneado
depeertario d todos os pupeis, manneripios-e cor-
respondepcia particular, qoe pertencism oo illostre
(jstadlstR.
Bou .hi pabliear urna parte deites preciesiis
documentos histricos ; os-resentes passam a ser
prnpnedade da Bibliotheca Municipal de B.>
lonhai
Entre o papfis' de Minghetti sao de superio
importanoia os nae tratam da famosa convenci de
1864 com o imperador tapoleao III, negiciavo s
de qae Mingbetti foi encarregado-por Vietor Ma-
noel-
Napdeo comprornetteu-se eotao a retirar de
Roma as trepas francesas e a exigir qae trastadas-
so para F'orenca a<*apital da Italia,jfUe ento era
Tunm.
Manta S
O Santo Padre ao receber o Saoro Collegio no
dia 25 de Dezeirbro. por occasio da festar do Na-
tal, protestou contra o moviioento auti-clerical
italiano e contra as le de expctwco e'erpoluo
. das freirs. Dise. qoe nao resta ao Papa ostra
] autoridade senao a que lhe derxaram os pontfices
romanos dos primeiros tempoa da igreja; e reite
ron todos os seos prot-stos contra a eituacie feitci
ao papado.
O cardeal decano lea enthusiastico discurso de
felicitac&o ao Summo Pontfice. Aquella queixas
do Santo Padre contra o proeediinento do governo
italiano fura em respowa felioitaoso/
Depois 8. S. reparti esmolas no valor i e ceroa
de'OiOOO franco!', deetribaiudo alm d'isso ltio
camas s familias necessitkdas.
O Moninq Pos desmente a noticia de terem
reemecado s negoeiac,oes par* o restabelecimeutb
d!>s ml>ice!''dipi<'matica8 com o Vaticano.
Passou pela cidade de Roma, goardamio ri-
goioso iiu-iignitii, a ex imperatriz Eugenia, acora-
panbada uuicamente pela sua dama d'huior > pelo
m-ilicii que lhe trata a inelindrosa'sadde, que ella
vai procurar restabelecer no temperado cliumrdo
golphc de aples, occupanJo urna villa em Pau-
bilippo; nao looge do turnlo de Virgilio.
Os principes de- 3onapartrt esperaram-ii'a para a
couiorimeatar na e-t..c.Ln iminediata a Roma.
S irini-i r.rde voltar a esta capital, paru rece-
ber a beoco do Santo Padre.
luiilalerrn
A qaest^o da Irlanda vai tomando um carcter
menos tranqnillisador.
O goveruo parece estar decidido a ew^rWgar" os
iu. ii violentos de. repressan, aeodo uicnoio incita-
do a fazel-o or urna parte da imprens.
Os depntados Dillon, Harria e Seihy foram
presos, e comprehende-se que o faeto impresrio-
nasse em demasa os espiritos. E por que as vio-
lencias provocare por vezes, as represalias, os par
tidarios do Sr. Qtadstone reeommendam aos ir-
landezes a maior prudencia e moderaoia, por nue
assim em ves de perdereui o apoio do partido
liberal ingles, cada vez mais dedicado ser esse
upoio.
Ser assim que ao partido conservador perln -
cor'i a triste gloria de provocar desordena c de exer-
c>r ae raniores vioiencins.
i'edio a sua demiesio a 22 um dos ministros,
lord fiandolph Cburchill.
A Patl Mal Gazette, apreciando a crfse do mi-
nisterio nirlez; diz que a demissdo de lor chill le vida a muitos pontos de divergencia entre
elle e es seus collegas. Os principal s relackinani-
se coro a questo da Irlanda, onde lord Charchill
nSo deseja estabelecer um politlaa do coereo, e
com as depesas do exereito e da armada, para as
quaes lord Churchill exigi considera veis reduoeoes,
a despeito da probabilidade de ama guerra conti-
nental no anuo de 1887. Na opioiio de Salisoury
a da maioria do gabine'e, a Inglaterra deve estar
preparada para tal eventualidade.
A Pall ili jnlga todava-qoe ser impossivel
a lord Salitbury continuar a goVrnar sem o auxi-
lio de lord Cburchill, a nao ser que a substitua
lord Hartiogton. A snrtG do gabibetcdiz a f*rtia
inglesa-est, pois, naS maos d'estee aerdistas.
A Saint James Oaaette dis qiu^ a demiss du
lord Cburchill foi antes motivada! por questoes in-i
ternas do qne pela marcHa ^da poltica externa.
Attribun a sobretodo ao projecto relativo adini-
i.istravao local dos, condados, cuja lrm foi em
tempes totalmente reprovada por lord Churcbille.
Outros jorades eensuram o procedimerrto de lord
dcinissioiurffio, quaiiffcando-o de inoportuno mu-
nos patritico, no momento em que o ministerio
deve/f5
azer face nao s a urna cris* enropa cheia
.. tormosa idea, qoe lograr as sympathias t> "eacas de guerra, rus. tambem a ugitacio
k. Ar.^K. l agraria da Irlanda.
V 0 Times considera o gabinete enfraqoecido eom
esta demissao ; nao julga possivel um gabinete pu-
ramente conservador, aeonselba que se r irorce csul
elementos liberaes unionistas.
Ilemanlia
A proposta relativa ao augmento do exereito s
seria resolvida em 1887.
Aos que se empenbavam na inmediata approva-
cdo da proposta, nJo pode agradsr, por certo, esta
demora ; mas os qoe a combatem, nao tm affrou-
xado no seu proposito, spezar dos esforges empre-
gados para vencer e sobretudo para os desarmar
em nome do patriotismo.
Tem-se fallado at no recurso dissolucao do
parlamento; nao provavel, comtudo; qoe se lance
mo de tal meio. Se toase neeessario empregal-o,
provaria isso qae os ardts de qoe o governo se ser-
ve para arrancar orna votacao parlamentar ja nao
produjera effeito algnm. O mais provavel qOe
deseja einbora com menos promptidao do que qoe-
ria. Mas esta resolucao do governo alleinao tem
dado lugar a muitas conjecturas sobre que srja o
seo alcance.
Tem-se feito eorrir a vereao de qoe o governo
da A>lea.anha nao tem outro proposito que nao seja
o de lanca -se na guerra, provocando-a at. In-
dica a prxima primavera como o momento qoe se'
julgn opportuno para intentar a guerra, e at nao
falta quem diga qoe a Allemsnba se prepara ape
as para a defensiva, pjrqoe'o dsejo-da guerra'
nao existe all mais em Franca.
NSo presum ve I, porm qne tasa propsitos se
levara attribuir Franca, pjrque todo- indica e
leva a erer qne a repblica francesa descj a paz
i nio eeria por seu arbitrio que se provoque um
conflicto.
Qae a Franca se prepare, comprehende se; qae
se attribun aos seus armamentos cutro intuito qae,
nao seja o da natural defeza e da nobre aspiracu
a retomar a soa pasico na Europa, mal se pode
admittir por ser contrario aos interesses da demo-
cracia franceza.
Ninguem pode prever o que por veces sabe de
incidentes de todo a ponto imprevistos ; mas o que
convm aos qne dirigen) os destinos da Franca,
preeatirem-se desses incidentes afim dt qoe nao
reduudem em prejuizo da pas.
Gusta a comptehender como posea convir Al-
lemanha o provocar ama gurrra e principalmente
com a Franca.
Qoe Allemanba searreceie da Franca nio-
cousa que deva extranbar-ae, maaquer attribnir-
Ihe o desejo de recomecar a obra de 1870 na es-
peranza de que possa at alcancar ma <*e que em
1971, cousa qoe mal corresponde aoprooedimen
to daquelle paz desde ento, e reserva com qoe
se tem ha vi do no u I timos lempos.
O Times d^f. oye principia a baver al-
Continuama ser pessimistas as noticias relat-
fWas a sitUacao Europea, affirmando-se que o gover-
no rnsso chamar, quanto antes as reservas, se-
gundo dizrm d Londres. ___
WsVtMEQIMn*-' Ssr*" IIHTlSs*' nWP:
tornas de Pars faziam notar que os boatos de
guerra tendem a ceder o logar a urna aprec.iacao
atis exseta da- sitoafo internacional.
Algnns desses-jornaes at afnrmsin que actual-
mente nao existe nenhum conflicto.
Onde estar a verdade ?
To coatradietrrias noticias, expedidas na mes-
ma data e per ventura mesma hora talves nao
passem de meras phantasiss dos jogodares da
Bolsa, deque multas vezes a telegrafa se fas
iustrumrcento mais'ou.meaos inconsciente.
Segundo diz Peer* Lloyd, de Vieana/ o estado
de excitacio em que se encentra o czar causa ver-
dadetro cuidado* familia imperia1.
O imperador nao s receia- ser nssassiirado- em
publico, mas at qoe entre o seus es tejara inimi-
gos eaeobertos que tentam contra sua vida.
Orlesrte
Continua do mesmo estado a questo da Balga
ra.
No cntanto os delegados blgaros tratara de soo-
dar as dirpo-icoejdas diversas cortes.
De Bi-rlim, confirma-se a noticia deque all nao
eero recebidos ofEcialmeote.
Parece todava que algom los' altos funceiona-
nos de ministerio dos negocios estrangeiros v re-
cebe I-ob, embora a recepcio nao tenha carcter
offlcial.
A Russia o que principalmente de;oja. mos-
trar que se nao separa da Allenrraoba; e ao que
parece Allemanba por sua parte o que deseja
idealmente o appamitar o melhoraccordo com a
Russia.
Por esta disposicilo reciproca, milis oo menos be-
nvola daqoellas duas potencias, poder de al-
iim mndovir a soflrer a Austria, oque j at cor-
to ponto se comeea a pressentir:
Por outro lado, perm, bem visivel que a Au-
tria s inclina pira n Inglaterra e Italia, onde en-
uoiitr* boas disposir;des.
Da sil uaco actual a que se deduz que a Tur-
qua que tantas vezes tero visto reuniem-se con-
tra" -fila todos os elementos, deve agora alegrar-se
por nao taltar quem a escolba como intermedio de
irraode utilidade para dissimular certos reveses, oo
cuinprir a realisafao de certas aspiracoes.
A Kussia tinba escomido seu predilecto para
a-corda da Bulgaria.
Nao coosegoe este escolhido a acquiescenca das
dentis pnP'neae europeas.
Surge por isso oinrs ipdoacio, e por sua parte
a Rusta torna publica que nio acceitar sem re-
paro.
MU pode por isso diaer-se qual ser- o principe
,que obegue acongeacar todas as vontadee.
Segundo ventos nos jornaes recenchegados a de'-
patBo bntgara lis a I) .ver e procuraalri uegooiar um empreti-
mo de cinco miibes.
EXTERIOR
de
gumas
esta u
ap-poal
iuteresi
ir a Vie
entra a. llessmnha
que_o^rjncipe de
e a Austria;
Bismarck sa
*S
a Allemaoha
tria Huugria.
^^wincipe
iade di Russia em detrimentodos
siriacos, e parece ana 3 Sr. de Tisza
convidar o conde Kalooky para inti-
" a escolher entre a Raasia e a
lempo desmeate os boatos aesustaderes que
Correspondencia do Diarlo
t Pernanibnco
PORTUGAL -- Lisboa, 28 de Dezembro
de 1886
A 2 d Janeiro abrirse ba o parlamento e de-
pois desTe acto constitucional de crer que a nossa
poltica interna tome um carcter mais aetfeotUMdo
e militante;. Cada partido est no seu poAo. Ha
dias reuniram-se em casa, do Sr. couseluehro Fou-
tes Perjira de Mello, chefe do partido regenera-
dor, a sen concite, os cavalbefrns qoe, sob a soa
presidencia, teem. sido ministros, nara se tratar,
segundo consta, da attitude eleitoral- e parlamen-
tar do mesmo partido, e do modo porque ec. .i.-ve-
riam considerar certbS acontecimeiiVos polticos.
Resolveo se n&o aggtedircom viaseaea o governo,
mas nio pratioar acto algn'quo possa conside-
rar se menos digno (isifa squulle partido. Parece
qOC ser eleitu pn-sidetite da cmara das depata-
dos o .%*. Antonio Pedro de Carvalho, regenera-
dor, e'que a maioria da commissao de resposta ao
discurso da cor ser regeneradora.
No mais; o proeedimento'do partido regenera-
dor, ser regalado segnodo as circomstancias oe-
correntes.
Brevedretrte se reunir a maioriv das das c-
maras.
Nos arraiaes progressistas corre que o governo
far questo ministerial da eleico da presidencia
da cmara doe deputados e da da commissao de
resposta falla do tbrono, segundo-s a este pri-
meiro cbque parlamentar a dissolucao, por mudo
que a nova cmara eleitit possa reunir se nos pri
meiros dias de Varea prximo.
O goverao proceder correctamente a meu ver e
segundo as praxes coostituclinaes. E' evidente
qd nao poderia continuar a governir com bma
inaioria adversa e de certo que nao aceitn o po-
der para succambr poucos meses depois, parante
ama camtra cuja-grande maioria regeneradora,
y uan lo o chefe do estado chamou os progressistas
natural que lhes tivesse, desde logo, prora tti.li
a dissolucao da cmara alias a mudanca de situa-
absurda.
Ninguem, tao pouco, poder aecusar o gabinete
ptogressiata de precipitado, ainda que os seus com
petidores se nao cancero em affinnar que todas
estas demoras em provocar o conflicto constitucio-
nal tiveram uuicamente por t.n dar tempo ao
novo ministerio pira montar muito voatade a
son machina eleitoral. .
Quem que pode nestes assumptos atirar a pri-
metra pedra?
Nao teriam feito outro tanto, em paridade de
circuoistancias, os regeneradores ?
O deleito cao desses nem de ootfos ; da'
nossa edocaco poltica.
Em Franca, uestes ltimos anuos, j dio snece-
de assim. O parlamento, deshabituado do expe-
diente, alias violento, das dissoloces, fas desfaz
ministerios, verdadeiros quadros dissonantes, em
detrimento de interesses muito serios perante a
poli tica internacional, sobretodo.
- Contina ainda a servir de thema aos arti-
calhtsrs das fainas diarias o conflicto ocerrrido ha
dias no Tribunal- do commercio de Lisboa por
obcaaio da. eleicio do jury commercial que deve
foiiccioaar em 187, e de que Ibes dei larga infor-
ssesja na minaa de 23. Agora a questo, em que
j i forsm consultados os fiscaes da corda, de sa-
ber se ao governo que pertencer resolver a
questo, ou a retacas oommercial ? A el-re
qae toi dirigida o recurso dos membros da aaso-
ciae,ao commercial que tinbam protestada contra a
admissio votacao de individuos que se djram
por esquecidos na lista dos eleitores que, se-
gundo us protestantes da mesma ussoeiacio nao
reunem as condicoes de vtrdadeiros commercian
tes. Ter o governo central competencia juridiea
para dar provnneuto ao recurso ?
O cdigo commeicial omisso, neste, como sm
muitos outros assumptos e a questo previa de
competencia ser regulada- conforme a csnsu ta
dos fiscaes da coros, repito, a qual ainda nio est
dada ou nao ainda conhecidi.
Por soa parte, aassociacao commercial dos lo-
gista raunio-se ha tres dias e resol veu que se re
preaentasse a S. M. para que nao seja annullada
a ultima eleici do jury commercial.
Seja como for, a.questo complicada mesmo
para os jurys peritos. A incompatibililade do
Dr. Laucastro, jais do tribunal do commercio, com
a grande maioria dos cotnraereieotes de aaior im-
portancia da nossa praca, essa existe e novamento
fui accentuada por occasio da ultima sessao au -
nual -do mesmo ttsbnoal, p>rqoanto era de oso
eoinpareoerem nessa ultima sessao os membros
todos oo quasi todos do jury para se despedirem
do juia presidente e congratularem-se com elle, o
que desta res nao succedeu em Lisboa. No Porto,
pelo contrario, onde juia o Dr. Celestino Emyg-
_ Como a i'Ue de
u'esse e nos demais
dio, todas essas demoastraeses cordeaes foram da-
das, na forma do costumo e como testemooho da
boa harmona que sempre reinoo entre o meretis-
simo presidente do tribunal do commercio e os
membros do respectivo oorpo) de jurados.
Deve ser publicada boje no Diario do Governo
urna portara qae tem refaci com o conflicto que
boove na ultima eleicio do jury commercial.
As Navidades poblicaram hontem noite a se-
guiute curiosa inissivs de um assiduo leilor
sobre o caso :
Sr, rtdaotor ; Tenho lido todo -quanto se tem.
escripts* acerca do conflicto commercial, e nada
me teu'satjsfeito. Son de meo paladar, j se vi
Eu apenas des-jaria fazer as seguintes perguatas.
PMe admittirs que cinooenta eleitores, e
pontaaeamente, mesma bar*' de mesmo dia se
lerobraesero de um dever, qeesssaca tinbam
pridaasedirigindo.se de varis potos>da c
ebesjansass A mesma ha* isa* Mtjslaat
co?
. Nao sendo individualmente espontaneo esse
n 'vimeutu, e obedecendo, portento, a urna cor-
rente, con um fita qualqutr, pode e deve admit-
rir-se qoeossa caterva de votos annnllasse a oler
cao imparcial de todo o corpo commercial ?
Ple o Sr. juiz presidente do tribunal jurar
VfrfW-n^tfafrsalfa tPeasa-cilirds:, que se-premeditva ?
Esease do cdigo para a questo que se ventila.
Bastar nn-i* obter resposta .tos tres quesitos, que
deixo consignados, para miuba satisfacao e es
clsrecimetito da verdade.
V. far o que entender d'esta carta : publique,
oo nao a publique, no deixo por isso de apreciar
a forma regularissma como V. tem discutido este
as8umpto.
O tempo abonancou. Parece que estamos
na primavera, com verdadeiro pasmo dos estrsn
geiros.
Afina! o vapor Sully da empreza Chargears do
Havre entrado n'este porto a 19, por causa dos te
petidos e violentos vendavaes que lhe ob&tavam
tomar a-carga da praca, nao veio a sahir senao a
'28 precedeads apenas de algumas horas a sabida
do Siger dos Missageries, de Bordeui. Por am-
baj'ss malas escrevi.
J ah ddvero saber pelo telegripho o espan-
toso desastre que succedeu ao vapor Ville de Vic-
toria pertencent" mesma empreza do Sully, ua
madrugada de 24 do corrate, afuadando-se em
menos da 10 minutos em frente du Rocha do Conde
de Obidos no porto de Lisboa, poucas bracas de
ierra, em conseqoencia de ter garrudo sobre elle a
fragata cnuracad Sultn da esquadra inglesa
surta no Tejo, por effeito de um estoque de mar
que lhe fez partir as correntes da marrarn. 0
espora d'aquelle collosso dn ferro e aeo cravsn-
do-se uo costado do Vilte de Victoria fel-o sub-
mergir sem dai* tempo ao menos para se arrearem
os escaleres. Foi urna verdadeira. catastrophede
que toram victimas 32 pessoas.' J tem appare-
cido aas praias alguns cadveres
Ante-honti-m foram sepultados 7 da Eiioida de
Nossa Senhora das 6res em Belm, onde baviam
sido depositados, para o cemiterio da Ajuda, acto
solemne a que assistiram muitos milhares de pes-
soas, toda a officialidade da esquadra ingleza com
o seu comroodore frente, os nufragos sobre v-
venles do Vle de Vidria, o rainis'ro de Franca
Mr. Billot e o cnsul geral, o pidre >liel, jarocho
de S. Luiz Re de Franca, o pessoal da legaco e
do Consulado em Lisboa, as autoridades poloiaes
e administratioas etc., etc.
O Fite de- Victoria esta va rodeado d< fi-agatas
(embarcacors pesadas du carg;-- que se empregain
no Tejo) e ultimava o seu carregameato psra se:
guir depois da faina para Peruambuco e dumais
porros d'esse imperio.
Nao podem fazer ideia da verdadeira consterna-
cao eom que a noticia d'aquelie espantoso sinistr >
foi recebida em Lisboa, desde que principiaran! a
circular os primeiros rumores do- desastre, qu',
as prmeiras boras, so exagerava anda amito
mais, innltiplicaodo-se consideravelmetite e nu-
mero das victimas.
Auiiiiha s 10 horas da manh sero celebradas
na capella de.S. Luiz Ii.-i de Franca exequias so
lemnej pelos infelizes, que suecumbiram.
Anda nao appareceram os cadveres de mais
victimas, e por informacoes de alguns mergulh'a-
dores consta que os ba- dentro do casco do vapor
afeudado, alguus cnleiados em macmes e p ces da embareacao, que Ibes impediram sobre-
nadar, tal vez ainda a tempo de sereno sa'vos pelos
barcos e escaleres que mais tarde acoudiram:
Ha muitos annos que se nao dava um acooteci-
meuto que tanto iuipressionasse a populaoo de
Lisboa.
como o vapor so devia sabir hontem s 2 horas
da tarde demoren o embarque.
Os outros sao :
Mr. J. de Bessa, negociante brasileiro; mi-
Jame Rodrig-s da Silva, brasileira ; J3s, creado,
brasileiro; Eleonore, creada, brasileira; D. E.
Llorce. hirticultor, francs; Bistien Charles,
roechanieo, (raacez ; Daniel Mae-Clone, commis-
sario, inglej; madame Mac-Cioae, ingleza; J.
Se, dourador, inglsz; Vlorize Charles, emprei-
teiro do c i miuho de ferro, franeuz; Mangies An-
gelo, jornaieiro, italia^ataU'astone L joroaleirD,
italiano; Silverio MicnsVmechanico, italiano;
Raymando Q-abrielle, jornaleiro, italiano; Laa-
rent Seeghen, Plaraber, belg; Jaebelin Jorcph,
jornaleiro, suisso ; Merci, doator, f raucez, Duu-
can, ingles.
Atripolacio cosjpunhi-sede il hom-nscom os
seguintes nosMa: J< Simoaet, capita; Bodao,
immediato; Lsaia 1' teaeate; EUaon, 2 irtem ;
Descubes, pilots*;; Eieroux? meette- da-eq^rpegein'-,
Janet, 2' difo ; Dmoy, carpioteiro ; Lebigot, es-
peciajtta ; Olivier, marinheiri ; Robando, dem ;
QuislBW>dJm; Fleury, dem: Leffl, idem; Ron-
xel, idem; Riocal, idem; Migoon, idem; Li
Poncin, dem; Bragent, moc; Fleury, dem ;
Riull, idem; Auzeby, 1- machinsta; Dalau-
vil:e, 2- dito; Jacqaio, 3- dito; QaiUard. V fo-
gueiro; Jacauin, idem; Meumier, idn; Q-igout,
dem; Le Bvzer, idem; L'scnlle, idem; De*
laudes, idem ; Gringoire, idem; T.iurbia, idem ;
la.;et, idem; Labras, dem; Alian, dem; Daniel,
idem; Msrguente, dlspeaseiro ; Li Santa er, V
roches, ministros de misericordia e de bondade,
como devem ser, puzeseem dilfiouldade em reeo-
Iher as suas respectivas igrejas'esses pobres res-
tos de homens to violentamente arrancados
vida. O Sr. commissario geral tere de
muitas relactancias a esse respeno.
vencer
moyo; Qtirreau, 2- dito; PelleTni; I-
Czinluiro;
Saovert C,
Victoria era bem' coabecir|p
portos Lr.-,sileiros da soa el- tado.
Herseut, 2- dito; Le Goff, padeiro ;
criada. -
Estavam tambem a bordo viote e cinco est.i
vadores e dous guardas da alfandega, os ns. 670 e
Id I.
A carga em transito era a seguinte, reeebid-i
no Havre: l,i86 caixas do varias fazendas, 3,2|1
caixas de mauteiga, tii barris de vinho de Bor
dos, 1,500 caixas e 50 cesto com batatas, 30
caixas com Champagne, e um es/Vallo.
Em Lisboa tinba re.-ebilo j'bastante vinho e
outros gneros; cebolla, etc. Tiuh-i a bordo o
viaho equivalente a 700 pipas em barris de diver-
sos tamauhos. Deviam ainda receber muitas ou-
tras mcrcadorias.
O csrregamento cstava seguro em varias com-
pauhias. Os mantimentos de bordo erara abun-
dantes em fruetas, vinhos, licores, suimacs, aves,
etc.
Desta trranfe eatastrophe salvarain.se os ti i
pliantes Leroox, L oxer, Gig'it, Deslaudes,
Jaequiu, Fteury, Pngent, Daniel, 0:ivier, Jegont,
Dknot, Rebando, Leff, Rional, Mignon, o 1* te-
neate Liis, o 8 tenentn fiennin, o macbinista
Jaequiu, o dUpensoiro Margnerite, o nozinh-iro
Pallermi-; e os punageirus Je, e su malber,
Luiggri Mertini, Bessa, madame Rodrigues da
Silva, urna criada o um criado de cor.
(Jo-no dissomos as pessoas qu: se alvara n
foram reoolhida pelo escaler oto ronda e a b irdo
do outros barcisqu'j re acham tundeados no Cej,
einpiegando-se psra isso extraordinarios meios de
salcicd i. stiggendos por urna dedicaco que nao
raro encontrar entre os homens qne lidam no
mar. .Madame Rodrigues da Silva, o a sua criada
q je estavam sobre o con vez com os outros infe-
lizes, que preferiraro a lufa nn-n- liata com as
ondas a unta inorte mais moderada e por isso
mais augustiosa, cora urna grand corag-w, lau-
c iu se ao rio depois de ter mergulhalo por duas
vezes aoracou-se a um dos canos da machina,
ip.anten.l-i se as rn ao lume d'agua com o sangoe
fri e denodo, que nastas terriveis occasioes,
urna garanta de salvamento.
E assim aconteccu porque madame Rodrigues
foi reo rhiia por um desses muitos barcos que tio
generosamente se prestaram.
A criada desta senhora no auge d-i'affiie^Sn'e
comae-mvrjt cnofgia-que d a'lu'apela vid-i
agarrn sa' fortemente a usi passs-geirt, sal
vanto-se.
A viuva Rodrigues com o maitre d'hotel, am-
bos agarrados a urna taboa, foram recnlhidos pr
um b iir i remado por ingleses, queja baria ti-
rado d'agua outros nufragos.
Esta seabora e'a criada preta, qua foi salva
por um passageiro, que nao sabia nadar, mas quo
se a ir rara a una b arrie i, es'^0 ni Hotel
Marios.
Seria longo enumerar o qae a coragem fez d -
tantos desgranad >s qoe jogavam a sua vida nos
frageis e fracos objectos a que se agarrara, para
lhes s-rvircm de boia de salvavidas, cnisras, me-
sas, e- tudo que se lhes afBgurava mais leve do
que elles; ou antes, -urna taboi de salvaco,
i-ouio lao bem --diz.n, pnvn--.ddg fot prove-
cala habitual, nao sero demais .os promenores lo
ainistro, que, nss pones lianas precedentes, dei-
xei resumido.- s
^ P.iriwittir-ine-liei pois a transcripeo de alguns
trechos das narrativas circumstaneiadas dss fo>
Ibas da capital, que melhor informaram o publico
vido de noticias. Quando na vsspera do Natal
estas folbas comecaram a circular as ras e uos
theatros, eram poucos os exctnplates, apesar da
tiragem extraordinaria, para satisfazer a mulcido,
que as disputava com verdadeira ancldedade.
Durante todo o dia, os vehculos de toda a es-
pecie que fazem o transito de Lisboa para Belm,
Pedroucos e Alges transportoVam centenares de
pessoas, que deixavam todos os sene misteres para
ircoutemplar o sitio e os poucos vestigios do nau-
fragio, pois do vapor af'undado s se va, junto
ao surgidoiro da esquadra ingreza, os topes dos
mastros.
< Todos doriniam ainda se bordo diz urna foi ha
de 25 do cnente, quando foram despertados pelo
embate do courao,ado inglez.
Nao so deserevem porqo se nao podem ima-
ginar a angustia e a confuso d'esses momentos
em que os gritos desesperados, os clamores da
surpreza, as preces, as maldicoes se roisturavam
com es si I vos da machina pediuio em vio aoecorro,
os apitos de mar e torra, o largar dos botes e es-
caleres, a voseara, o alarme gsral qua ia em todos
os navios que pairavara na liquida superficie palco
e tmulo das victimas d'este trgico espectculo.
Por volta das quatro horas e tres quatro de
hontem, a fragata igleza Sultn que cstava fun-
deada com dous ferros, um a noroeste e outro a
sudoeste, parti esta amarra por effeito de um vio.
lento estoque da agua da- vasante, e seguindo com
a for (a da corrate parti tambem a amarra do
noroeste, guiando para o norte, e indo cahir so-
bre o vapor francez Ville dt Victoria, mettendo-
lbe o espolio no costado: Com o choque da pan-
cada scordaram todos, tripulaeio, passageiros e
trabalhadores que estavam a bordo d'este vapor,
subindo ao couvez a indagar da causa do enorme
estremecimeoto que baviam sentido, e conhecendo
grande perico que os ameaoava, apoderou-se da o
todos elles o justificado suato que lhes inspirara
to dolorosa situaco. Todava, o l'lede Victoria,
depois de receber a pancada d'aquelle grande raso
de guerra, couservou-se ainda alguns momentos
direito, como se nao tivesse seflri-io a vana alguma.
Porm, pouco depois comecou a margnlhar de
proa, e ento, ento, entre toda a gente que estava
a bordo estabeleceu-se um terror e confuso enor-
me; a vlvula silvava annuuciando o-perigo, e
em todos, homeus, mulheres e criancas, urna afilie
cao dolorosissima, soltando gritos misericordio-
sos para que lhes acudissem em to angustioso
trtnse. Ao vapor estavam atracadas a bsrlavento
algumas fragatas da viuva Pil, Damio Jos, de
Pinbo e Narciso Freitas, que estavam para com-
pletar o carregameato do navio. Para essas fra-
gatas paerain ainda saltar algumas pessoas, o
maior numero dos trabajadores, e mais nao po-
deram faser essas mc-smos barcos para nao serem
subenergidos com o vapor, tendo de cortar as es-
pas e affascar-se.
Doi qae ficaram a bordo do Ville de Vietor a,
uos precipitaram-s agua, agarrndose a frag-
mentos de madeira, cascos e tudo quanto Ibes po-
desse servir do boia, e outros mergulhararo com o
vapor. O ultimo que se alirou a agua foi o capi-
to, quando metade do navio estava j subiner-
41 do.
A Sultn seguio rio sJiaixo at Belm, onde
conseguirn) prendel-a. *
Das pessoas que se deitaram a nado salva-
ra no-se ainda algumas que foram recebidas a bor-
do de barcos que se aehavam fundeados prximo
do local do sinistro, e seis dellas foram recebidas
pelo escaler da ronda da priineira seocio de finca-
lioaco martima.
0 Ville de Victoria, entrara no Tejo no dia 22,
procedente do Havie, consignado a F. Garai &
C. O vapor perteacia Compaobia Des chargeurs
reasae, que vario* outros barcos em viagem para
os partos do Brasil, .da lotaco de 2,500 touela-
das mtricas, e da ftwea da 1,200 cavallos.
Era um dos vaporea mais modernos da corona-
ubii. Trazia em traaaito 18 passageiros e rece-
ora em Lisboa 2 dita)* classe, Manoel Teixeira
Das e Jso do Re^o, devia embarcar bootem 3
de 1* classe G. Schnetder, que estivera para em-
barcar na vespera, maa Ique por fortam sua, e
Os seis naufragas que foram recolhidos pelo
esealer da ronda, como cima dissemos, foram ti-
rados de sebre a agua, porque os austentavam
boiando, mesas, pipas, steiras, caixas e outros
objectos.
Como estes foram outros, mas citamo'-oi para
notar que etam acompanhados por urna cadella
que afioitamente segua o dono para a vida ou
para a roorte.
Servem muitas vezes estes exemplos de fide-
lidade para vergonba de alguns racionaes. Em
verdade nao assim simplesmento declamatorio
o que fazeroos, pondo em coroparaco o homem
com o co, porque parece que quera mais devia
acudir, 00 pelo meos avisar da castratrophe de
que Mr i causa, aloda qoe involuntaria, meaos
curan disso.
Os nicos signnes que deram a conhecer o si-
nistro toram os do navio que estava em extrema
agonia, agona terrivel de um navio que vai a pi-
que Os nufragos apezar dos seus gritos de
afflicco, conheceratn que muito tardos lhes vi-
nano os soocorros.
Lembra-nos ainda nao ba muito orna tragedia
identiea soccedida nos mares da Corunha. 0 ne-
voeiro era enorme, o choque foi terrivel, e alguns
centos de pessoas submergiram-se por falta de au-
xilio. Na Corunha, nao obstante a extraordinaria
amplido do mar, sao trequentes estes abalroa-
mentos e frequentes tambem os navios, que cau-
sadores d'elles fogem a easa responaabilidade, im-
pirtando-se poueo cero a sorte tristissima das vi-
ctimas. Nio fazemes aqu um paralello, e es'a-
ra-s certos qne se a Sultn tivesse conheennento
do alcance do desastre que involuntariamente cau-
sara, e podesse e nao o eatorvasse a corrente enr-
gicamente activada pela forca da mar, procede-
ra ao salvamento com toda a generosidade e va-
lenta de que a marinha ingleza tem dado tantas
provas. Pareco que d'aqaelle navio se lancoaram
algumas boias e salva-vidas.
Nao obstante os poetas desde remotas eras
cantarero o uosso Tejo de crystal, como um lago
tranquillo e poro, elle como um protesto encapetla
as suas ondas, torna-se impetuoso em rollos e bai-
laderas e sacrifica a si pr prio, anoualmente, al-
gumas vidas e alguna barcos. Todava este o
maior sinistro acontecido nestes ltimos tempos.
Caleule-se a onciedade das familias quando o
telegrapho Ibes communicar o terrivel sinistro e a
afllicco e angustia qaando souberem dos seus
parentos e amigos mortos neste naufragio. Sao
32 as pessoas cuja falta se nota. Teriam todas
sido victimas ? S podemos responder que os ca-
dveres encontrado at hontem a noite sao ape-
nas seis, que foram dar s praias do Dafando e
Cruz Quebrada. O primeiro dessa fnebre serie
foi o da uro joven tripolante, envolto no seu uni-
forme de berdo. Eucontraram-n'o s 6 horas da
manh os banheiros de Algs Joao Gimbra de
Carvalho, Jos Duque, Francisco de Oliveira e
Januario Rocha, com os banheiros da Cruz Que-
brada no barco de Francisco Corris. Pucha-
ram-n'o para sobre a areia, e parecendo-lhes qoe
o poderiam chamar vida, fireram-ih Varias
friccoes mas sem resoltado. Cooti uon-se o cor-
tejo dos mortos, pela pr,ia fra at a Cruz Que-
brada, fros hirua e com aquella coutraeco hor-
rorosa dos asphixiados.
< Era de veras triste 0 dilacerante c espectculo,
em quo a morte inexoravel tiaha zumbado desses
mocos robustos e opulentos de vida. Os cadve-
res eram, alm do tripulante, de mais tres compa-
nheiroa e do medico e o de Jos Honoi ato, brasi-
leiro, sexagenario, que voltara ao Brasil, talvez,
quero sabe, para empreheader novos trabalbos
que lhe desaem o seu bem estar. Quando esse
infeliz foi ajado praia, couservava aperlado
entre as mios um pequeo quadro conteudo moa
dessas grosseiras gravuras de santos, a que vul-
garmente se chamara regiotos,
O Sr. commissario geral de polica, com o zelo
com que desemoeoha o seo cargo, apresentoo-sa o
mais breve possivel naqueile local acompanbado
dos chefes Ribeiro, Silva e orna forca de polica e
deu promptas providencias, reuoiod os cadveres,
fazendo-os metter em caixoes, que foram conduzi-
dos em traquitanas para a ermida da Senhora, das
Dores, afim de serem hoje reconhecidsi'pelo ca-
pito, e depois das oncounacudacoes do ritual ea-
tholico serem levados para o cemiterio de Ajuda,
correodo as despesas do funeral por conta do
agente, Sr. Garay. E' lastimoso que alguns pa-
Oeiras, o Sr. Dr. Nono Porto, o cnsul francez em
LisbB* e o Dr. Carrilbo Garca e administrador
do qnarto bairro.
Veio tambem praia do Dafando dentro da
sua gaiola um excellente cavalli de fina raca. O
animal assim preso nao pode latar e afogou-se.
E grande o numero de objeetos que foram leva-
dos pela com nte at s margeos do Tejo :mui-
tos barris com vinho, caixas, barricas, roupas,
mantimantos, bagagens, etc., simdo neeessario ee-
tabeleeerum oordo de gaardas fiscaes para sal-
vaguardar esses i-alores.
Na occasio do sinistro, e em resultado do
mesmo estoque d'agua garraram outrus navios
que soffreram alguma avaris. e entre eltes a fra-
gata de guerra ingleza Minotauro, que cabio sobre
a Monarca, que tambem ficou damnificado.
O vapor da Alfandega conduzio para a trra
29 nufragos entre tripolautes, passageiros e esti-
vadores.
Kis o protesto Uvrado pelo capito do l"ille de
Victoria :
H^je, 24 de Oezembro de 1886, s 4 horas e
45 minutos da manh, o vapor Ville de Victoria,
estando tundeado a 2'ferros, desde o dia 22 de
inaoha, debaixo da direceo de um dos pilotos
deste porto, tendo 72 bracas de corrento no ferro
da1 vasante e 63 ns ferro de enebeote, a tripolacio
sobre o convez, os jernaleiros n trabalho de des-
carregar as fragatas, que estavam atracadas ao
navio ; a mur vasavs, quando o couracado inglez
de es^oro Sultn, nos veio atracar por estibordo
avante.
Immediatamente a agua entrn no porto de
avante, onda um grande rombo tnha sido feito
abaixodalinha de flactuaco. Em menoe de 10
minutos o navio^ submergiu-sc, levando oomsigo
parte da tripolaco e passageiros.
Depois da abordagem, o couracado continuou
a garrar ao longo do navio, despedacaudo o mas-
tro grniidc, a ponte e obras mortas dos autos do
vapor, e foi tundear mais longe. abordando anda
um outro vapor, que estava tundeado mais a boro-
bordo, mas nao Iba fazendo seno pequeas ava-
rias.
A Sultn tiaha fondeado no da 23 1 hora e
30 minutos da tarde, emquanto que o Ville de Vic-
toria se achava fuudcado desde o dia 22 s 9 ho-
ras da manila. A situaco actual do vapor indi-
cada, pelo ni ist.ro do traquete que se acha vista
aas vergas de gavia para cima, deinonsjsam que
elle oceupa urna situaco uo si.-utido da corr
da msr ; alin disso, depois da nossa cnegads,
vapor tiiilia-sa uiautido perfeitamente sobre as
ama am .rraycs, sem dar guiada alguma.
O sinistrj produzio-se tao inesperadamente
que n 1 nao pudemos percltcr o qua se pasaava
abordo do Sultn, para nos vir abordar d'aquelle
modo.
FU tocar o siao a rebate e aasobiar
vapor da p*quena caldeira, para pe-dir
qu' nio recebi de ninguem.
Fui-nos completamente iaipossivel deitar os
escaleres ao mar: o nico que podemos safar
virou-se, quando o navio foi para o fundo; a gente
que. se ^le salvar foi a nado, o eu mesmo fiquei
sobro a ponte at o ultimo, e eubmergimo-nos
eonj inetament com o vapor viudo ao de cima de
agua, foi salvo dez minutos depois por um escaler
do vap,r inglez Neo, o qual ple recolher ao todo
9 pe83oaa.
Nada foi salvo do navio, nem mesmo os pa-
pis. Os sobreselnts foram encon'rados cerni-
nas: Os traeateiros das fragatas, que estavam
atracadas ao longo do navio, apezar da ininha
ordem. certaram os cabos ao primeiro choque
sem procurar salvar ninguem.
At esta h ira, tenho smente encontradb 10
passageiros e 23 horneas da tripola^o, contando
commigo, apezar das buscas fetas por diversos
vapores.
Em t do que lavrei o presente qne faco asi-
gnar pelos aobreviventesda tripuiaco, reservndo-
me todo o recurso contra o navio, que meabordon,
e contra quem e Jireito tiver.
Assignado.J. Simonet.
Muitos estranbam, e com razio, porque os regu-
lamentos do porto de Lisboa se nao observan com
rigor.
Se o Ville de Victoria nao


ente

com o
socorro

ancoradouro Ti mei'
>na nao tivesse procurado
8lci'oRiTado p\r sur-
gidoiro das esquadras estrangeras que vem inver-
nar aqui, te'ria tao perigosos visinhos pela proa e
pela popa.
Aquella mesma fragata Saltan ha ver 10 annos
tambem foi a, garra as aguas do Tejo, produzindo
grossas avariaa I
O lugar dos navios mercantes no quadro da
alfandega, e que vai ainda em desuzo. 'Emfim
depois dos simstrus occorrerem fa.-il dar sentcn-
caa. Um articulista discorrendo sobre os proje-
ctados melhoramentos do porto de Lisboa, cujas
obras esti a concurso desde o dia 22 do corrente,
assim termina o deu allis sensatismo arrasoado:
Ainda se disparara alguns tiros sobre o gran-
dioso projeeto. Hoove em todos os tempos tites
a quero o co pare:eu cousa accessivsl a urna es-
calada,
A abafar o echo d'essas vozes soladas ergue-
se agora ainda, infelizmente o coro angustioso
das victimas do funesto abalroaineute do vapor
francez ViUe de Victoria pelo navio"if guerra
nglrz Saltan, qoe n'um porto magnifico, como o
de Lisboa, deviam ter os seas lugaies distinctos,
abrigos e amsrracoes. "*
E assim ?
Prosigamos :
O enterra:
Os seis cadveres qae foram dar- praia do
Dafundo e Cruz Quebrada, e recolhidos na ermida
de Nossa Senhora das Drres, estao j sepultados
no cemiterio da Ajuda. O enterro fvz-se ante-
bentem s 3 horas da tarde.
Depois das encommendacoes, foram os fre-
tros collocados em carruagens, indo na dfe trente
o corpo do msllogrado medico do Ville de Vstiria
coberto com urna bandeira tranceaaf- seguiam-se-
lhe os outros cinco cadveres dos seos infelizes
companheiros de bordo, e depois todos os nufra-
gos que poderam sobreviver terrivsl eatastro-
phe; os Srs. ministro, cnsul francez, pessoal do
consulado, os agentes da compaafaia Chargeurs
Riudis, Srs. Garay e Freir, empregado3 da mesma
agencia, o cnsul inglez, o vice-almiraor Free-
mantte e mais officialidade da esquadra ingleza,
os commaodantes dos navios inglezes, qae esto
no Tejo, o administrador do conseibo de Belam,
commissario geral da polica, alguns jornalistas e
muitas cetras pessoas, formando um cortejo lgu-
bre e deveras imponente.
< O Sr. Billot, ministro da Franca, pronucioa \
a seguintes palavras, antes dos carpos descerera
sepultara :
Sleus Senhores : Nao quero deixir os nossos
pon es mortos sem lhes dirigir um ultimo adeus
em nome da Franca e dos seus compatriotas de
Lisboa.
Mais do que em Franca, se possivel, nos
mantemos aqui pelos nossos marinheiros cordeaes
e patriticas sympathias. Seguimos com eolicitu-
de as suas viagens regulares e sentimo-nos orgu-
Ihosos com a sua dedicacao infatigavel pelos inte-
resse<< c pela honra do paz.
Tambom nos maguou cruelmente a repercus-
so do desastre, qne no porto' accaba de cortar
tantas vidas preciosas os desgraeadoa desappare-
ceram, sem terem mesmo a consolaco de pensar
no momento fatal que a sua morte seria til. Que
elles descancera em paz]
Deixam nesto ierra hospitalera, sincero
pezar. Possa a dr de seus parentos ausentes
ter om pouco de lenitivo com o testemunho que os
franceses de Lisboa trazem sua sepultura.'
Em seu oome, eu agradeco aos Srs. officiaes
marinheiros da esquadra de sua magestade
britnica, os aeutimentos de pezar que exprimiram
desde logo o interesse em se associarera suprema
homeoagem prestada &s lameutaveis victimas.
Algumas familias das rclacoes do Sr. ministro
do Brazil Baro de Carvalho Borges, e a pedido
desto Ilustre diploroata, teem ido visitar e offe-
recer os seus boas servio >s viuva do mdico
Rodrigues, que to corajosaments cooseguio sal-
var-se do naufragio. y
Hontem foi o capitio-do} Ville de Victoria
com a tripolacio salva ao tribunal do commercio
fazer declaraccea.
O eapito-tenente do vapor naufragado dirigiu
a seguinite carta aos jornaes Navidades, Diario
de Noticias, Crrelo da Noite, etc., que a
publicaram mesmo em francez.
Sr. redactor: Depois das circumsfancias do-
lorosas que accaba de atravessar, recorro ao seo
estimavel jornal para agrasMber a todas as pes-
1 i. r


-




te! mtfm
'.....
Janeiro ue i
1
-
:
.
4
1
i que e acudirn. o que ue pjovaraa a ia
v primeiro qae tud cougigwr a dadica-
oio do eommaudaote do vapor luglcz Ww, o qual
usado -^Mll1".r"""" I116 nlngDein 3lt' do
inistro, consegua, gra^a aas-eeia efoc0 ener-
gicos. alvar nova peesa*.
Ignaro amo se chama asa b.-avo e eaMoso
oficial, cao tambem ma deu ato para voltar para
trra.
. Agradeco tambem ao aeguado commaidan'.e
do vapor HiektmMtd, o qual, coon a bu cauda eal-
vou oito pessaas, o Sr. hete de ervico martimo
da *lfandga que fes todaa a pesquiz.s aecesaa-
riaapara aalvar oa naufrago que livetaem podido
asbre-oadar.
Nao tambom deixar de mencionar u bslio pro-
cadimanto do Sr. commiaaano geral da polica,
qno mandn recolhar oa nufragos sobrevivente
logo quf chegaram a trra, e que dirigi em se-
guida a procura dos cadveres, e depois, o traus-
te dellea desde a praia al aerara enterrados, e
nio tem descansado em velar para que fosas man-
tid a ordem par modo que e ceremonia do fue
ral fiaesse cora todo o reapeito devido aos mor-
ios e aos infelixes-
r Agrad.co igualmente ao 8r. Billot.miuistro
de Franca e ao peasoal da legacio, o Sr. Silva,
cnsul de Franca e ao pessoal da chancellara, ao
Sr. almirante Hervett e aoa oficiaos da esquadra
ingle*, ao Sr. cnsul de Inglaterra, a todos o
meua compatriotas estabelecidoa ou de pasaagem
uesta cidade, assira como a toaas as pessaas que
houraram com a sua presenca o cortejo dos meua
desgranados mortos.
En nome das familias dos finados, em nome
dos martimos e pt sageiros sobre-viventes, a to
dos offoreco a expresso do mcu profundo e eterno
reconheciinento.
No me; de tanta dedieaco e d! Untas pro-
vas de gympathia, tena querido esquecer o covar-
tln prooediinento dos fragateiroa cujas barcas es-
tavam atracadas au longo da amurada e qu, al-
tando se repentinamente para fugir Horedeinoinho
feito pelo navio atondado, teriam podido voltar ao
masrao sitio do sinistro e salvar os desventurado
que chamivara por elles para lhe acudirn.
Mas considero como um devor apontal-os -e-
provacao dos seus compatriotas e todos es horneas
iie bons sentmentos.
Queira aceitar, Sr. redactor, coru oa meua
agradecimentos, a certeza da minha mais distioc-
t* coosideraco.I. Simonte, capitSo coman-
dante do Vtlle de Victoria .
A proposito dos ltimos periodo desa carta
.1 Navidades de hontem diaiam o seguinte, que
rauio f Igo de transcrever como correctivo aquel-
le brado de indigoaco do bravo capito Smaoet.
Estimo que a verdade das factos nao deixe passar
par barbaros aquella rude, mas em geral, desvia-
da gente que lida no rio. Sao portugueses, e a
immereciia aecusaco inagoava nos.
Eis o que diz a tal respeito o referido jornal:
e jun de di-,
i datras co-
Tendo alguna collegas afirmado que as fraga- gia com que a realisra.
Foi tambera auditor oa 4* d
reiio em Baja, em Mafia e servio
taaraaa sempro coin salo o rectido.
Vmara-e em diieito em 1841. Era padrasto
da Sra. Baronesa de Savedra, e irmao da Sra.
Condaasa de Axinhag.
Succumbio a urna doloroaa enfdvmidade a ora.
D. Maria Zapherina Braadaa da Ponseca Maga
Ibes da Coata e Silva, esposa do Sr. Robar
Talone da Co.ra e Silva, e filha da Sra. Coudena
de Geraz de Lima.
A finada era neta do celebre estadista Kodngo
da Ponseca Magalhes.
Consta que o Rvdm. arcebispo de Mytileue
aera nomeado .tutsrasseote coadjuetor e futuro
uccessor do Wbpo de Laoaego, e que para
o cargo de vigario geral do patriarcaadd, aera no-
meado o Rvdm. Dr. Praneisco de Lacerda, biipo
da Nolopolis, coadjuetor do futuro succeaser do
bispo de Angra.
No domingo 26 deste mea realiaou-se, pelas 2
haraa da tarie, a imuguraco do collegio Araujo,
na ra de D. Estepaama, em terrenos cedidos
gratuitamente pela cmara municipal de Lisboa.
Est escola toi construida costa,do aaylo de.
mendiedade, ao qual o Sr. Francjip Gomes de
Araujo, bavia legado um eerto nuindde inscrip-
ces das quaes o rendimento annuie approx'.iaa-
damente de 500*000 fortes ; para a foodaca de
urna escola, para a educacio das creancas pobres
da freguezia de Arroyos, onde resida o falle-
cido.
O Sr. Alfredo Guedes provedor do Asylo de
Mendcidade, auxiliado pelo gjveruo e p-la cma-
ra municipal, e empregando ama parte do produc-
to da kermesse realisada neste asylo, poude lan -
ar os fundameutos, e concluir a construeco des-
te edificio, que est magnficamente construido, e
que possue todas as condices bygienioas.
Assistiram sua magestade el-re, presidente do
conselho, governadar civil, commandante das
guardas municipaes, os Sra. vereadores Rosa
Araujo, Viaconde de Azarujinho, Malheiro dos
Santos e Pereira Alves, o director do asylo, e os
Srs. Joio Augusto Marquei, Jos Joaquim da
CosU, Alfredo Guedes, Francisco Alberto de Oii-
veira, Guilherme Celestino, Dr. Roberto, os prio-
res das treguezias da Pena, S. Jorge de Arroyos,
os Srs. duque de Palmella, Dr. Vas Monteiro, Al-
fredo Meudes da Suva, um dos testa mente'ros do
Suado, Souza Telles, Caetano Piuto, Jos Perei-
ra, Francisca de Carvalho, Dauu e Larena, etc.
O provedor ao asylo, 4 chegada de sua mages -
tade, abri a sessio, lendo um longo relatorio e
agradecendo a coadjavaco do governo e da c-
mara municipal, para poder levar a effeito a cons-
trueco que o legatario des-jara, e ao Sr. archi-
tecto Luis Monteiro, e ao mestre de obras o seu
auxilio e dedicacao ; e a sua magestade, a honra
de o haver inaugurado.
O Sr. Alfredo Mendos tomou em seguida a pa-
lavra, congratulaodo-se pela realiucio dessa
obra, e lauvando o 8r. Alfredo Guedes, pela ener-
Eque esUvam atracadas ao vapor Ville de
pria u no mornt-nto do sinistro, h.viam corta-
qo es cabos, que as prendiam ao navio, fugindo
para o largo, sem cuidar de salvar alguns naufra-
gas, facto este e aecusacao de que se faz echo o
eapitao Siraonet, por urna trroa pouco liaongeira
para as tripulacoas das fragatas, inforraam-nos, e
estamos autonsa Jos a declarar e a garantir, que,
das 9 fragatas atracadas a) Ville de Victoria ,
5 prestaram servico na salvaco de vidas, nao o
prestando todas por ser grande a forca da cor-
rente. Assim. salvaram n .ufragos as fragatas :
N. 71 E- 6fi 1 homcm
N. 71 E- 43 2
N. 79 E-273) 8 .
N. 79 E-301)
N- 71 El 8
Alguus destes nufragos desembarcaram logo e
outros fora reoulhidos pelo vapor da alfandega,
que mais trde couioareceu no local do sinistro .
No domingo 26 do carrete, o Sr. Jos Sal-
gado Zenba offereceu nm jantar ac Sr. conde de
S. Salvador de Mathotinhos, para o qual foram
convidados mais alguns amigos ntimos. A' noite
houve reunido a que asaiotiram multas senhuras e
cavalheiros. Estivcram umbam os Srs. barao e
barouuza ae Carvalho Borges.
Chegacam ante-hontem commonicav<>'s muitos
interessantea acerca da iuvaaao dus valas em
Inhambane (frica Orientol provincia de Mj^am-
biqne).
As noticias postaes dio j alguns proraaoores
acerca da invaso dos vatuas no districto de In-
hambane e da batalha que all houve no da 23
do mez p.asado. A columna invasora, em torca de
vinte mil horneo, sahira de Gasa na la Hova -.
S'jtembro com oriem de lavrar o incendio, a mar-
te e a duvastacao ao territorio dos regalos ava-
sallados d'aquelle districto.
Os osforcos ewpregados pelo resiJente chufo per-
to do regulo vatua para evitar a invasaio toram
luuteii, uao porque este potentado nao desejasae
satisfazer-lhe o empenho, mas porque os grandes
chefes de guerra a iaso terminantemente se op-
puuham acbando pretexto na derrota de alguuai-
guerreiros seus, aggredidos e destrocados defron-
te do Basanuto, ha meio auno, por gente I caca-
dores da cora.
O ^asaleiro de alegra nada podendo portanto
conseguir, expedio immediatamente um correio
para Chilone a annunciar ao governador de So
falla a partida daquelle exereito negro.
Fracos recursos tlli tinhamos para repellir oj
invasores, fazendo se, porm, tudo o que se poude
para o combate.
Entretanto os vatuas avancando sempre, pas-
saram o Seve o, segnindo ao longo da costa, pp-
netraram no districto junto a Pemene, na Burra
Falsa ; e atancado e destruindo todas as povoa-
^ea encontradas na passagem, chegaram A mar-
go do norte do Ribacu, am trras de Meissin-
ga o 16 de utubro.
Des-mil homens nossos tomaran ja a margem
aul daoae-rio.afim de estorvarem a passagem nos
mares ; mas todos, p.'rm, ae encontraram tao mal
armado* e tao pobres de muoices que o inimi-
go depii de algumas horas de fogo ple forear
as posices das nossas e ganhar a margem defen-
dida.
A 23 acbaudo-se as torcas do goveruo ja muu:-
ciadas maia. regularmente, resolveram dar com-
bate o inimigo e, para, isso, levantando os seus
acampamentos foram encontral-o as vastas pl-
ntese de Chicuugusa pelas 11 horas do di.
Travou-se a lucta, urna lucta desesperada e for
midaval mas a perda dos ajadantes das trras
Bakar, Faquir, J^o Rocba, Baltbasar e Bakar
Abdal que commaudavam os nossos, deixando-os
semdireccao, acabou i'Or dar a victoria a*s inva-
sores, e determinar a derrota dos cypaua e guer
reros te Massinga, Savanguand, Inguama eZin-
Nao se sabe anda de certo o namero de mor-
tos auetivemoa, tudo porm leva a erer que a
aiur parte da nossa gente tomando a tuga e em-
brenhando-se no senedo de malta pode escapar
felizmente sagaia temvel das vatuas.
O que parece averiguado quo o inimigo
soffreu pirdas cooside/nveis, ficando eom ceute-
nas de feridas e com o campo janeado de cada-
veros que tin seguida lancou a urna lagoa prxi-
ma para que nio servissem de banquete s aves
carnvora e s fras da fljreata. Chinaungusa,
onde se ferio a batalba dista de Inhambane l
leguas apenas, e todos suppunham que os vatuas
sempre victoriosos, avancatiam sem perda de tem-
pe sobre a vill.
. Hon"e bi pauco e todos se prepar-eam para
detes.a, levantapdo-se barricadas, etc. No da
25 enegou alli o "governador geral o canselheiro
Augusto de Caatilho com alguus reforeos e fes
desapparecer o desanimo.
O capitae-Br das trras recebeu orden termi-
nantes para reunir a gente dos reguos do sul e
partir com ella para a irente da borla vatua, o
batalhio de cacdore n. 3, foi iucumaido da de-
fesa de Cabane. algumas poates que aoore o Kio
Maiaharra davam passagem para Ma bicha, de-
fronte da villa, toram mandadas cortar, e passa-
dos das como que urna alma nova tiaba abatido
e snm esperancas.
Em combates posteriores o inimigo em constan-
tes emboscadas na nossos iam perdendo dia-
riamente muitos bumen* o que, obliquando a sua
marcha obre o sul, principiavaio a aegiir na
direccio do oeste, pretendendo oblar auxilio de.
Bilene e chamar a s os reguos iaqua^Oas que
nos sio avassada^os.
O corouel F.riiazini tiuha partido d< Fernella
com 2:X) combatentea adm de operar conforme
as circumstaneas e anda 6e Ibe duvia reunir al-
garaa guate deGuillaia e de outios pontos.
Pelo tejegrapho sbese j4 qae os invasores ti-
nham ajdo repellidos, sendo batidu. em toda a
jinba.
Ifalieceu, em fcUbia, ante-hontem o Dr. Jos
RiDeiro Naves, jais de direito nlttmamente apo-
sentado endo auditor nos concelno de guerra
da 1 di/isio. O repeiUvel magiatrado era ca-
rcter honesto e bemquisto.
O Sr. conselheiro Jos Luciano de Castro, pre-
sidente do uonselho de ministros e ministro do
reino, em nome do governo proferio algumas pa-
lavras, prestando homenagem a el-rei, e diaendo
que elle nanea perda a occasiSa de tomar o seu
posto nestas testas da civilisacSo, c memoria do
finado que tao dignamente soubera deixar de si
tao iiiiiu rre innra 1- mbranca.
Finda a sesso, el-rei visitou todo_ o edificio,
louvaudo a boa ordem e as anas eondijdes.
Tocou darante a festa a banda da guarda mu -
nicipal.
Morreo no Porto, victima de tisici pulmonar, o
Sr. Bdaardo Monteiro Nune de Carvalho, socio
da firma Res 4 Monteiro, propnetano da lypo-
grapba e lythagraphia Lusitana, e fundador
ao jornal O Commercio Portuguez, que agora per
tenca a urna eompanhia. O finado era um typo
grapho muito hbil.
Foi hontura o anniversario da morte de S. A. o
infante D. Joao, irmao de el-rei D. Luis I.
Para suffragar a sua alma celebrou-se ama mis-
sa na real eapella da Ajuda, a qae assistiram suas
raagesudes e altesas e os dignitarios do sen ser-
vio j.
O Sr. conselheiro Joo Joaqaim de Mattos.
inspector geral de eugenharia, foi agraciado com
a commenda da ordem S. Thiago, do mrito scien-
t.fico u Iliterario.
O Sr. Adolpbo Loureiro, ebete da segunda cr-
cumscripcao bydraulica, toi agraciado com a car-
ta de couselln.
Sao merecidas estas gracas aos dous distinctos
engenneiros que elaboraram o projecto definitivo
para os melhoramentos no porto de Lisbia, pro-
jecto que mereceu a saoccio da junta consultiva
de obraa publicas e minas e a approvaco supe-
rior a que intairamente novo.
Est organizado no Porto, com um capital de
600 cantos de ris fortes, que ser elevada dentro
era'pouco' um syndicato para a montagom inme-
diata de urna grande fabrica de tabacos. A nona
fabrica na Ja tem de comraum com o eyndicato que
b pouco tratou de adquirir as fabricas existen-
J est comprado um giande edificio oude
esteve a funeconar outra industria importante.
Nao terminarei esta norme carta sem Ibes ex-
pressar quanto Ibes desejo que o novo anuo Ihes
ceja prospero.
HtviST DIARIi
Eocravax* e;a;enrlos). Da Secreta-
ria da Preeidenea nos foi remettido para publicar
o seguinte aviso : *
Ministerio dos Negocios d'Agricultura, Com-
mercio e Obras Publicas.Directora da Agricul-
tura.2.' Secco.N. 27. Ro de Janeiro, 23
de D-aumbro de 1886. Illm. e Exm. Sr.Decla-
ro a V. Exc, relativamente materia do aea ofi-
cio de 30 de Desembro ultimo, que em ambos os
casos da consulta do juiz de orphos dos termos
do Granito e do Ex, deve funeconar o mesmo
jais, e nao o seu supplente cm Ex, quando os es-
cravo clasaiflcados pertencerem a este termo,nma
ves que as matriculas e classificacoes dos ecra
vos de ambo sao feitos no termo de Granito, onde
est a collwctoria.
Convro, entretanto, advertir que, se ao refe-
rido juis cabe declarar a liberdade do escravo
clasiticados para os fins da le n. 2,040, de 28 de
Setembro de 1871, nao cabe tasel-o em relacio aos
sexagenarios, antes do praza do art 11 4 do
Reg. do 14 de Novembro do anuo findo; mas sim-
plemente communicar ao ex.senbores o aovo es
tado de taes estraves, nos termos da circular de
23 de Desembro, e para os fins nella expressos.
Deus guarde a V. Exc Antonio da Silaa Prado.
__Sr. presidente da provincia de Parnarabuco.
A Bliina Comedia de Dante 4111-
gbleriRecebemos de Lisboa, em coja Im-
preosa Nacional foi ntidamente impressa, um
groaso volume, em quarto, de 750 paginas, conten
do a versio portuguesa do Cntico Primeiro da
Divina Comedia do immortal poeta italiano Dan-
te AHigbieri, canto qae, na sublime Triloga, se
nsc-reve aob a rubrica0 Inferno.
E' a primeira parte da promettida e anauncia -
da obra de Monsenhor Joaquim Pinto de Campos,
illuBtre ntterato pernambucano, que, desde alguns
anaos, fixou rtsideneia na Europa, e alli tem pro-
curado, com o me'bor xito, e o mais entranhado
affecto, soergaer o uorae palio, brindando os pa-
ses em que e alla a liagua de Camoes cam o
mais provetops fructos do aea csjrco iatallec-
tual, sempre frtil e sempre glc^l08oT,,
Abre o famoso livro urna carta dirigida ao tra
ductor pelo conselheiro Heurique de Barros Go-
mes ; e easa carta se, pelos encomios qae teced
Monsenhor Pinto do Campos, Ihe faz honra e jO-
bre-eleva os metilos do seu trabalbo, tambe u
um valioso attestado dos conhecimeoto scienlificos
e littemnos do sea Ilustre autor, um dos borneas
de lettras mais festejados em Portugal.
Scgue-se um exteoso o bem lancado Prologo do
traductor, em o qual fas este o histrico do seu ho-
mrico empreheudimento,'mencionando os applau-
sos que Ibe deram o magnifico Giambapttista Giu-
liaui, um dos melhore interpretes de Daate, Ag s-
tinha liartholiui, Augusto Couti, Cesar Guaati,
Ventura, Paleto, o Osservalore Romano pelo eeu
illusirado redactor cbef, e o Commercio de Portu-
gal, cujo priacipsl redactor, o Sr. Melicio, jmsia
se fartou de elogiar a grande emuaza de Monse-
nhor Pinto de Campos, eoaagHBkrova os arti-
go q'ie a'issa folba UajU ^Hf9 ve*e* re
uroduzi'oos na nossas c4l I
Ao Prologo acomM)J||^^B tbiograpba
de Danto, trabalbo ^Qfl^PPlue todas as
phase da vio de. IBjjrtal poeta sao passadas
pelo crivo da mais escrupulosa c coneoituosa cri-
ea, e citados com adm'ravel caucisj e requinta
da precisao" oa factos historeos da palica, artas
e litteratura era que andou envolvido o Date.
Essa parte da obra, vasada aos moldes coahe
eidoa das biograpbiai feita desde seis scalos,
leva-Ibes vautagens no dis.r dos entendido, quer
na forma correctiiima, qMer no fuado, po.i que o
Ilustrado traductor beaeu inpiracoe*, para esere-
vel a, oas propriau Obras ienoies o poeta e em
todos os livro A eu respeito publicado e exis-
teates oas bibliotecas da Italia.
Segne-so-lhe uin capitulo que so inicreve a Di-
vina Comedia, e onde o eximio traductor do mais
monumental de todos es posma d ama clara e
vsrdadeira interpreUeao ao pensaoaeato de Jaate
ao eserever e publicar a sea Trilugia. Este ca-
ptalo ndwpensavel para a comprehensSo do poe-
ma vale unf tbesouro.
Vem Ioko em pds urna Synthese dos tres Cn-
ticos da Divina Comedia, complemento necesario
do capitulo anterior, e no qual eabooado o enre-
do do ^wema, e postas em evidencia as sua bole-
cas, os seos miraos, devidamente explicados.
A' ease capitulo, age o que ao Bsereve Obras
Menores de Dante AUighieri. Ahi o Ilustrado
Monsenhor Pinto de Campos-ellucida essa obras
com o maor eriteno, e mostra, firmado n'ellas,
qual a real e verdadeira interpreUeao de diver-
sos episodios do poema, tantas veae torturados
par iafieis traductores.
Logo depais d'ease capitulo comee* propriamen-
ta a traduccao do Primeiro CnticoO Inferno.
Cada um dos 34 cantos d'essa primeira psrte da
Triloga precedido de urna Introdcelo, em que
deliaeado o argumento respectivo e analyaado o
eanto, e enecedido de Commesilanos, em que,ia
explicadas certa phrase, cortos cancaitos e deter-
minados intentos do poeta.
IntroduecSes e Commenorios sao pedacos de ou-
ro, verdiideiras joias Iliterarias, que do realce
obra e a tornara de urna leitura nimiamente agra-
davel.
O que mais diser do grande trabalho de Mon-
senhor Pinto de Ca-rpos ? Tudo j foi dito e re-
pisado, e a obra desafia a mais severa critica. E'
urna obra digna do immortal poeta floreutiao, pois
que o traductor c commentador vasou-a no mol-
des do pro/rio poeta, iospirando-ee bob asas tra-
oalho e nos do seus geauiuos interpretes, com
era oaabio Giuliani.
A segunda naateO Purgatorio -j se actaa na
prloe a ierceira-0 Paraso et eui va de
sel-o.
Quando estiver tudo concluido, possuir a lia
gua portuguesa urna verso da >t>ina Comedia
na altura do poema ; o que at agora era ama do-
lorosa lacuna, tanto maia sensivel quanto todas as
lnguas civilisadas possuiam a sua tradcelo da
Triloga do Dante, e se vangloriavam alguma de
possuir mais de urna veraao.
Posta portanto, de parte tolas as mais consi-
deraces, basta essa para tornar notavel o aotnc-
rico empreheudimeuta de Monsenhor Pinto de
lampos. Mas, releva ponderar que, no conceito
dos mais ablusados jalgadores portugoeaea e ita-
lianos, a obra do illnatM litterato brasileiro vul-
toesa e de grandes mritos, e revela profundos
conhecimeoto, especialmente dos trabalhoa do
poeta florentino.
Receba, poi, o digno traductor o nossos sin
ceooa compriinentoa e felicitacoes, e o tri uto de
gratdao que lhe pagamos boamente pelo mimo
que no fes de um exemplar da primeira parte da
sua monumental obra.
Thealro de VarletladeaFai cantada
uesse theatro pela coinpanhia itullsna de opera
cmica, ni sabbado prximo fiado, pela primeira
vez neata epaca a mimosa opereta Madame Au-
gr- <
J sendo bastante conhecida nesta cidade
aquella opereta devia osforgar-sa como eflectiva-
mente fes, para que o desempeno fosse o melhor
possivel.
Se nao conseguio a companhia dar a Madama
Angot, agora um desempenho completo, nao s"
peder taabem deixar de recoohecer que todo os
artistas se esforca:am pura satiafazer o publico, o
que realmeote conseguirn], como psovam os ap-
plausos que recberair.
Assira, pode-se afirmar que a Madame Angit
cantada uesta poca nao foi inferior a de epacas
anterioras, notando-so desta ves mais gosto no
mise en scene, especialmente no 2o acto.
Na distribaicSo das partes, coobe a Sra. Sprin-
ger faser a de Clarette e temos a diser que foi
urna ds artistas que aqai tem feito tal persooa-
gem que mais se tem approxmado da creaco do
autor do libreto. A Sra. Springer cantou com
tanta seguranca e graca e deu um carcter a no-
va de Pompooet, que o publico nao lhe regateou
applauso. especialmente na canco do 1" e no do
do i' acto, como na scena do 3.
A Sra. Bellegraadi foi bastante feliz no des
empenho da parte de Mell Aoga, cantando com
um i certa altivez qae nao Iho ficou mal, inare-
cendo assira os applausos que teve
A ii.telligeote e sympathiea Sra. Naghel senti-
mos diser nao foi o Augelo Pittu que esperava-
mos de seu talento, ou porque fojse a primeira vez
que fazia aquella parte, ou porque estivesae des-
tocada -, ootaodo-se-lhe urna hesitico que nao
ficava bem n'um poeta reacciaoario. ,
Apesar disso, porm, as veses que cautou fel-o
sempre cm a sua habitual gentilesa.
A Sra. Dnrand bfilhou na w Isa do 2o acto.
Ao Sr. Cnribtoli oo be interpretar o ^lyp^ de
Pompooet, mas, infelizraeute por maiore esforcos
que fisesse esse Sr. nao pode satiafazer. Pode
ser um b.m artista para outros papis, mas o seu
jogo pnysionomico muito prejudicoa ao uoivo do
Clarette.
O Sr. Milone, Ficana e Migliozzi, apesar de
nao tercm papei de primeira ordem, motraram-
se dignos das sympathiaa e do apreco em que sao
tido pelo publico, particularmente o Sr. Ficarra
a quem felicitamos pela perfeico e sustenUca
do personagern que i epreseutou.
D a companbia opereta como Madame Aagot,
que tora applausos e enchentes como a de sab-
bado.
No domingo^epetio-se essa opereta.
A llrnol- boaUm nosso aseignante verteo
as seguintes linba do European ial de 24 de
Desembro findo, e remetteu-u'as para que as pu-
bliquemos ;
A eriae do aasucer em Java tem oceupado a
atteucao do governo hollaodez, que segun-
do somos iniorasdo, resolveu suspender lempo
rariumeate o imposto sobre o cultivo e conceder
uoja mora de 5 aunos aos devedores do Estado
quanto matade doa seus dbitos jara com o go-
verao.
Foi tambera decidido que os direito de exp r-
taoao sobre o a-socar sonara s-ippi imidos durante
5 UUUIl- s. -
Soasas poucas linhas est contida ama boa li-
gio. Quem dera que ella nos fosse uti I 1
H*piCto de Alienado*!Acaixo publi-
camos o muvimento bavido u > Hospicio de Alie-
nados, sito Tamarineira, no qoatro ltimos
annos.
Como sabem.os nosso leitores, este hospicio foi
inaugurado no da 1 de Janeiro de 1883, sendo
para alli transferidos os alienados que bavia aa
casa infecta da Misericordia em Olinda*, em nume-
ro de 87. Poi bem, este namero em 1 de Janei -
ro de 1884 sabio a 137, am anuo depoi a 179, e
anda outro anno aepois a 186. Hoje exisieori alli
217 alienados o que prava quo cada vez maia aug-
menta o numero de loncos.
0 raio nico do estabeleoimeoto nio- pode abso-
lutameute comportar mais U0 gtande peiscal, e
conviria, quanto antes, que aa uoncluisse o outro
raio. V, /
Apesar do muito que se tem feito per tao til
oaj|teleciioento de candado, preciso empregar
urgentemente um derradeiro es'orco e concluir a
obra, que ha 4 longos anuos alli se est deterio-
rando pouco a pauco.
Na .ei n. 1860 de 1885, prorogada pela de n-
188 do anno prximo fiudo, tem a admmistracao
da provincia ensanchas para poderosamente auxi-
liar n obro do Hospicio de Alienados.
A agglomeraco de tanta gente em tao acaahada
casa nao nem humano nom conveniente, mrmen-
te agora em que devemos preparar-nos e bem para
repellir visitante importuna e devastador que
anda pelo Rio da Pr^ta e pelas repblica do Pa-
cifico.
Eis o quadro de que fallamos cima.
Anno de 1883
flomeus Mulberes
Mftutdeira de PernamlMicoDamos em seguida o mappa demonstrativo do rendnunt
da AlfiUidega d Pernambuco, durante o mes de Desembro de 18&6, comparado com o de Igual ases
do anno de 1885.
oaaoMiaacAO oas iekdas
Importacao
Direito de consumo
Addecioaae de 50 ,
Augmento de 10 %.
Expediente de 59/0.
Armazenagem
Capatasia.
Imposto de 40 % sobre fumo.
Despachos martimos
Imposto de pharoes. .
Dito de dcas ....
Exportacao
Direito de 9 "/o.
Idcmde7o/(,.....
dem de5o/0.....
Interior
Sello por verba. .
Dito adhesivo .
Imposto de transa, de 5
7-
Extraordina ra
Multas
Fundo
de emanoipacao.
Depsitos
Deposito de diversa origens.
Contribuieo de caridade
Somma......
1866
459:8384627
229:764*790
45:952*958
8:852*361
9:232*254
2:912*804
117*84011
4:680*000
780*120
1:931*625
1*380
72:705*340
43*000
80*000
1*500
868*516
38:119*545
3:828*600
3:562*724
883:174*484
1835
392:629*776)
196:221*640
39:244*381
4:298*361)
6:323*607
2:527*620
72*000
6:700*000
1:183*470
7:955*397
5*088
131:602*507
12*000
226*300
117*6H<
28MMS
*
1:713*202
5:199*290
796:820*850
OAS
Para mais
67:208*851
33:543*150
6:708*627
4:554*011
2:908*647
285*184
45*840

*
*
*
31*000
*
*
79*844
38:119*545
2:115*598
155:600*297
Parameos
i
*
*
*
*
*
2.-02O*000
403f050
6:023*772
3*7C8
58:897*167
146*300
116*100
*
a
1:636*566
69:246*663
RECAPITULACAO
DKK0M1KACAO DAS BENDAS
Importacao .
Despachos martimos
Exportacao .
Interior .
Extraordinaria .
Deposito. .
Total .

756:571*634]
5:460*420
74:638*345
124*500
38:988*061
7:391*524
883:174*484

641:317*324
7:883*470
139:562*992
355*900
788*672
6:912*492
, 796:820*850
115:254*310
*
*
*
38:199*389
479*032
153:932*731
*
2:423*050
64:924*647
231*400
*
*
67:579,5097
2 secco dal Alfandega fie Pernambuco, 8 de Janeiro de 1887.O chele, Domingos Joaquim *
Fonseca.O escriptarario, Odiion Coelho da Silva. _____________^_____________
Nao tem razoAlguem que nao quis re- 0 ProvincianoE' o ttulo de um perwdi-
velar-se pelo nome, remetteu-nos as seguintes li- co noV0j qp enjetou hontem sua carroira nesta
ona8^, ^ j i provincia, pcomettendo apparecer rre vezes em
E curioso ver-se o modo de proceder do nos- ^ ,a mfZ_
o governo quanto arrecadaco dos imposto, E'propriedade e est sab a gerencia do Sr.
coran por exemplo dcimas de predios, cujo praso, irania Saldanha, su* redaccio anonyma.
livre de multa, est annuuciado para terminar Nj 8eu Drugram,ja aiz e)\e
boje, nao attendendo-se ao menos grande cnae : t Principalmente seientifico e litterario, O Pro-
que atravessamos. vnciano oceuparse-ha, todava, de poltica ge-
Porque razo nao adopta o governo a mesma | n^ estampanao chrouieas desapaixonadas, seve-
pontualidade com o seus credireo quanto ao pa- r(18 8H|pjca(ia, ne bomoriema, sera oftenna a nin-
gamento dos juros da apolice geraes e provn- : gUKU)j v^snettaa lo os caracteres que forem trazi-
ciaes, cujo semestre terminou no ultimo do mez d(.8 aJ U8S cjminUll8 pe|aa exigencias daneceaei-
proximo findo ?
< A' vista do exposto, nao justo portanto que
se ade a cobranca dese impostes aononciados
de harmona com a poca de pagamei'to dos juro3
dos meocionados ttulo *
Nao ha raso para eesa reclamaco. Os regu-
i daae.
O Provinciano ter sua secco litterara, na
qnal sahiro a lume todas as navidades que as
lettras forem apparecendo ; alm disso, passue
! urna numerosa redaeco composta io hamens de
lettras de todo o modo habilitadas, que fornecero
lamentos do fisco, qaer geral, auer provincial, es- I ^ pBgnag ,) ,ui5g., neriodico o fructos da seus
tatuem as pocas e os prasas em que devem ser tra0;,ih08) cum 0s quaes brindaremos aos nassos
realisadas as arreeadacoes dos impostos. I |L,ti0rea- .
Taes regularemos nao podem ncm devem ser i gp.a Dm vna0 ; a qUe vva folgadamcote, o
alterada ai Ub tur* do governo, porque isso tra- que ,ne desejamos.
ra damno manifest todo o sysiema. j n a, n____,.__
Alera disso, o impostes lanCdos, como o da de- m *** r.H -O n. 140, de 25 de Dezembro
cima url'j, sempre arrecadada, por semes- findo, de*te peridico paraaieDse, ante-hontem
tres vencidas e. ,o ao ha o quo criticar no | vadoso ^^^J-'
Em 1 de Janeiro
Entradas
Sabidos
Fallecido
Era l de Janeiro
Entrados
Sabido
Fallecido!
E -n 1 de Janeiro
Entrad oa
Sabtd'-S
Fallecidos
Era 1 de Janeiro
Entrada
Sa.bidoa
Fallecido
47
83
34
2J
Auno de 1884
76
85
30
36
4nno de 1885
95
117
61
0
Anno de 1886
. 91
118
47
47
10
71
19
31
61
82
33
26
84
88
33
95
76
33
36
Total
87
157
53
54
137
167
' 63
62
173
205
94
104
1S6
194
80
83
Tl-
grammes du 15 au 25 Decembre. Bobos de par-
fout. L'Empire du Brsil au poiot de vue de ses
riebesses minerales.Frednreau. Notre Cour-
rer de Rio (le retour de l'Empereur, le cholera
la Plata et la qaarantaine au Brsil.Liserb
Cbronique parisiense.Adrien Despres. Nomi-
Brsil. Va-
re. Nou-
vellea dos provinces : Rio de Janeiro, Gojas,
Sam Paulo, etc. Avia aux emigrante ponr Sam
Paulo (Suite.) Bibliograpbie (pablications brs -
liennes). A. M. Revae financiere. J. Oaf.
Mouvement raaritime. Maisons recommsndos,
. e, poi,
prasas concedidos para o eu pagamento sera
multa.
Por utro lado, qurodo sao emittidas es apoli-
ees da divida publica, tanto as gerte* como as
provinciaes, fas-ae sempre a dc-claraco, alias urna
das cls08ula8 do emprestimo de que os juros res-
pectivos serao pago Dor semestres vencidos, e de-
_poidol5.diaPdogmez segumte ao termina njjgn. J-jW^j^Jtoi-J^
aa semestre.
Dest'arte e haveria rsso para queixa se essa
clausula nao losse emprida. Mas isso na-i e d
nem Se deu desde muitos aanos, e teem sido pon-
tuae tanto o estalo como a provocia no paga -
n>ento dos juros das nas respectivas dividas. E'
megmo este facto qae tem coocorrido, mais que
qiaesqaer outros, para a coofianca de que gosam
aa apatices.
Nao tem, poi, razo, repetimos, o queixoao.
Estado e provincia receben oa mpostoa laucados
com o mesmo atraso eom que pagam os juros ven-
cidos da ana apolice, e qaic com muito raaior
atraso recebera e^ses imposto do que effectaam
o pagameato do jaros devido.
Demais, como pode o estado ou a provincia pa-
gar juro tem receber os impostos ? O que pos-
suem o estado e a provincia alm do impos-
to ?
Isto diz tudo.
Bevlsta do Norte -Com este titulo distn-
buio-ae hontem o numero deum peridico bem
escripta nitidamente impresso.
SegoBdo aeu artigo Definicao a Revista do Aor-
te -urna publicacaa de oito pagina impreaaas,
que o abaixo aasignados se compromettem a dar
durante um trimestre e a tres vezes por mez, me-
diante a quantia de 3*000
< O tornal a semanal e prorongar-lhe a exia-
teDcia pelo anno de 87 e seguintes depende da af-
fluenca de aasignaturas.
A Revista nao tem eeclusivismo seientifico
poltico, litterarkg ou rtitieoa : nao reconhece
eolidariedade de redaccio; deixa a cada um a
mais completo liberdade de pensamenfo ; so ad-
mitte artigo asaignados e acceita a collaboraces
que lhe pareierem vantajosaa.
Nada mai.
Este artigo asaignado pelos Srs. Dr. Isidoro
Martina Jnior, Arthur Orlando, Adelino Filho e
Pardar Mallet.
Fasemos voto para qne seja longa e prospera
a vida da Revista do do Norte.
Lanterna aarlcaPublicou-se o a. 176
deete peridico Ilustrado humorstico.
Pauamento.-Victima de padeeimentos
cardiacos, fallecen antehoatem o antgo negocian-
te d-sta cidade e da capital da Parahyba, Lucio
da Silva Aatuoes.
Tinha 40 anaos de Idadc e foi sempre h 'mem
de bem. Era estimavel e foi sempre e8timado por
todos que o eonbeceram.
Nosso condolencias sua familia.
Boa iranalto. Inclusive tres tomados em
Pernambuco, o paqnete 2Ven levou ante-hontem
para s au! 158 passageiroa.
Dinbelro. O paquete Babia lmpj
M.tal 30:000*000
rara M"
pa 413.000*000
Bom carregameno.O paquete ameri-
cano Allianca levoa para o ul 4,400 saceos com
aasucar e 600 tardo com algodo.
nirei<>ria dan odr de conserva
cao doa portoBoletim meteorolgico di
di 19 de Janeiro de 1887 :
6
9
12
3
m
t.
2.V-9
29 1
294
28" -9
277
75>91'
75998|
759y'
758n>69|
758m91
20.47
20.08
20.92|
19.2S)
18.111
82
67
69
66
66
Temperatura mxima300.
Dita mnima25",7.
Evaporaco em 24 liaras- ac 'ol : 7,8 ; som-
bra: 4,1-
Chuva0,1.
Direcco do Tent: SE de meia noiteat 5 hora
55 minuto, da inanh ; ESE at meia nolte.
Velocj.dade media do vento : 2">,6i par egaudo.
Nchuloiil.ade media: 0.51?.
A Caridade-Para a respectiva ageucia,
ra Duque de Caxias a. 61, chegou a 12a <-.ader-
nela do Io aaao, deaae peridico religiaao, que
se publica na cidade do Porto. Devem all procu-
ral-o o respectWoa assisnantes.
Blbllotbeca de Cioyanna0 movimen
to desaa bibliotheca no mes de Dezembro de 1836
foi o aeguiate :
Frequentaram-na 324 socios e 21 visitante.
Sabiram para leitura dos socios, 171 Totumes
de obras.
Houveram as seguintss olleras.
Pelas respectivas redaccoea, ob seguiotea jor-
naes e peridicos : #
Diario de Pernambuco, Jornal da Reaife, Pro-
vincia, Diario das Alogoas e Impreusa Evang-
lica.
Proclama* de casamento Foram
lidoa no dia 9 de Janeiro, na matriz da Boa-
Vsta, os seguate :
Eugenio lardoso do Santos com Clara Emilia
Monteiro da Rocha.
Joaquim Soare de Lima com Francisca Elvira
de Paula Figueira.
t,eil* Evctuar-se- bao:
Hoje:
Pelo agente Gusmao, s 11 horas, na ra Ba-
rio da Vict >ra n. 25, da pharmaeia ahi sita.
PeZo agente Pestaa, ao.me'o dia, na ra do Vi-
gario Tenorio n. 12, de predios, e de um escolen-
te bo e carroca.
Peto ajenie Brito, a 10 1/2 horas, na ra de Pe-
dro Afrbnso o. 43, de faseadas, miudezaa, movis,
loucas, etc., etc.
Acuantia:
Pelo agente Pinto, s 101|2 horas, na ra do Ra-
ebutllo n. 7, de movis, loucas, vidtoe, etc. e urna
vacca e 1 cabriolet.
Pelo agente Modesto Baptista, s 101|2 horas,
na roa da Gloria n. 104, do eatabelecmento ahi
sito.
Quinta-feira :
Pelo agente Gusmo,is 11 horas, na ra do Mar-
ques de Oliuda a. 19, de vacca da trra, caraeiro
e garrotes.
Nia fnebre*.Serao celebradas-.
floje :
A's 8 hora, na matriz da Boa-Vista, pela alna
do teneate-coronel Francisco Cavaloante de Al-
buquerqne ; 9 hora, na matri* do Cabo e no
convento de Ipnjuca, pela alma de Joaquim Ma
uoel do Reg Brrelo ; 7 hora, em S. Fran
cisco, pela alma de Joaquim Manoed do Reg Bar-
reto ; 7 1[2 boraa, na tsanta Cruz, pela alma de
Jos Goncalve Silva; 8 hora, na matriz da
Ba-V8ta, pela alma de Antonio Joaquim Pereira
de Oliveira.
Amanhil :
A'a 7 hora, em S. Franciaco, pela alma de D.
Clariada Amelia de Mendonca; capellaa do Monteiro e Apipuco, pela alma do mu-
jar Miguel Joaquim do Bego Barro8.
Quinta-feira : ,
A' 7 hora-, no Ecpirito S.nto, pela alma de Ao
tooio Coma de Vagcoucellos.
PassixeiroSabidos para os parto do
norSB.ao vapor naoioual Baha:
Antonio Jo^ da Silva, CatToni Pietro Sarah
Ferreira, Ant nio AugUfto Luiz Viraes, Feliciana da Coaeeicio, Bartholuaieu
Andi Oliveira, Francisea Amelia das Cbugas,
Joao Bapiiata P. Carneiro, Astoaio P. Caruuir',
Di. J-ia'Araujo Maia, Afthur D de tdenezee. *o>o
Menrze Maciel, H. Miennayer, Maris. Amelia *
2 6J%os, Dr. Podro V. Iho, aua senhora 1 filho e 1
CTiaaVDr. Miguel Nones Vlaona e ua aanh r^,
SebaatiSo J. C. de Miranda, Joao Pereira dos San-
t.- Farota, Jos Francisco Matbua Ferreira, Ma-
nuel Ribeiro de Carvalho, Francisco de Pauia
Soixas Jnior e ChrisatM) ^*W C"rue>rn-
Sabido paraJ^Mil ao f>pfj| araenc ,11o .4, -
lianoa :
Dr. Aodr Keis. ana sealan^BIho e 1 criado.
iiMBMsm*BBalaMlmlHHVI!npsW^
H Stolsembsk, Hermao 'Pateraon, Antonio P. Car-
neiro Sabidos para o sul na vapor nacional Ja
caliype^"
Dr. Antonio Barreto, sua senfcora eS nriaislo,
Dr. Novaesd- Soma Carvalho, Paulilio F. do Bar-
ro e ua familia, Dr. Manuel V. Bras PaUtry,
MauoelJos C. Guimaraea, Thomas Heiman, Do-
mingos Laura, Jos Rufino Beserra, Jos do San-
tos Patury/Frauoisca Xav'er Torres, Benedicto
Silvestre e Maaoel Jos Ramoa.
- Cbegado da Europa-no vapor ioglez Trtnl '
Manoel Botelbo Jnior.
Sabidos para o sul no mesmo vapor:
Mr. II. T. Duttoo, Wencesl J. Baptiata c Au -
Ionio Francisco Coelho.
Operacde clrurRicaaForam pratien-
dan no hospital Pedro II, no dia 8 de Jaoeiro, as
segurte :
Pe* Dr. Berardo:
Extraccao de eatrata senil dura no clhtfee-
querdo pelo proeesso a retalho perifrico de We-
eker.
Pelo Dr. ?ialaquia:
Pleurotoma sceptica reclamada por derrama-
ment hematico com principia de supiiracao, con-
secutivo a fermento penetrante da cavidade tbo -
raxica.
(na de DeleaeaoMovimento dos-pre-
sos do da 9 de Janeiro :
Existiara 'presos 382, entraram 7, sabio I,
Existem 388.
A saber :
Nacioaaes 363, mulhere 5, estraneeir
cravo sentenciados 6, processados 2, ditos de car-
recelo 3Total 388.
Arracoadoa 346, sendo: boa 326, doeuWa-20.
Toial 346.
Mov meato da enfermara :
Teve baixa:
Jos Thom Ferreira da Silva.
LoteraLiata dos nmeros premiadas na
9 i re da 24 parte da loteras em favor do-
ingenuo da Colonia Isabel, extrahida no dia 10
do oorrenti
24279 240:000*000
14675 4 40^100*000
31432 20:000*000
26242 10:000*000
31823 pbbmo di 2:000*000 5:000*000
m S X
2428 28030 39565
PBBMIOS DE 1:000*000
1262 5429 13134 22509 26852 38631
2045 6981 13634 23226 33514 39408
2122 11828 15852 :4483 33835 39548
4855 12109 16904 26562 3714C
N. mais alto 39565 1:060*000
N. mais baixo 118 4rraoxmooBs 1:000*000
24278 24280 4:000*000 4:000|ffXX'
14674 3:000*000
14676 3:000*000
31431 2:000*000
31433 2:000*00"
26241 l:000*tOO
26243 . 1:000*000
31822 31824 850*o00 850*000
Os ns de 24,201 a 24.300 esto premiados cera
400*, excepto o da sorte grande.
Os as. le 14,601 a 14,700 esta a premiados cam
200*, excepto o da sorte de 40 cootos.
Os ns. de 31,401 a 31,500 esto premiados cora
100*, excepto o da sorte de 20 coatos.
Toda aa centena, terminadas em 79, esto pre-
miada com 100*, inclusive a da sorte grande.
Tod'8 os ns. terminados em 9 e 5 esto premia-
dos com 24*-
Iiolerin 1I11 Urao-Par-A 5 parte es-
ta lotera ser extrahida terca teira, 11 do Ja-
neiro.
Bilhetea venda na Casa do Ouro, ra da Ba-
rao da Victoria n. 40
Tambera acham-se venda oa C8a da Fortu-
na ra 1 de Marco n. 23.
Lotera de Hlnaa-Cierae*A 3' parte
da 1* lotera desta provincia, cujo pramio grande
600:000*000, ser extrahida no dia 13 do cor-
rete, impreterivelmeote.
Os bilbeiea acham-se venda na Roda da For-
tuna, ra Larga do Rosana n. 36.
Lotera do CenriA 3> parteda.3* lote-
ra degta provincia, cujo premio grande ........
4 0:000*000 ser extrahida no dia 12 de Janei-
ro.
Os bilhetea acham-se vcoda na Boda da For-
tuna ra Larga do Rosario.n. 36.
Lotera de Macelo le SOOiOOOCOOO
A 18a partea da 14* lotera, cujo premia
grande de 2<0:000*, pelo novo plano, seca, ex-
rbida impreterivelmeote ao dia 11 do correte
ao meio dia.
Bilbetes venda na Casa Feliz dapraca. da la
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se veada Roda da Fortuua
na roa Larga do Rosario n. 36e na Casa da For-
tuna ra 1 de M;.rc 1 a. 23.
Preces resumidos.
Lotera da rdrteA < parte da 202 lo-
ern> da corte, cujo premio grande de 100:0001
Oa bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de M.irco n. 23.
Tambem aeham-ae veada na praea da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Grande lotera da provinciaA 10*
serio desta lotera em beneficio dos ingenuos da
Colonia Isabel, cujo premio graade 240:000*000.
aera extrahida no dia .. de Janeiro, s 4 hora?
da tarde.
Os bilhetea acham-se venda na Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 36.
Lotera do loA 3* parte da lotera
n. 366, do nevo plano, do premio de 100:000*000,
aera extrahida no dia .. de Janeiro.
Os bilhetes aeham-ae venda na Caaa da Fo> -
' una ra Primeiro de Marco.
Tambem acham-se venda na praea da aae-
pendencia ns. 37 e 39.
Hatadouro PublicoForam abatidas 11,
Vlatadouro da Cabanga 82 rezes para o consume
do dia 11 de Janeiro.
Sendo: 64 rezea pertencentsa Oliveira Castr,
e C, e 18 a diverso.
Mercado Municipal de *. don"
movimeuto deste Mercado nos dius 9 e 10.do cor-
rete foi o seguinte:
Entraram :
701/2 bois pesando 9,667 kilos.
988 kilo de peixe a 20 ris
56 cargas de farioha a 200 ris
14 dita de fructas diversas a 300 r.
6 taboleiros a 200 ris
32 Suino a 200 ris
Foram oceupado :
501/2 columnas a 600 ris
44 compartimento de fariaha a
500 ris.
31 ditos de comida a 500 ris
137 dito de legumes a 400 ris
33 ditos de suino a 700 ris
20 ditos de ressuras a 600 ris
20 tainos a 2*
7 dios a 1*
A Oliveira Castro 4 C:
108 talhoa a 1,5 ris
4 talaos a 500 ris
Deve ter ido arrecadada nestes da
a quautia de
19*760
11*200
4*200
l*2t Kl
6*40)
30*31X1
22*01-0
16*5i;0
54*80
23*100
12*000
40*000
7*000
108*000
2*000
357*460
1:450*86
I:808*30
Rendimcnto de 1 a 8 de Janeiro
Foi arrecadado liquido at hoje
frecos do dia :
Carat verde 1)60 a 560 ris o kilo.
Carneiro de 720 a 1*000 ris dem.
Suiao-i de 560 a 800 res dem.
Variaba do 200 a 320 'is a cuia.
Milbo de 260 a 320 ris id*m.
6'eijio de 560 a 800 dem.
Cemterlo publico.Obituario do dia 7
de Janeiro:
Jote Feiippi de Lima, Pernambneo, 34 anuos,
casado, Santo Antonia ; tubrculos polm-'oares.
Felicia Maria do Sacramento. Perosmbuco, 5-'
annoe, viuv, Boa-Vista ; eongcatso aerear*'.
Domingos Jos dos Res, Portugal, 44 aum.
soiteiio, Boa-Vista; tubrculos pilun nares.
Aotouio Seabra Cavaloante, Pernarobo. -.:
anuos, ca'ado, Boa-Vista ; ebre pernicioe.
Curiada Amelia de Mendonca, 'Pernambuco.
60 anuos, aolteira. Santo Ant. u|p encephaliie.
Mari\ Emilia ao SacramenWjjjyerusnubnc
anuos, solteira, Boa-Vista ; fcA pu monar.
Antonio Correia de Vasconct-ll,. Portuga
annos, aolteiro, Boa-Vista } febre peroicioaa.
Manoel, Pernambuco. 6 meses, S. Jos ; h^-
pbyxia.
I



>





>.-.
V
;. .
_ 8-
fedoardo Luir Vieira, Pernamboco, 81 anooa.
casado, Boa-ViBta; febre perniciosa.
Antonio, Pernarobaco, 26 anno, se-lteiro, Boa-
Vista ; ignora se a molestia.
Antoaio J. da Silva. Pernamboco, 44 annoa.
solteiro. Boa- Vista ; tubrculos pulmonares.
Amelia do Espirito S*nto, Pemaabuoo, 10 an-
nos, solteira, Boa-Vista; toberculos pulmonares.
Tranquilina, Peraamboao, 2^nezes, Santo An-
onio ; atrepsia.
Un a criaooa, Fern .mbuco, Santo Antonio ; as
pbyxia.
Elisa. Peraambuco, 7 m-zee. Santo Antonio ;
aire pea.
Valeria da Conceicao, Pernambuco, 38 annos,
solteira, 8. Jos; leeo da coracao.
Olympia A. Francisca de Jess, Pernamboco,
40 annoa, casada, Santo Antonio ; tubrculos pul
alonares.
Antonio Gomes de Oliveira, Pernamboco, 22
ann-s, viuvo, Santo Antonio; febre perniciosa.
Elvira, Pernamboco, 18 mezes. S. Jos; gas-
trite.
9
Domingas Mauricia do R' sario, Pernamboco,
46 annos, solteira. Santo Antonia ; nepbrite.
Francisco Rodrigues de Souz, Pernamboco, 42
annos, vinvo, S. Jos ; tsica.
Joaona dos Santos, Pernambuco, 45 annos, sol-
tar, Boa-Vista ; hemorrhagia.
Basilio Alves C* nipos, Rio de Janeiro, 45 annos,
solteiro. Boa-Vista ; bronchite.
Joao Francisco da Silva, Pernambuco, 28 anuos,
solteiro, Boa-Vi* ; broncho-pneumona.
Marcionills, Pernambuco, 7 annos, Boa Vista-,
tubrculos pulmonares.
Maiioel, Pernambuco, 1 da, S.Jos; aspby-
zia.
Mara Magdalena de Jesns, r'ernambuco, 60
anuos, viuva, fl. Jos ; empbysema pulmonar.
Julia da Rocha Lius, Pernambuco, 25 annos.
vio va, Graca; febre perniciosa.
CHRONCA JUDICIARIA
Tribunal da Rela^ao
SESSO EXTRAORDINARIA EM 10 DE JA-
NEIRO DE 1886
PRESIDENCIA DO EXil. SK. COSSELHEIBO
QCINTINO DS MIRANDA
Secretario Dr. Virgilio Coelho
A's boras do costme, presentes os Srs. desem
bargadores em nume.-o legal, toi aberra a sessao,
desos de lida e approvada a acta da antecedente.
Deram-se os seguintes
JELGAMENTOS
Habeas corpas
Pacientes .
Manoel Francisco Leite.Concedeusc. a soltu-
ra contra os votos dos Srs. desembargadores Ta-
vares de Vasconcellos, Oliveira Maciel e conse-
1 berro Queiroz Barros.
Claudino Jos da Silva. Mandou-se soltar,
contra os votos dos rfrs. desembargadores Tava-
res de Vasconcellos c Oliveira Maciel.
Recursos eleitoraes
Do BuiqneRecorrite Jos Teizeira Carva-
lbo Cavalcante, recorrido o juizo. Relatcr o Sr.
desembargador Buarqoe Lima. Npgou-se prjvi-
mento, unnimemente.
De BananeirasRrcorrente Alfredo Apolonio
Pessoa Guimaraea, recorrido o juizo. Relator o
Sr. desembargador Oliveira Maciel. Negou-se
provimeoto, unnimemente.
De Pao d'AlhoRecurrente o promotor publi-
o, recorrido Manoel Becerra de Mello. Relator
o Sr. desembargador Oliveira Maciel. Deo-se
prbvimento, unnimemente.
De QaranbunaRecorren e Lucio Corroa de
Mello Brasil, recorrido o juizo. Relator o Sr. des-
embargador Oliveia Maciel. Negou-se provi-
mento, nnanimemente.
Do RecifeRecorrente Aristides de Oliveira,
recorr Jo o joizo. Relator o Sr. desembargador
Oliveira Maciel.Prejudicado.
De Paulo AlfonsoRecorrente Thomas Soria-
no de S"Usa, recorrido o joito. Relator o Sr.
desembargador Pires Ferreira.Negoo-se provi-
meoto, unnimemente.
De CaruarRecorrente Jovencio TacitnoMa-
riz, recorrido Honorio Tr casaos Sarioho. Rela-
tor o Sr. desembargador Pires Ferreira.Nao se
tumou coubecimento contra os votos dos Srs. de* -
embargadores Toscano Ba; reto e conselheiro Quei-
roz Barros.
Do ReciteRecorrente Florentino Ferreira da
Silva, recorrido o joizo. Relator o Sr desembar-
gador Pirea Ferreira.Negoo-sc provimento.una-
uimeinentr.
De CaruarReorrcnte o joizo, recorrido An-
tonio Francisca da Silva Branco. Relator o Sr.
desembargador Pires Ferreira. Deo-se provi-
mento, unnimemente.
. De BananeirasRecorrente Francisco Nome-
riano de Assumpco, recorrido Job Tocano da
Rocha. Relator o Sr. desem cargador r*iaes Fer-
reira.Deu-se provimeoto, contra os votos do
Srs. desembargadores relator e Pires Guacal ves.
_ Do RecifeRecorrente Joio Ferreira de Amo-
rim, recorrido o joizo. Relator o Sr. desembarga-
dor Mooteiro de Andrade Negoo-se provimeuco,
unnimemente.
*Do PilarRecorrente Antonia da Costa Ma-
raes, recorrido o juizo. Relator o Sr. desembar-
gador Monteiro de Andrade. Negou-se provi-
mento, unnimemente.
De Bi m ConselboRecorrente Antonio Marti-
niaiio Sobres Vilella. recorrido o juizo. Relator o
Sr. desembargador Monteiro de Andrade. Ne-
gou-se provimento, unnimemente.
De BananeirasRecorrente Ac<*ndino Candido
daa Nevet-, recorrido Annomo Agapiro de Paria*.
Relator o Sr. desembargador Piret Goncalves.
Deu-se provimeuto, contra o* votos dos Sr*. des-
embargadores relator e 'rr s Ferreira.
De AtalaaRecorrente Valeriano de Oliveira,
recorrido o ju>z>. Relator o Sr. desembargador
Pire* Goncalves.Negou-se provimento, unni-
memente.
De Caroar Recorrente Juvencio Taciano
Maris, recorrido Paulino Nioeas Augusto de La-
gos. Relator o Sr. desembargador Pires Goncal-
vesNao ae tomn coonecimento, ecutra os vo-
tos dos Srs. desembargadores Tavarea d Vas-
concellos e conselheiro Queiroz Barros.
De Pao d'lho-Becerrete Francisco Vidal
Aianha Montenegro, recorrido Alfredo Jansem
Goncalves. Relator o Sr. deseurbargador Pires
GoncalvesDeo-se provimento, unnimemente.
De Pao d'AlhoRecorre te o promotor pobii-
co, recorrido Antonio Ovidio de Sonsa Ramos.
Relator o Sr. desembargador Pires Goncalves.
Nao se toraou conhecimento, tnianimeinente.
De GoyannaRecorreDte Antonio Rapozo da
Cuaba Reg, recorrido o joiz<. Relator o Sr.
desembargador Uves Ribeiro. Xegoi-se provi-
meoto, unnimemente.
De Paulo AlfonsoRecorrente o juizo, recorri-
do Francisco Rodrigues de arvalbo. Relator o
Sr. desembargador Alves Ribeiro Deu-se provi-
meoto, unnimemente.
Do BuiqueRecorrente o joizo, recorrido L311-
n-ncu Barbosa da Silva. Relator o Sr. desem-
bargador AIvvb Ribeiro. Deo-se provimento,
uoaoimeuiente.
De Bananeiras Recnrrent Ascendino Candi-
do das Neves, recorrido Jos Pedro Bezerra. Re-
lator O Sr. desembargador Tarares de Vasconcel-
los.Deo-se pavimento, contra os votos dos Srs.
desembargadores Pires Goncalves e Pires Fer-
reira.
Do Buique-Recorrente o iuizo, recorrido Ro-
dolpho Rolembergue de Albuquerqqe. ttelator o
Sr. decembargador Tavares de' Vasconcellos.Ne-
gou-se provimento, nnanimemente.
Prorogacao de inventario
I nventarixnte Amancio Correia de Mello.
Coucedeo-se o prazo pedido.
Encerrou-se a sessao s 2 boras da tarde.
serlo obrigados a pagar suas notas em ou-1 te o ministro da agricultura, afim de ser autori-
ro vonta le dos -portadoras : e, no 5 ",0 ""geoheiro da repartido do porto nesta
12 O deposito re fundo em garanda P"^t T"** P1" ** **
..;.. r 8 respectivas obras, coja execucio orgentemeote
nao pode ser e.n tooeda de prta, e na- reclamada como de necessidade imprescindivel.
guern poder passar documento de qual- Mas essa verdade, que jubilosamente recoahe-
quer quantia -om a doelaracao da ser pa- oemo,> n0 contraria a these que procuramos de-
eo ao porUdor monstrar, e effecti va mente demostramos com a
6 rj.,/f ; .. e eloqoencia irrosistivel dos faetos: os depnUdos e
lito rol a mes no que dizr : fechero-se senadores le Pernambuco, em ger,l. teem aba-
na portas Jos estrtb':idciioeroto>, os qunes '
IM BLICOES A PEDIDO
Questes econmicas
Ha crise em quasi todae as provincias
do Brusil, nao s pela falta sensivel de
m-.io circulante como de Bancos de emis
sao.
Proveraos este onamiado.
Deparando com ura artigo no Jornal do
Commercio d 29 de Novembro dn anno
prximo passado, sob a epigraphe cima,
no qual o seu Ilustre auctor transcreve al-
gumas pbrases, que, h. j una oito annos,
toram aqu pronunciadas por mim no 1
Congresso Agrcola, e, f-tsendo sobre
nos estav-t-n fingrnd-"'endo.
O Banco do Brasil que noou inclume
daquellas pbrases draconianas, hojo ainda
vive prnatando-nos relevantes sorvieos; no
entretanto, sem motivos plausivel, retirou
so tmbeiu deotre nos.
Sendo, pois, o capital a grande ctava
com que se abrem as portas da prosperi-
dade de todos os paizes, estos devem ter
acuello do conformidada com as suas e-
ce8sidades. Nao sen'lo assim, o vagaroso
oip-rio da America do Su!, quo um dos
paizes mais feriis do glob >, mais sim nu
merario sufficiente, jamis ninguam poder
desenTolvur-se, mxime achando-se o r-
dito truncado em ura vasto territorio, cuno
este, suscHptivel de fl,rescer, e qua oroc-
sa de grande desenvolvimiento industrial e
agrcola ; no entretanto, a iniciativa v-se
cerceada e obrigada a permanecer na im-
potencia, pelos absurdos da tal nefasta le.
Est inconcussamenteprovaTo qus nSo
era occasiao de crise que o crdito se dove
pprimir: a boa pratica nos acous^lha o
ooatrario, isto de nunca ter produriio
bons resultado*, mas sim fjjito compress3o,
sufLcando d'est'arte o espirito do associa-
cao, e privando o deseovolcimento econ-
mico do paiz. As malficas coasequenuias
desta senteny, estSo sendo bem pitents
desde 1860 para c.
Na* provincias mus distantes da corte,
onde os recursos sao mais escassos, nao
havendo eaiabelecimentos bancarios para
as boas firmas encontrarem capital circu-
lante de que precisara deixain de fazer
tentativas por semelhante r^zao.
Os agricultores, tendo passado por di-
versas crises e com especialidade na baixa
dos gneros que mais cultivara, sendo obri
gados a aperteicoar os seus machinismos,
afim de podc.rem lutir com a competencia
nos mercado consumidores, encontrara ira-
po3sibilidade de recursos p*ra este rim,
anda rnesmo que deem toda a garanta
pedida, porque nao existern Boocos q'un
algumas consideracSas, diz era seguida qu>i
llas Jhes frnecara o capital circulante.
amda hoje ellas tem o mes.no valor e a peder remediar oste grande mal que atro
Lra tan8 coodijSes, pois, s o goveroo
COUEHCIO
ines'ua opporlunidade da applicaciu.
De quera st-r, pois, a culpa ? !
A culpa, que desde aquella poca
para c nao se d u niiis corda no relogio
econmico. Assim, enndue o Ilustre es
criptor-
Esse relogio, pois, existe l na corle, e
sua chave em inao d'qunlles que lera o
poder governamental e donde deveria par
tir o seu funeciooamento.
Ao envez A iniciativa das offi inas
sociaes tem i .0 trancada ; e a cratelo da
lei n. 1,083 de 2i de Agosto de 1360 veio
cada vez mais estreitar o crdito publico
Desde essa poca para c (26 annos),
nao houve chave para dar-se corda no r logio das provincias, principalmente as dol
norte, que se achara debaixo de u na alta
pressao ccatralisadori.
D'est'arte, o sangue das arterias nacio-
naes parou com a execugao dessa nefasta
lei. parado estar at um dia ser
ella reformada pur urna mo bemfazeja e
amiga do paiz, que entenda de finanzas.
Lei de regresso assim so pode cha-
mar como j fu: coosiderada pela cora-
miisiio especial da cmara temporaria em
17 de Julho de 1865. Diz esta commis-
sao que aquella lei precisa ser reformada,
porque n.lo s priva o espirito da associa
c*, como a liberdade das sociodadea nno
nymas e dos estabalecimuntos bancarios de
phia principalmente as provincias do
Nort-) creando ou aut-risaado Bancos de
emissao, tenao estes ura terco de fundo de
reserva, visto como -actualmente n!V'>
te nos curo, podendo-se prescindir deste
metal para tal fim. Apenas queremos quo
o goveroo, neste intuito, beneficie as pro
viacias do Norte como fez cora as pro vio
cias do Rio do Janeiro, -tspirito-Sjnto, j*
Paulo e Minas-Geraes.
Diga sei a verdade nua e crua.
Os uossos agricultores acham se as con-
dii;3es do Prometheu da Fbula. Raoebe-
rata cartas de seus correspondentes, nesta
praya, afim de nao inandaiem mais assu-
car, p rqne n5o hnvia dinheiro par. com-
pra do 111 -solo genera. ltimamente- v derain se productos de priincira classe por
menos da cotacao da praca, en razio da
falta de numerario.
Cabe ao governo a responsabilidade
d. stes de.sastres, e a elle c-unp -t o tirar
as provincias do Norte dosU decadencia
econmica a que se acham reduzidas.
Recife, 8 de Janeiro de 1887.
JoSo Fernanda Lapa. '.. \
[Continua).
emissao, os quaes, aura ver, san indis-
pensaveis para as provincias do imperio,
como elementos de prosperidade nacio-
nal.
Em appendice pag. 878 do Cdigo
Coinmercial : art. 1* 5*, diz a citada
lei: 1 Os Bancos de emissao que estive-
rein estabelocidns e que se estabalecam,
*coUa eomaierclal le Pcrnan
buco
tCIFE, 10 DE JA VEIRO 'JE l7.
Ai- tres iKii'hn ..a tarde
''ifacotji iji-\a"
Cambio sobre Londres, a 90 d/v. 22 i/2 A por
l, do banco, suDbado e hoje.
Cambio sobre Hamburgo, a 90 div. 524 rs. por E.
M., do banco.
Cambio sobre Lisboa e Porto, vista 140 0/0 de
premio, do muco.
O iresidente,
Antonio Leonardo Rodrigues.
U aecretHrio,
Eduardo Dobeux.
1 or Janeiro Ae ISS7
ALtA.NUtGA
D. 38
den. ..10
ai>i nuiviaciiL
Oe-i.8
dem 10
28;O08772
22:782*695
30.261*250
5:068*525
250:791*467
40:332.775
acia
BCM.-..-H :I* i 3 a 8
'a ... ,ft 10
291:1244242
10:2644565
4354100
C -fUCLA.K) PBOINC1A.
ln.-.n de 10
De 3a 8
Ka :r* qiivnok' 'e 3 a 8
'daa de 10
10.699.665
43:8104076
12:570.041
56:4104117
6014996
9624336
1:5644332
Chamins 1 caixa a Ferreira Gruima-
raes & C.
Correias para carros 1 volume or
dern.
Candieiros 2 caixas a W. Halliday & C.
5 a Ferreira Gniraaraes & C, 8 a Vian-
na Castro & C
Farinha de trigo 754 barricas a Macha-
do Lopes & C, 246 a Lopes Irmao & C-,
200 a Julio d Irmao, 100 ordera.
Ferragens 6 volumes a A. C. dos San-
tos Novaes, 6 a W. Halliday C, 3 a
Ferreira Guimaraes C 12 Reis & San-
tos.
Grasa 2 caixas a Ferreira Guimaraes
A C, 6 a Vianna (astro <& C
Instrumentes de agricultura 4 rabea*
ordem.
Kerosene 150 caixas ordem.
Machina para descarocar algodio 18
caixas a Reis A Santos.
Miudezas 1 caixa a Guimarles Cardozo
C.
Oleo de sementes de algodao, 6 caixas
a Bartholoraeu A C.
Pavios para candieiros 1 caixa a Ferrei-
ra Guimaraes & C.
Pregos 100 barricas ordem.
Ps di ferro 30 amarradas a Gomes de
Mattos A Irraaos, 30 a W. Hallid.y efe O
Tecidos diversos 5 caixas a Machado &
Poreira, 2 a Luiz A. Siqueira.
Toucinho 14 barris a GuimarSes Rocha
C, 11 ordem.
Tinta 30 volumes Otto Bohers Sacces-
sor, 45 a Gomes de Mattos limaos, 33 a
Vianna Castro & C, 2 a Guimaraes Car-
doro A C.
Velocipedes 1 caixa a Ferreira Guima-
raes A C.
O norte abindonado
_ O que dissemos em um de uossos anteriores r-
ticos acerca do melhjrauuoto du porto desta ci-
dade, inereceuainda bemi attencao de om
NortUta, delicado escriptor que, sob a mesma epi-
graphe de que squi usau-i"g, veio BU Jornal do
Recife de 5 do corrale defender o procediraento
do* dignos 1 presentantes desta provmii 1 no par-
lamento nacional e, sobrf.tudo, o de ous d'elles,
rrlativameote ao dito tnelboramento.
E' curto que a actual d'-p iiacao pernambucana,
dorante toda a ultima cano legislativa, se in;e-
treu ernpenhada'ueste negocio de altiisimo inte-
resse pra a p>polcao que os elegeu. Especial-
mente o digno deputado a que o articulista se re-
ferio, empiegoo os mais I-.uva veis esforcos perao-
do os mais palpitantes intereases desta* pr.iviaeii
u'nm abandono lamentavel, e poderiamos al di-
aer crimiuoio, sem a miui.ua offeusu da juafica,
nao da justica dis cdigos, mas dessa que se acba
gravada em caracteres indelaveis em tolas as
cooscieocias clavadamente patriticas.
Sao por cwS mo-to valioso os servidos que o
Ilustrado Nortiita pot em relevo em honra da ac-
tual represeotacio de Pernambuco O melhira-
m-olo do nosso porto, cour ha muitos minia ne-
ces8aria, toroou-ae na actualidad* urna questo de
vida e mort* para a futuro desta pare do impe-
rio, gracas aos progressos da graude oaveeac-.
Ha dias em qfe vemjs aqu fondeados oit, v.ipj-
res ; e qtirm con'hcce o ponto do aucoraduro em
que riles sao forondos a p-rmmecer, sab- tambe
a que difficuldades de embarque e desembarque e
a que riscos esto expjsws pe* insurficiencia de
espaco.
A volta mais recente aotig id4* de ineho-
rar o porto do Recife asaignalou-a meritoriamea
te o gabinete 7 de Marc, do qual faziain parte
dous pernambcanoso Srs. conaelheiroj J :5o
Alfredo e Theodiro Machado. Ese ministerio,
eomefliit", incumbi ao eminen'e en^j nueiro Sir
Jobn Hawkshaw o esiuio serio dos principies
portus do Brasil, Crabilho qui foi cx-cutado com
a proficiencia de u.-o principe la en.'eahariamo
deros. cnu a S:rHiwkbaw chamava o bjora
do Sr. Iluaiqiie de Macado, de saudosissi'Da me-
moria. Cremos que dos planos o orcatneotos eotio
apr-.-sentadoi, e que. d*-. ui existir na secretaria do
Ministerio da Agricultura, os que se referem s
obras do porto do Sicife ainda hoje podem ser
aceitos, mediante algoioas alteracoea.
Mas depiis d'aquee miouteriu outrjs muitos
vieram de ijoe foram membros deputados e sena-
dores pernambucanos Nao houve, todava, um
que se lembria .e de prosegoir na acvo iniciada,
e promovessedequalquer modo a realisacio deum
melhoraraento impresciodivel 4 prosp.'ridade des-
ta provincia. Ao contrario, ba cinco aooos que as
condiedes do porto de Pernambjco v-ao sendo de
dia a dia p- ores, oSo s pela .imperteicio o. ser-
vic da reparticao que tem por encargo melho-
ral-1, mas pela imprestabilidade actual dos ins-
trumentos que n-jsse servido se empregaram. E
nao obstante todo isso, o fallado melboramento do
porto do Recife costa ao^aalmeole ao estado
qunntia snparior a duzentos cantos do res I
Repetimos : o abaudono a que o norte se acha
condemoado e aotes d tudo devid 1 indinvreo-
va de seos representantes e i condesceodeocias
aqoe m cjisideraeoes partidarias, puramente
niateriaes, os obngam. E' elaiw qu es*,a trisi
ma regra tem excepcoes ; mas o proprio respeito
qne ellas nos inspiram razio para qoe deauo-
ciemos um vicio cummum e funestissimo. n'tg
_ Os poticos nortistas podem ter a viva cons
ciencia das necessidades locaes ; ti Ira I h -m, po-
rm, em geral, a energa sufficiente para obrigar
o jioder central a satisfazel-as. Oeasa iu-rcia e
desanimo tirain os represe itautes du pipulaco'S
m;i-idijn.ies do paiz todo o pr veito pissivel. 'a-
bi essa desigualdade du beneficios que tem feito
desta e d'outraa provincias as victimu permanen-
tes de clamorosa njasttc*.
No censramos os hemens do sul porque im
po-.-in ais governos a realisa^.to Jos melhraioeu
tus que desejam. Cumpre, todava, que os repre-
sentantes do Norte, iuspiraodt-se.em taes exem-
plos, exijam por sua vez o que fr a bem das pro-
vincias e localidades qoe represeotam.
Muitos deputados e senadores di Norte elegem
para residencia permauente a cortf, a cojos at-
Irativis nii 1 resistem : urna vez eleitos, la se vio
e aein vontade de mais regreesar. Isto de um
prejuizo immenso para as provincias que repre-
sen'am. Para qne baja verda leiro ioieresae em
promover a satistaca das nec-ssidades locios,
presiso seatil-as ; preciso aeoirp.uli ir dia a da
hs einidicoes qu-; as fazeiu surgir, e soti er o mal-
estar quy do appareeimento de lis resulta. E
depiis louge da vista, longe. do c iraca 1 dia
o proloquio, qoe aind-t nao teve applic icAo m
exasta do que m-ste mementu. E', realmente, a
ease xilio voluntario do tor.-5o natal qoe, segun-
do (ios parece, deve a Bahiu o abiiid-mn em que a
deixaram os seus estadistasi Q aspecto di ciddade
de S. Salvador o desembarcar, denagradavel e
tanto mais deponente para os que ate hi;e nao
pracuia n mclborar a parte baix, e centro docom-
incrcio da mesma cdade, quanto incontroverso
qu o piiz tem tido senjpre freote do goveroo
presentantes da Babia. Podem contar-so os ga-
biu'.-tes.em qoe nao tonha entrado mais de um co-
ta dista babiano. Mas de que vale tudo iss, se a
amencia e ai aeduccoes da corte fascm es^uecer
todos oa deveres aos polticos provincianos ?
* (Confnu'a.)
elle fornecidrrt por mim e o delgalo de-
polica do Ex. Esta sssercao falsa oau-
daciosa, porque cu nao conheco um crimi
noso nesta trra, e menos furueceria a Ja-
piass ; todos os habitantes desta locali-
dade inclusive meus adversarios poliiicos,
estao disto convencidos, e os proprios es-
crevinhador^es da Provincia, mas como
preciso...
Diz ain da a Provincia que o Dr. Per-
nambuco, promette formar de Granito urna
comarca, para ser eu nomeado juiz de di-
reito com o fim de absolveX Japiass I (M
Dr. Peraambuco incapaz disto, nSo obs'
tante j estar cresda 1 comarca e nao ser
o f5ro iclla, no qual deve responder J.i-
piassu', e era eu roe sujeitaria a ?ceitar
urna nomeagJo de juiz de diroito sob qual-
quer condigao.
Protesto nao discutir com a Provincia,
despreso tuaio quinto de mira tem dito:
A miahflref-.-za a consciencia dos ho-
ruens de bem.
Villa do Grunito, 27 de Dezembro de
1880.
Augusto Siqueira.
Fallecimeato
Palle.-eu no da *> docorrente, na sua proprie-
dadeVlacacoeo digno honrado rnajjr Miguel
Joiquitn do Regj Barro; o illusfre morto deixou
uuia paota nniueroaa. e'uin vaeun imprehenehive!,
uaj 110 seij u>8Uit Ex ua. familia e du partido
a que sempre perteueeu, como no coracao do povo
que o idolatrava e considerava-o; como verda-
deiro p portou se como verda.deiro patriota, nin s obten-
do grande uuinero de voluntar: is, como olrerecen-
do dous dos seus filhos, os qua<-s marebaram 11. 1
corpo do voluntarios da patria, que foram dous ba -
loartes que voltaram mutiladoi no fim da campa-
aba. N'aquella 0MC4 coinintniou elle o 5' bata
Iho da guarda dhciduiI. oode prestou relevantes
servicus causa publica, levando o seu patriotis-
mo ao pinto de otz'irecer os seus venciuientos para !
as desp-zas da guerra, sendo por dase acto agra-
ciado com a venrea de Uhristo.
Nao existe, pois, entre os vi vos o pai extremoso
c desvelado, o aojigo dedad'. o pilitieo infiera-
do, p ir.n qoe nao transiga. Pallec u aos 75 an-
oos de i lade, 46 das depjis do fallecan uto de sua
esposa, a quem ido'utrava.
Via-ferrea de Carear' i
Chama-so a attengao do Exm. Sr. engo-
nheiro era chefe desta estrada de ferro p.i
ra o relaxamccito iuqualificavel que tem
havido na estajilo central do Recife, os
saceos le nssucar e farinha sao bruscamen-
te atir idos e assim extraviados, as ancore-
tas e iarris da msma forma atir.idos dan
do asm lugar a haver furt-i de asssucar
e aguarde te.
Al n disto as mercaderas despachadas
sao det'Jas dous, tres e quatro dias na os-
tac2o causan lo aisiui des irranjo aos seus
dorios.
Pede se, pois, a S. Exi. enrgicas pro-
videncias nfira de que ra "Inoro este estado
do cousas. *
80 Magcatade foi recebido peb Sr. ajodante
eneral do exercito e commandantes e offieialidade
os doos bntalhdes. Timbera assistia prova o
Sr. ministro da guerra.
(Da redaccao do Jornal do Conthiereio, de 21
de Dezembro de 1886.)
Methodo Barfto de Vacabnbis
Soa M8g?stade o Imperador, acempanhado do
Sr. Conde de Aljezur, Viseondeda Oavea, minis-
tro da guerra e tenante Rgo Barros, visitn hon-
tem a escola re^imenta! do 1- batalbao de infan-
taria. onde assisfio s provas de adiantamento
qne tecm tido ss pracaa analpbabetas daqnelle e
do 0- batalhio, qne aprendem a ler pelo metho-
do do Sr. Bario de Maeabubas. "
Sua Magestade examinoo-as tanto nos appare-
Ih-is de eosino como em livros, declarando-se sa-
tisfeito com o resoltado.
O imperador aconselhoo que se adoptasse esse
methodo em todas as escolas regimentaes.
(Da redaccao da Gazeta da Tarde )
Sna Magestade o Imperador a?si*9fo hontem \
nola de primeiras lettras, pelo methodo Macahii -
bus. qoe funeciona no 1- batalhao de infantaria.
Estiverun presentes o Sr. ministro da gnerra,
acompanbado de seo ajodaote de ordens, 2- l-
ente JoSo do Reg Barros, o Sr. ViseomJe da
Grave-, commandanre e officiaes do 1- e 10- do
infantaria. f
Sua Magestade mostr 11 so gatisfeito com o
adiaotameoto das prcsa qoe alias contara aproas
um mez de frrquucia.
(Da redaccao do Paiz)
O nifitioiln Baro le UnrahubP*
Soa Magestade o Imperador, ncompanhadn nelj
bpu camarista Conde, de Aljeior, visitou hontem a
escola rosrimvntnl Ho % batalhao de infantari
onde assistio s provas do adiantamento qu- aa
pracas analpbabetas daquelle e do 10- batalhao
teem adquir lo. para leitora oelo systema do Sr,
Barao de Macahubas. Sua Magestad- sujeitoa os
soldudcs a demoosr elo do pro^resso acancado
e mostroa-36 muto satisfeito. Ootras pessias
presentes admirara m presteza com qoe as pra-
cas liam nemes e phnses escripias na occasiao,
sobre o apparelbo do ensino. Alm das provas
de tal natureza, Sua Magestade examinou os dis-
cpulos da mola rojrimenta! em leitura por meij
de Meros. O resultado foi satisfactorio. As pr-.-
qks examinadas tc-em apenas 18 llco-a.
Acompanharam Sua Magestade oa visita, o Sr.
ministro da euerra e seus ajndantrg de ordem, te-
neute Reg Barros e alferes Poxnto, ajudante ge-
n-ral do exereito, Viseonde da Gavea, com sen
ajud nte d pessoa major Duarte e commandan*
tes e officiaes do lo e 10J batalhoes de infanta-
lia.
A eseela reeimrntul contina a adoptar o me-
thodo Macahubas, A visia dos resultados cbti-
dos.
(Da redaecaojdo Diario de Nuticias).

Hethodo .tbiiio
Lugre americano Leais Shrmann, ou
trado de Baltimore na mesma data e con-
signado a Henry Forster & C, manifes
tou :
Alcatro 20 barr* ordem.
Farinha de trigo 3,710 barricas or-
dem.
Vapor nacional Maudahu', entrado de
Aracaj e escala na metma data e con-
signado Companhia Pernambucana, raa-
intestou :
Assucar 400 sacos a Pereira Carneiro
& C.
Algodao 150 saceos aos meamos, 100 a
Mi o des Lima & C.
Cor-ta s-c.os salgados 1,124 a Amo-
11.11 Il'luitUS & C.
Courinhos 23 amarrados a H. Stolzea
back A C.
Panno de algodao 50 fardos a F. Ribei-
ro Pinto Guimaraes, ,
Queijos 10 caixas a Soares de Amaral
Irraaoa.
13* dislriclo
A Provincia de 5 do eorrente, touxe um
artigo 8ub a epigraphe cima, no qual se re-
fere mim om dous de seus tpicos.
Diz ella primeramente que Mari anno
Japiass, introductor doloso de moeda fal-
sa, frequentava a minha casa Desta villa,
acempanhado do 4 e cioco criminosos a
Illas. Sr. pbarronceal li-o Lula Carlu.H
ile IrruiliiHifilm
rl C-rlos do Pinhal, 27 de Saio d 188o.
PreSHdissimo senhor.- -Acerca de. 8 ineaes qun a
minha senbora soffria de iiorriveis dores nos ou/i-
dos ac nnpanhadas de corrimento. deduz que a
deixanio a gurda, e a' o disto sctfria d feridas
na gxrgauta qup j se va obrigtda a alimcular -
se a caldoa; paseando noitcs sem dormir, e dias
sem poder cuidar dos intereses da casa. Todo
enf. tempo viveo ella sempre em dieta de rigoroso
tratameoto, sem ooter saude.
Oesaninada, coui cou com o* eeu? (sant>s) pre-
parados, o Li.-r Aur.ipsorico juuto com os Pos De-
purativos, e logo a aiode veio ohegando, e hnje
gracas P.-ovid- ncia, posso com todo o praz-r
anouucar a V*. S. e a tod) o mundo quo miaba se-
nbora acia-se completameotc boa dos ou vi dos e
da ternvel ferida de garganta, e autoriso V. S. a
publicar esta a beneficio dos que soffrem igual en-
fermidade.
Sou com estima. De V. S. amigo, venerador e
obrigadoEduirdo da Siiva Tacares.
DepositariosPraneisco Manoel da Silva & C,
droguistas, roa Mrquez de loda n. 23.
Methodo Abilio
a Rosa & Queiroz, 10 a Feraaodas da Costa & C,
12 a SolzerKauffmso it, C.
Roopa 2 caixas ordem.
Solpbato de cobre 20 barricas a Brasilian Sub-
marine Telegraph Company.
Soda 2 barricas a Manoel Alves Barbosa Suc-
cessor.
Tintas 1 barrica ao mesmo.
Tapetes 2 fa*dos a F. Gurgel do Amaral Si C,
I ordem.
Tecidos diversos 1 volme a Moohard, Haber
4 0., 4 a Rodrigo de Carvalhi & C, 1 a N. Maia
ft C, 9 a Vier & C., 1 a Manoel Zieira Never.
7 a (Jonsalveg Irmilo or C, 40 a Machado & Pe-
reira, 141 ordem, 59 a Lniz A. Sequeira, 2 a
Loureiro Maia 6t C, 2 a Guerra 8b Fernandos, 10
a Alves de Bnto & C, 10 a Olioto Jardn A. O.,
1 a Andrade Maia & C, 24 a Joaquina Agostioho
Tinta 1 barrica a Braz'lian Telegraph Com-
pany.
Velas 7 caixas 4 ordem.
Vidros 1 caixa ordem, 4 a Sulzer KaorTmam
&C.
Barca sueca Cuba, entrada de Cardiff, no da 10
do eorrente e consignada a WiUon Son & C, ma-
uifeetou :
Carvo de pedra 787 toneladas ordem.
ENSINO HE PRIMEIRAS LETTRAS
Realisou-se hontem na preeeDCa de Soa Ma-
gestade o Imperador, na escola regimental do 1'
batalhao de iofantaris orna prova de aproveitar
memo do ensino de primeiras lettras pelo methodo
do Bunio de Macahubas, dado pelo mesmo a alga-
mas prcas do 1- e 10- batalhoes de iofantaris.
O resoltado foi muio satisfactorio, pois as pra-
518 que ersm crmaletamente analpbabetas, depoi*
de 18 lices alternadas, leram sem grsode difii-
coldade.
Vinagre 1 pipa a Guimaraes A Valente,
15 ditas e 25 barris a Alberto Rodrigues
Branco, 25 barris ordem, 5, a Araujo
Castro A C, 15 a Joao Fernandas de Al-
meida, 15 a Moraes & Marques, 20 a Fer-
nandos A Innaos, 15 a Joaquim Ferreira
de Carvulho de C.
Vinho 14 pipaste 155 barris ordem, 2
e 10 barris a Pereira de Carvalho A C,
1 e 10 ditos a Araujo Castro A C, 3 e
10 ditos a Fernandes da Costa A C, 45
barris a Fernandes A Ir mos.
Na presenca de S. M. o Imperador dea honlem
o Sr. Bario de Macahnb: ti-
ca de seo Methodo de Leitora Abreviada com
ns sida los do Io c jO batalhoes de infantera.
Como na prime'!- prova que teve logar sexta-
f-ira prxima p.issada, os alumons do corso des-
envol-eram-se perfeitameote attesfando, d'esta
arte a proficuldade do engenhoso methodo im-^-
nadn pelo seu venerando autor.
Alm de mostrarem perfeito conhecimeoto de
todas as formas e d< no-ninaQoes das lettras e do
papel que represeotsm nis combioacoeg para for-
fnarem syabas, leram os soldados numerosas pa-
avraa e phrases impresas em grandes qoadi-os
parietaes, passando em seguida a tazer leitura
correte em livro e a ler ss palavras e as senten-
cas dadas porS. M. o Imperador, e p*!os Srs. Mi-
nistros da guerra, Viaconde da Givea, major
Duarte. commandaotcs e officiaes que se achavam J
pr<'entes.
E' este o segundo curso popular regid* pelo no-
taivl educacionistA brazileiro, o Baro de Maca-
bubas, e como no primeiro. dado do Lyeen Litt-'-
rario Portugoez, ficnu dem mstn-di. sociedade
qoao provet .so o Merhoilo Abilin.
De fcil Hpplicaeito, pois, nSo exige da parte do
professor grande vocaclo 00 estado ; o de promp-
tos resal tu dos. sem com tu do faltar a solidez, des-
perta, alm d'igg", o Methodo Abilio grande inte-
resse da parte dos discpulos.
Quem se lembrar do tempo viniente dispeodid
com o aprendizado da leitura e da antipstbia que
esse estado desperta em quem apprende e em
qoem engina com a applicacao dos methodos ge-
ralmente empregudos, nSo pode descunhecer o ex-
traordinario servico qoe 8 instruccao popular
prestar o novo methodo de leitora.
Quanto ao sea autor taremos votos para que en-
contr imitadores
E' realmente Be admirar que om cidudo to
preeminente, em vez de procurar repooso da sua
too affadigosa e longa vida, exclusivamente em
prol da iostraccao nacional, v ainda em pessoa
eusiuar a ler os soldados, que sao a garanlia da
paz e da ordem e, porlanto, da felicidade da na-
ca-.
(Da redaecao do Rio de Janeiro).
N. 1. E' maravilhosa a rapidez com que
os tsicos, os anmicos, os escrofulosos, os ae-
beis e os que padecem do peito e da gar-
ganta restabelecem-se depois de terem to-
mado a Emuls&o de Scott.
Para o Para, Amorim Irmios & C 2 caixas
com 75 kilos de doce.
No hiate nacional Joao Vulle, carregou :
Para Maco, F. de Souza Martios 2 barricas
cora 232 kilos de assucar branco e 2 ditas com
l'0 ditos de dito refinado.

.

r .
-
\
,
V
Barca iogleza Mtria, entrada d Terra
Nova em 8 do eorrente o consigoada a
Saunders Brothers A C, roanifestou :
Bacalho 3,700 barrica e 700 raeias
ditas aos consignatarios.
Vapor inglez Trent, entrado da Europa no dia
9 do eorrente, e eon.ignado a Adaroson Hr-we &
C, nanitestun :
Alvaiade 10 > harneas ordem, 10 a Xanbel A.
Barbosa Soccegor.
Brigue
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Vapor americano AUiance, entrado de
v York e escala uo dia 7 do correte e
dignado a Henry Forster A C, mani-
fest u :
Anos para barricas 355 feixes ordem.
Bacalho 289 caixas a Saunders Bro-
tha& C.
Bombas 6 caixas ft W. Hslliday C.
Banda de porco 200 barris ordem,
a l'aiva Valente d C, 50 a Fraga
a & C, 25 a Guimaraes Rocha ti C.
Cabo de Manilba 1 rolo ordem.
Uapor inglez Pin Branck, 'entrado de
Trieste era 7 do eorrente e consignado a
Jobnston Pater & C, manifestou :
Ac 100 cunhetes a Samuel P. Bohns-
ton A C.
Farinha de trigo 3,000 barricas or-
dem.
Vinho 2 barris ordem.
Barcv inglesa Elen Isabel, entrada de
Terra nova na mesma data e consignada
a Jobnston Pater d C, manifestou :
Bacalno 3,2504kmoas e 2,000 meias
ditas ordem.
Armas 2 caixas a Ferreira Guimaraes & fj.
Amostras 33 volumes h diversos.
Apparibos para teirphoue 4 caixas a A. do
Carino Almeida.
Botoes 1 caixa a F. Laoria 4 C
Batatas 600 meias caixas a Sulzer Kauffman
& C.
Chapeos 1 caiao a Machado z Pereira.
Cha 13 grades ordem.
Cervej 130 caims a Sulzer Kaoffman A O.
Esipu 1 fardo a Machado al Pereira.
Ferragens 3 volumes a Maooel V. Neves.
Louca 100 cairas a 8. A. Veiga & C, 120 a
( Maooel Joaquim Pereira, 3G a Deodato Torres
& c.
Mercadorias diversas 2 volomes a Antonio Jos
Maia & C, 1 a F. Gurgel Jo Amaral & C. 1 a
Felippe D Pereira.
Materiaes para telegrapho 2 cairas a Braz
lan Submariue Telegraphe Compaoy.
QObject.s para escriptorio 6 canas mesma, 1
ao London Braziliao Bank, 1 ao consignetario. .
Papel 1 caixa ordem, 1 a Medeiros & C.
Perramarss 1 caixa a G. Laport & C. K|
Queijos 6 caixas a GuimarSes Rocha & C-, 7 ~
Niiro Ohveira C, 24 a J. B. de Carvalho, 17
inglez Brothers, entrado de
J-Gapvno dia 10 do eorrente e consignado
J. Pater A C, manifestou :
Bacalho 2.487 barricas.
Salmn 7 dias ordem.
Patacho inglez Oolden Fleece, entrado
do Terra-Nova no dia 10 do correte e
consignado a Saunders Brothers A C, ma-
nifestou :
Bacalho 2,374 barricas e 838 meias
ditas aos consignatarios.
Hiate na.ional Flor do Jardim, entrado
da Parahyba no dia 9 do eorrente e con-
signado Viuva Lages, manifestou :
Algodao 320 saccas a Pai va Valente
& c.
Hiate nacional Ceus te Guie, entrado de
Maco no dia 9 do eorrente e consignado
a B. Lourenco, manifestou :
Sal 256 alqueires ordem.

B'jFACtUS DE fcXFOHTAgAu
Em 8 de Janeiro de 1S7
Barca purtugueza Novo Silencio, entra-
do do Rio de Janeiro, no dia 10 do cor-
rente e consignada, a Baltbar Oliveira
A C roanifestou :
Alcatro 27 barris e 6 meios ditos a
H?rruann Lundgren & C.
Barricas 1,050 volumes ordem, 200 a
Azevedo & C, 45 a Viava Marques A Fi-
Iho .
B arria vazios 200 a Martina Viesas
40. "
Cognac 27 caixas a Joao Fernandes de
Almei.la, 10 a Moraes A Marques, 10 a
Fe 1 u andes A IrmSos.
Dynamite 20 caixas a Miran'a & S-iuza.
Estopim 10 caixas ordem.
Forioicida 10 caixas ordem.
Licor 2 caixas a Lopes Alheiro A C.
Ver jjouth 2 caixas aos meamos.
Par o exterior
No vapor inglez Anerley, carregou :
Para Liverpool, J. H. Bjxwell 3,600 saceag com
272,965 kilos de algodao.
= Na barca noraegueose Ordon. carregaram :
Para Liverpool, Borstelmann & C. 2,120 saccas
com16l,3l8 kilos do algodao.
No vapor alie.oao tio, carregaram :
Para Himborgo, Barstelmano & C. 500 fardos
com 96,937 kilos de alodio.
No vapor ioglez Bonavista, carregaram :
Para New-York, H. Forster & C. 4,900 saceos
com 367,500 kilos de assucar mase,i vedo ; M. J.
da Rocha 35 taceos com 2,211 kilos de assucar
nascavado.
, No patacho mg.ez Brasil, carregou :
Para New-York, M. J. da R icba 1,000 saceos
com 75,000 kilos de assucar masca vado.
No brigue pertugoez S. LourenQo, carrega-
ram :
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 9
Rio de Janeiro 16 dias, barca noruega Prince
Parci, de 1,032 toneladas, capitao Thoroas
Neumar, eqoipage 16, em lastro ; Bos-
well 4 C.
Parubybs3 dias, hiate nacional Flor do Jar-
dim, de 71 toneladas, mestre Joaquim Jos dos
Santog, cqoipagsm 5, carga algodao ; Viuva
Lages.
Maco8 dias, hiate nacional Deus le Guie, de
90 toneladas, mestre Joao Sabino Antones,
equipagm 4, carga sal; Baitholomeo Lou-
renco.
SouthsmptoD e escala15 dias, vapor inglez
Trent, de 1707 toneladas, commandante A. E.
Bell, equlpagem 83, carga vario.- gneros ;
Adaoibon Howie & C.
Cardiff42 dias, barca sueca Cuio, de 569 tone-
ladas, capito ti. L. Pahlssor, eqaipsgem 12,
carga carvao de pdra ; Wiison Song & C.
Rio de Janeiro16 diag, barca portugueza Novo
Silencio, de 350 toneladas, capitao Jos Anto-
nio Ferreira, eqaipagem 10, carga varios gene-
ros ; a Baltbar Oliveira & C.
Navios saludos no mamo dia
Santos e scalavapor inglez Trent, comman-
dante A. E. Bell, carga varios gneros.
Rio de Janeirolugar nacional Fi'ei'ra, capitao
Joao de Deas Vieira, carga assucar.
Santos e escalavapor inglez lminee Branck,
commaodante H. D. W- Schell, carga varios
gneros.
Entrados no dia 10
Gacepe31 dias, brigue ioelez Biather, de 173
toneladas, capitao J. A. Wibert, equipsgem 8,
carga bacalho ; Jobnston Pater C.
Terra Nova45 dias, patacho inglez Golden
Fleece, de 173 toneladas, capie John J. 8lt,
eqaipsgem 8, carga bacalho ; Saouders Bro-
thers & C.
Sabidos no mamo dia
Eiverpoolvapor ioglez Jesmond, commandante
C. B. Holl, carga assocar e algodSo.
f -
Rio-Grande do Nortebarca noruega Al/artn,
i con- M^lt^Z'Z^Fri^f, cspii&o
G. Hcarstad, carga assucar.
VAPORES ESPERADOS
ros salgadog com 10,116 kilos,
-r- Na barca portugus* CamSes, carregaram :
Para o Porto, H. Luadgrio & C. 60 couros' es-
pichados com 480 kilos.
Par* o interior
* Na bares nacional Ma'ia Angelina, carrega-
r m :
(Para o Rio Grande do Sul, J. Sv Loyo & Filho
1,224 barricas com 97,818 kilos de asgocar branco.
= No patacho nornegoenae Byfoged, carrega-
ram :
Para Pelotas, Amorim Irmos 4 C. 22 cascos
com 4,800 litros de agurdente e 5 saceos com 300 \P'rnfIinbHC0
kilos de cera de carnauba. I sSsptrito Santo
No vapor nacioaal Baha, carregaram: ^reHt
Seraipe
Pernambuco
Araucania
Para
VOle de Santos
Niger
Cear
La Plata
da Bahia
do norte
da Europa
do sol
da Europa
do gnl
do norte
da Europa
de Hamburgo
do norte
do sul
hoja
a 13
a 16
a 17
a 18
a 21
a 23
a 24
a 35
a 27
a 29

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MffTIlAM


Diario de PernambueoTerca--teira 11 de Janeiro de 1887
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1
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mal, e se explicou o verdadeir > remedio,
os symptomas da Tisicu desappareceram
i mmediatamenta.
' O caso que acallamos de citar nao o
nico ueste genero. Ha milharea de infe-
aand Ixm com nova0;ii virgem de Jagua- lizes que actualmente estSo tomando re-
ribe.
Ella sem duvida alguoia boa e satisfaz prr-
feitamente os fias a que appicad>, alm de quo
tem a eeu favor o baixo precj de 6J0O a barrica.
Cal virgem de Jaguaribe
Ainda contDuamoa a dar publieidaile aos attes-
tados que vamss ecbendo de Ilustres agricul-
tores que, sahindo da velha rutina usada por al-
gn, que s fazem o qi.e faziam seus avds, se vio
Attesto que tendo uei.do daCal virgem de Ja-
guaribedo fabrico do asnear, encontrei n'ella
vaotagem dupla a cal do Lisboa;contigoi a fac-
tura nao tinlia conseguido com esta.
Engeuho Alcaparra, 9 de Dezembro de 188G.
Paacboal da Silva i'er. ira de Andrade.
Attesto que tendo f/ito uso daCal vrg-m de
medios para curar entermidades do figade,
dos rins e dos pulmSes, doeneaa prove-
nientes dos vapores miasmticos, etc., ao
passo que realmente nao existem em mui-
tos casos taes affiucSes, senHo a indiges-
tSo a verdacUira causa dos symptomas que
tanto terror inspirare aos doentes; e se
estes appl'uassem o verdadeiro systema de
trataraento, nao tardariam a curar se.
Nao ser por demais o recordarinos ao
leitor ijae o xarope curativo de Soi^el se
Insitato des Professores de Per-
Jaguaribe,no fabrico do assuear, teoho fijado j vendo era todas as pharmaoias do mundo
atisfeito cora os resultado', pois que ella nao em :--;--
nada inferior a de Lisoi e de mais vantagem
satiafeito cora os resultado', pois que 1*0 em ateiro, assim como na casa dos proprieta-
nada inferior a de Liset <
por ser inais barata.
Eueuhj Be" Affeicao, 9 de Dezembro de 1686.
Miguel da Foaseca Carvalb?.
Faseudo uso daCal virgem de Jaguaribe
no fabrico do assuear atiesto sar ezcelleiite; e
accresce ser genero nacional, que deve ser pre-
ferido por todos nos.
Eugenho Pacavira, 10 de Dezembro de 1886.
Francisco de Gouvcia Souza.
Atteato que attil virgem de Jaguaribe su-
perior a eai de Lisbdi; piis 'que tenho feito 5"0
piles de sanear somente com urna barrija ; pelo
.pe acho que deve ser i>referida, nao s pela sna
boa qualidade como pela barateca de s< 11 preco,
alm das vantsgons de ser nacional e pagar menor
frete na estrada de ferro p r onde me sirvo.
IHEngenlio Braco do Meio, 11 de Dezembro de
1886.
Rosa lina Ignacia L ne.
Attesto que fazo1 < uso daCal virgem de Ja-
guaribetenho fieado satisfeifo com o resultado,
acbando msmo que ella niais econmica que a
de Lisboa, aim de que seu proco fizo e seu fre-
te na estrada de f-rrn urna quarta part.
Engenbo Amolar, 12 de Dezembro de 1886.
Antcni 1 Joaquim da Silva Ferraz.
Attesto qn tenho osado HaCal virgem de Ja-
guaribee estou muito satisteito com o resultado
e acho ella de inuito maior vantagem econmica
que a db Lisboa por ter prec fixo, o que nao aoc-
cede com esta que regulava de 10 a 2!.'.l por bar-
rea.
Engenbo Espirito Santo, 12 de Dezembro de
1836.
Vicente H rmillo do Espirito Santo.
Attesto que, om o en prego daCal virgem de
Jaguaribetenho obtido, 110 fabrico do assuear,
resaltado satisfactorio, embota nio a considere de
quaiidade superior que no vem de Lisboa,
acho a preferivel, j por ser genero de uosso paiz
j pe lado econmico, no seu transporte as
estradas de ferro.
Engcnho Aguaa-Bvllas, 19 de 1886.
Eneas de Asevedo L-'sssa.
rios, A. J. White, (Limited), 36, .Farring-
don Road. Londres, C.
Depositarios na provincia de Pernambu-
co : Bartbolomeud C, J. C. Levy & C.,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mar-
tiniano Varas & C Rouquayrol Irmaos e
Faria Sobrinhe & C.; em Bello Jardim :
Manoel Je Siqueira Cavalcante Arco Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Fiibo ;
em Independencia. Antonio Gines Bar-
bosa Jnior; em Palmares : Antonio Car-
doso de Agniar; e em Tacarat, Jos
L?uroneo da Silva.

Attesto que fazen-io uso da C*l virgm de Ja-
guaribeno fabrico do assuear, tenho tir*do ex-
celente resultado, e iich que deve ella ser prete-
rida no e por ser genero nacional, como por ser
de preco fixo e transitar as estradas de ferro
:nnis btrHto que a de Lisboa.
Engenbo Lxges, .r> de Janeiro de 1887.
Jos Silvino de Albuquerque Maranho.
[Vont in xui r se-ha).
A o publico (1
O Sr. B.rnardo Jos dos Santos, residente no
-Cerrito, municipio de Pelotas, provincia do K10
Grande do Sul, querendo prestar urna bomenagem
verdad- tornando publico s virtudes do pel-
lural de earobar. preciosa discoberta do
Sr. Alvares de S. Ssare, de Pelotas, fe* publicar
o seguinte importan!issiino documento, em diver-
sos jornaes da referida provincia :
triumpho alcancado pelo popular remediopel-
inrai de nimbardeacobtfita e prepara-
cio do Sr. Alvares de S. Suares, de Pelotas.
Havia seis anuos que uina toase grave me
atormeotava da e uoite, fawsuki ultimameate dei-
tarj abundantes escarrus de saogue : os pulmoes
com certeza acbvam-ae hffectaloi< e eu teria iu-
(".illivelineiite de suecumbir terriveltsica pul-
monar!
Um amigo si.bendo do meu estado, aconte-
lhou-me o precioso peltoral de cambar
e somente com o uso de 12 vidros deste importan-
tissimo medicamento, consegu curar me radical-
mente, -en t indo -me boje forte e podendo j en-
tregar-ine s lides de minh-t fazeudaco Cerrito.
Depois deste caso, tenbo acouseihado a muita
gente o peltoral de cambar, e todos teto
colbido resultados importantes.
Actualmente Iz uso deste preparado, com
muito aproveitament. minba filba Neufrides, que
tambem se acha sutlrendo FazenJa do Descance, no Orrit-', 24 de Ou-
tubro de 1884.Bernardo Jos do Santos.Re-
conheco como verdadeira a tirina supra. Em tea-
temunho de ver dad e. o escrivaa de paz Roldao
S. de Goiiveia.
nicos agentes e depositarios geraes nesta pro
vincia Franclaro Manoel da Silva t C,
ra Marques de Olinda n. 23.
i '111 a enferudade tomada por
out a!
Equivoco dos facultativa
O fallecimento de algum amigo ou p-
rente a quem atpames ternamente sem-
pre nma desgrana lamentavel : mas a ca-
lamidade verdadeiraraeate terrivel quan-
do os factes no* manifestam que a pobre
victima 6uecu rabio por so ter ero pregado
um systema de trataraento que nao era
apropriado para a sua doeofa. Comtudo,
casos ha em que o erro dos mdicos se
descobre antes de desapparecer a ultima
esperanc, e uestes casos, algumas vezes
se consegtift salvar a vida do doente.
Para exemplo do que deixamos dito, va
sios referir certos factos que estabelecem a
verdade da nossa afnrmaeao.
Ha cerca de dous annos, urna das e-
boras mais bellas de New-York, abando-
nada pelos facultativos em um caso deses-
perado de tisica (pois era este o nome que
os mdicos davam molestia) julgava-se
condemnada a roorrer. O3 pais da doente
resolvern! lvala a Paris, esperanzados
om que, na capital de Franca, a Faculda
de descobriria algum remedio contra o mal
que araeocava a vi-la da joven senhora
Esta esperanza nao se realisou, roas feliz-
mente em Paris os amigos da moribunda
onviram fallar de um novo systema de tra-
tamento adoptado primitivamente pelo3
Shakrea oS Monte Lebanon, no Estado
'de New-York e empregado depois par ou-
tras pessoas com um xito extraordinario
em rouitos casos de Dispepsia. Aos pais
da infeliz pareeeu qne era possivel que a
doenca que affligia sua flba poderia talvez
denominarse Dispepsia ou lndigestao, e
n$0 a Tilica que tanto temiarn, e nbriga-
vam a esp.iranca de que, era tal caso, se-
ria fcil salvar a desditosa joven.
Apre.ssaram-se, pois, a alcanzar urna
qnantidade de um medicamento intitulado
Xanpe Curativo de Seigel, e preparado
com o fim especial de curar a Dispepsia,
A doente tomou algumas dozes deste re-
snedio, e o resultado do novo tratamento
oi maravilhoso. Hoje aquella senbora, j
reatabeleuida, vive feliz e goza de urna
sade perl'eita. Certo que, neste caso
os mdicos tinham tomado ama doenca por
outra, e quando se descubri a origen do
Que molestia estos ?
413
Cent 'uares de 7ariedades de mo.esla podem-se
attribuir ao eatomago. Para cada urna ou todas
ell-is, o 8ens~> cammnm nos demonstra, que, a me-
dicina qu 1 restaun aquello orgo ao seu .estado
uatural de vigor, o verdadiro remedio. Se o
seo coicmuiij deseja aabor quo remediase ejse, a
experiencia responde: sao as Fillas Assucara-
da* d Bristo'.
O que nao faltam sao catharticos, porin a uo-
nadecima pirte d'elles s ur iduz-ni u:n ailivio p 19-
sageiro e muitos delles sao perigosos E' mil vezes
melbor deizar o livre curso dispepsia, do que
tentar cur-il-a com mercurio Esses remedios as
s:m intitulados arruinain o d -ente anda muito
mais rpidamente, do que a propria molestia. J
nao acontece assim com as Pillas Assucaradas de
Bnistol, as quites devem a sna grande eflicacia aos
extractos veg-'taes. Ss o fgado nao est em oriem,
ellas prumptainente o reguiam, se os intestios ^e
acham obstruidos, ellas removem ns obetruccoea ,
se o estomaga est incapaz de urna perf-ita diges-
to. ,ellas Ibes do o necetsario tom e vivacidade.
Ellas se aeham acondicionadas dentro de vidri-
nh-.s e por isso a sua conservadlo duradora em
todos os climas.
Em todos os casos provenientes ou aggravados
por imDurea do saogue a Salsaparrilha dellris- |
tol, dever ser tomada coojunciamente com s pi-
lulas.
Acha-sc venda em todas as boticas e lujas de
perfumaras
Agentes em Pernambueo, Heary Foster 4 C,
ra do Commercio u. 9.
De ordem do Illm. Sr. presidente deste institu-
to, convido aos sen bort s socios para se reunirem
em assemblt geral, as 10 horas do da 18 do
correte, afia) de eleger-s : o conselho adminis-
trativo que teco de dirigir asta sociedade no cor-
rente auno. Recite, 10 de Janeiro de 1887.
Antonio Jovino da Fonseca,
2- secretario serv ndo de 1"
Escola Normal
Matriculas
Por ordem do Sr. Dr. director, e em observancia
da disposiclo do art. 74 do regiment interno de
17 de etembro de 1880, fas-se publico a quem
interessar possa, que as matriculas deste cora es-
tarn abertas desde o dia lo do crreme at 3 de
Fevereiro prximo.
* Os r< queriinentos para matricula no 1 anuo do
curso deverao ser instruidos com os documentos
seguiotes:
1 Certidao de idade maior de 18 anuos para os
alumnes do sexo masculino e de 16 para os do fe-
minino.
2. Certificado ou titulo de approvacao em exa
me na; escolas publicas de insiru-.eao primaria.
i',3" Fo ha corrida ou certidao de uao haver sof-
frido condemnacio por algum dos crimes que po-
deai motivar ao profesor publico a perda da ca-
deira.
4.* Atistalo de m-.raiiJ dt puesado pelo paro-
cho ou autondade, quer policial quer litteraria da
freguezia em que. residir o peticionario.
Os matrcoland-is que nao poiierem exhibir titu-
lo l-'3il de exame em e-cola publica de ensino pri-
mni i devero iuscrever-se para es einmoa de ad-
missao, de que tratam os arts. (5 a 77 do citado
regiment, e que eom-car-o no da 24 do correnfe.
Para as matriculas do 2J e 3 annos, basta que
as petices sejam documentadas com a certidao d-
approvaco no exame do anno precedente : guar-
dada a restrieco do art. 21 do j mencionaao re-
giment lutenr.
Secretaria da Escola Normal de Pernambueo,
10 de Janeiro de 1887.O secretario,
A. A. Gama
Banco do Brasil
Paga-se o 66 diviJendo na razan de 9*000
por accio ; na ra do Coromercio v. t>. primeiro
and r.
--
a eloquencia brutal
do pu-uioe do fgado
espautoso e assusta-
A estatiatica prora, com
das cifras, que as molestia!
tem tomado um incremento
dor.
Cumpre pois fazer parar essa marcha empre-
gando urna wedicaco activa e segura, como o
emprego do Xarope de hypopho*phito d' cal de
Griinault C, nica preparac^io receitada pelo
mdicos d<; Paris, elogiada prlo Dr. Lsng, a maior
cli.-:ii niaiie medica de Victoria na Australia, de-
pois de numerosas experiencias, na tisica, naa
totees chronicas, uas ojleccdes pulmonares, todas
coroada dos inelhores resultados.
Fomos testemuuha de urna verdadeira ressur-
rcicio.
Um m-ico, filho de pais vigorosos, depois de ter
gnsado de excedente saude, durante sena prnnei-
ros uinos, comecou de repente a crescer excesi-
vamente, como succede muitas vezes na poca da
puberdade.
Logo depois, seas bracos e pernas, que nao ti-
vrram tempe de adquirir a for-,-a neeessaria, tor-
narnm-se mulles e duloroeos ; paludo e sem a me-
nor aclividadu, faltava I be o ar ao menor movi-
menlo que faca.
Nada* distrabia, ntm o trabalbo, num os ful-
goedos i'oprios da idadi.
Este estado tornou-se extremain-nte grave e
ameacava a ezisteucia do doeute, quando alguem
ac iiselh) 1 aos pais que Iho -lase, depois da co-
mida, urna colher o Xarope ou do Vinho de laclo
phosphato 4c cal de Dusart.
Em poucos ilras um verdadeiro miUgre ope-
rou-se ; voltoa o apetite, reappareeeram as for-
vai-, a act.vidade e a alegria;e morto resausci-
tou.
Estrada ie ferro do Ri-
beiro ao.Bonito
Por deliberacao da directora slo convidados os
Srs. accionistas a realisarem no London & Brasi-
lian Bank, no prazo de 60 dias, a contar de hoje,
a 4 entrada de 10 o/, do velor n m'nal de saas
accoes, nos termos do nico do artigo 4o dos
estatutos.
Recite, 7 de Janeiro de 1887.
O secretario,
__________J.ia Beliarm: 10 Pereira de Mello
Abertura das escolas
publicas
De ordem do Sr. Dr. inspector geral da iostruc-
Co publica, faco saber aos seoh'-res professores
public-is de instruccjlo primaria, que approximan-
do-8e o dia em qu^, de coufjrmida-le com o art. I Carrejas para capotes-temos
Isopectoria de hy^iene
De ord-m d.i Iilm.Sr. Dr. Innpect-u ehyiene e
para cumprimeoto do art.-42 do liegulamenro
sanitario vigente bSo eonvid'"ia. medie s
Pbrm:ic>.-iiiicos, dentisUs, e :. .rtein- r 1 inandarem
esta Inspectora es seus depom--. ou ttulos
afim de at-rem registrados, sem excnato d" que
j o bouverem feito oa extiucta I-.-peci-.. 1 d-
saule pubiea, visto o citado regulan cuto ter dado
nova forma a d-t-s registros.
Inspectora de hygiene de Peraambuco, 8 de
Janeiro de \881,
O secretario,
^^^^^^^^ Quilerme Duarte.
IRMADADE
DB
M. da toDcelco dos Mili-
tares
De ordem do irmo vice-presidentu, convido a
todos os -o-sob irmaos pira que, reunidos no con-
sistorio da nossa igreja pelas 6 horas da tarde do
dia 13 do correte mez, procedam em m sa geral
a eleicio da mesa regedora qae tem de fanecionar
no anuo compromisaal de 1887-88.
Secretaria da irmaodada de N. S. da Conceicio
dos Militares, 8 de Janeira de 188 (.
O secretarlo,
J. Alves Cavalcante.
Gollegio Santa Cruz
Ba do Mrquez do Henal n. 34
A directona do gollegio Santa Cruz faz sciente
aos pais de a-ias ainmnas e ao rcspeitavel publico
que abrir-se-ba este estabelecimento no dia 10 do
uonente inez. Recebe meninas internas e exter-
nas, e meniuos de 8 e 9 annos de idado. No mes-
mocollegio offarece se urna senbora para ensinar
piano em catas de familia, garantindo em pom-.i
tempo o adiantamento de suas diteipulas.
Arsenal de Guerra
O conselho de compras recebe propostas no dia
20 do crrante at s 11 horas da manha, pata a
compra dos artigos seguintes :
Aniagem para intretella, metros
Algodao mesclado, metros
Arreio para carroca
Bata encarnada, metros
Bouetea de panno msela, para msicos
Bonete de panno, sem rala e sem lietra
para sentenciado
Baca azul, metros
Bornaes de brim para vveres
Batanea de cima de mesa, com pesos at
10 kilos
Chapeos de Braga, com a legenda S
Csea ira branca, metro
Cadeiras de braco, de Jacaranda
Cinturoes com ferragens e pelas iguaes
ao fignrino
Cartuxeiras de couro, idem, dem
Correas'para cautis
Hamnrg-SnBflafflBritanlscliB
DampschifTabrts-Geseilschal
O vapor Rio
fi$fc
E' esperado da Ba-
ha at 12 do correte,
-seguindo depois da de-
latora neeessaria para
Lisboa e Hamburgo
Para carga, paaagena e encommendase dinbei-
ro a frete fracta-se com os
Consignatarios
Borstelmann & C.
RUADO VIGrAKfON.S
i* andar
nued States Mai! Brasil S.SC.
Vapor inglez Bonavista
Seguir para 03 pirtosdo
norte no dia I -' do correte,
com cscalu ao
36
513,70
i
207,50
10
1
7
395
1
13
1,60
4
37 do regiment"das escolas publicas, devem ser
estas reabertas, e succed ndo qu>-, em algumas
localidades, por se terem retirado pelas ferias os
profess-res, deixando elles de com ihos no da marcado, tem nesta data aquella
autoridade, por circular dirigida aos delegados
litterarios, recommendado a stricta observancia
do citado artigo do regiment, e pelo presente
edita! se dirige igual recommendaco a todos os
professores que reg^m escolas publicas.
Secretaria da Instrnccao Publica de Pernambu-
eo, 5 de Janeiro de 1887.
O secretan rt.
Pergenlino S. de Araujo Galvao.
10
10
2
10
EDITAES
(1 praea)
De ordem do Il'm Sr. iuspeu'or se faz publico
que s ll horas do dia 12 do correte inez, eero
vendidas em prxcx, bo Trap'cbe Cineeicao, qna-
tro ca.xa marca G L C P, n. 236 a 239. viudas
do Havre no vapor francez VUle ds Maeei, entra-
do ern 6 de Dezembro do -.uno passado, contendo
129 kilos de livror impressos, encadernad^s e em
brechura e 824 kilos de obras impressaa em urna
s cor, abondonaaas aos diretos por G. Laporte
k C.
3* seceo da Alfandcg* de Pernambueo, 8 de
Janeiro de 1887.
O ebefe,
Cicero B. de Mello.
Capilauia de Porlo
aos navegaste*
em concert o pharol da barra
Aviso
Tendo entrado
d'eate porte, taz-se publico que d'ora em diante
at finalizar se os referidos concert!, s se accen-
der sem ter rotacao, mostrando jmente para
este a luz vermelba.
Capitana do Porto de Pernambueo, 3 de Ja-
neiro de 1887.
O capitlo do porto,
Jos Manoel Picaneo da Costa.
Edita! n. 9
O administrador do Consulado Provincial, em
cumprimento do que dispe a lei a. 1860, faz pu-
blico a quem iuten-ai-ar possa, que -o < spaco de
30 dias ufis, contados de de Janeiro do anno
prximo vindauro, dar-se-ha priucipio nesta re-
particito a cobraoca livre de multa dos impostos
abaixo declarados relativos uo 1* semestre do
exercicio de 1886-1887 :
3 O/O sobre o gyro de casas commerciaes a re-
taino.
10 0/0 sobre estabelecimentos fra da cidade.
12 0/0 sobre escriptorios de advocado e solici-
tadorea, coasulUirios neoicos, etc.
20 0/0 sobre estabelecimentos comuierciaef.
'J004000 por escriptorio de descont de letras.
2Zl:O0i.i|O00 por casi de garantir bilbetes.
lifOOfQOO por casa de vender bilbetes.
"2fiO0 por tjnelada de slvarcnga, cauGa, ete.
20|0n0 [jor escravo empregado em servici me-
auieo.
200 rs. por baralho de cartas de jogar.
Consulado Provincial de Pernambueo, 28 de
Dezembro de 1856.
F. A. de Carvalho Moura.
DECLARACE3

S. R. I
Sociedade Recreativa Juventnde
Comarmoraco do *i anniveraarlo
da inntallaro da bibitoiiieca e -
rao Mmestral etn 6 de Fevereiro.
Roga-se aos socios qua desejarem tirar con vi
tes para este sarao, a dar suas njtis na secreta
tria da socie isde.
Secretaria da sociedade Recreativa Juventude,
6 de Janeiro de 1887.
Jos de Medices,
2* secretario
Estrada de trro dcRi-
beiro ao Bonito
Por delibersco da directora, chama se atten-
cao dos Srs. accin stas que ainda nao realisaram
a 2* entrada de suas cees constantes das caute-
las ns. 16, 18.19, 28, 32, 47, 48, 59, 64. 66, 68,
69, 70, 75. 77, 79, 86 e 101, para o que dispe o
S 2" ii. 1 do art. 9 doz estatutos.
Recif O de Janeiro de 1887.
O secretario,
Jos Bellarmino Pereira de Mello.
Lotera de 4000 c o utos
A grande lotera de 4000 coutos, em 3 sorteios,
fie transferida para o dia 14 de Maio vindouro,
impreterivelmente, nos termos Exin. Sr. presideute, de boje.
Tbesouraria das Loteras para o fundo de
emancipaba-- e ingenuos da Col' na Isabel, 14 de
Dezembro d 1886.
O thesonreiro,
Francisco Gonc* I ves Taires.
Compaera Mansa Tberrza, ompre-
naria do anaaieetmenio d'asaa o
lux para a eldaife fe Olinda.
DIVIDENDO
De ordem da direct -ra communico aos Srs. ac-
cionistas que no dia 10 do correte com car-seha
a pagar o 15.* dividendo da companhia, 4 sazao
de 6 por een'o.
O pagamento ser efiectuado na ra do Impe-
rador n. 73, segundo andar, todos os das uteis,
at 15 do corrente, das 10 horas ao meio da, e
d'ahi em diante em qualquer dia til, das 8 s 10
horas da manha.
Escriptorio do gerente, 4 de Janeiro de 1887.
A. Pereira SimSes.
~tantai ile Faina"
Troco c snbstitaico de notas
do Thesouro nacional
De ordem do Illm. Sr. inspector se faz publico
que 88 cdalas, qae forem apresentadas troco
ou substituidas e que estiverem dilaceradas, de-
vem vir devidamente concertadas, de modo qae
possain ser immediatsmente carimbadas
Outro siin, para cobhecimcnto dos intere^sados
abaixo se transcreve os seguintes a'tigos do re-
gul8mrnto annexo ao decreto n. 9370 de 14 de Fe-
vereiro de 1885 :
Art. 126. Nao ser permittido o troco de notas
n'vas de grande valor por outras de pequea im-
portancia.
Art. 128. As estacoes de arr cadacSo nilo po
dero recusar o recebimento de u-tas dilaceradas
ou das que, estando em substituidlo, lhcs fo:ero
apresentadas at o dia em que t-rmioar o prazr
para o sen recolbiuienio sem descont, comtan-
fo qne taes notas sejam verdadeira!, a?hem se
cempiclas, nao se compobi-m de pedaecs, e nao
tenham carimbo ou marca qua difBculte-fhes o
exame ou as mutise.
Art. 131. A nota dilacerada em nm ou diversos
fragmentos, fr'cdo mr.is de metade de um s lad",
ser trocada na Ciixa de Amortisivo ou as -he-
sonrsrias de fazenda p ir outra de igual valor, se
fr recoubecida verdadria.
A que tiver a m-tade ou menos da metade, e a
lados extremas, t poder ser trocada, ainda que
reuonbecida genuiua, se o portador jostificar,
satisfacSo da junta administrativa da Caixa, que,
por f.irea maior, foi consumida ou extraviada a
porcao que falta.
Art. 132. Os fragmentos de notas que se nao
poderem trocar, 'rio restituidas ao portador, de-
pois de mareadas com o signulj-m valor.
Tbesourariu de Fazenda do Pernambueo, 31
de Dezembro de 1886.
O secretario,
Laiz Emjgdio P. da Cmara.
Lotera da Colonia Isabel
A 10 serie da 24a parte das loteras em favor
do* ingenuos da Colonia Isabel, acha-se exposta
venda, coja extraeco ser no dia do corrente.
Thesouraria das loteras para o fundo da eman-
cipacao e ingenuos da Colonia Isabel, 3 de Ja-
neiro de 1887.
O thesonreiro,
[ Francisco Qoncalvu Torra.
Corroas para marmitas de urna praca
(pares)
Canudo de tolha para inferior
Canecos de mtal branco
Esteiras de palha
Espadas com bambas, para msicos e
iguaes as que usam os batalhes
Flanella de la alvadia, metros
Guarda-feixos, iguaes ao figu.-ino
Jarro de lauca
Jarras de barro com torneiras
Latas grandes de tolba, para aparar jaf
do coador
Vleias de algodo (pares)
Marmitas de tolda, de ama praca
Marmites de dita para rancho
Oieados espesaos du 5 metros de csinpri-
mentu para mes>s de rancho
Patronas de couro, ijuaes ao figurina
Fallas de sol, para cinturoes
Sargehm de cor, metros
Serrote para carne
Tamancos, parea
Previne-se que nao sero tomadas em
Oear, llaranho. Para, Barba
dos, 8. Thomaz e \ew York
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
Heary Forster 4 C.
N 8 RA DO COMMERCIO 8
1.' andar
COHPANUIA rEHNAHBUClNt
DE
^avegaco Costeira Dor Vapor
PORTOS DO SUL
Maeei, Penedo e Aracaj
0 vapor Mandahu
Commandante Mafra
Segu no dia 13 de
Janeiro, s 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 12.
ncommendaa passagens e dinheiros a frete at
s 3 horas da taide do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Pm' n. 12
COHPANH1E DES ME*iS*AE-
RIES SlAillTIMEN
LINHA MENSAL
0 paquete Nig-er
Commandante Baule
3
14
6
1
1
2
200
10
t
16
36
426
51
1
15
conside-
raco as propostas qoo nao foram teitaa na forma
art. ftt do regulamento de 19 de Outubro de
1872, em duplicata, com r ferencia a um s artigo
mencionando o nome do priponente, a indieaco
da casa com inercia I, o preco de cada artigo, o nu-
mero e marca das amostras, deelaracio expressa
de sujeitar-se malta dei 5 |.,, no caso de recu-
sar assignar o contracto, bem como as de qne tra-
tam os arts. 87 e 88 do regulamento citado.
Secretaria do Arsenal de Guerra de Pernam-
bueo, em 10 de Janeiro de 1887.
O secretario,
Jos Francisco Sibeiro Machado.
' esperado dos por tos do
sul at o dia 21 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costuroe, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se aos senhores passageiros de tudas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 pessois ao menos e que pa-
garem 4 pas?agens inteiras.
Por excepcao os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, goaam tambem-d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se daa at e dia 19 pagas
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheir
+ frete: tracta-se com o
AGENTE
4ugnste Labilte
RA DO COMMERCIO9
Agente Pestaa
3- e ultimo leilo
Dos importantes sitios casas terreaa, ter-
renos, pertencentes ao espolio do subdito
portuguez Antonio da Silva Pontos Gai-
maraes.
Terca-feira 11 do corrente
Ao meio dia em pont >
No armazera da ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa, antorisado pelo Exm. Sr.
Dr. juiz de orphaos e ausentns, e a requerimento
do Illm. Sr. Vicente Nones Tavares, encarrega-
do do Consulado de Porfugal vender em leilo
com assistencia dos meamos senhores :
Um grande sitio com excelleutes terrenos para
manter urna boa engenhoca, j pela grande ex-
tenso e fertilidade dos meamos ; no lugar deno-
minado Salgadinh n. 12, ecm 756 metros sob
592, encontrar a margem direita do rio Bebe-
ribe, e pelo leste com e sitio olho d'sgna, per
urna recta que partiado da porte-ra val encontrar
os trilbos urbanos do Recife a Olinda, com excel-
te grande sobrado de viveda, lugar magnifico
para creacao de gado, terrenos foreiros a Santa
Casa de Mirericordia, achaudo-sealugados e dan-
do bein rendimento.
Um terreno com 232 palmos de frente, foreiro
Santa Casa da Misericordia do Recife, na estrada
de Belm, dividindo ao norte c&m trras de Maria
Felippa, e ao sul com a priireirajrua projectada.
Um dito com 116 palmos dts frente, e tambem
600 de fundo, frente para a estrada de ferro, tam-
bem na entrada de Belm annexo ao terreno ci-
ma, e foreiro a Santa Casa de Misericordia.
Urna boa e grande casa terrea ra de S. Pe-
dro Mrrtyr em Olioda n, 10, com 3 janellas e 2
portas de frente, 2 salas, 1 gabinete, 5 quartos
cosinha fra, quintal murado, achando-ae alu-
gada ; em perfeito estado de conservaco.
Um excellente sitio na estra de Belm n, 7, ter-
reno propoio, com 300 palmos do trente, murado
e com porta o de ferro, 560 de funr'o, diversas ar-
vores fructiterap, excellente casa de vivenda para
grande familia, quarto para criado, cacimba com
boa agua, acbando-se alosado pelo quantia de
4fl0, serviado de base a offerta de Sr. Ventura
Pereira Pena.
Em eontinnao
Um excellente sitio na Baixn Verde (Capungs)
n. 5, terreno proprio, com grandes commodos para
famijia, rendendo meosal 33333.
Tres casad terreas na. 1, 1 C e 3, na Baixa
Verde, anuexas ao mesino sitio rendendo cada
urna 14U0 i mensa!.
Para qualquer informaco a tratar com o agen-
te Pestana,em seu escriptorio.
Ag-ente Pestana
Leilo
DE
No
9
Pacific Sleym \\\ viption Couipan
STRAITS OF MAGELLAN LINE
O vapor Araucania
MARTIMOS
DB
\'avegaeo Costeira por Vapor
Fernando de Noronlia
O vapor Giqui
Commandante Lobo
Segu no dia II de
Janeiro, pelas 12 ho-
8 da manha.
Recebe carga at o
dia 10.
Passago.-s at as 11 horas da manha do dia da
partida.
ESCPJPTORIO
cae da Companhia Peraamfen-
cana o. t
' esperado da Euro-
pa ate o dia 16 de Ja-
neiro, e seguir de-
pois da demora do eos '
turne para a
Baha, Rio de *fanelro e Valpa-
raso
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a frete tracta-se com os
AGENTES
lVllson Sons de C .. Limited
S. 14 RA DO COMMERCIO N. 14
0 vapor inglez "Archileet*'
seguir n'stea dias para o Rio de Janeiro e San-
tos, recebe carga e encommendas a frete mdico ;
a tratar com os consignatarios Johnston Pater i
C roa do Commercio n. 15.
Companhia Kahiana de aavega-
eao a Vapor
Maeei, Villa Nova, 1-enedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 vapor Sergipe
Ccmmandante Pedro Vigna
Segu impreterivel-
mente para os prrtoa
cima no dia 13do cor-
rete, a* 4 hora8 da
tarde. Recebe carga
'nicamente at o 1/2
dia do dia 13.
Para caiga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete 'racta-se na agencia
7Ra do Vigario 7
Domingos Alves Mates
CHARI.OS KEllS
Companhia Franceza lie Marcea
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambueo, Babia, Rio de Janeiro e
Santoa
0 nm Mi U Santos
Commandante Henry
C esperad'; da Kuropa
al 'dia 17 de Janeiro, se-
guindo depois da indispen
savei demora para a lla-
nta. Kto e Kaniua.
Rogu-se aos Srs. importadores de carga p 'los
vapores d jsta linha,oucirain aprsentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarenga -o-
quer reclamaco concernente a voluntes, que po-
yen tura tenham seguido para os portos do sui.afini
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a ompanhia nao m
responaabiliea' por extravos.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
i frete: trata-ae com o agente
Aogasle Labille
9 RA. DO COMMERCIO 9
Lista s Porto
Segu com brevidade para os portos cima, a
barca portugueza Novo Silencio ; para o reato da
carga que falta, trata-ae com Baltar Oliveira &
C, roa do Vigario n. 1, 1* andar.
LilUa
Leilo
de fazeiiiss, miudezas, movis e vidros, mobilias
de Jacaranda e po-carga e muitos movis avul-
sos ; quodros, lanternas, 1 candelabro da 4 luzca,
colheres, cerveja, vinho em garrafas e barris e
muitos artigos: no armazem ra de Pedro A-
fonso n. 43.
Terea-feira 11 de corrente
A's 11 horas
Agfente Brito
Agente Pestaa
Leilo
De um expeliente boi com urna carroca,
pertenente ao espolio do subdito porlu-
gii'Z Ignacio Joaquim da Rocha.
Terca-feira 11 do corrente
_, A'm 1 boi am
Na ra do Vigario n 12
O ag.-ute Pestaa, autorisado pela Exm. Sr.
Br.juis de orphaos e ausentes, a requerimento
do Illm. Sr. Vicente Nanes Tavares, encarregado
do Consulado de Portugal, vender no dia e hera
cima mencionado, 1 boi com ama carroca perten-
cente ao espolio do subdito portuguez, Ignacio
Joaquim da Rocha.
4 e ultimo leilo
DEFINITIVO
Da importante pharmacia e drogara da ra
do lia rao da Victoria n. 25, pertencen-
te massa fallida da J. C. Levy & C.
Terca-feira 11 do corrente
A's 11 horas
Servindo de base a offerta de 30:000^000
O agente Gusmao, autorisado por mandado do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito especial do commer-
cio o a requerimento do Dr. curador fiscal da
maBsa falliaa cima mencionada, levar a 4" e ul-
timo leilo definitivo, e com aseiatencia da mesrao
juiz, a armagao, mercaduras e utonsiliot^fsisten-
tes na pharsaaeia e dr gana sita ra do BaiSo
da Victoria n. 25, podendo os pretendente exa-
minar o mandad.! em poder do mesmo sgente.
Terga-feira 11 do corrente
A'S 11 HORAS
armazem e agencia de leudes da ra
do Vigario n. \2
O agente Pestaa, Cumpetentemente autorisado,
vender a quem mais der o sobrado de 2 andares
e grande sota, aito ra de Domingos Jos Mar-
tins d. 88, rendendo mensalmenti- 754U00
Duas partes no sobrado sito ra do Vigario n.
12 as quaea rendem 4004000 por anno, do qual
inquilino o Sr. agente Pestaa.
Urna casa terrea sita ao largo de S. Pedro n. 4,
rendendo 300^000.
Um importante sitio com excellente casa, para
grande familia, em Beberibe, na ra d'Agaasinha
terreno proprio, acha-so j I ligada por 3004.
n. 7,
Os predios serio vendidos peina maiurea precoa
do leilo por ter de se retirar para fra sea pro-
prietano, pjr graves incommodos de saude.
Leilo
De
urna taverna sita a ra da Gloria
n. 104
Quart feira 19 do corrente
A' 10 1[2 horas
O agento Modesto Baptista competentemente
autorisado far leilo da armaco, gneros e uten-
cilios existentes na dita taverna em um s lote ou
a retalho etornando-ae recommendavel por seren
os grneros noves, e gaiante-se as chaves da case
Leilo
(Ao correr do marlello)
Para liquidar
De um grande e elegante viveiro com mesa, 1
dito menor, tsnrbrm de gosto, 1 par de fiteiros al-
tos com vidros, 1 dito pequeo com pi, 1 dito de
folha com vidros, 1 armario com pratileiraa e 2
ditos por baixo do mesmo, 1 fiteiro pequeo, pin-
tado, com 8 vidros, 1 fructeira com quatro ordena,
grande porcao de bona passarns cm boas gaiolas,
como sejam : sabias da mata, capoeiroa, patativos
da Parshyba, caboelinhos, canarios de canto e de
briga, sahiras, sangues de boi e outros muitos
pasearos e alguna gneros como sejam : conservas,
licorea, loucas de barro e outros gneros que se
tornam enfadonho mencionar.
O agente Gusmao competentemente authorisado
far leilo de todos os pertrnecs gneros, passaros
e gaiolas existentes no eatabelecimento de pasea
ro ra do Bom- Jess o. 28.
Quarta feira 12 do corrente
A's 11 horas
POR INTERVENGAO DO AGENTE
Gusmao
-
Grande e variado
De bons movis, finos cryataes, porcelanas,
rros, figuras, ricos espelbos dourados.
objetes de electro-pLte e crystofflQ
A saber :
Sala de visita
U.n piano forte e quaei novo de H. Hertz, 1 ca
deira para o mesmo, 1 mobiiia de Jacaranda mas-
aiesi, Luiz XV, com 1 sof, 2 consolos, 4 cadei-
ras com bracos e 16 ditas de guarnicao, 2 espe-
lbos grandes para cima de consol, s, 1 dito ova!
grande e dourado, 4 jarros para flores, 5fignraa
de biscuta, 2 grupos colloridas, 2 echepeans, 1
tap te grande forro da aals, tancas, cortinados e
borlas.
Gabinete
Urna secretaria, 1 cadeira ecm rosca, 1 porta-
chapeos. 2 etagrs, 2 eadeiras de balanco, 2 espre
i, f> dita donradss, 1 mesa para joge,
2 eocarradeiras, 6 capachos de coco, 1 porta-car-
toes, 1 teleoscopio cora vistas e esteira forro da
sala.
Quarto da toilette
Um guarda vesti ios do j .c.randa, 1 gusrda
vestidos imitacan, 1 tapete, 1 lavatorio, mesa
com abis, 2 tagers, 2 quadros, 1 mesa de jaca-
rrit:ri e l commoda.
Sala de jantar
Urna mesa elstica grande, 1 guarda-Iou?.a en-
vidracad", 1 aparador com tampo de pedra, 2 di-
tos de etargers, 5 quadros grandes, 1 relogio de
par. de. 12 cadeiras dejunce, 2 ditas altas para
me-iiiiios ircm mesa, 1 dita cem carrinho.
Sala
Uu relogio, 1 sof de vime, 1 mesa redonda
com pedra. 1 filtro. 1 espreguicadeira, 2 carteira.-
ppqoenas para meninos e 6 cadeiras de guarni-
cao
Uji f.igo de ferro e gaiola de ferro para gar-
raiaa.
Louca, vidros e crystaes
Apparelbos pra cha e jantar, copos, clices,
garrafas, comp'teiras e porta-queijos.
Electro-plate e cryatoffle
jApparelhos para cha com 5 pecas, urnas para
agua quente, galheteiros, lindas fructeiras, pali-
teiros, colheres, talberes, salvas, bandejas, porta-
conseivss, porta-gelo, tudo de aparado gosto e
acham-se completamente novoe.
Andar superior
Urna cama francesa, 1 toilette, 1 lavatorio, 1
mesa de cama, tudo de Jacaranda, 1 guarda ves-
tidos, 1 marqnesb, 2 camas-de ferro pira meni-
no, 1 cabide torneado, 2 etagers, 2 cadeiras, 1
guarnicao, 1 berco de balaustres, 1 cadeira priva-
daje muitos outros movis.
QUARTAPEIRA 12 DO CORRENTE
a caaa'da ra de Riachuelo n. 7




*


-
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..
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.

=?^r


MiBBRH
^MMnHMJHj

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-




Diario Se Pcramluco-. TiTv-feira 11 de Janeiro de 188
0 conmendador Joaquim Lope* Machado, ten-
do modado de residencia, faa leil3>, por interven-
ci do agente Pinto, da todos cu movis e mais
objectos da casa em que rssidio, tua de Ria-
chuelo n. 7.
Os referidos movis tornam-se recommeadados
por ssrem novos e de bom gosto.
A entrega t ffectnar-se-ba con 24 h'ras.
O leilio principiar as 10 1/2 buraa, por sarcia
muitos os lotes.
Em coMtiiuvo
uma vacca toarina coui aria el cabriole t ameri-
.cano, coberto.
Km connuavo
De duas camas de ferro inglesas cota colches
de mola, 2 commodas, cadeiras de balan?", 1 es-
taate, 1 chifamer, tapetes, quadros a oleo e 1 se-
lin ingles completo.
Papel para forro de sala e quartos, objectos di
versos, crystaes e vidros de cores.
iiarta fclra, t* do corrente
Pinto
Agente
Por eccasio do leilio dos movis e mais objee-
toa da casa em que residi o Si. commendador
Joaquim Lopes Machado.
Leilo
De 2 vaccaa da trra muito mansas, 1 aovilho e
1 carueiro manso, proprio para criauca
Em contiousco
De 1 piano do fabricante Henry Hers, 1 mooi-
lia de amarello a Luix XV com tampo de pedra,
camas francesas, marquesoes, guarda vestido, 1
mesa grande com tampo de pedra, registro e en-
es amen to de as, 1 cofre francs, quadros, relo-
gios, jarros, espelhos, miudezas e muitos outros
artigos. *
Quintafeira 13 do correrte
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 19
Por interiencfio do agente
Gusmao
AVISOS DIVERSOS
Alagase o 3* andar da casa n. 8 ra da
Imperatris, excellente morada ; trata-se na ra
do Imperador n. 61, 1 andar.__________________
Aluga-se casas a 84000 no becco dos Cu-
ihos, junto de 3. Goncallo : a tratar na ra d
Imperatriz n. 56.
AMA Precisa-se de uma, de boa conduc-
ta, para todo o servieo de o>ea da pequea fami-
lia e que nao durma fra ; na ra da Matriz da
Boa-Vista n. 3._______________
Precisa-se de perfeitas costureiras, paga-se
bom ordenado ; na ra do Imperador n. 50, pri-
meiro andar.
= Alugi-.-se o 2* andar da casa do Pateo do
Corpo Santo n. 17, sendo muito frese e com bas-
tantes commodos para familia, acha-se todo con-
certado, cado e pintado ; a Uactar no 3o andar
da mesma.
Aluga-'e o l- andar do sobrado n. 23 ra
da Penha, com agua e gaz, e muito perto do mer-
cado, o qual acha-se limpo por ter sido caiado e
pintado ltimamente ; a tratar na ra do Impe-
rador n. 31, armazem. do gaz.
Precisa so d-> ama ama cosioheira; na ra
Nova n. 51, pbarinaeia.
Uma senhora habilitada prupoe-sc a leceio-
nar primeiras lettras, graminatiea. aritbmetica,
etc., em aigum engenho : na ra Imperial junto
ao n. 146.
A!ugaseo2' e 3" andar (juntos ou sepa-
rados) da casa da ra larga do Rosario n. 37,
esquina defronte da igreja ; a tratar no pavimen-
to terreo, loja de cabclleireiro.
Alnga-se a casa da ra do Caj n. 26 : a
tratar na ra do Sebo n. 36.
- Qmn precisar de uma professora para en
sinar particular primeiras lettras, portuguez, dou-
trina, bordados, flores de curo, madi ira, papel e
paniio, francez e italiano, dirija-se ao Carcinho
Novo n .128; deixir bhete com Jmorada.
AMA. Precisa-se de urna, para caa de
familia; na ra do Cabug n.2-C
O bacbarel Jos Horacio Costa lecciona
preparatorios ra Primeiro de Marco n. 18, pri-
meiro *ndar.
AI-i.h-s' o armazem e 1- andar ruado
Imperador n. 39 ; a tratar com Luiz de Moraes
Gomes Ferreira.
Aluga-ac a casa terrea n. 129 ra Vidal
de Negreiros (Cinco Pontat), com 3 quartos, 2
gi andes salas e quintal grande ; a tratar em Fra
de Portas, ra do Pilar n. 56, taverna, at as 11
horas da manba, ou depcis das 4 horas da tarde.
O abaizo assignado possue uma propriedad**
Je trra com 800 bracas de testada e mais de
ineia legoa de fundo, contendo na rm sica proprie-
dade tres olhos d'agua permanentes, e tamban
bastantes arvoredos fructuosos, de divi rsas qua-
lidades. Dita propriedade sita na Canafistula da
villa do Pillar de Taip, na provincia da Para-
byba do Norte, un quarto de legoa para o povoa-
do de Canafistula de Joao Goucalus. Acha-se
tambem no mesmo terreno uma casa de telha e
taipa, sendo o terreno coberto a maior parte de
mata e capoero grosse e um acude : quem pre-
tender comprar, dirija se ao abaizo assignado, na
mesma propriedade, que achara com quem tratar,
e preco razoavel
Estevao Alves de Araujo Pereira.
Prccisa-ee de uma senhora solteira ou viuva
jara morar com familia nos arrabaldes desta ci-
dade, e leccionar portuguez, mucez. piano e ser-
vicos de agulha ; trata-se na ra da Moeda n. 9
ou nos Aflictos n. 13.
Precisa se de uma boa cusiuheira ; na ra
'ia Aurora n. 81, 1 andar.
Aluga-sc
o grande sobrado ra Imperial n. 8, que foi do
tallecido cooselheiro Jos Felippe, com grande
terreno, diversas fructeiras, agua encanada egaz :
: tratar na ra estreita do Rosario n. 8, escrip-
torio.
Capuuji'a
Aluga-se um sitio com arvores de fructo e casa
flfcta.da de novo ; n travessa das Pernsmbuca-
nas n. 1 ; a tratar na na da Concordia n. 57.
Ama
Precisa-sc de nma ama para casa de duas
pessoas ; na ra de S. Joao n. 55.
Ama de leite
Precisa-se de uma ama de leite ; na ra do
Alecrim n. 33
Professora
Uma senhora habilitada uas materias inherentes
a instruccao primaria, ofierece-se para lecc onar
- r; casas particulares ou em aigum dos nossos
::rrabald'-s ; a tratar na ra le S. Joao n. 55.
Ama
Preeisa-se de urna ama que lave, ngowme'e
i isinbe, e para o mais servieo de uwa casa de fa-
milia de duas pessuas ; na ra do Kan_'cl n. 55,
, ja.

Ama
Precisa-sc de uma onnlher de idade. que queira
ir para a cidade da Victoria para servir a uma
imilia de duas pessoas; na rna do Mrquez do
I Terral n. 124 se dar* intormaca".
Ama
Precisa-se de urna ama de meia idsde ; na raa
da Aurora o. 137.
Ama
Precisa-se de ima ama para comprar e cisionar
para casa de bomem olteire ; a tratar na ra de
Pedro Affcuao n. 22.

Aluga-se barato
Ra do Nogueira n, 13.
Raa do Bom Jess n. 47, 1. andar.
Roa dos Guararapes n. 96.
Roa Visconde de Itaparica n. 4, armaiem.
Travessa de S. Jos n 23.
As caaasda raa di- Coronel Suassoaa n. 141
Largo do Corpo Santo n. 13, 2." andar.
Crata-se na ra do Coirmercio n. 5, Io andar
tecriptorio de Silva fuimaraes C._________
!fl LACTE CfihME C ORIZA VtLOUTt
aos Consummidores
PERFUMARA ORIZA
PARS 207, Ra Saint-Honor, 207
OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA L.LEGHANO
devetn ae-u mieeeaao e favor publico !
X* Ao elidido crupiImo con sai i 2' A su (ullid lulttrtTil
lio lairludoi. ] i suavidad! do ui lirluii.
SE IMITA OS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA
mdj atUngir ao fteu gran de delicadeza e perfelcAo.
vendido por casas pouco honradas.
SAVON ORIZA VELOUTE
Kemwi do Catalogo lllnatrdo i pedido franqneado.
Aluga-se
o 2 andar e terreo do sobrado n. 35 travessa de
S. Jos ; o 1 e terreo do de n. 2J ra de Vidal
de Negreiros ; o 1 do de n. 25 ra velha de
Santa Rita ; o 1- do de n. 34 ra estreita co
Rosario ; o 1 do de n. 24 ra do Aragao ; a
casa n. 35 ra da Viracao, iodos limpos : a tra-
tar na roa do Hospicio n. 33._________________
Al liga-se
urna sala propria pxra escriptorn : na rna do
Bom Jess n. 38, 1 andar.
Aluga-se
a cusa e sitio a ra do For'e Coimbra n. 3, na es-
trada ni va de Beberibe. Os pretendentes dirijam
se ao cartorh do fallecido maj ir Porto Carreiro,
raa do Imperador n. 42, a entender-se com o Sr.
Pires Ferreira._________________
-
y&
Precisa se de nmi1 nma para cosinhar ; a tratar
no 1' andar n. ''i, ru* larga do Kosaiio.
AMA
I'recsae de mnia urna para
lavar, engonuiiar e fazer mais
alguna aervicos de casa de fa-
milia : menos comprar e cozi-
nliar : na'iMii do Hiachuelo n.
13.
Ama
Precisa-se de uma ama para cosinhar e que
durma em casa do emprego ; na ra da Conceico
n. 4, 1" andr.
\llll
Precisa-6e de uma ama que cosinha bem ; no
2' andar do predio n. 4 ra de anto Arnaco,
bairro de Santo Antonio.
Approximande-se o flm di anno e deso-
jando apresenttr aos nossos bons e benvolos
freguezes um sorlimento eompletamentenoTo,
liquidamos a pe<;os baratissimos uma grande
variedade de artigos e teeidos de seda, la,
linho e alguns cortes de casemira, ditos eir
pe^as, algodoes.madapoloes, toa Ibas felpudas
para rosto e bauho e muitos outros artigos
que nao deixaro convir.
Costumes de excellente tazndas para
senhoras 10$000.
Ditos ditos ditos para homens SS000
Hitos ditos ditos para crianzas 5|000
JIWO DO LO
..... I : -zm

WEmmo
Ama
Precisa-se de uma ama par.i ermprar e cosi-
nhar ; na na Duque de Casias n. 2-S, segundj
andar.
Ama
Precisa-se de uma ama que cosnbe bom, para
dnas pessoas em casa de homein solteiio ; na ra
da Palpa n. 37.
Ama de leite
Precisa-1 de um3 ama de leite, sadia e sem
filho, paga-se bem ; a tratar ca na da Mangueira
numero 15.
i.
wimti
Mnria o Livramento. velba oclagemiria e nn-
perim., pede s siman c^ridosas que Ibt n>ande
urna esinola dc]o ain r tle i > ug, M r no hocco
da Bemarcio n. 51. E' 'una obra de caiidade.
Tenden Iohmc u *attrt'in do pello 1(4
Uai o melbor remedie, que o PEITORAL DE
CAMBARA', e veris com vossi si rr'iiment des-
apparece. Vende-se na dragara dos u'iicos agen-
tos e d. -ostiarios aeraes pri.viuci, Francisco
Manoel da Silva C i ua do Marque* de Olinda
n. 23
Ans
ticul
ar
a par
IIn.i Mrquez de Herral n. 31
Anna IbeoJora Simoep, participa ao respeita-
ve publico e em particular aos pais o'e suas alum
as, que sua aula de instrueco primaria abrir-8'-
ha no dia 10 de Janeiro prximo vindouro ; ou-
tr09im, que contina a aceitar aiuoinas internas,
meio-pensionislas c externas
Recife, 30 de Dezembro de 1886.
'fio PE V^B^iHk E
de GRIHATJLT & C!J, Pharoaoduticos em Pars, 8, Raa Vivienne
Admittido na nova j,hamacopa offleial de Frang*.
Appiovado pela Junta central de Hygiene do Btazil.
Fazmn 25 annos que o Ferro, elemento principal do sangue, a Quina Real,tunic>
superior do systema nervoso e oPhosphato reconstiluinle dos ossos, foram combt-
.- suas qualidades tnicas e reparadoras dao excellentes resultados na anemia,
cblorose, leucorrhea, irregularidades de menstruagao, caimbra de
estomago consecutivas essas enfermidades, lymphatismo e todas as molestias
provenientes de empobrecimento do sangue. Excitando o appetite, estimulando
o organismo e seconstituindo os ossos e o sangue, o X ARO PE de QUINA e
FERRO de GRIMAULT & C'a, de$enoolve com rapidez as creancas debis e as
raparigas paludas e abatidas. Este xarope corta os ligeiros acceuo febri, humidade
das mos e suorei nocturnos; efflcazna diarrheas rebeldes, facilita as eonvalesoencas
difficeis e sustenta as pessdas idosas.
O VINHO de QUINA e FERRO de GRIMAULT & e, que possua as
mesmas propriedades do XAROPE, preparado com um vinho de Malaga, rico
e generoso e prtferivel para as pessoas que nao toleran xarope.
Deposito em Pars, 8, Roa Vivienne, e as principaes Pharoacias e Drogaras.
Borracha para limas
Vendm Rodrigues de Farih & C, ra do Ma-
ra & Barros ii. 11. s-juiiii d:i ru;i do Am.iiii.
Costureiras
Precisam- sf perfeitas, paga-se bom ordenado: na
ra do Imperador n. 50, 1." andar.
Criado
Pieeisa-se de rm criedo :na ra do SSeba nu-
mero 2b\
Porleiro
Precisa-se de um horutm para porteiro ; na ma
d> 8tbo n. 26.
Assisiente < xaminada
Firmina Merenciana Carueiro mndou sua re-
sidencia para o beccJ da matriz de Santo Anto-
nio n 9.
Pillas purgativas e depurativas
de Campanil!!
Estas punas, cuja preparacao puramente ve
ctal, teem sidj por mais de 20 annos aproreitadat
com os melhorcs resultados as seguintes moles-
tias : affeoeoes da pelle e do figado, sypbilis, bou
bous, esurufulas, ebagi-s inveteradas, erysipelas e
^iiiorrhia.
Modo (!< onal-as
C-^mo purgativas: tomr-ae de 3 a 6 por dia, le-
->. ndo-sc Hpos cada dsc um poueo dTagua aao$a-
in, cb ou caldo.
Como reguladorus : tome-se um pilnla ao jantar
Estas pilulas, de invencao dos pbarmaueuticot
Almeida Andrade & Filhos, teem veridicturp do
Sr. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
le mais recommendaveis, por serem um aeguic
Durgntivo e d pouca niela, pelo que podem ser
asadas tin v :.,:<;:
ACHAM-SE A' VENDA
n droparia de 'aria Moltrlnbo A
^1 BA DO MAKQUEZ HE OLINDA 41
CAPSULAS de GRIMAULT k C"
MATICO
AipreTid pela JtnU cintril di Eviene
publica i Brasil
Comtinafdo ia Etunca ia Matice
com o Balsamo ic Copahiaa
Remedio lntaiilvel para cura a
Oonorrbea, sem embaracar o
estomago, nem provocar repu-
aancia, efTeiio que sempre pro-
uzem todas as capsulas de co-
pahiba liquida.
Depoaito em PA.HIS :
Ph' GRIMAULT 4 C", I, ni Thicau
e as principies Pnarmacias a Drogaras.
Escola mix'i particular
Ba Velba n. AS. cana terrea
Laura Adelina Saraiva GalvSo, titulada pela
Escola Normal da sociedade Propagador, parti-
cipa aos pas de familia que a quizerem honrar
com sua confanos, que no dia 10 do enrreute abre
sua aula, contina a ecionnr em sna residencia
X supra-citada ra, as materias exigidas pelj ul-
timo regulamento da inetruefilo publica, reiteran-
do-Ibes as se uraiiCHS de que tudo envidir pura
que seu8 filbos colham tudns as vanta^ens que
tero di-eifo de aspirar.
tasas baratas para
:ar-sc
VINHO MARIANI
DE COCA DO PER
O vinho twariant que ioi eipifriuieniado nos iiospltaet Je Pariz,
proscripto diariamente com xito para-:omi>ator a Anemia. Chloroaa,
SUeatoes ms, Molestias das vina reapiratoriaa e Enfraqueci-
mento do i irgao vocal.
Os Medias* n eotmnendam-no da Persona /rocas e rlrliceulas. exhaustas pela mosota,
aos Veihos e Criancas.
E* o Reparador dai Parturbacoei digastlTa
o FORTIFICANTE por EXCELLBKIOLS.
o vinho MARIANI sarcoitraA fu cas* de
Sur. XAJUAJB-X, !V Varis, 41, Nile'iri Euwua; Vew-Tork, 1, Ust, il", Un*.
Em Pernamlmco : Fraaciseo K. da Sil.va V O*.
Agrimensor
Alfredo Duarte Ribeir", titulado pela escala
polytechiiica da corte, encarregase de quaesqoer
trabalhos re'ativos a s"h pnfiisSo. Pl ser pro-
cura io no engento fceira d Prata, estcalo de
Catcode.
200:000^_
Loteria de A'ag-is
s;\l!;u do corrente
In transfer vel
Bilhetes vernia na etsa feliz, Fraya
da Independencia ns. 37 e 39.
Compras por ataeailo
O f*ctioral de Cambar
tem prec<> especiaea para a luelles que compra-
rem grandes p':rr,oes. Distribn'-m se iuiuressos
qui m es pedir, contend as onudicoes de venda :
um ri a do Mrquez de Olinda o. 23, drogara do
nicos : gentes e depositarios geraes
Praneisen M. da hilva (Jj C.
Precisa-se de un
caixeiro no Hotel Lis-
bonense, becco do Caj
n. 40, com pratica
Um pe;feito cosinheiru, francez, recen-
teu-cQte- chegaJo da Eurjpa, offerece-so
para casa particular ou gotel, carta neate
jornal a-A. L.
Ao commercio
Os abairn arsignados participnm o corrinereio
que nesta data concordaran formar nova socieda-
de no armazem de fumo sito roa de iarcili>
DM n. 31, a qual gyra r o'Ora nova finua de SauUel Ecnaiy & Kanks. Keeife,
5 de Jneiro de 1 Saiiiuil Esna'y.
A'i.i pliD Banks.
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I Ptrramtmm. m PlllTlni cima rhio-M sm caas le HARISMEWLiY LABItiE, I, I a. i
SUU2EB t KOECHLIN. S. ra da Crm.
I'apagaio
Fugio da ra Direifa n. 23, no dia 6 para 7,
um papagaio falsdor, tom correnti' ; pede-te a
passua que o tcliou o xavor de o tiaacr, que sera
b* rn recompensada.
Medico
alugj
Aluga-se 1 andar do sobrado n. 13 e 74 na
ra de 8. Jorge, e o 2 mar n. 55 a rna da
Guia, todos com bastantes ctmmcdos pasa fami-
lia e limpos : a tratar na ra Augusta n. 286.
PH0SPHAT0 de GAL GELATINOSO
de E. LER0Y, Fiarmaceotico de 1" Classe, 2, roa Oaunoii, PARS
OSTEOUESEO tara o Duuriolvineito e a DMUfio iu Griaojas, coitra o Rachltisao a M4M'.ia tu tos.
Recommendamos este Xarope aos Medios c aos Doonles. de nm sabor agradavel, de assimi-
lacao tac e u.l vece- Mipcrior a lodosos aropesde lactopliosplialo iuventadospelaespccu-
O Sor. Pro(acr Bouciiut, Medico oo He^pifl da* Clkancai. {Qiesat das H&piUax, 19 de auto da la7#.)
VINHO PHOSPHATADO DE LEROY m^Sm
Anemia, Contumpco, Bronchite chronica,Tsica, Fraqueza orgnica, Convaleacencas drfflceis.
NDeposiiarios em Pemambueo : FBAN' M. di SILVA e C".
""
O Dr. Argollo, mudando-se temporariamente
para o Cazang por incommodos de sade, dar
consultas em seu consultorio as tercas e sextas-
feiras, das 12 s 2 horas da tarde. Para chama-
dos ua pharmacis oriental, ra estreita do Ro-
sario n. 3, em qualquer dis.
Joaquina Hanoel do Heco anclo
Francisco Manoel do Reg Barrete, sua senbora
e seus filbos, Guilhermino Joaquim do Reg Bar-
reto, su senbora e seus filbos, Balbina Joaquina
do Reg Cbagas o seus filbos, irmaos, cunbadas e
sobrinhos, ugradecem a todos que acompanbaram
os restos mortaes de seu mui presado irmao, Joa-
quim Manoel do Reg Barrcto, do engenbo Setu-
bal ao cemiterio publico da cidade do Cabo ; e de
novo os convidan] para assistirem as missas do
stimo dia que mandam celebrar pelo reponso de
sua alma, no dia 11 du corrente, pelas 9 horas da
manba, na matriz da cidade do Cabo e no conven-
to de Santo Antonio de Ipnjnca, cenfecsando-se
desde j eternamente grafqs.____________________
O O' Chni..niU, auter a d-aa-
vropr.jiades curativa. d-. H^pofabox J
ahitos no tratamento na tia ca pulmonar,
tem a honra do participar aos seus collegas
mcdicoi, qte os nicos Hyp >phcapuoa
reconh'-'.os e rcon;me'>Ja>',os por ea
ado os -jue -repava o 8r tswann, nhar-
maceutiio. ra O-siigtonn, Par
Os Xiropes de Hyppaioaphitoa aa
.Soda, ti,l e Perro veiidem-se em frasco
quadraaoB toud.-) o norac io IV Churcki
"90 viro, sua a*f7aura ao envoltorio *
'na tira d papel enc-unado jue cobre a rol ha. -
, Cada f-a3cc verdaaeuo wva alean a'iato a?
(BUroa d*. fabrica da Vha.-m-^la Swaaa.r
i Vondcin-rf eni tedat Pfa'Tn da.
Vinho verde puro
Tem o Ribeiro, ra larga do Rosario;
elle.
Turbina
Superior assucar de turbina, especial para
doce. RefinacSo Salgueiral ; 445 nnmero tele-
phonico. Ra Marcilio 'Oias n. 22.

Allendile
*
Anlonio Crrela d a*< u< ellos
Manoel Joaquia de Andrade e Jos Joaquim
de Andrade (presentes), Jos Corieia de Vsscon-
cell s e Thercza Mara de Jess, seus avs, Emi-
lia Candida de Vasconcelos, sna mai, e gnea
Candida de Vascoucello3, sua tia (ausentas), agra-
decem cor lialuenn* rodas as pessoas que se
dignaram acompaiihar os restes mortaes de seu
presadiesimo tio, filho e irmiso, Antonio Correia de
Vasconcellos ; e de ni vo convidara a todos os
amigos do fallecido a assistirem as missas do s-
timo dia, que mandam celebrar pelo reponso de
sua alma, quinta-feira 13 do corrente, s 7 horas
da manh'i, na igreja do Espirito Santo, por cojo
acto de caridade e religiao se confessain desde j
eternamente grato*.
Bouquets da ultima invencSo, para casamento,
etc., e tambem capellus mortuarias de perpetuas
fabricados por Jos Samuel Botelho ; a tratar na
ra do Bsrao da Victoria n. ?0, loja, e ra do
Mrquez de Olinda u. 43, loja. '
Virg-em
0 melhor e mais puro de todos os vincos de
mesa, que se encontram actualmente no nosso
mercado. Marca JSS Salgueiral. A venda na
travessa da Madre de Deas n. 21, Joao Fernandes
de Almeida.
. i
:..
vedm
alon tioncalves da Silva
A famil a do finado Jos Goncalves da Silva
manda celebrar missas por alma do mesmo, na
igreja da Santa Cruz, s 7 Ifl horas da manba do
dia 11 do corrente, stimo do sen failecimento.
Agradecida todas as pessoas que conduzram
sua ultima morada, manifestase igualmente
reenhecida s que eoiuparecerem a aquello acto
de religiao a caridade.
Ama
Precisa-se de uma ama para comprar e cosinhar
em casa de familia, mas que saiba fazer o servico :
na ra do Cabug n. 16, 3- andar.
Cosinkeira
Precisa-te de urna cosinheira ; na ra de Fer-
nandes Vieira n. 3.
Bom emprego de
capital
Vende-ae por barato preeo o sobrado n. 25 da
ra da Moeda, de um andar e sotao, slidamente
construido e em ptimo estado de conservacao,
rcndend-i animalmente 696f0O0 ; a tratar na ra
Liuque de Caxias u. 73.
Dispalo
Harta Carolina Ferreira de
Carvalno
Thomaz Ferreira de Carvalho, Joao Ferreira de
Carvalho, Auguat* Ferreira de Carvalho, Jos
Victorino de Paiva. Jote Francisco de Pau-
la Ramos, filbos, genros e mais parentes, sin
ceramente agradecem s pessoas que se digna
ram acompauhar os restos mortaes de sua sempre
lembrada mal, segra e av, Mara Carolina Fer-
reira de Carvalho, e de novo as convidara e aos
dermis parentea e amig.is, para assistirem as mis-
tas, que por alma da ineboia, serio resadas na
matriz da Boa-Vista, no dia 11 do corrente, s 8
horas da manlia. stimo do seu passamento, e per
cujo acto rar.'doso protrstam sua eterna gra-
tido.

Ciarinda Amalia de Uendonca
Manoel Cardoso Juui t, testamentara da mes-
ma, agradece a todos os seus amigos e ana paren -
t s da finada graca que Ihe fizeram de asistir
acompanhar ao cemiterio publico os restos mor-
taes da Kxna. Sra. D. Ciarinda Amalia de Men-
donca, pelo que summamente grato, rogando
anda o obsequio de assistirem as missas c me-
ment, que terao lugar no dia quarta-feira 12 do
corrente, no convento de S. Francisco, pelo s 7 ho
ras fia manba. pelo que ser eternamente rrato.
Major Miguel Joan-utn do II<-*.<*
darroa
Os filbos, netos, n.ras e genros do finado rraj.r
Miguel Joaquim do Reg Barros, possuidos do
mais profundo pesar, agradecem do intimj d'alma
s pessoas que se dignaram acompanbar os restos
mortaes de seu idolatrado pai, av e sogro sua
ultima morada ; e do novo ia convdam para as-
sistirem a* missas do stimo dia, que por sua alma
mandam resar na igreja do Monteiro e capella de
Apipucos, s 8 horaa d* manba do dia 12 do cor-
rente.
Os abaizo assignados declaram para os fins con-
venientes, que amigavelmente dissolveram a so-
ciedade que tiuham no eetabelocimeato de buhar
no andar terree do sobrado n. 83 da ra do Im-
perador desta cidade, e que gyrava eob a firma
commereial de Matt-s & Campos, ficando o socio
Mattos responsavel pelo activo e passivo do refe-
rido estabeleeimento, visto o socio Campos ter se
retirado satisfeito do seu capital e lucros. Recife,
31 de Dezenbro de 1886.
Jos de Mstos e Si]v*_.
Antonio da Silva Campos.
Aprovcitcm!
Bazar de pausaron
Ra do Bom Jess numero 28
Este estabelecimento para acabar, est venden-
do todos os passaros, gaiolas e gen ros existentes
no mesmo, tudo por pr*co o mais barato possivel,
so para liquidar.
Bellezas do Recife
Polka para piano, composicao do Sr. Misael
Domingucs, autor das polkas M.imai j diese,
Calouros e Zaza : venda na casa Vctor Pralle
buccessores, ra do Impcrsdor u. 55.
Corinheiro
Precisa-s.'- de um cosinheiro com urgencia ; no
Resiaurant Lisbonense, becco do Csj n. 40.
Especial
Magnfico assucar refinado, tem igual nese
mercado. Refinucao Salgueiral, 445 numero tele-
pbonico. Ra Marcilio Dias n 22.
Cosinheiro
Precisa -se de um, a tractar, rna do Commer-
cio n. 44.
CONTINUA ATE' 0 FI CO HBZ
AU BON MARCH
XRa iluque de Caxlas81
PARA ACAB4I,
Aproveiteiii anlcs que se acabe
CAWBRAIAS BOBDADAS
Camisas de linho com e sem collariiiho
e setins finos de todas as cores
Por melade do pre^o
S NA LIQUIDA CAO
AL B0r\ MARCH
81-Rna Enfw i$ Caxias-81
(tv
I
i
'

-. ^.. ... .,..1.1 -. I f, I^^.
.

______________________
aaBaaaaaj
W


.'-.


Diario de PernambneoTerfa-fcira 10 d Janeiro
7
Para engommar
Precifa-se de wm mo par engommar e outrs
services domsticos ; uo 8- ad*r do predio d. 42,
?roa Duque de Csxias por cima da typograpbia
do Diario.
II
PASA TISfilEA
Yenda de engento
Vendc-se o engenho 8erra da Prata, outr'ora
Casadla, eopoiro, a urna lvgoa de Calende, com
terreno oar '.OOQrpttVs de apucar, de muito boa
prudut-eSo para diversos l-gumes, boa casi de
vivenda, destitaco, case de rarinha movida s
agua, >tnbrw, Fus-se negocio a prnao, com algom dioheiro
>ista : a tratar com o pri'prwtario, no mesmo en-
gento, Pria>c-io Duarte Ribeiro.
barba e os cabellos \ Leilura para sculioras
l
)


Esta tintara tinge a barb e os cabellos ios-
taataMjiiueate, dando-Ibea uina bonita cfir
e natural, inofensivo o sua uso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA FRAtfCEZA E DRO-
GARA de Raqo>yrol Freres, successores de A
CAORS, ra do Bom-Jesus (antfra, da Oros
n. 22._________________________________
Curso primario e se-
cundario
Ra Mrquez de Herval n 33
Jos de S< uza Qordeiro Simoes, participa ao rea-
paitavel publico e era particular aos pas de seos
aleamos, que sau eatabelecimento Oe instroccao
primaria e seeondaria abrir-se-ba no da 10 de
Janeiro prximo vindeuro; outrr.eioi, que contina
a aceitar alumno internos, meis-pensionistas e
externos.
Recife, 30 de Dezembro de 1886.
Aula particular
r Francisca Luisa Sampaio, declara asa paie de
anas alumuas e ao publico, que a sua escoto con-
tinuar na mesma casa 4 ra de S. Jorge n. 119. e
as aulas comecarito a funccionar a l de Janeiro.
Professora
gluma senliora coiapetenli>mpnte habilitada, pro-
[6c-se a liecionar eu> rvllcgios e canas particula-
res, s beguintes materias : p rtugu'-z. francs,
onisxi <- iii'uo ; a tratar na ra do Mrquez do
Hev-I n. 10.
e dourados a 2,5000.
dourados a 500 ris o
VENDA*

Tainhas
Vende-se tainhas
de superior qualidade,
em quartolas eem bar-
ris, mais barato do que
em outra qualquer
parte; na ra de Pe-
dro Affonson. 11.
Broches nikelados
Bonitea grampos
10890.
Esplendido tortimento de galoes de vidri
lho.
Grande variedade de leques de aetim a
40000.
Frizadores americanos para cabello a 300
ris o maco.
Setas de pbaotasia para cabello.
Bonita collecglo de plisss a 400 ris.
Brincos i.nitaco de br'lhnte a 500 ris.
Aventaes bordados para cranlas a 2^000.
Cbapus de fustao e setim para crean-
9*8. _
Sapatos de merino e setim para crean-
gas.
Meias brancas e do corea fio de Escocia.
Pomada de vozelina de diversas qualida-
des.
Sabonetas finos da vogelina e alface.
Extractos finos de Pinaud, Guerloin, e
Lubi.
Lindas bolsas de coaro e velludo.
Fichus de 12 para senhora a A^OO.
Sapatos de casemira preta a 20000,
Thesonras para costura de 400 ris a
36000.
Pacotes de p de arroz a 300 ris.
Fitas de todas as qualidades e cores.
I ni mensa variedade de botoes phantasia.
E milhares de objectos proprioa paro tor-
nar ama senhora elegante, e muitoe ou-
tros iodispenaavois para uso das familias
tudo Dor precos admirav el mente mdi-
cos
t
' EXPOSITION
Miiiille I0r
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constantemente as cores da moeidade,
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Corre quarta-feira, 12 de Janeiro.
lm vigsimo d'esla importante lotera est habilitado a tirar
20:0O0$0O0
por precoa
\a Graciosa
-Ra do Crespo -
Duarte &C.
Para quem queira
principiar
Vende-se a rmaciio existente na casa sita roa
de Padre Muniz n. 5, e garante se as chaves da
mesma : a tratar na estrada de Lua do Reg
numero 40-K.
Oleo para machinas
Superior qualidade, a 6*400 a lata de cinco
galoes ; vende-se u> fabrica Apollo e em seus
depsitos.

!

Aos .000.000S000
200:000^000
100:0001000
LOTERA

i
:*
.llni.
1-1
Em favor tos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBGO
Extraccao a U lo Maio fie 1887
0 thesoureiroFrancisco Gonfal?es Torres

D*-
| A M VERASSe C j
MEDICAMENTOS FUNDAS E TINTS DE'
PHARMACE UTICO
TOt CHIMICO-PHABIKACEUTICOt E
=-| ESPECIAUDADES DO Tul
H
s> '
_
-/
^^'-5 7, Ra do Dnpe de Caxias,5 71-
Durante o anno nodo aviarain-se 10:118 reoeitaa, deatribuidas peloa segunte
Ilustres mdicos :
Barros Carneiros 2,553, C. Leite 1,224, C. da Cunha 669, Adpiao 469,
Loureiro 389, Mello Gomes 325, Cysneiro 322, Andrade Lima 219, Santa Rosa 198, Tei-
xeira l92, Ferreira Alves 191, Malaquias 179, Pontual 164, Barreto Sampaio 156, A.
Vejloso 151, Coutinho 149, Maia 141, Matheus Vas 140, SiirSea Barbosa 134, Bandeira
131, Berardo 129, Argollo 118, Cerqueira 118, Curio 118 Ferreira 116, Barros Sobrinho
114, S Pereira 105, Jos Flix 88, C. Le2o 85, PitaDga 82, Bonnet 74, Joao Paulo
70, Costa Gomes 61, Carreiro da Silva 57, A. Gaspar 56, Seva 54, A. BeltrSo 54.
L. Pessoa 50, F. Velloso 49, EstevSo 46, B. Moraea 40, Soares31, Themudo 28, G.
' Lobo 27, Maduro 25, Bettencour 20, Imbassahy 15, Paula Lopes 15, Moecoso 14;
Castro 14, Cmara 12, V. da Cunlia 12, Seixas 12, Souza 9, Bottas 8, Vasconeellos
8, F. Barros 7, M. Barreto 6, Taques 6, Dourado 6, Coimbra 5, Domiogues 5, Leo-
poldo 5, M. Falcio 5, Calistrato 5, Virgiiio 4, P. Moreira (dentista) 4, BalthaBar 4,
Lyra 3, F. BeltrSo 3, A. Serapbim 3, P. de Brito 3, Chateaubriand 2, Nereu 2, B.
Falcao 2, Cavalcante 2, Basilisco (dentista) 2, Lagreca 1, Tristao 1, JoSo Raymundo
1, T. Hornera ).
N'este estabelecimento continua-se com a actividade e perfeijlo para'tod a
manipulacao que lbe for confiada a qualquer hora do dia ou da noite para o que tem
na sua frente urna campa elctrica afitn de aecudir com mais promptidSo aos chama-
do* da noite.
SJ^Indica-se a residencia de todos os medicas da capital.
Tiran i rafe
Vende-se a taverna bem afreguezada, no Forte
de M .ttoa, o motilo da venda se dir ao compra-
dor : a tratar na roa de Maris e Barros n. 9.
Liquidado de fin de
auno!!!
S9--BU DUIII til 6utU~59
Lindissimos riscadinbos a 160 e 200 ra o co-
vado!
Nanank, cores firmes, a 160 o dito !
Cretoo.es claros e escoros a 240 e 280 o dito !
Popelinas com listas de seda a 240 e 280!
Meias superiores para crianca a 24 a dozia !
Onardanapos de linbo bordados a 3 a dita.
Atoalbans alvo,2 larguras, a 1J20J o metro!
Bramantes superiores a 900 e 1 200 o dito!
dem de puro linbo a 21 o dito !
SetiDetas lisas e bordadas a 40 o cavado !
Retalbos de setias e sedas que se liquidam por
metade doeusto.
Setim maco de cores a 800 e 1J o covado .'
Popelina de seda branca a 500 rs. o dito de
800 rs.
Pannos de difierentes cores para mesa a 6C0,
14200 e 1*600 o covado.
Damascos de lis para eolias, 2 metros de lar-
gara, a 1*800 o dito 1
(bretones assetinados, ideo, a 8G0 o dito I de
1*500.
dem com lindas paisagens para chambres a
400 rs. o dito.
Cortes de casemira inglesa a 3*500, 4*500 e
6*000.
Cheviots superiores a 3* o covado, 2 larguras
Casemiras diagonaes a 1*800 e 2*400 o dito.
Flanella americana szul, a 1*400 o dito !
Fichus de la a 1*500 e 2*.
Chales de casemira bordado a seda a 6* sao
de 15* cada um.
Capas de l de todas as cores a 3*, 4* e 5*.
Esgnioea para oaaaquinbos a 4* e 4*500 a peca.
Madapollo americano a 5* e 6*, 24 jardas.
Camisas para, senhora (s-io bordadas) a 3*500 e
5*000.
Saiae de exceliente fazenda a 3*500 e 4*.
Vestnarioa de la para criancas, de 15*, para
acabar, a 7* e 8*.
Cortes de fostao para col lete a 24!
Grande poroto de letalhos de chita, brim, lis
e muitos artigos que se ven iem l.arato.
Chapeos para criancas a 3*.
dem para scnboras, de 12* e 15*, para liqui-
dar, a 6 i e 7*.
39-Ria Doqoe de Caxias-59
CamdaMa&C.
A Revoluco
A' ra Duque de Casias, resolveu vender
os seguintes artigos com 30 /0 de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Ver para crer
Cachemira bordada a 1*500o covado.
Mirins de cores finos, a 900 e 1*200 o co-
vado.
Ditos pretos a 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e
2*000 o covado.
Lis mesclaOas de seda a 600 ris o covado.
Ditas com listrinhas de seda a 560 ris o dito.
I
246:000*000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
INTRANSPERIYEL!
Corre segunda-feira, I de Janeiro

lotera de alagoas
2OO-.00C4OOO
Esta acreditada lotera corre ter^a-feira, 11 de Janeiro


;
i
i -




P
PURGATIVO
OE
ROG
C
PODRE PURGATIVE DE ROG
APPROVA^A DA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS
Nenhutn purgativo tem gosto to agradavel nem proiu\
effeito mais certo. Numerosas observacbes nos hospitu de Part
demonstraram que os seos effettos sao constante:
Com o P DE ROaqualquer pessda
pede preparar urna bebida purgativa,
laxante e refrigerante. Conservas'' e trans-
portase fcilmente.
O P DE ROG nico e authentico
vendido em vidros envolvidos em papel cor
de aran/a trai a assiriiatura
v do inventor em/vente
Ditas com belinhas a 600 ris o dito.
Lindas alpaeas de cores a 440 ris o covado.
Las com quadrinhos, a 400 ris o covado.
JJGaze com bolinhas de velludo a 800 ris o co-
vado.
Setim maco lavrado a 1*300 o eovado.
Seda pal ha a 800 ris o covado.
Ditas de corea de 2* por 1 000 o covado.
Setim maco liso % 800 e 1*200 o dito.
Gros de aples preto a 1*800, 2*000 e 2*500
o covado.
Setinetas lisas a 320 e 400 ra. o dito.
Ditas de quadrinhos a 320 rs. o dita.
Ditas pretas finas, a 500 rs. o dito.
Fustoes brancos e de cores a 320, 400, 440,
500 e800 rs. o dito.
Zephiros finos, eseosseses, a 500 rs. o dito.
Zephires de quadrinhos a 180, 200 e 240 ris o
covado.
Zephiros lisos a 1(000 o dito.
Alpaeao de cor para pahtot, a 1*000 o dito.
Velludilbos lisos e lavrados a 1*000 o cavado.
Cretonas finissimos a 240, 260 e 240 e 300 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 360, 400 e 440 ris o dito.
Colchas brancas a 1*800 ama.
BSeda escosseza a 360 ra. o covado.
Colchas bordadas a 4*, 5*, 7*, e 8*000 orna.
Ditas de crochet s 8*500 dita.
Camisas bordadas para bomem a 30*000 a du-
ia.
Ditas para senhoras a 30*000 a dita.
Cortes de casiaira finos de 3* a 8*000 umi '
Caaacoa de laia a 10/00 am.
Fich de retroz a 1*008 um.
Ditos, de pe lucia a 6*500 uro, (bordados).
Cachemira de cor a 1*600 o co'ado.
Flanella americana a 1*400 o dito.
Cortinados bordados a 6*000 e 7*000 o par.
Ditos de crochet a 24*000 o par.
Meias para homens de 2*40 a 9*000 a da-
lia.
Ditas para senhoras de 3*000 a 12*000 a do-
zia.
Mantilhetas de seda a 6*000 ama.
Espartilhos de caraca a 4*000, 5*000, 6*000
7*500 um.
Toilett para baptisado a 9*000 e 12*000 um.
Lencos brancog e com barra a 2*000 a dozia.
Anquinbas a 1*800 rs. ama.
Brim de linbo de cor a 1*000 a vara.
Dito pardo a 1*000 a dita.
Esguiio amarello e pardo a 500 ris o covado.
Chales de mirin lisos a 1*800 um.
Ditos estampados a 3*000, 3*500 e 4*000 uro.
Cortes de cachemira psra vestidos a 18*000
am.
Redes Hamburguesas a 10*000 ama.
Panno de crochet para cadeiras e"of a 1*000,
1*200, 1*600 e 2*000 um.
Henrique da Silva Mortira.
600:000$000
Esta seductora lotera corre sexta-feira, 13 de Janeiro de 1887
Um vigsimo habilita a tirar 30:00^1000
Os bilhetes dcstas acreditadas loteriasacham-se venda na
RODA DA FORTUNA
36-Rua Larga do Rosario--36
Bernardina Lopes Alheiro.
Cocheira venda
Vende-se ama cocheira com boas carros de
paseeio, bem localisada e afreguezada, per preco
mullo mdico em rsz&o de sea dono nao poder
administrar por ter de faser urna viagem ; os pre-
tendentes acbarao com quem tratar i roa laque
de Caxias n. 47.
MMMam
HOJUA/S,___________
P CLftv Vende-se m toda i irts
200:000$0OO
lotera di mu do pihv
EUllICCiO D4 4* PARTE DA I* LOTERA
EM BENEFICIO Da SAHTA C1SA DE MISERICORDIA
Terca-feira II de Janeiro
AO MEIO DIA
Esta lotera, por algum tempo retirada da circulajao, devido a grande guerra que
lbe promoveram, como do dominio publico, vem novamente tomar o seu lugar de
urna das vantajosas loteras do Imperio.
O agente pede ao respeitavel publico a sua benvola attencSo para o plano das
LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso publicado nos jornaes e impresso no ver-
so dos respectivos bilhetes, O plano desta lotera o nico que em 50.000 nmeros
distribue
12.436 premios, o a qaasi a quarta parte!
Anda mais : esta a nica lotera que premia todos os nmeros cujes dous al-
garismos finaes forem iguaes aos dos
QUATRO PREMIOS MAIORES
A SABER:
100)S s duas letras finaes do premio de...................... 29r^nfivv
60 s duas letras finaes do premio de...................... ^n^Sn
50 s duas letras finaes do premio do...................... nAAnf
40(5 s duas letras finaes do premio de...................... 10:0000000
n
Tambera s5o premiados todos os nmeros das centenas dos quatro primeiros
premios.
Alm destes, tem esta lotera grande quantdade de outros premiOB de bastante
importancia. E' tambein esta a nica lotera que garante quem comprar 100 nme-
ros de terminales diVrentes 32 1/2 % independente dos premios avultados que
posEam sabir na extraccao.
TODOS 0$ PREMIOS SAO PACOS SEM DESCOMO
A's extractes sao feitas em edificio publico e sob mais severa fiscalisacSo por
parte das autoridades. .
Os bilhetes acham-se venda na agencia e em todas as casas, em Santos, Sao
Paulo, Campias, Rio Grande, Babia, Cear, MaraohSo, Para, Amazonas e em Per-
nambuco rua Nova n. 40 CASA DO OURO.-
0 agente no Rio de Janeiro
Augusto da Bocha Honoiro Gallo
25Ra de Uragnyun23
i
Gotta, Eheumatismo, Dores
Soluqo do Doutor Clin
Laureado da Facuidad* da Medicina de Pars. Premio Kontyon.
-----------..'
A Verdadeira Solacio CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Aifecr/des Rheumatismaes agudas e chronieas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulare e mustulares, e todas as vezes que necessarlo calmar os
aoftnmentos occasionados por estas molestias.
A Vetdadeira SolucSo CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
tm Umi txplicacio datalhadaacompanht cada frasco.
Exigir o Verdadeira SolucSo de CLIN 4 Cie, de PARS, que se enoontra tm
^ cata dos Droguista PharmaceHticot.
A'Florida
Ena Duque de Caxias n. IOS
Cbama-se a attencSo das Exmas. familias para
os preeos seguintes :
Lavas de seda preta a If OOOJo par.
Ciatos a 1#500.
Lavas de pellica por 2*500.
2 caizas de papel e en velo pea 800 rs.
Lavas de seda cor granada a 2J, 2*500 e 3f
o par.
Suspensorios p&ra menino a 500 rs.
dem amer.canos para bomem a 3*.
Meias de Eseossia para crianea a 240 rs. o par.
Filas de velludo n. 9 a 600 ra., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 2*\ 3*, at 8*.
Ramea de flores finas a 1*500.
Luvas de Eseossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1* o par.
Porta-retrato a 500 rs., 1*, 14500 e 2*.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. um.
Rosetas de brillantes chmeos a 200 rs. o par.
Quarnicoes de idem idem a 500 rs.
Anquinbas de 1*5B0, 2*, 2*500 e 3* ama.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilbo Boa Figura a 4*500.
dem La Figurine a 5*000.
dem estreitinhos com 10 metros a 800 e 1*000
a peca.
Pentes para coco com inscripcSo.
Babadores com pintura e insenpeoes a 500 rs.
Para toilet
Sabio de areia a 320 ra, um.
dem pfaenicado a 500 rs. um.
dem alcatrSo a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem de alface a 1*000.
Agua celeste s 2*000.
Agua divina a 1*500.
Agua Florida a 1*000.
Macacos de seda a 100 rs.
Meias brancas para senhora a 3* a dusia.
Eslojos para crochet a .$000 .rs.
Linhas para crochet cor de creme 200A
Linbas para crochet de seda mesclada 300 rs
Bico de cores % 3, e 4 dedos
de largura a 3*000, 4*000 e 5*000 a peca
BARBOSA & SANTOS
WHISKY
ROYAL BLEND marca VLADO
Este exceliente Whisky Escesses preferive;
to cognac ou aguarden. de carina, para fortifica/
> eorpo.
Vende-se a retalbo nos k. ^heres armasec*
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marc VIADO cojo n -
ne e emblema sao registrados para todo o Brass
BROWNS Je C, agentes__________
Veodc-se
urna casa com boas acccmmodacoes, sita em un i
das meibores ras da freguezia da Boa- Vista ; a,
tratar na ra Vidal de Negreiros, casa n. 138.
ATKINSON
PERFUMARA INGLEZA
afamada ha mu de ara Mcnlo; cede tou
u oatr*j>lo sen pe rame delicado e exquisito.
Trisa Mbdalhas de cro
PARIZ 1S76V CALCUTTA 18M
PU axra- fina ei-cellenria de nm qnaiidad.
ESSEHCTA BE WHITE ROSE
rRlMGffAHIE I TUN-TUN
STEPBWflTIS I OPOPOIiZ
oalros moitos verlumet conhecidoa pea so
qualidade e odor delmUve! exquisito.
Afamada ___
AGUA DE COLOfflA BE ATIIISOH
BcomparaTel pelo sea perfume concentra ;5o.
Sopcnor &o producios similares rendidos,
sob o mesmo nome.
bslrs-SCiiietoiiosfcpeiaitiiArifUi
J A E. ATKINSON
34, Od Bond Street. Londres.
MjirctdeFabricaUrna "Rom onece*
obre uua ** Lyra de Oaro. ".

i. '
I
i
ffra



r


iHiiTo de i crnaHibucuTcr^-*ftra 11 de Jftiicro
L!TmtMP
WYIER DE M0MPI\
Como poH| adecer lhe tudo. bondoso! E' tZo bom como o propno
qusnto tem feito por | Deus I balbuc-ou Leontina,, fitento os seuf
Nao me sgradecsndp, e repetiodo-me formosos olhos inundados de lagrimas de
L
TRADUC^AO
DE
PALERHO DE FAWA
(Continuado)
XH
MABICIO E LEONTIHA
E porque ?
__ N*.o est convencionado, entendido,
e pe'rfeito ment determinado entre nos
rae, de futuro, cstavam acabados os ceri-
mooiosos tratamentos de tenhor, e que se-
rian completamente snpprimidos em s
nossas conversacoes intimas ?
E' verdade.
E entSo ?
a r Mas, meu amigo, parece-me...
a Parece-lhe muito malf interrompeu e
artista ; acaba *gora musmo de me cha-
r mar senhor Mauricio 1
, Julga isso. ?
Estou certo, ch perfeitaraente certo,
e nSo o est menos do que eu. Vamos,
seja franca: NSo v rdade que sabe
muito bem quo faltou s nossas
cSes?
E' que...
O que ?
Eu... nSo me atrevo...
NSo se atreve 1. exclamoa. Mau-
ricio, deixando a palbeta e os piaceis, e
vindo ajoelhar-se junto de Leontina, e
aportando entre urna das suas a mao della,
. e porque nao se atreve?.. Sou entSo
muito roo, e metto-lbe muito medo ?
NSo por isso...
Porque entao ?
__E' porqte... essa familiaridade. .
Incommoda a, talvez ? .
__Oh I como mo isso que est d-
jiendo I replicou Leontina, pegando as
mos de Mauricio, e apertando'as as uas.
NSo pode acredtalo, estou certo.
Finalmente, diga o seu pensamento ?
Sabe muito bem, meu amigo, que
nunca, na minha existencia d'outr'ora, ti-
nha sequer pensado n'esse sonbo de felici-
dade de que me vejo cercada aqui. NSo
lhe devo tudo ?... Nao me protegen ?. .
NSo me recolheu em sua casa? Nao
me salvou ?.. Finalmente, nSo meu
irmSo?...
- Para que Berve recordarme rudo
muitas vezes que feli.
Oh m, de certo... feliz !... Sou
feliz !... Muito feliz 1... disse Leontina,
cedendo a nm enternec ment involuntario,
ao roesmo tempo que as lagrimas Iba hu-
medecaos as palpebras, e cahiam como pe-
rolas sobre as mSos de Mauricio.
O artista estova tambero profundamente
commovido.
Levan tou-ge vagarosamente, deu alguna
passos pelo atelier, depois vcltou a~t>jo-
lhar-se junto da adoravel creanca, que o
segua com o sen bello olhar molhado pelas
lagrimas.
Leontina, disse elle com voz roeiga e
muito baixa, peco-lhe, supplico-lhe, que
nSo torne a fallar-me de reconhecimeoto...
tenho urna razio para lhe pedir isso...
Urna razao ? I... Qual ella ?
Se una de nos deve racon he ment
ao ontro, son eu o devedor.
E' possivel, Mauricio ?!!... mur-
murou ella, sorrindu.
Sim, en.
Deve concordar que inverosmil.
- E, no em tanto, rigosoramente exa-
cto.
Tenbo curiosidade em ver como o
o artista, sempre ajoeihado
prova.
E' muito fcil.
Diga.
Confessa que feliz, nSo verda-
de ?
E Deus bem sabe quo verdade.
EntSo parece-lhe poueo ver junto de
conven- mim urna pobre creanca, tSo injustamente
desgravada durante tantos annos, e ouvir
essa creanca dizer com a sua voz tSo mel-
ga que me deve urna parte d'essa felici-
dade?...
Oh se soubesse como me palpito
alegremente o coracSo ao ouvir essas pala-
vras...
< Se soubesse como o pensamento de
que contribuo para a felicidade de alguern
me torna venturoso...
c Entao a intelligencia eleva-se e en-
grandece-se; as nobres faculdades centu
plicam-se ; o presente parece risonho, e o
futuro luminoso !...
O nico pensamento, Leontina, de que
ao entrar para casa encontrarei nm sorrso
meigo para receber-me, um olbar amigo
raSo delica-
que
I3SO
Deixe-me fallar, Mauricio... quero
responder a sua censura de ha pauco Des-
de que estou curada, desobedeci-lbe por-
ventura no quer que foese ? Ojiando
o medico me permiuio que me levantasse
do leito ero que soffria havia tonto tempo,
e que pedi o meu pobre vestido de 1S, re-
cusei utilisar-roe dos ricos vestuarios que
tinha mandado fazer para mim ? Eis o
que me pwdio, e fil-o coro alegra. Ob
nSo ioi por presuropcSo, roas porque me
parocia que nSo era bom reconhecer a sua
inexcendivel bondade, recusando as suas
attencoes tSo delicadas. Teimou em que
eu me installasse no Beu quarto, emanante
ia dormir para o do seu amigo Gilberto.
Fiz alguma objeccSo?... Emfim, quer
tratar me como se fosse sua irmS.. nSo
lhe chamo, por acaso, meu irmao ? NSo
me estima como uro irmSo ? Diga, o que
tem a cerosurar-me?...
Tenho a ceosurar-lhe, minha querida
urina, o fallar-me constantemente do
seu reconbecimento.
E de que hoi de fallar-lhe ?
De tudo, excepto d'isso.
algria sobre
diante d'ella.
Ah I disse Mauricio, sempre com o
arden te enthusiasmo habitual sua orga-
nisacSo tSo rica e tSo generosa, nSo o
bom anjo do meu lar, Leontina?. .. De-
pois que asta aqu abunda o trabalhol. ..
Ha tres mezes corneja va a faltar-roe o di-
nhe'ro, pensava j ero drigir-rae ao roeu
procurador, e abrir uroa brecha no meu
humilde patrimonio, quando, de repente,
uro velho quadro pintado na Italia, e que
tinha ef,quecido completamente em casa de
um vendedor, honrado por acaso e por ex-
cepcSo, enontra nm comprador inespera-
do. .. e que comprador I Um rico ingles,
a quem o interior de osteria por mim re-
produzido dispertou uroa recordacSo;,
que, se.ro regatear, deu pelo quadro qoa-
tro mil francos, sto tres vezes roais do
que elle valia I... E isto nSo tudo an-
da. Desde entilo, tres pastis ronderam-
roe dous rail dusnntos e aioeoenta francos,
e nSo sei como h'ei de satisfacer a todos os
pedidos dos negociantes de quadros quo
disputara por cansa domis' insignificante
esboco.. Leontina, ao entrar n esta casa,
trouxe comsigo a felicidade... nSo se ad-
mire portanto de a sentir no seu coracSo.
Se se fosse embora, levbl-a-hia comsigo !
E no e rotanto, meu amigo, balbuoiou
a formosa coanca, nSo posso ficar aqui
eternamente.
Porque nSo ?.. NSo livre ?
E o roeu trabalho?...
E os meus pinceis ?...
E' preciso nao'gastar os seus pin-
ceis por minha causa, Mauricio... nSo lhe
pertenceu entSo ? perguntou o artista ex-
tremamente admirado.
- SSo o dote que um dia offerecer
aquella que for sua mulher. '
Minha mulhcr !... repetio Meuricio,
fitando em Leontina longo 8 penetrante
olhar.
Decerto. Uro dia,. meu amigo, *oa-
sar-se-ha, pele menos assim o julge.
Mauricio iicou calado alguns momentos.
Pareca reflectir. Depois murmurou :
Talvez tenha razio, Leontina.
NSo talvez, certo.
Sim, um da casarei...
Bem v que tenho razSo...
E ser breve, talvez.
O seu proced ment sernobre e sen
para cruzar-se com o meu, a
da que se estende para mim, um coracSo,
emfim, palpitar, porque eu imped que se 8ato, meu amigo, no dia em qtu| fizer a
gelasse... s este pensamento, juro-lh'o,; frlicidade do urna, menina digna do si...
centuplica as forcas de um homem e d-! responden Leontina, com voz lento e suf-
lhe a cpnseiencia sincera e nobra do seu focante, o empallidecendo, mas abafando
proprio valor !... a dr agudissima que acabava de sentir
EntSo nSo ha roais fadiga, nSo ha sof-1 no coracSo.
frimento*, nem desanimo, nem duvida. E, Houve novo e mas prolongado silencio,
tudo ieso, Leontina, paia u artista, a fe-i No fim d 4 ou cinco minutos, a exprs-
licidade da existencia, a alma do talento, ojtgo da physiooomia de Mauricio inndou
relmpago do gen'o I... completamente.
Portanto creia-me, e basta olbar para | De pensativo e serio que estova havia
se convencer : ha seis semanas que pode alguns instantes, tornou-se alegre,
vir sentar-se junto de mim, e tenho feito
n'essa seis semanas raais progresBos do que
havia feito ero dous annos.
A luta nao me assusta ; longe de evi-
tal a, procuro-a. O trabalho para mim
mais querido, e tenho f na victoria.
i Siro, sinto-o; e nSo da minha parte
uro orgulho insensato ; tomar-me bei um
grande artista, e d--vel-o-hei a si, Leon-
tina.
Talvez me deva a vida, isso verda-
de; maB eu devolhe no presente a cora-
F0LHET1M
0 OORCUNDA
POR
IALD 7a.L
TERCEIRA PARTE
AS MEMOBIAS DE :s;3
(ContinuacSo do n. 6)
gem, a f, a perseverauoa; deverlhe-he
do futuro a fama, e talvez a immortoli-
dade 1
Bem v* que sou eu o devedor, e que
tem feito tonto em meu favor, que nunca
poderei pagar-lb'o.
CAPITULO XIII
AMOB
Mauricio !... Mauricio 1.
Como
O artista perguntou, sorrindo, o conti-
nuando a conversacSo exactamente no
ponto ero que se havia interrompido:
Cr entSo que seria bom marido ?
Oh! sim I murmurou Leontiaa oom
um suspiro involuntario.
eu creio-o tambero, porque sem-
pre se bom marido quando se ama a
a mulhor ; e eu nSo casara se nSo com
aquella a quem adorasse com todas as for-
jas do seu coracSo e da minh'alma.
E encontrar quem esteja nessas
condicSes ?
Sim, porque a encontrarei j.
Ah I exclamou Leontina, quu sentio,
ao ouvir pronunciar estos palavras, um fri
mortal peroorrer-lhe as veis, ao mesmo
tempo que um estremecimento nervoso lhe
agita va todas as fibras do corpo, desde a
planta dos ps at raz dos cabellos.
Encontrei-a, repetio o artista, que
pareca nao ver a palidez crescente e a
terrivel commogSo de Leontina, encon-
trla; a minha escolha est feito.
re oriunev reuna todas as suas
seus labios, que haviam eropal-
epentinaraente, entreabrirn)-se
Os sorriso, que desejava ser alegre,
trt triste, e perguntou :
E' bonita ?
Eacaatadora.
Alto ou baixa ?
De estatura mediana.
(Morena ou loura ?
Lonra como Venus.
E' boa?
Aondader erponsabilsada.
Rica?...
NSo, roas solo-ha, porque trabalha-
rei por dona. .
Sim, ebl>-sim... ella ser feliz... bal-
buciou Leontina, as bem v quo neces-
sario que en slia daqui.
V E porque ?...
f!~- Mas... essa senhora?...
Araal-a-ha a ei, e ser tambero a-
mada.
- Nunca I Nun:a 1 exclamou involun-
tariamente a pobre criancj.. trahindo-se
sem qnerer.
E quem a impedira de a amar?...
Leontina nSo responden.
EntSo, toroou Mauricio, ser* feito a
sua vontade; roas ao menos, nSo sahir
d,iqui Bem a conhecer.
Leontina levantou-se repentinamente,
como se fosse movida por uroa mola, e o
seu rosto arrebatador totalmente decom-
posto, mostrou urna expressSo de profun-
do espanto.
O que I ? perguntou ella com extraor-
dinaria vivacdade, vem a sua casa ag ra ?
NSo.
.- EntSo?
Posso mostrar-lh o seu retrato.
Ah o seu retrato... fel-o ?
Fiz.
, Parecido ?
' Parecido.
' Ha muito tempo?
Ha muito pouco.
Durante a minha doenca ?
NSo, depois...
Comprehendo... balbuoiou Leontina,
com voz que mal se distingua, quando
saba, ia. a casa della.
Finalmente, quer ver esse retpato ?
Leontina apoiou a Ba mSo direita de
encontr ao coracSo, como se quizesse
coroprimil o, ap^rtando-o assim.
I Depois responden:
bim, quero.
Mauricio pegou no pastel que estaba
quasi acabado, e, ajoelhando diante de
Leontina, apresentou Ih'o, dizendo-lhe :
Conhece-a?
Leontina caiu para traz, como fulmina-
da, no fauteuil de que se havia levantado.
Eu !... gritou ella, eu ; eu repe-
tiu .nais duas vezas anda.
Sim, Leontina 1... Tu, o anjo bom
que Deus me enviou I...
A pobre creanca nSo ouvia.
Os seus olhoa estovam fechados, o seu
coracSo nSo palpitava; acabava de dea-
maiar.
Mas este desmaio, causado por urna
grande e inesperada alegra, durou pouco.
Mauricio, beijando-lbe as roaos, bem de-
pressa a fez recuperar os sentidas.
Oh exclamou ella, oc=ultando o
rosto as mSos, apenas tornou a si, im-
possivel I impossivel !
Impossivel, e porque ? ... NSo ou
livre e s no mundo ?... Tenho alguns
parentes que possam suppor que tem o
direito de influenciar a minha determinado
ou desapprovar a minha escolha ?...
NSo/Mauricio, alo meu amigo, re-
petiu Leontina, iseo nSo pode ser...
-Mas, porque ?
Porque Mauricio ?... Porque, se eB-
queceu o passado, eu lembro-me d'ella.
Lembre-se do homem de quem en bou fi-
lha I... Lembre-se que fui educada entre
a mais vergonhosa gente do povo 1
Que nSo tive educacSo alguma, nem ao
menos a mais superficial!... Que ig
todos os usos do mundo I... Lembre-se
nalmente, o cima de tudo, que fui"
sou ainda um modelo, e que, para
^gente, quem diz modelo, diz i uroa nrttn.e
perdida !...
E que me imporlfc-o que se diz?-..
NS aereditarSo na ininba honestida-
do. proseguiu Leontina; dirao que nSo te
nho coracSo; tratar-me-hao como hbil
aveaterera ; a si, julgal-o-hSo o trislfrlu-
dibriado I... O seu casamento fechar lhe:Bia
todas as partas, e, dentro em pouco, ve-
ra que o abandona varo todos os amigos I.-.
Leontina, cru nome do meu amor,
supplico-lhe de joelho. que nSo falle as-
sim 1... Nao sabe, nao pode saber o mal
que me faz I exclamou Mauricio, tSo palu-
do como ella estav* ora instante antes.
CAPITULO XIV
UM DESENLACE
Fallo como deve fallar, sob pena do
ser urna creatura miserave!, respondeu
Leontina com exaltecSo. Ouca rae, ouca-
me at ao fim, e comprehender que tenho
razSo...
Nunea I... nunca !...
3 Lembre-se, Mauricio, do que dizia,
n'estejmesmo lugar, ha quatro mezes... na
vespera do dia em que adoeei ?... Estova
ao meu lado... exactamente como n'e&te
momento..- fallava-me com voz meiga,
com euuantadora bondade... e as suas pa-
lavras ficaram-roe gravadas na memoria...
e no coracSo.
(Continua.)
Capidio Grico Jorge Franco
calma a
nos ata-
3 e 22
ultimo
AEIEPADES
Porque, concluio ella, a nossa me-! opposto ao arco quebrado da ponte de ma-
1 deira, via-se abaixar a borda do fosso que
descobria a pequea aldeia de Tarrides e
as primeiras arvores da floresta d'Ens. A'
*
Onde *arort|'*e occoprt
marque
de um
i Eu estova gehida, roas urna curiosida-
de invencivel apderava-se do miro. Que
ge tinha passado n'aquelle lugar ?
< Talvez nada, replicou Henrique ;
mas, isso nao lbe importa. Ha cousas quo
quero saber. E para isso_pHgarei.
c Ella apsnhou o caneuo, resmungando
^/estas palavra :
t Fechamos as portas o as janellas a
seta chavea. Nesus cousas o raelhor nSo
ver nnda,
__. a&ntos eadavf r's se encentraran!
no fosso no dia seguinte ? pesguntou Hen-
Srique.
i Sete, contando coro o do joven fi-
algo. *
*
E a justica' veio ?
< O baillio de Argeles e o lugar-tenente
nal de Tarbea e ouir.s. ftiro, bim, a
vcio, a justica vero beropre, mas
^H[ pelo mesmo caioinbo. Osjuizesdis-
,ro que o nosso velho amo tinha tido
rao, por causa daquella janella que en-
contrar*>m abeita.
Apontava con o dudo para osoa ja-
nella baix-i, aberu roesroo por baHco da
ponte.
: o, de ter querido io
p.r bil. Mas por
responden a esto pergunto
a mim mesma.
nina era rica.
< Era urna lamentavel historia contada
em pou :as palavras. Aquella janella bai-
xa fascnava me. NSo poda desviar o
olhos della. Alli, sem duvida, tinham-se
dado entrevistos de amor. Empurre i o
prato de madeira que tinham collocado
diaute diante da mim. Henrique fez o
mesmo. Pagou a nossa ref'eicSo e sahimos
da estalagem. Di inte da purta passava
uro caminho que levava aos fosaos. To-
mamos por aqu.-lla caminho. A boa da
mulher acompanhava-nos.
( Foi all, disse ella, mostrando um
dos esteios da ponte, foi alli que o joven
fidalgo collocou a sua filha.
c Ah I exclamei eu, havia nma fi-
lha.
t O olhar que Henrique me lancou foi
extraordinario, e nSo posso ainda defioil o.
Muitas vezes, as roinhas mais simples pa-
lavras cansa varo lhe assi.u emoc5es sbi-
tas e que me pareciam nao ter motivo.
Isso da va curso minhsimaginacSo.
Passava a vHa a procurar em vSo a pala-
vra-de todos aquellos enigmas, que me ro-
deavam.
Minha mai, escarnece-se dos pobres
orphSos que por toda a parto vero uro in-
dicio do seu nascimento. Eu vejo nese
direito, por cima da rampa, a velha ca-
pelia de Caylus deixava ver a sua flecha
pontuda.
c Henrique Iancava sobra aquella pay-
sagem um longo e melanclico olhar. Pa-
reca algumaa vezes orientar-so. A espa-
da que trazia na mSo cimo nma bengal
Resumo da campaoha com o
Paraguay, seguida dos nomes
dos brasilef ros mais dlstluetos
morios durante a guerra.
POR MEI/CHIZEDECH d'aLBDQCEBQCE LIMA
(ContinuacSo)
Capito Marcelino da Cimialelicira
as fileira-i do 47 de voluntarios bate-
te como verdadeiro valenta nos ataques de
Curuzu' e Curupaty.
Foi morto no ataque de 21 de Dozem-
bro de 1866 em Lomas Valentinas, tendo
antes se destinguido no combate do Ito-
rr a 6 e na batalha do Avaby em 11.
Capito Aalonio Lopes Caatello
Branco da Silva Mobrlntao
Nos combates de 16 e 17 de Abril de
1866 pratieou actos de bravura, dirigiodo
a companhia de aeu commando na melhor
ordeno.
Bateu se com bravura no combate do
Estabeleoiment em 12 de Fevereiro, sen-
do elogiado pelo coronel Barros FalcSo
(depois marechal de campo.)
Destinguiu-se nos combates do Chaco
em Maio e assisto a batalha do Avaby em
11 de D-zerobro de 1868, exercendo o
lngar de mandante do 2o batalhSo de in-
fantera e seu respeito exprimise o
commandante do batalhSo da seguinte for-
ma : a Especialmente o muito dioticto Sr.
capitSo mandante Antonio Lopes Castello
Branep da Silva Sobrinho que sempre cal-
mo o activo exerceu as funccSes de sou
cargo com zelo eintelligencia.*
Esse bravo e distincto official cahio mor-
to debaixo das terriveis trinoheiras de Lo
mas Valentinas no glorioso dia 21 do cito-
do mez e anno.
Capliao Cienmiiilno Jone deOllvelra
Sendo tinento, tomou parte no combate
junto a S. Solaqo em 6 de Setembro de
1867, p, pdoa, acos de bravura ah pratica-
dos, foi promovido'a capitSo.
Com a mesma heroi 'idade, com que se
Destinguio-se por a
batalha de Tuyt
ques de Curu
de Setem
ferid'
da 24 3
batalha f;
verobro de 183
apito Cani
Estando nas-linhas #van^
ty com o 34 de voluntarios,
no combate ah ferido em 21
1868 e foi mor.
CapU&o rraaeimeo Xogoeira Angelio
Morreu no hospital da sangue no dia Ib
de Julho de 1866 de um ferimento recebi-
do no combale desse roesruo dia.
Com demasiado valor, di* o comman-
dante da brigada a que pertencia este of-
fioial, avaocando ao forte ,.cahiu dando vi-
vas a S. M. o Imperador, em animacSo a
sua tropa, porro j roortolmente farido,
tanto que momentos depois de soccorrido
no hospital azpirou.
Capito IUb da Silva Bantos
Combatendo coro o Io corpo provisorio
de cavallara destinguiu se, no ataque do
Curupaity, pelo seu denodo.
Falleoeu em 15 de Outubro de 1867, em
Tuyuty, do cholera-morbns.
Caplt&o Clodoven Epaminondas
Poriella Ferrelra
Com o 50 do voluntarios tomou parte
no combate de S. Solano em 3 de Outu-
bro de 1867 e ah rece beu um ferimento,
Cahiu gloriosamente morto no dia 28 de
Agosto de 1868 no ataque de Tebiquary.
instinclo alguma cousa
de sobrenatural e
soberanamente tocante. Pois bem I siro,
a nossa miaaSo procurar constantemente,
e nSo cancar na nossa tarefa difficil e in
grata. Se o obstculo que coraecaroos a
levantar torca cabir, e se nos langa ao
cbSo, levantamo-nos mais valorosos, at a
hora ero que o desespero se pfcpodera de
DOS.
Essa hora a morte. Quan
raneas illudidas, antes de chegltr "essa
hora Quantas chimeras Quantoa decep-
cSes I
O olhar de Henrique parecia azer-y
mo :
c A filha erts tu, Aurora I
O coracSo bateu-me, e foi com outros
olhos que olhei para o solar.
t Mas, iromed.itamente, Henrique per-
guntou:
t Que fim levou a enanca ?
i E a boa mulbi.r respondeu :
Mdrreu.
VI
se em mim, minha mSi. Conhecia esta pa-
lavra ou esta divisa. Desde a minha in-
fancia, ouvia-a da bocea de Henrique, en
contrei-a traduziia em lingua latina, na-
quelles sellos que fechavam o myaterioso
enveloppe, que o meu amigo couservava
como um thesouro.
i Henrique estova envolvido em todo
esto drama. Como ? S elle m'o poderia
dizer.
c... O sol escondia-se no horizonte,
tracava linhas na relva. A bocea mova quando de novo tomamos o caminho do
se como se fallasse comsigo mesmo. I valle.
Mostrou finalmente com o dedo o lu- Tinha o coracSo oppriroido. Volteime
Capito Marcos Antonio de iltiu-
querque Mello
Bateu-se com bravura no dia 24 de
Maio em Tuyuty at o momento de ser fe-
rido exercendo o lugar de ajudante de or-
decs do comando da 3* divisSo.
Aasktiu e destinguiu se no combate da
ponto do Itorr e na batalha do Avaby.
Tomando parte no ataque daLlIbas Va-
lentinas foi no dia 21 ferido e falleceu a
28 de Dezembrode 1868.
Capito DomiacoM Buena Perlra de
Faria
Assistiu aoa combates de 16 e 17 de
Abril, 16 e 18 de Julho e as batalh|ll de
2 e 24 de Maio de 1866, Laveudo-se em
todos esses dias de glorias com bastante
valor'
Commandando a 4a companhia do 10*
de infantoria atravessou a poeta do Itor-
r a 6, assisto -a btha de Avahy a lie
f-)i, morto nojdia 21, tudo do mez de De-
zembro de 1868, em Lomas Valentinas.
Capito Bernardo arela Horta de
Araojo
Esteve ni batalha de 24 de Maio de
de 1866 e bateu-se com bravura as filei-
ras do 6o corpo de voluntarios.
Bateu-se denodadamente nos dias 21 e
22 no ataque de Lomas Valentinas (De-
zembro de 1868) recebendo um grave e-
rimente na cabeca.
Resta be llecendo-se desse erimento, con-
tinuou a destinguir-se, at que no dia 16
de Agosto de 1869 cahio morto no campo
da batalha.
Capito 4nllo Cesar Perelra de
Carvalbo
Combatendo com enthusiasmo e bravu-
ra achou-se, sempre, no dia 17 de Abril
de 1866, a frente de sua companhia, sen-
do morto em seu posto de honra.
(Contina).
gar em que eu estova de p e exclamou :
E' aqui; deve ser aqui.
< Sim, dase a boa mulher, foi aqui
que encontramos estendido o coepo do jo-
ven fidalgo.
Recuei, estremcendo da cabeca aos
ps.
f Henrique perguntou :
O que fizeram do corpo ? *
< Ouvi dizer que o tinham levado pa-
ra Pariz, para ser enterrado no ceroiterio
Saint-Ma*jloire.
Sim, disse Hearique em voz alta? 4 < Em breve tudo sabers, Aurora.
Saint Mttgloire era o feudo de Lorrajne.
< Assim, minha mSi, aquello pobre i
dalgo, ro noore casa de Lorraine. %
Henrique estova com a cabera ineli
nada para o peito. Sonhava. De tiempos
a tempos, via-o olhar para mim de soslaio.
Tentou subir a pequea escada collocada
na entrada da ponto ; mas oa degros car-
comidos cederam com o seu pes. Voltou
para a rampa, e, com os copos da espada
experiroentou os batentes da janella baixa.
A boa mulher, que o acompanhava co-
mo um eiceroni, disse :
E' solida e forrada de ferro. Nao
abrixam mais a janella desdo dia em que
^Hpn os magistrados
* E o que ouvio naquella noite, per-
guntou Henrique, por traz das suas janel-
las fechadas.
t Senhor Deus, roeu fidalgo, todo
os demonios parociam soltos debaixo das
trincheiras. NSo pudemos dauVna
muitas vezes para tornar a ver o soturno
gigante de granito de p sobre a sua enor-
me base. -s
Naquella noite vi phanto3it>as em tor-
no de miro, urna mulher de luto, trazeudo
urna criancinha nos bracos, debruca ia so-
bre o cadver de uro mancebo'.
c Eras tu, minha mSi ?
c No dia ssguinte, na proa do navio
que devia transportar nos atravez do oca-
no e da Mancha s costas de Flandres,
Henrique disse-me :
*Queira Deus que se jas mais feliz.
c A voz tornou-se-lhe triste ao dizer is-
to. Por acaso a desgraca me vira com a
familia ?
eja muito embora assim, quero co-
nhecer minha mSi.
Desembarcamos em Ostende. Em Bru-
xellas Henrique recabeu urna carta volu-
ntse, sellada com as armas de Franja.
No da seguinte partimos para Pariz.
Era i noite quando transpnzemos o
Arco do Triumplio que d limita a estrada
de'landres, e onde corocca a grande ci-
dade. Eu ia em carruagem de posta com
Fancisca. Henrique cavalgava na frente.
Concontrava o meu espirito, minha mSi.
A%uma cousa ron dizia : ,
i Est a iu.
Siro, ests era Pariz, minha mSi, re-
oonheco o ar que respiras.
Desc'roos urna ru coroprida, ladeuda
depois entramos
< oeseoberta
0 fundo do fosso eslava coberto de
reivas.
t Do ponto ero que estovamos, do lado
de casas alta* e escuras
salteadores tinham vindo beber em nossa I-un urna ra CBtreita, que nos levou diante
casa durante o dia. Eu disse quando me Ido uAa igreja, cercada da um cemiterio
Jeitti : I depois quo eram a igreja e o ceroi-
t Que Deus tenha sob sua gaarda qu de Santa Magloire.
les que nSo hjo de ver amanhS o Jcwafct .TD*front,3 erguia-se uro grande palacio osa. Toda aquella gente livre. Vejo
d0 ol. l'aspecto altivo e senhoria!, o palacio de
Ouvimos wk grande ruido de f -os,! G|mzaga.
gritos, blasphdhlias, e duaa rfe^Hfl Enrique apoou-se e veio offerecer rae
dij^Bl de teropos a '|. Entrrooi no cemiterio. Ao lado
mem que
< Aqui estou
< Um tur!
de pensamentos
'b"
r-'p
tipeja', uro espaco, fechado por uro say
t sradil de madeira, contm urna ro-
tunda aborta, onde se vero muitos tmu-
los monumentaes atravez das arcadas.
c Franqueamos o gradil. Urna lampada
pendurada no tacto illuminava irouxamente
a rotunda.
< Henrique parou diante do mausoleo de
marmore, no qual estova esculpido o busto
de um mancebo. Henriqae depositou um
longo beijo na testa da estatua. Ouvi di-
zer-lbe com lagrimas na voz :
Eis-me aqui, irmao. DeQS tes-
teraunha em como desempenhei a minha
promessa o melhor que pude. *
t Ouvi um leve rumor por traz de miro.
Volteime. A velha Francisca Berrichon
estava ajoelhada na relva, do outro lado do
gradil. Henrique ajoelhou se tambera. Re-
zn silenciosamente e por muito tempo.
Quando se levanten disse-me :
c D um beijo ueste busto, Aurora.
t Obedec e perguntei porque. Entre-
abri a bocea para responder-me : depois
heaiton : e por fim disse-me :
< Porque era um nebro coracSo, mi-
nha lha, e porque eu o amava.
Depositei um segundo beijo na' fronte
gelada da estatua. Henrique agradeceu-
roe, levando-me a mSo de eucontro ao seu
coracSo.
Como elle ama Como ama I mi-
nha mai I Talvez esteja escripto que nSo
possa amar-me.
" Alguns minutos depois estovamos na
casa onde acabo de escrever estas linhas,
minha mSi qaerita. Henrique tinha-a man-
dado tomar coro antecedencia.
Depois que entrei nella nSo tornei a
sabir.
Estou aqu mais s do que i
que Henrique tero mais negocios
do que ero outra qualquer aarie^
veje s horas da comida.' E -rae pro
sabir, e tenho de tomar precaacSes
por-roe janella !
t Ah I se elle tivesse ciumes, minha
roSi^como me oonsideraria feliz em obe-
Jecer-lho, era cobrir o rosto, em occultar-
roe,- ero guardar me toda para ella 1 Mas
raeordo-roe da phrase de Madrid : NSo
por miro, por* .
t NS > rt-flGBPi minh* raai ; s se
tara cimr.e dajM'W que se ama.
t Estou s.'Atravez das rajabas cortinas
cabidas, wf a multidSo laboriosa e rui-
" livro. Vejo as
c..s>s do outro lado da rus.
i Em cada andar ha urna farolie, mas
que tero lindos filhinhos* SSo felizes. Vejo
ainla as janellas do Palacii Real, frequen-
temente Iluminadas nejta, para aa fes tas
do regente. A* da
M,Arta -*-.....
as suas cadeirinhas, com bellos cavlhei-
ros portinhola. Oujo a msica da danca.
NSo tenho muitas vezes somno. Mas j
elle me faz nicamente urna caricia, ao 1)
escapa urna palavra meiga, esqueco rido
isso, mioha mSi, e considero me feliz.
c Parece que me queixo. Nao julgue,
minha mSi, que falta-rae alguma couaa.
Henrique enche-me de cuidados e precau-
c5es. Se, ha um certo tempo, fro para
cemmigo, pde-se accusal-o por isso ?
i Olbe, mioha mSi, occorre-rae urna idea
muitos vezes. Tenbo pensado, porque co-
nheco a cavalheiresca delicadeza do seu
coracSo, tenho pensado que a minha raja
era superior delle ; e talvez a minha
fortuna tambero. lasa afasta-o de mim.
Tero medo de amar-'roe.
< Oh 1 se tivesse certeza disso, como re-
nunciara minha fortuna, como calcara
aos ps a minha ntbreza 1
< Qual a superior idade do nascimento.
a par das alegras do coracSo ?
i Por acaso, amar- te-hia menos, minha
mSi, se fosses urna mulher pobre ?
.....Ha dous dias o corcnhda veio
val o. Mas ainda nSo te fallei deste gno
roo roysterioso, o nico ente que tem pene-
trado na nossa sulidSo. Este corcunda vem
nossa casa a qualquer hora, isto casa
de Henrique, no aposento do primeiro an-
dar. Vm-no entrar e sahir. Os morado-
res do bairro o conaideraro urna especie
de duende. Nunca se vio Henrique e elle
juntos, e entretanto nao sa deizam E'iato
O que dizem as visinhas da ra do Chan-
tre.
, Effectvament, nunca ligacilo aigUma
foi roaij bizarra nem mais roysteriosa. Nos
mesroos, isto Francisca, Joan Mara e
ea, nunca vimos juntos aqnelles dous inse-
paraveis. Ficam dias ioteiros fechados
uarto de ciroa ; depois uro deltes i
mquanto o outro fie* de guarda sSo i
que thesouro deseonhecido. Isto d
quinze longos dias, que enegn. "*pe-
z r das prjinessas de Huerique, nSo sei
mais do qua no primeiro dia.
* Quera, pois, contarte : o corcunda
veio ver Henrique u outra noite ; nSo tor-
nou a sahir. Fioaram toda a noite jun-
tos.
No dia seguinte Henriqae estova mais
triste. Durante o alraco a conversncao
recahio sobre os fidalgos e" as damas da
corte.
da O'ario ruu
{ mBB
i
SY-
-


I
r

i