Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18507

Full Text
AMO LIII MHfiBO 4
para a tiPnvL E lk;akei o\di: MAO se paca porte
Por tres mezes adiaotadoa............... 6500o
Por seis ditos idem.......... ...... li^OO^
Por uin uno idem................-. 2400()
Cada .numero avulso, do mes no dia............ 10(j
PARA DE.WRO E PORA A Pk\t#l [CA
Por seis maces adiantados. ......... 13^500
Pornove ditos dem............. 20#00
Por um antio dem................. 27lO<>
Cada numero avulso, de dias anteriores. ..........
V
I
SA


flxofxxz'totot tft ffimod fxy&fc&SL ht Jara i Jrl\)08
,-
B
Os 8r. Aaaeder I'rlu<-e *A C.
ti Par. os uossos Sientes
ex el na i vas > nnaclo e pu-
Mlcaroea da Fracca c lu^la-
lerra.
*
_
mt
TELEGRAMAS
i'.'I."
f ***
:;
iasi:
PARAHVBA, 4 do Janeiro, s 8 ho-
ras c45 minutos da noite. (R-jcebido s 10
horas, pela linba terrestre).
Appareren a epidemia le febre
atnarella na Villa Araruna.
Ka populara reina pnico por
fiuna de tuo Importuno bo*pede.
l
1 "**
S7A2
.v. ...
(Especial para o Diario)
LONDES, de Janeiro.
A noticia dada pelo \TIMES relati-
vamente feitora de um tratado de
allianra defenmlva entre a Allema-
niia e a. Hamia. nena-ne deamea-
liia.
Considera *c como Immineate urna
modlflcacao aalnlterial. no Intuito
de amegurar a bomogeneldade da
^aliined- SaMftbury.
LONDRES, r de Janeiro.
Sr. Cbamberlaln val tentar a re-
rwnHtilairM do antlgo grupo liberal
da Cmara do (rarann.
de saudu aquellas mearnos,!! Jfctantes qae cu-
tr'ora, se curvavam renigmsi' perant a eua pas-
sig-iD. hit o resultada e lodos os axaggeioa
l'or i.-so muitaa vosea no seu opuls i a reacio
exondo o uia contra qae.se levanta.
Se ha microbios, cont diz Muntx, qua nao dn-
\: Jara usar da acido pheuico pardos meamos-' tos
ora que nos servimos do toucinho e da manteiga,
i-:.. como oubbtancia.bydrocarbpnada, coa qae
ee vio alimentando PTfalta de methor,aAo tope
de este focto que' p acido phenico concentrado, p
at a G0 ou 80 por cento, n&o srj* hm irresisHvel
destruidor de toda a materia 't va.
Nao succede ji o mrsqjo us dses tracas, prui-
nalmeutc inferiores a 5 psr 100, porque, enlaoinef-
fieaz, apenas anesthesia'Certos viras ou fermentos,
que encootra no camiobo e muitos dos qnaea re-
cuperan! toda a vitalidade,'depois de transporta-
dos para dentro de excipientes maig amotavais e
alimentares.
No faeto, que vou eoata.TOs, entra poiso acida
pbenico e figura como principal cntidade nata daa
ras de Lisboao Chiado. Ora passaMo en, era
um dos ultimoB, dias, pelo Chiado, tai desagrada-
velmentc accommettido por um cheiro complexo,
picaute e desagradavel, metade lama e metade
aleatro, diluido rudo n'uma atraospher* quente
pesada e bamida, em qae de espaco a espato o
olfactu duva sigual de outroa prodactos, em parte
disfamados pelo aroma mgeneris do acido pbenico
impuro.
(Continua).
JARTE 0FF1C1A
munieoa sa ao engenhciro ebefe da Iieparticao,
dasbraa Publicas.
, Ao inspector ?eral da instrucc&o publica,
Cmeedo-a'.aotiriaayai solicitada por Vm. para'
justificar as faltas de exereicio eicolar, dadas
pelu'profeeeora Faosta Pergentina de Lima Bar
roa, de qae tratasen officio n. 376, de hontem da-
tado.
Ao comnraudante do corpo de policia.-^Con
rea que Vine faca-destacar oito prafaa e um in-
ferior no l." districto do,Poco da Panella. a.qoa"
-tro piracas p um cabo de'esquadra'a povoac&o de
Apipneoa, em subs'.tuicao dos destacamentos de
torca de liuh que alii se acbam.
'
Agencia lia vas, filial
5 de Janeiro oHs 1887.
am Pernambueo,


I
INSTROCCAO POPULAR
3 cholesa s ssus misos
(Conerencie.do proessur J. J. Rodrigues)
(MSmiido)
DA BIBLIOTECA DO POYO E DAS ESCOLAS
5
I
Goveruo da provincia
KXrKDlENTF DO DU 14 BE DEZEMBRO DE 1880
Actoa :
O presidente da provincia, usando da facul-
dade conferida pelo art. 24 da lei de 12 de Agos-
to de 1834, resolvo prorogar at 16 do cof rente
mes, a actual sesaao extraordinana.da Asaembl.i
Legislativa Provincial. Cominuuicou-ie As-
sembia Provincial e ao Tbesouro Provincial.
presidente da proviacia,- attendendo ao
que requeres o juis de direi'o da comarca de Flo-
res bacbarel Fraosjiseo Domingas Kibeiro Vianna
resolve determinar que o praso da licenca de 3
tnraea oom ordenado integral, concedido ao peti-
cionario em 26 de Novembro findo, para tratar de
sua gande, decorr dj^dia do corrate mes.
-^ .0 preaidentj da provincia de conformidade
coma proposta do administrador dos correios, sob
n. 107 de hontem datado, resolve nos termos da
lei n. 2794 de 20 de Outobso do 1877 eionesar a
pedido, dos eargoa de agentes dos correios das
Villas de Bonito e Igaarass, Cabral e Pedro Celestino de Souza Pimentel e
Hornear para subatitoil-os O -nuina Varia Cabral
e Mara Emilia Pessoa Cavalcante, na ordem em
que se acbam collocadas.Csmmamcou-se ao ad-
minist<-ador dos correios.
Oficios :
Ao conselbeiro procurador da corda, fasenda
e soberana nacional.igne-se V. Excite emittir
parecer sobre o assnmpro do officio jauto em or
giaal do 5 juis substituto do Recit*.
Ao commandaate das armas.Commnnico a
V. S. em solncao do officio n. -591, de 4 do corren-
te, que erpeco boje as ordena coavenientes para
a uJsttuieo por /oreaftsJoliciaL. tf Sk -il i usiM
toe actnalmente oxistentea no 1* districto d.' Poco
da Panella e povoado de Apipucos, nSo sendo,
entretanto, tomadas providencias idnticas qaao-
to aoa destacamentos dus cidndes da Victoria e
Escada em vista do que pondera o Dr. chefe de
polica, no officio, aqui junto, por copia, n. 1207,
Jrrefopto U'erreira paula e
imesmo. AUendendo so que Vmc. r< jialbertvjroaies, por disturbios.
pri ssofajri em o officio n. 1,056, de 11 do corren
mes; eclaro-lhe, para provilenciar de modo con-
venienle que, das' pracas qae constitaem o dcsta-
cameot^oe Olind* sd urna d'entre ellas ser ret *OT cnoj tarimento.
lo de^. A ordem do d V di
o pelo delegado de Nazareth
or do eaercito.
do. subdelegado do Recife,
do Espiril Santo, Antonio Pe-
, Antony Rufino .Pereir de
Britto, o primeiro pomo vagabundo e os
dous ultiico por disturbios e embriaguez.
A' ordem do Io ^districto da Boa-Vista,
Beaedicf ra, liefo*,da Annuncia^o Fcrreira, Au-
gusto Prptfopio Ferreira Paula
FA' ordem do 2o districto Ovidio ^rgim-
tino de Souza e Msmoel Luiz dos- Aojos,
iC o i i n u a < a o)
O acido nhenico na dse de erammas 1,5 impe- j ae W do referido mez.
dea putrefaccao. evitando tao smstle que elia ap- Ao inspector da Thesooraria de Fazenda.---
Kro de caldo, onde foram eemeados os
*\
paree no
microbios provenientes de urna gotta d>> nutro cal-
do putrefeite. Cm estes tactos se prova por torma
frisantissim, a differnca que por vetes ha entre
as dses a recoramendar as desinfecces prtven-
tica* e as esiiacco^s a raler.
Do mesmo cIidico, o ir. Jalan de la Croix, a
tabeli i que vou ler-vos, referida ao que uais nos
interessa, indicando aa quantidades de varios mi-
erobicidas capases de iinpedirem a corrupcao de
um litro de born-caldo, a que se addiciouarem :
! Sublimado 0,048 rsnu.
Cbloro 0,033 .
lodo 0,280 <
Acido sulphuroao 0,155
ChloretodecalH.eS 090
Permaniranato de potasio 1,000
B-.ro salicylato d- sodio 0,350
Acido salycilico 1,000 "
Acido plieuico 1,500
"Codo podis notar, a ordem ueste qu-idromui-
t > diversa d* lio quadro anterior. Oispocdo as
s ibatancias dest tabella plss suns eaergias de-
mseen'ee, t.rinan-inos a lista seguate, ptima
para contronio 3r 'iloru sublimado, chloreto de
cal, acido su'phuroso, iodo, boro salicylato de so-
li.->. acido salicylico, perm&nsanato de potaasio,
.acido phenico.
O alt-onl imprde na ie de 47 grammas por litro
impende u* d 238 craiiiu.?, e s en quamiidaitt
aiorme* q.ie cftr.riliax definitivamente o caldo typo,
^e<-nver empina putrefaccao. Por raais con-
teataces t\ pMM'ii suscitar dos entend los, o que parece, no
-erntaiiM, que posto dar vos por averiguado, qae
jwubuma coufi*nca, pode em temp> de cholera,
merecer-nos como alnado este producto da fermen-
tado, cora que poueo p >der assustar-se o micro-
bio, que o encontrar u caminh > das nossa visce-
ras, no grao de diluico em que s o permittem o
uoso eatomago e temp-Tainento.
Procurair-o agora, flus fados que refer, tirar
*,psiveiscoucBSO8 praticas, necessanas p*ra
ajlwivda tiL-iaas acta es e justificadas preoecu-
Vytcoes. fundaudo-uie no que estndei, com toda a
franqueza vou es por-vos o que entenloa respeito
cios melhores desinfectan4ss do microbio cholenco,
i-jiljcaudo-inc exclusivauente sob o aspecto deste
deicru'r'n fundamental, mico.que se me afigura
idmissivel:csie'ilimt uia -ejecto, umasuperficie,
uiaesqucrartigos, eujticn.sappoudo se que en todos
files o Microbio impera robusto e numeroso, em
plena apstsW reproductora. Parece-me que, para
sso. nao h3ieci saldada de ampliar a lista se-
.rt>;
iluna'isJterrojivo
agua
Chii
de 1 por 1:000 de
lorometriecs pelo
inanes ;
Chloreto de ataco ua dse de 1 at 5 pjpr 10 de
ligua '
Sulphato de eebre, 5 at 10 por 100 de agua ;
Joro salicylato de sodio com 3 por 100, pelo uie-
de acid salicylico, seudo preterivel que con
r 00;
Acido tiilphureou chlorbydrico, muito diluidos
'. -ndo a vioagre) a quente ;
Acido pheuico a 5 por 100, pelo meos ;
Acido snlpharoso, em vapores hstaiios.
c IViaapplieado (fra onltiino, em ceros casos),
st4o ha microb* que Ifacs resista.
Ai.teg de proseguir, po.ui vou dar-vos noticia
ile ujiaeti, que be,Mra s imporUneia do que
:ontci, rea as dses em que devera
'"'K^^H geos*vojjo desinfeceo ; e. a
.ra oromuniesr-vos eem
acido phenieo, moslrarei como, para
mecoB a desconfianca, qae tanto ha
r ci-m o sea periodo, noje no occaso, de
le e .nquistag.
i podiai o acido phenico eseapar lei geral.
qn". persegoe todos aquellos a quem levanta a
jando apenas filas de nm engodo
uto. liealez, que abdicoo, tomam-he o
pa*. agora gehi cyrredres dos h)fpitaes e casss
reto de al teceo.
formacao n. 844, de 11 do correte, feito pelo ins-
pector do Arsenal de Marinos, com o pratico da
costa do norte Antonio Francisco Pestaa para
dirigir a navegaco do transporta Para at o
Para, pela quantia de 550/1 e passagem em qual-
quer vapor para regressar ao porto desta cidade.
Couiuiuiiicou-se ao inspector do Arsenal de Ma-
nnba-
Ao mesmo Commuuea a V. S., para os
fias convenientes, que o juiz de direito do comarca
de IguarasB, bacharel Hisbello Florentino Cor-
reia de Mello, em 9 do corrate mes, reassumio o
exereicio de seu cargo.
--- Ao mesmo.Communico a V. S., em resoos-
r.a ao tea offiei> de hoje datado, n. 851, que au-
torieei o agente da Companbia Americana de Pa
quetes a Vapor a mandar transportar at o Rio
do Janeiro, por centa do Mioisterio da Fasenda o
Or. Joio (Jruvello l.avaleant, ex-inapec.tor da
Alfandega desta provincia, nosaeado 1 cs'iriptu-
rario do Tbesouro Nacional e um creado desse
tuneciooario.
--- Ao mesmo.---Communico a V. S. para os fins
convenientes, que o praso da licenca de 3 mezes
com ordenado integral, concedida ao juiz de di
reito da comarca de Flores, bacharel Fraceisco
Oominguos Kibeiro Vianna, em 26 de Novembro
findo, dever correr do 1- dia do correte mez.
Ao uesmo.-Sirva-se V. 8, de mandar in-
demnisar aos interessados depois do praso do art.
44 do regnlamenu de 13 de Novembro de 1872,
os valores de 7 escravus libertados em audiencia
especial, ilejuiz de orphos do municipio de la
Kazeira, de 24 de Novembro ultimo, per conta da
7a quota do fundo de emaucipacio, constante da
octusa relaeo.Communicou-se ao respectivo
juiz municipal.
-- Ao meara >.-- Declaro a V. S. esa eolucn
consulta do collector g' ral do municipio do Cabo,
aonexa em original ao seu officio de II do cr-
reme, sob n. 84?, que as declaraccs da antiga
matricula presuuu-m-se certas para os esTeicos da
le n. 3210, de 28 de hetera ro de 1885.
Si, portanto, da averbac- > eff ctuada em virtn-
de do decreto n. 4o35 de 1 de Dezembro d 1871,
canatar o fallecimento, em 22 de Agosto de 1877,
da escrava Joain, matriculada sob n. 2139 da
matricula geral do dito municipio e 1 da relscao
apresentada por Francisco Jos da Silva, ndo po-
deizi boje os herdeirns deste, sob qualquer pre-
texto, pretender u iuscripcao da mencionada Joan-
ua ua nova matricula dos escravos.
A lele expreesa a essu res jeito (arts. 2" e 3' do
decreton. 9517 de 14 de Novembro daquelle anno)
ficando salvo aos pretendidos seahorea o recurso
nos meios judiciarios.
-- Ao inspector do Tbesouro Provincial.---
Coinp.-tiud a esse thesouro a fiscatisacao do
eervico aas grandes lateras do ingenuas da Co-
lonia Isabel, communico a Vmc. em resposta ao
seu officio n. 3i7,' de hontem datado, o despacho
era seguida transcripto ojo exarado na peticao
do thesoureiro das mesmas loteras, Francisco
Gon(alrc8 Torres, para que o cumpra e faca cum-
prir bem como tudo mais que determinado ja est
por Icis e i egu I amen tos em vigor.
Ao mesmo. A' falta de passos impressos
gratuitos mande Vmc. pagar, por conta da verba
Eventuaes, ao gerente da estrada de ferro do
Recite aoCaxaiigs, a quanti* taocia de 43 pasaageus de primeira clase.- e 75 de
seguuda, concedidas por diversas autoridades po
liciaes durante o toes de Outubro ultimo, segundo
os documentos juntos.Commuuieou-sc ao fiscal
da estrada de t. rro de Caxang.
Ao mesmo.Mande Vmc, de accordo com a
sua ioforraacao n. 302, de 7 do correute, pagar a
Nicas da Silva Guarni a quantia de 8124240,
importancia da obra supplementar executada as
poo'.es do Aterro, ra Bella e Acougue, ja deduzl
da a respooaabilidade do esiylo, segundo o certi-
ficado que de Volvo, passado pela Repartifio das
Obrar Publicas em 26 de N.-vembro fiado Com-
cada do respectivo servico rara ordenanca do
legado de.polica.Communicou-se ao Dr. chelb
de polica. > t
Portaras :
A' Cmara Munfcipal da Pedra.Approvo
a arrematacao dos impostes constantes di termo
annexo ao officio que a Cmara Municipal da Pe-
dra dirigime em 13 de Outubro ultimo
. Previno A Cmara que, te os arrematantes des
referidos impoatos nao fizerem deposito de qaan-
tiaS peeuuiarias ou de ttulos do divida publica
para garantia de seus debites, dever exigir que
essa garantia se effectue por meio de bypotheca
legalmente, constituida pelos meamos arrematan-
tes ou seas fiadores.
- A' Cmara Municipal de S. Jos do Egypto.
Approvo a arrematico dos mpostos constantes
do termo junto por copia a i officio que a Cmara
Municipal de S. Jos do Egypto dirigime em 8
de Outubro ultimo.
Quanto ultima parte do predito officio, decla-
ro mesma Cmara que, tendo a lei n. 1,880 de
30 de Julb > do correte anno annexado a esse
municipio diversos termos qae pertenciam ao de
Iagaseira, devem ser levados praca os impos-
tes quo pertencem aos limites alterados pela ci-
tada lei u. 1,880.
A* Cmara Municipal do Ipojuca. Declaro
Cmara Municipal de Ipojuca que ficam appro-
vadas as arremataces dos impostes constantes
do termo annexo ao seu officio de 28 de Outubro
ultimo, devendo arrecadar-se sdministrativainente,
os que deixaram de ser arrematados por falta de
licitantes.
O Sr. agente da Companbia Americana de
Paquetea a Vapores mande transportar at o Rio
deJaneiro, por conta do Ministerio da Fasenda,
IflW) Dr. Joo Cruvello Cavalcanti, ex-inspector
da 'fndega desta provincia, nomeado 1.* es-
cripTursrio do Thesnure Nacional, e proa, a um
criado daspe toacciouarjo.
X PEDIRTE SK> CBETAEIO
Oficios :
Ao agiote da Companhia Brasileira de Pa-
quetes a vapor. De ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia acenso o recebimento do ofi-
cio em que V. Exc. participa que o vapor Parx,
chegadojloj portos do norte s 6 horas da manba,
seguir'fsVh os do sul amanha, s 4 horas da
tarde.
Ao inspector da Tnesourana de Faz en da.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda devol-
ver V. S., deviaamente assignados, 23 ttulos de
terrenas de marinba, que vieram annexos ao aeu
officio n.'W'ne II db corrate.
Ao inspector do Tbesouro Provincial. O
Exm. Sr. presidente da provincia manda commu-
ncar V. 8., parsi os fins convanientcs, que, no
recurso de Baltar Irmios & C, sobre que versa a
informac/ao dessa Thesoarana, de 22 de Novembro
udo, n. 273, proferio aoje o seguinte despacho i
Nao podeado o despacho de 23 de Setembro
do auno passado, em qae o inspector do Thesouro
_ duttlatode Affogados,
Jos R9|r>gUe8 de Ajraeida, por offensas
moral jAlica, e Jos Gaudencio da Pieade,
como allanado, miaba disposir^Ao, at
que tonha o con< cnientc destino.
Cooi < officio do 4 de. correte comrau-
nieou-mo delegado de Palmares, jjatHhe
communicara o subdelegado de Pimeniej-
ra, que no dia 2S do mez passado falle-
ceu, J\o lveo Figueira Jnior, em con
aequencia do ferinento que lhe
al iieliifihliar que raio Ic^l daa a Rusk da
sua oppdsicgo
0 gobern da Porl^rqcuijpu ^fot as refe-
ridas objecr;6es n'turia circular qae, em IX de
.ereiro. diri?iq telegrapbkaneDtB s dver-J
potencias, ia ;i eitHjr'-(pie, dq tooaute'
a innovago dos federes do prncipe AlexanJre,
a Russja apeuas abitara utna'qiic|3Q aa/frma,
em quo de certo n5o insittiria, dtSdC ry nao
impugna va tejla essencia a t*fp*iitn ckusula
da ^S^to trco-bugara ;=quA o trabaHjo
da femniisso ncarregada de rev.'r o estatuto
orgjuio seria modificado, caso isso'iJBifiane-
fizera Ma- eessario' em vist* Je novo accorrto em qnc K-
noei PradancSo, e que se evadi. < ria,n de entrar t0(la8 M pot'ncius.^ue, Goal-
^. .. i monta o nnula mititon An ;...-(^. I...l.-....^
Declaro a V. S., para os fins convenientes que .
approve o contracto, sobre quem versa a sua iu- do % 1 do art. 109 do regulamento de 4 de Jn-
Ibo de 1379, ser considerado comeco de recurso,
o qual sO se toruou effectivo pelo requenmeoto de
^ de Setembro deste anuo, sendo preterida, por-
tauto, a formalidade substancial do praso de 30
das (citado art. 109), bem julgoa a junta do Tbe-
soliro, a 30 de Setembro ultimo, deixaodo de te-
mar conhecimento da decsao do Consulado ; pelo
qun deneg provimento ao citado recurso (artigo
do citado regulomento e mais o art. 148 do regu-
lamento de 2 de Julho de 1879.
--- Ao eogenheiro fiscal da estrada de ferro do
Recife ao Limoeiro.)e ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, acenso o recebimento do of-
ficio de 10 do corrente, sob a. 814, com o qusj
V. S. enviou copia do relatorio dirigido ao Exm.
Sr. ministro da agricultura, ommereio e obras
publicas, sobre o servico deasa estrada de ferro,
durante u mez de Outubro ultimo.
- Ao fiscal da Companhia Uecife Draioage.
O Exm. Sr. p-esidonte da proviacia indeferio o re-
querimento de Jos Mendes de Freitas, propie-
tario do predio n. 1 da ra D. Mara de Souza,
vista da informacao prestada por V. 8. em 6 do
corrente.
- A' Cmara Municipal da Pedra.---De or-
dem do Exm. Sr. presidente da provincia, trans-
miti V. S., em resposta ao sea officio de 4 do
corrente mez, dez expropiares impressos das n-
strucC/Oes para tratamento do cbolera-morbus.
pelo debito anterior do estabeleci
ra dos Coelbos e n. 49 ra do marques de
Olinda, ns qual prova nao succeder.
Cand.di Quedes AI cof orado. ^-Entregue-sa* a
quantia sa deposite. ,
Pontete Instituto Vaccinieo.Ao 8r. pagador
para os dvdos fins.
Carneif) da Cunha & CRestitua-se.
Cooegij J|anoel Joo Gomes, Ceciliano Jos R|-
beiro de Vasconcellos, oficio do Dr. chefe de poli-
ca, Jos Elias de Olivelra e Maooel Lapes da
Paz. Informe o Sr. contador.
Aaaoriin IrmAos & CDeferido, nos termos do
parecer fiscal.
Disan^e- Brarner Lina. Fa^am-se as notas
da poAirJa d- liesmsjC
Henrique' Bernardes de Oiiveira, berdeiros d
Dr. Pedro Bexerra Pereira du Araajo Beltro e
Carneiro de Soasa & CDeferidu, ficando irres-
ponaavel pelo debito anterior o novo inqailino qae
estabelecer-se no pavimento terreo dos predios
n. 57 ra do Mrquez de Olinda, n. 2 ra do
Commercio e a. 52 ra da Imperatris, cuja des-
oceupacao se prova.
Contas do collector do Rio Formoso.Appro-
vadas.
Manoel de Mesquta Cardoso.Informe o Sr.
Dr. administrador do Consalado.
* ^fg;
o qual a rcaovaco de poderes dos governadoreB
devp ser precedida do iisentsmeflt das poten*
cias signatarias do mesmo tractldo. Quauto
ao segundo ponto, argumeqtava o dito gabineto
que, lendo sido o estatuto Qtga.yk> umla
trabalho de urna cominiss9b lteniacionol. nao
era admissivel fce fosse rjvistD po* outra de
procedencia paramenie tures-blgara. Relati-
de usurario, e em mercada improprssimo, a
prego de urna violceo da legalidade estabetedea
aogJaJl>ans; a principe Alexandre, que baria
conquistado as condescencias da Porta pela ot-
portMidadfc de una -ulmn-so tarda, mis r
todp a or agradavel ao Salto; o principe Ale-
jiatidi; de Baitenrberg, em iim, a'roasa atxcr-
danw** a autondape da Europa, que reformara
amo lertiro4nto,'#oniriirio seri* fa-? convencfio turco-bul gara, incita as iras da Rus-
mente, a parte militar do ajuste turco-bulgaro
connnava um direito inhecente soberana do
SuItSo, c que nao traduaa nenhum proposito
especial,
i:on*Ba, corntodo. a circular aflirmando que
a Porta acceitarta ^uaesquer aiteraijoci qmg as
potencias accordes prop0zes8efl.omo mdiflten-
saveis ao nlicado ajijste.
A Kusaia Insisti, porm. em duas deguas
objeafes : a que dizitrespeito i renovo
poderes do princqoedftilgaria e*s)auxi^o
litar ojieesta ficava^rigada a prestar Tutofuia
em caso de guerra. \ ,
Seria o amar legalidade Internacional ou a
preocennago dos interesss etropos que ani-
ma va a Insistencia do abinete.de S. Pters-
JpTgo ? S'ao. certamente. 0 traclado de Berln
O respectivo subdelegado remetteu, o
ioqueritc ao juiz competente.
^Ainda m officio de 27 do mez passado,
avisou me o cidadao Joaquim Flix Bezer-
ra Cavalcante, ter em de 22 daquelle mez
assumidif-70 exereicio do cargo de delegaco
do termo de Tacaratu'.
Deu jjuarda a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr.Bedro Viconte de Azevedo, muito
digno presidente da provincia. O dele-
gado enuarregado do expediente, Salustia-
no Josiie Oiiveira.
____ a
'fhesouro ProTiocial
DESPACHOS DO DIA 5 DE JANEIRO DE
1887
Ignex Marques da Cunha.Entregoe-se pela
porta-
Catbarfesa Marcorella e Antonio Pedro da Cas--
ta.Deteido, ficando irrespensavel o sapplicante
"meato n. 10 *bi"B moderador das arnbicoea.moscovitas, mais
-
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 4 DE
JANEIRO DE I87
Autonio Rayuundo da Silva.Iaforme Eucaminhe-se.
o Sr. inspector interino da Tbesouraria de
Fazenda
Abaixo assignados de barbeiros e cabel-
lereiros desta cidade. O projecto de posturas
que se referem est affecto deliberado
da Assembla. O presidente da provin-
cia s pode mandar provisoriamente execu-
tar posturas municipaes quando estas sao
de prompta providencia pela utilidade que
de sua observancia resultar ao bem prcu-
liar do municipio, noa termos do art. 2o
da lei de 25 de Outubro de 1831 ; cir-
cumatancias estas de urgencia que se nSo
dao no caso presente, onde nao ba incoar
veniencia em aguardar a deliberacao sjo
poder legislativo (art. 10 4* do Acto
Addicional.)
Francisco Antonio Pereira de Albuquer
que. Passe portara na forma requerida
Capito Joo Jastiniauo da Rocha.
Forne5a-se.
Joo Ignacio Ribeiro Roma. Informe e
Sr. inspector interino da Thesouraria do
Fazenda.
Joaquim Tbomaz de Araujo.Informe
o Sr. brigadeiro ommandante daa armas.
Secretaria da Presidencia de Pernam-
buco, em 5 de Janeiro 1887.
O parteiro,
Francdino Chacn.
Coasulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 5 DE JANEIRO DE 1887
Sebaptio de Oiiveira Reaende.Deferido era
vista das informacoes.
Joaquina.Deferidp.de accordo com as infer-
mac,oes. J^flP^
Joo da FoneJJrpB Adolpho & Kerrao.Sim.
Francisca Emilia de Gusrao Ferreira,Infor-
me a i secjo.
Jos Ricardo da Costa.Junte conheeitnento de
quitacao do imposte relativo ao 1* semestre do
corrate exereicio.
Aurelio dos Santos Coimbra.Junte cooheci-
tueat-i de decima relativo ao ultimo semestre.
Joaquim Demetrio Teixeira.A' 1* scelo para
os devidos fins.
Henrique Jos Alves Ferreira.Informe a 1*
sseco.
lospectoria geral da Instrnccao
Publica
de3pachos do du 3 de janeiro
qe 1887
Adelaide Rosal i a Bittencour' Barbosa, pro-
fessora publica.Justifico as faltas de 1 a 15 de
Setembro do anno passado, em vista do attestado
medico.
4
Anizia Auguata do Ainaral, professora publica.
5
Canuda Francisca de Menezes Moraes, profes-
sora publica.Justifico, em vinude de asturisa
jio da presidencia da provincia de 3 do correte
Gaspar do Nascnnrnto Regueira Costa, prof-a
sor publico. Justifico, em virtude d autorisan.
da presidencia de 30 de ezembro ultimo.
Pedro Clemeutino Leite. Deferido.
Tbomaz de Aquino e Oiiveira Maeiel. Defe-
rido.
Alfer-s Symphruoio Csar Paes Barreto.De
ferid com officio d. regedor do Gyxioasio Per
narabucauo.
Antonio Martina de Oiiveira Machado, profess-ir
pub'ico.Como requer.
Secretaria da instruicao publica de Per-
nambuco, 5 de Janeiro de 1887. ,
O porte iro,
J. Awmsto de Mello.
DlAKi M PEBNAniiCO
A**90
tepartico da Polica
Secgao N. 4.Secretaria da Po
licia de Pernambuco, 5 de Janeiro de
1887.-Illm. e Exm. Sr. Partecipo a
V. Exc. que foram recolliidos (Jasa de
JJetenyao oAseguintes individuos :
A' minha or tem, Jos Ferreirada Sil-
nctrospecto poltico de
POLTICA GERAL
(Continna As objecgoos gppostas pela Russia ao ac-
cordo turco-bulgaro alcancavam tres pontos
principaes do mesmo accordo: l." a renovago
qumquennal dos poderes do principe da Bulga-
ria como governador da Rumlia,. feita directa
e exclusivamente por*autoridade do governo da
Porta; 2." a nomcaco de urna cagHisso pu-
ramente turco-bulgara.para revr flestatuto or-
gnico da Rumlia; 3 o conjuncto de medidas
militares tendentes a prevenir a Turqua contra
qualquer aggresso estrangeira.
Pelo que respeita ao primeiro ponto, o gabi-
nete de S. Petersburgo apoiava a sua reclamaco
as disposices fc tractado de Berln seund0
ardentes do que nunca i inmediatamente ao aca-
bamento da guerra russo-lurca. 0 governo do
Czar nao pode, consequentemnte, ter um affecto
speool a esse tractadq, an empregar since-
ramente na sua manutengo maior cuidado que
asproprias naces que Ib'o impuzeram. E a
verflade desta asserco provou-a ainda ua vez
a propria Russia, quando semj-epeJhr integral-
mente.^ coaveago turco-bulgara, o seu pri-
lueiroes^s^jBjBSi'stio em querer levar ao ani-
a\*^P!s]sPlr amvencinsenro ds>que a nio
completa e definitiva da Bulgaria e da Rumlia
sena preterivel ao accordo provisorio que aca-
bava de ser realisado I S depois que a Turqua
se mostrou disposta a fazer ouvidos surdos
insiuuago, que a chancellara russa se sentio
tomada de sbita paixo pelo tractado de Berln,
e se deliberou a exigir que a convenco turco-
bulgara soTresse as moditicac-es parciaes cujo
sentido e alcance ja conhecemos.
Collocada entre o libello da Russia e a contra-
riedade a elle opposta pelo governo ottomano, a
Europa decidio-se pelo mais forte. A Confe-
rencia de Constaatinopla, a cuja autoridade o li-
tigio foi submettido, deu pleno triumpho ao Czar,
modificando o convenio turco-bulgaro em todas
as clausulas por aquelle impugnadas. 0 art.
1. ficou reduzido a esta simpMs expresso :
0 governo geral da Rumlia oriental ser
confiado ao principe da Bulgaria de couformi-
dade com o art. 17 do tractado ;dc Berln. Ao
principe da Bulgaria, e nao nomeadamente ao
principe Alexandre, como na redaeco primitiva,
era attribuida agora por ciuco annos a dignidade
que este ambicionara e obtivera, propriamente
sem limitaco de tempo, urna vez que a rcite-
raco indefinida dos poderes conferidos depen-
da apenas do procedimento do governador para
com o Sulto. Em vista do ardor com que o
gabinete de S. Petersburgo promover a modii-
cagao indicada, licito pensar que elle previa o
loripnalissiino golpe de estado que se devia dar
Im Agoslyaa Bulgaria, e ao qual nao foram de
modp aipjm eslranbos certos russophilos co-
nlieids.** ,
Apezar do iodisputavei direito que tmlia a
Turquia de precave.-se contra as investidas nun-
ca iuipossiveis de poderoso e temivel visinno, a
Conferencia eliminou do ajuste turco-bulgaro a
clausula concernenle allianga militar entre o
principado e o seu suzerano.
Quanto questae do estatuto orgnico da Ru-
mlia oriental, a Conferencia dispoz que fosse
submetlido sua sanecao qualquer trabalho que
viesse a realisar a commisso turco-bulgara en-
canvgada de rever o mesmo estatuto;
Eslava, ao menos temporal- ament, aecom-
modada a Russia com as alleracdcs feilas pela
Europa "no texto primitivo Qo accorJo Tsanof-
Kiainil. A Franca, por sua vez, tambem uao tioha
raxfio para mostrar se descontente. Reclamava
contra o cordo aduaneiroestabelecidopelo go-
venu' blgaro entre a Rumlia e a Turquia, com
violacao Jo disposto no tractado de Berln. Mas o
seu protesto foi taj prompta quao satisfactoria-
mente attendido, c o governo a Repblica nao
Inilu de momento outro motivo para queixar-se
dos estados orieutaes.
Pareca, conseguintemente, estar terminado, a
apraziinento da Europa, o incideate de Philpo.
poli, corrida a ultima scena da revoluco que foi
o inicio da mais recentec anda nao de tolo
acalmada cnsc do Oriente, Mas as previsoes no
campo dos acuntecimeiitoi polticos sao diffici-
liinas, nao s pela extrema complexidade dos
plieno.ncnos sociae, como tambem pela inler-
vencao do fortuito, que uin grande factor his-
orico. %
O principe Alexandre, de cuja perspicacia era
dado esperar que nao disputasse com demasas
sia, que tal reforma impozera, e el-o que dedam
Nidemeute a Conslantinopla e a todos as gran-
des potencias que nao acceita o acto deplama-
Uco^da Conferencia, que se nao conforma coa
as PMolusoes d'elle, urna vez que se lhe retira-
"ra-o orae de. baplismo dentre as jialarros do
'a ac cordo com a Turqua, e desde que lhe li-
init ava a einco annos os poderes de governador
da Rumlia Orienta I; sim. o hroe de Sliwnitsae
Pjap nao quena ser um governadot-vagamen-
te~asigoada.sob 0. ltalo de principe da Bata*
ra,, nem confcntia em ver as suas funejoes re-
duzidas>Hm imesquinho quinquennio Pro-
lciou, pius, consra -a diminuiro de autoridade
e dignidyje, que nuerian inflingir-lhe, exigindo
urna delegagao noojinaliva e vitalicia,
A suMma ficou sorpresa com a attitude do
priucipe Alexanare e seriamente embarazada
no sea trabalho para levar as causa^orientaes a
bom caminho. A diplomacia oecidenlal roden
o reclamante em Solia, instando para queasedesse
voatade das grandes potencias. O principe re-
sista. Entretanto, a impaciencia do Czar, priu-
cip almente do Czar, ia tocando ao extremo-; Di-
versas folbas russas 1'aUavamjna urgencia qpr
havia> em nao consintir que um prineiple qual-
quer vjolasse urna deciso solemne da Europa.
E como nao da meias medidas, a impresga
Russa aconselhava ao mesmo tempo que as po-
tencias chegassem dqsde logo a aocojflo para o
emprego eventual de nieios coercivos.
Ora, como a Turquia nao aceeitava com cer-
teza a honra de applicar tae3 nieios, segundo a
iul'ui-ssaees de seus jmbhcistas, talvez essa mis-
sao viesse a ser confiada providente Russia,
que provavelmente nao negara desea ve 4 i-
ropa servais que d'outra foi tosolicita em olfc-
recer-lhe : islo a Rumlia Oriental ou a Bul-
garia, se nao ambas ao mesmo tempo, serian
invadidas pelas tropas imperiaes em honra a
Conferencia e suas soberanas decisoes.
Nao obstante to sombra perspectiva, o prin-
cipe Alexandre nao se mostrava'disposto a con-
formar-se com a deciso das potencias.
A Italia interviera comes seus bous officos
para que o principe obtivesse a nomeaco vlali
ca a que aspirava ; nada, porm, pode conse-
guir ante a recusa tenaz do gabinete de S. Pe-
tersburgo a subscrever qualquer alteraco da*
modificages feitas no ajuste rurco-burgaro:
A imprensa ingleza, que em geral se mostrar*
disposta a acolher benignamente ss pretenesoes-
do principe Alexandre, dizia, logo que forana
conhecidos os protestos d'este, que nao deva
depender gmente do governo russo o carcter
das negociarles correntes em Gonstaotinopla.
Expremia a esperanza de que a influencia do
gabinete de S. James junto ao governo da Porta
seria bastante poderosa para facilitar a salsla-
gao dos desejos do principe de Batteurberg. Ga-
rantia que a Franga e a Italia nao se sentiara
dis postas a acarogoar os odios e ambiguo da
Russia, nem o desamor patente desta pelos in-
teresss da Turquia e pelas aspirages de poto-
bulgaro. lnsinuava ainda a imprensa oritau-
nca. visivehnente irritada, que a liga dos tres
imperios bem poda desapparecer ante as exi-
gencias exageradas do Czar. 0 T.;/w.5infonnava
que a Austria-Hungra comegava a sentir-se lo-
dibriada pela trplice allianga, por isso que a.
aegao commum das tres cortes imperiaes no Ori-
ente era nicamente pautada pelas cobicas da.
Russia, a cujas insaciabilidade de desejos, ac-
crescenta-se, a propria cliaucellaria de Ber-
ln seria mais tarde ou mais eedo obrigada a
resistir.
As previsoes dojornalismo inglez falharam is-
teiraniente O principe Alexandre viu-se aiiiial
obngado a ceder. Faut: de grives. H se contkn-
tera de merels, tinha dito imia revista frana-za-;.
desde que lhe negavam o governo perpetuo, eoo-
tentava se com o governo temporario. Vendo
que a propria amisade da Inglaterra fil nao po-
da servir de gide s pretenges. o principe
commanicou em 11 de Abril ao grao vzir qae
adhera convengo ratificada pela Conferencia
de Constantinopla. Eis o texto da communica-
g;iO :
Rccelii o telegramma em que vossa alteza
se dignou transmitlir-me o conteilo do accordo
tendente aos negocios da Rumlia firmado en
Constantinopla, no da 5 do corrente, pelos pleni-
potenciarios das grandes nages. Maniendo acer-
ca do artigo i. dessa rcsolujo as opinies que-
vossa alteza conhece, apresso-me, todava, ras
declarar que, em vista do accordo unanimo dft
potencias, a deliberago das quacs me submetto,
estou prompto a nomear sem demora os mem-
bros das diflerentes commisscs a que se refere
o mencionado accordo "
Apezar da restriego platnica inclmda w-
principe nesse despacho, a sua' capitulacao era
positiva. O incidente rumelico havia terminado,
como terminara a lucia entre a Servia e Bulga-
ria pelo tractado de Bucharest. Mais desaon-
viado o horisente poltico dos dous pequeos es-
tados dos Balkans, as grandeis^Otencias podua
agora voltar a sua attengo especial para a Gra-
cia, onde a agitago progredia.


:

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( ontina)-
1 IBM 1


.
Diario de Pernambaco---llninta-feira 6 df/Janeiro de 1887
INTERIOR
l&erlst da pr viadas -
j[Qo Jorrad do Commerio,da eorto)
Pelos relaUrioa, eoinrauieaJoesUa ifbprnsn e
outraa foutOspsWot irmacio obtiJo reeebdo deveriamos dar desda j4 prwfi-
reacia ss$aUo Grosso, um que a adunnistracio ei
vil e governo regu'.ar p-ir-eeB.tou ir ante us
indita aelvageosK h a provtari i/Hanfm*,
onde o d-lega\jaw ppcu-
ram lutr coutrsaaaaiiaretaa o o esbaj-taieas d :*
dnheiro pub lieos, qswae, prononcj todos os
aspectos : entrotanato dwtsjssos prefoJ"sfc hoje, cm
prinKiro lugar, a (Paulo.
Esta nobre provincia,, aue foi. c bem o pro-
toa o Sr. senador J. F. de Toledo, o paat de
partid., nacional'** eaaejUistador a do Solo brasi-
leiro, agora o centro do progreso iudustrial, o
alvo de todas vistas do paiz, e Igura ero pri-
raeiro lugar pela expottaca) propria e actividade
manufaetureira.
O juizo que dola faceta as provincia rivaes,
pode avaliar su pelo quedisse a Provincia de Mi-
nas, ao ultimar se a viagem de Sua Magestades.
Eis o trecho do jornal miaeiro :
i .Quando acho-ine uest proviueia oaau Bjiirito
ae expande de coutentaineufo pela *ua cresceiite
prcrjperiKdo...
.Oase toam o imperador. O espirito an bas
oda lio So Pe Je,*'tr de expaodir-se ante a
erescente prosperidad* da briosa proviacia que
re*K,va b.je,sab-osaias aolaa-cld* dessalos, a
pbase .wtorica dos intrpidos iaodaino^e, de*-
xaiq-ie os factoa de entra maneira. O Iatran
stfcnte, dw S. Paulo, que Moa moho pratk-
contextura, ap'zar dj titulo, corrobora, as qa
do josnalismn, de Santos, sobre as diffictdades
m, nefarias, referindo se falta de miudo.
Em as p tlvi-as Ji eolioga intraasigeute:
K*icebem>l hoSttut'a tote hjote.o varias se-
csint5s-drie*a>uarc!ntea de saoida e inoontei
tavel precedeu"iu, se attender-se devidaraente ao
aasurapto obre qu > resiah-in. Tenlo o ministerio
da aasaada mandado reea-oer tissaaorarias, as
provincias, notas 'le dios, cines e des mil ris ;
ssrsMapeoi.iva rwparticio daata apical, o aervico
osla correado irreo; ilarsaeole, cora rexaraa para o
publico, e pnisMcavam ja serios snbaracoa,pra
strans*coe4amereiaes. Mi aa ua tbassara-
riads rastrada .esta capital notas de outraa es- lreqai
nJ !
:


'

.*#i

im.
brav-dorcs audazes dos mais invioa seitoea de Mi
bs e outraB tegies do BrasiKcoWta, orno os
pnrtiRjaassjs e heapaahoe o baviasn sidonainraeculo
sustos aos vastos pampas e coloasaes florestas das
duas Aojaricas. Em vez do ourj, que buseavatn
outr'ors, hiqe, welbor avisados pela vxperieBeia e
pel.rejeodo, procoram conquistaras laaga/ficeu-
oasda agricultura e das artes...
D passads reviven) somonte o espirito de em-
presa o ardor da uta e a lenacida* d*T esfarco ;
ms :ejpre*a. ntil e pacifica, InU-nabilitadora do
trabalho int< lligentc, esforco scientifico e civiliaa-
d>r... ',.,
. Por toda a parte fabricas, macannas, uaeolas,
natas, vias-ferr<-a9, barcja, lavooras, cavnp co-
bertos d* pado, p marca repUctos de fructos, eida-
'des Ticas de iustitnto* deoBatese huitr:os,
awTaaoies cbeias de traba madores trabsAbadores
lentes de csperancaa. ^_;
Ver toda, a parte a ccmfianca geranio'pre-
bfli*saent>s.BtelligQneia suscitiu a colliguoio forUlecondo os elementos esparsos, o
etudo resofveodo ardaos problemas da mchame*
industrial, forcae nova e r'rqaeaaa deaoepbeofOas.
Por Uda a part, o nogro 0*6*1, eoino outr ora na
t -merasos aelviculas ante a nvaso dos bandtiran-
tet vslenU's, eedando o eapac ao immigrante indus-
trioso, o progresso esmagando a roMna, a vcrJade
diasipando auperati^oes, erapectiva spKjndida
a liberdade desthronando serv loes, nobiluaado
O tntbafto e ergaerdo o pri4 social de sua maj-
ria secular i altura doa homans e dos eidados.
De troposito cedemos o pn,-el ao brilhaate ol-
lega da folba mmeira, porque oingaem o podena
aiennhar de suspeito on movido por detarunaada
ordera deiidas. .
Effectivamente 8- Paul > o modelo da activida-
de para Minas e todas a ontras partes doirnp-?rio.
Entretanto, soffre pelo servic da.aia vwc/w f.-r-
sea emdireccao do principal porto ia provincia,
soffre pela carencia de capitaes barato para o sen
morimeuto industrial, e inda tera aata-si-n osme
roso problema doexiluvisoiodas.culturas. Ao.n
ranha S. Paulo na sua vida industrial, no f.u no-
Tiraento civilisador, proseguir na pista qne o r-
oente rame deu aopaHz. Nao deve eU deseo -
berta ficar como pagina destacada, sem aeguuneat;
nao deve tio Uboriosa provincia encerrar-se nos
aens recursos proprios de publietdade. Piraos
s.'u* int^-resses, para a,attraoca des espitara, bra-
cos snelhorsmentos, convm-lhe a grande luz da
publicidade interprovincial e ate internacional,
yvimento de .8. Paulo d.s que se eoutaui as
e;atistieas iudustriaes do globi.
Estamos scostunia los a lamentar a losiguinann-
cia da exportacao do Bio de JaoeiM, oxcepcao
|,.itdoat : o porto de Santis amia so ex-
e'-usivisu. No exercicio de l884-l88o, a expor-
tacao para o estrange.ro oi d- 47,207:1244311 e
nftjta iuioortancia entrou o caf por 47,11W:WJ*.
Fearam aponas 104:OO, para todos os oatros
eneros, dos quaea, o miis avultod,o, que e algo
2a" apenas inprtou em 19:829*893. D, shi.
a-ndo as satras de caf falnam, coito no ulti.n i
exertcia, a parabaacao do movimento eommercial,
na* nao diter a decadencia.
No 2 semestre de 188518-56, a renda da Al-
faiidega de Santos foi de 3,773?007/'W3, contr.
388:667151; no 2 eemesre de 1834188J.
Com a safra deste auno, o meiboraineuto mani-
fest, asado rendido no 1 trimestre, de Julboa
Setembio. 2,406:1701913, iato mais 6b9:12231b<,
do que no periodo idntico do ex-rcicio de 1884
J885, e mais 715:539*500, do que no de 183o-
Sij
A'renda da importncao de Jovembro d*. 1885 a
Outubro de 1886 fo de 5,091:808597, contra
3,727:249*253, em igoal periodo de 18811885.
Este augmento indicava a proximrdade de melhor
afra de cf, e a renda geral da. Alfandcga tem
continuado, nos ltimos mezrs, em progresso rela-
As circnmstanciaa especiaes da provincia diffi-
oltam o movimeuto dj eommercio, logo qne se d
qaalquer retrahimento de capitaes, no R.o de Ja-
neiro, como actualmente. 8e as operacoe* de qnal-
. nuer banco hovo imnnbibsam quantia avuitada,
ae as compras de cambio distralnin para o orto
cemessas repetidas, a praca de. Santos, que vive
- reflexivamente e naortem o elasterio de ana expor-
tci>. estremece imraedUUmnte. Nai a emis-
aio ou extraccio do papel moda que faz as cn-
M mas aim o desviamento ou p-ararysia d-is cu-
pitaes circulantes. Eefenndo.se. lis difficuidades
monetarias do Rio de Janeiro, diz o Diario de
Santo, de 17 do corrente :
< O-a se essa a posicao da praca do Kio de
Janeiro, nao -muito que aqu, na nossa, a Agen-
cia da Caixa Filial do Banco do Brasil tsjnba ele-
vado a taxa de descont de letras a 3 > das, sobre
bancos do Rio, a 18 /. E por i M. que a Agen-
cia da Caixa Filial do Banco do Brasil leccbe tona
a renda da Alfandega de Santos, que tem regulado
mil e Unta cantos- de ris por mes; achaudo si
por cs'.a razao colloeada era poaicio muitosu-
erior d.> outres sUbelecimentos congeauros,
para operacoe de d-sconto sobre a praca do R o.
Todos sabem que os negocios d* prac* da Santos
liquidam-se no praso de 3) das, aquelles que nao
sao faitos a dmheiro de contado Mas a eanacez
de vaoorea para carregar cafe para a Europa,' ca-
cacez quo nao desapparecer antes de 30 dias,
teropj necasssrio para que coegutm a nosso porto
os vapores freados e outroa at-ahidoa pela alia
norme dos fretestem elevado a penuria de ra o
circulante ao ponto de constar-nos que t a 2 /.
se tem feito transbac5i!s a 30 diaa. E o am paiz
de mods-papel, como o nosao, onde todos oj prc-
eitoa da acieocia econmica poiem falhar e f i
Ihomo eommercio v ae entregue quasi ue abso-
Incameotc as naaos do goVerno, no momento em
que aarge urna crise proveniente d esoaeez de
meio circulante.
Parece qne o raelhor remedio ru trabalnar
para que se extinguase o-papel moda e para quo
oa capitaes da provincia ae aasaciaasem em banco*
commerciacs, com vi la propria. Entretanto ab.
vai a reclamscao, que realmente prejudica, antes
de todos, ao productor do caf.
A lavoura da provincia psreeo que vai fi;ar
contente com a agttacio abolicionista que deu-se
em Santos, por occaaiao da emancipscao do muni-
cipio. Pelo menos, falla se, em dicersas folhas
locaes, naa medid ia que os Kvradores preteidem
tomar para de8viar aa remeaaas do caf de Santos
e eucminhJ-a a eata pr?a. O PaulUt* publi
ca urna iiaU de dse casas de eommissoes d; San
?os, com a deelaraco de estar informado qi s
agitsces provocadas em Sanws por algnns indi-
viduos, a proposito do abolicionismo eram comple-
tamente estrenuas essas importantes casas. 0
Diario de Santos, qne j* eserevera no artiga in-
titulado. Ao_ abolicionismo de Santos a grive da
hampas, representando os meainos valorea; deas
do.a operar-se, a troca, eem alterar-ae a qaanti- o:n
dade de numeraria, na peeie esisteuteno incr-
eado. Quea vai, p r exempio, reeober cinosenta
mil lia esa quatqaer da tre2 notas recebo, nai
outras de igual valor, mas apenas so ama do va
lor, da somma total representada as notas reco-
Ihidas. U :ata arte vai o commereio fieando s^m
a-iudo e sb diEculdades apparecendo as com-
pras e vendas e demais traosaeces rarcintia .
Paree que a maior dimsuldado veio d estrada
da ierro ingluza quo recusou-so a receber as aotas
indicadas, p>rjulgar prximo o praso do resolhi-
nento. 0>a rec nta deliberacSod 8r. ministro
da-faaeckte prerogando o pras para recWier as
notas, provavel qua s exoecam or mis r-iplda*
para 8. ''aula e Santos* e qie volt ia u cncaiaeio
o troees raeolaUVu.
A miui jb da capital dirigo abru-ns ob
serva^Ses i estrada de ferro ingieza sobre a co-
brase* doa frates das eargisafqae vn a pagar pe-
lo consignatatiee e osaaa oOservacoea, te .-iolun-
dementadas, nos pareeem b-irmoaiaa'.;*- poaco
eom a inanferiblfiiade da diBiniafa##> da via-
ferrea, tantas eem proclamada peina sao sf/nfl
tea. O case at nos parece da coiapeteaeia do en1
genhetro fiscal.
Dis o Intraimgente, ^n editorial de W do cor-
rete :
Quando ae trata de liquidar as contas do.fre-
tea que a conjpanbia ingieza proeade itreg#r-
mente. Qeando ha enano n* clcalo do preeo de
transporte o que elle se eediucia da vuriSca?ao
que precede a entrega, se .o engao a tavor dos
cofrea da oompanhi, eata verica o cateulo, feito
nacaca^So da pracedas a e cobra a disTerenca a
son favor.. .Mas, quanio dsu o CQ, iati ,
quando o engao contra a co'npanbi* e a lavor
do comigoaiHi-i i, a dminiscraclo da eetcada r:
asa so a, veriiias os ealcuWs c insiste em cobrar
o freto mal d-W-lo, allegau-lo aao nada pode fa-
zer, atientas as exigencias da ana contabiliza U
aos dimauldades qu be #trim pela coufusio e
augmento de trabalbo, na repartieio do eonta-
doria .
Deve ser de-ama intransigencia espantosa a
conudocia qae negiiisi.- a reutifiear os eugwoos con-
tra as parle, ae eata bem informado o aos*o col -
lega panhstano. Em t.alo caso, lavoura que preci-
md -ira grande quancidade de cipda, raizes e
fructas medicinoes, o o uro, o diamante e outroa
inmsraee es tima veis tanto pela aua appli cacao
tabril, com >. nppiieacao 4 iudustria, gran es ma-
is do bi seda, rolos Ua fio d< tucun.
Oa productos da iniaatria estavam bem re-
u'.ado p r lunas dexoito amostras de Caf,
mrito o-na a;n l-.i >:n las em cixotej forrados
le bata ; grande nam-ro de amostras de assuca-,
a faria* de mudi<>c<, o polvilli", a araruta, a
fcula da Dataos, ntc, ote/; productos fabris, com
a cerveza, age,*t> liverses lieisM li in eleg-iate baldo, onde es-
ta i expasloa a Uvlo i'Uia dasaeuboras qu ejocor-
reraieampos'fot*; tr*J*Jbesque bem d.-monslraos
que asvemh a>-i.t<.i;>'-.>nir l .1) i>.-a ; n:j. que, louge do centro de
satni tu4as ar, rieatac -a do bellot'.las
MSd :q oip-JCr*'n saber.
^'t-baru Ub-i ; o-Sr. ioa> Marques eUar-
ealbieag, mbW> inasnbro da oomuaiieio di
rectora, prjt rio o discurso inaugural, que foica-
loro?aueur.J applaadilo, pela aura-irosa concurren-
cia de povo. O ,'iscarsa attribuuas h mras da cx-
posici regioanl ao< 8es. l-iodolpiw H. Bapsti,
representtnie da cimpanh-a de S. e E. da trro
d) Eapirk) S.nt .JfcOaravellaa e Antouio G.
Aguirre, k co.beaisaie par elle3 ooaea11, sobre
esoelha do da para a ioaugjrniijj diese :
Deaigta-ido o da 2 do D -sembr para a aber-
tura do nosaa mideita exposicl), tiveui*> em iat*
render b nnenag ia eo priraciro cidadio de ato pai,
Sua MagesUde o Sr. O. Pedro II, desaalado
protector d .a i iu rea es da lavoura e das industrias
uacioiiaes. '
Dorante a feata, em elefante kiosquo feito a
capricho peio Sr. flearique Wandrley, t"ea-am ven-
didas div-raas preo-las enerecidag pelas aeohoraa
e-n ben->fiuio da casa da escota pri.naria, que ae
vai i-litio ir. As vendas e o leilio rouderam
75()aK).
Teriamos aindt u dir notiaias Jmportaatass do
Para e rVruanibua >, mas uio desT*odo aleegar
Sita revista, as adiamos par* a primeira occa-
aio.
la
tamoe,J
to do
tacio dos
a casas d
para esse ae
ae refere
te de polica j
Ver nellaa qu
em Santos
Nao ouvimoa 0 chote
por sao nao sabemos
aeauadas
deasa cat
o eommercio focal, Jizeodo :
istiocto celieffa, que nioacredi-
r parte de agitaoes a propoais
oter conorrido para a lib r-
do municipiotodaa, tr-.c.usive
lo sen informante, coneorreram
honra a cidade de Santos : ae
assuadaa prov cadas pelo che-
injusuca inqnalifieawl i
aa de uui me para poder_transportar o caf da
estapa* de partida ao porW.de ajinbaTfWe, qio >
fre ia cona-squencias d i descont de 2 % ujs sa-
quea para compras do g"ener, e qu t o da 8J
jeitar. ^ s eontia wtraasigeaitB-' daatr-d* de
ferro, carece sem a m-iiior duviJa de retoruna >
eaVaaes por onde se moveo aeu trabalhj.indua'rial.
Basta, p>tm,+oje, miai.anda muito a r-ferir, e pfseuesl nut-as
preViuciSr, oide aefa eeutic a aur* do trabalbo
lifre.
A'nosaa esqaorda.um p>uco mais a n.'rte, a
provine! do Espirito-Santo, procura seguir as pi-
sadas d S. Baulo, poraa as elsasea dingeotes
aiuda nio p.>ssuem a praticii-dc almiuiatracio dos
grandes intereWa, qne i eduesaao fjit em
nota* visiuha do sal. () trabelosHa asseeaoli
provincisl,*eucerrados a 11 do corrate, sofwram
graves ceusuias da imprensa, c alguna nio foram
sanceieoa^os pelo delegado do gverno geral.
O Sr. desembargado.- Rodrigue*, qne parece ter
se enllocado cima dos partilps locaes, ai prea
teu a ana assigbatu.a rcaoluoi que mindava
restabslecer as aposentadorins proviuaiaea, aboli-
das pala lei n. 37, de B de Maio de 18d. Por
ate acto, o poder legislativo desaga'ravara 0 futu-
ro da erovieeiad* pesada verba das aposeotado-
rias,.^ue n> norte, ni amainstituicio justap*ra
reinuuerar longos ecrvicoa, mas sitn inatrumento
oe*itic> na mao das inflioncias lojaea d) tolos os
partidos, gem exoepcao. ExaapUs basta, aaa ca
riosas everiguncea sobre eaea espauie, a que pre-
cederam o ^. coaselbeiro Costa Pereira, ea "Per-
nambaco, e o 8r. Ernesto Chaves, no Amasonas.
Segundo res-im.as negayoes de e*neio, hi indi
vidoos que a apoaeatam no- fia de quatri ausoa
de aervijo, si) nomeadoa em seguid* para doua ou
fres empregj", em que ao^eeeaiv-jmente toruem i
apo*.ntar-se, e, por tim, pedeme ob*a a nausea
cas para u na siuecura do governo geral, onde ve-
getara al a ftecrepides, vencendo cinco ordenados
ao. os delegados do poder central resistem a estas
innocencia, grita-ao contra a centralisacto epede
se a federacao das provincias.
No ultimo orcamuuto da provincia do Espirito
Santo, forsin mandados pg.ar-os vencimeutos dos
empregtdo da secretaria da asscmbla, deaiicti-
dos legalmente em 1878, desde a data da demUsio
at o actual png.Mn.Mito. Sao coropensaces, nic
pouco caras aos ejutriboiates. Na seasio do'dia
8, a assemb'a votou o imposto de 50 ra. p>r ki-
1 ogramma de-aabio fabrieado no paiz. Parece
haveralguma contradiga > entre eate impssto sobre
urna industria apenas na ente, e a despezas hu-
torisadoa no orcamento provincial. O Club Cora-
mercial da Victoria que mais de urna vez tem iu-
tervindo oootra os tributos vexat-nos, nouwou
urna commiasioi para representar contra o itnpoato,
da qu.l fizeram p irte oa Sra An'.ero Uoutinho e
Iguaeio Pereira, daputados proyinciaes da situa-
go e negociantes acreditados. Nio teodo srdo
attendidas estas e outraa reclamado -a o orara-r-
io ropresentou pela imprensa local contra os im-
postos, que julga ineonstitueioaaea.
A execuci* do contrato de 29 de Novernoo de
1882 para ex-cucio da va farrea da Victoria ao
Rio Pardo, deu lugar a desintelligencia cutre oa
podere provinaiaes, couecaaionarios os-Sra. enga-
ube res Eauardo MeodeJUtnoeiro e Joio 'Hara
Barb is*. Por c mtr.icto al ttcional de lt> de Agos-
to da 1881, foi alargado o praso at quatro anuos
desta data, para os emprezarios apreaentarem pla-
nos definitivos da-estrada. Os eoncessionarija al-
legara-n estar j i quasi concluido* os estados, e
yrosr.es a Sudar -se os do trecho nnnl qno eoiiata
de 70 kilmetros. Pelo menos o Cachoeirano dis-
a que os estados da 2* aeccao estavam coStrata-
dos com o snisenbiiro H-rmann SobiSdier.
Fundando-a? nos trabaibos teitoa o 8. enge-
nbelro Ijim-jeiro pedio aasembla provi lofal que
lhe concedv-sse mais seii para offerecer conside
rncao do g-.varno provincial os estadas d. trecho
fi.ial. Parece que a aasemhli uio decidi favo-
ravelmente o reqaerimemo, ceixaudo em susp nao
aquesto. A va-frrea de Itapomrim devia
inaugurar o primeiro trecho a 6 de Janeiro 'de
1887, anniveraario das obras desta futuros* estra-
da, mas segundo consta, adeapeito da boa vontade
i a e.nareza, a inaagaraeio ser adiada. V"-ee,
poresUa indicaco'jj. quoos melho-ameutos nabli-
cos na provincia estao na ordem do da. Durante
o ine. de Noveinbro a renda do correio ger. I da
proviucia foi d;; 3:522*121, e a ejpaz.i de
3:020*234, li ai > un saldo de 501*387. Sibe ae
que no Espirito-Santo ha diversos ncleos de iin-
ujigrjco, que j constituem os istrictos Je inaior
movimento commercial e etportacio.
A-Sociedade lispirito-Sautonsede Iramigmcao.
quo mreeeu doaveios airect ia do Sr. )eeeitib*r-
gador-Ridrigues, est em plena actividade, e cju-
t.t aocios em todas aa localidades princlpaea da
provincia. A admiuistrelo geral doa correios
d* Victoria foi aiitonsada, no correte excrcicio,
a receber e expedir livre de porte aa cartas diri
gidas para o ext-irior mesrna aociedade. O di-
rector do actual mez o Sr. F. Tabarro.
A' aoc-iilade foi dirigida ama reprea-ntasao pe-
diado que intervenh* Junt i do governo para que
sejam concedidas trras devolutas a 33 estrangei-
roa e brazeiroB filboadestes, estaboleciiua no ne-
cleo Cachieiro da ex-colmia Santa Leopoldina.
O subdito italiano soliciton n misma iatervencio
para concessio de trras, era Piranema, afim de
eatabelecerem-se roareutea seus, que esto a ehe-
gar da Italia. V ao que a iinraigracio eataj alli
radicada e prospera.
O dia 2 de Oexembro foi festejado com ura acto
con goo m Cacbooiro dj Itspeusirm, qu-? um
een'r i de act.vidade agrcola e fabril, o ponto d"
partida 'ia estrada de trro o Cachoeiro ao Ale-
gro e Castello, de qu j fallamos. Io*ugurou-e
aesse dia a l* exnoaici < regional no vasto .
Asserahln Provincial
no
araazem e d.-penlncias da esUcao inicial daq u lia
fatrada. correspindeote especial deacr
da provincia, I exposioPnoa seainte8 teimoa:
podsria provocar I w fju vm^o salao-armarem, elegantemente ador-
rovavel em auttridadej na(a0) dmira se alai dos productoa naturae, cooib
toral que o alto faaccioaa.-j uala uunanaa, bella^ e iasonipiiravel collecjo de
DISCURSOS DO SR. DEPTADO JOSK MARIA
(iessao de 11 de Abril de 1886.)
O *r. JonMitrU (pela arden))r. presi-
dente, eu acho que nao lera razio o nebre depu-
ta i), pednio para ser dado para a ordem do dia o
pr'jecto do ore-tai -nto.
L>5S.i S. Etc. que n semana vmdnur* de fe-
rias, urna ae.nana inorta.
Mas preciso notar: Christo s uiorreu na
sextafeira. Nos o deveinos ter ferias n quiuta-
teira at sexta. N >s diaa anteriores e bem aasiin
aabbado de alleluia trabuln-s- ; ni uio temos
que recciar do s ruioa incoinmudados com oe'pom-
biubos alvicarciroa (risos).
E' :1o crer que aqu se nio romp auVluis. Com
c rteza nio se aollario neate recinto pombos que
nos veuharn incoinmodar.
Nio tero relo' c toa 'guiaements o nobre depu-
tad >; o o:\-imeuto conatitue materia grave e seria
e eu creio que o impognarc desde a primeira
ultima palavra. v
O 8r. Barros Brrelo JniorNa primeira dis
cmeia?
O Sr. Jja MaraXa, pri.awira discimii, mn
senbor, niato eu : i discpulo do iliustre Sr
BarQ'de Muribeca.
V.&xc. nao sao <|no elle discutio o projeeto
de orcameat.iK-.n primeara liscussio, impugnan i)-
o e o sua tota i.ia.ie e requci-eu que fosse devolv-
do a cooiumaii para faiel-o de novo?
P.iis aconte:cu isto, e ae o nobre deoutado du-
tid* p ide recorrer aos anuaea.
Anda o auno piaaaio o orcamento foi laigi-
mente discut'do em primeira diacussio, lauto as
aim que o tr. Oiympiu Marques iilou Oucaote
tres ses8oe8.
Nada, p-jrtanto, de scodamento, pois eu estou
deliberado a discutil-o largamente, era pugnar esse
ujoustro horaciauo, desdo a primeira ultima pa-
lavra. Eu pe i3i ni 'amo quo aouillo nao pode
passar, pela forma porque est umifoalaraidade.
Nada de prossa, nada .de aciidaraento, porque como
diz o ilustre Sr. >ujor Alionan Leal, boi aperna-
do deita.se, uio anda ntsn com ferrio,
O project-o, Sr. presidente demanda am estudo
uvuto acurado ; ucceasario consultar-so a legia-
lacio : eu pilo menos, teuho uecesaipade do ir a
b II....U -ca tazer oj iii.-uj csiios.
| Tereino nqui, esperando que et cVsa nio ac
ceite o reqoerimento do nobre deputado.
( Sessio de US de Maio )
O Hr. sidente, perdurara os-meara >s motivos; nos couti-
HBM cercados. V. Exc. v: b completa
t.-an-iuilid i e ; as galeras esto abandonadas,
povo, aquelles que querem -ver com oa seus pro-
pi03 olhoa o proeedimento doa eeus elekos, ji se
rriirarr.m era vista da attirede da torca publica.
O povo toi ao presidente, nio quereudo abrir lata.
Nos nio p-.demos funccioaar assira, e en eonfea30
* minbi fraqueza.
Eu uio teuho coragem de votar com liberdade,
porque tenho receto de ser arrestado d'aqui por
caaes soldidoe. B-om v V.Exc.: quando o
eieo da provincia p>-onuncase assira, # porque
i i-r proceder cora toda a prudencia. Eu estou
coagiJo. UiSojava ni i. reiirar-ma d'aqui, ma,
eu nio teuho liberd r.ic V* E;:. nio devo que-
rer euagir-uie.
Peco incjntinantemsnte a V. Esc, ae que
d-seja QUfl eteja.no-i aqu preseutes, que f*va com
que se retire da ante-sale oNSr. commaadsnte d*
guarda civiea, 1 -.?. nii tambera retirar os solda-
.1 is que ae achim postados as innaediacooa da
Aeserabla, ou eutio que mande easu commandan-
te da guarda cvica e es^es soldados aos substitu-
rera.
Ellea que entrera, elles" que votem esse orca-
mento, que digno de ser assira votado. V. Exc
niu pide sahir deaso dilemja: oa manda retirar
a torga, ou insuda substituir-nos p>ia forca, o que'
mais digao desta aituagio refractaria aempre
maia pequea contelhi de liberdade. Eu entrega-
re! o bora grado a miaba cadeira e irei para a
inini cii. Mas o que nio p.oaso conseatir,
que a Asaemb'a conimue a funceionar d'cate
modo. *
( Sessio de 12 de Junho )
O Mr. Ju SlarlaSr. presidente, din-i
s.-mp-e duas palavra sobre este reqnermento.
Ede j f-i muito bem discutido, todava desde quo
o assiguei, acho que do meu dever diser a\gu-
m* cousa para dar urna mi de ciuzeuto, como ae
diz ein linguagem vulgar.
Discuti se largamente este reqoerimento, mas
V. Exc. deveris ter uotado que tratou-se mais
ds politice em geral do que propriamente da ma-
teria. Q-icra mais o csplanou foi o nebre 1' se-
cretario, tanto ass'in que provocou o meu amigo
jourotco de S, a t.aaer ura estado retrospectivo
Ja eleicio ultimo havida no 7o distiieto.
Deixando eataa cousas, para liquidai-a em oa-
tra oscaBiio, mesmo porque en hoja mu sinto um
pouco incorainodado e nao pos'ao drmorar-me por
muito tempo na tribuna, passarei a occapar-mo
propriamente do requerimento que est sajeito a
debate.
Sr. pr siJente, eu tenho- resebiio muitas quei-
xas de pea8aa que me mcrcem toda confianca, do
nodo parque o abde-gado de Ipojuca, o celebre
Sr. Siqu-ira, un. doa meionkos da actualidade, tem,
procedido.
Sio constantes aMeelama^oes que me chegam
cintra h violenetHf praticadas por esta aaon-
Jado. W
No entretaato eu acho aidda pouco; cntenrjo
qm o Sr. Siqucira dovera anda fazer mais.
Sendo S. S conservador de 20 de Ag.sto para
ci, carece dr arrhas do aeu partidarismo, carece
sem davida neubama, de naoirar confianca de
seus ebefes e o meio que encontrn foi o de perse-
guir atrozmente, como um tigre esfomeado, aos
infezB ileitores liberae.
Entre outras victimas, Sr. presidente, tomou a
si perseguir esto luitor, que embira nomem oru-
dento e cumpri lor dos seus deveres, todava nio
tem a espino dorsal muito flcxivl e nao faz cur
vatnras quando chamado preaenca d'este mu
alto, nobre e iliustre Sr. Siqaeirn.
Sr. Siqueira, por it>i embirrou com 038e ho-
ra un, Dique elle gosta d'aqu-illas que tem a es-
al floxircl.
Eu aebWbe razie, porque c im effeito a altivez
um grande defeito. Na epoeha que atravessa-
moa, n'esta epoeha do liqudacao moral, liqaidacao
que ven desde o presidente do cma.lho o homem
das popellinti, o ex-contrabandista, boje elevado
a ministro, at o ultimo inspector de quarteirao, o
individuo que qurser viver socegado deve forjar
sua i: juacu neia a calsr-se e abaadooar-se tarabem
a es-a encburrsda que vai rastaado comsigo a
propria dignidade nacional.
Quora quizar viver em paz, em vez de trazer a
sua cabeca levantada, deve pelo contrario trazel-a
bem curvada, como nos bellos tempoada matro-
pole. Infelizmente esta ama verdade que est
ao alcance de todos. E' um facto qne se observa
desde a capital do imperio, onde predomina a po-
ltica machiavelic do Sr.de Cotegipe, cuja espin-
garda velha j nio atira, ceja dacrepitude ji' vai
tocando ao aeu auge, at a ultima nldeia desta
nosaa pobre e infeliz patria.
Um 8r. DiputadoJA aei que V. Exc. est dis
catindo forc policial.
O Sr. Jos Mari*V. Exc. agora o presidien-
te da casa ?
Qaero crer quo $ elle quem tem o dimito de
chansar-oi! ordem.
Bu bem aei que a baocaila a.a^u V. Exc. eer-
tiiue ai i g-sta da les diH9C priaeipalment'
onaieie-eas i luz pe em relevo ssinis tDJa.-eiee-
riasinwrtd> conaervaajW- tteeeu, queolesioo
(lefirfBtssaW f anquesa, ve^aesosw diseado o qn>
oenso, aqui, ni imprensa, noa commicioa, porque
esta a nica vlvula que ma resta; teuha poia
o nobre deputado paciencia e v me ouvin lo at
ao fira
Mas, Sr. presidente, este pobre homem de qne
trata o requerimento do nobro deputado, enten-
do qua o Sr. Siqueira nio era o aea aenhor-moco,
pensou que poda proceder dentro das rajas da
sua liberdade individual.
E.en aolia que elle pensou muito bem. Este
homem naturalmente diese de ai para si : pca s*
na estamos u'uma pocha era que se quer acabar
eom oa escravos, em que te -ntejid* -{ne um bo
mera ni pode aer propriedade de outro, Bao
justo que rii faca ceaaao de minha liberdade e
proceda como um escravaado. Bato subdelegado
nio p ic exigir semelhante sacrificio de m m.
O Sr. Siqueira, porrn, que resa por um* outra
cartilha, ci beaitau em prender eo'- bomem, eon-
servaodo-o incommunieavel durnut muitos das.
Ura Sr. DeputadoQa mu contou esse historia
ao nobre deputado ?
O Sr. Jos MaraHistorias r#: ?. Exc 8
contal-as tolos os dias e Aa vezes at omito mal
contadas. Eu, quando afirmo qaalquer ooisa n s-
ta casa, porque estou devidsmonte documentado,
6 porque nao tenho receo de conlestacio. Mas,
Sr. presidente, ainda nio tudo: este homem,
que havia recorrido A inpreusa para fazer valer o
asu direti, foi ubrigado a deslizer- e, foi brigada
a asaigaar urna retractacao e tal foi a preaao
que, ao terminar, o infeliz teve um* eyucope.
E sao foi leito para e defender o Sr. Siqnoira
das justas aecusacea que lhe eram atiradas. Eis
ahi o quadro, Sr. presidente, bastante eacnro, que
anda soaia negro tica diante am la da verdade.
Eu, porm, Sr. presidente, nada espero, eataa
por aesim disur clamando no deseito, mas aa mi-
abas palavna vio ser impre3B*a e o publico jul-
gar. (Ua diversos apartes).
Va^Exca. sabem que n'esta epocba de slitScu!-
dades era que se encontra muita gente Dreciaado
de logarea, desda que mn homem, que nao meu
correligionario, occnp.i ura, eu eslon no meu direro-
derjoediudo o e chamando- > para esse lugar um
irmo meu em crencis polticae.
Portento na miuh*'ipitio, quando assira tivesst!
euceedido, o Sr. L. A'.ves procedera muito bem :
o Sr. Siqaoira nio era pessoa de aua confianca,
portento naodeva aquclle nosso amigo tel o, juu'.i
a ai, raesmo porque poda conatiluir-si: um revelador
d'aquillo que se paaaasse.
Por maia precauci) que tenhamos l escaple
urna palavra, li dena-ae mna carta e por couso-
qu-noi a. como podemos ter era aua casa, em epochai-
eleitoraes, ara h mem qu. gaerreia cora o cnit
dat-i qu suateutamos? (Apartes). Mas una iato
ae den.
O Sr. L Alves nio teve oecasiio de despedir
o Sr. P. Sijueira, que tendo aempre acompanhado
aos seus parentea, prometiera o aeu voto a au
prim o i'r. Andr Cavalcenti, e na occr.aiio
faltn, votando n > Sr. Lucena, cora o fita no era-
prego, que effjctivaraeuio obteve e tendo faltado a
sua promeaa, tendo deixad de votar no aeu p-
rente, e coraprebendeudo que iato devia molestar
o Sr. L. Alvea e coafiondo na promeesa que lbe
havia feito o nobre deputado pelo 1." distiieto, o
Sr. Gaspar .de Drumraond, de arre.ojar-lhe um
lugar, por si raesjoo dcspeliu-se de preceptor doa
filtVis do Sr. L. Alves.
Um Sr. Deputado- E' verdade.
') Sr. Joa Maria Despediue,.como diase,
abaudonmo lugir e effectivameute teve o paga-
mento do emprego. Verdade e que foi um eraprego
menor do qu-i ello suppoz. porquantoelle esperava
que apanbaria as minas da California.
Va. Excs. sabem como isto ae faz em vespjrs de
elicies; aprescutB-ee plaquet por ouro fino, pingo
d'agaa por brilhaate; dep-oi que o Pateado -r
quo toi Iludido, mas urde porque a chapa j est
u* urna.
Assira succedou c-jin o Sr. Siqucira; deixou de
eusuar meninos, julgando ir ter um emprego
muito b im. urna cousajde outro, mundo entretanto
teve um emprego que loe rende me us do que aquillo
que elle satera no eogenho. (Trocam-ae muitas
apartes.
Nao foram poucoa os engazopados, como por
exemplo o Sr. commcadador Kb iro, qu; nao
sendo eugenbeiro f ji uomuado engenheiro do me
Ihorameutj do porto, e tendo sido emposs ido e
pago o titulo, 15 dias depoia a nouieac&o foi uonei-
derada de ncuhura licito. (Trocam-se apartes).
Islo foi no partio conservador; felizmente os
ibera" nao sabem fazer d'estas ebusas, porque
uio sio bltante experentra ; 80 porom, eu pudor
alguno, dia inetter o mea bedelho u'eatao cousas,
hei de tirar o meu pedaco de vinganca. (Trocam-
se apartes).
Sr. presidente, eu estou aa escola, estou apprcn-
dendo ; o quo eu quero que quando na aubirmos
eu nio encontr correligionarios de coracio gene-
roao.
Desde j declaro que quando ae tractar, por
exemplo de un pai de familia, embora tenha 50
tiibod, e for preciso demittil-o, eu concorrerei para
isso quanto pudor, porquanto e bom que o homem
que hnje est de cima, v depois saber se a mise-
ria boa, (Trocam-se muitos apartes).
Sr. presidente, feitas estas ligeiraa observacea
no intuito de demonstrar A casa que ea nio aban-
donei o meu requerimento, eno intuito de defender
de um* accusHcio grave o meu correligionario Sr.
L lurenco Alves, e de demonstrar que nio inno-
cente, cuino f vi pintado n'esta casa, o Sr. Fran-
cisco de Siqucira, sento-me convencido de que os
aobres deputadoa f ario urna excepcao A regra que
at boje ten aegaido, aprovando o requerimento.
(.Seeaao de 16 de Julko)
O Hr. Jos Mar (pela ordem)Acha-ee'
me, Sr. presidente, enlutada a alma, nao como po~
Utico, mas aira como brasileiro.
Ea teabo vergonha n'este momento de psrtcncer
eata patria, que eu julga va aiada digna de pea-
suir bomens, como foram os nosaos pas, os noaaos
evos ; mas ella acba-se rebaixada, maa ella deaceu
tio baixo que ae nvella com tarso que ha de ab-
jecto.
A Cmara dos Deputados brasileiros, descendo,
desceudo e descendo, nivelou-asao.governo cor-
rompido que infelizmente dirige a naci. (Apoia
doa e nio apDado).
(Apartes).
Nao era de esperar cousa diversa, desde que
acha-se hoje A frente dos negocios pblicos, aquelle
qne toi d'esaa encama direccio enxotado pelo poder
supremo, como contrabandista. (Apoiados, contes-
taces, auaaurro).
Nao era de esperar cousa diversa, Sr. presiden
to," e prtanlo, a Cmara doa Sre. Deputados bra-
aileiroa deseca ao nivel baixo, mas muito baixo,
d'esae governo que o qualificare de corrompido,
digo mal, desse governo para que nio ha qnalifi-
caoio,corrom odo, est cima do que elle merece.
(Apoiados e uio apoiados).
Nos vira-ja que o elaitorado livre do 2 diatricto,
rompendo todas as difficuldades, resistindo a op-
presai>, as violencias e corrupcii, por duas vezes
consecutivas, elegeu brilbantemente Jos Mariano,
o ideal a'eate povo pernambacaoo...
(Vivos appiauaos das galeras, o Sr. presidente
re dama attenciu).
O Sr. Jos Maria... c que a Cmara acaba
do rasgar o aea candido diploma.-atirandu um ver-
dadero ultrage A tace deste mesmo povo...
(Apoiados. Calorosos a oplausoa daa galeras).
O Sr. Jos Maria ... que deve guardar no n-
timo de sua alma a lembrauca para que em futuro
mus ou menos pr .xira-, erguendo-ae como um er
homem, como um gigante, possa tirar a vinganca
merecida d'aquetles que to negra e tracoeiramen-
te acabara de asaim proceder.
VozesMutto bem, mmto bem. (Vivos appiau-
aos daa galeras, grande rumor).
O Sr. Jos Mana Pillamente nio ae acha a-
mente enlutada a minha alma de braseiro; feliz-
mente como que a cidade do Recite, ao tor hontem
a noticia da negra tragedia, coono-se de luto; fe-
lizmente os proprios correiigionartea d'aquelle que
ae vai sentar u'araa cadeira que n&o propriedade
sua, d'aquelle que aceitou o roubo que lhe deram,
na proprios correligionarios d'eaae, hontam se eo-
brirara de lato, e nio se dignaram de festejar o
tnumpho miserando obtido por aquelle individuo,
que a fjrca oceupa a cadeira de representante d
um povo que o repeliio enrgicamente, a excepcao
uoica de um pastor da igreja, do viga'rio da fre-
guezia da Grava, que erregacando a batina, atk-
con aos rea foguetea...
O Sr. Perreira VelloaoQ'.ndo foi ist >?
O Sr. Jos Maria... a e exclusivamente para
deshonra d'esse padre e para vergonha do clero
pernambueano.
S teve a coragem de festejar essa vietora rer-
goahosa e negra, um filho da igreja, mas fiiho bas-
tardo.
O Sr. Soarea de AmorimProteste enegics-
mente.
(Trocam-ea njni'oa outres apartes).
O Sr. Jos MariaS -sse padre' a quem m re-
tiro, conservador de hontem, pedera estimar esee
triumpbo do sea partido, em triumpbo bastarda e
ignobil. (Trocam-se diversos apartes).
Por taso, Sr. presidente, bjm que fique regis-
trado iros Annaes da Assembl* de Pernambuoo, o
modo porque foi expedido da Cateara um dos re-
preseotantes desta provincia, legitamamente eleito.
Ditas estas paUvras, mando A mesa a eeguinte
mocio, que passo A ler :
A Aseoinbla Provincial de Pemambuco pro-
fundam.-nte sensibilisada pela inaudita extorsio
teita oo legitimo representante do 2" dstricto, pe-
la Cmara dos Srs. Deontados, em proveito de am
candidato tres vezes repellido pela opuiio, inter-
pretando a indignadlo de que se acha possuida. *
provincia de Pemambuco, diunte d'aquelle acto
Humoral e eyn:co, propoe que se encerr a sessio
em sigoal de profundo pezar e mmeoaa dr.
Jos Maria.Joo Je Oliveira.Lourenvo de S
P. Pitanga. Andr Dia^. Costa Ribeiro.
Jnveneio Mariz.Bario de CaiarA.
O Sr. Preslilenle declara que em vista do
dipoato n art. 13 do Regiment nilo pode acei-
tar a nv'cio.
Hr. Joo de Oliveira faz diversas
eon8ide'aeo '3 sobre n deciaio do Sr. presidente.
O Sr. Presidenta d-clara manter a sua deciaio.
eaglish Bank of Rio de ejaaeiro
( Capital do Banco em 50,000
accoes de 20 cada urna 1.000,000
Capital realisado...... 500,000
Fuudo de reserva...... 190,000
BALANCoO DA CAIXA FILIAL EM IRNAMBUCO,
EM 31 DE DEZEMBKO DE 1886
Activo
Letras descontadas....... 125:642^350
Emprestiinos e contas caucio-
nadas.............. 241:i36S(!70
Letras a receber......... '2:U#jiW
Garaiitlas e valores depositados 394:821,5270
Mobilia, etc. do banco..... 3.55793
Diversas contas......... 2^5-3025120
Caixa............... 187:'21940)
S5
GorUas correntes
simples ....
Deposito a prazo
flxo com aviso
e por letras .
Passico
IU. 2,470:Oa.'l>33i)
320:9415070
1,271:7943980
Letras a pagar........
Ttulos em cauco e deposito .
Diversas contas........
1,592:7365050
1270590
394:S215270
482:3980820
Ks. 2,470:083*730
S. E. & O.
Pemambuco, 5 de Janeiro de 1887.
Henry K. Gregory, mauager.
I. K Eddowes, pro accountant.
KhVISTA D1ARU
Tlifatro ele Huleiludc -a cumpa-
nhia Ivriea cmica italiana no ae peetacalo que
deu aute-houtem foi bastante ineliz, ji com a ea-
colba das evinodiaa com que Compos o pr.gramm.a
da noite, ji uo desempenho que as mesmaa come
diaa tiveram.
A primeira comeda que se repreaentou, e q oe
tinha por tituloDepois a meta noite, nio passa
de ura dialogo massaute e insulso.
A.esta seguio-se um intermedio musical, no
qual cateu bem e cam a gfaca qne todos lhe re-
conhecem a Sr. Naghel, aa caocouetaa Tesa
voua Jtteph e Bouons seo.
No do que Be seguic Os beijos, cantado pelo
Sr. Migliazzi ea Sra. Bellegrandi, manda a jus-
ticn, que se di* aquello oenhor moatrou que
ura excellente cantor, cuja vos agradavel e ex
tensa, presta se sera difficuldade Aa exigencias da
arte, aendo por isto bastante applaadido, c*mo foi
tambera a 8ra. Bellegraodi.
Esta cantora foi, porm, na noite de antehon-
tem completamente infeliz na aria que de fia can-
tar, em segaida, porque ou por incommodada ou
p.r nao b querer comprometter, retiron-se da
acea, pouco depois de ter comecado a cantar.
as duas comedias que seguiram-se, sostente a
ara. Naghel brilhou, no papel de Seraphim o gru-
mete, po8, mostroo urna nova face do aeu talento
na parte sentimental, o que mercenos applausos
do publico.
__ A empresa deve excluir das suas representa -
coas as comedia?, especialmente como as que le-
vou A acea na noto de terca-feira ; bem assim,
nao deve pretender que os seus artistas cantem
extractos de grandes operas, apezar de qua a
maoria delles sejam cantores intelligentea, mas,
isto nio basta para eatistazer o publico.
Continu com as operetas que continuar a me-
recer os favores dos diiettantea.
Csnbonelra (.uarauy Entrou hontem,
procedente do sal, a Canhoneira Gwrany, do com-
mando du capitio-tenente Henrique l'inheiro
Quedes.
Demora-ae alguna diaa no nosso porto, e seguir A
depoia para o Para, onde vai estacionar.
Entradas de aaancar e algodo
Vieram por mar e trra para o mercado do Becife
no mez de Dezembio :
Assucar
De 1886 337.623 saceos.
1885 276.241
1884 33J.398 .
1883 391.995 >
1882 253.341
Algodho
De 1886 37.685 saccas.
1885 24.318 .
1884 29.604
1883 17.331 .
. 1882 12.968 .
Fallecimiento Victima de sctFriraentos
cardiacos, que affligiam na desde alguno tempe,
falleceu, na noute de ante-hontem para bmt. m,
D. Mana Caroliua Ferreira de Carvalho, na ida-
da de 76 annos.
Senbor* dtala de excellentes quali Jadea, Ara A
finada urna respeitavel matrona, que eonbe incutir
na prole boas licea de moral e solidos principios.
A' tna digna familia, e especialmente Asu filho
o Sr. Thomaz Ferreira do Carvalho, aprusentaraos
nossas condolencias.
Locomotora PernambacanaS' no
di* 8, saObado, e nao do domingo 9, a reuoio em
assemhi* geral dos accionistas da companbia
Locomotora Pernambucana
Cmara Municipal do BecifeAma-
nha, ao meio di*, ter lugai a posse da nova C-
mara Municipal, que tem de funceionar no qua-
drienmo de 1887 90
Iaea nlrondellenE' o titulo de urna re-
tiene para piano, composicio do Sr. Luiz Dalhuu
ty, protessor de msica e mestre le piano. Foi
impreaaa em Lisboa e encontra-ae na Lvraria
Industria!, A ra do Bario da Victoria n. 7.
Ti ailadoa (encolaresNa Lvraria In-
2 dustrial, A ra do Bario da Victoria, encohtra-ae
coileccea de traslados para a infancia escolar.
Sao bons especimens.
FallecenNo da 28 do mez fiodo, segundo
cornwunicuu o sabde egado de r'imeateiras ao de-
legado de Palmaies, falleceu Joio Alvea Pilgaoi-
ra Jnior, em uonsequenca do terimento que lhe
fi'era Manoel Prudencio, o qual, como se noti-
cou, evadio-ae.
O respectivo ioquerito j foi rcmettido ao jaia
competente.
En iranxitO paquete Niger levou para
o tul 92 paaaageiros, sendo 9 tomados em Per-
nambaco.
Dlnnelro 0 paquete Finance tronxe do sal
para:'
Diversos 827:80O)*OO0
O paquete ttanot levou paca :
Alag 55:005000o
Bao de Janeiro 16:000/
O paquoto Jaguarbe levou para :
Natal 50000O
MacAo 1:4170500
Araeaty 4000000
ArchivadoFoi mandado archivar por des-
pacho do Dr. juiz de direito do 2 diatricto crimi-
nal, o inqaeiilo procedido contra o corneta da
guarda civiea Joio Mendea da Slvate'utros,que
eapanearam o ex-cadete Autonic Vital' Pereira de
Mendonca no dia 10 do me ultimo na ra do con-
aelheiro Peretti.
layric.o de K.uls tiniaaaraea-Em LJg.
boa acaba do ser publicada a 2* edcio, iev3t* e
augmentada, do mimosos sonetos e rimas do noa-
io compatriota Dr. Lui GuimaxiCB, qae tamsnba
e tio merecida acceiuco tiveram qner no Brasil,
quer em Portugal.
O Uvro, de que damos -noticia, est prefaciado
pelo Sr. Fialho de Alraeida, tem mais de 25'.i pa-
ginas e acba-ae elegante e ntidamente iropresso
Tanto nos sonetos come as demais poesas da
Lrrica udmira-se o estro, o apurado gosto eama
euavdade melancholica inexcediveis, tornando-se
difficil, entre tantas producto e, lindas, esofllher
um* que sobrepuje as ontras.
Ao Sr. Dr. L. Caima raes sgradecenaos a offerta
que nos fez de um exemplar do sea aprecisvel livro.
BicecjUtria daa obra* de conserva-
cao do por (osBoletim meteorolgico do
di 14 d-Janeiro de 1887:
i\
I
Hoiaa
6 m.
9
12
3 t.
6
as o
i O ti
264
29 1
29"-8
29-3
278
Barmetro 0 T.bbo do vapor
759-19 76f>08 760i07 75836 758 o
"i
73
64
63
67
70
Temperatura mxima30" 5.
Dita niiaima26",2.
Evaporacio era 24 horas ac sol: 7mt9 Asom-
bra: 4=,3.
Chovanulla.
Dreccia do vento : ESE de meia noite aos
50 minutos da mauhi ; SE e ESE alomadamente
at 1 hora e 30 minutos da nianha; BE at. 4 horas
e 35 minutos da inanhi ; E;1E ate 5 horas e 35
minutos da manha; t>E at mcia noite.
Veloiidade media do vento : 2n>,36 por segundo.
Nebulosidade media: 0.47.
Pasameato.Maudaram-nos dzer do Ca-
bo que huiitoin, eorprehendido por urna congestao
pulmouar, que nao deu tempo a ser combatida,
falleceu, s 2 horas du tarde, era sen engenho Se-
lubal, o abastado agricultor Joaquim Manoel do
KcO Barreto.
Pnho do tenentc-coronel J.taqum Manoel a
Bego Baero, tinha o iliustre morto apenas 42
anu >a de dada Era estimavel e grandemente es-
timado pcl^a seus uot.es de espirito o do coruoap, e
Susava na comarca de amito prestigio como poli-
eo militante conservador. .
0 euti'irj deve ter lugar hoje, As 5 horas da tar-
de, no Cemiterio do Cabo, sendo o corfiepoaiU-
do no tmulo da familia.
Noesos pez.-nne.-i familia do iliustre orto
tompuniia Sauia TliereaftEsta em-
presa "Me abaslccimento d'agua o luz de Olhjda,
comee* a pagar o 15 di deudo aos seus accio-
nistas, razio de 6 [0, no dia 10 do corrente
noez, segunda-feira prxima, na rus do Imperador
n. 73, entre 10 horas e m-io dis.
ArtiNlaH Hecliiinlcos e liltteraes
Deveai reanir-sc ainanbi, s 6 horas da tarde, em
af.aeuib::i geral, os inora broa desea sociedae, na
forma doa aeus estatuto?.
Ierro via ele lindaKo escriptorio
dvssa empreza, na respectiva estacio da rua da
Aurora, entre lO horas e meio dia dos das uteie,
a partir de 10 do corrente, pnga-ae o 24* dividen-
do aos accionistas, A razar de 8 "[<,.
Theairo GaaranyN'eaao theatro, em
Jaboatio, ha hrje espectculo, sendo representa-
doa drama Werselem o a comedia Urna criada
impagavel.
Dopoia do espectculo ha trem para e Recife,
tucund em Tegipi.
Conrtecoiaeo parn s> mulneres__
Nao temos ainda no Brasil nenhuma ooudecora-
cio para aa aenborap. Entretanto. io muitos os
paizes era que ella existe.
Desde 1668 tem a Austria a Ordem da Cruz
Estrellada, que c dada smente Aa mulhtres. A
Baviera tem nada menos de cinco condecoraeoea
para aenhoras, daa qnaes urna foi fundada em
1776 : a Ordem de Santa-Elisabeth. Vera de-
poia as Ordens de Thereza, de S.int'Aon* de Mu-
nich e de Sant'Auna de Wurzburgo, Luix II, o
rei doudo.que goatava muito das mulheras, anda
tuudou outra em 1880 : a Ordem do Mrito.
-&. Allemauha alia o pas das coudecoracoes.
Ha, por exemplo, a Cruz do Mecklemburg-Stre-
iitz. ASaxoniatema Ordem de. Sidona, que
de creacao recente ; o Wurtembergue a Ordem
de Olga. A Prussi tinha j nma desde 1814; a
Ordem de Luiza, mas, depoia da guerra de
1870-1871, o imperador Gailberme quiz recom-
pensar as mulheres aa fadigas... que es mari-
doa tiveram na guerra, e e8labeleceu a Ordem do
Mrito. ^ A Hesso tem nada menos de seis con-
decoraeoea para aenhoras1
Na Inglaterra sio ellas decreacio nova. Quan-
do a raiuha Victoria tomou o ttulo de mperatriz
das Iudiaa, inat tuio a ordem da Cor* das In-
dias ; depois, em 1883, creou a ordem da Cruz-
Vermelba. que consiste n'uma cruz de esmalte
vermelho bordad) de ouro, com o retrato da
ranha. Esta condecoracio nio ao traz ao peito,
mas sobre o hombro eequerdo, cora urna fita azul
bordada de vermelho.
A Bossia tem, desde 1714, urna ordem para se-
nhoraa : a ordem de Catbarina.
O ahah da Peraia. depois da sua viage n A Eu-
ropa, julgou tambem dever crear urna condecora-
cao para aenhoras. Esta diat.ioccao, em am paiz
em que as mulheres aio tidas em tio pojea conta,
nio deixa de aer engracada.
Mas, de todas eataa condecoraeoea, a mais sin-
gular-foi a que creou Maximiliano, durante o seu
reinado ephemero uo Mxico : toi a ordem da Hu-
mliade !
Dar urna condecoracio A humildade um tanto
exquisito, nao nchara ?.
Eata lista estA longe de ser complata.
Soeiedade Recreativa Juventudc
A biblioteca desta sociedade fc, durante o mez
ultimo, frequentada por 56 socios, que consultu-
ram 46 obras, em 48 volumea.
Sabiram para recreio dos socios 28 obras em 32
voluraes.
Foram offertadas aa s guintes obis:
Pelo Sr. capitn Jos Kafino Climaco da Silva
Poesas Selectas pelo Dr. Jos Soarea de Azeved%
1 vol. broa, e AmphigurioB Poesas de E. de Car-
valbo, 1 vol. broa, Caramar, poesas de Jos de
Santa Bita Durao, 1 vol. broa, Quadras Anthro-
pologia pelo Dr. Cavalne, 1 vol broc, O Dr. Al-
berto, drama pelo Dr. Paleio, l vol. broc.
Pelo socio Dr. Ferrer :
Ponrla verit et pour la juatice; 1 vol. cna, Les
institutions militaires de lu Frunce, 1 vol. ene.
Deux e.-ssions lgislatives 1867168, i vol. ene,
L8 merveillea la gtromique por A. jacqaeaiat,
vol. broa, Les tyrana Je masques, 1 rol. broc,
tienri de Franco OU histoiro des Bourbona de la
branchu am paadsnt quarento ans d'exil 1830
1870 1 vol. broa e 10 f-lhetos diversos.
Pela Extna. Sra. D. TJbildina de Araojo Silva,
Faatosda igreja, 1 vol. ene, Lucas ou Crime Im-
pone, poema por S. Groncalves, 1 vo!. bre.
Pela Exma. Sra. D. Mara Wanderley Araajo
Sentimentalismo e historia por C. C. Braco, 1 vo!.
ene. .-
Pelo Sr. Jos Ignacio_Pereira do LagV, Porque
somos Catholiccs, por OJorica Cmara, 1 rol. broa,
Diversas pitases, 1 vol., broa
Pelo Sr. Francisco Suares Quintas, 0 centena-
rio ce Camos em Pernambaco, 1 vo!. ene., O ar-
cipreste da S de Sao Paulo por A. ae Oliveira, 1
vol. ene.
Pelo Sr- Manoel Caetano de Andracie, O mar-
dnq de la Seiglire, p >r i. Landeau, I v. orce.
Mas Mary aa s Precepto; Sue, 1 volume,
ene.
Pelo Sr. capitio Theodoro H. Costa
Grainmatca Fraoceza, Emil
Cotigente par.-, construccio oau-
caa por A. P. Simrocs, 1 vol. ene, Consolidado daa
leis do jniz da provedoris, por J. F. Alves, 1 vol.
eua, Qjairas de Anthropologia moral poltica e
social pelo Dr. CaValne, 1 vol.
Pelo aoeio Manoel. Jo^ d Sant'Anna Araujo
Lea couleuvrea por L. Veuillot, 1 rol. broa, Nou'
veaa manual complete de Phyaique amasante po"
9
N
H

, V



irio
jinta -te !e Janeiro de 1887
1 vol ene., Histoire de L'eau, por
. 1. ane., Justificaron de i* doinina-
rtagaiie ea.Aiia, por G. C, 1 val. ene,
mulher virgen me, por A. de Cailenay, 1 voL
'tUs respectivas radecewe:
^^^B* rVrtuimeMt, A Provincia, O Inceatieo
.'uojiffa, Joio Fernandts, A Revista IUustrada
Lanterna Mgica.
Coi*reaio Oriinitlro Beoelcenle
honteui a eleiciio da directori,
ta sociedade no trimestre de
io (jrrente auno, ficando aasim
constitu*
DiroitoinsiMi.....I Antonio de Oliveira Brnndio,
SecretarioSilvestre Marques da Silva Fcrr.,
(reeleito).
Thesoureiro -Joaquin Frcderice de Sunt'Anoa,
(reeleito). *
Director de ScenaAntonio Paej de Lcerdo.
Director de OrchestraAntonio Martina Viaaaa.
Foi designado o di b para ter logar a
pos se.
Socledadc Distraer Oramatira
Familtar-Esta corporacao prepara-se para le-
var i ec.na no dia 16 do corrente o importante
drama de escola aotiga m cinco actos e sete qua-
.dros, denominado Abetuno ou o Salteador de Ve
neza, para J qual nao tem poupado estoicos nao s
em scenarios como em guarda roupa, prometiendo
preporuiuunr a- a sene convidadose assoeiados nma
noite de've'rdaieira distraccilo.
Brailllan Suhmarine Tcleuraph
De carta particular de Londres para o Jor.ial do
Commercio da corle xtrahimos as eeguintes h-
nbas :
liemetto-lbe um exeinplsr da tarifa da Bra
zilia Submarine Telegraph, para que ahi se ven-
tile porque'razao telegrammas expedidos de qual-
quer estaco da GrS-Brefanha para o Rio de Ja-
neiro, c estaeves simadas ao 6ul do Rio de Janei-
ro, cuitam inaia do que os expedidos para Bne-
nos-Ayres. A eonceasio para assentamento do
cabo foi feit pelo governo brasileiro, e, ainia
por iato, parece inexplieavl que sejamos tratados
cora tal deiigu.ildadc e rigor, sendo pplicavel ao
Brasil tarift tnais elevada do que para ponto si-
tuado a maiir distancia.
N* verJade o caso exige explicaeao. Com ef-
feito anmalo que; omquauto os telegrammas
para P.-raambuco e eslacoes intermedias at o Rio
de Janeiro pagara 7 s. 11 d. por palavra e os te-
legrammas pari s estacas situadas ao sul do Rio
de Jau-iro 8 s. 8 d.. estejam apenas sajritos ta-
rifa de 7 3. o expedidos para a R'publ.ca Argen-
tina e Paraguay, cobrando-se dest'arte preco me-
nor para maior distancia. Nao menos para cau-
, sar repar que estejam snjeitos a tarifa de 9 s. 2
< d. por ptlavra os telegrammas para Montevideo e
I ontras eatac'S do Estado Oriental, qaando ser-
vico idntico para as duas repblicas aoima men-
cionadas custa to gmente 7 schellings.
So tal anomala determinada por convenco
especial com os paizes favorecidos, parece que
por igual deveriam regiilar-se as rel.ces da com-
1 panhia e-un o overuo do Brasil. Estamos certos
que o governo imperial nao ser indiferente a
esta desiguuldade at irritante.
Auxilios emlgracuo L se no
Journal of Commerce, de Liverpool:
Emiqracao para o Brazil. Est annuoci ido
ofiicialmente que os emigrantes, que partirem para
o Brazil a chamado dos agricultores que pura iiso
estiviTem antorisados pe o governo imperial, re-
c-l> r.1 >, Vpois de estabelecidos as fazendas
' agricolaffitl pri-c integral da passagein que hou-
ver.-in pag da Europa para o Brazil. O governo
.imperial pretende celebrar contractos cara as eom-
pauhiaa de navegucao transatlntica, afin de ob-
ter redueco no prego das pussag-ns para os emi-
grantes quo ijuizercm eatabelecer-sc por sua con-
ta em t-irreaos *Jtncfntes ao estajo, os quaes
Ibes sro vend ios era lotea, mediante pagamento
imniediato ou a praz >. Qaando taes contractos
houverein sida celebrados, dar-se-h* noticia da
reduefo obfida- Os emigrantes, que chegam
ao BrazM, sio recebid^o pela autoridad, local,
agisalbadoa por oio das, e depois transportad >
g> atuitamente desde o porto do desembarque al
a localidade que e-colheratn para seu estabeleci-
mento.
Di Inglaterra ha r*zao p.-.ra nao esper..r emi-
grantes para o B.'nzil u-m para as demais regioea
da America Austral a-uio i-u escala mal diminu-
ta. A despeitu d.s novos lavores prou.ettidos
i.migra^ao estamos qni nao serao alterados os
algarismos qoasi imp.rceptiveis da nosss estatis-
tica em relayo entrada de emigrantes inglrzts
nos portos do Brazil. Eata correnta emigratoria,
1 alin de impelliJa por tendencia natural para oa
Estados-Unidos, disputada pelas possessSes bri-
tannicas da Australia, Nova Zelandia, Cabo da
Baa-Eapi-rafica, Natal, Canad e ontras, aa quacs,
f.-rtenente apoiadas na obra da cotonisscSo pelo
governo da metropole, conceder emigracao
atores extraordinarios, sustentaedo na Inglaterra
propaganda activa e perseverante por ntermedw
de agentes cjloniaes e com o auxilio poderoso do
Governemen! Emigration Board.
Helpomene OliodeniieE?ta sccieda-
>ie rene se em f us sede, hoje, s 10 horas da ma-
nli, para tomadas de contas.
Higiene publica Sobre as habitsedes,
escrevem-nos o seguiote :
Se autoridada publica nao pode chegar ao
ponto d'impsdir que urna familia composta de 8
ou 10 individuos habite urna pequea ctinba com
risco de morrerem todos aepbyxiados, esta resp.?n-
aabilidade recabe toda sobre o proprietario da
casa ao qual incumbe prevenir to tristes acci -
den tes.
^O que deve pois prohibir, severamente, a au-
toridade o habitar-se em casas hmidas e da
fresco construidas, visto como todos hoje estilo
persuadidos da utilidade de prover-sp a esta ne-
ccaaidade, e por narraren-se frequentemente ca-
sos miserandos, occasionados pela manir, daqnel-
les que procurara habitar casas que muiros vezes
A teeiadora tem urna Marran familia a qual
ficaio tknis unicoa recurso : CW nfMrer'a nnll-
dade da testamento, on... ent'ar pal* o tal aaylo l
Auylo d MondlridatH O movimento
d'este estabelecimento de caridade no mea de
Dezembro, foi o segainte :
Existiam Entraram Homens 60 4 Mnlberes 110 6
Saliiram M 116 10
Existem Palleeeram 58 0 106 2
as enfermaras: Existiam Entrara m 68 17 5 104 26 8
Tiveram alta 22 S 34
Palleeeram Existem: as enfermaras Nos dormitorios 19 0 19 39 29 2 Ti 77
58
104
58 106
91 90
69 55
22 37
58 104
Total 162.
Movimento total do
xnno de 1886:
Existiam em 1885
Eotraram em 1886
Sabiram em 1886
Palleeeram em 1886
Existem em 1886
A Ifberdade de Imprema na Ingla-
terraHa algum te upo que o tribunal do Ban-
co da R-inha pronunciou urna notavel" senttoca
cum respeito a um procesao de diffamacao, inten-
tado pelos fabricantes do caahoea Armstroog &
C. contra o redactor em chefe da Horse Guard
and Marine Gaiette, que os aecusava de facer
aceitar pelo almirantado canhoes raaos, mediante
oa presentes que Ibes fazism.
Oa >rs. Armstroog & C. pediram ao tribunal
que obrigssse o redactor da Horse Guard and
Marine Gatett: i suspender a serie de denuncias
que continnava, emquanto o tribunal nao dase o
sen veredictum ; mas o tribunal rejeitou a peticao,
e o preridente comment^u a decisSo do tribunal,
declarando que a impreusa exercia nma nobre e
valiosa ur.ssao, denunciando por sua conla e risco
os abnsos verdaderos on imaginarios que julgava
patentear ao publico.
Pronunciou- se t-.mbem recentemente na Man-
sin House urna sentcnca do mcamogjenero em fa-
vor do vSr. Henrique Marks, redactor em chefe do
Financial News.
O tr. Mai ki tez publicar no eeu jornal como
extremamente suspeitoaa uina companbia finan-
eeira, qne aeabava de fundar se cem graudes an-
uuncios e reclames e com promeasaa vantajossi-
mas para o poblico.
O Sr. Marks fallava a verdade : os capitaea
anonnciados nao existem ; o publico, que se poz
em guarda, abateue-se de subscrever aa suas obri-
gai;oea e a companbia nascente, cujos movis fo
rain t-mbargaJos por divida, teve do proceder a
liquidaco antes de ter funecionado. D'ahi nm
procesao de diffamac&o intentado pelos fundadores
da eempanhia aissolvida contra o jornal Financial
News.
O tribunal de Maush'on House abajlven o ac
cusado, e o ju'z acereacentou em tom de conclu-
Ter^a-feira :
A's 8 Wat, aa matriz da Bca-Vista, pela ai-na
do teente-coran.il Praaeiaco CavaloaaU de Al-
bnquerque.
Panaagelroahidoa para o portes do snl
no vaffcr nacional Mandos :
Dt. Jcs Lino d Souza, Jos Peres, Emilio
Costa, Dr. Pedio C. Bentgten, Mara desaina Val-
le, Manuel Lelo, Dr. Laidelino do Sonta, Olivia
T. Viligal, Jos* E. Wolf, tenente Ursino Tei-
xeira cte Barro, Joaquim Dterte Lima, Eduardo
Aneaste Caldas Brito, Joio Baptfct Soledade,
J->a Augusto Rioeiro, Manoel Gnuveia de Olivei-
ra, C. JetT-Tfos, Eduardo P. Rodrigue. Mara
Emilia Murae, Antonio de Lemas, J. P. C. Vil-
las B.na sua senhora, J. Jacintlio da Silva,
h-rlc- L nis, Francois, Andr Christo, Prancisoo
CiiTle.aut- e l menor, Joaquiua J.-tunara da Coa-
la Bank 1 fi'ho, 14 prafaa do exercitoe Arge-
miro (afrie^ii";,
Sabidos para os portos do nute no vapor
Jaguaribe :
Joio Mara Freir de Carvalbo, Miguel Bonafi-
na, Miguel Arehanjo Pernandes Pimenta, Fran-
cisco Gomes Marque da Foaseca, Manoel de Me-
deiros Rocba, G. Gomes, Jos Dtaa Pimcnta Net-
to, Juim Fernandi Alve de Carvalbo, sua senho-
ra e 1 filho, Luiz Mavignier, Joo Ribeiro, e Af-
fuuso Joe Victorino.
-.Operacfte cirnrgicauPoram platica-
das no hospital Pedro II, no da 5 de Janeiro, as
eguintes :
elo Dr. Pontnal :
Urethrotomia interna pelo proeesso de Maison-
neuve indicada por estreitamento da urethra.
Pelo Dr. lalaquia:
Posthotoinia pelo procesao de Ricord reclamada
por phimoses e cancros, Cauterisaco pelo therino-
cauterio.
Caita de iteleucaoMovimento dos pre-
sos do da 4 de Janeiro :
Existiam presos 394, entrf.ram 13, sabiram 3.
Existem 404.
A saber :
Nacionaes 366, mu herea, 8, estrangeiros 18, ee-
cravos sentenciados 6, processados 2, ditos de cor
recco 4Total 404.
Arracoados 347, sendo: bons 329, doentes 18.
Tocal 347.
Movimento da enfermara :
Ti v. rara baixa :
Aprigio Vi ira da Costa.
Francisco Rodrigues da Silva.
Jos Vicente do Rosario.
Jos Ferreira de Mello.
Joao Francisco de Souza Lima.
Teve alta :
Henrique Baptista de Mello.
Lotera de McelePor telegrama re-
cetado pela Casa Feliz, sabe so qne, na 17."
parte da 14 lotera extrahida em 4 de Janeiro
lora n premiados os seguintes nmeros :
20.505 2OO:U0000O
30.701 40:000*000
3.746 20:000*000
8.905 10:000*000
28.949 5:000*000
Premio de tiOOOft
6.950 8.352 8.355 18.548 24.412 25.145
2S.561 30.730 38.991
Premio de ItOOOS
1.152 2.541 2.812- 2.904 3.472 4.111
4.498 4.983 6.486 7.268 7.620 8.746
10.683 10.799 12.293 15.725 17.282 24.787
23.159 30.334 30.8-J0 32.022 38.180
Approxlntac6cB
nao esto ecabadas, e com permiaaao dos seus
surarios proprietirics, por s olbarem o diobeiro
e nada oais.
Sera recorrern a tsetoa registrados pelo au-
tores, se cmsultein oa nossos mdicos aos quaes
occarre na sua clnica particular assis'ir a do n
tea atacados He rheumatismo e beriberi, de obs-
trnecea do figado e anemia e d'outras graves
molestias, dependentes daameamas cauaaa snpra |t,m% sisjU 03 port08 da Qbina, etc.
ditas. I pe touiou tinalinente a palavra, e referi se aua
. E' pjis um citneto dever dos enhorea encar- \vititt a Tien-Tsin, Port Arthnr e Tcbe-Fu e o
Oa prospectos da eompanbia erara cheios de
promessas engaad ras, e Marks ndo s nao
culpado par denunciar a companhia no sen j rn-.l,
m-s prestou um relevante servico ao publico, pelo
que merece ser altamente felicitado.
Esta averdadeira liberdade da imprensa ;
esta a nobre misaao a qne deve visar a imprenaa
peridica ; denunciar os abusos e defender a for
luna publica d'aquelles que se propoi ext .iquil-a.
O prcisielro jantar diplomtico na
Cninuas colonia europesfc do Celeste Impe-
rio tem sido ooj cto de todas as converaacoes o
banquete que o principe Cbun, pai do imperador
da Cbma, offereceu acs membros do corpoiiiploma-
tico acreditados junto da c6rle de Ptkin.
R-ialisou se o banquete na grande sala do risi-
tas do palacio de l'a ng-Y-iuien. Foi ara aconte
cimento sem precedentes.
Pouco antes das duas horas da tarde, as machi-
las dos ministros das cCrtes estrangeira-estavam
postadas diante do palacio, no ineio de urna mul-
tidao consideravel de curiostis, attrahida por
aquelle novo espectculo.
Os diplmalas eatrangeiros trajavim todos de
grande uniforme, teudo o peito coberto de Conde-
iioraces.
Oa ministroi chins, tarubem estavam em trijo
de g.tla c-m a respectiva penna de pava.) real e
todos os attributos das suas dignidades.
A escoloa do lugares tinba sido objecto de
grande estudo. O principe Chun esta va sentado
na extremidade da mesa, voltado para o occiden-
te. Os ministros estrangeiros, por ordem de an-
tiguidade, sua direita, e diante delles os mem-
bros de Tsong-li-Yamcu. Em mesas separadas
para o ceate da mesa principal tomavam aaseuto
os> secretarios, addids e interpretes das legacoea.
Atraz do ministros estavam alguna a'urauos do
collegio de Pekn, que fallavam a lingua franceza
e a ingleza, afim de servirem de interpretes.
O principe Cbun receoeu pesaoalmeute os hos-
pede e trocou com cada um delles algoraas pata-
vras de cumprimento. Ligo que se sentaram
mesa, o principe partieipou Ibes qne o vinho que
se Ihes ia servir lite tora offerecido pela impera-
triz. especialmente para esta oecasis, e pedio-
ihes qne briudassem pela sade, felicidade e pros
peridades dos soberaiio8 e ch- fe dos es'.ados, cu-
jos miiiiftroa se aehavan presentes.
O Dr. von Brandt, decano do corpo diploma i-
co, leu um brinde que foi traduzido cm chinez pe-
los intei prct.s.
Durante a rtetelo, o principe Cbun exprimi o
deejo de que cada um do eus hospedes formu-
asse um pensainento, qu fosae para elle nma re-
cerdaco preciosa d'aquella grata feara. O Sr.
'.; n Brandt tomou por thema o carinbo que o povo
HcmSo professa ao seu velbo imperador. O mi-
nistro russo tallou dos beneficios da paz; o encar-
regado de negocio dos Estados-Unidos, da sua
O princi-
20.504
0.506
30.700
30.702
3.745
3.747
4-000*000
4:000*000
2:000*000
2:000*000
1:300*000
1:300*000
regados da hygiene publica providenciar acerca
de to grava damnos : necesaario a promulga-
q&o d'uuiale que obrigue, asaim como ha nes de-
mais paizes, o fechamento das casas novas, e nao
permitta a aua habitacao sera que primeiro seja
visitada pelos tncarregados da bygiene publica :
esta visita deve ser regulada tamben) p ir le.
Em alguna paizes sai necessario mnitos mezes
pan que urna casa nova possa bem expurgar-se,
mas por especiaes circumstancias pode ser em
ceno tempo ectre nos, neate caso o inspectores
de aude publica serio autorisado a obrigar os
proprietario a um novo fechamento da casa at
nm novo svio.
Etabelcca-se entretanto mus severa e razoa
ve) multa a infliogir-se aos proprietarios trana-
greSBores ds le. Hrohiba-se igualmente o hab-
tar-se casas reconhecdaa insalubres, e e derru-
boj tolos esses ca3ebres de nossoa beeeos e tra
vesaa, que mais se parecem com corticos do que
eom casas propriamente ditas: len.bre ie tam-
bera o Sr. chefe de bygiene publica que a saude
da populacoes deve ser nina le suprema.
*. ox-lmperalrl EneeniaOa que a
viram en ^talia diz :in que est milito abatida.
..ma cabellos eito completamente braucos, e
> qne sea, como acmpre, elegante, veato eom
graade aev-r.dde. Em todas a cida -s da Ita-
lia par onde fin pastad i, tem sido alvo da gran-
de consid -i-.^a sobre tu io por p'irte das damas
cea**, que. sao aa primeiras a visital-a e apre-
sen'.ar-lbe o testeraunho da su sympathia e rea-
Qaando vio em Turin a princeza Clotilde no
eastello de Coucalieri, as duas augustas senhores
lyarain se com xtraordiiiaria iHmao, e a sua
iPira entrevista foi na variado c :inui,vente.
A princeza Clotilde apreaintou ex imperatrz a
na i -i eza Leticia. NVstn eutrevis'.a a
III approv- u o pr jacta
o principe R >-
ratnz Eugenia
daues a favor
s s tavor da
ticia.
iM irattmeolo <>rlzUial Morreo, ha
i de Temp at,
f.ctuua ao aaylo de caes
* eondiev animaea.
j dia do anniveraari j do sea f
ain,
prazer que lbe tinha causado essa viagem.
Vi, diaae elle, todo oa mcios de combate e
todas as machinas de destruico ; ma pre&ro
milito mas o altar da paz. Um governo pode ho-
je ser muito forte e dbil amaoba. A China com
pra grande numero de instrumento do guerra,
mas fallo 8em a minima idea de comecar hostili-
dades com aa potenciaa estrangeiraa, c gmente
para a mauuteu-'.o da paz interna.
Como o Sr. von Brandt se tivesse esqoecido do
gcnHeque na machiia, e o calor fosse intenso, o
principe offreceu-lhe o sea. O ministro allemao
disse-ihe que se Ihe permittisae ficaria com elle ;
o principe sorrio e reipondeu-lhe qne o dava com
o mximo praser. O leque tmba sido pintado
por Cliaog-Chi Woeo, rrmio do governador de
Kuangs.
S8Ao ver que o Sr. von Braodt uceitava esae pre-
sente, um dos miuitioa cbma ofteraeeu o seu ao
ministro do Japiu, que nao quiz aceial-o.
Aotes de levantarse da mesa, o principe Cbuug
disae ao corpo diplomat'co que iu em seguida ao
palacio, afim do dar conta da recer(o impera-
trz.
Era reaumo, a festa obteve um xito completo ;
os ministros chinezes estavam encantados, o) es-
trangeiros muito eatiafeitos pelo cordial acolhi-
meuto que receberam, e, seguuao a opiniao de (o
dos, n:i.i estava lojige o da em que cabissem ua
baneiras qae separam o filbo do sh do ..uviado
das po'.enciiB ettrnn^eiraa. Este banquete o
pnmeiro que ao ofL-rece aos estrangeiros nos pn-
acios do Celeste Imperi..
i>a->i <->Lec! uar-se-hio :
Amaubii :
Peo agente Htepple, s 11 horas, na ra do
Bom-Juas n. 28, 'ie bebidas, movis, pasaaros e
gaiolas
Sabbado :
Pela agente Gu*mSO,B 11 bons, na ra do Mr-
quez de OiuiJa o. 19, de movei e uia iezae.
Jmsuh fu.iftireii.S^t^ oelcbradhs
Amauha :
A's 7 horas, na capella dos Remedios, pela alma
Je uiajor Deifiuo Lins C^valcanli 1 eaaoa ; s 7
horas ns igreja do Eepirito-Sanlo, pe:a alm i it>
Jos Liit de Azavedj Raudo.
Sabbado :
A's 7 horas, na igr- ja do Caxuug, pela alma
de A tomo dos Santo Coimora.
Setcunda-fuira :
A's 7 1/2 aera?, m Madre de Deu pela alma de
Thomaz Nuces da Cuaba.
Oa nmeros de 20.501 a 20.600, excepto o que
sabio o premio grande, eato premiados com.....
400*.
Oa nmeros de 30.702 a 30.800, excepto o que
sabio o premio de 40:000*000, estn premiados
com 200*.
Todas as centenas cujos don algatismoa termi-
naren! em OS, eato premiadas com 100*, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nnmeros qne terminaren! em 5 e I
cat.-ij premiados, com 20*
botera da cftrteA < parte da 202 lo-
rerii da corte, cajo premio (rraode de 100:000/
era extrahida no da .. de Deaembro.
Os bilhetes ueb-im-se venda na Casa da For-
tcua rua Primeiro de Marco n. 23.
Tainbem acbam-se venda na prava, da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera do tiro-Par-A 5* parte ies-
ta lotera ser extrahida terca-feira, 11 do Ja-
neiro.
Biihe.tes venda na Casa do Ooro, rua do Ba-
r, > da Victoria n. 40
Minia de Minai-Geraes- A 3' psrte
da 1" loteriasdesta provincia, cujo premio grande
600:00u*000, ser extrahida no dia 13 do cor
reute, pretervelmente.
O* bilbeiea achan-se venda na Roda da For-
tuna, rua Larga do Koaano n. 36.
Lotera do Cear-A 3 parte da 3 lote-
ra desta provincia, cujo premio grande ........
4.0:000*000 ser extrahida no dia 12 de Janei-
ro.
Os bilhetes acham-se venda na Roda da For-
tuna rua Larga do Rosario n. 36.
Lotera de Uaeel de SOOiOOOsMMH)
A 18* parte da 14* lotera, cojo premio
grande de 2ff0:000*, pelo novo plano, er ex
trahida impreterivelmete no dia 11 de corrente
ao meio dia.
Bilhetes venda na Casa Fclis da praca da la-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se venda Boda da Fortuna
na roa Larga do Rosario n. 36.
Precos resumidos.
Grande lotera da provinciaA 9 >
serie desta lotera em beneficio dos ingenuos da
Colonia Isabel, cujo premio grande 240:000*000,
ser t-xtrahidaiio dia 10 de Janeiro, a 4 horas
da tarde.
Os bilhetes acham-se venda aa Reda da Por
cuna rua Larga do Rosario n. 36.
Lotera ao UfoA 2 parte da lotera
-. 3H6, do nevo plano, do premio de 100:000*000,
era extrahida no dia 8 de Janeiro.
Os bilhetea aebam-se venda na Casa da Fo. -
.ana rua Primeirode Marco.
Tambem acham-se venda na prava da noe-
p/adeucia us. 37 e 89.
HaiaJoui o PublicoPoram abatidas oc
Matadouro da Cabanga 74 rezes para o consumo
ij dia 5 de Janeiro.
Sendo: i8 reaes perteneentaa Oliveira Castro,
& C, e 19 a diversos.
Mercado Municipal de movimento deste Mercado uo dia 5 do cor
rente fui o seguiote :
Entraram :
33 bois pesaudo 5,128 kloa
897 kilos de peixe a 20 ris
108 cargas de farinha a 200 ris
27 ditas de fructaa diversas a 300 rn.
4 taboleiros a 200 ris
27 Suinos a 200 ris
Foram ocenoados :
24 '/ columnas a 600 ris
22 compartimentos de farinba a
500 rea.
20 ditos d" comida a 500 ris
66 ditos do legumea a 400 ris
1' ditos de suinoa 700 ris
11 ditos'le tesauros a 600 ris
10 talhoe a 2*
4 talhos al*
A Oiiveira Castro 4 C.:
54 talhos a 1 j ris
2 talhos 500 ris
Deve ter sido arrecadada ueste di
a quantia de
INMCAfJOES UTEIS
edlco*
0 Dr. Lobo itoseoso, de volta de sua
viugom ao Rio de Janeiro, contina no
ozercicio de sua protisao. Consultas das
10 s 12 horas da inanha. Especialidades
eperayoM, parto e molestias da s-nhor.is e
meninos. Roa ta Gloria n. 39.
J)r. Barreta taiuyi.v, il tionaultas de
meio-dia s 3 hor..s no 1." auaar d cusa
a rua "> Bario da Vi-iorm, n. 51. R-ai
dencia rua Sete de S-tc;ubro n. 34, en-
trada pela rua da Saudade n. 25.
O Dr. Castro Jess tem <. soh consul-
torio n-elico, rua do 3ji-.-.oshs n. 3,
sobrado.
Dr. Gama Lobo medico operador o par-
teiro, residencia raa do. Hospicio n. 20.
Consultorio: rua Larga do Rosario n. 24 A.
Consultas das i 1 horas da maoha s 2 da
tarde. Espeeialidade : molestias e opera-
i*$es des orgaos genito-urinarios do humera
e da mulher.
UroKarla
Francisco Manoel da itiuz fe C topo'
Mtaros de todas as eepeet^riaaM pharraa
ceticas, tintas, drogas, pnjduc-tos shutltm
e medicamentos hoin quez de Olinda n 23.
Orosrarta
Fai-ia Sobrinho dk C., droguistas por at-
acado, rua do Marqaez de Olinia n. 41
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e officina de atropina
de Francisca dos Sautos Maicdo, caes
de Capibaribe n. 23. N'esto grande esta
belecimonto, o primeiro da provincia neste
genero, compra-se o vende se raadeiras
do todas as qualidades, serra-se rnadeiras
de conta alhei, assim como se preparara,
ribrasde crapina por machinas e por pre-
co sem competencia Pernambneo.
Frencb Bren miifccr
From Worth's Establishment, Paris and
Ciudad de Londres, Buenos-Ayres, just
arrived, offers hers services to brasiiian
and foreign families. Patron3 received di-
rectly from Nicholson &C.-5051S.
PaulChurchysrdLondon and Worths
HouseParis.
Dr. Joaqaim Lwreiro medico e parteiro.
Consultorio na rua do Cabug n. 14 1.*
andar, de 12 s 2 da tarde ; r-si iencia no
Monteiro.
V. J. M. Ji
Nao extranhei Ilustre pernambucanos, em tao
pouc distancia de tempo, a nossa segunda viada
a es;a cidade com o aeimo fim de agenciar es-
molas e donativos,.em favor do noiao pobre est .-
lecimento de carinado da cidade de Campia
Grande, na farshyba do Norte, poi aasim o
exigem as urgente preeisoe do referido estabs-
leoimtnto.
Quatroceatos mil ris tiramos pela primoira ve
nesta ciilade. Que vos paree, mena irnuLoa, esra
quantia a um recolhimenro que sustenta vate e
nma irms e oito a dea orphs e edocandas desva-
lidas 1 ? Passou por urnas alm das ao'ircditaa
precisos, porque tasemos nm accrescimo na casa,
oa parte posterior com trinta e seis palmos, e cujo
servico gustamos 200*00 >.
Tiveiuos mais tana Casa com aviamentos para
tarnba, no'que gastamos 100*Q00. Nos foi pre-
ciso embocar toda casa por dentro e entijoUt al-
guna salos, onde por eerto gastamos 100*000.
Temo grande oecessidada do remontar aa cr
cas do vasto rocaao que ch-cumda todo o patrimo
nio da Sanca Casa, cujo terreno est cheio de
me*, favas, fructeiras e outras plantas de roca.
N'esae servico gastamos mais de 100*000. Para
eonc'uaao destas eonaas, dirig.'m-se dcata vez. a
raesmag esmoleres Francisca Mara da Assumpcao,
Theodora Maris de Jess e Rachcl Mana de
Jess, a piedade dos fidedignos pernambncanos
implorando um emoht pela qual poseamos rermr
as neci'ssidadas da referida Snnta Casa.
Attendel pois, caridosos p-riiambacanes, s-de-
bis forcas de du3 jovens pobresinhas expostas &
tantos ultrajes, e aos rigores das estacoas, a dis-
tancia do caminho e por trn a corrupijo do se-
clo.
Homens, mulhe.-es, meninos, gentes de todos os
estados, estead<-i a voesa mao b/nuvolaa em aoe-
corro da caridade e das ref.>rid&s jovens uo dea-
empenho de tao -irdua misso.
Nao se diga, porin, que nao poden dar esmola
para outra provincia, pois niuguem ignora qn* a
earidade nlo excepta provincia, porquera patria
doa caridosos a mansa> celeste.
Cidade de Olinda, 4 de Janeiro de 1887.
Collegio de X. S. la Paz
Fago sciente aos Illms. Srs. pais de fV
S
10
Illms.
minas, tutores e correspondentes, qua
aulas desta colico rua do Bar2o
Victoria n. 46, reabrir-se hao no dia
do corneto.
RecifV, 4 d: Janeiro de 1837.
A dir atora,
Marta da Paz e Freitas.
as
da
10
PUBLHUGOCS A PEDIDO
aliares
17*940
21*600
8*100
808
5*400
14*70t'
11*000
10*000
26*400
11*9(10
6*600
20*001'
4*900
64*000
1*00(:
Rendim nto de 1 a 4
212*440
681*140
8S3*f>90
io do dia 4
Poi arrecadado liquido at hojo
Preooa do dia :
ae verde 400 a 430 ri* o kilo.
C:irneiro de 720 a 1*000 ris dem.
s:m,- de 560 a 800 rei* iden.
rariuhu de OJ x 320 -ia a cuia.
Ytilho de 260 a 320 ria il-m.
PVijau de 560 a 80) idem.
Censiierlo Publico.Obituari
d i c i rente :
CUndina Maria da Concelcao, Porto Alegre, 70
son?, soltoira, B a-Vist- ; cachexia.
Cfnistanca Maria da CoSMMcae, I'ernambueo, 50
a-:n>s, so'fira, Bja Vis.a ; diarrha.
Joaquina Maria da Cooccicao, A agis, 30 an
nos, solteira, Boa-Vista ; tubercnks pulmonares.
Maaoei, Peruembaco, 1 anoo, S. Jos ; ttano.
Marcelina Maria da Cruz, Pernambuco, 60 an-
uos, casada, Afogados ; lesao do coracao.
Mario das Dmes Silva, Pernambuco, 74 anoos,
Casada, S. Jos ; decrepitude.
O atintalo, j* referido por esse Diario, de quo
foi victima, ha poucus das, o Sr. Dr. Luiz Ign,.cio
de Mello (Jarreto, juiz de d:reito d^sta comarJa,
continua a aer o asaumpto obrigado de nojaas
preoccup;0-.'a. No conheciaraoa um. tacto igual,
nenque titease produiiilo i.ula svuaacSo. Foi em
conaequeucia deste facto qua che"-irnos a verifi-
car quanto estsvamos aqu merc d >s ca.irichos
e desatinos policiaes !
Felizmente o Exmo. 8r. presidente da provincia
veio a temp i em nosso soccorro. A inmediata exo-
nerarlo de delegado e a vioda para e do Sr. co-
ronel ecm-nanlaiite do corp i do p -licia, sign;fics
pra nos urna providencia, cujo acert, esperamos
ser wnfinnado pelo resultado do oquerito.
O honrado Sr. tenente euraii-d Pereira Lima
principiou ci rrigindo, acto cntiuuo sua ebega-
du, os abusos que st davam ua c.ideia. Logo ahi
vio urna amostra de polica d.\ trra... Anda
nada respira quanto ao minnojoso nquerito a qu
ebt pioe^deorio
De urna couss, porm, ji deve S. Exc. estar
convencido, e que a comarca em pozo, com ex-
eepco apena* do grupo policial desta cidade nia-
n8ta-3e indignada pelo brutal desacato de q i.
foi victima ojUz de di re ti, que tem sido visitado
pelos mais distiuctos conservadores o liberaes,.pe-
loa commerciantes nacionaes n .-itraageros, pela
aoiielhor geutc.emfim, de todas aa ciassea da nossa
ciedade.
Continuarei a noticiar o que for occorrendo.
Palmares, 3 de J aneiro de 1887.
Um velh: conservador.
Sanio Christo dos Milagres
No domingo 9 do corrente, te; lugar na igrej
do Divino Espirito-Santo, a festa do Senhor Santo
Christo dos Milagrea.
A's 4 1)3 da madrngada hiver misaa resi-
da por otenco dos devotos do Senbor Sauto
Christo.
A'a 11 horaa entrar a misaa sileruue.
Ao Evangelho, depois que a orchestra tiver
executado urna bonita symphonia, tara o panegi
rico, o eloqoente orador sagrado commendador
Manoel Moreira da Gams, vigaiio desta fregne-
zia. A' noite ter lugar urna ladainha can-
tada.
A banda de msica do 2- batalho, execatar
as melhnres pegas do seu repertorio, no sabbado
ao meio dia e no domingo de madrugada, antes e
Ji'P .is da festa, e noite.
Jecife, 6 de Janeiro de 1887.
Os encarreeadoe,
Miguel Jos Barbosa GoimaiSea.
Manoel Jcaquim A Ivs Ribeiro.
Sorprenden a muita gente t (6)
O acreditado negociante o Sr. Emygdio Pinto
de Oliveira, agente consular de Portugal, resi-
dente em Santa Victoria, vio Grande do Su!, re
metteu ao deseobridor do Pcitoral de Cambar,
Sr. S. Soares, urna importante deelaracao aasig-
nada pelo Sr. Vasco Jos Pereira d'Avilla, que
ha longos annos soffria,^e urna grave enfermida-
de pulmonar, sem ter mais esperanca de curar ae
ltimamente, aggravando-se seus soff'imentos,
recorren aquelle preeioso medicamento, e nao foi
preciso mais que alguna frascas para o enrar ra-
dicalmente.
Este prod'gioso resultado, que sorprenden a
muita gente, corre divulgado en todos os folhetos
annexos a cada frasco do prtorat de Cambar.
nicos agentes e depositarios em Pernambuco,
Francisco Manoel di Silva & C, rua Marqnez
de Olinda n. 23.
Programma da festa da padroeira Nossa
Senhora do Bom Successo dos Nave-
gantes, que se venera na igreja do Pi-
Jar. -
No dia 7 do corrente, sexta-feira, pelas
7 horas da tarde ser levantado o estan-
darte da agusta padroeira da igreja para
o ra-i.stro, carre.gada por meninas, acompa-
nhada pela msica do Corpo de Polica, no
dia S ao meio dia haver urna salva toc coroo noute
as 5 horas da ma-
fezada tocanaa;: a
mesma rousiej, baver urna salva avisan-
do aos devtes o dia da festividade da pa-
droeira, s 11 horas entrar a festa, sendo
o pregador do evangelho o do le-Deum o
capelllo-capitao padre Leonardo Joao Grc
go, a tSrre haver aiguns baldes, e tocar
a mesma msica, muta depois do 7e-
L'cum ser arreiado o estandarte da pa-
iroeira do mastro liara
roesmas formalidades,
co-ii um lindo fogo de
arlistfl Pedro Ciodoaldo
do a mesma msica,, assim
na ladainha, no dia 9
nha depois da missa
a igreja com as
linalisando o acto
artitieio, feito pelo
Teixeira.
A multidio inte'.ligen'e, a que eonbece a arte
difhcil das raras delicadesas femiuinae, sabe bem
que irrportancia tem p*ia a aua beesa urna cu-
tis fina e fresca, e por Uso que el.a emprega
diariamente a Agua de Kananga do Japdo, da
casa Rignud & C, nao s par lavar o' rosto,
mas tambem nos banhos pareines e geraes, por
que 03 principios hygienicos desta Agua do s
earues iinmeasii firmeaa e um perfume delicado
persistente, o que nio se oblin'com nenhuma ou-
tra prepara;ao.
INSflflITO
DezeHove de Abril
'Rua do Progresan n. 1
Aa aulaa di-ste escabrieoimeuto da educacao
abrem-se no dia 7 do correne.
Aos Srs. oluinuo hne frequeutaiein o estabele-
cimento durante o auno prximo pasando, roga-ae,
caso qui-iram continuar, o sen comp.irectinento
naquelle da para regalsndado no servico das
aulas. y
Continua a ree^bor alumnoa internos, ineio-
penaioaista* e extern >a, sendo que desta ultima
eiat-.se lmente para aula iuant:I.
Paiairais iuforuiavo -a pjdeao oa SrB. nteres-
aados procurar no collegio.
O dreetiir,
Luis da Cotta K. 'Porto Carreiwj.
Kecite, 4 do Janeiro ne lc87.
loglez e Iraiicez
Oorsofl theoriooa ou praticos, conforme preferi-
rem oa senhores uteressados. Ruh da Aurora n
19, 2' auder.
Banhos de Olinda
Communieo aos freqrentadoros do trem dps
banhittat e ao respeitavei publi -o, que te-
nho construido na praia de Olinda, onde
me acharci diariamente das 5 s 8 horas
da macha, uns poucos de qaartinhos de
r^adeifas, proprios para as pesson* que te-
nham de tomar a roupa de bauho, onde
encontrarlo toda a commodidade e auolbi-
mento compativeis. Assim como que os
alugo mentalmente a 2.-) por pessoa, fazen-
do abate quando for familia, que os ocon-
pe aomsteo tempo.
S-Otf'quartinhos tm chave, e serao vigia-
d)s com toda a segaran9fl. Com o paga-
mento dos 25 menso,-s ter direito o ba-
nhista a que se Ihe guardo e ave a roupa
de banho. Quera tomar um banho avulso
pagar 500 rs. por banho.
Brevemente ser inaugurado o botequim
onde encontrarSo os banhistas caf fresno,
cognac, etc., etc., tuda preco mu m-
dico.
Approveitem em quanto tempo.
Olinda, 3 do Janeiro do 1887.
Manoel, Juvencio Bezerra de Mello.
Alheen Brazileiro
N'este collegio, os trabalhos do anno lectivo
comecaro sexta-teira 7 do corrate, conforme o
art. l. dos Estatutos.
4 de Janeiro de 1887.
O director,
Jos Marques AcauS Btbeiro.
COLLROIO
DE
N. S. das Victorias
illeau Iiistitntj caimcfl
RUA VrSCONDE DE GOYANNAN
153
(HONDERO)
Heaoltado doa ersmes prestadas pelo alumnos
do.Cliegm,naFaeuidadedoDirerto do Bscife,
no anno da 1886; '
P Heurique de Oliveira Cavaquinho, pWamente.
Jos Maria-de Oliveira, dem.
Joao Ferreira da C ,ta Lma, appi-ovado.
Autouio Henrique topes de Barro, idem.
Eloy Castriciaoo da Souza, idem.
Jvs Manoel Wanderey rn, ideea.
Antonio da Cunha Brani dem.
Reprobados
dem em prova escrip:a
Francs
Joo Tavares de Carvmtho Silva, approvado.
Reprovados em prova escripta 6
I Antonio Emilio de Saltes Abreu, appsovado.
Jos Luiz Goncalve Ferreira, idem.
Reprovados em prova escripta 3
Ingles
Manoel Marques de Amorim Jnnior, diacinecao.
Antrnio Manoel da Carr.ara Sampao, dem.
Luia Deodato Ferreira Monteiro, plenamente.
Joaquim dos Santos Lesss, iaem.
Jos Populo de Mendonea Va6conceik>P, dem.
Adolpho de Aluteida Gnimaraes, idem.
rllhiu- ilca
Alfredo da Silva Lojo, distiuecao.
Joa Gaspar da Silva L*yo, idem. '
Joaqaim Nones Ferreira Cambra, dem.
Dionisio Goncalves Maia, dem.
Manoel Marques de Amorim Joni r. plensmenfe
Manoel Pedro Ferreira de Mello, dvin.
Antonio Manoel da Cmara SaOkpaio, approvado.
Arconsio Camboim de Mendonea Vasconceil s.
idem.
Antonio Marques Bacalhao, idem.
Alfredo Oorio de Cerqueira, dem.
Carlos Nones Ferreira Coimora, idem.
Joao Tavares de Carvalbo o Silva, idem.
te< rneirin
Dionisio Goncalves M^ia, plenamente.
Andr Das Pinheiro, idem.
Jos Mai tos Finia, idem.
Maaoel-Pedro Ferreira do Mello, approvado.
Antonio Emilio de Salles Abreu, idem.
Alfredo da Silva L-y', idem.
Alfredo Osario de Cerqui ira, idem.
Joao Tavares de Carvalbo e Silv, ideas,
Carlos Nones Ferreira timbra, idem.
A i cebra
Jos Martin Fina, diatmecao.
Sebastiao Lins Wanderley, plenamente.
Bbetoriea
Jos Fiorliudo d) Naacimento e Silva, plenamen-
te.
Antonio Manoel da Cmara Sampaio, idem.
Adolpho de Almeida Gu maraes, idem.
Andr Dias Pinheiro,approvado.
Joto Luis Goncalves Ferreira, dem.
Jo3o Ferreira da Costa Lima, idem.
Carlos Nunes Ferreira Cimbra, idem.
Geograpnia
ManofI Pedro Ferreira de Mello, plenamente.
And- Oas Pinheiro, dem
Adolpho de Almeida GmmarS'M, idem.
Bernardo da Cmara Guimaraes, approvado.
Joto Fiorlindo do Nuauimento Silva, idem.
Jos Gaspar da Silva Loyo. idem.
Hiktorla
Jos M.-rtius Fiuza, plenamente.
Zenobio M-rques Lina, idem.
Fernaado Pedro das Neves, approvado.
Jos Gaspar da Silva Layo, idem.
Jos Fiorlindo do Nasciuiento e Silva, dem.
Adolpho de Almeida Guindantes, idem.
Autoirio Emilio de Salles Abreu, idem.
Antonio Barroca, idem.
Alfredo da Silva Loyo, idem.
Alfredo Osario de I erqueirn, idem.
Di -nisio Gonyalvee Maia, idem.
Joarjuhn Nuu< s Ferreira Coimbra, idem
Si-bastiao Lina Wanderley, idem.
Pliiio*opltia
los M irtins Fiuza, plenamente.
Fernando Pedro das Nevee, idem.
Dionisio Goncalves Maia, iiem. ,
Sebastio Lins Wandeiley, idem.
Alfredo Oaorio de Cerqueira, idem.
Alfredo da Silva Loyo, idem.
RESUMO
Approvados com distineeao 7 ^
Ideo, plenamente 24
Approvados 40

*
m.<*.




-Rvprovados em prova oral
dem em prova escripta
71
6
21
27
1

O Boa do Hooplcio IO
As aulas abrir se-ho no dia 10 do corrente
A directora,
Baronesa L. V. d'Herpent.
(Mi Seis do Atril
Inalrace&o primarla e ecnndarla
para o seio remlnlno
Rua do Viseonde de Albuqnerqae n. 26.
Directora,
D. Maria Capitulina Marlins Ribeiro.
As aulaa d'eaae estabelecimento se reabrirao o
dia 10 de Janeiro correte.
Receba alumnos internos, aemi-interno o ex-
terno.
R
Instituto Philomatico
ua do Visconde do Albuquerqus n. 33
lalernato e extrnalo
DIRECTOR
Bacharcl Olirilho Vctor
As anlaa deste collegio eetario abatas do dia
10 uo corrente em oante.
Advogado
O Dr. Ciodoaldo Lopes rou'lou sea gabi-
ote de advogacia para o predio n. 4,
rua Estreita (.: Rosario, e t.-:u sua resi-
dencia ho predio a. 40, rua da Palma.
N. 10 Recommenda-se a Emuleao de
Scott aos doentes do peito, da garganta e
dos pulroSes; aos anmicos, debis e es-
crofulosos, e todos os que preeisem de
um bom reconstituate.'
A Emuisao nao tem igual para rearar
as forcas dos debis e nfraquecidos.
Corso primario
1* turma
Joaquim Pereira da Silva, distinecao.
Arthnr Po dos Santos, idem.
Domingos Campos Goncalves Notto, plenamente.
Joo da Cu'iha Brindan, idem.
Luiz Manoel de Franca, iovin.
Joo Sabino e Lima Pinho, idem.
Viriat Franco da Cunha, approvado.
.los Soares Marques de Amorim, idem.
Quintilla Franco da Cuuho, idem.
Koul Celestino Balthazar da Sveira, idem.
2> turma
Malaquias Antonio Goncalves Filln. distinccSo.
Octavio Mendos de Castro Eebello, pleuamente.
Doming ;s Jos Goncalves, idem.
Mauieio Beacrra de Mello, idem.
Eduardo Jorge Pereira, 8pprovado.
Fernando de Meudoaca Casteilo-Blanco Vaa-
concellos, idem.
Francisco de Paula Goncnives Ferreifa Filbi,
idem.
Alberto dos Sautos Mdcr-do, idem.
RESUMO
Approvados com distinroo 10
dem plenamente 31
Approvados 48
Total 89
Os cursos do prozimo anno lectivo comecarfl
no dia 15 do Janeiro de 1887.
Collegio Instituto Acadi-mio, 30 de Dezembr-
de 1886.
0 director,
Jos Ferreira da Crui Vieira.

Collegio de Nossa Senhora da
Pcnha
RUA DA AURORA N. 19
As aulas deete instituto eomeenrao a 7 de Ja-
neiro.
A directora,
Augusta Carneiro.
Entre a saude a sepallara
4 *
NSo existe mais do que urna franzina arparaco
e de suppor, que tolos que apreciam a vida es-
tejam desejoios de fazer todo o possivel ao set'
alcance afim de evitar qne a molestia a nao der-
rube. Qaem aer-o loueo que espire o ataque final
quando o prmeiro asaaltu pode acr repollido com
as Piiulas Assucaradas de Britol, non prepara-
cao to genial e bals-mica, to investigadora e nc
entinto tio fortificante; qu.- ho paseo que ella re-
bate a enfi-rmidade e expulsa a sua causa, ella
reatabelece e d robustez couatitaicodo deente.
A aun eomposicao s de ingredientes anti-Jjilio-
sos e vegetaes catharticos, sendo a urna seguros e
investigantes, o nico meio de cura contra o
des&rri'.ujos Uo eatomugj, .do rifado e doa hites'i-
bkm, na& quaes se r.de c^rii..r dt'baixo de todas ha
cn!umbtanciss, sendo a aua aecao invariavt'l eui
qualquer clima qu seja.
A Idea de dores merecidamente aeaociada com ,
t-jsts purgantes crdinarics; porm as Pilulus As-
auc.;radas de Bristoi, n-'in siquer produzem mais -
leve inoommodo que tjn, si-udo a sua opera^ai'
hranda e abave. Porventura ser-niater d:i
que ellaa aao o meihor 'uhertieo < a
t.imiliaa at hoje i'c.nhecid.i ?
Ellas te achoiu acou Ji-.-i..-..-. Jas de
nb...- e por teso a sua con ervscio
todos os climas.
Em todos 03 caaos promientes
por imounsa do saris0, a Sa'ta
tol, dever ser tomada c .ojunctam
lulas.
Achu-se venda eui todas a bo
perumurias
Agentes em PernioJ
i ua do Commercio n.
enry
vade o
rie Bris-
as pi-
lojas de
oster C,
i



* %
Bro de i
Janeiro
! -V I

)


/


Diploma de honra
O oajor L. Cintra, em nonas da confo-
J^ra^la abolicionista da corte, convida as
n -ja irmU deata capital, para urna reu-
-- qua ter lugar 6.* feira 8 do crren-
te as 6 horas da tarde em sua residencia
roa da Aaroca n. 21, afim de deliberar
se obre a entrega do diploma de ouro ao
epatado eletto, Exm. Srr Dr. Jos Ma
naono,
Ao publico
Joe Joaqnim de Sonsa Slartios participa que
Ota data em diante assignar-se-ha
Jos Julio de Souza Martint.
Recife 4, de Janeiro de 1887.
Ao publico
O abaixo assignadoa, tendo registrado e depo-
sitado as suas marcas ndustriaes e rtulos das
asna pceparacea na junta commerciai do Rio de
Janeiro de eonfe rm-dade com as preacripedes das
teis do iaipeno do Brasil, declara e participan
as iateressaios, que como nicos proprietariot,
esa direito exclusivo de usar as marcas indus-
triaba e rtulos relacionados com manufactura
iabrieacao e venda das seguimos preparabas;
Agua de Florida de V urray e Laman.
Tonic 3 Oriental.
Peitaral de Anacahuite.
Paatilhas Vermfugas de Kemp.
Oleo de figado de bacalhao de Lanman 4 Iterar
Ezsal&o de oleo de figado de bacalhao com hy
popbosphites, de Lanmam & Kemp.
Salaaparnlha de Bristol. .*
Extracto duplo de aveleira mgica de Bristol, e
anguento de aveleira mgica de Bristol,
e ame, portanto, perseguirao a todos os falsificado-
es ou imitadores das ditas marcas industriaos e
rataloa, procurando que sejam castigados com teda
a everidade da lei.
Taaabem acautelamos o publico contra todos
ascale* que intentam substituir as nossas prept
Se* cima mencionadas cam artigo falsificados
M levasa rtulos ou marcas ndustriaes que imi-
tasnasnossas.
/ Lanman & Kemp.
Bseola infantil mixta
Rua do Visconde de Goyanna n. 67
Usaa senhora competentemente habilitada par
ipa aoa pais de familia, que no dia 15 de Janei-
ro, na easa cima indicada, abre urna escola n-
aatil, propondo-se a leccionar priraelras lettraj,
trabajaos de agulha, flores e francs, mediante
nsoavel mensalidade : a tratar n mencionada
xaa a. 135. So adraitte se criaocas do sexo mas -
alio, que nao tenham mais de 9 anuos de idade
particular
b iiislruccao primaria para o
sexo masculino
CASA DE ENSINO MODERNO
36Kua Velha36
O abano assignado, participa ao Ilustrado pu-
faUeo deata cidade, que abri ana Escola parti-
esriar de instruccao primaria para o sexo masculi-
no, rua Velha n. 36, (Boa-Vista) onde esme-
radaeaeate se dedica ao ensino de seus alumnos,
Educa e instrue a infancia pelo melbor systema
dos principaes collegios da corte do imperio, onde
por algum tempo demorcu-se A passeio, cujo sys-
zrm* a delicadeza, a vocacao, paciencia
sstsaaa para o ensino, fazendo com que os seus dis-
cpulos sigam o esminho da intelligencia, da honra
da dignidade com santos conselhos e sis lines,
*R~, 4e que venham a ser o futuro sustentculo
da patria, da religiio e da lei, e um vordadeiro
eidado brasileim.
Expera merecer a confian? e proteccao dos
pais e tutores das creaocas que queimoi provei-
xv asa rpido adiantemento de. seus filhos ou tu
telados, e em particular tem l robusta em todos
-a aeas compatriotas pernarabuesnos.
Cosnquanto ousada seja esta tentativa, todava
apera que os seus ncansaveia esforcos, e os seus
oros desejos sejam coroados com a feliz sppro-
acaa de todos os filbos do imperio da Santo
raa- L.
Espera finalmente, que o respeitavel publico
amiba apreciar de perto o eu ve'dadeiro ensino
eaario, onde rpidamente as Crengas abracara
-,r-------de eoracao as ivros, as sciencias, as let-
(rufl as artes.
Mensalidade 2*.(KV) pagos adiantados, no acto
4a sTr:*'"
Horario-das 9 horas da manba as 3 da tarde.
Recebe meninos internos e melo-peusionistas,
par saeasalidades rasoaveis.
Rua Yelda n 36*
Julio Soaru d'Azeoedo.
Collegio Amor Divino
EA DA IMPERATRIZ N. 32
As aulas abnr-seho no dia 10 do corrente.
A oirectera,
Olympia Afra de Mtndonca.
Collegio Parthenon
O disector deste collegio declara aos pais de
meas atemaos e ao publico em geral, que mudou o
ea eollegio para a rua do Hospicio n. 3, cujo
predio offereee bastantes coinroodos e condices
1ivg apjL setni-internos e externos, e as aul-e comeca-
r a funecionar a 7 de Janiro de 1887.
O director,
Ovidio Alves Manaya.
Collegio de San* Lucia
A directora d'cste eollegio avisa aoa illusties
pais de familias tutores de suas alumnas, que se
diguaram conserval-as n'este- estabeleeimenta de
instruc?io primaria e secundaria, durante o correr
do auno de 1886, que o meimo collegio so abrir
no dia 7 de Janeiro do correte anno.
Eosioa-se n'este collegio : priineiras lettras,
portoguea, ingles e francs (fallar c eserever),
geographia, bistoria, arithmetica, deseuho, msica,
pians, todos os trabaihos de agulha, e flores de to-
das as especies.
Outrosim, tambern declara a todos oa que qui -
serem honrar e aeu collegio com a prsenos de
suas filhas ou tuteladas, que as mensalidades se-
ras assim distribuidas: ensino primario, internas
40*; meio-pensionistas 25*; externas 5*1: ensino
secundario, internas 45J,; meio-pensionistas 3U* ;
externas 15*. tendo ai meio-pensiouistas direito
p.nua, papel, caeta, tinta, lapis, e as internas di-
re to ao mesmo e roupa lavada e engommada.
Rua Duque de Cax>as (an'iga do Qoeimado)
n. 50, segundo andar.
A directora,
Attna do Reg BatrtUo de Almeida.
Urna lagrima
SOBEE O TOMLO DE JOS LEITE DE AZE-
VEDO BESDO NO TRIGSIMO DIA DO SE
FALLECIMENTO.
Eu venbo amigo sobre a campa toa
Qnando a tristes* a minha alma invade,
Deitar uns goivos e perpetua rozas
Bouquet singelo que t dizsaudade !
Tu que morreste quando a vida vinha,
To moco aiuda, no verdor da idade;
Aceita pois o meu adeus sentido,
Sincero, amargo, que s dizsaudade !
La de onde findam as osperancas todas,
L4 do infinito... da eternidade...
Ouve estas notas que na lyra tanjo
Vertendo um pranta que s dizlaudade.
Um amigo.
r
Na quinta-feira, (6) dia de Reis, haver no ra-
vilhao do Carmo o segundo e ultimo bazar de
prendas em favor das obras da igreja de Nossa
Senhora do Carmo, erecta na mesma cidade.
Pede se a concorreocia di todos os fiis para
que possam serbem avan-ajaios os beneficios em
prol da referida igrejs.
Achar se ha presente urna commissSo de senho-
rss para recebar as respectivas esportulaa c con-
vida-se as nobres eoinraistoes encarregadas da
rcconstruccSo do mageatoso templo para hsaiati-
rem ao mencionado assar.
INSTITITO
DE
Nona Seniora U Carmo
INSTRCC9AO PBIMAKIA, SECUNDARIA E
RECREATIVA
Este collegio fundado em 1873, contina a tunc-
conar rua de 8. Francisco, palacete n. 72, e ad-
mitte alumnos internos, meio-pensionisias e exter-
nos.
As materias professadas sao :Prlmclra
leltraa. Poriujun. i.ixim. Prstncex.
Ingles. Betborlca. *rllliro'ilca. Ceo-
melilH, toograpliln, Hlatoria. I'tillo
npliia. iiunicn. Uancss e Desenho.
Os professores sao habilitados o morslisados,
tendo os alumnos oblido sempre bou resultados,
tanto nos exnines prestados no instituto como no
collegio das artes.
A alimentacao t5 e abundante.
O rgimen interno nao vexatoiio ; ha horas
destinadas para o eetudo, re^reio e repouso, e em
casonenhom sofirerPo os alumnos priva^io da ali-
mentacao nem deixaro ile repousr ss horas exi-
gidas pela hygiene.
O trabalho distribuido de couformidade cen a
idade e desenvolvimeuto pbysico e moral do i-aia
um.
O predio commodo, aceiado e em gersl claro e
tresco, Cora espacosas salas para aulas, refeitorio,
dormitorios e recreio, mobilhadaa conveniente-
mente.
O collegio fornece gratis, penua, papel, fints,
lapis, crsyons, ardosiss, livros para consultas dos
alumnos internos, no collegio.
Os alumnos internos tainbem teem direito A
roupa lavada e engommada, sem rerauneraco al
gumaalm da mensalidade.
Em silencio s difiiculdades com que luctsm es
senbores pass para educar seus filbos, nio podeudo
muitos sustentar to pesado encargo de 50*000
isensal por cada um, como aluotuo iuterno, alm
de outras muitas despezas que occorrem, ficu esta-
belecida a seguinte tabella:
POR MEZ
Alumno interno. 4*0 0
meio-pensicnista 25JQBG
* externo d'aula primaria 5*000
> > secundaria (1.*
preparatorio) 5/000
a a, (2.*
preparatorio) 8*00
>>>> (3.*
preparatorio) i 2*0 '0
Aula e msica 5*0C0
dauca 500i)
. desenho 5*000
TU. .Os pagamentos sao feitos por trimestres
adiantados,
As aulas comecam a funceionar a 7 de Janeirc
e terminara a 20 de Dezembro.
Lyceu Triadelpbieo
Directora
MARA OLINDINA DE MBLLO
30=Rua do Hospicio=30
Comegam no dia 15 de Janeiro as au-
las deste eatabelecttnento de educajSo de
meninas.
O enano primario, em virtude do regi-
ment das escolas, expedido em 20 de Ou-
tubro de 1885 comprehendendo tres grol,
est a cargo da directora e da suas ir-
mSs. O eDsino secundario, que minis
trado pela direotora e por professores de
reconhecido merecimento, comprehende tres
series a saber :
1* serie
Lingua nacional.Leitura correcta de
prosa e verso, grammatica e analyse, co-
pias e dictados, excruicios de redaegao e
declamaf^o.
Lingua frauceza.Exercicios de leitu
ra, traduccSo, composijao e conversarlo.
Arithmetica. Exercicios de clculos e
problemas, systema mtrico.
2* serie
Lingua ingleza.Exercioios de leitura,
traduceSo, composigSo o conversacSo.
Geometra plana. NogSes geraos e pro-
blemas simples.
Geographia pbysica e poltica cora exer-
cicies as cartas e espheras.
Lingua italianaExercicios de leitura,
tra^.ucco, composicSo e conversacao.
Historia geral e especialmente do Bra-
sil.
Cosraographia.
Alera destas materias e de trabalho de
gulha, ensina-se desenho e msica em
das especiaes.
O estudo e observagao convencern a
directora de que o intrnate sempre
prejudicial s alumnas, e tende a des-
truir os lacos que devem haver entre pais
e filhas, pelo que o Lyceu s aceita alum-
nas setni-internas e externas
Os pagamentos serllo regulados pela se-
guinte tabella :
Externas
Do curso primario 20#000 por trimestre.
Oo secundario 250OGO por trimestre.
Semi-internas
Do curso primario 255001) por mez.
Do secundario 30$000 por mea.
Recife, 29 de Dezemoro do 1886.
Mara Olindina de Mello.
Institution Francaise de
Demoiselles *
Rua 4.9 Bario de 8. Borja n. AO
(antiga do Selpo)
0 aio lectivo desdo collegio
10 do Jaool
4 directora,'
I. Adour.
COMMERCIO
Isa cotnuicrelai de #>ernaifi
bucu
ttfiCIPE, & DE JAVEIHO OE l7.
^ Aa tres horas da tarde
'urooe ujiciat ,
jlisnrii provineiaee, de juros de 7 0/0 ao anno e
do valor de 1:00*, ao par.
&a hora da Liol&a
Veudeiam-se :
30 apolices proviociaes do valjr de 1:000*000
osa.
O presidenta,
Antonio Leonardo Rodrigues.
O secr.irario.
Eduardo Dubeux.
HKNUIMriVl i^ fUWLir.OS
Mea oe" Janeiro de 1887
AL.FANDEGA
4 O..B-
.-3a4
.Um d' a
eaoviaciit.
De3a4
4mi de 5
icfal
97:12069O
53:455*i70
J .742*741
8:ll5i17
150:575860
20:8571788
171:433*648
B^sami da renda provincial, iirracada-
a pela alfandcga deata cidade, no mez
re Dezembro linio, descrirainada pela
trraajKguinte :
Imiiortato
ro:
5'^0S4246
2:919*^'..
---------------- 62:013*751
Imeo-toj
TMreitas d
Ad/liciaoaeH
dem de 200 ris por
tonelada de navio
dem de 50 rs por
alqueire de sal
dem de 5 o/0 kd-
dicional
2:006*300
41*360
351*300
Esporiaco
Impostos de 3 o/, so-
bre o assocar 48:638*718
dem de 2 'L sobre
algoao 9:469*906
dem de 8 / sobre
agurdente etc. 2:786*962
dem de 7 % sobre
coui'os secess 229*740
dem de 20 /, so-
bre ditos verdes *
dem de 3 sola 574*800
dem de 100 ris por
saceos, etc. 16:203*945
dem de 100 fis
sobre bu r r i c a,
dem 2:707*093
dem de 5 / addi-
cioual 4:037*587
7:442*470
0\:45.;J21
84:648*751
154:104*972
ilfauJega de Pernambuco, 3 de Janeiro de
1887.
O escripturario,
Sianoel Gomes de S.
lnMtos divet
SU / sobre fu
'Meas de500 ^^H|
kilo de fomo
inm de 100 ris por
4:671 *21f>
5300
.*caai>oi* i 3 a 4
d 5
C..Mfct^Bo 1'Boni.ctALDe 3 a 4
i.i.-ui de 5
Rznra Dasvaia \ie 3 a 4
de tu

l:692537
5;084702
6:777V39
17:459*333
7:796t834
25:256*167
170*487
251*568
422/055
lUGlVft
Oculista
Dr. Mattos Barrcto. exchefe da clim
ca de olh) do ''r. Moara Brasil e da
policlnica geral do Rio de Janeiro e mc-
di:o aggrcgado do opital r/elrj II
deata cidade.
Consultorio, rna do Impera ior n. 65, 1-
airl.ir. das 12 s 3 horas da tarde.
Residencia, C.m.inho Novo n. 169.
As operaces sao feitas 6em dor, por
m"io da cocana.
Consultas e operaces, gratis sos
bres
po
CLLECIO
de S. Luk Gonzaga
Com este ltalo tnndei no dia 15 de Novembro,
na rua do Hospicio n. 55 um estabelecimento des-
tinado instruccao primaria e secundaria de me-
ninos.
Abalancar-se a empresas dessa ordem em poca,
como a que atravessamos, inconteetavelmeute
grande ouaadia e temeridade. Antevi perfeita-
intnte as dimeuldades com que havia de lutar, o
mil obstculos que se. me aniolhariam no caminho,
mas, apesar de prever tudo is6o. nao me toi poisi-
vel resistir ao desojo de contribuir com o meu pe-
queo contingente para a grande obra do levauta-
menta da iusii uccao.
Ensinam-se no collegio as seguintes materias :
leitura, calligraphia, portoguez, fraucez, ingles,
italiano, latim, geographia, historia, arithmetica,
geometra, algebra, philosophia, rhetorica, msica
vocal, piano, flauta, rabeca (fymnastica, desenho
e conversacao das linguas: lrauceza, ingleza e
taliana.
A easa em que se acha o collegio nao pode eer
mais adaptada para esse fim : satisfaz cabalmente
a tjdas as exigencias de estabelecimentos dessa
ordem.
Como resido com minha familia estou em con
dieces de receber meninos de maB tenra idade, aos
quaes nao faltarao de certo cuidados e solicitudes.
Confiado na bda voptude dos Sr. pais de fa-
milia para elles appello esperando que me coadju-
varao na ardua e difiicil tarifa da educaco de
seua filbos.
Reabrir-se-hao as aulas a 7 de Janeiro vindouro
Recife. 19 de Dezembro de 1886.
Padre Manoel Lobato Carneiro da Cunha.
Oculista
Exferaato *. Luiz
Rua do Imperador n. 55, 2." andar.
Com o nome cima abrr-te-ba no dia .15 de Ja-
neiro do anno prximo futuro de 1887, um estabele-
cimento de educaco, or.de ensinar-se-hao todas
as materia* do curso de preparatorios, havendo
tambern um curao nocturno das meamas materias,
e um mitro commerciai, no qual ensinar Be-ha se-
ment francs e inglez, tbeorica o prsticamente
senda este das 9 s 11* 1/2 da no: te.
Estatuto
Art l.9 Os paes, tutores ou correspondentes,
deverao acompanhar o estudante no dia da matri-
cula, para nao f matriculal-o, como tambern para
tomar eonbecimento do rgimen disciplinar do es-
tabelecimento.
| 1 o Aquelles que nao tivcreao quem os apr-
sente, tambern serio aceitos matricula.
Art. 2. O pagamento da matricula sera teito
meosal e adiantadamente a cotnevar da ocessiao
da matricula.
1.a Por cada matricula pagar o estudante
5*u00, havendo urna differeuca de conformidaoe
com o numero de materias que estuiar no estabe-
lecimento.
Art. 3. Cada Rula constar de 1 1/2 hora, sen-
do urna para tomar a licao do dia antecedente e
meia para explicar a do dia seguinte.
Art. 4 Nao haver aulas s quintss-feiras,
poim todos os alumnos devem comparecer no es-
tabelecimento n'estes das hora de suas respec
tivas aulas, para urna tabbatma, seguudo a qual
os directores daro attestados na poca dos exa-
mes.
No estabeleci nento encntraro os Srs. pas
correspondentes ou tutores e os Srs estudantes os
estatutos como accrescentamcnto de tudo mais
que aqui se omitte e que os scieutificaro do que
houverde mais particular, o bem assim da con-
veniencia do methodo n'este estabelecimentc em-
nregido.
Os directores,
Luit J. de F.e O. SubriAo-
Augusto J. C. Braga.
ufciiPACHos m KXhMT^(;Ao
Em 4 de Janeiro de 18-7
Para o exterior
No vspor ingles Jesmohd, carregaram :
P.ra Liverpool, F. Cascao & Filho 160 saceos
com 12,000 kilos de asauear mascavado.
No lagar peles Flora, carregaram :
Para New-York, J. S. Loyo & Kilho 500 saceos
com 37.60U kilos de assucar mascavado.
No vaper americano linance, carregaram :
Para New-York, H. Nuesch & C 7,050 pelles
de cabra ; H. Stolzenbach 2,600 pelles de cabra e
11 barricas com 660 kilos de borracha.
Na barca portuguesa Camdes, carregaram :
Para o Porto, J. S. Loyo 4 F.lho 1,000 ssccos
com 75,000 kilos de asaucar branco.
No patacho hollsudez Horia, carregaram :
Para Montevideo, Amorim Irmos & C 175
barrieas com 15,269 kilos de assucar branco.
Para o Interior
__Na barca nacional Ma-ia Angelina, carrega-
ram :
Para n Rio Grande do Sul, J. 8. Loyo & Filho
600 barricas com 62,527 kilos de assucar branca.
No brigue norueguense Frey, carregou :
Para o Rio Grande do Sul, T. de Azevedo Sou-
za 270 barricas com '?0.810 kilos de assucar
branco e 30 ditas com 3,23') ditos de dito masca-
vado.
__ No vapor inclcs Euclides, carregaram :
Para Santos, S. Guimares & C. 10U saceos cim
6 000 kilos de assucar brano e 4-0 ditos com
24,000 ditos de dito mascavado.
No lugar nacional Vteira, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, Amorim Irmos & C.
2,985 saceos com 179,100 kilos de assucar branco
e 2,565 ditos com 153,900 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional Manos, earregaram :
Para o Rio de Janeiro, D. Augusto 830 meios
de sola ; Francisco Silva 22 saceos com 1,325
kilo de l barriguda ; J. Fontelles 20 kilos de
penuss de ema.
No vapor americano Finance, carregaram :
Para o Para, B. Oliveira C. 2 pipas com 960
litros de alcooi ; M. J. Alves 300 saceos com
18,000 kilos de miiho e 10 barricas com 625 ditos
de assucar branco.
r-ara Marsnbo, L.'G. da Silva & Pinlo 100
barricas com 8,450 kilos do assucar branco e 20
ditas com 1,779 ditos de dito mascavado.
gS No vapor nacional Jaguaribe, carregatam:
Para Parnabyba, P. Alves c C. 50 barricas
Com 1,650 kirob de assucar refinado e 10 ditas com
882 ditos de dito branco ; G. Be trio & Irmo
40 barricas com 1,200 kilos de asBUcar refinado e
30 dita com 1,050 ditos de dito branco.
Dr. Barreto Sampaio, medico ocu-
litta, ex-chefe de clnica do Dr. do
Wecker, d consultas de meio dia s
3 horas da tarde, no 1.* andar da casa
n. 51 rua do Baro da Victoria, ex-
cepto nos domingos e das santificados.
Residencia rua Scte de Seferabro n.
34. Entrada pela rua da Saudade n. 25.
Licor depurativo vegetal ouV.d
DO
Medito Quintclla
Este notabilissimo depurante que vem precedi-
do de to grande fama iufallivel na cura de todas
as doencas syphiliticas, escrofulosas, rheumatica
e de pclle, com tumores, ulceras, dores rbenmati
cas, osteocopas e nevralgicaa, blennorrbagias agu-
das o chronicas, cancros syphiliticos, iuflamma
cocs visceraes, d'olbos, ouvidos, garganta, intes
linos, etc., em todas as molestias de pclle, simples
ou diatherico8, assim como na alopecia ou qu.da
do '-abetlo, e as doencas determinadas per satu-
raco mercuriaL Do-se gratis folhetos onde se
eucpotram numerosas exp ?r;encias feitas com este
especifico nos hospitaes pblicos e uiuitos attesta-
dos de mdicos e documentos particulares. Faz-se
descont para revender. ^
Deposito em eaaa de Faria Sobrinh 4 C
Rua do Mrquez dei Olinda n. 4!.
Leonor Porto
Rua do Imperador u. -1.
Primeiro andar
Contina a executa'r os mais difficeis
figurinos recebados de Londres, Pars,
Lisboa e Rio de Janeiro.
Prima em perfeicaode costura, em bre-
vidada, modicidade em precos e fino
6to- ____.
Clnica medico clrurgtca
DO
Dr, Alfredo Gaspar
EspecialidadcPartos, molestias de senhotas e
criancas.
Residencia Rua da Imperutriz n. 4, segunds
andar.
Dr. Joo Paulo
MEDICO
Especialista em partos, molestias de senhoras c
de enancas, com pratica as principaes materni-
dades e hospitaes de Paris e de Vieona d'Austria,
faz todas as operaces obsttricas e cirurgicas
coneernentea as suas especialidadea.
Consultorio e residencia na rua d Barao da
Victoria (antiga rua Nova) n. 18, 1' andar.
Consultas das 13 s 3 hora* ds Urde.
Telepbone n. 467.
Collegio 15 deMaio
(Corredor do Bispo n. 3).
A directora deste collegio tem a honra
de coromanicar aos pais de familia e espe-
cialmente aos de suas discipolas, que no dia
7 de Janeiro, caraecar a funecuriar este
estbelecimento, que se deuica ao ensino do
seguinte : portugus, francez, Dglez, msi-
ca e piano, assim como bordados de todas
ss qualidades, trabaihos de 18, crochet e
costuras de qaalquer especio.
ParaDtmdo Keloso tratamento, a par de
esmero na educagao das alumnas, e3pra
proteccao dos -Srs pais ou tutores para
quem appella.
Recife Dezembro de 1886.
A directora, i
Arma Ferreira da Silva Leite.
Medico especialista
0 Dr. Arthur Costa, de volts de saa viagem
Europa, ende frequentou v ros hospitaes de Pa-
rs, dedicando se com e?peciiidade ao estu io das
molestias de pelle e syphiliicss pdr ser procu-
rado tamporariameme par o eiercieio de sua
prohsslo nra^a do Code d'Eu a. 7, 1- andar.
j DnarLopes II
De votta de ana viagem Europa, re-) (
abri seu consultorio rua do Mrquez de
Olinda n. 1.
Especialidades ; Molestias de creancas e
1 nervosas.
I Tratamentos pela elsetricidade (Electro
/therapia.)
i I Consultas : De 1 hora s 4 da tarde.
'{ Residencia: Rua da Soledade n. 56.
) ( TelephoneN ni. 35 e 49S
Dr. Fernandcs Barros
Medico
Consultorio roa do Bom Jess n. SO.
Consultas de meio dia i 3 horas.
Residencia rua da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
ADVOCACIA
O co s-lheiro Dr. Manoel do
Na6cimeuto Machado Portella
contirja no exer-ii-io de sua
profissSo de advocado podendo
ser encontrado em seu escripto-
rio a rua de Imperador n. 65,
1. andar, das 12 s 3 da tarde.
EdHal n.
O administrador do Consalado Provincia!,
cumprimento do qne dispoe a lej 1860, fa;
blico a quem interessar possa, que uo espac
30 djas uteis, contedos rle 2 de Janeiro do i
prximo vindouro, dar-se-ha principio nesta re-
particao a cobranca livre de multa dos impo
abaixo declarados relstivos ao 1* semestro do
exercicio de 1886-1887 :
8 0/0 sobra o gyro de .casas commerejaes a re-
ta! ho.
10 0/0 sobre estabeleci.nentes ra da cidade.
12 0/0 sobre escriplorios de advogado e sol
tadores, consultorios mdicos, etc.
20 0/0 sobre estabelecimentos commerciaee.
200*000 por escriptorio de descont de leUas.
21:00|000 por casa de garantir bilhetes.
1:1:00*000 por casa de vender bilhetes.
'i1500 por tonelada de alvarenga, canoa, ete.
204DUO por escruvo empregado em servici me-
anico.
200 rs. por bara'.ho de cartas de jogar.
Consulado Provincial de Pernambuco, 28 de
Dezembro de 1886.
F. A. de Carvalho Moura.
BEGUBACCES

__ No biate nacional Bom Jess, carregaram :
Para o Natal, P. Alves & C. 15 barricas eom
J,0>0 kilos de assucar refinado e 26 ditas com
1,668 ditos de dito branco.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 5
S nta Catharma32 dias, lugar noruegnenBe
Fri, de 264 toneladas, capitao C. B- T.rressen,
equipagem 8, em lastro ; a H. Lundgren & C.
Babia5 dias, lugar ingles Mente, de 163 tonela-
das, capit William Moresby, equipsgem 8,
em lastro ; a Sauuders Brothers & C.
Rio de Janeiro24 dia, patacho inglez Brasil,
de 266 toneladas, capitao A. Lemarchant, equi-
pagem 8, em lattro ; a Saunders Brothers & C.
Rio Grande do Sul25 dias, patacho norueguense
Hermond, de 175 toneladas, capitao Gundcrsen,
equipagem 6, em lastro; a H. Lundgren s C.
Ko de Janeiro18 dias, lugar americano A-
lanwilde, de 606 toneladas, capitao S. H. Nuw-
man, equipsgem 10, em lastro; Polman & C
Navios sahidos no mesmo dia
Santos e escalaVapor austraco Slepanie, com-
mandante G. Guiseppe, carga varios gneros.
Rio Glande do Sul-Ecuna nacional Evora, ca-
piao Antonio Mendes de Campos, curga assu-
car.
Liverpool ees .-ala-Vapor inglez Cearense, com-
u,audante John Jellard, carga varios gneros.
Cea e escalaVapor nacional Jaguuribe, com-
mandsnte Autonio Maria Ferreira Baptista,
carga varios gneros.
New YorkBarca ingleza Carpasian, capitao Wil-
liane Laurie, carga assucar.
MontevideoEscuna holland^za Hansa, capitao
F. Iliddie, carga assucar.
VAPORES ESPERADOS
Sergipe
8*Up
L'ahia
Allianca
Trent
Pernambuco
Pora
Ville de Santos
Aconcagua
Niger
Ceor
La Plata
Pernambuco
Espirito Sanio
Treta
da Bahia boje
do Ha7re hoja
do sul amanh
de New-Port-News amanh
da Europa a 10
do norte a 13
do sul a 17
do Havre a 18
da Europa a 21
do sol a 21
do norte a 23
da Europa a 24
de Hamburgo a 25
do norte a 27
do sul a 29
i!
Dr. uOio Lei
Uedieo. parieiro e operador
Rezidcncia rua Bardo da Victoria n. 15, andar
Consultorio rua Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 horas da mann s 2 da
tarde.
Attcnde para ss chumados a qualquer hora
telephone u. 449.
:rx*S
*\*
'dista
Dr. Femara da Silva, consultas
das 9 ao meio dia. Residencia e
corjsultoriii, n. 20 rua Larga do
Rosario.
J MEDICO HOMEOPATHA
Dr. Baltliazar da Silveira
> j Especialidadesfebres, molestias das
| V criuncis, dos ocl> respiratorio \
i senhoras. I
Prestase a qualquer chamado para (
onda capital. *
| i VISO [
) Todos rs chamados devem ser diriga I
| dos pharmacia do Dr. Sabino, rua do )
Bario da Victoria n. 43, onde se indicar )
sua residencia.
Consultorio raedico-
cirurgico
0 Dr. Castro Jess, contando mais de 12 annoe
de escrupulosa observaco, reabre consultorio nes-
ta cidade, rna do Bom Jess (antiga da Crus
n. 23, I." andar.
Horas de consultas
De dia : das 11 s 2 da tarde.
De noite : das 7 s 8.
as demais horas da noite ser encontrado no
sitio travesa dos Remedios n. 7, primeiro por -
to eequerda, alm do poriao da Dr. Cosme.

Estrada de ierro de Ri-
beirt ao Bonito
Por deliberecao da directora, chama se atten-
9lo dos Srs. accionistas que anda nSo realisaram
a 2 entrada de suas aecoes constantes das caute-
las ns. 16, 18.19, 28, 32, 47, 48, 59, 64, 66, 68,
69, 70, 75, 77, 79, 86 e 101, para o que dispoe o
2o n. 1 do art. 9 doz estatutos.
Recife, i> de Janeiro de 1887.
O secretario,
Jos Bellarroino Pereira de Mello.
Uelpomene alndense
De ordem do Sr. presidente, {.sao convidados os
Srs. 83COS pan reunirem-se no dia 9 de corrente,
s 10 boras da manh, em sua sede, afim de pro-
ced*r-se eleicio dos novos func^ionarios, isto do
conformidade com os estatutos. Olinda, 5 de Ja-
neiro de 1887. O secretario, Juvino Cunha.
Abertura das escolas
publicas
De ordem do Sr. Dr. insyector geral da instnic-
qJo publica, faeo saber aos senhi-res professores
pblicos de instruccao primaria, que approx/man-
do-se o din em qn-, de conformidade com o art.
37 do regiment das escolas publicas, devem ser
estas xcabertas, e suecedendo que, em algumas
localidades, por se terem retirado pelas ferias os
professores. deixando elles de cooifcar eeus traba-
ihos no dia marcado, tem nesta data aquella
autoridade, por circular dirigida aos delegados
{ litterarios, recommendado a stricta observancia
(do citado artigo do regiment, e pelo presente
! edital so dirige igoal recoinrnendaco a todos os
; professores que regem escolas publicas.
Secretaria da Instruccao Publica de Pernambu-
' co, 5 de Jsngiro de 188.
O secretario,
Pergentino S. de Araujo Galvao.
Segredo e Amor da Ordem
Sao convidados os membros deata sociedade a
| reunirem-se em sessfto ordinaria, no dia 11 do
correute, s 7 horas da noite, no S- andar rua
do Imperador n. 14, afim de proceder-se a eleico
' geral psra o novo anno ae 1887-88.
O secretario ad hoc,
Joo Silveira.________
Club Concordia
Fortsetzung der ara 17 ten ecembor vertagten
Hauptvertammluug Samstag den 8 Januar abeuds
praccis 8 nhr.
Das directorium.
Lotera da Colonia Isabel
A 9a serie da 24a parte das loteras em favo-
dos ingenuos da Colonia Isabel, acha-se exposta
venda, cuja extraeco ser no dia 10 do corrente.
Thesouraria das loteras para o tundo da eman-
cipaco e ingenuos da Colonia Isabel, 3 de Ja-
neiro de 1887.
O thesoureiro,
ronetsco Goncaives Torres.
Csmpantla Santa Therna. empre-
arla do aiiUMccIniento d'agun
luz para a cidade de Olinda.
DIVIDENDO
De ordem da directiria communico aos Srs. ac-
cionistas que no dia 10 do corrente comecar-e ha
a pagar o 15.* dividendo da companhia, razaj
de 6 por cento.
O pagamento ser effectuado na r-ia do Impe-
rador n. 73, segundo andar, todos os dias uteis,
at 15 do corrente, das 10 horas ao meio da, e
d*abi em diante em qualquer dia til, das 8 s 10
horas da manba. 1M,
Escriptolio do gerente, 4 de Janeiro de 1001.
A. Pereira Simoes.
EDITAES
Capitauia do Porlo
Aviso aos navegantes
Tendo entrado em concert o pharol da barra
d'este porte, fas-se publico que d'ora em diante
at finalizar se os referidos concertos, s se accen-
dr sem ter rotacio, mostrando aroenta para
leste a luz vermelha.
Capitana do Porto de Pernambuco, 3 de Ja-
neiro de 1887.
O capitao do porto,
Jos Manoel Picaneo da Costa.
Em 3 de Janeiro de 1HS J
Pela Secretaria do Gymnasio Pernambuco, e
de ordem do Rvdm. Dr. regedor, se declara aos
pais de familia e a quem mais interessar possa
que no dia 8 di crrente mez abrir-se-ha o anno
lectivo para os alumnos d'aula primaria, nos ter-
mos do art. 185 Jo regiment interno de 19 de
Abril de 1876, approvado pela lei provi acial n.
1497 de 10 de Juubo do anno de 1880. }
O instituto recebe alumnos cm tres ca'hegorias
conforme seacham divididos pelo citado regimen-
t: pensionistas ou iitcruos,'meio pensionistas a
externos.
Os pensionistas fresidirio no instituto, tendo di-
reito de stiudar as materias pescriptas no pro-
gramla establecido, a ser alimentados sadia e
abundantemente, tratados em suas enfermidades
pelo medico da casa, ter roupa lavada e engom-
mada regularmente duas veces per semana, ca
bellereiro sempre que foi- necessario e banho duas
veres por semana.
Os meio pensionistas se|apresentaro no estabe-
lecimento nos das lectivos, s horas em qoe o aula
se abrir, e desde eniio al ser eoeerrada tarde,
serio equiparados aos internos, quauto aos estudoe.
alimentaco e recreio.
Os externos s tem direito as licoes e expiiea-
coes do respectivo professor.
A penso dos internos n 4004 e dos meio
pensionistas de 240|, paga por trimestre adian-
tados na secretaria do meamo instituto.
Os externos, porm, nada pagarSo.
O secretario,
Celso T. Fernandes Quintella.
Dividendo
Por deliberacao da directora e de accordo com
s estatutos em vigor est marcado o dia 10 do
corrente para nclle se encetar o pagamento do 2-1
divideodo da companhia a razo de 8 0(0. Para
ete fim ser encontrado o Sr. thesoureiro no es-
criptorio da companhia das 10 horas ao meio dia
at o dia 15 do corrente. Desse dia em diante
em todae ss tercas-feiras e sabbados que torero
dias uteis, ou segundas e sextas quando furem
aquelles santificados, as mesmas horas. Por esta
roetma occasio far-ae ha o pagamento des juros
das dienure# que para tal fim devero ser exhi-
bidos pelos seus portadores.
Escriptorio do gerente, 4 de Janeiro de 1887.
A. Pereira Simos.
S. R. J.
Sociedade Recreativa Juventode
Covido os senbores socios, assim como aos pa-
rentes e amigos do finado Jos Leite de Azevedo
Rende, para assistircm a missa que a presidencia
desta sociedade manda resar pelo eterno repoueo
d'alma daquelle consocio, no trigsimo dia do seu
passamento, na igreja do Espirito Santo, pelas 7
horas da. manba do dia 7 do corrente.
Secretaria da sociedade Recreativa Jurentude,
4 de Janeiro de 1887.
Jos de Medices,
2 secretario
DOS
Artistas Mechanicos e
Liberaes
De ordem do respeitavel irmo director, convi-
do a todos os nossa irmos que se acbam de ac-
cordo cora o art. 51 dos estatutos, a reunirem-se
cm nossa sede sexta fera 7 do correute, pelas t.
horas da tarde, afim de ter lugar a assemblea
geral do mez prximo passado, que deixou de
funecionar no dia aprasado por falta de numere,
devendo esta ter lugar com o numero que compa-
8eerelaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mechanicos e Liberaes do Pernambuco, em 5 de-
Janeiro de 1S87.-0 2- secretario,
Paterniano Barroso.

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1:
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aforar
EiHHBHariBMB ^
I I ---^w..
. ..-.,.-
1

J


Diario de PcrnambucoUuito -fcira 6 de Janeir
Capellana
Matriz de Santo Antonio
A mes regedora da Veneravel Irmandade do
SS. Sacramento da matriz de Santo Antonio esta
eidade, precisa contractir ura sacerdote que se eo-
carregue da capellana da meama Irmandade, que
tem a vagar pela retirada do actual capello Frei
Lourenco dalmmaeulada Conceicao para provin-
cia da Parahyba onde var reger urna tregoezia na
qualdadede vigano, couvida-seportautoa qualquer
Sr. aacerdoto que pretenda a referida capellana, a
entender-se con o irmilo juiz Antonio Augusto dos
Santo Porto que se acha aotorisado a effectuar o
contrasto".
Consistorio, 3 de Janeiro de 1887.
O esenvo,
Henrique C Barrero d'Almaida.
O vigario provin-ial, Fr. Alberto, dcs'jando
colloear bncos de inadeira comps ('e ferro no
carpo da respectiva greja, numero de ciucoenta,
recebe propostaB al o di 8 do frrente mes, em
ana celia. Carino do Reeife, 3 de Janeiro de
1887.________________'__________________________
Lotera de 4000 contos
A grande lotera de 40110 contos, em 3 sorteios,
fie* traofcfei id* para o da 14 de Mio viodouro,
impreterivi-lmcnte, nos termos do despacho d
Exm. Sr. presidente, de tioje.
Tnesouraria das Loteras para o fundo de
niai;cipac3o c ingenuos da Colonia Isabel, 14 de
Desembrj d 1886.
O thesoureim,
Francisco Gouv!ves Taires.
DpiuUA
Corapanliia de Seguro
martimos e terrestres
EstabelcJda em l**5
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
Al SI de dezembro de 1884
Haritimos..... a9liO:000$000
Terrestres,. 516:080^000
4LS- llua do Commereio-
COMP.4XIIIA Wt SEGURO
NORTHERX
de LOndrea tbcrileeu
Poiilr Capital oubaciipto 3.000.000
Fundos ccumulado3 3.134,34{<
Recetla nnnualt
Da premios contra fogo
De premios sobre vidas
De joros j
BA
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John. H- Boxwell
COHMEROOCIO IV. *G 1 AMD4R
(JOMPANHIA
JMPERIA1
DE
Companhia dos trilhos urbanos
do Reeife a 01 nda e Bebe ibe
Itanboa de Olinda
Era vista oe reel.macio de vario* fiequentado-
rea dos banhoa salgados das praias de Olmda, in-
oossibiliudos .!e irem actualmente morar naqulla
odade, res.-lveu a directora d^sta companhia
orear urna assgnatura mensal, especialmente para
osbauh.tas, d.ndo direito a urna v.agem redonda
or da tr.ediaute o pagamento de 10*. Assigna
ura que eomevar a vigorar do da 1" de Janeiro
de 1887 t segundo aviso; sendo que, para
maior vuu^ein eri pulido dease dia era dian-
te uro t.em extraordinario, sabido da ra da Au-
rora as 5 bo.s da madrugada, pranlo apenas
nases^eoese.nque existhea. ass.gnante*, e vol-
tando na raeerra conformidace s 7 horas, de
Olinda. Os seuhorea banh.atas temo t.nbem o
direito de ir pelo trnn ..rdiu-no d..s 5 1|2, do Re-
cife. assim como de vitar pelo trem ordinario das
.} 1 de Olinda ; sendo que nos tr-us extraordi-
narios *er5o tambera dimitidas as passagens
avulsai da 1 classe la nossa tabella.
Escriptorio da compauhi, 24 de Dezeuibro
18860 g-rente,
A. I'ereira Simoes.
flECil'ROS CONTRA FOtO
EST: 1803
Edificio e meroadoricj
Taxos baixas
Promplo pagaminto de prejuuo
CAPITAL
fia. 1G,000:000OO>
Agentes
BROVVS & C.
N. *Ra do CommereioN. 5
CONTRA FOGO
Norib Brilish & Mercantile
CAPITAL
t:OOO.OOo de libras Merlinas
AGENTES
Adonison Howie & C.
de
I meo c substHnlco de notas
do Thesouro nacional
De ordem do Illro. Sr. inspector so faz publico
que as tedulas, que forera apresentadas troco
ou substituidas e que estiverrm dilaceradas, de-
vera vir devidamente concertadas, de modo que
DOSsiKn ser inmediatamente carimbadas
Outro sin, para cobheciroento dos interesados
,hxo ee transcreve os seguiutes a'tigos do re-
lamer! annexo ao decreto n. 9370 de 11 de Fe-
vereiro de 1885 : .
Art. 1% Niio aera permittido o troco de notas
nevaa de grande valor por oulraa de pequea im-
? derao recusar o recntenlo de utas dilaceradas
ou das que, estando em subMitu.ao, li.e. forera
aprontadas at o daem que terminar o prazo
para o sen recolhimento sem descont. comwn-
oquetae. notas sejam '"d-dejras, -hemae
cempletaa, nao se compoobara de pedaecs nao
tenham carimbo ou marca que d.fficnhe-lhes o
exame ou as inutlise. Mm^m^
Art 131. A noU dilacerada em um on diversos
fragmentos, tendo maia aemetade de um lado,
acra trocada r.a Ciixa de Aroortisicio ou na tbe-
aourarias de f-zenda pjr outra de igual valor, se
(&r reconbecda verdadeira.
A que tiver a netnde ou menos da metaae, e a
uue. tendo mais de meUde, ir compoata dos dons
lados extreaes, t poder ser trocada, anda que
reconbecida. genuina, se o porUdor justicar, a
satisfacao da juuta administrativa da Catxa, que,
por forca maior, foi consumida ou extraviada a
norcao que falta. _
Art. 132. Os fragmento do notas que se nao
noderem trocar, serao restituidas ao portador, de-
nois de marcadas cora o siguals-in valor.
T&esouraria de Pazenda de Pernambuco, 31
de Dczimbro de 1886.
O sccreaiio,
Luiz Eraygdio P. da Cmara.
Coiiipahialiocinotora
Pernaiubucai.a
ASSEMBLA QERAL
Pelo pr.sent ao ;.nvdadoa os Srt. acdou.s-
tas desU cempanhia a se reun.rem en. MMssUf
geral ordinal ia.uo sen escriptorio a ruado Vis-
tonde de Itaparica n. 7, fts 11 horas do di 8 do
eorrente. sfiJeser l.do o relator.o da adm.u.s-
tracao e'o parecer da commissao n*ca
THEATRO
GARANY
EM
dministracio da Companhia Lo-
ru 3 du Janeiro de
Eserptoiio (i
comotora Firnumbueans,
1887' S. de Barros Bar reto,
Secretario. ___
ondoD and Braslllan Ba
Limited
Ra do Commerci? n. 32
acca por todos os vapores sobre as ca-
sas domesmo banco em Portugal, sendo
rm Lisboa, ra dos Capellirta i <3 de-
porto, ra dos Inglczeu. ^^^^
JABOATAO
TRANSFERENCIA
Ouinta-feira 6 de Janeiro
Espsctaculo em beneficio
"Werselem
drama histrico em 3 actos, 2 quadros e 1 prologo
era que towam parte o autor e urna troupe de ama-
dores.
Finalisar c espectculo cora a comedia em 1
acto
Una criada impagavel
Depos do espectculo haver trem para esta
cidade, parando era Tigipi.
Oumerar SI/* borasj.
lmi
BOYAL M4IL STEA PACKT
GOIPARV
0 paquete Trent
E' esperadodaEuropanodia
9 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
rispara
Macei, Baha, Rio de Janeiro e Santos
Car paasagens, fretes, etc., trac CONSIGNATARIOS
Adamson Ho wic & C.
companhia Haitiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia Babia
O vapor Sergipe
Ccmmandante Pedro Vigna
E' esperado dos oorwf ci-
ma at o dia 6 de Janeiro
e regressar fiara os mea-
mos, depois da demora do eos-
turne.
Para carga, passageua, encomraendas e dinheito
fretu rracta-se na agencia
7tiua do Vigario7
DominSvS Alves Malheus
Cflipt 4b Siros
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7RA DO BOM JESS-N
eauro BiarMlniosi terreatt
Neotes ultimo a nica companhia Beata praca
que concede vosSrs. segurad. iseaipcilode pag
ment de Dronsio em cada stimo aao, o^ qM
fcquiva!e .o dMKWBto da Ctrcs. avor do seiadns. .__________
SESS&S*
The Liverpool & London
mimw
f.lob
!

&G.
SEGUROS
martimos contra fogo
Companhia Phenlx Per-
Tile IS.AB MSS I
Opr
j
Gontp&isla Uraiileira de n?.ve
gacoa Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Baha
Camtnandante Sverio Antonio da Silva
E' esperado dos porto do sul
at o dia 7 de Janeiro, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os porto*
do norte at Manos.
Para carga, passagens, cncoromendas valeres
ra cta-se na agencia
PRACA DO CORPO_SANTO K_9
Pacific Sieaai avigalion L'ompan
STRAITS OP MAQELLAN LINE
O vapor Araiicania
espe:
at o dia 16 de Ja-
!' esperado da Euro-
i o dia 16 de
neiro, e seguir de
pois da demora do eos
_ lime para a
Baha, Ro de Janeiro e Valpa
raizo
Para carga, passagens, encommendas e din-
heiro a fre.; tr4cta-scom os
' AGENTES
Wllson on* & c, Limited
fr. 14- RA DO OOMMERCION. .14
DE
.VaTegaeo Costeira por Vapor
Fernando de Noronlia
Fapor Giqui
Commaudante Lobo
Segu no dia 11 de
Janeiro, pelas 12 ho-
ras da manba.
Recebe carga at o
a 10.
Passag,...? at as 11 boras da manba do dia da
partida
ESCRD7TORIO
caes da Companhia Penaamhn
cana n. 18
'aiicli nreaa maker. Prom Wor-
ih' Establishment, Pars and Ciudad de Landre,
Buenos-Ayres. just arrived, offers hera service
to brasiiian and foreiga families. Patrons recei-
ved dircctly from Sicholion 4C.-6051 S.
Psal-Cburcbyard-Londun.
Pr.cisa-se de perfeilm costurrlrs, psga-se
bom ordenado ; na ra do Imperador u. 50, pri-
meiro andar.
AMAS Precisa-se de duas imai, urna
jira cosinbar e outra para servicos domsticos :
a tratar na ra do Torres n. 36, 3- andar.
= AJuga-se o 2 andar da casa do Pateo do
Cbrpo Santo n. 17, sendo inuito frese > e eom bas-
tantes commodos para familia, acha-se todo con-
ctrtado, caido e pintado ; a tractar no 3 andar
da menina.
= Eu abaixo assrnado declaro qu? nestadata
tenho contractado para vender, [no Sr. Mauoel da
Cmara Jnior, o meu estabelecimeoto de mullia-
ds, sito ra da Restauracio n. 57, livie e des-
ca barajado de qualquer onus ; e desde j aviso
a toda e qualquer pessoa que se julgar credora a
apresentir suas contas no prazo de tres das, a
contar da data leste.
Reeife, 4 de Janeiro de 1887.
Manoel Barbosa Ribeiro.
= Precisa-se de um caixeiro com pratica de
molhados : na ra de Pedro Affonao a 2.
Aloga-se o l andar do sobrado n. 23 ra
di Peoba, com agua e gaz, e muito perto do mer-
cado, o qual acha-se limpo por ter sido caiado e
pintado ltimamente ; a tratar na ra do Impe-
rador n. 31, armazem do gaz.
CHAMEIRS RELMS
Companhia Franceza de >avega-
co a Vapor
Linha quiuzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, IJahia, Rio re Janeiro e
Santoa
Urna familia que tem de retirar se da pro-
vineia. vende por barato preco urna mobilia de
amarillo, contendo 12 cadeiras de guaruicao, 1
d brafu, 2 de balando, 2 contlos com lampos de
pedra e 1 sof, tudo em muito bom uso, assi >
como outros trastes indispensaveis para casa de
familia ; na ra do Principe n. 16.
Ao
roinmcrciu
Os abaiio asignados participara ao commereio
qi e nesta data coocoHaram formar nova socieda-
no armazem do pianos sito rna de Marcio
as n. 31, a qual gyrar d'ora em diante sob a
ni /a firma de Samuel Esnatv ^ Banks. Reeife,
5 le Janeiro de 1887.
Samuel Esnatj.
Adolpbo Banks.
STEAMER
Sully
E' esperado aa Europa
n i dia 6 de Janeiro, se-
gumdo depois da indispen-
Bavel demora para a Ha-
ba, Rio de Janeiro
e Manto.
Roga-se aos Srs. ir-.portaderes de carga p?lo
vapores desta linba,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga dos alvarengu ,h-
quer reclamacao concernente a volnmes, qnd po-
ventura tenham seguido para os portos do sul.afin)
de se poderem dar a tempo aa providencias neces-
sa ras.
Expirado o referido pras a companhia alo se
responsabilisa por extravos.
Psra carga, passagens, encommendas a dinheiro
frete: trata-se com o agente
tuaxTi: i.vitii i:
9 RA DO COMMERCIO 9
Casas baratas para
alogar-se
Aloga-se o 1- andar do sobrado n. 23 e 74 na
r|a de S. Jorge, e o 2- andar n. 55 a roa da
ia, todos com bastante c inmcdos para rami-
e limpos : a tratar na ra Augusta n. 286.
Bellezas do Reeife
Polka para pian*, composico do Sr. Misael
omingucs, autor dns polkas Mamili j dase.
C ilouros e Zz : venda na casa Vctor Pralle
i iccessores, rna do Impcrsdor n. 55.
Costureiras
Precsam-su perfetas, paga-se bom ordenado: na
rba do Imperador n. 50, i." andar.
COMPANHIA PEBNAIWUCANA
DE
ftaTegaeo Costeira oor Vapor
PORTOS'DO SUL
Macei, Penede e Aracaj
O vapor Mandahu
Comiiiandante Mafra
Tiumas Nanea da Canoa
Antonio Jos P reir e =ua espesa, tendo rece-
rdo a infausta noticia do passamento de seo pro-
bado pai e sogre, Tbomaz Iunes da Cunba, no
reino do Portugal, convidam ars seus parentes e
amigos paia assistrcm as missaa que sero resa-
das pelo eterno repouso do mesmo finado, na
igreja d. Madre de Deus, s 71i2 horas da ma-
nba do dia 10 do corrente, stimo do sen falleci-
mcDto; desde j se contessam eternamente gra-
tos quellet que se dignarem assistir a esee acto
de caridade |e religiao.

Segu no da 13 |si
Janeiro, as 5 hosli/]
da tarde. Recipe
gaato dia 12
Encommendas passagens e dnheros a frete at
s 3 horas da taide do dia da sabida.
ESCRIPTORIO
Cae* da Companhia Per^amh^uvtnn \
Para Pelotas
Segu com toda a brevidade para o portj atima
o patacho norueguense Byfoged Chritlie, por ter
a maior parte da earga engajada : para o resto
trata-se com W. W Robilliard.
iiEiLUf
Leilo
Agente Stepple
fiexta feira 7 do corrente
A'S ll HORAS
Ra do Bom Jess n. 28
O agente Stepple, autorisado, levar a leilo o
estabelecimento sito roa do Bom Jess a 28,
contendo passarop, importantes viveiros, gaiulas
nacional a e estrangeiras, e grande quantidade de
bebida e outros moves : ir a retalho on em un
s lote. Os preteudentes dtsde j podem ir exa-
minar.
do lugar
-Gram no Me
Lei'o
Gordon
bina
do
encalhado
Natal
>o dia 9 do corrente
O agente Manoel Garca, d*vidmeute i, a'-rri-
sado, levar a leilo, no dia 7 do corrente, depois
da cbegbda do vapor costeiro, a casco e priencas
do lugar Gordon, encalhado na barra do Natal
no Rio-Grande do Norte.
nambucana
Ruado Commereio o.
Espera-se de New-Port-
News. at o dia 7 de Ja-
neiro o qual seguir depois
da demora neceasaria para a
Babia, Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, encounnenda o dinheiro
a frete, tracra-so com o
AGENTES
Henry Forster k C.
N. 8 RUADO COMlatRClO N.-8
/ andar
~COHMKUrPEIBNA MICAS A
DH
\avesac costeira por vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaiu' e Babia
0 vapor Jacuhype
Commandante Esteves
Segu co dia 8 de
Janeiro, s 5 horas
da tarde.
ecebe carga at o
_.ia 7.
Encjmmendas, passagens e dnbeiros frete at
3 horas da tarde do dia 8.
ESCRD7TORIO
Ao Caes da Companhia Ptrrximbxtcana
n. 12
Leilo
De 1 mesa grande cora tampo de pedra, 2 pianos
1 uieaa reJonda graado, 1 mobilia de aiuurello
eom tampti de pedra, 1 baleo com grade de for
ro, guarda lou^as, guarda-vestidos, espelbfc
camas francesas, inarquczes, qu9droi,'Uiiude
zas e outros rauitob objectos.
Nabbado, w do corrente
A's 11 horas
No armazem da ra do Mrquez de Olinda
n. 1.9
POR INTERVENCAO DO AGENTE
(usiiio
AVISOS DIVERSOS
Tenenle coronel Frnnrluro CavnI
cante de Albuqnerqne
Alfredo Coireia de Ouveira, Francisco Gomes
Prente, Miguel Jos de Alraeida Pernambuco e
Pedro Francisco Correia de Oliveira, convidara
aos seus amigos psra no dia 11 do corrente mez,
s 8 horas da manbS, ouvirem ss mtssas qne man-
dara otlebrar na matris da Boa-Vista, pelas almas
de seus amigos e prestrnosos correligionarios te-
nenre-coronel Francisco Cavalcante de Albuquer-
que teu tilho Antonio Cavalcante de Albnquer-
que, brbaramente assassinado em Jatob a 11
de Dezembro dn anno passado.
liWl
m
T TI *

Majar Oeinm Lino Cavalcante
Pessoa
D. Adelina Cavalcante feasoa de Mello, seus
filhos, genros, irmiios, cunhados, sobrinhos e raais
parentes, de coraco agradecum s pessoas qu se
dgnaram aeompanhar os restos mortses de sen
presado marido, pai, ogro, irmo, cunhado e tio, o
miijor Delfirn Lns Cavalcante Pessoa, ao ceraite
rio publico, e rogam-lhes e aos demais amieos para
ouvirem as uiissas que sero resadas pelo temo
repouso de sua alma, no dia 7 pelas 7 boras da manb, na capel a de N. S. dos
Remedios, pelo que desde j se coufessam eterna-
mente agradecidos.

S
Aluga se o 2- andar da casa n. 8 ra da
Iiopemtnz, ucelli-nte morada; trata-se na rna
do Imperador u. Gl, 1- andar.
Alugn-a< casaa a 0lMJ
IhoS", junto de fi. Gonfallo :
lj-,|<.ratriz n. 56.
Antonio dos Manioa Colmbra
Aurelio dos Santos Coimbra, sua esposa e filhos
convidam aos seus prente.e amigos para assis-
tirem a raissa que mandnm resar na ii;r<-ja do
Cazaug', s 7 horas da nanba. do dia 8 do c :
rente, por alma do eeu presado par, sagro e TO.
1* flnniversario de seu faliccimento ; e por este
acto de caridade e religiao, Hm*e*ip> m <>s seus
agrudcciinenn.3 aus que se dignarem Cjmpa
recer.
Os proprietarios es-
to preparados para
supprirem cok (car-
vo) por prec,o mode-
rado, entregando-se o
mesmo as casas das
pessoas, que compra-
ren! de 10 saceos para
M
cima,e tambem se ven-
de em saceos avulsos
na Fabrica do Gaz ou
na ra do Imperador
n.29.
O carvo eoke sem
duvida nenhuma um
perfeito desinfectan-
te ; na sua combusto
nao faz fumaba que in-
commode, e nenhuma
outra substancia soli-
da combustivel pode
ser comparada com o
mesmo em economa
efficiencia e limpeza.
E tambem especial
para qualquer fogo,
forno, ou caldeira a
vapor que tenha cha-
min.
,- "Vende-se do mes-
mo modo alcatro
(Tar) em latas, bar-
ris, etc., etc., que de
grande valor, espe-
cialmente nos climas
quentes, como este
para perservac,o do j
ferro, da pedra, tijo-
los, ladrilhos, asphal-
tos cu para effeitos an-
ante-septicos.
Outro &im, ha a ven-
da, por prejo muito
diminuto [agua de
amonio, que o me-
lhor preparado para
destribuiQo das sali-
das, forangas, tem a
mesma benfica e di-
recta influencia sobre
a vegetado supprin-
do o mais salutar ele-
mento fertilisante.
Qualquer informa-
Qao de presos e par-
ticularidades se obte-
ro na Fabrica do
Gaz, no escriptorio
ra do Imperador n.
29 e pelos nmeros
telephonicos 39 e 40.
particular
CI ERO, um perfeito osinheiro francs, recem-
ebegado a esta capital, offereco os seus servicos,
para qualquer hotel ou casa de familia ; di
carta nestu escriptorio, incaes A. P.
Lilleratara moderna
PARA A
LIVR1IU4 C0MZZ
DE
Soares Quintas fc c.
ACABA DE
CHEGAR A BIBLIOTHECA
DAS
Ht'IKttltK social;*
COLLaBORADA
|)or (Dlioetra JHartins?
OBRAS PUBLICADAS
I
Historia da Cvilisaco Ibrica.
II-UI
Historia de Portugal.
IV
O Brasil e as Colonias Portuguesas.
VVI
Portugal Contemporneo.
VII
Elementos de Antbropolog'a.
VIIIIX
As rscas humanas e a civilisaclo.
X
Lingistica (no prelo).
XI
Systema dos Mytos Religioso.
XII
Quadros das lustituicoes.
XIII
O Rgimen das Biqoezas.
XIV
Taboas de Chrooologia e Greographia Hetorica.
XVXW
Hi-toris da Repblica Romana.
OBRaS diversas
TH. BRAGA.& povo portugue seus osos a
costuraos.
ANTONIO DA COSTA.--Chr8tianismo e o pro-
gresso.
DOMINGOS DE AZEVEDOMethodo da lin-
gua hanceza por Olendorfi. Aperfeicoado.
Prazeologia da lingua francesa pelo mesmo.
Conversacao familiar dedicado s senh^ras brasi-
leiras e poituguezs*.
QUEIROZ e ORTIGAO-0 Mysterio da estra-
da de Cintra. 3' edicio.
A. PIMENTEL-Musa das rcvoluces ; estudo
sobre as eancOes populsres de todos os povos-
civilissdos.
PEDIOS A
SOARES QUINTAS 4 C.
Largo do conselheiro Saldanha Marioho a.
4 (antigo da matriz re Santo Antouio)
PERN'AMBUCO.
.
Este remedio precioso tem gozado da acceita
&o publica durante cincoenta e sete annos. coa*
acando-se ;. sua manufactura e venda em 1827,
Sua popularidade e venda nunca forao t jo exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a melhor prova da sua eficacia maravil-
faosc
Nao hesitamos a dizer que nao tem dewcado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em adultos, que se achr.ro amic-
tos destes kiimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
itestacoes de mdicos em favor da sua efficacia
ddmiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecdo varias lalsificaces, d
sorte que deve o comprador ter muito cuidado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
Me u U FAfllISIOeK.
Francisca Luir-i Sampaio. declara aos pas de
suas alumuas e ao publico, que a ana escola con
auar na mesma casa i ra de S. Jorge 11. 119, e
aa aulas coinecjtro a funcoonar a 10 de Janeiro.
Borracha para Unas
Vendem Rodrigues de Faria 4 C, ra de Ma-
ris Barros n. 11, esquas, da ra' do Amorim.
ten!
Sem dieta esem modifi-
ea?oes de costuraes
Laboratorio central, ra do Viconde ,_
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Reqente .Rio de
Janeiro
Especficos preparados pelo phar
maceutico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvados pelas jautas de hygiene da Corte.
Repblicas do Prata e academia de industria d*
Pariz.
Elixir de irnbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toes e promove as ejeccoes diffices.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemicos, debella a [hj poemia
intertropical, reconstitue os hydropicos e beribe-
ricos.
. Xarope de flor de arueira e mut&mba
Muito recommendado na bronchite, na hemop-
3se e as tosses agudas ou ebrenicas.
leo de testudua ferruginoso e cascas oe
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga-
nismo, na tysiea.
Pilulas ante-periotlicag, preparadas con
pererina, quina e jaborandy
Cora radiealmente as febres intermitientes, re-
al ittents e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tambem far
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazea as inflammacdes do figado e bag
agudas on ebronicas.
Vicho tnico de capilaria e quina
Applicado as convalescenca das parturiente*
retico antefebril.
Francisco Manoel da Silva & G.
RA MRQUEZ DE OLINDA
no beo.'o dos Coe-
a tratar na ra ds
AMA Frei-ish-se c urna, de b>a conduc-
ta, pra t'nlo o sorv.'eo de c*sa di pequea fami-
lia e que nao durina fra ; 1111 ra da Matris da
Boa-Vista n. 3. ^^^^
PrecrsB-sc de uma ama para casa de ponca
familia ; na ra dos Murtyries n. 15S.
Um homem de dade e de boa conducta, qne
Juiser ejercer o cargo de porteiru, dirija se a roa
a Roda n. 54.
Joa Lelle de tzcveclo Rende
Trigsimo dia
An'oni i Texeirs da Silva Re e seus filhos,con-
vidam os prenles e amigos do finado Jos Leite
de Azcvedj itende, pira assistirem n urna toissa
que maodsm resar por alma do mesmo finado, na
sextafeiia 7 do eorreote, s 7 horas da manba,
na igreja do Espirito Santo, pelo que ficarSo d-sde
: Hgradenido._____________^_^___^^__^^
Uulce ,ive Nlmeo Iturltoiu
Carlos AUs Barbosa e sua mulher, convidam
seus parentes e amigos, a assistirem a alguuias
miseas que par alma de su cunbada e irma, Dulce
Alves Simoea Barbosa, mandam resar na matris
de Santo Aotonio s 8 1/4 da maob do dia 8 do
corrente, trigsimo dia de sen passamento.
Antecipam seus agradecimentos a aquelles qne
se diirnsram asstir a ebte acto de religi3n.
AU BON MARCH
ARA ACABAR
Tcr una pequea rosta o freguez que atingir o gasto de 5
y
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,iu,u,M

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Alagase barato
Ba do Nogueira n, 13.
Roa do Bom Jess n. 47, 1.a aodar.
Roa dos Guararapes n. 96.
Rut Viaconde de Itaparica d. 4?, armaaem.
Travesa de S. Jos n. 23.
Al casasda ru do Corone) Soaasnna n. 141
Largo do Corpo 8anto n. 13, 2. andar.
Tnth-M na ra do Cowmereio a 5, 1* andar
scriptorio de Silva f}uimarile fe C.
Aluga-se
o 2 andar e terreo do sobrado n. 35 4 traveasa de
S. Jos ; o 1- e terreo do de n. 2? ra de Vidal
de Negreiros ; o 1- do de n. 25 ra velha de
Santa Rita ; o 1- do de n. 34 ra estreiU o
Rosario ; o 1- do de n. 24 i ra do Aragao ; a
eaaa n. 35 4 ra da Vi racio, todos limpos : a tra-
tar na ra do Hospicio o. 33
Tricofero de Barry
Aluga-se
urna sala propria pra eseriptoria ; na ra do
Bom Jess n. 38, 1 andar._____________________
Aluga-se
a loja do predio da travessa do Pocinho n. 33,
propria para estabelecimento commercial; a tra-
tar no largo do Corpo Santo n. 4, 1- andar.
Aluga-se
a>*easa ejaitio ra do For'e Coimbra n. 3, na es
trada nova de Beberibe. Os pretendentes dirijsm
se ao eartorio do fallecido major Porto Carreiro, 4.
ra do Imperador n. 42, a entender-se com o Sr.
Pires Ferreira.______________
Ama
Precisa-se de uma ama pura cosinbar ; na tra-
aos Pires n. 5 (Geriquity).
Ama
Precisa se de. uma ama q->e saiba cosinbar ; a
tratar na ra Velba n. 75.
Precisa se de uan> ema para cosinbar ; a tratar
no 1- andar n. 22, a rna larga do Rosaiio._______
AMA
Precisa-ae de urna ama para
lavar, entornillar e fazer mal*
alguna rervieea de eaaa de fa-
milia : menos comprar e cozi-
nhur : na ra do Riachuelo n
13.
Ama
Precisase de uma ama para cosinbar e qne
durma em easa do emprego ; na ra da Conceicio
n. 4, 1* nnd.r. ^___
Ama
Na ruada Palma n. 37 precisa-f de uma para
osinbar.
Ama
Precisa se de uma ama que saiba bem cosinbar
e eogommar ; na ra da rVaia n. 11.
Ama de leite
Precisa-se de uma ama de leite sem filbo, ro>
busta e com abundancia de leite ; na roa do Pa-
dre Floriano n. 6, 2 andar.
11
Maria do Livramento, velha octageoaria e psn-
perrimB, pede As almas caridosas que lhe mande
urna esmola pelo amor de Deus. Mora no beceo
ds Bernardo n. 51. E' nm obra de caridade.
Pastilhas vermfugas
de Nering
o melbor especifico cintra vermes : deposito cen-
tral em casa de Paria Bobrinhodc C, ruado Mr-
quez de 01 inda n. 41.
Caixeiro
J'recisa-se de um menino nrasileiro para taver-
as, que afiance su conducta ; a tratar no Cami-
uho Novo n. 91.
Caixeiro
Preciia-se de um empregado com algoma pra-
tica do fasendss, pare lora : a tratar na roa Du-
que de Caxias n. 117.
Curso *de piano
ESCOL.V MODERNA E METHODICA
Todas as tercas e sextas-feiras de 5 horas da
tarde em diante
53 Roa (la Imperalrii 53
F. d Paula Gomes.
se
Ferdeu se hontetn entre a .stco da rna da
Aurora e Pires, ni> tr.m qu.' parti do Kecifi- n
7 1(2 um chape de sl bio do icesmu trem ; qutin o acbtu, querendo ter
a bondad de o entregar n.i caes do Apollo n. 5,
ser gener.-famenre pratificao'o.
Aviso
f)codato Monteiro & C. ecienticam aos leus
freguez'-a que ii.uoV.ram o csvineleeiniPiit/) que ti-
nham no s ra Bario da Eaca la n. ''-), onde ^pcdeui ser pro-
curados.
l'erdeu-se
na Di'
da da 31 para Io de Janeiro carrentc,
ib d- ii^ 'rJ da Nova Hamburge
o nove d<> tt-
Nunts A- m o ai hou far
no, visto nao
Criado
> de Dcus n. 5, ar.na-
que saibs !r
Oarante-so qnsfaz nas-
eetecresoero cabello aint
sM oais calvos, cora a
tinha e a caspa e remevo
todas as impurezas do cs-
eo a cab i. Positiva-
mente iinpods o enbollo
de eahir ou de emblanque-
cer, e infallivelwente o
torne eepesso, macio, los-
troso abundante.
Hotel do Cmmehcio
LARGO DO CARMO
Agua Florida de Barry
Preparaba segnnda a formula
original nsnda pelo inventor eni
18-J9. E' o anieo perfume no Mun-
do que tem a approvaco oficio', de
un G*vemn. Tem dna vezes
fiaroeqtwnjner
i
. ... ,. nava ",
Mnnaaant" e ecradavel no
B. :.-,.. jawrefres-
% nM ti" Minbo e no qnarto lo
"^ doeuM. B' ospaalfica conii*
froasidao e debiUdade. aCura as
doree de cabec. os cansacos e os
_ dosmnios.
laroje Je YMa le Beiler No. I
A.
CANTO DA RIA DO SOL E DA DO EGIPTO
ARAWHAO
C A S SIJj A-)&DaS3SrTK
AliMOCOS E JANTARES
ui f ni _
U?iBU3USI

vstilra-s! a f-jnj- que ncuer* t *"
t ewctorisao e ttvortsa m funocos aos o*^ ws;
qpiwftirgsig re,-nm***9ljBMM^I ***+ ?5l
Leitura para senlioras
n lionradoB a 2(5000.
douradoa a 500 ri
0
Em 1 de Janeiro de 1887
unnvsvtuxro. mfoisdbotai-*.
Cura positiva e radical detodasasformasds
sscrofulas, Sypbilis, Feridas Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo oom perddo Cabello, e de todas as do-
eneas do Sangue^Figado, e Bins. Garante-ss
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangus
a rssteara e renova o sygtema inteiro. 0
SaMo Curativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian-
Sis e para a cura das moles-
bs da pelle de todas as especie
m todos oa periodos._______ .
Deposito era Hernn! nu-M caa do
Francisco Manoel da 8tva & C
05000 Do**
W cintM Da *
D antros, Chavos
Virus, Ulceras
BLO
k DEPURATIVO CHABLE.
^tm todas as Piurmacbi so Onlvenj
Onde se encentra ritis a
sucia Chable.
r 36
r^e Vrv\e^e
CHAB^
oAR/S
">
^00 ^^Z
^ curados di
GoNOffHEA, Flores branca,
Perdas semihmes,
ESGOTAPHEUTO, etc., ato.
3THAT0 DE FERRO CHABLE
'm todas ae boas
Xii
Pharmaciai
' o adresse
a
V?
200:00D$OOO
EXTRiCCi A 4? PJRTE DA 1* LOTERA
BENEFICIO Di SAM GAS. DI Ifflll
Terca-feira l{ k Janeiro
A0 MEI0 DI
Broehcs nikelnd"
Bonites graupoa
rauco.
Expleodido sortitnento de gal5-:s de vidri-
lho.
Grande variedade de loques de setitn a
J^OOO.
Frizadores americanos pr.ra cabello a 300
ris o raayo.
Setas de phantttsia para cabello.
BoniU coleci;5o (re plisss 400 ris.
Brincos imita'co >e br;lbute u 500 ris.
Aventaes bordarlos para crennjas a 20000.
Chapeas de fostao e seiim p.-ra erean-
ra,
Sapatos da merino e setitn para crean-
cas.
Meias byancas e do cores fio de Escocia.
Pomada de vozelraa de diversas qualida-
des.
Sabonetcs finos rfc vog;elina e alface.
Extractos tiuos i Fitiaud, Goerloio, e
Lubin.
Lindas bolsas de couro e velludo.
Fichus de 11 p ira senbora 1$^00.
Sspatos 'le c.isi-inira prcta a 2000,
Tbesoura8 para costura de 400 ria a
3000.
Pacotea de p He srroz a 300 ris.
Fitas de tocias as qualMades e cores.
Iramensa variedaiie d-. botSes phantasia.
E milbares do objectos proprios paro tor-
nar ama senhora elegante, e muitos eu-
tros Ddispepsavcis para uso das familias
tudo por pregos admiravelmente modi
eos
Na iraciosa
9 liu.1 do crespo-
Duarte & C.
dao ao oato
a bella alvura Tapo-
rosa das Belleza* da jmguldada.
"t. PANAF1EU A
Parts, rss ftoohechoitarf, 70.
*t^ltolris>/>srnssise rrMfM.tasr'.VaaO'.
Caixeiros
Offrecem-se dous rapases, um de 12 annos e
oum>. de 15, o 1 pra balcSo eo 2- para qualquer
ranw de neg-.'t-io, amb^s em pr .tica, pois agora
foi que compleiaram a eduenc' p03sivel ; a trattr
como pxi d.is nesuios, no Corredor do Bispo nu-
mero 27.
'rofessora
SCOTT
l>8 OLEO PURO DE
Fig'ado ele iiacallio
COM
Hjpophospitoa k n\ e soda
Aporovada pea BnCti de Ily
gtene e anto^lM^da pelo
joyern*
> ., ir...ili..> r.'f. <" '".!- ~-.'Pe' pr
(iMti-a iifosictsilesi. e*-*iil. ra-
rblito. i.i.i-i.ta.iehH''"<'<' <" a*rai.
jeniM'.>. i*tsrt rlri r!Teccde"
E' .i.i.iim 1. > <* ->'> -'''- ',r' figato*
SMbIMR i*W r -" tfe : '"' '' I-nr> r ,!?r*
Jve>. i- '-' ''< WrtifK"- jvetrines c nu
BTtlWM ^ -,;": '''* '' rAc*f
eecm^:''-;:-- -i ^r-r'- '' A' >-adauai
{rosario.- ':'):.
1 ;cosilo em Pern**Mi
Engento: hnm
O Sr. H**itt> Au>''i '!'"im'i|-'9'" '"' ''"-' nao
le ^|...'(.., He i/ixii u.t h >!- c tf- F.--. -co nu-
mer-. 'i-
TTES^AO
Avisamos aos nofsos freguezes que pelo
ultimo vapor chegado da Europa recebe-
mos o roais moderno e *A- gnte sortimento
de chapeos de Bul para homrns, senhoras
e cranca8, estes pela sua el^gr-tieia e va-
riedade kt^iasem ber erisnea que de
presente rec-ber ura ; aproveit-io que es-
to se acabando, Tendal em poryuo e a re-
talbo.
Este nored:tado rstabelecimento, j bas-
tante eonhecia quer pela seriedado ca-
pricho de tonos os seus trabah-is; previ
ne aos **ns amigos e freatiesea para Ibes
evitr qnc nontiuueni a ser prejdieadaa
ou iludidos, que acabartu com a luja tilia!
da ra de Oabug. qu-uqijT pedido ou en-
eommenda devera s"r fcilo para
15--RUA DO BAK DA VICTOUIA--15
A o coiuiareio
O hb'iiio aFmiriisdo teui yist" e cun'rntstlo ven
der o eru v'siHi>-l<-<-iiri<>^t(i Oh n:( Huidos, si*o rna
Ioip-ria: n. 13. ao Sr. Goin-s & SiIvk. livre e
diisembarc;ulo de ii'ilq'ier kiiis qn- p ssnapp-
reccr ; mas si- >.liim-m te jal.- r ektn lir.ito ao
mesmo, sptrafote-ss no pruso ti-- t:es das para
ser stisfi"' .
Recite, 3 d.' J.im-fro de ItS. Moreira & C,
necessons di JsVmxH Jo>.qiim ''*. KHvn 4 .
Especial
Magnifico Ff8'icr K'liahiio.
tawrco. u 1 fix^ir:
phenico. Rfl V

Cin T(T1I,1 nSte
:. 415 numero tele-
'; ti

Para remediar a fraque" icas, tioseo
Tolver euaa turcas, sea crcscinisnto e ;
val-; r, das
s prii
de Medicina re- lo .-xito. o ve.rdu
deiro Raoahout es Ar.ibes i--. Delougr-
de Pariz. Este
posto (le Bobstacc is \
rtilcants, fe
e em vi~ta de ,
njeiiiora a coir r-
dhe cri|o. e restaura es torcas enlTaquceidas
do estomago.
asjtsttos jm tedia i Citadas do Brasil e do Pmrtng *
Ebti loteiia, por i.lgum ten po retirada circulaoS", devirto a grande guerra que
lhe promovrran, 'Oni'j do dominio publie vein nov:mente tomar o seu lugar de
uma das VKnti.josf.s loteras do Imperio.
O agente pc LOTERAS DO GRAO-PARA', por extenso! publicado nos j.-rnacs o imprento no ver-
so dos respectivos bilietcs. O pUuo dcsta latera o r.L-o que cm 50.000 nmeros
diatriba*
12.436 premios, ou qaasi a quarta parte !
Aiuda ruis: est a ooiua lotera queipromia todos es nmeros cujes dous al-
garismos finaes forera guaca cs dos
QATRO PREMIOS MAMES
A SABER:
100$ s- duns iefra8 tr.aes :o preinio de... 1................ 200:000^000
60i5 s <'uas I-tras nnaea do premio de... X................. 40:000*5000
50^ s duas l.-tras fiases !o pr-mio de------1................. 20:0001000
40|J s duas Ktfss timics do premio de------1................ 10:000)5000
Tanibem sU premiftfle* ti ios os immeri dns i-en:eri,3 d.s quatro primeiros
premies. !
Alm dcste-, tem f-sta lotera grar.ile quantidAde de outros premios d bastante
importancia. E' tamb-.-m bm a Bttwa luiena ojio, gurant que ai comprar 100 nume-
ros de ti nurnatT)-s o-.ff,-reios --32 1/2% iiidc''--i:deatedos premios avultados que
possnm sabir ua eatrecSb. | _
TODOS OS PIMOS SiO rl(|0S SEM DESCOSTO
A'8 extr;icc5ss sao fei'as em edificio publico o sob rasis severa fia'ialisacao por
part das .-u'orida Os bih-l'< : i-hii"-.' -3 ven ia na genca e m tidfcs -s c^sas, em Santos, SSo
Paulo, Campia*, R> G'.kk-, fi..l..., Cear, MaAohfto, Para, Aujaama e em Per-
nambuco ru St* n- 40 CASA DO OURO.l-
0 agente no Rio e Janeiro
Augusto da Eoeha 3Htynin Mo
23Sua de lrugu^LDa23
Pornocedor
privilegiado da Casa Real do Espanha
e de 0. j. a Rainha de Italia.
Ozea P.
Ozea Sachet.
Ozea Essenci*.
Ozea Agua de toilette.
Ozea Vinagre de toilette.
Ozea Agua para os dentes.
Ozea Pasta para os dentes.
Ozea Oleo.
Ozea Sabio.
Ozea Pomada
Ozea Ftativs
Ozea Cosmtico.
Ozea Brilhantina.
Ozea Cold Cream
Estas exquisitas preparacoes sao mnito apre
ciadas na raais distincta cociedade pela eli
cadeza do seu perfume.
WRI ECER'S
IRMSPARENT
(Sabj transparente\fistalino)
rcconhcotdo como o mais perfeito do todos 03 sabaos de toilette polas snas
nics-, palo Bou arana o pelo sua larga duracao.
.:-;.') .... rer-'umariai, Famoclas, c.

'-Xf&l
esfriamRo, -Rosse :zrrhof Risica
fie GRIMAULT & C,a
Approvsdo pela Junta d'Hygieue do Rio de Janeiro
Fazendo-se uso deste Xaropo, cairnuo-se 05 accessos de tosse, desap-
parecem os suores nocturnos, de um somno reparador.
desperta-se o appet.-te, e o doen antndo sua ^presenta o
aspecto de quem gosa bou sade. Os medios recommendo que se tome
ao mesmo tempo as Pastilh s peitoraes de sueco de alface e
agua de louro cerejede<, ULT e G que coustituem os
dois calmantes maia inounsivos a.uraieria medica.
O frascos othss, qna contt-m bata Xarojte, bZo de um- r ro"t 4S
morca de teibrica. Mt<) a PARS,



-
A o eommcreio
NJ abaisn assi^ondi s liiclaiMinns ao publico c
ao rtspeitavei c-rpo coinmcrcii,!, que doffn1*
de Janeiro do correii'e atvu*, dias'.-lvemos amiga-
veioji-Dt-- a B'ii'>laile que tintinmos no Pstbel^i-
mento d- moih.ls, >.<} ai larir-. doMfreaiion.
12 e qae gyrnv ni-s^ pr^.ya snfc a raro WV f*"l dr
Gomes ferreira 1 V,, letifwnlo a- o s.ajitfifacel
Joaqumi Gomes Porrrira, pago d- se.1 capital e
lucros, e exoner.idj de teda e qaalqner responsa-
bilidade eo s:c!o Anfamo Pr.-neueo da i.ilva
Maia de posse do est&lv .-cimento e respons^.vel
pelo activo e passivo da referida sociedad.
Recife. 4 de Janeiro de 1887.
BnHjel Joqnim Gomes Ferreira.
Autooio Praoisc. da Silva Maia.
***+****
- Medalba da Oaro aa Expsito anlrersal 1878
y. pau :
-# BRDEOS (FBAMCA)
-A Depsitos em oaa as tendi3 de Comestibles- 0-
QUma senhora (-ompetrafemente habilitada, pro-
toe-se a Uccionar em callegios casas particula-
res,' as seguintcs materia: pTtagar-s. fancez,
msica e piano ; a tratar lia ru o .VIdiques do
Hervai n. 10._________^__________________________
Escoli oiix'a particular
ra Velba ti. 8. casa erae
Lura Adelina ar'.iv^ Walvao, titulada pela
Kucola Normal ra sociedado Propagadora, parti-
cipa os pas do familia qwi a qmzerein honrar
com sua t-jafianoa, que no dia 10 do carrete abre
sua aula contiut a li-ccioiwr em soa residencia
supra-citada ra. as materias exigidas pelo ul-
timo regulameoioda inetrui-cao publica, reiteran-
do-Ihes as se ur.n-vaa de qut tudo envidar para
que seus fiihos cotham tud*s as vanta^ens que
tem direito de aspirar^__________________________
Chargeurs Reuns
Augusto F. tfe Qliveira & C, commenieam ao
eommercio d'esfa praya, jue teiido obtid.<, 4 ios
laneins snns. a es .uorxclo de SRntes da compa-
n'oia Cbarge.rs Keums, acba-se eocarrogado da
inesmn agencia o ^r. Augusto Ltbill'.___________
Aula particular
asna Mrquez de Hervai n. 31
Auna 1 beoio.-rf ItiinoeS, participa ao respeita-
v. i pnbl'eo > iHB parti.-iilar aos pas de suas alum-
mis, que sua auia de inatruccao primaria abrir-se-
ba no QM 10 U'1 Jaiieii.. prximo viudoro; ou-
tio.io), quo c ii.'iimi a aceitar Hluo.fna iin.rnas,
m>-i'--penEon;sia8 u terua*.
Kecfn, 30 d Desembro tt leSl.
200:000^7
Lotera de Alag is
Extracc5-Ter?a ffelra 11
do corrate
Ioiransferivel
Bilhetea vet-'.i n-i m-a f*-Iiz, Prac
da Independencia us. JT e 39. f
Tendes tosue oa oiTreii do pcito !( f
Usai o m. lhor remed que o PUITORAL DL
CAMBARA', e veris crujo vos s< ffn ment dea-
app^.reee. Vende-bc na dragara dos uuicos acen-
tos e d, pos'.tarios geraes na provincia, Francisco
Manoel da Silva & O ra do Marques do OUnda
n. 23
ILtJL-iBMBWlUWl^
vprorato pela Junta d'Hy&iene do Rio-de-Janeiro
Sipprime a Gopahiba, as Gubebas e as Vnjeccoes.
Cura em 48 horas todo e qualquer eommento. W da maior
eifioacia nns aJlV-egoes da bexiga, torna as urtnas ciaras por mais
t;:tvis mH ejid. Deposito em Pa.ir>, 8, r.-o -.'i-/ie;mfi.
pcax> .,-^r--~-
:~?;'>
pproximande-se o flm do auno ^ deso-
jando presentar aos nossos bos e benvolos
freguezes un sortimento completamente novo,
liquidamos a pi c^os baratissimos uma grande
variedade de artigos e tcddos de seda, la,
linho e alguns cortes de casemira, ditos em
pe^as, algodoes,madapol6es, toalhas felpudas
para rosto e bauho e muitos outros artigos
que nao deixaro convir.
Costumes de excellentc fazndas para
senboras IOKO0O.
Difcs ditos ditos para homens 8|000
Ditos ditos ditos para crianzas 5|000
Ei Prifflflro ts m. ai

ira certa em 3 das m catre ieicaienls
PERFUMARA
PARIZ
Segredo da juventude
LAFERRIRE
PARIZ
Segredo^aJuveatude
AGUA LAFERRIRE M f| OLEO LAFERRIERE
Pora o Tocador. WTiaW Para Ca(*"05,
POS LAFERRIRE ^ EW ESSENCIAS DIVERSAS
Paraowto. ^BaftWaW^ Para o Lenco.
PRODUCTOS HYGIENICOS para coffssrvar a Belleza do Rotto e do Corpo.
-l&.N-M.d.-.STT.VAtr--e na; principan-- PrfBroriM CaMIcreirss,
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Diario de PenrambueoQuinta-feira 6 de Janeiro de 1887
r
ii 3iin Araste e de Coca i UnttUMgtt.
TO"ICO RECONSTITUIRTE
Remedio soberana
Cfct.OflO'.'E, AMtttU, CARJE 3 S 0-Q3,
HPtr ->r" :;as vas ivoesir
H :. CH v.o.
f---o.-ui.Ar. .,-..
Virgen*
O meihor mus puro de todos os ORob de
mesa, qoe e cneonlrHtn actualmPDrn no' nosso
mercado. Marca JS8 8algueirtil. venda na
travessa da Madre de Deus n. 21, Jco Fernandes
de Alracida.

ra.
\-:-)i
Para entornillar
Piecifa-ae de urna ama para engommar e ontros-
aervifo* doincst. eos : no 3- ndar do predio n. 42,
ni* Duque de Cxxias p .r cima, da tj-pograpbia
do Diario.
Mr i i.niana
PARA TlrTGIR A
barba e os cabellos
Lata tintura ting a barba e os cabellos ins-
tantneamente, dando Ihea nina bonita cor
e natural, inofensivo o sea uso simples e
rpido.
Vende-se na BOTICA FBANCEZA E DRO-
GARA de Bouqupyrol Fre-es, succesaores de A
CAOBS, ra do Bam-Jesus (antiga da Crui
n. 22.____________________________________
Cursa primario e se-
cundario
Rua Mrquez de lie r va I n. 33
Jos de 8'iUsaCordeiio Simoes, participa ao res
peitavel publico e em particular aos pas de seus
alumnos, que aru eetabrlecrmento de instrnccSo
primaria e secundaria nbnr-se-ha no dia 10 de
Janeiro proiimo vindruro; outrosiro, que contina
a aceitar alumnos internos, mei i-penskinietas e
externos.
Recife, 30 de Dezembro de 1886.
L eommereio
^Tiborcio de OUveira & C. tem a honra de com-
municar ao pnblico e especialmente aos sena fre-
gui-zes. que mu-laram o stu est-^belecimento da
rna Mrquez de Olinda par* a recerca rua, cnsa
n. 51. aonde os amig s encontrarao completo ser
tmenlo de casemiras finissimas, quer para calcas,
quer de padrees proprios para costutnes, cortes de
fustao e de seda bordados, do gasto mais Uioder-
no, par- Golletes, grande variedade de brins bran-
co e de cores, e de ontros artigos de pbantasia e
de- us commutn para homem ; pelo que es con vi
dam a visit&l-o, que a pur de unita randicidade de
pree03 par* contemporisar a actnalidade, serao
servidos com o iraxiuio agrado. Esp ram p is o
auxilio de seus numerosos fregueses.
Oleo para cachinas
Em latas eontendo cinco pal3e#, a 9/000 ; ven-
da-se nos depsitos da fabrica Apollo.
Superior assncar c turbina, especial para
doce. Bifinaco ^algneiral ; 415 numero tele-
pbuoico. Ba: Marcilio '>iat n. 22.
Ama
Precisa-se de nma ama para eoaiohar ; na rna
do Bario da Victoria n. 5.
Allendile
Houquets da nltima invencao, para calamentos,
etc., e tHmbem capellas mortnarias de perpetua,
tabricades por Joa Samuel Botelbo ; a tratar na
rna do Burilo da Victoria n. 30, toja, e roa do
Mrquez de Olinda n. 43, loja.
im\m>?w>fr\vmm\\wftWe>^
CREME de VOGEOT |
Especialldade de Cuss
C JUST1N DEVELLEBICHOT
PITN (CClMlf) Wttaok.
1* Mr&alha nu Erguios* de t
MHIZ 1855. 1M0. 1K7 (ErHtlfii DarrartaQ
NJM 1155 (kMalka H Hur). 1883
urna, neos iisi bobseadx uss, un
BODIS 1I5J DESHfOH, TPOYES 1313
teposiUrtos//(!mbuca : Fraile"M. da SILVA O
Cosiuheiro
Precisa -se de um, a tractar, rna do Commer-
cio n. 44.
Ao coramercio
Os abaixo assigimdoa. t comprar aos -rs. Moreira S C, successores de
Mauoel Joquim da S'lva S G, o sen estabeleci-
meoto de molhados, sito rua Imperial n. 133,
livre e desemb iraeado de qualquer onus que pos-
sa apparecer, e alguem se julgur com direito,
aprsente seus ttulos no pras de tres das.
Becife, S de Janeiro de 1887.
Gomes & Silva.
1882,BoMeaax: ktedgffa de Brtte;
Biois: kfj'allu de PrtU: Bocho-
tort : Menca de ttf.i.'' di Pra>t,
frtn'Jemz^lo -1883 Amutevilam:
Uidalfti oe Prt Ctturxila. 1885,
liiposlcao doTratalho: Adsngtfe
w
Alimentago Rica
to principies azotad*! pbospiaUJoi.
a FABIHB& KfJiXlT o mcllior auxiliar
da ama de Icitc na alimentara das crianclulias.
Experimentada com o mcllior xito as Crochs,
Hospitaes e Asylos, soberana para as Orianras,
liessoas ldosas. tracas c as que soffrem do
Gastritis, Gastralgias. IColestlas e Xces-
tlnoa, Prisao de Vectro rebeldes, e todas
as Anecci.es que n3o permlttf.m ao estomago
supportar allincntacSo necessaxia para a pro-
duc^o da fon^t e da sai'rlo.
nioia a iarca registrada : a msot
flittrmaria 3HCL,UI,im Borrtraiuc (france)
la PernamUuoo; Praii" U. da Silra V C.
grageas de Ferro Rabuteau
Laureado do Instituto da Franca. Premio de teraputica
O emprego em medicina de Perro Rabuteau baseado na Sciencia.
As Verdadeiras Grageas de Ferro Rabuteau sao recommendadas nos casos de
Chlorose, Anemia,Plidas Core*, Corritnentos,Debilidade,Esgotamento,Convalescencia,
Fraqueza das enancas, Depauperamento e Alteraco do tangue em consequencia de
fatigas vigillias e excessos de toda a natureza. Tomar 446 grageas dor dia.
Nem Constipado nem Diarrhea, Assimilaco completa.
Elixir de Ferro Rabuteau recommendado as pesseas que nao podem engulir
engulir as grageas. Um>calix de licor aos repastos.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente para as enancas,
mi Urna explicado detalhada acompanha cada frasco.
Exigir o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & C'a, de PARS, que tt
encontr em cosa dos Droguistas e Pharmaceuticos. :J
Aos 1.000:0008000
200:000^000
100:0004000

MIME LOTEH
DE 3 SORTEIOS
Ec favor des ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA
PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extraegu a 14 fio Maio ae 1881
0 thesoureiroFrancisco Gonfalvcs Torres
>*>J9-<-
VER AS foST^Sr^^PHARMACE UTICOS.
RDQUCTOS CHIMICS-PHARMACE0T1CSS E
fg' i especialidades oo talz
'57yRaadoDupe deCaxias,5 7.------Q
Dorante o anno fin illastres mdicos :
Bs'rrot Cameiros 2,553, C. Leite 1,224, C. As. Cunha 669, Adrin 469,
Loureiro 389, Mello Gomes 325, Cysnciro 322, Andrade Lima 219, Santa Rosa 198, Tei-
xeira 192, F^rreira Alvas 191, Malaquias 179, Pantual 164, Barreto Sampaio 156, A-
Vell-iso 151, Coutinho 149, Maia 141, Math'-us Vaz 140, Sirr'Ses Barbosa 134, Bandeira
131, Borardo 129, Argollo 118, Cerqu^ira 118, Curio 118 Ferrara 116, Barros Sobrinho
114, S Pereira 105, Jos Flix 88, C. Lelo-85, Pitanga 82. Bonnet 74, Jlo Paulo
70, Costa Gomes 61, Canviro da Silra 57, A. Gaspar 56, Sevo 54, A. Beltrlo 54.
L. Pesgoa 50, F V.-lloso 49, Estevlo 46, B. Mar-es 40, Soarcs31, Themudo 28, G.
Lobo '1, Maduro 25, B^ttencour 20, Imbassahy 15, PanU Lipes 15, Moscoso 14 ;
Castro 14, Cmara J2, V. da Cunlia l, Seixas 12, r>'uza 9, Bottas 8, Vascoucellos
8, F. Barros 7, M. Barreto 6, Taquea 6, Dourailo 6, Coirofcra 5, Domingues 5, Leo-
poldo 5, M. Fal-ao 5, Calistrato 5, Virgilio 4, P Mon-ir* ('icntisti) 4, BItliuzar 4
Lyra o, F. Beltrlo 3, A. fieraphim 3, P. de Brito 3, Cbatexubriund 2, Nereu 2, B.
Falcao 2, Cav^lcante 2, Bazilisco (deutista) 2, Lgreea 1, Tristo 1, Joo Rayfouado
1, T. Homero 1.
Teste e8tabeleciiopnto continua %6 com a actividade e ptreico parajtoda a
manipulacio que Iba for confiada a qualquer bora do dia ou da nc.-ite para o que tem
na suri frente urna campa elctrica atim de aecudir com mais promptidao aos chama-
l^'lndica-se a residencia de todos os medicas da capital.
VENDAS
PIMO de riu
ie 8X9,4X9 e 3X2; vende-ge na serrara ata*
sor de Climaeo da riilva, caes Vinte Dous de No-
embro r. 6.
1m Ma
Vende-se a taverna bem afregnezada, no Fo:
do Mateos, o motivo da venda se dir ao cornpi
dor : a tratar na rna de Mariz e Barros o. 9.
Vende-se
dnas casas terreas, sitas no boceo da Bomba n.!
e 1' beceo da cadeia nova n. 3, e urna parte d
casa n. 15 rna dos Pescadores : a ttatar na ra
da Concordia n. 239.
WHISKY
ROYAL BLE&D marca V1ADO
Este excellente Whisky Ecoseee preferiTii
co cognac ou aguarden.*-, de canua, para fortifica
i corpo.
Vende-se a retalho no tu Ibares armazens
ool hados.
Pede ROYAL BLEND marc VIADOoujotu
ane e emblema ao registrados para todo o Brasi
BROWNS *. r... Mantee
Vende-se
urna casa com boas accointnodac.os, sita em um
das meibores ras da freguezia da Boa-Vista ;
tratar na rua Vidal de Negrriros, casa u. 138.
Liquidado de lini de
aono!
S9-
ias-59
Lmdissimos riecadmhos a 1(50 e 200 rs. o ce
vado!
Nansak, cores firmes, a 160 o dito !
Cretonea claros e e9curos a 2H> e 280 o dito !
Popelinas com listas de seda a 240 e 280 !
Meias superiores para crianca a 24 a duzia I
uardanapos de liobo bordados a 34 a dita.
Atcalbans alvo,2 largaras, a 14200 o metro!
Bramantes superiores a %0 e 14200 o dito!
dem da pnro linho a 24 o dito !
Setinetas lisas e bordadas a 4'J0 o covado !
Reralhos de setins e sedas que se liquidam p<
metade do costo.
Setim macao de cores a 800 e 14 o covado!
Popelina de seda branca a 500 n. o dito dt
800 rs.
Pannos de difFerentes cores para mesa a 6C(
14200 e 14600 o covado.
Damascos de las para colzas, 2 metros de lar
gara, a 14800 o dito !
Cretonea assetinados, idem, a 800 o dito 1 dfc
14500.
dem com lindas paisagens para chambres
400 rs. o dito.
Cortes de casemira inglesa a 34500, 44500
640C0.
Cheviots superiores a 34 o covado; 2 largurafe
Cu se mi ras diagonaeaa 14860 e 24400 o dito.
Flanella americana azul, a 14400 o dito !
Picbua de la a 14500 e 24-
Cbales de casemira bordado a seda a 64 -'
de 154 cada um.
Capas de la de todas as cores a 34, 44 e 54.
Esgnies para casaquinhos a 44 e 44500 a p
Madapolao americano a 54 e 64, 24 jardas.
Camisas para senhora (-"io bordadas) 8 34'
54000.
Saias de excellente f azenda a 34500 e 44-
Vestuarios de la para crianzas, de 154, p ra
acabar, a 74 e 84*
Cortes de fustao para col tete a 24!
Grande porco de letalhos de ebrts, brim,
e muitos artigoa que se sen em barato.
Chapeos para enancas a 34-
ldem para senhoras, de 124 e 154, para liqui-
dar, a 6 e 74.
39-Rna Duque de Caxias-39
Garnero fia Gnnba & G.
as
A RevoluQ;
M. .
A' rua Duque de Casias, resolveu f ender
os seguintes artigos com 30 /0 fe me-
nos do que em outra qualquer p
Ver para cre
Cachemira bordada a 14500 o covado.
Mirins de cores finos, a 900 e 14-JJ
vado.
Ditos pretos a 14200, 14400, 14600,114800 e
24000 o covado.
Las mesclaoas de seda a 600 res o
Ditas com listrinhas de seda a 560 n
Ditas com bclinhas a 600 ris o dito.
Lindas alpacas de cores a 440 ris o
Las com quadrinhos, a 400 ris o co
5Gaze com bolinhas de velludo a 800
vado.
Setim maco lavrado a 14300 o covado.
Seda palha a 800 ria o covado.
Ditas de corea de 24 por 14000 o covsuo.
Setim maco liso a 800 e 14200 o dito.
Groa de aples preto a 14800, 24000 24500
o covado.
Setinetas lisas a 320 e 400 rs. o dito.
Ditas de quadrinhes a 320 re. o dito,
Ditas pretas finas, a 500 rs. o dito.
Fnstoes brancos e de cores a 330, A0, 440,
500 e800 rs. o dito.
Zephiros finos, escosseses, a 500 rs. o d o.
Zephiros de qnadrinhoo a 180, 200 e 2 ) ris o
covado.,
Zephiros lisos a If 000 o dito.
Alpaoao de cor para palitot, a 14000 ojdito.
Veiludilbos lisos e lsvrados a 14000 cj envado.
Cretonea finissimos a 240, 260 e 240 eBO0 ris
o dito.
Ditos, ditos a 320, 360, 400 e 440 ri o dito.
Colchas brancas a 14800 urna.
{Seda escosstaa a 860 rs. o covado.
Colchas bordadas a 44, 54, 74, e 840 ) urna.
Ditas de crochet s 845C0 dita.
Camisas bordadas pata homem a 3041 10 a du-
la.
Ditas para senhoras a 304000 a dila^
Cortes de casimra finos de 34 a 8400 um.
Gasacos de laia a 10/00 um.
Picbs de retroz a 14000 um.
Ditos, de pellucia a 64500 nm, (brdalo;).
Cachemira de cor a 14600 o co'ado.
Flanella americana a 14400 o dito.
Cortinados bord. dos a 64000 e 74O0C o par.
Ditos de crochet a 244000 o par. ^
Meias para hmeos de 24400 a 94VO a du-
zia..
Ditas para senhoras de 34000 a 12J00 a du-
zia.
Mantilhetas de seda a 64000 nma.
Espartilhos do ciuraoa a 44000, 540CP, 64000
e 74500 om.
Toilett para baptisado a 94000 elSlOOOum.
Lencos brancos e com barra a 24000 si duzia.
Aoquinbas a 14800 rs. nma.
Brim de linho de cor a 14000 a var.
Dito pardo a 14000 a dita.
Esgoio amarello e pardo a 500 r(* covado.
Chales Je mirin lieos a 14800 um.
Ditos estampados a 34000, 345O0 e 44000 um.
Cortes de cachemira para vestido! a 184000
om.
Redes Hamburgu'zas a 104000 urna.
Panno de crochet para cadeiras e sofi a 14000,
14200, 14600 e 24000 om.,
Henrique da Silva Moreira. ^^^
Coeheirft venda
Vende-se urna cocheira com bons carros de
pasaeio, b"m localisada eafreguezada, por preeo
muiio mdico em raza* de sen dono aad poder
administrar por ter de fascr nma viag< n> ; os pre-
tendfnt- s achario com quem tratar i rna Duque
de Carias D. 47.
LOTERA do cear
400:000*000
IN TRASPERIVEL!
Corre quarta-feira, 12 de Janeiro.
Uih vigsimo d'esta importante lotera est habilitado a tirar
2:0O00$0O0
240:000*000
NOVO E IMPORTANTE PLANO
INTRANSPER1VBL!
Corre segunda-feira, l() de Janeiro
LOTERA DE AL4G0AS
2OO:O0O$OOO
Esta acreditada lotera corre terc,a-feira, 11 de Janeiro
fh-

lNTRVNSFJftlVSil,
600:0001000
Esta seductora lotera corre sexla-leira. 13 de Janeiro de 1887
Um vigsimo habilita a tirar 30:00^000
Os bilbetes (testas acreditadas loteriasacham-se venda na
RODA DA FORTUNA
36--Rua Larga do Rosario--36
Hernardino Lopes Alheiro.
i
I
>
i
TNICO FEBRFUGO REGENERADOR
VINH0d.dut.rJ0HANN0
Quina, Coca, Extracto de Carne e Hypophosphito
commcDdo-ao nos casos que noccssltao tnicos para reconstituir e regenerar
o organismo arruinado por molestias, excessos, natureza do clima, Anemia, chlorosUi
Amenorrbea, Cacbeiia, Fimo branco, que tanto arrulnao a saude das mulheres.
Pobreza de Sanarae, Vrmqueza geral, DeblUdaae, etc.
S. VTVTEN, Srotrnista, 60, Boulevari de Strasbourg, em PAEIS

Taverna
ex*
c
Chapeos e ehapelinas
U. 36 ABBAUAM iElEIA---36 A 4J
m
SO
se
a
as
X5
B. S. CAEVALHO & C.
Proprietarioa deste bem conhecido estabelecimento p&itecipan
as Ezmas. familias e ao publico em geral, que mensalmente recebem
das principaes casas em Paris e Manctaster o que de meihor e de
apurado gosto ha em ehapelinas e chapeos para senhoras e meninas
e das primeiras fabricas de Hamburgo o que ha de meihor em cha-
peos para hemens e criancas, e muitf.. ontros artigos concernentes
chapelaria.
Flores artificiaes para ornamento

3
V
W rPOBTiDoa n/ ** 1,{Q^
Nova PERFUMARA Extra-fina
Vende se urna taverna com pouco capital, pro-
pria para principiante, retalba soffrivelmente, aln-
gael razn ve!, tem ^mmodos para familia, o m -
tivo por que se vrnda se dir ao comprador ; a
tratar na rua do Capito Lima n. 32.
A' Florida
Rua Duque de Caxias u. IOS
Chama te a attenc2o das Ezmas. familias para
os procos seguintes :
Lavas de seda preta a l0G0|o par.
Cintos a lMO.
Lavas de pellica por 2/500.
2 caiiHS de p.pi-1 e envelop?s 800 rs.
Luvas de seda cor granada a 2 j, 2/500 e 3/
o par.
Suspensorios para menino a 500 rs.
dem amer.canos para homem a 3/.
Meias de Eseossia para crianca a 240 rs. o par.
ritas de velludo n. 9 a 600 rs., n. 5 a 400 rs. o
metro.
Albuns de 1*500, 2f, 3J, at 8/.
Ruines de flores finas a 1/500.
Lavas de Eseossia para menina, lisas e borda-
das, a 800 e 1/ o par.
Porta-retrato a 500 rs., 1/, 1/500 e 2/.
Pentes de nikel a 600 rs., 700 e 800 rs. nm.
Rosetas de brilhantee chimicos 200 rs. o par.
Guarnicoes de idem idem a 500 rs.
Anqninhas de 1/560, 2/, 2/500 e 3/ urna.
Plisss de 2 a 3 ordena a 400, 500 e 600 rs.
Espartilbo Boa Figura a 4/500.
dem La Figurine a 5/000.
dem estreanos com 10 metros a 800 e 1/000
a peca.
Pentes para coco com inscripeo.
Babadores com pintura e insenpeoes a 500 rs.
Para toilet
Sabao de areia a 320 rs.* una
dem pbenicado. a 500 rs. om.
dem alcatrao a 500 rs.
dem de amendoa a 300 rs.
dem de al face 1/000.
Agua celeste s 2/000.
Agua divina a 1/500.
Agna Florida a 1/000.
Maceos de seda a 100 rs.
Heiss brancas para senhora a 3/ a duxia.
Estojos para crochel a .000 rs.
Linhas para crochet cor de creme 200 rs.
Linhas para crochet de seda mesclada 300 rs.
Bico de cores 2, 3, e 4 dedos
de largara a 3/000, 4/000 e 5/000* a peca
BUBOSA & SANTQB
, --------------
Vende-se
ama caeinha de tijolo e cal, por barato preco, na
roa Imperial : a tratar na mesma rua o. 200-E.

-

ttOpYtOPSIScoJftpAO]
C >w *
Ufla........COBTt0?SlSoJAP.JtptaAUK...CORYL0PSISiJiPl*
ma^?-....mCORYLOPSISdaLflO j iuiim.. ssCORTlOPSISJlPll
jHii.reCisua.CSSYLOPSIS.iJiPlO j ecis........ CORYLOPSIS do JAPil
UM.......MRTMPoiSJPaO jpeAlA......nCCRYlOPSISuJiril
-i1' et,'JfS.ek
ai. a
ROMCTOS EBfiLOGlSSS
a ULYSSe ROY, empoitere (fmfr
m/fPROUST, Sutr Getr*
f-
k Serrme mullasiVtliassi aofeta;
daKatoo.................mlhwtcm\ >*
S;ooclonTnnnlalOa-rna""lOOtroo SQlft
" PartuaiMpantodoadiUnortajslOOftueoi SOOBk
aasatjetae*hhiimaadA'ia.B:onassai 00%
Depositarlos em rernambuco
Vtrmaatmao. i*, d* SILVA j (Tt.
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8
Diario de PernambDc--
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UTTERATU&
o rus&iicaio m min 4coicbs:a
7EB.-0 "<*
DE
MO>SE\IIOR PINTO OE CAMPOS
(Do Commercio de Portugal)
Por mais de urna vez temos dito que
cuando na Iroprensa nacional so estava
coropondo o Io cntico da Divina Come-
dia, traduzida por Mensenhor Pinto de
Campos, este erudito escriptor trabalhava
incessantemente na tradueco do 2o canti-
O Purgatorio, da roesma monumental
Os 33 capitulas desae cntico estao
duzidos e muito adiantado o commenta-
rio, que pouco menos exceder o do In-
ferno.
Tudo, pois, nos d a grata esperanza de
que veremos emfim em idioma portaguez,
na boa e verncula lingua dos meatres, o
livro do immortal poeta florentino.
E ainda bem que dessa gloria podem
participar as duas nacoes que fallam essa
lingua, visto que o bomem ilustre que por
corto levar a cabo empreza to collossal,
sendo portuguez por seus pais o por ter
nascido no Brasil, quando este paiz ainda
pertencia a Portugal, do Brazil filbo e
alli fez os seus estudos o nobilitou o seu
nomo.
Assim concluido o commentario do Pur-
gatorio que entrar logo no prlo, enceta-
r Monsenhor Pinto de Campos a traduc-
^So do Paraso, chave de ouro com que
fecha essa triloga admravel, que etemisou
o nome de um dos maiares genios que tero
assombrado o mundo.
Como primor offerecido aos nossos leito-
res, vamos dar, gracas magnanimidade
inexgotavel do sabio escriptor, o canto 1
do Purgatorio, que contrasta na amenida-
de do estylo com as cores negras e carre-
gada3 dos quadros ttricos do Inferno- E
como o pintor exitrio sabe graduar os cam-
biantes e alternar es effeitos do seu pincel,
procurando as tintas alegres e gratas vis-
ta para as scenas mais serenas e mais pla-
cidas, assim Monsenhor Pinto de Campos,
seguindo passo a passo o seu poeta favo-
rito, tratou como elle de escolber a lingua-
gem singela, elegante e serena que mais se
quadra ao assurapto desta 2* parte do ini-
roitavel poema.
Como os conhecedores da Divina Come-
dia sabero, a entrada de CatSo, pago e
.suicida, no sacro poema, tm costado a
Danto muitas censuras e reproches de cer
to numero de commentadores, taxando o de
inconveniente e de heterodoxo ; mas o no-
tavel traductor brasileiro, escudado com as
opnioes dos mais eminentes interpretes e
com as ideas do poeta diffundidas as suas
obras menores tao pouco lidas e consulta-
das, conseguiu salvar victoriosamente a co-
herencia e a orthodoxia do grande cantor
da Divina Comedia, concluindo por demon-
strar com evidencia que Dante nao collo-
cou Catao no Purgatorio para se purificar
com os almas bemaventuradas, mas tao s-
raente de guarda porta, sem permessSo
de jamis tronspor o limiar.
Demais, Catao na Divina Comedia,
um simples episodio, um brinco de urna
arrojada phantasia potica e nao urna the-
se de tbeologo catholioo.
Jff a primorosa traduccao :
tao se abrando, e ensina aos doua vis-
jantes o que devem fazer para subir ao
monte.
A barquinha do mcu engenbo, deixando
atraz de si mar to cruel, lea agora as ve-
las para sul-ar agua raelhor.
E cantarei aquello segundo reino, onde
o espirito humano se purifica, e se torna
digno de subir ao Co.
Mas aqui, santas Musas, pois que sou
alumno voseo, resurja com o vosso auxilio
a minha morta poesis, c tambeni Calliope
se levante un pouco, para acompanhar mea
canto com aquella doce voz, de que as roi-
Beras rilhas de Pierio sentiram golpe .tao
forte, que dessesperaram do perdao.
Urna suave cor de saphira oriental, que
no aspecto sereno do ar se condensava at
ao gyro da La, (de novo se me ostentou
r8onha, apenas 6ahi da atmosphera negra,
que tanto me contristara os olhos, e o co-
racSo!
O bello planeta, ao amor propricio, ha-
via surgido no horisonte, e com o seu es-
plendor alegra va todo o orienti, oceultando
a constellacao dos Peixes, que o preceda.
Voltei-mo pftra a direita, e, pondo-roe a
olhar ao longe o polo austral, vi quatro es-
trellas, quo nao foram jamis vistas, se nao
por Adao e Eva, no breve teropo em que
estiveram no Paraso terrestre.
Das suas lnzes flammejantes pareca que
o proprio Co se diliciasse : O' regiao se-
ptemtrional, que misera nao foste, depois
que te privaste de as ver,, e admirar J
Como deaviasse d'ellas os meus olhos,
voltando-roe um pouco para o polo oppos-
to, d'onde j havia desapparecido a ursa
vi junto a mim um velho solitario, digno
pelo aspecto de tanta reverencia, que niaior
uao a deve um filbo a seu pai!
Tinha longas barbas, j meio encaneci-
das, semilhantes aos seus cabellos, que em
duas guedelbas lbe desciam at o peito.
Os raios das quatro estrellas santas illu-
miuavam-lhe o rosto tito perfeitaraente, que
eu o via, como s o sol lbe estivesse diante.
Destrincando aquellas venerandas bar
bas, perguntou nos maravilhado : Quero
sois vos, que, arremetiendo centra o tor-
tuoso eurso do trbido rio, fugietes da pri-
sao eterna ?
Quem vos guiou ? ou quem vos ser u
de lanterna para sabir da prMunda noite,
que torna sempre caliginoso o valle do In-
ferno ?
Estarao por ventura rotas as leis, que
Por estas considerares, bem que
to dignes de olhar de bom rosto a sua
vinda aqui; pois que elle vai buscando a
liberdeda, quo to cara, como sabe qaom
por ella renuncia a vida servil e eserava
Molbor que ninguem sabes tn qaanto
seja cara a liberda.de, por amor da qual
nao te foi acerba a morta em Utica, onJe
deixaste o tea corpo, que no grande dia
do juizo final ser luminoso. / ,
Nesta nossa peregrnacSo, naj^'temos
quehrantsdo os' decretos eternoj: como ji
disse, este que me acompaiiha, ninda
vivo, e os decretos eternos silo foiloj-paito
os mortOB, e eu mesrao, que sou mort ,
nao estou sujeito jurisdieco de W
XAVIER DE MONTPIN
TRADUCgAO
t
11
DE
PiLERAO BE F ARIA
(Continuacao)
CAPITULO VII
11
I
CANTO I
Arsuilicol
Indicado o novo assumpto, invocado o au-.
xilio das santas Masas, e determinada
a hora, que entao corra, acbam-se Vir-
gilio e Dante em presenca da sombra
de Catao de Utica, que est de guarda
as raizes do monte do Purgatorio : Es-
panta-se Catao com o inopinado apppa-
recimento dos dous poetas ; interrgaos,
e, ouvidas as roz3es justificativas, Ca-
regem o abysmo? ou se promulgara no
Co algum novo decreto, que permita a
condemnados vir a estas roinhas gruttas ?
Entilo Virgilio travou de mim, e com pa
lavras, maos, e gestos me fez ajoelhar, e
abaixar respeitosamente os olhos.
Depois respondeu lhe: tNao venho aqui
nem por minba vontade, nem por minhas
proprias forjas : baxou do Co urna rou-
lher ao lugar, onde me achava, e por suas
rogativas tenho favorecido este hornero com
a minha companhia at aqui.
< Mas como pelas tuas perguntas mos
tras, que nao s queres saber porque pri-
vilegio nos foi permitido vir a este teu rei-
no, mas tambero que vos declaremos a
nossa verdadeira condicao, nao possivel
que a minha vontade se negu a satisfazer
tua.
o Este, a quero vou guiando, nao vio
inda a ultima noite da sua vida mortal, e
por isto nao pode ser um dos condemna-
dos ao inferno ; mas, pelos desvarios de
sua mocidade, chegou tao prximo da per-
dicSo, que por pouco deixoo de ser ter
namento abandonado de Deus: assim,
pois, como acabei de dizer, fui mandado a
soecorrel-o, e aaval-o, e vi que outro ca-
minho nao havia, senao este por onde o
tenbo conduzido.
Mostreilhe todos os condemnados do
nos; roas pertenco quelle circulo
Limbo, onde brilbam os olhos castos c i
tua Marcia, a qual parece ainda rogar-t
santo pcito, que a tenhas por tua esp
sa: em consideracSo pois a ella, conse
te, que percorramos os teus sete reinos,
lhe renderei grandes grasas, quando vol-
tar, por esta fineza, que nos fazea em se i
nome.
Catao respondeu : Em quanto viv
Marcia foi to agradavel aos meus olho
qua nunca lhe recusei favor, que me p
disse; mas agora, que habita alm do ra; >
rio Acheronto, j no posso ter por el
amor algum, em consequencia daquel
lei, que foi estabelecida, quando por ro
nba morte sahi do mundo.
Mas, se urna roulher celesti move,
dirijo teus passos, como dizes, nao n
cesBario, que me lisog-ios, exaltando
mea amor liberdade, e encarecendo
encantos de Marcia, que tudo isso me si>
cousas indifferentes : para conseguires (
mim o que pretendes, basta a missao div
na de que est? incumbido.
Vai, pois, e cinge o teu companheir
de um simples junco, o lhe laves o rosi >
de modo, que o purifique da immundic :
do inferno; por que nao seria decent,
que elle se apresentasse ao primeiro m -
nistro do Pargatoriq, que um Aojo c i
Paraso, com os olhos ofiuscados de algt
rna nevoa.
< Esta ilhota, somonte l na sua extr<
roa orla, onde batida pelo mar, produ
juncos no lodo molle : nenhuma outr
planta, que enfolhe, e so torne rija, pod
conservar-se ; por quo nSo sendo lisa
flexivol, como o junco, cortamente n5
resistira ao embate das ondas.
a Depois de feito o que aconselho, na
deveis voltar daqui para subir o monte
o sol, que agora surge, vos indicar a vi
mais breve, e fcil. >
Dizendo estas palavras, Catao desappaj
receu ; e eu, que ainda estava de joelbos
me puz em p, silencioso; e, chegando
me a Virgilio, levantei para elle os olhos
para mostrar-rae obediente aos seus acce
nos.
t Filho, disse elle, segu os meus pas-
DM POBTEIEO
primeiro lugar,
lielzebuth teve
r~ Vamos a isso. Em
na terca-feira, a senhora
gente de fra a juntar.
Quem foi ? *
Os dous sujeitos que subir am ha
pouco.
E quem mais ?
Ersm acompinhados por urna rapa-
'. riga, que nao pareca muito alegre, mas
que era linda como os amores com os seus
cabellos louros, a ponto da minha esposa
legitima se enfurecer de um modo extraor-
dinario, porque suppunba que eu tinha
olhado para a pequea, e atirar-me um
prato -jbeca porque nesessario que o
senhor saiba que a minba esposa legitima
cousa como urna fra, apezar de eu ser,
e deixe-me gabar, a perola dos maridos e
a virtude em pessoa.
CAPITULO VIH
MAURICIO E A BELZEBUTH
Depois? depois? exclamou Mauri-
cio, a quem todo este palavreado fazia per-
der a paciencia.
Entilo o senhor pede promenores...
creo que faco bera em lh'os dar.
Continu; mas pelo amor de Deus
diga depressa.
All pela voita das nove para as daz
um horoem j de idade,
horas chegou
de que nSo sei o nome, mas que co-
nheco muito bem por telo visto aqu*
muitas vezes, e que vem sempre vestido
como os j anotas do boulevard dos Italia-
nos. Parece ser uoj ricaco...
Esse homem ia a casa da Ba'.ze-
buth T
la, porque um dos conhecidos da
minha inquilma. Subi, sem me dizer
I nada, e ainda nao havia um quarto de
hora que estava no armazem ao fundo do
parque, e que j tinha fechado a porta,
abri-a outra vez, e...
- Depois ?...
Depois, a tai pequea bsnita e loara
; volteraos para traz ; porque deste la-jdesceu as escadas a quatro o quatro; nSo
do a ilhota vai abaixando to suavemente,llevava chapj na cabeca, os seas compri-
que parece urna planicie. Idos cabellos arrastavam palo chao ; pare-
O claran d'alva venca o crepsculo I ca a modos louca, e estava muito paluda,
matutino, que fugia adiante, atravez dol t Abri-lhe a porta sera ella me dizer
qual eu lobrigava o tremular das ondas, bada, fugio para a ra ; mas, antes dalla
Caminhavamoa por aquella superficie ler tempo de dar uns vinto e cinco passos,
deserta, como um bomem, que volta es kim dos taes sujeitos que tinham vindo
trada por elle perdida, e que, em quanto pam ella, o homem das barbas grandes,
nao a encontra, lhe parece andar intil-borre ero sua perseguicio chamando-lhe
snente. toalJita, desaforada, atrevida, e outras
Quando chegamos a um lugar, onde, i Usas peiores que nSo pude ouvir bem, e
por ser sombro, o orvalho resisto ao calor m de arrep>ar os cabellos
So sol, Virgilio poz coro toda .rf**\\ -^Jf^^*SSStS\S
ambas as maos estendida na relva, e eu,
que lhe conheci a intenclo, offereci-lhe as
minhas faces lagrimosas; e, lavando-as
com o relento, fez reapparecer nellas a
cor natural; que o Inferno tinha coberto
do fuligem.
Por fim chegamos solitaria praia, que
Infern, agora a minha intensao mos- nao vio nunca aa suas aguas navegadas
trar-lhe aquellos espiritos felizes, que se
purificara sob a tua guarda.
i Seriara contos largos o dizer-te como
o tenbo trazido at aqui; mister Bo-
rnete quo saibas, quo do alto desceu a
virtude, que me ajuda a conduzil o para
ver-te, o ouvir-te.
F0LHET1H
OCOECNDA
POR
PAULO FVAIr
-
'rgbA >arte
48 HEHOaiAS DS ASOSi
~**
(Continua9o do n. 3)
IV
Onde FlOr >upre|a una iorilielo
' Via, coro a laz da lampada que estava
acceea, seus olhos, cujas populas e.,tre-
abejtas pareriam ver, raesmo dorroindo.
Aos ps do chefe, um cigano estava aga-
chado como uro cSo o ron.ava. Iguorava
orjde tinham collocado u roeu amigo Hen
riqtie, eDens sbe que tive o cuidado de
'' nao fechar os olboa.
Eitava sob a vigil ocia de urna velha
boliema que tinha junta a mira oofficio de
carcereiro.
Tinha-se deitado atravessada, com a
cabete aobre o meu hombro, e por por cu-
mutp-de preeau^ao cor.s rvava, emquanto
Horroia, a minha roo finita entre as suaa.
c Nao era tudo : ouvia o passo caden-
denciado de duas stintinellas. A aropulhe-
ta roarcava urna hora depois da roeia noi-
te, quando ouvi un ruido geiro na
' -ntrada- da tonda. Volt>-i-ine para ver.
n|jj movimeoto fez abrir os olhos
lia negra carc ng*nfo\' Nao vi cousa alguiua e o rui-
do fcesou. Uoieamente eiu breve s ouvi
os paasoa de urna sentinella... .
No fim de um quarto <-. hora a nutra
sentinella ceaaou tambora do rendar. 'Um
silencio profundo reinava ero t>.rno da ton-
da.
Vi o panno oscillar entre duas esta-
| cas, depois levantar-ae lentamenlf
seguida, um rosto traveas
parecer.
agr,
por pessoa alguma, que depois voltasse
este mund".
Alli, como approuve a Catlo, cingio me
Virgilio com um junco liso, e, marav-
Iha, a familia planta, qual Virgilio ti-
nha arrancado, tal renasceu sbitamente J E|p porteiro pegn no seu jorn
lvagar, e afianco-lhe que nao fazia baru
h algum, e que ia assim a modos com-
primettido... Eatrou na minha loja, e deu-
meteinco francos para me calar; mas des-
de p roo uenti era que o senhor me deu
ze com urna intenco diaroetralroeate
ata, o seuhor deve comprehendes que
u dever era fallar.
bei o bastante, disse Mauricio, e
ego-lho.
O s-nhor est saiifeito ?
-4 Estou,
-4 Aioia bem.
Durante esta tempo Mauricio subia r-
pidamente a escada.
Chegado ao terciro andar tocou a cam-
painha.
A criada que j conhecemos veio abrir
fo porta.
A senhora Belzebuth ? perguntou o
a.
E' aqu,- senhor ; mas a senhora sa-
bio.
O porteiro atfirraou-me o contrario.
O porteiro no sabe o que diz.
En-iio, se a senhora Belzebuth saiu,
esperarei que volte.
O senhor arrisca-se a esperar muito
tempo.
Pouco importa ; nSo tenho nad^/^ue
fazer.
O senhor precisa entSo fallar "ae-
nhora para alguma cousa urgente ?
rgentssima. ^
Entao vou dizer-lho a verdade.
Far-me ha muito favor.
A senhora est em casa.
J o sabia.
Mas deitou-se muito tarde, sSo ape-
nas nove horas e meia, e a senhora dor-
mir at ao meio dia.
Se nao a acordarem antes. Mas acor
dal-a-ho.. .
Quem ?
A menina.
Ora, pois nao.
Entilo irei eu proprio a^ordal-a.
E Mauricio fez um moviraento, indican-
do que 89 dispunha a penetrar no interior
da casa.
A criada nao o dixou passar.
Ao vel-o tao apressado, exclamou
ella, acreditar se-ha que se trata de urna
questao de vida ou de irorte.
E' exactamente isso.
Oh! Deus meu I
V dizer a sua ama que est aqui
urna pessoa quo desoja fallar-1 he a respei-
to de Lenidas ede Leontina.
Eu vou, senhor respondeu a criada
que come^ava a acreditar que se tratava
efFectivaroente de alguma cousa muito seria.
E desappareceu.
Ao fim de minuto e meio de ausencia,
voltou.
Entre para a sala, senhor, disse ella ;
a senhora vae levantar-se, e nSo M demo-
rar Dada.
Mauricio se^uiu a criada, e esperou.
Um quarto de hora depois entrou a se-
nhora Belzebuth.
Repentinamente acordada do seu somao
matinal, estava do peior humor possivel
No e.ntanto, tinha tido tempo par se
vestir com algum cuidado. E' sempre bom
conservar urna certa presenca.
Urna tou-a de rendas cheia de fitas cor
de rosa lhe cabria os raros cabellos.
O tronco estava cingido por am chaile
que, depo3 de se cruzar sobre o sejo, ia
atar se sobre os rins. O vestido era cSr
de violeta, e de canda.
Assim ataviada, com o rosto enrugado
e macilento, conservando apenas os vest
gios do car mim e alvaiade de vespera, es-
tava horrivel e grotesca.
O coraco do artista entristeceu se.
MaB como, apesar de tudo, e por muito
degradada que estivesse, a Belzebuth era
urna mulher, Mauricio inclinou-se.
Posso saber a quem tenho o prazer
de fallar? perguntou a Belzebuth com a
voz um tanto rouca.
Cbamo-me Mauricio Torcy.
Nao con liego.
- Sei que nao me conheco, mas c^nbe-
co-a eu, senhora.
- A minha criada disse-me que preci-
sava fallar-me em assumpto grave.
Nio se enganava.
Citou dois noroes...

no mesmo lugar.
e em
an-
Era Flor. Fez-me um pequeo 8ig-
nal com a cabeca. NSo tinha medo. O
corpo flexivel e dbil passou depois da ca-
beca. Quando chegou junto aos meus ps,
seus lindos olhos pretos triumpharam.
( O mais diflicil est feito disse
ella em voz muito baixa.
Nao pude reprimir um geiro raovi-
mento de sorpreza e a minha carcereira
acordou outra vez.
Flor ficou dous ou tres minutos im-
movel com um dedo na bocea. A harpa
c E' preciso ser fada, para despreo-
der-roe o hombro e a mao. Dizia com-
roigo.
E tioba razao. A minha pequea Flor
era urna fada. Deu um passo muito de
mansinho e depois dous. Nao se diriga
para miro, era para a enxerga ondo dor-
ma o chefe entre o sabr e a escopeta.
Collocou-se diante delle e encarou-o fixa
monte. A respiracSo do chefe tornou e
mais tranquilla. Flor inclinouao para elle
ao cabo de alguns segundos e applicou-lhe
ligeiranx-nte o ndex e o pollegar as fon-
tes. As palpebras do ehefe fechararo-se.
Olbou pura mim. Os olhos brilhavaro-
lhe como duas brazas.
Uro I disse ella.
O iigno eont'mu.iva a roncar com a
cabrea nos joclhos.
Collocou lhe a mao na testa, cobrin-
do-o com o olhr imperioso. Peuco a pou-
co 88 perras do cigano destenderam se e a
cabeca cahida para traz tocou o chao : pa-
reca uro ca taver.
Uous I disse ella.
c Rustava a minha terrivel mger. Flor
eroprrgou com ella mais precangSes Ap-
proxiroou.se leatamente olhando para ella
como a serpete que quer fascinar a ave
zinha. Quando chegou perto, estendeu s
uma das maos, que conservou aberta na
altura doa olhos da cigana. Senti a estre
mecer interiormente. Ero momento dado
fea uro esforco para levantarse. Flor
disse :
t Nao qu:ro !
< A velha suspirn.
c A uio de Flor descu lentamenedas
testa o estooiag e ahij se deteve. Do
seus 'ledos oabia uao sei que fluido roys-
terioso.
Senti atravez do corpo da velha a in-
fluencia singular daquelle fluido. As mi-
nhas palpebraa queri*m fechar-se.
c __Fra abordada, ordenoa-me
com um olhar de rainbv
As sombras que voltejavam-me em
terno dos olhos deaappareceram completa-
mente. Mas parecame que sonhava.
c A mao de Flor sub'O outra vez at
altura da testa da bohemia. Todo o corpo
da velha ceden. Senti-a mais pesada.
c FI6r estava de pe, grave, imperiosa.
A mo cabio para levantar se de novo. Ao
cabo de dous ou tres minutos approximou-
se e fez como que um moviraento brusco
de aspiracSo em cima da cabera da velha.
Aquella, cabeca era de chumbo.
f Dormes, MabelT perguntou ella
baixinho.
Sim, durmo, respondeu a velha.
O meu primeiro movimento foi acre-
ditar em uma comedia. Antes de chegar-
mos ao acampamento, Fldr tinha pedido o
mcu cabello e o de Henrique para por
em um medalbo e collocou os cabellos de
Henrique na rno inerte da velha.
__ Quero saber onde elle est I
A velha agitou se e resmungou. Tive
medo de a* ver acordar. FI6r empurrou a
rudemente com o p, como para me provar
o seu Bomno. Depois repeti* :
Ouves, Mabel, quero saber onde
elle est
Oujo, respondeu a bohemia ; es-
Que lugar aquello ?
e tar-
sentar-se na poltrona.
Sim, senhora, o de Lenidas e o de
Leontina.
EniSo, senhor, estou esperando pelo
tal assumpto grave...
Tenho a dizer-lhe, senhora, que
uma creatura despresivel, e que s do
mim depende pol-a hoje rxosmo disposi-
cSo da polica.
A Belzebuth erapallideceu.
-- Senhor, exclamou ella, insulta-me !
Vamos, senhora replicoui^B
possivel insultar uma miserave! especie ?
Com que direito vem
para me fallar assim ?
NS se trata dos m
nao quero discutir comsigo."
um crime que a senhora co
- Uro crime! Eu... En commetti
um crime balbuciou a Belzebuth, lvida
de stupor e de espanto.
Envenenou Leontina.
Eu I eu I Mas falso senhor, isso
falso !
E' to verdade que a pobre rapariga
est nesie momento em minha casa, lutando
coro a morte !...
Senhor, em nome do co, em nome
de tudo o que ha de mais sagrado nesto
mundo, juro-lhe que estou innocente !
Creio effactivamenie que a sua in-
tenclo nao era matar Leontina, mas deu-
lbe a beber, para, que adormecerse, um
veneno violento...
Nao, senhor, nao... isso nunca !
Nao negu.
Neg, pelo contrario, neg com to-
das as minhas fjrcas '
Para que ? Um medico verficou o
facto, declarou que esse veneno era um
narctico, era a belladona.
A Belzebuth, aterrada, calou-se por um
momento.
CAPITULO IX'
O INTEBBOGATOBIO
Houve alguns momentos de silencio;
depois a Belzebuth, readquirindo alguma
firmeza, vendo que o seu interlocutor nao
pareca disposto a mandal-a prender im-
mediatamente, perguntou :
Mae, emfim, senhor, eu nlo tenho a
vantagem de o conhecer. Porque vem aqui
injuriar-me e arneacar-me, e o que quer
de mim ''
Quero saber como e com qne fim
attrahiu a sua casa aquella desgranada
crianca. Quero saber os mais insignifican-
tes promenores do enveoenamento de que
foi victima.
Affirrao lbe, senhor. .
Nao affirme nada. Vae mentir.
Juro-lhe, senhor !
Nao jure. Nao a acreditara.
Mas, afinal, necessario que me jus-
tifique. E como o conseguir], se nao ma
deixa pronunciar uma s palavra ?
Conseguir.
Nlo procure justifioar-se, isso com-
pletamente intil, e previno a de que cao
conseguir illudir-uie. Leontina roorre, e
foi a senhora que a envenenou ; um ficto
desgracadamente incontestavel, e que todas
as negativas do mundo nao conseguiriam
destruir. Deixe, portanto, de parte qual-
quer justificaco. Se me fallar francamen-
te n3o a denunciarei. Se, pelo contrario,
quizer eDganar-me, d'aqui a duas horas
ter-me-hei queixado ao commissario. Esco-
Iha.
A alternativa tilo claramente desaunada,
e a precisao das ameacas de Mauricio sub-
jugavam a Belzebuth.
Renunciou s negativas e responden :
O que quer que lbe diga? Inteno-
gue, responder-lhe-hei.
Desde quando conhece Leontina ?
Ha oito ou dez dias.
Como e por intermedio de quem a
cooheceu ?
Por intermedio de seupae.
Quem a trouxo a sua casa ?
Sen pae.
Quantas vezes ?
Uma s.
Em qua dia ?
Tera-feira passada.
(Contina)
palma da outra
penetrou igualmente na
mao.
c Henrique nao fez
ment.
( A sola dos ps
depressa l depressa preciso que soffra
as quatro dores ao raesmo teropo.
A ponta do punhal separou anda uma
um nico mevi-
exclamou Flor,
com o manto. Mostrou-se uma se-
tenda ao longe disse-me :
Ui estilo os christSos.
quelles que queriam asiassinar H-n-
o meu pobre amigo.
wirigimo nos para o norte do campo.
Camhando, Flor fez-roe desamarrar tres
cavillos da Galliza, que comiam os ramos
baisps, presos s estacas pelos cabrestea, vez a cbamraa da lampada. Flor com eco u
ps ciganos nao se servem nanea de,a cantar uma canco em lmgua desconhe-
anii aes.
a o fim de alguns passos, encontramos
a ie ida entre os
mos.
ciara para a
raa laiga pedra, que os nossos estor-
dous
rochedos. Entr-
'res degros talhados no granito, des-
entrada de tmulo fechado
por 1
eos i unidos conseguirn fazer cahir.
*or traz da pedra, a luz lampada mos
troulos Henrique meio despido, mergo-
hadoem um so-nno de morte e deitado
brela trra hmida, com a -abeja en
a ura esqueleto humano. Preci-
cerquei-lhe o pesco90 com os
reos, chamei-o. Nada.
Gr estava atraz de nos.
Tu o amas muito, Aurora, disse

meus I
tmulo !
c Cobrime de aores fros.
t Mas est vivo V interrogou Flor.
Est, replicn Mabel.
Aeorda o acorda-o 1 exclamei eu;
e de Deus, acorda-o !
tou procurando.
uraa gruta 9 ura subterrneo ? T.raram- em. n*ne de Ueus, aeoraa-o i
Iheacapaeogibo. Ah interrompeu-' i la agarrn as roaos de Henr que,
ae elle estreroecLdo, vejo o que E' uro ldcpo.de ter enllocado a lampada no solo.
O roeu sortilegio nada pode aqu,
respoi leu FiSr ; elle bebeu o psato das
brux da Escoca. Dormir at quo o
ferro i icnte lhe toque as palmas das mis
e a sa a dos ps.
J! O furro quente 1 repet
coropr ibender.
eu, sero
i -|E isso depressa! aecrescentou Flor,
porqu agora arrisco a minha vida, tanto
como a de ambos.
Levantoa o seu basquine e tirou das
Flor
Dorme.
, Eo tmulo onde ?
Ao norte do campo. Ha dous an-
uos que eoterraram l o velho Hadji. O
bomem tem a cabeja apoiada nos ossos de
Hadji.
, __Quero ir a esse tmulo, disse Fldr.
t Ao norte do campo, repetio a ve-,
iba, a primeira fenda entre os rochedos : idobrado saiote, pesado por causa dos pe-
urna pedra levantar, tres degros a des- (tacos de chumbo cosidos na ba.nha, um
r pequeao punhnl cora cabo de chitre.
Tira-lhe o* sapatos ordenou ella.
i Obedec machiaalmento.
Hinrique trazia sandalias e polainas.
A roajtreroia-roe tanto que aio podia des-
atar a, correias.
_J Depresta depressa, repeta Flor.
Durante esto teropo ella atjuecia a pon-
ta do u punhal na charoma da lampada.
Ouvi ir frmito rpido : era o punbal in-
candeieente que se introdnzia na palma de
Henriqtae.
Ojterro, de novo collocado no togo.
2 < E como hei de acordal-o ?
Tens o tem punhal.
Vamos I disse Flor.
E aem tomar a menor precaucao, ati-
rou para o lado a cabeja de Mabel, que
cahio sobre o sacco de musgo. A velha
ficou como orna massa. Vi coro estupefau-
cao que estava com os olhos abertos. Sa-
bimoB da tonda. Em torno do fogo, que
se extingua, havia um circulo de ciganos
adormecidos.
< Fldr trazia na mfto a lampada, que
cida. Depois espetou os ps de Henrique
cujos labios se crisparan).
( Devia tuio isto, dizia Flor, aguar-
dando o seu despertar, a este joven fidal-
go I a ti tambem, minba risonhn Aurora.
Se nao fossero arabos, roorreria de fome.
Se nao fo8se eu, nao teriam tomado este
caminho, fui eu que os attrahi para a ci-
tada.
O psato das bruxas da Escocia fei-
to com o sueco daquela alface roxa e cres-
pa que os bespanhes chamara : lechuga
pequea, misturado com uma certa quan-
tidade de tabaco destillado e com extracto
simples da dormideira dos campos. E" um
narctico fulminante. Quanto mancira
de por termo a este terrivel somno, que
so assomelha morte, cont lhe o que vi,
minha mi. As picadas de um ferro ero
braza sem o canto bohemio (segundo dase
Flor) nao produziriam resultado algum. Do
mesmo modo que nos contos hngaros, em
que, segunde dizia tambera a minha linda
coropanheira, a chave do theaouro de Ofen
nao poder abrir a porta de crystal de ro-
cha, se aquello que a levar nao souber a
palavra mgica mara-moradno.
* Quando Henrique abri os olhos, roeua
labios estavara sobro a sua fronte. Olhou
em torno com o ar espantado. Tveroos
arabas um sorriso da sua pobre bocea pal-
uda. Quando o seu olhar cahio sobre o es-
queleto do velho Hadji, readquirio o seu
ar serio o fri.
c Oh oh disse elle, e:s o coropa-
nheiro que elles me tinham escolhido. Dm-
tro de um m-?z, estaramos iguaes.
< A caminh", exclamou Flor; pre-
ciso que ao levantar do sol estejamos fri
da montanha.
c Henrique j estava de p.
Os cavallos esperavara na entrada da
fenda.
Flor ia na fronte como guia, porque
j tinha vindo muitas vezes quelle lugar.
Coioecamos a subir com o luar os ltimos
cumas de Balodron. Ao apparecer do sol,
estvamos ero frente do Escuria!.
it
c A' tarde chegamos na capital da Hes-
panha.
Considerava-me muito feliz por cora -
binamos que Flor ficaria comnosco. NSo
poda voltar para os seus, depois do que ti-
nha feito.
c Henrique dsse-me :
c Minha querida Aurora, vais ter
uma irraii.
c Tudo correu muito bem durante um
mez.
Flor manifestara desejos de aprender
a religio catholica : foi baptisada no con-
vento da Incamaco e fez a sua primeira
comrouoho commigo na capella dos meno-
res Era religiosa a seu modo e dotada
de boro ooraco ; mas as religiosas da In-
carnaco, de quem dependa na sua qua-
lidado de convertida, queriam outra reli-,
gio.
c A minba pobre Flor, ou antes Mana-
da Santa Cruz-, nao podia dar o que nao
tinha.
c Uma bella manh vimol-a com o seu
antigo vestido de gitana, Henrique poz-se
a rir e diss3-lhe :
Gentil avesinha, demoraste malte
em levantar o voo.
Eu chorava, miuha roai, porque araa-
va, amava de todo o coracao a miuha Flor.
Quando me abraou as lagrimas vie-
ram-lhe aos olhos. Parti, prometiendo
voltar. Ah tarde vi-a na Plaza Santa,
no centro do aro grupo de pessoas do po-
vo. Danjava ao sora do pandeiro antes
de ier a buena dicha aos transentes.
< Moravamos por d-traz da ra Real,
era uraa ra de modesta appareneia, quo
dava para extensos e bellos jardas.
t E' por ser franeeza, que ero Priz
nilo tenho saudades do clima encantado da
Hespanha.
t J nao soffiiaraos necessidades, pois
que, Henrique tinha tomado o seu lugar
entre o* primeiros ciozcladores de Madrid.
Nao tinha anda aquella grande nomeada
que podia ter f-ito a sua fortuna, mas os
arroeiros iatelligentes apreciavam a sua ha-
bilidade.
t Foi um periodo de sooego e de fehci-
dane. Flor vinha todas as raanhas. Con-
versavamos. Lstiroava nito ser rainha
COiapanfaeira, roas quando llie propunha
qua voltasse, fugia nodo.
c Uro din H-rorique disse-me :
< Aurira, esta icniaa uSj a Di-
ga que te convra.
(Continuar te-ka)
TypTdo iario raa uuijue de liixiM n- 48.
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