Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18325

Full Text
AMO Lili NOMEBO 189
P1HIA CJA*fTAJL 12 JHfciAW** O.^UE IVAO JB PACA PORTE
Por tres mezes adiantedos
Por seis ditos idem. .
Por um anno ideai......
Jada numero avulso, do mesmo da.
6^000
12000
24*000
100
i
21 BE MI SE 1886
PAMA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis meses adianudos.....
Por nove ditos idem.......
Por um anuo dem.......
Cada numero avulso, de dias anteriores.
13*600
205000
275000
5100
DIARIO DE
RNAMBUGO
ProprulraiK fce JHatwel figutroa he Jkria 4 -ftlljos
i

/
TELEGRAIHAS
m
3S37I53 s ssarciA 2A7:
(Especial para o Diario)
LONDRES, 24 de Julbo.
Sir Ilemriqae Uruinmimd WoliT foi
nomeado covernador d Madrasta.
MADRID, 24 de Julho.
A Caara do* Depnladoa contina
a diNcusao do modus vitendi commer-
clal cum a Inglaterra.
A* proposito deta dlMcuMnao. pro-
iiu.cniw na l'alaiunha manlfeata-
rSe hoatlM ao goierno.
MADRID, 24 de Julho, noite.
Tendo a Cmara don Oepulado*
adoptado o h3dds tivehdi com taercial
rom a Inglaterra, o* deputados ca-
talew abandonaran! a ala daa sea-
*oe.
LONDRES, 26 de Julho, s 3 horas da
tarde.
O Marques de Hartlngton apolura
apoltica do Marques de Nalinliury.
e Julga se at que elle fara parte do
gabinete em iiin de organlaacao.
SuppOe-xe tanibeni que o Conde de
Iddlealeigh ser nomeado ministro
dos negocios estrangelros e o Duque
de Abercom. lord lugar-tenente ou
vlce-ret da Irlanda.
LISBOA, 25 de Julho.
O principe da Bulgaria parti para
a Inglaterra.
Agencia Ha^as, tilia!
26 de Julho de 1886.
em Pemambuco,
IBSTRDCClO POPULAR
NATACO
^(Extrahido)
A BIBLIOTHBCA DO POVO E DAS ESCOLAS
(Continuacdo/
1H1 VIAtlBM A TODO O VAPOB
Agora, leitor, que te expuzmos os preceitos
th"-ticos e praticos relativamente ao ensino da
Naaedo, s te resta por definitivamente em obr
o que i ra encontraste exposto aqu, e a erfeicoa-
res-te cuanto possas na arte natatoria, cujo estu-
do simultneamente facii, til e bygiemc >. Con-
venate de que nao difcil indar; s nm mo
ensino que pode tunar cspinbos* desanimadla
meemo, a preudizag- in de urna arte to til e tio
nobre.
Poasam as Nereidas, Ondinas, Triates, o pro-
pria Meptuu u (odas as deidades ujo imperio se
atenu por sosrr aguas, ser-te favoraveis!
forana lualguindia praic-ir prorsas que corram
pirelhas vom na dos maia afamaJus e dedicados
nadadores Se tiveree a f.rtuua de n'uma hora
de perigo, salvar um dos teus cemelbantes, lco.br i-
tc depois do i-b-ii'ur i co npilador que te despertou
O desejo de saberes nidr.
E niror-iuina p-rgun'a :
Nao tens mcii.j d.> u:ar ? Queres ver os nada
dores no s mono ouia da vida de trra? Pos bem: servir-
te-hemos de cicerone fazendo juntos urna riagera
at s Iums. Ah encontraremos povos que(iou-
vado Deua !) aiuoa nao trocaram o seu pictoresco
trajo nacional pela noesa horrorosa casaca preta e
pelo feio chapeo de seda que (com urna coragem
digni de mebor cusa) persistimos em enriar pela
cabera abaixo. Ests resolvido a emprebender a
viagem ? Muito b m : feitas as malas, e mettidas
no bolso al^umas c oas de ouro ou melhor letras
de cambio, embarcaremos no vapor que cercado
de botes c fragatas nos espra no Tejo, fumegando
j e prompto a partir. Agora um ultimo adeus
a trra, um ultimo abraco aosamigos, -e... vamos
barra lora.
V- adiffeienca d*stempos meu charo companhei-
ro. de viagem ; se em lugar de embarcariros pura
a India em 1883 no borne potente vapor cuja qui
iba estremece deba xo dos nossos ps com as vi
bracoes d.> hlice, tivessemoa tomado lugar a bordo
de urna nao de viagem abi no ultimo quartel
do seculo XVIII, tolos os sinos da trra dobrariam
a finados. Na Boa Viagem teria viudo a coramu-
_jiidade toda, e de cruz aleada, abencoar-te e orar
pelo teu regresso. H je nad i d'isso j se faz por
que as viagens de longo curso pasearan a consti-
tuir um siinpl -8 accidente da vida a que a civili-
saco actual nos acovtnmou e nao sao um acto de
arrojo, como outr ora.
Mais cis-noa em pleno Ocano : vo j passadas
as primeiras horas de angustias que tanto te aba-
teram no principio ; estas bom j, pois que pas
aeias sobre a tolda baloucando te como um velho
marinheiro ; terapo de te msiuarmos as legras
do bom viver na casa fluctuante que vamos habi-
tar por sessenta ou oitenta dias. Nao dirijas a
palavra ao homem do leme, porque tempo per-
dido* te nao responder. Nao perguntes ao d a-
rinbeiifl que caha de recolher a barquinha qutmt
Latn pilque nao obters resposta ; s o dir ao
oficial de quarto.
Be, vendo a cara aborrecida (Teste, te passar
pela cabt-fa a idea de ihe ir dar dedos de nao caas em subir ponte, pois sers d'alli expul-
so o rnais delicadamente possivel. Nao cuspas
para o lado do vento, porque os productos da tua
expector. eo na t te viro parar cara (o que
poaco impo.ta), msate bornfarooa teus compa- despachados livres de direitos de exporta-
nheiros Ue viagem (o que nio ser p ra elles .po- productos e objectos nacionaes,
sitivamente agradavelj. Nos demais pormenores u *" .m!,iJ Qrt pSo
da vida de bordo, pora-te como pessoa bem edu- que tenfiam de ser remettido* exp^icao
oada qne a, tanto mesa, como obre a toldae de productos sul-americanos, que a oocie-
tudoirbem. dade Central de Geographia Commercial
(Contina) de Berlim projecta abrir de Maio a Janho
?ARTE OFFICiiSL
,-----------------------------------------------------__
Hlnlsterlo do Imperio
Por despacho imperial de 17 do correte
mez:
Foram nomeados :
O Barab da Parnahyba para o cargo de
jjjjesidente da provincia de S. Paulo ;
O deserabargador Agostinho Ermelino
de Leao, o Dr. Fiel Jos de Carvalho e
Oliveira, o BarSo de S. Thiago e o BarSo
de Pojuca, para os cargos de 1:, 2., 3.,
4. e 5." vicepresidentes da provincia da
Bahia; sendo exonerados desses lugares
os Drs. Joao dos Reis de Souza Dantas,
Domingos Pires de Carvalho e Albuqner-
que, Augusto Alves Guimaraes e o Barao
de Itapoam ;
Foi concedida a exonera2o que pedio o
conselheiro Antonio da Costa Pinto Silva
do cargo do presidente da provincia do Rio
de Janeiro ;
Fez-se merc do titulo de conselho ao
enviado extraordinario e ministro plenipo-
tenciario do Brasil em S. Petersburgo, ba-
charel Alfredo Sergio Teixcira de Ma-
cedo ;
Foi agraciado com o grao de cavalleiro
da ordem de S. Bento de Aviz, o 1 te-
nente da armada Alrniro Leandro da Silva
Ribeiro.
Foi apre8ontado o oonego Dr. Adaucto
Aurelio de Miranda Henriques na cadeira
de prebenda inteira, que vagou na Cathe-
dral da diocese de Olinda.
Foi aceita a permuta feita entre os pa-
rochos Fausto Freir de Carvalho, da fre-
guezia de S. Jos de Agua Preta, Manoel
Jos Pereira de Albuquerque, da de S.
Lourenco da Matta, e Idalino Fernandas
de Souza, da de Nossa Senhora dos Pra-
zeres de Goyanninha, esta no Rio Granue
do Norte e aquellas em Pernambuco, pas-
sando o parocho de S. Jos da Agua Preta
para S. Lourenco da Matta, o d'esta para
a de Goyanninha e o dcsta para a pri-
meira.
Ministerio da fustiga
Por decretos de 17 do corrente :
Foi nomeado juiz de direito da comarca
de Igarap-Miry, de 1.a entran cia, na pro-
vincia do Para, o bacharel Antonio Be-
zerra da Rocha Moraes.
Juizes municipaes e de orphSos :
Foram exonerados, a pedido, o bacharel
Benjamim Rodrigues de Freitas Caracciolo,
do termo de SernhSem, na provincia de
Peroarubuco, e o jachare! Jo2o Monteiro
Peixoto, do de fiavras, "na de Minas G*e-
raea.
Foram nomeados :
Para o termo de SerinbSem, na provin-
cia de Pernambuco, o bacharel Sergio de
Barrjs Wanderdey;
Para o de Mangaratiba, na do Rio de
Janeiro, o ba'-harel Joaquim Rogerio de
Oliveira;
Para o de Lavras, na de Minas-Geraes.
o bacharel Alvaro Augusto de Andrade
Botelho.
Para o de S. Luiz de Caceras, na de
Matto-Grosso, bacharel Eduardo Augusto
Nogueira de Caraargo
Por decreto de 0 deste mez, foi de-
clarado vago o lugar de juiz municipal e
de orpbos do termo da Franca, na pro-
vincia de S. Paulo, visto ter sido o respec-
tivo juiz, bacharel EstevSo Leo Bour
roul, nomeado para outro emprego.
N2o foi agraciado o reo Jos Joa
quim de 0-liveir.a, condenroado pena de
cinco annos e tres mezes de prisSo sim-
ples e multa correspondente inetade do
tempo, era confonnidade com as disposi
oes dp jury do termo de Bezerros, na
provincia d Pernambuco, por crime de fe-
rimentos graves.
Foi expedido o seguinte aviso :
Ministerio dos Negocios da Justia.4.*
secyao. -Rio de Janeiro em 16 de Julbo
de 1886.-Illm. e Exm. Sr. Tendo inde-
t'erido o requeriraento em que Manoel Ma-
ra de Caldas Brandao, ex-porteiro do ex-
tincto Tribunal do Commercio, pedio ser
de novo addido secretaria da junta com-
mercial dessa provincia, como estove at
s.T expedido o aviso deste ministerio n.
126 di 7 de Marco de 1878, visto nao ba
ver no orjameuo verba, pela qual se lhe
possam pagar os vencimentos do lugar ex-
tincto, declaro a V. Exc, para o fazer
constar referida junta, que de conforroi-
dade com o art. 1., 2. da lei de 9 de
Outubro de l75 e do art. 12. do decre-
to de 30 do Novembro de 1876, ao peti-
cionario deve ser mantida a preferencia
para preencher a vaga de emprego cor-
responde que se der na respectiva secre
taria.
Deus guarde a V. ExcJoaquim Del
fino Ribeiro da Luz. Sr. presidente da
provincia de Pernambuco.
Ministerio da Fazenda
Circular n. 3.Ministerio dos Negocios
da Fazenda. Rio de Janeiro em 4 de Fe-
fereiro de 1886.
Francisco Belisario Soares de Souza,
presidente do Tribunal do Tliesouro Nacio-
nal do confonnidade com a requisito fei-
ta em aviso n. 43 do Ministerio da Agri-
cultura, Commercio e Obras Publicas, de
26 de Janeiro prximo passado; ordena
aos Srs inspectores das thesourarias de Fa-
zenda que providencien! para qm sejam
do corrente anno, oaquella cidade.F.
Belisario Soares U'f^mza.
Ministerio da Guerra
Por decreto de 17 do corrente foram
promovidos as tres armas do exercito ao
posto de 2. tenente e alferes es alferes
alumnos, cadetes, officiaes inferiores e sol-
dados abaixo declarados:
Arma de artilharia,Alferes alumnos
Coriolano de Carvalho-e Silva e Antonio
Fres de Castro Menezes.
Arma,' de a'vallariaAlferes alumnos
Raphael Theophjlo Zubaran e Paulino das
Chagas Perira; l.os sargentos Angelino
Climaco de Carvalho e Manoel Martiniano
Gedro do Espirito-Santo ; 2.0S cadetes 2.'s
sargentos Luiz Augusto Marques Fogaca
e Americo Craveiro de S ; particular 2.
sargento Francisco Lourenco de Souza
Reg; 1. catete 2. sargento Guilherm
Elysio Xixier Leal ; 2.0S cadetes Satur-
nino Antonio e Azeredo e Marcos Anto-
nio Telles Ferreira.
Arca de infantaria.Alferes alumnos
Jo2o Rabello da Rocha, Frederico Ribas de
Menezes e JoJo Theophilo Varella; sar-
gnnto-ajudante Jos Rodrigues Moreira ;
2. cadete 2. sargento Antonio Monteiro
de Albuquerque ; 1." sargento Prxedes
Augusto de Araujo e Silva ; 2." cadeto
Frederico Xavier Nevea ; sargento-ajudan-
te Jas Chaves de Menezes ; 2. cadete 2."
sargento Manoel Bellerophonte de Lima;
1. sargento Manoel da Costa Queiroz ; 2.0S
caietes 2.0S sargentos Herculano Fernan-
dos de Carvalho e Antonio Augusto de
Athayde ; 2." cadete 1." sargento JoSo da
Matta Pereira de Mesquita; 2. cadete
sargento-ajudante Lino Jorge daCunha;
2. cadete 2. sargento Francisco de Mee-
quita Saldanha; soldado Theodoro Joa-
quim da Silva Santos; 1. cadete 1. sar-
gento Oiilon Benvolo; 2. sargento Ma-
noel Ferreira da Rocha; soldado Alfreda
Jos de S'iuza Pinto; 2. cadete 2 sar-
gento Francisco de Salles Brasil; 2. ca-
dete Lenidas Benicio de Mello.
Foram nomeados:
Alferes-alumnos os alumnos da escola
militar da corte, 2. cadete Servando de
Liyola e Silva, soldados Jo2o Gualberto de
Mattos e Antonio Jos Vieira Leal; 1.
sargento Francisco Mendes da Silva, e os
da da provincia do Rio Grande do Sul,
soldados Alfredo Reveillean e Luiz Soares
dos Santos, e 2. cadete 2. sargento Joao
Candido de Asis; 2. cirurgiao do eorpo
de sade do exercito, o doutor em medicina
Julio Adolpho da Fontoura Guede.
Foram transferidos para a 2.a com
panhia de 10." batalho de infantera o
capit&o do 11. da referida arma, Deme-
trio Mara de Mello e Oliveira e para a 8.a
companbia deste batalho, o capitao d'a-
quelle, Joao Severiano Maciel da Coste.
Foram transferidos : o tenente gra-
duado Carlos Augusto Pinto Pacna e os
alfares Fabricio Baptista de Oliveira Pilar,
H -rculano de Araujo e Jos de Andrade
Naves Meirelle?, todos do 2.a regiment de
carvallaria ligira, para o 3. da mesma
arma, deste para aquella os alferes Joao
Manoel de Campos e Souza e Aristides
de Oliveira, Goullart conforme propoz
o commando das armas da provincia do
Rio Grande do Sul; os teaentes do esqua-
drao de Guyaz, Candido de Azambuja
Rangel e Constantino Antunes do Prado,
este para 1. corpo e aquelle para o 5.
regiment da dita arma ; o alferes do 10.
batalho de infan tari a, Mtnoel L>pes Car-
neiro de Fontoura. subalterno do batalho
de engenheros, para o 8. da mesma ar-
ma.
Mandcu se que tossem desligados os
capitaes do 2. de infantera Verssimo Ma
ximo Gomes da Silva e do 11. Demetrio
Mara de Mello e Oliveira, para seguirem
para os ditos corpos.
Foi nomeado escrvAo do alruoxari-
fado do Arsenal de Marinha do Para Joao
Baptista da Silva Neves.
Foi transferido do 6. batalho de
infantera para o 18. da mesma arma o
alferes Manoel Ignacio Domingues.
rio da Marinha
Em 16 deste mez, foram nomeados os
prirjeiros tenentes Luiz Pedro Tavares e
Juvencio Nogueira do M iraes, comman-
dantes, este da canhoneira Carioca e aquel-
la da Camocim, sendo o ssgundo exonera
do, como pedio, do cargo de secretario e
ajadante de ordens do commando da divi-
sEo da encouragados-
Permttio-sa ao mestre de 2' classe do
corpo de officiaes marinheiros, Tavares,
assi^nar-se JoSo Tavares Iracena.
Fui nomeado Joaquim Pedro Leocadio
para exer er o lugar de escrevente do en-
coura^ado Riachuelo.
Por titulo de 15 do correute, foi no
meado Odilon Lopes para exen-.er o lugar
de escrevente do mooitnr Piauhy.
Permittio-ee ao cabo de eaquadra do
corpo de mperiaes marinheiros Augusto
Brasiliaoo da Costa Chaves, que se assig-
ne Augusto Brasiliano da Costa Lima.
Por decreto de 17, foi reformado
em capitao de fragata o capitao tenente
JoSo Bernardioo de Araujo.
Ministerio de Estrangelros
Sua Mag-stade o Imperador reuebeu no
dia 14 a 6 li2 hor.s da tarde, no pago
de S. Christovo, em audiencia particular
de despedida, o Sr. Antonio Mara de To
var de La moa, que entngou ao mesmo
Augusto Senhor a carta pela qual Sua
Mageatade Fidelsaima deu por finda a
missSo que elle desempenbava, como seu
enviado extraordinario e ministro plenipo-
enciro. *
Era seguida e em audiencia publica, o
Sr. Duarte Gustavo Nogueira Soares apre-
sentou a Sua Magestade a sua credencial
de enviad; extraordinario e ministro ple-
nipotenciario de Sua Magestade Fideliasi-
ma, profeiindo nesse acto o seguinte dis-
curso :
Sinhar.Senho a honra da apresen-
tar a Vosea Magestade a carta pela qual
Sua Magestade El Re, meu Augusto So-
berano; s dgnou de acreditar-me na qua-
lidade de ssu enviado extraordinario e mi-
nistro plenipotenciarios junto de Vossa Ma-
goslade Imperial.
i Confiaodo-me to honrosa missao, o
meu Augusto Soberano recommendou-ra
expressivamente que aproveitesse todas as
occasioe.- de affirmar o cordial affecto e a
elevada estima que consagra a Vossa Ma-
gestade e a toda a sua augusta familia, o
os ardentes e sinceros votos que constan-
temente forma pela prosperidade da nobre
naco bra ileira, a cujos destinos Vossa
Magestade preside com tanta sabedoria.
Procuraren ser fiel interprete dstes senti-
mentos do meu Augusto Soberano. Mas,
a minba mis sao tem ainda outro objecto,
que me foi mu particularmente recommen-
dado por Sua Magestade Fedelissima e
pelo seu goveruo, que eu teria sutnma sa-
tisfacSo em poder alcanzar e estreitar
e consolidar as relacSes de amizade e
commercio-que felizmente existem entre
Portugal e'o Brazil.
SSo os portuguezes e os brasileiros
dous povos irrnaos que fizeram partilha
amigavel, se separaram, nao por um senti-
mento de egoiamo ou de ambiyao, roas por
que entenderara que asaim mais fcilmente
poderiam cumprr um legado,de gloria e
honra, que herdaram dos seus antepasa-
dos, e que Ihes impuuba a obrigacao de
d Iatar a $ e a civilisacSo por vastas re-
gioes, cjue> mal poderiam ser regidas e ci-
vilisadas pelos sjus esfor^os de um s go-
verno.
< Mas separando-se para este nm, os
dous povoa irmtos polos mais ntimos e
sagrados vnculos que podem ligar entre
si povos iodependentes: tem ambos a mes
ma origem, a mesma ndole, os mesmos
costumes, as mestnab gloriosas trad!ij5es
no pasaado, as mesmas nobres aapiracues
no futuro ; fallam a mesma lingua, profea-
satn a mesma religiSo, e os seus destinos
estSo confiados a eselarecidos monarchaa.
da mesma familia real, a augusta familia
de.Bfagateaf
< Regular todas as relacoes entre estes
doua povos em perfeita harmona com os
recprocos sentimentos e interesses que os
uera, um dever tSo generoso, como fa
uil e agradaval para os respectivos go ser-
nos e seus agentes.
a Pela minha parte, nSo de xarei de era-
pregar neste erapenbo as mais solicites di-
ligencias, e julgar me hei completamente
teliz se merecer a benevolencia de Vossa
Magestade e a cooperacSo do seu Ilustre
governo.
Sua Magestade o Imperador respondeu:
c Agradeco muito a meu caro irrnSo e
sobrinho, El-Re de Portugal, mais este
prova de sua amizade. Espero, Sr. mi-
nistro, que, durante vossa missSo, seris
sempre inspirado pelos sentimentos que
tornara tSo cordiaes as relacoes entre nos-
sa s patrias.
Goveruo da provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 24 DE
JULHO DE 1886.
. Alfredo Eugenio Crespo, Jos Francisco de Oli-
veira, Jos Fernandes da Cuaba e Joo Jos de
Arauju. Informo o Sr. inspector da Thesouraria
de Fazenda.
Fulgencio Crozimbo Alvares. Informe o Sr.
inspector da Sade Publica.
Gaspar do Nasoiaiento Eegneira Costa.Sim.
Irmandado de S. Pedro Apostlo. Remettido
ao or. inspector do Thesuuro Provincial, para at-
tender de accordo com a sua inf>rmacao n. 28 de
17 do corrente mez.
Jos Barbosa da Silva.Informe o Sr. Dr. che-
fe de polica
Joaquina Francisca Wandtwley. Remettido ao
Sr. director da Culonia Isabel, para attender,
supplicante, em virtude de sua nformaQao de 21
do corrente mez, correado por ana conta as despe
zas de transporte.
Marianna Teizeira da Costa Coelho e Ismenia
Gennina Dias.Sim.
Secretaria da Presidencia de Pernambu
co, em 26 de Julho de 1886.
O porteiro,
i J. L. Viegas.
Repartico da Polieia
SeccSo 2.' N 727. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 26 de Julho de 1886.
Illm. e Exra. Sr. -Participo a V Bao.
que foram recolhidos Casa de Detenyao
os seguintes Individuos:
No dia 21 :
A' minha ordem. Mara de Souza Vianna, alie-
nida, at que se oftvreca opportunidnie de ser
transferida para o aeylo d T^manneira ; e os
seguint's ro.4, viudos do termo de Garanhuns :
Claudioo l'lurentmo de Barros, condemn-do pelo
jury d>' Boui i onselho e Aguas Bellas a 46 airaos
e 6 m-zes de prisc ; J jury de Bom Conselho, a 4 aonoi e 8 mezes ; Zt-
euri.is Jos de Sint'Anu, pelo mesmo jury, a 14
almos ; Jos Bernardo da Silva, peio de Buique,
a > ann"8 e 8 mezes ; Antonio Alves Barreto,
pelo de Garanhuns, a 14 annos ; e Joi de. Hu-
anda Cvale-ante, p.'lo Dr. juiz de direito de Ga-
ranhuns, a i annos e multa correspondente a me
tade do tempo, medio do art. 173 do cdigo crimi-
n:il, segunda parle.
A' ordem lo Dr. delegado do 1. d:6tricto da
capital, Luiz Auaclcto, por diiturbios e fer^
mentos.
No dia 25 :
A' ordem do subfelegao do Recife, Manoel
Italiano, alicnxdo, afim de ter destino para o asy-
lo da Tanarineira ; Manorl Luis de Franca, por
disturbios e amar apagando os lampees da illu-
m;u-cao publica ; e Jos Heurique de Franca,
por disturbios e uso de armas defeas.
Falleceu hoje, As 4 horns da manha, na en-
fermara da Casa de Detencao, victima de beribe-
ri, o sentenciado de neme Antonio Severo-de Sou-
za, conhecido por Antonio Cornmba.
Pelo subdelegado do 1." districto de S. Jos,
foi remettido ao juizo do 3." districto criminal o
inquerito policial a que procedeu contra Cecilio
Antonio da Silva, por haver ferid levemente a
Severo Jos Francisco
Tambem pelo subdelegado do 2.* districto
de S. Jos, foi remettido ao referido juizo o n
querito a que se procedeu contra Pedro Felippe
Santiago e Flix Jos de Souza, como incursoa
as peuas do art. 205 do cdigo criminal.
Communicou-me o delegado do termo de Pa-
nelias, que no dia 10 do corrente proceder vi-
sita da respectiva caieia, na qual foram encon-
trados nove presos.
Em data de 24 do corrente, aasomio o cida-
dio Bernardo Damiao Cavalcante Pe8soa,~>a qua-
h'dade de 1. supplente, o exercicio da sobaslega-
cia do districto da Magdalena.
Tambem empata de 20 do mez findo, reas
sumi o cidadao Jos Matheus Dantas o cargo de
delegado do termo de Salgueiro.
No dia 18 do torrente, o no termo da Gloria
de Goit, travaram-se de razOes e feriram-se mu-
tuamente, os individuos de nomos Moyss Domin-
gos da Resarreicao e Francisco Jos Feliciano,
dos quaes o primeiro foi preso em flagrante, tendo
o seguido coLseguido evadir-so.
x Contra os delioquentes procedeu se nos teraios
do inquerito policial.
No dia 8, o individuo de nome Jos Eleute-
rio dos Santos, morador n i lugar denominado
Cabe?a de boi, pertenceete ao termo de Grava
t, armaodo-se de urna faca, ferio gravemente a
Isabel Mara da Conceicio e levemente a Antonia
Jovina de Jess.
O delinquente foi preso em fltgrante, e, segun-
do declarou a rutoridade a offendida Isabel Ma-
ra da Conceicao, elle criminoso de morte e de-
sertor do 1 tegimento de cavallaria da corte.
A tal respeito abrio-se inquerito.
No dia 4, e no lugar de .ominadoSerra do
Arapu, do termo de Floresta, o individuo de no-
me Antonio Gomes de Souza assassin-iu, com nm
tiro de bacamarte, a Jacinto Alves da Assump-
co>
Contra o delinquente, que evadi-se, procedeu
se nos ulteriores termos da lei.
O subde egado do districto de Afogados
acaba de remetter a juizo competente dous in-
queritos policiaes a que proceder ltimamente,
sendo um contra o capitao Benjamim da Cunba
Torreo e o ontro contra Manoel Lopes do Nasci -
ment.
O primeiro desses individuos aecusado de ter
espancado, com urna chibata, ao menor de nome
Pedro, de 9 annos de idade e filho legitimo da
viuva Conceria Cavalcante Celeciaa dos Santos,
moradora em urna pequea casa existente nos
fundos do sitio em que u,ora o delinquente.
Vistoriaram o referido menor os Drs. Jos Joa-
quim de Souza e Joao de Moraes Vieira da Cu-
nha, que encontraran! o lado esquerdu do rosto
tumefacto ligeiramente e diversas echymoses as
costas e bracos, concluindo por considerarem le-
ves O segundo, que tem 19 annos de idade, ar-cu-
srdo de haver deflorado a menor de nome Fran-
celina Rodrigues de Aquino, filha de Tbomaz de
Aquiuo RodrigU'-s, a qual foi vistoriada pelos fa-
cultativos citados cima.
Nrsta data Msumio'o tenewtn Miguel Nuues
de Freitis o ejercicio da subdelegada do dis-
tricto de Afogados.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leo,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de polla, Antonio Domingos
Pinto.
The so uro Provincial
DESPACHOS DO DIA 24 DE JULBO DE 1886
Joanna Baptista da Conceijao. Infor-
me o Sr. administrador do Consulado
Genciano djs Santos Selva, Antonio Go-
mes Prto e viuva Virgolino & C. Entre-
gue-se pela porte.
Guilherrae Francisco de Oliveira.Ao
Contencioso para attender.
Joaquim Anselmo de Hallanda Caval-
cante d'Albuquerque. Selle o conhecimen-
to junto.
Gerente da Companhia Santa Ther^za e
Martina Cordeiro & U. Certifique-se.
Pacifico Paulino Malaquiaa, Aureliano do
Reg Hullanda Caval ante e outro, Gaspar
Jos de Mello, Manoel d'Araujo Guima-
raes, Luiz Felippe de Carvalho Antonio
Pimeatel Angelin e JoSo Liras & C. In-
forme o Sr. contador.
Fielden Brothers. Junte-se copia das
informaeoes.
- 26 -
JoSo. Ferreira mentinoCorrvia de Mello.- --Informe o Sr.
contador
P.>rt> e Santiago. Junte se copia das
inforaj*c5es.
Mara dos Santos Moreira. Fa$am-te
as notes da portar a de liceniji.
Carvrho & C, JoSo Baptista Cavalcan-
te d Albuquerque, Pereira Carneirj & C ,
e Dr. Hora- io rKlfrHo Peregrino da Silva.
Haja vifta o Sr. Dr. procurador fiscal.
Vuentrt Lpe8 Braga. C*rtifiqje-s>.
Ant -nio Mara de Figueiredo e Paulina
Wanderley Navarro Lina.--Satisfaga a
exigencia da contadona.
Padre JoSo Thenoiio Vieir* de Mello.
R g8tre-se e facain-so as notas.
lrmandadede S- Pedro Apstalo.Jn-
tese copias das informatjpes.
Ai.t >uio Ferreira de C-rvalhoAj-Ao Con-
sula lo para satifazer a requiaiya da con-
tadoria.
IAKI M yiBAaituCB
"RECIFE, 2S DE JULHO D. \m
Motlcias do Paciflco, Rio da
Prata esul da Imperio
Os paqu-nes t'ra-n^-ze* Eqwiteuer e na-
cional Baha, procedentes do sul e entrados
ante-hontem e hontem, trouxeram as se-
guintes noticias e as que ooostam das ru
bri.as Parte Official e Interior.
ncillro
Datas at 10 de Julbo :
Noticia La Opinin Nacional, de Lima,
3Ue. o presi lente, de Venezuela, general
oaquim Crespo, em mensagem aprsenla
da ao congresso, pedio que so concedesse
ao geneial Gusman Blanco, como recom-
pensa dos valiosos servijos que tem presta-
do ao paiz, a preciosa joia que all se con-
serva com o nome de Sol do Per. O ge-
neral Caceres, immediatamente depois de
ter prestado perantn o congresso peruano
o juramento exigido paia assumir o exer-
cicio da presidencia da repblica, renunciou
o posto de general de brigada, dirigindo
estas palavras ao presidente do congresso :
< Tenho a satisfacSo de entregar-vos
este documento, no qual manifest as ra-
zoes em que me apoio para renunciar o ele-
vado posto de general de brigada. Se
aceitei esse posto militar outorgado por um
governo de facto, foi somente para reves-
tir me da autoridade necessaria para diri-
gir as hostes do Pero', em movimento de
proyacSo e sacrificios. Renuncio agora a
eaae posto, para dar um exemplo pratico
de respeito constitui tar.
nio da Prata
Datas de Buenos-Ayres at 11 e de Mon-
tevideo at 14 de Julho :
Com ea festejos do costume foi com me-
morado, em Buenoc-Ayre8, o dia 9 do cor-
rente, anniversario da declaracSo da inde-
pendencia da Repblica Argentina.
Segundo affirma o diario portenho La
Nacin, entre os membros da maioria do
congresso assentu-se de approvar o orca-
mento para 1887 com os seguintes aug-
mentes de vencimentos : presidente da re-
publica, de 5 1,722 para J 2,500; vice-
presidente, de $ 861 para J 1,KX); minis-
tro dn poder executivo, de <$ 771 para A
1,100 ; ministros do supremo tribuna], de
(5 74 para # 1,000; membros do con-
gresso (por anno) cada um, de <5 5,167 pa-
ra 6,000 ; camaristas, de <$ 650 para $
800; juizes da capitel, de t> 580 para jj
700.
Kstes augmentes importam annualmente
em |$ 174,^32, sendo para o presidente
9,336, o vioe-pre8dente 5,268. os 5 minis-
tros do poder executivo 20,100, os 5 mi-
nistros do supremo tribunal 16,550, os 116
membros do congresso 96,628, os 10 ca-
maristas 18,000, os 6 juizes 8,640.
Na Repblica Oriental a cmara dos re-
presentantes constituio se em sessSo perma-
nente para discutir o orcament geral das
despeaas, tendo sido exi.ida para esse fim
a pre8enca de todos os ministros.
Falleceu o contador geral da nacSo Tho-
maz Villalba.
El Siglo publicon, na ediccao respecti-
va ae 13, o seguinte telegrarnma :
O senado rejeitou, por 4 votos, a lei
sobre o elemento servil >
rto Brasade do MI
Datas at 14 de Julbo :
0 Diario de 9 refere o seguinte : :
Consta ter-se coramettido um impor-
tante roubo em Porte-Alegre. Por esse
motivo foram ante-hontem as autoridades
policiaes, tanto desta como da cidade vizi-
nha, a bordo do vapor Itapuan, afim de ve-
rificar se o la rao vinha entre os passagei-
ros do mesmo vapor. A verificaSo teve,
porin, resultados negativos. Ouvimos di-
zer que o roubo fora praticado em urna im-
portante reparticSo publica; como nSo te-
mos, porm, informaeoes exactas, damos a
este respeito noticia com todas as reser-
vas. "
Em viagem para Porto Alegre naufra-
gou na costa do Kstreito o patacho nacio-
nal Mara II, com carregamento de assu-
car. Salvou-se a tripolacSu, havendo es-
peranca de salvar a carga.
As alfandegas desta provincia e a mesa
d rends de Pelotas renduram no mez de
Junho ultimo 4)9:1450729.
Mais do qu<* em igual mez do anno pas-
sado 125:878,$00:).
Refere o Correio Mercantil, de Pelo-
tas, que na estecSo do Rio Negro, estando
no domingo divertindo-se ao jogo da tabla,
diversos individuos, sascitou se de repente
um grande conflicto Um filho de fulano
Serasul leva do ccete e distribue pancada
d c-go. O pai, o mesmo Serasol, inter-
vm de fac em punho e fere a sete pes-
8oas seis levemente e urna gravemente I
A autoridade policial de Bg seguir para
o lugar do conflicto, afim de providenciara
resp ito ; um dos teridos esteva em perigo
de vida.
- Constando ao administrador da mesa
de rendas geraes de JaguarSo, que o con-
trabando de fazendas da villa de Artigas
para aquella cidade, tomava detonvolvimen-
to e que este era ou frito por pessoas do
sexo feminino, qua para l vit finase vol-
tatn grossas, adoptou < expediente queja
foi usado na raes ua reparticSo, de ter all
urna p'-ssoa lo mesmo sexo, afim de sub-
iittter registro aquellas que se tornem
sufepeitas de contrabandistas,
t A rela^ao do distrito julgou impro-
cedente o processo do responsaiilidade in-
tentado por denuncia do bacharel Antonio
C*etano Seve Navarro, contra o juiz de di-
reito da tomare. da Cruz Alta, o Dr. Mi-
guel Archanjo de Figueiredo.
O navio Maia II, ha dias naufraga-
do na cesta do Estreito, est totalmente
perdido, cano ecarregamento
O carregamento consta que estava, par-
te seguro na companhia Pbenix Pernam-
bucatia e parte na Fidelidade desta cidade
em 19:000,5.
Fall-ceram em Pelotas : Manoel Anto-
nio da Silveira, em Rio Pardo o professor
aposentado Manoel da Silva Prannos ; na
Cruzilhada D. Sophia Pinto N .rorjha ; em
Sant'Anna do Rio dos Sinos Francisco Pi
do Nasoimento; no Rio Grande o confe-
Beote da mesa de rendas proviociaes JoSo
i hrysostomo da Kocha e o capitSo Vasco
de Brura, e na capital o eropregado da se-
MHMBsl

m
H


Jr
amboco--*Tersa--feira 27 de Jalho de 1886



*

-B3

cretaria do governo Joaquico Pedro do Mi-
randa.
Paras*
D*tas at 11 de Julho :
L-se na Gazeta Paranaente : No da
5 do corrate sucidou-se Frederico Wal-
ter, de 40 anuos de idade, natural da Alle-
manha, ferreiro que trabalhava no engenho
do Sr. Albino Sf hMntfong, no Butiatuvi-
nha.
c Frederico ha.diaa que andava,. dando
gignaes de pertasasacaot.mental, tent que
seas companheiroi de trabalho tinnam com
elle inuito cuidado.
< Na madrugada, pocua, do dia 5, Fre-
derico pode illud-os e levantan io-se da
cama sem ser p rcebido pelos coinpanbei
ros, foi atirar-se ao ladrSu do engenho, on-
de pereceu afogado.
A outoriduJe policial tomou conheci-
mento do facto, procedeu ao respectivo :or-
po de delicio e prosegue as demais dili-
gencias qu o caso exige.
Fallejeu na capital i). MathilJe do Naa-
cimento.
Santa Catharina
Datas at 16 de Julho :
As noticias sao de interesse local.
Rlnn tcmeo
Datas at 15 de Ju'ho :
L-scno Sul de Minas, Ja Campanha :
t E' espantosa a seoca qui soffre o sul
desta provincia e da qual n5o ha memoria
era nossos das.
Tendo sido poucu chuvosa a ultima esta
co a ponto de nos p--oprios mezes das
aguas vern se pastagens sec..s o sobre-
nado nos ltimos mezes tunta quantidade
de geada, de temer-se immenso prejuizo
na industria pastoril principalmente.
Grandes ros como o Sapucahy, Rio Ver-
de, Rio Pardo e Rio Grande tm baixado
consideravelmento, e de crcr que a va-
gante continu, pois que nimia temos dian-
te de nos quatro mezes de secca.
Nesta eidade a falta d'agua tem sido
muito sensivcl, e nos consta que muitas fon
tes tm secoado.
Informara-nos que no interior alguna ros
bes volrnosos j dito passagem a carros,
e vao em vasante continua.
O Sr. major Francisco Mariano Ilai-
feld, ex-prouedor simo Sacramento da 'idade de Juiz de F
ra, coccorreu com 1:000$ para o concert
das torres da igreja matriz.
Fora-r iniciados sob a direccao do eu-
genhoiro Ruano de Almeida os trabalhos
da construcgao da estac2o terminal do ra-
mal de Ouro Preto, na eidade deste nome.
O Liberal Mineiro refere:
a Domingo (llj deu-so um grave con-
flicto no circo de cavallinhos, do qual re
sultou ficarem muito fendas diversas pes-
soas. e entre essas o sargento do corpo de
polica, de nome Rodlpho Antonio Ferrei-
ra e o cabo Jos Ferreira de Souza Maia,
tambera do mesmo corpo.
Achava-se no circo, na occasiiio do con-
fli sto, o Sr. ub ielegado Jucundino, e por
elle foram dadas as respectivas oraons.
E' admiravel que estando alli 40 pracas
de urbanos, sob o com mando do alferes Bor-
ges, se dssem to deploraveis factos.
Essa fgrea immensa, para effectuar a
prisao dos citados individuos, teve de cor-
tal-03 a r.-fle o espada.
Os offendidos se achara muito maltrata-
dos o a todos indignou a raaneira por que
os urbanos dav&m cutiladas.
M. Paulo
Datas at 19 de Julho :
O resultado final da eleicao no 8o dia-
trioto foi este, para um deputado geral :
Commendador G. Rezende 937 votos
Dr. Campos Salles 669
DeBembarga'lor Givio Peixoto 209
Por ordem do presidente da provin-
cia parti no dia 13 para S. Jos dos Cam-
pos o Dr. hi-. de polica, afim de pro-
videnciar lODre as o currencios de que
indiciado autor o individuo conhecido pela
alcunha de Caiara
A polica de M ogy Mirim, segundo
refere a G izeta de Campias, procede a
avejriguaeo'~ ,t r>!speu<> do desappareci-
mento d' un mscate italian, do nome
Manso!), sacio di Paulin> de tal, s-u
compatriota. Este t mbeto nao sabo onde
est o seu socio.
Snb a epigrapha Reapparicao, l-ae
no Diario Popular:
Le robra ni se os leitores da questo do
desapparecimento de Augusto Custodio
Soares, moco porluguez, prolessor no Am-
paro, na fszeiida de Manoel Ortiz de Si
queira, desapparecimento uiysterioso que
foi noticiado com presentimentos de que
tivesse havi'io :>lgum nssassinato.
Hoje -St averiguado que Augusto
Soares acha-so na ilha de S. Miguel, e is-
to por ;arta ps np d seu propri
ao Sr. Gtnilherine Hnriqu da Fonseja,
propriet.irio d'A Nutre Dame de Londres,
em Campinas.
L+se na Imprenta de Tiete :
c Deu-se hont'-iu nas "aiuediacSes des-
te eidade um dsastre, que causou tern-r
oossa populacho
Entre a estncSo oa via-errea o a do
Cerquilho, existe urna chave na linha jua
to da qual estao fazendo um poyo.
Trab-lhava hontem deniro do referido
go fuao Mineiro. ent-e as 2 para as 3
ras da tarde, quando app iao Tobas, hornera de idade a vaneada,
liberto, montado em um burro trazando
sobre o eolio urna crianca dez annos e na
garupa outra crianca de uns dez me-
zes maia ou menos, e o pobre homcm ap
proxiraa-89 mesmo montado a conversar
coro o referido Mineiro.
Tobas, depois de algura tempo de pro-
sa, despede-se e ao rctirar-se falsea o ani-
mal, cnhindo todos no pri ipicio que mede
maia de 30 palmos de profundidade !
Aos g-raidos abafados das victimas,
acodera algumas peisoas que presenciara o
horrivel espectculo.
Traism entao de soccorros.
Lacara o animal para tirar fra, e quan-
do vinha elle em altura de uns 15 palmos
rebenta o laco, cahindo o enorme oame
sobra aa victimas que j se achavam mui-
tissimo maltratadas.
Com a segunda queda lo animal ficou a
crean;a menor toda mutilada, sendo reti-
rada sem vida. Das ontras tres pessoas,
Tobas acha-se agonisante, Mineiro muito
maltratado e o menino maior ligeirainente
son tundido.
Prestoa os seccorros mdicos o Sr. Dr.
M. Schifino.
D Antonia Maiia Alves doou ao Asylo
de Crphas, de Campi as, ama caixa do
valor de 2;000 : ao mesmo Asylo offere-
ceu 20$ o Dr. Gustavo de Castro e 100
M A. do Barros Cruz e Aveliao Antero
Valente.
A varila, em It, nSo tem feito maio-
res estragos, depois das ultimas noticias
que demos.
Apenas falleeeu um dos ata-iados. Exis-
tem m tratamento 13 doentes, cujo.esta-
do em geral animador.
O jury da Franoa condemnou pena
deuaorte o paericida Jos Beato Gonc?l-
v :s, que prslsssou por novo julgamuato.
Sarah Berabndt promatteu mandar para
ser colloaado em urna das salas da Facul-
tada de Direit de Si'Patio, o seu busto
cinzelado por ella propria, eM-retribuicSo
s brilhantes macitestagoes que Ihe foram
dirigidas pelos edtudantes de direito.
Refere a Gazeta d Povo, de Yt que o
reitor do collegio de S. Luiz, padre Man
tero, encarregou um sacerdote daquelle
estabelecimento do sarvico de visitas e as-
sstencia junto dos variolosos recolhidos ao
lazareto, passando o dito sacerdote a re-
sidir, em quanto durar a epidemia, fra do
edificio do collegio, afim uo preservar o
estabelecim"nto do contagio do mal.
O acto do padre Mantero n5o foi t5o
smento dictado pelo seu espirito evang-
lico ; nem teve tambera por tira evitar que
qaalquar padre do collegio, chamado para
soccorrer um varioloso, tivossa de com-
municarse depois coai o possoal do esta-
belecitneuto.
Pelos servicos prestados 30S vari >1 >sos
j receben o padre Mantero os agr
meatos Ja eatnara luunicipal d-j Yt.
L-se no Diario de Sorocaba:
O Sr. subdelegado Campo Largo, r-
quisitou do Sr. Dr. delegado deste eidade,
quatro pragas, adm de ajudarem a trazer
para aqui Jeranymo de tal, ti io e havid >
por valen te.
t Kste indiviluo, na noite de 12 par..
13 do correte, armado da fac2o, provo-
cou as maiores desordens, tentando pene-
trar nas casas contra a vontade dos seus
donos. Conseguindo n'utna dellas os seus
desejos, a forga poli ial i f >i para arran-
cal-o, e elle, com o fucilo, dou um tremen-
do golpe, no pulso de ura dos soldados,
ponde-o, como se diz, fra de combate.
'. Igu nas pessoas presente auxibarara entao
a torga na captura do valento.
Foi nssassinado no dia 7 do corrente,
pelas 4 ooras da tarde, em sua fazenda das
Alagoas, no municipio d-. N. S. do Carmo
da Franca, o t-nente Jos Rodrigues da
Rocha, um dos fazendeiros mais abastados
daquelle trtno. A' victima foi atirada pe
las costas, indo a bala t-ravar-se na regiao
do coragao, o que produzio raorte instan-
tnea. O facto deu-se na occasiSo em que
o tenante Jos Rodrigues voltava dos tra
oalhos da roga e dirigia-se casa de sua
residencia, sosiuho, a cavallo. A poli :ia
prosigue nas necessarias indgag3es. At-
tribue-se o crime a motivos particulares,
sendo aponalos varios individuos pelaopi
niSo publica, uns como mandantes, outros
como mandatarios.
Refere a Gazeta de Campias: a Esti-
verara ultima nenie era Liberaba os Srs.
engenheiros Drs. Candido Gomide e C.
Escobar, sua missao, diz um corresponden-
te, consisti em conhecer a disposigto em
que estavam o commercio e capitalistas
para a p >ssagem de accoes da estrada
aquella eidade. Os referidos engenheiros
foram portadores de um officio dirigido
pela companhia cmara municipal dalli,
no qual se dizque aprimeira chamada ser
feita logo que estejara subscriptas as 5:000
acgSes, quer no municipio de Uberaba,
quer fra delle, devendo a corapanbia an-
nunciar, com antecedencia, e prazo para
concluirse a chamada. As chamadas pos-
teriores serao feitas medida que progre-
dire n as obras, o com intervallos nunca
menores de. 30 dias, de urna outra; cal
culiudo-se que dentro de um auno e meio
serlo feitas tilas as chamadas, a contar da
data da priraeira.
Acamara reuuio se em sesslo extraor-
dinaria pira tratar d*ste assumpto.
Em fins do mez ultimo foram encon-
trados no lugar denominado Doiqura, na
Ribeira, os carpos de Bento Ribeiro de
Souza e Miguel Ribeiro de Souza, que no
dia 26 haviam embarcado em urna pequea
canoa no Porto da Ribeira, m viagera para
o seu sitio no Peroupava ; constando ha
vei a niesraa canoa ter virado na volta do
Boiqura, onde dizem t-rem os roesraos
suecumbilo asphyxiados por subraersSo.
Bento Ribeiro tinba vindo eidade bus-
car seu tio Migiul Ribeiro qu por haver
pra'.ica'o em urna mulher ligeiras offensas
physicas fra preso.
Consta quo ao re^re.sso, ambos pela sa-
alcoolissram-se.
O Corrcio Paulistnno conta o seguinte :
John uglish, subdito inglez, moraor no
hairro de Catumby, desta capital, apresen-
tou queixa, hontem, ao Dr. inspector hygiene contra o curandero Joaquira Vl-
lauova, resideute no Marco da Meia L1--
gua, por haver o mesmo curandeiro appli-
ado fumo dissolvido em kerosene no ouvi-
do de sua mulher, Flora de tal, que des-
de essa occasiiio ficou allu.nada.
lo de Jikueiro
Datas at 20 de Julho:
as noticias principaes constara das car-
tas, de 14 e 20 do correte, do nosso cor-
respondente, a !.* das quaes, vindo cora
atrazo por culpa do correio da corte, vae
na scco Interior. A outra ser publicada
amanhi.
- Prosegua na seus trabalhos o parla-
mento.
Opportunaraente publicaremos na 8.'pa-
gina o resumo dos debates da cmara dos
deputauos, nas sessSes Je 14 a 19.
Babia
Data:- at 23 Ao Julho :
Continuaba a trabaihar a Assembla
provincial.
No dia 20 a cmara municipal da ca-
pital proeedeu apuraco dos votos para
vereador s do prximo quatriennio, e ex-
pedio diploma aos 7 maia votados.
Vo 2." escrutinio os 20 immediatos
era votos,
Alasas
Datas at 25 de Julho :
\3 W lo destituidas de iateresse.
INTERIOR
Cerrespoedeocla do Diario de
l*e roa m buco
RIO DE JANEIRO Cobtb, 14 de Julh
de 1886
Scmmawo : A votagao da resposta falla do thro-
no no Senado.Sorpresa causada ao
goveruo pela rejaicao deum periodo.
Como o presidente do eo iii'lho enearou
o incidente.Dectaraffo reita por S.
Eic, apresentando *"' udicacao.
Discusio do paree* da l*ommisao
sohre a eleicao do W districV) de Per-
nambu-o. Oiscurs^ do Sr. .los Ma
riano.Votacjto dp orcament do Mi-
nisieiio do Iaipprrio. Esclareumentoa
dado* pelo Sr. Bel i sano.Um meeting
da indiguaclo. Telegrammag deasa
proviowia.Sarah Bernhar it.
O actesMnto puhtico que neateo ultimia dias
tem dado iagar unis caminen taos, e a un se
tem querido dar urna importancia que na tem,
foi a votavao no Senado da resposta falla do
bfouo, cuja Ji*euiaaj havia ficado eucerratena
se:ao da 8, cano j naticiei. Metiendo-m
domni-o de pennoio, e nao tendo havido mi
nos outros das, somonte ante hontem, seguuda-
isira, >eve lugr a dita votagao, em que era d; es-
perar que as cousaa correasem como de costime.
Vanos aenad ires, amigos do governo, deixarxn de
l ir.
AcoDteceu, porm, qse na occisiao, achanm-se
a oppaaicao em maiona, o Sr. Ootaviauo, pela or-
dem, observou que na resposta falla do throno
havia um periodo contra cuja exactidSb redima
ram varios senadores, que tomaran] parte no de-
bate, sem, entretanto, se opprem ao rasto dares-
pisti ; e que assiin cases sead tres, o haviaia de
votar contra toda a resposta, ou era necessario
separar se tal periodj pi n t'.-: especial.
O periodo este :
A lei de 28 de Sotsmbro de 1885 vai sendo
fie! e lealmente executada. Com ella jrende-se a
questo da introducci i de mmigrantea, aos quaes
devei'-se-ho proporcionar meios de empregarem-
se cimo piquenos proprietarios do solo, ou como
trabalhadores a^-ricolas, etc.
O ."ir. Octavianj | nmente da
primeira parte ; e levantndose urna q icstao de
ordein, em que pelo lado dogovemo tomaran parte
os Srs. ministro di jus'icae Correia, visto o Sr.
(Jotegipe ter-se r logo
que se abri a sessao, asilando aquellos que a <-
paraciio era inadmisaivel, decidi o Sr. Baependy
que poda se votar separadamente todo o periodo,
mas nao a primeira parte smente, qus iigava-se
segunda.
Assiin, votando-se a resposta, salvo o questio-
nado periodo, foi aqn -lia ppravada e aate rejei-
tado por 22 votos contra 19.
Oa votos contrarios foram des Srs :
Octaviano, Ottoni. Cruz Machado, Viciri da
Silva, Deainare, Lima Duarte, Affjasj Celso,
Castro Carr-ira, Paula Pesso;i, Silveira Martin-,
Dantas, ViaeonJe de Pelotas, Silveira da Motta,
Franco de Si, Sar.va, Cara > da Estancia, Vis-
cuude de Paranagu, Lwt Kclippe, Scares Bran-
do, Ignacio Wsrtiwn. Mcira de Vascoucellc, e Jos
B'n.f.eio.
Os 19 foram dos Srs.:
Siqueira MeuJes, Ribeiro da Luz, Jos Bento,
Luiz Carlos, Visconde da Muritiba, Jaguaribe,
Diogo Velho, Viriato de Med-iros, Uchoa Caval-
cante, Sinimb, Gromes d> Ainaral. Fausto de
Aguir, Teixeira Jnior, Jnnqueira, Correia, Bar-
ros Barrcf >, Martinh i Jim :. !i.: de Miraor
e B .rao de Mamaagn
Como B' v, votarara contra o governo dona
co iservadores, os Srs. Cruz Macba io, que eat
brigado com o Sr. Ribeiro da Luz, que elle sup-
pe que quer por lhe embargos coa chefa pol-
tica na provincit:, e o Sr. Vieira da Silva, qu-'
fainb -ni est descontente, por actos praticados
pelo vice-presidente do Maranhilo em exercicio,
que elle reputa hostilidade aos seus amigos.
Votaram, porm, nao a favor do governo, mas
contra a mutilacao de um periodo da resposta, do
quoresultou nao aconpanhar este a falla do throno,
da qual deve ser a piraphrase, tres librraes : os
Srs. Martinho Campas, Siuiabu e Viriato de Me-
deiros.
No dia seguinte, hontem, o Sr. Cotogipe, apegar
de adoentado, compareceu ao Senado e reerindo-
se votaciio da vespera apresentou a seguate iu-
dicacao:
Indico que a commissSo de polica examinan-
do o tit. 9o e os arts. 78 e 83 do regiment, d pa
recer, que fxe o sentido dos ditos artigos, isto ,
se sao applicavtis lOsaente si i projejtoa de lei ou
resoluco, ou se a odas aa materias sujeitas & vo-
tacilo.Bar&o de Coteqipe. *
Justificando-, disse elle que, segundo as dispo-
sicotta reciaentaes, entenda que nao se poda fa-
cer a votacao da emenda por partas, condiedes em
qu? se deu, vindo a ficar a mseos resposta incom-
pleta, por um rejuerimerit Verbal, sem que, du-
rante a discuss), fosse aprese'itada neohuma
emenda suppreseiva, ou d subatituicao Vo tpico,
que poderia ser encarada como urna censura ao
governo. A votajo, observou S. Exc, foi urna
surpreza ; reeonhecen io-se em urna maioria ocea-
sional, prevaleceram-se disso os nobr-s senadores
para darcm o que se chama um echee no governo
Se o. atique tivesse partido de outro la lo, na
estara na tribuna ; mas vem justamente do lado
d'aqueiles que em todas as sessoes propalam, ou
antes insistem ltica. Iusistem em apresentar, como um dos
disticos da bandeira liberal, a suppressao da vi-
talieiedade do Senado. Eram elles que diziam,
quando o partido conservador ae achava no Cena-
do om urna maioria estrondosa. tal vez de 2/3 ou
3/4 partes, que isto era constituir urna olygar-
chia ; que nao poderia haver partido liberal pos-
givel d-s le que o Seuido quizesse, por sua inicia-
tiva, fazer ou desfazer ministerios. E' portant
quasi certo que, agora, elles nao qu r. rao fazei a
olygarehia contra a qual tanto clamaram.
O orador seuipre peusou, e sustenta, que o Se
nado nm corpu poliiic- e tambem faz politica.
Mas ha politica e poltica. Discutindo, fazendo
suas censuras, apresentando project s ou euien
das que os inelturem, votaud mesmo contra al
guns d'elles,resume-se nieto a sua politica In-
tr metter-se, porm, o Senado a fazer questes,
para derrabar ministerios, para crear aituacoes
novas, nao prudente, nem de accordo com os
principios liberaes.
Anda que, com sua ponca influencia, pondera o
Sr. .presidente do coiiselbo, tem aconselbado o
Senado a abstor-se de certas questes, de vendo,
ao contrario, ajudar o governo sempre que for
possivel, sem comprme tter nem suas opioioes co-
nhecidas, neai os principios reguladores desta in-
stitu?^. Son lo :n i' I ir.
Hjuvc aquello g ;> ; i-
dade se dizia : Ministerio em crise
Maud iU-oc para
zeudo : Uraude d-.'rrota do Minister"< no Se-
nado (Risos.) Talvez a elles se podessu ac
cresceutar : Queda portanto p-oxima da si-
tuaQ;1o, e vejam l o secundo escrutinio das c-
maras municipaes, de que forma saliir.
Ueste ponto declara S. Exc. positivamente
que pote o Senado dar vinte votos de d scon-
fiauca ao ministerio que estn por isso nao deixa-
r o poder. Emquanto tiver a confianua da coi o.
e o apoio da Cmara temporaria, ba de res.atir s
i-nposico's do Senado
O Sr. Siuimb Foi' .tambem o que eu fiz,
quando tive aqui urna votacao contraria.
Concl lindo, fez anda diversas rtfl -xocs. A
in lieaeo foi remettida commisao de p licia, e,
o.inj sobre ella nao podia hav-T discuss'>, apro-
veiuram depois a di-cussi de um crdito do Mi-
nisterio da Agncultura, e os Srs. Franco de S e
Correia di-cutiram o caso, oceupando se o pri-
meiro vehementemente com o discurso do Sr. pre-
sidente do couselho, no qual vio n> s cansina,
como desconsid- racao ao Sr. Baependy, presiden-
te da casa.
A' excepcao desse incidente, nada mais de in-
teresse tem havido no Senado.
Na Cmara dos Depurad is comee >u hontem a
dis('.os.~o do parecer da primeira commisso, que
annulla a eleicao do Sr. Jo: Mariauuo c reconhe
ce n Sr. Theodoro VI ichado. O principio da s
sao, ae nao metade dVlla, foi consunido pelo Sr.
Portugal, que obteve mgencia d vea jera, para
responder ao Sr. Camiiiha, tratando das questes
da Assembla Provincial do Ceara.
Qxando o Sr. Jus Mariauno tomou a palavra,
pouuo falta va para duas horas. O sen discurso,
ao contrario do que ae esperava, foi muito ardente
e deu lugar a repetidas reclam c '8 e scenas vio-
lentas, que, pelo dizer de seus amigos, nao deviam
dar-ae.
Na verdade o Sr. Jos Marianuo, juatica seja
feita, desde que aqu tdingou p I m ros i -
va e moderacao. Logo ao desembarcar, no caes
PharoUi, achando ah ami litiinaistsl que
quihtfim acoinpanbar e faser-lha urna manifesta-
cao, elle recusou-ac, diaendo Ihea que achava-se
adoentado, e enfiou sem mais demora pelo hayal-
Hotel, que fica em face ao meaino caes. Perante
a eommisso, sempre que apresentou-ae portou-se
com toda a conveniencia, diacutindo e ouvindo aa
contestaooes com a devida moderacao e at cor-
dialidads.
Anda mais : ha vendo ao dia 6 do passado um
mteting, uui nao sei quo no theatro, para com me-
morar-ge o anniversario da organlsaco do gabi-
nete de 6 do Junho, meeting a que compareceram
os 8ra. Dantas, Nabuco, e os mus gradoa abol -
conistas aqu existentes, elle l nao estive. O*
sena amigos na Cmara asseguravam que elle le-
vara as cousaa geitoaamente, e nio de modo vio-
lento, at porqne conta va com muitos votoa con-
servadores.
O que influio para aquella mudanca nao sei.
Hoje deve contiuaar a diacusso.
A 3* diacusso do orame uto do Ministerio do
Imperio, qus j foi encerrada, toruou-se muito
calorosa do que a 2", a ponto do Sr. ministro do jm-
pericj, quo nao era obrigado a assisrir a ella, com-
parecer seHso do dia 9, para responder a u.n
vehementadiscurso pronunciada .na vespera pelo
Sr. Looasoco de Albuquezque, o qual teve anda
opportiiiiile de replicar nn ninri toin tiiilaaMis
ja se kavia expresaado.
Veraou principalmente a aua critica sobre ques-
tes hygienicas e oa gastos correspondentes, e so-
bre a ditacao do Sr. Duque de Saxe, a cujo res*
p nto sustenta elle as opmioes d > Sr. Gomes le
Castro manifestadas no anno passado, e j antes
pelo Sr. Audradff Fgueini, cuja autoridado o ora-
dor conetantemente invoca va. Tambem oceupU-
ae oora o contracto do eugenheiro Revy.
E' eseusado dizer que uo dia seguinte o Sr. Can-
dido de Olivera fez urna longa o minuciosa ana-
lyse de quasi todos servicos que tem verba de des-
peza no referido ministerio, procurando explora.- a
pequea discordancia do relator da commissao,
quanto i apresentaco de urna segunda serie de
emendas, que na opiniao do orador sao o priraeiro
paco para atirar por agua a baixo o programla
de economas do Sr. ministro da fauenda.
O relator da commissao, o Sr. Mattoso, confes-
sou que na realidade, depois que confeccionou as
emendas reductivas, nao conferencou novamente
como Sr. ministro do imperio, por nao sabir que
era isso dos estylos, e parecer le serem aulficieu-
tea os esclarecimientos que j,or ordem de S. Exc.
lho foram dados pelo director da secretaria do im
perio.
Nao obstante estas explicarnos o Sr. Mattoso
votou contra al^iiuias das novas emendas org un-
tadas pela commissao de accor.lo com o Mamor,
uiiTiuando varias das emendas primeiramente apre-
seutadas em 2* discuasao. Antes, porm, de pro-
ceder se votacao foi mandada mesa a seguinte
nterpellaco, para a qual anda nao foi marcado
dia :
Rquero qae se designe da e hora ao Sr
ministro do imperio para responder :
Io En que diapaieai legal se fun la o En-
verno para aifinnar que tem direit-o a dote S. A. o
Sr. duque de Saxe.
2* Seo governojulga-se hab.litado inlepon-
dentemente de especial autorisaca ra po ler legis-
lativo a effeo uar a entrega d 'asa dote ?
3* No caso afiinnativo qual a verba do orsa
ment para tal fitn destinada.Loureuco de Albu
qnerque.
Nas outras sessoes discutio-se fareaa de trra,
correudo o debite sem incidentes uotaveis. Em
ama das sessoes o Sr. Belisario. corroboiou aa ex
pcaces pelo Sr. Prado quanto iatellig-'ncia
dada pelo goveruo lei ultima de 28 dt Setembro,
para contar o praao da depreciacao do valor do es-
eravo, e deu nfonnacoea sobre o que ocorreu no
seio da commissao especial da Cmara quando alii
se tratju ia queatilo que (razia eaelarecimeut i a
materia debat la Elle diasi que foi rojeitada a
emenda do Sr. Ges, que manda va contar o praao
di data da matricula, nao porqne se enteu iesss qu
o mesmo praso comecava da data da lei, mas pir-
qae tinha-ae assentad > em nao aceitar uenhuma
emenda, qualquer que ella fosa". Tanto era as-
sim que o Sr. Ulysaes Vianna, membro da com-
missao, tendo apresentado a esta urna emenda es
cripta por letra do Sr. Saraiva, declarando que a
dedcelo do valor de escravo comecana da data da
lei, eS3a emenda nao foi aceita, por entender a
maioria conservadora que tal emenda nao eatava
de accerdo com o quo se tinha combinado, de nSo
fazer alteracao ao que estava assentado. O Sr.
Ulysses Vianna insisti e estava resolvido a are-
seutar s a emenda como sua, mas, porfa, desis-
ti de tal intento, por assiin ter resolvido o minis-
terio, conforme a declaraco do Sr. Moura aos mem-
bro da commissao.
O Sr Belisario invocou o testemunho do Sr.
Loureuco de Albuqu -rque, que confrmou o que
lie acabava d<> referir; donde a j deduz que se a in-
elligencia dada agora le pelo governo fosse er-
rnea, pelo facto de ter sido regeitada a emenda,
do Sr. Ges, o Sr. Saraiva nao julgaria necessaria
a emenda que mandou apresentar e nao foi aceita
pela-commissao.
Ia-me esouecendo diser que hontem houvo no
thearro Polithe.ina ura grande meeting de indigna-
$&o convocado pelo Sr. Nabuco e outros ab nicio-
nistas para protestar se contra 0 roub) que se
pretende fazer do diploma do Sr. Jos Mariano.
Houve muito discurso, sendo por im approva
das com muito applausos duas mocoes redigidas pelo
Sr. Nabuco, ama protestando, come fica dito, contra
o .uubu, outra exprimindo seatiment^s de sympa-
thii pelo povo pernambncano.
Hoje e hontem a Gazeta de Noticias, a da Tarde
e C Paiz deraui telegrammas di ssa capital noti-
ciando um meeting de mais de trez mil pessoas
qae pr..testara indignados contra a expulao
do Sr. Jos Marianno, legitimo d ;utad pelo 2
districto de Peroambnco No Paiz outro tele
..-r.imina dos Srs. Barao de Caiara, Jos Maria,
Lourenco, Pitanga, Jacobina o Estevo confirmara
o que diz aqnelle.
A' ultima hora o presidente telegraphou ao Sr.
ministro da justica uestes termos :
Meeting termiuou. Pequeo ajuntamento. Tu-
do corras em paz .
Nao podendo sahir hoje de casa, nao sei o que
se passou na cmara.
Outro assumpto.
Acaba, emfim, de retirar-se para o Kio da Pra-
ta a celebre actriz francesa Sarah Bernhardr, da
qual nunca Ibes fallei, nao s por faltar-me tempo
e espato, como por me parecer que outros
assumptos de que me oceupei deveriam inturessar
mais o litor peruambucano, de que aa exagera-
das ovacoes que a ella fizeram desde que ebegou,
e as quasi que ridiculas minucias com que em urna
parte da imprensa, O Paiz sobre todos os outros
jornaea com que era noticiado o emprego que a
dita actriz fazia das horas de dia.
A sua cb'gada e desembarque f.ram motivo pa-
ra fiz-T gemer os typos O proorio Sr. Nabuco,
:roeando n.-sse da a peona do poltico e do cen-
sor da cmara dos deputados e do goveruo, pela
do p- 'a e d> folhetinista, den no Paiz nas mes-
maa columnas em que diariamente verbera sem
pmdade a actual situacao, um chibante artigo, de-
dicado especialmeo e i engrandecer os mritos d
eximia artista, do gamo que tem por patria o
mundo iiiteiro.
Era preciso fazer vibrara fibra nacional !
Co.no razo de ordem para o que tinha de ser
eacripto sobre a grande urtista, logo no dia imme-
diato levantou o Pa a questo de saber ae, s-
tlia devia ser tratada pormdame ou mademoi-
selle, pronunciando se por este altim tratamen-
to, poique Juies Claretie, que a priraeira au-
r o .ane otfieial nas tradiccoes di theatro, c mo
director daC medie Fraucaise,prefere sempre
dizi-rmademoiselle Sarah Beruhardt, como dizia
maderaoiselleMadaloine Brohnn .
Nio, acudi a Gazeta de Noticias; Vctor Hu-
go, que tambera autoridade de grande p so na
materia, assistmdo a representaco doHeruaui
pela grande actriz, foi ao sen camarim cumpri-
ineutal-a. dizend < : felicito-vos.madame, e agra-
deco-vos a Interprutaco que des tes ao pipel de
Djuh Sol >.
Ns hegara n a accordo e caria um tieou c un
a su i opiniao. Mas o que nao deixa de ser curio
so qu foi o mesmo Paiz, q .e aando conta da
chegada da celebrada amata, havia di'a que ella
di-embarcara acompuihada do seu fiho Vlaunci i,
o lio rapago de 20 2 annos, e do sen nao me
nos bello cao, iTurco, |ue p>r vir em to boa
comp.iihia toruou-ae digoo deaaa mensa hon-
rosa.
Demais, sabido que acerca de trez ou quatro
annos, a queationadamademoiaelle oa madame
fazendo urna digreaa ao Oriente, casou civil-
inenti Ha judiacom um actor grego, Da-
mala, do qual dealigou-ae a'eutro em poaco, para
readquirir sua antiga liberdade.
A' parte este incidente, que por fira deixou de
ter interesse, por terein todos entendido que as-
Ibor seria nem acompanbar Claretie, o"in Vctor
Hugo, e dizerera siiopiesmente Sarah Bernbadt,
o icupava-se diariamente a impreosa, com exeep
cao do grave Joral do Commercio qu s ae re-
fera actriz em acea, oceupava-se, digo, em re-
gistrar tudo quanto ella fazia desde que ciiegou e
mesmo antes disso, quando vinha em viagem : Sa
rah Beruhardt, em Lisboa, fo a trra e voltou
p ra bord trazendo urna gaola com um gnlo,
que comprou na teira de Sant'Anna ; Sarah B r
nsarJt foi muito obsequiada pelo commandante
do vapor; Sarah Bernhardt aqui foi hospedar se
nc Grande Hotel, na roa do Mrquez de Abran-
tes. Ahi os reportera ism diariamente colher notas
daa horas em que a 4va accordava, as horas em
que almocava, as turas em que tocava piano, as
horas em que fica va no sallo palastranio, as ho-
ras em que esgrima o Arete, as horas em que
empuuhava a sua carabina e :a cacar na chcara
(onde naturalmente s teria morto algum rato, ca-
fa nica que poderia ser ahi encontrada), ai ho-
ras em que Sarah ia aos ensaioa no theatro de S
Pedro.
Faziam rigorosa discripeo dos trajos da Sarah
Bernhar lt, a cor das luvas, do chapeo, das meias,
do guarda chuva etc. Sarah Bernhardt toi a S.
Chriatovo cumprimentar o imperador, com quem
tratou de cousaa do Brasil e miesimas outras, por
cerca de urna hora, ratirando-ae euoautada d
gosto litcerarro de S. aiageatade, que mostroa-se
conhecedoi- a fundo, tauto do thoatro antigo com
do moderno.
Sarah Beruhardt estava satisfeitissima, achava
tudo bom e bello; s de urna cousa nao gostou.
De que se seria? Advinhe o leitor... Sarah. a
eximia artiste, nao gostou do papal com que esta-
va forrado o seu camarim no theatro Bastou,
porm, dizal-o, para que no dia seguinte se suos-
tituisse o papel e se fizessem todas as decoraces a
seu goato.
Finalmente, para nada omittirem os reporlers
edificaram.nos narrando urna briga que teve Sa-
rah, ups oensaio, com ontra actriz madame Noir-
mont, que a eabofeteou, injurioa-a na face, dase
o Paiz) referindo como o reso da companhia to-
mou o partido de Sarah Bernhardt e castigou a
sua aggressora.
Essa briga teve depois episodios interessantes
que omitto.
Passo por alta os applausos e ov..coea que tanto
aqu como em S. Paulo, onde foi dar cinco ou seis
represeutacoes, .iolheu a grande artista, oara s
dar ligel-, noticia do qae oecorroo no sea beu fi
ci.
Ajs ceuto e nnto estudautes que vieram da-
quulla provincia psia estrada de ferro, carregados
du enormes btiiq-:t? Ai eamslias, renn'i-am-se
a'ui os de modiciii i s da Eseola Polytechnia.
Nao s estes cju) todos os admiradores e ado-
radores da uva, procuraran! prover-se de flores:
foi urna verdadoira devastagao no3 jardins.
Chcga a hora do espectculo, e apenas Sarah
Bernhadt apparece cm scena, eomecam hb ova-
c *s de ral orlera que o proorio Paiz, o or-
gao mais auorisadoda sarhislas assiin se expri-
me :
Se a locuelonsitS de loucuratem umaap-
pticacao exacta, a noite do b 'iiecio de Sarah Ber-
nbirdt no Rio de Jaueiro ser rememorada sob tal
denoininacao.
T i.nou parte principilissiraa nesta grandiosa
festa, fe ta pilo publico brasileiro mais alta ce-
iebrdate d/amatica da actualidad', a no2dade
acadmica de S. Paulo e da corte.
A9 ovaco'S succediam-se quasi sem interrup-
Cao, e sempre que s Ilustre ac.riz apoarecia no
Ssoseonio era acolhida por acclamaeoes deiiraut's.
O enthusiasmo tomou propor?oi;s assustado-
rss, a ponto dos manifestantes, quaudo nao tinbam
m ii fl >res, atirarem uo palco diversas pecas do
vestuario.
O eapectaculo prolongoo-se at s 2 horas e
35 minutos da madrugada, e isso sem ser repre-
sentado o ultimo acto da peca, visto achar-se Sa
rah Bernhardt inteiramente veucida e cagotada
pela tadiga.
0 empresario do theatro vio se. ciagiJo a re
querer a i itervengao da polica, afim de que Sarah
podessu recolh r-ae sua residencia.
De facto o caso era para assus^ar.
Que uin dos espectadores, o actor Visques, im-
pellido pelo enthusiasmo, saltou ao seeoario para
recitar urna poesa, acabando por abracar e baijar
a grande actriz; que outros seus admiradores, ar-
rastados tambera por igual sentimento pulassera
por aobre os msicos da orchestra o fossem ajoe-
Ihar-se aos ps da diva beijando-lhe as mos, v
que seja. Mas diante daquelle .ysteina de ova-
cao que substitua as fl iros por chapis e croisi
a quando oa que assiin procedan), j em mangas
de camisa, achavam-se em tal dilirio que fazia re-
ceiar que atirassem sceua at as pegas mais re-
cnditas do seu vestuario, era medida da mais
cotntnum prudencia dar por terminado o espect-
culo.
Foi o quo fez Sarah Bernhardt. Comtudo an-
da houve grande gritara de applausos; e, nao obs
tante as precaucoes da polica, o carro em que ella
retirou-xe foi acompanbado por cerca de 500 pes-
soas, diz o Paiz, dando vivas, at o largo da C a-
noca.
A despedida a bordo do paquete Britania nao
foi menos interessante. A grande massa dos ad-
adrairadorea da eminente ec'nz, esperava no caos
das Barcas. Mas Sarah Bernhardt, entendeu por
melh-ir tomar una lancha vapor em Botafogo e
seguir directamente para bordo. Quando cohstou
que ella j ah estava, l foram todos em lanchas
e bond martimos, e invadiram o vapor. Um len-
te da Escola Polytechnica foi o orador, rindo o
seu discurso, atira.am urna bandeira nacional aos
hombros da eximia actriz, a qual comraovida at
as eutranhas de crer, illa astfil e aquillo era
um acenario) envolveu-se em tal manto ep dio que
Ih'o deixassem, como eterna recordarlo desta tr-
ra brasilaira.
Acabada a scena e concluidas as ovacoes, desce-
ra.n tod>s e tomando as lanchas dcam t^e^ voltas
era redor do vapor dando vivas Quando comecou
o raovicneuto de retirada todos agita vara os lencos;
Sarah, encostada amurada do navio, agitava a
bandeira; lencos para l, bandeira para c; leu-
eos. .. bandeira, at que, por um impulso iustau
tae i que coinraunicou-ae a todos, atiraram o len-
co < ao mar, com > que para siguificarem que os
lene 'B que saudam em d spedida a Sarah Ber-
nhardt uo tem mais missao a cumprir aa trra.
Entretanto a manh estava fra e muito hmida
e todo o da foi assiin. Com certeza, dentre aquel-
la gente muitos devim estar ind fluxados, o que
mal geral actualmente.
Desejava eu, s por curioaidade, saber carao te-
rinm esaes s-nhores occorrido s urgencias nasaes
at chegarem d casa, ou mesmo at proverem-se
de novos 'ene is.
Se exuuzesaem o caso grande actriz e pedase
o seu parecer, ella, que mulher de espirito, res-
psnderia promptamente:
Du bss de son chemise
Oh fait son mouchoir.
HhviSTA DIARIA
liiiiuiiitl do Jury gaineot i do re > Manoel Juv mal Muuiz, conhecido
por eco Muniz, tuncionou hontem este tribunal
com a presenca de numero legl de juizes de
facto.
Est o mesmo reo pronunciado no art. 193 lo
cdigo criminal, por haver em 12 de Dezemb-o do
anno passado, ussassiuado com duas f icadas ao
subdito portuguez Manoel Jos da Silva Regadas.
Prom iveram a defeza os Drs Francisco ltino
orreia de Arauj i e Luiz Emygdio Rodrigues
Vianna, sendo o reo conderanado pena de gales
perpetuas.
O prearlente do tribunal appellou ex-otcio para
o Sup ri t Tribunal da Rlago.
M teda r.tlusiO Sr. Dr. Manoel Clement.i
no de Olivera Eacorel, 2a promotor publico desta
capital, apresentou ao Dr. juiz do aireito di 4o
tiiatrict i crun'iial, a denuucia sobro o crime de
uioeda falsa, ltimamente descoberto nesta eidade
pel Sr. Dr. chefe d>' polica.
Sendo urna peca importante essa denuncia, e
digna da atteuc < publica, aqui a damos em ae
gila:
Illio. erExm. Sr Dr. juiz de direito do 4o dia-
tr'Cto criminal.O prctno'or publico da comar-
ca do Recite, usando da attribuico que Ibe con-
ferida por lei, e firmado nos documentos juntos,
vem peranle V. Exc. apresentar denuncia contra
Francisco Cardoso Leal, Frauciseo Liiu de Fre-
tas B irb i-a, Bel.srinmo Jos doa Santos, Jos Go
mea de Moraea Ar*uj i e Henrique Ferreira Pon-
tes, pelo que passa a relatar:
Havendo Armindo R.phael Lisboa, donodu
Restaurant America, ra do Duque de Caxias
u. 28, rccebitlo, ao da 25 de Vlaio do corrente an-
n i, urna nota de rail r.a, que, por occaaio de ve-
rificar o apurado do da, recouheceu ser falsa, e
succede.ido que Fraucac-; Cardoao Leil, qu-fra
naquere dia ao referido Restaurant, ac mpanhaiiu
de Francisco Lino de Freitas Barbosa, e fazendo
uina Jt-apesa de duzuu'os r's. dra para pagu-
meiit > deata, urna nota de mil res, no dia seguin
te Tiiltif, ac 'inpauhado de um outro indivi inu, a
fazendo urna outra deap za de duseni.ua ris, dra
para pagamento urna nota de mil ris, que toi re
coubecida ser falsa e igual que fra r. cebida no
dia aoterior, aqnelle negociante, auxiado de mais
a mais pela declaraco de Vicente Arraimo de Fi-
gueiredo, empregado em seu estabelecimentode
que ouvira Leal diser ao outro indi vidio: desta for-
ma panamos todas -autos de fls. 14 e 16, lvou esse
facto ao conhicimento do Dr. ch te da p licia, An-
tonio Dosaiagos P.oto, a quem j outros factoj de
ntroducco da notas falsas baviam sido denuncia-
dos vagamente, o qUe, em va a da denuncia da
Armindo, tratou de vigiar Leai o seus companhei-
roa.
Era Leal morador 4 ra do Bom Jess u. 10,
sendo a sua casa frequentada assi luamente por
Bellarmino Jos* doa Santos, Joa Gomes de Mo-
raea Araujo e Fraaclaco Lino de Freitas Barbosa,
coja profissogravadoranda mais despertou a
attenoo da autoridade que, com a reserva noces -
saris, tomou maior a vigilancia, aguardando oc-
casio de, com aeguranca, doacobrir provas que
nao deixassem duvda a reapeito da crimioalidade
de Leal e aeua compauheiros.
Notava-se, porm, que Freitaa Barbosa, Leal
e Bellarmino iam diariamente ao 2 andar do pre-
dio n. 82 da ra do Birlo do Triumpho, outr'ora
do Brum, o qual pareca inhabitado, porm que
estava allugadoa F. P. Barbosa, entidade imagi-
naria, aendo fiador c princioal pagador Jos Go-
mes de Moraea Araujo, documento de fl 91.
No dia 14 de Junho cessou a frequencii do
Leal, Freitas e Bellarmino quell predio, verifi-
cando se que Leal se diriga todos os diaa para
as bandas da Estancia, fazia caminho pela, tra-
vesaa do Paysand, eor-ando pelo fundo do sitio
do Gyrao, a aproveitando a entrada que llu dava
uraa parte cahida do muro, sahia pelo porto para
a ra de Henrique Das e penetrava na casa n. 5,
allugada por elle a Custodio Ant-.mes Guimaiies,
para onde haviam sido coaiuzidoa, em uina carro-
^a. urna prensa Iytograpbica e outros objectos, no
mesmo dia em que cessou a frequenca daquelles
individuos ao predio n. 82 da ra do Brum.
O transporte dessa prensa para aquella casa,
qual tornavam-se frequeatea as visitas de L:*al
o seus Cmpauheiros, a circumatancia de ser Frei-
taa gravady., o as deelaragc- de Vrmindo e Vi-
cente Anninio derterminaram o Dr. chefe da pj-
licia a dar uina busca na referida casa n. 5, o que
ae realisou no dia 17 de Junho prximo pass
sendo ahi encontr doa L; aiu\
urna prensa lytigraphica, umi pedra lytogra-
phica, tendo em uina face o desecho do verso
d'uma nota de cem rail ris e mais a parte da
freat-t comprehensiva da cor verde, e na outra
a parte comprehensiva da cor prta, e na qual
trabalbeva namelle momento Freitas Barbosa,
urna nota verdadeira de cem mil ris, que ser-
va de modelo, urna outra pedra lytographica
com o desenlio de urna nota de mil ris, papel
de linho, tintas, ote. intos d exame e a"1-
prehenso de fls. 6 e 40.
Presse interrogados Lea!, B^larraino e Frei-
tas, coufessou este qui estava trabalhando na
gravura de una nota de cem rail ris, ser vico
que estava fazendo, ba mais de um m"z, posto
que interrompidamente, que estava fazendo ese
servico sor eaesaaMOada do Fran.-itco Cardoso
Leal, que antes de ir p.ira alli, trabalhava na
ra d; Brum n. 82, 2' andar, casa alugada por
Ei m!, que abriloa"juella chapa, sab i que com-
mettia um crime, porm que impellido pela ne-
ceasidade suisitou-se a esse tnbtlhi, que et
rava recebar o pagamento de seu trabalho em
r n.oeda legal) que a prensa lytographtca estive-
i ra guardada em casa de Bellarmino, ra dos
Guararapes n 90, ouJc foram impressas as no-
< tas de mil ris.
o Bellarrain i declarou que a prensa estivo-i
guardada en sua casa, a que nao a a referida
prensa, orno movis, pedrs, tintas, etc., p:-
tenciam a Leal o qual uegou que esses objectos
lhe pertencessem, accre?centando nao saber a
quem elles pertenciarn, o nem que n pan p.Ili
havia couduzido, e deelarou que vio Freitas tiu-
o balbando na pedra lytographica, pirm que
nao entenda o quj elle Sitava fazendo," de-
claraudo, entretanto, que fra ello quem alugra
< aquella casa para tratar de sua -a le, o que,
alora de outras provas, d, logo primeira vista,
a medida da improcedencia a'essa declaraco de
Leal quando diz nao saber a quem pertenciatn
aquellos objecns ; quem para alli oa bavia
conduzido ; urna vez que nio se coinprchends
ter Lea a chave da cas. em sea poder, a har-se
nella morando e ignorar tudo. Foi encontrada
no >olso do collctede Bellarmino uina nota de mi!
ris que foi reconhecida ser falaa, e no de Leal
uraa raoeda de cobre dourada representando meia
libra esterlina.
Dada una busca no segundo andar do predio n.
83 da ra do Brum, do qual era fiador <. principal
pagador Jos G >mes de M iraes Araujo, c onde
Freirs bavia trabalhado na gravura, conforme
confessou, encontraram se anda vestigios do cri-
meauto de fl. 90,tornsndo-se notavel a cir-
cunstancia de se achar a chave desta.casa cm po-
der de Jos Gomes cujo guarda-livroa. Urbano
Penna, foi qnem se apresentou para abril-a e pa-
gar ao proprietaro o seu alague!.
" Dada tambem uraa bnsca na casa da ra dos
Guaran,pes n 90, oade morou BelLrraino. e onde
foram impressas as notas de mil ris que se achara
em circulaco, enconcrarara-se tambera vestigios
do crimeanto de fl. 70.
Todas as provas colhidas as quaes sao irrefra-
gaveis, couvencem que Leal, Freitas e Bellarmi-
no fabricaram notas de mil rea e aa introduzirara
na circulaco, devendo notar-so que a m di pro-
va tirada dos d-poimentos das testeinuuhas, dos
interrogatorios dos denunciados e dos exatn-s, se
achara juntos ao3 autos de inquerito os documen-
tos en. ontrados em poder de Leal, dos quaes se
dcatacam cartas a este dirigidas e viudas da cor-
te, e de Rio Branco em Minas, com assignaturas
apocnphas, conforme os telegrammas dos Drs.
chofes de polica da c.-to e Minasa fls. 73
104, cuj > asau npto, apezar de certa combinac)
de linguagem, se comprehenie ser n-gocio de se-
dula falsa, tanto m lis quanto em um.a d'ellas, ::.<
dirigida do Rio branco, se le o seguiute tpico :
Por aqui est raut ruim e desanimamos, nao
trato mais disto, todos querem, mas nao teeui
recursos, sendo que nessa carta o seu signa-
tario-Menezes de Andrade-man la lemhrancos
ao Bellarminodocumento de fl. 21. E anda mais
como uina prova do criminalidade de Leal, alia
de tantas, acha se junto por copia ao inquerito,
base desta denuncia, o auto de pergun-as feitas
a Domingos Jos Fernandes, pres > na capital co
Amazonas, por vrirae de introlucea > de mueda fal-
sa, o qual declarou ao Dr. chefe de p nicia d'alli.
no dia 8 de Mao do correu'e anuo, ler recebide
no Recife as notas falsas de um tul Leal, m-ir hr
ra da Cruz.
Na pratica d-'sses factos criminosos, fabrico
e m'r dueco de moeaa falsa, em que ixtervm os
denunciados L-al, Freitas e B'Uarmiuo, teem
parre tambera os denuncia los J rs Gomes de Mo-
raes Araujo e Henrique Ferreira Pontea cuja in-
tervencao, seno est na mes.na liuha da doa trea
prmeiros, nao escapa, entretanto sanelo pe-
nal.
Jos Gomes era fiador nao s da casa em qus
morava L al ra do Bom Jess n. 10, com' da
em que Kreitaa trabalhiva na cravura ra do
Brum n. 82, 0 andar, antes de ir para a Estan-
cia, sendo que a chave desta ultima casa se acha-
va em poder de Jos Gomea que tratou de pagar
logo o aluguel e entregar a chave ao proprieta-
ro, e isto qnan Jo j se achava pieso e incummu-
nicavel L-al. Se esta circsra>sttois por ai s
nao suficiente para dese logo co cluir-sc pela
criminalidade de Jos Gomes, reunida ou combi
nada com outras, porm, d lugar a eonsidrar-se
este tamb-m r-sponsavel pela pratica d'aqueiles
factos delictuosos. Da facto, se Jos Gomes esti-
vess* d b i f, nao oceultaria, como oceultou, no
priraeiro interrogatorio, que era fia or das ca-
sas alugadas por Leal, nao declara a qae nao
saba se Leal tinha outra casa, alera da em que
m nava, qumdo eia elle entretanto, fiador nao
s da casa n. 10 da ra da Cruz, como da em qne
Freitas trabalhava na gravera, e q je era tambem
frequentada diariamente por Leal e Beliarmiao,
tua do Brum n. 8 i, 2 andar, o que nao pode
oceultar na segundo interrogatorio, por j se achar
em p idT do Dr. chefe de polica o documento de
fl 91, firmado p^lo proprio Jos Gomes.
E sr attender-se anda mais a que Jos Gomes
f requentava assiduamente a casa de Leal, a quem
empreotava dinh iro constantemente, sem entre-
tanto ler com elle intimidade, conforme confessou
J-s Gomes, o que contrasta com o assumpto do
bdhete de fl 20, firmado por este cuja ex^licacao
se acha em desaccordo com a que foi dada por
Leal, ver-se-ha que Jote Gomea nao pode seres-
tranho prntica d'aqueiles tactos.
Demais notavel a contradicho entre os inter-
rogatorios de Jos Gomes e Leal, principalmente
na parte em que nquelle diz qneLeal fra al-
gum.is vezes sua casa de residencia assim como
ao aeu esenptorioentretanto qne Leal diz nao
aabe- ao certo onde Jos Gomes tem escriptoris
e reside, autos de fls. 18 e 30.
Tudo isto prova que cada um por sua vez pro-
cura, negando existencia de relacoes intimas, oc-
eultar o laco criminoso que os prende.
Henrique Ferreira Pontee frequentava tamben
J
JHfflUH l


Diario de PeroambiicoTTfa-feira 27 de Jaldo de IHH6
j

i
Leal com quem tinha relafoes estreitas, pois sem
estas mo se com prebende existencia do docu
ment de 27, encontrado em poder-d Leal, no
qual Pontea se coosssa devwflor a Leal de dozecou-
tos de ris, docora~ne que; di t Leal foi esnriptopor
brinquedo. depois do atnweo, occaeio em que di-
verUam te etcrevendo a esmo.
Pontes nega ter relacoes estreitas cora Leal,
entretanto que, em 1882, aquelle ja conhecia a eate,
nJocora o ame de Francisco Cardse Lea', porm
com o de Ignacio Cardoso Leal, residente entilo
no Rio de Janeiro, com quem Pontes se corresp>n
dia, como se v dos documentos de lis. 112 tuque
116, nos quaee se encontra a scguinte declaradlo
sob juramento de Francisco Lopes Machado
que PouteB o encarregira de ir ao Rio de Ja-
neiro comprar ama porcb de sebo, dando-Ibe
cartas para esse fim, Beodo essas cartas dirigidas
< Ignacio Cardoso Leil que o masmo Fran-
cisco Cardoso Leal, estabeieeido na Corte ra
do Hospicio n. 130: que la chegando, ent
a missiva a Le il que, sem nada coramunicar-
< Ihe, canvidou-o para no dia seguiste tomarem
o camioho de ferro Pedro II ; assim o fizeram o
que chegando estacb de S. Jos ae Alera
Parahyba, saltarain e dirigiram-ae para a fn-
zenda de Bellarmino de tal, hoje morador na ci-
dado do Recife, (um dos denunciados) e ahi na
tazenda deste senhor foi que soube o fim para que
tinha sido encarregado por Pontea, que era nao
na compra de sebo, porm na eomp a de notas
falsas, fabricadas naquella fazenda, que nessa
occasiilo apossou se de uus modelos deasas notas
as quaes ja entregou ao Dr. chefe ds polica ;
que Leal regr asando Corte, ordenou a elle
. teat-mur.ha que fosse a ra do Sabio e compras
se dous gigos com toucinho de Minas, afim de
dentro das mantas de toucicho se es :oade
rem as notas falsas; que elle testemunha com-
proa os gigos e dentro das mantas de toucinho
toram escondidas as notas, depois do que, Leal
remetteu ditos gigos no vapor Peroamouco
Pontes; que elle teatcraunha tomou o vapor
o Espirito unto, depois de um mcz, e regreasou
< a sta provincia, onde chegando e encostran-
do-se com Pontes, e dando-lhe conta de sua
coinmissao, este declarou-lha nao ter recebido
os gigos, porm elle teat-'munha afflrma que elle
os recebeu e que teve occasio de ver em sua
casa notas falsas e chapas para o fabrico d'ea-
tas.
Se esta declaracao feita no proccsso instaura-
do contra Pontes por cnme do introducto de
moed-. falsa na comarca de Olinda, foi talvz por
solada, impotente para conseguir a sustentacao da
pronuncia de Pontes, no Tribunal de Relacao do
districto; hoje reunida essa prova a outras colin-
das no mquerito junto, nao se pode deixar de coa
siderar Pontes tambem re9p>nsavel pela practica
daquellcs tactos dilictuosos. se nao como autor, em
face do averiguado, ao trenos at agora como
Cumplice
Os denunciados Francisco Cardoso Leal, Fran-
cisco Liu* de Freitas Barbosa, Bellarmino Jos
dos Santos, Jos CJ-jiues de Moraes Araujo, e Heu-
rique Perreira Pontes, i-icarreram, pois, as penas
dos e.rts. 174 e 175 do Cdigo Criminal, combina-
dos com a lei d 3 de Outubro de 1833, dando se
ain la a respeito dos d nuuciados Jos Gomes e
Henrique Poutes a^combinacao com o art. 35 d.
referido Cdigo.
0 2- promotor publico offerece a presente de-
nuncia, que, espera seja aceita. N'estes termos :
Pede a V Exe. que se digne proceder for-
BHf.ii da culpa dos denunciados, intimando se
para deporcm, as tetemunhas j.baixo arroladas.
E. R. M.
Recife, 28 (i Julho de 1886.
O 2- promotor publico,=.V/anoe Clementino de
Oliveira Escorel.
tiiveriio do -liopitdoDiz a Aurora de
25 dj Brrente, que, de 16 a 22, foram pausadas :
Provisao de vigarii por man ura anuo, para a
freguezia de Palmares, nesta provincia, a favor de
Revd. Francisco Amano de S uza Araujo.
dem de uso do oi'dens, por mis um nnno, a
favor do Revd. Fr-i Joto de Santa Thereza de
Jeus, residente em Ipojuea, nesta provincia.
Portara recomm-'n lando ao Revd. Franeisco
Antonio Vianna, igariode Olinda, para celebrar
as roissas conventuaes alternadamente em Ol'nda
e Maratiguape, lendo os proclamas d urna na ou-
tra fregurzia, para nao prejudicar os iuteres-
ssdos.
dem, uutoris-.ndo c Revd. 'Jos Euphrcsino de
Mari Ramalb-, vig rio c diado de Cabaeeiras, na
Psrahyba, a dirigir esoiritual e temporariamente
as pessoas e negocios da Casa deCandade de Ca-
baeeiras, na mrsma pr'vi icia.
I lera, conceden I i lieencS p>r tres mezes ao
Revd. cooego Antoni > Ftbricio de Araujo Pereira
para se ausentar do edro da cathedral e ir tratar
de sua saude.
dem, encarregando o R"vd. Manoel Gomes de
Brito, coadjutor de Gravat, da regencia desia
fre;:uez a.
Iauura* Escreveoi-nos em 26 do cr-
rante :
PJe asseverar que inexacto tudo quanto
mandaran) dizer i'ruviw.ia 1-sta villa, e ella
estampou ni sea au a r i de !i >n em.
E' falso que o l)r promotor tenba mandado
atirar em casa (tajis de .1 ir it interino o officio
de coinmuniea^ao di ia entrad i em exercicio. O
que se deu foi lato :
O Dr. Paes B mero, cerca de^5 1/2 bor tard", mandou por urna praca do destacamento
levar residencia d tttad > uiz o alladido officio.
O Sr. Dr. Telesphoro recebeu eise fficio, leu-o, e
ja aberto e lido o devolveu n"sse estado, dizendo
ao portador ser tarde n sse dia para a communi-
cacao.
A praca voltou c >m n officio; e o Dr. Pa3s Bar-
reto deu-lhe ordem pra laz r entrega io mesmo
documento ao destnia'a io urna vez que esteabri-
ra o officio e o lera. A pra?a regress-n ; e, nao
qu-r^ndoo Dr. Telesphoro receber o officio,'dei-
iou o sobre urna me a.
E' igualmente falso e aleivoso o espaocamen-
to do nm criado do Dr. Telesphoro, bem orno o
O eebofetearaento de ou'ro criado do Dr. Amo-
fim.
Eis o que se den e consta de docaraentos :
Estando a funccionar o tribunal par a for-
macAo do monstruoso processo do Dr. Paes Bar-
reto, all, na propria sala das audiencias, apreeon-
tou-se nm capan^ra, hornera desconhecido na vil-
la, mnndado vir pelo Dr. Telesphoro, capanga que
ostentava urna faca de p ata.
Vrndo isso, ama praca do destacamento qmz
toraar-lhe a faca; elle resisti com energa e foi
preso, lavrando se de tudo o competente auto. No
acto de resistencia o individuo f-rio-se li^eira-
meut.> n'nm dedo com a propria faca. Nao foi es
pancado, e menos esbofeteado o criado do Dr.
Araorira, que, erab' ra estivesse de parceria ootn
aquel e, tratou logo de retirar-se apressad-
mente.
i Entretanto, sendo interrogado o *al individuo,
declama que estava tffectivam nte a'mado, qae
fra ferido pela propria faca e qae era criado d
Dr. Telehphoro.
Este, qu=! queria porm conceder- lhe habemt
corpus, aolieitou do Dr. Amorim ^uu o requrete
direndo oer tal indmduw sen-rite.
O Dr. Amorim nao teve escrpulos de amm
pratieHr. e Dr. Telesphoro nao t ve p p de pra'-
ticar a immoralidade de dar habeos corpus ao seo
proprio criado !
. A prisSo do individuo armad foi legal, e por
tanto o habeos corpas arbitrario.
B-m v, pois. pelo que fica narrado qae a
Provincia and >u milito distanciada da verdade.
E' sempre assim, querem fazer poltica com a
fclsidade .
FallerlinentoPor teleeramma particular
soasemos t r suecambido em Taubat, no dia 24
do c rrante, victima de padecimentjs intesrinaes o
capitio Jacintho ereira da Silva, pai do'Ezm
pr.-Ud > dioeeino.
N^ceri em 180"), caaara-se em 1829, pelo que
tinha 81 annog de idade e 57 de casado.
1) >s cinco filhos qne teve, um o noaso Em.
biio-, a ;nem apre-entamos muitas condoleneias.
Verlmenlo f,TaeNo da 8 do on-ent
e nm logar denominado Cabect de Bof, do termo
de Cravat, o individuo de nome Jos Blenterii-
d s Santos, armando se de mn faca, ferio gr-
v mente a Isabel Mara da Conceiclo e levemente
a \ > nia Jovina do Jess.
O delinqnente foi preso em flagrante d'licto
conforme declataeSo ie nona daa offendidas. elle
crimoosode marte'e desertor Jo Io regimentj de
cavallaria da corte.
A autoridad. losal procede nos te-mios da le.
,%*mmm*nMS lugar denominad-Sdrra
do Arapodrdo tero de' P'Ofesta, o individuo Au -
toaio Gomes de Sojza wsassinon no da 4 do tor-
rente e>m nm tiro de bacamarte, a Jacintho Alves
da AsiampoZo.
O deiiUquente evadio-se e contra He'procfloV
nos ulteriores termos di processo a autoiiiMe
competente.
PertrAaa-aMB-No da 18 do corrate no ter-
mo da Gloria do Gota, travaram-sc de razoes os
individuas de nomes Mojases Domingo! da Res-
surreir-Ji e Francisco Jos Feliciano, aeabanda
por se ferrem mutuamente.
Foi prese o Io e evadio-se o 29.
Proaede-se nos termes do inqnerito poliea!.
Mam norte nao o ta i aE' o titulo de
ama valsa para piano, composta pelo Sr. Alfredo
de Atbuquerqae Gamn, em rnsposta oatra sob o
tituloBem podra ser minha.
Encontra se na casa do Sr. Vietor Preale, ra
do Imperador n. 55, onde foi edictada.
Uicia Mdica da BahaRecebemos
o n. 11, d'* Mu i fiado, desta revista, a qual traz o
s-'gainte summano :
I. Communicacjlo das pesquisas de M. Pasteur
sobre a rw.iva e sea tratamento por innocalaeoee
preventivas. Por M. Vignal.
II. Contribu''co ao estado dioico dos aneuris-
mas da aorta. Pelo profeasor V. Saboia.
III. Revista clnica biolgica Jtomaina3 e
leT&omainas, oa alcaloides physiologicos e cada-
vricos Por M. Arman 1 Gautier.
I>7. Revista clinica-Do emprego das injeccoes
d'agu quente em gyneeologia. Pelo Dr. Budin.
V. Revista da impteosa medica 1. Do mal
parfurente do p no diabetes. 2 Diabetes no cao
3. Um ai goal patognomonico da fractura do f-
mur. 4. Influencia das viagens martimas sobre
as funecoes geoito-uriaarias. 5. 0 iodoformio no
diabetes. 6. A antipynna no rheamatismo. 7. 0
odol, novo antisptico. 8. Syphilis gstrica. 9.
Novo meio de mascarar o cheiro do iodoformio.
VI. Meteorologa R-samo das obaervacSra
msteorologicas durante o anno lindo em 31 de
Margo do correte anno. Pelo conselhoiro Dr.
Rosendo A P.Gnimaries.
VII E8tatstic medicaHospicio de alienados
da cidade de S. Paulo.
VIII. Hygiene publica Decreto qae reorga-
nisa o servico sanitario do Imperio
IX. Variedade1. Cumulo anatmico. 2. Tri-
bulacoes de am medico a proposito de urna qaes-
tao de medicina legal.
X Noticiario1. Lmz Pasteur. 2. Morte de
Bouchardat e Thaoo.
Sncledade PiiHomatlca Fuoccioooa
ante hontem sob a presidencia do Sr. Dr. Olinto
Vctor.
Lida as actas das sesbes anteriores, foram ap-
provadas.
Foi proposto e aceito como socio o alumno Ral
Carvalho e eliminado o Sr. Joaquim Times.
Poi noroeada urna commissSo composta dos Srs.
Antonio Gameiro, Martina Ribeiro e Tolentino
Jjnior para se fazer representa' ne 3" conferen-
cia do Comit Acadmico.
Em seguida teve lagar o jury histrico, sobre
Cari s X, sendo promotor Tolentino Janior e ad-
vocado Pedro Maehado Jnior ; o personaa-em foi
abaolvido.
iFoi sorteado chronsta o socio Castello-Branci.
Em trannlto O paquete Equateur levou
para a Eor em Pernambuco.
O paquete La-Plata levou para o sal 159
psssgeiros, sendo 5 tomados ora Pernambuco.
DlnnelroO paquete Equateur, trouxe do
sul para:
Diversos 46:000S()00
0 paquete RaMa trouxe do sol para :
Diversos 9:7*5*8 O
Crepnsealare* Com este titule, acaba o
Sr. Olympio Bornald depuMiear um livro conten-
do suas produc^oea poticas de 1884 a 1886.
Para urna estra sahio-se rnuit bem o joven
acadmico, a quera nao faltam estro e gosto.
Felicitando-e pelo sea bom livro, agradecemos-
lhe a off-rta que nos fez de um exeaiplar.
Diccionario nnver*a! de educa-
cao e en nioD este diccionario recebemos
a calerneta n. 31, qae trouxe o ultimo paquete
procedrnte da Europa.
Traa;e cculo, ltimamente distribu do, deste tiabalho do
Dr. Oirneiro Villela
Comit Lltterarlo IcademlcoComo
estava annunciad', realis'm-se no dia 25 a tereei-
ra conferencia promovida por essa so-ielaie.
Perante nm numeroso concurso de pessoas gra-
da?, representaras da imorensa e diversas asso-
ciaces, falln mais de urna hora o Sr Julio Pires,
que foi feliz no desenvolviraento da sua these, sen-
do muiti applandid'.
Or-.ram ups o Srs L>p G mcalves, em r.om
da r-daccSo da Revista Acadmica ; Dr. Carlos
Porta Carreiro, em noaae da do Estado ; Alberto
Pinti, pelo Club Di-gues Jnior; Aatonio Gal-
vo, pelo Cjntro Lit'erano Pernambne mo ; Ar-
thunii Viei.a, pelo Club AyresGama; Antonio
Gameiro, pela S .ciedade Philomtica ; Ismael
Marques, ela Hociedade Recreativa Dramtica ;
Lu de Franca Viveiros de Castro, Drs. Martina
Jnior e Fernando de Castro, e Paulo de Mello,
vice -orador do Comit.
Foi um bonita f-sta e digna de animando.
A Propaeanda Distribuio-se hontem o
n. 4 ieste semanirio imparcial, noticioso e lutera-
no.
CarearEscrevem-nos em 19 do correute :
Convocada quatro vezes a irmandade de
Nossa Senhora da Conceicao em Carnar, s no
da 11 do cor rente, reuuio-se numero competente
de irm>s, que em mesa ge.-ai, elegeramaseguint'
mesa regadora, que funeconar no presente anno
de 1886.
JuizJoSo Lelo de C. Patriota.
SecretarioAlferes Manoel F. da S. B
Procurador geral -Capltao Luiz J. dos Santos B.
Procuradores:
intonio Moreira da S.
Manoel F. Xavier Pereira.
Thesoureiro Jos Vidiciano de Melio.
Difiuidores :
Canego vigarioAntonio F. de Carvalho.
Capitao Gregorio Francisco de T. V.
Capito Joao da Costa Pinheiro.
Capito Joaquim de Barres e Silva.
Copitio Uta Francisco de Pontee.
Capito Manoel J. de O. Mello.
Capito Joaquim francisco da Silva.
Pmtcssor Idalino Izidio da C. Vieira.
Jos Leite Alves da Silva.
Pedro Jos do Reg.
Jos F. de Carvalho Senh.
Alferes Joaquim Querino Bezerra.
ljatoH contaFalleceu hontem d" be-
riberi, na Casa de DeteneSo, o sentenciado Aato
nio Severo de Souza, conbeeido por Antonio Co-
ramba.
Vapnr tnalcz Elfce -'.ate paqaete-dareal
mata ten do sabido de nosso porto no dia 14 do
corrate, chegna a Lisboii hontem.
Foi nina opt.mn viagem.
Vapor de guerra americano Tal
lapouoaProcedente de NeW-Y> rk, com esca-
la pulo Para, chegou hontem ao porto desta capi-
tal o vapor supr i mencionado, que aqui tocen pa-
ra nrover se de carvao, seguindo depais para o
aul.
Traitladaco don reatoa morlaca
de Laz Mayaoa No dia 21 de Junho
ultimo t > am exhumados, no cemiterio de San
Justa, em Madrid, os despojos mortaes de D. Luiz
'.layaus y Enriques de Navarra, l." marque de
Mayans, fallecido naquella eidado a 14 de Setem
bro de 1880, e trasladados para Onteniente (Va
lencin) cuujaatamente com os de sua esposa D.
Pilar Calve de la Puerta, que s finara em 19 de
Novembro de 1861, os de D. Luiz o D. Alvaro,
gemeos, fallecidos, crianeas, n i Escurial em 1870,
hlbos do Sr. gener.l D Ramn Sancheze de sua
esposa D Josefa Mayans y Calvo.
Foi imponente a ceremonia fnebre, coocorrida
o selecta a recepc.o feita em Onteoieute aos res-
ros m >rtaes d'aquelle vario, por tantos ttulos il-
lastre o beinquisto.
Trans orta los no jomboyo mixto d'aqnelle da,
em wag>n fechado e sob a gualda do um criado
de confia!^', chegaram no dia 22 a estacao d
Fuente la Higuers, pelas 3 horas da manha, e 4
h ras depois a vintenente, sua p tria, onde os
aguardava o Sr. general D Ramn Sanchea e sen
ayinp f.hic> fibo D. Gonzalo, que o acompanha-
rara em extenso'e luz'do prxettJ fnebre, ao qual
ao eiicorporaram Cmara Municipd, autoridades
a*niiaiatra:ivae, judicia.^ e eclesisticas, titula-
r.-s, e tuno oque .illi existe de mais uotavel.
Seguiuio para a capella d i Herdade de io
Vic-tc, que o panthWn d'aqoella nobilissima
familia, dli se eoteoraram oa offioios fnebres,
sead os fre.trus oroad.is de preci.isas cor.-,
tributo de saudade e justa himnagtrn pre
mis altos dotes que exornavam aqaeile morto ii-
lastrar
i). Lmz Muyane e Enrique de Navarra, na
sua louga e hourosissiina eameira poltica, repre-
sentando coDSiantefneute aquelle distncto, deu as-
mis eloqaen'ea provas de elevada capacidad, de
uma grande probidad e da um* OBOpave son-1
citude peto* progreMHS- morae* e 'mteme* da
trra que a vio aaeerr oaseguiado- ligar o seu
nome a um grande numero de melhorameatos que
Caa de lieienro-Movimento dos pre-
os no di 25 de Julho :
Existiara pr-soe 321, entrarara 3, sahiram 2,
exist<'m322.
A saber:
Sacionaes 291, mulheres 2, estrangeiros 10, es-
cravos sentenciados e processados 10, ditos de cor-
ree^o 9.Total 322.
Atracados 289, sendo: broa 276, doenteslS
Total 289.
Nao houve alteracao na enfermara.
Iiaterta da prowinclaA lotera n. 65,
m beneficio da Santa Casa de Misericordia da
Recife sar extrahida quando for annunciada.
No consistorio da igreja de Nossa, Senhora Conceicao dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica apreciacaodo publico.
IiXeraa da BioA 3* parte d lotera
o. 1H8, do novo plano, do premio de 100:000008,
ser, extrahida no dia 30 do correnta.
Os bilhetes achara se venda na Casa da For-
tuna rna Primeiro de Marco.
Tarabem achara se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 89.
L,otcria de Macelo de SO>tOOOOOO
A 19* partes da 12a lotera, cujo premio
graude de 200:0001, pelo novo plano, sera ex
trahida impreterivelmente uo dia 27 de Julho s
11 h ras da manha.
Bilhetes i venda na C'isa Folia da praija da la
depeudf.ncia ns 37 e 39.
Tambera acharase venda na Reda da For-
tuna ra Larga do Rosario n. 86.
Precia resumidos.
botera Kstraardlaria do Vpirau
Ka O 4." e ultimo sorteio das 4. e 5.* series
desta unpirtante lotera, cujo maj ir dremio de
15'):000I 100, eera extrahida a 14 de Agosto pri
xiino.
Achara se exposto veuda os trestos dos ti
Iberesna Cas* d4 F.rtuus rua Primeiro de Mar-
co n. 23.
Tambcm acham-se 4 venda na pra;a da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lwterta da provincia de Nauta Ca-
marinaEsta lotera, cujo matar premio de
100 0 MIJO', devora ser extrahida impretenvel-
m-n'e n> dia 6 de Ag.wto prximo, s 2 hora* da
tar'le.
Os nlbetes acham-se k venda na Casa da *or-
tuna, 4 nm Prneiro de Marco n. 23.
Calera da orceA 4 parte da 364 lo-
tera da edrte, cujo premio graude de 100:009a,
aerft extrahida no dia .. de Julho.
Oa bilhetes achwni-ae 4 veada aa Casa ds. For-
tuua A ra 'rimeiro de Maree n. 23.
Tambem achim-se l venda na pra?i da Inde-
dendeneiM ns. 87 39.
Hainaaare rHsMo-^Poram abatidas no
Matadouro UiCabaoga 93 reaea para o eonaamo
do da 27 de Julho.
Headu: 74 ree* pettencaatM a Oh vena-Castro
A C e 93 a diversos.
os seas conterrneas justamente encarecem, a
contribuindo moito eftloazmente para o aperfei-
coamento da industria vinicula, que constitue a
principal riqueza d'aquella comarca.
w plantan qae daateanBN&o pode ser
mais raro e extraorjioario o espectculo de ai-
guaias plantan qae saltara, gyram e bailara.
Estas plantas existiam e encontrara e na Ame-
rica do Norte.
Mal toeam o solo nos seas movmentos creo
graphicoB e, em vez de terem nm nome aereo e
harmonioeo, os sabios demra-lhe o tosco e pesado
do Cyclonu phyphtilyllun.
A forma da planta j de si muito singular.
Constitue ama esphera de vedipr, ama bola cheia
de formosissima e brilhaote folhada. A sua al-
tura orea por ara metro e sessenta centmetros, e
urna diminuta baste serve de canal 4 seiva de que
se nutre o todo.
Emquanto a planta nova, permanece em re-
pouso, esperando o momento propicio para lanzar-
se atravz dos valles.
Quando as astes esrao seccas, comeca o baile
Os primeiros ventos que passam apoderan) se
das plantas livres, arrastam n'as e fazem-n'as
bailar um galope geral atravz dos campos e
prados.
Desventurado do que se encontra em meio d'a-
qzellas plantas dansantes, que saltara como bolas
elsticas de coloesaes dimensoes !
De auaudo em quando deteem-se como para to
mar alent ; porm d'ahi a poueo renovam, im-
pellidas pelo vento, os seus vertiginosos movmen-
tos, iancando-80 no baile de urna maneira irresis-
tivel e drsenfreaia.
Quando essas espheras vegetaes abandonam
o baile, comecam a gyrar e a dansa ionverte-Be
em avalanche.
as pendentes das colimas o espectculo asse-
melha-se 4 descida tunosa de animaos extrava-
gantes, de bestas a'pocalyptieas.
Encuntram-se com frequeooia nos campos, naa
margena dos ros ou as vertentes das montanhas
restos informes da Cycloma pholyphyllum.
Sao os despojos das plantas dansantes que suc-
cumbiram bailando.
Sao demasiado doudas pelo baile e o baile cau
sa-lhes a morle.
Familia Urleana A condessa de Paria
deixou no dia 5 do corrente, 4s 9 horas e meia da
manha, o castello d'Eu, dirigindo-se para Calais ;
durante o trajecto foram-lhe feitas grandes de-
monstracoes de sympathia.
A condessa de Pars tomou lugar n'uma carrua-
gera-salao, acorapi-nhada de seus filhos a princeza
Helena, a princeza Isabel, a princesa Luiza e o
principe Fernando, do duque e duquesa deChar-
tres, duque de Hareourt e do Dr. Gaeneau de
Vlussy.
Embarcou em Calais no pa juete inglea oom,
que icara uo topn grande a baudeira fraucoza.
Cbegada a Douvres, toi recebida pelo duque de
Pars, seu esposo, e o duque de Orleans.
A's qaatro horas partiam todos para Tun-
bridge.
No mesmo dia 5, o duque de-Montpensier deixou
Eu, dirigiodo se a Pars, para esperar'seus fi hos
o infante D. Antonio e infanta D. Eulalia, qae
cbegaraiti de Rordeaux.
Por estes das devem partir tambem para Tun-
bridge Wella.
Liilaea. Effectuar-se-hao:
iloje :
Pelo agente Modesto Baptista, 4s 11 horas, na
ra Mrquez do Herval n. 33, de movis, vaccas,
bezerr > e uovilho
Peto ajenie Brito, s 10 e 1/2 horas, na ra do
Ran^el u 48, de movis.
Quinta-feira :
Peto agente Pestaa, s 11 horas, ra do
Vigar-o Tesarlo n. 12, de predios.
Miaan flanearen. Serio celebradas :
Amanh:
A's 6 horas, oa Penka, pur alma de D. Auna
Marques de Carvalho; s 7 horas, na matriz de
S. Jos, por alma de D. Luiza da Costa Hono-
rato.
Quinta-feira :
A'a 8 1/4 na matriz d> Corpo Santo, por alma de
Jo;- Vdlos> Soares.
Sexta-feira:
A'a 8 h ras na igreja do Carmo, por ?lma do
capito Jacintho Pereira da Silva.
Pasaaseires-Cbegados do sul no vapor
francez Equateur :
Antonio de Paiva, Jos Lemonuer Jnior, <"he-
rubim F. de Andrade, Luiz GuimarSes, Casimiro
dos Res Gomes e Silva, C. M. Galvio, Cornelio
Queiroz, Qneiroz Antunine, Luiz Augusto, Ense-
bio (cundo), Dr. Fernando Moura e Jos Antonio
Sinti.igo de Gmveia.
Sahidos para a Europa uo mesmo vapor :
Antonio Gon? Uves Beltrao e su senhora, Fran-
cisco Jos da Silva Lapa, sua senho.a, 2 filhos e
1 criado, Nigro Francesco, sua senhora e 5 filhos,
D. Constancia Januaria de Medeiros Lages e 7
fiihos, Mig >el Marcelino da Costa e sua senhora,
Mirla Isabel Vlacnadi?, Alexis Robira, Greco Frau-
eiico e 2 filh s, Antonio Massullo e 3 filhos, Nove
lino Nicola, Picciuno Felice e Lasalv Mon
sueto
Chegadosdos portes do sul no vapir naeti nal
Baha :
Manoel Ferrcira Lins, D. Len r Augusta Tei
xeira e l filho, Carlos Alberto de Arinmia, Dr.
Affonso de Souza Vaeeoncellos, Dr. O. Boanet,
D Elvira S. Jo4 > e 1 lilh >. Mara da Conce o > e
1 filho, Antonio Jeo Furtado, Carlos de I
Graca e sua senhora, Alfredo A. Vareila.
Travassos da Costa, D. Constanza Varella de Sei
xas, 1 filho e 1 criada, Joa Francisco lasan
Emilio Devre, Aquilino A. da Silva, Manoel Jiw
Pereira Caldas, B.-rojirdino Vasconcellos, D. Ma-
ra A. Pitauga Lessa, Fructuoso Boa-Venrura,
1 io Boa-Veninrn, D. Theieza Saldanha, Dr .1
Joaquim Rodrigues Jnior, Antonio C. Vieira, J.o
Fernandes da Costa e Sonza, Adjunto Manoel Cor-
reia de Araujo e Joo Dias de Freitas.
Mercado Municipal Be *. JoneO
movimento deste Mercado uos das 25 e 26 do eor-
rente, foi o seguinte :
Entraram :
80 bois pesando 11,845 kilos.
295 kilos de peixe a 20 ris 5*900
89 cargas de farinba a 200 ris 17*800
40 ditas de fractas diversas a 300 rs. 12<00
.0 taboleiros a 200 ris 4JCO0
42 Sainos a 200 ris 8J4O0
Foram occapados :
50 columnas a 600 ris 30*000
58 compartimentos de frinha a
500 ris. 29*000
44 ditos ds comida a 500ris 22*000
1491/2 ditos de legumes a 400 ris 59*800
32 ditos de suinoa 700 ris 22*40 i
22 ditos de fressaras 600 ris 1 '5*200
20 ditos de ditos a 2* 40*0oo
2 dito a 1* 2*000
A Olveira Castro & C.:
4 talhos a 600 ris 2*000
108 talhos de carne verde a lf 108*000
Devo ter sido arrecadada uestes dias
a quantiade 376^500
Rendimento do dia 1 a 24 4:971*880
tres sorteios, que corre no dia 8 de julho-
nchars-ge venda na Roda da Fortuna
ra Larga do Resano o. 36 e na do Ca-
bug n. 1.
COMUNICADOS
Foi arrecadado liquido at boje 5:348*38J
Preces do dia :
Carne verde a 240 e 400 ris o kios.
Su.i o a 560 e <>40 rpj idem.
Carneiro de 640 e 1*000 ris idem.
rarmh de 320 a 240 ris a cuia.
Milho de 280 a 320 ris idem.
Feijao de ri40 a 1*280.
Cemiterio publica.Obituario do dia 23
de Julho :
Marianna dos Santos, Pernambuco, 41 annos,
viuva, Santo Antonio ; tubrculos pulmonares.
Ignacio Ferreira de Moura, Pernambuco, 44
annos, casado, Boa-Vista ; lesao cardiaca.
Justiua Leopoldina da Silva, Pernambuco, 19
annos, solteira, Boa-Vista; tubrculos pulmo-
nares.
Igaias, Pernambucr, Sanaos, Boa Vista ; febre
perniciosa.
Joao Antonio de Arruda, Pernembaco, 26 an-
ees, casado, 8. Jos; tubrculos pulmonares.
Amelia, Pernambuco, 3 i.ezes, Santo Antonio ;
tubrculos pulmonares.
Mara Severioa do Espirito-Santo, 48 annos,
solteira, Graca ; ignorase. Foi remett ido o cor-
po pelo subdelegado.
24
Luiza Mari da Cooceico, Pernambuco, 40 an
nos, casada, Bou-Vista; mielite.
Mara, Peroambuco, 6 dias, Graca ; ttano.
Manoel, Pernambuco, 8 meses, S. Jos ; gas-
tro interite.
Anna Mara da Conceicao. Pernambuco, 50 an-
nos, casada, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Manoel Ignacio, Per ambnco, 57 annos, viuvo,
Boa Vista ; cyrrhose heptica.
Joo Francisco Tavarea, Pernambuco, 28 an-
nos, casaco, Santo Antonio; beriberi.
Anna Joaquina do Sacramento, Pernambuco,
80 annoe, viuva, 6. Jos ; -'achexa senil.
Osear, Pernambuco, 6 mezes, Boa-Vista; gas-
tro enterite.
Antonio da Costa, Parnambuo, 22 annos, sol-
teiro, R-cife ; congestao cerebral.
25
Anna Thereza de Jess, Pernambuco, 77 an-
nos, viuva, Graca amoleeimento cerebral.
Pedio, Pernambuco, 2annos, Atogados ; insu-
fic.'encit.
Antonio Ribeiro la Silva, Peruarobaco, 21 an-
nos, Bolteiro, Graca ; tubrculos pulmonares.
Sebastiana Mara da Conceicao, Pernambuco,
43 aanoa, solteira, Santo Antonio ; tubrculos
pulmonares.
Manoel, Pernambuco, 4 mezes, Recife ; atropsia.
Mara, Pernambuco, 6 dias, Santo Antonio;
atropsia.
L tonina, Pernambuco, 3 .as, Boa-Vista ; atrop-
sia.
Jsio Jos dos Santos Testa, Pernambuco, 41
annos, casado, Boa-Visra ; tubrculos pulmonares
Severina Maria, Peroainbaco, 60 anuos, soltei-
ra, Boa-Vista j cancro no estomago.
Hormilla Corroa de. Araujo, Pernambuco, 29
annue, solteira, Bot-Viata ; tubrculos pulmona
es.
Ignacio/do Sacrameuto, Peruano>ucj, Do anuos.
viU'O, Bo*. Vista: rubercalos pulmonares.
Francisco Jos de Souza, Pernambuco, 38 an-
nos, casad*. Boa Vista ; ferida cortaote.
Maria Jp S, re,n."ttida pelo 'subdelegado do 2*
disirieto dV- S. Joh.
Um re.ctnnasci lo que foi encontrado na porta
da igreja a Penba, remettido pelo subdelegado
respeetivo.
Medico*
lunoiillorio medico cirarfflco do Dr.
Peilro de .iiatiyde Lobo Noscozu
ra aa Vierta n. 3.
0 doul '/ hcoz<> d consultas tao os
fias Otis, daa 7 s 10 horas da manh;V
torio >rfere,ce a conirnodid:.
ie fie poder ov lente ser onvido e ex?,
ainado, sein ser presenciado por outr
aeio dia s 3 horas da tarde ser >
>r. Mos'-ozo ncontrado no trrelo pra-
;*. do Commercio, onde funcciona a ibb-
pecvo de sade do porto. Para qualquc.j
i estes ios pontos poder ao ser dirigidos
ib chamados por carta naa indicadas horas
O Dr. Arthur Imbassahy, medico occu
lista, recenteroente chegado, esta cidade,
d consultas todjs os dias, das 8 s 10
horas da manha, sendo gratis aos pobres,
no 1." andardo predio n. 53 da ra da Im-
pera tria.
Conanltorio allopatico dosimetriro
Dr. Miguel Themudo d consultas das
12 s 3 da tarde em seu consultorio ra
do Barao da Victoria q. 7, 1. andar.
Chamados por escripo a qualquer hora.
Especialidades partos, labres, syphilis,
molestias do pulrao e do coracSo.
Dr. Lopes Pessoa -Medico.Residen-
cia a ra de D. Pedro I n. 2, onde pode
ser procurado at s ,9 horas da manh.
Consultorio ra do Boin-Jesus n. 37 1.
aDdar. D consultas das 11 s 2 da tar-
de. Gratis aos pobres.
Dr. Gama Lobo, medico operador e par-
teiro, reside ra do Hospicio n. 20, onde
pode ser procurado qualquer hora do dia
ou da noite. Consultas : de 1 s 3 horas
da tarde. E'pecisrlidade : molestias e ope-
rac3es dos orgaoa gonito-urinarios do ho-
mem e da mulher.
Dr. Barreto tampaio mudou seu consul-
torio do 2. andar da casa n. 45, a ra do
Baro da Victoria, para o 1 andar, da
casa n. 5, a mesma ra, como consta do
seu annuncio inserto aa secjao compe-
tente.
Advocado
O bacharel Benjamim Bandeira, ra do
IropejaHor n. 73, 1. Mudar.
Dr. Seabra. Mudou seu escripto de adro
gacia para a ra do Imperador n. 21.
Drogara
Francisco Manuel da O'iui altanos de todas as especialidaues pharnr.
cauth'M, tintas, drogas, productos chimic
u medicamentos homoeop.'iticos, ra do Mr-
quea de Olinda n 23.
Herrarla A Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapino
de Francisco dos antos Maoade^ caes de
apibarioe n. 28. N'estc grande <;stab- e
cimento, o primeiro da provincia n'oste ge-
nero, compra-se e vende se madeiras e.
todas as qualidadfes, serra-se madeiras de
conta alheia, assim oomo sepreparam obr*r
de earapira por machina e por procos sen:
cop "**'''no>.".
i.oooM>oaooo
Os bilhetes desta importante lotera de
A elcitorado do 3o districto
IUm. Sr.O fallecimente do Dr. Antonio Fran-
cisco Correia de Araujo, abrindo urna vaga na de-
putaco de Pernambuc, determinoa a necessidade
de ama cleicSo no 3* districto, que aquelle illustre
cidado tao dignamente representava.
Para preencher essa vaga proponho-me eu aos
sutTragios do diatincto eleilorado desse districto,
nio movido por impulso proprio, nem tomado de
ambicoes que estou longe-de nutrir, mas por apre-
sentacSo do partido em cajas fileiras milito e alen-
tado pelo desejo de continuar a prestar serviecs ae
paiz nesse posto de combate que me foi indicado-
E', pois, escudado com esse patritico desejo e
patrocinado pelo raen partido, cujo venerando
chofe tenho por amigo, qae eu venho solicitar de
V. S. o sea voto e *odo o ssu precioso auxilio 4
minha cauta do pleito que se vai ferir brevemente
nesse districto, onde V. S. gosa de prestigio e dis-
poe de merecida influencia.
Bem conhecdo nesta provincia, onde nasci e
ende tenho sempre vivido mourejar em fadgosas
lides pelaa ideas conservadoras, e sob a gide
d'aqoella honrosa apresentacSo; creio que ser-
me-ha excusada a exhibicao de um programma,
pois qae outro nao posso ter qae nao o do partido
ao qual tenho servido com dedicacao e esforoo.
Entretanto, de harmona com o notavel discurso
proferido no Senado, em 1879, pelo honrado Sr.
cooselheiro Joao Alfredo Correa de Olveira, digno
ebefe conservador em Pernambuco, diaei que a
ayntheae do meu programma pugnar pelas re-
formas que forem e desenvolvimento pratico dos
grandes principios liberaes consagrados aa Coa
stitituico e que formara a base das instituice
que us, os conservadores, maatemos e queremos
manter.
Dentro de taes limites ha espaco bastite para
todos os melhoramentos intelectuaes, moraes e ma-
teriaes, para todos os commettimentos serios da
poltica, economa, financas e administracao, emfim
para todas as mais altas aspiracoes dos povos
livres, que vivera sob o rgimen paramentar.
No decurai dos tine annos que constitnem a
miuba vida publica, sempre girou nessa rbita a
a minha actividade, e dsso fazem prova os meus
modestos esforcos na Assembla Provincial e os
meus pequeos trabalbos na mprensa, testes lti-
mos atteatados pelo Diario de Pernambuco, esa
cujas paginas tenho esteri.lypado a tniuba alma
e o mea coracao, pugnando por tudo quanto se me
tetn afgurado til e vantajoao causa do paiz e
mais particularmente desta provincia.
orno garante dos mcuo iutuitos de futuro ofie-
eco esse modesto passado ao digno eleitorado do
3o districto, asseguraudo lhe que eavidarei quanto
c oibor eui u.i',n para c!evar-me altura da situa-
OtW do paiz e par mostrar-rae merecedor da con-
fiunca OO n que me honrar easa di-^no eleitorado
O meu norte ser o bem publico e o camiab
para elle essa honrosa conSauca que nunca fa' i
ao illustrfl cidadao quem aspiro substituir e co-
as irtudes cvicas tonurei por modelo.
Subscrcvo-n:' com c. maior consideracao e res-
peito.
De V. S,
Amigo, att"nto, venerador e criado.
Recife, 6 de Julho de 1S~G.
Felippe de Figueira Paria.
Caballa offlclal
Contina a Provincia na faina de detrahir e fal
tar vcHade.
Triste sor te a sua !
Assegura o orgae liberal que franca e ma-
nifesta a intervencio do governo no pleito eleito-
ral do 3o diatrieto ; e em apoio de tao ousada
assercio indica apenas tres actos: a rerrncao
do Dr. Faro, ex-jus de direto de Pao d'Alho, a
exoneracSo lo Dr. Arthur Montenegro de promo-
tor de Iguaraas, e a remocao do promotor de Pao
d'Alho para Iguarass.
Esses actos nada tein que ver com o pleito ele-
toral; ellos nem do, nem tirara vot)s ao candida-
to conservador, porque nenham dos funecionarios
interessados nessas medidas poda alterar o resal-
tado do pleito, entbora quizesse o Sr. Dr. Faro
interferir na elecao.
A remocao destejis, que levou o seu displante
ao ponto de dser, n'um tren da ferrovia de Li-
moeiro, qae havia de desmoralsar as autoridades
de Pao d'Alho, facto que elle proprio nao contes-
tou no seu artigo de 16 do corrente, era urna ne-
cessidade desde muito tempo reclamada pela co-
marca, onde o Sr. Dr. Faro se indispoz com
a maioria dos seus jarisdiccionados.
O mesmo Sr. Dr. Faro eonfessou no citado arti
go que se havia malquistado com alguns de seas
correligionarios; e, embora com isto quizesse de-
monstrar que nao fazia poltica no seu cargo, a
verdade que foram polticas os motivos que o le-
varam a enfrentar-se e desgostar eases seus ami-
gos, que nao- se accommodaram com as vistas de
algaera muito cheg*do ao Sr. Dr. Faro. Em tem-
po serlo postos os pootos nos i i i, e ficarJo pa-
tentes esses motivos.
Quanto aos cossos amigosos conservadores -
a persegoicao do Sr. Dr. Faro nao poda ser mais
clara. Ha dias foram publicados aeste Diario os
inqueritos fetos por occasio da prisao de Maria
Paje ; e a seutenca que nesses autos deu o Sr
Dr. Faro demonstra saciedade o seu espirito
partidario, o sen eunfeasado intuito de desmorali-
sar as autoridades p-jliciaes, e at a deficiencia
de suas luzes. A sentenca conhecida do publi
co; basta ll-a para comprehender tudo isso.
Anda na seaaao de 20 do corrente do Tribunal
da Relacao foi por nnanimidade annullado todo o
precess-j de urna questao civel de arrendamento
de engenho, em que era appellante a Exma Sr.
D. Digna Sergio Marinho Falcan, sendo portanto
errubado o castello qa\ na sua injuridica e pol-
tica sentenea, ergniTa o Sr. Dr. Faro contra aquel-
la senhora, a quem o Juis partidario queria in-
fligir urna pena de*jae juigava pasaivel seo il-
lustre pai, coaservador bem conbeeido de Pao
d'Alho.
Joram faetoaeoino estes que abi ficam apunta-
dos qae colloearam mal nacoraarca o Sr. Dr. Fa-
ro, i tornarxm neceBsarfa a ana remooio d'alli
n-raoeao que alias nao- poda 'er sido effectuada
muio antes, visto qne era mister aguardar i que e
Sr Dr Faro completasseo qustriennio,eraoomarca
de entrancia, e assim unsae^uz 3* entrais,
que lhe rol dada a seu contesto, como elle proprio
tem ssaegurado.
E, se, como diz a Provincia, o 8r. Dr. Faro nio
juiz politice, a qae vem a asseveracio de que a
sua remocao acto franco e manifiesto de inter-
veoeao do governo no pleito eleitoral ?
, Jdissemos, e repetimos que a remocao.do Dr.
Paos Barreto de Pao d'Alho para Iguarass foi
a consequencia lgica, necesaaria, fatal da remo-
cao do Sr. Dr. Amorim da segunda para a primei-
ra comarca, po>s que os dous fanccionarios sao iu-
eompatives, e nao podiam permanecer juntos na
mesma comarca, iem qne soffressem os intercases
da juatica-
Pao d'Alho e Iguarass, sendo comarcas do mes-
mo districto, em que pode influir no pleito eleito-
ral essa remecao?
Quanto exoneracao do Sr. Dr. Montenegro sem
querer dscutil-a, pois para isso temos razoes es-
peciosas, que dcixamos Provincia advinhar, bas-
ta para justifical-a o factoj*mais contestadode
ser o cargo de promotor publico, bm ou mal, con-
siderado de confianca poltica, que nae se impSe,
inspira- se como toda e qualquer confianza.
Assim o teem considerado ambos os partidos
polticos quando alternadamente tem governado;
assim o considerou sempre o governo da situacSo
finda, que nao popou nenhum de taes funeciona-
rios
Ao que fica, portanto, reduzida a afirmativa da
Provincia de que franca e mar.ifesta a interven-
ello da governo no pleito eleitoral do 3 districto t
Diz entretanto a Provincia qne desde o dia
19 do corrente, segundo nos informa o orgdo offi -
cial, que Exc. demitte,reraove e nomeia fune-
cionarios pblicos, sem outro motivo'para isso, se-
nao facilitar o advento eleitoral do seu ardente
defensor e dedicado amigo de hoje, embora s
desses actos tenha conheciinento o publico muitos
das depois de haverem sido pratieados.
Quaes foram, quaes sao esses actos de demissio,
remocao e nomeaco, nao o disse a Provincia. En-
feixou nesse trecho urnas tantas inverdades, e as-
sim quer fazer obra.
A' excepcao da demisso do Dr. Montenegro,
nenhuma outra foi feita relativamente ao 3o dis-
tricto. No mesmo caso estao as remoooes, pois
limitam-se unca do Dr. Paes Barreto pare Igua-
rass, pelas razoes j dadas.
Quanto noraeacoes, apenas foram feitas as de
delegados Iliterarios para Maranguaoe, Otaria e
Itamarac, e de 2 supplente de delegado de Be-
beribe. Todos esses cargos estavan vagos, e
pois era de justicapreenchel-03.
Demais, excepcao feita do 2* supplente da sub-
delegado, alias sem importancia, os demais cargos
nada teem com a poltica.
Onde est, pois, a caballa oficial no 3 dis-
tricto?
A Provincia, orgao do partido que, quando no
poder, usou e abusou de todos os ineios para ar-
raucar votos ao eleitorado cm pro dos seas cand-
datos, v agora as cousas pelos seus oceulos /cr-
oes de en tao. Julga pelos seus amigos os seus
adversarios, e empresta-lhes intuito) e esforcos
que aquelles tiverara e pratcaram.
O candidato conservador do 3o districto, se fot
si mesmo ponco vale, em compensacao tem o gran-
de valor que lhe empresta o seu partido, que aco-
heu unnime a sua candidatura. SZo preeisa,
portanto, de caminhar por veredas tortuosas. Se-
gu a triha larga e graude da confianca dos seus
amigos, e por ella ha-da chegar victoria.
E como esta se desenlia francamente na tela
pclitica, a Provincia pretende desde j tirar-lhe o
mrito, attribuindo-a caballa, intervenedo offi -
cial.
Sem ao menos &3 lembra a Provincia de que,
em tres combatea successivos, e despeito das
fmucies e violencias empregadas no de 1884, tres
victorias ganbou o partido conservador no 3'dis-
tricto, sendo as duas primciras em opposicao
um governo que nao conhecia limites ao sea arbi-
trio I!
Eis como a Provincia procura cscrever a histo-
ria : esqueje os tactos xeaes e positivos, e inventa,
crea phantasmas, duendes e lendas para com siles
illndir a aitencao doa contemporneos e a dos ps-
teros.
E' a ato qae chamamos triste sortc.
Que ella lhe faca bom proveito.
Nos, porm, persistiremos no nosso papel de res-
tauradores da verdade.
26 de Julho de 1886.
Masio.
Comarca de Ignarass
No terceiro artigo da serie qne est pubi atado,
sob a epigrapbe Comarca de Iguarass', a Primi-
cia de 25 do corrente pouco ou quasi nada treme
para o debatte que abri, tao ingloriameatd para
si.
Dis ella que acto de graode coragem aegar-se
que o Dr. Paes Barreto se tornara crimiaos pois
que este, em sua defesa, nao o contestara, o que o
Tribunal da Relacao, annullan.lo o primeiro pro-
cesso e reconhecendo a existencia do facto delictuo-
so e que o juiz de direito estava em acto de exerci-
cio de suas funcedes,mandara\instaurar novo pro-
cesso.
A resposta que o Sr. Dr. Paes Barreto deo i
por este Diario um artigo publicado no Jornal
do Recife, serve tambem para esse trecho e para
todo o i rtigo publicado na Provincia de hontem.
N'essa resposta, o Sr. Dr. Paes Barreto deixou
evidenciado: a razio porque o Tribunal da Rela-
c5o mandn instaurar novo processo, quando
annullouo primeiro; as irregularidades qne se vSo
daudo u'esse novo processo; aa arbitrariedades do
juiz suspeito que o tem em raaos ; a declaracao
accorde das cinco testemuahas da denuncia,
disendo que os epi -hetos assacados pelo acensado
contra o Dr.J Amorim, ojforam muito antes deaberta
a sesso do tribunal do jury; e a declaracao accor-
de das testemuahas da defeza, cujos depoimentos
eonfirin*m e eacUrecem os das testemuahas da
aecusaco, mootrand i que o provocador do confi-
cto foi o juiz de direito Dr. Amorim.
Oa depoimentos das teetemunhas da defeza,
alias todos cidadaos qualificadoa, foram tambem
publicaJos; e a Prow'ncJa pode por elies ver que
foraos rigorosamente verdicos e que ella faltou
Bcientemente verdade, ao narrar as oceurrencias
bavidas no jury de Iguarass, e ai fazer a pre-
ciacao do pn cesso.
E' falso, fal8ssiino, como se v pelos depo:men-
tos da todas as testemuahas, quer da aceusacao,
qner da defesa, que o Dr. Pes Baretto tenha
usado de nomes oncenos. Todas essas testemnnhas
diseni que as pilavras empregadas forampreva-
ricador e pmteeter de cn'sanosss-^wa rttafo ao
facto paseado na aesaas antsriore-ista^asalto o
tribunal nao funciona va.
JDada a allegacao,j no !, prooesssj tfaqnallas
palavrtr, o Tribunal da Relacao poda deixar
de, na falta de-provas, o-ao^enes a., sacia
de deotiaaoae de faotos jastiateaskroa'dws yate- .
^ijimn


4
Diario de PeroaiiibHcoTerpa-leira 27 de Julho de Vi: 6

ytm, mandar instaurar novo proceaao, ao por
crime de calumnias, mu pelo de injurias.
Entretanto, oque est acontecendo? O novo
procf sso seguc o mesino rumo do prmeiro, j
annullado. NVlle figurara as mesmastestemanhas
da accusacSo que depozeram no primeiro, sendo
duas officiaes de justica, dependentes do juiz de
direito, e duas desaffecto* do accusado. Essas
testemunbaa reproduziram o que anteriormente j
haviam dito. O processo est sendo instaurado
por juiz saspeito, e basea-se nos meemos faetos.
Onde ir ehegir? Evidentemente ao mesmo fin
do primeiro: pronuncia por crime de calum-
nias.
Qual, pois, deve ser o resultado desse monstro
seno o do primeiro proeesso, isto sua annulla-
co? Seria duvidar da inteireza da justica do
Tribunal Superior, esperar outro desfecho. Nos
temos pois, raso para antevel-o.
E por hoje basta. Continu a Provincia a 1er
as pecas do processo, que o Dr. Paes Barretu
tomou a seu cargo publicar. Lilas vo n'outra
seccao deste Diario.
E assim ir sendo demonstrada a verdade.
26 de Julho de 86.
Mabio,
PIBUG4C0ES A PEDIDO
Srs. Redactores.Acredito que a imprensa tem
o rigoroso dever de consagrar se toda verdade ;
e por isto confio na probidade jornalistica de Vv.
Sb., e venho pedir-Ihe a reparaco de urna njusti-
5a gravissima que cummetteram em o seu numero
de hontem, na Revista Diaria, e sob o titulo
Larapio audacioso.
Dizi-m Vv. Ss., que en sahi do Para, ha pouco
tempo, clandestinamente, condu^indo joias e
meicadrias que all obtivera por meios crimi-
notos, u .
E j nao sendo insignificante a niuna que
aquellas proposicoes envulvem, anda Vv. Ss. as-
seguram que na rna do Visconde de Goyaona,
dei guarida ao ronbo e a urna moca de menor
* idadu, que contra a vontade de sua ni raptei
o no Para, e trouxe em minha companhia.
Accumulam-se assim as injusticas, cada urna
das quxes mais revoltante. A verdade esta : as
mercadorias e as joias encontradas em minha casa
foram compradas c facturadas na casa commercial
de Joo Ribeiro & C dando eu a quantia de....
1:100* no acto da compra, como se v dos recibos
que os inesmos me passaram, documentos que es-
to em poder do Illm. Sr. Dr. chefe de polica des-
ta provincia, e pelo resto do meu debito assignei
urna letra por 4 mezes.
O motivo porque vim Pernambueo. foi todo in-
dependente de minha vontade Levado por torca
de molestia minha, rte minha senhera e tambem de
minha cunbada, a qual ainda se acha gravemente
doente, cheguei esta provincia.
Quando comprei as mercadorias e joias a casa
Joo Ribeiro & C, nao tinha em vista vir i Per-
nambueo. Approximando-se o cempo de testas em
Braganca e estando eu e minha muiher doentes. e
sendo alli melhor o cuma, resolv vir a aquelle
lugar, trazendo as mercadorias, pois meu fim era
me tratar e fazer algum negocio. Em viagem, po-
rm, peiorei, e nao havendo ahi medico, e aggra
vando-se a minha s&iHe, vim para o Maranh e
estive ahi durante 8 das, sondo medicado pelo Sr
Dr. Perdigo. Este vendo o mtu estado de sade,
aconselhw-me que me retirasse para o Cear, o
comprehende-se bem, entre a morte e o p-quena
interesse, resolv aceitar o conseibo do medico, e
partir para o Cear. Ahi chegando, melhorei un
pouco, mas minha esposa e minha cunbada, quo
tambem vinba atacada do beriberi, peioranun
ponto de nao poderemir aos banhos salgados.
Resolv ento vir a Pernambueo, fazendo vol-
tar para o Para um hornera que trazia em minha
companhia por causa do meu estado.
Ha um mez que cheguei a esta provincia, e ti-
nha firme proposito de voltar logo ao Para, dei-
xando aqu: a minha familia em tratamento; e es-
te meu proposito era e to verdadeiro, que at a
data em que fui preso, nao tinha ainda vendido
mercadoria alguma a nao serem oito chapeos do
Chile, que vend por mais do costo, como te v d<>s
documentos que esto em poder do &t. Dr. chi fe
de polica desta provincia. No Para deixei urna
propriedade e casa de residencia.
Nao ton, pois. um larapio. Em toda parte, por
onde passo, sempre o meu nome um so, e 01 meus
actos tem sido taes, que nunca softri a dreepeo
que; so por urna verdadeira desgraca, estou exp<-
rimentando.
Ha ainda um ponto que me cumpre corabater.
A moca que a Bevitta Diaria diz ter sido raptada
por mim e estar restituida a sua mi, foi por esto
mesrna confiada mim e minha familia, tm vir-
tude das relayoes de amijade que mantinhamos.
Com relaco a este assumpto, a minha m rfs pro-
cedente defeza foi prodazida pela propria u enor
ante o Sr. Dr. chefo de polica ; a minha cabal de-
feza ett hoje na bocea de tua propria mi, que,
correndo at aqu per causa da atroz calumnia
com que um etpirito perverso quiz ferir-me, j
est convicta da minha innocencia e a proclama
at com lagrimas, como acontecen em casa d
meu digno advogado e em presenca de diversos
cavalheiros. que o atteatsro em tempo.
Recife, 26 de Julho de 1886.
Virgilio Qlympio liarihho de S.
O promotor publico de I&n*~
rass ao publico
O orgSo liberal, proposito de mmba ultima re
inocuo para esta comarca, acaDa de encetar a pu-
blicaco de ama serie de artigos sobre a degagra-
dtvel oceurrencia do da 1 de Marco do corrent-
a' no, na qual, de um lado, como aggressor, figu-
rn o Dr. Antonio Jos de Amerim e de outro,
como a*gredido, minba humilde pessoa.
Lastimo a posico, menos decente, em que se
cdIiocou o sobredito orgo, que nada lucra em ta-
zer poltica do alludido facto.
Quero acreditar que cada edictor da Provincia
um homem de sentimentos nobres ; e d'ah, sou
forca lo lgicamente concluir que, se eu nao fos
se conservador e nao merecesse algum conside-
ra(b do partido dominante, teria a Ilustrada re-
daccao d'aquella folha meu lado, prompto f x
zer a autopsia cadavrica de certas pstulas so-
ciaes.
Nao vem ao caso procurar o orgo liberal de-
fender a sua opino e a virulencia de su lingua-
gem com o facto de ser o Dr. Amorim tido em
conta de meu correligionario ; ssbem todos que a
approximaco do mesmo doutor certa influencia
politiza desta comarcx, tem dado lugar que, es-
quecdos os sentimentos de honra e dignidade, a
Provincia se envolvesse na questo, adulterando
os faetos e calumoiando-me, por modo bem pouco
digno de quem se presa.
Fazendo justica aos redactores do orgo libe-
ral, quero crer que nenhum delles supportaria,
sem inmediata repulsa, que um bomem qualquer.
fosse elle um gigante moral, Ihe dirigase, face
face, as seguintes palavras :
O senhor um homem sem educacao, rebaixa
o Tribunal do Jury com a sua presenca nelle ;
inandal o-hei prender. >
Vou anda nais toase, assegurando que entre
os escriptores da Prouincta ha alguem, que, me-
lhor do que eu, saberia repellr tamanha affronta,
tao pungente insulto.
Para que, pois, o orgo liberal, que c rahece
bem o Dr. Amorim e sabe que eu respeito todos
para ter o direito de, por minba vez, ser respeita-
do, nao assumio o papel de imprensa seria, azor-
ragaudo o juiz que, d longa da:, perdeu se no
conceto publico, e que s por imperdoavel condes-
cendencia do nosso governo, exerce ainda cargo
de tanta importancia e de tao grande responsabi-
lidade ?!
Quer a Prouinjta saber quem o sea prote-
gido ? !
Pergunte o ao seu correligionario Dr. Theophi-
lo, ex-deputado geral por Alagas, ou, se quizer
ter menoa trabalho, consulte os Annaes d. Cma-
ra dos Deputados do ultimo gove.no de seu par-
tido !
Quer a Provincia saber quem o seu prote-
gido ?!
Mande tirar certidoea na Secretaria do Minis-
terio da Justica, na certeza de que precisar des-
pender avultada quantia para adquirir certas pre-
ciosidades que, por l andam !
Quer a Provincia saber quem o seu prote-
gido ? !
Lea os documentos, publicados no Diario de
hontem e declare, com franqueza, so tem noticia
de que tactos iguaes se dessem em nosso paiz !
Quer, ainda, a Provincia saber quem o seu
protegido ?!
Consulte alguna juizes de direito lberaes, que
diariamente, frequentam o escriptorio de sua re-
t ccao e se nada pode satisfazel-a, convide o Dr.
Amorim urna conferencia com um de seus mera
bros e, depos de urna eonversacao de cinco minu-
tos, emitta juizo -crio seu respeito.'
Nao me convm discutir a pessoa do Dr. Amo-
rim. S. S., para mim, j 1 na eternidade.
Duas palavras sobre o segundo processo que me
foi instaurado, ltimamente, e nada mais direi,
aguardando o vtredictum io Superior Tribunal da
Re I a cao.
Ji publiquei no Diario de hontem importantie-
simns documentos sobre a questo.
H >ie dou publicidade os depoimentos das tes
teiounhas d aecusacao e a deteza que aprsente!
aojuiz de direito iuterino bacharel Telesco Salle,
de quem espero, uestes quatro dis, a minha con
demnaco.
Attenda a Provincia i que o referido hachare),
original typo, que eutre os liberaes tem dado as-
sumpto par gostosas gargalhds, nos termos
da lei, meu inimigo; e attenda ainda, que, das
cinco testemunhas da hccushcho, duas sao offijiaes
dr justica i.i foro desta comarca e outras duas sao
miuiigoa meus, um porque, a pedido meu e por fal
ta de cumprimento de devi-res, foi demittido do
cargo de escrivo da collectori provincial deste
municipio e o outro porque lembrou-se, em tem pos
paBsaiios, de attribuir-me autora de urnas es
tultaa grxCna, que alguna meninos desta villa es
creverim em pequeas folhas de papel andaram
distribuir por algjmas canal.
Os docuraeitis publicados, hontem e hoje, sao
os que, por ora, coinpem, na espr ssiva phrase
de Mario, o megatherio ante deluviano.
La viada a cundeinnaco, que est annunciada
para antes da chegada do honrado juiz de direito
dista comarca Dr. Hisbello Florentino, em quem
oo pode confiar o bacharel Telesphoro, tanto as-
sim que liquidou o processo em poucos dias, pre-
tenndo nelle formalidades essenciaes, appellarei,
e, em tempo, publicare! as minhas razes de t>p-
p^llaco.
A Provincia pode continuar insultar-me.
Muito breve convencer-se-ba de que foi cruel-
meote injusta pata commigo, elevando altura de
um crime o que eu supponbo acto proprio dos ho-
rneas de carcter.
Ao concluir, pernitta o orgSo liberal urna inno-
cente pergunta : Porque razao os correligionarios
do Dr. Martina Pereira, magistrado que, embora
mea desaffecto est longe do Dr. Amorim, cerno o
co da trra, deixaram em esqucciment a tentati-
va de aasassinato de que foi elle victima em Igua-
rasa ?1
Tanta cousideracao para com um adversario, em
cousa to insignificante e tao pouca a'tengo para
cem ura correligionario cm negocio to grave,
realmente assumpto pira um romance! !
Nada mais.
Iguaraas, 27 de Julho de 1886.
Francisco Xavier Paes Brrelo.
P. S.O juiz Telesco mandn prender por 8
dias os dous officUes de justica, Ustetuunhas daac
COMMERCIO
Pernam
Boia coatuterelal de
buco
RECIPE, 26 DE JULHO \>E 18&e.
Aa traa boraa da tarde
('otactt ufitaes
Cambie Mbre Londres, 90 d|v. 20 1/2
1*100, do bsneo.
Dito sobre dito, 4 vista, 20 1[4 d. por
do banco.
O presidente,
Pedro Jos finio.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforad*.
JISINOIMtiM'OS PBLKJUS
Mes de Julho de 1886
ALFANEQA
Bbkda aam**.
De 2 a 24 886:835*790
19:6364793
d. por
1*000,
dem a.-26
RllDl P10TIICUI,
De 2 a 24
dem de 26
Total
49:589*738
2:970*018
Kbcmdobia-Uc 2 a 24
'o-, id de 26
CoMSotADO PaovmcuL -De 2 a 24
dem de 26
Rictn dratbaobDe 2 a 24
dem de 26
406:4724583
52:559*756
469:032*339
21:580*849
1:161*468
22:742*317
123:907*430
3:552*376
127:4594806
12:228*452
416*051
12:644*503
DESPACHOS DE IMPORTA9O
Hiate nacional S. Lourenco, entrado de Araca-
ty, no dia 24 do correte, e coasignado a Bartho-
lomeu Lourenco, manifetton :
Algodo 69 saccas.
Chapeos de palha 20,000
Eateiras de dita 14 rolos ordem.
Moveit 5 volumes ao Visconde de Mecejana.
Sal 448 alqneires ao consignatario.

Vapor nacional Babia, entrado dos portoa do su I,
no di 26 do correte, e consignado ao Visconde
de Itaqoi do Norte, manifestou :
Carga do Rio de Janeiro
Caf 590 saceos a Domingos C:uz & C 227 a
FernHndes da Costa & C, 199 a Paiva Valente or
C 110 a Augusto Figueiredo & C, 180 a Baltar
Oliveira ft C, 70 a Pereira de Carvalbo & C, 60
a Ferreira Rodrigues de C, 50 ordem.
Couros 1 caixa a Meud<*s Oliveira.
Cigarros 1 barrica ordem, 5 a S. Basto Amo-
rim & C.
Ferra^ens 15 volames a A. Silva 4 C.
Feijae 50 saceos a Paiva Valente.
Fazendas 2 volumes Cramer Frey & C.
Fumo 41 volumes ordem
Livros 3 volumes a Tbesouraria de Fazenda.
Papel 2 volumes ordem.
Panno de algodo 100 fardos a L, A. Seqaeira,
30 a A. Lopes 4 C, 10 a Machado & Pereira.
Pregot 2 barricas a Beltro St Costa.
Presunto 6 caixas a Maia & Rezende.
Vioho 60 caixas a -'ouza Basto Amorim & C.
Vinagre 10 barra ordem.
Xarque 20 fardos a Vctor Moreira Lopes.
Carga da Bahia
Charutos 6 caixo-a ordem, 1 a J. J. Pontee.
2 a Jos Antonio dos Santos.
Cigarros 9 barricas a Menroo & C.
Chapeos de sol 2 caixes ordem.
Ch peas 11 caixas ordem.
Pelles 26 amarrados ordem.
Panno de algodo 61 fardis ordem, 30 a L.
A. Seqaeira, 30 a Cramer Frey ce C, 50 a Gomes
de Matto-i Irmo, 15 a Joo V. Al ves Matheus &
C 5 a Machado & Pereira, 5 a Olinto Jardim &
C, 5 a C. Sinden.
DESPACHOS DrTeXPORTACO
Em 21 de Julho de 1886
Para o exterior
= No vapor francez Equateur, carregara 11:
Para Parla, J. Krause fe C. 7 kilos de ouro e
20 ditos de prata ; E. Goetschel 4 kilet de ouro e
4 ditos de pra a ; A. Reg C. 3 kilos de ouro e
18 ditos de prata ; Dr. Segismundo Goncalves 1
caixa uoce.
Parta o Interior
Na escuna ingleza Nellie, carregaram :
Para Porto-Alegre, P. Carneiro & C. 100 sac-
eos com 7,500 kilos de assucar branco.
Na barcaca Farofa, carregaram :
Para Parabyba, H^ de 8. Pereira t C. Saccei-
sores 1 barril com 96 litros de alcool e 2 caixas
elixir cabeca de negro ; A. B. Correia 5 caixas
cajurubeba. (
MOVIMENTO~bo PORTO
Navio entrdfto no dia 25
Buenos-Ayres por escala13 dias, vapor
cusaco, por falta de cumprimento de deveres. Te-
nho a portara de priso em meu poder.
Um d'elles pos-se em fug* e escreveu-me hje a
carta que abaixo vai tambera publicada. Para ella
chamo a atteaco dos leitores.
DBFEZl
No estado anarchico e lamentavel en que se
acha, actualmente, o foro de Igaarast; ao tempo
em qu vai sendo, por capricho, esquecido ludo
quanto, fundado na razio dirige a nossa sociedad'-;
(leis civis e criminaes) h je, finalmente, que s
resta aos habitantes d'esta infeliz comarca urna
uuica taboa de salvacaoa reforma de decisoes
injustas e miquas pelo superior Tribunal da Rela-
fonao me dado prever quem vai ser meu jul
gador no presenta processo.
O bachaiel Telesphoro romes de Araujo, que j
fignrou n'esta causa crime, no duplo carcter de
juiz substituto e de juiz de direito interino, vai,
segundo corre, urbe et orbi, emdemnar-me ; e eu,
no art. 48 do Regulamento n. 4,824 de 22 de N >
veinbro de 1871, encontr a clara diaposicao de que
o juiz preparador emittir seu parecer fundamen-
tado mandar que os autes sejam remettidos ao
juiz que tiver de proferir a sentenca !
Figuro, porm, o caso de ter de ser julgado por
um juiz, que nao seja carrasco da le, por um juiz
capaz de honrar a toga que veste e que esqueca
tuiio para lembrar-se do cumprimeuto de seus de-
veres ; e vou fazer algumas conaiJeracSes sobra
este processo, a fim de tornar bem claro que a de -
nuncia de fl. 2 deve ser julgada improcedente.
E' fr de duvida que o depoimento conteste ds
5 ttiateraunhas, upresentadas em minha defeza, to
das ellos peasoas conceitaadas n'eta comarca au-
toriza semelhante modo de pensar.
Sao testemunhas que, nos termos da Ord. Liv.
3 Tit. 55 fim, merecem muito maior crdito do
que dous officiaes de justica do foro d'esta comar-
ca e dous inimigos meus todos quatro, geitosamen
te, procurados para o caso.
Dizem todas ellat que eu nao injuriei e nem ca-
lumnia o juiz de direito Antonio Jos de Amorim,
e, antes, atfirmam que igual procedimento nao teve
para commigo dito juiz.
To importantes declaracoes nao podein ser
postas a margem, mas dando de barato que h-ja um
julgador menos escrupuloso, que as recuse, .ainda
asaim, pjlos depoimentos das testemunhas da AC-
CUSAiCAO, nao posso e nem devo ser condem-
aado.
Attenda-se bem que nao se trata de urna pro-
nuncia e sim do urna condemnacao.
Dizem as 4 primeiras testemunhas da aecusacao,
entre as quaes, segundo confisio Dropria, um des-
affecto meu, que nao esta va aberta a sesBo, quan-
do eu dirig ao juiz Amorim os epithetospreva-
ricador e protector de criminosose, portaoto, nao
ha quem, de boa f, affirme que dito juiz estava em
exeicicio de suas funeces.
0 juiz amorim, sab-m todos e sabe o proprio Dr.
Telespnoro, b lembrou-se de entrar para o recin-
tho do tribunal e aoproximar se da cadeira presi-
deacial, para dizer-me que eu era um homem sem
educacao e que me havia de prender; pelo que nao
ba ninguem, repito, que, pura credenzA, affirme
que elle exercia o seu crgo.
Admittindo, porm, que nao sejam aceitas como
verdadeiras as declaracoes das testemunhas da ac-
-.iiaaco, quanto ao ponto indicado, ainda assim,
d.-ade que o superior Tribunal da RelaSao, em ac-
c ma > de 4 de Junho do corrente anno, reconhe-
ceu ido sdmene que, se uzei para cora o juiz Amo-
rim os epithetiaprevaricador e protector d cri-
minososnao declinei os faetos pelos "qu es assim
o app-iliJara, razu pela quai annullou o processo
de calumnia e mandou instaurar novo por injuria,
claro que, declinando hoje as proprias testemu-
nhas da aecusacao ditos faetos, tara drsapparecido
nos termos do alludido accordo, o que constitue
crime de lujuria e, portan tu. deve ser ainda pelo
que fica exposta, julgada improcedente a denuucii
de A2.
Um ultimo argumento;
Quan.10 mesmo eu tivesse nzado em represalia,
de alguma expresso injuriosa contra o Dr. A-no
riip, o que neg, ainda assim, desde que est pro-
vado que foi o Dr. Amorim, quem primeiro inju-
ri >u-me, qualificandu me como homem sem educa-
e/1 > e como indigno de oceupar a caaeira da pro-
motoria visto que, se nao fosse admisaivel a com-
pensaco de injurias trocadas, entre peasoas de
igual cendico, assistir-me-'uia o direit de invo-
car a justificativa do 2. do art. 14. do Cdigo
Criminal.
Limitme ao que venho de dizer. Justica Igua-
rass 24 de Julhj de 1886Francisco ytavicr Paes
Brrelo. ^
CASTA 00 OFFICIAL DB JUSTIC4)
Illm. 8r- Dr. Paes Barreto.Estirn^. muito que
V. S. eateja com sadr, etc. Sr. tr., disse-me
F.... bonO-m que o Dr. Telesphoro estava tirando
o meu processo. Eu nao sei qut crime commeUi
para o Drj Telesphoro processar-me, tudo ato fci
por causa do meu depoimento que dei per duas ve-
tes favor de V. S., porque eles quenam que eu
fosse contra V. S. e como eu fui favor, elles ago-
ra aproveitando-se de mandar fazer sequestro do
capito Cunean, aticador do Dr. B. para iuntar
urna cousa e outra e ter o p de me botar na ca -
deia ; ha ordem de eu ser preso, quando ahi for
visto. Sou de V. a. criado e obrigado.Dlysses
Alfredo Velloso da Silveira.
TBSTBHDSHAS DA ACCDSA^Xo
Primeira testemunha.Capito Antonio Rodri-
cuea Campello de Mello.
Disse que ouvio o Dr. Paes Barrete chamar o
Dr. Amorim, prevaricador e protector de crimino-
sos, oavindo o mesmo Dr. Paes Barrete dizer que
tari saltar pela janella o juiz na occasio em que
este ameacara de prisao ao advogado Amaral e
elle denunciado. Que quanto s outras palavras
nao ouvira.
A' requermeoto do promotor publico disse, que
sabe que o que acaba de referir deu-se no dia 1
de Marco do corrente anno, na sala do jury. Disse
mais, que sabe que neata occasio estava o Dr. juiz
de direito da comarca.occupando a eadeira'de presi
dente do tribunal, nao e recordando, porm, se es-
francez Equateur, de 2 497 toneladas,
comraandante Lecointre, equipagem 129,
carga varios gneros ; a Augusto La-
bille d C.
Navios sonidos no mesmo dia
Bordeaux por escala Vapor francez Equa-
deur, commandante Lecointre, carga
varios gneros.
Rio de Janeiro por escalaVapor ameri-
cano Fmance, cotnaiandante E. C. Ba-
ker, carga varios gneros.
Navios entrados no dia 26
Rio de Janeiro por escala6 dias, vapor
nacional Bahia, de 1,999 toneladas,
commandante Silverio A. da Silva,
equipagem 60, carga varios gneros; ao
Visconde de Itaqui do Norte.
New-York pelo Para 45 dias, vapor de
guerra americano Talfapoosa, de 615
toneladas, commandante W. Whitehead,
equipagem 175, carga municSes de
guerra,; ao Consulado americano.
Montevideo23 dias, patacho sueco Huma,
de 155 toneladas, capito H. Eslyores
sen, equipagem 7, carga xarque; a
Maia Rezende & C.
Obeervacao
Nao houve sabidas.
tava procedendo-se t.os trabalhos anteriores ses-
so.
A' requerimento do reo disse que, na occati
em que te dea a oceurrencia qu* acaba de relatar
aiuda se nao tinha procedido chamada dos jura-
dos, assim como que, em consequencia do rumor
que se le"antou na occa&i > era que o juiz de di-
reito Amerim trocara palavras com o reo, elle nao
ouvie o reo dar a razo porque o qualificara de
prevaricador e protector de criminosos, mas que
logo dep-is Ihe dseram que tinha sido porque o di-
to Dr. Amorim .'era apeados ao advogado da de-
fez de um criminoso.
Segunda testemunha (i).Oficial de justica An-
tonio Joo de Oliveira Cabral.
R-spondeu que n> ouvira o denunciado presen-
ta chamar ao Dr. Amorim as palavras, que cons
tam do auto-tinento, com excepeo das palavras
que faria saltar o Dr. Amorim pela janella e que
era protector de criminosos, por ter no dia antece-
dente o Dr. Amorim dado apoiados ao advogado do
reo, Sr. capito Wanoel Lourenco.
A' requerimento do promotor disse que recorda-
se que o que acaba de referir deu se no dia Io de
Marco do corrente anno, e disse mais, que o Dr.
juiz de direito estava n'essa occasio oceupando a
cadeira de presidente do tribunal.
A' requerimento do reo, disae que na occasio
em que se deu o facto ainda nao se tinha procedi-
do chamada doa jurados e por conseguate ainda
nao estava aberta i seaao e, finalmente, que o ad-
vogado Amaral, nao fez ou nao praticou acto al-
gum pelo qual se podesse julgar perturbados os
trabalhos da seasao, vi ato que uem ao menos cou-
versava em altas vozes.
Tereeira testemunha (2).Ulysses Alfredo Vel-
loso da Silveira, offieial de justica.
Respmdeu que ouvira o denunciado presente
chamar ao Dr. Amorim as palavrasprevaricador
e protector d3 criminosos, por ter o mesmo Dr.
Amorim no dia a.ecedente dado apoiados defeza
e que urna palavra obscena fora-lhe referida pelo
mesmo Dr. Amorim.
A' requerimento do promotor disse, que nao se
recorda da data em que se deu o facto que acaba
de referir, mas sabe que foi na sala do jury, estan-
do o Dr. juiz de direito oceupando a cadoira de
presidente do tribunal.
A' requernento do reo declarou que, quanto
elle testimuuha ebegou ao tribunal j o Dr. Amo -
rim aebava se em pe, trocando palavras com o reo
e, portante, nao pode asseverar, ie j estava aber-
ta a sesso. (3).
Q'iarta testemunha (4).Vicente Joaqum de
Caldas Brando.
Reapondeu que ouvira o denuuciado presente
chamar o Dr. Amorim as palavras que cons'am do
automento, sendo que nelle ha urna palavra ob*ce-
ni, que nao ouvio e que substitu: por outra (5).
A requerimento do promotor publico dase, que
o facto que scaoa de referir teve lugar no di Io
de Marco do corrente anno, na sala do jury, e mais
que n'ese occasio o Dr. juiz de direito oceupava
a cadeira de presidente do tribunal.
A' requerimento do reo disae que, quando se dea
o tacto referido por el e ainda se nao tinha proce-
dido chamada dos jurados (6) e que nao sabe a
razo pela qual o reo quali icara o Dr. Amorim d
prevricador e protector de criminosos. Pelo reo
foi dito que tendo a presente testemuuba oraittido
e accresceiitado circumstancias que se nao deram,
tornando se, portante, singular e suspeita, elle reo
coiitea"a por ne'jacao parte inexacta dn seu de-
poimento cem o protesto de provar essa inexacii-
do. r"ela tes'emunba foi dito que sasteotava seu
depoimento (7).
Comarca de (.iranliims
Suppuz suficientes as previdencias oranl..-
pelo Exm. r. Dr. Iguacio de Souza L-o, sob r --
clamaco minba, par conjurar o mal qu- ameac
minha familia e amigos, com espeeialidade meu
irmo teen te coronel Francisco Pereira de Car-
valbo, domiciliarios todos ero Palraeira e victimar
dama Vontade do juiz de direito da comarca Dr.
Joaquim C->rdeiro Coelho Cintra.
Nessa crenca coutive-me e julguei demasiado
recorrer a imprensa e fazer publico ai tropela e
, ersiguivoes desenvolvidas pelo Sr. Dr. Cinara,
depos da Hsceoso de seu partido, se que h je
tenha elle bom direito a chamal-o sen.
No entretanto vejo que essas providencias, alias
promptas, servirum to smente para espacar o
mal e nao conjralo: elle se approxima de
novo.
Urge, pois, para que a opino publica amanb
nos faca justica, que repita em publico o que dia
s- S. Exc. em audiencia que dignou-se de conce-
der-me: a sene de dei-gracas que poasam se-
guir-se em Palmeira pesar > sobre responsabili-
dade do juiz de direitu Dr. J. Cintra elle o
responsavrl poia nelle emanaro ellas.
Era Palmeira ne somos criminosos e nem te
mol os a nossa conta; somos homens de ordem,
couhecemos nosaoa deveres, como temos conscien-
cia de nossos diretos de cidados, e se nao temos
jus s gracas, tambem nao nos reputamos em con-
dicoes d'assombrramo-n >s com osarreganhos d'ura
juiz irreflectido e imprudente.
Nao dificultaremos n >ssa defeza, provocando a
hita, mas aceital-a-hemos no terreno em que o Sr.
Dr. Cintra nos tciral-a.
Temos sido incansaveis em manter a prudencia
e uzar dos recursos legaes; mas esgotavel aqaella
e as vetes sem tempo para os ltimos, de recear
inos em futuro que se nos augura muito prximo,
pela sorte de grande numero de amigos e paren-
tes. O plano a perdico em Palmeira.
Pois bem- perca-no* n Sr. Dr. Cintra, mas te-
nha ao menos um movim3oto Je reflexo para co-
nhecer que S. S. nao pode rir-se impunemente so-
bre nossas desgracas.
TetLos lei e aaoemos daquillo que ella nos ga
rante.
Em artigo posterior farei a historia dot tac-
tos.
Recife, Juho de 1886.
Jernimo M. Pereira de Carvalho.
VAPORES ESPERADOS
Argentina do sul hoje
Cearense de New-York hoje
Neva do tal a 29
Scholar de Liverpool Agosto a 29
Patagonia da Europa a 1
Espirito Santo do norte . 3
Senegal da Eurepa a 3
Ville de Baha do sol a b
Principe do Gr&o
Para da Bahia a b
Vle de Cear da Europa a 5
Para do sul a 6
Mondego da Europa a 10
Cear do norte a 13
Trent do sul a 14
Mandos do sol a 16
Petropolis de Hamburgo a 20
Bahia do norte a 23
Orenoque do sol a25
Espirito Sanio do sol a 20
La Plata do sal a 29
Aos pas de meus alumno e ao
publico em geral
Venho scientiticar-vos que em consequencia de
motivos imperiosos suspend as aulas lo mea car-
ao roa do Imperador n. 46, e que resolv leccio-
nar, alm das materias do referido curso (segundo
o novo programma da inatruceo publica) porta-
gaez e arithmetica.
Para informacea indicarei o mui digno delega-
do Iliterario Dr. Olymp o Marqese os amigos qa
conhecem a minha applicaco.
Poderei ser procurado na Llvraria Francesa
roa 1 de Marco n. 9.
Recife, 27 de Julho de 1886.
EleleSo da festa da Excelsa vir
gem do carmo para o anuo vio
douro de l*9.
Juis
O confrade Francisco Jacinlho Sampaio.
Juiza
A confreira Exma. Sra. D. Maria Joanna Fiuza de
Souza, esposa do commendador Antonio Jos
Rodrigues de Soasa.
Elel^o da festa do pairlarcha
Mruto Elias nr anuo de 189 9.
Juiz
O confrade Manoel Jos Machado.
Juisa
A Exm*. Sra. D. Margarida Julia Ferreira Ma-
chado, confreira da ordem.
Juiz perpetuo
O conego tcnente-coronel Manoel da Vera Cruz.
Convento do Carmo do Recife, 20 de Julho de
1886.
O provincial,
Fre Alberto de Sania Augus a Cabral de Vas-
concelos.
0jury de Romana
A proposito d'esse jury, no qual serv de aecusa-
dor particular, a malignidade, que talo explora,
ainda mesmo de alcance conhecido, approveitaudo
se do momento da ignorancia de uus e da virtude
de boa f de outros, nao duvidou de levantar-me
accusaees, emprestante sentimentos, que jamis
alimentei, tudo por vi a de boatos, pouco agradares.
Vou o encontr d'elles, oppondo minha pala-
vra, e o testemunho de milh-tr is de pessoas que
asaiatirura os debutes n'aquelle jury ; e cunvenco-
me de ser apurada a verdade, da qual se distan-
ciaran! os calumniadores.
Alli nao tallei, e nem ped par a aecusadaoutrts
penas, que nao as previstas no art 205 do '"od.
Crin, de acc rdo com apetico de queixa, vistoria
e libello aecusatorio : e estas enaa uo attondem
condico livre ou servil do deliquente.
Se, apezar de serem ellas pedidaa, foi a paeien-
te condemnada na pena infamaute do castigo ;
sso o resultado da legislaco penal, dei xando ver
no art. 60 que o delicto praticado pelo escravo
est sujeito as peaas de acoutes, quanio elle nao
incorre as penas de morte ou galea perpetuas.
A' mim, pois, infundada a censura, que se le-
vanta a prepsito da pena applicada ; atteatendo-
se ainda, que eu nao considero, era vig ir, a pena
do vergalho. depois do espirito liberal e humanita-
rio d LeiRio Branco, definindo a autonoma
pesaoal e jurdica do eacravo.
Mus, apezar de tudo, se fomentou a calumnia,
que nao me attinge, porquanto nao di-se o que se
me altribue, e nutro verdadeiros sentime itos de
buin iiiidadi!. iudependent.;3 do effeito, que se con-
quista era prl do resgate da eseravido.
E para itao potia, sera osteutaci, dar sobejas
provas, as quaes se verificara at o meu Facri-
ficio om favor d'alforria de ascravoa, por meios
licites e decentea.
O mesmo, tal vez, nao fa; res, muites dos quacs eu conbeco, po leudo iizer-
Ihes que a nobres de meus sentimentos jamis
levou que eu conseguase peaioaa livrea meu
servico ; em verdade as reduzindo a eseravido.
D'esta esif i b milita gente, porm, eu nuaca fiz
tal, e nem farei, anda mesmo que tiveaae e.-cra-
voa, pois os libertaria, em amor mim mesmo
E'o que me cun ir dizer i Carcter odioso,
que se cr-'ou em virtude d'aqueLe jury.
26 de Julho de 1886.
Dr. C'odntldi Looes.
-------------
Igreja Presoyter.ana
Ness i igreja, sita ra do Imperador, onde SS>
to corren'o os respectivos b nhos, preteude ca-
sr-se Ao I ,u Americo de Aqmno com Amelia
Mari de Figueredo D vis.
Eleicao para a fest.i de ."Vossa
Wenhora da Conceico, einCa
ruaru, n* anuo de isO
Juiz por elcicao
O Sr. Dr. juiz de direito, Ag.isti.ilio de C. Das
Lima. \
Juiza por elt'reao
A Exma. Sra. prutessora, Mana L-opoldina Pires
Ferreira.
Juiz pir devocao
O Sr. Dr. juiz inunicipa', Mtlaquias do Lago Fer
reir C ata
Juia por devoco
A Exm.. Sra. D.Nftnna, etpisa do Sr. Joo Bar-
tholuneu P^got.
Mordomos
Os Illms. Srs. :
Pe 1ro de ouza Ferr >.
Antonio .-le Vas oncellos Florencio.
Pi dro Ao* ou i d >ilva.
Ciaudn Emies de Torres.
Cainto Estevo de Qu-iroz Lima.
Jovino da Silva.
Honorio Travasso Sooriuho.
Tu- nte Manoel T B. da Silva.
\lferes Jos F. Florencio de Souza.
Piaucisc-i Ant-raio d Si va.
Autinio Vctor da Silva.
Avelino Lei te da Silva.
Mordomas
As Eim3. jras. :
Professura, D li.salina O. B. de Mello.
Pnfessora, D Amalia P. A. Lima.
D loan.ia F. F. de Aguiar.
Eaposa do Sr. protesaor Manoel Bezerra Caval-
cante de V.
Eaposa do Sr. Sy Ironio Po da Silveira Vidal.
E-pota d Sr. Manoel Vieira Leire.
Eaposa do Sr. alf 'res Francisco Gustavo.
Esposa do Sr. alteres J >o N. de S Esposa do -r. Joo Antonio Oambot.
Esposa do Sr. Jos Ferreira Maciel.
Esposa do Sr. Francisco Jos loa Santos.
Eaposa do Sr. (llumiuato A H 8,
L-se no Progrh Medical:
> O vtnio de Exlraelo de Pisado
de Bucal nao, de Cbevrier, presta os maiores
servicos :
Aos individuos exhaustos por longas secre-
(oes mrbidas.
Aos ntigos rheumatcos privados de appe-
tite.
Aos gotosos inveterados que nao digerem
mais.
a As criancas debilitadas pela dentco.
Aos adolescentes cujo crescimento fatiga.
Aos adultos cujo trabalho ou prazer exhaus -
ta.
> Todos acham nette medicamento um licor
agradavel, juntando a um poder regenerador in-
ditcutivel, ura goste de natareza tal, que satisfaz
aos paladares mais estragados.
Nao teria por demais recommeodar aos nos-
so leitores o emprego deste excellente medica-
mento.
Exposlcao wul Americana em
Berllm
APPELLO A08 PRODDCTOBB3 DE PEBKAMBOCO
A cororniasao abaixo assignada, incam-
bida pela presidencia da provincia de or-
ganisar urna certa copia de productos na-
turaes, iniustriaes e artsticos que possam
cora vantagem representtar a provincia na
grande Expsito Sul Americana, que se
tem de realisar era Berlina n. dia Io de
Seterabro prximo futuro ; serve-se hoje
da iraprensa p ra fazer um appeilo a todos
os productores de Pernambueo, e, em ge-
ral, a toda a populacho da provincia, com
o fim da pe.dir-lb.es que correspondan!, do
melhor modo que puderem, as bons dse-
los nao s da comraissao como do governo
e do Centro da Lavoura, auxiliando a dita
comraissao na acquisiyio dos alludidos pro-
ductos.
O presente appeilo extensivo a todas
as ciasseg da nossa souiedade, e dirige-se
em grande parte as senhoras pernambuca-
nas que trabalh:im era flo-es, tapecarias e
toda a ordem de bordados.
A coramissao, dispondo de muito pouco
tempo para a sua tarefa, pede a tolos os
que desejarem exoor os seus trabalhos ou
productos, que os remet ira, cora as devi-
dai indica9oes, para o estabelacimento do
Sa. Ji)8-ph Krause & C, ra Primeiro
de Marco n 6, e isso at o dia 10 de Agos-
to vindouro.
Conscia ds quo ser ouvido o seu Bppel-
lo, a commissao desde j agradece a todos
aquelles que se dignaren! auxlial-a
Recife, 23 d Jclho de 7886.
Viacondo da Silva Loyo.
Baro de SerinhEem.
Antonio Gomes de Miranda Leal,
JoSo Fernaudes L >pes.
Jo^eph Krause.
Jos Fiuza de Oliveira.
Andr Maria Pioheiro.
Despedida
O Dr. Dem >c'rito dvalcante, tendo de seguir
hoje para o UU de Janeiro, onde se demorar
poucos oas, pede deaculpa aos seus amigos de
nao ii pessoalraente deapedir-se e receber suas
ordens.
Offerece-lhes seus diminutos prestimos, e apro
veita a occasio para, aiuda urna v. z, agradecer
Ihes suas attenco -s e obsequios
Despedid)
Tendo de 8pgur par* Portugal no dia 25 leste
mez, por ineeramodu de. s de e nao podendo des-
pedir-me peas .almonte de mejaamig"S, faco-o pe-
la presante i !}': i-en l Ihea all os meus servicos.
eixo p 'T pr icura lores Joaquim Dias da Silva
Azevedo L-ra -s, J a Antonio da Silva Lapa e
A iitmio Rodrigues d> R-sn
Recie, 21 de Julh de 186.
Francisco Jos da Silv Lapa.
N 8. i risica pulmonar a potencia
da E nul.i S :ott como remedio mara-
viihosa. R staura o sangue ao seu esta-
do normal. Sa>ia as inflamma^Ses de gar-
ganta e -los pul.noVs. Calma a tosse e a
rouquidao. la cor s faces o aumenta a
carne e as forcas.
Escola pelicular
Mara do Aujos Doruellas Camars,
profisaora particular, contina a lee -
cionar, o ca de sua residencia ra
Duque oe Caxias u 70, 2 andar, as
materias que c na'itj-m a icstrucco
primaria, e os trabalhos de agulha e
bordad '3. Oexerciciud'eate pore.-paco
de maia tres anima um garante de
suas habilitacoes e espera merecer d.is
pais de familia a subida honra de Ihe
coufiarera suas filhat-
A' tratar na casa cima.

(1) Signatario do celebre autoamento, base do
processo. O sea depoimento ama prova incon-
cussa de que dita peca ama falsidade!
(2) E' o offiftial de justica da carta cima tran-
scripta, contra quem ha ordem de priso. Tambem
signatario do autoamento 1
(3) Notem bem para este periodo. O jais de di-
reito trocando palavras com o denunciado, j es-
tava em p!!
(4) E' um de meus inimigos, o nico amigo que
o Dr. Amorim tem n'esta comarcal Apezar dot
petares, diz qae a chamada dos juradas ainda se
nao tinha feito.
(5) E toi signatario do autoamento, caja vera-
cidade elle mesmo encarrega-se de negar I!!
(6) No autoamento elle diz que o juiz de direito
estava procedendo a veri (i cacao das cdulas III
1(7) Falta o depoimento da quinta testemunha.
Nao o temos, piotestamos, porm, publical-o bre-
vemente.
Ana Florida de Murraj Mal sabem aquellas senhoras que fazem frequen-
te uso desses intitulados empricos aformoscadores
do dia, que ellas esto leuta e seguramente des-
truindo e arruinando a sua sade. Desde o imme-
moravel tempo das Borgias at o presente dia, foi
sempre pertitamente sabido pelos bem iniciados,
que a pura essencia d i frescas e fragrants flores,
promotora da formosura.
Na laboriosa preparaco e delicada composico
d'esta afamada e deliciosa agua de ebeiro, nao se
empresa ou asa outro algum composte mais do que
aromticos botoes de fl >r?s e certas folhas de ama
natureza altamente saudaveis. Em addico, pois,
sua excellencia como um perfume primoroso, ella
encerra em si a virtude de purificar e alvejar a
compleico, removendo da pelle, toda especie de
ebulices, erupces ou maculas, tornando o rosto
macio e mimoso dando-lhe ama linda transparen-
cia lustrosa e elasticidade natural.
Cono oahaniia contra at falsifieacoes, obsrve-
se bem que os nomea de Lanman di Kemp venham
estampados em lettras transparentes no papel do
livrinho qae serve de envoltorio cada garrafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumaras.
Agentes em Pernambueo, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 9.
0 veneno hereditario da escrofala desenvolve
nos delicados tecidot do cerebro debilidade mental
e outros achaques, idiotez, demencia, loucera. Di-
lata as glndulas da garganta, affecta o paladar e
o olfato ou rebeota em ulceras no pesclo. Des-
tre os pulmoes ou enehp-os de secrecoes tubercu-
losas. Consom o revestimento do estomago, in-
flamma e iueha o figado, entorpece es rins, cria
constipaco intestinal e hemorrhoidas. Nenhnm
agente humano pode to prompta, permanente e
econmicamente curar o sangue dos humores es-
crofulosos, limpar a pelle e o casco da cabeca e o
rosto, restabelecer a sade, cerno o Xarope de
Vida de Beuter. N. *. o grande ponficador
de sangue.
Jos Marcelino Aires da Fonseca, ten-
do sido sem motivo algum plausivel'exo-
nerado do lugar, que desde 15 de Janeiro de
1872, exercia na capatazia da Alfandega
desta cidade, do qaal tirava os meios da
vida de soa familia composta de quinze
pessoas, vem offereoer-se qualquer casa
commercial para ser sen caixeiro despa-
chmte, para cujo desempenho, julga-se
com as habilitacSes necessarias.
Tambem se offerece a promover co-
branga amigavel ou judicialmente procurar
perante qualquer repartijao publica e soili-
citar ttulos 'de terrenos de Marinha.
Qualquer aviso pode ser deixado casa
do Sr. Paula Mafra.
D. Ceipin Lei
OICO
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez da
>linda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e dest
hora em diante em sua residencia ra da San
a Cruz n. lo Especialidades, molestias de ae-
horas e criancas.
Xarope de Mat-mal
O Mala-mai (lecythis idatimon) com
qual se prepara eate xarope um vegetal da flor
brssileira.
E' um agente theropeotico poderosiss mo contra
as molestias do p-ito e da astbma.
Os numerosos affectados que delle tem feito uao
conseguirn, um resultado muito satisfactorio, aca-
bando por se reconhecer que at boje a melhor
preparaco para a cura da anlbma, broa
chite antbmniica, e amiga e opprem-
tti dispensando o emprego do arsenio, folhas
de estramonio e plantas narcticas, que acabam
quasi sempre pelo abuso que delles se taz e mesmo
pela uso prolongado por produzir effeitoa desas-
trosos sobre a saie e em geral entorpecimento do
cerebro.
Vndese na Botica Francesa de Rouquayrol Freres
successorm de A. Caors
IV. t Ba da CrusX. St
RECIFE
H
i
}
Oculista
Dr. Barrete Sampaio. Medico ocu-
lista, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, madou seu consultorio, do 2.
andar da casa n. 45 ra do Bario da
Victoria, para o 1. andar da casa n.
51 da mesma ra. Consaltas de meio
dia s 3 horas da tarde.
Licor depurativo vegetal ouV.o
DO
Medico Quinte I (a
Este notablissimo deparante que vem precedi-
do de to grande fama infallivel na cura de todas
as doencas svphiliticas, escrofulosas, rheumatcas
e de pelle, come tumores, ulceras, dores rheumat-
cas, osteocopas e nevralgicas, blennorrhagias agu-
das e chronicas, cancros syphilitices, inflamma-
coes visceraes, d'olhos, ouvidos, garganta, intes-
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou dathericos, assim como na alopecia ou queda
do cabello, e as doencas determinadas por sata-
raco mercurial. Do-se gratis folhetes onde se
encentram numerosas experiencias feitaa eom este
especifico nos hospitaes pblicos e muitos attesta-
dos de mdicos e documentos particulares. Faz-se
descont para revender.
Deposito em casa de Faria Sobrinha & C.
Ba do Mrquez de Olinda n. 41.
Aviso
FaUio Mler de Senza Fosseca
Medico e pharmaceutico homcepatco offe-
rece os seus servicos ao respeitavel publico
das 9 do dia as 12 e das 3 as 6 horas da
tarde.
Na roa de S. Francisco n. 29
>

j mu 1


Diario de PernambucoTer$a--feira 27 de Julho de 1886
%-,


i
Dr. Carneiro Leo
MEDICO
Tem o eeu consultorio e residencia ra
Livramento n. 31. andar. Consultas de 11 he
ras da maub 2 da tarde. Chamados por es-
ripto a qualquer hora. Especial idade :febres,
parios e molestias de enancas.
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Consultas e opcrscSes, das 10 hars da manha
s 4 da tarde.
RA DUQUE DE CAXIAS
N. 57, Io andar.
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sultofr das 9 ao meio da. Resi-
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Larga do Rosario.
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Consultorio ra Duque de Cazias o. 59.
D consultas 4das 11 horas da manua s 2 da
tarde. tn
Atiende para as chamados telephone n. 449 a
qualquer hora.
ED1TAES
O rnajor Franee Vieira de Mello, 2- verea-
dor mais votado da Cmara Municipal
deste termo, em exercicio de juiz de or-
phaos na presente prag, ete.
Faz saber a todjs que o presente edital viren e
lerem com 30 dias de praso e 3 de pracas, a con-
tar da Hata deste, excluidos oa dias de domingo e
santificados, que a requerimento de D. Mirando-
lina dos Santes Moraes Pinheiro e outros conse-
nhores, vai praca por arrendamento triennal o
engenho Pocirho. situado na freguezia da Luz,
deste termo, moente e corrente. cuja piaca ter lu-
gar no dia 17 de Agosto proi-nm vindonro, no pa-
co da Cmara Municipal no nvmo termo, pelo va-
lor de 2:500*000 annual e de '500*000 o trien-
aio, obrigando se o arrendatari > a conservaras
obras do referido engenho, no urm estado em que
se acham -, nao derrubando as raattas existentes,
nem consentindo que se de rrubem ; entregando o
dito engenho, no fim do arrendamento, conforme
houver recebido.
E para que chegue ao conhecimento de todos que
interessar possam e se apresentem competente-
mente habilitados, no lagar, da e hora cima in-
dicado, para arremataren o referido engenho, com
todas as tinas trras, obras e utensilos, mandei
passar dous editaesde igual theorque serao afilia-
dos, um no lugar mais publico e do costume uesta
cidade e outro no lugar mais publico e do costa
me da freguezia da Luz do mesmo termo.
Dado e passado nesta cidade do Espirito-Santo
de Pao d'Alho, em 10 de Julho de 1886
Eu, Jlo -Uves Pereira Lima Filho, escrivao
que o subscrevi
Franco Vieira de Mello.
E mais se nao continha em dito edital aqu fiel-
mente copiad qual' estava competentemente sel-
lado, do que tndo don f.
Joao Alves Pereira Lima Filho.
Obras Publicas
De ordem do Illm Sr. Dr. engenheiro chefe,
faco publico que, em virtaide da ordem do '.xin
Sr. vice-presHentc da provincia, vai de novo
praca no dia 3 do mez vindonro, ao meio dia, a
ubra de reparos da cadeia de Iguarase, servindo
d base o abate de 24 0|0 sobre o valor do res-
pectivo orcamento, .florecido por Ismael Gau
deneiu Furtado de Mendnca.
Secretaria da rep-rticao das obras publicas, 22
de Julno do 1886.O secretario,
Joao Joaquim de Siqueira Varejio.
Indemnhadora
Est* comp-inliia esta dis'ribuindo o dividendo
relativo ao s m*stre fitido em 30 de Juuho prxi-
ma passado, na razio de 12 0/0 s/s capital ou rs.
12lXX) tor aceito. R.-eife, 24 de Julho de 1886.
Gabinete -'ortuguez de
Leitura
Le ordem do Exm. Sr. presidente, convido os
Illms. senhores membros do eonselho deliberativo
a reunirem-se quarfa-feira 28 do crreme, pelas
6 hora? da tarde, na sede da soeiedade, para se
proceder a leitura do relatorio da directora e de-
liberar-se acerca do modo de efectuar a festa an-
niversaria.
Secretaria do Gabinete Portugus de Leitura
eo> Pernambuco, 24 de Julho de 1886.
Alfredo O. Cousseiro,
'2 secretario.
Correio geral
Malas a expedirse hoje
Pelo vapor nacional Bahia. esta administra-
cao expede malas para os portos do norte, rece-
bendo imprestos e objeetj." a registrar at 2 horas
da tarde, e ca ?as ordinarias at 3 horas ou 3 1/2
com porte dup\.
Administracao dos correios de Pernambu ;o, 27
de Julho de 188ti. O administrado!.
Atfonro do Reg Barros.
C. C. JE.
Club Commerclal Koterpe
Sarao eu? 31 do corrente
Nesta noite realizar se-ha o sarao que este
club proporciona aos seus associados. Ingressos
em mi do Sr. thesoureiro para os socios quites
at 31 do corrente. Depois do earo hiver bonds
para Magdalena e Fernandes Vieira.
Secretaria da Club Commercial Euterpe, 24 de
Julho de 1886.O 1- secretario,
Francisco Lima.
Gabinete Portugus de
Leitura
Primeira prestacao do emprestimo para o predjo
De ordem do Exm. Sr. presidente da commisso
execntiva da constrnccSo do predio, sito convida
dos os Illms. Srs. subscriptores para que realisem
a primeira prestacao de 20 OjO do capital sabs-
cripto, para o que esta autorisado a uasaar os re-
cibos provisorios o Illm. Sr. Antonio Correia de
Vasconcellos, tbesonreiro da commisso, ra
Primeiro de Marco n. 13.
Secretaria da commisaao execativa dt Gabinete
Portugus de Leitura em Pernambuco, 24 de Ju-
lho de 1886.
Francisco Ribeiro Pinto Guimaraes,
lo secretario.
Declarado
Edital n. 9
gDe ordem da inspectora intima-se ao dono ou
vonsignatano de urna caixa sem marca, vinda de
New-York no vapor americano Merrimaek, entia-
do em 19 de Novembro do anno passado, existen-
te no armazem n. 7 desta Alfandega, despa-
chal-a ou retiral-a dentro de 24 horas, sob pena
de ser vendida em praca, na forma do art. 208
o da consolidacao das leis das Alfandegas e me-
sas de rendas, urna vez que se verificou conter ella
kerosene.
3a aeccao da Alfandega de Pernambuco, 26 de
Julho de 1886.
O chefe,
Cicero B. de Mello.
De ordem de S. Exc. Rvma. o Senhor Bispo
Di "cesano, faco publico aos reverendos parochos
e a quem mais interessar posea, que Abdon Ame-
rico de Aquino se acha impedido nest* cmara
ecclesustica. por sentencas passadas em julgado
dos Rvms. Srs. Drs. juis dos casamentes e viga-
rio geral, no processo, que contra o mesmo Ab-
don Americo de Aquino promoveu no foro cccle-
siastico D. Laura Joaquina das Neves, de casar-
se com outra a nao ser a mencionada D. Laura
Joaquina das Neves, sein reparar o damno cau-
sado mesma com promessa de casamento.
Palacio da Soledade, 24 de Julho de 1886.
O escrivo,
Padre Valeriano de Alleluia Correia.
Estrada de ferro de Ri-
beiro a Bonito
Nos termos do nico do art. 4 e arta. 5 e 9
2 Jos estatutos, convida esta directora aos se-
nhores accionistas para recolherem >.oLondon 6>
Brasiliau Bank, a segunda prestacao de 10 0|0
do valor nominal de cada aeco, a coincoar desta
data 60 dias.
Recite, 20 de Julho de 1886.
O gerente,
Hyppohto V. Pederneiras.
Assoeia^ao Portugue-
za de Beiicfieciicia
2* conv cacao da assemblea geral ordinaria
Nao tendo comparecido numero suficiente de
associados na primeira conrocaco em 25 do cor-
rente, de novo convido os senhores socios desta
associaco a comparecerem ua sede social, quintb-
feira 29 do corrente, as 8 horas da noite, afim de
ouvirem a leitura do relatorio apresentado pela
commisso administrativa. Previno aos senhores
apsociados que em face do art. 39 dos nossos es-
tatutos, a assemblea eonstitairse-ha com 15 so-
cios presentes, urna hora depois do marcado.
Secretaria da assemblea geral da Associaco
Portugueza de Beneficencia, 27 de Julho de 1886.
O 2 secretario,
B. Aguiar.
Santa Casa da Misericordia do
Reclfe
Por es a secretaria sao convidadas as pessoas
a quem estao entregues expost s, para no dia 2
do aiez vindouro, pelas 8 horas da manha, com-
parecerem no sali do respectivo estabelecimento,
acompanhadas dos meamos, para receberem as
mensalidadei relativas ao semestre de Janeiro a
Junho do corrente anno
Secretaria da Santa Casa de Misericordia do
Recife, 26 de Julho de 1886.
O escrivao,
Pedro Rodrigues de Souza.
DECLARACOES
Obras publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. engenheiro chefe,
faco publico que no dia 3 do mez prximo vindou-
ro, ao meio dia, recebe se nesta secretaria pro-
dostas para a execuco dos reparos do acude de
S. Bento, oreados em 2:243*868.
O orcamento e mais condices do contrato se
acham a disposicao dos senhores pretendentes,
para serem examinadas.
Secretaria da reparticao das obrat publicas de
Pernambuco, em 12 de Julho de 1886.
O secretario,
Joao Joaquim de S. Varejio.
Por esta repartirlo e de ordem do Illm. Sr.
Dr. chefe de polici. se convida aos senhores dos
escravos abaixo declarados a virem. dentro do
praso de 15 dias, reclamar a entrega dos mesmes
escravos:
SJAmando, de Joaquim de Brito Vasconcellos ;
^Antonio, dos herdeiros do Visconde do Livra-
mento;
Manoel ou Eozebio, de Jos Velloso; e Miguel,
de Jos de Souza.
Secretaria da Polica de Pernambuco, 23 de
Julho de 1886.O secretario, Joaquim Francisca
dt Amida.
Preparados
DA
MALTINA MMiFAGTRING C.
LONDRES
Oleo de ligado de ltarallio e lelte
pepioniMado
Esta preparaco to saborosa que urna enan-
ca promptamente a toma.
O leite digerido tem a propriedade de quasi in-
teiramente disfarca o oleo e as pessoas de diges-
tid mais dbil podem tomar sem receio.
Peptonolden de Carne
Um alimento nifog.aoso composto de consti-
tuintes solides de leite bem cerno gluten do trigo
(hvre de gomma).
Recommendado as convaleseencas de qualquer
doenca, affeccoes pulmonares, febres, pneumonas,
gastrite, disenteria e toda e qualquer debilidade
seja qual for a sua origem.
Maltina
Um extracto concentrado de trigo, avea e ceva-
da fermentados.
Valor diastasico 30 vezes o seu proprio peso !
_ O mais rico agente restaurador at hoje conhe-
cido, alt mente apreciavel nos caaos de debilidade.
Alimento Souluvel de carnlck para
nlaneao
A analyse deste alimento demonstra que os seus
constituintes nntrictivos sao quasi idnticos com o
lite materno, por isto o alimento mais aperfei-
coado para crianca.
Fornecem amostras gratis aos Srs. mdicos.
Dopasito ra db Bario da Victoria n. 48
Assucia^o Commercial BeneG-
cente,
A directora desta associacio convid ao corpo
do commercio desta praca para urna reuniio no
seu edificio, s 12 horas do dia 27 .do corrente,
afim de dar cuinprimento ultima delib racio da
proposta presentada.
Recite, 23 de Julho de 1886.
O secretar o,
____________ William Halliday.
SEGUROS
MARTIMOS CONTRA FOGO
Companhia Phenlx Per-
nambncana
Ruado Commercio n. 8
COMPANHIA Ot: HKUZnOS
N0RTHBRN
de LOndrcN e Aberdeen
PoNlcHflnaneeira (nesembro iss.-i)
Capital oubsciipto 3.000.000
Fundos accumuladoa 3.134,348
Becelia animal t
D premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGENTE,
John II. Boxwell.
lili OOCOHHERCIO X. 1* ANDAR
Londoaa and Brasllian Bank
BJmied
Ra do Commerci n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo arico em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezee.
(OMPANHIA
(mperial
SEGUROS contra FOfciO
EST: 1803
Edificios e mercadoriat
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuizoa
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
* N. Ra do Commercio N. 5
Clipatt; p Segaros FiiHii,
de Lisboa
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
segaron marfUmof* e terreatrea
Nestes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. seg uradi s isempcao de paga
ment de premio em cada stimo anno, o qne
equivale ao d"~"ionto de cerca de 15 por cento em
favor dos secnradoe.
SECURG
CONTRA FOGO
heLiverpool A Iuhi H!
l\Sl HIIWCE C0MP.4 W
U.
(iompauliia de Seguros
martimos e terrestres
EstabelcSda em l 55
CAPITAL 1,000:000^
SDISTROS PAGOS
At Si d dezembro de 1S84
Haritimos__ 1,110:000(000
Terrestres, 316:0008000
41 Kua do < omnierelo
(oUrtKIIH PKH1IHAtt< A
DE
%avea;aco Coste ira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaju' e Bahia
O vapor Jacnhype
Segu no dia 2S de
Julho, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
dia 27.
Encommendas, passag^.s dinheiro a frete at
18 3 horas da tarda do da da partida.
ESCRDPTORIO
Ao Cae da Companhia Pamambucana
n. 12
'ttVALIAILSTEAl PACKET
G01PAKV
O paquete Neva
esperado
do aul no dia 29 de
cirrente seguin lo
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Southamplon
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com
CONSIGNATARIOS
Adanison H wic & C.
t OMPA.MII. ES n^ssAve
res maritihes
linha mensal
Paquete Senegal
Commandante Moreau
Espera-se da Eu-
ropa at o dia 3 de
Agosto, seguin
do dejis da de-
mora do costume
para Buenos- Ay-
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Monte
tevido
Lembra-se sos senhores passageiros de todas
&s classes que ha lugares reservados para esta
agpncia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne se ao ssenhores recebedores de merca-
dorias que s se attender as reclamaces por fal
tas nos rolumes que forem recouhecidas na occa
sio da descarga. _
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
afrete: tracta-se com o
AGENTE
jtuguste Lab He
9 RA DO COMMERCIO-9
Rio Grande e Pelotas
Segu com brevdade para o porto cima o
patacho nacional Social, recebe carea : a tratar
com Baltar Oliveira & C, ra do Vigario n. 1,
primeiro andar.
LEILBS
De bona movis, 2 vaccas tourinas, 2 bi-
zerro e 4 novilha
Terea-fcira. 9 do correte
A 8 11 horas
Na ra do Marques do Herval, esquina da de
Bartholomeu n. 33
Urna mobila de Jacaranda, l bom piano, 1 mo-
bila de faia e outra de amarello, nova, 2 toilets
americanos 1 rica cama de trro com lustro de
rame, 1 guarda-louca novo, 1 mesa elstica nova
e muito forte, 1 cama de jacannd, I. marquesa",
1 commoda, 1 mesa < lastica ushoh, 12 cadeiras de
junco, 12 ditas de amarello e 2 de balanco de jun-
co, todas novas, aparadores, 1 relogio de parede,
1 espreguicadeira, jarros, guarnices para toilet,
tapetes e outros artigos de uso domestico.
O agente Modesto Baptista, autorisado por urna
pessoa que se retirou da provincia, far nao s o
leilao dos movis aeima, que se recommendam mui-
tos delles pelo seu estado de n5o terem sido ser-
vidos ; como tambem em seguida e na porta da
mesma casa, far o de 2 vaccas tourinas, 1 bizerro
e 1 novilha. _____
COMPANHIA DE MOS
CONTRA FOCO
Nortb Brilish & Hercantile
CAPITAL
cooo.ooo de Ubra sterllnaa
A O EN TES
A donison lio wic & C.
MARTIMOS
Pacific Sieaoi Navigaion Company
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquate Patagonia
E' esperado da Euro-
pa at o dia 1 de A-
gosto, e seguir depois
Ida demorado costume
_ 'para a
Baha, Rio de Janeiro, Monte-
video e Valparaso
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
AGENTES
vvllton Son *fc C LJmlted
N. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
REUNS CHARGEIJRS
Companhia Francesa de navega
eio a Vapor
Linha quiuzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro a
Santos
stemer Ville de Cear
E' esperado da Europa at
o dia 6 de Agosto, se-
gundo depois da indispen-
savel demora para a Ba
hia. Rio de Janeiro
e Mantos.
Boga-se aos Srs. importadores de carga ploa
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng-
quer reclamaco concernente a volumes, qu T ntuia tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhia nao se
rejponsabilisa por extravos.
Uecebe carga, encommendas e passageire par
es quaes tem excellentes accomodacoes.
Angosto F. de Oiivcira & l
AEMTES
42-RA DO COMMERCIO-4U
Leilao
Da armaeo, fazendas e mlude
za da Io|a da ra do Rangel
n. 48
Agente Brito
Vender mais nma mobila de Jacaranda, ama
secretaria, 6 cadeiras de junco, 12 ditas de ama-
rello, 1 toilete de Jacaranda, 1 lavatorio com pe-
dra, I tapete novo, jarros, candieiros para kerose-
ne, espelbos e outros objectos.
Terca-feira 27 de Junho
A's 10 e l|2 horas
Agento Pestaa
Leilao
De boas casa terreas, que peloa seus bons
rendimentos e conservaclo cbamam a at-
teDcSo dos Sr. concorrentes.
Garante-se lives e desembarazadas de qualquer
onns.
Quinta-fetra 29 de Julho
A'a 11 hora etn ponto
No armazem da ra do Vigario Tenorio
n. 12
O agente Pestaa far leilao por conta e risco
de quem pertencer das casas terreas abaixo men-
cionas.
Corredsr do Bispo n. 18, rende 30(15000 annual.
Ba do Tambi n. 5, dem idem idem.
Ra da Palma n. 11, idem idem idem.
Ra de Lomas Valentinas n. 4, idem idem idem.
Roa do Marques de Olinda n. 139, idem 4004
dem.
Ra di Vidal de Negreios n. 200, idem 300i
idem.
Dita dita n. 45, com soto, idem idem dem.
finalmente a casa n. 23 da travesea de S. Jos
idem idem idem.
Todos os predios vende-se livres e desembara-
cados de todo e qualquer onus.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 80U) no beeco dos Coe-
Ihos, junto de iC Goncado : a tratar na ra da
Imperatris u. 56.
Foruece-se comidas com precisSo e pr^o n-
zoavel : rna do Itnperidor n. 54, 3.- andar.
Precisa se de urna ba cosiuheira para casa
de f*mil a, paga-se bem : a trat r na ra do Ba
ao da Victoria n. 39, luja.
Aluga-se o sitia do Pina, com boa casa para
morada, con tendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande qnantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duas cacimbas eom excelien
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
ALUG vSE a casa terrea n. 20 da ra do
Capilao Antonio de Lima, com 2 salas, 3 quartos
cosHha e quintal enm cacimba : a tratar na ra
do Mrquez de Olinda n. 8.
Compra-se fios de linha para o hospital Pe-
dio II : na rna Formosa n. 4.
A plices provinciae* de 9 O, O
Compra-te no 1-rgo do Corpo Santo n. 19, pri-
meiro andar.
Aluga-se urna casa na Estancia, com bas-
tantes commodos bom siti-) : a tratar na ra do
Mrquez de Olinda n. 40.
Aluga-se o sobrado n. 3 no caes do Gazo-
metro, entre o mesmo gazometro e a estaeo.de
Caruar, tem commodos par grande familia e
com quintal : a tratar com L. M. R. Valen?a no
mesmo lugar.
Precisa-se de um caixeiro que tenha pratica
de molhados : na travessa do Prata n. 20.
-Vluga-se urna salla piopria para escripto-
rio : na ra do Bom Jess u. 38, 1-andar.
n Bacharel Ferreira de Menezes. advogado
com escriptorio ra de Santo Amaro n. 4, pri-
meiro andar.
Migue! Marcelino da Costa, r para,Europa p nao podendo despedir-se pessoal-
mente e su familia das pessoas de sua amizade,
pede desculpa, e ao mesmo tempo oerece o seu
pequeo prestitno ns cidade de Lisboa.
Na ra da Matriz da Boa-Vista n. 3 preci-
sa-se de duas amas que tenham boa conducta,
sendo urna para cosinha e que entenda de asear
bolos, e outra para lavar, engommar e ajudar em
outros servicos de casa de pouca familia.
Piecisa-se de urna ama para casa de duas
pessoas, para todo o servico domestico : na ra
da Praia n. 12.
Ama
Precisa-se de urna ama que saiba coskihar, e
faca mais algom servido ; i a rna do Visconde de
Albuquerque n. 24.
Ama
Precisa se de urna ama para eugommar : na
ra do Baro da Victoria n. 57.
Ama
Precisa-se de urna ama para lavar e eugommar
para casa de familia, e que durma em casa dos
patroes : na ra Formosa n. 37.
Menino
Precisa-se, de um m-uno: na 'rna Duque de
Caxias n. 39 2- andar.
0
est encarregado de comprar e vender bons pre-
dios nesta cidade : trata se em seu armazem
ra do Vigario Tbenorio n. 12.
Aviso
Previne se a qoem interessar, que a casa n.
26, sita rna de Padre Floriano, patrimonio de
tres padres : Juvencio Vensimo dos Anjos, Joo
Cancio V. dos Anjos e Joaquim .erissimo dos
Anjo tendo este ultimo padie um herdeiro for-
coso, que se acha actualmente ua provincia do
Matto Grosso.
AlDga-se
Agente Pestaa
Leilao
De movis lougps vidros candieiros e 2 pia-
nos do autor Blondel
Sexta-feira 30 do corrente
A's 11 horas
No armazem rna do Vigario Tenorio n. 12
para fechamento de contas.
O agente Pestaa vender 2 pianos Blondel 1
mobilia com pedra, guarda louca, guarda vesti-
dos, camas para meninos, berco, camis de casal,
grande quantidade de louca, candieiros, quadros,
espelhos, jarros, relogios de parede, carteiras,
grande quantidade de rotulas e postigos, copos,
garrafas e outros muitos objectos que. estaro pa-
tente vista dos Srs. compradores.
Rio-Grande do Norte
Leilao
A 9 de Agosto
O agente Odilon vender em leilao publico, na
cidade do Natal, no dia 7 de Agosto prximo, o
patacho norueguense Land.
a lojan. 117 ra de Marcilio Dias, e as casas
ns. 10, 12 e 92 do becco da ra da Palma : a tra
tar na ra do Vigario n. 31, 1- andar.________
Aluga-se barato
a parte traseira do 1- andar n 31, ra do Vi-
cario ; a tratar no rnesmo^__________^_^_^
Toma-se
um rapas de 12 a 14 aunos para pratioar em es-
criptorio ; a tratar na ra do Vigario n. 31, pri-
meiro andar.
Cimento pn llanil
Vende-se de diversas marcas, no armazem de
Soares de Amaral Irmaos, ra da Madre de
Dens n. 22.
as.I FELIZ
Aos4:000$000
BILHETE AA4STIDO -
t*ra ca ns. 37 e 39
O abaixo assignado vendeu entre os seus
fnlizes bilhetes garantidos da 64a lotera
& sorte de 100)5 epi 4 quartos n." 2476,
alm de outras muitas de 32)9,16$ e 8l.
Convida os possuidores a virem receber
sem descont algum.
Acham-se a venda os felizes bilhetes
garantidos da 65a parte da lotera a beneficio
da Santa Casa de Misericordia do Recife,
que se extr&hir quando lor annunciado.
Presos
Bilhete inteiro 4)5000
Meio 2000
Quarto 1|000
m por?o de 1005000 para
cima
Bilhete inteiro 3)5500
Meio 1(55750
Quarto 875
Autonio Augusto des .Sin/- Porto
Cal de Lisboa
muito nova ; vendem Palmeira & C, ra larga
do Rosario n. 27^___________________________
Pintura domestica
PHARMACIA
iierme de Sonsa Pereira A C Soc-
ceNNoreN
Receben grande sortimento desta excellente
tinta de todas as cores e em latas de 1 a 5 libras,
que continuam a vender por commodo preco :
qualquer pessoa (criado ou menino) pinta com
perfeico. Com esta tinta podem todos com pouco
dispendio conservar suas casas sempre limpas
Ra do Mrquez de Olinda n. 27
Este remedio precioso tem gozado da aeceifa
c5o publica durante cincoenta e sete annos. com*
ecando-se a sua manufactura e venda em 1837.
Sua popularidade e venda nunca forSo to exten-
sas' como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a melhor prora da sua emeacia maravil-
hosa.
NSo hesitamos a dier qne nao tem dewado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em adukqs, que se acnaro afilio-
tos destes mimigos da vida humana.
Nao deixamos de receber constantemente
attestages de mdicos em favor da sua emeacia
admiravel. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varas falsificaces, de
sorte que deve o comprador ter muito cuidado,
examinando o nome inteiro, qne devia ser
Venniftco fle B. A. FAHNESTOCE.
Alhncio
Urna senhora habilitada afazer qualquer
trabalho de agulha com toda a promptidSo
e aceio, offrece s<;us prestimos roa de
Jo5o de Barros n. 32, onde poder* ser
encontrada, garantindo grande commodida-
de de preco.
IOS 4:00041000
silbsies iknmm
Rna Primeiro de Narco n. 23
O abaixo assignado, tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 406 com a sorte de 4:000J000,
1 quarto n. 2939 com a sorte de 100,5000,
alm de outras sortea de 32, 16)5 e 85, da
latera (64.*), que se acabou de extrahir,
oMnvida aos possuidores a virem receber
na conformidade do costume sem descont
algum.
Acham-se venda os afortunados bi-
hetes garantidos da 253.a parte das lote-
ras a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife (65.a) que se exrahir
quando or annunciada.
Presos
Inteiro 4,5000
Meio 2(5000
Quarto 1)5000
Km quantidade maJor de 100#
Inteiro 30500
Meio 1*750
Quarto 0875
Manoel Martins Finta.
TTTWBJMBnx.
.. fi
/*wBB3
Joa Veiiono Soares
Joaqnim Jos Ma.-tins e Francelina Soares
Martina convidam a todos es parentes e amigas
do sempre lembrado sogro e pai, Jos Velloso
Soares, para assistirem as missas, que pelo repon'
so de sua alma, mandam resar na matriz de S.
Fr. r'edro Gongilves do Recite, quinta-feira 29 do
cor'ente, s 8 1/4 horas da manda, 1 anni versa-
rlo de seu fallecimento : confessando se gratos a
aquelles que 8" dignarem comparecer.
IK.VIAJNDAUIS
das Almas da matriz de S. Jos
i.ulza da Costa Honorato
Tendo a mesa regedora desta irmai dade deli-
berado mandar celebrar urna missa em tencao da
nossa sempre lembrada irm juiza, Luiza da Cos-
ta Honorato, convido aos nossos irmaos, bem como
a familia e parentes da Ilustre finada, a compa-
recerem nesta matris amsnh, pelas 7 horas, tri-
gsimo dia do sea passamento.
Oonsistoiio da irmandade das Almas, erecta na
matris de S. Jos do Recife, 27 de Julho de 1886.
O escrivSo,
Francisco Valeriano A- da Fonseca.
cspitao Joeintuo Pereira da
silva Barros
O vigario Augusto Franklin Moreira da Silva,
tendo de celebrar nma missa solemne de rquiem
na matris da Boa-Vista (sext feira) s 7 horas
da manha, por alma do pai do Exm. Sr. Bispo
Diocesano, o capitao Jacintho Pereira da Silva
Barros, fallecido em Taubat no dia 24 do cor-
rente, convida para a asistir a esse acto aos seus
parochianos e aos seus amigos, bem como ao Exm.
-'enhor Bispo. Certo da estima, qne todos oa ha-
bitantes desta cidade e principalmente desta fre-
guezia da Boa-Vista, votara ao virtuoso Prelado,
espera que o seu convite seja aceito, e desde ja
manifeata a sua gratido por este acto de cari-
dade.
. tassasiaflBEsai
Capitao Jacintho Pereira da
Silva
O vigario provincial Fr. Alberto de S. A. Ca-
bral de Vasconcellos celebra nma missa na igreja
do Carmo desta cidade, pelo descanso eterno do
capitao Jacintho Pereira da Silva, pai do Exm. e
Kvm. Senhor D. Jo> Pereira da Silva Barros,
Bispo da Diocese, s 8 horas do dia 30 do corren-
te, stimo do seu passamento.
Anua Marques de Carvalno
Jos Francisco de Carvalno, tendo agora rece-
bido a infausta noticia de haver tallecido em Por-
tugal, ha cinco annos, a sua presadissima mai,
Auna Marques de Carvalno, manda p<-lo etf
repouso d'alma da mesma finada, celebrar no hos-
picio de N. 8. da Penha, algumas missa rosadas
e memento solemne, quarta-feira 28 do corrente
mez, pelas 6 1[2 horas da manha, e para cu jo acto
de religiao e caridade convida a assiBtoncia de
sene amigos, anticipando desde j sena cordiaes
agradecimentos.
V
MUTILADO


6
Diario tc PcraiubucoTerfa-feira 27 de Julho de 1886
CUIDADO COM
AS FALSIFICARES.
^O LENCO O TOUCArr
E O BANHO
O
REMEDIO
deAYEB
CONTRA SEZOES
UYZR'S AOLE rOBI)
CUMSPBMtlITt ECOMCtirtZA
\ as
fiebres iRterndttentesl
foRcmttentese Biliosas;
j,.Makitas.os Calafrio,
[ TODAS AS
olestlas Paludosas.

Aluga-se
o predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
labelecimeoto fabril : a tratar na ra do Commer-
cio n. 34, com J. I. de Me.leir.is Reg-
Aluga-se barato
A casa n. 96 ra dos Guararapes.
A rna Lomas Valentinas n. 4
O armazem da ra do Corone! Suassuna n. 141
A caaa n. 107 da ra Viaconde de Gojauna.
Trata-se na ra do Commercio n. 5, Io andar
eacriptorio de Silva Guimar2e'& C.
Aiga-se M
A casa grande 4 ra de S. Jorge n. 26, no
Becife.
Sitio e casa para familia, travesea do Moto-
colomb n. 4, em Af gados.
Trata-se na ra de Santa Tbereza n. 38.
Aloga-se milite barato
a casa terr a u. 22 A :..eri do Varadourc, com
bous coa modos, cacimba e pirto para outra
ra : a tratar ni ra do Arago n. 36, das 9
horas io dia 1 da tarde.__________________
Jos de Castro Uiima-
res
que em Goyanna lera o norae de J>s Gaspar
Domingues de Souza nao mais cobrador da eo-
ebeira rus da Iuiper.triz n. 29 deade Mre.o, e
chamado prestar contas dos dinheiros que re-
cebeu como consta das contas "om os recibos, e
entregar as contas que anda tem em sen poder
ao admin etr "dor daqu'Ola ctinheira.
Por 15000
Aluga-se a loja do mbrado ra de Lonas t .i-
lentinas n ?0 : a trata, na ra Priineiro de Mal-
ero P. 1 A, livraria Parisiense

ntico
%
V
Cosinheiro
Procisa se de ui cosinhi iro : no Instituto
Acadmico, ra do Visconde de G yauua, Mon-
dego, n. 153.
Atiendo
Compra-se ou aluga-se urna boa casa perto da
cidade, deeejande-se nos aeguintes pontos : So-
ledade, Caminho Novo, Capunga, Passagi-m da
Magoalena, trndo bom sitio, atu* e gaz : quem
tiver dirija ee ra do Imperador n. 49. I- audar,
a tratar com o solicita ior Antonio Neves.
lwiaia
O solicitador Joao Caetano de Abreu mudou o
sen escriptorio para o priineiro a idar do predio
n. 38, ra do Imperador.
Jardn, das plantas
MONDEG N. 80
Pretendendo se acabar com as plantas que es-
tao em vasos n'este j .rdim, vende- se os sapotise;-
res muito grandes, e dando fructn, 2000, la-
ranjeiras, muito grandes, para enxertar, tlOOO
a duzia, e sapotiseiros mais pequeos por barato
preco.
Fumo desliado do Ro-Novo j
St
DE
Freitas Silva &
O milliiir e o mal* paro que tem
indo a cnih prara
NICOS IMPORTADORES
Costa lina & O. Ra do Amonto o. 37.
Almeida Machado & G. Ruada Madre de
Deas n. 36.
Jos Antonio dos Santos Ra do Mrquez
de Oiinda n. 5 e ra Prirneiro de Margo
o. 3.
pimo m iiigv
de 3X9 4X9 e 3X12 ; vend- se na serrara a
vapor de Climaco da Suva, eres 22 de iSovembrp
oamero 6.
~~iiiirLici
ME
DE
MA^'A REGISTRADA
15OT0SD!S!JCCE;SO
21 recomp'ii .-. I quaes >* dipi mas de honra
e 8 m^dalhn d.' curo.
fortificados nnui'T >* s das prior-iras autorida-
des mertcao.
Alenlo completo para cranci-
liai it> pollo
Suppre a insuffi .-iei i do l*jt mat.-rno, facilita
a desamameutaca i a dige itLo fcil.
Emprega-se tMtnbe-n v mt j lamente para adul-
tos eun> alune!. mi d.-bi litada.
NICO DBPOS1T ESPHCIAL. DA FABRICA
PABA TODO O nfERIU
31 C-BUA DE S i DRO 31C
Rio de Janeiro
Preoaraco de Productos Vegetaes
PARA
EXTINyiO DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI NsT~BASTOS
Prnambwic
Tricofero de Barry
Garntese qne faz nas-
cer ecrescer o cabello anda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co ta cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranquo-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.

Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
lt'J. E' o nico perfume no mun-
do que tem a npprovaeo official de
um Governo. Tem dos vezes
mais fragrancia que qnalquer outra
e dura o dobro do teuipo. E' muito
matfl rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e aradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banbo e no qnarto do
doente. E' especifico contra a
frousido e debilidadc. Cnn
dores dn cabeca, os cansacos e os
desmaios.
Xarope Je Viia ie Reuter No. 2.
Grande e bem montada oflicina k atraate
DE
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Baro da Victoria N. 41
AHTES DE USA1/-0. DWOIS DE USAL-O.
Cura positiva e radical de todas as fnnas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affeccoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
en9as do Sangue, Figado, e Eins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro.
Sabao Cnrativo de Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian
jas e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
e em todos os periodos.
Deposito ero Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Aviso
Pr>- s-. de nina profM ra que saiba tocar
bem piano rrmii trabklhoe r s.'.ihora, para en-
fenho : h tratar cun o Bar< '. Nnarctn, tua
0 III- TMli P!' II. 79, l* MIl-lHt.
o publico
Hennin-' ile Carvalho Mennn di (' ta, proprie-
taria ou pl'.'no.'i-iiihia sita ru i (i IJaraj da Vi-
ctoria ii 14 2." andar, declara para "8 fins con-
veniente?, que desde o dia G di crrente deizon
de ser 8> co da mrmna u-li >t. ^r:i|.h'.-.' o Sr. Flosculo
(le M>.-f'ili.ii-8.
Api'iveita a ucenaiio para cominunicar a todos
UiUellea qu mtt*ui di^nwii" ii-- iiisi.-nsar-lLe a
su pr..ln ln nV>'|iill>' rumo de neitocin, que con-
imnii iiii" a ii-t'f ruin pho'i trrnph1.!, a qual se acba
hij incihnriidn eonsiderave ti iiio bSo s quanto
:i".- r.isti-r tecliiiie'ia d'trte, < uno t.t bem quan-
tu .i- a I dia r- ')'ii>it"S rM-ncafs pr nao des
agradar iiqueilas peasons que .nuparecerem,
dando prov l" ile."ji de eonerrer.para o pro-
greSSO '< i".'i-t;i iinli mi.
Dms V.-.m. >.-i-h .ni-- i'ii:ci;..Iini'nf.-. espera a
refei r.|"i.iar>i i da sw vk!i. .si-sima protec-
cao.
Aimtu aoIrKI!
Ra <:<>taii>i n. I '
DE .1. Do- SATOc AGUIAR
O propiii i ,m ii.tu stbelt:ciii enf". presumin-
do qiiH ufi ii'v- ',): ila Sfiih ira Stnl'Auua dse
j.nn -'(> tiln-. i-iinu SHipre olize-am
dos aiii' r.<>!. .-, -ii,-i*,i,''-]bea um pequeo, porm
eecolbid boitimen'0 r f-gos artificiaes. tanto es-
tran.eiroa coam nacin es. E-perando que o
publico etu yTal, arus dignos fr.'timzes em par-
ticuiai, o Ii urxru etttti bu m-' ac, previne-os
deque tmbelo me inrmi uf-t is'a lelecimento
novidadi i iniiifo ajrecmvi-ir em cigarros e grande
varie>i.d>' em iraaotanae pripnis para mimos ;
vendrnd' -M lu lo >se
Tendo si io rriuibi.da a pmede da frente da
casa prande do pa e in eup nh D ms Irmos,
em Apipoe i, ii r.iii'ind s itivpvrot i.rijeet "8 e rnu-
pa com i ui re. rte ) H Win 'd ", lrntifica se
mi escri,'turto da (J niptnhu do Heinbe a quem
dr inf nm><;oe- i*iri I i -< I .dioes
iBiSii'JiiiSfiBiii Antros
Toitieiii uoi.t
Trflhiis Mint h^rnlios
W.iGON- P K,\ I \\Ma
Maeh .sin complejo para en-
getthtt* ei >_y- mi |>
Especijic'it?i..- < ttrtty iptorio dos
aaenteM
Bnwii8 & i .
M. A na do C oiniuercio
N r >iii.(l i* .i...... h li.gosde
inv mpleu'eni. un' ba ulpira, O ino
..mbem ni'ehui.-ii- para desear.t i i^udao, moi
Hbo* par, cit, 11 H" "rrot e mili ; eerca de fer-
ro gatviuisedo excell ate e m> dieo i m pre^o, pes-
an denbuma lode trepan-a, i.i-iu animal que-
bral a.
Neate bem conhecido estabelecimento, se encontrar utn lindo variado sor
tmento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatat
tudo importado das melhuics fabricas de Paria, Londres e Allemanhn ; o para ben
servirem aos seus amigos e freguezes, os propietarios deste grande esUbelecimenti
jm na direccao dos trabalhos da oflicina habis artistas, e que no curto espaco de 24
horas, preparara um terde roupa de qualquer fazenda.
Ra do Bar o da Victoria n. 41
(PRESOS SEM COMPETENCIA)
Os proprietarioa do muito conhecido estabelecimento denominado
MUSEU DE JOIAS
sito a ra do Cabug n. 4, communicom ao respeita-el PUBLICO quo receberam um
grande aortimento de joias daa maia modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bera relogios de todas as qualidades. Avisara brtnbom que fonticuam a receber por
todos os vapores vindos da Europa, objetos novos e vendem por muito menos que e
outra qualquer parte.
MIGUL WOLFP & C.
N. 4RA DO CABUG----N. 4
Oompra-se ouro*e prata velha.

0*2

Chapeos e chapelinas
36 A40FRAC& DA HDHi-fflfflUA36 A 40
B. S. CARVALHO & C.
Proprietarios desto bem conhecido estabelecimento paatecipam
as Exmas. familias e ao publico em geral, que mensalmente recebem
das principaes casas em Paris e Manchester o que de raelhor e de
apurado gosto ha em chapelinas o chapeos para senhoras e meninos
e das primeiras fabricas de Hamburgo o que ha de melhor em cha-
peos para homens e criangas, e rouitns outros artigos concernentes
chapelaria.
Flores artificiaes para ornamento de salas.
O*
en
93
<>2
5
3
5
ORIZA LflCTE CREME ORIZA ORIZA VELOUTE
aos Consummidores
PERFUMARA ORIZA
PARS 207, Ra Saint-Honor, 207 PARS
IOS PRODUCTOS DA PERFUMARA ORIZA L.IEGRAN0
i'pir! sen mircetuio e fr.vor publico :
X' Ao ciidado escrupuloso com tpu i 2* A sna (pislfdade InaltiraTcl
sao latficius. j i saa^idide do sea perfume.
MAS SE IMITA OS PR03UCT03 DA PERFUMARA ORIZA
sem attingir ao ju nr .u de delicadeza e perfeicflo.
Ck A apvarencit exterior destas i* Ia driruH Producto* Orixm. os roitsuMii:i 49*. Pf^caver contra este comittcio Ilcito e considerar como Tlr
#y^ CQiitrafaccao qualquer troiucte de qiuiliadc inferior Jj^r
^^A. nenAiiln nrtr ?M*h: n-urn hnnrad/ix. ^^V
vendido por cniA- pouco honradas.
>temesa do Catalogo UIot\tr:ilo pedido fxanqaeadoV
SAVON- ORWA- VELOUTE
FUNDA HERN1ARIA ELECTRO-MEDICAL
INVENCAO COM PRIVILEGIO POR 15 ANNOS
Do Ukus HARIE, mdicos iirenlores para curar radicalmeale as Hernia, mais- ou menos carac-
Urtmiloi Ate agora ai fundas-heraiaria leem sido apenas um simples meio para eonter as hernias. Os
taauo* MABIR, resol verso o problema de conter e curar por meio da Funda-herniaria electro-mtdicaJ
jm contrabe os aerros, orlihca-os sem abalo nem dores e garante a cura radical em pouco lempo.
*A^^P^i/S^li^Ui^)BL'ARBRB-SBC^^)epOStera
K
SP1
HEVRjLLrIAS
Mol CiGAHROS tSHC
OPPRlSSAO
TOS SC
UTAUBfiO-DtTLDU
taplra-ae a f'jaiaca a expectore^a e fav orlaa aa funccOos dos orgas respiratorios.
cmt elueSs esa <.* Je 9. EMPIC. i, ru* in-laiare, eos Pan
yyost tartos tm Pemirntue JRMASC-" M. mm m' L VA b C Mor ose, Anemia Catharro pulmonar, Bronchite chronica,
Catharro da Bexga, Phtisica, Tosse convulsa, Dyspepsia, Palidez,
Perdas semmaes, Cathorros antigos e complicados, etc.
Boulevard Denaln, 7, em PAHI1, e na* principaes Pharmacia.
KEDALBA DE HONHT
DIPLOMA DE BOWl
0 9LE0 CHETBIER
i det-nlectado pelo iUc3trlt>,
tnico baltatnfeo, o ov multo
jugmintm a$ proprltddas Oo
0 OLEO de FIGADO
DE BACALAO FERRUGINOSO
C a lrn/ca prepArBcao crt ptrmttt*
dmtpittrar o Farro tem pro*
duzir Prjaflo de Ventr-*, nem
Inoomtaodo.
IrffOSiWnriIiBPiBJS
21, ni Failiq-WHtnirtR. 31
. BRANC0,L0IR0
l FERRUGINOSO!


Onltm ii
1>*
MCITADO POB TODAS AS
Celetoidades Medicas j
tArHANCAEBABJROPA
oiestias"do poto, ,
affecques escrofulosas
CHL0R0SIS,
ANEMIA, DEBILIDADE,
TSICA PULMONAR,
BRONCHITES, RiCHITISMO
Vinho de Coca
DEPSITOS KM TODAS AS PRtSOIPAKS PHARMAC1AS DO BRAZIL.
SEMPRE NOVIDAllES
Fazendas linas e modas
2 A--Bua do Cabug--2 B
J.BAST0S&C.
Pelo ultimo vapor re i'bemos de PARS :
Cortes de vestidos diaphanrs, alta novidade.
Vestidos da cachemira, especialidade.
Ditos de toiie d'Alsacc, grande moda.
Cachemira broch, temido modernisaiaio.
Orlatienne, fazenda nova e padr5es lindissimos.
Venitienne, corobin;i,iio do fazenda lisa e lavrada de muito gosto.
Zephyr quadrile, novidade.
Cachemiras de todas as cores com enfeites de Guipoure.
Plumetie, branco e de cores com lindos bordados.
Toile d'Alsace, variado sortimento.
Satin double, iecido de algodEo raodernissimo.
Case de algodSo, era todas as cores, propria para bailes e theatros.
Leques iliaphanos.
Ditos de setim.
Ditos de roadreperola.
Guipoure de seda.
Bicos do seda diaphano, r^volucilo da grande moda para eneitar vestidos
de sedas.
Chapeos de seda arrendados, novidade.
Sedas e setins, branco, preto e de cores.
Col-has de damasco de seda.
Ditas de crochet e Guipoure.
ESPECIALIDADES
Dolmans de seda e cachemira com enfeites de passemanterio e vidrilhos,
uarnicSo di renda e franja.
Jersey de 15 com enf'tes da pelucia e bordados, escolhidos sortimentos d'estea
a8acos de malha, que vendemos do 8)5000 a 15-5000.
Fornecem-se as amostras de todos os artigos.
_______________(Telephone n. 559)__________________
joseph krause a-
Acaban, de augmentar o sen j bem conhecido
raporianle eslabelecimento rna i
de Diario n. 6 codi mais
ni salde no Io andar luxuosamenle pepar-
rado e prvido de urna e\posi-
tp m prata Jo Port e dfidftjM*
dos mais afamados fabrkfs do
mundo inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos amigos e freguezes a visitaren,
o seu estabelecimento, alim de
apreciarem a grandeza e bom gosto com qne
nao obstante a grande
despeza. o adornaran., em honra
desta provincia.
CM ABITO DAS. A'S 8 DA NOITE

0Tj IP
i
i*
Gotta, Rheumatismo, Dores
Solgo do Doutor Clin
Lauraido da Facilidad* de Medicina de Parit. Premio Montyon.
-------. .-------
A Verdadeira Solucao CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As Affeccoes Rheumatismaes agudas e chronicas, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulares e musculares, e todas as vezes que necessarlo calmar os
sofTrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Solucao CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
1123 Urna oxplicacZo detalhada acompanha cada frasco.
Exigir a Verdadeira Solucao de CLIN & Cie, de PARS, que se eneontra em
_________ casa dos Droguistas e Pharmaceuticos._______________________f
16,600 "ecoWehsa NACImAL 16MO
El1XIU
ELIXIR VINOSO
A Quinn-Larcche conten
pvincipioi- (la (a i..i. icm um costo minio
aurndavel. e superior aos ou]
e uiropes de quina; coaira o de.nai-
mt-nlo aa-': /oreas e do iUmago. as febrtt tuce eradas, etc.
FERRUGINOSO
a feliz combinaco de uui sal de ferro
co a quina. & recommendado contra
a pobreza Uo sangue u citloro-anemia, as
eonsequencias do parlo, etc.
COLLEGIO PRANCEZ
PARA MENINAS
17Ra do Baro de Henifica17
AMADA mmDAMAGOALIA
As senhoras Mme. Francis e MUe. Francis, mi e filha, diplomada pelaFa-
culdade de Paris, recenteraente chegadas de Franca onde exerceram por muitos an-
uos o professorado, acabara de estabelecer um collegio para meninas, segurado o pro-
gramola adoptado em Franga; o qual proporcionar s alumnas que les forem confia-
das ama educacSo completa e esmerada.
Os senhores pais de familia sSo convidados a visitarem este novo estabeleci-
mento situado em tao saudavel bairro e dispjndo de todas'as condijoes do confortavel
e de bygienc.
MUe. Izabel Francis possue um talento elevado para o onsino de piano.
Ella precisa de urna ajudante para as classes._________________________________
SERAL
aris. 22, ru Drouot o r.as priaolpaes r::ar^aclaG do Mundo-
Sem ebeiro nem gosto dos leos de Fig&dos de Bacalhaa ordinarios
le FlaADOS FRESCOS5^
BACALHAU i
OLEO
DE
I
Tmcal 'Je certa contra a Molestias de Plt. J
Bronquitis, PriaOesde Ventre, Tosses chronicas, Affeccoes escrofulosas.
ADVERtENOtA. Exioa-ae do rotulo o aelio-Atul do Estado fi anco,
HOGG, Phmmaceutico, 2, roa CaaUglione, PAR1Z, e principaes Phannacias.
ALLANPATEI1S0N ir C
j. 44Ru l do BrumN. 44
JUNTO A E5 fA^AO DOS B0NDS
Tem para vender, por pre mdicos, as eeguintes terragens:
Tachas rundidas, batidas e oaMetdaa.
Criva^3es de diverso tamanhoa.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angolares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas do dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Bancos de ferro oom serra circular.
Ghradeatnento para iardim.
Vapores de forya de 3, 4, 5, 6 e 8 cavalloo
Moendas de 10 a 40 pollegadaa le panadura
Rodas d'agua, systema, Leandro.
Encarregam-se de consenos, e assenamento de machiuismo e exeemam .ual-
trabalhp com perfeiclo c prestis.
r
lubflEL i
LJBHAI!


Mario de PernambucoTcrfa-feira 27 de Julho de 886


.
J
AS
""*<.
EnferiDiaades Secretas
KNORnHAQtAS
OONORRHSA8
'LORES BRANCAS
L CORRIMIENTOS
oantea es MUtigoa sao curados eral
Jfoooor das am ecrei,o, san ftgi-
n num tisanas, sera cansar je
iBOtoetar as orgauar digestiros, peas I
injecgo de
KAVA
m DOTOR FORNIEB
JMKia W *' la afa

x a. a
US*****
nTKINSON
perfumara ingleza1
afamad* ha mus de um scalo; excede tedas
u ontrasptlo ru perfume delicado eexquisito.
Trez Mkoai.has dC Oi:ro
PARIZ 1878. CALCUTTA 1884
pela extra-fina exreencia de oa qu&lidada.
Perfume* moj-rnos do A'.liuson
FAGRAA k CYMBIDiUM
de raro e peculiar perfuA*a Mqaaei i.-ndo n.lo
r >!'!iJo*por intermedio
deseuslnv.
AGUA DE COLONIA DS ATatU
sem rival pelo seu perfume eaua concentra^io.
Excede todas os productos similares vendido*
*ob o ni
AGUA FLORIDA DE ATKIVSON _r
perfuma para o o 1
urna <*.c-jlba c\i w
beatn-se ca Cas* fe Ulu i i -orJaiiai
J. A E. ATKtNSON
34, Od Bond Street. Londres.
Marca de FabricaUrna "Rosa branca" ,
sobre urna Lyra de Ouro. "

HfjoLSTlS
CORAGAO
Asma, Catarro
CTJieJL CEUTA
COM O EMPREOO D*S
ittnnnlos Antimoniaes'
D PAPILLAUD
Rilatori lavme! da Acadtoia ie Medicina H Firii.
Approvados pela Junta de Hyiieoe do BrailL
D*ie-se etig.r sobre cada Frasco os nomi da
E.M0T7S1TIER & L. PAPILLATO
[II POBITO '.KRAL .
Pbaraacia C1C0H, 25. re Coqn.Uin. PABIZ
,- Em Pernambuco rHAM a. da SUYA & "
mjf^W,av.-..--v.;.
;'' ..
Vinho do
reste
de Quilla ftrniplaaso e de Cascas TNICO RECONSTITTJINTE
Remedio soberano
CHLOROJE, ANEMIA. CARIE D ossos.
AFrE:cr.r das vas dSSsiH
DIARRSE. CM-OMCA?, RACHiTISMO.
BTCflOF BE,
CO.I' A... XEKCAfl Di FCCBESTVI
;: HC C!." ES, ETC.
; re&on
- -A. ; C
,-jr
Para criado
Precisa-ce de um menino de 12 14 anuos : no
swiptorio deote Diaria s- dir quem precisa
iiSOOO
Aluga-se a casa n. 4 da travesea do reitaa
^aotig do Trindade) sin S. Jos, com 2 salas, 2
Hartos, cosinha, quintal, cacunb. e um .-otilo ; a
chave Be acha junto n. 8, e trata se na ra da
Guia :i. 62.
Ama para cosinhar
No largo do Corpo Santo n. 19, segundo andar,
areiisa-se de urna boa cosuibeiru. que d fiador
de m conducta.
ysttsusiite
Cara certa em 48 horas das inflaroacoes
recentes dos olhos, pelo .-.olyrio prepara-
do por Jos Pedro Ro Irgu s da Silva.
Batprega e este poderoso colyrio seinprc coiu
grandes vantagens, uaa* seguate! molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e ebronicas, con-
unctivites, etc., etc.
Deposito eral, na drogara de Faris Sobrinbo
4l C. ra do Mrquez de 0 linda n. 41.
Para informales, sedirijxm livraria Indus-
trial ra do Bario da Victoria o 7, ou resi-
dencia 4o autor, A ra la Saudade n 4.
m\itm\mm\**frm
CREMEdeVOUGEOT
Especialidade de Casis
G JOSTIH DEVILLEBICH01
DO (CfllMTOr) Fraaaa.
19 Jedaihas nt$ EipotioOm d I
PABIZ 1855. 1W, 167 (Expsitas Bartiml)
DIJOK 1855 (MnUlla di Honra), 1M3
10IDRES, HACOI 1858 BORDEADX 115. 1M5
BOOM 1151 BESAICOI, TROTES 1113
Btmilrioo Pernambuco FranC'M. di SILVA A C j
*W*X\">WWiajWi^^
CONTRA
Detlaxos, Crlppe, Bronchltss,
Tprltapaes do Pelto, o XAROPE caPASTA peitcraJ
deNAFdoDELANGBENIER 9 latnnnaOeMiaeart*
Terfioida porMembrwd'. A anial'nBft.
Sem Opio, Mtrphina min (W m receio Al
orofas affeoUdaa de Toase oa Coqueluche.
PARS, ra FUfUttme, 53, I AKIH
GUASAUES
Acabarao-se as Cas
ommuniea ao> Cabello* e a Mtttrba
a Cor natural
m n las U icacdes sem tararm^f 35 ANN03 DE XITO
E. SALLES la; J. MONEGHETTI, macoeaBor
PirfamUta-Colalto, 73. tu Tiriij. PAJUZ
u Bfjnc/pi Perfuml'if DroirUI
;.'LVA*n
Pillas purgativas e depurativas
de Canipanha
Estas pilulas, Cuja preparacSo puramente ve-
getal, teem sid j por mais de 20 anuos aproveitadaa
com os melhores resoltado* as seguinte moles-
tias : affeccoes da pclle e do figado, sypbilis, boa
boes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelaa e
gonorrhas.
Modo de usal-as
Como purgativas: tome-ae de 3 a 6 por da, be-
oendo-se apos cada dso um pauco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : torae-se um pilula ao jantar.
Estas pilulas, de invenco dos pbarmaoeuticos
Almeida Andrade 4t Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sna melhor garanta, tornndo-
se mais recommendaveis, por seren um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
asadas em viagem.
ACSAM-SE A' VENDA
drogara de Paria Wobriuho JE C.
^l BA DO MABQEZ DE OLINDA 41
Telegrauma (resposla paga)
Bicos orientaes, grande variedade em cores
larguras, receberam o Pedro Antunes & C-, e ven-
dem barato ; esperamos resposta ao 63 ra Du-
que de (-axias, Nova Esperanca ; novo sortimen-
to em leques de papel a 7'K) e 800 rs, preferencia
exclusiva ; ditos de seda, bonitas cores e lindas
paisagens a 35, 6 barrato punhos e collarinbos
bordados para senhora a 1800 e 2^500 ; ditos
com pintas de cores a 15200 ; bonitos e delicados
lacinhos de cores, ultima moda em gravatas, a
lt00. Re posta paga ; vale a pena verem o que
: na loja de Pedro Antunes & C. n. 63, ra
Duqu.o de Casias.
Serrara a vapor
Caes do CapSbaiibe n. 9
N'esta serrara encontrarlo os s-nhores fregue-
iio graudc anrtimento de pii-hj do resina de
cinco a dea metros de compnmenco e de 0,08 a
0,24 de esquaiiros Garante-se preeo mais como-
do do que em outra qualquer parte.
Francisco dar Santos Macedo.
1MULSA0
DE
SCOTT
J'E OLEO PURO DE
Fisrado de bacalho
o
COM
llypophosphitos de cal e soda
ipprovada pela Junta de llj
glene e autorizada pelo
soverno
E' o melhor remedio at hnje dencoberto para a
sica ironctiileo, encroptiulati. ra-
rbllli). anemia.: ebilidade rmgeral,
lielIuiiKi. lONke rbninica an>-rd<*
do pello e da ariinnin.
E' tnuito superior ao oleo simples de figado de
bacalbo, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medcinaes e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophospbitos. A' venda na*
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Carteira
Vende-se barato urna carteira contando na peca
de baixo dous arm&rinhos e tres gavetas, e na
peca de cima 17 compartimentos que se fecham
com ama s chave : a ver e tratar no largo de S.
Pedro n. 4, loja.
m
VENDAS
-i.
AMA
Preciaa-ae da uaia anu para lavar, en-
gomar, e fazer mais nlgu6 servigo de
casa de familia na ra da Matriz da Boa-
Vista n. 9 se dir quem precisa.
Doce scecfl de caj
primeira qualidade, proprio para presente, tem
para vender na ra do boas Jeaut numero 35, ar>
BUrB.
Ganuiro da C* k C
Liquidam os seguintes artigos mais barato que era
outra parte, visto seren alguas comprados em
Lilao a saher:
Lindos cretonee claros a 240 e 280 rs., o co-
vado.
Failes de no vos gastos a 4C0 e 500 rs. o dito.
Linons com palmas de la a 80>) rs. o dito.
dem com salpicos a 560 e 700 rs. o dito !
Popelinas com (tras de i eda a 280 e 320 rs., o
dito para acabar.
EsguiSo pardo para vf dtidos a 500 e 561) rs. o
dito.
Setinetas, novidades, a 320 e 360 rs., corea
firmes.
Damascos de la, largura de 2 metros, proprio
para pannos de piano a 15800 o covado ; de cores
propriaa para mesas a 15500 e 15600 o lito.
Merinos pretos para luto, 2 larguras a 900, 15,
15200 e 1.500 o dito.
dem de todas as cores a 15 e 15200 o dito.
Cusemiras de 2 Urguraa, pndres inteiramente
novos a 15-'00, 15600 e 15800 o dito.
Setim maco, de todas as c ires, desde 800 rs. a
2| o dito.
Atoalhado trancado e bordado a 15400 e 15500
o metro.
Bramantes de 4 larguras, superiores a 900 rs. e
15400 o dito.
dem de puro linho a 25 o dito.
dem de urna largura a 500 n o dito.
Guarnicdes de crochets para sof e cadeiras a
85.
Riquissimas eolias de dito a 125 e 145.
Lindas grinaldas e veos para Exmas. novas a
145.
Cortinados bordados a 65500 e 105 o par.
dem em pecas coiu \ j.irda-, novos desenhos a
9.
Toalbas felpudas de cores, para rosto, a 75500
a duz'i.
Meias inglezas, cruas a 3500, 45 e 65 a dita.
dem arrendadas p ira senbor a 85 a dita.
Heroulas bordadas de bratnaute a 125 e 165 a
dita.
Camisas superioies frtncezas a 385 e 425 a
dita.
Cobertas de ganga. forrads a 25-^00 e 35-
Lences de bramaut>s. _'ran e- a 25.
Chale8de casrmira, dem, a 25. 35 55-
Cort.-s de casemia inglesa a 35. 45 > 55.
Chevii.t sup rioi, de 2 laigurar, a 35 e 35500 c
e. /Vado.
Yenda em ro^oo. dniuim deneouto
da praea
59=Rua Duque de axias=^59
Oneiro da (unhak 11.
WHISKY
"OYAL BLKND marca viAJX
Bate excallente VVbieky Escess-.' preter\
ao cognac ou aunardc"-* ^e caima, para tortific
i corpo.
V'.-nde-se a retaiho nos h. Iberes armasen*
liolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VlADOcujon
me e itmblema s ri-gistrados para todo o Brasi
HROWNS \. C, abures
Malas para viagem
Vi nde-se ma por presos eiiu competencia : na ra do Impera-
dor ii. 63.
Aprovtilem!
Vende-sc tudo barato
E.arijo de *. Pedro n 4
Neate establecimeuto ncontra se sempre um
completo sortitnmto de gaioias e pats&ros nacio-
aaes e estraugein-i, o meihor que ha ueste ge-
nero, fructas maduras, balaios proprios para ni-
nhos oe canarios do iiop-ri', eestinha para eos
tura, vassourss do ara a 800 rs. cada urna, que
custa en outra qualquer parte a 15 e 15200, con-
serva de pinient'i americana em bonitos frasqui-
nhos a 12 rs. cada nm, para acabar, massa de
inca muito bem preparada, para bolos
NdIio de Riga
x e x 1
Vendem Foneeo. Irmaoa t C, a preco aiodico
(abri let
Vende se um ero perfeito estado e por pn
pomnodo; tratar na ra Dnnue de Caxiai n.
Exposiro central roa larga do
Rosario n. 38
Damiao Luna & C, chamam a attenco das
Exmas. familias para os precos seguintes :
Carrcteis de 200 jardas 4 80 rs.
Pecas de bordados de 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 25500 e 35'XK).
Fita n. 80 para faxa a 25500.
Leqres regatas e D. Joannita a 15000.
Frascos e extractos de Lnbin, grandes, a 25000.
L"quos D. Lucinda Colho a 65000.
Toalhas felpudas a 500 60O, e 15"00.
Duzia de meias para homem a 3J00O.
Ditas para senhoras a 35000.
Luvas de seda a 25000.
Meias de fio de seda para menina a 15000.
Colarinhos de linho a 500 rs.
Ditos de algodo a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordo para vestido a 20 rs.
Bvisivcis grandes a 320 rs.
rampos invisiveis a 60 rs.
Um leque de setim (novidade) a GJ500.
Ricas bolcinhas de madreperola de 15500 65.
La para bordar 25800.
Urna capella e veo de 155000, por 125000.
Um espelho de moltura por 55500.
Urna pulsi ira de fita per 15200.
Hiss a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande de cera por 25500 e 35000.
NA EXPOSIQO lENTRAL
38-.ua Larga do Rwiario-38
Florida
Loja de iniudezas
Rua do ti que de Callas n. 103
Os proprietarii'8 deate grande estabelecimento
de miudezae, modas e para aecummodar os interes-
8e8 da poca, tem resolvido vrnderem po' meuos
vinte por cento que em outra qualquer parte.
Pentes elctricos 4 6 0 rs.
Luvas de pellica a 25500 o par.
Linha de carritel branca e de cores a 80 rs.
Grampos a 20 rs. o masso.
Invisiveis a 320 rs.
Vestuario de fustao bordado para crianca a
35000.
Pentes o regaco para crianca a 100 rs. um.
Baleias a 36.) rs. a duzia.
Haspas para anquinhas a 120 rs. o metro.
Bicos com tres dedos de largura a 15500 e 15800
a peca.
Linha de cores para crochet a 250 rs. o no-
vello.
Papel amizade a 40 rs. o caderno.
Fita climez i a 320 rs. o masso.
Lencos de linho a 15500 a duzia.
Lindos bicos de cores com 10 Jardas a 45 c 55
a peca.
Urna caixa com tres sabonctes desenliando urna
rosa por 500 rs.
Meias de l de cores Dar senhora a 15500 o
par.
Fazendas brancas
SO' AO NUMESO
4o rua da Imperatrlz = 4o
Loja dos barateiro
Alheiro & C, 4 rua da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estns fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodoPecss de lgodosinho com 20
jardas, pelo- barato preco de 35800,
. 4|, 45500, 45 I. b$, 55500 e 6f 50
MadapoloPecas de madapolao com 24
jardas a 45500, 55, 65 at 125000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branets c cruas, de 15 at 15800
Creguella francesa, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalbas e
c-roulas, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem fe: tas,
a 15200 e 15500
Colletinhos r"a mesma 800
Bramante fraocez de algodo, muito cn-
corpada, com 10 palmos de largura,
m -tro 152
Dito de iinho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 25500 e 28U<
Atoaihado alamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Cretones chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado uo
mercado, re. 200
Todas estas fazendas baratssimas, na conhecida
loja de Alheiro i C esquin do becco
dos Ferreiros
Algodo entestado pa-
ra eii^oes
A Oo ra. e 1*000 o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa*Vista
ndo para lencoes de um s panno, eom 9 pal-
e de larguras 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o i/ietr.', assim com dito trancado para
nialbas di misa, com 9 palmos oe largura a 1520
i ctro. lsto na leja de Alheiro C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MKRINSPKETOS
A 15200, 15400, 15600, l-'800 e 25 o covado
A heiro & C, k rua da Imperatriz n. 40, ves
di-m muito bons merinos pretos pelo preco acim
dito. E' p> chimba : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da rua da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartdhos para senhora*, pelo prec'
de 55"00, assim ci.mo um sortimento de roapat
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esqui*
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 25800 e3)o covado
Alheiro & C, 4 na da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casimiras ingle-
sas, de duas larguras, com d padrea mais del
cades para costume, e vendem pelo barato prvci
de 25800 e 3| o covado ; assim como se enoarre-
gam de mandar tazer costumes de case mira a
30"', sendo de paletot seco, e 355 de traque,
grande pechincha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 is. o covado
Os barateims da Boa-Vista vendem urna grande
porco de brim i ardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr- co de 32i
rs o covado, grande pechincha ; na loja da es
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a BOO ra. a peca
A rua da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
borda jo, dous metros cada peca, pelo barato pre
co de 100 rs., ou em carto eom 50 pecas, sorti-
das, por 5f, aproveit>'m a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Frreiros.
Farinha para porco
Vende-se para acabar, por preco madico : na
rua do Imperador n. 63
A RevoluQo
rua Duque de Caxias, resolveu a vender
os seguintes artigos com 25 0[Q de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Sedas lavradas de 25000 por 15000 o covado.
Cachemiras de cores a 15200 o covado.
Ditas pretas a .5000. 15200, 15100, 15600
15*00 e 25000 o covado.
Dita broch, de la e seda, lindos tecidos, 415500
o covado.
Gorgorinas de listrinhas a 360 rs. o covado.
Betins a 800 o 15200 rs. o covado.
Dito preto a 15000 e 25200 o covado.
Gaze com boliBhas de velludo a 800 rs. o co-
vad.
Las com bolinhas a 640 rs. o covado.
Velludilho liso e lavrado a 15000 c 15200 o co-
vado.
Fuato branco a 440, 500, 560, 600 e 800 rs. o
covadu.
Giosdenaples pretos a 15800, 25000, 25500 e
25800 o covado.
Nnsoc de cor a 300 rs. o covado.
Cretones finas a 360, 400 e 440 rs. o covado.
Cambraia de quadros a 15500 a peca.
Dita transparente de 45000 por 25000 e 25500
a peca.
Linn branco a 500 rs. o covado.
Fachs de retroz a 15000 um.
dem de la, de 15000 at 65000.
dem de pelussia a 55000 e 65*00.
Idi m de pelussia bordados a 75000.
Cretones para chambre a 320 e 360 rs. o co-
vado.
Cambraia com salpicos a 64 rs. a peca.
Chapeos de sol de cores para senhoras a 7-5500
um.
Brrn de linho de cor a 15203 o metro.
Linhos escosse^es a 240 rs. o corado.
Z"pin ros listrados a 200 rs. o covado.
Tapete* para janella, piano o cama 45000,
65000 c 75000 um.
Ditos avelludados para sof a 245000 um.
Fusto de cor a 500 rs. o covado.
Setinetas lavradas a 500 rs. o covado.
Flauella branca a 400 rs. o covado.
Setinetas com desenhos lindos a 440 rs. o co-
vado.
Cortes da caaemira a 35000, 35500, 550C0 c
75000.
Casemira de c6r e preta a 15800 rs. covado.
Timo.-s bordados a 45000 um.
Brim pardo lona a 360 e 500 rs. o covado.
Camisas de meia a 800, 15000 e 15200 urna.
Algodo com duas larguras a 800 rs. o me-
tro.
Esguio amarello para vestidos a 500 rs. o co-
vado
Espartilhos couraca de 45000 a SOOO um.
Para aa Exmaa. noivaa
Setns maco a 15200 e 25000 o covado.
Popelinas a 600 rs o dito.
Alpaca a 400 e 440 rs. o dito.
Setinetas lisas e lavradas a 500 e 560 rs. o dito.
Cortinaoos bord.dos a 75000, 95000 e 155000 o
par.
Capellas e veos finos a 105 e 145.
Calchas bordadas a 55000, 75000, e 850.0
urna.
Camisas nacionaes
A 2&500. SfOOO e 35500
32^-- Loja rua da Imperatriz = 32
Vende-so. ueste novo estahelecimento um gran-
de sorlinvuto de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnbos de linho como de algodo, pelos
baratos precos de 25500, 35 e 45, sendo taaenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada por
um bom artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a v mtade des
fregueses : na nova loja da rua da, Imperatriz n.
3;, de Ferreira da Silva.
,H0
Ao32
Nova loja de fazendas
TJat Rua da Imperatriz = 31
J FERREffiA DA SILVA
'' Neste novo estabelecimento encontrar o res-
p.iitavel publico coi variado sortimento de fazen-
das de todas as qualdades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom surt
ment de r< upas para -homens, e tambem se man
da tazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre altaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc.
It-Baa da Imiterairlz 33
Loja de Partir da Silva
Neste estabelecimento vende-se aa roupas aba
zo mencionadas, que sao ba- .i.as.
Palitots pretos de "r aiagonaes e
acolchoados, sen.io tazenaas muito en-
corpadas, e forrados r<50U
Ditos de casemira preta, de cordo muito,
bem feitos e forrados 10500t
Ditos de dita, fazenda muito melhor 125001
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 125001
Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encorpada 55501
Di toa de casemia de cores, sendo muito
bem f.-itas 655
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 850U
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 25, 25500 e 350M
Ceroulas de gr> fuellas para homens,
sendo muito bem feitas a 15200 e 15601
Colh-tinhoA de greguella muito bem feitos 15U*
Assim como um bom dort;ment de lencos t
linho e de algodo, meias cruas e collarinhes, etc
lsto na loja aa ~na da Imperatriz n. 3i
LOTERA
ALAGOAS
CORRE NO DA 27 DE JU1
INTRANSFERIVEL! INTfiaNWIM!,
O portador que possuirum
vigsimo desta importante lo
teria est habilitado a tirar___
10:006$000.
Os bilhetes acbam-sea' ven-
da na Casa Feliz, praca d In-
dependencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 27 de Julho
1886, sem alta.
O portador de dous vigsimos desta
importante lotera do custo de 2|200 est
habilitado a tirar
2o:oi2$ooo
Preo em porco

Vigsimo.
Vigsimo.
A' RETLHO
i#ooo
f#lOG
A ROA DA FORTUNA
30Rua Larga do Rosario36
Aos I.OOO.OOOSOOO
200.000000
100:000S00#
LOTERA
VAPOR
e mocada
Vende-se um bom vapor e nwnda com ponco
uso ; a ver no eogenho Timb ass. muito perto
da estacio do metmo wme ; a tratar na rua da
Imperador n. 48, 1 andar.
Riscados largos
a too ra. o covado
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vendem si
riscadinbos pr-pi'on para roupas de meninos
vestidos, pelo barato proco de 200 rs. o covadt.
tendo quasi largura de .-hita tranceza, e tsir>
como chi'as brancas miudinhas, a 200 rs. o
d.i,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
'oja do Pereira da Silva.
Fuatoen, aetloelaa e lslnliaa a SO
rn, o covado
Na loja da rua da Imperatriz n. 32, vende-t
um grande sortimento de fustes brancos a 6
rs. o covado, lainhas lavradas de furta-cores
tVzenda bonita para vestidos a 500 rs. o covadt.
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a
cir'S, a 500 rs. covado pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merino pretoa a l9S
Vende-se merinos pret >s de duas larguras par
vestidos c roupas para meninos a 15200 e 1560
o covado, e superior setim preto para enfeites >
15500, a>sim como chitas pretas, tanto lisas com
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs. ; aa novt
Inja de Pereira da Silva 4 rua da Imiieratriz m>-
mero 32.
.laTodoalnho trance a para lence
a OOOra.. t e 1&COO
Na loja da rua da lmpi-ratriz u. 98, vande-s.
superiores algodoznhos francezes com 8, 9 e 1*
palmos de largura, proprios para lencoes de na
. panno pelo barato preco de 'OO rs e 15000 i
metro, e dito trancado pa a toalhas a 1528", a
sim como superior bramante de quatro largura
para lencoes, a 1550o o metro, barato ; na Ion
di Pereira da Silva.
Roupa para meninos
4 4*. 1*500 e e*
Na nova loja da rua da Imperatriz u. 32,
vende um variado sortimento de veot.iarios pn
prios para meninos, sendo de palitosinbo e cale
nha curta, feitos de brim pard, a 45000, diUu
de moiesquim a 45500 e ditos de gorgoro preu
emitaudo casemira, a 65, sao muito barata ; n>
loja do Pereira di Silva.
Film, los e Wm~
Vende Candido Thiago da Costa Mello em seu
de' osito 4 na Imperial n. 322, olaria. Talephone
numero iA.
DE 3 SOhTEIS
Em favr dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
EiUuCDio: io 15 HieMbro ae 1886.
0 thesour^iro, Francisco Gon^alves Torre
ralTS BARITAS
Pa bem condecida loja da rua Primeiro de
Mar$o ii 20
JUNTO DO LOIVRE

4500, H, 5^(500, 6A, d|5ft
de 44, 4^500, 5,5!, 5,5500, 6i e
Grari'ie sortimento do madapol&Vs de
7^500o8f5O0O
Algoioes brancos, superiores qualidade,
6^500.
Saperiore8 cretones de 320 a 500 o covadu.
Batists, lindro paarSes, a 200 e 320 rs. o i-ovado.
FustSes brancos de novos desenhos a 440 e 500 rs. o covado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous pannos a 3! 500.
Ditas de ganga cretone,bonitos pnlrois, a 3,5000.
Lencoes de. bramante, de linho de 2$ a 4$000 a um.
Ditos de algodSo de 1,800 a 25500.
Toalhas f> lpudas, de tamanho regular a 5000 a duzia.
Ditas grandes para omitios a 2t$000 urna.
Lencos de algodo de 1800 a 2^200 a duzia.
D;+os A" algodo, com barra, s 2($400 a duzia.
B > i,irlo, i-lar", 300, 400 e 700 rs. o covado.
Di'o '- >ao-'i", I i, 1^, l^iOO e 1200 o meto.
i-ii;9 v-sti. ie cretone de 205> por 8^000.
.i i ..apos le linho de 3AoOO a 6ja duzia.
Grarjtle varedade de anquinhas de 2$ a 5I000.
Meias cruas para homem a 5, G^, e 7ji000 a duzia.
Chambres muito bem preparados, para hornera, de 5^ a 10000.
Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 2500 o covado.
Algodo-trangadc. de duas larguras a 1$300 a Vara.
Bramante de .Igodo, de qn.tro largaras, le 1^500, 108OO e 2000 a rara
Dito de linho dem idein de 2/5, 25500 3(5 e 45000 a vara.
Lequps de papel, de lindos d-senhos, de 500, 800 o 15000.
Merino preto e azul a 1540( rs. o covado.
Setinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o covado.
Guarda p de brim de linho pardo a 45, 55 e 61000.
Oxford p^ra camisas, lindos padrdVs, a 280 300 e 340 rs, o covado.
Velbunas de todas as cores a 15000 o covado.
Molesquio de cores, bonitos padr^-s, a 600 rs. o covado.
Chales de algodo a 15200, 15-iOO, 15*00 e ftOOO.
Costamos para banhos de mar a 85 105000.
Cortinados bordados para cama e janellas a 85 105, 12, 14 e 165000 o par.
Grande sortimento de roupa feita para trabalhadores de campo.
Encarregamo-nos tambem de mandar fazer qualquer roupa para homens "a
meninos, para o que temos um hbil official o um grande sortimento de pannos, briaa,
casemiras, etc.
Quem precisar de algum artigo bom e barato, dever visitar de preferenaia
este antigo e acreditado estabelecimento. ^B
Bu Primeiro u Marco 120
l

i",cr!
MOTILABO


'Otario de PcrnambcoTcrfa-feira 27 de Julho de 1886
ASSKMBLEA GEiL
CHARA DO DBPITADO
SESSO EM 9 DE JULHO DE 1888
PBISIDKSCU DO SR. AKDBADE FIGUEIBA
(Continamelo)
' O orador procurou pessoalraente o Sr.
Dr. Ulysses Vianna, cono quem conversou
muitas vezes, e cora rauito prazer, pela sua
notavel nstruegao. (apoiados), que erados
membros da commissao senSo o mais adian-
tado abol -ionista, o mus decidido e argu
alentador. .
O mais decididos dos governistas, por
que nao o pode comparar, por exemple, ao
nobre deputado pelo 2 distr.cto de Minas
Geraes, quo nesse tempo diriga a phalaa-
ge oposicionista. Foi so naquelle tempo
e durante o seu ministerio que o orador se
vio separado do nobre deputado, com quem
antes sempre esteve em perfeito accordo.
V6 com prazer queja esto mais approxi-
mados e nutre a esperanga que acabado
juntos, como comegarara. (Risadas.)
O Sr. Candido de Oliveira :Ab 1 Nao
duvido. (Risadas.)
O Sr. F. Belisario (ministro da fazen-
da) : -Esti verano sempre unidos, s nesse
periodo se separaram o agora estam quasi
a voltar ao antigo estado.
O Sr. Candido de Olvera : Estimo
muitoesta declarado.
O Sr. F. Belisario (ministro da fazenda):
Como dizia, procurou o Sr. Dr. Ulysses
Vianna, e lhe declarou que aquella emen-
da era contraa o vencido e contra o ac-
cordo em que
estva de nao alterar causa
alguma venc ia em 21 discussao, a nao ser
simples redaccao. Por essa occusiao re-
cordou a S. Exc, qual o fim daquelle ta-
bella e daquelle plano que era fazer termi-
nar o periodo legal da escravidao no fim do
aeculo. Alm disra a le dizia que a de
duccao se fazia do valor com que o acravo
fosse matriculado. Esta expressao se man-
teve sempre no projecto, nunca foi altera
da. Em segundo lugar Umbem obseryou
a S. Exc. que o valor j estava deduzdo
porquanto, tendo o governo proposto------
1:000&000 para o prego mximo do e?cra-
vo os conservadores reduziram-n'o e hn-
viara aceita lo o de 900*000, nSo podendo
portanto, tazer nova reduegao pois assim
alteravam o valor, que nSo seria raais de
900)5000, porm inferior. A discussao foi
' longa entre alguos membros da commissao
e o orador, estando boje presentes na c-
mara smente o Sr. Antonio Prado e oSr.
Lourenco de Albuquerque.
O Sr. Lourenco de Albuqudrque decla-
rou: (procurar reproduzir as palavras
/" textuaes de S. Exc, se a memoria nao
lhe faltar.) Que o sed desejo era que os
dous grrupos liberal e conservador se har
monisassem no sentido da adopcao do pro
jecto do Sr. conselheiro Saraiva ; e que
portanto desde que honvase accordo, elle
prestara a sua assignatura emenda, as
sim como a recusara, so nao hovesse.
Foi nejsa occasiao que o procurou. o seu
nobre amigo o entao ministro da just.ga,
pois o Sr. Dr. Ulysses Viann*. se recusav*
tomar a responsabilidadi de retirar a emen-
da que estava escripta pela letra do presi
dente do conselho, o r. conselbeiro Sa-
raiva. De sorte que ain-la foi necessano
ouvir o Sr. ministro da gricultura o Sr.
conselheiro Moura. O Sr. Ulysses Vi
anna insistia em que anda que todos os
membros da com nisaao retirassem sua as-
signatura elh conservara a sua, mas o ora-
dor entenda que sendo S Exc. membro
da commissao e estando i> accordo com
ella nao podia fazl-os individualmente e
que a retirada devia ser completa.
Nao ficando resolvida a questao ness*
dia, continuou a discussao do projecto*
que alias deveria ser votado, e no da se"
guinte quando o orador entrou nesta casa
com o seu dUtincto amigo, deputado por
S Paulo, tove communicagao nao so do
Sr. conselheiro M >ura, mas do Sr. Ulysses
Vianna de que a sua emenda sena retira-
da completamente.
V, portanto, a cmara que aintelligen-
cia que se dava lei era aquella e que,
portanto, para-sor alterada era preciso urna
emenda, como eritenieu o propno Sr. con
selneiro Saraiva.
N3o pode saber que motivos teve o go-
verno, ou os amigos do governo, para ac-
ceder retirada da emenda; ioclina-se a
acreditar que o Sr. conselheiro Saraiva
entendeu que nao era necessaria. A com-
bara comprahende que o orador nJo quer
tnnder urna horaonagem banal ao Sr. con.
selheiro Saraiva, afirmando mais urna vea
que possue elle dotes tilo distinctos .reve-
lado* n'uma vida tao longa, o conbooida,
tSo integra, que nao necessario o seu tes-
temunho. Mas nao pode comprehender o
facto se nao desta raaneira : que S. Exc.
depois de ter entendido que era necessaria
a emenda para se comprehender a lei de
outra maneira, afinal convenceu-se que nao
era precisa.
Assim, ten lo o governo de regular aiei.
nao tinha outra ecusa a seguir senao os
termos da propria lei, que nao permitte
interpretagao diversa daquella cratida em
suas palavras. Alen disso, tr^s dos actuaes
ministro*, os Srs. Aatonio Prado, Alfredo
Cbaves e o orad >r, tinhain mais esse ele-
mento de convii-cio o histrico dos aoon-
tecimentos, segundo acaba de relatar. Mas,
anda que nao o tivessera, a lei nao se
prestava a outra interpretacao. Aceitaram
a lei de boa f, a fizeram passar, e nao
podam de maneia alguma querer tergi
versar no mod > de executal-a. Eis o que
tinha a dizer, quanio a esta parte.
Agora oejupar se ha da outra relativa a
localisagao dos escravos. Este assurapto o
nobre senador pela Babia o Sr. conselheiro
Saraiva, o julgou -isignificanto.
Tendo sido assim julgado sobre elle dir
maito pouco.
Em primeiro lugar tinha-se o texto da
lei, aue determinou circumscripgo'es provin-
ciaes. Nao estava na faculdade do gover-
no crear urna circuascripcao mais, alem
das que estavam determinadas pela lei.
Nao entrar portanto na argumentadlo
que se tem produzido, quer por um lado
quer por outro, para saber se a cidade do
Rio de Janeiro perteoce ou nao provin-
cia do mesroo nome. O que verdade
que se algumas vezes ella est separada
s legalmente, porque em todas as suas ou-
tras relaces est unida.
A questao nao tem valor pra'ico. (NIo
apoiados.) Feliz nente o commercio de es-
cravos est terminado no Brasil (apoiados)
sao raris8mos os casos de compra e vend-..
Um dos Ilustres senadores pela provincia
de S. Paulo, deixando as duvidas de lega-
lidade e illegalidade toeou, com louvavel
franqueza, o ponto de vista dos abolicionis-
tas nesta questao.
S. Exc. disse: O abolicionismo nao v
nisto urna questao de mais ou menos ille-
galidade; mas, fazendo-se da cidade do
Rio de Janeiro urna circurascripcao nica
seria fcil que a escravidao aqui cessasse
primeiro do que nos outros pontos do Im-
perio, o que seria de notavel influencia para
a aboliglo. Ora o governo nao podi-s preoc-
onpar se com raz3es desta ordem. Quer
reste sentido, quer em sentido opposto, es-
tas considerares eram para o governo
alheias ao seu objectivo, que consista em
interpretar e executar a lei.
Permita a cmara que eu cite ainda um
facto.
A cmara municipal do Rio de Janeiro
ha pouco tempo.determinou propr um ira-
posto espacial contra a entrada de escra-
vos no territorio do seu muncipo. O go-
verno nao poderia approvar a postura em
que tal imposto fosse creado, porquej
cmara municipal, entre outras razoes, nao
s, nao podia propor impostos que tinha
tim especial e nio orear renda para as
suas d< spezas como nao podia o governo
permittir que se contrariasse a disposicSo
da lei da assembla geral, que marcou as
circumscripsoes para localisacSo dos escra
vo8"
Esse acto da cmara municipal foi ap-
plaudido por todos os abolicionistas. Nao
estava ainda feito o regulamento ; e se a
lei contivesse a disposiclo que separasse a
cidade da provincia, intil era a postura
applaudida pelo partido abolicionista; logj,
a lei nao creou essa circumscripjao espe-
cial que hoja se pretende.
A cmara despulpar o orador por ter
tomado alguns momentos a sua atten^ao na
explicayao destes acontecimento, raostran
do ao mesmo tempo a parte que teve,
como memoro do governo, approvando o
regulamento e aceitando o tal qual est.
Nao podia proceder de outra maneira.
O regulamento nao senao a execugao fiel
do peosamentj da lei. (Muito bem ; muito
bao.)
O Sr. L.'-iirenfo de Albuqaer-
que "para urna explicagao pessoal) con
tinna o que disse o honr ido ministro da
fazenda na parte que a elle se refere.
seu concurso ; estava disposto a votar pela
emenda de que failou o nobre ministro,
mas desde que houve accordo para nao se
votar essa emenda, immediatamente an
nuio.
O Sr. Camlnha (pela ordera) requer ur-
gencia, que a cmara concede, para na
primeira sessao tratar de negocios relati-
vos provincia do Caar e respectiva as-
sembla provinci I.
ORDEM DO DIA
CB^AMESTO DO IMPERIO
Contina a 3.a discussao do orc*mento
fixando a despeza do ministerio do imperio
para o exereicio de 18-6-1887.
O Sr. Candido de Oliveira sen-
t que o nobre ministro do imperio nao
contin ise hoje com a boa pratici que
hontem adoptou de vir acorapanhar a 3.a
discussao do seu orfamento; hontem S.
Exc. respondeu largamente ao nobre de
putado Sr. Louenco de Albuquerque, mas
um ponto principal foi posto margara :
se aceita va ou nao as emendas que a com-
missao apresentou para organisacao do
plano que o governo tracou e que S. Exc.
disse considerar o padrao do gloiia do ga-
binete do 20 de Agosto.
Julga fra de duvida que taes emendas
nao podiara ser presentadas 6em previo
accordo com o Sr. ministro do imperio;
mas essas emendas aposentadas ultima
hora na 2.' discussao toram abafadas por
um requerimiento.
Vio hontem que o nobre ministro tirou
do si essa tarefa, abandonou-a ao nobre re-
lator da commissao incumbido de respon-
der opposiyao ; mas duvida que o nobre
deputado explique o facto.
Precisa justificar a emenda que hontem
apresentou, para a qual invoca a attcnjto
da nobre commissao de orcamento, acredi-
tando que ella ser aceita, porqu i satisfaz
o apregoado plano de economias.
Sabe quanto sao p^rigosas as delegares
legislativas, e foi por isso que o anno pas-
sado recu80U o seu voto a urna emen ia do
Sr. Lourenco de Albuquerque, porque S.
Exc. entenda de modo contrario pi
niio libral e foi denodado campeao da
autorisacao que concedeu ao govorno a lei
de meios.
Mostra que por essa emenda ficou o go-
verno autorsado a reorganisar o servio
sanitario desta capital, gastando at a quan-
tia de 319:200$; mas o Sr. ministro do
imperio servio-se da autorisacao com ex-
cesso da despeza fixada; porm S. Exc.
comprehendeu a falta em que incorreu e
procurou disfarcal-a com a verba de soc-
corro3 pblicos, que estava oreada em
190:000l, reduzindo a a 100:000$ passan-
do o resto para aquella r organisaao.
Faz varias considerares sobre a incon
venienca deste procedimento, que foi um
abuso.
Passa a analysar o novo regulamento
que S. Exc. expidi para a directora ge-
ral de hygiene e inspectora do porto do
Rio de Jaoeiro, onde se offendeu a consti-
tuicao do imperio, mandando que a junta
de hygiene possa invadir o asylo sagrado
docidao e mandar fazer obras as res-
pectivas casas, impondo multas, etc.
Como brazileiro, lamenta que o nobre
ministro do Imperio expedase um regula-
mento que contera disposijSes attentatoras
dos direitos e regalas que a nossa consti-
tuicao conferio a todos os cidadaos.
fiscalisar o conhecer tilo bem da coave-,os ministris que deliberara segundo o espi-
niencia da hygiene dos soldados, da con
struccao e das accoraodacSes dos offieios a
elles destinados, como um medico militar,
aeostumalo nesse rgimen.
Tambera nao sabe que outro criterio pos-
sam ter as autoridades sanitarias senao o
arbitrio para distinguirem entre a habita-
cao do pobre e a do rico, as casas que
houverera de visitar.
Nao menor arbitrio tora ellas na com-
minacSo de mudanzas de doentes pobres
para casas apropriadas.
Esto e rauitos outros vexames consigna-
dos no regulamento o tomara antipatbico,
porque nao se recomienda era pela jas-
boa das suas disposico is era pla ngua-
gem, pois acha-se insado de erros grossei-
ros de gr unuiati :a, erros de que a caraira
o deve expurgar.
Entre as disposicSes draconianas que
tem profliga lo, cita ainda a da publicidade
que se qmr dar aos nascimentos e bitos
as casas de maternidad3, o contra os
quaes nao ha a menor sombra de crime,
alm do que resulta da perdoavel fraqueza
em que cahem as creeturas.
Nao satisfeito do ter attentado contra os
direitos e regalas dos cidadaos, estatuidos
em as nossas leis, e que foram a mais bri-
lbante couquista da democracia, o nobre
ministro aijada violou a lei augmentando a
verba para que estava autorisado.
O regulamento possivel que se ja exe-
cutado em :odas as sua clausulas ; mas se
tal acontecer a sociedade brasileira ter
retrogradado inmensamente, e a constitui-
do nao ser mais a regra dominadora das
relag3es entre os governantes e os gover-
nados.
O Hr. Hatoso Cantara diz que an-
tes de explicar a questao das emendas so-
bre as quaes confassou se vencido no pare-
recer da commissa, vai responder -im-
pugnacao do Sr. Candido de Oliveira, a
varias diaposicSes do regulamento sanitario
orgaoisado pelo Sr. ministro do Imperio.
A primeira das disposicSes, qu9 mere-
ceu grande censura do nobre dep-itado
aquella que permitte autoridade sanita-
ria, havendo denuncia de cirramstaneias
que possam prejudicar a saude publica,
penetrar no domicilio do ci ladao afim de
fazer remover esias circurastancias e sol
citar a forja publica nos casos de resis
tencia.
O orador nao ve razao para censura.
Pois se ha casos na lei em qu^ se pode
penetrar no domicilio do cidadao, porque
nao s* ha de penetrar, para salval-o,no lu-
gar em que elle corre perigo e em que est
o foco da morte V
Se nesse ponto houve violacao da consti-
tuicSo, tambera violou o cdigo criminal
quando permittio a entrada na casa do '-i-
da tao era certos cosos nao designados na
le fundamental.
A delegac&o para regulamentar o servi-
solutamente nao usou de arbitrio, como
alias asseverou o nobre deputado.
Os receios de S. Exc. pela execucaodo
regulamento sao exagerados. A questao
toda de forma, e sabe o nobre deputado
que se houver abuso por parte da antorida-
de, havendo denun -a ella responder pelo
abuso que comraetter. A torca publi-a
nunca ser erapregada senao havendo de-
nuncia de resistencia a urna ordem legal.
O art. 91, censurado pelo nobre deputa-
apenas urna me lida preventiva para
as casas de maternidade tenbara raais
o,
;, Ia?.
Estara dispensado desta explicajlo,
senao se tivesse exposto do senado tudo
em sentido different-*; desde que se trata-
va de um projecto om o ac ordo dos dous
grupos da cmara, havia de preslar-lhe o
Infelizmente a nossa tendencia para ina
caquear tudo quanto : estrangeiro deter-
minou o nobre ministro a copiar da; lei^^ c*udado naa admissSes ; por isso conv.n
franceza medidas que destoam das normas _ue e[iH8 fa^am polica sanitaria as devi-
e regras do nosso direito. Entretanto dei-
xou de consagrar ama disposijao salutar
daquella lei, que s permitte a devassa
as casas alugadas. S- Exc. foi alm : per-
mittio que as autoridades sanitarias visi-
tassera o domicilio privado do cMadao fra
do9 casos designados na lei. lato uraa
perseguigSo, um vexame que nullitca o
texto claro e expresso da constituicao, que
s em casos determinados permitte a de-
vassa na casa prvala do cidadao.
Na cfte nao ser muito perigosa a me-
dida, mas no interior prestase ao arbitrio
das autoridades.
O orador nao desconhece a competencia
do nobre ministro do Imperio uestes as
suraptos, mas julga que o regulamento
pode ter sido feito por um hbil hygienis
ta, por um professor de medicina legal ou
por um medico abalisado, menos por quem
conhega o rgimen politieo e civil dos ci
dad&os brasileiros.
Cora rela$ao ao rgimen dos quarteis,
que tem urna aireccSo sui generis, naooom-
prehende que um medico paizano possa
FOLHETIM
KIG-OLO
POR
247,33 33 lUmPIS
G0.ST1NUHA0 he ANGELA)
das comraunicaQSes.
R dativamente lei do Io de Oatubro,
esqueceu-se o nobre deputado que o regu
gularaento apenas contera bases geraes a
?ue as cmaras municipaes tem de satis-
azer.
Nao exacto que nobre ministro do im-
perio tenha excedido a autorisacao legal
da despeza decretada para o servijo da hy-
giene. O nobre deputado d se ao taaba
lho de vorificar este ponto e ver qur sen-
do de 181:000#000 a verba votada, e de
73:000/J a consignada no regulamento,
ainda houve um saldo. Aquillo que ao no-
bre deputado parece excesso, refere-se a
um peaido do outorisajao que faz o nobre
ministro do imperio.
O nobre deputado alludio a factos que
tem a mais simples explicado. Por exem-
plo, S. Exc. quando disse que a commis-
sao de orcamento era urna commissao de
confianga do governo laborou n'um equivo-
co, porquanto nao a cmara que delibe-
ra segundo a voutado dos ministros, mas
( f ontina{o do n. 16 8)
XVI
Tu podes te gabarde ter topete, meU
velho, replicou Flogoy, rindo. Como vais
depressa. Ura esta, vao te mandar soltar
immediatamente, dar-te desculpas e csta-
belecer-te urna renda.
E devia ser assim, disse Osear.
Quando se mancha a honra de um inno
cente, virgera de qualquer aecusacao, como
a virtude de uraa roseira de Nanterre, o
Hienos que podenam fazer lhe era pagar-
Ihe uraa forte indomnisacSo.. A minha
honra, vale muito dinheiro !... Pois bem,
nao nao de pensar nom sequer nisso 1 Pren-
de-se um homem sem saber porque ; met
tem-o n'um segredo, deixam-n'o l tres ou
quatro mezes e algumas vezes mais e um
bello dia diz se Ihc : meu rapaz, tinhame-
nos engaado, est solt, ponha-se na ra,
mas tome cuidado se o tornara a apa-
nhar!!! E aqui est um pobre diabo, no
meio da ra sabindo da prisao, sem um sol-
do, na profunda, nem um buraco onde pos-
sa dormir. O pobre diabo p3e a sella n
barriga, va dormir em cima de um banco
ou n'uma casa om construccao, conforme a
poca do anno. .. Os policiaes tilam n'o e
tres dias depois em polica correccional
gramma um mez de prisao, por vagabunda-
gem I Olho que a sua justica fresoa !. ..
E' da gente estourar de riso.
XVII
Osear Rigault ria com eff-Mto, mas com
um riso constrangido e amarello
Tudo isso, meu rapaz, rauito boni-
to, murmurou Vagdurae ; mas fica des-
cansado, que nao ters o desgosto de ser
posto na ra por causa de erro reconheci
do'... A-justiQa tem-te e nao ta larga.
Has de ir at o fim, com toaa a g-dhar-
dia e pode muito bem ser que encontres a
guilhotina, no punto terminal.
Ento o senhor tambera acredita que
eu raatei Jyrao Bernier ? perguntou o mas
cate, con ira mensa angustia.
Se eu tivesse igual certeza de encon
trar am minha casa, essa noite. doze mil
francos, como tenho do teu crime, pedira
a minha demissao antes de ir paracasa.
Rigault tez-se rauito paludo e depois
muito verraolho. Apoderaba se delle uraa
colera violenta.
Olhem exclamou elle, querem saber
urna cousa : todos voces que pertencem a
essa barraca da poli :ia e da justica, todos
voces nao valem a corda que os ha de en-
forcar !... Quando so commette um assas
ainato, voces pre.dsam de nm assassino e,
se o n5o encontrara, inventara um, negocio
de deiar poeira nos olhos do publico, de
parenerera mais espertos do que sao e de
fingirem ganhar os eeus ordenados. Pois
bem, isso urna canalhice e quando eu
lhes sabir das unhas, eu hei de os... Mas
basta. Quem viveiwver.
Os dous agentes contentaram-se em en-
colber os hombros.
As carruagens pararara.
rito da camava.
* Ora desde que a commissao de orja-
meuto, seguindo o progamma poltico e
econmico do govorno, propoz cortes em
algumas verbas insignificantes sem ouvir o
governo, nao sa pode dizor que a commis-
sao faltasse, poristo, oosiderajo e ao
respeito q ie ella deve ao nobre ministro
do imperio.
Mas, o facto passou-se do outro modo. O
nobre ministro ulo disse era podia dizer
que as emendas da commissao forara para
elle urna anrpreza. No primeiro dia em
que S. Exc. se apresentou perante a cora
inisso esta desde 1 >go tratou de offerecer
emendas rednzindo algumas Verbas do or
cament. Combinou eatao com S. Exc.
em aceitar a propoata de 1887 1388 co-
mo base da discussao, attenta a urgencia
das leis annuas, mas reservando-se o di-
reito da apresenter emendas supprcssivas
no correr da discussao.
Siiente disto, o nobre miaistro disse que
a respeito deste trabalho e das orneadas
conferenciasse a comraissao cora o director
da secretaria do imperio.
Assim fez a comraissao: confeccionou
cora aquello director, que lho forneceu to-
dos os esclarecimentos necessarios : elabo-
rou as emendas e sobre a redaccao dellas
ouvio o proprio director, que as achou de
conformidade com a combinacao feita, e
afinal aprjsenlou-as eonsidera$ao da ca
mar.
O nobre ministro contava cera uraa con-
ferencia final cora ello a respeito deasas
emendas, como de estylo na cmara ;
mas o orador igaor.mdo este estylo, e nao
lhe tendo dito S. Exc. que deaejava fazer
obsorvrjes sobre as emeddas, deixou de
haver a conferencia, e S. Exc. nao vio as
emenda- depois de redigidas ; vio-as ape
as depois de publicadas.
Bastava que S. Exc. dissesse que nao
coucordava com as emendas, e pedisse
que fos3em reconsideradas pela commissao
para esta nao ter duviia em annuir^ aos
seus desejos. Se assim acontocessa nao as
t ria a comraissao presentado cmara
para serem discutidas. Por consequencia
nao tinha necessidade S Exc. de usar de
subterfugios, porque a commissao procede-
ra do mesmo modo.
As emonda3, pois, voltarara commis-
sao, mas esta nao as engolio, como disse
rara os nobres depufados, e para demons-
trar que a comraissao insisti por ellas,
basta dizer que apenas cinco foram deixa-
das de parte.
Declara que a raaioria das emendas apo-
sentadas sao da commissao e nao do go-
verno, e isto do accordo com o nobre mi-
nistro do imperio.
Sendo indicada pela maioria da com-
missao a rejeicao de cinco emendas, o ora
dor assignou-se vencido, mas nem por isso
deixa de apoiar o governo, porque nao se
trata de urna questilo poltica, mas sira
plesmente administrativa.
Julga ter explicado os factos com toda
a verdade e singelczi., o justificado o pro-
cediraento correcto que tivarrra a com-
missao e o nobre ministro do imperio,
assim como refutado algumas doutrinas
constitucionaes expostas pelo honrado lea-
der da maioria.
P-ra que a cmara veja que as suas
emendas, que forara rejeitaHas, nao tem a
importancia que os ministros lhe querom
dar, passa a anelysal as.
Nao perturbara o ensino publico, como
declarou o nobre deputado por Minas ;
nicamente reduziam o pessoal superfluo
dos cursos da academia do medicina.
Depois de expor a reduefao que as suas
emendas realizavara, passa a comparar o
gasto das nossas faculdad-s com as uni
versidades mais importantes da Alleraa
nhaa, e demonstra que qualquer daquellas
universidades, com todos os seus cursos,
despende menos do que a nossa academia
de medicina.
Nesta academia ha corsos espedaes que
nSo tra alumnos. Este luxo de cursos es-
peciaes ligaaos aos cursos geraes considera
urna anomala, porque a experiencia mos
tra que especialidades s se aprender
acompauhando a clnica de especialistas
distinctos e cstudando com elles.
Quando se tratar de ensino publico dis-
cutir as ideas que acaba de esbocar.
Sustenta que as suas emendas nao pre-
judicavam o ensino e que as economias
que se podem fazer agora nSo devem ficar
adiadas para outro orcamento.
Toda a caraara sabe que o ensino publi-
co preciea de reforma e nao pode conti-
nuar no estado em que so aeha. O orador
pronuncia-se a favor da criacSo de urna
universidaJe, cora o que o ensino superior
melhoraria e o mesrao tempo se faria ama
economa.
Julga ter demonstrado que a commissao
de ornamento seguio risea o programma
do governo, porque o Sr. presidente o
conselho disse que se o governo consegua-
se equilibrar o orcamento teria conquista-
do u na glo.iapara o paiz e para o partido,
razao porque o orador empreg ,r todos os
esforcos njsse genti lo. O equilibrio do or-
camento a necessidade mais palpitante do
paiz.
Responde a apartes que o gabinete
tem o seu elogio feito na dedicacao da
maioria e n> e se eontinuar a marcha que tem seguido
at hoje, estar em breve coadjuvado pela
Ilustro opposi$So liberal, porque deve-se
antepor ao interesse do partido o mteresse
do paiz. (Apoiados )
Termina lendo os conceitos de um dis-
tincto publicista, com os quaes justifica a
opniao que tem emittido sobre financas.
A discussao fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d a ordem do dia 12.
SESSAO EM 12 DE JULHO DE 1886
PRESIDENCIA DO ES. ANDSADE FIGUEIBA
Ao meio dia feita a chamada a que res-
ponderara 100 Srs. deputados, abre se a
sessao o meio dia e sete minutos.
L-se e approva-sj a acta da sessao an-
tecedente.
O S. 1 Secretario d conta do expe-
diente :
ORDEM DO DIA
DISPENSA DE IDADB A ANNIBAL ELOY CAB-
DOSO
Entra om discussao nica o projecto con-
cedendo dispensa de idade para matricn-
lar-se na escola militar da corte a Aanibal
Eloy Cardoso.
O Sr. Al'fouso Celso Jnior
nao se levanta para impugnar o projecto
mas apenas pora lembrar a conveniencia
de adoptar-se urna medida geral relativa-
mente dispensa de idade para a obtencao
de diplomas Se os estudantes que obtm
diploma de bacharel, e vao logo servir
como juizes municipaes e de orpnaos, go-
zara desse favor da lei, nao muito que
se estenda a medida aos estudantes de me-
dicina. Com isto prestar a comraissao de
instruccao publica ura bom scrvi$o.
Ninguera mais pedindo a palavra en-
cerrada a discussao.
O Sr. Presidente diz que, na forma an-
nunciada pula ultima reforma do regimen-
t, a votaclo deste projecto ter lugar
araanha por escrutinio secreto.
ORCAMENTO DO ,IMPEBIO
Entra era 3" discussao o projecto fixan-
do a despeza do ministerio do imperio para
o exercicio do 1886 1887.
E' lida, apoiada e entra conjunctamente
em discussao com o projecto, a spguinte
emenda da commissao de polica da ca-
raara :
Ao n. 17 (Secretaria da caraara dos
deputados.) Reduz.-se a verba a 150:180$,
igualados os vencimentos dos empegados
da secretaria da cmara dos deputados aos
dos do senado, segundo a distribuicio que
a cmara resolver, suppriraida a consigna-
cao de 30:000$ para publicajo de An.
naes anteriores de 1857 e reduzida me-
tade a consignacSo para compra de livros,
armarios e portes no correio. Andrade
FigUeira. C ikrane.Coelho Campos.
Torres Portugal.
O Sr. Rodrigo Silva (pela ordem) requer
e a cmara approva o encerramento da
discussSo.
Procede-se a votacao do projecto fixando
a despeza do ministerio do imperio para o
exercicio de 1886 1887. E' approvada
com as seguintes emendas :
Ao n. 19. -Conselho de Estadoem
vez de 49:780$, diga se, 48:600$; redu-
zida a 600$ a gratificasao de 1:200$,
dada pelo aviso de 6 de Janeiro de 1886-
ao porteiro da secretaria do imperio e sup-
priraida a de 480$ ao porteiro do gabi-
nente imperial.
c Ao n. 21Presidencias de provincia
era vez de 277:203$333, diga-se......
274:703$333, suppriraida o gratificasao
marcada para guardas-mobilia dos pala-
cios das presidencias.
(Contina)
Tinham .-bagado ao boulevard de Batig-
uolles, em frente do Petit-Hotel.
O dono da nasa estava porta.
Vendo apear-se os magistrados, que elle
logo recooheceu, seguido de seu inquilino,
de Mlgemas as maos fez sa ura tanto pal
lido e evitou trocar olhar com o preso ;
mas esta perturbaclo foi de tao pequea
duracao, que passou completamente des-
apercibida.
O chefe de seguranja- approximou-se e
perguntou lhe :
E' o propri-itario desse estabeleci-
meuto"?
O proprietario, infelizmente, nao, se-
nhor ; mas sou o principal locatario que
explora a casa mobiliad.'.
Entremos.
A um signal do Sr. de Gevrey, os agen
tes fizeram eatrar primeiro Osear e os ma
gistrados seguirm o al a sala, que se
achava perto da oseada no fundo do cor-
redor o servia de rscriptorio.
Couhece este homem ? perguntou o
juiz forraador da culpa.
- Conheo-o sem o conhecer.. e meu
inquilino.
Mostre-me o sen livro de polica.
O hotelsiro entregou o seu registro ; o
chefe de seguranja abrio-o e percorreu-o a
ultima pagina.
Aqui est,Misse elle : < Kigault (Os-
ear) mscate,'entrado no dia 11,-viudo de
frica. Papis depositados ; diploma de
eleitor.
Entao, eu menta, quando lhe dizia
que vioha d'frica. Ainda l estava no
da t de Dezembro. Em Marselha no da
9 e partido no dia 10...
Depois de ter comprado urna nava-
Iha corsa, no caes da Fraternidade, nter-
rompeu o Sr. de Gevrey.
Eu nSo neg> isso... E' preciso ter
no bolso um instrumento cortante para cor-
tar o seu p8o.
E, proseguio o juiz formador da col-
pa, para se conformar com as instruccoes
dadas por escripto, sem duvida quando lhe
entregaram a carta da qual o senhor subli-
nhou alguns trechos.
__ Mas com ura railhao de diabos !.. ..
comejou Rigaul.
Silencio I interrompeu o juiz forraa-
dor da culpa, e depois dirigindo se ao do-
no do Petit Hotel accrescentou: Entre-
gue-me a carta de eleitor que foi deposita-
da em seu poder.
O hoteleiro vaaculhou urna gaveta e tirou
uraa carta que esteodeu ao Sr. de Ge-
vr'-y.
Este examinou a com muita attensao.
Ab 1 garanto lhe que esta nao -., fal-
que eat seguro de si tinba-lhe voltado
toda a confiaoca.
__ E entao ? perguntou o Sr. de Ge-
vrey.
- Nada, Sr. juiz formador
da
ah encontrar
lista eleitoral
sa, disse o mscate. Ha de
o meu nome e appellido na
de Argel.
Eot3o era verdade quo estava em
frica, murmurou o chefe da seguranga
ao ouvido do juiz formador da culpa.
Isso nSo prova nada absolutamente,
replicou este. A carta de Jayrae Bernier,
perdida em Pariz, no dia 2 de D'Zembro,
pela filha Ilegitima, podia ter sido envia-
da para Argel, era tempo til, pela bas-
tarda ao seu futuro curaplice... Proceda-
mos busca.
Nada tenho que temer, absolutamen-
te! nada.
- Traga a chave do quarto do seu loia
tario e conduza-rae, ordenou o chefe da se-
guranza ao hotelero, que obedeceu logo
passou adiante, subi os degros mal segu-
ros da escada e abri a porta do quarto,
no qual entrarara.
- Andem, disse o juiz forraador da cul-
pa aos dous gentes.
Bastarara poucos instantas a Oaseneuve
e a Flogny para esquadrinharem as gave-
tas da com moda e para voltar o enxergao
e os colchRes.
O mscate olhava para aquillo tudo, ten-
culpa,
respondeu Caseneuve
- Ora essa, estava certo disso, apoiou
o mscate. E' fcil aecusar, mas nS.o de
apresentar provas, quando um innocente
que se acensa.
Emquantotrocavam estas palavras, log-
ny curvava-se e olhava por debaixo do
leito.
O que isto ? murmurou elle.
E estendendo o braco, por baixo da ca-
ma, tirou urna mala.
scar tinha completamente esquecido a
existencia dessa mala.
Isso. balbuciou elle, com visivel
ombaraco, isso? Eu lhes vou dizer...
ura objecto que eu encontrei no passeio, a
dez passos d'aqui... sim, senhor, palavra
de honra I quera mesmo levar o objecto
ao commissario; mas nessa noite era muito
tarde, e no dia sguinte n3o pense mais
nisso.
O magistrados trocarara ura sorriso.
- Ah I ah I disse o chefe da seguran-
Entao toi um achado ?
ala por todos
5a-
do nos labios o riso zombeteiro do homem 1 se lvido.
E poz-se a examinar a m
os lados.
De repente soltou urna exclamacao.
Sobre o coaro acaba va de ver algumas
manchas de verm lho-oscuro, quasi preto,
que pareciam pingos de lama.
O que ? perguntou o juiz formador
da culpa.
Vrja, senhor.
Manchas.
Sim, senhor, manchas de sangue...
A esta respeito a duvida irapossivcl.
Esta opila de Jayme Bernier ; era capaz
de jurar.
Osear comprehendeu o perigo e tornou-

/
'
Isso... murmurou elle. Isso, a mala
do machabeu '... Historias !
O chefe da segurauca cortou-lhe a pala-
vra, perguntando-lh :
On le est a chave ?
Em cima da chamin, no castiga!,
murmurou o mscate.
A chave estava exactamente no lugar in-
dicado e abrio-se a mala.
O primeiro objecto que deu logo na vis-
ta dos magistrados foi o saquinho de mao,
no qual o ex armador enaerrara as suas
notas do banco.
- Os trezentos e cincoenta mil francos
do desgragado deviara ter estado ah den-
tro, disse o chefe.
Puz o saquinho em cima da cama, tirou
um por u.n, todos os objectos contidos na
mala, entre os quaes se achavam duas ca-
misas e urna camisola de fianella.
Aqui est a marca... disse o Sr. do
Gevrey.
Um J. e um B. I exclamou o chefe
da s-'guranga, depois de ver. Temos agora
certeza absoluta.. prova material e indis-
cutivel. .. o miseravel que aqu est com
certeza o assassino.
Osear trema era lodo o corpo.
Os dentes rangiara-lhe.
Araaldigoava a sua ui estrella, que o pu-
nha em p-rigo mortal.
De que lhe servia ser innocente ?
juiz tinha rail vezes razao.
A mala de Jayme Bernier, encontrada
em seu quarto e debaixo de sua cama, de-
monstrava at a evidencia a sua culpabili-
dade.
percebia-o perfeitamente : comiuao quiz
ainda lutar.
Mas, senhores, balbuciou elle, asse-
guro-lhes que a encontrei.. passeio,
quasi porta do hotel, na noite mesmo em
que vim para aqu... Ent2o os senhores
nSo me acreditara? {Continua^
. Typ. do Diario, ra
Duque de Carias n. 42