Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18320

Full Text
ANUO Lili MOMEBO 164
PIUA A CAfMAL. JLl'liAH* ONDE NAO ME PACiA PORTE
Por tres mezes adiantadoe
Por seis ditos idem. .
Por um anno ideai......
Cada numero avuiso, do mesmo da.
60000
12^000
240000
,5100
QOABIA-EBIBA. 21 DI JULHO CE 1886
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adi&nUdos......... ....
Por nove ditos idem................
Por um anno dem................
Cada numero avuiso, de diaa anteriores..........
13^500
200000
270OOe
01UO
DIARIO DE
NAMBUGO
|)ropric>a>e >e illa-noel figuctra >c lana & -filhos
TELEGRAMAS
I


SESVS5D PASTICLAB 23 JIASIO
() RIO DE JANEIRO, 20 de Julho, s3
horas e 35 minutos da tarde. (Recebido
s 4 horas e 45 minutos, pelo cabo subma
rio).
\n Cmara dos Deputadon. boje, o
conselheiro Lonrenco d'Albnqaer
que fundamentoo urna intcrpella-
riio ao jovcrno acerca do dote do
Daqae de Saxe.
Fallecen o brigadeiro graduado
Joaqalm Cavalcante de Albuquer-
qoe Bello.
ssanp sa mr* satas
(Especial para o Diario)
LISBOA, 19 de Julho.
O ministra do Interior, aaanmlado
o poder legislativo, acaba de pro
nalgar as modiflcacftes Iniroduzi-
da na organlsaeo administrativa.
MUNICH, 19 de Jalho.
Aqni cbegoa S. M. o Imperador da
Allemanba em vlagem para Ciaa-
teln.
8. M. fot objeeto de grandes ova-
roes.
MADRTD, 20 de Julho.
Corre o boato de ter pedido demis-
so o ministro da fazenda.
Agencia Hars, filial
20 de Julho de 1886.
em Pernanabaco,
(*) As nomeac3es de ajudante do pposu-
rador fiscal e de procurador dos feitos d
fazenda, hontem mencionadas no nosso te-
egramma da corte, sao para o Thesoirra
Nacional e nao para a Thesouraria de Fa-
zenda de Pernambuco.
0 equivoco foi nosso na tradcelo das
cifras telegrapbicas.
A RedaccIo.
INSTRDCqO POPULAR
NATACAO
(Extrahido)
OA BIBLIOTHBCA DO POVO E DAS
ESCOLAS
DA
JARTE OFFICAi
APPLt'H-UEi PUATICtK
ARTE DE NADAD
[Ccmlimiafoi
P.issageui de rioa a nadoas circumstancias
usuaes da vida, eata empresa perneas vezes tem de
effectuar-se.
Viajando, porio por sertoes (Livingetone, Ston
ley, Serpa I'm'o, uue o digam). fre-juente,bero
como para o soldado em tempD de guerra. Por
isso temos a c nvicco de que as liuhas teguintes
aerfto bem recebidas pelos individuos que, perten-
eendoaoex -reito cultivan anobrearteda nataco.
as paasageoa dua rios a nado podem dar-se
dous casos dibaeioa : as munices e armas So
passadas sobra corpos fiuctuantes, cu sao trans-
poitadas prlos proprios nadadores. Em quIquer
dos casos esta operacao diffieil e s pode ser cf -
fectaadu comban xito por bomens bem adextra-
dos.
Como regra geral, o nadador dever sempre con-
servar aa mos e bracos desembaraeados,porque
dos movimentos d'estes membros depende princi-
palmente o seu equilibrio.
Sempre que for possivel, deve construir -se sobre
a marg m do rio urna jangada (aproveitando aeata
construceo taboas, barris, ritmadas, mlhos de
taboa, etc.) afim de n'ella conduzir, sem que se
molh.-in. as armas, o fato e as munices. Estes
devem ainda, para maior precaucao, ir dentro de
urna gamella ou marmita de esquadra.
Constituida a Jangada e carregada, ata-se-lhe
um eordel comprido terminando por um olhal ; o
nadador enfia o olhal na cabeca at ficar &p>i*do
na palla da barretina, e entrando n'agua lenta-
mente vai nadando e rebocando a jangada.
Se esta for de dimensea taca que possa trans
portar as armas o munices de alguna homens, um
ou dous a rebecarao, como ficou dito, emiuanto os
utroo a dirigem empurranflo-a. Chegados mar-
gem opposta os soldados amarram a jangada, e
em seguida vestem-se e armam-se.
Q lando a passagem houver de eSuctuar-ae le -
?ando os soldados comsigo as armas e as muni-
ces, pr ceder-se.-ha do modo seguinte. O nada-
dor comees por tirar a jaqueta ou capote, o cintu-
rao e a mochila ; em seguida alarga a bandoleira
at que a fivela toque no aarelho superior; depois
ata um lene > um pouco abaixo do meio do fuste
da coronha, devendo a parte da bandoleira com-
prebendida entre esta ligadura e o zarelbo inferior
car larga, e a parte restante at ao zaielho supe-
rior bem tensa e uaida coronba.
Antes de entrar no rio, o nadador raette na bar-
retina um ou dous mago de carinchos, pondo-a
a cabeca por forma que fique bem segua; em
seguida lt vautando a arma horisontalmente com o
cano para traz, o techos para cima, e a coronha
Eara a direita, paisa a cabeca pela azelba feita na
andoleira at que esta venha encostarse na pala
da barretina. A espingarda assim collocada nio
GoTerao da provnola
EXPEDIENTE DO DA 3 DE JUNBO DE 1886
Actos:
O vice-presidente da provincia, usando da
attribuicao conferida pelo art. 70 da lei de 12 de
Agosto de 1834 resolve prorogar at 9 do corrente
a actual sesso da Assembla Legislativa Provin
cial.Communicou se ao 1* secretario interino da
referida Assembla e ao inspector do Thesouro
Provincial.
O vice-presidente da provincia resolve no-
mear o major Francisco Dorotheu Rodrigues e
Silva para exercer as funce.5es de juiz comuiissario
da trras publicas no municipio de bermhem, nos
processos de legitimaba o dos posses de trras all
existentes, especialmente das que esto encrava-
das nos terrenos pertencentes ao Estado, na forma
do regulamento approvado pelo decreto n. 1,318,
de 30 de Janeiro de 1854, em substituicao ao coro-
nel Francisco Manoel de Souzi Oliveira, que falle-
cen.Fizeram-se as necessarias communicaces.
O vice-presidente, da provincia de conformi-
dade com a proposta do Dr. ebefe de polica em
officio n. 634, de 28 de Junbo fiado, resolve nornear
o tenente Amancio Benicio Rodrigues Coelho para
o cargo de subde'egado do distncto de Sitios-ne-
vos do termo de Ouricnry, ficando exonerado Se-
bastiao Henorio de Carvalbo, por ter mudado de
residencia.
O vice-presidente da provincia, attendendo
ao que requeren Joo Ante-Portam Latinara de
Mello, protessor da cadeira de ensino primario d"
Anglicas, tendo em vista a informaco n. 190,
de 22 de Junho findo, do inspector geral da Ins-
trueeo Publica, e o parecer da junta meiiea pro-
vincial, resolve conceder ao peticionario 3 mezes
de licenca com ordenado para tratar de sade onde
lhe convier.
Officios :
Ao presidente da provincia do Cear Rogo
a V. Exe. que so digne de providenciar no sentido
de ser tiansmittida a Secretaria d'esta Presiden -
cia urna certido do procesas do reo Jos Nogneira
da Silva, que interpoz recurso de graca da pena
de gales perpetuas, que lhe foi imposta pelo jury
do termo de Saboeiro, n'essa provincia, em sesso
de 21 de Novembro de 1865.
A certido deve ser acompanhada de urna in-
formaco do juiz da condemnacao, ou de quem a
este succedeu no cargo, conforme preceita o aviso
circular do Ministerio da Justica n. 287 de 28 de
Junho de 1865.
A' frei Antonio de 8. Camillo de Lellis, mi-
nistro provincial da ordem franciscana, na cidade
de S. Salvador da Baha.Existindo na antiga
livrsria do convento de S Francisco de Olinda,
alguns livros am estado ainda de se poder salvar
do immediato estrago a que esto votados, d'entre
.-nuitos j completamente inutilisados e perdidos,
entendeu esta Presidencia que o recolhimento d'a-
quelles livros Bibliotbeca Provincial seria, nao
s til pela seu aproveitamento, como ainda por
s .lval-ea do e8trago a que esto prximos.
Os poneos livros que resto m, aiguns j em co-
meto de damnificacao, nao tem boje seno o valor
da antiguidade de suas edicoes, e recolhidos Bi-
bliotbeca attestaro a riqueza da] livrarias dos
conventos, infelizmente bastante desfalcadas e
arruinadas.
No intuito, pois, de salvar esaes poneos exem-
plares qae reatara, rogo a voesa paternidade se
digna permitlir que aejam os meamos 'recolhidos A
Bibliotheca Provincial, e de dar as ordena neces
sarias a semelhante fim.
An'ecipo a vossa paternidade os meus agradec
mentos, significando a vossa paternidade os meus
protestos da maia deatincta considerafo e estima.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Communico a V. S., para os fius convenientes, que
o juiz municipal n de orphos do termo de Santo
Auto reassumio o exercicio em 25 do mez findo.
Ao mesmo.Nos termos da sua informucao
de 30 de Junbo ultimo, n. 454, mande V. S. supprir
o almoxanfado do presidio de Fernando de Noro-
nha om a quautia de 5 189JI35, de que trata o
incluao ornamento, afim de occorrer, em Agoato
vindonro, a despezas com o pesaoal e material do
meamo presidio, relativas ao corrente mez.
Ao regedor interino do Gymnasio Pernam-
bucano.Mande V. Rvdma. apreseutar ao director
do Arsenal de Guerra o menor Ernesto, afim de
ser alistado na conpanhia de aprendizes artfices
do mesmo Arsenal.
- Ao vigario da Varze.i.Em oluco ao offi-
cio de V. Rvdma., datado de hontem, declaro-lhe
que subsistem aa mesmae obrigacoes impostas aoa
pamchos pela lei n. 2,040, de 28 de Setembro de
1871 e regulamento n 4,835, de 1 de Oezembro
do meamo anno; visto como nao toram alterados
pela de n. 3,270, de 28 de Setembro do anno pas-
sado, com relacao remesaa dos mappas Jos as
cimentes, baptisados e bitos dos filhos de mu-
lher escrava.
Ao commandante superior da comarca do
Recife.Haja V. S. de remetterme, com urgen-
cia, relacoes nominaes dos officiues da guarda na-
cional, sob seu commando, que nao tiraram anas
paten 'es, dos que nao se fardaram no praso legal,
dos que ti vera m guia de passsgem e dos que fal -
leceram.
Mutatis mutandis aos commandantes supe-
riores de Jaboato, Victoria, Escada, Cabrob, Ou-
ricury e Boa-Vista, Caruar. Panellas, Cabo, Bo-
aito e Bczerroa, Barreiros e Palm es, Taquare-
tinga, Bom-Jardim e Limoeiro, Tacarat e Flo-
res'.a, Goyanna, Rio Formoao, Itamb. Brejo da
Madre de Deus, Cimbres, Pao d'Alho, Garanhuns,
Buique, Bom Cmselho, Nazareth, Olinda e Igua-
ras9.
Ao commandante da escola de aprendizes
mannbeiros.Mande Vmc. alistar na escola de
aprendizes marinheiros, sob s-u commando, s< ea-
tiver as condices do respectivo regulamento, o
menor Benjamim Cavalcante Lacerda, de 13 annos
de idade, que lbo ser apresentado por seu pai,
Francisco Cavalcante de Laccrda.
Ao thesoureiro das loteras para o fundo de
emancipaba i 6 educacao de ingenuos da Colonia
Orphaoologica Isabel.Em officio de 25 da. Junho
ultimo communica Vmc. haver designado o da 15
de Dezembro vindouro, parh extraccao da grande
lotera de tres sor eios, marca la para 8 do carreo
te, visto haver lhe declarado esta presidencia nao
poder ter lugar a referida extrae;o, emquanto o
governo nao bou ver decidido a consulta sobre go-
sarein ou nao da sencao do imposto geral as lote-
ras, c<>mo a de que se trata, em bem da educa;o
de ingenuos da Colonia Isabel.
Continuando, entretanto, a ser annunciada a ex-
traccao lfss* lotera, para o da 8 d ste mez, com-
pre que Vmc. faca sem perda de tempo as neces-
sarias publicares a respeito do adiamento. Fica
assim respondido o citado officio.
__ Ao Dr. juiz de direito interino da comarca
do Bom-Jardim.C-nvm ao servico publico que
Vmc. abstenha-se de oceupar a attenco desU
presidencia com frivolidades, constantes do seu
officio de 18 de Junho findo, que assim fica res-
DOndido.
Ao concessionario da servico telephonice des-
ta cidade.Recommendo a Vmc que, sem perda
de tempo, mande coocar no Arsenal de Guerra
o apparelho a que se retere o seu officio de 28 de
Junbo ultimo.
Portaras
A espingarda assim
pode embaracar os m ,vmento do nadador, porque
La n-uma pos.co obliqua em relaco ao*corpo, -O Sr. gerente da Companhia Pern'mbuc.^na
con, os techos um pouco aba.xo da nuca on neos- mande <' P"-gem proa, at o preodio de
tados de leve omoplato esquerda; a bayoneta ou
ae arma ou vai mettida na prezilba do oc das
calcas ; a jaqueta posta cabeca por sobre a
barretina.
(Contina)
Fernando de Noronbs, na primeira opportuuida-
d*, por conta das gratuitos a que o governo tem
direito, a Mara Oertrudes da Conceicao, mulhei
do sentenciado Joo Antonio da Silva, que para
all segu.Communicou ae ao director do presi
dio de Fernando de Noronha.
Igual Rosa Mara da Cinceicao, mulher
do sentenciado Francisco Gomes de Andrade, e a
seis filhos menores.CommunicDu-ae ao director
do preaidio de Fernando de Noronha.
Igual Genoveva Maria le Mello, mulher
do sentenciado Joaquim Domingos de Lima -
Fzeram-ae as d:vidas communicaces ao director
do presidio de Fernando de Noronha.
O Sr. gerente da Companbia Pernambuca-
na faca transportar para o presidio de Fernando
de Noronh i, por conta de Jos Joaqnim Alves (J
C, os gneros e obiectos mencionados na inclusa
relacao.
dem por conta de Antonio Ferreira Braga.
dem por conta de Res & Santos.
EXCEDIENTE DO SECRETARIO
Officios :
Ao provedor da Santa Casa de Misercor-
cordia. ) Exm. Sr. vice-presidente da provincia
manda declarar a V. Exc, em resposta ao seu
officio n. 5, de 2 do corrente. que fica sciente de
ter sido emposaada a jnnta administrativa dessa
Santa Casa, que tem de funecionar no benno de
1886-1888.
Ao inspector do Thesouro Provincial. O
Exm. Sr. vice-presidente da provincia manda
communicar a V. S. que. nesta data, proferio o se
guite despacho na peticio de Beruet & C, de
3ue se oceupou esse Thesouro em officio de 15 de
unho prximo passado. sob n. 713 i Nao ha
que deferir, visto nao ser o caso de recurso.
Ao Dr. juiz de direito do 1.* districto cri-
minal.De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da
provincia communico a V. S. que, ao seu officio
desto data, proferio-ae o seguinte deapacho :
Ao Sr. Dr. chefe de polica para providenciar
convenientemente.
Ao agente da Companbia Brasleira. De
ordem do Exm. Sr. vicepresidente da provincia
aecuso o recebimento do officio em que V. Exc
communica que o vapor Baha, chegado dos por-
tes do norte, hoje, s 6 horas da manh, seguir
para os do sai hoje mesmo, s 6 horas da tarde.
Ao gerente da Companhia Pernambucana.
De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da pro-
vincia, aecuso o recebimento do officio de h ntem,
no qual V. S. participa que o vapor Jagnaribe. ao
suspender-ss a ancora, ao anoitecer de 30 de Ju
nbo, afim de seguir para os portes do sul, sofireu
avarias, que foram reparadas durante a noite, e
que, tendo seguido de novo ao seu destino, ao
amanhecer do da 1.*, arribou por desarranjos na
machina.
O mesmo Exm. Sr. fica inteirado da partida
desse vapor s 5 horas da tarde de hoje, depois
de feitos os devidos coucertos.
Ao mesmo. De ordem do Exm. Sr. vice-pre
aidente da provincia, aecuso o recebimento do of-
ficio de 30 de Junho ultimo, no qual V. S. com-
munica que essa companhia exptdir o vapor Pi-
rapama para os portes do njrte at Fortaleza, no
dia 5 do corrate, s 5 horas da tarde.
Ao engenheiro fiscal da estrada de ferro do
Recife ao S Francisco.O Exm. Sr. vicc presi
dente da provincia manda declarar a V. S. que,
nesta data, tiveram o conveniente destino os do-1
cumentos quo acompanharam o seu ufficio de 2S
de Junho findo.
Ao coocessonario da empresa telephoni ca.
S. Exc. o Sr. vi'.-e-presidente da provincia ficou
inteirado, p> lo officio de 28 de Junho ultimo, de
mandar V S. collocar e respectivo apparelho no
Arsenal de Guerra.
O mesme Exm. Sr. levou, na infama dato, esse
assumpto ao conhecimento do Exm. Sr. ministro
da agricultura, commercio e obras publicas, con-
forme solicito em seu officio citado.
EXPEDIEHTE DO DIA 5 DE JDLH DE 1886
Actcs :
O vice-presidente da provincia em execuco
da lei n. 2395 de 10 de Setembro de'l873, resolve
nomear Cbrisogno Falc3e de Mello para o posto
de alferea da 2' compaahia do 67* batalho de in-
fanta ra do servico activo da Guarda Nacional das
comarcas de Olinda e Iguarasa, em substituicao
de Jos Ram"s de Siqueira, que deixou de soli-
citar a patente dentro do praso legal.Communi-
cou-se ae respectivo commandante superior,
O vice-presidente da provincia, em execuco
da lei n. 2395, de 10 de Setembro de 1873, resol-
ve nomear para preenchimenro das vagas existen-
tes no 15 batalho de infantera do servico activo
da Guarda Nacional da comarca da Escada os se-
guintea officiaca :
Estado maior
Tenente ajudante, Manoel Lourenco da Silva.
1* eomptnhia
Tenente, Jos Antonio de Castro.
Alferes, Manoel Clemente das Neves.
2a eompanhia
Tenente, Tiburtino Jos Pesada Lima.
8" companhia
Capitao, Manoel Gonciives de Oliveira Rocha.
Commnnicou-se ao respectivo commandante supe-
rior.
0 vice presidente da provincia, em execuco
da lei n. 2,395, de 10 de Setembro de 1873, resol-
ve nomear para preenchimento das vagaa existen-
tes aos batalhes 1, 4* e 5" de infantera do ser-
vico activo da Guarda Nacional da comarca do
Recife oa seguintes officiaes :
1 BATALHO
4' companhia
Tenente, Jos dos Santos Silva.
4* BATALHO
2' companAa
Alferes, Janaaro Jos dos Santos Beraardes.
5 BATALBO
6* compon Ai a
Alferes Jos Luiz Salgad,. Accioly.Communicou
ae ao commandante superior respectivo.
O vice presidei te da provincia reaoive no-
mear o bacharel Adolpho Tacio da Costa Cirne
para substituir ao bacharel Pedro Celao Ucha
Cavalcante no concurso que deve ter lugar no Ar
sen .1 de Marinha no dia 10 io corrente, s 10 ho-
ras da manh, para pnvimeuto d urna vaga de
escrevente da directora de machinas do mesmo
Arsenal, e orden- queao nomeado ae expeca a ne-
cessaria communcaco.Fizeram se as necessa-
rias communicaces.
O vice-preaidente dapiovuoia, attendendo
ao que requereu o ei soldado do batalho naval da
Corte, Jos Vicente do Nascimento, e tendo em
vista a informaco da Thesouraria de Fazenda de
25 de Junho prximo passado, sob n. 435, resolve,
de accordo com o decrecto u. 2884, do Io de Feve-
reiro de 1862, abrir um crdito do importancia de
6*970 verba F< rea Naval do Ministerio da Ma-
rinha, exercicio em liqaidaco, afim de ter lugar o
pagamento da grat ficaco vencida pelo supplican-
te, a centar d>> de Julho de 188> a 21 de Maio
dest. anno.Remetteu-se copia ao inspector da
Thesouraria de Fazenda para os devidos effeitos.
O vice-presidente da provincia, attendendo
ao requtren o guarda da Casa de Detenco Pedr>
Antonio do Mello resolve coneeder-lhe um mes de
licenca com ordenado na forma da lei, para trac-
tor de sua saude, devendo entrar no goso da refe-
i la lieenr,* no praso do 15 das.
O vice presidente da provincia, attendendo
ao que requeren o juis de dreito da couarca de
Cabrob, bacharel Tiburtino Barbosa Nogneira,
rosolve conceder lhe tre mezes de licenca com
ordenado, para tractor de sua saude, devendo en-
trar do goxo da referida licenca n > prazo de 50
diaa.
SXPEDIEITE DO SECBBTABIO
Officios:
Ao conselheiro presidente da Relacao do Re-
c fe.Transmiti a V. Exc. afim de que sirva se
de dar o convenieute destino e ser opportunameD-
Ite devolvida a inclusa carta rogatoria expedida s
justicaa desta capital pelo juizo de direito da co-
marca de Lisboa, a requerimento de /os Cesar de
Guisian, para avaliaco de bens pertencentes ao
inventario da finada D. Anna Zuncb Ramos.
Ao conselheiro Joo Joa Pinto Jnior, di-
rector interino da Faculdade de Direito do Reci
fe.Remetto a V. Exc, para seu conhecimento,
copia do aviso expedida pelo Ministerio do Impe
rio em 22 Se Junho ultimo, sob n. 2663, em que
declara que, havendo as Faculdades de Direito
passado a reger-se pebs estatutos annexos ao de-
creto n. 1386, de 28 do Abril de 1854, em cuja
tabella se determina que os lentes que exercerem
o lugar de director devem perceber somente alin
de seus vencimentcs a diff 'renca entre este e o
dito lugar, nao foi possivel deferir o requerimento
dirigido por V. Exc. a eata presidencia e aubmet-
tido deciaao do mesmo MinisterioR''mettca-
se copia djK&viso ao inspector da Thesouraria de
razenda. a
Ao commandante das armas.O Ministerio
da Guerra, em aviso de 22 de Junho findo, decla-
ra ter na mesma data expedido aviso Intenden-
cia da Guerra, mandando foruecer fortaleza do
Brum o ovio de alcance, de que trata o pedido
que acompanhou o officio de V. Exc, da 22 de
Novembre*do anno passido, sob n. 1495 ; sendo
que quanto>ao fornecimento dos outros artigos
mencionadas no dito pedido, opportunamente se
providemw. O que lhe communico para osjjnS
convenieraVs e em resposta ao citado omcio e ao
den. 108fde 1 de Marco ultimo.
Ao mesmo. Sirva-s? V. Exc. de dar as or-
dena para que de amanh em diante ae apreaente
no Tribunal do Jury, s 10 horas do dia, urna es
coito para conduzir presos da Casa de Detenco
para o m- amo Tribunal, afim de serem submetti-
dos a juljami'nto.Communicou-se ao presidente
do Tribuual do Jury.
__ Ao Dr. juiz de direito, presidente do Tribu-
nal do Jury.Rogo a V. S ae sirva de dispensar
de servir na presente sesso do jury o official de
gabinete desta presidencia, bacharel Jos Novaes
de tanza Carvalbo, visto serem precisos os seus
ser vicos no gabinete.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Communica a V. S., para os fius convenientes, que
o promotor publica da comarca de Floresta, ba-
charel Joo Landelino Doradlas Cmara, reasau-
o exercicie de seu cargo 20 de Junho proxirao
findo.
__Ao meamo. O Ministerio da Guerra, em
aviso de 21 de Junho fino, declara ter indeferi-
do o requerimento do major Jos Joaquim Coelho,
aggregado arma de cava liara, pediodo ser re-
levado da carga de 810*000, que se lhe mandou
fazer, proveuiente da etapa que indevidamente
lhe foi abonada por essa Thesouraria. O que
communico a V. S. para seu conhecimento e fina
convenientes.
__Ao regedor interino do Gymnasio Peruambu-
cano.A' vista do que V. S. Revm. representa em
officio de boje datado, determini que aeja expulso
desse instituto o i enaiouista da pro vi ocia Jo
Epiphano de Albuquerque Cavalcanti.
__A' Soaiedade Auxiliadora da Agricnltura de
Pernambuco.Segundo oeclarou-me o presidente
interino do Centro dsv^avoura e commercie d
corte, uo oficio de 27de Junho ultimo, podero
ser remettds directamente para Hraburgo,
vista da escassez do tempo, a entregar Socieda
de Central de Geographia Commercial de Berlim,
com o seguinte rotulopara a Exposico Sul-
American* d 188< era JBerlim,os productos des-
tinados m< sota 8srpe*g4o, sendo os eoohecimeii
tos do embarque, que ^fratuito, remettidoa ao
Etm visconde de Parssftass, cnsul do Brasil
em Hamburgo.
< utrosim, convm que So dentro da Lavoura e
Commercio tenha aviao das remeosas ieitas, para
transmittil o dita Sociedade de Geographia. O
qni communico a V. S. para os fins convenientes.
Communicou-80 ao presi lente interino do Cen
tro da Lavoura da Corte.
Ao director do Araen 1 de Guerra. Mande
Vmc fornecer companhia de infantera da pro-
vincia da Parabyba, co .forme determina o Minis-
terio da Guerra em aviao de 23 de Junho findo,
para o aervico do rancho das reapectivas pracas e
em substituicao de outros que foram julgados in-
. erviveie, os objectos const intea da inclusa noto
de 29 de Maio ultimo, organiaada na Repartico
de Quartel-Mestre General, na importancia de ..
717*970. Communicou se ao inspector da The-
souraria de Fazenda.
Ao engenheiro director da Repartico das
Obras Publicas. Approvando o orcm nto sup-
plementor annexo ao officio de Vino n. 103, de 2
de Jnnho ultimo, dos reparos das trea pontos da
ra Bolla, Aterro < Acougue, no Rio Formoso, na
importancia de 950*000, autoriso-o, nos termos do
seu citado officio, a mandar executal os pelo arre
matante das obras primitivaa, aujeitondo se ao
ab te de 5 0/0, estipulado no orcamento do con-
trato das oesmas obras. Remetteu-ee o orca-
mento ao Thesouro Provincial.
Ao meamo.Approvando o orcamento, anne-
xo ao officio de Vmc, de 3 do corrente, n. 121, na
importancia de 2:420*000 da obra d* reconstruc-
co da bomba da Vanea de Catende, na eatrada
da Victoria, autoriso-o a mandar pl-o ero praya.
Communicou-se ao Tbes >uro Provincial.
Ao meamo.De conformidade com a reqni
8co de Vmc. em officio de 3 do corrente, n. 119,
autoriao-o a mandar substituir pelo ar.ematoute
da obra da ponte sobre o rio Una, em Palmares,
cincoenta pranchas, alm das previstas pelo pri
mitivo orcamento, na inoortancia de 7If-*000.
Communicou-se ao Thesouro Provincial.
Ao engenheiro fiscal da estrada de ferro do
Recife ao S. Francisco.De accordo com a infor
maco do Vmc, de 28 de Junho ultimo, sob n. 54,
e cora o aviso do Ministerio da Agrien tura, Com
mercio e Obras Publicas, de 28 de Outubro de
1874, approvo a licenca de tres mezes conced la
pola directora dessa estrada de ferro ao guarda
'ivrus do respectivo almexarifado John James
Bcgs, par- ir Inglaterra, comtanto que nao seja
onerada a garanta de joros do estado, urna vez
que 8 licencas a empregadoa daa eatradas de fer-
ro s podem SHr permi-tidaa noa termoa do aviao
de 9 de Novembro de 1883, por motivo de moles-
tia.
Ao 2.o promotor publico da capital.Decla-
rando o 1. promotor publico Jesta capital nao po
der fazer parte da junta claeaficadora de e8cra
vos, por char-se nos trabalhos do jury, cumpre
que Vmc o substita no seu impedimento.Com-
muncou se ao 1." promotor publico e aos membr js
d'aqnella junto.
Portara :
O i**, gerente da Companbia Pernambucana
de Navegaco Costrira a Vapor, faca transportar
provincia da Parahyba, por conta do Ministerio
da G'-erra, no vapor PirapuM, o cabo de esqua-
dra Man el Vc nte de Lima, da companhia de in
fantaria d'aqnella provincia, que d'alli veio eacol-
tando e desertor do 14" batalho da mesma arma
Antonio Xavier Solano Ramos. Communicou-se
ao brigadeiro commandante das armas
BXPED1ESTC DO SECBBTABIO
Officios :
A 1 secretario da Assembla Legislativa
Provincial. De ordem do Exm. Sr. vice presi-
dente da provincia, transmuto a V. S, afim de
que se digne di submetter consideraco deasa
Assembla, a inclusa petieo, por copia, de mora-
dores da povoaco de Santa Clara, da comarca o
Boiq le, com a infcrmaeo tambera por copia pres-
tada pela inspectora da Iustrucco Publica, re-
lativa emenda apresmtada ao projecto do orea
ment provincial para o exercicio de 1886 a 1887,
suppnmindo a cadeira d'aqutlla localidaie.
Ao Dr. juiz de direito do 1 districto cri-
minal da comarca do Recife.De ordem do Exm.
Sr. vice-presidente da provincia, communico a
V. S. que, no seu officio desta dato, profer>-ae o
aeguinte deapach* : Ao director do presidio
de Feroan-io de Noronha para providenciar e de-
volver.
Ao Dr. juiz de direito da comarca de Ta-
quaretinga. De ordem do Exm. Sr. vico-presi-
dente da provincia, declaro a V. S., em resposta
ao seu officio de 13 de Junho findo, que, por falta I ^ da crca,ar d.eaU preaidenc^
de torca, nao possivel actualmente constituir um Mai deji Q da 19 do corrente
destacam.-nto em Vertentea. a r(,nni5o ?,.,,nmmPndada. nnme-ndn V
Ao director do Arsenal de Guerra.S. Exc
o Sr. vice-presidente da provincia manda com-
municar a V. S para seu conhecimento e fins
convenientes, que, no requerimento do soldado da
companhia de operarios militares oesse Arsenal,
Wanoel Netto Mendes da Silva, sobre que veraa a
aua informaco n 437, de 2 do corrente, foi hoje
exarado o seguinte despacho : Como requer,
devendo apresentar-se menaalmento ao director
do Arsenal de Guerra.
EXPEDIEHTE DO DA 6 DE JULHO DE 1886
Actos :
a >
res.
ve. prorogar por 5 das o praso de 15 marcado ao
peticionario em-portara de 18 de Junho prximo
findo, para entrar no gozo de 3 mezes de licenca
que Ihc-Toram concedidos, nessa dato, para trac-
tor de sua sade.
- O vice-preaidente da provincia, attendendo
ao que requereu o promotor publico da comarca
do Rio Formoso, bacbarel Dioraedea Theodoro-tja
Coate, resolve prorogar por 30 diaa, com o venc
ment a que tver direito, a licenca ltimamente
concedida ao peticionario para tractor de sua
sade.
O vice-presidente da provincia, em vista da
proposta do inspector do Thesouro Provincial,
constante do offi o de 30 de Junho ultimo, sob
n. 746, resolve exonerar Antonio Rufino Montei-
ro, Uo cargo de collector do municipio de Itamb,
e nomear o cidado Antonio Celestino de Mendon
Ca para substituil-o, bem como o cidado Candido
Goncalves de Oliveira Filho, para o lagar de cs-
crivo da mesma collectoria, o qual se a?ha vago.
Communicou-se ao inspector do Thesouro Bro-
vincial.
O vice-preaidente da provincia resolve no-
mear o cidado Luiz Cordeiro Ctvalcante Falco
para exercer o cargo de delgalo do districto
luterano de Itemarac. Rematteu ae o titulo
devidamente asignado ao inspector geral da in-
atrueco publica.
Officios :
Ao presidente da provincia das Alagoas.
Eos additamento ao meu officio "de 11 de Junho
findo, remetto a V. Exc, par dar-Ibes o compe-
tente destino, as inclusas cadernetas de peculio
da Caixa Econmica, de ns. 9,404 e 1,406, per-
tencentes aos ex-aprendizes Balbino Jos de 0:i
veira e Paulino. Communicou-se ao commandan-
te da escola de aprendizes marinh iros.
Ao Dr. chefe de polica.Declaro a V. S.,
em resposta ao sea officio n. 589, de lo de Junho
prximo findo, que nao pode ser approvado o con
tracto de I jcaeu do predio de Manoel Vianna de
Souui Barros, para servir Gravat, pelos motivos constantes da informaco
por copia junta, prestada pelo inspector do The
soaro Provincial, em officio de 26 do referido mez,
sob n. 735.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda,
Mande V. S., nos termos do a 'iso do Ministerio
da Guerra, do 3 de Maio de 1881, satisfazer o in-
cluso pedido de livros, qae faz o commandante da
companhia de cavallaria.Communicou-se ao bri-
gadeiio co aman lauto das armas.
Ao inet-mo Fica approvada, para os devi -
dos fius, a inclusa proposta de M lia e Silva &
C.. que veio annexa ao officio de V. S, de
2 do crreme, sob n. 463, aceita ca seaso da
junta deaaa Theaouraria, de 1 deate mez, para o
tornecimento de artigos de expeuiente destina-
dos ao Arsenal de Guerra, no semestre de Julho a
Desembro do corr nte anno.
Ao mesmo. Para os fins convenientes,
transmitto a V. S. a inclusa portara do governo
imperial, prorogando por 3 mezes. com ordenado,
a licencia concedida por esta presidencia ao ba
bacbarel Manoel Fernandes S Antunes, profes
aor substituto de aritbmetica e geometra do cur-
so annexo Faculdade de Direito do Recife.
Ao mesmo. Communico a V. ., para os
fias convenientes, qne o juiz municipal e de or-
phos do termo de Nazareth, bacharel Manoel
Cabral de Mello, reassumio o respectivo exercicio
no 1.a dia do corrente mez ; ficando justificadas
aa faitea de exercicio que o referido juiz deu, por
motivo de molestia, de 25 a 30 de Junho prximo
findo.
Ao mesmo. Recommendo e V. S., em so-
luco ao seu officio n. 462, de 2 do corrente mez,
que tafa lavrar termo de contracto com Bartholo-
uieu & C, Succeasorea, para o torne omento de
medicamentos e diversos artigos destinados ao
presidio de Fernando de Noronha e constantes da
inclusa proposta, approvada por ser mais vanta-
josa aos interesseh da fazenda nacional, do que a
que apreaeutoo, e devolvida com este officio,
Antonio Goncalves de Abreu.
Ao mesmo Para resolver o assumpto do
sea officio n. 452, de 3) de Junho findo, convm
que V. S. informe se Jos da Silva Loyo Jnior
propoz-se realmente a fornecer xarque para o pre-
sidio de Fernando de Noronha, durante o semestre
de Jalho Dez mbro do corrente anno, ao preco
de 350 rs. por 15 kilogrammas, conforme esta es-
cripto na re pectiva proposta, que devolvo, junta-
mente com a que aprsenlo M noel Joaquim Al-
ves da 'Josti, tambem concurrente ao forneciraen
te do alb'di o genero.
A' junta commercial do R-cife. Sendo no-
cesaario atudar-ae a iuflueucia exercida no eapi-
rito de aaaociaco pela nova le n 3,15 de 4 de
Novembro de 1882, c proceder-se a respectiva ea-
tatiatica, conforme declaroa o Exm. Sr. ministro
da agricultura, commercio e obras publicas, em
aviso circular n. 46, de 25 de Junho prximo fin-
do, sir -am-se Vv. Ss. de com urgencia reraetter
secretoria desta presidencia um* relacao das
companhias ou sociedades anuonymas, constitui-
das n'esto provincia e do archivamento de seus
estatutos depois da citada le, e bem assim, semes
tralmente doa que de ora em diante se formaren],
com a indieaco do nome, fin, capital social e
praso de duraco de cada urna.
Outrosim, remettam Vv. Ss urna relacSo daa
companhias oa aoci-dades annonymas estrangoi-
rs, que, tendo obtido do goveruo imperial auto
riaaco para funecionarem no imperio, tenham
dad i oa de xado de dar cuas pnmeuto a todas as
dispoieoes legaes, a ellas r. terent. s.
__ Ao juiz municipal e de orphos do termo de
Aguas BelLs Em solucao consslta contonle
do officio de Vmc. le 28 de Junho ultimo, declaro
que o facto de acharem-se j matriculados de ac
cordo com a lei n. 3,270 de 23 de Setembro, do an-
no passado, alguna eacravoa reaidentea n'eaae ter-
mo, com os precos da tabella a que se ref re o
3 do art 1 da dita lei, nao impede a avaliaco
do just > valor de cada um, observania-se a res-
peito o disposto na ordem circular do Thesouro
Nacional, d* 16 .'e Julbo de 1883, junta por co-
pia, peio menos at o encerramento da nova ma-
tricula, conforme o aviso cirevar do Ministerio da
Agricultura. CoiD mercio e Obras Publicas, de 6
de Abril d'este anuo, at que asta isso exjlicado
pelo governo imperial, porquante, sendo indepen-
dente a declaraco do valor do eacravo, por parte
do senbor, comtanto que nao exceda o da mencio-
nada tabella, nao razo para que nao se dva,
conhecer do valor rea: do escravo, visto do seu
estado pbyeico e outras condices
Remetto a Vmc, como p de, copia da circular
d'eato presidencia de 10 de Favereiro de 1881.
Ao Sr. Sergio de Barros Wauderley, 3'sup-
plente do juiz municipal e de orphos do termo'ds
Serinhem. Sciente do que Vmc. expoe no ofi-
cio de 28 de Junho ultimo, acerca do motivo pela
qual deixou de reuair-se no dia 14 a junta clas-
sificudora de escravos d'esse termo para campri-
de 24 da
ra ter lugar
a reanio recommendada, nomeandoVmc. promo-
tor ad hoc, como lhe cumpre.
Ao presidente da Cmara Municipal de Seri-
nhem. Informando-me o juiz municipal e da
orphos, 3 supplente d'esse termo, em officio da
28 de Junho ultimo, acerca do motivo pelo qual
deixou de reuni-se no dia 14 a junta classificado-
ra de e.cravos, para cumprimente da circular
d'estar-preaidencia, de 24 de Maio, n'esto data de-
siifno'o dia 19 do corrente para ter lugar a re-
unio, recommendando ao mesmo juiz que como
lhe compre nomcie promotor-adhoc, qued'ella faca
parte. -
dente da
citar qae o
geral do Rio Formoso designe quem o
substita, como,agente fiscal, e que deve ser esta
presidencia informada opportunamente do que oc-
correr sobre o que ora determina.
Portarias":
- Para resolver sobre o assumpto do officio de 23
de. Jtfnho findo, recommendo Cmara Municipal
de Gamelleira me informe se foram observadas
previamente as dupoaicoea do artigo 47 da lei d
de Outubro de 1828, quanto ao projeco de cons-
trueco da casa do mercado, al ludido no predita
officio.
O Sr. gerente da companhia pernanbucana
a navegaco faca transportar para o preaidio de
Fernando de Noronha, por conta de Antonio Pin-
to Lapa & Irmo, os gneros e objectos mencio-
nudoa na inclusa relacao.
EXPEDIENTE I>0 SECRETARIO
Officios :
Ao Dr. chefe de polica De ordam do Exm.
Sr. vice-presidente da provincia transmiti a V.
S. 200 exemplafes do seu relatorio de 15 de Feve-
reiro ultimo.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
O Exm. Sr. vice-presidente da provincia manda
remetter a V. S. duas ordens, sendo urna n. 132
do tribunal do Thesouro Nacional e outra do mi-
nisterio da guerra, de 23 de Jnnho prximo pas-
sado, e bem assim urna portara do ministerio da
fazenda datada de 19 daquelle mez, prorogando,
por 3 mezes, a licenca concedida em 23 de No-
vembro do anno findo, ao 3* escriptmario da Re-
cebedoria de Rjadas, Joo de Arroxellas Jayme
Galvo.
Ao juiz de direito da comarca de Ti^aare-
tinga.S. Exc. o Sr. vice-presidente da provin-
cia manda aecusar recebido o officio de 3 de Ju-
nho findo, no qual V. S. participou ter transferida
e a observancia da le n. 1864, de 5 de Maio ul-
timo, a sede dessa comarca da Villa de Vertentes
para a de Taquaretinga.Remetteu se copia da
officio do juiz de direito ao presidente do Tribunal
da Relacao do Recife e ao inspector da Thesou-
raria de Fazenda.
Ao juiz manicipal do termo de Garanhuns.
O Exm. Sr. vice-presideute da provincia manda
ecusar o recebimento do officio de 3 > de Junho
prximo findo, em qae communica haver em au-
diencia daquelle dia declarado livrea 87 escravos
as condico a do art. 11 do regulamento que bai-
xou com o decrete n. 9517 de 14 de Novembro do
anno pasaado.
A' junta claasifiradora de escravos do Recife.
O Exm. Sr. vice presidente da provincia man-
da accuaar o recebimento do officio de 2 do cor-
rente, em que Vs. Ss. communicam achar-se eaaa
junta installada e fuuccionando desde o dia 22 de
Junho prximo findo.
A' junta clasificadora de escravos do muni-
cipio de Floresta. De erdem do Exm. Sr. vico-
presidente di provincia, aecuso o recebimento do
officio de 21 de Junho mtimo, no qual Vs. Ss. com-
municam haverem se rennido nesse dia para cum-
prio-ento da circular de 24 de Maio deste aaao.
Igual a de Triumpho.
Ao agente da Companbia Br -sileira de Na-
vegaco a Vapor.De ordem do Exm. Sr. vice-
piesidente da provincia, aecuso o recebimento da
officio em que V. S. communica que o vapor Ser-
gipe, chegado hoje dos portos da Babia, e escala,
regressar ns dia 9 do mesmo, s 4 horas da
tarde.
Ao eagenheiro fiscal do estrada de ferro Recife ao Limoeiro.O Exm. Sr vice-presidente
da provincia, manda declarar a V. S. que no re-
querimento da companhia dessa estrada de ferro,
a qu- se refere a sua informaco de 18 de Junbo
prximo findo sob n. 768, foi nesta dato proferida
o seguinte despacho : Pendendo de deciso da
governo geral se esto oa nao caducos os contra-
tos Drovinciaea celebrados para a construeca da*
estrada de trro do Limoeiro, aguarde a suppli -
cante essa deciso.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 19 DI
JDLHO DE 1886.
Antonio Bruno da Silva Maia. Informe
o Sr. fiscal da companhia R:cife Drai-
nsge.
Bacharel Alfredo Serfico de Assis Car-
valho. Siin.
Bento Benguelle. Ao Sr. juiz de direi-
to daa execuc33 criminis da comarca do
Recife, para informar.
Joao Francisco Barbosa. -Ioforme o Sr.
Dr. juiz dts ex cue3os criminaos da co-
marca do Recife.
Joao Jos Rib.ro de Moraes. Oonce
da se.
Jos Alves de Souza Bandeira. Infor-
ma o Sr. commandante superior da guarda
nacional da comarca da Victoria.
Jos Soares do Araaral. Remettido ao
Sr. inspector da Thesouracia de Fazenda,
para attender ao petionario, de accordo
co.o o p*r-!cer fiscal aonexo. por copia, a
su i informajao de 8 do corrente sob iu
472.
(Japito Manoel Bezerra dos Santos J-
nior. En<:aminhe so.
Valerio Francisco Regis. Informe o Sr.
inspector da Th-sourari k de Fazenda.
Secretaria da Presidencia de Pemaraba-
co, em 20 de Julho de 1S86.
O porteiro,
J. L Vie
Repartico da Polica
Seccao .' N 707. Surettife da Po-
li.ia de Pernambaco, 20 de Julbo de 1886.
Illra. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
quo foram hontem recolhidoa Gasa de
etenclo os seguintes individuos:
A' ordem do subdelegado do Recife, Joo Mala-
quias de Figueiredo, por diaturoioa.
A' ordem do de Santo Antonio, Jos Antero
Gomes da Silva, Joo Agrir-ino da Motta, Joa-
quim P-reira da Silva e Florentino, escravo de
Manoel Antonio Soares da Fonseca, por distur-
bios : Jv,o Ferreira da Sil-a, por enme
de feri-
nientos. ....
A" ordem do do 1 districto de S. Jos, Silvano
Gomes da Silva, por ter sido encontrado lufarca

wm
\ muN
mm


o
Diario de PcrnambucoQuarta-fcira 21 de Julho de 1886

do com blusa e kepy ^ tato"^?^lm:
Sebsitito Francisco das Chagaa, Bemvioda Me-
& do Espirito santo e Joto Antonio Nepomuce-
~ACrdemaoV districto de S. Jos, Francis-
co Ferreira da Silva, por crime de ferimentos, e
Monica Maria da Conceicio. por disturbios.
_ Hontem. s 9 horas e 50 minutos da noitc,
individuo de nome Lourenco Jos Francisco, co-
mhecido por Zegudgut, ferio gravemente, eom
ama facada, aa de-aeras Luia da Franca, sendo
preap fim flagrante pelo gnarde civieo b. 3, qu
g acbava de posto na rea da Impera!, onde,
ao entrar do becoa tes Fesveiro, so de o ~
O delinquente, cantea .osa. est se proeedeodo,
foi recolhido na Oaa de Detenido, e o off adida
no hospital Pedro II, onde foi vtotonado.
Na mesma occaanto apparecen lerido o eacravo
Felizardo, perteueente a Jovino da Silva Santia-
go, o qual acompaa** Zgadgue, sen, que sar
ba entretanto, quem o ferio, se bem que attnba
ter sido um individuo que acompanbava L-uiz ae
Franca e que se evadir. ,. j- 4
- Comraunicou-me o subdelegado do 1- diatri-
eto da Graca, em oficio desta data, que no d.a li
do corrente, s 11 horas e meia da noite, se apr-
sente na 5* estaco da guarda MW, sol.cHan-
do providencias, o cidado Candido R.dngues
Torres, que dissera ter sido atacado naqnelle mo
ment, ao chegar porta de ana residencia, a ra
da Ventura, prximo aponte da Torre, em re-
gresso do theatro Santa 'sabel, por tres indivi-
duos disfamados com baibas posticas e armados
de pistolas e facas de pont, os quaes roubarara-
Ihe a quantia de quinze mil ris, o palitot e o cha-
peo, salvando entretanto o relogia e a cadea de
ouro que trazia, por ha ver oceultado previamente
taes objectos.
Em vista de semclbantc exposieilo o cimman-
dante da estaciio fnhio com alguna guardas em
perseguicto dos ladres, nao sendo ossivel encon
tral-os.
A's 8 horas da manha do dia segrate, o nego-
ciante David Baltar, morador na mesma ra a
proiimo casa do aggredido, procurau o subdele-
gado, a quem entregou o palitot a o chapen de
Torres, que foram encontrados dentro de seu si-
tio, ao lado da travessa da Ventura.
Mementos depois foi & presenca daqnella auto-
ridade o referido Torres para reclamar a entrega
dos objectos, narrando ainda nesta occaaito o que
Ihe havia succedido.
Examinando Torres os bolsos do palitot encon-
trau nelles um masso de cigarros, bilhetes de pas-
naMTm da via ferr de Caxang e um lenco e em
seguida retirou-se, tendo antes afirmado nada lhe
faltar, alm do i quinze mil ris.
0 subdelegado tracta de pesquisar o facto, cujo
resultado opportuuamente dare sciencia a V. Exc.
D-us guarde a V. Exc:. -lita, e Exni.
Sr. Dr. Igaacio Joaquim de Souza Lelo,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chafe de polia, Antonio Domingos
Pinto.
Commaade das Armas
CARTEL GENERAL DO COMMANDO DAS AB
MAS DE PEBSTAMBCCO, EM 20 DE JULIJO
DE 1886
Ordem do dia n. lio
Faso constar a gu.rnicao que approve
o engajamento que a 18 da corrento con-
trahio, para servir por mais seis annoa, o
cabo de esquadra do -J" batalliao de infan-
tera Joao Francisc L'ite, que era inspoc-
5E0 de saudo foi julgado apto para conti-
nuar no servido do exercito; o que me foi
communicaJo pelo Sr. tenente-coion-l cora-
mandante do referido batalhSo era offiaio n.
339 de hontem datado.
(Assignado) O brigadeiro Agostinh
Marque de S, comroandante das armas.
(Conforme) O tenente Joaquim Jorge
de Mello Filko, ajudante de ordens ma-
rino, encarregado do detalhe.
am as
MARIO BE PERMEkttP
RECIFE, 21 DE JULHO J lSo
noticias da Karopa
O vapor Vlede Victori.' troux hmtem datas
que de Lisboa alcancan" 6 do corrente, adan
tando 15 das as trazi a pelo paquete Niger.
Alm das noticias Portugal, c .nstantes d
carta do nosso eerr.'8:><>nd'irtde Lisboa, eis is de-
mais :
HcNpanha
Esereve 6 o no-so alludido correspondente :
__ Depi.U do disenrso do general Lpez Domin-
gues, a qoi-m r^spopdeuo ministro da guerra, teve
a palavra o Sr. "almeron, q o falloa durante tres
horas. O oradar republicano fez urna critica tS*
spera 1 otilica seguida pelos conservadores, que
o Sr. 1'-.a.vas interrompeu-o viol>'ntamente. Fui
neess*F.i a ntervencto do presideate, o Sr
.M.irUs, para que o *r. Salmern pod-sse pruse-
3 .ir. Terminou por urna brilhanto peroracio, em
q CU anstou com o govern i liberal pela realisacao
tus" retarmas prometiuas, que feehanam a era das
revolncoes.
Nos jornaes ckimamente rece lidos em Lisboa
vero, o discurso de l). Emilio Castelar.
O novo discurso d grande orador tem todos os
defeitoa e todas as qualidadesda rma especi .1 da
sua materia. .
As tribunas ostavam completamente cneas, to-
cando centenas de peaaoas de. fra por u j pod>;-
rem obter lugar, apesar dos muitis empenhos a
que se recorra.
O discurso de C .stelar visoa principalmente a
affrmar fidelid-de s suas antigs aspiracoes.
O Srador propoz-te demonstrar : 1 que a re-
gencia um* diuimuica da m^narchi* ; 2* que,
poranto, um augmento de demencia ; 3 que
esta deve maniteatar-se pelo syst'-uia parlainen
0 Sr P: y Margatrfoi confirmado director d.
maioriarepiblica-eoalicioinata do congresso, e M-
carregado p r ea'a de combater a douco da casa
real; assim cmo Pertuando o Ajcarate comba-
teram os projectos do ministro da guerra c a poli-
tica monarchica na leatauraca.
Reonio-se o ministario extraordinariamints, no
diaer de algumas pesawas para tomar conh.-cimento
do proiecto do ministro das obras publicas sobr.-
expropriaclo publica, e na opima) de outras para
aerem lidos pelo Sr. .Vloret vanos telegraminas im -
ortantes recebidos do estr-ngeiro.
Parece caito que os novos ministerios de ustru-
eto publica e de obras e agncultur* serao oceu-
padoi pelos Srs Balagoer a Mosquera.
Falla-se na demissio do capitio-gooeral de M 1
dri, Pava.
A emenda a resoosta ao discurso da coro* pelo
deputado de Havana, Montero, padindo a antono-
mia econmica e administrativa para a ilha de
Caba, foi regeiuda por 227 votos contra 17, dos de-
notados aatonomistaa de Cuba e Porto-Rico e
e da colisio republicana da p ninsula.
O Sr. Castelar dedarou por intermedio do sen
anJiffo Gil Berges, qoe os possibilistaa nao a voU-
riam porque nio sao partidarios da autonoma de
Os discursos dos autonomistas Montero e Lebra,
decorando que a lib rdade que pedem para Cuba
kfc prejudicari m nada a mil patria, foram ca-
lor.simente applaudidos.
O ministro do ultramar, tomando nota d esta
eclaracto, polio aos autonomistas o sea apoio
mar a reforma.
A cmara dos deputa ios approvon a respoiU
a discarao da corda por 233 votos eon*a 58.
Na tarde do dia 28 de Junbo toi a ramba re-
centa em grande pompa, e acompanhada de toda
carte, basilica de Atocha apreseatar o re a
'izante da eaaasra, a rainha elevou nos bracos o
I e mostroa o aos deputadoa. Estes gritaran :
Viva o rei Viva a regente!
^retor d benefioanci. D. Jauto agaati,
ti nomeado govemador de Madrid, por ter sido
celta pelo governo a exon^raco ao conde de Vi
nena 1& qu"> rest.belecido; e pasaar o secreto-
rio do governador de Madrid, Antunea, a gorer-
nr a proTiflcia de Barcelona.
Realiaoa-ae a do corrento em Madrid a en-
tren da Boea de Ouro, que sua aaadade envin
riaka rege-te de Heapanha.
?*HJ* da entrega effeetoo.-se is 10 ho-
r7Vaaai, osUdoa apleaidof oamtoda a
"^aatita w oferecia da priacipal do
BMHSHaMto de abif mtaf*, era verda-
iB^'oSrsa'iUlto.'.aiWU. atojo,.
foi coadaaida capaila real nos braco, do estn-
beiro-mr, qoe ia acoaapanh.do pelo marqoea de
Mo~rPelo b..po e pelo chefe da escolta que se-
S" a'eomitvaileade o paco at nonmatura.
Collocada a Boaa no altar mor, chegou a ca-
pela a comitiva da rainha, na qual figuravam os
brandes de Hespanha, titulares, etc., etc.
* Em seguida aos grandea iam o nuncio de sua
santidade e o cardeal arcebispo do Toledo.
A rainha vastia de luto rigoroso.
A intaato D. Isabel trajava urna elegaute tos
fca,. de Mda baanca, gurnecida de roldas pre
'"Tam dpois aadama d; honor de Sua Maga**
tad**.
Fecbava* o eatteja os clwfee da casa militar
da rainha c os offieiaaa-mrea o corpo de ai-
cherroa. .
Na tribta do govora asaa*B>aaatodo oa mi-
nistros, exeepto o presidente e O da toeuaa.
Na tribuna diplomtica estovan os embaixa-
dores e ministros estrangeiros, acompanhados das
suas esposas.
Logo que a rainha c a infanta tomaram lagar
por baixo do docel.comecou a ceremonia, oficiando
de oontifical o bispo de Madrid.
Fiada a miesa, durante a qaal a orebeatra da
real capella executou urna symphoma de Bet
thotven, procedeu-se ao ritual costumado na en-
trega .ia distinecao com que Sua Santidade favore-
cen a virtuosa rainha de Hespanha.
O notario da capella leu o breve pontificio, c
em acto seguido fez-se a entrega d.1 Rosa.
' As palavras do nuncio, n'aquelle acto lo?
sesuintes: _.,
. Em nme do Papa entrego-vos, minha falha, a
R >sa de Ouro, or elle benzida, e a vos destinada.
A eomitiva voltou ao palacio, linda a ce.emonis,
ficando a R^a de Ourj deposita no oratorio par-
ticular da rainha.
Conforme noticias de Barcellona deve eita-
belecer se em breve temp urna linha de vapores
dire:tos para o commercio, partiudo d aquelle port
ao Chile o Per, com escala pelo Rio de J*nclr<>
Montevideo, e outra entre Barcelloni e Marsclha,
com escsla pelas Bale .res.
0 ministro das obras publicas Sr. Montero Ros
partir brevemente para as* aguas Panticosas.
Julffa-se que D'ira evita- a crisc se retardar* a
diviaSo do ministerio das obras publicas nos dous
de iostrucelo publica e agricultura.
Parece que o estado da cura Galeote cada vez
miis desesperado e a sua loucura vai augmen-
tando. O tribunal nomeou os doutores Eacuder e
Vera, distinetos alienistas, para que o examinem.
Diz u Jornal cU* Debales, que o Sr Papiuaud
consenuio um aceordo c .mpleto entre a Franca e o
bispo de Urgel na questo de Aodorra.
Est decidido que s? d annistia ao passado e
sejam subtituidos os syadeos e bailios implicados
as desordena de Margo.
- Suicidou se a 27 de Junho em Saillagousc
(Grades) o Sr. Vigo, antiga viguier de Andorra
ltimamente substituido no sen empiezo.
Varios comits conatitocionaes de Madrid tcri-
cionavam felicitar publicamente o presidente do
eenselh:. Sr Sagasta, pelas suas declar.coes em
favor da soberana nacional, porm desiatiram de
tal a conselhos dos amigos d'este ministro.
O Sr. Cnovas, por meio da poca, o jorn 11
conservador mais, ant.go, declara que adversa
qu*lqu"r aceordo da fimilia real como preleua*
D Carlos. Veremos o qae diz agora .f r.a
quem todos suppoem autor e prjpa;.! >r d aese
aceordo.
Franra
Eis o protesto enviado p enr.de de Pariz a
todos os jornaes monaasAi 1 e a todo o seu par-
tido no momento ei 14 deixava a Franca se-
gnindo camioho de f ]. vira:
Conetrangido p xar o solo do meu paiz,
protesto em n- se me fa*
. Apaixo Adnente ligado a patria, cujas dos-
iracas n*, mais cara <>'a tornarair., tenho at
h j.1 o vivido sem infringir aB lei. Para me
aara c ,rm d'ella, escolheram o m ment em que
tf 1V1 ientrava feliz por ter formado um novo
1 <. entre a Franca e urna ncao amiga
Proscrevendo-mp, vingam-s em mim dos tres
milhoes e meio de 'ct s que, no da 4 de Outubro,
condemnaram as faltas da repubiiea, e procuraran!
intimidar aquelles que cada da, d'el
ligaram.
Perseguem em mim o principio monsrehico,
enjo deposito me foi transmittido por aquelle que
o tinha to nobreraente conservad.
< Qu-rem separar da Franca o chete da g o
riosa familia quo a dirigi durante nove seclos
na obra na sua unidade nacional, e que, associad*
ho povo as venturas cmo as desventuras, fun-
dn a sua grandeza e a soa pmaperidade.
Esperam que ella se esqueca do reinado Ma
e pacifico de meu avo Luiz l'hilipp-, e dos das
mais recentes em que meu irmo e meus tios, de-
pois de terem combatido 8 ib a sua bandeira, *er-
viam lealmente as fileiras do seu valoroso exer
cito
Estes clculos sio errados.
Iustruida pela experiencia, a Franja nao se
ba de Iludir nem sobre a causa, nem sobre os
autores dos males qu- a fflngem. Ha de reco-
nhec.r que n'a monarchia, trauiccional por seu
principio, moderna pelas suas instituicces, poder
darlhe remedio.
S esta monarchia nacional de que sou o re
presentante, pc-ler reduzir ao nada s bomens da
desordem, ass 'gurar a liberdade poltica e religio-
sa, rehabilitar a autoridade, refazer a fortuna pu-
blica.
. S ella poder dar nossa sociedade demo-
crtica um coverno torre ; aberto a todos, supe-
n aos partidos, e cuja eatabidade K-r para a
Europa o penhir de u:na paz duraoWurj.
< O meu dever trabalhar sem treguas para
esta obra de salvacao. Hei de realisal-a, com a
alud* de Deus e o concurso de tolos aquelles que
partilham da nimba f no futuro.
A. repblica tem medo : feriado-me ajen-
iar-me.
Tenho confianza na Franca. Na hora decisi-
va, estarei prum.it >.
Eu, 24 de Junha de 1836. Phippe, c
de Pnris.
Este manifest, diz o Te-nf, d ao seu autor
pby-iioa >mia e a attitude de um preteadente ; os
)Hrti<:- bta medida era tao necessaria como legitima;
mas o adversarios poderio replicar :
Oa senhorea dizem que o cunde se tinha posto
de maia em evidencia, colloca-se elle gira mais
na sombra ?
Se elle procurava o reclame, nao foram os re-
publicanos exaltados que lhe fizeram um de colos-
aaes prouorc3"ST
Hoje, pouco importa, qae tonto ans como ou
tos tehamrazo; preciso aceitar a sitaacto
tal qual .
Ora, a situaco a seguinto :
A repblica tem por si o direito e o fecto ;
mas ella encentra na sua presenc- um outro rgi-
men que pretende ubstituil-a, porque se dia ser o
nnico as condicoes de redusir impotencia oa
h .mens da desordem, de ass-gurar a liberdade po-
litica e religiosa, de levantar o preatigio da auto
ridade, de restaurar a fortuoa publica, de dar a
nossa sociedade democrtica um governo forte,
ab-'rto a todoa, superior a->s partidos e cuja utih-
dade ser para a Europa um penhor de paa dara-
doura.
Depoia desta exposicao das doutnnas do conde
de Paris, o 2emp, aocrescenta:
O partido republicano tem que vigiar menos
sobre eflee do que sobre si f-roprio, e os republica-
nos que reprovavam esto medida se felicitaro de-
pois, por ella ter sido posto em ex*cucio, se ella
nos imposer urna polica ajuistda, firme e provi-
dente, que teria tornado aexpulato supetfiua, mas
qae a expulsao torna cada vea mais necessaria.
Afirma s-^ qoe, em vista das deolaraces cou-
das 00 manifest do conde da Paris, e cedendo
pressto dos radicaos, o governo expulsar aa fa-
milias dos pretan lentes ao thron 1.
Cjntinuam os partidarios do coade de Paris a
trabalhar actiTamente. Sobem a milhoes aa car-
taa qae tod >a os das sabem de Franca, para Do-
van e Tuubridre-Wells.
eiegando informacSas da polica, abandam as
cartas de militares.
A attitude a que boje ae inclinam ao monarchi-
cos consisto em apoiar por debaixo de mto todo o
manejo dos intransigentes e anarchisua, e se idr
preciso provocal-os indirectamente.
as regitoa oficiaos causa impreasao deeag-a-
re e bastante irritacto o aaber-se qae de varias
cortes da Europa ae envaos cartea muito expree-
sivas ao conde da Paria.
Os radicaes oomecam a trabalhar agora com
eafoicos novos paia a eapulato do duque da Cbar-
tres, a quem cosaderaat aooo o snaia toasivsl da
familia. ,
aV nova reiideema da ooavW da Paria em
Taabddga-Wella, dista 26 albas inginas de
Londres, onde se vai no camioho de ferro m um
quarto de hora.
A cidade, muito fresca de architectura moderna,
contm mais de 30,000 habitantes.
Ha urna grando quantidade de hoteia a easas
mobiliadas, qae desde o mes de Abril at Novem-
bro esli sempre cheias de hospedes, cnegados nao
dos ontros pontos de Inglaterra, mas tombem do
estrangeiro.
De todos o > heteis, o menor tal vez, mas o miis
cmf rtivcl, aaaa duvida o Caveley-Hotel,. onde
est:l alojad 1 cmde de Paris.
__O ;iii-[iHs de N monrs diz na sua carta so-
ciedad de saaoorroi ao feri los, seguate :
,\ lei de eSaals-io contra minba familia ex-
po'; m< a sata faumento a ser arrancada do meu
aWmicHi e expulao la framjL A nossa patria
ceoimoaa-paVine em tafeaituaoao, quj nao posao ja
eaerccrefSeazmaBte aafaucoea de presidaate-da
aasedade.
A carta exprime em termoa pathsteos a manir
proveniente desta separacto.
A sociedade, depois da leitura da carta, nomeou
e pjr aeclamacao ao daque de Nemours, seu pre-
siente honorario, levanta a sesmo em signal de
respeitosa sympathia.
__No dia 26, o principa Vctor Napo'eio pas-
sou por Lucerna, decaminho para Monea! eri, on-
de est sua mSi, a princesa Clothilde.
A 26, chegou a Moncalieri, onde foi chamado
repentinamente por telegramma. Seu pai o prin-
ciie Jeronymo, chegou all a 27.
No dia 30, o priucipe Jeronymo Bonaparte che-
gen a Roma.
O general principe Joaquim Mura e sea filho
Joaquim aple So, officiaes de cavallaria, foram
riseados dos qaadros do exercito, como membros
de familia quo reinou em Franca
Um correspondente do jornal Eunment afirma
que, em 6 de Julho de 1885, o' exeretto francs, fa-
zendo parte da celoberriraa expedoslo de Tonkin,
saqueara a cidade de Hu.
Barras e moedas de ouro c prata, representando
a ninharia de 65 milhoes de francos, foram roaba-
dos ignorando se at agora o destinj le tao im-
portante thesouro.
Tiveram a mesma sorte todos os objectos precio-
sos dos templo?, os diamantas, parolas e outras
j jias, encerradas no palacio da r.iinh. de Tu-Duc.
Que fim lavaram estes objectos?
E' o que brevemente se ha de saber ptlas reve-
laco-s forcadas do general de Courcy, aecusado
pessoalmeu'e de monstruoso att-'ntado.
Era o que faltava ao antigo ministerio Berry.
O ministro da juatica, Domle, apresentou a
do Junho cunara um projecto de le CJUtra
to rt affixar eartazes de .'taras sediciosas-
OSr. i)emol3 ao apresentar o projic'. aaampa-
nhou-o com um breve discurs) fraq 1 ^ emente in-
terrumpido p"Us risadas e eulin ces de mofa
das direitas, aa quaes, coraprea 1 dendo que o gol
pe exclusivamente diri^i i 1 aontra a publicando
do manifest do cjnl Pan?, calculam que a
lei ser rotada den ni af0 tarde e uao poder im-
pedir a dita |ra ai fa..
O ministro d-riif de explicar a nccessidade da
leupeii > q 1 1 f.jsvotada com urgencia.
Aii 1 ministro nao tinha pronunciado as u.ti-
maj pinrras do seu diacursa quaudo subi tri-
r Isulo deCassagnie.
O discurso do trab .Ihador monarchica foi como
todos os 8CU8, maito violento.
Atacou o governc, dizendo que elle inaugurara
a era da tyrania, e que esse o declive para onde
se resvala para o abyam >.
Depds de animada a discassao em que tomara
parte o Sr. Ciemenceau toi app.ovada a urgjucia
e termiuou o incidente. .
No dia 4 de Julho, o ministerio da marinha, des
mentindo formalmente urna noticia do jornal Pa-
rs declama que lodos as barcas torpedeiras fran
cez'S estao actualmente nos portes de tranca.
Na sesso da vespera, o ministro da manuha in-
terrogado na cmara pelo Sr. Gerviile Riache,
eonfirmou o desmentido j telegraphad 1 de Vnn-
na de ter o imperador ido pessaalmente faaer urna
visita de desoedida ao condo Foucher de Careil,
ex-embaixador da repblica francesa naq
corte. ,
O senado pprovou o projecto de emprestimoa
de 2u milhoes de francos para a municipilidade
da Paris. ._. .
D-u a sna demissto de governador militar de
Paris o general Saumier.
O oonaelho de ministros eraittio o parecer un-
nime pata se recusar a demisaio ao general Sau-
mier. ,
Depos do oonaelho o ministro da guerra esere-
veu ao geueral pedindo-lhe que coutinuassa como
saventador militar de Paris.
Cbegaram na jianha-de4 a Pars dous desta-
camentos de artilharia, que regressam de Ton-
Foram recebidos oom grandes ovaces pela 10-
mensa amltidan de pavo que o-- esperava.
Effictuoa-se as ves^eras o annauciado banque-
te da imprensa departamental mouarcbica.
O Sr. Lambert Sainte-Croiae, representante au-
torisado do conde de Paris, disse que o partido
realista todo tem o mesma ebete, a mesma espe-
rance e o mesmo fim, e levantou um brinde ao re-
gresso.
AppUuaos e gritos : V.va o re *
Por occaaito da festa nacional em Pars a 14 de
Julhi, bavena recep?ao na presidencia da rep-
blica no dia 13 de Julho, parada no da 14 reoep-
cij no miniateno da guerra no di 15, e racepcao
no club nacional dos exercitos de torra e mar no
A parada do dia 14 realisar-se hia depois das 4
horas da tarde. .
O ministro da guerra eaperana presidente da
republie entrada do byppodromo de Loug-
'erap.1 de **"&" deTjnkjQ' Ia0 Pr e8Sa 0C
casiao receberia aa decretadas recompensas, te-
ria as costas voltadas para as tribunas.
0 ministro da guerra collocar-se-hia em face
da tribuna da presidencia durante o desfilar das
f0o"goveraador militar de Paris formar direito.
do ministro da guerra.
Belssea
De Bruxellas informara que uovas greves surgi-
ram m Bonua^e
Oa mineir.s de Fram ries o de Flenn exigiram
urna redttccto das horas le trabalho; as direecoas
nao par- ceriam d.rp .st^a a acceder no pedido, al-
leeaodo que a expK.racito decabira de ha lempos-
para c. A sociedade de Belle eu Barne resolve-
r me,mo fechar um 005. que oecupava setecentos
operarios, oa quaes se aeham actualmente sem
trbalo, 1. .
Suspeitava se que varias outiaa companhias
mioeiraa aeriam forcadas a idntico recurso.
Os grevistos mauteecasrt tranquillos; as tropas,
porm, que cmtav.m ratirarpara ttous, continua-
ro peraauecendo em Boriuage.
O conselho g ral d. jartido op-r*no publicou
um manifest, na qual diz, que se fe* prohibida a
mamfeat cao de 15 de Agosto; Ser or^a usada
urna rev geral; convida toioa oa operarios a
que venham nesse da a Bruxellas, e conclue re-
ciamaudo o auffragio universal.
Italia
Por occasito do pedido de exercicio provisorio
do orcamento, a Cmara dos D putadoa exprima
a sua plena caufiaaoa uo ministerio por 22U votos
coutra 158
Vai lomando proporcoes aterradoras a epidemia
do cholera, que actualmente graasa em Italia.
Segundo um teb gramma do Rama, d rgido no
dia Io a um per odieo de Pana, tiuham-se dado,
uas ultimas 24 hora, o, seguales .-aaos:
Em Bnnalisi, 20 casos o 8 bitos; em una, o
casos e 6 bitos; em Erchia 8 caaos; em S. V.c
to, H casos e 11 .bit s ; em Fr.nc*vil.as, od ca
sos e 17 bitos ; em Caravigua, i bito; em L,*u
raua 10) casos e 21 bitos j em Veues, 3 cajea e
i bito; em Codigoto, 11 easos e 2 bitos. Total,
em 24 horas, 218 caaos e -i6 ..bitos.
sata
Seguodo o joroal Stmmpa, o pap* escreveu urna
longa carta aa Conde ie Paria, vpnmiudo o seu
pesar a respeito da expulsao, exhortando o Loude
a resignagto e enviauda-ihe a bencao para elle e
para sua familia.
N4o tem fundamento o boato de ter o Vatic .no
cammunicado ao governo france a reaolaeda de-
finitiva do papa acerca da sua represenucia em
Pekim.
Inglaterra
O discurso da rainha, pronunciado na sessi 1
real de 25 de Junho, annunciava ao parlauwuui
que resolver diasolvel-o afim de cons-'lt r a opi-
aito do paia sobre a quesillo do estobelecimento
de um oorpo legislativo orlandea. Cansigoava
com satiafialo que teem sido amigareis as rela-
coes da Gri Bretaoba eom todaa aa potencias ;
partkipava que celebrou com a Hespanha urna
convancto, que, ae fr approvada pela edrte
heapanholaa, augmentara aa relaedes commerciaea
das dous paiaea e fomentar a imnortagto dos vi-
aos ooloaiaea; e oaclaia maaifestaadg a deesg
de que o novo parlamento trabalhe pela paa e fe
licidade do povo e pelo poderio e uuto d impe-
rio.
A luto eloitoral aborta ni Inglaterra tem
produzid com actividade febril. Sr. Charles
Dilks iateiramente do parecer do Sr. Gladstoue,
e j o tinha dito antes de o repetir aos seas eleito-
rei de Chelsea.
O atro dos que lancaram a sua profissto de f
em n.eetings eleitorae-, lord Randolfo Churchill,
o ardeata deputado conservador, reaponsavel pelas
sangrentas dea irdens de Belfart, parque foi elle
qaem aeonselhou aos protestante? de UUter que
r-p llissem pelas armaa a djminacio de um par-
lamento em Dublin. Nao fe imagina eonsa mala
absurda na violencia, nem mais phantastiea no
oxaggero. Para lord Randolfo Churchill o Sr.
GladsCoaW um vslho tosssb, qoe; para conservar o
seu podar dictatorial, trafca coa traidores o cri-
miaoaoa(allusSo pungeatas* Sr. Parnell) e se en"
tr'ga a urna estravaganeia aenir- com mistura de-
hysterismo.
Esse extraordinario manifest parece gizado
para favorecer a victoria do partido gtadstoneano.
Muito dover esse partido furia desordenada
com que o tem batido os seus contrarios !
Ao lado desta manifest em'pallidece o da Sir
Michael Hicks Beach, leader oficial dos conserra-
dores na cmara dos communs. Esse quer a
igualdade das tres partes do imperio britnico
sob a autoridade de um parlamento onipotente, o
que bistante vago. Sa a colligaca unionista
mi aprcEcnto causa melbor, pode coasider.r-3C
perdida.
Por ultimo, vulto o discurso da Sr. GUdS"
pronunciado a 21 de Junho, peraute os ae 1 < i
tores de Midlothiam. O prime:ro ministr > : 1 en-
trou d'easa vez os seas ataques sobre u n onistas
libersc3, aos quaos nto duvidon de [ ficar de
conservadores diatarcados, expra 1 do-lh's que
rep.esentassem classes dirigent> oppostas sempre
a que termine a quasttodi..' 1 Dda Emfim, o Sr.
Gladstone pedio navam :nt: 1 neis que se pronun-
ciasse sobre o principia < rltonomia da ilba-irma,
uoico ponto em leti^-
A 28, ainda > 1 j (^ladstons pronunciou outro
discurso impor. iJ c. Eate ioi no Huglers Circiis,
do Liverpool. sela coutinha cerca de t;is mil
pessoas.
Pond >. 1 gsjevo a fraqneza dos argumentes ex-
postai 1 o Mrquez de Hartington, aceusou-o de
:or j i> \\> em 1881 os nacionalistas irlandeses,
qa > rjrdefende.
.rgou que o estabelecimento de nm parlamento,
je fuuccione em Dublin, possa permittir Iran
da o subtrahi -se fisealisicao do parlamento iin-
peiial. Pelo contraria, fer com quo os irlandeses,
que at ao presente sa teem insurgido contra essa
scalisacaJ a ella se submettam roluntariamente.
O gaveruo sab-jr salvaguardar os direit03 de
lster.
O bil relativo A compra das trras irlandesas
nao ,coma se t?m dito, ama operario ruinosa para
a Inglaterra. O dinhairo que for empregado nebta
oper*e,ao aera garantido. Na cmtunto, esta bil p-
dora ser separada do que se refere propriameute
lU'anomia.
Continuando as suas asse-ces e exphcaijej,
chegou fii-ilin-rnte parte em que affirmou a sua
evoiucao pira ai idea democrticas. Para olla, a
questo rlandeza p.">a bera em relevo o conflicto
existente eatro as classes dirigentes a a grande
massa da naeo. Em geral, o partido liberal n\>
sustentada pelos duques, pelos membros da GetUry,
pelo alto clero e pelos offiaiaea da exereita. A
maioria d" individuos que oceupam poaiooea privi-
legiadas, adversaria do liberalismo. Apoiam-no
os cidadiios que exercem profiasSes, como advoga-
dos, mdicos, ete. A questo redus-se a saber se
as masaas populares sao propensas a fazer pressaa
continuamente sobre aquellas classes.
Parece-lhe o contrario.
Em todas as occasides em que se tom tratado de
fazer vingar a verdade, a justica e de pleitear pela
causa da humanidade, sao aa massas populares as
que sn teem pronunciado palo just.., emquanto as
classes privilegiadas se obstinam no erro.
Citou lord Rindolfa Churchill em apoio d'esto
afirmativa, e do qual se poderia faaer um magni-
fico estadista aproveitando-lhe s a melada._ L>rd
Randolfo reconhecera j quo as classes privilegia-
das poderiam estar em erro, qne os clubs aristo-
crticas de Pal! Mal poderiam engaarse; mas
que o povo, esse jamis se enganava.
Eaperava, paia, que o povo nio ae deixaria en-
gaar na questto irlandesa.
O pacto que liga actualmeate Irlanda com a In-
glaterra deve ser substituido par lia nee mais equi-
tativos, porque eonstitae um pacto abominavel,
que preciso denunciar indignacto universal.
Senbores !axclamou o grande velhooesse-
mos de ter a noaaa Polonia. Conservmol-a por
muito tempo. Escutemos a voz da prudencia, ia
coragem e da honra. E para fallar co-n o poeta :
Toquem os sinos o adeus do passado e repi-
quem a espersno* da futuro! Que os aons e as re-
cordaces da discordia se extingam Quena sinos
annunciem o bemdito do reinado da paz Z
E dizendo estas palavras, o orador sentou-se no
meio de um iadescriptivel eathusiasmo da audi-
torio.
Emquauto ato occorria em L verpool, o Mrquez
de Hartington combata quasi meima hora em
Sheffield as aspiracoes dos liberaos irlandeses,
c mtessando comtudo as suas aympathias pela Ir-
landa, j.
Segunda informaoSe de um jornal de un-
Win, teriam sido dirigidas pelos fenianos ameacas
de marte ao Sr Chamb-rlain, que desde ento se-
ria guardada par daus nacionahataa.
__ N) fim do mea de Junho as agencias e clnos
tinham j terminado as listas csmoleras de candi-
datos que, autorisados pelos omits do seu partido
lutariam as eleicoes.
Em Inglaterra apresentoram-se para ser reelei-
to todos os deputados ingleses do parlamento dis-
solvido, menos 20.
Na Escoisia e na Irlanda, todos menos 4 oa 5
Os hberaes de GUdst me apreseaiaram na In-
glaterra e Esc .aia 400 candidatos. Na Irlanda
s apresentaram 3 can iidatos, segundo o que com
biuaram com Parnell. para nao dividir all as for-
cas favoraveis autonoma.
O candidatos canservadores subiram a lo. i.m
compensaeao o nico partido que apresentou can-
didatura numerosa na Iran i em competencia
com oa parnel listas ....
Os liberaea e radicaes dissidentes (unionistas)
nao contaram alm de 132 candidatas afaitoa
deles lutaram na Escossia contra os liberaes de
GUistone, os quae* de ouira moto all seriara
triinnphantes sein luta.
Na Irlanda havia candidatos parn listas em
todos os districtos, monos 2 ou 3. E na maior
parte sem opposicla.
Fra da Irlanda nio se apreaentariam candida
toa p.triieliistas, alm da don- O' Ctunir, que >u
ta"amem loas districtos d Inglaterra,
No dia de Julha esta vara eleitw 148 leputi-
d >s (?) conservadores, 26 unionistas, 54 gladato-
nean >s e 18 pamelliatas.
Os conservadores gaaharam 7 circuios, os glada-
tone moa 9 os unionistas 1.
Sr. Gladstone foi pleito sem opposicao pelo
sea districto habitual lo Midlotmau, naEacossia.
Alm d-te circulo, fai tamb ro el*ite por gran-
de m.i 'fia em Leitb, outro cireuloesco8aez. Apra
sentavi-se apeuas um caudil ta uuiaiiista, Mr.
Jaeks, ralical dissideute, que tiuha repreaeuta lo
Lith o> ultimo parlara ato A" aiW (ahora, porm,
os liberaes ^ladstpoeanas re-oiveram uppor a can-
didatura de Gladstone d Jacki para ginhar
mars *%> circulo. Vendo certa a de.rota, o umo
nista teve que se retirar.
As t'Opas inglesas aotfreram outro rave na
Birmaua
O ra.j ir H illas atcon um icamaam uta eutrin-
cheiradi. 00 le egiavam mil birmans ; mas foi re
pedid) cm p-rias grtves.
Alleaaanaa
O imperador Gu lhrm; aperad) m Gafetoiu
ao di 15 Parece qua a aeimpauQ.r o p iucip
de Biamarck. e p irtaut auribu ae a esta viageiu
grande im|j irranci*.
J samo de Berlim o deputado socialista
Sing-'.r, qa- f ai cxpulsi ^e[o iveruo. Os dmo-
amta tizvacn-lh una grande o-'cao A lev
dida, 0 Sr. S ilgei va> per; rrer a A'lemaaha ilf
Sui es ex :11ra* ae ,ir ip i m la.
aviara
A cmara VTan pr uoaainidadea dotadla de
20if:iWO A rln pa a o regento.
P01 enoerrada a a-sa. InguUtiv uo 1 1 d
Ju'h i.
Um correspond ata de Benin esereve o seguin-
te, acercada nart do rei Lau da Bav-era
A profunda mprcaaia causada pela trgica
morte do rei Lua II da Baviera cou in4a, nio s
na Baviera, mas em toda a Allemanha. Aiud
Inio est olvidado o papel importante que o dea-
venturado monarca* bavaro repreeeatoa na bis
tona do deaenvoivmento do imperio, e apeaar de
tadoquaato se tem publicado presantemente ares-
peito da sa loaenra, pan aliamto t* Ter
sempre nelleum dos principas fuadadacea da
uniio al lema.
Urna das causas da emocto que existecansa
bastante justificada6 a manutencio do ministerio
que teve aa prooas da loucura do rei desde anuos,
e que no emtanto deixou correr as cousas von-
tade. Nao foi senao no momnto extremo que o
governo qnia mudar o estado de cousas, e o de-
sastro de 13 de Junho demonstrou claramente que
aquelle momento fr* mal escolhido ou escolhido
demasiado tarde.
O ministerio, sob a presidencia do Sr. Lita,
apresentora-ae agora commissto da cmara em
Munich para lhe provar a razio que houve da nc-
cessidade da instituico de urna regencia. E o
que que elle fez para provar isto? Apresentar
documentos e ateclaraooes que nao deixam duvida
alguma a respeito da completa laueura do rei ha
10 annos Mas, pergunta-ae com raaSo, para que
haris tolerado nm tal estado de cortas, se sabis
tudo isso ha tanto tempo? B'oqW pirgnntari
principalmente a maioria da cmara bavara que,
como se sabe, nao muito ministerial. A queda
do ministerio bavaro parece inevitavel, apesar do
principe regante Luitpold ter declarado quo possue
a sua inter^ >nanc*. O povo nio tem confian-
ea algam 1 9 \ um governo qne oceultoa a terrivel
verdade acerca da saude do rei durante mais de
19 anu.s
Ni 1 -' ram as dividas do rei o que accelerou a
m.i'c (dos aconteeimentos, mas si m outras cousas,
i 1 "enflo-se a este respeito o segrate : O pobre
c* Luiz na sua loncura completa dirigira-se por
tf.eic de intermediario subalterno a capitalistas pa-
risiense e mais tarde ao coade de Paris para fa-
zer um emprestimo de 20 milhoes de marcos, offe-
recendo-se como esucto o conservar a neutralida-
de no caso de urna guerra franco-alIm3. O conie
de Paris diz-se, tera acceitado esta caucto ou *qui-
valente, com o accrescino da promessa de que o
governo bavaro faria as neceesarias instancias Jan
to do principe de Bismarck, para que este cessas
se a sua attitude hostil contra a familia dos Or-
leana
Todas estas transaeces foram feitas sem que o
ministerio bavaro tivease conheciraento dellas.
Imagine-se o s'u assombro quando o prneipe de
Bismarck lhe communicouoi documentas que mos-
travara que perico carrega a dignidade do govor
no da Baviera. Foi enta que o ministerio, de ac-
eordo com o principe Luitpild, se resolveu a pro-
clamar a regracia, iafeizmente sem o trato que
este declarara o acontec ment exiga.
Commetreram-se faltas, e para cumulo do des
gracs os ministros trataram o rei, que fdra declara-
do sem juizo, coma hornera perfeitamente juiza.do,
pois a nto ser assim nao permittiriam que elle pas-
seasse, 6em outra guarda que a de um velho medi-
co, pelas margens de um lage.j
Paiaea Balxos
Sao ji conhecidaa os i-esn'tad- s das ultimas elei-
c5es nos 38 districtos da Hollanda.
s liberaes tiveram nos setenta e sete circuios em
que ai aubdividem os districtos, dous de maioria.
Esperam ainda triumphar em dous empates.
Oa liberaes alcancaram um circulo em Haya
trmmpharara era Amsterdam.
O p'eaidente da extineta cmara, o Sr. Cremers,
empatou a sua eleicia.
Era Amstirdam a polica arrancou das esquinas
a 23 de Junho noite uns eartazes com estas pa-
lavras Abaixo a realeza
Baeala
H serios recelos de que a Russia queira rea-
brir no outono a questo do Iriente na Bulgaria.
E' grande a presso raasa exercida sobro a Tur-
qua para obrigl-a a intervir na Romelia.
Um despacho de Varsovia, diz que urna ordem
procedente de S. Paterabiirgo determina a rpida
oondueeSo das tortificao^s de Varsovia. Quatro
dos antigos fortes serto transformados, juntando-
se-lbes oito novas fortificacoes. Construir-ae-hiam
igualmente algumas cavernas espacias.
Diz um telegramma de Berlim para o Daily-
News que o Sr. de Giers, ministro ios negocios
estrangeiros da Rassia, addiar a sua viagem
Europa occidental para depois das eleicoes ingle-
sas, porque o resultado destas pode ter grande
infljencia sobre a poltica masa no oriente.
rlenle
Na Grecia, urna das pnneipaes reformas pro-
postas pelo Sr. Tricoupis, logo depois do seu
advento ao poder, foi a reforma eleitoral, que a
de_ agricultura ; o corte porm que, o Sr. Oli-
veira Martina regressou para o Porto, onde redi-
gem a Provincia, e as folhas ministeriaes de Lis-
boa appareceu urna especie de declaracio semi-
official, de que essa separacto do ministerio do fo-
mento em duas pastas diversas, hade sim realisar-
se, mas por modo que as cousas ostejam devida-
mente preparadas segundo a melbor conveniencia
dos diversos ramos de servico publica, e que niaae
mesmo concordara o cavalheiro indigitado para
lhe ser confiada a nova pasta.
Continua a fallar-se da prxima viagem d'el-rei
o Sr. D. Lviz I. S. M. ir na corveta Affoiu de
Albufuergue, commandado pelo Sr- Cardoso de
Carvalho, a Inglaterra, afim de visitar a rainha
Victoria, a quem nto v ha multes annos.
Em seguida S. M. partir para a Allemanha,
para visitar a infante D. Antonia, que est ka
lempos doente, a ponto de inspirar serios ca-
dados.
E' provavel que El-R-u por essa occaaito tom-
bem visite o rpi da Suecia e o imperador da Alle-
manha, de quem S. A..R. o principe D. Carlos re-
cebeu as mais carinhosas attences, que maito
penhoraram El-Rei D. Luiz.
8. M. ni visitar a Hespanha, nem a Franca,
nem a Italia, porque a viagem ter de ser breve,
nio se prolongando alm de m-z e meio, querend
estar em Lisboa no di 1 28 de -'etembro, duplo
anniversario natalicio do principe real de ana
consorte.
Algumas folhas francezas tem-se mostrado
preoecupada com a viagem do rei de Portugal
por lhe supporem intuitos polticos.
Seja como fr, esses boatos, dos mais abpurdos,
teem sido ultimam nte desmentidos nos jornaes
portuguezes que mais privam com o governo, ebe-
gando at uu. delles a dizer ingenuamente que a
excesso d'emboupoint que faz com que o Sr. .
Luiz v Allemanha afim de tratarse com urnas
aguas que tem as mesmas ou melhores virtudes do
q-ie as nassas do Gerez.
El Rei vai s#.
No dia 30 do mez passado, o Sr. C4revy, pre-
sidente da repblica francesa, recebeu como ceri-
mnial do estylo o Sr. Conde de Valboiu, ministro
de Portueal.
O Sr. Conde, ao entregar as credenciaes, disse
que eatava encarregado, pela seu soberano e pe
seu governo portuguez, de estrellar os lajos de
amisade, felizmente existentes entre Portugal e a
Franca.
Felicitava-ee de cumprir esta missao tao coa-
toime aos sentimentos pessoaea, e que a preea-
eber mais fcilmente se poder c intar com a be-
nevolencia do preai ente da repu 'lica.
Aeompasmam os o medico Dr. May Figueira e o
Sr. D. Francisca de A'meida, seu ajudante de
campo.
O Sr. Grevy respondeu-lhe que recebia cora
prazer as credenciaes e accreacentou :
t N9 nos dedicaremos juntos a consolidar e
desenvolver os 1 eos existentes enire oa.dous
pases. Podis contar com o neso apaio e a
nossa sympathia. >
Depois os Srs, Grevy e Conde de Valbom tive-
ram urna cmversacto amigavel e familiar, qae
duTou una 20 minutos e em que o So. Conde falisa
da epaca di sua moldado, quando era estuiaate
na escola de Minas de Paris.
O Sr. Grevy interrogou o ministro portugus
acerca das inatituicoes que regera Portugal, da a
Havas no seu telegramma, sendo para admirar
que o presidente da repblica ignore como se reg
um dos paizeo Ja raca latina que, embara pe-
quea, mais tem assombrado o mundo c ira a sua
historia, tanta dos antigos lempos como dos mo-
dernos.
O laconismo dos despachos f azem destas hereaias
e por isao nunca se poda tomar ao pe da letra
que dizem telegrammas.
Paree: que urna c^mmissio de qoe fasesn
parte os Srs. Antonio Ennes e Eduardo Guisaa-
res, jarnalisfaa. est elaborando um projecto de
reforma da policia-civil.
Estio j quasi co -fluidos os seus trabalhos ee
sao muito importantes, segundo affirm ara eor-
reepondente.
__ Poi concedido companhi 1 real dos ca-
minhos de ferro portugueses, precedendo vt
affirmatiao e unnime da junta consultiva d-. obras
publicas e minas e da procuradoria geral da ca-
da, um ramal de via larga entre as estacoes de
cmara hellenic* est para discutir. O projecto ^ ^ de L3bod a TorfM a eiU_
do Sr. Tricoupis resume-se nos tres pontos segura da ^ A ,onia.
tes : estabelecimento do escrutinio u^mraaminal, re- Eagl> rama, cn8titu3 0 primeiro troco da linha
duc?ao do numero dos deputados de 240 a loO e cireunlTali ^,on ,*,, entara de Lisboa.
pr.hibi05o das funecoes do deputados aos officiaes Q ^^ oonJtituide pel. prmeira secaio
de torra e mar em servieo activo. I ,LiboH a BemficO da linha de Lisboa a Torrea,
O Sr. Tricoupis, aposentando um tal projecto, | t ^ ^^ TeBUnU ge8a nm earanBo marginal 4
Tejo, entre as estacoes de Santa Apolonia e Al-
mostrou a sua audacia e energa. Submettor a ac-
ceitacSo dos deputeds um projecto que deve re-
duzir o sen numero a urna proporeto consideravel
por isso mesmo exigir a um numero de entre
elles o terreno da sua carreira poltica, j algu-
ma coisa ; mas eliminar da cmara numerosos offi-
ciaes mais preoecupados com a _PO't|_c_d qe 8"obrss do ^to de Lisboa, por causa doa enor-
..___:___*__.1.. *.-.-m.. ma onu iiiii'.'4(J'l ri
cantara. .
O primeiro tnco vai entrar em construccao im-
aediata ; o segundo est quasi concluido e o tar-
ceiro tombem nao tardar a ser coneedido, porque
caostruecto delle auxiliar indispensavel para
com as seus deveres profissionaes era arriscar-so
encontrar de frente urna opposicao formidavel.
No entanto o Sr. Tricoupis nao hesitou em sus
tentar a seu projecto, e prevft se que elle gauhara
a m causa. J o escrutinio nominal f< i approva-
do u'um* das anteriores sessoos por 114 votos
contra 1U3 : na sessio seguinto a radueco do nu-
mero dos deputados fai igualmeae votada ; final-
mente, no da imraediato o oaragrapho tendete a
r-stringir n'uma larga medida as candidaearas
dos militares, foi adoptado em terceira leitura. A
discusaao contin* e breve todo o projecto ser
votado. E' de presumir que, depiis da adopcao
la pr .jecto, o Sr. Tricoupis proceda dissolucio
da cama.-a e a novas elrives.
O jornal de Athauaa, que orgio do Sr.
Tricoupis, prev uovos ucideates na Roumelia, e
declara que a Grecia deve preparar-se para no-
vos sacrificios. O artigo tem produzido sen-
sacao.
Parta para S. Petershurgo a rainhi U ga,
da Grecia, cora aa princesas Alexandra e Maria,
e o principe Andr. O ministerio est elaboran-
do os projectos d reforma do exercito, da man
nlia e da administracio publica.
Em Soda, na dia 26 de Junho, foi entregue
aa principe Alexandre a mensagem da cmara
respondeudo ao discurso de abertura da assem-
Ola.
A mensagen, parapbraseanda o discurso, ex
prime a satiafacia de ver a Bulgaria do Sul col-
ioad debaix < do mesm- sceptro e os seas rpre-
seatantes reunidos na mesm assembla.
Significa a c .utiauca prufuada no principe e
testarauuha tambem a coufiauca na buraaudade
e geu-roidade das gran les potenciaa e prracip!-
m ute na Rassia, que encher de beneficios a
Bulgaria.
Dizem de v"ienna ao Times, que o principo
Niolo de Monteu.-gro conveuceu o impera ior
Franc.se. Jos d9 que seu geuro, 0 priucipe Ka-
rageargeviioh eslraniio aos mouna da &.;rvia,
onde os camponios r<-cus*m pagar os impostos,
acciarando este ultimo priucipe.
Marracas
O jornal El Eco de Ceuta talla da prxima
viaitera do ministro dua negocias estrangeiros de
vlarroco, Lili-Mahameo-Wagaa, a Berlim, para
se irator de urna d .enea de olb s ; mas na reali-
Jada para tratar d, afastar a Allemanha da tn
gluerra e da Franca aas dec.ara50.-a que estas
poteucias fizeram lo oulio.
Betadoe Unldoa
O Sr. Kmg, depuudo da Luia.ania, apresentou
na cmara d a repreBantautes de New-Tork urna
mocao recordando as proraeasas leius pela tran-
ca ie que o canal de Panam ton um carcter
particular, e que o gover.10 francs oto aasumina,
a respeito desta obra, respousabilidado alguma
Lembra era s-gu.da qao o goveruo trauaes re
comm^udara o rmprestimj pra a conatruccio do
eauai, a qud at cerlo panta d a esta empresa o
ca. actar de oficial. _
Ora, a Ara rica vera cora oquietacao e des-
agrado t .da a m lida ten lente a ideutin :ar a
,bra d Panam cara a Frauca cama aco.
Um tal resultada seria cratrario palitic
p .yo ainerie*u.>.
F.naiiueute, pede que o secretorio
i-eminuuiua. ao cu^r.-as. toda os documentos
. aavas a est* assura^tJ, quo repuu melindroso
p.ra .a iatereas-8 uaciouaea.
H.uve urna xpi.sio no pai! da plvora
em iJ.akosvile. Picaram martoa 10 bomeu e fe-
riaas 12.
do
de estado
EXTERIOR
ae
Cs>rres)poAiaeia tl< a9iari<
rernail>uc>
PORTUGAL-UflBA, 6 de Julho de
1886
Tiaha viado a Liaboa o Sr. Oliveira Martina e
d'ahi inferiram muitoa qne ia ji a^eretor a de-
saoMtoacto 4* aaiaueterio la ehm phhM,
ms movimentos de trra, que seria necessan
effectuar, e que s por urna linha terrea poden
ser realisados em condicoea econmicas acoatta-
veis.
Por este modo ficar dentro em pouco fechada a
completo a linha de pequea cintura de Lisas,
que de enorme vantagera e comm didade.
A concesBia da seeco entre Berafica e Saeta
Apalonia foi feiu sem n nhum encargo, ou sah-
sidio, on qualquer especie de compensaeao per
parlo do Estado.
E nto b nao traz encargo de especie alguna
para o thesouro. mas estipula para a companhia
concessionaria algumas obrigaces de carcter
militar para o Estado.
A estaco do Campo Pequeo ser subardinada
s necessidadss desde um rpido embarque u
desembarque de fortes contingentes de tropas e
respectivo material de guerra.
O governo poder ter as dependencias dessa
estaco, al do parque da companhia militar de
caminaos de tero, os depsitos de material de
guerra, qo julgar conveniente.
A companhia real obrigada a admittir ao aea
servico, para escola pratica, a companhia de ea-
muh s 'ie ferro, tanto naquelle ramal, com us
outras suas linhas ; e quando a corap-.uiua milit .
tenha pessoal suficiente habilitada, a companhia
real eutn-g.ir lhe-ha a explor ci do im I. asm
como das outras seecoesda linha de eircumvcillafi
que venham a pertenctr lhe, em tudo o qu .10 de-
peada de servicos combinados cm as outras li-
nhas. .
Filialmente a companhia concessionaria obri-
gada a dar passagem e a fornecer ma.-hina e
wagoua-plataformas para transparte da c.mpa-
uhia militar de caminhos de ferro para oa exerei-
cios da iniciativa desta, quando queira dirig r-aa a
qualquer pomo do r-ino, por urna tartfa to su-
perior tari/a minima do servico da pripnm
companhia.
Em tempa, a Associacto Commercial do Por-
to deliberou c llocar o busto do Sr. conaelhere
Hintzo Ribciro no edificio da mesma aas iciaoi.
Est concluido o busto. E' maia urna notavel
oora d'art do eminente esculptor Soares dos Res.
Referem daquella cidade que o Sr. Bario
das Lages roandou para Inglaterra e H llanda
amostras de tabaco do Douro, para ser all mani-
pulado.
Tambem enviou amostras a algumas fabriaas
do Porte, e dos ensaios feitos deduz-se que o ta-
baco excessivamente forte, mas sempre arama*-
0, casando se bem com os tabacos muitofrasjos.
__ Acaba de dssolver-se, por comraam accorde
de seus socios, a sooiedade nue no Porto g'I
s<>b a antiga firma commereial F. Chamico Fila
& Silva. O nrgocio do banco de exportacio da
viuho, da firma extincta, contiua poreonta da na-
va firma F. Chamico & C.
Poi tambem dissolvida, de eommum accori, a
sociedade qae na mesma praca girava sob a Ir-
ma de Mn el de Oliveira 4 Souaa 4 C, ficaad
todo activo e passivo a cargo do primeiro tocto,,
ir Maaoel de Oliveira e Souaa, que contraa
com o mesmo lamo de negocio, aob sua fi u a in-
dividual.
Dis a Corrtspoimna da Ftgimra, que va-
no, negocian res d'aquella cidade projectam mon-
tar brev menre um banco agrcola, com o capital
de 100:000 A sede do banco ser em Paito a
have i auceursaes em Aveire, Maiorca e Lucaiae.
__ Foram agraciados com o titulo de Marqea
da Graciosa o -r. conde do mesmo titulo ; coa*
de bario de Paco Vieira, o Sr. Alfredo de Paf
Vieira, filho do bario do mesmo titulo.
__ Dt-vem partir brevemente de Inglaterra para
# camioho Je ferro de Mormagto (India PurtugU-
m) 12 locomotivas. _
__ Estio annunciadoa os seguintes divideadas
dos bancos de Lisboa, em relacao ao primeire se-
mestre do corrente anno:
Banco Luaitano 2 ; Bancas Commermat a
Lisboa a Acores, 9 1/8 e Banco de Portugal I
O actual govsrnador do Congo fea ultssaa-
nentc aportantes acsjitflietoa m IngUtetn, e
ESad
nnnnanBHnnBlnBa


Diario de PernambcoQuarta-feira 21 de Julho de 1886


Franca para rem para aquella nossa colonia, oc-
cupada pelo governo portugus militar e dmi
nistrativamente.
O Sr. Visconde de Lobato foi aggraeiadj
tom o titulo de conde do mesmo titulo.
O calor n'eates ltimos dias tem sido abra-
zador, e tambem no Porta e outras trras da pro-
vincia. AHi cahio ama trovoada medonha ante
hontem. No Pinhlo e Barca d'Alva tambem os
estragos da ultima trovoada toram horrorosos,
ao bastando qu_tro cu cinco meses para reparar
os prejuizos que das faiscas elctricas rcsultou em
?arias obras darte de urna scelo de eatainho de
ferro, que estava para poucos dias a ser aberta
exploradlo. E' a 11' da liuha frrea do Douro.
Nao ha victimas. .
Ht poucos das era o velho e legendario con-
cento de Mivellas que vagara para o estado por
loe ter fallecido a ultima freir, a abbadessa. No
antiquissimo convento de Arocica tambem a ulti-
ma freir fechou a porta Era tambem a abba-
dessa do mosteiro.
Estas pobres seuhoras aasistinio derrocada
d'aquillo que inais amaram n'eite mundo, o ca-
hindo impvidas no sea posto tem o que quer que
soja de raelaucholico deaam: aro de um caoitlo de
navio que o v naufragar e asiiste a marte dos
seus ooaipanheiros.
Foi nomrado director interino das obras pu
blicas de Loanda o Sr. Ferreira de Castro, major
de artilharia, que fura para aquella cidade ha
mezes no deserapi'nho de urna commisslo especial
de trabalhos geodsicos. O Sr. Ferreira de Cas-
tro proprietsrio do Jornal da Noite, que se con-
tiua u publicar em Lisboa.
Ainda est impedido de sahir o Sr. infanta
D. Augusto, que padece ha muitos dis de urna fe-
rida a'uma perna, que fez ao irontar a cavallo,
quando se retrava da secretaria da guerra.
Por duas vezes o estribo saltou e bateu-lhe na
Derna esquerda, fazcndo na tibia urna ferida, que
tem estado rebelde a todos os esforcos da sciencia.
S. A. parte brevemente para fra do reino, dizem
que para Royat, afin de ver se consegue melho-
ras.
Parece que S. M. a rainha vai este anno para
as Caldas da Rainha p.issar al:uns dias.
Foi entregue ha das ao governador civil do
Porto, urna representaclo resignada por grande
numero de cidadlos e jornaes d'aquella cidade com
excepcio de tres, ni qual so pede a annullaclo
do contracto ltimamente estatuido pela ca.nara
municipal para o fornecimento de agua mesma
cidade.
Para esse fim tii.ha-se effectuado noth eatro de S.
.lodo um comicio popular, no qual fora votada a re-
presentac' e elcita urna commissao de vigilancia.
Suicidou-se no Porto com um tiro de revol-
ver Antonio Alves da Silva Jnior, que viera ha
pouco do Brasil.
Vai ser nomeado director do hospital militar
permanente ein Lisboa, o Dr. Francisco Lopes da
Cuuha Pessou.
O digno par do reino coronel Francisco Ma-
ra da unlia director do real collegio militar vai
ser nomeado director geral do ministerio da
guerra.
Dizem de Villa-Real que teem apparedu
slgana cus is de fcbre typhoide com carcter beui
guo, parecendo todava qua o mal se vai desen-
"olvendo com grande actividide. Tem havido vic-
timas.
O einin.-nt:s=imo cardeal patriareha de Lis-
boa, que regresara de Roma ha poucos das, re-
solveu visitar bruveuient todo o patriarchado.
Comee iram no dia 10 do corrente os exaraes de
instrucclo secundaria das tres eircumscripcea es-
colares : L'sboa, Porto e C'oimbra.
As nomuaodes dos res ectvos jurys foram pu-
blicadas no Diario do Oovemo de hontem.
__Tem fgido para a provincia, para Cintra e
para as estacOes therraaes estrangeiras quasi to
da a g nte que nao tem ubrigacoes imperiosas em
Lisboa.
Doi theatros de segn la ordem, alguna estao
com as snas portas anda abertas ao publico.
A Avenida da Liberdade povoa-se noite de
innmeras familias qua alli vio respirar urna ara-
nera mais resea e isso n'aquellas noites em que
refresca. N i esplanada dos Recreioa, Miss. Mary
1>! ndidi que e a Mlle. Charance que o an.;o pas-
sado trabalhava no jardim Zoolgico, atravessa
sobre um rame, a 5 metros de altura, um espa-
to nlo interior a 30 metros, ora 60 com a sua ma-
romba, ora acompanhada pele secretario, que um
ruivo magro, de grandes bigodes, todo galoado
- prata.
Ante-hont--m houve n'aquelle recinto urna espo-
ce de arnyal a que o sartas chamava festa
bollan leza Imaginem urna grande latada, ou
para melhor diz-r, parreira, de verduras, J'onde
pendiam bao 'S votiezianos e laranjas da China.
Uns guardas simulados vigiavam a parreira.
C-da qual pormlludindo a vigilancia dos suar-
das-esava o nnuncio, poda apanhar quantas
laranjas quizesse, mas de posse colhidoem ti*
grant--,p.gariaum vmtempor cada nm:.
A coisa em si pueril; mas a eatudantada que
estava i m maioria, gostou e cerno Ihe cheirasse a
fructa prohibida invadi a parreira e saqueou
aque!> pomar un nviado. E' "scusado dizer
que nenhum fez caso das iras postilas dos dra-
gues q-ie tinham p to de sentnella aquella eap
ce de jardn dos Hesperydes. ttiram-ee todos;
as eer.h iras participaram do .atrocinio, p-rqne s
invasores Ibes viuham trazrr os deliciosos fruetos e
mais unta vez se pr vou que Ebbo Amann, o an
tige empresario do concert do antigo Circo Pnce
o editor da Gazeta Musical, tem dedo para diver
tir Lisboa, anda mesmo quando lhe faltam ele-
mentos para o fazer.
PER8AMBC0
Assembla Provincial
DISCURSO DO SR. JOS MARA NA SES-
SAD DE 2 DE JSHO
Sr. Jo MuraSr. presidente, o que
qaer dizer isto? Por ventura os mbres deputa
dos da bancada govemista nao se do ao traba-
Iho de responder s aecusaces senas, fetas ad
ministradlo da pmviacia e i polica, como as que
acab* de prodnzr o meo distincto amig^, diputa-
do pelo 6* districto?
Com este procedmento dao a entender os dupn-
tados do governo u que estao convencidos de que
ellas sao verdadeiras e deliberaram approvar esto
requerimento, ou Ss. Excs.condemnam ao desprezo
estas m' amas aecusa^oes, partidas'da bancada fibe-
ral. muito embora tenham e nunho da veracidade.
O Sr. Sophronio PortellaV. Exc nao deu
tempj.
O Sr. Jos Maria0 nobre denotado, o Sr. An
dr DH3, UTminou o sea discurso; o Sr. presi-
dente demerou-se anda algam teinp-, a espera
que alguein pedisse a palavra; o silencio so fez
ti Exc, at con. voz muito morosa, ia encerran-
do a dscussao do requerimento, quando eu pedi a
palavra Com- pois, qoe dia o nbbre d-pntado
en nao deixei que qualqaer dos membros da
m-.ioria tmame a palavra para responder ao dis-
curso do meu distincto amigo? A' S. Exc. as caba
o dever de tomar a palavra, afirn de provar que o
' nobredepntado naVtinha raza) as arguicoes qo-
i z.
O Sr. Gimes Prente d um aparte.
O Pr. Jos MariaE gana-se V. Exc. ; o Sr.
Andr Dias nao se refrTo i aitgos da Provincia
mas qn-indo mwtno se tivesse referido, isto nao
era razao suffi ientn para que a maioria denass-'
de responder Xa aecnsacoes fetas p-r nqnelle il-
lustre deputado na sustentaban do searequerimen-
t). (^poiados).
Se sai eivadua de pareialidade as awusfccei"
Vitas peio rrgo Ja opposcl', se o Diario de
l'rrnambuco. que oigao conservador esemire f.i
orgSo oificial, nSo denuncia e*ses husos, "nie
quer o nobre deputado que se v nroeurar urna
vlvula, um respradouro, para pr-fl-gar atienta
doa destes ?
O nobre depurado citou o Feicraliita Jornal
do Recife, que fo'ha neotra ; < a"dPfpito d'ist i
o mu reqaerimento n5o ser approvado, mbora
ao t'vesm filo impugnado.
O Sr. Sophronio PortellaV. I te. c'> o *-
querimento indefeso.
O *r. Jos MaraNao ; bao aho qne o reque-
rimento esteja indefeso; snbndn a tribuna tive o
intuito uni de profligar o proeBdim- nto dos n
bres deputa-o?. Por men^s que tivKsse dit
meu '"
i:
tas! .
lOefri que) Ih'o diga, forfoso eonfessarq
eve cima de 8. Eje quando, do ultimo dia'de
sesea-, an dirigi a nos, pil qo,e steve o' nobr
deputado muito e muito infeliz.' (Muito* pa-
doat.
O 8r. Sophronio PortellaAeetwar em proras L
o razao mais fcil do qne defes
bres nepuia-.o. r"or men>-s que tivKsse or <
meu il'ustre antgn, por ponco que tivense'S'd i fe-
liz U3 tribuna o ov n joven cdllega, nnvil 'n--S lu-
las parlamehtares, anda lassim, prrmitta o meu
e sem
O Sr. Jos MariaN >, em toda a parte a de-
fesa foi sempre mais faeil do que a aecusavac.
Urna accasacio que nSo tem base solida, urna ac-
cusacSo que Dio assenta era factos, cota um s6-
pro, eom urna simples palavra se deita por trra;
mas, a despeito de asaim ser, o nobre deputado
nao 8'.' lerantou para destruir a aecusacao do mea
amigo, o que demonstra que nSo foi frivola, e ao
contrario forte e seria.
E' incrivel, senhores, q"e trabalhando nos ha
tres mezes, ou mais do que isto, apreaentando-ee
todos o i dias reqaerimentos pedindo-se informa-
coes. justificando todcs nos esses requermentos.
anda nao podessem Ss. Excs. encontrar un s
sequer, que fosse justo e rasoavel; ainda nao ti-
vemos a satisfaca de ver que n'um s requerimento
de informacoes fosse approvado. Entietanto, na
situacio pass ida, no dominio liberal, nos, que
consti uiam-s maioria, concomamos para a appro-
vacao dos requerlmentos apresedtados pela oppo-
sicao, porque tnhamos coosciencia de que os fac-
tos articulados cutio, nlo eram verdadeiros, e o
meio que tnhamos de desmentir as aecusaces le-
vantadas pelos nossos adversarios era approvar
esses requerimentos, mandando vir as nforma-
p&ea.
E tanta razao nos ti olamos que j *nais essas
informacoes pedidas e remettidas aos deputados
que as solictaram, deram notivo bastante para
que voltassem tribuna esses deputados, aSm de
reiterar as acc isacoes que havam feito.
Se os nobrea deputados tem conscicncia de que
os factoff por nos argidos naa sio verdadeirJi,
porque so oppem pasiagem desses requerimen-
tos ? E' que Ss. Excs. tem conscieuca d_- qoe
esses factos sao verdicos; que Ss. Exea, sabem
que as informacoes sero contra easas autoridades
arDitrarias e violentas, e entlo nlo querem foroe-
cer-nos as provas para que nos os confund mos 1
O Sr. Sophronio Portella d um aparte.
O Sr. Jos MariaQuaes sao os jornaes serios
e quaes os que as sao?
O Sr. Sophronio PortellaSa) os que nlo elo
serios.
O Sr. Jos MariaMas quaes ? Assim Acarnos
no mesmo.
O Sr. Sophronio Porte'la d um aparte.
O Sr. Jos ManaEntlo, smente porque o
jornal poltico deixa do ser serio?
Um jornal poltico pode nlo ser serio, comosuc-
cedia com o Tempo; mas psde haver jornal polti-
co que seja seno, como a Provincia, e Sd o no
bre diputado contestar, appjllo do juixo da S.
Exc. para o juizo dos meus adversarios.
O Sr. Sqsihronio ortella Est defeudendo a
sua aaMt.
O r. Jos Mara Diz o nobre deputado que
estou fallando prodnmt mea ? Seja 11 como for,
ou nao a verdade ?
Conteste que nlo seja urna folha seria, e muito
seria, a Provincia ? E tanto seria que nlo
ri-se. (Riso).
Eu appello para o juizo das meus adversarios
que lem aquelle jornal e que naturalmente, sen-
satos como alo, nlo acompanharlo S. Exc. (Apar-
te)
Os factos articulados pelo meu amigo o Sr. An-
dr Dias sao serios e graves ; trata-sc de violen-
cias e arbitrariedades commuttidas pelo destaca-
mento da Victoria.
Demonstrou S. Exc, e os nobres deputados nlo
contestaran], que, suffrendo urna mulher urna vio-
lencia descoinmunal, o subdelegado mandou que
ella fosse solta ; mu o sargento oppoz se tenaz
mente, desobedeceu ao subdelegado e este nlo teve
orea para mantea- a sua ordem e a mulher foi re-
eolhida ao cbadrez.
Approvem os nobres deputados o requerimento,
esperem as iiifwinacoes, desmintam o co'lega com
essas informacoes; mas nlo procurem encobrir as
sombras do silencio este facto.
O nobre deputado refeno-se tambera a outro
facto oais gravs do que este e os nobres deputa-
dos governistas nao teem dados para contestel-o.
O que compre, se Ss. Excs. sao homens serio,
se teem conscienca, approvar este equerimento,
pedir as iuformacoes, desejar mesmo que ellas ve-
uh.iin, para virem fazer toro comnosco, caso oe
veritique que esses factos sao verdadeiros, ou para
defender o. seus amigos, se evidenciar-ee que nlo
o sao ; mas os nobres deputados nlo procedem por
osla forma, nlo articulan: urna palavra, nlo levau
tasa a voz ein defeza das autoridades aecusadas e
hmitara-80 a dizer, em aparte : sio ooatos de urna
imprensa que nao seria.
Pois nlo serio o FederalUtae Jornal do Recife 1
Que dados tem o nobre diputado para atirar-se
contra estes j rnaes por esta firma ?
Se o Federalista fosse um jornalesco d'aqu- lies
que atacara o qoe ha de mais' sagrado para o
homeui : se o nobre deputado jl tivesse visto o
Federalista ou a Provincia, inconvenientemente,
sem o m-nor ciiterio. atacar a reputadlo, a vida
privada de quem quer que fosse, teria razio para
dizer que o Federalista o a Provincia nao sio
j >rnaes serios ; mas nlo aponta um s d'esses
factos. A Provincia, que conta 6 mezes, desde a
sua rcappariflo, urna imprensa ver ladtiramente
moralisadora. Na > ha urna s pessoa que seja
capaz de dizer que nao o .
OSr. Sophronio Portella 0 representante da
Prootnei'a tem provocado n'esta casa a hilari-
dad9.
U Sr. Jos Maris Nlo o contesto.
As vezes nao ha remedio senao provocar-se a
hilaridade, porque ridendo castigat mores. E' ne-
cessario tambem s vezes lancui-se mo d'esse re-
cursi, e o que dsse S. Exc. digno nlo ue riso,
mas de proprio escainco. Ha cousas n'este mun-
do que provocara riso ; mas ha outras cousas qac
provocara a comroiseraclo e o esearneo, e tal o
procedmento dos nobres deputados, membros da
maioria.
O r. Sophronio Portella E V. Ere. disperta
at as vezes i leas immoraes.
O Sr. Andr Dias O nobre "i* secretario est
infeliz nos mus apartes.
O Sr. Sophronio Portella V. Exc. que utn
homem infeliz.
0 Sr. Jos Maria O nobre deputado nlo est
oa altara de dirigir semelhaote insinoacao. In-
feliz, V. Exc., dez vezes mais infelis do qoe o
meu amigo, o Sr. Andr Dias, que telieissimo.
A' um hornera como o Sr. Andr Dias nlo se
.chama infeliz Infeliz V. Exc.
O Sr. Presideute Peco ao nobre deputado qoe
nlo eneamnhe a discussao para esse verreno pes-
soa I.
O Sr. Joc Maria Mas V. Ere. bem v qne
o ataque parti da mesa. O nobre deputado pelo
G dfetricto dsse qoe o Sr. 2* secretario era infe
O Sr. presidente suspenden em oegoida a ses-
slo, ai se lavrar a acta.
Reaberta 15 minutos depois, foi lid a acta 6
approvada sem debate, haven lo orado, pela or-
dem, o Sr. Augusto Franklin, quo commanicou
t*r vindo urna eommisslo do Gabinete Portucru'z
de tritura agradecer assembla a concesslo de
isenclo de impostos.Inteirada.
O Sr. presidente, depois de dirigir assembla
algumas palavras de agradecimento, deelaroo en-
cerrada a 1* sessdo da 26 legislativa.
Tribunal dojnry do Beelfe.Em Bs-
alo desto tribunal, de hontem, foi julgado o reo
Albino Antonio Dia, pronunciado no ar+. 193 do
Coi. Crim., sendo seus patronos os Drs. T.bias
Barreto de Mnezes o Luiz Emydio Rodrigues Vi-
anna.
Foi condemoado a 1 mez de prisio e multa cor-
respondente, grao mnimo do art. 19 da le de 20
de Setembro de 1871.
Falleclmenlo. Segundo telegramma do
corte, alli falleceu o brigadeiro graduado Joaquim
Cavaleante de Albaquerque Bello, que, durante
algum tempo aqu commaodou o 14* batalhlo de
infantaria. como coronel.
Era o finado un homem estimavel e militar
brioso e distincto. Era natural desta provincia e
maior de 60 annos de idade.
Fez toda a campanba do Paraguay, onde ee co-
bro de gloria.
Era cavalheiro de Aviz, commendador da RMa,
offieial do Cruzeiro, e tinha as medalhas d n
e biavara militar e a concedida ao exoreito a ar-
mada em opera cues no Par gu-iy,
Seja-lhe a trra leve.
Paeada*. Cerca de 10 horas da noiie de
ante-hontem, na rua da Imperatris, canto do boc-
eo doa Ferrei-os. Liorengo Jos Fiancisco, conhe-
cid por Zgudguc, ferio gravemente coin urna
tacada i Luiz de Franca, com quem all se eucon-
trra.
O delinqnente toi preso em fkgrso'e e r ":
do Detenclo. e o'ferida foi mandad) pira o hos-
pital Pedro II.
Na mesma occasiao appareceu ferM > ora
2* districto
Capitlo Jos Soares de Oliveira Grande (C)
Jos Antonio de Vasconcellos (C)
Alfers Praneisco Gomes ds Silva (C)
Joaqoim Jos Bezerra de Vasconcellos (C)
Vapor Alllanca Os Srs. Henry Forster
iS C. receberam hontem, pelo telegrapho, a se-
gornte noticia:
Foi I aneado ao mar no dm 17 do crrante, o
novo vapor Aliianca da II. S. A B. M. 8. S. C, o
qual foi baptisado pela Ex oa. filha do cnsul bra-
zileiro em New-York, o Exm. Sr. S. de Meodonea,
acto esto que S. A. Imperial, o principe D. Au -
gusto, se dignoo honrar, na qualidade de padrmho,
assistndo a oflicialidade da corveta Almirante
Barroso.
Este vapor, destinado ao servco da linba entre
os Estados-Unidos e o sul da America, foi con-
struido com todos os aperfeicoaraeotos modernos, e
om pouco maior do qoe o Finance e Advancr, da
msma companhia, os quaes teem servido a coa-
tento geral ; off-rece accommodaces para 70 pas-
sageiros de 1* classe, isto mais 20 do que qual-
qaer destes nltimos.
E' provavel que faca a primeira viagem em Ou-
tubro.
Recreativa 13 de JanhoEsta socie-
dade procede;, hontem p e'eijio de. sua directora,
qua deve ftoeerokar de Julho a D^zembro- do cr-
lente nnno, quo ficou assnn organisada :
PresidenteLuiz da Fonmea Nunes.
Vice-presidenteMannel Lopes Ribeiro.
1 ecrefttrioEduardo C. da Conee^ao R.
S 'tte reeleito.)
2* aeeretarioAmaro Dias dos Santos.
OradorPedro Paos Barreto.
Vico orador L-u-enco O- Virles.
! procurador Antonio Ribeiro Guimaraes.
2 procuradorJos B. da Costa Gama.
Thesoureiro Eduardo Henrque da Costa
Gama.
A posm da nova directora ser no dia 22, s
7 horas jt noite, na t Je da sociedade, rua do
Jasmiin.
Hupplemenio r!n Provincia A Pro-
Maindouro PublicoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 80rezmpara o consumo
do dia 21 de Julho.
Seudo: 64 rezes pertencentes a Oliveira Castro
A C, e 16 a diversos.
cread* Mai<-is>l de 9. Jos-0
movimento deste Mercado uos dias 20 do cer-
ronte, foi o. seguate :
Eotrarstn ;
37 bou pesando 5,564 kilos.
979 kilos de peixe a 20 res 19*589
94 cargas de farinha a 200 res 18*800
32 ditas de froetas diversas a 300
ris 9*000
11 taboleiros a 200 ris .200
11 Sumos a 200 ris 2J20J
Foram oceupados :
25 1/2 columnas a 600 ris
VI
8 compartimentos do frinha a
500 ris.
24 compartimentos de comida a
500 ris
74 ditos de leguraes a 400 ris
16 compartimentos de suinoa 700
ris
43 ditos de tremaras 600 ris
11. ditos de ditos a 2*
A Oliveira Castro & C.:
8 talaos a 600 ris
54 talhos de carne verde a lf
Deve ter sido arrecadad;, uestes dias
a quantia de
15*300
14*000
12*000
29*600
11*20D
7*800
20*000
1*000
54*000
2170280
faeada o escravo Feiisardo, de Joviio d i Silva viada reuni n'um infolio de 154 paginas, e deu
Santiago, o qua' aeompanhara Zgud- e. Igno como snoplinento seu. a eontestaclo do conse-
lago,
ra elle quem o ferio, mas attribue > facto a um
companheiro de Luiz de Franca, e que Be evadi.
Eleico municipal.Ainda hontem nata
se reuni" a Cateara Municipal do Rec fe una fa-
zer a apuraclo geral dos votos dados or. I" escru-
tinio para vereadore3 ds futuro quatrenoo.
Na forma da le, compete agora ao Dr.jais do
direito mais antigo designar o dia en que ee de-
ver proceder a referida apuraclo.
InMtltuto Arcbeoloarlco eograplii-
co Pernamburaiio-N'a quiota-feira. 22 do
correte, haver sesslo d'essa associaclo, hora
do costume.
I.nnt.-nia Masica-Publicou se e distri-
buio-so, hontem, o n. 160 d'este peridico.
Club fcHterario de *. BentoNo dia
3 de Junho prximo lindo restaurou-se esse club
na villa de S. Bento.
Desojamos 'he vida longa e lsongeira.
Club Acadmico .vivi Bomro
Funccionou no da 18 este club, ora sesslo ordiua-
ria, sob a presidencia do Sr. Costa Cirvallu Fi-
Iho.
Foi lida e sem debate approvada a acta da ses
so de 11.
Tomou asaento como socio eff-c?vo o 5r. Aman-
co de Siuza e foi proposto o Sr- Griciliano
Freitas.
Eoi approvado, depois de or'rem diversos so-
ens, um requerimento do Sr. Ferreira Pinto, p'-
dindo que em virtude do disposto n > art. 43 tfaa
estatutos foaaem vagos os lugares de oral ir e 39
vice-presidente.
Pr cedendo-se a elciQao deu o seguate resul
tado :
OradorAmnelo.
3* vice-presidenteAraujo.
Teve lugar o jury histrico, que foi considerado
oullo por proposta do Sr. Amancio.
Foram sor'eados para o prximo jury h;storco :
PromotorCosta Pinto.
Ad vogadoAmancio.
Riobespierre.
Nada mais havendo tratar-se o Sr. presidente
levantou a sessao.
Theatro Santa IsabelNo prximo pa-
qaete deve chegar da Bahia. esta provincia, a
companhia dramtica portuguesa, q le depois de
ter alcancado um grande successo na Baha, dell-
berou dar n'esta capittl nm serie de espectculo
para os quaes cha.ramo* a atteoclo do pu -lico, a
vista do seu "xpl -ndiio rep-irtorio e da fama qn-"
precede os disfnctos artistas que fazera parto da
mesma companhia.
ConcertRealisouse, em a noite de 1T do
correte, a festa artstica que annunciuios ter pre-
parado o Sr. professor Jorge Vctor.
Pelas 8 horas, reunido nos sal5es do Club Car-
los Gomes grande numero de amigos do concer-
tista, teve principio o concert seodo o programraa
realiaado com urna peqoena alteraclo.
Tornaram-se dignos de neta na ex-cuc'o das
partes ^oe Ihes coub rain as Sras. DD. Isabel
Britfo e Mara Luiza, e mais o concertista e o jo-
ven Henrique Jorge. Todos os mais artistas ea-
hlrara-se dignamente.
Foi urna festa brilhante jual honrou a Hile da
sociedade pernainbneana.
Para fiualisar dancou-se at alta noite.
<|uadro ynoptici do Imperio do
Brawil Escreveram nos :
O Sr. Firm'no Bevilaqua, j vantnjosameute
conhocido por mis de urna invenclo applicada a
industria, acaba de organisar um engenhoso, in
teressante e bem combinado quairo synoptico
do imperio do Brasil, que de um golpe d vista no
indica os pontos tuodamentaes da corographia
brasileira c isso do modo mais proprio para gra-
var as noces, que encorra, na memoria das crean-
cas s q iaes Be destina especialmente.
O trabaiho de nerita e adoptado para o en-'
aino primario produsir, certamentu os melhires
resultados.
O espirito infantil, em regra, se enfastia fcil-
mente cem essa ordem de estados, que demandara
urna atteneao mais demorada do que lhe permitte
a trefega inconstancia natural di Jad*. AJm
dsso qoasi sempre aprendem, como que inconscien-
temente, porque a intelligencia nlo est anda
preparada para us estados abstractos.
Esse inconveniente que falla contra oa com-
pendios a vantagem principal do qisadro synop
ac. As nocoes se agrupara em cada urna das
liz nos seus apartes. Esta phrase nlo euvolve i repraeeutacoes symbolcas das provincias, tomando
mimma offensa. S. Exc. porem resi'O^deu que o
Sr. deputaao Andr Das era um homem infeliz e
eu entlo fiz observar que o meu Mostr amigo
era dez vezes mais feliz do que S. Exc.
Sr. presidente, a casa ha de rejeitar este reque
riraento ; mas hade re]-ttal-o laucado prsalo
prupria cons .'iencia.
(mito bem, mito bem).
KCViSTA DIARIA
(MPmkles Pro vincial Funccionou
h mtein, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wartflerley, tendo comparecido
28 Srs. deputados.
Po lida e approvada, sera debate, a acta da sea-
slo antecedente.
O Sr 1* Si-cretario leu um contrato celebrad i
pela coramisAlo do polica, prorOgando at 30 de
Junho1 de 1887 o do servico stenorrapbico -dif As-
sembla. seudo approvado sem debate.
Forrm tambera ldos, apoiados e approvados
sem debate, 6 pareceres da commissao de redac
el i sobre as emendas ns 2 e 3 ao pr j oto n HH
d- 1834 e sobre os prbjectus ni. li>, 26, 46 e 51
dest ann-v sendo os cnco primeiros disoensados
da iinpressao a requeriraeiito do Sr. Barros Bar
reto Jnior.
O Sr. Ferr ir* Jacobina, pela "rdein, fes obser-
vico sobren c*ic"l> Ultima de deputado geral
pelo 2* districto deita provincia e coneluio-aa -Se
recendo c- na um folhefo coiitesr.gao do Sr.
coiiMlhei-. Theodoro Machado Freir. P r na da
S la e a r-fut-eao d> D"-. Jos Marinnno Cr-
aeiro da Cunh i .
Pao? in-se irdnra do dia.
Api'rovarani-se em 2* diseoslo ai emendas ao
pnlecto ir anno o -m 3 i ref.-n lo pro
qu foi rem filo < m nisslo di> redcelo.
, pedida e ohtido < Sr. Ratos Silva que f.fcBe
redigida separad mete u.na emenda
prov u-se era 3 discussao e foi rene ftido
commissao de reda-el-, 0 pr jeetc n. 81 desto
un no.
por 16 votos contra 4 foi approvada o II nao
mneemnada a que se rf re o parecer n. 118 deote
anno.
O Sr. Drhmm^rid, pslaordim, pedio dtsrienaa
da impresfle ie'lras 'pareceres dacoskmfcaae'de
redliceoio. qae fomm upprovados, sobre os jprejec-
tus a?. Xi e 81 dente anno.
ama forma concreta e apprehensivel pelo espirito
do menino. Dcp lis orna provincia sa liga a ontra
e todas se reuuera em ura todo, oque d a intelli-
g'iicia das cranlas ama representaclo de seu
paiz dividido em provincias, entre as quaes est
aquella em 'que habitara. O mapna geographico
Ihes pode dar nma idea da divislo do erritorio
nac mal em provincias, mas, desde ane'd'ahi se
quoir* passar a outras nb(5es neeessarins para o
c .nheciraento do que seja 'eada provincia, as diffi
culdade* tornam-se insuperaveis.
v> quadro synoptico endo uui resumido com
p.'udi i em forma do mappa, parece que retino as
condieos necesarias para venceressas difteul
d d s.
S>'gnndo a propras palavras do autor o qua
dro est organisad p-1* forma aegunte.
As provincias esto fttMantadaS em cr-
culos, na meihordrdem de-gnas lig*< toriae, ledo se taeilmento nos inesitio oireulo>
seu n .mes o auas capttaes, a poca ein que f-traui
fondadas, a ppulacio, a exportaV!> pnn;ipal, o
tiinitihi territonai da superficie em kilmetros
quadrados, a dfler n a da hora entre etlis pe-
me.e liano do Ro de Ja oeiro, mitrando a poai-
ciio astronmica de cada urna e o numero de de-
putados e sead .res representaclo nacional.
Oo < emblemas pnpnos esto assignaladas as que
tm hspalo, tribunal du ralacio,' faculdude de
direito e de m'die.ina No coroo do quadro e>*l'j
as ^rniii s datas de ouesa iadcp ndfneia, jura
ment > da coiisttuicio e descobrim ut do Brasil.
J-ni. i v, est hi o qu esaencial e o que
e sufficientc p n urna nula primaria e impos-
8 vel t r. cer i-ssaa Variada- o. ee do modo mais
oopri) a s rem olas assimiladas por auimos iu
.
rielco "municipal de'Be>rrOS-
K i in e:foi ve.e lona e -.r le 2 e-trnrinio : <
r-ii- ote coronel Franeiscl G '!H;8 dos'SMUtos (Cj
llano, i Joaquina da IsVudonea L)
Di.nuu'O. .los Santos Kreire (C)
M .11 .el C.n ia da Luz (C)
Jo. l'VanCis o Clandino(C)
J Francisco da Si v (L)
. ,1 i, IJaetis-i d-Oliveira Cabra!I(L)
Aot nio.Mauo 1 .la Sdva (C)
JOtZRS lis PAZ
3* dhtrioto
JowqniiB AnUnio Alves da Sliva (C) ,
Manoel Salvador dos""Satos (C)
Amonio rreira da CoiU e -ilva (O
Capitia GuisArmiuo'TaVares de Medeiros-fC)
'.i. o Tlieodoro Machado Freir Pereira da Silva
ai diploma conferido ao Dr. Jos Marianno Car-
neiro da Cunha p-lo 2." districto da provincia de
Pemarnbm-o, o a refutaco deste ultimo mesma
contest
Agr.idecemos o mimo que nos fez o collega de
nm exeraplar desse in folio.
LellOeM.EfL-ctuar-se-hio:
Hoie :
Velo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
rua do Imperador n. 22, de predio.
Pelo uyenle Martins, s 11 horas, na rua do
Imperador n. 77, de movis, loucag, vidros, etc.
Pe'o agente finio, s 11 horas, no becco do
Quiabo n 31, em Afosados, de predio.
- Amanha :
Pelo aqente Pestaa, s 11 horas, rua do
Vigario Tenorio n. 12, de prodios.
Pelo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
rua estreita do Rosario n. 4, de movis, loucas,
vidros, etc.
Sexta-feira:
Pelo agente Gusmdo, s 11 horas, na roa de S.
Jlo n. 63, do movei?, loucas, vidros. etc., etc.
Min funenrea.Serlo celebradas :
Hoie :
A's 8 horas, em 3. Francisco, por alma de D.
Anna Amelia Annes ; s 7 horaa, na capea do
Hospital Portugus, por alma de Caetano Tava-
res da Costa : s 8 horas, na matriz do Poco da
Paner., por ulinade D. Francolina de Miranda
Ht-nriques Lopes Res.
Araannl :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
do Jos Rodrigues Pereira.
Cana de neienraoMovimento doa pre-
ios no dia 19 de Julho :
Existiam prssos 324, cntraram 12, sahiram 23,
cxiBfoir.313.
A sabi'i :
Nacionaes 276. mnlhnres 3. estraneeiros 13, es-
eravos sentenciados e processados 9. ditos de cor-
reccao 12Total 313.
Arracoados 274, send o : btns2G5, doentes 9
Total 274
Movimento da enfermaria :
Tivcram baixa :
Jlo Prancisc i Tavar.-p.
Francisco de Paula Sin tos.
Deolindo Ferreira Lima.
a*a0t* di Har.-iPor telegramma ro-
cebido pela Casa Feliz, ^abe se qu, as 17 e 18a
parte da 1 lotera oxtrahida era 20 de Julho lo-
ra n premia los os seguintes nmeros:
Presos do da :
Carne verde a 240 e 400 res o kios.
Su..o-i a 5C0e iiO ris idera.
Carneiro de 560 e 300 ris idem.
Kanuh. de 320 a 240 ris a cuia.
Milho de 280 a 320 ris idem.
Feijo de 640 a 1*380.
Cemiterio publico.Obituario do dia 12
de Julho :
Maria Joaquina J yrac, O rnambuco, 63 annos,
viuva, Boa-Vista ; ebre typhica.
Ob r, 6 mezes, S..Jos; enterite.
Manoel Pedro Jaboatlo, Pernambco, 36 an-
nos, soiteiro, S. Jos ; lesio cardiaca.
Narciso (escravo), Pernambco, 50 annos, soi-
teiro, soiteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Severo Luiz de Vmida, Parabybi:, 45 annos,
solteirg, Boa-Vista ; diarrha.
Francisca, 1 anno, Boa-Vista ; remettida pelo
subdelegado.
Luiz, Boa-Vista ; idem idem.
Um prvulo, Boa- vista ; dem idem.
Um prvulo, Boa-Vista ; idem idem.
16 -
Arthur, Pernambco, 2 annos, S. Jos.
Jos Coutinho de Moura, Pe nambuco, 36 an-
uos, soiteiro, Boa-Viota; hydropesia.
Mara Josepha de Jess, Pernambco, 26 an-
nos, solteira Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Jos Rodrigues Pereira, Pernam baco, 76 anuos
viuvo, Afogadus ; asystola.
Bernardina .Maria da Conceicao, Pernambco,
19 annos, solteira, Graca ; paito.
17
Jlo, Pernambco, 2 mezes, Santo Antonio ; es
pasmo.
Sabino, Pernambco, 6 dias, Boa Vista ; te-
tano.
Manoel, Pernambco, (> dias, B-Vista t-
tano
Pedro Alexandre de Sant'Auna Pernambco, 20
annos, soiteiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares
embargador Pire FerMra.Ooafirmon-e a sen-
teuca, uuanimemeute.
Do Pianc Appellante o juizo, appellado
JoSo Casaiane da Silva. 'Relator o Sr. >riasam-
bargador Pires Ferreira. Conveeteo-se o.jojga-
meuto em diligeneia. |
Appella^oes civeis
Do Recife AppeMantes Carraih Jnior de
Le te, appellado Antonio ds Souza Eras. Rela-
tor o Sr. desombargador Pirca Ferreira. Reviso
res os Srs. desembargadores Monteiro de Andra-
de e Pires Gonealves.Foi confirmada a sen ten-
ca, unafnimemente.
Do Recife Appellante Miguel Jas Barbosa
Guimaraes, appellada D. Maria da Silva Campos
Guiraarlcs. Relator o Sr. desanbargador Tosca-
no Barreto. Revisores os Srs. desembargadores
Pires Ferreira e Monteiro de Andrade. Confir-
nnu-se a senttnca, unnimemente.
Do RecifeAppellantes os herdeiros de Bow-
man, appellada a fazenda nacional. Relator o Sr.
desombargador Monteiro de Andrade. Revisares
os Sra. desembargadores Pires Gonealves e Alves
Ribeiro.Foram deeprezados os embargos, unni-
memente.
De Pao d'AlhoAppellante D. Digna Sergia
Marinho Falcao, appellado Jos Lino Marques Ba-
calho. Relator o Sr. desombargador Pires Gon-
ealves. Revisores os Srs. desembargadores Al-
ves Ribeiro e ccnselheiro Qaeiroz Barros. -Deu
se proviraento a appellacao para se annullar todo
o processo, unnimemente.
PASSAGENS
O Sr. conielheiro Araujo Jorge, como procura-
i or da corda e promotor da juatica, deu parecer
nos seguintes feitos :
Appellacoes crimes
Do Buique Appellante o juizo, appellado
Francisco Carlos da Cruz.
Do lugaAppellante o juizo, appellado Jlo
Doraiugus dos Santos.
De Penedo Appellante o juizo, appellado
Galduo Jos da Luz.
De Penedo Appellante o juizo, appellado
Jos Joaquim do Nascimeuto.
De OlindaAppeliante o juizo, appellado Fran-
cisco das Chagas de Jess.
De Goyanna Appellante o promotor publico,
anpellaaa Ignez, serava.
DeCururipeAppellunto o promotoi publico,
appellado Joaquim Ferreira Ferro.
Da Parahyba Appellante Jos Delmiro de
Moura, appellada a justica.
Do ,t. conselheiro Queiroz Barros ao Sr. des-
embargador Buarque Lima :
Appellacoes crimes
De Bom JardimAppellante o juizo, appellado
Jos Joaquim de Souza.
De NazarethAppellante Alexandre Jos Go-
mes da Silva, appellada a justica.
Embargos infringeotes
De Pedras de Fogo Embarcantes Dr. Joa-
quim Francisco Vieira de Mello e outro, embar-
gados Mano d Vera Bernardas Jnior c outro
Do Sr. desombargador Pires Ferreira ao Sr.
deseinbai'gador Monteiro de Andrade :
Appcllacao crime
De SouzaAppellante o juizo, appellado Pedro
Caineiro de Oliveira.
Appellacoes civeis
Po IiecifeAppellantes Alberto Vaz & C, ap-
pellado Antonio Mrchado dos Santos.
Do RecifeAppellantes Francisco Antonio de
Oliveira e outros, unpellados lcnry Forster &
Companhia.
Do Cabo\ppellant's Manoel Gamillo Pires
Mana do Car.no, Pernambco, .o annos, solt.- Htr.,sapP. liados os herdeiros de Pauli
Ku l/iatii n,inbovin oivnll ___ __ *'
24-285 200:"00S000
3.491 40:0005000
3.298 20:<'00 10.222 10:0050l K)
13.911 5:0003000
2.601 2:000501)0
4 253 2:0 i 4.971 2:0005000
5.308 2:00OJi000
20.082 2:0005000
23.0l 2:000*000
31.738 2:0 '05000
35.620 2:0005000
35 656 2:0003000
da
Premio de lsOOO
844 3.076 3.519 3.841 8.616 12.725
13.549 15.45 15.257 18.386 22.199 22.364
23.49S 24.384 25.235 27.584 Sl.MM 36.724
37.289 38.158 38.214 38.273 38.3.18
tpproslmare*
24.284 4-UO0S00Q
24.286 4:0005000
3.490 2:0005000
3.492 2:'i005C00
3.297 l:35O5'>00
3.299 1:3505000
Os nmeros de 24.201 a 24.300, excepto
srte grande, esto premiados com 4005.
Os nmeros de 3.401 a 3.500, excepto o pre-
mio de 40:000500J. esto premiados coa 2005-'
Osnameros de 3.201 a 3.300, excepto o que
sahio j premio de 20:000*000 esto premiados com
1005.
Todas as centenas eujos dous algarismos termi-
nareis em SS, estao premiadas eom 1005, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros qne terminaren! era S e I
esto premiados com 20*.
Bastaos Telegramma da Fortaleza nos
coinmunica a sabida hontem deste paquete de seu
porto.
botera le Macei Consta que o premio
maior de 200:0005, das loteras i7 18* extrahda
hoje. 20 do eonhate, foi vendido aqu com o n.
24285 e toda a centena.
IiOteria da provincia (mnta-feira
2 de Jnlho, so extrahir a loteri. n. 64, em be
ueflcio'da tianta Casa'de 'Misericordia do Re-
cite.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora *a
L'oiiceicao dos Militares, se aobario expostae as
urnas e as espaeras, arrumadas em ordem num-
rica aureciaclodo publico.
botera do BioA 3 parte d lot>ria
n. I8, do novo plano, do premio d- 100:0005000,
ser extrahida no dia .. do correte.
Os bilbetes acham se venia na Casa da For
tuna rua Prororo de Marco.
Tambem aclmin-se -venda na praca da Inde-
pendencia us. 37 e 89.
botera de Macelo le O0f0000
A 19* partes da 12 lotera, cujo premio
gran ie do 2(10:0005, pe'o novo plan t, ser ex
trahida inipri-t'-riv. linate no da 27 de Julho s
11 b >ras da inaulil.
Bilbetes a vena na Casa Foliz da praca da Ii
depend uef* ns 37 e 39.
Tambera aeham-se venda na Roda da For
Un-- rua Larga do Rosario n. 36.
Procos resumidos.
botera Kvtraordiaria d Vpiran
a;a O 4. e ultimo aorteio das 4. e5' swi
i ti rao ti inte losara, cuj > m>j >r dremio de
15 ):II005000, eer extrahida a 14 de Agosto pr.)
ximo.
Achara ae expoato venda og restoa dos bi
Ibotes na Ca i di Fortuua rua Priinoiro de Mar-
co n. 23.
botera da provincia de anota Ca-
ttoitra lv-ta leU-ria, cujo maior premio de
100 1>K'50> ', deve' ser extrahida imprete.rivel-
n. da 4 de Agosto prximo, as 2 horas da
larde.
Os oilhetes acham-se venda na Casa da For
tuna, rua Primeira de Mar; o n. 23.
boicrta da .rte-A 3 pnrte da 3<>4 lo-
tera da tUo, cuj > premio-grande ^ de 100:0005,
ser t-xtmhida uo dia 23 de Jalho.
Os bilhetes achara-te eeada na. Cas Felis,
praea da Iiidepoheneia ns'$7 e**S9.
'Tambera'acbanvse i venda na pracv da'-Iade-
deadenoia ns. M'e 59.
ra, Boa-Vista ; eacbexia senil.
Rosa Maria da Conceicao, Gernambuco, 16 an-
uos, solteira, Boav-Vista : tubrculos pulmona-
res.
Luiz, Pernambaco, 11 meses, Boa-Vista ; deu-
ticlo.
Maria, Pernambco, 10 mezes, S. Jos; convul-
soe8.
Maria, ?ernmbuco, 6 dias, Boa-Vista ; es-
pasmo.
Antonio, Pernambco, 45 annos, soiteiro, Santo
Antonio ; beriberi.
Maria Libanea da Conceico, Pornauabuco, 40
annos, casada, S. Jos ; espasmo.
Maria, l'ei-ni.mbuco, 12 horaa, Santo Antonio;
fraqueza congenita.
Emeraldiua, Pernambco, 23 dias Boa- Vista ;
convulsoes.
Anti^n:a Maria da Conceioao, Parahyba, 80 an-
nos, Boa-Vista; remettida pota subJelegicia.
= Da 1S -
Jos Lopes da Silva Guimaraes, Portugal, 56
annos, viuvo. Pdvo ; aneurisma da aorta.
Ursuli Maria daa Mvrcos. Pornambuco, 51 aa-
nos, casada, Graca ; cancro do estomago.
Joanna Santiago Telles, Pernambco, 1S an nos,
solteira, Boa-Vista; tuber-ulos pnloionares.
Pedro Felippe Sanfugo, Pernambco, 30 annos.
soiteiro, Boa- Vista ; fer las incisas.
Tranquilina Maria d* C n.ccieao, P.-rnambaco,
15 anuos, solteira, Boa-Vista; tubrculos puimo-
nan s.
Basilio Cavaleante, Pernambco, 56 annos, viu-
vo, Boa-Vista: dyarrha.
= Da 19 =
Antonio Pereira de Brito, Pernambco, 47 an-
nos, viuvo, Graga; ep'lepjia.
Joaquim Ber-iardo .le Nena*, Pernambco, 55
annos, casado, Graca ; p iralysia geral.
ClaudiuoGiMUM la Costa, Pernambco, 60 an-
nos, viuvo, Boa-Vista; syncope cardiaca.
Anto to Bi-mardino da Cuuha, Praambuco, 39
annos, soiteiro. Boa-Vista ; aneurisma da aorta.
Jlo Lonrenco de Souza, Alagas, 35 anuos,
soiteiro, Graca; anazarca.
CHRONEA JDBICIARIA
Tribunal da Kelaeao
SESSO ORDINARIA EM 20 DE JULHO
DE 1886
PKRS1DENCIA DO EXM. 8B. CON8ELHEIKO
(JrNTINO DE MIEAKDA
Seretario interino Dr. Alberto Coelho
As horas decostume, presentes es Srs. desem-
bargadores em nuase o legal, foi aberta a sesslo,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e paseados os feitos derara-se os
aeguiutes
JOLGAMENTOS
Habeas corpas
Pacientes.
Antonio Alves dos Santos.Indeferido.
Julo Jote de Araujo.Mandou-se ouvir o jaiz
de direito do 2* districto criminal.
Jos Feliciano Mtrtins. Mandou-se ouvr o
juiz deidireito do 2o districto.
Aggravos de peticao
Oo ReerfeAggravante D. Candida M&ria do
Rosario aggravado o juizo. Relator o Sr
desombargador Bu rqu.i Lima. Adjuntos os Srs.
desembargadores Monteiro de Andrade e Pires
Gonealves Negou-se provimento ao aggravo,
unnimemente.
De ItambAsgravanto Virginio Horacio de
Frenas,- aggravados Joaquim Monteiro Guedes
Gondira o outros. Relator o Sr desembargador
Toecano Barreto. Adjuntos os Srs. cons Ih iro
Queiroz Barros e desembargador Pires Gonoal-
ves Negou-se proviraento o ggravo, nnaoi-
memente. .
Do liecif.Affgrav..ute a companhia de trilnos
urbanos do Recife a C*xang, aggravada a com-
panhia Ferro Carril. ElatoroSr desembarga
dor Pires Ferreira. Adjuntos os Srs. desem-
bargadores Pires Gonealves e conaelheiro Queiroz
Barro.Negou-se proviraento ao aggravo, unam
me mente.
Frorogacao de inventario
Iuveiitaranre Ismai 1 Carneiro Lins. Convcr-
tu se i ra diligencia.
Inveniariaute Francisco Miguel Beserra.
C ncedeu-.-.e u praso pedido.
IuveuUriante Rita Emilia de Araujo Rabello.
Concedeu-se o praso pedido.
Conflicto de. jurisdiccio
Entre os juizes nrauicipal e d^ direito de Bom
Jar reira. Revi Tes os Sra. desembargadores Mon-
teiro de Andr.ide e Pires G raalves Nlo se to-
mou conhecirai nto do confl-cto, unnimemente.
Appellacoes erimea
L)a Parahyba App Haute Manoel Jeroaymo,
appellada a justica Beiator o Sr. deaerabarg..d.r
puarqus Liraa.-C .ufirmou-ae a sontenca, uuani-
inemenie. .. ._
De T.mbaba-Appeltente Manoel Gonealves
de S uza, appe.lado J.,o Gualberto da Fouseea e
Alb.iquerque. Relator o Sr. deaambargador Buar-
que Lima.-Coufirmoo se a. aentenca, nanime-
"""De Seri..hlem-App-liante Franeitco Na de
Agmar, appeUada i. justica. R-lator o 8r> dea'
no Pires Falcao.
Appellncao Coinmercial
Da ParahybaAppellante Autono Correia da
Silva, appellados Figueiredo c Irmlos.
Do Sr. desembargador Monteiro de Andrade ao
Sr. desembargador Pires Gonealves :
Appellacao crune
De Tquaret!nga Appellante Franeisj Rodri
gues Chaves, a.pellada a juoti^a.
Dj Sr. desembargador Pires Gonealves ao Sr
desembargador Alves Ribeiro :
Appellaooes crimes
Dj LitnoeiroAppe.lante o juizo, appaUado
Manuel Alexandre de .Mello.
Do BrejoAppellante Manoel de Campos San-
tiago, apiieilada a justica.
Appellacao civel
De OamaragibeAppellante Maria Joaepha Ac-
eioli de B irros, appellado Manoel Jos de Lima.
Do Sr. desemb irgador Alves Ribeiro ao Sr.
conselheio Queiroz Barros :
Appellacoes crimes
Dj Rr^jo Appellaute Manoid Viente Montei-
ro, appellada a justica
Do PenedoAppellante Euiygaio Lopes Gui-
maraes, appellada a justica.
DILIGENCIAS
Mandou-se ouvir o Sr. conselheiro promotor da
justiva uus seguintes feitos :
Appellaclo ciime
Di Alaga GrandeAppellante o juizo, appel-
lado Cosme Sebastilo Bezerra.
Appellaclo civel
DeMiciAppellante o juizo, appellado Ma-
noel liamos da Silva.
Com vista a partea :
Appellacoes comnerciaes
Do R cife Appollantcs Antonio Jos de Lima
o outro, appellado Augusto C irlos de Miranda
Henriques.
Du ReciteAppellants Joaquim Joe Rodri-
gues da Coita, appellado Joaquim Dias de Al-
raeida Costa.
DI8TRnJtnCOES
Recurso eleitoral
Ao Sr. deserabigador Tuscano Barreto :
De CaruarReconente Jos Mirabeaux de
Mello Mariz, recorrido o juizo.
Recursos crimes
io Sr. desembargador Toseano Baireto :
De IguarassRecorrente o juizo, recurrido
Martiniano da Coste Ribeiro.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De Campia GrandeRecorr nte o juizo, re-
corrido -abiuo Linbares da Siivi.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De Campia GrandeRecorreuteo juizo, recor-
rido i laudino Jos da Silva.
Ao Sr. desembargador Pires GonQalves :
De Anadia-Recorrente o juizo, recorrido Ter-
tulino Iu, naci de Barros.
Carta testemnnbavel
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
Do ReciteAggravante Manoel Soares de F-
gueiredo, uggravado o juizo de orphlos.
Appellav'K'.s crimes
Ao Sr. oonseibeiro Queiroz Barros :
De Aguas BellasAmellado o juizo, appellado
Manoel Alves dos Santos.
Da VictoriaAppellante O juizo, kppellado Jo-
s Luiz de Franca.
Ao Sr. desembargador Enarque Lima :
De Porto CalvoAppellante Antonio Jos do
Espirito Santo, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Toseano Barreto : ,
De PesqueiraAppellante o promotor publico,
appellado Manoel Vicente Pessoa.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De Porto CalvoAppellante o juizo, appellada
Jlo Goncalo do Nascimentu.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De VertentesAppellante o jaizo, appellado
Jos Francisco dos Santos.
Ao Sr. desembargador Pires Gonealves :
De Alaga do Monteiro Appellante ju:zo,-
app.llado Manoel Sev.rino F.rreira da Motta.
AoSr. desembargador Alves Ribeiro :
Do BuiqueAppellaute o juizo, appullado'Joio
de Mattos da r-ilva.
Encorrou-scascssaoas 2 horas e 15 minutos
da t.-.rde.
Ao cleiorade do 3 districto
IUm Sr.O falleciinrnto do Dr. Antonio Fran-
cisco Corroa de Araujo, abrindo ama vaga na de-
putaclo de Pernambuc-, determinou a necessidade
de orna tleicb no 3 districto, que aquelle Ilustre
cidadao tao dignamente representava.
Para preencher e>sa vaga proponho-me cu aos.
suffragioa do distincto eleitorado desse dist.
nlo movido por impulso proprio, nem tomado do
ambicoes que estoa longe de nutrir, mas por apre-
eentaeao do partid* em oojaa fileiras milita e alen-
tado pelo desejo de continuar a prestar nriors m
puiz nesse poeto de combate que me foi indicado
I


b


Diario de Pernambuco(^uarta-feira 21 de Julho de 1C16
!, poia, escudada com esse pa^iotico desejo e
patrocinado pelo mea partido, cujo venerando
arfe tenho por migo, que eu venho solicitar de
Y. 8.0 sea voto e todo o ssu precioso auxilio
miaa cauta do pleito que se vai ferir brevemente
nesse districto, onde V. S. gosa de prestigio e dis-
pe de merecida influencia.
Bem conhecido nesta provincia, onde nasci e
ande tenho sempre vivido moarejar em fadignaae
lides pelas ideas conservadoras, e aob a gide
d'aqnella honrosa apresentaco; creio que ser-
me-ha excusada a exhibico de um programma,
pois que outro nao posso ter que nao o do partido
ao qual tenho servido com dedicacao e ebforco.
Entretanto, de harmona com o notavel discurso
-referido no Senado, cm 1879, pelo honrado Sr.
onselheiro Joao Alfredo Cbrra de Oliveira, digno
chefe conservador em Pernambuco, direi que a
syathese do mea programma pugnar pelas re-
foraaas que forem o desenvolvimento pratico dos
grandes principios liberaes consagrados na Con
shtituico e que iormam a base das instituir; oe
que nos, os conservadores, maatemos e queremos
aaanter.
Dentro de taes limites ha espaco bastante para
todos os melhorainentos intelectuaes, moraes e ma-
teriaes, para todos os c immettimentos serios da
poltica, economa, financas e administraco, emfim
para todas as oais altas aspiraces dos povos
livres, que vvem sob o rgimen parlamentar.
No decoras dos vinte annos que constituem a
minba vida publica, sempre girou nessa rbita a
a minba actividade, e dsso faiem prova os meus
modistos esforcos na Asseinbla Provincial e os
meas pequeos trabalhos na imprensa, tstes ulti-
mo* attestados pelo Diario de Pernambuco, em
cujas paginas tenho esteriotypado a miuha alma
e o meu coracao, pugnando por tudo quanto se me
tam afigurado til e vantajoso causa do paiz e
maia particularmente desta provincia.
Como garante dos meus intuitos de futuro offe-
reco esse modesto passado ao digno eleitorado do
3 districto, aesegurando-lhe que cnvidare quanto
aouber em lfc para clevar-me altura da situa-
ao do paiz e para mostrar-me merecedor da con-
tonea co n que me honrar esae digno eleitorado
O meu norte ser o bem publico e o caminho
para elle essa honrosa confianca que nunca faltou
ao Ilustre cidadao quem aspiro substituir e cu-
as virtudes cvicas tomarei por modelo.
Subscrevo-me com a maior considcraco e res-
*** De V. S,
Amigo, attento, venerador e criado.
Becife, 6 de Julho de 1886.
Felippe de Figueira Paria.
ment mercantil a que a praca do Becife tinha o
direito de aspirar.
Tristemente convencido da intil idade de suas
anteriores reclamacoes, que o commercio hontem
reunido deliberon nao dirigir mais, no assumpto,
representacao alguma aos poderes administrativos
desta provincia, aos qjaes ha doze longos annos
est mostrando com a poderosa eloquencia dos
factos que os impostos provinciaes de -mportacao,
esses impostos funestos que o Sr. Baro de Cote-
gipe nao quiz para a Baha, estilo cavando a rui-
na de Pernambuco, que infelizmente parece nao
ter entre os seus filhos um estadista que Ihe vote o
esmiamore dedicacao que o actual nobre pre-
sidente do conselho manifesteu sempre pela trr
de seu nascimento.
E' ante os poderes geraes, por intermedio de
urna commissao que o represente na corte, que o
noaso commoreio vai agora defender os seus di-
reitos, mostrando que o i mposto de gyrc, alera de
positivamente contrario letra expressa e termi-
nante da primeira lei desta nacionalidade, deixa a
nossa provincia n'uma posicJo evidentemente in-
ferior a todas as mais do imperio.
Nao se comprehende, realmente, que os mesmos
gneros importados do estrangeiro seiam mais ca-
ros nesta provincia que n'outra qualquer, sendo
urna so a tarifa dos direitos geraes de impor-
ta cao.
Essa desigualdade ao mesmo tempo urna in-
justicia nacional digna de severa reprovaco.
J tempo de estabelecer urna nniformidade
fiscal ha muito erigida em nome dos interesses
mais respeitaveis, i o s<5 desta provincia, mas de
todo o paiz.
Estamos certos de que a commissao que for no-
meada saber -como orgao do commercio desta
pracainspirar-se na grande juatica da$auaa que
defendemos.
Alguna commerciantes.
PIBIMCOES A PEDIDO
Imposte t gjro
IV
Realiaou-se, cem effeito, hontem, noa aaloes da
Asaoeiacao Commercial Beneficente, a reunio que
a respectiva directora hvia para all convocado.
Em todos os discursos proferidos no correr da
gessao, que durou algumas hora--, transpareceu
claramente o desgosto profundo de que o commer-
cio desta praca se acha possuido, sendo que teem
sido at boje interamente baldados os seas esfor-
08 contra a permanencia de um imposto que de
da a dia o deixa mais abatido, promettendo des-
trair todas as torcas vit&es desta provincia.
Nao houve nesses discursos a mnima expansao
rhetorica, mas nica e simplesmente o intimo sen,
amento de urna verdade que a todos conv ence
menos aos representantes loeses desta sacrificada
populacao pernambucana.
Quanto a estes, parece, desgraeadamente, que
ji bo ha palavras, nem raciocinios capazes de
ekamal-os conecienei da triste situaco que nos
rearan por meio de um. sysema fiscal excepcio-
aalmente desastrado.
Par mais que se diga que o commercio nao se
reces* de modo algum a contribuir para as despe-
na provincia; que nao se recusou nunca a fa-
sel-o, porque tem supportsdo os onus mais pesa-
dos; que a sua qw-auXo nao de quantidade, mas
da qaalidade do tributo ; a nossa Ilustre Assem-
ble* Provincial continua a decretar nos sena or-
camentos urna imposcio. nio s inconstitucional,
e por eso desmoralisadora das instituicoes do paiz,
, demonstradamente contraria ao desenvolv
COMMERCIO
Isa commercial de Pernam-
buco
RECIPE, 20 DE JULHO VE 18St>.
As tres horas da tarde
Cotac&et olficiacs
Apoliees da divida publica, de C 0/0, do valor de
1:0004000 aopar.
Apoliees provinciaes de 1 0/0, do valor de 1:0004,
ao par;
"ranchees de amareilo a 1004 a duzia de taboas
de 3 pollegadas de grossura.
Ditas de dito ordinarios a 504 a duzia de taboas
de 3 pollegadas de grossura.
Na hora da bola
Venda am-se :
32 apoliees da di7da publica.
24 apoliees provinciaes.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
RfciNLMENTOS PBLICOS
Mes de Julho de 1886
ALFANbEGA
Para
Transcrevemos do Diario de Noticias
d'aquella provincia, orgao conservador:
Artigo editorial de 20 da Junho :
O Sr. Dr. Democrlto
Consti-nos que o Sr. Dr. Democrito
('avalcanti do Albuquerque, digno secreta-
rio da presidencia, acaba de retirarse de
sua secretaria, por nao poder inais suppor-
tar aa irapertinenchs do presidente, Sr.
conselheiro Freitas Henriques.
Semelhante rompimento foi hontem com-
raentado, nos circuios polticos, -e todos silo
accordes em louvar o procediraento do hon
r.ido funecionario publico, que, como poli-
co, nao podia estar raerce dos caprichos
de um presidente, que trhe a confianca em
si depositada pelo governo, unindo-se aos
adversarios.
O Sr. Dr. Democrito, tsndo pedido li-
cenya, retirara se para Benevides, d'onde
volt.ir brevemente.
O Sr. Freitas Henriques j devia ter
pedido demsso: faja iso, pira nao pas-
sar por mais iuras decepcoes!
*
Artigo editorial do dia 22 do mesmo
lo ez :
O Sr. Dr. Democrlto
c Est confirmada a noti -ia, que demos
em a nossa edico de domingo, sob a raes-
ma epigraphe cima.
* t Sr. Dr. Democrito, dizem-nos, nao
podendo continuar no exer-:icio do cargo
de secretario, com um presidente que le-
vantou contra si o odio e o desprezo de to-
dos, deu parte de doente, e retirou-se para
Benevides, at que chegue o dia de su
partida para Pernambuco.
c Affirmam amigos de S. S que nao
se demorar n'essa provincia, e, regres-
sando, ou continuar no exercicio da s
sretarfa ou se estabelecer como advogado
na capital.
i A opinio publica n'este momento
sympathica ao mesmo Dr. Democrito, e
esta.nos certo que liie dar tranca mani
festacau de apreyo, quando desvendar se o
mysterio que anda envolve a verdadeira
causa do rompimento que se diz ter havi
do entre o secretario e o presidente.
c Nao querendo desvendar esse myste-
rio, aguardamos que o tempo faja a luz
para apreciar o caso como elle mere^.e.
Certo de que o Dr. Democrito feliz
mente goza perfeita aa le, podemos garan-
tir, que a sua retirada para Benevides
mais um acto digno de seus sentimentos al-
tivos.
< S S mora va era palacio e nSo era
justo que continuasse aili onde tentaram
impdr-lhe papis, que d-'stoam de seu ca-
rcter e sentimentos polticos.

Artigo de redaeco do dia 18 de Ju-
nho.
Cmara Municipal da capital
Os papis, tendentes ao conflicto le-
vantado pelos vareadores liberass, sjgui-
ram no vapor, que ha dias parti para o
Rio de Janeiro, devidamente informados,
primando pela clareza e verdade a intor-
macao do Ilustrado Sr. Dr. Democrito,
secretario do governo da provincia.
Esperemos pelo resultado, que, ere-
mos, nao se far esperar.
Rio Grande do Norte
O capito afoo Severlano Ha
ciel da Costa e o seu detrator
Urbano foaquim de Loyola
Barata
Alguem altamente collocado nesta cunde e que
nos tem feito o favor de 1er os nossos artigos, dia-
se-nos que pee ja vamos pela viuleneia da lingua-
gem r
BKDA OEKAl.
De 2 a 19
Idea uv 20
Soda pbovuicial
De 2 a 19
de 20
223:1014876
22:18843itl
15:265782
3:361^614
245:2904267
18:6274396
Total
BaomuDOBiADe 2 a 19
iu a. Uu 20
Caau&ADO pbovwcul !) 2 a 19
dem de 20
Kc-ira dbathaob e 2 a 19
I4em a. JO
263:9174663
14:8974037
2:4314144
17:3284181
114:380*023
1:275,. 68o
115:6554708
10:062407o
169^993

10:2324068
DESPACHOS DE IMPORTAgAO
Vapor francea VtMe de Victoria^ entrado do
Havre e Lisboa no da 20 do corrento e consigna-
do a A. F. de Oliveira & C, mauifestou :
cidos 1 caiza a Millet.
Amostras 4 volumes ordem.
Alvaiadc de sinco 5 caizas a M. A. Barbosa
Succeisor.
Conservas 25 caixas a H. Nuesch & C.
Champanha 10 caixau a K. deDrusina & C.
Calcado 2 caixes a T. de Car^alho & C, 2 a
T. R. da Silva, 2 a H. Nuesch oz C, ditos e teci-
doa 5 caixas a A. Cruz & C, 8 a Rodrigues Lima
& c.
Couros e teeilos2 caixas a P. Barbiaa & C.
Camisas 1 caixa a Gonfalves Irinao i C, 1
Prente Vi aun & C.
Chapeos 6 caixocs a A. J. Maia & C, 1 a J.
Christiani & C, 1 a A. Fernandcs.
('artas para jog 3 caixas a Maia Sobrinho
& C.
Couros 2 caixas ordem, 1 a EL Nuesch & C.
Drogas 4 volumes a M. A. Baibosa Snccessor,
15 a Rouquajrol Frerec, 4 a H. de Souza Pereira
Ai C, 5 a Bartholomeu & C, 31 a P. M. da 8ilva
& C
Flores artificiaes 1 caixa a F. de Azevedo & C
Ferragens 3 volumes a Res & Sautos, 3 or-
dem, 6 a F. Guimaret & C.
Jolas 1 caixa a J. Krause & C.
Livros 2 caixis a J W. de Medeiroa.
Leques 1 caixa a N. Pnnseca & C.
Manteipa f)0 barris e 100 meios ditos a Perea
Carnciro & C 10 e 20 a H. Nuesch & C.,O e 35 a
A. Labilie, 30 e 60 a P. da Costa x C., i-'O e 25 a
Rosa .v Queiroz, 50 e 100 a Ferreira Rodrigues &
C, 5 e 10 a Ferreira de Carvalho A C, 5 e 10 a
Paiva Valeute 4 C, 65 e 10 a 8. Basto Amonm
& C, 35 e 50 a Domingos Cruz & C, 5 e 10 a
F.rnaodes & Iimao. 10 e 10 a J. B. de Carvalho
& C, 245, 390 e 106 caixaa ordem, 18 a Fer-
reira Rodrigues t C, 35 a Paiva Valent & C,
10 a Domingos Ferreira da Silvh & C, 16 a Joao
F. de Almi'id, 12 a Souza Basto Amonm & C,
15 a J. J Al ves & C 10 a J. B. de Carvalho.
Mercadorias diversas 3 vommas a A. Labilie, 6
a A. D. Carneiro Vianna, E. G. Cascio, 4 or
dem, 1 a Albino Silva & C, 6 a A. Jos Maia &
C 7 a N Fonseca 4 C, 1 a E. O. da Silva, 3 a
Salazar & C, 2 a J. A. dos Santos, 6 a Netto
Campos & C, 1 P. V. de Caotalice, 4 a A. Perei-
ra da Can ha, 1 a F. Lauria & C, 3 a G Cardoso
* C, 2 a J. Be trra, 6 a G. Laoort & C, 1 a J.
Fueetemberg, 2 a F. Petrocelli 4 rmao, 10 a E.
Samico, 4 a Eugenio 4 Vieira, 3 a T. Just, 8 a
Parate Vianna & C.
Machinas 1 caixa a G. Laport & C.
Movis 1 caixao ordem.
Objectos para escriptorio 4 caixas a J. W de
Medeiroa, ditos para chpeos de sol 1 caixo a F.
X Ferreira 4 C.
Pecas para mobilia 1 caixa a A. Fouqaux.
Preg.s 4 caixas a ordem.
Perfumara 1 caixa a G. Laport 4 C, 1 a P-
rente Vianna { V 2 a Odilon Duarte.
Papel 41 fardos a Rodrigos de Paria 4 C, 9
caixas a ordem, 6 a Netto Campos 4 C-
Queijos 15 caixaa a Saunders Brothers 4 C., 13
R'flectindo sobie isso, parece-nos que effectiva-
mente o artigo publicado no Diario de 17, um tanto enrgico, e isto explica-se com a indijr-
naco que nos causou o que occoirCxa naquella
provincia com os nossos amigos capito Maciet da
Costa e tenente Joaquirn Rodrigues Pereira, que
a nao ser a interveoc,o do Ilustrado e digno gee-
ra! Angelo de Moraes Reg, com certeza teriam de
ver se esmagar pela prepotencia ou ignorancia de
individuos, que, collocados cm diversos ramos dos
poderes pubi.cos, deram-sc as mos os ensiva e
caprichosamente para vingar odios incoufensaves
de terceiros.
Gratos essa observacao, alias natural em quem
oga de fra, p'omettemos srmenos enrgico jara
com o Exru. Sr. presidente d'aquella provincia, em
qU''m folgamos de recoohecer inteligencia e certa
illustracao, porm piuca rcumspeccao no seu ti-
rocinio administrativo, o que de certa f rma nos
obrigou a tomar pa.-te n'essa questo alias de urna
simplicidade tal quo fcou ao nosso alcance. Com
a critica severa e as vezes rigorosa que se tem
eorrigido os grandes erros dos homens pblicos.
Gamoetta, era um republicano tio exagerado, que
os proprios co-religionariosoreDelliam pela violen-
cia de suas conviccoes quo o tornavam suspeito.
E' possivel p i" que S Exc. o Sr. presidente d'a-
quella provincia, reconhecendo pelo estudo calmo e
n dectido, o grave erro que est commettendo, ve-
nha a ser, e nos odeaeja nos de coracao, um admi-
nistrador hbil. Por agora DeUs nos lvre de ser
seu jurisdiccional); mxime, cercado como est
da parelba de bachareoa que to calientemente lm
figurado na bnxa comedia que se quiz representar
uoforum d'aqu.lla capital, onde se prctendeu res-
ponsabilisar o capitao Maciel da Cists, com > au-
tor, e tenente R>'rigues Pereira, como c reo, por
crime de estellionato contra a ?azenda Nacional;
lUando se crime ha, da competencia do loro mi-
litar, cuino j ti vemos occasio de privar, citando
alvars, resoluces, leis, decretos, portaras e avi
sos de tem pos immemoriaes e que foram sempre
acatados e muirs d dade que s agora foi intrwduzdo as uossis aca-
demias jurdicas o estudo do direito militar; po-
rm isso nao razo, pois a ignorancia nao apro-
veita ao criminoso. Al6m d'isto, ningucm deve
deciiiir sobre materia de que nao tenha pleno co-
nhecimento.
Dado esae caveo, prosigamos.
Ligo que chegaram cidade do Natal es Dia-
rios de 12 do passado, em que diziaaios haver o
processo do conselho de guerra a que respondeu o
alfe.res Francisco de Paula Moreir.., por aecusa-
eoea q"e. Ihe foram fritas pelo capitao Maciel d
Costa, si io entregue ao togro do mesmo alferos o
Si. Urbano J mquim de Loyolia Barata, que muito
constrangidamente fe incumbi de mandar extrahir
Ihe copia ; copia esta que, na forma d provi o de
5 de Setembro de 1815 e decreto n 1830 de 8 de
Outubro de 1856, art. 3 devia ter sido tirada na
secretatia do corpo a que perteuce o reo ; facto
esse de que nao teve conhecimento a presidencia da-
quella provincia, S. Exc. qu rtndo varrer a sua tes-
tada, pois o facto eatava no dominio da imprensa,
deu-se pressa em exigir uf.rinaces sobre o as-
sumpto.
Por essa occasio averiguou-se que a procesto
cm questo fra entregue a um tal Mam el Joe
Nones empregado da Secretaria da Presidencia
em cujo poder esteve 2 ou 3 das, pasaando depois
para as mos do Sr. L yolla Barata, em cujo poder
esteve 13 das 1
J v S. Exc que nao pessoa a quem attribue,
quem nos iuf inna do que tem havido a esie res
peito; pois seassim foase, n-i nao teriamos dito
que o proceo80 estivera naa moa do Sr. Lorolla
Barata 4 dias smente.
Representada esta comedia impropria de um ho-
rnera que ae presa, seguio ae outra nao menos ri-
diculo, a proposito do que dissemoa no mesmo arti-
go sobre o facto escandaloso e sem precedentes de
ter o Sr. Barata escriptu com o seu proprio punho
as perguntas que o interrogante do conselho de
guerra, a que respondeu o mesmo alferea Moreira,
deviafizer s testemuuhas j de ante-mo iuai-
nuadas, com o que ae gaatou. dizem-nos, nao peque-
a quantia, fea se muita promeaaa e ameaca ; ea-
cripto este que devidamente sellada e reconhecida
a lettra, eateve em nosso poder.
A proposito d'esta accusaco, S. Exc. mandn
de novo congregar os membres do conselho de
guerra para que Ihe ioformassem sobre ella.
D'essa especie de oonselho de estado pleno nada
transpirou, porm de presumir que tudo corresae
feicodoa nteressados, pois antes da reunido Cada
um dos membroa j bavia ade instruido do papel
que ia representar. Tambem nao uoa aabem dizer
ae S. Exc. presidiu a tal seseao.
No intimo de sua consciencia, S Ex:, ba de se
ter convencido de que se foi muito mal neste inci-
dente, cuja qualificacj nos abstemos de dar.
8. Exc. est to desorientado que chegou a des-
pachar pelioo'-s apocriphaa feitas para ageitar dif
ficuldadee e pro iuzir effeito ao longe. Ora isto nao
serio.
Na audieucia, em que deviam apparecer os estel-
lionaiarios, houve endiente real de espectadores
convidados pelo juiz municipal, promotor, o ^r. Bi-
rata, seus fleos e oenkos, que assegnraram a pre-
senca dos reos, queja haviam sido cita-Jos.
Foi um fiasco geral Todos os convidados se
antre Ihavain de soslaio e riam a socapa. O enfia-
reto do juiz municipal Augusto Leopoldo Raposo da
Cmara e do promotor publico Francisco Carlos
Pinheiro da amara, prunos legtimos, e ambo flo-
rentes afetalibus arcades nmbo, c foi o mais solemne
que se pode imagiuar !
Furiosos, extravabuoJo toda a bilis que nodem
conter dois bacharos, deram o mais triste espec-
tculo, escandalisand i o sanct.uario da justica !
Na > hjuve injuria e ameaca que fiase poupada
a aquelles dois inilit res! O juiz municipal, fu-
ribundo, medonko dizia que havia de mostrar em
occasio opportuna, que os factos de que sao os reos
acensados; nao constituem crime militar, c no se
evidencia da denuncia: e o promotor dizia que
apezar de ter ficado tud'> bem e idenciado, se deu a
denuncia foi por ordem da presidencia !
Veja S. Exc. se pode continuar a ser juiz com
taes mordomos.
M- F.
Sagraco da Igreja de S. Be-
nedicto
A razao, o direito, e a justica pedem,
tacarnos, hoje mensao honrosa de uma
grande solemnidade de nossa santa reli-
giSo. *
Somos christao8, e ijto basta, para nos
encher de susnnoo prazer o a^to religioso
que, OAteutando a raagnitceucia do culto,
nos fortifica na f.
Um sacerdote de severos costumes, e
para moraliilade sas plagas, no dia 10 de maio de 1874.
Dia feliz!
J volho, curvado ao peso dos annns.
eom a carne enferma, e o espirito prowpto,
na phrase da Escriptura -Caro infirma
espritus promptus est esse sarr.o varao
concebeu a i lea de erigir um templo en
honra e louvor do gnnde servo de Deus,
>S. Benedicto.
Mas, qual esse ungido do Senhor possuido
d tilo nobre sentimentos p la religiSo d
Crucifi ado, pela r ligiao do nosso D-ms ?
Qual esse sacerdote de tao puras intcn-
c3es, disposto aos mais peni veis sacri (icios
la vida, tendo, somonte, m mira o pr->-
gresso religiiso, a civilisacao e grandez-.
social ?
Ah! com praz"ir, e do coracao, cheio do
mais vivo r.ieonh'cim-nt' nos erevemos,
hoje, o nomo d'esse heroico ministro do
martyr do G-lgoth i, para que, um dia,
faca elle prtj inieressante e mui distincta
da nossa historia patria.
Frei Serafim da Citania, missionario
apostlico epuchinho -ex pref.dto do Hos-
picio da Penli. em Pernaiubu^, eis > il
lustre sacerdote, de que nos oeeupamos.
Concebida a idea, Frei S-r-ifrii nSo re
cuou um s inatante diante daempr-za ar-
risca a. Elle nao medio as diffi ul l-'des,
nao temeo a pobresa da trra qu-t pisava,
ero rec^iou da indifferenja religiosa dos
nossos di ib.
Disse fucamos, e foi fita.
A' uns pareca itiffl il, e a outros rapos-
si vi, chegasse elle ao seu fim. Frei Se-
rafim, porm, com aquella coragem que s
o christianismo sabe inspirar, tranquillo
e sereno, avanjou.
Em uro dos lugares mais elevados da ci
dado, nos limt-'s da freguezia de Nossa
Senhora das Dores, conhecido por alto da
jurubeba, alli, Frei Serafim, de nascente ao
poente, em frente ra bella,uma das
mais importantes de nossa capitala 5 de
Juuho do mesmo anno, tracou com suas
proprias raaos, em uma vasta e bella pa
ni je os primeiros riscos dos alicorees, sobre
a P. J. Aires & C., 10 a P. da Costa & C., 10 a
Souza Bastos Amorim & C, 10 a A. Figueiredo
ic i;., 6 a Guimares Rocha < C 12 a Rosa Quei-
roz, 15 a Paiva Valente 4 C, 20 a J. J. Alves &
C, 23 a Joaquim F. de Carvalho c C-, 7 a ordem
1 tiaa a P. de Oliveira Maia.
Roupa 1 caixa a J. Bastos.
"Tecidoa diveraos 4 volumes a L. A. Siqueira, 1
a J. Bastos, 16 a ordem, 3 a D. P. Wild & C, 2 a
F. O. de Amaral & C, 2 a Olntho Jardim & C,
1 a A. C. de Vasconcellos, 2 a A. Lopes & C. 1 a
Bernet & O, 3aH.de Carvalho, 2 a N. Maia &
C, 10 a H. Burle ot C, 1 a Baltar Oiiveira & C,
2 a Rodricues Lima & C, 2 a P. de Azevedo Se C,
4 a Monhard Uuber c C, la oncalves Irmo
se C.
Vidros 2 volumes a Deodato Torrea & C, 3 a
Manoel Joaquim Pereira.
Vellas e massas alimenticias 5 caixas a Ramos
& C.
Vinho 1 bairil a P. de Oliveira Maia.
Carga de Lisboa
Batatas 20 caixaa a Aranjo Castro & C, 50 a
Paiva Valtate & C, 50 a Rosa fc Queiroz.
Ceblas 15 caixas a Aranjo Castro & C, 25 a
Paiva Valente & C, 100 a Silva Quimares &C,
100 a Ferreira Rodriguea & C.
Cal 20 barricaa a Pereira DintA 4 C, 50 a B. de
P. Guimares, 50 a T. de Mello Genro & C, 50
a Guimares >v Valente, 50 a S. Bastos Amoiim &
C, 50 a Cunha Irmos ft C., 30 a Moreira Bra-
ga, 50 a Lopes Braga, 3) a C. B. de Arroda.
Carne 1 barrica a ordem.
Conaervaa 7 caixas a t'cas Mendes & C
Drogas 2 volumes a Faria Sobrinho & C.
Palitos 1 :aixoa Pocas Mandes & C.
Quaoros 2 caixas a C. B. de Arruda.
Passas 3 volumea a Martina Viegas & C, 6 a
Silva Guimares & C, 6 a Baltar Irofioa.
Salame 1 caixa a Pocas Mendes & C.
Sabo 3 caixas aos mesmos.
Tirantes 3 caixas a B. Lopes Pereira.
Vinho 10 pipas e 10 quintos a F. R. Pinto Gui-
mares & C, 2 e 20 a J. G. Gancbes, 25 barra a
Pereira Carneiro i C, 40 a Silva Guimarat & C,
2 a S. P. de Mello, 1 a D. V. Vaaeoncelioa 2 e 6
caixaa a Pocas Mendes & C, 10 e 1 dita a J. M.
C. da Cunha.
DESPACHOS DEKXPORTAgO
Em 19 de Julho de 1888
Para o ealerior
Nao houve despacho.
Para o Interior
No lugar njrueguense A. B. Bull, carre-
gou :
Para o Rio Grande do Sal, H. Lundgrin & C.
38,400 litros de sal; J. L. dos R-is Ferreira
80,000 litros de sal Pirapama
No vapor austraco Jokai, carregaram : Pampa
Para o Rio de Janeiro, H. Burle U 250 sac- Manos
cas com 21,489 kilos de algodao. Finalice
No vapor naciona Marinho Visconde, car- La Plata
regaram : Elquateur
Para a Babia, P. Pinte & C. 25 cascos com Baha
4,320 litros de mel ; J. C. de Albuquerque Filho Neva
50 saceos com 3,750 kilos de assucar branca. Scholar
Para Penedo, F. A. Lebre 5 barricaa com 30H
kilos de assucar branco.
No hiate nacional Correio de Natal, carre-
geu :
Para o Natal, A. R Branco 41 saceos com
farinha de mandioca.
No hiate nacional Ires, carregaram :
Para Maco, Oliveira & C. 3 barricaa com 287
kilos de assucar branco.
No hiate nacional D. Julia, carregon :
Para Aracaty, J. F. Leite 30 saceos com 750
kilos de fio de algodao.
No hiate nacional Dous Amigos, carrega-
ram :
Para Maco, F. A. L 'bre 50 saceos com fari-
nha de mandioca ; Fernaudes & Irmo 2 barricas
com 210 kili a de assucar refinado e 15 ditas com
1,056 ditos de dito branco.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrado no dia 19
Havre por escala17 dias, vapor francez
Ville de Victoria, de 1,775 toneladas,
commandante J. Simonet, equipagem
42, carga varios gneros; a Augusto
F. de Oliveira & C.
Cardiff61 dias, barca norueguense Ingolf,
de 0*66 toneladas, capitao John Kuud-
sen, equipagem 10, carga carvo de pe
dra ; a Wilson Sons 4 O.
Aracaj por escala9 1/2 dias, vapor na-
cional Mandah, de 222 toneladas, com-
mandante J. L. Almeida, equipagem 18,
em lastro ; Companhia Pernambu-
cana.
Navios sahidos no mesmo dia
Santos por escalaVapor austraco Jokai,
commandante L. Morovichf, carga va-
rios gneros
PelotasEscuna dinamarqueza Caroline,
capitao F. A. Branelf, carga carvao de
pedr*a.
AracatyIIyate nacional D. Julia, mes-
tre Manoel F. de Araujo, carga varios
gneros.
Rio Grande do NorteHyate nacional
Correio do Natal, mestre Jos Q. de
Moura, carga varios gneros.
VAPORES ESPERADOS
do norte hoje
do sol hoje
do norte a 23
de New-Port News a 23
da Europa a 24
do sol a 25
do sal a 26
do sul a 29
de Liverpool a 29
os quaes levantara o mag-stoso te Dplo ao
glorioso S. Benedicto.
Feito isto : logo viram todos a grandeza
da obra emprehendida E de facto, con-
cluida, constitue, hje, a admiraelo da-
quelles que a contaraplan-
Dado ess^ primeiro passo vemos, agora,
0 respeitavel incio, o velho missionario de
bnixo do seu habito, dia e noite, em uma
actividade invejavel.
O sol ardente, o calor, o fri, as intem-
peries do tempo, emfim, jamis o fatig.rain.
Sempre contente e alegre, cercado do povo,
obediente a sua voz, promoveu com h ibi-
lidade evanglica os meios, de que podara
precisar para a consecu^ao do seu fim.
Nao vacillou um s momento.
No dia 13 do dito mez d- Junho de
1874, benzeo e collocou o ioelyto capuebi-
nho a p-dra fundamental do grande tem-
plo projectado.
Era m8ter fallar a todos da tribuna sa-
grada.
Pois bem ; no dia seguinte, 14 do mes
mo raez de Junho, abri elle Missao at
16 de Julho : preparou os ani nos, e pro-
seguio galhardamente era sua obra.
Tinha ento, Frei Serafim, 6,1 annos de
idade 1
Mas, no trahalho frente do povo era
um hornero de vigor, de forc-i e de vida.
Montou Otaria, e procurou prover se, com
abundancia, de tudo quinto fosse neeessa-
rio ao andamento do iffioultoso Bervia >
que, de espontanea v ntal", tomara a seus
hombros, era b -ra, pura e si nplesmente,
da religio e progre-sso social.
Qi.nto nos prestou I
Daquella ilia em diinte nao foi 001091-
vel! Nao poupou esforgos e sacrific os para
nos leg.r um monumento da eterna me
mora.
Muitus vcz.'s, em br.-19.1s cora a vdiiice,
e lutau 10 com eni'.irmi la.le, embrenuou se
no interior da provocit solicitiu lo es no
la para a obra da igr.'ja de S. B ne-
dicto.
Liniitiva-se, entretanto, Fre Serafina
em adquirir donativos, sement, p.r rea-
1 sur os seus deaejos, pira a conclusao da
obra, que comisara? Oii nao; Fr -i S
r.tim, oeaaaa exoursS-rt, trabilhavano'eoa-
tission irio, se n cai.aac9, cel brava o Santo
Sacrificio da Missa preg.iva o Ev.mge-
Iho, explic iii io no powo os seus deveres
r-'^iosos, civis e Bociiieaj e no mimo de
todos prooarva gravar a i'a nublime e
s-mta a lei fundan-mt.il sobre a (]U-I des
lancato o bem e a felioidaie do boiaero
o temor de D us o amor do proxi 00.
Estamos em 1875.
N sa poca a rariola Macan cruelm^-at-.
a populacao desta eidade.
N> meio de tanto pranto, tinta dor e
affl 1.9:10, eM Fru S-ratin, a qualquer hora
do dia e da noite, ; cabe. eir. do moribun-
do, s m temer os rigores da peste. Era
Uin orla leiro ministro de Christo
Corrcram os lempos.
Vieram os annos d- 1877 e 1878.
S cea I Fome Mis-ra Horror!
Temos o m-sino lio-uein.
O presidento da provn.-a, nomeando-o
menibro da commissao. qus tinha de 30:-
orrer os pobres, na cidade, elle aceitou a
in< u nbmoia, a di'S-'inpeuhua a con'en:o,
por algum t Hipo.
Nesses dial calamitosos, Frei Serafim
nao emoreceu seguio a passas lentos,
verdade, mas s guio s A greja ^le S. B-nelioto, que se levn-
tiva, de lia para di 1, desp-rtava a atten-
magestosa.
E a dias do anno de 1884, vimos conten-
tes concluida a grande obra !
O templo inede 153 palmos de altura do
solo s torres, 81 de largura sobre 170 de
fundo, sendo este oval.
As suas altas e elegantes torres domi-
na m todo perimtro da cidade e grande
fxtensao do magstoso Parnahyba, de nor-
te a sul.
Na parte interna, o novo templo offere-
ce das vistas dos fiis trobalhos de arte de
admiravel risco e lavor.
O altar-mr de gusto moderno,' de uma
belleza deslumbrante.
O coro assentado sobre um enorme arco
offerece ama bonita vista.
O novo templo do S. B^nediuto em-
fim, um dos m-lhores do norte do Brasil.
A pouca distancia da porta principal ele-
va se um grande cruzeiro, quo, por si s,
ira joo profundo respeito a quantos por all
passam.
Em o alto frontespicio do templo, cuja
vista domina a maior parte do cidade, ve-
se uma bellissima Imagem de S. Benedic-
to, de respeitavel tamanho, collocada em
um. espa90so n'cho, sendo guardada por
uma grande vidra9a tao clara, que a todos,
em longa distancia, deixa bem patente o
imponente vulto. Mais cima da linda
imagem, estao escripias em latim com le-
tras roaiuscula8 estas palavras:
Dedicado a S. Francisco.
Por benevolencia da provincia e concur-
so dos fiis. Frei Serafim de Catania, mis-
sionario apostlico capui hinho ex-prefeito,
edificou este templo, no anno do Senhor de
1884.
Em 1885, emquanto se ladrilha e caa,
emquanto se faz o altar mor e sua pintura,
segu Frei Serafim para Pernambuco em
busca de sinos e paramentos.
De volta o incan9avel missionario d a
ultima mao de perfeico sua obra gigan-
tesca, feita com o cimento, que Ihe forne-
ceram a provincia e religiosidade do povo,
argamassado cora o suor do seu rosto.
Estava tudo assirn determinado.
Frei Serafim, porem, quera dar maior
realce ao penoso trabaho que emprehen-
dora, por amor de Deus e da humanidade.
Em Janeiro deste anno, 1886, parte o
venerando capuchnho para a capital de
S. Luiz do Maranhao. Elle vai supplicar
de S. Exc. Revm. o Sr. bispo diocesano a
gra9a de vir a Theresina fazer a sagragao
da igreja de S. Benedicto. O Ilustre pre-
lado presta se de boa vontade.
Regressando, frei Serafim annunciou ao
povo essa grande solemnidade religiosa
para o fim de Maio, ou principio de Junho.
Sua palavra correu, voou ligeira. N'aquel-
le tempo, como por encanto via-se entrar
por todas as partes da cidade homens,
mulheres e meninos.
Eram 2 horas da tarde do dia 31 do
dito mez de maio, quando o vapor There-
sinense fez signal. Vinha a seu bordo o
distincto diocesano, o Exm. Sr. D. Anto-
nio Candido de Alvarenga.
O povo j esperava o principe da igreja
Maranhense, e correu todo ao seu desem-
barque- Na rampa estava uma guarda de
honra, que Ihe fez as de vidas continencias.
S. Exc. Rvma. seguio, aeompanha lo por
seus padres, e por todos alli presentes,
para a matriz do Amparo, onde, depois
de fazer orasao, aben9oou o povo, e deu
anel be-jar a quantos o prociiruraro.
Para o .lia 3 de Junho, dia da Atcencda
de Nosso Senhor Jess Christo, marcou o
Exm. prelado a solemnidade da sgragSo.
E assira aconteceu.
As 6 ho'as da inanha, em trente igre-
ja de S. Benedicto, postava-se uma guarda
de honra. Movia-se a cidade inteira! A
vasta pra9a, onde fica o Templo, estava
apinhada de uma multidao extraordinaria
de fiis.
Compareceu S. Exc. Rvma. r. v stio-se,
e prinripiou o acto, assstido dos seguintes
sacerdotes Fre Serafim de Cathania,
Padres <4- Leopoldo Damasceno Ferrei-
ra, Dr. Alvaro Jos de Lima, -onego-
Hiuorio Jos Saraiva, vigaro garal fo-
rense, conego Thoraaz de Moraes Reg,
vigaro da freguezia, padre Vicente Fer-
reira Galviio, secretario do bispado e viga-
rio Joao Maooel de Almendra. No correr
da ceremouia subi S. Exc. Kviu.ao pulpi-
to, preparado porta da igreja, e dirigin-
do a sua palivra autorisala aos fiis, pren-
deu a aUcn9to de todos, como cncareccu
os servigos ele frei Serafim.
Feita a sagraco c lebrou S. Exc. Rvma.
o santo sacrifirio da mis3a.
O concurso de tieis era imraenso 1
IVinava silencio s^pulchral !
As 11 esteva terminada tola a festa.
No dia seguate, com assisteacia do Sr.
bispo, cautou missa, em sua igreja, frei Se-
ra'n.
Quanto prazer!
Q11 inti gloria !
E' forcoso confessar. O Exm. Sr. bispo
mostr.ir.-.-s Batisfeitissimo. Falloa nesse
momento aos seus filhos ; teceu a frei Se-
rafim o oais pomposo ebgio, e concluio
abroan <'o o heroico capuchnho as vistas
di muudo, diante do alur, di-nto de Deus!
Assirn evia ser, porque cssj velho sa-
eer lote prestou a esta provincia e dio-
C''8^ STV91S relevantes.
Aos oaroihos esteve sempre >-\\* unido,
:>uxdiando-os no pulpito, nj confisionario
e no altar. E o que mais, gui md j os no
uninio da virtude om es seus conselhos,
ung los do mais puro e santo a.or. Frei
y-rafi n pntrcgou as chaves ; mas niio deu
por concluida a sua missao. Ell<; niio se
despedii> anda de nos. Parti pan a En-
mpa afim de enriquecer mais d ima-
gens, paramentos e alf-.ias a igreja que
Ihe Bastara tantos cuidados taata fadiga,
e mais que tu lo isto doze annos de vida.
D- M.o de 1874 a Maio de 886 I
Trobalhou, e tribalhou muito.
Rico precioso legado !
Nossa grxtiiiio.
(Do Ttlephone de Therezina.)
Tacarat ti de .11111 ln de t sh
Em vista do artigo publicado no jornal
Provincia do Io do corrente raez, ssgna-
do por Fra cisco Valpassos, sou focado a
vir a mprensa pela primeira vez d ir um
desmentido solemne a esse calumniador
para que fique o publico sabendo de quan-
to 'lie capaz.
O fim que Valpassos tem em vista, a
chefia io partido conservador nesta comar-
ca, por aso diz sem rebuyo que tem em
seu poder documentos que pro vam ter
meu pai atraiyoado ao distincto conselhei-
ro Joo Alfredo. Se assira porque ni!
publicou esses documentos que seriam a
raais robusta prova de ser meu pai um
mo poltico, indigno da protecfo do ve-
nerando conselheiro ? Eu o provoco que
o f*9a.
Diz que d um cont de res te meu
pai mostrar uma acta de eleiyiio vencida
em Tacarat sem o seu valioso concurso I!
Nao sei o que mais admirar: se a cora-
gem de Valpassos em offerecer 1:0004,
quando nao possue sequer um cavallo para
montar, ou se a ousadia com que nega a
verdade do que consta do archivo da C-
mara Mnni'pal desta villa e da secretaria
da presidencia, onde se pode ver que niio
s foi o partido conservador que venceu a
eleiySo em 1852, como at foi meu pai
eleito juiz de paz mais votado, apezar de
ter o partido liberal mesa unnime.
Para mostrar o nenhum prestigio polti-
co deste senhor, basta que o publico
fique sabendo que, quando em 1881 se
procedeu o 1' alistamento eieitoral para a
execuySo da lei de 9 de Janeiro do dita
anno, estaVa meu pai fra da provincia,
pro c essa do e perseguido, e Valpassos em
sua casa na maior harmona com os libe-
raes, nao d ndo ento um s passo sobra
esse alistamento, pois quem delle se encar-
regou foi o capitao Manoel Cavalcante da
Albuquerque a pedido de meu pai.
Nesse alistamento deram se muitos re-
cursos de inclusao e exclusilo interpostos
por meu pai, que foi quem fez as razoes
e gastou dinheiro, o que tudo consta do
cartorio desta villa e do tribu al da Rela-
c3o, porque alguns desses recur os foram
escriptos por letra de meu pai e com procu-
ra9ao a elle pasaada.
E quer o publico saber qual foi o pro-
cedimeoto de Valpassos de 81 a 86 ? Foi
deixar de votar no partido conservador
e at caballar contra elle, o que se pode
ver das actas das differentes eleicoes pro-
vinciaes ; e s votou no Dr. Pernambuco
na eleico geral a muito custo.
Na eleiyao de 15 de Jane ro deste anno
Valpassos deu o voto ao Dr. Alfredo, mas
todos que com elle conversavam sobre essa
eleico, dizam que elle mostrava todo de-
s-jo que fosse eleito o Dr. Siqueira.
E' falso que meu pai fosse inspector de
quarteiro om 1856, tendo sido eleito Io
juiz de paz em 1852, e nomeado subdele-
gado e 1 supplente de delegado em 1854,
como se pode ver da secretaria da presi-
dencia e da polica.
E' certo quo as mortes apontadas por
Valpassos se deram; mas todas as victimas
eram criminosos de morte e dous delles j
sentenciados, e morreram ao rosistiram a
ordem de priso, aggredindo for9a, or-
dens dentro as quaes duas foram expedi-
das por meu pai, e as demais por outras
autoridades, sendo a do sentenciado Dio-
nisio aasignada pelo actual Dr. chefe de
polica, que ento era juiz de direito desta
comarca, pelo que o publico pode ajuizar
das accusagSes que Valpassos tem feito a
meu pai.
E' certo que a forja que matou o sentencis.


1
r
Diario de Pernambuco---Huarla-feira 21 de Julho de 1886
5

*
/
^
do Joaqui n ir ,z ,fai processada na comar-
ca de Paulo Affnso, ">as -lo foi meu pa>
quem a sutoiisou a entrar naquelle termo,
onde o manda.io nao podia ser 'vatdo,
6 oiesmo por-]U* a- autoridades d'lli n5"
ignorara, como V.lpassos, que a autonda
de qu^ ex;> <'u> um mandado legal de pr-
sao nao rosponsivel pelos abusos com-
metti os polo exocutor desse mandado.
Para as i.cvusac5es que faz Valpassos,
de ser meu pai um 1. Irio, tenho o mais
solemne uVspr.zo, qni o que merece a
fonte d'oode .-lias parte no.
Joaquim Francisco .Cavalcante.
Presidente do Para
Sabemos de be a fonte, que o presidente indigi-
tad para a provincia do l'ar, de aecorlo com os
cbetes polticos Sr. deaembargador Joaquij
da Costa Barrada*, actual presidente do C ara.
E' o que pretende e pede o partido nnquul.'a pro-
vincia.
Recife, .0 de Julho de 18:6.
Um que sale.
Convida-se ao3 alaminos do 1" anno docurso
MaaVmico part reunir-m-si na sede da bib
ca da Faculdadi de Direito, no convento do Car-
ino, boje, s 10 horas da tnanha. u.6m da proce-
der-s elcici para orador do in-smo que o ton
de representar nos festej s promovidos para o da
11 de Agosto pr rimo, visto o resultado publicado
pelo Diario c li intetn, ser inexact>, por ti-r sido
aulla a uivsin i cleicao.
A commissao.
O Tinao de Extracta de Figado de Baealhfo,
da Ohevrier, no qua1 te acham todo s e'einentos
effieaan do ole > de figad de baciho, pjssue so
mesm i tempo 8 propriedades tberapeatfcaj ei
oeUantea radoa aleoaliooa. Com o alcool,
mte r vita!. exta-o e f-meea mate-
Je primeira i scolha i reconstituid > or
Ca;eaai rrfaa a trama animal e ani-
ina-a. O scu aso p?is indicado as innmeras
circunstancias arhjio*icas que resultara do em-
pobrecrmente lo san/ue.
R.-coinuiendainol-o especialmente aos nossos
leitoros.
Eevue Mcdicale-
Jo^quim Alves da Fonseca, por este meio par
ticularm ufe acradeee a todas as pessoas que e
honran) e m a Bna amisi.de, o couforto que he de
_, ,. i ms grande ddr, por ueeasiio
dn passamenl i de bu* ani querida e presada mai
D. Luiza (5. 0- rreia da Fonseca, protestando
todas ellas sou eterno recjnbecmento por tao sig-
nifieal
Recife, 19 do Jalao de 1836.
Juaquim Alves da Fonseca.
V caan municipal
CemmiMMai-io de ediflcaro e fiscal
la Boa YiKia
Pergunta se se pemittico concertar-se o te-
lbado e lin par a frente da casa da na do Bario
de S. Borja n. 29, saaa vir a frente do alinhamen
to ? Ser ou ia,. a lii Igual pra todos? AII--
guem qce multaran] o pmprietario e m stre da
obra, d'-poia, j *c sabe, i II concluida.
Um municipe.
N. 3. MSis sii tendea tilhos debis que
por taita do appitite estilo dountes, dae-
lhes a Emulsao da Scott
E' raaravillioso. como 'ni pouco t-.;mpo,
ao tomaran-a, restabeieceaa-M e como
recuperara a energa o a sade.
Atoa le Fluridn Slurray ** Lanman
* O
As senioras que detejam e gostam de gyrar e
mover em orna atinospbera radiante de frescura e
fragranc'a, derorao sempre usar d^sta rica e mi
mosa agua nos seus touchdores. Urnas poucas de
gottas deitadas no banho ou n'nm copo d'agua no
caso que s d.-s^ je dar urna lavag. m odorif.ra aos
dente?, acbar-se-ha ser eminentemente refrige-
rante e suii mmente saudavel, e para a boa con-
servacao dos dente* nao ha cousa inelhor ; a mes-
ma usada n'um fioo lenco de cmbrala por occasiao
de urna visita ou ao ir se a um bsile, a delicada e
deleitavel fragruncia que Be diffunde do lene/), at-
trahir si mais atfucao, do que o raro b. rdado
do quo o meamo composto.
Aquellas pesoas sujeitas vertigens e dores
Tiolencas da cabe?a, quaudo presentes em grandes
assemblas. aehario um prompto allivio no uso da
Agua de Florida, a mesma fai deaapparecer como
por encanto toda aoppressao do espirito, restituin-
do ao mesrao urna doce e refrigerante suavidade,
alliviando as ideas, dando ao espirito urna bri-
Ihante eiastieidade e mente novo allivio vigor.
Couo gauantia contra as falsifieacoes, obsrve-
se bem que os nomos de Lanman & Kemp venbam
estampados em lettras transparentes no papel do
livrinho que serve de envoltorio cada garrafa.
Acha-se venda em todas as boticas e lejas de
perfamarias.
Agentes em Pernambuco, Henry rorster O.,
ra do Commercio n. 9.
A Agua Florida do Barry. Esta es-
plendida Agua Florida tao superior a tjdos ob
outros artigos da bita clabge hoje no mercado, que
quando urna pessoa a usa urna vea, nito pode con-
formar-s.< com nenhum outro perfume. E' feita pe-
la formula original empregada pelo inventor ha
mais de 50 annos. Tem urna fragrancia opulenta,
forte, suave, deliciosa, sem igual o a que nda se
aproxima em nenhuma outra, e tanto mais re-
frescante e fortalecerle que meia garrafa della no
banho tem mais accao e mais agradavel do que
urna garrafa inttira de qualquer outra.
Dr. Carneiro Lean
MEDICO
Tem o sen consultorio o residencia ra
Livraraento n 31 Io andar. Consultas de 11 he.
ras da manb s 2 da tarde. Chamados por es-
eripto a qu*lquer hora. Eppecialidade :Pebres,
panes e molestias de criuncaB.
Dr. Geraneire Lelte
>l.,EltO
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez (linda n. 53 das 12 s 2 horas da tarde, e dest
hora lem diante em sua residencia ra da San
a Cruz n. I. Especialidades, molestias de se-
h oras e enancas.
Conultorio medico-eirurgico
O Dr. EatevaV Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta* medico cirurgieas, na rus
d i Bom Jama n. 20, Io andar, de meio dia As 4
hora da tarde. Paras? demais eonsulta e visi-
ii sua residencia provisoria, ra da Aurors
n. 63, Io andar.
s. i epioaieo : do consaltone 05 e residonci
l J.
Especiaidados Partos, molestias de crcacas,.
Nd'iijltt oseufl annexos.
\}rope de Mal-mat
O Hala mai (Ie<;yihi3 idatimon) cem
qu.il te prepara este xarope um vegtal di flir
brasilera.
E' um agente therppeotico poderosiss mo contra
as molestias do peito e da asunta.
Os unmerosos affectados que delle tem feito uso
conseguirm um resultado rnuito satisfactorio, aca-
bando po' se reconhecer que at b je a melhor
preparacaT para a cura da aslhmi, brun-
cliile autbmailca. e unilsa e epprea-
&', dispeusando o emprego do arsenio, folhss
de estramonio e plantas narcticas, que acabara
quasi sempre pelo abusj que delles se taz e mesino
pela uso prolongado par priduzir iffeitos desas-
trocos sobre a saie e em g ral cutorpecimento do
crebro.
Vende se na Botica Franceza de Ronquayrol Frercs
successores de A. Caors
*. 5Roa da CruzK.
RECIFE
Dr. Feniandes Barros
Medico
Consultorio ra do Bom Jess n. 30.
Consultas de rceio dia 3 horas.
Residencia ra da Aurora n. 127.
Telephoue n. 450
Dr. Mo Lie
llediro. parleiro e operador
Residencia ra da Impcralriz n. 48, 2.- andar.
Consultorio ra Duque de Caxias a. 59.
D consultas das 11 horas da manha s 2 da
tarde.
Altende para 93 chamados telephoue n. 449 a
qualquer h< ra.
Aviso
li Mr
M.co e ptiarmaceutico homcepatico offe-
rece os seus servicos ao respeitavel publico
das 9 do dia as 12 e das 3 as 6 horas da
tarde.
Na ra de S. Francisco n. 29
|j Oculista
O Dr. Antonio Sergio Lopea Lima, juiz do com-
mercio da comarca da Victoria, de Pernambu
co, por S. M. o Imperador, quem D us guarde
etc.
Fav) Baber aos que O presente adital virero, que
no dia 22 dcste mez, s 2 horas da tarde, na porta
da sal das audiencias deste juizo, tem de ser ar-
rematada a quem maior lance offerecer urna ma-
china a vapor de moer cannas, autor Clatou Shat-
torth Leucolepeu n. 222 v., era 1869, faltando o
paratuso do regulador, o br"iize <>0. manivella, o
nabo do celindro, o tubo da crivacao, o regulador
do salitre, a peca do apito, a baste da bomba, ma
nivella, a vlvula da salvacao, a peca que sus -
tenta a mesma, a caldeira principiando a furar, e
mais alguns parafusos, avaliada por 2:200i ; e vai
praca a requerirr.ento de Allsn l'aterson & C,
na execuco que mover por este juizo, contra
Ji ilc Paes Barreto.
E para que chegue a noticia a todos, mande
passar este, que ser puolicado pela imprensa e
affixado no lugar do costume.
Dado e passado nesta comarca da Victoria, aos
10 de Julho de 188t>.
Eu, Bellarmino dos Santos Bulcao Filho, esen-
vo interino, o eserevi.
Antonio Sergio Lapes Li ma.
O major Franee Vieira de Mello, 2 verea-
dor mais votado da Cmara Municipal
dcste termo, em t-xercicio de juiz de or-
phaos na presente praca, etc.
Faz saber a todos que o preente edital virem e
lerem com 30 das de praso e 3 de pracas, a con-
tar da sautificados, que a reqoerimento de D. Mirando-
lina dos Santas Moraes Pinheiro e outros conse-
nhores, vai praca por arrendamento triennal o
engenho Pocirho, situado na freguezia da Luz,
deste termo, moente e corrente, cuja piaca ter lu-
gar no dia 17 de Agosto prximo vindourc, no pa-
co da Cmara Municipal no roestno termo, pelo va-
lor de 2:500000 annual e de 7:500Oi)0 o trien-
nio, obrigando se o arrendatario a conservar as
obras do referido engenho, no bom estado em que
se acham ; nao derrubando as mattas existentes,
netn consentindo que se derrubem ; entregando o
dito engenho, no fim do arrendamento, conforme
houver recebido.
E para que chegue ao conhecimento de todos que
interessar possam e se apresentem competente-
mente habilitados, no lagar, da e hora cima in-
dicado, para arrematarem o referido engenho, com
todas as suas trras, obras e ntensilos,^ mande
passar dous editaos de igua' theor que sero affixa-
dos, um no lu^ar mais publico e do costume uesta
cidade e outro no lugar mais publico e do costu
me da freguezia da Luz do mes mo termo.
Dado e passado nesta cidade do Espirito-Santo
de Pao d'Alho, em 10 de Julho de 1886
Eu, Joao Uves Pcreira Lima Filho, esenvo
que o subocrevi
Franco Vieira de MeUo.
E mais se nao coutinha em dito edital aqui fiel-
mente copiada o qual esta va competentemente sel-
lado, do que tudo dou f.
Joao Alves Pereira Lima Filho.

Dr. Barreto Sampaio. Medico ocu-
litta, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, muiou seu consultorio, do 2."
andar da casa n. 45 ra do Baro da
Victoria, para o 1.a andar da casa n.
51 da mesma ra. Consultas do meio
dia s 3 horas da tarde.
CirurgiD dentista
Patricio Moreira
H
Consultas e operaces^ das 10 horas da manha
s 4 da tarde.
RA DUQUE DE CAXIAS
N. 57, 1 andar.
ai
ADVOGADO
ai
Ra lo Rosario Elrei
n. 39, 1 andar
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio dia. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
DECLARACES
Suntag d-n 25 d. Monats Nachmittags 2 uhr
Preiskegeln. Nacherea im Club local. _
Das dirretoriutn.
IKnt^DADC
DO
SS. Sacramento da matriz de S.
Jos do Recife
2* convocacao
De erdem do irmao juiz, sao de novo convida-
dos todos os irmaos compareceretn em o nosso
consistorio no da 22 do corrente, s 5 horas da
tarde, para em mesa geral elegermos os irmaos
que devtro substituir aos que nao a^eitaram os
cargos.
Consistorio, 19 d9 Jnlho de 1886.
O escrivao interino.
Joao Gastn.
Obras publicas
De -ordem oo lilm. Sr. Dr. eogeuhciro ebefe,
faco publico que no dia 3 do mez prximo vindou-
ro. ao mero da, recebe se nesia secretaria pro-
di stas para a execuco dos repuros do ar;i:de de
S. Bento, oreados era 2:2434868.
O orcamento e mais condicoes do contrato se
acham dispoaicao dos seuhores pretendentes,
para serem eiarainKd is.
Secretaria da reparticao das obrat publicas de
Pernambnco, em 12 de Julho de 1886.
O secretario,
Joo Joaquim de S. Varejao.
C. L. P.
Crnlru Ijitfrrario Prrnanbacano
De ordem do lllm. Sr. pr< sidente, sao convida-
dos os senhores 8> cios assistiri-m a sessao ex-
traordinaria que se tem de effectuar na prxima
quinta feira '2 de, aura de tratar-se de negocios impertantes
mesma sociedade.O S'Ci--ta-io interino,
Antonio Pires Galvao.
Minislerlo da MariDlia
klepartivo de phares
Avis aos navegantes
Pharol do Bom Abrtgo
BvROVINCIA DE S.PAULO
BQASIL
( iss<; )
Estando adiantada a construccao do pharol da
ilha do Bom Ab'igo, no litoral da provincia de
S. Paulo e proximidades da Barra do Cana
avisa-Be que a r-'sp-'ctiva luz ser exhibida du-
rante o mez de Juuho .proxitno viudouro ou prin-
cipios de Julho.
apparelho de luz dioptrico, da 6 crdem,
girante, e exhibir auccessivamente dou3 lampe-
jos bruos e um vermelho, com o intervallo de
15 seguiidos de lampejo t Un pejo.
O plano local eleva-se a 12,m 25 ao uivel do
slo e 154,m 20 (506 pe.) aos das mares de qua-
dratura, e a luz ser visivel da distancia de 14
inilhas, com tempo claro.
A torre, com a forma quadrangular, est com-
prehendida na casa dos pharoleiros, e jintada^
de branco, bem como a mencionada casa. O pha-
rol est situado ni p'.irte meridional da Ilhu.
Posicao g^ographica
Latitude25-> 6'40" S.
Lmgitude4o41' -30" O. Rio de Janeiro.
470 -51' -50" O. Gw.
_50o_i2' no" O. Paris.
Directora geral da repaitieio de phares. bor-
do do vapor Madeira, D< sterro, 12 de Maio de
1886. (Assiguado) Pedro Benjamn de Cerqueira
Lima, capitAo de fragata, director ge=-al.
Est conforme. Capitana do porto de Per-
nambuco, 19 de Julho de 1886.
O secretario,
Antonio da Silva Azevedo.
Circular n. 16
Tbe-ouraria de Faaenda de Per-
nnmbnco, 14 de Julho de 1S6
O inspector, nos termos ia circular do Minis-
terio dos Negocios da Faseu la n. 15, de 26 de
Junho ultimo, declara aos senhores collectores das
rindas gernes da pnvincie, para a devida exe-
cuco, que as netas propositalmente cortar'is ou
estragadas, cuja aprecieo ficara ao prudente
juizo do thesoureiro e do desta inspectora, nao
devem ser aceitas nem trocadas as F.staced ae
Fienda desta provincia ; podendo tntretanto es
possuidofes dessas notas requerer o pagamento
ou subs'itoicao d.llas, dingindo as peticoes di-
reetam.nte junta adraini.-trativa da cana da
ainortisaco ou por intermedio desta Thetoura-
ria.
Antonio Caetano da Silva Kelly.
"sirederal Abolicionista
'elo presente convido a todos os socios desta
sociedade a se reuoirein, de hoje em diantc, todas
as noite8, na sede social, das 7 s 9 horas, para
tratar-se de negocio importante, llecife, 17 de
Julho de 1886.
Barros Sobrinh*.
Secretario ad hoc.
1
(16 Lisboa
AGESTE
Miguel Jos Alves
N. 7 RA DO BOM JESS N.
Mesuro maritlmos e lerrentrea
Ne tes ltimos a nica companbia nesta praca
que concede aos 3ra. segurad' s isem pcao de paga
ment de premio em cada stimo anuo, o que
equivale. <" -"^onto de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
CONTRA FOGO
Norlb British & Mercanlile
CAPITAL
t.-OOO.OOO de libras sterllnas
AGENTES
AdoiusonHowie & C.
^Lonton and Brasllian Bank
Umlted
Ra do Commercio n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
?m Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezes.
THEAflO"
Grande coipi tonsca
fio Teatro Principe Real He Lisboa
a pe
o ador GIL
e da qual faz parte o NOTAVEL artista
Alvaro Ferreira,
assim como diNtinctoM artilla do theatro
fc8ymnasio de Lisboa
A' chegar no prximo paquete da Bahia, far
sua estra com urna das melhores pecas do seu
vasto repertorio.
Receben, se desde j encommendas de bilhetes,
na Encadernacao Cotnaercial, ra Duque de Ca-
llas n. 39.
Have. bonds para todas as linhas e trem at
Apipueos.
As encommendas serao respeitadas at o dia do
espectculo ao meio dia.
MRITIMS
Companbia dos trilhos urbanos do
Recife a Olinda e Beberibe
Dividen io
Paga-se no escri torio da companhia o 23 di-
videndo, corresp- ndente ao semestre de Janeiro
Junho, a rBzo de 8 0r0 desde hoje ^ at o da 17,
nos dias uteis, das 9 horas da manha ao meio dia,
e deste dia em diante todas as tercas e sabbados,
:is mesmas horas. Pagam ae igualmente os juros
das uccoes preferenciaes e daa aeces obrigato-
rias, Bc'vJo eftes vista.
^orio da companbia, 7 de Julho de 1886.
O gerente,
A. Pereira Simos.
tOMIA\HIA D: NEtl'KOK
NORTHERN
de LOndren e aberdeen
Poftieeflnanceira (Desentbro 1885)
Capital oubsciipto # 3.000.000
Fundos accumulados 3.134,348
Becella annual : [
Da premios contra fogo 577,330
De premios sobre vidas 191,000
De juros 132,000
O AGENTE,
John H. Boxwell.
RA DO COMMEK IO Vil- ANDAB
C OnPA\EIlI. E ESAIE-
RIE HAI5ITI.HKM
LINIIA MENSAL
0 paquete Equateur
Commandante Lecointre
E' esperado dos portos do
su! at o dit 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeauz
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se nos senhores passageiros de todas
aa classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /o em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa
gnrem 4 passagens intriras.
Por excepcao os criados de familias que toma-
rem bilhetes de proa, gosam tambera d'este abati-
mento.
Os vales postaes s se daa at dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas edinhein
afrete: tracta-secom o
AGENTE
Aupsle Lab lie
9 RA DO COMMERCIO-9
Gompanhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelclda em t-*5&
CAPITAL 1,000:0001
SINISTROS PAGOS
Ate 31 de dezembro de l4
larimos..... 1,I10:000$000
Terrestres,.- 316:0008000
4 4 II ua do Commerelo
SEGUROS
UARITEHOS CONTRA FOGO
Companhla Phcoli Per-
nambacana
Ruado Commercio n. 8
(JOMPANHIA
Imperial
DE
SEGUROS CONTRA FtO
EST: 1803
Edificios e mercadoria*
Taxas baixas
Prompto pagamento de prejuitoa
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agentes
BROWNS & C.
h N. Ra do Commercio N. 5
?"Si
CONTRA FOGO
The Liverpool &LitdonHlo
INSURANCE MWm
&G.
CompaufiLia Bra lleira de X&xc
gaeSoa vapor
PORTOS DO NORTE
O vapor Bahia
Commanda nte 1- tenente Aureliano Izaac
E' esperado dos portos do su!
at o dia 26 de Jnlho, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Afanaos.
Para carga, passagens, encommendas valores
racta-sena agencia
11Ruado Commercio11
PORTOS~DOSUL
O vapor Manos
Commandante 1- tenente Gvherme Wad-
dington
E' esperado dos portos do
norte at o dia 23 de Julho
e depois da demera in
dispensavel, seguir para
os nortos do sul inclusive o
da Victoria.
Recebe tambem carga para Santo s, Pelotas e
Rio Grande d > Sul, frete mdico.
Para carga, passgens, encommendas e valores,
trata-se na agencia
N. 11 RA DO COMMERCIO-N. 11-
Uatied Slales & Brasil Hail S. STC.
0 paquete Finance
Espera-se de New-Port
News, at o dia 23 de Julho
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas edinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster 4 C.
N. 8 RUADO COMJkUcKClO.-N 8.
! andar
, CHARGEtRS REUIS
Companhla Franceza de Wavega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lia
ooa, Pernambuco, Bahia,
Santos
Rio de Janeiro e
eamer Pampa
Espera-se dos nortos do
sul at o dia 21 do corrente
seguindo depois da indis-
pensavel demora para o Ha-
vre.
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rapid-
e offerecem exeellentes commodos e ptimo passaa
dio.
As passagens pdenlo ser tomadas de antemac.
Recebe carga encommendas e parsageiros para
os quaes tem exeellentes accommodajoes.
Augusto F. de Oiveira k (,
ACSEXTEM
42-RIJA DO COMMERCIOi
tOMPAMIIt PEBKAWll'CANA
DE
Aavegaco Colelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parakyba, Natal, Macu, Mossor, Ara-
caty, Cear, Acarahu e Camossim
0 vapor Ipojuca
Segu no dia 23 de
Julho, s 5 horns
da tarde. Recebe
carga at o dia 22.
Encommendas passagens e dinheiros a fretc aaj
9 3 horas da tarde do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Caes da Companhia Pemambw/ina
_________________n. 12__________________
ttOYALMILSTEAl PACkET
ii:
Vapor La Plata
E' esperado da Europa no dia
24 do corrente, seguindo
depois da demora necessa
ria para
Bahia, Rio de Janeiro. Monte-
video e Buenos Aj res
Este vapor traz simplesoiente
passageiros e mala- e imraedia-
tamente vegun depois do desem-
barque dos meslos.
O paquete Neva
E esperado
do sul no dia 29 de
crrente seguin io
iepois da demora
necessaria para
Lisboa e Soullianiplon
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com
CONSIGNATARIOS
Adamson Ho wic & C.
Companhla Bahiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
O VAPOR
Marinho Visconde
Commandante J. J. Coelko
Segu impretcrivel-
mente para os portos
cima no dia 21 do cor
rente, ai i horas da
tarde. Recebe carga
nicamente at o 1/2
dia do dia 21.
Para < arga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete tracta-se na agencia
7tiua do Vigario7
Domingos Alves Matheus
Aviso martimo
Chr, Hay, capitao da barca norueguense
Roma, arribada n'este porto, na viagem de
Bahia para Nova York, cora urna carga de
11,720 saccoa de assm-ar, precisa contra-
tra a descarga e armaz^nagem do dito car-
regamento, para o qual fim recebe pro-
posta no Consulado da Suecia e Noruega,
dirigidas ao dito capitSo at meio-dia do
dia 21 do correntn m'Z.
Recife, 17 de Julho de 1886.__________
Rio Grande e Pelotas
Segu com brevidade para o parto cima o
patacho nacional Social, recebe carea : a tratar
com Baltar Oiveira & C, ra do Vigario n. 1,
primeiro andar.
LnlLCS
[ eilo
De quatro estantes abertas para livros, sendo
urna de amarello e com armario em forma de se -
cretari, 2 venecianas e um porta garrafas (de
ierro.)
No 2o andar do sobrado n. 77, da ra do Impe-
rador, onde haver um leilao de movis pelo agen-
te Martins-
Leilao
Da casa terrea do becco do Quiabo n. 31, fregue-
zia de Afogados, com 1 porta e 2 janellas de
frente, 2 salas, 2 quartos, cosioha lora, quintal
murado e cacimba meeira.
Qnarta-feira 91
A's 11 horas
O agente r*into levar a leilao por autorisacao
e em presenta do ir. encarregado do consulado de
Portugal a casa terrea cima mencionada perten-
cente ao espolio do subdito portuguez Manoel Lo-
pes Ribeiro, isto s 11 horas do da cima dito na
referida casa nos Afogados.
2* leilao
Do importante sobrado de 3 andares e sotao da
ra do Imperador n. 22
O agente Modesto Baptieta, por mandado e com
assistoncia do 2xm. Sr. Dr. juiz de orpbos, e a
requerimento de D. Henriqueta Amada da Brito
Burlamaqui e outros, far leilao do sobrado cima
declarado, o qual rende annulmente 2:500*1 e o
mesmo agente convida aos Srs. pretendentes a
examinarem dito preiio.
Quarta feira 21 de Julho
A's 11 homs
No armazem da ru* do Imperador n. 22
Leilao
De bons e solidos movis
Sendo :
Urna bonita mobilia de Jacaranda a Luiz XV
com 12 cadeiras de guarnicao, 2 ditas de bracos,
2 ditas de balaoco, 2 eonsolos o 1 jardineira com
tampode pedra, 1 mobilia de amarello entalhada,
com"pouco uso, U-ndo 12 cadeiras de guaroicao, 2
ditas*de bracos, 2 ditas de balanco, 2 consolos e
jardineira com tampo de marmore, 4 pares de jar-
ros f nos, 2 guarda-veetidos, de amarello, 1 lava-
torio de Jacaranda cem pedra marmore, 1 bonita
cama franceza de amarello, 1 meia cmoda, 1
banca de amarello, 1 cabide de columnas, 2 espre-
guicadeiras, 1 lavatorio de amarello com pedra, 3
banquinhas, 1 mobilia deamarello de junco, 1 solida
mesa elstica do i taboas de amarillo, aparado-
res de columna, cadeiras de amarello, 1 bonito
guarda-louca de amarello, 1 marquezio, 1 mar-
queza, 2 mesas grandes de amarello, 1 dita de pi-
nbo, avatono de ferro, quartinheiro, cabides de
parede e muitos outros movis pertencentes a urna
familia que se retiroii para f Ria de Janeiro.
Huarta-feira. Ido corrente
A's 11 horas
No segundo andar do sobrado n. 77 da ra
do Imperador
O agente Martins, fr leilao por autorisacSo
de ama familia que se retirou desta provincia, de
todos os movis existentes no 2 andar do sobra-
do da ra do Imperador n. 77.
Ao correr do martello
Leilao
Das duaa meias-aguas sitas ra da Palma, den-
tro do portan n. 9, as quaea se distinguir p^bs
na. 9 A e 5 D, leudendo 8000 cada um livras
e descmbarucadis de qualquer oius.
Quinta feira. 92 do corrente
A's 11 horas
No armazem da ruado Vigario Tenorio
n. 42
O agente Pestan vender pelo maior preco qne
obtiver as meias aguas cima mencionadas.
Leilao
Quinta feira, 8 do corrente
A's 11 horas
No 2' sndar do sobrado da ra cstreita d
Rosario n. 4
O agente Modesto Baptista, competentemente
autorisado, ar leilao do seguate: 1 m biliade
jacaraud, 1 toi'et americano, 1 cama francesa, 1
guarda roupa, 1 cama, 1 barco para menino, 2
marquezes sendo 1 de Jacaranda, 1 commoda, 1
mobilia mvernisada de preto, 1 mesu clstica gran-
de novs, 1 gutrda louca, 2 aparadores, 12 cadeiras
de junco, 2 ditas do balaD*,-, tudo novo, 18 cadei-
ras diversas, velha, tapotes grandes e pequeos,
4 pares de jarros, quadros, copos, doceiras, talhe
res, colheres, louca, trem de cosinha, 2 tachos e
outros artigos de casa de familia.
Leilao
De um Oteiro, fazendas, mlu-
dezas, da loja ra do itangel
n. 48
Agente Brito
Vender mais 12 cadeiras de junco, 1 lavatorio
com pedra, urna secretaria de Jacaranda, urna
marqueza, urna cama franceza, e-pelhoa, candiei-
ros e outros obyectos, e urna mobilia de Jacaran-
da, etc., etc.
Quinta feira 22 de Julho
A's 10 e 1|2 horu
Leilao
De movis, cofre inglez prova de fo-
so. mewaN Brandes para ileseniioo.
eNpelboM. loucaw e vidroM
CONSTANDO
De urna mobilia de mogno com tampo de pedra
e completa, urna dita de amarello, 6 jarros para
flores, 2 espelbos, urna alcatifa grande, 1 re.logi*
com 30 dina de corda, urna cama franceza de Jaca-
randa completamente nova, urna rica commoda de
Jacaranda, 1 b tco, 1 candieiro puragaz kerozeoe,
2 quadros, marquezoes para casal e solreiro, urna
secretaria para senhira, marquezas, duas cadei-
ras poltronas, urna cadeira para costura, urna ma-
china nova de Singer, urna mesa elstica, 1 guar-
da-louca, 3 aparadores, 1 porta charutos com m-
sica, urna mesa grande de amarello, lavatorio,
urna bilha com torneira, duas jarras para agua,
cadenas de guarnicao, ditas de balanco, ditas de
braco, duas araadellas, mesas grandes para dese-
nlio, 1 cofre grande inglez, louca para almoco, di-
'tpara jautar, copos, facas, Colheres, galheteiro,
portas-retratos, albuns, bandejas e muitos outros
objectos do uso domestico, que estarae patente na
acto do lril'io.
Sexta-feira 23 do corrente
A's i 1 boras
Na ra de S. Joao n. 63, casa que foi ei-
criptorio do Sr. Dr. Goncalves Brito
t POR INTERVENCAO DO AGENTE
Gusmo
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8j0l>0 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatris n. 56.
Precisa se de urna boa cosiuheira para casa
de fatnil a, paga-se bem : a trat r na ra do Ba-
lo da Victoria n. 39, loja.
Na ra da Matriz d> Boa-Vista n 3, preci-
sa- se de urna mulher de idade para cosinhar para
pequea familia.
Aluga-se o sitio do Pina, Jcom boa casa para
morada, contendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duas cacimbas com excellen-
te agua : a tratar no caes de Apo'lo n. 45.
LOUIS LA VENE KE ensina francez, lee-
ciona em casa do discpulo ; sendo encontrado 4
roa do Livramento n. 12.
Vende-se quinze palmos de terreno murado
em lugar muito ameno para se fazer urna casa
em Ingar cuito fresco, para os banhos do mar, em
Olinda : a tratar na ra do Mrquez do Herva
n. 23, loja._________________________________
Perdeu-se um annel com um brilbante,
n'um enbrulho com a quantia de50 dulas : qneui o tiver achado e quizer restituir,
pode ficar com o dinheiro e mandal o entregar no
armazem de molhados travesa das Cruzes nu-
mero 16.
ibaixo assignado, tendo pago aos credo-
res de seu filho Thomaz Ferreira da Cuaba J-
nior os dbitos contrahidos por elle, quer commer-
cises, quer civis, at 18 de setembro do 1835,
julga-o quites com seus credores at esta data,
mas se alguem se julgar credor. aprsente sen
titulo at 30 do corrate, na ra do Mrquez de
Olinda n. 44, segundo andar. Recife, 17 de Ju-
lho de 1886.
Tbomaz Ferreira da Conha.
ALUG SE a casa terrea n. 20 da ra da
Capito Antonio de Lima, com 2 salas, 3 quartos
cosinha e qnintal com cacimba : a tratar na roa
do Marques de Olinda n. 8.
Compra-si- fios de linho para o hospital Pe-
dio II : na ra Formosa n. 4.
Aluga-se metsde da ci.su n. 99 ra da
Visconde de Goyanna (antiga do Cotovello), pelo
preco de 85000 por mez : quem a pretender diri-
ja-se mesma, que achara com quem tratar.
Urna mulher de meia idade se offerece para
servir em casa de urna ou duas pessoaa de fami-
lia : a tratar ns ra da Uuiao n. 9.
.^_^_~.^.^^
t plice* provincia*" de S O/O
Compra-se no l*rgo do Coipo Santo n. 19, pri-
meiro andar.___________________
No dia 11 do corrente perdeu-se urna pulsei-
ra de ouro com pedra (turqueza) e perolas, no
trajecto da capella ingleza ra da Aurora at
Caminho Novo, hotel inglez. Offcrece-se boa re-
compensa a quem levar a dita pulseira ao mesma
hotel.________________________ __
luga-se nma casa na Estancia, com bas-
tantes commodos e bom sitio : a tratar na ra de
Mrquez de Olinda u. 40.__________
= Compra-se ou bypotheca-ae urna casa para
pequea familia : a tratar na ra do Imperador
nnmero 45-A._________ _______________
~'Offerece^se urna moca para aer criada de
qualquer seohor de idade ou familia que siga
pBra o Rio de Janeiro ou Para : a tratar das 10
horas e m ia s 3 da tarde, na ra Imperial nu-
mero 241.
mm^ttMMWWWlM
CREME de VOUGEOT
Especidlidade de Csala
C JUSTIN DEVILLEBIGHOT
MJW (CfllHTOQ Fra-Bt-
tM itecMiao* nss tpo*#m t :
tUJX 115.. lM. (ExmIP ntw~o
1IJ0I 1K5 (Md-UU le Htar), IIM
toma, hicoi i85i mue-oi jim. ibis
B0H 11 B-KJM. TBOTB 1IIJ
! WsitarioiP.rMlHic0 :Fr_e--Ci8I_Va*C-,



6
Diario de Pernambucoquarta-feira 21 de Julho de 1886
Jos de Castro Guima
raes
ue em Goyanna tem o nome de Jos Gaspar
Domingues de Souza nao mais cobrador da eo-
cheira 4 roa da Imperatriz n. 29 desde Marco, e
chamado prestar contas dos dinheiros que re-
beben, como consta das contas pom os reciboi, e
entregar as contas que ainda tem etn sen poder
no admin strdor daquellaconheira._____________
0 prep o fixo
i Roa Nova i
Kecebeu instrumento para cortar callos e outras
aiuitas cuUllerias, finos oculos e pincesna._______
Hudaoca
O solicitador Joo Caetano de Abren modou o
tea escriptorio para o primeiro andar do predio
n. 38, ra do Imperador.
Criado
Precisa-se de um menino forro ou escravo : no
segundo andar ra da Imperatriz n 44.
Cosinheiro
Procisa-se de wn cosinheiro : no Instituto
Acadmico, ra do Visconde de Goyanna, Mon-
ego, n. 153.
Menina
Urna familia estrangeira precisa, para cuidar
de urna criancinha de peito, de urna menina de
11 14 annos, a qual ser considerada como a
familia, dando-se um bom ordenado : intorma-
eJJeB na ra nova de Santa Rita n. 55, sobrado.
Por 15^000
Aluga-se a loja do sobrado roa de Lomas Va-
lentinas n. r0 : a trata, na ra Primeiro de Mar-
fil i. 7 A, livraria Parisiense.
Grande casa terrea com soto
Aluga-se
Tena no andar terreo 6 quertos, 2 salas, corre
aor ao lado, no qnintal cosinha, boa cacimba-
grande telheiro para animaes, no oito de toda a
easa nm terreno todo murado com portao na fren-
te, proprio para jardim e borta, tuda a casa
muito ventilada, roa dos Coelhos n. 15, esquina
para o caes de Capiba'ibe trata se no patee da
Carmo, casa de bauhos.
Permuta
Permuta-se um predio por outro maior, at
2:000000 : quem o tiver nestas condicoes, diri-
ja-se o pateo do Terco n. 2, que achara com
uem tratar. _________
lo; morada
Aluga-se os andares do sobrado n. 59 ra
ova de Santa Rita, tem agua e banheiro, ser-
venta independente para o caes: a tratar no
escriptorio n. 6 bwcana
Sitio
Aluga-se o sitio da travessa de Joo de Barros
. 6, com boa casa de vivenda c bastantes fructei-
ras : a tratar na ra da Imperatriz n. 14, cami-
saria.
Precisa-se de urna ama para cnsinhar : a
tratar na ra do Baro d> Victoria n. 41, 1 ja.
AMA
Precisase de urna ama para lavar, en-
gomar, e fazer mais alguns servicos de
oasa de familia na ra da Matriz da Boa
Tista n. 9 se dir quera precisa.
Aluga-se barato
A casa n. 96 ra dos Guararapes.
A ra Loma* Valennna9 n. 4
O armazem da ra do Corone! Suassuna n. 141
A casa n. 107 da ra Visconde de Goyanna.
Trata-se na ra do Coinm> rcio n 5, Io andar
escriptorio de Silva GuimarVs & C.
g^gf* Jardirn das plaas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acabar com as plantas que es
to em vasos n'este j irdim, vende se os sapotisei-
res muito grandes, e dando fracto, 2i>00, la-
ranje.irs, muito grandes, para enxerUr, 65000
a duzia, e sapotiseiros mais pequeos por barito
preco.
Ao publico
abaixo assignado, tendo lido na repartilo
da polica do dia 15, a priso de um individuo
com o mesmo nome, declara que nao se entend'
con o abaixo assignado e eita com outro de igual
awtnc. Recite, 16 de Julho de 1886.
* Anfrnio Mrqu*s da Foneeca,
"0JSBHll0II!SplS5leS
orucui nota
Trilhos paraengenhos
WAGONS PARA CANNA
Locomotivas
Maehfpismc completo para en
gentos de todos os tamanhos
Svstema aperfeicoado
EtpecificacZes e presos no escriptorio do
agentes
Browns & C.
T. 5 -Ra do Couimercio
N. B Aleudo cima B c C, tem cafh dogos de
KU r .mplemeiitosut'ci ssarius agricultura, c.mo
.ombem machinas para descansar algodo, moi
hoj para cat, trigo, arroz e milho; cerca de fer-
ro galvanisado excelli ate e mdico em preco, pes-
soa ncnhuina pode trpala, nem animal que-
bral a.
^
if
NICO
^0 0f
Preoaraco de Productos Vjgetaes
sxtin?o'ms caspas
e outras Molestias Capillares.
JVIARTI NST"BAST0S
Pernambuco
4o publico
Hermina de Carvalho Menna da Costa, proprie-
taria da photographia sito ra do Barao da Vi-
ctoria n. 14 2." andar, declara para os fins con-
venientes, que desde o dia 6 do correte deixou
de ser socio da mesma photographia o Sr. Flosculo
de Magalhaes.
Aproveita a occasiao para commumear a todos
aquelles que se tjem dignado de dispensar-lhe a
sus proteccao n'aquelle ramo de negocio, que con-
tinua com a referida photographia, a qual se acha
hoje melborada consideravelmente nao s quanto
aos misteres technoos d'arte, como tambem quan-
to aos demais requisitos essenciaes para nao des-
agradar aquellas pes^oas que all comparecerem,
dando prov* de desejo de concorrer para o pro-
gresso da industria nacional.
Das Exmas. senhoras principalmente, espera a
referida proprietaria toda sua valiosissima protec-
cao. ______ 1
Oa propretarioa do muito conhecido estabelecirnento denominado
MUSEU DE MAS
sito a ra do Cabug n. 4, communic&m ao respeitarl PUBLICO que receberarn uc
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tan>
bem relogios de todas as qualidades. Avisatn tambem que continuara a receber poi
todos os vapores vindoe da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que en
oatra qualquer parte.
MIGUL WOLFP & C.
N. 4 RA DO CABUG----N. 4
Jompra-se ouro e prata velha.
MIS!
Doce secco de caj'
primeira qualidade, proprio para presente, tem
para vender na ra do bom Jess numero 35, ar
mazem.
Telcgramoia (resposa paga)
Bicos orientaes, grande vaii'dnde em cores e
larguras, receberarn o Pi.dro Antunes & C-, e ven-
dem burato ; esperxmoH reepoeta ao 63 i ra Du-
que de Caxias. Nova Esperanca ; novo sort mien-
ta em leques de papel a 700 e 800 rs, preferencia
exclusiva ; ditos de seda, bonita* cores e lindas
Csagena a 3$, barrato pnnhos e c.< krinbos
dados para seuhara a 1,5800 2500 ; ditos
com pintas de cores a 1200 ; b nitos e delicados
lacinhos de cores, ulfi Jia moda em gravatus, a
1^140. He posta paga ; vale a pena verem o que
; na loja de Pedro Antunes c C. n, 63, ra
Baque de Caxias.
MORSON-sPI
: itsi e aeratoa
IND!GESTAO
[.OS.
VEND-SnoMUKDO l'-TEllffli_

Peptiitii Pornvn
WlHirl*' Pirrtmt

o

as
as
t-i
e>s
PASTILHAS
De ANGELIM & MENTRUZ

4
i
O Remedio mof$ efficaz o
Seguro que se tem descoberto ate
Aoje para expe'hr s Ion trigos.
ROQKtAYOL HIERES
MULSAO
SCOTT
VE OLEO PURO DE
Fijado de ^aealho
COM
Hypophosphitos de cal e soda
Approvada pela Junta de Hy-
glene e autorizada pelo
goveruo
E' o melbor rem' dio at hi je descoberto para a
ilMlra bronehlle. ewcropliulatt, ra-
ebiliM. anemia, eliilldattc em geral,
deOaxow. elironlca e aiTecces
do pello e da garganta.
E' muito siiperinr ao ol-o simples de figado de
bacalho, porqae, alm de ter ch'iro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medlcla ll-
mtivas Oo oleo, alm das propriedades tnicas
rewnstituiDt' s dos hypoihi.sphitos. A' venda uat
rogaras c boticas.
Deposito em Pernambuco
5
D. Francelina de Miranda Hen-
rlqueM Lmie Itcis
Jos Ferreira Lopes Re, Pclipp Lopes Res,
Bernard>no de S-nna Lop.-s Res, l>. Heracliu
Cardoso Ayres, D. Marianua Brasileiro (ausente),
D. Benvenuta Peixoto, D. Amanda Jucith Lopes
Res, Bento Joaqnim d. Miranda Henriques, au-
gusto Carlos de Miranda Heariques, D. Hercolana
Duarte de Miranda Henriques, Julio Cesar Car-
doso Ayres, ti'nente-coronel Antonio Cesario da
Silva Brasileiro (ausente), D mocrico Carlos de
Miranda Peixoto, Ral Cardoso Ayes, JoSo Pei-
xoto, D. Virginia Peixoto, D. Mara Guilhermina,
Herculanu Ilerval de Miranda Henriques, Felinlo
Elysie de Miranpa Peixoto, D. Maria Amelia Ga-
ma de Miranda euriques, Carolino Goncalves da
Silva, D. Carolina Peixoto Goncalves da Silva,
Genuino Augusto Peixoto,' D. Amelia Gama de
Mirauda Henriques e D. Olympia Carneiro Mar-
tina de Miranda Henriques, ainda sob a mais do-
lorcsa impresso pelo prema'uro passamento de
sua idolatrada sposa, ini, irina. 6lha, sogra, av,
ta e ennhada, Francelina de Miranda Henri-
ques Lopes liis, agradecem cirdialmente aquel-
las peas jas que se diguamm de aci mpanhar seu
cadver ao cemitrio publico, n3o dmente a
ellas, mas tambem a outros ses patentes e ami-
gos, pedim Ihes o caridoso obsequio de irem as-
sistiramissade stimo lia, que pelo rejiouso eter-
no da mesma finada, mandaro celebrar na igreja
de N. S. da Sade do .-'eco d Pauell, s 8 horas
da manh& de 21 do eorrente, a-necipaudo-lhe.-
tesde j4 por ioto o sen mai sincero reconheci-
ment._______
Jos Hoili i;'iie.i Pereira
O bachaiel Jos Rodrigues l'eieira (ausenle),
convida sos scus p.rent-s amigoj pi.ra HS>:.-t i-
reui as miaras qu p >r alCM do t>eu muito presa-
do pai, Jos Ridriiuc* Pereira, manda ce ebrur
na matriz da Boa-Vista e na igr*j du Caxang.
quiata feira 22 do crtente, tuno dia do Si u
p.ssamento, s 8 horas da manh, protestando
d> sde j seu rectmoecimeutj por este acto de ca-
ndade.
laeano rauii's da tuia
A viuva e fiuos uo fallrcid i mandara KHl urna
missa pelo desea, so eteino de u seuipre chora-
do marido e pal, no da 21, as 7 boras'da manha,
no hospital portuguez ; convi i m os partutes e
imigos, pelo qofl s rao seuipt,- (rratns.
s
j\. 59Ru Duque de Taxias J.59
Riquissiraas cliapelinas e lindos chapeos para senhoras s 6 e 8000! 1
Anquinhas de setim a 35000 para acabar.
Lindas luvas de seda, todas de cores, a 3!000 1
Setins de listrinhas, phantasia pra bailes a 400 rs. o covado 1
Capas de la para senhoras a 2)5, 30 e 6)j000.
Espartilbos tinissimos ae 6)50001 Figurino
Camizinhas bordadas para senhoras a 4)5 e 5)5000.
Leques, meias arrendadas, lenjos de seda, enxovaes para casamento, artigos
de gosto, tudo barato.
CARNEIRO DA CIMA &C
59Ra Duque de Caxias59
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PARIZ, 8,Boulevard Montmartre, PARIZ
PASTILHAS DIGESTIVAS fabricadas pm
I vichy com os Saes extrahvlos 'tas Pontes. Sao
de gosto agradavel c a sua accao' certa con-
' Ira a A ra c as Digcstes tif/lceis.
[ SAES DE VICHV PA8A BANHOS. Um rolo para um banho. para as pessoas que nSo poem Ir a Vlcliy.
Para evitar as imitacSes exigir em todos os productos a
MARCA X>A COMP. 3DE VIOHY
Ea Pernambuco, o Productos ar:m> n'ho-s ero casi de HARISMENDY & LAEILLE, 9, rn de Conwwe-,
SULZER & KOECMLIN. :i5. rnj di Cnu.
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Peaeus preparadas ferruginosa* podtm pressoUr-t* 6 acatmae dee Tlrtsu
4 Secutes apoistos em documentos tao anthemticoe corto ot seprintm :
Sko ennpregarta cmd o melhor elto, ha mais Je U anrun-, ',:-. aicor parte jo Medtooa,
par* o*rr Ancmtt, Cblorase (Cnisttiai), e facilitar romac&l ias raparigas.
te ten oue a tnsercV' desteo Piiy as nc novo Cedex frantt? io dispense de todo tapio,
o UaiftareuioM vni nica o.iuoao. iduV imhtbtm
VaMB Snro Twiittamema lacnteatavela tobre c+ onti-oa ftmtgitnoo, a a* MuMen como
aaiaar aattctelamttoa. i d>dousu
l*-rr~m*tt t* cMtmlt de etUth o Hr*
SttSmvslJa-eeqveoeeo Dome&sleja gravado obre cada Pilota como irjvgem
OCBPRE DESCONFIAR DAS 'TACE3
PilUS,rdaPijeiae. 8.'-Perwairtl>oco:FRl"". rta' -.'..eDasuimtipaii
HUm -iim,u ni [nwaaWVmeT^mmm
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Segredo da Jnventude
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PAKXZ, Ph", 9. ra Le Peletir. aVposItatl's en Pernambuco : FBAN" M. da SILVA & C*.
t-S>>O>3-C3-0-*>>>>l
LINIMENTO GENEAU
Para os Cavallos
I Emprsgido oom j maior xito as cavalharipaa roaes de 38. MM. o J-iparalor do Brasil, o P.oi da'
Blgica, o Re dosPaizea-Balxos e o Re da Saxona.
mppres>ao do (gogo
2 DA QUEDA 3 >0 PELLO
S esta precioso Top.co o nico que
'substllueocanstlcoocuraraUicaliUL'ule
1 em poucos das as manquelras, novas
' e antigs, as Toreadoras. Contundes,
i Tumoru e IncbacSee das pernas,
' Etparavo, Sobre-Cannas, Fraqueza C En-
| corsltamento das pernos (ios potros etc., seui
occasionar ncuhuma conga. L-:m queda do pello
| mesmo uuranto o tratauent
35 (Annos de SE2UE RIVALf
Os resultados cxtrr.ordinarios que tsm '
oblldo as diverja AfiecpSes do i
Peito OS Catar: boa 3ronchiiia,'
Kolestiaf la Cargrautr.. Opbial- |
ma, etc., l: o dao logar a coucurruncia.
A cura faz^se com a mi cm 3 minutos, sem'
uor e sem cortnr, nein re spar o pello.
ANEMIA
KillllllllItillallUIIIIIIJIlllllllllllllllllllllllinilUlllllllllllllllllllllllfilTlIHIlMIIIIIIHHIIIIt/riMlilliniUlItg
AS VERDADEIRAS
CHLOROSE
PILULAS DE VALLET
NAO SAO PRATEADAS
O nome VALLET impresso em preto sobre cada pQula.
A maior parte dos mdicos concordSo con a Academia de medecina em que,
ellas merprem a preferencia que se Ibes d sobre os outros fea-riijj'moho.
Exinlem numerosas imitaces das
piiii.tN i>i v%i.i.i: i
Exiyireni cada exiremidade do fras-
co um sitio impresso em qcjatbo cores.
DEVEHH
EXIGIR A ASBIGNATD1A ^/ jKG/^^i 19, TI* Jacob, Paria.
Venda na maior parte das pharmacias
tjmmHii.iimiiimnnimimm
i MAIS CORHECIDA
Mundo enteiro
PARA CURAR
em nenhum autrm tnedlctitnento^ *ent temer acctdeniee.
PARS 7, Boulevard Denain, 7 PARS
Depoaltoa am Pcm.m4.ic. .- FRAN- M. da SILVA C-. e as principa*. Pbarmacla*.
Tricofero de Barry
Garante-se que faz na-s-
cer ecrescer o cabello ainda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remora
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cabir on de embranquo-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original nsada pelo inventor em
1S29. E'o nico perfumo no mun-
do que tem a approvacao offici.il de
um Governo. Tem dnas vezes
mais fragrancia que qualquer outra
eduraodobrodotcnipo. E'muito
mais rica, suave e dplieiosa. E'
I muito mais fina e delicada. E'
mflia permanente e ngradavel no
len^o. E' duas vezas mais refres-
cante no banho e no qu.trto do
doente. E' especifico contra a
frouxido e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansaros e os
I desmaios.
Xarope Je Viia le Rener No. 2.
AjrrES DH r SAL-O. CETOIS DE USAL-O.
Cura positiva e radical de todas as formas do
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affecc5es, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
encas do Sangue, Figado, e Bins. Garntese
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema iuteiro. ,
Sabao Curativo de Rater
Para o Banho, Toilette, Crian.
9as e para a cura das moles-
tias da pelle de todas as especies
em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Minoel da Silva & C.
Cosinheira
Precisa se de urna boa cosinheira : na estrada
dos Aflictos, juoto u estaco dos Affiicus.
w
os 4:000SO()0
ul
Rua do Baro da Victoria n.40
e caaA do costnrae
O abaixo assignado acaba le vender
eaa seas telizes bilhetes qu.itro quartos de
n. 1815 cora a sorte de 2005000, e diver-
sos oremios d<- 32*5000, 165000 e 85000
O mesmo abaixo assignado onvida os
posBuidores virem receber na conformi-
dade do costume, sem descont algum.
Acham-sc venda os felizes bilhetes
garantidos da 252.a parte das loteras
jcieficio da S; nta Casa de Misericordia do
Recife, (64.*), que se extrahir quin'a-feira
22 do corrente.
Presos
45000
2,5000
15000
de tood^Mio
cima
35500
15750
5875
Ea
Inteirc
Meio
Qaarto
porta
Inteiro
Meio
Qu&rte
par
JndA Joaquim Costa da Leite.
AOS 4:000^00
BILSSISS SARAUIIDOS
Roa Primeiro de llar<;o n. h
O abaixo assignado, tendo vendido nos
seas afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 2130 com a sorte de 4:000$,
alm de outras sortea de 325, 165 e 80, da
bteria (63.'), que se acabou de extrahii,
convida aos possuidores a virem receber
na conformidade do costume sem desconti
atgura.
Acham-se venda os afortunados bi-
hetes garantidos da 252.a parte das lote-
ras a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife (64.) que so excrahir
quinta-feira, 22 do corrente.
Preco
Inteiro ^000
Meio 251 K)0
Quarto 15000
Km quaatldadc maior de ao#
Iuteiro 35500
Meio 15750
Quarto 5875
Manuel- Mar'ivs F'mza.
;ni feliz
Asi000S00
^ra^a cia ns. 37 e SD
Achara se venda os feiizes bilhetes
^anintidosd;. C4* parte da lotera beneficio
da Santa C-s de Misericordia do Reuife,
que se exir^h:r no <'ia 22 !e Julho.
Prce*
Bilhtt- inteiro 45000
Meio 2000
Quarto 150<>0
m porco de loo.5oo par>
cima
Bilhete inteiro 35500
Meio 15750
Quarto 875
AuPmio Augusto dos Satit** Porto.
Ama
Precisa-se de urna ama pa'a cosinhar : no p-
tcode S- Jos n. 3.
Ama
Para cuidar de urna crianca precisa se de imi
ama : na Capunga, ra do Dr. Nabuco n. 16, cas
de azulejo amarello. _
Ama
Precisa-se de urna ama que saiba ccaiiihar : na
ra do Riachuello n. 13.
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar e fazar
mais servioos de casa : na ra do Visconde d
Albuquerque n. i4.
*
Atlencdo
Vende-se urna taverna na freguezii de SanU
Antonio, bem afreguezada, pr.ipria para qualqaer
principiante por ter poucos fundos e comaodoi
para familia : a tratar na ra de Maris e Barro*
numero 11.
Farinha para porco
j,Vendc-Ee para acabar, por preco mediao : na
ra do Imperador n. 63.
Malas para viagem
Vende-se malas e bolsas de todos os tamanhos,
por presos sem competencia : na ra do Impera-
dor n. 63.
Aluga-sc
o predio n. 140 ra Imperial, proprio para es-
tabelecirnento fabril : a tratar na ra do Commer-
cio n. 34, com J. I. de Medeiros Reg.
Aproveitem!
Vcnde-sc tudo barato
Largo de Si. Pedro n. 4
Neste estabelecirnento er.contra se aempra uat
completo sortimento de gaioias e paf saros nacia-
naes e estrangeiro^, o melhor que ha neste ge-
nero, fructas maduras, balaioa proprios para n-
nhos ae canarios do impt rio, cestinhas para cos-
tura, vassouras do ari a 800 rs. cada urna, qna
custa em outra qualquer parte ala e 15200, con-
serva de pimenta americana em bonitos frasqui-
nhos a 120 rs. cada um, para acabar, massa di
mandioca muito bem preparada, para bolos.
Bom emprego de peque-
no capital
Vende-se urna boa casa terrea no Porto da 3fa-
deira, c?m frente para a me3tna estrada, onds
oceupa a fficina de tinturara, com cxceilcnto
banho nos fundos : a tratar com o dono da taver-
na da esquina, ao p da ponte. _______^^^
Vendcocira
Precisa-se de cma vendedera vre ou nscra7
para vender e ajudar a preparar : na ra da
Palma u. 109._______________________
4o eommercio
Eu, aKaiio aesignado, declaro que v^ndi ao Sr.
LourencD Fernandes Brga e Jos Ferreira da
Silva o meu estabelecirnento sito raa de Pedra
Ivo u. 10, livre e descmbaracaclo de todo e qual-
quer onns para os mesraos aompradotes, fcanda
eu retponsavel pelo passivo do mismo estabele-
cirnento, e aquelle que se julg-ir com direito M
mesmo estabelecirnento, apresante Euas contas a*
praso de tres dias para sereui pigis. Recife, 19
de Julho de 1886.
Francisco Joaquim R.boira.
Aos 4:000S000
I:
L
16-Eua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos bilhe-
tes gar; ntidos da lotera n. 64a em beneficio
da Santa Casa de Misericordia do Recife,
que se extrahir quinta feira 22 do cor-
rente.
PREv0S
Inte-'ro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Sendo quantidade superior
a it OrOOO
Inteiro 30500
Meio 10750
Qarto (5*575
Joaquim Pires da Silva'
Aga 46 Wn
Em quartcs e meias garrafas, vendem Faria
Sobrinho & C, i ra do Mrquez de Olinaa 1. 41
DEPOSITARIOS
Dr. Ilenrique do Beso BArrfta
A Condensa da Boa- *ista, Maria ros c Affonso do Reg Barros, mai e irmajs da
finado Dr Henrque do Reg Bsrro, convidan
aos seus parentes e amigos para caridoso obae-
quio de assistiretn as missas do primeiro aniver-
sario, que por alma ds mesmo finado raandam ee-
Iebn r sesta-feira 23 do corrente, as 8 horas, na
mtriz da Boa-Vista, pelo qne desde j anteci-
pam 08 sen sinceros gradecimentoa
B9


Diario de Pernaoibuco{Juarta-feira 21 de Julho de 1886

t



*> &

Aviso
Precisa-se de urna professora que saiba tocar
bem piano e mais traba Ihos ds senbora, para en-
gento : a tratar com o Bario de Nasaretb, ra
do Imperador n. 79, V andar._______________
Para criado ~~
Precisarse de um menino de 12 14 annos : no
eseriptorio deste Diario se dir qnem precisa.
~ riNHO DE RIG4
de 3X9 4X9 e 3X12 ; veada-se na serrara a
vapor de Climaco da Silva, Ces 22 de Novembro
numero 6. ____
**____*
'A-M-fSAOCECTBfl
cunAgtnawrjTt ecou crtza
_ SS
^FebreslDterntente&l
i'RcmitenlPS o Biliosas;
i. as
IvMaltas.os C__frios.
C TODAS AS
estas Paludosas.
Pttpu-. ptk Dt J.CATHOAjCTII.Wm_1
-___-J
losphc Krausc &C.
ra Primeiro de Mar?o
n. 6, precisan, de um
boni eosinheiro ou co-
sinheira.
Sem dieta csem modifi-
cares de eostumes
Laboratorio central, ra do Vieonde do
Rio-Branco n. 14
Esquina da ra do Reqente -.Rio de
Janeiro
EspeeiOcos prep irados pelo phar-
maceuiico Eugenio Marques
de Holiaoda
Au>roTudo3 pelas juntas de hygiene da Corle,
RepSjlic.us do Prata e academia de industria de
P_*
Elixir de imbiribina
Eastabplt'ce os dyspepticos, facilita as diges-
ties"e promove as ejeceoes difficies.
lnho de ananaz ferruginoso e quinado
Para os chloro-aiir-micos, debella a hjpoemia
iatertropical. ri constitue os hydropicos e beribe-
rieojL
Xarop. de flor de arueira e mutamba
ljRto recommt ndado na bronchite, na hemop-
tyseTJ as tosses agudas ou cbronicas.
Oleo do testudus ferrugino&o e cascas de
laranjas amargas
E' o primeiro reparador da fraqueza do orga
niupp, na t y sica.
Pilulas ante peridicas, preparadas com a
pererina, quina e jaborandy
Cura nidiealm 'lite as fcbres intermitientes, re-
aitUmtes e perniciosas,
Vinho de jurub-ba simples e tambem fer-
rino8' pr-pirados em vinbo de caj
Bcazi'a na inri iwmaees do fgado e baco
Has ou cbronicas.
Vinho tnico de capilaria e quina
Jtaplicedo naa convalescencaa das parturientes
refleo antifebril.
Deposito : Francisco Manoel da Silva de C.
Francisco Minoei da Silva & G.
2S-&UA MRQUEZ DE OLINDA 23
^
r
AZEITE DOCE
X*Jk. OAJS-k
UdiLop
tXTRAHIDO I
Frio
i'EPOMO GE.*AL
a tu* acir.HEL _x>aw6~ j
*1WC5, *nti -JC_(fB_n> j
*. O_ZEB SIX.V-V Ai.
_-icir o rotulo
MICHEL & LOQUES^
EXPOSiriOM jg UN W* 1878
M di ille I Or^PCrOiI^.Ce.a_er
(. UM HAUTBS KCOIIPEMSE
OLEO QOIDA
. GOUDRAY
CWUMLMESTE PREPARADO PARA*F0SMS6UW00CUELLO
Recommendamos este producto,
considerado pelas celebridades asaeas,
pelos seos principios de quina,
no mais poderoso regenerador que a cmbete.
rticos Recommenmbr
perfumara de lacteina
tnmeriita ^ CtlttritoSN tttmt.
60T1S CONCENTRADAS para o test*.
AGUA DIVINA diu agua de saude.
ESTES ARTI80S ACHAM-SE NA FABRICA
pars 13. m >E|_m, 1S pars
Dapeaoa es todas as Perfumaras, Pianlacias
e Cabellereiros da America.
umi.......i.....
Serrara a vapor
Caes do CapJbarlbe n. 18
N'esta serrara encontrarlo os sf-hores fregue-
ses um grande sortimento de pir.h j de resina de
cinco a dez metros de comprimenco e de 0,08 a
0,24 de esqnadros Garant9-se preco maia cmo-
do do que em outra qualquer parte.
Francisco dar Santos Macedo.
Factos e nao palavras
Aos\qve se desejam tratar sem compromeUer a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typographia e na ra Direita n. 43,_ 1.
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatico,
anda mesmo bronenitico; eiysipela, enzaquecas;
intermitentes (sem o emprego do fatal quinino);
toase convulsa, falta de menstruacao ; cmaras de
sangue : estericos ou metrite ; dores de dentea oo
nevralgias, metrorragia ; vermfugos, dentico e
convulses das crianzas ; tudo manipulado de her-
vas do paiz.
Assim como tratam se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos. ________
Fumo desliado do Bio-\ovo
Marca MepIistGs&Bles
DE
Frotas Silva & .
O moltior e o mais paro que tem
indo a ela prara
NICOS IMPORTADORES
Costa Lina & C Ra do Amorim n. 37.
Almoida Machado C. Ra da Madre de
Deus n. 36.
Jos Antonio dos SantosRa do Mrquez
de Olinda n. 5 e ra Primeiro de Margo
n. 3.
Criado para alagarse
Na naa de 8. Joo, eaaa n. 27, tea pa aln-
gatse na ulatiaho eoaa 17 annos de idade, mal-
te nropno para cppeiro oa oatro qualquer tarrifo
ladrma cene U m, e tastaa
*' f% ter w4o beleeie.
O D' Churchill, autor da descoberra das
propriradfti curativa-, dos Hypo_>hoa-
phitos no tratamonto da tsica puBfonar.
tem a honra de participar aos seus cTillegaa
mdicos, que os aicos Hypo hosphitos
reconbeciaos e recommendados por elle
sao os que prepara o 8iir. S-rann, phar-
maeeutico. 12, r_a Castigiione, Pariz.
Os Xa.rupes de Hypc^hosphito de
Soda. Gal o Ferro vondeiu-se em frascos
quadmdos tenoo o neme Co 1> Ginrchl
no vidro, sua asffiiattira no envoltorio e
na tira de papel turnado que cobre a rolba.
Cada frasco verdadeiro leva alem disto a
arca de fabnca da "Harmacla Swann
pe-Zed
{De CODEINA TOLU)
O Xarope Sed emprega-se contra as
Irritofdes do "frito, Tosse dos Tsicos, Tosu
convulsa JOoqiulucht),rBronchites,Constifiafoes,
Catan hos i Insomnu s bersisttntts,
PRI8. roa Dronot, 22, e em Phanoaclts.
Caixeiro
Pncsa-se de um menino que tenha alguma
pratica de molbados e qn" d conht-cimento de
sua conducta na ra do Fogo n. 2<).
VENDAS
Vende-se 25 predios (sobrados, casas terreas e
sitios) as fregu> zias do Recife, hanto Antonio,
8. Jos e Graca, tratar na ra do Imperador
n. 75.__________________________________________
Vende-se
na povoacao de Paratibe, junto a capella de N. S.
da Gui i, urna boa propriedadi', bastantes trras
boas ae Uvuura. muirs arvores de fructo, com
30i) ps de coqueiros e alguns j notando, com
duas casas grandi 8, qnarto com armaco para
taverna, forno e mais pertenca- para padaria,
p. nti mui'o bon de egoco ; vende-se por preoo
cummodo, e ao pretendente se dir a razao da
vendn : a tratur na inetoiH pnvoacao ou em Olin-
da c< m a c, ito M*n el AU-i utiUdn Torrea.
Vende-se
um predio na fr> guezia da non Vista, com terre-
no ao Ud", com bantau es fundos ; e na mesma
fr.-uezU um estxbeleciaien'o de muihaJos com
poneo capital, S'-rve para qua'quer p incipiente :
para inf ri/iHi.rs. na parsag> m da Magdalena,
ra do Km,tic b. 31-A.
laboato
Vende te a adaria e o e^'ab- leciraento de mo-
lbados, b-u. air (*!! zadi.s, preii.<-itndo anda
maior neg' i<> tz- r cotn m ida >l8 > fficinas Ja
estrada d f rro dt Cruar. pr zimo mesma
estacao, fie-i situado os est>ibcleciroHiit..8 cima,
arrendando fv as casas p- so que pretender :
a tratar cm Jh Pinlio le Kiga
Vend. i Irmaos .v (.'., n. pre^s mdico
VAPOR
e mor mi
i
V'nneM hb boa vapor i m ^m'Ih cjm penco
ub>/ ; a \r i o 11 g.-i.bo Ti'i:i' '.bh. nuifo perf<
da estacao oo w,no n me ; ia ^r oa ra u-
lmp>ra xVs nierdcirus
Vendes- na ra de H rlaa n 17 arroa de cat-
ea em sacc de tMe euias, poi nmn (lo queem
outra quaiqu r parte, asaiin como aba carne do
sertao.
Al varen ga
Fazendas brancas
80* AO NUMERO
4o rna a Inaperatrlz = 40
Laja dos barataros
Albeiro & C, a ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estts fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER :
AlgodaoPecas de lgodozinho com 20
jardas, pelo" barato preco de 34800,
4f, 4^500, 4*V. 0, 5$, 5*500 e 6(50v
MadapoloPecaa de madapolao cam 24
jardas a 44500, 54, 6 J at 124000
Camisas de meia com liatras, pelo barato
preco de 800
Ditas brancu e cruaa, de 14 at 14800
Creguella franceza, fazenda multo encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
eerenla, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 14300 e 1*000
Colletinbos r a mesma 800
Bramante francez de algodao, muito en-
corpad, com 10 palmos de largura,
mitro 142
Dito de linbo inglez, de 4 larguras, me*
tro a 2*500 e 20801
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largara, metro lf 800
Crotones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de maia delicado uo
mercado, ra. 200
Todas estas fazendas baratissimss, na conhecida
loja de Albeiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
Algodao enfestado pa-
ra leneoes
A 90o rs. e 1HOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
j;odo para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de larguras 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim coma dito trancado para
malhas de mesa, com 9 palmos de largura a 14200
! etro. Isto na leja de Albeiro & C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 14209,14400,14600, 1*800 e 24 o covado
A heiro C, ra da Imperatriz n. 40, veo
dem muito bons merinos pretos pelo preco acinu
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co d< b Ferreiros.
spartllhos
Na loja da rna da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senbora, pelo preco
de 540OO, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., ieto na loja da esquin
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZ AS
A 24800 e 34 e covado
Albeiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiraa ingle-
zaa, de duas larguras, com o- padrees mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato prect
de 24800 e 3J o covado ; assim como ae enearre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 354 de fraque,
grande pech ncha ; na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 321'
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a IOO rs. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao com 50 pecas, sorti-
das, por b, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros._________________
Peto, luis i lias
Vende Candido Thiago da Costa Mello em sen
dej osito ra Imperial a. 322, olaria.Telephone
numero 121.
A Revoluco
M..48
ra Duque de Casias, resolveua vender
os seguintes artigos com 25 0>q de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Sedas lavradas de 24000 por 14000 o covado.
Cachemiras de corea a 14200 o covado.
Ditas pret&s a 14000, 14200, 14*00, 14600
14800 e 24000 o covado.
Dita broch, de l e seda, lindos tecidos, 14500
e covado.
Gorgorinas de listrinhas a 360 rs. o covado.
Setins a 800 e 14200 rs. o covado.
Dito preto a 14000 e 24200 o covado.
Gaze com bolBhas de velludo a 800 rs. o co-
vado.
Las com bolinhas a 640 rs. o covado.
Velludilho liso e lavrado a 14000 e 14200 o co-
vado.
Fusto branca a 440, 500, 560, 600 e 800 rs. o
covado.
Gioedenaples pretos a 14800, 24000, 24500 e
24800 o covado.
Nnsoc de cor a 300 rs. o covado.
Cretones finas a 360, 400 e 440 rs. o covado.
Cambraia de quadros a 14500 a peca.
Dita transparente de 44000 por 24000 e 24500
a peca.
Linn branco a 500 rs. o covado.
Facbs de retroz a 14000 um.
dem de la, de 14000 at 64000.
dem de peluesia a 54000 e 64*00.
dem de pelussia bordados a 74000.
Cretones para chambre a 320 e 360 rs. o co-
vado.
Cambraia com salpicos a 6 i rs. a peca.
Chapeos de sol de corea para senhoraa a 7500
um.
Brim de linho de cor a 14203 o metro.
Liohos escosse^es a 240 rs. o covado.
Z-pbiros listrados a 200 rs. o covado.
Tapetes para janella, piano e cama a 44000,
60tl0 e 74OOO um.
Ditos avelludados para sof a 244000 um.
Fusto de cor a 500 re. o cevado.
Setinetas lavradas a 500 rs. o covado.
Flanella branca a 400 rs. o covado.
Setinetas com desenhos lindas a 440 rs. o co-
vado.
Cortes di casemira a 34000, 34500, 540C0 e
74000.
Casemira de cor e preta a 14800 rs. covado.
Timoes bordados a 44000 um.
Brim pardo lona a 360 e 500 rs. o covado.
Camisas de meia a 800, 14W0 e 14200 urna.
Algodao com duas larguras a 800 rs. o me-
tro.
8guSo amarello para vestidos a 500 rs. o co-
vado
Espartilhos couraca do 44000 a 84000 um.
Para as Eiras, nolvaa
Setins ma-Jo a 14200 e 24000 o covado.
Popelinas a 600 rs o dito.
Alpaca a 400 e 440 rs. o dito.
Setinetas lisas e lavrads a 500 e 560 rs. o dito.
Cortinados bordados a 74000, 94000 e 154000o
par.
Cspellas e veos finos a 104 e 144.
Colchas bordadas a 54000, 74000, e 840X)
urna.
A0 PUBLICO
QUEIJO DO REINO
Marca Manaes Pluyii
No intuido de sustentar a fama adquirida por estes deliciosos queijos, isto serem;
Os melhores e os mais baratos
CHAKLES.PLUYM &C
Resolveramtretalhar os queijos frescos da ultima remessa a
2*600, UM
24-RU4 DO COMMERCIO24
(RECIFE)
Grande e bem montada oflicina de alfaiate
DE
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar um lindo variado sor-
timento de pannos, casemiraa, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
tudo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanhn ; e para beir
servirem aos sous amigos e freguezes, os proprietarios deste grande estabelecimento
jm na direccao dos trabalbos da officina habis artistas, e que no curto espaco de 24
horas, preparara um terda roupa de qualquer fazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PRECOS SEM COMPETENCIA)
Cabriolet
Vende-se nm em perfeito estado e por preco
eommodo; tratar na ra O-one de Caxias n. 47
Carteira
Vende-se barato urna carteira contendo na peja
de baixo dous armarinhos e tres gavetas, e na
peca de cima 17 compartimentos que se fechara
com ama s chave : a ver e tratar no largo de S.
Pedro n. 4, loja. ____________ ,
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escessca preferivi
ao cognac ou agurdenle de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu lheres armasena
nolhados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADOcujom
me e emblema sao registrados para todo o Brati
BBOWNS t C, agentes
GRANDE
Veode-ae o cusco de urna tweaca de 600 .
propro para al varenga : a tratar na roa da la-
peratrie com Albeiro Olivefra fc C.
Exposif ao central rna larga do
Rosario n. .'8
Damiao Lima & C, cbamam a attencSo das
Exmas. familias para oa precos seguintes :
Carretela de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados de 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 24500 e 34000.
Pito n. 80 para faxa a 24500.
Leqves regatas e D. Joannita a 14000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 24000.
L.-ques D. Lucinda Colho a 64.
Toalhas felpudas a 500 600, e 14 00.
Dozia de meikE para h-nv-m a 3g000.
Ditas para senhorvs a 34000.
Luvas de ada a 24000.
Meias de fio de seda para menina a 14000.
Colannhus de Hubo a f'O rs.
Ditos de algo..ao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de curdo para vestido a 20 rs.
avisiv is grandes a 320 rs.
rampos inviniveis a 60 rs.
Um leqne de setim (novidade) a 6J5O0.
Ricas boleinhas de madreperola de 14500 64-
L para bordar 24800.
Urna capella e veo de 154000, por 124000.
Um espelho de mol lora por 54500.
Urna pul a' ira de fita por 14200.
Plist a 400 e 600 rs.
Urna boucc grande e cera por 24500 e 34000.
NA EXPOSigO CENTRAL
38-l.ua Larga do Ru_arto58
Florida
Loja de miudezas
Rna do ouqne de Caxias n. IOS
s pripnetMi a ue.-te grande estabelecimento
de miU'iez>.B, modas e para acci mmodar os inten s-
aea da epoc. t<-m res-IVido v>ndt-rem pr meuos
vinte por reato que eo> outra qualquer parte.
Ptiif- e el' <-inf.it. 6 0 rs.
Liivms de pellica a 24500 o par.
L nba de earritei branca e de cores a 80 rs.
Giamp"* a '0 rs. o m^aso.
IuVisi'veis a 320 ra.
V-htnafio de fusto bordado para criajica a
34001
Pinten r rmoo para enanca a 1(0 ra. nm.
Btleias -6 1 rs a diiain
Hihpan p.m Hiiquinbas a 120 rs. o metro.
Bmm i- ui.trrtdr.ii.* de largura a 14500 e 14800
a p c
Lmha d- cores p^ra crochet a 250 rs. o no-
a
Papel nniiiHuV a 40 rs. O caderno.
r na t'bmes-1 a 3^0 rs. o msso.
Lencos de lioho a 14500 a dutia.
Lindos bico de corea com 10 Jardas a 44 e 54
ipeca.
Urna caixa eeaa tres sabonetes desenhando ama
rosa par 600 rs.
Meias de li de cores Ma seafcora a 14500 o
P-
Camisas nacionaes
A SA&OO. 3*000e 8500
32=^ Loja ra da Imperatriz = 32
Vende-se neste novo estabelecimento um gran-
de sortimento de camisas brancas, tanto de aber-
turas e pjnhos de linho como de algodao, pelos
baratos precos de 24500, 34 e 44, sendo fazenda
muito melhor do que as que veem do estrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada por
um bom artista, especialmente camiseiro, tmbe-
se manda fazer por encommendas, a vintade dos
freguezes :' na nova loja da ra da Imperatriz n.
3 i, de Ferreir da Silva.
Ao32
... Nova loja de fazendas
59 Rna da Inaperatrlz = 3
DE
FERREIRA DA SILVA
Neste novo estabelecimento encontrara o rea-
pjitavel publico cm variado sortimento de tazen-
das de tod.s as qualidades, que se vendem por
precos baratissimos, assim como um bom sorti
ment de n upas para horneas, e tambera se man
da tazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tre altaiate e completo sortimento de pannos fino*,
casemiras e brins, etc.
St-Rna da Imiierairli Jt
Loja de Pereira da Silva
Neate estabelecimento vende-se aa ronpas aba
xo mencionadas, que sao ba* as.
Palitota pretos de oiagonaes e
acolchonaos, senuo tnzenoas muito en-
corpadas, e forrados '?400(
Ditos de casemira preta, de cordao muito,
bem feitos e torrado* 104001
Ditos de dita, fazenda muito melbor 12400)
Ditos de flanella azul sendo ingleza ver-
dadeira, e forrados 124001
Calcas de gorgoro preto, acolchoado,
sendo fazenda muito encornada 5450>
Ditos de casemia de cores, sendo muito
bem feitos 64
Ditos de flanella ingleza verdadeira, e
muito bem feitas 84OU
Ditos de brim de Angola, de mnleskim e
de brim pardo a 24, 24500 e 3400)
Ceroulas de greguellas para homens,
sendo muito bem.fetas a 1420(1 e 14601
ColletinhuB de greguella muito bem feitos 140U
Asaiin como nm bom sortimento de lencos di
linho e de algodao, meias cruas e collarnbas, ett
Isto na loja da ma da Imperatriz n. 3a
Riscados largos
a so ra. o ovado
Na loja da ra da lines tria n. 32, vendem a
riacadinbos pr-pi ios para roupaa de meninos
vestidos, pelo barato pnco de 200 rs. o covark
tenJo quasi largura de chita tranceza, e ssir-
como cbi'as braauas miudinbas, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
>oj io Pereira da Silva.
FuNide. aetlnetas e lzinhaa a aO
r. o covado
Na loja da rna da Imperatriz u. 32, vende-a
um grande sortimento de fustdes brancos a 5i
rs. o covado, laziubas lavradas de turto-corea
rVzenda bonita para vestidas a 500 rs. o covadi.
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas ai
corea, a 500 rs. covado. pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Merino preto a llt
Vende-se merinos pnt >s de duas larguras pan
vestidos o roapas par meninos a 14200 e 1460*
o covado, e sunerior setim preto para enfeites 1
14500, arsim como chitas pretos, tanto lisas com
de lavoures brancos, de 240 a' 320 rs. ; na nov
luja de Pereira da Silva ra da Imperatriz nu-
mero 32.
Iftodozl-ho francs para lence
a OO r.. i e 1**00
Na loja da ra da Imporstns n. 32, vende-a
superiores algodaozinhos franceses com 8, 9 e 1'
palmos de largura, proprios para lencoes de ua
so panno pelo brato preoo de **00 rs. e 14000 1
metro, e dito trancado ps a toalhas a 1428", aa
sim como superior bramante de quatro largura>
para leucoes. a 1J50O o metro, barato ; na loj
Ai Pereira da Silva
Roupa par mehinos
A 1*. 4*OO e
Na aova loja da ra da Imperatriz n. 32,
vende um variado sortimento de vestuarios pn>
prios para meninos, sendo de paiitosinho e calo
iba curta, feitos de brim pardo, a 44000, dita
de muleequim a 44500 e ditos de gorgoro pretc
emitando casemira, a 64, sao muito baratos ; n
loja do Pereira di Silva.
Aos i.ooo:ooosooo
200:000^000
100:000^00
tiiiwm: lotera
de 3 somos
Em fav r dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
1:10 i 15 Ge Beato .el!
0 thesoureiro, Francisco Gtica I ves Torre
O portador de dous vigsimos detta
importante lotera do custo de 2$200 est
habilitado a tirar
2o:oi2$ooo
Vigsimo.
vigsimo
Preco em porco
A' RETLHO
tStOQ
A RODA DA FORTUNA
36Ra Larga do Rosario36
Macu jara alfaiate
Vende-se nina em bom estado, propria pan
altaiate : aa na da PM a. 94.
SEMPRE NOVIDADES
Fazendas linas e modas
2 A-Rua do Cabug-2 B
J. BASTOS M.
Pelo ultimo vapor recebemos de PARS :
Cortea de vestidos diaphanrs, alta novidade.
Vestidos da cachemira, especialidade.
Ditos de toile d'Alsace, grande moda.
Cachemira broch, tai-ido moderoissino.
Orlatienne, fazenda nova e padroes lindissimos.
Venitienne, combinacSo de fazonda lisa e lavrada de muito gost.
Zephyr quadrile, novidade.
Cachemiras de todas as cores com enfeites de Guipoure.
Plumetip, branco e de cores com lindos bordados.
Toile d'Alsace, variado sortimento.
Etarnine de cores, desenho novissimo.
Satn double, teciio de algodao p roodernissimo.
Gase, de algodao, em todas as cores, propria para bailes e tbeatroi.
Leques Jiaphanos.
Ditos de setim.
Ditos de madreperola.
Guipoure de seda.
Bicos do seda diaphano, revoluco da grande moda para e.feitar resaiti
de sedas.
Chapeos de seda arrendidos, novidade.
Sedas e setins, branco, preto e de cores.
Colebas de damasco de s Ditas de crochet e Guipoure.
ESPECIALIDADES >
Dolmans de seda e cachemira com enfeites de passemanterie vidriBM,
uamicao de renda e franja. ____
Jersey de 18 com enfeites de pelucia e bordados, OKolhidoa Bortii_e_*i' "
asacte de malna, que vendemos do 8)5000 a 154000.
Forneccm-se aa amostras de todos os artigos.
(Telephone n. 359)


8
Diario de PernambucoHuarta-feira 21 de Jullio de 1886
ASSBMBIiBAJiBftiL
CMARA DOS DEPITADOS
SESSAO EMGDE JULHO DE 1883
PRE8IDENCIA DO SR. ANDRADE FIGDEIRA
(ConclusOoJ
Pois bem as mesmas circumstanciai
repetem-se actualmente; ieproduz se sern
discrepancia a meama situado, roais ag-
gravada, entretanto, pois acha-se em pleno
rigor inicial um novo rgimen, com ele-
mentos parftdcetruirtadosos abusos occor-
ridos, em condigBes de deaempenhar com
lealdade os corapromissos que contrahio com
as eaporangas publicas, quando tentara fa-
zer dVllas a escala para galgar o poder.
O orador ulga, portanto, prestar a ho-
menagem aos esforgos do Sr. presidente da
Cmara, e mostrar quao proficua foi-lhe a
ana ligao e quao fundamente calvam-lhe
no animo os preceitos de didctica poltica
por S. Exc. produzidos, renovando, ante o
mesmo estado de cousa que as suggeria,
as perguntas de S. Exc, sem nem sequer,
em virtude ainda de sentiraentos de tcata-
aenta para cora o seu autor, alterar lhe a
redacgo.
Coniforme alteragito colhida da Secreta-
ria do Imperio, nada menos de seis impor-
tantes provincias acham-se sem presiden-
tes, e sao :
1.a MaranhSo, onde o 1. vice-presidente
entrou era exercicio a 29 de Abril ultimo,
em consequencia da exoneragito concedida
ao Sr. conselheiro J. Capistrano Bandeira
de Mello;
2.1 Pernambuco, cujo rice-presidente
serve desde 30 de Marco, sendo demittdo
o respectivo presidente, conselheiro Costa
Pereira, a 22 de Maio prximo lindo ;
3.a Rio de Janeiro, onde o presidente
est com licenga desde 17 do mesmo mez
de Maio;
4.a S. Paulo, onde assumio a presiden-
cia a 26 de Abril o rice presidente, sendo
exonerado de presidente o conselheiro JoSo
Alfredo Correia de Oliveira;
5.a Paran, cujo presidente, Dr. Es-
cragnolle Tauoay, deixou a administrado
a 3 de Maio ;
6.a Rio Grande do Sul, de onde retirou-
se a 8 ainda de Maio o presidente, desem-
bargador Lucena.
Para demonstrar os inconvenientes que
derivam da daraora no provimento destas
vagas presidenciaes, seria ousadia do ora-
dor procurar argumentado diferente da
adduzida por tao hbil dialecto como o
illustre Sr. presidente da Cmara. Pede,
por iaso, venia para lr as proprias pala-
vras de que serrio-se S. Exc., leitura que
embora longa, nao poder ser enfadonha
illustre raaioria, pois constitue um fragmen-
to de um dos rauitos padroes de gloria com
que entSo desvaneca se a opposicSb con-
servadora.
Depois de proclamar que entre outros
encargos incumba ao Governo attender
sorte da opposig&o, cumprin to-lhe pugnar
nao sraente pela seguranga propria e pela
da raaioria que o sustentava, como pelos
direitos da oppoaigo que soffria, exclama-
ra S. Exc; As provincias" tm o m-
ximo ioteresse o direito perfeito de exigir
que a sua administragao corresponda
alta misao que Ibes est reservada. Nao
podem continuar a ser governadas como
tem sido por agentes que se succedem por
pouco8 das, cem penaraento de stabilida-
de, sem pratica administrativa, sem pro-
posito de fazer carreira ; mas apenas de
n'ellas passarem mezea de rero ou as fe-
rias legislativas. E' este, porventura, as-
surapto indiferente ao governo de qualquer
partido ? Por certo que nao. Acreditara
o. orador que depois da reforma eleitoral,
quo devia at certo ponto ter desembara-
gado o governo de muitas questoes de in-
teress' fcil, a administraco das provin.
oas devia passar por urna modificado,
pelo menos tornando-se mais permanente.
Foi, porra, perfeita illuso; o rgimen
eleitoral nSo produzio semelhante res-
peito o menor resultado. Qual a cansa de
tal facto ? Depender exclusivamente do
governo de provdoncias legislativas a de-
cretar ? V que o gabinete tem encontra-
do difficuldadea para dar administradores s
provincias. O orador foi levado a attrahir
essas diffieuldades aquellas que o governo
encontrou para sua organisacSo, isto a
esse esfacelamento do partido que est no
poder e a ilebilidade a que teui chegado.
(Contina.)
l'TTEtUm
FOLHETIM
KGLO
POR
zaviss ss uvtifii
(CdNTINUACAO DE ANGELA)
{ Continuas D. o do n. i (i i )
XV
Esta ameaga acalmou repentinamente
Osear.
Est bom, est bom.... murmurou
elle, paciencia. Nos nos encontraremos de-
pois e ajustaremos esta continba I
Em seguida, Osear Rigault entrou, com
toda a docilidade, na cellula, onde foi en-
cerrado.
Sahindo do Deposito, Vagalume e Theo-
pbilo desejando dar contas o mais breve
possivd de tudo quanto se havia passado,
e reueber os parabens, por causa da sua
captan, dirigiram se ao gabinete do chefe
da seguranga.
Este ultimo acabava de sabir da prefec-
tura.
N2b havia perigo na demora. Os dous
agentes adiaran, pois, para o dia seguinte
o seu relatorio.
No da seguinte, de raanha, roltaram.
O ch"-fe, que acabava de chegar, man-
dou-os entrar immediatamente e pergun-
tou-lhes:
O que ha de novo 1
- Muita cousa, respondeu Caseneuve ;
mas dere ter recebido ara relatorio do
eoramissario de polica do bairro da Sor-
bonne.
Relativamente a um cerco, operado
hontem noite na ra de la Harpe, no
Estufado... J f.
Estavan,o l, Sr. ehefe da seguran-
za, e en e Flogny fiaemos urna prisao im-
portante. .. a de ara famoso patife...
Entao quem ?
Osear Bigaalt.
Ouvindo este uome, o chefe da seguran
ga nao pdde suter una exelamagao.
Osoar Rigault I repetio elle em segui-
da. Est preso ?
Est no Deposito; n'uma cellula.
Ora, eia aqu o que ama boa noti
SCE\AS DA VDA DO MXICO
D. IVOIIMt
POR
LUCIANO BIA.RT
capitulo in
Con linun g&o)
Anda, proseguio ella, v se reanimas
o teu amante, res'itue-lhs a vida que lhe
tirasfo.
Evornia deu um passo. Poi' ultimo, ren-
cendo a faseinajao, a que par cia obedecer,
a Grcga levantou-se e correu para o juiz.
Por alma de sua mi, senhor juiz,
exclamon esta apontando para Evornia, eis
o asssassino de D. Felippe 1 Repare.lh
bem para os olhos.
Diante desta accusaglo, Evornia levou
as mos testa ; o seu olhar incerto en-
controu novamente o rosto do marido.
Perdi disse olla.
E cabio nos meus bragos e nos de Va-
lentn], a quem eu tinha feito um signal,
prevendo o desenlace daquella triste ace-
a.
Transportan] ol-a para o seu quarto ; pre-
parou-sc a cama, e quando se tiraram os
travesseiros, encontrou-so urna faca, que o
vendedor jurou ser a propria que tinha
vendido. Que significava isso ? Eu conver-
sa va cora o juiz, que falla va de priso, de
interrogatorio, de processo. A deapeito das
lagrimas e snpplicas da Grega, elleordenou
qne a conduzissem a um convento, e disse
a Valentim que o punha om liberdade. O
rapaz ofFereceu-me logo os seus ser vicos,
que aceitt>i.
Os visinhos, to cuidadosos na vespera,
fugiram agora daquella casa maldita, e foi
Valentim quem teve de assistir inhuma-
cao do que tora seu rival, e de quem o ti-
nbam julgado assassino.
O filbo de Evornia n2o deixara de cho-
rar ; depois de ter mamado durante qua-
tro dias um hite envenenado pela febre, a
pobre eriauga foi atacada de eonvulsSas.
Tendo-se ausentado a criada, recorr para
cuidar da changa a urea relha india, que
me era afeigoada. A' meia noite reinara
um socego apparente naquella casa, ha
pouco tilo ruidosa, era que acabavam de
passar-se os mais sinistros acontecimentos.
Eu estara sentado cabeceira do doente,
rendo se poda ligar duas ideas. O juiz
p-sseava pelo corredor, espera da occa-
sio em que a riuva recobrasse os senti-
dos. Os paseos daquelle hornera faziam-
me mal aos ervos.
Evornia j tinha voltado a si ; mas con-
servava-se de olhos fechados, e nao res-
ponda a minhas perguntas. A urna hora
pedio-me agua para beber, queixou-se de
dores do cabega, o supplicou me que lbe
dsse algura allivio. O juiz approximou-se.
Nax> obstante a minha ndole paaifica, a mi-
nha consideradlo pela sua pessoa, o meu
respeito lei, e tire rontade de o agarrar
quo
cia 1 O juiz formador da culpa vai, final-
mente ver claramente neste processo dia-
blico.
O chefe da seguraoca perguntou a Ca-
seneuve :
Como que apanhou esse patife ?
O agente tratou logo de contar o que os
nosso8 leitores j sabem, mas teve o cuida-
do de augmentar ainda o papel represen
tado por elle e por Flogny e de p6r em
evid ncia a sua perspicacia ou antes o seu
instincto adivinhador de policial.
Quando acabou a narracSo, o chefe da
seguranca perguntou :
O horaem foi apalpado ?
J se v.
N5o lhe encontraram nada
compromettesse, nos bolsos ?
Nada absolutamente.
Corresponde aos signaes dados pelo
cuteleiro de Marselha ?
Ponto por ponto.... Parece mesmo
que nlo mudou de roupa depois da via-
gem.
Redigio o sen relatorio ?
Aqui est. E' um resumo fiel do que
acabamos de ter a honra de lhe dizer.
Ao mesmo tempo, Caseneuve entregara
um papel ao chefe da seguranca, que o
receoeu e percorreu, dizendo aos dous ho-
mens :
Muito bem... Nao vao para longe...
Naturalmente bei de ter precisSo dos se
nhores, logo.
Vagalume e Phosphoro retiraramse para
a sala, onde est de permanencia urna dos
agentes da brigada, proraptos para seren
dirigidos sob qualquer ponto, onde possa
ser til o seu concurso.
Sem perder tempo, o chefe da seguran-
ga dirigio-se ao Palacio da Justija e foi ao
gabinete do Sr. de Gerrey.
Este acabava de chegar.'
Teve profunda satisfagSo, qaando sonbe
a prisao de Osear Rigault, o supposto au-
tor do assaasinato de Jayrae Bernier.
Ate que emfim 1 ezclamou elle.
E, repetindo, qusi palarra por palarra,
o que tinha dito antes o chefe da segu
ranga, accr scentoa :
Agora ramo rer a claras 11 Nao
espero, com 3erteza, para araanh, para in-
terrogar esse homem.
Depois, deu ordem para que fossera ao
Deposito da prefeitura buscar Osear Ri-
gault o trazelo d sua presenca.
Tres quartos de hora depois, o infeliz
mscate, algemado e acompauhado por dous
guardas de Pariz, deu entrada no gabinete
do juiz formador da culpa.
O Sr. de Gerrey olhou de alto a baixo
o interpellante, exactamente na oecaaifto
o pesoogo, e pol-o fora do qurto. O
que procurava aquello homem ? Um cri-
minoso, aangue, mais urna victima. Para
que serr isso *
Evornia, ourindo-o fallar, abri os olhos.
O que quer saber ? perguntou ella.
O norae do assassino, senhora
Pois bem a Grega tere razo ; o
?asassno fui eu. Deixe me.
Como o juiz ia fazer-lhj uaia ora per-
gunta, e approxiroara-se :
Nao tenho cumplice, exclamou ella ;
os que mais quer ?
Olhou para o magistrado, e dopois vi-
rou -se para mi.n.
Ah I murmurou ao meu ourido,3>Q-
gindo-me o pesoogo com os bragos ; bem
V'-jo que lhe nao causo horror; sei que
tem d de mira, e que apezar de tudo
meu amigo. Mas como se passou isto T
Eu nao sei. Soube que elle me engaara,
quiz desprezal-o, nlo pude, amava-o de
mais. Pedi lhe que comprasae urna arma,
depois instei com elle para quo nao sahis-
se, e fi.'asse ao p de mim. Sahio, rindo-
86 do meu pranto. De noite, aquella pai,
aquella marido traidor, indigno perjuro
voltou cantando; a minha cabega escal Ja-
va. Colloqnei-me diante delle, desembu-
gou-se para receber -me nos bragos... Mas
para que dizer o resto ? O doutor j o
sabe.
Fechou os olhos e calou se. 0 juiz re-
tirou-se; consentio em daixar Evornia
presa em sua casa sob minha responsabili-
dade. Qu noite, meu Deus I Eu ouria a
sentinella, que guardara a pobre senhora,
responder de hora em hora aos gritos da
ronda, e prorar me a realidade, contra a
qual se revoltava o meu espirito. Pelas qua-
tro horas morreu a creanga. Nessa occasiSo
Evornia deu um grito medonbo ; pronun-
ciou duas ou tres palavras, que nao pude
comprehender; depois, no horrirel delirio
de urna febre cerebral, comegou a lutar
com um espectro banhado em sangue.
GAPITULO IV
Quantos recnditos arcanos tem o co-
ragao? O escalpello, dissecando-o, encon-
tra nerros, tecido esponjoso, quatro cari-
dades, tudo envolvido n'ura sacco membra-
noso, o pericardio; mas porque phenomeno
as dores moraes affeatam particularmente
eateorgo? E' certo que fui anmpre arai
cissimo de Evornia, primeiro pelas suas
g'ragas de creanga, p^las suas maldades, e
maia tarde pelos sem encantos e pelo muito
que lhe interessarara os meus trabalhos.
.Depois de ter casado, ella nunca passou por
minha casa sem me fazer urna risita. De
manli1 ou de tarde, quando eu menos es-
perara, ria surgir a sua cabecinha loira.
Pondo uiu dedo na bocea, arangara dera-
gar, muito seria at minha cadeira, fazen-
do urna elegante mesura, e precipitava-s
depois, como doida, sobre os meus papis,
baralbando-03, misturando-os todos.
Urna descoberta perdida exclamara
ella entilo le/antando os bragos e imitando
a minha roz.
Depois raostrando-me a face cor de rosa,
e assetinada, dizia:
Basta, senhor.
Eu ralhava, mas abragava-a. D..is mi-
nutos depois, sentada ao p de mim, pe-
dia-me que lhe explicase o meu trabalbo.
Quera saber tudo o que me dizia respeito,
esi-.utara com attengo a leitura da me-
moria que eu estara redigindo, ralhava
commigo por m deitar muito tarde. Pa-
recime naturalissimo rl-a assim tilo fa-
miliarmente. Foi necessario que taraanha
desgraga a viesse perseguir, para eu con-
hecer quanto estiraava aquella creang, ou
para saber que ella fazia parte do meu ser
que o meu coragu idolatrava a com um
affecto quasi paternal.
CAPITULO V
Objervando aquello rosto paludo, aper-
tando as minhas aquellas mos, que o
amor fizera criminosas, eu espreitava to-
logo 08
combater e dominar. Era o meu unioo de-
ejo arrancar morte urna creatura, que
en tanto estimara. E consegu.
Quinze dias depois da scena patbetija,
que escreri, e cujos rasultados surprh^n-
deram ticia a gente, Erornia estara lirre
de perigo. Um dia de manba, quando o
sol prin-ipiava a subir no horizonte, a po-
bre viuva fit >u-me com uos olhos espanta-
dos. A jaoella do quarto estava, a berta,
fluctuavam no azul do cu pequeas nu-
vens cor de rosa ; Evornia olhou para mim
em silencio. Eu tinha o fato em desalioho,
a barba inculta, o rosto emmagrecido.
Ella pronunciou o meu nome, e estn leu
rae a raae; quiz fallar, e s pude balbuaiar.
Ao cabo d^ urna semana, levaatiu s> a
doente. Foi necessario participar lhe im
mediatamente a morte do filho, msslo era
que fui ajudido pelo seu director espiritual.
A dor de Evornia foi muda.
Que havia de elle ficar fazendo na
trra? disai-rao ella, era quanto lha deali-
aavam pelas faces lagrimas ardentes e co-
piosas ; depois accres?eutou : Eu nao me-
reca ser raSi, tudo o quj Deus faz por
inelhor.
Da manhS e de tarde, a horas das mi-
nhas visitas, eu encontrava sempre Evor-
nia ao p da janella do quarto, immovel,
absorvida, passava horas inteiraa a ver
correr as nuvens no cu, a seguir o vo
das aguias, que parando sobn os pincaros
da cordilheir.i, desureviara circuios enor-
mes, e perdiam-se a pouco e pouco as al-
turas.
Mas o que era feito das sementes ani-
madas ? Pobres 8einentep! dormiam na
caixi, em que out'a vez as colloquei, e
qoe nunca mais tive lugar nem coragera
para abrir. Urna vez acabava eu de ver
Evornia comer com appetite entrei era
casa satisfeito, com o espirito livro de cui-
dados. Sacud a minha mesa de trabalho,
era que nem sequer minha governante tem
liconga de por a m3o ; senta-rae bem dis-
posto, e preparei-me para reooraegar tar-
de os meus estados e trabalhos.
Quando acabei as visitas, que tinha de
fazer depois do raeio dia, e julgara com-
pletamente lirre, entregaram-me urna car-
ta, em que o juiz me pedia que passasse
por sua casa. Havia tres semanas que eu
tinha esqiecido os homens, as suas pai-
x3es, rancores e tribunaes. Erornia estiva
salva, o meu coragao batia com orgulbo
sempre que melemoravadisao Sorri quan-
do o juiz rae deu os parabens por aquella
cura, quo elle qualificou de maravilhosa ;
mas empalideci ouvindo-o agradecer-me,
em nome da sociedade, ter entregado um
criminoso justiga e ao castigo.
A colera, a surpresa, o pasmo, a indg-
nagao, os sentiraentos mais avessoa e en-
contrados inradiram-me a alma, ao escutar
aquella declaragSo. Li-nitei-me cora tudo
a curvar a cabega; podia responder cem
cousas, mas nao estava senhor de mim.
Voltei para casa a toda a pressa, e oahi
prostado deante da mesa, que com tanto
amor preparara de raanhS. Pois que t
Ter trtalo Evornia durante quinze dias e
quinze noitcs, eapreitando as insidias da
doenga, da loucura, da morte, atirade com-
batel as, destruil-as, e tudo isso para um
homem, em norae da justiga e da socieda-
de vir declarar-rae que aquella existencia
humana, conquistada pela sciencia, lhe per-
tencia de areito 1
dos os syraptomas da febre, para
em que elle entrara na portg, entre os dous
guardas.
Osear tinha urna pallidez lirida e trema
como um homem 'tacado pelas febres dos
campos de Roma.
Durante a noite, em branco, que pasaa
ra no enxerg&o da cellula do Deposito, ti
nha tido tempo de se desembriagar com
pletamente e do reflectir.
Aquellos agentes que o procuraram, ten-
do no bolso um mandado de prisao, tra-
zendo appellido de Rigault e o de nome
Osear, o rigor excepcional d que daram
provas a seu respeito causavam-lhe admi-
ragao e ainda maior espanto.
O que significavam aquello mandado e
aquelle rigor ?
Es aqui o duplo problema qu-5 elle de-
balde procurara encarnigadamente resol-
rer
Tinham o assaltado, na ra de la Har-
pe, a facadas, e elle tinha-se defendido
nicamente a pontaps e a socos. Por-
tanto, aquella rixa nao podia ser a causa
da sua prisao.
Alera di880, o mandado de prisao hara
sido entregue aos agentes da rixa.
Que crirae, entao, podia elle ter commet-
tido sem o saber ou pelo menos de que
crime o aecusavo?
A' medida que o enigma lhe paresia
cada voz mais insoluvel, augraentava-se-lhe
o medo.
O propretario do hotel do boulevard de
B .tignoles onde estava hospedado teria
sido preso, como receptor de roubos ?
Teriam encontrado, era casa delle, o an-
nel que o seu inquilino lhe hara vendido ?
Saberiam, por elle, o norae do vende-
dor ?
NSo se apresentara ao espirito do mas-
cate nenhuma outra conjectura admiasi-
rel, que -xplicasae razoarelmente a sua
prisao.
Rigault tinha tragado um plano para
aparar, o roelhor que lhe fosse possirel cora
as suas respostas ao juiz formador da culpa,
o golpe que o ameagara.
Approxime-se e s-mte-s?, disse-lhe o
magistrado.
O mscate obedeceu com ar humilde e
sonso.
Deixou-se cahir sobre a borda da cadei-
ra, multiplicando os comprime itos.
Como ae chama? perguntou-lhe o
Sr. de Gerrey.
Osear Rigault, meu juiz.
Nao tem outro nome ?
Queira desculpar... Os meus ami-
gos alcuaharam-me Rigolo, aocreacentou o
maacate, procurando rir. Desejara saber
por que me prenderam.
ral, agradeiii-me ter-lhe conservado urna
victima, ura alimento para o seu cadatalso!
Da* ora da noite s cinco da m.inha,
passeei pelo meu gabinete araontoando una
sobre outros os projectos miis extraragan-
tes. Pensei era levar Evornia para minha
casa; a minha porta era forrada de ferro ;
as minhas jane lias tinham grades tao foates
oorao as de urna cidadola, eu podia sus-
tentar ura cerco. O povo era gral n3o
gosta d polica; tornara o meu partido, se
rae quizessem forgar a entrada de casa ;
mas depois ?
Oj-sorreu-rae tambera a idea de vir pan
a Europa. N'mna palavra, nada mais fcil
do que roubar Erornia. Una roz que a
viura se achasae a bordo de ura navio es-
traog<5ro, ainda que fosae raoreante, a jus
tiga mexicana fechara os olhos, e a socie-
dade faria outro tanto.
Aos expedientes violentos, inexequiveis
suecederam pouoo a pouco no meu espirito
as solug3es ruzoaves, filhas da reflexSo
Eu conhecia o presidente da repblica, o
integro Coraonfort. Era ura homem bran-
do, humano, que apenas subi ao poder,
soube perdoar aos ioiraigos. Elle conhecia
os meus trabalhos, e havia de attender s
minhas supplicas, escutar os meus rogos,
conceder o perdao de Evorni. Eu refor-
garia o meu pedido cora os dos ministros
de Franga, de Inglaterra, de Hespanha, e
com o decano do corpo diplomtico, o mi-
nistro de Guatemala, um velho de oitenti e
cinco annos. O arcaeispo do Mxico,
quem dediquei a minba memoria sobre
principio assucarado do raphanus sativas
niger, apresentaria o requerimento, se fosse
preciso, A sua casa era ura lugar de
asylo; em ultimo extremo eu levara Evor
nia para l I
Fui ter cora o juiz. Sara revelar os
meus planos, invocando a sade mal res-
taurada da minha cliente, padi-lhe quo a
deixasse ficar prisioneira em casa at ao fira
do mez. O juiz, qne se obstinara em con-
uideral-a como um criminoso vulgar, a mui-
to custo cedej ao meu desejo, mas cedeu.
A' tarda Evornia pareceu-ma ura pouco
mais triste do qua de costurae. Ou por ins-
tincto, ou porque a sentinella colloeada
porta commettesse a indiscrigSo de preve-
nil-a das ideas do juiz, o certo que a in-
fdliz viuva fallou-rao do processo. Eu quiz
desviar a conversagao.
Nao, disse-me ella, ha vemos de fallar
nisso mais cedo ou mais tarde, e portanto
raelhor que fallemos hoje.
Cora um aanguo fri, qua me surprehen-
deu, examinou ella propria a sna aorta fu-
tura.
Talvez rae deixem viver, exclamou ;
pois eu prefera morrer.
Eu nao quera inspirar lha nenhuma
falsa eaperanga, e abstive-me de fallar na
minha reaoluglo; contentei-me com dzer-
lhe quo eaperava partir para o Mxico
dentro de pouco tempo. Pareceu deagosto-
aa com a minha partida, e pedio-mo que a
adiaaae. Tratava-se della, cumpria nao per-
der urna hora, ura minuto; tive firga para
resiatir-lhe.
Evornia ficau pensativa,
cida pela recusa.
Est zangada, disse-lhe
nSo fago o qne me pede
da cousas muito gravea.
Nao fallemos mais
ga-feira ?
A' meia noite; tenho lugar guar-
dado.
Venha jantar comigo amanha.
Nao quer antes ter me por conviva
no dia da partida ? ;
Terga-feira ? nada; mo dia, e eu
sou superticiosa. Venha amanha, pego lhe.
A terga-fera te n para os mexicanos a
reputagSo fatdica que os franeezes dSo
sexta. Boijei era signal de annuencia as
duas mosinhas, que Evornia rae estendeu,
feliz por vel-a to ao egada, e por pensar
como entriate-
eu; ae lbe
porque se trata
nisso. Parte ter-
Erornia, a Evornia da noits fnebre, do
ciume apaixonado, do crime se assim o
quizerem essa tinha morrido do golpe que
inconscientemente vibrara, e com que tam-
bera matara o proprio filho. Aquella, que
eu tinha visto pou-as horas antes, paluda,
trist", arrepentida, aniqulala, era con-
quista minba, um bem que me partencia.
Fui eu quera lhe restituio as pulsagoes ao
corago, o pensaraento ao cerebro, os mo-
vinientos ao corpo. Evornia era obra mi-
nha, era creagao minha, era minha filha -
e o juiz framente, com um ar quasi ama-
Faz essa pergunta com seriedade ?
Com certeza, meu juiz ; nlo tenho
absolutamente nada que me peze na con-
sciencia.
- Os factos que se p issaram hontem
noite na imrauoda caas da ra de la Har-
p e a parte que tomn n'uma verdadeira
batalha de selvagens bastariam par. moti-
var a eua priso.
Mas, meu juiz, eu estava no Estufa-
do como simples freguez, e sem motivo e
mesmo sem pretexto, cahram-me em cima
s facadas e a prova que ura bello mogo
dos meus amigos, e que me quiz defender,
ficou todo esfaqueado, e talvez que agora
j tenba morrido.
Voltaremas a essa questSo, se for ne-
cessario, disse o Sr. de Gevrey. O que
nos oceupa agora mais grave.
Osear sentio am calafrio glacial correr-
Ihe pela espinha e gelal o at os ossos.
Mais gravo pensou elle ; decidida
mente tratase do annel... Ella ahi ost ..
a verdadeira macaca... ella ahi est I !
Por urna desgragada vez que encontr al-
guma cousa nesta vida !
Onde nasceu ? perguntou o Sr. de
Gevrey.
Pariz I Pariziense puro sangue. Nas-
cido na ra Julien-Lacroix, em Belleville...
Urpho de pai e rai... eis o meu estado
civil. A respeito de familia, s me rosta
urna grande desasada de irma. que anda
na pandega, ao que parece, e que eu pro-
curo nos quatro cantos de Pariz, ha oito
dias. Aqui est a razo por que me en-
contraram hontem noite naquelle bairro,
onde julgava ter probabilidades de a en-
contrar.
Basta de tagarelar ? interrompeu o
magistrado. Nao se metta em divagago*as
inuteia e responda, em poucas patarras,
quando eu o interrogar.
' Sim, meu juiz.
Sua protissfto ?
Mscate.
Onde mora ?
Ourindo esta pergunta, Rigault ficou do
bocea aberta o com os olhos espantados.
As conjecturas, architectadas por elle
durante a sua longa insomnia desappara-
ciam como um vapor sob a aegao do rento.
Se lbe perguntavam a sua morada,
porque a ignoraran!.
Portanto, o seu propretario nao tinha si-
do preso como receptor do roubo, e nSo o
tinha denunciado por modo nenham.
M-s entao por que estava elle preso ?
Que accusagSo inverosmil pesava sobre
elle?
Emquanto essas ideas se lhe debatiam
no espirito, Osear Rigaalt nao dizia pala-' Pergunta-me isso ?
que ella dentro em pouco tarapo teria a li-
berdade de entrar n'ura convento.
Eu nao podia, sera parecer criminoso
aos raeus propnos olhos, partir pa^a o M-
xico antes de ter estudado a fundo as se-
raentea animadas. To convencido estara
do bora xito da minha riagera, que
naetti maos obra. Cora que commogoes
abr a CAxa, qua en:erriva os precioso*
gritos Du*8 das sementes, como para res
pon lera1" minha impaciencia, pria ipia-
nua a mov*r-se quasi instanun-ament.
Voltavara-se, moviara-se, to navara as di-
recg5es mais oppostas e phantasticas. O
phenomeno nHo ora resulta lo de ama for-
ga da dire^gao constante ; eu nao sabia o
que hara de pensar.
Abr urna das sementes, que tinham fi-
cado immove8. Continha uira fceula par-
da, que examinada ao microscopio se com-
punh* de granulos irregulares e transpa-
rentes. Enchi de notas ura caderno intei-
ro, propondo-rae, logo que chega83e ao
Mxico depositar aquellas observag3es
suceintaa as raaos do secretario da acade-
mia, precaugSo que em caso de necessida-
de me perraittira demonstrar a prioridade
das minhas investigai;oes. Mas faltava-me
o porque do phenomeno; dispunha me a
dissocar urna das sementes, quo continua-
vara a mover-se, quando tive urna idea.
Dentro de tres dias eu devia estar no M-
xico ; nSo fora melhor proceder as expe-
riencias peranta a academia ? Tomado
desta idea, guarlei com o mximo cuidado
aa sementes, cujas singulares propriedades
deviam causar em breve grande ruido em
todo o mundo scientifico.
A iraaginagao, essa louca que dorme,
fez-rae suppor naquella noite que se tinha
realisado a minha viagem. Eu voltava a
Orizava trazendo um pergarainho cober-
to de assignaturas, documento em virtade
do qual era concedido ao Dr. Birnargius
em recompensa dos seus bellos estados
sobre as sementes animadas o pardo
de Evornia Aceral.
CAPITULO VI
Chegou a tarde de segunda feira. Urna
tarde quento, pezada, insupportarel. Gros-
sas nuvens negras, batidas pelo nordeste,
vinhara desde manhS chocarse contra os
cumes da Cordilheira, e excessiramente
pezadas para se erguarem mais alto,
araortoaram-se sobre o valle risonho da
Perola. A electricidade carregava o ar
com o seu finido invisivel, excitando as
pessoas nervosas, especialmente as raulbe-
res. Fui chamado vinte rezes durante o
dia pelas minhas cuentea ; queixavam-se
todas de espasmos, impaciencias, terrores,
vontade de chorar ; perturbago^s do orga-
nismo que deviam desapparecer com a
formalidavel tempestado que nos araea-
gava.
De tempos a terapos, um relmpago
nundava o meu gabinete de urna luz
branca e offuscante. Eu previa um ri-
borabo de trovSo, e applioava o ouvido
para seguir a direcglo do som ; mas os
relmpagos, sempre silenciosos, succediam-
8e ting-udi-se de rerraelho. Dous bellos
xylophugos, quo eu tinha apanhado na
vespera e collocado sobra a minha mesa'
debatiam se furiosos. Os pontos lumino-
sos, que adornara o corpo destes insectos
e oa tornam muito cobigados para enfeitos
das damas moxicanas, brilhavam com ex-
traordinaria iotenaidade. Aca80 existira
alguma relacao entre % electricidade e o
orgaos phosphorescentes dos meus dous
colepteros ? la principiar urna experien-
cia, quando me lembrei de que Erornia
estava minha espera.
Sabi; era noite. Os relmpagos de mi-
nuto em minuto abrazavam o horizonte.
Orizava, os seus montes, as suas casas,
os seus corucheos, appareciam de repente
como illuminados por um sil radioso.
(Continuar se ha)
vra e a physonoraia exprima lhe o assora-
bro.
Perguntei-lhe onde morava ? repetio
o juiz cora impaciencia.
Osear pensou:
Dar a minba morada, correr para
um inquerito, e o dono da casa onde moro,
urna vez as maos da polica, talvez que
talle demais... E' necessario prudencia.
Tendo refiectido assim, o mscate rea-
pondou era voz alta :
Meu juiz, como magistrado tem os
seus direitos, que eu nao contesto ; mas
eu, apezar de preso, tenho os meus... Vis-
to qtflM> negocio de hontem noite nao
o motiro dS minha prisao, quera saber
por que estou aqui e por que me faz pasaar
per um interrogatorio.
R-cusa dizer onde mora ?
Nao lh'o direi emquanto nao me dis-
eer prim iro de que me aecusam.
O Sr. de Gerrey trocou um olhar com o
chefe da seguranga.
Este ultimo inclinou-se para o magistra-
do e disse-lhe em voz baixa :
Pergunte-lhe ento onde estara elle
na noite de 11 para 12 desta mez.
O juiz fez a pergunta.
Durante a noite de 11 para 12 deste
mez.... repetio Osear Rigault. Ah a
iaso pos80 responder e sem procurar muito.
Estara no caminho de ferro.
Confessa *
Por que nao? Tinha pago o meu lugar...
Toraei em Marselha ura bilhata de segun-
da classe .. Nao silo muito chics, as se-
gundas classes. Os aasentos pintados de
pos de sapatos Cheguei a Pariz no dia
12 de manba. ..
Tambem confessa isso ?
Cortamente, nao tenho nenhuma ra-
zSo para o esconder.
O Sr. de Gerrey abri a |gareta da es
crivaninba.
Tirou le dentro a navalha corsa, que
Caseneuve lhe tinha entregado quando vol
tou de Marselha e de Dijon e, mostran-
do a a Osear, perguntou :
Couhece esta arma ?
A minha oaralna I exclamou o ms-
cate espantado.
A alegra do triurapho pintou-se na rosto
do juiz tormador da culpa.
Reconhece-a ? disse ella cora intima-
gSo.
Ora essa E' minha propriedade.
Foi ura presente que fiz a mim mesmo em
Marselha e que comprei n'ura cuteleiro do
caes da Fraternidada. O que eu pergun-
ta como ella est as suas maos e como
adivinhou que me partencia.
Naturalmente; visto quo fiz a asnei-
ra de a perder.
Alt I o senhor perdeu a.
Bem o v ; porque est em sen po-
der.
Onde a perdeu ?
Em Pariz.
Nao seria antes n'ura ragao de pri-
meira classe, do P. L. M. ?
Isso impossirel! Nao tenho dinhei-
ro de mais para pagar primeiras.
Temos algumas razoes para acredi-
tar o contrario.
Nao comprehendo.
Nao comprehende ?
Palavra de honra. Palavra de hon-
rado cidadao fran:ez, no gozo de todos oa
seus direitos civia e polticos.
E' demasiada imprudencia excla-
mou o Sr. de Gevrey. A evidencia est,
neste caso, luminosa e indiscutivel. O se-
nhor o assassino de Jayme Bernier.
Eu... eu I... tartamudeou elle com
o rosto transtornado p% urna terrivel com-
mogSo. Eu I... um assassino !... Quem
que pretende semelhante cousa ?
Esta navalha, deixada na ferida da
sua rictima, clama contra o senhor I
O mscate olhou com ar espantado para
o magistrado, que proseguio :
Nega que durante a noite de Upara
12 de Dezembro, assassinou ura passagai-
ro na linba do caminho de ferro de Marse-
lha para Pariz ?
O que 1 Esse machabeu que eu ri
n'ura compartimento, quando cheguei es-
tago do caminho de ferro ? E' a mim que
aecusam de o ter estafado ? Ora essa nSo
m... Maa Lei de me defender, com o
diabo.
E como se ha de defender ? N5o aca-
ba de confessar que coraprou esta navalha
em Marselha?
Confesso, porque rerdade.
Demorou-se era Dijon, aeguiudo os
passos de Jayme Bernier.
Emquanto a isso, neg redondamen-
te. Desoonhecido para mim o tal Jayme
Bernier... a primeira rez que ougo oste
nome... Alm disso, nunca fui a Dijon...
nunca S passei por l em caminho de
ferro.
O processo provar o contrario
Pois olha qua deve ter oculos de
grande forga o tal processo, se elle me t-
ver visto em um lugar em que nunca na
minha rida puz os ps.
(Continuar sc-ha)
Trp. do Diario, roa. Duque de Casia* n. 42