Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18312


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Full Text

I
AHNO LU KOMEBO 156
PARA C'AJif AJL E IXeSAIVSS ONDE MAO E PACA PORTE
Por tres mezoa adiantados ... ........
Por seis ditos idem...... ........
Por um auno idea.,........... ....
Cada numero avaio, do mesmo dia.........
DE
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA
Por seis mezes adiantadoa...............
Por note ditos idem.................
Por um Mino dem.................
Cada numero avulso, da dias anteriores...........
NAMBUGO
Proprkirai* it Jilanoel Jianriroa. i>r Stroa i M)o$
TELEGRAMAS




RIO DE JANEIRO, 10 de Julho, as 3
horas e 30 minutos da tarde. (Recebido
s 4 horas e 40 minutos, pelo cabo sub-
marino).
A Cmara dos Deputados omti tro
lando cm .* dlsvcasso tl. orramen
to do Minnterte do Imperio.
Fallecen o (libo do Sr. Barao
Arfltrftay.
:iln: DA A&2272IA 2AVAS
(Especial para o Diario)
LONDRES, 9 de Julho, s 3 horas da
tarde.
Estilo eleitoa membro da Cmara
do* Commnni C09 partidarios e 319
adversarios das reformas da Irlan-
da.
PARS, 10 de Julho.
I'm Individuo, qae se acbava as
tribunas publicas da Cmara dos
Beputados. den um tiro de revolver
para a sala das seasoes. o qual fe-
lizmente nao attlngio a pessa algu-
ana*
O dellnquente fol preso.
ROMA, 10 de Julho.
As cmaras adoptaram a propotu
de le que prorosa por don* annes
taxa addiclonal sobre a importa
fio dos assucares estrangelros em
Franca.
Francisca Mara da Conceicao. Infor-
me o Sr. engenheiro encarregado das obras
militares.
GuimarSes Fonseoa & C. Passe porta-
ra, negando provimentoao presenta recurso.
Jos Antonio de Pinho Borges. Por ora
nada ha que deferir.
Jos Barbosa da Silva. Ao Sr. Dr.
chefa de polica para informar.
Jo2o Francisco de Lima e Mara Fortu-
nata de Az.ivedo. Sim, pagando o sup-
plicante as comedorias.
Manoel Jos da Costa. Passe portarla,
concedendo a xoneracio pedida.
Manoel Pereira de Oliveira. Deferido
com oficio de hoje ao Sr. brigadeiro com-
de I mandarite das armas.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 10 de Julho de 1886.
O ajudante do porteiro,
Antonio F. da Silveira Carvlko.
10 de J
U '
ca Hayas, filial
Julho de 1886.
em Pernambuco,
INSTRCC10 POPULAR

RP
1SATACAO
OA
(Extrahido)
BIBLIOTHECA DO POVO E
(Continuar')
Como se apprende a
DAS ESCOLAS
nadar
Repartirn da polica
SeccSo 2/ N. (82. Secretara da Po-
lica de Pernambuco, 10 de Julho de 1886.
Illm. e Ex.n. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos Casa de
Detencao os seguntes individuos :
A' ordem do subdelegado do Recife,
Lniz de Franca Baha, por disturbios ; e
Hylario Antonio Gomes, por ter sido en-
contrado passando uaia sedula falsa.
A' ordem do do Io districto da Boa-Vis-
ta, Manoel dos Res Sant'Anna, conhecido
por Casaca, Joaquim Lopes de Sant'Aana,
Maxmiano Pereira da Cunha e Antonio
Josa dos Santos, conhecido por Caboclo,
por disturbios.
Communicou-me o delegado do termo de
Taquaretinga, que no dia 5 do corrente
proceder a visita da respectiva cadeia,
sendo encontrados 3 ro3 sentenciados e
2 pronunciados.
E.u data de 5 a3sumio o cid>dao Anto-
nio de S Cavalcante de Albuquerque, na
qualidade de 2o supplonte, o exeroicio da
subdelegacia do 3o districto de Gamelleira.
Deus guarde a V. Exc illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leo,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de polica, Antonio Domingos
Pinto.
Proseguindo na comparadlo entre o homem e ob
qnadrupeies, vejamos como nos e outros effeetuam
aprogreasSodentrjd': gas[natacao). O* quadrupe-
des, ao cahirem n'agua, ficam com o corpo na
meama poaicSo que tiohara em trra ; e para na-
dar basta-lhes agitaros membros do mesmo modo
porque o fazem para a marcha: nada tem portan-
to que apprender.
Ao homem (e~ao macaco tambera) nao suceede o
mesmo, como vamos ver : para nadar preciso que
es movimento3 dos bracos e das pernas sejam al-
ternadamente desencontrados,isto quo os bra-
cos se abrim quando as pernas se unem e vice-
versa. Deitemos um homem de costas ou de bru-
ooe sabr urna cama ou mesa, e ordeaeasoa-lhe que
mexa persas e bracos ao mesmo tempo : se elle
nunca apprendeu a nadar, abrir as pernos e os
bracos e ao mesmo tempo, e So mesmo modo os
unir. Esta tendencia para imitar com os mem-
bros inferiores os movimentos djs superiores pro-
vm da disposico dts ervos motores que se i ami-
ficam aos pares ao longo da columna vertebral,
e s o estudo pode f.zer com que og movimentos
das extremidades sejam a um tempo harmnicos e
desencontrados, como A mistr para a nataco ou
progrcssao denrn .d'agua.
Assim, p. is, resumindoas difficuldades naturaes
que o apprendiz de 'nadador tem qua venear, vemos
que sao:1" Conservar a cabeca fra d'agua ; 2
Fazer movimentos desencontrados e cadentes com
os bracos e pernas,; 3" Vencer omedo e a impres-
aio desagradavel que produz a immersao em sgua
fria.
Sao pois muitas as difficuldades a superar ao
mesmo tempo, o que nos explica as infructferas e
desanimadoras tentativa* fetas pelo apprendiz de
aatacao em que Hupotheticamente fallamos algu-
mas linhas mais atraz, Comecar portanto o ensino
da natacao ja dentro d'agua accumular a um
tempo tedas as difficuldades,sendo talvez de to-
das ellas a mais ardua de vencer, as creancas o
medo da agua, nos adultos o medo do ridiculo
(oompanheiro nseparavel de quasi todos os pr-
meiros banhos). Em conclusas : quem desejar
apprendi'r a nadar, deva estndar os movimentos
de nstacSo tora d'agua e, sabidos elles, pol-os em
eiecucSo no elemento proprio.
O medo e a repugnancia pela agua perdem-se
no fin de tres liccoes ; e, urna vez perdido esse
medo, o alumno acha- se sabendo nadar logo,bas-
tando, para lhe faser largar algum receio que por
aseso lhe reste, ver o professor nadando placida-
mente de um tanque, que o mestre o siga sobre a borda
segurando a extremidade de urna coda delgada
presa na argola do cinto de gymastica, que o
alumno dever usar as pnmeiras liccoes.
(Contina}
rRTE OFFICIAl
t.overno da Provincia
DESPACHOS DA PBESD3ENCIA DO DIA 9 DE
JULHO DE 1886.
Affonso de Albuquerque Maralo e ba-
harel Franciaco de Paula Correia*tiefAri-
jo. Informe o Sr. engenheiro chefe da re-
partilo dos obras publicas.
Francisco Jaborandy de Moraes, Ignacio
Barroso de Mello e Idalina Pouce Mamede
do AmaraL Informe o Sr. inspector da
Thesouraria de Fazenda.
Padre Francisco Seabra de Andrade Li-
DIARIO DE PERMMBDCO
RECIFE, 11 DE JULHO DE 1883
noticias da Europa
O saquete* nglez lrent trouxe-no hontem fo-
Ihaa da Europa, alcancande as de Lisboa a 28 de
Junl#e portante dfjee Ha* mais recente do que
as que tinhamos.
Alm das noticias de Portugal, constantes da
carta do nosso correspondente de Lisboa, inserta
na rubrica Exterior, eis as dos outros paizes :
espanha
Eis|o que escreve relativamente a este paia o nos-
os referido correspondente :
Na provincia de Pontevedra, e especialmente
em Vigo tem-se tormado n'estes ltimos dias pre-
cauces militares, sendo reforjadas as guarnices
e vigiando-se constantemente o porto.
Parece que bavia suspeitas de alguma tenta-
tiva republicana, parecida com a de Badajoz ; mas
os jornaes da localidade j desmentem esses boa-
tos.
Quanto a D. Carlos, diz o Fgaro que depols
de passar por Lucerna foi para Orratz. Aceres-
centa o mesmo jornal que o pretendente ao throno
de Hespanha mantcm a sua poltica, que se resu-
me em esperar os acontecimentos.
D. Carlos voltara dentro em pouco para Ve-
neza.
Na cmara dos communs o Sr. Bryce disse na
sessade 29 que a convenci anglo-hespanhola nao
p61e entrar em vigor no Io de Junho ; mas o1^-
nistro mgiez em Madrid receben instruccoes para
representar ao governo hespanhol a esse respeito,
e elle espera que a cosvencle comecar a vigorar
por todo o mez de Julho.
A imprensa de Madrid ainda nao largou de
mao o dialogo acerca de urna reconciliaco de D.
Carlos com o existente em Hespanha, por troca do
seu titulo de infante, da sua dignidade 'de prente
da casa real e de urna lista civil correspondente.
O Diario Espaol protesta contra a preten-
dida uniao e como protestara o paiz sensatamente
liberal si se tratasse de fazel-a.
0 Liberal afirma que sim, que se tracta de
effectuar essa uniao. Nao falta cointudo quem
d'ella duvide, at porque seria difficil comptehen-
der que o governo hespanhol quizesse responsabi-
lisar-se por urna medida impopularissima para
obter de D. Carlos o abandone de direitos que nao
pode defender, em presenca, sobretado, da neu-
tralidade da t-'anta S e da benevolencia das cor
tes da Europa em relacao rainha regente.
Depois, poderia o mesmo D. Carlos acceitar
urna reconciliaco ?
Oschefes carlistas-estao penetrados at ame-
dulla dos ossos de que o rgimen actual nao tar-
dar em ceder o lugar a urna repblica, e que taes
serao os desacertos d'esta que se lhe seguir de
perto a reaccao legitimista.
Elles prepararain-se para essa eventualidade,
e pouco lhes custana a encontrar um pretendente,
se o que teem hoje consentisse em pactoar com o
intruso.
Franca
0 senado francez votou finalmente a expulsao
dos principes. # '
A despeito das consideracoes fetas por Julio Si-
mn, asseverando que aquelle projecto denotava
um acto de fraqueza, o governo obteve urna maio-
ria de 34 votjs.
A imprensa de Franca, ainda a mais radical,
combaten enrgicamente o projecto, Uxando-o de
violento e de absurdo.
O facto est consummado.
Oxala esta le nao traga dias amargos ao rgi-
men da repblica.
A historia, porm, avisa-nos de qae os actos de
violencia sao ?nasi sempre o prenuncio de urna
anarchia desenfrenada.
Como 80ubemos pelo telegrapho, o projeato de
le depois de ter sido approvado pela amara dos
deputados, seguio para o senado, onde foi eleita
urna commisslo para estudar e para dar sobre elle
a sua opiniao diante da assemblea dos senadores.
Ora o acaso quia qne rauitos senadores se acbas-
eem anseates e a commisso eleita achar-se* com-
pota de urna maicria de sonadores totalmente
contraria a expulsao o que deixon portanto ver,
por instantes, a mpossibilidade de ser regeitado
no senado francs o famoso projecto de lei de que
depende a vida do ministerio Freycinet,
Tal esperanca era infundada..
Na sessao de 22, o br. de Freycinet repetio ds
senado os argumentos desenvolvidas na outra c-
mara, declara me nenhum governo pode supportar
enrgicamente a proposta da confiscacJo : e cos-
clue invocando para com os senadores republica-
nos oppostos ao projeato da expulsao o nteresse
supremo da republica-e a neeessaria aniio de to-
dos os republicanos.
O senado approvu em seguida por 137 votos
contra 122 o art. 1* do projecto.
O espectculo que presentes a sessao no sena-
do, foi semelhante ao que ffereceu a cmara dos
deputados no dia em qse failou o Sr. Freycinet.
A concurrencia era enerme.
as galeras e corredores era impossivel tran-
sitar. As tribunas cheias de gente conhecida.
Na diplomtica quasi todos os mbaixadores e mi-
nistros estrangeiros.
Os ministros assistiram quasi todos.
Poucos senadores faltara sessao.
Fra do senado hayia muitoa grupos.
Em favor do projecto de espulsio fallarais oa
fes-, Jour.iaul e Qbamagersn.
Contra o'prejecto tallaraM dous republicanos
eminentes, Len Renault e Julio Simn.
O acontecimento do dia foi o discurs de Julio
Simn. ,
Teve momentos felicissiaos e en todo foi elo-
quente como nunca.
Julio Simn prineipiou refutando oaargumeoto
de que a expulsao dos principes entra a politiea
iniciadora e acenselbada por Tbiers.
Se Thiers vivesse, disse o orador, reconhece-
ria que mudaram os tempos, e condemnaria os
vossos projaetos, a vosaa poltica e as vossas ten-
dencias.
Qoando Thiers vivia, a repblica era um rgi-
men novo e de certo modo nma interinidade.
Hoje a repblica definitiva e estavel.
S as suas proprias falcas a podem perder.
Em seguida Julio Simn continuou acenmu-
lando affirmacce e argumentos para provar que a
expulsao injustificada e contraria a teda a boa
poltica.
Combatea com grande energa as tendencias
radicaes do governo, que qualificoa de abysmo,
que a'.trahe a repblica, e contra euja attracco
preciso lutar.
> Os factos allegados para justificar a expulsao,
disse elle, nao podem ser mais nimios.
O tacto dos Condes de Pars, por motivo de
urna festa de familia, celebrarem urna recepcao,
qual, como natural, concorreram os seus paren-
tes e os seus partidarios mais eminentes, nao sig-
nifica que os orleanistas constituem por esse sim-
ples acto um governo oceulto.
Em compensacao, o municipio de Pars cons-
titue-se abertameatflvam governo rival do outro,
coinbatendo as suas medidas, influindo as cama-
ras e no corpo i: lei toral e dando um exemplo de
rebelliao, autorisada e administrativamente a to-
dos os mnmeipios da Frang e o governo consente
nisse, eu nao pens em o combater.
Os principes poderao ser desterrados; mas
voltario da poca que quiser a monarchia. >
O orador chama a attnicao d paic sobre o es-
tado das relacoes internacionses da Franca, que
deixam muito a desejar e prosegaio dizendo :
O governo caminna arrastado pelo jacobinis-
mo.
A expulsao das aongregac5es religiosas os de-
cretos impondo o ensmo aati-religiosa, a escolha
facciosa na magistratura e nos funecionarios p-
blicos, o projecto de lei expulsando os principes
sao effeitos de urna poltica semelhante quem
n'outros tempos produzio a renovaco de Edito de
Nantes e trouxe a politiea do Terror.
Julio Simn conclnio coa estas palavrast
E' pMMUo-q* iJtO^'ia-iepresen o. dveito,
triumpHe sobre 1TO3, qn presenta a violessia.
O discurso foi vivamente applauddo pelas di-
reitas e pelo centro, e protestado pelas esquerdas
as principaes declaraces.
Em seguida o senado em escrutinio secreto, ap-
provou, por 141 votos contra 107, o prejseto da
expulsao dos principes j votado pela caara dos
deputados.
No senado votaram contra a expulsao de 12
ge'ieraes e 4 almirantes.
Quando no'te'se procedeu a votacao da lei
de expulsao dos principes do territorio fraases,
houve na cmara um curioso incidente.
Diiviiado o governo do-xito da votacao por
se terem ausentado moitos senadores chamou com
urgencia todos og seus partidarios.
Entre os que chegaram, foi o general Faidlner-
be que por estar paralytico, foi condolido n'ussa
cadeirinha at o local, onde se realisam as ses-
soes.
Quando votava, o secretario da cmara propss
que se recolhesse o voto, por ser impossivel ao ge-
n>ral depogital-o pessoalmente na urna votiva.
Aajlireitas protestarame oppuseram-se.
Ento as esqutrdat levantaram-se e alguns de
seus membros levaram o general na sua cadeira
fbrea de bracos, para que o regulamento fosse
cumprido at junto da urna.
Por este modo o general conseguio depositar
pela sua propria mo a sua lista.
E emquanto o general era levado resoaram pela
sala unsonos applausos.
A foiha oficial publicou a le de expulsao no dia
segunte.
Cento e emeoenta senadores e muitos monarchi -
coa tnham partido par o castello d'Eu, ende se
celebrava a grande recepcao.
Senadores, conselheiros, generaes, todos desfi-
Iaram ante o pretendente ao throno, realisando a
ceremonia igual aos soberanos reinantes.
O telegramma noticiando a votacao do senado
chegou muito tarde a Eu, onde, no fim de contas
nao surprehenden ninguem.
Tudo eslava preparado para a partida no porto
asa istara residencia de Prangsss, ir ter com a
priaseaa Clotilde a Montcalieri, voltsndo com ella e
com sua filha Latitia a Pragins, qoando as obras
esSivervm laminadas.
O principo Victor ira para sVuxellas era so
eopsdir de seu pai, por intimaft dos sena ami-
gos fohticoe.
n 4ia 23 ard houve grsade recepcao em
casa do prncipe Vietor qual assistiram muitas
notabilidades Booipaitistas, nlo occorrendo inci-
diste iklguus.
Desde madrugada qne na ra Macean, onde re-
side o prncipe Vjotor, se principiaran a formar
varios grupos.
As t toras da tarde era diflktl i polica estabe-
leeec s transito por essa ra, oasW se aainhavam
tlssaa de curiosos.
Aa^aesma tempo, o principe era visitado por
notabilidades da Bartulo imperialista entre os
#!**" Sr. Hi^rasko, Padua, Jalibois e muitos
ebtmUt bonapa-tiaas frente de mas 1.000 pes^
seas.
O principe dirigid aos seos visitantes nma breve
alloeucSo, mas cosa pretenco de programma.
De qae elle o legtimo reprossatante do impe-
rio, asr*scentando:
Q*o ama antoridade forte, aero a igualdade
de todos os cidadaos perante a lei e quero o res-
peito a todas as crencas.
9t joseorrentes dispensaram-Ifce grandes provas
de affecto.
A'a % 1/2 da tarde sabio o principe Victor de
casa, dirigindo-se i estacao do aaminho de ferro
do aorte.
Ao vel-o a multidSo que enebia a ra rompeu em
gritos de < Viva o imperador I ainda que de al-
guna grapos partiam assobios s vivas rep-
blica.
Promoveu-se um grande tumulto, que produzio
ooafasAo e correrisSj nterviudo a polica, que fez
algrwas prises.
A estacio estava ebeia de gente as proximi-
dade apinaavam se mais de duas mil pessflis.
Quando. chegou a carruagem do prncipe, repe-
tiram-e os mesmos vivas, e a polica prendeu nove
individuos.
O principe, sereno, mas muito paludo, subi para
a carruagem, saudando a multidfto.
O eomSoyo parti para Bruxellas s 6 horas, sen-
do aaoropanhado at aquella cidads por nma? quin-
ao notabilidades bonapartistas, ntre as qnaes o
marquez de La Valette, o Baro Hausmann e o Sr.
Levert. O principe, partida do comboyo, foi
ssudado com grites de Viva o imperador at
vista! aos qnasjs responderam antros de Viva
a raaablica 1 e muitos assobioa Na estacio fo-
ram presos varios Individuos. Era grande a con-
currencia para presenciar a partida.
No fundo da argumentacao dos jornaes, quer
contrario a repblica quer republicanos, qne se
oapsassMB a lei de exilios, poda exemplificar-se
com o seguate trecho tirado de Journal des De-
bat:
Os republicanos moderados rondaram a rep-
blica ; foram elles, segundo ainda hontem se afian-
cen que a caucionaran! perante o pas.
Qraca a elles foi que a repblica se estabe-
leceu; fui seb a sua direecao que ella se tornou
grande. Outros tomaram ha seis ou sete annos a
direocn dos seus destinos. E todos estamos ven-
do qa fiseram d'ella.
Em ves de reconhecerem hoja as suas faltas e
de procuraren) reparar o mal, elles aggravam-no.
Nao pensam seoao em si, e nem veem que a ex-
pulaao dos priaripes nao serve para cousa uen-
hnmaw -
? Maafingem acreditar na effieacia deste reme-
dio de charlato, porque nao teem a coragem de
empregarem nenhum outio, porque praferem impor
Repblica ama intil e compromettedora confia-
sao de mede, do que governar coaas 'ella deve ser
rovernada; porque acham muito mais commodo
fazer urna nova eoncesso ao radicalismo do que
raagir contra elle. >
Tem cansado viva impressao o protesto do
Conde de Pars, como chefe da casa d'Orleans.
Bra esperada com anciedade esta expreeso dos
seatimentos la familia expatriada para com a na-
cao, d'onde a lei, ltimamente votada, com os in-
cidentes que todos j onhecem, a obrga a sahir.
' documente mui importante. As phraaes finaos
sio por extremo significativas.
O manifest de Conde de Par i protesta em no-
na dmdireito contra a violaclo feits. Coasigna a
na amieco patria, cujas lea nanea infringi, e
da qual o arrancara so momento em que se formn
nm nevo laoo entre a Franca e urna aacao amiga.
A sua expulsa* a vinganca de 3 milhoes e meio
de votos contra 4 milhoes e meio. Quereos seprar
a Franca do chefe da familia qne fes a umdade
nacional. A Franca, porm, nao 8 engaar nem
sobra a causa, nem sobre os autores dos males que
est offrendo, a reconbecer qne s a monarchia
tradictonal, pelo seu principio moderno e pelas
suas instituiftoes, pode dar-lhes remedio, reduzir
impotencia os horneas da desordeno, assegurar a li-
berdade politiea religiosa e refacer a fortuna pu-
blica.
S ella pode dar nossa sociedade democr-
tica um governo forte, franco a todos, superior aos
partidos, e coja estabilidade ser para a Europa
nm penhor de pas duradoura. Com a ajuda de
Deas e a cooperacao dos meus amigos cumprirei
esta tarefa. A Repblica tem medo. Ferindo-me,
desigoou-me confianza da Franca. Na hora de-
cisiva estarei prempto.
Pode inferirse d'estas palavras, que o chefe da
easa de Orleans, desde o momento em que lhe de
clararam a guerra, empregar os meios necessa-
rios para que os seus amigos fagam triumphar a
_- iiu una %w ww hwuk c -----v--------------------------r
de Trprt, onde governo tinha de*envolvio>-nnr oulga d,elle Comecou, pois, desde agora, urna no
i
Informe o Sr. b.pector do The,ou. ^^&^^?%%nZ.
ro Provincial.
tal ou qual apparato militar e policial para repn
mir os gritos nacionaes de** Viva o rei Mor-
ra a repblica caso fossem proferidos.
Oom o conde de Pars deviam embarcar os Srs.
Haussanville, de Harcourt, de Bondy, de Sapart,
Saint-Mare ijirardin, de Chanbaud, La Touve,
Emmanuel Bacher, Aubcyz-Vitel e Cauville e Du-
puy. ,
0 Sr. de Bissaoia alugou na estrada de Trport
a Eu, urna casa onde recebeu os vereadores e de-
iutados da direita, bem como as notabilidades que
uram despedirse do principe.
Os commissarios de polica encarregados de as-
signar a execuco da lei do exilio, escavano auto-
risados pelo governo a conceder aos exilados urna
demora de 24 ou 48 horas se elles a pedissem.
O principe (Conde de Pars) esteva muito im-
presionado.
As pessoas que fallaram com elle todas nota-"
ram a profunda tristeza com que o principe se
preparava para sahir da Franca. A Condesas
mais corajosa e dissimulava um pouco melhor a
sua magoa. .
Todos sabem que aos desgostos da proscripcao
poltica sejuntem os privados : A princesa Luiza,
de seis aanos, estava perigssamente doente com
nma escarlatina.
A Condesas voltar a Eu para tratar de su
filha enferma com um ataque de escarlatina. /
Foi o Dique de Feltre jaae levou ao principe
Napoleio a noticia do voto do Senado, que mo-
mentos depois lhe foi confirmada pelos Srs. Len-
gl e George Paignaut, que tinham assistido
sessao do Senado e por quem o principe esperava
'para o jantar com alguna ntimos.
O principe declarou qae os seus preptrativbs de
viagem j de ha muito estavam eoncluidoaae qae
o resultado da votacao de maneira algumsH) snr-
prehendia.
Na sut ausenea seria acompanhado pelo Barao
Bruneti
Em Genebra, para onde foi, ira habitar no ho-
tel Beaurinage.
va phase para a poltica da Franca.
Os jornaes republicanos dizcm que o manifest
do Conde de Pars declarando-se pretendente jus-
tifica a sua expulsao. Os jornaes monarebicos elo-
gian) o conde por haver fallado como rei.
A 23 de Urde, o Conde de Pars receben no sea
palacio, en Eu, muitos personageos, eontando-se
entre elles muitos senadores da direita, como 6ca
dito. A' 24 embarcon em Trport.
A residencia que esoolheu em Inglaterra Tan
bridge Wells.
A Dover chegaram os Condes de Paris, e o Du
que de Chartres com as suas comitivas chegaram
aqu s 7 horas da tarde. Foram reoebidr--
presidente da municipalidade. Hospedara
Lord-Warden-Hotel, onde passarama noi
Ov Duque de Chartres acompaas o Conde de
Paris a Inglaterra; mas voltar logo para Franca!
Os eutros prncipes de Orleans actualmente no
castello d'Eu regressaram para Paris n'essa noite .*
0 Duqae de Aumale e o principe de Joinville re-
solvajram .viver completamente retirados. As'ca-
cadas cm Chamtly serlo completamente suppri-
midas.
A 23, o principe Jeronymo Napoleo partu para
Genebra, s 9 horas e 25 minutes da maubS. Al-
guna amigos foram gare Jespedr-se d'este. A
multidSo nao era muito numerosa e os gritos le-
vantados nao produziram incidente algum. O
prtecipe disse, despedida, a06 seus amigos :
Nao esperen da minha parte protestos vaos; o
povd encarrega-se algumas vezes de abrir as por
tas do Sailio. Contiao a representar o imperio tal
qual o cteou Napoleao, que vos choris commigo.
Desejo a antoridade forte, a igualdade para todos
os cidadaos e o respeito para todas as triacas.
Fiqtaem certas de que nanea faltarei ao qae devo
aameu nme. At vista, meas senhores.
A residetfeii escslbida peto principe Jerony-
mo Napoleo^como se v, Genebra.
A orne o principe Victor proeurou Bruxe las,
como j dissemo. Parece qae nem o pai nem o fi -
Iho puWicario manifest.
Ns di 23, todos es embaiadores e ministros
Ddpois de ter papado alguns diasem Genebra,
0,umin.pphcave4a3.principe.i repelle, porem,^eteSajando qneVobra. que ms^N foasr saea*
casa do Sr de Freycinet. A concurrencia de che-
tes de missoes foi maior que de costume. Notou-se
a presenca da Conde de Hoyos, embaixador d'Aus-
tria.
Exasperados pela expui'o dos principes, os
monarebicos franceses acabam de laucar Repu -
blica a luva de um repto tremendo, tracando com
a mo vigorosa e firme o plano de campanha que
eontra ella decidirn) emprehender. No sen pro-
posito activam por meio de folhetos, de jornaes,
de reunies e de conferencias publicas, a propa-
ganda monarchica; aconselham s direitas parla-
lamentares a dificultar a accao do governo at se
produz ir a dssolucao das cortes e com ella a ne-
cessidade de novas elecoea que possam dar-lhes
triumpho; e dcelaram que a aristocracia vai fe-
char os seus saldes em signal de protesto.
A guerra promette ser sangrenta, e iniciou-se
j com as demonatracoes fetas aos principes
quando estes abandonavam Pars.
Os jornaes republicanos de Pariz eitao publi-
cando violentos artigas condemnando a le da
proscripeo.
Alguns d'elles aecnsam d fraqaesa varios se
nadores,-dando a entender que votaram contra as
suas convieces.
As folhas republicanas moderadas consideram
injustificada a medida de governo. Os jornaes
opportunistas, pelo contrario, dizem que chegou a
hora de se emprehender ama campanha enrgica^
contra os intransigentes; e os radicaea, por seu
10, sustentan) a necesaidade de que a Repu
b5as faca urna poltica mais accentuada, esco-
ndo outro governo mais forte e resoluto.
Lima folha monarchica, dscorrendo sobre a lei
e expulsao votada, expressa-se not segnnies ter-
mos :
A onda revolucionaria sobe; mas a Repblica
principia a descer. >
Os jornaes bonapartistas eafnrcam-ae para obter
a conciliacao entre o principe Jeronymo e seu filho
Vctor.
O ministr dos cultos de Franca tinha pro-
hibido em concilio que o arcebispo de Toulouse
tinha convocado.
O arcebispo responden ao ministro n'uma carta
cheia de subtlezas escolsticas que nao se tra-
ta va de um concilio, mas de urna reunio qual-
qaer, e que portento ella se realisaria ; o ministro
replcou com urna nova carta na qnal toraava bem
saliente o verdadeiro carcter do congresso pro-
yectado e mantm a sua deciso e prohibe o con-
cilio.
Enh1o o arcebispo replicn ao ministro com a
segunte carta, d'onde resulta que o arcebispo est
disposto a nao se importar com as ordena do mi-
nistro, e a fazer a sua vontade :
Sr. ministro.O exemplar de/ac-*ni que se
dignou communicar me, evidentemente obra de
um falsario para tornar-vos victima de urna brin-
cadeira. 0 nico horario verdadeiro o qae tive a
honra de vos enviar com a minha carta de 10 de
Junho. Nao se admirara pois se nos conforma
mos com elle, sob minha inteira rerponsabilidade.
Eis em resumo a resposta de lei apresentada
pelos deputados Jues Gruyot, Gouffroust, Blantin
e outros.
E' supprimida a direc^o dos cultos e as som-
mas destinadas s despesas com o pessoal das re-
ligioes catholicas, protestantes e israestas sero
distribiidas s communas pro-rata da parte attri-
buida a cada urna d'ellas pelo exercicio de 1886.
As sommas destinadas aos arcebispos, bspoa, vi-
garios geraes, couegos, semiaarios serao repartidas
entre as cammunas de cada aircumscripco dio-
cesana. Cada contribainte pode declarar n.o
querer cdheorror para o uuM*uo dor cultor cu
imposto contmunal que lhe for lanosdo. Os sacer-
dotes ou ministros que rcuunciaram ao exercicio
do culto, n'um praso de tees mezes a comecar da
promulgaco da presente lei, receberc do estado
um soceorro temporaria, se tiverem menos e 60
annos, mas vitalicio no caso contrario.
A commissao que a cmara dos deputados
elegeu para examinar o projecto de lei que au-
tensa a uompanhia do canal do Panam a emttir
obrigacoes com premios sorteades, ficou composta
de 8 membros hostia e 2 favoraveig.
A folha official de 25, publicou o decreto qae
nomeia temporariamente o Sr. Csestano ministro
plenipotenciario da Franca em Pekin.
Varias folhas dizem qae o conde de Martebello,
actualmente ministro em Broxells, ir embaixa-
dor para Vienna.
A cmara dos deputados 'continuando a dis-
cusso da sobre-taxa dos assncares, rejeitou por
332 votos contra 225 a emenda do Sr. Duval, pe-
dindo a admissao temporaria dos assucares es-
trangairos. Depois, contra a vontade do governo
decidi por 302 votos contra 227 por na ordem do
da a proposta da sobre-taxa d s cereaes.
A cmara dos deputados recuaou tomar em eon-
sideracao a proposte do Sr. Beaaquia, membro do
partido radical, para aerem supprimidos os ttulos
Bobiliarchicos. O marques de BelMval, coronel
do regiment 12 de caladores, a cavalfo, da guar-
nicao de Rouem, deu a sua demiasao. Aquelle
regiment foi em tempo commandado pelo duque
do Chartres.
Italia
O gabinete Depretis obteve consideravel xito,
isto todos os sena candidatos para a commis-
sao dos orcamentos alcaucaram a maioria de 25
votos. Como a opposicao reuna oeste escrutinio
os vitos dos pentarchas e dos dissidentes da di-
reita, podem considerarse estes 25 o numero de-
finitivo da maioria ministerial. Para quo ella
augmente bastar que o Sr. Depretis ceda urna
pasta a um dos membros do estado maior do Sr.
Rudini.
Essa fraccao dos liberaes moderados nao pode
estar muito tempo ligada pentarchia a qual, ele-
gendo para chtfe o Sr- Cairoli, acetntuou o seu
carcter de esquerda avancada.
O Sr. Luratti foi nomeado presidente da com-
missao geral do orcameoto.
Foram presos Oito chefes do partido operario
em Milo ond* loga se instanrau o procesa. Exis-
tia ama couspiracao na alta Italia, tendo j adhe-
rido 150 clubs.
0 cholera prosegue na sua devaatacao. No da
24 houve em Brin lisi 17 casos e 10 bitos e em
Lacipa 23 casos e 7 bitos.
Foi tambem nomeado relator da commissao da
cmara encarregada de examinar a convencao ma
ritima frauco-italiaua, devendo apresentar o seu
relatorio o mais brevemente poesivel.
Inglaterra
Os chefes do partido na Inglaterra vem timan-
-do saccessivamente posijes para aluta eletoral.
Batem-se amanifestos, e j temos, po ultimo, o
do lord Hartington, aportando n'um critica cer-
rada o projecto rejeitado pela cmara dos com-
muns. Eis os principios do chefe dos viighs. O
par .meato imperial deve continuar a representar
todo o Reino-Unida; nao se pode delegar -s as-
semblas loe es sena) poderes clarsmente defini-
dos; deve conservar-se por intermedio de nma
autoridade responsavel a superintendencia na ad-
ministraedo da justica. Lord Hartiogton conclue
por declarar que representa a poltica tradiccional
do partido liberal. e^
Estas proclamasoes dos dissidentes diltinguem-se
particularmente pelo seo carcter negativo. Frac-
ces da colligacao, desde lord Hartiogton a lord
Salisbury e desde lord Randolfo Cburchill ao Sr.
Cumberlain, nao acertam a pdr-se de accordo so-
bre um contra projecto. E nie s isto. Lord
Idesleigb, um conservador, acoosfUara aos seus
amigos que se retraSSem dos cirdfos onde tosse
necessario para que vencesse nm candidato dissi-
dente em ves de um candidato gtadstoneano. Ora
muitos do torics, sardo a stt prodaate conelho,
apreientem as suas candidatura em eencorrencia
com o dUsidentoa, dando asat^saBtrasta vaata-
gem ao candidato do gaveras Tasto menwr para
o Sr. Gladstone e para a nobiliss'ma cansa qae
defende. Entre os unionistit no se di aniso s
ideas o nem sequer uniao de pessoas.
No dia 19 de Junho o Sr. Gladstone inaogarou
a sua campanha eletoral pela provincia, pronan-
ciando um longo discurso em Edimburgo.
Declarou que a qaest&o dos projectos do gover-
no sobre a Irlanda de principias e nao de deta-
lhea ; que o governo eat disposto a modificar os
detalhes do accordo com as indicaceg da opiniao
e do parlamento e que o que se conservar inte-
gralmente ser o principio e o espirito dos projec-
tos. Recommendou aos eleitores quo se tembrem
deste facto quando tiverem do emttir o sea voto.
Urna parte do discurso foi consagrado a critica
da poltica do marquez de Hartiogton e do Sr.
Chamberlaln, cajos contra-projectos disse qae nao
tinham consistencia, e que foram aprsentenos ni-
camente para entorpecer e dificultar os projectos
do governo.
O Sr. Gladstone repallio, com muita eloqoeneia
e energa, a aecnsaco de que o seu pjente ten-
da aos desmembraaiento do imperio britnico.
Bem pelo contrario, disse, o que buscamos A a
uu dos coracoea e das inteligencias de irlan-
dezes e de ingleses.
Tambem susteutou que o plano dos conserva-
dores nao pode ser seoo ama represso violente,
embpra digam o que quizerem.
No dia 26 foi dissolvido o parlamento ingles.
A rainha Victoria chegou a Londres na vespera
de manhi.
O discurso da rainha annuncia ao parlamento
que resolver dissolvel-a afim de eonhecer a opi-
niao do paiz sobre a questao do estabeleciawato
de um eorpo legislativo irlands ; consigna qae
sao amigaveis as relacoes da Gr-Bretanha cosa
todas as potencias ; participa qae cele-broa ama
convencao com a Hispanas ; qae, se fr approva-
da pelas cortes hespanholas, augmentar as rela-
coes commerciaes dos dous pases, e fomentar a
importadlo dos vinhos coloniaes" concias mani-
festando o deaejo de que o novo parlamento tra.-
balhe pela paz e felicidade do povoe pelo podero
e uniao do imperio.
No dia 20 de Junho entrou no quinquagesimo
anno do seu reinado a rainha Victoria. Na Histo-
ria da Inglaterra nao se encontrou sen!) tres so-
beranos que tenham reinado mus do qus a actual
rainha, e sao Heurique III, que reinou 56 aanos ;
Eduardo III, que oceupou o throno 51 annos ; e
Jorge III, cajo reinado durou mais de 6l) annos.
Corre em Calcuta o boato da a le o emir do
Afghanist&n est doente, e continua a inqaietacao
sobre absorte do coronel Leckbart e de saa escolta
que faztm parte da commissio das froatetras ;
julga-se que estejain preaos ou creados, oa eefb-
ineados, ou detidos, sera se saber porque, no Ka-
firodtan, a leste do Caboul.
Este oscial devia ter ido ao naseeatedo Afgh-
nstan, afisWe continuar os trabalhos da eoeuais-
sao anglc-roseo, os que tanto deram que fallar no
anno passado.
A tituacao da Alta Birmania inqoiatadora.
As tropas inglesas mitaram parte d un carava-
na de mercadores chinwzcs, suppondo eren bir-
raanos rebeldes.
Os peridicos britannicos censuraram unnime-
mente a expulsao dos principes franceses, j de-
cretada no Diario Oficial.
allemanha
Commuaicam do Munich era data da 29
que depois da leitura de um relatorio de-
monstrandot-estad de desata* ;..a qa
se acha o rei Otton, a cmara los Senho-
res.approvou por unanimidda"al egeocia
do principe Luitpoldo.
Foi a 21 o funeral do rei da Baera;
era imponente. Ein seguida ne cocha em
que a d tsretro, todo coberto d: fteraa, ia
o principe regento, levando aos lados o
principa imperial Ja Allernanha e o princi-
pe imperial da Austria. Atraa iam muitos
principes allemies, enviados extraorJiaa-
rios de todas cortes da. Europa, ministras,
delegados militares das potencias, com
missSes dos regiroentoa de que o rei era
chefe e um enorme squito de fuusckraa-
rios da corte e do estado.
O cortejo gastou naeia hora a passar,
e correu as ras prin paes de Munich.
Na grejh de S. Miguel eatava levanta-
do o catafalco.
A multidSo que enchia as ras era in-
inensa. Toda a gente vesta de lato. As
proprias camponezas, que vleram capi-
tal, trajavam de negro. Todas as lojas e
estabelecimentos pblicos estavam fecha-
das. Nunca se vio urna demoustracSo to
unnime e tao profunda de sentimeato po-
pular. Muita gento chorava, lamentado a
sorte do malogrado rei. Ao passar o fe-
retro ouviam-se recriminajSes contra oa
ministros.
As autoridades apprehenderam alguns
milbares de eitemplares de escripias dan-
destinos contra o regante e contra o mi-
nisterio.
Ainda hontem, foi deposto por louso, e
rei Luiz, da Baviera, e j sa dia qua o
seu sucopasor, o principe Olton, est tam-
bem lonco desde muito tempe. Segundo
assveram os jornaes, o principe, que na
primeira juventude mostrou urna grande
paixao pelo theatro, talvez mesmo por cau-
sa da litteratura e da msica, que das
cantoras e actrizes, estragou sa com asnas-
sos, incompatveis com a sua organisaelo
dbil. Adoeceu, eeteve mako tempa
aoente, e ficou beato, passando horas e
das ajoelhado a orar Virgem. Ao moa-
mo tempo, caio n'uma profunda meaoooo-
lia que resista todas as distraccBes.
Das suas monomanas religiosas addu-
zem-so muits proasv. Em 1873, par
exeisplo. tendo conseguido fugir do pala-
cio de Nytupheuburgo,. onde estava como
detido, apresentou se em Munich, ontrn
na cathedral quando o arcebiepi estava a
celebrar, subi ao pulpito, reciton *m tob
alta o Confteor, e quiz pregar um aralo
ao povo.
Em 1878 foi transferido para Soheiaa-
hen. Na manha do dia em que li che-
gou, ouvindo paBsar pelo palacio a mustea
de um regiment de cavallara, fugio da
alcova sera se dar ao trabarbe de se T--
tir, e passando meio corpo por oa 1
ta que olhava para a ra poz-se a gntar,
Soldado, san o poncipe Otton ; tirem-sae
d'aqoi e levem-me a Munich !
EsUb TOZ68 produjiram um grwda tu-
multo ; o principe foi tirado da freeta *
viva forja, gritando elle constanttwaati;
Soocdrro! querem assassinar-ma! *
t



Mario de PernambucoDomingo 11 de
de 1886
ggj______J-?SSSSSSSSSS
Depois deate escndalo desappareceu asaembla de Sofia, e nada b"a
___.-:___;- o uma nnrtoaicao Dlatonics


completamente.
Actualmente, segundo as informacSes d
Gazeta Nacional, o estado de Otton I
dos mais lastimosos. Ha oito dias que
restringirse a urna oppoaicao platnica,
como o denunciara, os receos de Constan-
tinopla, vendo a concentracao de tropas
o russas na Bessarabia. Assim a questao
dos mais lastimoso. "- *"" """> H" =----------------------- -, ,_.
infeliz principe recusa toda e qualquer co- Oriente parece estar a ponto de entrar
_;j. i kqk;^o PAnBPrvraadn sa aomhria- n'uma nova phase, e a Luropa, anda que
mida o bebida, conservaado se sombria
mente agachado n'um canto do aeu qnarto.
Diz a Gazetta de Francfort que a ace-
a que se repwaentna no lago de Stara-
berg, entre rei Luiz e oQt. Gudden
teve urna testasaanha, a qual maizoaento abertura da ara.
tem evitado ata hoje dar-se a onfacer.
O processo aooteado as provaa do rei, oom-nunicado cansara dos resposta ao diaeuri. do principa Alexandre,
. ___j__:. .., ,.{t*\>r> w^m oonj An Mntra-ofoMulo da ramo na,
cura .-,----------------------
deputados em saasao, prodwsio um effeito
fulminante. E*eede tudo qaanto se tmh
dito em publico.
Entre as cxcentrici tar uro decreto nomeando um criado de
quarto primeiro ministro a descripcS
dessa festa em honra de um lacaio e na
por caos do coatra-psofaue da ntiaor
a da commissao qua insiste en querer intro-
duzir na resposta urna censura ao governo.
- a discussao continuara.
No dia 25 terminou na cmara blgara a
o discussao da resposta ao discurso do prin-
^ cipe. Durante a votacao wtirai-anvae da
qual todos os criados deviam apparecer ala una vinte deputados da opposicao.
oascarados de terreoa ; o plano de um O projecto de resposta foi approvado por
- .____..' .______ *_ n PAVnltal art 0*1*1 \T P I* TI l ft
governo e
S dois deputados votaram contra.
D* Belgrado coraraunic>m ha ver se sido
convocada a bkpchtiva para 12 do Julho.
A Turquia anda inquieta por causa da
permanencia d'alguns navios estrangeiros,
e principalmente inalczes, na Babia de
Tuda, apesar do levantamento do bloqueio.
A Porta, dizem, suspeita, que a Ingla-
terra tenha a intencao de operar um desem-
barque na ilha de Creta, sob pretexto de
restabelecer a ordem, caso venham a ma-
nifestarle motins.
Os outros navios parece que fic3ram para
vigiar a Inglaterra.
Em todo o caso, os relatnos dos cnsu-
les dizem que nunca houve tanta ranqui-
lidade em Creta como actualmente.
EXTERIOR
ernprestimo ou 40 milhoes que o rei quena immensa maiona, tavora
faaer com o conde de Paris em troca do tranquilidade publica,
throno de Franca; um decreto ordenando
aos lacaios que formassem bandos de la-
drill para irem roubar os banqueiros de
Monrch, Vienna e Berlim.
Encoatrain-se tambera documentos de
tristes aventuras passadas com lacaios e
soldados. Pois apezar de tudo isto os ba-
varos recusam dar crdito loucura, e o
ministro ser obrigado a publicar a parte
meno3 veegonhosa dos documentos se nao
quise- ser victima da aua discripco.
O padrinho de Luiz I, rei da Baviera,
que nasceu em Strasbourg. a 25 de Agos-
to de 1786 foi o infeliz Luia XVI. Luiz
II que acaba de ser enterrado, era anilla-
do do rei Frederico Guilherme da Prussia,
que tambem morreu doudo.
As quantiaa que o rei dispende desde
que subi ao throao em construccSes, pre-
sentes, etc., etc., elevam-se a 130 milhoes
de francos.
De urna interessante correspondencia di-
rigida de Munich para um joraal parisin
se extrahiraos um trecho, em que o cor-
respondente so relere no fallecimiento do
rei Luiz II.
Segundo elle assevera, o rei nlo estava
doudo.
A sua predilecto pela msica, a sua ri-
gorosa caatidsde e outroe actos, que o tor
navam um excntrico, nao sao dados sufi
cientos para o condemnarem como demente.
Ougamos o corre pondente de Munich.
Estiva com o Dr. Scheiss, medico do
rei, e interroguei-o sobre as suas declara-
res. Eis o que elle me respondeu:
A autopsia nada provou. Todo o afo-
gado ou asphyxiado apresenta no cerebro
signaes de perturbado que podem ser ti-
dos, se assim o quizerem, por signaes do
alienacao mental. O fallecido rei era um
excntrico, era um exaltado, maa nao era
leseo.
Nnnca : inguem disse que Carlos XII
da Suecia era um louco e era tambem um
vida
roi vierge, um rei que nunca as sua
tocou n'ucna mulher.
A morte de Luiz II era necessaria Al-
lemanha. O rei ideial morreu segundo um
programma official combinado ha rr uto
tempo.
De Munich dirrigiu-se o correspondente a
Schlon Berg, borda do lago em que ap-
pareceram os cadveres do rei e do med
co. All interrogan um velho criado do pa-
co. AH lBterrog'OU um vemu <;na A To.l \1om n nal resnon- tado da opposicao progressist foi um dos mais
acio, chamado Karl Maes, o qual respon 3frenuog ^^^ Dua u|tima Beosopar|ame-
deu do modo seguinte: tal^ distinguiudo-repela aencin da au* palavra
Quando se-descobriram os dois cada- fcil e s vezes pela vblenciu das suas impugaa-
notarau-se pegadas prximas do coes, seodo certo que es udava a faudo os assuuip
. m taa om ma anFraiM HAmil nfAinf.
veres,
lago, prova d'uma lucta encarnigada.
O casaco, o guarda- muva e o chapeo do
rai, que esta vara alli sobre a relva, confir-
maran! a s;ipp>sicao da lucta.
As numerosas pegad .s eram, porra de
d'.mmab'ta milito irersas. Ninguem fallou
d'esse facto ; mas porque ?.
Sabendo depois de urna rapariguioha de
seis aooos, lha d'ura caseiro, tinha sido
testerauriha da drama, fui o correspondea-
tj procural a; e eis o que ella contou :
do
n'uma nova phase, e a Europa, anda que
o queira, nEo pode tranquillisar-se taocedo.
A Sublime Porta liroitou-ae a fazer ao
governo blgaro observares amigaveis so-
bre o diacurse do principe idexanir aa
Dizun de Seria que estiveram rauito ani-
ados os dbates na cmara acerca da
Correspondencia do Darlo de
Pernambuco
PORTUGAL-usbGa, 28 de Junho de
1886
Anda se debatem as folhas auotidianas cerca
da aanunciada dictadura para a promulgado da
reforma administrativa.
Espera-se que no principio de Julho prximo
seja decretada a e-reacio do novo Ministerio da
asricultura, pelo desdobtamento do ministerio das
obras publicas, na eenforraidade das terminantes
declaracoes feitas pelo Sr. Jos* Luciano de Cas-
tro, presidenta do conseibo de ministros, quando
fez a' apresentacio do actual gabinete as duas
casas do parlamento.
Apezar deste desdobramento, em voz de aug-
mento de despeza, ha ver urna economa de hlguus
c>ato"de reis.
er oomeado ministro do novo ministerio da
agricultura o notavel publicista ->r. Oliveir* Mar-
tius, redactor em chefe da Provincia, importante
folha portuense.
S. Exc. deve chegar a Lisboa na prxima se-
mana.
Foi aposentado a requerimento san com o orde-
nado por inteiro e um decreto muito honroso o
Sr. conselheiro Silvestre Bernardo Lima, que foi
lente do Instituto Geral de Agricultura por muitos
annos e ha poneos des^mpenhava o lugar de di-
rector geral de Commercio e Industria no minis-
terio das obras publieas.
Este funecionario tinha exercido servicos pbli-
cos dos mais importantes, tanto no magisterio
como no funccionalismo durante 40 annos.
Foi nom-sado para o lugar de director que ficou
vago em vi tude da mencionada aposentaco o Sr.
Elvino de Brito. que era chefe da repartilo de
estatist.ica no mesmo ministerio.
O Armuario de Estatistica de 1884, recen-
publicado, eria documento mais qae sufficiente
para abonar a alta capacidade deste funecionario.
E" natural da India portugueza. Como depu-
tes em que entrava como orador.
Segaio j4 pira Macan o novo governador,
Sr. tenente-coronel de engenharia Firmino Jos
da Costa.
Parece que o mesmo alto funecionario o en-
carregado de negociar os tratados pendentes com
o governo chinea e japouez., Quando estiverem a
p mto de st assiguados um dipti>mata, d ia lo qua-
dro da diplomacia portugueza, ir a Cnina o ao
Japao para csse fim.
Continua a fallar-se da sahida de El-Rei para
urna viagem no estrangeiro. Ir tambem M. a
Raiaha.
j i^uo ^"~- A viagem ser p>r mar, ficando s ordena de
N'eSM dia paaaeiava eu beira do SS. MM a corwta Affoiuo de Albuqnerque, do com -
lae/ouando vi approxi.nare.n-se dois ho- mando doSr. Ridrigues do Carvalho.
^S'i I***"" V1 "rl" '* rr j' ii Parece que os augustos viajantes
mens, fallando traaquillaraente. Um d elles
era muito alto.
De repente, acrescentou ella, vi saltar
d'nm massico um bando de horaens, que s
atiraram sobre os dois que passeiavara.
Houve urna lucta violenta e um d'elles foi
lateado agua. Teve um grande medo, e
fugi.
Tudo isto d que pensar, coatinua o cor-
respondente ; .'.m tola a Baviera e at na
AUemanha con^a a haver desconfiangas.
E' natural que os peridicos allemaes se
conaervem calados sobre este facto. Amito
de ferro do chanceller tomou todas as pro-
videncias ; mas isso n3o impeue que na In-
glaterra e na America se lamente a morte
do rei da Bavra, que foi talvez exaltado
e extravagante, mas que valia talvez muito
mais do que muitos dos seus semelhantes
Commucicam de Berlim, que o oonselho
federal do imperio coraeya a oceupar se da
aova ordem de coisas creada na Baviera
pela morte do rei.
O imperador Guilherme dirigiu ao con-
selbo urna mensagem exprimindo grandes
sympatbias pela Baviera na aJUijciSo que
affro' aquelle paiz, e manifestando profun
do 8entimento pela perda que o imperio
germani -o soffreu com a morte do rei Luiz.
O conselho federal exarainari detidaraen-
te todos os documentos, provas e declara-
jSes relativas ao processo d loucura do rei
da Baviera, da sua morte, proclamado da
esencia e estado do rei Othon.
loaos os documentos foram j remeti-
dos para Berlim pelo governo do regente
baara.
Oriente
A Porta ottomaaa mostra-se de boa fei-
cao para com a Bulgaria, merce dos conse-
lnoi da Inglaterra, da AUemanha e da Aus-
tria, e fixa se principalmente em consoli-
dar, quanto de si depende, a sua auctori-
dad. Por isso, em prese oca do desconten-
tamente das romelistas coro respeito a cea-
s5os de territorio que o principe consenti-
r no momento da conferencia, a Turquia
parece inclinar-se a urna trasaccSo e a re-
nunciar matado do districto de Kirdyali,
qoe Ihe fra abandonado.
Esta attitude amigavel e conciliadora pde
o principe AJexandre vontode, excepto
de lado da Russia, d'onde tem a temer to-
das as suprezat, anda as peiores.
as laureo) r .n,.n>i|K~-
Depeode em verdsde d'esta potencia rea raMbacate.
brir toda aquestao dos Balkan, protesUn m*fS3*
do contra qualquer decislo imprudente da
...-..-----0---- _
Parece que os augustos viajantes se dingirao
ao porto de Genova, oude vae asaiatir inaugura
aao de um monumento erigido naqu'lla cidade
m. mora dt Vctor Vfaaoel, o re galantuomo, pai
do Sra. D. Maria Pia.
Oatros dizem que S. M. a Raioba vai este anno
passar alguns teinpos as Caldas da Rainha.
Acaba de ser agraciado com o titulo de
:->nde de Castello de Paiva, o Sr. Dr. Albino
Montenegro, antigo deputado da nacao e actual
gov-rnador civil de Beja.
Con uua bastante doente o Sr. Conde de
Villa Franca (D. Pedro da Costa de Souza de
Maced ).
Qiandoo Sr Mrquez de Pomares (D Luiz
de Carvalho Daun e Lorena) regressar da sua
magnifica propriedade da Portella, no arrabaldes
de Cambra, que tenciona tomar posee dj lugar
de governador civil do districto da Lisboa, qne
est servindo como substituto o Sr. Dr. Ten-
reiro.
Por causa dos sens padecimeotos, o Sr. in-
fante D. Augusto nao tem sahido ltimamente do
paco das Necesaidades. Logo que melhore, par-
tir S. \. para o estrangeiro.
Parece ter-se descoberto nina importante
mina de diamantes no districto de Lourenco Mar-
ques (frica Oriental).
E' no dia 5 de Julho prximo que o Sr. conse-
lheiro Joao Cfzario de Lacerda parte para Cabo
Verde, afiui de assumir as funeses de governador
geral daquella provincia, nao o tendo feito no pa-
quete do mez paosado por ter aioecido as ves-
peras do embarque.
O Sr. Cezario de Lacerda era um dos redacta-
res lo Diario Popular.
Ainda est em Pars o Sr. Dr. Bemardino
Machado, deputado da naco e lente da Univer-
sidade. Parece aue da viagem scientifica e d js
eBforcos deste cavalheiro resultar que nos seis
ttulos de instruccio fecundara de Franca ser
incluido o estudo da lingua pertugueza.
Ouvi que o Sr. Jos Luciano de Castro incum-
bir o Sr. Dr. Sim5es Dias de elaborar um pro
jVeto de reforma de inatrucclo secundaria e que
esse trabalho se acha coacluido j.
A reforma da inatruceSo secundaria ser decre-
tada em dictadura segundo se afirma.
A le vigente de instruccao secundaria (a de
1880) foi da iniciativa doSr. Jos Luciano de Cas-
tro, que oesae tempo, coko hoje, era tambem mi-
nistro do reino.
Muita gente, sobretudo nos pontos mais ser-
tanejoa da provincia, aodava aterrada a vulha pro-
phecia de Nostradamus, de que o mundo acabara
quando coiocidisse a festa de Corpo de Dens com
o dia de S. Joao, como se alias nao tivesse occor-
rido esta oeiacidenoia de almanak, desde que o
mundo mando ou desde que no mundo ha a festa
do Corpus Chritti.
Parece que alguna padres terroristas nao duvi-
daram mesmo subir aos palpitos para assustaa
aquellas almas ingenuas Annunciava-se o co-
meco do fim ds> mundo por um trovo que dararia
6horas!! .
FelizuMQtc o da de S. Joio foi um dos mais lin-
dos que tem havido nesta quadra calmosa, pis
at a temperatura da atmasphera auiviou couaide-
pu-ie a S. Joio esa toda a parte, fazeado
fliMP
A precsalo do Corpo de Deas foi limitada a
percorre' o largo da S. El-rei e alguns digaita-
os da corte acompanharam a prociaso, a quefa.
zia guarda de honra nm regiment de infantarias
-- Continuam a ser dissolviJas mais commissoe-
c fficiaes, das qne serviam de mero pretexto para
que oa mumbros aellas deixassem de exereer( as
func^oes dos seas cargos. Alguns dos trabalhos
deseas eommissoes ficaram incompletos; outros
nunca chegaram a ser principiados.
__Cbegou no dia 25 do correte, a Lamego,
monsenbor Vancitelli, nuucio apostlico e arcebis-
po de Sardia Estava-lhe preparada urna recep-
cao esplendida pelo Revd. bispo d'aquella diocese
o Sr. i). Antonio da Trindade e Vaseoncellot, todo
o clests aatofidaacs civis e militares, funceionarios
pblicos, asa
Por oocasiao da abertura da segunda exposi
cao do SHMif das Caldas, na Avenida da Liber-
dade, lado oriental, el-rei o Sr. D. Luiz qua so
dignou por usi do Sr. Rspbael BosaaUo.r'i-
nseiro, assistie- oom sus ugosta esposa qaella
solemnidade industrial, fes constar ao Sr. Bordil-
lo Pinbeiro, director technieo da empresa, pelo Sr.
conselheiro Emyfdio Navarro, ministro das Obras
Publicas, que estava presente, qua muita satiefa-
cao teria em o galardoar com a omraenda da Or-
dem de S. Tbiago, do mrito artstico e litera-
rio.
O eminente caricaturista (fundador do extincto
Antonio Mara e do semanario burlesco O Pontos
no ti), agradeeeu a honra que el-rei lhe quena
conferir; entretanto, pedio licenca para nao acei-
tar. No dia seguate, foi o Sr. Bordado Pinheiro
ao paco agradecer a suas magestades a honra da
sua visita.
A expesicao est magnifica, tanto na parte de-
corativa como na qualidade dos objectos expostos.
A entrada no primeiro dia foi por convites, para
a imprensa e para os accionistas da empresa. Nos
primeiros tres dias s os accionistas podiam com-
prar tendo abatimento nos precos os posauidores
de mais de cinco aecea.
A empresa tem recebido militas encommendas
do estrang.-iro e para dar maior desenvolvimen-
to s suas oflkinas que se emittiram agora mais
accoes.
Escusado dizer que o Z-Poomho, aquelle ado-
ravel Z-Povin/io que o lapis famoso do eximio Ak-
ricaturista dos Pontos nos ii e do Antonio Maria,
tem thuribulado com tanto fsver democrtico, as
mesmas paginas em que era* mettidas a ridiculo
as pessoas reaes, a cortee as mais conspicuas per
soualidades polticas de todos os partidos menos
do republicano, ficou-se porta, embasbacado, a
respeito8a distancia, vendo el rei conversar muito
mais com quem o tem po9to pelas ras da amarga-
ra nos annaes Ilustrados da troca.
O mesmo Zt-Povinho, lugo que sahiram os altos
persoaagens tantas vezes escarnecidos n'aquellas
mjcrredouras paginas, julgou que poderia tam-
bem entrar para ver e applaudir os artefactos ce-
rmicos de quem o immortalisra a elle.
Que historia Uns criados eneasacados e de
guarda s portas continusram aafFastar dos addi-
tos d'aquelleprecoso bazar o curioso lapurdio, que
tinba a petulancia de julgarque era alguem quan-
do o pobre coitado nao pasea de degro ou supe-
dneo permanente de todos oe horneas uotaveis,
seja q al fr o partido a que pertencam.
Zt povinh-i, que compre aeces, accoes, muitae
actes e t<-ra as suas entradas privilegiadas as
futuras exposifoss das faiancas das Caldas.
Entretanto Z-povinho, porsympathia com o seu
amigo Bordallo Pinheiro, notou com prazer que elle
tinha recusado o crach da ordem de Lagarto,
como elle Z-poviuho chama s veneras de S.
Thiago.
Ao menos coosola-se com isso e com a idea de
que o desenvolvimento que a empresa das faiancas
das Caldas est dando a um ramo de industria ti
apreciado polos estrangeiros sobretudo, urna gio-
ria para o paiz e para a arte nacoaal.
E Z povinho deu de barato nao poder entrar
n'aquelle recinto a singelez* modesta da sua ja-
queta de briche, jurando fazer economas para se
prevenir com urna casasa para a outra vez, quando
j for tambem accionista.
O ministro das obras publicas tenciona de-
dicar a sua mais profunda attenco aos melhora-
mentoa do porto de Lisboa, para reeolver defini-
tivamente os trabalhos iniciados com tanto euthu-
siamo pelo seu antecessor o Sr. conselheiro Aguiar.
Parece queja nomeou a direceo, contiando-a ao
Sr. Mendes Gnerreiro, distincto official do corpo
engenharia,
No paquete Niger, que parti deste porto a
23 do corrente, na sua escala de Bordus, foram
para o Rio de Janeiro o Sr. conselheiro Nogueirn
Soaree, noeeo repreeentante n'eeea corte, o Sr. con-
de de Paraty e Virgilio Teixeira, secretario, An-
touio Feij, coasul no Rio Graude do Sul, eoronel
Jos de Aboim, sua esposa e obriobo. Foram ao
bota fra muitas pessoae e entre ellas-os Srs,. mi
nislro dos negocios eslrangsros' e ministro do-
Brasil.
O convenio entre a Santa S e Portugal, re
latvameute ao padroado portugus no Oriente foi
assignado a 23 do mrz actual pelo embaixador de
Portugal e pelo cardeal Jacobini, e.n Roma.
Koi concedido o titulo de marquez (te Gracio-
sa ao Sr. conde do mesmo titulo (Fernando).
Ao filho do Sr. baro de Paco Vieira foi conce-
dido o mesme titulo em segunda vida.
Em conselho de Estado foi resolvido qne foeee
nomeado pardo reino (lia vaga da um vitalicio,) o
Sr. Alise mo Braancamp Freir, sobrinho do talle-
cido estadista Anselmo Jos Braancamp 0 Sr.
Braancamp Freir profundo e.n estudos genera-
lgicos e historias e escreve com elegancia e cor-
receo pouco vulgares
0 eminentissi.no cardeal patriarcha de Lisboa
ch gou a Paris a 19 deste mez.
Consta que vo ser agraciados pe governo
de Portugal varios officiaes da armada brasileira,
que preataram relevantes servicos aos navios da
nossa marnha, que ltimamente tem ido ao Rio
de Janeiro.
A pedido da Associscao Commeruial do Por-
to determioon se :
Ia Que para o seguimeu'o das obras do ramal
do caminho de ferro da estacao do Pinheiro ao
caes da alfaodeg* do Port\ se coasidere desde j
eomo abandonado anterior projecto da estaco ao
recinto annexo alfandega o Porto ;
2 Que se proceda sem demora aos estudos de-
finitivos do prolouganinonto do mesmo ramal at
Leixoes ;
3o Que se proceda escolha definitiva do local
e elaboraco dos estudos respectivos oova esta-
co, tendo se em vista, que ella deve ser tambera
sccommodada s uecessidades do trafego martimo
e terrestre e da fiscaiisaco aduaneira resaltantes
d'aqueHe prolongamento ;
4 Que para a e-colha d'esse local, estados
definitivos da eatacao e suas depeudeneiss, e fixa-
ca do espaco iivre destinado ao moviuiento de
passageiruse mercat'orias, e circulaciode qaaes-
qutr vehculos, se tome, desde j, em conta.i aug
ment do trafego commercial, que, rasoavelmente,
deva presumir-se que resultar da conclUso d
porto de Leixes e construccaa da rlde geral de
caminhoa de f.rro, bem como que a 1 nha de
caes d. ver ficar reservada para a fiscalisacao
aduaneira, e para ligacSo accessoria da alfandega
com a estaco, que se construir.
1 Que se suspendam immediatameate os tra
balhoa da fundaco no caes da festiva e quaes-
quer outros no mesmo caes que nao tenh un por
fim o ulterior aproveitamento dos materiaes de
jon8truccao j disponiveis.
'. Que se organise um projecto de linha de
caes, desde o caes da Estiva at Alfandega, era
condoSes de permutirem qne a elles se acoetem
para carga e descarga os maiores navios, que ea-
tram ao Doaro, oa seja pelo avancaraento da li-
nha dos meamos caes, ou por um sjetema de fua-
dacoes apr priadas, que permita a dragsgem eea
risco de des morona ment, se aquella hypotbese
oito poder verificar-se eem grande dispeodio e
prejuizo do bom regimeo das aguas do rio.
3.0 Que esaa linha de cans deve ser construida
de modo que se obtenha o maior eepaco possis-el
de trra pleno para a independencia dos servidos
da fiscalisacao aduaneira e assentamento das li -
nhas frreas necessarias para ligar eeses servicos
com as da protima estaco no mencionado ramal,
onde ella veuha a construir-se.
O assumpto destas diversas e relativamente im-
portantes deliberacoee, foi o objecto principal da
visita do ministro das obras publicas, o Sr. E. Na-
ve rro, ltimamente aquella eidade.
Do Porto, ha poneos dias telugrafarm o se-
guinte para os jornaes de Lisboa :
Em 1883 correa um processo de investig. ci
por tentativa de fabricacao de notas falsas do
Brazil, em que eram acensados Joaquim Loareu-
co Ferreira, Fortuuato Dias Perera e Antonio
dos Santos Cunas.
Do auto ento levantado e do interrogatorio tei-
to a Santos Cunha, consta que Lourenco Ferreira
teutra contratar com Vctor Telles de Vaseoncel-
los, no Brasil, o fabrico de notas falsas.
Este facto era ua referido n'uma declarscao
Je Fortunato Pereira.
Depois subc-se qne Vctor Telles de Vaseon-
cellot se achava em Portugal e que Lourenco
Ferreira, quaado sabio da cadeia, o foi procurar a
Ceimbra.
Ha pouco tempo aiuda estove nesta eidade Ma-
noel da Silva Aranjo Guimares e affirmou que o
Vctor Telles tinha um socio no negocio de notas
falsas, Antonio Morera Monteiro Espranos, e por
este se soabe tambem que a Portugal tinha che-
gado tfaaoel Jos Pimental para obter que lbs
executassem ama encommenda de notas.
Parece que o commissariado daqui fra avisado
pelo de Lisboa para visitar esse Pinten te I, qae
eia snspeito.
Todas estes factos augawntarsm as susfeitss
que a polica j tinha de Vctor da Vascoaoellos
e foi em virtude deltas do que aeseverou em de-
pointenCQ Antenio Massir ssanteiro Espranos,
que o sommiseario gessj de nsKsia dssta sioase
offisiaa ao de rnimhrssaeaa sjao m r i ssaeai osas
busos i casa de Vctor Telles.
Desss visita domiciliaria resultou ensontrarem-
se em casa de Viotor Telles algunas notas brazi -
letras com a numeroslo seguida; e n'uma segun-
busca, encontrarem-se alguns frascos com ingre-
dientes, urna machina photogi-aphica e um nume-
rador UMchaace. Costo te sabe, a photographia
tem-se ltimamente ampregado oa falsificacao
destes documentos com grande ex'to.
Sobre este caso tem deposto j erescido numero
de testemunhas aqu como em Coimbra.
De todos esses depoimentos parece resultar que
Vctor Teller, durante a sua estada no imperio
brazileiro, se oceupava nicamente do negocio de
falsificacao das notas do thesouro brazileiro, seo-
do-lhe abi apprehendidas chapas e algumas notas
falsas.
Segundo nos informara, Victor Telles j cum-
prio urna sen tenca dos tribunaes brazileiros por
crime de falsificacao, e agora est em Coimbra
para ser entregue aos tribunaes.
Ha tempos um rapariguioha de 10 annos de
idade salvou heroicamente duas iiraas que esta-
vam em risco de morrer afogadas n'uma alverca
na Gallega.
A Associacdo Protectora da* Crianza) vai pedir
que .seja concedida a medalha de prata corajosa
mocioha. Pareeo que, se o governo annuir ao
justo pedido da associacao, a medalha ser en-
tregue pequea herona em sessao solemne e pu-
blica, presidida por S. A. roal o principe D. Car-
los, prjsidente daquella nstiAico de beneficen-
cia.
A medalha bom; mas se com a medalha 7o-
tassem urna pnalo animal para a pequea ser
educada, servindo o fundo daquelle rendimento
para dote della quando casasse, o premio seria
muito mais euicas. A medalha.....sopor si?
Antes um boneca de abrir e fechar os olhoi.
L.
ssembla Provincial
49 SESSOI EM 31 DE MAIO DE 1886
PKBSIDENOIA DO EXM. SU. DR. JOS MAM JKL DE BARBOS
WASDEBLET
Sl'mhasio :Adiamento da discussao da acta da
sessao antecedeute, at ser publicada no
i irinl da casa.Expediente.Discus-
sas do requerimento adiado, do Sr. Jos
Maria, pediudo informacoss sobre nma
praca de linha que no da 28 estivera
na ra do Baro da Victoria.-Discur-
sos dos Srs. Jos Maria, Barros Barreto
Jnior e Sophronio Portella.Rejeicao
do requerimento.Leitura e adiamento
de um requerimento do Sr. Andr Dias
1" parte da ordem do dia.Votacao de
emendas ao art. 2* do projecto n. 43
deste anno.Final da sessio.
Ao m:io dia, feica a chamada e verificando-se
estarem presen:es os Srs. llatis e Silva, Soares de
A.norim, Sopbronio Portella, Coelho de Moraea,
Barros Wanderley, Luiz de Andrada, Reg Bar-
ros, Antonio Victor, Radrigues Porto, Barros Bar-
reto Jnior, Joo Alves, Constantino de Albuqner-
que, Augusto Frauklin, Ferreira Velloso, Domin
gues da Silva, Gomes Parate, Costa Gome?, Jos
Maria, H-reulano Bindeira, Amaral e Julio de
Barros, o Sr. presidente declara uberti a eesso.
Comparecem depoie os Srs. Baro de Itapwsu-
ma, Soionio de Mello, Liurenco de S, Rogoberto,
Prxedes Pitanga, Juvencio Manz, Jalo de S,
Joao de Oliveira, Regueira Costa, Baro de Caiar,
Costa Ribeiro, Ferreira Jacobina, Drummond e
Adr Dias.
Faltam es Srs. Rosa e Silva, Goncalves Fer-
reira e Viseonde de Tabatinga.
Mr Lonrenro de MA (pela ordem) pede
e a casa concede que a acta da sessao antecedente
seja publicada no jornal da casa, para depoie ser
sub.cettida dia iussH.
0 Sr. 1* secretario procede leitura do se
I guinte
" HPBDIETTB
Um officio do secretario do goveruo, transmit-
tinda urna informaco da repartico das Obras
Publicas e declarando que os reparos, precisos no
paco d'e<>ta ssembla, tero feitas depoie do en-
cerramento das trabalhos na aetual sessao. lu-
teirads.
Outro da Cmara Municipal de Ouricury, cora-
municando ficar sciente de haver aseumido a
a Iminisfraco deata provincia o Exm. Sr. Dr.
Ignacio Joaquim de Souza Leo.Inteirada.
Urna petico de Carlos Ferreira da Silva, escri-
vo do jury e crime de Bom Jardim, requerendo
pagamento do que a Cmara Municipal d'alli est
a dsver-lhe de (custas de pracessos fiadas.A'
cammisso de orcamento municipal.
' liao, apjiada e entra em discussao o segumte
requerimento, que adiado a pedido de seu autor :
equeiro que polos canses competentes se
informe : Que providencias tem tomado o governo,
no sentido de cohibir os desmandos com.uettidos
pelo sargento do destacamento da eidade da Vic-
toria. S. R.Aodr Diss.
Contina a discussao do requerimento adiado do
Sr. Jos Maris, pediada informacoes sobre urna
praca de linha que ao dia 28 est vera na ra do
Baro da Victoria.
O Sr. Jotj HaraNlo ped immediata-
meote a palavra, Sr. presidate, porque agaardava
que algum dos membros da maio. ia vlesse tri-
buoa para responder s ousideraces por mim
hontem feitas. Eu considero um facto muito serio
e muito grave este.
Desde que a Ilustre maiora nao delega poderes
a aenhum dos seas membros par.i responder-me,
eo chego conviccSo de que a mesma maioria
aceita as arguicoee por mim feitas e que este
meu requerimento ter a felicidado de nao ser de
capitade, como todos os outros. A maioria na
pode, desde que nao responde, deixar de approvar
este requerimento.
.'litas estas alavras, en pedirei permisso a
V. Exc. para perguntar, se hoje nos podemos ma
nifestar livremente, ou se estamos hmeacados de
ser cercados eomo hontem, pela torca publica, por
essa mesma forca, que longe'de garantir os direi
tos dos cidados, serve, ao contrario, pars inflin
gir-lhes os maiores castigos, eommetter coatra elles
as maiores violencias, pondo em pratica os mais
terrivois attentados.
Eu nao sei, Sr. presidente, o que se den hontem
nesta casa de extraordinario que autorisasae a re-
quisijao de urna forca.
Eu nao posso mesmo deseobrir o motivo, a rtzo
pela qual lancou a mesa mo desse meio violento,
ficando a ssembla sob a pressao de urna ameaca
e vendo mesmo a cada instante este recinto inva-
dido p?la soldadesca intrene.
O Sr. Antonio VietorO uobre deputado nao
disae hontem dirigindo-se para as galenas, que o
povo se devia armar para aggredir a forca pu-
blica?
0 Br. Jos MariaFoi ento V. Exc. quem mae-
don requisitar a forca? V Exc. faz-me ums
grave injustica, aflirmaudo que eu, me dingindo
pars as galeras, disse que e povo se devia armar
para aggredir a forca publica.
Em* primeiro lugar, eu quo conheco os deveres
dos deputados, desta tribuna nao poderia diri-
gir me a aquelle que eetavam as galeras E'
sasim qae, ainda hontem, quando fui interrompido
para ee lr um artigo do regiment, nao recasei o
meu auxilio mesa e por minha vez pedi que as
lorias nao nter, ompessem os nossos trabalhos,
s o flz pela forma porque um deputado pode
fazer. Isso quer diser, Sr. presidente, que eu sei
qae um deputado nao ee pode dirigir s galeras,
e se porventurs quizesse fazer u o appello aos
mens concidados, falo hia na praca publica.
Em segundo lugar eu nao diese ao povo qae se
annasse para eommetter imprudencias, psra ag-
gredir a torea publica, mas sim para repellir as
violencias, os attentados, as arbitrariedades qne
por ventara Ihes isssse s forca publica.
O 8r. Antonio VictorAcho qn V. Esc. como
deputado nao devia usar d'esssj lingnsgem.
O Br. Jos* -JasriaPorque f Por iniggil
i
ventera
nao teaho o dever de ser frsnuo ? Nao tenho o de-
ver de diser aquillo qae pens, aqallo que siato ?
Disse n'esta eses, e appello para todos os nos-
sos collegas, qoe eo andava armado, e ainda mais,
qae aeonselhava ao povo que se armasse para de-
feader-se dos ataques da forca publica, o que
muito diverso de acouselhar ao povo que se arme
para dearespeitar o principio da autoridade.
Sao cousas muito diatiactas e muito diversas.
Eu manifestei-me e contino a manifestar-me
por esta forma.
N'uma eitnaco em que s forca publica ataca
mo armsda o viandante para roubal-o, ao povo
cumpre armsr-se para repellir ataques seme-
lhajtes.
(Manifeatacoes nss galeras.)
Eu declaro que nao proeeguirei se as galeras
continuarem a manifestar-se. Eu tjqsi represento
s provincia, os mens ooncidsdaos ; siles nao care-
cen! de manfsttar-se, eu s seho-ute com foresa
para represeatar a todos, para n'esta casa exter-
nar os seus pensamentos, para pugnar pelos seus
interesses, pelos seus direitos.
Se por ventura nao representa!-os bem. 'em os
meus constituiutes e direito de fazer effectiva a
sua censura nos comicios eleitoraes, negando-me
a renovaco do mandato que eu aqu nao soube
bem deaempenhar, se por veotura eu a solicitar.
O 8r. Antonio Victor d um aparte.
O Sr. Jos MariaNao houve tal pedrada, houve
apenas urna pitombada.
(Apartes)
Um carego de pitomba nao ums pedrs, urna
cousa que os meninos, qui os gaiatos por graca,
por brinquedo atiram e que nao prejudica. (Riso.)
Antigamente no tempo em que eu nao era ainda
nascidoe em que V. Ere. era moco aeompanhavam
as procssoes urnas figuras, que chamavam-se For-
nicos e que depois f*ram retiradas por ordem do
bispo D. Joo, de saudosa memoria, eram alvo das
pitombadas dos moleques.
O Sr. Antonio Vctor d um aparte.
O Sr. Jt.a MariaV. Exc. permitta que eu cou-
tinuc; o nobre deputado merece-me muito res-
peito^ mas o tempo urge.
O Sr. Antonio VctorE eu sou muito su
amigo.
O Sr. Jos Maria Mas d apartes muito com-
pridos, maiores do que o mea discurso, e eu peca
permisso a S. Exc. para oo responder. V. Exc.
peca a palavra, j o tem feito e ha mostrado que
dispoe de palavra fcil e que manifesta muito
bem o seu psnsamento.
(Apartes.)
Eu nao discuto ad lerrorem, engana-se S. Exc,
o honrado c .llega a quem respondo; sou homom
muito cordato e calmo, mas isto nao quer dizer que
abaixe o cogote e sirva de boi de carga.
Acoaselha a resistencia s ordena illegaes.
Quando urna autoridade n i cumprimento de seus
deveres prender a qualquer cidado, respeitando-o
como de lei, se eu poder intervir no sentido fa-
voravel autoridade, o tirei, da mesma forma que
rebellarme-lioi contra qualquer autoridade, de qual-
quer partido, quando eommetter violencias, quaa-
do transgredir as nossa's leis.
Assim me manifestei; assim me tenho sempre
pronunciado.
D'esta tribuna profligad actos vexatorios dos
m';us proprios correligionarios, quando nos esta-
vamos no puder. Ainda hoje, se por ventura en-
contrar urna autoridade cumprindo o seu dever, e
for preuisa a mesma iutervencao em seu favor, eu
me prestarei a isso; se, porm, encontrar urna
autoridade commetteudo violencias e attentados,
seja quem fr, por reuis amigo met e elevado oa
gerarchia social, ha de encontrar-me a sua freate
paito a peito pra impedir qae leve avante o seu
intento malfico. Declaro francamente, nat re-
cuarei, tmpregarei todos os meue eaforcos para que
nao se realise o plano, para que nao ae censrame
esaes attentados e essas violencias.
Qualquer que fr victima por esta forma, quer
meu ami-jo, quer meu adversario, me encontrar a
seu lado. Nao a primeira vez que teuho auxi-
iado a um adversario, pugnando psloa seus di-
re i tos era detrimento de um correligionario meu.
Isto demonstra nicamente a minha isencio de
animo cvico; sau inimigo, bou aveaso s violen-
cias, parfara d'onde p.rlirem.
0 Sr. Antoaio Victor d um aparte.
O Sr. Jos MaraV. Exc acaba de concordar
commiga. Si V. fixe. tivesse estado n'aquella fa-
tal noite, na fazeada de Grota-N^va, teria ou nao
aconselhado a Roas Maria e a teus filhos para que
resistiseera ?
O Sr. Antonio VictoiEetavam no seu pleoo
direito, era ora direito sagrado.
O Sr. Jos MariaV. Exc quer ter o direito de
acooselhar a reaiateocia autoridade |policial que
cmm-tte violencias, ;e nao quer que eutenha o di-
reito de dar o mesmo conselho, que eu diga ao, povo
que nao soffra estes Sasttgos, ^ue nao sio dignos
de horaens livres?
Fique certo o nobre deputado do seguinte:
At haje tenho ouvido' compassivamente quelles
que me procuram para mostrar que sao victimas
de attentadas policiaes; do hoje por dianle, en di-
rei a todo cidado livre, que tirer sido espaldei-
rado, que tiver sido chibatado por urna autoridade,
que se homem de bem, se hom*m de bro, mate,
iuand > puder. o sicario, soldado, inspector, sub-
delegado ou legado, quem quer que eeja que ti-
ver tido o arrojo de mandar tocar na sua pelle,
porque preciso que o cidado brasileiro conbeca
oa seus direitos ; e se urna autoridade policial,
exorbitando de suas attribuices, o mauds espau-
car, elle com o mesmo direito pode manda! a
d'esta para a oatra vida e nao llavera tribuaal do
jury n'esta capital que condemne o cidado, que
em dea atiranta de seus bros honver morto aquelle
qne procurou injurial o.
) Sr. Antonio VictorMas o cidado pode
queixsr-se.
O Sr. Jos MariaTem o direito de queixar-
ee? Para que? Eu s conheco um remedio:
Ums vez o cidado injuriado s pode lavar a in-
juria, tingindo em sangue as suas moa; o san-
gue que n'esoHS occasioee purifica.
0 Sr. Antonio VctorEstou deaccordo com V.
Exc .
O Sr. Jos MaraEu me satisfago cora o juizo
de V. Exc.; V. Exc. um homem de idade ayan-
cada, criterioso e sensato, e a despeto disto penes
commigo, que eou exaltado, moco, de sangue ar-
dente. Isto muito lisongeiro para mim E eu
nao posso deixar de ter sangue ardente, desde
que sou filho dos trpicos !
O Sr. Antonio VictorTambem eu sou como o
uobre deputado, filho do povo.
O Sr. Jos Mana Eu sai que V. Exc tem
deas liberaes, e s est nessa bancada por con-
trabando.
O, Sr. PresidenteEu peco ao nobre deputado
que se cinja materia.
O Sr. Jos Maria -Eu voa termiaar, Sr. presi-
dente. E sent-me convencido de que o meu re-
querimento ser approvado ; creo que a maioria
nao querer matal-o, como tem feito com outros.
Trata-se de um facto qne est no doraioio pu-
blico e eu moatrei como elle ee pasaou.
Termino, pois, Sr. presidente, ainda ama vez
pediodo a V. Exc. que me tranquillise no sentido
de saber se hoje nos podemos aqui votar livre-
mente.
0 Sr. presidente Eu supponho que V. Exe.
est por domis tranqnitlo.
O Sr. Jo3 MarisAt agora me parece que
oo ha soldados.
E' verdade que o Sr. commaadaute da gu rda
cvica acha se oa aote-sala, mas a pazano. como
qualquer de ne.
Assim, desde que V. Exc. me tranquUhaa, eu
sento-me.
O Sr. Barros Brrelo fautor (1 se-
cretario, pela ordem)Pedi a palavra, Sa presi-
dente, nao para oceupar-me do requerimento do
nobre deputado ; mat sim para dar algumas ex-
plicacoes sobre o incidente baviio na ultima ses-
sao.
Sem querer ju'gar o precedmento dos nobres
deputados, que eob o pretexto de ee acharem eo-
actoe, anarebisaram a votacao que eotao ee pro-
ceda, com toda a regularidad*, peco entretanto
licenca para diser que Ss. Excs. foram exceseiva-
mente exagerados, injustos, interpretando mal o
procedimento da mesa. (Ap-iados da maioria ;
contestscoes da minora.)
Os nobres d'putados ho de estar lembrads
que, so c mecsr no sabbado a sessao, e quando
oravs, na hora do expedieote, o nobre deputado
pelo 2. districto, o Sr. Jos Maria, oas galeras
ee manifestavam por modo por lemais inconve-
niente, desrespeitando a soberana da repreeents-
cso provincial na pessoa de um Jos seus mem-
ores, e chegando o desrespeito ao ponto de atira-
rem ara seiio sobre a mesa.
O Sr. Jos MariaDeclaro que oo vi isto.
O Sr. Barros Barreto JniorJmmediatameute
0 Sr. Dr. Sopbronio Portella, muito digno 2.* se-
cretario, levantouse e reehtmon providencias
enrgicas.
S. Exc. o Sr. presidente da Assembls fes 1er
os arte. 187 e 188, e, de aocorde com S. Exc. diri-
g ums carts so Sr. Dr. chefe de polica, comoiu-
nicando-lhe o facto e solicitando que tomasse st-
gums providencls, psra que se nao repetase
aceas desagradavea e que poderiam ter conse-
queacias mais serias. Pouco tempo depois, e quan-
do ae proceda votacao das emendas do orca-
mento, veis um continuo communicar-me que se
achavs na sote-sala o Sr. commaadante da guar-
da cvica. Nao podendo eu sahir immediata-
meate, disse que ira eotender-me com S. S. logo
que podesae ; visto estar eu lendo as emendas
que ento se votsvam.
Sr. presidente, com toda a franqueza, nunca me
passou pela mate que s simples preseaca de nm
official de polica podesee trsnstornar tanto os
nimos dos nobres deputados.
O Sr. Jos MariaE a forca ?
O 8r. Barros Barreto Jnior Em honra mes-
mo a Ss. Excs., en sau o primeiro a declarar, fs-
50-lhes esea jostica. Ainda mesmo que houvesse
rarga neste recinto, ainda mesmo quando esse es-
tado de sitio fosse verdadeiro, ainda mesmo qne
Sa. Exea, estivessem realmente sitiados, ainda
mesmo que os canhoes estivessem asaestados
para este edificio, ainda que alli nae galeras
s se ouvisse o tcintllar das bsyoaetse, ainda
assim Ss. Excs. oo saberiam fugir ao cumpri-
mento de seus deveres de representantes da pro-
vincia.
(Apartes.)
Mas, Sr. presidente, csse estado de sitio s
existi na ardente imaginario dos nobres depu-
tados, porque nem seqaer nm nico soldado se
vio aqui as galeras, nem um sequer entrou
neste edificio.
O Sr. Jos MariaA forca achava-se postada
as immediacoes da ssembla. Eu vi.
O Sr. Barro3 Barreto JniorComo que us
estavamoa sitiados, quando apenas bavia alguns
soldados na estaco de Olinda ? Quando ne-
nhum cidado foi intimado a retirar-se deste edi-
ficio, nem prohibido de nelle entrar ?
. O Sr. Jos ManaTambera era o que faltava.
O Sr. Barros Barreto JniorSrs. deputadoi
coactos, preciso convir, vos nao sois sinceros.
Conelundo direi: Creio que a mesa da ssem-
bla curapno com o seu dever, procurando manter
a ordem para garanta de todes. Na qualidade
de 1 sccret rio estou autorisado a declarar : a
mesa da Aasembla Provincial far todos oa ea-
forcos para cumprir com o seu dever, maniendo a
ordem o fazendo respeitar a lei.
Tenho dte.
o Mopbronio Portella Nao devolveu o
seu discurso.
Eacenada a discussao o requerimento posto
votos e rejeitado. ,
Passou-se 1-* parte da ordem do dia.
Continua a votacao das emendas ao art. 2* do
projecto n. 43 d'este anuo.
Procedendo-se votacao, d ella o seguinte re-
saltado :
Approvadas as de nmeros 19, 21 a 25, 27 a 29,
31 a 34, 36, 41 a' 45, 47, 49, 50, 59, 63, 66, 69 a
74, 81 a 83, 87 na 4 e 5 partes, 91 a 93, 95, 98,
99,101 a 105, 110, 115 a 122, 125 a 127, 128 a 130,
132,133, 135, 13?, 146,170 e 174 a 178 ; rejeitadas
as de na. 56 a 58, 87 oa 2 e 3" partea, 9i, 124,1*
parte da de us. 139 e 167; prejudicadas as de os.
30, 46, 80, 3 parte da de a. 139, 145 e 172 ; em-
patada a 2* parte da de a. 139 e retirada a de n.
140; teodo sida aomiaal a votacao sabr as se-
guintes :
N. 87, 2 parte, requerimento do Sr. Ba-
rio de Itapiasuraa, pro os Srs. Reg Barros, Fer-
reira Velloso, Soares de Amorim, Herculano Bao
deira, Costa Gomes, Barios Barreto Jnior, Coelho
de Moraes, Joio de Oliveira, Luiz de Andrada,
Constantino de Albuquerque e Joo Alves, 11 ; e
contra os Srs. Drummond, Costa R.oeiro, Jos
Maria, Araaral, Joo de S, Bario de Itapis3uma,
Julio de Barros, Rogoberto, Daraiugoa da Silva,
Aadr Das, Ratis e Silva, Lourenco de S, Re-
gueira Coata, Ferreira Jacobiua, Rodrigues Porto,
Juvencio Mariz, Sophramo Portella, Autonio Vic-
iar, Augusto Frauklin, Prxedes Pitanga, Gomes
Prente, Baria de Caiar e Soloaio de Mello,
23.
N. 87, 3* parte, requerimento do Bario de Its-
pissums, pro os S.s. Casta Gomes, Joio de Oli-
veira, Luis de Andrada, Constantino de Albuquer-
que e Joo Alves, 5 ; e contra os Srs. Drumma.id,
Costa Ribeiro, Reg Barros, Jos Maria, Ferreira
Velloso, Amaral, Joo de S, Baro de Itapissn-
me, Julio de Barros, Soares de Amirim, Hercula-
uo Baudeira, Rogoberto, Domiogue3 da Silva: An-
dr Dias, Rana e 8ilva, Barros Barreto Juuior,
Lonrenoo de S, Coelho ae Moraee, Regueira Cos-
ta, Ferreira Jacobina, Rodrigueo Porto, Juveucio
Maris, Sophronio Portella, Antonio Victor, Augus-
to Frauklin, Prxedes Pitanga, Gomes Prente,
Bara de Caiar e Soionio de MWIo, z9. t
N. 95, requerimento do Sr. Regueira Casta,
pro os Srs. Costa Ribeiro, Reg Barros, Jos
Maria, Ferreira Velloso, Amaral, Baria de Itapis-
auma, Julio da Barros, Soares de Araorim, Her-
culano Bandeira, Costa Gomes, Doraingues da Sil-
va, Andr Dias, Ratis e Silva, Barros Bareto J-
nior, Loureoca de S, Coelho de Maraes, Joao de
Oliveira, Luiz de Andrada, Ferreira Jacobina,
Rodrigues Porto, Juvencio Mariz, Constantino ds
Albuquerque, Sopbronio Portella, Antonio Victor,
Augusto Franklin, Prxedes Pitanga, Joao Alves,
Gomes Prente, Baria de Caiar 3 Salomo de
Mello., 30; e contra os Srs. Drummond, Joio de
S, Rogoberto e Regueira-Costa.
N. 139, 1* parte requerimento do ir. Jos
Maris, pro os Srs. Drummond, Coata Ribeiro,
Jos Maris, Amaral, Joio de S, Bario de Itapis-
tiiina, Rogoberto, Andr Dias, Lourenco de Si,
Regueira Costa, Ferreira Jacobina, Juvencio Ma-
riz, Augusto Franklin, Prxedes Pitanga, Bario
de Caiar e Sjlanio de Mello, 16; e contra os Srs.
Reg Barros, Ferreira Velloso, Julio de Barro?,
Soares de Amorim, Herculano Bandeira, Casta
Gomes, Domingues da Silva, Ratia e Silva, Bar-
r is Barreto Jnior, Coelho de Maraes, Joio de
Oliveira, Luiz de Andrada, Rodrigues Porto,
Coostautiuo de Albuquerque, Sophrouio Portella,
Antonio Victor, Joo Alvee e Gomes Prente, 18.
N. 139, 2" parte, requerimento do Sr. Jos
Maria, pro os Srs. Drummond, C ata JRibeirO,
Jos Mana, Amaral, Joao de S, B iro de Itapis-
euma, Regueira Coata, Andr Das, Lourenco d
S, Rogeberto, Ferreira Jacobina, Juvencio Ma-
ris, Angaato r/rauklia, Praxedea Htanga, Bario de
Caiar e Soionio de Mello, 17; e contra 03 Srs.
Reg Barros, Ferreira .Velloso, Julio de B irro?,
Soares de Amorim, Herculano Bandeira, Costa
Gomes, Domingues da Silva, Ratis e Silva. Bar-
ros Barreto Jnior, Coelhe de Moraes, Luiz de
Andrads, Rodrigues Porto, Constantino de Albu-
querque, Sophrouio Portella, Antonio Victor. Joo
Alves t Gomes Prente, 17.
A votacao fica addada pela hora.
O Sr. Presidente levanta a besso, designando a
seguinte ordem do dia : 1 parteContinuacio ds
antecedente ; 2" parte Continuacio da antece-
dente e mais J diseassio do projecto n. 9 deste
anno.
Banco de Crdito Real de Per
namliuco
tfonho de 1S8S
ACTIVO
Accionistas 4'"4
London and Brazilian Bank, Limited 19:
Emprestimos hypotbecarios 519;
Valores hypothecados 1,038
Deposito de admmistracio e gerencia 16:
Movis e utensilios 1
Letras hypothecarias >-'
Despezas de installacao 3;
Aluguel de escriptorio
Caixa 30
SOOOO
0004000
0004000
500*00t
000400
783415
300400
500480
22540
7484923
PASSIVO
Capital
Emissao de letras bypothecarias
Garantas de bypothecas
Cauco de admioistracio e gerencia
Letras bypothecarias sorteadas
Premio de letras hypothecarias sor-
teadas
Amortistpes
Juros de bypothecas
Comm'ssoes
Lucros suspensos
2,085:8574873
500
519
1,038
16.
:0O0480O
0004000
5004000
000400
300400
1804000
0424487
695466*
5864949
552478
S. E. eO.
Pernambuco, 7
2,085:8574873
de Jrdbo de 1886.
Os adminii dores,
Manat Joo de Amorim.
Antonio Fernandes Ribn.
Luiz Duprat.
O gerente,
Jo&o Fernandes Lopes.
ssanp
BBBSBBSBBa
BSB^Mnnti


Diario de PemarataicoDomino 11 de Julho de 1866
KtvSTA DIARIA

!
iMenbla Provincial Fuuccionou
hontem sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Waaderley, tendo comparecido
33 Srs. deputados.
Foi lida e approvada, sera debate^ acU da ses-
sao antecedente.
O St. 1 secretario procedeu leitura do se-
guate expediente :
uia peticio de Antonio Pinto Xavier, recia
mando contra nma disposicio do orcamento pro-
vincial.A' commissio de ornamento provincial.
Adan-se de novo pela hora a discussio do re-
requerimeuto dos Srs. Loureoco de S e Jos
Marn, pedindo infsrmaces sobre a pristi do
eleitor Joaquim Felippo pelo snbdolegado de Ipo-
juca, tendo orado o Sr. Lourenco de S.
Paseou-se Ia parte da ordem do dia.
Votaram-se diversas emendas ao projecto n. 43
deste anno, ficando a votacao adiada pela hora.
A ordem do dia : 1* o 2 partes, continua cao
da antecedente.
Tribunal lo Jury do Reclfe Foi jul-
gado hoiitciu ueste tribunal o reo Eleuterio Fran-
cisco de Paula, pronunciado no art. 257 do cdigo
criminal.
Teve pjr dvogado ao Sr. Dr. Luiz Emygdio
Rodrigues Vianna e foi condemnado a 2 annos, 5
mezes e 5 dias de prisao e multa 12 1/2 0/0 do
valor furtado.
Sociedade Recreativa Trece de
JunboEsta sociedade se reunir no dia 12 do
correte para o fim de proceder eieicio da di-
rectora, que ter de funccionar do corrente mea
a Dezembro prximo futuro.
OIBclo solemaeRealisou-se hontem, s
10 lloras da manh, na matriz de Santo Antonio,
o officio solemne, que, em suffragio da alma do fi-
nado padre Antonio de Albuquerque Mello, pro-
movern] seus companheiros de habito.
Ao piedoso acto comparecern! muitos dos ami-
gos do tinado.
No cruzeiro do templo elevava-se urna e$B, e
durante o memento ; missa de rquiem tocou a or-
chestra, dirigida pelo professor Rosa, que, obse-
qaiosameute se prestou, em homenagem ao Ilus-
tre morto.
Tainbem tocou no acto, que termincu ao meio
dia, de Guerra, de cojo estabelecimeuto era o finado
capellio.
Comit Itinerario Acadmico No
dia 8 do corrente essa associacio funecionou ex-
traordinariamente para posse dos eleitos e ordi-
nariamentn depois de terminada aquella.
Licias as actas das sessoes anteriores, foram ap
provadas, como tambem um parecer da eoramis-
so de syndicancia, doas da de these e um da de
peritos.
Tomou assento o Sr. Quintiliano de Mello e Sil-
va, anteriormente approvado socio.
Pelos Srs. Paulino, Netto, Bacellar e Perdigio
foram discutidas algumas theses.
Alm das adiadas foram designadas para a pr-
xima sessa j as seguintes :
1.a seccao0 poder marital deve ser abolido?
2 A definicao dada no art. 1* da nossa
Constituicao comprehende todo o de-
finido?
4 a Onde reside a autoridade da socieda-
de conjugal ?
Para de preferencia discutirem as theses snpra-
enutneradas foram sorteados os Srs. Bernardino
Vieira, Quintiliano e Alfonso Gama.
Foi designado o dia 15 do corrente, s 11 horas,
para a prxima sesso ordinaria.
FallecimientaPor um telegramma qne
hontem recebemos da corte, e publicamos na sec-
cao respectiva, soubemos que all fallecer o nos-
so comprovinciano Francisco de Asis Caldas Lina,
filho do Exm. Sr. Bariio de Aracagy.
Era o finado aindn multo moco, pois contara
mpenas 21 annos de idade, e aehava-se matricula-
do no 5 anno da nossa Faculdade de Direito.
Dotado de um carcter brando e ameno, era
estimado por todos quantos o conhi-ciam.
II ponto inais de um mez seguir para a corte,
em busca de melhoras a seus incommodos do figa-
do, e, quando menos se esperava, veio surprehen-
dcl-o a morte!
A seus extremosos piis e purentes aprsenla
mus as nossas condolencias.
Benuiex Noclaeit Ha boje as seguin-
tes :
Do Instituto Litterario Olindense, s 10 horas
do dia, pira eieicio d< nova directora
Da contraria de S. Benedicto, s 6 horas da
tarde, no consistorio respectivo, para os fina do
art. 41 do compromisso.
Para Telegramma da provincia do Cear nos
ommunica a sabida d'este paquete, de seu porto,
hoje s 10 horas da manhil.
Dlvertlmento em OllndaD. Mximo
exhibe-se hoje, pela ultima ve, ao ar livre, em
Olinds, e Umbempela ultima vesem Pernambuco,
pois vai se retirar vida privada.
O programma publicado na seccao competente
annuncia trabalho aqui nunca visto, e mesino des-
emp^nhados e incriveis desde os lempos mitho-
logicos. Assim supportar o Hercules hespanbol
ama monlanhs, tal qual como o Hrcules da tabula
e combater contra nm gigante, o vapor, o gi
gante moderno.
ContaraHoje, amanbi e depois d'amanbi
distribuera-ao no Arsenal de Guerra peca de
roup:i s costureiras de ns la 50.
DinlielroO paqnete nacional Espirito San
to levou as seguintes importancias para:
Parahyba 7003000
p 4oO/000
O vapor Mandcth levon paia:
ernendo | 5:483*135
O preco da mnlhereUm sabio e
elegante eteriptor italiano, o Sr. Mantegazza, pu
blicDn um interessante trablho, esa o qual d al-
guna detalheg sobre a venda de mulheres, que se
efl-ittua em certos pases.
As noticias sao exactas, come dadas por no. pro-
fessor de intbr opologia.
Entre as cafres, urna mulher bella vale actual-
mente 70 cabecas de gado: a cifra tem sua im-
portancia, porque o gado a verdadeira moeda
do paiz. Em o estado de Mishmi, na India, se
oonta por cabecas de cerdos, e vale 20 dilles nma
mulher.
Em Timor se eoneede mais preco posse d'urua
capo a ; pagam por lia 200 ou 300 bfalos e urna
influid de de ovelbas.
Entre os samogols. urna joven solteira, de alta
familia, pagase com 40 rublos de prata, duas
pelles de rapozas, seis metros de panno encarna-
do, urna cassarola de ferro e quatro pelles de cas
tor. Como a materia dos homens nao pode dar
todas estas causas, amitos tornan o partido de
nabar as mulheres, cujo resultado multo mais
econmico.
Os esquimans as pagam com 100 oa 150 rang-
feros.
Oa orampos, tribu de cafres, dio por ellss nma
smraa mais nfima: duas vaccas. Um preten
dente rico deve pagar duas vaceas e tres bois.
Os balakels, na frica equatorial, compram a
nolher com alguna dntes de elephante.
As usadas se do gratis.
Como o trabalho do medico e
torno til PalHVras dita*, inaugurando o au-
to 09O..I .stico 1883-1SS4 pelo professor A- Mur-
rikevista Q.inica, Mildo:
Nesta p-eleecio o professor Murri exhorta os
jovens ao eetudo, demonstrando a grande utilida-
de que o progredir da medicina tem trazido so-
iedade. Trata especialmente da obra que exer-
e hoje a medicina na con-trueca) dos bos:>iraes,
das p' nitenciarias, dos quarteis, no diminuir a
morUlidade uas guerras e da sua influencia as
artes, uas sc-encias. ua lcgislacio, etc., etc. De-
tem-sc especia mente a indicar o progre3sos no
taveis que tem feito a therapeutica nestes ltimos
ann"8, nao j mediante o empirismo, mas me lian
te a ciencia exper mental, Ilustrando este pouto
eom amitos exemplos demonstrativos.
Sobre a ericem do bomcm O phi-
aico escossez Sir William Thomson, apreaenton re
centemu'o urna idea, que por mais que proceda
de um. i o' ib.l dade scientifica, em alto grao
excntrica ; a de que os primeiros germens da
?idn r*1 vez tenhara sido traaidos trra p-1* ti
hida do aerolitho, que arrastava comsig' desde
u'ro planeta os tomos da materia orgnica.
Estatheoria, verdadeiramente inadmissivel, nao
ioteiransente nova ; em 1821 r insiftuou um of
ficial da marinba ran-eza, eln urna obra que pu-
blieou sobre as reUco-s entre a trra e a la.
peso do corebroPormuitotempo, es-
ereve o Sr. Henrique de Parville, o appendici-ta
cicntifico do Journal de Debat, se tem sustenta-
do a beresia de que a inteligencia do homem est
em rel^ao com o pes i do seu cer. brc.
Cttava-se o ce.elwo de Cromwell que exceda a
>090 grammas, e de Onvibr, que nao passava de
1829. A verdade que someuie us idiotas s
ocha um cerebro inferior a 900 grammis; ao c u-
trario se teem achado cerebros pesadissimos nos
reos, nos loncos, em simples operarios habituados
a trabalhos maooaes.
O termo medio do peso do cerebro de 1,400
grammas ; ma> o de Garcbetta nio pesava mais
que 1,16J grammas. Isto caasou surpresa a mu-
tos dos seus admiradores e provou anda urna ve*
que o peso do cerebro e a intelligeneia sao duas
cousas bem distinctas. E' nma questo de quali-
dade e nJo de qua,ntdade ; urna questao de quah-
dade da cellula nervosa e do desenvolvimento da
circumvolucoes.
Ora, em Gambetta estava muito desenvolvida a
terceira cireumvolucio frontal, a qual entretanto
pequenissima, desenvolvida nos cerebros d.s n-
diviudos pouco ntelligentes.
Casamento* de principe Ser um
canard tranceza a noticia que nos transmittio um
telegramma de Pars, annunciando qae o filho do
rei Humberto, o principe Vctor Manoel, herdeiro
do throno, esta promettido em casamento com a
princeza Helena, filha do Conde de Pars ?
Que sejam as monarchias reinantes na Italia
todas tcitamente colligadas para ajudarem-se
tambem em casamento eom dymnastias abdicadas
contra as repblicas e as associacocs socalistas ?
O principe hereditario da casa de Saboya conta
apenas 17 annos de idade, nasceu a 14 de Sovem-
bro de 1869 em aples e parece tambem muito
joven para o casamento, porquanto seja desenvol-
vido e bastante robusto, mas depois de tudo con
vem esperar a confirmaco da noticia, antes de
formular ulteriores juizos.
Ijeiloe.Effectuar-se-hao:
Amanda :
Pelo ajenie Brito, s 10 e 1/2 horas, da arma-
cao e gneros da loja de fazeadas e miudezas i
ra do Rang^l n. 48.
Terca-feira :
Pefc agen/e Patona, as 11 horas, na ra do
Vigarlo n 12, de piano, buhar e movis.
Quarta-feira :
Pato agente Pestaa, s 11 horas,*no armazem
do Aunes, de vinho e macas e na ra do Vigario
n. 12, ao meio dia, de predios.
Pele- agente Hnto, s 11 horas, na ra da Im-
peratris n. 24, de movis.
Hia< raneares. Serio celebradas :
Amanda :
A's 8 horas, na matriz de Agua Preta, por al-
ma de Joaquim Pires Machado Portel!* Jnior ;
s 7 horas no Espirito-Santo, por alma de Manoel
BaptisU de Athayde Filho: s 6 horas, em S.
Pedro Martyr de lioda, por alma de Jos Cardo-
so de Queiroz Fonseca; s 8 horas, no Espirito
Santo, por alma de Antonio Jos da Fonseca.
Terca-feir :
A's 7 1/2 horas, na igreia da Gloria, por alma
de Carlos da Silveira Lobo.
Quarta-feira t
A's 8 horas, na matriz de Santo Antonio, por
alma de D. Luiz* Lisne de Mello.
Quinta-feira :
A's 7 horas, no Carino, por alma de Guilhermi-
na A. Souz.1 Mendes.
Pana-. elro Chegados dos portos da Eu-
ropa no vap.-i :nglez 2 re :
Mara Victoi. de Souza, Antonio de Souza e
Silva, Antonio Soarts, Lauriano Salgado Rodri-
gues, Joo Francisco Lima, Frederik B. Blochar.
Sabidos para o sul no ntesmo vapor :
Jos Carlos Suerte, W. J. Robertson, W- H.
Tyler, J. H. Wheildon, Jos Francisco Almeida,
Antonio Francisco Coelho, Thomaz Carvalho, Ru-
fina C. de L. Cavalcante, Alfredo Carvalho, Fre-
derico Paredes, Lucia Paredes, Dr. Abdou Mila-
nes, Leopoldo Deschemer.
Sahidos para o norte no tapor nacional Es-
pirito Sanio :
Dr. Jos J. Borges Diniz e 1 criado, Mara A
Fialho, A. Robert Wermer e sua senhora, 4 ir-
mas de can .ade, Gamillo J. Ludman, Joaquim F.
de Lima, sua senhara e 2 filhos, Luiz G. da Cu-
nba, John I. Harding, Cbarls I. Relton, A. Ater-
ley, Dr. B. M. da i,ooceico, Augusto Jos da Sil
va Ribeiro, 24 pessoas da companhia Braga J-
nior, J. Joaquim de Burgos, Sebastiao Joaquim
do Burgos, Bernardina M de Burgos, Jos Mara
Ua onceicao, Antonio Jos, Joo Jos, Joo de
A. Pereira Rocha e 1 filho.
Sahidos para o sul no vapar Mandahu' :
Dr Joaquim Alcibiades Tavares de Hollanda,
sua seuhora, 2 filhos e 2 criados, Maximiano Fer-
rcira de Souaa, Francisco Herminio dos Santos.
Sabidos para Fernando de Norouha no va-
por Giqui :
Fraocelina Ignacia dos Santos, Manoel Euclides
Jos Alves, Autouio C. dos Passos.
Cana me Mteaca-Movknento dos pre-
o dia 9 de Julho
293, entraram 6, sabiram 3
Cemlterlo PabllcoObituario do da 9
de Julho de 1886 :
Antonio Umbelino Leite, Pernambuco, 32 an-
nos, solteiro, Boa-Vista; anemia.
Mara TiieoJora, Pernimbuso, 34 annss, soltei-
ra, Graca; diirrha.
Joaquim Das dos Santo*, Pernambuco, 15 an-
nos, Boa-Vista; morpha.
Marta, Pernambuco, 4 dias, S. Jos; espasme.
Adelaide, Pernambuco, 5 meses, Boa-Vista;
eclampsia.
Jos Alves da Silva, Pernambuco, 42 annos,
solteiro, Boa-Vista; hemorrhagia cerebral.
Sophia Mara da ConeeicSo, Pernambuco, 27
annos, solteira, Boa-Vista : drarrha.
Isaas, Pernambuco, 2 dias, S. Jos; diarrha.
Jos Alves da Silva, Cear, 26 annos, casado,
Recife ; febre perniciosa.
Joaquim da Costa R irnos, Pernambuco, 45 an-
nos, vinvo,|Santo Antonio; amolecimento cere-
bral.
COMUNICADOS
9-
MM
Existiam pr^soa
existem 296.
A saber:
NacionaeB 265, mulher 1, estrangeiros 11, es-
cravos sentenciados e procesfados 11. ditos de cor-
reccao 8.Total 296.
Arracoados 270, sendo : b. ns 261, doentes
Total 270.
Movimento da enfermara :
Teve baixa :
Antonio Joaquim dea Santos.
Matndouro PabllcoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 102 rezes para o consumo
do dia 11 de Julho.
Sendo : 86 rezes pertencentes a Oliveira Castro
& C., e 16 a diversos.
Mercado Municipal de JosO
movimento deste Mercado uos dias 10 do cor-
rente, foi o se^uinte :
Entraram ;
34 bou pesando 4,697 kilos.
674 kilos de peixe a 20 ris
131 cargas de farinha a 200 ris
61 ditas de fructas diversas a 300
ris
6 taboleiros a 200 ris
17 Sainos a 800 ris
Foram oceupados :
25 columnas a 600 ris
27 compartimentos de frinba a
500 ris.
24 compartimentos de comida a
500 ris
65 1/2 ditos de legumes a 400 ris
16 compartimentos de suino a 700
ris
13 ditos do tressuras 600 ris
lft ditos de ditos a 2f
A Oliveira Castro & C.:
2 talaos a 500 rea
54 talhos de carne verde a lf
13480
26*0O
18*300
l#20
3*40)
15*00t
13*500
12*000
26*200
11*30H
7*800
20*000
1*00
54*000
Deve ter sido arrecadada nestes dias
a quantia de
223*280
Precos do da :
Carne verde a 280 e 400 ris o kilos.
S Huoa a 500 e 5*0 ris dem.
Carneiro de 640 e 1*000 ris dem.
fariah- de 320 a 280 ris a cuia.
Milho de 280 a 320 ris idem.
Feijo de 640 a 1*280.
botera da provincia Quinta-feira,
15 de Jalho, es extrahir a lotera n. 63, em be
neficio da Santa Casa de Misericordia do Re-
cite.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceicao dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espberas, arrumadas em ordem num-
rica apreciacao do publico.
Lotera de aceto de iO*
A 16" parte da 12 lotera, cujo premio grande
de 21/0:000*000, pela novo plano, ser extrahi-
da impreterivelmente no dia 13 de Julho s 11 ho-
rss ds manh.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da la
dependencia ns 37 e 39.
Lotera B*raordlarla doTpiran-
sa O 4.* e uleimo sorteio das 4o e 5. senes
desta importante lotera, cujo maj-r dremio de
150:000*000, eer extrahida a 14 pe Agosto prj
ximo. ,.
Acbam se exposto venda os trestos dos ti
Ihetesna Casa da Fortuna rua Primeiro de Mar-
co n. 23.
Lotera da provincia de Santa Ca-
tbarlnaEata latera, cujo maior premio de
100:0*0o >, dever ser extrahida no dia 15 do
c rr-nte impreterivelmente.
Chamamos a atteoco para o annuncio desta im-
portante loUria, publicado aa seccao eompetente,
pelo diminuto preco porque se veudem os bilhe-
tes
Lotera do RioA 2 parte di lotera
n. Itf8, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida no dii 16 do corrente.
Os bilhetes acham se venda na Casa da Fo.
tana ra Prinv-iro de Marco.
Tambem acham se venda na praca da Inde-
pendencia ns. 87 e 89.
Os bilhetes acham-se venda na Cssa da For-
tuna, ra Primeire de Marco n. 23.
Ao eleitorado do 3 distrlcto
Im. Sr.O fallecmento do Dr. Antonio Fran-
cisco Correia de Araojo, abrindo ama vaga na de-
putacao de Pernambuc*, determinou a necessidsde
de nma cleicao no 3 districto, qne aquelle Ilustre
cidado to dignamente representava.
Para preencher essa vaga proponho-me eu aos
suffragios do distincto eleitorado desee districto,
nSo movido por impulso proprio, nem tomado de
ambices qne estou longe de nutrir, mas por apre-
sentaco do partido em cajas file i ras milito e alen-
tado pelo desejo de continuar a prestar servicia as
paiz nesse posto de combate que me foi indicado.
E', pois, escudad com este patritico desejo e
patrocinado pelo meu partido, cujo venerando
chffc tenho por amigo, que eu venho solicitar de
V. S. o seu voto e todo o ssa precioso auxilio
miaba causa do pleito que se vai ferir brevemente
nesse districto, onife V. S. rosa de prestigio e ds-
ppo de merecida influencia.
Bem conhecido nesta provincia, onde aascf e
ende tenho sempre vivido moarejHr em fadigosas
lides pelas ideas conservadoras, e sob a gide
d'aquella' honrosa apresentaco; creio que ser-
me-ha excusada a exhibicao de nm programma,
pois qu outro nao posso ter que nao o do partido
ao qual tenho servido com dedicaco e esforco.
Entretanto, de harmona com o notavel discurso
proferido no Senado, em 1879, pelo honrado Sr.
conselheiro Joo Alfredo Correa de Oliveira, digno
chefe conservador em Pernambuco, direi que a
synthese do mea programma pugnar pelas re-
formas que forem e desenvolvimento pratico dos
grandes principios liberaes consagrados na Con-
stitituicao e que tormam a base das instituicoe
que nos, os conservadores, maatemos e queremos
manter.
Dentro de taes limites ha espaco bastante para
todos os melhoramentos intelectaaes, moraes e mi-
teriaes, para todos os commettimentos serios da
poltica, economa, financas e adoiinistracao, emfim
para todas as mais altas aspiracoes dos povos
livres, que vivem sob o rgimen parlamentar.
No decurso dos vinte annos que constituem a
miaba vida publica, sempre girou nessa rbita a
a minba actividade, e disso fazem prova os meus
modestos esforcos na Assembla Provincial e os
meus pequeos trabalhos na imprensa, estes lti-
mos attestados pelo Diario de Pernambuco, em
cujas paginas tenho esteriotypado a minha alma
e o meu coracao, pugnando por tudo quanto se me
tem augurado til e vantajoso causa do paiz e
mais particularmente desta provincia.
Como garante dos meas intuitos de futuro rre-
reco esse modesto pastado ao digno eleitorado do
3o districto, assegurando-lhe que envidarei quant'o
couber em mim para clevar-me altura da situa-
co do paiz e para mostrar-me merecedor da con-
fianca co a qae me honrar esse digno eleitorado.
O meu norte ser o bem publico e o caminho
para elle essa honrosa confiauca que nunca faltn
ao Ilustre cidado quem aspiro substituir e cu-
jas \ irtudes cvicas tomarei por modelo.
Subscrsvo-me com a maior coasideracao e res-
peito.
De V. S.,
Amigo, atteuto, veuerador e criado.
Recife, 6 de Julho de 1886.
Felippe de Figueiroa Farim.
Car-ast de Cima (eogenbo Bom-Jardim) com a
propriedade que foi de Antonio Paes Barreto (ea-
genho Csmussi) e anda hoje sao conhecido e res-
peitados estes limites pelos proprietarioo de ambos
os engaaos e isso vem ainda confirmar a escrip-
tura de vtnda do engenho Bom-Jardim, qae adian-
to segu.
1783 Eseriptara de arrendamento perpetuo
3ue aos 22 dias do mez de Marco, fas o margado
o Cabo, o mestre de Campos Estevo Jos Paes
Barreto dis que possuidor de urna sorte de
trra* entre os eegenhos Tibiry, Carass no vo,
entre os ditos engenhos, e Bo-obarda e Aragoaba,
na rreguesia de Una, que ter de comprido duas
leguas, pouco mais on menos, a qual sorte de tr-
ras i com outras aaoexas, que estio aforadas e ou-
Uas 'eram pertencentes ao morgado, instituido aos
avs'deliedito aforante e arrendador.
1787Escrptura de composioio e hypotheca
aos 16 dias do mee de Dezembro, do engenho
Campia Grande, fregaezit de Uua, foreiro ao
morgado dizdivide eom os engenho* Murim,
Bueaos-Ayret!, Car-ass e A'deia. Esta al-
deia era u aatiga Aldaia da Mlssau de Nossa Se-
nhora da Assumpca) de Pirscinunga, coahecida
psla Aldeia Velha (engenho Gindahy) e que foi
permutada pela de Barreiros e onde se eneontra a
leste um marco na estrada que vem do engenho
Bocea aa Matta para sabir na estrada quevai para
Car-ass, no principio da matta em urna subidi-
nha para o lado do norte, e o outro qae existia c
que foi visto para o lado do oeste e qne foi arran
cado, ha pouco terrpo, marcos, segundo dizem,
postos oelo governador dos indios, sendo o pri-
meiro qnem e o segundo alm da Aldeia Velba,
indo para Bom-Jardim.
1801. Escrptura de venda do engenho Bom
Jardim (sitio Car-ass de Cima) e de urna pro-
priedade annexa, freguezia de Una, terrenos fo-
reiros ao Morgado 10* annual mente, que fazem
Francisco Manoel da Silva Gusmio e saa mulher,
que vieram do casal de seu antecessor o Dr. An-
tonio Jos de Gusmio (genro que foi de Antonio
da Costa Araujo e qne casou-se em segundas
nupcias com D. Mara Ignacia Tavares de Lima)
a Francisco de Mello Alfonso diz pegar na
passagem do meio (Vau de Carass, que est ci-
ma de Car-Ass e abaixo de Bom Jardim) cor-
tando para o sul meia legua, e para o norte outra
meia legua, e pelo rio cima at extrema das
trras que pertencem aos vendedores da proprie-
dade que foi de Antonio Paes Barreta, que tam-
bem entra nesta venda (engenho Camusai) que
fica cima de Bom Jarom e abaixo do engenho
Muitas Cobras, quando nada tiuha aquella pro-
priedadehoje engenho e nem o engenho Botn
Jardim com o Morgado, como se v do titulo de
1768.
O qne parece exaeto qne o Morgado sonsente
aforou do Vau de Car-Ass para o norte em pro-
cura de Camutengue, ento trras incultas, e qae
estavam dentro do permetro das duas leguas de
que falla o titulo de 1783, e quo as demais trras
de Bom Jardim eram aquellas que os herdeiros
de Ignacio P. de M en doea vendern) ao ento
senhor de Car-Ass, como se deprebende do ti-
tulo de 1768
Quando o Sr. de Car-Ass venden o engenho
Bom Jardim, nao venden de conformidade com
o seu primitivo titulo, atterou os seus limites j
condecidos, e por ter j aforado as trras de Ca-
mutengue, onde levantou o engenho deste nomo,
e declarou era lugar deLadeira GrandePas-
sagem do meio(Vau de Car-Ass) e nao tez
tambem menco da Cha do Carnario e do Riacho
em 1774 urna porco de trra denominada Ginda-
hy ; e quo se dizia era filho de Car-Ass, como
era Bom Jardim Camntengue? I
Que Car-Ass elstico, como elstico o sea
dono!!....
O qae se evidencia da escrptura dos dous pa-
trimonios, qne Car-Ass n'aquelle tempo so-
mente tinha meia legua, divisao que deu o Morga-
do aos terrenos que elle aforou para qae se levan-
tasae engenhos, como se vm ainda dos marcos
que existem; e que depois foram seus proprieta-
ros comprando, aforando e anexando estas p ro-
priedades Bom Jardim, Gindahy e Camntengue, e
qne com o correr dos annos metamorphosearam-
se em trras de Car-Ass, e que s com o casca-
vilhar dos ttulos, Veio tudo aclarar, entrar se no
coahecimento de tantas duvidas, que tem tido o
actual senhor de Car-Ass eom Bom JarditD.
Gindahy e Camutengue e o sitio Tapiric, trras
do engenh > Bocea da Matta, levantado orte e
em trras de engenho Campia-Grande, prevale-
cendo-se da linha corrida pelo Dr. )uiz commissa-
rio, sem titulo que o babilitasse, e sem saber do
marco a pouco descoberto, aposeaado-se assim o
Sr. coronel de urna grande parte e dos melhoies
terreno* d'aqaelle engenho para o seu Araticum,
qne nanea teve terrenos pora o sul, como se v do
titulo de Santo Estevo de 1804: ej teve a sem
serimonia e o desplante de asseverar em urna sua
publicacao, que o seu Car-Ass tinha as linhas
parallelas (segando os estados graphicos, feitos
pelo agrimensor Figueiredo) meia lega para ca-
da lado do rio.
Mostr tambem isto, se capaz, Sr. coronel,
falle serio e nao use de sopfaismas e nao diga, co
mo dase em certa occasi j, que o mundo era dos
espertos.
Relevo nao ficar no olvido, como se me affirms,
a celebre amigavel qne tez (e que melhor seria di-
zer-se a mais requintada leaio enorme) entre Gin-
dahy e Cara-Ass, na occasio em que o seahor
de Gindahy achava-se gravemente doentu de um
ataque de e/ysipela, o qual prostou-o por mezes,
que nem por casa poda andar, e encarregando-se
d'esia amigavel um seu irmao, homrm da melhor
boa f, e quem elle muito considera, ;deixou-se
este levar pelas lamurias e phraseados do Sr. co-
ronel, e de seu advogado, que jte conhecem, e
j amestradoi, traquejados e munidos de suas ven-
tosas imitaco do polvo de Vctor Hago, eston-
deram. es seus raios, e espreguicaram se para os
lados de Gindahy, usurpando assim porlo de
matas d'este engenho, correado a linha do lado do
norte a leste foram ter ao sul e a oeste na linha
que divide o Gindahy com o engenho Pao Ama-
relio.
E' at onde pode chsg.:r o chyaisaio, e que est
ao alcance de qualquer pessoa por menos perspi-
caz que seja conhecer desta escandalosa usurpa-
cao.
E haver ainda qum se atreva a dizer que se-
melbante hom :m tem conaciencia ? !
Creio mesmo que ninguem de boa f o dir!!...
Um dia vira, Sr. coronel, em que os remreos, a
inquietado interior, no momento agonisante o
atormentaro : e alm de asiim proceder, teve a
sagacidade de chambergar a pequea quantia de
750* e de que nao se sabe, por nada dizer a cele-
bre escrptura amigavel.
E' assim que se vive, e qur se passar por hu-
mem honesto e conscieosioso, com taato que ss
deixe fortuna, bem ou mal adquerida.
O hornem, Sr. coronel, que procura o que 6 sau
pelos meios lcitos, digno d toda admiraco, to-
dos nos de vemos 1 be encomios ; mas peloi meios
das pacas, porque englobou nesta venda a pro- j cavillosos, nunca, revolta senos a consciencia e
priedade que foi de Antonio P. Barreto (engenho desperta um braudo enrgico, afim do prevenir
aos senbores de Camutengue para tambem nao se-
Barreiros
Bom modo de Armar limites
HISTORIA QUE INBBBSSA A ALGOS8 8BHO
RES DB ESOBSHO DE BARBBIROS
Entre os engenhos Cara aswi, Bom-Jardim e
Gindahy, correram-se linhas divisorias, e Tndo-
me a reminiscencia de j ter visto ttulos destes
engenhos, proenrei ll-o e est patente qne so
mente o Gindahy foi o prejudisado, a victima da
esperteza, e que os dsus primeiros engenhos foram
os que lucraram com a historia, como passaxei a
demonstrar pelos ttulos, que abaixo segnem e ti-
rando as c mclusoes e fazendo es corollario* pre-
cisos, intuitivo que o Sr. coronel Joao Carlos de
Mendonca Vasconcellos, apesar de j octogenario
e com os ps quasi que a bordo do paquete para
paiz desconhecido, nem por isso perdee habita in-
veterado de sempre que pode e se Iheofferece eu-
sejo favoravel, edilhar aes senB visinbos e reos.
1767Eseriptara de dous patrimonios que aos
15 dias do mez de Marco fazem Antonio da Cesta
de Araujo o sua mulher dis : que doavam e /&-
ziam doaco para a oapella que gverem erigir soA
a invocando de Nossa Senhora San/'Asma, meia
legua de trra no engenho que te achavam edifican-
do, chamado Car-assu, na fregvtyia de Una, capi-
tana de Pernambuco (a qual capella foi levantada
c iao se v de seus restos que all ainda existem)
e para a capella de Nossa Senhora da Coneeicao,
que querem ratificar no engenho Hassjngana (da
qual ha tambem restos) nomeam para seu patri-
monio a propriedade e sitio Agua Fria hoje eu
genho e de um sobrnho do Sr. coronel.
1768 Escrptura de venda do sitio Oar-ass
dcjCima, que aos 17 dias do mez deOutnbro faeeui
Antonio da Silva Bez> rra e Patricio Coelho de
Mendonca e suas mulheres (que hou--eram por ti
tulo de dote de sua sogra o de seas pis Ignacio
Paes de Mendonca e sua malher, e estes por sis-
mara j feita ao sarg nto-mr Cbristovo de
Mendonca, como restaurador dos negros de Pal
mares) u Antonio da Costa dn Aranjo (doador dos
patrimonios j cima ditos) de dous quinhoes de
trra, que consta de meia legaa de leste a oeste, e
urna legua de norte a sul, cujoi ttulos passaro
ao comprador diz : os quaes pegam na ladeira
Grande, que pega de leste nebeno para oeste a
neta legua, e do norte para o sul pegar aa la-
deira do Carnario em cima da chi, descendo para o
riacho das Pacas, encbendo:o rumo do snl da legua
de largara e ficando tambem empossada das var
zeas do Canhoto, por compr henderem e estaien
dentro da meia legua O sitio Car-ass de
Cima,, que foi comprado p ir Antonio da Coat de
Arauj i, depois de edificado o eng-nbs Car ass
e de feitos os patritnoni a, isto depois dt. 1 anno,
7 mezes e 2 dias, urna ou sao duas propriedados
dlstuotas?!...
R -spondain. .
Como pretendsr-se que a linha de Bom-Jardim
sirva para Cara ass ?!... Jamis!!... Eeomo
tambem Mizer-se, segando o tez um sobrinhc do
Sr. coronel e advagodo, que o antigo sitio Cr-
ass de Cin* era 'seu eogenbo Multas Cabras?!
Arasio ditt i usfte se :
U antigo sitio Car-ass de Cima, o engenho
Bom -Jardim, j 4 qae a oeste deile ost o riacho das
Pacas e ao norte-a eh do Carnario. Este riacho
das Pajil era o qae antigamente divida o sitio
Camuesi
Deve-se frisar claramente este pontoPassa-
gem do meioVau de Car-Ass).
Entre os engenhos Car-Ass e Bom Jardim
hsvia naqnelle tempo um caminho pela varzea de
eixo a cixoisto de engenho a engenho, e exis-
tiam tres pa sagens no engenho Car-Ass, alm
de mais outra abaixo d'aquelle engenho e duas
mais cima, e dentro do cercado de Bom Jardim,
e a ultima d'ellas (perto do engenho Camussi)
onde desemboca oRiacho das pacas- abaixo
de Bom Jardim tinha urna estiva e quo a tem
ainda hoje, e a que se segua indo para Carass
era oVau a Carass (Passagem do meio) onde nio
tiuha estiva equemvinha de Car-Ass para Bom
Jardim, logo cima d'aquelle engenho passava-se
em outra estiva no mesmo rio ed'aili ia ter Pas-
eagem do meio, quedepoie tendo all aaorrido e apo-
drwcido um boi, desappareceu a deuominacao que
j tinha e ficou vulgarmente conhecida porPas-
sagem do boi morto, tanto que o Sr. Coronel teve
urna questao de limites (por causa destes dous
nomes e por j ter desapparecido o sea primitivo
nome, Vau de Car-Ass) com o Dr. Sebastiao,
entao senhor do engenho Bom Jardim, hoje falle-
cido, e dizia o Sr. Coronel, que all eraPassa-
gem do boi morto, e que a Passagem do meio era
aquella que estava prxima ao engenho Bom
Jardim.
Como se mudam os tempos e com el les os ho-
mens !!... Hoje, porm, aceitou-a como Passa-
gem lo meio (Vau do Car-Ass) e como ha ci-
ma desta passagem nm riachinho do lado do or
te, urnas 60 bracas, pouco mais ou menos, a qual
vem despejar no rio Car-Ass, surgi s. feliz re-
miniscencia do Sr. Coronel e a que annuio o 8r.
Temporal, cavalleiro diataeto, e para evitar du-
vidas, por conhecer que perdendo all, ganharia
em outro lugar, que d'aili partissem as explo-
racoes, ficando Car-Ats com mais aquelle pe-
daco de trra.
J v, pois o publico, que j nio o que dizem
os ttulos, e sirn as conveniencias dos inte/casa-
dos, em detrimento dos mais reos confinantes ;
e d'aili, pois, partiram as escaramuzas para o
o sul, aomebte para ter o Sr. Corouel o nefando
gosto de engaramponar aos seus eros.
Eis a razio por que ficou Bom Jardim pagando
foro tambem somonte d'aquelle pedaco de trra
para o lado de Camutengue, e deu o Morgado per
misso para a venda do referido engenho, e pro-
priedade que nada absolutamente tinbam com
elle, e prova-se ainda a verucidade disso pela de-
marcacSo amigavel, qae fez Car-Ass com Bom
Jardim, que, correado a lioha do riachinho, em
lugar do Vau de Car-Ass (Passagem do meio)
para o norte nao encontrou a meia legua e por se
opporem os consenhores de Camungue, a qae
para completal-a, sera necessario ir alm deste
engenho, e tornando para o mesmo riachinho ti-
rn a meia legua para o sul, antes de chegar ao
eugenho Victoria (antigo sitio Jaguaraba) conti-
guo s varzeas do Canhto, levantado ento em
trras de Bom Jardim, pelo antigo proprietario,
de conformidade com o titulo de 176.
Quondo assim ficar o engenho Victoria, per-
tencendo ao engenho Canhto.Questao futura...
Alada assim corabioaram os dous propietarios
o de Car-Ass c o de Bom Jardim fazer no dito
Riachinho um X, dando Car-Ass a Bom Jardim
urna grande parte de terrenos para o snl, e que
nanea foram seus, e este dando qu He pa* o
norte terrenos de Camutengue, como se f do ti-
tulo de 1783.
1804 Escrptura dr aforamento do ong- un
Santo Esievio hoja Araticum, nio no lugar ,,
foi aquelle) freguezia de Uua, o morgado Francis-
co Paes Barreto, negar da Barra do Riacho Ara-
ticum, onde faz divio* com os indios de S. Miguel
de Barreiros, e para o poente at onde fiudain as
minbas torras (vau de Cxr-Ass, c >mo declara o
titulo de 1783) e para a parte de Tibiry as sobras
e que pela divisao que dou u'este aforamento da
Barra d > Ariteum para o poente, ondd findam as
minhas trras^ nio se poder eppor o senhor do
engenho Car-Ass, tanto por ss nio ter aforado
commigo, como tambem porcebido o foro de Santo
Estevo.
O antigo engenho Santo Estevio ficava ao nor-
te e ao oeste do Riacho Araticum, e o engenho
Araticum (trras dos indios de S. Miguel de Bar-
reiros, Coma diz o Morgado) fica a leste prximo
Barra do Riacho Araticum com o ro Car-Ass,
mediando entre siles o Riacho Araticum ; de que
filia o titulo de Santo Estevio de 1804.
l8l6Eieriptura de ratificacao, e novo tracto,
que faz c Morgado do Cabo Com Francisco Manoel
da Silva Gusmio entao senhor dos 3 engenhos
diz o segunte : o engenho Cara Ass o a enge-
ahoca Camutengue (j entao aforada) erigida em
t-rras de Car-Ass ( inexacto por estar aquella
engeuhoca deatro do p-nmetro das 2 leguas de
aa filia o titulo de 1783) ficam pagando de foro
6 >$ e o engenho Gindahy 70*000.
Em vista pois, de to authentices documentos,
cerno ficam evidentemente demonstrados com' <
em que tempo foi Camutengue, filho do Car-As-
s?!. ..
E ni o vera ainda isto corroborar a escrptura
de Santo Estevio ? I
Como ceder Car-Ass terrenos a Camutengue,
quando aquelle que so ten e se vai esprenui-
eando pelos terrenos d estes, por j ter o ento se-
nhor de Cara Aes aforado esses terrenos, e ter
n'elle* edificado engenho, assim como fez com as
torras de Giudaby, que o antecessor do vendedor
de Bom Jardim Ur. Gusmio aforou ao Morgado
rem victimas d'essas abelhas, que sugam o mel de
todos os corlicos, assim se offereca occasio e tem-
P-
Ao Sr. Hollanda pedimos venia de ter feito se-
melbantes revelacots, que Ibe cabiam fazer em
tempo ; mas, todo tempo tem.
Um que nao ignora.
JiiitSca ao earaetur
Sahindo hoje por um pouco do antro de obscuri-
dade em que teobo vivido, venho do cimo desta,
mui criteriosas e respeitaveis columnas dizer, com
a verdado que me caracterisa, duas palavras acer-
ca do modo exemplar e digno de mencao honrosa,
que se portn o Sr. Joao Coelho, durante o tempo
que tazia o trem do Recife esta cidade.
Viajei muitas vezes com elle, e a falta de sua
amabilisSima companhia, me faz com orgnlho di-
zer o segunte :delicado, prudente, ageadavel e
morigerado ao extremo, sem a meaor contesta-
fio, o Sr. Joao Coelho ; isto conscicnciosaroente
affirmo, sem lisonja alguma
Como empregado, zeloso, cumprdor de seus
deveres, sympathisado desde o empregado extra-
numerario, at o mor alisado agente desta estaca ,
e de todos os bjns vctorienses, peis maneiras
afiaveis a especiaos que o distingue, e Ihe sao na-
tu raes.
Seria por demais abusar da attencio benvola
do leitor, se eu fizesse agora a exposicio das raras
qualidades que ornam a pessoa distincta do Sr.
Joio Coelho, porque estas estio estereotypadas e
no dominio dos coracoes daqUelles que teem a
ventura de o communicar. Todava releva ac-
ereseeutar quea saa ausencia tem sido umver-
salmente sentida pela lite da sociedade victo-
riense.
Vo estas palavras, como tributo de honra ao
seu carcter e merecimentoa ; os quans se alguem
ousar negar, somentepar espriio'de despeito, e
igual ao de Caim.
Terminando, peci desculpa ao Sr. Joio Coolho,
so de alguma forma molestei a saa modestia e
susceptiblidade.
Victoria, 9 de Julho de 1886.
Fausto Lina.
Rio Ferinoso
AO PUBLICO
Tendo a Provincia de sexta Feira ulti-
ma, n'um artigo publicado na sua Sec.ao
Livre, so oceupado da minha humilde pes
soa, aecusando-me por t* abandonapo a
cadeira qu rejo na cidade do Rio For
moso, onde sou professor, vejo-me forjado
a vir imprensa afim de restabolecer a
verdade do facto, e mostrar ao publico,
para quem somente escrevo nesta occasio,
a inju*ti$* de que fui victim.
E' inexacto que eu tivesse abandonado a
mioha cadeira.
Se estou ha tempo fora da localidade
onde resido e onde sou funecionario publi
co, porque me acho no goz> de urna li-
cenca que solt:it:i da Assembla Provin
cial, licenja que s me foi concedida pelo
Exm Sr. presidente da provincia, depois
de ter eu provado, com attestados dos illus
tes faoult ivos Dr. Carneiro daCuoha. e
Barros Carneiro, oavalheiros in :apazes de
urna aflBrmajio inexacta, no poder conti-
nuar, por motivos de molestia, no exerci-
cio de meu cargo.
Se tivesse deixado o exercicio da cadei-
ra que rejo por descuido o negligencia no
cumprimento dos meus deveres, como inge
nuamente procuro insinuar o articulist
da Provincia, entSo sirn, S. S- t> ria razio
de sobra para verberar o facto e chamar
para elle, como fez, a attencio do poder
competente. Mas, desde qu suceedeu, desde quo ausente^ m da loca-
lidade por motivo patierosissimo o plena-
mente justificado, com licencarto Exm. 5r.
presidente da provincia e sciencia do dig-
n > inspector geral da Instrucco Public i,
p le o meu gratuito inimig), autor d^ 'al
artigo, ou qnnm quer quo sejaeommenW o
o facto a seu geito, por }u i na voltarei
mais imprensa.
Reoife, 10 de Julho de 1886.
Gaspar Regueira Costa,
Melhodo Altillo
LYCE LITTERARIO PORTUGEZ /
Sua magestada o imperad *, xcompinhad
teu camari ta, visitou hontem estn associa
assisto a 14 licao do Exm. Sr. Bario
hubas peilo sea methodo repentiuo.de ensilar
Tomando uivo interesse por tu lo o qo- diz
peito instruccio popular, sua msgestode oxpen-
Mata
reo
dea largamente as suas ideas acerca do n^vo me-
thodo, que julga anda possivel de melhora.
A provo, quanto a nos, foi satisfactoria em re-
lacio aos adultos; e com este novo instrumento de
ensino eremos qne o Lyeeu Litterario Portngnez
ha de vi r a prestar no vos importan tissimos serv-
eos causa da inttruocio popular, que o abje-
ctivo de todas as suas atteaeoe* ha longos annos.
Assistiram tambem diversas senhoras, o Sr. ins-
pector geral ds instruccio publica e muitoB cava-
lheiros.
(Da redaccio do Deario de Noticias de 28 de
Junho)
Aquelles que duvidam do interesse de sua ma -
gestade o imperador pela instruccio popular deve-
riam ter ido hontem ao Lyeeu Litterario Portu-
guez.
Su i magestsde, desojando conhecer e avallar do
methodo apresentado pelo Sr. Bario de Macabu-
ba?, methodo pelo qual o digno educador se pro
poe a ensinar a 1er em 15 lieos, foi hontem assis-
tir sua decima quarta lico.
Por mais de urna hora sua magestade manifes -
ton o seu vivo interesse pelo methoio do Sr. Bario
de Macahubas, questionaudo alguna pontos obscu -
ros do methodo e apresentondo a idea de alguns
melhoramentos. f
Diversas senhoras, o Sr. inspector geral da ins-
truccio Publica e inuitos cavalleiros. assistiram a
esta licio e visitaram o estabelecimento do Lyeeu
(Da redaccao do Pak da mesma data).
O cuno de leitura abreviada que o Sr. Bario de
Macahubas iniciou no Lyeeu Litterario Portoguez
tem sido ltimamente multo l'requentado pelas pes-
soas que se interessam pela instruccio.
Hontem, C M. o imperador visitn o referido
curso, diguando-se discutir sobre o methodo Ab-
lio. manifestando ao terminar a saa satistacio.
Achavam-se tambem presentes o director da
instruccio publica Dr. Victorio, o director da Es-
cola Normal Dr. Aquiuo, o director do CollegioD.
Pedro II Aureliano Pimental, os Drs. Alambary
Lus, Jss Avelino, alem do Sr. commendador Pi-
nho director do Lyeeu e mui tos professores.
(Do Diario do tsrasil da mesma data).
1-:Icioo da festa de 9. JIignel
p:ira o aanode IS8
Juiz por eieicio, o Dr. Manoel Rj mando de
Araujo Pinhciro.
Ja iza por eieicio, a Exma. Sra. Baroneza de Se-
rinhiem.
Juiz por devocio, o capitio Jos Geminiano de
Araujo Finheiro.
Juiza poridevocao, D. Clotildes, filha do Illm. Sr.
Manoel dos San'os Araujo.
Escrivio por eleicao, o Illm. Sr. Sydronie Ignacio
de Mello.
Escrivi por eieicio, D. Amalia, consorte do Sr.
Justino Teixeir de Moura.
Escrivio por devocio, o Illm. Sr. Modesto de Al-
buquerque o Silva.
Escrivi por eieicio, a Exma. Sra. D/Josepha, con-
sorte do Sr. Antonio da Cruz Ribeiro.
Mwrdomos
Os Illm. Srs. :
Manoel Brandao.
Gustavo Alolpbo Smith.
Major Jos Marcelino da Silva.
Major Jos Thomaz Cavalcante Pessoa.
Ado'pho de Mosquita Wanderley.
Francisco Quintiuo Rodrigues Esteres.
Olympio de Hollanda Chacn.
Joaquim Marcolino Perreira.
Ma el Jos Dias.
Lino Francisco das Chagas.
Jos Antonio Pinto.
Claudino Francisco Gouveia.
Joao Friucisco das Chagas.
Domingos Martina Gomes.
Francisco Augusto oabral de Barros.
Jos Carlos de S.
Francisco Moreira do Carvalho.
Jns Tiburcio Coelho da Silva.
Thomaz Domingos Tavares.
Thomaz Uaptista de Menezes.
Lannndo Pereira da Silva.
Fulgencio Jos Joaquim Cavalcante.
Pedro Pinto de Lemos.
Joaquim Mendes Ribeiro.
Antonio Piuto Mendes.
Miguel Moateiro.
Jos Francisco da Silva.
Jos Bezerra Cavnlcante de Menezes.
Francisco Jos Joaquim Cavalcante.
Autouio Ribeiro da Silva
Antonio Ascendiao da Cruz C-istro.
Julia o Luuiacli de Hollanda Cavaicaato de Albu-
querqje.
Thomaz Fernandes da Silva Gororoba.
Manoel Jos Nunes do Valle.
Teuente Victoriano de Aragao Ebla.
AlphSo Soares Raposo.
Dr. Pedro aa Cunh.i Pedrosa.
Dr. Manoel Sebastiao de Araujo Pcdrosa.
Dr. Felippe Lopes Netto.
Ramiro Antonio da Costa.
Mordomas
As Exmas. Sras. :
Filha do Illm. Sr. Antonio Goncalves de Mello.
Esposa do Illm. Sr. Fortunato Jos de Andrade.
Esposa do Illm. Sr. capitao Jos Bernardino Dias
da Silva.
Esposa do Illm. Sr. Joaquim Aureliauo Pessoa.
Esposa do Illm. Sr. Ricardo Jos Gomes da Luz
Esposa do Ilim. Sr. Antonio Jos Das de Figaei-
redo.
Esposa do Illm. Sr. Manoel Jos Goncalves de
Mello.
D. Rita de Mesquita Wanderley.
D. Carolina de Albuqntrque e Silva.
D. Eudoxi* Velloso da Silveira.
Esposa do Illu.. Sr. Henedino Rodrigues Nogueira
Lima.
Esoosa do Illm. Sr. Ludgero Rodrigue Nogueira
Lima.
Esposa do Illm. Sr. Dr. Jos Osorio de Cerqueira.
Esposa do Illm. Sr. Dr. Falgencio Infante de Al
uquerque Mello.
Esposa do Illm. Sr. Dr. Manoel de Argollo Perrito.
Esposa do Illm. Sr. Miguel de Araujo Lima.
Esposa do Dr. Tobas Barreto de Menezes.
Espose do Illm. Sr. Hermeliodo ie Carvalho.
Esposa do Illm. Sr. Jos Varejio.
Esposa do Illm. Sr. Francisco Miguel.
Esposa do Ilim. Sr. Eustaquio Jos Gomes.
Esposa do Illm. Sr. Antouio Bernardo da rtocha
Castalio Bi-anco.
Esposa do Illm. Sr. Antonio da Costa.
E>posa do Illm. Sr. capitao Jos Luiz de Franca
Caldas.
Esposa do Illm. Sr. Francisco Gonoaives da Silva.
Esposa do Ilim. Sr. Pedro Luiz Cavaleante Pessoa.
Esposa do Illm. Sr. Dr.. Antonio Justino d Souza.
Es osa do Illm. Sr. Manoel Jos Gomes de MeHo.
Esposa do IHin. Si. Augnst) Montenegro.
Esposa do Illm. Sr. Camilla Lins Chaves.
E4posa do Iilm. Sr Camillo Baptista de Menezes.
D. Oiindina de Alcntara Pcdrosa.
Juiza pe.petua a Exma. Sra. D. Franosca The-
reza dos Santos Arante
C'mmBsio de proouradores
Estevio L-.iurindo Coelho da Silva.
Joio Baptista Estoves de Souza.
Joaquim dos Anjos Nogueira.
Antouio da Cruz Ribeiro.
Eucarregados da deeoracio da ma de S. Miguel
Os Srs. :
Manoel do Nascimento Guimares.
M noel Pereira da Silva.
Ignacio do Rsgi Barros.
Thesonrsaro,
O vigario, Franciszo Raymuud da Cunha Pedrosa.
------.--------- Cmara municipal
O abaixo assignado, morador na ponte de S
Joio, reclama a atrencao das autoridades compe-
tentes e do Sr. fiscal, afim de evitar os enormes
ireiuisos de que est sendo 7ict.ma, oecasionados
el ,s animaes do Sr Jos Israel, em sua tavwua,
que aoesar de se ter entendido com este senhra
ul respeito, nenhama providencia tem tomado, o
que prova pr-vencao nt
s lourenco. 7 de Julbo de 1886.
Wenceslao Ferreira de Arauj.
S. 1-ourenco,
A eflicacia do merecidamente celebre Trfost-
fero de Barry para dar vigor, embellecer e
dar brilho e sedosidade ao cabello hoje tao nm-
versalmmte recunuecida, que tem elle ganho
seui mritos um renome que nio ftma de um
da, mas para se. >pre. :,ara restituir ao cabello a
aun primitiva abaudaucia e impedil-o de cahir,
tem esta compoai? io sido declarada por todos os
mdicos, remed, seguro. Para curar a tiuha, a
caspa e todas as d .eneas do couro cab ludu,qchar-
s.-li-. sempre no Trlcofero um reme:ij iiuf-
fensivo rpido e infalluel


Diario de PernambucoDomingo ti de Julho de 136
r
.

I
>..a Florida de Murray fc Luau
m. iae
Desde oa mais remoto dias das descobertas he-
panholas, o foraaoso pas da Florida, tem ido jus-
tamente afamado pelo balsmico e odorfero aroma
de suas raras e balsmicas flores e verdej antea
arbustos, Aqu temos, pois, o flactuanto perfume e
incens de seus jardins agrestes e seas aromticos
e refrigerantes bosquesiuhoa, harmoniosamente
concentrados e encerrados dentro d'um dininutivo
espaco hernticamente fechado e soldado. Esta
Agua Florida deriva e recebe a sua exquisita fra-
gancia das lrescas. verdejantes e flerecentes fo-
fhas de flores e plantas do trpico. O seo aublime
e delicado perfume n3o desmerece em nada, posto
em cumparacao com aquelle da mais fina agua da
Colonia, e infinitamente superior a que se fabri-
ca em Pars; em quanto que ao contrario o seu
preco apenas a metade do custo do qualquer um
dos outros. ... -
Como oibautia contra as falsificares, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman & Kemp, ve-
nbam estampados em lettras transparentes no pa-
pel do livrinho que serve de envoltorio a cada
Acha-se vend em todas as principaes boticas
lojaa de drogas. ___
Agentes em Pernambuco, Henrr Forater U,
roa do Commercio o. 9.
i;m erro Fatal na Amrica!
No peridico fCleveland, publicado em
Ohio, nos Eatados-Unidos do Norte, lemos
a descripcao de urna opera;ao cirurgica,
cujos funestos resultados robresaltaram pro
fundamente todos os facultativos da Rep-
blica Anglo-Saxonica. No entender do ei-
rurgiao m as eminente de Cleveland, o Dr.
Thayer, semelhnte opera2o foi quasi ura
crimol
Havia muitos annos que urna senhora
chamada King padec* de urna enferrnida-
de de estomago, e nenhum dos f.ystemas
de tratataento empr.'gados por varios me
dicos pnderam alliviar lbo os soffrimentos.
A doen98 tinha principiado com utn leve
desarranjo dos orgaos digestivos, de mis
tura com um grande fastio. A estes symp-
tomas eeguio-se um malestar indescriptivel
no estomago (malestar que foi tomado por
ama aensatSo do vssio interior) aceumulan-
do-se em torno dos dentes urna materia
pegajosa, acempanhada de um gosto des-
agradavel, especialmente de manhS. Lon-
ge de azer desapparecer a sonsac&o do
vazio, o alimento pareca augmental-a. En-
tre outros symptoma8, notava-so a cor ama
relente dos olhos. Pouco depois, as raaos
s os ps esfriarem e tornaram-s-^ pegajo-
sob, cobrindo-se de um mor fri. A enfer-
ma padeca de um cansaco constante, sen-
tindo-se nervosa, irritada e cheia de ne-
gros presentimentos
Ao levantarse de repente, a pobre se-
nhora senta urnas tonturas. Com o tempo,
oa intestinos chegarara a estar estreBdos
at o ponto de tornarse necessario empre-
nr quasi todos os dias algum medicamen-
to catrtico, nao tardando a enferma a sen
tir nauseas e laucando fra os alimentos
pouco depois de tel os engulido, alguraas
vezes em um estado de asedume e de fer-
menta cao.
D'estes desarranjos proveio ama palpi-
tadlo de coracao tao violenta que a infeliz
quasi que nao poda respirar. Finalmente,
en'ontrou-se na impossibilidade de reter os
alimento, atormentando a sem cessar do-
res de ventro atrozrs.
Attendendo ao facto de que todos os re-
medios at OQtSo empregalos no haviam
produzido resultado algum satisfactorio,
reuni se urna junta medies, cujo parecer
foi que a Sra. King padeca de uro cancro
no estomago, tornando se necessaria urna
operario.
En> resultado d'esta deiisaa, no dia 22
de Janeiro do 1882 fez o Dr. Vanee
operacao em presenca dos Drs. Tuiker-
mann, Perier, Arma, Gorion, Lupicr e
HalhVell.
A operacao consisti em abrir a cavi.la-
de do abdomen at descubrir o estomago,
oa intestinos, o figado e o pncreas. Ve-
rificado isto, os mdicos examinaran! os
ditos orgaos, e, clieios de assombro e de
horro., viram que nao existia cancro al
gum.Cerriiram e lizeram opossivel para cu-
rara ferida que haviam frito; mas a pobre
senhora morreu dentro de poucas horas
Que triste a sorte do viuvo que sabe que
a esposa pareceu por causa de urna opera-
cSo errada So a 6ra. King tiveese em-
pregado o verdadeiro remedio ooatra a dis-
pepsia (sendo este o nome da doenca) esta-
ra hoje em sua casa viva em lugar de es-
tar na cova.
Por meio do uso do Xarope Curativo de
Seigel, remedio proprio para a dispepsia e
para a indigestan, mutas pessoas se resta-
beleceram depois de terem ensaiado outros
remedios sem proveito. As provas d'este
facto sSo to numerosas que nao nos pos-
sivel reproduzil-as aqui, mas os que leram
os certificados publicados em favor d'este
grande remedio consideram-os como irre-
futaveis e convincentes.
A venda do remedio illimitada.
O Xarope de Seigel vende-ae em todas
as pharmacia a do mundo, assim como no es-
tabelejiment dos proprietarios, A. J.Whi-
te,(Limited) 35, Farringdon Road, Loa-
dres, E. C.
Depositarios na provincia, do Pernam-
buco: no Recife, Bartholomeu e & C, J.
C. Levy e & C, Francisco M. da Silva e
& C. Antonio Martiniano Veras & C,
Rouquayorol Ir mos e Faria Sobrinho
c*C; em Bello Jardim, Manoel de Si
queira Cavalcanto Arco Verde, o Manoel
Cordeiro dos Santos Filho: em Indepen-
dencia, Antonio Gomes Barbosa Jr : em
Palmares, Antonio Cerdoso d'Agujar : e
Tacarat, Jos Lourenco da Silva.
Lefons de Franjis
Theorique et Pratique
Louis Monteyrol
N. 53-RA DO HOSPICIO-N. 53
N. 7. A Eiculsaode Scott o melhor re-
medio at boje descoberto para a cura da
rfisica, bronchites, escrfulas, anemia, ra-
chitis e deblidade em geral ; tambem e
um curativo infallivel para os defluxos
tos30 chronica e affeccSas da garganta.
EDITAES
ll
Pernam
ilalsa .Miu;aerclal do
bmmm
RSCIFE, 10 DE JULHO OE 188.
As tres Loras da tarde
CatacBt* olTuar.i
Cambio sobre Londres, 90 dtv. 20 7/8 d. por
lU0, do bsneo.
O presidenta,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforade.
REVISTA < <#! WIIM I \I
Da semana de & a SO de
Jnuhu de i8
' Cambio sobre o Para, 60 d/v 1 1/2 e 30 d/ 3/4
dot etnto de descont
Cambio sobre Babia, a vista 1/2 por cento de
premio do banco.
Cambio sobre Santos, 60 d/v 1 1/4 por cento
de descont.
Cambio sobre Londres, 90 d/v e 20 7/8 d. por
14 do bsneo.
Cambio lobre Lisboa, 60 d/v 155 por cento de
premio,
Cambio sobre Porto a vista 159 por cento de
premio do banco.
Descont de letra, 8 por cento ao anno.
Generes naclonaes
Agurdente Venda de 60*000 a 66/000 a
pipa de 48 litros.
Alcoot Ultima venda de 115J000 a 120*000
a pipa d 480 litros.
nwmr Entraram 1325 saceos, vendas aos
preco* seguintes :
O btaoeo de 3.1 sorte, superior, de 4*500 a
4*700 os 15 kilos.
O dito de 3.* sorte, boa, de 4/400 a 4*600 os
lftkjka.
O ti) de 3. sorte, regular, de 4*000 a 4*100
oa 15 kilos.
O dito de 4.* sorte, de 34800 a 3J900 os 15 kilos.
O dilo somenos, de 2*700 a 2*800 os 15 kilos.
O dito mascavado, purgado, bom, a 2*000 os
1 kilos.
O dito dito, regular, a 1900 os 15 kilo?.
O dito americano, de 1*300 os 15 kilos.
O Seo bruto, regular, de 1*200 os 15 kilos
O dito de Canal, de 1*000 os 15 kilos
Algodao. Entraram 974 saccas, vendas a
7*000 os 15 kilos.
Arroz ein casca. Retalho de 33200 a 3*400
o sarao.
Caf Entraram 601 saccas. Rctalhou-se de
* a 7*500 os 15kilos.
ra de carnauba. Cotamos de 4* a 7*000 os
I kilos, i' nf rme a qulidade.
Couros seces refrescados. Venda, 290 rij:
k'lo.
Cutiros salgados saceos. Vendas, 540 ris o
Uto.
Vri'ha de maudioea. R. taino de 3f000 a
a 1*100 o sacco.
Gdital n. 739
De orden) do inspector g'-ral, f ico saber pro-
fessora Mirandolina Korgea Pestaa, da cadeir
d-- Serr.t Verde, que fica Ihe marcado o pr so de
15 dias para responder sobre o abandono do sur
cadeira, visto ter deixado de rsassumil-a depois
de finda a liorn?a obiida e liaver decorride mais
de seis meses fra do nercicio della.
Secretaria da instruccao publica de Pernam-
buco, 2 de Julho de 1886.O secretario,
Pergentino S de Aravjo Galeno.
O Dr. Adelino Antonio de Luna Freir,
official da Imperial Ordem da Rosa, cora-
mendador da Real Ordem Militar Por-
tugu'za de Nosso Senhor Jess Christo,
o. juiz de direito da orpliSos c ausentes,
n'esta comarca do Recife e s'-u termo,
por Sua Magestade Imperial e Consti-
tucional o Senbor D. Pedro II, a quem
Deus guardo etc.
Fuco saber aos que o oresente cdifal virem, ou
d'ellu tiverem ci nhecimeuto que no di-t 3 do cor-
rente mea, depais da auoicncia d'este juizo, ua res-
pectiva sala irao praca para serein arrematadas
por quem mus drr, as casas seguiutes :
Urna casa terrea, n 284, S'ta ra Imperial,
cora duas portas de fente e duas de funjo, leudo
de cuinpriiiiento 15 metros e 18 ceutiinstros, e de
largura 4 metros e 10 centimerros, ein eaixlo,
quintal em aberto, edificada em terreno proprio,
a valiada por 1:3:K)*00 I, que servir de base para
o ;>rrgo Uina casa terrea n. 288, tita mesma ra Im-
perial, com duas portas na frentee duas no tundo'
ein caizilo, mediado de eoaiDrimento 2. metros e
88 centmetros, sera n-bco interno e externo, ter-
reno proprio, quint.l em ab-rto, esta casa tem
duas aguas, avallada por 2:000*000, que sei virA
de base para o preco da arremataco. E vilo
prac requerimento do Dr. Vicente Ferrcr de
Barros Wanderley e Araujo, inventjriante dos
bens deizados pir Firmino Antonio Rodrigues,
pa*a, pagamento de dividas e cuatas do mesmo in-
ventario.
E para que cheguo ao conhecinunto de todos
mandei passar o presente que ser publicado pela
imprensa e affixad> no lugar do costutnc.
Dado e pasfado n'esta cidade do Recife, capital
da provincia de Pernambuco, es 7 dias do mea de
ulbo de 1886
Eu, Manoel do Nascimento Pontes, escrivao
subscre-, i.
Adelino Antonio de Lima Freir.
Fume. R-taluo de 15* a 20* os 16 kilos.
Oomma de mandioca. Retalho de 3100 a
3*60it os 15 kilos.
Graxa do Rio Grande do Sul. Cotamos nomi-
nalmeut i 9 5*200 a 6*200 os 15 kilos.
Gordura do Rio da Prata. Cotamos a 5500
os 15 kilos.
Genebra nacional.Retalho, 3*500.
Mel Nominal de 45*000 a pipa de 480 11
tros.
Milho. Retalho de 55 a 60 ris o kilo, con-
forme o estado.
Sal do Ass e Mossor. Venda de 400 rs.
por 100 litros.
Sebo coado. ""otamos a 5*500 os 15 kilos.
TapiocaRetalho de 2*500 a 4*500 os 15 kilos.
Vefls stearinas do Rio de Janeiro. Retalho
a 292 res o masso com 6 velas.
Ditas ditaa da provincia. Retalho de 300
ris o masso, dem.
Vinagre do Rio. Cotamos de 70000 a 80*
a pipa.
Vinho do Rio. Retalho de 120* a 160*000 a
pipa de 480 litros.
Xarque do Rio Grande d-> Sul. Deposito
216,000 arrobas, retalho de 3*000 a 3*800 os 15
kilos. *
teneros estrangelros
Alfazema Retalho de. 8*000 os 15 kilos com
10 por cento de flesconto.
Arro da India Retalho de 25030 os 15 kilot
idem idem.
Alpiste. Retalho a 4*500 os 15 kilos, idem
idem.
Aieite de oliveira em barris. Retalho de
3J000 o galao, idem idem.
Dito em latas. Retalho de 15*003 a lata,
idem idam.
Hicalho. Deposito 2,000 bar cas, retalho a
17*000 a barrica.
Banha de porco- Retalho de 360 ris a libri,
com 10 "/ de desaonto.
Batatas portuguezasRetalho de 3*500 a caiza,
ide'n idem.
Ditas inglesas. Nao ha no mercado.
Brfu Clamos de 13*003 a 15*000 a bar-
rica.
Carvao de pedra Nominal de 15* a 20*000 a
tonelada.
Canella. Retalho de 1J100 o kilo, com 10 por
cento de descont.
Cebollas portuguesas. Retalho de 11*000
a 16*000 a caixa, com 10 /<, de descont.
Cervejas Retalho de Ti a 11*500 por 12 gar-
rafas ou botijas.
CimentoCotamos de 7*000 a 7*500 a barriea,
conforme o fabricante e peso.
Cominos..Retalho de 19* os 15 kilos, com
10 *'.de descont.
Cravo da India Retalho de 1*400 a 1*5 O o
kilo, com 10 / de descont.
Farinha de trigo Deposito 18,000 barricas,
retalha-se aos precos seguintes :
A americana, de 17*500 a 19*000 a barrica.
A de Triestre e Hcngra,-de 23*000 a 26*000
a barrica.
Feijo.Cotamos de 8* a 155000 o sacco (con-
forme a procedencia.)
Garrafoes vaaios Retalho de 700 ris a
1*590 por cada um, conforme o tamaaho.
'cea em calda Nao ha ao mercado.
Farello do Rio da Prata Retslho a SfOOO o
acco.
0,Dr. Thomm Garcez Paranhoa Jftottte-
negro comasdador da imperial Qpwm
da Rosa e juiz de direito especial 4o
commercie 'esta cidade do Ileetfe, ca-
pital da provincia de Pernambuco por
Sua Magostada o Imperador a quem few
Guarde, eia.
Faz saber aoa que o presenta tal f.aa Jelfe tiverem noticia, que se acha dnsgnado o dia
15 do correte mea, a 11 horas d* man ni aa sala
das audiencias, para ter lagar a prestadlo ae aca-
tas dos administradores da massa fallida a lo-
raes 9c Rocha.
E para que chegne ao conbecimento d todos
mandou passar o presente edita), pelo qual e se 1
theor convoca os credotes da referida mana com-
parecerera no kagaa, dia e hora designa** para o
fim cima mencionado. O presente ser publicado
pela imprensa e ontro de igual theor adiado no
lugar do costante, de que se juntar certidao aos
autos., -
D+do e passado nesta cidade do Recife e Per
nambaco, aos 7 dias do mes de Julho do anno de
NossqSenbor d 1886.
EuJWos Franklin de Aleaoar Lima, o subs-
crevi.
TLomaz Garcez Paranhos Montenegro.
O Dr. Adelino Antonio ae Luna Freir,
official da Imperial Ordem da Rosa, com
mendador da Real Ordem Militar Por-
tuguesa de Nosso Senhor Jess Christo,
e juiz de direito privativo do orph&os e
ausentes n'esta comarca do Rncife, por
Sua Magentode Imperial a quo* -jub
guarde, etc.
Faco SHber aos que o presente edital vlrem ou
delle noticia tiverem, que. no dia 13 do corrente
mea, depois da audiencia desto jus-<, n* resp-ctiva
sala, ir praea para ser arrematad* por quem
mais der, urna parte de um sobrado de um aaonc a
sot Jo, sito ra do Rangcl, sob n. 33, com 2 jauel-
las ua frente, com varaudas d ferro, 2 salas, 2
quartos, cosinha exorna e quintal peqneno, seudo
o sotao janellas na frente com varanda de teto,
com 4 metros e 40 centmetros de largura* lf iev
tros e 20 centmetros de compnmento em solo pro-
prio, o qual sendo avahado por 6:000* dita par-
te de 2:04**910, que servir de base para a arre-
niacao. E vai 4 praca a requerimento de Manoel
Sezino de Aibuquieque Maranfio, por si e como
tutor de seu filho menor Jos Alberto, e Tertulia
no Ernesto te Iforaes Carvalho, eo-Beahures do
dito predio.
E para que chegue ao conhecimento de todos
passou-se o presente, que ser publicado pela im-
prensa e anisado no lugar do costume.
Dado e paasaa nesta cidade do Recife, oajjital
da provincia de Pernambaco, aos 6 de Julho de
1886.
Eu, Manoel do Nascimento Pontes, escrirao o
subscrevi.
Adelino Antonio de Luna Freir.
Edital n. 1
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, fco pu-
blico que tem de realisar-se o emprostimo auteri-
sado pela le n. 186S de 15 de Maio ultimo por
emisso ao par do apoces de 7 O/O ; epor isso
convida-se aos senhores que qmirain tomar as
mesmas apolioas a fazerem-no desde j, reeolhen-
do as respectiva* importaucias.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, 5 de Julho de 1 486. Servindo do sucre
tario,
Lindolpho Campello.
Edital 11.3
De ardem d.> Illm. 8r. Or. inspector, fago pu
blico que no dia 16 do corrate prinsipiar o pa-
gamento dos juros das plices provinciaes rela-
tivos ao semestre findo em Junha ultimo.
Secretaria di Thesouro Prorincal de Pernam-
buco, em 9 c Julho de 1886.
L. Campello.
DEC
Obras do Porto t tieraes
Da ordem d>>Illm. Sr. engenlieiro dii"t.-r inte-
rioo da reparticio das obras da ,Coi9erVBv2 > dos
Portes, e Obras Geraes de P-rnainbaco, d cni-
t- rmidade com n autorisacSo de S. Ezc. o r. Dr
vice presidente da provincia de 21 do crrente mes,
e na forma do art do Dcc. n. 2926, de 14 de
Maio de 1862, e 18 do Dec n 29, de lo da
Mcsma, data do regolamento do Ministerio da Agri-
cultura, Commercio e Obras Publicas, fazemo
sciente, quem interessar possa, que no dia 15 do
corrento, ao meio dia, na mesma reparlifio rece -
bera-se propostas para o forneciraeuto durante o
semestre de Julho a Deaembro do eorreaa uno,
dos seguintes objctos, e materiaes neeesaarios s
obras do p^rto, obras geraes, e obras da ponte
Buarque de Macedo:
Art, 1 Os proponentes deverJo aprsaenUr as
suas propostas em carta fechtda, e camprtenta-
mente selladas, at a hora acioia iiencioaada,
sendo qne depois nao sera mais aceitas.
Art. 2* Os proooneotes de ver i o apreseatar amos-
tras dos objeetoa propostos.
Dito de Lisboa Ratalbo a 3J200 o sacco.
Herva doce. Retalho a 18*000 os 15 kilos,
com 10 / de descont.
Kerosene Retalho de 3J500 a lata de 5 galoes
(liquido). '
Louca ingleza ordinaria. Retal he de 90000
a 130*000 a giga.
Massa de tomates.Retalho de 500 a 540 ris
a libra, com 1# / ae di-suonta.
Manteiga eta barril Retalho de 730 a 740
ris a libra, com 10 / de descont.
Dita em lato. Rttalho de *950 a 1*300 a
libra, idem dem.
Massas italianas. Retalho a 8*000 a caiza,
com 10 / de dasoonto.
Oleo de iiukac* Retalho de 1*500 a 1*600
o galo.
Psssas coumuns Nao ha no mercado.
Ditas finas. Retslho a 13*000 a caiza, com
10 / de ddeaconto.
Papel do embrulho Retalho de 640 ris a
12500 a resma, conforme o tanianbo, com 10 */
de descont.
Pimenta da India Retalho de 1*300 a 1*400
u kilo, com 10 / ""e descont.
Plvora inglesa Retalho de 20*000 o barril.
Queijos. Retalho a 3*000 um, com 10 /. de
descont.
jal Nao ten ha vi do entrada.
ardinhas- Retalho de 350 a 380 ris por lata
i .juarto, conforme o fabricante, com 10 /, de
ujoconto.
Toucaho de Lisboa. Retalho de 13*008 es 15
kilos, cosa 10 / de descont.
Dito americaj.. Retalho a 10J000 as 1* Bios
com 10 / de descont.
Velas stearinas Retalho de 540 a 900 ris a
libra, idem idem
Vinagre de Lisboa Retalho de 130* a 150*
a pipa de 480 litros.
Vinh de Lisboa Reta.ho de 220* a 235*000
a pipa.
Dito de CettcRetalh> a 250*000 a pipa.
' Dito da Figueira. B>:ta!ho de 330* a 245*000
a pipa.
Xarquo do Rio da PrataDeposito 104,000 ar-
robas, retulh) de 3*500 a 4*800 os 15 kilos
R5NUIMENT0S PCBUCOS
M z de Julho de 1886
ALFANOEGA
Reda gibu.
Art 3 As propostas deveri ser teitos segun-
do o svstema mtrico de peaos medidas, descri-
feapdo a qualidade e quantidade, conforme a re-
lacSo aba izo especificada.
Art. 4* Os fornecedjofes se obrigarSo a fazer o
fornecin-ento a tentpo e a hora, em que lhea fr
pedido, sob pena de pagaatm {0 */ de malta sob
o valor do fornecmento, e de 20 / so efectiva-
mente o n&o fieerem.
Art. 5 Os fornecedorea, aorio obrigados a en-
tregar os objectos pedido no Caes do Ramos, no
armaaem de deposito, e. ponte Buarque de Macado,
mediante recibo, que ser passado pelos empre
gados competentes, na primeira va do pedido, a
qual acompanhar a conta, que dever ser tirada
ineosalmente e entregue na repartico at o dia
15 do mei seguinte ao do fornecmento.
Art. 6* O carvao para as dmgas e vapores ser
fornecido a bordo, da quantidade de 10 20 to-
neladas, em euibarcacSu d'essa arqueacao, aompe
tentemente verificadas.
RelacSo dos objeetos
Acido muriatico, litro.
Ac batido, kilo.
Dito dito em verguinha, idem.
Diti fundido, idem.
Dito dito cm verguinha; idem.
Dito chato c un.vado, idem.
Dito beziga, idem.
Agua raz, litro.
Alcafiao, id.'in.
Almoioa de f.ilha de 1/2 a a litros, urna.
rame de cobre, kilo.
Dito de luto, idem.
Dito de ferio, idem.
Apito mecnico, uta.
.Azul ultramar, kilo.
ArMbem, pega.
Asvite doce, litio.
Azeittf de carra pato, idem.
izeite de puize, ideal.
Aldrabas, urna.
rmelas de borracha para tubo, kilo.
Aguilho de trro, um.
Ancosa te de f rro, um.
Arei* de fingir, metro cubico.
Alicate, na.
A!.vanea de ferro, diversos tamanhos, idem.
Ayulba de cueer, grande em duzia, urna.
Randeirolas de madeira, idem.
Barril, um.
Barris p--qiie:ios, um.
Baldes de ferro, um.
Baca de louca, uiaa.
Bronze de ferro, um.
Baldes ferrados, dem.
Barris de gsi, Mein.
Bandeira nacional de 2 pannos, urna.
Balanca decimal, urna.
Borracha vulcanisada em lene il, kilo.
Begomia, idem.
Bren, idem.
Brim, metro.
Brocha n. 8, urna.
Brocha pequea, ama.
Craveiro de ferro, no.
Chap* de ferro, urna.
Cadermiro oe ferro, um.
C*no*f uina.
Caldeira de ferro para draga, um.
Ciscador de ferro, um.
Chave ingleza, urna.
Caldeirdes para verniz e alcatrao, um.
Cavilhas, um.
Corris de borracha, metro.
Cabo de liiibo, kilo.
Dito de manilha, dem.
Cadernaa brouzeadoa, pares.
Ditos ferrados, idem.
1 adeados de ferro, w.
Ditos de inctaes, um.
Caivete, um.
Colla da Bahia, kilo.
Cadiuhos, um.
Caetas, duzia.
Campa pequea, urna.
Calque em panno, en metros ou peea.
Ditoem papel, peca.
Coiheres de tr .0135 a 0",0125 de gressura
a O"",0337, du/.i..
Dita de rosca 0-0135 a u,0125 de grossura 0,025,
idem.
Clmoib 1 i-in barra, kila.
Dito em lanool, idem.
Caldeira son ida de derreter bret, idem.
Carvio Cardiff, idVm.
Cirvio para ferreiro, idem.
Dito New-Castli-, idem.
Dito Cuk, idem.
Cimento Porthaud nglcz de marca Peramid, peso
liquido, idem.
Dito Romcn, peso liquido, idem.
Dito in, peso liquida, idem.
Dito franc-z marca Demaite, peso liquido, idem.
Dito allemao Vum Feliz, peso liquido, idem.
Dito dito Zuiveu, peso liquido, idem.
Dito ioglt* Helten, peso liquido, idem.
Dito dito Hnnanln, peso liquido, idem.
Cubre era barra, idea.
Dito em I- nf'I, dem.
Dito para forro de canda, i lea.
Dito relh'i, idem.
Ditoem vario, idem.
Cumia e sola inglesa lingsla, metro.
Dita dita dita dobrada, idem.
Corrente de trro, kilo.
Coara cr, um.
Cr, kilo.
Craro uu r-bife, idem.
tta^ra i)B*r40nl'e 2 a 9
dem u 10
5:008*410
322*994
6:331*401
De
d.-in
2a9
uv 10
Kbkda pkoviicij.
Do 2 a 9
'.dein da 10
ToUl
HacsBaDoaiADe 2
*. de 1#
83:S97*5-.9
12:991*25
14430674
l:7li3>835
96:7*819
16:194*559
a 9
113:065*378
7:514*082
1:978*727
Cosstxans pkoviicul Do 2 a 9
Idea de 10
9:492*809
8-2:4062501
9:069*937
"l:476*i38
DESPACHOS DEIMPORTACAO
Vapor inglez Tremt, entrado de Scuthampton e
escalas, no dia 10 do corrente e consignado a
Adamson Uovie & C, manifestou :
Armas 6 caitas ordem.
Albos 5 canastras a Silva Gonarles & C.
Amostras 33 volumen a diversos.
Chapeos 1 caizio a a marcos & C
Ceblas 3J caizas a Silva Guimares A C.
Calcado 1 caiza a F. Barbosa 4 C, 1 a Lua A.
Siqueira.
Cha 1 grade ordem.
Cognac 1 barril a A. K. Gregorr.
Cerveja 40 caizas ordem.
Cabos 1 volume a C. C. da Costa Moreira & C.
Chumbo de municao 20 barris ordem.
Drogas 3 caizas a Mantel Alves Barbosa Suc-
cessor.
Lgumes 1 sacco a N. A. P. dos Santos.
Libras sterlinas 1 caiza com 1,000 ao New Lon-
don Bank.
Louca 23 caizas i ordam.
Movis 1 caizio ao English Bank of Rio de Ja-
nniro.
Mjrcadorias diversas 1 volume a ordem, 1 a
com panbia de Beber iba.
Macaes 20 1/2 caizas a Domingos Ferraira da
Silva 6c C.
Materiaes para telegrapho 283 volnmis aBra-
silien Submarine Telegraph Company.
Oleo de linhsca 5 barris a Rouquarrol Frres.
Objeetos para escriotorio 1 volume English
Bank, 1 ao London Bank, 3 a B. Submarine Tele-
graph Company.
Pregos 16 caizas i orden.
Papel 7 fardos a M. T. de Faria & Filhos, 2
caizas a Manoel Cardoso Ayres, 1 ao Dr. J. A. D.
Pereira.
Queijos 6 cazss a Guimares Rocha & C, 7 a
Alhciro Oliveira & C, 24 a J. B. de Carvalho, 1 a
Saonders Brothei.- & O, 12 a Roza fe Queiros.
lt-tratos 1 caiza a Manoel D. S. Girio.
Shery 4 barris a A. K. Gregory.
Tapetes 1 fardo ordem.
Tinta 1 barrica a B. Submarine Company. *
Toucinho 1 caixa ordem, 5 a Sauuders Bro-
thers & C.
Tecidos 165 volantes 4 ordem, 5 a D. P. Wild
61 C, 46 a L. A. Siqueira, 7 a A. Maia & C, 13 a
Gonoalves Irmao & C 14 a N. Maia C, 8 a Al-
ves de Bito i C, 2 a Machado & Pereira, 10 a
Guerra & Fernandee, 16 a J. Agostinho & C, 11
a Olinto, Jardim & C., 3 aos consignatarios.
Vinho 20 caizas a Jos Joaquim Alves & C, 40
a P. Jos Alves & C, 21 a A. F. de Oliveira, 20
barris a D. A. Matheus, 3 a A. S. Nascimento, 12
F. R. Pinto Guimares *C.
Vidros 20 caizas ordem, 5 a Snlier Kauffman
4 C.
Velas 25 caizas ordem, 100 a Joo F. d'Al-
meida, 6 fardos a Rosa de Queiros.
Brigue aleos* ,-pheu*, entrada de Hamburgo
no dia 9 do corrate, e caasigaado a Gaimsiaes
ft Permaan, ataaifestaa :
Cantoneira de ferro sortida, ideu.
Cal preta, metro cubico.
Dita branca, idem.
Curvas de sieupira de differentes tamanhos, con-
forme a forma apresentada, urna.
Cavernas de dita verdadeira, com 3*60 de haste
e (",138 de grossura, idem.
Caibros de qaalidale, metro.
Corda para andaime, peca de 5 metros, nma.
Cano de chumbo, metro on kila*
Dito de barr, de diversos dimetros, um.
Cera amarella, kilo.
Cepo de ferro, bate estaca, um.
Candieiro, dem.
Cabo de cairo, kilo.
Carreta de ferro, urna.
t'arrullos de mo, um.
Crrela de barracha de diversos tamanhos, metro.
Dobradises de ferro, par.
Ditas de metal, dem.
Ditas de cruz, idem.
Encbadas, urna.
Escova ingleza, idem.
Ditas para tubo, idem.
Escpula de ferro, idem.
Escala de madeira, dem.
Escala de marfin, dem.
Estanho en? verguinha, kilo.
Escopero, um.
Estopa de algodao, kilo.
Dita de linho, dem.
Escora para limpar machina, una.
Euch sacho, um.
Esteiss de emberiba preta, um.
Estopa de emberibs, kilo.
Eachams de sieupira verdadeira com 6m,60 de
comprim.nto e 0138 de grossura, um.
Euvelopes pequeos, cento.
Ditos para offiuios, idem.
Fechad ura, urna.
Fe I tro, kilo.
Ferro ingles, Bortido, kilo.
Dito era lencol, idem.
Dito ingles, murca Lsvor, dem.
Dito sueco em barra, idem.
Dito bruto para fundir, iiem.
Forqueta de ferro urna.
Fio de algodao, kilo.
Dito de la, idem.
Dito de vela, idem.
Ferrolho de ferro, um.
Fatecha, urna.
Garfo de ferro, um.
Graxa do Rio-G.-aude, kilo.
Gato de ferro inglez dobrado, um.
Jangadas urna.
Jarra de madeira ferrada, urna.
Jariiubo de l..uca tina, um.
LumpeSo, um.
Lati em lencol. kilos.
Limas ii.gleeas de 0,m15 a 0,"15, urna.
Dita triangular, urna.
Dita chata, urna.
Dita murca de 0,I5 a 0,45, urna.
Lmiatao inglez de 0,m15 a 0m45, um.
Linlia de barca e s.nidgera, kilos.
Lioha alcatroads, dem.
Liame de sieupira de difiereutes tamanhos, con-
forme a forma apresentada, urna.
Liza de esmeril cm panno, folha.
Dita de vidro de papel, dem.
Lian iagl'-za, metro.
Lipis de duas cores, duzia.
Dito F~ber, idem.
Dito Giber, idem.
Dito de borradla, dem. .
Livro em branco, da papel nlinaco pautado d 50
a 200 ralbas, um. _
Dito em braneo, papel Oarrt, de 50 a 200 ralbas,
ideB.
M rliin, kilo..
Metal composi^ao em tolha, kilo.
Manga de vidro para lauterna submarina, una.
Mialnar b'anco, kilo.
Mni toes brouzeados, idem.
Marluna para eerrar madeira, urna.
Moites forradns, kilos.
Mu.a para porta, urna.
Mira nma.
Martello calcado de ac, um.
Nivel de bulla do ar, idem.
Olhar de latao, idem.
Oleo de linbaca, litro.
I-albas de coqueiro, cento.
Papella'), folha.
Perafus>^8 ie ferro, duzia.
Ps de cabra, um.
Pipa para deposito d'agus, urna.
I'arafusos de metal, duzas.
P db ferro patente de serrado, urna.
Dita de ac, ama.
P pret', kilos.
Pranchoes de amarello, um.
Pranches do pao carga, um.
Dito de louro, um.
Ditos de pinno da Suecia, metro.
Dito de pinho resinoso, idem.
Priegos de cobre batel, grandes e peqnenos,
Ditos de zineo, idem.
Ditos de forro d 0, 10 a 0, 20, dem.
Ditos caibraes, idem.
Ditos ripaes, idem.
Ditos de forro, .batehgrsnde a pequeo, dem.
Dito franceses, idem.
Porcas para atairachar parafoaos, dem.
Ditos de ferro de divertos tamanhos, idem.
Penuas Gaulhier, caiza.
Ditas Perry, idem.
Ditas Talcon, n. 48, idem.
kilo.
Barras de ferro 375 a Affonso Oliveira & C,
493 feizes a Ferreira Guimares,
Cimento 5(X) barricas ordem, 400 a Prente
Vianna & C.
Candieiros 4 caizas ordem.
Cerveja 216 caizas ordem, 130 a R. de Dru-
sina & C., 60 a Fernandes 01 Irmo, 40 a Rosa &
Queiro, 10 a Costa & Medeiros.
Frascos vasios 35 grades a Martina Viegas
& ''.
Genebra 15 caizas a Joaquim F. de Carvalho
& C, 30 ordem.
L^uca 3 grades ordem.
Mercadorias diversas 5 volumes a F. Launa &
C., 1 a Ferreira Guimares & C, la Oliveira
Basto- & C, 6 a Otto Bohers Successor.
Machinas de costura 2 caizas a A. P. de Souza
Soares. _
Plvora 100 barris a Ferreira Guimares oe L.
Phosphoros 280 caizoes ordem, 10 a Ferreira
& Irmio. 10 a Rodrigues de Faria t C., 10 a
Jos de Macedo, 10 a Joaquim F. de Carvalho s
, 20 a S. Bisto, Amorim & C, 10 a Fernandei
& Irmao, 10 a Fernandes da CuSta Se C, 20 a
Jo&o Fernandes de Almei-ta.
Papel de embrulho 2,948 fardos ordem, 400 a
Aftonso Ohveira & C, 200 a Joaquim F. de Car-
valho & O, 15 a Rosa & Queiros.
Vidros 1 volume ordem.
Velas 20 caizas a Joaquim F. de Carvalho
&C.
Hiate nacional D. Antonia, entrado de Maco
no dia 10 do corrente, e consignado a Bartholo-
meu Lourenco, manifestou:
Sal 500 alqueires ao consignatario.
DESPACHOS DE EXPRTAQO
Em 9 de Julho de 1886
Para o exterior
No patacho portugus Dot Irmaot, carre-
garam :
Para o Porto, M. Lima & C. lio sicca com
9,390 kilos de algodao ; J. da SUva Carneiro 409
couros salgados com 3,144 kilos.
No lugar portugus Temerario, carregou :
Para o Porto, A. Taborda 471 couros salgados
con 5,652 kilos.
Para o Interior
No vapor nacional Sergipe, c arregaram :
Para Bahia, P. Pinto & U 12 barris com 1,920
litros de mel ; M. C. L. Vianna 3 cascos com 240
litros de mel.
Para Penedo, P. Alves & C 4 barricas com 240
kilos de assucar refinado.
No vapor nacional Espirito Santo, carrega-
ram :
Para Maranho, L. G. da Silva Pinto 20
barricas com 2,667 kilos de assucar mascavado e
20 ditas com 2,472 dito de dito braneo ; Amo-
rim Irm&os & C. 10 pipas com 4,800 litros de
agurdente.
Para o Para, P. Carneiro & C. 5 pipas com
2,400 litros de agurdente ; P. Alves & C. 2b
barricas com 1,102 kilos de assucar refinado;
Amoriojlrmaos & C. 2 caizas com 75 kilos de
doce.
Para Manos, Maia & Reseade 25 barris com
2,400 litros de agurdente ; P. Alves & C 30
barricas cosa 1,803 kilos de assucar branso.
Ditas Mattal, idem.
Ditas finss para desenho, idem. *
Presilhas de diversos tamanhos, idem.
Pico de ferro, um.
Pastas de oleado, ama,
Pusaime, caiza.
Papel sem fim, preco.
Dito matta borrio, folha.
Papel almaco pautado, resma.
Dito rosado pautado, caixa.
Dito dito grande, resma.
Dito Carr, cento.
Dito Jes, idem.
Prussiato de potassa, kilo.
Prancbo de elstico trancado, tendo 12 metros
de comprimento, 0m,6 de largura e 00a75 da
grossura, um.
Pieaita, urca.
Pregos de ferro fino, kilo. --
Ditos com arruella galvanisada, idem.
Pilladores para gaveta de pao ou metal, duzia.
Pao de jangada, um.
Putesca, una.
Passador de ferro, um.
Pedra bruta granito, metro.
Quartiuha de barro, urna.
Quartolla ferrada, idem.
Quiry para cabo, um.
Remo de faia, metro.
Kaspa de ferro, urna.
Roso trra, kilo.
Raspadeira de cabo de osso, urna.
Regoa de faia, idem.
Riga de qualidade, com 5 metros de comprimen-
to, duzia.
Rodalna para patesca ou de cadernaes, urna.
Rebolo de pedra com caixa de ferro, um.
Rodete (le ferro, idem.
Regalador, ide.
Saceos vasios, idem.
Sapatilhs, ana.
Serrafita, metro.
.-'errotao, um.
Seccante pesos d'ouro, kilo.
Seccante desinas, kilo.
Sappa de ferro, urna.
Sola ingleza, meio.
Sineta de bronze, urna.
Serra circular, id.'m.
Tezoura, idem.
Trilhos de ferro, kilo.
Tezoura de funileiro, urna.
Tmpano, um.
Talha, urna.
Taboag de amarello, de 0", 0135 e 0",0125 d
rmssuri', urna.
Ditas de p j carga de 0raD25 de grossura, idem.
Dita de pinho da Suecia, idem.
Dita de pinho resinhoso, idem.
Di'a de louro, idem.
Dita de sedro, idem.
Tapete para escalieres, metro.
Taxa de cobre, kilo.
Tusa de bomba, kilo.
Tijolo iuirlez, um,
dem de ogo, dem.
dem de alveniiiia batida, ur.ilbeiro.
dem de al venara grossa, dem.
Tinta branca d-i zinco em maco, kilo.
dem verde em maco, idsm.
Ideiu preta Stepheer, botija.
dem carmiin, irasco-
Trave de sieupira verdadeira, metro.
Trena de fita, urna.
dem de ac, idem.
Tradus du diversos tamanhos, um.
Trave de emboriba pret, metro.
Trinzal, kilo.
Tubu de vidro para o nivel d'agaa, um.
dem de lati para caldeiras, kilo.
Tarrachas diversas, urna.
Tinteiros de vidros, dem.
1 cltias de barro curvas nacionaes, milheiro.
dem le zinco onduladas, folha.
Turneira de bronze divorsas, urna.
Tecido de rame de quaiidade e dimensoes, kilo.
Traveta de 7 metros, urna.
Tijolo francs, milheiro ou um.
Tecido de rame de latao, metro.
Tornos de frrro para bancada, um.
Vlvula de bronze de mola e de tamanhos drrer-
,".18, una.
V gsoura do Timb, idem.
Verruma de diversos tamsnho3 idem.
Vasssoura de piassavu, idem.
Vara para canoa, idem.
Verde, francs, kilo.
Veroielhio, idem.
Verde chromo, litro.
Vcrguntea de pinho, urna.
Zarco iuglez, litro.
Zinco em folhii, urna.
Repartico das Obras do Porto e Obras^Geraes
de Pernambuco, em 10 de Julho de 1886.
O 1 escripturario,
Manoel Duarle Pereira.
O escripturario das Obras Geraes,
Joaquim de Medeiro Ropos*.
Soci dade Italiana eBenef-
cenz&
Assembla geral extraordinaria
SSo convidados todos es socios desta socied^j
reunir-se hoje, 11 de Julho, na sede da mes
sociedade, ss horas do costume.
O vice-segretario, P. Jaselli.
N barcaca F. Sociedade, carregaram:
Para Mamanguape, A. R. Braneo 10 barricas
com 300 kilos de assucar braneo ; P. Alves & C.
6 barricas com 360 kilos da assucar refiaado e 9
ditas com 538 ditos ae dito mascavado.
Na barcaca Laura, carregaram :
Para o Natal, P. Alves & C. 14 barricas coat
840 kilos de assuc .r refinado e 36 ditas com 2,159
ditos de dito mascavado ; E. C. Beltrao & Irma
10 barricas com 528 kilos de assuear mascavado.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 9
Southamptom por escala16 dias, vapor
inglez Irent, do 1,705 toneladas, oom-
mandante R. Dickson, equipagem 8(5,
carga varios gneros; a Adamson lio
wie A C.
Port Eliabeth43 dias, patacho norue-
guense Efrain, de 183 toneladas, capi-
tao T. Knuden, equipagem 6, Jeta las-
tro ; a H. Lundgrin & C.
Maco22 dias, hyate nacional D. Anto-
nia, de 63 toneladas, mestro Victaliana
R. Picado, equipagem 5, carga vario
gneros; a Bartholomeu Lourenco.
Navios sahidos no mesmo dia
Buenos-Ayrcs por escalaVapor ingle*
Irent, com mandante R. Dickson, otorga
varias gneros.
Fernando de Noronha Vapor nacional
Giqui, commandante Soaza Lobo, car-
ga varios generes.
Guan Patacho norueguense Efraim, a-
pitSo T. Knudsen, em lastro.
Aracaj por escalaVapof^nacional Man-
dakl, commandante Joaquim L. do Al-
meida, em lastro.
VAPORES E3PERADOS
Para
EUx
Jokai
Delambr*
Advance
Marinho Vuconde
Cear
Cotopaxi
ViUe de Victoria
Argentina
Ipojuca
Mandos
Finance
La Plata
Equateur
Bahia
Ntva
do norte
do sul
da Europa
de Liverpool
do sul
da Babia
do sul
do sal
da Europa
de Hamburgo
do norte
do norte
de New-Port News
da Europa
do sol
do sul
do sal
1S
14
14
14
1
1
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1
1
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Diario de PernambucoDomingo 11 de Jnlho de 1886
i
-\

THEATRO
-
DE
sa
Director Chas. Comelli-empresa Boargard
ementes
FUNC^ES
QVI i i: ii v o Lioia
HOJE DOMINGO- II DO CBRENTE
Pela grande comparihf a do imperador
DO
Que trabalhou uos prluelpaes
tkeutros europeas
e ltimamente no theatro
EDES DE PARIZ
Vapor austraco Jokai
Espera-se dos
portoa da Europa
at o dia 14 de
Jnlho e seguir
Jdepois de puuca
demora para a
Baha, Rio de Janeiro e Santos
Recebe carga a frete mdico tractar com os
Consignatarios
JOHNSr^N PATER & C.
Leilo
m-
Do
da
ra
sobrado de 3 andares e sotSo
do Imperador n. 22
O agente Modesto Baptista, por mandado e com
anietencia do Exm. Sr. Dr. juii de orphaos far
leilo do sobrado cima declarado, o qual rende
animalmente 2:500*000, sendo que para .raalquer
iuf ormacao o mesmo agente as dar.
Terga-feira, 15 do crvente
A's flt horas
No armazem da ra do Imperador n. 22
Haiiiri-Stteteriluiiiscie
DampfschinTahrts-Gesellschan
O vapor Argentina
Esta agglomerajo de talentos japonezes composla de un. numeroso pesstal de
niieipu QiinriES
os quaes aprescntain una torrente de milagres, como
Equilibristas, jongleurs, contorsionistas, gymnasticos, acrbatas e
mgicos, etc., etc.
O vestuario o que ha de mais rico no genero, a roupa a de gala dos IMPERANTES do alapo.
Domingo, \\ do eorrenle. as5 \\ da tarde e as 8 \\i horas da noilc
Os billietes desde j venda em casa de CHARLES PLUYN 4 C, 24, (ra do (.otnmercio, Recife e a partir de
Inora da tarde no escriptorio do Thwatro, no dia "o espectculo.
3PHEGOS MDICOS
. 12,5000 I Oadeiraa do 1.a classe.....' 500
. 6OoO 1 dem de 2.a dita....... 2,5000
. 450CTJ I Galenas........ 20000
Platea 1,5000 e Paraizo 500 ris
JK.VXSX3
Os bilhetes da reelta de 5 1/9 sao de cor RO X A e os bilhetes da recita de 1/9 sao
de cor V E R M ELHA.
____ Trem at Aplpucos e bonds para todas as liabas.
Esperase de HA.MBDRGO,
via LISBOA, at o dia 16 do
eorrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
le com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIGARN. S
1* andar
(OMPA^IUL rE HESSAVE
RES MIHITIHIS
LINHA MENSAL
0 paquete Equateur
Commandantc Lecointre
Leilo
Compra-se fios de linb para s bospitaaVjSPe-
dxo II : na ra Formosa n. 4.
Quem quizar dar a quantia de lOUa1
falta para a liberdade de umi escrara
CDgommadeira de roupa de homem e de s>__
cosinbeira de tazer qualquer jantar de poesoa,
86 tfatem, de conducta irrepreahensivel e
dirija-se a eeaa typographia, ou na ra do
quea do Herval n. 23, qe achara com q
tur, freando a escrara mjeita por um eon
ervir at pogar a dita qnantia a quera
matar.
Tamanco
Vende-se tamancos de Peneao, em .** *-
retalho : n ra da Rada n. 11.
Do sobrado de 3 andares e sotuo da ra do
Imperador n. 22
O agente Modesto Baptista, por mandado e com
assistencia do Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos, far .
leilo do sobrado cima declarado, o qual rende
annualmente 2:5O05, sendo que qualquer infor-
maco o mesmo agente as dar.
Terca feira. 19 do correte
A's 11 horas
No armazem da ruado Imperador n. 22.
' amantes de t. e 2.* arda
dem de .1 dita .
I lera de 4.a dita .
Obras Publicas
De ordem do Illui. Sr. engenheiro director da
repartico das obras publicas. faco publieo que
em vista da ut ns.iclo do Exm. Sr. viee-presi
'-dente da provincia, recebe-se no dia 15 do cor-
rate, ao inei9 dia, propostas em crtus fechadas
para'a execuco dos repaios urgentes da cadeia
da)villa de iRuarcsc, oreados em 1:6405.
O orcamento e mais condices do contrato se
aeham d dos senboces pret ra serem examinados.
Secretaria da Repartico das Obras Publicas, 3
Jnlho de 1856.O secretario,
Joao Juaquim de Siqueira Varejao.
Buiieo de Brasil
Paga-se o 65* dividendo na razio de 9J000 poi
aeco, raa do Comoiercio n. 6, 1 andar, es
jiptorio de Pcreira Carneiro & C.
Arsenal de Guerra
De ordem do Illm. Sr. major director, distribae-
se costuras nos das 12, 13 e 14 do eorrente mea,
s oostureiras de us. 1 50, de eontormi dada eom
3 aanuncios anteriores.
Seccao de costuras do arsenal de guerra de
Pernambuco, 10 de Julho de 1886.
Flix Antonio de Alcntara,
Alteres adjunto
lub de regatas per-
nambucano
Scientifico aos socios deste club, que a sede do
mesmo acha-se mudada para a ra da Aurora
numero 11.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano,
8 ue Julho de 1886.- O 2 secretario,
Hodolpho Moreira.
Secretara da confraria de S. Benedicto
erecta uo convento de S. Francisco do Recife, 7
de Julho de 1886.De ordem do nesgo irrao pre-
sidente, sao convidados oa irmos ex-presidentes
8 ex-sccretarios eoraparecerem no capitulo desta
confraria, no dia 11 do eorrente, s 6 horas di
tarde, afim de reunidos, tratar de aceordo com o
art 41 do nosso e< mpromisso.
T. ornas Nicios do Espirito Santo,
Secretario.
Club de regatas per-
nambueaiio
Teado-e transferido a sede deste club para o
ra lcete da ra do Visconde do Rio Branco b.
Ll, canto da ra do Lima, fica marcado o dia
qoarta feira, d 6 a 9 horas da noite,para as pea-
soae que tivrrem negocio, a tratar com o aeu tfae-
aoureiro, porque fra deste dia e lugar, elle nSo
Tratar de ueuhum negocia relativo ae referido
elub.
A. E. C. P.
De ordem do Sr. presidente, convido aos senho-
rea sooios a ccmparenerem na sede delta asaocia-
eao, domingo 11 do eorrente, s 5 horas da tarde,
para aaaistirem a posse da nova directora e daa
iemais commisses.
Secretaria da asseciavo dos empregados da
commercio em Pernambuco, 10 de Julho de 1880.
O secretario adhoc,
Ildefonso Piubriro.
Companhia
A3 J3ct3 JtTV X tZ JCL
Nao se tendo reunido aacionistas desta compa-
nhia em numero suficiente para constituir a as-
sembla geral ordinaria no dia x" do eorrente
mez, sao de novo convidados os senhores accio-
aistas para reunirem-se no dia 16 deste mez, ao
meio dia, afim de que tenha lugar a mencionada
asa?mbla goral, a qual tr lugar com qualquer
a.ue seja o numero dos accionistas presentes, ua
torma da le. A reunio no lugar do costume,
no escrptorm desta companhia, ra do Impe-
rador n. 71.
Recife, 7 de Julho de 1886.
Ceciliano Mamede Alves Ferreira,
Director gereute.
Jos Eustaquio Ferreira Jaeoaiaia,
Direct Thesonraria de Fazenda
Pagamento de juras
De ordem do Illa. Sr. inspector se fu publico
que no dia 13 do eorrente mea comecar o paga-
mento dos juros das apolicea inscriptas Desta re-
particao, relativos ao 2> semestre do exercicio de
1885-S6.
Thesourana de Fazeada de Pernambuco, 9 de
Julhj do 1886.O secretario.
Luiz E. Pinheira da Cmara
-~-------------------------------------------------'.....
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. director, faco publico
que no dia 15 do crrente, ao meio dia, receba se
Desta secretaria propostas em cartas techadas e
competentemente selladas, para a exeeuco das
obras de reconstrueco da bomba da varcea de
Catende, na estrada da Victoria, arcada em....
2:400*000.
O ercamente e mais eondicoes do contrato se
acbam dieposica* dos senhores pretendentes.
Secretaria da repartico das Obras Publicas de
Pernambuco, 6 de Julho de 1886.
O oflicial secretario,
Joo Joaquim de Siqueira Varej&o
E' esperado dos portos do
sul at o dic 25 do eorrente,
seguindo, depois da demora
do costume, para Bordeaux,
tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra-se sos senhores passageiros de todas
(as classes que ba lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abatimento de 15 /0 em favor das fa-
milias composta de 4 ptssous ao menos e que pa-
garem 4 passagens iateiras.
Por excepeflo os criados de familias que toma-
ren! bilhetes de proa, gosam tambem d'este abat-
ment.
Os vales postaes s se dae at e dia 23 pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e diahcir 3
a frete: tracta-se com o
AGENTE
' Angoste Lab He
9 RA DO COMMERCIO-9
Pacific Steam Savigation Companv
STRAITS OF MAGELLAN LINE
Paquete Qctopaxi
Espera-se dos portos
do sul at o dia 19 de
Julhc, seguindo pa-
ra a Europa depois da
demora do costume.
Agente Pestaa
Leilao
De 30 grades com 75 -iusiaB de garrafas
com vinbo Collares e 81 canastras com
maoncas de alhos.
Qoarta-feira, 14 do eorrente
A'o 11 horas
No armazem do Sr. Atines em frente a Alfan-
dega, e por conta e risco de quem pertencer.
Leilo
De bons movis, novos, acabados e por
acabar, urna arma^ao, urna vitrina,
bancos, ferramentas, prensas e mais per-
tences da offioina do raarciueiro, entalba-
dor e torneiro.
Ra da Imperatriz n. 24
CONSTANDO DE :
Mobilias de Jacaranda, toilets, lavatorios, guarda
loncos, aparadores, secreta.-ias, carteiras, etagers,
capiteis, commodas com armaras, jarros e vasos
de madeira, cpulas, caixinbas, costureiras, porta,
msicas, sanefas, quadros, barmetros, bcrco de
Jacaranda, poltronas, pedras marmrea para con-
solos, mesas, e outros movis.
Um fiteiro, armacao, bancos e ferramentas
prensas e mais pertencea da officina.
QUARTA-FEIRA, 14 DO CORRENTE
Na ra da lmperatriz n. 24
O agente Pinto levar leilo por mandado e
assistencia do Illm. r. Dr. juiz de orphaos em vir-
tude do requerimento do testamenteiro e inventa-
riante dos bens deixados por Antonio Felippe
Moreau, os movis e mais objeccos existentes na
loja da ra da lmperatriz n. 24, sendo que prin-
cipiar pelos movis, em seguida pela officina, isto
Quarta-feira, 14 do correte.
O leilo piincpiar as 10 horas em ponto por
serem muitos os lotes.
Receberam
ultimo vapor
da Europa, um esplendi-lo sortimci'.o ,e
chapeos para horneas, senhoras o criaolK,
forrados e lisos; grande vasjedade am f#>
res.
Chapeos chinos^s que exp3em vepii
por presos rezumidissimos.
Este bem conhecido estabeleoimento -
pricha em servir bem a seus fregu^,
para o que dispSe do pessoas bem hagE-
tadas para todas as obras qaa nos queiOaai
encommendar; assim como fabricaiAaje
chapeos de todas as qualidades, coi
tam-se a cobreui-se chapeos era urna
com a maior perfeigSo possivel.
Vendas em grosso e a retalho.
N. B. Levam-8 amostras em qual|4ar
casa.
CASA FILIAL
Ra do Cabah n. 19
Dni*.r-
1 ftra
MARTIMOS
Oa Ga E.
Club Commerclal Eaferpe
Bario em 31 do eorrente
Neata no te teri lugar o aaro deste aauz. Os
senhores socios prdero dar suas notas de convi-
tes na secretaria deste club, das 7 s 10 hars
da noite.
Secretaria da Club Comuiercial Euterpfc, 7 e
Jalho de 1886.O 1- secretario,
Francisco Lima
S. R. J.
Soire em 14 de Agosto prximo fatura,
solemnisando o 22* anniversatio
da iustailacao da sociedade
Ao Sr. presidente podem desde ji os senhores
soaios enfrtgiircm as notas de seus convite qu.i
lteriormente teria de ser rntregucs as e#nvi-
dados pela presideacia cu pelas commisses p-r
ella nomead s.
Eeeife, 21 de J..nho de 1386
Luiz fuedes de Amorra,
2- secretario.
iDslKno iliterario Olindease
Convido a todos os socios se reunirem, em
aeasio de a^sembl.1 geral, domingo, 11 do eorrente,
a 10 horas da maub, na respectiva de, para
eleiec da nova directora. A aessao funecionar
a s Bian.-r j que comparecer, de aceordo com ee
oaaoa estatutos. (Hieda, 6 de Julho de 1886.
1.a secretario, Joti Pint Souti-Maor.
foffipanbia dos trilhis urbanos'de
Recife a Olinda e Beberibe
Div'denlo
Pagi-sa no escri. torio da companhia o 23* di-
videado, correspondente ao semestre de Janeiro
Junho, a raa.io de 8 0[0 desde boje at o da 17,
nos dias uteis, das 9 horas da maulla ao meio dia,
e deste dia em diante todas as tercas e sabbadoa,
. s mesmas horas- Pagam se igualmente os juros
das uccoes preferenciaes e das acees obrigato-
rias, swido entes vista.
i ''orio da companhia, 7 de Julho de 1886.
O gerente,
A. Pereira Simoas.
Estrada de ferro do Re-
cife ^aruar
De ordem do Illm. Sr. director, engenheiro
cfcrfc, faco publico que, a contar da dia 11 do cur-
rante em diantc o trem de volta P 4 partir da
estaeSo de S. Joao dos Pombos s 3 horas da tar-
de, e da Victoria a 5.
Secretaria do pralongamento da estrada de fer-
ro do B--;cifrf ao S. Francisco o estrada de ferro do
Recife Caruar, em 7 e Julho de 1886.
O secretario,
Manoel Juvenci de Sabeja.
Club 1 Internacional de
Regatas
Primeiro anniversario
Tendo este club de solemnisar o seu primeiro
anuo ae existencia com urna regata na bacia de
S. Amero do dia 18 do eorrente mez, prev.no a
quem se quizer inscrever pata ella, comparecer
na sua sede, todos os dias, da 7 horas s 9 da
noite at 12 do mesmo. Recife, 1- de Julho de
1886.-0 1- sccre'.ano,
JoaquimAlves da Frasees,
1" secretario.
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. Dr. eugenbeiro chefe da
1 repartico das obras publicas, taco publico que,
em virtude da coitonsaco do Exm. Sr. vice-pre-
sidentc d provincia, recebe se ra secretaria des-
ta repartico, no dia 15 da correute, ao meio dia,
propostas em cartas techadas para a exeeuco dos
reparos urgentes da cadeia da cidade de Caruar,
oreados em 2:188#V
O orcamento e mais condices do contrato se
achara disposico dos senhores pretendentes
para ssrem examinado.
Secretaria da repartico das Obras Pabiicaa, 3
de Jalbo de 1886.O secretario,
J9S0 t/Vagvtm de Siqtteira rW^V
Lniid SUIes & Brasil Mail S. S. C.
O vapor Advance
E' esperado dos portoa do
sul at o dia 15 de Jalbo
depois da demora neoessaria
seguir para
naranhie, Para. Barbados, .
Thoniaz e New-York
Para carga, passagens e encommendas e dinhei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES
0 paquete Finalice
Espera-se de New-Port
News, at o dia 23 de Julho
o qual seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e Rio de Janeiro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
frete, tracta-se com os
AGENTES
flenry Forster k C.
N. 8 RUADO COMlaERClO.-N 8.
! andar
CompE^la BrasIIelra de Savc-
garao a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Para
Commandante o Io tenente Carlos An-
tonio Gome
E' esperado dos portos do
norte at o dia 12 de Julho
e depois da demora 11
dispensavel, seguir para
os portos do sul. Recebe
tambem carga para rautos,
Pelotas e Rio Grande d > Sul, frete mdico.
Para carga, passgens, encommendas e valores,
trata-se na agencia
N. 11 RA DO COMMERCIO N. 11}
Este paquete e os que dora
em diante seguirem locar-o em
Plynioath, o qoe facilitara ehe-
prem os passageiros com mais
brevidade a Londres.
Ha ver tambem a bat ment no preco das pas-
sagens.
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
AGENTES
Wllson Sons afc C.. L,lnted
. 14 RA DO COMMERCIO N. 14
CeARGElIRS REUNS
Companhia Franceza de Navega
7o a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
00a, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
Steaner Ville b Victoria
' esperado da Europa at
o dia 20 de Julho, se-
gurado depois da indispen-
savel demora para a B-
tala. Rio de Janeiro
e Kaalot.
Roga-se aos Srs. importadores de carga pMos
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvarenga. i.uu-
quer reclamaQo concernente a volumes, que po-
ventura teuham seguido para os portos do sul.afim
de ae poderem dar a tempo aa providencias necea-
sari as.
Expirado o referido prase a companhia nao ae
responsabilisa por extravos.
Recebe carga, encommendas e passageiroa para
es quaes tem excellentes accomodaces.
Aoguslo F. de Oiiveira &
AGENTEN
42-RUA DO COMMERCIO-4^
Agente Pestaa
LEILO DE PREDIOS
Bou entprego de capital
Livre e desembarazado de todo e qualquer
onus
O agente Pestaa, decididamente, entregar
pelos maiores preces que pnder obter, as casas
abaixo mencionadas:
Ra da Palma n. 11.Excellente casa terrea
rendendo 264*000.
Ra de Lomas Valentinas n. 4.Casa terrea
com 2 sotas, rendendo 300*000.
Ra de Hortas n. 141, fabrica de licores.Casa
terrea em terreno proorio, rendendo 300*000.
Corredor do Bispo n. 18.Casa terrea, em ter-
reno proprio, rendendo 300*000.
Ra do Tambin. 5Urna boa casa terrea, ren-
dendo 300*000.
Travesaa de S. Jos n. 23 Casa terrea em ter-
reno proprio, rendendo 30O|000.
Ra de Hortat n. 143.Casa terrea, pequea,
em terreno proprie, rendendo 168*000.
Ra do Visconde de Goyanua n. 107.Casa
terrea, em terreno proprio, rendendo 30#*000-
E finalmente a casa terrea sita a ra do Rosa-
rio da Boa-Vista n. 11, onde se acha localisada
urna taverna, rendendo 300*000.
Qutnta-Telra. ir do corrate
A's 12 horas em ponto
Em seu armazem ra do Vigario Tenario n.
12, onde se dar qualquer iutormaco.
IMS.IDMI.I
Aos 4:0001000
E
1:1
0
Raa do Bario da Victoria n.
e easas do costante
Acbam-se vend. os feliaes bilba*fes
garantidos da 251. parte daa loteris
5ea.e6.cio da Santa Casa de Misericordisyiao
Recife, (63.*), que se eztrabir quinta-falca,
15 de Julho.
Preces
Intfeiro 40000
Meio 2,5000
Quarto 1,000
Ea por cao de i0#*00
cinta para
Inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 0875
J0S0 Joaquim Costa da Leas.
AVISOS DIVERSOS
LEILOES
Leilo
ttOYAL MAIL STA1 PACKEI
8.
0 paquete Elbe
esperade
do sul no dia 14 de
carrete seguinlo
depois da demora
' essaria para
Vicente, Lisboa, Vlgo e Son
thampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se eom ca
CONSIGNATARIOS
Adamson Howic & C.
Da armaco envidracada, e do resto das faten-
das e raiudezas da loja da ra do Rangel n. 78.
Agente Brito
Vender mais 1 vacca da trra com 1 bezerra 1
garrot taurino e 60 saceos com farinha.
Segunda fclra, 13 do eorrente
_ A's 10 1J2 horas____________
Leilo
de pbospboros avariados
Segund-feira 12 do eorrente
A's 11 horas
Por inlencuro do agente
Alfredo (uiiuares
Armazem da ra do Bom elesus
____________n. 45_____________
Agente Pestaa
Preciaa-se de duas amas, urna que cosinhe
e outra que engomme, e de um criado menor de
16 annos : na ra do Imperador n. 45, pimeiro
andar.
Aluga-se o sitio do Pina, com boa casa para
morada, contendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqaeiros,
seis grandes viveiros, duas cacimbas com excellen-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Precisa-se de urna cosinbeira para casa de
familia ; a tratar na ra do Bario da Victoria
numero 39.
Urna familia honesta aluga outra de igua-
conducta a metade da casa da ra de Bartbolemeu
n. 61. e precisa-se de um menino para vendej
na ra.
ALUG*i-SE a casa terrea n. 20 da roa do
Capito Antonio de Lima, com 2 salas, 3 quartos,
coainha e quintal com cacimba : a tratar na ra
do Marques de Olinda n. 8.
= Precisa- se de um homem para tratar de um
pequeo sitio : a traar na estaco da Jaqueira,
sitio do Dr. Valenca.
Aiuga-se urna casa e sitio na estrada de
Joo de Barros n. 6, junto a estaco do Espinbei-
ro, tendo agua e gaz encanados, o bem assim se
aluga urna boa sala e nm quarto tambem com
agua e gaz ; a tratar na ra nova de Santa Rita
n. 57, sobrado.
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. Goncatlo : a tratar na ra da
lmperatriz n. 56.
= Joseph Krause & C, ra Primeiro de Marco
n. 6, precisara de am bom cosinbeiro ou cosi-
nbeira.
Anua Carlota da Albuqnerque
ello
Primeiro anniversario
O bscbaiel Pedro Alfonso de Mello, em coma)s-
moraco do 1- anniversario do falleclmento de
sua sempre chorada mulher, Anua Carlota de JJ-
buquerque Mello, minda celebrar miisaa por *aa
alma ao dia 16 do eorrente (sexta-feira) a 8 ho-
ras da manhi, na matria da Boa Vista ; e moito
peahorado fieari todaa aa pessoaa que lbe ftae-
rem a fioesa de assistir a esse acto de candada e
religio.
m
aaoel Baptlata de Atkayde
711 bo
Manoel Baptista de Atharde, sua mulher ex-
ilios agradecen cordtalmeate aos parentes e ami-
gos que aeompanharam ao cemiterio publico *s
restos mortaes de seu presado filbo, enteado e
irmo, Manoel Baptista de Athajde Filho, e i<
novo os convidara para a niissa do stimo dia que
maudam celebrar aa igreja do Espirito Santo, ao
dia 12 do eorrente, pelas 7 horas da manha ; e
por este acto de caridade e religio se confeaatn
agradecidos.
MMBT^-X7r-.-.-.1-fY^BnnrTif^1jr,
Offerece se urna senbora honesta e de bons
costumes, para ensinar primeiras lettras a meni-
nas, oc reger casa de homem solteiro : quem pre-
cisar dirija carta esta redacclo com as iniciaes
J. M. R________
= Offerece se um rapaz para copeiro em casi
de familia ou hotel que para sto tem pratica e d
fiador sua conducta : quem precisar dirija-ee
ra nova de Suata Rita 11. 9.
Vcnde-se a armaco sita casa n 24 da
travessa do Poclnho : a tratar na ra da Palma
numero 71.
doa Cardoao de Queiroz
Foaseca
O profeasor Trajano de oarcellos manda cele-
brar segunda feira 12 do eorrente, urna missa aa
matriz de S. Pedro Martvr de Olinda, s 6 aqlas
da manha, pelo descanso eterno d'alma desse Hn
bom amigo, stimo de sen faileeimento.
Leilo
De um importante bilbar de Jacaranda com to-
dos os pertcncea, prompto funecionar, 1 bom pa-
uo do afamado tabricanto Browdel, 1 mobilia com
pedm, 1 mesa elstica coui 4 taboas, 1 guarda-
louca, 1 guarda-vestidcB, grande quantidade de
louga para jantar, candieiros a gaz para cima de
mesa e de dependurar, lastros, bolas, rscarradei-
ras, chamins, linternas avulsas, carteiras, cofres
prova de fogo, camas, prensa para copiar, 1 espe-
cial filtrador d'agua, 1 importante repartimnto
para escriptor'o, baico, caxilhos para janellas, ca-
mas de ferro, e outros muitos objectosque se ven-
derlo ao correr do martello para, fechumento de
sontas.
Terca feira, 13 do corrate
A's 11 horas
No armazem da ra do Vigario n. 12.
Jos Antonio da Silva Fernandes, commercian-
te, participa ao publico e especialmente ao corpo
do commercio, que neata data principia asaig-
nar-se.
Cidade da Escada, 8 de Julho de 1886.
Jos Fernandes da Shva Potte.
Estoe m praca o seru vendidos, a quem mais
der na audiencia do Dr. juiz de orphaos desta ci-
dade de 20 do eorrente, as 3 quartas partes da casa
e sitio n. 8 a estrada de Joo de Barros, teodo a
casa 5 quartos, 2 salas e cosiuba fra, o o sitio 2
cacimbas da melh<>r agua p:>tavel, muitos arvore-
dos do f'acto e 1145 palmos de frente para a mes-
ma estrada, ondo ha terreno para larga edificaco
e at para retalhar, e sabida para a ra de Nunes
Machado, onde ba tambem terreno para edificar,
e grande baixa para capim ou canna, e proporcSes
para fazer um viveiro, e finalmente direito ameia
aco do muro e oito visinhos.
Vender-su-ha na mearna audieneiauma parte de
trras na comarca da lmperatriz di provincia das
Alagdaa.
Tudo por meaos do aea justo valor.
O. Flor-inda da \iivdode Frreaaa
Enteres
O Dr. Manoel Joaquim Ferreira Estevea fausto-
te) e Leonizia da Natividade Ferreira Estejpp,
agradecendo do fundo d'almi ao Exm. Sr. vC-
presidente da provincia e mais cav*lheires que ae
dignaram acompanhar a ultima morada os resfcre
mortaes de sua presada me D. Florinda do Nati-
vidade Ferreir.i Estoves, e novaraente os coneji-
dam para assistirem as missas que por alma a
finada maadam celebrar na igreja do Terco segan-
da leira 12 do cerrente pelas 7 horas da manJE
atecipando por mais este obsequio todo o seu e-
coBhecimento. ___ *
f
CuillK-rnaina tdelaido de Soasa
Menda
Maaoel Gomes Mandes convida aos seus paran-
tes e pessoas de sua amizade para assistircaa^a
missa do stimo dia do passamento de sua presada
esposa, Guilhermina Adelaide de Sooaa Mendes,
que manda resar na igreja do Carroo, as 7 1J2
horas da manh do dia 14 do eorrente, e d"sde J
antecipa o seu reconheciment por este caridcao
obsequio. ____________^_____




O
^
&
NICO
^0 Df
PreoaraQo de Productos Vegetaes
extinpoTas caspas
e ontras Molestias Capillares.
JWARTINS & BASTOS
Pernambfte_____
Caixciro
Precisa-se de um menino : na ra da Senzalla
Nova n. 30, paduria.
Serrara a vapor
Caes do CapSbarlhe n. t
N'esta serrara encontrarlo os seuliores fregue-
ses, um grande sortimento de piona de resina de
cinco a dez metros de comprimenco e de 0,08 a
0,24 de esquadros Garante-ee preco mais como-
do do que em outra qualquer parte.
Francisco dar Santos Macedo.
Jos de Castro (jiiima-
res
que em Goyanna tem o nome de Jjs Gaspar Do-
mingues de Soma nao mais cobr dor da cochei
ra ra da Imperatriz n 29 desde Marco, e
chamado prestar ccntas dos dinheiros que re
cebeu, como consta das contas cora os recibos, e
entregar as contas que ainda tem em seu podere
ao administrador daquella cocheira.______________
Aviso
Precisa-se de urna professora que saina tocar
bem piano e mais traba Ihos de seabora, para en-
ajenho : a tratar com o Bario de Nazareth, ra
do Imperador n. 79, 1 andar.
Criado
Precisa-se de um de 12 4 14 annos, para o ser-
vico da casa e de ra : na praca do Conde d'Eu
n. 30, terceiro *ndar. ^^____________
Na Magdalena
Aluga-se urna casa terrea com commodos para
familia, tendo agua e gaz encanados, jardim e
sitio todo murado, sita travesea do Paysand :
a chave esta na taverna do Sr- Braga, esquina Oa
ra do Hospital Portuguez.
Especialidade em bolaxinhas e
Insumios
Das marcas seguioces : Royal, Leopold, Napo-
len, Roll, Conbination, Dessert, Mixed, Chocolate
Wafers, Oriental, Orange, Drops, Citrn, Queem,
Osbome, Club, Albert, Alberta, Victoria. Maize
na, Captaw, Ginger Wafers. Marie, Cabm, Sugar,
Lumach, Lorne, Milk, Chesc, Alberta, Pic-Nic,
Conversation, Oval, Craeknel. nicos que recebe-
ram Jos Fernandes Lima & C.
Rua-Nova n. 3
Precisa-se
de um menino de 10 12 annos, para vender em
taboleiro ; na ra do Cabug n. 11, 1 andar.
Francez, aritbmeca e geome-
tra
Pessoa habilitada effereco se leccionar as ma-
terias cima em collcgios ou casas particulares,
por preco commodo : a tratar na ra do Impera
dor n. 44, botica.
Para criado
Precisa-se de um menino de 12 14 annos : no
escriptorio deste Diario se dir quem precisa.
Freguezia do Recife
Aluga-se por commodo preso metade da casa da
ra dos Guararapes n. 29. Na mesma precisa-se
de um menino que seja fiel para criado, e paga-
se bem.
Para amito oa offlema
Aluga-se o 1* aadar e quarto do sobradon. 3
roa do Rangel.

PASTILHAS
De ANGELIM&MENTRUZ
s-
es>
ce
<
B
=
es
es
O Remedio mais efficaz e
Seguro que se tem descoberto ata
hojt para expe 'lir as ton brigas.
BOQIimOL (RERES
or
1
c
5
Po vera, lijlos e tollas
Vende andido Thisgo da Costa Mello em seu
de osito ra Imperial n. 882, ularia. -Telephone
numero 221.
Colre
Vende-se um na ra do Araorim n. 66 do autor
liaraes.
Caixeiro
Precisa-ee de um menin> com aiguma pratica
de taverna : a tratar na ra de Hjrtas n. 11.
Caixeiro
Precisa-se de um caix< iro do 12 14 annos de
idade, com pratica de averna, que d fiador de
sua conducta : na ru das Trinch- iras n. 23
Precisa-se
de urna ama pora cnsinLa a tratar na ra do-Iia-
rio da Victoria n. 3>.
Cos n*i eir
Preciaa-se de urna cosinheira : a tratar na ra
la Uniao n 11.
Criada
Precisa-se de urna criada para cosinhar : na
na do Baro da Victoria n. 9.
Diario de PeraanibucoDomingo 11 de Julho de 1886
VINHOeEXTRACTOoeFIGAOOoeBACALHAD
i irliditM
e Drog-arta
Phrmadi
21, Faubourg Montmartre, 2l
O VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao, preparado pelo Snr. CHEVRIER,Pharmaeeutico de l" classe,
em Pariz, possue ao mesmo tempo os principios activos do Olee de Pipado de Bacalhao e as propriedades therapeuticas dos
preparados alcoolicos. E' precioso para as pessoas cujo estomago Buei podo supportar as susbstancias graxas. O seu effeito,
como o do Oleo do Figado de Bacalhao, soberano contra as Escrfulas, Rachitismo, Anemia, Ghlorose,
Bronchite e todas as Molestias do Peito.
m VINHOoeEXTRACTOoeFIGADOdebacalhao creosotado
i
O Vi?or efe
Cabello
Ayer
(AyersHairVjjr)
^X
CMSAIHO SUA
VmU^DEECSRNOUUESJ
c
BEPWJICM SM IWAL
MRA 0 CABEUO,
TORNAJI00-O
MACIO. H.EXIVU E LUSTROSO-
npMa&> oth Dr J C ff-T 3 CIA.t oadUainin'.
j
Ama
Precisa-fe de urna ama para andar com duas
criaucas, lavar e engommar para as mesmas : a
tratar na ra da Roda n. 16.
Ama
Precisa se de urna ama para todi errico de
casa de familia : a tratar na ra do Gotovello
numero 46.
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; na tra-
vessa dos Pires n. 5, Geriqnity._________________
Precisa so de urna ama para lavar, engommar
e fazer mais alguna servicos, com tanto que dur-
ma em casa : na ra da Matriz da Boa-Vista n.
9, se oir quem precisa.
AIS
Precia-se de urna para cosinhar e outra para
engommar, para casa de familia : na ra For-
mosa n. 37.
AkWM.-%
Precisa-se de ama ama defll ons costumes, que
nao saia ra e cosinhe muito bem, para casa de
familia que se trata no Monteiro : a tratar na ra
das Cruzes n. 3, 2- andar
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar para
duas pessoas : a tratar na ra do Sol n. 17.
Ama
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar : no
armazem do Paulino, ra a > Imperador n. 28.
Ama de leite e criado
Na ra da Aurora n. 81, 2- andar, se precisa
de urna ama de leite e de um criado menor.
Aluga-se
a loja do sobrado n. 14 da ra das Crozes, pro-
pria para cartorio ou mesmo familia, tem agua e
bous commodos, e est limpa : a tratar na ra do
Rangel n. 9, padaria.
AlOM
o terceiro andar do predio n. 56 ra Duque de
Caxias, com grandes commodos para familia, as
sim como a sala do detraz do 1 andar do mesmo
predio ; a tratar no n. 58 da mesma ra.
AIu
ga-se
urna casa pequea, a ra de S. Francisco >. 1
a trater na ra de Santa Thereza n. 38.
Aluga-se
urna casa pequea, ra de S. Francisco n* 1 : a
tratar na ra de Santa Thereza n. 38.
Aluga-se barato
A casa n. 96 4 ra dos Guararapes.
A casa n. 107 da ra Viseonde de Goyanna.
A ra Lomas Yalentnas n. 4
Trata-se na ra do Commercio n. 5, 1 andar
Jardim das plantas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acabar com as plantas que es-
to em vasos n'este jtrdim, vende-se os sapotisei
res muito grandes, e dando fructo, 2000, la
ranjeiras, muito grandes, para enjertar, 6X000
a duzia, e sapotiseiros mais pequeos por barato
preco.
Professor
Um moco ensinando diversos preparatorios, com
tres annos de pratica na corte, e tendo hegado a
esta cidade ha um aez, deseja encontrar alumnos
em casas particulares Para informacoes dirijam
se ao Revm. piovincial do convento do Carmo, ou
ao Illm. Sr. Dr. Vaz de Oliveir, em seu escrip-
torio rna do Imperador n. 73.
A caridade abre a por-
ta do co
A infeliz viuva, Maria Jos da Conceicao, llo-
radora na travessa de 8. Jos n. 2, e que se acba
prostrada no leits, quasi paralytica, supplica e
estende as roaos, pedindo s benvolas almas e
caridosos cjracoes dos habitantes desta cidudt,
una esmola A mesma infeliz viuva tem comsigo
urna filha moca, que vive honestamente a teu
lado, e que unindo as de eua mai os seus rogoe,
nao cesear tambera de rogar as heneaos celestes
sobre todos aquellos que se ondoerein do dupici
infortunio que pesa ha tempo sobre mi e a
fillia. Charitaa tuptr omnia.
Telegrama (resposla paga)
Bicos orientaes, grande vaii-dade em cores e
larguras, receberam e P- dio Antones & C-, e ven-
den barato ; esperumo- r> spusta ao 63 ra Du-
que de Caxias, Nova E^pen-nc ; novo sorrimeu
to em lequcs de papel a 700 e 8>0 rs, preferencia
exclusiva ; ditos de seda, bonitas cores e linda
paisagens a 3, barrato piiuhos colli.rinhos
bordados para seuhora a 1 800 e 2500 ; ditos
com pintas de cores a 12i>0 b mitos e delicado!
lacinh'js de cores, ul'ijja moda em grava tas, a
1' 00. Kesposta paga ; vale a pena verern o que
: na loja de Pedro Antuues & C. n. 63, ra
D un de Caxias.
Quem lem?
llar e prata : compra se ouro, prata e
cedras preciosas, por maiur pre^o aue em outra
inaiquer parte : no 1 andar n. 22 a ra larga d<
osario, antiga dos Quarteis, das 10 horas as 2 da
t:rde, das utei;.
Deposito geral :
PARIZ
21, Faubourg Montmartre, 21
Vende-se
e Drogaras.
PILULAS
JURUBEBA
IARTHOLOIIIEOCia
Phirm. Ptrnambuco
\ Curao as Seafioa, e todas as 9H
lntermlttcatcs.
tS ANNO DE SUCCEtSO!
^^
i
K. IjoIki Lawiie de Mello
A CREOSOTE de FAIA suspende o trabalho destruidor da Tsica pulmonar, porque dimmue a expectorac' i
c P. rv ~ .. ,. .. _. -Y- Jos Luiz de Mello, seus falhos, rmose cunha-
desperta o appetite, laz cessar a febre, supprime os suores. Os seus effeitos combinados com os do Oleo de Figado de Bacalhao,' dos, sua segra e filhos, conridam aos seus paren-
fazem do VINHO de Extracto de Figado de Bacalhao Creosotado, de CHEVRIER, o remedio Dor teseamigos paraaisrem amissa que mandam
- t I AalaKi-oi. nnr olma H* na apmnrc lemnrftda ma-
excellencia contra a TSICA, declarada ou imminente.
APPROVAgAO DA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS
V
O quinium Labarraque um Vinho erninentcmeate tnico et febrfugo destinado a substituir todas a
ostras preparaces de quina.
O quinium Labarraque contem todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium Labarraque prescripto com vantagem aos convalescentes de doengas graves, as parturientes e
4 codas as pessoas fracas ou debilitadas por urna febre lenca.
Tomado com as verdadeiras pilulas de Vallct, sao rpidos effeitos que produz nos casos de chlorose, s
nda, cores paludas.
Em razao da efficecia do Quinium Labarraque, prcferivel ^j* d/^ S*
comal o em copo de licor, no fim da refeico e as pilulas de Va'.let antes. ^Sv'ze*? Jn^L-HUUI*t* <** /^-
Vende-se na mor parte das pharmacias sobe a assignatura: y /^-^
celebrar por alma de sua sempre lembrada mi-
| lher, mai, cunhada, filha e irmS, D. Luiza Lasne
de Mello, s 8 horas da mauha do dia 14 da cor-
rente, na matriz de Santo Antonio, trigsimo dia
do sau passamento, e desde j se conf- ssam gra-
tos pir mais esta prova de amizade. ^^__^_
HsOM
Fabrica9ao e atacado : Casa L. FRERE
19, me Jacob, Pars.
/Cr/VIMHO DEFRESMEllTh

II
C3
Ai
S* o
^^ E
TNICO-NUTRITIVO
COM PEPTONA
Cama aasimUavel)
FERRO E LACTO-PH0SPHAT0 DE CAL HATURAES
Sendo o Vinho Defresne d'um gosto delicioso, tam-
bem o nico reconstituinte natural t completo.
o mais precioso de todos os tnicos; sob a sua
influencia, desvanecem-se os accidentes febn's, renasce
o appetite,fortalecem-se os msculos e voltam asforcas.
Emprega-se com xito contra a inappetencia.os cres-
cimentos rpidos, convalescengas. molestias do
estomago (Gastralgia, Gastritis e Dysenteria), e
debilidade, a anemia e consumpeo.
,DEFRESNE : Poraecedot dos Hospitau. Pars. Autor da Pancreatina,
(g tedas as gharmaaas
Pharmacii M. da SILVA A O.
I
o 1 2q
t; o
2 5S

\i
'S3
II
s; l
m
C??C.I,
Etiglr o m/Io
Frtnotz.
v. SOLGAO COIRRE
AO CHLORrtYDRO-PHOSPHATO DE CAL
O mala paaecoa oa reconstituinte adoptado por todos oa Medico* da Barapa m
Fraquea geral. Anemia, CMorosis, Tilica, Cackexia, BscrofttUu, SeMtilM, Doencoi
ios ossos, Cresamente AfltcU das eranras. Pasito, Dytvepsia*.
__arii!_COIHRE!Ja',J9. ruto Ckereha-lidi. Jjaati^iaf iriiiliMs rhirMM.
INJECTION CADET
Cura certa em 3 das sem ouiro medicamento
&A.BIS 7. lioulerard Omutim. t JMJUfi
GOTTAS REGENERADORAS
do Doutor SAMUEL THOMPSON
' Tratamento efflcaz contra todas as affeccOes prorententes do enfra-'
queclmeolo dos orgaos e do systema nervoso, ou das alteracOes do
aangue. Fravuia doa Sin, Ssterllldade, PalpltaoSea, Enrr.
[ ajajala. rerml, lona-as Convaleaconcaa. Este tratamento de ha muito, raafmli rliln
e recommeDdado como o malor regreneraAor do organismo.
O rRASCO : a FRANCOS (EM rn_jjpA.) yn
Todo /nuco que nao trouxer a Marca de Fabrica rtgistraia t a n*>*flrrgw$^%*'''#
deve ser rigorosamente recusada SZ^~^
Alleofo
Vende-se urna importante taverna no lugar das
Salinas de Santo Amaro, propria para qualquer
principiante, faz frente para a linha frrea de
Limoeire : a tratar na mesma.
pimo de una
de 3X9 4X9 e 3X12 ; vende-se na serrara a
vapor de Climaco da Silva, c*es 22 de Novembro
numero 6.
Cario* da (tllveira Lobo
Maria de Araojo Motta Lobo, Idalioa de Arau-
jo Motta e irgilio Jos da Motta, tendo recebida
noticia da morte de seu marido e genro, fallecido
na pevoaco de Pedra Tapada, mandam rasar
miaaas por sua alma na igreja da Gloria, s 7'1|2
horas do dia 13 do cbrente, e convidam para essa
actn sent prente e amigos.
Dece secco de caj'
primeira qualidade, proprio para presente, tem
para vender na ra do boin Jess numero 35, ar-
aazrm.
Casa para alugar
0 2- e 3- andares, juntos ou separados, da ra
larga do Rosario n. 37, esquina defroute da gro-
ja. : a tra ar no pavimento terreo.
Ama|
Precisa-se de urna ama de meia idade : na r*a
da Aurora n. 137.
Precisa-se
de urna senhora de idade para fazer companhia
urna ptssoa e fazer alguna servicos domestico
a tratar na ra Duque de Caxias n. 60-A.
Os proprietar08 do muito conhecido estabeleciraento denominado
MUSEU DE JOIVS
sito a ra do Cabug n. 4, communicam ao respeitavel PUBLICO que receberam m
grande sortimento de joias das mais modernas o dos mais apurados gostos, como tan
bem relogios de todas as qualidades. Avisam tambera que continan! a receber por
todos os vapores vindoe da Europa, objectos noros e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte.
MIGDL WOLPP & C.
N. 4RA DO CABUG----N. 4
Oompra-se ouro e prata velha.
TAXIS, Fbarmacla EZ>H, ru Rocbecnoaart, 3* ^s
Deposito em Perxtambuco : FRAN M. da SILVA de C>.
asas
dut
Prvlinto
PHOSPHATO de CAL 0EUTIH0S0
ii E. LEBOY, Pharaaceniico de \" Classe, 2, na Daonoo, PARS
OSTBOGmnm* pn a aHsnaiTiHuu > laiUais tm trimu, awtn Mkitiw i a miwua m otm.
Becommendamos este Xarope aos Mdicos e aos Doenlea. de um saoor agradavel, de assiml-
laco fac e mil vezos superior a iodos os xaropes de Ucto-Dhosphalo Inventados pela especu-
laco. Todos sao cdos ao posso que o Yboapnatr de Cal Oelatlnoao nao o
O Sur. ProfeMr BoccJiUT. Madie* no UospiuJ du Crui|u. (tuMi m HMfcu. lt t !-)
VINHO PHOSPHATABS DE LEROV ...S":^-.
trtmi, Consumpeo, Bronchiti enromes,T/t/ca, Fraqueza organ/aa, Conrafescenpas ifftcois.
Depositarios em fernaM ucu : FRAN- M. da SILVA e C*. .
CURA CERTA
de todas as Affecges pulmonares
Todos aquelles que soffrem
do peito, devem experimentar
as Capsulas do Dr. Fournier.
DoposiUinos cm Pernamouco:
FRANCISCO M. di SILVA & C".
*$

i es
dio ao ttor.to
a bella alvura vapo-
rosa que fez a reputacao
as Bellezas da Anti$uida.!e.
L. PANAFIEU C*
Paria, ra Rochechouart, 10.
BlWsiUriBen Pernamtino : Frase"M. it S2.VA A O*
NA EXP0S1CA0 UNIVERSA
VINHO de CATILLON
de GLYCERINA e QUINA
0 mais poeroto tnico recoostituinto prescripto
nos cazos de Dore* d'e6tomago. Langor, Anemia
Diabetis, Consumpeo, Febres,
Convalescenca, Rezultados dos partos, etc.
O mesmo Tlnno cora ferro. VWHO FEHBU6IN0S0 De
CATtlUN reseneridor por excellencii .lo san*ue pobre
e descorado. Esta vinho faz tulerar o ferro por todos
os estomago e nao cecasiona prisao de ventre.
PSIS, 23. ra Slln:-rmcenl dl-Plj'. EmPernambuct:
FrancaM.daSllvaeO-,onuiti>iiDcijoei i'hamutcio.
NICO-VINO 0UlNADO*njE.0BTEVc STA
(riado para alugar-se
Na ra de S. Joi". casi n. 2", tem para alu-
gai-9e um mulatinho enm 17 annos de idade, mui-
to pruprio para eopeiro ou outro qualqm r serv po
t> nio de cata como di- ra, c ta bem sabe b .lear,
p-j- ja ter sido bo!eeiro.
PILULAS
Fer3ru.g-in.0sas
JURUBEBA1
6AHTH0LOME0 a C"
Pharm. Pernambuco.
. Curao a Anemia, Flores brancas,
A Falta de Menstruaco,
^s P' itilliadcs f Pobreza de majignai
*X:Eaci'r a assignatura,
JOSEPH KRATJSE J3:
Aeabam de an^mentar o sen j bem conhecido
mpertante estabelecimento rna Io
de marfo n. 6 com mais
om saldo no 1 andar teosamente popar-
rado e prvido de nma expesi-
ffi^tlnfi deprata #Portee iMr^liti
dos mais afamados fabrieas.es do
mundo inteiro.
nonvida, pois, as Exmas. familias, seus nume-
rosos amigos e fregnezes a Yisitarem
o sen estabelecimento, aflm de
apreciaren, a grandeza e bom gosto com qne
nio obstante a grande
despeza, o adornaran., em honra
desta provincia.
CM ABETO DAS 1 A'S 8 DA NOITE
3 ow m^ M rM"


i>2
Antonio Ji.i1 (la Foiinrea
Joaquim J'>p6 1 Pooaee, Ventura Jos da
Fonseea e Airtonio Martina Perrera, ira
socio de Antonio Jos 'la Fonseea, falli eido em
Portugal DO dia ll le. Junh prximo p:iaado,
a mviiiam aos prenles e amibos arus e do finado
para assintiri m niaMs que por su.i alma *&
dam eel'bisr no din 12 co corr-me, pela 8 horvs
damanhS. i.a ijrr< ja do E.-p\ii*o Smo, trigeaimo
(3 seu pa-sa., int i, pe que se eonfessam desde
j summarnente agradecidos. Depois das mi.sas
ser distribuid, pelos pobres esmulas para sati-!-
fazera vontada do fallecido em virba testamen-
taria. _________
\viso
publico
ao
Declaro que ninguem fac traueaeeao erm 4
1 rtraa aceitas i or iml o Sepech", da quantia de
254000 cada urna pela venda do ht tl sito a ra
das Trineheiras n. 1 risto estir embargado o pa-
gamento na mao do comprador.
CXi
CT
-5
5
(HKLIIIII'KIHH t
Chapeos e diapeliiias
36 A40PRACiDA NDBPEIDBIi-36 A 40
B. S. CARVALH0 & C.
Froprietarios deste bem conhecido estabelecimento pajtecipam
as Exmas. familias e s.o publico em geral, que enslmente recebem
das principaes casas era Paris e Manchester o quo de melhor e de
apurado gosto ha era chaplinas e chapeos para senhoras e meninas
e das primoiras fabricas de Hamburgo o que ha de melhor em cha-
peos para homens e criangas, e muitos outros artigas concernentes
chapelaria.
Flores artificiaes para ornamento de salas.
rnaamati
rwM
i niiwM^BB^BB^^^B^^B^BBBa^B


Diario de PernambucoDomingo 11 de Julho de 1886




Tricofero de Barry
Garntese que faz nas-
oerecreseer o cabello aiada
aos imais calvos, cura a
tinha e a caspa e remore
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello <
de cahir on de embranque-
cer, e infallivclmenta o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.

Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvac&o official do
um Governo. Tem duas veles
mata fragrancia que qualquer outra
ednrasdobrodotempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. Ej
muito mais tina e delicada. E
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no b.inho e no quarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidSo e debilidade. Cura as
dores de cabeca, os cansacos e os
desmaios.
Xarope e Villa fle Renter No. I
AHTBB DB U8AL-0. DCOIS DE SUrO.
Cura positiva e radical de todas as formas da
escrfulas, Syphilis, Ferdas Escrofulosas,
Affecc5es, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perdado Cabello, e de todas as do-
encas do Sangue, Figado, o Bins. Garante-M
que purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro. i
Sabao Curativo de Reuter
para o Banho, Toilette, Crian-
es e para a cura das moles-
s da pelle de todas as especies
e em todos os periodos.
Ifeposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel da Silva & C.
Tomem nota
Trilhos para cngenhos
WAGONS PARA CANNA
LoeomolTas
Hachrnismo completo para en
genhos de todos os i aman h o*
Systema aperfeicoado
Especificacoes e precos no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
ST. 5 Ra do C onimerHo
N. H Wm do cima B & C, tem cathaiogos de
bu* .mplementosneoessarios agricultura, como
.ambem machinas para descarocar algodao, mei
hos para cat, trigo, arroz e milho; cerca de fer-
ro galvHnisado excelleate e mdico em preco, pes-
eoa nenbuma pode trepal-a, nem animal que-
bral-a.
IMLSA
E
SCOTT
1 )E OLEO PURO DE
Fisrado Ae baealho
COM
flypeiiliAsphitos de cal e soda
Approvada pela innta de Hy
glene e autorizada pelo
governo
E' o melhor reni' dio at hoje descoberto para a
Malea lironchiles. eacropbnlai> ra-
bltln. anemia. ebilidadc em goral.
deOnxo, lomne cbronlca e affeecAes
de peilo da saruania.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalbo. p.>rqHe, alm de ter chairo e sabor agra-
dareis, (lossue todas as virtudes medicioaes e nu-
tritivas ao ole, alm daa propriedades tnicas
reconstitumti-s dos hypophospbitos. A' venda na*
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
AjOlPi "
Era quartos e meias garrafas, vender Paria
Ssbrinho & C, A roa do Mrquez de Olinaa .1. 41,
______ DEPOSITARIOS_____________^
PARA C0SINH\R
Precisase de urna
ama que saiba cosi-
nhar bem; no 3. an-
dar do predio n. 42
da ra Duque de Ca-
xias, por cima da ty-
pographia do Diario.
Ao publico
Hermina de Carvalho Menna da Costa, proprie-
taria da photographia sita ra do Bario da Vi-
ctoria n 14 2. andar, declara para os fins con-
venientes, que desde o da 6 do correte deixou
de ser s ci da mesma photographia o Sr. Floscnlo
de Magalhaes.
Aproveita a oecasio para commnnicar a todos
aqaelles que se t^em dignado de disprnsar-lLe a
ama proteccao n'squelle ramo de negocio, que con-
tinua com a referida photographia, a qual se acha
hoje me horn i aiister^ technicos d'arte, como tambero qnan-
to a os d.mais requisitos essenciaes para nio dea-
agradar aquellas pesaoaa que alli comparecerem,
dando prov de deaejo de concorrer para o pro-
gresso da induetrih nacional.
Das Exmas. senhoras principalmente, espera a
referida proprietaria toda sua valiossima protec-
T*Q- _________________________________________________
Midan va de escriptorio
O advrgadn Francisco do Reg Baptista e os
solicitadores Diogo Baptista Fernniea e Antonio
Machado Das mudaram seu escriptorio para a
prafa de Pedro 2 (outr'ora pateo do Collegio) n.
81, 1- andar, onde serao encontradas das 10 bo-
as 3 da Urde.
Ao Sr. Vicente Atoes ^r i a
Previne-se ao 8r. Vicente Alves Moraira que
no 3- andar da casa n. 43, ra eitreita do Ro-
ario, ha para lhe aor entregue urna carta que da
vla do Rosario, no Marauh, lhe mandou a
Eima. Sra. h. Mara da Conceico de Oliveira.
Pillas purgativas e depurativas
de Canipanha
Estas pilulas, cuja preparaco puramente ve-
getal, teem sido por mais de 20 annoe aproseitadas
com os melhores resultados as seguintes moles-
tias : affecces da -^elle e do figado, syphilis, bou
bees, escrfulas, chagas inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Modo de ual-u
Como purgativas: tome-ee de 3 a 6 por dia, os-
bendo-se aps cada dse um ponco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tonae-se um pilula ao jantar.
Eetas pimas, de invencSo dos pharmaceutico
Almeida Andrade & Fdhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, toroando-
ae mais recommendaveis, por serem umieguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podem ser
usadas em viagem.
ACHAM-SE A' VENDA
"'i drogara de Parla SofcrlnUo A C.
41 BA DO MABQUEZ DE OLINDA 41
6*5
8*01*
3*0
1*6
1*00
FAMHA LCTEA
DE
STLE
MARCA REGISTRADA
5 HOS DESUCCESSO
21 recompensas, daa quaes 8 diplomas de honra
e 8 madalhas de ouro.
Certificados numerosos das primcira3 autorida-
des medicas.
Alimento completo para crlancl-
nha de pelto
Suppre a insuficiencia do leite materno, facilita
a desanumentaco e a digesto fcil.
Emprega-se tambem vantajoaameate para aoul-
tos como alimeto para esto magos debilitados.
NICO DEPOSITO ESPECIAL DA FABRICA
PARA TODO O IMPERIO
31 C RA DE S. PEDRO 31C
Rio de Janeiro______
JALLOS
O MELHOR E MAIS INFALLIVEL DE-
TRACTOR DOS CALLOS E" A
Maynardina
porque os extrahe completamente,sem causar
minina dor.
E' fac de applicar, nao impede de se andar
calcado e tem o seu effeito comprovado por attes-
tados insuspeitos e em numerosas applicacoes que
nunca falharam. Nao confundam, nem ee_ en-
ganem com outro preparado. S verdadeiro o
que se prepara e vende na Drogara e Imperial
Pharmacia Diniz.
DE DINIZ& LORENZO |
37-Prafa do General Ozorio-57
Deposito em Psrnambuco, pharaiacia da
Hermes de Soaza Pereira & C,
Successores
Mai 27
abaixo assignado, Dr. em medicina pela Fa
-uldade do Rio de Janeiro, cavalheiro da ordem
de ( hristo por Portugal, medico adjnnto do Hos-
pital da Veneravel Ordem Terceira do Carmo, da
caixa de D. Pedro V, agraciado cora a medalha
humanitaria por esta pia instituico, etc., etc.
Attesta que o remedio denominado MAYNAR
DIA, preparado pelos Srs. Diniz & Lorenzo
na imperial drogara e phariaaeia Diniz, infal->
livel para a extraccao dos callos. Outrosnn
atteato que tendo em si empregado, colheu os me-
lhores resultados a .ponto de psder calcar as bs-
tinas aa mais justas
O que attesta verdade e jura sob a f de seu
grao.
Rio, 10 de Dezembro de 1585.- Dr. Francisco
de Paula Cotia Jnior.
Atten^o
Urna senhora habilitada para ensinar primeiras
lettras e trabalhos de agulha, tendo j pratieado
em diversos engebos desta provincia, e ultima-
mente em um collegio desta cidade, cffVrece-se
para leccionar essas materias na capital, em um
engenho ou arrabalde prximo, bem como para
auxiliar urna profeseora publica : a tratar na ra
da Gloria n. 67.
VENDAS
Vende-ae 25 predio* (sobrados, casas terreas e
sitios) as freguezias do Recife, Santo Antonio,
8. Jos e Graca, a tratar na ra do Imperador
n.75.________________________________
Vende-ae urna balanca grande, de braco, e
um temo de pesos : no pateo do Livramento nu-
mero 21.
Armaelio
Vende-se urna boa armacao de taverna. bara-
tissima : trata se na ra Duque de Caxias n. 23,
ou na ra da Paz n. 38.
Camisas nacionaes
A SA&OO. 3*000e SJ50O
32== Luja ra da Imperatris = 32
Vende-se neste novo estabelacimento um gran-
de sortimonto de camisas brancas, tanto de aber
turas e pjnhoa de linbo como de algodao, pelea
baratos procos de 24600, 3 e 44, sendo tazenda
muito melhor do qu<> as que veem do eatrangeiro e
muito mais bem feitas, por serem cortada* por
um bem artista, especialmente camiseiro, tambem
se manda fazer por encommi'ndas, a vmtade doi
freguezes : na nova loja da ra da Imperatris n.
3, de Ferreira da Silva.
Ao32
Noia loja de fazendas
%t Rna da Isnperatriz == 3'.
DE
FERREIRA DA SDLVA
Neste novo estabelecimeato encontrar o res-
jitavel publico cm variado sorti ment de lasen-
as de tod,.a as qualidades, que se vendem por
recos baratissimos, assim como um bom sorti
ment de roupas para horneas, e tambera se man
da fazer por encommendas, p r ter um bom mes-
tro alhuate e completo sortimento de pannos finos.
casemiras e brine, etc.
Mm piuMs
ll-Rns da Imperairli-H
Loja de Pereira da Silva *
Neste eatabeleciraento vende-se as ronpas aba
xu mencionadas, que sao ba- ...as.
Palitota pretoa de yr aiagonaes e
acolchoados, senao tazenaas tatito en-
corpadas, e forrados 7J0OI
Ditos de casemira preta, de cordlo muito,
bem feitos e torrados 10*00<
Ditos de dita, fasenda muito melhor 12JOOl
Ditos de flanella aznl sendo inglesa ver-
dadera, e forrados 121UX*
Calcas de gorgorto pisto, acolchoado,
sendo fazenda muito neorpada 5^501
Ditos de casema de cores, sendo muito
bem feitas
Ditas de flanella inglesa verdadeira, e
milito bem feitas
Ditas de brim de Angola, de muleskim e
de brim pardo a 2J, 2*500 e
Ceroulas de gregnellas para homens,
sendo muito bem feitas a 1*200 e
ColletinboB de greguera muito bem feitos
Asaim como um bom sortimento de lencos d*
linho e de algodao, meias cruas e collarinbes, etc
lato na loja da tus da Imperatris n. 3*
...scados largos
lOO ra. o cevaslo
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vendem *
riscadinhos preprioa para roupas de meninos
vestidos, pelo barato prceo de 200 rs. o covade
tendo quaai largura de chita francesa, e bsp
como chitas braacas miudinhaa, a 200 rs. o
do,e ditas es curas a 240 rs., pechincha
loja de Pereira da Silva.
FaMt6e*. aeilsaelsia e lazlnha* a SO
rw, o covado
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vende-a
um grande sortimento de fustoes brancoa a 60r
rs. o covado, lzinhas lavradas de furta-corea
fVzenda bonita para vestidos a 500 rs. o covade
e setinetas lisas muito largas, tendo de todas a
cores, a 500 rs. > covado, pechincha : na loj.
do Pereira da Silva.
Me ri a pretoa a l*t
Vende-se merinos pretos de duas larguras par
vestidos c roupas para meninos a 1*200 e 1*60
o covado, e suoenor aetim preto para enfeites i
1*500, araim como chitas pretas, tanto lisas com
de lavoures brancoa, de 240 at 320 rs.; na noy
lsja de Pereira da Silva ra da Imperatris ro-
mero 32.
Alsrodosinbo francs! para lence
a SOOrs., I* e too
Na loja da ra da Imperatris n. 32, vende-*
superiores algodaozinhos franceses com 8, 9 e 1
palmos de largura, proprioa para lencoes de un
a panno pelo barato preco de 900 rs. e 1*000 >
metro, e dito trancado pa- a toalhas a l*28ft, at
sim como superior bramante de quatro largura,
para lencoes, a 1*500 o metro, barato ; na loj
do Pereira da Silva.
Ronpa para meninos
A l#. 1SSOO e o*
Na nova Iota da ra da Imperatris n. 32, *
vende um variado sortimento de vestuarios pro
prios para meninos, sendo de palitoainho e calo
nha curta, feitos de brim pardo, a 4*000, dita
de moleequim a 4*500 e ditos de gorgor&o pretc
emitando casemira, a 6*, sao muito baratos ; n>
oja do Pereira da Silva.
Fazendas brancas
SO' AO NUMESO
4o ra da Imperatrlz 4
Loja do barateiroa
Alheiro & C, ra da Imperatris n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estts fazendas
abalxo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPecas de lgodaosinho com 20
jardas, pelo" barato preco de 3*800,
4|, 4*5110, 4*.. 0, bg, 5*500 e 655*
MadapoloPecas de madapolo com 24
jardas a 4*500, 5*. 6* at 12*006
Camisas de meia com liatras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc is e cruas, de 1* at 1*800
Creguella francesa, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e 500
Ceronlas da mesma, muito bem feitas,
a 1*200 1*500
Colletinhos '"a mesma 800
Bramante francs de algodao, muito cn-
corpada, com 10 palmos de largura,
metro 1*2
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e 208OL
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1J800
Crotones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicados, d. 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecids
loja de Alheiro a C, esqaina do beoeo
dos rVrreiroa
Algodao entestado pa-
ra IcBfoes
A noo m. e laOOO o metro
Vende-se na loja dos barateiroa da Boa-Vista
i:odao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de larpuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim com* dito trancado para
mal has de mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
i. ctro. Istofalejade Alheiro & C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e 2* o covado
A heiro & C, A rna da Imperatris n. 40, veri
dem muito bons merinos pretos pelo preco acirn
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co d( b Ferreiros.
Espartllhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., iato na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* e covado
Alheiro & C, 'rua da Imperatris n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com o- padroea mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3| o covado ; asaim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pech Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr.'co de 320
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a lOO m. a peca
A ra da Imperatriz n. 40, veade-se pecas de
bordaoo, doua metros cada peca, pelo barato pro-
co de 100 rs., ou em carto com 50 pecas, sorti-
das, por 55, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
GRANDE
A Revolugo
A rna Duque de Caxias, resolveua vender
os seguintes artigos com 25 0[q de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Sedas lavradas de 2*000 por 1*000 o covado.
Cachemiras de cores a 1*200 o covado.
Ditas pretas a 1*000, 1*200, 1*100, 1*600
1*800 e 2*000 o covado.
Dita broch, de la e seda, lindos tecidos, 1*500
o covado.
Gorgorinas de listrinhas a 360 rs. o covado.
Setins a 800 e 1*200 rs. o covado.
Dito preto a 1*000 e 2*200 o covado.
Grase com bolinhas de velludo a 800 ra. o eo-
vada.
Lis com bolinhss a 640 ra o covado.
Vellttdilbo liso e lavrado a 1*000 e 1*200 co-
vado.
Fustao branca a 440, 500, 560, 600 e 800 ra. o
covadu.
Giosdeoaples pretos a 1*800, 2*000, 3*500 e
2*800 o covado.
Nnsoc de cor a 300 rs. o covado.
Crotones finas a 360, 400 e 440 rs. o covado.
Cambraia de quadros a 1*500 a peca.
Dita transparente de 4*000 por 2*000 e 2*500
a peca.
Linn branco a 500 rs. o covado.
Fachas de retros a 1*000 um.
dem de la, de 1*000 at 6*000.
dem de peluasia a 5*000 e 6*500.
dem de peluasia bordados a 7*000.
Cretonea para chambre a 320 e 360 rs. 0 co-
vado.
Cambraia com salpicoa a 6* rs. a peca.
Chapeos de sol de cores para sentaras a 7^500
um.
Brim de linho de cor a 1*200 o metro.
Linhos escosse^es a 240 rs. o covado.
Zephiros liatrados a 200 rs. o covado.
Tanetea para janella, piano e cama a 4*009,
6*000 e 7*000 um.
Ditos avelludados para sof a 24*000 um.
Fustao de cor a 500 rs. o cevado.
Setinetas lavradas a 500 rs. o covado.
Flanella branca a 400 rs. o covado.
Setinetas com deseoboa lindaa a 440 ra. o co-
vado.
Cortes da casemira a 3*000, 3*500, 5*0C0 e
7*000.
Casemira de cor e preta a 1*800 ra. covado.
Timoea bordados a 4*000 um.
Brim pardo lona a 360 e 500 rs. o covado.
Camisas de meia a 800, 1*000 e 1*200 urna.
Algodao com duas larguras a 800 rs. o me-
tro.
Eaguio amarello para vestidos a 500 rs. o co-
vado.
Espartilhos couraoa de 4*000 a 8*000 um.
Para aa Exnsas. notvaa
Setins maoo a 1*200 e 2*000 o covado.
Popelinas a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 e 440 ra. o dito.
Setinetna liaaa e lavradas a 500 e 560 ra. o dito.
Cortinados bordados a 7*000, 9*000 e 15*000o
par.
- Capelln e veos finos a 10* e 14*.
Colchas bordadaa a 5*000, 7*000, e 8*000
urna.
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Eate exceente Whisky Eacosses preferiv*
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu inores armazens
aolbados.
Pede ROYAL BLEND marca VIADO cujo m>
me e emblema sao registrados para todo o Brasil
BROWNS & C, agentes
Carteira
Expsito central roa larga do
Rosario n. .'8
Damio Lima & C, chamam a attencao das
Exmas. familias para os precos aegumtes :
Carretela de 200 jardas 80 rs.
Pecas de bordados de 200 a 600 rs.
Ditas de um palmo a 2*500 r 3*000.
Fita n. 80 para faxa a 2*500.
Leqi'es regatas e D. Joannita a 1*000.
Frascos e extractos de Lubin, grandes, a 2*000.
Leques D. Lucinda Colho a 6*000.
Toalhas felpudas a 500 60U, e 1 *"00.
Duzia de meias para h^mem a 3J0O0.
Ditas para senhoras a 3*000.
Luvas de seda a 2*000.
Meias de fio de ada para menina a 1*000.
Colarinhos de linho a 500 ra
Ditos de algodao a 320 e 400 rs.
Macos de grampos a 20 rs.
Pegas de cordo para vestido a 20 ra.
Invisivc is grandes a 320 rs.
Qrampos invisiveis a 60 rs.
pin leque de setim (novidade) a 6J500.
Ricas bolcinhas de madreperola de 1*900 6*.
La para bordar 2*800.
Urna capella e veo de 15*000, por 12*000.
Um espelho de moliura por 5*500.
Urna pulseira de fita per 1*200.
Plist a 400 e 600 rs.
Urna boneca grande de cera por 2*500 e 8*000.
NA EXPOSICAO CENTRAL
38Raa Larga do Rtsario-38
Vende-se barato urna carteira contando na peca
de baixo doua annarinhos e tres gavetas, e na
peca de cima 17 compartimentos que se fecham
com ama so chave : a ver e tratar no largo do S.
Pedro n. 4, loja.
Pinlio de Riga
3^9 e 3x1
Vendem Fonseca Irmaos de C, a preco mdico
\llencio
Vende-se urna importante taverna no largo das
Salinas de Santo Amaro, propria para qualquer
principiante, faz frente para a linha frrea de
Limceiro : a tratar namesma.
Aproveiiem a pechincha
Vende-se com grande prejuizo, por incommodo
de sade, urna nova e boa armacao de amarello,
forrada de cedro, ainda nao estreada, propria para
qualquer negocia, menos molhados, na rus do
RaDgel, em bom aruazem n^vo, claro e arejado,
com agua, gaz, apparelho, tanque para banho e
pequeo qnintal ; informa-ae na da ra Praia n.
51,2- and'.
Florida
Loja de iniudczas
Roa do Dnque de Caxias a. 103
Os propietarios deste grande estabelecimento
de miudezas, modas e para accommodar os interes-
see da poca, tem resolvido venderem po' meuos
vinte por cento que em outra qualquer parte.
Ptntes elctricos a 0 rs.
Luvas de pellica a 2*500 o par,
Linha de carritel branca e de cores a 80 ra.
Grampos 20 ra. o maaso.
Invisiveis a 320 rs.
Vestuario de fustao bordado para criancaa
3*000.
Pentes de regado para crianca a 100 rs. um.
Baleias a 36U rs. a duzia.
Haspas para anquinhas a 120 rs. o metro.
Bicos com tres dedos de largura al*500 e 1*800
a peca.
Linha de cores para crochet a 250 rs. o no-
vello.
Papel amizade a 40 rs. o caderno.
Fita cninesa a 320 rs. o masso.
Lencos de linho a 1*500 a duzia.
Lindos bicos de cores com 10 Jardas a 4* e 5*
a peca.
Urna caixa com tres sabonctes desenliando urna
rosa por 500 rs.
Meias de l de cores para senhora a 1*500 o
P.
Jaboato
Vende-se ou hypotheea-se dona predios nova-
mente construidos de pedra e cal, na cidade de
Jaboato, com bas accommodacoea para familia
ambos com o quintal para o rio Jaboato, com
exeellentes banbeiroa : a tratar na mesma cidade,
ra do Imperador n. 91. _________^^^^^^
Vende-se
barato o sobrad nho da rna do Apollo n. 63 ; p,
tratar no pateo do Livramento n. 21.
Cabriolet
Vende-se um em perfeito estado e por proco
commodo; tratar na ra !*"ine de Caxias n. 47
Jaboato
Vende se a padaria e o estabelecimento de mo-
lhados, bem afreguezadoa, e promettendo ainda
maior negocio fazer com a ida das oficinas da
estrada de ferro de Caruar, prximo mesma
eataco, fica situado os eatabelecimentos cima,
arrendando-se as casas pessoa que pretender :
a tratar em Jaboato, confronte ao hotel Globo.
Manleiga ingleza nova a 1(100 a
libra
Vendem Jos Fernandes Lian & C, rna No-
va n. 3.
Grande e bem montada oflicina de aifaiate
DE
PEDROZA & C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
Neste bem conhecido estabelecimento, se encontrar ara lindo variado sor-
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinbos, meias, gravatai,
tudo importado das meUiores fabricas do Pars, Londres e Allemanba; e para be
servirem aos seus amigos e freguezes, os proprietarios deste grande estabelecimeato
jm na direcelo dos trabalhos da officina habis artistas, e que ne corto espaco de 24
horas, preparara um terde roupa de qualquer fazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
__________________ (PRESOS SEM COMPETENCIA)
FUNDICAOGERL
ALLANPATERSONaC
N. 44Ru i do Brum-N. 44
JUNTO A E^ f A(3A0 DOS B0NDS
Tem para vender, por pret mdicos, as seguintes ferragens:
Tachas fundidas, batidas e caldeadas.
Crivacoes de diversos tamanhos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Ditas de dito fundido, de lindos modelos
Portasd fornalha.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento parajardim.
Vapores de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallos.
Moendas de 10 a 40 pollegadas de panadura
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e assentamento do machiniamo e execuiam qual-
qu > traballio com perfeicSo e presteza.
Aos 1.000.000^000
200:000$000
I00:000S000
mm. lotera
DE 3 SORTEIOS
Em favr dos ingenuos da Colonia Orphanelogica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extracto: no 15 eteiro e 1886.
0 thesoureiro, Francisco Gon?alves Torre
lotera
X3.A.S
ALAGOAS
CORRE NO DIA 13 DE JULHO
O portador quepossuir um
vigsimo desta importan te lo-
tera est habilitado a.tirar..
10:0061,000.
Os bilhetes acham-se a' ven-
da na Casa Feliz, praca da In-
dependencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 13 de Julho
1886, sem falta.
N. 59Ra Duque de faxias N.59
Riquissiraas cliapelinas e lindos chapeos para sonhoras a 6$ e 8000! !
Anquinhas de setira a &\5000 para acabar.
Lindas luvas de seda, todas de cores, a 3(5000 !
Setins de listrinhas, phantasia p.sra bailes a 400 rs. o cevado 1
Capas de la para senhoras a 20, 3(5 e 6(5000.
Espartilhos tnissimos a 5)5 e 6)>000! F'S111''110-
Camizinhas bordadas para senhoras a 4(5 e 5(5000.
Leques, meias arrendadas, len^s de seda, enxovaes para casamento, artigos
de gosto, tudo barato.
CARNEIRO DA CUMA &C.
59Ra Dnque de Caxias59
I



8
Diario de PcrnamboeoDoniingo 11 de Julho de 1886
ASSEMBLBA CEML
CRIARA OS DBPUTADOi
SWSO EM 21 DE JUNHO DE 1886
J^SIDENCIA DO 8B. AHDRADE FIGE1BA
(Continuajao)
OSr. Affonso Ce!s:>Ordenando-lhes, po-
r%i, o Sr. Dr. juiz de direito que promo-
Jse a instaurado do processo contra os
alicados nos triites aconteciraentss de 15
Janeiro, em quo urna horda de capan-
e a forja policial impedram os liberes
!'votrem, coromettendo as maiores vi-
latelas, grande grita 86 levantou contra,
e% exigiuio os potentados conservadores
dK comarca, entre os qnaes figuram mili-
ten dos taes implicados, a sua immediata
dvfeisso.
Apenas o digno ex-promotor, que alias
tassistio s occurrencias do dia 15 de
eiro, por se achar era goso de cenja,
iou os papis referentes ao caso dele-
a, papis que lhe baviam sido transmit-
pelo juiz de direito, por ordem do go-
vdftio, parti de Uberaba urna representa-
da ao deputado do districto, exigindo a
dgfcissao do audacioso orgao da justija pu-
bKfca que ousava proceder contra protegi-
do^ da sita jao.
O Sr. Joito Caetano : Pejo a palavra.
O Si. Affonso Celso Jnior est informa-
dejTde que o representante do districto, ape-
za.de manitesta boa vontade para com o
D?. Theodoro, nao pide resistir pressao
e-aromoveu sua deraissao, como consta de
dementes que o orador vai 1er. Tanto
mJN revoltante se torna a injustija e a im-
m#ahdade deste acto, quanto o Dr. Theo-
dfo, ao dar expediente ao referido pro-
cedo, foi amajado pelos indigitados cri-
melosos em sua seguranza individual, offi-
ctido nesse sentido ao Sr. Dr. juia de di-
roo, que pedio providencias ao Sr. pres-
date da provincia.
Este, em vez de tomar as providencias
pedidas, em vez de garantir o funecionario
zefcso, acorojoou a reacjo contra o legi-
timo exercicio de funej398 publicas, prote-
gido os culpados de scenas delictuosas
qnb encberara de indignajo toda a provin-
cia. O motivo da demissao do digno pro-
motor publico de Uberaba, foi, conseguin-
tenjente, a satisfajao de paixSes perverso-
u da moralidade e da lei; tevo por nico
inlnito subtrahir poderosos delinquentes
tremenda responsabilidade que sobre elles
pena. E diante disto dirao ainda os hon-
raos deputados conservadores mineiros que
o governo da provincia tem sido o nec plus
ia da imparcialidade, o prototypo da
mederaco e o modelo de equidade as re-
lajees partidarias ?!
O Sr. JoSo Caetano : Nao quiz inter-
rasflper com apartes a V. Exc, tanto mais
quinto pedi a palavra ; fallare depois.
O Sr. presidente:Faz muito bem.
O Sr. Affonso Celso Jnior tem em maos
dus cartas do nobre deputado que escla-
raem a materia. Faz uso dellas porque
est autorisado e essas cartas nao contm
materia reservada.
Na 1.' referindo-se a um pedido do Dr.
Tneodoro, que desejava ser nomeado juiz
municipal do Prota, diz S. Exc.:
Por que nao veste a mim directamen-
te ? Duvidas da rainha amizade ? N2o tens
ra3o. Approvo a tua resolujo, com
quanto sinta muito que Uberaba fique pri-
vada de um promotor da tua ordem. Te
nlto-te sustentado e estava disposto a fa-
zl-o ainda mesmo custa do meu presti
gjp, mas, mesmo em bem do teu socego,
entendo que deves sabir e conta sempre
commigo, como amigo muito sincero e de-
dicado. Nao podendo fallar boje ao minis-
tro da justisa, escrevi-lbe pedindo a tua
naineajao e creio que elle o far breve-
mente, pois ha pouco estando eu com elle,
disse-me que indicasse um juiz para o
Prata.
Aos meus amigos dahi tenho escripto que
o leu procedimento em relacao questao
Tiberio foi correcto, coaio poder verificar
conversando com o Joao Borges.
A segunda carta reza lacnicamente as-
sim : Dr. Theodoro Confiado em sua bon-
dade, espero ser desculpado pelo acto que
acabo de praticar. Pedi a sua demissSo de
promotor publico dessa comarca. Desejava
que V. mesmo a pedisse mas....
FOLHETIH
MGOLO
POR
zL7z n mtmt
(Continua<;o de angela)
( Continua so do n. 15 4)
XI
Este axioma parece um paradoxo e com-
tado afirmamos que urna verdade indis-
cutivel.
Angelo Proli despio o seu fato elegan-
te e envergou o temo de pacotilha.
Poz na cabera um chapeo molle, enro-
lo* roda do pescoyo um grana cache
nen que lhe tapava a parte inferior da cara
e metteu no bolso um revolver.
AsBim preparado, Proli vasculhou urna
das gavetas do raovel d'onde elle, nesse
mesmo dia, tinha tirado os seus papis de
valor e agarrn no nico objecto que con-
tinba esta gaveta.
Era o pequeo agenda de marfim que ti-
nha em relevo as duas letras C. B., ini-
cines do nome de Cecilia Bernier ; agenda
perdido por ella e achado por elle no pas-
seio da ra das Damas, urna noite nos prin-
cipios de Dezembro.
Continha elle nessa noiteos nossos lei-
tores naturalmente nao o e.squecerama
carta de Jayme Bernier a sua filha e qui-
nbentos francos em notas do banco.
Proli metteu o agenda no bolso e tirou
da ana carteira algumas notas de mil fran-
cos que metteu na algbeira das calcas.
Feito isto, Babio de casa, aem que a toa
prosela fosse notada pela porteira.
Cr ia qua V. ernS^^^^Breccu era t, como S. Exc. suppoz, descontentecoai
adminiatrajao do Sr. Faria Lemos, e que
meu conceito e que enH^^Hpontran
pre um amigo verdadj^H
pense-me de explicajoas, alias iouteis para
o seu esclarecido espirito. Seu amigo affec-
tuoso e allega admirador. Joao Caeta-
no.
As explicajoes que o nobre deputado pelo
15. districto julga dispensaveis, nao o sao
absolutamente. Soiuiprescindveis, ao con-
trario, sob pena de attribuir-se a exonera-
jSo do digno promotor publico de Ub 'ra-
ba a motivos inconfeasaveis de pequea po-
ltica. Tocara o orador em outro ponto, para
salisfazer a um digno collega.
Est informado de que a estrada Unio
e Industria, que custou ao Estado mais de
12,000:000$, acha-se abandonada, mxime
na parte que percorre a provincia de Minas,
apezar de ser conservador o engenheiro fis-
cal. Nao ha reparos nem conservajo al-
guma, e o omprezaro da conservajo s
tem o trabalho de receber a consignajao.
Nao sabe o orador se lhe ser licito pedir
ao Sr. ministro da agricultura que mando
reparar quanto antes as pontes de Mathias
Barbosa, Zama, Americana e Jlo Carlos,
que ameajao ruina, constituindo verdadei-
ro perigo para os transentes. Se o Sr.
ministro achar suspeita a informajo do
orador, poder certificar-se da sua verac-
dade com o digno chefe do partido conser-
vador em Juiz de Fra, o Sr. barb de
Santa Helena, que frequentemente srve-
se da Unio eindustria, passando pelas taes
pontes, que mesmo a passageiro a p offe-
recem serio perigo.
O orador recebeu estas informajS^s do
seu honrado collega, deputado pelo 10."
districto, Dr. Joo Penido, que, nao tendo
boje a palavra, encarregou-o de formular
o pedido que ahi fica feito.
Concluir suas desalinhavadas observa-
res dando urna prova de que leu com a
devida attenc3o o relatorio do seu Ilustre
patricio o Sr. ministro da justica e prestan-
do-lhe um servico.
A um presidente de provincia j se fez
grande carga porque em floreio rethorico,
e na abertura da assembla provincial, de-
nominou os respectivos membros de : des-
cendentes do acto addicional.
Se n2o se soubesse que, salvo um ou ou-
tro artigo mais importante do punho dos
ministros, os seus relatnos sao escriptos
as secretarias de estado, igual accusaco
poderia soffrer o Sr. ministro da justica.
Da farcto, sob a rubrica : /actos diversos do
municipio da corte, l-se fl. 3 do relatorio
de S. Exc. :
t Durante o anno de 1885 perpetraran!-
se 9 homicidios, comprehendendo 9 reos, dos
quaes :
< Foram condenados 3.
< Estao processados 6.
Entende-se bem que 9 homicidios pos-
sarn ter como victimas 9 reos ; mas o qne
nSo se entende que as victimas desses
homicidios fossem depois projessadas e con-
demnadas.
E' um cumulo de tyrannia poshumaque
o Sr. ministro deve cohibir, recoramendan-
do mais cuidado ao revisor de provas do
seu relatorio.
O Sr. ministro ha de lembrar-se disto,
quando apresentar o seu segundo relatorio,
e este o servico a que alludio o orador.
Faz votos para que tal acanteca, no que
est acompanbado pela Ilustre maioria, pois
esse segundo relatorio s poder ser apro-
sentodo pelo Sr. ministro se o gabinete du-
rar at prxima sessao legislativa. Mas
receia o orador que isto nao se d, porque
estos historias de saneamento de cidade,
economas do Sr. ministro da fazenda, e-
mendas recambiadas s respectivas com-
missoes e outras militas que andam pairan-
do no ar sao indicios de que at l talvez
so effectue completo mntacao de vistas no
alto scenario do paiz.
O orador pede desculpa de ter fallado
com immensa precipitac&o.
Quiz aproveitar o pouco tempo que lhe
deixou a lentidao com que foram lidos na
mesa a acta e o expediente. (Muito bem;
muito.)
O Sr. Joao Caetano requer e a cma-
ra concede-lhe 15 minutos de urgencia pa-
ra interromper a ordem do dia, afim de
tratar de negocios de Uberaba.
Antes de tratar pro pri amen te do assu ra-
pto que o traz tribuna, deve dizer, em
resposta ao Sr. Affonso Celso Jnior, que
a deputacao da provincia de Minas nao es
Acabavam de dar oito horas da noite.
O italiano subi pelo houlevard de Cour-
celles, chegou a urna estacao de carrua-
gens, tomn nm fiacre a mandou condu-
zir-se a outra extremidade de Pariz, ra
de Montrenil.
No meio desta ra, em um pateo immen-
so, cercado de edificios que de boa mente
se tomaria por um quartel e nos quaes ha-
bitara mais de trezentos inquilinos, acha-
se um estabelecimento tendo por taboleta
estas palavras:
A REU.VIAO DOS VIDRACEIBOS
E' um estabelecimento misto de taver-
na, restaurant e casa de caldo, onde pra-
tos sSo cotodos aos precos fabulosos de vin-
te cntimos.
Cinco caldeu-oes enormes, collocados era
cima de urna fornalha colossal, esto em
ebulicao de manba at a noite, afim de ali-
mentar es numerosos habitantes daquella
cidade que no bairro geralmente conheci-
da pelo nome de :Pequea Polonia de
Montreuil.
Segucm-se tres vastas salas guarnecidas
por longas mesas onde se podem assentor
ao mesmo tempo duzentos commensaes.
Heservaram para aquelles que queriara
estar como em familia, duas pequeas salas
a que chamaragabinetes da sociedade
denegridas como as grandes salas e mal il-
Iuminadas de noitejpor bicos de gaz insuffi-
cientes.
De dia, urna luz baga, urna claridade
crepuscular entra pelas janellas baixas,
guarnecidas de cortinas de quadrados ver-
melhos e amarellos.
Todo aquello que entra neste lugar, a
que nSo estoja acostnmada, sent na gar-
ganta um cheiro acre de sobeijos de comi-
das, de azeite rancoso. de carnes em esta-
do um tonto dnvidoso e de margarina.
Aquellas emanacSes emprestadas causara
invensivelmente nauseas e transtornam os
estmagos mais solidos e mais robustos.
A freguesa deste estabelecimento quasi
invariavel.
Compde-ae de Lorabardes, Tecinezes e
de Piemontezes e habit 'Peqnena Polonia de
Iportanto inoxacta essa noticia, qae S.
Exc. leu n'uma folha denominada O Paiz.
Quanto demissSo dada pelo presidente
da provincia ao promotor publico da comar-
ca de Uberaba, entende que foi muiro jus-
ta, porque esse promotor, nomeado no tem-
po dos liboraes, comquanto procedessa bera
a principio, e pelo orador lhe fosse garanti-
do o lugar, que elle receiava perder, lti-
mamente deu provas de leviandade e des-
lealdade, que nao permittiam raais a sua
permanencia na comarca.
Indica apenas dous tactos que nSo abo-
nara a seriedade des3e funecionario : o pri
meiro funda-se em ter elle manifestado, na
sua jurisdiccao juizo previo, sobr um fac
to que dependa de provas, denunciando o
Benhor de um escravo, antes de proceder
a inquerito e de averiguada a procedencia
da aecusacao, e nao tendo o cuidado de
evitar que fosse violada a petico em que
ao escrivo se requera o exame do es-
cravo.
O outro facto, que demonstra a levian-
dade desse promottor, o ter consentido
que cartas reservadas do orador fossem li-
das pelos meninos as escolas de primeiras
lettras.
Foi Uto somonte a isto que esse funecio-
nario deveu o ser arredado da comarca, e
nao circunstancia das eleicSes que se
iara pleitear a 15 de Janeiro.
Assegura que a substituicSo recabio n'um
bacharct inteiramente alheio aos interesaos
locaes de Uberaba, e applaude o procedi-
mento correcto do presidente da provincia
demettindo um funecionario que mostrou
nao se achar na altura do cargo que exer-
cia
O Sr. Affonso Celso Jnior (pela ordem)
requer, e a cmara denega-lhe, urgencia
de 10 minutos para responder immedieta-
mente ao Sr. J0S0 Caetano.
ORDEM DO DIa.
FOS^A NAVA!.
Continua a 2a discussao da proposta fi-
xando a forja naval para o exercicio de
1887-1888.
(O Sr. ministro da marioha entra no sa-
lao e oocupa a sua cadeira.)
O Sr. Alies de Araujo folga de
encontrarse nesta discussao com o Sr. mi-
nistro da marrana, a quem deseja uma-ad-
rainistracao condigna com a elevacao da
vistas e o talento de S. Exc.
Sendo ar pasta da marinha urna das maa
importantes, attendendo transfotmajao
por que passam os navios, s modificacoes
no material de guerra e ao seu manejo se-
gundo as indicacoes da seiencia moderna,
convra que o nobre ministro olhe para
este ramo de servico com a maior atten-
cSo.
O novo armamento introduzido na mari-
nha de guerra, as torpedeiras e outros in-
ventos recentes exigem para o seu manejo
conhecimentos que s com a pratica se po-
dem adquirir ; e justamente quando na
Europa se liga o maior interesse a este
assumpto, que nos mandamos recolher as
nossas divseles a quarteis e impedimos as-
sim a iasiruccao dos nossos marinhei-
ros-
O orador j tove occasiao de pedir ao
ex-ministro da marinha que mandasse os
nossos offieiaes assistir s experiencias que
sobre estas informales se fazem constan-
temente na Europa, mas S. Exc. nao se
dignoa emittir nenhutna opiniSo a res
peito.
O nosso servico naval est bem monta-
do para estas experiencias de evolucSo, e
de lamentar que a menor tentativa que
se queira fazer neste sentido encontr op-
posicao por parte do governo, sob o pre-
texto d despezas.
E' de suppr que o nobre ministro, se
quzer pugnar pelo melboraraento da nossa
armada, encontr resistencia por parte de
seus collfgas do gabinete ; mas o orodor
confia da energa de S. Exc. que levar
avante esta idea, geralmente reconbecda
til e vantajosa; pois o nobre ministro de-
ve coraprehender bem que vale mais urna
esquadra pequea, mas bem apparelhada e
cora um pesBoal devidamente instruido, do
que urna esquadra composto de muitos no-
vios mas sem as competentes condicoes de
capacidade material e profissional.
Deseja que o nobre ministro lhe informa
quanto deve montar ao corto o pessoal
da nossa forja naval, pois que este ponto
nSo se acha definido com clareza no rela-
torio.
Tambera lhe parece que a distribujao
da equipagem pelos diversos navios da ar-
mada defeituosa; pelo menos essa distr-
buicao nSo guarda proporco com a tone-
lagem nem com as boceas de fogo dos va-
sos do guerra ,na Europa, onde por ex-
emplo, 100 canhSes admitiera 1,000 ho-
rneas de quipagera, 80 canb5es admittem
700 su 800 homens, e assim por diante.
Emfira, nao ha urna classificajao teennica
que esclareja o parlamento sobro o nume-
ro de |offieiaes e pracas correspondentes a
cad* navio.
Um grande subsidio podia encontrar a
nossa esquadra, em caso de necessidade,
na marinha mercante ; mas infelizmente es
sa marinha quasi toda servida por estran-
geiros. Acorojoar, portanto, a nossa roa
rinha mercante seria ura bom servico pres-
tado pelo nobre ministro e mais urna ga-
ranta para a naco.
Quanto ao* servico de illumiaajao na cos-
ta do Brasil, deixa ainda muito a dse jar
em alguna pontos. Cumpre ao governo at-
tender a esta grande necessidade de nave-
gado.
Infelizmente os conhecimentos que os
ministros de urna pasta qualquer vao ad-
quirindo a respeto dos negacios que lhe in-
cumben! ficam como que esperdijados se o
ministro que os adquire passa repentina-
mente de urna pasta para outra. E o
que est acontecendo cora o ox-mnistro da
guerra, onde vai fazer novo aprendizalo.
O orador manifesta-se enrgicamente
contra as emendas da comraissao de mari-
nha e guerra, que dao ao governo autori-
sajoes que atacara de frente as nossas in-
stituijdes.
Nao comprohende a necessidade que tem
o governo, j senhor dejtantas attribuijBes,
de cercear urna prorogativa da cmara.
Rever regularaentos e cdigos penaes mili-
tares nao da sua attnbuicao. Espera, po-
rem, que o nobre raisnistro da marinha nao
aceite esta emenda, porque assim S. Exc.
salvar a dignidade parlamentar e pratica-
r ura acto de respeito coroa.
Demonstra qu os principios que defen-
de j foram sustentados por Felippe o Bel-
lo ; entretanto,, a maioria da cmara pre-
tende fazer o inverso, em vez de manter o
direit) commum, qur fazer urna impor-
tantissima delegaco ao nobre ministro da-
marinba.
Responde a apartes, que a l* emenda
pol ser approyada e a 2a rejeitada, por
isso que hade rageitar ambas.
Historia a3 diversas phases por que pas-
sou a Franja desde 1789, bem como os di-
versos pazes da Europa, mostrando que o
arbitrio e o despotismo dos terapos antigos
foram soffrendo modificares, at chegarem
ao direito commum e divisao dos poderes
pblicos ; entretanto, a cmara nao apro-
veita cssus bellos exemplos e quer aban-
donar as regalas que tanto custarama o
brasil conseguir.
Entende que semelkante proposta repre-
senta um golpe de estado; que o governo,
depois de atacar a liberdade em diversos
pontos do interior, quer atacar agora as
attribuij3es consttucionaes do parlamento ;
assim o nobre ministro devia fazer retirar
esta emenda, deixando tu do no statu quo.
Mostra qne a Cmara j tem compro-
misso com a corda, porque na resposto
falla do throno disse que havia dotar o
exercito e a armada com ura cdigo mili-
tar ; como que boje o nobre ministro da
marinha ir dizer a corea-: A Cmara dos
Deputados teve preguija de fazer esse c-
digo, eu que vou fazel-o.
Depois de outras considerares, termina
pedindo ao nobre ministro que nao aceite
esse encargo, que vai reflectir um esbulho
das attribuijo'es parlamentares, a pretexto
de se apressar a reforma penal militar.
NSo bavbndo mais nenhura orador ins-
cripto, encerrada a discussao.
Posta a votos, approvada a proposta
com as seguintes emendas e auditivos :
< Fica o governo autorisado a rever a
legislajao penal militar actualmente em vi-
gor na armada.
< Fica igualmente autorisado, sem aug-
mento da despeza que actualmente se faz :
1." A rever o regulamento do quar-
tel-general da armada, de modo a consultar
raelbor a* exigencias do servijo.
S ** Alterar o regulamento n. 9,971
de 14 de Fevereiro de 18S5 no sentido de
augmentar o numero de escolas de Aproa-
dizsj Marnheiros, dividil as em classes,
limitando as despezas de accordo com essa
classficajSo.
1 Sala das commiss3es, em 16 de Ju-
nho de 1886.Carlos Castrioto.=Ferreira
Cantclo.=Escragnolle Taunav. >
t Fica o governo autorisado, em aug-
mentar a despeza que actualmente se fas,
a reformar o regulamento do corpo de sa-
de da armada, podendo diminuir o numero
de mdicos, augmentar o de pharmaceuti-
eos e crear ura corpo de enfermeiros.
Sala das commissSea, 16 de Julho do
de 1886. Carlos Frederico Castrioto.=*=
Dr. Jos Fetreira Cant3o.=E8cragnolle
launay.
Emenda ao 1. artigo additivo da com-
rnissao :
Depois das palavrasera vigor na ar
madadiga-se: ficando dependendo para
sua execujao da approvajao do eorpo le
gislativo em sua primeira reuniao.
c Sala das sessSas, era 17 de Junho de
1886.Castrioto.=Cantlo.
Emenda aos additivos da comraissao
para ser collooada em cada um d'eles no
lugar convenionte, o seguintedesde j
c Sala das commissoos, em 17 de Junho
de 1886.Castrioto.=Cantao.=='Taunqjf. >
ORNAMENTO DA JUSTINA
O Sr. Ministro da Justija entra no sa-
lao e oceupa a sua cadeira.
Entra era 2.* discussao o seguinte pa-
recer da commissSo do ornamento fixaado
a despeza do Ministerio da Justica para
exercicio de 18861887 :
c A commissSo de orjamento, tendo
presente a proposta do poder execuivo
para as despezas do Ministerio da Justija,
no exercicio de 18861887, e confronU-
do-a com a opresentad para o de 1887
1888, verifioou que aquella de.......
7.233:8620658 e esto de 6.413:4050408;
pedindo-se, portanto, para o exercicio da
18861887 em algumas verbas mais....
828:654)9050 e em duas outras monos
8:1960800 do que o orjado para 1881
1888, como passa a demonstrar.
t A commissao, porra, cooformanda-aa
cora os motivos das tabellas explicativa*
do orjamento da despeza do Ministerio da
Justija para o exercicio de 18871881,
pensa que deven ellas servir de base para
a decretajao relativa ao exercicio do
18861887.
E assim, seguindo a praxe, passa a
objecto de expediente da junta da corte
que era de 8000 e paseen, a 7000; a diffe
renja resultante de 1000 applicon-se ao
isgamonto da maioria de vencimentos, na
irma do art. 13 do dec. n. 6,384 de 1876,
ao .'portoiro do extincto tribunal do com-
mercio do Maranhao, Gabriel Antonio Re-
bellr, a quem se refere o aviso de 25 da
Janeiro de 1884. Abateu-so mais, a favor
da verba, a quantia de 280 pro veniente 'de
diff-'renja em 7 assignaturas do Diario
Oficial.
'Justinas de a instancia
c A lei do orjamento em vigor, no art.
3o ns. 5 a 19, votou a quantia de
A profisso exercida por estes estrarrgoi-'
ros. divde-se eu tres categoras.
Em geral, os Tecinezes sao limpadores
de chamins.
Os Piemontezes, vidraeeiros.
Os Lombardos empregam-se em ator-
ros.
Falla-Be alli raramente francez
Pastrafolla, o dono do estabelecimento
um genovez gordo como urna pipa e cuja
pelle cor de azeitona, parece ter sido be
suntada com azeite.
O olhar vesgo ; a maneira de fallar
lenta e cautelosa.
Aqnelle homem obeso, transpira o vicio
e o crime, por todos os poros.
Diz se, mas talvez seja ama calumnia,
que foi em outro tempo cendemnado orar-
te no sou paiz, que fugio da prisSo e que
veio para Pariz instollar-se naquelle lugar
para onde foi, pouco a pouco, attrahindo os
compatriotas.
Na occasiao em que entramos, a porta
desta casa immunda, as mesas estovam tao
cheias que os cotovellos dos commensaes
tocavam uns nos outros.
Seto ou oito raparigas, de ama indizivel
falto de asseio, serviam mesa.
Via-se, por toda a parte, encostados s
paredes, cavalletes em que os vidraeeiros
levara os vidros para as vidrajas.
Conversava-se, ria-se, cantava-se, em-
quanto se coma, e o barulho daquellas vo-
zes esganijadas, misturado com o ruido de
garfos e facaa em cima dos pratos, forma-
vam urna algazarra ensurdeoedora.
Alguns typos estranhos de mulher, ves-
tindo na maior parto o costante, nacional,
estavam misturados commensaes d'ontro
sexo.
N'um canto da ultima sala, mais chea e
mais ruidosa do que os precedentes; dous
homens sentados mesa, aro em frente do
outro, dialogavam com umi eerto anima-
cao.
Um pareca ter cerca de quarento an-
nos.
Outro pareca ter vinte e seis.
Ambos estovam decentemente vestidos ;
porque a freguezia daReunid dos vidra-
1 ceiros, palo mo#os wjfgnnde maioria, na
se corapunha de esfarrapados e maltrapi-
Ihos.
O primeiro, robusto e sadio, vidraceiro
de prorissao, tinha o cavallete atrs de si.
O segundo, tinha rosto paludo, physio-
nomia de doente e membros delgados.
Urna violento ophtalmia de que tinha si-
do atacado, punha o em risco de ficar ce-
go.
Era dessa ophtalraia que fallavam os
dous commensaes, ambos italianos e fallan-
do a sua liogua materna.
Qualquer dia isso pode tornar-se pe-
rigoso, raeu caro Luigi, dizia o vidraceiro.
Por prudencia devias tratar de te curar.
O outro encolheu os hombros e respon-
deu :
- Eu tenho l meios de passar os meus
das era um hospicio, meu velho Donato ?
Nao preciso que eu trabalhe para
pagar todas as semanas a pensSo ao velho
Pastafrolla ?
Porque que nao continuaste a visi-
tar aquello compatriota de quera me fallas-
te e que ha um auno tratou tSe bem de ti ?
O Dr. Panli ?
E' verdade -! esse nome agora me
record.
Sim, senhor.... tinha com certeza
toda a confian ja nelle e bavia de me cu-
rar porque ara sabio... ura verdadeiro
sabio ; mas nSo sei onde o bei de encon-
trar.
Como e que nSo sabes ?
Deixou a clnica, onde era emprga-
do como ajudante de cirurgio e nanea
mais o tornei a ver. Pergnntei para onde
elle tinha ido Nao souberam dizer-me.
Cora certeza foi um desastre para mim ;
mas que queres que lhe faja ?
Ha outros mdicos, sem ser Proli.
Informa-te e consultaos.
Para que ?
Essa boa, para te corar! Se per-
donas* a vista, era muito bonito I
Ora, adeus 1 Se ficar ceg, don um
tiro na cabeja. A vida nao de appete-
comparar essa proposta com o orjam
em vigor, votado pela lei n. 3,230 de 3 da
Setembro de 1884, a quo se refere o de-
creto legislativo (prorogativa) n. 3,271 de
28 de Setembro de 1885.
1 O total das despezas do Ministerio da
Justija, oreadas para o exercicio de 1887
1888, e cuja proposta a coramissao julga
que deve ser preferida para o exercicio da
18861887, de 6.413:4050408, menoa
400:6890000, comparado com o crdito da
6.823:0940408, votado para o crrante
exercicio, como se v.
Ab alterajSes indicadas nos quadfas
sao assim justificadas :
Supremo Tribunal
t A differenja para menos de 3080000
procede de exoluir-se a quantia de 3040000
destinada no orjamento era vigor para ob-
jectos da expediente, porque essa despeas
deve ser paga pelo respectivo cofre dos
emolumentos (art 45 da lei n. 18 de 18 de
Setembro de 1838 e art. 4. do decreto n.
98 de 30 de Outubro de 1835), e de aba-
ter-se 40009 na consignajSo para assigna-
tura do Diario Official, que, sendo *
160000, ^assou a 120000,
BdacZes
c O abatiment de 1:1440000 procede
de comprehender-se para o aluguel da cao
da Relajad do Para a quantia de 2:5000,
conforme propoz a thesouraria, em vez de
3:6000 votados, e de diminuir-se 440000
na quantia na quota Assignaturas do
Diario Official.
Juntas commerciaes
Abateu-se 1000 na consigna jo para
2.853:0900678 para a despeza comJus-
jas da Ia instancia. A quota proposta
para o exercicio de 18871888 de
2.797:4100878, isto menos 55:6790800.
Esta dislerenja procede, conforme as res-
pectivas tabellas.
Da screm elevadas as gratfieajoes
aomplesaentares dos juizes substitutos das
varas eival, coramercio e provedoria da co-
marca do Recife ; ditos de Olinda e Igua-
rass, na provincia de Pernambuco ; ditos
da de Iuguaby, na do Rio de Janeiro, e
Mogy das Cruzes, em S. Paulo ; e juizes
saonioiaaes dos termos de capital da Pra-
byba ; Paulo Affonso, as Alagoas ; La-
ranjeiras e Estancia, em Sergipe; Porto
Seguro e Tucano, na Baha ; Quarapary e
Benevente, no Espirito Santo ; Saquarema,
ao Ra do Janeiro: Canana e Cajur, em
S. Paute.
Do incluirero-se 9 collecjo'es de Jlei
para oooapletar-se o numero necessario para
a distrikuijSo aos juizes de direito o munv-
cipaes.
t De seren diminuidas as quotas desti-
nadas paraos vencimentos do juiz de di-
reito a promotor publico da comarca de
Guama, no Para, que foi supprimida, e
dos otees municipaes e de orphilos do
Riachuelo, em Sergipe: da Imperatriz,
as Alagoas, e de S. Jos do Parabyba,
6tn S. Paulo : e
i Da abater-se mais 50:0000 para os
casos da menor despeza, do que no orja-
aento em vigor, tendo-se em consi^erajao,
alera de outras causas, o disposto no "art.
3a g 1* da lei n. 3,017 de 1880.
Asylo de Mendicidade
1 A differenja de 12:4500 procede de
sa orjar era 46:0000 a quota destinada ao
sustente, curativo e vestuario dos asvlados
e em 2:0000 a quota para pagamento da
illuminajSo, atienta a deficiencia reconhe-
oida dos crditos de 27:150 e de 6000
consignados no orjamento em vigor para
taes deapeza*: e de passarem-se para a
?arba a. 7, aual verdadeiramente per-
tence as rubricas ConduccSo de enfer-
mos e alienadose-Conducjao de cada-
veres de pessoas indigentes encontradas as
vas publicas, na importancia de 7:8000.
sentio urna mab pou-
face a
-r
cer. Pelos preseros qae aqu tenho, asse-
guro-te qae alo hai de ter saudades dalla.
No momete eso qaa Luigi pronunciava sem ser nterrompidoa ?
esta ultima phrase,
sar-lhe no hombro.
Estremecen, voltou-se e acbou-se
face com Proli, que aorria para ello.
Corpo di Bacchol exclamou elle.
Como I E' o Benhor, Sr. doutor I Chega
exactamente na occasiao em que eu falla va
do senhor, com o camarada qne aqui es-
t... e olhe que nao estovamos dizendo
mal.
Proli examinou attentamente Luigi, de-
pois de lhe ter aperlado a mb.
Que isto, meu pobre rapaz ? disse-
lhe elle. Entilo tu ests doudo I Com os
olhos neste estado e nao te curas ? Isso
nao tem geito.
Nao digo o contrario, Sr. doutor, mas
para a gente se curar custa muito dinhei-
ro.
Porque que deixaste de te dirigir
a mim ?
. O senhor tinha desapparecido !
Devias ter-me procurado. Emfim aqu
estou e foi urna felicidade para ti, porque
j te nao deixo sem curar. Levanta a ca-
beja e abre os olhos o mais que poderes.
Luigi oaedeceu.
Angelo estudou o estado das palpebras.
Se quizeres, d'aqui a quinze dias es-
tars em caminho de cura, disse elle em
seguida. J te vou fazer urna receito.
As receitos fazem gastar dinheiro I...
Os pbarmaceuticos sao todos urna cambada
de ladros.
A minha receito nSo te costar um
sold.
EntSo serve-me, replicou Luigi, rin-
do. Urna pergunto, Sr. doutor... 0 se-
nhor vem jsntar reunid dg>idracei-
ros?
Nao, Tira aqui expressamente para te
procurar*.
Isto tardada ? exclamott Luigi es-
tupefacto.
Sem dtrvida. Tu tinhas me fallado
deste estabelecimento, e su cslcalei qae ti-
nha probabilidades da t encontrar aqui.
Precisa de mim T
Preciso... Tenho qne te fallar...
Ha algum gabinete em qae possamos fallar
80
Reformados do corpo militar de polica
< O augmento de 5:0200800, que
aota aasta verba procede :
De incluir-se :
Para pagamento dos venci-
mentos de inactividade aos
majores Hermenegildo Xa-
vier da Rocha, Jos Pedro
Duque Estrada Meyer e
Jos* Gaspar da Cunha Bri-
to a qaantia de 2:8320000
dem idera ao major David
Americo de Urzedo, capito
Joasuim Manoel Xavier e
alferes Ulpiano Fuentes y
Carqueja, ltimamente refor-
mados, a de
De deduzir-se a importancia do
solo qne percebia o fallecido
major Bento Marcolino Ave-
na
Augmento supra dito
3:1960900
0080900
5:0200300
Obras
t Pode-se o augmento de 5:0000, atien-
ta a reconhe.ida insuficiencia da quota
para oecorrer s obras urgentes por pedidos
oceupados pelas diversas repartjoes su-
bordinadas ao ministerio da justija.
(Contina)
Ha mesmo doos... respondeu Luigi,
designando urna porta praticada na parede
e perto da mesa. Aqui est um e creio
que est desoecupado.
O mojo levantou-se, abri a porta, veri-
ficou que com effeito o gabinete nao esto-
va oceupado e accrescenteu :
Podemos entrar.... At logo, Do-
nato.
E' um compatriota ? porguntou P-
roli.
Si, signor, respondeu mesmo Dona-
to. Um Piemontez.
O doutor cstendeu-lhe a mao e o vidra-
ceiro apertou-lh'a.
Urna criada passou perto delles.
Sirva-nos cerveja, bella bdlisma
ragazza, disse-lhe Angelo, e traga a cerve-
ja a este gabinete.
Depois entrou, seguido por Luigi.
Donato, queja tinha acabado de jantar,
acendeu o cachimbo.
A criada trouxe urna garrafa de cerve-
ja, dous copos, poz tudo em cima da mesa
e retirou-se.
Os dous assentaram-8e, e Proli entabo-
lou a conversa com estas palavras :
- O que fazes agora ?
Sempre a mesraa cousa. Sou official
de armero.
Onde trabalhas ?
Em urna casa de Batgnolles.
Quanto ganhas ?
Seis francos por da.
E' pouco.
E' pouco, bem o sei, sobretodo quan-
do necessario alimentarse, ter quarto,
vestir se, cal jar-se e ainda em cima pagar
o sea fumo.
Com certeza, meu pobre rapaz, nao
devds levar a vida muito satisfeito.
S goai um nico prazer : o aspec-
toculo... -Vou ao theatro de graja, na
minha qualidade de empregado.
Empregado ? repeto Proli. Oodet
Nos theatros de Batgnolles e de Mont-
martre.
iCoartnaor-ss-Aa)
TvaAjKarn, raa Dogoe de Oaxiai n. *2g
U0HL 1
BBBBW


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