Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18326

Full Text
1110 Lili NMEBO 110
P**.A A l'JUrlTAJL. JLUCAHW* OJVOK H %0 E PAA PORTE
Por tros mez-js adianto ... ...... 6)JOOU
l'wr -s ......... 120000
i'or uii> anuo anu................. 24(5000
Jaiirt numero avuiso, do metmo y
QDABTA--FEIBA 28 DE JLHO DE 1886
DE
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis meses adianudoe. >....... ..... 13fJ500
Por nove ditos idem................. 200000
Por nm anno dem................. 270006
Cada numero svulso, de dias anteriores........... AIk'O
RNAMBUGO
tyopxititotot fce Jitanoel -figuctra He Jar & Mlos
\
TELESRAMMAS
S2S7IC3
?AMO*
kA
SO SZABZO
.


,
RIO DE JANEIRO, 27 de Julho, s 3
horas e 35 minutos da tarde. (Recebido
s 4 horas e 50 minutos, pelo cabo subma-
rino).
A Cmara do* Diputados approvou
hoje em 3.' IscummO o orcamento
do WiniMterio da Guerra, o enta tra-
tando da 9.a dlNcnwwo do orcamento
do HlniMteria da Agricultura. Cura
merclo e Obra* Publicas.
i'nran nomeadm presidentes
da provincias i
Da Maranho. Dr. Jos Bento de
-iraijo ;
Do Rio de Janeiro. Dr. Antonio da
Rocha Fernandes l.-o.
IHSTRBCqO POPULAR;
NATALIO
(Extrahido)
f>A BI3LIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
IHt VIltiKM A TODO O VAPOR
(ContinnafO)
O dia est liado, vai amaohecendo, e entramos
no Estreito de Gioraltar : admiremos a quantida-
de de navios que vm entrando e sabindo. Alm
tua direita eato as trras d'frica ; aqui es-
querda Gibraltar, com o sea alto morro de signaes
todo esburacado mostrando pelas aberturas negras
as boceas dos canho^s. Paramos cutrada do
porto, recebemos o pratico, e eis-oos a caminho.
Porque seguimos para o norte e nos afastamos
da casca africana ? porque o pratico receia o mo
tempo e quer, Be a tramontana soprar rijo, ter
diante de si mir para correr vontade e fugir ao
tempo sem perigo de ir encalbar as costas uhos-
pitas do littoral africano. De feto nao se enga-
nou : durante a rjoite o vento augme itou ; e,
com o r que levamos agora, o navio joga de
um modo bastante desagradavel para uin viajante
novel. O commaadante iem d das angustias dos
passageiros o manda largar panno. Bem pouco
e todava o navio inclina se, ossenta c d :ixa de
rolar deseompassad iinente (como ha pouco fazia),
com grande all vio dos passageiros que comecavain
-.-. refugiar-38 nos camarotes.
Homem ao mar din sbitamente um i voz.
Grito sinistro sempre e que produz o effeito de
\iea '.
Pura brada para a machina o oficial de
qnarto.
As velas sao earregadas cora presteza ; tren
marinheiros sobero apressadamente aos vaos a ver
se descobrem o naufrago ; lancam-se ao mar boias,
comedouros de gaiuhas, xad ezes de escotilhas ;
os escaleres, guarnecidos como por encanto, sao
arriados pressa. E no emtanto o vapor segu
porque nSe pode parar imraediatemente, e o homem
j est a um quarto de mi Iba tal vez pela ppp do
navio.
L est! l cala (gritam dos vaos) e vem nadan-
do para o vapor.
Os escaleres dirigem-se para o ponto indicado,
recolhen: o bomem e trazem-n'o para bordo.
Querem ver a recepeo que Ihe faz o com man-
dante ?
Quaudo se ouvio o grito homem ao mar, c com-
mandante perguntou quem tinha cabido.
Disse lhe um mannheir ;
Fox o Cascaes.
Ale aun reparou quj, ao ouvir este nome, pas-
sra c :no urna nuvern pela cara do commandante
e qu" elle res:uiiu ' sempre astim '. o melhor marinheiro de bordo !
Pois ajora que o marinbeiro poz j o p no con
vez, onde se saeode come um trra nova sahido
(i'agua. o vurinnaiidante diz lhe rudemeute :
r. imbcil, que me fizeste perder
V
dua<
e
rente rsdesa encobria, s
.. i aviar, mas ^ verdadeiro :
. .< b senciuuntoa generosos
iiiMni cuidado com que
ie i > lid ir j.
. j s temos que re uperar as
dui- p tauto irntaram o bom e
rude i
(Contina)
TT. OFFIMlt-
Goveruoda provincia
ESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 26 DE
JLHO DE 1886.
Antonio Florentino de Oliveira Informe o Sr
inspector geral da Instrocco Publica.
Agostiuho Damasio oe Oliveira. Ao Sr. Dr.
ehefe de polica para informar.
Padre Antonio Fabricio de An.ujo Perora
PasV-sfe pqrtari'i eoocsdcuio a l cenca reque-
rida.
Antonio Bmao da Silva Maia.Antoriso o snp-
pressao de ura dos appurelhos da eompanhia Re-
eife Draynage, da meia agua assobradada, do sup-
puc'ant traversa do Mrquez do Recite n. 1.
de Barros Cavalcante.im, pagando
supplicanto as comedorias.
Fmri-s Neves & 'iordeiro. Rerocttido ao Sr. in-
gpect'.r da Thesonraria de Pazenda, para mandar
incluir o debito a que alludern os suplicantes na
den.on8tTHco de crdito exigido pelo aviso do Mi-
nisterio da Guerra de 28 de Maio ultimo.
F.ibio Rino.^Informe com urgenci.. o Sr. iu-
epector da Thesoururja de Fszenda.
Frauklin Antonio di Silva.Informo o Sr. ad-
ministrador di. s correios.
Joao Ferrcira Villela de Araujo.Sim, com or-
denado.
Joao Valerio de Medairos Passs-se portara e
a ros> naturalisacao.
aiz T,-ix. i a Gumares.Rsuaettido
junta med;ca piovincUI, a quem o supplicante se
apresentar para ser inspeccionado, cui vista do
attett.il) do i'-ultativo Joaquim i'erreira de Lima.Ao Sr. director do
Presidio para provi ienciar.
Joo Lopes da -'ilvaA" Sr iuspactor da Tbe-
sourazi'- para informar.
JosAii L ,, Jnuior.Eucam
e, pagaau. o .. ^ucauic o porte na Reparticao
dos Corre'
;vares. Ao Sr. IX. :z de di-
i i Re-
^^HL para prestar ao pedido consitea^io que
raen
Silva &XkR?metttdj a ector
da Thesonrai i i de Fazeada, Daraauudar Incluir
o debito de que tratara os_supplicantes na demon-
straco de crdito exigido pelo aviso do Ministerio
da Guerra de 28 de M lio ultimo.
Coronel Miguel Tolentino Peres Falcio. Inde-
ferido.
Sophia Mara do Rosario.Informe o Sr. com-
mandance da Escola _ds Aprendizes Marinhei-
ros.
Trajano Alves de Mendonca.Informe o Sr. en-
genheiro chele da Repartico das Obras Publi-
cas.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 27 de Julho de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
-------------------^SOStO-ir
Repartico da Polica
SeecSo 2.* N. 730.Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 27 de Julho de 1886.
Illm. e Exrn. Sr.Participo a V. Exc.
que foram houtem recolhidos Casa de
Detencao os seguintes individuos :
A' minha ordem, Ovidio Pereira da Silva, por
jogos prohibidos.
A' ordem do subdelegado de Santo Antonio,
Eduwirges Marn da Conceicao, por offensas
moral publica; Ensebio Manoel de Assumpsao,
Juo Bernardo Ramos, Antonio Ladislao do Espi-
rito-Santo, Joao Pires Falcao e Josepha Mendes
daTochs, por disturbios.
A' ordem do do 1 districto da Boa-Vieta, Ma-
ximino Felisberto de Araujo, Francisco Honorato
Cedrim Jnior e Francelino Ramos da Silva, por
embriaguez e disturbios.
A' ordem do de Apipucos, Jos Joaquim do Nas-
cimento e Manoel Francisco, por embriaguez e uso
de armas defezas.
Na madrugada de hoje foram os ladrees
casa de residencia do visconde de Itaqui de Norte,
ra do Paysand n. 1 A, e penetrando na sala
de visitas e em dous quartos, retiraram-se depois,
sem sereno presentidos, conduzindo urna imagem
do Menino Deus, resplandores, de prata perien-
centes a outras imageos, um adereco de coral, um
vestido di merino preto, algumaa pecas di roupa
e vinte mil ris em dinheire.
O subdelegado do 1" districto da Roa-Vista pro-
ceden a competente vistora, verificando um ar-
rombamento na parede correspondente ao peitoril
de unja das jsnellas da frente da casa, por onde
tiveram ingresse.
Oiligencia-se descobrir o autor ou autores do
crime.
Palo subdelegado do Io districto da Boa-Vis-
ta, foi remettido aojuizo competente oinquerito a
que procedeu contra Antonio Leopoldino Pinto e
Emiliano Joao dos Santos, como incursos as pe-
nas do art. 201 do Cod. Crim.
Communcou-me o delegado do termo de Li-
moeiro que no dia 23 do correte, pela machi,
fra encontrado morto, dentro de um poco, o indi-
viduo de nome Francisco Amador.
O cadver foi retirado do poco e transportado
para o cemiterio, onde se fez a vistora, declaran-ji
do os peritos ter sido a morte occasinnada por a#-
pbyxia por submersao.
Em data de 17 do corrente, assumio o cida-
do Antonio Elias do Reg Dantas o exercicio do
cargo de deiegado do termo de Taquaretinga.
Pelo dt-legado do termo de Limoeiro, foi re-
mettido no ju'zo compatente vinquento policial,*
que se procedeu contra Jos Claudino de Oliveira,
por haver ferido gravemente a Jos Felippe San-
tiago.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exrn.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao,
muito digno vice-presidente da provincia.
-0 chefe de polia, Antonio Domingo
Pinto.
Thcsonro Provincial
DESPACHOS DO D'A 27 DE JLHO DE 1886
Miguel Jos Roungues Braga, Joaquim Paes da
Silva e Fieldea Brothers.Iaforme o Sr. coata-
dor.
Delmiro Gomes Ferreira e Baltar, Oliveira &
CHaja vista o Sr. Dr. procurador fiscal.
Director da Colonia Isabel- Ao Sr. thesoureiro
para os dsvidos fina.
Bachart 1 Tito Celso Correia Cesar. Cumpra-
se. registre- see faesm-se os assentamentos.
Rodrigo Jacome Martina Pereira. Volte ao Sr.
contador para satizfazer a requisicio.
Manoel do Nascimento Vieira da Cunha Ao
contencioso para satisfazer a requiaicao do Sr.
contador.
Consulado Provincial
DESPACHOS DO DIA 24 DE JLHO DE 1886.
Esnaty Rodrigues % C, Silva & Irmao e Simio
Ribeiro da Conceicao.Informe a 1 seccao.
Maia & Reaende Em vista oa intormacSo os
supplicantes nao podem ser attendidos.
Baldomiro Eudoxio de Brito MaccJo.Certifi
que-se.
26
Joo Cancio Tavares de Oliveirn, Tbomaz Fer-
reira da Cunha e Anna Senhorinha Ferreira.In-
forme a Ia seccao.
Antonio de Oliveira Maia,A' 1* seccao para
os devidos fius.
Gomes Maia & C.Informe a 2a seccao.
27
Antonio Ferreira de Carvalho, Joanna Baptista
da Conceicao, Esperanca Luiza da Luz e Candido
da Costa Miranda.Iuforme a Ia seccao.
Ignacio Silva Teixeira.A' I" seccao para os
devidos fina.
Joaquim da Silva Carvalho e Jos dos Santos
Coelno.Certifiqoe-se,
Porto & Santiago.A' 1 seccio para attender.
Bernet & C Informe a 2 seccao.
Antonio Gimes da Silva Jnior.A' 1 seceso
para os devidos fins.
Jos Rodrigues Peixoto.Informe a 1 seccao.
INTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambuco
RIO DE JANEIRO Corte, 20 de Julho
de 1886
Scmmaxio:Sabida do Cotopaxi. Votagio do
parecer da 1 commisso sobre o 2* dis-
tricto dessa provincia. Resultado da
votacao sobre cada conclusio.Votos
censervadores em favor do Sr. Jos Ma-
nanto Estatisticas do Pait e da Ga-
ata da larde.*-Erro de ambas.Mani-
fest da maioria da minora.Traba-
Ihos da Cmara dos Deut-dos e uo Se-
nado.ComposiC/5 j da Cainaia actual. -
As vagas existentes.Urna digressao do
correspondente.A coherencia dos par-
tidos.O fiioque trmes tido aqui.
Nao se i se a qu* (nes dirig em data do 14 tena
seguido pelo Cotapaxi, que tendo chegado do sul
n'aqnelle dia. pflio i tarde, n> se demorando
para a ii.anh do dia seguiot-, como se espera va.
lato me fas descoufiar que a minba carta nao che-
garia ant. s di' techar-se a mala, e tt-r de seguir,
c ,m esta, p lo Equateur, caso em que perder todo
o interssse, pois as noticias nrlla cotidas j sero
condecidas.
Devo comecar pela votacao do parecer sobre a
eleicio do 2* districto dessa provincia, cujo resul-
tado j ah sabido; pelo que reierir-me-bei so-
mente aos incidentes e particularidades de que o
telegrapho nao pode ter dado noticia.
Depois de orar o Sr. Joo Manoel em sustenta-
cao do parecer de que era relator, foi a discussao
encerrada, a reqnerimento do Sr. Juvenci de
Aguiar.
O r. Candido de Oliveira requereu, e a Cmara
regeitou por 52 vetos contra 35, votaco nominal
sobre a 4* concluso do parecer assim concebido :
Que seja declarado nullo o diploma do Sr Dr.
Jos Marianno Carneiro da Cunha e reconbecido e
proclamado deputado pelo 2o districto eleitoral da
provincia de Pernambuco o Sr. conselheiro Theo-
doro Machado Freir Pereira da Silva.
O Sr. Beltrao requereu e a Cmara negou do
mesmo votacao nominal sobre as Ia e 2' conclusoes,
que sao:
1.a Que aeja annullada a eleicao procedida na
Ia seccao da parochia do Poco da Panella;
2. Que seja annullada a eleico effectuada
na 2a seccao da parochia do Po^o da Panella.
A 3.a oncluso manda annullar a eleicao da
Varzea, e todas sao approvadas.
O Sr. Lourenco de Albuquer ^ue observa que
tendo a 4a concluso duas partes, a que anuulla o
diploma do Sr. Jos Marianno, o a que reconhece
o Sr. Theodoro Machado, requer a votaco por
partes.
Vota-se, porm, antes una das emendas do Sr.
Beltro que manda responsabilisar o escrivo do
5 districto criminal do Recife, e approvada.
Posta a votos a Ia parte da 4a concluso, que
annu;la o diploma do Sr. Jos Marianno, appro-
vada por 60 votos contra 30. A 2* parte que re-
conhece o Sr. Theodoro approvada por 56 votos
contra 34.
Do rumor, que se dea em seguida e dos gritos
de escndalo levantados pelo Sr. Penido e outros,
do conta os jornaes, com mais ou menos exagera
cao.
A minora liberal compoe-se de 21 deputados,
e era de esperar que estivessem todos presentes.
Affirma o Paiz que votaram favor do Sr. Jos
Maranno nao menos de 16 conservadores, que elle
nomeia: os Srs. Eufrasio Corroa, Bernardo de
Mendonca, Marcondes Figueira, Scares, Anyaio,
Moura, Carlos Peixoto, Joao Henriques, Rosa e
Silva, Oanto, Diaa Girneiro, Duarte de Azevedo,
Pedro Muniz e Costa Aguiar. Deviam, portaato,
maoifestar-se 35 votos a favor do Sr. Jos Ma-
rianno ; mas a primeira parte da 4* concluso s
teve 30 votos contra, ou menos 5 do que devera
ter. Contra a 2* parte votiram 34, ou menos 4
jconservadores que, votando pela annullacao do di-
"ploma, nao reconbeciam o Sr. Theodoro, porque
entendiam que era caso de nova eleico, o como
esses pensaram outros que so abstiveram de votar.
Do mesmo modo pensava o Sr. Rosa e Silva, que
o Paiz d como tendo votado a favor do Sr. Jos
Msnauno, qoando a sua opiuio manifestada aos
amigos era que, annullada a eleico, e depois de
corngidos os vicios existentes na quahficaco,
procedesse a m,ra eleico.
J se v que nao foram 14 os conservadores
que votaram pelo reconhecimento do Sr. Jos Ma
rianno, e tanto isto verdade que a Gazeta da
Tarde hontem annunciava smente 9 : os Srs. Eu-
frasio Correia, Soares, Joo Henriques, Carlos
Peixoto, Bernardo de Mendonca Sobrinho, Anysio,
Marcondes Figueira, Dias Carneiro e Aureliano
Moaro.
Mas a verdade que nem a estatistica da Ga-
zeta, nem a do Paiz exacta. Dea Jal liberaes, 3
nao tomaram parte na votaco: o Sr. Montandon,
por nao ter comparecido sesso, o Sr. Rodrigues
Jnior por terse abatido.
Sendo oois, 19 os votos liberaes, 11 foram o.
conservadores que votaram contra a auaullaco do
diplomado Sr. Jos Marianno.
A mesma Gazeta affirma que o Sr. Andrade Fi-
gueira, conversando em urna roda de amigos
tinha declarado, em voz alta, que pela primeira
vez tinha satisfaco de ter presidente da Cmara,
pois que se o nao fosse, teria o desprazer de votar
contra e seu amigo Theodoro.
De certo elle nao votara pelo reconhecimento
do Sr. Theodo'o; mas nao votara pelo outro can
didato, porqae o que me consta que elle pensa
nessa questo como o Sr. Rosa e Silvanova elei-
co, depois de corrigidos os vicios e fraudes da
quahficaco.
Depois da votacao, o Sr. Candido de Oliveira,
suggerio aos amigos a idea de reiigirem um ma
nifesto ao paiz, dizendo que na verificaco de po-
deres da actual Cmara tem sido sacrificadas todas
as garautas de que a le de 9 de Janeiro pareca
haver dotado a naco, e que a derradeira violeo-
cia praticada n'aquelle dia era de tal ordem, que
si a minora liberal abai-o assgnada nao esti-
vesse retida no posto de combate que lhe foi assig-
nalado pelos deveres impreteriveis e sagrados
eompromisses para cem os seus committentes, ter-
se-hia retiado iniontinente pela mesma parte por
onde foram expellidos legtimos representantes de
diversas circumecripcoes do impeno. _
Protestando contra to inqaalificaveis esbulhos
na impreusa como na tribana, e resistindo so me-
noscabo da lei, < com deciso e energa por todos
os meios legaes, a minora liberal, abaixo assgna-
da, dirige aesse sentido um appeo formal con-
sciencia do paiz.
O manifest est assignado em primeiro lugar
pelo Sr. Beltro. O Sr. Candido de Oliveira, que
o autor da obra, assignou em segando. Deixa-
ram de assignal o os Srs Ratisbona, los Pompea,
Paula Primo e Lourenco de Albuquerque; e isso
explica a insistencia com que aquella peca repete
c a minora abano a signada, como que para
turnar brm patente que uo contam c.in esses 5
amigos e maisoSr. Rodrigues para tudo quanto
qnizerem.
Algunseonsuram a abstenco do Sr. Rodrigues ;
entretanto da tem exolicaco. Na verificaco
de poderes do anno passado, competmdo cem o Sr.
Tbeodoreto Souto, o *r. Rodrigues aqu chegou
ro Fevereiro, assistindo s sessoee preparatorias,
e e em Maio rde ser reconhe'ido, estando a Ca
mar fuaccionando desde 8 de Margo. Foi rela-
tor deas eleico o Sr. Jos Mariano, que anda
depois do debate oral e votaco da commisso, re-
teve jcomsigo os papis por 30 dias, sem lavrar
parecer, nao obstante 'as reelamaedes constantes
da iniuoria da commisso, que esperav-i pelas con-
clusoes do mesmo p apresentar o seu voto em separado.
Foi eom os votos dos conservadores e dos dissi-
deutes que o Sr. Rodrigues conseguio entrar para
a Cmara, depois de terem einpregado coutra rile
todos os meios e arda de que podiam lanzar mo.
Ora, pretender que esse mesmo Sr. Rodrigues
venhajhoje ro auxilioMaquelle relator de urna i-lei-
co passada, que tanto o raelindrou, a ponto de
quebrar todas as eua* relagoes com elle, depois dn
terem trucado palavras azedas nos debates per-
ante a commisso ; exigir muito.
Abstenco era o mais que se poda esperar
delle, e essa ningui'in precisa pedil-a.
as ses&oes seguintes os deb les nao tenm offe-
re-:ido mor interesse. Concluio-se a 3' discuss i
do orcamento do Minis'eno de Estrangi-iros; tras.
se iscutido forcaa do trra, maio urnas alierac
no r-gimento oMrua n-'gocoa de pouca imp sr-
taacia, c uno sejam qu-stoes locaes, com que sao
consumidos nao i os prime iros tres quartjs d
hora da sesso, como mais outros tantos c un ur
eiiis. Anda houtem o Sr. Tavares consumi
cerca de urna hora com- questoes do Rio Grande
do Sul.
D-iois passou-se 3' discasso do orcam'-nto
da justica, orando o Sr. Candido de Oliveira, que
i-ntre outras censuras ao governo, formulou a de
taran sido nomeados oovos juizes dedireito, quan
do ainda existem juiies avulsoa; eo Sr. Duarte
de As-vedo, qae, tomando a defeza do gi-verno,
coucluio justitieaudo duas emendas qne apresen-
toa, urna supprimiado as relugoes de Matto-Groa-
8o e Goyaz e outra creando urna junta commer-
cial ero S. Paulo.
No Senado, depois do discurso do Sr. Octaviano,
respondendo s observacoes do Sr. presidente do
conslho, acerca da sappresso do tpico da falla
do throno, de qne j tratei, nao tem havido cousa
de interesee.
Hontem, porm, achando-se em discusso varios
projectos antigos, por taita de materia nova, pois
s hontem mesmo chegou all o orcamento do Mi-
nisterio do Imperio, e entre elles um de 1869,
creando o ensino lvre, o Sr. Franco de S apro-
veitou o ensejo para oceupar-su com a resolufo
do governo que suspenden o decreto de 17 de Ja-
neiro, promulgado pelo orador, provocando o 8r
ministro do "jperio a expr os fundamentos Je
tal resolaco e apresentar as suas ideas sobre a
materia. O debate animoase; o Sr. Franco de
S acrimonioso, e actualmente quem est to-
mando a dianteira em todas as questoes.
O Sr. ministro do imperio deu algumaa explica-
eoes e achando que a occasio na era opportuna
para o extenso debate a que o honrado senador o
provocara, declarou que reservava-se para em
tempo proprio tratar da materia e justificar o
acert do acto do governo.
Agora que se acha concluida a verificaco de
poderes e completamente constituida a actnal C-
mara dos Deputados, eis a difierenca que se d
entre o seu pessoal e o do passado por :
1885
PROVINCIAS
Amazonas
1886
1.* Satyro Dias, Liberal Pasaos Miranda, C.
2. A. Pimentel, L. Clarindo Chaves, C.
Para
2." A. Bezerra, C. Vago pela escolha do
Sr. Siqueira Mendes.
4.0 Demetrio Bezerra,L. Conego Aguiar, C.
Maranho
1." A. Oliveira, L. Domingues, C.
4. Costa Rodrigues, L. Joo Henrique, C.
6. Vaz Vianna, L. Ribeiro da Cunha, C.
v Piauhy
1. Cts+|lo Branco, L. Coelho Rodrigues, C.
3.o Doria, L. Jayme Rosa, C.
Cear
1. F. Borges, C. Portugal, C.
2." Pinto de Mendon- Araripe, C.
B. de Candid, C.
Jos Pompeu, L.
Jaguaribe Jnior, C.
ca,C.
3. Jos Pompen, L.
5. Miguel de Castro, L.
7." Thomaz Pompea, .L
Uto Grande do Norte
1.* Amaro Bezerra, L. Tarquinio, C.
2. M. Brandan, L. Joo Manoel, C.
Parahyba
3. Crus Gveia, C. Soriano, C.
4.a Goea Dantas, L. Elias d'Albuquerque, C.
Pernambuco
2.o J. Marano,*L. Theodoro Machado, C.
4.* Joaquim Tavares, L. Juvencio d'Aguiar, C.
Beltro, L.
Lacena, C.
B. de Aracagy, C.
Rosa e Silva, C.
Alfredo Correia, C.
5. J. Nabiicn, L.
7 o Sigismundo, L.
8." Drummond, C.
10. Ulysses Vianna, L.
13. A. de Siqueira, L
Alagos
2. B. de Anadia, C. Moreira Mendonca, C.
5.o Sioimb J.'por, L. Felinto Elysio, C.
Sergipe
1.* Leandro Maciel, C. Laz Freir, C.
2. Romero, L. Pedro Antonio, C
Baha
2. F. de Moura, L. Freir de Carvalho, C.
4." F. Sodr, L. Pedro Muoiz, C.
5. Ildefonso, L. Jos Marcelino, C.
6.a Carneiro da Rocha, Souza Gomes, C.
B. de Geremoabo, C.
Ayres Janqueira, C.
Fernandes da Cunha, C.
Pedro Carneiro, C.
9.o Joo Dantas, L.
10> Zama, L.
lio Juvencio Alves, L.
13o Spinok, L.
Espirito Santo
1. Leopoldo Cunha, L. Mattca, C.
i?io de Janeiro
l.o Valdetaro, L. Ferreira Vianna, C.
3. Bezerra de Mcne- Bulhoes Carvalho, C.
zes, L.
9. Franca Carvalho, L. Pereira da Silva, C.
Sfo Pouo
2. Moreira de Barros, A. Nogueira, C.
L.
6.o Martim Francisco,
L.
7. Campos Salles, C.
S. Prudente de Horaes,
R-
Santa Catkarina
1. Chalet, L. Tannav, C.
2. Mafra, L. Pinto Lima, C.
Sio Grande do Sul
1. Camargo, L. Paul'n Chaves, C.
4. Maciel, L. Silva Tavares, C.
Diana, L. Miranda Ribeiro, C.
6.* J. P. Salgado, L. Seve Navarro, C.
Minas
D. de Vasconcellos, Lemos, L.
C.
s
Cockrane, C.
Vago.
V. de Pinhal, L.
1.
5. Valladares, L.
6 Chagas, C.
7. Antonio Carlos, L.
8.0 Vaz de Mello, L.
lio Joaquim Luz, C.
W Alvaro Botelho, R.
15 < 'arlos Alfonso, L.
17 Felicio dos Santos,
L.
18* Marea Guia, L.
P. Mascarenhas, L.
Mouro, C.
Salles, L.
C. Alvim, L.
Christiano Las, C.
Vallado. C.
Joo Caetano, C.
Matta Machado, L.
Brando, C.
Goyaz
I." Pleary, L. Conego Xavier, C.
2. Bulhoes, L. Marcoudes Figueira, C.
Matto Grotso
1." Mettelo, L. Autunes, O.
2." Augusto Fleury, L. B. de Diamantino, C.
Nao incluo neeta relaco o Sr. Resende ultima-
mente eleto por S. Paulo, porque nao est ainda
recouhecido. Pode-se pois contar com quatro va-
gas na Cmara, sendo duas pelo Pa-, em vr-
tude da escuiha do Sr. Siqueir i Mendes e da en-
trada do Sr. Mac-Dowel para o Ministerio, e urna
pelo Rio Grande do Sul, em codsequeccia do fal
lecimento do Dr. Severino Ribeiro.
Dos 120 deputados reeonbecidos 100 sao con-
servadores, que nem todos sao ministeriaes, pois o
Sr. Joo Henriques acaba de deciarar-se emop-
posico, acompauhando o seu tio> o tir. Vieira da
Silva, no Seuado, e consta que est em fetmenta-
co urna pequea dissidenca na deoutaco minei-
ra, que s vira luz do da depois da eleico se-
natorial.
Permita me o leitor urna digressau. qae tai-
vez est ja fura da inisso que ex rQo de chromsta.
.\'o ltimos Diarios que acabo de receber vi
um artip assignado p>r\t arto, respondendo s
censuras teitas ao governo pela Provincia, pir
causa da r m >co do jais de direito de Pao d'Alho
pita Viamo.
Com rolaco a esse juiz vieram me s mos, nao
sei cuso, os 8eguinti-s apoutam utos :
O baeharel G ncal. Paos de Azevedo Faro,
depois que foi Jisp>-asado da commisso de chefe
de polica do Cear, teve as seguintes comarcas:
(Pelo ministro Joo Ferreira de MouraPor
decreto de 13 de D-s^mbro de 1882 foi-lhe desig
nada a comarca de Porto de Ms. no Para. Teve,
para entrar em exercicio o mximo do prazo, que,
sendo esgotado, toi-lhe prorogado. Nao tonuu
pos se.
(Pelo ministro Prisco Paraso)Por decreto de
7 de Maio de 1883 foi-lbe designada a comarca de
Igarap-miry na mesma provincia, ficando s- m
effeito a anterior designaco para Porto de Mes.
2arcou se lhe novo prazo no mximo. Nao to-
mn posse.
Por decreto de 8 de setembro da mesmo anno
fi-lhe designada a comarca de Maraj, na mesma
provincia, ficando sem effeito a anterior designa-
cao para Igarap-miry. Marcou-se-lhe novo pra-
prazo. Nao tomou posse.
Por decreto le 22 de Dezembro do mesmo anno
toi-lhe designada a comarca de Petrolina em Per-
nambuco, ficando sem effeito a anterior designa-
cao para Maraj. Marcou se-Ihe novo orazo no
mximo. Nao tomou posse.
Por decreto de 12 de Abril de 1884 fo-lhe de-
signada a comarca de Pao d'Alho, em Pernambu-
co, ficando sem effeito a anterior designaco para
Petrolina.
Em todo o tempo dessa contradanza recebeu
este magistrado ordenado por inteiro, menos na
prorogaco do prazo que elle exceieu, qoando foi -
lhe designada a comarca de Porto de Mz.
Cumpre notar que todo esse manejo de desig-
nacoes de comarcas, que eram declaradas sem ef-
feito, nao teve cutro fim seno fazer com que elle
nao perdesae antiguidade e podesse contar tempo
para segunda entrancia, passando na Europa com
a familia !
as minhas notas acho ainda consignado que
esse magistrado recebeu boa ajuda de casto de
Petrolina para Pao d'Alho. Alas acho isso de
maia.
Entretanto, como esta ultima comarca p*reca
nao satisfazer s aspiraces desae magistrado,
creou-se a comarca de S. Lourenco, onde elle es-
tara a posto, assim a modo de quem est em
casa de seu sogro como se costuma dizer.
Essacreacio foi de 1884, quaudo ja era minis-
tro o Sr. Dantas, que, desde logo, abarbado com a
questo da emancipaco, nao tinha mulo tempo
para attender aos arranjos e pedidos dos amigos.
No ministerio Saraiva tambem o tempo nao
chegou ao Sr. Luiz Felippe para completar aquel-
le arranjo. Aqui terminam os apontamentos.
Mas, mesmo pelo que elles conteem, me parece
que, razoavelmente, nao se pode pretender que os
acontecimentos polticos qae se saccederam crea-
cao da comarca de S. Lourenco, creaco feita ex-
pressamente para determinado fim, devamprejudi-
car direitos adquiridos desde que a lei foi sanc-
cionada.
Permitta-me, portante, o Sr. Muri, que en di-
virja de sua opinio, quando justifica a remoco
de Pao d'Alho para Viamo, no Rio Grande do
Sul. E' verdade que essa comarca ulna das me-
lhnres d'aquella provincia ; fica a poucas horas
de viagem da capital, viagem agradabilsima
vapor, pelo rio Cahy. Viamo pode ser compara-
do a Jaboato, para melhor, porque o viver l
muito mais barato.
Mas attenda o Sr Mario a que, no caso dado,
melhor que tudo isto S. Lourenco ; alm de que
ninguem gosta de preparar cama para os outros.
E aqui occorre-me que, quando abi tratou-sena
Assembla Provincial da creaco de cinco comar
cas de um jacto, o orgo do partido conservador,
o Tempo, censurou taes creacVs, que nao se des-
tinavam a satisfazer o interesse publico, mas sim
interesses particulares e arranjos de amigos ; e
especializando a comarca de S. Loureuco, disse
que ella ia ter por sede um povoado decadente,
em que nem sequer havia urna casa que podesse
aervir oara cadeia. Depois alada foi creada
maia urna outra comarca,Serihem,se uo
me engao.
Cahem os liberaes. e cu sempre pensei que ama
das primeiras resolucoes da primeira Assembla
Provincial com maioria conservadora fosse a sop-
presso, pelo menos de algumas dessas ce-marcas,
se nao de todas, qae nem esto providas. Mas o
que v.-jo um projecto creando a comarca de Ga-
elleira !
Eis a coherencia dos nossos partidos polticos.
Urna vez no poder, cada um d'elles persuade-se
que ah fic-ro eternamente, e nao cogitara do qae
pode vir no da seguinte. Ao cahir a situsco
conservadora, em 1878, os liberaes acharara cinco
comarcas creadas de fresco, contra o que elles
haviam clamado muito. Pedia a coherencia que
s suppnmissera ; mas, ao contrario, foram ac-
commodando nellas os amigos, e crearam mais
seis, que nao tiveram tempo de prover !
O que resta agora que os conservadores creem
sete comarcas, quando tiverem de passar o poder
aos lib raes
Basta de digresso.
Temos tido aqui e consta que o mesmo se
tem dado per Minas e S. Pau'oum trio superior
ao dos anuos anteriores, e to intenso que nao ha
mem Ta de outro igual, como se v do seguinte,
de que d noticia o Paiz de domingo, ante-hen-
tem :
a 70LHECA
< Hoatem, pela oiauh, cahio em varios pontos
da cidade foiheca rara, que mal tocava os telha-
d s, ou o slo, liquefazia-se.
Nao temos memoria de facto semelhante nes-
ta corte. E' a primeira vez que cahem fl eos de
nev no Rio de Janeiro. D-se ordinariamente
isso na Europa em das seceos, de impido sol ;
aqui rsteve o dia chuvoso e fri, tendo reinado
o >S0 sem interrupeo.
Vemos que os ti-mpos sao outros, e vo indo
coro elles os homena, que se resentem da humida-
de e da chova e do fro, e por isso de nada se oc-
cupaai si-iao do proprio agasalho, olbando ao tem-
po, a ver se descobrem o sol j\xo acende e que os
deve aquecer.
fttl^AWBliGO
Assembla Provincial
51* SESSO EM 5 DE JUNHO DE 1886
PBESIOENCIA DO BXM. SE. D8. JOS MANOEL DB BARBOS
WANDEBLEY
(Continucao)
O Sr. Prxedes FISanjaAguardava,
Sr4. piesidente, que viesse tribuua a commisso
de orcaments para r--8pooder ao meu Ilustre ami-
go, r. Baro de Itapissuma, na justificaco de
suas emend.'.s.
O nobre deputado, relator da commisso, pe-
dindoo adis ment por 24 horas, indicava o desojo
de explicar o seu puosamente acerca do projecto
e o satisfazer a S. Exc. na impugnaco da emen-
da apresentada, sob o r. 187. Mas. o nobre de-
putado, nao se mostrando pr. ssumso em obter a
palavra para explicar o motivo, porque bavia cou-
feeeionado o seu trabalho, me fez cier que assu-
mia ao encerramento da discusso desse ar-
tigo.
O Sr. Gomes PrenteNao, senhor.
O Sr. Prxedes PitangaS. Exc dando hontem
demonstraco de que aceitava a emenda apresen-
t da pelo Sr. Baro de Itapissuma no art. 50,
quando nao o fizesse de todo, deixou ver qu ti
nba algnma idea a apresentar em substtuco
da emenda, que manda supprimir o artigo que
determina a extineco do Gymnasio P rnambu-
cano. .
Eu me aguardavVpara temar parte na discus-
so, logo que S. Exc. ti vesse doixado a tribuna, se
por ventura de suas considera\5es nao viess a
cocviccao no mea espirito de que a idea proposta
era a melhor.
Mas, vendo que se encerrava o artigo sem qne
o nobre deputado pedisse a palavra, como se ti
nba comprometido, eu, ua des> jando deixar que
passasse sem um protesto e protesto franco acerca
das desvantagens, da inconveniencia desea parte
do prjji-cto de orcamento que cogita da extimeco
do internato do GyofanZ'o Pernambucano, fui for-
cado a tomar a palavra, para ainda urna ves com-
bater as desvantagens dessa medida, provando os
males que della podem provir e as quenas que
contra a nobre commisso bao de resaltar, se psr
ventura, se per qualquer motivo fr approvado o
artigo qne manda supprimir o Gymnazio Per-
nambucano.
Refiro-me, Sr. presidente, ao art. 5 do projecto
que aqnelle que ora se discate. J tive occa-
sio de manifestar-me nesta casa contra a medi-
da apiesentada, e o fiz largamente, deixando ver
que em caso nenhum a nobre commisso devera ter
apresentado essa medida como fonte de receita.
Eu poderia mesmo, Sr. presidente, citar um tre-
cho do Sr. ministre da fazenda, por occasio de
apresentar o sen re'.atorio, em que diz que pre-
ferir! offerecer-se um projecto de orcamento com
dficit do que desorganizar seo servico jestabe-
lecido. A autoridad nao pode ser suvpeita a no-
bre commisso e de tal importancia qne eu nao
duvidaria mesmo fazer transcrever no men pro-
prio trabalho a parte do relatorio de S. Exc, de-
monstiando assim nobre commisso que ella
nao andou muito bem avisada, procurando em di-
versas ramos do aervigo nublico j.estabelecidos
urna fonte de receita para trazer vantagens em
relaco ao seu orcamento.
Mas, Sr. presidente, eu nao preciso firmar-me es
autoridade alheia para demonstrar qne a idea apre-
sentada pela illu.tre commisso nao de orcamento
traz alguma vantagem, alguma utilidade Ea nao
quero mesmo, Sr. presidente, aproveitar-me do
procedimento qae tere S. Exc. o Sr. administra-
dor da provincia com a d ornea gao que acaba de
fazer da cadeira de inglez, porque s essa no-
meaco indica qae S. Exc. reconhece toda a ne-
cessidade da nao suppresso dos profssores da-
quelle estabelecimento, tanto que podendo apro-
veitar um dos que serviram de examinadores ao
mesmo concurso ; S. Exc. deixou de assim pro-
ceder, uomeando a um candidato estranbo aquelle
establecimento, um Ilustre mojo que por provas
publicas demonstrou que tinha habilitaces para
preencher o lugar.
S. Exc, portanto, pensa que nao da suppres-
so di> Gymnasio Pernambucano qae hade vir re-
ceita para occorrer as necessidades da provincia.
O Sr. Gomes PrenteO que verdade que
dessa extinco resulta urna grande economa para
a provincia.
O Sr. Jos MaraEconoma de palitos.
O Sr. PraxHdes PitangaPortanto quer a opi-
nio do Sr. ministro da fazenda, naer o procedi-
mento do actual presidente da provincia fazendo
a nomeacao que acabei de referir, demonstrara
exuberantemente que o procedimento da honra-
da commisso de orcamento, nao foi o mais con-
aentaneo, nao foi o mais justo, nao foi o mais ra-
zoavel perqu delle ns resalta absolutamente
aquella economa que pretende a commisso fazer.
Mas, Sr presidente, ainda nao me quero aprovei-
tar dessas autoridades muito valiosas para de-
monstrar o erro em que cahio a nobre commi&aao
de fasenda e orcamento.
S. Exc. o Sr. ministro da fazenda na apresenta-
co do sea relatorio fez sentir que o servico esta-
belecido e organisado por lei especial nao poda
ser alterada por urna lei annua, como a lei do
orcamento.
Foi publicado no Diario de Pernmmbuco a 2 ou
3 dias passados, a parte do relatoria do ministro
que se oceupa deste ebjecto
J v, portanto. a casa que nao sao os membros
da opposico qce pensam que as lea annuas nao
poleo n vogar lea especiaes; no alto parla-
mento. E' um los directores do paiz, na apresen*
tago do seu relatorio, que vem com essa theoris,
theoria qae foi por nos sustentada como a mais
pu a e verdadeira.
Portanto, eu pens que tinha razo, qaando su-
bido a tribuoa para impugnar a medida effere-
cida pela commisso embora della resultasse fonte
de receita ; eu tinha raso porqae ella nao se ba-
seava nem em conveniencia e nem etu justioa.
Nao se baseava em conveniencia porque de>orga-
nisa aquillo que existe ha maitos annos, smente
porque dessa desorganisico venha urna economa
Nao se baseava em justica, porque ninguem tem
direito, tem razo para negar o direito a aquelle
qae o tinha adequerido por forca de urna lei, ama
le que tem sido praticada, que tem tido exer-
cicio.
Portanto, os profssores do Gymnasio, sqaelles
que em virtude de urna lei adquiram iireitos, nao
podem ser supprimidoa por urna lei orcamentaria,
eeta que hoje digo, est firmada no relatorio de
S. Exe. ministro da fazenda.
Mas quando assim nao fosse, qaando S. Exc.
pensaase como pensa a commisso nem por isto me
retirara do teireno em que me acho, para procurar
demonstrar que S. Exc. come a nobre commisso
nao penaavam bem, querendo desorganisar servi-
co para ter vangens pecuuianas paia occorrer as
deapezas da provincia.
O Internato Pernambucano nao foi sem orna ra-
zo creado e creado em virtude da um<> lei espe-
cial. 0 estado de conveniencia da creaco dease
Intrnate, porm naturalmente do conhecimento
que teve esta Assembla, que parte da mocidade
pobre nao pidia proseguir na sua eiucaco por
taita de recurso ; que era necessario que esta As-
sembla, como as primeiras assemblaa provin-
ciaes que existiram no Brasil tomassem urna me-
dida de educar aquelles que por faltado meios nao
podessem chegar a cpula social, portanto que era
necessario aproveiter os recursos do talento daquel-
les individuos que por falta de meios nao podiam
cultival-o. Esta razo, naturalmente foi o movel
que dirigi a Assembla na creaco o Intrnate
e que existe ha bastante tempo.
Os cidados pobres que por seus sei vicos tm
estabelecido direito de pedirem a provincia a re-
munen cao de seu trabalho, jolgam-se com um di-
reito adquendo de fazer educar pela provincia
seas filhoB. urna vez que elles, baldos de recursos,
mas cheios de servico mesma provincia, nao po-
de n se encarregar dessa educaco. Ejte direito
est firmado na lei p rquea h-i di- que a provincia
tomar um numero determinado, creio que de 12,
filhoa de cidados que por seus servicos se tornem
dignos de urna remuneraco para educal os a sus
custa, levando os para um establecimento que
constituio com sse fim determinado.
O Sr. Gomes PrenteO fim nao foi este.
O Sr Prxedes Pitanga-Foi sim senhor ; dar
educaco gratuita aos filbos dos poh/es que tives-
sem prestado seivico.
A provincia querendo chegar a es8e4 resultado,
estabeleceu um Internato em que a educaco maiS
barata para aquelles que p dessem pagar, servis-
sem para nelle proteger os fih s dos pobres.
O Sr Goires PrenteNunca foi ustituico de
cardade.
O Sr. Prxedes PitangaNem isto quer diser
que se] < de caridade, nao aquelie' que pagan ser-
vico dr quem merece, nao pn-sta urna caridade,
compre um dever E' coUsa diversa dar ma es-
mola e se pagar urna divida, e a divida pode ser
ou nroneta ria ou por m.reciment", nao se deve so-
mente diuh-iro, deve-se tambem fiueza.
Uro cid do que presta ao paiz um servico de
oenomer-ncia, nao menos redor do que aquel-
le que presta um servico com as aro as e segundo
as condicd>8 em que est.collocadc.
O Gymnasio que estabelecido por urna le e na
qual a provincia manda receber tilhos de indivi-
duos que se. acbam nestaa cnndig5.-s, na > pode, nao
deve desapparecer do numero das casa de educa-
co, P'T ama le annua suppnraindo assim O serVI-
co organisado, e cujo funecionalismo em vista de
lei tem estabelecido direito.
Porranto, o art 5 que diz : (6) N2o pode per-
manecer n > orcamento, n > s porque a extineco
do servico nao pode ser feita per um le annaa,
urna vez que foi creado por urna lei especial, como
porqn; da sua -xtincclo nao resulta uin acto nor-
mal, uo produs uma fonte regular para accresen-
tar as verbas de receita da provincia.


<>
Diario de PernarobocoHuarta-feira 28 t Julho de 1886

i
Eu, portento, esperando qu a eommiasio MU-
misse tribuaa para vir disat- o penque, qno.es aa.
razoes qoe teve, qual a estatiatc i que apresenta
para que delta resulte a prova em contrario da coa-
veuieucia de sua creacao, quaea os factoa ea que
ge baseou para chegar concluslo da saa desvn
tagem, da sua inconve niencia, oom que direito v-
nha"a 'commisaao pedir, sem ser por um projecto es-
pecial, a suppreaao deste servico, a suppresso
de enarregados que por forca da direito, nao par
aomeajo d'um p atiento nu por meio de con-
curso que, Ibes ateram direito a aamim all man
tid -a, eu espetara que uobre coas-uaso Ties^e, ..el<>oasegWamente 4 3- parto de aoaa rend-s ,
como ae havia amuaatado, trio pasa res-|afct>os.iTSl, atas lato alo razio para que*
ponder aos uosa illastsea amigos aa >ra.Barai
de Itapisaumae Jes Mara que forana siznatarioa
de urna emenda que aaaadava aupprr o 5*.
Ora vendo enaate eseleteio revntava oencer-
raaento aem umpeotosoo, coa quanto b*o esti vase
dispasto a fallar pata seganda vez na diacusso da
art. 2 > do orcaooeoto, gu*rdando-me para tazer
canaideracoes geraea par occaaiao da tere ira da
csalo, depaia que a nobre commiaao assurainlo
tribuaa tivease dito qual o aeu modo de pentar,
eu me vi abrigado a tomar a palavra por cauaa do
silencio que reiu ivaem ambas as columnas quando
se aauuneiava do throno o eacarrauento da inesma
diacnaaio.
Urna vas porm qne torasi a palavra.para'Jiaentir
o art. 5 terei algutnaa caasideracoss a apresentar
oerca de diversas emendas que foram hontera
remettidas moza, em as quaes se acha o n >mr de
un ou do oulro raumbro da commiaao d* oreamento.
Agnardar-me hei, todava para depoia de ouvir
a defeza d'eataa emmendas, quedevem naturalmen-
teser aprecia las por qualquer dos sena aignatarios,
representando sempre um dos elementos de torca
e de vida d'esta cas, asina como o nobr^ relator
da commissao ou o 8eu collega de coinmiaao signa-
to de vitaliciedade, o direito garantido pula lei, c
o mesmo, qaer o pwfeseor sej a primario, quer seja
secundario. .
O direito de vitaliciedade deve aer garantido
tinto na 2 ontrancia como na 1 e por ato nao foi
feliz a commissao quando auapeodeu o iutornato, e
com elle fes deaapparecer cadeiras que ae ]ulga
rara iudiapensavos para o completo da eJueaco
superior.
E' possivel que a provincia por aua coniicao
uo posa comportar as deapezaa ame f>>z aetoal-
nte ooan a educaoio de seus filhos, parque ella
_ ssa asmada, que deve desorgxnisar o
eatabateaido para ter h indispeamavel
que julga neeeaaaria para o completo de roas des-
pezas, ario; antros atetas poderiam ser aconselh*-
des pela commisaa eqae ttingmam a este re-
auLado seno tanto como era para deaejar pop
parte da commissao, mas o seria dentro de um pe-
riodo depois do qual se poda estabelecer o equi-
lioro da i-escita, desde que sabemos que o servico
da provincia, foi alterado em virtude da d-miuui-
co de suas rendas par sircumstaneias indepen-
dentea da vontade desta assembla ou por dimi-
nuicio da exaortacio de productos sobre os quaea
r.cahe a imposiclo e da qual se esperava a som
ma necessaria para fuer o equilibrio da despesa,
ou porque, por forca de urna cuodicao especial,
desappareceu rpidamente da verba de receita,uaia
daa diapoaico?a cara que contava a provincia para
occorrer as euaa deapezaa.
J|D'ahi nao se segu que o nico recurso que ti-
vesae a commisaao foa8e dcaorganisar o servico
para trazer a economa feita com a auppreaao do
mesmo servica; as diversas medidas tinba a
commisaao para chegar a este resultado: ou de-
terminando que uenhum dos lugares das teparti-
t irios lambsm das inesma* emnaendas, par eu ces publicas", fosaera preenchidos quando vagas-
rir ntao tribuna fizer um questionano acerca I sem, e fosae o seu servico feito ou repetido por
d'ellas ; e talvez darei um poueo maia de a nplitu
de A diaeuasao, pirque militas d'eataa eineadas
se prestam fcilmente a um questionario cretuosa,
mrmente teudo par signatarios os membros da
conimisaao do ornamento. (Apoiados).
Entendo que 8S. Esc." nao deixaraa encer-
rar o artigo no qual 8e pede a deaorganiaacao do
servico do Intarnat) do (}ymna8o Pernambucano.
Eu me limittardi a estaa lig-iras consid-rac-s
e voltarei anda ao artigo se tS. Esc aa quizerem
deixar em silencio a votacao do mesmo artigo
contra o que estava previsto e esperado com a
aprt aentacao da emenda dos meus nobrea amigos
que pediam a auppressao d'eate artigo.
N'aa devo acreditar que rasoes fortes, firmadas
em urna estatistica que prove qu>: aquelle estabe-
lecimento longe de" ter produsido Provincia
resultados favoraveis ten ha urna negativa, possao
aquelle* que ae oceuptm a m.-sma reparticao ; ou
prohibindo que por vagar* ou marte fossem preen-
chidos lugares que podessem 82r dispensadtia no
organismo das.diversas repartic's, uu porque do
conjuneto deaaas medidas padesse a commissio,
nao na periodo que deaejava, mas n'um periodo
superior conaeguir aeu resultado, teria ella outroa
meios a laucar rno, dos quaea poderia resaltar
economa senao tantas q'iautaa eram necesaari ia
paia tazer tace as despezas que a commissilo en-
tende que deve fazer, ou porque tomando ella o
lado oppasta a auppressao dos lugares reconhe-
cesse que taes medidas, alm de preju liciaes a
marcha e direccao dos eatabelecimentos, era intei-
ramente odiosa, porque se diriga a individuos de-
terminados que se viam feridos em seus direitoa.
Me parece que teria a commisaao ndalo milito
bem aceitando medidaa, que nao trazendo a des-
servir de baae illuatre comiaaSo qu3 propoz a | organisaco do servico, trauxesse n'um periodo
suppressao do luternato Pernaubucano. io devo
acreditar qae o rgimen d'aqu dle es-.abelecimento
que pode ser alterado, sena.) bam, tambera tenha
sido o motivo porque SS. Esc.* propunhatn a
suppresaaod'este Intrnate
Portanto, se da sua organisaco se eonclue que
os fins a que tem sido destinado aquelle esubele-
cimento, nao tm chegado a produzir os resuitados
que eram de esperar, faeil tirar urna coucljso
de que a reforma deste regulamento, alterando o
repimen interno administrativo e econmico d'a-
nelle eatabelecimento, melhorando a forma da sua
administracio ou direccao, procurando econamiaa
no modo de dirigir a parte econmica do eatabele-
cimento, imprimindo severidade na maneira de
fazer com qu2 a educaba interna aa regule da
modo a trarer o fin des-jado, satisfar perfeita-
mente a eommisso e ella estara em seu direito
aposentando urna autorisacao 4 presidencia da
provincia com as bases que devera servir de re-
forma a este redimen (apartes). Mas em caso al-
gu"n isso seria raza; para d'ella tirar vantagem, e
propora suppresso a Ilustre commiasao, (apartes).
Portanto, procurando encadear as minhas ideas
e tomar o ponto de partida, do qual podeaae acei-
tar a c jnelusa i da nobre comaisaao, a neeesaida
de da suppreasao d -ate iuternato, eu nao eacantro
eenao a batida chapa, a falta de meios di provin-
cia, a necessidade do recursos para as suaa dea-
pezas e a convenienjia de paupar a provincia des-
peana que nao pode supporur, ist > quando su tra-
ta de mtteria tilo importante, como aquella que
regula a educaco da macidade, quando se trata
de materia to imprtante, como aquella que
presta auxilio aos tilhos dos bsuemeruos da pro-
vincia, aos iis'inctoa entre oa seua cancid-idoa,
mas baldos de recursos.
... n-i chegana a aceitar o extingair-se aquel
W estabeleeimento, nico recurso que tem os aer-
vtdona do eetado, para dar educacSo aos seua fi
lhoa. A'nia que esta Asaomul* tivesae de pedir
a eatranhas fontus oa meios para sustentar aquel-
le cstabeleeimenSo, era aeu duvida prefenvel do
que fazer desapparecer do seio deata cidade o ea-
tabelecimenta a >nde a e exclusivamente oa pobres
pad&m receber urna edncaco regular a custa da
provincia, ou a pnco muito mdico.
O Sr. Gomes Prente.\ssim nao haveria di-
nheiro quo ebegisse ; nem Oonstituicio prom-;t
teu isto.
O Sr. Prxedes Pitonga Eu penao, Sr. presi-
dente, qu* o nobre deputado, Ilustrado coma ,
nao troncara em filao na conteataco de um prin-
cipio o|ue pode ser couiprovad > em vista da lei. Eu
quero dar como verdadeiro o principio apresen-
tado por S. Exc. de que a provincia s -e com-
prometteu, na organisaco do Gyinnaaio, a dar
aos pobrea educaco primaria.
Mas & racione parece que isso nao se firma em
bom direito, p-tree nao ter o cunho da verdad.-; a
provincia fundando um estabelecimento de educa-
cao primara e secundaria, toinasse o compromis-
so somente de dar aos filhos dos pobres a educa
cao primaria, porque seria atirar a este* as miga-
Ibas de sua m sa, seria dar aos neceaaitados os
restos do seu proveita
E a esmol i longe de ser aceito pela oeiariarie,
longe de ser bavaia par aquellos que tiveram a
grandiosa idea de derramar a instrucci, seria
despresada e at repelada, pirque aquelles que
atir :m as ra ^ i )i .-. i a i: 83ir*dos,
nao eamraette.in un acta digno d; louvor, um ect>
de justiea.
E .ii puso portanto )ue S. Exc. se nl> treme-a
m falsa, na> asta noDto cerr. de que nao era sai
um eollegio de eduaac/io superior O lugar mais
apro.jriado. or se offtreeer aos meninas pobrea a
e-iucacila primaria.
O 8r. (i m s Par-eutDiga qu" a provincia nao
obrigi'ia a dar edueacHo aecuudaria aia pobres.
O Ssr. i'iax'-des PitangaV. Exc Uanaforma
sea penaamento ou maui esta-o de modo que eu
nao o posso comprehender
O Br. Gomes PrentePoia elle clariasimo.
O Sr. Prxedes Piutnga Que a provincia tem
brigacuo de dar educavo primaria a todoa na
seas filhos, urna cousa de que se nao precisa f .-
ser alarde, nem vem ao caso para coinprovar as
minhas allegaces.
Mas a provincia, Sr. presidente, assim com >
ferneae aos filbos de seas concidadaas, dos seus
servidores a ecuchco primaria, tambem por urna
le se obrigou a dar ao* filhos dos pobres a educa-
cao secundaria, quando organisou o Gvmuaaio
Pernambacano e creou um intrnate, determiuan-
do-se o numero de alumnos para ser saecorrido
pela provincia.
A obrigacao aqu se assenta em leis diSerentes,
tem por causa motivas diversos.
Se a provincia reoonhece que todo o seu filho
rico oa pobre tem direito a educacao gratuita for-
necida nts escolas publicas, a provincia tambera
creando o Gjmnasio Pernarabucano, marcando um
certo numero de alumnos para seren educados all,
reoonhece que aquelles que provara as condicoea
determinadas no regulamento para a admisso de
meninos p /brea, o lazem com o mesmo direito com
qae elles recebem as escolas publicas a educacao
gratuita
O direito um s, a forma que pode ser di-
versa.
Assim o individuo tem direito, deade que a pro-
vincia se obriga a fornecer gratuitamente educa
e&o aos pobrea, a aquellea que preenchem as con
dicoea eetabelecidaa n > regulamento, de fazer ad
mittir o seu dlho, com o mesmo direito com que
pode fazel o admittir as escolas publicas.
Portento a tneama razio qae se d para que o
governc nao de va snpprimir as escolas publicas
para qne de sua aappreasCo provenbam fontes de
rendas para occorrer-ae a deapezaa outraa, com a
meama boa ra/3-i, nao deve a provincia snpprimir
o intrnate do Gjmnasio Pernambacano io qaal
tambem receoe educacao um numero determinado
rie alumnoa, para dah tirar-sa tonte do receita.
Os servidores do estado que por forca de ama lei
adquirirn) o direito de preeneberem a saa mis
sao pila forma estabelecida na meama le, nao tem
Menos direito de que aquelles que exercem os lu
pu-es de prufessores de primeiraa letras, enbora
nem todos aejara vitalicios; as meamaa condicoes
nao aio vitalicios os prufessores de instraccao su-
perior, qae por concurso oa nomeaco occapam es-.
ses lagares no Grmnasio Pernambacano ; o direi-
mais longo a economa desejada
Pens que nao teve fundamento a commiasao
quando entendeu que o meio maia seguro, mais
certo, era nao a a deaorganisacao do servico, como
a suppreaaao de diversoa lugires.
Espero, portante, que a coinmiasa veaha dizer
o parque nao aceit>u urna outra medida, da qu^l
reault-.aae as vntaens neeessarias, seno ao
equilibrio completo das despezas, ao menos a apre-
sentacao do orcamento cara um dficit menor da
que tem havido em todos os ornamentos ar.terio-
rea, e porque preferio easa medida, que de for-
ma odiosa, como a mais conveniente para o preea-
chimento de sua indisacao.
Eu estou certo que a coramissao, Ilustrada
como tendo estadado perfeitamente as diversas
phaaes, o modo diverso porque devem ser encara-
dos todos o> argumenios que contra ella tm sido
dirigidos, estar com razio bastante para justificar
e dizer que outro nao podia ser o meio para con-
seguir sea resultado, senao aquelle indicado no
I5'-
Assim, pois, aguardo o resaltado da comraissao
e prometto voltar tribuna se as razoes presen-
tadas por S. Ese. nao calarcm no meu espirito,
porque nao quero que pa8ae eate artigo sem um
protesto vigoroso por parte da opposiclo de quera
eu taca a mais fraca e limitada parte (aio apoia-
dos), como defensor do direito d'aquelles que no?
mu bram a este recinto.
VozesMaito bem, muito bem.
O Sr. ornea PrenseSr. presidente, o
artiga do projecto que ae acha em diaeuasao urna
conaeqaencia natural do 9 do art. 2, j appro
vado.
Ab a commiasao do orcamento propoz e a As-
sembla aceitou a idea da extineca do intrnate
do Gyranasio, palo que este artigo s tem razao
de ser pela approvacio do 9 do art. 2, j ci-
tado.
Se a Assembla tivesse rejeitada aquella dspo-
sicae nao havia razao de ser para o artigo um dis-
cussio.
Um* vozPode rejeital-o.
O Sr. Gomes Pareute Perde ; s na 3 dis
cuas) se poder rejeitar o que tiver sido appro-
vado na 2 ; assim o art 5 sendo a conaequencia
natural de ontra disposico do projecto, j4 appro-
vada, deve ser manrido.
O que se faz nesta dispoaicio providenciar a
respeito da regedoria do eiternato do Gymuasio,
que contina como at arrora.
O regedor ser4 um professor do establecimento
mediante urna ratificici de 500*000, como era
aitigameute o modesto estabelecimento de instruc-
ca superior que a provincia mantinha.
Sou inimigo, Sr. preaidente, daa apparatoaaa ex
terioridades ; desde que se extingue o internata
do Gjmnasio, nao ha necessidade de um regedor
cara ordenado superior a 3:0iK). (Apartes).
Digo que senao fosse essa providencia poder-
se hi i dispensar o art. 5, porque com relucao a
extncca o do int-rnato idea vencida.
Se Assembla entender que na i conveniente a
extineco d'aquelle internato na 3* discussao da
pioieeto pndera revogar o 9, j appravado.
R -jeitado o art. 5, a consequeneia ser que fica
extiucto o internato ; mas o extrnate continuar
a ter um regedor com ordenado proprio, sem van-
tagem alguma.
O extrnala poder ter como regedor nm lente,
que perceber par isso urna graticaco eape.iial ;
mas em todo caao muito interior ao ordenado do
regedor actual.
Devo, .Sr. presidente, aproveitar-me da ojcaaiao
paia dar aa razoes pelas quaea a coramissao de
orcamento propoz a extneco do internato do
Gvranasio.
Tenho aido aecuaado como inimigo da inatruc-
ca i as claaaea pabrea, como desorganiaador de ser-
vicia pablic 'S, emfim como amigo Jo obacurantia-
mo e isso porque entendo que se deve acabar com
esse malf idado iitcrnato. que s seive para one-
rar a provincia com urna grande deapeza.
Hiio temos o direito de maater urna iustiiuieio
qne produz resultados negativos ; nao posso ser
aecusido c >mo inimigo da ustrucco,; mas devo
zelai os dinheiros pblicos.
Sr. presidente, aa razoes pelas quaes a commis-
aao propoz a extinecao do internato do Gymnaaio,
eato na conaciencia publica; constara igualmente
de documentoa officiaes, dos relatorios dos presi-
dentes da provincia e do director da instrueco
punlica. (Apartes).
Ha muito terapa, Sr. preaidente, que se clama
contra o Gyranaaio ; par toda a part ae diz que
eaaa instituicio est desvirtaia, que nao satisfaz
aeua fina, nao tendo at hoja habilitado uu. t
alumno.
A deamoralisacao tem chegado a um panto tnl,
que me parece que a urna medida radical paderi
aproveitar.
(Ha diveraoa apartes).
Nao duvido que pise erradamente; maa easa
inrituico est arruinada, nao se pie manter,
um Borvedouro de dinbeiro em pura perda.
No relatorio com que o Sr. desembargador Cha-
v-s ptasov a adminiatracao se l o seeuinte:
Em vista do estado pouco lisongeiro daa fi-
nanzas da provincia declarei ao reged t do Gjm-
nasio qu-1 nao preeneberia as vagas qae houvessem
na occaaiao ou que occorreasem ulteriormente de
alumnoa gratuitos oa pensionistas da provincia.
Eaia verba de pensionistas da provincia tem
eres -ido de forma tal qae, de 30 qae eram em 1880
ehegou rpidamente a M no anno pasaado.
Despende a pnvincia com esaes alumnos cerca
de 23:0002, alm dos 10 gratuitos que o estabele-
cimento obrigado a manter.
Entretanto o presidente da provincia, o agente
do poder executivo, qoem nos d o exetnplo de
economa, deixando de usar das autorisaces que
Ihe aio dadas para admisso de alumnos pensio-
nistas no Gyninaaio.
O Sr. Prxedes PitongaE' por qoe o numwo
eslava preeachida.
O Sr. Sames PrenteNio, senhor, nao estava
e existem rauitos vagas.
O Rr. Prxedes Pitonga Posso asseverar que
estova.
O rir. Gomes PrenteE en assevero o contra-
rio, firmado no officio do desembargador Chaves,
Domis, Sr. presidente, a esse respeito informa i
o ex-presdente conselheiro Coata Pereira em seu
relatorio o seguate :
O numero de alumnos-pensionistas soffreu j
reduccSa, nao interior a 21, ros meses de Janeiro
e Fevereiro prximamente decorridos, e espero que
novas e criteriosas eliminacea por mim recora
meodadas oom insistencia, se rao realisando, como
de ra-o e exige o estado financeiro da provin-
cia. *
J v a casa que tinba razao para dizer qne os
presidentes se mostrara maia zelosos pelos interes-
a es da provincia do que seos representantes.
O bk. Psauries Piunga d um aparte.
t> Hr. Gomes PrenteMaa o Sr. deaembarga-
dar Gbavea nao ae limitou providencia referida
com inciaaio mi admisso de alumnos pensio-
nistas;, lago dspais d'aquella ordem expedio outra
assian asK-ebsda :
Destaro a V. S. que nao pode ser provsao o lu-
gar rie raordoaao deste instituto,que vagou peto fal-
lecimento de Antonio C.G. de Almeida, (emquanto
durar o estado deficieute daa rendas publicas, a
Attenda-se bem qne o presidente da provincia
nao quiz prover um lugar creado por lei...
O Sr. Prxedes PitongaE d'ahi concluio o no-
bre deputado que devia supprimir o intrnate !
C'(Ila outroa aparti).
O Sr. Gomes PrenteO qne concluo que nao
se deve gastar intilmente...
O Sr. Prxedes Pitonga d um aparte.
O Sr. Goraea PrenteTenha paciencia o nobre
deputado ; quero provar qae nao sou obscurantista
e que se propuz a extincco do internato fil-o em
virtude de documentos officiaes, e pelo conheci
ment que tenho do instituto.
A respeito do Gvmnasia o Sr. Costa Pereira ac-
ereaceato anda no aeu relatorio :
Foi o Gjmnasio instituir') qne teve sua po-
ca de notavel prosperidade. Nao somonte de todos
os pontos da provincia, maa anda dae mais viai-
uhas, affluiam alumnos, procurando a educacao e
ensina, que all ae liberulisava uom acurado rgi-
men.
Decahio, porm, menos por dfcito de argani-
aacao, do que pelas causas que sobre este objecte
ger a linate actuam no Imperio.
tforam porventura as mesm3s qae proiuziram
a decadencia do collegio de Pedro II, antigo foco
de luz, deve que o Brasil nao pequea parte daa
auas aetuaes notabilidades na pilitica,*na magia-
trutura, no magisterio e no foro.
Ora, Sr. preaidente, manifestando sp o presiden-
te da provincia por este modo a respaito de um
instituto de iiistruecao secundaria, que deapende
quaai lOJrOOOi. lntando a provincia com grandea
dficit, entend que proceda com acert extin-
guiudo o intrnate de Gjmnasio.
O Sr. Prxedes PitaugaPeusou mal.
O Sr Gomes PrenteNao duvido; mas ainda
ha dous dias li no Diario, um artigo escripto por
pessaa d'aquelle estabelecimento, que coufirmou
mais n juiza que faco d'aquelle inatituto.
Ahi se diz que as aulas nao sao frecuentadas,
inautcndo, entretanto a provincia 51 alumnos pen-
siouistas, alm doa gratuitos, e isso porque na se
executa o regulamento interno.
O Sr. Prxedes PitangaCom as palav.-as do
articulista demonstro o contrario. Quan lo muito o
n.'bre deputado pode dizer que o articulista pede a
reforma do Gjmnasio, mas nunca a sua extinecao.
O Sr. Gomes Prente Quinto a mim esse ar-
tigo demonstra a decadencia do instituto, par iaso
qae as aulas na gao trequentadas, nao se executa
a lei, nao ha ordera, nao 0a rgimen, e ha comple-
ta-ausencia de alumnos internos.
Nestos candicoes entend, que devia propor a
extinecao d> internato; pens que usei de ura di-
reito.
O Sr. Prxedes PitongaComo relatar da cora-
missao de orcamento.
O Sr Gomes PrenteNao precisava ser relator
da commisso de orcamuuto para fazer essa pro-
pasta.
O Sr. Prxedes PitongaMas na caso V. Exc.
O fez como relator da cammisso.
O Sr. Gomes Prente Gamo memoro da com -
misso de orcamento proptsz a eloninaco da ver-
ba de 23:000 destinada aos pensionistas, bem co-
mo a que relativa aos embregados do internato ;
seno fosse memoro da commisaao proporia essa
meama medida, poia considero esse estabelecimen-
tj perfeitamente intil e prejudicial.
Independente mesmo do estado financeiro da
provincia, esse instituto nao poderia continuar.
Nao se devo gastar intilmente, ainda mesmo que
se aeja rico.
Se a provincia nao lutasse com dficits, que a
obrigam a contrahir dividas e augmentar a verba
de jaros de peas ttulos, deveriamos diminuir os
impostes, e nao manter inatituioCa arruinadas e
impre8taveis.
Nem ha razo, Sr. preaidente, para essa cruza-
da que ae tem levantado contra a commisaao de
orcamento por ter tido a pretenco de fazer econo-
mas.
Se for extincto o internato permanecer e exter
nato com oa aeus aetuaes professores que, em hon-
ra sua, digo nao existem melhores.
Ah estudaro os meninos pabres, que nao podo-
rem ou nao quizerem frequentar os collegios par-
ticulares.
Sr. presidente, nao quero mais fatigar os colle-
gas que tem tido paciencia de oavir-tne.
Mas, seja-me permittido urna observaco em res-
posta ao nobre deputa.'opelo 12* districto, na par-
te em quo procurou de-nonstrar que, no projecto
de oicament nao se podia extinguir o internato do
Gjmnasio, qu-i havia sido creado par lei especial.
S. Exc. procurou firmar aua doutrina em um
trecho do relatorio do actual ministro da fazeuda,
que diz :
Nao est as faculdades do governo dispen-
sar servicos creados por lei, nem rasoavel cor-
tar n'um dia o que se creou e se desenvolveu com
o tempo.
De aceordo. O poder executivo nao pie dis-
pensar servicos creados par lei; mas a Assembla
poder legislativo e os pode dispensar ou em 1 is
especiaes ou na lei do orcamento.
Sr. presidente, j dei as razoes que tive para
piopor a excincelo do intrnate do Gjmnasio; a
Assembia resolver como tor maia acertado.
Ninguem mais pedlndo a palavra, encerrada a
discussao, ficando adiada a votaco.
Passa-se i
2 FABTE OA ORDEM DO DIA
Entra em discussao o art. 1' do projecto n. 54
deste anno (orcamento municipal).
< Sr. Ralis e SilvaVou clamar no de-
serto, Sr. preaidente, vejo as bancadas quaai que
vasias ; conheco que a hora est adiantada, c que
os nobres deputadus se ach .m fatigados ; todava
vou fazer, Sr. presidente, algumas consideracoes a
respeito do oicamento municipal que se discute, per-
ante quilles que se aeham presentes, e me qui-
sereas honrar com sua attenco.
Sr presidente, com bastante desagrado meu,
mesmo com invencivel acanbamento, que venho
tribuna par offerecer considerares ao projecto
de orcamonto municipal, que ora se discute, e para
justificar as diversas em -ndas, que mandei mesa
referentes ao art. 1." do mesmo projecto de orca-
mento municipal; e, Sr. presidente, s o faco por
amor ao inmprimento do meu dever ; porque ahito
sincera e profundamente nao poder acompaohsr os
nobres diputados membros da commisaao de orca-
mento municipal, doa quaea sou alias amigo e ami-
gi duplamente, amigo porque admiro as excellentes
qualiJadea qae oraam a cada um dos nobres depu-
tados, que compoem essa commiasao, e ainda amigo
porque tenho a honra de commungar com Sa. Excs.
na meama mesa poltica.
Por iaso, repite, aiato sincera e profundamente
nao poder aceitar e votar pelo,seu trabalho tal
qual se acha elaborado.
Inspirado nos mesmoa sentimentos de patriotis-
mo, que reconheco na nobre e llustrada commis-
so de orcamento municipal, eu estava diaposto a
votar por elle, tal qual sahisse de auas mo ; maa,
Sr. presidente, depoia de publicado no jornal da
casa esse trabalho, e tendo-o lido e estudado, con-
fosso que nao fiquei satisfeito; desde logo recuei,
e tomei a resolucao de nao aceitar tal qnal se acha
elle confeccionado.
Portante, peco nobre e i listeada commissao
permiaao para externar com toda a franqueza e
liberdade o meu pensamento, esperando que nu
vejam os meus nobres collegas as minhas pala-
vras a mais leve offensa; nao, porque nao tenho
tal intenco, e sou amigo dos nobres deputados,
como declarei. Se porm, alguma expreaao sar
mal aos ouvidoa dos nobres deputados, peco-Ibes
que nao a teraem como offenva, mas sim como
expresses, que involuntariamente escapam ao ora-
dor no correr do discurso porque sao proferidas
sem tempo para rrflectr.
Feitas estaa dectaraces, Sr. presidente; eu vou
entrar no aasumpto. Eu dase, que estova dispos-
to a acompanhar u nobre commissao, a aceitar o
orcamento municipal votar por elle tal qnal est;
mas, depois de publicado no jornal da casa, depois
de lids e estudado, recuei, mudando de resolucao.
E mudei de resolucao, 8r. presidente, porque pen-
ao qne a nobre commissao de orcamento, na elabo-
rucio do seu trabalho, se distauciou muito dos
principios da justica e equidade, deixando de res -
peitar os direftos adquiridos por aquelles funecio-
nanos pblicos a quem evidentemente prejudcou
e deshumanamente deatitaio com a auppressao dos
seus lugares, todos necessarios.
Um Sr. DeputadoEuto a commissao foi des-
humana.
O Sr. Katis e SilvaSendo que desees empre-
gados, Sr. presidente, ha at quem coate 20 sanos
de servicas.
A cntros a nobre commiasao redusio os venci-
meotos, com manifiesto injustica relativa, sato eu
mostaarei mais tarde, sendo qne a outres cooservou
intactos.
A. nobre coramissao, Sr. presidente, levada, sera
duvida, pelo deaejo, alias maito louvavel, rio equi-
librar o orcamento municipal, que tambera ae acha
em estado anormal, eaqaeceu tado, nao attendeu a
couaa alguma e smente iaspirou-se na ida* seduc-
tora de urna economa mal entendida. Economa
mal enteudida certomente, Sr. preaidente, porque a
verdadeira economa nao consiste em nao gastar,
ou em gastar pauco, e sim, Sr. presidente, consiete
em saber gastar, era gastar com proveito, em gas-
tar productivamente. A nobre commiaao, Sr. pre
ssritult, ha de peirait'.ir-me que co assim me ex-
prima. Eu nao desejo o'ander de modo algum a
quem quer que aeja, mas apenas explicar o meu
penaamento.
O Sr. iteiro BarrosV. Exc. poda fallar com
toda a franqueza.
O 8r, Ratia e SilvaA nobre commiaao, Sr.
preaidente, foi alm ; fez maia a nobre commiasao
aem querer, sem iutenca > (eu o ureio), promaveu o
enfraquecimento, e aniquilamento mesmo, do ele-
mento municipal, de que depende essencia'mente
a vida da provincia, a sua grandeza, a sua pros-
peridade.
Sr. presidente, o fim da Aasemb'.a Provincial,
isto o fim para que ut nos reunimos aqu, na -
outro, seno para promover o engrandecimenta o
progresso da provincia e sua prosperidade. Maa,
Sr. presidente, a provincia nao pode engrandecer
se, nao pode timar incremento, nao pode prosperar,
aera o conuuiao, sem o auxilio poderoso, sem a for-
?a do elemento municipal, parque a instituidaj
municipal um doa principios orgauisadores, o
fu id amento daa sociedades polticas, o elementa
municipil e8seucialnie.ilc necessario para urna
boa organisaco aoeial, priaetpasanate no systeraa
monarchico representativo que adoptamos, e em
que vivemos. Procurar, pois, Sr. presidente, desen-
volver e robustecer tedas as instituices adopta-
das pela nossa constituira dever d'csta Assem-
bla.
Procurarei, Sr. presidente, desenvolvere provar
o meu pensamento. mas para fazel-o de modo com-
pleto tenho necessidade de tancar urna visto re-
trospectiva sobre a origem e antiguidade, e impor-
tancia daa cmaras municipacs nos lampos i doa.
A inatituico municipal, Sr. presiJeute, que o
principio e fuudiineuto da socieiade palitica, vera
de eras muito rematas, vem desde os prim-Mros
sssapasi
A institoica municipal lato desdo Roma, por-
que f ai ahi que aurgio primeiro a luz do direito e
da -irte de governar.
Quando ae tratou de libertar o paz, a certas
eidadea, que cahiara no dominio da conquista, per
inittiara oa romanos o direito de nnmear magia-
Iradas e de concorrer aos cargis publicoa igual-
DWnte com oa ciJalaos. A isso cbitnou-se rw>ni-
cipium, palavra derivada de n.ituii capere.
Era cita a t ir.nula conaa'rada na antiga j iris-
ncia part exprimir aquella especie de in-
vestidura. D'ahi nasceu a organiaa^i munici-
pal, que, generalisando-se, tomou-ae cora o tempo.
na scciedaJe romana, um dos mais pod rosos ele-
mentos de ana granieza, cumor em quaai todos
os paizes da Europa e da America, em uns sob a
denominaca de municipio, em outroa sob a de
comrauna.
Se remontormo-nos aos primeiros tempos o des-
cobrimonto do Brasil, vamos acbar que a munici-
pali lade teve origem no principio de sua colonisa-
aio, porque o rei D. Joao III conceden a diversos
dona'arios, sem prejuizo dos cofres pblicos, que
se chamavam ento erario real, a linha inteira do
sen littoral com fundos para o centro e poderes
illimitadoa para o povoarein sua custa e esta-
belecerera all oa primeiros ncleos da gover-
nanca.
No aeervo dos poderes, que tinbam oa donata-
rios, vinha a expresas faculdade de crearem vil-
las, e debaixo de sua immediata inspeeco tazerem
eleger os membros do conselho. D'aqui datou a
instituico municipal do B asi!.
Nos tempos co-aniaes as cmaras municipaes se
rejrulavam pe legialaco portugueza, e tnham
a in-sma importancia, goza vara dos meamos privi-
legios e prersgativaa, que tinbam aa cmaras rau-
nieipaea das eidadea do Porto o Lisboa.
Depois da independencia do Brasil, pnrm, veio
a le do 1.- de Outnbro de 1828 reformar essa in-
stituidlo, dando lbe ampias e extensas attribui-
coca. Asaim, eitovam sob sna alcads a inspeceo
directo das praea civis e eccleaiasticas, a in-
atrncoo publica primaria, a educacao, o deatino
doa orphaos pobres, os espectculos paolicoa, oa
meios de prover e manter a seguranca, tranquilli-
dade e commodidade dos municipea, e outraa
multas attribuicoes, consignadas nos arts. 66 a 73
da mesina lei
(Jom o andar dos tempoo, porm, as cmaras
municipaes toram-se esquecendo e despiezando
suas prerogativas e privilegios, e al n disto foram
de pouco a pouco sendo usurpadas algumas das
suas mais importantes attribuicoes, de modo que
boje ellas nada valem, nada significsm, perderam
sua autonoma, e acham-se reduzidas a meras
chancellaras do poder administrativo, sendo en-
tretanto corporacoes muito reapeitaveis, e consi-
deradas sempre um elemento de ordem e de liber-
dade publica, e as maia habilitadas para conhece-
rem e proverem os raelharamantos de que necesai -
tam as localidades do sen municipio.
Portante, Sr. presidente, tornar a aeco deasas
corporacoes mais activa e efticaz, como requerem
aa neceaaidadea sempre croscentes da administra-
cao e polica das espitaes, cidades e viliaa, urna
das medidas que mais se recommendam e devem
prender nossa attenco, porqu-, Sr. presidente,
Vivier. um dos mais graves expositores do direi-
to administrativo, disse oseguinte : C'estdans
la commune que naissent lea ptemiera aeuti-
c menta, qui attachent les homm-s au sol natal. >
E um historiador austero, Alexandre Herculano,
na historia de Portugal, se exprimi tambem
deste modo : O municipio o rehiri doa fo
roa populares, a socieiade forte dos borneas de
trabalho, contra a raanifestaco arbitraria e ab-
soluto do principio de desigualdade e contra a an
nollacao da liberdade das maioriaa. E por isto,
Sr. preaidente, que a8 camaria municipaes foram
sempre nm elemento de ordem e prosperidade para
os munieipios.
sr. presidente, muitas e relevautes servicos
prestarsm as cmaras municipaes, e muito se lhes
deve pelo que fizeram quando tinham a plenitude
de auas attribuicoea, entre ellaa especialmente a
Cmara Municipal do Rio de Janeiro, da qual re-
fsrirei alguna tactos, de quo me record, por se-
rem mais importantes e uotaveis. l-'oi ella, Sr.
preaidente, que pedio ao principe D. Pedro, pai
do nossa monarcha, que se nao rmbarcasse na fra-
gata Um&o, que devia transportal-o Lisboa em
virtude de ordena viudas de i ; foi ella que, no
dia 4 de Janeiro de 1812, pedio a execuco de
urna lei de liberdade de mprenaa ; foi ella que,
no dia 9 do mesmo, supplicou ao principe que nao
deixasse o Brasil, pedindo assim a munarchia in-
dt-pendente da metropole. Neasa occaaiao ouvio
o principe com toda a attenco a falla do presi-
dente da Cmara Municipal do Rio de Jaueiro, e
depois de urna resp ta ambigua, qae nao agra-
dou, concluio a m as seguintes palavraa: Coma
para bem de todos e felicidade geral da naci,
estou prompto ; diga ao povo que fica. E des
t'arte, desobedecendo o principe a ordena das
cortes, unio-se sos brasileiros e preparou a inde-
pendencia do Brasil ; pelo que a Cmara Muni-
cipal do Rio de Janeiro, no da 13 de Maio. deu-
lh o ttulo da defensor perpetuo do Brasil, que
elle aceitou com satiaftfo. Ainda fes mais a
Cmara Municipal do Rio de Janeiro. No dia 23
do mesmo mez, ella requeren aD. Pedro a convo-
ca cao de urna assembla de representantes de to-
das as provincias, e no dia 5 de Janeiro de 182
pedio ao Imperador que marcassa dia e hora para
ser jurada a Constituico do imperio.
Poia bem, Sr. preaidente, em remuneraco des-
tes, e outroa relevantes servicos anteriormente
prestados, teve a Cmara Municipal do Rio de
Janeiro o titulo de-^Leal, deu-se-lhe o trata-
mento deIlluatrisaiiua e Senhoria outras pre-
rogativaa, que foram ostensivas s outras cama-
ras municipaes.
Aa cmaras municipaes, pois, goaaram outr'ora
da maior importancia.
E' assim que ellas nomearam governadores in-
terinos, c tomavam o governo da praca, cmo
acontecen a 8 de Fevereiro de 1661 e 11 da Abril
do mesmo anno. E tal era o seu prestigio, im-
portancia c poder, que at impunhasi a-us ag-
gravos.
_ Assim, por ex-mplo, em um trecho da carta re-
gia de D. AfFunso III, dirigida ao alcaide, e con-
selho de Lisboa, temos o seguinte : Disseram-
ms que vos aggravais de ter eu mandado fazer
um dia de feira todas as semanas as minhas ca-
sas contigus8 alcacova, desta villa, exig ndo
renda por ellaa. Tinba entendido que isso era
proveito meu, e vosso ; mas, ama vez que vos ag-
gravais, c nao entendis que vos seja til, ordeno
que nao se faca mais a dita feira as minhas ca-
sas, e fa res d'ora avante o mercada onde julgar-
dea mais conveniente.
Eis aqui, Sr. presidente, coran outr'ora erara im-
portantes e consideradas aa cmaras municipaes ;
c mo ellas concorriam para o bem e engrandec-
ment da prsviucia, e especialmente do seu muni-
cipio.
Feitas estas consideracoes geraes. qae nao ti-
verara outro fim seno provar a proposico que
aventure; passari agora a justificar as emendas
que mandei mes4, e o farei ordinalmente.
A primeira emenda que mandei tem o u. 35, que
diz :
Ao n. 2 do 2. Contadura. Aceresceute ae no
fim : arado conservadas os lanzadores, fazendo-ae
urna redueco em seus vencimentos de 200 ca-
da um.
O plano da camin sao de orcamento, Sr. presi-
dente, se revela pela suppreasao de lugares e pela
redueco dos vencimenos de empregadoa na ra-
zao de '200 eada um.
E' assim que, quaudo se trata da contadoria, a
nobre co nmisso tira ao contador a quantia de
200tf, o qual, outr'ora traba 3:200/., assim como
tambem a nobre e Ilustrada commissao entendeu
que devia supprimir os lanzadores.
Sr. presidente, preciso nao conhneer o tnecli i-
nisina da '.'amara Municipal do Reeif ; preciso
nao ter a experiencia de 10 anuos, on> eu tive,
que alli serv como einpregado dalla, para sab^r
quanto sao necessarios os lanzadores para a boa
ari-'-odacilo da municipaiidade.
A contadoria, Sr. presidente, consta do chete de
s ceo, que alias um empregado modelo, e
consta mais de doua amanaenses. Mas na aenio
bastantes os dous araanueusr-s para trazerem em
dia o expediente daquolla seclo, couserva-ae alli
ha rauitos anuos um guara, desloa ido do seu ser-
vi? >, pira coadjuvar os amanuenses na contado-
ra; ora, se esses doua amanuenses na sito suffi-
eientes para o servico, aecdo necessario que se
cbarae de fra um guarda para auxiliar naquella
seceo, com poder a cantadona encarregar-se
de fazer a eollecta, que um servico pesado e ura
servigo externo ? Devem oj empregadoa daquela
seclo abandonal-a pira fzerem usse servido ex
terno? Nao, certamente.
Um Sr. DjputaioFacara os fiscaes.
O Sr. Ratis e SilvaOs fiscaes nao podem fa-
zer esse servico; elles nlo teem obrigacao de fa-
zer a collejta, eo uobre deputado nao me mostra
urna lei pela qual elles isso sejam obngados, por-
quauto este um servico externo que deve ser fei-
11 p ;los empreg*dos da contadoria, oa quaes, na
sendo sufticieutes para se oceuparem do servico
interno da aec^o, foi necessario chamar um gual-
da para auxilial-oa, a6m de que nao sofFresse o
alvino daquela seceo.
Portanto foi com umita necessidade que sa crea
rain esaes doua lanzadores, que nao se pode sup-
1 pritnir sem grande prejuizu do servico publico mu-
nicipal, porque aoa fiscaes nao sobra tempo para
se distrahirem de suas obrigacos, efazerem a cal-
leet t.
(Ha diversos apartes).
Estou fallando com experiencia prspria, coma
quem tem oonbecimcate perfeito desta reputi -
cao. (Apartea).
Eu por nao querer afastar-rae do plano de eco -
noipia da nobre e Ilustrada coramissao de orca-
mento municipal, por attenco a ella foi qae de-
clarei na eme ida que se uzease cada ura (loases
lanzadores urna redueco da quautia de 2004, e
para que nao se ficaaaem elles em melhores candi-
e5ea que oa outroa, qae aoffreram igual reduezo.
O Sr. Gomes PrenteMaa nao existem outroa
empregadoa que tazara ease scrvica?
O Sr. Ratia e SilvaNao, aeahor.
A emenda n. 26. qne a segn la uaa minhas
notas, refere-te 4 porcentagem do procurador.
Sr. presidente, urna queato venha levantar pre
lirainarmente, com relazan porcentagem do pro
curador. Eu nao aei, Sr. presidente, se alguma
lei existe qae autoriae a Assembla Provincial
revogar urna lei geral, eamo a do Io de Outubio
de 1824, que creou e deu organisaco s Cmaras
Municipaes.
A lei de 182S, no seu art. 81. que trata das at-
tribuicoes do procurador, diz o seguinte : (l)
Receber 6 por cento de tudo quanto arreea-
dar; ae eate reodimento, porm, tor eupenor ao
trabalho, a cmara envencionar com o procura-
dor 8obre a gratificicao merecida.
Em vista de to ciara e terminante disposzo,
a porcentagem do procurador se acba determina-
da por lei geral, salvo o caso de convenco com a
cmara, se o rendimento fr superior ao traba-
lho.
A Assembla Provincial nada tem que ver com
ella.
Sr. presidente, de duas urna, ou essa dispoaica
vigora, na nao vigora; se nao vigora, desejarei
que me mostrem a lei geral que a revogou; e se
videra, ento respeitemol-a.
Um Sr. DeputadoEato mande dar 6 por
cento.
(Ha outros apartes).
O Sr. Ratia e SilvaO remedio est na lei; se
achar-se que 6 por cento superior ao rendimento
e ao trabalho do procurador, ento convencione o
cmara com elle sobre o quantum de gratificaca,
como manda a lei.
(Trocamae apartes).
Sr. presidente, nao s nisto que a Assembla
Provincial tem rxorbitado; ella exorbitou em ou-
tras causas a reapeito de que tnais tarde hei de oc-
cupar. quando chegar a occaaiao competent-, co-
mo, por exemplo, tendo a lei de Io de Outubr de
1828 d'-terminado que os emolumentos por certi-
does passadas na cmara pertencam ao secretorio,
a Assembla Provincial aebou-ae competente pa
ra dar esaa verba, como reodimento a Cmara
Municipal.
(Trocara se apartes).
Pens assim e nao quiz deixar de levantar esta
questo ; preliminar, que me parece de toda a
proeed acia ; mas ae a Assemb'i Provincial nao
concorda camigo, vou anda ra strar que a nobre
e llustrada coramissao de orcamento municipal
foi injusta para com o procurador da Cmara
Municipal do tiecife.
Sr. presidente, o procurador da Cmara Muni-
cipal um empregado que exerce tres funecoes,
cada qual mais trabalhadora e importante, sendo
para isto necessario a sua permanencia na repar
tico.
Occupa elle, nao s o lugar de procurad' r da
Cmara como o de thescureir> e o de pagador.
Neatas condicoes v V. Exc. que elle nao tem
tempo para cumpri' oa deveres que tera tora da
repartico e para promover a arrecadacao da ren-
da municipal externamente. Ou ha de eatar na
Cmara para receber e pagar, ou ha de deixar I
curaprir estes deveres para ir promover a arreca-
dazao fora della.
J v V Exc. qae isso um trabalho que elle
por si s nao pade executar, impossivel. Assim
v se obrigado a pagar a sua custa a empregadoa
auxiliares. Pag* a um empregalo que Ihe faz a
arrecadacao no mercado de S. Jos 1:68 l Paga
a outro empregado que se eucirrega do servio
do Matodouro 600$. Paga ainda a outro empe-
gado para tirar as guias dos enteTamentos 400.
O Sr. Reg BarrosQue bom emprego qae d
para tauta cousa.
O Sr Ratis e Silva De modo que dos seua
vencimentos elle diapende 2:68''.
O Sr. Reg BarrosE da-se por muito satis-
feito.
O Sr. Ratis e Silva Elle na ganha o que pen-
sa o nobre deputado. O nobre deputado faz a afla-
ta de 6 contos quatrocentoa e tantoa mil ria que
lhes do os 2 /, miroadoa na lei orzameotaria de
1884 a 1885 deluzidos da renda liquida desse
exercicio na importancia do 321:840J056. Mas
desses 6:000$ que lhes resultam d'essa arrecada-
cao dispende elle 3:800$ para pagar a esses em-
pregadoa seus. J v por tente a Assembla, j
v V. Sxc. que a porcentagem de 2 1/2 % aio
excessiva, nao paga o trabalho que tem ease em
pregado. E pode o nobre deputadj ticar certo de
que com 2 % smeote, ninguem querer exercer
aquelle cargo.
O Sr. Reg BarrosAhi que est o engao de
V. xc
O Sr, Ratis e SilvaAinda mais, Sr. presiden
te, aceresee ma outra raso. O nobre deputado
sabe perfeitamente que nao ha thesoureiro de re-
partico alguma qae nao tenha sempre urna certo
quantia que se lbe d para quebras. E' assim que
na Thssouraria de Paseada o respectivo thesou
reiro tem 400$ e o prteurador da Cmara Mmu-
nicipal nao tem um vintem, pelo que alm desea
despeza com empregadoa seus, elle acarreto tam-
bem com oa prejuizoa qae possam por ventura re-
sultar do acto da eontagnn de dinheiros.
O Sr. Reg BarrosDe 1882 a 1881 esse lugar
foi exercido com 2 %.
O Sr. Ratis e SilvaMas V. Exc. nao sabe
prejuizo que teve o procurador.
O Sr, Reg BirrosMaa nao deixou o lugar.
O Sr. Ratis e SilvaPorque nao tiaha outia
para onde ir, e parque contava que nos annos se-
guintes attenderia esta Assembla a sua justo re-
clamazo, como effectivamente attendeu.
Portanto, Sr. presidente, tenho mostrado que
nao excessiva a pareeatagem de 2 1/2 /. que
tem e que deve aer mantida ao procurador da C-
mara Municipal do Re.'ife.
A 3* emenda sob n. 20 a que mandei ao n. 1'
do | 3o : afericio e vencimentos do administra-
dor, pedindo mais 100$ sobre 2:300$, que lbe ds-
proj isto do orzamento.
0 adminiatrador da repartiese de aferices Sr.
presidente, tem actualmente 2:800$. A uobre com-
missao deu apenas 2:r)00$.
O Sr. Reg BarrosE deu de mais.
O Sr. Ralis e SilvaDeu de menos. Afiaataodo-
ae do plano adoptado com relazo aos outros em-
pregadoa, dimiuuio ao administrador d* sceco de
aferiges 300$.
) Sr. Re^o CarrosDevia ter diminuido maia.
O Sr. Ratis e SilvaMas porque razao fez
nobre deputado essa diff'-renca ao adminiatrador?
Porque razo esaa desigualdade, tendo adoptad
como plano de sua economa a reduezo de 200$
a eada empregado ? Porque rasa diminuio de-
ntis a este ?
O Sr. Reg Barros d um aparte.
O Sr. Ratis e SilvaPorque V. Exc. nao to-
mou a meama medida com retaeao aoa outros em-
pregados ?
O Sr. Reg Barros Proced proporcional-
mentc.
O Sr. R itis e Silva Nao vejo portante, Sr.
presidente, razo para isto. a nobre commiaao
proeedeu com umita iojustioa, tanto mais quanto
esae empreado alm de sor bastante inteligente
ezelosjno cumprimento des aeua deverea, um
carcter diatincto por aua probidade e seusatez,
nao mereca por c-rto semelhante castigo. A mi-
nlii e.neuda portanto, tera por fim minorar ao me-
nos to grande injustica.
A 4 emenda sob o n. 19, foi ao 3", aida
aferizoes.
A nobre commissao de crzamento entendeu que
Icia supprimir esse lugar, (continuo da seceo
de at'eriz is).
O Sr. Reg BairosQue lugar ?
O Sr. Ralis e Silva-O de continao. Nao asi,
Sr. presidente, como que ae supprime na repar-
tico de aferizoes o lugar de continuo. Pois o no-
bre deputalo nao sabe que o continuo tem all
obrigazoes espaciaos ? Nao sabe que elle tem obri-
gazo de reeeber daa raaos dos eeus danos os ob-
jectos qu vo alli ser aferidos, fazendo depois a
entrega aos meamos ?
Nao sabe qne elle serve de correio, levando s
tr-izeuio ofcios referenten aquella seczo ?
O Sr. Reg BarrosMuu a Cmara Municipal
tem o co.tcio.
O Sr. Ratis e SilvaE' para outros misterea.
J ae aupprimio um continuo, Sr. preaidente, de
dous que traba aquella eeccao, agora querer a no-
bre commisaao supprimir o outro, acho que ns
tem lugar aeraelhante disposico- O continuo
necessario na seeca, elle ten attribuic/oes espe-
ciaea ; quem aa exereer? Os outroa empregada3
na padem ser distrahidas das suas obrigaz;s:
o amanuense nao ha de deixar a escripturaco do
seu livro para servir de continua; e asaim o afe-
ridor e o cdjuncto; quem, pois, ir fazer o servif
do eontiuuo ? Responda o nobre deputado. Que-
rer, pirv entura, que o administrador substitua
eontiuuo?
Por estas considerazoes mandei mesa a emen-
da concebida matea termos (l) :
Vencim ntos do continuo, que aerve d porteiro
sendo 800$ de ordenado o 400$ de gratificazj
1:200$)0.
J v V. Exc, Sr. presidente, v o nobre de-
putado relator da commissao que nao teve raza
alguma na auppressao desse lugar, parque abso-
lutamente necessario, e vai assim prcjudicir muito
a marcha do aervizo municipal.
Quem ha de fazer esse aervizo que a lei deter-
mina ao continuo? quem ha de fazel-o? ser
adminiatrador ? ser o amanuense, ou adjunte,
como j disse ?
O Sr. Reg BarrosTem sarvente.
O Sr. Ratis e Silva0 servente para varrer
a repartico. cuidar dos movis, fzer sua lirapeza.
O Sr. Reg BarrosPaasa o dia varrendo a
sala e limpando os movis ?
O Sr. Ratia e SilvaPacaa o dia fazendo iim-
peza na repartico, e eaae aervizo nao ha de aer
feito pelo adminiatrador, nem pelo amanuense.
Sr. presidente, o lugar de continuo nao pode
aer supprimido; a necessidade desse empregado
de primeira intui'zo ; o nebre deputado enten-
de qne deve aer supprimido, porque nao conhece
aquella repartico, se conhecesse nao procedera
asaim.
Aiuella repartilo de grande trabalho :-na
tempo da aferizo, affirmo porque fui administra-
dor della, havia dias em que se recebiam 80
mais banis para se aferir, de modo que us em-
pregad is da casa, cuja pessoal era ento maior,
nao davam veucmento; nao era sraente o aferi-
dor quem fizia o servico, eram todos os empre-
gadoa e o aervizo nao se fazia completamente, fi-
ca vam as partes retardadas para o dia seguinte
porque se nao podia vencer o HHrvfoo. Como, pois,
pedir-se a suppresso do lugar de continuo em
taea coadizoos ?
Sr. presidente, eu bem sei qne as condizoes fi-
nanceiras da municipalidade sao pessim pieciso fazer economa; mas se faca essa economa
em termos, porque em tudo ha termo, et modus in
rebus.
Passarei 5 emenda sob n. 22Medico da
D-'tenzo Dous contoa de ris d a commissao ;
mas 2:400$ tiuha o medico. Porque razo, Sr.
presidente, nao sguio a commissao de orzamento
o seu ulano, porque reduzio nesti verba 400$0##
quando oas outras tem reduzdo 2Q0$0U0 ?
O Sr. Reg BarrosPorque vio que o ordenad
era excessivo.
O Sr. Ratia e Silva- Oh! senhor; ceno qae
V. Exe. diz que esse ordenado excessixo? T.
Exc. diz asaim p rque nao quem faz o trbalas
que o medico faz ; se fosae, nao aeharia excessivs.
abara pouco, como eu entendo quo ; que esta
mal pago o medico da Detenco com 2:OOvJ$000|
foi por esta razo qoe elaborei a <-meoda, dands-
Ihe mais 2001, e creio que nada mais justo de
que isto
Agora paaso eu 4 6* emenda, sob n. 33 venoi-
meatos do administrador do Mercado de S.^ Jos.
Sr. preaidente, se injusta foi & commissao com
oa outroa empregadoa, i quem redusio to cruel-
mente seua V'-ncirneutoa, a tespeito do administra-
dor do Mercado, ella foi aim, fui injustissima. Ia-
jua'isaima, porque sahiudo do aeu plano de econo-
ma-, reduzio conaideravelmente oa vencimentos
les te empregado, merecedor de melhor remunera-
co ; nao s isto : alm de to consideravel re-
dueco tirou-lh- o ajudante, aupprimio esse lugar.
Isto nao tem justificarn, Sr. preaidente. O ad-
miniatrador do Mercado de S. Joa nao tem des
canz', 'uta alli desde s 6 horas da oranh s
da tarde, com milbares de pessoas, que diariamen-
te concorrein ao Mercado, sendo que a gente qae
raais afflue, e maia trabalho d, a da ultima
claaae s anal ; pelo que preciso as vezes que
administrador ae constitua autoridade pjlcial, e
taca at de juiz de paz.
O Sr Reg BarrosNao tem guardas ?
O Sr. Ratis e Silva Os guardas nao ao sufi-
cientes, preciso ter um ajudante ; o nobre depu-
tado al vez ignore que o mercad i publico nao tinba
escripturaco, quando para alli foi o actual admi-
nistrador, o qual, reconbecendo a necessidade
disto, para boa regularidade do servico, a esto-
bsleceu, creando 10 livros, que sao diariamente
eaeripturadoa, e sao os seguiut 8 livros : de regis-
trodos talhadorea, das mercad ares, de officioi
expe lidas pela repartico, do numera de reaes
abatidas no Matad<>uro, e entradas para o Merca-
do, peso destas, e hora do da em que se fiudam ss
carnes, dos tilhos desocupados diariamente, de
c ratas de despezas feitas com o cnsteio do Mer-
cado, da m menclatura doa marchantes, que oeeu-
pam talhos, e o numero destes, de entrada das
mercadorias, comp rtimentos oceupados, e mais
moviinento diario, das multas e suspenaSea, e de
termos de apprehenees, e destino destas. Psis
bem, Sr. presidente, o administrador do Mercada
Publico de S. Jos, que, smente por seu sola,
creou urna escripturaco naquelle estabelecimento,
que resentia-se da necessidade della, nao podia
por si tazel-a, incumbi desse servico ao sen aja-
dante, que os escreve diariamente.
Se, pois, esaa escript iracao necessaria, ia-
dispensavel para regularidade do servico, a se
>
ovaHa^nMoao^Baoisio^noaoaanaaamaKmnHa^asaiM
rai
BlMBnoZJmH
i


Diario de Pernambneo-Ruarla-leira 28 de Julho de 1886
3
-
i -
nao podo ellm ser feiU pelo administrador, a quera
nao sobra tempo de bu iuspeccao, nao deve ser
feta hernia palo seu ajudante. A' vista iso,
como pedir se a suppresso desse lugar ; e o qe
mus, anda se rdosetn os vencimentos do ad-
ministrador, c se ras essa redcelo com urna in-
justa e inqualificavel deaproporcao com relacio
que feita aos dsutais emprogados municipaea?
Sr. presidente, se actualmente ha escripturaco
no Mercado de S. Js, dewe-se ao aelo do seo
actual administrador, e qoem fas esse servioo o
seu ajudante, e nao elle, porque nao tem tempo
para isso. .
Ora, se aasim porque e qoe a commissao re-
dus-lhe os veneiulentos a meaos 400*000 e ti-
ra Ihe o ajudante? Poder o administrador do
Mercado preatar-lhe o mesmo aervico que presta
actualmente ?
Nao, cortamente ; ou elle ha de assistir ao mo-
vimento do mercado que Ihe rouba todo o tempo,
ou ha de eseripturar os_lie-ros que principiou c
sao absoluta-nente necessarios.
).\ v a nobre commissao de oroainer.to que foi
demasiadamente injusta quando se lembiou de
reduzir os vencimentos desse empregado, e mais
injusta anda porque tirou-lbe o seu auxiliar.
(Ha um aparte).
Eu respondo ao nobre deputado que em 1884
nao havia escripturacao e o resultado era que o
servido nao se razia regularmente ; mas hoje faz-
se, com > sabido, e pode ser verificado.
i;anuda n. 7Matadouro da Cabanga.
(iracas a Deu3 que a nobre commissao fez um
acto de justies, acto de jutica que eu applaudo,
porque o administrador do matadouro da Caban-
ga um empregado exemplar, de urna probidade
a toda a pro va, muito cumpridor de seus dereres,
6 p>rtanto estava muito mal pago.
Fortanto, a nobre commissao fez um acto de
justiea pelo qual a felicito e seno fosee o estado
critico das fiuancas municipacs, eu mandara urna
emenda accrescentaudo-se 200*000 mais de orde-
nado.
Um Sr. DeputadoOra, saoera de mais.
Outro Sr. DeputadoPara que ter escriptura-
cao no mercado ?
O Sr. Ratis e SilvaOra, isto urna cousa que
me espanta ; pois poderia o administrador dar o
seu relatarlo e dar coritas a Cmara Municipal se
nao tivesse urna escripturacao em regra?
(Apartes).
Sr. presidente, mando tambem a segu:nte emen-
da ao 32 (l) :
Emenda ao n. 3 do 6o-Matadouro da Caban-
ga M-dico-Em lugar de 2:000* diga-se 2:200*,
sendo 1:400* de ordenado e 800* de gratificacao.
O nobre deputado relator da coa>missj apar-
tou-se do plano ainda aqui, porque tendo o medi-
co do matadouro 2:4'J0*, reduzio-lha 400* e nao
200^000.
O Sr. liego Barros d um aparte.
O Sr. Ratis e SilvaEntao nao se precisa de
medico no matao'ouro ieto porque o nobre di-
putado mora no mato, come muito bi carne de
vitellos, bons pers, bons carneiros, etc.
Um Sr. DeputadoQualquer vaqueiro pode co-
nhecer se o gado est boin ou nao
O Sr. Ralis e SilvaEoto um tqaeko mais
habilitado ds que o medio? Na opioio do no-
bre deputado, o vaqueiro um homeui scientifteo
que cursou as escolas e fez o seu curso de medi-
cina (Apartes).
A juste, 1 da ininha emenda de tal ordeni, Sr.
presidente, que as razoes que deu o nobre depu-
tado servem para justifical-a.
Passo a emenda 31" ao n. 1 do 7o (l) :
Logradouro do GiquiVencimeutos do admi-
nistradorEm lugar du 1:000* diga-se 1:400*,
sendo 900* de ordenado e 50C* de gratificacao.
A este empregado que tinba 1:800*, a nobre
commissao reduzio 800*.
O Sr. Reg Barros Nesse ponto tem razio,
houve engao do commissao.
O Sr. Ralis e SilvaE quanto
commissao ?
OSr. Reg Barros 1:200*.
O Sr. Ratis e SilvaPois beui a minha emenda
pede 1:400*.
O Sr. Reg BarrosAceito.
O Sr. Ratis e Si,vaMuito folgo, Sr. presiden-
te, de ver que j o nobre deputado relator da com
miasao coucorda eomroigo, aceitando a minha
emenda, e riecUrando seo engi.no na redaccao,
rae hftvia Caito no proje to do orcamento ; e por
isa 1 nada mais tenho a dizer quanto a este ponto.
Emenda sob o n. 30Matadouro do Arraial:
(-.l
Ementa ao n. 1 do 8Matadouro do Ar-
raial Vencimentos do nm guarda do eetabeleci
mentEm lugar ue 600* de ordenado, diga-se
1:000* de ordenado, e 400* de graticacS .
A-nobre commissao supriin'- sse lugar.
O Sr. Reg BirresQue emenda este?
O Sr. Ratis e SilvaEmenda n. 30.
O matadouro do Armial. Sr. presidente, tino.
om administrador. Eu nao quero tazer questo
da suppressiio destn administridcr, porque inesmo
nao cst .iz naoiltsda pira provar a neeessidade
desta empregado. Mas nao posso deixar de es-
tranliar o ordenado que se d ao guarda que val
gubsiit Jl-o. Poit um r .arda nessas coudicoes hs
de ter smente 6O0*0U '
O Sr. Reg BarrosElle nao tem em que se
oceupe.
O Sr. Ratis e SilvaEntao supprima se tam-
bem o lugar.
O Sr. Reg BarrosAceito.
O Sr. Ratis e SilvaEu nao mando emenda
suppressiva, porque ereio que quando a Cmara
Municipal o enenrregou desse servico, toi porque
julgou Uso uecessano acho portante que a nobre
commissit" procede muito injustamente, dando-lh-
gmente 600*000.
O Sr. PresidentePeco ao nobre denotado qoe
concla as suas observacoc.s.
O Sr. Ratis e SilvaEu ainda tenho muito que
dizer, muitas emendaj a justificar.
O Sr. PresidenteMa a hora est finda,
O Sr. Ratis e Silva Neste oaso eu fico com a
palavra para n'outra oicasio oontinurr na justi
fice.ci das minh-s emendas.
VozesMuito bem! muito bem !
Fica a diseussao adiada pela hora.
O br. presidente levanta a sessao designando a
seguinto ordem do dia: i" parte eoutinuacao da
antecedente 2a parte contiuuaco da antecedento
e mais 1* diseussao dos projecte n. 97 d'esre anuo.
Era ho-
tem de dar a
HtvISTA DIABU
Tribunal do Jury do ateelfeFot sub
met'ido a j.ilgamento, hootem, neste tribunal, o
reo Jos Maria Bittene.iurt o qoal achava-te pro-
nunciado no rtico 1P3 do cdigo crimiual pelo
facto de haver em 16 de Janeiro do anno corren
te, na ra do Oecid.-nt-, da freguezia do Recife,
as8asinado a Manoel de Moiaes Navarro, por al-
aulm M*n 'el Curvado.
Oceupmi a cad-iru da detezao Dr. Jos Izidoro
Martina Juoior, sendo o reo absolvido, em vhta
das dciios do jury, que recunh-ceu haver ede
pratieado i acto delictuoso em defeza de sna pes-
oa.
Fnl I '.cimento Fal eceu h ntem, nesta ci-
dadt, victima d>- buriberi, o aaajor honorario do
exercito Custodio Fio-o da -ilva Fragoso.
Teivio feilo toda a cMnpanb do Paraguay ondo
e p 'i too uno Bin hroe, principalmente noe com-
baten iJe Tuyoty, Coro oiity, 6 de dezembro de
1868 e. bitalha ara 11 dr Dezembro do menino au-
no, por uso o govern > imperial distinguio-o com os
gri'S le eavalbeiro e official da ordem da Rosa,
com o habito deCbriso e com a medalhit do m-
rito e 'orivu-a m1 litar.
A ?ua t de fifi i '' "na das mais honrosa*.
O iinijor FIt > --ra um b^m fiiho, era excellente
iru:'i 1 8 .inii-M iedi
\], lec.vao n.n fileira do partido
o,,, no im te mo do
Palmares me narro) os cargos de tabelli&u e es
erjvio de "rphaos.
Si.ss.a eon.ioltmetm sua Exma. familia.
. MeilirodiNliucloAda soeutre oj, viu
do. ide .lurante cinco auuus exerceuo
cargo '!e di(etor do Muieu da Faculdade d 1 Mf
diciua c fez clnica com geral acenac o ->r. Dr.
Emilio 0sai4ii It Miu.-r. medico p I -. F..cul iade de
Medicina do Pana, e c o.uuiorsayao ptH* fuac
'iniir n^i Braiil.
O Sr. Dr. Rouuet funciona demorar-se em Per-
namboc 1 algnns meses, ntilisando-ns eui estudos
deui"gr-iph'e m e clwtmVikogpeDt,, pretende aqui
clini'ir, brindo consultorio* no Recife.
Qwtknentnnrio o illuatr* eavaisiire, d^ja-
mosqus enoontre i|ui o roesao acolbioMuto que
Ihe foi jost-tiiK-nte dispemado ua corte.
KtMtKWSmeMtO FallASHU llOtn, VtlI 8
unn (np4iaca de molestias, Mwiel. Aotowj de
Jesux, moho do urna antiga paoaria da ra Larga
4 R K-ario.
Tinha o finado 64 aaaes ds idwta, era. oftfils
da gud naenmal, e-eieroen o cargo de subde
legado da parochia de Santo Antonio
Bem eitimavel.
0 sen corno acha-se depositado na matriz de
Santo Antonio, donde ser transportado, as 10 ho-
ras da manh, para o cemiterio de Santo Ama-
ro.
Nomos poaames sna familia.
Houbo Na madrogade de hontem, os ladros
arrombaade a parede que fica par baixo do pnito-
ril de urna janella do predio n 1 A da roa de Pay-
sandu', onde reside o Sr. Visconde de Itaqui do
Norte, ponetraram no interior do predio, e dabi
roubaram todos os adornos de prata das imagens
que estavam no santuario, 20*000 em dinheiro, e
varias pecas de roupa.
Nao forara preseatidos < s taes industriosos, qoe
sahiram salvo pula janella, deixanio-a aberta.
A polica local tomo'.i conhecimento do facto, e
procedeo vistona.
OutroNa mesma madrugada de hontem, ou-
tros, ou os meamos sucios, arrombando urna porta
da estacao do Caminho Novo, na ferro va do Ca-
xang, dahi roabaram 1*200 em cobre que acha-
ran) em urna gaveta.
Tambem ahi n policia local tomou conhecimento
do facto.
AftpnixladfNo dia 23 do corrente foi re-
tirado de um poco, em Limoeiro, o cadver de om
individuo de nomo Francisco Amador; e sendo-Ihe
feito o competente exame, declararam os peritos
ter sido a causa da morte do mesmo individuo as-
phixia por sobmersao.
Con ton meraes -O Sr. M. J. Goncalves
Braga, livreiro ra do Barao da Victoria n. 7,
acaba de editar a 2. edieSo do interessante livro,
sob o titulo cima, de M. Hniber, traduzido pelo
Sr. Dr. Joo Baptista Reguira Costa.
Este livro coja 1.* edicto rpidamente se esgo
tou, e iito muito o recommenda, muito appro-
priado s enancas que comecam a ler e ensina-
lhes somente o que bom
Ao editor agradecemos o mimo que eos fez de
um exemplar.
BeviMta Illusitrada D'este semanario
da C te, um dos melhotes que se publica no Im
perio, recebemos o n. 433.
Est esta Revista no 11- anno de sua exis-
tencia.
Xtienouro ProvincialNo dia 2 de
Agosto prximo vindouro comecarao a ser pagos,
no Thesooro Provincial, os vencimentos dos em-
pregidos provinciaes, relativo ao exercicio findo,
para liquidacao do m^smo exercicio ; regulando a
tabella publicada n'outra seccio deste Diario.
Ba do SeboEm rclvcao ao quo ha dias
nos communicaram sjbre um predio da ra do
Sebo, dirigi nos o engeuheiro da Camsra Muni-
cipal do Recife a seguiute carta :
- Recife, 27 de Julho de 1886./m Sr. re-
dactor.Em sua acreditada folha de 25 do cor-
rente, sob o titulabellezas municipaea chamou-
se minha attencao para a reconstruyelo de urna
casa n. 29 da ra do Barao de S. Borja, pela cir-
cunstancia de nao avancar essa casa para o ali-
nh':mento da ra, como julga dever ser o infor-
mante de V. S.
As posturas e leis em vigor, sobre edificaces,
permittem nos proprietarios edificarem ou reedifi-
caren) casas atestadas do alinhamento, desde que
este seja completado por muro del,32 de altura
coii gradil de ferro sobre poste.
O proprietario da referida casa obteve licenca
neataa condieoes, tendo previamente pago a impor-
tancia correspondente rea de servido publiea
que ficar comprehendida entre a frente da casa e
o muro que vai construir.
Nao ha, portante, e^cepc-ao alguma para esse
proprietario, nem como engeuheiro da mumcipali-
dade, deix ira de levar ao conhecimento da c-
mara municipai tSo manifesta iufraccjto, contri-
bur.id'. com o mea dilencio para a pratica de
abusos.
< Pedindo V. S. a pubcacao destas liuhas
assigno-me com subida considera;ao.
D-) V. S. Atteacios*, criado e obrigado.
Joao Jos Fcrnandes da Canha.
l'aiauncntoa-Victima de orna affeecao
pulmonar, faUeeuu no dia 25 do corrente, em seu
engenho Albuquerque na comarca de Nazareth, a
Exma. Sra. O, Maria Urcesina do Reg> Barros,
digna < virtuosa consorte do capito Francisco
Agripino do Reg Barros.
A Ilustre tinada, contava apenas 28 annos de
idadv e deixa seis filhinhos, sendo o mais velho
com oito anuos.
Psames ao iuconsolavcl esposo e a sua familia
Victima de urna hmorrhagia cerebral, falle-
cen no dia 26, s 3 horas da tarde, o subdito por-
tuguez Jos Joaquim Ribeiro, pai do professor
publico da Estradi. Nova de Bebribe, Jos Fir-
mino Ribeiro, a que.in apresentamos nossas condo-
lencias.
Instituto Ijitterario Ollndcnse As
l(i horas-da manlia de domingo, 25 du corrente,
ll" aiiniverrario de sua installac3o, reuni se em
sesao ordinaria de asembi* geral esto Institu i,
sob a presidencia do Dr. Miguel Nunes Viauna.
Abuita a seaafo foi pelo presidente apresentado
e lido o relatorio do anno social finio, depiis do
qu- suceedeu com a jalavra o Dr. (xoncalvea
Lima, orador '<> mesmo Institu....
Em seguida foi dada a possu a nova directora
que ficou assim constituida :
PresidenteJos de Moraes Gu-idea Aleotb-
rado.
Vice presidenteCapito Thodoro H. dos San-
tos Costa.
1- s-cretarioSamuel M. de Luna Botelho.
V- secretario Pedro Rygaard.
Thesoureiro^Antonio Martina Pereira.
Oradro -Tenente Manoel Jos >ie Saot'Anna
Araujo.
AdjuntoAdeoo Antonio Guimanles.
ConselheirosCapito Manoel Joaquim Bo-
tvlho e Dionisio Maciel Monteiro.
Em seu nome e do conseibo que preside, agra-
deceu a elei^ao o Sr. Jos de Moraes Guedes
Alcoforado, por meio de urna allocucao que muito
agradou ao auditorio
Nao bavendo nada mais a tratar fui encerrada
sessao 1 hora da tarde.
Hantfe-laro de apret-L-se no
Poiz, de 20 do correte :
O Sr. Dr. Adolpho Pereira de Burgos Pouce
do Len fot bjwcto, no dia 17, em Barra Mansa,
de urna importante manifestacao por parte de nu-
merosos amigos e pessoas distiuctas, que o fbram
comprimen'jir pela sua recente nomeaco para o
cargo de juiz de dimito da comarca de Christina.
em Minas.
A comuiifiio directora dessa significativa
il'-nionstracSo compoz-so dos Drs. Antonio Leite,
Berenguer Cesar e capito Manoel Carlos de
Barros.
Orou em nome de todos n Sr. Dr. Antonio
L- te, e entregou ao digno magistrado um annel
de robim e brilhsnte, indicativo do sea grao scien-
11 fico.
Km i> re- timo prowinrtal de Per-
nauibucoO Jornal do Commercio da corte
esorev.-u u seguinte:
Mediante ao'O i-acao da lei de 15 de Maio
deste anno, acha-se aberta no Thesouro Provin-
cial de Pernambuco a aubscripedo de um empres
timo de 1,000:000* por meio de apolic.s do juro
animal de 7 "/. emittidas ao par. As apolices
vo sendo emittidas medida que a sua importan
cia recolhida, tendo comecado a operaca> a 5 do
corrente.
Destina-se este novo emorestiuto liquidacao
do xercicio de 18851886 e tanto basta para pa-
tentar o estado angustioso da fazenda de Per-
nambuco. Apezar o'isto, a provincia tem se des-
mpenWio dos eoreprominsos de sua forto divida
o.in rigorosa pontoalidade. offdreceud.i por este
aspecto os seus ttulos bom emprego de capi-
tal.
i Como sabido, as dfficuldades financeiras de
Pernaidboco, e xssim as da Babia e de ostras pr'-
vincias, aggiavaradi-se de. modo su oito tt impre-
visto pida suspenso da cobranca dos direitos pro-
viuciaus de importacio. A couaideravel dim nui
cao que aquella ordem acarretou para a renda or-
eada nao odie atibar com jleta oompensaco na
ecou imia da dropes* nem na. creacao de imp.isi-
coes, de surte qe desde- eoto eutrarain as pro-
vincias em pas penosissiin. baldadamente
aguardan \ at agora providencias d. 8 piderw
Bs com as quaes, digaoikS a verdade, uo po-
deiue.iular os caires prvviaoiace.
Taes providencias n> p iJem aer outras se
ni>.realisar-se a antiga prouiussa de perfeita dis
cosso das rendas ou chamar a si o govern g.-ml
o Mtuio da servicos ora mantillos pelos poderes
provinciaes. Em ambos es casos seria preciso
que o Estado se sobr.icariogasse com sacrificios,
e o inesmo dizer que, por muito tempo, ser isto
absolutamente inexequivtiL Lamentamos muito
nao aehar prompto n.-mediorpam nsituacio quo o
exige, mas psetenuws nao disiarcar a roza d
verdade a alentar oaparaucas illusorias.
Nao ae ha de dizer que a materia uo foi es-
taaada. O governo foi pro-opto em comear a com-
petente coawussao a mwasns.n ao o foi meas*
em organisar o seu trabalho, mas o resultado era
bem uara prever. Afligido, do mesmo modo que
as provincias, por dficits permanentes, o Estado
nao pode aveoturar-se a aggravar a sua despeaa
oem i reduzir a sua apoucada receita.
Caseta Medica da BahaRecebemos
o o. 12, de Juuho findo, desta revista, a qoal tras o
seguiute aummario :
I. Commuuieaco das pesquizas de M. Pasteur
sobre a raiva e seu tratamento por inooculacoes
preventivas. Por M. Vigoal.
II. Coatribu'cao ao estudo dioico dos aneuris-
mas da aorta. Pelo professor V. Saboia.
III. Epidemiologa. As ebres na -'errinha.
Pelo Dr. Tillemont Footes
IV. Revista de chimica biolgica'tomainas e
leucotnaioaa, oa alcaloides cadavricos e pbysiolo-
gicos. Por M. Arman i Gautier.
V. Hygiene publica. Instruc^oei populares
sobre a natureza do cholara-morbus e sobre as
precaucoes individuaes a. por em pratici em tem
po de epidemia.
VI Noticiario.1. Legiand du Saule. 2 O
coaselbeiro Dr. Manoe Maria de Miraes e Valle.
3. Neerologio.
Remedio para a sardes-Um medico
inglez, especialista das djeocas dos ouvidos, com-
bate a surdez em principio com um remedio muito
simples : fazendo cahir gottas de glycerina qoen-
te dentro da orelha do doente.
Um remedio deste genero entra no dominio pri-
vado, e quem" sentir que o ouvido se vai fnzendo
um tanto duro, pode por si mesmo exporinieo-
tal-o.
Empresa va frrea colosaalLo-
mos dos joroaes de Nova-York que dentro do pou-
co tempo, naquella grande metropole, se dar
principio ao trabalho gigantesco cl'uma va frrea
subterrnea, que das Bitteries pela exteoso
Broadway, ir a Harlem. Os wagons seru movi-
dos pela forca elctrica, ou por qualquer outra
que nao produza fum >, cinza ou gaz. A despeza
de construcco se calcula em 400,000 esoados por
milba. E' provavel que em 5 annos esta empre-
za agigantada fiquo concluida.
A mu lea da nova opera de Verdl
O tenor Tamagno procurou o maestro Verdi
p*ra dar os ltimos concartos sobre o Otelio.
Tamagno se mistrou cnthusiasta da msica do
novo trabalho do summo maestro, considerando-o
eeplendidissimo e superior 4quantodesublima con
cebeu at hija a ment do Verdi.
Hidoo vantaJOMOs colonizar de
terrenosO governo mexicano estioulou um
contrato com a casa Quaglia & C. para marcar e
colonisar os terrenos cultiva veis comprehendidos
nos distnctos Cadereyta e Toleman (provincia de
Queretaro).
Em componsacao ao seu trabalho, aos ditos
commanditarios, ser concedido, como absoluta
propriedade, um terco dos terreos que tiverem
medido. Alm disso, p >dero comprar um outro
terco do terrenos designados, com a condicio de
colouisal-os, estabeleceudo nelles ao menos urna
familia para cada 2,500 acres.
E no Brasil, que se gasta tantos contoa de r s
com as demareacoes des terrenos e estudos, explo-
racoes e relatorios, o que se diz deste vantajoso
contrato mexicano ?
BibliocrapbiaEst annuncado em Ro-
ma urna iuteressantisaima publicacao do honrado
Matii'tti, que consistir em um parallelo entre a
sabedoria poltica de Cavo re de Bismarck.
Capitaen empregado* em empre-
sa**Calcula-se que os capitaes ioglezea empre-
gad-s em empresas estrangeiras, chegam som-
ma de 2.000,000,000 de libras sterliaas, que ren-
den annualmente o juro de 100,000,000 de nutras
tantos.
Deste modo, todas as naco.'s do mundo sao tri-
butarias rio grande mercado ingles, o que Ihe per-
mitte aecumuiar seni.stralmeuto 30,000,000 libras
tarimas.
Goethe Max lluller O professor Max
Muller acaba de fundar na Inglaterra urna socie-
dade consagrada ao culto especial da Goethe.
Na sessao inaugural, celebrada ha poucos dias,
o eminente auto- da O.igem da linguagem ,
que oceupava o lugar da presidencia, explicou em
breves palavras o fim da nova associaclo, o em
seguida leu um interessao'e trabalho intitulado
A litteratura da humanidade explicada pelas
cartas de Goethe recentemeate descobertas .
Estas cartas forrnam parte dos pap-is da fami-
lia Goethe, legados gi duquaza Weimar ; es-
tilo datadas desde o anuo de 1827 a 1831 e sao
exclusivamente consagradas ao estudo de mpor-
tantes qu.-stous litterarias.
Max Muller disso no sea notabilsimo discurso
que, todo o Evangelho pregado n'urna liubaqual
quer, deve ser posto ao alcance dos qua a nao fal-
las, ib do vos, como os individuos, t-iin nscos-
dade de conheeei-se, puraque se couvenfam de
que sao irmaos.
Os resultados desta litteratura da humanidade
acere-iceutiu o oradoruo severo at ao mo
mentn e-Ji que a maioria dos horneas se haja ele-
vado concepeo quo Goethe tinha do patrio
EissBO.
Este scotimeote deve foraentar-se como o espi-
rito municipal e o esointo de familia, at o ponto
de que nada que humano nos pareca estrauho
No numero dos agentes mais activos nesse des-
'nv.ilvimeuto deve contar-se a troca das ida
entre as nac-s por meio das obras littercrias que
passam de um a outro idioma.
Gos'.he nao se atreven a aspirar a paz univer-
sal, mas nunca pode suppor que em tempos tao
prximos d'elle, o mundo se a -hasse n'um estado
de guerra chronico e latente.
Shakespeare e Goe:he, disse Max Muller ao ter-
minar, fizeram mais que todos os homens de es-
tado e todos os embaixadores para establecer
relaces cordiaes entre a Inglaterra e a Allema-
nha, e preciso que coutinuom a servir de perpe-
tua einbaixada entre as duas nacoes.
EITeltON da turre de EilTel A torre
colassal de ferro, imaginada por Eiffel, e que deve
constituir o priucipal attractivo da exposico uni-
versal de 1889, parece qua aterrorisa os parisien-
ses. O receio tomou origem as explicacoes qoe
um sabio deu no Mtmleur, acerca dos curiosos
pbenomenos que produziri aquella immensa mas-
sa de ferro de 300 metr->s de olevacao.
Dii o sabio que os grandes blocos de f.rro col-
locados na direceo do norte a sai, acabaro por
polarisar-ae, e essa polarisacao estender se-ha em
breve a toda a torre ^ a continua friccao que sof-
fiam asb ases do monumento centuplicaran)no mes-
mo tempo a forca magntica da nova torre de
Babel.
Sr a hypithese sabir certa, Pars presenciar
as cousas e os phenomenos mais estupendos. To-
dos os objectos, enllocados a um kilot3tro em
redondo da torre, serao attrahidos por esta, e ad-
herirlo a ella cem > agulhas a nm pe lac,o de imau.
Se as tropas aquarteladas na Escola Militar,
que est perto, Lahirem a fazer p-.ercioio, os offi
ciaes berraraa era vo : Avancem porque se
os soldados tiverom atraz a torre, esta attrahil-es-
ba a marchar para traz emquanto r,ao iargarem-
as armas.
Todu as casas de Pars daasaro augmentando
progressiament o movimanto; uauoo e pouiwj
irao avancaudo para o campo de Marte, e por ai-
timo juntar-se ha.i torre. As locomotivas que
eotrarem em Pars ser* impossivel detel-as; quan-
do ehegarem ao meio da attraccoo da torre, preei
pitar-se-bo com a "elocidade di relarap>go pola
capital, e ir deapedaoar-se contra o imn meo-
stro.
Estas e outias militas perspectivas nao meaos
curiosas, embora ni oito phaatasietas, oflfareee a
eroccio da torre Eiffel, mas, se ella, tea desvaota-
gens, possue egualinaute vantagens. A miior
destas seria converter h irroro sanente Pars em
territ- rio neutr-1 para os effaitos d.- guerr-a. Nao
serum posi7eis, dentro de Pars, guarnic ar-
mail-i, nea artilliana.
Oh exe -cites estraugeiros, que chegassem aos
muros da capital, ver-ae-hiam desarmados inme-
diatamente pvla attraco&o da torre, e nao siriam
pissiveis revoltas, nem aasassioatos com armas
prohib> las
A torre Eiff-I arrancara a espingarda das roaos
do communista oo realista, attrahiria 0 punhal le-
vantado pelo assassino sobre o peitp da victima, e
desarmara o esposo otfwndido, no-momento em qna
elle paxaasae de um rewolver para matara des-
leal eona rrtn Todas estas corsas nao as previo
O rabio do M-niteur
Q leiu sabe se Eiffel ter d.-soob-rt\ sem <> sa-
ber, a uanaceia soprama de tsdos os males par
blii-us !
Um torre do sea systemacm cada cidade pre-
cav-ria contra sa horrores da guerra e do en me ;
colbeada entrada d um porto, destruira as es-
quadras mais podaroseis, e sempre era um pro-
cuaoaiais.bart..d.j defasu do qo> oiau*teCr>
d eaereitos* armidas. Entao o celebre ugo ei-
ro faria ansunciaa em toda a parte :
>Zo> C02TOU A OUSaRA iOMA TOSB* BIFWL
Porm todos estes paradoxos fazem com que
mais de um parisiense ande inquieto com a popu-
larisaoao da torre Eiffel, e projecte ir habitar o
mais longe qoe Ihe seja possivoi do campo de
Marte.
rotosa birnanaese*Um dos efFeitos
da conquista da Biramaia palos iogleaes foi o abrir
ao mando os msravilhosos campos de rubis que,
oSo longe de Maadalay, oecupam um territorio de
mais do cem milhas quadradas. Os ingleses visi-
tarais aquellas jazigos com um sentimeuto pare -
cido ao da veneraclo ; at agora nao se permittia
a nenhum europeu o approxim ir se delles. nica-
mente se sabia que os indgenas os exploravam,
abrindo pocos de escasea profundidade.
Todoa os anuos sabiam daquelles campos enor-
mes qnantidadea de saphiras, rubis, ametbistas e
topazios. Aquelle territorio era da..corda, e o rei
Thibaw ostentava entra os seus ttulos o de Se-
nhor dos rubis.
As podras de valor inferior a 50* erara para
os trabalhadores e as que passava-n doste proco
para o rei.
Grande oumers de rabia e saphiras desappare-
ciara as mos dos funccionarios encarregados de
administrar aquella riqueza, e podras de grande
valor foram partidas em fragmentos pelos mi-
neiros, afim de nao terem valor superor a 50*.
Apezar de t ido isto, quando o rei Thibaw quera
deixar maravilhado um principe ou um embaixa-
dor estrangeiro, permitia.lhe,qae mettease o biai;o
at o hombro em immensos jarroes, eheios de rubis
e saphiras que havia pelos aposentos do palacio,
adornado com talhas do Japo.
Qu-inJo o rei e a familia tegiram da invaaio in-
gleza, levaram pedras de incalculavel valor.
As outras desappareceram no saque.
Sociedade Clao Commerclal Be
defleente dos BercicirosEsta socieda-
de procedeu, no domingo ultime, eleicao dos no-
vos funectonarios para os corpos administrativos,
no anno de 1886 a 1887, os quaes ficaram assim
coinpostos :
Directora
DirectorManoel Soares Figueiredo, (reeleito).
Vice-directorDelphim Lopes da Cruz, (re-
eleito).
I secretarioJos Maria Palmeira Freitas,
(reeleito).
2- pecretarioManoel Joaquim Al ves Costa.
TheaoureiroJos Soares uoes, (reeleito.)
Conselho fiscal
Presidente Manoel Joaquim Costa Ramos,
(reeleito).
Vi ce-presidentePaulino Olveira Maia.
1 secretario Manoel Martina Capito, (re-
eleito).
2- secietarioJustino Vieira.
ConselheirosJulio dos Res Pires, Frauklio de
Vascoucellos Lima, Antonio Jos Maae Silva,
Jos Souza Rodrigues, Patricio Silva Rainho,
Antonio Guilhermino dos Santos, Jos Goncalves
Pereira, Joao Cunha Vuaooncellos, Jos Miguel
B. Ramos, Antonio Bento da Campos, Manoel da
Costa Ramos, Antonio Francisco da Silva Maia,
Bernardo Jos Corris, Gomes Augusto Gayo de
Miranda e Jos Joaquim Pereira da Luz.
Supplcntes Antonio Pacheco Das Torres,
Manoel Reg Amara!, Manoel Souza Azevedo Pi-
jes e Manoel Moreira Ribeiro.
A sessao de posse ter lugar sexta-feira 30
do corrente, s 6 Doras da tai-de.
Club Acadmico Silvio Homero.
FuDcionou no dia 25 esse Club em sessao ordi
naria, sob a presidencia do Sr. Costa Carvalho
Filho.
Deixeu de ser lida a acta da sessao de 18 por
nao ter comparecido o Sr. 2. secretario.
Foram aceites para socios effectivos e tomaram
iiss -nto os Srs. Cactano de Jesas, Augusto Car-
valho, Joo A. Seixas, Espirito-Santo, A, Mello
Netto e Lyra Flores.
Forio tambem aceites, e nao tomaram posse por
nao terem comparecido, Rodriguestda Costa, An-
tonio "Candido, M. Gomes e Buarque Lima.
Foi adiado, depois de orarera diversos socios, o
parece.- da commissao especial sorteada para de-
clarar quaes oa tequesitog oecessarios para socios
honorarios e quaes as attribuicoes da commissao
de legislacao.
O Sr. Anujo disaertou sobre a seguinte these :
Qnal a posico que oceupa o homem na natureza
Sr. Senna dissertou sobre a emancipaqao da
mulher Sobre esa these f-tllaratn anda os Srs
Amaneio, O Brtto, Cac-taoo e Carvalho.
Foram sorteados para a diBsertacao de theses
da prxima sessao os Srs. E. Santo e Senna.
E sorteadas as seguint.'s theses; O direito
considerado psychologica physiologicae morpkolo-
gicatnente e considerado como forca.
Enimerett&c, e denomiuagao dos poderes poli-
ticos, alm das que esto adiadas.
Com parecen di o Sr. 2." secretari, foi lida e
approvada a acta, com urna emenda <:o Sr. F.
Pinto.
E nada mais havendo tractor se o Sr. presi-
dente marcou o dia 31 hs 4 horas da tarde, para
ter lugar a eleicao da Directora para o m-fZ de
Ag isto, e levantou a sessao.
I.eile.Effectuar-se-ho :
. Amaniia :
Peto qo-enfe Peana, s 11 horas, ra do
Vigar>o Teuorio n. 12, de predios.
Pelo agente Alfredo GuimarAes, s 11 horas, no
arm izern do Sr. Aunes, de 40 caixas com ba-
tatas.
Sexta-feira :
Peto agente Pestaa, s 11 horas, ra do Vi
gario o. 12, de movis, loucas, vidros, etc.
Peto agente Pinto, s 10 e 1/2 horas, na ra do
Hospicio o.. de om orgao, piaoo e movis.
Mismas funeure.Serio celebradas :
Hoje :
A's 6 horas, na Penha, por alma de D. Anna
Marques de Carvalho; s 7 horas, na matriz de
S. Jos, por alma de D. Luiza da Costa Hono-
rato.
Amanha :
A's 8 1/4 na matriz do Corpo Santo, por alma de
Jos Velloso Soares.
Sexta-feira:
A's 7 horas, na matriz da Boa-Vista e na igreja
dos Martyrios, e s 8 horas na igreja do Carmo,
por ?lma do capito Jacintho Pereira da Silva
Barros.
Sabbado :
A's 7 horas, em S. Francisca, por alma do com
mendador Maucel Figuuira de sacia.
Casa de ItetenraoMovimeuto dos pre-
sos no dia 26 do Julho :
Exista presos 322, entraram 12, sahiram 14,
existem 320.
A saber:
Nacionaes 289, mulheres 2, esrrangeiros 10, ts-
eravos sentenciados e processados 10, ditos de cor-
recoao 9.Total 320.
Arrac ados 289, sendo: b-us 276, doentesl3-
Total 289
Movimiento da enfermara :
Tave baisa :
JoV Batista Evangelista..
Teve alta :
D-nlind: Ferreira Lima.
FeNeeeu :
Autonio Seveuo de Sonsa, cooheoido porCorumba.
Lotera de MceleA C*sa Feliz, de
Santos Porto, veudeu das 19* 211 partes, extrahl-
das hontem, 27: a sorte de 40:000*009 em o n.
29943 e toda a centeua ; a sorte de 10:000*000
emon. 38134; a sorte de 2:000,5000 em o n
139H3; as sortea oe 1:000*000 em os ns. 24002,
241187 e 36707.
Lotera da provnolaA lotera n. 65,
ara beneficio da Santa *t* de Misericordia de
Recite s-ir extrabia qttaado for aaounciada.
No cousistnrio da igre)H de BkMSjs enhora da
Conceico dos Vlilitarus, e charo expostaa as
urnas e as esoheras, arrumadas m ordem num-
rica aon-ciaca d i publico.
Lotera do BioA 3 parte da lotera
a. 1*8, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida no dia 30 do corrente
Os bilhet-a achara se venia na Casa da For
tona ra Prim iro de Marco.
Tambem acbam se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39. r
Lotera de Macelo de OOiOOOSOOO
A 1" pirtes i grande de 20:000*, pelo novo plan >, ser ex
trahi !* impr- teriv-Iioeute no di. 3 de Julho s
11 h iras da manh.
Uilhetes I venda na Casa Folis da praca da Ii-
depend' ocia ns 37 e 39
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
pendencia na. 37 e 39.
Lotera da provincia de Manta Ca-
tbarluaEsta lotera, cujo maior premio de
100.000*000, deveri, ser extrahida impreterivel-
nsBste no dia 6 de Agiste prximo, s 2 horas da
tarde.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Prmejro de Marco n. 23.
Lotera la corteA 4* parte da 364 lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:000*,
ser extrahida no dia .. de Julho.
Os bilhetes achim-se venda na Casa da For-
tuna rua Pritneiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na prac da Inde-
dendencia ns. 37 e 39.
Lolerias da corte Eis a lista dos nome
ros mais premiados ua2. parte da 21. loteras
(198, 2* parto) das obras do Hospicio do Pedro II,
extrahida 15 de Julho :
ruamos de 100:600*000 a 1:000*000
1078
9117
10253
12619
10161
585
3533
12060
6013
7366
12671
1077
1079
9116
9118
PPaOXIHAOOBS
1262
3807
4946
113
219
1749
2538
2588
424
496
854
1158
1286
1376
1741
1769
2482
2890
2912
2937
2947
3483
3809
3827
PBEMIOS DE 500*
5303 8018 11724
5971 9023 1)804
7094 10012 12021
PBEMIOS de 200*000
2639 6179 9466
3355 6328 9794
3818 6637 10694
4240 6662 10983
5779 8059 11049
100*000
8248 11309
8999
9013
9460
9913
10404
10589
10625
100:000*000
20:00O*O0J
5:000*000
2:000*000
2:000*000
l:000*tu0
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
1:000*000
600*fl09
600*000
12222
12805
11257
12247
13770
13869
PUEHI03 DE
4265 5407
4390 5505
4466 5612
4199 5681
4526 6094
4531 6453
4881 7955
5332 8207
11578
11628
11777
11781
12076
12101
12369
13313
13900
Uatndouro PublicoForam abatidas no
Matadouro d Cabanga 82 rezes para o consumo
do dia 28 de Julho.
Seudu : 65 rezes pertencentes a Oliveira Caatro
(S O, e 17 a diversoa.
Das 65 rezes pertencentes aos Srs. Oliveira Cas
tro & C 1 foi para a caldeira.
Mercado Municipal de
movimento deste Mercado uos dias
rente, foi o seguinte :
Eotraram :
41 bois pesando 5,915 kilos.
290 kilos de peixe a 20 ris
137 cargas de forinha a 200 ris
37 ditas de fruetas diversas a 300
7 taboieiroB a 200 ris
11 Sumos a 200 ris
Forara ocenjados :
24 1/2 columnas a 600 ris
28 compartimentos do farinba a
500 ris.
22 ditos de comida a 500 ris
74 ditoa de leguraes a 400 ris
16 ditos de auinoa 700 ris
11 ditos do tressuras 600 ris
10 ditos de ditos a 2*
1 ditoa 1*
A Oliveira Castro & C.:
2 talhos a 500 ria
54 talhos de carne verde a 1J
JoO
27 do cor-
5*800
27*100
11*100
1*400
2*20.1
14*700
14*000
11*000
29*600
11*201
6*600
0*000
1*000
1*000
54*000
Deve ter aido arrecadada neatea diaa
a quantiade SUJO-TO
Rendimento do dia 1 a 16 5:348*389
Foi arrecadado liquido at hoje 5:559*38 '
Precoa do dia :
Carne verde a 200 e 400 ris o kios.
S i. -o- a 560e 50 rou idem.
Caroeiro de 640 u 800 ris idem.
f'ariuh. de 320 a 240 ris a cuia.
Milho de 280 a 320 ria idem.
Feijao de 640 a 1*280.
CHRONCA JDICIARIA
T ini.-m acham-se venda na Roda da For-
tun rua '- Pseos resumidos.
Lotera Bstraordiarla do Vpira
Ka O 4.* e ultimo sortero das 4. e :V senes
desta isapirtaiite latera, cujo majar tremi de
15 i:09O*M00, eer extrahida a 14 de Agosta pr-
ximo.
Achara se exputo venda os trestos dos bi
Ibetesna Cas da Fortuna 4roa Prim -no de Mar-
co n. 28.
Ta'ibiiaal da Helacao
SESS.0 ORDINARIA EM 27 DE JULHO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELHEIRO
QINTINO DE MIRANDA
Seeretario interino Dr. Alberto Coelho
As horas do costume, preseotes os Srs. desera-
bargadores em nume o legal, foi aberta a sessao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os fetos deram-se os
eguiutes
JOLGAMEST03
[Jabeas Corpus
Pacientes.
8ebastio Correia da Rocha.Mandsu-se ouvir
o juiz de direito do 2 districto.
Affonso Rodrigues de Oliveira. Mandou-se oa-
vir o Dr chefe de poli :ia.
Alcxmdre Manoel de Souza.Maadou-se ouvir
o juiz de direito do 2 districto.
Recursos eleitoraes
De PetrolioaRecorrente aojuizo, recorrido
Aprigio Amanero Rodrigues Pinheiro. Relator o
Sr. desembargador Burqoe Lima. Negoa-se
provimeato ao recurso, unnimemente.
Do PiancRecorrente o jnizo, recorrido An-
tonio Tbomaz da Silva Leite. Relator o Sr. des-
embargador Oliveira Maciel.Dea-se provimento
ao recurso, uuaaimemcnte, para se aooullar a
avaliucao.
Recursos crimes
De Iffoarass Recorrente o juizo, recorrido
Manoel o Nascimeoto Vieira da Cuaba. Relator
o Sr. conselheiro Queiroz Barroo. Adjuntos os
Srs. desembargadores Pires Ferreira e Alves
Ribeiro.Negou-se provimento, unnimemente.
De "ampna GrandeRecorrente o juizo, re-
corrido Sabino Linhares da Silva. Relator o Sr.
desembargador Pires Ferreira. Adjunto os Srs.
desembargadores Pires Goncalves e Oliveira Ma-
ciel.Negou-se provimento, unnimemente.
De AlagoaaRecorrente o juiao, recorrido Tsr-
tolino Ignacio de Barros. Relator o Sr. desem
bargadnr Pires G-ncalvea. Adjuotos oe Srs. con-
selheiro Queiroz Barros e desembargador Buar-
que Lima.Dco-se pro rmente, unnimemente,
para se annullar a ordem de habeas corpus conce-
dida ao recorrido.
De Bom Jardim Recorrente Jos Joaquim
Ferreira Jnior. Rlatcr o Sr. desembargador
Alves Ribeiro. Adjuotos os Srs. desembarga lo-
res Oliveira Maciel e Pires Goncalves. Negoo-
ae provimento, uaanimeir.ente.
Appellacoea crimes
De Pi d'Alho Appd.ante o juizo, appellados
Manoel Thomaz de Aim-da Ma-anho e outros.
R-lator o Sr. desembargador rJuarqoe Lima. -
Mandou-se a nevo jury, unnimemente.
Do RecifeApp-Hante o juizo, appellado Ma-
noel do Naseiioento. Relator o Sr. desembarga
dor Buarque LimaMandou-se a novo jury, una-
nimemente. ....
Do PiaocAppellante JoioManoel de Mana,
appellada a justi?. R-lator o Sr. deaembarga-
dor Buarque Lina.Deu se provimento contra o
voto do Sr. cons-lheiro- Queiroz Barros.
De Taquareiinga Appellante Jos Gomes
Barbosa des Santos, ppellada a justiea. Relator
o Sr. desembargador Boarqoe Lima. -Confirmou-
ae a sentenrja, unnimemente.
De Taquar tingaAppellante Franeiseo Ro-
drigues Chaves, aapMlada a justiea. Relator o
Sr. desembargado.- Pires Ferreira.Confirmou-se
a sentencia, unroiinemaate.
De Goyaooa Appelaotas Pelippe Mello de
-ooza e ouiro, HPpo.lad a justiea. Reatar <
Sr dse bargador Alves Ribeiro. -Coofirmoo-se
a seotenca, meos na parte em que designoo a
Iiha de Feriando para oamprmiMH d* pena.
De Alag.s -App*H maraes, appellada a justiea. Relatet-o-r. des-
mbai-gador Alv.-s RibeiD.-Maudotr-a* a novo
jiiy, u aniraemente.
De G*rhoiis--Appellante Peleberia Virtuo
sa de Mello, appellada a justiea. Relatar o Mr.
desembargador Alves Hibeiro.Mandowse a no
ve juiy, contra osvukwde ^rs. descm'wrgadpres
Oliveira Maeiel e Bnarque Lima.
DeOlioda Appellante Joo Chrysostomo dos.
Santos, appeiiaJa a justiea. Rdator o Sr. des-
embargado! Alvea Ribeiro.Coofirioou-se a sen-
tenca, unanimemeote.
Apnellacoes civeie
Du Maragogy Appellante Jos Antonio da
Oliveira Seuua, appellado Froncisco da Rocha
Heilanda Ca val cante. Relator Sr. conselheiro
Queiroz Barros. Revisares o Sr. desembarga-
dores Buarque Lima e Toseano Barrete.Foram
resabidos os embargos, unnimemente.
Do ReedeAppellante Dr. Jos Joaquim Ta-
vares Belford, appellado Antonio Correia de Vas-
concello;. Relator o Sr. deeenbargadsr Pires
Goncalves. Revisores os Srs. conselheioro Quei-
roz Barros e desembargador Buarque Lima.
Foram desprezados os embargos, contra o voto do
Sr. desembargador Buarque Lima.
Do RecifeAppellante Franeiseo Antonio de
Oliveira, appellados Heary Forstor t C. Relator
o Sr. dosembargador Toseano Barrete. Reviso-
res os Srs. desembargadores Pires Ferreira e
Monteiro de Andrade. Foram desprezados o
embargos, unnimemente.
Appellacoea com nerciaes
Do RecifeAppellante Herm. Pateraon & C.,
appellada Juliana Alexaodcrsoo e outros. Rela-
tor o Sr. desembargador Alves Ribeiro. Reviso-
res os Srs. couselheiro Queiroz Barros e desembar-
gador Buarque Lima.Foram recebidos os em-
bargos contra o voto do relator.
Do RecifeAppellaote Aniceto Augusto da
Silva, appella o Jos da Silva Reis. Relator o
Sr. conselheiro Queiroz Barros. Revisores os
Sra. desembargadores Toseano Barrete e Buar-
que Lima.Foram desprezados os embarcos con-
tra o voto do Sr. dcaembargodor Buarque Lima.
Do RecifeAppcllantes e appellados Bcrnardi-
n Jos da Silva Maia e a massa fallida de Motta
Silveira & C- Relator o Sr. desembargador Al-
ves Ribeiro. Revisores os Sre. oonselheiro Quei-
roz Barros e desembargador Buarque Lima.
Continnou-se a sentenca em parte.
PASSAGESS
O Sr. conselheiro Araujo Jorge, como procura-
dor da cora e promotor da justiea, deu parecer
nos seguintes feitoa :
Appelacao civel
Da Escada-Appellante o colleetor geral. ap-
pellada Maria, eacrava do Barao de Pirangy,
Appellacoea crimea
De GoyannaAppellante Joaquim Manoel PV
reira Nobrega, appellada a justiea.
De Atufa GrandeAppellante o juizo, appel-
iado Joaquim Jos do Naecimeoto.
De Alagda GrandeAppellante o juizo, appel
lado Cosme Sebastio Bezerra.
Do Plane Appellante o promotor puolico,
appellado Manoel Pereira da Silva.
Do RecifeAppellante o promotor publico, ap-
pellado Juveual Francisco de Almeida.
Do RecifeAppellante Jos Flix, appellada a
justiea.
De XazarethAppellante Antonio Cardozo de
Mello, appellado Hecrique Campello de Castro.
Do Sr. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellacoes crimea
Do Buique Appe.lante o juizo, appellado Joo
rtezerra da Silva.
De GoyannaAppellante o promotor, appellada
Joaquim Jos de Saot'Anna.
Ao Sr. conselheiro Araujo Jorge :
Appelacao civel
De CamaragibeAppellante D Maria Joacpha
Accioli do Barros, aopellado Manoel Jos de Lima.
Do Sr. desembargador Oliveira Maciel ao Sr.
desembargador Pin-s Ferreira :
Appellao crime
Do PenedoAppellante o juizo, appellado Joo
Baptista dos Santos.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
desembargador Monteiro de Andrade :
Appellacoes crimes
De Macei Appsllante o juizo, appellado Jos
J -aquim do Naaeimento.
Do Penedo Appellante o juizo, appellado Gal-
dino Joa da Luz.
Do Sr. deaembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires Goncalvea :
Appellacoes crimes
De Souza Appellante o juizo, appellado Pe-
dro Carneiro de Oliveira.
De SerinhemAppellante o juizo, appellado
Luiz Francisco da Silva.
Ao Sr. desembargador Olveira Maciel :
Appellaco exime
Da RecifeAppellante bacharel Aureliano Au-
gusto P r-ira de Carvalho, appellado Joao Alves
Pereira Lima.
Appelacao civel
Do RcifeAppellantes Alberto Vaz & C, ap-
pellado Joo Alves Pereira Lima Jnior.
Appelacao commercial
Da ParahybaA pellante Antonio Correia da
Silva, appellados Figueiredo Irmaos.
D-> Sr. deaembargador Pires Goncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribeiro :
Appelacao ciime
De Taquarctinga Appellante Francisco Pe-
reira da Silva appellada a justiea.
DILIGENCIAS
Com vista ao Sr. conselheiro procurador da co-
ra e promotor da justiea :
Appellacoes crimes
Da Gloria do Goit -Appellante o promotor,
appellado Antonio Franc seo das Chagas.
Oo BuiqueAppellante Pantaleao Rodrigues
de Hqueira, appellada a justiea.
' D. Porto CalvoAppellante o juizo, appellado
Jos Goncalo do Nascimeoto.
De Aguas Bellas Appcllaute o juizo, appella-
do Manoel Alves dos Santas.
Da VictoriaAppelUute o juizo, appellado Jo
s Luiz de Franca.
Appelacao civel
Do Macei apellante o juiso, appellado Ma-
noel Ramos da Silva, s;nhor do escravo Antonio.
Com vista s partes :
Appelacao commercial
Do RecifeAppellaote Joaquim Jos Rodri-
gos da Coata, appellado Joaquim Dia de Al-
meida Costa.
DISTRIBUICOE9
Recursos eleitoraea
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
DeOoricuryRecorrente Francisco Lopes de
Siqueira, recorrido o juizo.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De Petrolina Recorrente e juizo, recorrido
Hermino Pereira Gomes.
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
De Petrolina Recorrente o ju zo, recorrido
Rayraundo Rodrigues da Silva Coelho.
AoSr. desembargador Alves Ribeiro :
Do Petrolina Recorrente o juia de direito,
recorrido Jos Francisco Pereira Gomes.
Ao -r. coas Iheiro Araujo Jorge :
Do RecifeRecorrente o Dr. Jos Mana de
Albuiuerque Mello, recorrido Eduardo Corro U
Silva.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros.:
Do Beoife Recorrente o Dr. Jos Man ds
Albuqu-rque Mello, recorrido Joo BapUsta Cor-
ris de Oliveira.
Encerrou-sea Besso as 2 horas 1/4 da tardo.
IHDIGAvOES OTIS
Me di con
Consultorio mcdini rirurzlco do Dr.
Pedro de Aitanyde Lobo Hoscoso a
roa da loria n. SO.
O domtor Moxcoz d consultas todos os
liaa uteis, ilaa 3 s 10 horas da manh'
Este -onsuitorio .itfnrece a corumodida
de de poder <- ninado, sem *r pwsaaciado par outro
Do meio iia e. i-i horas da tarda ser, a
Dr. Moai-.'jzo Mieoritrado no torreio pra-
i, do Conmercio, onde funcciona a ina
peceo de sadn' dn porto. Pira qualqner
Uestes ious pontois p^lero ser dirigidoa
>s-entunados u >' oart naa mlieadas horas.
O Dr. Arthur Imbassahy, medico ocen-
lista recntcmente chegado, esta cid*de,
d consultas todis os dias, das 8 s 10
horas da laanh, sendo gratis aos- pobres,
no 1. andar do pr dio n. 8, largo da
Santa Gra.
Consultorio allopatico doslsaelrlco
Dr Miguel Themudo d consultas das
12. s 3 u tarl i mi ciinsaltesio roa
rio Barito da Vict.ria a. 7, l.8'andar.
Chamado por escripto a qualquer hor,.


Diario de PernainbucoQuarta-feira 28 de Julho de 1SS6

I
t-

Especialidades partos, ebres, syphdis,
molestias do pulmao e do corado.
Dr. Lopes Pessoa Medico.Residen-
cia a ra de D. Pedro I n. 2, onde pode
ser procurado at s 9 horas da manha.
Consultorio ra do Bom-Jesus n. 37 1.
andar. D consultas das 11 s 2 da tar-
de. Gratis aos pobres.
Dr. Gama Lobo, medico operador e par-
teiro, reside ra do Hospicio n. 20, onde
pode ser procurado qualquer hora do dia
ou da noite. Consultas : de 1 s 3 horas
da tarde. Especialidade : molestias e ope-
rac3es dos orgSos genito-urinarios do ho-
mem e da mulher.
Dr. Brrelo Sampaio roudou seu consul-
torio do 2. andar da casa n. 45, a ra do
Bario da Victoria, para o 1. andar, da
casa n. 5, a rnesma ra, como consta do
sen annuncio inserto na seccSo compe-
tente.
Advocado
O bacharel Benjamim Bandeira, ra do
Impeiador n. 73, 1. adar.
Dr. Seabra. Mudou seu escripto de advo-
cada para a ra do Imperador n. 24.
Drogara
Francisco Manoel da Silva & C. depo-
sitarios de todas as especialidades pharmi.
eolticas, tintas, drogas, productos chimio
e medicamentos homceopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapino
de Francisco dos antos Maeedo, caes de
Capibarioc n. 28. N'este grande estaba e
cimento, o primeiro da provincia n'oste ge-
nero, compra-se e vendo-se madeiras de
todas as quahdades,, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparam obrar
de carapira por machina e por precp3 sen:
1. OOO: 00O$OO
Os bilbetes desta importante lotera de
tres sorteios, que corre no dia 8 de julho-
achatase venda na Boda da Fortuna
ra Larga do Rosario n. 36 e ra do Ca-
bug n. 1.
Como garante dos meas intuitos da futuro offe-
re(o ese modesto panado ao digno eleitorado do
3* distrieto, assegurando-lhe que envidarei quanto
couber eui i-m para elevar-me altura da sita-
cao do pas e para mostrar-me merecedor da con-
fianza co n que me honrar esse digno eleitorado
O meu norte ser o bem publico e o caminb
para elle essa hmrosa confianza que nunca ta' i
ao Ilustre cidado quem aspiro substituir eco-
as \irtudes cvicas tomtrei por modelo.
Subscrevo-me com a maior consideraco e res-
peito.
De V. S.,
Amigo, attento, venerador e criado.
Recife, 6 de Julho de 1886.
Fdippe de Figueiroa Paria.
COMUNICADOS
Ao eleitorado do 3o distrieto
IUm. Sr.O fallecimento do Dr. Antonio Fran-
cisco Correia de Araujo, abrindo urna vaga na de-
putacao de Pernambuc*, determinon a necessidade
de urna oleicao no 3 distrieto, que aquel le Ilustre
cidado to dignamente representava.
Para preencher essa vaga proponho-me eu aos
unragios do distincto eleitorado desse distrieto,
nao movido por impulso proprio, nem tomado de
ambices que eston longe de nutrir, mas por apre-
. aentacao do partido em cojas fileiraa milito e alen-
tado pelo desejo de continuar a prestar servicos ao
paiz nesse posto de combate que me foi indicado.
E', pois, escudada com esse patritico desejo e
patrocinado pelo raen partido, cujo venerando
chefe tenho por amigo, que eu venho solicitar de
V. S. o sen voto e todo o. su precioso auxilio
minha causa no pleito que se.vai ferir brevemente
nesse distrieto, onde V. S. gaga de prestigio e di
poe de mereeida influencia.
..Bem conhecido nesta provincia, onde nasci e
ende tenho sempre vivido monrejar em fadigosas
lides pelas ideas conservadoras, e tsob a gtde
diaquella honrosa apresentacao; creio que ser
me-ha excusada a exhibicao de um programma,
pois que outro nao posso ter que nao o do partido
so qual tenho servido cera dedicsco e esforco.
Entretanto, de harmona com o notavel discurso
proferido no Senado, em 1879, pelo honrado Sr.
conselheiro Jeito Alfredo Correa de Oliveira, digno
chefe conservador em Pernambuce, direi que a
synthese do meu programma -r-pugnar pelas re-
formas, que forera e desenvolvimento pratico dos
grandes principios liberaes consagrados na Con
sUtitojcao e que formara a base das instiuicoe
que.nos, os conservadores, maotemos e queremos
man ter.
Dentro de taes limites ha espaco bastante para
todos, oa melhoramentos intelectuaes, moraes e ma-
teciaes, para todas os commettimentos serios da
poltica, economa, financas e administracao, emfim
para todas as .mais altas aspiraces dos povos
livres, qae viven sob o rgimen parlamentar.
No decurso dos rite annos que constituem a
minti vida publica, sempre girn nessa rbita a
a miaba actividade, e disso fazem prova os mus
modestos esforcos na Assembla Provincial e os
meus pequen trabalhos na imprensa, estes ulti
mos attestados pelo Diario de Pernambueo, em
cujas paginas tenho esteriotypado a minha alma
e o mea coracao, pugnando por tudo quanto se roe
tem afgurado til e vantajoso causa do pas e
mais particularmente a desta provincia.
A negac de saueco ao orea
nento provincial
Voltou a Provincia de boje ao assumpto da
sanecao do orcamento, afim de replicar ao que
dissemos em resposta ao seu primeiro artigo; e,
como e habito seu antigo, torturou o nosso pensa-
mento para accommodal-o ao seu sabor, s conve-
niencias da sua argumentaco.
Nos, posto que criticando a summa do orcamen-
to, dissemos em substancia qne, tendo soffrido a
redaccao de projecto muitas emendas, nao sendo
poesivel ao Exm. Sr. rice-presidonte da provincia
julgar delle pela redaccao publicada no Diario de
18, e nao tendo chegado ainda s mos de S. Exc.
o original do mesmo projecto, nao poda o honrado
administrador da provincia ter juizo formado acer-
ca do orcamento, e pois erara prematuras as refle
xoes da Provincia, que assentaram em um falso
supposto, em boatos de raa.
Accrescentamos mesmo, para fechar o nosso ar-
tigo de 23, os seguintes periodos :
O velo presidencial le de meiosli provin-
cia de facto um acto grave, que nao ser prati-
cado sem moita reflexao, sem maduro exame e es-
tudo aturado; mas, se o exame de medidas dam-
nosa provincia o aconselhar, nao vemos porque
causa, dadas as razoes constitucional e histrica,
ha-de ser posto margem.
A questo a ser resolvida esta : formulado
um mo orcamento, qual convem ao interesse pu-
blicosanccional-o, ainda que com prejuizo da
provincia, ou oppr-lhe o vito, causando provin-
cia igualmente prejuizo?
Tudo se resume, pois, em saber onde o muor
mal; e como este que em ultima analyse deve
ser preferido, coroprehende-se qnao'ardua a mis.
sS i do honrado administrador da provincia, tendo
de pesar os dous factos e dar preferencia ao que
fr menos prejudicial.
S Exc. s pode, nois, apreciar e resolver so-
bre o projecto de orcamento, tendo-o en suas
mos, e elle ain U nao foi rem -trido sanecao.
Descanee, portanto, a Provincia. O honrado
administrador da provincia bu de bem ponderar
as cousas, e cortar o n-gordio pela melhor for-
ma, isto de modo que a provincia nao seja sa-
crificada, como alias sempre lem procedido.
Abi est perteitsmente definido o nosso pensa-
mento em referencia administracao, no que con -
cerne ao ore -miento ; e claro, clarssimo, que fir-
mamos a these de que o Exm. Sr. vice-pres'dente
nao tinha externado juizo que autorisasse algU"m
e menos a Provincia- suppor que eaacciona
ria on dexaria de sanecionar o orcamento.
Entretanto a Provincia diz, boje, que confirma
mos as considerares que ella fizera sobre o vilo
presidencial ao orcamento!
Isto nao modo de argumentar Isto faltar
aos mais cemesinhos preceitos da lgica, abusar
demasiadamente do direto de discutir as proposi-
ces emittidas ex-adverso, at recorrer artifi-
cio fraudulento para e*usar damno terceiros !
Posto, porm, de parte esse desvio da Provincia,
temos para dizer-lbe que, se o v'o restrictivo ;
ss nao se encontra em parte alguma autorisaeao
para um presidente de provincia negar sxncco
urna le e em substituico mandar vigorar outrn ;
UiLbein nada forja um presidente de provincia
sanecionar urna lei que repute prejudicial aos in-
teresse* pblicos, e a praxe seguida, desde longos
snnos, em relaco s leis orcameutarias c de for-
5a policial, no caso do vilo, mandar vigorar as
leis anteriores.
Os casos de nao eanecao esto figurados no Ac-
to Addicion il, e dea'.ro dos limites ahi tracados
tem o presidente de provincia inteira liberdade
de aeco; e, pois, a tbeoria da Provincia seria o
tolbimento dessa liberdade, seria orna violacao
das garantas constitjcionae, se fosse aceita e
praticada.
Nunca assim procederam os amigos da Provin -
da em nenhuma das circumscripces territoriaes
do imperio. Ao contrario, sempre negaram sanc-
cSo s leis constitucionaeslei de meios e loi de
forca policiale mandaram vigorar as anteriores,
tanta era a convicc&o que tinham de que se o Ac-
to Addicional autorsa o vito nao prohibe ajjroro-
gativa de leis anteriores, at que o poder compe-
tente corrija a lei nSo aanceionada oa vote oatra
que a substitua.
As convocaces extraordinarias das assemblas
provinciaes servem tambem para esses casos, e
remedio autorizado pelo Acto Addicional, remedio
efiicaz, que corrige o abuso, quando este se dS.
Assim, pois, sem fugir urna linha aos preceitos
lepaes, sem offender de leve seqner ss tradieces,
e untes respetando-as inteirameate, podem os
mais intransigentes conservadores sustentar o que
temos expendido de conta propria, porque a dou-
trina constitucional e accorde com todas as tra-
dieces polticas.
Arbitrio haveria, se negada sanecao urna lei,
o presidente de provincia fizesse urna nova le,
seu geito, e a impozesse circumscripcao que di-
rige. Mas, negar sanecao orna lei, e mendar vi-
gorar, at ulterior resolucSo da respectiva assem-
bla, oatra lei anterior por ella votada, praxe
seguida em todos os psizes constitucionaes, me-
dida que circumstancias imperiosas autorissm, e
que nenhum embaraco oppoe. em referencia ao
caso em questao, o Acto Addicional.
Assim sempre pensaran e praticaram os libe-
raes ; e se agora a Provincia sosten-a outra opi-
nio, nao seno porque tem interesse inmediato
na sanccSo do orcamento, onde amijos seus sao
COMERCIO
Bolaa contmerelal de reman
baco
RECIPE, 27 DE JULHO VE 18Se.
As tres horas da tarde
CotacSe officiacs
Cambio sobre Para, 15 d/v. com 3/8 0/0 de des-
cont.
Cambio sobre Londres, 90 djv. 20 5/8 d. por
1*000, do banco.
Cambio sobre Pars, 90 d/v. 465 rs. o franco, do
banco.
Cambio sobre Lisboa, 90 d/v. 157 0/0 de premio,
particular.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
RENDiMENTOS PBLICOS
Has de Jalho de 1886
ALFANDEGA
Bnm qkbai.
Da 9 a 26
Idea d27
Boba novniciAL
De 2 a 26
dem de 27
406:4724583
17:891*117
52:559*756
1:505*392
484:363*700
54:065*148
Total
BacaasmoauD 2 a 26
loea de 27
478:428*848
22:742*317
551*850
23:294*167
CoawoLAoo Paonxcut.D 2 a 26 127:932*430
dem da 27 415*581
128:348*011
troPB DRATMAOB -I 6 2 26
dem d ll
12:244*110
438*451
12:682*561
DESPACHOS DE IMPORTAQAO
Patacho sueco Bilma, entrado de Muutevidj
no dia 26 do correte e consignado a Maia & Be-
zende, manifstou :
Xirque 225,000 kilos ordem.
OK'iPAGBOS DE EXP^'JACAO
Em 26 de Julho de 1886
Para o exterior
Nao houve despacho.
Para o Interior
No vapor nacional Baha, carregaram :
Para Manos, Amorim L mos & C. 60 oarris
com 5,760 litros de aguardeate ; Baltar Irmos
4 C 40 barris com 3,60<' litros de agurdente e
60 volumes com 2,862 kilos de assucar branco ; P.
Alves & C. 30 barricas com 1,803 kilo de assucar
branco ; F. A. de Azevedo 50 barricas com 3,015
kilos de assucar branco ; P. Pinte & C. 25 barris
com 2,400 litros de agurdente.
Para o Para,- V T. Coimbra 200 barricas com
17,439 kilos de assucar branco ; F. A. de Azeve-
do 300 barricas com 20,055 kilos de assucar bran-
co ; P. Alves & C. 25 barricas com 1,000 kilos de
assucar refinado ; P. Carneiro & C. 450 barricas
com 26,140 kilos de assucar branco ; M. J. Alves
25 barricas com 868 kilos da assucar branco ; J.
A. da Costa Hedeiros 70 barricas com 3,011 kilos
de assucar branco ; Bartholomeu & C. Successo
res 5 caixas vinho de jurubeba.
Para Maranho, A. B. Correia 20 caixas caju-
rubeba; F. A. de Azevedo 20 barricas com 1,025
kilos de assucar branco.
No hiate nacional Ire, carregaram :
Para Maco, P. Alves & C 4 barricas com 204
kilos de assucar branco ; M. A. Senna & C. 4
barricas com 310 kilos de assucar branco ; J. J.
de Amorim 50 saceos com farinha de mandioca.
No hiate nacional Geriquity, carregaram :
Para Macahyba, P. Alves k C. 30 barricas com
1,758 kilos de assucar branco.
No hiate nacional Aurora, carregaram :
Mossor, S. Nogueira & C. 12 barricas com 860
kilos de assucar branco.
rancamente beneficiados, como acontece por exem
essa commissao escapanscm alguns erros e equ-
vocos. E justamente para corrigir uns e outros
qua discute-se, antes de spprovar, a redaccao dos
projecto s.
Citando o fseto, o que ti vemos em vista foi de-
monstrar que, pela simples leitura da redaccao do
projecto tal como foi publicada, nao se poda for-
mar juiso seguro do sea valor econmico, poique
algumas das emendas feitas posteriormente, para
harmonisal-o com o vencido, o alteraram profun-
damente.
Nem aso significa a desharmonia poltica do
pa.tido conservador, como a Irovincii insina, pe-
dindo auxilio ao seu antigo veso de intrigar Por
maior que seja a harmona de vistas entre a ad
ministraco e a Assembla, nao pode o presidente
da provincia formar juizo seguro sobre as leis an-
tes de tel-as em mo, antes de examinal-as e pe-
sar devdamente todas as suas disposices, todos
os pros e preealcos, antes de fazer em summa urna
especie de baltnco, cojo saldo ou dficit Ihe ser-
vir dn criterio para dar ou negar -Ihes sauccao.
NSo outro o pensamento dos arts. 14, 15 e 16
do Acto Addicional; e mal andara^* presidente
de provincia que abras0, mo do seu direito de li-
vre exame dos projectos sujeitos saneco.
E' o que far o honrado Sr. vice-p.esidente de
Pernambueo. Examinar o projecto de orcamento,
estudal-o-ha, pesar o bem e o mal que elle pode
produzir; e s entao pronunciar o sea veredic
tum, que hade ser harmnico com o interesse pu-
blico.
27 de Jnlho de 1886,
lo relativamente aos arts. 30 e 34 do projecto,
para nao fallar de outros, que incorrem em igual
pecha e que sao, como aquelles, prejudiciaes pro.
viucia.
A verdade, a triste verdade que a longa cauda
do orcamento contm materia inteiramente extra-
nha recelta e despena, como fizemos sentir no
nooso artigo de 23. Para proval-o basta citar os
arts 5, 6, 7, 8, 9,10, 11,12, 13, 15, 16, 17, 21, 22
23, 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 33, 34 e 37.
Ahi nesses artigos, que todos contm dispogi-
cOes imperativas, sao concedidos abates e remissoes
de dividas e impostos ; sao decretados contractos,
e privilegios ; sao prorogados contractos lesivos
provincia ; sao postas fra da aeco governativu
as loteras, as celebres loteras do fundo de eman-
cipaco; sao removidos e nomeades protes sores e
transferidas cadeiras ; emfim sao concedidos favo-
res de toda ordem, em detrimento dos interesses d
Yazenda provincial e das atribuices da adminis-
:rnco.
E o que valem as autorisaces, de que faz cabe-
dal a Provincia, em face de tantas e to perni-
ciosas resoluces imperativas ? Pode isso, em b*
e s poltica, ser considerado como prova de con
fiauCH ?
A Provincia sabe perteitamente que assim nio
, pois que os seus amigos, quando se tratou na
Assembla de tirar do orcamento os enx rtos que
|ho forsm feito, para coustituirem projectos sepa,'
ra ios, votaram contra essa medida, e conseguram
o seu intenta, gracas m.iorU eventual que obti
verarn na occasiio, auxiliados como foram por al-
guns, felizmente poucos, conservadores.
Entretanto, a Provincia, fingindo-se de Vestal,
pergunta como, sendo o orcamento prejudicial, o
Exm. Sr. vice-presidente foi prorogando a As-
se.nbla, como qwem espera e precisa do que se
est fazendo ? A resposta fcil: o honrado ad-
ministrador da provincia nao p idia prever que
cauda orcamentaria fu-aria agarrada ao corpo como
Prometteu a> roehedo. S. Exc, como todos, ace-
ditou que obontra p-rderia o apndice para te
tornar um ser commutn da soa especie ; e a Pro
vincia sabe que foram os seus amigos, na forma
indicada, que fiz rara cahir a emenda que separava
a canda para constituir projectos separados.
E isto passou se no dia 19, e a Assembla en-
cerrme 20 do corrente A que fica, pois re-
ducido o argumento-hercleo das prorogices?
Estas eram de necessidade que fossem couuedidas
para que a Assembla votasse as leis annuacs ; e,
de certo, se nao fossem ellas votadas por falta de
prorogaces, a Provincia criticara, e com razo, a
adininJstracao.
Diz tambem a Provincia que pos acensamos os
nossos correligionarios, prirci palmen te os meon-
brs da mesa, da redaccio do orcamento como dif-
erente do votado.
E' falso. Nao fizemos tal aecusaco. O que
dissemos foi que a redaccao do orcamento, tal como
fui publicada 18 neste Diario, nao estava de ac-
cordo com o vencido, em varios pontos. A prova
est em que, quando foi discutida, essa redaccao
soffreu urnas vinte emendas.
Que culpa, teve nisso a mesa, se ella nao res-
ponsavel pelo trabalho da commissao de redac-
cao? A' esta mesma commissao nao se pode cri
minar. Em meio da aluvio de emendas offereci-
das ao orcamento em 2.a e 3.* discussao, em nu-
mero superior i 400, nada ha que extrsnhar que
M.uuo.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 27
New-York por escala24 dias, vapor d-
glez Cearense, de 889 toneladas, com-
mandante John Jellard, equipagem 30,
carga varios gneros ; a Joonston Pater
(J.
Hamburgo57 das, brigue alleralo Meyer,
de 297 toneladas, capitao John Waack,
equipagem 10, carga varios gneros; a
Fonseca IrmSos d C.
Maco20 dias, byato nacional Aurora
11, de 40 toneladas, mestre Manoel
Duarte da Silva, equipagem 5, carga
varios gneros; a Carlos Antonio de
Aran jo.
Navios sonidos no mesmo dia
Manos por escalaVapor nacional Bahia,
commandante Silverio Antonio da Silva,
carga varios gneros.
MaceiPatacho inglez Eurelca, capitao
D. L. Ross, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Argentina Neva N- do sul boje
do sal aman ha
Scholar da Liverpool aman na
Jaguaribc do sul a 30
- Agosto
Patagonia da Europa a 1
S. Francisco do sol a 1
Espirito Santo do norte a 3
Senegal da Eurepa a 3
ViUe de Bahia do sul a 5
Principa, do Grao
Para da Bahia a 5
Vie de Cear da Europa a 5
Para do sul a 6
Uondego da Europa a 10
Cear do norte a 13
Trent do sal a 14
Manos do sal a 16
Petropolit de Hamburgo aO
Bahia do norte a 23
Orenoque do sul a 25
Espirito Santo do ral a 26
LaPlata do sal a 29
PUBCACOES A PEDIDO
A actual admlDlstraco da pro
?inda e o orgo liberal
I
Os interesses prejudicados e os clamores
suspeitos que a imprensa partidaria apre-
goa, au podem ser tidos como verdade.
Sectarios da liberdade da imprensa e re-
conhecedores da necessidade, de peridicos
que advoguem os vastos interesses das cas
ses intransigentes da soeiedade, applaudi
mos a creaao nesta capital da Provincia,
orgao do partido liberal, -pezar de reeo
Dhftcermos tambem com Bluntschli (em seu
tratado de Poltica] que o jornal poltico
lauca quasi sempre mo dos meios h -itos e
Ilcitos, at mesmo dos que arrastam de-
gradado moral.
NSo podemos deixar, pois, de applaudir
o appareuimento de una folha liberal, por
que era de esperar nao itnitasse ao Tempo,
na opposicao systcmatica s diversas admi-
nistra c3 s da provincia; meio esse de op-
posico censurado o reprovado pelos che.f lib-Taes, j na tribuna, j na imprensa ;
infelizmente cedo, nos convencemos do
contrario, e verificamos a xactHSo do se-
guinte pen^araentn dei Chateaubriand : -
k a vos do interesse, muito mais attendi-
da do que a voz da verdade.
Jamis nos deixaremos levar reas pri-
meira impressS-s ; seguiremos de hojo em
diante o conselho d'um moralista : nada
aceitar sera rauito refleetir, porque, tudo
qu^ existe debaixo do sol est sujeito ao
abuso lo hornera.
O leitor imparcial que tiver acompanha-
do os dias de vida do peridico liberal, que
se diz orgao desse partido; que tivur lido
e meditado sobre as diversas prodceles
de sua redaccao, ha de uonvir coranosco
que, elle icho d'uraa opposigo cal -alista,
que pinta quasi sempre com cSres negras,
os factos communs e triviaes da adminis-
tracao do estado, que diariamente desvir-
ta., truendo de falso o que todos vm e
observara ; e que condemna hoje, o que
inda boutem louvava, quando os seus cor-
religionarios estavam no poder e praticam
tambem o mesmo qne conderanavam.
A segunda ediecSo da Provincia, nada
menos que o prolongamento da primeira
ediccao de 1874.
Os seus artigo* silo manifestados pela
mesma penna, em moldes subversivos de
todos os bons principios polticos da esc
la moderna.
A Ilustrada redacejio, coraposta de mo-
cos independentes, desconhece o valor da
coherencia em materia poltica, o nem ob-
serva o que tanto reeotnmendava, o idola
trado pernambucano, de saudosa memoria,
o liberal sincero e convicto Dr. Aprigio
Guiruarles, na Opiniao Nacional: A
verdadeantes de tudo, ser um meio sin-
cero da conquista da opiniao publica. >
O desejo do poder, das posic5es sociaes,
o brilho e gloria de jornalistas polticos
tem feito com que aquelles que dirigem a
Provincia, negu m a luz da verdade, e nao
poseam ver com bons olhos os actos prati-
cados pelos que dirigem actualmente os
destinos da naco e desta provincia.
De tudo se aproveitara ; at de factos
insignifcantissimos para fazerem motim e
assedtarem sobre elle as suas boteras.
NSo admissivel essa norma de opposi-
cao, que afinal acaba por aesmoialisar-se,
Porque razo a Provincia nSo defende a
bandeira liberal com a mesma honestidad,
o mesmo ardor, o mesmo entbusiasmo com
que a defenda Feitosa, Jos Teixira, Ur-
bano e Aprigio GuimarSes ?
Esses batalhadorea, esses valentes gene-
raos, em seus artigos na imprensa, discu-
tiam principios, estabeleciam doutrias,
acompanbavam com isencSo de animo, a
marcha do paiz ; apontavam os erros e os
males praticados pelo governo, ao qual au-
xiliavam na pratica do bem.
Hoje, tudo est mudado; a imprensa
entregue aos mocos, que precisara, como
bem disse o Dr. Ramiz Galvao, de enastar-
se para as futuras lides da patria, por isso
mesmo mister que o hornera de estado,
que j conhece os abrolhos da poltica,
aponte-lhes o caminho, seguindo-os de lon-
ge com a vista, modere-lhes o ardor dos
annos, corrja-lh os erros, mas sem acri-
monia e desprezo.
Sim.
E' necessario que a Provincia modere de
linguagem; deize de ser orgao exclusivo
do Sr. Jos Marianno, qaem cobrem de
ovagoes e adorares, deprimindo ao contra-
rio, aos adversarios.
E' justo, mais que natural, a imprensa
poltica, elogiar aos seus lidadores, que
apeiar das vicissitudes da vida commum,
da vida poltica, pela tenacidade de urna
vontade de ferro, dedicaco, actividade
e trabalho, merecem ser recommondados
posteridade e servir de exemplo aoa novos
combatentes; mas nister tambem nSo
deprimirse aos antagonistas, porque esse
systema, um mo recurso que denota a
atropina de direitos. Domis, lembrem se
os nossos adversarios que at o proprio sol
tem manchas; eclipsase as vezes.
Varram, pois, d'uraa vez para sempre
essas questiunctdas o intrigas de aldeia;
essas injurias, esses doestos, essas phra-
ses, essas facecias, que servem somente pa-
ra emporcalhar o jornal, que deve ser bem
liropo, se exaotu o anexim de Jos de
Alencar: o jornnl a toalha com que n
civilisacSo, todas as manhs lirapa o rosto
ao publico-
E' mister, que em Pernambueo, se aca-
be de urna vez para sempre esse pessitno e
ruim oostume de malsinar as reputacSes
alheias, iazeado se praca de odios poque-
ninos e sentimentos pouco nobras, para de-
preciar o mrito e servicos dos ho nens de-
dicados ao paiz, as artes, as letras e scien-
cias.
Rcprovamos e deploramos de coracao
como pernambucano, esse mal que tem rai-
zes profundas, produz destrojos igaaes ao
cancro, e s a continuajao do tampo e urna
boa educacSo poltica poder extinguil-os.
Combater se, censurar um acto boas, de-
primil o porque orignou-se d'ura adversa-
rio, um attentado le natural da justi-
ca, moral e verdade christa.
Quem escreve este artigo, raoco, seote
o mesmo enthuiiasmo pela patria, que os
mogos da Provincia, upezar de ter adopta
do escola opposta, por isso mesmo, falla
com sinceridaie, e tem ainda alguma es-
peranza.de ver, em poca no remota, rae-
lhorado esse estado mrbido di patria.
Sim.
Quem como nos meditar sobre os ma-
les que se presenea ; quera estudar seria-
tn'.'nte o meehanisrao so al que nos rege ;
quem tiver lido os publicistas e acorapa-
nhado a agitacao. t, febre de revolucao, de
conquistas e equitac5esd#s paizes Eunpeus
e dos noss-8 visinhos platinos, re onhecer
que o Brasil, apezar dos obstculos que tem
encontrado, apezar de sua virililade, nao
se acha no grande abatiraento ou desmo
ronamento, como os timoratos e os espri-
tus desvarados propagara.
Em uraa longa serie de artigos estudos
POLTICOS que publicamos na iraprensa de
urna das provincias do sul, dissemos entSo
e repetiremos hoje : os nossos males ; os
nossos defeitos; esse mal estar das classes
productoras do paiz, n.lo provm das ins-
tituigSes, mas da falta de patriotismo, com
que ambos os partidos se apresentam a
advogar a causa do povo; das theorias
egostas que os estadistas professam e pro-
clamara, com os qua"8 nada lucra o
paiz, especialmente o humera do povo, que
involto era completa ignorancia, entrega-se
a<> inriiff-rontismo politice, e deixa correr
revelia os seus legtimos interessus e nao
trata de adquirir a energa tao necesjaria
para a realisacao das qucst5es que inte-
ressam de perto aos seus direitos, isto por-
que neste paiz, a e lucacao politi a anda
desconhecida
Nao se persuadan) os Srs. redactores da
Provincia, que se educa o povo com es-
criptos laudatorios a este ou a aquelle in
dividuo, ou desmoralisaodo-se as institu
c5es que tan ti custaram aos nossos avoen-
gos e nos foram legados como um thesou
ro inesgotavel, porque ellas, diga se a ver-
dade, a synthese, de todas as liberda-
des individuaes.
A ertucajo do povo, preparando-o para
o bem emprego dos direitos polticos, o
melhor aervico que um hornera poltico
pode prostar, pirque como bem disse o Sr.
J .aquim Nabuco em sua conferencia aos
artistas ; trabalhar-se educando o povo,
nao s promover a felicidade da patria,
recommenda'--se s b*nc3os, aos applausos da
posterioridade.
II
Somos imparcial j o dissemos quando
em 1884 discutimos a questao de emanci-
poslo dos escravos e o pleito eleitoral de
1. de Dezembro. Paxoou interesses po-
liti eos nao nos arredam da trilba que entao
seguimos, por isso, defendendo de injustas
a :eu8ac5es ao actual presidente, com quem
apenas mantemos relacoes de cortezia, nao
praticamos mais que um acto de puro ci-
vismo, como bom pernambucano que pre-
samos ser.
Sentimos profuodamento ainjustica co que a Provincia tem ltimamente se oceu-
pado da administraco do honestissimo ci-
cladlo que dirige esta provincia, o Dr.
Ignacio Joaquim de Souza LeSo.
O poltico sincero aue tiver tido o expe-
diente publicado no Diario Ofjicial, reco-
nhecer o modo justo, leal e imparcial com
que esse Ilustre pernambucano tem se ha
vido na gestSo dos pblicos negocios.
Os verdaderos principios polticos nao
admittem o jogo das armas com que actu-
almente se servem os redactores da Pro-
vincia.
Se boje a opposicao, insulta, ridiculari-
sa os caracteros honrados do partido con-
servador; amanhS, quando governo, nao
poder se queixar se forem empregadas es-
sas mesmaa armas que s servem para
molestar a quem as joga.
Vamos demonstrar que o Dr. Ignacio
Joaquim de Souza LeSo nSo merece as in-
justas accusacSes que lhe tem sido fei-
tas pela Provincia, e para isso seguiremos
o methodo analytico, isto examinaremos
os actos administrativos ltimamente cen-
suradas pela opposicao e faremos passar
por um confronto com as administracSes
dos Srs. BarSo de Catar, Epaminondas
de Barros e Adelno.
Antes, porem, de iniciar esse trabalho,
teremos necessidade de pormos sobre a
vista da redaccao da Provincia algumas
palavras escripias em Maio 1881 por
um seu correligionario, que por vezes com
mais ou menos variante foram reproduzidas
no parlamento, como resposta opposicSo
conservadora: oucam I
A opposicao deve certificarse dos fac-
tos, que censura e conhecer os principios
que regulam as materias que discute.
A inexactidSo dos factos argidos ar-
ruina pela base as aecusasSes a que ser-
t ve de fundamento ; e a simulada igno-
rancia dos principios que dominam em
< materia de discussao se poda demonstrar
a destreza e recursos das opposiooas sys-
temticas, convence tambem da m f,
eom que ellas fiscalisam a marcha dos
negocios pblicos.
E' sob o ponto de vista do interesse
c publico, que deve ser exereida auna tal
< fis ialsaeao e nao i luz das convenien-
cias pessoaes ou dos partidos
Atienda, pois, a Provincia para o que
dexamos dito e medite at amanh.
A candidatura do Dr. Felippe d
Figueiroa
A apresentacJo do nome do Dr. Felip-
pe de Figueiroa para preenchimento da va-
ga de deputado geral do 3o distrieto pelo
partido conservador, foi nma medida de
interesse publico e de acert e prudencia
da politi -a dominante. Ainda esta vez o
conselheiro Joo Alfredo e seus amigos
dSo um testemunho solemne dequequerem
como representantes de sua provincia, ho-
mens que possam bem desempanhar o
mandato, e que sejam conhecedores das
medidas mais urge ates a salvar o paiz das
escabrosidades que atravessa.
O candidato apresentado possue todos os
dotes e requisitos necessarios ao lugar
que lhe confiado.
Com urna vasta comprehensSo do que
sejam financas, com u-na illlustrajao inve-
j-ivel a respeito da poltica alta que ensina
rege doutriaando, com elevados conheci-
raentos era amitos outros ramos de negocio
de interesse publico, o Dr. Figueiroa, as-
seguramos, sendo eleito, honrar muito a
sua provincia e so ioporpelos merecimen-
tos admiracio dj seu partido e mesmo
aos seus a iversarios.
O partido conservador foi rauito feliz e
bem avisado, escolhendo o Ilustre Dr.
Figueiroa para substituir o nosso sempre
lembrado Dr. Correia ie Aranjo.
O eleitorado do 3o distrieto, pois, compe-
netre-so da neeessidade de mandar para o
parlamento horaens como o Dr. Figueiroa,
o mais tarde bem o dir o seu acto, diante
dos anoaes da Cmara, onde fiearao archi-
vados os luminosos pareceres do Ilustre e
profundo publicista.
(Do Binculo de 24 da Julho.)
Tdcarat
Sobre o artigo inserido noste Diario, em data
de honteai, uao posso deixar de protestar contra
alguna tpicos delle.
Nao entro em questes polticas, porque nao gos-
to dessa pra^a que se chama poltica no meu
paiz.
Todava, conhecendo perfectamente o Sr. Val-
passos, cumpio i-i.- coutt-star o Sr. Joaquim Ca-
valcante, na parte em que diz, ter elle em vista
a chefia da poltica : se elle quizesse ser chefe da
poltica, sl-o-bia, porque con a em Tacarat com
geral atfeicao ; e como sabe o publico, a chefia de
p ilitica nao se impoe : adquirida por atfeices
de que gosa o individuo na localidadc em que re-
side.
O Sr. tenent*-coronel Cavalcante n5o conta
com essa nificao; verdade que tem se insinua-
do perante o governo, pelo que gosa do prestigio
oftiL-ial, e ii.U mais.
O Sr. Valpassos nunca quiz e nem quer ser che-
fe ; tanto assim, que fui presidente da Cmara
mais de 10 anuos, por exigencias dos amigug so-
mente ; e sendo amigo de t-dos, s desejnva que
se respeitasse aos purentes de sua mulher, que sao
liberaes e cidados pacficos; o motive de seu
rompimento foi occssionado pelos demandos de
seus correligionarios contra seus pareotrs, isto ,
contra eeus cunhados.
O dicer a Sr. Cavalcante que o Sr. Valpassos
nio possue um cavallo, e muito menos um cont
de res, realmente digno de irriso ; porque o
Sr. Valpassos senhor da melhor propriedade de
Tacarat; elle rec>nhece que pobre, porque em
Tacarat nao ha fortuna que possa dnr e nome
de rico a pessoa alguma Ou o Sr. Cnvalcante
ignora o valor de um cont de ris, ou nao serio
em diz'T que o Sr. Valpassos nao possue um con-
t de ris! !
Se o Sr. Valpassos nao fosse dn urna philantro-
pia pouco vulgar, cem certeza teria urna boa for-
tuna, porque trabalhador e o primeiro agricul-
tor de Tacarat; baja vista sua grande proprie-
dade e a cultora de alg dio que manipulada por
mais de 40 trabalhores.
Nao preciso mais faser eommentarioa sobre a
vida do Sr Valpassos; apenas digo ao Sr. Ca-
valcante que quem nao possue um cavallo, nao
pode dar, como den o Sr. Valpassos seu prente
Gabriel Rodrigues Lima, urna Sanca de collector,
a qual anda se acha em p nao obstante o mesmo
Sr. Gabriel j ter prestado suas contas na Tbe-
souraria.
Tenho dito.
Recife, 22 d'. Jalho de 1886.
Manoel Souto de Araujo.
Illtus. Srs. redactores
Lendo o Diario das Alagos de 20 do corrente,
deparei com um artigo de sua digna redaccao e
que diz respeito ao recoohecimento do Exm. Sr.
conselheiro Theodoro Machado, Ideputado geral
por esta provincia, e para os Srs. liberaes conven-
cerem-se de que nao s aqu que se aprecia dito
conselheiro, peco a Vs. Ss. o favor de trans;reve-
rem dito artigo, o que muito lhe .agradecerei.
Recife, 27 de Julho de 1886.
Um pernambucano.
Deputado o-eiulNa cmara dos deputado3
acabam de ser reconhecidos os poderes do desem-
bargador Theodoro Hachado, candidato pelo 2-
distrcto de Pernambueo. E nem outro era de es-
perar fosse o veredictum da cmara nessa
3nesto de veriheacao de poderes entre o candi-
ato reconhecido e o Dr. Jes Marianno, sem
conspurcacao do direito, violacao justica.
Parlamentar de nota, < stadista eminente, o
il lustre desembarga dor um dos benemritos que
constituirn) o memoravel gabinete que dotou o
pas com a urea lei do ventre livre, cabendo-lhe,
na qualidade de ministro da Agricultura a glo-
ria de apresental-a.
A representecao nacional felicitamos por con-
tar em seu gremio mais um membro distincto por
seus servicos causa publica e ps^sua llustra-
cSo. *
Protesto
Recife, 24 -Julho -1886. Cassius.
T Tendo os abaixo assignados, sciencia de que
certo qudam anda passando bilbetes de rifa, em os
quaes declara que os premios sao pagos pelos abai-
xo assignados, decUram que inexacta tal asser-
cao, por isso que nao passa de urna industria do
mesmo qudam que alm de tudo... um cara
dura.
Recife. 27 de Janho de 1886.
Figuredo & O.
Loja do Paraizo a. 18
Igreja Presbiteriana
Nessa igreja, sita raa do Imperador, onde es-
tao correntio os respectivos bandos, pretende ca-
sar-se Abdon Americo de Aquino com Amelia
Maria de Figueiredo Davis.
Aos pas de meas alonaos e ao
publico em geral
Venho scientificar-vos que em cousequencia de
motivos imperiosos suspend as aulas do meo cur-
so ra do Imperador n. 46, e que resolv leccio-
nar, alm das materias do referido curso (segundo
o novo programma da instruccao publica) porto-
guez e arithmelica.
Para informaces indicarei o mui digno delega-
do litterario Dr. Olymp'o Marques e os amigos que
conhncem a minha applicacSo.
Poderei ser procurado na Llvraria Francesa
ra 1 de Marco n. 9.
Recife, 27 de Julho de 1886.
Galdino de Barros.
Despedida
Tendo de seguir para Portugal no dia 25 deste
mes, por incemtnodo de sade e nao podende des-
pedir-me pessoalmente de meas amigos, faco-o pe-
la presento offerecendo-lhes all os meus ser vicos.
Deixo por procuradores Joaquim Dias da Silva
Azevedo Lemos, Jos Antonio da Silva Lapa e
Antonio Rodrigues do Reg.
Recie, 21 de Jalho de 1886.
Francisco Jos da Silva Lapa,
<
~M

MiM


Diario de Peniainbuwityuarta--feira 28 de Julho de 1886

>

a
30
LlUlBIl.tXV-l
SOBRE O TMULO
Luiza da Costa Honorato
DIA DE SEU PA8SAMENTO
Elei^o
Dos julzes e jiilz.t por elelco
d fesCa de Xssa Kenhora do
Livramento d" Recife, que
derc ter lugar no da S 3 de
Setembro de 1 *.
Jatees por rleico
O Illms. .-rs. :
Vi conde (1- Mceejana.
Major J..qniui Ignacio da Lar..
Galdio Kni'st) do Medeiroa,
Antonio Mana da Silva.
Boaveutuia Gomes aa Costa.
Antonio l'nnea ai: V.ise nc l;>s.
Joaqnim Niooio F. rreira.
Joaqun da Costa Pereira.
Dr. Antonio .). dH Costa Ribero.
Jos Cleujeatiuo Uenrique da Silva.
Profeseor Migan! Archunjo MindeMo.
Padre Man wi Mor ir; da Gama.
Ju zas por eleicto
As Exoias. Srus. :
D. Luiza Franeisea d D. Airt<-lia Temporal.
D. Rufiuiana Guimaroes.
D. Victoria Mina das Nev^s.
D. Emilia Adelaida Pereira.
D. Antonia da Costa Kib.iro.
D. UrcUioa Joveacia dos guatos Guimaries.
D. Mara Cobcei^So Se i -\ ia.
D. M ria da Cjiici icio c Silva.
D. Anna Maa Vreira das Nevvs.
O. Jose->b:i Francisca Ltur.'iro.
D. Mam Barbosa ca Paixiw.
Juiz-s protectores e protectoras, todas a< pes-
soas a q loin a c lasioiisSo baiso assi guada tem-
se dirigidoe continua p>r meio de cartas de par-
ticipacao.
Consist.-rio da Cmfn.rU de Nossa Senhora do
Livramcto da cidade Jo R-;cifc, 1" de Julho de
1886
A commis-iil da f-'ste
Juiz, JoSo Gualberto da Silva.
Vic-juir, Jomo G mili Lourer i.
Hetvttarw, Tita Machado r'n ir de Barros
l'r. curador geral, Man >el F. de B. Reg.
Thesotireiru, Joaquim I. do Espirito Santo
Arpa E!:>r:.:.i ife Hurray A Lanmnn
1*
Alm da sua avantaj ida fuperioridade como um
perfuiac s .bre as inaia valiosas ompisiccs es-
tranmira*; esta deliciosa quao doteitavei essen-
eia fi.ral, fnna um' adradav. I lavagem para os
denti-s e gingivas servin i > de conservativo para
os mearnos, e como applicacao suave e modificante
para a p-dle do rosto depois de se haver feito a
barba, diluida ein agua. Um lenco mol hado om
algumas gottas da mesim e applicado s testas,
as tontea, proinpt>.ineuto dissipa e faz desappare -
cer as dores de cabeca as mais violentas ; e as se-
nhoras, que prcsain sobictudo urna eompleicao cla-
ra e transparente, aeompaubada d'uina pelle ma-
N. 9. A Emnlsao de Scott fortifica e
desenvolve o systema osseo e nervoso das
criancas debis e rachiticas, e nao ha nada
que possa se comparar este remedio Uti
agr idavel ? reconstituate para a cura das
doencas dovidas a m condigno do sangue
e debilidade do corpo.
Dr. Coi Leite
Medico, parieiro e operador
Residencia ra da Imperatriz n. 48, 2.- andar
< Consultorio ra Duque de Cazias n. 59.
D consultas das 11 horas da manna s 2 da
tarde.
Attende para 93 chamados telephone n. 449 a
qualquer hora. f
Crurgia dentista
Patricio Moreira
Consultas e operacSes, das 10 horas da manh
s 4 da tarde.
RA DUQUE DE CAXIAS
N. 57, andar.
Escola particular
Mara do Aojos Dornellas Cmara,
profi.ssora particular, contina a lec-
cionar, na casa de sua residencia ra
Duque oe Casias n. 70, 2' andar, as
materias que onstituem a instruccao
primaria, e os trabalhos de agulha e
bordados. O exercicio d'este por espaco
de mais tres anuos um garante de j
suas habilitacGes. e espera merecer dos < >
pas de familia a sdela houra de lhe ( J
confiarem suas filhas. 1
A' tratar na casa cima. < >
Dr. Fernandos Barros
Medico
Consultorio ra do Bom Jess n. 30.
Consultas de meio dia i 3 horas.
Residencia roa da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
!
i
{]
Obras Publicas
De ordem do Illm Sr. Dr. engenheiro chefe,
faco publico que, em virtude da ord^m do F.xm_
Sr. vice-presidente da provincia, vai de novo a
prafa no dia 3 do mez vindouro, ao meio dia, a
obra de reparos da cadeia de Iguarass, servindo)
d base o abate de 24 0|0 sobre o valor do res-
pectivo orcamento, tflvrecido por Ismael Gau /
dencio Furtado de Mend<*>nca. \
Secretaria da repartico das obras publicas, 22
de Julho de 1886.O secretario,
^ooo Joaquim de Siqueira VartjSo.
lodemohadora
Esta companhia est dis'ribuindo o dividendo
relativo ao s.mestre findo em 30 de Junbo prxi-
mo pausado, na razito de 12 /D s/s copital ou rs.
12*000 por accao. Recife, 24 de Julho de 1886.
Gabinete 'ortug-uez de
Leitura
Le ordem do Exro. Sr. presidente, convido os
Illms. senhores membros do conselbo deliberativo
a rcunirem-se quarta-feira 28 do corrente, pelas
6 loras da tarde, na sede da sociedade, para se
proceder a leitura do relatorio da directora e de-
liberar-se acerca do modo de cffectuar a festa an-
niversaria.
Secretaria do Gabinete Portugus de Leitura
em Pernambuco, 24 de Julho de 1886.
Alfredo C. Cousseiro,
2o secretario.
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
rmpantela Phenlx Per-
nanibucana
.Ruado Commercio n. 8
COMPAXHIA D NECilROM
N0RTIIERX
de liOndrv e Aberdeen
Posicafloancclra (neiembro 1SS5)
Capital oubsciipto 3.000.000
Fundos accumulados 3.134,34tf
Recella animal t
D premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGENTE,
JoAn H. Boxwett.
BA DOCOMHEHCIO X. 26 I- ANDAR
i.ondon and Brasil!aa Bank
Umlted (
Ra do Commercio n. 32
occa por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezea.
\j C .
Club Commercial Eolerpe
Sarao em 3i do corrente
Nesta noite realisar se-ba o sarao que este
club proporciona aos seus asseciadoc. Ingrseos
em ino do Sr. thesnureiro para os socios quites
at 31 do corrente. Depois do sarao biver bonds
para Magdalena e Pcrnandes Vieira.
Secretaria da Club Commercial Euterpe, 24 de
Julho de 1886.O 1- secretario,
Francisco Lima.
EDITAES
iia e av.lla Jada, achario que ella eztremamen- ^.dHde e outro n0 lugar mH,B publico e do costu
te til, ein remover ehulices, espnhas, sardas,
sapinh'-'s, maculas, assi.n tomo todas as mais eru-
pecs externas e descoloridas que militam contra
a purezn, transparencia e fl xibilidade da pelle.
Como oiiuniia contra aa falsificaQes, obsrve-
se bem que os nomes de Lanmau & Kemp venbam
estampados em lettras transparentes no papel do
livrinho que serve de envoltorio cada garrafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster 4 C,
ra do Commercio n. 9.
O rnajor Franee Vicira de Mello, 2* verea-
dor >nais votado da Cmara Municipal
deste termo, em exercicio de juiz de or-
pliaos na presente pra^i, etc.
Faz saber a todjs que o presente edital virem e
lerem com 30 dias de praso e 3 de pracas, a con-
tar da data deste, excluidos os dias de domingo e
santificados, que a requerimento de D. Mirando-
lina dos Sintos Moraes Pinlieiro e outros conse-
uhores, vai praca por arrendamer.to triennal o
engenho Pocirho. situado na freguezia da Luz,
deste termo, m ente e corrente, cuja praca ter lu-
gar no dia 17 de Agosto prximo vindouro, no pa-
co da Cama-a Municipal no mesmo termo, pelo va-
l-.r de 2:500000 annual e de 7:500JOO o trien
nio, obrigand se o arrendatario a conservar as
obras do referido engenbo, no om estado em que
se ach'-m ; nao derrabando as mattas existentes,
nem coliseo'indo que se derrubem ; entregando o
dito engenbo, no fim do arrendamento, conforme
houver recebido.
E para que chegue ao conbecimento de todos que
interessar possam e se apresentem competente-
mente habilitados, no lagar, da e hora cima in-
dicado, para arremataren] o referido engenho, com
todas as suas trras, obras e utensilos, mandei
passar dous i-d tiesde igua1 tbeorque serio affixa-
dos, um no lnar mais publico e do costume uesta
Gabinete Portugus de
Leitura
* Primeira prestscSo do emprpstimo para o predio
I De ordem do Exm. Sr. presidente da commisso
ejecutiva da construccao do predio, sao convida
dos os Illms. Srs. subscriptores para que realisem
.a primeira prestacSo de 20 0(0 do capital subs-
cripto, para o que est autorisado a passar os re-
cibos provisorios o Illm. Sr. Antonio Correia de
Vasconcellos, thesoureiro da commisso, ra
Primeiro de Marco n. 13.
Secretaria da commisso execativa de Gabinete
PortagUT de Leitura em Pernambuco, 24 de Ju-
lho de 1886.
Francisco Ribriro Pinto Guimares,
1 secretario.
me da freguezia da Luz do mesmo termo.
Dado e paseado nesta cidade do Espirito-Santo
de Pao d'Alho, em 10 de Julho de 1886
Eu, JoSo Ivs Pereira Lima Filho, escrivo
que o subscrevi
Franco Vieira de Mello.
E mais se nao continua em dito edital aqu fiel-
mente copiada o qual estava competentemente sel-
lado, do que tudo don f.
Joo Alvu Pereira Lima Filho.
Urna das differrncas notaveis entre a Agua
Florida de Barry e todas as outras que em
todas aa outras se eneontra algum cheiro predo-
minante, em iima a canella, em outra o almiscar,
em outra a bergamota, etc., baseando-se o aroma
de todas em alguma essencia barata. Nao succede
assim com a Agaa Florida de Barry. In-
grediente nenhum barato ou ordinario admittido
na sua compasicao nem tao pouco no seu fragran.
te aroma predomina perfume algum cm especial.
Gtftejada no lenco como vertida no banho, despede
sempre uma nuvetn de fragrancia tao riea e deli-
ciosa quauto homognea, tendo a combinacao tao rio,
delicada e artstica que resulta em um perfume
nico, cujos componentes simplesmente imposi- '
vel descobrir.
Edital n. 743
O inspector geral da instruccao publica manda
fazer comt ir s professoras de ensino primario,
Marianna Teixeira da Costa Coelho e Ismtnia
Genuina Dias, esta da cadeira de Goyanninha e
aquella da de Duarte Das, que por acto da pre
s.dencia da provincia, de 24 do correte, peiinit-
tio-se-lhea permutarem as cadeiras que regem, e
se Ibes marcou o piaso oe 30 dias, a contar da-
qut lia data, para tomar posse e assumirem o exer-
cicio de suas cadeiras.
Secretaria da instruccao publica de Pernambu-
co, 26 de Julho de 1886. Servindo de secreta-
Joao Fox.
w^
Exposlfo Sal Americana em
Berlim
APPELLO AOS PRODOCTORES DE PERNAMBUCO
A commisso abaixo assignada, incura
bida pela presidencia da provincia de or-
ganisar urna certa copia de productos na-
:uraes, industriaes e artsticos que possam
com vantagera representtar a provincia na
grande Expo$i$ao Sul Americana, que se
tem de rcalisar em Berlim n> dia Io d
Setembro prximo futuro ; serve-se boje
da impre.-isa pira fazer uiu appeilo a todos
os productores de Pernambuco, e, em ge-
ral, a toda a populacho da provincia, com
o fim da pedir-lnes que corrospondam, do
melhor mudo que puderem, as bons dse
jos n2o s da commisso como do goveruo
e do Centro da Lavoura, auxiliando a dita
commisso na acquisicSo dos alludidos pro-
ductos.
O presente appeilo extensivo a todas
as classes da nossa sociedade, e dirige-se
em grande parte as senboras pernatnbuca-
cas que trabalham em flores, tapecarias e
:oda a ordem de bordados.
A commisso, dispondo de muito pouco
tempo para sua tarefa, pede a todos os
que desejarem expor os seus trabalbos ou
productos, que os remettam, com as devi-
da* indicagoes, para o estabelacimento do
Sa. Joseph Krause & C., ra Primeiro
de Margo n. 6, e isso at o dii 10 de Agos-
to vindouro.
Conscia de que ser ouvido o seu vppel-
lo, a commisso desde j agradece a todos
aquelles que se dignarem auxilial-a
Recife, 23 de Jclho de 7886.
Viscondo i!a Silva Loyo.
Bar.lo de Serinhaem.
Antonio Gomes de Miranda Leal,
JoSo Fernandos Lopes.
Joseph Krause.
Jos Fiuza de Oliveira
Andr Mara Pinheiro.
DECLARARES
Aviso
Medico e pbarmaceutico homcepatico off-
rece os seus servigos ao respeitavel publico
das 9 do dia as 12 e das 3 as 6 horas da
tarde.
Na ra do S. Francisco n. 29
Obras publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. engenheiro chefe,
faco publico que no dia 3 do mez prximo vindon-
rc, ao meio dia, recebe se nesta secretaria pro-
dostas para a execucSo dos reparos do acude de
S. Bento, oreados em 2:2431868.
O orcamento e mais condicoes do contrato se
aeham disposico dos senhores pretendentes,
para serem examinadas.
Secretaria da repartico das obras publicas de
Pernambuco, em 12 de Julho de 1886.
O secretario,
JoSo Joaquim de S. Varejao.
~ IRMAND1DE
H
Santo Amaro das Salinas
Meca geral
De ordem do nosso iimo juiz, convido a todos
os nossos irmaos para compa.ecerem em nossa
igreja no dia quinta-feira 29 do corrente, pelas 6
horas da tarde, afim de reunirmos em numero le-
gal para proceder se a eleico do cargo de escri-
vSo, por ter pedido escusa o irmo que fra eleito.
O cscrivSo interino,
M. D. Silva.
De ordem do Illm. Sr. inspector, faco publico
que no dia 30 do crvente, perante a sesso da
junta, recebem- se propostas em cartas fechadas
e selladas, para o arrendamento do armazem n.
7, sito no Forte do Mattbs, pertencente a Fazcn-
da Nacional, deveendo os licitantes previamente
deposltarem a cauco em dinbeiro na importancia
de 5005000, nos termos da circularan. 10, de 14 de
Fevereiro de 1883.
Thesouraria de Fazenda do Pernambuco, 26 de
Julho de 1886.O secretario,
Luiz Pinheiro da Cmara.
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. inspector desta reparti-
co, taco publico qu. do dia 2 de Agosto prximo
vindouro em diante comecam os pagamentos dos
vencimentos dos empregados provinciaes, em li-
quidacao do exercicio de 1885 a 1886, conforme a
collocacao seguinte :
Nos dias 2 e 3, professoras de 1' entrela.
No dia 4 de 2 dita.
No dia 5 de 3* dita.
Nos das 6 e 7, prolessores de 1 entrancia.
No dia 9 de 2" dita.
No dia 10 de 3* dita e escolas nocturnas.
No dia 11, Theseuro,Juizo, Instruccao Publica,
Bibliotheca e Sade Publica.
No dia 12, Assembla e Secretaria do Governo.
No dia 13, Casa de Delfacao e llluminacSo.
No dia 14, Escola Normal e Gymnaaio.
No dia 15, Consulado.
Nos dias 17 e 18, Aposentados e Coadjutores.
ragadoria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, cm 27 de Julho de 1886. .
O esexivio da despesa,
oilvino A Rodrigues.
Declarado
De ordem de S. Exc. Rvma. o Senhor Bispo
Diocesano, faco publico aos reverendos parocbos
e a quem mais interessar possa, que Abdon Ame-
rico de Aquino se acha impedido nesta cmara
ecclesihstica, por sentencas passadas em julgado
dos Rvms. Srs. Drs. juiz dos casamentes e viga-
rio geral, no processo, que contra o mesmo Ab-
don Americo de Aquino promoveu no foro cccle-
siastico D. Laura Joaquina das Neves, de casar-
se com outra a nao ser a mencionada D. Laura
Joaquina das Neves, sein reparar o damno cau-
sado mesma com promessa de casamento.
Palacio da Soledade, 24 de Julho de 1886.
O escrivSo,
Padre Valeriano de Alleluia Correia.
Estrada de ferro de Ri-
beiro Bonito
Nos termos do nico do art. 4 e arts. 5 e 9
2 Jos estatutos, convida esta directora sos se-
nhores accionistas para recolberem HoLondon &
Brasilian Bank, a segunda prestacao re 10 Ofi
do valor nominal de cada aceito, a cemecar desta
data 60 dias.
Recite, 20 de Julho de 1886.
O gerente,
Hyppohto V. Pederaeiras.
A ssociapn Portngue-
za de Beneficencia
2* conv cacao da assembla geral ordinaria
Nao tendo comparecido numero suficiente de
associados na primeira convocacao em 25 do cor-
rente, de novo convido os senhores socios desta
assoeiacao a comparecerem ua sede social, quintu-
feira 29 do corrente, s 8 horas da noite, afim de
ouvirem a leitura do relatorio .presentado pela
commisso administrativa. Previno aos senhores
atsociados que em face do art. 39 dos nossos es-
tatutos, a assembla constituir-se-ba com 16 so-
cios presentes, urna hora depois do marcado.
Secretaria da assembla geral da Associacao
Portugueza de Beneficencia, 27 de Julho de 1886.
O 2 secretario,
B. Aguiar.
Santa Casa da Misericordia do
Reelfe
Por es a secretaria sao convidadas as pessoas
a quem estilo entregues expost s, para no dia 2
do oes vindouro, pelas 8 horas da manha, com-
parecerem no sali do respectivo estabelecimento,
acompanhadas dos mesmos, para receberem as
mensalidade relativas ao semestre de Janeiro a
Juuho do crrente anno
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 26 de Julho de 188ft,
O serivo,
Pedro Rodrigues de Sonsa.
Circular n. 21
Tlimoorarla de Fatenda de Per
namburo, em 99 de Julho de
O inspector, em additamento circular desta
Thesouraria n. 12, de 16 de Junho prximo findo,
recommenda aos senhores colle stores das rendas
geraes da provincia a fiel observancia da ordem
do Thesouro Nacional n. 54, de 15 do corrate
mez, dirigida Thesouraria de Fazenda de Santa
Citharina, e que vai abaixo transcripta.
F. Beluario Soares de Souza.
Ministerio dos negocios da fazenda n 54.Rio
de Janeiro, em 15 de Julho de 1886. Francisco
Balitarlo Soares de Souza, presidente do Tribu-
nal do Thesouro Nacional, declara ao Sr. ins-
pector da Thesouraria de Fazenda da proviucia
de Santa Catbarina, em resposta consulta cons
tante do seu telegramma de 8 do corrente mes :
1 Que da venda de estampilh&s nSo cobra-
vel a taza addlcional de 5 0/0, porque esta s in-
cide nos actos que est) sujeitos ao sello por ver-
ba ou estampilbas da taxa de 2*000 para cima.
2o Que as estacoes arrecadadoras do sello s
teem de escripturar, em verba especial, o produc-
to di dita taxa de 5 0/0, quando o pagamento
desta se verificar as mesmas estacoes ; e que,
portento, nada ha a escripturar, quanto aos do-
cumentos sellados por particulares fra dessas es-
tacoes, limiundo-se os exactores a verificar,
quando tees documentos Ibes sejam apresentados,
se estao ou nao sellados de conformidade com a
doutrina da circular n. 12, de 28 de Maio prxi-
mo passado.
Antonio Gaetano da B. Kally.
pOMPANHIA
Imperial
DE
DECIROS contra FOCSO
EST: 1803
Edificios e mercadoriat
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuixot
CAPITAL
Rs. 16,000:000*006
Agentes
BROWNS & C.
Ra do Commercio N. 5
* N.
PI P
Se Lisboa
EIDMuMlOBA
Gompanhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelcida em 1*&5
fCAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
At 31 de dezembro de 18 84
Martimos..... i9110:000$000
Terrestres,.- 316:000^000
4i-ilna do Commercio
AGENTE
Miguel Jos lves
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
Segaron martimo* e terrestre*
Nestes ltimos a nica companbia nesta praca
que concede aos Srs. seg uradts isempco de paga
ment de premio em cada stimo anno, o qne
equivale ao descont de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
CONTRA FOGO
The Liverpool lircuCIo
l\Sl'RRA\CE COHPAW
H.
GOIPAKIi DE SEGUROS
CONTRA FOCJO
Nortb British i flercantile
CAPITAL
trooo.ooo de libras sterllnas
A GEN ES
A domson Howie & C.
martimos
K0VALIAILSTEA1 PACIET
COHPANY
0 paquete Neva
Para
passagens, fretes, etc., tracta-se com ce
CONSIGNATARIOS
Club Internacional de
Regatas
De ordem do Sr. presidente deste eleb, tenho a
honra de convidar aos senhores socios para a reu-
mo de assembla geral, ine dever ter lugsr as
11 horas da manha1 de 1 de Agosto vindouro, na
sede do clnb, afim de proceder-se a eleiclo dos
novos funecionarios para, o anno de 1886 a 1887,
prestacao de cootas da actual admimstracao, e
outros assumptos de interesse social.
Recife, 27 de Julho de 1886.
Pompeo C. Casanova,
2' secretario.
esperado
do sul no dia 29 de
csrrente seguinlo
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Sonlhampton
tes, etc., tracta-se
NATARIOS
Adamson Howie & C.
Coiapaobia Brasllelra de Xave-
gscoa Vapor
PORTOS DO SUL
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mana Pessoa
E' esperado dos portos do
norte at dia 1 de Agosto
e depois da dentara in-
' dispensavel, seguir para
os portos do sul.
Recebe tambem carga para Santos, Pelotas e
Rio Grande d) Sul, frete mdico.
Para carga, passgens, encommendas e valores
trata-se na agencia
N. 11 RA DO COMMERCIO-N. 11
< OUIWMII!. CS ME88AK
RES niRITMEN
linhamen/al
Paquete Senegal
Commandante Moreau
Espera-se da Eu-
ropa at o dia 3 de
Agosto, seguin-
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Babia, Ro de f anelre e Monte
terldo
Lembra-se sos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para este
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne se ao ssenhores recebedores de merca-
dorias qae s se attender as reclsmaces por fal
tas nos volumes que forem reconhecidas na occa-
siSo da descarga.
Para carga, passagens, encommendas edinheirs
afrete: tracta-se com o
AGENTE
Angoste Lab He
9 -RA DO COMMERCIO-9
C(|*>AVni4 PKIiMMU A -
DE
\avegacao Coste!ra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Peuedo, Aracaju' e Babia
0 vapor Jacuhype
Segu no dia 2^ at
Julho, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 27.
Encommendas, passag^.s dinheiro a frete at
us 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Ptrnambucana
n. 12
Paciflc Steam Savigalion Cotnpan;
STRAITS OF MAGELLAN LDE
Paquete Patagonia
E' esperado da Euro
pa ate o dia 1 de A-
gosto, e seguir depois
da demora do costume
'para a
Baha, Rio de Janeiro. Monte
video e Valparaizo
Para carga, passagens, e encommendas, tracte-
ne com os
AGENTES
wi!son Sons *fc c, Limited
S. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
EllS CHAROEIRS
Companhia Franceza de Navega-
co a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis
ooa, Pernambuco, Baha, Rio de Janeiro e
Santos
stemer Ville de Cear
i E' esperado da Europa at
d dia 6 de Agosto, Be-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia, Blo t>e Janeiro
e Santos.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p 'los
vapores deste linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng;
quer reclamadlo concernente a volumes, que po-
rentura tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhia nio se
responsabilisa por extravos.
Kecebe carga, encommendas e passageiros par
es quaes tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de Oiivcirat
AGENTES
42-RIJA DO COMMERCIO-45
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 85000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de Goucallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56.
Fornece-se comidas com pr ecisao e preco ra
zoavel: ra do Imperador n. 54, 3.- andar.
Precisa se de urna boa cosiuheira pira casa
de familia, paga-se bem : a trat r na ra do Ba-
ao da Victoria n. 39, loja.
Aluga-se o sitio do Pina, ,com~boarcasa^>ara
morada, codtendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, du%s cacimbas com excellen-
te agua : a tratar no caes do Apollo n. 45.
ALUG A SE a casa terrea n. 20 da ra do
Capito Antonio de Lima, com 2 salas, 3 quartos
cosiaha e quintal com cacimba : a tratar na ra
do Marques de Olinda n. 8.
Compra-st- fios de linha para o hospital Pe-
dro II : n ra Formosa n. 4.
apollees provincial", de 1 O/O
Compra-se no lnrgo do Corpo Santo n. 19, pri-
meiro andar.
1 Bacharel Ferreira de~ Menezt-s, advogado
com escriptorio ra de Santo Amaro n. 4, pri-
meiro andar.
Na ra da Matriz da Boa-Viste' n. 3 preci-
sa-se de duas amas que tenham boa conducta,
sendo urna para cosinba e que entenda de assar
bolos, o outra para lavar, engommar e ajudar em
outros servicos de casa de pouca familia.
Precisa-se de urna ama para casa de duas
pessoas, para todo o servico domestico : os ra
da Praia n. 12.
Vende-se pela qusntia de 1:100000 urna
letra no valor de m.iis de 8:000 com os compe-
tentes juros. E' divida segura, pois ha accao de
penhora e execucao, como se pdJ ver nos com-
petentes documentos : quem pretcnaer dirija-se
ra do Mrquez do Herval numero 23, pavimento
terreo.
Collegio de Saiit'nna
Recife
Emilia Macara de Meira, professora particular
de primeiras lettras, francez, allemo, desenho,
msica, piano e diversos trabalhoi de agulha,
participa aos senhores pais de familia que quize-
rem honra-la com a sua confianza, que abri seu
collegio ra do Bom Jess n. 18, 1- audar.
ceiro andar.
Pjecisa-se de urna :
ra do Cabug n 3,
na
ter-
Rlo Grande e Pelotas
Segu com bre vid a de para o porto cima o
patacho nacional Soctal, recebe carga : a tratar
com Balter Oliveira & C, ra do Vigario n. 1,
primeiro andar.
LEILOES
Leilo
De cerca de 40 caixas com batatas
Quarta-feira, 99 de Julho
A's 11 horas
Por intervenvSo do agente
Alfredo (uimares
No armascm do Sr. Anncs
Agente Pestaa
Leilo
De boas casas terreas, que pelos seus bons
rendimentos e conservado chamam a at-
teDcSo dos Sr. concurrentes.
Garante-se Uves e deseaba r a cadas de qualquer
onus.
Quinta-feira 29 de Julho
A'a 11 lloras em ponto
No armazem da ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa far leilo por conta e risco
de quem pertencer das casas terreas abaixo men-
cionas.
Corredsr do Bispe n. 18, rende 300000 annual.
Ra do 'lamba n. 5, dem idem idem.
Ra da Palma n. 11, idem idem idem.
Ra de Lomas Valentinas n. 4, idem idem idem.
Ra do Marques do Herval n. 139, idem 400
idem.
Ra di Vidal de Negreios n. 200, idem 300*
idem.
Dita dita n. 45, com sotio, idem idem idem.
E finalmente a casa n. 23 da travessa de S. Jos
idem idem idem.
Todos os predios vende-se livres e desembara-
zados de todo e qualquer onus.
Leilo
De um orgo expressivo com 20 registros, do
fabricante Debain, tocado por um machi ni smo de
piano, novo e sem o menor defeito, 1 piano, 1 mo-
bilia de Jacaranda com 1 sof, 2 consollos, 2 ca
deiras de bracos, 1 jardineira, 12 cadeiras de
guarnicao, 1 mibilia de amarello, 2 casticaes com
mangas, 3 candieiros a gas, 3 escarradeiras, 8 et-
tagers, 1 estante para livros, 1 cama tranceza, 1
majquezao. 1 guarda vestido, 2 commodas, 1 cama
de ferro, 2 cabidos, 1 espelho, 2 bastes, 2 bancos,
1 mesa elstica, 1 apparador grande, 1 guarda
louca bom, cadeiras avulsss, 1 quartinheira, 1 res-
friadeira, 2 jarros, 1 sof, 1 armario, 1 guarda
comida, mesas e trens de cosinha, talheres, louca
e vidros, 1 estante, 3 bancas para escolas, 2 cra-
veiras e outros muitosebjectos.
Sexta felra, 30 do corrate
Na casa grande da' ra do Hospicio
Agente Pinto
A's 10 12 horas
Em contlanacao
Vender cerveja e vinhos.
Em lotes a vontade do compradores.
Agente Pestaa
Leilo
De movis loucas vidros candieiros e 2 pia -
nos do autor Blondel
Sexta-feira 30 do corrente
A's 11 horas
No, armazem ra do Vigario Tenorio n. 12
para ferhamento de contas.
O agente Pestaa vender 2 pianos Blondel 1
mobilia com pedra, guarda louca, guarda vesti-
dos, camas para meninos, berco, camts de casal
grande quantidade de louca, candieiros, quadros,
espelboe, jarros, relogios de parede, carteiras,
grande quantidade de rotulas e postigos, copos,
garrafas e outros muitos objectos gne esterao pa-
tente vista dos Srs. compradores.
40S 4:0004000
suestes smmm
Roa Primeiro de Mareo n. 23
O abaixo assignado, tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 406 com a sorte de 4:000J000,
1 tfiarto n 2939 com a sorte de OOJOOO,
aim de outras sortea de 32$, 16$ e 8, da
latera (64.*), que se acabou de extrabir,
canvida aos possuidores a virem receber
na conformidade do costume sem descont
algum.
Acham-se venda os afortunados bi-
hetes garantidos da 253.a parte das lote-
ras a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife (65.a) que se excrahir
quando ior annuaciada.
Preeos
Inteiro 4^1000
Meio 2,5000
Quarto li>000
Km quantidade ui ai o r de lOO*
Inteiro 3^500
Meio 15750
Quarto 875
Manod Mar*,in> Finta.
Jom Velloso Soarea
Joaquim Jos Ma-tins e Francelina Soares
Martina convidara a todos es parentes e amigas
do sempre lembrado sogro e pai, Jos Velloso
Soares, para assistirem as missas, que pelo repon
so de sua alma, mandam resar na matriz de S.
Pr. Pedro Goncalves do Recife, quinta-feira 29 do
corrente, s 8 1/4 horas da maDh, 1 aniversa-
rio de seu fallecimento ; confessando se gratos a
aquelles que s- dignarem comparecer.___________
1KMANDAD&
das Almas da matriz de S. Jos
l.uUn da Costa Honorato
Tendo a mesa regedora desta irmai dade deli-
berado mandar celebrar urna csi6sa em tencto da
nossa sempre lembrada irma juiza, Luisa da Cos-
ta Honorato, convido aos nossos irmaos, bem como
a familia e parentes da Ilustre finada, a compa-
recerem nesta matriz amsmha, pelas 7 horas, tri-
gsimo dia do sea passamento.
Consistoiio da irmandade das Alinas, erecta na
matriz de S. Jos do Recife, 27 de Julho de 1886.
O escrivao,
Francisco Valeriano A da Ponseca.

Rio-Grande do Norte
Leilo
A 9 de Agosto
Odilon vender em leilo publico, na
cidade" do Natal, no dia 7 de Agosto prximo, o
' patacho norueguense Land.
10 agente^
cidac
Capltfio Jarintbo Pereira da
Silva Barro*
O vigario Augusto Franklin Moreira da Silva,
tendo de celebrar urna missa solemne de rquiem
na matriz da Boa-Vista (sext. fe ira) s 7 horas
da manha, por alma do pai da Exm. Sr. Bispo
Diocesano, o capitao Jacintbo Pereira da Silva
Barros, fallecido em Taubat no dia 24 do cor-
rente, convida para assistir a esse acto aos seus
parochianos e aos seus amigos, bem como ao Exm.
Senhor Bispo. Uerto da estima, qne todos os ha-
bitantes deste cidade e'principalmente deste fre-
guezia da Boa-Vista, votem ao virtuoso Prelado,
espera que o seu convite seja aceito, e desdo j
manifesta a sua gratidao por este acto de cari-
dade.
GS&SUSi r,?2EM33EBl
Asas Marques de Carvalfeo
Jos Francisco de Carvalho, tendo agora rece-
bido a infausta noticia de haver fallecido em Por-
tugal, ha cinco annos, a sua presadissima mai,
Anna Marques de Carvalho, manda pele eteruo
repouso d'alma da mesma finada, celebrar no hos-
picio de N. 8. da Penha, algumas missas resadas
e memento solemne, quarta-feira 28 do corrente
mez, pelas 61[2 horas da manni, e para cujo acto
de religio e csridade convida a assistoncia de
seus amigos, antecipando desde j seus cordiaes
decimentos.
^-
m
LlfiH



Diario rfe PcrnambucoQuarta--feira 28 de Julho de 1886
A*>
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^ 4c
le as Familias.
Purgant
p* Dr.J.CA\UHaAJUb>anll>
Aloga-SB
alejan. 117 ra de Marcilio Dias, e as eaaas
as. 10, 12 e 22 do becco da ra da Palma : a tra
ir na ra do Vigario n. 31,1- andar._________
Alujase
predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
tebeli'L-itneotn fabril : a tratar na ru* do Comn r-
ci n. 34, eom J. I de Medeiros R-go
Aluga-se barato
A casa n. 96 ra dos Guararapes.
A ra Loma Valentinas n. 4
O armaaem da ra do Corone! Suassana n. 141
A casa n. 107 da ra Viseonde de Qoyanua.
Trata-se na ra do Commercio n. 5, 1 andar
eecriptorio de Silva Guimaraua & C.
Aluga-se milite barato
a casa terr a n. 22 A lade'ra do Varadourc, com
bons coa modos, cacimba e porto para outra
na : a tratar na ra do Aragao n. 36, das 9
horas do dia a 1 da tarde.___________
Aluga-se barato
a parte trareira do 1- andar n. 31, rna do Vi-
cario ; a tratar no mesmo. _____________
AMA
Precisase de una ama para lavar, en-
gomar, e fazer mais alguna servidos de
casa de familia na ra da Matriz da Boa-
Vista n. 9 se dir quera precisa.
Ama
Preciaa-se de urna ama que saiba cosinhar, e
taca mais algum servico ; i a rna do Viseonde de
Albuqurrqu<' n. 24.
Ama
Precisa se de nm a ama ara eugommar : na
la do Barao da Victoria n. 57.
Ama
Precisa-se de urna ama para lavar e engommar
para casa de familia, e que durm* en casa dos
patrea : na ra Forraos* n. 37. _______
Ama para cosinhar
No largo do Corpo Santo n. 19, segundo andar,
precisa-se de urna boa cosinbeira. que d fiador
ate sua conducta.
Pr 15^000
Aluga-se a luja do sobrado roa de Lomns Va.
Jentinas n fO : a trata, na ra Primero de Mar-
eo p. 7 A, livrana Parisiense
Altencao
Compra-se ou aluga-se orna boa casa perto da
eidade, desejande-se nos geguintes pontos : So-
fcdtrfe, Caminho Novo, Cnpunga, Passagem da
Hngnalrna, ti ndc. bom sitio, aeu* e eaz : qnem
tiviT :>irija te a ra do Imperador n. 49. |- andar,
a tratar coi o solicita Jor Antonio Nev.
Iliidiiiia
9 solicitador Joao Cae tan o de Abren mudeu o
san escriptorio para o primeiro a idar do predio
a. 38, ra d<> Imperador.
PIMO DE KlliV
ate 3X9 4X9 e 3X12 ; veude-se na serrara a
Tapor de Climaco da Silva, exea 22 de Novembro
amero 6.
ili
e
Tomem nota
Trilhos para en^enhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
MachFrism completo para eo
gento del dos os lamanhos
Syatt-ma aperfeicoaetb
Mtpecijicacoes e presos no escriptorio
ALCATRAO DE GUTOT
GOUDRON DE GUYOT
O Aleatrn de Gnjet serte para preparar ama ag6a de alcatrad muito ttcaz e agradarel aos
mais delicados estmagos. Purifica o sangue, augmenta o apetite, levanta! torcas eje efflcaz em todas as
doencas dos pulmos, catarrhos da bexigoa e affeccos das mucosas. # /
O Alcatr de Goynt oi experimentado com vantagem real, nos .pnncipae/ hospitaes de Franca,
da Blgica e Espanha. _______ /. ....
Durante os calores e em tempo epidmico ama bebida hygienica e prea&mdora. Lm s vidro basta
para prpparar doze litros d^ima bebida salutarissima. ^ ^
O Alcatra de Gaye* Al 1 IIEVTH'O vendido em vidros trazendo
no rotulo e com trez cores a assignatura :
Venda a varrjo na mar parte das Pbaravaelaa. Fabrieaeao eaa
atacado: Caaa L. FRERE 1, rae Jacob, Parla.
NTICO
#

%
Preoaracio de Productos Vegetaes
PARA
EXTINGO DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
^/iartinsXbastos
Tricofero de Barry
Garntese que faz nas-
cerecrescer o cabello ainda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeea. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranque-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
fiS
f/Aui
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tora a approvacao official de
uro. Governo. Tem duas vezes
:i ais fragrancia que qnalquer outra
(.-.iraoiiobrodotempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
9 permanente e agradavcl no
->. E' duas vezas mais refres-
cante no banlio e no quarto do
doente. E' especifico contra a
I frousiilo e debilidade. Cnra as
g dores r\ e cabeca, os cansacos e os
Xarope le Ya Je Renter No. 2.
AUTOS DE tTS AL-O. SKFOIS SE USAL-O.
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affec9oes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
aneas do Sangue, Figado, e Eins. Garante-ae
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro.
Sabao Curativo de Reuer
Para o Banho, Toilette, Cran
cas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
e em todos os periodos.
Deposita em Pernambuco casa de
IY :, eco Mannel da Silva & C.
Aviso
Precisa-f de uir.:i proaa ':< goe ;-aiba tocar
bem piano e mais trabtlli a genho : a tratar com o Kara > -' N isareth, ra
do ItRDerfid'ir n. 79, I" sndr.
"TiafiTi IitePestalF
est eucMrr._-n
  • de confitar Mnder bons pre-
    dios aesta eiiiad trata ce eu> tv i armazem i
    ra do Vicario Thcnurii n. l'J.
    Aviso
    dos
    agentes
    Browns & C.
    X. 5 Uaa do < omiucrcio
    N. b lla >V C, tem i-utUnlugoade
    ..mpleuii-iii sil' i' bsarios a ; Dbem m-rrhniae para desear t}; a p rh ct, inK". hrroz e unlh,; euro* d fer-
    aiv-i.isu'iu >-xr.ll'Bfe e m^iiio eoi pr.-co, pes-
    nenhuiiia ; > < t:i'pai-a, uein auiuiul que-
    ll a.
    \o publico
    HermnM de C.trv h M nim di Cuta, proprie-
    taria a pbotri t:l rux ,| Barao da Vi-
    etoria n 14 2." i i, d.-cl:ira para b flus con-
    yvbU i '> i 6 do torrente deizou
    de ser s i b .t .graphi o Sr. Fiosculo
    de Magu i:
    Aproveita a ia i aia commumear a todos
    aqnelles qn" t > d gnado de diap. nssr ILe a
    ana proterva u' yu ;ll ruiaa d, negoin, qua uq ^
    fenua com rt-f>-rijn pi>' implra, a qia se gcba
    ktje melbi pidi-raveliPKUte nao s quaufo
    aos mi*t >aoi d- m4 r quieitoa usseuciav* pira uo > 8
    radar aquenxs pesv)t.8 que ai c-iiiapareereai,,
    lo prov- d- dasejo de coacorrar para pro-
    ...diihlri nacional.
    sb Eimkt. senbras principalmente, espera a
    rida ptoprictaria toda saa valifliMata proua-
    L l
    Previ-!-' a \ot\a interesiar. que a casa n.
    26, sita i: rii. da Padre Flornn-s i< 'rimoaio de
    tres padr-s : Juvenci V'ei -t-siiini dos Anj ^, Joo
    Caccio V. don Aojos o Joaqun* .--''mo dos
    Anjo tiMid esta ultimo pi-d b un ii-nli-iro for-
    coso, qu; bi .th. actaalai'. iitf a pmvaiaia da
    Matto Gn
    Toma-sr
    nm rapa d, !_' a 1-J nnnoa pi
    criptorio ; :: tratas* na ra do V _
    meiro and r
    m (s-
    31, pri-
    Pj ta ome tici
    PHARMACIA
    Uernn- i- Souii Poioi
    i-exiarc
    Ri-ceben Ki ande s irtia e
    tinta '
    qU<' G I H Vrlllie,
    qua'q
    p i f. icio.
    disp-iid -in-erviir suus r
    Kvm o Mar |iiez de ().
    Xi-rl ente
    i 5 11 iras,
    r- co :
    com
    pone.)
    1 m Lis.
    Ali'iU'iiti
    Uiu^ senliura h.,l)iiii
    traoalho d agulli
    e aciia, ff r c- *> us pi -
    Joao d- l>irrus n. .Y,
    cncontr garactiudo gr.
    da de \.
    20|3. 0
    '3 Dr. Mello Gome* chama m
    do Rosario n. 15, a negocio que
    dona ana, .
    laiaqu
    ptidSo
    un de
    rodera 8t-r
    odida-
    ' ma eatreita
    ora, ha
    (rande e bem montada oflicina k alfaiate
    DE
    PEDROZA & C.
    N. 41Ra do Barao da VictoriaN. 41
    Xeste bem conhecido estabelecimento, se encontrar ura lindo variado sor
    timento de pannos, casemiras, brins, camisas, pnnbos, collarinhos, meias, gravatas
    tudo importado das melilotos fabricas de Paris, Londres e Allemanhu; e para berr
    servirem aos bous amigos e reguezes, os propretarios desto grande estalieleciment
    jm na direccSo dos trabalhos da officiua habis artistas, e que no curto espaco de 24
    horas, preparam um tere3-- roupa de qualquer fazenda.
    Ra do Barao da Victoria n. 41
    (PREQOS SEM COMPETENCIA)


    JX:

    ce
    02
    Chapeos e iineiias
    36 AO---PRi(!aDHNDlElEIA--36 A 40
    B. S. CARVALHO & C.
    Proprietarios deste bem conhecido estabelccimento pajtecipam
    as Exroas. familias e ao publico em geral, que mensalmente recebem
    das principaes casas em Paris e Manchester o que de melhor e de
    apurado goso ha era chap~lina3 e chapeos para senhoras e meninas
    e das priraeiras fabricas de Hamburgo o que ha de melhor em cha-
    pos para homens e criangas, e muitos outros artigoe concernentes
    chapelaria.
    Flores artificiaes para ornamento de salas.


    93
    93
    m

    C5C
    EPILEPSIA
    HYSTERIA
    CONVULSES
    MOLESTIAS
    NERVOSAS
    ^ly
    %
    atv
    Gura qm j semprt
    POTl WES D*
    Bepoeltartoe em Pvrnamtmco :
    SOLOQO lTIIERf OSA
    Laroyenne
    Pwr, 7, Boulwarfl m% 1, NOS
    FHARHACU 991BL
    W- 1*1. d OXX.VA O*.
    PERFUMARA
    AGUA LAFERRIERE
    Para o Toucador.
    POS LAFERRIERE
    LAFERRIERE
    Segredo da Juventudo
    pariz m^
    Segredo da Jnventude________
    OLEO LAFERRIERE
    Para o Cabellos.
    ESSENCIAS DIVERSAS
    Para o Rotlo. -^mWK^^ ''" J U"-"
    PRODUCTOS HYGIENICOS para conservar a Belleza do Rosto e do Corpo.
    Dep Cuidado cor, a Falsificace9.
    AGUA de MELISSA]
    dos Carmelita:
    O
    ^Uniob Si-ioesBor dos Carmelita
    I Contri i _
    rx
    I=-A-I^IS, 14, Rna de TAbliaye. 1<. PARS
    Apoplexla, OhoUra. En6o do mar, o- Flatos, i. Celias. Indi- /*"~~\ /~J
    m. i Febre amarella. (te. t' > crwoecfo o quil ra tnrolvido adi tiro. JT ^f.jfi
    ?e-s exigir a let'i.-j o branco e preto. ern lo ios os vidros, vST^2-^ X
    D-8C eXIKT ti JWW u mnw c proiwi --. i# "' >.^ .i\*j
    seja qual for 0 a:r.ai)h.>, como ta-jilicwi n Depsitos em '.lillas ;\- Pltarmaclaa daa Amantas.
    SAUDE PARA TODOS.
    PILULAS HOLLOWAY
    As PHuhs purlflcab o Sangue, oorrigem todas as desordems de Estomago e
    dos Intestinos.
    Fortalecem a saude das constitucoes delicadas, e sao d"um valor incrivei para toda as enfermidades
    peculiares aosexo feminioo em todas as edades. Para es meninos asshn como tarabem para aa
    peasoas de idade vaneada a sua emeacia. e incontestavei.
    Os proprietarios do muito conhecido estabelecimento denominado
    MUSEU DE JOIAS
    sito a ra do Cabug n. A, communmm ao respeita^el PUBLICO que receberam ata
    rande sortimento de joias dais mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
    >em relogios de todas as qalidades. Avisam tambem que continuam a recebar por
    todos os vapores vindoe da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que eo
    outra qualquer parte.
    MIGUL W0LPP & C.
    N. 4RA DO CABUG----N. 4
    Jompra-se ouro e prata velha.
    SEMPRE NOVIDADES
    Fazendas linas e modas
    2 A--Eua do Cabug--2 B
    J. BASTOS &C.
    Pelo ultimo vapor recebemos de PARS :
    Cortes de vestidos diaphancs, alta novidade.
    Vestidos da cachemira, especialidade.
    Ditos de toile d'Alsace, grande moda.
    Cachemira broch, tecido modernissiroo.
    Orlatienne, fazenda nova e padroes lindissimos.
    Veniticnne, corabinacao de fazenda lisa e lavrada de muito gosto.
    Zephyr quadrile, novidade.
    Cachemiras de todas as cores com enfeitcs de Guipoure.
    Plumetie, branco e de cores com lindos bordados.
    Toile d'Alsace, variado sortimento.
    Satn double, tecido de algodao e modernissimo.
    Gase de algodao, em todas as cores, propria para bailes c tbeatros.
    Laques diaphanos.
    Ditos de 8etm.
    Ditos de ruadreperola.
    Guipoure de seda.
    Bicos du seda diaphano, r volu5ao da grande moda pan enfoitar vestido*
    de sedas.
    Chapeos de seda arrendados, novidade.
    Sedas e setins, branco, preto e de cores.
    Colchas de damasco de s-.ia.
    Ditas de crochet e Guipoure.
    ESPECIALIDADES
    Dolmans de seda e cachemira com enfeites de passemanterie c vidrilhos,
    uarnifSo da renda e franja.
    Jersey de 13 com enfeites d,: pelucia e bordados, cscolhidos sortimentos d'eatea
    asacos de malha, que vendamos do S^OOO a 15;5l)00.
    Fornecem-se as amostras du todos os artigos.
    __________________(Telephane n. 5S9)_________________
    JOSEFH KRAUSE t
    Aeabam de augmentar o sen j bem conhecido
    mportante estabelecimento rna Io
    de marco n. 6 com mais
    ni salo no f andar lnxnosamente ppar-
    rad e prvido de urna exposi-
    ia t dferas de prata do Portee 4wtm$t*
    dos mais araados fabricantes do
    mundo inteiro.
    munida, pois, as Exilias, familias, seus nume-
    rosos amigos e freguezes a visitaren)
    o seu estabelecimento, alim de
    apreciarem a grandeza e bom gosto com que
    nao obstante a grande
    despeza, o adornaram, em honra
    desta provincia.
    CHA-SE ABERTO DAS 1118 DA HOLTE

    m
    -Q
    Eiols m4ir" slo preyrmds adnenta do Estabeledmcnto do Profesor Hollowav,
    78, HEW OXTOTLJt 8TBKET 'antes 583, Oxford Street), LCHDEE8,
    E vendemas em todas as pharmaciu do uoiverao.
    Os compradores 5*0 convidado* respeitounienu a examinar o rtulos do cada csL'^a e Pote e alo
    direcsao. 533. xf r! .Sirec:, 9*0 kakiHcacoes.
    d
    *******
    VERDADEIROSGRAOSdeSAUDFdoDTRaNCK
    Approvados pela Junta Central oto Hygiene da Corte.
    Aperientes, cstaaiachteos, purgativos, depurativos, contra a
    ralta. apatettte, Wiiede vantre, nxaujaeca, Vertlcena,
    Bxiglr
    as
    Ooat*eatea, etc. Lose ordinaria : 1, i d I groes.
    Era PARE. Pharmacia LKBOT.
    DSPOSIT0S KM TODAS AS PaWOPAM PHARMACIA
    COLLEGIO FRAEEZ
    PARA MENINAS
    17Rna doBaran de Bcmfica17
    NALMDAPASSIGIMD4M4W1A
    As senhoras Mine. Francia e Mlle. Francia, mai e tillia, diplomada pelaF-
    uldade de Paria, recenteinente chegadas de Franca onde exercerara por muitos an-
    uos o profesorado, acabain de establecer um collegio para meninas, seguindo o pro-
    grmala adoptado em Franca ; o qual proporcionar s aluranas que lhes forem confia-
    das ama educa9o completa e esmerada.
    Os senhores pais de familia s3o convidados a visitwem este novo estabeleci-
    mento situado em tao saudavel bnirro e dispindo de todas as cc.ndic3>s do confortavel
    >de hygienn.
    Mlle. Izab'-l Francia possue un talento elevado para o casino de piano.
    Ella precisa de urna sjudaote p- GERAL
    4LLAN 1ATBBSN S" G
    N. 44-Eu i do BramN. 44
    JUJiTO A E iA^AO DOS B0NDS
    Tem para vender, pi>r pre, modicoB, aa seguintes ferragens:
    Tachs tundidas, batidas e caldeadas.
    CrivaySeb de diversos tarnanhoa.
    Rodas de espora, idem, idem.
    Ditav ^g.ilarfb, idem, idem.
    Varan'iua de te;ro batidor
    Diuts ii-. dito fundido, de liiv (
    Portasd foruaiha..
    Bancos de ferro com serra circular.
    Gradeamenco para furdim.
    Vaporee de for|*de 3, 4, 5, Moehdas de 10 a 40 pollegadas de ajanadara
    Rodas d'agua, 6ystema Leandro. ,
    Encarregam-sedeooncertoa, e aasentamento de maohuusmo e execaiAin qiial-
    trabalho com perfeicao o presteza.
    [ luTHADO


    Diario de Pernambncotyuarta-feira 28 de Jnlho de 1886
    AZEITE DOCE1!
    PA OAZA
    ,8,
    fIRGEW E I 07RAKIDC
    (ira L *
    s perfilo /o & Fri
    ^ft.1*!
    5t!Ueuri
    :*3I^
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    Jl
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    DEPOSITO GE**i
    m KaV MIOHEL *>Q?F.9
    UB. rti fe ICK as'
    *. CTJLZER SU. V AH fr.
    exigir o rotulo
    /J//r# < Z>7r7V9n
    EXPOSIQAO S? UHIV31 1878
    Mdaille d'Or T^CroiL-Cheialier
    US PLUS HUTES RCOMPEHSCS
    Nova Creajo
    SMAVER*
    E. COUDRAY
    Inventor da
    PERFUMARA ESPECIAL e LACTEIMA
    To apreciado do alto mundo.
    Saboneto........ PRIMAVERA
    Oleo............ PRIMAVERA
    5 Agua de Toucador PRIMAVERA
    Essencia........ PRIMAVERA
    P de Arroz...... PRIMAVERA
    FABRICA E DEPOSITO :
    | pars 13, Roe d'Enghien, 13 pars
    a Sdn-se venda tm todas as prinripaes PerlHuriis
    I
    *' ""*
    !
    1
    XAROPE
    Ib:: hyfophosphito de cal|
    i FmpiegaJos com tanto xito para curar a
    ipthisica e as molestias tuberculosas,
    vondenwe nicamente em frascos quadra-
    dos cora *> nome do doutor Chuhceill obre
    o Man..
    Sob a influencia dos Hypophosphtos a
    tosse dirainue, o appetite augmenta, as or-j
    cas tornSo a vir, os suores nocturnos cesso,
    e o doone goza de um bem estar desusado.
    Os liyp^pkosphilos que lefio a marca
    de fabrica da p/iarmacia SWAHN,
    12, ru Cattighone, Pariz, sao os nt-
    eos reronhecino e recommendados pelo
    D' CHUHCHILL, auo- d descoberta
    de suss propriedades curativas.
    Preco : 4 francos por frasco em rrattea.
    L
    Vendf*-s* aa prncipaet PhatntacUu.

    Administraclo : PARIZ, $, Botiltrsrd Monfmtfr.
    GRANDE-ORILLE.Afleeilnnphatics, $as i! js rita d gestivas.obstrueces do litado e do bafo
    obstniccocs v;sceraes,eoocr*coes calculosas da bile.
    HOPITAL. Affrcc11" das ras dlji-slivis incommo-
    dos io estomago, digesto difficil, inappeiencia,
    gastralgias dispepsia.
    CELESTINS.AlTafCMSdosrins, dalmdc* arcias,
    Saalo; .'NJa*cunna-.g U.diabi:te<,albuniinuria.
    HAUTER1VE. BS.dt hnigMMbl
    ,:,eu', albuminuria.
    -SE 0 EOMS lia FiiliTE fia CAPSULA
    Em Pemimo-i-.v, Agua' aa Foatea de 'Mf,
    -j imns*
    JUt tCBH 'Tf LAEILL, S, roa do Conuuaraa;
    SULZEB c KOLCIi'-IK, D. ra d Croa,
    Alimenta?ao racional
    > mes, criancas, amas convalescentes
    Por oso da FHOSPfTA TISA FaMree,
    PARIZ, 6, Avenoe Victoria, 6, PARIZ.
    fciiritiri" en Pernambnco : FBAM" M. da SILVA OS
    P.LaSfloD'CROMJ
    de MsIMETO de KIMO 0WMs I
    TRINTA AIfNOS(tboiuExltataBdnoat ado
    a rfllcacla ii coatcftari' d'esus P ilutas, qo tuon
    liii(i>imMptmfMa ~gtrtao ti rmjv.
    Palu mu propriadadea (mIou a pwro/tm.,
    o xomnrro mu QtmrrrA
    o mxlicamaaK duu v1to oaatra aa
    Mrtt k'stortffo nhtoror totmrt
    PMa de Hpoeiif
    fim. n r-r"'------" to Sana**
    Mfcccefes esc-ofu/ota, ef
    Stpt h-al: S, ra Ut 6rsMlle-S*lit-r*iIi. HU
    i
    '
    r SUSPENSORIO miLLERET A
    lElastietK sem lijaduras Mal lif MU*.
    t Para evtfr a falstftcacoet,
    exigiraflrma doinventor, estampad
    em er-da suspensorio.
    FODAS DE TOBOS OS SISTEMAS
    l\ EIAS PARA VARIZES
    nj.ERrT. IE 60SIDEC, wects^or. PrU. A9, r. J.-l. laaaaasi
    HEG1S1KAUO
    Doce secco de caj
    primeira qoalidade, proprio para preiente, tem
    para vender na roa do Bota Jess numero 35, ar-
    maavtn.
    Jos de Castro Gnima
    raes
    que em Goyanna tem o nomo de Jobo Gaspar
    Domingues de Souza nao mais cobrador da co-
    ebeira ra da Imperutriz n. 29 desde Mareo, e
    chumado prestar contas dos dinbeiros que re-
    cfbeu, como consta das cantas om os recibos, e
    entregar ai contas que ainda tem em seu poder
    ao admin atrndoT daqoella conheira.____________
    Telegranma (resposta paga)
    Bicos orientaes, grande variedade em corea r
    larguras, receberam o Pedro Antones &C, e ven-
    den burato ; esperamos resposta ao 63 roa Du-
    que de Oaxias, Nova Espersnca ; aovo sortimen-
    to em leques de papel a 7W e 800 rs., preferencia
    exclusiva ; ditos de seda, bonitas cores e linda
    pasagens a 3/, barrato punhos e collarinhos
    bordados para aenbora a 1*800 e 2*500 ; ditos
    com pintas de cores a 1*200 ; bonitos e delicados
    lacinhos de cores, ultima moda em gravatas, a
    1*000. Resposta paga ; vale a pena verem o que
    : na loja de Pedro Antunes & C. n. 63, ra
    Duque de Caxiae. _
    Serrara a vapor
    Caes do Capibaribe a. SS
    N'esta serrara encontrarlo os senhores fregue-
    ses, nm grande sortimento de piohj de resina de
    cinco a dez metros de compnmeno e de 0,08 a
    0,24 de esquadros Garante-fe preco mais como-
    do do que em outra qualquer paite.
    Francisco dor Santos Macedo.
    1MLSA0
    DE
    SCOTT
    DE OLEO PURO DE
    Figado de Uacalho
    COM
    Hypopfaosphitos de cal e soda
    Approvada pela Jimia de Hy-
    giene e antorlsada pelo
    gobern
    E' o melbor remedio at boje deocoberto para a
    Hulea broncbltea. eMcroplialast. ra-
    chiiiH. anemia, ti ebllluadc em ajeral.
    deflaxon. toase enrontca e utvccvM
    lo pello e da sai-santa.
    E' muito superior ao oleo simples de figado de
    bacalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
    daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
    tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
    reconstituintes dos hypophosphitos. A' venda na
    drogaras e boticas.
    Deposito em Pernambueo
    Carteira
    Vende-se barato urna carteira contendo na peca
    de baixo dous arniurinbos e tres gavetas, e na
    peca de cima 17 compartimentos que se fechara
    com urna so chave : a ver e tratar no largo do S.
    Pedro n. 4, loja.______________
    GRANDE
    Expsito central roa larga do
    Rosario n. r, 8
    Damin Lima & G, chamam a attenco das
    Exmas. familias para os precos segointes :
    Carretela de 200 jardas 80 rs.
    Pecas de bordados do 200 a 600 rs.
    Ditas de um palmo a 2*500 e 3*000.
    Fita n. 80 para faxa a 2*500.
    Leques regatas e D. Joannita a 1*000.
    Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2*000.
    Leques D. Lucinda Colbo a 6*000.
    Toalhas felpadas a 500 600, e 1*()00.
    Dozia de mei&s para hornera a 3J000.
    Ditas para senhorss a 3*000.
    Luvas de eda a 2*000.
    Meias de fio de seda para menina a 1*000.
    Colannhos de linho a 500 rs.
    Ditos de algoo a 320 e 400 rs.
    Macos de grampos a 20 rs.
    Pecas de cordo para vestido a 20 rs.
    visivas grandes a 320 rs.
    rampoa invisiveis a 60 rs.
    Um leque de setim (novidade) a 6J500.
    Ricas bolcinhas de madreperola de 1*500 6*.
    La para bordar 2*800.
    Urna capella e veo de 15*000, por 12*000.
    Um espelho de mol lura por 5*500.
    Urna pulseira de fita par 1*200.
    Pliss a 400 e 600 rs.
    Urna boneca grande de cera por 2*500 e 3*000.
    NA EXPOSIQAO CENTRAL
    o8-I.ua Larga do Rosario38
    VENDAS
    wCutoftC.
    1^^ Jardini das plantas
    MONDEGO N. 80
    Pntendendo se acabar com as plantas que es-
    tio em i lam n'esto jirdim, vende se os sapotisei-
    res mun graadea, e dando fructn, 4 2* ranjeir: s. minio grandes, parH enxertr, 6*000
    a dosia. e ip ti3eiros mais p- quenos por barita
    ajre?o. ^^^^^
    Para criado
    Preeica d? um menino de 12 14 annos : no
    SMiptori deste Diario sn dir quera precisa.
    Menino
    Preci.-se, de um menino: na ra Duque de
    axias 30 2- andar.
    Cal de Lisboa
    lito n va ; vindem Palmeira & C, i roa larga
    a Rosario n. 27.
    Liquidara os eeguintes artigos mais barato que em
    outra parte, vibeo seren niguas comprados em
    leilo a saber:
    Lindos cretones claros a 240 e 280 rs., o co-
    vado.
    Failes de novos gostos a 4u0 e 500 rs. o dito.
    Linons com palmas de l a 80) rs. o dito.
    dem com salpieos a 560 e 7#0 rs. o dito !
    Popelinas com litras de i eda a 280 e 320 rs., o
    dito para acabar.
    Esguio pardo para vf tidos a 500 e 56t rs. o
    dito.
    Setinetes, nevidades, a 320 e 360 rs-, cores
    firmes.
    Damascos de la, largura de 2 metros, proprio
    para pannos de piano a *8#0 o covado ; de cores
    propriaa para mesas a 1*500 e 1*600 o lito.
    Merinos pretoa paxa luto, larguras a 900, 1*,
    1*200 e l#500o dito.
    dem de todas as cores a 1* e 1 *200 o dito.
    Casemiras de 2 larguras, padroes ineiramente
    nevos a 1*200, l*60t e 1*800 o dito.
    Setim maco, de todas as cores, desde 800 rs. a
    2* o dito.
    Atoalhado trancado e bordado a 1*400 e 1*500
    o metro.
    Bramantes de 4 larguras, superiores a 900 rs. e
    1*400 o dito.
    dem de puro linho a 2* o dito.
    dem de ama largura a 500 rs. o dito.
    Guarnicoea de crochets para sof e cadeiras a
    8*.
    Riquissimaa eolias de dito a 12* e 14*.
    Lindas grinaldas e veos para Exmas. noivas a
    14*.
    Cortinados bordados a 6*500 e 10* o par.
    dem em pecas com \' jarda?, nevos desenhos a
    9*.
    Toalhas felpudas de cores, para rosto, a 7*00
    a duza.
    Meias inglezas, croas a 3*500, 4* e 6* a dita.
    dem arrendadas para senhori a 8* a dita.
    Seroulas bordadas de bramante a 12* e 16* a
    dita.
    Camisas superioies frsncezas a 38* e 42* a
    dita.
    Cobertas de ganga, forradas a 2*500 e 3*.
    Lences de bramantes, grandes a 2*.
    Chales de casemira, dem, a 2*, 3* e 5*.
    Cortes de casemira inglesa a 3*, 4* e 5*.
    Cheviot superior, de 2 larguras, a 3* e 3*500 o
    covade.
    Vendas em croann, damos descont
    da praca
    59=Rua Duque de Caxias=58
    Carneiro da Cunha & C.
    WHISKY
    SOY AL BLEND marca ViADO
    Este excellente Whisky Ssceeses preieriv
    ao cognac ou agurdenle de canna, para fortifica
    o eorpo.
    Vende-se a retalho nos a. iheres armazeni
    iiolhados.
    Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo n
    me e emblema sao registrados para todo o Braai
    BROWNS tt. C, agentes _________
    Malas para yiagem
    Vende-se malas e bolsas de todos os tamanhos,
    por prevoa sem competencia : na ra do Impera-
    dor n. 63.
    AproYtitem!
    Vende-se tudo barato
    Largo de M. Pedro n 4
    Neste estabvlecimento encentra se sempre um
    completo sortimento de guilas e parsaros naci-
    ases e estrangein i, o melbor que ha neste ge-
    nero, fructas maduras, balaios proprios para ni
    nhos de canarios do imperio, cestiobaa para eos
    tura, vassouras do ara a 800 rs. cada urna, que
    casta em outra qualquer parte a 1* e 1*200, con-
    serva de pimenta americana em bonitos frasqui-
    nhoa a 120 rs. cada um, para acabar, massa de
    mandioca muito bem preparada, para boloe
    Pinito de Riga
    3x eS^lt
    Vendem Ponseea Irnaaos 6t C, a preco mdico
    Cabriole
    Vende se um ero perfeito estado e por preco
    eommodo; tratar na ra Diaue de Caxias n. 47
    Cimento [til lland
    Vende-se de diversas marcas, no armaiem de
    Soares de Amara! Irraaos, i raa da Madre de
    Deusn.22.
    Florida
    Loja de iniudezas
    Ra do Duque de Caxias n- IOS
    Os proprietarios deste grande estabelecimento
    de miudezas, modas epara accommodar os interes-
    ses da poca, tem resolvido venderem po* meuos
    vinte por cento que em outra qualquer parte.
    Pentes elctricos & 0 rs.
    Luvas de pellica a 2*500 o par.
    Linha de carritel branca e de cores a 80 rs.
    Grampos a 20 rs. o masso.
    Invisiveis a 320 rs.
    Vestuario de fusto bordado para crianca a
    3*000.
    Pentes de regaco para crianca a 100 rs. um.
    Baleias a 360 rs. a duzia.
    Haspas para anquinhas a 120 rs. o metro.
    Bicos com tres dedos de largura al*500 e 1*800
    a peca.
    Linha de cores para crochet a 250 rs. o no-
    vello.
    Papel amizade a 40 rs. o caderno.
    Fita cnineza a 320 rs. o masso.
    Lencos de linho a 1*500 a duzia.
    Lindos bicos de cores com 10 Jardas a 4* e 5*
    a peca.
    Urna caixa cora tres sabonctes desenhando urna
    rosa por 500 rs.
    Meias de l de cores Dar seuhora a 1*500 o
    par. .__________________________________
    Fazendas brancas
    SO* AO NUMESO
    lo ra da Inperatrlz = 4o
    Loja dos barateiros
    Alheiro & C, ra da Imperatriz a. 40, ven-
    dem um bonito sortimento de todas estas fazendat
    abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
    A SABER :
    AlgudoPecas de Igodozinho com 20
    jardas, pelo- bsrato preco de 3*800,
    4|, 4*500, 4* ', o, 6*500_e 6|50.
    MadapolSoPecas de madapolo com 24
    jardas a 4*500, 5*, 6* at 12*006
    Camisas de meia com listras, pelo barato
    preco de 800
    Ditas branc e cruae, de 1* at 1*800
    Creguella francesa, fazenda muito encor-
    pada, propria para lencoes, toalhas e
    ceroulas, vara 400 rs. e 500
    Ceroulas da mesma, muito bem feta,
    a 1*200e 1*0U
    Colletinhos r mesma 800
    Bramante francs de algodo, muito oa-
    corpada, com 10 palmos de largura,
    rastro 1*2
    Dito de linho inglez, de 4 larguras, me*
    tro a 2*500 e S80<
    Atoalhado adamascado para toalhas de
    mesa, com 9 palmos de largura, metro lJ80li
    Cretones e chitas, ciaras e escuras, pa-
    droes delicados, d 240 rs. at 400
    Baptista, o que ha de mais delicado no
    mercado, rs. 200
    Todas estas fazendas baratissimae, na conhecida
    loja de Alheiro & C, esquin do becco
    dos Vrreiros
    \lgod*t enfestado pa-
    ra lenvocs
    A 90o rs. e AOOO o metro
    Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
    :odo para lencoes de um s panno, com 9 pal-
    s de larpuraa 900 rs., e dito cora 10 palmos a
    (10 o metru, assim com dito trancado parn
    malhas de rasa, com 9 palmos ue largura a 1*20
    i etro. lato na leja de Alheiro 6c C, esquina
    do ecco dos Kerreiros. *-
    MERINOS PRETOS
    A 1*200,1*400, 1*6(0, 1-800 e 2* o covado
    A heiro & C., i roa da Imperatriz n. 40, veo
    dem muito bons merinos pretoa pelo preco acinu
    dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
    co dt s Ferreiros.
    Fsparlllhos
    Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
    muito bons espartilhos para senbora*, pelo prect
    de 5*o00, assim como um sortimento de roupas
    de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
    de becco dos Ferreiros.
    CASEMIRAS INGLEZAS
    A 2*800 e 3. covado
    Alheiro & C., ra da Imperatriz n. 40, veo
    dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
    zas, de duas l-rguras, cora o padroes mais deli
    cados para costume, e vendem pelo barato prec
    de 2*800 e 3| o covado ; assim como se encarre-
    gam de mandar faser costumes de casemira a
    30", sendo de paletot sacco, e 35* de traque,
    grande pechincha .* na loja dos barateiros da Boa
    Vista.
    BRIM PARDO LONA
    A 320 is. o covado
    Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
    porco de britn pardo lona, por estar eom princi-
    pio de toque de mofo, pelo barato pr^cp de 32(
    rs o covado, grande pechincha ; na loja da es
    quina do becco dos Ferreiros.
    Bordados a lOO rs. a peca
    A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
    bordaio, dous metros cada peca, pelo barato pre-
    co de 100 rs., ou em cartao eom 50 pecas, sorti-
    das, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
    esquina do becco dos Ferreiros.
    Farinha para poreo
    Vende-se para acabar, por preco medico : na
    ra do Imperador n. 63. ________
    VAPOR"
    A Revolu^o
    ra Duque de Caxias, resolveua vender
    os seguintes artigos com 25 0[q de me-
    nos do que em outra qualquer parte.
    Sedas lavradas de 2*000 por l*0C0 o covado.
    Cachemiras de Cores a 1*200 o covado.
    Ditas pretes a 1*000, 1*200, 1*100, 1*600
    1*800 e 2*000 o covado.
    Dita broch, de l e seda, lindos tecidos, 1*500
    o covado.
    Gorgorinas de listrinhas a 360 rs. o covado.
    Setins a 800 e 1*200 rs. o covado.
    Dito preto a 1*000 e 2*200 o covado.
    Gaze com boliahas de velludo u 800 rs. o co-
    vado.
    Las com bolinhas a 640 rs. o covado.
    Velludilho liso e lavrado a 1*000 e 1*200 o co-
    vado.
    Fusto branca a 440, 500, 560, 600 e 800 rs. o
    covadu.
    Giosdenaples pretoa a 1*800, 2*000, 2*500 e
    2*800 o covado.
    Nxnsoc de cor a 300 rs. o covado.
    Cretones finas a 360, 400 ,e 440 rs. o covado.
    Cambraia de quadros a 1*500 a peci.
    Dita transparente de 4*000 por 2*000 e 2*500
    a peca.
    Linn branco a 500 rs. o covado.
    Fdcha de retroz a 1*000 nm.
    dem de l, de 1*000 at 6*000.
    dem de pelussia a 5*000 e 6*500.
    dem de pelussia bordados a 7*000.
    Cretones para chambre a 320 e 360 rs. o co-
    vado.
    Cambraia com salpieos a 6 rs. a peca.
    Chapeos de sol de cores para senh'.r-'s a 7500
    um.
    Brim de linho de cor a 1*200 o metro.
    Lmhos cscosse~es a 240 rs. o covado.
    Zephiros listrados a 200 rs. o covado.
    Tapetes para jaoella, piano e cama a 4000,
    6*000 c 7*000 um.
    Ditos avelludados para sof a 24*000 um.
    Fusto de cor a 500 rs. o cevado.
    Setneta8 lavradas a 500 rs. o covado.
    Flanella branca a 400 rs. o covado.
    Setinetas com desenhos lindos a 440 rs. o co-
    vado.
    Cortes da casemira a 3*000, 3*500, 5*0CO c
    7*000.
    Casemira de c6r e preta a 1*800 rs. covado.
    Timoes bordados a 4*000 um.
    Brim pardo lona a 360 e 500 rs. o covado.
    Camisas de meia a 800, 1*000 e 1*200 urna.
    Algodo com duas larguras a 800 rs. o me-
    tro.
    Eaguio amarello para vestidos a 500 rs. o co-
    vado.
    Espartilhos couraga de 4*000 a 8*000 um.
    para as Exmas. noivas
    Setins maeo a 1*200 e 2*000 o covado.
    Popelinas a 600 rs. o dito.
    Alpaca a 400 e 440 rs. o dito.
    Setinetas lisas e lavradas a 500 e 560 rs. o dito.
    Cortinados bord.dos a 7*000, 9*000 e 15*000 o
    par
    e moenda
    Vende-se um bom vapor e moenda cota pouco
    uso ; a ver no engenho Timb ass. raaito perto
    da estacan do metmo uome ; a tratar na ra do
    Imperador n. 48, 1 andar.
    Capellas e veos finos a 10* e 14*.
    Colchas bordadas a 5*000, 7*000, e 8*00
    urna.
    Camisas nacionaes
    a Ssoo. aftooo e a*500
    32^; Loja ra da Imperatriz = 32
    Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
    de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
    turas e punhos de linho como de algodo, pelos
    baratos precos de 2*500, 3* e 4*, sendo fazenda
    muito melbor do que as que veem do estrangeiro e
    muito mais bem feitas, por serem cortada*, por
    um bom artista, especialmente camiseiro, t.>mbem
    se manda fazer por encommendas, a vontade des
    fregueses : na nova loja da ra da Imperatriz n
    3 i, de Ferreira da Silva.
    Ao32
    loja
    Nova loja de fazendas
    %9 Ra da Imperatriz = 3.
    fice
    FERREIRA DA SILVA
    Neste novo estabelecimento encontrar o ree-
    p itavel publico um variado sortimento de fazen-
    das de todas as qualidades, que se vendem por
    precos baratiasimoa, assim como um bom sorti-
    mento de roupas para homens, e tambera se man
    da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
    tre aliaiate e completo sortimento de pannos fino*,
    casemiras a brins, etc.
    9-Bna da laperairii I
    Loja de Pereira da Silva
    Neste estabelecimento vende-se as rnupsa aba
    xo mencionadas, que sao ba* .as.
    Palitots pretoa de aiagonaea e
    acolchonos, sen..o lazendas muito en-
    cordadas, e forrados ''*O0t
    Ditos de casemira preta, de cordo muito,
    bem feitos e forrados 10*00(
    Ditos de dita, fazenda muito melbor 12*00t
    Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
    dadeira, e forrados 12*00(
    Calcas de gorgorito preto, acolchoado,
    sendo fazenda muito encornada 5*501
    Ditos de caeemia de cores, sendo muito
    bem f.-itas 6*50
    Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
    muito bem feitas 8*0W
    Ditas de brim de Angola, de muleskim e
    de brim pardo a 2*, 2*500 e 3*00t
    Ceroulas de grvguellas para homens,
    sendo muito bem feitas a 1*200 e 1MH-
    Colletinho de greguella muito bem feitos lstA*
    Assim como um bom aortimento de lencos dt
    linho e de algodo, meias croas e collarinhas, etc
    Isto na loja oa ra da Imperatriz n. 3i
    Riseados largos
    a 900 rs. o covado
    Na loja da ra da Impe'htriz u. 32, vendem w
    riscadinhos pr-piioa para roupas de meninos
    vestidos, pelo barato proco de 200 rs. o covade
    tenio quasi largura de .-hita francesa, e ssip
    como chi'as brancas miudinbas, a 200 rs. o
    do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
    !oj de Pereira da Silva.
    Fnntew, setinetas e laxlnnas a SO'
    rs. o covado
    Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vende-a
    um grande sortimento de faatdes crneos a 50<
    -rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-core
    fczenda bonita para vestidos a 500 r*. o covad..
    e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a>
    cores, a 500 rs. covado. pechincha : na loj
    do Pereira da Silva.
    Merinos pretos a *)
    Vende-se nurins pretis de duas larguras par.
    vestidos c roupas para meninos a 1*200 e l*60t
    o covado, e su-.ienor setim preto para enfeitss
    1*500, Ri-sim como chiras pretas, tauti lisas cora-
    de lavoures braneos, de 240 a 320 rs ; na nov
    Uja de Pereira da Silva roa da Imperatriz n
    mero 32.
    Alsrodaoslnno francs para lence
    a OOO rs.. I* e !**
    Na loja da roa da Imperatriz n. 98, vende-a
    superiores algodosinhos fraucezes com 8, 9 e 1'
    palmos de largura, proprios para lencoes de un
    o panno pelo barato preco de ^00 rs e 1*000 .
    metro, e dito trancado pa a toalhas a 1*28M, at
    sim como superior bramante de quatro largura
    para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loj
    d* Pereira da Silva.
    Ronpa para meninos
    * 4. taftot e *
    Na nova loja da ra da Imperatriz n. 82, r
    vende um variado sortimento de vestuarios pr
    prios para meninos, sendo de palitosinho e cale)
    nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, dita
    de moleequim a 4*500 e ditos de gorgorito prdtv
    emitando casemira, a 6*, sao muito barat. ; n.
    loja do Pereira da Silva.
    FolrBT., los 6 tels
    Vende Candido Tbiago da Costa Mello em sen
    de osito roa Imperial n. 322, olaria. Talephone
    numero 2*1.
    BSSl
    nain
    OTERIA
    JLjtAa^*>
    ALAG0AS
    CORRE NO DA 5 DE AGOSTO
    URANHITEL! INTRiNMIEL!;
    O portador que possuirum
    vigsimo desta importante lo
    teria est habilitado a tirar...__
    10:006|i000.
    Os bilhetes acham-se a' ven-
    da na Casa Feliz, praca d< In-
    dependencia ns. 3 7 e 3 9.
    Corre no dia 3 de Agosto
    1886, sem alta.
    11 IIIJ ilJJilUl
    O portador de dous vigsimos deste
    importante lotera do custo de 2|200 este
    habilitado a tirar
    2o:oi2;|ooo
    Pre VIgcsinio.
    Vigsimo.
    A' RETLHO
    lOKO
    i*io#
    A ROA DA FORTUNA
    56Ra Larga do Rosario30
    Aos 1.000I000S000
    200:000*000
    100:000$0M
    BRANDE LIITEHIl
    DE 3 SO hTEIUS
    Em lav r dos ingenuos da Colonia Orpbanologiea Isabel
    DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
    Eitracc&o: no dia 15 de ezembro de 1886.
    0 thesonreiro, Francisco Gonyalves Torre
    Na bem condecida loja dama Prime ir o de
    Mar$o n 20
    JIJT0 DO LOUVRE
    Grande sortimento de madap'lo s ile 4^500, 5i5, bftbOQ, 6#, r>|�
    7^500 e 8^000
    Algodoes braneos, superiores qualidades, de 4|J, 4)J500, bfi, 5jJ500, W e
    63500.
    Saperiores cretones de 320 a 500 o covado.
    Batistes, lindro padrSes, a 200 e 320 rs. o covado.
    FustSes braneos de novos desenhos a 440 e 500 rs. o covado.
    Cobertas de ganga, forradas, de dous pannos a 3$ 500.
    Ditas de ganga cretone, bonitos ptdrSes, :* 3)5000.
    Lenjoes de bramante, de linho. de 2$ a 40000 a um.
    Ditos de algodo de 1,800 a 2500.
    Toalhas felpudas, de tamanho regular a 5(000 a duzia.
    Ditas grandes para banbos a 25000 urna.
    Lencos de algodo de 10800 a 2200 a duzia.
    D:+os J algodo, com barra, a 25400 a duzia.
    Bri ohto, .:laro, a 300, 400 e 700 rs. o covado.
    Dio t. -av-'io, l*>a> Wt liJi-OO e 1^200 o meto.
    ortea v<-tidu de cretone de 205 por 85000.
    (J,i i iapos de linho de 35500 a 65 a duzia.
    Grande var':dade de anquinhas de 25 a 55000.
    Meias cruas para homem a 55, 65, e 75000 a duzia.
    Chambres muito bem preparados, para homem, de 55 a 105000.
    Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 25500 o covado.
    Algodo trancado de duas larguras a 15300 a vara. ^^
    Bramante de algodo, de qnatro larguras, de 15500, 15800 e 2,JOQ a vara
    Dito de linho idem dem de 25, 25500 35 e 45000 a vara.
    Leques de-papel, de lindos dgenhos, de 500, 800 e 15000.
    Merino preto e azul a 1540C rs. o covado.
    Setinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o covado
    Guarda p de brim de linho pardo a 45, 55 e 6J00O.
    Oxford p .ra camisas, lindos padrSes, a 280 300 e 340 rs, o covado.
    Velbu tinas de todas as cores a 15000 o covado.
    Molesquin de cores, bonitos padroVss, a 600 rs. o covado.
    Chales de algodJo a 14200, 15400, 15600 e 2JO0O.
    Costumes para banhos de mar a 85 e 105000.
    Cortinados bordado para cama e janeas a 85 105, 12, 14 e 16#0w0 fU.
    Grande sortimento de roupa feita para trabalhadores de campo.
    Encarregaroo-nos tambem de mandar fazer qualquer roupa para "j*? e
    meninos, para o que temos um .hbil, oficial e um grande sortimento de pannos, tanas,
    casemiras, etc. _.,..._
    Quem precar de algum artigo bom e barato, dever visitar de prsswflMM
    este antigo e acreditado estabelecimento.
    Bu Pnifliro fie Marco i. 20



    Diario de PcrnambucoQnarto-feira 28 de Julho de 1886
    ASSEMBLA GBIIAL
    . __________ .... _
    CAVARA DOi REPUTADOS
    SE3SAO EM 12 DE JULHO DE 188b
    1SIDENCIA DO SB. ANDBADE FIGUEIBA
    (Continuadlo)
    < Ao n.^5Secretarias das facultades
    de direitoem vez do 49:755)5, diga-se
    44:755$; suppriraida a consignago de
    5:000$ para premios aos lentes, que com-
    puzerem obras.
    Aon 29 -Secretaria e gabinetes da
    escola polyteehniea em vez ae 102:312)$,
    diga-se 78:032^. supprimidos cinco luga-
    res de preparadores, a consignago de
    10:0005 para lentes que compuzerem obras
    e reduzido a 10 o numero de serventes.
    Ao n. 32 Internato de Pedro II em
    vez de 218:1805, diga a 214:9800; sup-
    primida a gratificado ao capello, cujas
    attribuicoes serao ex-rcidas pelo lente de
    religio, o reduzida a 2:000$ a consigna-
    i cao de 4:000$ para reparo de movis.
    .( Ao n. 33Externato do Pedro II -
    em vez de 160:580$, diga-se 145:929$
    sapprimido com meio pensionato, como in-
    dica o projecto, as consignares para o
    sustento de eraprcgadoB, para o despensei-
    . ro e cozinheiro; reduzido o numero dos
    serventes a 6eis: eliminaba a consignago
    para lavagem de r jupas de refeitorio; re-
    duzida a 800$ e para reparo de movis e
    a 1:000$ e para pintura e aceio do predio,
    x Ao n. 34Esqolu Normal e n vez
    de 71:600$ diga-se" 67:500$, reduzida a
    1:000$ a consignagio para livros. enoader-
    nagoes, etc. ; a 2:000$ a do 4:000$ para
    conservacao e augmento da bibliotheca e
    museu p dagogioo, e a 900 a do 2:000$
    para os movis, etc.
    Ao n. 51 Limpeza da cidade do Rie
    de Janeiro en vez de 627:986$664, di-
    ga-se 599:426$664, upprimida a consig-
    nago de 28560$ para gratideagoes dos
    inspectores e fiscaes das diversas hrape-
    zas, ..aja _fisealisagilo incumbe boje ins-
    pectora geral de hygiene.
    Ao n. 52 -Irrigagto da cidade do
    Rio de Janeiro em vez de 163:200$, di-
    ga-se 100:000$, reduzido esta verbas ao
    que for strietaraente necessario para irri-
    gacSo durante o vero.
    Emendas additivas:
    lu No internato e externato de Pedro
    II nao sero prvidos os lugares vagos e
    que vagarem de substitutos. Outrosira nao
    o serao oa dos professores das cadeiros de
    qualquer dos dous estabeleciraentos, haven-
    do cadeira idntica provida no outro. A
    substituido ser nasse caso teita para os
    lugares de professores vagos no externato
    pelos de cadeira idntica no internato e
    viceversa. Por esta subatituigilo perce-
    berao os professores que a fizerem, alm
    de seus vencimentos, a gratificago de su-
    stituido.
    | 2 Fica o governo autonsado a reor-
    ganizar o ensino na escola normal, nao po-
    dendo despender com o pessoal e mat rial
    mais de 60:000$000.
    uSala das commissoes em 25 de Juuho
    de 1886. Mattoso Cmara (vencido quan
    to a raoditicugo feita emenda ao n. 9
    e s outras emendas da commissao, cuja
    rejeigao indicada neste parecer). Perei
    ra da Silva. Gualiy. Rodrigues Alves.
    Carlos Peixoto.Silva Tavares. Lu-
    cena. Lourenco de Albuquerque, (com as
    mesmas restriegues do relator, e com a de
    claraeao de que vtar p la emenda dos
    Srs. Gomes de lastro e Ferreira Vian-
    na.)
    I 22. (Culto publico) como na propos-
    ta applieando-se s obras da S de Goyaz
    as sobras da verba destinada ao cabido.
    Xavier da Silva. Marcondes Figueira. -
    G. Cruz.
    A cadeira de xylographia fica substi-
    tuida por urna outra de perspectiva e theo-
    ria das sombras applada s bellas artes,
    nomeando o governo o respectivo professor
    ou contrataudo-o sero augmento de despe-
    zas..b'erreira Vianna. Escragnolle Tau-
    nay.Mattoso Cmara. *
    Todas as mais emendas sao rejeitadas ou
    ficaro prejudicadas.
    KIXACAO DE FOBA3 DE TEBBAS
    Continua a 2a uiacusso da proposta fi-
    lando a forcas de trra para oexercicio de
    1887 a 1888.
    O Mr. Affonso Peana sent o mo-
    do porque a votago do orgamento do im-
    perio que acaba de ter lugar, tornou bera
    saliente a sinec-riaade com que o governo
    apregoava-se econmico.
    Recorda o que se ea em 2a discussao,
    em que a commiasSo de orgamento apre-
    senton emendas restrictivas e nao acha
    crivel que o honrado ministro do imperio
    *stivesso alheio ao que so passava ; mas
    essas emendas foram retiradas da votago,
    allegando-se que S. Exc. nao as havia vis-
    to porque fra sua secretaria ; apresenta-
    das em 3* discussao, sao rejeitadas pela
    maioria, contra o voto do Ilustre relator da
    commissao de ornamento, o Sr. Mattiso
    Cmara e contra o voto do Sr. Ferreira
    Vianna, eloquente relator da resposta fal-
    la do throno, cuj periodo em relngo s
    economas de que fallou o governo, o ora-
    dor le:
    Nota que passado o segundo mea d
    sussao e ainda o governo nO apresentou
    urna s das reformas a falla do throno ;
    nem ao menos a que diz respeito s rendas
    das provincias, apezar do Sr. presidente
    do conselho dizer que o estado das provin-
    cias miserando.
    O Sr. Escragnolle Taunay : Esse es-
    tado provm parte da situago liberal.
    O Sr. Affonso Penna : Nao entra na
    indagago de a quena cabo a culpa do es-
    tado das provincias ; mas affirma que o no-
    bre deputado fai urna grave injustiga ao
    partan liberal imputando-lbe essa respon-
    sabilidade, quando ella cabo a ambos os
    partidos e a todos os goveruos, bem como
    a ambas as casas do parlamento; mas a
    quera quer que caiba a re-iponsibilidado,
    o nobre presidente' do conselho nao devia
    deixar passar um momento sem solicitar
    meios para prover a esse, estado em que
    se acham as provincias.
    Nota ainda que de nada se tra:ou quan-
    to refirma das cmaras raunicipaes, nem
    da da lei de locago ae servigos e outras
    daqaellas a que se referi a falla do throno.
    Julga que o governo'quer fazer as suas
    reformas de modo autoritario, isto mu-
    nndo se de autorisac3es ampias ; entretan-
    to, foram boje rejeitadas as que se refiri
    ram a reforma do ensino superior do Im-
    perio.
    Observa que nao se responden censu
    ra, tratando-se da hygiene publica, de se
    violar o lar domestico.
    O Sr. Escragnolle Taunay :Isbo in-
    dispensavel, se quizere.n hygiene publica.
    O Sr. Affonso Penna v" no projecto que
    se discate urna autorisago de alcance ex
    traordinaro: ser conveniente autorisar o
    governo a reorganisar o exercito ?
    O Sr. Escragnolle Taunay : Mas o go-
    verno ha de apreseatar a reforma ao parla-
    mento.
    A Sr. Affonso Penna historia o que se
    deu em um dos annos passados com urna
    emenda mais restrictiva do que a actual
    que foi retirada da lei de forga a requer
    ment do Sr Andrade Figueira para ter
    discussao especial; hoje dada na \-i d*
    forga autorisago ampia, com o limite ape-
    nas de nilo haver augmento do despeza ;
    mas possivel que se possa fazer urna
    reforma completa no exercito sem augmen
    todo despeza ?
    Deplora a mudanga lo Sr. Alfredo Cha-
    ves para a pasta da guerra, quando S. Ex.
    j tinha habilitago'es para fazor boa admi-
    nstracao da marinha, quando vai faz r
    novo tirocinio na pasta da guerra ; S. Ex.
    dispo: de milita Ilustrarlo, mas nao fez
    estudos especaes para administrar a da
    guerra.
    Vai chamar a attengao do nobre minis-
    tro da guerra para assumptos da sua re-
    partifo.
    Vio urna circular de 3. Exc. recora-
    mendando aos presidentes de provincia o
    servico do recrutamento, outras iguaes fo-
    ram feitas pelos antecessores do nobre mi-
    nistro sem resultado algn; espera, porm
    que o nobre ministro procurar sustentar a
    lei.
    Mostra que o estado do exercito gra-
    ve ; aue no anuo passado deram-se factos
    graves na provincia do Amazonas, em que
    tornou p rte o 3o batalhao de artilharia,
    tendo o presidente da provincia necessi-
    d?de de por de promptidao as forjas da
    < squadrilha que all se achava ; attribu
    esse fact) a falta de offi^iaes e pergunta se
    j foram enviados para seu corpo.
    O Sr. Alfreda Chaves (ministro da guer
    ri) affirma que j tm ido alguns e em bre-
    ve ir o resto.
    No relatorio do nobre cx-ministro da
    guerra nota que o estado effectivo do exer-
    cito de 13,500 pr-icas, entretanto v no
    mappa da forja 13,800 pragas, em que
    disposicao do lei se basca o governo para
    augmentar o numero de pracas do exer-
    cito.
    Acha coaveniente que se conservem as
    comptnhias de menores dos arsenaes de
    gUTra, mas o nobre ex-ministro da guer-
    ra mandn augmentar o nomero dos exis-
    tentes, quando o poder legislativo o man-
    dou reduzir.
    Passando a analyzar o procedimentn do
    nobre ex-minstro, quanto a mdicos,
    pharraaceuticos o cirurgiSes militares, S.
    Exc. conservou na Baha numero su-
    perior ao designado em lei, emquanto
    no Rio-Grande do Sul, onde estaciona
    grande forja militar, tem deixado de se
    inatallarem'as respectivas pharmaeias por
    falta e pharmaceuticos, tendo se do re-
    correr as pbarmacias oi vis, fazendo-se des-
    pezas escusadas.
    Chama ainda a attencao do nbre minis-
    tro para o quo diz respeito a obras mili-
    tares ; faz ver que as fortalezas de Uru-
    guayna se acham quasi destruidas; ser
    necessario que S. Exc nomeie urna com-
    missao de pessoas competentes, que etten-
    dam s diversas rejlamajScs que vm de
    iversos pentos.
    Trata de escolas de tiro, onde estao ma-
    triculados 43 praticantes, quando um
    servigo da maior necessidade. Referiudo se
    ao relatorio de S. A. o Sr. Conde d'Eu,
    diz que os exercicios de tiro ao alvo, cora-
    mnm pelo novo armamento tm dado re-
    sultado muito pouco lisongero e ao alvo
    mais bngiquo ainda peior; preciso pen-
    sar que ite um para outro momento pode
    surgir um conflicto e o Brasil deve estar
    preparado ; entretanto, a respeito do exer-
    cito, pode dizer se o que o Sr. presidente
    do conseibo disse da armada, apenas exis-
    to urna fiejao delle.
    Chama ainda a attencao para o estado
    dos es'.abelecimentos militares no Rio-
    Grande do Sul; o arsenal de guerra, se-
    gundo o relatorio do ex-rainistro, est em
    mo estado, nem pode preparar o cartuxa-
    me embalado para qualquer emergencia ;
    tem grande quantidade de cartuxos com
    pletamente inuteis para as armas de que
    se acham munidos os soldados.
    Mostra que a sorte dos exercitos depen-
    de da sciencib de seus cuefes e de conbe-
    cimentos variados, portanto, na escolba do
    pessoal que tem de commaadar a" tropas
    deve haver to lo o escrpulo.
    Acha que tempe de dar mais amplitu-
    de s promocoes ; actualmente a promojao
    duda nm terco po merecimento e dous
    terjos por antiguidade, deve-se fazer o in
    verso, porque preciso que naja incontsvo
    para o estudo da sciencia militar.
    Pede permissao para chamar a attencao
    do governo para factos que se do na pro-
    vincia de Minas Gsraes ; mais de urna vez
    o nobre deputado Sr. Affonso Ci lso Jnior
    tem apresentado o estado em que se acha
    o municipio da Januaria e do todo o norte
    da proviucia; ainda ha pouco vio urna
    carta dos perigos que corre aquelle muni-
    cipio.
    Termina lembrando que o nobre minis-
    tro da justiga em 1880 censurou o presi-
    dente da provincia de Minas-Geraes por
    nao ter enviado o chefe de polica aquella
    localidade, hoje que S. Exc. est no go-
    verno deve empregar todos os meios para
    garantir aquella importante populacho con
    tra os perigos que a ameajam.
    O Hr. Paulino Chaves recorda a
    interpellajo do Sr. Candido de Oliveira
    sobre a retirada do ministerio o Sr. conse
    lheiro Junqueira, um dos mais brilantes ta-
    lentos do paiz (ipoiados), em que aquelle
    leader da opposicao qualficou o actual Sr.
    ministro da guerra de partidario exaltado
    Como representante da najao, o orador
    tem o direito de anayzsar os actos do go-
    verno, mas na posicao em que se acha
    para com o nobre ministro da guerra, te-
    a de guardar silencio ae os actos do mi-
    nistro fossem reprehensiveis, mas nao pode
    prescindir do seu direito visto que em sua
    consciencia v que aquelles actos s po-
    dem ser applaudidos. (Apoiados.)
    Ha de mostrar e mais tarde provar a in-
    juetiga da proposigo do nobre deputado ;
    quaes foram os actos do extministro da
    marinha que merecam tal qualincagao f O
    primeiro foi a exoneraco do ajudante ge-
    neral da armada : vai ver se termina por
    urna vez esta questao.
    Historia o que se deu com o teneate
    Campello a o procedimento deste offi .id
    desobedecende ordem do ministro, sendo
    protegido para sso pelo ajudante general
    da armada.
    O 2o facto de censura foi ter-se dissolvi-
    do a esquadrilha de evolucoes ; o orador
    mostra como essa esquadrilha nao poda
    continuar composta de elementos hetero-
    gneos, sem preenchor seu fim ; ao passo
    que h jo substituida por duas dvisoes,
    urna de navios de vela e outra de vapor, o
    servico militar tem conseguido rruita van-
    tagem, porque os exercicios sao constantes
    e tem se feito muito maior e .onoraia.
    F0LHET1M
    KIGOLO
    ,,-
    POR
    im as mm*
    \0 HE ANGELa)
    ( Co a t i a uu.jjo XVII
    Acreditamos tanto que encontrou essa
    mala cnsanguenrada, replicou o juiz for-
    mador da culpa, como acreditamos qus per-
    deu a navalha manchada de sangue.
    Entao ;udo, se volta sontra mim!
    Tudo se rene para me acabrunhar I ex-
    elamou o infeliz mscate. E' espantoso !
    Nada me peza na consciencia. Nao digq
    que nao sejaum vagabundo, mas s>u in
    capuz de fazer mal a urna mosca. Interro-
    guen! os passageiros que vieram coraroigo
    em segunda class, de Mi lu 1 para"Ta
    riz, elles airmaro que eu uo sahi tio
    wagao, nem sequer por ciu;o minutos, por
    conaequencia, nao poda ir assassinar um
    bomem em um compartimento de primeira.
    - Invoca o testemnnho deeses passag-d-
    ros, perqu sabe perfeitamente que m-
    possivel encoutral os... O senbor um as-
    sassino desgeitado, junta ao crime a es-
    tupidez. Nao devia tirar a si proprio to-
    dos os meios de defeza deixando a faca na
    fenda e occuliando debaixo da sua cama a
    mala da sua victima !.. .. Deus cegava-o
    para o constranger a entregarse.
    Osear arrancava os cabellos, chorava co-
    piosas lagrimas e repeta :
    E corotudo estou innocente, siro, se-
    nbor.. estou innocente .. Juro por Deus
    Nada fiz, senbor.. .. juro-lhes que nada
    fiz.
    A busca tinha acabado, e havia dado re-
    sultados preciosos, resultados que am alm
    ;e todas as esperanzas.
    Era necessario partir
    O mscate, aniqu lado, esmagado sob o
    golpe que o feria, paremia que ia desfalle-
    cer.
    As pernas tremiam-lhe, como as de um
    homem embriagado que nao estivesse no
    est.do de supportar o poso do tronco.
    Foi-lh'i impossivel descer a aseada,
    senauve agarrou o e, sera a menor dif-
    ficuldade, levou para dentro da carrnagem,
    para onde o deitou.
    Os dous agentes lomaram lugar perto
    delle e o fiacre dirigio-se para Mazas, onde
    Osear foi inscripto no registro dos presos
    (l.-. eodeia cono culpado do asaassinato de
    Jaymc B raer.
    Antes le se separar do Sr. de Gevrey,
    o ehefe da teguranea pe iio lhs as suas or-
    dens.
    A-naniS trat iremos de Angela Ber-
    nier... respondeu o juiz formador da cul-
    Depo8 dirigio-se ao Palacio da Jmtija,
    ao seu gabinete, a ompanhado pelo escri-
    v3o, que trazia a mala encontrada no qu ar-
    to Ue Osear Riganlt, des nada a'servir de
    p^?a de conviegao.
    Ah ii.'heii urna ci'.agSo para tcstemu-
    nha, para o da seguinte s duas: horas
    Admira que o nobre deputado expuzesse
    estes dous factos para qualifiear o nobre
    ex-rainitro da marinha do partidario exal-
    tado.
    Passa a analysar a administragSo da
    guerra pelo Sr. Candido de Oliveira e nota
    que em dez mezea S. Exc. fez mais de
    300 transferencias de officiaes em detri-
    mento do servigo publico e dos cofres do
    Estado; que S. Exc. pretorio ofibiaes de-l
    muitos scrvigo8 e de muito mere -ment
    por outros que os nao tinham, isti S.
    Exc. procedeu de modo muito divers do
    do que o actuul ministro da guerra, que
    nao fez nma transferencia 3eoo por ne-
    cessidade do servigo e a promogao e3t
    sendo fita cora a mais escrupulosa justi-
    fica, tanto que a parte j publicada raere-
    ceu o elogio da imprensa, sendo promovi-
    dos qnatro officiaes liberses que o orador
    cita.
    Felicitou-sj quan !o vio autorisado o mi-
    nistro para reorganisar as escolas militares
    do exercito, porqne est certo quo a escola
    do Rio-Grande do Sul vai ser conveniente-
    mente reformada; estranha que nao se te-
    nham equiparado os vencimentos do corpo
    docente da escola da corte ; e nao sabe
    porque no se coapulsam os estudos da
    arma de aatilbaria naquella escola.
    Ficou satisfeto quaudo vio a autonsagao
    para melhorar a raga cavallar, quo ques-
    tao importantsima; lombra varios escrip-
    tos sobre o assumpto que deveai merecer
    a attengao do governo.
    Responde ao Sr. Affonso Penna que o
    Sr. ministro da guerra desde que teve no
    ticia que a abundancia de voluntarios as
    provincias era muito superior ao numero
    de pragas marcado em lei; raandou su tar
    o alistamento de voluutarios.
    Se a escola de tiro de Campo Grande
    tem apenas 40 alumnos, estas se revesara
    proporgo que estao promptos, nao ha
    raotiv 1 para censura.
    Aproveita-se da largueza do debate para
    defender um amigo particular, que foi in-
    justamente aecusadd no sanado pelo Sr.
    Siveira Martina ; refere se ao Sr. Bernar-
    dina Alagao, que o orador teve a satisfa
    gao de defender na assembla provincial
    do Rio-Grande do Sul, que tambera all
    fra aecus ido pelo nobre senador como
    relator do orgamento provincial; l docu-
    mentos justificando aquelle empregado das
    censuras feitas.
    Nao se sorprendeu desta censura, quan-
    do o nobro senador censurou o Sr. gene-
    ral Deodoro Fonseca, que j merecer os
    maiores encomios do mesmo nobro sena-
    dor.
    Historia o procedimento de S. Exc. ao
    cahir a situago liberal, am pagando o go-
    verno conservador com o Sr. Visconde de
    Pelotas e com a assembla provincial Rio-
    Grandense.
    Est fatigado, mas nao pode concluir
    sem dizer alguma eousa ssbre a adminis-
    trago do Sr. Lucena no Rio-Grande do
    Sul, onde foi imparcial e moderado em
    excesso prestando relevantes servigos aquel-
    la provincia.
    O Sr. Candido de Oliveira de-
    veria felicitar o governo pela victoria que
    obteve na votago do orgamento do impe-
    rio, se essa votago nao importasse a der-
    rota do Sr. presidente da cmara, que de-
    seja fazer economas, como se v da emen-
    da da mesa, reduzindo os ordenados dos
    empregados da cmara, quondo havia no
    orgamento onde fazer reducgSes em servi-
    gos onde ha, como na organisago da aca-
    demia de medicina luxo e prodigalidade,
    segundo mostrou o relator da commissao.
    As apregoadas economas do ministerio
    limitam-se aquellas verbas, como a de -
    Soccorros Pblicos em que qualquer fal-
    ta pode ser legalmente supprida por credi
    tos supplementares. A verdade palpavel
    que os gastos superfluos continuam.
    R'sponde a apartos, que o Sr. Andrad6
    Figueira que chete conservador, na op"
    posigao formulava o programma de econo-
    mas, entretanto todas as emendas entilo
    apresentadas por elle, foram hoje postas
    m.irgem. Prevaleeeu a vontade do go-
    verno, continuando as despezas. O paiz
    dir, se quem na opposigao pedia econo
    mas, pode no governo continuar a fazer
    as despezas contra as quaes clamava.
    Aproveitando a largueza do debate pre-
    cisa detender-se das aceusag3es qus lhes
    tem silo feitas. O ministerio de que fez
    pirte pertenco historia, entretanto os
    amigos do governo empregam o eterno
    systeraa de retaliagoes e recriminagSes,
    como se a evoca;ao de abusos legtimasae
    novos abusos. NSosequeixa desse systema,
    mas tem o direito de exigir que a a cusagao
    sejainspirada pela verdade; mas o Sr. Go-
    citagaodirigida a Mlle. Cecilia Bernier,
    pensionista da casa de saude do Dr. Proli,
    e mandou-a metter no correio.
    Feito isto e como nenhura negocio ur-
    gente reclamasse a sua presCnga no pala-
    cio, sahio do gabinete e foi para o interior
    de Pariz para ver passar as mulhercs bo-
    nitas.
    *

    Renato Dharville, depois de ter deixado
    Angela Bernier e sua filha na estagao, fez
    conduzir n'um carro as suas numerosas ba-
    gagenB e deu ordem ao coebeiro para qu-
    0 conduzisse praga Saint-Michel.
    Tendo viado j muitas vezes a Pariz,
    Renato conhecia a fundo essa parte da
    margera esquerda, que ainda hoje se cha-
    ma Quartier Latn, comquauto nada reste
    da sua physionomia de ha quarenta an-
    nos.
    Em todas essas vagans tinha-ae hospe-
    dado em urna casa moblada da ra Gt
    le-Ccsur, que elle contava habitar, ainda
    desta vez, at que tivesse encontrado o mo-
    biliado o pequeo aposento, do qual seu
    amigo Le5o Lsroyer oceuparia a metade.
    Conheciam-n'o no Hotel da Andorinha,
    que deve seu nome velha ra de l'Hiron-
    delle onde apezar das demolieres do batrro
    transformado, ainda se pode ver as esculp-
    turus da casa habitada outr'ora por Fran-
    cisco I, no meio das quaes se destaca em
    alto relevo a salamandra da bella Agoes
    Sorl.
    Depois de feito installar as suas baga-
    gens n'um quarto do primeiro andar, ves-
    tio se, sahio e foi almogar no boulevard
    Saint-Miebel, onde se poz procura de um
    alojameilto.
    Nao quera afastar-se do ponto central,
    onde os seus estudos e o de Leo Leroyer
    c cbaraariam todos os dias, Uto 6, a escola
    de direito.
    mes de Castro, com o intuito de defender o
    Sr. ex-ministro da guerra da acusagao de ter
    em 4 1(2 mezes de ministerio removido
    162 officiaes, veio dizer que o orador
    quando ministro tinha transferido 307 offi-
    ciaes. Isto nao verdade. O orador
    tem copia de todas as ordena do dia expe-
    lidas quando oceupou a pasta da guerra,
    bem como de seus actos, alguas dos quaes
    nao foram publicados por nao terem im-
    portancia.
    Exammou urna por urna essas ordens
    do dia e verificou que as transferencias
    decretadas officialmento foro apenas 203,
    isto menos 100 do que o qua 1ro apre-
    sentado, nos ouze mezes que oceupou a
    pasta, ao passo que o Sr. Junqueira trans-
    ferio 162 em 4 1/4 mezes. o affirma
    que houvesse m le, houro confusao in-
    cluindo-se no numero 307 as transferencias
    pedido e para troca de corpos, que nao
    trazem despeza nem podem ser attribui-
    das a motivo polticos nem a perseguigSes.
    Con vm accrescentar que muitas das tran-
    sferencias que fez o orador foram devidas
    promogSes, pois teve de dar destino a
    50 alferes que nomeou.
    Hoje o Sr. Paulino Chaves formulou
    outra accu8agiio posthuma, dlzendo que o
    orador tinha as proraogoes preterido offi-
    ciaes com muitos servigos por outros que
    no os tinham. S. Exc. prometteu tra-
    zer documentos para provar esse asserto ;
    o orador eatao ha de refutar essas allega-
    g5es. Munca cooperou scientemente para
    injustigas.
    Tarabem nao verdade que fosse es-
    banjador ; nunca exeedeu urna verba.
    P&8a a conversar com o Sr. ministro
    da guerra sobre assumptos da sua pasta :
    Pela vatagao do orgamento do imperio
    ve que o pregramma de economas vai pela
    agua abaixo, e a nova proposta do Sr.
    ministro da guerra o prova. S. Exc. nao
    quiz a proposta como estava redigida, com
    as reformas mais ou menos definidas, re-
    formou-a, pedindo autorisagoss ampias, de
    que o orador desconfa. Quanto refor-
    ma das escolas militares da Corte e do
    Rio-Grande do Sul pensa o orador que to-
    da esta discussao resnme-se no seguinte :
    quer o governo augmentar a despeza com
    a reorganisacao destas escolas, e pedir au-
    tor8agao competente ao parlamento, ou
    aceita emendas para sement gastar aqu 1
    lo que est do accordo com as verbas do
    orgamento actual ?
    Deseja tambeui que o nobre ministro
    lhe informe -e j tem noticia de demis-
    s5es illegaes dadas pelo presidente da pro-
    vincia de Matto-Grosso, a pedagogos do
    orsenal de guerra, funecionarios esses que
    sao da privativa nomeago do ministro.
    Se elles delinquiram, suspendesse-os o pre-
    sidente, e fzease a devida participagao ao
    ministro da guerra, para este dar as pro-
    videncias que o caso exigia ; mas nao os
    demittisse por sua conta e risco.
    Chama a attengao do nobre ministro
    para os vexames que esto soffrendo, des-
    tacados em activo e continuo servigo, para
    lugares lcngiquos, officiaes do 12 bata-
    lhao estacionado em Bag, provincia do
    Rio-Grande do Sul, por seren liberaes e
    terem commettido o grande crime de votar
    nos seus co religionarios.
    Aguarda a discussEo do orgamento da
    guerra para apreciar o plano de econo-
    mas do governo, plano que lhe parece vai
    pela agua abaixo : e tambera para propor
    alguna cortes, lembrando desde j a con
    veniencia de extinguir se o commando do
    ostado-maior da 2aclasse, assim como a
    intedencia da guerra, cuja inutilidade para
    o bom andamento do servigo corre pare-
    Ihas com a da intendencia da marinha,
    que o nobre ministro quando naquella pas-
    ta persisti em conservar.
    Pede ao Sr. ministro da guerra noticias
    sobre um reguiaraento, ha dous annos estu-
    dadopor urna commissao, que sirva de guia
    para as tropas em servigo de campanha
    assim como sobre a codificago de dispo
    sicoas militares que se acham esparsas
    Lembra ainda a conveniencia de nao
    admittir plvora para o servigo da guerra
    que nao seja fabricada no paiz, e a vanta-
    gem que resulta de se aunexar a outra
    repartigo o archivo militar; e concluio
    assegurando que o nobre ministro pode
    realizar muitas cconomias, se qnizer, por
    que para isso tem S. Exc. campo vasto na
    sua repartigo.
    A discussao fica adiada pela hora.
    O Sr. Presidente d a orian do dia 13
    Alera disso, importava nao se at'astar
    muito do cartorio do Sr. Maigret, na ra
    de Rivoli.
    Para obter esse duplo resultado, o mogo
    foi pelo caes na direjgo do Instituto ex-
    plorando as ras Seguier, Granis-Augus-
    tins, Dauphine, de Savoie, etc.
    Por vezes visitou diversos aposentos pa-
    ra alager : mas n'uns o prego muito eleva-
    do, n'outros a exiguidade do local impe-
    diam-n'o de fixar a sua esculla.
    Cbegado esquina da ra Dauphine e
    da de Pont-Neut, vio a ra de Nevers, um
    antiga via de Pariz, entroaoando no caes
    Cuati e acabando na ra de Mazarini, atra-
    vessando a de Nesles. /
    E' urna viella estreita e sombra, singu-
    larmente triste, sem sol, sem ar e cujas
    casas, com seis andares, parecem tecar-se
    nos telhados.
    Renato, habituado vida de provincia,
    larga e fcil, a todos os respeitos, tinha fi
    cado a8sustado com os pregos que lhe pe
    diam por alujamentos pequeos e incommo
    dos.
    Metteu-se resolutamente pt-la ra de Ner-
    vers, elijo aspecto, entretanto, nao lhe pa-
    reca muito risoaho, s guio os passeios h-
    midos e escorreg-tdios, com a largura, quan:
    do muito, de quarenta centimetroa, o que,
    por fim de contas, nao tinha incouvenien
    te, visto que pela ra nao transitavam car-
    ruagens.
    Com a cabega levantada procurava es-
    criptos.
    Vio muitos; mas todos tiahain estas pa-
    lavris : quarto ou gabinete para alugar.
    Finalmente, a meio da ra deu iba na
    vista esta ioscripgo : bonito aposento para
    alugar, desde j.
    Renato penetrou heroicamente n'um cor-
    redor escuro, no fundo do qual se achava
    uma escada tortuosa e mal Iluminada.
    Nao l muito bonita a casa, disse o
    obrigado a
    SESSAO EM 13 DE JULHO DE 1886
    PRESIDENCIA DO SB. ASDBADE FIGCEIBA
    Ao meio dia, feita a chamada, a que res-
    E' lida e apprcvada a acta da sessao
    antecedente.
    O Sr. 1. secretario d conta do expe-
    diente.
    ORDEM DO DIA
    DISPENSA A ANNIBAL ELOY CABDOSO
    Procede-se, por oscrutinio secreto vo-
    tago do parecer, que approvado, adop-
    tado e remettido commissao de redaego.
    UBGENCIA DO SB. TOBBES POBTUQAL
    O Sr. Torres Portugal pede ao
    Sr. presidente, a qu?m todos rendem prei-
    to e homenagem, e a quem deve particu-
    larmente tantas attengoV-s e Cmara que,
    lhe relevem qualquer expresso menos con-
    veniente, posto que ha de fazar o maior
    esforco para conservar toda a calma no
    histrico verdadeiro que vai fazer do que
    se passou durante a eleigo da Assembla
    Provincial do Cear e depois na reuniao da
    mesma assembla, que se dividi cm duas,
    cada uma julgando-se a legitima eleita.
    Achayjue o Sr. Alvaro Caramba fez
    hontem grave injustiga aos seus amigos da
    provincia do Cear o notavelmente ao Sr.
    Baro de Ibiapaba, chefe do partido con-
    servador cearense.
    Relata qual a situago d'aquolla provin-
    cia, que realmente melindrosa, porque
    se acha dividida em quatro grupos, dous
    conservadores e dous liberaes; frenti
    destes se acham os Srs. Rodrigues Jnior
    e Thomaz Pompeo e frente d'aquelles as
    03 Srs. Baro de Ibiapaba e Bario de
    Aquiraz.
    Lamenta que o Sr. Alvaro Caminha le-
    van tasse sua voz na Cmara para fazer
    accusagSes graves conservadores que tm
    estado serapre em campo para salvarem a
    causa do mesmo partido.
    Expoz a diviso das duas assemblas pro-
    vin iaes, a desordera e ferimentos que se
    seguiram a esse facto anormal, at que o
    presidente da provincia vio-sa
    adiar a reunio da Assembla.
    Advertido pelo Sr. presidenta de que
    est esgotado o tempo de urgencia que lhe
    foi concedido, o orador termina, lamentan-
    do ficar em meio das suas observagSes e
    convidando o nobre deputado o Sr. Alvaro
    Caminha e os demais coliegos de deputa-
    gao que se deixem do taes recriminag3es,
    que excitam odios inconvenientes, para se-
    ment defenderem os interesses da pro-
    vincia do Cear e os da patria, que tanto
    precisa da unio de todos os seus repre-
    sentantes.
    FEBD?ICACO DE PODEBE8
    Entra em discussao o parecer n. 135 da
    1.a commissao de inquerito sobre a eleieSo
    do 2. districto da provincia de Pernam-
    buco.
    (O Sr. Jos Marianno entra no salo e
    toma assento.)
    E' lida, apoiada e entra conjuntamente
    em discussao com o parecer a seguinte
    emenda :
    ' Substituam-se as conclusoea pelas se-
    guintes :
    al.0 Sejam deduzidos ao candidato di-
    plomado, Dr. Jos Marianno, 11 votos dos
    eleitores da paro mia do Pogo, cuja quali-
    ficago foi pelo seu contendor impugnada
    como fraudulenta.
    2. sejam ainda descontalosao candi-
    dato mais votado, Dr. Jos Marianno, os
    votos dos quatro eleitores da paiochia da
    Varzea, cuja qualificago fci do mesmo
    modo impugnada.
    c 3." Seja mais descontado ao Dr. Jos
    Marianno o voto que ippareceu da mais na
    mesma parochia da Varzea.
    a 4.a Seja responsabilisado o escrivo
    do alistamento do 5. districto criminal do
    Recife que fuuccionou as reviso :a da qua-
    lificago eleitoral de 188218 3 e coufec-
    cionou as listas de chamada para a eleigo
    de 1884 de 1 de Dezembr, as quaes
    forara inclui ios os no mes impugnados dos
    cidados : Alberto Bandeira, Arthur Silva,
    Jos Antonio de Mesquita, Jos Emilio
    Cisneiro de Albuquerque, Jos Nunes da
    Costa, Joviao Bandeira Filho, Liberato
    Gomes de Souza, Manoel Francelino de
    Moura, M moel Jos Monteire Sobrinho,
    Manoel Rozendo de Albuquerque, Pedro
    Antunea Ferreira, Cosme do Abreu Mace-
    do, Jos Joaquim Dias Fernandes Jnior,
    Joo Francisco dos Prazcres, e Antonio
    Aquilino da Silva Ribeiro; os 11 primeiros
    da parochia do Pogo e os 4 ltimos da da
    Varzea.
    a 5.a Seja reconbecido e proclamado
    deputado o Dr. Jos Mariano Carneiro da
    Cunha. Pedro da Cunha Beltrao.
    (Contina)
    mogo, sorriudo ; mas quando se tem appe-
    tite, na falta de tordos comem-se metros.
    Procurou em vo um portoiro.
    Nao sabendo a quem dirigir-se, voltou
    sobre os pasaos e sahio do predio.
    No rez do chao achava-se uma loja de
    fructas.
    Entrou nella.
    Poderia me dizer, minha senhora,
    perguutou elle vendeira, quem me de-
    vo dirigir para ver o aposento que est para
    alugar ?
    Sou eu, senbor, respondeu a vendei-
    ra, estou enearregada pelo proprietario de
    mostrar o aposento.
    Era que andar se acha ?
    No terceiro.
    Quantos quartos ?
    Tres e uma cozinha.
    O prego ?
    S iscentos franoos.
    Renat> pensou :
    - E' o numero djs quartos de que pre-
    ciso e a ao nma que quero gastar.
    Depois, em voz alta :
    Quer ter a bondade de rae deixar ver
    o aposento, minha senhora ?
    Curtamente, senbor... Ora essa.
    A logiaia, confiando o cstabelecimento
    pondera lO Srs. deputados, abre-se a ses-
    so ao meio-dia e sete minutos,
    n ta, agarrou n'um mlho de chaves e pre-
    cedeu Renato Dharville no corredor o de-
    pois na escada.
    No terceiro andar, parou e abri uma
    porta : era a do alojamento.
    Queira ter a bondade de entrar, se-
    nhor, disse ella.
    O interior do aposento reservava uma
    agradavel sorprjza ao visitante
    As tres salas erara bastante grandes.
    A do meio poda servir para sala dejan-
    tar ou de visitas.
    As duaa outras, que serviam de quarto'
    de "dormir, eram completamente ndepen-
    dentes, porque se entrava no aposento por
    duas portas situadas no mesrao patamar.
    O aposento havia sido pintado havia pos-
    eo tempo.
    Os papis nao tinham custado caro, mas
    estavam novos.
    O aposento convem-lhe, senbor ? per-
    guntou a vendeira.
    Inteiraraente, respondeu Renato. O
    aposento est vazio e portanto posso oceu-
    pal o quando quizer ?
    Esta n"ite, se lhe convier.
    Alugo-o.
    O costume do proprietario fazer pa-
    gar o aluguel adiantado. .. Isso evitaotra-
    balho de ir tomar informacSes a respoito da
    mobilia.
    Isso nao importa minha senhora....
    Vou pagar-lhe immediatamente o aluguel e
    dar lhe a sua gratifica^0;
    Desceram para a loja.
    Renato pagou cento e cincoenta francos
    e mais dez francos de gratificagao e rece-
    beu era tro-a um recibo as-signado de ante-
    mo e onde nlo tinha mais que accrescen-
    tar seno a data do aluguel e o nome do
    inquilino.
    As chaves foraOi-lho logo entregues e a
    logista accreseentou:
    Como a casa nao tenha porteiro, vou
    lhe mostrar o segredo da fechadura.
    Nada havia de mais do que o tal se-
    gredo.
    De tarde e noite os inquilinos que en-
    travam para casa abran? a porta carregan-
    do n'um botao collocado no meio da fecha-
    dura fiogiia.
    Renato .gradeceu niulher e sahio da
    ra de Nevers para ir comprar a mobilia
    neceas aria.
    (Coninuar se ha)
    Typ. do Diario, rus Duque de Caxias n. 48

    ^IHHI^BMVIHIH^PHI