Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18309

Full Text
AMO Lili NUMERO 153
PARA A AVIVA L K LUCSARKM OSiDE X\0 K PACA PORTE
s uiez-ss aiuantado
> Hito ideii......
ror um anuo 'eu.....
o avuiso, Jo meem.i ais
6,5000
12^000
24000
(100
QOM-FMA 8 DE MI DE 1886
PARA DENTRO K PORA DA PROTIMCIA
Por seis mezes adiantados......... ....
Por nove ditos dem...............
Por um anno dem................
Cada numero avuiso, de as anteriores..........
13500
20^000
275O0C
fiUO
DE
NAMBCO
fjropriefcafcc te JKanoel -figuctra fcc Jada & -ftUjos
TELEGRAMAS

sssviSD rASiiciAri a: sumo
RIO DE JANEIRO, 7 de Julho, s 3
horas e 45 minutos da tarda. (Recebido
s 5 horas e 15 minutos, pelo cabo sub-
marino).
A Cmara do* DepotadoN mu II*-
culiado iimu Interpffllac&o do Or. l-
fonao CelMo Jnior obre mo Irreal
Ido feiins un nomeacSe de proi!
denle de provincia.
(Especial para o Diario)
LONDRES, 7 do JuHjajf ao meio dia.
EMio eleilOM at agora membroa
da Cmara dos Comnauns 139 partl-
darloM e 5* adveraario do projer-
ION tilatlslone.
aeabam de apparecer desorden
aa Irlanda.
Orunlial W. E. Manning, arcebiapo
de WeMtminnter, declaron-ne favorn-
vel aoN projectos do Sr. taiadutone,
relativo a Irlanda.
Agencia Ha vas, filial em Pemambuco,
7 de Julho de 1886.
IRSTRDCCO POPDLAR
NATALIO
(Eo:trahido)
f>A BIBLIOTHECA DO POVO B DAS ESCOLAS
Prembulo bltorico
i Continua; do)
Citaremos uin que rouito a proposito squi nos
proporciona Gaspar Correia no seu livro das Len-
das da India.
Um galeilo portujrucx era viagera para a Iadia
abri agua : reeonhecendo-se a impossibilidade de
salvar o navio, a tripolaco sa'ta para os cecaleres.
Nao tardam p o a> era recouuecer quo estes dema-
siadamente carrejados, nao podem navegar por
muite tempe, e que pr-ciso alliviat-os, cuate o
que custar. Deitam sortes para decidir quaes oj
infelizes que nao de ser 'aneados ao mar ; e estas
designara, enlrc oufoa, um de dous irmos que
juntos iam pira Ga. Era elle o mais velbo dos
dous.
O mais novo lanca-se aos ps do capitSo, sup-
piiea Ihe que o deixe tomar o lugar do seu irmio,
nico amparo da mi que ficara em Portugal ; o
eapitao, commovido, cede, e l vai pela borda fr i
o infeliz mancebo. Eximio nadador, porra, nao
desanima e comeca a seguir durante horas a era-
barcaco que, por mutJ ea/regada p alean?* por fim, forceja por voltar para bordo ; e
j extenuado, (crido mesuro pelos tripulantes do
barco, reeolhido bord* por ordera do proprio
capitov^dido tfinal por tantacoragem e de-
dicaco fraternal.
Quantos tirarais Jeatieea nao poderiam re-
latar as (relata chroaicas dos nossos descobriicen-
tos e conquistas?
Mas at aqu... nada ba de grandioso na
historia da nadita-) (vai talvez dizer oleitor) ; ape-
nas vemos um amante Luco morrendo afogado,
orna nina mutuer diss iluta que s encapa de imr-
rcr afogada para ser cobaiuemente assassioada, e
por ultimo um homein cuja-aalvci deveu talvez
ao bem humor de um capSfito menos egosta que o
resto dos tripo!aut*>i
E' pouc para rehabilitar a nalacao e os nada-
dores ? K.li bistawue poseamos1 salvar a aossa
fida,ade uin irint'part dar arre de uadir a
importancia que eila devo ter ? Querem que o
nadad .r pos a airsear a vida pela patria ? Pois
bem : temos tamben! na historia patria (louvado
Deus n:l i fltalo n'ella exemolos heroicos a citar
a respailo d > ijue auer que seja) um exemplo para
adduztr em soaso favor.
Corra o anuo de 1381 e o Mostr de Aviz ba-
via sido proclamado d .-tensor do reino; Lisboa
estava tifiada por t. rra. e urna esquadra castelha-
na estava tundeada no Tejo interrompendo as cem-
muncacoes cora a margem sul. Km Almada que
anda resista, a miseria tinba chegado a ponto de
ser necessari i amassar o pao com o vinho i falta
de agua que a rauito custo e risco vinham os de-
fensores buscar Fonto da Pipa talvez. Era in-
dispensavel communicar cora Almada e os botes
nao podiam atravessar o Tejo por causa da vigi-
lancia da esquadra castelhana ; entilo um nadador
vindo do Porto com a esquadra portugueza, ho-
mem tac obscuro que as chronicus nem Ihe citam
o nome, atravesiou a nado por tres vezes o Trjo
afim de levar ordena a Almada.
A praea teve por fim de capitular p^r ordem
mesmo do Mestre de Aviz. E do pobre horoe, que
seis vezes arriseou n vida nem siquer sabemos o
nome !
Nao basta anda ; .' pre?:so mais ?
Querem v> r o que a dedicacao humanitaria e
deainteressada ? Soceguem os eleitores,pois na
histcrii patri., na da arte cujo amor pretendemos
inentir, encontramos resposta a todas as objeesoea,
satisfaced j a todas as-exigencias. !'odem peair
afoitami ute. que sao riuos os nossos archiv. .-,
como vil. ver.
* (Contita)
PARTS CFFHIM
Uoveruo da provincia
BXPEOIENTE DO DIA 14 DE JDNHO DE 1886
Act
O vice-presidente da provincia usando da
aculdade diferida pelo art. 1 da lei de 12 de
Agosto de 1831 'esolve prorogar por mais dex das
a actual s .i-ao da Asscmbla Legislativa Provih-
ciaL<'<>:r.rr.aajcou-se ao Thesouro Provincial e
Assinib. rosjncm!.
ate da provincia resolve exo-
nerar ( Uvdin. Manoeljo/ de Oliveira
Reg, do cargo de delegado do dijrcto litterario
de Vieencia, o noznear nara sobstitnil-o Manoel
Estelhta de Oliveira Mello.Communiccu-se a
Instrnccao r'ubliea.
O vice-presiden'e da provincia tendo em
vista a propoata do administrador dos cirreos de
11 do cerrente, sob n. 511, resolve de accor'o
com a lei n. 2794 de 20 de Outubro de 1877. no-
mear Margarida Secundioa Botelho para na for-
ma do avjso do Ministerio da Agricultura, Com-
mercio e Obras Publicas, de 21 de Dezembio do
anno prximo passado exercer o lugar de agente
do correio da villa de Tacarat vago por nSo ter
Manoel Gomes de Araujo aceito a noir.eaco feita
por portara de 12 de Maio ultimo.Commnnicou
se ao administrador dos correios.
Officios :
Ao commandante das armas, presidente do
conselho, para o fornecmento de vveres e forra-
gens ao xercito.Declaro a V. Exe.. para seu
conhecimento e fins convenientes, que ficatn ap-
provadas as propoatas, que viarsm anneai ao cu
officio de hoje datado, aceitas pelo consuno para
o fornteimento do vivares o forragons ao exercito
'e de qne trata o decreto n. 7685, de 6 de Marco
de 1880, em sesso de 14 4p crrante e bem aasim
a tabella que acompanhou o rferido officio, orga-
nisada pelo mesmo ccnselho o que tem de vigorar
no semestre de Julho a Oezembro 'este anno para
os corpos da guarnico d'esta provincia, de con-
formidade com o disposto no art. 35 do citado de-
creto.
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Remetto a V. S., para os fias convenientes, as in-
clusas propostas, que ficam approvadas, aceitas
pelo conselho para o fornecmento de vveres, e
forragens ae exercito e de que trata o decreto n.
7685, de Marco de 1880, em sessao de 4 do cor-
rente, e bem assim a tabella annexa, que fica tam-
bera approvada, organisada pelo mesmo conselho,
e que tem de vigorar no semestre de Julho a De-
zeaobro d'estc anno, para os corpos da guarnico
d'esta provincia, de conformidade com o disposto
no art. 35 do citado decreto.
Ao director do Arsenal de Guerra.Remetto
a Vmc.' para os fins convenientes, o incluso termo
de inspeceo de saude a que foi submettido o
soldado da comoanhia de aprendizes militares
d'essc Arsenal, Joao Flix Gou^alves, que se acha
em tratamente na enfermara militar.
Portara ;
O Sr. superintendente da estrada de ferro do
Recite a S. Francisco mande dar psfssagem de
ida. em carro de 3* classe, por contadas gratuitas
a que o governo tem direit,at atacada, praca
de 14 batalbo de infautaria Manoel Francisco
Alvos.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Officios :
O Exm, Sr. vice-presidente da provincia
manda remetter a V. S. copia da informacao pres-
tada pelo Thesouro Provincial em 2 do correte,
sob n. 681, acerca do pagamento do fornecmento
dos presos pobres d'essa localidade, de que trata
esse juizo em officio de 19 de Maio prximo pas-
sado.
EXPEDIENTE DO DIA 15 DE JDNHO DB 1886
Actos :
O vice presidente da provincial resolve no-
mear o bacharel Augusto Cesar Ferreira Caldas
para o cargo de promotor publico da comarca de
Bora Omselho, devendo assuimr o exercicio no
praso de um mez.-Commuuicou-sc ao juia de di-
reito e ao noraeado.
O vice-presidente da provincia resolve no-
mear o bacharel Helvecio de Carvalho Gomes Gui -
maraes para o cargo de promotor publico da co-
marca de Roa-Vista, devendo assumir o exercicio
n> praso de dous meses.Communicou-se ao juiz
de direito e ao nomeade.
O vice- presidente da provincia tendo em vista
t omcio de 31 de Maio rindo, do juiz de paz mais
vota io da paroehia de Nossa Senbora do Rosario
de Muribeca,doqualconstaacharera-se em concer-
t os coosiatorius da igreja matriz, determina, de
conformidade com o art 94 do regulamento expe-
dido com o decreto n. 8217 de 13 da Agosto, que
os eleitores da referida paroehia si reuaam, para
aitos eleitoraes, no paco da respectiva Cmara
Municipal, ficando assim sem etvito a portara de
25 de Agosto de 1881, na parte relativa reunio
dos meamos eleitores.
O vice-presidente da provincia attendendo
ao quo requereu Ismenia Genuna Das, professora
da cadeira de cnsino primario de Goyanninha, re-
solve prorogar por 60 das a licenca ltimamente
concedida peticionaria, para tratar, de sua sade
onde Ihe convier.
O vice-presidente da provincia tendo em vis-
ta o officio do inspector da Alfandaga, datado de 27
de Maio prximo passado, sob n. 279, resolve ap-
provar a tabella annexa ao citado officio, referente
porcentagem que cabe aos em pregados da mes-
ma Alfandega pela arrecadacao do imposto provin-
cial, ficando assim alterado o art 13 das instruc-
cO*s de 14 do alludido mez de Maio, expedidas por
esta presidencia.liemetteu-se copia Thes iu-
raria de Fazenda, inspector da Altandega e The-
souro Provincial.
O vice-presidente da provincia resolve exone-
rar Cornelio Rabello Padilha do cargo de fiel do
annazi'm da Altandega.
O vice-presidente da provincia tundo cm
vista o exposto pelo inspector da Thesouraria de
Fazenda em officio de hontera, sob n. 40', resolve
exonerar1* Antonio Fernandej de Albuquerque do
cargo de iel do armazem da Alfandega.Commu-
nicou-se Thesouraria-#6 Fazenda.
Ao commaod rite das armae.D V. Exc suas
ordens para que seja inspeccionado de sade pela jun-
tamilitar.osoldado da companbia de operarios mi-
litares do Arsenal de Guerra, Manoel Neto Men-
des da Silva, envan io opportunamente o respec-
tivo termo Secretaria dosta presidencia.
Ao conselheiro procurador da coraDigne-
< V. Exc. de emittir parecer sobre o assumpto dos
officios juntos, em original, de 30 de Abril e 1 de
Maio ltimos, do Dr. juiz de direito da comarca
de Cimbres.
Ao Dr. Joaquim da Costa Ribeiio, juiz de
direito do 1 distrlcto criminal.Peco a V. S. a
solucao do ineu officioie 10 de Maio ultimo, acer-
ca da remessa das copias das revisoes do alista-
m-nto eleitoral da.comarca oesta capital, de que
trata o art. 49 dgf"regulamento n. 8213 de 13 de
Agosto de 1881,'que nao teem sido remetidas re-
gularmente a esta presidencia, afira de que possa
conheccr a alteracao havida no alistamento e dar
execucao ao ditp sto no art. 9o do referido regu-
lamento. Recommeudo-lhe a mxima urgencia
neate negocio, afim de que aproveite a medida que
tiver de tomar, de aecurdo com a ultima disposi
i;n citada, s prximas eleicoes municipaes.
Au Dr. chefe de p dicia.Communico a V.
S.. para o.a ^as convenientes e em s luciio de s-u
officio r. 276 do 16 de Marco ultimo, que expeco
hoje as ordeos neeessariaa, para que o soldado do
corpo de polica, Joao Jos de Leraos, mediante
descont da 5 parte do sold, indemnise a fa-
zenda provincial da quantia de 3>0 0, qu : fiou
a dever de fard m nto recebido ao terapo em qui-
era, cabo da g- arda cvica.
- Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Pura os fins covenientes communico a V. S. que
achara-se incluidos os reparos do edificio em que
funeciona a reparticao de Sade do Porto, segn
do declarou me o engpnheiro encarregado daa
obras gtraes eai officio n. 114 de 12 do correte
mez.
Ao ne fins convenientes, que norceei hoje o bacharel Au
goa'o Cesar Pereira Calda?, p ra o cargo de pro-
motor publico da comarca de Bom Conselho.
Ao mesnv.Con munico a V. S. para os fins
convenientes que nomeci hoje para o cargo de pro
motor publico da comarca de Boa Vista o bacha-
r/1 Helvecio de Carvalho Gomes Guimares.
Ao n.esmo.Para os fins convenientes com-
munico a V. S. que ao dia 28 de Maio findo, o ha-
chan 1 Joao Quintiliauo de Aaevedo e Silva assn-
mio o exercicio do cargo de promotor publico da
comarca de Flores.
Ao mesmo.Remetiendo a V. S., para sea
conhecimento e fias convenientes, copia da infor-
macao, que prestou o juiz municipal e de orphaos
do termo da Escada, acerca dos escravos Daniel e
Mana, libertados no mesmo municipio por conta
da i* quota do fundo de einancipacao. assim como
do auto de perguntas teitas ao primeiro n das car-
tas de liberdade que anteriormente Ihe foram pas-
sadas por Antonio Goncalves da Conceigio do re-
querimento, em que Agostiuba Mara dos Aujos
viuva de Francisco Antonio Goncalves, pedia o
pagamento da importancia da libertacao de Daniel
pela dita quota e dos documentos annexos ao seu
requerimento declaro-lhe que ndefori hoje a sua
pticao porquanto nSo provou ella, a lgitimidade
dos libertos, pelos quaes Manoel Francisco da Sil-
va possua a parte vendida a seu finado marido,
bem como que o referido Conceicao nao era pos-
suidor das partes, que tinba em Daniel, das quaes
pasi-ara as duas cartas de liberdade.
Outrosim, providenciei de novo acerca de Mara,
qne, segundo o auto de perguntas, reside no enge-
nho S. Matheus, daquelle termo.Communicou-se
ao juiz municipal.
Ao Thesouro Provincial.Achando -se con-
cluidos os reparos da casa que serve escola pu-
blica na povoacao de Una, como iuformou o enge-
nheiro chefe da repartigao das Obras Publicas, em
officio de 11 do corrente, sob n. 108, mande Vmc.
pagar ao empreiteiro Jeronymo Odn Ferreira Ca-
bra!, a quantia de 2601000, importancia dos mes-
mos reparos. Communicou-se reparticio das
Obras Publicas.
Ao mesmo.Communico a Vmc, para os fius
convenientes e em solucao ao sen officio n. 674, de
29 de Maio findo, que expeco hoje as ordens ne-
cessarias afim de que e soldado Jo corpo de poli-
ca Joo Jos di Lemos mediante descont da 5'
parte do s, Ido, indemnise a fazenda provincial da
quantia da 30000 que ficou a dever de fardamen-
to recebido ao tempo em que era cabo da guarda
cvica.
Ao engenheiro chefe da reparticao das Obras
Publica'.A'vista da informacin. 105, presta-
da por Vme., em 9 do corrente, autoriso-o a an-
nullar a empreitada feita com Alfonso de Albu-
querque Maranhlo, para ezecuco dos raparos do
edificio da escola publica da cdade do Rio For-
mooo e approvo a deliberacao de ter mandado or-
ganisar novo orfamento para a realisac&o de taes
reparos. Quanto obra da ponte do Porto de Pe-
dras cumbre aguardar o trmino do praso do con-
tracto para esta presidencia resolver a respeito.
Ao commandante interino do corpo de poli-
xia.Providencie Vmc. para que o soldado Joao
Jos de Lemos, mediante descontos da 5* parte do
soleo, indemnise a fazenda provincial ia quantia
de 30000, que ficou a dever de fardamento rece-
bido ao tfmpo era que era cabo da guarda civica.
Assim fica respondido o seu officio n. 516 de, 7
do corrente.
Ao juiz municipal do Brejo da Madre de
Deus. Consultou Vmc. em oGico de 10 de Abril
ultimo, se os escravos matriculados no anno de
1872 com a idade de 65 annos, tem at aquella da-
ta completado a idade legal para serem declarados
livres, vista do disposto no art. 1' da le n. 3,570
de 28 de Setembro de 1885 e 3 do art. 2 do re-
gulamento n. 9,517, de 14 de Novembro, se-
gu nte :
Em respoita deelaro-lhe que do citado pa-agra-
pho e dd de n. 2 do art. 1, deduz-seque aoescra-
vo matriculado em 1872 com 45 annos de idade,
conta-se o tempo decorrido at a nova matricula,
e que, se attingir elle a 59 annos, dever ser ma-
triculado.
Se, porm, exceder dessa idade, addicione-sc-lhe
como cooroleto o anno da nova matricula, e entao
passa elle a gosar do favor da ultima parte do re-
ferido 10, sendo considerado como tendo 60 an-
nos, pelo que deve ser arrolado como livre, sujeito
prestacao de ser vicos.
No caso de ser a idad declarada na antiga ma-
tricula por anno, mez e da, e nao por anno com-
pleto, s poder ser elle considerado liberto, aver-
bado como il, depois de completar 60 annos que
sern contados pela lrma prescripta no 21 do
art 11.
Portaras :
A' Cmara Municipal do Rio Forraoso.- De-
claro Cmara Municipal do Rio Formoso, em so-
lucao ao que expe m seu officio de 'll de Maio
ultimo, que tendo ouvido ao engenheiro chefe da
Reparticao das Obras Publicas, autorisei a annul-
laeo da empreitada feita com Alfonso de Albu-
querque Maranho, para a execucao da reparos do
edificio de escola publica dessa cidade, e organi-
sacilo de.novo orcamonto para a realisac&o de taes
reparos.
A' Cmara Municipal de Muribeea.Para os
devdos effeitos, transmiti Cmara Municipal de
Muribeca copia da portara de hoje datada, desig-
nando o lugar para a reuna dos eleitores da pa-
roehia dr- Nossa Seuhora do Rosario de Muribeca.
Mutatis mutandis ao juiz de direito da co
marca de Jaboato.
Muta'is mutandis ao Sr. JoSo Evangelista Pe-
reira de Oliveira, juiz de paz da paroehia de Nos-
sa Senhora di Rosario de Muribeca, em respoota
ao seu officio de 31 de Maio finio.
EXPEDIENTE DO SECRETARIO
Officios:
Ao Io secretario da Assembla Provincial.
O Exm. Sr. viee-presidente da provincia manda
remetter a V. S., para que te digne de subraetter
ao conhecimento e resolucao dessa Assembla. a
informacao junta, em original, prestada pelo The-
souro Provincial em 9 do corrente, sob n. 692,
acerca do pagamento, para o qual nao fo votado
crdito na lei do orcamento vidente, relativamen-
te a passagens, na imncrtancia de 3180, cence
ddas na estrada de ferro do Recife ao Lmoeiro.
Ao mesmo. O Exm. Sr. vice-presidente da
provincia manda remetter a V. S, para que se
,iigne de submetter ao couhecimento e resoluta
dessa Assembla, a informacao junta em original,
prestada pelo Thesouro Provincial em 9 do cor
rente, sob n. 691, acerca de pagamento, para o
qual nao foi votado crdito na 1(1 do orcamento
vigente, relativamente a passagens, na importan-
cia de 257480, concedidas nos carros do prolon-
gameuto da entra i de ferro do Recifo ao S. Fran-
cisco h estrada de ferrr>d Recite Ciruar.
Ao Dr. chefe de poleia. O Exm. Sr. vice-
presicente da provincia manda coinmuuicar a V.
[j fin r, spota ao seu officio n. 563, que se pro-
videnciou para recolher-se ao respectivo corpo o
sargento juiante de polica Augusto Jos de Mo-
raes.
Ao director engenheiro ebefe do prolonga-
ment> da estrada de ferro do Recife ao S. Fran-
cisco e estiada de ferro Je Caruar.- O Exm. Sr.
vicepresidente da provincia manda communicar a
V. S., em resposta ao aeu officio de 29 de Janeiro
prximo passado, sob n. 116, que nao ha vendo ere
dito di lei do orcamento vigente para pagamento
da quaiitia de 257JA80, de que trata o menciona-
do olHci >, submette hoje deliberaco da Assem-
bla Legislativa Praviaeial o alludido assumpto.
Ao gerente da Cuinpanhia Pernambucana.
De ordem do Exm. Sr vice-presidente da provin-
. i., > ecueo o recebimento do officio de h ntein ao
qu al V. S. communica que eisa comp*>ihia expe-
dir para os portos do norte at o de Cainossiin,
ni dia 22 do corrente, s 5 oras da tarde, o va-
por Ipojuca.
XPED1ENTE DO DIA 16 DE JNBO DE 1886
Acto ;
O vice-presidente da provincia resolve ie-
clarr que a cadeira para a qual foi comeado o
alumno mestre da Eseola Normal Antonio Mar-
tina de Oliveira, a de Santa Cruz de Sitios No-
vo*, creada pela lei n. 1231 de 24 de abril de
1876, e nao Sitio* Novos de Ouricury, conforme
consta da portara de 8 de Abril ultimo.
Officios :
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
Deelaro a V. S., para os fins convenientes, que de
conformidade com o aviso do M'nisterio da Guerra
de 28 de Maio findo, autorisei o director do Ar-
senal de Guerra a mandar fornecer ao 14 bnta-
Ihao de infamara o armamento, equipamiento, in-
signias e Utensilios constantes das duas inclusas
notas, por copia, organisadas na reparticao do
quartel mestre general, em 15 de Abril ultimo e
27 do dito mez de Maio, na importaueia de......
3:039^015 rsCommunicou-se o commandante
das armas.
Ao mesmo.Remetto a V. S. copia do officio
do inspector do Thesouro Provincial, datado de 12
deste mez, sob n. 701, com o qual ministrada a
relacao dos collectores proviaciaes, demittidos no
13 distrieto eletoral desta provincia, antes e
depois de 15 de Janeiro prximo findo.
Assim tica respondido seu offleio de 4 do cor-
rente, sob n. 377.
Ao mesmo.Remeti a V. S para os fins
convenientes, copia do aviso de 31 do Maio ulti-
mo, n. 2353, na que o Exm. Sr. ministro do im-
perio declaroa ficarem appi ovados os crditos na
importancia de 1:5194652 rs., abertos sob respon-
sabilidade desta presidencia verbaSoccorros
Public odo actual exercicio.
Ao mesmo.Remetto a V. S. para os devi-
dos effeitos, copia do aviso do Ministerio da Ma-
rinba, de 7 do corrente, n. 837, relativo ao crdito
de 100$ aberto por esta presidencia, em 15 de
Maio ultimo, afim de ter lugar o pagamento do
premio de alistamento do menor Valentino Natal
Menard na eseola de aprendizes marinheiros.
Ao inspector do Thesouro Provincial. Me-
diante flanea, nos termos da sua informacao de 12
do corrente, n. 703, mande Vmc entregar ao ad-
ministrador do patrimonio da matriz da freguezia
de Cabrob, capitn Angelo Vieira Sampaio, a
quantia de 600000, correspondente ao producto
da 8a parte de lotera n. 43, extrahida em favor
das obras d'aquella matriz. Devolvo as duas pe
tigoes que a esse Thesouro dirigi o mesmo admi-
nistrador.
Ao mesmo.Para os fins convenientes com-
munico a Vmc, que a 30 de Maio findo, tomou
posse da coadjutora da freguezia de Santo Antao
da Victoria, o Uevd. Jos Paulino de Andrade,
nome&do em 24 do referido mez, segundo declarou-
me o Exm. Sr. Bispo Diocesano, em officio de 12
do correte.
Ao director do Arsenal de Guerra. Mande
Vmc. fornecer ao 14* bataihao de infantaria, con-
forme determina o Ministerio da Guerra, em avi-
so de 28 de Maio fiudo, o armamento, equipamen-
to, insignias-a utensilias, constantes das duas in-
clusas notas organisaoas na Reparticao do Quar-
tel Mestre General em 15 de Abril ultimo e 27 do
dito mee de Maio, na importancia de 3:0395015.
Ao metalo. Reproduzindo-se o facto de se-
rem fornecidM aos corpos artigos, que pele seu
rao estado deveiiam ser dados em consumo, o
que prova serem taes artigos conservados em ar-
recadacao nos) alraoxarifados dos Arsenaes de
Guerra, contra o que diepSe o art. 49 do regula-
mento de 19 da Oumbro de 17, declara o Minia
teo da Quera, em aviso circular de 4 do corren-
te, que fica extensiva a esse Arsenal a disposico
do aviso de 7 de Dexembro de 1881, junto por co-
pia, dirigisto t- vi4cadaneia da Guerra. O que fa-
eo consta a Vme. para seu couheciuientos e devi-
da execucao.
Ao gsrente da Companhia Pcraainbucana.
Provifrencie Vmc, para que as passagens gr&tm-
tao ooncedidas a r at o porto de S. Salvador, pela
rtaria de 25 de Maio ultimo, a D. Cecilia Ama-
de Mello Santos e dous filaos menores, tcnbam
lagar uo primeiro vapor que segu para os purtos
do sul.
Portarias :
O Sr. superintendente da estrada de fe-ro do
Recife ao S. Francisco sirva-e de mandar dar
passagens, eu carro de 3* classe, da estaco das
Ciiico Pontas de Una, para serem descontadas
das gratuitas, a que o governo tem direito, s pra-
cas do corpode polica, Jos Pereira da Cunba e
Jos Flix da Silva, que se destinara seus desta-
camentos, o primeiao em Buique e o segundo em
Aguas-Bellas, conduzindo fardamento.
O Sr. gereute da Companhia Fernarabucana
mande dar passagem, proa, at o porto de S.
Salvador, no primeiro vapor que seguir para o
sul, a Mana Luisa da Con :-?icao, por conta -das
gratuitas, a que o governo tem direito.
ESPEDIENTE DO SECRETARIO
Officios:
Ao in-.pector da Thesouraria de Fazenda.
De ordem de S. Exc. o Sr. vice-presidente da pro-
vincia transmiti a V. S., para os devidos fins, as
ordens do Tribunal do Thesouro Nacional de ns.
113, 117 e 113 e bem assim as portarias de 1 e 2
do corrente, concedendo liceoca ao 1 e 3o escri-
turarios dissa Thesouraria, Manoel Leite Pereira
Bastos e Luis Vieira Perdigaj.
Ao inspee'or gerl da instruecao publica.
De ordem de S. Exc. o Sr. vice presidente da pro-
vincia communico a V. S. jue a cadeira para a
qual foi mineado o alumno mestre da Escola Nor-
mal, Antonio Martina de Oliveira Machado, a
de Santa Cruz de Sitios Novos. er ada pela ei n.
1,231, de 1875, e nao Sitios Novos, de Ooricury,
segundo foi declarado por portara desta data.
A' junta classificadors de esclavos do muni-
cipio d Olinda.De ordem do Exm. Sr. vice pre-
sidente da provincia aecuso o reeebiment do offi -
ci do 14 do conente, no qual Vs. Ss. communicam
que"se reuniram nesta data, de conformidade com
a circular de 24 de Maio ultimo.
Mutatis mutandis a de Nazareth.
Ao agente ia Companhia Babana. De or-
dera do Exm. Sr. vice-presidente da provincia ac
cuso o reccbiuento do officio de 14 do crrente, D >
qual V. 8. communica que o vapor Mrquez de
Caxias, chegado la Bahia e escalas, regressar
no dia 18, s 4 horas da tarde.
-6-
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DIA 6 DE
JULHO DE 1886.
Adehide Rosaiina Bittencourt Barb'sa.Sim.
Antonio Pinto Lip.i & Irmao.Sim, coin as res
tricco s do csty o.
Agost'n!;-. Jos dos Santos Janior.Encami
nhe-se, pac noS o supplicanto o porte na repart
cao dos Co. i ,
Major Custodio Flora da Silva Fragoso.Sun.
Comoaah: The Groat Western of Brasil R.il
way Compauy Limited. Penden lo de deoisao d >
governo g>-ral s'i e-too mi nao caducos os contrae
tos proviucaes celebrados para a cuustrucco da
entrada de ferro do Limoeiro, aguarde a suppl
cuite essa d*;ioo.
Bacharel Deomedes Theodoro da Costa. Sim.
Fulgencio O Alvares. hVeraettdo ao Sr. briga
leiro-commandante das armas paru mandar atten-
der ao supplicsnte.
Capitao Joo Jiistiniano da Rocha.S jara con
certados.
Silva & CO aviso n. 418, de 1869, citado
p dos supplcuutcs, longo de favorecel-oa, justifica,
anda mais, o acto i-outra o qual reclamara, que
annullou urna deliberad-a > da raunicipalidade p.r
ser prejudicial a terocirvs e desvautajosa aos a-
torojacs pblicos.
A. autorisaoao concedida a quaesquer cmaras
municiones, pelas aesemblas proviucaes, pa.a a
exicueao de qualquer servijo ou celebra^ao de
entrado, nao inv. la e uem rovoga as disposi-
^oes de le orgnica, r-guladoras dos direitos e d. -
veres das mesmas enmaras no exercicio de suas
attribuicdes. E' evidente, portante, a nullidade de
quaesquer contractet, celebra los por exclusiva de-
liberado das cmaras, herido para notar que os
supplicantes tao convencidos estavam de que o
acto da Cmara dependa de sauccao do poder
competeute, que convencionaram no contracto an
nullado que a Cmara nao se obrigava e nem se
jujeitava a indemnisar qualquer prejuizo dos con-
tratantes, proveniente de qualquer resolucio dos
poderes pblicos, relativamente ao mesmo con
tracto.
As disp93coe8 dos arts. 304 e 305 do cdigo
commercial, no intuito de garantrem interesses de
tereeiros, prejudicados pela constituioio irregular
ou dolosa de urna soeiedade, nao autonsam a que,
de ante-mao so consinta na composicao imaginaria
de urna soeiedade afim de celebrar com a admnis
traco publica um contracto, anda mesmo insig-
nificante, e neo era possivel admitir tal soeiedade
a contratar validamente com a Cmara, de modo
a obrgar-se perante ella um s de seus membros,
que nem ao menos proroa ser ccuunercianre, se-
gundo exige o art 315 do citado cdigo, ficando
os demais isentcs de qualquer responsabilidade,
perante a mesma Cmara, e inteiramente deseo-
nhecides e oceultos.
Attentos os motivos expostos, do que mais consta
da portara desta Presidencia de 8 de Maio e em
vista da improcedencia das razoes adduzidas pelos
supplicantes, nao tem lugar o que requerem.
Secretaria da Presidencia de Pemambu-
co, em 7 de Julho de 1886.
O porteiro,
J. L. Viega8.
Reparticao da polica
Seccao 2.' N. 667.Secretara da Po-
lica de Pemambuco, 7 de Julho de 1886.
Llm. e Exra. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontcm recolhidos Casa de
Detencao os seguintes individuos :
A' minha ordem, Francisco Jos Velloso, conha-
cido por Francisco de Assis, cont pronunciado em
crime de morte no termo de Pao d'Albo ; e Joo
Alfredo dos Santos, menor, afim de ter deetino pa-
ta a companhia de aprendizes marinheiros.
A' ordem do subdelegado do Recife, Mariana
Domingas da Conceicao, por offensas moral pu-
blica.
Na madrugada de 4 do correte penetraran] os
ladioes na casa de residencia de Candida Cypria-
na Serafina, ra do Coronel Suassona n. 64,
destelhandc a coberta, depois do que arrombaram
a porta da sala de visita e forcaram a gaveta de
nma commoda, d'onde nada tiraram.
Em seguida percorreram toda casa e se retira-
pam levando um sanctuario com 8 imagens e seus
respectivos ornamentos do ouro e prata.
Os ladrees entraram pelo quintal galgando os
muros e sahiram pelo porto que dpara a ra de
Santa Therez >.
O sanctuario, sem as imagens, foi encontrado no
becco do Faleo.
O subdelegado da freguezia abri inquerito e
trata de descubrir os autores do crime.
Hontera, por voita de urna hora da tarde, mor-
reu repentinamente.urna mulh<.r de cor parda, cujo
nome ignora-se, e que se oceupava em lavar rou-
pa margem da linha frrea de S. Francisco, na
ra Imperial.
O cadver fo depositado na igreja matriz de S.
Jos, onde se fez a vistoria, declarando os peritos
ter sido'a morte oecsio>iada por urna congesto
cerebral, depois do quo tai sepuUado no ceraiterio
publico de Santo Amaro.
Commuoiceu-rae o subdelegado da freguezia ie
Santo Antonio, que hontem, por volta de meio dia,
lora preso era flagrante, no estabelecimento de
Franco Ferreira & C., no largo do Paraso n. 16,
o caixeiro do dito estabelecimento Manoel Martina
Jnior, por baver airado sobre Laurindo Gomes
Cardoso urna lata com manteig4, do p-se de duas
libras, ferindo-o levemente, comosa verifica do cor
po de delicto a que se procedeu.
O referido subdelegado abri inquerito contra o
offensor, que entretanto deixou de ser reeolhido na
Casa de Detencao por ter prestado flanea.
No dia \' do mez findo, s 5 horas da tarde e
no lugar denominado Sala i, do termo de Tacarat,
o individuo de nome Antonio do Barros do Nas-
eiraento travou se de razoes com o menor Rosendo
de Freitas Oliueira, a quem ferio levemente.
Contra o delincuente, que evadio-se, procedeu-
se no* termos do inquerito policial.
Ante-houtem, s 6 c meia horas da tarde,
por occasio de passar na matta de S. Joo do dis-
trieto de S. Lourenco da Matta, e almocreve Cle-
mentino Jos Cabral, que segua viagem para
Campia Grande, foi all aggredido pelo individuo
de nome Manoel Ferreira de Mello, que armado de
urna facca de ponta e ccete, ferio gravemente na
perna esquerda ao mencionado Clementino.
O delnqueme foi preso e eontra o mesmo Dro-
cedeu-se na forma da le.
J^elo subdelegado do 3o distrieto do Cabo foi re-
mettido ao juizo competente o inquerito policial a
que procedeu contra Josephina Amelia de Parias,
prrsa no dia 3 do corrente, por baver assassinado
ao menor de 12 annos de idade, de nome Manoel,
filho de Nanoel Vicente Ferreira, com quem vive
amasiada.
A morte de dito monor foi ocCasionada por cas-
tigos immoderados que Ihe inflinga a delinquente,
a ponto de suecumbir na occasio em que eracas--
tigado.
Deus guarde a V. Exctiln, o Exm.
Sr. Dr. Igaacio Joaquim de Souza Leao,
muito diguo vice-presidente da provincia.
O chefe de pcli :ia, intonio Domingos
Pinto.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA DE 6 JLHO DE 1886.
Jos Paulino da Silva Fho e Manoel
Ler-poldino da Silva. Fajam-se as notas
de portara de lioeoca.
Alexandrina Amelia Moreira, Urabelino
Candido de Azevedo da Silva. Certifi-
que .-e.
Offi 03 do Dr. ehefo de polica e do en-
genheiro chife (!i;3 obras publicas Cotbi-
nano Je Aquino Fonaeca, Miguel Jos
Rodrigaa8 Braga, contas do corpo de poli-
ca, Trilhos Urbanos do Recife a Caxaog,
Salvador Barbalho Uch.a Cavalcante,J. J.
Alves de albuquerque. Informe o Sr.
conta lor.
Jos Fram isco dn Paula Albuquerque.
Eutr gue se a quantia em deposito.
Jos Antonio da Kisa Informe o col-
loctor d'i Agui-Preta.
Coritas do -x-collector de Limoeiro
Hja vista o Sr. Dr. probar idor fiscal.
Jos Ferreira Campos. A vista da in-
f r.raco da eontadori i nao ha que deferii,
porquant nao i-xiste i'Sjriptnradaem nome
do s'upplicarjte divila ijguma, nem liquida-
da pura sar inscripta no quadro.
SUQi el Alves Guerra. Ao Sr. thesou-
reiro para os de vitos G
iraiaudale das almas da matriz da Boa
Vista e padre Dr. Manoel Gronsalves Soa-
res de Amorim. Declara o contencioso se
j fo prestada a fianca.
JoSo Aureliano Luz Alves. Satisfeita
a exigencia do Sr. contador, volte.
Jos Benicio Rodrigues Coelho. Infor-
me o Sr. collector de Ouricury.
Officio do Dr. procurador dos fetos.
Informe o Sr. Dr. administrador do Con-
sulado.
Miguel Reinaux Duarte Filho, J. J. Al-
ves de Albuquerque, e Francisco Teixeira
de Carvalho. Informe o Sr. contador.
Clementino Marques da Fonseca. Cer-
tifique se.
Paiva Valedte & C. Antonio Jos Coim-
bra Guiraaraes, Francisco Alves de Car-
valho e Flix Pereira e Silva. Haja vis-
ta o Sr. Dr. procurador fiscal.
Consalado Provincial
DESPACHOS DO DIA 3 DE JULHO DE 1886.
Antonio Carlos. Satisfaja a exigencia
da 1.a seccao.
Antonio Rodrigues de Souza & C. In-
forme a 2.a seccao.
David da Silva Maa. Cumprt-se.
Dr. Manoel Enedino do Reg Valenya.
Deforido de accordo com as informaco'es.
5 -
Joaquim Gonfalves de Albuquerque e
Silva e Joaquim Felippe & Aguiar. Sim,
de accordo com a informacao.
Pereira Carneiro C Informe a 2.a
seccao.
Leocadia Maria do Jess. Antonio Das
da Silva, Machado, Lopes & C, Manoel de
Almeida e Silva e Francisco Duarte. In-
forme al.* seccao.
Livramento ca C Junte conhecimento
d dcima relativo ao ultimo semestre.
PERWAMBCO
Assembla Provincial
EMENDAS APRESENTADAS NA 3a DISCDSSXo
DO PEOJECTO N. 54 (ORCAMENTO MUNI-
CIPAL^.
N. 183. Offerecemos como emenda o orcamento
apresentado pela Cmara Municipal de S. Beato:
1." Ordanado do secretario
S 2.* dem do porteiro
3. dem da fiscal da villa
4. dem do fiscal de Canhotnho
5. dem do fiscal de Jupy
6." dem do fiscal do Calcado
7.o dem do fiscal de Cachoeirnha
8. dem de administrador do cemi-
terio da viila
| 9. dem de um covero
10. dem de administrador do cemi-
terio de Canhotnho
11. Porcentagem de 6 */o ao pro-
curador
12. dem ao auxiliar do procarador
encarregado especialmente da co-
brahea da divida activa
13 Expediente e assignatura do
Diario
14. Agna e luz para a cadeia
15. Jury, eleico e alistamedto mili-
tar
16. Despezas e custas judiciaes
I 17. Aluguel do pao da cmara
18. Limpeza das ras
19. Obras municipaes, tendo prefe-
rencia o muro do acude municipal e
concert do mesmo
20. Evbntuaes
21- Pcrcentagem de 15 % ao aferi-
dor
400*000
80*000
1001000
50*000
40*000
40*000
40*000
60*000
30*000
30*000
150*000
100*000
60*000
8*000
50*000
20*000
180*000
50*000
800*000
10u*000
30*C00
2:670*000
Reg Barros.Rodrigues Porto.
N. 181. Sub-emenda a de n. 125. Onde se l
Jos Joaquim Pereira de Oliveira, accrescente-se:
de custas de execuces criminaos. Reg Barros.
N. 185. Ao art. 43. Supprima-se o 7: no
6 onde se t 400*, dga-se 100*000. Eleve-se a
verba do 16 que dever ficar em 892*, accres-
cente-se: sendo 590* para pagamente da casa
que a cmara comprou.Reg Barros.
N. 186. A emenda n. 118 no 2: onde se l
sem idemnisacao, diga-se com iudemnsacao nunca
superior a metade do valor do edificio.Herculano
Bandeara.
N 187. A Cmara Municipal do Recife fica
autorisada a restituir Cmara de Olinda a im-
por'ancia de foros que indevidamente receben de
terrenos e predios desta raunicipalidade.Gomes
Prente.
N. 188. Onde couber. Pague a Cmara Muni-
cipal do Recife 85*000 que deve de custas judi-
ciaes ao juiz de direito Dr. Mauoel da Silva Reg,
sendo o pagamento realisado de preferencia a
qualquer outro, augraentando-se a verba destinada
a custas judiciaes.Gomes Prente.
N. 189. Fica approvado o contrato celebrado
pela Cmara Municipal do Recife, effectuado em
vlrtude da autorisaco dada no art. 74 da^ lei n.
1,515 e mandado vigorar no exercicio da lei de 28
de Julho de 1S84.Andr Dias.
N. 190. Fica a Cmara Municipal de Gamel-
leira autorisada a pagar integral e pretereacial-
mente o que estiver a dever ie custas ao escrivab
Joo Baptista da Rocha Baixa Lins.Coelho de
Moraes.
N. 191. Ao 12, n. 9, accroseentc-sr-: sendo
1:600a, para as matadouro do Arraial, deposito d'agua e tornciras.
Jos Maria.
N. 192. Ao art. 1 14 n. 4: inclusive
304*760 a Jos M. Goncalves Salgueiro, comoj
foi recouhecido pelas leis ns, 1,063 e ',791.Re-
g Barros.
N. 193. Ao art. 1, 14, n. 4: verba de cus-
tas necrescente-se: pagando se de preferencia as
que sao devdas ao eserivo Florencio Rodrigues
de Miranda Franco, antes de he ser marcado o
ordeuado que percebe.Jos Maria.
N. 194. Ao 3o do art. Io n. 1: mautenhsm-
ae os vencimentos de accordo com O orcainento vi-
gente.Jos Mara.
N. 195. Fica approvado o contrato celebrado
pela Cmara Municipal de S. Bento com Joo Jo-
s Ferreira, para a col itruccao de urna casa de
mercado na villa do mesmo nome.Regueira
Costa. .
N. 196 Onde couber. Fica a Cmara Munici-
pal do Recife autorisada a mandar pagar, cem
preferencia a outros, a quantia de 267*i60de
custas, que a mesma Cmara deve a Jos Joa-
quim Das 'lo liego Jnior.Vigario Augusto
Prauku.Ratis e Silva.
X. 197. Se passara emenda n. 178, conceda-se
igual favor aos demais amanuenses da municipal
lidade, inclusive o do cen,iterio de Santo Amaro,
o da seccao de aforicoes, o adjunto da mesma e o
archivista. Rntis e'silva.
N. 198. Seja elevada a 6 / a porcnagem do
procurador da Cmara Municipal de Goyanna, de
conformidade com a lei.Julio de Barros.Ratia
e Silva. .
N. 199. Fica a Cmara Municipal de Laruaru
autorisada a pagar o que estiver a dever de cus-

^

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rutan
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MHMm
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i de PernambucoQointa-feira 8 t Julho de 1886
tas ao eecrivo do crime o ival, Francisco de
Paula Beierra Cavaleante.Rodrigues Porto.
N. 200. Additivo. Pica a Han-ara Municipal
do Recite autoriaada a pagar a Peona, Motea & G.
a importancia que, amigavel ou judicialmente, fr
liquidada em vista da deeiso do Tribunal da
Relaco na questao relativa ao contrato de limpc-
xa publica.Gomes Prente.
H. 201. Supprima-aeo 70 do art 55.Reg
Barro*.Lourenco de 8a.Barros Barrete J-
nior.Luiz de Vararada
N. 202. Ao afC-11 5 114. Em vei-de 3001 di-
ga se 5004, diiniraatnds-ae da verba do 12 do
mesmo artigo. KaVigwa Porte.
N. 303. O c iuto feito pela Cmara Mnnici-
pal do Recife, ua parte relativa Santa Casa de
Misericordia e esa virtud da le n. l.So"' de 1 de
Agosto de 1885, era modificado, substituindo se
as palavrascraiantog e sesuentaper tresentoj
e vnteno art. -ttrea por cinco eao| 37
aupprimindo-se ar-palavras durante o vero3
seguintes do art. 1."Rogobcrto.
N. 204. Se alo pi>ssar a emenda n. 201 (im-
posto store barcaca) dgase: 1J000.Barros
Barreto Jnior.
N. 205. Em vez de 300/ diga-se: 400* io
fiscal da Cmara da Escada. Vndr Dias.
N. 206. A's disposic'sgeraes. Fica a Cma-
ra Municipal de Jaboato autoriaada a pagar o.
3ue estiver a dever ao teneute-coronsl Jeronym
e Souza Leo de alugueis da casa que servio de
paco municipal.Reg Barra.Sophromo Por
tolla. Rodrigues Pe-to.
N. 207. Pica approvado o contrato qua a Ca-
mar* Municipal de S. Beuto fez com o cidadao
Joo Jos Perreira, para a construeco de urna
casa de mercado na villa do mesmo nome.Re-
gaeira Costa.Rogoberto.
N. 2S. Emenda ao art. 10 2. Em vez de
400* diga-ee 500#, e ao 4, em vez de 140* d-
ga-s 5!00i.Ridrigues Porto. Regueira Coata.
Cngllsh Bank of Rio de Jane "o
(Limited)
Capital do Banco em 50,000
acedes de 20 cada urna 1.000,000
Capital realisado...... 500,000
Fundo de reserva...... 190,000
balasto da caixa filial km pernambuco.,
emSOde junho de 1886
Activo
Letras descontadas ....... 52:6090880
Emprestimos e contas caucio-
nadas.............. 287:265^200
Letras a receber......... 715:3340230
Garantas e valores depositados 229:4810600
Mobia, etc. do banco..... 2:4460040
Diversas contas......... 1,833:60701-30
Caixa............... 686:1300470
rar-se algnm tempo no intuito de dar alguna es-
pectculos.
Pelos cartazos que o ir. Cornelli no mostrou,
parece-nos de primeira ordem a companhia que
Pazemos votos para que seja bem snecedido.
Pi d'4moEserevem-nos c-m 2 do cor-
reaje :
. E' pena ^ue, durante a aesso vigente ca
Assembla Provincial Legislativa, nao se lem-
brassem o> seus dignos deputados, especialmente
os do 3. distrieto, de oeoceder ao menos urna*-.
taa para a gr.ja matriz doy Divino Espirito
HanTn, ittaata cidade, que tanta nacesttita ; noi
bsUota tariooa pedro n'uma. da nossas iasi'
vaa !...
O aaaae Revd pro parodio, eonego Augusto
Adolpuo Soarea de Kuaewattar, costura, anta* erto m Dsrata) vol 3. Os argumento* lio
Contas correntes
simples ....
Deposito a prazo
fixo com aviso
e por letras .
Passivo
1,096:201*790
1,494:883*760
Rs. 3,805:8740450
Letras a pagar
Ttulos em cauco e deposito .
2,591:0850550
1070590
229:4810600
Diversas contas......... 985:1990740
Rs. 3.805:874*450
S. E. & O.
Pwnambuco, 6 de Julho de 1886.
.___. (Henry K. Gregory, manager.
Ae8,Snad0!ked. Goodchdd. accountent.
KMiSTA DIARIA
Aaaembla Provincial Punccionou
hornera, sob a presidencia do Ezm. Sr. Dr. Jos
Vlaaoei de Barros Wanderley, tendo comparecida
32 Srs. deputados.
Foi lida e approvada, sera debate, a acta da ses-
io antecedent'.
Foi tambem lido e approvado sem debate um
parecer da commissao de redaeco sjbre a do pro-
jeeto n 53 de 1885.
Leu-se, apoousee ficou sobre a mesa, afino de
aer opp' rtunamente discutido, um requerimento do
8r. Jos Mara sobre a eleico municipal de Bom
Jarcia.
Adiou-se de novo pela hora a discusso dore
qu.Tuocuto dos Srs. Lonrenco de S e Jos Mara
sobre a priso do eleitor Josquim Felippe pelo
subdelegado de Ipojaca teudo orado o Sr. Barros
Barreto Juuior.
Passou-ae 1* parte da ordem do da.
Adiou-se pela hora a 2a discusso das emendas
ao projecto n. 43 anno (orcam-uto provincial)
orando o Sr. Jjs Mana.
Passou-ae 2a parte da ordem do da.
Encerrou-se, depois de orarem os Srs. Rodri-
gue Porto e Juveacie Mariz, a 3 discusso do
projeeto n. 54 deste anio (orcameato municipal)
sendo apoiadas diversas emendas, que foram im-
primir.
Col lectora Provincial Por portara
da presidencia de 8 de Julho correte e em vista
de proposta do inspector do Tliesouro Provincial,
foi exonerado Antonio Rufino Monteiro do cargo
de collector do municipio de Icainb. e nomeado o
cidadao Antonio Celestino de Mendouca para sub-
stituil o, bem como o oda..aj Candido Goncalves
de Oliveira Pilho pnra o lugar de escrivo da mes-
ma eollectoria, o qual te acha vago.
Eleidio municipal Temos conhecimen-
to dos seguim.s resultados da eleico do 1* do
corrate \ ara ve -eadores :
MUHICIl-IO DB OBAVAli
Eleitos :
1. Zeferino de Albuquerque B (L)
2.8 Francisco Jo? da Silva (L)
3.* Antonio (jomes da Silva (L)
4* uqaino fr"erreira Lima (C)
5. Mauoel Vaz -algado (C)
6. Manoel Cyriaco de Brito (C)
7 Bellar.ninj Bezerra de Mello (C)
Vao a 2* escrutinio os quatro immediatos em
rotos, dos quaei 2 liberaes e 2 conservadores.
MNICrpiO DE QUlPAX
Eleitos :
1. Diago Henrique de Souza (C)
2. Capito Domiuos Perreira de Maeedo (Z)
3. Manoel de Siqueir.-i Passos Sobrinho (C)
4. Tenente-caronel Fraucelino Guilherme de Aze-
vedo (L)
b.* Francisco Caetauo Jos da Silva (L)
Vilo i 2* escrutinio os quatro immediatos em
?otoa.
jaliea de paiTemos conhecimento dos
aeguintes resultarlos elebora' s para juizes de paz :
Parochia de travtt
Antonio Baptista das Nieves (C)
Manoel Bezerra de Carvalho (C)
Josino Bezerra de Vasconeelloa Torres (C)
Antonio Avelino do Reg Barros (C)
Parochia de Quipap
Alferes Joaquim Felippe Ribeiro (C)
Tenante Antonio Velho de Oliveira e Silva (C)
Capito Jos Alves Camello (L)
Al res Caetans Pestaa da Costa (C)
Qncvlo criminal Recebemos, com o
titulo cima, um foibeto contendo as pe<;8do prc-
ceaso instaurado, entre parte, como autor Izi
doro de Freitaa Gamboa, cerno reo Antonio Luiz
da Silva.
Agradeiemos.
Acto relisioHoje, as 7 horas da ma-
nh, haver missa em louvor do Senhor Bom-Je-
aus dos Perseguidos e ladainha s 7 horas da
noite, na igreja do Parsisn.
Ferlmento leveEm 12 do mez findo, no
rugar Solo, do termo de Tacarat, Antonio de
Barroa do Nascimeuto ferio levemante ao menor
Rozando de Freitas Oliveira, com quem travou
tanta.
O delinquente evadi-se.
Ferimento graveNa matta de S. Joo
do districto do S. Lourenco da Matta, o almo-
creve Cleaentino Jos Cabral foi aggredido na
da 6 doocrrente, por Hmoel Perrfcira de Mello
a;ue o ferio gravemente na perna esqaerda.
O delinquente foi prew
Calcamento No dia 12 do corrente, fiada
o praao "marcado pelo Thesouro para o pagamento
livre de multa, do imposto de calcamento de al-
gunas n as da fnguezia da 8. Jos.
Couapanbia Imperial Japonesa-E'
esta a denominaco de urna companhia acrobtica
racedente da Europa, s b a direccio do Sr. Char-
es Cornelli.
Qonfornte nos communieou este cavalleiro, o seu
destiao era seguir para o Ro azor kli trabalbar a companhia.
Entretanto tocando aqni e achando esta cidade
can condiecoee muito adiantadaa, resolveu demo-
das missas <; on ven tu a aa. fnaacarnaaredioa, e de-
pois dar a beccao do Santitsiaao tatrsmantev mo-
tivo por qne a igreja matriz, aas daiaingoa e das1
santificados, tem sido muito Conc rrida, tocando
s vezes urna banda de msica desta cidade.
Na dia 19 de Junho prximo findo, urna
hora da tarde, em trras do engenho Pndoba,
deste termo, o individuo de nome Luiz d Fran-
ja, por motivos de cime, assassinou sua pro-
pria mulber, Barbara de tal, e ferio a no sen ir-
mao de nome Feliciano, escravo do tsente Joa
Lino Marques Bacalhao, iroprietario do referido
engeaho. O delinquente couseguio evadir se.
apa o crime ; mas no dia s.'guinte apresentou
se voluntariamente ao delegado de polica, que o
fes reeolher cadeia publica deata cidade.
O subdelegado do 1 districto proceden de
conformid de com a lei, e abri a'tal respeito in
querito policial.
No referido dia 19, o individuo de nome 8e-
verint Gomes de Lima, morador em Chl do Car-
pin* deste term*, ferio gravemente a Joo Jos
dos Santos ; stndo preso era flagrante polo sub-
delegado do 2. districto, que procedeu as ter-
mos do inquerito policial.
No dia 20, apparecendo tiesta cidade o indi-
viduo de nome Manoel do tal, conhecido por Ma
noel Vapor, que se aeha pronunciado em crime de
tentativa de ruubo, o delegado de polica mandn
recolh l-o cadeia publica desta cidade, onde se
acha dito individuo.
No dia 24, assumio o exercieio de delegado
de polica, o tenante Montenegro, recebendi-o do
I. supplente que se acbava em exercici",
As noites de S. Joo foram muito festejadas.
NesteB ltimos dias tem chovido bastante ; as tet-
ras teem sido pouco ccncorridas ; comtudo, os g-
neros esto baratos.
Pomos informados de que candidato i As-
sembla Geral Legislativa, pelo 3. districto, o il-
lustrado e intellgente Dr. Felippe do Figueira
Feria : a sua candidatura tem sido geralm^nte
approvana pelos conservadores d'aqui, e estamos
crentes de que Ohnda e Igaarass tamoem a ap
provaro.
A noticia de que h .va si o removido desta
cunare* para a do Viamo, no Rio Grande do
Sul, o Dr. Furo, juiz de direito, causou alegra ge-
ral aos conservadores d'aqui, que ha muito ge-
man] sob a presso d'aquelle, magistra o. A
maor parte da populaco desta cidade ficou sa-
tisfxita com essa mnoco.
< Teve hontem lugar a eleicao para vereadores
e juizes de paz dest municipio, conhecendo-se o
segninte resultado :Vereadores eleitos : Coro-
nel Luiz de Albuquerque Maranho (C) ; tenente
Francisco Vidal Aranha Monfenegro C) ; 'os
Francisco Pinlieiro Ramos (O) ; Manoel Barbosa
Camello (C); capito Joaquim Candido Carneiro
da Silva (L) ; e depois Severiano Jos Freir
(L). Juizes de paz do 1." districto :1., cap
to Manoel Tbomaz de Albaquerque Maranho
(C) ; 2., Diogo Soares Carneiro de Albuquerque
fC); 3r Firmino Venancio de Aranj) (C) ; 4.'
Jos Pedro oreira (C). 2. districto : 1 ", ma
jor Franeo Veira de Mello (C) ; 2", alferes Jos
Barbosa da Motea Silveira (C) ; 3., alferes los
Vieira de Mello Franco (C); 4, Christovo Mari
dos Santos Cavaleante (C). Freguezia da Luz :
1.", capito Jos Geminiaoo de Araojo Pinhero
(C) ; 2., -apitao Justuo Epaminondas da As-
sumpeo Nevcs (C) ; 3, Jos Francisao do Reg,
Barros (C) ; 4.", Caetano Ferreira Chaves (C).
A polic-ia vai caminhando muito bem, e a or
dem publ :a inalt'Tavel : o que se quer.
Ao revoir.
Jornia Weniiora do O* de Govaaaa
Escrevem-nos em 3 do corronte :
Nao houve eK-ico nesta parochia, porque a
meas, que soberana e liberal, co se dignou
reunir na matriz, na hora apraaada em le, di-
zendo o seu respectivo presidente e oa demais
m<-mbros, ji depois da- meio dia, que nao labiam
da listas pelas quaes se faz a chamada dos elei-
torea.
A primeira vista parece ter liguas visos de
razo o producto apresentado pela mesa ; mas
quem como nos a vio to risouha e alegre e at
parecendo escarnecer da simplicdade do eleito-
rado desta parochia em quasi toda sus totalidade,
da cooseovadores, havia de dizernao, senhores
esse pretexto ftilas listas, eremos nos, nao
desapparecorara, vos que nao q'uizesteis que
houvesse eleico. porque sabis que haveis de ser
derrotados.
Esta que a verdade.
Eis bem cedo sentindo-sc a falta do finado Io
juiz de paz, que nao dava seu assentimeuco a se-
rn>'lr'nte9 actos que d.'pocm cjutra os que os en-
gendraran] e contra os que os pozeram em pra-
t'Ca.
O eleitorudo conservador espern, entretanto,
pela reumo da mesa at dejois de 2 horas da
tarde, e vendo que nao ajparecia nem um dos
seus inembros, entendo.il pedir ao escrivo de paz
que t imisse em seu livro de notas a declaracao
do seus votoso que alie fez.
Isto posto, declararam em numero de 28 que
votarain no cidadao Autero Florentino Pessoa de
Mello, para vereador, 7 dos quaes uos cidados
capito Luiz Gomes Correia de Oliveira, Fran-
cisco Muniz Per-ira Malta, Mauoel Flix Pereira
Jnior u Jos Goms Correia de Oliveira, para
juizes de paz do 1 districto e 21 uos seguintes ci-
dados capito Ludgero i'avalcante da Cunha
Vagconecllos, Ladislao C-tbral de Albuquerque,
Francisco Tavarea de Mello e Antonio Freir de
Souza vlonteiro, para juizes de paz do 2o dis-
tricto.
Nao queremos lazar consideradlo sobre o facto
alludido, o publico que o julgue como merece.
JuriprudenriaDe Minas Geraes nos
pediram a publicaco do seguinte :
Competencia para o preparo e julgamentf do in-
cidente dapresr.ripcdo.Consulta: Jnizo diieitoda
comarca do Rio Pardo, 2 de Marco de 1886.
Illm. e Exm. Sr.Consulto a V. Exc. se, em face
do rgimen judiciario vigente, compete-me, ou ao
juiz municipal, o preparo e jnlgami'nto do inciden-
te da prescripgo, opposta antes do processo ser
afiecto ao conhecimento do jury.
Segundo a doutrina do accordo da Relaco do
Recife, de 25 de Setembro ultimo, inserto no Di-
reito vol. 39, pag. 241, as disposicoes dos arts. 278
e 279 do Reg. n 120 de 31 de Janeiro de 842 nao
foram alteradas, as comarcas geraes, pola nova
organiaaco judiciaria da lei de 20 de Setembro de
1871.
Mas, guardado o devido respeito ao aresto desse
triibunai, areoe-me que a deciao destoa dos ar
fumentos deduzidos do aviso de 2 de Marco de
874, des quaes se eolhe que a competencia, na
especie sujeita, do juiz de direito.
Declara o precitado aviso, que as comarcas ge-
raes, o julgamento da desistencia, durante a for-
maedo da culpa, co npeteao juiz municipal, porque
a desistencia um incidente do processo. Encer-
rado, poim, o assumpto da culpa, dever obser-
var-se no julgamento o que para o laucamente dis-
poe o art. 38 do precitado Reg. n. 120, que d a
competencia ao juiz de direito.
Por identidade de razio a prescripeo, que tam-
bem um incidente, deve ser decidida pelo juiz de
direito, quando allegada depois de concluida a for-
maco da culpa.
Os avisos n. 104 de 29 de Setembro de 1845 e
55 de 25 de Janeiro de 1856 dizem (sendo o pri-
meiro expedido sobre consulta relativa aos cita-
dos artigos)que, logo que c processo com a pro-
nuncia passa do juizo que o fsrmou, para o do cri-
me, que tem de apresental-o aojury, cessa toda
juriadiccao qua n'elle tinha o primeirojuizo, segun-
do as disposicoes geraes de direito.
D'ahi dizer um distincto magistrado (desombar-
gador Cmara Leal)^-e, como esta transferencia
ou remessR, que o escrivo obrigado a fazer, logo
qne o processo de pronuncia esta completo, vai
declarada por termo noa autos, este termo o re-
gulador raais certo, que se pode tomar para firmar
a jurisdieco ou competencia dos dona juizes.
Em face do exposto aguardo a soluco de V.
Exc. para o meu conhecimento e devidos effeitos.
Deas Guarde a V. Exc.Illm. e Exm. Sr. presi-
dente da provin :ia.O juiz de dteito, Candido V.
da Silva Freir.
Palacio da presidencia de Minas-Geraei.Oo.ro
Preto, 4 Malo de 1886.Em resposta ao sea ofi-
cio de 22 de Marco ultimo, consultando ae Ihe com-
pete, on ao juiz municipal, o preparo e jnlgamen-
to do iucidente da prescripeo, opposta entes do
processo ser afiecto ao conhecimento do jury, trans-
muto a Vmc. copia do parecer emittido peloeou-
selbeiro procurador da corda, em 27 de Abril ulti-
mo.
Deus guarde a Vmc.Francisca de Furia Le-
ntos. Sr. Dr. juiz de direito da comarca do Rio
Pardo.
Illm. e Esta Se.Respondendo, como compre me,
a uiformiuio exigida por V. Exc., cabe-madecla-
rar que h juria jrudenoia do tribunal daRelace de
districto expandida palo juiz de direito da co-
marca-da ano fardo, combatendo o acordo da
relaca-da freife, de 'Jt> de Setembro ultimo, in-
? ZSSfSZpr?ceMad0' "d,t08 de "
TouT266d08 266' 8end : b n8 257' d0ente8 9~
No houve alteraco na enfermara.
Lotera de Macel^Por telegrmma re-
cebido pela Casa Feliz, sabe so qu-, na 15 parte
da 12 lotera extrahida em 6 de Julho toram
premiados os seguintes nmeros :
08
ernaa^eerfaitameata explanados pelo cx-aro-
fadtaaa coata, deata Kelacio, deaataaasgador
Luiz Franciso* Cmara Leal, ti'um artigo -da dou-
trina irapresso no Direito, vol. 10 pag. 643. Logo
que o juiz de direito tem proferido deciao sobre o
recurso-pronuncia, a preecripco s pode aer alle-
gada pirante elle a nao mais perante o juiz muni-
cipal. Se, de jure etnstituendo, outra poda ser a
solucn.de jure conttituto,a. sustentada pelo juiz de
dirflto do Rio Parde a verdadeirac a nicacan-
soaate com a lei eaviios explicativos da materia.
Deus gnarde a V. ExcOuro Preto, 27 de
Abril de 1886.Illm. a Exm, Sr. presidente da
provincia.O procurador da coi a, Quintitiano
Josida Silva.
l'atti e liararre De Londres escreve o
Fgaro :
Sob a direccio do Sr. Lago, tomn a abrir es-
te an io brillantemente as suas portas o theatro
da Opera Italiana.
A sala estava completamente oheia e houve
applausos phreneticoa para a Sra. Cepeda, para o
barytono Pandolphini, e para o tenor Gayarre. Ea-
te ultimo nunca cantou melhor ; apaixonou o audi-
torio e a princeza de Galles por tres vezea ie le-
vantou para juntar os seus bravos aos dos espec-
tadores.
No domingo noite tornou Gayarre a eantar
en casa de lord Rotbschild, e desta vez em com-
panhia da Patti, produzindo ambos geral enthu-
siasmo.
A Patti fez eepreasaraente a vagem do paiz
de Galles a Londres para assistir a esta festa, da-
da em h jnra dos principes de Galles. A incompa-
ravel diva reenbeu felicitacoos pessotes de suas
altezas, e para se fazor urna idea do dueto do
Fausto era preciso ouvil-a interpratal-o com
Gayarre.
So os priocipes da Banca podem proporcionar
nm tal presente aos seus convidados.
A l'atti assignou um contrato com o empre-
sario Abbey para 5'J represenacoes nos Estados-
l'rhi e no Mxico.
Nao ditjo por quanto, pirque o verd&deiro
militas vezes incrivel .
Expedico ao polo XorteVai adiaa-
tada em Nova-York a organisac,o da expedico
auieri :ana que ir em busca do Polo Norte, sob o
cominando do tenente Gilaer.
Os expedicionarios deviara por-se em marcha
para a baha de Hudson e CumberUnd nos pri-
raeiros dias do corrente mez. O tenente Gilder aca-
ba de regressar de Washington, nde oonf ren-
ciou largimento como- tenente Greesley sobre o
estado do gelo na baha d Hudson e o carainho
mais rpido e seguro para chegar ao forte Couger,
indo do cabj Isabel.
Grande parte da equipagem da expediciio ser
resultado d<- generosos donativos de umitas pes-
soas.
O tenente Greesley presentea com valioioa li-
vros e varios mappas polares; urna casa de Novv.-
York com 500 arrateis de plvora; outra com do-
se ttiermoioe.'ros authomaticos de temperatura m-
nima ; e varias pessoas contribuirn! tambem com
barris de cerveja, armas de fogo, um st jo de
medieina, petrole", etc., etc.
Gilder escjlher o pessoal subalterno da sua
erpedico entre os esqui'uos da baha de Cum-
berland ou Hudson, e com "lies espera chegar em
trineos e ero botes, at ai pilo de lotaco da t r-
ra l para o vero de 1887, o mais tardar.
Vai tambem fiado uos depsitos de provisoes
de xados por outros expedicionarios ao norte da
baha de B-tffid, e tambem nes recursos que offe-
recer o paia.
Temperatura nnUerranea A hy-
pothese do f.>go central est baseada, em grande
parte, n facto de que, a partir de certo ponto on-
de a temperatura constante, esta augmenta
medida que se desee a maior proruudidade do
solo.
Este augmento, variavel segunda os sitios, cal-
cula- se, por termo] medio : em Ia por eada 25 ou
30 metros de profondidade.
At ngora a elevacao de temperatura em pro
gre.iso constante fra sempre oomprovada.
Um factocurioso acaba de ser revelado as mi-
nas de Lauscll. em Sandhuref (Australia); a
primeira exeepeo regra, adrnittida at agora
nesta materia.
A 506 metros de profundidade a temperatura
de 25*,6, e 30 metros mais abano de 23*,9. Esta
anomala chamou a atten^o, e, neste momento, es-
t sendo feito um exame detido 4o sitio por pes-
soas competentes, afim de ver se, como se julga
ette facto tem por origem circunstancias particu-
lares desconhecidas, visto que nao sendo assira,
teamos d. d, sconfiar das regras estabelecidas
sobre a temperatura interior da trra e da prova-
vel theoria da massa ignea central do planeta que
habitamos.
Entradas de aaauear e algod&o
Vieram por mar e trra para o mercado do Recife
no mez de Junho :
Algoddo
De 1886 4.303 saceos.
|. 1885 4.090 .
; 1884 4.419
- 1883 15.888 .
. 1882 7.388
Aseucar
De 1886 13.476 saccis.
1885 18.478 .
1884 14.461
1883 25.878
1882 15.398
ReviMta da* Arte Publieou-se nm nu-
mero especial desta revista, em folio, para com-
memorar a festa artstica da actriz D. Lucinda
Furtado Coelho.
Tres artigos firmados pelos Srs. B. Carneiro,
Dr. Sousa Pinto, Dr. Tobas Barreto, Dr. Martins
Jnior, Dr. Alfrodo Pinto, Alfredo Falco, Sil-
veira Carvalho, Mariano deMedeiros, Tbomaa Es-
piuca e eutros.
Est tem impressa, em quatro cores.
Agradecemos o mimo que nos fizeram de nm
exemplar.
Socledade Propagadora -Amanh, s
8 horas do da reune-se a congregaco dos lentas
da Escola Normal a cargo desta sociedade.
Reunloes soclaea Hainje as seguin-
tes :
Do CoogresBO Litterario Scientifico, is 10 e
meia horas d dia, na respectiua sle.
Do Iudtituto Archeologieo, hora do costume,
na respectiva sede.
Quarta-feira 7, o de fazendas, miudezas, ferra-
gens, armacoes, carteiras, mesas e mais objectos
do armazem da ra do Mrquez de Olinda n. 6.
QPaqnete do nl-O vapor brasileiro Es-
pirito Santo, tendo sabido hontem ao meio dia do
p rto da Baha, chegar boje a Macei e amanh
a este port seguindo no mesmo dia a noite para
os portos do norte de sua escala.
Ijellea.Effectuar-se-hao:
Hoje :
Pelo ayente Martins, s 11 horas, na ra da
Gamboa do Carmo n. 23, de movis, 1 piano e 1
cofre.
Amanh:
Peto agente Brito, s 10 e 1/2 horas, na ra do
Rangel n. 78, do estabeleciment ahi sito.
Miaan fu no Dren. Serio celebradas :
Hoje :
A's 7 horas, na matriz de Palmares, por alma
do Dr. Antonio dos Santos Siqueira Cavalcaute.
Amanh :
A's 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
do Dr. Antonio dos Santos de Siqueira .Caval-
eante ; s 8 horas, na matriz de Santo Antonio,
por alma do coronel Decio de Aquiuo Fonaeca.
Segunda-teira :
A's 8 horas, na matriz de Agua Preta, por al-
ma de Joaquim Pires Machado Portella Jnior.
PaioaxelrosChegados da Europa no va-
por francs Ville de. Baha :
Miguel Marcelino, Jos Marques de Barros, J.
Hatherly.
Cana de Detenc&o Movimento dos pre-
sos no dia 5 de Julho :
Existiam presos 298, entraram 4, sahiram 4
enstem 298.
A saber:
Nacionaes 261, mulherea 6, estrangeiroa 11, es-
39.236 200:000*000
23.926 40:000*000
21.281 20:000*009
16.50* 10:000*009
39.170 5.-000*09*
1.487 2:000*09
3 710 2:000*989
4.652 2:000*099
6.034 2rOQO*00
20.911 2:000*09
82.103 2:000*009
32.544 2:000*009
34.944 2:000*000
36.619 2:000*000
Premian de liOOO
deeembargador Pires Goncalves.* Adjuntos os
Sra. deaeabargadores Pires Perreira e conselheiro
(Jueiroz Barros.Negou-se provmeoto, unnime-
mente.
da
1.755 1.765 17.250 18.174 18.390 18.826
19351 19.513 19.575 20.810 21.841 22.639
23.199 27.320 28.321 29.791 30.349 30.891
31.369"32.137-3i.488 34.665 39.095
ApproxmlacCes
39.235 4:000*000
39.237 4:000*000
23.925 2:000*000
23.927 2:D00*C00
21.280 1:350*000
21.282 1:350*000
Os nmeros de 39.201 a 39.300, excepto
sorte grande, esto premiados com 400*.
Os nmeros de 23.901 a 24.000, excepto o pre-
mio de 40:000*000, esto premiados com 200*.
Os nmeros de 21.201 a 21.300, excepto o que
sabio o premio de 20:000*000 esto premiados com
100*. ^
Todas as centenas cojos dons algarismos termi-
naren! em Se, esto premiadas com 100*, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminarem em Bel
esto premiados com 20*.
Lotera do RioA 1* parte d lotera
n. 198, do nevo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida hoje 8 do corrente.
Ps bilbetes achara se venda na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acharase venda na praca da Inde-
pendencia ns. 37 e 39.
Lotera de Macei de 200:000*000
A 16* parte da 12 lotera, cujo premio grande
de 2170:000*000, pela novo plano, ser extrahi-
da impreterivelmeate no da 13 de Julho as 11 ho-
ras da manh.
Bilhetes i venda na Casa Feliz da praca da la-
dependencia ns. 37 e 39.
liOterla Kxtraordlarla do vpiran
gis -O 4. e ulenno aorteio das 4. e 5. series
desta importante lotera, cujo maj ir dremio de
151:000*000, eer extrahida a 14 pe Agosto pro
xirao.
Acham-se exposto venda os trestos dos bi
Ihetesna Casa da Fortuna rua Primeiro de Mar-
co n. 23.
Lotera da provincia Hoje, 8 de
Julho, si extrahir a lotera n. 62, em be
neficio da Santa Cas, de Misericordia do Re-
cife.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora d
Conceico dos Militares, se acharo expostas as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica i apreciado do publico.
Lotera da provincia de Santa Ca
harinaEsta lotera, cujo maior premio de
100:0.10*000, dever ser extrahida no dia 15 do
corrente impreteriveimente.
Chamamos a tteuijao para o annuncio desta im-
portante lotera, publicado na scelo competente,
pelo diminuto preco parque se vendem os bilhe-
tes.
Os bilhetes acham-se venda na Casa da For-
tuna, a ra Primeiro de Marco n. 23.
Hatndouro PublicoForam abatidas no
Matadouro da Cabanga 81 rezes para o consuma
do dia 8 de Julho.
Sendo: 61 rezes pertencentes a Oliveira Castro
iS C., e 17 a diversos.
Mercado Municipal de 9. oa-0
movimento deste Mercado uos dias 7 do cor-
rente, foi o seguinte:
Entraram ;
27 1/2 bois pesando 4,095 kilos.
1.167 kilos de peixe a 20 iris
94 cargas de farinha a 200 res
39 ditas de fructas diversas a 300
res
14 taboleiros a 200 ris
8 Sumos a 200 ris
Foram oceupados :
24 columnas a 600 ris
26 compartimentos de frinba a
500 ris.
24 compartimentos de comida a
500 ris
70 ditos de legumes a 400 ris
16 compartimentos de suiooa700
tis
13 ditos de tressuras 600 ris
10 ditos de ditos a 2*
A Oliveira Castro ft C.:
2 talhos a 500 ris
54 talhos de carne verde a 1$
23*340
18*809
1*1709
2*800
1*600
14*400
13*090
12*000
28*00;
11*900
7*809
20*000
1*009
54|000
PASSAGEN8
Do Sr. conselheiro Araujo Jorge ao Sr. conae-
conselheiro Queiroz Barros :
Appellseo commercial
Do RecifeAppellante o curador fiscal da mas-
sa fallida de Moora a C appellado Victorino Do-
mmgues Alvee Maia.
O Sr. copsalaeiro Araujo Jorge, como procura-
dor da cor* e promotor da justica, den parecer
nos seguintes feitos :
Appellacoes Crimea
Do Limoeiro Appellante o juizo, appellado
Manoel Alejandre de Mello.
De Alag* de Bailo Appallaate o promotor
publico, appellada Laica.
Do ReciteAppaHante o jnizo, appellada Pe
dro da Silva Pontos.
De S. MiguelAppellante Antonio Bernardo
dos Hantos, appellada a justica.
De ItambAppellante Vicente Rodrigues de
Lima, appellada a justica.
Do BrejoAppellante Manoel de Campos San-
tiara, appellada a justica.
Da r. deaembargador Buarque Lima ao Sr.
desemoargador Tojcano Barreto ;
AppellacAo civel
Da Agua PreUAppeliantes Herculaao Fran-
clino Cavaleante de Albuquerque e outros, ap-
pellados Manoel Ferreira Bartholo e outros.
Appellaco commercial
Do RecifeAppellante Aniceto Augusto dt.
Silva, appellado Jos da Silva Res.
Appellacoes crimes
Do RecifeAppellante o promotor publico, ap-
pellado Miguel de Torres Gallindo.
De Pedras de FogoAppellant-i Antonia Bar-
bosa do Nascimento, appellada a justioa.
Do Sr. desembargador Pires Ferreira ao Sr.
deaembargador Monteiro de Androde :
Appellaco civel
Do RecifeAppeliantes Carvalho Jnior ft Lei-
te, appellada Antonio de Sousa Braz.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
Embargos infringentes
Do Recife Embargante Antonio Moreira Reis,
embargado Manoel de Meequta Cardoso.
Do tr. desembargador Pires Goncalves ao Sr.
desembargador Alves Ribeiro :
Appellaco crime
De Villa BellaAppellante o juizo, appelhrdos
Balbino Gomes da Silva e outros.
Appellacoes civeis
Do RecifeAppeliantes os herdeiros de Bow-
man, appellada a fazenda nacional.
Do RecifeAppeliantes Wlson Sons & C, ap-
pellada a fazenda nacional.
DILIGENCIAS
Com vista s partes :
Appellaco chrel
Do RecifeAppellante o 'padre Manoel Jos
Lopes de Miranda, appellado o cnsul de Portugal.
DISTBIBigSES
Recursos crimes
lo Sr. desembargador Toscano Baireto :
Do RecifeRecorreute o juizo do commercio
recorridos Pedro Maia & C.
Ao Sr. desembargador Pires Perreira :
Do ReciteRecorreute Antonio Luiz da Silva,
recorrido Izidoro de Freitas Gamboa.
Appellacoes criaaes
io Sr. desembargador Pires Goncalves i
De Nazaretb.Appellante Antonio Cardoso de
Mello, a;.pellada a justica.
De BuiqueAppellante o juizo, appellado Fran-
cisco Carlos da Cruz.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Do BuiqueAppellante o juizo, appellado Joo
Bezerra da Silva.
Ao Sr. conselheiro Queiroz Barros :
De GoyanoaAppellante o promotor publico,
appellada, Ignez, escrava.
Ao Sr. desembargador Buarque Lima :
De Paulo AffonsoAppellante o prorastor pu-
blico, appellado Joao Chrystovao de Barros Mello.
Ao Sr. desembargador Toscano Barreto :
De Nazareth Appellante Lupicino Francisco
Cavaleante, appellada a justica.
Ao Sr. desembargador Pires Ferreira :
De MaceiAppellante o juizo, appellado Jos
Joaqnim do Nascimento.
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
De CururipeAppellante o promator publico,
appellado Joaquim Ferreira Ferro.
Appellacoes com nerciaes
Ao Sr. desembargador Monteiro de Andrade :
Do RecifeAppellante Joaquim Cavaleante de
Albuquerque, appellado Nicomedes Maria Freir.
Ao Sr. desembargador Alves Ribeiro :
Do RecifeAppeliantes Arthur Bnstos & C,
appellada a companhia de seguros Indemnisadora.
Appellaco civel
Ao Sr. desembargador Pires Goncalves :
Do RecifeAppeliantes os herdeiros de Vicen-
te do Paul Oliveira Villas-Bas, appellados Af-
fonso Augusto de Brito Taborda e outros.
Encerrou-se a sesso as 2 horas di tarde.
O Dr. Arthur Imbatshy, medico occa-
lta, recenteniente chegado, esta cidade,
d consultas todis os dias, das 8 s.lO
horas da manh, sendo gratis aos pobres,
no 1. andar do predio n. 53 da ra da Im-
peratriz.
Conmu i lorio ailopaf leo doainaetrlco
Dr. Miguel Themuda d consultas das
12 s 3 da tarde era seu consultorio roa
do Barao da Victoria n. 7, \ andar.
Chamados por cscripto a qualquer hora.
Especialidades partos, febres, syphilis,
molestias do pulmSo e do corayao.
Dr. Lopes Pessoa Medico.Residen-
cia a roa de D. Pedro I n. 2, onde pode
er procurado at s 9 horas da manhS.
Consultorio ra do Bom-Jess n. 37 1.
andar. D consultas das 11 s 2 da tar-
de. Gratis aos pobres.
Dr. Barreto tiampaio d consultas de 1
s 4 horas da tarde, ra do Barao dj
Victoria n. 45, 2. andar, residencia ra
lo Riachuelo n. 17, canto da roa do Pires.
Dr. Gama Lobo, medico operador e par-
teiro, reside ra do Hospicio n. 20, onde
pode ser procurado qualquer hora do dia
ou da noite. Consultas : de 1 s 3 horas
da tarde. E^pecialidade : molestias e ope-
racSes dos org&os genitourinarios do ho-
rnero, e da mulber.
Advogada
O bacharel Benjamim Bandeira, ra do
Imperador h. 73, 1. andar.
Dr. Seabra. Mudou seu escripto de advo-
gacia para a ra do Imperador n. 24.
Drogara
Francisco Manoel da 8ut & C. dso
sitanos de todas as especialidaaes pharma
ceuticas, tintas, drogas, productos chimico
e medicamentos homceopaticos, rua do Mr-
quez de Olinda n 23. "
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de carapinv
de Francisco dos antos Maeedo, caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande ostabd e
cimento, o primeiro da provincia n'este ge-
nero, compra-se e venda-se madeira3 de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
conta alheia, assim como se preparam obras
de carapira por machina e por preerjs sem
COm ntnr>ia.
1 .OOOiOOOSOOO
Os bilbetes desta importante loteria de
tres sorteios, que corre no dia 8 de julho,
acham-se venda na Roda da Fortuna a
rua Larga do Rosario n. 36 e rua do Ca-
bug n. 1.
COMUNICADOS
Deve ter sido arrecadada uestes dias
a qnantia de
219,5640
Preoos do dia :
Carne verde a 320 e 400 res o kilos.
S ii..o a 500e 5*>0 rcib dem.
Carneiro de 640 e 800 res dem.
r-ariuh. de 400 a 280 ris a cuia.
Milho de 280 a 320 ris dem.
Feijo de 640 a 4280.
Ceaaiterlo publico.Obituario do dia 6
de Julho:
Basiliano Valeriano de Carvalho, Pernambuco,
42 anuos, solteiro, Boa-Vista: febre cerebral,
Antonia Amelia Guimares, Pernambuco, 20|an-
nos, aolteira, S. Jos ; arthma.
Florinda da Natividade Ferreira Esteves, Per-
nambuco, 78 annos, viuva, S. Jos ; marasmo se-
nil.
Manoel, Pernambuoo, 6 dias, Santo Antonio;
ttano dos recem nascidoi.
Manoel Baptista de Athayde Filho, Pernam-
buco, 20 annos, aolteiro, Po ; tubrculos pulmo
nares.
Luiz Antonio Bezerra de Mello, Pernambuco,
26 annos casado, Boa-Vista; bronchite.
Jos Cardoso de Queiroz Fonseca, Pernimbuco,
82 annos, aolteiro, Boa-Vista ; leachimia.
Joo Ferreira Brando, Pernambuco, 25 anuos,
solteiro, Boa-Vista ; insuficiencia nitral.
Ignacio, Pernambuco, 11 annos, S. Jos ; t-
tano.
Umacrianca, Pernambuco, Boa-Vista; remettida
pelo subdelegado.
Luisa, Pernambuco, S. Jos: ao nascer.
Severina, Pernambuco, Boa-Vista; ao nascer.
CHR0H1CA JUDICIAR1A
Tribunal da Hela^o
SESSO ORDINARIA EM 6 DE JULHO
DE 1886
PRESIDENCIA DO EXM. SR. CONSELHEIRO
Quintn o de miranda
Seerearto inertno Dr. Alberto Coelho
As horas do costme, presentes os Srs. desem-
bargadores em nume :o legal, foi aberta a sessao,
depois de lida e approvada a acta da antecedente.
Distribuidos e passados os feitos deram-se os
seguintes
JOLGAMENTOS
Habeas corpus
Paciente.
Jos Goncalves de Oliveira.Coneedeu-se a or-
dem, unnimemente, mandaddo-se ouvir o juiz
substituto de Olinda. \
Recurso eleitoral
Do Inga Recorrento Francisco Alejandrino
da Veiga Torres, recorrido Manael Cavaleante do
Reg. Relator o Sr. conselheiro Queiroz Barros.
Julgou se o recurso prejndicado, unnimemente.
Carta testemaubavel
De Bom JardiraAggravante Nicolao Antonio
Duarte, aggravado Carlos Ferreira da Silva. Re-
lator o Sr. conselheiro Queiroz Barroa. Adjuntos
os Srs. desembargadores Alves Ribeiro e Mon-
teiro de Andrade.Deu-se provimento a carta,
unnimemente, e mandon-ae responsabilisar o juiz
de direito interino da comarca.
Aggravos de petico
Do juixodo commercio Aggravantes Ernesto
& Leopoldo, aggravado o juizo. Relator o Sr.
Yanta Commercial da cidade da
Recife
2 DE JULHO
ACTA DA
SESSAO EM
DE 1886
PKESIDECC1A DO ILLM. SR. COMMHNDADOB AJTTOBIO
OOMSS DB MIBA2IDA LSAL
Secretario, Dr. Julio Guimares
A's 10 horas da manh declarou-se aberta a ses-
so, estando presentes os Srs. deputados : Olintho
Bastos, commendador Lopes Machado, Be Itrio
Jnior e supplente Hermino de Figueiredo.
Lida, foi approvada a acta da precedente sesso
e fez-se a leitura do segninte
EXPSDiarnt
Officio :
Distribuiram-se rubrica os seguintes livros :
De 26 do corrente, da junta dos correctores
desta praca, enviands o bolhetim d&s cotaces of-
ficiaes de 21 26.Seja archivado.
Diarios officiaes de os. 167 a 168 Sejam ar-
chivados.
Diatribuio-se rubrica oa seguintes livros :
Diarios de Oliveira Castro & C. e do London
and Brasilian Bank, limitad, e copiador de Bors-
telmann & C.
Foi assgnada, a 30 do mea findo, a portara de
um anno de liceaija concedida ao corretor geral
desta praca Francisco Jos de Oliveira Rodri-
gues, para, tratar de negocios do seu particular
interesee no interior desta e de outras provincias
do imperio, observando elle as prohibieres indi-
cadas nos arts. 59 e 60 do cdigo commercial
Communicou-se Junta dos Corretores.
DESPACHOS
Peticoes:
De Joaquis Francisco de Mello Santos, com-
merciante estabelecido com armazem de tumos
rua de Marcilio Dias n. 122, solicitando o regis-
tro da marca dos productos do seu coma ercio.
Satisfaga o parecer fiscal.
De Francisco dos Santos Neves e Joaquim
Francisco de Medeiros, para que seja archivado o
contracto de sociedade de capital e industria, nos
termos do art. 318 do cdigo commercial, sob a
firma de Medeiro* & C, com o capital de.......
15:000)1. para o commercio de livros, papelaria e
objectos para escriptorio, nesta praca, rua Pri-
meiro de Marco n. 7 A.Archive-se, na forma
da lei.
De Joo Ramos, para que se d baiza na parU
que Ihe diz respeito no registro da procur .cao
que a elle e a Arthar de Souza Carvalho passa-
ram Luiz Gonctlves da Silva & Pinto, desta pra--|
ca Deferida.
Nada mais havendo a despachar, o Illm. Sr. com-
mendador presidente encerrou a sesso s 10
horas da rauuba.
-
INDICAGES UTEIS
Medico*
Consultorio medico clrarglco do Dr.
Pedro de Attabyde Lobo Moacoso
roa da Gloria n. 39.
O doutor Mixcozo d consultas todos os
dias uteis, daa 7 s 10 horas da manir'
Este consultorio orfer^ce a courmodid.*
de de poder cada lente ser ouvldo e exa
minado, sem ser presenciado por outr
De meio dia s 3 horas da tarde ser .
Dr. Moscozo encontrado no torreo pr:
ca do Commercio, onde runcciona a rns
peccao de sade co porto. Para qualquer
d'estes dous pontos poder ao ser dirigidos
oa chamados por carta as indicadas horas
Ao eleitorado do 3" districto
Illm. Sr.O fallecimente do Dr. Antonio Fran-
cisco Correia de Araujo, abrindo urna vaga na de*
putaco de Pernambuc, determinou a necessidade
de urna eleico no 3o districto, que aquelle Ilustre
cidadao to dignamente representava.
Para preeneber essa vaga proponho-me eu aos
Buffragios do distincto eleitorado desse districto,
nao movido por impulso proprio, nem tomado de
ambicoes que estou longe de nutrir, mas por apre-
sentaco do partido em cujas fileiras milito e alen-
tado pelo desejo de continuar a prestar serviros as
paiz nesse posto de combate que me foi indicado.
E', pois, escudado com esse patritico desejo e
patrocinado pelo meu partido, cujo venerando
ch'fe tenho por amigo, que eu venho solicitar de
V. S. o seu voto e todo o ssu precioso auxilio
man*, causa no pleito que se vai ferir brevemente
nesse districto, onde V. S. gosa de prestigio e dia-
poe de merecida influencia.
Bem conhecido nesta provincia, onde nasci e
ande tenho sempre vivido mourejar em fadigosas
lides pelas ideas conservadoras, e sob a gide
d'aquella honrosa apresentaco; creio que ser-
me-ha excusada a exhibico de um programma,
pois que outro nao posso ter que nao o do partido
ao qual tenho servido com dedicac&o e esforco.
Entretanto, de harmona com o notavel discurro
proferido no Senado, em 1879, pelo honrado Sr
conselheiro Joo Alfredo Correa de Oliveira, digno
chefe conservador em Pernambuco, dire que a
svnthese do meu programma pugnar pelas re-
formas que forem a deseuvolvimento pratico dos
grandes principios liberaes consagrados na Con-
stitituicio e que formam a base das insttuices
qua nos, os conservadores, maatemos e queremos
msnter.
Dentro de taes lmites ha espaco bastante para
todos os melhoramentos. intelectuxes, moraes e ma-
teriaes, para todos os commettimentos serios da
poltica, economa, financas e administracao, emfita
para todas as mai altas aspiraco<-8 dos povos
livres, que vivem sob o rgimen parlamentar.
No decurso dos vinte annos que constituem a
mnba vida publica, sempre girou nessa rbita a
a minha actividade, e disso fazem prova os maus
modestos esforcos na Assembla Provincial e os
meus pequeos trabalhos na imprensa, estes lti-
mos attostados pelo Diario de Pernambuco, em
cujas paginas tenho esteriotypado a minha alma
e o meu coraco, pugnando por tudo quanto se me
tem augurado til e vantajoso causa do pais
mais particularmente desta provincia.
Como garante dos meus intuitos de futuro offe-
reco esse modesto passado ao digno eleitorado da
3 districto, assegurando-lhe que envidarei qu ant
couber em mim para elevar-me altura da situa-
co do paiz e para mostrar-me merecedor da con-
fianza con qua me honrar esse digno eleitorado.
O meu norte ser o bem publico e o caminho
para elle essa honrosa confiauca que nunca faitea
ao Ilustre cidadao quem aspiro substituir e ca-
jas \ irtudea cvicas tomarei por modelo.
Subscrevo-me com a maior consideraco e res-
peito.
De V. S.,
Amigo, attento, venerador e inado.
Recife, 6 de Julho de 1886.
Felippe de. Figueira Faria.
t /*- A remoclo do r. Faro
Depois de nove dias de incubacao, appareceu a
Provincia de hontem criticando a remoco do juir
de direito de Pao d'Alho para a comarca de Via-
mo, no Rio Grande do Sul, como se fosse isso um
facto nunca visto, um attentado inaudito, capaz
de fazer baqueiar do seu pedestal a magistratura
brasileira.
Somos de opinio, e nao procuramos desfarcal-s
buscamos dminuir-lhe a forca, de que a ma-
nen
gstratura deve ser um noli me tangere perante a
moral e perante a poltica, como o perante a lei
e nos termos que ella estabelecea a inamovibilida-
de dos seus representantes.
Para tanto, porm, em no.iso conceito, da maior
necessidade, da mais alta conveniencia, de pri-
mordial interesse publico que os cidados invest-

i


aviaa^iaaH


Diario de Feraambucti^aiiito-eira 8 de Julho de 1866
3
BB

V

i
i

dos da judicatura saibam collocar-se cima dos
peqneniaos iulereases polticos, do, intersses me
ramate partidarios, e se compenetren! do dever
e respeitar a lei e a moral, nicos msioa e modos
do manter aquello noli me laugere em toda sua
agestade, em todo o brilho de que s"? ter caren-
cia para se impor ao respeito da sociedade.
Estava e estar nease caso o Sr. Dr. Faro, juiz
de direito que toi de Pao d'Alho?
Se a Provincia se poiesse despir da tnica po-
ltica que enverga, se podesse abatr.hir do prisma
das conveniencias partidarias atravz do qual v
os actos do governo actual, e estivesie em coodi-
eoes de bem julgardo mudo como o Sr. Dr. Paro
tem cumprido o seu dever do magistrado ; com
oerte7a nao teria procurado soerguar esse funccio-
nario, que, alm de nao primar pela inteligencia
nem pelas luxes do espirito, sacrifica os interesses
pblicos ao seu odio poltico, ao seu despeito par"
tidario.
Nao, o Sr. Dr. Paro nao o typo do verdadeiro
magistrado, porque este tem por norte o direito, a
Justica, a moral social, e o Sr. Dr. Paro tudo isso
sacrifica, quando julga de myster satistaser os
seua caprichos e os dos scus amigos polticos, so-
brepondo-se le, calcando-a aos pea,com tanto
que desmoralise ou intente desmoralisar os seus
adversarios polticos.
nao foi so em Pao d'Alho que assim praticou
o Sr. Dr. Paro. Em todas as comarcas onde S. S.
tem czercido o cargo de juiz, sobram as queizas
contra a sua parcialidade nos julgados, avultam
os desgostos contra o seu espirito saturado de par-
t dar smo.
Em relrcao Pao d'Alho esse espirito intoleran-
te attingio a maior altura posaivel, pois que o Sr.
Dr. Faro nao se contentou em praticar actos irre-
fl.'Ctidos, que chocavam-se com o direito dos seus
jurisdiccionados, que inportavam otfeusa 4 moral
e le, a alm : fazia ostentacao do seu deabra-
gado partidarismo, dizendo em toda parte e at
nos trena da trro-via de Limoeiro, peraute nume-
rosos espectadores, que havia de desmoralisar
tedas as autoridades policiaes da comarca
E nao o disse s, procurou fazel-o, ordenando
aos seus promotores que requeressem habeas-cor-
pus e mesmo cencedendo ex-ojjicio essa providen-
cia em favor de presos que justae legilmente erara
recolhidon c* lei, muta vez sacrificando as for-
mulas e ferindo os interesses di justica.
Em pro deesa afirmativa ahi estilo os seus actos
em Pao d'Alho, a concesaao de habeos-corput, os
procesaos instaurados, as demandas motivadas por
sentencias iniquas, e pairando por sobre tudo aso
varios julgados da relacao do diatricto reformando
as sentencia desse juiz, aniquilando os procesaos
mandados instaurar por elle, em urna palavra con-
demnando o juiz poltico, contra o qual eram ge-
raes as qucixas na comarca.
E, diante de taes tactos, como quedar-se o po-
der executivo, e deixar que periclitasse a causa
publica ? Seria um cumulo de protervia se tal
fizesse.
A remocio do Dr. Faro iicpuaha-3e, poia como
medida de ordem publica.
Domis, entrancia e era at certo ponto um dever do go-
verno dar-lu'a, e em condcoes taes que lhe ser-
viaaem de estimulo para entrar desassombrada-
mente as vas da legalidade. Se em Peruambuco
o Sr. Dr. Paro tem sido um juiz partidario, longe
d'aqui, desprendido dos interesses de corrilho, pode
tornarse um magistrado respetavel. Anda por
esse lado, portante, ganhou a causa publica com a
sua remocao.
Viamo, no Ri; Grande- do Sul, urna comarca
prospera, de clima ameno e perfeitamente adaptado
saude do Sr. Dr. Faro, que nao ha muito tempo
joi procurar igual clima na Europa; e, pois, sob
Gate ponto de vista tambera ganhou o interesse
pblico, que nao pode ser indifierente conserva
9L0 da saude e da vida dos magistrados.
Porqne razio, portanto, se queixa a Provincia
quando estamos informados de que o Sr. Dr. Faro
estimou a remocao ? Mal fzeram esse magis-
trado os seus amigos polticos, que, quando do po-
der, fizeram-n'o andar de Herodes para Pilatos^
removendo-o successivamente de urnas para ontras
comarcas do norte, antes de collocul-o em Pao
d'Alho. E' certo que o pensamento director d'es-
sas mudancas repetidas era justificar sua ausencia
no estrangeiro e dar-lue euchancas de voliar seo
tempo ; mas nao menos certo que, encarado o
facto pelo objectivo legal, foi um grande mal.
Que dira entao a Provincia se fizesaem com o
Sr. Dr. Faro o que 03 seus amigos fizeram com o
Sr. Dr. Correia da Silva, que, magistrado hsnesto
e pobre, carregado de muitos filhos, foi atrado
para Guama, o fin do mundo ?
Que diria se o mandassem para Soure, no Par,
ou para outra comarca do mesmo jaez, como tantas
vezes praticaram os lberaea com os mais distin-
etos magistrados pelo nico facto de serem adh-
sos poltica conservadora ?
Ni gostamos de retabaces, e por isso nao in-
sistiremos sobre taes tactos. Mas, a verdade que
quaado no poder, os amigo* da Provincia pratica-
ram horrorosas depoiiaees de magistrados ; e a
rtmocao do Sr. Dr. Faro, dictada por solidos prin-
cipios e valiosos interesses da oriem publica, nao
est n'esse caso, porque em sumira Viamo urna
excellente comarca, n'ara pYoviocia sadia, rica e
populosa.
nao pM" de um invento, de um phantaama com
que, desde remotos anuos, andam os liberaes a
son bar.
Podemos nffirmar Provincia que essa candi-
datura, alias nao solicitada, oi aasentada por ac-
cordo geral dos que dirigem o partido e teve o
assentimento geral dos correligionarios.
Se algum destes pensou em ser o candidato do
3- districto teve s precisa eoragem civc1, a re-
querida abnagacao, o louvavel deaprendimento de
calar as suas aspiraoOes muito legitimas, para se
acercar do preferido e auxilial-o com o seu prest"
gio e influennia.
E' sempre assim que prooedero os bons conser-
vadores ; e a historia esta cheia destes rasgos
eloqnentes de civismo.
84o files que do cohesao ao partido conserva-
dor ; e essa cohesao e a dedicacao dos amigos nao
de bastar ao candidato do partido para fazel-o
triumpbar.
A remocao do Dr. Faro nem d, nem tira cousa
alguma ao pleito do 3- districto ; menos anda re-
vela falta de sinceridade as medidas que o go-
verno reciamou do parlamento em prol da magis-
tratura.
Legem habernos, e a le faculta as remocoea dos
magistrados por accesso ou seu pedido. O Sr
Dr. Faro teve accesso, e seu contento, e para boa
comarca. Nao houve, poia, arbitrio, a le foicum-
prida fielmente ; e d'abi nao veio por tanto deca-
himento na sinceridade do governo
Essa sinceridade est de p e firme. A reforma
ha de ser feita e dadas ss precisas garantas
magistratura ; e entao, sob a nova lei, nao pde-
lo os amigos da Provincia fazer as deportaces
de magistrados que em massa realisaram nos seus
7 anuos do dominio, durante os quaes nao curaram
je soerguer e garantir a magistratura, como nao
curaram de nenhuma outra reforma til.
Mario.
PLBLIC4C0ES A PEDIDO
Rio Grande do Norte
Questo Ilha Bella
E fique sabandj a Provincia que essa remocao
nada tem que ver com o pleito eleitoral que se vae
ferir no 3- districto. Dados os antecedentes do
Sr. Dr. Faro, houresse ou nao a Vaga de deputad
geral Desse districto, era da maior conveniencia
publica a remocao do Dr. Faro, e nenhum governo
serio deixaria de realisal-a pelo modo orno fo1
feita, is'o respetad* a 1-i e os direitos do ma-
gistrado, e at satisazendo-seas suas proprias as-
piraces, que sao viver no sul, n'um clima conve-
niente sua SEude.
Nao se teve, pois, em vista preparar o terreno
para a eleicao do-candidato conservador. Este
posto que modesto e desiuteressado, bastante co
nhecido em Pernambuco, onde nascen e ondn sem
pre tem vivido, e a provincia inteir* lhe taz jus-
tica, avaliando-o pelo seu trabalho, esforc >s, leal-
dade n d diea^o.
Elle convem boamente qne nao tem o prestigio
nem a extensas de infl encia do seo antece sor -
t&i mais aiada : eoafessa que nao possue os tal. u
tos nem as virtudes do chorado amigo Dr. Anto-
nio F. Correia de Arsujo ; mas, confia baetant-
no patriotism> dos seus amigos polticos, descanca
na cobeso e generosidaie do partido conserva lor,
p*r s com aso sahir triumphanteda campa-
nil 1 em que est empenhado.
Quanto aos desgostos que imagina a Provincia
ae terem dado no selo dos correligionarios desse
candidato, nao passam eltes de mera pbantasiai
Na qualidade de advogado do tenente-coron.-l
Jos Fel'x da Silveira Varella, devo breve res-
posta ao artigo que fez publicar no Jornal do Re
cife, de hontem, o Sr. Job/ie.liorja'Caminha Rapo-
so da Cmara sobre 03 embargos de 3* senhor e
possuidor, oppostos pelo meu constituinte na exe-
cuco movida contra o Dr. Amaro Cameiro Be-
zerra Cavalcante e sua mulher, pelos herdeiros do
finado commendador Francisco Acciol de Gou-
veia Lina.
Nao ser com as suas recriininaco.'s e tamurias,
tcitamente approvadas com o meu silencio, que
conseguir o meu contendor formar opinio favo-
ravel causa que defend-, na esperanca de n'ella
triumphar por esse meio.
A ver a ie que os antigos personificavam co-
me a mai de todas as virtudes, ha de ficar pa-
tente desea vez, a despeito dos meios artificiosos
com que se procura prevenir o espirito e Iludir a
boa f dos juizes.
Sempre ouvi dizer que o artificio nao passa de
urna meotira, e por isso eatou certo de que urna
vez explicada a verdade do que se tem dado nesta
caus, cahiro por trra as injustas aecusacoes
taitas por aquelle advogaflo ao meu constituinte.
Anda no tempo de levar esta questo para o
terreno em que pretende diacutil-a o meu cou-
teodoi.
Ella se acha pendente de decisao de um magis-
trado Ilustrado e integro, que pode bem conhe-
cel-ae aprecial-a pelo que consta dos autos, e por
isso, nao tenho pressa de aceitar, por ora, o car-
tel de desafie, que inslitamente acaba de atirar-
me o Sr. Jos de Borja.
Sou inf.-nso as discusses antecipadas e embora
tenba neceasidade de responder cabalmente aos
doestos e insultos que me tem atrado o meu con-
tando.-, reservme para fazel-o mais tarde, quan-
do se me oSerecer occasio opportuna de aj ustar
mnhas contas com elle, arrancaudo-lhe a masca-
ra e mostrando o tal qual aopubl.'co, a quera pro-
cura Iludir, paseando por homem de bem.
Por ora, limito-me a esperar, tranquillo o con-
fiado no direito do meu constituinte, a decisao do
digno juiz, a quem est affecto o conhecimento da-
quelles embargos.
Nada tenho que ver com o fa -to de estar sen-
do ha mais de 21 annos demandado o r. Dr.
Amaro Bezerri, para o pagamento do que devia
1 ao commendador Accioli.
Por igual forma, nao cabe ao meu constituinte
a responaabilidade da < pasmosa duraco dos plei-
tos entre nos -
' urna questao albeia ao fim que visamos nes -
ta causa, c at competencia do proprio advoga-
di, que, em tom lamentoso arge esta falta
aos nossos juizes e tribunaes.
Nao quero entrar na apreciaco dos meios em-
pregados pelo Dr. Amaro, para deixar de pa-
gar o que deve e at deixo pasear livre de
qttalquer alIuso...a mxima estabeiecida pelo
Sr. Jos de Borja, segundo a qual affirma que
hoje s pag-. quem quer >.
Minha misso outra : inteirar o publico da
verdade dos factoa relativos a esta questo, e pro-
mover com toda a efiieacia a defeza do meu cons-
tituinte, que nella figura como 3* interessado.
Quasi tudo quanto dase o Sr. Jos de Borja
em o seu artigo nao vem ao caso, revelando ape-
nas o desespero em que se acha.
Se o Dr. Amaro tem conseguido demorar
aquel.a exocucao forca coufessar que nao
isto devido ao meu constituinte, que nao poda
iietn devia abrir mi do seu direito smente para
ser agradavel ao Sr. Jos de Borja. evitando cen
suras infundadas, ou a ftil aecusaco de procu-
rar, por sua vez, a eternisar e frandar aquella
execuco .
Todas e*tas dilficuldades podiam ter sido evi
tadas pelo meu contendor, se elle, odien to e ca-
prichoso, nao quizesse levar por diante a sua aui-
mosidade pessoal contra o meu constituinte, pe
uhurandu naquella xecuca um bem deste, em
vez de penhurar nena pertencentes ao ejecu-
tado.
Deixou o certo pelo duvidoso. correu atraz da
sombra, e bem possivcl que se tenha engaado
como o cao da tabula com o naco de carne.
Se assim succeder, quexe-se de si. O ambicio-
so animal, vendo a pres 1 nagua, figurada, a dei-
xa pela imagen, justo, pas, que o menino suc>
ceda ao advogado, que nao soube conter o seu
odio e dominar a sua cubica.
Ist de dizer-se que, o proposito de protelar-
. se feit > e fraudarse a execuco juridicamen
te se deduz do facto de haver o execuiado Dr.
Amaro da lo em pagamento metade do eogeaho
a liba Bella, tazendo una daco in solutura da
parte di mesmo eugeubo, que ha va sido p- nh >
rada na execuciu uina bisloria triatementc
iuv.nlada p-lo advogado doscxrquentes c >m o fim
le lancar nao s o odioso s .bro o Dr. Amaro, co-
in 1 de pnjuJicar a rep'ltaco do meu cou&ii
tuiute.
Houve, cun i-F ta, urna dacao in-aolutun .
da metade d'iquell.- eugenli > mas c ncluir h
que ella niu polia =er f-ita, .>u tora feifa em
s fraude da ex cuco oque se nao corapie-
h'-ude, attentos os motivos que det.Tii.niararn a
transfereuma da inetado d'aquelle eug.-nho feita
por aquelle modo.
A Vordade a seguiute : o bem que foi dado
pelo eiH.cutado .'ui pagameuto ao meu consriiiiin
te, nao poda a.-r psafa irado, porquo eatava hyp
tlii-i-ado a este, b'-m como nos outr >a herdoin
finado Birdo do Cear-rairnn, que, uta tigura-
vam c-o'iiu credorca bypitbecarios di mesmo ex 1
cutado.
Esta circum.-tan ia nao T>fer':9 o advogado dos
eiequentes, por que aai loe convinhi U m u coa-
stituinli- p >r lant ., na 1 r.-coocu eiu pagam>-ut
bem litigioso, sujeito peubora; e san um b m
que nao lh>- poda ser disputad-., Uesd- que esrav 1
onerado di- urna hypotbeca, e esta perteucia lhe de
facto e de direito.
Em taes con lico s, claro que, nao podendo a
penbora pret.rir bypotbeca, estava o executaio
no direito de fazer aquella dacio t'n silotum, e o
meu constituinte no d.- receber aquelle bem, que
servia de garanta ao seu direito creditorio.
Negar esta iaculdade ao exeeutado e ao credor
byputhecano nio sr:o e toca ao absurdo.
Alm d'isto, necessario anda attender que
tratava-se de urna penhora vidantanunte nulla :
1. Por ter iio feita por um mandad sem as-
signatura do juis. (Mandado de penhora de fL.69);
2.* fot ter sido feita a mesma penhora sem ubi
dos officiaes citar o exeeutado para dentro de seis
das allegar os mus embargos, lavrando d'ist a
competente certidao;
3. Por nao ter sido eHa aecusada na primsira
audiencia, depois de feita, como manda a lei; tan-
to assim que sement 22 mezes e 6 das depois de
effectuada, foi ella aecusada em audiencia, como
se pode ver fls. 13 r.j
4 Por nao se ter feito a cita cao da mulher do
exeeutado, qu-.ndo certo que era necessaris, des-
de que ae trata va de bem de raz.
Por estas e ontras mui'as nullidades de que se
resente aquella penhora, vi o publico que no'pas-
sa de um dislate a lernbrauca do meu contendor de
fazer grande cabedal de urna penhora ndevida e
illegalmente feita, uulla de pleno direito, pelos
graves defeitos de que se resente,.para d'abi con-
cluir a invalidada da transferencia da motado d'a-
quelle engenho ao meu constituinte, por meio de
urna dacao t'n solutum, que nao poda ser obstada
por effeito da mesma pephora.
Quant-i ao faets de tr o mesmo ud oonstituiu-
te assignado deposito judicial da referida parte do
engenho, nada ha que admirar, se se attendei que
aquella penhora nada valia, e que elle tinha necea-
sidade de continuar de posse do seu engenho.
Assim procedend, elle nada mais fez do que
procurar acautelar e garantir o stu direito, certo
de tratar-se de urna penhora manifestameate aul-
la, como por duas vezes toi reconhecido pelo Su-
Eerior Tribunal da Relacao da Fortaleza, e de nao
avor possibilidade de consnmmar-se o attentado
que se pretende contra o seu mesmo direito.
Dizer se, portanto, que a eserip'ura de dacao
in nlutum, passada pelo exeeutado ao meu consti-
tuinte um titulo manifestamente nulto, nao co-
nhecer o valor dos termos que se emprega, ou nao
attender para a natureza aa divida que lhe deu
origem, e do direito que habilitou o meu consti-
uiiiite a aceitar aquella escriptura nos termos em
que o fes!
Quem dir que, tratndose de nm bem hypo
thecado, nao possa devedor dal-o em pagamento
ao credor hypothecaro, embora tenha sido este
indevidamente penhoraio ?
Deaapparccer com isto o privilegio da hypo
thsear
Felizmente escrevo para quem, melhor do que
eu, conhece a importancia desta questo e a pro-
cedencia de minhas allegacoes, e por isso nao me
incommoda a balela com que calculadamente pro-
cura o meu contendor prevenir o espirito do dig-
no juiz que tem de tonar conhecimento daquelles
embargos, procurando ao mesmo tempo formar em
torno de si urna opinio favoravel.
Deixo que a decisao final desta causa venha
mostrar quem tem definitivamente razo : se eu
apresentando aquelles embargos por parte do meu
constitu'nte, confiado no direito que lhe assiste, ou
o meu contendor, quands disse que sao elles
* a prova mais pronunciada da mancommunaco
do exeeutado e do terceiro embargante, para
fraudarem a execuco.
At l, elle que prosiga em suas rctaliacoes, na
sua obra de doestos e insultos.
Quanto mim, estou firme no proposito de nao
darlhe resposta cabal emquanto nao vir esta ques-
to decidida.
Tenho consciencia do direito que defendo, con
fio muito najustica do meu paiz, e basta-me para
estar tranquillo.
Recife, H de Julho de 1886.
O advogado,
M. P. "Olivara Santos.
Epstola
Ao Exm. Sr. bispo diocesano
No dia 23 do corrente, veio minha porta, em
occasio um que ahi se achava minha familia, o
vigario desta treguezia, padre Christovao do Re-
g Barros, afin da tomar-me urna satixtaco, pre-
textando ter sido ameacado.
Felizmente, na occasio nao vi o tal vigario.
porque talvez nao tivesse bastante calma para in-
frental-o u aquel le momento.
Pretextando acbar-se ameacado, o vigario Chris-
tovao admittio em sua casa, como geralmente
sabido aqui, eertos iudviduos desconhecidos, os
quaes vivem em sua compsnhia e acham-se ar-
mados para fazer-me qualquer aggresso, em oc-
casio opporuna.
O vigario Christovao considerou ameaca de mi-
nha parte, o ficto de ter eu aconselhado a dous
sobriuhos meue, menores, quo nao o aeompanhae-
seiu em regresso do engenho Baet, onde o referi-
do vigario fra dizer missa ; porque, estando elle
muito intrigado nesta freguecia, podiam os meus
sobrinhos soffrer qualquer desacato, acompanhan-
do-o.
Educado nos principios da religio catholica e,
nao devendo, por mim mesmo, desafi ontar-mo, es-
pero que S. Exc. o Sr. bispo pora cobro a sem'. -
Ibantes desmandos.
Sao testemunhas presonciaes de ter o vigario
ido minha porta, o escrivo de juiz de paz, An-
tonio de Barros Wanderley e o cidado Aquilino
de tal.
Pedro de Barro Wanderley.
A X. de Castro
Qa*ro saudor-te; mas como, se nao son-poeta :
Se nao tenho sequer urna lyraincompleta
Para as cordas vibrar.
Se um dia me lembrci d'escrever urnapoesa,
Perde-me : foi um momento deloucua.. mereca
Bem caro pagar.
Assim, poi*, lutando eom grande dfikuldade
Me vejo collocado quasina impossibilidade
D'nma outra escrever !
Mas. como a forca da vontade soberana
Van revestil-a de temeridad*Spartana
Para tudo vencer !
Vou estudar de Castro Al ves as lindas poesas...
E beber aspiraces as santasharmonas
De Fagundes Varll-.
E depiis eseular com protundaattenclo
O amor ardente que abrazava ocoraco
Do autor de Granalla !...
S assim, podere saudar-tevate sublime,
Filbo d'esta nobre trra que tudoexprime
Chamada Fortaleza !
Princesa do Brasil que, c >m magestade
Soltou o brado ingente deliberdade,
Altiva qual Princesa!
Quem, pois, tem n'alma um jardim de flores
E vive do sagrado aroma dos seusamores
Vid i alegre e gentil....
Pode soberano levantar a esp'ranc/isafronte
E, espadomar centenas d'eatrellasao horisonte
D'este co de aail!
Pode, como o laureado e paludoAzevedo
Escrever a grand.1, divina pagina deo aegreio...
Que um mundo encerra !....
E como Goocalves Dasum poema de luz
Que sirva de pharol -ao Imperio daCruz
Noasa am ida Ierra I
Pode cantar como outr'osaa exiladaDirceu
Que longe da patriade saudades morreu
Debaito d'outros reos !. ..
E conquistar o.j meigo e eternoparaso,
E da posf*ridade obter o angelie 1 eorrizo...
E as palmas d Deu 1!
C lad- Eip.nto Santo de Pao d'Alho, 1 de
Juiho de 1886.
Jos Franciseo Paes Brrelo.
Ao digno diputado provincial. Dr.
Hercalano Baudeira de Mello.
como sincera prova de apr 90 ao seu mri-
to e da aarisfaclo qu>! ti ve de pagar-lhe
um tributo de respeitosa ainisade
Pelos gran les amigos da patria,
Quo trab.lham em pr-il da naco,
O lrisil t"m railhoes de s.ldados
Qu s urnas se atiram ousados,
Sem fiz-r de partidos questo.. .
Eu .scolhi, portanto, smente
Para s urnas in-m voto levar
O sincero e A leputado,
E'ii quem tem-s firmez 1 eucontrado,
Em quem muito se deve esperar...
E demais vos direi, meu amigo,
O qne todos em mim podem crer :
Expontaneo v s dei o meu voto,
E, se alguem duvidar, inda volto
A cumprir meu sagrado dever.
Eagenho AraraPs> d'Alho. 2 de Julho de 86.
Ihomaz Cavbante da Silveira Lins.
Aos di sti ortos alnnaos da Escola Militar
do Ro de Janeiro
Heroica mocidade, eu venbo commovido,
Ante voasa espontanea e nobre iniciativa,
Si deste alto dever a mente nao s'esquiva,
E o estro, de cantar ha tanto eufruqueado,
Me dr qu'eu possa, em verso altiloquo c vibrante,
Inda um canto soltar de Vos dio bastante;
Eu venho, despindo o lulo, rutila sera
De valentes, de lloros, de ora -.'los do futuro,
Como em mar tormentoso o lasso palinuro,
Que em meio da borrasca um astro o co lhe aclara,
Nao tendo de va um ilto e digno premio,
bugrar-vosgratidao no altar d vosao gremio.
Qaol do t3po da aerra o ncola 8elvagem,
Vaato incendio do rosas vendo no horisonte,
Sada a luz da. aurora, curva humilde a froute,
E adora o sol que surge -a esplendida paysagem,
Assim, hoje minh'alma idolatra so curva.
Ante o voaao eaplendor qu d'alma os olhoa tur va.
Quem sois ?. .. Qu'importam oa nomes Eu admiro
Ero vos a nebulosa que ergue-se do sul,
Veatindo em co nublado a tnica auri-azul,
Soltando a luminosa faxa de aeu gyro...
Quem sois?... Qu'importam os ttulos I Aureoa rtulos
Nem sempre do bem ezprimem ser apostlos.
Em vseu admiro o vosso alto herosmo,
Alliando ao valor a mais nobre piedade ;
O santo enthusiasmo, loura mocidade,
Que, no ardente J .rdao de um gaeo baptismo,
A fronte mergulhai s impvida e serena
Para as hitas do be n que o aec'lo vos acea.
Quem sois -qua6s vossjs nomes quaes os vossos ttulos
Nao importa sabel-o : vos, nobres alumnos,
Lucferos broqueis da patria contra os Hunos
Da 'odierna barbaria ; era fulgidos capit'los
No livro de minh'alma, vos erguendo um bravo 1
A minha gratidao solemne e eterna gravo.
Maucebos que estudaes : -As faxas da grandeza,
Da herldica os brazSes, que illustram um grande nome ;
As palmas da victoria, o marcial renorae,
A espada que flameja ao sacro fogo accesa
Da honra e do dever,ou feito igual que se
Do louros coroar a fronte do um here.
No 'strellado Alca$ar da Historia basta( certo)
Para eterno tornal-o como os obeliscos,
Que os sellos affrontam desde os tempos priscos,
Monumentos do orgulho, os Atlas do deserto ;
Basta por si smente pata o eternisar,
E sua memoria erguor profano altar.
Mas, quando aos altos feitos, grandes, beicosus,
Aos feitos valorosos com que a mo da fama
A fronte do "gnerrairo de laureis enrama,
Hospito o eorayao aeabre aos piadosos
Sentimentos do bem. do justo, honesto e nebre,
Qual de chlamyde d'ouro entao Hlo se cobre.
Santa immortalidade vem gravar lhe o nome
Nos msrmores ; nos bronzes, nos eorafSos e almas ;
D lho estrellas os cos -a patria d lhe palmas
Com que funde um laurel que o tempo.nao consomm
A trra o divnisa em maguas apotheoses,
E confere lhe Deus a aureola de seus deuses.
E quao bello consorcio esse em que a brandura
Se casa docemente ao brilho de urna farda !
Em que o peto do here 'serinio oude sa guarda
A per'la da virtude e os louros da bravura I
Uj um duplo resplendor entao rebrillia o sabr,
E o Pantbeon da Historia duas vezes se abre.
E' este- cousorciamento sublimado
De tudo quanto nobre e tudo quanto santo
Qu'eu em vos admiro; e, hoje, em alto canto,
Eu venho celebrar vos s consagrado,
A' vos esperanca e florida phalang;
A' qu'im m"U reconheciment eterno abrange.
Que elle a mystica escada saja de Jacob,
Que hoja prenda minh'alma vos agradecida,
Como a unisona voz, por vos ao throno erguida,
Dos clarins de Israel em torno Jeric
Semelhe-se ao clangor, e rompa as frreas malhas,
Qual da velha cidade as vlidas inuralhas.
Briosa mocidade, o cauto aqui se fioda,
Mas nao finda do peito a eterna gratidao ;
Mesmo quando gelar-roe a lousa o corsean
Iidelevel terei gravada n'alma anda V
Que nio morre na trra, aos cos idesa ascende,
E do seio de Deus,dos altos cos resplende !
Mas, em quanto passar qual sombra sobra a trra,
Si anda volt::r rocha d'agro exilio.
Esquecendo jamis de vos o nobre auxilio,
Ante essa c'o destino louca e insana guerra,
Tecerao vossos nomes juntoa os trophos
Com que eu arrostarei da sorte 03 escarceos.
Obrigado, mancebos I D'alma embeveuida
A minha gratidao ao pranto se miatura...
Que esta singella prova de ternura
Fibra do coracao em pranto derretida...
Que os cos mais e mais accenda-vos na aureola
Do valora virtude, a mais fulgente per'la 1
Detenc3o do Racife, 20 de Junho de 1886.
Gustavo Adolpho,
Iota senten?a injaridiea, e que
cheira a Impertinente carldade
Ha cerca de 19 annos Virginio Horacio deFrei-
tas comprou a praso, Fazenda Nacional as
comprehenses que constituem o engenho Lages;
Nao etFcctuando o respectivo pagamento, foi
elle accionado em nome da mesma Fazenda; e,
penhorado aquelle engenho, meu pai arrematou-o
por mais de quarenta e seis contos de res.
Fnndedo em urna moratoria, concedida poste-
riormente penhora, Virginio, sem assgnar le-
tras e dar fiador, logrou, em grao de recurso, an-
nullar essa arrematacao exclusivamente.
A penhora ficou subsistindo, e indubitavel que
ainda subsiste. Perdigo Malheiro, Manual do
Procurador dos Feos\% 136 e 137 e notas ; Ins-
truccoe de 31 do Janeiro de 1851, art. 26 ; Aviso
a. 814 de 13 de Novcmbro de 1878.
O citado art. 26, tritando de concesso de mo-
ratorias aos executados, devedores da Fazenda,
diz : se suspender a arrematacao smente, subsis-
tindo a penliora .
E' tambem o que dispoe o Regiment de 3 de
Setembro de 1627 e a Ord. lv. 2' tit. 52 10.
Nao obstante isso, meu pa foi citado a requeri-
oiento de Virginia para em dez das entregar-lhe
o engenho peuhorado.
Oppoz embargos de retencao por bemfeitorias e
por nao ter sido embolcado do preco da arrema-
tacao.
Foram ju'gados insubsistentes e desprezados!
Que sentenca injuridica e singular
* Quando, revogada a arrematacao, o exeeutado
pedir a entrega dos bens arrematados, o arrema-
tante tem o direito de retel-os emquanto nio Ihefor
satis/cito o preco da arrematacao, ainda mesmo
que nao tenba direito de exigir indcranisaco de
bemfei cras. Leite Velho, Execucoes, art. 231.
Deve o arrematante restituir a cousa arrema-
tada, ssndo primeiro embolsado do prego da arre-
matacao e despetas. Pereira e Souza, nota
888.
O arrematante tem cm todo o caso retencao
na cousa, emquanto nao satisfeito do preco di
ai-r-inatacSo. Lobo, Execucoes, nota ao
261.
A resttuico do preco ao arremitinte con-
dico cssenciai para a entrega do ojecto arrema-
tado, quer a arrematacao tenha sido rescin-
dida, quer declarada nulla por sentenca. Kama-
Iho, Praxe Brasileira, nota ao 401.
Nesta contormidade legislou-se no cdigo do
processo civil de Portugal, dispem as leis roma-
nas citadas por Pereraje Souza, e tem sido in-
terpretada unnimemente pelos jurisconsultos e
tribunaes a ord. lv. 3 tit. 86 t. Miseeanea
Jurdica de R Klrigues, pag. 34 ; Souza Pinto
1966; Cdigo Philippino de C Mendes, pag. 693 ;
Repertorio das Ord., edico de 1857, vol. 1 pag.
Fluminense, assim como da Empreza Lit-
teraria Fluminense.
Tinha j elaborado as razoes, mas es-
ainda nao permitte que mereca as intimas
rahfSefl dos grandes horaen, mas pela
honra com que sempre destinguia meu pai,
122 ; Silva, a ord. lv. 3 tit. 86 4 n. 12; Gama,
deaiso 40 n. i e decisao 77 n. 1; Pecinoso, observ.
56 ns. 18 e 19.
O iuiz que proferio tal sentenca, Dr. Jos Ma-
noel de Freitas, alleeou que Virginio f despe
jado da sua propriedade, e se acha em estado de
pobreza; e concluo ordenando que o arrematante,
Dara reitituir ji e ja o engenho, levante sem de
mora as bemfeitorias e a safra futura, consistente
em cannas verdes, que agora nao se pode apro-
veitar !
Decrotou mais que-, feito- isso, o arrematante ave
nha-secoma Fazenda \ .
Que crueldade em nome do direito calum-
niado ,
E a ord determina que o juiz proceda-em modo
que o comprador, que os bens ha de tornar, naa
perca cousa alguma do seu.
O que verdade que meu pai. incapaz de apr
priar-se do alheio, arrematou aquelle engcnbo por
um preco exorbitante.
Actualmente elle apenas quer rehaver o seu di-
nheiro. .
Convencam se todos aue elle jamis lo^upletou-
i e im d -triinento do outrem.
Que importa a pobreza, real ou simulada, de
Virginio ?
I) um jurisconsulto :Non oportetjudex pre-
cibus calamitosorum lacrimarl : id enim non est
constantis el resti judiecs.
Aol sunelnante atropellamento dos preceitos
pero que o Ilustre cavalheiro A- Santos ou dispensando-lho a sua tao valiosa quao gra-
Andr Domingues Santos o declare em pu- ta amizade.
blico. Quero ver essas razSes poderosas para Sou do aumero daquelles que abracam a
depois de analysaias orientir o publico da lealdade e detestam a ingratidao, do nu-
frma que eu fui gratificado por este ca-
valheiro, assim como alguna dos meus ami-
gos.
Emquanto a elle ser o nico agente das
Memorias de um Medico, titulo que lhe
nao quero tirar ; convindo, porm, que este
Alustre cavalheiro e o publico saibain que
isto de nico agente nao passa de urna bur-
la, pois que eu como qualquer pessoa pode
agenciar assignaturas de qualqmr obra,
por mais uuteo que soja o seu agente, e
obt -y ditas obras as mesmas condicoes que
o tal nico agente.
Sinto que a assignatura das Memorias
de um Medico nao chegue a quinhentas,
que se chegar o cavalheiro A. Sintos ha
de ter o desprazer de ver eu fai-er a dis
tribuicao, sendo elle nico agente.
Nada mais; fico esperando os esclareci-
mentos dos taes poderosoa motivos, para su-
rera analysados com toda a imparciilida-
de por pessoa quo rae conhece e nao igno-
ra o meu procedimento nesta ciiade ha
dezoito annos.
Venha o cavalheiro Santos que eu c o
estou esperando com a justiga a a tapar-
cialidade.
Devo dizer que a casa G. Liporte & C-
nada tom com a presento questao.
7 de Julho de 1886.
Francisco Soares Quintas
Garanhnns
Discursos paoferidos no fone-
ral do Dr. Correia de Araujo
Senhores.
Eis um facto que nao pode deixar de
despertar seriamente a attenjSo de um po-
vo I Um acontecimiento funesto a que est
sujeita a humanidade !...............
Grande o bem grande o pezar que rei-
na no corago do povo brazileiro, pelo va-
cuo iraraeuso e irapreeachivel que tevo lu-
gar com o inesperado desappareciraento da-
quelle que se cha nava Antonio Francisco
Correia de Aranjo, cajos passos que come-
cava a dar em prol da patria, em breve col-
locar -noa-hia em urna rpida marcha pro-
gresaba !...........................
A atalidade, taj injusta como sempre,
conserva-se surda a este protesto quo tazem
todos quanto3 sentem palpitir no poito ura
amor sincero pelo b-jm gerd do pniz '.....
Nos que pranteamos a perda irreparavel
de um cidadSo benemrito, que nos asso-
ciamos a este grande siuti-neato ; cumpri-
mos com um dever sagrado, esforzando nos
com o que estiver nos limites das nossas
forjas, para recomraendarmos no outro
mundo, aquelle que nesta soub;t des^mpa
nhar perteita nente os deveres de um v.-r-
Haleiro christo ; aquelle qu ti incontes-
legae, dos dir-itos do arremaUnte e dajd fc,Ta!mente dotado de predicados BU muito
Nuioiil conservar se-h* inactivo o procurador a'luou' *" r i
a'',o oniavam a sua pessoa, desees (Wjdnados
fiscal?
\ raontoiiafoi cassada. e Virginio nao pagau
a Fazen i a.
Incumbe a esse honrado fuucciodano pugnar
pela subsistencia da penhora, e reqmrer se pro-
ceda os termos ulteriores da execuco.
Meu pai 'ppellou para o Colendissimo Tribu
nal da R Inco.
Cun*iagibe,26 de Junho de 1886.
Joaquim Uuedcs Correia Gondim.
Andr Domingues Santos e as
Memorias de um fiedle o
F.-enoisco Soares Quintas, ignorando es-
ses poderosos motivos quo o impoaaibilitam
a que possa ser agente ou propagador das
obras editadas p-Ia Empresa Litteraria
pess >
que justamente sao exigid>s no gremio da
no*Ba gr sociedade.................
Quadro triste, tristissimo, est- a quo
estallos tolos condemoa'os p la Div;u.
raai do Creador I...............
........... Milhar-s d vi timas .-u -
cumbam diariamente, sem qu-i te-las Mas
poasara cootrabalanjar o pr juizo que eau-
sam, com o qu- acabamos de t r pola mor-
te do Dr. Antonio Franjisco Corris de
Araujo I. ........................
Scnhore, nJo julgueis que a minlia pr<1
senr;a nesto acto tenha o mesmo aspete
das de muitos que a elle coneorrem, asso
Fluminense, podo ao illustre cavalheiro An- co-me ao voaao luto, levado nao s por un.
dr Santos ou Andr Domingues Santos sentiment de patriotismo, mas tambem
par vir declarar os motivos porque dei-; pela grande amizade que elle aempre de-
xe de continuar a aer gerente da Livraria dioou, n5o a mim, por quo a minha posicao
mero daquelles que sab^m fazer a devida
justica aos verdadeiros merecimentos, e ren
der homenagera aos batalhadoros do pro
gresso.
Sira, 8enhores, Antonio Francisco Cor-
reia de Araujo tinha aspiraces mu nobres
e os seus servicos mais tarde concorrerian
necessariamente para quo o seu nome en-
trasso glorioso para o quadro em que ae
achara contemplados todos os homens cele-
brea, os verdadeiro8 e queridos filhos da
trra da Santa Cruz.
Mas j que a latalida le roubou-nos o
que nos brasileiros, e cera especialidade
Pernambuco, tinhamos de mais caro, nos
privou deste grande auxilar, com que aem
pre contavamos e em quera muito confia-
mos, nada mais nos reata senao.. resig-
narrao-nos e rogarmos a Deus pelo bem es-
tar de sua alma.
Firmino Correia de Mello.-
Meus senhores.
Diante do anjo ceitador das vidas, a mo-
cidade nada importa, a forca nada vale e
o poder para nada serve !
As pompas mundanas, como tantas o-
tras nullidad-s, se esvaecem... e a fraque*
do nosso serse nos imp3e irresistivel co-
mo solucao nica do problema da nossa
existencia.
Ainda hontem, neste lugar, dentro deste
mesmo templo, calcando estas meamaa a-
ges, em presenca de quasi todo este au-
ditorio, divisava-se, cheio de vida, o vulto
sympathico do Dr. Antonio Francisco Cor-
reia de Araujo.
Cercado de prestigio, festejado o applaa-
dido, distribuindo amabilidade a todos, o
nosso illustre amigo pleiteava lealmente
urna cadeira na assembla da provincia,
por esta circumscripcjio eleitoral.
Por um phenoraeno psychologico, pare-
ce-mc o estar vendo alli, onde agora at
desenrola aos nossos olhos o emblema da
nossa dr.
Parece-me ouvil o anda desenvolver
com a eloquencia que lhe era peculiar, as
largas bases de urna nova poltica, delinea-
d* nos limites da justica, da prbidade e
da pruleneia.
Alm disso, ninguem mais do que elle
adorava a patria... esta patria que a fati
lidade tnn jungido ao carro do infortunio.
Exornado de alevaotados sentimentos,
poltico filiado s modernas escolas, amigo
dedicado e prestraoso, era o Dr. Correia
de Araujo o alvo para onde convergiam
quasi tolas as vistas, todas as esperaojas,
los conserva lores pernambucanos.
E entretanto, senhores, o que hoj- tei-
to desse grande cidado ?
Respondan! raudaracB'e estas insignias
lutuisas que traj mos, responda a dr las-
cinante que convelle os coraj ^es ; respon
da, emfim, a lacuna vastissima, incommen-
suravel, que se abri no seio da familia
conservadora de Pernambuco, e quic de
lodo o imperio Lrasileiro !
O anjo da raorte rocou com suas azas ex-
terminadoras a vida do Dr. Correia de
Araujo, e o nosso illustre amigo tombou na
eacurido do sepul'hro, sumio-se para sem-
pre no s--i'J da etornidade !
Morrea I
Triste realidade I...
Pernambuco, debruyado a beira do t-
mulo do iUVtre morto, carpe amargurado
-a trespasso !
E eu, grato sua memoria, curvo-mn
-verente ante o throno do Altissimo, e im-
ploro o descanco perpetuo para a sua al
na I...
M, Clemente.
****


Diario de Pernambuc(Quinto--feira 8 de Julho de I3S6

I
Discurso
recitado por occasio de acbar-me era urna
reunlo poltica no engenho Concei^So
(Nazareth) no da 20 de Julho de 1885,
offerecido ao Dr. Herculano Bandeira de
Mello
Seohorea. Confiado na inmensa hondada de
todos que se acham aqu, especialmente na do il-
lustre Dr. Herculauo Bandeira, cidado distincto,
quer como poltico, quer com > particular, aprovei-
to a occagio para dzcr algumas palavras filhas
do mea coraco.
Obscuro como sou nao poderei expreasar-me com
phrases eloquentea e sim com as singelas exprs-
soes nascidas do um peito livre, que nunca curvoa-
se e que detesta o servilismo !...
Desde que me entendo milito no partido liberal
e apesar de ser velho, ainda nao paaaei de soldado
raso, o que bem prova o quanto sou eaquecido, tai-
re a por taita absoluta de algura mereeimento. To-
dava, como entende que nada ex ate qua nao poaaa
um dia servir para alguma couaa, e que o mrito
deve ser apreciado oude quer que se ache, folgare
quando tiver occaaio do dar mea voto ao digno
Dr. Herculano, por maia de nm titulo credor da
minha estima e conaideraco.
Concluo, senhores, eomprimentando-voa e espe-
cialmente ao referido doutor e ao capital Joaquim
Dhb, que ten a gloria de ser o chefe da reapeiti-
vel familia Herculano Bandeira c Antonio Xa-
Engenho Conceico, 20 de Julho de 1886.Pro-
fessor, Thomaz Cavalcxnte da Sveira Liru.
D-se a Dos o que de Dos e a
Cesar o que de Cesar
Apesar dos eaforcoa erapregados pelos ambicio-
sos inimigos do muito digno o pr grande partido conservador d'este termotenente
coronel Austreclioo de Castro 84 Barreto, para
obterem ganho de causa no pleito eleitoral de hon-
tem, em que se tinham de eleger vereadores de
Cmara e juizes de paz d'esta freguezia, deu o
mesmo tenente coronel, mais urna vez, a prova de
alia iaeonteatavel influencia partidaria n'esta lo-
calidade, conseguindo como sempre explendido
trinmpho.
Deaengauem-se os adversarios do Sr. tenente
coronel Anstrecliuo, que, queiram ou nao queiram,
elle o chefe nato do partido conservador d esta
localidade e o nico que tem sabido manter-sj na
altura de dispr da maioria do eleitorado; e a
prova d'isto elle a tem sempre dado ainda mesmo
dep:is que contra si se tenha a presentado urna
fraeco de avulsos conservadores com o nome ie
dissidentes, os quaes com poucas excepcoes s<5 fo
ram conservadores dep oa que ease partido subi
ao poder, e aeno que o digam os homens de bem
d'esta cidade, os quaes p*r certo conviro commi
go, que os taes dissidentes sempre votaram com os
liberaea e que se hoje se inculcara conservadores,
porque vergonha como fortuna todos nao a
teem. ,
Agora mesmo, isto na eleico do primeiro do
correte, os conservadores de occasio votaram
com os liberaes, com o nico nm de desconceitua-
rem o Sr. tenente coronel Austreclino, mas ainda
assim foi o mesmo tenente coronel victorioso, fa
zendo maioria em tudo.
Convencam-se, portanto, os liberaes e co/wcrua-
dores avulsos e de occasio, que -> eleitorado con
serrador t reconhece como seu chefe ao tenente
coronel Austreclino, a quem acompanhar, haja o
que houver.
Prosiga pois o muito digno tenente coronel Aus-
tiiclino, que ser sempre mantido na posico hou-
rosa em que to merecidamente se soube c >llocar,
e deixe os transfugas.
Palmares, 3 de Julho de 1886.
Antonio Baerra da Silva Ferreira.
Agradecimento
Venho agradecer aos amigos que denm-me o
explendido triumpho que acabo de cbter na eleico
a vereador, e ut dir a continuaco de seu valioso
concurso e decidida dedicaco no segunda .'tcruti-
Dio do qual nao deeia como algucm tem espa-
lhad. .
Bem atisfeito estou, para temer a segn la pro-
va a que me submetto peraute tautos diBtmotos
amigos. ,
Elles, e somente elles, dirto a ultima palavra
obre miaba eleico.
Recife, 7 de Junho de 1886.
Antonio Arthur Moreira de Mendonca.
Nenhuma familia deve estar deprovida d'esta
inestimavcl preparaco, o Xrlcofero de Bar
ry. para o cabello. Em todas as partea do mundo
civilisado o Tricofero tem recebido* saoccio e
approvaco das faeuldades medioaa e o prcteasor
Barry tem em seu poder e est prompto a moBtrar
a quem desej-) vel-os, os attestadoe originara de
mdicos eminentes, do carcter mais convincente.
O Tricofero de rry nao so d brilbo ao
cabello, mas promove-lhe y cresciinento a pontj
tal que em poucos mezes qualquer cabeca eacaasa-
mente provida de cabdlo adquire com o seu uso
nma verdadeira abundancia do brilhantea fibras.
Asraa riorlda de Biray Jt Lannasiai
.\ 191
Por sem duvida alguma alcaocou um perfeito
aueccaao oeste paiz, o qual nao tem excmplo nos
BoUa comaierclal de f*ernaui-
bueo
RECIPE, 7 DE JULHO \>E 18o.
Aa tres horas da tarde
Cotaee olfiaes
Cambio sobre Lisboa, 60 d/v. 155 0/0 de premio
honteio.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
Pelo secretario,
Augusto P. de Lemos.
UEiNlMNTOS PBLICOS
Mea do Julho de 1886
ALFANOEGA
ESKDA OBB
De 2a 6 2o:529>283
dem a. 7 28:585*721
Rbhd raoratctAJ.
De 2 a 6
dem de 7
5:650*906
2; 625 i 496
Tetal
KxcuBooaiAD 2 a 6
t^'iu do 7
Cojiblado Paovincut.L> 2 a 6
dem de 7
RrciTB doathaobDe 2 a 6
dem da 7
55:115403*
8:276*402
63:391*406
5:612*517
937*488
6:550*005
48:482*082
10:816*736
59:2984818
3:114*742
940*666
4:055*308
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Vapor francez Vie de Bahia, entrado do Ha-
vre e Lisboa, no dia 7 do correte, e consignado a
a Augusto Frederico de Oliveira & C, mauifes-
tou :
Carga do Havre
Agua mineral 10 caixas a Francisco Manoel tia
Silva & C, 2 ordem.
Amenas 6 caixas a DomDgo3 Ferreira da Silva
&C l
Amostras 7 velumes ordera.
Botoes 1 ealxa a A. C. deVasconcejloe.
Bilbar e pertences 2 caixoes a Amorii Irmos
& c. -.''*
Cognac 1 c&ixa a Sulzcr Kauffman & C.
Conservas 23 caixas a H Nueseh 4 C, S a Jos
Joaquim Alvea & C.
Cartas para jogar 2 caixas a Jos Augusto dos
Santos k C, 3 a H. Nueseh & C.
tnnaes do toueador. A sua grande e vasta pooa-
landade inteiramente obscurece e pe de lado a
dos mais finos perfumes importados di Allemanha,
Franca e Inglaterra. Easa sua popnlaridade nao
se deveri tanto attnbuir cansa da sua compara-
tiva barateas, mas sim to somante & sua intrn-
seca snperioridade. Qualquer um tecido impreg-
nado dt mesma exhala a fragrancia das flire as
mais odorferas e delicadas do trpico. O seu de-
licioso e deleitavel aroma, to fresco e refrig-
17 Maria, Mlteira, 70 annos, idem.
18 Lunguinho, soiteiro, 66 annos, de Jos Felip-
pe Santiago Bamos.
19 Caetano, sulteiio, 60 annos, idem.
20 Bertholesa, viuva, 72 annos, idem.
21 Marcelino, casado, 74 annos, de D. Francisca
Dutra de Lima.
22 Simo, soiteiro. 79 annos, idem.
23 Fiel, soiteiro, 74 annos, de Manoel Candido
de Miranda.
rante qual aquella que dimana e se diffunde dos 24 Moyss, soiteiro, 72 annoa, de D. Francisca
1__fcff___J. _._____ uu.bUu a ..BHI^Ill^ Hlltpd Urna
mimos botoes de rosas espargidos e carrejados
pelo matutino orvalho d'aquelle paiz, cuja rica e
picante atmosphera justamente celebrada tanto
pelo poeta como pelo historiador. Ainda mus, o
seu aroma nao ee evapora ou se desvanece, antes
pelo contrario, elle parece imbuir se o entranhar-
ge cada vez mais as dubras do lenc>, como se se
houvesse incorporado em cada urna fibrade seu de
licado tecido.
Dissolvida n'agua, torna-se urna admiravelpre-
paracao, para enxagoar a bocea, servindo de'pre-
servativo ao dentes e s geogivas, dando um ex-
cellente e aromtico gosto as paladar depois de se
haver fumado e ao mesan temp um admirave
meio para suavisar a irritacio da pelle depois de
ae haver feito a barbi.
Como garanta contra as falaincaeoes, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman & K>rap, ve-
nham estampados em lettras transparentes no pi-
pe l do livriuho que serve do envoltorio a cada
garrafa.
Ach-so venda em todas as principaes bo;icas
e lojas de drogas.
Agentes em Peruambuco, Henrr Forstei C,
ra do Commercio n. 9.
N. 4. Todos os ue tm tomado aEmulso
deScott, recochcera a sua superioridado
sobra os outros remedios empregados at
hoje para a cura da tsica pulmonar, escr-
fulas, rachitis, anemia e debilidade em ge 1
ral. As suas virtudes sanativas e reoonsti-
tuintes sao maravilhosas.
Dr. Carneiro Lea o
MEDICO
Tem o seu consultorio e residencia 4 ra
Livramento n. 31. andar. Consultas de 11 Ik.
ras da manha s 2 da tard-'. Chamados por cs-
eripto a qualquer hora. Especialidade :febres,
parios e molestias de enancas.
EDITES
O Dr. Joaquim Cordeiro Alvira da Silva, juiz
municipal e de orphos do termo de Bar-
reros, comarca do mesmo nome, provincia de
Pernambuco, por S. M 1 e C-, a quem Deus
guarde, etc.
Faco saber aos que o presente cdital vrem que
em observancia ao disposto na lei u. 327o, de 28
de Setembro do anno prximo passade, toram em
audiencia de hoje declarados libertos, sem depen-
dencia de titulo e de qualquer outra formalidad^,
os escravos constantes da relaco abaixo, queja
tiverem completado a idade de 65 annos, os qnies,
libertos como ficam, Uesd-' j, sem nenhuma clau
sula ou obrigaco de serviC'.-a a spus ex-seuliores,
continuaro a permanecer em cpmpanhia destes,
que sao obrigados a alimntalos, vcstil-os e tra -
tal-js em suas molestias, usufruindo sm-nte es
servicos que Ibes ^oderem prestar, salvo se pie-
feri em os mesmo- libertos obterem cin outra pi-
te os meios de subsistencia e forem para isto jul-
gadoa aptos por es'e juizo.
Foram igualmente declarado < libertos os que
enntam hoje a idade de 60 a 65 annos ; este, pu-
rm, sao obrigados a prestarem servidos a acus
ex-seuhores pelo praso de 3 auno?, nudo q'ie, a
todo e qualquer teuipo que completaren! a Miada
do 65 anuos, n> sero ui is sujiitos aos aliuildiic
servicos, qualquer que seja o tempj que ust
nham prestado com relaco ao praso cima deca
rado.
Relac&o dos escravos maiores d'. 65 annos
1 Hyppilito, casa lo, com idade de 79 uuo, do
Dr. Feliabino de .Vleudonca Vancjucellos
2 Manoel, soiteiro, idade 8t annos, de Manoel
Cavalcante Vieira de Mello.
3 Joo, casado, idade 74 annos, de Jo.> F. 1 x
Nepomuceno
1 Lourenco, soiteiro. 71 auuos, de Lu;z de .Men-
donca Vasconcellos.
5 Antonio, soiteiro, 72 annos, de Francolino de
Mendonct Vasconcellos.
6 Manoel, casado, 69 annos, de Joo Paes de
Santiago Mello.
7 Urbano, soiteiro, 74 annos, idem.
8 Joanna, solteira, 66 anuos, do cenador Jacin-
tho Paes d< Mendonca.
9 Matheos, soiteiro, 68 annos, idem.
10 Antonio, soiteiro, 74 annos, idem.
11 Marianno, aolteiro, 69 annos, idem.
12 Romana, solteira, 67 annos, de Maria Rosa da
Conceico.
13 Leoc-dia, solteira, 67 unr.os, de Theotonio
Claudino da Suva Lima.
14 Sil vina, solteira, 65 anuos, de Francisco An-
tonio Pereira de Mello.
15 Vicente, vinvo, 69 annos, do Francisco Clan-
diiio de Albuquerque.
16 Manoel, soiteiro, 79 annos, de Manoel Francia
en de Arruda.
Calcado 1 caixa a M. dr H Cavalcante, 1 a A.
Cruz & C, 1 a Salazar & ('..
Chapeos 1 caixa a A. Labille. 2 a A. J. Maia
4 C, 2 a Goncalvrs Irmo dt C, 1 a Carvalbo
Irmo & C.
Cachimbos 1 caixa a G o mares Cardoso h. C.
Chocolate 1 caixa a Jos Joaquim Alves & C., 1
a P. Jos Alves & C.
Drogas 8 Totumea a F. Manoel da Silva & C 4 a
FariaSobrinho &C, 2 a Bartholomen ot C, 3a A.
M. V*raa C,"13 G. Laport & C, 2 a Manoel
A vea Ba'boaa & C, Succossor.
Estatoetas 1 caixa 4 ordem.
F.-rragens 5 volumes a A. Silva & C.
Lapis 1 caixa a Jos Augusto dos Santos & C.
Luva 1 caixa a L. dos Santos.
Manteiga 30 barra e 40 meios ditos a Joaquim
D. Simoea & C, 15 e 20 a Rosa & Queiroz, 25 e
50 a Ferreira Rodrigues C, 3 e 40 a Paiva
Valente 4 C, 20 e 40 a Fernandea & Irmo,
10 e 15 a Auguste Labille, 15 e 20 a Jos de
Macedo, 10 e 20 a H. Nueach Se C, 25 e 25 a
Joo Fernandea de Almeida, 15 e 20 a Joaquim
F. de Carvalho fe C-, 15 e 20 a Dimingos Ferra-
ra da Silva & O, 20 e 40 a S.iare* <1o Amoral
Irmos, 10 e 20 a T. Christiansen, 100 e 115 a
Ferreira Carneiro &i O, GO e 90 a Souza Bas-
to Amorim & C, 25 e 25 a Costa & Medei-
ros, 15 e 15 a Deadato Torrea & C, 185 e 295 o
40 caixas ordem, 8 a Joaquim F. de Carvalho
& C, 16 a F. G. de Araujo. 12 a S-wsa Bi>to
Amorim & C, 44 a Snlzer Kauffmau & C, 27 a
P. J. Airea & C, 14 a Amorim Irmos & C., 50
a Pereira Carneiro 4c C, 7 a Carvalho & C., 1 a
Ferreira Rodrigues t C.
Mercaderas diversas 1 volnuie a Augusto La-
bille,, 2 a A D. Carneiro Vianna, 2 a Braga &
S, 1 a J. A. de M. Guimares, 2 a E. G. Casco,
3 a Wm. Halhday 4C..1 Jos Ferreira & C, 2
ordem 3 a A. Jos Maia & :'., 2 a F. G. do
Aniaral, 4 a Nunes Fonseca & O, 4 a H. Nueach
& C, 1 a;J. W. de Medeiros, 1 a A. C. de Vaa-
concellos, a Joaquim Bernardo dos Res & C, 3
a Maia Silva, 4 a Manoel Joaqnim Ribeiro &
C, 1 a Netto Campos & C, 1 a Salazar & C, 9 a
G. Laport & C, 4 a Meuron & C, 3 a Prente
Vianna & C.
Msicas 1 caixa a D. Torres & C.
Mallas para viagens 1 caixa a F. de Asevedo &C.
Perfumara 2 caixas ordem, 2 a F Lauria &
C, 1 a H. de S Leito.
Porta charutos 1 caixa F. Lauria & C.
Poreelana 2 barricas a B. Duarte Campos A
C, ditas e'.Idroa 5 volumes a Deodato Torres & C.
Papel 6 caixas a H. Nueseh 4 C, 1 e 25 fardos
a Rodrigues de Faria & C, 15 a Costa Lima &
C. 2 a A. Silva & C.
Qneijoe 10caixas a Augusto Figueiredo & C., 20
a Jos Joaqnim Alves 6c. C, 15 a Saunders Bro-
thers & C, 10 a Souza Basto Amorim c O, 11 a
Paiva Valente & C, 45 ordera.
Tecidos diversos 3 volumes a A. Maia & O, 8
ordem, 1 a L. A. Siqueira, 4 a Basto & C-, 2 a N.
Maia & C, 3 a D. P. Vild & C, l a F. Lauria &.
O, 1 a A. C. da Vasconcelos, 3 a Rernet v C 1
a Madame Bino, 1 a A. de Britto SsC.,7a Macha-
do & Pereira, 2 a A Vieira & C, la Gomes &
Silva, i a A. Santos & C, 1 a R. de Carvalho, 2 a
Rodrigues Lima 4 C, 1 a Cramer Frey & C, 3 a
Goncalvea Irmo & C, 2 a Monbard Huber & C, 5
a Guimares Irmo & C,
Velas 5 lardos a Fernandea Irmo, 4 e 10 a
Dutra Lima.
25 Antonio, soiteiro, 80 annos, idem.
23 Liberata, solteira, 80 annos, de herdeiroa de
Francisco Alexandre Dutra.
27 Domingos, soiteiro, 79 annoa, de Joaquim Syn-
Ehronio Affjnso de Millo.
aab-1, solteira, 74 annoa, de Joaquim Anto-
nio Correia de Mello.
29 Romana, solteira, 74 annos, de Antonio da
Rocha de Hollanda Cavalcante.
30 Venancio, ao'.ttiro, 72 annos, de Munoel da Ro-
cha de Hollanda Cavalcante.
31 Constancio, soiteiro, 72 annoa, idem.
32 Jos Correia, soiteiro, 72 annoa, idem.
33 Fraoeiaco da Costa, viavo, 84 annos, idem.
34 Samuel, soiteiro, 12 annos, idem.
35 Aprigio Ba, soiteiro, 72 annos, io>m.
36 Joo Capito, soiteiro, 74 annos, dem.
37 Philomeua, aoIte:ra, 72 annoa, idem.
3 i Lucinda, casada, 72 annoa, idem.
39 Igncz, viuva, 72 annoa, idem.
40 Joa, aolteiro, 74 annos, de Francisco Jos
Das.
41 Flonnda. solter >, 74 annoa, do major Fran
cisco Ferro Castello Branco,
42 Jos, soiteiro, 79 annos, do major Jos Fran-
cisco Bello.
43 Simo, casado, 69 annos, de D. Adriana Ac-
cioli Lina.
44 Prancisco, aolteiro, 74 annoa, idem.
4> Constantiua, oaaada, 73 anuos, idem.
46 Felicidad?, aolteira, 6'J annos, de D. Maria. Ri-
ta Salgado Wanderley.
47 Maria, solteira, 71 annos, de Antonio Secundo
Aecioli.
48 Antonio, casado, 74 annos, de Domingos Fer-
reira da Costa.
49 Mara, solteira, 72 annos, idein.
50 Bernarda, caaada, 70 annos, idem.
51 .laliana, caaada, 70 anuos, de Jo8 de Barros
Wanderley.
52 Thomaz, soiteiro, 81 annos, de nerdeiros do
commendador Paulo de Amorim Salgado.
a8 Caetano, aolteiro, 70 annos, do commendador
Manoel de Barros Wanderley.
54 Vicente, soiteiro 69 annoa, idem.
5> Antonio, aolteiro, 83 annoe, idem.
56 Manoe', casado, 69, annoa, de Manoel Ignacio
de Siqueira Cavalcante.
57 Flix, soiteiro, 71 annos, do coronel Joo Car-
loa de Mendonca Vascencellos.
58 Joaquim, soiteiro, 84 anuos idem.
59 Francisco, soiteiro, 69 annos, do major Manoel
Honorato de Barros.
60 Inbel, (semi liberta) sclteira, de 74 annos, de
Flix Antonio Paes.
61 Pedro, casado, 74 annos, de Joo Cavalcante
de Albnquerque Mello.
62 Joanna, solteira. 79 annos, de Joaquim Rodri-
gues do Santos. ,
63 Rosa, solteira, 84 annos, de Thereza Maria da
Conceico.
61 Mafa( aolteira, 91 annos, de Olympio Santiago
de Oliveini e outros.
6o Antouio, c isado, 7* annoa de herderoa do Dr.
Sebastin Antonio Aecioly.
66 Franciaco, solteka, 74 annos, idem.
67 Joo Climacq. aolteiro, 69 annos, idem.
68 Al xandre, soiteiro, 69 annos, dem.
69 Justino, casado, 69 annos, dem.
70 Manoel casado, 76 annoe, de herdeiros de Joo
Guilberrae de Mello.
71 Benedicta, solteira 71 annos. idem.
72 Quitara, viuva, 78aunos, idem.
7 Angela, viuva, 77 aui:ns, idem.
74 Innocencia, solteira, 72 anuos, idem.
7. Catharim, aolteira, 79 anuos de herdeiros de
J jio Guilherme Bezerra Guinarea.
7 ; Antouio, aolteiro, 79 auuos, de Joo Duarte
M irinho i ita.
77 Malaquiaa. aolteiro, 84 annos, de Joa Francis
co de Amorim.
78 Manuel, soiteiro, 74 annos, de Jo. Daniel da
Costa.
7J Josepha, casada, 69 annos, de Domingis Theo-
tani i Mouteiro Silva.
8 Lmjsm, viuva, 64 auuos, de D. Hercnlana An-
glica da Gloria.
81 D.ininRwa viuvo, 9* anno', do Joo Frauciaco
ra Cunta Gama.
82 Galdino, soiteiro, 70 annos, de Uamio Jus-
tiuiauo (le Souza Linoj.
83 Joo, viuvo, 74 annoa, d* Manoel Ferreira da
Silva.
84 Sebastiana, aolteira, 69 annos, do major Jos
Francisco Bollo.
85 Marta, viava, 72 annoa, dem.
86 Joo, casado, 69 auuua, de Joio Baptiata de
Oliveira.
87 Bernardo, casado, 74 annoa, de D. Franeiaca
Maria da Peuha.
88 Eva, casada, 8* annoa, idum. ^ .
89 Lucia, viuva, 73 annoa, de gnea Manada Con-
ceico.
90 Caetano, viuvo, 82 annos, de herdeiros do co-
ronel Antonio Francisco Paca de Mello Bar-
retto.
91 Manoiuo, soiteiro, 77 annos, idem.
caixas a Domingos F. da Silva A C. 5 a P. Jos
A Ivs A C. 24 ordem.
Vidros 1 barrica a J. Krause fe O, 1 a J. A.
Veiga C. 1 a Manoel Joaquim Pereira.
Vinbo 1 caixa a Carvalho & C,
Carga de Lisboa
Agua mineral 2 caixas a Caoba Irmo
& C.
Alpista 63 saceos a Silva GuinarSes
(1 C.
Azeite de oliveira 1 caixa a Joaquim
Felippe & Aguiar, 1 a J. F. de Oliveira.
Batatas 40 meias caixas a J. B. de Car-
valho & C 40 a Siqueira Ferraa & O.,
50 a Paiva Valente & C, 50 a Rosa &
Queiroz, 20 a Aran jo Caatrt dC, 77 a
Souza Basto Amorim de C.
Cera 1 barrica a A. A. Lebre Sobri-
n'o.
Ceblas 20 caixas a J. B. de Carvalho,
20 a Siqueira Ferraz & C, 25 a Paiva
Valente & C, 15 a Araujo Castro A C,
20 a Guimares & Valente, 50 a Silva
Guimares dC, 50 a Ferreira Rodrigues
<&C.
Cal 50 barricas a Cnnha IrmSa A C,
50 a S. Basto, Amorim C.
Cotninhos 5 saceos a Silva Guimaries
& C.
Ervadoce 5 saceos aos meamos.
Livros 1 caixas A. Santos, 1 a G La-
port <& G.
Loques 1 caixa a Jos Augusto dos San-
tos dC.
Linha 2 caixas aos mesmoa.
Mercurio 1 caixa aos meamos.
RnlNas 4 caixas ordem.
Saboneti-s 2 caixas a Jos Augusto dos
Santos & C.
Vinagre 2 barris ordem.
Vinho 12 pipas e 50 barris Domingos
Cruz dC, 9 e 20 a Antonio Maria da
Silva, 4 e21 a Arantes & C, 284 a Sou-
za Basto, Amorim & C 4 e 10 a Joa-
quim Felippe & Aguiar, 30 barris or-
dem, 2 a B. Maia & C, 3 a Jos Augus-
to dos Santos & C, 1 a A. A. Lebre So-
brinho, 20 caixas a Cunha Irmos A C.
[)friPAGaOS DE EXPORTADO
Ex 6 de Julho de 1886
Para exterior
No vapor inglez Itariner, carregaram :
Para Liverpool, J. Pater & O. 225 saceos com
16,875 kilos de asutear nascavado.
No patacho portuguez Don* Irmo*, carre-
garam :
Para o Porto, M. Lima & C. 556 coaros salga-
dos com 6,660 kilos.
92 Lniz, viuvo, 70 annos, do Dr. Themaz Aecioly
de Gusmo Wanderley.
93 Rosa, aolteira, 74 annoa, de D. Joanna Buar-
que de Vercosa.
!4 Francisco, soiteiro, 74 annoa, de D. Emilia
Franeelina da Costa.
65 Joo, casado, 74, auuos, de Franciaco Antooio
de Gusmo.
96 Antonio, aolteiro, 74 annoa, idem.
97 Antonico, 8oIteiro, 69 annoa, do Luis Antonio
Goucalvea Beco.
98 Ignacia, viuva, 79 annna, de Joaquim Jo; da
Silva.
99 Rufina, viuva, 69 annos, de D. Luizi Lias de
Barros.
elacio dos escravos de 60 a 65 annos
1 Ped'o, Bolteiro, 6* annos, do Dr. Feliabino de
' Mendonc' Vasconcelloa.
2 Felizarda. aolteira, 64 annoa, de Manoel Ca-
valcante Vieira de Mello.
3 Victorino, soiteiro, 64 annos, de Joo Lina de
B'irroa Vascoocellos.
4 Benedicto, soiteiro, 64 annoa, idem.
5 Manoel, casado, 64 annos, dos herdeiros de
Joa > Flix Nepomuceno.
6 Lucia, sclteira, 6* anuos, des herdeiros de
Franceliuo de Mendonc i Vascmcllos.
7 Thomaz, soiteiro, 62 :vnnos, de Antonio Santa-
g i Paes de Mello.
8 rtacbel, solteira, 61 annos, de Antonio Flix
de Sonsa.
9 Honorio, soiteiro, (H anuos, de Francisco C. de
Albuquerque Mello
10 Miguel, solleiro, 61 .ninas, da B rnarJino de
Senna Souza.
11 Benedicta, casadn, 62 annos, do senador Ja-
ciutbo Paes de Mendonca.
12 Manoel, soiteiro, 61 anuos, iJe-n.
13 Hilvina, solte:ra, 64 auuos, idem.
14 Maria, solt-ra, 64 ann3<, idea.
15 Jos, aolteiro, 64 anuos, de Antonio PefippJ de
Macedo.
16 Joa, soiteiro, 64 annos, de Maria Rosa da
Conceico.
17 Justino, soiteiro, 64 annos, de Francisco An-
tonio Pereira de Mello.
18 Guadiano, aolteiro, 64 annos, de Jos Felippe
Santiago Ramos.
19 Antonia, aolteira, 62 annos, de Manoel Candi-
do de Miranda.
20 Gaspar, soiteiro, 62 annos, de herdeiros de
Francisco Alexandre Dutra.
21 Simeo, soiteiro, 64 annos, de Joio Ferro de
Aguiar. *
22 Anastacio, casado, 61 ann a, de Antouio da
Rocha de Holanda Cavalcante.
23 Luiz. casado, 64 annos, de Manoel da R >cha
de Hollanda Cavalcante.
24 Joaquim, solt-iro, 62 annos, dem.
25 Guilherme, aolteiro, 65 anuos, idem.
26 Marciana, casada. 60 annos, idem.
27 Benedicto, soiteiro, 61 annos, de Franciico Jo-
s Diaa.
27 Justina, casada, 64 anuos, do major Franciscs
Ferro Caatell Branco.
29 Joaquim, 8olteiro, 64 annoa, idun.
30 Jo), aolteiro, 61 annos, idem.
31 Matheus, aolteiro, 64 annos, idem.
32 Joo, aolteiro, 6* annos, idem
33 Sabiua, aolteira, 61 anuos, dem.
34 Violenta, viuv.i, 6* anuos, idem.
35 Izidoro, soiteiro, 61 anuos, ilein.
36 Joo, soiteiro, 6lanno=, da major Jos Fran-
cisco Bello.
Flix, aolteirc, 61 annos, de D. F.-ancisca de
Albuquerque Coiicbra.
Felicidad, solteira, 61 ann>s. do major Jos
Francisco Bello.
Thereza, casada, 64 Tinos. dem.
Abraho, soiteiro, 61 anuos, idea.
41 Jos Martina, soiteiro, 61 annos, de D. Adriaua
Aecioli Lina. ,
4*2 Agoatinba, aolteira, Gi anuos, idem.
43 Mana, aolteira, 61 anuos, idem.
44 Rosenda, 8olteira, 6 ) humos, dos herdeiros de
Antonio;'e-uolo Aeeioli.
45 Albn*, casada, 64 auuos, de lntonio Ferro
Castello Branco.
46 Arcbanja, aolteira, 61 annos, de D. Jerouy:na
Ferreira Xavier de Albuiueniue.
47 Pedro, viuvo, 61 anuos, doa herdeiros do com-
inendanor Paulo d< Amorim Salg.ido.
48 Goucalo, soiteiro, 64 auno, dem
49 Benedicto, aolteiro, 60 anuos, d> commendador
Manoel de Barros Wanderley.
50 Antonio, soltfiro, 61 annos, iiein.
51 Balbino, aolteiro, 61 miiio=, idein.
52 Thereza, casada, 64 auuos, do Joio Cvate.iiic
de Albuquerque Mella.
53 Kelippa, aolteira, 6* annoe, idem.
51 Jur, aolteiro. 61 anuos, idem.
55 Andr, nolteiro, 61 aniws, doa herdeiros do Di.
Sebaatio Antonio Ae.ci >li.
56 Alberto, viuvo, 61 anuos, dem.
57 Joo, soiteiro, 61 mu ii, idum,
58 Romana, aolieira, 64 annoa, ideen.
69 Quitea, aolteira, 62 annoa, de D. Luiza Lias
de Barroa.
60 Maria, aolteira, 60 annoa, doi herdeiros de Joo
Gununne de M-.llo.
61 Siiviu >, soiteiro, 62 minos, idem.
62 Paulino, aolteiro, 64 anuoa, idem
63 Eleuterio, soiteiro, 61 annos, de Paulo Liit.o
da Verbosa.
64 Lr-nrenca, solteira, 61 annos, idem.
65 Francawi, aolteiro, 64 aunoa, de Antonio Fer-
ro Castello Branco Jnior.
66 Francisco, aolteiro, 64 nanos, de Jo6 Carlos
de Mcndouca Vasconcellps.
I*atra o laterior
No lugar norueguenae A. B. Bidl. carrega-
ram :
Para o Rio Grande do Sul, H. j indgrin t C.
25.600 litros de sal.
No vapor francez Ville de Balda, carrega-
ram :
Para Santos. Maia & R-zcade 300 saceos com
18,000 kilos de assucar branco e 910 ditos com
54,000 dito* de dito maacavado ; L. J. S. Gui-
mares 600 saceos com 36,000 kilos de assucar
branco e 800 ditos com 48.000 ditos de dito mas
cavado.
No vapor nacional Sergipe, carregou :
Para Babia, M. Muraos lUJ buceas com 10,016
kilos de algodo.
No hiate nacional Deus te Guie, carrega-
ram:
Para Mosaor, E. C. Beltro & Irmo 22 barri-
cas co'Q 1,053 kilos de assucar branco.
No hiate nacional Boas Amigos, carrega-
ram :
Para Maco, E. C. Beltro & Irmo 10 barricas
com 807 kili a de assucar maacavado.
a barcaca Farofa, carregou :
Para Parabyba, A. R. Branco 20 barricas com
8( 0 kilos de assucar branca.
a barcaca Lindo Paqtiete, carregou :
Para a Villa-da Penha. R. Valente 250 saccos
com farinha d mandioca.
Na barcaca Obixa Torres, carregaram :
Para- Macabyba, Amorim Irmos & C. 300 sac-
cos com farinha de mandioca.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 7
Havre por escala20 dias, vapor francez
Ville de Baba, de 1,008 toneladas,
commandante A. Deliens, equipagem 36,
carga varios gneros ; a Augusto Fre-
derico de Oliveira & C.
Navios sahidos no mesmo dia
SantosVapor inglez Ashbrooke, comman-
dante Joba Poters, em lastro.
Liverpool por escalaVapor inglez Ama
zonense, commandante Charl P. Clark,
carga varios gneros.
Mossor Hjate nacional Deus de Guie,
mestre Joo Sabino Antuo.es, carga va-
rios gneros.
67 Antonio, aolteiro, 61 annos, de Manoel Xavier
de Arroda.
68 Thomazia, aolteira, 6* annoa, de Rita Maria
da Conceico.
69 Franeiaca, aolteira, 6* annos, de Joo Baptiata
de Oliveira.
70 Joo, aolteiro, 61 annoa, dnfcrouel Joo Car
los de Mendonca VasconceUss.
71 Jos Cru, viuvo, 64 annos, de D. Francisca
Maria da Penha.
72 Luiz, aolteiro, ti ana--. .
73 Maria Pequea, viuva, 64 annoa, idem.
74 Marcianarpaolteira. 64 aunes, idem.
75 Isabel, aolteira, 64 annoa, de D. Mara Jos-
pha de Almeida Coimbra.
76 Genoveva, solieira, 63 auuos, do capito Car-
loa Roberto T<>tt.
77 Pedro, aolteiro, 64 auno8, de D. Floreccia Ma-
ra da Conceico.
78 Panlo, aolteiro, 61 annos, de Manoe! de Barros
Cavalcante.
79 Benedicto, casad}, 60 annos, dos herdeiros do
coronel Antonio Frauciano Paes de Mello Bar-
reto.
80 J. o Ventura, casado, 62 annos, idem.
81 Cirsino, soiteiro, 61 annup, id.ui.
82 C'eineucia, csala, 60 aunos, idean.
83 Simplicia, caaad.i, 62 anuos, i'leui.
84 Esperanc'i, solteira, 60 annos, idem.
85 Vicente, soiteiro, 62 anuos, idem.
86 Sewriuo, soiteiro, 60 annos, idem.
87 Slmeo, casado, 6'J naos, idem. ..
88 Maria, solteira, 61 anni-, dos herdeiros de
Fraucisco de Asis RoJriguea Pinto.
89 Manoel, sclteiro, 61 anuos, de Jao Blptirta
Bezerra.
90 Sebaatii, soiteiro, 62 muios, do c. Thomaz
AcjoI' de Gusmo Wiudeiley.
'.'1 Jorg, soiteiro. 61 anuos, de Flix Tiieotoub
de (jlusuiao Wanderley.
92 Joanna, viuva, 61 alaos, dos her iros de M.i-
ximiano da Rocha Wanderloy.
90 Romana, solteira, 64 annos, de D. Coastanca
Carolina Buarqnc.
94 Bernarda, casada, 6.) annos, de Franciaco An-
tonio de Gusmo.
95 Rosalina, solteira, 61 annos, de Lu>z Antonio
Goncalves Beco.
96 Delpliiua, solteira, 64 annos, de Pedro Ja Ro-
cha Wanderley.
97 Euzebio, soiteiro, 6 nnn.s, de D. Auna Roaa
da Conceico.
98 Bernarda, solteira, 60 annos, de Romualdo
Ilercol.mo Bezerra Guimares.
99 Laiza, aolteira, 6j annoa, do Jorge Alves Fi-
gueira.
E, para todos os iff tos, mandei lavrar o pre-
sente que ser anisado no iugar do costurne e pu-
olieado pela impiensa. ,
Barreires, 23 de Junho do IS86
Eu, Flix da Cuulia Macedo Fntaea, escrivio, o
subscrevi. Joaquim Cardeiro Alvim da Silva.
Conforme cora o original ao qual me reporro "e
don f : dia e era ui retro.
Eu, Flix da Cunta Macedo Franca, escrivo, o
subierevi.
JoTjuim Cndeiro Alolm da Silva.
Jos iVlaii.-l U i'Yell.iS,
la EaSenia desta provitv
O (leso nbargitor
juiz 'los Esitos (
<;a de Pru;i ubuco.
Faco saber ftoa ijue o pre8*nta viiem que <'in
prnca publica destejad, d 16 ducorrate mee,
se l>a de arrematar por VcUfl i a queii maia der.
Uinaeim dfl tijolio c cal, Clin 2 janella.a e 1
p-ir.i do frente, 6 janeilaa n > oitio do p cute e 4
no Otte do as-eo!e ti-ulo J salus. 3 quarlOJ, me
lindo de ficinc 10 in -troa e 1 ivuninrtra e de
tundo 19 metros ; b ltante arruinada c m parte
do telhado desanudo e edifieada cin um terreno
que mede de fronM 211 metros e 2U centimetros e
com -ja fund a'e.m dos ininjuea nh existentes
di/idii.do ao norte com trras de Francisco Ro-
drigues Cardua >, e pelo sul com o sitio denomina-
do Paseuds ; pdo naai-ente nn t-irraa do Pena e
pvld po.-nie e-mi axtiga estr.ida do eul ; divieorias
Stas tiradas de. nm* escriptura do referido sitie,
Bwaasda peio t.b-lliao S'lveira L-b> e que foi
aprea'nada no neto de pro 9 ler-ae a avaliaco
pelo Inveatarlaate, aiai de que serviaso Je ba8e
para as presia-ia c iitrintacoea Tem no referido
te-reu que ae presta iiein pira plantac'a muitos
pe do fnietttUMt, tana com eoqueiros, inanguei
ras i coqueiros. av .liada por .'1:0J0
C ija caaa vai a praea a requeriiuen'o do inven-
tariaute para reeorr.-r as drspezaa e aello de he-
raan ilo inveutario dos be:ia que ticaraix por fal-
ecunent i de Jos Alexaudrc Jos Santos e sua
uuil'iei- Isabel Francisca dos Sanioa.
E para que chegu* a couhecimento de todos-
maudri paaaar o presente dital, que ser pu-
blicado pula imprensa e atusado no lugar do coa-
mine.
D ido e pasando neata cidado do Recite, aoa 5
de Jullu d- 1886.
Eu Jos L^inos da Cjata Bocha, ese.r:vio inte-
rino o auoacrevi.
Jos Manoel de Freitos.
VAPORES ESPERADOS
Espirito Santo
Trent
Para
Ktbt
Jokai
Delambre
Cear
Argentina
Ipo/uca
Manos
La Plata
Equateur
Neva
do sol ama
da Eurepa a 10
do norte a 13
do sul a 14
da Europa a 14
de Liverpool a 14
do anl a 17
de Hambuxgo a 20
do norte a 20
do norte a 23
da Europa a 24
do sul a 25
do anl a 6
O Dr. Thomaz O.ircez Paranhos Monte-
negro, commendador da Imperial Ordem
da Rosa, juiz de direito especial do com-
meroii d'esta ci lade do Recife, capital
da provincia do Peraambuco, por Sua
Magestade o Imperador quem D=us
gnarde, etc.
Faz saber aos que o prerente edital virem ou
dcile noticia tiverein que ee ha de arrematar em
hasta publica deste juizo depois da respectiva au-
diencia do da 8 de Julho do correute auno com as
formalidades e pregojg do estylo, os nena aeguin-
tcs:
Urna casa terrea mn'agua u. 23 nobecco larico,
freguezia de S. Frei Pedro Gonfalvea do Recife,
com porta e janella, medindo de frente 4 metros e
40 centimetros, e de fundo 5 metros e 30 centme-
tros, com urna aula e 2 quartoa, aervindo umqnar-
to de cosmha, avahada por 5"J0'X)0.
Urna dita n. 25, sita no beceo Largo, meama
fret;uezA com porta ejanelln, raedindo de frente
4 metro, e 40 cen'imetroa, ede fundo 5 metros e 30
centmetros, com urna sala e 2 quartca, aervindo 1
de coainha, avallada por 50000.
Urna dita n. 31, sita no becco largo, a mesma
freguezia, com porta e janella, medindo de frente
4 metros e 75 centimetros e de fundo 4 metros e 90
centmetros, com urna sala e dous quartoe, servin-
do um de cosioha, avaliada em 500000.
Urna dita n. 33, sita no becco Largo, na mesma
fregnesia, com pprta e jauolla, medindo de frente
5 metros, e de fundo 4 metros e 75 centmetros,
com nma sala e 2 quartos, servindo 1 de coainha,
avaliada por 5004O10.
Urna dita n. 35, sita no becco Largo, a meama
freguezia, com urna porta, sem repartimento (em
cairo) medindo Ue frente 11 metroa e 70 centme-
tros e de fundo 4 metros, e 20 centimetros, avaliada
em 500*000.
Um sobrado de 1 andar n. 16. sito a travesea
do Livramento, treguesia de Santo Antonio, com 2
portas no pavimento terreo, 2 salas, sendo seseada
do meamo andar pelo pavimento terreo, o andar
com 2janellaa, 2 salas, 2 quartoa, cosinha fra, me-
diado de frente 3 metros e 15 centimetros, avalia-
da por l:500ej.
Urna caaa terrea sita a travesea doa Quartea,
hoje ra do major Agoatinha Bezerra, n. 38, fre-
guezia de Santo Antonio, com 2 portas, medindo
de frente 4 metroa e 60 centimetros. e de fundo 12
metros e 50 centmetros, com 2 salas, 2 quartoa,
coainha fora, quintal murado, cacimba meeira, por-
to para a ra do Netto do Mendonca, avahada
em 1:4C0.
Cujoa bna vo praca por execuco que move
D. Juliana Robilliard contra o Baro de Una: e
nao bavendo lancador que cubra o preco da ava-
liaco a arremataco aera feita pelo preco da ad-
judicaco, com oabaiimentoda lei.
E para que ehegue ao conhecimento de todos toi
passado o presente, afim do ser publicado pela im-
prensa e atusado no lugar do costume.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Per-
namb-ico, aos 9 de Junho de 1886.
Eu, Jos Franklin de Alencar Lima, escrivo,
subscrevi.
Thomat Garcez Paranhos Montenegro
Gdital n. 739
De ordem do inspector geral, faco saber pfc-
feaaora Mirandolina Borgea Peatana, da cadeira
de Serra Verde, que fiea lhe marcado o pr.so de
15 diaa para responder sobre o abandono de sua
cadeira, visto ter deiado de reassumil-a depois
de finda a licenca obtida e haver decorrido mais
de aeia mezes fra do exercicio della.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco, 2 de Julho de 1886.=0 secretario,
____________Pergentino S de Araujo Galv&o.
Edital n. 1
O adminisirador do Consulado Provincial fax
publico a quem interessar possa, que no dia 9 do
correute terminar mprorogavelmente a cobran-
za livre de multa do imposto de daciina relativo
ao 2- aemeatre do exercicio de 1885-86.
Censuado Provincial de Pernambuco, 3 de Ja-
ho de 1886.
rancisco Amyntasde Carvalho iioura.
DECLARAGOES
(>mpanl.ia
NSo se tendo reunido accionistas deata compu-
nhia em numero suffieieute pira constituir a as*
aembla geral ordinaria no din j- do corrate
inez, sao de novo convidad is na senhores accio-
niataa para reunirem-se no dia 16 destfl mes, ao
meio dia, afi.n de que tenha lugar a mencionada
assjiubla geral, a qual ter lugar cy.u qualquer
que seja o numero dos accionistas presentes, na
trma da lei. A reuna) no lu; ir do costume,
no escriptorio desta compauhia, ra do Impe-
rador n. 71.
Recite, 7 de Julho de 1886.
Ceciliauo Mamede Alves Ferreira,
Director grtreute.
Jos Ettdaquio Ferreira Jacobina,
Director secietario.
5;:nco do Brasil
Page-se o 65 dividendo na razo de 9j000 poi
aecn, ra do Commercio n. 6, Io andar, es
criptorio de Pereira Carneiro (n C.
ADMIN'ISTRACAO DOS CORREIOS DE PER-
NAMBUCO, 6 DE JULHO DE 1886
Rela$ao da correspondencia registrada (sem
valor) que existe nesta reparti^co, por
nao terem sido encontrados seus destina-
tarios.
Auna Vicencia dos Santos.
Agostinbo Ferreira Ramos.
Affouso Lastos.
Antoaio Azev-rto Andradu.
Antonio Abatemaico.
Antonio Baptiata de Montes Fillio.
Antonio Evangelista Mendea.
Antonia Tavares de Carvalho e Silva.
Antonio Francisco Cordeiro de Carvalho.
Antonio Gomes da Slveira e Mello.
Antonio Joaqnim Prea t'arvalho Albuquerque.
Antonio Joaquun birreao Braga.
Antonio Joaquim.
Antonio de Salles de Souza Pontea.
Antonio Tavares de Carvalho e Silva.
Antonio Wenceslao de Jiena.
Benedicto Martina de Carvalho.
Cari. 8 Carneiro Monteiro de Salles.
Custodio Furtado de Mendonca.
Domingos dos .-antos.
Emilio Lubbc.
Fortunato Pinto de A:-anjo.
Firiniuo Theotonio da Cmara Santiago (3).
Francisca Corde.ira de Jeaua.
Franciaco Duarte Pasaos.
Francisco Felippe de Abreu.
Francisco Jos Dias I. >uro.
Francisco Joa di Silva Freitas.
Guilherme Pinto Me nellea.
Horaem Bom de Oliveira e Silva.
Inuoceucio Ricardo da Silva
Jacntha Mana da Conceico.
Jacintho de Freitas.
Jacintho de Bartolo.
Jos Alves de Soasa Braga. ,
Jos Angelo da Bilveira.
Jos Antonia Barbosa.
Joe Antonio Ramos.
Jos Paulino da Silveira Laceria.
Jo. Tavares Carneiro.
Jos Van na.
Joo de Aasis Pereira Rocha.
Joo Cavalcante Lamenha Lina.
Joo Gomes.
Joo Ignacio de Albuquerque.
Joaquim Antonio de Abreu Bastos.
Lucio M'iiteiro.
Lua de Franc* Loyo (2).
Laurentino Goucalvoa Senna.
.Maria Carlota de Vasconcelloa Abreu Reg.
Mara Lina.
Mara Militan de Castro. ,
Mara Saluatiana de Souza.
Martinho Joaquim Ferreira.
Miguel Roaaio.
Manoel Alves Baptista.
Manoel Ferreira doa Anjos.
Manoel Ignacio Maia.
Manoel Joaquim Menezes Amorim Filho.
Manoel Joaquim do Nascimento.
Manoel Le nao de Amorim Lima. ,
Paula Francisca de Sant'Anna.
Poucian de Luiz Amador de Maria.
Poasidonio Ernesto Fiaza Lima.
Pedro da Purificaco Paea e Paiva.
Rosala Traub.
Raftaele Argir.
Salustino Alfredo de Sonsa.
O 1 oficial,
Deodato Pinto dos Santos,*
ProloBganTsisto do esrad de
ferro de Pernambuco e es
trada de ferro do Heclfe a
Caruar.
Oe ordem do Illui. Sr. director,.taco publico que
at o dia 8 do correte, ao meio dia, recebem-se
propostas em carta fechada, para o fornecimento
de 600 toneladas do carvo Cardiff; no escripto-
rio central ra de Antonio Carneiro n. 137,
Secretaria do Prolongamento da eatrada de
ferro do Recife ao S. Franoioco e eatrada de ferro
do Recife a Caruar, 1 de Julho de 1886.
O secretario,
Manoel Juvenci de Saboya.
S. R. J.
Edital n. 1
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, fuco pu-
blico que tem de realiaar-ae o empreatimo autori-
aado pela lei n. 1863 de 15 de Maio ultimo por
emisao ao par do apolices de 7 0/0 ; e por isso
cj:vida-8e aoa aenhores que queiram tomar aa
nicsmas apolices a fazerem-no desde j, recolhen-
do as respectivas importancias.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, 5 de Julho de li86. Servindo de secre-
tario,
Lindolpho Campello.
Soire em 14 de Agosto prximo futuro,
solemnisando o 22* anniversario
da installaco da socedade
Ao Sr. presidente podem desde j os aenhores
aocios entregarem as notas de seus convite i qua
ulteriormente terao de ser entregues aos cenvi-
dados pela presidencia cu pelas commissdes por
ella nomead s.
Recife, 21 de Junbo da 1886
Lniz Guedes de Amorim,
2- secretario.
C. C. E.
Club Commerclal Euterpe
Sarao em 31 do corrente
Nesta noite teri lugar o aaro deste m9z. Oa
senborea aocioa pedero dar auas notaa de convi-
tea na secretaria deate club, daa 7 s 10 horas
da noite. .
Secretaria da Club Commercial Euterpe, 7 de
Julho de 1886.-0 V secretario,
Francisco Lima.
ConfrrS lehor Bom Jesos
da Va-Sacra, na Santa Cruz
De ordem da mesa regedora, convido aoa nos-
sos irmos eonfrades, para rennirem-ae no dia 9
do corrente, a 6 li2 horas da Urde, afim de em
mesa geral elegerem um outro procurador, visto
que, por juatos motivos, deixou de aceitar o que
foi eleito na prxima paBBada eleico.
Conaiatorio, 5 de Julho de 1886.
O escrivo,
Adalberto I. de Paiva.
'
BBBBBBBBBBBBBBBBI
jiusiri
m*m*tw*mim


Diario de PernarabucoHuinta-feira 8 de Julho de 1886
I
i
I
2
li
Companbia dos trilitos urbanos do
Recire a Olinda e Bebei ibe
Divid n lo
Pagi-se no i'seri; torio da companHia o 88'd-
videi..i.. e im sp drate ko sora-stre de Janeiro
Junh >, h razio de 8 0[0 deadc hoja at o da 17,
nos das nteis, das 9 horas di maulla ao m"io dia,
e destj da em diant todas s tarea e snobados,
is mismas horaa. Pagara n igualmente os juros
das .croes prvt renciaCJ o .i i..coes obrigato-
rias, sendo e Eecript -rio da compauhia, 7 J.- JolLo de I
i) gerente,
A. Pereira SiaOt.
Obras Publicas
De ordooi do Illai. -r. Dr. director, fac publico
que no da 1J .o correte, u> inoio dia, receb.- se
nesta secretaria propostua em carta techadas
eaapcicnl entente s-lUd^s, pera a efale das
obras de reconatrnecae de boeiihi de vetsee de
Calende, na estrada de Victoria, r.rcida em...
2:4(XtfllX)
O o v.mi. ufo o inaia conditflea do contrato se
acbam di-p >.mc;V. los senhorea pete. !. oten.
Bocirrteriii da reparti0o das Obras Publicas de
Pernanibuco, i de Julho de 1880.
O olcial secretario,
Jodo Joaquim de. Siinuira Vare/So.
Secretaria da presidencia de PtAuihiimi em 2
de Julho de 1888.
4" s*
Por eB'a secretaria te f z publico, de confor-
midade con. o aviso de Miniaterio do Imperto, de
10 de P %! > de 1864, que nos t nir-s dos ar-
tigo., 52e53 <> decreton 8U69, 'I- 17 da Abril de
1863, foi ri'L'istradn h"jo nota secr laiii a tiluio
do Revd. W.ii'ir.;csiliu Mello Lies para o cunto
de Ministro do Evaiigeibo n*t i pruvime, confe-
rido pela ptimeira i>ri' Beptiat de Macei.
tv rvindo de scciciari-1.
Emiliano E. ele Mello Tunboritn
AGENTE
Miguel Jos Alves
X. 7 RA DO 130M JESS -N. 7
Seguros martimo e lerrewre
Restes ltimos a nica companhia nesta praca
que coucede aos .Srs. segurad, s iaempcio de paga
tnento de premio em cada stimo auno, o qne
equivale KO r-oto de cerca de 15 por cento em
f ivor dos i____________________________
toipaia de Seguros
MARTIMOS E TERRESTRES
BJstabeieSda eni I *.>.
DA'iTAL 1,000:000
SINISTROS PAGOS
.416 afi de dczcuihr de .884
MariHiaos..... i,ilO:000$l)00
Terreslws..- 516:00$00
41 Etna do 'ousnicrelo -
Isaed Slales & Brasil lail 8. S. L
O vapor Advanee
E' esperado dos portos do
buI at o dia 15 de Julho
depois da demora necessaria
seguir para
flaranhao, Par. Barbados, s.
Thoniaz e New-York
Para carga, passage.is e encommendas e dinhei-
ro a frite tracta-se com os
AGENTES
0 paquete Finalice
KOYALMAILSTEAM PACKET
COIPANY
0 paquete Trent
Club Iuternaeional de
Regatas
Primeiro anniv-rsario
Tend .le club de tolmuis.ir o u primeiro
snno uc existencia com una regata na bacia de
S. Amorj no 'li-> 18 Jo correte mea, prev.im a
quem se qui/.. r .screver pala ella, couipancer
na sua sede, todos os das. da 7 b iras as S) da
noite al IS do meaaM. Reee, 1- J.- .lulno Ue
188. -O- seci e ano,
Joaquim AI ves dn Fruseca,
! si-erelaiio.
{/J1IPAX1I1A*;
?ERIAL
DE
ttb; as Pttbikms
De or lem do 1 Im. Sr. Dr. euf! n'-eiro chafe da
repertiedi da obrai pi.blicai, Jai;o pulico qu-,
em vinu ie da an'.ii s i'.io do Enn 8r. viee-pre-
sid-nte il.. pruvilici, recebe te i secreta ra de-
ta repaiticAo, no dia 15 proposii.- ''iii c.nt..s echadas p.ra a u mic-Io dna
reparos argentes da cadete da c;d.ol.: de Caruata,
oreados cui :I8.
O Mcatuitu e inaia eoadh;oes do outrato se
acbam a (HepoM^Ut dos senhoicj pr*t> u.lenteo
para seren examinad.is.
Secretaria '.. reperttpbi das Obrne Puocae, 3
-de Juilio de 1K8I3 O secretario,
Joo Ju^ifiiiin im: Si'/iitn o t u ?jUj
Obras Publicas
De ordem do Iilin. Sr. eii^euhvJro director
reparticao dus obri publicas, f.v p-b!ieu qoa
eui vift.i da niit- nsacA i .i i Exm. .Sr. viee-preol
dente da proviiK-i., icceb.'-se no dia lOdocor-
reute, ao meio dia, propalas ein c.r'as feciadas
para a execocao doreoaiee ameiites de cadea
da villa de Igoaraav, arcad i mu 1:640*.
O oivaiiieiito e mais eolllivo,.- do .nitrato se
acbam dispostcjl) dos seulioreu pret nieiic-s, pa-
ra seren examinados.
Secretaria da Repartiera da Obras Publica, 8
de Julho de 185(1.O eeeralarw,
Jodo Juuquim iU iqueira Varejan.
me4irnos comtra io.o
EST: 1803
Edificios e mtreadoria*
Taxa liaixa
Proniplo pagamento de prejuiso
CAPITAL
fia. I('.,000:00000r)
Agtutet
BROVVNS &C.
* N. Rita (ix> Camnutrcio N. 5
L.otsdoii and Braslllao daok
Limited
Ra do Commercb o. 32
Sacea por todos- os vapores sobre as ca
xas do raesmo anco era Portu^rvl, sendo
m Lisboa, ra dos.Capellistas n 75 N-
Porto, ra dos Inglezca.
martimos contrafogo
CompanbJa Phealx Per-
nambueasa
Ruado Couiraercio n. 8
GOMPAKHIA DE
co.vrnA foco
Brilish & Heranlile
CAPITAL
C:900.000 de libra siei'Einae
A G N 1 E S
\doinsoiilSowie *&_C^
THEATRO ~
DE
Lotera do 4000 cotilos en favor
dos ingenuos da colonia Is -
bel
De ordein do Exm. Sr. vicepresidente da pro-
vincia tica adia.la para l de L) a.-inbrj Jo cor-
rela anuo a extraevit d-.-tta lotcri.
Thes uraria di.s loteria pra o fun io de cmt>
eipacao e iugenuoe, 6 de juib > de l8dl>..
O tlieonr'iro.
Francisco G 7icalt;rs Torre.
Estrada de ferro doRc-
eife a ^aruar
Di! ordeui rio Illm. Sr. director, engenbeir..
chefe, f-.c i piiblic.i que. a contar d> dial-I do cor-
rete cu (liante o trem de volta P i partir da
estaclo de S. Joan d Pumbos s 3 horas da tar-
de, e da Victoria 5.
Secretaria do pruloiig-imento da estrad d-*fer-
ro do R-eife ao !S. Kraneis-so > estrad* t; ferro do
iiccifu Garuar, i m 7 de Julho de 1886.
0 secretario,
Mxiioel Juvencio de Sabaya.
sts.i < LLUlcrario Olindease
Convido a tolos os soeioa se r.iiinreui. -ni
sessao de nss.-uibl* geral, domingo, 11 do corrate,
as 10 horaria u anhA na r.apectiva lele, para
eleicac da u.iva Juevtoria Aaeaaio fuuccionara
cora O liinni i) que comparecer, de aciordo coin os
noss '8 eetatutos. Olinda, 6 da Judio le lhSt
O 1. eeretario, JosC Pinto Souto Motor.________
Preparados
DA
MiLTINi MfflFACfRIIG
LONDRES
Oleo de ligado de bnrnllio e leite
pt-pltunistadu
Esta preparaba) lio saburosa que urna crian-
ca promptam.'Ute a toma.
O leite digerido tein a propriedade de quasi in-
teiraioeute dis&reai o oleo e as p:ssoas ue diges-
t0 mais dbil podciri tomar s- m receiu.
1'viitouoiilcM Um limentu nitog uoso com posto de consti-
:uintes solidws de leite beai cmiio gluten dotrigo
^livra de gonina).
RcCmmen.l 'lo as eonvalescenCjM de qualqu-'i
doenca, afevco -a puMaMavea, tebrea, pnciiinonias-.,
gastrite, dysentei ia e tuda e qualquer debilidadc
seja qnal tor a sua origcui.
Un II na
Um extracto e-ncentrado de trigo, avea cecea-
da fermentados.
Valor iastaaieo 31 vexes o ten proprin peo'!
O mais rico ag"nte restaurador at hoje eoohe-
cido, alt mente >.pieeiavel nos cs >s de d bilidade.
Alimento Kotiluvel de carnick para
claucas
Aaoalysede-le aliiseeto demonstra que os seus
constituiutes nuinctivjs sao quasi identn-cs com o
leite materno, por uto o alimento mais apcifei-
coado par* erinncii.
Porneceio am s>ras gratis am Sr. m*diers.
Deposito ru., do B.iilo d^ Viutori n. 43
EMPRESA
BRAGA JNIOR &C.
OOMPANI IA
i
qaa
faz
paite o mesmo artista e a pruncira
actriz pnrtugneaa
CONTRA POGii
The Lr- Lifdf i -Silo
. Salte Brote k C.
QuinU-feira, 8 de Julho
Iteeita n. I
l Itlmo espectculo
Despulida da companhia
Urna nnica representaco da mim isa leqn de
Musset e Blanco, arraujuda jelo iliustre escriptor
portuguex Rani;el de Luna, especialmente para
ser representada pelos di.-tiuct- s artistas
Lucinda e Furtado Coclho
qne a t?eiii rej reseiuadu inais de 400 vezes no
IhcatrOi da crt-. Lisboa e Madrid, iutitnlada .
Dar comeijo ao espectculo a linda comedia
em oin acta, do repertorio do distincto actor Si-
fcew, intitulada
A
Os bilhetes A venda na bilhetana do thea'ro.
Comecar A H 1/1 liornw.
llavera bonds para toda as liubas e. trem para
A pipo cus.
Ha tamben tresn para Olinda
Hoj<3, despedida da companhia qoe parte no va-
por nacional para o Maranba >.
A empresa, grata a este bom pavo pernambuca-
no, faz boje aaauas despedi'las. i'or si e pelos seus
artistas agradece as atteoces qne Ihes foram dis-
pensadas e proinette, na sua volta do norte, satis-
fazer aos iuumeros pedidos que teve, laudo nesta
cipital urna pequea trie de espectculos com pe-
cas novas e tscollndas, as quaes i distincto artis
ta e dire.-tor L. Candido Fui Indo Cin-
tilo trata desde a de ensu'ar e montar tilo cui-
dadotam ntc como t. elle o aabe fus. r. Para etse
fin, a empresa resolveu abrir urna ssiguatura, a
qnal ser annunciala em teuipo opportuuo e d'ella
fiear encai-rogado o distincto amigo e cavalheiro.
Sr. cjmniCdador Jote Leopoldo BourgMrd, que a
isto se presta obsequiosamente.
PiTuambuco, 7 ue Julho de 1886
Joaquim Monteiro Secretario da companhia
CO.UI.t*IU-t FBBX*W*?l'CAMA
DE
.VaTesaco costeira por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Griqui
C o .ti ni u n d a n t <; L o b o
ic no dia 10 de
Julh '. pelas 12 lu-
as dv malilla .
Recebe carga at o
:i 9, e psagens at
.;. 11 horas da ma iba
do lia 10.
ESCRIPTORIO
i'&es da Coutpaahia Pc-raa?ta
caua n. lt
Espera-so de New-Port-
New, t o dia23 de Julho
o quai seguir depois da de-
mora necessaria para a
Baha e ni de f anelro
Pstracarra, pa3sagena, encommendas edinheirj
a f.-cte, traeta-ae com o
AGENTES
Henrj Forslcr C.
N. 8 RUADO UOAEtttttCaO. -N. 8.
1- andar
Coinpaatala Uahlaaa de na vega-
eao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Babia
0 vapor Sergipe
Ccmmandante Pedro Vigna
Segu impreterivcl-
mente para os portos
cima no dia 0 do cor
rente, as 4 horas da
tarde. Receba carga
nicamente at o l'
dia do dia 9;
l'ara arga, pussagens, encommendas e dinheiro
a frets 'raeta-aona agencia
7jiua do Vi/jario 7
Domingos Alves Slalheiss
E' esperado da Europa no dia
10 do corren te, aeguinda
depois da demora necessa
ria para
Macei, Baha, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Elbe
E esperado
do su! no da 14 Je
carrete seguin io
iepois da demora
necessaria para
9. Vicente, Lisboa, Vigo e Son
thamptoza
Para paaaagens, fretes, etc., tracta-se comea
CONSIGNATARIOS
AdamsonHowic&C.
Leilo
Competera Braiileira de \avc-
gacoa Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Par
Commandante o Io tenente Carlos An-
tonio Gomes
E' esperado do9 portos do
nonc at o dia 12 de .julho
a depois da demora in
d:seniavel, seguir para
os portos do su!. Recebe
tiicu.i car a para tfantoa,
Pelotn* e Rio Grande ul. Irete mdico.
Para carga, passgeua, encom;nendas i valores,
trataae na agencia
N. 11 RA OOCOMMEROH) N. 11.
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joo Mara Pessoa
E' esperado dos portos do sul
at o dia 9 Ce Julho, e
seguir depois da demora in-
I' V dispensavei, para os portos
do norte at lanos.
Para carga, passageus, escommeBda e valores
racta-se na agencia
11 -Ruado Cominercio 11
E-
DampfschiflTahrts-Geseilschal
O vapor Argentina
Espera-se ie HAMBURGO,
va LISBOA, at o dia 16 do
correntc, seguindo depois da
di mora necessaria para
Rio de Janeiro e Sanios
Para carga, passagens, e encommendas tracta-
?econi O
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO \aARH>N. 3
J* andar
COKPAXniA PHBotlUiH
DE
.%avesaco Costeira por Vapor
PORTOS DO SUL
Macei, Penedo e Aracaj.
0 vapor Mandahu
Segu no dia 10 Ot
Julho, s 5 horas da
fnrde.
Recebe carga at o
3s3SaaWda 9.
Encommendas, passag,...< dinheiro a fete at
as 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTOO
Ao Cae da Comjxinhin Perrambucana
n. 12
CHARGEIRS IIEIMS
Companhia Frauccza de navega-
cao a Vapor
Linha cjuinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pcrnambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
steamer Ville de Baha
E' esperado da Europa at
o dia 8 de Julbo, se-
guindo depois da iniispen-
savel demora para a Ha
lila. Rio de Janeiro
Hanloa.
Koga-se aoa Srs. ic.portadores de (targa p lo
vapores desta linba.auciram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng
quer reclamaco concernente u volumes, qaa po-
v-ntura teuham seguido para os portos do su!,afioi
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sa rias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravos.
Kecebe carga, enc>imneudas e puasageir para
i s quites tein exceUentes acxomodacx-s.
Aoguslo F. de iiveira l
AEHiTKM
42 RA DO OOMMERCIO -4V
Vapor austraco Jokai
Espera-se do*
portos da Europa
at o dia 14 de
Julho e seguir
dais de punca
demora para a
Babia, Rio de Janeiro c Sanios
Reoobfl carga a fete mdico tractar com os
Consignatarios
JOHNSTON PATER & C.
w
De bons e solidos movis de jaoarand e
amarello, 1 importante piano do cauda e
1 cofre.
Sendo :
Dnas mouiiias de Jacaranda massi;o, com 2
censlos de pedrx, 2 graudes espelhos com mol-
duras de jacaraud, proprios para coneolos, 1 pia-
no de cauda, 1 cadeira para piano, 1 mesa le-
donda, de Jacaranda, c:m tampo de pedra, 1 im-
portante cama de metal com armacao, 1 mesa
elstica de amareHo, 1 cab'de de parede, 1 estan-
te para livros, 1 rabeca, 1 candieiro, 1 machina
de cssuru, 1 porta-queijos, diversos copos, ratos
e p ircilo de msicas.
Urna outra mobilia de ji caranda com 12 cadei-
ras de guarnigao, 4 ditas de bracos, 2 ditas de
balanc i, 1 sof e 2 consolos com tampo de pedra,
1 guarda-louca de amarello, 1 guarda-vestidos, 2
aparadores de amarello, 1 quartinheiro, 1 espre
guicadeira, 1 mesa elstica de amarello, 1 relogio
de parede, 1 cama franceza de amarello, 1 oculo
de alcance e 1 cofre de ferro com banco.
Urna mobilia de amarello com cadeiras de ba-
taneo e tampo de pedra (com piuco uso) 2 apara-
dores, 1 imsi redonda, 1 mesa dejantar, 7 cadei-
ras de guarniciio, 1 consolo, 1 banca, 1 cadeira de
balanc i, 1 espreguicadeira e 1 toillet de Jaca-
randa.
Todos estes movis sao pertencentes a diversos
esp jl;os c serao vendidos ao correr do martello.
Quinta-f-ira 8 do. corrente
AS 11 HORAS
Ho arinazem da Camb t do Carmon. 28,
hoje ra de Paulinp Caru&ra.
O agente Martins, tara leilo dos movis e maU
objeotos existentes no referido armazem, ao cor-
rer do martello.
Leilo
nvidracoda, e do
& ioja da ra do J
Agente Brito
Da armaciio envidracoda, e do resto das fazen-
das c roiudezas da Ioja da ra do Rangel n. 78.
Vender mais 1 vaceii da trra com 1 bezerra e
60 saceos com farinha.
Sexta-felra, 9 do eorrente
A's 10 1]2 horas
Lcilao
D: urna pe^a de aL-atifa nova para f:>rr3
de sala, urna mobilia de Jacaranda, u:n
marquezil'j, um lavatorio de ferro com
cspeiho, um berco, dous espelho com
mnidura domada, cinco quadros, tres
Linternas, inm mesa elstica de tres ta-
boas, um guarda-louca, urna quartinbei-
ni, ama tneia commoda, jarros, e outros
objectos existentes no priraeiro andar do
sobrado sito travossa da ra Duque
de Caxias n. 4.
Meata feira, 9 de *fu!ho
A's 11 horas
O agente Gusmo, autorisado por mandado a
com assistencia do Exm. Sr. Dr. juiz de direit) do
commercio, a a requenm'.uto di Dr. curador fis
cal da massa fallida de Franciseo Teixeira Bar-
bosa, far leilo dos movis cima mencionado,
pertencentes referida massa.
Monte fle torro le Periinco
Leilao de joias
O eonselho fiscal atteodendo nao s ao pedi-
do para ser transferido, de 8 do corrente para 6
de Julio vindauro, o aauuciado leilo, como por
haver grande numero de cautelas em ser, a nao
convir nos interesses d3 estabeleciraento a dos mu-
tuarios submettsl-aa venda, taz agora publico
que no referido dia 6 de Julho se effectuar im-
preterivelineute o leilo as 11 horas da aiauh.
Esta i lo exposi;aa tres dias antes.
10.070 Urna salva nitavada e tres colheres para
sopa, peixe e arroz, prata da lei.
10.116 Um annel de ouro, cora brilbantn.
10.118 Dexenove colheres, prata de lei.
10.136 Um par de rosetas de ouro com brilban-
tes.
10.137 Um annel de ouro com brilhante.
10.784 Duas salvas de prata de lei, 25 colheres,
12 garios, 12 cabos para taca e um palc-
t-iro de prata.
10.786 Uns salva e duas colheres, prata de le.
10.8.7 Um annel com b.ilhante e cinco botots de
ouro.
10.811 Urna corrente e raealha para relogio e um
relogio, ouro de lei.
10.817 Dous pares de brincos, dous broches, um
annel de ouro com um pequeo brilhante
c um trancilim, ouro de lei.
10.829 Um par de rosetas de ours com brilhantes,
urna pulceira, um alioete, um par de brin-
cos com perolas, urna medalha, um annel,
seis botes e urna fivella, ouro de lei.
10 831 Duas pu ceiras, um broche com coral, urna
volta de trancelim com perolas, nm annel
e urna corrente, para relogio, ouro da lei.
10.839 Um par de brincos da oaro com pequeo
brilhante, urna par de rosetas a um tran-
oe.liui, ouro de lei.
10.841 Urna pulceira, um broche e um tranceln),
ouro de lei, um trancelim, ouro baixo.
10.842 Um broche de ouro com perolas, urna pul-
ceira e urna corrente, para relogio, ouro de
lei; um a rmete era vejado de diamantes.
10.843 Um irnc. liui e dous aunis, ouro de lei.
10.846 Um par de rosetas de ouro coa diamantes
um par de brincos, urna pulseira, um tran-
celn c uina medalha, ouro de lei; ama ti-
jella, prata de lei; urna salva e um copo,
prata baixa. -
10.855 Urna orreutee medalha para relogio, ou-
ro de lei.
10.869 Urna corrente para relogio, um trancelim,
um broche, urna loneta e um relogio, ouro
de lei.
10.8C7 Urna cor e>te e medalha, para relogio, ou-
ro de lei.
10.889 Urna pulseara, um trancelim, quatro aa-
neis e urna moedinba, ouro de le.
10.891 Um brocho com' brilhante c diamantes.
10.905 Tns correntes e urna medalha para ro-
loni-, ouro do Ici.
10.910 Uma correte e medalha para relogio, e
um trancelim, ouro de lei.
10.914 Urna pulceira de ouro com brilhantes.
10.923 Urna corrente mira relogio, um resplandor
cinco corV.s pira imageus e um relogio
prauono, curo de lei.
10.930 Dala aoneia de ouro com brilhantes. uma
volta do curo com medalha, um trancelim,
urna moedinba, duas medalha?, deis pares
oe brincos e um relogio, ouro de lei.
10.940 Uma corrente para relogio, ouro Je lei; e
uin relogio de ouro.
10.942 Dezenove colheres e um par de fivellas de
prata.
10.943 Um par de roseta de ouro com dous bri-
lhantes, uma pulseira e um par de botes,
ouro de lei.
10.974 Uma corrente para relogio, um trancelim e
urna medalha, ouro de lei.
10.997 Um relogio, ouro de lei.
11.006 Um par de roatas de ouro eom brilhan-
tes.
11.015 Um tranceln, oure de lei, uma pulseira,
oaro de lei.
11.022 Uma pulseira, ouro d lei.
11.032 Uma corrente e sinte, para relogio, ouro
de lei.
11.061 Um par de rosetas de ouro com pequeos
brilhantes, uma volta de ouro e um i me-
dalha, ouro de lei.
11.062 Um par de rosetas de ouro com brilbantee,
um annel com dito e rubina, um alfinete,
dois botoes e um relogio, *uro de lei ; um
alfinete da ouro com brilhantes, dois pares
de rosetas cravejado de ditos, um annel e
uma cruz com ditos, um fio de perolas, um
trancelim, um collar e uma corrente, euro
de lei; dois cordes, uma cruz, um cora-
do em ouro, ouro baizo.
11.068 Uma corrente para relogio e nma meda-
lha, ouro de lei.
11.092 Um par de brincos de ouro, contendo bri-
lhantes.
tl. 102 Uma corrente para relogio, uma volta de
ouro e um relogio para aenhora ; ouro de
lei.
11.117 Um annel de ouro com um brilhante.
11.118 Uma corrente para relogio e um relogio,
ouro de le.
11.128 eis cstlcaes pequeos,Jprata baixa.
11.129 Um annel de ouro com brilhante.
11.138 Uma pulceira de ouro.
11.139 Um relogio, ouro de lei.
11.146 Uma medalha, uma volta de cordo, dois
anneis, duas peca para pulseira e ma te-
tea de ouro.
11.192 Uma pulseira, um trancelim, um meda-
lho, um broche, quatro rr.oedinhas de ou-
ro cm botSes, ouro de lei.
11.493 Um trancelim, um par de brincos e uma
pequea teta, ouro de lei ; um broche, um
Ear de botes e um annel, ouro baixo.
m relogio, ouro de Ici.
11.210 Um relogio, ouro de le.
11.212 Um alfinete de ouro com brilhantes e pe-
rolas, ouro de lei.
11.216 Duas correntes e uma medalha, ouro de
lei.
11.242 Um annel de ouro com brilhante, uma cor-
rente e medalha para relogio, ouro de
lei.
11.247 Uma moedinha de ouro com laco de ouro,
dous pares de brincos, um dito de botoes e
tres anneis euro de lei; um alfinete, um
cordo, dous pares de rosetas, uma teteia,
uma figa e tres anneis, ouro baixo.
11.250 Um cordo e uma cruz ouro de lei; um
cordo ouro baixo.
11.257 Um par de brincos cravejados de brilhan-
tes em prata.
11.260 Uma corrente e medalha para relogio, ouro
de lei; nma salva e doze colheres para
sopa.
11.261 Um annel de ouro com brilhante, um dito
com ditos c esmeralda, uma pulseira e uma
corrente para relogio, ouro de lei.
11.273 Um relogio de ouro para senhora.
11.299 Uma pulseira, um par de brincos e um an-
nel, ouro de lei.
11.303 Seis botoes, ouro de lei.
11.309 Uma volta de ouro, um cordo, dous an-
neis, um dodal, ouro de lei.
11.326 Uma pulseira, uma volta de ouro e u mpar
de rosetas, ouro de Ici.
11.330 Um relogio, ouro de lei.
11.334 Tres pulseira e duas per^s de briucos,
ouro de Jei.
11.352 Uma cora de ouro para imagem, um cor-
do e um emblema do Espirito-Santo, ouro
de lei.
11.356 Uma corrento com medalha, cura de lei.
11.377 Uma volta de ouro com medalha pequea,
um alfinete, um aro de ouro e um annel,
ouro de lei.
11 384 Um* pulseira, um par de brincos e uma
cruz, ouro de lei.
f 1.388 Um cordo, um par de rosetas e urna cruz,
ouro de lei.
11.392 Uma correntc para relogio e um par de
brincos, ouro de lei.
11.401 Um relogio, ouro de lei.
11.409 Um relogio, ouro de lei,
11.419 Uma pulseira, ouro de lei
11.487 Um relogio, ouro de lei.
II .443 Um par de rosetas de oaro era vejadas de
brilhante e uma corrente para relogio,
oura de lei.
11.504 Um alfinete c um par de rosetas, ouro de
lei; uma salva, prata de lei ; e dose co-
lheres, prata baixa.
11.454 Um \>. e duas pulseiras, ouro de lei.
11.472 Um relogio, ouro de lei.
11.475 Um alfinete de ouro com brilhantes.
11.497 Sete colheres de prata.
11.511 Um cordo, uma moedinha de oaro com
laco, urna moedinba de valar de 5/ e um
annel, ouro de lei.
11.513 Um cordo, ouro de lei.
11.521 Um annel de ouro com um brilhante a uma
pulseira, ouro de lei.
11.523 Uma corrente e medalha para relogio, ouro
da lei.
11.514 Um par de rosetas de ouro com pequeos
brilhantes e um annel com numero em cir-
culo.
11.548 Uma corrente para relegio, ouro de lei, um
feixe de ouro baixo.
11.551 Uma salva de prata.
11.552 Uma pulseira, um par de brincas do ouro
de lei.
11.553 Uma pulseira, um broche a um par de ro-
setas, euro de lei.
11.554 Um relogio de ouro de lei.
11.557 Um volta de trancelim, uma cruz, dous
pares de brincas pequeos, um dito de ro-
setas, um dito de argoles, cinco botoes
uma moedinha, dous pares de colxetes, duas
pecas de brincos e um annel, de ouro.
11.566 Um annel de ouro com brilhante.
11.579 Um psr de esporas de prata baixa.
11.589 Um par de rosetas de oure com brilhantes.
Precisa-se de ama cszinheira, na roa da Au-
rora n. 81 l- andar.
Compra-se uma casa na reguezia da Bna-
> ista, por 2.000/ : a tratar aa roa do Visconde
de Albuquerque n. 21.
Precisase de uma coainheira para casa de
familia ; a tratar na roa do Baro da Victoria
numero 39.
Na ra da Matriz da Boa-Vista n. 3, ae
precisa de criados para venda de taboleiro, e qne
tenbam boa conducta, affiancando, d-se bom tra-
ta ment.
Uma familia honesta aluga outra de igaa
conducta a metade da casa da roa de Bartholemea
n. 61. e precisa-se de um menino para vende
na ra.
ALUG l6E casa, terrea a. 20 da ra d
Capito Antonio de Lima, com 2 salas, 3 quart os
cosinha e quintal com cacimba : a tratar na roa
do Marque de Olinda n. 8.
Offerece se nma senhora honesta e de bons
costumes, para ensiaar primeiras lettras a meni-
nas, ou reger casa de homem solteiro : quem pre-
cisar dirija carta esta redarco com as iniciaes
J. M. R
= Offerece-se um rapaz para copeiro em casi
de familia ou hotel, que para sto tem praticae di
fiador sua conducta : queos precisar dirija-se
ra nova da Santa Rita n. 9.
Precisa-se de um criado, dando nanea, de
sua conducta : ua roa da Florentina n. 36.
Compra-se fios da linha para o hospital Pe-
dio II : na ra Formse n. 4.
A senbjra que se offereee no Diarit de hoje (7
do corrente), para ensinar ou reger casa de ho-
mem solteiro, dirija-se ra do Mrquez do Her-
val n. 105 at s 9 horas da manh, ou de 1 a 6
horas da tarde, que encontrar com quem tratar
Aluga-se casa a 8*000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de 8. Goncallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56.
Precisa-se de uma senhora para fazer com-
panhia a duas senhoras viuvas, em casa de pouco
servico, dando -se casa, comida e vestir, etc., se
prefere olceira ou viava : a tratar na Estancia
numero 6.
Aluga ae o 1 andar do sobrado n. 43 ra
da Aurora : a tratar com o Sr. Negreiros ra
do Imperador n. 24.
= Joseph Krause A C, ra Primeiro de Mar$o
n. 6, precisara da am bom cosinheiro ou cosi-
nheira.
Precisa se de um mestre refinador de asu-
car. para a Victoria : a tratar na ra do Impe-
rador n. 65.
Vende-se uma balanza grande, de braceo, e
um terno de peses : no pateo do Livramento nu-
mero 21.
Vende-se
barato o sobrad nho da ra do Apollo n. 63 ; a
t/aJar ni pateo do Livramento n. 21.
Ama
Precita se de uma uma para cosinbar, que der-
ma em casa da emprsgo ; na ra da Conceico n.
4, primeiro andar.
-se
o terceiro andar do predio n. 56 ra Duque de
Caxias, com grandes commodos para familia, as-
sim como a sala do detra do 1 andar do mesmo
predio ; a tratar no n. 58 da mesma ma.
Sitio
Aluga se o sitio da travessa de Joo de Barros
n. 6, com boa casa de vivenda e bastante fructei-
ras : a raar na ra da Imperatriz n. 14, cami -
Baria.
Criado
Precisase de am oriado para compras e mais
servicos de casa : na ra do Yis:onde de Albu-
querque u 24.__________________________^_
Aos ofites nos os
Cura certa em 48 horas das inflamacSes
recentes dos olhos, pelo colyrio prepara-
do por Jos Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega e este poderoso colyrio sempre com
grandes vantagens, na segaintes molestias :
Ophtalmiaa agudas, purulentas e chronicas, con-
unctivites, etc., etc.
Deposito eral, na drogara de Faria Sobrinho
4 C. ra do Mrquez de Olinda n. 41.
Para infjrmHCes, sedirjam livraria Indus-
trial ra do Baro da Victoria n. 7, ou resi-
dencia do autor, ra da Saudade n. 4.
Aos 4:000$000
E
1:
BILHETES GABASTIDOu
16-E.ua do Cabug-16
O abaixo assignado vendeu nos seus ven-
11.590 Um trancelim, urna medalha e um collar, I turosos bilhetes garantidos os premios se-
ouro de lei. guates : 1 inteiro com a sorte de 1:000(5 no
11.600 Um annel de ouro eom brilhantes. >& _- ,, .ltr mais de 32A 165 o
11.601 Uma corrente de ouro para relogio, uma n. 36W alm de OUtras mais 06 0, IO0, O
dita com medalha, ouro e platina, e um85 da lotera n. Di.
Couvida-se aos possuidores a vir rece-
ber sem descont algum.
Acham-se venda os venturosos bilhe-
tes gar; ntidos Ua lotera n. 62a em beneficio
da Santa Casa de Misericordia do Recife,
extrahir quinta feira 8 do cor-
paliteiro de prata de lei.
Recife, 8 de Junho de 1886.
O gerente interino,
Felino D. Ferrara Coelko.
AVISOS DIVERSOS
urna que cosinbe
criado menor de
na ra do Imperador, n. 45, pimeiro :
^ Precisase de duas amas,
e outra que engomme, e de um
16 anuos
andar.
Aluga-se o sitio do Pina, com boa casa para
morada, contendo bastantes commodos para nu- \
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duts cacimbas com excellen-.
te agua : a tratar o caes de Apollo n. 45. .
Vende-se 25 predios (sobrados, casas terrea e
sitios) as freguezias do Recife, Santo Antonio,
8. Jos e Graca, a tratar na ra do Imperador
n. 75.
que se
rente.
FRECOS
Inteiro 4*000
Mei-i 20000
Quarto 1)5000
Sendo quantidade superior
a l0:OOO
Inteiro 3500
Meio 1(5750
Qarto (5875
Joaquim Pires da Silva-
do gosto
N. 59Ra Duque de faxias N.59
Riquissimas cliapelinas e lindos chapeos para senhoras a 60 e 80000! 1
Anquinhas de setim a 30000 para acabar.
Lindas luvas do seda, todas de cores, a 30000 !
Setins do listrinhas, phantasia para bailes a 400 rs. o covado 1
Capas de lil para senhoras a 20, 30 e 60000.
Espartilhos finissimos a 50 o 600001 Figurino
Camizinhas bordadas para senhoras a 40 e 50000.
Loques, raeias arrendada*, lencas de seda, enxovaea para casamento, artigos
tudo barato.
CARNElnO DA CUMA &C.
59Ra Duque de Caxias59

i

wMj


>
I
6
IMario de yambue OS GRMES DO RECIPE
II parte
Romanc por Corte Real em publica;So no
REBA1E
Ama
Precisa te de nina ama para todo aervico de
casa de familia : a tratar na roa do Coto vello
numero 46.
Serrara a vapor
Caes do Cap.barlbe o.
N'esta serrara encontrarlo os senhores fregue-
ses, um erando sortimento de pinho de resina de
cinco a des metros de comprimenco e de 0,08 a
0,24 de esquadros Garanta-se proco mais como-
do do que em ontra qualquer parte.
Francisco djr Santos Macedo.
GMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
Hypephosphitos de cal e soda
ApproTada pela Jimia de Hy
gienc e autorizada pelo
goveroo
E' o melbor remedio at hoje deecoberto para a
llatrsi bronehilen, mrropliulan. ra-
cttiitN. anemia, tiebllidadc em geral.
defluxo. toase cbrontca e affec;e
do pello e da garganta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalbo, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, possue todas as virtudes medicinaes e nu-
tritivas do olee, alm das propriedades tnicas
reconstituate s dos bypophospbitos. A' venda nat
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
Por 221000
Aluga-se a casa n. 24 a ra de S. Joao, com
bons commodos : a tratar na ra Duque de Ca-
xias n. 85.
Aga H 7po
Em quartcs e meias garrafas, vendem Faria
Sobrinho & C, rna do Mrquez de Olinaa .i. 41,
_______________DEPOSITARIOS_________
PARA C0SIM4R
Precisase de uaia
ama que saiba cosi-
nhar bem; no 3. an-
dar do predio n. 42
da ra Duque de Ca-
xias, por chna da ty-
pographia do Diario
Ama
Prccisa-se de urna ama para todo o servico de
una s peasoa ; na ra do Baro da Victoria n.
14. Na mesma casa aceitase urna menina ou mu-
lher de idade, para companhia, dande-se casa e
comida.
Ama
Precisa-se de urna ama para coainhar ; na tra-
vessa dos Pires u. 5, Geriquity.
AMAS
Precisa se de urna ama para cosinhar e comprar
e de outra par* engommai e lavar, que durmam
em casa dos patroes ; na ra Princeza Isabel nu-
mero 6. _______________________
Precisa se de urna anu para lavar, engommar
e faser mais alguna servicos, com tanto que dur-
ma em casa : na roa da Matriz da Boa-Vista n.
9, se aira quem precisa.
Anda se precisa de urna ama sadia e de boa
conducta, para cuidar de um menino fie dous
unios: em casa de Coimbra Guimares, defronte
da estaca j do entroncamente, no Manguinho.
Ama
Precisa-se de urna ama no Arraial, que saiba
lavar e engommar ; a tratar na ra do Yigario
Thenorio n. 12._________________________________
Ama
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia ; na ra de Pedro Alfonso n. 58, antiga rna'
da Praia. \
Ama de leite eeriado
Na ra da Aurora n. 81, 2' andar, se precisa
de urna ama de leite e de um criado menor.
Aluga-se
urna casa pequea, ra de S. Francisco n. 1
a tratar na ra de Santa Thereza n. 38.
Aluga-se
Ao publico
Hermina de Carvalbo Menna da Costa, propie-
taria aa pbotographia sita ra do Baro da Vi-
ctoria n 14 2. andar, declara para os fins con-
venientes, que desde o da 6 do correte deixou
de ser socio da mesma pbotographia o Sr. Flosculo
de Magalhes.
Aproveita a occasiao para commumear a todos
aquel les que se taem dignado de dispensar lLe a
sna proteccao n'aquelle ramo de negocio, que con-
tinua com a referida photographia, a qual se acba
hoje melhorada consideravelmente nao s quanto
aos misteres technicos d'arte, como tambero quan-
to aos demais requisitos esseticiaes para nao des
agradar aquellas pessoas que all comparecerem,
dando prov* de desojo de coneorrer para o pro-
gresso da industria nacional.
Das Ezmas. senhoras principalmente, espera a
referida proprictaria tada sua valiosissima protec-
fio.
Casa grande em dunda
Por ItSooo
Aluga se urna casa can grandes commodos
para familia, tendo bom quintal e grande viveiro,
sita em Santa Thereza, logar denominado Pisa,
pele barato proco de 16*000 mensaej : a tratar
no Recite, ra da Imperatriz n. 32, leja
Jos de Castro Guima-
res
que em Goyanna tem o nome de Jas Gaspar Do-
mingues de Soasa nSo mais cobr dor da cochei
ra ra da Imperatriz n 29 desde Marco, e
chamado prestar centas dos dinbeiros que re
cebeu, como consta das eontas- com os rcibos, c
estregar as eontas que ainda tem em >t u podere
ao administrador daquella cocheira.
Ao Sr. Vicente Alves or i a
Previne-se ao Sr. Vicente Alves Moreira que
no 3- andar da casa n. 43, ra cstreita do Ro-
cano, ha para lhe sor entregue urna carta que da
villa do Rosario, no Maranhiut, lhe mandn a
na. Sra. l>. Mara da Conceicao de Oliveira.
Aviso
Precisase de urna professora que saiba tocar
bem piano e mais trabslhos de senhora, para en-
genho : a tratar com o Bario de Nazarcth, ra
do Imperador n. 79, 1* anclar.
Criado
Precisa-se de um de 12 14 annos, para o ser-
vico da casa 6 de ra : na praca do Conde d'Eu
n. 30, terceiro ndai.
. Machinista
Antonio P. Pacifico de S f >i demittido do ser-
vico da companhia pernambucana, na gerencia do
Sr. F. B. Steple da ~ilva por insubordinado e ca-
beca de motim E era apenas prsticante. De-
clara se isto po! nao ba D Ramn.
Aos Maranionses
Pede-Be o compir cimento de todos os Mar-
nhenaes, ei-in excepeo de classe. para urna reu-
nan que deve ter lug*r quinta feira 8 do erren-
te, eaSM n. '5 da ra da Iuip- ratnz, Io andar t
11 h txp Ha T.^nhii.
o segundo andar do sobrado do largo de S. Pedro
n. 4, limpo e com bons commodos para familia,
com agua e gaz encanado : a tratar no primeiro
andar do mesmo sobrado, ou ra estreita do
Rosario n. 9.
Aluga-se
urna casa pequea, ra de S. Francisco n 1 : a
tratar na ra de Santa Thereza n. 38.
Aluga-se barato
A casa n. 96 ra dos Gaararapes.
A casa n. 107 da ra Viaconde de Goyanna.
A ra Lomas Valentinas n. 4
Trata-s na ra do Commercio n. 5, Io andar
Proprios para lunch de 1, 2, 3, 4 e 5 libras, re-
ceberam Jos Fernandos Lima & C-
Rua-Nova n. 3
Jardn) das plantas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acabar com as plantas que es-
tilo em vasos n'este jirdim, vende-se os sapotisei-
res muito grandes, e dando fructo, 2/000, la-
ranjeiras, muito grandes, para enzertar, 6/000
a duzia, e sapotiseiros mais pequeos por barato
preco.
Vaeeina
ingleza e franceza, chegada pelo ultimo vapor :
veule-se na botica franceza de Rouquayrol frres
ruado Bom Jess n. 22.
Quem tem?
ouro e praia : comprase ouro, prata e
jedras preciosas, por maior preco que em outra
iua!quer parte : no 1 andar n. 22 a ra larga do
osario, antiga dos Quarteis, das 10 horas as 2 da
arde, dias uteis.
Sitio
Alague, muito barato
Com casa para familia, tendo muitos arvoredos
dand. tracto, e lego junto ezcelleute banho sal-
gado, na travessa do Motocolomb n. 4 (Afoga-
dos), perto dos bonds e do cacniuho de ierro ;
junto do Illm. Sr. ebei Lima : a tratar na rus
de Santa Thereza n. 38
Alleiifo
Multo barato
urna casa na ra de S. Jorge n. 26 (i o Recife),
com 5 quartcs, com cosinba, 2 salas, quintal com
portao, Ste.; a tratar na ra de Santa Thereza
numero 38.
tingoimiiudeira
Precisa-se de urna engommadeira : a tratar na
ra da Amizade n. 10, Capunga.
Criado para alagarse
Na ra de S. Joao, cas* n. 27, tem para alu-
ga! -se um mulatinho com 17 annos de idade, mui-
to proprio para copeiro ou outro qualquer servico
tanto de casa como de ra, e taa bem sabe bolear,
po- j ter sido boleeiro.
Profesar
Um moco ensinando diversos preparatorios, com
tres anuos de pratica na corte, e tendo chegado a
esta cidade ha um n.ez, deseja encontrar alumnos
em casas particulares Pa:a inforraacocs dirijam
se ao Rovm. piovincial do convento do Carmo, ou
ao lllm. Sr. Dr. Vaz de Oliveir, em eeu escrip-
torio rna do Imp-rador n. 73.
Criado
Antonio do Knniow Cavnlrunie
As 8 horas da n anba il ala 9 do CtttTflltfl ro
sa-se ii:i matriz Ha H a \ tnissa por alma
de Antonio do S i V. voleante.
ntonlo lio Waiilon Hiquclra
Caialcnnio
Anroiiio dos Sant > Siqueira Cavalcante Jnior,
8T inullier, fiihos e n-ira agrsdec m aos seus pa-
rentes e amigos que acompanbaram so eemiterio
publico os r.stos morta^s de seu prosuao pai, so-
gro e av, Antonio dos Santos Siqueira Caval-
cantv, e novamente os convidam an assistirem
a missa do stimo dia, que ser celebrada na
matriz de Palmares, as 7 horas do dia 8 do cor-
rente, pelo que se coufcatatn eternamente agr
decido.
Precisa-se de um criado
4, hotel.
no largo da Penha n
..gento
A pessoa qu" ti\> i um ei g>nho com propor{5es
para safrojar d- dous m Krreiwitl-o, ^uom ir-se ra de Marcilio
Db n. 84, 1 |ue achara com quem
tratar.
4 roaiinercio
En ;aba x i ki leelaro que ci mprei ao
pr curador m J .luuim da Silva o seu es-
t ibclecim o o de liad s, sito ru Imperial n.
7. Iivre e desi uibai^c i- qualquer onus que
possa appnrei-er. t> houver alguein que proteste
apresente-se no pra=o de tres dias. Recifo, 6 de
Julho de 1886.
Mnnoel de Freitas Barbosa,
Mudanza deescriptorio
O advogado Ifrancisco do R-go Baptiata e os
sohcitadori s Di' g" Bai tula Fernn tus e Antonio
Machado Dias mudsram aeu esctiptori para a
praca do Pedro 2 (outr'ora ptr> do CollegioJ n.
81, 1- andar, onde serio encdnttados das 10 ho-
ras 4s 3 da tarde.
CAPSULAS
M ATHEY- CAYLUS
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nao fatigo nunca
o estomago e sao recommendadas pelos Professores das Faculdades de Hedecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Pars, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Oonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystite
da Gollo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgos genito urinarios.
HU Urna txpliotgSo dllhada tcomptnht eso** Frasco.
Exigir tu Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN & Cle, de PARS,
que M ucho em casa dos Droguistas Pharmaceutieos.
IJTD1
0 mtii Stmplei, o mili tapWo a o oiii EIHciz des KEYUtafOi
PKJTBAVTL $m **vrt.Tf m mam VTAJ
USADO NO MUNDO INTIMO
i MltOLLOT pda mam Inm. Medios oomprad>M VERDADEIRO PAPEL RIGOUOT
rwsa auto ceix
tmadtfilh,
trox escripia
em Ttata incarstdt
tfinmii
MIGO
i

%.
PreoaraQo de Productos Vegetaes
PARA
EXTINyO DAS CASPAS
e outras Molestias Gapillarcs.
JS/IARTI NST"BAST0S
JPertunnbtct
Tricofero de Barry
ra
VXMJT
!,
Cura rpida e eerta pe
ARSENIATO OURO DYNAMISADO
do DOUtor AX>DISOJV
d Chlorose, Anemia, todas u Molestias do Systema nerroso, mesmo as
niii rebeldes, Molestias ebronicas dos PulmSes, etc., etc.
Jls maiores illoitrsfoes medicas tem attestado o poder curativo deste medicamento s deolaram-a'o
o primeiro e o mais enrgico dos reconstituirues.
O FRASCO : franoa] yQ
Todo frasco que nao trouxer a Marca de Fabrica registrada e a assigMtura^^iji',nle0 FtM*"tt
dere ser rigorosamente recusado. i<~~\^ 4**t*
^~"~^"" *^ y Producto
fAUS, Pharmacia CELnr, rma Mocbeobonart, se. *^
Deposito em Pernambuco : FRAN M. da SILVA & C.
XEO
nioirix
GaranU-M que faz as-
cer e crescer o cabello ainda
aos mais calvos, cara a
tinha e a caspa e removo
todos as impurezas do cas-
co a cabet;a. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranque-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formnla
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvaco official de
um Governo. Tem dnos vezos
mais fragrancia que qualquer outra
eduraodobrodo tempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. K'
muito mais fina e delicada. E'
mai.i permanente e agrndavel no
! lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no bnnbo e no qnarto do
doente. E' especifico contra a
frnuxiil So e debilidade. Cura as
[ dores de cabeca, os consa90s e os
desreaios.
Xarope ie Via fle Benter No. 2.
>* A*''
\
/<> >


& V a;
/:^j;

ffSSffc
(Aye:'s Cherry Pectoral)
r0SS.ASTHMA,lR0N"CHITE.
Coqueluche ouTossiCcnvulsva
Tsica ePulmonar.
mt, p,.- a.jCA'aaA.b.> VENDAS
Vende-se duas casas no povoado da Torre
tendo urna 2 salas, 4 qnarlos, cosinba fra, quia-
tsl grande e murado, e cacimba ; e outra som 2
salas, 2 quartos, cosinha fra, cacimba, com ter-
reno arocrisido e perto do rio : a tratar na na
da Imperatriz n. 74.
Vacca
r
m
VERDhOEIRSS PILULSSdoDR6LAUD
Pernees preparados terrug.noaoa podem *prem*Btar-to 6 ccn/fejpa
'jtheacos como or aoo"-intaa ,
. doa Moateee]
i booatos upoiodoe em ocaraeotos to ant
00 empreadas com o melbor xito. n mais Se t iuiui, c,~ -o' parte Coa tlecWaoa. :
para ntrar Anemia, Gttloraae (Corr f\Hts), e facilitar a formae 4as raparigas- ._.
tx. Usb que a InsercAo destas Pilu as no novo Csdex f-anCf va* dispense de lodo flMgto, |
noa llaiHaremc* ubi nica eltaooo. du v non
> snroi que asersjomsne^ic'uia,aiz eue,netnlutoau JfMsftMossMsbiit
lnconti atatvois -v>bre e-a catma ffcrraaninosos. aa esesidero como
tmemof tiriiioi ntina. doubvc
iK-pn^amii tt c-.dimJi di Ms Ja Firii.
3naljBB. OUMPRE DESCONFIAR DA T8iTAC6t
fli, raa P.jsnis. I.- -Pe zambuco: rR." i?' .-C*. e bis na
u
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
Aa PHula8 puriflcao o Sangue, oorrlgem todas as desordems de Estomago e
dos Intestinos.
Fortalecer a saude das constituooes delicadas, e sao d*um valor incrvel para t
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para es meninos assim ct
t todas as enfermidades
como tambera para as
pessoas de idade avancada a sua elncacia e incontestavel.
medicinas sSo preparadas someiite no Ebtabelecimento do Professor Hollowav,
78, KEW OXFORD 8TBEET (antes 533, Oxford Street), L0NDEE8,
E vendemse em todas as pharmacias do universo.
Os compradores sao convidados respetosamente a examinar oa rtulos da cada *^^ e Polo se lato ^f,ni a
direejao. 533, Oxford Street, sao falsificacoes.
ANTH6 DK USAi-O. DBPOIS DB USAL-O.
Cura positiva e radical de todas as formas de
escrfulas, Syphilis, Feridaa Escrofulosas,
Affec^oes, Cutneas e as do Couro Cabel-
ludo com perda do Cabello, e de todas as do-
encas do Sangue, Figado, e Bins. Garante -se
jue purifica, enriquece o vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema inteiro. v
Sabao Curativo de Reater
Para o Banho, Toilette, Crian-
eas e para a cura das moles-
tas da pelle de todas as especies
e em todos os periodos.
Deposito em Pernambuco casa de
Francisco Manoel d.i Silva & C.
Vende-se urna vacca cotn cria feca ; a tratir
na rna Primeiro de Msrijo n. 18, loja.
Engenhos
Vende-se duus engenhos na comarca da Esea-
da, termo de Gamelleira, distantes das estacoes
Ribciro ou Gamelleira urna e meia legoa ; asi
quasi todo de vanea de massap, podendo safra-
jar at 3,0)0 paeo, movido agua, sm acude,
moente e corrente, com igreja, casa de vivenda,
senzalla, estribara, destiacao, casa de farinha,
casa de engenho, com frm-is de ferrj, casal*
bagaco,com quize casas de lelba para lavradores,
tudo em perfeito estado ; outro movido vapor,
podendu sarejar at 1,500 paes, cora casa de vi-
venda, seDzalla, destilaco, estribara, ba casa
de engenho, assim como ptimas casas para la-
vradores : a tratar na ra Direita n. 106.
Cabriolet
Vende-se um ero perfeito estado e por preco
commodo; a tratar na ra Paoue di- Caxias n.47
MoDteiro
Vende-se ou arrenda-se annualmente urna boa
casa com bastantes commodos para familia, tendo
agua e gaz encanados, com um bom quintal todo
murado, com algamas arvcri- fructferas e cora
sabida para o rio, por preco tiuito razoavel: quera
precisar dirija-se ra Duque de Caxias n. 117
que achara coro quem tratar.
Jaboato
Aviso
-OOeLO CE PAST'--fT4S
As Dores de Estomago
Digeate difficei, Constipa^des, Acide*
SAO RPIDAMENTE CURADAS COM O EMPREGO DO
CAF.VAO
do
Quer em PASTILHAS, quer em P.
lArprovado -pela. Academia de Medicina da> I-xias)
IO PiTILHAS -*On DIA
Se vendes- em toa* a Phj-.rtnaetaa.
FABRICACAO
Em PARIZ, em Casa de L. FRKRE
Transffre-ee a lotera Manjii do C> para a
terceira co cornil" mez, mpri-trivelmente
AOJ
Tomcm ii o a
Trilhos para engenhos
WAGONS PARA CANA
Loeomolivas
MaHirriiii- romplcio para en
senhoN de t-dos os t amauhos
Systema aperfeicoario
Especifica fies e pregos no escriptorio dos
agenten
Browns & C.
Veade se a padaria e o estabelecimeato de at-
ibados, bem afreguezados, c promettendo ainda
maior negocio fazer com a ida das oficinas 4a
estrada de ferro de Caruar, prximo meseta
estacao, fiea situado os estabelecimentos cima,
arrendando-se as casas pessoa que pretender :
a tratar em Jaboato, confronte ao hotel Globo.
Bom neg-oe.0
Vende-se a taverna bem afregaezsda, propria
para qnalquer principiante por ter poneos fundos,
ra do Imperador n. 65, em Jaboato, e o mo-
tivo da venda o dono ter de retirar-se breve-
mente ; a tratar na mesma, ou na mesma raa nu-
mero 57.
A RevoluQo
'- *ODE
LO DE PASTI
UH*S"'
SEM CHEIRO NEM GOSTO DOS LEOS ORDINARIOS
OLEO
DI TERRA-NOVA
de FIGADCS Frsacoa
BACALHAU*
ouru contra a Molestias de eito
UuacMUu. ccru contra a Molestias de eito. a Tisicp.
Bronquitis, Piisooa de Vtatro, Tosses ebronicas. AleccSes ose rotulosas
ADVEK i ENCA. Exiga-ae no roculo o sello-Azu io Matado trmstspi -
HOGG. Pharmaceutico. 2, ra Castiflliona. FAAXS, e p-i... i,-. l ,
1 HIGINICOS para TGCADOR da PELLE e para FAZER a BARBA
(Estes (Sabcnetes <" oumaieaoa do Mundo Bao excellentes contra, as ATecQogm ta,
da pe.Je s as Picadas a
DE MOSQUITOS. fc
Oppouilo-se a acQo dos Miasmas e Microbios do ar e das aguas 8
sao nccessarlos con ira as molestias coutaglosas e epidmicas. &
LEASE A BROCHUA EXPLICATIVA^
Exije-se a Marca de Fabrica A- MOLlako
TENDE-SE ES TOBA l PAUTE IAS DHBGDEHIAS, PHAB1ACIAS t PEnFlJIARIAS ^
A. JOUBERT, SnccesoT. Pharmaceutico de 1 Classe 3
8, Ra des Lombarda em PARIZ
2 MEDICINAOS crme barges fricces baihos i
X. Rna do C ooimeiuio
N. B. Alni d i aetflta 1$ 6c C tem cathnlogos de
muitus implen ini,. a ii'-ccssiirii's ngriculturii, como
tambem m.Ti-h ni- para desear Qr nlgodo, mei
nhoj par c.tt, 'rigo, rroz e milh'; cerca de fer-
ro galvanismo ezealk nfe e mdico em preco, pes-
soa nenbuinn pode frepai-a, uem animal que-
bral a.
Especi
ialidade em bolaxinhas e
biscoulits
Das man x (roiatrt : BoTai. Leopold. Napo-
len, Roll, V- nbinarton, Desserf, Alixed, Chocolate
vVafers, Or uta', O, ng>-, Dn>|iK. Citrn. Queem,
Osbome, Club. \ i it Atberta, Victoria. Maize
na, Capta; 'i.;. i Waf-rs, M irii'. Cabn, Sugar,
Lumach, Lonte \lilk, (Jbeflc. Albrrta, Pic-Nic,
ConversMti .>. Oval, Crackoel nicos que recebe-
ram Jos Ftn es L'm & C.
UH-Ni va i> 3
I
Feito .,!.;.:. um jo mal-, a
Justa e do Anrope de /> Mv. rrn <>:
Sua i UHirmal,fun'la~n:
leffl'-nMa
,1 n
ntolattea, Irri-
1o Bo suaaaporio
i
de Pai
:
taques do tiesto 0 da 0
2oSuacoanposic"io,i'iij : Vare
da Arabia (liil.i-iu c- m ritus de Llnn),
que rea,fioaltunia te ,i '-oraos i
3o Soi re as sumfwsw dos Srs Umir
Coi .
que de uo couter nem Opio, neni slor-
phina, nem no p i lem -
criar.ras coin xito e seguranca quando atacadas
de Tase ou Toase convol-a.
rp a T?C! sao ostltulusauthentlcostruerecom-
A AIjO mendo a Punta e o Xarope de
Kafn con llanca dos mdicos e do publico, til nlos
que nunca fora concedidos^ peltoral alguui anllgo
ou moderno
MtELAAtiBEMER, 53, ra Viiienne, PABIM
sm (su u friaciput faaraiaiis le rtrUfal t do Brazil.
M^nleipi \tkn nova a ,$100 a
l'bra
1 era iiidcs Lin i & C, ra No-
Vendem I -
va n. 3.
Chinara .n i<|>al
O abaix
Joao, rec
tentes e d
prejuisoe (i
pelos amo
que apessi
tal respe i i
que prov
S. I-our.
V*
ni i
das
i fia
1 > S II I
i Jo> Isr
< eottyiil 11
ina jri
eontii t
7 .. .1 i, ,
U -Ih. .
. JaBOssssVsr*
tiui
ii t-' de S.
i d.-s compe-
la enormes
. ocasionados
un taverna,
ii i- te M-nhor a
11 ni toma Jo, o

i <* Arunja.
Dei
Eueliden
no Fonee ,s
convidam
a mifsa qm
e tqiiin Fimiera
Trigsimo dia
Aijiiino P.iii-.i Ab-iecs de Aqni-
^'ari.i Emilia di- Salleg Fnnseca
i'
T' utos e amig >s | ara assistirem
alma de sea presado pai e sogro,
Decio de equino Fonseca, miindam resar na ma-
triz de Santo Am'onio, pelas 8 horas da manba de
9 do corrente, e c!. sde j agradecen) todos que
comparecen ir a ->8"actu *le irligiSn u caridade.
ra Duque de Caxias, resolveu a vender
os seguintes artigos com 25 0|q de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Sedas lavradas de 2*000 por U000 o covado.
Cachemiras de cores a 1*200 o covado.
Ditas pretas a 1*000, 1*200, 1*100, 1*60,
1*800 e 2*000 o covado.
Dita broch, de la e seda, lindos toci'los, 1*50$
o covado.
Gorgorinas de listrinhas a 360 rs. o covado.
Setins a 800 e 1*200 rs. o covado.
Dito preto a 1*000 e 2*200 o tova*.
Gaze com boliobas de velludo a 800 rs. o co-
vada.
Le com bolinhas a 6-10 rs. o covado.
Velludilho liso e lavrado a 1*000 e 1*200 o co-
vado.
Fustao branca a 410, 500, 560, 600 e 800 ra.
covado.
Giosdenaples pretos a 13800, 2*000, 2*500 e
2*800 o covado.
Nnsoc de cor a 300 rs. o covado.
Cretones finas a 360, 400 e 440 rs. o covado.
Cambraia de quadros a 1*500 a pee -i.
Dita transparente de 4*000 por 2*000 e 2*506
a peca.
Dita transparente de 4*000 por 2*000 e 2*500
a pera.
Liulio blanco 500 rs. o covado.
Facbs de retroz a 1*000 um.
dem de 13, de 1*000 at 6*000.
dem de pelussia a 5*000 e 6*500.
Idim de pelussia bordados a 7*000.
Cretones para chambre a 320 e 360 rs. o co-
vado.
Cambraia com salpicos a 6* rs. a pega.
Chapeos de sol de cores para senburat a 7*500
um.
Brim de linho de c> a 1*20) o metro.
Linhos escosse^es a 240 rs. o covado.
Zepbiros listrados a 200 rs. o cavado.
Tete* para janella, piano e cama a 4*000.
6*0t'0 e 7*000 um.
Ditos avelludados para sof a 24*000 um.
Fustao de cor a 500 rs. o cevado.
Setinetas lavradas a 500 rs. o covado.
Flannlla branca a 400 rs. o covado.
Setinetas com desenhos lindes a 440 rs. o co-
vado.
Cortes da catemira a 3*000, 3*500, 5*0GO e
7*000 o covado.
Casemira de cor e preta a 1*80'.) rs. covado.
Timos bordados a 4*000 um.
Brim pardo lona a 360 e 500 rs. j covado.
Camisas de meia a 800, 1*000 e 1*200 ama.
Algodo com duas largaras a 800 rs. o me-
tro.
sguiao amarello para v.stidos a 500 rs. o co-
vado
Espartilbos courac de 4*000 a 8*000 um.
Para a Exnat. nolvan
Setins maco a 1*200 e 2*000 o covado.
Popelinas a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 e 440 rs. o dito.
Setinetas lisas e lavradas a 500 e 560 rs. o dito.
Cortinados bordados a 7*000, 9*000 e 15*000o
par.
Ca pellas e veos finos a 10* e 14*..
Colchas bordadas a 5*000, 7*000, e 8*0)0'
urna.


Diario de PeraanibucoQuinta-feira 8 de Jnlho de S86

,



i
Liquidado!!!!
" Rna uoqae de C ai*
Alguns artigos 5U [, menos do seu valor
faites dninass, linda faienda, a 400 n.oco-
Linons eom salpicos a 560 e 700 rs. o ditoi !
Caobemiras com bolinbas de velludo a 1*^00 rs.
o dito !
dem de 2 larguras, fingindo dados e lisas, to-
das as oores.a 1*500 !
dem pretas, e merinos (2 larguras) a 900, 1*W,
1*400 e 1*6001 nn
Alpacas de sedas finas a 360 e 400 rs. o dito !
Popelinas com listras de seda a 280 e 320 o
dito!
Setins Maco verdadeiro, desde 8t0 re. a 2#000,o
que ha de melhor. ,
Gorgurao preto de seda, para (um veat." de-
cente) a 2*000 o covado para acabar.
Damassa de cores, seda supener, a 900 rs.
Velludilhos liso e de listrinhas a 1*000 e 1*600
o dito!
Esguiao pardo para vestido a 560 rs. o dito !
Nansoks finissimos de cores a 320 rs. o dito !
Cretones para chambres e cobertas, superiores,
a 360 rs. o dito !
Damascos de la com 2 metros de largura, a
l*8D0o dito!
Mariposas de cores lindas a 260 rs. o dito!
Bramante de linho superior, 4 larguras, a 2*000
o metro!
dem do algodao, idem, idem a 1*500 o dito !
Atoalhado bardado, o melhor possivel, a 1*500
o dito !
Brins de linho de cores (linho puro) a 1*200 o
Camisas francesas sem punhos e colarinhos a
4O0O0 a duzia !
Ceroulas de bramante bordadas a 12* e 18* a
dita'!
Guardanapos de linho a 3*000 a dita !
Meias arrendadas para senhora a 8*000 a
dita !
dem cruas para homem a3*500, 4*500 e 6*000
a dita!
lencos brancos em lindas bolsinhas de sctim a
3*000 a dita !
Enxovaes para casamento o seguinte :
Lindas grinaldas e vus a 14*000 e lGf 000 !
Ricas eolias de crochets a 10*000 e 12*000!
Guarnicoes de dito (cadenas e sof) a 8*000 !
Espartilhos americanos, chiques, a 6*000 e
8*000! nnn
Cortinas bordadas, novos gostos, a 7*000 e
10*000!
Veodas em grosso, descont da praca.
5 Ba Duque de Casia* 59
LOJA DE
Carneiro da Cunta & C.
Pinlio de Riga
Vendem Fonseca Irmiof 6c C, a preco mdico
Carteira
Vende-s* barato urna carteira contendo na peca
de baixo dous armarinhos e tres gavetas, e na
peca de cima 17 compartimentos que se fecham
com urna 89 chave : a ver e tratar no largo d S.
Pedro n. 4, loja.__________________________
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Eseesssa preterm
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos i>. lbores armasen*
nolhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO cujo n.
me e emblema sao registrados para todo a Braat
HROWNS i C, agentes
Aliento
Vende-se urna importante taverna no largo dss
Salinas de Santo Amaro, propria para qualquer
incipiaute, fas frente para a lirha frrea de
imceiro : a tratar nainesma.
Li
Eiigonlio venda
Vndese ocngenh) Murici, com safra ou sem
ella, situado na freguezia da Escada, distante da
reapeetiva estaclo um quarto de legoa, podeudo
ar seis caminhss por da, moente e corrente,
tem dnas casas grandes e duas pequeas para mo
rada, e outra para farinha com sua pertencaa : a
tratar na ra do Imperador n. 65, 2- andar.
Vinho puro de Uva
Vinho de pasto em barris de 5 e 10", preceden-
te de Torres Soyas, da melhor qualidade ; ven-
de-se por preco amnodo, Da ra do Bom Jess
numero 60.
Telegramma de Pedro
Antunes Sf C.
Ra Duque de Caxas n. 0S
Para accommodar os interessea da poca, os
propietarios da muito couhecida loja Nova Ea
peranca n. 63 a ra Duque de Casias, teem re-
olvido em pleno conseibo de estado vender todas
as suas mercadoriaa por menos 20 0/0 do que em
qualquer outra parte.
Para ae Exmas. leitoras se convencerem devem
se dirigir ao mesaio estabelecimento ; e para
orientar um pouco, pasaamos a demonstrar en
resumo os precos de algumas mercadorias mais
conhecidas.
Espartilhos finos para senhoraa a 4*500, 5*500,
8* e 9*000.
Finas meias cruas idem a 7*500 e 8*500.
Bonitas caixas de madeira para costura a 2*500,
3*000 e 4*000.
Bicos bordados indianos, largura de 18 e 20
centmetros a 4J600 e 5*500 pebas de 4 metros
Bonitas boleas c caixas para presentes de
crianeas % 200, rs., 300 e 500 rs.
As senhoras floristas :
Papel verde claro a 60 rs. a folha, e dito csr-
nrim a 200 rs rs. ; barato !
Fita Pompadour a 100 rs. o metro, largura
de 3 centmetros.
Lequf s de papel a 300 rs., 400 e 800 rs.
E para nao abusar da pacifica e constante lei
tora resumimos o presente, que s vista das
mesmas provamos o que acbanos de expr.
Grande variedade em luvas de seda de cores e
pretas.
Ideii em leques de seda, finas perfumaras,
punhos e ctllarinhos para senhoras, immensa va-
iedade de calungas.
Piano se apparelhos para bonecas.
Cntelaria; finas, capellas para uoivas e me-
ninas.
Sedas e frocos, las e desenhos coloridos para
bordados.
Grande variedade em artigos para prt antes.
Meias finas para homens, senhoras e crianeas.
Bonita variedade em artigos de electroplate e
outros muitos para presentes.
Ao 63, ra Duque de Caxias
Pedro Antunes fc Companhla
GRANDE
Fazendas brancas
SO" AO NUMERO
4# ra da Imperatriz = 4o
Loja dos barataros
Alheiro & O, ra da Imperatrix n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estis fasendaa
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPecas de Igodaoinho com 20
jardas, pelo- bhrato preco de 3*800,
4|, 4*500, 4*.. 0, 6J, 5*500 e 6J50<
MadapoloPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*. 6* at 12*006
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de 800
Ditas branc >s e cruas, de 1* at 1*800
Creguella francesa, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalbas e
ceroul&s, vara 400 rs. e 500
Ceroulas da mesma, muito bem feta?,
a 1*200 e 1*500
Colletinhos Bramante francez de algodao, muito en-
corpada, coin 10 palmos de largura,
motro 1*2
Dito de linho inglez, de 4 larguras, me-
tro a 2*600 e 2/J8C
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro 1S800
Cretones c chitas, claras e escuras, pa-
dr5es delicados, d. 240 rs. at 400
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs. 200
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos "Vrreiroa
Algodao entestado pa-
ra lencoes
A !IOo r. e 1 $004> o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
:iidio para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de larpuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim com* dito trancado para
oa'has do mesa, com 9 palmos de largura a 1*200
ctro. Isto na leja de Alheiro es C, esquina
do ecco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e 2* o covado
A heiro <& C, ra da Imperatriz n. 40, veo
dem muito bous merinos pretos pelo preco acn
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
c* di s Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupae
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZ AS
A 2*800 e 8* covado
Alheiro C, iru da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sertlmento de casemiras ingle-
sas, de duas larguras, com p. padrees mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
4e 2*800 e 35 o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar fazer costumes de casemira a
30*, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
gri
Vista.
BRIM PARDO LONA
A 320- rs. o covado
Os barateiros da Boa-Vista vendem tuna grande
por cao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32C
rs. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordados a IOO ra. a pera
A ra da Imperatriz u. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartao com 56 pecas, sorti-
das, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiros.
Aproveilem a pechincha
Vende-se eom grande prejuizo, por incommodo
de tade, urna nova e boa armacao de amarello,
forrada de cedro, anda nao estreada, propria para
qualquer negocie, { menos molhados, na ra do
Range', em bom arn aaem novo, claro e arejado,
com agua, gaz, apparelho, tanque para banho e
pequeo quintal ; informa-ee na da na Praia n.
51, 2- and'.
rrande pechncha : na loja dos barateiros da Boa
SEMPRE NOVIDADES
Fazendas finas e modas
2 A--Rua do Cabug-2 B
JBASTOS&C
Pelo ultimo vapor recebemos de PARS :
Cortea de vestidos diaphancs, alta novidade.
Vestidos da cachemira, especialidade.
Ditos de toile d'Alsace, grande moda.
Cachemira broch, teoido modernisaiao.
Orlatienne, faxenda nova e padrees libdissimos.
Venitienne, combinac&o de fazenda lisa e lavrada de muito gosto.
Zephyr quadrile, novidade.
Cachemiras de todas as cores com enfeites de Guipoure.
Plumetie, branco e de cores com lindos bordados.
Toile d'Alsace, variado sortimento.
Etamine de cores, desenho novissimo.
Satin double, tecido de algodao e moderoissimo.
Gase de algodSo, em todas as cores, propria para bailes e theatros.
Leques wiaphanos.
Ditos de setim.
Ditos de madreperola.
Guipoure de seda.
Bicos do seda diaphano, revolucHo da grande moda para enfeitar vestido
de sedas.
Chapeos de seda arrendados, novidade.
Sedas e setios, branco, preto e de cores.
Colchas de damasco de seda.
Ditas de crochet e Guipoure.
ESPECIALIDADES
Dolmans de seda e cachemira com enfeites de passemanterie o vidrilhos,
guarnicao de renda e franja.
Jersey de la com enfeites de pelucia e bordados, cscolhidos sortimentos''d'e8tes
casacos de malha, que vendemos de HjjOOO a 15(5000.
Fornecem-se as amostras de todos os artigos.
_____________(Telephone n. 5S9)____________
Aos i.ooo:oo$ooo
200:000^000
100:000$000
l,ll\l)i: LOTERA
DE 3 SORTEIOS
Em lav r dos iagennos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extraccfo: no i 15 ieDezeiro le 1886.
0 thesoureiro, Francisco Uon^a I ves Torres
, 100:0008000
Lotera da provincia de Santa Catharina
A MUS VANTAJOSA DO IMHEBIO
HA SENES 111 SIMlfISlES
Decreto provincial de i de Fevereiro de 1886
i
O
i
o
e
e
*
9
C
O

e
9
9

a. -
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i
a
-
i
i
i
i
i
2
6
12
24
47
100
200
premio de
dito
dito
dito
dito
ditos
ditos
ditos
ditos
ditos
ditos
ditos
de
de
de
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loo:ooo$ooo
24:ooo$ooo
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B
O
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r/2
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w
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O
00
Duas approximacoes de 3:ooo Sooo para o pri-
meiro premio
EXTRAC9O A 15 DO CORRENTE
VNDESE N\ CiVS\ D\ ORTi:N\
23 -Ra Io de Marfo-23
DE
ANTOMO JOS DE AZEVEDO
13-BA DO BABO DA 7ICT1A (ANTIGA BDA N0?A)-13
N'este estabelecimento encontra si nlo s um completo sortimento de INSTRU-
MENTOS para banda e orchestra, mas at urna enorme quantirtade de MSICAS
para piano, ARTES, SOLFEJOS, METHODOS e ESTUDOS para todos os instra-
mentos e todas forjas. Acaba de receber immensas novidades e entre ellas as
seguate8:
DONZELLA THEOD^RA, por Abdon Milanez.
O BILONTRA, pelo coramendador Gomes Cardim.
RECORDAQOES D'AMOR, walsa, por L. Bello 1,5000
LEMBRANQAS D'ELISA, C. Gama 1^000
FOLIA, polka, por C. Ciarlini 1^000
NOSSA SENHORA DA BONANQA, dobrado celebre ,$000
Continam a venda os afamados dobrados: Amor e Sympanthia, Quinze Dias
de Viagem. Apulchro de Castro e a walsa DOLORES.
13-11 BU M8fi"IS
PERNAMBTCO
GRANDE LOTERA
Exposirao central roa larga do
Rosario n.." 8
Damia Lima & C, nao podendo acabar eom a
grande quantidade de mercadorias, resolvern
anda urna ves convidar as Exmas. familias e t
respeitavel publico em geral, que com certeza nin-
guem perder sen tempo, fasendo urna visita i
rxpuNlro Ceir!
Peca de bordados a 200, 400, 800 e 600 rs.
Punhes e colarinhos bordados para senhora a
2J000.
Difcs dites lisos, 1*600
Ditos para homem, i i'00.
Um plastrn de 2*000 por 1*500.
Inve8iveis grandes por 320 rs.
Lacos para senhora por 1*500.
Macos de la para bardar, 2*800 e 3*
Luvftg de seda arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditas de fio de Escossia, 1*0C0.
Broches para senhora (modernos) 1*600.
Um par de meias para senhora (fie de seda
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1J2O0.
Dnzias de baleias a 360 rs.
Carretela de 300 jardas a 80 rs.
Metros de arqninhas a 160 e 120 rs.
Um par de froshas de labyrintho, 1*500.
Macos de gramp. a a 20 rs.
Metros de piisss a 400 rs.
Lindos pasaarinhos de seda para chapeos de
enbara, de 500 rs. a 1*000.
Um pente com inscripeo para senhora, 1*>
Um leque de 16* per 9*.
Brinquedos para crianeas, leques de papel, fi -
nos, bios de linha, qnadroa para retratos, lencos
espartilhos, bicos, galoes, franjas com vidrilhos,
outrss mnitos objectos de phantasia por precoi
sem'competencia: na exposico Central, ru
larga do Rosario n. 38.
Padana
Veade-se ams padaria bem localisada e tambem
se admitte om socio entrando eom capital: a tra-
tar oa travessa das Cruzes n. 16.
Florida
Loja de miudezas
Roa do Onqne de Caxias n. i o
Os proprietarios deste grande estabelecimento
de miudezas, modas e para accommodar os interes-
ses da poca, tem resolvido venderem por menos
vinte por cento que em outra qualquer parte.
Pentes elctricos 6' 0 rs.
Luvas de pellica a 2*500 o par.
Linha de carritel branca e de cores a 80 rs.
Grampos a 20 rs. o masso.
Invisiveis a 320 rs.
Vestuario de fustao bordado para enanca a
3*000.
Pentes de regado para crianca a 100 rs. um.
Baleias a 360 rs. a duzia.
Haspas para anquinhas a 120 rs. o metro.
Bicos com tres dedos de largura al*500 e 1*800
a peca.
Linha de cores para crochet a 250 rs. o no-
vello.
Papel amizade a 40 rs. o caderno.
Fita euineza a 32 rs. o masso.
Lene.08 de linho a 1*500 a duzia.
Lindos bicos de cores com 10 Jardas a 4* e 6*
a peca.
Urna caixa com tres sabouctes desenliando urna
rosa por 500 rs.
Meias de la de cores para senhora a 1*500 o
par.
Bom guarda
Vende-Be nm grande e feroz cachorro, proprio
para sitio ou estabelecimento, esta acos.nmado
em corrente ; tambem se vende urna cachorra
muito nova e grande, propria para caca : para
ver e tratar, na rna do Fogo n. 20.__________
Jaboato
Vende-se ou hypotheca-se dous predios nova-
mente construidos de pedra e cal, na cidade de
Jaboato, com boas accommodacoes para familia
ambos com o quintal para o rio Jaboato, com
excellentes.banheiros : a tratar na mesma cidade,
roa do Imperador n. 91. __________
Bom emprego de ca-
pital
Vende-se o importante e bem conhecido e afre-
fuezado estabelecimento da casa de banhos sito
ra do Bom Jess n. 17, poia d bastante mar-
gem em ganhar dinbeiro a quem comprar.
A MAIS IMPORTANTE DE TOO AS HA VID AS NO
n c a as i m.A
EXTRACQAO A' 15 DE DEZEMBRO
DATA MASCADA NOS BESPECTIf OS BILHETES
Esta lotera esi a cargo do thesoureiro das loteras da corle
A EXTEACJO FETA NOKO DE JANEKO
PREMIOS MAIORES
1 de. . 1,000:000^OOO 24 de.
1 . 2oo:ooo$ooo 50 .
2 . loo:ooo|ooo 80
2 >. 5o:ooo^looo 2 approximacoes de.
1 . 4o:oooJooo 2
3 . 2o:ooo^ooo 4
11 >. lo;ooo$ooo 4 .
o:ooo$ooo
2:ooo|!ooo
l:ooo^ooo
l-5:ooo|ooo
6:ooo|looo
4:ooo$ooo
2:ooo^ooo
Alera de muitas sortes de 5oo$ooo, 2ooooo, loo#ioo 4o^ooo e 2o|ooo.
Esta lotera de tres sorteios. Um bilhete joga em todos
elles e est habilitado a tirar mais de um premio.
Esta lotera em (avor dos ingenuos da Colonia Isabel da provincia de Pernambuco
BILHETES A VENDA
RODA DA FORTUNA
36-Rna Larga do Rosario 46
Bernardino Alheiro,
I
1
i



Diario de Peraaoibue--quinta--, eir 8 de Julho de 18S6
ASSEMBLEA GERAL
IMARA DBPITADOS
SESSO EM 16 DE JUNHO DE 1886
PRESIDENCIA DO SR. ANDBADE FIQCElRA
(Concluaclo)
I 29. Em vez de gabinete e secretaria
da escola Polytochnica menos 1005 quo na
proposta 102:312$. Diga-se Gabinetes o
secretaria da escola Polytechniea monos
38:820^ do que na proposta 64:0920.
32. Em vez de pessoal e material do
intrnalo de Pedro II, mais 84;> do quo na
proposta 218:180*. Diga-se Pessoal e
material do intrnate de Pedro II, menos
Wf 160 do que a propoet 218:610.
33. Em vez de-Pessoal e material
do extrnate de Podro II, ".-nos 13:6600
do que na proposta 160:1800 diga-so-
Pessoal o material do extrnalo do redro
iL peos 20:6310 do que na proposta
153:6MO0.
8 34 Em vez de Escola >. ..rmal como
na proposta 71:6000000-diga-se Escola
Normal menos do que na proposta oibOfi,
65:240$. ,
| Em vez deAcademia irap-riai
das Bellas Artes mais 14:9800 do que na
proposta 102:5300-diga-se academia im-
perial de Bellas-Artes, -come na propo.t.
87:5500. *. .. ,
51. Em vez de Ianpeza da cidade e
pracas do Rio de Janeiro mais 51:7200 do
que na proposta 627:986066 4-diga-se-
Limpeza da cidade e pracas do Rio de Ja-
neiro mais 23:1600 do quo na proposta
599:4260664. .-* -
52, Em vez de irrigaglo da dada do
Rio de Janeiro como na proposta 163:2000.
Dlga-se: Irrigaglo da cidade do Rio de
Janeiro suppriawda, etc.
Art. 2.o Fica o governo autonsado a
reorganisar o ensino as facultes de me-
dicina, direito, Esoola Polytechniea, Intr-
nate e extrnate de Pedro II e Escola Nor-
mal, nlo podendo porra despender com o
pessoal do ensino e de te os os servicos
desses estabelecimentos c su;.s dependen-
cias :
1. as dua? faculdades de direito mais
do que as quantiae consignadas mata le
para o pessoal que actualmente nllas
serve. ,.
2 as duas faculdades do difito mais
de 430:0000000. ,
3.o Na Escola Polytechniea, mais de
212:1600900.
4 o No Intrnate o Extrnate de Pedro
n, mais de 152:3800000.
5. Na Escola Normal, mais de 4.8W0.
Art. 3. Para facilitar a orgai-.isaglo do
ensino nlo serlo providas as faculdades
do medicina, escolas Polytechniea o Nor-
mal, os lagares de lentes, adjuntos substi-
tutos e todos os mais empegados depen-
dentes do concurso, sendo a substituido
das vagas feitas sem prejuizo do ensino,
nos termos das leis em vigor. Da raesuia
borte nao serlo prvidos os d.'mais lugares
que vagarem e que poderem ser dispen-
sados. .
1. No Intrnate e Extrnate do Pedro
II nlo serlo prvidos os Ligares que va-
garem de substitutos Outrosim, nlo o sa-
rao o de lentes das cadeiras de qualqucr
os dous estabelecimentos, havendo cadei-
ra idntica pro vida no ontro. A substitu-
cao ser nesse caso feita para os lugares de
lentes, vagos no extrnate pelos lentes de
cadeiras idnticas do Intrnalo e vice- versa.
Por esto sulstituicao pcrceberlo os lentes
que a fizerem, alm dos seus venrimentos,
a graticacao d'aqueUes a que substituirera
Art. 4. Fica o governu autorisado a
extinguir o curso de minas da Escola Po
iytechnica, sproveitando o respectivo pes-
soal docente para as cadeiras vagas, ou que
vagarem na mesma escola, para as quaes
estiverem preparados, ou para as do ensi-
no da de minas, em Ouro-Prcto.
Art. 5.o Os actos que expedir o gover
no en'virtede das autorisagoes nessa le
concedidas, para reorganisagiio do ensino,
smente depois de approvados pelo poder
legislativo poderlo ter execuglo.
Sala das coramissoes, 14 de Junho de
1886. Matoso Camara.=Pereira da Sil-
va.Rodrigues Mves.=Lourenc,o de Albu-
querque.=Guahy.=Silva lavares.=Luce-
na.=Carlos Peixoto.Henriques.
O Sr. Presidente nomeia para a depu-
tacSo que vai apresentar a S. M. o Impe-
rador a resposta i falla do throno, os Srs.
Ferreira Vianna, Lucena, Rodrigo Silva,
Passos de Miranda, Canto, Ribeiro da
Cuoha, Jayme Rosa, Torres Portugal,
Elias de Albaquerque, Alfredo Corris,
Bernardo de Mendonga, Pedro Muoiz, Aris-
tides Milton, Costa Poreira, Fernandos de
Oliveira, Cunha Leitlo, Mascarenhas, Val-
ladlo, Almeida Nogucira, Xavier da Silva,
Bario de Diamantino Silva Tavares, Mi-
randa Ribeiro e Pinto Lima.
O ^r. Matoso Cmara abriga-
do, na qualidade de relator da corainisslo
do orgamento, a entrar neste debate ; e
como o que tem a dizer uma resposta
aos precedentes oradores opposicionistas
que se o:cuparara do orgaraento do impe-
rio, seguir no seu discurso a ordena das
ideas por Ss- Excs. expendidas.
Occuparara-se os nobres deputados de
poltica geral e financeira. Quanto po-
ltica geral pouco sa demorar com ella,
porque felizmente 03 nobres deputados li-
raitrain so a discutir questianculas de cam-
panario, em falta de materia mais grave
para corobaterera o governo. lato mostra
a carencia dts motivos serios para aecusar,
e constituo portante o maior elogio que se
pode fazer ao actual gabinete.
Nlo gosta o orador de retaUages; mas
nlo tem remedio senlo passarVm revista
a passada situaglo para, confrontando-a
com a actual, aquilatar do mrito de cada
uma, d'ellas. Analysando os erros do ulti-
mo septenato, melhor se precaver contra
elles a actual situadlo.
Profligando s actos da situago passa-
da, constantes do emprestimos ruidosos que
trouxerara a depreciaglo da nossa moeda
fiduciaria,, quando havia era o nosao mer-
cado abundancia de ineio circulante ; de
medidas anti sociaes, como entre outras, a
da tentativa de impoato sobre o juro das
apolices, na occasilo em que, o cambio es-
tava a 17, admira-so de que os nobres op-
posicionistas ousem perguntar porque ra-
zio nao se acha o cambio ao par, como se
nlo fosse bastante eleval o em 9 mezes de
17 a 21. Elles que deixaram uma divida
fluctuante de 100.000:0000 estranhara qu
se contraa um emprestimo para pagar
essa divida. Elles que augmentaram ex-
traordinariamente o funecionalisrao pergun-
tain porque, so o governo pretendo fazer
economas, nlo deraitte era massa os em-
pregados pblicos.
Nlo acha o orador que seja louvavel
era justo semelhauta modo do censurar.
O governo quer fazer economas, mas nlo
reduzinda fome a quem os liberaes de-
rara de comer; e to pouco as far di sor-
gansando os servigos.
Com referencia s operagSes financeiras
do nobre ministro da fazenda disseram os
nobres opposicionistas que S. Exc. reali-
sou-as porque se aproveitou de circuios
tandas favoraveis. Certamente, e seria
uro erro so nlo as aproveitasse; mas a dif-
ficuldade est em conhecer quando se de-
para a boa occasilo. E o attilamento e a
lucidez de espirito do nobre ministro pre-
vendo que era chegada a occasilo, nlo s
se aproveitou d'ella como at favoreceu as
circumstancias que so Ihe autolhavam pro-
picias para a realisaglo do emprestimo.
Tivemos a nossa parto nesto medida,
porque a autorisamos no ornamento disse-
ram os nobres deputados. Mas nesto ma-
teria a questlo nlo de autorisaglo e sira
de opportunidade. As apolices estavam a
1:0300000 o que quer dizer: os capitalis
tas estavam dispostos a empregar o seu di
nheiro a 5 1/5 % 5 portante as circums
tancias favoraveis seriara estas: empregar
o dinhero a 5 1/2 */o> maa governo em-
gregou-o a 5 %.
nobre ministro da fazenda vendo uma
divida fluctuaute enorme, obra dos liberaes,
soube justamente tirar partido desse mal
que cllea deixarm, contrahindo um em-
prestimo interno abaixo de 6 /o n* Para
a redcelo dos juros das apolices, mas
para favorecer a operaglo da sua conver-
slo.
Os nobres deputados arguiram ao nobre
ministro por ter limitado tanto os prazos
do emprestimo interno e nlo abrir emisslo
mais ampia no thesouro.
O oradur julga improcedente a aecusa-
9JI0, porquanto desde qua o Banco do Bra-
zil o centro do todos as operajBes da
praga, e onde se recolhe todo o dinhero
dos outros bancos; tendo-se o Banco do
Brazil encarregado da emisslo e garantido
o bira xito da operaclo, nlo podia o no-
bre ministro, deixsr de recorrer a esseesta-
beleciraeoto, sob pena de vl-a mallogra-
da. Defende a iniciativa que portcnce
coinmisso de apresentar emendas ao orga-
mento, fazendo ver o erro em que laborou
o Sr. Candido do Oliveira quando censu-
rou a commisBlo neste ponto.
O mesmo no"bre deput*do incnpou tim-
bera o governo c a commisslo de propo-
rera economas ficticias e simuladas, quaes
as que se reforein s verbas So-icorros
pblicos e -Differenjas da cambios. E'
engafto de S. Exc, o governo nlo tem
necessidade de simular ; ao contrario, cum-
pro-lhe mostrar com toda a clareza o esta
do do paiz.
A verbaSoccorros pblicos pode-se
reduzir; quer baja autorsaclo em le quer
nlo baja, uma despeza imprevista, pa-
ra a qaal se pode abrir crdito em qual
quer tempo.
Quanto verba- Differonca de cambios,
o governo calculou que o cambio estoja pr-
ximo do par no fim do presente exercicio, e
por isso reduzioa.
Eatranhou a honrada opposiclo que con-
tinu a figurar no orcamento, sem sa pe
dir a sua elrainiclo, a verba dotaclo do
Sr. Duque de Saxo. A razio desta ver-
ba o respeito .10 contrato ante-nupicial de
sua alteza. Eraquanto o Sr. Duque da
Saxe estivor com lieenca e pressamente que nlo quer residir no Impe-
rio, temos de pagar-lhe adotaglo.
Pas3ando a analysar as diversas ornen
das propostis p:la eouvoissao ao orcamen-
to do Imperio, d a razio justificativa de
cada uma dellas.
Se tiver occasilo vo'tar tribuna o tra-
tar de justificar mais deti lamente as emen
das apresentadas pela commisslo. Antes
LTTRATlIr
CIBTl D9 JOAO %'IEIUk OE
AHI JO
SOBRE O LIVRO
Excurso pelos dominios da entomologin
ESTDDOS E OBSERVARES SOBRE A FOB-
MIGA TOE
Joo Alfredo de Freitss
Recife-1886.
de sentar se, porom, deve dar resposta a
duas observares
veir.
do Sr. Candido de Oli-
1* O nobre deputado nlo teve razio d<
aecusar o Sr. ministro do imperio do at-
tender poltica as nomea^es para o ser-
vico sanitario, porquanto o presidenta e
outros merabro3 da inspectora geral do
hygiene s!o liberaes.
2* Tambem nlo foi justo censurando S.
Exc. por nlo tratar de tedas as verbas
do seu opamente. O Sr. ministro nlo veio
justificar o orcamento, vei responder s ac-
cusacSes que lhe foram feitas.
O Sr. SebastISo Hascareahas
lamenta ter de oceupar a tribuna quan lo
falta apenas um qurte de hora, resumir
por isso, quanto n,ossivel o quo vem dizer.
Nota que o Sr. ministro declarou que a
proveitou os servicos do engenheiro Rovy
que estova contratado. Entretanto, diz o
orador, esse engenheiro deu ms provas de
si, como se v do relatorio do Sr. Aarlo
Reis annexo ao relotorio do Sr. ministro.
Nlo nega o merecimento do nobre minis-
tro do imperio como hygienista, mostrando
S. Exc. ter f<-ite estudos serios sobre a
materia. O seu regularaeote, porra, im-
perfvito, como demonstra.
Passa a analysar as instruc^Ses para a
junte de hygiene, mostrando quaes as exe-
quiveia e as que o nlo slo, bem como as
que julga arbitrarias.
FOLHETIM
MGOLO
drnira-8e que o nobre ministro se es-
quecesse da mais importante, do regula-
mente de polica sobre a prostituido, em
que a polica medica tinha muite que fazer
no Ro de Janeiro, ondo lavra com intensi-
dade a syphiles, -le a causa de tintos
outros molestias.
Mostra a necessidade de ura regulamen-
to para as novas construcgSes de casas,
que devem ser feitas segundo condicSes hy-
gienicas.
Pretendia tambem fallar sobra lotac3es
de hospedaras, de corticos, ete., e deso-
java que o governo tomasse em considera-
5I0 o assumpto, porque muite inconve-
niente que se mande despejar desses luga-
res os moradores julgados a mais do res-
pectiva lotaylo, sem ter alojamentos que
Ihes dar.
Muitas outras considerac3es tinha a ex-
por, porra nlo esperava que a palavra
ihe fosse dada hoje ; por isso limita-se ao
que disse, reservando o que-lhe faltou di-
zer para quando voltar tribuna.
Es'a dscusslo fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d a ordem do dia 17:
S. C. 12 de junho de 1886. -Caro ami-
go e collega. Nusquam magis quam in
minirnis tota est natura. BacoN.
Reconhecendo melhor do quo outro qual-
quer a justiji da excepclo que se me po-
de op^or declinando-so da competencia do
raeu juzo era certos assumptos, Alo posso
entretente na qnalidado de u dos ltimos
amadores deixar de externar a impresslo
agradavel que me causou a 1-itura do seu
bullo livrinho, Excurslo pelos dominios da
enteraologia (estudos e obscrva<;i)^s sobre
as forraigas) Recife 1 $86.
Nlo concorreu pouco para isso a espe-
ranza qu9 em meu espirito surgi da i lea
do a*r imittado o seu exemplo, pois que
sendo jurista voto se propaganda eao es
tudo do conhecimentos destinados a fome
cer s sciencias sociaes e jurdicas a larga
e solida base da sciencia da na tu reza.
A leitura do seu livro me despertou a
de um juizo notavel de Enrice Morselli so-
uma das obras do gran le Darwin (), a
respeito da quul assira se exprime.
Pequeas causas produzindo grandis-
siraos effeitos; e pode dizer se que do pon-
te de vista philosophico as conclusSes de
Darwin sobre a formaclo do terreno.vege-
tal por obra dos vermes, corresponden!
sua theoria sobre a formaclo das ilhas e ar-
chipelagos pela aceito das raadreporas, an-
nellidos e coraes ; eis os humildes facto-
res de tantas e to diversas mudancas que
todos os dias so operam sobro o solo e as
aguas I
O meu joven collega, guardadas as dif-
irenos das especies astudadas, segundo
o exemplo dado por Darwin, estabeleceu a
parto .ctiva que as regiSes da vida tem a
forraiga, estudou sous costumes e escolheu
no seu livro uma serio curiosa de factes
j reo-istrados por outros observa dores,
j deduaidos de saas experianoias originaes
o pacientes.
Slo de vulto nessa direcclo es trabalhos
,do Sir John Lubbock em cuja obra espe-
cial, (*) nota um escrptor italiano aprecian-
do-a, trata-se ae questSes complexas, as
quaes pode haver divergencia pessoal en-
tre os varios autores, som que por isso as
suas pesquizasi ndividuaes perdiamde valor
e importancia. E desto ponte de vista so
pode asseverar que o livro de Lubbock,
ser vio de modo nutavel a demonitrar em
que direeclo deve caminhar a physiologia
comparada, verdadeiramont s^ieotifica,
abandonando todas as iuuubracSes dialeti-
cas e phantasias aprioristicas para baseiar-
8e nica e exclusivamente sobre a obser-
vacio o a experiencia.
E foi o que faz o .Ilustre collega aprov'ei-
tando cora rauito criterio o inethododaquelle
naturalista e os estudos delle e dos seus
precursores o contemporneos que coosti-
tuem phaUnge notavel era differentes pai-
zes, e se a sciencia possuia j sabr apsy-
cbologia comparada e sociolgica dos hymne-
pteros as investiga^Ses de Reaumour, Huber,
Fovel, Ch. Darwin, Moggridze, M. Giok,
Morgm, Spalding, Howseau e Buchner,
ellas foram excedidas quauto exactidlo
scientfica do methodo peles iodagaySes ex-
piTmentaes de Lubbock, consideradas co-
mo indispensaveis para conhecer a tundo
a psyohologia dos animaes inferiores 6 qua
nlo poderam ser fritas por Darwin e
Spalding, erabora as houvesscm indicado,
e reconlecido insufli dente a simples ob-
servaflo objectiva.
Assiro, em meu humilde e desautoriaado
enteoder.cncarecom o mrito do seu inte-
ressante livr> duas simples observaejocs.
Em primeiro lugar, ter reconheciio e
procedido em ceusequencia como os que
melhor tem tratado de materia (So especial,
isto qus ns observayoea puramente ob-
jectivas nlo podem bistar, sera serem
a-orapanhadas di serias e pacientes expe
rencias nos aeres animaos inferiores su-
jeitos a cstudo.
Este ultimo proce-so consiste era resu-
mo em efloctuar a mudaaca da stua^ao o
condigSes de tas s r:s no intuito de veri
fijar quando e como elles podera e sabem
variar as suas c(3es afim de adapta! as ao
novo raeio, melhorando .s novas oondigoes
a quo sito subraettidos, ou conseguindo
conformar-se i'oiu ellas.
A outra observadlo at certo ponto de
carcter local retere-se a difficuldade de
graduar :: intelligencia dos hymnopteros
sociaes, problema reptalo muite difficil
da resolver por observares imitas as es-
pecies europeas ondo afiirmam os especia-
listas, a ibrmiga revela intelligeucia menor
do quo era outras rcg'Ses do globo. (*)
Mas o eaCudo de scmidhante speeialida-
d psychologica e s)ciol)gica niio ter mui-
te alcance mesmo alm uo amiiito das ob-
ser vacos e experiencias especiaes ? E'
innegavel. O estudo da psyohologia e so-
ciologa comparada verificando as analo-
gas e differencas eutre as especies eni-
rnaes e as ragas humanas de indtspensa-
vel proveito para a >oluglo de problemas
da sciencia moderna era geral sem exiluir
as raoraes o polticas.
E' por isso que felicitando o autor da
Entomologa fago votos para quo dilato e
fortifique os seus estudos sobre to vasto
C fecundo assumpto.
Do collega e amigo
J. Vieira.
SQDUS D4 ViDA DO MXICO
D. i:vok\i *
POR
LUCIANO BI/IRT
CAPITULO II
C onlinun POR
HTll SS MTE?I"
(CONTINACAO OE ANGELA)
oatinuago do n. 180)

de domici
de mea tu
Sabimos de Pariz ?
Nlo.
Entao mudamos apenas
V
Vamos morar para casa
tor.
O seu tutor I exclamou Brgida. En-
tlo a menina tem tutor ?
E' preciso que tenba um, quando se
orphl e mei.k. Todos nesta mundo,, ex
cepto tu, maMlMHhro Brgida, sabera isto,
sem que seja necVhwio que Ih'o digam.
E quem &-8t tutor, menina?
E' aquello senhor muite perfeito. mui-
te polido, muito distincto, que veio visitar-
ne hontem.
Ah! disse Brgida sem testemunbar
por outra forma entbnsiasmo a respeito do
tal senhor muito perfeito, muito polido e
muito distincto.
Ctclia continnou:
Fui levada esto maohl por ella ao
.gabinete dojuiz formador da culpa, encar-
regado de perseguir o criminoso que me
privou de meu pobre pai, e po
mos desse magistrado que vamos sal;
** das Damas... Obtite do meu tutor
que nlo serias separada da micha compa-
nhia...
Separar-mo da menina 1 exclamou
Brgida, serapre quera ver se erara capa-
zes disso. Seria um typo de forga o que
conseguisse separar-me da menina. Nlo
tenho necessidade da lcenga de ninguem
para a seguir, seja onde for. Se fosse
obrigada a viver sem a menina que eu
vi nascer, prefera morrer inmediatamente.
Sei que tu me estimas, minha boa
Brgida, e eu tambem te estimo... Fica,
pois, descansada, nlo nos separaremos, re-
plicou a filha de Jayme Bernier. Prepara
tudo, como te disse.
Sim, menina Cecilia.
Eu saio... Vou a uma loja de mo-
vis, aqui do bairro.
Comprar movis ?
Nlo, vender estes,
Entao, e nos ? como nos arrranjare-
mos, se vende a mobilia V
Fica descansada, disse a moga sor-
rindo. .. Em brevo tremos outros mais
bonitos.
Ora, anda bem.
E a velha criada poz-se a embrulhar os
vestidos e a roupa branca, como a sua jo-
ven ama lhe ordunava.
Cecilia desceu 0 saliio do casa.
A alguns passos do n. 54 achava-M ira
armazem do movis noves o de ojcasilo.
Per cima da porta vam-se pintadas em
grandes letras es:os palavras :
VENDE COMPRA T20CA E ALUCIA
Cecilia entrou e disse ao logista :
O senhor compra trastes ?
Gosto mais do os vender : mas tam-
bem compro.
Sou obrigada a deixar Pariz, e dese-
jo dehfazer-me de minha mobilia. Qu'.-r
vir vela ?
E' longe ?
Aqui perto, no n. 54.
Entlo vamos l, minha senhora.
Em cinco minutos o comprador fez men-
talmente o calculo do valor dos moms, re-
logios, gravaras, etc., e perguntou :
Quanto quer por isto ?
Tres mil francos.
Ora, isso nlo serio Para mim tu-
do isto vale mil e duzentcs francos, i'
quanto dou, e a minha ultima palavra...
Se nlo quizer, vou me erabora. Aceito ?
Cecilia reflecta que, recusasse, seria pre-
ciso ir procurar outro comprador, e que
talvez anda offerecesso menos. Faltava
tempo para discutir, o alm disso, no mo-
mento era que ia ser rica, que lhe impor-
tavam alguns escudos de mais ou do me-
nos.
Aceito, respondeu ella.
Quando os posso vir buscar?
Quando quizer.
Est quite cora o proprietario ?
Vou prevenir a porteira que saio do
casa e vou lhe pagar o aluguel vencido e o
que se vai vencer.. Quar me acompa-
nhar ?
O logista tirou da carteira uma nota de
quinhentos francos, entregou a moga.
Eu desgo cjm a senhora, disse elle,
isto por conto ; d.'aqui a cinco minutos
trago lhe o saldo da importancia da com-
pra.
Bastou um instante para fazer as contas
da menina Bernier.
A porteira recebeu quatrocentos francos,
prlos dous alugucis, deu dous recibos e re-
cebeu ura luiz de gratificaglo e confun li-
se era agradocimeutos.
Cecilia tornou a subir para casa, afim
de ajudar Brgida a acabares preparativos
da partida.
O logista voltou trazendo setecentos fran-
cos, saldo da su-t compra.
Acabava de se entender com a porteira
a respeito da etirada da mobilia que se
dIo devia effecluor no dia 8 a Cecilia .'ivesse a boudade de depositar a
chave do aposento na casa dcllc 0 que
a moga promo-.teu i'azer, logo quo sahisse
da casa.
Pelas quatro hora estova tudo termina-
do.
A menina Bernier niandou Brgida pro-
curar uma carruagem que podesse trans-
portar as bagagens sem mais demora.
(; Theformation of vegetable Mould,
through the action of worms, witg observa-
tions on their babits, by Cb. Darwin, Lon-
don, 1881.
() Ants, Bees and Wasps, a Record of
observations on the social Hymcnoptcra,
London, 1882.
Apenas trnspoz a porta, parou espanta-
do, descobriu se, benzeu-sc, approxiinou-se
do cala ver cora passo firme, e aspergru-o
com agua benta.
Valentim Solar, perguutou-lho ojuiz,
conhece esse hornero t
Valentim sorriu desdenhosamente, me-
xendo os hombros com irreverencia.^
Tem sangue fri, raurmurou o juiz ao
meu ouvdo.
- Est innocente, respond.
- Espere, doutor, nlo seja to apressa-
do as suas decis5es.
Como o ceg tivesse recoramegido as
suas rezas, impuzeram lhe silencio, o Va-
lentn foi speramente advirtido por faltar
ao respeito que so deve justig. Expli-
que alguem, se for capaz, por que motivo
durante esse tempo eu lamentava o momen-
to de enfado, que me fea collooar as se-
mentes animadas dentro da caixa, sem
me importar cora a disposiglo em que ti-
nhara ficado. Se estivesse seahor de mim,
procurara dispol-as de maneira que pu-
deise apreciar as suas evolug5es durante a
rainha ausencia, e ao mesmo tempo deter
minara a importante questlo de saber se
a luz nocessaria para determinar aquellos
movimentos. Distrabi estes pensamentos
esperando que ojuiz mandasse entrar Her-
menegilda Ybanes, a Grega.
Succedeu Grega o mesmo que tinha
acontecido a Valentim.
Ficou por algura tempo como assorabra
da. Recuou, deu um grito quando vio o
corpo; maa, pouco depois, avaogou rpi-
damente, veio ajoelhar aos pea de Filippe,
e principiou a solugar.
- Levntese, dsse-lhe imperiosamente
o juiz a diga-me so reconhece o corpo que
ah est.
E' o de D. Filippe Aceval, que Deus
teoha, em sua guarda respondeu a rapa-
riga'
A velha Brgida sabio e Cecilia ficou s
e poz-se a pensar na immensa mudanga
que se operava na sua vida e por to ino-
pinada maneira.
Exactamente na occasilo em qu 1 Brgi-
da sabia da casa achavase Paulo Darnala
no passeio a dous passos da porta.
Brgida nlo o vio, e demais de crer
que se o visse nlo o reconhecesse.
O actor nlo passava por alli, ao acaso.
A recordaglo da maneira por que tinha
sido recebido, na sua visita da vspera, ma-
gaava-lhe o coraglo.
Esforgava-88 por attribuir a crueldade
fria daquella recepelo presenga de um
estranho.
Renegando-o, como o bavia feito, da-
quella moga, obedeoia, sem duvida, im-
periosa necessidade de afastar toda e qual-
quer suspeita e de conservar intacta a sua
reputagab.
Os lagos que o uniam a Cecilia erara
aquellos que nada deva romper, mas nao
se podam confessar abertaraente, eraquan-
to nlo fossora legitimados.
Como que ella nlo tinha comprehon-
dido isso e se tinha dezadoarrastar a uma
acglo do mais doploravel rao gosto.
Paulo Darnala disia isto corasigo e repe-
ta essas cousas, sem conseguir convencei-
so completamente. Tinha momentos de
esp raiva o torturavam.
Como a incerteza seja um supplicio inte
lsravel, resolveu acabar com ella, c que-
rendo ter o coragao desafogado de toda a
suspeita o temor, toraou o partido de so
presentar do novo a Cecilia.
R'-petimol o, exactamente no momento
em que Brgida sabia, elle entrava na*casa
c perguntava porteira :
- A menina Bernier est era casa?
Parnala recebeu esta resposta :
Est, sim, senhor, mas .v depressi,
porquo a menina Bernier vai partir. Sabe
do Pariz.
Saha de Pariz I reoetio o come-
diante, to atordoado cora aquella noticia,
como sa tiveaso levado com um pao ui ca-
bega.
(*) Rivista di jUosofia scientfica, vol, 2C
" 481.
*
Sabe como elle raorreu ?
Sei, tornou a Grega, o dava de bom
grado a minha vida para regastar a sua.
Pode dar-not alguns esclareciraentos?
Nenhuns, ofelizmente I
Do quora desconfia ?
De nieguem.
Approxiraou-se de Valentim, que olhava
para ella compadecido, e encostou-so-Ihe
ao hombro.
A form-ildade pareca cou-lui la; eu
dispunha-me a voltar para casa de Evor-
nia ; quando um r.guazil mandou entrar
ura hornera do povo, quo saulou o moro,
o cgo, a o oflicial da jusiiga. Era o ven-
dador aiBOul>nte, que hn cousa do oito dias
fazia cxposigl) das suas fazendns entra-
da do porto. Ojuiz levou-' ao p de ura
crcitixo.
Dianto d.'.st Deus, que morreu pir ns,
jure dizer a verdad?, cx< lamou o juiz.
O vendedor pondo no chao o seu enorme
chapeo bordado de prate, pronunciou o
juramento, que Iho era exigido.
-Agora, ontinuou ojuiz, ol he para
todos os lados, e '-sentando a voz da con-
sciencia diga se reconboga aqu o homem,
a quem vendeu ante houtera uma faca de
dous gumes.
Reconhrgo.
Olhe par Valentim, que se nao movi.
Os grandes olhos da Grega volverara-se
era sobre s.-dto para o rapaz. Herrasnegil-
da Ybanes largou-lho o brgo.
Diga l quem o homem, qua reco-
nhece, proseguio o juiz fazendo sigual com
a cabega ao oificul.
este, exclamou o vendedor.
E apontou para o cadver.
Houve un momento de' silencio : aquella
revelaglo inexperada confunda todas as
ideas, fazia calir por torra todas as su8"\,
peitas, estabelecia nova mente a duvida so-
bre o autor do crime. Sendo interrogado
dez vezes, o vendedor confirmou serapre a
sua palavra, descreyendo at a bolsa, de
qe foi tirado o dinhero com quo foi com-
prado o objeete, e a bolsa era, sem a me-
nor duvida, a que ordinariamente trazia o
defuncto. O jaiz perplexo, nlo sabendo
por onde so havia de decidir, tinha orde-
nado que fossera conduzidos para a prislo
Valentim o a Grega, que elle S3 nlo atre-
va a mandar por era liberdado. De re-
pente, ouvio-se porta ara grande mur-
murio, sentio-so ura moviraento de guardas
e curiosos que se acotovelavara, e appare-
ceu Evornia.
Eu ia ter com ella, mas o juiz deteve-
me bruscamente. A viuva dando com os
olhos uo corpo do marido, enco3tou se
parode, titou-o e ouvio-se perfeitamente o
arranhar das unhas na pedra. Os heigos
escum>.vara ; olla pareca ver b D. Felp-
ppe. O peito como quo in hava a raiudo
por espasmos nervosus ; depois deixava de
respirar um minuto, e o ar penetrava-lho
nos pulmoes fazenlo ouvir um assobie.
O ceg, julgandoso s por causa do si-
lencio, recomegou os oragoes. Ao escutar-
lhe a voz, Evornia voltou repentinamente
a cabega e vio a Grega. Avangou um pas-
so, o sangue affluio-lhe as faces descoradas
e a mo estendeu para o rival. Diante
deste espectculo a Grega recuou at a ja-
nella. Abi, dejoelhos, com as roaos pastas,
olhhava cora terror para as eigSas contra-
hidas da vuva. Que horrivei impresslo,
indelevel, viva, conservo aindn daquella
scona As duas formosas mulheres de um
typo tilo distincto formavam um estianho
contraste. A Greja cujoi bragos esplendi-
dos poiiara aportar, aubjugar" Evornia, es-
lava humilde, prostrada, abatida. Os ca-
bellos negros cahun em desalinho pelas
faces trigueiras: a cabega encostada pa-
rede pendia ligeira'mente para o chlo. Os
beicos encarnados, meo abertos, deixa-
vara ver os dentos branoos, que batara de
quando era quando, ao passo que os olhos
grandes e meigos, arrazavam-so de lagri-
mas, e pnreciain raadrosos implorar a pie-
dade.
Evornia, pelo contrario, saeodindo o
longos cabellos dourados, cora os olhos sec-
os, a mo estendi a, pareca uma lea
fascinando a presa, immobilisando a, e ca-
raiohaudo oara ella, fria. graciosa, decidi-
da, terrivel.
Ah exclamou ella, tizesto bem em
vir, esporava-te.
Ainda uma vez eu quiz intervir; mas
Evornia repellio-me sem olhar para mim.
(Contina)
Vendeu a sua mobi-
Hoje mesmo
la, que amanhl tiram daqui.
Darnala nlo ourio mais nada.
Daitou a correr pela escada cima, ven-
cendo em meia duzia de pulos o grande
numero de degros que o separavatn do
qU&rto andar o tocou com forga porta de
Cecilia.
Absorvida pelas suas reflexoes, a moga
nlo tinha raparado no pouco tempo que ha-
via decorrido depois da sabida de Brgida,
a, suppondo que era ella que voltava, foi
abrir a porta sem desconfianga.
Vendo em face dalla e de improviso o
amante que ella tinha renegado, escarne-
cido e torturado, deu um grito de terror e
quiz tornar a fechar a porta, mas Darnala
que se tinha approximado, pesou de encon-
tr porto e coristrangeu a a abril-a com-
pletamente.
Cecilia recuou.
Voltava lhe j o seu sangue fri ao mes
rao tempo qua a colera surda e mal extrac-
ta se Iba raanimava no fundo da alma.
- Qua quer, senhor? perguntou ella
com desdm. Porque se atreve apres-11-
tar-se em minha casa ? Saia, aenlo gri-
to e chamo por soccorro.
O actor tinha entrado ; com ura movi-
mento do hombro, fechou cora violencia a
porta atra de si.
O que eu quero ? replicou elle. Que-
ro que me escuta o ha da escutar-me.
O senhor est abusando da sua for-
ga diante do uma senhora I... E' um co-
varde 1
Pois seja !... Mas ha de escutar-
me.
O que que tono qua me dizer ?
Tenho que Iho perguntar qual era a
causa e o fim da indigna comedia, repre-
sentada pela senhora hontem om presenga
do homem que estava aqui ?
Comedia exclamou Cecilia.
Darnala cada vez mais exaltado prose-
guio :
Tenho curiosidado de saber se se
atrevera a repetirme que nlo tenho ne-
nhum direito sobre a senhora 1. Hoje es-
ai^aaag^gaj
tamos sos, a mentira portante intil!...
Repita, pois, se capaz... Mas nlo I
" Nada tenho qua lhe. responder.
J rae nlo ama ?
Nunca o amei.
Nunca ?
Nunca !
Entlo que qualidade de raulher a
senhora ? Se nlo rae "araava, porque foi
minha amante ?
Sua amante, eu !
Nega-o ?
Neg.
Ah miseravel miseravel raurmu-
rou o actor.
- O senhor aproveitou se covardemen-
te da minha iguorancia e da minha fra-
queza I proseguio Cecilia. Nao me entre-
guei ao senhor, bem o sabe I Foi uma vio-
lencia l Houve momentos em qne julguei
que poderia perdoar-lhe, tatvip mesmo
amal-o... Enganava-rab. A' medida que
decorriam os dias, a repugnancia acuda-
me aos labios quando peusava no senhor...
e como eu tinha razio 1 como o seu proce-
draento de hontem justificou completamen-
te esta repugnancia !... O senhor loi ura co-
varde, foi ura infama, fazendo nascer sus-
peitas odiosas, no espirito da pessoa que
aqui estava.
Que importa ao seu segundo amante,
que a senhora tenha tido um primeiro ? n-
terrtnpeu Darnala.
__ O senhor insultoumo diante de meu
tutor, disse Cecilia com altivez.
__O seu tutor! repotio o actor Com um
sorriso irnico. Ora aqui est uma tutella
qua neio muito a proposito, pois entlo esse
tutor devia tl a interrogado, depois de eu
sabir... Deve-lhe ter perguntodo, sob que
ttulos ousava eu fallar aos raeus dir :itos.
Respondcu-Ihe, cora teda a certeza, porque
ha cousas que se oceultora a um pai, mas
que se confessam, eem vergonha, a ura tu-
tor.
,iGontmiar-e-Aa)
Typ. do Diarn, ra Duque de Caxias n. 42