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Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
newspaper ( marcgt )
newspaper ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
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Resource Identifier:
002044160 ( ALEPH )
AKN2060 ( NOTIS )
45907853 ( OCLC )

Full Text
I
I

AMO LilitMBBO 160
PAIM A CAPITAL 12 JLl"AI* ODE NAO UE PACA PORTE
Por tres mezes adiantadog
Por seis ditos idern......
Por um anao :deai......
Jada numero avulso, do meamo da.
60OO
12^000
244000
(5100
^ / SEITA-FEIBA 16 DE JIM DE 1
PARA DENTRO E FORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantudoe.....
Por nove ditos idem.......
Por um anuo dem.......
Cada numero avulso, de das anteriores.
134500
204OOO
274000
41.0
DIARIO DE
NAMBUGO
f)r0pti*irai>e fre Jttaiwel /tptrira t>t Jkria & JUI}0S
TELEGRAMMAS
'r


t
SSS7ZC3 ?a3i:s::a:, so ::asi:
RIO DE JANEIRO, 15 de Julho, a 4
horas da tarde. (Recebido s 5 horas,
pelo cabo submarino).
Foi eleito, o ni i." escrutinio, depa-
Itde eral, pelo 1." ditriclo de 8.
Paui. o Dr. Rezende. conservador.
A Cmara dos epatados appro-
vou hoje em .* dlftcwtao o art. I.0
da propona de flxac&o de forra* de
trra para o exerclclo de lSS8,
e esta discutinde o art. .
sss7i:: r- asssc:a satas
(Especial para o Diario)
DUBLIN, 14 de Julho, noite.
Em Belfas* deram-se desordens
importantes, as quaea pereceram
40 pessas e flearam ferldaa amas
dose.
Tambem deram-se desordens em
IjImericK onde diversas pessaa fo-
ram ferldas.
Em ambas as cldades as autorida-
des consegairam comprimir as per-
tnrbacdes e effecluaram numerosas
prisoes.
PARS, 15 de Julno.
Como sempre foram celebradas
em Paris e em toda Franca as restas
de 14 de Julbo.
Basas restas, todava, nao foram
imo brilbantes nem t&o entbusiasll-
as como nos annos anteriores, em
eonsequcncla do mao lempo.
Belnou a melbor ordem no seu
curso.
A mor parte das colonias francr-
xas das grandes cldades estranael-
ras, especialmente as cldades lon-
glnquas, mandaram mensagena de
ongratulacdes ao presidente da re-
publica, assegurando sua adheso a
mal patria.
LONDRES, 15 de Julho.
ao os segulntes os resultados at
agora conbecidos das eleic6es para
.Cmara dos Communs i eleitosSSl
partidarios e aso adversarlos dos
projcctos de reforma da Irlanda.
Agencia Havas, hal
15 de Julho de 1886.
Pernambuco,
IHSTRBCCiO POPULAR
NATACAO
(Exlrahido)
HA BIBUOTHECA DO POVO E DAS ESCOLAS
Cont se apprende a nadar
| Cunnnuilr;tlOi
EXERCICIOS DENTRO D'AGUA
Artiao IIIMergulbar
Este moda de uvrgulhar 6 o melbor ; mesmo
aquelle cojo empregM aconsi-llumos de preferencia,
especialmente quan j o nadador nao conhece o
fando do rio ou prai -. mi Ul se lanf* agua. Se
ha pouco filado do sitio provavel que toqu- uo chao trazcndo ainda gran-
de impulso; e, ;T:quai>to a mmeraao na agua
lho tenha f.-ito perder grande parte do peso, deve
elle fas-r urna flexo geral do corpo para evitar o
choque desagradare! que sentira, ao tocar no ter-
reno. nao t i.uHsae esta precaucao.
Sendo o sitio muito fundo, poder chegar ao ter-
reno sem choque sensivel, e nVste caso basta-lhe
bater fortemeute com um dos ps no fundo para
vr logo cima ; este movimento accelra-se na-
dando verticalmente (como j ensinmos para a
natacao de brucos). Se a agua to alta que o
nadador, apezar da impulso da queda, nao toque
no fundo, bastar nadar verticalmente como fica
dito,lando, porm, com as pernas urna primeira
impulaao muito enrgica, para voltar superficie
da agua.
Se estando jA dentro d'agua e nadaudo o alum
no quizer mergulhar, devora inclinar a cabera e
trcnco por forma que estas partes mirgulbem :
no entanto as pernas dobraro (como aa primeira
posicao para nadar de brucos) e distenJendo-se
vem apciar-se na superficie da agua que tem a
resistencia precisa para impedir o eorpo para o
funde, ajudando este movimento pela accao dos
bracos. O alumno nadar ent> era pcsicove-
tical com a cabeca para baixo.
Estes exercicios devem sempre faz r se com os
olhos abertos para evitar jue se v bater em al-
gnma pedra, estaca, ou ancora que esteja coberta
pela agua.
Pcde-se ainda nadar com o corp completamen-
te mergulbado, ao que alguns prticos chamam
nadar em ditas aguas: para o conseguir, comeca-
mos por provocar a immerso do corpo (como j
ensinmos cima), e, quando temos mergulhado o
preciso, restituimos o corpo posicio horisontal
adando (como ficou cnsinado, at sentirmos a ne-
cessidade de respirar.
(Contina)
ARTE OFFICljl
Ministerio da tierra
Aos presidentes de provincias pe
dio o ministerio da guerra o seguinte aviso
circu'ar, com data de 15 do correnle mea :
Da conformidade com o disposto no
art. 2o da le n. 2556 de 26 de Setembro
de 1874 e art. 8 do regu lamento de 27 de
Fevereiro da 1885, deve proceder-se, no
dia 1 de Agosto prozimo futuro, ao alista-
mento dos cidadaos aptos para o servico do
exercito e da armada.
Expeja, portanto, V. Exc. as mais ter
minantes oriens para que nessa provincia
seja feito cora a maior regularidade o refe-
rido alibtamento, dando as providencias
que forero precisas para que esso traba-
lho se eectue em todas as parochias da
provincia, iropondo as multas comminadas
na lei e mandando instaurar processo con-
tra aquelles que derem causa falta de ex-
cncSo dos preceitos da mesma lei, ou para
essa falta concorrerem de qualquer modo.
O governo imperial liga o maior inte-
resse a este ramo de servico publico, e por
is8o espera que V. Exc. empregar toda
a sua solicitude para que seja elle bem exe-
cHtado, trazeodo ao conheciment deste
ministerio quaesquer oceurrencias que em-
baracen] a execucSo das ordens expedidas
para esse fim, e indicando as medidas que
julgar adecuadas para a completa realisa-
cio do systema de alistamento creado pela
citada lei.
Ministerio da Mariuha
Foram nomeados Laurindo da Silva
Jardim para escrevente do cruzador Pri-
meiro de Margo, e Eduardo Jorge Mois
machinista de '' classe rio encouracado Ja
vary.
Tiveram ordem de embarcar : naca-
nhoneiru Affonso Celso o fiel Erancisco Ti-
burcio de Oliveira ; no encouracado Sete
de Seteinbro o machinista de 4a classe Jlo
Figueredo de Souza; no encouracado Pi-
auhy, o machinista de 3' classe extra-nu-
merario Jos Thomaz da Silva e o guar-
diSo Jos Marcelino Barbosa, e na floti-
lha do Amazonas o machinista de 3* clas-
se extranumerario Antonio Jooquim dos
Reis.
Foi permittida a troca entro si aos
enfermeiros dos encouragados Riachuelo e
Baha, o Io Deocleciano Dias de Souza, e
o 2 Bento Fernandes de Souza.
Tiveram ordem de desembarcar: da
Affonso Celso o fiel Luciano Gomes de
Sousa ; do encouracado Javary o machinis-
ta de 3* classe extranumerio Jos Thomaz
da Silva ; do encouracado Aquiduban o ma-
chinista de 3" classe extranumerario Anto-
nio Joaquim dos Reis; do cruzador Traja
no o guardiSo Jos Marcelino Barbosa, e
o foguista Albino Jos Gomes de Oliveira.
.overno da Provincia
xpaainro do da 25 di juicho di 1886
Acto 9
O vice-presidente da provincia attendendo
ao que requereu a Rvd. Jotto Ignaeio de Albu-
qnerque, vigario encommendado da freguezia do
Buique, resolve, de conformidade com a portara
do E*m. Sr. bispo diocesano, de 18 do eorrente,
conceder ao pef'cionario dous mezes de licenca
com a respectiva congrua, para tratar de sua sal-
de jnde Ihe convier.
OfEcios :
Ao inspector da Thetouraria de Pazenda.
Communico a V. S., para os fine convenientes,
que o conselheiro presidente do Tribunal da Re-
lacio participou ter concedido, en. 21 do correte,
30 dias de licenca com ordenado integral, ao joii
de direito da conarca de Ouricury, para tratur de
sua sade.
Ao mesmo.Communico a V. S. que o 4*
juiz substituto da comarca desta capital, bacharel
Jos Jacintho Borges Diniz, em 23 do eorrente
mea deixou o eiercio de seu cargo por ter sido
nomeado juii de direito da comarca de Imperatriz,
na provincia do Mar.inhao.
Ao mesmo.Communico a V. S. que o juiz
municipal do termo de Santo Antaa, Bacharel An-
tonio .Sergio Lopes Lima, em 23 do eorrente mez
interrompeu o exercieio de seu cargo por motivo
de molestia.
Ao mesmo.Communico a V. S. que o juiz
de direito da comarca de Ouricury, bacharel Joa-
quim Alcebiades Tavares de Hollanda, em 23 do
eorrente entruu no gozo de 30 das de licenca com
ordenado integral, concedido pelo presidente do
Tribunal da Relaco para tratar de sua sad".
Ao mesmo.Recommcndo a V. S. que m>>nde
abonar, sub a responsabilidado desta presidencia,
a HJuda de custo na importancia de 6274200, ar-
bitrada pelo Ministerio da Justina em aviso de 10
do eorrente, ao juiz municipal e de orphos, no-
meado pira o te mo de Abaet, na provincia de
Minas Qeraes, bacharel Alfredo Moreira de Bar-
ros livrira Lima; piovidenciando paia que seja
opportunamente levada esja despeza ao crdito que
para ella tem de conceder o Ministerio da Pa-
zenda.
Ao mesmo.Communico a V. S. que, tendo
seguido para a corte, 23 do eorrente, o enge-
nheiro Alfredo Lisboa, em servico do Ministerio
da Agricultura, Commercio e Ooras Publicas, as-
sumio o respectivo ajudante, engenheiro Arthur
de Lima Ctmpos, a direccao. das repai ticoes en-
carregadas da couservaco dos portos e das obras
publicas geraes.
Ao commandante interiuo do corpo de pol-
cis. Aojuiz municipal do termo de Aguas-Bel-
las mande Vmc. apresentar a escolta por elle're-
quisitada, de aesordo com a indicaco proposta
no seu officio n. 558 de 23 do eorrente.Commu-
ni:ou-se ao juiz municipal de Aguas-Bellas.
Ao inspector do Thesouro Provincial Dc-
ferindo o requenmento a que se retere a informa-
cao desse Thesouro de 27 de Abril ultimo, n. 591,
reccmmendo a Vmc. que providencie de modo a
serem immediatamente satisfeitos os alugueis do
Io andar do predio n. 26 ra larga do Rosario,
da freguezia de Santo Antonjo desta cidade, con-
tratado com os locatarios Jos de Araujo Veiga &
C, para os trabalhos do Instituto Vaccinieo. Re-
metto a Vmc., para os drvidos fins, copia do con-
trato celebrado com os referidos locatarios.
Ao mesmo. Remetto a Vmc. copia da porta-
ra de 23 do eorrente, pela qual resolve contratar
com o cominendador Jos da Silva Loyo Jnior, a
fundadlo de engenhos centraos, na conformidade
dos arts. 16 a 18 da lei n. 1860 de 11 de Agosto
do anno passado, afim de que mande lavrar o de-
vido termo nesse Thesouro.
Ao promotor publico da comarca de Cimbres.
De posae do offici. de 17 do eorrente declaro-
Ibe que esta presidencia aguarda opportunamente
o resultado do processo instaurado por Vmc, de
confuiridade com o meu officio datado de 5.
Circular:
Aos juizes municipae* e de orphos.Re
mettendo a Vmcs. um livro dos de que trata o
4o do art. 11 do rrgulatnento approvado pelo de-
creto n. 9517 de 11 de Novembro do anno passa
do, declaro-lhe qne o uso do mesmo hvro est re-
gulado pelos gg 2, 3 e 4 do dito regulamento, se-
gundo o aviso cireular do Ministerio da Agricul -
tura, Commercio o Obras Publicas, de 4 do cor-
rente.
Ootrosim, remetto a Vmci. um exemplar impres-
so do mencionado regulamento e outro da lei n.
3,270 de 28 de Setembro daqu- He anno.
Aojuiz municipal e de orphaoa da termo de
Itamb.Remetto a Vmc, pira seu conhecimea-
to. copia da informaco que presteu-me o inspec-
tor da Theaoraria de Pazenda, acorca da Jiffkul-
dade apontada em officio desse juizo, de 8 do cor
rente, para a reunio da junta classiflcadora de
escravos desee termo no dia marcado por esta pre-
sidencia. Sanada assim essa taita, aguardo pr-
xima rouniio; o que dever serme communi-
cado.
Ao juiz municipal e de orphos do termo de
Aguas-Bellas.De posse do officio de 19 do cor-
rete, no qual Vmc. informa acerca da incluso
do eseravo Dtniel na relaco dos libertos de 60
annos, de que trata* outro seu officio de 22 de
Maio, declaro-lhe que*se o dito eseravo at o dia
14 desse mez tinha 59 annos. 11 mezes e 6 dias,
dvra ter sido declarado liberto no dia em que
eompletou a idade de 60 annos, com a clausula de
prestaco de servicos, nos termos da ultima parte
do 6* do art 10 do reculamente approvado pelo
decreto n. 9517 de 14 de Novembro de 1885, e nao
aguardar a relaco trimensal.
Aojuiz municipal e de orphos do termo de
Bom Jardim Nesta data determino junta clas-
sificadora de escravos desse termo, classifiqne era
1* lugar, de conformidade com o aviso do Minis-
terio da Agricultura, Commercio e Obras Publi-
cas, de 31 de Marco de 1833, afim de ser liberta
por conta da 7" quota do fundo de emancipaco, a
escrava menor, Archanja, pertencente a Jos Ber-
nardo da Cunha, ahi residente, por ser filha de
Jos, libertado no termo de Santo Anto por con-
ta da 6 quota; o que declaro a Vmc. para os
fins convenientes.
Ao presidente da junta classiflcadora de es-
cravos domuuicipio de ItambRe ,-retto a Vmc.,
em soluco a seu officio de 16 do eorrente, copia
da iaformaco quo prestou-me o inspector da The-
souraria de Pazenda em 19, a proposito do- que
expoz o juiz municipal em officio de S, quanto
impossibilidade de reunir se a junta clastfoadora
de escravos desse municipio no dia designado por
esta presidencia.
Removida assim a difS^uldade que se apresen-
ton, aguardo brevemente a reuniao da junta, o que
dever ser-me coinmunicado.
A' junta classiflcadora de escravos do mu-
nicipio da Victoria.- Nesta data dirijo offioio
junta classiflcadora de escravos do municipio de
Bom Jardim que, de conformidade com o avise do
Minieterio da Agricultura, Commercioe Obras Pu-
blicas, de 31 de Marco de 1883, classifiquem em
Io lugar, para ser libertada por conta da 7* quo-
ta do fundo de emancipaco, distribuida ao mes-
mo municipio, a escrava menor Archang>-la, per-
tencente a Jos Be-nardo da Cunha, all residente
filha de Jote, libertado por conta da 6' quota
nesse municipio ; o que declaro a Vmc. em res-
posta a seu officio de 17 do correte mea.
A' jauta classiflcadora de esceavos do mu-
nicipio de Bom Jardim. Constando do officio,
que em 17 do eorrente, dirigio-me a jmnta classi-
flcadora de escravos do municipio da Victoria
que reside nesse murricipir, a escrava menor Ar-
changela, pertencente a Jos Bernardo da Cunha,
filha de Jos, all libertado por conta da 6- quuta
do fundo de emancipaco, r^mmendo a Vmcs.
q ie nos termos do aviso do Ministerio da Agri-
cultura, Commercio e Obras Publicas de 31 de
Marco de 1883, classifiquem em 1 lugar para ser
libertada por conta da 7* quota.
Portara:
O Sr. gerente da Companhia Pernambacana
maude dar passagem, proa, at a capital da Ba-
bia no p-imeiro vapor que seguir para o sul, a
Marcelino da Costa Amaral Rosa por conta das
gratuitas a qae o governo tem direito.
XPCDIHTE DO SECRBTAIRO
Officios :
Ao Dr juiz de direito das exeeuces crimi-
naes da comarca do Recife.Deordemde S. Exc.
o Sr. vice-presidente da provincia transmiti a
V. S. copia do officio do director do presidio de
Fer jando de Noronha, datado de 18 do eorrente
mez, n. 178, relativo ao sentenciado Nicolao Sraith.
Ao Dr. Jos Jacintho Borges Diniz. De
ordem do Exm. Sr. vice-presidente da provincia
acenso recebido o officio de 23 do corrento, no
qual V. S. participou ter n'essa data deixado o
exercieio do cargo de 4o juiz -ubitituto da comar-
ca desta capital, por ter sido nomeado juia de di-
reito da comarca de Imperatriz, na provincia do
Maranbo.
O que fez constar a secretaria de estado dos ne-
gocias da justica e a Tbesouraria de Pazenda
para os fins convenientes.
Ao director do Arsenal de Guerra.De or-
dem do Exm. Sr. vice-presidente da provincia com-
munico a V. S. que, em 21 do corrate, declarou-
se ao empresario do servico telephonico desta ca
pital, em solucao ao que elle expoz no officio de 12
que pelo tacto de nao ter sido esse Arsenal cora-
prebendido no numero das repartieres, indicadas
nos despachos de 14 de Fevereiro e 11 de Junbo
de 1884, nao ficou a empreza isenta de colloeal-o
agora.
Fica assim respondido o officio de V. 3., de 21,
sob n. 430.
Ao engenheiro Arthur de Lima Campos.
De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da provin-
cia aecuso o recebimento dosofficiosde 23 do cor-
rente, nos quaes V. S. esmmunicou baver assu-
mido a dirteco das repartieoes encarregadas da
consf rvaco do porto e das obras publicas gorfes,
por ter seguido para a torta o engenheiro Alfre-
do Lisboa, em servico do ministerio da agricultu-
ra, commercio e obras publicas.
Ao gerente da Companhia Pernambucana.
De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da provin-
cia, aecuso o recebimento do officio de 23 do eor-
rente, no qual V. S. communicou que na madru-
gada de 27 seguir pira os portos de Tamandar
e Rio Formoso o vapor Mandahit, dessa compa-
nhia.
Ao Sr. administrador dos Correios.Ao offi-
cio de V. S n. 562, desta data, respondo que a
circular de 24 de Maio, relativa ao servico da
classificaco dos eseravo para a libertcie pelo
fundo de emancipaco no inunici io de Garanhuns
foi dirigida, como as nutras, ao presid. nte da C-
mara Municipal, como consta dos certificado* pas-
eados por essa repartico, em 28 do mesmo mez,
sob ns. 2,992 A e 2,993 A.
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 14 DE
JULHO DE 1886.
Antonio Mathetts Perreira. Siro, pagando o
porte na rrpartio dos Correios
Anua Mara do Sacramento e Mara Francisca
de Alcntara.Informe o Sr. director do Arsenal
de Querr.
Companhia Pernambucana. Aguarde a con-
cesso do crdito hoje pedido a Assembla Pro-
vincial.
Companhia Tbe Gr pany L;mited.dem.
Companhia de Seguros da Prussia. Encam
nhe-se, pagando a supplicante o devido pirte na
repartico dos Correios.
Francisco Santiago Ramos.Iodeferido ; por-
quanto, vista do aviso do Ministerio da Justica,
de 29 do Janeiro de 1844, e da ordem do The-
souro Nacional, de 17 de Maio de 1852, n 129,
ao supplicante f cabem vencimontos depois de
ha ver assumdo o exercici do cargo para que foi
removido.
Joo Chrysostomo de Mello Cabral Remettido
ao Sr. inspector do TheBOuro Provincial, para at
tender ao pedido nos termos da sua intormaco de
8 do correte, n. 13.
Major Juo Capistrano de Agular Montarroyos.
Oa documentos foram entregues ao procurador
do supplicante. major Joo Caneio da Silva, em 7
de Outubro ultimo, conforme deelarou o director
geral da Secretaria de Estado dos Negocios da
Justica, em officio de 2 do eorrente mez.
Bacharel Jcs Francisco Ribeiro Pessoa.Sim,
devendo ser pago o porte na repartico dos
Correios.
Joo Fernandes Marques, bacharel Luiz Rodri-
gues Villares e Mara Theodora da Assumpco
Ferreira.Informe o Sr. inspector do Thesouro
Provincial.
Dr. Joo Jos Pinto Jnior.Encaminhe-se.
Manoel Joaquim Alves da Costa e Maooel Pan-
to de Albuquerque. Informe o Sr. inspector da
Thesouraria de Pazenda.
Teneate Ursino Teixeira de Barros. Comp-
reos na Secretaria desta presidencia para receber
os documitos.
Seoretfria da Presidencia de Peraambu-
eo, em-15 de Julho de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Repartico da Polica
Secc&o 2.'-N. 697. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 15 de Julho de 18J36.
Illra. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhides Casa de
Detenyao os seguintes individuos :
A' minha ordem, Arminio Jos Nogneira, re-
mettido pelo delegado do termo de Serinhem
cerno pronunciado no de Palmares.
A' ordem do subdelegado do Reefe, Bento Fer-
reira de Oliveira, como vagabundo.
A' ordlm do de isanto Antonio, Manoel Antonio
de Mo^i Neves e Antonio Marques da Fonseca,
por disturbios.
A' ordem do do 1 districto de S. Jos, Cecilio
Antonio da Silva, por crime de ferianentos.
A' ordem do do 2 districto da Bda-Vista, Ri-
cardo Geminiano de Brito, por embriaguez e dis-
turbioj-
A' ordlm do do 2 districto da Graca, Canuto
Augusto-Canabarro, por crime de ferimentos.
Hontem, s 8 horas da noite e na ra do
Marques do Herval, os individuos de nomes Se-
vero Jos:' Francisco e Cecilio Antonio da Silva,
depois de-havereni altercado, passaram a vas de
facto, dando em resultado sahir o primeiro ferido
com divenas facadas.
O delinqnente, que acabou ha pouco de cumprir
14 annos de sentenca por crime de homicidio, fol
preso em flagrante e contra elle est o subdele-
gado do 1 districto de S. Jos procedendo nos ter
mos da lei.
Communicou-me o delegado do termo do Bo-
nito, que no dia 5 do eorrente, s 11 horas da
noite, o individuo de nome Francisco Lourenco da
Fonseca ferio mortaimonte, com duas facadas, a
Francisco Paulino dos Santos, que veio a fallecer
dous dias depoii.
Contra o delinquente, que evadio-ie, preceden-se
nos termos do inquerito policial.
No dia 14 do eorrente, foi preso em flagrante
no 2* districto da Graca, por haver ferido a Fran-
cisca Mura do O', com quem viva amasiado, o
individuo de nome Canuto Augusto Canabarro.
Contra o delinquente abri se inquerito.
__ No '.ia 8 toi igualmente preso e recolbido na
cade; dojjerrao da Pedrm, o individao de nome
Manoel Cavalcante, por haver tentado assassinar
a Aman de Hollanda Cavalcante, 1 supplento da
delegaeia do referido termo, na occasio em que
dita autoridade effectuava a priso de um desor-
deiro.
A tal respeito proceden-se na forma da lei.
Em data de 6, fes o delegado do termo de
Tacarat a visita da respectiva cadeia, na qual
foram encontrados nm reo sentenciado e quatro
pronunciados.
Nesta data remetto ao Dr. juis de direito do
4 districto criminal o inquerito a que proced
pelo crime de fabrico de notas do Thesouro Na-
cional do valor de OOJOOO.
Deus guarde a V. Exc Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leo,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de poli, na, Antonio Domingos
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA 15 DE JULHO DE 1886
Euclides Fonseca. --Deferido, nos Wmos
da nformac&o da Contadoria.
Jos Luiz de Miranda, Alpheu Soares
Raposo, Dionysia Pacheco da Silva e JoSo
lzidro Paes de Lyra. Haja vista o Sr. Dr.
procurador fiscal.
Joao Cyrillo Damasceno. Regstrese e
facam-se as notas.
Irmandade das Almas da Boa-Vista, An-
gelo Vieira Sampaio e vigario Manoel Es
poridio Muniz. Entregue-se a quantiaem
deposito.
Vicente Ferreira Coimbra.Restitua-se.
Viuva Virgolino <& C. e Joaquim Ra-
mos Souto. Deferido, ficando irresponsa-
veis os supplicantes pelo debite anterior dos
estabelecimentoa n. 39 ra da Impera-
triz e n. 25 Estrada Nova de S. Louren-
co, visto provaremem nao succeder nos mee-
mos estabeleciraentos.
Manoel Marques d'Avila. Entregue-se
pela porta.
Fielden Brothers. Escripture-se a di-
vida.
Joao da Silva-Villano va.Deferido, dan-
do-se baixa no debito exigido, relativo
annuidades, urna vez que se verifica no
ter apparelho a casa n. 3, ra do Soce-
go, na parte separada, e que como casa
distmeta ora pertence ao supplicante, se
gundo certifica a companhia Recite Drai
na<*e ; e porque o apparelho, que primiti-
vamente asstntou-se na mesma casa na*
condijSes de ura s predio, a':bava-so na
excepefo do art. 17 da novafUo- do con-
tracto, nao podendo poden-lo portanto no
exeroicio de IS80lS8i, quamio jtinha-
se dado aquella diviso e assim f-ita a col-
lecta sob dominios distinctos, alterar-se a
condicjlo do apparelho collocado na parte
qne ficou sob n. 3 A psla 'accumulasilo do
valor locativo da outra parte della separa-
da e que constiiue liabitacao distincU.
Aurelio dos Santos Coimbra. Deferido,
dando se baixa na fianga.
Ni as da Silva Gusmo, Jo-iquim Can-
dido Marinho de Souza, Manoel Joaquim de
Araujo, officio do Dr. procurador dos fei-
tos e Antonio Joaquim Mendes Pocas.
Informe o Sr. contador.
Jovino de Oarvalho Varejo. Indeferi-
do, por nilo aproveitar ao supplicante a dis-
posioSo do art. 33 da lei n. 1860, cujos
effeitos n2o interessam facto anterior a
sua promulgscjU).
Antonio Ferreira de Carvalho e Corbi-
niaDo de Aquino Fonseca.Sat'sfaga a exi
gencia.
Jos Affonso do Carvalho. Deferido nos
termos da informacao do Sr. Dr. conta-
dor.
Contas do collector de Palmares, do com-
mandante do corpo de polica e dos ex-col-
lectores de Qoyanna e Limoeiro. -Appro-
vadas.
Ordem Tercoira do Carmo. Doferido,
tomndose por termo a fianca.
Gaspar Jos de Mello. Indeferido, em
vista das informacoes.
Consalado Provincial
DESPACHOS DO DIA 14 DE JULHO DE 1886.
Bemvindo Carneiro de Albuquerque Lacerda.
Informe a 1 seceso.
Siqueira & C.A' 1* seccao para os devidos
fins.
Irmandade de S. Pedro. Certifique-se o que
constar.
Fonseca Irmos & CDeferido de accordocom
a intormaco do Sr. chefe da 1* seceo.
Camilla Perpetulina da SilvaDeferido de ac-
cordo com as informacoes.
Manoel Lopes Machado.Deferido de accordo
com as mformacoes.
Antonio Gomes Porto.Informe a 1* seceo.
Baltar Irmos & C.Satisfacam a exigencia da
2 seceo.
- 15
Flix Pereira e Sonta.Informe a 1* seceo.
Alberto Moreira Lopes.Peca por certido o
que lhe convier.
Joaquim Modesto da Silva.Informe a 1 sec-
eo.
Antonio Moreira da Silva e Daniel Francisco
Pinheiro.Informe a 1.* seceo.
Numa Pedro de Alcntara.A' 1 seceo para
attender.
Ignacio da Cunha Pedrosa.Informe a 1* sec-
sao.
Vaz & Leal.Juntem conhecimento de quita-
cao dos respectivos impostes.
Alfredo Bahia.Ccrtifique-se.
DIARIO DE PERN1SBUC0
RECIFE, 16 DE JUCHO.D 1886
Xottcias do Sal do Imperio
O paquete Advance, entrado hontem do
Sul, trouxe as seguintes noticias e as con
stantes da rubriea Parte Offirial.
Bla de Jaueiro
Datas at 10 de Julho :
No Senado 9 nao houve sessao.
No mesmo dia, na Cmara dos Depata-
dos, nos tres quartos de hora, o Sr. Af-
fonso Penna manifeston o seu pensamento
a reapeito do regulamento para execuco
da lei de 28 de Setembro de 1885, leu o
que se passou na cmara a esse respeito e
deelarou que o governo, na duvida, devia
declarar-se a favor e nao contra a liberda-
dade.
Chamou a attenco do Sr. ministro da
agricultura para urna lacuna que ha nos
livros para a matricula dos escravos, etn
que falta a columna p >ra a nacionalidade.
Sr. ministro da fazenda deelarou que por
falta de tempe reservava a sua resposta
para a prxima seaso.
Pas3ando-se ordem dia, orou o Sr. Se-
ve Navarro, assignalando o que considera
a degredacSo moral e material, em que o
partido conservador encontrou o paiz. Tra-
tou do pessoal da escola militar do Rio
Grande do Sul.
A discussSo ficou adiada pela hora.
Sobre o orjamento do imperio orou o
Sr. ministro do imperio, que oceupou-se
com a academia das bellas-artes, do dote
do Sr. Duque de Saxe, que se julga auto
risado a pagar, do saneamento da cidade
e do engenheiro Revy.
Respondeu o Sr. Lourenjo de Albuquer-
que, negando autorisacSo para o pagamen
to do dote ao Sr. Duque de Saxe, fez
algumas observacScs sobre o engenhei-
ro Rey e o seu contrato.
Eis as noticias commerciaes :
Rio, 9 da Julho de 18.86.
O mercado do cambio continua sem alte-
rado : os bancos sacara a 20 13[16 d. so-
bre Londres, contra banqueiros, e a 20 7\S
d-, caixa matriz.
As tabellas no Coramercial, e no Com-
mercio, e as taxas no London Bank e En-
glish Bank, sao as seguintes :
Londres 20 7|8 e 20 13il6 d., a 90 div.
Paris 459 rs. por fr., a 90 d[v.
Hanburgj 568 e 567 rs. por m a 90 d[v.
Italia 464 e 463 rs. por lira, a 3 div.
Portugal 260 e258i. a 3 drv.
Nova-York 2#430 por dol., vista.
O movimento do dia foi insignificante so-
bre Londres, a 20 13[16 d bancario,
20 7[8 d., caixa matriz, e a 21 d., pa-
pel particular.
Na Bolsa o movimento fui pequeo.
Babia
Datas at 13 de Julho.
Prosegua era seus trabalhos a Assem-
bla Provincial.
__Fallecer o engenheiro Dr. Manoel
Joaquim de Souza brt>.
'!. I "" "'"
rs"
PE8MMBIC0
Assembla ProTincial
A commiBxo de redaccao, a quem foi presente o
projecto u. 37 deste auno, de parecer que fique o
ineamo redigido do seguinle mido :
A Assembla Legislativa Provincial de Pernam-
buco resolve :
Art. I Os membros da Assembla Legislativa
Provincial veucero na vindoura legislatura o sub
sidio de 10*000 diarios durante o tempo das ses-
soes ordinarias, extraordinarias e prorogavoes.
Art 2. A mleinuisacao das despesas de ida e
volta dos dito ulembros, que moram fra do lugar
Oa reunio da Assembla, aera de 300 rs. por kil-
metro.
Art. 3.' Ficam revogadas as disposicoes em
contrario.
Sala das commissos, 15 de Julho de 1886.
Barros Barrete Jnior.Gas-par de Drummmd.
Companhia do Beberibe
BELATOEIO APRE8ENTADO i ASSEMBLA GI-
BAL DOS ACCIONISTAS, EM SESSAO ORDI-
NARIA DO ANNO DE 1886, PELO GEBEN-
TE CECILIANO MAMEDE ALVES FEBBEIBA.
Srs. accionistas da Companhia do Beberibe.
Mais urna vez cumpre-me dar-vos conta do abas-
tecimento d'agua a esta cidade e dos demais nego-
cios desta companhia, e hoje refere-se ao anno so-
cial de 1885 a 30 de Abril do eorrente anno.
A renovaco do mandato da anterior directora,
e a escolha qne de mim fez esta para continuar a
presidir-lhe os trabalhos, claramente exprmeos 0
pensamento da companhia em proseguir no mesmo
caminho encetado desd; a ultima transformac*
secial realisada a dous annos, entregando assim,
as oaos d'aquelles qne iniciaram a nova era para
a Companhia, o dirigir est, at que entre se no-
vamente na vida n .rmal; e declaro-vos que tanto
de minha parte como da de qualquer dos compa-
nheiros da directora ha o maior empeoho em sa-
tisfazer vossos desejos, corresponder vossa ex-
pectativa, todos esto promptos e dispostos a cum-
prir com o maior esforco o mandato que lhes con-
fias tes.
Os resaltados obtidos acham -se traduzidos era
factos positivos que bem conheceis em geral, e cu-
jas pariicuiaridades passo a relatar-vos, como de
meu dever, e tendes direito de inauerir para que
melbor pessaes aprecial os, como de justica.
O publico nao tem sido indifferente aos nosso
estorbos nem tem poupado dar-nos provas 4e con-
fianza e animaco, acompanhando deste modo vosse
procedimento, do qne esta directora summamen-
te agradecida ; e na verdade se o attingirmos com
brevilade ao nosso feliz desidertum do vosso
interesse immediato, para o publico tambem o ,
embora sob outro ponto de vista.
Como veris em seguida tanto nos preoecupamos
do presente como do futuro da Companbi, se fize-
mos as obras caminharem com forte impulso, nao
nos deixamos absorver por ellas, nao descuramos
dos negocios ordinarios, pn-sentes, do que constitue
a vida actual da companhia e da populaco;
quando cogitavamos dos presentes tinhamos em
mente sempre os vndouros, e quando tinhamos
estes em vista na i punhamos os outros de parte ;
c-reio que posso dizer que fez-se o mximo em
qualquer das situacoes, ffirmativa que importa na
asseveraco de que eta companhia cnntinuoa em
sua marcha de prosperidade, o que melbor vos di-
ro vossos delegados para esse fim : os memoros
da commisso fiscal em seu parecer.
DIRECTORA
Reeleita a directora procederamse as forma-
lidades determinadas nos estatutos, e foi empossa-
da em 6 de Novembro do anno prximo passado, fi-
cando distribuidos os cargos da mesma forca an-
terior, a saber :
GeranteCeciliano Mamede Alves Ferreira.
SecretarioJos Eustaquio Ferreira Jacobina.
CaixaGraciliano Octavio da Cruz Martina.
AdjuoctosAurelio dos Santos Coimbra e An-
tonio Joo de Amcnm.
No fim do mez de Novembro o Sr. Antonio Amo-
rim teve que fazer urna viagem a Europa, e para
substituil-o provisoriamente foi convidado, pr-
bencidas as formalidades legaes, o Sr. Antonio
Ignacio do Reg Medeiros.
Voltando da Euripa o mesmo Sr. Amorim, em
Ab.-il tomou de novo pese de seu cargo ; mas O
Sr. Reg Medeiros continuou a taze< parte da di-
rectora, porque na occasio em que era empossa-
do o Sr. Amorim, declarava o Sr. Aurelio Coim-
bra retirar-se temporariamente da directora por
ter de fazer tambero urna viHgem Europa.
NOVO A USTECIMENTO D'AGUA
Para que melhor se possa comprehender e ava-
liar a direccao dada realisaco do melhoramen-
to ou do novo sbaseecimento o'agua esta cidade,
torna-se preciso recordar alguns antecedentes, ter
era consideraco a situaco desta Companhia quan-
do esta directora foi escolhida pela primeira vea.
A organisaco desta companhia e real sacio do
eraprehendimento de abastecer d'agua a esta ci-
dade, as condices em que foi levada a i ffeito,
ha mais de 40 annos, pode-se garantir que foi um
acto de patriotismo e do mais elevado bom senso
pratico coroado de feliz xito. Sem subvencao
nem garanta de juros, em poca em que os capi-
tacs eram escassos, e arredios de empreza*, qnan-
ds as associacoes industriaes nao passavam de
sspiracoes, faltande a confianca desde o executar-
se as obras at em conseguir-se qualquer rdito^
mo'-tra sobejamente quanta gratidao o publico e a
companhia devem aos fundadores desta, pois todos
os embaraces foram superados e as obras ejecuta-
das na altura da sciencia e arte de ento. Des-
pedazada essa barreira, tudo com u propiciamente,
quer para o publico pela abundancia d'agua por
proco moderado, quer para os accionistas com os
razoaveis lucros obtidos, tudo realcado por dire-
ctoras honradas e z-losas, d'onde resultou o bom
nome e crdito desta c -mpanhia.
Mas urna cidade n;io um marco milliaro, em
su seio vive urna populaco que diariamente
augmenta e que incessantementj ^ trabalha para
progredir, melhorando suas condices sociaes^ e de
vida, procurando melborar seu bem estar, d'onde
resulta nova neeessidades a prover. A sciencia
e arte esto sempre atientes aquelles reclamos, e
desde que desapparecerem ou turein surdas, a fa-
tal consecuencia incvitavel.
Ainda esteva em mrio o segundo decennio do
funecionamento da empreza quaudo surgirn os
primeiroB signaes de alarme devia se despertar,
outro rumo convinba tomar.
At eatao a empresa tiiih sa mantido qaasi
comu fra organizada, explorada commen ialmen-
te, sem ter dado um passo alm ; accreacia qua
um novo campo do acejb abria-se A companhia,
para augmento de sua reuda, p rm exiga ao
mesmo tempo mudanca de rgimen : r^firo me s
pennas d'agua, porque at aquella poca a agua
era fornecida pelua chafardea, e a populaco ce
mecava a procurar aa penuas, e api'sar do incre-
menta deata3 a renda daquelles nao diminua.
Desde eutao ficou certo que urna transforma-
cao radical no modo de abastecer d'agua se im-
punba indiapcuaavelmenie, mas a mesma luta, in-
deciso, receios que surgiram na organisaco da
companoia de novo appareceram.
A falta d'agua veio porm imperioaameute obn-
gar a urna deliberaco, e lanzaram mo di obras
incompleta, simples palliativLs, como a seguada
tinha de encanament., etc., o que era reconhec do
e proclamado por aquelles meamos que ts execu-
tarnm e que reclamavain obras definitivas.
Feito isto deerreu ura luatro de paz
Nes-e interina a companhia tomou a resoluco
de ir com vagar ex.cutando obraa projectadas
pelo seu engenheiro e attinentes ao hm desejado,
aproveitando de car o modo o acude de Djus Ir-
mos.
Surindo duvidaa aobi a praticabilidade das
obiaa,e tendo havido modanca na ordem de ideas
da dir.ctoria, foi abandonado o projecto enclalo
e procurou-se outra soluco
Pouco depois de decorrido o segando decennis,
renovou-se o mal estar.
Encetaram-se estudos em varias direccoes, e
at ficou formulado um projecto, tendo por base a
utilisacao do rio Par it i be como manancial, ele-
vandu-se a imp irtansia do orcamento a eeroa de
quairo mil coutos de ria, soluco eata qua o en-
genheiro de eutao deelarou ser a nica radical 9
segura que elle acouselbiva o pola qual so res-
ponaabilisiva.
Ahi estacou a compauhia, una levados pela opi-
nio de que nao havia possibiddade de obter se
lucro que dsse juro ainda mesmo mdico para
aquelle capital, signifteando asaim o anu.quila-
mento do capital prim tivo, outroa convencidos de

mnniH L


Diario de PernambucoSexta-fcira 16 de Jaldo de 1886
vae somma oreada nao era suficiente, outros
Lr motivos ainda d.fterentes, polo que nao teve
comeco de execuco, nem se cogitoa de outra
coma. .. .
Cada ve mais ee aggravava a situacio, cujos
detalhes deixo de recordar por serem recentes e
deverem estar vivamente impresaos na memoria
de todos, tanto que foi-se forcado a nao conceder
pennas d'agua novas; o embarajo da situavio
chegou ao ponto at de adoptarem providencias
negativas, como .toase a de deixar-se de dar es-
goto aos encaaamentos para nao ntinuiraquan-
tidado d'agua, quando < ereito real, con equan-
cia necessar, ara awwiginento da ncruatecoea
no interior deaiencaaaBaentos e urna pragtessiva
diminuicio d'agua, como se acontecer naquillas
circunstancias nos abastecimentos cora presso
fraca. ...
Em 17 de Janeiro de 1881 a provincia innovo
o contracto deeta companhia, esttbelecendo^e
prazos lataes para as novas obras; e um auno de-
pois, como fra estabelecido, era entregue Presi-
dencia da provincia o novo projecto.
Grandes queatoe levantaram-ae contra o pro-
jectr, o que nao s retardou suaapprovacio, como
tambein sea comeco de execacio.
Nao era mais possivel cruzar os bracos, era
mesmo aperar pelas obras novas, e a toda a pres-
84-ilevia so ooidar do presente, e dispendiosa
obras provisorias foram Feitas de modo que per-
mittisse eaprar por aquellas durante dous sanos,
ieto at Janeiro de 1885.
Era Novembro de 1883, quaudo. pela primeira
vez foi empossada a actual directora, era esta a
eituacio do abasteeiment d'agua, convindo fran-
camente dicer ser conviccao de muita geaste que
esto companbia pretenda limitarse a obras pro-
visorias, noocachegar a remedio radical.
Para completar o quadro desejava descrever-
vos o estado em que se achava o f unecionamento
do semeo actual, mas aguardo-ves para o anno
vindouro, quando pod.-.rei dar ampias iuforma-
coes; no entretanto avallareis pela rpida, noticia
que passo a dar-vos.
Sabis que o interior dos enoanamentos acha-
va-ie incrustado, o que de dia a da aecrescia,
p orando as condicoes do foraeciraento 4'agua ;
as torneiras de passagem nao de variado mode
los, urnas abrindo em um sentido o oatras em sen-
t lo differente, e fcil de eomprehender o in-
convenientes funestos disto, convindo advertir
que maltas dellas talvez a maioria, estio tnser
viris, nao movem se, e algumas que mandei ar
ranear pela certeza ae que s deiiavam pasear
diminuta quantidade d'agua, achavam-se com as
vlvulas cnidas, coa os parafusos, que suspen-
dem aquella, gusto, e tem-se encontrado tornei-
ras desconocidas, oo esquecidas, pois apenas a
tradicao oral que manlm o conhcimento dos
eBcanamentos e torneiras pela falta de plantas
que, Jeviam indcalos com toda a rainuciosidade.
As torneiras de esgoto nio estao em raclhores ooo-
dic s, pas limitado o numero das que podem
ser abertas, numero que cada vez se restringe
mais, sendo que algumas estao estopada para
vedaren a sahida d'agua.
Quatro canos toram descobertos raehados e nz
substituil-oi no encanamento principal.
Os ebafarizes tinhum silo restabelecido poneos
mezes antes, oom o funecionamento das obras
provisorias, poia tinham sido reduzidos a darem
agna em urna torneira supplementar, pouco actma
do nivel do solo, o assim mosmo nem todos a
manti.inam durante todo o da.
Lembrai vos bem do que se dava com as pennas
d'agua : em urnas realmente faltava agua ; mas
em mutas outras havia em de-nneia, verdadero
desperdicio, contra o qual nao rucavam, prevavel-
mente, p^lo mal essar geral do scrv>co e falsa
posicao da companbia.
Encontrei at encanamento, na ra de Santa
Rita, que tiaha o curso d'agua interceptado por
tijol os.
Era, pois, excepcional a sitaacao, melborada so-
meute pelas obras provisorias, assim denomina-
das as bombas a vapor qoe injectam agua nos
encame otos; mas esse beneficio nao poda llu-
dir-me nao s tr. tava-se de um s machinjsmo
suieitj'ao trabalho toreado de 14 horas diarias,
. superior s forcas de>, sem interrupcio, como
tambein porque em pouco mais doprazo .aiuatado
a quantidade d'agua fot nacida nao seria bstente
Mlnhaa pre^isoes confirmaram-ae; alm dos so-
breselentes que vieram para o machio ieao, tonho
irequentenwnte mandado buscar outros para sub-
siituir as pecas estragadas, mandei augmentar a
columa de presaio d'agua, e finalmente tem se
trabalhado por maior numero de hora do qae o
estipulado: tem sido um trabalho por deinais
pesado para o machinismo.
o atretanto ofooccioaamentoaairegnlaritlaae
observada as bambas, muito Win eonoorrido para
reerguer a boa puaicao, perante o publico, em que
se acaa esta companhia, porque realmente ton esta
cumprido com os seus deveres.
Cada ama deeaas obras de meihoramento tem
exigido avallados dispendios, de modo que omina-
dos, importan em cerca de metade ae ana obra
definir-iva, o concorreram para que o beneficio de
mom.nto produzisse- en rvamento rus torcoit v*va*
da companbia. Si o ensioamento do pasando apro-
veitar no proced ment totaro, devenios dar-nos
por muito satisfeito ?.
do-ae> eompanhia com o encargo do juro
do
emprestimo e devendo a amortiaaco comecar no
1 de Julho de 1887, deviam a obras ficar con-
cluida quanto ante para que o augmento da re-
ceita daae moioa da deaempenhar-ae doi, novo
deveres sem prejudiiar ao novo accionistas ; 3
nao excedido o praso, alm de nao haver dimiaui-
cao do privilegio, muito lucrara a companbia em
sen crdito, e s directora tem firme proposito de
faxer Unto quanto puder para qce a eompa-
nhia fielmente cumpra com aaokaigacoes oaatra-
iida. .
Naate otdaas de idas foram aacetadas aambras
pouoota poao*largando-se a asphera de aaoao,
de modo que- em biave tempo eate vara aneatcdas
as priBaipaeaabras, trabalnando-ae tanto aossas
utes coma fcantifiaados e domingos, tanto i de 4ia
eorai de nakaem tatfamaa A 'ellas, para oojo fim
t manJci baacarsapparelbas dalumiaaBao elee-.
tiloi
Pela noticiaqua paasoadar-waade oada oma-da 'traeh*ntiJk-J .
assentam os encanamento em estradas constru-
Cn-io que nao havia doi caroiohn a rraca, nem
duas opiaioes justificadas* solucao uaic fot a
qn- adoptamos.
Tudo nos aironselhava, nos forcava mesmo, a
marchar japiiament-i, marchar seropre e com pas
ao segoro, cada parada eia p-rder o alcancado e
mais urna dimculdade creada, e quem aabe de que
grao. A lentid > talvez fizesse-nos e.hegar tarde
a bom termo, deixr desapparecer a opportunidar
ej-is se ofteieeia para um xito feliz para.-a. ompa-
nbia. '. .
Immediatamentc foi orgniado novo projectode
obras por profissional competente, eatranho s
questes q"ne aqui tem se agitado a respeito do
abastecraeuto d'agua, e cajo resultado aarmom
son se bem com todas as exigencias oonquiatou
vossa approvacao, a do governo e a do publico.
Em seguida promoveu-se a execucio das obras e
tratou-se de dar-lhe forte impalso, de accordo com
os rcursos existentes, e assim se fez ; n prs
que foi marcado pela presidencia da provincia as
ebras foram coraeQadas, nio obstante nao ter che-
gado o engenheiro que para ese fim fra enga-
jado.
Ao mesmo tempo organisaram-ae o preparati-
vos eraes in lispensaveis, sem detenca ; inae nm
delles, senao o principal, o emprestimo, que d.via
pr eneher nossos meios pecuniarios para oceorrer
s despesas das obras, earbora nenhuma duvid-i ti
>vessemos de sua consecucao, nao desejei reaksar,
como medida de prudencia, at que fosse resolvido
o recurso qae para o Conselho de Estado mterpu
aera o secretario da Junta Commercial sobre a re-
forma doa nossos cstatutoa, do q ae largamente tra-
tai em meu relatono do anno prximo passade.
Com a lentidio de nossos negocio pblicos e
administrativos, s um anno aps, ficou terminado
e registro da mencionada reforma, obrigando-noa,
dorante o referido prazo, a nao se poder empregnr
toda a actividade que o oao requera; mas ape-
zard-st.' eamnhmo baatante, ntitisei quasi todos
os reeur08 pecuniarios da eompanhia, e aprovei-
-ta o cavalheiroso offeracimento dos honrados c raspondentes, em Londres, os rs. Knowks & Pos-
tor, de oceorrer a todas a despeza com os mate-
xiaos, etc., em Londres, para serem pagos com o
producto do emprestimo.
No meu anterior relatorio dei vos noticia A* ra
pides com que as obras foram executadas nos pri-
meiros mexes, chegando-se a qaasi achar-se esgo-
tado o material em deposito e preparado pan im-
ciacio, quando a fatalidade ceitbu a vida do mal-
logrado engen,heiro Jenkinson, que diriga
obras.
Promptas providanotaa foram immediatamente
tomadas, chegou o novo engenheiro engajado, oBr
J. H. Whieldun; porm entrn o invern, as chu-
vas nao permittiam trabalhar proveitoeamente, e
sorbos recursos pecuniarios aqui nio permittiam
mauter por muito tempo a execucio das obras com
o devida actividade, tonto mais qnanto os diraitos
de importacao pago & Alfandega pelos materiaes
que estavam ebegando, abeorviam avultodas som-
mas, nio me parece conveniente nem regular ci-
tar a trabalhar devagar como quem nao quer
adiantnr, e aiada menos a ter de parar, ao depois.
-* obra.
Somante em Julho foi realUaio o empreitimo,
descarregados ereeebidos materiae em quantidade
bastante para dasaaaombradamente trabalhar-ae,
aa chava casaaram.
Neate momento a direccio nio cogitoo mesmo
de faaer valer todas essas raxSes para que do pra-
m para execaeo das obraj fosse descontado o de-
orrido at entio, porque: 1 eateva eoavencida
de qne seria satisfactorio o fornecimento d agaa a
cidade no verfo aegniato, deatro do praso, mas ti-
ha seria do vida jne taaim o foase uwio
mediato sam o auxilio das nova obras; J. achan-
obras veris o que se fez, o ad.iantamento em que
estio, e podereis entio ajuizar melhor das medidas
adoptadas; cumprodo rae doclarar-vos que as
obras offerecem toda a seguranca desejavtd pela
sua boa execuco.
PESSOAL TECHNICO
Nenhunv alteraco hiuve- no pesaos.^ technico,
uontinua o mesmo, e bbs mesmaa-csndice de que
tratei em meu relatorio do anno prximo paseado.
O Sr. Oswald Brown, autor do projecto, o en-
genheiro consultor da eompanhia e inspector do
mater-al e fabrico das miohinas na Inglaterra,*
o Sr. John Honry Whieldon o engenheiro eoear-
regado da execuco das obra, tendo como .auxi-
liares dous conductores de obras, um para as de
alvenaria e outro para as do assentaraento dos en-
cafianrentos, o quaes foram engajados para esse
fim.
Bem "bnheceis a conveniencia de concervar a
mesma organsacio as obras, priaeipalmente para
a sua rnai* prompfa execuci", desde a comeco atj
o fim, e espeaialmeati no peasoal technico, e como
vs asaia tem sido observado, e o.ser at a con
clusio.
O trabalho tem sido penoso, arduo, como vos
expliqueu devido s condicee excepcionaes.
MANANCIACS
Sao foi possivel constru aa galeras no verio
passado, como se desejava. S tarde, depois de
concluido o encanamento principal, comecou-se o
aasentamento do encanamunto^que deve ooaduzr
as aguas das galeras para as bombas, na parte
comprehenlida entre o fim da estrada e a galera
io Prata : c tio embarazoso e demorado foi o tra-
balho, quer pela muita agua que broteva do ter-
reno, quer pelo desmoronamantos das trras, por
serem esta Cromas a profunda a -.escavaci<\ que
ante* de chegar-se ao eabeco da galera, tiaha
principiado o iavecno, pelo que apenas fuz-se a
obra de alcenaria do alcapio de entrada.
Asim que o tempo permita serio reoomecadas
H8 obras ; o at l se proceder, ao preparo do
raadti ramelo para sustentaco das trras, e con-
duccao dos materiaes.
Esso encanamento de \525" (21 pol. ing.) de
dimetro interno, c mede 100 metros de corapii-
mento. em ama profundidade de 2 a 6 metros.
Tambem assentou-se a parte do encanamento
Q> 0,6ii (24 pol. ing.) de dimetro, com 80 m. de
eaieocao, entre a casadas maehina e a estrada
para a's galeras m terreno de pettra gres ; fcK)
metros de canos de 0,375 (15 pol. ing. em) pro-
Ungaraento ao encanamento das galeras, para es-
goto do mesmo.
A parte comprehendida entre os dous encana-
mentes de que trato cima, se ssentar no anno
vindouro.
CASA DAS MACHINAS
O projecto definitivo da casa das machinas, de
pois de ouvdo o fabricante destas.l um edificio
com 43 metros de frente, composto de tres corpos
iguaes, sendo o do meio 6, 5 metros reentrante do
aiinhamento dos lateraes, teodo cada um destes 27
metros do'fundo, e 14 o do meio, e cada am d el-
las tem nm destino espacial: no meio fiflnm as
ca-ldeiras, no extremo norte, aa bombas, e no sul o
deposito do carvao.
O nivel do edificio fica na cota de IfttO" cima
do nivel medio do ar, correspondente a 1.0
sobre o terreao-quo circuada, eand a pavimento
ea queassenta a alvenacia da base das machinas
2,k>75 metros abaixo do nivel do edificio.
Depois de feitas as cavas para os alicerces, re-
conheccu o engenheiro, em vista do terreno,
preciso repousar toda a eonstruecio em am^
gradeameato de travs de madeira, o qae nao
augmentou a quantidade de.obra como elevou o
scu cuate.
O baaeamento de concreto de pedras cota ar-
ramaaaa de emento a areia ; e o alicoree at um
metro cima do nivel do Bolo,eu aoja aituraacba-
se-o geral da. obro, de alvenaria de tijolo com
argamassa de eemento e areia, assim como o as-
aeutamento das machinas, o que tudo j est feto,
J& esto se levantaudo a paredes, e de pre-
sumir que de Julho a Agosto estejam promptas ;
sao feitas de alvenaria commum.
O trav. jumento do telhado de ferro, e as telhae
sao chatas, j achando-setanto aquelle como estas
ao p da obra.
Por detrae do compartimento das caWeira ac
o economiser e aps a chaoiin.
Tambem foi ueeessaro fazer repousar a chami-
n em um gradeameato de madeira, idntico ao da
oasa das maohiaas ; a obra Uda de alvenana:
acha-se bastante adianteda, coostramdo-te agora
otebo da cbamin.
J est preparado o leito da estrada que tem
de receber os trilhos para prolongamento da es
trada de ferro do Caxang, de sando.a faxer com
qaeos wagons possamgalgar a differeoca do nivel
entre a adrada de ferro e a casa das machinas, e
entrar pela parta posterior, desta e descarregar o
carvio dentro do arnrazem, no lugar em que deve
ficar depesivad. Para esse fim fea-e um aterro
em mua pontado acude de Dous Irmos.
MACHINAS
ser
forte
si
Falta o reboco qas em breva ser faite.
A eonstruecio da estrada, em ladeira, em que
tem de ser assentadas as liabas de encanameato
de 0,45 para alimentacio do reaervatorio, foi
muito mais traba'.hosa do qu se esperava, por
eausa do grande aterro, com enorme talude, as
proximidades do reaervatorio, de cimo da col-
lias.
Foi nesta estrada qua assantaram-se os trilhos
do plano inclinado.
ENCA.NAMENT03 DE DISTRIBigAO
O eneaaauuwto geral do pateo da casa das ma-
chinas ata Dou3 Irmios, a esta cidade, est ca-
clmadoy'Oou) a extansao de 9,830 raotrort seado
8,100 de45 de diam. atea Soledade, e de 0,40
demiam; da l at ..jauto a ponte da Boa-Vista,
e t*.aaeentsdo em ipoucos mex A.'dtreccia projectada para este ancaaau.ento
erataimesm* do *tigs encaaaraeuto prnci-
paa>smaiaiai-e faaaaij,acaadaia.atrM. No
'ira eopovoada ib l>tdiro,
das capecialmente p.r esta eompanhia para eu
uso, mais boje estao dominio publiooe em aJgans
lugares a largura scassa para nm terceiro enca-
namento; accrescendo que esta companbia permi :tio
que a estrada de feria do Casanga (Brasilisn
;tttreet-RailwaT Gcmrpanj) ~|nittrrtaente se ntili-
sasse de tima parte da referida estrada, ficand-
Ihe reservado o direito de assentar oatras liabas
de eneaaamaato, embora foase necesaario nter-
romper o trafego da eitrada de ferro; e, como
sempre acontece a quara faz favore, quaado ee
teve de aseentar a segunda liaba de eacanamento
surgiram embaracos, ella recusan- se a eumprir o
contratado, e preciso |foi que esta eompanhia laa-
cass mao do desforco garantido por le para ooa-
tinuar eom sua obra, como o fez.
Maiores eram aa diflieuldad que se aatoiha-
vam agara, e apesar de eatar dUposto a arrostar
com todas ella, como tenbo feitocora outra, achei
prcferirel adoptar outro alvitre que, se augmen-
ta-nos a somma do trabalho, Kberiava daquelles
aborrec mentes e melbor-iseria para o publico.
Ao chegar Jaqueira o encanamento deavioa-
se di direccio projectada e seguio r-la passagem
deSadt'anna, atravassando a ponte do Justino, e
d'ahi coatinaanda pela etraJa publica, pelo
Chacn, Casa Forte, Caldeireiro at o Moateiro,
ponto da aotiga direcao.
Este desvio importou em um augmento ^e cerca
de 700 metros de eucanamentos dos mais grossos
mas a popalacio qne regidor aaquelle lugares fi-
cou no goso de um beneficio que ba rauito recla-
mava, eiem nadaeoftrtu a populacio da oatra es-
trada, pois tem a seu diapor os dous outros anti-
gos encanamentoa.
Actualmente trata-se do aasentamento dos ca-
nos ligando o encananrnti principal s machiaaa,
bomba1 a vapor, e ao reservatorio.
Nesta oidade, alm das ras por ande passa o
encanamento geral, tem-so mais assentado eaaa-
nsmentos ores as seguiates lugares :
lina Imperial.
Dita Direita.
Largo da-Paiz.
Kira de S. Miguel.
Dita de Das Cardoso-
Dita do Marquua do; HervfJ (parte).
Dita do Hospicio (parte).
Dita do Capibaabe.
Dita da Ponto Velha.
Dita do Baric de S. Borja.
OH d Soledade.
Dita do Progresao.
Dita da Conquiste.
Dita das Nymphas.
Dita do Rosario.
Dita da Concoieao.
Dita da Visconde Pelotas.
Dita de Joao Francisco.
Dita do Veras.
Dita do Visconde de Albuquerq-e.
Travesea do Veras.
Tambem est aasentado o ramal que parte da
Jaqueira, passa pela Cruz das Almas e Crns das
Mocas, e termina na Tamarineira, para foraecer
agna ao Hospicie de Alienados.
O segumte quadro mostraiem resumo o trabalho
executado e o que falta fazer.
DIMBTBOS
DOS
KCMAMT0S
0,465 (I8'.7
0,4tl4 (16")
0,304 (12")
0.202 (8")
0,151 (6")
0,101 (4")
0,076 (3")
0,051 (2")
COMPRIHBKTOS
BOS aCAMBHT08
creados asseatados a aseentar
a
95t0 87y . 9*0(1)
1250 11901 Completo
460 220 240
1810 1130 80
4170 3980 190
7070 880 6100
12030 2690 8340
2000 .... 2000
88290 18790 19440
Segundo informaces prestadas pelo engenheiro
O. Brown, foi satisfactorio o fabrico da* machinas
coo+ractada pelos Srs. Simpaoa Se C, de L >ndres,
para esta eompanhia, para o nove abastecimento
d'agua a ata cidade, achando-se promptas ae
bombas propriamente ditas e as caldeiras, e de
vendo*em breve aqui ehegarem.
Tudo est providenciado de modo que logo qoe
cheguem a machinas possam ser assentadas, con-
forme foi contraetado, e para que funceionem em
Dezembro deste anno.
RESERVATORIO
Assim que ceesaram as chuvas do invern pas-
sado, deu-se principios is obras preliminares do re-
servatoro, e ao preparo do plano inclinado, jior onde
devia subir o material, e deseer a trra, producto
das exaavaeas. .
Ao terminar o mez de Novembro pr'noipiaram-
se as obras de alvenaria, boje acham-se con-
cluidas, indusive as abobadas, nio o estando so-
tes porque foi so forcado nio se a paraliaal-* va-
rias --vezas, como tambem a trabalhar com menor
impulso.
Foi realmente, um trabalho pesado o desta eons-
truecio, sem descanco, sinda mesmo i noite, quan-
do turma* especiaea de trabalhadores substituan
a de da.
Nada ha a receiar da seguranca da obra, pois
apresenta todas aa condicoes de solidez e imper-
nteabitidade.
O terreno apropriado ao fim, todo homogneo
e mperawavel ; nio bouve aterro para o asenta-
mento da abra, e noa proprioa ladoa o barro foi
eortado a prumo de modo a paredea enepstarem
na alvenaria, sem neces3idade de aterro.
As abobadas,- twrm, em vez de serem de fijlos
de alvenaria batida, como tinham sido projecta-
da, toram conssrudas ds tijoios feitos a maehiua
nio prensados, porquanto nio foi possivel encon-
trar daquelles de Doa qaalidade em quantidade
sufBeiente, e os prensados apenas fazem-se aqui
por experiencia ; mas os empregados foram de boa
Sualidade, e em duas fiadas a ticio em lugar
e urna como seria ee foasem de alvenaria ba-
tida.
O fundo do reservatorio foi abaixado um metro
do rivel fizado no projecto, isto ficou na cota
de 75 metros e nio de 76, parque o-engenheiro
reconheceu ser mais conveniente para a obra, de-
pois que eoitou-se a vegeteeao que eobria o cimo
da collina e traoeu aa curva de nivel do contorno<
e tehando procedentes ae rasos nio tive duvda
em approvar.
A pequea dffereaca do nivel entre o chn da
collina em alguna logares, e o terceiro sobre re
servatorio foipreenenid com mn atorro de barre,
e para melhor sustental-o em dona campos es-
carpados, constrairam-se pequeas anrralha de
arrimo.
Os taludes deasee aterrea e orteteeiro sobre o
reservatorio teem sido plantados de grama, e es-
tn prvidos de cannos para fcil esgoto das aguas
pluviaea; e at boje, apesar das chuvas abundan
tes um teem eahido ana dous ltimos mezes, tem
resistido-aetm, caue moetra ssbaMsa-sB oensat-
dado.
So o comprimnto do encanamentos que ainda
nio estao asaentados de mtade do comprimento
total, o trahalho que para isto necesaario est
na Telacis de ama quarta parte, porquanto os que
faltim sio de pequeo dimetro e de fcil exe>
cucao, trabalho tavex qae nio exceda a cinco
mezes
Tenho tido o mximo cuidado para que a re-
posicio das ras e estradas publicas seja devida
men'e feta, de modo a nada piejudicar ao pu-
blico, e folgo em o ter conseguido, sendo a ex
cucao desse trabalho dirigida e fiacalisada pele
engenheiro chefe das obras publicas proviaciaes.
CHAFARIZES
Temos em deposito -cesto numero' de tanques
para medieao d'agua nos chafarizee, apparelbos
estes novos e feitsa especialmente para aqu.
as experiencias procedidas deram bom resol-
tado ; de cada vez que abre-se a torneira apenas
sabe a quantidade d'agua correspondente, a um
balde, e immediatamente o contador indica, de
modo que a fiecalisaco tornase proficua, ha xac
tidio, e isto sem retardamento no farnecimento
d'agua', e'logo que tenhamos precisio e paseamos
preparar as casinbas para olles, serio assentados.
Tambem tenho continuado a adquirir as cai-
nhas para eatabelecimento dos chafarises.
At hoj temoa para os seguintes :
Largo do Terco.
Largo do Mercado.
Largo de Pedro L
Ra do Bom Jess.
Largo tio Carmo.
Largo-da Soledade.
Roa de S (jrswcala.
J temos chatarizes em oasiobas nestes lugares :
Forte do Mattos.
Travessa da Concordia.
Povoado de San.o Amaro.
Ra dos Pire.
Temos terrenos quer publico ou ajustado para
os ebafarizes : a
Afogados.
ttua Imperial.
Viveiro do Munis.
Rus do Sol.
Largo de Pedro'IL
Ra do Capibaribe.
Capo-aga.
Falta nos anda para:
Caes do Apollo.
Largu do Haraito.
Praca do Conde d'Eu.
Campo Vefde.
PENNAS D'AGUA
Grande procura tem havido de pennas d'agua
pelo systema do novo abastecimento d'agua, 6
mutos aguardam-Be para a conclusio dss obras,
p que fax presagiar que esta Companhia fcilmente
conseguir desenvolver aua esphera de accio por
este lado se hou er urna conveniente e apropriada
direccio destes negocios.
Realmente, notavlmehte diminuidas as des
pesas de installieio, e reduaido o preoo do eon-
snmo, nio ha diflBculdade de eomprehender a relo
do augmento esperado.
Os hydrometros teem sido muito bem receidos
pele publico, preferidos por todos os que teem de
enllocar pennad'agoa, e'afcham-se assentados todos
na qne recebemos para experiencia; pelo que po-
demos considerar como bom priacipio de tranator-
macio do systema.
8e io boa veas outras valiosas raxoe para a
adopcio dos hydrometros, bastava o que oceorreu
sm capital do Imperto, no anno de 1884, e que de-
twminoo o Governo Geral a abandonar o antigo
systema de graduacio e resolver' adoptar os Irjraro-
tntVoa.
OH sdimeato araatado peta torrate, mu
occasiea da chuvas, obstruirn o onficioade
graduacio em larga escala, a tol ponto que ao 1*
diatricto d'alli isto deu-se em mais de 4,117 regis-
tro, notando-ae das de mais de 30, como oonsta
do relatorio do ministro da agricultura, commercio
e obras publicas dirigido ao parlamento.
Um tal systema de graduacio alm de ser de
lespendieso e trabalhoso custeio para a empresa,
inconvenientissmo para o publico, pla nter
mpcio do fornecimento d'agua.
O hydrometra que prefer foi o Uniform de Wal
leer, fabricado por G. Keut, poique, alm da exac-
tidio da medico, o metal de que -faite'alo
atacado pela nossa aguacaixa forrada da bron
zeea vlvula de borracha endareaida.
ltimamente o fabricante ainda iatrodaaioi ou-
trosiotneltioramentos que .mais reoomajeadavel
o toasaim
O de Frager, adoptadam Hars tasaban awrca
coawsKactidao, o o safcorinaasrrenieata que encon-
teeiiiai o ser de feraaaa enataaajar-ce.i obrtraindo-
sajpsfipouco tempo.
Cootinuarei a expaiiulentai uutroa de modo que
sempre estejamos ao par do progresso dessea ap-
parelbos e ultimament recebi um de Worthing
ton, afanado nes,8itaios-Uuidos.
0 Uniform hydroraetro aprese ata urna grande
vantagera para o publico,o ser muito compre-
benairel por qualqnar -paaaoa, Uaatr consu-
mid >r por ai poda verificar a exactido delle quan-
do ti ver alguma duvida no espirito ; nao tem, pon-
teiros, os numeroi movem-se em cylindros, cada
um correspondendo a urna dasena de litros.
Outra questio que prende-se as pennas a'agua
a dos canos, torneiras, etc., para as derivacoss,
pois as que ha aqui nao sao apropriadas para a
alta presso, e por preoi. elevado, mas nio s te-
nho cogitado disto, como de tudo o mais que Ihe
relativo.
Trato de organisar o regulament para o aovo
serv co.
OFFICINAS E ARUAZEM DE MATERIAES
Conduio so a ooastruecio do edificio para ofi-
cinas nesta eidade, a roa de Mrquez dn Herval
assim como de < varios appeddicea que foi couve-
aiente construir.
Todas as machinas feram compradas, porm Bo-
rnete algumas estio all collocadss, porque as
oatras foram oonduzldae para as oficinas provi-
sorias astabeleeidas em Dois Irmios, onda seta-
aiara mais neoessarias. No entretanto estas otfiei-
naaacbam-ae em enndieea de funecionar e prea-
tarem ae bem.ao fim para que foram projectadaa.
Em viata do maior espaco de terreno e melhor
posicio em que ficaram, deu-se maior desenvolvi-
mento do que o pretendido, porm em proveito fo
aervico.
Todo o terreno acha-se aterrado com areia de
modo a fiear enxuto.
Servera do armascm nao s a propria oficina
como as casas velha-* que l existem e que foram
concertadas, bastando fazer armazem especial de-
preque ficarem promptas as novas obras, e o au
gmento da renda o permitta.
O armazem da rea de 8. Joao continua a servir
de armazem dos antigos materiaes e dos primeiros
ebegados para as novas obras.
Em Dois Ivkios ddificon-se e organisou-3e um
grande oficina provisoria como foi reclamado pelo
andamento das obras, utilisando-se para esse fim
algumas das machinas das oficinas da eidade, e
de machinas e' fiTramentas compradas para as
obras ; 'g que estejam terminadas a obras ser
extiacta aquella oficina, eonservando-so gmente o
edificio e algunas ferramentas para os reparos ur-
gente as ooras d'alli.
LINHA TELEr-HONICA
A brevidaie ou providencias e promptidao nos
fornecimentos para as obras em Dois Irmios, ex-
giam rpido meio de communicacio, e o prim-nro
era o de ama linha tetephonica entre este escrip
torio e o das obras, e logo que consegu accordo
com a empresa telephonica, coatratei o estsbeleci-
mento de urna linha especial com um ramal para
as oficinas na ra do Mrquez do Herval.
A liaba telephonica oom o ramal mede cerca de
onze kilmetros, teem qaatro apparelhos, e sao
propredade desta companhia, sem commanicacto
com a estacao central nem com outra liaba : a
empresa telephonica obrigou-ee a conservacao da
linha e apparelhos por urna ajustada contribuicio
mensal.
EXTINCCO DE INCENDIOS
Todos os enoanamentos novos esto prvidos de
bydrantes, distanciados 100 metros, na cidade,
oom a competentes carxas, para o 8.rvico di in-
cendios. Temos em deposito os bydrantes nio s
paraos canos que resta assentar como tambem
pira os velhos encanamentos ; e cont qoe em
qualqner ponto da cidade haver promptos aeioe
de extinguirse um incendio.
Afila de' evitar cenfuaio na procura do local do
hy irn te na occasiio do incendio, mandei bascar
piucas para serem collocadas as paredes em fren-
te a cada bydrante.
A pedido de directores de companhias de segu-
ros de fogo que se propoem a organisar urna com-
panbia de bombeiros, mandei buscar catlogos e
detalhadas inform epes dos fabricantes de appa-
relhos para extinecio de incendios, o qua obtive
por intermedio dos Srs. Knowles & Foster, de
modo que se est hoje habilitado para se tomar
urna delberacio com paseo seguro, as condicoes
mais favoravein ao publico e de accordo com a pro-
gresso e inelboramentos mtroduzidos nesta arte.
IRRIGAQO DAS RAS
Nada vos posso adiantar ao que dase o anno
passado, pois esse seivico complementar e s
delle pode se tratar quando chegar a occasiio
apropriada.
Dentro de pooco tempo deve chegar o poste de
irrigaeio que mandei fazer como anostra para
servir de base ao contracto que nessa sentido tem
de aer celebrado com a Cmara Municipal.
DESPEZAS
De tres ordens sio as despezas feitas.
As primeiras sio as qne nos serio indemmsa-
das, deeapparecero, apenas representara um
adiaatamento, e toes sio :
Direito de importacao 144:499*696
Apparelhos para extinecio de in-
cendies ltO49720
Ditos oara irrigaeio das ras 3834000
Direccio techn i c a
das obras e em-
pregados
Aprovisionamento de
apparelhos para
dirivacio de pen-
nas d'agua
Eventuaes
Despezas ainda nio
classificadas
60:000*000 54:539*388
10:009*000
81:715*000
11:914*346
40:390*710
49:036*190
Sommas 1:170:000*000 871:161*069
Srnente ao conciarem-ee as obras i que so pode
com seguranca essabelecer um juiso definitivo.
Todas as despesas no eatrangeiro soffreram a
influencia da diffevenca do cambio, pois no tempo
da organiacao do orcamento osciava ea 21, e no
entretanto fez-se pagamentos e oeeapraram-se ma-
teriaes a menoa de 18,>d'oade rWaltou ni pe-<
juzo medio de 10 /o oque m^is salientetornou-ee
nos materiaes por causa Ja elevada importancia
d'eHes.
Nos canos da tomada das aguas tiaha havido
oaamocimento des quo conatituem a rede de succio
junto as machinas, e foi necessario accrescentar
duas grossas colauxnas-respiradoras, reclamadas
pelos fabricante i d'aquellas, alm de ter-se sido
eoostrangido a reforcar ob -mencionados canos da
tomada das aguas, isto os que as conduxem das
machinas.
Quanto a oasa das machinas e outras verbas,
reporto-me ao que anteriormente diese quando
tratei- de cada urna das obra em particular.
As despezas eventuaes provieram,> alm do que
commumente as coestituem na ebras em geral,
de ter-se usado de meios mais praficuos para maior
garanta da estabilidade dos trros em que as-
sentam os eneanamentos.
A machinas o ferramentas foram em muito exce
didas s quantidades marcadas no orcatneato por
cansa do impulso dado as obras, a rapidez que se Iho
imprimi, e que, conseguintement-', exigi maior
numero de trabalhadores c meios de accio mais
proraptos, tambem pelos apparelhos para limp-za
dos encanamentos antigos, o que nio tinha sido
oxeado, e s posteriormente autorisastes. No en-
tretanto ao coneluirem-ae as obras serio muito
menores, provavelmente interiores as de orcamento,
porque a proporcao qoe nao forera sendo mais pre
cisas, procurarei revendel-as.
Os ebafarizes serio prvidos de apparelhos ainda
nio conhecidos quando oreados aquellos, tanto que
s cogitava-se em assentar-se um bydrometro em
oadaum d'elles,imas avautagem da certeza da
cobrauca tio grande que largamente cempensar
qualquer deapeaa n'essc sentido.
Espero que as differencas das diversas verbas
se compensario de algum modo, sendo afinal di-
minuto excesso de despendi, nae forcas pecunia-
rias previstas e previnidas, sem que, de modo al-
gum, disto se infira que as obras propriamente
proj oetadas venhain a castar mais do que o or-
c*do, como claramente o demonstra o que est teito
e urna minuciosa analyso no final d'ellas o tor-
nara evidente.
A observancia da mais rigorosa economa com-
pativel com a solidez e seguranca das obras, tem
sido objecto de seria preoccapscio.
ACTUAL ARASTECIMtNTO D'AGUA
Regular c relativamente satisfactorio, as con-
'dicoes deseriptas em meus anUriores rolatorios e
a que me retiro no comeco d'este, foi o abaateci-
mento d'agua a eate cidade no aano fiado.
Tem sido um de meus mais serios empenhos o
inanter regularmente o servico, sem interrupcao,
como um dever da companhia, e espero q -e isto
obterei at a nauguraeio do novo servico.
O fornecimento d'agua regaln em cerca de 3,800
metros cbicos diariamente, mas nem toda esta
quantidade fot consumida, pelas razoes que mais
de ama vez vos tenho dado
Tambem nenbum meihoramento nem concert
iraportjnte se fez. apenas limte-me ao estricta
meato indispensavel, como realmente era recom-
men lado pela approximacio da ternrinacio das
obras ne Vas.
MANANCIAES
Poucas ve*es tem haviiknum verio tio seceo e
que tinte aflectaaae as fontes d'agna como o ulti-
mo ; ejdisto sentirn se nossos maoancises, des-
eeodo o nivel do acude do-Prata 1,28 abaixo do
saugradours.
Creio que esse nivel est prximo do de satura-
cao dos terrenos circumvisiuhos, pois quando del-
le se a.iproximou muito pequea era a differenca
diaria observada.
A limpeza desee eude-aempre mereceti-nie todo
o cuidado.
As fflattas cumdam os acedes foram conservadas, nSe ae eon-
sentindn em derrubas, nem em simples tirada de
madeira.
A parte da atrada em que repousam os enca-
namentos, conductores d'agua para a cidade, ago-
ra, e era qae assentaram o eacanamento que tra-
r agua das galeras para ai bombas, onde serve
de baldo ao acude do Germano, e que abateu ba
cerca de 2 asnos, mereceu toda (a attencio, rece-
beu obras de conaoldacilo para evitar a repreduc-
cio daquelle facto, despeca qae correu por canta
das obras novas por Ihe ser relativa.
FILTRO
Nada se fez nelle, e sem ter sido preciso ainda
limpal-o, fornsce agua cm boas coadices.
BOMBAS A VAPOR
Rude e constante tem sido o trabalho desse ma-
chinismo quo constitue parte das obras proviso-
rias.
A tabella mo8tra o trabalho effectuado por elle
no ann findo; e comparado com a potencia do
mesmo machinismo prova o seu bom fabrico.
Nio obstante, todo elle acha-se em bom estado
de conservacio, e para substituir as pecas que vio
se estragando tenho mandado buscar do mesmo
fabricante diversos sobreslentes.
No entretanto soffrivel o estado em que acham-
se.
Nio ha agglomeracio de carregadoros de bal-
des, e a agua fornecida com promptidio.
Foi um pouco menor o consamo medio diario do
que no anno paaaado mas tio pequea foi a diffe-
renca que podemos dizer que a sabida d'agua pe-
los ebafarizes regulou diariamente em cerca de 15
mil baldes.
PENNAS D'AGUA
Muito pequeo foi o augmento das pennas
d'agua no anno passado, mas isto devido a que
a populacio aguarda a conclusio da novas obras
nio a porque as despezas do primeiro estabele-
eimento serio redunidas, como pelas vantagena
resultantes do novo systema.
Se nao fosse o mo effeito que produziria no es-
pirito' publico, eu nio concedera pennas d'agua
noves-at que se realisasse a transformacio do
systema, e a bem dos proprios concessionarios.
Nio ha no mereado nem material nem apparelhos
apropriados a alta pressio d'agua, e o resultado
os concessionarios perderem as despezas que fa-
em agora, terem de fazer outra ao depois, e dis-
to tenho prevenido eos que me tallara a respeito,
sendo esta orna das razoes para que maior nio
seja o numero das penaas d'agua presentemente.
Urna rasao de- interesse pecuniario para a com-
panhia a de *er ella de mudar a soacusta as de-
rivacoes existentes entre os encanamentos geraes
a o lugar do registro as casas, e quanto maior
for o numero das existentes maior ser a despeza ;
ao passo que as collocadas posteriormente serio
logo as devidas condicoes.
Bem aceitos teem sido os hydremetros, e oe ha
eoilocados em 36 casas, isto estio col locados
todos os que temos, e grande tem sido a procura.
Em 30 de Abril deste anno, ao encerrar nessa
anno social, funecionavam 1.436 pennas d'agua,
sendo 36 de bydrometro e 1.400 de graduacio
com lamina, como mostra a tabella em seguida.
Comparada esta tab lia eom a do anno passado
aota-se um augmento de 109 pennas d'agua ou de
8*/.-
Peam i Baldes Baldes Litros
8 de 10 eo 2.400
64 de 101/2 672 20.160
3 de 12 36 1.080
1.126 de 16 16.890 506.700
48 do 21 1.008 30.240
1 de 24 24 720
44 de 30 1.320 39.600
2 de 33 66 1.980
1 de 36 36 1.080
64 de 45 2.880 86.400
1 aa 49 4 1.440
1 de 51 51 1.530
13 de 60 780 23.400
1 de 75 75 2.250
14 de 90 1.260 37.800
1 de 105 105 3.150
3 de 120 360 10.800
1 de 135 135 4.050
1 de 150 150 2.250
1 de 180 189 5.40
1 de 250 250 7 500
1 de 600 600 18.000
1.400 29.906 808.030
itECEITA E DESPEZA ORDINARIA
A receita arrecadada assim se distribue :
Pennas d'agua 113:833*400
Ghafarizes 99:932*950
Diversas 13:952*700
Somma
145:932*416
As segundas sio as que nio entraram no orca-
mento, quefr por ter antecedido, quer por nio ter
sido previsto, como sejam :
Organisacio do projeeto 12:761*955
Remaea da estrada de ferro do Ca-
zanaA 2:026*440
Somma
14:788*395
A ultima das verbas anteriores, ramees da es-
trada de ferro do Catanga, derivou-se da conve-
niencia de fazer com que 08 wages da menciona-
da estrada de ferro tossem descarregar os mate-
riaes o mais prximamente possivel das obras.
Terminadas as obras, os ditos raraaes terio de ser
alterados para ptestarem-se ao servico do custeio,
e quando ficarem definitivamente fixadoe, com a
ira ortancia final'do preco, os farei escripturar em
verba especial, como ama propredade desta eom-
panhia, como foi feito com a linha telephonica.
As terceiras e ultimas sio as que censtituem aa
despezas propriamente ditas com asjobras, ea ta-
bella seguinte mostra nao s adescrtminacao dellas,
como as Compara com o orcamento.
Valor do orea- Importancia
ment das deapezaa
Canoa da tomada das
aguas
As3en tamento dos
meemos e eons-
truecio das gate-
ras
Casa daa machinas,
caldeiras e arma-
zem de carvio, e
hlicerces para a-
quellas
Machinas, caldeiras
e accessorloe
Chamin e cano de
passagem
Reservatorio de dis-
tnbuicao ..
Caaos de diatribui-
cio
Assentameato dos
mesmos
Machina e ferramen-
tas para as obras
Oficinas na cidade
Machinas e ferra-
mentas para as of-
ficina na cidade
Hydrometros
Indemnisacio ou
despropriacao
Chafariae e cp^-
para os mesmos
32:788*000 48:778*810
60:910*000 17:501*760
50:000*000
2i:000*t00
10:000*000
45:970*465
*
1:347220
I39:lfe*000 131:688*186
301:115*000 312:988*606
82:860*000 48:464*943
2fc'60p>0&0
10:UO0*00O
48:974*075
16:534*740
12:866*106
3:359*843
5:66*O0 64150
l-OO/OO 2t:6*180
1*000*000
50:000*000
a-a"
OZ:
2.3
3.


VI-se
passado,
a
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Boros de traba-
Uto por mez


Horas de traba-
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Golpes dos m-
bolos por me
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Golpes dos m-
bolos por mi-
nuto : media
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Quantidade em
litros por mes
i CT5 CO W
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C COCO 03
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co eo cb W CO 05 CO CO
agi*co?oii.coto
e>kco
SC oo o co co
-j as co co co re
Quantidade em
dia: litrss por
media
I Presso d'agua
2 Vemlb.porpol.in-
I glexa: tnidia

fresado d'agua
em''metro*:
media
Total 227:719*050
Alm da receita cima, recebeu-se mais, em
Londres, 4 557,11,11 ou 7:306*890 de jnro3, at
31 de Dezembro, da conta corrente do producto do
emprestimo recolhido ao London Joint Stock Bank,
cuja importancia levamos a conta do proprio em-
prestimo e nio a da receita ordinaria.
Feito o paral lelo das verbas da receita comas
do quinquennio findo, tem-se o seguinte resultado :
PENNAS D'AGUA
1881 a 82 83:405*380
82 a 83 85:122*020
83 a 84 89:187*750
84 a 85 97:929*180
85 a 86 1' 3:830*400
CHAFARIZES
1881 a 82 92:812*900
82 a 83 96:326*500
83 a 84 101:757*960
84 a 85 102:764*920
85 a 86 99:032*950
RECEITA TOTAL
881 a;82 191:221*989
82 a 80 906:577*067
83 a 84 297:5(7*454
'84 a 8 215:852*690
85 a 86 227:710*050
que, a excepcio dos chatarizes, no anno
a receita foi sen: pre em augmento, quer
o total quer as diversas parcellas.
A pequea diminsrioio dos ebafarizes, de......
2:831*870, exp'icavel, proveio dos m zes chu-
vosos de Maio e Junho do auno prximo passado
e do aecreseimo de 15:903*220 na renda daa pea-
nas d'agua, razio pela qual houve augmento na
receita total, e em maior proporcao do que nos an-
uos antenotes
O Sr. director caixa fez a arrecadaoo com toda
a diligencia, e isto concorreu para os resultados
obtidos.
O systema de arrecadacio administrativa dos
ebetfarhtes pesado eneargo, mas produz maior la-
cro para a companhia do que o da arrematacio.
JSo poder-se-ha, porm, ter urna exacta fiscali-
eacio quando forem adoptados os apparelbos para
os chafarises, do que tratei em outro lugar.
Ainda 'outro parallelo mais lisoegeiro pde-se
fazer comparando Be a receita do anno passado
com a dos anuos anteriores em periodos de de-
cennios.
PENNAS D'AGUA
1865 a C6 18:717*215
75 a 76 61:879*720
85 a 86 113:833*400
CHAFARIZES
1865 a 66 78:741*648
75 a 76 84:982*396
86 a 86 99:932*950
RECEITA TOTAL
1865 a 66 99:976*414
75 a 76 149:353*396
85 a 86 227:719* '50
A despeza ordiuaria foi de 75:047*810, como
mostram os balancee annexos.
Muito dispendioso o custeio das bombas qne
temos, e ainda mais pelo excesso de trabalho que
temos aido furcados a dar.
O parallelo com os anaexos passados o se-
ctate :
1881 a 82 55:194*527
82 a 83 91:831*657
83 a 84 98:230*548
84 a 85 76:214*240
85 a 86 75:047*810
No primeiro anno do quinquennio nao estavam
collocadas as bombas a vapor, nio havia o cus-
teio d'ellas ; do segundo em diante aecreseeraa
as despezas cem as bombas, cuja importancia v-
se dos balancetes juntos, observando-se ainda
que no segundo e terceiro hsuve despezas de
obras que entraram como conservado, assim
como rostauracoes devidas ao meihoramento do
fornecimento d'agna, e comecou a ser retribuida
a directora ; os dous ltimos sao os que repre-
sentara a vida normal, e se da importancia dal-
les descoatarmos o custeio das bombas e a retri-
buicao de directora, temos urna despeza menor do
que a de mutos anuos anteriores, apesar do dos-
envolvimento da empresa, o que mostra, segundo
parece-me, qne se tem economisado.
O saldo do anno findo foi de 152:671*240, e
Comparado com os dos outros annos do quinquen-
nio, temos o seguinte
'es ose
[*6
ggc322g22
i o>$> SOI 5 c
Consumo de
etavioemg
per mes
EN ^ANAME'NTOS
Insignificantes foram os reparos feitos nos en-
canamentos, ae nem mereces menco ; procu-
rando-se sement man ter o mesmo astado ante-
CAIX D'AGUA
E' b=m o seu estado de s'-guranca e conserva-
ci, tendo o mesmo prestimo a que me refer noa
passados relatnos.
CHAFARIZES
Constantes sio os reparos reclamado pelos cha-
farises, por causa de serem eoilocados as praca*
e ras publicas, snjeitos a malevolencia de vadioe
e desalmados. Como est prxima poca da
transformacio porque terio de pasear quando o-
raecar o funecionamento do novo abastecisaeuto
d'agua,. n& vale apeaa eatar a despender dinnei-
ro em obras provisorias.
1881 a 82
82 a 83
83 a 84
84a 85
85 a 86
136:027*462
114:742*410
109:316*906
139:638*440
152:671*240
A este respeito cabe a mesma observacio feto
sobre a despeza, e veio mais prova r em como o
augmento da receita devido ao funecionamento
das obras provisorias nio corresponden maior
somma dos encargos que trouxe.
DESPEZA TOTAL
A deipexa total foi de 1,034:107*113,
descriminada :
Deapeaa ordinaria
Pagamentos ea Londres dos t-
tulos das novas accoes e saldo
da antiga conta geral
A plices provineiaes
Propriedades diversas
Movis para o escriptorio
Dividendos : dos semestres an-
teriores 1:335*600
N3. 74 e 76 101:081*400
Obras novas : Di-
reitos de impor-
75:047*610
1:691*884
1 38:367*06t
150*00t
102:417*00
\
1


Diario de Pernambne*--Sexla--feira 16 de Julho de 1886

i

taco 89:153/630
Despezas aqu 350:406/290
Ditas era Ladres 276:9t8S9
Juros dos adiantamentos feitos
por Knowles Fonter
D spezas com o levautamento do
emprestimo, constando de an-
nnucios os iornaes de Lon-
dres, impresso_ dos prospectos
e ttulos definitivos, telegrain-
mas, escriptura do hypotheca,
pareceres de advogados aqu e
em Liin >rcs, coinmissao tos
correto'es e ao agente, impos-
to de sello inglez e brasileiro
Papamento da primeira presta-
cao do juros do emprestimo
3,000
1,034:107/113
DIVIDENDOS
Distribuiram se dous dividendos as pocas
prefiadaa nos estatutos, a saber : o de n. 74 em
15 do Maio e o de n. 75 em 15 de Noveinbro do
hnno passado.
O primeiro foi na raso de 4/200 por acfo,
importando em 5:400/000; e o segundo na de
4/400, no total de 52:800/000 ; dividendos estes
maiores do que todos es precedentes.
Em 15 de Maio deste anno, no novo anuo so-
cial, j distribuimos o dividendo n. 76 na raio de
4/400 por acco, como o que anteceden.
Estes dous dividendos, na. 75 e 76, que forara
pagos com os lucros lquidos do anno, soramaram
105:600/000 ; e nao obstante anda do saldo do
anno ficou a somma de 47:071(240 nao distribuida
e levada conta de lucros e perdas.
ACQOES
Em 15 de Setembro realizeu-se a emissao dos
novos ttulos de accoes do valor nominal de......
100/000 cada urna, como diapoe art. 4." de nos-
sos estatutos, comecando-se immediatamente a
troca dos titulos pelos do antigo padrao de......
505000.
Para evitar confuso e questoes futuras, abri-
se novo registro para os titulos, o, propongo
que vai se fazendo a entrega, os respectivos pos-
saidores passam reeibo no proprio livro de re-
gistro.
Durante o anno foram registradas as transfe-
rencias de 2,516 accoes ; 1,198 accoes por devo-
lueao de heranca e 1,318 por venda, sendo os pro-
cos destas de 11)9/ a 1504000.
Tenbo vivo prazer em noticiar-vos estt>s precos
de nossas accoes, por indicarem claramente a uon-
fianca que o publico tem no futuro desta couipa-
nbia, sendo considerados como equiparados quasi
aoe do governo. Estes precos correspondem ao
triplo do valor nominal primitivo e a 50 /0 do
actual valor nominal, devendo-se contessar que
cao se pode desejar mais em to pouco tempo.
EMPRESTIMO
Como vos annunciei em meu rotatorio do anno
passado, teve pleno xito a operaco do empresti-
mo que lancamos na Draea de Londres por inter-
medio dos Srs. Knowles & Foetor, nossoa corres-
pondentes e agentes da referida rranaaecao.
Apreseutado em 9 de Junho, publicados os pros-
pectos em avulsos e nos principaes jornaes dalli,
promptamente foi subscripto ora saa totalidade,
c que foi de muita satisfacao para esta directora
pelas vantageui que esta companhia obteve, o que
?os torna devedores de gratido aos Srs. Knowles
r, Foater.
Supponho que foi o primeiro emprestimo levan-
tado naquel la praca por companhia braeileira (jue
nao gosa de garantia de juros nem subvencoes
do governo geral, ou provincial, e -.no entretanto
as condices nao foram soraenoe as melbnres con-
seguidas pelas companhias privilegiadas, o que
por certo de ve lisongear aos Srs. accionistas.
As entradas foram em tres prestaces : la de 5
0/0 no acto da subseripeo : 2* de 40 0/0 no en-
eerramento e distribuidlo das quotas partes aoe
subscriptores ; 3" e ultima de 50 0/0 en 510 de
Agosto, persnittiudo-se a antecipaeo desta entra-
da com o descont de 2 0/0 ao anno, premio igual
ao que tinhamos de reeeber do London Joint Stock
Bank pelo recolhimento do producto do empres-
tme.
Nao s as prestaces toram pontualraente pa-
gas, como grande parte dos subscriptores preforio
completar o pagamento na primeira prestaco,
aproveitando se do descont.
Primeiramente foram distribuidas csutellas dos
titules, aos quaes foram ao desos substituidas pa-
los titulos definitivos, assignados pelos meemos
que nossos estatutos designara para assignar as
acides, e contrassignados eos Londres pelos nossos
correspondentes
A totalidade do emprestimo foi de 4 100000,
divido em 1000 titulos ao portador de obriga-
cSfcs preferenciaes ou First Debenture Sterling
Bends, do valor de 100 cada um, vsneendo ju-
ros de 6 0/9 ao anno, pgos semestralmeute em
Londres, e emittidos a 95, amortisavel em 30 an-
nos. por meio de sorteio semestral.
Os juros comecaram a correr do primeiro de
Jubo, data do emprestimo, mais urna vantagem
pois que em geral, para chamar concurrentes, c*-
turnain a offerecer juros de data anterior.
Aj o fim do corrente san* apenas s pagar
juro, comecando a amortisacao smente em Julho
de 1887. quando tu novas obras ja estaro em
completo fnnccionaucntn, e consegainlemente esta
companhia habilitada a enmprir os novoj encar-
ges sem nenbuma perturbacao as snas condices
financeiras.
Foi justado que a somma das quotas dos jures
ananaes e da amortisacao fosse fiza annualmente,
calculndose que em 20 annos o debito estar
soldado.
Se a amortisacao fosse establecida dividido-se
o total do emprestimo em 30 partes iguaes, cot~'
respondeiitae aos 20 annee, teriaaos .no primeiio
anuo, a amortisacao t 5,000 e os Juros de X 6,000,
sommaudo o encargo em % 11,#00, pesado com
certeza difEcil, quic imposeivel, da companhia
poder satiataat* sem suspender a distribuir; dos
dividendos; e no entanto A proporgo qae tosse
se dcsenvolvendo sua esphera de acco, auamen-
taudo 8Uas reodas, por conseguate mais habilita-
da a fazer face aos novos encargos, seria justa-
mente quando eete teroar-e-biam menores, Ope-
raco inversa as necessidades da companhia, o
que mais patente torna-se comparando aquelles
encargos do primeiro anno com os do sexto, que
apenas seriam de 4 5,000 de amortisacao e M 4,500
de jnros, somntando *, 9,500, e os do;ll* anno qu
seram d 5,0 O de amortisacao e 3,000 dte'ju-
ros, ou t 8,000 de total
O systema preferido apenas exige )a quantia fi-
xa de 8,600, isto 2,400 menos do que o outro
ns primeiro anno.
A' proporcao .que B"vai procedendo o sorteio
para a amortisacao, didrinue a importancia dos
juros e augmenta a quota dsqoella, como mostra a
tabella segainte,iupreusa n* verso dos titulos, e
a que se referen)'as condices Jexaradas no texto
dos meemos :
68
72
251
179
77 102
102
1903Junho...... 34
Desamor... 34''
715:551/779 1904-Uua**...... 38-1
-Dezembro... 36
3:703/720 1905-Juabo..... 38
Dezetnbro..... 39
1906-Junho...... 40
Desembro ..
V-e, poisjoue no primeirb anno serao apenas
sorteado* 26 ttulos no valor' de 2600, fie indo
974, sendo por conseguinte os juros do 2* anno
anno de 5844, permittindo que a amortisacao
seja de 28 titulos, e assim por diante.
Estes ttulos de obrigaepes preferenciaes foram
45:629/890 e ficaram garantidos como de costme e da na-
turea dalles, isto com obrigacao, bvpotheca e
penhor dos beas e ha veres de qualquer especie,
40:000/000 direitos e acedes, lavrando se a respeetiv-. escrip-
tura no cartorio do tabellio Fulgencio Infante de
Albuquerque Mello,, em 27 de Outubro de 1885,
representando os portadores des ttulos de obriga-
coes preferenciaes ausentes, para acceitacao la
hypotheca nos teneos da lei, e por nomeacSo do
Dr. jaiz de direito especial do commer;io, o Dr.
Joaqnim orreia de Araujo.
Depois ie registrada a esc.iptura no cartorio de
hypothecas, e leghlisaia pelo cnsul inglez, foi
remettida para Londres fim de ficar 14 archi-
vada.
Os noesoa correspondentes obtiveram qas nao
s as cautelas dos ttulos, como ao depois os ttu-
los de obrigaedes fossem cotados na bslsa de Lon-
dres ; e folgo em commuuicar-vos que tem encon-
trado tomadores, e gradualmente tem elevado- se,
de valor, sendo agora a cotaco 105 Vj %> '8' ^
10 */z "lo de augmento em pouco mais de oito me-
ses.
J foram pagas as duas primeiras prestaces de
juros, as de vidas pocas, vencidas em 31 de De-
zembro dn 1885 e 30 de Junho do cerrante anno.
DIREITOS DE IMPORTAQO
Aps orna porfiada lucta de annos, embreos de
toda a sorte, conseguimos o restabelncimento da
isempcao dos direitos de inepertacab concedida a
esta companhia pelo art. 26 da lei n. 242 de 80 de
Novembro de 1841?
Realmente, se a referida isempc'' urna facili-
taeae concedida pelo governo s empresas de uti-
lidade publica, alm de outros favores, para seu
fuaccionsmento, nenhutna pode ser mais merece-
dora nem offerecer maior grao de utilidade do que
a do tbastecimentoad'agua, genero de primeira ne-
cessidade como considerada na execuco da lei
das sociedades anonrmas, mxime tratando-se de
urna empreza que nao pesada aos cofres pblicos
de modo algum.
Durante sua estada no Rio de Janeiro, no anno
passado a serrice da companhia, o Dr. Jacobina,
membro da directora, procurou faser valer nosso
incontestavel direito, edos ndeferimeotos do Tbe-
souro Nacional, interpoz um luminoso recurso
para o conseibo de estado, pondo em evidencia o
inconcusso direito que nos assistia pela lei n 243
de 1841 nao revogada.
No mei* do processo administrativo daquelle re-
curso, demorado como se ser, ainda mais pelo
facto do relator ter sido mndalo em emissao ao
estrangeiro, tornando-se preciso urna nova desig-
naco de relator, appareceu urna opportunidade,
na cmara dos deputtdos, de faser cessar as dif-
fieuldades e o Dr. Jos Marianno, digno depntado
por esta provincia, e que sempre tesa se mostrado
interessda pelo progresso desta companhia, apre-
sentou um additamento ao projeets do orcamento
do estado declarando achar-se em vigor e appli
car se s obras do nevo abastecimento d'agua a
esta cidade, quer para o material a importar quer
para o j impor'ado, a disposicao da isempcao pela
le n. 243 de 1841, o que de novo foi consagrado
no J 5* do art. 1 da lei n. 3271 de 28 de Setem-
bro de 1885.
Eos vista disto immediatamente tratei de cum-
prir os preceitoe legaes para entrar em vigor a
nova disposicao, e desde o 1' de Janeiro na* pa-
gamos mais direitos.
Qu&ndo digo que nao pagamos direitos nao de-
ve-se entender u sentido lato, pois a isempcao
de que gosavamos era a do antigo typo, completa,
e restabelecida sujeitam-nos a 5 /. de expedien-
te; observando-se anda que eemmummente o go-
verno elimina alguns objectos mencionados na re-
lacao annual que previamente lbe apresentada,
e como essee objectos nao sao encontrados no paiz,
fica-se na coatingencia de pagar os direitos que
Ihe sao relativos, mas felizmente nao avultam.
Tambem tratei da restituieao dos direitos pagos
e d-pois de fe i tas as qualificacoes na Altandega,
a Tbesouraria de Fazenda recoaheceu o direito
desta companhia de lhe ser restituida aquella im-
portancia, sabmettendo porm, seu acto ao The
souro Nacional antes de dar-lhe execuco, cuja
solucao ainda nao veio.
A raetitaicilo de duas especies : urna dos pa-
gamentos do exercicio em liquidacao, o que sim-
ples aanulacao da receita; e outra e dos exerci-
eioa anteriores, e tem de ser satisfeita pela verba
de restituioaes de orcamento, a qual estando esgo-
tada, terse ha de esperar pela uota no futuro
ornamento do estado.
PBOPOziTA DO ORNAMENTO
Esa cumprimeuto a disposicao do 7- art- 31
da nossos estatutos, apreeaofe-vos a proposta do
orcamento da receita e despesa para o novo anno
social.
QE.-/TOES JDICIAES
Acha-se terminada por um ac-drdo a nica
questo que cinhamos no foro.
Como mais de urna vez tive occasiao de fallar-
vos da questo esm D. Mara Lueia de Mendra-
c;a Pase Brrelo, nada tenho a accrescentar boje.
O accSrdo consisti em comprarmos o que D.
Mara Lucia possuia encmvado em trras do en
genho Dois Irmaos, e urna parte na propriedade
Apipncos, o fiseraos para evitar repetsjlo de
questoes e porque pde-se chegar a acedrdo de
prsco raaoavel, como vos explicare! quando tratar
di propriedadas d'esta compahia.
PROPRIEDADS
I da Situacao do Perra, oatr'ora Catuc, compre-
hendendo urna parte do valle do rio Beberibe, des-
de o riacho Secco at o lugar eonhecido por Boti-
ca, inclusive os terrenos de aguas pendentes : o
preeo da compra foi 1:500/000, mas inclundo as
despezas da transferencia e o casto de urna pica-
da que mandei abrir palos limites, para avival-os,
chegou a 1:790/100.
Tema o terreno murado que serve de armasen]
e onde eslSo edificadas as oficinas da cidade, na
ra do Mrquez do Herval, do qae j tratei em
outra parte deste relatorio; outro terreno murado,
com diversas casinbas, na ra de S. Joo, que ser-
via de armazem, e no qual pretendea-se edificar
outro reservatorio na cidade ; e finalmente um pe-
queo terreno em que est provisoriamente o cha-
fariz da ra Imperial.
O valor total das propriedades de 152:363/308,
e posso dizer que representa um valor liquido.
ESTADO FINANCEDIO
Todos os annos tenho-vos apreseutado urna
aprecieco do estado financero da companhia,
parte indispensavel do eatudo que faco, s vos offe-
reoo, sobre a situacao desta, encarada por todas as
suas faces, e boje mais do que em outra occasiao
isto necessario.
Os dous balances semesfraes mostram em que
condices achava-se esta companhia quando fo-
ram feitos, e realmente exprimem urna situajo
prospera.
Apenas esta companhia deve aos portadores das
obrigacoes preferenciaes o valor do emprestimo
que ser reembolcado por sorteio, como j vos ex-
pliquei, valor que representado no activo pelas
obras novas e dinbeiro para sua concluso.
No primeiro semestre a conta de lucros e perdas
figura no activo porque sendo pouco avultada e
tendo sido liquidada no anno anterior, foi avolu-
mada n'aquelle semestre com o abaixamento do
cambio, differenca do preco da emissao das obri-
gacoes e despezas do emprestimo, pois enteodo que
nos balaocos deven ser liquidadas e ajustadas to-
dos as contas ; mas a elevaco de cambio e o sal-
do accumuladodo seguido semestre fez pasiar di-
ta coata para o passivo de modo que, de hoje em
diante, tem de augmentar e far face a qualquer
dopreciscao.
As verbas que constituem o attivo pode se asse-
verar seren de valores lquidos, como mostra a
simples iudicaco delles.
O actual abastecimento d'agua representado
por muito menos do sen custo, por causa do abat.
ment que deu-se na reorganisaco da companhia,
no entretanto sou de opiniSo que vale mais, e im-
portara em muito mais se fosse construida agora.
A centa dos concessienarios dn pennas d'agua
avultam nos balances, porque estes sao dados ao
findar o primeiro mes do trimestre em que aquel-
las sao encerradas e nao ter havido tempo para
m^iores arrecadacoes : mas sao valores di recebi
ment certo e sem abatimento.
J mostrei a estimativa das aropriedades, quan-
do especialmente tratei de cada urna, e nao podem
ser consideradas de menor valia.
As ferramentas, machinas, movis figaram por
valores miaimos, segando os inventarios proce-
didos.
O mus constituido pelas obras novas e di-
nheros em conta corrente em mo do correspon-
dente em Londres e do agente bancario da compa-
nhia aqu.
Quanto aos recursos para as obras que faltam,
esto prevenidos pelo resto do j rodusto do em-
prestimo, deveudo anda serem reforcadoa com a
importancia da restituieao dos direitos de impor-
tacb pagos, no que pode baver demora ; mas m
DATAS
o a
II
* m
& a
o o
il
25
1887Junho...... 13
. Dezembro .. 13
1888Jimbo...... 14
> Dezembro ... 14
1889Juuho...... 14
Dezembro ... 16
1890Junho...... 15
Dzcembro ... 16
1891Junh o...... 16
Dezembro ... 17
1892Junho...... 18
Dezembro... 18
1893-Junhi...... 18
Dezembro ... 19
1894Junho..... 20
Dezembro..... 20
1 -'.'">Junho...... 21
Dezembro..... 88
1896Junbu...... 22
Dezembro ... 23
1897-Jiiuu ..... 24
Dezembro ... M
1898 -Juuho...... 26
Dezembro... 26
1899Junho...... 26
> Dezembro ... 27
1900Junho...... 28
Dezembro... 29
1901-Junlk...... 30
Dezembro.-. 30
1902Junho ..... 32
Dezembro 32
s-si
Ib8
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"O a a..
2H
se
is
25
26 974
28
30
31
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916
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33 852
36 816
37
40

} 14
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53
57
60
779
739
696
652
604
553
5O0
543
333
319
O valor da* propriedades desta companhia, e a
deseriminacio feita agora dos balancos, reclamam
expJieaces, e que paseo a dar.
O engeiho Dous Irmaos, onde ach;im-8P os ma-
nanciaes, ama posee, com iraportantes bemfeito-
rias, na propriedade Apipucsa, e esta companhia
nao eo era poeseira, como tambna tinha parte no
dominio directo d'aquella propriedade; mas ape-
nas figurava aos balancos o eugenho com a tota-
lidade do valer; hoje, porm, sao representadas
dwecrimiuadas as duas propriedades.
O condominio na propriedade Apipucos era- de
6:634/672, a cujo valor reunindo 100/000 cedido
por Ju venci na venda que fes das casas da Pedra
Molle, e 5:711/74 que perteocia a D. Mara Lu-
cia de Mendsar; Paes Barreto, da composigo e
vianda aeeta companhia, elevou-se o valor do con-
dominio a 12:446/406. Tendo diversos consenho-
rs da laoncionada propriedade me procurado offe-
recendo a cesso das partes que possuiam, em con-
dices rasoaveis, e parecendo-me de vantagem
para a companhia, desde que haja recursos- despo-
oiveiafiz compras no valor de 5:112/142 pjr ..
3:076/180, inelwive as despeaas as traasferen-
cias.
Somma hoje em 17:558/548' o valor do condo-
minio desta eompaabia, como figura nos batneos,
sendo o valor total da propriedade Apipucos de
100:000/000.
Deducido do engenbo Dous Irmaos o valor do
condominio da propriedade Apipucos, que estava
eaglobado, ficou aqueMe na importancia de .......
85:244/354, a qual reuoiudo 3:00*0C0 Ca baixa
de capin do Moss, inelaida na compra de D. Ma-
ra Lacia, e annexada ao engenno, ficou este no
valor de 88:294/354 : este engenho contina ar-
rendado.
O ascordo feito com D. Mara Lucia consisti
tiesta coinpauhia comprar os bens que ella poasuia
eucravados e que quera litigar, pelo prec > de 10
coutos de ris, que com as despezas importaram
em 10:803/260; e constaram de urna parte na
propriedade Apipucos no valor de 5:711/734, na
baixa d-< eapim denorntundi da M >ss ^ue estima-
mos em 3:000/000, e na casa abarracada, com va-
rias dependencias e sitio, no pateo do engenho, re-
presentada nos balancos por 2:091/526.
Necesitando esta companhia construir aloja-
mente p obras, pareceu-ioe preterivel oaiprar casas edifi-
cadas no engeiih i: 1 por ser mais rpido, nao
p-rturbar amarha das ooras ; 2o por libertar
eomnaiihia dos inconvenientes rasa tent- da exis-
tencia de casas parteneeut -s a estraob"8 eai ter-
reses desta companhia; 3* por economa.
Estas casas elevaram-se a 12t algomas subdivi-
didas e p idendo servir de mais de umn, e custa-
ram 10:.S 74*600.
Addicionando a cas* de D. Mana Luc a, que.
tambera est prestando utilidade obras, som
mam 12;45*32t.
O chalet do Prata coastiuccio de dat* ante-
rior, assim como as ourras casajque servem de ar-J
mazem e habitaco do* empreados.
Tambem comproa se urna posse do trras, na
mesma propriedade Apipuoos, no local denomina-
boje incontestavel, o que permittir posteriores
desenvolvimientos do melhoramonto.
A receita, despeza e saldo, em out-a parte fo>
estudado, e evidenciado ficou que corroborava os
outros dados indicadores das ezeellentee condices
financeiras da companhia prosegundo-se no raes
mo rgimen econmico e sempre cogitando-se do
futuro.
O nica corapromisso existente, o emprestimo,
nao pesa muito para ser remido, foi tracado de
modo a nao infundir nenhum receio para o estado
financero da companhia, ou com mais veras pde-
se afirmar que veio concorrer para notavelmente
consolidar e melhorar a situacao financeira.
Quando terminar a transformacao que se opera
presentemente, outros horisontes abrir-se-hao, nao
rpidamente, com lentido, e sabendo-se aprovei-
tar e bem estabelecer a nova organisaco que |
necessario dar, trabalho prolongado, em bases fir-
mes e iaatacaveis assentar o futuro financero da
companhia.
CONCLUSO
Freguezia de S. Jos
Isidoro de Preitas Gamboa.
Manoel de Alcntara Souia Gouveia.
Fregara da Boa- Vhta
Joo Viotor Alvos Matheus^
Miguel Archanjo Miudello.
Maaoel do Nascimento Silva Bastos.
Dr. Manoel Nicolao Regueira Pinto de Sjuz.
Jos Frattciseo da Foneeca Galvao.
Freguaa da Gracu
Joaqnim Fraacisco das Chagos e Silva.
Freguaa, de Afogados
Francisco Sodr da Cunh'a Motta.
Freguezia' do Poco
Francisco do Reg Mello.
Iloutem funecionou eom a presenta de nu-
mero legal de juizes de facto, no julgamento do
reo Bento Congo, natura! d'frica, o qual achava-
se pronunciado no art. 192 do Cod. Crim, pelo
faci> <"> haver em 17 le Marco de 1885, no presi-
dio de Fernando de Noronha, onde cumpre a pena
de gales perpetuas, assassinado a menor Antonia
Mara da Conceico.
O reo declarou no tribunal ter a idade de 107
aaaos, e haver morto a Antonia, para qa.' nin-
gaem dalla segosasse, visto como havendo criado
a dita menor para ser sua inulher, a mi da mev
ma pretenda casal-a com outro.
Foi patrocinado pelo advogado dos* presos- po-
bres Dr. Luiz Emygdio Rodrigues Vianua, sendo
em vista das decisoes do jury condemnado ll
annos e 8 meses de priso, grao mximo do art.
194, combinado com o art. 49 do Ood. Cria.
FallecimientoNoticias de Iguarass di-
zesa ter all fallecido ante hontem, aps 44 diasde
soffrimentos de febre typbica, o joven Joaqnim
Bento do Amaral, filho dilecto do nosso amigo Sr.
Jo3o Francisco do Amaral, deputado piovincial.
Tinha 13 annos de idade e era de exemplar cora-
portameoto. De intelligeocia prompta e dedicado
ao esludo, era urna lisongera promessa pira seu
desolado pai, a quem apresentamos nossas condo-
lencias.
Press em proccno-0 Sr. Dr. Olivei-
ra Escore!, 2- promotor publico da capital, nos
pede para jecUrarmos que, como vero os leito
res do documento abaixo publicado, inexacta a
noticia que sob essa epigrephe deu a Provincia
de hontem, relativamente a Jos Pacheco Floren-
cio, fallecido na Casa de Detcnco ha p.ucos
das.
Certifico em observancia do despacho sapra,
que o reo Jos Pacheco Florencio se acha pronun-
ciado as penas do art. 257 do cdigo criminal,
por sentenca do Dr. juiz de direito do 4- districto
criminal de 21 de Maio do corrente anno, a qual
foi intimada ao musmo reo, sendo que o processo
se acha apreseotado ao jury, e o seu julgamento
deixou de ter lugar hontem, em virtude do haver
o mesmo reo fallecido, como consta da parte ofi-
cial publicada no Diario de Pernambaco. O ie-
ferido verdade. Recife, 15 de Julho de 1886.
Subscrero e assigno.
O escrivito do juryFlorencio Rodrigues de
Miranda Franco.
Companiiiii Ferro-Carril de P<>r-
nstmhidco. Assume hoje a gerencia d'esta
companhia, o Sr. Carlos Alberto de Mene-es, em
snbstituico ao Sr. Gustavo Adolpho Schmidt, que
solicitou e obteve da respectiva directora a sua
exoneraco.
Que seja S. S. tao feliz na gerencia quinto foi
o seu disiincto e honrado antecessor, sao os votos
que tazamos.
FeadaAnte-hootem, cerca de 8 horas da
noite, na ra Mrquez do Herval, priuneire dis-
ricto policial da parochia de S. Jos, Cecilio An-
facadas em Severo Jos
e travaram dis-
iSr. Accionistas. Por maiorea bices qqe sur-
gssem em caminho, por mais ingrata que se tor
nasse a misso, nenhuma hesitaclo nem arrefeci-
mento de esforco houve por parte desta directora
e seus auxiliares, e cont que ser mantida a mes-
ma perseverante at terminar-se a tarefa que se
impoz, e vos lhe confiastes.
O trabalho perseverante tudo vence, e o mais
difficil est superado, oomo acabaes de ver, e mais
nao se poda fazer.
Recife, Ju'ho de 1886.
CeMiano iiawsede ALves Ferreira,
Director gerente.
tonio da Silva deu duas
Francisco.
Ambos estavam embriagados,
puta por causa de agurdente.
O offensor foi preso em flagrante, e o offendido
ioi recolhido ao Hospital Pedro II.
DinlielrqO paqueteElbe trouxe psra :
Diversos 17;000/0#0
O mesmo paquete levou para :
Portugal 100
Franca 100
O paquete Para levou para:
Alagdas 8:000/000
Rio de Janeiro 3:21.0/000
. Flente de Pnolo-Aa 6 horas da
tarde, de 19 do corrente, reune-se em assembla
geral, na casa de residencia do Sr. Dr. Hermo-
genes Scrates Tavares do Vasco ucellos, em Olio-
da, o conselho particular da soeiedade de S. Vi-
cente de Paulo.
Crisme de nedsUa falsas O Sr. Dr.
ebete de polica remetteu hontem ao Sr. Dr. juiz
de (i'rjjit'iio 4 districto criminal o inquerito a
3ue proceden ltimamente pelo crime de fabrico
anotas do Thesouro Nacional, de 100/.
Concert vocal e Instransemal
Nos saloes do Club Carlos Gomes realisar-se ha
amanba noite um grande concert vocal e ins-
trumental do distincto e bem eonhecido pianista,
nosso comprovinciano, Sr. Jorge Vctor Ferreira
Lopes Jnaior.
Coadjuval-o-haO ueste concert algumas das
suas mais adiantadas discipulas, amadores e pro
fessores.
Deve ser urna bonita festa.
Assassnato A's 11 horas da noite ds 5
do corrate, no termo do Bonito, Francisco Lou
renco da Panacea ferio mortalmeote com duas fa-
cadas a Francisco Paulino dos Santos, que talle
eeu dous das depois.
Contra o delinquente, que se evadi, procedeu -
se nos termos do mquento policial.
FerintenloAnte-hontem e no 2' districto
da freguezia da Graca desta capital foi preso em
flagrante Canuto Augusto Canabarro por haver
ferido a Francisca Mara do O', com quem vivia
smasado.
Abrio-se o inquerito ao criminoso.
Tentativa de tuerteNo da 8 do cor-
rente foi preso e recolhido cadeira do termo da
Pedra o individuo de nome Manoel Cavslcaute,
por haver tentado assasahrar a Arnau de Bollan-
da Cavalcante, 1 supplente do delegad* dahuerle
termo, na occasiao em que esta aatorid&de- efretua-
va a priso de um desordeiro.
Procedwi-se a tal respeito na -forma da lei.
Escola do engesso Arara. Esta cs-
ccla, sustentada pelo capito Francisco Vidal de
Aranha Montenegro, e regida pelo professor Tho-
maz Cavalcante da Silveira Lins, tem de ficquen-
eii na aula diurna 5 alumnos e na nocturna 10.
O numero de matriculados na diurna de 5 e na
nocturna de 14, sendo gratuita o cnsino da aula
nocturna.
Paquete NicerL-se no Jornal do Com-
.mercio, da corte, de 9 do crrente :
< O paquete trance* Niger fes' a traVessia de
Bordeaux ao' Rio de Janeiro em 17 das e horas.
KtVlSTA DIARIA
Assembla Provincial Funccioooa
hantem, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley, tendo comparecida
27 Srs. deputados.
Foi lida e approvada, sem debate, a asta da seo-
so antecedente.
O St. 1* secretario procedeu i lei tura do se-
guiote expediente :
Um oGjco do Sr. deputado Constantino Rodri-
gues de Albuquerque, communicando que por mo-
tivo de molestia tem deixado d compareesr s
sessoes.Inteirada.
Outro do secretario do governo, dovolvasdo saaa-
cioaado um exemplar da resolco relativa a cr-
ditos npplemftntares.A* archiva.
Outro do mesmo, devol vendo informadas as pe-
tices de D.iProcopia Rosa di Jess, Antoaio Han-
nque de Souza Gones e D. Militana dos Santos
Jorge.A' quem tez a requisico.
Outro do mesmo, remetiendo urna informaco do
inspector do Thesouro Provincial e mais papis
relativos ao pagamento de 27/089 de transportes
concedidos p ir conta da proviaeu, nos carros d*
estrada de S. Francisco, em Maio ultimo.A'
commisso de orcamento provincial.
Outro do mesmo, dem, dem, sobre o 777/600 de
passagens concedidas por conta da provincia nss
vapores da Companhia Pernambucana, a senten-
ciados que seguiram para o presidio de Fernando
de NbT.*taa. em Jaste rtiino-A' commisso d* De ?ernBm_b_B^tB'^*Jte^ll,?;8"nl ^"^""i',
orcamento provinaial.
Outro do mesmo, dem idem, sebre o de 5/800
de passagens concedidas por conta da provincia,
nos carros da estrada de ferro do Limoeiro, em
Maio ultimoA' commisso -de oreament* pro-
vincial.
Outro do secretario do Instituto Archeologico e
Geograptaico Pern-\nrbucao, enviando 6 ejempla-
res de sua revista para serem distribuidos pelos
raetabres da mesa e um para archivo bata As-
sembl-i.A' distribuir.
Oraram, pela ordem, os Srs. Jos Mria, Joo da
Oltveira e Costa Ribeiro, enviando o primeiro H
mesa i urna- moca, que I ella nao aceitn nao termos
do art. 145 do Regiment, dando isto lugtr a so
retiraren! os Srs. deputados da minora.
Encerroa-se, sea debate, diacussao do reqae
rirnento do Sr. Juveneio Mariz, pedindo nforma-
ces sobre as ultimas eleicoes de Caruar, nao se
votando por falta de numero.
Passou-se Ia parte da ordem do dia.
Encerr.iu se a discussao das emendas appro-
vadas na 3 do projecto n. 54 deste anno (orca-
mento municipal) sen lo irpoiado um reqoerimento
de adiamento por 24 horas, assigoado por 6 Srs.
deputados, e nao tendo sido apoiados dous de ada-
meato por 48 horas, um assignado pelo Sr. L >u-
reneo de S, que orou pela ordem, e outro por tres
Srs. deputados.
Adioo-se a 2* diacussao du emenda aprovada
na 3* do projecto o 27 desta anno (fixaeo da torca
policial).
Passou-se 2.a parte da ordem do dia.
Adiou-se a Ia diteusso-do projeeto-n. 7 deste
anuo (ponte do Mameluco na Eseada).
A ordem do dia : Ia e 2>. partes -continuaco
da aufeceiento.
Tribunal do jury do Bocfe.Ante-
hontem deix-iu d. haver juljramouto neste tribunal.
por s haverem comparecido 35 jurados.
*ol imposta a malta de 20/ a >s que faltaram e
sorteados mais os eeguintes supplenxs:
Fregvetia do Recife
Carlos Estanislao da Costa
Antonio Joaqnim Fe/reira Filho.
Freguezia de Santo Antonio
Antonio Jos Pereira de Mendoaca.
t* nao se taz e sahindo da Baha no da 5, 11
horas da noite, fundeou hontem, s 7 oras Ja a-
nhi, em frente a Willega%nen; i isto 56 horas,
ao nosso porto, apezar Je ter urna aaar du- hlice
quebrada.
sr. lloara -A bordo do paquete Pdrd, qse
passou ante-houtem para o sol, vai de passagem
para a corre, o eagenheiro evif Dr. Ignacio Bap-
t'w.a de Moora, residente- no; Para, onde depu-
tado provincial.
O Dr. Moura um moco distincto, pelo seu ta-
hsaC', e josa (ieoympathia na mesma provincia.
Desajamos-lbe Miz viatrenu
A oa Illaolraca-ecebeaso o r>. 180
da Moda liutrada. o qual tras figuriao de- P*riz,
tapocarias, bordados e outros moldee de tra
balhos.
Mirrionnrlo CnlversalDa Livraria
Franceza recebemos as cadenetas de ns. 29 e 30
do Diccionario Uoiversal de educaco e entino.
Agradecemos.
A Bstaco ft"cel>-?mos pelo ultimo paquete
procedente do sul do imperio, o n. 13-dete jornal
c ma 'as.
FallecitaeatoA' 1 hora da aadragada
de hontem rendeu seu espirito ao Creador, no Poco
da Panella, ende resida, D. Fraucelina de Miran-
da Henriques Lopes Reis, esposa do 8r. Jos Fer-
reira Lopes Beis.
Senhora de virtudes, a sua morie produzio m
toda sua f..mili geral cousternaco.
Aecomaettida desde alguns annos de tubrcu-
los pulmonares foi ella arraneada. aos bracos de
seu sp iso, coutando 42 annos de idade e doixaa-
do 6 filbos na orphandade.
Pezames sua familia.
tranimillra PurtatoeisDe S. Pau-
lo rec-bemos um livro de 360 paginas,- em 8l gran -
de, edictado peljs Srs. Teixeira dt Irmaos, com o
titulo de Grammatica Portmgueza, por Julio Ri-
beiro, 2- edieco.
E' um livro j julgado pela critica, que lhe foi
benvola e mesmo encomistica, o que agora, ex-
purgado de alguas sm5"S, melhor jas faz puhli -
ca aceitaco.
O m-thodo do Sr. Ribeiro excellente, e a cor-
reccao do estyllo digna ds applauso ; em fama*
a sua grammtvioa recoxnmenda-se para o eatudo
serio da lin_'ua portuguesa:
Limoeiro. Escrevem-nos em 14 do cor-
rente.
< Peeo-lhes um eantinho na saa Ilustrada Re-
vista Diaria para lhes dai, como ha temos fazia-
mos, noticias desta comarca, que, pelo sea pro-
gresso proveniente da estrada de ferro a agricul-
tura, urna das de mais futuro da nossa iuditosa
provincia
A edificaco desenvolvere e o comwercio j
bastaute animado.
A amenidade de seu clima faz com que a sua
populaco crvsca sempre, pois um ponto de gran-
des vantagens hygleuicas, principalmente para as
molestias dos orgaos respiratorioseste serto a 3
horas de viagem d'essa capital.
O invern tem trazdo para os agricultores e
criadores, abundancia dos eereaes e espjrunca na
futura coiheita do algodo e na safra do assucar.
cuja cultura vai se desenvolvendo.
" Ha muitos annos as temos o Capibaribe oom
to repetidas enchentes. Se nao fosse a acertada
providencia da Cambra Muuicipal em mandar cal-
car a ra principal, que vai do centro eommer-
cial cstacao da estrada de ferro, impossivel se-
ria o seu trajecto, tanta era a lam, que juntava.
Essa medida foi proposta pelo vereador F.
Athelan, que duran signalados'servicos o municipio.
As eleicoes correram pacificamente. Os con-
servadores ganharam urna victoria enorme, devida
sua forca e disciplina adquiridas sob a direceo
dos chefes mais prestrnosos Firmino, Guiuga e
Jos Mana.
Os liberaos s conseguiram eleger em 1" es-
crutinio um candidato ao cargo de vereador.
O coronel Antonio Candido, chefe de urna das
traccoes libaraes acaba de bolemuemente manifes-
tar a sua adiiesao ao partido conservador, decla-
rando no manifest que publiciu, que o seu parti-
do s lhe deu dissabores e compromettmentos em
sua pequea fortuna. Parabcns ao partido conser-
vador por to bella acquisico.
Acabam de ser eleitos para a nossa Edilidade
homens como Joao B. do Sacramento, hbil advo-
gado provisionado, conhecedor das necesidades
do municipio ; Joaquim Ferreira Guinga, abastado
fazeodeiro e capitalista, e que acaba de oflerecer
mil parallelipipcdos para o calcameuto de que j
fallei ; Joo Francisco e outros prestrnosos cida-
dos.
Por iniciativa do Rvm. \igario, major Ferrei-
ra Braga e Dr. Edut>rdo Correa, prometor publico,
est convocada urna sessb especial do Club Lit-
terario Limoeirtnse para o fim de sua reorganisa-
co. O Club ha muito tempo nao funeciona e sua
bibliotheca jaz abandonada.
Nao devemos finalisar sem felicitar a 63sa 1-
lustrada redaeco pela acertada escolha, que fez o
partido conservador do Dr. Felippe de Fgueira
para candidato deputacao geral pelo 3 distric-
to, na vaga do nosso amig* Dr. Correa de Araujo,
de saudosa memoria.
o Estamos certos de que o candidato de que fal-
lamos ser o deputado, vista dos seus altos me-
recimeutos, j como poltico, j como jornalista,
onde sempre revelou talento e illustraco.
LeilftesEfiUctuar-se-bo:
Hoje :
Pelo agente Brito, s 10 1[2 horas, na ra do
Padre Nobrega n. 22, de piano, miveis, obras de
ouro, prata e livros.
Pelo agente Pestaa, ao meio dia, ra do
Commercio em Olinda, de um sobrado.
Pelo agente Pinto, s 10 e 1/2 horas, na ra do
Vivario u. 12 de miudezas, ferragens diversas, etc.
Pelo agent Gusm&o, s 10 1/2 horas, na ra do
Alecrim n. 22, de movis, loucas, vidros, livres e
obras de ouro e prata.
Masas Cuneares.Sero celebradas :
Hoje :
A's 7 1/2 e 9 horas as matrizes de Santo An-
tonio e Gamelleira, por alma do acadmico Fran-
cisco de Aesis Lins Caldas.
Sabbado :
A's 7 horas, no convento da Gloria, por alma
de D. Joaquina Ferreira de Salles Dutra.
Sexta-feira :
A's 8 horas, sm Santa Rita de Cassia, por alma
de D. Joaquina Emilia de Oliveira e Silva ;
Terca-feira;
A's 8 horas, naa matrizes de Santo Antonio e
Gamelleira, por alma do capito Vicente Elias Ca-
valcante de Albuquerque.
Pasante Iros.Sahdos para o tul uo vapor
nacional Para :
Leovegildo Jos do Araujo, Francisco R. Perei-
ra, Joo A. de Mallos, Antonio Jorge, Jesuino dos
Santos Pinto, Jos M. dos Santos, Alfredo A. C.
Duarte, Anselmo R de Carvalho, Joo D. Lourei-
ro, Antoaio M, da Silva CeSlho, Marcelina, Joo
Gomes, John Kirk e sua senhora, J. J. Easkine,
Dr. Alfredo Dias, Mme. Ducasble e 2 filhos, Dr.
Phaelante da Cansara, Arthur B. Dallas, Rosa F.
de Hollaoda, Jos Leopoldo Bouigard. Josa A. de
Oliveira Mendonga, Maaoel de Miranda Sampaio e
Jei B. Rodrigues.
Chegadoa do sol no vapor americano Ad-
uane* :
Dr. H. F. Corroa de Mello, Mr. Robert. Suaft e
F. B. Bloxhaa.
Casa de ssafnaasr Movimento doatpre-
sos no dia 14 de Julho :
Existiam prosas 800, entraran 9, sahisaas 7,
existem 301.
A saber :
Nacionaes 269, mulheres 4, estrangeiros 11, es-
oravos sentenciados e proceBsados 10, ditos de cor-
reeco 8.Total 302.
Arracoados 268, sendo: bous 258,doentefJ.O
Total 268.
Nao houve alteraoo na enfermarla.
Molerlas da corloEis a lista dos aume
ros mais premiados na 1. part* da 24. loteras
(198, 1* parte) das obras do Hospicio de Pedro II,'
extrahid* 8 de Julho :
tbbmios dh 100:000/000 a 1:000/000
Loleria Extraoruiaria do Vpiran
ga O 4.a e ultimo sorteio das 4. e 5.: series
desta importante lotera, cujo major dremio de
150:000/000, eer exteasida a 14 de Agosto prj
ximo.
Acharase exposto vendaos (reatos dos ti
Ihetes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Mar-
co n. 23.
liOteria da provincia de Manta Ca
(harinaEsta latera, cujo maior premio 'de
100:000/00, dever ser extrabrda hoja 16 do
corrente impreterivelmente, s 2 horas da tarde.
Chamamos a attencb paraoannuncio desta im-
portante lotera, publicado na seceo competente,
pelo diminuto preco parque se vendem os brine-
tes.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, ra Primeiro de Marco n. 23.
Lotera da corteA 3 parte da 364 lo-
tera da corte, cujo premio grande de.100:000/,
ser extrahida no dia .. de Julho.
Os bilhetes acbam-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns 37 e 39.
Tambem acham-se venda na prac da Inde-
dendencian3. 37 e 39.
lint mi ouro PublicoForam abatidas ni
Matadouro da Cabanga 82 rezes para o consumo
do dia 15 de Julho.
Sendo : 66 rezes perteucentes a Oliveira Castro
iS C, e 16 a diversos.
Mercado Municipal de <*. fosO
movimento deste Mercado uos dias 15 do cor-
rente, foi o segrate :
Eotraram :
32 bois pesando 4,685 kilos.
335 kilos de peixe a 20 ris
63 cargas de farinha a 200 ris
42 ditas de fructas diversas a 300
ris 1236
10 taboleiros a 200 ris 2*000
13 Sumos a 200 ris i/600
Foram occuaados :
24 1/2 columnas a 600 ris 14/700
26 compartimentos de frinha a
500 ris. 13/000
24 compartimentos de comida a
500 ris 12/000
76 1/2 ditos de legumes a 400 ris 30/600
16 compartimentos de suinoa 700
ris 11/201)
13 ditos de tressuras 600 ris 7*800
1G ditos de ditos a 2/ 20/000
A Oliveira Castro & a:
2 talhos a 500 ris 1/000
54 talhos de carne verde a 1$ 54/000
Deve ter sido arrecadada nestes dias
a quantia de 200^00.
10945
2288
1483
294
5683
435
450
2269
1C882
12636
13310
10944
10946
2287
2289
rrioxoucoxs
100:000/001
20:000/000
5:000/000
2:000/00.
2:000*000
1:600/000
1:000/00
1:000*000
1:000/00
1:000/008
1:000*000
1:000/001
1:000/00
600/00
600/00
panlios os 500/
4595 7689 10054 12723
4686 9463 11671 13831
695* :10069 11950
FRianos de 200/000
3602 833 10308 12772
4055 8378 10942 13034
4431 8479 11052 13198
6654 9326 11575 13*70
7305 9613 11941
rawios na 100/000
4521 8414 103S7 12198 13262
4567 8476 10580 12804 13470
4722 8661 10690 12683
4931 9246 11526 12913
5235 9773 11610 13251
6979 9874 11931 13253
8038 10177 12023 13254
8068 10354 12144 13261
da pro vsela Qainta-feira,
so extrahir a lotera n. 64, em be
.Seio-da Santa Casa de Misericordia do Re-
cite.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora ra
Conceico dos Militaras, se acharo expostas as
urnas e as espheras, arromadas em ordem num-
rica aoreciacao do publico.
Lotera da cortePor telegramma recei-
do pela Casa Feliz, sabe-se terem sido estes
os nmeros premiados da 2a parte da lotera 193a
extrahida no da 15 de Julho :
1.078 100:000/000
8.U7 2O:0O/OOO
9.117 5:0000/000
Lotera do RioA 3a parte d lotera
n. 1.'8, do novo plano, do premio de 100:000/000,
ser extrahida no dia .. do corrente.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da Fo;
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Loleria de Mcele de SOOiOOOftOOO
A 17' el 8 parte* da 12 lotera, cajo premio
grande de 2?0:000/, pelo novo plano, ser ex
trahida impreterivelmente no da 20 de Julho- s
11 h ras ds macha.
.iiIhetes venda na Casa Folia da praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Tambem acham-se i venda- na. Roda da Por
tam> ra Larga do Rosario n. 36.
2180
2682
3252
802
832
1572
1706
3596
3071
3115
3158
3660
3670
3826
4117
4340
Precos do dia :
Carne verde a 240 e 400 ris o kios.
Sau.oJ a 5C0e 50 ris idem.
Carneiro de5 60 e 800 ris idem.
f'anuh. de 320 a 240 ris a cuia.
Milho de 280 a 320 ria idem.
Fcijao de 640 a 1/200.
Cemiterlo publioo.Obituario do dia 13
de Julho:
M.noel,Pernambco, 1 anno, S. Jos ; entente.
Marianna Anglica da Silva, 56 annos, solteira,
Boa-Vista ; congesto cerebral.
Benedicto Mendes da Cunba, Pcrnambaco, 45
annos, viuvo, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Jos Pacheco Florencio Pernambuco, 30 ao-
nos, solteiro, Saato Antonio ; hypertrophia.
Felicidade Perpetua Ramos, Pernambuco, 20
annos, solteira, Boa-Vista ; febre peroioiosa.
14
Alberto, Pernambuco, 7 annos, Boa-Vista ;
hemorrhagia intestinal.
i aula Mara da Conceico, Pernamb
anos, solteira, Boa-Vista ; caahexia senil.
Cypriana Maria de Jess, Pernsmbueo, 36 an-
nos, solteira, Boa -Vista ; tubrculos pulmonares
Maria Rita do Rosario, ignorase, Santo Anto-
nio ; congesto cerebral.
Mara, Pernambuco, 5 mezes, S. Joi; convul-
soes.
Clarinda Firmina de Souza. Pernambuco, 40-
anaos, casada, S. Jos tubrculos pulmonares.
Anna Maria da Conceico, Pernambuco, 42 an-
nos, viuva, Saato Antonio; bronchites.
Caudido, Pernambuco, 3 mezes, Graca ; convul-
soes.
COHHUNICADOS
935
944
956
1227
1511
1918
3033
3070
Lnte.il
2 de Julho,
Ao cleitoraa* d J* dlttrltto
Illm. Sr.O fallecimento do Dr. Antonio Fran-
cisco Curreia de Araujo, abrindo urna vaga na de-
putaco de Pernambucs, determiuou a necessidade
de urna cleico no S districto, que aqnelle Ilustre
cidadao to dignamente representava.
Para preenche essa vaga proponho-ma en aos
snffragios do distincto elaitorado desse districto,
nao movido por impulso proprio, nem tomado de
ambicies que estoa longo de nutrir, mas porapre-
sentaco do partido em cujas fileiras milito e alen-
tado pelo desejo de continuar a prestar serviess a
paiz nesse posto de combate que me foi indicado.
E', pois, escudado com ease patritico desejo e
patrocinado pelo meu partido, cujo venerando
cafu tenho por amigo, que eu vanbo solicitar de
V. S. o seu voto a todo o asu precioso auxilio
minha oausa uo pleito qas se vai ferir brevemente
neasa districto, onde V. S. gosa de prestigio a dis-
poe de merecida influencia.
Bem eonhecido nesta provincia, onda aasci e
ende teoho sempre vivido mourejar em fadigoeaa
lides pelas ideas conservadoras, c sob a gvde
d'aquella honrosa apresentacao; creio que ser-
me-ha excasada a exhibico da um programma,
pois que outro nao posso ter que nao o do partido
ao qual tenho servido com dedicaco e esforco.
Entretanto, de harmona com o notavel discurso
proferido no Senado, em 1879, pelo honrado 8r.
eonselheiro Joo Alfredo Correa de Oliveira, digno
chefe conservador em Pernambuco, direi que a
synthese do meu pragramma pugnar pelas re-
formas que forem e desenvolvimento pratico dos
grandes principios liberaes consagrados na Con-
stitituico e que formam & base das instituicoe
que nos, os conservadores, maatemos e queremee
man ter.
Dentro de taes limites ha espago bastante para
todos os melhoramentos intelectuaes, moraes e ma-
teriaes, para todos os ccmmettimentos serios da
poltica, economa, financas e administraco, emfim
para todas as mais altas aspiraces dos povos
'ivres, que vivem sob o rgimen parlamentar.
No decarso dos vinte annos que constituem a-
minba vida publica, sempre girou nessa rbita s
a minha actividade, e disso fatem prova os ojeaa-
modestos esforcos na Assembla Provincial os
meus pequenes trabalhos na imprensa, estes lti-
mos attestados pelo Diario de Pernambuco, em.
cujas paginas tenho esterictypado a minha alma
e o meu coraco, pugnando por tudo quanto se me
tem augurado til e vantajoso causa do paix e
mais particularmente desta provincia.
Como garante dos meas intaitos de futuro offe-
eco esse molesto passado ao digno eleitorado do
3* districto, assegurando-lbe que envidarei quanto
eouber eu> u..!m para e!evar-me altura da sita-
gao do paiz e para mostrar-me merecedor da con-
fianca co n que me honrar esse digno eleitorado
O meu norte ser o bem publico e o caminho
para elle essa honrosa confianza que nunca faltou
ao illustre cidado quem aspiro substituir e cu-
jas irtviJes cvicas tomarei por modelo.
Subscrevo-me com a maior consideraco e res-
peiter.
De V. S.,
Amigo, attento, vonerador e criado.
Recife, 6 de Julho de 1836.
Felippe de Figueira Paria.

ssol


Diario de PernambucoSexta-feira 16 de Julho de
lCe6
PIJBLICACOES A PEDIDO
Para
Do Diario do Ordo Para transcievemos
O seguinte :
Dr. Bemocrito cavalrantl
Reoebendo hoje do mea illustre amigo
Dr. Democrito Cavalcanti a carta que o
publico vai 1er, julguei necessario publi-
eal-a bem como o documento que ella
refer'e-se, nao porque entcada que S. S
precisa de defeza n'esta provincia, mas
para evitar que l fra a calumnia ero
desespero de causa possa fazer fortuna.
N'esta provincia, onde um partido intei-
ro e a imprensa levantam-se para victo-
riar o meu Ilustre amigo, gratos sua de-
dicado, firmeza e lealdado, bem se v
que elle nao precisa de justifioacjio pelo
acto que mais cnobrece e reeommenda o
seu carcter.
Siga o su destino o Sr. Dr. Democrito,
certo de que, fazendo votos pela sua feliz
viagem, o partido conservador faz bonra
sos seus nobre8 sentimentos, o despja ar-
dentemente seu regresso esta proviacia,
como ha mister a sua nobre causa.
Belm, 5 de Julho de 1886.
Antonio Bezerra da R. Moraes.
Ulustre collega e amigo, Dr. Antonio
Bezerra da Rocha Moraes ParA, 4 de
Julho de 1886.Suppondo que V. ainda
recorda-se da conversa que tivemos em
Beneuides nos dous dias que alli pssamos
em tSo agradavel convivencia, tenho por
certo que nao lhe causar estranheza o as-
sumpto desta carta.
Deve lembrar-se, que lhe revelei o pro-
posito de nao vir iraprensa defender-me
de accusacBes provaveis pela minha des-
harmonia com o Sr. conselheiro Freitas
Henriques.
Pois bem: mudaram-se as circumstan
cas em que eu assim nrinifestava-me, e
licito que mude tarobem o meu procodi
ment.
Eu confiava que o Sr. conselheiro Fre-
tas, com quem eu nao briguei, manteria o
pacto que propoz me, e eu aceitei, de nao
ocuparse do assumpto senao em carta ao
eeu digno filho Dr. Joao Freitas ; e na
firme disposicSo de ser leal at nisto, re-
tirei-me para a colonia, e abstive-me de
explicacSes que os amigos pediam anciosa
mente.
Eis, porm, que, recolhendo-me a esta
capital, no dia 30 do inez prximo passa-
do, para cuidar da minha viagem, soube
com certeza, que ainda urna voz poda rae
considerar sacrificado.
Muito me peza referir tudo quanto sei
das cxpansSes do Sr. conselheiro diante
dos liberaes; porm peza-me ainda mais
deixar que esses nossos adversarios esgo-
tem urna fonte t2o abundante de informa-
cues... despeitadas contra roim.
Tenho maturos pjra poupar-mo a desa-
brimentos. E' de minha ndole a medera-
cio, e hojo em dia nada me repugna mais
do que essa incontinencia de lioguagcm que
ovtros, erradamente, julgara iodispensa-
vel sua defesa.
A verdade por si s destre o aleive e
nata a calumnia.
Minha situacao melindrosa e diffi. il,
por sso mesmo que eu experirrent) indi
zivel constrangimento em retaliar, mxime
tratando-se de um cidadan respeitavel pe-
la sua idade e posicSo social.
Faco timbre em respeitar us komensfei
tos do meu paiz, e doe-me o coracio quan-
do, cerno agora, sinto nicessidade de op-
por embargos a expans3e3 menos conve-
nientes de algum dellee.
Mas, V. bem comprehende, que entre
eeses sentiroentos e o da propra defeza
nSo ha que hesitar.
Ocoorre, porw, que agora nao posso
defenderme, pois que devo seguir amanhS,
a bordo do vapor Para, com destino a Per-
aambuco. Por isso elegi-o, pela confiunca
rae inspiram-ce a sua illustracao, seu cri-
terio e pratica das lucias polticas, para
justificar-me, ou antes, p ira rcstebelecer a
verdade dos tactos, por que nSo desejo mais
de que isso.
O documento de que ora disponho ( e
tado) a carta que dirig ao referido Sr.
onselheiro Freitas Henriques no dia em
COMERCIO
Boita coumerclal de Pernan
buco
RECIPE, 15 DE JULHO 9E 18Sb.
As tres horas da tarde
CotacSe* officiaes
Apolices da divida publica, de 6 0/0, do valor de
1:000*000 aopar.
Na hora da bola
Vende) am-se :
6 apolices geraes,
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
Pelo secretario,
Eduardo Dubeux.
RENDIMENTOS PCBLICOS
Mea de Julho de 1886
ALPANDEGA
que tornou-se-me impossivel continuar a ser-
vir com S. Exc.
O Sr. conselheiro devolreu-me essa car-
ta de mo a mo, declarando-me que ella
era infiel em mais de um ponto, e o erm-
promettia; mas eu don lhe a minha pala-
vra de honra, que ella aezpressSofidelis-
sima da verdade em todos os seus perio-
dos, palavras, letras e virgulas.
Minha toleran i i nao pode chegar ao
ponto de modificar o que eu escrevera, co-
mo nlo tinha podi lo modificar o parecer
que motivou a desharmonia.
Respond com aquellas palavras muito
eonhecidas: o que escrevi ata escripto.
Vejo agora tudo isso invertido, os pa-
pis trocados, e eu apontado pela Provin-
cia, orglo liberal, como desleal e conspira-
dor I
Respeit) a attitude dos Srs. liberaos;
mas nao posso perdoar a crueza de quero
devia corresponder prudencia e escrupu-
losa reserva cora que tenho sabido, e em
toda minha vida proourarei evitar escn-
dalos !
Diga-o V. so j ouvio-me queicar ou
murmurar ao menos contra o Sr. conse-
lheiro Freitas?
Isto posto, meu amigo, de posse daquel-
h documento, publique-o se entender que
elle aproveita-me, e se ainda neceaaario
depoia de tanta nianifestaco^s de adheaao
e apreco minha peasoa, nao s da im-
prensa conservadora, como ainda do part lo
em peso, e de amigos iudiff*rentes polti-
ca, Ilustres cavalheiro8 a quem muito pre-
so.
Al.n disto, servindo-lhe esta carta de
procuraclo com os mais ampios poderes,
sempre quu julgar preciso defenda-me,
observando 03 dictumes da prudencia, e
sem esquecor jamis a decencia da liugua-
gem, tal como usa e propria dos seus
sent nentos e da sua posicao.
Evite, pirn, ainda menino com algum
sacrificio da minha causa, atacar a quem
quer que eeja.
Rspeite por mira a gratidlo que pren-
de-me ao meu ant-igonist* e a sincera
afFeicito que dedico a tres estimareis pes-
soas intimamente ligadas a elle.
De resto... agralecer a v. o favor c
abracal o era despedida.
Ade.ds. Como sempre, coll-ga, amigo,
affectuoso e obrigado.
Democbiio Cavalcastb
Gabinete do secretario da provincia do
Para, 18 do Junho de 1886. Illro. Exe.
Sr. conselheiro Freitas Henriques. Te-
do V Exc. e eu, era conferencia intima,
que tivemos no gabinete, na tarle de ante-
hontcm, chegado onclusSo de que o meu
parecer sobre o confli t> dado na cmara
municipal d'esta cidade do Belem, no dia
1. do corren te, importava abalarse a con-
fianca poltica entre nos, pedi a V. Exc.
que me permittisse deixar o exercicio do
cargo de secretario, com parte de doente,
at o dia 1. de Julho, no quid requerira
lieenca para ir a Pernambuco, onde um
facto domestico e o desejo da auxiliar a
oleicao do meu amigo Dr. Felippe Figuei
roa exigiam minha presenca.
V. Exc. calou-sc, e cu nao quiz insis
tr; mas no dia seguinte (hontem) pela
manliS redigi a lapis a minuta do offi io
rei-me victima... de urna situaco insus-
tentavel I. .
u vira para esta provincia como con-
servador, e oooio tal procederei em todas
as minhas aanifestasSes, embora com
grande magoa veja-rae privado da conflan-
9a, e, porventara, da estima, de um cava-
lheiro a quem sou extremamente grato.
Ante o meu dever de poltico nlo tai
recuar, como nao rcuei durante tola mi-
nha mociiade, principalimente no alti.^ee
sete anuos de cruel ostracismo, em minha
provincia, 01
a conducta de um otar*
Ilustre estianlo de bem proceder eca t
das as re c6> da vida.
Nao era d esperar, portaato, que eu
V3880 dar no Pr o triste espectculo do
arrefeciinento de minhas couriccSes pili'.i
cas !...
Prevejo que o meu aeto vai toe
mentado de Mi modos, e as minkas alen
gSes ser&o apreciadas pelo peior lado.
Paciencia I Fique tranquilla minha toa
sciencia de Mitdado fiel do seu panto**, e
estarei satiafeifta, cora tanto qae taataem
fique illsa a Loora de V. Exc, em fcv*
da qual darei sempre o meu testeoaaoft.
Sendo assim, nlo leve a mal V- Bxo.,
que eu deixe hje meamo a secretaria, xo
parte de doente, que rerdadeira, porque
estou realmente bastate incommeiado,
at que V. Exc. sirva se deliberar costo
lhe parecer mettior.
Por fira, dominado pela mais sinc**a gra-
tidao, por tan**s obsequios resabida, pa#
venia para suescrevcr-me, com tocU Maa-
tamonto e eaima De V. Eco. amigo,
afectuoso e oaUdo obrigade. DanoOTnK)
Cavalcante d'albdqdebqdb.
Mesqalnhia estra deHHprljw as
filustre anigo Dr. Viceafe d
i.eirius Ferrelra Laiidjni.
O CASAMENTO
Jm eemper faoit matrimmimi
felimtatem kominis ei trnrm-.
O casamento nos eleva aos Ceas.. ,
D'alma afugoata sensual desejo. ..,
Da chara existencia vis cs^arceus 1...
D'ura peito altante o mais doce airoso !
R^levai-me,
lavra.
portante, a insuficiencia da pa-
Noasos desmandes c'o aoioi reprime
A casta espoaa beniua e boa,
Anhelos sanctos era noss'alma inprier
Se queixas tem, a nos sorrir, per Quantas doguras. .., que virer ditoso
N'ura casalao p dos rlhinhoi seus!
I-ncantador painel maraTlhoso I
Nada mais sublime hxver, meu Deus 1
Que de caricias e agrados .mil...,
Bemdizendo a sorte, entre si oJo-troan
N 'ase existir sentimental, gazil,
Dous sres fidoe, qu'amiaade iawtl
Sereaa e pura deslisa a vi la.
Se em paz suave bons esposos vive 1
Ha coisas outras (meu pensar duvida)
ue mais na torca corajSes cnptivciu ?
Mas, quando os genioa se n5o casara bem,
E os doces layo d'amor distendero.. .,
Magoas trazer-nos o consorcio vem !
da partec.ip-iQlo c um bilhete, e mandei S entlo a honra e dever nos prendera I...
na pasta ambas aa coushs prea nja de
Que dilatada e penirel nos toi t rstsa au-
sencia !
Qnaato aspirramos'viesseis pressuroso ao I eme
da nao, oniada ao vosso provecto e habiliasimo
co riaee aarinheiios, as aurferas plagas aqie aos
destinamos!
E que inebriante alegra nos assalta e alv-
roea oeste momento em qae se realiaam noisos
coraiaes votos, nossa encantadora esperanza !
E' incontestavel que o cav Jueiro que elegeites
para vos substituir, o III33 Sr. Joao Cbrysostomo
de Mello Cabra!, a quem delegaitea a sacrosanta,
augusta misso de selar destes vossos cordeiri
hhos, seguindo vosso bello e editicativo exemplo,
que ootros devem tambera ssguir e respeitar, nos
captivu e prendeu senipro em correntes de amor
pela juatica, pela imparcialidade, pelas attetcoee
que nos liberalisava, e esse trato mimoso e deli-
cada qut lhe especial.
Polgaraoi de consignar e recenhecer aesta ve-
neranda solemnidade, e o humilde orador princi-
palmente pir motivos de elevado alcance, o bon-
rosissimo proceder do vosso di>tiocto intmediato,
protestando de nossa parte e de nossos pa e**-
e perfeita gratdSo.
Porm foram alterares de sade, de qe aiada
So estis de todo reatabelecido, que vos ohrl;a-
Ttm a nos deixar padecer tauta saudade.
Assim, pelo amor fino que nos merecis aor
rauitus e mu prbciosos ttulos, e vos consagramos
de aaraco, estavamos anciosis para abracar
nasso querido meatre, nosso amantissimo psi, nossa
ojo tatelar.
Bemvindo stjais, Iris de bonanca !
Qua as nosaas inn icentes preces elevea-sa en
nuvens d'ouro e azul ao seio do Altissimo para
vos conceder dilatados, felices e venturosos diaa
Britsant N <.
Soceade Aaxiliaaora fia AgrlCQl-
1
?;.po
:4o do jvro
V. Exc-, que, tomando as, e dvolvndo a
pasta, responden ao portador, que conver-
sara comigo mais tarde.
Entretanto passou-se o dia de hontnm,
e o de hojo j vai em raeio, sera que eu
saiba o que V. Exc. dignou se de re8olvcr.
Por deferencia a V. Exc. eatou dando
expediente; mas, cora pezar, e mui res-
peitosamente devo declarar, que alo poaso
absolutamente continuar no exercijio, de
pois de verificado, que nilo existe da par-
te do V. Exc, nem da minha parte, a
confianca poltica, que levou-me a aceitar
o cargo.
Este ponto para mira de escrupulosa
soaceptibilidade, e muito melindroso.
Minha dignidade exige imperiosamente
que eu nlo continua, desdo que V. Exe.,
por virtude d'aquelle parecer, entendeu
que nlo lhe guardo a mesraa lealdade de
outr'ora ; e eu, pela minha vez, ainda raui
respeitosamente expriraindo-me. conside-
BlKDA OBRA"
De 2 a 14
dem ua 15
fcaiTDA raoviKCLU.
De 2 al
dem de 15
Total
140:622/128
25:7814035
21:3724753
2:262608
166:4034163
23:6354361
BCDoaiAD 2 a 14
bteu dd 15
C#bulado Paovncii. De 2 a 14
dem de 15
DBiYiAoaDe 2 a 14
dem de 15
190:0384524
11:1494711
3074880
11:4574591
104:4304235
1:09'J4937
105:521^172
7:701*073
196*827
7:8974400
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Patacho ingles Eurtlca entrado de Porto Ale-
are o dia 14 do correte e consignado a Pereira
Oarneiro C, manifestou :
Farinha de mandioca 3953 saceos aos cousigna-
taries.
Vapor americano Advanee, entrado dos portos
do sal no dia 15 do correte e consignado a H.
Forster & C, manifestou :
Caf 382 saceos 4 ordem, 304 a Joaqnim Fer-
reira de Carvalho ce C, 205 a Manoel do-> Santos
Araujo, 153 a Paiva Valente C, 173 a Augusto
Figueiredo & C, 100 a Domingos Cruz & O, 80
a Fraga Rocha & C 76 a Justo Teixeira & C,
64 a Alberto Rodrigues Branco, 32 a Raltar Oli-
vtira & C.
Calcado 1 eaixo a Mendes & Oliveira.
Cigarros 2 barricas ordem.
Fumo 111 volumes ordem.
Mernadorias 1 volume ordem.
Panno de a'godo 231 faidos ordem, 14 a
F?rreira (se Irmo, 50 a Machado & Pereira.
Sala 3 vJumes a M. Cruz & C.
Sebo 75 barricas a Joaquim da Silva Carvalho
& C.
Uiate nacional Bom Jess, estrado de Maco
no dia 18 do corrente e consignado a Manoel Jca-
qnim Pesaos, manifestou :
Assucar 35 saceos a Pereira Carneiro & C.
Algodo 25 saccas a G de Mattoa & Irmaoa.
Mercadorias diversas 12 volumes ordem.
Sal 38,0G0 litros ao consignatario.
Trieste, vapor austraco Jokay, chegado no dia
15 do corrente e consignado a Johnaton Pater &
C, manifestou :
A50 60 caixas a Samuei P. Johnston & C, 50
a A. D. Carneiro Vianna.
Ameixas 1 caixa a T. Justo.
Farinha de trigo 2,808 barricas & ordem, 1,551
a Machado, Lopes ce C, 774 a Lopes & Irmo,
3o8 a H. Nuesch & C.
Paptl 11 fardos e 12 caixas a T. Juat.
IE3PAGB08 DE KXPORTAgO
Em 14 de Julho de 1886
Para o exterior
No vapor inglez Elbe, carregaram :
Para Soutbampton, Pohlman & C- 10 barricas
com 790 kilos de borracha.
Par* o interior
No vapor allemao Argentino, carregou :
Paia Santos, F. A. de Azevede 197 saceos com
11,820 kilos de assucar branco e 762 ditos com
45,150 ditos ue dito mascavado.
No vapor nacional Para, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, Fernandes Se Irmo 400
saceos com milho ; F. M. da Silva 4 C. 1 fardo
com folhas medicinaes.
No vapor americano Aovante, carregaram :
Par i o Para, 1 '. A. de Asevedo 100 barricas
com 9,(85 kilos de assjcar branco ; Amorim Ir-
naos & C. 195 volumes com 10.859 kilos de assu-
car branco 78 pipas com 37,440 litros de aguar
dente.
Pao d'alho,-1886.
Joaquim Elias de Albuquerque Rrgo Barros.
Algamas palavras
PROFERIDAS PELO ORADOR DA CLASSB DO
2o GRAO D'ALA PRATICA ANMEXA A ES-
COLA NORMAL. OFFICIAL AO REASSUUIR O
EXERCICIO DA CADEIRA O DISTINCTO PRO-
FESSOR VICETE DE MORAES MELLO, NO
DIA 14 DO CORRKNTg JOLHO.
Qaerido mestre I -Os eollegas d 2* grio desta
Escola, sob votsm ilustrade direcco, eredencia-
ram-me persnte ves para jaatificar-vas jubilo
o exercicio de vosea cadeira, rentitmdo mmtt
qae ves idolatra aos assigoe SMeerse n
estinam e aprexeia.
Ainda que ose fra dado e asu diacsastiivo
theaoure intelleeaial, certo fallir-ase-feia u lainm o
verbo para deesapenhar ese sadi^no ee -
blime de to hoareeo e liberal maadau.
-esente hymao de Seraphins talvee possa
definir e modular es affectos ntimos do co-
racJ.
Para Maranho, Amorim Iriaaos & C. 10 pipas
com 4,800 litros de agurdente ; t. de Azeve-
do 20 barricas ean 3,130 kilos de assucar Wsmwo.
Pnra o Para. S. Q. Brito 100 barricas com
6,700 kiloe de assucar branco ; T. de Asevedo
Sousa 230 volumes com 19,210 kilos de assucar
branco.
N barcaca F. Sociedade, carregou :
Para Msmanguape, F. Sicupira 56 saceos com
farinha de mandieee.
Na barcaea Espadarte, carregou :
Para Parabyba, II. Oliveira 10 barricas com
525 kilos de assucar branco.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios 'entrados na dia 14
Rio de Janeiro por escala5 dias, vapor
ameri-.ano AA..-,rnce, de 1,902 toneladas,
comraandanu J. R. Beers, equipagem
63; <;arga varios gneros; a Henry
Forster & C.
Trieste por escala 36 dias, vapor austra-
co Jokai, de 885 toneladas, comman-
dante L. G. Morovich, equipagem 27,
carga varios gneros ; a Johnston Pa-
ter & C.
Maco18 dias, hyate nacional Bom-Je-
sus, de 90 toaeladas, mestre Clenreatiao
Jos de Macedo, equipagem 5, carga va-
rios gneros ; a Manoel Joaquim Pesaoa.
Baha 4 dias, barca noruegnense Bosta,
de 548 toneladas, capitab Cbris Hoy,
equipagem 12, carga assucar; a Henry
Forster d C.
Navios sahidos no mesmo dia
New York por escalaVapor americano
Adwance, commandante J. R. Beors,
carga varios gneros.
Cabo-VerdeBarca nacional Altee,
tSo Antonio R. Conde, em lastro.
VAPORES ESPERADOS
Apesi- 1 aten se ha dito a err!pt
contra a existencia do imposto de consumo ou
gjro commercial, a assembla desta provincia
acaba de conaignalo ainda urna vez na lr do or-
camento para o exercicio corrente.
E' j ama verdade banal, forca de ser repe-
fide e demonstrada; que sem-lhante imposto, qae
to mal inspirado tributo, reducir o commercio
de Pernambuco ultima extremidade da miseria
tirando praca do 11 'cife a qualidade do emporio,
que d'antes era, de todas as pequeas provincias
liaitrophes.
Etisas demonstrares, por evidentes, teem con-
vencido a tdo o mundo, menos aos noseos Ilus-
tres representautes.
Ss. Excs. nao se deixam vencer pela eloquencia
triste, mas ineluctavel de factos positivos : a vos
austera da experiencia aiuda uio pdl* achar-se-
lhes n'ulma para acordar um patriotismo que pa-
rece profua lamente adormcidH.
, Entretanto, o ool-r material desta outr'ora tao
florescente provincia diminue de dia a dia, e de
todo ceg dos olhos do espirito e do corpo se pode-
ria chamar ao que nao visie o abyaniu insomUvel
que se abre deboixo de noasos ps.
Sabemos bem, e ninguem o ignora, que a pro-
vincia precisa de rendas para acudir s neoessi-
dades de sua existencia propria ; sabemos qns
devem ser poctualmente satiafeitos os encargas
que contralle; mas, alm de qu" a economa nao
tem sido a constante inspiradora dos actos legis-
lativos e admniatrativos prs vinciacs, o cumulo
do absurdo e um erro fatal procurar rditos p-
blicos n'um syatema fiacal, ruja ultima con&equen-
cia ser estancar a nvlhor e mais abundante fonte
de receita deata provincia, e que consiste niega-
vehaen'e na contribuices pedidas ao commei-cio,
Com effeito, se, como em abaoluto incontesta-
vel, as transa jcas mercantis da nossa pracn v5o
progressiramate diminuindo por causa d-< um
imposto cujo menor defeits ser clara e nffronto-
semente inconstitucional, persistir nesse caminho
arruinar o commercio, aggravando, portento,
cada ves mais intensamente a peseima situaclo
act'ial das financas provinciaes.
Deve, pooiD, a classe ccmmercial de Pernam-
buco vergar a cervic ao jugo que :'. esraaga, e as-
sistir impacsivel sua desgraca, ao total aniqui-
lamento das suas forcas vitaes ?
Nao, m'l veces nao I
A luta na esphera (Ja legalidade nSo degreda ;
cnoobrecc. Quem defrnde os seas ntereesee e os
seus direitop, pratioa urna acf So meritoria, porque
aviva ne eorsoSo de todos o sentimento dajue-
tica.
' assim que pensam muitos e respeitaveis
commerciantes desta cidade, como manifestaram
n'uma petico dirigida digna Directora da As-
soeiac&o Commercial Beneficente, pedindo que se
convoque urna nova reunio de todos os membros
da classe commercial desta praca, afim de que
nessa reuniao se delibere quaes as medidas que o
commercio deve empregar contra urna imposicito
que sendo um mal terrvel para elle nSe o e me-
nos para e bem estar presente e futuro desta pro-
vincia.
Esperamos que a honrada directora, como de-
fensora da classe que to dignamente representa,
corespenda ao desejo dos peticionarios que de
certo o de todo o commercio do Recife.
Verificou-se, na terca-feira 13 do corrente, sob
a presidencia do Exm. Bario de Serinhem, e com
aaai&tencia dos Hra. Drs. Ignacio de Barros Barre-
te c Paulo de Amorim Salgado e dos Srs. enge-
nheiros U-nrique Augusto Milet e Antonio Pereira
Simes, a seaao extraordinaria do conselho ad-
ministrativo daquella sociedade, que fra convo-
cada para o supracitado dia e motivada antes de
todo, pala insistencia do Centro da Ltvoura e
Commercio da Corte e do Governo Imperial em
promover a remessa do productos naturaes e indua
triosos desta provincia para a Exposico Sud Ame-
ricana que deve abrir-se em Berlim no da 1* de
Seteutbro prximo vindouro.
Depoia de aberta a aesso e de lida e approvada
a acta da precedente (15 de F*verero) tal qual
tira puhlicada no Diario de Pernambuco de 13 de
Maio, o Sr. aecreti.rio geral deu conta de expedien-
te- setos da auperitendencia poateri rea aquel-
la sess*, i'xpoado o estado da sociedade e propon-
do slgnmas provideocias que forera adoptedas.
No tocante ao assumpto principal da convoeacio,
exeei elle os motivos pelos quaes a supentendencia
reoebendo em fin de Maio e saejaou de Junho
prximo passado o convite do Centro da Lavoura
e Commercio da Corte e o cflL-io do Exm. presi-
dente da (provincia solicitando a remeca de produc
tos e marcando o da 10 do mee seguirte pira o
ultimo termo do seu recebiuieato ua Corte, nao
julgara passirel, por esta vez, corresponder como
tiswa por cc.kbSo das precedentes exposicoes, a
patriticas vistas do governo imperial e da beae-
merit Asscciscao Fluminense, accrescentando,
e,ue ^i'io estar aquella Afsiciacao e com ella a
pri<' mi ia da provincia inaistindono pedido, como
ve s os aeusofiicius de 25 do paaaado e 5 do
i- in-te, e faceltando a remessa directa para
I .o.ourgo, o que corresponde a uin lgmento de
a superitendencia jnlgou acertado recorrer
no v iiselho, para este decidir, se a desqeito daes-
i->fez do tempo convm fscer alguina re nessa,
'liora manca e incompleta, no sentido do corres-
ponder a espectativa do goverao imperial e do
Centre do Lavoura e do Commercio.
Posto o assumpto em discussao, tomaram parte
nella todos os membros presentes e cencordaram
todus, que visto ser o praso de 2 semanas apeuaa
que aiuda nos rrata, materialmente insuficiente
para adquiricio e aooudici lUnmento de productos
que repr'sentem de alguma forma a capacidad-'
productora da provincia e suas riquezas natuiaes,
en melboraada mandar, qu-- facer uma remessa
insiguificante e resolvru-se, qae neste sentido se
respondess no C-ntro da Lavoura e do Commer-
cio e a presidencia da provincia.
O eng"iih."iro II. A. Milet aproveitou o entejo
para proflignr a incoasequencia das naco--s ma-
uufaetureira8 da Europa, com exceptu apenas dn
Gr Bretnihn, que, p'etendendo fornecer-iios to-
dos os artefactos de sua industria inbrtl, e eaque
cidus de que os proJactos te pegum com cutros
producos, uiieram os nossou priueipaes genero
caf e KSsuearnicos que temos para lhes dar
ein pagamento d- auas avultadas imp irta^ftes, c m
direitos tae.s, que r.-stri gein lhes t consumo, n
peden esv de aeompsahai o augmento da pr./-
duccao, e feseudo balsar os procos di-mnuein os
notaos ecursoa c-r.n d\'trimento para e'.lea e para
na.
Iusiatindo sobre o a-sumpto, no que toca a
questao do assucnr, que para Pe-nnmbuco ques-
illo de vida e inorte, moairou aquellas naco -a. dan-
do cada ve mais extenalo por m-io de premios in-
ternos c externos, a sua industria assucareira, ho-
je s-nhora absoluta des mercal'.s tuiopeus u fa-
zendo eoncurreocia a dos paites iniertropicaes n is
in-TCudos do r. sto do mundo; apresi ntoo as siuis
tras c ns"qu'nciaa com que nos aineac-a a surpro-
duc^'1, tomada hoje eatado normal os preoos infi
mas, que segundo toda a probalilidade, bao de en
centrar os assueares da presente s-ifra e das que
lhe bao de aueeeder. e a urg-nte necessilade de
medidas enrgicas, cuja prnneira deve ser a sup-
pre.ssSo tmmediaU de qualquer direito le exporta-
cao sobre o assucar, aecresceiitaudo que nao pro-
p5e e couvueayao de uma assemola geral para re-
presentar neste sentido ao governo imperial, por
causa da coupleta indiflereiiCH que osie.ntam o
uoss '3 agrieultores para tudo o que sahe da orbi
ta de suas preoccupacSes de influencia local, e
cuja prova mais evidente a sua falla de cmpa-
rico As reunio-s convocadas pela nica socieda-
de que pugna pelos aeus interesses.
L- vautou -se a seeso s 3 horas e 30 minutos
da tarde, depoia do mareado o dia lere,*-feira (10
de Agosto) para a sesso ordinaria de meamo
mez.
Recepto honros
A bordo do vapor Far procedente do norte, em
14 do corrente, veio goaar effectivameute ama li-
eenca no seio de sua familia o nosso distincto ami-
go o Dr. Democrito Cavalcante de Albuquerque.
Ao seu desembarque, que se eff-ctuou na rampa
do ces da asse nblea provincial concorreu cresci-
do numero de amigse pessoas do povo, sendeBan-
dado com innmeras girndolas do foguetes e una
salva real ao som da banda marcial do corpo de
polica.
Em trem expresso que parti as 8 horas e 25mi-
nuto da inanha os seus amigos o acompanharain
at sua residencia na ra do Varadouro, que esla-
va adornada, embandeirada e juncada de fl ires.
A' caegada do trem na velha cidade de Oliada
fci recebidacom inerme enthusiasmo fendendo os
rea nova salva e enorme quantidade de f iguetee.
Uma lauta mesa preparada para 100 talheres
foi servida sem a mnima falta aes convidados, tro-
eando-ae durante o almoco diversos brindes, em os
quaes o nosso amigo foi alvo das mais ruidosas ma-
nifeatacoes de amisade, tocando durante o almooo
que comee >u as 10 horas da manh e terminou a 1
hora da ter le a referida baeda do corpo policial.
Diversos tel gramm.is foram paesudos pira e sul
e norte do imperio.
O l>r. Democrito no brinde de bonra que fez aoeleito-
rado do 3# districto aproveitou o enaejo para deixar
fallar o seu reconhecimento, e o fez bastante comrao-
vido; e em uma cloquete allocucao dirigida aos aeus
arares polticos encareceu o auflfragio de todos
para a vict-ra da candidatura do Dr. Felippe de
Firueiia Fana, sendo calorosamente aplaudido e
admirado por mais esti prava de sua dedieaco e
lealdade quer como hoaeoj quer como poltico.
A nofe, aiuda os seus amigos off um eoire danzante que esteve aniui\diasimas e
prolongou-se at as 2 horas da o>adrugaia, tendo
reinado em toda a feata a melbor harmona deseja-
vel.
Parabeni ao Dr. Democrito.
Um imparcial.
cap-
Delambre de Liverpool hoje
Marinho Viteonde da Babia boje
Cear do sol amanb
Jacuhype do buI a 18
Ville de Pernambue* do sul a 19
Cotopaxi do sul a 19
Ville de VietorU da Europa a20
Argentina de Hamburgo a 20
Ipojuea do norte a 20
Mandos do norte a 23
Finance de New-Port News a 23
ba Pate. da Europa a 24
Equateer do sol a 25
Bahia do sul a 26
Neva do sul a29
Sthelar de Liverpool a 29
Aigims eommereiantei.
O Sr. conselheiro Thcadoro Ha
hado Freir pereira da Sllra
Quem sempre vence o honesto.
Est, finalmente, reconhecido deputado
pelo 2* districto de Pernaubuco o Ilustre
Sr. conselheiro Theodoro Machado Freir
Pereira da Silva.
Parabena ao paiz, parabens Cmara
des Srs. Deputados, que vai contar em sea
seio mais um membro distincto entre os
mais distinctos. de merecimento real e que
saber honral-a.
Convencam-se os toles e ignorantes : na
Ilustrada e patritica capital do imperio
faz se justica a quem a merece; l, nSo
se avaliam as cousas e oa homens senao
pelo que elles realmente valem.
O povo do Rio de Janeiro, e sobretodo
a briosa Cmara dos Srs. Deputados, nao
se compSa de moloques nem de faquistaa,
mas de homes serios, qne sabem sympahi
sar com o talento e com o mrito.
Recife, 15 de Julho de 1886.
Um Jiuminense.
Muita attenfo
Os abaixo assignaios residentes no reino de
Portugal scientificam ao respeitavel publico que,
por justos motivos, qne eato sendo discutidos em
juico, cassaram os poderes que haviam conferido
a Jos dos Santos Coelho negociante e residente
n'esta cidade; sendo de nenhum effeito qualquer
acto em que iutervenha o mesmo Coelho, como
procurador dos meemos afcaixo ^asignados, que
protestara, nao convir em tees actos.
Recife, 14 de Julho de 86.
Joo Antunes Gumares.
Francisca Carolina Aatunes GuimarSes-
Seraslm Antunes Rodrigues Guimaies,
Granito, 28 de Jinho t 1886
A Proveneia, orgSo do partido libara!, em seu
n... sob o titulo--Comarca do Ouricuryescre-
veu um artigo no qual s se encontr a mais de-
sabrida falsidaee e calumnia levantadas ao Sr.
Dr Augusto Frederico de Siqueira Cavalcante,
qae se acha exercende interinamente a vara de
direito desta comarca. Eu desejava que o autor
do artigo citado em lugar de assignal-o pela sen-
tinella perdida se revestisse do seu verdadsiro
orne para poder discutir os factos que dio moti-
vo a tamanna grita de forma a fazel-o calar pe-
rante o publico. O Dr. Augusto, jais municipal
"este termo, desde Decembro de 1883 tem-se por-
tado no deaempenho dos seas deveres, de forma
que nao tem manifestado odio poltico e por con-
seguate a ninguem tem perseguido. Os Drs. jui-
zes de direito da camaree, d'aquella data em
diante, que o digam, e o Dr. Gallindo, juiz muni-
pl de Ouiicury qao esteve por algum teinpo na
vsra de direito tambtm o pider diier.
Quando no exercicio de juis municipal em o
anno paiaad>, o Dr. Augusto cahio no desagrade
dos liberaes perqu nao consentio que o sea sup-
plente no termo do Ex o desmoralisesse, demit-
tndo o procurador do patrimonio da igreja da-
quelle termo e o eacrivao interino do mesmo, sem
estar o dito supplente ne exercicio pleno, assim
bobo tambera nao consentio que o mesme juis
pronunciasse nm reo sem tambem estar em exer-
cicio pleuo, o que deu lugar a que o Exm. Sr. con-
selheiro Chaves mandasae reaponsabilisal-o, sem
qne fosse cumprida essa ordem pela proteceao que
lhe fei dispensada.
Quanto ao procedictento do nosso amigo depoia
que assumio o exercicio uterino da vara de di
reito, nao se pode contestar que elle tem sempre
procedido com a lei. O eleitor liberal Jos Pe-
reira foi por elle pronunciado em grao de recurso
nao por crme ficticio, como dic o. aaonymo, mas
por crimea em cajos processos depozeram at tes-
temunhas de vista O escrvo deste termo foi
processado por denuncia do promotor publico da
comarca que euto era o Dr. Tito Celso Correia
por ter falsificado diversas escripturas de arren-
damentos simulados passados em casa do tenante-
coronel Raymnndo Florencio, muitas das quaea
foram escriptas pelo propris tenente-ceronel e o
foram ao menos subscriptB pelo escrivo, passa-
das em ausencia das partes como este mesmo con-
fessou ; escripturas cojas firmas urnas sao falsas
e outras sWlsificadas ; escripturas emendadas por-
que mesmo com todo este cortejo de infamias e cri-
nes nao souberam facer consa que prestasse Fo-
ram obrigados a emendar os prasos dos arrenda-
raentos quando requererum a inclusao des arren-
datarios e rendeiros no alistamento eleitoral de
1.-82, porque nesse tempo nao eram mais rendei-
ros, nao alcsncavam mais os prasos de um anno
que nellas tinham sido escriptos. Emendaram
para dous annos e as copias foram extrahidas con-
forme as emendas I
Um dts eleitores foi alistado com uma escrptu-
ra de arrendamento passada no Ex a Francisco
C. Libetao tendo sido emendado o nome pelo de
Antero Silverio de Alencar, que o eleitor, de
forma que se l perfeitamente o de LibetSo ; ac-
crescendo que foi lavrada a escriptura com o pra-
so de nm anno, e na copia para o alistamento, es-
t escripto dous annos I I
Em Ouricury nada consta que o tehha feito
manifestar submisso aos conservadores d'alli.
E' pela panico desses factos que constituem
crimes evidentes, e que pelo promotor foram de-
nunciados, que acensado o Sr. Dr. Augusto !
Moco honesto e justiceiro desempenha seus deve-
res com toda independencia e energa, jamis po-
de ser capaz de proceder como denuncia o anony-
mo da Provintia. A ve-dade fica patente com a
exposico feita, nos nao precisamos da mentira nem
da capa do anonymo para defender o Dr. Augus-
to. Apparecam os chefes liberaes desta comarca
e desmintam o qae fica dito, pois nos temos os
tactos verdadeiros para os confundir. Apparecam
porm cem a coragem e lealdade qae as discus-
sea serias permittem.
O impareiai.
Fest do Carmir
NA VKSPEBA DO GRANDE DIA 10 DO
CORRENTE
Hoje ao meo dia e ao som das excellentes msi-
cas do 2. batalhito de infantara e d polica, uma
aaiva annuneiur a grande festa de Nossa Senhora
do Carmo, e nesse meam) dia s horas do costn
e com a maior solemnidad.) haver vesperas, estans
do a igreja Iluminada e ornada do melhor gosse
pelo distincto artista Bartholoueu Y. da Silva.
A'a 5 horas da madrugada do mesmo grande
dia, uma salva lerabrar a todos os firia que
chegado o feliz dia da festa da excelsa Virgein de
Camello, liaxendo missa reaada como de costu-
ro..
A's 11 huras do da iinpreterivelmente entrar a
missa 8"lerane, a qual ser o Dogma da Conceice
do maestro Co'As, executada a graude orches-
tra, regida p-lo maestro Joo Polycarp i Soares
Etosas.
Ao Evangelh'k oceupar a tribuna sxgrada o
eximio pregador Dr. Manoel Soarea de Amo-
rim.
a's 7 horas da imito entrar um solemne Te-
Deum, pregando o Rvdm. Pr<-i Augusto da Imma-
culada' Coaceico.
O vigario provincial convida a todo povo ortho-
thodexo da capital para que tomo parte em todos
estes actos, em honra da Santissima Virgem do
Crmo, com aquella decencia n espirito religioee
,ue lhe proprio como eminentemente civiltsado e
calholico.
Gura importante
Pedro Mereira, de 21 anuos, fiiho da viava
Franciica Mtria da Conceco, ha um anno qne
soffria de grandes feridas syphiliticas a selvagens,
que oceupavam todo o corpo, desde a cab. os ps, e neste estado vivia n e prostrado em ama
cama.
Sua mi, no iat lito de cural o, procurou, por
diversas vez^s, mdicos desta cdads que o medl-
carem sem resultado algum.
Nestas circumstancias e quasi desengaada de
salval o, dirigo-sa a nosso conselio ao Illm. Sr.
eapito D .mingos ue Souza Barros, reaidente
ra do Imperador n. 75, o qual, acce.leude aos ro-
gos da infeliz mi, prest.m-se a medical-o ciridosa-
mente, com os remedios de que usa, e no curto es-
oaco de eincoenta das conseguio curar o infelis
Pedre de sea grave e repugnante entnrmidade.
Teatemuaha oceular desta importante cura e
teado por minha vez contribuido para ella, pela
indcaco que em bda hora fie, faltara a um sa-
grado dever, se nao me apressaese a vir dar ota
publico testemunho do facto nao s por homeoa-
gem ao Sr. eapito Barres, como tambem para qne
coohecido o facto, poaaaui ootros infelize*, que se
acharem as condicoes de Pedro Moreira, recorrer
aos conhecimentos do sesmo eapito.
Resido ua ra de Luis do Rcgo n. 43, e o bene-
ficiado ra do Hospicio, no lagar denominada
Ilha das Mulatas, onde pode ser examinado por
quem quizer se convencer da veracdade da
cura.
Recife, 9 de Julho de 1886.
Vsente Qoncalvet Ferreira Costa.
A. D. Carneiro Vianna, tendo de seguir
hoje, para a Europa, deiza enearregados
da gerencia de sua casa commercial, aos
Srs. Luiz Alfredo de Moraes, Manoel de
Oliveira Mai* e Francisco de Oliveira
Maia, e como seus bastantes procuradores
aos mesmo8 cima e ao Sr. W. W. Robil-
liard.
Approveita a oecasiao para se despedir
daquellas pessoas de sua amisade, aquem,
por causa da presteza de sua viagem, nao
teve tempo de ir raceber as suas ordena.
Recife, 14 de Julho de 1886.
N. 11. A EmulsSo de Scott restau-
ra a saude aos tsicos, purifica o san-
gue, afasta do organismo toda aorta de
affeccBes escrofulosas e fortalece aos de-
bis e enflaquecidos.
Excita o appetite, estimula o organismo
e augmenta as carnes e as forca .
Aviso
FaUio la?ler fle Ssoza Fonsoca
Medico e pharmaceutico homeoptico offe-
rece os seus servicos ao respeitavel publico
das 9 do da as 12 o das 3 as 6 horas da
tarde.
Na ra de S. Francisco n. 29
Oculista
Dr. Ferreira da Silva, con-
sultas das 9 ao meio da. Resi-
dencia e consultorio, n. 20 ra
Larga do Rosario.
Oculista
Dr. Barrete Sampaio. Medico ocu-
lista, ex-chefe de clnica do Dr. de
Wecker, mudou seu consultorio, do 2.
andar da casa n. 45 ra do Baro da
Victoria, para o 1. andar da casa n.
51 da mesma ra. Osnsultas de meio
dia s 3 horas da tarde.
Conultorio medico-eirurgico
O Dr. Estevo Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consultse medico-cirargicas, na roa
do Bom Jess n. 20,1 andar, de meio dia s 4
horas da tarde. Parase dentis eonsulta e vin-
cas em sua residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1 andar. ... .
s. i ephoaicos : do eonsmlterie 95 e reeideoea
126.
Especiaidades Partos, molestias de crease*,
Nd'uiltt e seas annexos.
'

i


Diario de PernambucoSexta- fera 16 de Julho de 1886
A|M de
I
:
'
'
Florida Marrar ft liaatmnai
gOC
da
Esta aquella excellente e original agua
eheiro para o toucador, que ti) altamente toa si exhibida e exhortada por tod os os jornes publico*
da Ame ica do Sul, e da qual se tea vendido tan-
tas iuiuc >cs neste pau. Eutendemos qoe fot para
guardar o publico contra semeibantea poaicOe,
que os propietarios do artigo genuino, drjoia de o
havore! hit iduziJo ha maia de 20 auno, as m-
pubea, Hospmhol-s, Cuba e Brasil ; conrea--
nao ui ule mauufaetural o para este ineroaj,
eomo laubein para os mais j cima mencsw^d.is.
Este exoclleute o iuipagavel artigo ja camecou
ae.- popular o de esperar, que aqui em hv ve
ha a suoplautar e lew i palm i, como j* fes aa
lm rica do Sul, a todos os perfumes e aseen rus
Dais eustoeas que dicstuina vir da Eimb. Ella
igu.l 'in tMos os respeitoj, quando nio superior
aos mai fiuos extractos que nos vem j eat.an-
geiro.
Como gabaiia coutra as falsifieacoei, feserire-
se be.u qae oa uo nea Je Lanman & Ktmp veubtaa
estampados em lettras transparentes no p*Dol do
livrinli) que serve de envoltorio a ca Acha-c.' vonda eia todas as bitieaa e l*jas de
perfu.ii ira.
Agentes em Peruatnbucj, Heury Foaasar & C,
roa do CVmmercio n. 9.
r.i os eCcl:tsticos, advoga ob, nyid,,
empreados de sacrlptorioa e coi goraltolM a*
pessoas de ambos o> sexos, empregadas aa oceu-
pacoes sedentarias, o Vnriipc de Veda de
Reutcr !>'. S. iues^otavel fonte de alWrto un-
tra essa oppressiva sen.-ac.io de exhaustaco de
qae tao frequentemente padecen). Abre es poros
lie, purifica o sauguu. liinpa o fijada, o baeu,
e todos'os orgaos Kcr tori >s e exeretarioe o per-
feitam nte que a doem; B&u cucontraeleaMiito al-
gam sobre que opera. Vaz iesapparecr a acUsa-
Ma i, Uesaiiun >, aclara as nubladas idae, e
comu nica nova vida e vigor a feresa p*f:vea
gastas e exhaustas.
Bf. Oerpira Me
paaseda pelo tabellio Silveira Libo e que foi
apresentada no acto de pro >eder-ae a avaliaco
pelo inventariante, afim de que servase de base
para as presisas confrontaeoei Tem no referido
te-reno que se presta betn para plnntaoocs multos
fie de fructeras, taes como, coqueiros, manguei
ra ~. coqueiros, avahada por 3:000.
Cuja casa vn a praca a requerimenlo do inven-
tariante para recorrer as despesas e sello de he-
ranca do inventario dos bens que licaram por fal-
lecimento de Jos Alexandre i-is Santos e sua
aiutoer Isabel Francisca dos Sanios.
uiti \\iAi>ir
ttO
SS. Sacramento da matriz de S.
Jos do Recife
MESA GEBAL
UVudo alguna irmos recusado a aceitar os car-
gos pai a que foram eleitos, de ordem do irmao
juiz, convido a todos os irmos compareceris
no dia 18 do correte, s 10 horas da manha, em
E para que chegue ao conhecimento de todos I n0M0 eooaistorio, para etn assembla gera. ele-,
. (TdrmAa no Irinum ma nnvnruii rri uiuin sa itirrt
raandei passar o presenta edital, que ser pu-
blicado pela imprensa e affixado no lugar do eos-
tume.
Dado e passado nesta cidade do Recite, aos 5
t.Juiho de 188.
E u Jos Lomos da Costa Rocha, escr vo inte-
rino o subscrevi.
Jos Manoel de Freitas.
Edital n. 1 ~
De erdem do Illm. Sr. Dr. inspector, faca pu-
Ibc* que tem de realisar-se a euiprestimo autori-
zado pela le n. 186S de 15 de Maio ultimo por
einisso ao par do apolices de 7 0/0 ; e pjr isas
.vida-se. aus seahoies que queiram tomar as
oavuuas apolieeg a taz rem-no desde j, reeolhen-
sm respectivas importancias.
Searctana da Thesouro Provincial de Pernam-
buco, 5 de Julho de 1386. Ssrvindo de secre-
tasr,
Lindolpbo Campello.
Edital n. 3
Tem o seu escriptorio a ra d i MarqaMe
Ulii.da n. 53 das 12 as 2 horas da tarde, e
hon; eiu diante em eua residencia ra da feitM-
a Cruz n. 10. Especialidades, mmufui de se-
horas e i-riancas.
Crurgi4 dentista
Patricio Morcira
da manlia
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspfctor, faco pu-
Uw que n* dia 16 do corrente principiar o pa-
oantenti) dos juros das apolices provinciaes rela-
tivos a* semeatre udo em Junho ultimo.
earetara lo Thesouro Provincial de Pernam-
em 9 do Julho de 1886.
L. Campello.
Edital n. 739
Wap. ordem do inspector g ral, f^co saber pro-
ora Miraudolina ortfes Pestaa, da cadeira
de Serra Verde, que fiea Ihe marcado o pr so de
b das para responder sobre o abandono de sua
cadeira, visto ter deixado de reassumil-a depoia
ftoda a licnca obtida e : aver decorrido mais
de seis meses fra do exercicio della.
Secretaria da nstruccio publica de Pernam-
bco, 2 de Julho de 1886. 0 secretario,
Pergentino S. de Aravjo Galvdo.
-C.nMiltas e operacoes, das 10 horas
s i da tarde.
ROA DUQUE DE CX!AS
N. 57, 1 andar.
ADVOGADO
US
Ra do Rosario Ef reita
ii. 32. i" andar
Dr. GoelUo Leite
ecliro, parleiro e operador
Residencia ra da Imperatriz n. 48, 2.- mudar.
Consultorio ra Duque de Caxas a. 59.
D consultas das 11 horas da maiin 6 2 V
tarde.
Attendo para 93 chamados telephoue n. 440 a
quilquer hora.
Dr. Carneiro Leo
MEDICO
Tem o seu consultorio e residencia ra
Livramento n. 31. 1 andar. Consultas de 11 ho-
ras da manha s 2 da tarde. Chamudos por eg-
eripto a qualquer hora. Efpecialidade :febres,
oarkos e molestias de criaucaa.
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio ra do Bom Jess n. 30.
Consultas de meio dia kt 3 horas.
Residencia ra da Aurora n. 127.
Telephone n. 450
Secretarla da prenidencia de Per-
iia mli<>. 15 de Jalbo de 1886
2 Brccto.
De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da pro-
vincia c em observancia do decreto n. 8266. de 8
| de Outubro de 1881, notifico os senhores juies
de direito Drs. Goncullo Paes de Ate vedo Faro e
, Hit bello Florentino Correia de Mello de tuai re-
i moces, por decreros de 26 de Junho findo, das
i comarcas de Pao o'Alho e Nazaretb, para as de
Viamito e Iguarass, seud fixado ao primeiro o
praso de cinco ratzes e as segundo o de tres me-
zes, para assumirem o exercicio das respect vas
funecoes.Serviudo de secrethrie,
Emiliano E. de Mello Taraborim.
germos os irmos que devero pre.ucuer as ditos
cargos.
Consistorio, em 15 de Julho de 1886.
O escriva interino,
Joo Goston.
Estrada de ferro do Re-
cife ftaruar
De ordem do Illm. Sr. din ctor, faco publico
para qne chegue ao conhecimento de todos e es -
pecialmante jos interessados, o seguinte abano
assignado, dirigido em data de 3 do correte, ao
mesmo Sr. director, pelos consenhores da proprie-
dade Russas, no termo de Gravst.
Copia.Illm. Sr. Dr. engenh- iro em ehefe da
estrada de trro do Recife Caruai.-Oa abano
assignados, consenhores as trras que coasti-
tuem a propriedade commum, denominada Russas,
no ti'rmo de Gravat, a qual principia na laga
das Carahibas, sut urbio da cidade de Gravat,
com direceo ao scente, taben lo que D. Flo-
rinda Anselma de Moura quer arrogarse de di-
reito nesea propriedade, sem ter titulo algum aue
garanta, para assim haver a indemnisafao do
erreno oceupado pela linha, para obstar a isso,
os ubaixo assignados vm respeitosamente offere-
cor ao Estado, sem indemnisao alguma, o-ter-
reno que for ocupado pela linha, na dita pro-
piedad -, no tanto a que os abaixo assignados
teem direito, obrigando-se a passar escriptura
publica se for preciso, portn sem onus algum.
por isso esperam que V. S. aceitando esse offe
reciiuento o as providencias que julgar de direi-
to para garanta do governo.
E assim fazendo R. VI. (achava-se urna estam-
pilha de 200 rs. inutiliaada da forma seguinte):
Cidade de Gravat, 3 de Julho de 1886, (as-
signados) Severino de Barros Vasconcellos, An-
tonio Fernandes Bezerra, Manoel Beaerra de Si-
queira Ramos, Jos Soares da Silva, Amando
Jos de Olivcira, padre Manoel Gomes da Brito.
Secretaria do prolongamento da estrada de fer-
ro do Recife ao S. Francisco e estrada, de ferro
do Recife Caruar, 14 de Julho de 1886.
O secretario,
Manoel Juv;ncio de Saboya.
G0MPANI1A DE SEGEOS
COSTRA FOOO
Norlb British & Mercantile
CAPITAL
t.-OOO.OOO de libras sterlinas
A GEN TES
AdomsonHowie & C.
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N.
Meguron marllimoti e (erretre*j
Nestes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. segurad's isem pcao de paga
ment de premio em cada stimo anno, o qne
equivale ao d~vsoato de cerca de 15 por cento em
favor dos ecgtsrados.
(JOMPANHIA
Imperial
IRMANDADE
no
S osilior Bom Jemii la Chacas, na
igreja de N. do Paraso
Do vendo ter lugar a 10 horas da in-mh do lia
16 do corrente, mesa geral par- se proceder a
eleico dos nuvue funcc-iouanoa do anna de 1886
WH, de ardein da aMsa rcedora da mesma ir-
m adade, convido aos carissimos irmioe para as-
sistirem a missa do Divina Espirito Santa, e em
seguida reunir te no respectivo consistorio, afim
ae se proced-r a dita leicfto, como determina o
respectivo compromisso.
Consistorio na igreja de X. S. do Paraso, 15 de
Julho de lo86.O secretario,
Amaro Joaquim do Espirito Santo.
Banco do Brasil
Paga-se o 65" dividendo na raeao de 95000 poi
accao, ra do Commercio n. 6, 1 andar, es
criptorio de Pereira Carneiro & C.
Secretaria da venerael ordem (er-
rcira de N. S. do Carino do Recife.
9 de Jalbo de 18*6
Em vista do cenvite io Kevm. padre provincial
do convento do Carmo, e de ordem da respectiva
mesa regedora, cientfico a todos os nossos ca-
rissimos irmos, afim de encorporadoa, assistir-
mos nos das 15 e 16 do corrente mez, pelas 6
horis da tarde, as vesperas, e no subsequente a
festa, Te-Deum e rasoura da Excelsa Padroeira ;
assim tambem no dia 20 a festa e Te-Deum do
nosso patriarcha Santo Elias.
O aecetario,
Adolphs Coelho Pinheiro.
MIXIKON CONTRA FOCO
EST: 1803
Edificios e mercadoriat
Taxas baixas
Promplo pagamento de prejuitoa
CAPITAL
Rs. 16,000:000*000
Agente
BROWNS & C.
* N. Ra do Commercio N. 5
SEGUROS
MARTIMOS contra fogo
Companhia PhcnK Per-
nambHcana
Ruado Commercio n. 8
CHARtiElRS RELNIS
Companhia Franceza de X a vega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Harvre, Lis
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santo*
Steamer Pampa
Espera-se dos nortos do
sul at o dia .. do corrente
seguindo depois da indis
pensavel demora para o Ha-
vre.
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rapid-
c offerecem excellentes commodos e ptimo passaa
dio.
As passagens poderlo ser tomadas de antemao.
Recebe carga encommendas e paesageiros para
os quaes tem excellentes accommodacea.
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se casas a 8J0U0 no becco dos Ote-
Ihos, junto da S. Concallo : a tratar na roa Aa
Imperatrii n. 56.
ALUG-SB a casa terrea n. 20 da raada
Capito Antonio de Lima, com 2 salas, 3 quartoa
cosinba e quintal cm carimba : a tratar na aa
do Marqu z de Ulinia n. 8.
Compra-s> fios de linho para o hospital Pe-
dio II : na ra Formosa n. 4.
Olinda
Xarope de Mal-mat
O Matamata (lecythis idatimon)
qual te prepara este xarope am vegetal da or
braBeira.
E' um agente therepeotico poderoiiss am eadkx
as molestias do peito e da asthma.
Os numerosos afiectados que delle tem tete asa
conseguiram um resultado muito aatisfacUria, ac-1 _
bando por se reconhecer que at boje a soeabor |
preparaca3 para a cura da aatbana. asan-
cuite jo.ll)tnll< n, e anlls;a e #pre* ,
auen, dispensando o emprego do arseoio, folhas
de estramonio e plantas narcticas, que acabara
quasi sempre pelo abus > que delles se taz e mesmo
pe uso prolongado por produzir fffeitos desas-
trosos sobre a suie e em geral entorpecimento As
cerebro.
Vende se na Botica Franceza de Rouquayrol Freres
succestores de A. Caors
X. **na da CroaN. *
RECIFE
Carlorio do eacrlao Dr. Cnlila
No da 29 de Julho ir praca pela rend de
dous annoB, perante e juio de rphos da comar-
ca de Olinda, a sitio denominado Quadro, na
praia ds Jang, com 3W0 ps de coqueiros, oom
mattas e capoeiras, casa de fijlo, tendo dito si-
tio meia legoa de fundo e 1,800 palmos de frente,
sob a base de 200*000 aaouaes. Oliada, 8 de
ulho de 1886.
Sociedade Allian Sesio de financas
De ordem superior, convido a todos os socios
aasiparecerem na sede, s?gunda-fera 19 do cor-
aeote mes,, s 6 l| horas da tarde, afim de Hr
I lagar urna sesso de financas.
eert-taria, 16 da Juiho de 1886..
r, Reg Jnior,
Secretario inUrino.
A. E. G. P.
EDITAES
O Dr. Adelino Aatooio ae Luna Frea,
offici.'il da Imperial Ordem da Rosa, cotn-
rnendador da Real Ordem Militar Por-
tugueza de Nosso Seohor Jess Christo.
e juiz ds direito privativo de orpaaos e
ausentes n'esta comarca do Recife, por
Sua Magestade Imperial a quem Deus
guarde, etc.
Faco saber aos que o presente edital virem ou
delle netieia tiverem, qne no dia 20 do corrente
mez, depois da au iiencia dest-; ju'zo, na respecti-
va sala, ir praca para ser arrematada por quem
mais der, urna parte de um sobrado a. 33, ra
do Rangel, com andar e soto, tendo este janellas
para a frente com varaada de ferro, e o andar 2
janellas de frente, tambem com varanda de ferro,
medindo 4 metros e 40 centmetros de largura, c
de fundo 16 metros e 20 centmetros, 2 salas, 2
qnartos, cosinha fra, pequeo quintal, solo pro-
prio, avallado por 6:000, seudo a parte de
2:750*758, que servir dbase para o preco da
Mi tendo comparecido no din 11 do ea. rente
namero de socios para constituir legalmente a as-
sembla geral, convocada para aquelle dia, orde-
na o Illm. Sr. presidente que sejam de novo con-
vidados a se reunirem pelas 5 horas da tarde do
dia 18 do corrent, na sede social, afim de se dar
posee nova directora ess demais eommisses.
A assembla geral ser constituida com o nu-
mero de socios que comparecer.
Secretaria da Associ cao dos Etapregados do
Commercio em Pernambuco, 15 de Julho de 1886.
O secretaria ad hoe,
Ildefonso Pinheiro.
Monte Pi Portuguez
A directora desta associaco beneficente resol-
veu, ea sesso de boje, e de conformidade com o
que se acha estatuido no art. 15 dos additivos, re-
dazir metade o pagamento dos subsidios que ac-
tualmente distribue a viuvas e socios indigen-
tes.
Os interessados, portante, podem dirigir-se ao
8r. Thesoureiro do dia 21 do crtente em diante,
para serem devidamente pagos.
Recife, 15 de Julho de 1886.
Zejerino Pinto,
Secretado.
Club Internacional de
Regatas
Bilhetes para a regata
Os socios deste club podero mandar buscar os
. seua bilhetes para a regata de 18 do corrente, na
arrematacao. E vai praca a requerimento de ra do Apollo n. 10, todos os das das 12 horas da
manha s 3 da tarde, sendo que na vespea da re-
gata o restante desses bilhetes distribuir na sede
do club, das 7 s 9 da noite. .
Recife, 13 de Julho de 1886.
Joaquim Alves da Fornica,
1 secretario.
Companhia
DO
Nao se tendo reunido accionistas desta coiop'
nhia em numero sufficieate para constituir a av{
sembla geral ordinaria no dia 1' do corrente'
mez, sao de novo convidado os senhores accio-
nistas para reunirem-se no dia 16 deste mez, ao
meiu dia, afim de que tenha lugar a mencionada
assembla goral, a qual ter lugar com qualquer
que seja o numero dos accionlas presentes, na
lrma da le. A reunio no lugar do costume,
no escriptorio desta companhia, ra do Impe-
rador n. 71.
Recife, 7 de Julho de 1886.
Ceciliano Mamede Alves Ferreira,
Director gereute.
Jos Eustaquio Ferreira Jacobina,
Directrr secretario'
Gompanhia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
Estabeldda em 1 ..
CAPITAL 1,000:000$
SINISTROS PAGOS
Al 31 de dezembro de IS84
Mariliuios..... 1,110:000^000
Terrestres,. 316:000^000
44Ra do < oinmerelo
(on3>i\uit nt:
NORTHERN
de liOndrea e Aberdeen
Poslcii diianceira fOeaeiaabro 1885)
SEGUROS
Capital oubsciipto
Fundos accuraulados
Iteceia annaal i
D premios contra fogo
De premios sobre vidas
De juros

3.000,000
3.134,348
' esperado da Europa at
o dia SO d Julho, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
bia. Blo de Janeiro
e Santo.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p-'los
vapores desta Iinha,queiram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng:
quer reclamaco concernente a volumes, que po-
rentura tenham seguido para os portes do sul,afiir
de se poderem dar a tempo aa providencias neces-
saras.
Expirado o referido praso a companhia nio se
responsabilisa por extrav.os.
Uecebe carga, encommendas e passageira* pars
es quaes tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de OiiveiraH,
ACEITES
42-RA DO COMMERCIO-42
C Oni'WHIL ES MESSAE
RES HARITmES
IJNHA MENSAL
0 paquete Equateur
Commandante Leeointre
E' esperado dos portos do
sul at o dit 25 do corrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se sos senhores 'passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /<, em favor das fa-
milias composta de 4 pessoas ao menos e que pa-
garem 4 passagens inteiras.
Por excepcao os criados de familias que toma-
ren) bilhetes de proa, gosain tambem d'este abat-
ment.
Os vales postaos b se dao at a dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete: tracta-se com o
AGENTE
nguste Lab He
9 RA DO COMMERCIO-9
Quem quizer dar a quantia da 1004000 qae
falta para a lberdade de um escrava perfelta
engommadeira de roupa de homom e de senbora, a
cosinheira de tazer qualquer jantar de possoas qic
se tratem, de conducta irreprenhensivel e ssia
dirija-6e a essa typngraphia, ou na ra do Mr-
quez d i Herval n. 23, que achara com quem te-
tar, ficando a escra'a sujeita por um contrato a
erv at pagar a dita quantia a quem a asa
snetar.
Na ra da Matriz di Boa-Vista n. 3, omc-
sa-se de urna mulher de idade para cosinhar para
pequea familia.
Aluga-so o sitio do Pina, oom boa casa para
morada, con tendo bastantes conunedoi para nu-
merosa familia, arando quantidade de coqueiaos,
seis grandes viveiros, dais cacimbas com exeeMcn-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
LOUIS LA VENERE entina francez, lae-
ciona era casa do discpulo ; sendo encontrada
aua do Livramento n. 12.
Precisa-se de urna ama para eoambar e
comprar : na ra da Iiaperatriz a. 41.
Arrenda-Be um bom sitio na Piranga, c*m
casa de boas accoinaiodacoes, contendo 2 salas, 4
quartos, saleta, cosinha fra, estribaria, cacimba
com agua potavel, tanqae para baaho, o sitio
bem plantado de arvoredos de boas fructas :
quem pretender, dirija-se Olinda, ladeira da
Misericordia, segunda casa quem deace aolaia
direito.
Vende-se quinze palmos de terreno murado
em lugar muito ameno para se fazer urna casa
em lugar muito fresco, para os baabos do mar, esa
Olinda : a tratar na ra do Mrquez do Horra
n. 23, lija.
Precisa-se
casa
de urna ama para trrico
na ra Augusta n. 187, 2- andar.
Josphc Krause &C.,
ruaPrimdro leMur^o
n. 6, prcesam de um
bom cosinheiro ou c#-
sinheira.
Aos 4:000$000
16-Hua do Cabug-16
Acham-8e venda os venturosos bilhe-
tes gan nudos da lotera n. 64a em beneficio
?
VA DO CO
577,330
191,000
132,000
O AGENTE,
John H. Boxwell.
Ult IO N. se 1* IMMR
C. C. E.
Cful Commercial Kolerpe
Sarao em 31 do corrente
Nesta note terd lugar o sarao deste nvz. Oi
senhores socios pedero dar suas notas de convi-
te* na secretaria deste club, das 7 s 10 horas
da noite.
eeretaria da Club Commercial Euterpe, 7 da
Julho de 1886.O V secretario,
Francisco Lim a
Club Internacional de
Regatas
Venda de bilhetes
Previno ao publiee que para a regata que este
elub v i dar no dia 18 do corrente, na baca de
Santo Amaro, haver bilhetes que d entrada na
archibancada pelos seguintes precos :
Geraes 1*000.
Recife, 13 de Julho de 1886.
Joaquim A. da Fonseca,
I- secretario.
Manoel Sezino do Albuquerque Marauho, por si
e tutor natural de seu filho menor Jos Alberto, e
Tertuliano Ernesto de Moraes Carvalbo, co-se-
senhores do dito predio.
E para quo chegue ao conhecimento da todos
passou-se o presente, que ser publicado pela im>-
prensa e affixado no lugar do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, aos 14 de Julho cfc
186.
Eu, Manoel do Nascimento Pontes, esorivao o
subscrevi -
Adelino Antonio de Luna Freir.
O desetnbargador Jos Manoel de Freitas,
juiz dos feitos da fazenda desta provin-
cia de Pernambuco.
Faco saber aos que o presente viiem que em
praca publica deste ju'zo, de 16 do corrente mez,
se ba de arrematar por venda a quem mais der.
Urna casa do tijollo e cal, com 2 janellas e 1
porta de frente, 6 jaaellas n? oito do puente e 4
o oitSo do nascente tendo 2 salas, 3 quartoa, me
dindo de freute 10 metros e 1 centmetro e de
fiando 19 metros; bastante arruinada com parte
do telhado desabado e edificada em um terreno
que asede de frente 241 metros e 2t centmetros e
aom os fundos aiem dos mangues ah existentes
dividindo ao norte com trras de Francisco Ro-
drigues Carioso, e pelo sul com o sitio denomina-
do Fazenda ; pelo nascente com trras do Pena e
pelo poente com antiga estrada do sul; divieorias
asa! tiradas de caa escriptura do referido sitio,
Obras publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. engenheiro chefe,
faco publico que no di* 3 do mez prximo vindou-
rr, ao meio dia, recebe se nesta secretaria pro-
postas para a execuco dos reparos do acude de
S. Bento, oreados em 2:243*868.
O orcamento e mais condicoes do contrato se
acbam disposico dos senhores pretendentes,
para serem examinad.
Secretaria da reparticao das obras publicas de
Pernambuco, em 12 de Julho de 1886.
O secretario.
Joo Joaquim de S. Varejo.
SOCIKDADE
Uniaj Commercial Beneficente das Afor-
cieiros
Assembla geral
De ordem do Illm. Sr. presidente da assembla
geral, convido os senhores socii s comparecer
na sede social domingo 18 do correte, s 4 horas
da tarde, afi a de aprepiarem a le tura do relato-
rio e eontas apresentadas pela directora. Recite,
Mde Jalho de 1886.-0 1- secretario,
M. Casitas.
Companhia dos trilitos urbanos do
Recife a Olinda e Beberibe
Dividen lo
Paga-se no escri torio da companhia o 23* di'
videndo, correspondente ao semestre de Janeiro
Junho, a razio de 8 0[0 desde hoje at o da 17,
nos das uteis, das 9 horas da manh ao meio dia,
e deste dia em diante todas as tercas e sabbados,
:is mesoias horas. Pagam se igualmente os juros
das uccoes preferenciaes e das accoes obrigato-
ras, 8f*ido eetes vista.
oro da companhia, 7 de Julho de 1886.
O gerente,
A. Pereira Simos.
te io FnuiLico.
A directora desta associaco, em vista de urna
representado assignada por diversos socios desta
associaco, tem a honra de convidar ao corpo
commercial desta praca para urna reunio que ter
lugar nos saldes do mesma edificio, s 12 horas
da manh do dia 19 do corrente, afim de tratar-se
do assempto da referida reDresentacao. iecife,
14 de Julho de 1886. 0 secretario,
William Halliday.
CONTRA FOGO
The Liverpool & London & Glo
INSURANCE C0.MPAN.
Saliere Brota K_ _
sLondon and Braslllan Bank
Limited
Ra do Commercio n. 32
S.acca por todos os vapores sobre as ca
sas do mesmo anco em Portugal, sendo
em Lisboa, ra dos Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezes.
aiRflos
Ca>l
ipao&Sa Bra Ileira de Srre-
gaeo a Vapor
PORTOS DO NORTE
0 vapor Cear
Commandante o.*tenente Guilherme Pa-
checo
E' esperado dos portos do sul
at o dia 16 da Julho, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os portos
do norte at Manos.
Para carga, passagens, eceomnaeadaa valeres
racta-se na agencia
11Ruado Commercio11
"flailiiirE-SiIaffloffiiiiiIscar
DamprschiflTahrts-GeselIschaft
O vapor Argentina
Esperase de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 16 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommemdas tracta-
se com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIGARJON. S
1* andar
Pacific Sieam Navigalion Companj
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Ootopaxi
Espera-se dos portos
do sul at o dia 19 de
Julho, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Este paquete e os que dora
em diante segnirem tocaro em
riyinouth, o qne facilitar clie-
garem os passageiros com mab
brevidade a Londres.
Haver tambem abatimento no preco das pas-
gens.
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
AGENTES
Wllson Sons de C, I.lmUod
N. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
LEILES
Sexta-feira 16. o de ferragens, miudezas,
frascos, f.-rraments, balancas e muitos outros ar-
tgos que serao vendidos para fechamento de eon-
tas e liquidaco do armazem da ra do Vigario
n. 31.
Leilo
De miudetas, ferragens, ferramentas, balancas e
muitos outros artigos q te aero vendidos para
liquidaco do armazem e deposito da ra do Vi-
gario Tenorio n. 31.
CONSTANDO DE:
Balancas de 3 a 60 kilos, serras, inches, vasa-
dores, tenazes, colheres, fles, batedores de ovos,
terqueces, bracos para balanca, faeoes, thesonras,
plainas, galhoes, pannos para enfeites de caixes,
ernamentos, objectos para casas mortuarias, bor-
das douradas e serras.
Botes de linho, espelbos, fitas de seda, trancas
de caracol, bandejas, bicos, franjas a lencos.
Espoletas e fio e brabante
Frascos para pharmacia, capsulas para garra-
fas e frascos vasios de diferentes tamaitos.
Sexta-feira IB do corrente
O agente Pinto fai leilo por conta e risco de
quem pertencer de 152 volumes com terrsgens,
miudezas, ferramentas, balancas, frascos e outros
muitos artigos existentes no armazem da ra do
Vigario n. 31, os quaes serao vendidos ao correr
do martello e sem reserva de precos.
O leilo priucipiar s 10 1/2 horas, por serem'
muitos e diferentes os lotes.
Agente Pestaa
Leilo
Do sobrado de um andar, sito ra do
Commercio, outr'ora Quatro Cantos,
n. 17, em Olinda.
Sexta-feira, 10 do eorrente
Ao meio dia em ponto, no mesmo predio
O agente Pestaa, vender pelo maior prec
que puder obter o sobrado cima mencionado, com
2 sallas, 5 quartos, cosinha, penna d'agua, quintal
com sabida para outra ra, em terreno proprio e
lvre e desembarazado de qualquer onus e em per-
feito estado de con9ervacao.
da Santa Casa de Misericordia do Recife
qne se extrahir quinta fera 22 do cor
rente.
PRECOS
Integro 40000
Meio 2^000
Quarto 10000
Sendo qnantidade superior
a 1:000
Inteiro 30500
Meio 10750
Qarto 0*75
Joaquim Pire da Silva-
prata
tnned States & Brasil Mail S. S. C.
0 paquete Finance
Espera-se de New-Port-
News, at o dia 23 de Julho
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinhero
a frete, tracta-se com oa
AGENTES
Henry Forster & C.
N. 8 RUADO CoMMJiRGlO.--N 8.
' andar
Leilo
De 1 piano, movis, obras de ouro e
e livros de religio
Agente Britto
0 agente cima, a mandado do Illm. Exm. Sr.
Dr. juiz de direito de erphos e ausntese re-
querimento do Illn1. Sr. Dr. curador, vender em
leilo o >eguinte:
1 piano quasi novo, 1 mobilia de Jacaranda com
1 sof, 1 jardineira e 2 conslos com pedras, 4 ca-
deiras de bracas e 18 de guarnico, 1 mobilia de
junco com 1 sof, 3 couslos com pedras, 2 cadei-
ras de bracos e 12 de guarnico, 1 mesa elstica,
1 gualda-louca, 2 aparadores, 1 cama franceza,
1 lavatorio com pedra, 12 cadeiras de junco, 1
marquezo, 2 mesas para jogos, 10 cadeiras de
guarnico de Jacaranda, 2 meias commodas, 1 sof,
1 marqueta, 1 quartinheira columna, 2 conslos, 2
cadeiras do bracos, 1 mesa grande de amarello,
ectagers, jarros, esoelhos, candieiros para kerose-
ne, copos, colheres, facas, loucas para jantar e al-
moco, obras de ouro e prata, do espolio do padre
Antonio de Mello e Albuquerque.
Sexta-feira, 16 do corrente
A" lOffS horas
Ra do Padre Nobrega n. 22, outr'ora do
Alecrim
Leilo
de mobilias, camas francesas, marquezoes, com-
modas de Jacaranda e amarello, mesa elstica,
aparadores, bercos, guarda-louca, arandelas com
globos, espelhos, jarros, candieiros. piano, 1 al-
catifa grande, louca e muitos outros objectos.
Sexta-feira, IO do eorrente
A's 11 horas
Ke armazem da ra do Bom Jess n. 49
POR INTERVENCO DO AGKNTE
Gusmo
AOS 4.000&Q00
ILHZIES SEAUIIDOS
Roa Primeiro de Margo n. 25
O abaixo assignado, tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 2130 com a sorts. de 4:0009,
alm de outraa sortea de 320, 160 e 80, ds
loteria. (63."), que se acabou de extrahir,
convida aos possuidorea a virem recebar
na conformidade do costume sem descont
algum.
Acham-se venda os afortunados bi-
lletes garantidos da 252.a parte das late-
ras a beneficio da Santa Casa de Miseri-
cordia do Recife (64.*) que se extrah&
quinta-feira, 22 do corrente.
Preco
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Km qnantidade maior de 10S#
Inte-iro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Manoel Martins Pinza.
GAS4D00UR
.os 4:000|i000
E
BILHETES m
Una do Baro da victoria n. 4*
e casas do costnme
O abaixo assignado acaba de vender
en seus feliaes bilbetes quatro quartos de
n. 1815 com a sorte de 2000000, e diver-
sos premios de 320000, 160000 e 80000.
O mesmo abaixo assignado convida e*
possuidores virem receber na conforau-
dade do costume, sem descont algum.
Acham-se venda, os felizea bilbetes
garantidos da 252.a parte das loteras i
leaeficio da Santa Casa de Misericordia do
Recife, (64.*), que se extrahir quinta-feirs,
22 do corrente.
Precos
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
Ga poreo de i00*000
cima para
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
Jo&o Joaquim Costa da Leit.
Apa He Vuflo
Em quartos e meias garrafas, vendem Fsna
Sabrinha & C, a ra do Marque de Olmaa a. 41
DEPOSITARIOS
I
1

HMsl


6
Diario e Periuimburo--Scxta-feira 16 de Julho de 1886
Preoaraco de Productos Vegetaes
PARA
EXTINAO DAS CASPAS
s e outras Molestias Capillares.
JMARTINS & BASTOS
Pernambti
PERFUMARA DO MUNDO ElEOANTr
DELETTBEZ
54, 56, Ra Rlchor, 54-, 56
CREACO PARIZ NOVA
8EM *- RIVAL
SUAV1DADE
Concntr3.jao
@CREME 08MHI
SABONBTB, BXTSACTO\
AOUA DO TOUCADOB
POS DE ARROZ
COSMTICO, BRILHANT1NA
OLBO, POMMADA, VINAGRE
ILAPer
A Perfumara OSMftEDIA
pLIBMTBS f IBI
(arntuii etiraa e jar
em PmantmmI FRAN- M. da SILVA O.
qr^r^v v
De Figaflo de Bacaliau Pancretico
DE DEFRESNE
TODOS OS QUE P1DECEM MOLESTIAS DO PEITO
Denm lar o eran Este oleo tem o aspecto da um creme branco
que se pode diluir no leite, cha, chocolate oa
caf. Possue todas ai virtudes e propriedade*
de tio precioso remedio, e tambera toma-se sera
repugnancia alguma pelos doentes mais deli-
cados ; gracas a f fica addicao da Pancre-
atina, chaga no estomago, digerido de tudo,
enanca proroca nauseas nem diarrhea.
Depcis de uro semnumero de experiencias
praticadas nos hospitaes da Corte, este medica-
meuto obteTe a approvacao dos mdicos da Fa-
euldade de Paris. Hoje em dia, todos os mdi-
cos reeeitam o Oleo de Figado Pancre-
tico da Defresne, como nico remedio
para curar radicalmanto:
LTHPIIATl s.HO, BACBMTIBMB
TSICA PVMjBOHAH
a mais affecedes qua impadem os eueitos da
nutricio e assimilacao.
EM TOOAS AS PHARMACIA9
^ficowo de Barry
Garante se que fas nas-
cer e creeoer o oabello anda
aos mais calvos, cura a
tinta a a caspa e remore
todas as impureras do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
do cahir ou de embranque-
cer, o infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a fomnia
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvwjao official de (
ira Govemo. Tem duas vezes
ranis fragrancia que qualqucr outra
e dura o dobro do totopo. E'muito
mais rica, suave a deliciosa. E^
innito mais fina a delicada. E
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
canto no banho e no qnarto do
iloente. E' especifico contra a
frouxido e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cunsacos e os
desmaios.
lampe le Vicia Je Reuter No. 2.
AMTBB DB OTAL-O. DKPOIS DB CSAIr-O.
Cura positiva e radical de todas as formas da
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affecc5es, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo comperda do Cabello, e de todas as do-
ancas do Sangue, Figado, e Rins. Garante-e
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangoe
e restaura e renova o srstema inteiro. .+
Sabao Curativo de Reuler
F%ra o Banho, Toilette, Criar*
as o para a cura das moles-
Uas da pelle de todas as especies
>m todos os periodos.
Depsito era Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C
DOENCSbFSrOMAno
DllTdTl DIPPIOBIt
Dyspepsias, Gastralgias, Anemia,
| Perd ie Apptlte, Vmitos, Diarrhea,
Debiliaade das Crianzas
CUSA SKODJU HAEj:' FHl-O
TONICO-D'GZSTIVO
com Quina, Coca t 1'cpninm
Adoptado em todos os Hospitaea
MEDALHAS DAS EXPOS'fOES
PARS, r .La Bruvere.34, e em tedas u Pbiraunas.
Keceberam polo ultimo vapor >.hgado
dl Europa, uro esplendido sortimeoto de
chapeos para homens, senhoras e enancas,
forrados e lisos; grande variedade em co-
rCB.
Chapeos enmases que expoem venda
por procos rezurnidissimos.
Este bem conhecido cstabelecimento ca-
pricha em servir bem a seus freguezes,
para o que dispoa de pessoas bem habili-
tadas para todas as obras que nos queiram
encommendar; assim como fabricam-se
chapeos de todas as qualidades, concer-
tam-se e cobrem-se chapeos em urna hora
com a maior perfeicao possivel.
Vendas em grosso e a retnlho.
N. B.- Levam-sa amostras em qualquer
casa.
CASA FIL1 _.
Roa da Cabnh n.
CMULSAO
1>E
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de <>acalho
COM
Hjpophospbitos de cal e soda
Approvada pela Junta de Oy
glene e autorizada pelo
governo
E' o melhor remedio at buja de:oberto para a
USlca bronetoie. ewcrophula*. ra-
rtaiiiM. anemia, etoilidaclc em eral.
deOusow. twe .-mmica e aiTfccc
do pt'ito da (amanta.
tiuuito superi r w> ul- o simples de figado de
baajbo, p<.rqie, alero d* 1er cheiro e sabor agra-
da'vas, possue todas as virtudes raediciuses e nu-
taj*pas do ole, alm hs propriedades tnicas
reeStuint>s dos bypoi-b. spbitoa. A' venda nai
droSaa-ias e b'vtieas.
Deposito em Pern:unbuc ^T^
*>*&
*v


.**

ITlTilint........."-^
MORSONs PEPSINA
Remedio lnlalUicl e apdanl
PAR COtlBATTMB m
INDIGESTAD
Sob a forma de
mseos, pos
H C3.OBUI.OS.
VENDE-SEno MUNDO INTEIRO.
PImPARADO"* I,R
I'uitsina florin
Muito recommandadi
pelos principio! Medlcot.
ORSON & SON
Soutbimplta iow, AuvtU-SfEin
LONDON
H4i li i i I i i Ji ni Ma
tttosvitimPerntrabiico : Frait"M a SILVA & C^
\o publico
Hermin de Carvalh Mi una da C sia, propicie-
tarta a photorr^ph'1 *"l rua "'' Bh,i;j "'"
etorie n 14 2." andar, dedura para u flus eun-
veoamtee, que desde.....6 do eprrente deiaea
ie ser .- cioda un m : grapbia u Sr. FIoscul
de Mag. i
Aproveita a oeensiii paia communicar a todo
aqOelle- qu>- se t*m d diaptnsar ILe a
sus pr- lercso n' qnelle rumo de negocia, q "
HaaS COU1 refer,ia p"..' raptA, a qual 8e aclia
hoie mehornda cousidcraveiireute nao to quanto
aosmisf'-i te-hnie ... i' i .-. i- .ino 11 i b m quan
toaos d mam requii t aeuoiaea pura nao d--s
agradar aqulla pi parecerein,
dsado prc.v. de de.ju i. c ncotrer para o pro-
gresso na li duatri n :ci nal.
Das Exinis. Benharaa ptineipalment^ < apera a
referida propriutan.. I la sua valiosissima prot.c-
eao.
pRflpf eBUCHU
AOft
sWSIIailIla B9AIUS
rifaciAuuaMi
Catarro chronieo la Hsxiga,
trritaws do canal da urtr*.
mustias da orostatc,
incontinencia da Urina,
A raa na urina, etc.
3WANN, Pharmaceutico-Ghimico,
>ArU3. t% \viso
100:0008000
Lotera da provincia de Santa Catharina
A MUS yantajosa do ihhebio
SEIiES IEI Sllllf 1I8IS
Decreto provincial de 1 de Fevereiro de 4886
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1 premio de
1 dito de
1 dito de
1 dito de
1 dito de
2 ditos de
6 ditos de
12 ditos de
24 ditos de
47 ditos de
I 100 ditos de
\ 200 ditos de
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PARA C0SINH\R
Precisa-se de urna
ama que saiba cosi-
nhar bem; no 3. an-
dar do predio n. 42
da rua Duque de Ca-
rias, por cima da ty-
pographia do Diario
1
m.
.0'
-*
Duas approximacoes de 3:ooo >ooo para o
meiro premio
EXTRACgO A lri DO CORRENTE
VENDE.-S.& KA. C\S\ DA Ol\TI]XA
25-rRaa i. de Mar^-23
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ittom tm tod.vjt a gtnavijn*rJ r&f'OlttCla
?ASIZ
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Xmst Tiftena
ta ftraamkwo I *JjJ
r.a.toSii*'?' "2;,-,
Kstc stSDXCSJWllwTO de um gusto agradavel. adoptad* com aranae xito ha
mais de 2o anno pelos melhores Mdicos de Pariz. cura os De/luxoi, mnye, roste.
Ara de Garganta. Catarro Umonar, brxtvidmt ie mo. da* Yimt urinari^e fl la Jiexvja.
fUMI.................WWIflfWl^lfWIWfWWWas.
SABNETE de ALCATRA0
fara a TotLsrn, oa bamhob i cuidado a mam Aa caiabcab
Eate *AB*>HKTK, ver*aetoiro mntioepeHpm, o mala efflcax aara a cmra os laaa ai
MOUtTIM OA PM.LK
SAPO CARB0NIS DETEPGENS
Limm ra* enancas com o 9AJT* lAMMOMti nmran*j>m*n atm te proltgths contra
SARAMPO, a VAMOLA a PBWNI KSOAftLATINA
a>\en m.4 BOXETF.S sao recommendados pelo Corpo medico Inteiro porque previaem aa
asOi.TA PIOOMIOA a OONTAflHOSA* a se tiafU* a qmOtiw* *
MARCA DE FABRICA Uta HHTOLUBHOS !*OS PBS
r>^a>lto c/airail "W. "V. A^TXiXO^T ) CT, Soutiiwakrlc. LONDRES
Etx Pernambuco : Fraa" M. da SILVA S* C.__________m
1 \t miliar
...Km* mr,em
multa 1
tfm
1
Deodato Montoiro declara ao conunercio ac
publico eui geral, que o Sr. Main el 1-Vrnand de
Cerqueira, d. ixou de ser eaixeiro da firma de
Deodato Ifooteiro & C. desde o riia 12 do corre -
te. Escda, 14 d. Julho de 1886.
1

O Sr. Abdon Ameri.o Aqu no tem urna aarta
se srsencm para lhe r er,egue na ioja ae Car-
io* Linden, roa do Bario da Victoria u. 48.
DAY& MARTIH
Fomecedortt de Su* Majsmteoe a flaa da Intlattm,
do- Exerctto e ,J> Mtrinhi brlUinlct.
GRAIXA BRILHANTE LIQUIDA
GRA1XA p*staUNCTUQSA
OLEO para ABUEZOS
EUdooquinacesurit Mnmanu'ii{ioi!ti enro
sob todas as formas.
DEPOSITO GERAL EM LONDRES:
V, MMiglt Holttorn, 07
rtnMiku*: riafc- m. u aiuar.
0
i
_ 15151515151515I515151S1515
VINHO E GRAGEAS *Sm VMEN
EXTRACTO NATURAL DE FIGADO DE BACALKO
Premiado cor HsdsJhas alo Omvo e
PELA ACADEMIA MACIONAL
Ordanados no hospitaea da Vanos, ?aaadoa, Inajlai
Administrar aob forma mu fcil e agradaval odoa oai elemento amrativo o asjo
avilando assim o cheiro e sabor nauaeosos d'aat; aleas isso aaai sraciaaa awayaraas
tem urna euaeriondade lncontesaaval aobra a asrqma pede aar aaaaa isssi
grandes calores em quan uso daquell impoaetval. tal a aaoisesta aerviea
palo Douior VITIEN; p. experiencia t*m coafliaaade a b* axila d eata araaaaaa.
Exigir a firma do inventor H. TIVIEN em dase eoraa ao radar 4* r
nafa eom o Selle ic uniao do Fabricante o, hmnmi Slrttmwg, m
51515IS151S
P.
Em casa de todos os Perfumistas e CabeUeireiros
da Franca e do Extrangelro
,s de $5rdi Arroz especial
PRHPARADO COM BISMUTHO
Perfumista
PABIS, 9, Hua de la. Fa-iac, 9, F-AJRIS^
XAROPE oREINVILljaR
Laureado pela Academia de Medicina _gC
Q;>-Fa-^ Caa/be/roLefl/So de Honra rr^t^
O Pboaphato de al a substancia mineral mate abundante do organismo e toda w. tue asa
quantldae normal dlmlnuo resulte urna arrecee ar ;anlc* Medfcos das Faculdades
Mais de cinco mU curas, a mor parte justili^^la pcios^'.'^1?* j,^f0Sbe cl-ssiUcado
forsoobtidas ulUraamcnte e fizerSo com que o ^f^^^/.'-^ii'vioaica. A-emia,
como o especifico mais seguro contra_^^V^ta'o trintJier administrado
msctalMasao. BabUiasde-do Or^ntomo c< '"%^0 as m*s e amas de lelte torsa o
^nffiisiWcW drt *<*<*
DaMatta ruarroaaaa VXftaVQVB, 8. PUoa da la Masdalelne. FA
Em n^WTS*M?m. J, S>T r te* <*..,** v.ec^.1 >*.->r. g^ar/.. .
r
QPPKESSAO

JT- .inTrt ea> *aaa> *r K*flC. ts. rua f-lminr*. < Pa*ia
^^a^^^^ueo (JM4MSL I*"'''"* V'-- -
Criado
Precisa se d-- um criado
de Albaquerque n 24.
na rua do Viaconde
Preguezia do Recifc
Alug rua dos Guaranices n. 29. Na misma preciaa-se
de um menino qae seja fiel para criado, paga-
se bem.
i VINHO ciLBEfii SEOUIN
FEBRFUGO FORTIFICASTE wovado aela Academia de Medicina de Parit
--------------------> i ----------------
Sessenta amos de Experiencia
FbanaadaO. 8BQTJXN, 378. ros Satat-Hoao. PAB
Depositarios em Pernam>.*c^ T*AX~ M. da 8
|J UENHl
Tomen nota
Trilhos para engenhos
WAQONS PARA CANNA
Locenolivas
HadDlsni* conipleto para en
genho de tsdos os tamaitos
Systema aperfeigoado
Eepecijicagoes e pregos no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
N. 5 -Rua do Commereio
N. B Alm do cima B & C, tem cathalogos de
mn'l y.mplementoenecessarioe a agricultura, coma
.rtinbem machinas para descaroear algodao, aei
nbos para cat, trigo, arrox e milho; cerca 4 fer-
ro galvanisado axcelrate e mdico em prefo, ps-
eos, nenhuma pode trepal-a, nem animal que-
brat-a.

A caridade abre a por-
ta do co
A infeliz viuva, Mara Jos da Conceicilo, ti-
radora na travessa de S. Jos n. 2, e que se acha
prostrada no leit, quasi paraljtica, supplica e
eetende as las, pedindo as benvolas almas e
caridosoa eDracoe dos habitantes desta cidada,
urna esmola. A mesmi infeliz viuva tem comsigo
i.ma filha moca, que vive honestamente a tu
lado, e que unindo aos de sua mil os seus rogos,
nao cessar tambem de rogar as heneaos ee lestes
sobre todos aquellos qne se condaerem do duplo
infortunio que pesa ha tempo sobre mai e a
filba. Chantas tuper omrria.
Telegraima (resposia paga)
Ricos orieotaes, grande variedade em cores e
largurae, receberam o Pedro Antones & C, e Teo-
dem barato ; esperamos resposta ao 63 rua Du-
que de Caxias, Nova Esperanza ; novo sortimeo-
to em lequea de papel h 700 e 800 rs, preferencia
exclusiva ; ditos de seda, bonitas cores o linda*
paisagens a 3, barrato punhos e collarinhos
bardados para senhora a 1 800 n 2500 ; ditas
com pintas de cores a 15200 ; benitos e delicadoe
lacinbos de cores, ultima moda em ajravataa, a
I|f0f0. Reiposta paga ; vale a pana verem o que
: na loja de Pedro Antones & C. n. 63, raa
Duque de Caxias. ________________
Casa para alagar
0 2- e 3- andares, juntos ou separados, de, na*-"
larga do Rosario 37, esquina defrouie da ijrre-
ja : a tratar no pavimento terreo.
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de familia
na ni'i Formosa o. 37.


Preeisa-se de um ama para cosinhar e engom-
nar em casa de pouca familia : na rua do Pires
numero 107. ________
Porgante as Familias.
Para criado
Precisa-se de um menino de 12 14 annos : no
cse.riptorie deste Diario se dir quem precisa.___
Ca.xein>s
Precisa-se de um menino, e outro de l a 1S
aanos, qae deem fiador de ua conducta : oa rua
da Roda n. 48.
Criado
no
Preaasa-sa da w menina forro ou escravo
seguad aadar a rua da Imperatriz a 44.
Serrara a vapor
Caes do Capibaribe n. 98
N'esta serrara encontraro os srnhores fregue-
ses, um grande sortimento de pinhj de resina de
ineo a dea metros de coaiprimenco e de 0,08 s
t,24 de esqoadros Garante-se preco mais como-
do do que em outra qualquer parte.
Francisco dar Santos Macedo.
Dice sceco de caja
primeira qualidade, proprio para presente, tem
para vender na rua do bom Jess numero 38, ar-
anaaem.
Cosinheira
Precisa se de urna boa casinheira : na estrada
dea Aflictos, junto a estagao dos Affiictoa.
Bom
AMA
Precisa-se de urna ama para lavar, ea-
gomar, e faser mais siguas servigoa de
casa de familia na rua da Matriz da Boa-
Vista n. 9 se dir quem precisa.
uga-sc barato
A aa.a n. 96 rua dos Gaararape.
A rua Lomas Taleatinas n. 4
O armaaem da rua do Coronel Suassuna n. 141
A casa n. 107 da rua Viseonde de Goyaaana.
Trata-se na rua do Commereio n. 5, 1 andar
escriptorio de Silva Guimaraea & C._______________
negocio
Vende se a Minen de malas, bakus e viola, 4
raa do Imperadar n 77, prapria para principianU
por te poucoa fundos, garanta-s a chave. Aseia
aamo urna armacao propria paa qualquer ne-
gocio. _________^_________em,
Jos de Castro Guima
raes
m Gcrjranaa lem o noma de Jas Gaspar
Domiagaea de Sousa nao mais cabrador da 0-
ckeira ras da Imperatri n. 29 desde Marco,
ahumado i prestar contas des dinheiros qae re-
ceben, como consta das cantas >'om os recibo,
entregar as cantas ane aioda tem em seo poder
aa adminatrador daquella eonheira. ^______
Alia-se
asbrado de um andar e soto rua do Marque
ao Herval, travess do Poeinho n. 33, e a casa
tarrea sita a rua do Visconde de Albuquerque n.
170 : a tratar na Urgo da Corpo Santo n. 4, pri-
atairo andar. ^_________________________
Bom negocio
r*reia se de um moco que tesha bastante pra-
ica da molhadoe e que o mesmo tanba qualquer
auantia, para com esta entrar de sociedade, em
aa dos melhores lugares da praa : a quem m-
teressar, dirija-se ao pateo do Paraiao n. 2, que
hi lhe iraa quem prrtend-.
Ama
Precisa-se de nma ma para servico de casa de
duas pessoa : a tratar no largo das faunas da
Santo Amaro, taverna do Sr. 3ento Jos Fer-
kiimco
Dota peeeoa com bastante pratica de cobranza,
dispando de teatpo, offerete seus prestimoa : podo
ser proenrada aa rua do Imperadar n. 16. ___
Mudanca
O aolieitado Jola Caetaa de Abren modea
sen eacriptorio para o primeiro nadar do predn
n. 38, a raa do Imperador. ^____^^
Permuta
Peraafjaa nm predio por outra maior, at
2:000|t000 : quem o tiva saetea aondicee, diri-
ja-a aa pateo do Terc<> n. 2, que achara e.u
qam tratar._________________
0 pre^o flxo
1 Rna !? 1
Casabes iasarseoento para crter callos e ostra
taitas cutilleras, fino oculoe e pineesna.______
Taverna
.larriii das plantas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acabar com as plantas qua es-
to era vasos 'esta jardim, vende-se os s!***6-
res muito grandes, e dando fructo, 2^000, to-
ranjeira, muito grandes, para enxertar, *OtO
a duzia, e sapotiseiros mais pequeos por barato
preco.
Veeds-ee sraa teveraa em bom ponto : para
ver tratar, na raa Tidal de Negrwro n. 1.
Cal de Jaguaribe e S.
Beato
O abaixo assignado, proprietario do en|
Jagaaribe, sendo o nico a queimar a verda
cente Ferreira de Albuqaerque Naacimento oes
armasen de materiaes na praca da Cancordia na.
11, 13 e 15 ; devendo ser falsa toda e quakj
cal comprada n'ontra
14 de Julho de 1886.
ca comprada n'ontra parte. Engenho Jaguanbs,
""86.
Jos da Costa Pereira.

rraneissa de I^tas alela!
Florismuado Marques Lias, sua esposa e bino
umn,amente penaliaados pelo prematuro fallec
ment de sea sobrinho e primo, Francisco de As-
sis Lins Caldas, mandara celebrar urna missa
sexta feira 16 do corrente, as 7 1|2 horas da ma-
ulla, na matriz de Santo Antonio, stimo da de
sru passam.-nto, e convidara para assistir a este
acto a todos es seu prente.-, amigos e collegas,
r desde ja protestara sim gatidao.
anua Carlota dn tlbuqiierquc
H<-tio
Primeiro anniversario
O bcharel Pedro Aff-uso de Meflo, em comme-
inoratao do 1- nniveraario do fijleclmento de
toa sempre charada mnlher, Anaa Carlota de Al-
buquerque Mello, anda celebrar missas por sua
alma no Jia 16 Jo Corrrnte (sexta-feira) s 8 ho-
ras da mauhJ, na mairiz da Boa Vista ; e muito
penhorad > ficar a todas a3 pessoas que lhe fize-
rem a finesa de assistir a esse acto de caridade e
relipiao _____
O bacharel Antonio V. nancio Cav.ileante d
Albuquerque manda celebrar missas por almads
seu muito presado pai, o capito Vicente Era
Cavalcante de Albuquerque, no dia 20 de Juina,
primeiro anniversano de jen fallecimento, na
matriaas, de Santo Antonio s 8 horas da """'I,
e de Gamelleira s 9 horas da manha do referida
dia ; para cujo acto convida seas prente* e ami-
gos, e a todos se conf ssanao profundamente re-
conheeido.
Joaqnina Emilia de Olivelra
e Mil va
Francisco Antonio de Oliveira e Silva, sua m-
lber e filhos convidara aos seus prente e amigos,
para assislirem a missa, que por alma de sua pre-
sada mai. sogra e av, Joiquiua Emilia de Oli-
ve ra e Silva, mandi.m celebrar na igreja de San-
ta Rita de Cassia, segunda- feira 19 do corrente
pelas 6 horas da manbit, 1 anniversaiio do ses
passamento; e por este acto de caridade antooi-
parn og seua agr Omiftoo
||HiB*aasmmmmmmamm>


Diario de Penmmbuco---Sit-feira 16 de Julho de 1886
i
Atso
-_.;,...e de nma profcwora me earba toear
_So e mais trab. Ihos de .enW, para en-
Sto a tratar com o Bard de Naaareth, 4 ra
golmperador n. 79, 1 andar._______________
Criado para alngar-se
Ha na de 8. Joo, easa n. 27, tw par "'
u-ee um mulatinho com 17 annos de idade, mul-
to propno para copeiro ou o-tro qualquer Bftrwjo
hittdema como de ra, ta_bem abe boreac,
por j ter sido boleeiro-__________
Na Magdalena
Aluga-se urna casa terrea com commodoi para
ramilia, tendo agua e gaa encanados, jardime
sitio todo murado, sita traTeesa do Paysandfl :
a chave est na taverna do 8r. Braga, esquina da
na do Hospital Portugus.
PIMO DE RIGA
de 3X9 4X9 e 3X12 ; veade-se m serrara a
Tapor de Cmaco da Silva, caes 22 de Novembre
numero 6.
VENDAS
Vende-se
m predio na frpgueeia da rioa-Vista, com terre-
no ao ludo, cora bastantes fundos; e na toesma
freguezia um estnbelecimento de uiolhados com
pouco capitai, si'rve para qualquer principiante :
para iiifortuacocs. na paesagem da Magdalena,
ra do Bemfica n. 31-A. .______
Vende-se 2b i.r.-dio* (sobrados, casas terreas e
sitios) as fregut zias do Recife, Snto Antonio,
8. Jos e Grcu, tratar na ra do Imperador
n.75.
Vapor e mocada
Vndese um bom vapor e moenda com poico
So ; a ver lio cogenho Timb ass. muito perto
da eataco do ine6mo uome ; a tratar na ra da
Imperador n. 48, 1 andar.________________
Jaboato
Vende se a padaria e o eataberecimeoto de mo-
Ifcados, bera afrogu*zados, e prometiendo ainda
maior negocio faz-r com a ida das oficinas da
estrada d- f rro Ut Carnar, prximo a mesma
estacar, fie;, -'u-d oe eetabelecimentos cima,
arrendan.lo mi as casaa pesoa que pretender :
a tratar ein ,l.K.:ito. confronte ao boiel Qlobo.
Pota, malos e temas
Vendp Candido Tbiago da Costa Mello em seu
deresito 4 ra Imperial n. 322, otiria.-Teleptone
nnmi'i 21- _________
Coire
Vende-se um na ra do Amorim n. 66 do altor
Mueres.___________________________________
Pinlio de Riga
Vendem Foaseca Irraiee ce C, a preca medico
M
Vende-se nma em bom estado, propria para
alfaiate : na ra da Paz n. 24
Farinha para porco
Vende-se na ra do Impeador n. 63.
-B_
Florida
Loja de miudezas
Boa do Duque de Callas n 13
Os proprietarioe darte grande estabeleeimento
de miudesas, modas apara accommodar os Interes-
aes da poca, tem resol?ido venderem por menos
Tinte por cesto que em outra qualquer parte.
Ptntes elctricos 4 &0 rs.
Luvas de pellica a 2/500 o par.
Linha de carritel branca e de obres a 80 rs. |
Grampos a 20 rs. o masso.
Invisiveis a820rs.
Vestuario de fustao bordado para crianca a
3/000.
Pentes Je regado para crianca a 100 rs. nn.
Baleias a 360 rs. a duzia.
Haapai para anquinhas a 120 rs. o metro.
Bicos com tres dedos de largura a 1/500 e 1/800
Linba de coree para crochet a 250 rs. o no-
vello.
Papel amizade a 40 rs. o caderno.
Fita cbinesa a 320 rs. o masso.
Lencos de linho a 1/500 a duzia.
Lindos bieo de cores com 10 Jardas a 4/ e 5/
a peca.
Urna caixa cem tres sabonctes desenbando urna
rosa por 500 rs.
Meias de 1& de cores para senhora a 1/500 o
par.
GRANDE
6|50",
12/000
800
1/800
600
1/500
800
1/2
sisa
19800
400
200
Expsito central roa larga do
Rosario n. 38
Damiao Lima & C, chamam a attencio das
Exmas. familias para os presos segaintes :
Carreteis de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados de 200 a 600 rs.
Ditas de m palmo a 2/500 e 3/000.
Fita n. 80 para taxa a 2/500.
Leqves rebatas e D. Joannita a 1/000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2/000.
Leques D. Lucinda Colho a 6/000.
Toalhas felpudas a 500 600, e 1/000.
Duzia de meias para hornero a 3J000.
Ditas para senborss a 3/000.
Luvas de seda a 2/000.
Meias de fio de seda para menina a 1/000.
Colarinbos de linho a 500 rs.
Ditos de algodio a 320 e 400 .
Macos de grampos a 20 rs.
Pecas de cordato para vestido a JO rs.
.visivas grandes a 320 rs.
rampoi invisiveis a 60 rs.
Um leque de setim (novidade) a 65500.
Ricas bolcinhas dejinadreperola.'de 1/500 i 6/.
La para bordar a 2/800.
Urna capella e veo de 15*000, por 12/000.
Um espelho de moHura por 5/500.
Urna pulseira de fita per 1/200.
Pliss a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande de cera por 2/500 e 3/00t.
NA EXPSITO CENTRAL
58-RuaLargado Rosario58
Vende-se
barato o sobradinho da ra do Apollo 63 ; a
tratar no pateo do Livramento n. 21.
Carteira
Vende-se barato urna carteira contendo na peca
de baixo dous armarinhos e tres gavetas, e na
peca de cima 1T -compartimentos que se fecham
com ama s chave : a ver e tratar no largo de S.
Pedro 4, loja.
Fazendas brancas
SO' AO NUMERO
40 ra da Imperatriz 4o"
Loja dos' JSfdYefro
Alheiro & O., a na da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estas fazendas
abaixo mencionadas, sem competencia de prtfoos,
A SABER :
AlgodSoPecsa de Igodaosinho com 20
jardas, pelo- barato preco de 8/800,
4|, 4/51)0, 4*. 0, 68, 5/500 e
MadapolSoPecas de madapolSo cem 24
jardas a 4/500, 5/, 6/ at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
Ditas brancis e croas, de 1/ at
Cregnella francesa, -tienda muito encor-
nada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 ra. e
Ceronlas da mesma, muito bem fetas,
a 1/200e
Colletiuhos Bramante fraoces de algodio, muito en-
corpada, com 10 palmos de largara,
metro
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2/500e
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drdeg delicados, d^ 240 rs. at
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, ra
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, eaquin- do becco
dos Perreiroa
\lgodao entestado pa-
ra leneoes
A OOo ra. e 1OOO o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
godSo para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de larpnraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim come dito trancado para
malhas do mesa, com 9 palmos de largura a i/200
u ctro. Isto na leja de Alheiro & C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1/200, 1/400,1/600, 1J800 e 2/ o covado
A heiro & C, A roa da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acimf
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
I'sparlilhos
Na loja da roa da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bone espartilhos para eenhoras, pelo pjeco
de 5/000, assim como um sortimento de roopas
de casimiras, brius, etc., isto na loja da esquam
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2/800 e 31 e covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com os padres mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
e 2/800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar faser coetumes de casemira a
lO", sendo de paletot sacco, e 35/ de traque,.
grande pech'ncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem nma grande
porco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a lOO r. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, veade-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs-, on em cartao com 50 pecas, sorti-
das, por 5J, aproveitem a pechincha ; ria loja da
esquina do becco dos Ferreiros. ______
A Revolupo
ra Duque de Casias, resolver, a vender
os aegufntes artigos com 25 0[Q de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Seda lavradas de 2/000 por 1/000 o covado.
Cachemiras de cores a 1/200 o covado.
Ditas pretas a i/000, 1/200, 1/400, 1/600
1/800 e 2/000 o covado.
Dita broch, de 13 e seda, lindos tecidos, a 1/500
o covado.
Gorgorinas de liatrinhas a 360 rs. o covado.
Setins a 890 e 1/200 rs. o covado.
Dito preto a 1/000 e 2/200 o covado.
Gaze com boliahas de velludo a 80C rs. o ao-
vado.
Lis com bolinhas a 640 re. o covado.
Vellndilho liso e lavrado a 1/000 e 1/200 co-
vado.
Fustao brance a 440, 500, 560, 600 e 800 rs. o
cocido.
Giosdenaples pretos a 1/800, 2/000, 2/500 e
2/800 o covado.
Nnsoc de cor a 300 rs. o covado.
Cretones finas a 360, 400 e 440 rs. o covado.
Cambraia de quadros a 1/500 a peci.
Dita transparente de 4/000 por 2/000 e 2/500
a peca.
Linn branco a 500 rs. o covado.
Focbs de retroz a 1/000 um.
dem de la, de 1/000 at 6/000.
dem de pelussia a 5/000 e 6/500.
dem de pelussia bordados a 7/000.
Cretones para chambre a 320 e 360 rs. e co-
vado.
Cambala com salpicos a 6i rs. a peca.
Chapeos de sol de cores para senhorcs a 7/500
um.
Brim de linho de c6r a 1/200 o metro.
Lmbos escosse^es a 240 rs. o covado.
Zepbiros Iistrados a 200 rs. o covado.
Tapetes para janella, piano e cama a 4/000,
6/000 e 7/000 um.
Ditos avelludados para sof a 24/000 um.
Fustao de cor a 600 rs. o cevado.
Setinetas lavradas a 500 rs. o covado.
Flanella branca a 400 rs. o covado.
Setinetas com desenhos lindas a 440 rs. o co-
vado.
Cortes da casemira a 3/000, 3/500, 5/0C0 e
7/000.
Casemira de cor e preta a 1/800 rs. covado.
Tim6es bordados a 4/000 um.
Brim pardo lona a 360 e 500 rs. o covado.
Camisas de meia a 800, 1/000 e 1/200 urna.
AlgodSo com duas largaras a 800 rs. o me-
tro.
Esguio amarello para vestidos a 500 rs. o co-
vado.
Espartilhos eourac* de 4/000 a 8/000 um.
Para a- Exmaa* noivaa
Setins maso a 1/200 e 2/000 o covado.
Popelinas a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 e 440 rs.,o dito.
Setinetas lisas e lavradns a 600 e 560 rs. o dito.
Cortinados bordkdoe a 7/000, 9/000 e 15/000 o
par.
Capellaa e veos finos a 10 e 14/.
Colchas bordadas a 5/000, 7/000, e 8/0.O
umft.
Grande e bem mentada oflieina de alfaiate
DE
PEDROZA & t
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conbecido estabeleeimento, se encontrar um Lindo variado sor-
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinbos, meias, grvala*,
tudo importado das melhores fabricas de Pars, Londres e Allemanha; e para bea
servirem aos seus amigos e reguezes, os proprietarios deste grande estabeleeimento
jm na direccao dos trabalhos da officina habis artistas, e que no corto espaco de 24
horas, preparam um terde roupa de qualquer fazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(FRE0S SEM COMPETENCIA) _______________
Aos liCPOpOO
200:000^000
l(HI:O0OSO00
GRANDE LOTIRli
DE 3 SIUIOS
Em fax r dos ingenuos da Colonia Ornbanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
: io 15 lie DnH fe
0 thesoureiro, Francisco Gon?alves Torre
Tamancos
Vende-se tamancos de Penedo, em porcio'e a
retalho : na ra da Boda n. 11.
WHISKY
ROYAL BLEND marea V1ADO
Este exEellente Whisky Eseesssi preferive
ao cognac ou aguarden*e de canna, para fortifica
o oorpo.
Vende-se a retalho nos t>. lheres armazens
nolhados.
Pede OYAL BLEND marea VIADO enjo no-
roe e emblema sao registrados para todo o Brasil
BROWNS & C, agentes
O portador de dous vigsimos desta
importante lotera do custo de 2$200 est
habilitado a tirar
2o:oi2r|ooo
Pre^o em poreao
Vigsimo.
Vigsimo-
A' RETLHO
IA OOO
14100
!
Cabriolea
Vende-se um em perfito estado e por preco
eommodo; tratar na ra Duque de Caxias n. 47
A ROM DA FORTUNA
36Ra Larga do Rosario36
____-__Mi


i
I
DOS PREMIOS DA
251'
N B.O premio prescrever
uta anno depois da extracc5o.
-mm-m*^.
63
A
PARTE DAS LOTERAS CONCEDIDAS POR LE PROVINCIAL N. 1836 EM BENEFICIO lWSANTA- CASA DE MISERICORDIA DO RECIPE, EXTRAHIDA EM 15DE JULHO DE 1886.
i ni -
US. PREMS.
2
S
14
17
36
39
b
51
83
89
94
98
103
9
15
17
21
29
36
37
39
45
46
54
56
60
61
62
66
69
77
79
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NS. PREMS.
NS. PREMS.
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44

184
44


PcroambucoSexta feira 16 de Jolho de 1886
ASSEMBLA GEM
AMARA DOS DE RUTADOS
SESSO EM 23 DE JUNHO DE 1886
SIDENCU DO BS. ANDBADE EiaUEIBA
[Continuado)
Tora em consideragSo a oensura do no-
bre deputado por ter o Ilustro mimbro
consignado crdito em bu* proposta para
osaorrer s despezas com a creagao do to-
dos os novos termos e comarcas na provin-
cia de Minas-Geraes ,_*.
Mostra que o nobre deputado nao tero
razio : se as assemblas provinciaes temo
direito de legislarem sobre a creagao de
termos e coman as, mas nao razoavel
que se subordine o parlamento s assem-
blas provinciaes e o que succedena se
osse obrigado a votar verbas para todas
as creacSss do termos e comarcas ; esta
doutriua era perigosa, porque as assem-
blas provinciaes consultara mais os ratc-
rossea partidarios e locaes, do que os in-
teresaos da ut.lidadc publica ; o que a le
de 1879 teve em vista foi criar um novo ti
talo Termos o comarcas-para habilitar o
parlamemto a votar os meios que julgasse
contenientes ; foi o que respeitou o nobre
ministro estabelecendo nessa rubrica o que
Ihe paroccu indispensavel ser despenado e
o parlamento n5o fica tolhido de elevar
essa verba ; S. Exc. apenas mamfestou o
pensamento do gabinete, que e reduz.r as
despezas. .
Julga que o nobre leader da opposigao
ceusurou o nobre ministro por esta e.ono
mia, como o censurara se S. Exc. proce-
desse do modo que o nobre deputado julga
heje conveniente ; entretanto, o nobro de-
patado nSo reflecte que foi esse um serv-
50 prestado pelo nobre ministro deixando
de prover algumas dessas innmeras co-
marcas creadas para embaracar a admiras
tracao : nao existe pois nenhum attentado
contra a prerogativa das assemblas pro
vinciaes, porque o provimento de
ijustiga nao seria feito pela cmara, e aim
'pelas assemblas provinciaes que nena
serapre sZo levadas pelas conveaiencias
publicas.
Era vhz de censurar o nobre ministro
por ter diminuido a dotado da verba-
Novas comarcas e termos, o orador enten-
de que S. Exc. devia ter supprimido a
verba. Louva a S. Exc. por nao querer
nomear muitos juizes de direito e munioi-
paes.
Causou ao orador estranhsza e tristeza
a emenda da commissao elevando de 20 a
50:0005 essa verba. Nao teve not ia del-
ta senSo depois que a leu. Oausou-lhe os-
tranbeza porque a comraissao sempre pro-
cedeu de perteitc accordo com o nobro mi-
nistro que disse satisfaz -r-se com L'0:000f$
para essa verba ; paree, porra, e isso
causou lbe tristeza, que S. Exc. nSo pode
resistir aos seus amig09; entretanto o ora-
dor pede que adi essa dospeza para rae-
Ihores tempos. Cr ter justificado a sua
emenda.
O Sr. Silva Tavares como relator
da commissao do orcamento da justiga e
signatario da emenda impugnada peto Sr.
Lourengo de Albuquerque, cumpre-lhe dar
urna exp :acao.
Nao discutir todas as materias do or-
camento da justiga porque este est tao
bem organisado que delle s duas verbas
forara discutidas. Nao entrar nos direi-
tos das assemblas provinciaes, mas enten-
de que o nico correctivo para a creacSo
de comarcas est na decretacjLo da verba
para o scu preenchimento.
O orador nSo concorda com o Sr. Lou-
rengo de Albuquerque e recorda que disse
na commissao que achava 20:000 pouco
para os termos creados, nXo para as 00-
entendendo que essa verba devia
occasiao
co-
mis
narcas fijou adiado para a
opportuna. segundo as circunstancias n-
naoceiras do paiz perroittirera.
Representante de dina provincia pouco
contemplada na distribuicao do orcamento,
que nao
do Sr. Candido de Oliveira, assim o Sr. do regulamento que prohibem as manifes-
tares das galeras.
Restabalece se a ordem.
O S*- Presidente: Tem a palavra o
Sr. Ministro da Agricultura.
O Sr. Antonio Prado (ministro
da agricultura) declarou que estava prorap-
te a responder i m mediata mente inter-
pellacao do Sr. Alves de Araujo, acredi-
tando quo prestava homenagera ao Ilustre
interp 'liante e que dava prova de que o
governo trata desla queseo com toda a
prudencia.
Depois de outras ob ervagSos o orador
passa a responder interpellagSo.
Pergunta o nobre doputado qual o fun-
damento legal que teve o governo para
deliberar que o municipio neutro faga par-
te da provincia do Rio de Janeiro, em re-
lcelo matriculados escravos ; o orador
responde que a disposicjlo em que se fun
dou o governo foi aquella em que ficou
estabelecido que o domicilio do escravo
fosse n mesma provincia era que elle se
achnsse, prohibindo-se-lhe a sabida para
provincias diversas ; nada dixendo a lei
com referencia ao municipio neutro, era
indispensavel ..que o governo procurasse
interpretar o pe samento do legislador e
encontrou o principio claro do que o munici-
pio neutro fazia parte da provincia do Rio
de Janeiro : era Io lugar na representagao
poli ti 3 a do municipio neutro, que est in-
cluida na representado da provincia do
Rio de Janeiro, contando a corte os pri-
meiros tres districtos eleitoraes daquella
provincia ; alm d'isso, pela constitugao e
a occpar-se
vista quando
tomar a
bem assim
o or.do'r peda-aa- nobre ministro
esqueca a provincia do Piauhy na distri-
buidlo da quota para os termos creados.
O Sr. Ministro da Justiga mostra ao
orador a relajo, era que est contemplada
provincia do Piauhy.
O Sr. Jayme Rosa passa
d assumpto que tinha em
pedio a palavra.
Lembra que em urna d,s ultimas sessBes
do senado o Sr. Viscondo de Paranagu
fez graves censuras ao governo em virtu-
de de urna ordem de habeos corpus que to-
ra desattendida pela autorilade policial da
villa da Regencia ; censuras que loram
destruidas pelo Sr. ministro da justica.
O orador j discutio o facto pela JP^n"
sa, mas obrigado na cmara
defeza daquella autoridade e
da governo.
Historiando o que deu causa a essa or-
dem de habeas-corpiu o orador demonstra
qe o preso j tinba sido enviado para a
cadeia de outro termo quaBdo chegou a
ordem de habeas-corpus Regencia, a au-
toridade policial nSo a pode mais cumpnr,
bem como a autoridade do outro termo
que nada havia receba o nesse sentido ;
ojo houve, pois, desrespeito a essa ordem;
portanto, aquella autoridade nao precisa
defeza, quam a preciza o juiz de direito
que expedio tal ordem, porque juiz par-
tidario e apaixonado.
Terminou notando que o Sr. Visconde
de Paranagu prima boje pela injustiga de
saas aomsac5es, quand) at entao deixou
.orrer a provincia do Pianby revelia dos
seus amigos polticos.
O Sr. t,ourenco de Albnqner
que nio vem discutir o orgauaento da
justiga, mas justificar a emenda que raan-
dou mesa. N^nhura governo anda se
lembrou de cercer.r os direitos das assear
b!as provinciaes o governo porra nao
obrigado a nomear juises para todas as
comarcas que as assemblas provinciaes
podem crear,
Se fosse obrigado a isso o orcamento da
Alves de Araujo tem apenas meia hora
para justificar a sua interpellacao.
O Sr. Presidente responde que o Sr.
Alves de Aranjo pode, finda a meia hora,
recorrer para a Cmara, por isso d a pa-
lavra ao referido Sr. deputado.
O Sr. Alves de Araujo folga cora a con-
ducta do nobre ministro da agricultura; j
que S. Exc. gastou nove mezes para ela-
borar o seu regulameuto da lei de 28 de,.
Setembro de 1885, nSo quiz agora gastar
nove segundos para declarar-se promptq a
responder interpellacao annunciada.
Prefre esta posico clara do nobre mi-
nistro, visto que trata se de urna questSo
iraportantissiraa, qual a de escravisar de
novo um territorio que se julga va quasi
livre.
Vai procurar manter a questao na al-
tura que ella merece.
Pergunta se o palarmento est fraccio-
nando na capital do Imperio ou na pro-
vincia do Rio de Janeiro; visto quo o Sr.
Ministre da Agricultura deolari era um re
gulamento que o municipio neutro far par-
te d'aquella provincia.
Faz varias observaySes com o intuito de
demonstrar que o Sr. Ministro da Agri-
cultura nao poda legislar em ponto que
entende com .a liberdade e quo legislar
querer interpretar a lei n'um ponto em que
ella foi clara, como clara havia tambem
sido a lei Rio Branco, n5o onvolvendo a
corte as dispusieres que dizia respeito s
provincias.
Historia os acontecimentos abolicionistas
dos annos transactos, como elles forara en-
carados por cada um dos ltimos minate
rioe, e como a capital do Imperio se achou
seraDre frente do raovimento abolicionis-
marcas, eatenaenao que essa --"=" t suavemente e sem a minima perturba-
ser elevada 50:0000 para l.bertar ol. cida
daos dos juizes leigos, pois HSVscreve o que se ha passado era ou-
mos creados a just,5a exercida por ho- / a8 diversas
meDs ignorantes ; e foi para livrar os cida-
daos desses juizes que pedio, a elevacSn
da verba, afina de poderem ser preenchi-
dos os termos novamento creados.
Pedio a palavra s pra dar a razao da
emenda que mandou mesa.
O Sr. Rlbelro do Cunha res
poude s oonsideraySes que em s^ssao an-
terior fez sobre a poltica do Maranhao o
Sr. Candido de Oliveira a cujo talento
presta a devida homenagem. Pede ao Sr.
ministro da juotiya de accordo com o do
imperio que crea urna repart$ao de assis-
tencia publica, especialmente para os alie-
nados. Pronunciase contra os jnizes lei-
gos, adduzindo exemplos do mal que vera
sociedade de sentencas injustas proferi-
das fot homens ignorantes ou mal inten-
cionados.
Nao estando presentes os oradores in-
scriptos, e ninguem mais pedindo o pala-
vra, encerrada a discussao e addiada a
votacjlo por falta de numero.
O Sr. Presidente d a ordem do dia 25.
raissSes de inquerito devera ser acompa-
nbados de todos os documentos respectivos,
por isso requer o adiamento da ultima
onclusSo, at serera presentes cmara
todos os documentos referentes contesa-
cao a esta eleica^.
O Sr. Presidente justifica procediraen-
t ordem do dia desde o dia 25 do Junbo ;
depois appareceu um roquerimento do Sr.
Penido, que foi lido no expediente, e hoje,
outro, que foi remetti lo cora urgencia
coramissSo, que nada respondeu a res
peito.
Entretanto, consultar a cmara sobre o
requeriraento do nobre deputado.
O Sr. Candido de Oliveira (pela ordem)
lembra que o requerimento deve ser es-
cripto e ter discussEo.
O Sr. Presidente expliea que este re-
querimento nao est nos casos dos reqe-
rimentos ordinarios de adiamento, s deve
ser votado; mas pede ao nobre deputado
que reduza a escripto o sen requerimento.
Vem mesa, lido, posto a votos e re-
jcittdo seguint' requerimento :
Requeiro que seja adiada a votacSo
do parecer sobre a eleicjlo do 3o dktricto
de Minas-lieraos, at que seja publicada
a contestaeao e documentos a ella relati-
vos. Fernandas da Cunha Filho.
Procede-se a votaao da 2' concluslo,
que approvada, sendo proclamado dopu-
tado pelo 3o districto da provincia do Mi-
nas-Ge/aes o Sr. conselheiro Alfonso
Penna.
Procede-so votaejo do parecer da '
peta acto addicional, v se que para varios commissao de inquerito sobre a eleiyao do
SESSO EM 3 DE JULHO DE 1886
PRESIDENCIA DO SE. ANDBADE FIGUElBA
Ao raeio dia, feita a chamada, a que res-
ponden! 100 Srs. deputados, brese a ses-
aEo ao meio-dia e sete minutos.
Sao lidas e approvadas as actas de 25,
26, 28, 30 de Junho e 1 e 2 de Julho.
O Sr. 1. secretario d conta do expe-
diente.
E' lida urna isterpellacjlo do Sr. Alves
de Araujo ao Sr. ministro da agricultura,
perguntando qual o fundamento legal que
teve o governo para deliberar que o muni-
cipio neutro fafa parte da provincia do Rio
de Janeiro, com relajao matricula de es-
cravos, o qual e pensamento do governo
quanto a depreciajao dos es?ravos.
O Sr. Presidente observa que achando-
se presente o Sr. ministro da agricultura,
S. Exc. quando julga poder responder a
essa interpellacao.
O Sr. Antonio Prado (ministro da agri-
cultura) diz que ple responder desde j.
O Sr. Alvej de Araujo e outroa protes-
tara .
O 8r. Lourenc de Albuquerque (pela
ordem) faz ver que foi designada a hora
e meia da tarde para o Sr. Presidente do
Conselho vir assistir a urna interpellasao
F0LHEOS
KGOLO
POR
cortes s obedecem ao governo geral, em
quanto que as provincias obedecem aos de-
legados d'aquelle governo.
O Sr. Presidente observa que est fin-
da a hora em que o orador podia justificar
a sua interpellacjlo.
O Sr. Alves de Araujo pede ao Sr.
Presidente que lhe raantenha o direito da
palavra.
O Sr. Presidente explica o seu procedi-
meoto, lerabrando ao orador o recurso de
requerer urgencia.
O Sr. Alves de Araujo n3o se atreve
a podir urgencia e, a proposito, lembra o
que aconteceu no parlamento francez, em
coso idntico.
O Sr. Presidente insiste no cumprimen
to do regirasnto, Begundo o qual diz que o
nobre deputado n3o pode continuar na tri-
buna sera ter obtido urgencia da Cmara.
O Sr. Alves de Araujo responde que o
Sr. Presidente n3o interpreta fielmente o
regiment.
O Sr. Presidente declara que o nobre
deputado deve sentarse.
O &v Alves de Araujo diz que antes se
retirar da Cmara, do que sentar se.
O Sr. Presidente suspende a seesao por
5 minutos.
(O Sr. Alves de Araujo contina a per-
manecer na tribuna )
A' 1 hora e 25 minutos o Sr. Presiden-
te oceupa a sua cadeira.
O Sr. Presidente: Contina a Brssao.
O Sr. Rodrigo Silva (pela ordem) re-
quer meia hora de urgencia para o Sr. Mi-
nistro da Agricultura responder inter-
pellacao do Sr. Alves de Araujo e vota
rem-se as material da ordem do dia.
O Sr. Alves de Araujo:--Como res-
ponder, se a interpellacio nao est ainda
terminada ? Eu conservo-me na tribuna.
O Sr. Presidente : Os senhores que
approvam a urgeucia requerida queiram le-
vantarse.
(O Sr. Al/e de Araujo e alguna de
seus amigos da opposicao retiram se do sa-
lan, declarando que nao querora ouvir a
resposta interpellaglo. e protestando con-
tra o procedimento da mesa. Dos espec
tadore's da galera do lado de trra partera
applausos ao procedimento da opposicSo.)
E' approvada a urgencia.
O Sr. Presidente manda 1er os artigos
stteitos a corto considerase pertencendo
provincia do Rio de Janeiro, como em re-
laclo s leis fiscaes, cujos agentes da pro-
vincia estao sujeitos ao ministerio da fa
zenda e como em relajo aos agentes do
correio, etc.
Pergunta porque se levanta esta celeuma
contra uraa clausula que a interpretayao
da lei e que, ao contrario do que se diz,
mu ds xosTinv
[ CO.NTINUaQO DE ANGELA)
( C o n t i n u a 5 >o do n. 15 7)
XIII
Entao, s me resta inclinar me....
disse o magistrado... Talvez que tenba ra-
zio ero seguir as suas aspiradles cavalhei-
rescaa e generosas da sua natureza. N3o o
iroito, mas admiro-o 1 O amor e o perdao,
grande, bello... O senhor um apos-
tlo da humanidade, extraviado no sceulo
do egosmo.
Acha o meu proceder inteiramente
original ? Vou aonde o meu coracao me
canduz...
A filha de Jayme Bernier commet-
teu um erro ; mas aquella que se achar
sem peccado que lhe lance a priraeira pe-
dra. Porventura posso eu, por causa desse
erro, suffocar o meu amor ?
1 Cecilia orpha, sem amigos, sem au-
xifcos... o que seria feito della ?... Mai
depura filho sem nome e repelada por to-
dos, teria que cahir em novos erres...
t A fortuna, relativamente consideravel,
e da qual a morte de seu pai a vai tornar
possuidora, talvez que attrahisse algutn ca-
rador de dotes, algura miseravel aventu-
rero, que casara com ella para a expo
rar ; porque, qual seria o homem, n urna
posicio como a' minha, que ousasse esten-
der-lhe a mao lealmente ?
__Oh 1 nem um s exelamou o Sr.
de Qevrey.
Tenho razos para ser o nico.
torna mais suave a posicao dos escravos
da provincia do Rio de Janeiro, porque na
corte as iibertacSes sao mais numerosa- e
o trabalho menos oneroso; por consegran-
te facilitar a vinda dos escravos p^ra a
corte nSo diffijultar abreviar a libcrta-
c.ao dos meamos.
Nota quo parece procurar-se todo o pre-
texto para renovar urna questao que est
resolvida por si mesma sem nenhuma per-
turbado.
Diz ainda o orador que o governo o que
deseja que esta questao continu a cor-
rer como at aqui, concillando se 03 inte-
resses da humanidade com os interesses
geraesdo paiz; se precisasse demostrar esta
affirmativa, bastara appellar para todos
os actos do governo e para as decis8es
que tem dado a todas as duvidas levanta-
das, contra as quaes ainda se nao ergueu
urna s voz ; o que prova qne o governo
tem procurado corresponder eonfianya
do paiz, dando lei de 1885 a fiel execu-
ao que ella deve ter.
Quanto depreciacao do valor do escra-
vo, o orador declara qne o nobre deputado
estabeleceu principios falsos ; o regulamen-
to nao declara que a dedu^ao se faja da
poca da lei, mas do acto da matricula,
porque sera esta nada se podia estabelecer;
tem-se querido ver nesto facto urna con-
trtdicjao porque o orador dissera que pela
lei a escravido estara extincta no Bra-
sil em 13 anuos; mas a lei nao se p.de
considerar em execuglo sen3o depois de
regulamentada, e aioua assim, est certo
que a escravo tura estar extincta ainda an-
tea daquelle prazo, como trata de demons
trar concluindo.
Le-se e vai a imprimir o parecer da
commissao de marrana e guerra, approvan-
do a proposta do governo finando as for-
jas de trra para o exercicio de 1887 a
1888.
ORDEM DO DIA
VEB1PICA9X0 DE PODERES
Procede-se votacJo do parecer da 3*
commissao de inquerito sobre a eleicSo do
3* districto de Miuas.
Posta em votacao a Ia conclusio ap-
provada.
O Sr. Fernandes da Cunha Filbs (pela
8o districto de Minas, que approvado,
sendo proclamado deputado pelo 7* dis-
tricto de Minas o Sr. Cesaro Alvim.
Aehando-se na sala immedjata s3o in-
troduzidos com as formalidades do estylo
os Srs. Affonso Penna e Cesaro Alvim,
que prestara juramento e tomara assepto.
OKyAMENTO DA JDSTigA
Procede-se votacJo adiada do orca-
mento da desbeza do ministerio da justija
para o exerciciowde 1886-1887.
E' approvado, cora todas as emendas
da commissao de orjaraento publicadas no
Jornal do Commercio de 22 de Junho e a
seguinte sub-emenda assignada por sen
miembros da commissao :
c Noros termos e comarcas 50:000|J.
INTEBPELLAglO
a segrate
intor-
J lhe disse que o admira va... N3o
ouso dar-lbe conselhos nuteis... O senbor
reflectio, o senhor pesou maduramente tu-
do e o senhor nao hesita ; s me resta ap-
provar e fico satisfeitissimo pela Micidade
inesperada da menina Bernier ; felicidad*,
por fim de contas, de que talvez ella seja
digna... E' preciso que aceite a tutela,
bem o v... O tutor n3o ter difficuldades
em prestar contas ao marido.
__Nada se opp5e a isto regularmente ?
__ Nada... Vou lhe dar urna carta pa-
ra o juiz do paz. V vl-o e poca-lhe que
rena o conselho de familia com pressa.
Esse conselho nao se poder corapr
senSo de amigos... visto qae a familia j
nao existe... Consente o Sr. de Gevr.;y
em fazer parte delle ? Ficar-lhe-hia muito
reconhecido.
Nada lhe posso recusar, querido dou
tor, bem o sabe. Ponho-me sua disposi-
580... Deseja sem duvida que o casamen-
to fe realise brevemente ?
O mais breve possivel; pelas raz5es
que comprehende fcilmente.
Deu parte menina Bernier dos
3entiment08 que teve a felicidade de inspi-
rar lhe ?
Dei.
E qual foi a sua resposta ?
Primeiro, lagrimas; depois, a ex-
pressao de reconhecimento profundo... in-
finito.
Vamos l, o senhor vai fazer urna
boa aceito, mas ser, segundo espero, am-
plamente recompensado. A minha araiza
de pelo senhor augmentara, caro doutor,
so o senhor a nfco tivesse j inteira.
O Sr. de Gevrey escreveu urna carta de
algumas linhas ao juiz de paz e entregou-a
a Poroli e depois 6epararam se ambos.
O italiano estava esc ntado com a habi-
lidade do que tinha dado provas.
O juiz formador da culpa dizia comsi-
S '
~ Encontram-se raras vezes almas to
generosas como a deste moco I... Para os
gracejadores, isto seria simplesmente urna
patetice : para mira um here l
Proli nao perdeu um minuto. Sahiudo
da ra de Rennes, foi ao juiz de paz, en-
tregou-lhe a carta do magistrado e obteve
delle a promessa que seria reunido o con-
Entra em disuussSo
pellacao :
1.* Tem o governo conhecimento do
estado anormal da provincia de S. Pedro
do Rio-Grande do Sul, privada de leis do
orcamento e de forca policial para o exer-
cicio crrante ?
t 2. No caso affirmativo, que provi
doncias foram tomadas para o restabeleci-
nento do rgimen da legalidade ?
c 3/ Entende o governo que se deve
aguardar a reuniSo futura da assembla
legislativa daquella provincia, para a vota-
gao de novas leis do orcamento e forga
policial, ou nao julga ser caso de convo-
ca$ao extraordinaria da assembla legisla-
tiva corrente T
< Sala das sessSes, 21 de Junho de
1886 -Candido de Olivelr.
O Sr. Affonso Celso Jnior (pela ordem)
pede mesa que considere como n3o apre-
sentado o seu requerimento de urgencia.
O Sr. Candido de Oliveira lem-
bra a vehem rate secusacao lanjada, em
1883, pelo Sr.^Andrarte Figueira contra o
acto do cntao presidente da provincia do
Rio de Janeiro, mandando cobrar irapos
tos sem lei, e diz que, segurado tao nobre
exemplo, vera hoje igualmente verberar o
acto do ex-presdente na provincia do Rio
Grande do Sul, que arbitrariamente man-
dou proeeder cobranga de impostos sera
lei que o autorieasse.
Pergunta ao nobre presidente do conse-
lho se tem noticia da situacao anmala e
anarchica era qne se acha aquella provin-
cia, onde a lei n5o impera, e siro o ca-
pricho do administrador; onde o povo vai
ser collectado por u u acto dictatorial du-
rante todo um ann > fiaanceiro.
A assembla provincial do Rio Grande
do Sul fez urna lei de orgamento era 188o,
essa lei nao foi 6anccionada pelo presiden-
te da provincia; e este, em vea de devol-
ver a lei para que a assembla reconside-
rasse o fizesso passar pelos dous tercos no
chi da julgar improcedentes as razSss al-
legadas de n3o sanccSo, ou elaborasse no-
vo orcamento, modificando no sentido dee-
sas raa&es, n ida disso fez ; ordenou por
meio de uraa simples 'portara, que vigo-
rasse um orcamento caduco. Nem pr.iro-
gou a assembla nem a convocou extraor-
dinariamente, como lhe cumpria, para ella
decidir sobre a plausibilidade das razSes
de nio sanelo.
Naturalmente a consequeucia deste acto
seria urna dictadura forcada at a presen-
te data, em que se estao oobrando impos-
tor i Ilegal mente, e sera que a assembla
jaral, a quem foi sujeita a questao, so te-
nha pronunciado a respeito.
Laatisa que o partido conservador, di-
endo, ao subir ao poder, que ia ser o
mantenedor da ordem, perturbada em to-
do o {aperio, seja.'ao contrario o mantene-
dor da desordem e da anarchia, que cam-
peare so Rio Grande e em outras provin-
cias.
So a amembla d Rio Grande do Sul
reduaio em excesso o fuuccionalismo, nao
era isa motivo para que o governo abu-
saste, porque aquella assembla n.'io era
eterna : outras lhe succederiam e restabe-
leceriaaa, se assim o enteodessem, o pes-
soal qii6 tinha sido re luaido.
Talvez o nobre presidente do conselho
ignore que grande parte da populacho rio-
grandeaae nao est disposta a pagar um
impoeta que a lei nao manda cobrar, por-
que o rsamento caduco mandado vigorar
pelo presidente da provincia urna medida
ilegal e arbitraria, como urna lei nao
xisteato.
E aquellos que resi-tirem contra este
abuso do poder seriio accionados e proces-
sados ?
A questao seria; envolve um direito
sagrado que n3o suscoptivel de confisco,
porque, desde que lei marca um anno para
a lura^Ko de urna lei de orgameeto, nao
ha poder algum, excepto o da assembla
provincial, quo-possa prorogar um orca-
mento oaduco, e mandal-o executar.
E' de estranhar que o nobre presidente
do coselho, que tem a responsabililade
do poder, feche o olhos para o estido
anormal em que se acha a provincia do Rio
Graude do Sul, quando a assembla geral
funeciona ha dous mezes, e nSo estimule
a commissao de assemblas provinciaes a
pronuntar-se sobre o conflicto travado en-
tre o presidente e a asserabi, da mencio-
nada provincia, para decidir se a assem-
bla andou bem ou mal adoptando por
dous tergos o orcamento que elaborou.
Nao quer tratar agora das razSes de in-
constitcionlidade pelas quaes o presiden-
te da provincia condemnou o orfamento ;
basta-lhe ponderar o seguinte : um pro-
vincia privada da lei de orcamento; um
verno prorogando exproprio Marte,
ordera) observa que os pareceres das com- na qual consignen medidas de economa ;
g
ub oronmento caduco ; urna assembla que
nao se pode reunir para remediar o mal, e
um parlamento aberto que n3e toma co-
nhecimento das razSes de nao sanegao do
presidente da provincia do Rio Grande do
Sul, raantendo-se um estado de cousas in-
definido, que um ataque s liberdades
publicas.
Deseja ouvir a opinio do governo sobre
o assumpto de que tratou, assim como so-
bre a illegalidade e anarchia que se obser-
vam na provincia do Caar, onde o gover-
o mandou adiar a reuniao de dnas assem-
blas provinciaes.
O Sr. BarSo de Cotegipe (pre-
sidente do conselho) responde ao Io quesi-
0 da interpellagao que o governo tein co-
nhecimento da situacao da provincia do
Rio Grande do Sul, regida por urna lei de
orfamento prorogada pelo pretidente da
provincia
Quanto s providencias tomadas para
restahelecer o rgimen da legalidade, dia
que, desde que considera nao ter havido
illegalidade propriamente reconbecida no
procedimento do presidente da provincia,
providencia nenhuraa tem o governo a to-
mor para o restabelecimento da supposta
illegalidade. (Contina)____
selho de familia 110 decurso da semana se-
guinte.
Em Beguida voltou para a ra da Saude,
subi ao aposento de Cecilia e de-lhe par-
te do que se tinha passado.
A moca uao pode conter a sua alegra.
O seu cora$ao, at esse momento tao
fri, animava-se, e naquelle corceo naseja
urna verdadeira paixao pelo assassino de seu
pai.
Benjamn lysroyer, logo que terminou os
negocios que o chamavam a Parz, 101 a
casa, do seu collega o amigo, o mostr Mai-
Sret*
Anaunciou lhe a prxima chegada de
Leao, entendeu-se cora elle, afim de que o
mogo fosse admittido no sea c;>rtorio, onde
elle devia adquirir os conlieciraentos espe-
eiaes, relativos pratica do notariado, e
voltou para Dijon, onde Leao o esperava,
com urna impaciencia intremeiada de in-
quietagao.
Benjamn Leroyer voltava de muito mo
humor.
A's primciraB perguntas do filho respon-
den :
Este negocio sob todos os pontos
de vista muito mais terrivel ainda do que
se suppunha... Deixeraos a justiga des-
embrulhal o e por emquanto nao fallemos
mais nisto... Depositei as raaos Jo meu
collega Maigret o testamento de que de-
positario e o certo que me arrependo mui-
tssimo de ter dado ao meu desgragado
amigo Jayme a idea de tal testamento.
Por que, meu pai ? perguntou Leao.
Porque proced como um asno, advo-
gando a causa dessa moga 1 Nao mereca
que um homem honrado tomrsse a sua de-
feza 1... E' simplesmente um monstro.
De que moga falla, meu pai ?
Ora, de Angela Bernier.
Ouvindo estas palavras, Leao Loreyer
pensou sentir alguma cousa de muito pe-
sado cahir-lhe sobre a cabega.
J)e Angela Bernier I... balbuciou
elle. JEssa mulher um monstro, disse o
senhor ?
Disse de certo. Tinha valido mil
vezes mais que nao houvegBes ido a Saint
Julien du Sault e que n8o tivesses salvado
a bastarda. Pelo menos, assim nem a mli EntSo quem ?
nem a filha teriam paasado a porta d hon- > Os rep
rada casa dos Dharvilles. Os nossos mi-' magistrados.
gos hao de envergonhar-se um dia de te-
rem recebido debaixo do seu tecto aquel-
las aventureiras.
Leao Leroyer tnha-se tornado successi-
varaente muito verraelho e muito pallido.
Gotas de suor molhavam-lbe a fronte,
coraquanto a temperatura nao fosse eleva-
da no gabinete do tabelliao onde se reali-
sava a conversa.
Proeurava o que podia oceultar se de
desgragdo e de terrivel sob as express3es
inexplicaveis, para elle, de que se servia o
pai.
Com voz trmula balbuciou :
__ Cr.o estar sonhando I... E' da Sra.
Angela Bernier e da menina Emma Rosa
que fulla assira por esta forma ?
Pois de quem ser, a nao ser dellas ?
O senhor diz que foi uraa infelicidade
eu ter salvado essa moga? O senhor diz
que a familia do meu amigo Renato corar
um na pela hospitalidade que deu aquellas
duas pobres mulheres ?
Digo o e repito-o 1
Ah meu pai I cruel 111 E' por-
ventura culpa da Sra. Angela, se ella
filha natnral de Jayme Bernier, de quem o
senhor era amigo ? Pode attribuir-lhe um
crirae por isso V Admittindo mesmo que a
sua filha seja urna filha Ilegitima, ha nisso
raz3es para tanto deBpreso ?
Le3o fallava com snimagao febril.
O sangue queimava-lhe aB faces.
As pupillas brilhavam-lhe.
O Sr. Leroyer contempl iva-o com es-
panto e desconfianga.
Cerno tu te animas por causa dessas
mulheres I replicou elle com irona. Nao
as conhecia8 nem uraa era outra, ha al-
guna dias, era raesrao sabias a sua existen-
cia, e eis que te p3es a pleitear em seu fa-
vor como o mais convicto advogado. Has
de ganhar muito com a tua eloquencia,
meu rapaz! Ests defendendo urna m
cansa.
_ Mas, erafim, meu pai, o que tem quo
dizer fiha do seu amigo? Nao pode ser
o seu as cimento illegimo ?
__ C pela minha parte nSo a aecuso
de nada... Outros maiB autorisados a ac-
cusam
Os representantes da justiga.... os
De que a aecusam ?
Accusam-n'a, ou pelo menos suspei-
tam-n'a de um terrivel crime.
Mas, erafim, que crime ?
__Cumplicidade no assassinato de Jay-
me Bernier.
O mogo deu um grito de horror.
Seu pai 1! disse elle em seguida. E'
falso mpossivel I 1
Cora effeito, seria monstruoso... In-
felizmente parece que as presumpgoss n3o
faltara... presuropg3es t3o fortes como pro-
vas. .
Repito, meu pai, mpossivel! re-
plicou Leao. Affirmo-lhe que a Sra. An-
gela, que mai da menina Emma Rosa,
urna mulher honrada, n3o s incapaz de
um crime, mas at de uraa m aegao.
Pretenders tu, por acaso, estar mais
ao facto e julgar mais juiciosamente que
o honrado magistrado encarregado daquelle
deploravel picesso ?-----Seria rara pre-
surapgao I I Mas o que ato ? Procuro
debalde a causa da tua commogao, quando
se trata daquellas duas mulheres. Ser por
que o acaso te perraittio salvar a filha que
tu quebras langas em honra da mai '?
Mas, meu p i...
O Sr. Leroyer deteve-o iramediatamente.
Ponto sobre este capitulo! disse elle
imperiosamente. Occupemo-nos de cousas
de interesse mais directo para nos... Vi,
em Pariz, o meu amigo e collega Mai-
grete .. Fallamos a teu respeito... Con-
sente em re3eber-te no sen cartorio, em
que tu trabalhars emquanto segues o cur-
so da escola de direito. Tu praticars as-
sim no notariado e evitars a ociosidade,
m conselheira para os mogos, sobretudo
em Pariz.
__ Parto em breve, meu pai? pergun-
tou Lean com alegra, que elle escondeu o
melhor que foi possivel.
Daqui a tres ou quatro dias... En-
tendeste-te cora Renato Dharville a reapei-
to do projecto era que me fallaste e que
eu apP'vo.
__ Um alojamento commum para am-
bos ? Sim, meu pai. Renato deve sabir
de Saint Julien du Sault de um momento
para outru, e, oomo eu juigava n3o me se-
parar do senhor senao depois do dia de
Anno Bom, tinha-se encarregado da esco-
ma do aposento e da compra da mobilia.
__Pois bem, escreve-lhe j hoje que
estars em Pariz esta semana, e qu", em
lugar de ir ter com elle, sers tu que che-
gars antes. .. Se apresso a tua viagem, O
que talvez te sorprehenda, porque est
vago um lugar de escrevente no cartorio
do meu amigo e collega Maigret e precisa
tomar immediatamente posse delle, porque
o meu amigo tem a bondade de t'o reser-
var, por consderic3o a mira... Previno-
te que Maigret vigiar os teus passos-----
E' perigoso, na tua idade, andar comple-
tamente redea solta .. Dexam-se arras-
tar pura os botquins do Quartier Lati,
para as cervejarias, onde ha mulheres, e
d'ahi nao resultara senJo males para a bol-
sa e para a Baude.
Nada tem que temer por* esse lado,
meu pai... nao me sinto attrahido para
esses lugares era qne rae falla.
Assim o espero I Dar te-hei urna pen-
sao de trezentos trancos por mez e pagarei
as contas do teu alfaiate.
E' domis.
Deraais nao mas bastante... tre-
zentos francos permittem-te levar ama vi-
da hoaesta em Pariz e mesmo ter de vez
em quando um divertimento decente como
o theatro Francez ou a Opera.
Agradego-lhe a sua bondade, meu
pai, e saberei corresponder lhe.
Cont com isto, porque sei que, no
fundo, s um bom rapaz.
O criado entrou, trazendo o correio da
manha, que collocou em cima da escnvani-
nha. diante do tub"Uao.
Este agarrou as cartas como r, mi
ralbo e leu os sobrescriptos.
Olha, disse elle a LeSo, entregando-
lhe urna carta que se achava entre as ou-
tras, esta carta para ti. .. Vem de Saint
Julien du Sault.
__D^vo ser de Renato.
_ E' natural. J o vais ver.
O notario comegou a abrir a sua corres-
pondencia, emquanto Le3o lia a missiva,
que vinha, com effeito, de Renato Dharville.
Entre outras cousas, o mogo dizi a sea
amigo que a menina Emma Rosa ia cada
vez melhor e que o doutor tinba permitti-
do que fosse transportada para Pariz.
ttontinuar-eJia)
Typ. do Diario, na Duque de Caxias n. 42