Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18324

Full Text
AHIJO LXII UDMEBO 16Q
PAH.t A CAPITAL li LUAKK OM>K HIO ME PACA PORTE
I

*


Por tres mezes adiantadoa .
Por sois ditos dem......
or um anno idern......
Cada numero avulso, do mesmo di.
60000
120000
244000
4100
25 DE JOLHO BE 1
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantadoa.....
Por nove ditos idem.
Por um anuo dem.......
Cada numero avulso, de das anteriores.
134500
204000
274000
4100
DIARIO DE
|)r0ptiirai>e fre taiwe Jtptrira fce Jara & -ftllj*
TELEGRAMMAS
sssvzco mmiLi so szabzo
RIO DE JANEIRO, 24 de Julho, s 3
horas e 45 minutos da tarde. (Recebido
s 4 horas e 50 minutos, pelo cabo subma-
rino).
Hoje. na Cmara do Deputadoa. o
Dr. Rosa e Silva. reapondendoaoDr.
Pedro Beltro. proferto ana bom dla-
cnrao. pedlndo a deacrlmlnacfto das
reudaa, e mostrando o mao ealado
flnanceiro da provincia de Pernam
bur. Tamben* apresenlon e Jaati
flcou um projecto revocando o con
tracto de carnea verdea de Pernam-
bnco.
A Cmara approvoa em 9.' dlacna-
so o orcamento do Minlaterio da
Guerra e em 3. diacnaa&o o orca-
mento do Minlaterio da Marinha.
Foi exonerado do cargo de 3.
eacrlpturarlo da Tbeaourarla de Fa-
lcada de Pernambaco. Antonio Pe-
regrino Mendonca
Segaio para Pernambaco o Dr.
lot- Marlanno Carnei'o da Canba.
IHSTRDCClO POPULAR
NATACAO
(Extrahido)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
{Continuacoi
MEDIDAS POLICI4ES BELaTIVAS
AOS ESIABELECIHCKTOs DE B,l-
NHOS
Haem anoasasociedidecontradcces que cus-
tama eomprehender: intervena auetoridade policial
uas touradas prohibiado as pegas por seren pan-
gueas para o homens de toreado que de seu moto
proprio se arriscara, e dos espectculos gymnasti
eos obrigando as empresas a estender redes por
baixo dos artistas que trabalham em alturas por
vezes vertiginosas; uinguem pode ser c-cheironem
guiar urna simples carroca aem carta de cocheiro ;
pode porm qualquer, mediante ama simples li-
cenca, abrir um eatebe'eciment.) da baahos !
Pois... que?! tanu solicitude dn um lado e
tanto desleixo do outro ? E todava raro a anno
em que nao ha na epocha dos ambos desastres a
lamentar!
Quizeramos que a autoridade s concedesse li-
cenca para abertura de estabelecimento de banhos
mediante as seguintes e indeelinaveis imposicoes ;
1.a Que o dono do ejtaoelecimeuto e os seus
empreados iossem examiuados em nataco e mos-
trassem pratcamente a sua pericia.
2-* Que no estabelecimento bouvesse sempre
mi e prompto a servir um material de salvacao
composto de boias salvavidas idnticas as .que
se usam a bordo, cordas delgadas e compridas com
ama lacada de correa sempre ieita na extremida-
de, croques, varar, e taboas proprias para com
ellas soejorr r, sem perigo, os banbislas que por
acaso precisassem sjccorr.
3* Ter um bote com a sua respectiva palamenta
amarrado por moaoque fosse fcil saltar de promp-
to para elle, e correr em soccorro do imprudente
que se afastou para o largo e clama desesperada-
mente por um auxilio que, na maior parte dos
casos, intil par tardo.
4 Que todos oseatabeleciraentos de banbos pos-
snissein urna caixa de ambula/tcia propria para
prestar os soccorros mdicos aos afogados.
5 Que em todos os estabelecimentes d'esta or-
dem ex'Sttssein impressas affixadas em lugar bem
patente, um > i.struccea medicas sobre os soceor-
ros a pr.-atar a uui ai..gado emquanto nao chega o
fac iliiinv que se inaud u chamar.
li Que toda a intraccoa estas prescripces fos-
s |>iinitja com forjes multas, e at com a suspen-
di temporaria <>u permanente da licenc> para ter
estabeleromento de bauh-s.
Estas disposcoes b-ni facis de tomar, e que
nada tem de vexatorms, evitaran por ce to
mait > d-sastre, ou m^m" muitos sustos e scenbs
que n da offerecem di- agradavel para quem as
presencia, ou n'ellaa figura como actor bem con-
tra sua vontade a maior parte das veses.
(Contina)
/ARTE UFHCUi.
Goveruo da provincia
DA 23 DE
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO
JULHO DE 1886.
Anna Mara do Sacramento 6 Maria
Francisca de Alcntara. Remettido ao Sr.
director do Arsenal de Guerra para admit-
tir logo que houvcr vaga.
Capitao Antonio Francisco de Mello.
Sim, mediante recibo.
Augusto Xavier Carneiro da Cunha.
Sim, por tros mezes.
Amelia Cornelia de Souza. Nao La va-
ga-
Antonio das Chagas Rodrigues Machado
e Clarinda Guimares Ribeiro Machado.
ndeftrido.
Artnur Machado Freir Pereira da Sil-
jr&. Concedo.
Antonia Bazilia Badur. A cadeira j
foi provida.
Anaunciada de Mello Montenegro.
Concedo, seo vencimentos.
Caetano ( yriaco da Costa Moreira e Joa-
quina Jos da Silvaira.Informe o Sr. ins-
pector da Tbesouraria de Fazenda.
Cornelio Rabello Padilha.D-se.
Bacharel Francisco da Costa Maia Fi-
lho. Deferido com o oficio desta data
Thesouraria de Fazenda.
Fielden Brothers. Remettido ao Sr.
inspector do Thesouro Provincial, para mari-
dar escripturar a divida, de accordo com a
sua nformac&o n. 29 de 17 do corrente
mez.
O mesmoRemettido ao Sr. inspector
do Thesouro Provincial, para atiender, de
accordo com a sua informacSo n. 30 de 19
do crrante mez. -
O mesmo. Ranettido ao Sr. inspector
do Thesouro Provincial, para mandar ef-
fectuar o pagamento, de accordo com a sua
informacao n. 23 de 15 do corrente mez.
Jos Joaquim de Azevedo. Em vista
das infbrmacoesffaad pode ser attendido.
Jo5o Valerio ,h Medeiros. Prove ser
maior de 21 annos de idade.
Jos Eduardo de Souza Landim. Sim.
Manoel de Sant'Anna Moura. Informe
o Sr. Dr. chefe de policia.
Osear Dcstibeaux. Nao tem lugar em
vista da informacuo.
Pacifico Paulino Malaquias. informe o
Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Vicente Frreira de Albuquerque Nasci-
mento.Remettido ao Sr. inspector da The-
souraria de Fazenda, para attender ao ped
do, nos termos da sua informacao de 22 do
corrente, n. 518.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 24 de Julho de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegaa.
Itepartieo da Polica
SeccSo 2.' N. 723. Secretaria da Po-
licia de Pernambaco, 24 de Julho de 1886.
Illm. e Exra. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos Casa de
Deteneao os seguintes individuos :
A' minha ordem, Virgilio Olympio Ma-
rnho de S, por crime de estellionato,
vquesicao do Dr. chefe de policia da pro-
vincia do Para.
A' ordem do Dr. juiz substituto do 5.
districto criminal, Pedro Barbosa de Souza
Lopes, como incurso as penas do art. 201
do Cod.-Crim.
A' ordem do subdelegado do Recife,
Fernando Manoel da Conceicad, por crime
de furto, e Peter den Borge, disposicao
do cnsul inglez.
A' ordem do de Santo Antonio, Jos
Fernandos de Sant'Aona e Benjamim Al-
ves de Miranda, por disturbios.
Na madrugada de ante-hontem pe-
netraran! os ladroes, por meio de arrom-
bamento, na casa do subdito ieglez J. H.
Whieldon, no lugar Dous Irmaos e na do
Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, em
Pedra Molle, conseguindo levar do pri-
meiro diversas pecas de roupa e outros
objectos, nao tendo conduzido consa algu-
na du segundo pov terer sido presenti-
dos.
O subdelegado do districto de Apipucos
procedeu as devidas vistorias e eontina
em diligencias para descobriraento dos au-
tores do crime.
Pelo subdelegado da ireguezia de
Santo Antonio, foi remettido ao Dr. juiz
de direito do 2. districto criminal o in-
querito policial a que procedeu contra Joao
Frreira da Silva, como incurso as penas
do art. 201 do Cod. Crim.
Pelo subdelegado do 1. districto da
Boa-Vista foi tambem remettido ao Dr.
juiz de direito do 4. districto criminal, o
inquerito a que procedeu contra Lourenjo
Jos Francisco, conbecido por Zguedgue
por ha ver ferido, em 19 do corrate, a
Luiz de Franja, que veio a morrer dous
dias depois.
Hontem, s 3 horas da madrugada e
no caes da Companhia Pernambucana, on-
de se acha ancorada a bircaca Bella Au-
rora, foi preso pelos tripolantes da mesm,
auxiliadas por outros de diversas barcadas,
o individuo de nome Fernando Manoel da
Conceicao, que havia ido a bordo da refe-
rida barcaca com o intuito de furtar loucas
de um gigo.
O delinquente, que no acto da prisao,
recebeu um pequeo ferimento, foi reco-
mido na Casa de DetencSo ordem do
subdelegado da freguezia do Recife, que
tomou conhecimento do facto e abri o
competente inquerito.
Hoje, s 6 horas da manha falleceu
na enfermara da Casa de DetencSo, victi-
ma de beriberi, o detento de nome Joao
Francisco Tavares, que en criminoso de
morte no termo de Gamelleira.
Em data de 5 do corrente, commu-
nicou-me o delegado do termo de Leopol-
dina haver concluido o inquerito que pro-
moveu pelo apparecimento n!aquello termo
de notas reputadas falsas de mil ris e dez
mil ris, cujo inquerito teve o conveniente
destino.
Segundo communicacoes d'aquella auto-
ridade e de outras do alto serto, v-se que
ha no interior da provincia, em circulacao
grande numero de notas falsas de mil ris,
iguaes as que foram introduzidas nesta ci-
dade e que tm sido all dada em paga-
mento do compras de pelle, cereaes, etc.,
por pessoas idas da Parahyba.
Pelo delegado Ue Onricury foram re-
mettidas a esta repartico 82 notas de mil
ris e 10 de dez mil reis, afina de seren exa-
minadas e que foram encontradas em poder
de diversos individuos que alli concorre-
DIARIO DE PERSASMiCO
188
RECIFE, 25 DE JULHO O
.\ o tifias da Europa
O paquete inglez La Plata, entrado hon-
tem da Europa, trouxe data* que, de Lis-
boa alcancam a 13 do corrente, adiantando
sete dias s trazidas pelo vapor Ville de
Victoria.
Alm das de Portugal, constantes da
carta de nosso correspondente de Lisboa, [que nao
inserida na rubrica Exterior, eis as de- maririheiros velhos.
roais noticias :
Heapanba
< 0*rei absyluto nSo se expressaria.
Os nmmBros do El Progresa de 14
e 15 de Junho, foram processados, e bem
a8sim os nmeros do El Correo Militar
dos dias 29 e 30 do mesmo mez, por se
terem oceupado des aconteciraentoa da
pasta da guerra.
Dizem os jornaes de Malaga, que no dia
8 do correntflj^ quando alli se sentio o tre-
mor de trra de que fallamos, as aguas
do port" s'ibiram de nivel, 6 ps, facto de
ba memoria, segundo affirmam
A subsiripgao promovida em Hespanha,
para as victimas dos terremotos as pro
Escreve o nosso referido correspondente vincias de Granada e de Malaga, segundo
sobre a Hespanha : I o que publica a Gazeta, subi a........
Um despacho de Madrid, recebido pelo 16.440:533 pezetas 21 cntimos, (116 con-
ram feira, e algumas de igual valor por
autoridades de outras localidades.
Alguns desses individuos, pela sua igno-
rancia, tm recebido essas notas em boa
f ; tenho, porm, racpmmendado s auto-
ridaies policiaes que procedam s diligen-
cias necessarias para chegar-so ao conheci-
mento de quem dolosamente tem introdu-
zido na circulajo, pelo interior, as referi-
das notas.
Deus guarde a V. ExcIllm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leo,
muito digno vice-presidente da provincia.
-O chefe de polla, .intonio Doiningo$
Pinto.
ministro das obras publicas de Franja, in-
forma que se pretender fazer saltara pon-
te da estacad do Tejo, na Extremadura.
O Progresso, de Madrid, diz que os de-
putados republicanos tm a intencao de
abandonar de vez a cmara, depois de dis-
cutida a lista civil. Esta, noticia carece
comtudo de confirmaco. .
Os jornaes hapanhes mostram-se sur-
prehendidos com um milagro que a Gazeta
de Italia duclarou terse dado por occasio
da apresentacao de Affonso XIII na igreja
da Atocha segundo a narrativa do jornal
italiano, a Virgem. ao sar-lhe cpresentada
a regia creanca, estendeu a mao e aben-
coou-a.
E' intil accrescentar, que ninguem deu
f do tal milagre.
No dia 7 deste mez s 11 horas e um
quarto sentio so em Malaga um tremor de
trra, acompanhado d'um grande barulho
subterrneo.
O calor que se senta era intenssimo.
Os habitantes da cidade estilo vivamen-
te preoecupados com o estado anormal da
atmosphera.
Repetio-se o terremato s 8 12 da noit.
O susto geral. As pracas esto cheias
de gente, receiosa de novos abalos.
Felizmente uo ha qualquer desgraja a
lamentar.
Falleceu em Madrid D. Pablo Maten
Sagasta ; ao seu enterro concorreu todo o
ministerio e grande numero de amigos, tan-
to particulares como polticos do chefe do
gabinete.
D. Pablo era ministro do supremo tribu-
nal e senador do reino.
Do resumo geral das invasoes e falleci-
mentoa motivados pelo cholera e as occor-
ridas em Hespanha, durante o anno de
1885, extractamos o seguate : Todas a
provincias do visinho reino excepcSo de
Corunlia, foram atacadas pela epidemia do
cholera.
Esta causou estragos durante um perio-
do de 330 dias, principiando a desenvol-
verle em 5 de Fevereiro e terminando a
14 de Dezambro.
O numero de pessoas atacadas foi de
338,685, das quaes faUeceram 119,620.
O maior contingente de falle imentos
foi dado por Valencia 21,012 ; Saragoca,
12,788; Granada, 10,285 ; Murcia 7,376.
A provincia onde a mortalidade se ac-
centuou pelo menor numero foi a de Pon-
tevedra, onde os fallecimentos fora ape-
nas 9.
S*gue-se depois as de Laga com 16, a
de Ovieda com 39 e a de Orenseca 38.
A populacSo, segundo o censo, submet-
tida epidemia em cada provincia ascen-
deu a 6.575:641 individuos ; e a populacho
indemno a 10.396:739.
Em Madrid a epidemia principiou a 4 de
Junho e terminou a 27 de Outubro.
O numero de habitantes submettido na-
quella cidade epidemia, foi de 477,712;
as pessoas afectadas foram 8,364, das
quaes falleceram 3,559, isto a mortan-
dade em relaco ao numero de habitantes
foi de 0,75 por cada 100 individuos.
Como se v, ha outras enfermidades em
Madrid, como as pneumonas, febre ty-
phoides, etc., que causara maior numero de
mortes, e, nao obstante, nao tm o triste
privilegio de alarmar e promover ruidosas
mani'estacoes como aconteceu com o chole-
ra.
A raioba regente de Hespenha partir
de Madrid para a Granja antes do dia 16.
A proposito do novo augmento de dota-
gao ao rei e mais membros da familia real
hespanhola, levantou-se no parlamento da-
quella naci um debate acalorado entre
os deputados monan-h'cos e republicanos.
Os monarchicos encontrara-se uni ios para
a approvajao do projecto, tal como foi
apresentado pelo governo.
Constou em Madrid, que os deputados
republicanos abandonariam o parlamento,
caso foose vota lo o augmento da lista ci-
vil. Este boato foi desmentido em cartas
por alguns deputados desse partido.
O El Progresa do dia 7 publica um
telegrama de Ruiz Zorrilla, assim conce-
bido :
< Recebara o testeraunho da minha
satisface pelo acert cora que interpretara
o meu pensamento e secundara os meus es-
forgos, perfeita unidade de vistas que fe-
lizmenste existe entre a democracia mili'
tante faz me presagiar dias de prosperida-
de para a nossa patria e a repblica.
A este telegramma ajusta La Opmton os
judiciosos comratntarios seguintes:
i J se nao trata de interpretar o pen-
saraento e de secundar os esforcos da jun-
ta directora do partido ou da sua represen
taco no parlamento, mas sim a genuma
representacao e tenazes eaforgos do Sr.
Zurzilla, poder dictatorial que se eleva
cima de origilasma da democracia pro
gressista e que annulla todo o pensamento
e todo esforco que nao seja sett.
tos de ris fortes approxiraadamente.j
Franca
As cmaras francezas serlo encerradas
no dia 15.
Inauguraram-se as sessoes publicas do
cons -lbo geral do Sena e as do conselho
municipal de Pariz. Os presidentes de
arabas estas corporacoes pronunciaran! ex
tensos discursos historiando as opposicoes
que haviam encontrado em obterem a pu-
blicidade dessas sessSss, declaradas alias
publicas em 1789.
A assembla de Versailles puzera em
1871 o departamento do Sena fra da abri-
gada le- geral; desde entilo nao haviara
cesaado da protestar, e comtudo, s boje,
e depois que o poder eslava, ba seis annos,
as mos dos republicanos, que conse-
guirn! a reivindicaco detse direito. Agra-
deeiam-n'o actual cmara e ao governo ;
o primeiro passo estava dado ; nao tarda-
ra portanto que um rgimen mais liberal
se acentuasse na administracSo.
As sessSss foram muito concorridas, as-
sistindo os ex-conselheiros, actualmente de-
putados, e os representantes da imprensa
dos grupos radicaos.
No dia 14 a Franca festejara o an
niversario da tomada da Baatilha, cujo en
tenario se propunha a celebrar com o ex
plendor correspondente a tao alevantado
feito.
Parecia que a destruigao dessa prisao
de estado, ocupada com mais frequencia
por senhores do que por plebeus, devia ser
apenas loeJ, e de natureza a nao provo-
car emooao alguraa ao longe. Pois acon-
tece exactamente o contrario, mesmo na
poca em que ella se deu, revolucSo algu-
raa teve um eco tao;'geral
0 ponas Alfieri na Italia, e Ebeling na
A l:va~i.U4 compuzfram des, tendo por
a'sumpt a victoria de 14 de Julho de
18789, e a univeraidade de Cambridge fez
della o objecto de um premio para os seus
alumnos
Na Inglaterra houve manifes tacSes de re-
gosijo publico, e mesmo as ras de S. Pe-
t rsburgo abracavam se dizendo :
Foi tomada a Bastilha I
Os povos tm dessas intuicoes, que re-
velara a solidariedade dos seus destinos.
< O inicio da revoluco francezadiz
Carnot foi saudado com enthusiasmo uni-
versal. Sobresaltaram-se todos os oppri-
midos ; sobre a Franca choveram mensa-
gena de felicitaco ; e pbilosophos como
Kaut e Pilche, e o sabio Prestey, e Fare,
estadista, juntaram as suas vozes para
abencoar os estorcos de um povo, que
propria casta e afrontando perigos, se pro-
punha a fazer vingar a causa da humani-
dade.
De toda a parte acuda gente para Fran-
ca, no proposito de respirar ar livre, viver
no seo da primeira nacSo do mundo, e
admirar de perto todos os gloriosos acn
tecimentte que n"l!a se verificaram. Era
Thomas Payne, que apezar de estrangeiro,
deveria SBr membro da convenci nacional;
era Huskissan, o futuro ministro do com
commercio inglez ; eram o escossez Mac-
kiatosh, o peruviaao Miranda, o dinamar-
quez B i^gesen, os allemSs Fcerster, Camp,
Oelner, Anacharsis Cloatz, Schlabrendorf e
varias ostros, que assira corriam a esse fo-
co de raovimento intellectual chamado -
Pariz.
E a Franja, tendo a consciencia da sua
missao, dizia pela bocea dos seus represen
tantes, como se formassem um concilio eu-
ropeu: -
A revoluyao nlo intaressa s a Fran-
ja ; somos responsaveis della para com a
humanidade.
No da 9 do corrate, na cmara dos
deputados, depois de levantada a sessao,
um individuo, que estava n'uma das tribu-
nas, disparou um tiro de revolver, e em
seguida atirou para a sala uns papis.
Foi logo preso, tend > anda o revolver
carregado com cinco balas.
Parece estar doido.
Declarou que tinba apontado a arma cima d
cabrea do presideate; que era um desgracado8
que s quizera taser burulho para attratr a at-;
tenco subre a sua miseria.
O individuo que disparou um tiro de revolver
na Cmara dos deputados, parece ter a cabeca
desvairada elas theurias socialistas. E' um ope-
rario natural do Tarn.
A imprensa independente lamenta a esterili-
dade dob debates parlameotares. Basta nm rpi-
do exame dos projectos approvados em cada legis-
latura para que delle resulte o convencimento da
necessidade, cada vez ms instante, de sapprimir
as formalidades para chegar a solucoos prati-
cas.
As complicicoes do regiment, as interpellagoes,
as p TRuuta3 mais ou menos interessai.te, e as
f tonalidades qu>- vio desde a apreaentaco d'um
l^r jecto at que chegue a discutir-se e votar-se,
ludo isa i faz cun que percam tempo precioso, e
qu>- fiquem muitas vezes preteridas medidas de
verdndeiro intiresse para o pan.
Para obtemperar a este inconveniente que se
trata de molificar o'regimento, facilitando a rpi-
da diseuauio dos projectos e dispondo que nao ba-
ja necessidade de renovar-lhes a iniciativa na lo-
gislatora seguinte, para que a cmara se oceupe
del les.
Esta ultima resoluco j anteriormente foi to-
mada no Senadj.
Julga que a reforma obteria maioria, porque
geral a opiuiao de que o mecbanismo parlamen-
tar deve por-se em harmona com o espirito prati-
co da poc..
A Cmara dos Deputados, continuando a dis-
cutir a sobre-taxa dos cereaes estrangeiros, deci-
di por 310 votos contra 240 passar discuaso
dos artigos.
O ministro dos correus fez nm contrato com a
Companhia de liensageries Murilimts, modificando
os servicos existentes, estabelecendo uovos serv-
coa, exigindo principalmeae navios de construc-
fo franceza e o empregode carvoes francezas, e
supprimindo as tarifas de transportes as vantu-
gens at aqui feitas aes productos inglazes, em
detrimento das mercadorias francezas.
O contrato comecar a vigorar no fina de 1888.
Fci inaugurada 7 de Julho a estatua de La-
martine em Pars. O Sr. Floquet profer um dis-
curso elogiando Lamartine, que trouxe ao povo
a Repblica, e conservou ao exercto a bandeira
da revoluco. Asslstio ceremonia grande inul-
tido.
O Senado approvon hoje o projecto da exposi-
cao universal em 1889.
O Seuado rejeitou o projecto de le, que t-
nha por fim duplicar o numero de conselheiros ge-
raes nos cantes que contassem mais de 20 mil
almas.
A commissao do projecto contra a affixacao dos
escriptos sediciosos, adiou o exau.e da questo
para estudal-a.
A Condeasa de Paria sabio 5 de Julho, dema-
nha, do castello d'Eu, para embarcar em i alais.
Houve grindes manifestaces de sympathia por
parte de tod* a p pulacao, soltando se gritos de
viva a Conde de Pars! Viva o re! At
volt At breve!
A Condessa de Pariz tomou lugar n'uma car-
ruagem-salo, acompanhada de seus filhos, a prin-
ceza Helena, a prnceza Isabel, a princesa Luiza
e o principe Fernando.
iEra acompanhada pelos Duques de Chartres,
Duque de Haruourt e Dr. Gunau de Mussv.
Em Calais a Condessa de Pars e seus filhos
embarcaram no paquete inglez Foam, que icou o
pavilho francez.
A Condessa de Pars chegou a Dover de perfei-
ta sade, sendo esperada pelo Conde de Parii e
Duque de Orleana.
O Conde de Paria foi o primeiro a saltar a bor-
do do paquete, para abracar, commovido, a espo-
sa eos filhos.
A multidao, ao presenciar esta scena, exclamou
cheia de enthusiasmo: Viva a casa de Fran-
ca
Quando os viajantes saltaram em trra, o en-
thusiasmo chegou ao cumulo. Com grande eusto
pode sbrir-se entre a multidao um estreito cami-
nho at gate, onde os esperava um combnio es-
pecial que os devia conduzir & Tumbridge-Wells,
n'um wagn real enviado pela rainba de Ingla-
terra.
Em Tumbridge-Wells, bgo que se soube da
chegada aos principes de Orlenas, pz-se todo em
festa. A roas appareceram todas emban eira-
das. Urna multidao ermpacta de gente da cidade
conjuntamente com muitas pessoas vindaa de Lon-
dres se apinhava por todos os ladoa, onde passava
a familia de Oreaos.
A gan esta va adornada com ires e festoes.
Quando o comboio parou, levantaram-se vivas aos
\iajaates, e muit >a senhoras correram portinho-
la para offerecerem ramo* Condessa de Pariz.
Era nome des francezes alli residentes, foi tambem
offerecido a n grande ramo de Airea asues, bran-
cas e vermelhaa, atacado por um laco de fita tri
color.
At no hotel, repetira-se muitas vezes as sau-
dades de Viva a casa de Franca! Viva a ca-
sa de Franca!
Nj dia 7 o duque de Montpensier deu no hotel
de Londres um jantar a que assistio a ratnha
Isabel e o Sr Albareda.
No dia seguinte houve no hotel de Castella, um
almoco dado pelos infantes D. Antonio de Or-
le ns e D. Eulalia, e a 9 jantar em Epinay, no
palacio de D. Francisco de As-is. O duque de
Montpensier parti a 9 noite para Tombndge
Wells a visitar os condes de Pars.
A guerra entre os monarchicos do conde de
Pars < os imperialistas ang ente de dia para dia,
e tima pmporces de um escndalo.
O Pay ataca cruelo*nte o conde de Pris.
Os comits do partido legitimista de Pars
e dos departamentos celebraram um grande mee-
ting.
Subia a 300 o numere de delegados e repre-
sentantes.
Muitas senhoras e as emin-ncias do partido as-
sistiram a reuniao. As paredes da sala eetavam
cobertas com bandeiras blancas em que se liam
inscripces ^e ouro. Presidio ao meeting o gene-
ral Catbelineau. Oa discursos foram tao nume-
rosos como ardentes, e os oradores poderam divi-
dir-se em dona grupos : os gue contavam louvores
D. Joan de Bourbon, pai de D. Carlos, para re
de Franca, e os quei atacaram com igual firmeza
o conde de Paris.
Houve enthusiasticoa discursos, proclamando
rei D. Jo", e gritos oo menoa enthusiasticos de
Viva D. Joao IIL
Por fim, depois de terem dsatogado em dis-
cursos, os broncos de Hespanha terminara seu
meeting, subacrevmdo um protesto contra os or-
leans annuncia-se para muito breve a publicacao
de um documento curiosissimo e imprtente :-o
testamento p>litico di duiue de Orleans, pai do
conde de Paria, cujas clausula haviam perma-
necida secretos at hoje.
A duqueza repeta quas todas os das a seus
filhos e fez jurar ao conde de Pars que lhe dara
ri^oroao cumprimento, se un da viesse a ser re
de Franca. O testamento do duque de Orleana
, portento, o programmi do conde de Paria.
Enrre outras cousas diz o testamento :
Meu filho, ou sej* re, ou defensor obscuro de
urna causa a qual todos pertencen**, deve ser
sempre um homein do seu tempo e do seu paiz.
E em religiSo ser .-ath.ilico
Em poltica, zeloeo o exclusivo servidor da
Franca e dos principios de 1789, teudo que cn
siderar-se, nao como tutor da mesir.a Franca, mas
como em collaboradur.
O principe Jeronymo parti, no da 5, de Boma
para Menclierr, a despedir se de sua familia, e
tenciona embarcar immediatamente par* t.. Jraa-
cisco da Cal'f-rnia. onde recebera seu filho Luiz.
iuceza Cl.tilde envidou todos os estorcos
decidir o principe Vctor a esperar em Men
A pi iuceza
para decid.
calicri a chegada de sau pai, mas convenceu-ae de
eme era impoasvel a reconciliacao entre ambos
O duque de Aumale e do Chartres recorreram
para o conseibo de Estado contra o facto de te-
rem sido riscadoa dos quadres do exercto.
Ao mesmo tempo o duque da Aumale dirigi
urna carta ao presidente da Repblica, lemoran-
do lhe que ficra calado quando foi posto na dis-
ponibilidade, mas que a medida actual toca na
le orame do exercito: Con decane do esta-
do maior general cumpre-me lembrar-vos que as
patentes militares eatao superiores ao vosao al
canee, e eu continuo a aer o general U-nrique
d'Orlans duque de Aumale. Os bonapartistas
vo publicar em Bruxellas um jornal diario de
grande formato qu- se. chamar o Mosquetaire.
MorreuocardealGuibert arcebispo de Pars,
no dia 8. .. ___
Os jornaes asaeguram que as exequiasi te arce-
bispo de Parase realiaarao com solemn.date pou
ca usada. Assistirao todos os prelados da Franca.
Em 19 de Fevereiro de 1623 foi o aupado de
Paris erigido em arcebispado, sendo seu primeiro
arcebispo o ento biapo Joao Francisco de Gou-
di; desde easa data at hoje contando como pre-
lado que acaba de fallecer, a cadeira archiepiseo-
pal de Paris tem sido oceupada por 19 prelados.
Monsenhor Guibert entrou de posse da S de
Paris em 19 de Junho de 1871, como sueceesor de
Monsenhor Darbay, fuzilado em 24 de Marco de
1871 pelos communistas.
Do cardeal Guibert, dizia um dos maia notaveis
realistas francezes : Vesti este prelado orno
.qualquer de nos, e depois de collado em frente nao
hesitar era dizer : Eis um homem que eve ter
urna vontade de ferro, urna intelligencia superior
e um grande deagosto.
Este retrato do arcebispo fallecido tem a mor-
dente preetsao de urna gravara a agua-torte.
A sua physionomia era como que velada por
urna tristeza profunda, amenisada por urna tal ou
qual irradiacSo de intima tranquillidade.
Quer no fundo do sen gabinete de trabalho, quer
na eathedral de Notre-Darac, presidiado as pom-
pas das solemnidades maiores a sua physionomia
conservava-se sempre triste, severa serena e raa-
gestoaa.
O cardeal Joaeph Hippolyte Guibert naa-
ceu emAix (Bancheadu Kbare) cm 13 de Dezem-
bro de 1802. Fez os aeiia primeiroa estudoa no
seminario d'esta oidade, indo acabar em Maraelha
e em Roma oa seus estudos theologieos, sendo aqui
admittido na congrega?io dos oblatos de Maria
Immaculada, ento denominada missionariot da
providencia.
Em 1825 tomou ordena de presbytero, e foi no-
meado superior da casa de Notre-Dame-du-Laus,
pequea cidade, entranhada as as montanhas
de Preval e de Printorel, onde existe urna notavel
greja construida, em 1667 e conaagrada a memo
ria de urna paatora a quem a Virgem apparecera.
Diiigio depois o seminario de Ajaccio, sendo,
em paga doa aeua aervicoa em 1836, nomeado co-
nego honorario d'aquella diocese.
Por nma ordeoanca real de 30 da Julho de
1841, foi Monaenhor Guibert escolhido para biapo
de Viviera, pequea cidade do departamento do
Ardeche.
O novo prelado foi preconiaado no cooaiatono
de 24 de Janeiro de 1842, prestou juramento ao
monarcha em 18 de Fevereiro, aendo sagrado na
igreja de Saint-Can >at, em Maraelha.
Monsenhor Guibert regeu durante 15 annos es-
te bispado. Delle reza a tradieco que arras-
tedo pelo ardor da ana caridade era visto, quando
em 1854 o cholera devaatava com mais cruelda-
de, percorrendo aa ras, acudindo cabecera de
todos os enfermos, e em to tos os pontos onde a
deaolacSo era m-ior e o contagio nais temivel,
prodigaliaando conaolacoes e esmolas.
- Foi por determinaco sua que naquelle bispado
se estebeleceu urna caixa de penses para os pa-
dres enfermos; organiaaram-ae variaa bibliothe-
cas, e foi comecado o processo de beatificacSo de
Mara Anna Rivier, creadora le ama congregacSo
deIrmas da Apreaentaco de Maria.
ce Viviera pasaou para Tours, sendo nomeado
em 4 de Fevereiro de J 857, preconiaado n con-
sistorio de 19 de Marco, recebendo o sacro pallio
das maos do seu antecessor, o Sr. Marlot, eu
Paria, na capella dos Lazarietaa.
A elle e deve a iniciativa de ama aubacripcao
para a rewnateuocao da baailica *de Tours e do
tmulo de S. Martinho, fundador do primeiro mos-
teiro chriatao da Galht, aubacripcao que, quaado
sanio de Toara, j se achava a perto de um milhio
de francos.
Em 1864 protestou confa a interdiccao da pu-
blicacao do Syllabus ordenada pelo governo
d Napoleo IV.
Dorante a desastrosa campanha de 18(0 a
1871, tendD-se os representantes do governo da
defesa nacional, os Srs. Gremieux e Glois-Bisoin,
transportado a Toura, o 8r. Guibert den o exem-
plo de patriotismo hospedai-do-se no seu palacio ;
mas prohibindo-lhe8 expreesameBte, sob pena de
sabir d'elle oatenaivamente, de alli receberem Ga-
ribaldi.
Terminada a guerra e vencida a communa, o
Sr. Guibert foi nomeado arcebispo de Paria, em
8 ibstituieo do Sr. Darboy, por despacho do Sr.
Tbiere, chefe do poder cx-eutvo. Tendo re-
cusado primeramente, s aceitn este cargo, di-
zem os seus apologistas, quaado lhe demonstra-
ran) o perigo de tal posto, onde tres de aeua pre-
deceaaores j tmham auceumbido trgicamente.
Foi preconisado em 27 de mtubro de 187i,- to-
mando posae um mes d-poia, dia por dia.
Depoia da sua installacao oceupouse cem afn
da ereccao da igreja votiva do Sagrado Coraeae
naa alturas de Montmartre.
Em 29 de Dtaembro de 1873, recebeu o chapeo
de cardeal. do titulo de S. Joao Ante-Portem-La-
tinam, ficando pertencende coogregacao dos
biapoa e regularea, do Concilio, da Propagacao
e do Index.
O c.rdeal arcebiapo de Paris era conde ro-
mano, aasistente do solio pontificio, onego hono-
rario de Aix, de Viviere, de Aueh, de^Aganio, de
Tomra, de Cap e de Saval. Offical d L>gio de
Hoora, deade 11 de Abril de 1849, terid sido no-
meado cavaileir em 3 de Abril de 1883.
O aeu brazao d'armaa era :Um leo de ouro e
urna ovelha de prata em campo azul, tendo aobre-
poata a cruz do calvario em prata, e no vrtice
aa iniciaeea-O. M. I. (Oblatua Marie Immaeu-
late).
O Sr. Guibert dizia missa todos os das as
8 horas em ponto na capella de palacio, passava
.lepoia a seu gabinete de trabalho, onde se demo-
rava urna hora, indo almocar depois.
Anda nao eetava bem engulido o bocado e ja 0
chilrear dos paeaaroa no jardim reclamava tam-
bem o seu almoco. Ento abria-se urna jauella
da casa do jantar, da qual o arcebispo se appro-
ximava com um grande pao. De fra, urna nu-
vem de pasRarinhos, acootumadoa a este pitenca
craria, eavoacava chilreaudo. Pardaes, pintesil-
gng. melroa e tutme ras, hoapedea do jantar ar-
ehepiacopal, onde vivem em plena liberdade, ag-
,rloraeram ae, furando una por entre os outros,
p uaando, voando, empoleirando-ae nos ramoa das
arvores raais pr nimaa, viudo alguns maia ousa-
dos buscar a migalha s maos do prelado, que
fazia deate almi mais alegres passa-tempoe.
De vero ou de invern, quer o calor estivesse
abrasador, oa o fro fosse intenssimo, o cardeal
a meama hora jauella e deitava poaaves..^
E' de crer que sejau elias aa ultimas a esqae-
cel-o !
Belgiea
Partec'pam de Bruxellas a 6 me esto acaba-
das daa grvea em toda a Blgica.
O aociahstaa Belgae dirigiram um maniteato a
todos oa operarios do paz, coovidando-os a reo-
nirem-ae em Bruxellaa no da 15 de Agosto pro-
imo futuro, e prop .ndo-lhes, urna grve geral caso
as autoridades prohibam aquella^ reuuio, como
prohibiram convecada para o da 13 de ounho.
Este meio aupremodiz o ma ui fes toser
posto em prUio, venceremos ento se os nos sos
governantea se atreverem a negar-nos o auffragio
universal e as reformas de que tanto carecemos.
Ha j muito tempo que reclamamos e suppli-
camos. lato n3o pode deixar sempre: preciso
fazer juafca ; Dreciso ser torter e os protelanos
belgas sel-o bao bastante para erranjar do governo
o suffragio universal que elle mes nega.
Queremos o sufiragio universal. Tel-o hemos.
A obra, pois, roinD-nbeiri-s.
. No dia! T5 de Ag ."sto, todos em BrnxelUa.
Com) ae v, nao faltara a este manifest que se
diatribuio profusamente entre todos os operarios,
a violencia e ameacas proprias de documentos se-
melhantea.


i jhimo


>
Diario de Pernambuco---Domingo 25 de Julho de 1886

i

O manifest dos socialistas belgas, ama grave
aja de guerra para a Blgica.
como parece provavel, se realisarem as
r aaneacas que elle faa, nao s a Blgica, mas urna
parte da Europa, pode eucceder embrulhar se na
erise social, tao difficil conao perigosa.
O manifest appella para a grve geral, deixando
todos oa trabalhadores, no mesmo dia, toda as
oficinas e servicos, em todo o paiz.
A opiniao as grandes potencias principia a
preoecuparse cora o que ae est paseando na Bel-
No se pode negar, quo se est aili preparando
La luctaj que seria grave se viesse a ranificar-se
_i Franca, na Alleraanha c na Inglaterra.
A 7, ardeu parte do edificio da universidad}
e Bruxellas.
Toda a ala direita e a grande sala da Academia
ir ato destruidas.
Italia
O governo, attendondj ao estado sanitario da
Italia, expedio ordem para se nao realisarem as
ndea manobras militares.
rei a rainha partiram para Marza a 6 de Ju-
Injtlnerra
Pelas noticias transmitidas at salada de La
Plata soqre as eleicoes inglezas nao era possivel
formar ama idea completa do seu resultado. A
lucta bavia de durar urnas doze ou treze dias, e
apresentava-se de um modo tio obscuro e com-
plexo, que seria mister esperar anda urna semana,
I elo menos para se fazer um calculo, que nao es-
tivesse inuito louge da realidade.
Nos ltimos dias da campanha, deprehende-se
da leitura dos peridicos ingleses que os unionis-
tas recobraram parte do terreno, que Ibes tinba
sido tomado pelos partidarios de Gladstooe nafor-
midavel propaganda realisaa.
O duque do Hartington,ii'urn dos ltimos discur-
sos em que ciinb teu a autonoma irlandeza, foi
notivel nao s pela severidade como pola dialcti-
ca como que argumentou contra Glaiotonc.
Que garautia ha, dtzia o orador, de que mis-
ter Gladstone, unvi vez concelida a autonoma da
frlaudo, nio venha n i dia seguinte pedir a sepa-
raclo completa dos dois paizes ?
Esta duvida posta assim, por um hornera da au-
toridade poltica do duque de Hartington, causoa
vive, imqressao em todo o paiz, a despeito de Gla-
dstooe e Parnell, os dous ehefes do raoviraento au-
tonomista, teiem declarado que pedeni a autono-
ma como concessao defiuitiva e nio com prime i-
ro passo no caminho da separado.
Apeaar do discurso de llartington ter sido um
golpe acertado na tctica eleitoral, que produzir
fecundos resultados sua causa, maior daraoo ha
de fazer a causa autonomista a opposico enrgica
e resoluta do John Bright, veterano do liberalis
mo inglez, o cajos servicos e popularidad podem
egualar oa do proprio Gladstone.
N'estea termos, pois, se achava a batalha eleito-
ral : de um lado urna formidavel clligaco dos
grandes aomea e dis grandes fortunas de Ingla-
terra, radicaos, liberaes, dissidentes e conserva-
dores unido3, que pelejam contra o /lome rule, e do
outro lado Giadstone, a figura quasi patriarchal e
uasi legendaria da moderna Inglaterra, cora as
uas hostes populares, com dous rai.hes do electo-
res, que as Ibis gladtstoniauas trouxeram vida
publica, trbbulhaado pela autonoma de ura povo
ubjugado.
Aguardamos, uiaJa que com mais aneiedade, o
resultado d estas eleicoes, sem duvida das inais
reuh das que na Inglaterra se teem feito.
At no dia 16 de Julhj nao se sabria quera
tanta victoria/na campanha el.iitoial da Inglater-
ra. Os inzlezes singulares era tudo, sio-n'o tain-
.bem uas eleicoes, segui-vlo uus processo que nada
se parecem aos dj Franca, uera aos de Italia, nem
aos de nenhum paiz constitucional.
All', os fuuceionario i encarregadoa de procede
rem s eleicoes teem o direito da marcar o da era
que ellas ho de realisar-se.
O governo envia-lhes ordem para convocarlo
dos comicios: as autoridades loeaes da vem dentro
do 24 horas seguintes, nos boranhgs, e dentro das
48, nos condados, designar o dia da eleicli,
jual pola fazer se n'uineapacj de tempo que nuil
ea ser nem maior de nove dias uera menor de
tres, a contar d'aquelle era que tai publicada a
convocatoria.
Q laudo era qualqaer dUcricto so apresenta ura
tandidato sera opposico, basta que dez elcit >rcs
approvera a eleicao, para esta ficar valida; e em
tal caso, nem se prosede ao escrutinio. Xas cir-
eumscripcoes disputadas por varios candidatos, o
gscretai io escrutiuado tem faculdades para fixar o
da do escrutinio 'um praso que nao exceda 3
dias, as cidades e 6 as povoaues ruraea.
Por eonseguinte, at meados de Julho nao se-
ria cjnhecido o final d'esta lacta titnica, sem
precedentes em nenhura paiz constitucional do
mundo, e que excede em entusiasmo a que ha
S4 anuos occasioaou a reforma eleitoral, na mes-
as* Inglaterra.
A excitaco do* animo? na Irlanda augmentou
at ao ponto de ser mantida a ordem nao s pela
poltica, mas tambum pela tropa, a qual oceupa as
ras e auxilia a dispersSo dos motins.
As informacoes das autoridades e da imprensa
protestante da Irlanda, denunciara o clero catho-
lico como nm dos principaes instigadores da actual
ngitacao da Irlanda.
Distribuiram-se os avisos para qne na quarta-
fera 14 se encontrassem era Londres todos os mi-
nistros, com o tira de celebraiem um couselho om
que se resolvera 3 principio da conducta do go-
verno era virtude d 1 sua derrota eleitoral.
As inpiisrco s t.t ao da 11 sao que se forma-
ra um gabinete de colligacao conserva lara-uai-
nBta.
Rothschild f eleito pelo circulo de Aylesberry
por urna maioria de 3000 votos.
Os gladstonianos triumpharam nos circulou de
Osgeldeross e lorksre.
Os unionistas e os lberaes, am Harboronghs,
Leicestershre, Stowasarket, .Suffilk, Gainsbo-
sangh, Lineolnsbire, Norfork, Norwest Hyde e
Chershire.
A lucta mais renhda do dia 10 foi e Harwid
buirhs, na qual Mr, J. Browu, gladstooiano,
arinmphou sobre o sea adversario Mr. Trevjlyau,
entro dos ehefes dos unionistas.
Estava preparado pira .11 um grande mecting
socialista. A polica tmha toinrdc tolas as pre-
cancoes.
Dentro de tres cu quatro dias estara moral-
mente resolvida a cris da poltica inglesa, cora a
errla definitiva de Gladstone as elncoos.
O ministerio pedira era seguida a diraissao e
parece fra de duvida que lhe succeder outro
formado pelos conservadores cora o apoio dos l-
beraes dissidentes de Ch.iinberlain o do marquez
de Hartingtou.
Todava a resolucao da crise do gabinete nao
Itsolve a crise nacional.
O Resultado das eleicoes manfestou urna pro-
fonda rivalidade entre as grandes massas do paiz
a que- ve as esptaos (boraugho) e a que habi-
ta, oe campos e as cidades (camties).
as primciras p edomina o espirito con ierva-
dor e votaram contra Gladstone e contra os seas
rojelos. As outras apoiaram com o seu voto as
liberdades da Irlanda e a poltica ampia e refor-
aasto de Gladstooe.
O novo ministerio i;ue se organisar nao poder
ter nem auioridade nem forca para levar por dan
te OS parlamento OS prujectia e as refnruaas qa
fio como o pao quotidiano da vida dos poves.
Coctarem os conservadores com o apoio dos
nnionistas para os actos do governo simplesmen-
te urna utopia.
O pacto dos conservadores com os liberaos di.---
sidentcs foi teito para urna colligacao e nao para
aa fasto.
Cbamberlain radical e os que o seguem nao
podem prestar o seu apoio a leis inspralas por
aia 9' ntiuiento conservador nem o marquez de Sa-
lisbury pode tilo pouco patrocinar planos cerno
aquelles, que na questao agraria prom:tteram im-
plantar Cbamberlain e Areh.
^JO futmo ministerio poder apenas realisar esta
Kissao : impedir o advento de Gladstone e o esta-
aelecimento da autonoma na Irlanda. Fra d'is-
to, a eu* vida sera completamente estril emquan-
to legislacao, e cheia de azares e difficuldades
para a simples marcha ordinaria dos negocios.
Nao ser se quer ura ministerio de administra
cao. Ser nm verdadeiro ministerio de guerra,
orno Gladstone o annu acia j4 na seguinte carta,
que publicou n'um peridico inglez :
Da derrota dos meus proje^tos sobre a Irlan-
da resultar ficar o paiz n'uma continuada lucta
ae ha de terminar com concessoes talvez mais
ampias do qne as que eu propunha ; mas que, ar-
rancadas pela forca, nao lograro conciliar a gra-
tidio dos irlandezes nem restaoelecer a harmona
entre os dout paizes. >
Eis como se depara o futaro ds poltica inglesa:
anta lncta constante em toda a Inglaterra e na
Beeassia; revoltas seguidas de repressio sangren-
ta, e talvez d'um levantamento armado na Ir-
anda.
illemanha
O regente da Baviera podio ao miniateno que
se no retire.
Entre as cartas do defunto re da Baviera fo-
ram encontradas urnas 100 de Wagner, e mutas
composicoes do nconarcha apostiladas c corngidas
pelo autor do Lohengriu.
Palien Balsos
No Wolkspark de Amsterdam honve no dia 5
nm grande meeting socialista. Sob pretexto de
que fra disparado um tiro de revolver contra um
commissario de polica, tiro, cujas consequencia
nao forara vistas, oa agentes policiaes precipita
ram-se sobre a multadlo, que resisti com energa.
Ignorava-se por ora a coosequencias do conflicto.
acunnla
A Gateta de Cologue annuncia que a Russia na
tificari c potencias que o porto de Battum dri-
zara de ser considerado livre, dora avante. O
tratado de Berlira especifica formalmente eomo
franco aquelle porto. O gabinete ingles protesta-
ra contra esta violacSo do tratado; massegun-
do accrescenta o mesmo jornaln2o parece que as
outras g-audes potencias estejam dispostas a jun-
tar os seus protestas ao da Inglaterra.
O Standard aecusa a Russia de excitar a Tur-
qua contra a Bulgaria, afira de reoecupar esta.
Oriento
De S. Petorsburgo dizem para o Daily News o
seguinte :
Todos os jornaes discutem a questao blgara, e
sao de opiniao que a siuacao se torna grave.
Com urna ingenuidele apparente, observara que
todo o risco de3se conflicto seria arredado, se a
Turqua, por s s, se resolvesso a pronunciar a
deraissao do principe Alexandre, e a substituil-o
por um individuo em que a Russia nao fosse obri-
gada a ver uta mplacavel iniraigo.
Oa negocios da Bulgaria preoccupim muito os
altos centros polticos. A opiniao geral que
desta questao pode resultar un conflicto europeu,
e que antes disso seria bom saber qual, ciado o
conflicto, a posicao que conviria Italia. Todos
sao accories em atfirraar que se a Austria se en-
contrar solada 110 conflicto centra a Russia, ser
esraagada,c que, anda mesmo quando ajudadapela
Allemauha, o resultado da lata sena ineerto. E
falla se com umita insistencia na opportunidade
que se apr-seuta de obter as fronteiras naturacs,
Duvidam, porm, rauitas pessoas que o conde
de Robilant seja o hornera de que esta poltica
ue.cessita, dadas as suas syrapithias austro-alle-
maes.
Diz a Nova Imprensa Livre de Vienna que os
montenegrinos, depois de torera expulsado de seu
territorio os turco3, cercaram n'os em Machkvae,
forcaudo-os a capitular.
EXTERIOR
Correspondencia do Diario de
Pernambuco
PORTUGAL-Lisboa, 13 de Julho de
1886
Era adtamjnto miuha de 6, pelo Ville de
Victoria, nao tenho a referir-Ibes asauraptos ,!,
grave importancia poltica. Parece que u minis-
terio est mais dsoosto a tazer administracao que
poltica. A quadra tambem a mais ingrata, por
estar fra de Lisooa a maior da gente que influe
nesse jogo.
As cort s esto fechadas e continua.ao anda
por muitos mezes sem se abrirem.
A creaco do ministerio da agricultura, como
desdobramento do das obras publicas fica de .-e-
raissa pelo desaccordo por parte do Sr. Oliveira
Martina, redactor principal da Provincia, jornal
partuense. Os motivos que determinarain esse
desaccordo noconstam claramente das cartas que,
ha peucos dias, aquella folha publicava, urna do
Sr. Oliveira Martius ao Sr. Jos Lacianu de Cas
tro, presidente do conselho de ministros e outra
deste estadista cm resposta primeira, cartas es-
tas que foram transcriptas cm todos os jornaes
quer progressistas, quer da opposico. Esta
que folgou com a divergencia all manifestada e
procura explrala para combater a situacao, ten-
tanio explical-a por actos pessoaes menos correc-
tos por parte de outros membros do gabiuete, para
com o Sr. Oliveira Martius.
E' natural que se 03 progressistas estivessem
agora na opposico e s; lhes deparasse urna mina
destas nao deixar ara de profundal-a e ezploral-a
tambem com grande gaudio dos leitores indife-
rentes de peridicos, sequiosos aempre de que lhes
airvam pequemnos cu grandes escndalos pata
debique e df.sfastio.
As cartas, que passo a copiar na sua integra,
sao visivelmeute ostensivas e destinadas, de com-
mura aceordo publicidade. Se o ministerio pro-
seguir em seguida quelle desdobramento da pas-
ta das obras publicas promettido ao parlamento
no programma ministerial, por occasiao de se
aposentar s cmaras o actual gabinete progres-
sista, ou se se lhe poe, por agora urna pedra em
cima, o que de positivo nao sei
A verdade o projecto e proraessa que este
desdobramento foi em virtude de compromissos
contrabidos no Porto pelo Sr. Bu ros Gomes (mi-
nistro dos negocios estrangeiros), na visita que fi-
zera aquella cidade pouco antes da queda do mi-
nisterio presidido pelo Sr. Fontes.
At ultima hora e anda poucos minutos antes
de se abrir a sessao da cmaro, em que os minis-
tros actuaes se apresentaram, muitos dos seus
mis s mais dedicados anda duvdavam de que o
novo governo tosse annunciar esse desdobrainen-
to, que lhe acarretaria diffisuldades e attrictos.
Sem mais cumulen arios, eis as cartas :
Lisboa, 2 de Julho de 1886.
Exui. Sr. conselbeiro Jos Luciano de Castro.
i Eira. amig> e Sr. Respondo por este modo
ao convite que V. Exe. me fez hontera em norae
do gvi'rno, ratificando a carta que provocou a
miuha vinda a Lisboa.
1 Coividou-me V. Exc. a aceitar a gerencia do
novo Ministerio da Agricultura, Coramercio e In-
dustria, que o gabinete pensa crear opportuua-
ui.nent'', e, como resolv declinar a honra desse
cargo, nao posso deixar de fundamentar esta de-
cisao com algumas reflexoos qu exig m a rauita
estima e consideradlo que V. E:e. me merece.
Quaudo, era Fevereiro transacto, eu tive a
hunra de ser convidado por V. Exc. para a pasta
das obras publicas, por occasiao de se organisar
actual gabiuete, expuz-lbe os motivos que funda-
in-t.iram a miuha recusa.
Fu euto que, a instancias suas e de parti-
culares amigo meus dentro e fra do ministerio
nesse moraeutu constituido,-eu annui, nao sem re-
luctancia, o plano de vir ev> qtualmeute a occu
par um lagar nos conselbos da corda,quando a
opportunidade acouselh.sso a creaca-i do novo mi-
nisterio insprala em urna parte importante do
seu governo.
t Aceitei os eucargos desta posco at certo
ponto equivoca, e soffri-Ihe as consequencas, por
attencao aos interesses partidarios. E' por el'es
tambem que hoje recuso o convite que felizmente
vem por um termo situacao creada para mim em
Fevereiro.
Exposta a razio da rainha recusa, consinta V.
Exc. que mata urna vez accente os mor 1 vos que
me levaram a sentar praca no partido progres-
siata.
Pensava que a esse partido, glorioso herdeiro
das tradicoes honradas e generosas di democracia1
portuguesa, competa neste momento o papel de
continuador da obra de Miusiuho da Silveira e de
Passos Manoel, defendendo os interesses dos po-
bres e dos pequeos contra a oligarchia dos pode
rosos. Pensava que era chegado o mum-nto de
olharmos par* a economa defecada do paiz, lein
brando nos dos problemas vitaes da nosaa emigra-
cao, da colenisaclo des terrenos incultos, da crise
d 'S nosaoa lavradores, grandes e pequeos, vinha-
teiros do norte, seareiros do centro e do sul, da
penuria danossa industria, do desbarato das aguas
dos nosaoa ros, da ruina absoluta da nossa raari-
nha mercante, do rgimen anarchico da nossa cir-
cuUcao monetaria, da carencia total, de institui-
coes de crdito agrcola e industrial, da insufi-
ciencia provada da nossa legialacao rural e cora-
mercial. Pensava que j era tempo de substituir
poli'ica rocineira, que consiste em fazer, des-
mmchar e refazer, a organisaco das secretarias
e outros servidos pblicos, urna poltica verdadei-
ramente restau adora das foreas econmicas da
naco
Pensava, e pens anda; nem veje motivo
para suppr que aa declaracoes terminantes de V*.
Exc, ao farmu'ar o programla do governo, dei-
xem de ser cnmpridaa. A'a vezes, porm, 01 par-
tidos e as nacoes carecem de atravessar crisea
agudas, para se conveacerem completamenfe de
ideas qne todava eram de ha muito indiscutiveis
para todos os homens habituados a observar e me-
ditar.
Em tudo ato qne deixo epenpto est implci-
to o pensamento de que esta carta nao significa
outra cousa mais do que o vivo desejo de-que o
gabinete se desempenbe cabalmente dos compro
missos contrahldos para com a naci em virtude
do seu programma.
Faco-o, e ter em mim o soldado mais fraco
sim, mas tambem o mais desinteressado. Creio
ter dado abundantes provas d'isto a V. Exc de
quem sou muito amigo e obrigado./. P. Oliveira
Martina.
... Sr. Joaquina Pedro de Oliveira Martina.
... amigo.Receb a carta de V. com data
de hoje, e confirmando a verdade dos factos all
referidos, limito-rae a sentir que a sua esolucao
e os motivas qne a determinaran] me privem de
ter por eoaapaifcairo nos trabalhos do governo tao
dstincto oallabofader como sem duvida sera V.
Aproveo o ensejo para lhe reiterar os pro-
testan de alta estima e sincera dedicaco com que
aou de V. amigo certo e invito obrigado. Jos
X.n Lisboa, 2 de Jnlho de 1886.
O Diario Popular foi o nico jornal que nao
tr^nccrevsu da Provincia as cartas dos Srs. Oli-
veira Martina e Jos Luciano.
A opportunidade da viagem d'el-rei ao es-
trangeiro contina servindo de thema a diversos
arrasoados da impreusa de c e de fra, eoabora as
folbas ministeriaes se affadiguem em'Meclarar que
a viagem do Sr. D. Luiz l em nada ee liga a as-
sumptos de poltica internacional. Nao falta quem
esereva que S. M. devia imitar sea augusto tio flC
M. o imperador do Brazil, tomando como elle bi-
Ihetes de 1.* cmara em qualquer vapor da carrei-
ra e que andasse por eates cortes da Europa cemo
um simples e modesto burguez.
Outros opinara que o Sr. D. Lniz gHnharia mais
com uraa digressao ao norte de Portugal, do que
com essa viagsm por mar ao estrangeiro.
O verdadeiro rao'ivo da viagem d'el-rei, dizem
as toibas governamentaes visitar sua irma, a
syrapathca princfz* D. Antonia que reside na
Allemauha e se acha gravemente enferma.
Negocios de familias e rccoinmendacoes dos
mdicos tornara esse encontr urgente e el-rei nao
seria o que (escrevia ante-hontem o Gommercio
de Portugal) um grande coracao e urna bella alma,
um irmo em toda a boa accepclo da palavra, se
reeusasse irin querida a inaior, seno a ultima
satisfacao cem qne ella poJ mitigar as dores do
corpo e da aira ., que a tra feito uraa adoravel mar-
tyr.
E mais adiante :
Comparar uraa viagem de curta durucio s
lougas viagens de mezes como as que o Sr. D. Pe-
dro II tem feiti', viudo de "in outro heinspherio,
nao nos parece menos exagerscao do que a que no-
tamos as despezus calculadas cora a do nosso mo-
narcha ; aando comtudo conveuiente observar que,
quando o imperador do Brazil, resolveu vir Eu-
ropa, nem o governo nem o parlamento dexaram
de propr e S. M. I. que fizesse a sua viagem cm
Em seguida discursou o Dr. Antonio Pinto Mes-
quita, que foi muito violento contra o actual ga-
binete .
Daclarou que nao tlnha justificacio a projectada
dictadura para reformar o cdigo administrativo.
Fea urna analyse das dictaduras que teem ha vi
do neste paiz, justificando-as.
Quando concluio o seu discurso, foi calorosa-
mente applaudido pela maior parce da assembla,
emquanto que um grupo dava pateada (refere om
telegramma de fecao regeneradora para o Diario
de Noticias ae hontem.
Serenados os nimos fallou o Sr. Dr. Joao Ar-
royo que proferio um notavel discurso de opposi-
co.
Dirigi grandes censuras aos membros do gabi-
nete, chamando-lhes assassinos das garantas po-
pulares* .
Condemnoo severamente a projectada dictadura.
N'esteponao-do dissurso, varias individuo*, in-
terromperam o orador, o qual declarou que navia
de dizer o que sentisse, que desprezava os insul-
tos que lhe fosssem all dirigidos, mas que fra
daquelle lugar respondera aos insultadores dando-
Ibes o correctivo necessario.
Concluindo appellou para o povo, pedindo-lhe
que nao consentase qne as leis fundamente/es do
paiz fossem calcadas.
A assarabla applandiocom enthusiasmo (prosc-
gue anda o j citado telegramma) o distineto ora-
dor.
Foi era seguida approvada urna representacao
dirigida ao rei, pedindo-lhe que nao conceda a
dictadura.
Poi 1 esolvido que a representacao seja levada a
Lisboa por urna commissao, resolvendo-se tambem
que a mesa que dirigi os trabalhos aeeta meeting
fique constituida em commissao de vigilancia, sen-
do-lhe aggregados outros cavalheiroa.
O meet ng esteve c-ncorridissimo.
I'o fira da reuniao, alguas populares que esta-
vara na ra quizerara espancar Francisco Jos Eu-
genio, indigitado como chefe dos desordeiros, o
qual se refugou em um trem livrando-se assim de
levar algumas pancadas.
Depois, a multdao dispersou"na melhor ordem.
Na occasiao dos tumultos, a polica prendeu 5
individuos que foram conduzidos ao Aljube; mas
pouco depois foram postos em lberdade.
Oucamos agora 03 cegos do outro lado:
Eis o telegramma dirigido para o Correio da
Noite:
Porto, 11, s 2 e '2.2 minutos da tarde.
Meeting presidido por J a Guiherme. Secre-
tarios : Manoel Pedro Penafiel, Jos Moreira Fon-
seca. Pouca gente. Quando o presidente abri a
sesglo calorosas raanifstacoes contra. Vivas de-
m Tados ao partido progressista e ministros. Pre-
sdante, interrompido longo tempo, terminou enre
manifestarles ruidosas contra o comicio.
Vivas prolongados ao partido progressista. Foi
navios do Estado,cedendo o rjoverno smente diau- um meeting favnravel ao governo. Jos Guilherme
te da recusa formal do imperante 110 que, alias, como deputado por Barcellos, no parlamento, dis-
lcito discutir, se poocedou to correctamente, eomo
agora era Portugal se pretende fazer acreditar. .
Tambera se extranh 1, observa a mesma folha,
que indo el-rei Allo.nanha, nao v Franca e
que limito as suas visitas s cortes de Bruxellas,
atxkolmo e Londres.
Como a viagem nao tem carcter poltico, redar-
ge, deseabido o reparo o reparo cora respeito a
nZo eatrar Paris no itinerario d'el-rei. E os l-
timos &ucc:*flsos em Franca, que se relacionara mais
ou menos directamente co.n um facto d alca iinp tancia para o no. ao paiz, cstavam aconselhando a
que se evitasse o pretexto para quaesquer mam-
fes taco s menos discretas dos partidarios dos dois
systemas era letigio, devendo servir nos de ligo o
que se pas&ou em Par, quando o chete da nacao
visinha da Franca passou n'aquelU capital viudo
de Berlim.
E seguindo esta ordem de ideas prbsegue com
muita sensatez em suas ponderacos"sobre o as-
sumpto, rebatendo s objeccoes fcitas quanto aos
gastos c estadio da viagem e as que se lera addu
zido quanto s relacoes internacionaes.
Para breve se annuncia a regencia de 8. A. R.
o principe D. Carlos, Duque de Braganca, em con-
sequencia da viagem de se augusto pai.
Esquecia-me dizer Ih. s que tambem se d como
razio da viagem d'el-rei o ter do ir agradecer aos
soberanos as felicitacoes que lhe enviaram por oc-
casiao do faustoso consorcio de seu lilho com a
princeza Amelia de Orleaus. Esta razio parece
ftil, porque os soberanos fizeram-se rspresentar
n'aquclleo acto, nao vieram elles c.
O certo que durante a ausencia do Sr. D Luiz,
S. A. R. assumir a regencia do reino. E a se-
gunda vez que o Sr. D. Carlos tome sobre ai o dif-
ficil encargo do mando supremo. A sua praneira
regencia, anda que do curta duracio, fioiu lem-
brada. f -
Dentro em poucos das tambem 3. A. o Sr. infan-
te D. Affonso attinge maioridade.
A 31 desto mez completar Jezoito anuos.
Nao h< duvida j, de que o governo vai en-
trar em dictadura. Diz-se que dictatorialmente
aera decretada a reforma administrativa, a aboii-
cio do imposto do sal,a elevacao dos direitos so-
bre a irapoitacao dos cereaes em grao e das fari-
nhas, mas de modo que da elevacao projectada nio
possa resultar augmento do preco do pao ;-auto-
risaclo para a creaco de juzes municpa>.-s nos
conselhos oude es cmaras queiram prover aos en-
cargos da in8tituicao ;a reforma da > ngealieria
civil e classific-ico do seu peasoal ;a reorgaui-
saco das secretarias de Estado e dos diversos ser-
vicos dependentes do Ministerio da Fazt-nda;um
decreto regulando a aposentacao dos funecionarios
pblicos e a reforma da instruccao secundaria.
Comecar-se-ha pelo decreto mandando por em
execuQlo a n firma administrativa.
A p-'lemica que se tem feito eutre as folhas mi-
nisteriaes e as da opposico a proposito da oppor-
tunidade da dictadura, dara j uus poucoa de vo-
luntes grossos. Excuso de lhes compendiar ss ar-
gumentos que de parte parte se tenuadduzdo.
Os jornaes da opp-isiclo tazem fogo aos do gover-
no Cora a sua propria plvora, pois nao pouco mal
disseram era torapo, os orgos progressistai das
dictaduras assuraidas nos ltimos consulados rege-
neiadores, sendo urna no de Antonio Rodrigues
Samoaio contra no do Sr. Fontes para decretar a
reforma do exercito, a ponco trecho do encerra
meu:o das c. tes. Quanto defeza, muito se tem
es:ripto. Alguuras das enntcstaeoes melhor fra
que vessera ficado no tinteiro, como por exemplo
a que se funda em que a dictadura neceisaria
para demonstrar que nao smente o Sr. Fuates o
dictador permanente e perpetuo d'estes reinos,} que
a dictadura agora, quando muitos dizem por ah,
que islo n&o dura urna exhibco de forca e de
iniciativa enrgica.
A verdade que esta discussao bizantina fra
bem principiada.
Um artigo, attribuido ao Sr. Fontes, que & Re-
volueo de Seemdro publicou e quasi todos 01 jor
naes reproduziram, estabeleca que se a urgencia
das medidas decretadas & que poda jnstificar as
dictaduras.
Iutervcio o Sr. A. Serpa ne Jornal do Commer-
ci, estabelecendo os bons principios constif jco
naes; mas o prurido de escrever e escrever aem-
pre raoendo na raesma cantata como os realejos
oem e reraosm a mesmiaaiina soloha, tem exhau-
rido o assumpto e caneado a paciencia dos leitores
de peridicos sem nada accresceutar ao quencjpn-
ax< iros diasse dissera.
4ls dictaduras fazem se se de urgencia que se
facam; mas nao se faa programma dellaa come de
um espectculo, nao se est a um mez ou mez e
meio atyranniaara expectativa publica em duellos
palavroaos, em exposicoes de rhetorca, em tiradas
campanudas, que desprestigiara pela sociedade
aquillo mesrao que se pretenda encarecer e exal-
car.
Parece, porm, que no syahedrio regenerador se
deliberoa encommendar para todos os corpos ad-
mi listrativos (eleitos ais .la em todo o paiz sob a
influencia d'aquelle partido) representacoes con
tra a dictadura, mesmo anda antea de seren co-
nhecidas as providencias decretadas dictatorial-
mente.
Esta dicisao opposicionista, que transpirou des-
de logo, tem sido alvo de aggreces violentas por
parte da imprensa ministerial e veio alimentar os
debatea jornalistiexa.
No domingo (11 do corrente) celebrou-se no Por-
to um meeting para se protestar contra o prujecto
da dictadura no theatro de 8 Joto.
Presidio o Sr. conselheiro Jos Gulherrae Pa
ebeco, servindo de secretarios os Srs. Jos Moreira
da Fonseca e Mauoel Pedro Vasques.
Correa maito agitado aquelle comicio.
Logo qae o presidente cornee ou a expor os flus
da reuniao, varios individuos patearara fortemente
gritando: Viva o partido progressista!
Houve grande sussurro, levantando-so bengalas
em attitude ameacadora.
lnterveio a polica apaaigaando o tumulto.
O Sr. Dr. Jos Moreira da Fonaaea, tomando
ento a palavra, dase que o meeting ha va de rea-
lisar-se anda mesmo que os desordeiros attensas-
sem contra a vida dos promotores dalle.
se sempre cidadoes. Hilaridade. Fallou o procura-
dor junta, Mesquita, muito empbatico e muito
n-rvoso; nao poude proseguir com as manifestacoes
hostia.
Seguo-se Joao Arroyo, que principiou a com-
bater a dictadura e disse que nao quera a queda
ministerial : toraeu'e nao consenta a dictadura.
Foi por vezes interrempido com assobios por se
mostrar muito aggressvo ao partido progressista.
A meio do discurso destacou se um viva caloro-
so ao governo. No liin recomecou a desordem; mal
poude ser lida a representacao, pois que as mani-
festacoes hestis recrudesciam sempre contra <>s
promotores do meeting. Este teimiuou eomo prin-
cipiara; no meio de desordem. .saindo todos con-
vencidos da forca do governo e do partido pro-
gressistaneste districto.
Os telegrammas dirigidos s Novidades e ao
Diarto Popular, sao quasi idnticas.
As Nulidades accrescentava como commentario:
Ora, pois: querem ter juizo, ou nao queretn?!
A corrente da opiilo publica bem clara-
ra; o fiqpcn certos de que o governo ir at onde
for preciso par* obrigar todos oa especuladores e
desoi-de,ros, de qualquer catbegoria que sejam, a
acatal-a. Faltara aot seus mais aagrados drveres
se assim nao procedesse.
Que infer m os senhores de todo isio ?
Que o partido regenerador eomeca bem cedo na
sua campanha de meetings o representacoes para
demolir nm governo que anda nao est ha 6 mezes
no poder; sem se recordar que a maioria regene-
radora o apoiou na cmara com urna docilidade ad-
mira ve I .
Achara c partido regenerador que j tempo de
Tolver ao poder?
Por outra parte as algazarras e interrupces aos
oradores da opposico no meeting do Porto nada
provain, porque a Verdadeira opiniao publica nao
se manifeata por meio de arruacas e ujuriosa3
apostropbes em actos d'aquella ordem.
Sao uus tantos individuos que ha em todas as
grandes povoacoes 3 esto proiuptos a berrar cor
quem Ibes encommenda o sermas, oa de quera es-
perara um premio qualquer. O pirtido regenerador
bastante se servio d'esses desordeiros, quando
houve a campanha de meetings a proposito da ques-
tao de Lourenc Marques. D'esta vez, deu-lhes
para vociferareis a favor dos progressistas o con
tra os regeneradores.
P' s para toda a obra !
No da 7 houve a sessao geral extraordinaria
da Associa^ao Commerciai do Porto, para lhe ser
a presentada urna representacao dos exportadores
de vinhos. Presidio o Sr. Licinio Pinto Leite. O
Sr. Vieira de Castro deu conhecimento de dous of-
tioius do Sr. conselheiro Antonio Augusto d'Aginar,
participan io aceitar a presidencia da projectada
exposifao de appirelbos vincolas, bem como o
cinvite para auxiliar a direcelo da Associacao
Commerciai na melhor so lucilo da questao dos vi
uhos e de urna carta do ministro dos negocios es
traugeiros, iuformando estarem dadas nstrucco -s
para se obter a celebraco de um ti atado de cora-
mercio com o Brasil e de nao haver esperanzas do
governo inglez attender os pedidos que lhe teem
sido feitos para beneficiar a exportaco de gado.
Entrando-se na ordem do da, o Sr. Jos Anto-
nio Lopes Coelho apresentou urna representacao
asignada por 80 exportadores de vinhos. pe.lindo
se represente ao governo para qae se nao faca mo-
dificaco alguma, quer geral, qu commercio de exportaco de vinhos. O Sr. Lopes
Coelho accrescentou que os signatarios nao tioham
a menor iutenco de meliudrar a directora com
aquella proposta. O Sr. Manoel Pestann apresen-
tou outra proposta no sentido de se proseguir as
diligencias de pacificacao e conco da, j enceta-
d. s pela direccao actual para se chegar urna so-
lucao que faca respeilar os interesses legtimos de
todos ; se agradeeesse'ao Sr. conselheiro Aguiar a
boa vontade com que se presta a presidir s reu-
nies onde o ncorressem os lavradores o negocian
tes. Que fosse retirada por esse motivo a repre-
sen "acio dos exportadores.
Na discussio, que corren, por vezes, acalorada,
tomaram parte a favor da representacao os Srs.
Lopes Coelho, Visconde de Moier e Jlo Aodresen
e contra os Srs. Manoel Pestaa e Visconde de
Villar Alien. A representacao foi por fira appro
vada por 88 votos contra 51. A direccao da Asso-
ciacto Commerciai, considerando-se melindrada
com esta resolucao, reuni, em seguida, reaolvendo
demittir se. Nao adheriram esta deliberaco
apenas os director Andreses Jnior e Emilio Au-
gusto Das.
Falla se j em reeleger a direccao quando hou-
ver nova eleicao,
0 Diario do Governo de 10, publicou o alva-
r regio autorisaudo a Companhia Geral dos Ca-
minhos de Ferro Portuguezes a construir e explo-
rar um ramal que, partilo da estaco da liuha de
Leste em Santa Apolouia, v entroucar as altu-
ras de S. Domingos de B mfica, na linha de Lis-
boa a Cintra e Torres Vedras.
A con trcelo ser f.-ita sem subsidio do Estado
nem garanta de qaalquer ontro beneficio e dever
comecar no prazo de 60 diaa, a contar da data do
al vara, para estar prompta dentro de ura anno.
N> Campo Pequeo hver uraa eataco de 2*
ordem, construida em condicoea de poder servir
para o rpido embarque e deaembarque de tropas
e material de guerra ; e a companhia concessiona-
ria fica obrigada a admittir nos trabalhos de ex-
plomclo e reparaco, tanto deate' ramal como de
todas as suaa linbaa, o posseal da companhia mili-
tar de carainhos de ferro, retribuiudo-o quando os
seus servicos forera uteis.
A commissao executiva da Cmara Municipal
de Lisboa resolveu organisar um instituto de sar-
do-mudos que na 1 eovergonhe o paiz.
A commissao autorisra o Sr. Rosa Araujo, ve-
reador do peloiro da beneficencia, para formular
om prujecto geral d'este servico.
O Sr. Araujo foi ao Porto conferenciar com um
benemrito, que, tendo herdado de seu to, o Rvd.
padre Pedro Mara de Aguilar, a sciencia e a pre-
dilecclo deste unsiso, considerado hoje como o
nosso professur mais versado nesta especialidade.
O Sr. Elyseu de Aguilar esteve ante-hontem na
Cmara, trazendo conuigo um alumno, que, perante
a commissao executiva, deu algumas provas do seu
notavel adiantamento.
Conforme os procesaos mais modernos, alumnos
do Sr. Aguilar articulara as palavras e teem a o-
clo de todos oa vocabuloa que escrevem, conju -
gara verbos, fazem operacoei anthmeticas, defi-
*!?>C0C* do corte toe' banda de infanta-
na 23, seguindo-se um piquete de cavallaria 8.
O Mondego estava Iluminado a luz dectrica.
A procisso aeguio pela ponte, praca de D. Carlos,
_ largo e ra do Sargento Mor, praca do Commer-
nem oa objectoa comprebendeudo p-rfeitamente o Si0'. rua aos.Sapateiroa, ra do Corvo, praca 8 de
Maio, rua Direita, Terreiro da Herva, rua do Car-
ino, rua Odyllia e de novo a praca 8 de Maio onde
est a igreja de Santa Cruz. No Iaigo do Sar-
gento Mor, toca va urna phylarmonica.
Distribaio-se um bodo a 20 pobres, n'uma tri-
buna forrada de setim branco c velado ^renaf, en-
feitada de flores naturaes.
A pra^a do Commercio era Iluminada vene-
que tazem e eabendo porque o fazem. A commis-
sao fieou maravilhada com estas provas e com o
systema do profeaaor.
Chegou a Lisboa a pequenita Custodia do3
Aojos, que ha ponco tempo salvou da morte duas
irmainhaa que estavam em risco de afogar-Efe em
nma alverea prximo daGollegS. E' no dia 14 que '
se effectuar no circo do Colyseu, em Lisboa a ce- 1 .
remonia da entrega da medalha de prata peque-! Zllla^ p.m g'va grande numero de gru-
nita premio este promovido e iniciado pela W Pdefora8te.ro.
nita premio eate promovido e iniciado pe
ciaclo Protectora da Infancia.
Devero issistir a ceremonia oa alumnos e a-
lumnas de todas as escolas municipaes ha vend-
se destrbudos j muitos convites.
Espera-se que S. A R. o Sr. D. Carlos, pres
dente daquella associaflo assista a este acto so'
lemne.
Custodia djs Anjos vai para o internato de um
dos melhores collegios da capital receber urna
educaco esmerada.
Chegaram a 10 deste mez no vapor Paubro-
ke Castle e esto hospedados uo holel Braganca 03
llustres exploradores portuguezes Serpa Pinto e
Augusto Cardoso.
O primeiro daquclles benemritos nao pode se-
guir com a expedicao do lago Nyassa, por elle or-
ganizada por faltado saude.
S urna vontade de ferro e ura aciysolado de-
sejo de bem servir a sua patria poder explicar
como tem tido a eoragem o Sr. Serpa Pinto para
estar tanto tempo em frica, depAa do que l tem
padecido.
^Apezar de nao ter podido acompannar a expedi-
cao, pode anda assim prestar importantes servi-
cos em Zamzibar, consegrando que a nossa oan-
deu-a fosse d safroutada.
Cardoso um hornera novo aiida, que nao espe-
rou pela idade madura para nobilitar o seu uorae
e engrandecer o da patria.
Os potentados africanos acolherara-no cora en-
tusiasmo o prestaram vassalt.gem ao glorioso
Portugal, e n'alguns pontos 03 iudigenas descou-
tiados pretenderam oppor se sua marcha, oa aeus
nimos serenaraui quando souberam que a bandei
ra, quo o explorador desfraldava, era a bandeira
do branco, isto a gloriosa bandeira portuguez 1.
Oa traoalhos da expsdico Serpa-Cardoso, diz o
Jornal da Noiie, slo da mais alta importaucia
scientifica, poltica e commerciai.
A raesraa folha terminava hontera a noticia que
me tenho perraittido transcrever aqoi era grande
parte :
Ninguem sabia da chegada dos Ilustres expo- Pra
Hontera houve serenata no rio.
Esperamos mais promenores.
Urna folha governamental diz o seguinte
cerca do novo Cdigo Commerciai :
Consta-nos que o Sr. ministro da justica j tem
conferenciado com diferentes jurisconsultos acer-
ca do projecto de revslo do cdigo commerciai.
Como dssemos, os trabalhos relativos s disposi-
ces geraes, capacidade commerciai, aos com-
merciautes, seus direitos e obrigacVs, e aos actos
commerciaes em geral, j se acham elaborados ;
tendo-se, ao que nos consta, distribuido entre al-
guna magistrados e advogadoa 1.8 trabalhos rela-
tivos s letras de cambio, s sociedades e compa-
nhias, s bolsas e corretores, c ao commercio ma-
rtimo.
0 Sr. ministro da justica enipenha-se muito era
quo os trabalho3se ultiraem quanto antes, a fira da
que dentro cm breve possa ser publicado o novo
projecto do cdigo commerciai.
- Espera-se que o novo cdigo penal posa come-
car a servir de nico texto legal nos trbunaea
logo no principio do prximo auno judicial, isto
era Ouubvo.
Na ultima reoniio da Assocacao dos Advo-
gados coutinuou a discutir-se -o projecto de lei
das fallencias.
Est em Lisboa um prestidigitador bespa-
nhol, Vcrgara que mui hbil. Elle dentro do
Collysen e Mary Blondn na esplanada o que tem
valido pouca gente que ainda nao emigron da
Capital para aa amenidades da Villegiatura cam-
pesina.
KtviSTA DIABI
radores e por issu nmguera foi a bordo espera! os.
E' certo que, se houvesse noticia da sua ehegada,
rauites dos s ua amigos e daquclles que aentem
verdadeiro enthusiasmo
servicos ao seu paiz, all
pelo s-u regresa..
Daqui sauoamos 03 dous illustros portugue-
t ctos da preM'dencia da provincia, de 17 do correa-
te, e sob proposta do administrador dos correios,
forara noraeados :
judante do agente do correio de Leopoldina,
Taciaeo Thomaz de Souza Pe.s-
Agente do correio na estaclo de Mayara!, Prcs-
ciliano Augusto da Porciuncula.
Delegado IliterarioPor
actos da prc-
por todos os que prestara dencia do provincia da referida data, foi nomea-
l teriara ido felicit,1-os ds delegado litterano da Gloria do Goit, o Rvd.
vigario Joao da Costa Bezerra de Csrvalho.
Tribunal to Jury do HcrifeEra
sessao de hontem, neate Tribunai, foram jul-
gaioa os reos Antonio Jos da Costa Reg e Ru-
fino Jos Fernandea de Figueiredo.
Costa Sega achava-se pronunciado no art. 227
do Cod. Crim. e foi patrocinado pelo Dr. Luiz
rtodrigues Ferreira de Menezes Vasconeelloa de
Druminon-J; sendo promovida a defeza de Ru-
:i;i 1 Figueire.lo, que era accu?ado de crime pre-
Vui organisar-se em Lisboa urna nova em-
presa para a fabrcae!. de alcool de eerees.
Chegou de Roma cora seu filhoo nosso mi-
nistro naquclla corte junto Sua SantidaJo e aa-
tigo procurador geral da cora e fazendu, o Sr.
conselbeiro Martens Ferr-1 >.
aitJirJa a Trrej commmo[}r,l ^"t* v,sto^raTt.T23 d^
Amelia, nome de &. A. I. a duqueza de Braganc!, rqe ji|et 6^ r
foi mandado considerar de pequea gala. i 0 llb80iTCa smbo9 os accusados.
m7to 1 7 T 6 ren'S"C T enpnb'"*}1- Aociaeo Commerciai Benellccn-
meuto importante; a colloca?ao d'um cabo teje-je-Terca fe.ra prxima, 27 do carente, reuse-se
ftrt? ^' Part,f,f e *"% ,0"l corP onerel do Recifc, no palacete da A
cezs iB^'zd g' '^ "a"30C,a^ Commerciai Benefieente, para o fira de
. I dar cumpriraentc ultima parte da proposta aorc-
A erapreza, que proraove a ecncto dente me- 3entaJa Hna reuniio aBteri P P aPrc
'""amento valioso, a companhia India haber. Ttoeairo de Variedades da Xow
,in,ta que ni se pede a Portugal senao o di- % ^X'^^^Y^
.to de araarracao nos pontos era que for necea- I deuomnado-0 P/raa Antonio ou a kcravaAn-
ira.
O espectculo em beneficio da vuvs de Fran-
cisco de Paula Santos, e toma parte nelle um grupa
de mocos amadores.
Terminar com a comediaO Cadver Vivo,
Amazona e ParaO paquete amercane
Pinance, entrado ante-bontem tardinha do norte,
adiantou datas do Para at 17 do corrente.
Das folhas que elle trouxe colaemos as segura-
re
sano.
Xo ultimo exereicio de brigada que fez atro-
pa da guarnilo de Lisboa at as cercanas de
Queluz, ficaram muitos soldados e olliciaes reta-
guarda apezar de terem feito a marcha ante de
romper a man ha.
As polainas sobretodo derretaram os soldados.
Pelo ministerio da guerra foi mandado que os
commandantes dos corpos informen] acerca dos in-
convenientes praticos que hajam revelado alguna
artigos do nove uniforme, especialmente os do cal-
fado das tropas.
Tem continuado o julgamento dos indivi-
duos quo por causadas arruacas de Junbo forara
presos para bordo do transporte frica surto no
Tejo.
Grande numero dos implicados naquclles motins
foram condemnados a varios dias de prisao mais
alera da que j tinham soffriio, sendo para muitos
essa prisao remivel segundn tabella indiciara.
A companhia real dos carainhos de ferro
portuguezes subuvttiu approvacao do governo,
por intermed'o da respectiva direcelo fiscal, os se-
guintes projectos:
1- Para a construeco de tres pontes na esta
visorio de mercadorias, e especialmente de vinhos
exportados para o estrangeiro.
2- Para a consirucglo d'um caes cob'rto, no
prolongamento do caes existeute na eatagio do
ooimbra (eidade), para se poderein ccoraraodar as
mercadorias, que em grande numero teem affluido
aquella estaco.
3- Ura regulamento de servico ou instruccoes
para os guardas encanvg;.dos da vigilancia das
linbaa,
To os estes projectos sao de reconhecida utili-
dade e tendem a rnelhorar as condces do tratego
e de segurauca das liuhaa a cargo do dstincto en-
genheiro director da companhia real, o Sr. Pedro
Ignacio Lopes.
Vai funlar-se em Aveiro urna sociedade para
a exploraco de piscinas e ostreiras ardficiaes.
Esto proraptos na cidade do Porto os cu-
nhos da raedalba que vai ser ofierecida ao nosao
mavioao poeta Joao de Deas por subscripclo pu-
blica iniciada pelo Sr. Joaquira de Arauj >.
No Porto houve ha das um pavoroso incen -
I o que des.ruio a importante fabnoa de louca do
Valle da Piedade. As perdaa levam-se a perto
de tl contos de ria fortes. 0 Sr. Felieiano Bor-
dado Pinheiro foi ao Porto coutratar muitos ope-
rarios que p'iteneam aquella fabrica de faiancas
das Caldas da Rainha.
Fui urderanado os conselhos de agricultura
dos diversos districtos a remessa mensa! d'um bo-
letim eoa as seguiutes indicrcSes :
1 Estado geral da agricuitu. a e acontecimntot
nutavois que oicorrereai durante o raes ;
2o Metereologia agrcola ;
3 Cultura dos cereaes, incluindo o arroz ;
4 Cu'tura de legrases, batatas e raizes, e outras
culturas arvenses ;
5 Estado das viobas ;
6o Estado das oliveiras ;
7o Estado dos pomares earvores fructferas, iu
el .irado montados e soutos ;
8 Estado las hortas e de quaesquer culturas
industriaes ;
9* Estado das culturas forragnosas:
10. Estado das florestas ;
11. Precos dos salarios agrcolas ;
12. Feras e mercados ;
13. Consamo das carnes verdes e seus precos ;
14. Progressos de mechanica agrcola ;
15. Auunaes nocivos agricultura.
Diz o Gonlois qu; o nosso ministro em Paris,
o Sr. cnde de Valb ra alugra a explendida casa
do fauburg Saint 11 more n. 34. Logo qie ter-
mine a sua iustallaco accrescenta aquella folha,
o representante de Portugal abrir os seus sa.oes
era r Est quasi toda a corte em Cintra. Diz-se
que a orchestra que tocar no baile que oa Srs.
duques de Palmeila tenecionam all dar no seu
palacio, a 4 de Agosto prximo, para festejar os
anuos da senhora duqueza, ser dirigida pelo
maestro Strauss, que para esse fira vem expressa-
mente a Portugal.
Eis como urna folbt nocturna de ante-h .ntem
falla va das fes tas da Rain/ia Jo'anla em Coimbra:
Tem si lo enorme a concorrencia de visitantes
a Coimbra, n'estes das dos festejos rainht San-
ta Isabel.
Diz-uos o nosso correspondente d'aquella cidade
que se acbam tomados todos oa botis o casas de
hospedes.
Todas as ras para o trajelo da precsalo se
acbavam vistosamente embanderadas e Ilumina-
das com inilhares de bicos degaz.
A procisso sahio de Santa Clara, ao cahir da
uoit-, era direccao a Santa Cruz, e voltar d'aili
no dia 11, amanb.
O aspecto da ponte, n'essa noite, era verdadei-
tes noticias
Amazonas.Continuavam os inquertos e inda-
ga^oes policiaes sobre o horroroso crime Garca.
A polica mandara proceder, c mo em tempe
j noticiamos, ao exame chamico na se.lula de 10J.
manchada de sangue e apprehendida era casa dos
negociantes Silva Ramos & C.
A commissao medica respondeu aos quisitos pro-
postos e diz ter reconhecido nio ser humano
sangue que apresenta a mancha.
A presidencia da provincia, em additament*
ao art. 58 do cdigo municipal, inund-ra que oa
estabelecimentos de jogos liciios, inclusive buhares
se couservassem abertos at a niela noite.
A Thesouraria de Fazenda tev6, durante
mez ultimo, a rema de 78:937^336.
Realisou-se no dia 4 do corrente a abertura
vinhos i ri'"'a. I'aaar-concerto (kermesse) em favor do asy!
Providencia, n'csta provincia.
O Dr. ch.fe de polica interiuo propoz a prc-
s'di'ticia da provincia a abertura de una aula pri-
m iras letteas para instruccao dos presos da ca-
deia publica.
F^lleceu o padre Joao Coelho de Miranda
vigario de Manicoi.
Em Itacoatiara o Borba estava reinando com
muita intensidade a epidemia da cholerina.
Os marauhenses residentes na capital pre-
parara pomposas testas para solr-uiiiisitr o da 21
do corrente, adhesao de sua provincia a causa da
independencia.
Por essa occasiao ter lugar urna kermesse era
beneficio da Santa Casa de Misericordia.
O Paiz passou a ser prodrieJaJe do Sr. Ea-
genio Ataliba dos Santos Pereira.
ParaO Gremio Conservador de Beln tomn
para orgo do parido o Diario do Grao Para,
onde, no da 7, foi publicada a seguiste declara-
cao;
Os abaixo assignados, membro* do gremio
director do partido conservador, tendo deliberad
em reuniao s. lemne, que o jornal a Constituico
assuraiaae posicao grave e seria ante oa actos
da hoatilidade do Sr presidente da provincia, s
obstan lo-se um correl glosario a que a-sira pro-
cedesse o mesm 1 jornal, julgam cumprir um dever
poltico, praticando ao mesmi tempo um acto de
inteira lealdade, declarando nao considerar mais a
Constituicaa como orgo do partido.
o Aasira proced ndo, acr-ditam interpretar as
iniances manifestadas pe'o Ilustre e veneranda
chete E>ra. Sr. senador Siqueira Mendes, a quem
presidente da provincia guerrea e procura mo-
lestar a todo proposito, j trateruisando com e
partido liberal publica e ostentosamente, j pro >
curando ridicularisal-o, como se para isto chegasse
todo seu poder e autoridade.
" Neste j irnal ser advogada a causa do par-
tido conservador, e serlo defendidos os amigos
que torera vicilas da traiclo e desleldade da
presidente da provincia.
Na situacao difficil e melindrosa que atravessa
o partido conservador do Para, outra nao poda
ser a deliberaco dos abaixo assignados, deide
que a questao j de honra e dignidade e nao de
interesre pessoal.
O presidente Freitas Henriques jurou guerra
ao partido conservador, faltando eonfianca de
gabinete que nomeou-o ; e, pois, justo que e
partido saiba repellir as off -osas recebidas, de-
fendendo a sua houra, que, por um momento, po-
da perigar, se por mais tempo tderasseuma ad-
miniatrav > es.eril, para nao dizer inepta, que e
desacredita e compromette. Belm. 6 de Ju'ha
de 1886.Jo&o hourenco Paes de Souta.Jtti
Manoel Rodrigues.=-Antonio Bezerra da S. Je-
rae.
Arribara ao porto de Belm o vapor de
guerra americano Jall-apoosa, afim de tomar cir-
vo.
'obre o telegrapho teirestre, lemos no Dia-
rio do Gr&o Para :
. No da 15 ae Agosto prximo deve ser infi-
gurado o servico do ti-legraphu terrestre oeste
capital, que nos vai unir com as demais provin-
cias do aul; para isso, continuara os trababos
com grande actividade, destacados em varias tur-
mas de construeco e de esperar pelos esforcos
que estao empregando os engenheiros sob a di-
reccao do Dr. Leopoldo Silva, que na primeira
semana do mez de Agosto a linha esteja con-
cluida.
< A construeco j se acha em Inhamgapy e
Dr. Leopoldo estabeleceu orna turma que de
Apeh aegue ao encontr das turmas dos engt-


ramente phautaatico.
uheiros Dmaso e Schlesterschitz.


Diario de PeraambucoDomingo 25 de Julho de 1886
>

V
y
K
Conta 118 kilmetros a parte entre Braj-anca
e Inhamgapy.
o Os materiaes achanj-se destribuidoa cm toda a
extencao da liuba, de forma que :: caostruccSo, ao
passo que vai marchando, encontra o material
collocado, a cicepco do trecho entre esta cidade
e S. Isabel one se trata de fazcl-o.
O oessoal trabalha com actividade, reinando a
maior disciplina eordem na diviso do servico.
Festival em OiindaHoje, s 5 horas da
tarde, no largo do Carmo, em Oiinda, D. Mximo
o Herculesexhibir diversos trabalhos do seu
repertorio, sendo os respectivos iotervallos preen-
chidos por trechos musicaes ejecutados pela banda
de muaiea do corpo de polica.
A esse proposito escrevem-nos :
Ainda urna vez venbo Ibe pedir o obsequio de
chamar a attencjo pela sua conceitaada Revista
Diaria, para o aonuncio que, vai na scelo com-
petente sob a rubrica D. Mximo em Oiinda. Eese
inimitavel Hercules exhibe-se amanba mais urna
vez ao ar livre n 'aquella cidade; os seus ltimos
trabalhos serao feitos ao claro de ama luz Dru-
mond em intensidade de urnas 200 velas e ao cla-
rao de fogos de bengala e fogos a congreve. Deve
ser urna expeliente dversao e a sua noticia n'essc
local muito concorrer A para a maior concurrencia.
A companhia far trena expresaos.
Companhia ilndeuinlaiailora Esta
companhia de seguros est pagando o dividendo
referente ao semestre findo em 30 de Junho ultimo,
n razio de 12 "/ do capital on 12^000 por acr/o.
Paraizo Perdido de MiltonPubli-
cou-se a 3 caderneta da verso litteral do poema
de Milton Paraizo Perdido.
Ferro via de Rlbelrao a BonitoSao
chamados os accionistas desta empreza entrar
com 10 por cento de suas aceites, no praso de 60
dias, recolhcndo-o ao London and Brazilian Bank.
Larapio aadariuso Virgilio Olympio
Marinho de S, ha pouco tempo, sabio clandes-
tinamente do Para, conduzndo joias e mercado-
rias que alli obtivera por meios criminosos.
Para illudir quaesquer pesquisas, fez correr a
noticia de que vinha para Pernambuco, no paque-
te brasileiro, mas de facto embarcou se no vapor
Cabral, da Cimpanhia Marenhense, seguinde para
o Maranhao, de onde sabio no paquete hianos
para o Cear, e finalmente deixou essa provincia
embarcando no paquete Cear, chegando ao Re-
cife ba cerca de 20 dias, e indo residir no predio
n. 20 da ra do Visconde de Goyanna, onde den
guarida ao roubo e urna moca, de menor idade,
que, contra a vontade de sua mi, raptou no Para
trouxe em sua companhia.
O Dr. chefo de polica do Para, crate de que
Virgilio tinha vindo immediatamente para Per-
nambuco, dalli telegraphou an Sr. Dr. chefe de po-
lica desta provincia, pedindo a prisao do larapio.
Assim prevenido, o >r. Dr. Domingos Pinto tra-
tou de seguir os passos de Virgilio, c antepon-
te m ordeos ao sub ielegado do 1 districto da
Boa-Vista que Ih'o fizesse apresentar e dsse bus-
ca na allucda casa, fazendo apprehenso das joias
e mercaiorias que ahi fossem encontradas.
Procedida a diligencia, foram apprehendidas
diversas joias e grande porcito de mercadorias,
como fazendas, chapeos do Chile, miudezas e quin-
quilharias, lavrando-se de tudo o compatente ter-
mo.
A moca menor foi entregue sua mi, que che-
gon ante hontem do Para no paquere Manos; e,
Virgilio foi recolhido 4 Casa de Detencao.de onde
deve seguir brevemente para a referida provincia
do Para.
Em tudo 830 proCi'.'lea o Sr. Domneos Pinto
digno chefe d^ polica, com o maior criterio e zelo
e por essa razao surti to bom endito a diligencia
efiVctuada.
Ainda elle*Oa sucios do Olbo-vivo pene
trarain durante a noita de quarta para quinta
fe ira, por meo de arrombamento na casa do Sr.
J. H. Whieldon, no lugar Dous Irinaos, e na do
Sr. Dr. Francisco de Assis Pereira Rocha, na Pe-
dra Molle, c levaraoi da casa do primeiro diver-
sas pecas de roupa e utros objectos, nao fazendo
o metmo na do segundo por lerem sido presenti-
dos.
A respectiva autoridade policial tomou couheei-
mento do oecorrido.
!\ota falMai Segundo refere o Sr. Dr.
chefo de pr.licia na parte, que vai no lugar com
ptente publicada, ha no interior da provineia em
cireulaco grande numero de cdulas falsas de 1,
dadas em oagaiLC:;to por peasoas das da Para-
hyba.
O Sr. dslegido de polica de Ouricury acaba de
remetter aquella auNriiade 82 notas de 1J000 e
10 de 100' 0, falsas, encontradas em poder Jepo
bres matulos, que de boa f as receberam dos pas-
aadores
Gabinete Portugarz de aceitara
Reuni se ante-hmt -m commiasao exeeitiva da
construeco de predio para a Bibliotheca do Ga-
binete, reuuida na ultima assembla geral d*sta
asaociacao.
A mesa ficou composta dos sguintes senho-
res :
Presidente- -Vite wda da Silva L oy.
Vice-presidenteMiguel Jos Alves.
1" secretarioComineudador Franeico Ribero
Pinto Guimares.
2" secretariaManoel de Oliveira Maia.
Thei oureiro Antonio Correi a de Vascon-
celos.
M'inbros da conmissaa. Directora do Gabi-
nete.Comme dador Manoel Jos Machado, Joo
Jos Rodrigues Mtndee, Antonio Augusto da
Silva R-is e Vicente Nunes Tarares.
Tendo o capital subicripto contido quantia
d- 60:000" e estando portanto coberta :: somma
necessaha edifieaco do predio, ficou resolyido
que se procedesse immediatamente aos primeiroa
trabalhos e se fizesse a chamada da primera
prestacao de 20 por cento do capital, conforme a
proposta ficando encarregado o Sr. Antonio Coma
de Vasconccllos, thesoureiro da commisso. do re-
cebimento daquella somma, mediante a entrega de
recibs provisorios, conforme 8* v do annuncio
que na seccao competente publicamos.
FeatlvldadeNo dia 27 do corrente, dia
de S. Pantaleao, padroeiro da igreja do Monteiro,
ter lugar a missa resada s 8 horas da manha e
lada'nha solemne com sermo pelo Rrdm. Padre
Gama.
A orchestra, regida pelo maestro Rosas, entoar
cnticos sagrados queic santo.
Itrunie oriaes Ha hoje as seguin-
tes :
Do Instituto Ltterario Olindense, s 10 horas
do dia, para posse da nova directora.
Da Associacao aos Empregados do Commercio,
s 10 horas do dia, para posse da nova directora
e negocios argentes. (
Da Portugueza de Beneficencia, s 4 e meia ho-
ras da tarde, para leitura do relatorio da commis-
aao administrativa.
Da Umo Commercial Beneficente dos Merciei-
ros, s 10 horas do dia, para cumplimento do art.
23 dos estatutos
Da Irmandade de S>nt'Anna, da Madre de
Dous, s 9 horas do dia, para eleicao da aova me-
ta rejredora.
! ii Irmandade de Sant'Anna, da Santa Cruz,
is 9 horas do dia, para eleicao da nova mesa re-
gedora.
Da Irmandade do Divino Espirito Santo, ao
meo dia, para posse da nova meia regedora.
Da Irinmidade do SS. Sacramento de S. Jos,
s 10 horas do dia. para eleico de alguna func-
Clonarios da nova mesa regedora.
Di Irmandade de S. Bene ficto do convento d>-
S. Francisco, a 9 horas do oa, para eleicao da
nora mesa regedora.
{ Din he troO paquete Manos trouxe do
Orte para:
Ditersos 46.055JOOO
O mesrno paquete levou para :
AUg.is 22:(0I*0OO
Rio de Janeiro 5:353*160
Instituto rcheoloKic* e Ceogra-
ptiic Pernambiicano Quinta feira, 22
da crrente, (lora do costume, reuni se o Ins-
tituto, em sesso ordinaria, sob a presidencia do
Exn. Sr. eonaelheir i Pint-i Jnior,com assistencia
dos Srs. Drs. Luna Fieire, Cicero Peregrino, Jos
Hygino, L h es Machado e Castro Liareiro, com
menda lor Antonio I. do R. Medeiros, D. Johan
Bus .ii, Augaata Costa, suhstituindo o 2o secre-
tan >, e major Codeceira, substituiudo o primeiro,
4U nao compar
Lida, foi approvada a acta da sesso ante*.-
deate e o Sr. i secretario menci-niou o segainte:
Um offi io do presidente do Club Litterano de
8. Be i'o, e minuuicando ao Instituto, quo no da
3 de Junho ultimo tora resta irado aquello Club.
Um dito do consocio Dr. Barros BarrVtto, con-
cebido nos s' cuntes termos :
Illm. e Exn. Sr.Ao Instituto para digrwr-so
dar o competente deseiao, esperando eu que o faca
por intermedio do nosso illuatre consocio o Sr. Dr.
Jos Hygioo Duarte Pereira, tenho a honra de
ofiertar a carta imperial que condecora ao Sr.
Hingman, cidadd hollaades, pelo muite que aun-
liou ao referido nosso consocio em suas pesqnizas
na Europa, concernentes ao dominio batavo no
Brasil.
* Deve-nos aer de muito apreeo essa graca im-
perial ; um expressivo testemuuh i de nao ser
indifferente ao defensor perpetuo do Brasil o em-
penbo de Pernambuco, por intermedio deate Ina-
ttaao, de devassar archivas secolares para per
petuar tantos feitot heroicos, que, realcando nossi
pro'inciaeutre suas irras, maravilhosameute pro-
droduairam a integridade do Imperio, despeito
at do podero de ama das primeiras potencias
europeas daquella poca, e da dolorosa fraqueza
e indecieo da nossa antiga mu-patria.
v Congratulo-me com o Instituto por semelbante
graca e nao renos pela sua referencia.
a corte deveria ter chegado a aotieia do re-
soltado d'aquellas pesquizas do nosso Ilustre con-
socio de envolta com suas amargas expressoes rs-
ferentes ao governo central; pois bem, o ministro
refendano da graca justamente aquel 1" que foi
alvo de seiaelhantes expreswee, despertadas sem
duvida somente pela presumpcao de nao serem
apreciados oa esforcos d'aquelle digno comissario
do Instituto.
" Ainda mais, esse nobre ministro nao se con-
tenta com a reterenda cm taes condices, vai at
proporcionar meios da presente offerta.
O brlho deste procedimento de S. Exc con-
digno com o primor da graca.
Congratulo-me com o instituto por ama e ou-
tra cousa.
Deas guarde a V. Exc. Recife, 15 de Julho
de 1836.Illm. e Exm. Sr. conselheiro Joo Jos
Pinto Jnior, muito digno presidente do Instituto
Arcbeologico e Geographico Pernambucuno.Ig-
nacio de Barro Brrelo.
O Sr. Dr. Jos Hygino, agradecendo as benvo-
las expressoes do Ulnstre consocio Dr. Ignacio do
Barros para coau sigo, declarou que no seu relato-
rio ldo ueste Iustituto na sesso de 9 de Maio ul
timo, nao tez mais do que qaeixar-se, como era do
seu dever, da desconsidrraco com que o governo
imperial o tratou, quando se achava no estrangoi-
ro empenhad em um trabalho arduo na qualidade
de delegado deste Instituto. Quanto ao mais, roi-
ga que o governo, convencido, ao que parece, da
sua njustics, tenha concedido urna merecida dis -
tnecao ao Sr. J. H. Hingman, encarregado da
seccao dos mappas no archivo do Haya, pelos
bons servicos que alli lhe prestou, e de bom grado
so incumbe de transmittir ao Sr. Hingman a car-
ta imperial.
O Sr. presidente agradeca, em nome do Iast-
to, ao illuatre consocio Dr. Ignacio de Barros, a
carta que teve a bondado de lbe dirigir.
Pelo consocio D. Johan Busson foi offertado um
exeinplar das obras de Antonio F. de Castilha.
Pelas respectivas redaccoes diversos jornaes
desta e de outras provincias.
Presndose ordem do dia, foi lido e approva-
do um parecer da commissao de archeologia sobre
a inscripcao era latim existente no convento de Na-
zareth do Cabo.
Foi proposto e approvado para socio etectivo
do Instuto o Dr. Jos Manoel de Barros Wander-
ley.
O Sr. Dr. Jos Hygmo apresentou a colleccJo
de cartas do supremo conselho do Brazil aos di-
rectores da companhia, referentes ao anno de 1650,
e que ltimamente lhe foi remettdo de Haya,
O mesmo doutor leu a sua traduccao do regi-
ment do governo das possessoes da Companhia
das Indias ccidentaes e especialmente do Bra-
zil, puol cado pelos estados geraes das provincias
Neerlandezas, 13 de Outubro de 1629 (copiado
do Grool flacaet Betel;).
Mandou-se que fosse opportuoamente publicado
na revista deste Instituto.
Finalmente o Sr. Dr. Joaquim Loureiio foi en-
carregado pelo Instituto, de entender-se com os
seus col legas, afim de marcaren! da e hora para
continuarem no exame da ossada encontrada no
convento do Carmo de Oiinda.
Nada mais havendo tratar-se foi levantada a
sesaito.
Beilezan mnnicipaes- Ha algn annos
a Cmara Municipal resolveu melhorar o alinha-
mento da ra do Baro de S. Borja, urna das
melhores da Boa-Vista. Para sao foi desapropra-
da e demolida parte de urna casa na entrada da
ra, qu Determinou se mais que urnas casinhas velhas,
qu i fonnavam urna grande reintrancia, quando
tivesscm de ser r.-coo3truidas, seadiantassem
at o novo alinhamento. -\3siin f> se tazendo
p-iuc i a pouco : e ondeexistara as uasinhas velhas
v se hoje um grupo de bonitas casas, que foram
reconstruida" sseirndo o que fora determinado
Agora, porem, acha-se em reconstrneco um a das
antigs casas, que devium adianter-se; masque
parece qu.: eaia diaposta a couaervaro primitivo
alianhmento. Porque essa excepeo ? De que
privilegia goza eBaa casa? Com que direito ia-
fringe urna det rmiiiaca) roanicipal. oppoado-se
ao embellezameoto da ra ? Tera conhecimento
do facto o Sr. vereador commissario de edifica
coes ou o Sr. engeuheiroda cmara? Cromos que
Ss, Ss. ignoram a pretencao de immobildade da
casa alludida, o ,e=peramos que nao consentiro
em tao fl igranto escndalo.
Quasi ern frente casa, de que acibimos de
tractar, o Sr. fisc il da Boa-Vista, quando por l
puder i pparecer, 'apreciar urna payssgem do
Egypto :
Ver o Nilo e as pyramides. com a nica diff.;-
renca de que, em lugar de sabir no lago Nyjanzu,
o rio sals do quintal dejuma casa, e as pyramides,
em lugar de serem construidas de granito e ter.m
castado os thesouros doa Pharaa e a vida de x-
reles de pibres trabalhadores, sao constituidas
por muito bom lixo das casas visiuhas, tormam-se
da noite para o dia e nada custara. Mas o Nilo
espraia-ee, formando um charco imfeco, as pyra-
mides purrefazem se, exhalandi che.ro BaM
bundo. E tudo aso nao concorre certamente para
a aalnbridade publica. Pedimos pois ao Sr. fiscal
que fc i seccar nquelle rio e arrasar aquellas
pyramides.
ParlamentoRecebemos e agradecemos o
folh 'to cora que nos mimosearan), contendo e dis-
curso proferido no Senado, 22 de Junho ultimo,
pelo Sr senador Alvaro Barbalho Ucha Caval-
canti, por occasio de tratar-se alli da reforma
municipal.
Betne da Monde LatnRecebemos de
Pars o numero de Julho corrente, desta excellente
visita, com este anmmario :
I.L'empereur Alexandre II et la societ de
St-Ptersburgo, par le Prioce Romuald Gedroyc,
chambcllan de S. M. l'empereur de Russie.
II.Les grecs exilj et la coar romaine, par
M. Ch. Gidel, proviseur du lyoe Louis-le Grand.
III. -Portrait d'un archevque par um libre-
penseur, par le Dr. K. F Btancs, premier se-
crtaire de la Lgation Dominicaioe.
IV.Coorrier Italien, par M. Amde Roux.
V.Lo vin, par M. Henri Stanchi.
VI.Les grecs, les bulgares ot la Turquie, par
M. Eme Collas.
VILLe mois: Saln de 1886, par Trinclo.
VIILPolitique et diplomatie.Bulletin Mcn-
suol, par M. le comte de Barral.
IX.Las affaires: 1. L) monde commercial,
par M. A. Dotte.2. Ls monde finaucer, par
M X
X.Livrcs et revues.Catalogue des princi-
pales publications du mois.
Le BrallD'este peridico que se publica
em 1 aris recebemos os na. 122 e 123 de 25 de Ju-
nho ultimo e 5 do carrete, cojos summarios sao
estes :
N. 122.Le prsent et le pase.A. F. Tel-
grainmea. Eches de partou:. Notes sor Pars
Challes Mainard. Amason ste&in Navigati n.Z.
Saln.Osear de Araujo. Revae de la Prcsse.
Louib Lavergae. < -ourrier du Brsil. Guatemala
Prou. Lettre de la epubli^u^ Argentiue.C.
P. Salvador. L'exposition industrielle de Mar
aeille.E. Bra lien. Revue financiare. "Revue
commercaleD Noel. Mouvement maritiuie.
Maisona rec imtnandes. Annonces.
N. 123.:Nouvelle diplomatie.O.-car de Araujo.
Talegrammes. Echosde partout. CourrierdePa
na.Firmiu Javel. La fivre. jaane.Dr. J. M
Barbosa. Lettre de M. le cuinte de Persan. Re-
vue de U Pretse.Louis Lavergne. Les v;cti-
mes-bourreaux.J. M. de Macedo. Cuurrier du
K.sil. Lertre du Para De nos corresp ndaut
spcial. Paris vol d'oiseau.Adrien Dl-eprer.
tJril (Noiivellas des provinc-s). De nos eorres-
pondants particul era. Chili. Colombie. Mexi-
qu-. Kepublique Argentine. Le Brsil en Fran
Ce. Mes cousmes de Sapucity i (fio )-Vlactad
de Asis. Donues statistiquea sur le caf. Coui-
pagnie genrale des cli mins de bisiliens. Ke-
vue fiu.mcire.J. Gaf. K vue commerciale
. Niel. Bibli.igraphie. Mouvement tnaritime.
Malsona reeommandea. Annonces.
ai'ne ud-tmerlcataeD'este qun-
tenano pnriaiense recebemos o n. 96 de 1 do cor-
rente. O sea summurio o segainte :
Emigration pour la Republique Argentine.
L'indnstrie de l'vage ao Rio de la Plata, par Pe-
dro S Lamas,Le Canal de Panam.La cheval
de la Plata comme cheval de goerre, par Ch. Bar-
bior.Courrier d'Amerique.Revue financire.
Revae conomiqu;.Mouvement tnaritime.An-
nonces.
Jornal de Medicina e de Pnarma-
ciaDeste quiuaenario, que eameoou a publicar-
se em Para, e cujo redactor o Sr. Simos da
Fonseca, recebemos o primeiro numero, de 6 do
cocente, sendo este o sea summano:
1. Edictorial.
2. Academia de Medicina de Pariz.Sessoes
de 1, 8, l, 22 e 29 de Juuho de 1886.
3. Sociedade Medica des hospitaes. Sesso de
11 de Junho de 1886.
4. Cliniea Medica.Escrfulas pelo Dr. Milton
de Alencar.
5. Theru ptica.Urna medicacao physiologiea.
6. Pharmacia.Lapis d'iodoformio de Vulpins.
*Sparteina.Modo de fabricar capsulas.
7. Hygene.Hygiene da infancia.
8. Bibliograpbia.De l'antipyrine dans la the-
rapcatique lafant'le, por le docieur Moncorvo.
9. Variedades scientificas.Formulario Cher-
noviz.O Daltonismo.Instituto Pasteur.
Mli*tia funeDre.-Sero celebradas :
Amanha :
A's 7 boraa, na Santa-Ora, por alma de Affon-
so da Cruz Muniz; s 8 horas, na igreja de S.
Francisco, pela do coronel Joaquim Cavalca'nte de
Albuquerque Bello.
Quarta-feira :
A's 6 horas, na Penha, por alma de D. Auna
Marques de Carvalho; s 7 horas, na matriz de,
S. Jos, por alma de D. Luiza da Cosa Hono-
rato.
L.eil6eN.Effectaar-se-hao:
Amanba :
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na ra do Sol,
de 3 carrocas de duas rodas, 3 bois, 1 jumento e
1 cavallo.
Pelo agente Alfredo Guimares, s 11 horas, na
ra do Bom Jess n. 45, de phosphoros araados
e outros artigos.
PeZo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra do Imperador n. 76, do estabelecimento ahi
sito.
Terca-feira :
PeZo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
ra Mrquez do Herval n. 33, de movis, vaccas,
bezerro e novilho
PaNMagelroa Sahidos para os portes do
sul no vapor nacional Mandos:
Commendador Jos Candido de M raes, sua se-
nhora e 1 filha, Dr. Demoento Cavalcante de Al-
buquerque, D. Maria G. Fernandea Barros, 1 cria-
da e 1 filho, Mignel Fernandos Barros, Dr. Al-
fredo Pinto Vieira de Mello, D. Adelaide Pinto
Vieira de Mello, Manoel Alves Feruandes, Adcli-
no F. da Silva, Henrique Burle, Joaquim Mar-
ques da Silva, Jos Feruandes, Manoel F. da Cu-
nta, Romana Francisca da Annunciacao, Baldui-
na Goncalves, Joaquim Antonio da Cunha, Joao
Pinto Le tao, Antonio Joaquim da Si Ka, Maria
Francisca de Alcntara, Manoel Francisco da
Costa, Manoel de Soura Lopes, Domingos Rugi-
na, Antonio Domingos e Amodo, Argemiro Pe-
reira e Brasiliano F. Goncalves.
Chegados da Europa no vapor ingles La-
Plata :
J. A. Thon, A. D.Thon.Miss. Naden, A.Camp
brell, A. J. de Miranda, Bcrnardino deSouzaAze-
vedo, Alfredo Ferreira Baltar, Candida G. Sal-
tar, Custodio Francisco Martina, Manoel Francis-
co Martins e F. J. Morson.
Sahidos para o sul no mesmo vapor :
Mine. Amalia Koscby e 4 filhos.
OperacoeM clrargicasForam pratica
das no nospital Pedro II, no dia 24 de Julho,
as seguintes :
Pelo Dr. Malaquias :
Talba periueal bilateral pelo processo de Nela-
ton.
Pelo Dr. Puntual :
Amputaco do pais pelo processo de Guyon,
reclamada por epitelioma da glande.
Pe* Dr. Berardo:
Enucleacao do olho pelo processo de Bonnet, in-
dicada por staphlomi geral e ophtalmia sympa-
thica.
Cana de BetencaoMovimento do3 prc-
joa no dia 23 de Julho '
Exiatiain j.rrsoa 316, er.tiaram 6, sabira.n 'J.
existem 320.
A saber :
Naciooaes 289, mulheres 2, estrangeiros 9, es-
cravos sentenciados e processados 10. ditos de cor-
reccao 10.Toul 320.
Arraeoados 281, sendo : b ons 267, doentes 11
Toral 281
Movimento da enfermaria :
Tere baixa :
Fernando Manoel da Conceicao.
IiOtcrla da provinciaA lotera n. 65,
em beneficio da Santa Casa de Misericordia do
Recite sur extrahida quando for annuociada.
No consistorio da igreja de Nossa Senbora da
Oonceico dos Militares, se acharao expoatag as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica aoreciacaodo pnblico.
I.olera do RioA 3> parte d lotera
n. li'8, do novo plano, do premio de 100:0000000,
ser extrabida no dia .. do corrente.
Os bilhetes achara-ae venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambera acham-se venda na praca da Inde-
pendencia na. 37 e 39.
Lotera de Macelo de SOOiOOOSooo
A 19* partes da 12 lotera, cujo premio
grande de 200:000j, pelo novo plano, ser ex-
trabida irapretcrivelraente no dia 27 du Julho s
11 horas da manha.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In-
dependencia na. 37 e 39.
Tambcm acham-se venda na Roda da For-
tuab roa Larga do Rosario n. 36.
Precos resumidos.
Lotera Extraordlaria do Yplraa-
ga O 4. e ultimo sorteio das 4. e 5." series
desta importante lotera, cujo major dremio de
150:000*000, eer extrabida a 14 de Agosto pro
ximo.
Acham-se exposto vendaos tre3tos dos bi
lhetesna Casa da Fortuna rua Primeiro de Mar-
co n. 23.
Lotera da provincia de Santa Ca-
marinaEsta leteria, cajo maior premio de
lOO;OJ000i, dever aer extrahida impretervel-
mente no dia 4 de Agosto prximo, s 2 horas da
tarde.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera da corteA 4* parte da 364 lo-
tera da corte, cujo premio grande de 100:000,
de Julho.
tuoa rua Primeiro de Marco n. 23.
Tambem acham-se venda na praca da Inde-
dendencia ns. 37 e 39.
Matndouxo PublicoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 104 rezes para o consumo
do da 25 de Julho.
Sendo: 85 rezes pertencentes a Oliveira Caatro
iS C, e 19 a diversos.
Mercado Municipal de H. JoneO
movimento deste Mercado nos dias 24 do cor-
rente, foi o seguate :
Entrarain ;
36 bois pesando 5,200 kilos.
578 kdos de peixe a 20 res
luS eirgas de firinha a 200 res
3J ditas de trneUa diversas a 300
11 taboieiros a 200 ris
21 Suin is a 200 tis
Foram oceupadoa :
24 1/2 columnas a 600 ris
29 c impartimentus de farinba a
500 ris.
23 itos do comida a 500 ris
761/2 diti.a de leguiuea a 400 ris
16 ditos de suinoa 700 ris
11 ditos de treaauraa 600 ris
11> ditos de ditos a 2
1 diioal
A Oliveira Castro &C;
2 talh >s a 500 ris
54 talhos de carne verde a 1J
ij^Igo
2U600
11*700
2*200
. 4*800
14*700
14*o00
11*500
30*600
11*30'
6*600
2< 1*000
1*000
1*000
54*000
CHROWCA JTO1CIAR1A
funta Commercial da cidade do
Recife
ACTA DA SESSO EM 22 DE JULHO
DE 1886
rasamaacLL do mu. sr. coanauraaooB urrosno
OOMXS DE UIKASUA LBAL
Searetario, Dr. Julio Guimares
A's 10 horas da manha, decla'ou-se aberta
sesso, estando presentea os Srs. deputados
commendador Lopes Machado o Beltro Jnior e
aupplente Htrmino de Fgueiredo, faltando com
participa?So o 8r. deputsdo Olinto Bastos.
Lda, foi approvada a acta da precedente sesso
e fe-se a leitura do seginte
. EXPEDIBSTB
Oficios :
De 8 do corrate, da Junta Commercial da ca-
ptol do imperio, remetiendo a relacao dos com-
merciantes matriculados no mea de Junho prxi-
mo pastado. Accuse-se a recepcao e archi-
ve-se.
Dous, de 13 e 15 do corrente, d Junta Com-
mercial de S. Salvador, neste, acensando o rece-
bimento do que se lhe dirigi a 2 do corrente, e
naquetle, remetiendo a relacao dos negociantes
matriculados no semestre findo.Archivem se e
accuse-se a recepcao do primeiro.
De 17 do corrente, da junto dos correctorea
desta praca, euviand* o boletim das eotacoeg of-
ficiaea de 12 a, 17.Seja archivado. .
Um volume t" legislacio brasileira de'1825,
remettdo pela Typographa Nacional.Seja ar-
chivado.
Distribairam-se rubrica os seguintes livros :
Seis copiadores de Aioorim Irmaoa & C, 1 dia-
rio e 1 copiador de L. Lack < Correa, 1 diario
de Pereira Carneiro & C 1 dito de Jacintho de
Alineida e 1 copiador de Prente Vianna & C.
DESPACHOS
Peticdes:
De Santos Lopes & C, para que seja archiva-
do o contracto de sociedode em nome collectivo,
que sob dito firma celebraran Antonio Goncalves
Beltrao e Autouo dos Santos Lopes, com o capi-
tal de 21:634*072, para o commercio emgrosso e
a retalho de objectos de mereearia ra de S.
Jorge n. 139. Seja a^hivado, depos de satis-
feito o parecer fiscal. Nao tomou parte na vota-
cio o Sr. deputado Beltro Jnior.
De Antonio Gcncalves- Bdltro e Manoel Gon
calves Estella, para que se arehive o* contracto
de sociedade em nome collectivo, que celebraran!
sob a firma d.. Beltro & Estella, com o capital
de 33:923*010, para o commercio em grosso e a
retalho de objectos de mereearia ra de S. Jor-
ge n. i3i.Seja archivado, depois de satisfeito o
parecer fiscal. Nao votou o Sr. deputado Beltrao
Jnior.
Do Visconde de Itaqui do Norte, com casa de
commercia roa do Commercio u. II, para que
sejam registradas duas nomeadoes, sendo urna de
todos os seus caixeiros e outra para habilitar seu
caixero despachante a tirar o competente titulo
ao Alfandega.Sejam registrados.
De Luiz Lack e Joo Corroa da Cunha Ribei-
ra, para que ae registre o contracto de sociedade
em nome collectivo nos termoa do art. 3l8 do c-
digo commercial, que celebraram sob a firma de
L. Lack 4 Correia, com o capital de 23:150*050,
para o commercio de roupas feitas por medida e
fazendas finas, nesta praca, ra do Baro da
Vict ria n. 49.Seja archivado.
De Mathaa & .Fgueiredo, para que se archive
o diatrato de aociedade de dita firma, da qual
eram socios Joaquim Santino de Fgueiredo e Sla
noel Mathias ae Souza, ficando oex-jocio Fguei-
redo de posse do activo e do estabelecimento de
hotel costa praca, e obrigado pelo passiro da ex
tincta sociedade.Archive-ae, na trm t da lei.
Nada maia haveudo a despachar, o Illm. Sr. com-
mendador presidente encerrou a se. sao s 11
horas da mauh.
COMUNICADOS
Ao eleltorado do 3o districto
Elrn. 8r.0 fallecimento do Dr. Antonio Fran-
cisco Correia de Araujo, abrindo nma vaga na de-
putaco de Pcrnambue, determinou a necessidade
de ama eleicao no 3 districto, que aquelle Ilustre
cidat'.lo tilo dignamente represeutavu.
py prfenehe easa vag proponho-me eu aos
suffraglos do dstincto eletorado desse districto,
nao movido por impulso proprio, nem cornado de
ambicoes que estou longe de nutrir, mas por apre-
sentaco do partido em cujas fileiras milito e alen-
tado pelo desejo de continuar a prestar servio'S a
paiz nesse posto de combate que me foi indicado-
E', pois, escudado com riotico .lesej i e
patrocinado pelo mcu partido, cujo reoerasd i
chefe tenho por amigo, que eu venbo solicitar de
V. S. o seu voto e *odo o ssu precioso auxilio
minha causa no pleito que se vai ferir bwwBMnl
nesse districto, onde V. S. gosa de prestigio e dia
poe de merecida influencia.
Bem conhecido nesta provincia, onde nasci e
ende tenho sempre vivido mourejar em fadig sas
lides pelas ideas conservadoras, e sob a gide
d'aquella honrosa apreaentacao; creio que ser-
ne-ha excasada a exhibido de um programma,
pois qne ontro nao poaso ter que nao o do partido
ao qual tenho servido com dedcaoslo e eaforco.
Entretanto, de harmoni a com o notavel discurso
proferido no Senado, cm 1879, pelo honrado Sr.
conselheiro Joo Alfredo Correa de Oliveira, digno
chefe conservador em Pernambnco, direi que a
synthese do mea programma pugnar pelas re-
formas que forem a deseuvolvimento pratico dos
grandes principios liberaes consagrados na Con-
stitituico e que formam a base das instituicoe
que nos, os conservadores, amatemos e queremos
manter.
Dentro de taes limites ba espato bastante para
todos os melhoratnentos intelectaaes, moraes o ma-
teriaes, para todos os commettimeotos serios da
ser extrabida no dia .. de Julho. i-.- c j r-
Os bilhetes ach^m-se veuda na Casa da Fqag #ollt,c. economa, financas e admimstracao, emfira
Oeve ter sido arreoad ida nestes dias
a quanta de 216,|960
Rendmento do dia 1 a : 3 4:754*920
Foi arrecadado liquido at hoje 4:971*88'
Precos do dia :
Carue verde a 240 e 400 ris o kios.
8 i. o a 560 e 600 res dem.
Carneiro de 640 e 800 ris idera.
r'ariiih. de 320 a 240 ris a cuia.
Mlbo de 280 a 320 ris dem.
Feijo de 640 a 1*280.
para todas as mais altas aspiracoes dos povos
bjf/res, que vivem sob o regimea parlamentar.
No decars) dos vate annos que constituem a
Inba vida publica, sempre grou nessa rbita a
a minha actividade, e diaso fazem prova os aieus
modestos esforcos na Assembla Provincial e os
meas peqaenes trabalhos na imprensa, estes lti-
mos attestados pelo Diario de Pernambuco, em
cujas paginas tenho esteriotypado a miaha alma
e o mea coraco, pugnando por tudo quauto se me
tem figurado til e vantxjoao causa do paiz e
mais particularmente desta provincia.
orno garanto dos meua intuitos de futuro offe-
reco esse modesto passado ao digno eletorado do
3* districto, aaseguraudolhe que envidarei quanto
couber em u..m para clevar-me altura da situ-
oslo do paiz e para moatrar-n.e merecedor da cou-
tianca o n quH me honrar esse di^no eletorado
O meu norte ser o bem publico e o ciminb
para elle essa honrosa confianca que nunca fa'
ao Ilustre cidado quera aspiro substituir e cu-
as irtudes cvicas tonurei psr mdeio.
Subscrevo-me com a maior consideracao e res-
peito.
De V S,
Amigo, attnto, vonerador e criado.
Recife, 6 de Julno de 1WW.
Felippe de Figueira Paria.
Comarca de l^uarassi
Parodiando o inicio do artigo de hoje da Pro-
vincia, diremos que, no mando moral, da o se
aberruces que servem para tornar evidente o
uosac atraco em assumptos desta erdem.
Individuos ba, solados ou em ajuntaaientoa
mais ou menos lcitos, qne, tendo apenas como
aicos merecimentos o veso da intriga, o atan de
dtrabirem do prximo, o intuito de mordern de
furto, como os caes maahosos, se comprazem em
mentir, mentir sempre, crentes de que a mentira,
multas vezes repetida, afina! pode abrir caminho
e pastar como verdade.
E' exactamente o caso da Provincia, em refe-
rencia ao artigo de hoje sobre a comarca de Igua-
rass.
Esse artigo um cumulo de iaverdades, um
moutao de intrigas, am acervo de detracoes,
quer contra o honrado advogado Joo Francisco
do Amaral, quer quanto ao promotor Dr. Paes
Barrete.
O Sr. Joo Francisco do Amaral, distincto pelo
seu talento e pela sua illustracao fra do commam,
ges* de grande prestigio em Iguarass nao s por
esses factos, mas tambem pelo seu espirito conci-
liador, pelo eeu carcter probidoso, pela saa in
do!e pacifica, pelos seus modos e maneir-s bran-
das e insinuantes, que sabem angariar sympa-
thias.
Com taes predicados, impossj^R que um ho-
rnea, era certas condices, seja servil, seja hu-
milde e delicado, e em outra aituacao seja orgu-
lhoso, grosseiro, iotraosigente, intolerante e in
grato.
Taes desigualdades de carcter s se ve as
baixas espheras da ignorancia presumida, s se
encontra nos antros em que impera o vicio galar-
doado pela fortuna, o vicio que abusa do meo so-
cial, que corou, para ostentar podero e mpor-
se pelo terror.
Desse estofo nao feito o nosso honrado amigo
o Sr. Joe Francisco do Amaral. A Provincia
mentio, pois, si propria, pintando-o com negras
cores, com o pensamento reservado de endeosar
um aiaudo liberal de Iguarass, que, argido
pela mo vigorosa de um Ilustre cidado, j fal -
le,cido, mordeu depois esaa mo, como a vbora
morde a seio que lhe d agasalho e calor.
0 Sr. Amaral jamis praticou assim. Autes do
mando liberal ser alevantado posco saliente
pelo Baro de Vera Cruz, do qual se fiugia amigo
e era commensal, j o Sr. Amaral era vulto sa-
liente em Iguarasa, tioha prestigio e dispuuba
de influencia, conquistados pelo seu notavel ta-
lento e pelo seu estimavel e hooralissimo ca-
rcter.
Talento e carcter foram os elem-'utos necessa-
rios, foram os factores da sua posico poltica ; e,
durante o dominio liberal ultimo, foram elleo que
determinaram a permaueacia do Sr. Amaral nos
cargos de advogado e secretario da Cmara Mu-
nicipal.
Em Iguarass, como ao geral las localidades do
iuterior, uo fcil eocootrar homeus da estatura
ntellectual e moral do Sr. Amaral ; e agora,
come em outras tompora as, em que elle esteve
fra da Ediiidade, esto nuuca teve, nem tem se-
cretario e advogado que mereja esses qualifica-
tivos.
Ahi est, poiB, o segredo da sua conservaco
nesses cargos. Nenhuma oatra razao bouve para
essa facto ; nenhum movel incoofessavel determi-
nou o Sr. A .ral alli permanecer, como faz crer
a Provinciu, ussim faltando verdade e procuran-
do fomentar a intriga.
Nestas condicoea, iutuitivo que, depois da mu-
dauca pjlitica operada no paiz, nao se podia d .r
a presumida mgratido, a supposta revolta con-
tra o beoifeitor mitho, que nunca existi, nem ti-
nha razo par *. existir.
O honrado Sr. Amaral ji prometteu e ha-de
tirar a limpo a historia das suas rolacoes com o
Sr. Baro de Itapissuma. Quando essa luz fr
feto, a Provincia se ha-de arropender dos insul-
tos que tsm dirigido ao nosso amigo, porqne este
nao tei do que corar, e aotes o seu procedimento
ser por todos considerado coma o de um homem
de bem.
Fiqu', pois, desde j firmado que, no que res-
peita ao Sr. Joo Prancisco do Amaral, nao con-
tui o artigo da Provincia de hoje seno inverda-
di'8 e insultos.
Nao de outro jaez o restante do artigo, rela-
tivamente ao Dr. Paes Barrete e ao facto que mo-
tivou a sua lucompatibilidade com o Dr. juiz de
direito de Iguarass, nem merece outra aprecia-
oo o tpico referente s relacoes do Sr. Dr. Amo-
rim com o Sr. Joo Francisco do Amaral.
A este foi aquelie recommeadado por amigos
dedicados, e, como tal, foi acolhido pelo Br. Ama-
ral com a costumada boadade e cordialidade.
Viveram algum tempo como amigos, e entre ami-
gos nao ha bajulaeo, nem esta se coaduna com o
nobre carcter do Sr. Amaral. Urna vbora, que
nao queremos nomear, metteu se lhes de permeio,
e fomentou a intriga qae os separou ; mas o Sr.
Amaral com isso nao perdeu urna s esquila da
sua peraonalidade moral e poltica.
E' falso, pois, que o rompimeato se dsse por-
que o Sr. Dr. Amorim nao se quizease sujeitar a
capriches e imposices do Sr. Amaral. Este nem
tem caprichos, nem faz imposices, qae o sea ca-
rcter repolle.
E' falsa tambem a historia tal qual a coutou a
Provincia, da oceurrencia havida no tribunal do
Jury de Iguarass.
Ja estando rotas as relacoes entre os Srs. Ama-
ral e Dr. Amorim, este teve a infeliz lembranca
de se aproveitar de urna ligeira discussao trava -
da, em voz baixa, pelo Sr. Aman.! para reprehn-
dela, como se a tanto tivesse direito ; e, como
estendia o seu rancor ao Dr. Paes Barrete, diri-
gi aeate ph r ases offens vas, qae foram repellidas
com dignidade e altivez.
E' isto o que consta do inquerito feito em Igua-
ross pelo Sr. Dr. chefe de polica, que para alli
foi pedido do Sr. Dr. Amorim ; e releva ponde-
rar que das testemauhas accordes desse inquerito,
fizeram parte duas indicadas pelo Dr. juiz de di-
reito.
E' isto tambem o que consta do processo qae
vai seu malfadado camiuho em Iguarass, depois
do j ter sido urna vez annullado pelo Tribunal
da Relacao.
Esse processo, como promettemos, ha de serop-
portuuamcate publicado, e se ha de ver at onde
chega o odio da Provincia aos seas adversarios
polticos, o siu amor iuverdade, o seu veso in-
triga.
E' certo qne, depois das oceurr ncias referidas,
o Sr. Dr. Amorim veio ao Recife contar seu
geito ao Sr. conselheiro Costa Pereira tees oceur
r.-ncias e pedir a demisso do promotor publico,
Dr. Paes Brrelo ; mas falso, falsissimo qu* o
honrado cx-presidente de Pernambuco tenha pro-
metido semelhante providencia, guiando-se ape-
nas pela narraco de um i das partes interesaadaa
no conflicto, sem ao menos ouvir a outra parte, o
quo da mait comesioha ntuicao.
Peante, qnem eacreve earat liabas, o honrado
Sr. conselheiro Costa Pereira affirrnou a falsidade
dessa prome sa; e interrogado por nos, porque foi
testemuaha presencial da conversa do Sr. conse-
lheiro Costo Pereira com o Sr. Dr. Amorim, am
empregado da seorataria do governo, o Sr-Fran-
cisco Augusto da Costa, asseverou nos igualmente
que tal promessa nao fra feita.
O Sr. Francisco Augusto da Costa inuspeito
Provimia; elle que venha desmentir-nos.
Mentio,'pois, a Provincia nesse como nos demais
pontos do seu artigo-calamnia, ou foi induzida
faltar a verdade por urna falsissima asseveraco.
Conseguintemente sao falsas, falsissimaa, as de-
dceles que d'ahi tirou a Provincia, taes como:
ter-;e soccorriio o Sr. Amaral aos governadores
do governador, como se o hourado Sr. Costa Pe-
reira, elleum homem feito, oa espirite illustra-
dissimo, um carcter seriofosse um manequim;
ter o Sr. Costa Pereira mudado de resolavao; ter
o Sr. Bario de Cotegipe exigido por telegraoma
a dem issao do Dr. Paes Barrete, etc., etc.
Tudo aso nao passa de um acervo de inverda-
des.
O que de real e positivo se passou foi o que hon-
tem referimos, isto : que dado o conflicto, e feito
o inquerito pelo Sr. Dr. chefe de polica, e ficando
evidenciado que o principal autor do facto fra o
juiz de direito, cujo carcter rlxoso j se havia
evideuciado em mais de ama comarca, e desagua-
damente na de Peneio, o Sr. conselheiro Costa
Pereira, no intuito do obviar a situaco impossi-
vel, creada pelo dito conflicto, e na impossbilidade
de, por si s, remover seu principal autor, remo-
vea para Pao d'Alho o promotor de Iguarass,
nao como punico, msj para repr o foro da co-
marca em condices normaes.
O ,Sr. conselheiro Costo Pereira nao obrou, pois,
sob presso de ninguem, nem ella se sujeitaria ;
e o honrado presidente do conselho, o Baro de
Cotegipe, espirito qne se libra as mais altas es-
pheras da ntelhctualidade e da moral, nao iater-
veio nessa questo do nonada, nem tal interven-
cao se podia alliar com os seus principios do go-
verno.
Repotmos, portante, que no artigo de b/je da
Provincia t'ido falso, falsissimo, at a reflexio
final de ter sido a delibera cao do conselheiro Costa
Pereira acremente censurada pelo grupo que est
mais encostado o Sr. Ignacio Joaquim.
Nem a deliberaco foi eens urada pelos conser-
vadores, nem existem grupos entre n3. O parti-
do conservador em Pernambuco est todo unido e
compacto, e todo elle apoiou a admimstracao do
Si. conselheiro Cata Pereira, como agora esi
apoiando a do Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza
Leo, sem embargo dos pequeos choques de in-
teresse que se lieram na Assembla Provincial,
que fizemos allusao ante -hontem.
E, se til censura nao houve, se tal censura nao
passa de puro invente da Provincia, o que ha
cstranhar no acto doSr. Dr. Ignacio Joaquim man-
dando o Sr. Dr. Paes Brrelo para Iguarass ?
Erro haveria em sor deixado o Dr. Paes Barre-
to em Pao d'Alho, onde soflreriam os interesses da
justica as consequencias da incompatibilidade
creada pelo Sr. Dr. Amorim com aquello funecio-
uario.
Se a Provincia pensaese nisso, nao faria a cri-
tica que fez ao acto do honrado administrador da
provincia.
Mas a Prow'ncic levada pelo seu odio parti-
dario ; e ess* odio s podia satisfazer a demis-
so do promotor questionado.
Nao lhe deram esse gostinho, e ella abaspi-
uhou-se.
Pode, pois, vomitar a mentira e o insulto, est
no seu papel.
Nos lijaremos no nosso de restabelecer a ver-
dade dos factos.
24 de Julho de 1886. i
Mario.
PDBLIC4C0ES A PEDIDO
Kio-irande do .\gt'c
os
O capito Urbano Barata e
seus calumniadores.
A mentira, o embuste e a calumnia nao
Dodern deixar de molestar a qualquer ho-
mem de bem, por menos delicado que
seja o seu systema nervoso. Sophismar
a verdade, deturpar os factos, infamar,
sem o menor respeito lei e moral, sao,
por certo, predi jados que dao a medida
bastante da miserabilidade do carcter da-
quelles que os pSom em pratioa.
Temos acorapauhado, passo a passo, a
caprichosa questao Maciel e Moreira, e
por mais que nos houvessemos imposto a
seu silencio tumular, foi-nos impossivel
manter, por mais tempo, o nosso proposito,
em vista da monstruosa perseguico, que
se tem movido contra o alteres Moreira.
Este distincto official, que conta vinte
annos de valiosissimos servidos, sem
contestacao um moco muito probo e muito
honrado um militar sem mancha, e que
conserva aida hoje tao resplandeoeates os
dourados de sua farda, quanto o foram no
primeiro dia em qua os expoz aos raios do
sol.
O facto de sermos amigo do alferes
Moreira nao nos traria liga, se n3o nos
convencessemos de que a razao est de
seu lado, porque, enta lamentaramos a sua m estrella, mas nao
iramos ao encoDtro da verdade.
Temos lido todas as publcagSes lume
no Diario de Pernambuco, contra elle e o
seu honrado sogro, capitao Urbano Joa-
qnim de Loyolla Barata, e nao podemos
deixar de admirar como ha almas tao per-
versa, que nao sentem o mnimo reraorso
em arrancar de si os andrajos do vicio e
do crime, para atiral-os aos hombros dfc-
quelle3 que podem encarar a sociedade
sem ter de que corar.
Esaas publicacoes, que sabemos ser es-
>Tpta8 no Natal, partem, nos o affirraa-
raos de individuos acrrimos inimigos do
capitao Urbano, aquelles meamosque
al no seio da politioa tem procurado tudo
anarohisar, in-iiapor o deprimir.
O cap'So Urbano est expiando um
grande crime: o de nao ter queridoacorn-
panhar a urulusado da poltica pratica.
O capitao Urb-no um dectrator por
que sahe era de'feza de seu genro, profliga
os actos reprov*veis e indignos platicados
pela Sr. Maciel I Pois o defender-se a
gente <4as calumnias, que lhe sao, algores,
levantadas, j nao um < ireito que asais-
te a todo o cidado ?
Felzmente todo o homem criteriosuJ :
de bom senso sabe a facilidade com que
hoje, para se desgragar um pobre pai de
familia, se org-am processos, se inven
tata criraes e perversidadess OUtras, de
mu


trio de PernambucoDomingo 25 de Julho de 1*6
toda Borte, como o fiaeram com o alferes
Moreira.
O conselho de investigado a qao sud-
metteram-n'o, foi urna dessas monstruo-
sidades producidos pelo odio e pela vin-
ganca I
E o nSo foi menos o de grande, nao
obstante ter este reconhe<-ido o direito do
nosso amigofazendo-lhe inteira justica,
tanto que foi elle unnimemente absol-
vido !
Eate resultado n3o agradoa, e nem po-
dia agradar ao Sr. Maciel e aos de seu
conluio, que tendo nicamente em vista
prejudicar o alferes Moreira, logo corre
ram para a imprensa, planejando tal vea
inutilisar o corselho e eil-os a phantasiar
historias m.ntirosas, falsas e odientas.
Ioventaram alteracoes nos autos, o que
nos lela a crer que, se alguma cousa bou-
ve fora da parte dos proprios defenso-
ra do Sr. Maciel em poder dos quaes es-
tivera toda a papelada, quando das mos
de S. Exc. o Sr. presidente da provincia
passou para o quartel.
O nosso amigo, apenas soube d isto re-
quereu inmediatamente ao Exc. Sr. pre-
sidente da provincia as necessarias provi-
dencias, afino de se por a calvo o embuste.
Consta nos que S.. Exc. tomou na devi-
da consideraeSo, a peticsto, e raandou que
sobre ella inforniasse o commandante inte-
rino da companbia, o sjudanto de ordens
a os membros do conselho de guerra.
Aguardamos, porra, o resultado para
por este meio arrancarmos a mascara aos
politiqueiros pracos, patrocinadores de es
tellionatarios I
O Sr. Maciel tem razio de perseguir o
alferes Moreira, est visto porque foi o so
gro deste quera se atreveu a deitar por
trra a muito licita e muito disciplinar eco
nomia, que estava operando o mesmo Ma
ciel, em tirar do cofre do Estado para as
suas estaimadas algibeiras.
O Sr. Manoel foi denunciado como fal-
sificador de documentos, o que j est pro-
vado pelo exarae procedido na Thesrararia
de Fazenda, e nao pode, portanto, esca-
par ao aviso do Ministerio da Gurra, n.
14 de 27 de Fevereiro de 1850, que diz
que o militar que commeUer o crime defal-
sificacao de firmas dever ser julgado no
foro commum.
Ora, estao vendo, o Sr. Maniel e os seus
defensores, que nao nos foi preciso citar
mais do que avisos para mostrar a com-
petencia do foro commum, onde tem o Sr.
Maciel de ser julgado, ao passo que elle
citou urna dezena de leis, a/sos, alvars
etc., etc., para illudir aos beocios, e que
nenhuma relacSo tinham com o crime de
fahificayao de firma, de que foi denuncia-
do, e sim com outros criraes que, alm
d'este, praticou,extraviando os raateriaes
do velho quartel, que estavam sob sua
marda, e recebendo da Thesouraria de Fa-
zenda dinheiros, por cautellas, a titulo de
pagamento daa pracu, quando notoria-
mente sabido que parte d'elles fora perdi
da no jogo !
Se as autori lades competentes tjvessem
dado o devido valor a esta questao, com o
interesse da verdade e da justica, estamos
certas de que hoje o Sr. Maciel, nio s es-
tara sendo processado no foro commum,
como tambem respondendo a conselho de
.guerra, tao graves tarara os seas delictos.
' Recife, Julho de 1886.
Epaminondas.
Ao publico
No Jornal do Recife, de 22 do correte me*, ap-
pareceu nm illuttre e ftdalgo anonymo, lamentau -
do a minha futura remojo do cargo de promotor
publico da comarca de Pao d'Alho, para igual car-
go nesta comsrea.
Em dous pontos funda o poderoso Sylla a sua
sna indigesta verrina e de ambos me vou oceu-
par.
Sao elle:
1. Achar-me eu iucompativel nesta comarca,
onde me aeho muito desmorahsado.
2. Ter sido instaurado, ltimamente, contra
mim, nm segundo processo crime, pelo facto, j
bastante disentido, de ter repellido um insulto,
que, na casa do jury desta comarca, me foi atira
do pelo Dr. Antonio Jos de Amorim, de saudosa
memoria,
Quanto as Io ponto, en me satisfago em respon-
der ao ingrato romano Sylla, quelle que, depois
de ganhar a confianca de Mario, poi em almoeda
sua cabeca, com o abaixo assignado que, gregos e
trwanos, desta comarca, pubficaram em meu fa-
vor, deps do ac'onteciinento que venho de al-
ludir, nos jornuea de m-tior cireulacito desea pro
vine i a.
Acredito que para os garotos de Iguaraasu eu
eja tido em mao conceito; porm delles nada
quero tenao insultos e diatribes.
Contento-me com a conside-acao dos homens de
bem, daquelles que, lastimando a miuba sabida
desta comarca, applaudirara ltimamente a minha
V0ltH.
Agera, quanto ao 2 panto, careeo de ser mais
extenso.
E' sabido que o Venerando Tribunal da R -Li-
cio, annuilaudo o processo que, calculadamente,
nistHuraram contra mim, pelo crime de calumnias,
irrogadas ao Dr. Amorim, mandou que outro se -
zesse, por injurias, nm vez que, qualifcando o
mesmo doutor deprevaricador e protector de cri-
minososnao declmei os factos pelos quaes assim
o appell-dra.
Remettido o procasso para esta comarca, o meu
ininig!, bacharel Telesphoro Arauj o ou Salles,
autoridade bem conhecida no superior Tribunal da
Rulacao, e que deu lugar urna discussio bem iu
terossante em urna das ultimas sessoes do mesmo
Tribunal, a proposito de orna carta testemunba-
vel do meu distineto amigo, alferes Ismael Gau-
dencio Furtad> de Mendonca, deu corneo ao no-
vo processo e o tem feito, sabor de seu Ilustre
director espiritual.
Appareceu em juizo, em data do 12 do corrente
mez, urna denuncia do ex-promotor publico Dr.
Arthur Montenegro, que se achava na mescia da-
ta a passeio no Recife, e a 15 comparec audien
cia, acorapanhado de alguns amigos e do meu
particular amigo e advogado, Dr Joo Francisco
d > Amaral.
Nos termos da lei tratava-se de um processo po-
licial, "ujt marcha, como sabem os homens da le,
toda especial.
Apregoadn, apresentei me, entregando despa-
cho a peticao, que abaixo publico. Documento
Com urna simples palavra respondeu o juiz pro-
cessante, ao que, fundado em le, escrevi em mcia
folha de papel;Indefepido !.'.'!
Em seguida, camecaram a ser-interrogadas as
cinco testemunhas da denuncia, as mesmas que
haviam figurado nopnmeiro processo.
Todas ellas, excepcao de urna, declararan] que
os epithetosprevaricador e protector de crimino-
sos -assacados por mim contra o Dr. Amorim, o
foram muito antes de aoerta a sessio e que, quan-
do eu usei de taes epithetos, acompanhei-os das
seguintes palavras : Do que deu provas na ses-
sio de hontem, dando apoiados ao advogado da
defeza, capitao Manoel Louieiico.
Ahi estio conseguintemen te declinados os factos
que, de proposito, foram olvidados pelo juiz pro-
cetsante, e que eu esqueci-me de requerer que fos-
sem menconados nos depoimentos.
Se, pois, nao se tratava de crime de calumnia e
sim de injuria; a^ora, no segundo processo, a ca-
lumnia tomou novamente seu lu^ar.
Mas, o juiz de direito nao estava em exercicio
de suas funecoes, dizem todas as testemunhas de
aecusacao e defeza e ahi est o ponto principal da
questao.
Se estivesse, eu nada Ihe teria dito, ad instar
do que se dra no da anterior, quando, por occa-
siio dos debates, reclamando eu contra certas ir-
regularidades, tive o desprazei de ouvir do Dr.
Amorim as sequintes palavras:
Cale-se, cale-te, o senhor rebaixa o Tribunal
com a sua piesenc* aqu.
Oh! quaa teliz foi o Dr. Amorim em dizer me
taes palavras, no momento em que elle era para
mim involavel e sagrado!
Fossem ellas ditas em outro lugar, eu havia de
fazel-o conheccr que nao se insulta impunemente
um hufflem.
O processo que est na forja contra mim no
tav I, por qualquer lado que se encare.
O bacbarel Telesphoro comec/iu a funecionar
nelle, coma juiz substituto, trabalha presentemente
com juiz de direito interino e sendo preparador,
pretende, conforme espalha, contra o dispusto no
art. 48 do rcgulamento de 22 de Noyembro de
187), julgal-o, tal vez no carcter de juiz de di
reitoeffectivo!!
Se o typo soberanamente ignorante e dcs-
fructavel!!....
Nao vem ao caso discutir, agora, a porcao de
nullidades, que ornamentam o monstro.
Ponho termo aqui, limitando-me, por ora, a pu
blicar os artigos de minha contrariedade denun-
cia do promotor e os depoimentjs das testemunhas
da Jefeza.
As declaraeoea das testemunhas da aecusacao,
aendo-tre muito favoraveis, como deixei provado
cima, nao sao a fiel eipressao da verdade.
O que pideriam dizer dons officiaes de justica e
dous desiffectos meus, todos eecolhidos a dedo pelo
Dr. Amorim?!! I
Peco a attencio dos homens de bem para os de
poimentos que vo abaixo.
Iguarassu, 23 de Julho de 1886.
Francisco Xavier Paes Brrelo.
DOCUMENTO N. 1
lllm. Sr. Dr. juiz substituto.O bacharel Fran-
cisco Xavier Paes Birreta, tendo sido intimado
para comparecer hoje na audiencia de V. S., afim
de vr-se processsr pelo suppoato crime de inju-
rias, irrogadas pessoa do ex-juiz de direite des-
ta comarca, Antonio Jos de Amorim, vem respei-
tosamente pedir a V. S. naja de averbar-se de
suspeito no referido processo.
J nao ignora V. S- que o supplcante, quando
promotor publico desta comarca, denunciou a V.
6. pelo crime de estelionato, e, portanto, em face
das leis, (direito vol. 11a pag. 84), sendo o promo-
tor publico reputado em direito inimiga capital
das autoridades das quaes denuncia, deve V. S.,
por dignidade propria, dar se de suspeito no pro-
cesso que vai ser instaurado contra o supplicante.
Acsresce que V S. j pronunciou o supplicante
COMERCIO
Bolsa commerclal de Pernam
baco
RECIFE,- 24 DE JULHO \)E 18St>.
As tres horas da tarde
t-'otacSet offuiact
Cambio sobre o Rio e Janeiro, 5 d/v. com 3|8 0[0
de descont, hontem.
Dito sobre dito, 3 djv. com 3|8 0/0 de premio, de
banco.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
REVISTA rOlUIKIMIAL
Da semana de 19 a 94 de
.inulto de 148*3
Cambio sobre o Para, SO d/v 3/4 por cento
de deaecnto.
Cambio sobre Santos, 30 d/v com 5/8 por cen-
to de descont.
Cambio sobre Londres, 90 d/v 20 5/8 d. por
1J do banco.
Cambio sobre Pars, vista, 469 ris o franco
do banoo.
Cambio sobre aples, vista, 469 ris a lira
d banco.
?JApolices da divida publica, da 6 por cento, do
valor de 1:000* ao par.
dem provincial, de 7 por cento, do valor de
1:000* aopar,
Na Bolc>.Venderara-se:
32 apolices, da divida publica e 26 ditas pro-
vinciaes.
Gneros nacionaes
Aasucar. Entraram 1,300 saceos, vendas aos
preoos seguintes :
O Vaneo de 3.* sorte, superior, a 4*800
e 5* os 15 kilos.
O dito de 3.* sorte, boa, de 4*600 a 4*700 os
Ib kilos.
O dito de 3. sorte, regular, de 4*500 a 4*600
os 15 kilos.
O dito de 4. sorte, de 4*200 a 4*400 os 15 kilos.
O dito somenos, de 3* a 3*100 os 15 kilos.
O dito mascavado, purgado, bom, de 2*2C0 a
2*300 os 15 kilos.
O dito dito, regular, de 2*000 a 2100 os 15
kilos.-
O dito americano, de 1*400 a 1 *600 os 15
kilos.
O dito bruto, regular, a 1*300 os 15 kilos-
O dito do Canal, de 1*100 os 15 kilos
Agurdente Venda de 7t)*000 a 75*000 a
pipa, de 48') litros.
Alcool Ultima venda de 120J00O a 125* (JO
a pipa de 480 litros.
Algodao. Entraram 3,177 saccas, vendas a
7*20') os 15 kilos.
Arroz em casca. Retalho de 2S500 a 2*600
o laceo.
Caf. Rctalhou-se de 5* a 7*500 os 15kilos,
contarme a quali tade.
Cera de carnauba. Cotamos de 4* a 6*000 os
15 kilos, conforme a qualidade.
Couros salgados saceos. Vendas, 550 ris o
kilo.
Farinha de mandioca. Retalho a 3g000 e
2*800 o sacco, mercado.
Fnme. Retalho de 15* a 20* os 15 kilos.
Gomma de mandioca. Retalho de 1*800 a
3*0u os 15 kilos.
Grraxa do Rio Grande do Sul. Cotamos nomi-
nalment-) de 5*200 a 6*200 os 15 kilos.
Gordura do Rio da Prata. Colamos a 5*500
os 15 kilos. \
Mel Nominal de 45*000 a pipa de 480 li-
tros.
Milho. Retalho de 60 a 65 ris o kilo, do
novo.
Sal do As8 e Mossor. Vendas, a 700 rs.
por 100 litros.
TapiocaRetalho de 2*000 a 4*500 os 15 kilos.
Vella* stearinas do Rio de Janeiro. Retalho
a 292 ris o masso com 6 velas.
Ditas ditas da provincia. Retalho a 300
ris o masso, idem.
Vinagre do Rio. Cotamos de 70*000 a 80*
a pipa.
Vinho do Rio. Retalho de 120* a 130*000 a
pipa de 480 litros.
Xarque do Rio Grande do Sul. Deposito
194,000 arrobas, retalho de 2*500 a 3*800 os 15
kilos.
Gneros estrangeiro
Alfazema Retalho de 8*000 os 15 kilos com
10 por cento de aesconto.
Arroz da India Retalho de 2*200 os 15 kilos
idem idem.
Alpista. Retalho a 4*500 os 15 kilos, idem
idem.
Azeite de oliveira em barris. Retalho de
3*000 o galio, idem idem.
Dito em latas. Retalho de 15*000 a lata,
idem idem.
.Bacalho. Deposito 5000 barucas, retalha se
de lc*">00 a 16* a barrica.
Banha de porco-- Retalho a 400 ris a libra,
com 10 % de descont.
Batatas portuguezasRetalho de 6*000 a caixa,
idem idem.
Ditas inglezas. NSo ha no mercado.
Breu Cotamos de 13*000 a 15*000 a bar-
rica couforme o peso c fabricante.
Carvao de pedra Cotamos de 15* a 20*000 a
tonelada.
Canella.Retalho de 1S500 o kilo, com 10 per
cento de descont.
Cebollas portuguezas. Retalho a 14*500
a caixa, com 10 /0 de descont.
Cervejas Retalho de 7* a 11*500 por 12 gar-
rafas ou botijas.
no pr>meiro proeeaoo que lhe foi instaurado pelo
mesmo crime, por que vai responder; e, pois, co-
nhesida a npinio de V. S., nio bonito que deixe
de jurar suspeicio.
Espera o supplicante que V. S. attender ao
exposto ; no caso, porm, de querer fortiori,
funecionar na causa, requer a V. S que baja de
marcar audiencia para vir o supplicante com seus
artigos de suspeico, oassaudo guia paia o d po
sito da respectiva cauca >, nos termos do art. 250
do regulmento n. 12) de 31 de Janeiro de 184.
Julga de bom aviso o supplicante scientificar a
V. S. que nio se tracta da formacio da culpa no
processo a que vai ser submettido. Assim pede
d-ferimento e receher merc. Iguarassu, 15 de
Julho de 1886. francisco Xavier Paes Barreta.
ISDEKERIDO. Iguarassu 15 de Julho de
1886.T. Araujo.
Contrariando a denuncia de fl diz o reo bacha-
rel Francisco Xavier Paes Brrelo, em sua defe-
zi, o seguinte, por esta ou na melhor forma de di-
reito. E. S. C. Provar que a exposico que o
denunciante fez do facto, que foi reputado cerno
criminoso, nio exacta; porquanto provar :
1." Que quando o juiz de direito Antonio Jos
de Amorim tocou a campa e chamou ordem as
pessoas que estavam conv rsando na sala inme-
diata aquella em que tuneciona o tribunal do jory,
anda se nio tinba procedido chamada dos jura-
dos, anda se nio tinha verifdado se havia nume-
ro para haver f essao.
2. Que, n'essa occasiao, o reo ainda nio tinha
tomado assento no 'ribunal, estava fumando na
s-la que servo de palestra, e s entrou para c re-
cinto depois que ouvie a discussic travada entre
o juiz de direito e o advogado Amaral.
3. Que. apenas o roo appareceu no recinto o juiz
de direito, que em urna das sea. oes antecedentes j
o tinha insultado, porque o reo 86 oppoz rotee
ci que elle estava dando defeza do criminoso,
que ia ser julgado, dirigio-se ao reo, dizende que
elle era um homem sem edueacao e que, se elle
continuase- a desobedcelo, mandal-o hia prender.
4 Que indignado o reo com essa injusta e hu
milbaute ameaca, respondeu que seria mais fcil
elle juiz saltar por urna das jauellas do salo do
tribunal, do que prendel-o illegalmente.
5. Que, apenas o reo proferio essa resposta, o
juiz de direito declarou calcula jmente qne esta-
va coagido, e que, portanto, adiava a sessao para
comjUnicor essa oceurrencia ao governo geral e
provincial ; sendo que na occasiao em que se re-
tirava, acompanhado pelo filho, foi que o reo em
discussao com este^disse-lhe que, se o pai o ca-
lumniasse em suas participacoes ao governo, elle
ira mostrar pelos jornacs que o pai era um juiz
prevaricador e protector de criminosos, pois como
tal se tinha exhibido as sessoes antecedentes.
E, portanto.
Provar que o juiz de direito nio estava em
exercicio de seu emprego, quando o reo, em dis-
cussao com o filho, quahficou o de prevaricador e
protector de criminosos, com iudicacao dos factos
que a isso lhe dava direito; e, pois.
Provar que nio tendo o reo calumniado e mui-
to menos, injuriado o juiz Amorim, o presente pro-
cedimento deve ser julgado improcedente como
de justica.
'gnarass, 15 de Julho de 1886.Francisco Xa-
vie Paes Barre'o.
Testemunhas offerecidas pelo reo :
1. J<>.quun Agripino Furtado de Mendonca.
2." Severino Rodrigues da Costa. 3." Joio Chry
sostomo Leitao Rangel. 4 Jermyno Leitio da
Costa Machado. 5 Professor Manoel Hennques
de Miranda Accioli.
Testemunhas da defeza :
1 testemuuha Joaquim Atripino Furtado de
Mendonca
Disse quanto ao primeiro, que, feudo elle teste-
muuha juiz de facto na sesaio do orimeiro de
Marco do corren-e anno, sabe, por ver que, quan-
do o Dr. Antonio Jos de Amorim, entrando par
este sali tocuu a campanhia para chamar os jal-
ees te facto para o recinto e para impor silencio
s pessoas que converaavam na sila immediata,
ainaa se nao tinha verificado pelos meios legaes
se havia numero de jurados presente* para hav- r
sessao.
Quanto ao segundo, que n'essa occasiao tendo o
Dr. Amorim batido sobre a mesa e chamado or-
dem o advogado Amaral, que era urna Jas pessoas
que conversava na sala immediata, travou-se por
isso urna discussio entre o mesm advogado Ama-
ral e Dr. Amorim, razio pela qual o to, que es-
taa fumando na sala em que se conversava, veio
p-ira o recinto.
Quanto ao 3 que, logo que o reo fez entrada no
recinto o Dr. Amorim, dirigindo-se a elle quali-
fieou-o de homem srm edueacao e, ulludiudo ao
incidente havido na sessii anterior, dissclhe que
se o reo continuass a desobedece-0 Fraudara
prender ou expellir do tribunal.
Quanto ao 4, disse que, mostrando-se o reo as-
s is indignado, com essa ameaca, retorquio dizen
do seria mais fcil elle juiz antes de prendel-o
saltar pela janella do que realisar sua antea;*.
Quanto ao 5quesito que immediatamente depois
da resposta dada pelo reo ao Dr. Amorim, este,
ditendo-se coagido, declarou que adiava a sessao
para communicar tao triste oceurrencia ao gover
no geral 6 provincial, e de feito retirou-se logo
para sua casa, sendo que elle tes'emunha soube
depois que na occasiao em que o Dr. Amorim se
retirava acompanhado pelo filho ao passar pelo
reo na sala immediata travri com este discussio
pouco agradavel, dando lugar a que o reo lhe dis-
sesse que so o pai o calumniasse as partcipa-
c '8 que ia dirigir ao governo, elle leo iria mos-
trar pelos jornaes qne o pai era um juiz prevari-
cador e protector de criminosos, porquanto na
eessio antecedente elle tinha favorecido' a defeza
de um criminoso, que tivera por advogado o ca-
pitao Manoel Loureuco da Silva Sobrinho, sendo
que com referencia a este facto accrescentou a
CimentoCotamos de 7*000 a 8*500 a barrie
conforme o fabricante e peso.
Cominhos.. Retalho a 18* os 15 kilos, com
10 "/.-de descont.
Cravo da India Retalho de 1*400 a 1*500 o
kilo, eom 10 % de descont.
Farinha de trigo Deposito 18,000 barricas,
retalha-se aoa precos seguintes :
A americana, de 17*500 a 19*000 a barrica.
A de Triestre e Hungra, de 23*000 a 25*000
a barrica.
Feijo.Retalho de 8* a 105000 o sacco (con-
forme a procedencia.)
Garrafoes vazios Retalho de 700 res a
1*500 por cada um, com 10 por cento de descont.
Doces em calda Nio ha no mercado.
Farello do Rio da Prata Retalho a 3J000 o
sacco.
Dito de Lisboa- Retalho de 3|400 a 3*600
o sacco.
Herva doce. Retalho 'a 16*000 os 15 Uh,
com 10 /0 de descont.
Kerosene Retalho de 3f 400 a lata de 5 galoes
(liquido).
Louca ingleza ordinaria. Retalho de 9^*000
a 130*000 a giga.
Massa de tomates.Retalho de 500 a 560 ris
a libra, com 10 % de descont.
Manteiga em barril Retalho de 730 a 740
ris a libra, com 10 % de descont.
Dita em lata. Retalho de 950 a 1*300 a
libra, idem idem.
Massas italianas. Retalho a 8*000 a caixa,
com 10 % de descont.
Oleo de linhaca Retalho e 1*500 a 1*600
o galio.
Passas communs Nio ha no mercado.
Ditas finas. Retalho a 13*000 a caixa, com
10 /0 de ddesconto.
Papel de embrulho Retalho de 650 ris a
1*500 a resma, conforme o tamanho, com 10 "/
de descont.
Pimenta da India Retalho de 1*300 a 1*400
o kilo, com 10 % de descont.
Plvora ingleza Retalho de 20*000 o barril.
Queijos. Retalho 3*000 um, com 10'/o de
descont.
bal Nio tem havido entrada.
Sardinhas Retalho de 300 a 340 ris por lata
. b -juarto, conforme o fabricante, com 10 % ^
descont.
Touciaho de Lisboa. Retalho de 13*000 os 15
kilos, com 10 "/ de descont.
Dito americano.- Retalho a 10J500 os 15 kilos
com 10 % de descont.
Velas stearinas Retalho de 540 a 900 ris a
libra, idem idem
Vinagre de Lisboa Retalho de 125* a 150*
a pipa de 480 litros.
Vinho de Lisboa Retaiho de 220* a 235*000
idem, idem.
Dito, idem, de 220 a 235*000.
a pipa de 480 litros.
Dito da Figueira. Retalho de 230* a 245*000
a pipa de 480 litros. ^^
Xarque do Rio da PrataDeposito 90,000 ar-
robas, retalho de 3*000 a 5*000 os 15 kilos.
testemunha qu.j, sendo membro do conaelHp^e
julgou o crimiuoso a quealladio o reo, vic jAovio
o Dr. Amorim dar bravos e apoiados a dreza e
levar o seu favor a esta, at o ponto de prohibir
que o reo, como promotor, lesse no desenvolvimen-
to da aecusacao, a senteocade pronuncia que elle
juiz tinha proferido contra o criminoso, declaran
do ae tribunal que dita seotenca t:nha sido ba-
seada em falsa infonnacio do promotor quando
este lhe mereca couliunca: e como quer que o
refer.do promotor, que hoje reo, insistase na lei-
tura da sentenca, o Dr. Amorim o mandou calar,
iizendo-lhe que elle promotor era indigno do lu-
gar que oceupava pelo que o referido promotor
desisti da replica, de.'laraudo-se coagido.
Quanto ao 6 nada respondeu por estar preju-
dicado com as respostas d s anteriores.
A' requerimnto do promotor disse quo era ju-
rado na sessao em que se deu o ficto.
E nada mais disse.
2* testemuuhaSeverino R .drigues da Costa
Disse quanto ao primeiro que sendo elle teste-
munha jurado na sessao do da l* de Marco do
corrente anno, recordase que antes de aberta a
sessio, estando elle testemunha com outros inuitos
juizes de facto na sala immediata a cuta eco que
trabalha o tribunal, o advogado Amaral conver-
sava com o tenente Joio Lina Cavalcante de Al-
buquerque. quando o Dr. juiz de direito Antonio
Jos de Amorim, entrando para o recinto do tri-
bunal bateu com violencia sobre a mesa e tocando
a campa impoz silencio aos que couvcraavam, pe-
lo que travou-se discussio entre elle e o advoga
do Amaral, que extranhou o facto, nao 8<5 porque
a sessio ainda nio estava aberta, como porque 1-
le nio estava conversando por modo a incommo-
dar o auditorio.
Quanto ao 2o que nessa occasiao foi que o reo,
que estava fumando na sala da palestra, ouvind >
otiq.e da cimpa e a discussio do juiz com o ad-
vogado Amaral, entrou para o recinto e foi oceu-
par o lugar quu lhe competa
Quanto ao 3o disse que logo que o reo appare-
ceu no recinto o sentou-se em sua cadeira o Dr.
Amorim, que j tinha tido urna polmica, desa-
gradavel com elle em urna das sessoes anteriores,
dirigio-se ao reo, dzendo que elle era um homem
sem educaci e que se coutinuasse a desobede-
cel o, como tinba feito nessa sessao, elle o manda
ra retirar do tribunal ou prendel-o, como permit-
tia o artigo do cdigo cuja leitura elle acabava de
razer.
Quanto ao 4o que exarecbado o reo com essa
arnera retorquio, dizendo que seria mais fcil elle
juiz saltar pela janella do sali em que e les es-
tavam do que prendel-o illegalmente.
Quanto ao 5o disse que logo que o reo, em re-
presalia, proferio a resposta, que cima fica con-
signada, o Dr. Amorim declarou que adiava a
sessio e que ia para o Recife queixar-se do r >
ao presidents e commuuicar o lacto ao governo
geral; e de feito retirou-se logo, sendo qne elle
testemunha durante a discussio que no recinto
do tribunal houve entre o Dr. Amorim e o reo es-
te nao usou dos epithetos injuriosos, consignad s
na denuucia, mas sabe por ouvir diz-r geral
mente que na occasiao em que o Dr Amorim se
retirava para rasa, acompauhado pelo filho, tra-
vou-se discussio pouco agradavel entre este e o
reo e t entaofoique o mesmo reo lhe disse, na
presenca do pai verdade, que se este o caluin
niasse as participacoes que ia dirigir ao governo
acerca da lamentavel oceurrencia que acabava de
dar se, elle reo iria em sua defeza mostrar p-lua
jornaes que o Dr. Amorim era um juiz prevarica-
dor e protector de criminosos e que sinente por
isto f i que se indiapuzera com elle na sessio an-
tecedente, quando fora submettido a julgament > o
reo, que teve por defensor o capitao Mano I Lou-
renco da Silva Sobrinho, que mereceu os seus ap-
plausos, na sessi antee -dente ; ccrescentando a
testemunha que elle, como juiz do fa ;to, assistio
ao julgamento do reo Joi i Jos de BarroB, que toi
defendido pelo capitao Manoel Loureuco s pode
portanto dar testemuuha que o Dr. Amorim, como
presidente do tribunal do jury, deu brav ;s e apoia-
dos a defeza e mostrou se tao incominodado c >m a
aocu acio feita pelo reo, que ebegou a declarar
que este estava rebanando o tribunal com a sua
presenca, o que mereceu reprovajao geral, tanto
assim que o r i foi condemnado.
Quanto ao 6o deixou de responder, porque se
achava prejudicado com a resposta dado ao '".
E nada mais disse.
3* testemunhaProfessor Manoel Henriques de
Miranda Accioly
Disse que, quanto ao primeiro, sabe por ouvir
dizer pessoas que assistiram a sessio do jury de
l* de Marco do corrente anno, que, qaando o Dr.
Amorim travou discussio com o advogado Amaral
e logo depois com o reo, anda- se nio tinha pro
cedida chamada dos j urados, a sessio anda nio
estava aberta e o reo nio tinha oceupado seu le-
gar. Quanto ao 2o nada disse, porque est i preju-
dicado com a respesta do 1.
Quan o ao 3 tambem sabe por ouvir dizer
pessoas que estiveram presentes, que o Dr. Amo-
rim qnalificara o ru, sem razio alguma, de ho-
mem falto de edueacao e o ameacara com prisio
immerecida, pelo que o reo lhe dissera, iudignado,
que seria mais fcil elle juiz saltar pela janella do
que prendel-o illegalmeute, sendo quo tambem por
ouvir dizer sabe, que tendo o juiz Amorim suspen
dido a sessao para dar parte desta oceurrencia ao
Governo, ao retirar se, o reo em discussao com o
filho do referido juiz, dissera-lhe que, se o Pai o
calumniasse as participacoes que ia dar ao Go-
verno, elle iria mostrar pelos jornaes, defendendu-
8P, que o Pai era um juiz prevaricador e protector
de criminosos, visto que como tal se tinha apresen
tado na sessio em que lora julgado o soldado Joio
Jos de Barros.
Com relacio este julgamento do mencionado
soldado, declarou a testemunha que assiatio
e,uasi toda a ssso e vio o Dr. Amorim dar bra-
Mea de Julho de 1886
ALFANUEGA
CEEDA GBBsVIs >
De 2 a 23 358:373*562
dem d24 28:462*228
47:1631066
2:476*672
ttaKDA PBOVIHCIAL
De 2 a 23
Mem de 21
Total
itBCBBBDOBIA D 2 a 23
loem de 24
ComcLADO Paovracut. -De 2 a 23
dem de 24
focara drykaqbl'e 2 a 23
dem de 24
386:835*790
49:589*738
436:425*528
20:797*208
783*641
21:580*849
119:987*253
3:920*177
vos e apoiados defeza e oppr-se aecusacao
feita pelo roe, do que proveio inconveniente discus-
sio entre elles, dando isso lugar que o Dr. Amo-
rim invectivando o reo, chegasse at declarar ao
mesmo reo que era indigno de oceupar a cadeira
da promotori i e estava com a sna pressnea rebai-
xtndo a moralidade do Tribunal; o que foi cen-
surado ou desapprovado, at por urna alta p-rso-
nagem, que est va presente.
Quanto ao 4, 5o e 6o deixou de responder porque,
como q 'e tinha dito, entendaachar-se satisfeita a
resposta, que poderia dar cada nm dos mesmos,
uer como testemunha auricular, quer como ocu -
r. visto que, segunda j declarou, tu lo quanto
acabou de dizer com referdncia sessao de 1" de
Marco, foi por ouvir dizer pessoas fidedignas.
E nada mais disse.
4 testemunhaAlferes Jeronymo Leitio da
Costa Machado
Quanto ao 1 disse que, quando o Dr. Antonio
Jos de Amorim. entrando para a sala em que
funceiona o Tribunal tocou a campa e chamou
ordem as pessoas qui conversavam regular-
mente na ala immediata, ainda se nao tinha pro-
cedido chamada dos jurados e, portanto, ainda
nio estava aberta a sessio, o que elle testemunha
sabe, porque n'essa occasiao tinha comparecido
como juiz de facto sorteado.
Quanto ao 2., disse que o re), na qualidade de
promotor, ainda nio tinha entrado para o recinto
do Tiibuua!, quando o Dr. Amorim ttcou acampa,
porquanto elle testemunha estava cam elle na sala
em que se conversava.
Quanto ao 3 disse que, quando o reo, desp'r-
tado pelo toque da campa e pela discussio travada
entre o Dr. Amorim e o advocado Amaral, sabr
questao de ordem, entrou para o recinto do Tri-
bunal e foi oceupar a su* eadeisa, o Dr. jui de
direito, que j estava indisposto com lie, em con-
sequencia de desinteiligencia havida em urna das
sessoes anteriores, dirigi se elle e, qualifcan-
do o de homem seui educado, ameacou-o at com
prisio.
Quanto ao 4o disse que era exacto que o roo en-
raivecido com a injusta e humilhante aiaeaca que
o juiz de direito lhe fizera sem motivo algum re-
torquio, dizend* ao mesmo juiz que seria mais f-
cil elle juiz saltar por urna das janellas do sali
do Tribunal, do que prende!- illegalmente.
Quanto ao 5 disse que sabe tambem por ver e
por ouvir que. loge que o reo a ;abou de preferir a
resposta que acidia tica c.-usign ida. o juiz de di-
reito declarou que adiava a sessio e qu ia levar
esta oceurrencia ao couheci.nento do governo ge-
ral e provincial, sendo que, e>n seguida retirara-
se para a casa, acompanhado pelo filho, que ao pas-
sar pelo reo na sala imme nata travari c un este
discussio penco eonwainnto, dando isso luirar
que o reo lhe dissesse que, se o pai o calumniasse
as participacoes que ia izer ao governo ger .1
provincial, elle, em sua defeza ira inostr .r pe ;s
jornaes que o pai era um juiz prevaricador e p o-
tector de criminosos, para o que b istar-lhe-bia
provar o pioceduncnro que tivera lito sea pai ni
sessao anterior, em que fora julgado o r> Joi>
Jos de Barros, pois que n'ess i sessio, na i satis
feito o mesm seu pai com ter dado bravos e apoia-
dos ao advoga Jo que Jefe idia o r >, pr ieurou re-
stringir a aceusac >, levando > seu arrojo ponto
de ojurial o, por nao ter querido aniiuir ao que
elle des'java.
Declarou a testemunha ainda com referencia
este wtige n eon nnel.ie qu i o r > oio dirigi
a Dr. A n mu ii-niiuai dos pithetos injuriosos de
que trata a dadaaeia, coui c.reepsiidos le preva-
ricador e protector d- criminosos de que usou,
cuino j disse, quan lo discuta com o filho, depois
de suspensa a sessao e j fra do recinto do Tri-
bunal, dando n'essa icc-isi i a razio p >rqu- usava
de taes termos, razio que e le testemunha affirina
ser exacta, visto que lia sessi anterior, em qne
foi julgado o sjlda io Joio Jos de Barros, elle tes-
temuuha, como jurado, vio o Dr. Am 'rim maintes-
tar-se em favor da def. za e prohibir o reo de con-
tinuar na xecusacao qu-' fazia, levando a protec-
cio, que dava ao criminoso, que ia aer julgado, ao
ponto de injuriar o reo, na qualid'de de promotor.
Quanto ao 6, disse que uada responda, porque
est prejudicado com a resp ata do 5.
E nada mais disse.
5a testemunhaJoao Cbrysostomo Leitio
Rangel
Disse quanto so 1 e 2." que, quando o Dr
Amorim, na sessio de 1. de Marco do corrente
anno, entrou para a sala em que funceiona o Tri-
bunal e tocou a camoa para impr tleneio ao
advogado Amaral e outros que conversavam natu-
ralmente na sala immrdiata. ainda se nao tinba
procedido chamada dos jurados, a sessao ainda
nio estava aberta e o reo, que era o prooiot r
public, ainda estava fumando na sala em que se
pa'estra va.
Quanto ao 3 o e 4. disse que tambem sabe por
ser jurado n'essa occasiio que, quando o reo
entrou para o recinto do Tribunal, em consequen-
cia do toque da campa e da discussao travada
entre o advogado Amaral e o juiz de direito,
este, que j stav* indisposto com o reo, dirigi se
elle, qualificando-o de homem sem educacio e
dizendo-lhe que, se continnasse desobedecel-o,
como tinha feito na sessao antecedente, mandal-or
hia prender, pelo que o reo, indignado com essa
ameaca feita tio tora de proposito, disse-lhe em
tora altivo, que seria mais fcil elle juiz saltar
por urna das janellas do salo do Tribunal do que
prendel-o illegalmente.
Quanto ao 5. e 6." disse que, apenas o reo deu
essa resposta ameaca que caprichosamente lhe
fizera o juiz, este, declarando-se coagido adiou a
sessao e disse que ia levar a oceurrencia ao cenheei-
mento do governo geral e provincial; sendo que,
retirando se em seguida para sua casa, acompanha-
do pelo filho, este, ao passar pelo reo que, estava na
sala immediata, travou com elle discussio pouco con-
veniente, da qual proveio dizer-lhe em represalia
?ue,'. 6 P*1 calumniasse as participacoes qne
ia dirigir ao governo elle, em sua def. za, iria
mostrar pelos jornaes que o pai era um juiz preva-
ricador e protector de criminosos, visto que, na
sessio antecedente tinha favorecido, per modo
reprovado, a defesa do criminoso Joo Jos de
Barros, que teve por defensor o capitao Manoel
Lourenco da Silva Sobrinho, nascendo d'a'hi a
inuisposicio do pal contra elle Paes B.rretto.
Declarou, finalmente, a testemanha que o reo,
quando foi ameacado pel0 juiz, nio repello
essa ameaca, senio pelo modo que j expoz, que
nao usou dos termos injuriosos, de que trata a
d.n ncia e que os vocabulosprevaricador e pro-
tector de criminososs foram por elle usados, de
modo condicional e motivado, quaodo discuta fra
da sala do Tribunal com o filho do juiz, accrescen-
tando a teste nunha q e, tendo elle, como jurado,
assinido sessi, em que foi julgado o soldado
Joi > Jos de Barros, vio o juiz de direito Dr.
Antonio J s de Amorim dar bravos e apoiados
defeza, desapprovar a aecusacao que o reo, na
qualidade de promotor, fazia, chegando a sna
dasappruvicio at o ponto de injuriar o reo,
dizendo-lhe que elle era indigno''de oceupar a
cadeira de prora >tor e quu com a sua presen ja
estava rebaixando o Tribuual.
E nada mais disse.
los Mariano e a Cmara dos
Depiitados
Em Esparta era o furto p -rmittido desde que
fosse praticado com grande aeilidade.
Os historiadores narrara cm apoio d'isto o facto
de ura espartan >, qu, vndo furtado urna raposa
eseondndo-a debaixo das vestes preferio que o
animal ferisse-o cruelmente a dur um grito que
denunciasse o seu furto
Este tacto histrico foi-nos L'mbrado pilo caso
S'inelli inte em que se ach jU Jos Mariano.
Eutendeu este aovo espartano que era licito fal-
sificar com destreza, e d'ahi concluio que embora
-stivesse seu diploma falsificado, desde que nao
fora sorprehendido ueste acto, a sua entrada na
Cmara dos potados nio nodia ser-lhe negada.
Os representantes da nacan, entendendo, porm,
diversamente, isto que a fraude em nenhumeaso
pennittida por nessas leis, e apanhando a Jos
Mariano, como vulgarmente se diz, com a bocea
ua botija, cnxotiu-o do seu seio e chamou para
.iccupar a cadeira que fi dada pelos legtimos elei-
tores do 2o districto dest.. provincia ao syropathi-
co e honrado conselheiro Theodoro Machado Frei-
r Per ira da Silva.
Os patriotas p-roambueanos, porm, que ainda
suppoem que Jos Mariano falstficou eom grande
pericia o,alistamento para p"d-r ser eleito, pre-
parara Ih festejos e co ti san -se para comprai um
pal cete, afira de uffertareui-lhe no diade sua che-
K**" ,.
Ni-> ad-nira 330, oque admirara era proceai-
m -uto diff-rente Jos Mariano, urna vez, auxiliou
-. applau li o ministro que despojou a sua provin-
cia natal de grande parte da* su s rendas, redu-
zinda-a e aos seus embregados ao estado de penu-
ria era que ainda se acha, e recebeu em pagamen-
to um palacete !
Agora pilhado em flagrante, como cmplice
pela falsifieacao do alistamento eleitoral do Poco
e Varzea, e em pagamento disto vai receber ova-
c's, palacete e at dinhei-o !!
Praza aoa Oos que ao Recife nio esteja aguar-
dada a uiesina sorte de Esparta, a qual, com o
c irrer ios terap is em virtude dos seus costumes
nnrao'aes toruou se a cidade mais corrupta da
Grecia !
Lycurgo
Ao
Sobrinho
123:907*430
11:812*468
415*984
12:228*452
..LTERAC0 DA PAUTA
Para a semana de 26 31 de Julho de 188o
Nio houve alteracio.
Alfanaega de Pernambuco, 24 de Julho de 1886.
Os conteientes,
Salvador A. de A. Freitas.
E. M. Pestaa
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Hiate nacional Santa Rita, entrado de
Maco em 23 do corrente e consignado a
Manoel Joaquim Pessoa, manifestou :
Sal 100 alqueires ao consignatario.
Vapor americano Finance, entrado de
New-York e escala na mesma data e con-
signado a H. Forster & C, manifestou:
Amostras 2 volumes a diversos.
Banha 130 barris ordem, 100 a Pai va
Valente & C, 100 a Fernandos da Costa
& C, 50 a JoSo Fernandes de Almeide.
50 a Joaquim Ferreira de Carvalho & C
50 a Fraga Rocha & C, 25 a Guimariles
Rocha & C.
Breu 100 barricas & ordem,
Capsulas 1 caixa a Reis & Santos.
Cerveja 20 barricas ordem.
Drogas 4 volumes a Faria
& C, 13 ordem.
Ferragens 1 volume ordem.
Eructas 10 caixas a R. de Drusina & 0.
Kerosn 150 caixas ordem.
Meraadorias diversas 100 volumes or-
dem, 2 a T. Just, 1 a Jos Augusto dos
Santos & C, 7 a Reis A Santos, 1 a JoSo
W. de Medeiros, 1 a H. Stolzenback & C.
Maizena 40 caixas ordem.
Oleo 15 volumes a Francisco Manoel
da Silva &C, 15 a Faria Sobrinho & C.
Papel 50 fardos ordem.
Pregos 20 barricas a Wm. Halliday
(SC.
Tecidos diversos 2 volumes a L. A. Si-
que ira.
Touciaho 14 barris a Guimares Rocha
& C, 20 a Domingos Cruz & O., 14 a
J. J. Alves & C 35 ordem, 40 a JoSo
F. de Almeida, 45 a Fraga Rocha & C.
Tinta 30 caixas a JoSo W. de Medei-
ros, 150 a Gomes de Mattos IrrrSos.
Vidros 2 voluTes ordem.
Hiato nacional Santo Ambrozio, entrado
de Maco na mesma data e consignado a
Manoel Joaquim da Rocha, manifestou :
Peixe 42 garajos.
Sal 50 alqueirs ordem-
DESPACHOS DEEXP0RTAC0
Em 23 de Julho de 1886
pr o exterior
Nao houve despacho.
rara o Interior
No vapor nacional Mandos, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, M. N. A. ae Almeida
12,500 cocos, fructa ; M. Amorim 3 barris com
1,440 litros de agurdente ; Amorim Irmios & C.
200 saccas com 15,125 1 kilos de algodao ; F.
M. da Silva & C. 20 caixas com 750 litros de
oleo de ricino ; A. B. Correa 1 caixa com caj -
rubeba.
No vapor nacional Ipojuca, carregaram :
Para F'arnahyba, P. Alves & C. 20 barricas
eom 728 kilos de assucar brsnco.
Para Camossim, J. J. Rodrigues 1 barril com
70 litros de agurdente.
No lugar nacional Marinho 6', carregou :
Para o Rio Grande do Sul, J. M. Dias 50 bar-
ricas com 5,164 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Bhia, carregou :
Para Manaos, H. Oliveira 20 barris com 1,920
publico
Constan? J. de Medeiros Lages, retirando-ae
h je com sua fami ia para Portugal, deixa como
procurador para tratar de todos os seus negocios,
o Sr Jos Lopes Alheiro, com quem podem en-
tender-se os interessados.
Aproveita a occasiao para despedir se das pes-
soas com quem tem relac-s de amisade, uffere-
cendo Ihes o seu deminuto prestimo na cidade do
Porto.
\o respeltavel pul I leo pernam-
hurao
Tendo de me retirar para a proxiin-i pros-inda
de Alag as, no vapor Jacuhype, cuja sabida est
annunciada para o dia 28 do corrente, venho, por
este meio, apresentar meus respeitos ao Ilustre
povo pernam tucano, offerecendo meu prestimo
n'aque'la provincia e depois na da Baha e Rio de
Janeiro a todos aquelles cavalheiros que me hon-
raram com a sua amisade durante o tempo em que
aqui permanec.
Ohnda, 24 de Julho de 1886
D, Mximo Rodrguez.
.reja d Cumio de Olinda
Nesse templo solemnisa-se hoie a festividade da
Excelsa Virgem do Monte do Carmo, com missa
cantada s 10 horas da manhi, oficiando o Exm.
e Rvm. Sr. padre Julio Maria do Reg Barros,
pregando ao Evangelho o Rvm. ex-provincial do
Carmo do Recife Fr. Augusto da Immaculada
Conceicio Alves, sendo a orchestra regida pelo
eximio professor Trajano Barcellos, levando a
missa denominada Colas.
A' ncite haver ladainha precedida de sermio,
pregado pelo Rvm. vigario da freguesiade S. Pe-
dro Martyr padre Francisco Antonio Vianna.
Os actos religiosos feites n'aquelle templo pri-
mao pela modestia e pelo vsrdadeira espirito de
devocio.
litros de agurdente e 45 volumes com 2,600 kilos
de assucar branco.
Na barcaca Flor de liara, carregaram :
Para Mamanguape, P. Alves Jt C. 11 barricas
com 863 kilos de assucar mascavado.
No hiate nacional Ires, carregaram :
Para M.sor, M. Viegas & C. 1 sacco com 75
kilos de assucar branco e 2 barricas com 135 kilos
de assucar refinado.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 24
Southampton por escala15 dias, vapor
inglez La Plata, de 2,079 toneladas, com-
mandante Dyke, equipagem 98, carga
varios gneros; a Adamson Howie-
& C.
Aracaty22 dias, byate nacional S. Lon-
renco, de 101 toneladas, mestre Vicente
Ferreira da Costa, equipagem 6, carga
varios gneros j a Bartholomeu Loa-
renco.
Navio sahido no mesmo dia
Buenos-Ayres por escalaVapor ingles La
Plata, commandante Dyke, carjja va-
rios gneros.
VAPORES ESPERADOS
Equateur
Argentina
Cearenee
Baha
Neva
Scholar
Patagonia
Espirito Santo
Senegal
Ville de Baha
Para
yule de Ceari
Mondego
Cear
Trtnt
Manaos
PdropolU
Baha
Orenoque
Espirito Santo
La Plata
do sul loje
do sul hoje
de New-York amanhS
do sul imanhSL
do sul s 29
de Liverpool a29
Agosto v
da Europa a 1
do norte a 3
da Eurepa a 3
do sul a 5
do sul a 6
do Havre a 8
da Europa a 10
do norte a 13
do sul a 14
do sul a 16
de Hamburgo a 20
do norte a 23
do sul a 25
do sul a 26
do sul %2


\
Diario de PernambucoDumingo 25 de Julho de 1886


s
Aos eleilores de Llamar ac
Pleitea a eleicao do 3- districto, na vag*
do Dr Correia de Araujo, o distincto ca-
valheiro Dr. Felippe de Figueira Faria,
10090 em quem sobram habilitares e boa
vontade para servir aos imereases do dis-
tricto.
Da un delicadeza, e probidade, como
ha poucos. o Dr. Figueira racomaaenda se
por si mesmo.
Educado na escola conservadora, tim
brou sempro era ser coherente com os seus
principios potijos, sem, alias, ser injusto
com os seus adversarios, a quera umitas
vezes prodigahsava elementos suas jus-
tas aspirado 'S.
Demcrata de corceo, o Dr. FigueirG;
soube Berapre dar accesso ao pequea o ao
grande, ao pobre e ao rieo 'jue o procu
rara ; e a iniprensa que tao vantajosamen-
ta sustenta urna prova do quant) avan
gamos.
Condecoraos, desde a infani, o carc-
ter Ihanoso do Dr. Figueira; cora elle,
convivamos nos estulos, e na relaces do-
mesticas ; e quando o estado superior o con-
duzio a outros lares, voltando aureolado
com o diploma de engenbeiro, que tilo ven-
tajosamente conquistou a custa de titani
eos esforcos, nilo so dedignou de aportar e
estreitar cada vez mais nossas relacoes, ao
contraria do que praticara qnasi*em geral
esses enfatuado mocos, quando titulados.
Nao ; o Dr. Felippe Figueira nao co
nhece essas miserias humanas, e temos f
que se for eleito nao desconhecer, corao
tantos outros, o povo que o flevou.
Nossa trra tem necessidade do urgen
tis8raas modi'Jas, a proSsaSo martima que
os nossos conterrneos tem adoptado, p le
se dzer que. est agonisand o; a navega-
gao costeira inteiraraente abandonada, por
un os impoatoa que s->bre ellas recahem
nao llie permittem respirar.
O comincrcio ost'morto, e nenhum nos-
so patricio tem podido prosperar,
emprega oelle seus capitaes.
A agricultura nilo existe mais, e a mise-
ria reina em grande escala nesja terra dig-
na de melhor aorte I
A antiga capital de Pernambuco, a sem-
pre memoravcl Itam.irac, geine debaixo
do peso de sua miseria.
Eia, pois, Albos da Itaparica do norte,
unmonos e como um s homem corramos
a depositar nossos votos na urna eMtoral,
no dia 12 de Agosto, e que o Dr. F-dippe
de Fi,-ueirGa Faria aeja unnimemente suf
tragado!
A uniao faz a forc^, e se esta se effec
tuar, em breve veremos % nossa terra re
assumir <> seu primitivo esplendor.
Itamarac, 24 de Julho e 1886.
Um votante.
de Margo n, 6, e isso at o dia 10 de Agos-
to vindouro.
Conscia de que ser ouvido o seu eppel-
lo, a comm8s2o desdo j agradece a todos
aquelles que se dignarem auxilial-a
Recife, 23 de Jnlho de 7886.
Viscoudo da Silva Loyo.
Bario de Serinhaem.
Antonio Gomes de Miranda Leal,
J0S0 Fernandes Lopes.
Joseph Krause.
Jos Fiuza de Oliveira
Andr Maria Pinheiro.
G. A. Schmidt partindo com sua familia pura o
Rio oe Janeiro, d^spede-se par este meio de to-
das &3 pi-asoaa com quera mantuve relacoes e a
quem retribue a consideraco com que o distin-
guir durante a sua residencia nesta provincia.
Pe. !e desculpa por nao poder pessoalmente visi-
tal-as e receber suas ordena, antes de sua partida.
K. cife, 23 d Julho de 1886.
Agua Florida de Mnrray A Lanmaii
SO?
Todas as preparaces chinacas envolvem em si
imitac s grosseiraa de esaencias de flores extra-
hidas da muita casta de ingredientes de urna na-
tureza acre e revoltante; porm o refrigerante e
deltitavel ar.ur.a que dimana do natural incens
das verdadeiras (lores da natureza, quanJo, por
assim dizer, ainda n'um estado virginal de ado-
lescencia sendo docemente embaladas pelas gentis
brisas dos trpicos, jamis pode ser simulada.
D'aqai provm e uascu toda a superioridade deste
admirav.-i e tao afamado perfume, a concentrada
csacncia de fljres, colhidas por entre os enrama-
dos jai lins da Florida, sobre todos os demai> per-
fumas existentes; e finalmente d'ahi nasce essa
innata, teuacidade cem aue ella se apega tudo
|OU ttea, sem jamis variar ou desmerecer.
Nlo conhecemos, p< is, cousa alguma ueste ge-
nero que apenas de leve se possa approximar ou
comparar era delicadeza e persistente durabilida-
de, e xcepcau dos extractos mais finos de Paris ;
e 111 emtanto a agua de Florida de boamente
preferida pelas senhoras d'America Central e do
Sul, Mi-xico e Antilbas at mssmo no melhor d'el
les, e para mais ajuda o seu custo segundo nos
ceusta, nao chega a exceder a metade d'aquelles
OUtrOS.
Como gabantia contra as faloificacoes, obsrve-
se bein que os noraes de Latinan & Kemp venham
estampados em lettras transparentes no papel do
quando livrinho que serve de envoltorio cada garrafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lojas de
perfumarlas.
Agentes em Pernambuco, Henry Forster & C,
ra do Commercio n. 9.
Ao lerceiro anno acadmico
A ileico para um orador qii' represente o 3D
anno na testa de 11 de Agosto, ter lugar terga-
feira no 2 andar n. 22 da ra do Imperador.
Faculdade de Direilo.
_JA commissao encarregada d.;s lest^jos do dia 11
de Agosto, pede aos collegas do Io, 3o e 5o annos,
que facam as suas el^ico s de oradores para re-
presental-os no referido dia.
Despedida
O Dr. Demiento Cavalcante, tendo de seguir
boje para o Rio de Janeiro, onde se demorar
poucos oas, pede desculpa aos seus amigos de
nao ir pessoalmente deapedir-se. c receber suas
ordens.
Offerece-llies seus diminutos prestimos, e apro-
veita a occasio para, ainda urna vis, agradecer-
Ibes suas attenco.s e obsequios
Jos Marcelino Alves da Fonseca, ten-
do sido sem motivo algura pluusivel exo-
nerado do lugar, que desde 15 de Janeiro de
1872, exereia na capatazia da Alfandega
desta cidade, do qual tirava os raeios d
vida de sua familia composta de quince
pessoas, vera offerecer-3e qunlquer c isa
commercial para ser seu caixeiro i'espa-
ch nte, para cujo desempenho, julga-Be
com as liabilitacocs necessarias.
Tambem se offerece a promover
branca amiga vel ou judicialmente procu
p rante qualquer reparticSo publica e s
cit ir titulos de terrenos de Marmita.
Qualquer aviso pode ser deixado ca
do Sr. Paula Mafra.
sofc
Despedida
Ao publico
A' quera fez a re-laracao que sahio no
Diario de hontem, parece que se off>ndeu
com o acen ssimo do sobrenome Costa ;
t'U nao me offendi, porque os raeus ante-
passados vai de mulatos ou pardos, e nao
de negros da Costa d'Africa. Se eu botei
Costa no meu oorae, foi porque meu falle-
cido pai cbamava-se Francisco Jos da
Costi, e isto se v no meu titulo electoral
de 1882 a 1883 ; pelo que mantenho a mi
nba ultima assignatura.
Arraial, 23 de Julho de 1886.
Joaquim Jos- de Sant'Anna Costa.
\o publico
Joaquim Jos de Sani'Aniia nao accrescentou a
seu none o appellido de Cota por tersm sido da
Costa os seus antepassados ; mas p >rque nosso
prente, isto meu e do vigario Joao Ridrigues
da Costa.
Poco da PaneMa, 24 de Julho de 1886.
Antonio Litis da Costa Wanderley.
Nenhuma composicao at boje descoberta para
aformosear e fazer creseer o cabello tem tido tan-
ta aceitacao como o Tricoero de Barry. E'
universa.ui' nte usado em todo o inundo, e todos
fallara era louvor do sea grande mrito. Commu-
ni. a sbela urna sensacao de agradavel frescura
e ao cabello um brilbo peculiarmente lindo e im-
pede a calvicie em todos os casos, mesmo quando
o cabello j tenha comecado a cahir. O cabello
diariamente tratado cora o Tricofero de Bar-
ry nunca perde o brilh >. nem cahe, neo se dete-
riora, n m apresenta signal algum de doenca ou
debilidade.
;^ TRIBUTO DE ^OtDIS
meu joven e idolatrado
irmao
Joao Vctor Vilella de
Quelros Fonseca
consagra sua extremosa irma
MARA AMELIA DE QUEIROZ
no 1. anniversario
de sea infausto passamento
I de Julho tie ISSO
Una cnei'midade lomad por
outra!
Equivoco dos lacultativ)s 1
O fallecimento de algum amigo ou p-
rente a quem amaines ternamente sem-
pre urna desgraca lamentavel : mas a ca-
lamidade verdaderamente terrivel quan-
do os fact's nos manifestara que a pobre
victima suecumbio por se ter empregado
ura systema de trataraento que nao era
apropriado para a sua doenca. Cora tu Jo,
casos ha em que o erro dos mdicos se
descobre antes de desapparecer a ultima
esperanca, e nestes casos, algumas vezes
se consegue salvar a vida do doeute.
Para exomplo do que deixamos dito, va
nos referir certos factos que estabelecem a
/crdade da nossa affirmacao.
Ha cerca de dous annos, ama das se-
nhoras mais bellas de New-York, abando-
nada peles facultativos em ura caso deses-
perado de tsica (pois era este o nooie que
os mdicos davam molestia) julgava-se
condemnada a morrer. Os pas da doente
resolveram leval-a a Paris, esperangados
em que, na capital de Franca, a Faculda-
de descobriria algum remedio contra o mal
que ameojiava a vida da joven senbora.
Esta esperanoa nSo se realisou, mas feliz-
mente em Paris os amigos da moribunda
oavirara fallar de am novo systema de tra-
taraento adoptado primitivamente pelos
Shakres do Monte Lebanon, no Estado
de New-York, e empregado depois par ou-
tras pessoas com um xito extraordinario
em muitos casos de Dispepsia; Aos pais
da infeliz pareeeu qne era possivel que a
Tendo de SPguir par. Fortugal no dia 25 deste
mez, por incommodo de s".dc e nao podando des-
pedir-me pessoalmente de meas amigos, faco-o pe-
la prest nte offerecendo-lhes all os meus aervicog.
Deixo par procura lores Joaquim Das da Silva
Azevedo Lemos, Jos Antonio da Silva Lapa t
Antonio Rodrigues do .Reg.
Recie, 21 de Julho de 186.
Francisco Jos da Silv Lapa.
Ehsho particular
Anna Mendes Bastos, residente ra do Lima
a. 26 (Santo Amaro), acba se habilitada a ensiuar
as eeguintes materias :"Vimeiras lettras, geo-
graphia, geometra, arithmetica, systhetna me.rico,
de8eoho linear principios de msica e trabalhos de
agulha e pontos.
Os senbores pais de familias que quizerem lion-
ral-a com a sua confanca, podem dirigir-se casa
cima mencionada, das 9 horas da manha a 4
tarde.
trado em 28 de outubro de 1885, consignadas a
Francisco M. da Silva & C.
. Marca MS&C, 1 dita sem numero, idem idem
nao est mauif atada.
Marca JCL&C, 1 dita n. 22, idem idem, a J. C.
Levy & C.
Armszem n 7
Marca FMS&C, 1 barril n 42, idem idem, em
27 idem idem, a Francisco M. da Silva & C.
Marca Pf}, 1 grade idem de Liverpool no va-
por inglez Crysolite, idem era 3 de Novembro
idem, i tem a Francisco Ribciro Pinto Guimaraes.
Letrero, 4 caixaa idem de New-York no vapor
americano Birbskire, idem em 6 de Marco de
1882, nao Sonara do manifest.
Sem uvrea, 1 caixa idem dem no vapor ame-
ricano Merrimack, idem em 19 de Novembro de
1885, idem.
3* seccao da Alfandega de Pernambuco, 23 de
Julho de 1886. O chefe,
______ Cicero B. de Mello.
Edital n. 741
De ordena do inspector geral, faco sciente a
quem interessar possa, que por acto da presiden-
cia da provincia de 20 do crrente, foi rescindido
o contrato celebrado com Mirandolina Borges
Pestaa, para reger a cadeira de instruccSo pri-
maria de Serra Verde.
Secretaria da instruccao publica de Pernambu-
co, 21 de Julho de 1886. Servindo de secreta-
rio,
Joao Fox.
Alfandega de Pcrnanii
buco
Edtal ii. 8
Por ordem desta Inspectora se fa publico que,
de conformidade com o disposto no artigo 529 1*
da cnso'idaciV) das leis das Alfandegas e mezas
do rendas o lllin Sr inipector da Thesouraria d
F-izenia, rjsolveu nouer por portara n. 198, d
21 do orreute os empregados, negociant 's e mais
pr ifissionaes abaixo declarados, para servirem de
peritos us que toes a que se referem os artigos
507 2-, 522 % 1 p 525 a saber :
. .

Ao publico
O Sr. Joaquim Jos de Sant'Anna nao pode
incluir em seu noc-.eCostapois assim ficar
com o nome igual ao meu. O facto de terein seus
aatepassados sido da Costa nenhum direito le
d a prejudicar-me. Procure, portanto, outro
nome.
Joaquim Jos de Sant'Anna Costa.
Exposifo Sul Americana em
Berllm
APPELLO AOS PHODL'CTORES DE PEBSAMBL'CO
A coratnisso abaixo assignada, incum
bida pela presidencia da provincia de or-
^anisar urna certa copia de productos na-
turaes, industriaos e artsticos que possam
;om vantagem representar* a provincia na
grande Exposicao Sul Americana, que se
tem de realisar em Berlira n > dia Io de
Setembro prximo futuro ; serve-se boje
da imprensa pura fazer ura appeilo a todos
os productores de Pernambuco, e, em ge-
ral, a toda a populacao da provincia, com
o fino da pedir-lhes que correspondan!, do
melhor modo que puderem, as bons dese-
jos nao s da commissao como do goveruo
e do Centro da Lavoura, auxiliando a dita
commissao na acquisco dos alludidos pro-
ductos.
O presente appeilo extensivo a todas
aa classes da nossa sociedade, e dirige-se
em grande parte as senhoras pernambuca-
nas que trabalbam em flores, tapecarias e
toda a ordem de bordados.
A commissao, dispondo de muito pouco
tampo para a sua tarefa, pede a todo3 os
que desejarejm expor os seus trabalhos ou
productos, que os remettam, com as devi-
das indcajSes, para o estabelaciment do
3a. Joseph Krause & C, ra Priraeiro
doenca que affligia sua filha poderia talvez
denominarse, Dispepsia ou lndigestio, e
n5o a Tidica que Unto temiam, e abriga-
ran! a esperanya de que, em tal caso, se-
ria fcil salvar a desditosa joven.
Apressaram se, pois, a alcanjar t
quantidadede um medicamento intitulado
Xarope Curativo de Seigel, e preparado
eom o fim especial de curar a Dispepsia,
A doento tomou algumas doaes deste re-
medio, e o resultado do novo tratamento
01 maravilhoso. Hoje, aquella senbora, j
restablecida, vive feliz e goza de urna
sade perfeita. Certo que, nesta caso
os mdicos tinham tomado urna doenca por
outra, e quando se descobrio a origera do
mal, e se explicou o verdadeiro remedio,
os symptomas da Tsica desapparecoram
immediatamente.
O caso que acabamos de citar n3o o
nico nesto genero. Ha milhares de infe-
lizes que actualmente estSo tomando re,
medios para curar enfermidades do figado-
dos rins e dos pulm3es, doencas prove-
nientes dos vapores miasmticos, etc., ao
passo que realmente n2o existem em mui-
tos casos taes affecg3es, sendo a indigea-
t2o a verdadeira causa dos symptomas que
tanto terror nspiram aos doentes; e s
estes appu'^assem o verdadeiro systema d
trataraento, n3o tardariam a curarse.
NSo ser por demais o recordarmos
leitor que o xarope curativo de Soigel se
vende em todas as pharmacias do mundo
inteiro, assim como na casa dos proprieta-
rios, A. J. White, (Limited), 36, Farring-
don Road. Londres, E. C.
Depositarios na provincia de Pernambu-
co : Bartholomeu C, J. C. Levy & C,
Francisco M. da Silva & C, Antonio Mar-
tiniano Varas & C Rouquayrol IrraSos e
Faria Sobrinhe & C.; em Bello Jardim :
Manoel de Siqueira Cavalcante Arco Ver-
de e Manoel Cordeiro dos Santos Filho ;
em Independencia. Antonio Gomes Bar-
bosa Jnior; em Palmares: Antonio Car-
doso de Agniar; e em Tacurat, Jos
Lourenjo da Silva.
Escola parlicular
Mara do Aojos Dornellas Cmara,
profissora particular, contina a lec-
cionar, na casa de sua residencia ra
Duque de Caxiaa n. 70, 2' andar, as
materias que constituem a instruccao
primaria, e os trabalhos de agulha e
bordados. O exercicio d'este por espaco
de mais tres anuos um garante de
suas habilitayoes e espera merecer dos
pais de familia a subida honra de lhe
confiaren] suas filhas.
A' tratar na casa cima.
Programma
DA
Grande Testa de Santa Anna
M
CAMINHO NOVO
Aoiomper da aurora do di* 20 do correute, n!
salva acompanhada de diversas girndolas de 1
cuetes, annunciara todos os fiis devotos, qne
chegado o dia da tradicional feata de Santa Anua.
A's i horas da tarde, do mesmo dia, acbar-se-
ba collocada em am corto a banda marcial do 14*
batalhao de infautaria, tocando diversas pecas de
seu inexgotavel repertorio, sendo os intervallos
preenchidos com baldes fuitoa a capricho para
esse mesmo dia.
A's 8 horas da noite ser queimado tita gra&de
e variado fogo de artificio, feito pelo pyrotechnico
Franca Mello, tocando sempre a banda cima nos
nter^allos.
A ra estar ornada com flores, bauderas, ar-
cos, etc.
A commissao enesrregada do festejo pede a to-
dos os moradores da ra que lllominum as frent
de suas casas, afim de abrilkantar mais a festa.
Manoel Jos de Almeida.
EDITAES
sa
le
ao
O major Franoe Vieira de Mello, 2- verea-
dor mais votado da Cmara Municipal
deste termo, em exercicio de juiz de or-
phaqs na presente praca, etc.
Fax saber a todjs qu o presente edital virem e
lerem com 30 das de praso e 3 de pracas, a con-
tar da data deste, excluidos os dias de domingo e
santificados, que a requer ment de D. Mirando-
lina dos Santas Moraes Pinheiro e outros conae-
nbores, vai praca por arreadamente triennal o
engenho Pocirho, situado na freguezia da Las,
deste termo, moente e correte, caja piaca ter lu-
gar no dia 17 de Agosto prximo vindouro, no pa-
co da Cmara Municipal no mesmo termo, pelo va-
lor de 2;500000 annual e de 7:500v,00 o trien-
nio, obrigando se o arrendatario a conservar as
obras do referido engenbo, no bom estado em que
se acham; nao derrabando as mattas existentes
nem consentindo que se derrubem ; entregando o
d-.to engenbo, no fim do arrendamento, conforme
houver recebido.
E para que chegue ao conhecimento de todos que
interessar possam e ae apresentem competente-
mente habilitados, uo lagar, da e hora cima in-
dicado, para arremataren) o referido engenho, com
todas as suas trras, obras e atenailos, mandei
passar dous editaesde igual theor qae aero affixa-
dos, um no lugar mais publico e do costme uesta
cidade e outro no lugar mais publico e do costu
me da fregueaia da Luz do mesmo termo.
Dado e passado nesta cidade do Espirito-Santo
de Pao d'Alho, em 10 de Julho de 1886
Eu, Joao -lveaPereira Lima Filho, eecrivao
que o 8**ercv
Franco Vieira de Mello.
E mais ae nao continha em dito edital aqu fiel-1 Joaquim Jos Goncalves Beltrao
mente copiado e qual esta va competentemente sel-
lado, do que tudo dou f.
Joao Alves Pereira Lima Filho.
Empregados
Chefe de seccao, Cicero Brasileiro de Mello.
Conferentes
Adolpho Gentil.
Salvador Ayres de Almeida Freitas.
Julio da Costa Cirne.
Jos Joaquim de Miranda.
Manoel Antonio Rodrigues Pinheiro.
1 escripturarios
Vasco da Gama Lobo.
Antonio Leonardo de Metieres Amorim.
Negociantes
Faxendas
Luiz Antonio Siqueira.
Francisco Gurge do Amaral.
Manoel da Cunha Lobo.
Antonio C^rreia de Vasconcellos.
quim Olintho Bastos.
nio Vieira de Souza.
Miudezas
oel Gomes le Mattos.
Emilio Roberto.
Henrique de S Leitao.
Jos Teixeira Bastos.
JoSo Cardoso Ayres.
Manoel Joiquim Ribeiro.
Calcados
Manoel de Barros Cavalcante.
Satyro Serafim da Silva.
Thornas Ferreira de Carvalho.
Jos Joaquim dos Santos.
Autopio de Paiva Ferreira.
LiflQ Leocadio Regalo Braga.
Drogas
Antonio Jos Abren Ribeiro.
Antonio Jos Maria Ferreira.
Francisca Manoel da Silva.
Manoel da Silva Faria?.
Francisco Floro Leal.
Damszio Rouquayrol.
Objectos diversos
Domingos Jos Ferreira.
Manoel da Cunha Saldanha.
Antonio P de Souza Soares.
Antonio de Sonsa Braz.
Antonio Pereira da Cunha.
Alredo Badoux.
Joias
Arthur de Moura Ribeiro.
Augusto Femandes do Reg.
Jos Joaquim Goncalvts de Barros.
Joaquim Martina Moreira.
A. Laberty.
Julio Fuerstemberg.
Estiva
Jos Joaquim Diaa Fernandos.
Antonio .ioae >oare8.
Manoel Joa da Silva Guimaries.
Jos Lopes Albeiro.
Jos Ferreira Pinto de MagalhSes.
Manoel Jos da Cunha Porto.
Livros
Manuel Oardozo Ayfes.
Joao Wa.'fridp d Medeiros.
Bacharel Josa J*sqnhB. Alves de Albuquerqae*
Joaquim Nogaeira 36 Sonsa.
Joa Goncalves Braga.
Joaquim Francisco de Medeiros.
Louca
Deodato Torres.
Manoel Joaquim Pereira.
M. G. J. Guimar"s.
Jos de Araujo Veiga.
Joaquim Duarto Campos.
Ferragens
Antonio Rodrigues de Souza.
Joao Joaquim Al vea.
Antonio Duarte Carneiro Vianna.
Manoel Rod-igues da Siiva.
Manoel Joaquim da Costa Carvalho.
Antonio dos Santos Oliveira.
Chapeos
Augusto Fernandea.
Affonao de Oliveira;
Antonio da Silva Maia. /
Joao Christiani.
Joaquim da Silva Carvalho.
Jos Joaquim Samarcos.
Machinas
Antonio F. Correia Cardoso.
Manoel dos Santos Villaea.
Alian Paterson.
John Wright.
Antonio Pedro de Souza Soares.
Gaspar Augusto Soares Leite.
Cera
Casimiro Pernandea.
Fi'ancisco Jos dos Pasaos Guimares.
Joaquim Teixeira Bastos.
Jos Joaquim de Azevedo.
Jos Duarte da Silva Papoula.
Manoel Gurjo da Silva Papoula.
Corda-alha
Caetano Cyriaco da Cobta Moreira.
Jeronymo Gmes da Fonseca.
Joaquim Alvea oa Silva Santos.

Associapan Portugue-
za de Beneficencia
Asaembla geral ordinaria
Convido os senhores socios desta aasociaco a
comparecerem ua sede social, domingo 25 do cor-
rente, a 4 1/2 horas da tarde, afim de ouvirem a
eitura do relatorio da commissao administrativa.
Recife, 22 de Julho de 1886.
O 2o secretario,
B. Aguiar.
Club Concordia
Suntag den 25 d. Monats Nachmittags 2 uhr
Preiskegeln. Nacherea im Club local.
Das directorium.
Instituto Iliterario Olindense
De ordem do Sr. presidente convido a todos os
socios deste instituto se reunirem, domingo, 25
do corrente, s 10 horas da manha, na respectiva
sede, para assistirema pofse da nova directora.
Olinda, 22 de Julho de 1886.
01. secretario, Jos Pinto Soulo-Maior
Irmandade do Divino Espirito
Santo do Recife
POSSE
Convido aos membroi eleitos da n iva adininis-
traco C[ue tem de reger a irmandade do Divino
o inno compromissal de
minina. 25 do corrente,
serem em-
eleitos.
..'no Espirito
de 8%.
BcrivSo,
" ti da Costa Porto.
Obras Publicas
De ordem do IUm Sr. Dr. engenheiro chefe,
faco publico que. em virtude da ordem do F.xm.
Sr. vice-presidente da provincia, vni de novo
praca no dia 3 do mez vindouro, ao meio dia, a
obra de reparoa da cadeia de Iguaraas, servindo
d base o abate de 24 0|0 sobre o valor do res-
pectivo orcamento, cfferecido por Ismael Gau
dencio Furtado de Mendonca.
Secretaria da repartico das obras publicas, 22
de Julho de 1886.O secretario,
Joao Joaquim de Siqueira Varejao.
S. R, J.
Halle Mm&n Juratie
Soire, em 14 de Agosto prximo futuro, aolem-
nisando o 22" anniversario da installaco da
sociedade
Ao Sr. presidenta podem desde j os senhores
socios entregar aa notas de seus convites, que
ulteriormente tero de ser entregues aos convi-
dados pela presidencia ou pelas commissoes por
ella nomeii8.
Recife. 21 de J11 uno de 1886.
Luiz Quedes de Amorim,
2 secretario.
ITT,
c. e. e.
Club Commercial Kuterpe
Sarao eic 31 do corrente
Nesta noite realiiar ae-ba o aaro qne este
club proporciona aos seus associados. ingresaos
em mao do Sr. thesoureiro para os socios quites
at di do corrente Depois do aaro hovera bonds
para Magdalena e Fernandas Vieira.
S-cretaria da Club Commercial Euterne. 24 de
Julho de 1886.-0 1- secretario,
*_________Francisco Lima.
Gabinete Portugus de
Lettura
Primeira prestagao ao emprestimo para o predio
Oe ordem do Exm. Sr. presidente da commissao
executiva da construccao do predio, sao convida-
dos oa Illms. Srs. subscriptores para que realiaem
a primeira prestado de 20 0|0 do capital subs-
cripto, para o que est autorisado a cascar os re-
cibos provisorios o Illm. Sr. Antonio Correia de
Vasconcellos, tbeaoureiro da commissao, ra
Primeiro de Marco n. 13.
Secretaria da commissao execativa de Gabinete
Portugui'z de Leitura em Pernambuco, 24 de Ju-
lho de 1886.
Francisco Ribeiro Pinto Guimares,
1 secretario.
Declaraco
De ordem de S. Exc. Rvma. o Senhor Bispo
Diocesano, faco publico aos reverendos parochos
e a quem mais interessar possa, que Abiun Ame-
rico de Aquino se acha impedido nesta cmara
ecclesikstica. por seutencas passadas em julgado
dos Rvma. Srs. Dra. juiz dos easamentos e-viga-
rio geral, no prni-peso, que contra o mesmo Ab-
don Americo de Aquino promoveu no fdro eccle-
sy stico D. Laura Joaquina das Neves, de casar-
se com outra a nilo ser a mencionada D. Laura
Joaquina das Neves, sem reparar o damno cau-
sado mesma com promessa de casamento.
Palacio da Soledade, 24 de Julho de 1886.
O escrivo,
Padre Valeriano de Alleluia Correia.
F
ial
S
egun: tesitC ordinaria
De ordem do Sr presidente da assembla ge?'
convido ^ oa senhores tocios comparecerem na
sede social domingo 25 do corrente, a 10 horas
da manha, afim de se cumprir o diaposto no art.
23 doa estatutos.
Recife, 21 de Julho de 1886.
M. Martina Capitao,
Secretario.
Por esta repartico e de ordem do Illm. Sr.
Dr. chefe de polici. ae convida aos senhores dos
escravos abaixo declaradoa a virem, dentro de
praao de 15 dias, reclamar a entrega dos mesmas
escravos :
Amando, de J laquim de Brito Vasccacelloa ;
Antonio, doa herdeiroa do Visconde do Livra-
mento;
Manoel ou Euzebio, de Jos Velloso; e Miguel,
de Joa de Souza.
Secretaria da Polica de Pernambuco, 23 de
Julho de 1886.O secretario, Joaquim Francisco
de Arruda.
VENERAVEL IRMaTwABS
Gloriosa S nt'Anna da groja da
Santa Cruz
De ordem do Exm. Sr. coaselheiro d.rcctor in-
terino, se faz publico que, de c n.formidade com a
resoluto da congregacao, tomada em sesso de
hoje, tica vedada a entrada no edificio desta fa-
Iculdade aos estudantes nao matrieulados Julio
Goncalves do Valle Pereira e Laurentino Antot "o
Osario de Azevedo, os luaes frequentavam as
aulas do 1 anno.
Secretaria da Faculdade de Direito do Recife,
24 de Julho de 1886.O aecretario,
Jos Honorio B. de Menezes.
Estrada de ferro de Ri-
beiro Bonito
Noa termos do % nico do art. 4 e afj8 5 e 9 S
2 doa eatatutos, convida esta lrect0ia' aos se-
nhores accionistas para re- ,h HoLondon &
Bras.han Bank, a se; da Ul0 de 10 0,0
dat V^""- de c** ac*' 8 COme9ar de8ta
j rf ul&S.
leerte, 20 de Julho de 1886.
O gerente,
. ______ Hyppolito V. Pedcraeiraa.
~SOClEADE
;isl
i
Esta sociedade reune-se em assembla geral
hoje a 10 horas do dia, para eleger os no-
vos tuuccionarios que teem de dirigir os desti-
nos desta associacao no seguate anuo de 1886 a
1887. E' neeta occasio qoe todos os senhores
socios devem comparecer, para de eotre elles es-
eolherem aa pessoas maia aptae e capases de
pugnaren! pcloa interesses sociaea e da claaae,
ante todaa as eminencias doa gravea perigos
que ora e de vez em quando ameacada a nossa
classe. E' pois de crer e multo deaej' mas que os
seoberos socios ae reunam em grande numero c
fteam recahir o desidertum em pesteas que ao
menos imitara aoa que acabaram de prestar o seu
mandato no asno fiado em 30 de Juaho prximo
paseado.
______________________________***
D. Mu\iiD0 em Olinda
Elelco
D ordem da mesa regedora, sao convidados
todos os nossos irmaos comparecerem em nosso
consistorio no domingo 25 do corrente, a 9 horas
da manha, afim de reunidos em numero legal de
mesa jjeral, proceder-se a eleico para a nova
a aii", compromissal de 1886-87.
Consisto.*'0- ^ de ulho de 1.886-
O seeretano,
Manoel al? de Sant'Aa Araujo.
3* S?cc,a ^a Alfandega de Pernambuco, 23 de
Jutho de 1886.
Edtala. 742
De crdem do inspector geral, declara ae aoa
profe8sores Jos de Mendonca Maurity e Maria
Rosa Pereira, nomeadoa no dia 20 do coi rente, o
1 para a cadeira de instruccao primaria de Au-
gelieaa e a 2 para a de Serra Verde, que lhea
fica marcado o praao de 30 dias, a coatar daquel-
la data, para dentro dellee aaeumirem o exercicio
de anas cadeiraa.
Secretaria da iostruecao publica de Peroam-
buco, 21 de Julho de 1886. = Serviudo de aecre-
tario,
Joao Fox.
O chefe,
Cicero B. de MtU
Associajo Cominera1 Beneli"
cente
A directora deata aaaociacSo convida ao corpo
do commercio desta praca para ama reunio uo
seu edificio, a 12 horaa do dia 27 do corrente,
afim de dar cumprimento ultima deliberacao da
propoata apreaeutada.
Recite, 3 de Julho de 1886.
O aecretario,
______________________William Halliday.
IRHAIVOADE
DO
SS. Sacramento da matriz de 8.
Jos do Recife
3* con vocacao
De ordem do irmo jais, sao de novo convida-
dos todoa oa irmaos comparecerem em o nosso
consiatorio no docingo 25 do corrente, a 10 ho-
raa da manba, para em mesa geral elegermos os
irmaos qae devero substituir aoa que nSo acei-
taram oa cargos.
Cooaistorio, 22 de Julho de 1886.
O escrivo,
Vieira da Caoba bobrinho.
A. E. C. P.
Edital n. 7
N.
V. A Emulsao de Scott o melhor re-
medio ate boje descoberto para a cura da
tsica, bronchites escrfulas, anemia, ra-
chitis e debilidade em geral ; tambem o
um curativo infallivel para os defluxos
toaae chronica e affeccoas da garganta.
De ordem do Llm Sr. inspector se faz publi-
co que, achando-se aa mercadoriaa contidas noa
volumes abaixo declarados, no caso de serem ar-
rematadaa para consumo, nos termos do cap. 6*
tit. 3' do regulamento de-19 de setembro de 1860,
(tit 5o cap. 5o da consolidaco) e art. 18 do de-
creto de 31 de dezeinbro de 1863, os seus donos
oa consignatarios de veras despachal-as c retira]-as
no prazo de 30 diaa, aob pena de, findo elle, se-
rem vendidas por sua conta, sem que Ibes fique
direito algum de allegar contra oa efieitos deata
venda :
Armazem n. 3
Marca FMS4C, 6 caixas na. 52, 55 a 59, vin-
das de New-York no vapor ingles Portuense. en-
DECLARARES
Obras publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. engenheiro chefe,
faco publico que no dia 3 do mez prximo vindou-
r<, ao meio dia, recebe se nesta secretaria pro-
drstaa para a execuco doa reparos do acude de
8. Beato, oreados em 2:243868.
O orcamento e. mais condicoes do contrato se
acham diapo8cao doa aenhores pretendentes
para serem examinad -s. '
Secretaria da repartico daa obras publicas de
Pernambuco, em 12 de Jalho de 1886.
O aecretario,
Joo Joaquim de S. Varejao.
Secreta 'la da contraria de .
Benedicto, erecta no convento
de *. Francisco do Recife
De ordem do aoaao irmao preaideute, ao con-
vidados todos os nossoa irmoa que eativerem no
goso ae seus direitos comparecerem no capitulo
desta confrara no dia 25 do corrente, s 9 horas
da manh, afim de reunidos em assembla geral
elegerem oa novos funcionarios da futura mesa
regedora.
3* couvocaca>
Novameute couvido oa aeuhorea aocios a com-
parecerem na sede social domingo 25 do corrente,
visto como nao se limitando a asaembla a dar
posse nova directora, ea> face do que foi deli-
berado na sesso ordinaria de Junho, e devendo
tambem resolver sobre essumpto transcedente ; a
mesa espera maior concurto de aaaociados-
Secretaria da associacao doa empregados do
commercio em Pernambuco, 22 de Jalho de 1836.
O secretario ad hoc,
Ildefonao Pinheiro.
Gabinete ^ortuguez de
Leitura
De ordem do Exm. Sr. preaidente, convido oa
Illma. senhorea membros do conaelho deliberativo
a reuuirem-ae quarta-feira 28 do corrente, pelas
6 horas da tarde, na sede da sociedade, para se
proceder a leitura do relatorio da directora e de-
liberar-se acerca do modo de effectuar a feBta an-
niveraaria.
Secretaria do Gabinete Portugus de Leitura
em Pernambuco, 24 de Julho de 1886.
Alfredo C. Couaaeiro,
J(L>- 2 secretario.
Grande festival ao ar Iivie, com o concurso
da exceletite
Banda da Polica
Dirigida pelo maestro Candido Filho
Domingo 23 do corrente
Primeira parte(s 5 horas da Urde)
A BENGALINA DE D. MXIMO
Segunda parte(s 5 1/2 horaa idem)
A BIGORNIA HUMANA
Terceira parte(a 6 horaa idem)
3& A PUXADA DA LOCOMOTIVA!
Quarta parte(a 7 horas da noite)
OS GKUPOS PHANTASTICOS
Entre cada parte havtr nm imervallo preen-
chido por excelleutes partituraa do repertorio da
notav 1 banda marcial.
ApuxaJ: <,8,ocomova, se entrar pola noite,
ser feita luz de um grandateco ^."Onimond
tendo de intensidade maia de 200 velas.
Os grupos p antaaticoa aero executados ao
cl&ro de fogoa de bengala e fogos de congreve,
especialmente preparados pelo inimitavel artista
pyrotechnico, autor dos cabellos de fogos astro-
nmicos e mythologicoa, Leoncio.
N. B.D. Mximo avisa ao respeitavel publi-
co que qualquer que o desejar poder eaperimen-
tar a suabengalinhaque s pesa 80 kilos; re-
pet ndo o seu exame antea e depois de cada exer-
cicio ; aaaim como examinar o seu corpo para des-
cubrir o falladoeapartilho mgico-de ac de
boa tempera, o bichomagnetismo, que empre-
ga, segundo j ouvio dizer, entre outras no sea
trabalho abifcorna humanae a mesmo tempo
pede a gente do povo para qae tome dos malhos
afim de quebrar aa peaadaa pedras tomando-lhes 0
peso. D. Mximo nao recua nenhum exame, e ne- x
nhuma competencia, no seu grande trabalho a
puxada da machina ;-o cavalheiro quequer apos-
tar poder, pois, apparecer porque certo de sua
grande f rea,obtida a custo d* muita arte e
sacrificios, D. Mximo confia no juizo do publico
que generoso e altivo t proclamar o vencedor.
E' >rem ver para crer.
Nada ae paga.
D. Mximo, alias, aem orgulho ou pretencSo
nao reieitar os favores espontneos do respeita-
vel publico, confeasando se nesta occasio grato
aoa honradoa cavalheiroa que tao agradavelmente
o tem mandado visitar.
Haver trena expressos para ida e volta.
, a's 4 1/2 estar a banda no pavilhao do Car-
me
A' Olinda, Olinda
MARTIMOS
lndcnini>aiiora
CUMI'AMIIA I'fc\AHHft A\ 1
DE
Kavegaco costeira por vapor
Tamandar e Rio Formse
0 vapor Mandahu
Segu no dia 26 de
Julho, pelaa 5 ho-
raa da manh.
Recebe carga ateo
dia 24, e passagens at
's 4 horas da tarde
do da 24.
ESCRIPTORIO
da Companhia erwinifcn-
cana n. 19
Rio Grande e Pellas
Segu com brevidade para o porto aci
Esta companhia eat distribuindo o dividendo
relativo ao s-meatre fiado em 30 de Junho proxi- I patacho nacional Social, recebe ca'rga : a tratar
TUn0. w. j r. .. 0 ? Pa88aa. n So de 12 0/0 e/a capital ou n. eo,a Baltar Oliveira & G, ra do Vigario n. 1,
Tliomai Nieeas do Espirito Santo. 12*000 por accao. Reotfe, 24 de Julho de 1886 primeiro andar.
r iibb








Diario de PeroambucoDomingo 25 de Julho de 1886
Pacific Sleam Navigation Companj
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Patagonia
E' esperado da Euro-
pa ate o da 1 de A-
-gosto, e seguir depois
Ida demora do costume
Ppara a
Janeiro. Monte-
video e Val para Izo
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
AGENTES
Vilson Sons A C, Limited
N. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
Baha, Ro de
(OMPIVUlt PKBSAH*IC^A
DE
Mavegac Coste!ra por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo, Aracaiu' e Bahia
0 vapor Jacuhype
Segu no dia 23 ai
Julho, s 5 horas da
-tarde.
Recebe carga tt o
Idia 27.
Encommendas, passagens dinbeiro a frete at
hB 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTORIO
Ao Cae da Companhia Perr&mbucana
"ROYALMAIlTSTEAF PACITeT
0 paquete Neva
esperado
do sul no da 29 de
cerreute segum lo
depois da demora
necessaria para
Lisboa e Soulhampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se comee
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
(OHPWIllh E MEAWt5-
hu:% haiiitihes
linha mensal
Paquete Senegal
Commandante Moreau
Espera-se da Eu-
ropa at o dia 3 de
Agosto, seguin
do depois da de-
Imora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Rio de Janeiro e Monte
tevido
Lembra-se sos senhores passageiros de tudas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar era qualquer tempo.
Previne-se ao sscnhnres recebedores^ de merca-
dorias que s se attender as reclamaeoes por fal-
tas nos volumes que forem reconhecidas na occa
iao da descarga.
Para carga, passagens, encommendas e dinheir j
afrete: tracta-se com o
AGENTE
Auguste Lab He
9 RUADO COMMERCIO-9
Conpa.-. Itl Bra. ilelra de Xate
:eo a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Bahia
Commandante 1- ente Aureliano Izaac
E' esperado dos portos do sul
at o dia 26 de Julho, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manaos.
rara carga, passagens, encown>end** valores
racta-se na agencia
11Ruado Commercio 11
tEILOF
Leilo
De 3 carrejas de duas rodas, 3 bois pos
santes para as mesraas, 1 jumento man
50 proprio para crianca e 1 cavallo.
Segunda feira, 26 do correntc
A's 11 horas
Agente Pinto
Na rna do Sol, Porto do Capim, perto da esta-
cao dos Trilhos [Jrbaacs do Recife a Caranga.
Leilo
Be pho&phoros a variados e ou
tros artigo
Segunda-feira 26 do corrente
A's 4 I hora.
POR INTERVENCAO DO AGENTE
Alfredo Gnimares
Em sua agencia rna do Bom Jess n. 4b
Leilo
De urna armacao de louro e amarello, 2 bancos
para carpios, 1 caiza para ferrament&s, 600 co-
pos e diversos gneros, de estiva
Segunda-feira, Sttdoccrrente
A's 10 e meia horas
Na ra do Imperador n. 77
Agente Modesto Baptisla
De bous movis, 2 vaccas tourinas, 2 hi-
zerro e 1 novilha
Terca feira, 99 do corrente
A's 11 horas
Na roa do Marques d.i Herval. esquina da de
Biriolomeu n. 33
Urna mnbilia de Jacaranda, 1 bom piano, 1 rae-
bilia de faia e outra de amarello, nova, 2 toilets
amencan *s 1 rica tama de trro cm lustro de
rame, 1 guarda-louca novo, 1 mesa elstica nova
e muii i forte, 1 cama de Jacaranda, !. marquesa,
L commoda, 1 mesa laslica uso.h, 12 cadeiras de
junco, 12 ditas de amarello e 2 de bataneo de jun-
co, todas novHS, aparador, s, 1 relogio de parede,
1 Mpreguifadeira, jarros, guarnieres para toilet,
tapete .- ..utros arrimn de uso domestio.
O agente Mud. to Baptista, autorisado por urna
pessoa que Be retirou da provind, far nio s o
leilo i muvi-8 jwiiiia, quo se reeoramendam mui-
tos del les pelo sm btado de nao terem sido ser
vidue; c in.i tHtnbem em seguida e na porta da
mcBtn- caaa, tara o de 2 vaccas tourina*, 1 bizerro
e 1 novilha
AVISOS DIVERSOS
Aiugx-se casas a 80u0 no hecco dos Coe-
Idos, ftmio de ->. Goncailo : a tratar na ra da
Imperainz n 56
Pr> cisa se de urna b> a cosiubeira para casa
de .mil a, paga-se bem : a trat r na rna do Ba
ao da Victoria n. 39, loja.
Alnga-se o sitio do Pina, (com boa caea par
morada, contendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duas cacimbas com exeellen-
te agua : a tratar no caes do Apollo n. 45.
ALUGa-SE a casa terrea n. 20 da ra do
Capito Antonio de Lima, com 2 salas, 3 quartog
cosiaba e quintal cora cacimba : a tratar na rna
do Mrquez de Olinda n. S.
Compra-se fios de linbo para o hospital Pe-
dio II : na ra Formosa n. 4.
A Bol Ice provinciaen de 9 O/O
Compra-se no lwrgo do Corpo Santo n. 19, pri-
meiro andar. _________
Aluga-se urna casa na Estancia, com bas-
tantes comrr.ndos e bom sitio : a tratar na ra do
Mrquez de Olinda n. 40.
Aluga-se o sobrado n. 3 no caes do Gas-
metro, entre o mesrao gazometro e a estacao de
Caruar, tem commodos par grande familia e
bom quintal : a tratar com L. M. R. Valonea no
mesmo lugar.
Fica transferida para a 6'J lotera da pro-
vincia as accoes entre amigo? de um realejo que
se achava designada correr com a penltima
deste mez. Recife, 22 de Julho de 1886.
Salvador Guimaraes.
O coronel Francisco Manoel Wanderley Lins,
retirndose desta cidade para o engenho Bas-
tie, agradece aos seus parentes e amigos que se
dignaram de hnralo com suas visitas, e pede
desculpa de nao pgalas por nao o permittir o
seu estado de sade. Recife, 22 de Julho de 1886.
Francisco Manoel Wanderley Lins.
Preeisa-se de um caixeiro que teuha pratica
de molhados : na trawessa do Prata n. 20.
Aluga-se urna salla piopria para eecripto-
rio : na ra do Bom Jess n. 38, 1'andar.
/
NICO
K*0 Of
PreoaraQo de Productos Vegetaes
extin?o"das caspas
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI NS~BASTOS
JPeriuimhur.to
Tricofero de Barry
Garntese qmefaz nas-
cer ecrescer o cabello anda
aos niais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impedo o cabello
de cahir ou de embranque-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segnndn a formula
original usada pelo inventor em
ls-_>!). E' o nico perfume nomun-
do qne tem a approvn^ao offioial de
nm Governo. Tem duas vezes
m.'iis fragrancia qne qualquer outra
edur.iodobrodo tempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
uiuito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agrndavel no
lonco. E' duas vezas mais refres-
cpnto no banho e no quarto do
doente. E' especifico contra a
frousidao e debilidade. Cura as
H dores de cabeca, os cansacos e os,
I desmaios.
Xarope fle Viia ie Renter No. 2.
TES B SAIr-O. DCP01S TOC UBIL-O.
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
AffeccSes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
ncaadoSangue, Figado, e Bins. Garntese
qne purifica, enriquece e vitasa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro.
SaMo Curativo de Renter
Para o Banho, Toilette, Crian.
Sas e para a cura das moles-
as da pelle de todas as especies
e em todos os periodos.
Deposito em Pernarabuco casa de
Franc isco Manoel da Silva & C.
Doce secco de caju*
primeira qa I i V, proprio para presente, tem
para vender na rui do Bom Jess nuirero 35, ar
mazem.
Aviso
Precisa* de nina profess ra que Muiba tocar
bem piano i- mais trabtlhoi d- mihora, para en-
genho : rr tar m Bario d> Nvcarett, ra
do Iu-'i" i d i 79. 1 e.n'tar.
\
tlcftcao
Cnuriuii- li : ode eortdo", |
Tmii> h~ m' e niti i i
Di: > |. ,e lar-
iin : ii -- l> i!
4o |iub,ro
Hermin i> M n a, preprie-
I ira a da Vi-
" tiiis con-
veniente. te deixou
de ser i li u m. Plosculo
de Mag ..i
Aprover a todofc
aquelles i|! r iLe a
su pr In ,|i|- con-
tinua con .... ncba
h'je meih-- quanto
aos mistc-i |'ian-
to aos d. tu nao des-
agradar erem,
dando pvov i n,:. ir para o pro-
gresso d iaduetrii o.i. n,|.
Das Exm.it>. euburas ueiaeipalment-, > spera a
referida proprietana t ,da sua valiossima proteo-
co.
VINHOdeEXTRACTOdeFIGADOdeBACALHAO
Vende-se
emtlxUsJS grildiaM Pharmacia
f Drogaras.
Deposito geral .
PARIZ
21, Faubourg Montmartre, 2l >
O VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao, preparado peloSnr. CHEVRIER.Pharmart utico d r classe,
emPariz, possue ao mesmo tempo os principios activos do Olee de Figado de Bacalhao e as proprted$aea t.herapeuticas dos
preparados alcoolicos. E' precioso para as pessofts cujo etomago r6. pude supportar as susbsaneiaa gravas. O seu effeito,
como o do Oleo de Figado de Bacalhao, soberano contra as Escrfulas, Rachitismo, Anemia, Chlorose,
Bronchite e todas as Molestias do Peito.
VINHO de EXTRACTO de FIGADO de BACALHAO CREOSOTADO
Deposito geral :
PARIZ
21, Faubourg Montmartre, 21
"Vende-se
em todas as (riocipats Pharmacias
t Drogaras.
A CREOSOTE de FAIA suspende o trabalho destruidor da Tsica pulmonar, porque diminuc a expectora! a.
desperta o appetite, faz cessar a febre, supprimeos suores. Os seus effeitos combinados oom os do Oleo de Figado de Bacalhao,
fazem do VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao Creosotado, de CHEVRIER, o remedio por
excellencia contra a TSICA, declarada ou inminente.

lili
APPROTAAO DA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS
O quinium Labarraque um Vinho eminentemente tnico et febrfugo destinado substituir todas a
OOtras preparaces de quina.
O quinium Labarraque contem todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium Labarraque proscripto com vantagem aos convalescentes de doencas graves, as parturientes e
a todas as pessas fracas ou debilitadas por urna febre lenta.
Tomado com as verdadeiras rilulas de Valiet, sao rpidos effeitos que produz nos casos de chlorose, ane-
mia, cores paludas.
Em razao da efficecia do Quinium Labarraque, preferivel .
tomal o em copo de licor, nofim da refeico e as pilulak de Valiet antes. ^ftyj
Vendc-se na mor parte das pharmacias sobe a assignatura : f
Fabricaso e atacado : Casa L. FRERE
19, ru Jacob, Pars.
Grande e bem montada olicina de nlliiink-
DE
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Barao da Victoria- N. 41
Neste bem conhecido es.tabeleeimento, se encontrar um lindo variado sor
tmento de pannos, caaemiras, brins, camisas, punhos, collarinhoe, meias, gravatas
tudo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanha; o para ben
servirem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios dcste grande estabelecimenu
jm na direejao dos trabalhos da officina habis artistas, e que no curto espaco de 24
horas, preparara um tercie roupa de qualquer fazenda.
Ra do liara o da Victoria n. 41
(PRE90S SEM COMPETENCIA)
Ai commcrcio
Os abaixo assignados, pelo presente declaram
ter conprado ao Sr. Frpncisco Joaquim Ribeiro o
seu cstabelecimento de molhados, sito ra de
Pedro Ivo n. 10, livre e desembaracado de todo e
qualquer debito ; mas se alguem se julgar com
algam direito em relacao ao dito estabelecimento,
apresante se no praso de tres dias. D'ora em
diante o estabelecimento continuar gyrando sob
a firma Fernandes Braga & Ferreira.
Recite, 22 de Julho de 1886.
Louren^o Fernandes Braga.
Jos Ferreira da Silva.
Compra-se
o Jornal do Commercio do Ri i, de 27 de Maio
prximo passado: uo et criptono desta typogra-
phia.
Prevengo
(ZTf VINHO DEFRESNE
3
2Z
i S
lit
fr-M
P-12
TNICO-NUTRITIVO
COM PEPTONA
Carne assimilavelj
FERRO E LACTO-PriCSPHATO DE CAL NATURAES
Sendo o Vinho Defre^ne d'ura gosto delicioso, tam-
bem o nico reconstitninte natural e completo.
o mais precioso de todos os tnicos; sob a sua
influencia, desvanecem-se os accidentes febn's, renasce
o appetite,fortalecem-se os msculos e voltam asforejas.
Emprega-se com xito contra a inappetencia,os cres-
cimentos rpidos, convalescencas, molestias do
estomago (Gastralgia, Gastritis e Dysenteria), e
debilidade, a anemia e consumpgao.
DEFRESNE: Forn?ce4of ios Hcspiiaes, Pars, Autor da Pancreatina
,g tedas as ghazmaas
F'hanuc M. da SILVA & C.
Constando quo Manoel Antonio de Carvalho
pretende vender sua taverna da ra de Santi
Thercza, fregujzia de Santo Antonio, em cujo es
tabelecimento usa o mesmo senhor da firma de
Joaquim Antonio & C, prevme-se a quem in-
teressar, que por pender litigio sobre o referido
estabelecimento, nao pode ellt ser vendido.
Ainda ao Iris!!
Roa do t'abn n. I C
DE J. DOS SANTOS AGUIAR
O proprietiirio deste estabelecimento, presumin-
do que os devotos da Senhora Sant'Anua dse
jam festejnl-a este anuo, como sempre o fizcam
nos anteriores, offeieee-lhes ura pequeo, porm
cscolhido soitimeoto de fogos artificiaes, tanto ei-
! traneiros como nacionues. Esperando que o
publico em geral, e seus dignos freguezes em par-
ticular, o litnrarao com sua preseHca, previne-os
de que tambem enconirarao neste estabelecimento
novidades tnuito apreciaveis em cigarros e grande
variedade em galantanas proprins para mimos ;
veudendo-se tudo isto a presos com'nodos.
INJECTION CADET
Cura certa em 3 dias sem outro medicamento
#AMI8 7, Itouleva.d Dvnain. 9 JPAUMM
Palmares
PHOSPHATO de CAL GELATINOSO
da E. LEROY, Pharmaceolico di ln Classe, 2, roa Dannon. PARS
OBTBOGKNEm *aM 4 taortlTlMato a Oatlta* tm Crlutas. entra laekltii MoIhUi tu Ooh.
RecommendamoB esto Sarape aos Mdicos e aos Doentes. de um sabor agradavel, de asslml-
lacao acil e 11 vezes superior a iodos os xaropes de lacto-phosphato Inventados pela especu-
lacio. Todos sao cidos ao posso que o Vhosphatc de Cal Gelatinoso nao o e-
O Sor. Proeuor BOCROT, Medico do HoipiuJ du Cnucas. {Qinttt 09* Hpftau. 19 de mai a> 1W.)
VINHO PHOSPHATADO DE LEROY *?$?&*,
Anemia, Contumpco, Bronchite chronicajislca, Fraqueza orgnica, Conva/escenca difflco/s.
Depositavios em J'cnunn neo : FRAN'" M. da SILVA e C*._____________>
GOHAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL THOMPSON
' Tratamento eDcaz contra todas as affeccoes provenientes do entra-'
quecimenlo dos orgaos e do systema nervoso, ou das altcrardes do
sangue Fraqceza do* Jtlm, Ssterlltdade, Palpitacoes, Enfra-
I qnoclmeato treral, loaras Convolescenca. Este tratamento de ha multo, recoahecMo
e recommendado como o malor regenerador do ortnlmo.
b rrasco : s francos (e ntA^rcpA.) y*
rodo fruteo que nao trouxer a Marca ae Fabrica registrada e a a*sitHaturai^ deve ser rigorosamente recusada J^^** *****
PAJtIS, Pharmacia CELIK, roa ocbecboiiart, 3 ^y Producto
Deposito em Pernambuco : FRAN" M. da SILVA & C.
Estando designado o dia C de Agosto para o
segundo escrutinio de vereadores deste municipio,
convido a todjs os senhores elcitores meas amigos
politices para comparecerem eleico no referido
dia, com o que muite grato fiearei.
Palmares, 19 de Julho de 1886.
Austreclino de C.istro Sa Barreto.
I'IMIO DE RIG4
de 3X9 4X9 e 3X12 ; vende se na serraria a
vapor de Climaco da Silva, ctes 22 de Movembro
numero 6.
SOLUSA0
G0IRRE"^n/"
Exigir o sello
Frvmt.
AO CHLORHiYDRO-PHOSPHATO DE CAL.
O mala poderoso dos reconstitnintes adoptado por todos os Mdicos da Europa na
frmoueut aerai. Anemia, C/ilorosts, rttica, Cachexia, Bscrorulac, Hachitumo, Deuncat
tos ossos, Cresctntento difficil das crianza*, Fastio, Dyspeflsiat.
Firii, COIRRi:, Plr, 79, ru so Cairehe-Bidi. snssitoi ou iriciaiei Fhirauciu.
AO PUBLICO
QUEIJOS DO REINO
Marea Jolianocs i'liijm
No intuido de sust>nt. r a f,>ma adquirida por estes deliciosos queijos, isto ser
Os meihores e os mais baratos
CHAELESPLYM&
Resolvern) ntdhar ce qu 2^600 IM
24RU4 DO COMMERCIO24
(RECIFE)
lo me ni nota
Trilhos paraengenhos
WAGONS PARA CANNA
Loconiolvas
Machioismo completo para en-
gentaos de todos os tamanhos
Systema aperfeigoado
Especificacoes e presos no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
IV. 3 -Rna do Commercio
N. B Alm do cima B 6c C, tem cathalogos de
mu i s implementos necessarios agricultura, como
.mbem machinas para descarocar algoiiao, moi-
nhos para cat, trigo, arroz e milbo; cerca de fer-
ro galvanisado encllente e mdico em pre(o, pes-
soa uenhuma pode trepal-a, nem animal que-
bral-a.
Aluga-se
o predio n. 140 ra Imperial, proprio para cs-
tabeleeimeoto fabril : a tratar ua ra do Commcr-
cio n. 34, com J. I. de Mdeiros Reg-
Aluga-se barato
A casa n. 96 ra dos Guararapes.
A ra Lomas Valentinas n. 4
O armazem da ra do Coronel uassuna n. 141
A casa n. 107 da ra Visconde de Goyanna.
I Trata-se na ra do Comm>'rcio n. 5, Io andar
' escriptorio de Silva Guimaraes & C.
AlIQ-H tofrU
A casa grande 4 ra de S. Jorge n. 26, no
Recife.
Sitio e casa para familia, 4 travessa do Moto-
colomb n. 4, em Afogadot.
Trata-se na ra de Santa Thercza n. 38.
Aluga-se irniilo ba^lo
a casa terr a o, 22 A ladera do Varadouro, com
bons con modos, cacimba e porto para outra
ra : a tratar na roa do Arago n. 36, das 9
horas do dia 4 1 da tarde. __
Assiiear refinado
Do 1- de Agosto em diante o prec/> deste gene-
ro ser o seguime :
Pri neira 5<500
Secunda 5J> 00
Terccira 4000
Um por todos.
Tnica
Oriental.
v/
'
^ o ^y/A
(Aye-sCherryJ^corai)
Pasa awa dc Covsn?A;flcs.
roSSE.ASTIIMA.BRONCHITE,
Coqueluche ouTosst Convulsiva
Tsica Pulmonar.
frmtntt |'i D. JCylRaCIA.U!:.M,n?lliv
Cosiaheiro
Procisase ce um cosinheiro : no Instituto
Acadmico, ra do Viseonde de Goyanna, Mon-
dego, n. 153.
AMA
Precisa-se de urna ama para lavar, en-
gomar, e fazer mais niguas servijos de
casa de familia na ra da Matriz da Boa-
Vista n. 9 se dir quem precisa.
Grande casa terrea com solao
Aluga-se
Tem no andar terreo 6 quprtos, 2 salas, corre
dor ao lado, no quintal co&inha, boa CHCn>ba-
grande telheiro para animaes, no oito de toda a
casa um terreno todo murado com portilo na fren-
te, proprio para jardim e horta, Uda a casa
muito ventilada, i ra dos Coelhos n. 15, esauiua
para o caes de Capibaribe traa se no patea do
Carmo. casa de banhos.
Jos de Castro Guima-
racs
ue cm Goyanna tem o nome de Jos Gaspar
'omingues de Souza nao mais cobrador da co-
cheira rus da Imperatriz u. 29 desde Marco, e
6 chamado prestar contas dos dinheiros que re-
cebeu. como consta das contas om os recibos, e
entregar as eontas que ainda tem em seu poder
ao admin strdor daquella conheim.
Pop 15000 "
Aluga-se a loja do sobrado k roa de Lom^s Va-
lentinas n. f 0 : a trata, na ra Primeiro de Mar-
co n. 7 A, livrana Parisiense.
llenco
_ Compra-se ou aluga-se tima boa casa perto da
cidade, dcsijande-se nos aeguintes pontos : So-
ledade, Caminho Novo, Capunga, Passagm da
Magaalena, tendo bom sitio, agua e caz : quem
tiver dirija se ra do Imperador n. 49. 1 andar,
a tratar com o solicita lor Antonio Neves.
llllliliP
O solicitador Joao Cactano de Abren mudou o
seu escriptorio para o primeiro a dr do predio
n. 38, ra do Imperador.
iZ^a* Jardim das plantas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acabar com as plantas que es
tao em vasos n'este jtrdim, vende- se os sapotisei-
res muito grandes, o dando fructo, 2000, la-
ranjeiras, muito grandes, para enxertar, 6000
a duzia, e aapotiseiros mais pequeos por barato
preco.
Boa morada
Aluga-se os andares do sobrado n. 59 ra*
nova de Santa Rita, tem agua e banheiro, ser-
venta independente para o caes : a tratar na
escriptorio n. 6 ao caes da Companhia Pernam-
bucana.
(ralifio.se
Tendo sido arrombada a parede da fronte da
casa grande do pateo do engenho Dous lrmaos,
em Apipacos, e roubados diversos objectos e ron.-
pa com a marca de J. H. Whieldon, gr8tifica-s
no escriptorto da Companhia do Beberibe a quem
dr informacoes seguras para apriso dos ludroe

lnna Harqncs de Carvalho
Jos Fraucisco de Carvalho, tendo a^ora rece-
bido a infausta noticia de baver fallecido em Por-
tugal, ha cinco annos, a sua presadissima mai,
Anua Marques de Carvalho, manda p>'lo eterno
repouso d'alma da mesma finada, celebrar p het-
picio de N. S. da Penha, slgumas missas resudas
e memento solemne, quarta-f> ira 28 do corrente
mez, pelas 6 1[2 horas da manh/i, e para cujo acto
de religio e caridade convida a assist-ncia de
seus amigos, uutecipando desde j seus cordiaes
agradecimentos.
(ieneral Joaquim Cnvaleanle
de Ibuquerqoe Bello
Galdina do Vasoneeilos Bell.) (ausente), .'nsti-
niano Cavalcant6 de Alboqnerque Bell', major
Joaquim Manoel de Ja-deiros, Jos de Vasooncel-
los Antonio J 'e de Azvedo Maia, viuva, ir-
mao. genro, cunhado e s jbrinho do general Joa-
quim Cavalcante de Albuquerque Belie, pedem as
pessoas de sua amizade e do finado a caridade de
assistirem a urna missa, que sera reaada pelo eter-
no repouso de sua alma, na igreja de S. Francis-
co, no dia 26 do corrente (segunda-feira), stimo
do seu fallecimento. As 8 horas da man ha._______
J IfSM


Diario de PeroambuQOBomingo 25 de Julhp dfciSft. ^

3U
v
,

Deatscher Huelfsvercin
Genual Versammlung an 5i5f** Mt8-
TAGES .'RDNUNG
Bericht und. Rechnungs ablage.
cmai! m
Sem dieta escm modifi-
cafocs de costumes
Laboratorio central, ra do Viconde do
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Regente .Rio de
Janeiro
EspeciOcos preparados pelo phar
maceutico Eugenio Marques
de Hollanda
Approvados pelas juntas de hygiene da Corte,
Repblicas do Prata e academia de industria de
Parz- .,..,
Elixir de imbiribina
Restabelece os dyspepticos, facilita as diges-
toea e promove as ejecces difficies.
Vinho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-anemieos, debclla a hjpoemia
intertropical, rtconstitue os bydropicos e benbe-
ricos.
Xarope de flor de arueira e mutamba
Muito recommt ndado na bronehite, na hemop-
tyse e as tosses agudas ou chronicas.
Oleo de testudus ferruginoso e cascas de
larjnjas amargas
E' o primeiro reparador d-i fraqueza do orga
nismo, na fysica,
Pilulas ante peridicas, preparadas oom a
percrina, quina e jaborandy
Cura radieulminte as fcbres intermittentes, re-
m i t temes e perniciosas,
Vinho de jurubeba simples e tanbem fer-
ruginoso, preparados em vinho de caj
Efficazi-s nas inflammacoes do figado e baco
agudas ou chronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Applicado as convaieacencas das parturientes
urtico antefebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva & C.
Francisco Manoei da Silva i(L
23-RUA MRQUEZ DE OLINDA-23
Pillas purgativas e depurativas
de Campanil*
Esta plalas, cuja preparaco 6 puramente ve-
getal, teem sido por mais de 20 annoa aproreitadas
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affeccoes da pello e do figado, ayphilis, bou
boes, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Modo de iiwnl
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be-
Oendo-se aps cada dso un pDUCO d'agua adoca-
da, cb ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula ao jantar.
Estas pilulas, de invenco dos pbarmaceuticos
Almeida Andrade fis Filbos, teem veridietum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
se mais recommendaveis, por seren um seguro
purgativo e de poncm dieta, pelo que podem ser
osadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
> drogara de Paria Sobrlubo A C.
4-1 -EA DO MRQUEZ DETOLINDA 41
CURA CERTA
de todas as Affeccoes pulmonares
Todos aquelles que sofrem
do peito, devem experimentar
as Capsulas do Dr. Fournier.
Depositarios em Pernambuco.
FRANCISCO M. da SILVA & C.
Vendcacira
Precisa-se de urna vendedeira livre ou escrava
para vender e ajudar a preparar : na ra da
Palma n. 109.______________________________
Criado para alugar-se
Na ra de S. Joao, casa n. 27, tem para alu-
gar-se um mulatinho com 17 annos de idade, mui-
to proprio para copeiro ou outro qualquer serv co
tanto de casa como de ra, e taabem sabe bjlear,
por j ter sido boleeiro.
Telegramma (resposla paga)
Bicos orientaes, grande variedade em cores
larguras, receberam o Pedro Antunes & C, e ven-
dem barato ; esperamos resposta ao 63 ra Du-
que de Caxias, Nova Esperanca ; novo sortimen-
to em loques de papel a 700 e 800 rs., preferencia
exclusiva*; ditos de seda, bonitas cores e lindas
paisagens a 3$, barrato punhos e collarinhos
bordados para senhora a lg800 e 2^500 ; ditos
com pintas de cores a 1200 ; bonitos e delicados
lacinhos de cores, ultima moda em gravatas, a
1C00. Eteiposta paga ; vale a ppna verem o que
: na loja de Pedro Antunes & C. n. 63, ra
Duque de Caxias.
Serrara a vapor
Caes do Capibaribe n. S9
N'esta serrara encontrarlo os stnhores fregue-
ses, um grande sortimento de pir.ha de resina de
cinco a dez metros de comprimeuco e de 0,08 a
0,24 de esquadros Garante-ee preco mais como-
do do que em cutra qualquer parte.
Francisco dar Santos Macedo.
VENDAS
Vende-se 25 predios (sobrados, casas terreas e
I sitios) as freguezia3 do Recite, Santo Antonio,
i S. Jos e Graca, a tratar na ra do Imperador
fc.k^>
* 5tSS
dao ao noirto
a bella alvura vapo-
rosa que fez a reputacao
das Bellezas tfa Anttguidate.
i.
L. PANAFIEU & C
Paria, rut Rochechouart, 70.
DepssiUriMenPerna/nfiico rFruCM.dSriVA**.
>! i"^

NA EXP0S1CA0 UNIVERSAL
VINHO de CATILLON !
de GLYCERINA e QUINA
O mais potlcpizu Ionizo reconstituate presenpto
nos cazos a Dores d'estomago. Langor, Anemia
Diabetis. Consumpcao, t ebres,
Convalcscenca, Rezultados dos partos, etc.
O mesrao rinho oro ferro. VINHO FERRUGINOSO DE
MTILLCN regenerador por escellencia do sang pobre
e descorado. Este vinho faz enterar o ferro por todos
os estomago e De occasiooa pris:io de ventre.
\PAKIS, 23, rut Sslnl-Vincent dc-Pt ./. Em Pernt
rancwM.da SilvjeC^enasyriiic;!** Ffaanu
NICO VINO QUINADO QUE OBT.EVE ESTA
Para criado
Precisa-se de um menino de 12 14 annos : no
scriptorio deste Diario S'- dir quein precisa.
161000
Aloga-se a easa n. 4 da travessa do l'reitas
fcmtiga do Trindade) 6m S. Jos, com 2 salas, 2
juartos, cosinba, quintal, cacimb i e um sotao 5 a
chave se acba junto n. 8, e trata se na ra da
Guia n. 62.
Caixeiros
Precisa-se de um caixeiro d< 12 a 14 annos,
tom p.atiea de molhados e d fiador de ua con-
ducta : na ra do Mrquez do H>rva] n. 73.
Ama para cosinhar
{No largo do Corpo Santo n. 19, segundo andar,
precisa-se de urna boa cosinbeira. que d fiador
ele sua conducta.
os 1I0 otes Oos i-los
#^ira certa em 48 horas das inflaoiagoes
recentes dos ollios, pelo iolyrio prepara
do por Jos Pedro. Rodrigues da Silva.
Emprega e este piideroso colyrio sempre com
gramil s vantagens, i,as eguintea molestias :
Opbtalmias agudas, purulentas e chronicas, con-
nctivites, etc., etc.
Deposito 41-ral, na drogara de Faria Sobrinho
i C, roa do Marquvz de Olinda n. 41.
Para inforiOM^o.-s, sedirijam livraria Indus-
trial ra do Bariin d Victoria o. 7, ou resi-
etoncia do autor, ra da Saudade n. 4.
13.
Antonio Lenidas Durville Silva agradece do
iiB3 d'ulma a pess >as que se dtgnaram acompa-
ahar k ultima inoradx os restos mnrties de sen
anhado Antonio 3 smesmas para assietirem a mise, que por eua
alma, manda celebrar no babbado, 24 do 'corrate,
amat.iz da Boa-Vista, as 8 horas em porto,
onfissando-se dfsda j suinmameute agrade-
cido.
C
Afonso da Cruz Muaiz
Os filhoa do tinado Affonso da ruz Mnn convidara a todos os parentes o amigas para ou-
vir a missa por alma do mrsiao finado, no dia 26
do corrate, s 7 horas do lia, na greja da Santa
Crac, 10* annivi-isiu-i.i de seu passamento. pelo
Liquidam os seguintes artigos mais barato queem
outra parte, visto seren alguna comprados em
1 ihio a saber:
Lindos cretones claros a 240 e 280 rs., o co-
vado.
Failes de novos gostos a 400 e 500 rs. o dito.
Linons com palmas de la a SO) rs. o dito.
dem com salpicos a 560 e 700 rs. o dito !
Popelinas com litras de eda a 280 e 320 rs., o
dito para acabar.
Esguiao pardo para vestidos a 500 e 560 rs. o
dito.
Sctinetas, novidades, a 320 e 360 rs., cores
firmes.
Damascos de 13, largura de 2 metros, proprio
para pannos de piano a 1 800 o covado ; de cores
propnas para mesas a 14500 e 1600 o iito.
Merinos pretos para luto, 2 larguras a 900, 14,
14200 e 1*500 o dito.
dem de todas as cores a 15 e 14200 o dito.
Casemiras de 2 larguras, padres inteirauente
novos a 14200, 14600 e 148O0 o dito.
Setim maco, de todas as cores, desde 800 rs. a
24 o dito.
Atoalhado trancado e bordado a 14400 e 14500
o metro.
Bramantes de 4 larguras, superiores a 900 rs. e
14400 o dito.
dem de puro linho a 24 o dito.
dem de urna largura a 500 rs. o dito.
GuariiicOes de crochets para sof e cadeiras a
84-
Riquissimas colxas de dito a 124 e 144.
Lindas grinaldas e veos para felinas, noivas a
144.
Cortinados bordados a 64500 e 104 o par.
dem em pecas com 12 jarda?, novos desenhos a
94.
Toalbaa felpudas de cores, para rosto, a 74500
a duza.
Meias inglezas, cruas a 34500, 44 e 64 a dita.
dem arrendadas psra senhor 1 a 84 a dita.
Seroulas bordadas de bramante a 124. e 164 a
dita.
Camisas superioies francezas a 384 e 424 a
dita.
Cobertas de ganga, forradas a 24500 e 34.
Lences de bramantes, grandes a 24-
Chales de casemira, dem, a 24, 34 e 54-
Corti's de casemira ingleza a 34, 44 e 54.
CbeTiot superior, de 2 larguras, a 34 e 34500 o
covade.
Vendas em groeteo. damo* descont
da praca
59=Rua Duque de Caxia$=59
Carneiro da Cunta k C.
WHISKY
tOYAL BLEND marca VlADO
Este excedente Whisky Escobe?? pretenv
ao cognac ou agurdenle de canoa, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos h, lberes armasena
Bateados.
Pede BOYAL BLEND marc VIADO enjo m
me e emblema sao registrados para todo o Brasi
BROWNS & C, agentes ______
Macol
Vende-se urna em 1 om estado, propria para
alfai-te : na ra da Paz n. 24.
Malas para viagem
Vtnde-se malas e bolsas de todos os tamanhos,
por presos sem competencia : na ra do Impera-
dorn^63.__________________________________
Aprovtitem!
Vende-se indo barato
Largo de **. Pedro a. 4
Neste estabtdecimeato encontra se sempre um
completo sortimento de gaioias e pats&roB nacio-
aaes o estrangeirm, o melhor que ba neste ge-
nern, fructas maduras, balaios proprios para ni
nhos oe canarios do imrj. rio, erStinba para eos
tura, vassouras do ara a 800 rs cada urna, que
custa em outra qualquer parte a 14 e 14200, con-
serva de pimenta americana em bonitos frasqui-
nh.js a 120 rs. cada um, para acabar, massa de
mandioca muito bem preparada, para bolos._____
Pinito de Riga
Vendem Fondea Irmos ce C, a preco mdico
fabriolet
V-nde se um ro perfeito estado e por preet
i>ommido; tratar na ra I'-'quh d^ Caiias n. 47
Jaboato
Vende se a padaria e o estabelecimento dt mo-
Ibados, bem afr yiuzados, e proinettendo anda
maior negocio faZ'T com a ida das officinas da
estrada d--f.rru d Caruar, prximo mesma
estacan, fica siinado >* estabelecimentos cima,
srrendando se as casa* ptssoa que pretender :
a tratar em Jaboato, confronte ao hotel Globo.

(TOADO
Carteira
Vende-se barato urna carteira contendo na peca
de baixo dous armariohos e tres gavetas, e na
peca de cima 17 compartimentos que se fecbam
com orna s chavo : a ver e tratar no largo de S.
Pedro n. 4, loja.
GRANDE
LIIP
Expsito central ra
Rosario n. .18
larga do
Damin Lima & C, cha mam a attenco das
Exmas. familias para os precos seguintes :
Carretela de 200 jardas 80 re.
Pecas de bordados de 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 24500 e 34000.
Fita n. 80 para faxa a 24500.
Leqizes regatas e D. Joannita a 14000.
Frascos e extractos de Lnbin, grandes, a 2000.
Leques D. Lucinda Colho a 64000.
Toalhas felpudas a 500 600, e 14000.
Duzia de meias para homem a SfOOO.
Ditas para senhora s a 34000.
Luvas de seda a 24000.
Meias do fio de seda para menina a 14000.
Colarinhos de linho a 500 rs.
Ditos de algodao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de eordo para vestido a 250 rs.
avisivi is grandes a 320 rs.
rampos invisiveis a 60 rs.
Um lcqne de setim (novidade) a 6J500.
Ricas bolcinhas de madreperola de 14500 64.
La para bordar 24800.
Urna capella e veo de 154000, por 124000.
Um eBpelho de mol iura por 54500.
Urna pulseira de fita per 14200.
Pliss a 400 e 600 re.
Urna boneca grande de cera por 24500 e 3000.
NA EXPOSICAO CENTRAL
38-Rua Larsa do Rvsario58
Florida
Loja de miudezas
Ra do Duque de Caxias n. 0O3
Os proprietarios dente grande estabelectmento
de miudezas, modas e para accommodar os interes-
ses da poca, tem resolvido venderem po' meuos
vinte por cento que em outra qualquer parte.
Pentes elctricos 6 0 rs.
Luvas de pellica a 24500 o par.
Linha de carritel branca e de cores a 80 rs.
Grampos a 20 rs. o masso.
Invisiveis a 320 rs.
Vestuario de fustSo bordado para crianza a
34000.
Pentes de regaco para crianca a 100 rs. um.
Baleias a 36o rs. a duzia.
Haspae para anquinhas a 120 rs. o metro.
Bicos com tres dedos de largura a 14500 e 14800
a perja.
Linha de cjres para crochet a 250 rs. o no-
vello.
Papel amizade a 40" rs. o caderno.
Fita ctiineza a 320 rs. o masso.
Loncos de linho 14500 a duzia.
Lindos bicos de cores com 10 Jardas a 44 e 54
a peca.
Urna caixa com tres sabonctes desenliando urna
rosa por 500 rs.
Meias de l de cores Dar senhora a 14500 o
P*________________________________________
Fazendasbrancas
SO* AO NUMESO
4o ra da Imperatriz = 4o
Loja dos barateiros
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estas fazendas
abaixo mencionadas, sem campe.tencia de procos,
A SABER :
AlgodaoPecas de lgodaosinho com 20
jardas, pekr barato prevo de 34800,
4f, 44500, 4*i ', 6, 54500 e 6|50.
MadapoloPecas de madapolao com 24
jardas a 44500, 54, 64 at 124000
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branecs e cruas, de 14 at 14800
Creguella franceza, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 600
Ceroulaa da mesma, muito bem fetas,
a 14200 o 140U
Colletinhos f'a mesma 80C
Bramante francs de algodao, muito en-
cornado, com 10 palmos de largura,
m itro 142
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 24500 e 238O'
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J8(X
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
droes delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado uo
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecids
loja de Alheiro & C-, esquin-. do becco
dos Vrreiros
Algodao entestado pa-
ra lencoes
A aoo rm. e 1*000 o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista-
rodo para l-'ucoes de um s panno, com 9 pal-
s de iart:uraa 9 U) o rnetru, assim com dito trancado para
na Ibas de msa, com 9 palmos ue largura a i420t
1 utro. lsto na lija de Alheiro 6t C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 14200,14400, 146o0, 1 800 e 24 o covado
A heiro & C, A ra da Imperatriz n. 40, ven
d>-m muito bons merinos pretos pele preco acim>
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
Espartllhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartllhos para senhora*, pelo preci
de 54u00, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esqums
do becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 24800 e 3* o covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40 ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com o padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato prect
de 24800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar faser costumes de casemira a
SOS sendo de paletot sacco, e 354 de traque,
grande pech neha .- na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr> 50 de 32'
rs o covado, grande pechincha ; na loja da es
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados* a IOO r. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
borda 10, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, eorti-
das, por 5|, aprovtitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Farinha para porco
Vende-se para acabar, por preco medico : na
rna do Imperador n. 63
e moenda
Vende-se nm bom vapor e moenda com pouco
osj ; a ver no engeuho Timb ss. muito perto
da estaco do metmo u<>me ; a tratar na ra de
Imperador n. 48, lo andar.
A RevoluQo
W.-4
rna Duque de Caxias, resolveua vender
os seguintes artigos com 25 0[q de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Sedas lavradas de 24000 por 140C0 o covado.
Cachemiras de cores a 14200 o covado.
Ditas pretas a 14000, 14200, 14400, 14600
I4B00 e 24000 o covado.
Dita broch, de 12 e seda, lindos tecidos, 14500
o covado.
Gorgorinas de listrinhas a 360 rs. o covado.
Setins a 800 e 14200 rs. o covado.
Dito preto a 14000 e 24200 o covado.
Gase com boliahas de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Las com bolinhas a 640 rs. o covado..
Velludilho liso e lavrado a 14000 e 14200 o co-
vado.
Fusto branca a 440, 500, 560, 600 e 800 rs. o
covado.
Giosdenaples pretos a 14800, 94000, 24500 e
24800 o covado.
Nkusoc de cor a 3QQ es. o covado,
Cretones finas a 360, 400 e 440 rs. o cpvado.
Cambra a de quadros a 14500 a peca.
Dita transparente de 44000 por 4000 e 24500
a peca.
Linn branco a 500 rs. o covado.
Fecbs de retroz a 14000 um.
dem de l, de 14000 at 64000.
dem de pelussia a 54000 e 64500.
Idtm de pelussia bordados a 74000.
Cretones para chambre a 320 e 360 rs. o co-
vado.
Cambraia com salpicos a 64 rs. a peca.
Chapeos de sol de cores para senhoras a 7 5500
um.
Brim de linho de cor a 1420.1) o metro.
Lmhos escosse^es a 240 rs. o covado.
Zephiros listrados a 200 rs. o covado.
Tapeten para janella, piano e cama a 44000,
640i:0 e 74000 um.
Ditos avi'iludadus para sof a 244000 um.
Fustao de cor a 500 rs. o cevado.
Setinetas lavradas a 500 rs. o covado.
Flanella branca a 400 rs. o covado.
Setinetas com desenbos lindos a 440 rs. o co-
vado.
Cortes do casemira a 34000, 34500, 540C0 c
74000.
Casemira de cor e preta a 14300 rs. covado.
Timcs bordados a 44000 um.
Brim pardo lona a 360 e 500 rs. o covado.
Camisas de meia a 800, 14000 e 14200 urna.
Algodao com duas larguras a 800 rs. o me-
tro.
Esguiao amarello para vestidos a 500 rs. o co-
vado.
Espartllhos couraca de 44000 a 81000 um.
Para as Exim*, noivas
Setins maco a 14200 e 24000 o covado.
Popelinas a 600 rs o dito.
Alpaca a 400 e 440 rs. o dito.
Setinetas lisas e lavradas a 500 e 560 rs. o dito.
Curtiuaaos bord.dos a 74000, 94000 e 154000 o
par.
Capellas e veos finos a 104 o 144.
Colchas bordadas a 54000, 74000, e 84000
urna.
^*r
Camisas nacionaes
A SOO. 3*000 e 34500
32^- Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnbos de linho como de algodao, pelos
baratos precos de 24500, 34 e 44, sendo tazenda
muito melhor do qu<< as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada por
um bem artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommendas, a vuntade dos
freguezes : na nova loja da ra da Imperatriz n.
3.', de Ferreira da Silva.
Ao32
Nova loja de fazendas
Roa da Imperatriz = 3;
DET
FERREIRA DA SDLVA
Neate novo estabelectmento encontrar o res-
p ,-itavel publico cm variado sortimento de fazen-
das de todas as qualidades, que se vendem por
precos baratisBimos, assim como um bom sorti-
mento de ri'Upas para homens, e tambem se man
da tazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre alfaiate e completo sortimento de pannos finos,
casemiras e brins, etc.
r
39Raa da Imperan-ls-39
l.oja de Perra da trilva
Neste estabelecimento vende-se as roupas aba>
ro mencionadas, que sao ba- as.
Palitots pretos de aiagonaes e
acolchuados, sen ,o tazenaas muito en-
corpadas, e forrados 74001
Ditos de caaemira preta, de eordo muito,
bem feitos e torrados 1040(
Ditos de dita, fazenda muito melhor 12400
Ditos de flanella azul seudo ingleza ver-
dadeira, e forrados 12400<
Calcas de gorgorao preto, acolchoado,
sendo fazmda muito enorpada 5450t
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem f. itas 6450"
Ditas de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 84001
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 24, 24500 e 3400)
Ceroulaa de greguellas para homens,
sendo multo bem feitas a 14200 e 1466t
Colletinhua de greguella muito bem feitos 140W
Assim como um bom sortimento de lencos d
linho e de algodao, me'aa. cruas e collarinhos, ett
Isto na loja oa ra; da Imperatriz n. 3*
Riscados largos
aoo rm. o covado
Na loja da ra da Imperntris n. 32, vendem st
riscadinhos pr-ipnos para roupas de meninos
vestidos, pelo barato preco de 200 rs. o covade
tenJo quasi lareura de chita francesa, O ssie
como chitas brancas miudiuhas", a 200 rs. o
du,e ditas ts curas a 240 rs., pechincha
'oja io Pereira da Silva.
Fuftioeti. Metlnetaa e lmlnlias a KO
ra. O cenado
Na loja da ra da Imperatriz n. 32, vendo--
um grande sortimento de fustes brancos a 60
rs. o covado, lasinbas lavradas de furta-core*
6-senda bonita para vestidos a 500 r>. o covade
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a
cores, a 500 rs. covado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merinos preto* a le
Vende-se merinos pretos de duas lrguras par
vestidos e roupas par meninos a 14200 e 146
o covado, e sonenor setim preto para enfeitae
14500, arsim como chitas pretas, tautn lisas con
de lavoOres brancos, de 240 a* 320 rs. ; na nov
luja de Pereira da Silva ra da Imperatriz n
mero 32.
aiKoaozinbo rranrex para lencoe
a oor.. 13 e i*9oo
Na loja da ra da Imperatriz u. H2, vende-*
superiores algodozinhos franceses com 8, 9 e 1'
palmos de largura, proprios para lences de na
g panno pelo barato preco de c*00 rs e 14000 i
metro, e di tu trancado pa a toalhas a 14280, at
sim como superior bramante de quatro largura,
para lencoes, a 14500 o metro, barato ; na Ion
do Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
A 43. 43SOO e *
Na nova loja da ra da Imperatriz n. 32,
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitosinho e calo
o ha curta, feitos de brim pardo, a 44000, ditt*
de moleequim a 44600 e ditos de gorgorito pretc
emitando casemira, a 64, sao muito barates ; n>
loja do Pereira da Silva.
Polra, tiiolos i ui
Vende Candido Thiago da Costa Mello em sen
de; osito ra Imperial a. 322, oltria.-Tolepbone
numero 21.
LOTERA
ALAGOAS
C0RREN0DIA27EJULH0
INTBAK8IV1! IHTHANSFEBIYEL! #
O portador que possuirum
vigsimo desta importante lo
teria est habilitado a tirar__.
10:006f>000.
Os bilbetes acham-sea' ven-
da na Gasa Feliz, praca d In-
dependencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 27 de Julho
1886, sem alta.
O portador de dous vigsimos desta
importante lotera do custo de 23200 est
habilitado a tirar
2o:oi2fooo
Preo em porco
Vigsimo.
Vigsimo.
A' RETLIIO
14000
AIOO
A ROM DA FORTUNA
36Ra Larga do Rosario36
os i.ooo:ooopoo
200:0001000
l(lll:0MS00
fiBANDE LOTERA
DE 3 SOttTEIS
Em fav r dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Eitracuo:no dia 15 fieDezembro ten
0 thesoureiro, Francisco (onyalves Torre
FAZENDAS BARATAS
Na bem conhecida loja dama Primeiro de
Marfo n. 20
JUNTO DO LOUVRE
Grande sortimento do niadapolS-iS de 4|J500, 5J, 5)5500, 6(J, t)|50f
75500 e 80000
Algod5es brancos, superiores qualidades, de 4$, 4)5500, 5#, 5)J500, 6# o
6)5500.
Saperiores cretones de 320 a 500 o '-ovado.
Batistes, lindro paarSes, a 200 o 320 rs. o r-ovado.
Fustoes brancos de novos desenhos a 440 e 500 rs. o covado.
Cobertas de ganga, forradas, de dous pannos a 3)5 500.
Ditas de ganga ere tone, bonitos pulr3-s, a 3)5000. ,
Lengoes de bramante, de linho de 20 a 4)5000 a um.
Ditos de algodSo de 1,800 a 20500.
Toalhas felpudas, de tamanho regular a 50000 a duzia.
Ditas grandes para banhos a 25000 urna.
Lencos de algodlo de 10800 a 20200 duzia.
D'fOS ** algodSo, rom barr, 20400 a duzia.
B.' Mrdo, i-lar', a 300, 400 700 re. o covado.
Di") ;.aac-'lo, l...a, 10, 10lOO e 0200 o meto.
C'irCus < vestii.. 'le cretoae iie 200 pr 80000.
.i i apos de linho de 30500 a 60 a luzia.
Grauae var'cdade de anquinhas je 20 a 50000.
Meias cruas para homem a 50, 60, e 70000 a duzia.
Chambres muito bem preparados, para homem, de 50 a 100000.
Casemira diagonal, preta e azul escuro, a 20500 O covado.
.AlgodSo-trancadc de duas larguras a 10300 a vara.
Bramante de algodao, de qu tro larguras, le 10:OO, 10800 e 2jJ000 a vara
Dito de linho idem dem do 20, 20OO 30 e 40000 a vara.
Leques de papel, de lindos d-senhos, de 500, 800 e 10000.
Merino preto e azul a 1040 rs. o covado.
Setinetas lisas de todas as cores a 440 rs. o covado.
Guarda p de brim de linho pirdo a 40. 50 e 6$000.
Oxford p^ra camisas, lindos paoroes, a 280 300 e 340 rs, o covado.
Velbutinas de todas as cor s a 10000 o covado.
Molesquin de cores, bonitos pan5es, a 600 rs. o covado.
Chales do algodSo a 10200, 10.00, 10 00 e 2?000.
Costumes para oanhos de mar a 80 e 100000.
Cortinados bordados para cama e jaiiellas a 80 100, 12, 14 e 160000 o par,
GraDde sortimento de roupa feit. para trabalhadores de campo.
Encarregamo-nos tambem d" mandar facer qu..lqu-'r roupa para homens >
meninos, para o que tems um hbil uffi ial o um grande sortimento de pannos, bri,
casemiras, etc. .
Quem precisar de algum artigo bom e barato, dever visitar de preterentt
este antigo e acreditado estabelecimentu.
El Primeiro (i Margo 120
**
I .jLj


8
CMARA DOS DBPUTiDOS
SESSAO EM 9 DE JLHO DE 1886
PRISIDKNCIA DO SR. ANDSADE FIGUEIRA
(Continuando)
Leu que o nobre deputado voltou
questao Jos quadros da Academia das
Bellas Artes ; pela licenca para deixar d"
urna vez esclarec lo este ponto : tem por
habito muir se das inforraacSes das res-
peotivas repvtico's afim de provar cert03
pontos, por isso trouxe para submetter ao
nobre deputa lo a inforraacao da secretaria
do imperio a respeto, que passa a 1er.
V-se dessa informacao que o director
da Academia das Bellas Artes diz que
Academia prop >z o Sr. Pedro Americo a
venda dos quadros que alli tinha exposto,
e que para realizar esta compra era preci-
so elevar a verbi de 4:0000 a 19:000-5,
hypotbese de serem concedidos taes fun
dos, comparndose nao s aquellos qua-
dros, como um do Sr. Victor Meirelles ; o
Sr. Franco de S, entao ministro do im-
perio, mandou lavrar urna minuta de con-
trato com os proponentes, que o orador 16.
Entrando para o actual gabinete, foi o
orador procurado pelos proponentes, a
quem di/se que representassem, o que ti
zerara e despachou na representagao Por
deficiencia de verba no orcamento vigen-
te, nao podem ser atendidos os peticiona-
rios, o gorerno 03 attender logo que dis-
ponba de uieios. Este despacho, pois, ga-
ranti a forja moral do seu antecessor;
nem podia deix*r de ser assim, porque se
se qu -r ter a Academia de Bellas Artes,
preciso quadros.
Se a tabella do orcamento do exercicio
de 1886 a 1887 fallaem quadros compra-
dos, a explicado simples, porque a
respartcao julgou que nessa poca haver
fundos para realiz ir a compra.
Da questao da prorogativa era relacSo
entrega do dote da fallecida princesa a
Sra. D. Leopoldina, o orador entra era va-
rias considerases, afim de provar que
para a entrega do mesmo dote tem o go
verno autorisacao na le de 7 de Junho de
1864, e respectiva convenci matrimonial.
Expliea o sentido em que disse que o
nobre deputado, inspirando-se as intor-
raacSes de um proprietario de casa de sau
de, deixava parecer urna especie de sus-
peicSo na questao do hygiene ; repete o
que disse, para que o nobre deputado re-
considere sua proposicao fazendo josticaao
orador, que nao era capaz de attribuir ao
nobre deputado vir cmara advogar in-
teresses particulares ; felizmente a propo-
sicao do nobre deputado nao ficu sem^>ro-
testo em apartes de alguns nobres depu-
tados
Quanto ao desapparecimento da febre
amarella da cidade do Rio de Janeiro,
enumera as medidas tomadas pelo gover-
no, que fizeram desapparecer aquella fe
bre nos principios do raez 'le Maio, quan-
do nos annos anteriores ella se prolongava
at Julbo e Agosto; logo, este anno foi
excepcao sera exemplo ; o que lhe foi con-
firmado por mdicos muito considerados.
Declara que esse resultado foi devido
em parte ao reguUmento de 3 de Feve-
reiro ultimo e aos esforcos dos digaos m-
dicos encarregados do servido sanitario
quer de trra quer de mar ; portanto, nSo
se pode attribuir o facto nicamente Di
vina Providencia, a esta attribuir-se-hia se
a febre nao apparecesse este anno.
Mostra os esforcos que ha 4 annos tem
empregado para que os governos attendam
ao saneamento desta cidade, nao para
admirar que como ministre mjstrasse a
sinceridade desses esforcos procurando au-
xiliares que levassem e ainda levera avan-
te o desidertum de collocar a cidade do
Rio de Janeiro as condicSes de urna das
mais saudaveis lo mundo.
Tem um plano que trar ao parlamento,
pedindo o respectivo crdito, que ser con-
cedido, se a cmara crafiar no ministro do
imperio e emseus auxiliares especialmente.
Lamenta que a nobre deputado duvidas-
Diario de PcrnambucoDomingo 25 de Julho de 1886
se da esutubca que o orador apresentou,
que official e no pode deixar de ser
acreditada j nessa estatistica se dscrirai-
naram os doentes de trra e mar, sendo
que no mar nSo bouve febre amarella, pe-
las medidas tomaas pelo inspector de sau-
de do porto.
Mostra a inconveniencia de se estabele-
cw era hospitaes-barracas, porque s o po-
derao ser tao distantes da cidade, que
pr^ferivel irem os doentes por mar para a
Jurujuba, do que aos solavamos em car-
ros por mos caminhos.
Quanto s desintelligencias entre os raera-
brs do gabinete, o orador diz que urna
injustica tal supposicSo; este ministerio
anda nSo cogitou de urna medida qual-
quer que nilo estivessem de perfeito ac-
cordo todos os saus .nembros.
Quanto s emendas, quem ha de justi-
ficabas o relator da commissao, Sr. Mat-
toso Cmara.
No que se refere ao engenheiro Revy o
nico ponto importante da questao o ser-
vico que esse engenheiro est prestando.
Larobra o orador que foi o Sr. Sinimb
quera contratou o Sr. Revy, marcou-lhe o
ordenado e o nomeou para a importante
commissao que dirigi : tudo quanto houve
a respailo de Revy na questao dos acudes
passou na situacao liberal, esta nada fez.
Revy estavaganhando 1:000a! por mez sem
fazer nada, o go verno discutio a questao
dos acudes e resolveu adial-a at a renio
do parlamento. Emqaanto nao se resolve
essa questao, o orador aproveitou esse en-
genheiro para estudar o dessecamento dos
pantanos desta cidade, para nao estivesse
ganhando 1:000$ por mez sen fazer nada.
Notando a censura qua lhe fez o Sr.
Alfonso Celso pelo laconiSmo da sua res-
posta iaterpell*cao do nobre deputado
diz que esse laconismo nao foi senao a par-
simonia de palivra a que obrigado o mi-
nistro, que nlo tem a mesma libsrdade
que tem o senador ou deputado para fazer
discursos. Podia ter respondido ao nobre
deputado, que leu o discurso do Sr. Ao-
drade Figu^ira para fundamentar a sua
interpellacao, dizendo simplesmente : vire
folha, a minha resposta a que deu o Sr.
L ifayette interpellasao do Sr. Andrade
Figueira. Nao o fez, porra, porque enten-
deu que devia responder por outro modo.
O Sr. Lourene de ilbiiqucr
que explica que est agora convsncido de
que o nobre ministro nao tinha comprado
os quadros para a Academia das Bellas Ar-
tes de que trata a ti bella explicativa do
orcamento, se nao tivesse essa conviccao
nao teria apresentado a emenda suppri-
mindo essa verba ao orcamento, teria pro-
movido a responsbilidade do ministro.
Suppz que os quadros estavam comprados
porque a verba diz: para pagamento de
quadros comprados. Se o orador equivo-
cou-se a culpa foi da tabella.
Passa questao que julga mais seria ;
eneheu o orador de profundo pezar o que
ouvio o nobre ministro .d.zer sobre o dote
do Sr. Duque de Saxe, desvenceram se as
illusoes que tiaha. Disse S. Exc. que esta-
va autunsado pela lei de 7 de Julho de
1>84 a pagar esse dote e nao precisa va
de nova autorisacao. Se a autorisacao fosse
superflua, nao teria si lo votada pelo sena-
do e pela cmara dos deputados, onde ha
horneas que conhecem as leis do paiz. O
jorpo legislativo o nico quo pode man-
dar p gar essa despeza.
Depoia do eloquente discurso que ha dias
proferio o Sr. Gomes de Castro nao pode
restar duvida quanto verdadeira intelli-
gencia do eontrato nupcial, ficou claro que
o Sr. Duque de Saxe nao tem direito ao
dote.
O orador est convencido de que a C-
mara nao se deixar levar pelos argumen-
tos do governo; e quando o Sr. ministro
vier pedir crdito para fazer esse \ paga-
mento, o orador pedir ao nobre presiden-
te Cmara que desea da sua cadeira e ve-
nha com a sua voz autorisada e eloquente
impugnar essa medida.
A um aparte do Sr. ministro do impe-
rio responde, afianzando que S. Exc. nao
obter os meios para >8se pagamento, da
Cmara actual, para conseguii-o seria pre-
ciso que a antiga opposico conservadora
renegaste todo o seu passado; porque o
auna passado tanto conservadores como li-
beraos votaram que o Sr. Duque nao tinha
direito a esse dote.
S restam dous caminhos ao Sr. minis-
tro : ou continuar a dar licenca a Sua Al-
teza ou tomar urna medida heroica, negar
licenca e declarar ao Sr. Duque de Saxe.
que nao tem direito ao dote e que se quer
receber a dotacao, venha residir no paiz.
NSo duvida que o regulamento do nobr*-
ministro produzisse algum beneficio, mas
a sua duracao foi tao curta que nao se
pode attnbuir a elle o desapparecimento da
febre amarilla. Nao duvida tambera que
S. Exc. venba pedir crdito para o sanea-
mento desta cidade, se pedir os meios a
um imposto pago pelo municipio neutro, de
outro modo nao er que d o seu apoio
medida, o Sr. ministro da iazenda que
quer equilibrar o orcamento.
Entra ainda em considerares sobre o
transporte de doentes para o hospital ma-
rtimo.
Observa que o nobre ministro nao infor
mou o orador de quando data o contrato
com o Sr. Rvy, por quanto tempo foi con-
tratado esse engenheiro.
S. Exc. apenas dissipou um erro em que
incorria o orador, e que' este engenheiro
era pago pela verba acudes do Cear.
Esta resposta o satisfez, e retira os seos
reparos a respeito, desde que o Sr. Rvy
nao recebe seus vencimentos por verba con-
signada para servicos defferentes.
Mas para o que nlo acha explicigao
para o prodigio de benevolencia do gover-
no, que contentou-se com os trabalhos do
Sr. Rvy e com o Sr. Aaro Reis, empre-
gando-os a ambos em. diversas repartieres,
quando o segnndo tinha criticado os servi-
cos do primeiro na commissao do Cear, e
mostrado, os errse desperdicios qne com-
mettera.
Aqui surge um dilemraa ; ou o Sr. Rvy
tem contrato ou nSo ; se tem, justificavel
o procedimento do governo, e se nao tem,
incomprehensivel que o governo deposite
ao mesmo tirapo sua contianca no exe?u-
tor dos trabalhoj e no censor dclles.
Quanto questao das emendas ao orca-
mento do imperio, em que o orador tocou
de leve, parece-lhe que a commissao nao
as apresentara se o nobre ministro fosse
ouvidoa respeito. Espera que este ponto,
a qua o nobre ministro nao respondeu,
se ja explicado pelo nobre relator da <-.om-
missao.
Assegura que as ponderajSes que tem
feito nao ba a menor bostilidade ao gover-
no actual, a quem tem tratado com bene-
volencia nao menor aquella com que tra-
tou os governos do seu partido; o movel
que inspira apenas o desejo que tem de
que o governo evite os erros em que tem
cahido, porque achamo-nos em urna qua-
dra tao difficil que a mudaaca de situagao
politica seria urna fatalidade para o paiz.
A discusso fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d a ordem do dia 10:
SESSAO EM 10 DE JULHO DE 1886
PRESIDENCIA DO SR. ANDRADE FIGUEIRA
Ao meio dia, feita a chamada, a que res-
pondera 80 Srs. deputados, abre-se a ses-
so ao meio-dia e sete minutos.
E' lida e approvada a acta da sessao
antecedente. ,
cucJo d lei de 28 de Seterabro do anno
passado. Nestas condicSes limitar-se-ba a
muito pouco, por ter hontera pedido a pa-
lavra, quando orava o nnbre deputado pelo
3. districto da provincia de Minas-Geraes.
Trata-se de urna questao de facto, enSo
pode estranhar que o nobre deputado se
tivesse esquecido das oocurrencias que se
derSo. Se a memoria do seu nobre amigo
foi dofectiva, acredita que S. Exc. nao
pensar que a do orador pessa sur inven
ti va.
O governo liga a esta questao grande
interesse nao aquella que tem servido de
ponto para a discusso, mas a do mua
execuyao fiel, leal e sincera da lei que foi
votada com o concurso de todos os raera-
bros do actual ministerio.
Tem se visto que todos quantos se bao
empenhado nessa dis 'ussiio, a encarSo por
faces muito differentes.
O nobre chefe do partido abolicionista,
o illustre^Sr. senador Dantas, declarou
que para elle a que3tSo do prazo era indi-
ferente, outros dclararam que a impor-
tancia estava na localisacao dos escravos,
pois no facto de terem formado urna s
ciroumscripco a provincia e a cidade do
Rio de Janeiro. Ainda ahi ha grandes
divergencias, penso alguns que o incon-
veniente desta medida est em que, para
empregar asmetous expressoes de que se
tem usado a onda negra da provincia do
Rio de Janeiro invada essa cidade ; outros
pensam que o perigo ne sentido opposto,
e que os escravos da cidade do Rio de Ja-
neiro vSo supprir as faltas da lavoura da
mesma provincia.
Qualquer que seja a realidade desses
receios e os inconvenientes que possam
apparecer em qualquer dessas medidas,
inconvenientes qm sao julgados de manei-
ra tao diversa, o governo nao pode, era
podia ter senao um pensamento, o de exc-
cutar com a maior lealdado aquillo que
foi votado pelo parlamento.
Qualquer que podesse ser o modo de
pensar dos merabros do governo, indivi-
dualmente considerados, nlo podia nsnhuno,
na occasiao de regulamentar a lei, ter ou-
tro pensaraento senao o de executar fiel-
mente aquillo que foi votado : nao podia
ampliar o que estava votado, como tam-
bem nao lhe era licito restringir qualquer
que podesse ser a su opinto para restrin-
gir ou para ampliar.
E' a importancia que o governo liga a
este procedimento, que leva o orador a in-
sistir ainda pela sua parte n'um facto, j
tao explcalo. Pede, portanto, desculpa
cmara, se toraa-lhe alguns momentos
em recordar como os factos se passaram.
Na sessao de 15 de Julho de 1884, o
Ilustrado deputado pela provincia de Mi-
nas Geraes, o Sr. Felioio dos Santos,
presentou um projecto para a resolugao da
questao servil. Dizia o artigo 2o desae
projecto :
< Para todos os effeitos, no caso de
desappropriafSo od libertaco, seja pelo
peculio do escravo ou pelo fundo de eman
cipaco, bem como nos pleitos de liberda-
de prevalecer sem recurso o valor ins-
cripto na matricula, deduzdos da quantia
referida tantas vezos seis por cento quau-
tos lorem oc annos decorridos de Janeiro
de 1885.
O projecto do go/erno, portanto, adop-
tou exactamente a mesma deduccSo que
so achava consignada no projecto do il-
lustrado deputado, o Sr. Dr. Felicio dos
Santoa.
No dia 19 desse mesmo mez de Maio, a
commissao especial nomeada pelo presi-
dente da cmara apresentou o seu parecer
, refundindo alguraas disposicSes do pro
jecto a ella suboiettido, apresentou um
novo, em que essa disposicao foi mantida
tal qual, sem alteracao algurna.
O nobre ministro da agricultura que fa-
zia parte dessa commissao, apresentou,
porm, voto separado. Peco licenca a
cmara para 1er o trecho desso voto rela-
tivo questao :
c A duduocao annual de 6 (0 do valor
primitivo com que fr matriculado o es;ra-
vo ume limitacao do direito de proprie-
dade pela sua depreciacao legal.
t A prevalecer a dea, a porcentagem
estabslecida nao seria a mais conveniente.
a A prudeocia aconselha que o movi-
mento emancipador seja mais vagaroso
nos primeiros annos de execucao da 1-i
que for votada para encurtar o prazo* da
escfavid2o, devendo crescer progreBsiva-
mente na razao do encurtamento do pra-
zo calculado.
Desta maneira o projecto garantia
raelhor os interesses da produccao, hab -
litando os productores a realizarem cora
mais seguranza a substituido do traba-
lho nos seus estabelecimontos.
a Parece-me, pois, mais rasoavel a se-
grate tabella de reduccao :
4l.
5 o-
1 aai
2o >
3o u
4o
5o 1
6-
7"
8o
&
10 1)
11
12 >
13 !
14 1
6%
8[o
Este foi o ponto de partida da deducc&o
i coota do P-l*d,*1'>r' ""i d^ P""""! 4qM" '"'""
FOLHETIH
KIGOLO
POR
un n mnm
tCONTlNU^gO DE ANGELA)
(Continua go do n. 167) .
XVI
Depois disse com a mo um ultimoadeus
Renato, que se voltava, e dan ordem ao
cocheiro para que tomasse o caminho da
roa las Damas.
Ualharina tinha preparado tudo para a
chegada das suas duas amas.
Arda no fogao do quarto de Emma Rosa
um bello fogo.
No rez do chao, em cima da mssa da sala
de jantar, que ficava perto da fficioa da
hervanaria, estavam postos dous Ulheres.
Se Deus o permittir, as minha} caras
amas virSo com boas disposicoes de appe-
tite, dizia comsigo Cathanna.
Grande foi o desengao da fiel criada:
O cansaco da viagem foi superior s for
cas de Emma Rosa, apenas convalescente.
A pobre menina, quando chegou, senta-
se aniquilada, derreada.
Dores violentas, dores que a punham
louca, martyrisavam lhe o cerebro.
Catbarina ficou espantada com a mudan-
es por que lhe tinha passado a phy-iiono-
mia; mas estando certa que ia bffligir a
Sra Angela, nao lhe fallou em tal mudan-
za e c.ilou-se.
Comtudo nSo pode conter-se que n3o
pergunUsse se era necessaro chamar um
medico.
Por emquanto creio que nao ser ne-
cessaro, resj ondeu a bella hervanaria. O
cansaco, consequencia inevitavel da via-
gem em caminbo de ferro, parece me a ni-
ca causa do mal estar passageiro de minha
filha. Eu j o previa. Alguma horas de
xepouso bstanlo para que a minha queri-
da filha se ache no mesmo estado em que
se achava em Saint Julien du Sault.
Catbarina deu ou antes abafou um gran-
de suspiro e nao fez objeccoes.
Ang-la, verificando que a cabeca de
Emma Rosa repousava bem sobre asalmo-
fadas e que tudo de quanto a moca podesse
ter necessidade, estava perto della, foi
depois para o seu quarto, mudou a roup.
de viagem por urna de andar em casa, poz
na sua cbelleira espessa urna touquinha
Charlotte Curdaz, que a tornava ainda mais
bonita, e das -.eu para a sala de jantar, on-
de se poz mesa.
Emquanto ella almocava ligeiramente,
Catbarina trouxe lhe o diario, no qual du-
rante a sua ausencia, ella fazia a escrptu-
racao com muita regularidade e pouca or-
thographia e prestou contas a Angela da
despeza e da receita.
A bella hervanaria, comquanto o estado
de sua filha lhe causasse tal ou qual inquie-
Ita^ao, aentia-se feliz por se achar em sua
casa e poder oceupnr-se dos seus nego-
cios.
Esta distraccao pacifica, que de certo
modo se apossava della, fazia-a esquecer
momentneamente os abalos horriveis que
tinha supportado bavia alguns dias.
Infelizmente aquella quietayao nao devia
prolongar-se.
Foi Catharina que revivou violentamen-
te as suas dolorosas recordares.
Ha urna cousa que me esquecia dizer
senhora, disse ella.
Que cousa minha Catharina ?
Hontera veio aqui alguem.
Ento quem foi ?
Um typo muito ratao.
Angela prestava os ouvidos com atten-
ao j inquieta.
Um typo muito ratao, repetio ella.
Siin, ssnhora, e que me fez pergun-
tas...
A que proposito ?
A proposito de um tal Osear Rigault,
de quem elle quera saber noticias, que
dizia que era conhecido da senhora.
A bella hervanaria estremeceu.
Osear Rig*ult l exclamou ella ; mas
este nome foi pronunciado diante de mira
pelo chefe da estacao do caminho deferro-
quindu responda ao juiz formador da cul-
pa. o nome de um viajante, cujas pala-
vras fizeram escndalo, por occasiao da
descoberta do cadver I I
diente.
Or. Olympio Campos observa
qu<> a directora da AssociacSo Comroer-
cial da provincia de Sergipe envin c-
mara urna representagao relativa aimpostos
consignados na lei vigente de orcamento
provincial, que foi remeitida commissao
de Assemblas provinciaes ; por isso pede
a esta ceramissao que d com brevidade
parecer a respeito.
O Sr. F. Bellsarlo (ministro da
fazenda) (Attenco): Nao sabe se depois
dos dicursos tae explcitos do nobre minis-
tro da agricultura e do discurso tao comple-
to do nobre presidente do conselho, publi-
cado hoje integralmente no jornal official
do senado, devia oceupar-se ainda com as
questoes suscitadas a proposito tdo regola-
ment de 12 de Junho ultimo, para a exe-
Depois de um momento de silencio, An
gela continoou :
Que appareocia tinha esse homem
que te interrogou?
Alto e robusto... figura de tambor-
mr ou de hrcules de feira.... Homem
para levantar urna barrica com urna mao
s.
E' o agente que estava l, disse com-
sigo A D gela.
E accrescentou em voz alta :
E que pretexto toraou elle para en-
trar aqui e te interrogar ?
Veio comprar cento e vinte grammas
de pastillias de mel... Servi-o e, emquan-
to mettia as pastilhas n'um cartuxo, elle
comecou a conversar.
E que resposta dste tu s suas, per-
guntou Angela a Catharina.
t- Disse a verdade, que a senhora nao
recebia nenhum homem como visita e que
era a prmeira vez, na minha vida queouvia
fallar desse Osear Rigault.
E entao ?
Entao o homem foi-se, dizendo que
tornara a vir, para fallar senhora, quan-
do a senhora voltasse.
O rosto de Angela tinha-se-lhe tornado
sombro.
Cavou-se-lhe, na fronte, urna ruga pro-
funda.
O que quer de mira essa gente da
polica ? murmurou ella a meia voz. Que-
rero, porventura, inflingir me, por mais
tempo, a vergonha das suas ediosas sus-
peitas ?.. .Nao sou eu j bastante infeliz,
vendo soffrer minha filha, para que -lies
venhara humilhar-me, insultar-me, martyri-
sar-me ?
< Oh! esse Fernando de Rodyl, que eu
out'ora amei, quanto o odeio hoje
c E' sem duvida, elle e o seu amigo juiz
formador da culpa, que empregam contra
mira os seus agentes I I Que vergonha I
Que z eu para merecer somelhante cousa.
A senhora est contrariada, com o
que eu acabo de lhe dizer 1
Nao, minha boa Catharina, porque
havia eu de ficar contrariada. Esse bomem
enganava-se, eis tudo. NSo vieram outras
pessoas ?
S freguezes.
Nenhum inspector ?
Nenhum.
Felizmente, porque estou em falta.
o deputado. A dedcelo proposta dos
6 r0 produzia a emancipacSo no fim de
16 annos e 8 mezes, e, contada da data
que elle estabeleceu, tornava o termo le-
gal da escravidSo o fim do seculo, despre-
zada urna fraccao.
Organisado o ministerio de 6 de Maio,
a que pertenceo o seu nobre amigo, depu-
tado por Minas-Geraes, a quem responde,
na sessao de 12 desse mez apresen tarara
alguas deputados, em nome do governo,
um projecto, que continha o seguinte:
Art. 3o l. Do valor primitivo
cora que fr matriculado o escravo se de-
duzirao 6 "[, annualmente, contndose
porm para redoccSo qoalquer prazo do-
corrido, ou seja a libertacSo feita pelo fun-
do de emancipacao ou por qualqoer outra
forma legal.
9Io
10[0
111.
Por est* tabella, contina o voto se-
parado, a extinecao do valor do escravo
dar se-hia menos sensivelmente no menor
prazo de 14 annos, ao passo que pelo
projecto a dedueco se eflectuara mais
violentamente no prazo maior da 16 an-
nos e oito mezes.
Ora, teudo sido feita a lei por um ac-
cordo entre partidos differentes para che-
gar-se solucao de urna questao que se
apresentou, nao como propriamente politi-
ca, mas social, era natural que aquillo
que se aloptou fosse o resultado dessas
opiuiSes divergentes.
O que fazia o nobre ministro da agri-
cultura, que estava de accordo com a
maioria do seu partido ? Apresentava um
prazo mais reduzido, mas propunha urna
differenca no modo de operar o deduccao,
isto raai, lento no principio, mais rpi-
do depois-
O entao Sr. deputado Antonio Prado
marcava o prazo do 14 annos. porque lhe
pareceu e aos quo cora elle estavam, que
os 14 aunos correspondiam exactamente
idea que tinha tido o Sr. deputado Felicio
dos Santos, da fazer com que o prazo legal
da escravidao terminasse no fim do se-
culo.
Quando, porm, se redigio na commis-
sao o artigo do projecto, que o 3o, redu
zio-se s prazo a 13 annos, porque com as
demoras da matricula e as dilates iniis-
pensaveis de publicacoes e outras, se le
conheceu que 13 annos era o tempo na-
ce sario para o fim que se tinha em vista.
Porque se tomou este numero de 13 e
se abandonou o de 16 annos e 8 mezes
proposto pelo Sr. Dr. Felicio dos Santos,
e consagrado no projecto do governo ?
Porque se abandonou tambem a idea dos
14 annos do voto em separado do Sr.
deputado Antonio Prado t Foi porque,
feitas as deduccSes qne se julgaram ne
cessarias, veio a ser o fim do seculo o
prazo legal da termina$ao da escravidao
Assegura cmara que quando vio ado-
estabelecimento, outra pessoa que nao eu,
para obedecer rigorosamente lei devera
tr mandado fechar o estabelecimento, du-
rante a minha ausencia de Pariz. Emfim,
como estou de volta e ninguem conhece a
minha infraccao aos regulamentos, nada
tenho que ecear.
Angela tinha acabado de almocar.
Deixou a mesa e toi ao quarto da fi
Iba.
Emma Rosa dorma.
A pobre raai entrou sem fazer ruido no
quarto, ajoelhou-ae peito do lei te, pondo
as mSos e levantando os olhos para o co.
Depois orou durante alguns minutos.
Dando a sua morada ao magistrado, Os-
ear Rigault tinha obedecido a um sentimien-
to irri-fl-ctido de desespero.
Accusavam-a'o de assassinato.
Preteadiam ter provas, em apoio dessa
accusacSo e, com certeza, julgavam encon-
trar no seu domicilio, novas provas e ainda
mais concludentes.
Certo de que a espranos do juiz for-
mador da culpa seria baldada, tinha indica-
do o seu alojamento.
Mas urna vez reintegrado na sua cellula,
do Deposito, poz-so a reflectir e o resulta
do das suas reflexoes nao foi ioteiramente
cor de rosa.
Bem depressa e bem amargamente de-
plorou a sua intemperanca de linguagem,
cujas consequencias podiam ser funestas.
Vao-rae conduzir ao boulevard de Ba-
tignolles.... p'-nsou elle. Interrog;.ro o
dono do Petit Hotel... Elle nao tem a con-
sciencia muito tranquilla. Vendme fila-
do e receiando por si, pairar Dir que
I lhe vendi um annei, de que eu teria muita
difficuldude, em mostrar a couta paga em
mea nome.. Isso nao vai dispar muito
bem os oieus juizes.
Ceboloro I Que famosa burrice que
eu tz I E' verdade que eu nao podia res-
ponder que vivia encarapitado em cima do
Obelisco.. Por fim de coatas, antes dis-
sesse isso. Esta resposta inverosmil, fa-
ria rae condemnar por vagabundo, pos-
sivel, mas teria sido muito raelhor do que
ter sido condemnado por ter vendido um
objecto achado o que me aecusarao de ha-
ver rcubado.
Emquanto ao negocio do assassinato,
Nao tenho troito de deixar a testa do meo bei de dizer-lhes que estejatn quietos I Eu
ptado ojnumero de 13annos pela commissao,
inquiri do motivo. Custa-lhe muito citar
o nome das pessoas com quem tenha falla-
do, pois, conhece quanto as vezes infiel
a memoria ; mas alm do nobre ministro da
agricultura conversou muitas vezes, para
saber qual seria definitivamente a tab -Ha
adoptada pelo governo, com o seu illustr
amigo deputado entao por S. Paulo, o Sr.
consclheiro Moreira de Barros; e tem
lerabranca de que este lhe explicou que a
adopcao da tabella dos 13 annos nao mo-
dificava a proposta do Sr. Prado, pois fa-
zia coincidir o prazo legal da escravidao
com o do ti .i do seculo.
Na 2a discusso do art. 3o, o Sr. deputa-
do Araujo Ges Jnior apresentou real-
mente a emenda que tem tido agora lem-
brada.
Ninguem presta mais homenagem aes ta-
lentos e illustracao do nobre deputado, o
Sr. Araujo Ges Jnior, do que o orador,
mas a posijao de S. Exc. nessa questao
era isolada, urna emenda sua nao attrahia
attencSo especial do parlamento no momen-
to de votar.
O Sr. Aflbnso Celso Jnior :Mas, per-
doe V. Exc, essa emenda muito impor-
tante .
O Sr. Ministro da Fazenda pede ao no
ore deputado que nao o interrompa, se S.
Exc. permitte-Ihe fazer este pedido.
A cmara estava dividida da seguinte
maneira : o lado liberal, em sua maior par-
te, acmpanhandn o governo ; do lado con-
servador, tambem a maior fraccao estava
de acrardo na solucao do projecto ; e havia
urna parte menor que nao aceita va a tran-
8acc5o. f
O honrado deputado o Sr. Araujo Ges
Jnior nao pertencia a nenhum destes gru-
pos, ficava como que solado (apoiados) ;
elle nem acomponhava o goveruo, nem
aquelles que lhe resistiam absolutamente.
(Apoiados.)
Assim, em seu nome individual apresen-
tou muitas emendas a todos os artigos do
projecto, como se pode ver dos Annaes, e
muitas dellas foram votadas em sua ausen-
cia, por se tar elle retirado para Bahia.
(Apoiados.)
Nestas circumstancias, estando o grupo
governista e opposicionista de accordo n'um
plano, nao poda dar attencao sanao as
emendas apresentadas pela commissao, poi-
que erara essas que tinham a adhesao dos
dous lados.
Entretanto, deve declarar que a emenda
do Sr Araujo Ges Jnior foi apresentada
no dia 27 de Julho na 2a discusso do
art. 3o.
Esta emenda dizia:
c O anno, para este fim (para a deduc-
5o do volor), contar-so-ha do dia em que
se encerrar a matricula om todo o Imperio,
e a deduccao ter i lugar sempre que o pra-
zo decorrido exceder de seis mezes qual-
quer que seja o modo da libertacao.
Nao s aqui havia urna alteracao da idea
da commissao, pos mais ampia, com o se-
gundo, j disse, nao deviamos votar emen-
das que nao tivessem a saneco da com-
missao.
Este era o pensaraento que ditava o vo-
to dos raembros do pirtido conservador e
do lado liberal que aceitavam a solucao do
governo.
Votado o projecto em 2a discusso e re-
digido para a 3', prevaleceu a resolucao
de que nada mais se alterara no que fosse
essencial e estava vencido.
No dia 12 de Agosto contava-se que de-
via votar o projecto em 3a discusso, quan-
do um Ilustre membro da commissao es-
pecial, o Sr. Dr. Ulysses Vianna, apre-
sentou commissao urna emenda decla-
rando que a deduccao do valor deveria co-
mecar.
O dlustre Sr. deputado Antonio Prado
incumbio-se de mostrar essa emenda aos
outros membros da minora conservadora,
os quaes lhe declarara nSo poderem acei-
ta 1-a.
saberei provar-lhes perfeitamenie que nun-
ca estivo no hotel Beausjour, que chego
da frica, que nunca, na minha vida, poz
os ps em Dijon, finalmente que estuu
branco como a nev emquanto estafa-
della do tal Jayrae Bernier.
Em tudo isto, ha urna cousa que me
amla, mais do que as outras.
< Perdi a minha navalha ha tres dias...
Como que eu a vi, ainda agora, na es-
crivaninha do juiz formador da culpa ?...
e elle pretende tel-a ashado na fVrida do
Tiwcliabeu, do caminho de ferro l Que
diabo de historia.
i E' que parece exactamente com a mi-
nha navalha o tal espeto e parece-se tanto
que eu julguei que era a minha I I Pois
bem, mas e que que isso prova? Nao
prova nada. Ha mais Maras na trra I
Ha mais de urna navalha do mesmo mode-
lo... O cutileiro de Marselba tinha-as s
duzias.
a Positivamente... se nao fosse senao
isso, estara descansado... mas o peior
o dono do Petit-Hotel.
Se cu tiver a felicidade dessa raposa
nao fallar no annel, nao terao mais reme-
dio sonao soltar-rae e nlo ainda desta
vez quo s; escrever alguraa cousa des-
agradavel a meu respeito nos archivos ju-
diciaros 1 1
Os jar Rigault estava neste ponto do seu
monologo, quando ouvio pasaos de muitas
pessoas no corredor que conduzia a sua
cellula.
Quasi ao mesmo tempo a porta abrio-se.
Vamos l, disse-lhe o carcereiro, que
Caseneve e Elogny acompanbavam, ande
dahi.. esto sua espera.
- Fazer esperar a justica da minha pa-
tria, jamis replicou o mscate em tom
de gra.-ejo. Cooheco perfeitamente todas
as consideragSes a que tra direito os se
ahorca da magistratura.
O carcereiro entregou-o aos dous agen-
tes.
- Ah ah I disse elle, reconhecendo
Caseneuve. E' com o senhor, o tal homem
de pulso, que eu vou gyrar at o meu do
micilio ?... Olhe que o senhor se pode ga-
bar do ter urnas furiosas tenazes do ferro
na ponta dos bracos, mou velho. Ainda
nao sinto a garganta e tenho a costas to-
das doridas.
- Visto que me conhece o pulso, repli-
cou Vagalume, com ama gargalhada,
intil recommendar-lhe
tenha
que tenha juizo,
para que nao torne a experimentar-lhe a
forca.
Esteja descansado. Hei de ficar quie-
to como um santinho !
Os tres homens sahiram do Deposito.
No pateo da prefeitura estava um fiacre.
Flogny, por alcunha o Phosphoro, en-
trou primeiro.
Suba, ordenou Vagalume, que en-
trn tambem no carro, logo que Osear obe-
decen.
O cocheiro tinha recebido ordem de an-
temao, porque o fiacre sahio do pateo c
juntou-se a outra carruagem, que estacio-
nava ao longo do passeio.
Nessa carruagem estava o juiz formador
da culpa, o escrivo e o chefe da segu-
ranza.
Os dous vehculos puzeram-se em movi-
mento, um atrs do outro.
Emquanto iam pelo caminho, Otear Ri-
gault disse a Caseneuve:
- O senhor, apezar dos seos pulsos tem
cara de muito bom rapaz.
Tenho cara e sou.
Entlo dame licenca que lhe faca
urna pergunta rr~>
Faca.... e responderei, salvo se a
pergunta for inopportuna.
E' isto : Tem noticias do meu amiga
Lombriga?
Est no hotel Dieu.
Escapar?
E' de crer.
Pois, palavra de honra, o que me es-
t dizendo po^rae um balsamo no sangue.
E' que eu devo um eervico ao pobre dia-
bo 1... Sem elle eu tinha esticado e o se-
nhor cao poderia ter enterrado os dedos
na garganta!... Mas eu hei de ir em bre-
ve, velo no hospital, esse bom Lombriga.
Hei de lhe levar laranjas, biscoutos, doces
de calda e outras docuras.
Ah ah disse Caseneuve com ar
incrdulo. Tem tencao de ir em breve ?
Mas com certeza Pensa por acaso
que eu vou ficar a tocar guitarra, por mui-
to tenp as grades de ferro das janellas
do Deposito ou do Mazas. Pois. nSo.
[Continuar se-ha)
Typ. do Diario, ra Duque de Caas n. 42
k