Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18308

Full Text
AMO Lili-HOMERO 152

i

I
I
P.IKA A CAPITAL 13 Ll'CAMI OMDE NAO B PACA PORTE
Por tres mezos adiantadoi ... ........ w!
Por seis ditos idem...... ......... l*^V
Por um anno dem................. ^^^5!
Cada numero-ervulso, do mearon di............ 01OU
DIARIO DE
QOABfA--FEIBA DE JLHO BE 1886
PARA DENTRO E FORA DA PROTINCIA
Per seis meses adianUdos.....
Por nove ditos idem. .....
Por um armo dem.......
Cada numero avulso, de dias anteriores*.
135O0
204000
270000
AIJO
RNAMDUGO
Pr0prierai>f fce JHanne Jtgwttra He Jara & JUIjo*
TELEGRAMMAS
5Sa7ICC FA3TIC7LA!. SO BIASIO
RIO DE JANEIRO, 6 de Julho, as 3
horas e 55 minutos da tarde. (Recebido
s 5 horas e 20 minutos, pelo cabo sub-
marino).
Na Cmara dos Deputados forana
hojj- reeonbecldo* oa poderes do
consoliiciro Jou da Malta Macha
do. eleito pelo 1V. dlst rielo de Minas
Cieraes.
Depois a Cmara oceupon-se com
a 2.' dlscusso do orcamento do Mi-
nisterio da Marlnba.
SZOTZCO DA AH3C.A 217*3
(Especial para o Diario)
ROMA, 5 de Julho.
Em Brlndsl deram-se hontean Tin-
te canos faiac de cbolera-morbnN.
BRUXELLAS, 5 de Julho.
Xas paredes das grandes cldades
e as carvoelras da Blgica foram
pregados cariases convidando todos
os socialistas belgas para se reun
rem em Brnxellas 615 de Agosto pro
xlano aflm de fairrem urna manifes-
taeo em pro do sutTragio universal.
LONDRES, 6 de Julho, ao meio dia.
Esto eleltos at agora menabros
da Cmara dos Commans 104 part -
darios e 9 advemarlos dos projec-
tos Ciladstone.
Sir Cbarles DilKe naufragla as
elelc6es.
BERLN, 6 de Julho.
O Principe de Biamarek deve par-
tir brevemente para Gastein e Vlen-
na.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
6 de Julho de 1886.
INSTBCCO POPULAR
NATACAO
(Extrahid)
DA BIBLIOTHECA DO POVO E DAS K8COLAB
Prembulo histrico
(Contnuacdo)
Quem estas linhas esoreve, teve mesmo j o en-
sejode ver a reproduccao de urna medalha cucha-
da em o Abydos : no anverso d'essa medalha v
se urna torre na plataforma da qaal est Hero agi-
tando um facho, emquantoLeandro vem nadando -
para trra; no reverso v se a legenda em caracte-
res gregos Abydos. Anda em principios diste
geculo chamavam Torre de Leandro a um forte
construido n'uma ilhota entre Coastantioopola e a
costa asitica, edificacio a que os Turcos chama-
vam Kiss Kuleh ( Torre da joven)
Que afagos, que ternas caricias, nao encontrava
dec-rto Leandro ao ehegar a trra I Como as
horas haviam de correr rpidas e animadas !
Lord Byton, o excntrico ingles e gracioso cantor
de Child-Harold,oavmdo por em duvida a facanha
do enamorado Leandro, repetio-a ; e te, mais feliz
que o seu predecessor, nao morreu afugado, nio
tinha a invejavel fortuna de ser esperado e guiado
por urna amante dedicad i e terna como fra Hero'
De urna historia de amor passemos sem transi-
gi de um crime. ero, querendo desfazer-se
de ana mai Agrippina (por motivos que nao vem
aqu a apello especifi ar), dispoz as cou9as para
que o navio que devia transportal-a Sicla fosse
a pique. Esta va j barco j perto de trra quando
se realisou o planejadosinistro. Agrippina ia cla-
mar por soccorro, quaodo vio que um dos tripulan-
tes descarregava fortes pancadas eom um remo na
caneca de urna das suas aias, a qual dominada
pelo terror, gritava : salvem-me ; sou Agrippi-
na, rri de ero. Percebeu ento qual era a
causa determinante d'aqnelle naufragio; e a nado
tratou de salvar-se para trra.
Apezar, porm, de milagrosamente escapar ao
furor das ondas (gracas ao conhecimento que tinha
da natacao), Agrippina pode posteriormente re-
conhecei que estava, irremediavelmente, votada
morte de por seu fi'ho, e soube raorrer dignamente,
qnando afinal se Ibe apresentou um official man-
dado por ero para a natar. Foi ella propria
quem, por uina irona pungentissims, effereceu
com altivez o corpo ao ferro do sicario. O assas-
sino mergulhou entao o gladio, at aos cop s, no
ventre da ana victima ; e conta-se que ero, ao
vela depois morta e nua, elogiara cynicamente
perante os cireumstantes a belleza corporal da des
gracdda.
Nao cuide o leitor que os conhecimentos nata-
torias de Agrippina conatituiam n'aquelle tempo
urna rara e xeepci" entre asi damas :os romanos
davam arte da Natacao tal importancia que che-
gavam a claasificar o seu estudo a-par do das bel-
las lettras. Assim, quando pretendan) mostrar
qnantoa edncacaodealzueai ha vi a sido desenreda,
nsavam dizer d'elli-eque Hileras didicit, eque
notare (< Nao possuio iustruccio litteraria, nem
apprendeu a nadar.)
Felizmente, porm, a humanidi.de nSo tem s
paginas negras em ana historia.
E se.n'essa historia o capitulo da natacao nos
offerece de envolta om crime hediondo, apresenta-
aos tambem mil exemplos de de dicacao.
(ContiDa)
?ABTE FFICIA,
CtOTemo *a provincia
*i*CIA DO DIA 5 de
JOLITO DE 1886.
Abanto assignado da moradores de San
ta Clara do Buique. Submetta-se a con-
siderac,ao da Asscmb'.a Provincial.
Affonso Pacheco de Albuquerque Mara-
nhao. Informe o Sr. commandante supe
rior da guarda nacional da comarca do Re-
cife.
Abaixo assignado de costureiras do Ar-
senal de Guerra. Nesta data solicito o
preciso crdito ao Ministerio da Guerra.
Augusto Jos da Silva Ribeiro.Em vis-
ta das informacSes no pede o supplicante
ser attendido
Custodio Gomes de Brito.- Nao tem lu-
Fortunato Jos de Andrade. Informe
o Sr. inspector da Thesouraria de Fazen
da.
Joaquim Domingos de Lima. O sup-
plicante j foi attendido por despacho de 3
do crtente.
Dr. Joao Jos Pinto Jnior. NSo pode
ter lugar, conforme declarou o Ministerio
do Imperio, em aviso de 22 de Junho ul-
timo, sob n. 2,653.
Dr. Joaquim Correia de Araujo. In-
forme o Sr. inspector da Thesouraria de
Fazenda-
Jos Vicente do Nascimento. Deferido
com officio de boje a Thesouraria de Fa-
zenda.
Manoel Joaqaim Alves de Carvalho.
Nesta data solicito o preciso crdito ao Mi-
nisterio da Guerra.
Manoel Netto Mendes da Silva. Como
requer, devendo apresentar-se ao director
do Arsenal de Guerra.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 6 de Julho de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
Heparfico da polica
SeccSo 2.* N. 662. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, (5 de Julho de 1886.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc.
que foram hontem recolhidos Casa de
Detenco os seguintes individuos :
A' minha ordem, Jos Cardoso de Amo-
rim, vindo do termo de Gamellcira cerno
criminoso ; e Maria Ignez de Albuquer-
que, alienada, at que possa ser transfe-
rida para o Asylo da Tamarineira.
A' ordem do subdelegado do Recife, Ru-
fina Antonia Maria da Conceicao, por dis-
turbios.
A' ordem do de Santo Antonio, Jovino
Netto de Mendonca e Antonio Gomes de
Oliveira, por disturbios.
A' ordem do do 1. distficto de S. Jos,
Ignacio Pereira, por disturbios ; e Flix
Jos de Souza, por crime de feritnentos
grave 8.
_ A' ordem do do 2.* distrioto da Boa-
Vista, Cassiano Rodrigues da Rocha, por
disturbios.
Na madrugada de hontem foram os
l&droes ao estabelecimento de Domingo
Lauria & C, ra da Imperatriz n. 6 e
subtrahiram de urna gaveta quantia supe-
rior a trezentos mil ris em sedulas, segun-
do afirma o mesmo Lauria.
O ladrao ou ladroes penetraran! no esta-
belecimento por meio de arrombamento no
corredor, onde est situada a escada, que
sobe para o pavimento superior, tendo para
ato feito um grande buraco na parede, na
altura da porta que d sabida para o quin-
tal.
Fez-se a vistoria recommendada na lei e
pro8egue-8e em diligencias para descobri-
mento do autor ou autores do crime.
Communicou me o delegado do ter-
mo de Pesqueira, que no dia 15 do mez
ultimo, o individuo de nome Firmino Alves
Torres Galindo ferio gravemente, com
um tiro de espingarda, a seu proprio sogro
Luiz Martins Ferreira.
O delinquente entregon-se voluntara-
mente prisao, declarando ter commettido
o crime por suspehas de infdelidade da
mulher com quem casado, e do inquerito
a que procedeu a autoridade competente
verifica-se estar elle soffrendo de alienajao
mental.
Hontem, s 10 horas da manha, o
individuo de nome Pedro Felippe Santiago,
pardo, solteiro e vendedor de fressuras foi
casa de Francisco Jos de Souza, tam-
bem pardo, casado e morador no lugar de-
nominado Cabanga, e com este altercou de
tal forma, que correu-lhe urna facada no
ouvido direito, o que fez Souza cahir sem
sentidos.
Flix Jos de Souza, que se achava pre-
sente e irmao de Francisco de Souza,
vendo este ferido, armase de um facao e
com elle descarrega em Pedro Felippe qua-
torze golpes em diversas partos do copo,
cada qual mais grave.
E.n seguida procurou Flix fugir pri-
sao ; mas seudo perseguido pelo inspector
de quarteirSo Joo Victorino e pelas pra-
gasda guarda cvica de ns. 46, 76 e 94,
entregou-se atinal prisao ao fiscal do Mata-
douro, a quem deu a arma com que prati
cou o crime.
O subdelegado do 2o districto de S. Jo-
s fez vistoriar os offendidos, cujos feri-
mentos foram considerados mortaes, e con-
tra os delioqueutes procedeu nos ulteriores
termosda lei.
- Mandei hojn recolher na Casa de
Detencao o individuo de nome Francisco
Jos Velloso, conhecido por Francisco de
88S, o qual fora preso pelo subdelegado
do districto da Varzea como pronunciado
em crime d morte na freguezia deNossa
Sonhora da Luz, da comarca de Pao d'A-
Iho.
Pelo subdelegado do 2o districto de
S Jos, foi remettido ao juizo competen-
te o inquerito policial a que procedeu so-
bre o terim-nto soffrido por Marcelino Jos
do Patrocinio, e du qual foi autor Claudino
de tal, que se evadi.
O offendido acha-se em tratamento no
hospital Pedro II e o ferimento foi consi-
derado grave pelos Drs. Jos Joaquim do
Souza e JoSo Pedro Maduro da Fonseca.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Ignacio Jonquim de Souza Leao
muito digno vicepresidente da provincia,
O chefe de polica, Antonio Domingos
Pinto.
C ominando das Armas
qdabtel general do commando das ae
mas de pernambuco, em 6 de julho
de 4886-
Ordem do dia n. 109
Constando da ordem do dia da reparti-
rn do ajudante general n. 4,994 de 25 de
Maio ultimo, que por decreto de 15 do re-
ferido mez, foram promovidos a major, por
merec raen to, para o 12. batalhao de in-
fantaria, o Sr. capitao do 2. da mesma
arma Joaquim Manoel de Medeiros e a ca-
pitao para a 7.* companhia do 14., por
antiguidade, o Sr. tenente do referido 2.
batalhao Jos Ignacio Ribeiro Roma ; or-
dem do dia esta, que me foi apresentada
pelo primeiro dos promovidos : assim o fago
constar guarnigao.
(Assignado) O brigadeiro Agostinho
Marques de S, commandante das armas.
ConformeO tenente Joaquim Jorge de
Mello Filho, ajudante de orden3 interino
e encarregado do detalhe.
Thesouro Provincial
DESPACHOS DO DIA DE 5 JLHO DE 1886
Jos Elias de Oliveira. Ao contencioso
para os devidos fins.
Viuva Virgolino <$ C, officio do Dr. che-
fe de policia, officio do Dr. procurador dos
feitos e Francisco Alves de Carvalho.
Informe o Sr. contador.
Officios do Dr. procurador dos feitos.
Informe o contencioso,
Officios do Dr. procurador dos feitos. -
Informe o Sr. Dr. administrador do Con-
sulado.
Gustavo Mermoud.NSo ha que deferir,
visto nao ter lavrado o respectivo con-
tracto.
DIARIO DE PERMMBDCO
RECIFE, 7 DE JULHO DE 1883
Mflelas da Europa
REis 'o complemento das trazidas pelo paquete
francez Niger :
Franca
Pelas 10 horas e 35 minutos da noite do dia 11
acabou a sesso da cmara dos deputados. Foi
rejeitado por L votos contra 220 o projecto da
commissao que determina a expulsao gerai dos
principes, e por 310 contra 233 decidi a cmara
paesar diseussao dos artigos do projecto do go-
verno.
Finalmente, depois de um discurso do Sr. de
Freycinet, approvou por 80 votos de maioria o pro-
jecto que m*nda expulsar os pretendentes directos,
autorisa a expulsao dos outros principes por meio
de um decreto; estabelece as penalidades de 2 at
5 annos de prisao para os principes expulsos que
voltarem Franca e prohibe a todos os principes
funeces electivas.
A cmara suspendeu as anas sessoes at ao dia
15
O celebre padre Jacintho Loison dirigi ao
redactor principal do Motn, urna carta onde se
lem os seguintes periodos :
Protesto contra esae ostracismo, vblaclo da
justica, obra de violencia e signalde fraqueza.
ii Ignoro o que pensaraV as monarchias da Eu-
ropa, maa qnanto a essa grande repblica dos Es-
tados Unidos da America, que reprime tao reso-
lutamente as violencias do socialismo, e que honra
no conde de Paria um dos seus mais Ilustres sol-
dados, eu sei que coror de vergonha, por sua
irma a repblica franceza. Nem por sao deixo
de ser republicano, i repblica nio um partido,
nem urna seita ; mas urna cousa de todos. Iina-
ginei que ella seria governo definitivo da Fran-
ca. E', pelo menos, o governo legal, e s, direi-
ta como esquerda, os revolucionarios se podera
insurgir contra ella. Eu, por mim, ser-lhe-hei fiel
sempre, at ao dia em que, pelas anas loucura e
pelos seus crimes, os republicanos, se algama
cousa os nao firer deter, tornem impossivel neste
paiz o bom seoso, a honra e a liberdade.
Diversas folhas monarchicas que temos vista
applaudem a deliberacSo da cmara dos deputados
fraoceza, da qual resulta deverem partir em breve
para o exilio os principes da casa de Franca.
Servir essa resolucao de estimulo para que o
partido moaaichico frsncez saia da aua inaeco e
da ba inditlereiica
Se os principes de Orleans (dizem esses jornaes)
por um exagero de 1. aldade, ou simplesmeate por
egosmo, se Dao resolvan) a collocar-se frente
do seu numeroso partido, animando-o a entrar em
hita seria contra os teus natnraes e irreconcilia-
veis inimigos, foi ooin que estes dessem a esse par-
tido urna licuao e um exemplo de boa e rasgada
poltica atirando lhes s faces com arrogante pro-
vocucao o cartel de desafio, que nenhum trances
que se prese pode deixar de levantar briosamente.
Parece, segundo j consta, que este facto, ap-
parentemente de rigor e realmente de intolerancia
e fraqueza, ha de produzir qualquer acontecimento
que determine urna mudanca radical no actual te-
tado de Cousas.
Se nao se expulsasaem os principes cabina o mi-
nisterio Fiycinet e o governo da repblica pas
saria para as maos dos radicaes, para as mos d )
Sr. Clemenceao, o orador mais temido da esquerda
da cmara, o chefe dos grupos avancados dos que
teem um p na repub ica e outro- no socialismo, e
entao os principes uo seriain ex'pulsos mas at
agora os seus bens serum confiscados.
Ora .exactamente o que nao convm Franca,
depois dos desastres do gabinete r'erry e do gabi
nete Brisson a queda do actual ministerio. E'
o Sr. Freycinet o primeiro a sentil-o e a reconhe-
cel-o. E apesar de ser contra a exj ulso, de a
ter j evitado urna vez na cmara, o presidente
do conselho vio-se toreado a curvar a cabeca, a
fazer calar a sua couaciencia, par evitar que o
radicalismo triumphe.
Porque deste lado qu est o mal e que est o
pergo. No dia em que elle triumphar de qual-
quer crise poltica; uesse da o socialismo ha de
surgir tremendo e temivel, nunca mais o veremos
follar de radicaes e do Sr. Clemeoceau, e o poder
ha de ir para as maos daquclles que applaudiram
os tumultos de Londres, os incendios de Cnaileroi
e o assassinato do pobre engenheiro Watriu, das
minas de Decazeville...
Nesee dia a Franc i assistir guerra civil !
O que neceasario que se taiba, obseivava
urna tolha poucoa dh antes da votacio a que
cima nos referimos, que nao se expulsam os
principes de Orleans e Jeronymo e Vctor Napo-
Usio, porque elles conspirem, porque elies incoin-
modem a repblica, porque o coude de Paria deu
urna toire no wlaciO1 ra de Varennea para
solemnisar o consorcio de ana filha mais velha, a
princeza Amelia, com o principe realportuguez.
Nio por uso, e os proprios republicanos, os
verdadeea republicanos, sao os primeiros a con-
fessarleia-se o Temvi que a expulsao urna in-
conveniencia, um1 arbitrariedade, um perigo mes-
mopelo prestigio e pelas sympatbias que o
exilio ha de trazer aos principes.
Expulsam-os, porque o Sr. Clcm2nceau e o ra
dicalismo o querem.
Eypulsam-os, porque o nico meio que o Sr.
Clemeoceau encontrn para ter do seu lado todos
os jacebinos de Franca, toda a esquerda da c-
mara, para ser o hoinem de momento, capaz de
p"r em crise um ministerio.
Expulsam-os, porque o nico meio de que
hoje o Sr. Clemencean dispoe para subir ao
poder.
E o Sr. Freycmete, e o proprio Sr. Grevy,
para salvar a repblica tivera de apoiar a ex-
pulsao.
Ou os radicae* no poder ou os principes ua ra.
E como o mundo em geral composto de egostas;
e esmo uinguem est disposto a dar a sua pelle e
o seu sangue pelos outroa ; e como a burguesa
nao est disposta a arriscar flutuacoej de bolsa ; e
como ningnem est disposto a tomar parte em
conflictos, aflecta-se muitapeno pelos pobres prin-
cipes .... mas que vio indo para o exilio.
Depois de qvinze annos de repblica, qaando
todos pensavam que a Liberdade nao era tal pala-
vra viporque um principe abro as portas de
sua casa e recebe os sena amigos, que veem to-
das saudar a gentilissima princeza as vesperas
do seu casamento J porque esse pai tem a felici-
dade e o orgulbo de ver as suas salas urna so-
ciedade mais elegante e mais brilhante do que
aquella que frequenta os salaos da Repblica;
porque no palacio da ra Vrennos se via urna
grande parte do corpo diplomtico, toda a alta
aristocracia do fanbourg Saint-Germain, os pri-
meiros escriptores e as primeiras artistas de
Franca incluindo quasi todos os membros da Aca-
demia Franceza e das outras academias que com-
poem o instituto; porque Pars soube que o Conde
de Pana receben em sua casa todos qoanto na
grande capital teem um nome notavela Rep-
blica zanga-se com a historia, e quer expulsal-o,
e vai mandal-o para o exilio !
Fara o exilio!
E o Sr Lockroy, ministro do commercio, para
fazer a vontade ao Sr. Clemencean e tambem para
ni* perder a sua pasta votou a expulsao.
O Sr. Lockroy I o hornero que acompaohou
com Vacqnerie, ictor Hugo no exilio.
O Sr. Lockroy o homem que assistio s horas
de amargura do grande pacto dos Chatiments, em
Guermesey e eu. Jersey.
Mas j vai longe o da em que Vctor Hugo, em
Jersey, exclamava diante do Sr. Lockroy, seu
companbeiro de infortunio:
Tacepte l'apre exil; n'evt-il infin in terme. Foi
em 1852. Que de causas se passaram depois I
Tambem nessa poca os Orleans andavam exila-
dos. Mais terde assiste-se a entrada gloriosa de
Vctor Hugo em Paria.
A Repblica triumphra, e o exilio fizera do
poeta nm marryr e semi-deus. Os de Orleans
entraram tambem em Franf a. Sao reconbecidos
Domo cidadios franceses.
Os bens particulares que o segundo imperio
lhes inha confiscado, sao lhes restituidos.
hoje que o negocios da Repblica nio vio
positivamente kw ; que a expedicio ao Tonkin
fea lembrar pelas ouccessos, desastres e despezas,
a expedicio ao Mxico; que a naci desconten e
com as aventuras coloniaes e com o estado das
financas, em vez de eleger deputados radicaes
elege deputados conservadores ; que o partido re-
publicano, desde a morte de Gambett, se acha
traco dlas suas divisOes e guerras intimaso
ministerio v-se forcado a confessar Europa que
tem medo do Conde de Paria, e o melhor meio de
se ver livre delle lancar mi do exilio, repug-
nante solucao de que s se snrvem osgovernos que
agonizam...
E* da seguinte theor o protesto do principe Na-
poleio, a que se referi o telegrapho, contra o pro-
jecto de expulsao dos principes francezes :
Pars, 6 de Junho de 1886.Srs. deputados.
Pedem-nos o meu exilio e o dos meus filaos.
!io de certo porqne eu seja um pretendente.
Submisso as Icis do paiz, apezar de serem imper-
feitas, nio tenho deixado de aconselbar aos meus
amigos o cumprimento legal do rgimen consti-
tucional e de o acatar eu proprio.
Sendo deputado,' na occasiio em que a Rep-
blica anda era atacada por tentativas monarchi-
cas, alistei-me entre os seus defonsares.
Nem urna s das minhns palavras, nem um
nico dos meus actos deixou de ser aspirado pelo
patriotismo maia desinteressado.
0 nico motivo da prescripcio que nos propoem
o ser eu o chefe da familia Napoleio.
Mas nio o era j quando me pediram os meus
filhos para o servico militar na fileira, em virtude
da lei geral ?
Nio o era eu, quando muito tempo depois d t
morte do filbo de Napoleio HI, em consequencia
do meu manifest ter inspirado receios, me pren-
deram e julgaram como se fosse o mesmo principe
dos cidadio- ?
Porque se tornou de um dia para o outro sedi-
cioso essa qualidade de chete da familia Napoleio,
que anda nio me pozera fra do diroito com-
mum ?
Um princi je de Orleans casa urna filha e con-
vida os seus amigos para celebrarem este aconte-
cimento de familia.
Este facto nio devia nunca ser considerado cri-
minoso, nem perants a razii de estado. Sou com-
pletamente estranho a tal facto e o presidente da
Repblica ccmgrtula-se com a corte de Lisboa.
E foi isto o que de um dia para outro me trans-
tormou em pretendente. Os que iuventam taes
monstruosidades esquecem-se de que a opiniao
publica os ouve, de que a Europa os observa e de
que a historia os ha de julgar. J conheco as
amarguras crueis do exilio, mas nao teria duvida
em me condemnar voluntariamente a ellas se
podesse contribuir com os meus soffrimentos pes-
soaes para o engrandecimento da patria e a uniao
de todos os seus filhos.
Os perigos para a repblica ci resultara de que
alguna prncipes respirem os ires patrios; teem
como causa OS vicios da constituicio e ob erros dos
que a exploram.
A vosa censtituicao foi feita pelos realistas
para um rei cuja proclamacao se esperava para
breve. Em vez de a substitu.em depois por um.
eonstituicio republicana seria, consorvarem a an
tiga tomaode-a um instrumento de opposicio j-
cobina.
Com quanta severidad.: tem de ser julgado o
V0980 procedimento!
H 15 anuos temos declamado muito, derrubado
mnitos ministerios, distribuido lugares com pro-
fu lio e mu tos dos voseos se teem mostrado insa
ciaves de riquezas.
Com que melhoramentos sociaes justificaram o
nosso dominio? Nio resputaram a concordata,
nem a aboliram, nio sustentaran) o livre cambio
nem a proteceo, nio reformaram os impostos nem
os aliviaran), nio apaziguaraui as discordias iu-
ternocionaee, nem oonquistaram urna allanga. Es-
palharam o vosso sangue e o vosso ouro por para-
gens distantes.
Abalaran a ordem existente e nio estabele-
ceram a-ordem que a democracia reclama.
De todos os lados ae elevara os clam res doa in-
teresses feridos e das creueas pbylosophicas ou
religiosas ameaoadas. O exilio doa principes tor-
nar melhor a jiossa eonstituicio e mais ajuizado
o vosso procedimento?
Nio, augmentar nicamente al difEculdades
qae acarreiar a vosea iniquidade. Pode se a
vezes impedir o comeco doa factos; mas nio se
lhes podem impsdir os consequencias.
Nio se pode decretar .i prescripcio por metade.
Apenas annunciada a prescripcio dos principes,
pedem-vos o sequestro dos seus bens. Vira depois
o exilio dos seus partidarios. Depois de proscrip-
tos os inimigos da repblica, sel-o-hio os seus
amigos poucos exaltados ou dissidentes. Por um
declive inevitavel chegareis a lei dos suspeitos,
ao terrer e guerra civil.
Anima-me urna esperanca. Temos o pareo, esse
bom e grande pareo de Franca, cujo coracio e
bom senso se nio deixam vencer por muito tempo
e que nio tardar em reconhe;er quaes sio os
seus amigos.
Esse pareo seguiravoa outr'ora, agora atter-
ra-vos -T se nio tomardes emenda, em breve vos
despidr e o direioo ser restabelecido.apo-
ledo.
Vamos resumir os factos que p/ecederam a
votacio parlamentar de cujo conhecimento o tele-
grapho nos informou opportunamente.
No conselho de ministros, do Io de Junho, fez se
um accordo entre os membros do gabinete francez
sobre um prejecto transaccional que estatuisse a
expulsao dos pretendentes em linha recta, por via
legislativa, deixando salvo ao governo o direito de
conceder ou recusar aos outros principes e resi
direm em Franca; o governo porm, nio tomara
a iniciativa d'esto projeeto, mas sim, acei tal-s-hia
se a commissao o propozesse.
No dia seguinte, a commissao encarregada de
estudar o projecto da expulsao dos principes, de-
pois de longa diseussao, decidi por 6 votos con-
tra 5 em tres votacoes separadas:
l.o Que a expulsao ser obrigatoria;
2." Que ser geral;
3. Que ser executada em virtuae de urna lei-
Depois d'estas tres votacoes, a commissio sus-
penden a sessao para o presidente ir fallar com o
Sr. de Freycinet. Este, recebendo o presidente
da commissao, recusou-se a tomar qualquer com-
promsso c daclaron que consultara o conselho de
ministros, que deveria reunir-se no dia 3.
A commissao proseguo a sessao at s 5 horas,
logo que o psesidente voltou, e passou a elaborar o
texto do seu parecer, formulando as tres decisoes
precedentes.
No dia 3 nio chegou a reunir-se o conselhe de
ministros, visto que a commissao nio tinha aca-
bado de formular o seu projecto, que examinara
logo que Ihe fosse apresentado.
Suppunha te geralmente que o gabinete man-
teria o seu projecto de expulsio obrigatoria e im-
mediata dos principes em linha recta, e da expul-
sio facultativa dos outros principes.
Devenios tambem mencionar que a commissao
rejeitou por 10 votos contra 1 a emenda do Sr.
Cuneo d'Ornano, bonapartista, para se consultar o
suftragio universal sobre a expulsio.
Decidi por 9 contra 2 adiar a proposta que
pede o confisco dos bens dos prineipes.
O conselho de ministros no dia 5 rejeitou o pro-
jecto da commissao estatuiudo a expulsio geral e
total e mantem o projecto que expulsa nicamente
os pretendentes directos e autorisa o governo a
expuisar os demais principes quando o julgar in
dispensavel.
N'essa noite a commissao ouvio as explicacoes
do Sr. de Froycinet e depois de tres escrutinios,
elegeu para relator o Sr. Henry Maoet (que
contrario a toda e qualquer expulsao) por 5 votos,
contra outros 5 dados ao Sr. Camillo Pelletan e 1
em branco. O relatorio limitarse hia a expr as
opinies de cada nm dos membros da commissao e
os incidentes das sessoes.
No aia 7 a commissio rejeitou o relatorio do
Sr. Manet, poz de parte os projectos precedentes e
approvou por 6 votos contra 5 o antigo projecto
Floquet para a expulsio total por va legislativa.
Foi eleito relator o Sr. Camillo Pelletan, que no
dia 8 leu cmara doa deputados o seu relatorio
(ou parecer) concluindo pela expulsao geral dos
principes, ficando adiada a diseussao para o dia 11.
N'essa se8sio, o Sr. de Freycinet reivindicou a
iniciativa contra os pretendentes, dizendo que
possivel que os principes nio conspirem actual-
mente, mas que sao urna promessa viva de novo
governo e tendem a desacre litar a Repblica.
Quanto a recepcio da ra Vavennes pelo conde
de Pariz, sabe qua o convite ao corpo diplomtico
foi feito pelo mesmo conde.
Nio quer o Sr, de Freycinet a expulsao de todos
os principes, mas tio smente a dos pretendentes
directos. Foi muito applaudido pelo centro es-
querdo.
0 resultado da votacio da cmara o que vai
as primeiras linhas desta seccio.
Sobre o lugar que terio de escolher os prin-
cipe! votados ao exilio pela recente deliberacio da
cmara franceza, muito j o que se tem ponde-
rado e vemos nos peridicos ltimamente recebi-
dos.
Portugal, apezar do enlace matrimonial do prin-
cipe herdeiro com nma gentil filha do Conde de
Paris, a princeza Amelia de Orleans, est posto
fra de combate como paiz escolhido pelos prin-
cipes expulsos. Fica longe do movimento geral
europeu e sobretodo de Paris, como o estio a
Austria e a Sucia. Os principes expulsos s po
dem escolher entre a Inglaterra, a Italia, a Blgi-
ca ou a Suissa. Se nio escolhem a Hespanha,
porque Madrid se acha immensamente affastada
de Paris. Se nio escolhem a Allemanha, qual-
quer cidade do imperio teutnico, porque os ad-
versarios dos principes exilados fariam inmedia-
tamente acreditar ao publico ingenuo, que os prn-
cipes de Orleans eram proteg ios pelo imperador
Guilherme ou pelo Sr. de Bismarck, o que seria
bastante para les acarretar antipathias e impo-
pulandade. S teem, pois, a escolher entre a In-
glaterra, a Blgica e a Suissa.
Comtudo, a Inglaterra aprsenla incon/emen-
tes polticos. Sabe toda a gente que em Ingla-
terra que vive a ex-imperatriz Eugenia, viuva
de Napoleio III.
Ora, tsndo a rainha Victoria particular est'ma
pela mii do p'incipe que morreu atravessado pelas
azagayas dos zulus, quando o principe Napoleio
combata em frica pelos diteitos da Gri Breta-
nha, e sendo a casa de Orleans, inimiga declara-
da da casa dos Bonapartes, fcil de comprehen-
der emque situacio delicada ss acharia collocado
o Conde de Paris, sendo, como prente do prin-
cipe de Galles, e]tendo, por consequencia, de fre-
quentar as mesmas salas que a imperatriz Euge-
nia frequenta.
Com a Italia, observa um jornal dos que ultima-
mente recebemos, succede o mesmo que succedeu
com a Inglaterra, e anda em maior escala, lo
dos nota'am a coincidencia que se deu com o ca-
samento da princeza Amelia d'Orleans com o prin-
cipe D. Carlos, herdeiro da cora portugueza.
Como a rainha D. Mana Pa, de Portugal, so-
bricha do principe Jaronymo Napoleio, succedeu
que a princeza Amelia passou tambem a ser aobn-
nha do principe, que um dos antagonista! do
Conde de Paris.
Portante, em Italia seria mais que provavel que
se onconti-assem exilados o Conde de Parts e o
principo Napoleio, e a familia real italiana, pir
questoes de par ntesco, verse na toreada a ter
muito mais attences para com e3te, do que para
com aquelle.
Restam, portanto, dous pases em campo para
asylo. dos exilados: a Blgica e a Suissa, ainbes
froutiros da Franca, ambos jpoucae horas de
Parece que ser a Suissa o paiz escolhido, tan-
to mais que a Blgica parece nutrir tendencias
para geimamsar-se um .tanto, e disso deu provas
ha piuco, moatrando que tinha relacoes bem inti-
mas e bem secretas com a Allemanha, quando o
imperador Guherne e o Sr. de Bismarck poze
ram s ordena do rei Leopoldo as torcas necessa-
rias para suffocar a revolucio de Jumet e li l*fcm
leroi.
Todas as probabilidades esto do lado itSmt-
sa, tanto mais que foi na Suissa que j waa
procurou abrigo Luis Philippe, o avo do Ceofc&
Paris.
Os principes d'Orleans receberia aw sjk
castello d'Eu a ordem da expulsio. Nie a ^e*-
rem receber em Paris, porque isso poderia mc la-
gar a serios e fatass conflictos entre os pnlifc
ros da monarchia e da repblica. O CeaieAr
Paris laucar um protesto e urna proclas*afjb&
Franca no dia em que fr expulso.
O principe Jeronymo Bonaparte antecipem a
lhe e j protestou.
Nao exacto que a Franca tencione Majar-
as Novas Hbridas. Em consequencia dos en-
tes morticinios all commettidos pelos utdifaaaa,
o governador da Nova Caledonia enviou iewzfaa
ilhas dous navios de guerra para proteger os fea
cezes; mas essa expedicio nio tem neusxn Sac
poltico.
Na sessio do Senado, do dia 5, o Maapax
d'Anglo Beaumamoir, da direita, fez nata m/mc
pellacao acerca da gendarmera, arguiade -
nistro da guerra de fazer dos gendarme*
eleitoraes.
O general Boulancrer justificou o seu pe.
ment, afSrmando o que tem recommendado i ff
darmeria : que se conserve fra da poltica, e
exercito que respeite a Repblica.
Em seguida toi approvada a ordem do da
e simples.
O projecto da commissio da Cmara dos Dela-
tados, que estatua a expulsio do territoria fran-
cez de todos os principes das casas que ttveawae
reinado em Franca, foi pela cmara rejeitade ar
314 votos contra 222, no dia 11, seguindo-se & <-
cussio da emenda Broubse, a que o rra alliar-se, e concebida nos seguate! ter-
mos :
' Art. 1. O territorio da Repblica e tiex in-
terdicto aos chefes das familias que tivereat i iiaa
do em Franca, e a seus herdeiroa directos a or-
dem de primogenitura.
Art. 2. E' autorisado o governo a interfietac
territorio da Repblica aos outros membros iataa
familias. A nter necio pronunciada per *
to do presidente da Repblica, lavrado em
lho de ministros.
Art. 3. Aquelle que, era vioUcio da lei, Br
centrado em Franca, na Algeria ou as el~
francezas, ser punido com a prisio de _
cinco annos. A' expiracio da pena ser cetttai-
do fronteira.
Os memOros das familias que tivereat tmmSm
na Franca nio poderao entrar nos exerotUs 4a*
trra e mar, nem exercer nenhuma funecii
ca nem mandato algum legislativo.
Os debates nada offereceram de novo
argumenros produzidos tribuna haviam mi*
pendidos perante a commissio, tanto peUe
tidarios da expulsio, como plos que a *
tiam inlimite, como pelos partidarios da
cima transenpta, como pela imprensa pen
O nico incidente que ainda assim, nio pNesar
tido --orno tacto inesperado, foi a declarar..** *
Sr. Freycinet, em resposta a um doa memore dk
direita, que lhe conteatava a asseveracie de conde de Paris pretender dar um carcter p*
tico sua reuniio do palacio Galliere, e nx^ttm
presidente do conselho dase :
Para nio se convencer do cor trario, ees. pre-
ciso nio ter recebido, como receb, as couirr.wrfi*-
coes dos representantes de varias poteaeia, ana
quaes o convite criara hesiteees. ____
O debate concluio-se no dia 12, sendo aparee*
. Io artigo por 315 votos contra 232, e o S~ peer
324 votos contra 235. ^^
Os restantes o a generalidade foram aoefcaaB
sem escrutinio.
O senado elegeu j a sua commissao especia^
para dar o parecer sobre a questio. Des ca-
bros cleitos 6, diz-se, sio contrarios expstfal%
apenas 3 favoraveis.
Comtudo espera se que a le ser adoptase, pe
senado aiada que por pequea maioria.
A discussio publica comecaria no da 22.
O correspondente parisiense do limes pabfc-
ca urna correspondencia relatando a sua eatreeat
com o conde de Pars.
Segundo ella, o conde aceitara, sem relaet**
a expulsao, partindo cora sua familia para legle
trra, onde se demorara pouco, aeguindo d'aiicax
Dinamarca e, fazendo pequea*estacos dartcasa
estacio calmosa, viria em fins de Outubre Par-
tugal. Deliberara nio fixar residencia i
no estrangeiro.
Emquanto os dnques de Chrartres e d A
residem em Franca aproveitando-se do U
que a lei lhes concede, com respeito ao aaqae ele
Alencen nio dizem palavra.
O principe Jeronymo Bonaparte partira para
estrangeiro sem mesmo esperar pelo voto de sa-
nado. T >
Depois de urna viagem pela Italia e Asearas,
seguira para a America a juntar-se a seu ejt-
do filho. ..
Emquanto ao principe Vctor filho primogasat
do principe Jeronymo e por isso comprebeafis
na disposicao legislativa de expulsio imoe*ts,
decidira retirar-se de Franca s depois _J"
peludo a sto. Esperaria pela ntimacie patosa
e 3ue os agentes e conduzssem ronteira.
Nio se indica ao certo onie fixaria a sua
dencia.
Dizem uns que em Londres, e suppoem
queem Brnxellas. .
A Patrie annuncia que o principe Vctor
clona receber os seus amigos no da imw
aquelle em que o senado votar a le de expuUao, *
que partir na mesma noite.
__ a0 di 21 comecou no senado a discussae ss
projecto da expulsio dos principes.
Sr. Julio Simn combaten o projecto dizeas
que nada justifica a expulsio; a repblica ter somonte dos seus proprios erros, porque pe-
rigo nio provm dos principes, mas sim da essa-
IBlllll. ,
O Sr. Clamargeran, da esquerda, trataale a
qaestio jurdicamente sustenta que o direito eeaa-
mum nio applicavel aos principes.
O Sr. Len Renault, pelo contrario^procurosas-
mons'rar que o direito commum tio appueawl
aos principes como aos outros cidadios.
A discussio continua.
Era difficil prever qual seria o voto defiairWs
do senado francez, no aeeumpto da expulsa* es
principes, e tambem o que podar arrancar-!*
momento critico essa torca que se chama a ae~
sidade poltica.
O primeiro impulso foi, como se sabe, de re
tencia deliberacio da cmara electiv*, ese
sentido elege i a commissio que tem de exaes*
o projecto enviado da outra cmara.
Seis membros, incluindo o relator, Sr. Berasgwt,
sio lhe hostis, e os tres restantes favoraveu.
D'onde se evidencia que maioria do *e
repugna simelhante medida e que, ae na so*
estiver a vara de encanto que faca deappareri
questio, de certo nio hesitar em sa
mgico instrumento.
O governo, pondo mira sem duvida ca sas
gravidede ao conflicto que se rece* entre
pos coilegislativos. tomm a imputante
cativa revolucio de nao fazer qutstio de gaaese
da approvacaj da lei na camajfc alt*- .
Entretanto, o Sr. de Fr-yeiet, com urna Ca-
rencia mais ou menos platojBca, pronunc*a
dia 17. perante a comuiisi/ respectiva, ua
curso de hora e me.a, exjfodo a 'etfm^
o aspecto poltico, de evijir o confl.cw parlaaMat-
tar e a urgencia dos moaarchicos. ^^
Calcou alguna dos pinto* desenvolvictos asa>-
cea-
ttftlffl I


Diaria de PernainbucoQuarta -fera 7 de Julho de 1880
-



corso que pronunciara na cmara dos deputado'B
e produsio, ao qoe lemos o'um telejjrasama, irapree-
so dos nimos.
A' juizo do Tempe o senado inclinar-ae-ha a
votar a lei de expulao se ella se modificasse do
sentida de qoe a applicacio, eir. ves de aerobriga-
soria e exccutiva desde logo, foase facultativa do
governo.
Nao est por tu advinha-se fcilmente a
impreusa radical.
Eaaa carrega naiiaamente sabr o senado,
ameacando-o.
Diz que se ella aoeopajie aoa deaejoo do pais e
da cmara na qmilito doe< principes, o republi-
canos da esqu"ravM vario toreados exigir a
reforma el?. conatitai? o e onauppreaso do senado.
Esta ameaca bastantoasente goeta ja, a forca de
repetida, nao ser por Tesitura agora' de todo em
todo innocente.
Terminon a greowde Decazeville, depois de ama
persistencia de 108 dias.
A companbia exploradora ceden por fim, mau
grado aeu, augeitaudo se a dar ura pequeo aug-
mento de salario, que Ibe fora indicado pelo de-
putado Laur.
O seu reaentiment >, porm, anda patente,
aluauK.u da aceitaco alguna greviatas, aob iutoia
pretextos. j
Os eliminaus continuarb a ser subsidiados at
encontrarem trabalho. pelas subscripcoes dos jor-
aes Intrantigent e Cri du Peuple.
A' cmara dos depntados franeeza foijdiatribui-
do o projeeto de lei orgnica militar a presentado
pelo Sr. Boulanger.
Este projeeto contato qnatro ttulos :
1- brigace militares doa cidados e ecruta-
raento do exercito ;
2- Readmiasio 4a otficiaea inferi; es ;
3- Orgaaviaa^&o do exercito e coaatituieo dos
uadroe ;
4- Promoco.
Blgica
Gracas aos excesa.a praticados pelos socialistas
en Charleroi, cous assentimento da extrema libe-
ral, o partido conservado- conaeguio de tal sorte
aanvdrontar os nimos e influir no^ voto da reno
vaoae de tnetade da representacio nacional, que
os liberaae perderam onze deputados.
E' possivel, ,-orm, que estes desastres tenham
apenas conaequencias paasageiras, e faca unir os
liberaea hoje divididos em doua grupos.
A situacaoda Blgica muito melindrosa. Pais
fabril e imdoatrial, mas nao tco, nem sempre pode
reetar cotn vantagem contra as industrias que
dispondo de grandes capitaes conseguem dispen-
sar o braco, que canea e produz pouco, e empre-
gam as machinas poderossimas que nao Daram
nem se fatigam. D'ahi resulta que o salario tem
de soffrer as consequencias de urna concurrencia
desproporcionada em cuja lucta tem de suecumbir,
visto que elle anteB de ter patria teve necesida-
des, e nao esa reaolvido a sacrificar nenhuma
d'ellas em benefieio da bandeira.
Emqnanto o grande industrial belga poude pa-
gar bem, o operario viveu tranquillo, e naa condi-
ceee de satiafazer nao s as necesskiades impres-
cindiveis, como podendo crear outras de que nao
quer doafazer-ee agora ; d'ahi a aggravaco espe-
ci 1 na Btigica da crise geral industrial.
Todos alli i sentem, todos lhe aoffrem as conse-
qoenciaa, os patrea abriram j os aeua livros com-
merciaes ao publico provaram a evidencia que
nao s Ibes imposEivel augmentar os salarios,
como nac podem conservar os actuaea, cumpria
que o operario se compenetrasse d'esta verdade e
sacrificasae em pouco das suas exigencias, maa in-
felizmente, at hj', ou anda iiinguein os quiz
convencer d'isso, ouelles nao teem querido conven-
cer-ae.
Em presenca da teimosia violenta dos operarios,
eontra o a quats j foi preciso empregar a repres-
sao mo armada, da impossibilidade econmica
em que se acham os patrea de esolverem a crise,
e da impotencia da poltica para traz r una e ou
ta a una accordo, a maioria do eleitorado velveu
os ulboa para o cu econvencida que a ura gran-
de derramamento de doutrina religiosa e de mxi-
ma christis po leria salvar a Blgica, prestes a
deepenhar-se n'uma revolucio social cujas conee-
qacias lhe podem aor fataea, principalmente
ando ao visinha da Allemanhavotou nos can-
didatos do partido catholico, daudo gacho de causa
asa conservadores ontra Firerban.
A cidade de Gaud acaba, com a sua eleicio de
firmar por maia dous annos, pelo menos, no poder
a> pulit ca reaccionaria.
Oxal que a forca de querer levar a Blgica
para o cu. a tal politicu, a nao leve para an-
iKxaeao.
Dizem de Gand a 10, que depois ds eleico tio
deefavoravel ao partido liberal; mbeutaram des-
ordena Da cidade. A partir das oito horas comecou
a manifestar sv grande effervesoenoia na cidade.
Na praca de armas foram disparados alguns ti
roe ficando 'nuitas pessoas feridaa.
jrani-ee tambem motins nos eatabelecimentoa
catholicos.
A polica foi repellido, mas com o auxilio de
urna companbia da guarda cvica conseguio occu
par o collegio- Na praca de Calandra, a guarda
cvica foi obrigada a carregar contra a multidio.
Muitos bandos percorreram as ras cantando a
Martellina.
A's onze horas da noite, a polica dispersou nu-
merosos ajuntamentoa tumultuosos. A gendar-
mera guardou toda a noite os conventos e outros
eatabelecimentoa elericaee.
Effectuaram- ae no da8 as eleicoea para a re-
novaeo dainetade di cmara dos representantes.
O oomero dos depatados que sahiam, era de 69,
dos tjuaes 49 liberaea e 20 clericaes. Ao contra -
rio das previaoea, oa libanes nao gauharam ca
deira alguma, pelo contrario perderam 11; 8 un
Gand, 2 em Wareaunes, e 1 em Charleroi. Ha
ver detmpate para 5 i leices.
A cmara legislativa que tinha at aqu 86 cle-
ricaes e 52 liberaea, ficar tendo provavelmente
depois daa eleicoea de desempate, 97 clericaes e
41 liberaea, de sorte que a persistencia dos cleri-
caes no poder pa.ece asaegurada por a naos, a me
noa que nao surjam acontcimentoa impreviatoe
Este resultado daa eleicoea tem produzido pro-
funda impressao as classes populares de certas
circumscripcoes especialmente Charleroi a Warennea.
lleceiavam-se couflictos.
Effectivamente a renovacao da cmara dos di-
putados na Blgica nao foi tavoravel ao partido
liberal. Este limitara-se a conservar as suas po-
sicoes, defendendo-as do asaalto das for9as clei-
caes, qua pretendiam conqustalas, e em muitos
pontos de feito as conquistaran!.
Em Gand oa uito deputados liberaea aujetos
reeleiflo foram derrotados. Em Charleroi um de
putado liberal foi substituido por um reacciona
ro ; o mesmo acouteceu a dous em Werannes.
Quer ist > dizer que o governo tem maia onze
votos na cmara, e a opposicao oaze a menos. O
clericalismo reforca a sua posifo parlamentar.
E o peor que simiihante triumpho pode desva-
rar o gabinete Bacrnaert e induzil-o a per de
banda a poltica moderada qae at hoje tem segu
do, para entrar na poltica de combate, sconselnado
por dous hornera influentes do partido catholico,
Jacob e Wotsthe.
As eleicoea effectuaram-ae em qaatro provincias
Lige, Hainaut, Plandres Oriental e Limburgo.
as duaa primeiras todos os deputados eram libe-
raos, 4 excepeo de Vtrviera, onde havia um ca-
tholico. as duaa restantes os representantes
eram todos catholicos aexvepco de Gand, que da va
sempre oita jiberaes.
Os candidatos catholicos foram todos eleitos ;
nem mesmo a eleico lhes era disputada. Outro
tanto nao acontece aoa liberaea, que tiveram de
sustentar urna campanha formidavel contra oa cle-
ricaes, campanba quesea em resultado a victoria
doa ltimos em onze circamocripcea.
F' provavel que oa disturbios anarchiatea de
Gand e Charleroi concorram para os que os eleito-
res ae voltasaem para os candidatos da ordem e da
autoridade. E' quasi sempre aaaim. Os conser-
vadores nao se eaquecem nunca de evocar o espec-
tro revolucionario para intimidaren! oa pacatos e
oa que teem que perder. D aorte que os amotina-
dores de Gand e Charleroi, em vez de favorece-
rem a caasa da liberdade e dos aperfeicoamentos
aociaes, ao conaeguiram despertar a reac$ao e con-
correr pao sea triumpho E' d'eat'arte que os
exaltados compromettem e aacrieam as melhores
causas. A situaco do partido liberal na Blgica
tica sendo critica. O governo catholico tinha at
aqu 34 votos Ae maioria na cmara ; fica tendo
agora o E' Ojiufficiente para ae manter anda
alem da renovaftlf de 1888, qualqaer que seja o
resultado d'eata.
Emquante a lei leitoral fr a meama e o part
do liberal eativer disidido,' as elaicoes bao de dar
maitas vezea reaaitaooa como aquel lea.
Em Gand, Verviera a Boiguiea dava-se at agora
aeaao, antea da eleieiU. de aerea catholicos oa
senadores e libe'aea oa dapatadoa.
O eenao exigido noa elettorea eenatoriaea au-
perior ao doa outros eleitosaa, e nao admira por-
itido
tanto, que o voto d'aquellea aeja dado em se
maia conservador. __ ._
O meo, que ha, por ventura de remediar oa m-
couvenicutes que se do em deavantagea do par-
tido liberal, alargar o direito de voto, baixando
o censo, un versal eando o auflragio. Maa para
ato neceaaaro reformar o artigo da conatituioao,
que fixa o cenao eleitoral.
O miniaterio Frxo Orbom commetteu talvez um
erro poltico em nao tar sasprehendido tal reforma
qoando avaJavaofoa-da do partido, os radicies, a
reclama. .____.
Alegawam ontao oa liberaea ajee a extooaa
de aufraaajio asria ea proreito do clericajamo,
parque dara- o direito de veto ia oteases o* '
ignorante qra o clero dirige e doaina. Foi eeae
por ventora o erro. Por nao ter querido hw
reorma,>mtedo dolercalisnio, eenao antea <-
radicalismo, deixou sea roto orna porc^o naaerosa
da popjlaoio ooereria, que peto anffragio nniver-
aal pode influir muitiasimo noa deatinoa polticos
de um paiz industrial, como a Blgica, e que, t
com muita raras excepces, deixa de seguir a eor-
rente liberal e progresaita.
Tendem a estabelectr-se nos povos modernos
duas opinies, perfeitamente oppostaB urna a outra,
nos done petes da poltica. A atoia media vai
perdendo consistencia, e as correntea populares
dirigem-se para oa extremoe.
Na Blgica ganham terreno oa reaccionarios e
oa radicaea e perdtm-n'o os doutrinarios, oa mode
radoa. Outro tanto aconteceu naa ultimas elei-
coes em Franca e na Italia. O mesmo aeontecera
tambem na Inglaterra, e a divisao doptrtido libe-
ral e j o prenuncio d'iaao.
0 liberaliimo na Blgica nao tem, pois, outro
meio, se quer resistir i reaccao triumphante, senao
reconciliar-se com o grupo radical e abracar o
programmade reforma que all reclama.
Acentua-ae de novo o movimento grevista.
Constituiram-se em grve oa mineros de Dam-
preny para onde foram expedidas forcas de ca-
vallara bem como para Charleroi.
Italia
Abri se no da 10 o parlamento italiano.
O discurso da corfla enumera as reformas re-
commendadaa noexame da repreaentaconaeonal,
manifeata a aolicitude do governo pelas classes
operaras ; anouncia que o orcamento ser apre-
aentado em perfeito equilibrio ; recommenda varias
providencias tendentea a augmentar a 80iidez do
exercito e da marinha ; e conclue dizendo que a
Italia nao pode encontrar obetaculos nos seu ca-
minho, nem tem que receiar pergoa, porque as
suas relagoes com todas as potencias nao sa so
amigavea maa t-imbem cordial isaimaa.
NJ3 ha anda um quadro exacto da composcao
da nova cmara italiana! Oa adversarios do ga
binte pretendem que ficarlo em minora de 15
votoa, ao paaso que os ininiateriaea avaliam a
maioria do Sr Oeprvtis em 90 vetoa. E' certo, en-
tretanto, que a peutarebia perdeu terreno e que o
partido conaervador s ordena db 8r. Mnghett, ae
elevou de 100 deputados 169.
Em attencao ao jogo das instituicoes parlamen-
tares, o presidente de ministros v-se forcudo a in
clinar-e direita e a dar lugar no gabinete aos
amigos do Sr. Minghotti.
Deve oobretudo ter em cuita as tendencias fi-
nanceiraa e economicaa desta tracfo, que, em re-
centes debatea aobre o mpoeto de moagem, sobre
a perequacao, sobre a convenci relativa aos ca-
minos de ferro, representa esaencialmente oa la-
terea8ea nr norte da Italia; iato das provincias
induatriaes, cimmerciaes e ricas, em opposicao ao
sul, que agrcola e pobre.
N-tieias de Caanla, datadas de 8, dio por ter-
minada a crupeo.
A .'lava eatava completamente aolidificada, e oa
habitantea de Nicoloai voltavam para suas casas.
Continuavam, porm, os tremores de trra em toda
a rego do Etna. Tem aido causa de muitos de-
bates o noine que ha do dar-se ao novo pico forma-
do pela rupcao : a gente de Nicolosl pede que se
chame Diumed, appellido do arcebiepo, cujoa hu-
manitarios servicos lhe graugeram a maior vene-
raclo do povo.
Prximo de Campabello, na Sicilia, desabou urna
somatara, sepultando 80 tribalhadorea, doa quaes
foram salvos 14; mas pouco depois incendou-se
a aolfatara e fumo nao deixou continuar o salva-
mento.
Cont.iuava o cholera a dizimar a populaco de
Veneza, na proporcao de 13 bitos para 21 casos.
O rei Humberto abri no dia 10, em orna, a
16* legislatura do parlamento italiano. A falla do
throno enumera abundancia de projectes de lei de
utilidade pratica e entre elles a revisao do cdigo
penal, a raorganisaca > do ensino profissionai su-
perior e alguna projectos a favor da clasae opera-
ra. O estado econmico geral da Italia satisfac
toriodiz o discurso roale o orcamentu vai ser
apreseutado em perfeito equilibrio.
Recommeuda ae s cmaras que examinem com
cuidado e diligencia as medidas elaboradas pelo
governo no in'uito de accrescentar a solidez e a
forca do'exercito o da marinha; registra-ae que aa
relacoea da Italia com todas as potencias sao nao
gmente amigavea senao tambem muito cordiaes,
e tem se como feliz a sahida do conflicto grego-
turco. O niaaao digna de reparo. Porque nao ha-
vena alla8o, pasaageira que tosse, nem a poltica
colonial, nem accordo especial da Italia com a tr-
plice alliaBC/a ?
Ser que taes asaumptos escaldem ?
Dizem de Roma que as oppoair/oes pensam.
contrariamente ao? uaos parlamentares da Italia,
em discutir agora a respoata ao discurso da cora.
Accreacenta-se que os principaes pontos combati-
dos a-rio o eatabeleoimeuto de urna colonia no
Mar Verinelho c a intervencjlo da Italia contra a
Grecia.
Sania S
O papa Leao XIII, que nem sempre est con-
tente cora a Franca,enteadeu que deva reatar re-
lacoea directas entre o governo chinez e a Santa
S, afim de proteger aa commundadea catholcaa
establecidas na China, proteccao que at ao pre-
sente pertrncia ao governo francs. Sentindo, po-
rm, que a protecc&o do Vaticano nao podia ir
muito longe, sua aan:idade tacteou o gabinete de
Pana afim de concluir um convenio em virtude do
qual o nuncio pontificia! em Pekn nao se apassa-
ria dos privilegios protectores da Franca que exer-
ce em todas as miasoea catholcaa da China sem
diatinccao de nac onalidade.
Mas a China protestou, e nao quer que sejam
diminuidas as attribuicoes do representante que o
papa deaeja enviar-lhe. E' um bello jogo : a Chi-
na antes ae quer ver com um nuncio que com urna
embaixada lranceza.
Inglaterra
O projeeto de le aobre o porto de armas na Ir-
lauda entrn de novo em discuaaao na Cmara dos
Communs.
Oa deputadoa irlandezea combateram o projeeto,
collocando se aob o ponto de vista dos districtos
orangiatas, porque segundo elles, o deaarmamento
nlo poder ser applicado com imparciahdade em
Dater, visto que o conselho privado da Irlanda
quasi inteiramente composto de orangistas. Estes
teem especialmente insistido para que o governo
assegure que a lei ser appliaada com imparciali-
dade. Em nome do gabinete, o Sr. Morley tran-
quill80u oa parneliatas e diaae que a governo aa-
ber proceder com toda a energa em caso de ne-
ceaaidade. Apeaar d'eata respoata aaaa vaga, o
projeeto fui approvado e a dora^o da aui applca-
Um doa aconteeimentoa recentea maia impor-
tantes foi a reunio doa dflputadca liberaea convo -
cada para o Foreign Office pelo Sr. Gladatone, e
qua! asaietiram maia de 200 deputadoa. O resumo
do discurso prenunciado n'easa reunio pelo pri-
ineiro ministro, nao permitte apreciar a importan-
cia daa modficacoea que o Sr. Gladatone conta n-
tuduzir no bul irlaude. No emtanto parece certo
qae o governo eatava disposto a consentir a ad-
misso no parlamento do imperio aos deputados ir-
landeses para a discussio dos impostas relativos
Irlanda e das questdes de intereaae imperial, ou
das qaestoea reaervadaa.
O Sr. Gladatone, porm, pedio a votacao de MU
em segunda leitura, e a depois qae o bil seria
completamente transformado. Por conaequencia o
governo a poderia apresental-o sob a aua nova
forma durante a sesaio do coatume.
Oa radicaea reuuiram-se aob a presidencia do
Sr. Chambeilain ; mas a deliberaco definitiva se-
ria adiada at se conhecer completamente a natu-
resa das concessoes annunciadas.
Na sessao nocturna de 7, o biU do kome rull
irlanda foi combatido na Cmara dos Communs
palo Sr. Goschen e defendido pelo Sr. farnell, o
qual dase que a Irlanda o aceita equitativa e fran-
camente. Declarou maia que ha duas alternativas,
oa a lei repreaaiva proposta pelo Marque* de 8a-
liaoury, ou o biU actual, que importa um tratado de
pac e ama aolucao duradonra.
O Sr. Michael Hicka Beah tambem impugaou
calotossjnente o bil. Em aeguida falluu o Sr.
Gladatone, que o defendeu coa energa.
Afinal a Cmara doa Coamana rejeitoa, em se-
gunda leitura, o bil por 311 votos contra 311.
Depois d'eata votacao, a Cmara, por propoata
do Sr. Gladatone, auspendeu aa auaa sesaoea at ao
dia 10- ... .
Como o numero doa votoa quo rejeitaram o bul
foi alm do qae ae previa, con eu desde logo qae o
miniaterio Gladatone ia demittr-ae, comquanto
a linguagem do Daily News nao confirmaase aquelle
boato. O gabinete reuaio-se eu conaelho no dia 8
para examinar a situacao.
Outro boato deade logo ae eapalhou em Londres
e foi o de qoe o parlamento seria dissolvdo.
A tvjeig&o do bul relativo ao Home rule fot
acolhido com grande enthusiasmo no norte da Ir-
landa:- A noticia foi traamittida de Londonderry a
cidade vitinha por roco de foguetea. O resul-
tado toa immediataucnt conhecido na maior parte
ido Ulster.
Os uaastvadorea formavam cortejes; toearam
sauscaa aipeeiaea que indicavam a ana doiacacio
** governo e dorara vivas rainha e a ooostitui
co.
Houve grandea demonstracoea de jubilo em Lon-
donderry ; repiearaa os ainoa da catbcdral e troou
o canho. Em Sargab tambem toearam oa ainoa-
Os nacionalistas formaran) grupos e provocaram
desordena; mas a polica conseguio evitar oa con-
flictos.
Em Dublin e Cork era grande o desanimo.
Desde o da 8 qae os partidos ae csto organi-
sando na espectativa da6 eleicoea geraes.
N'uma reunio a qae presidio o Sr. Cbamber-
lain, ficou decidida a formacab de urna nova unio
radical, tendo por sede Birmingham. O sea fim
era provocar ura movimento em favor da autono-
ma local da Inglaterra, da Escossia, do pais de
Gallea e da Irlanda, aob a autoridade do parla-
mento imperial.
Na reunio do Club dos Oitenta, o Sr. Morley
affirmou a reaoloco em que esto o Sj. Gladatone
e os liberaea que lhes fiearam fiis de continuar
enrgicamente a aua poltica irlandesa, quer cou-
tinaem no poder, quer voltem para a oppoaicao.
Consta que os parneliatas tencionam realisar
brevemente em Dublin um mee'.ing para expreaaa-
rem o aeu reconhecimento ao Sr. Gladatone.
N'eaae meeting tratar-seha do projeeto de se er-
gaer ama estatua ao grande estadista n'uma das
prsa3 de Dublin.
Effectivamente o ministerio decidi pedir rain-
ha a ditsolucao do parlamento.
No dia 10 o.Conde de Kimberley confirmon
Cmara dos Loids ter a raiuha consentido na
dissolacao ds parlamento; effectuando-se dissolu
cao logo que estiveasem despachados os negocios
cerrentes.
Outro membro do governo tea Cmara doa
Communs declaracao anloga.
L >rd Argyll pedio amara alta o adiamanto
da sessao para elle criticar esta sbita dissolucSo
do parlamento sem explicaces do governo. A
mocao de lord Argyll foi adiada para a sessao
de 17.
Prosegniam os tumultos em Belfast; no hoa-
pital entraram 16 feridoa, ficando am hemem morto.
No da seguinte (11) repetiram se as manifesta-
cea em Belfaat, mas aera cffuaoo de aangue.
Com efieito, a noticia da derrota de Gladatone
na Cmara doa Communs causn profunda impres-
sao em toda a Irlanda.
As autoridades adoptaram precaucoea ao chega
rcm oa primeiroa telegrammaa, sendo as roas guar
dadas por patrulhas de polica armadas. Apezar
d'isao, oa irlandezea orgaaiaaram iiumediatamente
raanitestacods contra os conaervadorea e a favor de
Gladatone e do r?oae rule.
A cogitafo foi crescendo de tal modo que, j
em alguna pontos houve serio motn. Em Belfast,
Aroiagh e Surgan toaaram os tumultos maiores
proporooes. Em Belf>at, a polica foi obrigada a
fazer varias descargas para dsaolvor oa grupoa
doa amotinados, que se apreseatavam em attitude
de resistencia, apezar de nao eatarem preparados
senao para urna simples manifestaco.
Nacionalistas (irlandezea autonomistas) e cosa-
listas (amigos do dominio inglez) chegaram a vas
de facto em Armagh. A luta durou algumas ho-
ras naa ras sem que nenhum dos dois bandoa
codease e sem que aa forca8 da polica coosguia-
aem dominar a situacao. Houve quatro mortos e
muito feridos.
Recciava-se que iato foaae o primeiro paaso de
um movimento garal, se o parlamento nao foaae
immediatamente dissolvdo.
Oa disturbios produzirain grande mpreseo e
fra de- duvida que esta attitude dos irlandezea
influir no animo dos polticos e no resultado das
eleicoea.
Quaoto dissolacao annunciada pelo governo s
duaa casas do parlamenta certo que depois de
varias conferencias colebradas por air Hainy Pan-
aonby, secretario da rainha, com alguns dos che-
fes polticos, S. M. aanccionou o decreto firmado
pelo Sr. Gladatone, declarando diaaolvido o parla-
mento.
Affinna-se que, antea de firmar o decreto da
dissolucSo, a rainha consultara o marquez de Har-
tington, perguutaodo-lhe se esteva diaposto a for-
mar gabinete.
O ebefe doa liberaea unionistas, porm, mostrou-
se pouco dispoato a propoata.
Lord Roaebery, ministro do Foreign-Office, par-
ti para o castalio de Balmoral, na Escoaaia, onde
est agora residindo temporariamente a ainha.
A excitaco que reinava, na data das ultimas
noticias, na cidade de Londres, era enorme e em
igual estado se encontravam as provincias.
Os liberaea partidarioa de Gladatone moatraram -
ae seguros no triumpho eleitoral. Affirmam nao
s que a Irlanda, mas at a grande maioria da
Escoaaia votar com elles.
O chefe do gabinete, o Sr. Gladatone, tem rece-
bido innmeras manifestacea de adaeso.
Noa duba, especialmente no Nacional e no Cari-
toa, a concurrencia e a excltaoao eram extraordi-
narias.
Perdida pois a partida no parlamento, de pre-
sumir que o Sr. Gladatone e os seus amigos po-
lticos envidem todos oa aforeos para que na
grande batalha eleitoral hajade triumphar o sym
patbico penaamento que tende a fazer da Irlanda
urna irm da Inglaterra, em vez de ser d'ella uaa
simples vassaila.
Por 30 votos foi rejeit .do O famoso iiii. Mi-
lhoes d'ellea virio na prxima campanha deca
rar-se pelo generoso pensamento iniciado pelo
grande estadista.
A diaaoluco Ja cmara da Inglaterra foi ada -
da pela necessidade indeclinavel de approvar urna
parte do orcamento, nos ltimos das de Junho.
Aa eleicoea geraes celebrar-se-ho acaso em
Julho, e a nova cmara ser coavocada ou para
Agosto ou para o ontono, como prefere aem duvi-
da o gabinete, deaejoso de fruir alguns mezes de um
governo iodiaputado. Os partidos preparam-se
esde j para entrar em campanha, eo Sr. Glada-
tone, em posse de urna saude d ferro, ao que ae
affirma, deveria abrir o fogo por um manifest
aoa aeua eleitores de Midlothian, na Escossia, e ao
pais.
Ao coat ario do que ae esperava, o chefe dos
radicaea diaaidentes antecipou-selhe laucando
importantes declaraces em manifest aos aeua
eleitores de Bermingham-Ouest.
Adverte -ae em priraeiro lugar que, assim na
Irlanda como em toda a parte, a atricta applica-
c. j da lei commum nao pode ser considerada po-
ltica de coerci, mas um dever de todo o governo
civlisado.
Pede era seguida que aa reformas polticas que,
v gundo elle, devetn ser concedidas Irlanda, isto
, um largo ayatema de adminiatraco local e a
creacao de urna legislatura particular, sujam ap-
plicaveis tambem da o itras partea do Reino Uni-
d::, Inglaterra, i Eacoaaii, e ao paiz de Galles.
E' clara a intencao do Sr. Ch imb.trlain, que ae
eatorfa era auppnmir a qu-stao irl ;ndeza, tornan-
do o programraa de reformas extensivo a toda a
liri-Bretanha.
Oa irlandezea teriam de obedecer aa lea agra-
rias como oa deraaia cidadioa ir.glezes.
Nem iuatituicoea polticas especaea, nem par-
lamento automano, maa aimplesmente urna dieta
provincial, anloga a urna outra a crear em Edim-
burgo e ambas submettidas, noa asaumptos impor-
tan tea, ao parlamento impe.al. Este progrmate
que muito hbil, teade a cimentar o accordo de
todos oa uniomatas.
O primeiro mini&tro nao tardou, depois d'iato,
em expdr as suas ideas, qae sao as de ae Jipre.
A queatao da Irlanda grave, e precao optar
por urna poltica de repreaao ou por deixar que
a llha Verde ae adminiatre a ai meamo. Opta elle
pela aegunda porque aaaim se conaolida o imperio
e salva a honra da Gri Bretanha.
Aununcia ae que far em breve um gyro eleito-
ral pela Eacoaaia, onde pronunciar muitos dis-
cursos. E' de esperar que lord Hartington 'he
responda em nome dos unionistas puros o lord Sa-
lyabury em noma dos conservadores. Oa radicaea
j ae explicaran), .como ae vio no manifest do
chefe o Sr. Chamberlain.
Oa toriee proteataram ltimamente, na cmara
doa torda, contra a allegaco do Sr. ParnII, se-
gundo a qual am miniatro conaervador lhe promet-
-
iera em tempo urna cmara automana com poderes
maia exteaaaa que aa oucedidae pelo Sr. Gladato-
ne. e lord Carnarvon, a quem a opinio publ:ca
indigitava, declarou que nao tivera com o Sr. Par-
nell mata que urna conversa particular, na qual
nio ae pronunciou urna nica paUvra que preju-
dicasse unio da Irlanda com a Inglaterra.
Comecou poia a campanua eleitoral na Gr-Bre-
tanha.
Oa chefes doa varios grupos promjvem mee-
tinga e cada qual ae propSe a faaer viugar oa ssua
planos.
A poltica do Sr. Gladatone tem sido apoteda
m varias reunidos efaaetaadaa em Cheltealaaa
Balth e outr>s sitios.
^mn manifest publicado: pala Sr. Trevelyaa,
que aeproooe adeputad declara-elle que o pro-
jeeto a Home rule nio-ha de afer adoptado' aem
que aajlMompletamenterpelo da compra oe trras.
Ora aojas-, este implica eorteea encargos para os
eoufribuintee daGri-Bfetariba, e como elle ni
depoaita confianca alguma noa parneliatas, o Sr.
Trcvelyan declara-se oppoato aoa projectos do Sr.
Gladatone.
O Teeesnau's Journal assegura que oa orangia-
taa irlandezea continuara a receber municoes de
Em Belfaat cesaaram os motins e os conflictos ;
o estado de excitaco dos espirites comtudo,
grande. A guarnico foi triplicada e a cidade oc-
eupada militarmente. Preaume-ae que ae proclama-
ra o estado de sitio em alguns diatrctoa do norte
da Irlanda, caao os conflictos irrompam de novo.
O Sr. Parnell partir para a Irlanda, onde
pronunciar dona discursos, um em Dublin e ou-
tro em Cork.
0 Sr Gladatone acaba de dirigir aoa seus elei-
tores de Midlethian un manifest, no qual, de-
soa de expor aa razSea que forcaram o gover-
no a aconaelhar rainha a diaaoluco do parla-
mento, ae exprime noa aeguintea termos :
Senborca.Entre aa vantagens qae devam
resultar, na minha opinio, da nosta poltica, ci-
tarei as se^uintea :
> Conaoldacio da unidade do imperio e accrea-
cimo do aeu poder ;
Termo de constantes perdas gravea e affron-
tosaa para o thesoaro publico ;
" Dcaapparecment de feudos mi'uos na Ir-
lauda e desenvolv ment doa seus recursos, desen-
volvimento que a experiencia tem j provado, e
qoe a conseqoenca de um governo regular e
livre ;
DesApparecimento de um estigma com res-
peito Irlanda e que mancha, de ha tempos ira-
memoriaes, o renome da honra da Gri-Bretanba
aos olbos de todo o mando civlisado ;
E, finalmente, a restituicio ao parlamento da
aoa dignidade, da aua liberdade de aeco, e a
marcha regular dos negocios do pan.
Pre8eutmente, aeuhores, a primeira pergun-
a que vos dirijo a segninte :
Como deve a Irlanda ser goveroada ?
* Esta pergunta traz como consequeucia fatal
ea'a outra :
Como a Inglaterra e a Eacossia devem ser
governadas?
Sabis at quo ponto, especialmente ha seis
annos, a marcha dos negocios tem sido entrava-
da em Inglaterra c na Escossia, e como o voaso
parlamento tem aido desacreditado e redusido
impaciencia. E' que oa nacionalistas formavam
outr'ora urna psquena minora de deputados ir-
landezea, aem outro apoio que nio foase de alguns
deputados nao irlandezea
Actualmente, aio quaai noventa, e tem o di-
reito de dizer r
Fallamos em nome da naci irlandeza. >
Neste aasumpto mpossivel adoptar-se meaa
medidas. Oa deputadoa irlandezea taem por elles
a forca do numero, a forca que lhes d o apoio,
que concentrara em Inglaterra, pois que 313 vezea
votaram a aeu favor.
Teem alera disso a aeu favor esta forja su-
perior a todas aa ontra8 :o direito.
Nos. aenhorea, fizemoa tudo quanto devia-
moa. E" a vos, aoa eleitores deate paiz, que coa-
pete l ctualmente pronunciar-ee. Poasais ver cla-
ro no futuro, e ter a energa de repudiar o mal
para escolher o bem.
Tenho a honra de ser, eenhores, vosso fide-
lissuno e mni recoahecido servidor W. E. Glads
tone.
Lord Chorchlll pablicou o seu manifest eleito-
ral, que urna violen'isaima objurgatoria contra
a Inglaterra conjura os eleitorea a repellir a
absurda autocracia de am velbo que eet dea-
truindo a unidade do imperio britanuico.
A cmara doa lorda approvou em aegunda
leitura o bil modificando os direito8 de entrada
doa vinhoa em Inglaterra.
tllemanha
Ha muito que os jornaea eatraugeiroa dio noti
cia de varios locommodoa de aaudade do r-i da
Baviera, que lbe pertarbaram principalmente o
cerebro. A mana da msica do futuro e as suas
phantasias de imitar o fausto de Luis XIV, mos-
travam bem o estado de entermidade daqueees-
pirito.
ltimamente a situacao do rei Luiz tornaoa-se
difficilima, porque as dividas que contrabira por
cansa doa aeua desvarios desacreditaram-no por
tal forma, que nao havia quera lhe fias se qualqaer
objecto, por insignificante que foase o seu valor.
Afinal resol ren-ae o governo da Baviera a adop-
tar um remedio violento para oppr s extrava-
gancias do re Luiz.
A Qazeta Universal annunciava 10, com gran-
de sentimento que, segundero parecer unnime das
autoridades medicas consultadas, urna grave en
fermidade torna por muito tempo o re Luiz inca-
paz de reinar; provavel que o principe Luitpjl-
do tome immedtatamente conta da regencia, e
para isso vio ser convocadas as cmaras.
De Munich participaram no mesmo dia que es
tava publicada a proclamado do principa Luit-
poldo, annunciando que assnme a regeneia do rei-
nado em conaequencia da grave eufermidade do
rei.
O rei Luiz tealo sido avisado secretamente da'
chegada da commisaao medica que o ia examinar,
mandou prendel-a pelos criados do Conde de Hol-
natetu, e fez guardar pelos gendarmes n palacio
da sua residencia en Hohen-Scbrangen.
As cmaras bavaras deviam reunir-se logo
depois do Espirito Santo, que este anuo cahio (3
de Junho. Parece que teria ento proclamada a
regencia do principe Leopoldo.
Ha cerca de um nez que as serraras, que o
principe de Bismarck possuia em Friederichsmhe,
foram completamente destruidas por um violento
incendio. Ago-a tamben foi devorada pelaa cha-
mas a grande fabrica de papel, que o chanceller
posaue perto de Varzim.
Estes dous sinistroa sao attnbuidos aoa 8 ba-
listas, irritados palas novas medidas coercitivas,
tomadas contra elles pelo principe de Bismarck
Em Berlim foram no mez de Maio dissolvidas
pela polica 47 reumoes publicas.
O principe de Bismarck contina seguindo a
poltica inaugurada depois da paz de Francfort,
que consiste em nio se mostrar hostil forma re-
publicana que a Franca quis dar ao aeu governo.
Por mais de urna vez se tem apresentado occasiio
em que a Allemanha monarchica poderia mostrar
sympatbiaa pelo reatabelecimenta da monarchia
em Franja.
Porm, o chanceller segu outro rumo e dexa
desenvolver as colisas do pais viaiubo sem lhe op-
pr embaraco algum. Ainda ni eaqueceu a ae-
veridade com que perseguio o embaixador allemao,
Conde de Arniu, quando este, em 1874, prestou a
aua coadjuvacio ao eatabeleeimento da realeza de
Henrique V. Actualmente, o govorno allemao
ainda nio mudou de sentimentos, e por iaao que
ae moatra inteiramente fro e reaervado com a ex-
pulaio doa principes franceses.
Correu que a Russia chamara o seu embaixador,
se os principes chegasaem a ser definitivamente
expulaoa do territorio da repblica. A imprensa
oifieioaa allemi affirma quo falso, por parte da
Ailem inha, com certeza que o embaixador nao se-
r chamado, pois a sorte dos pretendentes france
zes pouco interesan ao governo.
Oa allemiea eatao bastante contentes com a re-
publica em Franca, porque entendem que a ni-
ca forma de governo cornpativel com a vontade
daquelle paiz, e qua Ih -a garantir a contiuuacao
da paz.
O principe de Biamarck sabe muito bem que
qualquer principe francez que coaseguiaae apode-
rar-ae do throno doa seus maiores, tratara logo
do pr >mover a guerra contra a Allemanha para ae
manter no throno. ira, o priucipo de Biamarck e
mais anda o velho imperador Gailherme, querem
a paz para a Allemanha, a qual tio necessaria lhe
, e poi iaao que apoiam todo e qualquer gover-
no em Franca que lhes pareca pacifico.
Os jornaea allemiea coramentam favoravel-
mente a publicacao, no Monitor do Sitado, da no-
va lei religiosa. E emquanto aos jornaea estran
geiros, jujgam uai facto importante querer < o Sr,
de Biamarck promulgar a lei sem se oftender com
a attitude des catholicos na qnostao doa projectos
contra oa polaoos e por occasiio da discuaaao do
decreto obrigando a pedir pora aa reunise pu-
blicas, urna autorisacio preambular.
O Temps accrescenta: Por estas conceasoes
pode medir-ae a importancia que o chanceller at-
tribue ao reatabalesimento da pas com Roma, e
pode-se deade j admittir que elle attingir um
fim, pelo qual est prompto a esquecer as injurias
recebidaa.
A sommissao do parlamento prussiano rejeitou
o projeeto do imposto aobre o alcool no dia 4.
O imperador Guilherms jantou na embaixada da
Russia com o Conde Sohonraloff. Este facto leva
a crr que se detofiseram todas aa novena entre a
Allemanha e a Russia
a -I era
Um edital do director da polica da Baviera, an-
nunciava quo no dia 13 de Junho, pelaa 6 horaa
da tarde, o rei paaseando no panpe de Berg, ae
precipitara no lago de Stanberg o qae o seu medi-
co raorreu igualmente buscando sal val o.
Julgado demente por urna junta de mdicos, o
rei Luiz da Baviera fra poneos diaa antea, julga-
do incapaz de continuar a reinar, eatabalecendo-ae
por iaao a regencia aob o principe Luitpold, aeu
tio.
O re tentn realatir ; porm abandonado de to -
doa, e auppe-ae meamo que condemnado aquella
aorte pelo principe de Bismarck, que ae esforzara
por nio permittr a realisacao de um contracto,
preatea a realiaar-ae entre elle e oa Orleaaa, para
o pagamento daa auaa dividascontracto que da-
ra em resultado, no entender do chanceller alle-
mao, intervencio doa Orleana na poltica exte-
rior do Imperio teve de acceitar a tutells, aem
comtudo ae reaignar.
Sob pretexta de salubrdade, fra transferido
para o caatello de Berg, onde encontrara o seu
trgico fim.
Luis da Baviera naseeu em 1845, e auccedeu a
aeu pai 3 1864. O principe Othon, aeu irmio,
julgado demente, ha annos, e por iaeo guardado
vista n'um caatello, foi proclamado rei noa termoa
da conatituicio, o que importa o meamo que dizer
que continuar a regencia do principe Luitpold.
Diz um despacho de Munich acerca do aasump-
to :
A noticia deate acontecimento caoaou aqu
grande barulho. Chega-se mesmo a dizer que o
rei foi victima, nao de um accidente, mas de um
attentad >. Na opiniVpublica fez-se um comple
to revirameoto. J hontem dizia-ae que ae ti-
nha ido muito longe com o rei Luiz, e a sua
doenca mental era contestada, a pouta da Westan-
dztung dar como poaitivo, que o medico particular
do rei, o Dr. Van^Sckleiaa, declarara que elle ea-
tava perfeitamente aio de espirito, e que n'este
sentido dirigir um relatorio enrgico e circum-
etanciado ao Landtag.
Comprehende-ae que oa commentarioa aigam o
seu carao, tanto mais qae, se diz, o partido cleri-
cal buscava tirar partido da situadlo, levando o
o rei para Fird. Haveria provas dessa conspira-
ci?
Noticiam a morte da rainha mi.
Depois da leitura de um relatorio demonstrando
o estado de demencia em que se acha o rei Othon,
a cmara dos aeuhores, em Munich, approvou por
unanimidade a regencia do principe Luitpold.
Foram uomeados curadores do rei Othon, ir-
mio do defant > re Luiz, que est doido varrido,
o bario da Malaen e o general de Pranckhe
O enterro do rei Luiz seria feito a 21. A au-
topsia do cadver foi feita em presenca do Sr.
Dr. CraiUhein, miniatro doa negocoa eatrangeiroa,
pelo Dr. Rudnger, aasistido dos mdicos Halm,
Grashey e de Kerchensteiner.
Os igaos do corpe estavam em perfeito estado
de saude. Somonte o cerebro, alia muito peque-
no, apresentava lesoes antigs e novaa. Estas
ledas podem attriboir-ae, parte a accidentea in-
flamatorios chronicoa de data antiga ou recente,
parte a um deaenvolvimento anormal.
0 corpo foi exposto ni velha capella do palacio ;
mas o publico nio ra adraittido senao por grupos,
fechando-sc as portas em aeguida, o que produ-
zio grande confuaio, aendo oa guardas insuficien-
tes, apeaar de fazerem o servico de bayoneta ca-
lada para conterem o povo,
Comecou a circular no pblico boatos, e dara
volumes o que so tem esoripto ultimameate acer-
ca das excentricidades do fiaado rei da Baviera.
Avulta Bobretudo a parta anecdtica. Refere -ae
que ello disaera em Hohenschwangau : Nao me
importa que me tomem a corfla, que ja nio poaso
aupportar ; mas nao posao subecrever a dea de me
declararem louco.
Aos criados que tinham combinado um plano
de fuga para o Tyrok, o re rapondeu : Para
qu? ? Se eu quzeaae fugir, precipitar-rae-hia do
alto ta torre tio caatello de Rellat.
Tendo o governo decidilo conservar secretas
todas aa pecas que taem de ser communicadaa
cmara, tem aaaim autonaado tolas as supposifes
e aecnsaces meamo.
Em Munich foi destribuido um documento aem
auth-nticidade alguma. E' urna proelamacio fei-
ta pelo monarcha defuncto, datado de 9 de Junho,
de Hjhenaihwan^au, na Tjual elle protestara con
tra o eatabeleeimento de urna regencia. O docu-
ment i foi impreaao em Bale e attribuido a urna
manobra do partido socialiata.
0 Monitor do Imperio, qae se publica em Ber-
lim, eacrevia a 5 de Junho :
Aa tristes noticias que o telegrapho noa trou-
xe da Baviera e que aa edcea extraordinarias
doa jornaea inmediatamente espalharam em todaa
aa dir, coea, uonverteram em diaa de lucto oa ale-
gres dia8 da paachoa do Espirito Santo.
Se triste ver urna natureza tio ricamente
dotada acabar pelo obscurecimento da infelligen-
cia, o fim trgico de Luiz II, excita um intereaae
tanto maia profundo, quanto eram grandea os la
0<8 de parentesco que o uniam uoasa familia
real, e porque a Aliemanha nio eaqueceu oa ser-
vidos que elle prestou unificacio do imperio, a
\n-iria Haagria
De Peath informara ao Staudard que no dia 7 os
estudantes e os populares fizeram urna nova ma-
nifestaco anti-semitica ; como porm, os princi-
paes pontos da cidade estivessem guardados por
forQiis, coatentaram-se com percorrer aa roas sol-
tando gritos contra o general Ianaky, o Tisza e o
archiduque Albretch.
Em s 'guimento quebraram oa vidroa de algumas
casas do bairro judeu.
Tentaram fazer o meamo na parte aristocrtica
da cidade, sendo dispersados pela polica.
N'este instante, porem, tendo exploaido um car-
tucho de dinamite, que fora collocado na linha do
tranuoay, a polica, julgaalo que os manifestan-
tes faziam fogo, carregou sobre elles a baioneta,
ferind j muitos e matando alguns.
Procedeu-ae a t inte e duas prises.
Alguns estudantes enforcaram em efltgie o ar-
chiduque Albrecht.
Rnaaia
O correspondente de Berlim do Standard de
Londres affirma saber de fonte certa que tedas as
tentativa8 fotas recentemente pela Russia para
se approxmar da Turqua tem ficado sem resulta-
do e que o mesmo tem acontecido com as intrigas
da Turqua para roubar a amisade da Persia
Rusaia.
A Peraia parece que, actualmente, eat de todo
inteudada ao governo de 8 Peterabargo.
Oriente
Est levantado o bloqueio da Grecia.
O governo britnico havia dado ordem sua es-
quadra para estar preatea a deixar aa aguas hel-
leucas, o que fazia prever que aa potencias ac
bariam por anuair aoa rogos da Turqua a favor
do seu advereario.
A Inglaterra consenta, a Allemanha e a Italia
calavam-se ; somonte a Austria se obatinava em
guardar as costea gregaa.
Seria urna reforma, um premio concedido na
Lloyol de Trieste, cujos navios monopolisam com-
pletamente o commercio do paiz bloqueado ?
Ou seria porque o golpho de Vol toca nodeSa-
lanica, que a Austria namor-i em tanta maneira,
que mal pode apartar-se d'aquelles apraziveis lu-
gares ?
Nao se sabe. A Europa inquieta-se um pouco,
e a Turqua, escarmentada bastante para saber
que ha de pagar por fim aa cuataa do litigio e um
tanto perturbada com aa recentea manifestacea
do penalaviamo, nada poderia deaejar melhor que
ver livre de couraoadoa o mar Egeu.
A Auatria que realmente acbava que mal fa-
zia Conatantiuopla era julgar-se bastante vingada
e inaiatia em que ae guardaaaem auaa praas onde
lbe aem duvida vautajoso que ae lembrem da
mesma Austria.
V se entretanto que a Turqua, dando urna li-
cio a potencias e dingindo-lhes repreaentacoea
em favor da Grecia, apreaentou um epilogo inte-
r< aaai.te para techar todoa oa livros azuet, ama-
rellos, broncos e verdes, que venbam se consagrar
nos minaea parlamentares a memoria das nego-
ciacoes a que deu motivo a queatao grega.
Quererte a Porta ottomana aasombrar o mundo,
eapouwneamente coa a aua general|d*de ?
Ou eeria incitada a faiel-o deate modo, po? aog-,
geatio doa gabinetes, grandemente embancados
com aa conaequencias da aua melindrosa auaeeptte
bilidade ?
A juiao da Indpendance belge, que frmala es-
tas perguatas, a segunia hypothese nao tem nada
de inverosmil.
Smente a Porta forjara talvez ua pouco %
nota.
Em todo o caso, nio seria desagradavel a cinco
potencias, ou maioria deltas, que tendo desapro-
veitado a occaaiao de chamar aa suas esquadraa
no dia em que a Grecia deaarmava, lhes ofiere-
ceasem maneira getoaa de chamai-as, aem dar,
apparentemente, o seu braco a torcer.
Tinham ellas declarado que ignorariam o dea-
armamento em quanto nio lhes fisse regularmente
notificada pelo governo grego.
O Sr. Draguma, protestando em nota circular
Wntra o bloqueio, hora em que a deamobilisac
'ae effectuava, esquivava-se ao carcter de submis-
sio que as chancellaras queriam imprimir a eses
acto.
Que reata va ?
A intervencio oficial da potencia interessada
particularmente no bloqueio era a Turqua ; e as-
sim se deu por aupprda a notificacio directa qua
daede o principio exigiam.
Em conaequencia pois doa despachos e das ex-
plicaces dadas pelo Sr. Cardurioli, ministre da
Grecia junto da Sublime Porta, considera-se ter-
minado o incidente grego-turco.
Dizem da Bulgaria que tudo faz prever a
posaibilidade de que a aaaembla reunida no dia
14 de Junho poaaa provar a uniio completa e o
nico reinado de Alexandre. O ministerio busca
impedir essa attitude temendo a intervencio da
Rusaia. Eaperam se sesaoea tempestuosas.
Falleceu Server-Pach, ministro da justica do
gabinete otramauo.
A cmara grega votou em aegunda leitura, o
projeeto de emprestimo de 25 milnea, e oomeoou
deade logo a discuaaao do projeeto que diminno o
numero doa deputadoa, alargando aa circumacrip-
c/ea elcitoraea e faseudo raras restriecea a can-
didatura dos militares. Estes projectoa encon-
trara grande oppoaicao ; todava a cmara j ap-
provou o prejecto para a reducc&o do numero doa
deputadoa.
Eat levantando o bloqueio hellenico. Vingou
o direito da torca. A Grecia teve de ceder. As
misses francezaa, a naval e a m litar, restaura-
ran! o servico, e a marinna grega reoecupou ai
anas anteriorea poeices.
O miniatro de Italia chegara j a Athenas, e
circulava o boato de que o duque d'Edimburgo
visitara o re Jorge.
Inaugurou-se o grande canal destinado a desse-
car o lago Copis.
Um deapacho de Sofa dirigido ao Tempo, an-
nuncia a prxima chegada, aquella cidade, do Sr.
Ttranski, chefe do partido liberal de Roumelia,
que teria, diz-se, por mandato o propor Cmara
a rejeiuio da convenci turco-bulgara e a uniio
completa daa duaa Bulgaria?.
E3t aberta a cmara blgara, u discurso do
prncipe manifeata a sua satisfacio de aaudar a
primeira assembla nacional; agradece naci e
ao exercito os seus herosmos, que deram em resul-
tado a uniio daa Bulgariaa ; e conclue dizendo que
a aaaembla vai examinar e decidir oa negocios
concernentes patria commum. Este diacurso foi
calorosamente acclamado.
Marrocoa
A diplomacia europea traz agora aobre o tapete
urna queeto do Occidente, derivada da invencirel
resiatenca do imperador de Marrocoa a concluir
tratados de commercio com aa nacea que instan-
temente Ih'as reclamara, a Franca, a Allemanha e
a Italia. Em vista de tantas evasivas e adianta-
mentoa. parece que ae chegou a pouco menos que
formular aa seguintea interrogaces :
Devem abrir se a tir08 de canhio as portas de
Marrocoa exploracio e ao commercio do mundo
civlisado, como ae fez com a China ?
Devem proceder as nacea a expropracio {or-
eada da imprenaa africana, por utilidade geral!
Por fim, aegundo noticiaa do Imparcial de Ma-
drid, o surti marroquino explicou-se com suffi-
ciente clareza.
Ou se garante previamente a integridade do
imperio de Marrccos e ae aupprime o direito quo
tem aa nacea eatrangeiraa de txpedr cartea do
proteccao, ou nao ha tractadoa de commercio.
Quer dizer, aquellea mouroa da Plaurama com
prehndem quo todaa as vantagens d'esses tracta-
doa aerio para os negociantes, capitalistas, fabri-
cantes e industriaes eatrangeiroa ; que a abolilo
dos dh-eitoa de exportacio e a con8truccio de ea-
tradaa encarecerio todoa oa productoaj que serio
eatrangeiroa os que fac,am oa camnhoa de ferro e
portaa, que lev-vitem fabricas e organiaem explo-
r$5e8 agrcolas : mas temem, que volta de pon-
coa annos o paiz i era de eatrangeiro e que pouco
trabalho se darla ao eatado europeu que, tendo alK
maia intereases, procuraaae annexal-o.
Acceder as na^es ao que ae Ihea exige coao
condiejio indispensavel para o ajuste de-tracta-
doa de commercio ?
A Franca, a Allemanha e a Italia teem at ago-
ra marchado juntas; mas provavel que se desu-
na n na ideia de garantir a integridaded o imperio.
A Inglaterra vota pelo statu quo, e com iaao nio
lhe vai mal.
Quanto a Hespanha, que sempre desej muito
aem conseguir quaai nada, eaaa tem intereaae ca
apoiar o atatu quo emquanto nio ae cimprem aa
duaa condiecea exigidaa pelo imperador aa po-
tenciaa.
Nem de outro modo pidera alimentar ideia aqu
em sonhoa de demonioa se abraca.
EaiadoM-Unldos
O famoso anarchista Moat delegado pelo socia-
lismo allemao para promover desordena e greves
nos Estados Unidos, foi condemnado em 12 mezet
de prsio e 500 dollars de multa.
Oa anarchiataa Branns Arveigt e Schenk, pre-
sos por igual delicto, foram co idemnados cada ua
a 8 mezea de priaio, e Braunschvegt a urna mal-
ta de 250 dollars.
O tribunal de Hayea, terceieo diatricto de Blae-
fort, condemnou 27 ihdividuosr econhecidos culpa-
dos de cohabitacio illegal as audiencias geraes da
actual sessao.
A excepc'o de dous, todos eram mormona:
Foram condemnados a diversas penas, variando
de 3 mezes de prsio e a 100 francos de malta, a
um airfto de prsio e a 200 francos de multa.
Todos os que foram condemnados a um .uno de
priaio serio enviados para casa de correcc w de
Detrois (Michigan) e os outros para a penitencia-
ria dos Estados-Onidoa, a Baise City.
Outros 140 normos esto ainda processadna ea
Idaho por habitacio illegal.
De Washington informam que a inauguraco dt
estatua ,ia liberdade alluminando o mundo foi
fixada para e dia 3 de Setembro, anu ver aaro da
asaignatura do tractado de Paria.
O geaerat Stane, engenheir" incumbido de eri-
gir a estatua de Bertuold, tranamittio a commisa
aio doa negocios estrangeiros da cmara doa re-
presentantes s aeu orcamento das deapezaa nees-
a arias.
O total dera-ae a 106:300dollars.
O senado approvou um bil que concede um pre-
mio de 10 centmetros por cada milha percorrda
a todo o paquete americano.
Suppe-se que a cmara nio rectificar este
bil.
Deve realisar se no da 1 de outubro de 1877 o
coogresao doa Estad oa Unidoa daa duaa Americaa
do Norte e de outro congresso que foi proposta
pela Uniio americana, e que ser composto de 24
delegados.
O congresso de Washington votou 100:000 dollars
para as deapezaa da reunio.
PERHIBCO
Assembla Provincial
emendas offerioas na 3* disc88x0 do
do projecto n. 43 deste anno (orna-
mento provincial) eappbovada8 as
sesse3s ds 5 e 6 de julho.
N. 271. Snb-emenda. A' emenda n. 113 a-
creacente-ae no final: e maia o que ae dever a
Joaquim Jos de Mello e a Jos Torres Campos
de Medeiroe, pelaa deepezas de novo titulo e no-
vos e velhos direitos que indevidamente pagoa
noa termos das lea ne. 1649 e 1786. Gomee Pa-
rete.
N. 275. Emenda. Ao art, 1 do projeoto offere-
cido como additivo aob n. 221 depoia da palavra
Andradeaccreacente-se ou com quem melhores
vantagens offerecer.Gomes Prente.
N. 286. Additivo a disposicoes geraesFica a
Santa Cal da Misericordia do Becife autorisada
a permutar com Manoel Haraclito de Albuquerqae
o dominio directo que tem a Santa Casa de Mise-
ricordia sobre terrenos do engenho Bemfica, sito
no termo de Ipojuca, por Immoveis 8tUadoe nest
aaaassl
aaaaaiBaa
Bfla^aaaaaaaaiaa
aaaiBsaaBaiaiBB


'* Diario de Pernamhco<|iiarta--nra 7 de Julho de 1886
kpital
t
\
>
I
em apolices da divida publica geral da
provincia. 6. Drommond.Barros Barrete Ju-
' nior.
N. 298. Onde couber. om aano de licenca
.oora ordenado tambera a D. Lauriana Mara Ra-
mos e Lisbella de Albuquerque Mello, profeasora
de Jaguaribe em Itamarae e da fregus! da
Boa-Vista desta cidade.G. de Drommond.
N. 304. Fica a junta da Santa Casa de Miseri-
cordia desja cidade autorisada a conceder o es-
crivao Pedro Rodrigues de Soasa licenca com
vencimentos, at 6 meses, provaodo molestia pe-
rante a mesma junta.Costa Ribeiro.-Rogoberto.
Ratis e Silva.
N. 311. Onde coovier. Tendo os terceiros offi-
ciaes da secretaria do g ove roo os meamos venc-
mentua dos emnregados de igual catbegoria do
Thesouro Provincial.Jos Maria.
N. 312. Emenda additiva s dispoaicoes geraes:
Fra re vagad a lei n. 1,675 de 14 de Junbo de
1882 e restabelecida a que creon os doas lagares
de tabelliao no termo da Gloria de Goit.G. de
Druuimond.Regueira Costa.
N. 324. Additivo emenda n. 247 O escrvo
de orphoa da cidade de Pesqueira servir por dia-
trbuico o otficb de escJrVo do civel e commer-
cio, e priuativaraonte o de cacrivo da provedoria
de capellas e residuos.Joo Alvea-
N. 332. Additivo s dispoaicoea geraes. A pen-
al- do Io escrpturaro do Consulado Provincial,
Victoriano Jos Murinho Palhares, ser calculada
na razo da totalidade dos vencimentoa que cou-
berum a cada nm dos empregados de igual catbe-
goria da referida repartico no exercicio de 1883
a 1884, e em proporco ao tempo de servico que
foi contado ao dito aposentado.Gaspar de Drum-
mond.
N* 333. Artigo additivo s disposicoes geraes.
O professor de latiin e francez de Pesqueira per-
ceber as mesmas vvntagens de professor de la-
tim de Aiogados que foi adddo ao prmnasio Pro-
vincial.loo Alvcs.Dr. Pitanga.Vigario Au-
gusto Franklin.
N. 339. Ao additivo n. 251 accrescente-se mais:
ao bacharel Horacio Peregrino Walfrido da Silva
a quantia de 206/666, que se Ihe deve de diffe-
renca de vencimentos entre o lugar de 1* escrip-
torario e o de chefe de seccao do Conanlado Pro-
vincial, a contar de 22 de Maio a 28 de Novembro
do 1885, tempo em que rxerceu interinamente o
ultimo deasea lugares. Rogoberto. Dr. Costa
Gomes.Joao Alves.Regueira Costa.Antonio
Victor.
N. 340. Additivo s dispoaicdes geraea. Onde
coubt r. Fica o presidente da provincia autorisa-
do a maudsr pagar a Bazilio Gomes Pereira Ro-
drigues a quantia de 6504, differenca de vsnei-
tnentos que tem doixado de perceber pelo exercicio
interino do cargo de amanuense da Repartico
das Obras Publicas, a contar de Janeiro de 1885
at o correte exercicio.Ratis e Silva.
N. 341. Artigo additivo. Fica o presidente da
provincia autorisado a conceder a D. Argemira
Guilhermina Feitosa Brekcnpbeld, professura pu-
blica do povoado de Cha do Carpina, nm anno de
licenca, sem vencimentos, para tractar de sua sau-
de onde Ihe convier.Rodrigues Porto.
N. 342. \o additivo n. 228, depois das palavras
Ferreira, accrescente-se : a Francisco Emygdio
de Gusmo Lobo ou com quem melborc3 vanta-
gens "fierecer. Gomes Prente.
N. 344 Additivo emen la n. 247. O regiatro
de bypothecas do termo de Garanhuna fica desde
j annexo ao 1* tabellionato de notas e cartorio
do civel e aonexos do referido termo. Antonio
Victor.
N. 363. Fica concedido o bacharel Jos Anto-
nio d Pinho Borgea o abatiinento de 40 0/0 no
preco pelo qual arrematou as barreiras de More
nos e S. Juiio.Rogoberto.
N. 365. Fica restaurada a aula nocturna da ci-
dade da Eacada.Aodr Diaa.
N. 366. Onde couber. Da quota destinada
iaatru'co publica para a compra de livros, appli-
Jaeoi-se 2:000o' para a compra de4,000 eollecces
as obras que Hilario Ribeiro eacreveu para a in-
fancia das escolaa primarias.'os Maria.
N. 371. Fica reatabelecido o 24 do art. I da
lei a. 1,8 iO do anno passado, que relativo ao
Monte de SoccorroBarao de Itapissuma.
N. 272. Onde convier. Fica concedida ao por-
teiro da repartico da Instruccao Publica, Jos
Augu nado, para tractar de saude ande Ihe convier.
Regueira Costa.
N. 374. Onde couber. 70/ para pagamento de
slugueis vencidos da casa que serve de quaitel na
Tilla de Serinhem.Barros Barreto Jnior.
N. 377. Onde couber. Mais 8:000/000 para os
concert de que nocessita a cadeia do Brejo da
Madre de Deus.Rodrigues Porto.Ratis e Sil-
va.Constantino de Albuquerque.
N. 379. Sub-emenda a de n. 299. E tam assim
a que poesne Alexandre Gomes Rodrigues, na ra
do Rosario n. 35, em S. Lourenco da Matta. que
est nas disposicoes da lei n. 1,544 de 1881.Jo-
p Mara.
N. 380. Illuminaco publica. Augmente-seaver
ba pira os lampeoes j concedidos no 64 art. 1"
da lei .,. 1,597, de 28 de Junbo de lo81, para a
estrada de Luiz do Reg at o hospiial dos Laza-
ros.Gomes Prente.
N. 387. Ao 73 do art. 2o, acerescent-'-se e o
que ae estiver a dever de fardamento a Victor
Marques de Santiago, ex-praca do eorpo de poli-
a.Katis e Silva.
N. 390. Oftereco como emenda o projecto n. 1
deste anuo.r. Joo de 84.
O projecto approvado como emenda o se-
guinte :
A Aasembli Legislativa Provincial de Per -
Dambuco resol ve :
Art. umro. Fica o presidente da provincia au-
torisad i x conceder s professoras publicas de in-
truec&> primaria, D. Camilla do Carmo Torres,
Srofeasora la cidade do Divino Espirito-Santo de
o-d'Alho, D. Generosa do Reg Medeiros Ca-
Talea.te de Albuquerque. professora de Imberi-
beira em Al-'gados e Francisca Maria da Anoun
eiaco. profeaBora da 2 cadeira ds freguezia de
Afogados, permuta de auas cadeiras sen prejui
so d 13 seus vencimentos e cathogorias.
Ficain revogadas as disposicoes em oontrario.
S Paco da Aasembla, 18 de Marco de 1886.Dr.
oo.d- S Cavalcante, Barros Barreto Jnior,
Bei ulano Bandeira, Amaral, Soares de Amorim.
N. 393. Additiva emenda de n. 247. Por mor
te do qualquer dos tabelliies da comarca do Re-
jf ficar extincto o respectivo cartorio, cujoe
pap"is sero distribuidos entre os tabellies com-
penhe roa.Sophronio Portella.
N. 394. Offereeemoa como additivo emenda n.
247, o projecto infra, n. 10 de 1883.Sophronio
Port Ha.C. de Albuqurrque.
A Aasembla Legislativa Provincial de Per-
al ir. buco resolve :
Art. Io. Ficaro extinetos os oficios do 2o ta-
beilio, escrvo do crime e civel da comarca de
Aguas-Bellas, logo que se verificar a ana vaga
por fallecimento ou renuncia doreapeetivo serven-
iuario, e serio aggregadas as respectivas func-
c6ea ao cartorio do 1* tabellio e mais anneroa da
Bes na comarca.
Art. 2*. Fn-am revogadss aa disposicoea ec
eontrario.
20 d Mar;o de 1883. Leonardo de Almeida
Democrito Cavalcante.
N. 397. Additivo. Fica o presidente da provin
ia luturisado a innovar "o Manuel Clementino
Correia de Mello o contrato para costeio da illu
minacio publica da villa dv Iguarass, mediante
as beguirrtes eondic- a :
Inderonisar o contratante a provincia no fira de
5 aiinos, da quantia 580 dos 40 lampefies daquel a villa ;
CuL;c*r a sua custa cinco lampeoes, que passa-
ro no fien aaquellc praao a pert> ncer a provincia;
Fazer entrada da referida quantia .por qnotas
annu es, sena# que fica rescindindo o contrato
eom a falta deasa entra i nos pi-asos estipulados;
Entregar a proviueia n > nm do contrato os 45
lampeoes perfeitam tervadoa e sem m^ia
nd moisacao ;
tojeit.ir-9e a recebar da provincia preco de
J0O ra. por noite e por cada i.inp'u;
Obrigar-se a Djant<-r u iliuuunacSo gratuitamen-
te n > caso de resciaao at que se i-stabeieca novo
on'.ato ;
Prestar fianca aror o Thesouro para ga-
ranta das cOBdteoes 'stlpu adas. Regueira
Coei
y
N. 401. Sub-emen U a de u 332. O meamo fa-
vor aeja concebido aos de.m us aposentados do (Jon-
folndo Provincial, e aqoelles yue por ventura o
forein nos termos dos'lispo.-iivus que transformam
o Consulado Provincial m Reei-bedona Provincial
B, Js Maria.
402 Sob-emenda a e n. 34?. E aos demais
t;verom nas mesmas condices. S. C.Jos
N. 1 6. Onde convier6:000 para a conatruc-
a acude na villa de Quipap.Regueira
N. 411. Fica transferida cadeira de instruc-
c3o primaria do lugar Mimoso, para o povoado dos
Cdcoa, no termo de Beaerros Ratis e Silva.
N. 412. Ao 28 do art 2. Augmente-se a quo-
ta em 20:000/ par ser construida urna ponte no
rio Pirapama. entre o engenhos liba e Junqueira.
Lourenco de Si, Rogoberto.
N. 41*. Fie o presidente da provinoia autori-
aado a prover na 1* cadeira que vagar nesta ci-
dade a professora jubilada, D. Maria Coelho da
Silva, ficando sem effeito a sua jubilaco Lou-
renco de S, Rogoberto.
N. 414. Dispoaicoea geraes. Fica o presidente
da provincia autorisado a mandar pagar a Hono
rio Her'metto Goncalves de Oliveira, a importan-
cia do aluguel vencido da ana casa, que serve de
cadeia e quartel na villa de Quipap.Ratis e
Silva.
N. 415. Onde couber : ao gabinete de laitura de
Goyacna seja concedido o auxilio de 500/.Ju-
lio de Barros, Soar'8 de Amorta.
N. 416. Ao art 87 : sejam contados os servicos
das escolas nocturnas estipendiadas, na razao da
quarta parte, para percepcao da gratificacao de
vinte cinco annos.Julio de Barros.
N 418. A's disposicoes geraea : artigo. As ca-
deiras de instruccao primaria da cidade do Recife
sero clasificadas por ordem numrica, separada-
mente por fre&ueziaa e sexos. O inspector geral
da instruccao publica dar cumprimento a esta
disposicao dentro de 30 diaa da promulgarlo da
presente lei.Joao de Oliveira.
N. 419. A' de n. 78: Quaudo se tratar do em-
pre*tioio Santa Casa de Misericordia, em lugar
de 20 por eenti,, diga-se 10 por cento.Ratis a
Silva.
421. A's disposicoes geraes. O beneficio daa
loteras ordinarias da provincia ser de 7 por cen-
to nos planos at o capital de 15:000^000 aeudo a
,x>rcentagem dos empregados do exame das res-
pectivas contas de 2 por cont, deduzidas do re-
ferido beneficio, na forma do artigo 62 da lei n.
1,141 ; nae planos cujo capital for de mais de 15
contos at 30, ser de 6 1/2 por cento sendo de
1 1/2 a dita porcentagem e nos de capital superior
a 30 contos ser de 6 por eento, sendo a porcen-
tagem de 1 por cento Costa Ribeiro.
N. 422. Ao artigo additivo n. 182, artigo 2o on-
de se diz de 10 por cento como a reapeito do
plano actual, a commissio do thesoureiro, diga-se :
de 12 por cento a commissao do thesoureiro.
Gomes Prente.
N. 424. A's disposicoes geraes. Fica em vigor
por mais dous annos, lavrando-se novo termo, o
acta celebrado pelo Thesouro Provincial em 17 de
Setembro de 1880 e relativetao que dispoem os ar-
tigos 68 e 70 de regulamento de 8 de Novembro
de 1873.-Rogoberto.
N. 425. Addittivo ao artigo 2 Conservacao e
custeio do laboratorio cbimico e histolgico pro-
vincial, inclusive as despezas feitaa no exercicio
1884 a 1885, 1:500/.Ratis e Silva.
N. 430. Podero ser dadas, em pagamento, aos
credores da provincia apolices do empreatimo au-
torisalu pela lei n. 1,868 do corrente anno. G.
de Drommond.
N. 431. Additivo s disposicoes geraes. Fica
em vigor o artigo 8" da le n. 1,597 de 28 de J-
nbo de 1881.-Ratis e Silva.Rogoberto.Luiz
de Andrada.Joo Alves.Constantino de Albu-
querque.
N. 436. Additivo. Artigo. Das loteras que
tiverem de correr no exercicio desta lei, 15 perten-
cerao aos estabelecimentos pos da Santa Casa de
Misericordia as quaes correro alternadamente
com aa seguntes, conforme a ordem da sua nume-
mcao.
1. Urna parte para as obras da matriz de Ca-
brobo.
2. Dita para a matriz da Gloria.
3. Dita para a igreja de S.Pedro.
-1. Dita para a casa de caridade de Caroar.
5. Dita para a matriz de Una do Rio Formoso.
6. Dita para a capella de Pao Ferro em Agu&s
Bellas.
7. Dita para a matriz de I tamb.
8. Dita para a matriz le Sant'Anna de Vieen -
cia.
9. Dita pata a matriz do Sanissimo Sacramen-
to da Boa-Vista.
10. Dita para a matriz de Leopoldina.
11. Dita para a irmandade das Almas da Boa-
Vista.
12 Dita para a igreja do Guadalupe em Olin-
da.
13. Dita para a matriz de Quipap.
14. Dita para a matriz de Jabuato.
15. Dita a matriz de Correntes.
16. Dita para a igreja de Nosaa Senhora do O'
de Ipojuca.
17. Dita para o club Litterario de Caruar.
18. Dit para a matriz de Agua Preta.
19. Dita para a matriz da Victoria.
20. Dita para casa de caridade de Bezerros.
21. Dita para o recolhimento da Gloria.
22. Dita para a capella de Catende.
23. Dita para a capella da Casa Forte.
24. Dita para a matriz de Itamb.
25. Dita para a igreja de S. Goncalo de Itapia-
suma.
26. Dita para a igreja dos Martyrioa de Gsyan-
na.
27. Dita para a matriz de Garauhuna.
28. Dita para a igreja da Estancia.
29. Dita para a igreja do Carmo de Olinda.
30. Dita para a matriz da Vicencia.
31. Dita para a matriz de Granito.
32. Dita para a igreja que ae est constrninde
em Anglicas.
33. Dita para a Propagadora da Instruccao Pu-
blica da Boa-Viata.
34. Dita para a confraria da Santiasima Trin-
dade no convento de S. Francisco.
35. Dita para a matriz de S. Sebaatio do Bo-
nito.
36. Dita para a matriz de Serinhem.
37. Dita para a.matriz do Corpo Santo.
38. Dita para S. Fantaleao do Monteiro.
39. Dita para a matriz de Granito.
40. Dita para a matriz de Itamb.
41. Dita para a igreja do Peres da freguezia de
Afogados.
42. Dita para aa obras da igreja de Santa Rita
de Casaia.
43. Dita para Nosaa Senhora da Graca da Ca-
punga.
44. Dita para a matriz de Munbeca.
45. Dita para a igreja do Senhor Bom Jess do
Bom Fim de Olinda.
46 Dita para S. Goncalo de Oaricury.
47. Dita para a matriz de I'.amb
48. Dita para Nossa Senhora do Rosario de Pao
d'Alho
49. Dita para a igreja do recolhimento da So-
ledade.
50. Dita para a igreja de S. Jos de Pedra Ta-
pada.
51. Dita para igreja de Noasa Senhora do Ro-
sario da Varzea.
52. Dita para a igreja dos Milagrea em Olinda.
53. Dita para a capella do Jupy em Canboti-
54. Dita para a matriz de Aguas-Bellas.
55. Dita para a matriz de Timbauba.
56. Dita para a matriz de Ttjucupapo.
57. Dita para a igreja da Ordem Terceira de
S. Francisco, em Olinda.
58. Dita para a bibliotheea de Olinda.
59. .iita para a igreja de S. Benedicto, em Qui-
pap.
60. Dita para a igreja da Pedra.
61. Dita para a igreja do Monte, da Cha do Es-
teva.
62. Dita para a igreja de S. Joaquim de Cara
potos.
63. Dita para a i;rtja de S. Goncalo da Boa-
Vista.
64. Dita para a matriz de I tamb.
65. Dita para o C.ub Litterario de Barreiros.
Gomes Pareut-.Co -Ibo de Moraes.Constantino
de Albuquerque.
N. 441. Emenda additiva s dispoaicoea geraes.
Artigo. As lie. i nplesmen-
te on ordenado -lime? Pkfl
N 412. A' pr iteas .. pb ca d ti y.inoa, D
Mana pataleante de Albuqu<>rqn<'. piando toaba
de jubilar se. aerao tOMttlo e -n de.ffecnvu
exereicl i 6 n> z- s de bceee que llie torain C-nce-
didis s mpre por motivo justificado durante 30
anuos que tem exereido o magisterio. Costa Ri-
beiro.
N 445. A' emenda n. 413Ij eativerem em ideuticaa circu.nsUjciai. Reg
Barios.
N 448. A' emenda n. 245 accrescente-se, de-
pois da palavraprivilegioi nome de Jos Au-
gusto Alvares de Carvalbu. oo Alves.
N. 451. Ao l 15 lo art. 2o accrescente se mais
720/OuO para a respectiva diaria de outro serven-
te.G. de Drummoud.
N. 452. Se pasear a emenda n. 356 -accrescen-
te-se depois de Augusto Octaviano de Sooza e
Dario Jos Peixotuo mais como est.Tigario
Augusto r'ranklin.-Gomes Prente
S. 453. Fica .o presidenta da provincia aatori-
aado a conceder a Antonio da Costa Souza Madu-
ro, amanuense das Obras Publicas, um anno de
licenca par tratar de sua laude com oronado.
Vigario Augusto.Gomes Prente.
N. 4$0. O restante do capital das loteras con-
cedidas em favor do fundo de etnancipacao pela
le n. 1,832, e o restante daa concedidas em favor
da Colonia Isabel pela lei n. 1,842, sero reunidos
em um a para aerem extrahidas loteras, ou par-
tes, cujo beneficio reverter em favor da Santa
Casa de Misericordia do Recife, sendo esta obri-
gada a entregar metade deste beneficio Colonia
Isabel para educacao dos ingenuos.
O th-.-oureiro das mencionadas loteras formu-
lar ui planos de accordo com o 19 da lei n.
1,860, respailando a legislarlo em vigor, podendo
cont nplar em ditos planos a porcentagem de 5
0/0 para os cambistas, devendo entretanto remet
ter copia doa planos ao presidente da provincia e
ao Thesouro.
O beneficio da lotera de tres sorteios ser divi-
dido em partes iguaos, entre a Santa Caaa de Mi-
sericordia do Recife e a educacao de ingenuos da
Colonia Isabel.
O thesoureiro, de sua porcentagem, ser obri-
gado a recolher, por trimestre, emquanto durar o
capital, *o Thesouro Provincial, para ser entre-
gue Comm83ao Redemptora dos Captivos, igual
quantia que produzir o beneficio provincial de
todas aa lotera extrahidas em favor do fundo de
emancipaco.
A preataclo de contas de que trata o art. 8* do
regulamento de 13 de Agosto de 1884, ser o du-
plo quando o capital fr maior de dusentos contos.
Continuam em vigor as demais disposicoes das
lea aupracitadas e regulamentos respectivos.Jo-
s Mara.
N. 461. Additivo s disposicoes geraea. Ficam
transferidas aa seguintea cadeiras do sexo mascu-
lino : a 2" do Rio Formoso para o lugar denomi-
nado Coelhos, nesta cidade ; a de Tabatinga, em
Iguarass, para o Chacn, na freguezia do Poco, e
a da Estrada de Frecheiras, em Goyanna, para a
ra da ioledade na mesma cidade, aem prejuizo
dos actuaes professores, que continuaro a perce-
ber oa meamos vencimentos que ora percebem.
Jul'o de Barros.Juveneio Maris.
N. 462. Sub-emenda de n. 422 Entenda se
a mesma roncessao ao thesoureiro de loterias para
a emancipaco dos escravos e Colonia Isabel. Jo-
s Maria.
N. 465. Ao quadro daa loterias :
Depois do n. 20 diga-se : urna parte para con-
cert do tecto da igreja de Nossa Senhora da Sau-
de d Poco d Panella.Jos Mara.
N. 470. Comprehenda-se no quatro das loterias
que devem correr dentro do exercicio urna parte
da lotera em favor das obras da igreja dn Santa
Cruz desta cidade, a cargo da irmandade de Santa
Anna entre os us. 12 e 13.Costa Ribeiro. *
N. 471. Depois do n. 11 no quadro das loterias,-
accresceate se urna para a matriz de Taquare-
tinga.
Depois do n. 20 accrescente-se urna para a ma-
triz de Ingazeira.
Depois do n. 50, urna para a matriz de Trium-
pho.Dr Pitanga.Joo Alves.
N. 473. Na arrecadacao a que se proceder por
meio de guias expedidas pela seccao do Contencio-
so do Thesouro Provincial, ter o procurador fia
cal 2 0/0, sem ser para esse effeito alterada a ta-
bella do art 8 da lei n. 1,470 de Junbo de 1879.
S. R___Luis de Andrada.
N. 474. Conte-se na jubilaeo dos professores
Francisco da Silva Miranda e D Francelina For
jaz de Lacerd, como de effectivo exercicio, o tem
po decorrido da nomeaco at a data da jubila
cao.Jos Mari i.
N. 475. Emenda additiva s disposicoes garaes
do orcamento. Pelo emprestimo autorisado pa-
gar ae-ha actual professora da 6 cadeira mixta
da freguezia da Boa- Vista desta cidade, a impor-
tancia de 1:600/, rela'.iva a dous annoa de aula
nocturna de 1884 a 1885 e 1885 a 1886, por ella
regida, ama vez que prove que durante essea dous
annos tem tunecionad a respectiva aula. Joao
Alvea. Jos Mara. Constantino de Albuquer
que.
N. 477 Additivo s diaposicoes geraes. Fica
o presidente da provincia autorisado a jubilar D.
Sophia Guilhermina de Moraes Mello, actual pro-
fessora da aula pratica, annexa Escola Normal,
computando o ordenado pelo modo estabelecido na
lei n. 1,502, art. 1, e a gratificacao corresponden-
te ao temno de exercicio.
Para prover a vaga, que ser preenchid den-
tro do exercicio financeiro, o presidente nomear
para reger a referida aula, indupenjenteinente de
concurso, qualquer professora de 2* ou 3" entran-
cia; comtanto que seja titulada pela Eacola Nor-
mal e baja obtido, pelo menee, em dous annos de
corso, approvacao eom distinecao. P. G. de Ra-
tia e Silva Antonio Victor.-Joo Alves.Luiz
de Andrada. Rodrigues Porto. Ferreira Vel-
loso.
N. 478. Onde couber. O carteiro que dilatara
no ex i ediente da secretaria nao ter a catbego-
ria e vantagens de 3* oGicial.Jos Maria.
N. 479. Artigo additivo. Offereco como emen-
da o projecto n. 9 deate anno. Herculano Ban-
deira.
O projecto de que trata esta emenda o se-
guate :
c A Assembla Legislativa Provincial de Per-
nambuco resolve :
Artigo nico. O aasucar produzido pelas fa-
bricas centraea de que trata a lei n. 1,860 de 11 de
Agosto de 1885 n gosar de iaencio de imposto
algum.
Ficam revogadas asdispoeicoes em contrario.
Sala das sesaoes, ? de Marco de 1886.Bar-
ros Barreto Jnior.Reg Barrjs.
A commissao de redaeco, a quem foi presente
o projecto n. 53 de 1885, com emendas, de pare-
cer fique o meamo redigido da seguate forma :
A Aasembla Legislativa Provincial de Pernam-
buco resolve:
Art. 1. Fica o districto do juiso de pas e sub-
delegada de Palmeira de Garanbuus elevado
freguezia, sob a invocacao de Nossa Senhora da
Conceico, sendo os limites da nova freguezia os
meamos do referido districto.
Art. 2.* Fica elevado freguezia o 2* districto
de paz do Limoeiro.
Ar. 3* Fica elevado freguezia o 2* districto
da comarca de Iguarass c-m a denomioaco de
freguezia de Nossa Senhora da Boa-Viagem de
Pasmado, e tecdo oa meamos limites que outr'ora
teve a mesma freguezia de Pasmado.
Art. 4.* Fica creada urna fregnezi t no povoado
denominado Catende, do termo e comarca de Pal-
marea, com a denommaco de Senhora Sant'An-
da, edividindo-se com a de Palmares pelo enge-
nta Monte A'Ogre, que ficar pertenc-ndo nova
freguezia, e d'ali, em ramo do sul, com o rio Piran
gy-Aas, e aegutr para o poente limitando com a
freguezia de Quipap, ficando igualmente perten
ceudo nova freguezia os engenhos Bella-Serra,
Gamelleira, Santa Rosa, Curupaty, Santa Cruz,
Guabiraba, S. Flix e Colonia Isabel; e bein as-
sim todos os engenh is e povoados que ficarem
dentro deate permetro, inclusive os engenhos
Fervedouros e toda a sismar:: do Mayara!, nao
pod-ndo, porm, a divisao da nova freguezia com
prehender qualquer territorio pertencente i fre-
gu-sia de Bonito
Art. 5. Fica creada a freguezia de Nosaa Se-
nhora das Dores, de Bethlem de Maria, tendo por
sede a povi-ac&o de Bethlem de Mara e por ma-
triz a capella all existente. A nova freguezia te-
r os limites seguintea : coni- cara da Baria do
Riacho do Ricardo, que divide a rieguezia e ter-
mo do Bonito com a do Altinbo, lesccr pelo rio
Una aban marg m direita, Batateira, Lage
Giande at a barra d<> riacho Serto no rio Una,
na altu-a do Eng'nho Verde le 'ima, e d'ah se
guir pelo dito nacho, de n.aneira que fiquem in-
cluid >a d-ntro de t--es limites oa engenta* S. Jos.
Ri'.eh Homero, Pedra Redonda, Perman nfe,
.luesra, Santa lta, Conceico, Tuba, Gmj .
Pasaagem da Arela, Balsamo, que limita a tro
trnezia de Palmares, Gulandy. at a Serra do
Espelhu, que divide o districto Colonia Isabel d
I Cap ei aa, da Serra da Espelbo a di Cajueiro
L iga das Frechaa, inclusive a caaa e proprie-
d ule de Joo "az e a Barra loa Gil a, estrada
do tabul iro, il'vidindo-se com a fr giu-zia de i'a-
nellas, -leeuir a estrada da Palmeira, dividind >
com a trefilera ,1> Altioho, seguir Barra do
Riacho, ullde enmec -u.
Ait. 6* FiC'ip revg'dat as diapouiedes em
conrr.rio.Barro Barreto Jnior.Gaspar de
Drummond
BALAH90 DA CAIXA FILIAL EM PERNAMBCO,
EM 30 DE JTJHHO DE 1886
Activo
Letras descontadas....... 52:609^880
Emprestimos e contas caucio-
nadas.............. 287:265/1200
Letras a raceber......... 716:334/230
Garantas e valores depositados 229:481/600
Mobilia, etc. do banco..... 2:446^040
Diversas contas
Caixa......
Contas correntes
simples ....
Deposito a prazo
fixo com aviso
e por letras .
1,833:6073" 30
dita p'IoRvdm. vigario de nossa rieguezia, nada
mais fes que pagar u na di f ida de gratido aquel
le que tanto o cowriderou.
< Por nossa parte, acorapanhando o mesmo Dr.
Jos Paulino no sea justo tributo deoeatenento e
amisade, damos Exma. familia do Ilustre morto
os devidos pesamos.
Mocledade s*tiHo8saMtciEsta soeioda-
de, fuudada entre os alumnos do loetiioto Puilo-
matico que tem sua sede no predio n. 33 da ra
'685-130A470 '1" 'v*'8C0a('fl d Albuquerjue, realisou no da
corrente, a sua fasta de instaileeo, com utai
Pasaivo
Rs. 3,705:874,5450
1,096:201/780
1,494:883/760
Letras a pagar........
Titulo* em caucAo e deposito .
Diversas contas........
2,591:
107,
229:481
985:1993740
Rs. 3.805:874/450
8. E. & O.
Pornambuco, 6 de Julho de 1886.
Assignados^^^7.c=fJ-
KtviSTA DIARIA
4embla Provincial Funccionou
han tem, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley, tundo comparecido
32 Srs. deputados.
Fo lida e approvada, sem debate, a acta da ses-
sao antecedente.
Foi tambem lido, sendo apoado e ficando so-
bre a mesa afim de ser opportunam 'nte discutido
um requer ment do .Sr. Juveneio Maris, pedindo
iuformacoes sobre a eleca municipal de Caruar.
Oraram pela ordem os Srs. Rogoberto e Costa
Gomes, tendo -sido prorogada a hora por 60 minu-
tos a requerimento do Sr. Regueira Costa.
Pasaou-ae 1* parte da ordem do da.
Depois de orarem os Srs. Prxedes Pitanga,
Barao de Jtapissuma, Gomes Prente e Ferreira 0 Len$o Bronco.
Jacobina, sobre as emendas empatadas, e ofiPere
cidas em 3" discusao ao projecto a 43 deste anno
(orcamento provincial) foi urna dellas approvada,
duas rejeit idas e urna prejudicada.
R-jeitou-se, depois de orarem pela ordem oa Sra.
Ferreira Jacobina, duaa vezes, Soares de Amorim,
Jos Marra, Baro ds Itapissuma, duas vezes, e
Barros Barreto Jnior, o requerimento do Sr. Soa-
rea de Amorim para se separar do referido pro
ecto todas as emendas que versaren! sobre aa-
aumpto eatranta ao orcamento.
A ordem do dia : 2* discussao das emendas
apreaentadas em 3* ao projecto n. 43 deste anno ;
2> parte, continuaco da antecedente.
Elelco Muutcipal -Temos conhecimen-
to dos seguintea resultados da eleico do 1* do cor-
rente para verealores :
MUNICIPIO DE PALMASaS
Eleitoa:
Capito Adolpho Firmo de Oliveira (C)
Dr Manoel de Barros Wanderley (L)
Dr. Maroel Falco (L)
Franciaco Lopea (C)
Teneute Liberato Pereia Lopes (C)
Jos Joaquim Rcmo de Miranda (C)
Joo Barbosa (L)
Vo 2 escrutinio :
Miguel Alfonso Ferreira (C)
Manoel de Souza Teixeira (C)
Virginio Fraga (L)
Cupito Luiz B Itro Jorge (C)
olaizen de paz Temos conhecimento dos
seguintea resultados da eleico do 1* do corrente
para juizes de paz :
Parochia de Palmares
1.* districto
1.* Joaquim A. Xavier da Maia (C)
2. Manoel Saraiva do Reg (C)
3. Manoel Jos do Reg Barros (C)
4.a Isacio Matbeus de Almeida (L)
2. districto
1. Paulino Luna (C)
2.* Jeronymo Maia (C)
3." Manoel Francisco de Paula (L)
4." Antonio S P. La-erda (L)
3.' disTet 1
1. Ignacio C. da Silva Vieira (C)
'.* Orympio de Lima Costa (C)
3 do
se*
ss litteraria, a que assistiram diversas familias e
grande numero de convidadoa.
A's 10 horas da manh, o Dr. Olintho Vctor,
director do Instituto, e socio honorario, presidente
da mesma aociedade, abri a sesso, pronunciando
um discurso, em que mais urna vez patenteou a
sua opinio a reapeito da instruccao publica, esse
importante ramo de sociologa que, ha dez annos,
elle estuda pacientemente.
Em seguida oceuparam a tribuna os Srs.: An-
tonio Frinklln Gameiro, orador da Sociedade
Philomatica, R-inaldo Souza, orador da aula de
inglez, Angelo de Medeiros, da de portuguez, A1-
berto Carvalho, da de Geographia, Elpidio Souza,
da de arithmetica, Ral de Carvalho, d de fran-
cez e Pedro C'iestino da Silva, da aula primara
do referido Instituto, e os oradores da Sociedade
11 de Agosto, do Congresso Litterario Scientifico,
do Club Dieguea Jnior, do Comitt Litterario
Acadmico, do Centro Litterario Pernambusano,
do C.ub Frei Caneca e o Sr, Jos Pinto ; os Srs-
Jos de Castro e 8ilva e Paulo Pereira, recitaram
poesas.
Eucerrou a sesso o Sr. Dr. Olintho Victor,
agradecendo s Exmas. aenhoras o realce que de-
ram festa litteraria da sociedade que (lie pre-
sidia, ass illuatradoa cavalheiros presentes a pro-
va que testemunhavain de verdadeiro amor
scencia e s letras e aos aeua dignos consocios
a rnedalha que em to solemne occaaio acaba-
vara de offerecer-lhe.
Ao terminar, a msica do 11 batalho de infan-
taria, que tocava nos intervalloa doa oradores
execut iu o bymno nacional.
Theatro Santa IsabelA ompsjiba
Braga Jnior d boje o seu penuttimo espectculo
com o drama O romance de ummoco pobre.
Ainanb o ultimo espectculo com a peca
8." Jos Gomes Ferreira (C)
4." Jos Peralta Bastos (C)
fngllsh Bank of Rio de faneiro
(Umlted)
Capital do Banco em 50,000
aocoes de 20 cada urna 1.000,000
Capital realisado...... 500,000
Fundo de reserva......* 190,000
Tribunal do Jury do Recite Ainda
hontem nao se iustallou a 3* sesso deste tribunal
do corrente anuo.
Compareceram 21 juises de facto, e foram mais
sorteados os seguintes supplentes :
Freguezia do Recife
Jos Botelho Pinto de Mesquita.
Adolpho Estanislao da Costa.
Manoel Moreira Campos Jnior.
Freguezia de Santo Antonio
Joa Gurgel da Amaral.
Antonio Jos de Silva e Souza.
Teucnte coronel, Francisco Fiustino do Bnto.
Dr. Argemiro Alve8 Aroxa.
Francisco da Silva Miranda.
Manoel de Arauj i Lima.
Braz Carnero Leo.
Freguezia de S. Jos
Joaquim Francisco Borgea Uchoa.
Dr. Joa de Miranda Cnro.
Freguezia da Boa Vista
Manoel Alves Guerra Jnior.
Th un Joaquim do Reg Barros.
Joo Emiliano de Lemos Duarte.
Joa Ricardo Diaa Fernandea.
Eduardo da Costa Oliveira.
Jeronymo Pereira Marinho,
Dr. Ariatides Xavier Lopes.
Jos Moreira da Silva.
Dr. Emiro Cezar Coutinta
Freguezia da Graca
Dr. Vi 'ente Augusto do Espirito-Snnto.
Francisco Lopes Cardim
Jos Nicolao Ferreira Gomes.
Jos Horacio da Costa.
Freguezia de Afogados
Nic Lu Machado Freir.
Jos de Asios Garca.
Foram multados em 20/000 :
Arthur Luiz V.eira.
Alfredo Luiz Dncasble.
Dr. Alvaro Barbalho Uchoa Cavalcante.
Antonio da Silva Azcvedo.
Antonio Goncalves Ferreira Casco.
Antonio Mara di Castro Delgado.
Antonio Auatrieliano de Moraes Meaqaita Punen
tel.
Antonn Galeno "olho.
Candido Franco Simoes.
Claudino Isidro dos Santos.
Oamillo de Leliis Peixoto.
Capitlo Eaievo Joa Paes Barreto.
Femando Bi b aa le Carvalho.
Franciscc Egydio da G isino Lobo.
Dr. Francisco de Asis Perei'a Rocha.
Joo Antunio d> Mello.
Joa Carlos Fi-rraira.
Joaquim Teixeira Bastos.
Jus Joaquim Pereiri.
Dr. Jos de Novaos Souza Carvalho.
Jos Miguel Carreta do Nascunento.
Jos Ricardo C'lbo Juui.r.
Jun Bar'e.
Dr. Joa Frane seo G-.a Cavalcante,
Joo da Cruz M-w-id l.
Manoel Antuno Let-.
Dr Matbeus V as d Oliveira.
Dr. Paulo Joa de Ol eir ..
Augusto Fred' rie Pereira de Carvalho.
Antonio Cal las da Silva
Antoni" B zerra Cavalcante de Albuquerqa.
Di. Alfredo Affuus Ferreira.
ti nro Manoel Cario, .le. Mello,
Seralpe e AlagoaTivemos folhaa de
Sergipe at 27 de Juuo e de Alagaa at 5 de
Julta.
At noticias de Sergipe nao teem interesae.
No municipio do Pilar, de Alago is, foram
eleites 5 vereadores e todos os juizes de pz e
supplentes do credo conservador.
Lemos no Jorncd de Penedo de 19 de Junho :
Segunaafeira, (14 do corrente), realisou-se a
miasa que -r.andpu celebrar o Sr. Dr. Joa Pau
lino Cavalcanti de Albuquerque, juis muni''ii;l
do Porto da F-ilha, por alma de seu Ilustrado e
beu'mrito, patricio, Dr. Antonio F-Curris de
Araui>. fallecido a 14 do uiez passado. na corte.
O illustre rHad i toruou se eredor da adheso
de seua correligionarios e mesmo da syupathi.i
de seus adversarios, dom que nem a todos
dado.
O Dr. Jos Paulino, portento, conforme elle
propro diz, tendo mandado rezar a misas, que foi'
Faculriade de DlreltoAt 13 do cor
rente, 1 hora da tarde, na Secretaria da Facul-
dade do Direto sao recebdaa propoataa para a
impresao da lista geral dos alumnos matriculados
no curso, no corrente anno.
Prolinisamenlo da ferro va de *.
FranciscoAmanb, ao meio da, no eacrp-
torio central deasa -ferro-va, ra Antonio Car-
nero n. 137, recebe-se propoataa em carta techada
para o fornecimento de 600 toneladas de carvo
Cardiff.
OfBcio fnebreNo aabbado 10 de Julho
celebra-se um officio e mise solemne na matriz de
Santo Antonio desta cidade, ia 10 horas do da,
pelo reponso eterno do Rvd. Antonio de Mello e
Albuquerque.
Ferlmenlo Hontem, por volts de meio
dia e na taverna n. 16 ra de S Francisco,
pert?ncente aos Srs. Franco Ferreira & C, Lau-
rindo Gomes Car 'loso, depois de ter bebido um
perneo de vinho e pago, travou-se de razoes com
o caixero da referida casa, Manoel Martins Ju
nior, o qual entenda nao dever apanhar odiohei-
ro, que cahtra debaixo do balco.
O caixeiro, nao podendo ou nao querendo con-
vencer-ae de que o fregeez tiuha razao, atirou-
Ibe com urna lata de manteiga cara, tazando
urna brecha na testa do homem. Apparecendo,
porm, a polieia, fot preso em flagrante delicio.
Se o ferimentu de Laurindo trouxerlhe defor
midade, eat o caixeiro em papos de araaha.
Junta Medica Provincial Por acto
da Presidencia da provincia, de 1 do corrente, foi
nomeado para servir interinamente na Junta Me-
dica Provincial, durante o impedimento do Dr.
Lobo Mosco8o, o Sr. Dr. Joa Julio Fernandea
Barros.
FallecimentoVctima de bronchite agu-
da falleceu ante hontem, em Iguarass, Jos Tei-
xeira da Motta Cavalcante, ex-collector provincial
e advogado da Cmara Municipal d'aquella villa.
O finado tiuha cerca de 50 annos de idade.
Mysiterlo do Beclfe Publicou-se a 7
caderneta deste rsmance do Dr. Carneiro Vtdela.
BonbOO cstabelecmento doa Sra Domingas
Lauria & C, ra da Imperatrz n. 6, amanhecu
ante-hontem roubado. Durante a noite os ladrOea
penetraram nelle pr meio de arrombamento no
corre.doi da escada, fazeudo um grande bnraco na
paraae, na altura da porta que d sabida para o
quintal.
De urna gaveta levaram trezentos mil ris em
cdulas.
Tiro N 1 dia 15 do mez findo, em Pesqueira,
Firmino Alvea Torrea 3allindo ferjp gravemente
com um tire Je espingarda a seu proprio sogro,
Luiz Martins Ferreira.
O delnquente, que se eitregou voluntarameo-
lo priao, parece estar soffrendo de alienacao
mental.
MaulfeotoPelo Rvd. padre Daro Nones
da Silva, vigario de Paje de Flores, foi-nos ot-
fertado um folbeto contendo o manifest escripto
pelo mesmo vigario, bem como a sua defesa e a
sentenca abaolutoria proferida no processo que,
por denuncia, Ihe fra instaurado, petante o toro
eccleaiastico.
Agradecemos.
lijreu de Arte e Oflclo* Reunem-se
hoje em congregaco, s horas do costume, oa pro-
fessores deate esiabelecimento.
Oestaitre Lemos no Pai da curte, de 23 de
Junta :
Hontem, s 4 1/2 horas da tarde, os Srs. Drs.
Joaquim Nabuco, Joa Mariano e Pedro da Cunha
Beltro. deputado pelo 5 districto de Pernam-
bujo, Isbello, ex-juis de direto de Nazareth, assim
como o Sr. Vicente de Passos, dono do Hotel
Royal. dirigiran-se em um bond martimo ao en-
contr do paquete Espirito Santo, que regresaava
do nort1'.
Quando alcancaram o paquete, j este tinha
ancora lo e aguardava a visita do porto.
Depois de terem estado a borde, embarcaran)
no m-smo bond martimo, que largou da eseada do
bota fra do paquete, conservando-se junto da
popa do mesmo, tendo pela proa alguna retaca-
dores e outras embarcacoes miudaa.
< O commandante do Espirito Santo, tendo
pressa de entrar para o dique, afim de reparar a
varia que tinha feito no porto do Recife, mando-j
tocar avante, aehando ae anda todas aa embarca-
c5e,8 fctracadas s anas escudas de tata-fra ou
junto ao eeu costado.
< As primeiras palhetadaa da hlice lancaram
grand 1 quautidade d'agua para dentro do bond
martimo em que vinham 03 cavalheiros cima
mencionados, que, como j dssemos, le acbavam
prximos popa do paquete, ameacando por em
riaeo a eatabilidade da emnarcaco. Como na
tur,I, os pa-aageiros teniendo alguma catastro-
phe, prnenraram com precipitacSo alcancar 'im
batello que se achava prximo e que ia rebocado
por um lancha a vapor.
O Sr. Dr. Beltro, ao pular de urna embarca-
ba 1 para outra, cahio, ferindo-se n> Jado superior
e recetando forte pancada nas costeilas do lado
esquerdo.
. O Sr. Vicente ie Passos, maia infeliz, nao
pdde Hieaacar a outra embarcaco, qne se afastou
rpidamente rebocada com ia e cahio ao mar,
sendo hg envolvid i pelo lencol de espuma cau-
sado p- lo bater das li lice-.
L eo qu- o c.mmindante deu f do que se
nao" v p^r u paqo.te, eonsegunido o tripulan-
te \lHia. do bote n. 257, do caes doa Mineiros, 10-
gurar o naufrago, que foi recolhido ao meamo bote
ja meio -isphyxi.idn
No a pr'meira vez que uu) facto destea ae
d p lo meamo motivo '- na de toda a pruden
ca que hs aot oridades d> p ifto obrgasaem as im-
barcaq5e- Mudas a "ff.tii quetes prem se em m .vimento. >
Centro iliterario Pernasnbucano
Funeei OO esta a -eiedade no dia 4 do correte
poi a uresidencia do Sr. Zcfirin" A,rra.
Lid-, c .pprovada aacl-, Msou-y l" parte da
ordem du dia, entrando em julgatr.ento o persona*
g m hinori 1 Cezar.
Servio de promotor o Sr. Manoel G 'ines e de
dv gado 1 Sr. M. A. S Pereira, aentt o reo ab
solvidD F-THin sorteados pura o seguinte juryhis
tonco o Sra. Peres Galvo, promotor; e o Sr. Ca8
tro Si va adv >gado sendo o reo Fro.
Hruniie sociaes Ha amanh as se-
guintes :
Do Cnign-s > L 'terar o Scientifico, s 10 c
rneia taras d dia, na reapeettus s le.
Do I istituto Archeologioo, hora do eootumo,
n respetiva sede.
CaboRemettem-nos desta cidade em data de
3 do corrente:
Hoje, s 5 horas d tarde, nesta cidade, Jos
niiisN Aaelia.de Faeias,.ssoasia de Manwl Vicen-
te Ferreira, morador na ra do General Victorino
a. 4, o qoo aobava-ae auoente, mbalhando so en-
genh Tsbatiaga, oastigou 001 taata swrversida-
de a um filho deste, de nome Manoel, sfue o na-
toa, apertaodo o poscoeo a baleado lOot beca
na pared*, a ponto de caaoar-lta -una oosainoco
oe.eOrsX
Josephina, vendo morta a ana victima, precu-
rou enoobnr o seu crime, dizendo que o infeliz
Manoel falleeerade sm ataque; mas, o subdelega-
do rsepaekivo, avisado pelos vitiohos, eompsseeeu
em casa de Josephina, proceden vistoria no ca-
dver de Manoel, declarando os pe i tos que este
fallecen aapfayxiado, e as pessoas do casa,-que a
morte fra o resaltado de u-o crim '.
> Os ootros filhos de Manoel Vicente, q*e ac-
ravam som Josephina, acham-se todos chetee.de
esconacojs, que denotam castigos inmoderados
aotgoa e recentes ; sobrcaabndo entre elles, urna
menina de 12 annos, que tem os bracos inalados
e as pemas queimadas, e nm crianciuha de 2an-
nos, que tem as costas em chaga viva. .
0 facto cauaou geral ndignaco, e as peoaoas
da vi inhanca sao accordes cm declarar qne J>- .
sephina castigava todos 00 das aquellas infelize
criaDQaa.
O Sr. Rotilio, zeloso subdelegado, taatem
mesmo procedeu a corpos de delicto no cadver de
Manoel e naa pesaoas doa outros filhos de Manoel
Vicente, interrogan a aquelles e a este, que, che-
gando do seu traba I ta, encontrn seu filho morto;
e como destaa diligencias se evidenciasse ser Jo-
sephina a autora da morte ua desditosa eranca,
aquella autoridade requisitou do Dr. juiz munici-
pal a priao preventiva de Josephina, a qual foi
decretada por esta autoridade, que tambem compa-
receu no lugar do crime.
Josephina maior de 45 annos. *
s*roclama de casamentoNa matriz
de Afogadoa foram lidos, no dia 4 do corrente, oa
seguintes :
Manoel Jos de Sant'Aun com Jonna Tertu-
liana Ferreira da Silva.
Luiz Viveir com Ceaina de Araujo Wan-
derley.
Augusto Cesar Pereira Caldas com Isabel Mara
Moreira.
.elidenEff cruar-se-ho :
Hoje :
Peto agente Finio, s 11 horas, na ra do Bom
Jess n. 13, de fazendaa, miudezas etc.
Pe'.o agente linio, a 10 1/2 horas, na ra do
Mrquez de Olinda n. 6, de fazendaa, miudeaas e
ferragens.
Peto agente Pestaa, as 11 horas, na ra do
Bom Jess u. 23, do hotel Dous Amigos.
Peto agente Alfredo Gm'niares, a 11 horas, na
ra de Bom-Jeaua n. 45, de urna caixa om oam-
braiaa avariadas e chapeos para aenhoras.
Peto oyente Gusmao, a 11 horas, ra Duque
de Caxiaa n. 77 A, de armaco e mais objectos da
loja da Boa-Fama.
Amanh:
Peto uyente Martins, s 11 horas, na ruada
Cambo do Carmo n. 2i, de movis, 1 piano el
cofre.
Ululan funeDre. Sero celebradas :
Hoje :
A's 7 1/2 horas, na igreja de S. Pedro do Re-
cife, p >r alma do monaenhor Jos Joaquim Ca-
mello de Andrade; s 7 horas, na igreja do Pa-
raso, por alma de E Jizo Francisco da Fonseca
Barroao.
Amanh:
A'a 7 horas, na matriz de Palmarea, por alma
do Dr. Antonio dos Santos Siquera Cavalcaute.
Sexta-feira :
A'a 8 horas, na matriz da Boa-Vista, por *>ma
do Dr. Antonio dos Santos de Siqoeira Caval-
cante.
Patmageiro -Chegados da Europa no va-
por francez Niger :
Mil. Busch Madeleine, Guiseppe Perrero, Ma-
re Dubosse, Josephine L Cababoure, Victorie
Mayeux, Luiz Gouvea da Cunha, Carmenni Per-
relia, Thereza Canatzaro| Brag'O Janino, Manoel
Antonio Torres e Abel Correia.
Sahido para o sul no meamo vapor :
Albert Meubruek.
Chegados do sul no vapor francez Ville de
Santos :
Juhan Batalhan, Aotony Michell, Joseph Al-
te, J. M. Miu'l, Alberto Argentiuo Seixas, Ab- -
dom Milanez, Arthur Keruer, Mme, e Arthur Ker-
ner.
Sahido para a Europa no mesmo vapor :
Mme. E. Collan, 2 filhos e 1 criada.
Chegado de Mace no vapor inglez J*arnr :
John Smith.
Chegados da Europa no vapor inglez Bri-
tania:
Mr. Sidney G. Garr, Antonio Concoana e F._
W. Dicknson.
Sahidos para o sul no mesmo vapor :
Nicolau Pa helli, Franciaco Pachille e Edmundo
Cose
Sabidos para o sul no vapor nacional Baha :
Luir T. de Araujo, Alfredo M. de B Oliveira
Lima, D. Joanna Rodrigues de Oliveira e Silva,
Manoel Antonio Guimarea, Fernando Alfonso de
Miranda Leal e 1 criado, Joo Das de Freitas,
Dr. B. Temporal, Manoel Leite P. Bastos, Fran-
cisco Fiuza, Jos Albino de Figueircdo, D. Hei-
milla da Silva Lobo, D. Hermelinda da Silva Lo-
bo e 5 filhos. Pedro Braga, F. Dollen, Dr Helve-
cio Guimarea, Dr. Ignacio Firmo A. Xavier,
Franciaco Rodrigues Lvureiro, Honorio Ricardo
do Boinfim, Nicolao Smith e sua senhora, Maria
da Cune icio, Felicio M. da Conceico, Manoel
H. M., Joo Moreira, Fortunato Joa Ferreira,
Chriatina Ferreira, Victorino de Aguiar. Fabio,
Temporal, D. Auna Aguiar da Silveira e Raphael
Dias.
Vindos dos portos do sul no vapor nacional
Serotpe :
Joo F. D.Oliveira, Belmiro F. da Rocha sua
senhora e 1 filbo, Joo R de Albuquerque, Fabio
Temporal, Joo Gomes de Mattos, 1 alferes, 1
soldado e 1 criado.
Iiolerlast da corle -Eis a lista dos nume
oa mais premiados na 4. parte da 230. loterias
(197, 4 parte) do Monte Pi dos Servidores do
Estado, extrahida 26 de Junho :
rasaios de 100:000/000 a 1:000/000
6420 100:000/00
3555 20:000*000
7090 5:000000
9846 2:000/000
13598 2:000*000
127o 1:000/C00
4460 1:000*009
6589 1:000/000
6962 1:000/000
8703 1:000/000
11220 APPBOXtXAQOES 1:000/000
6419 1:000/000
6121 1:000/000
3554 3556 600/oOt 600/008
7089 400000
7091 400/000
9845 300/000
9847 300/000
135t6 300/00
13598 300/dOO
- PREMIOS DE 500/
1149 2584 568 8268 11969
1400 3395 7187 9464 12763
2.'86 5150 7787 9575 PREMIOS DI 200/000
197 2258 6983 9763 11071
964 3409 7457 10207 11625
2355 3582 7507 10651 12813
2700 4239 8346 10703 13258
3167 4661 8863 11054 PK1MIOS DI 100/000 13714
275 2123 3075 555 8888 11580 13521
278 2174 3144 6313 8951 12096 18754
600 2285 3430 6<58 9654 12808
1022 2376 3813 665J 9718 12549
1519 2472 4798 268 9728 12767
1540 2485 4923 7329 10067 12780
1609 2934 5317 7648 10567 12978
1622 2967 5418 8391 10687 13033
Lotera do RioA 1* parte d lotera
n. 1V8, d" novo plano, do premio de 100:000/000,
1 1 i extrahida no dia 8 do corren'e.
Os bilhetes aeham se venia na Casa da For
tuna ra Prnneiro de Marco.
Tambem acham se venda na prflea da Inde-
pendencia na. 37 e 39. ^^
Molerla de Mcele de aOiOOOSoo*
A 16* pirte da 12 fcteria, cujo premio grana
de 2(10:000/000, pela novo plano, ser extreW-
da impreterivelmeate no dia 13 de Julho s D
ras do manh. .
tlilhetea venda na Caaa Feliz da pC da
dependencia na 37 e 39.
Lotera Extraordiaria d *Pit',r
a O 4.e uleimo sorteio das 4." e 5. tries
desta importante lotera, cujo mjnr dremfo de


MV


Mi
Diario de PernambHcoCuarta--fera 7 de Julho de
MdHOJOOO, eer ertrabida a 14 pe Agosto pro
Jetan-se exposto venda os trestos dos bi
ftttrt na Casa da Fortuns ra Primeiro de Mar-
S>.2S.
alerta provine! Amanhi, 8
aYMao, M extrahir a lotera n. 62, em be
tfccie da Santa Casa de Misericordia do Re-
Ho consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Csaeaicao dos Militares, se acharSo expostas as
anas e as espberas, arromadas em ordem nume-
ca i apreciado do publico.
Igotert da provincia de Santa Ca-
flaarlnaEsta latera, cajo maior premio de
MKfc 000*000, de ver ser estrahida brevemente.
Ca mili un a attencio para o annuncio desta im-
portante lotera, publicado na seccio competente,
peJs>diminuto preco porque se vendem os bilhe-
Cst bilhetes acbam-se venda na Casa da For-
ana, i ra Primeiro de Marco n. 23.
amdouro PublicoForain abatidas no
aluVmn da Cabanga 70 rezes para o cousum
a n 7 de Julho.
y. Sendo: 54 rezes pertencentes a Oliveira Castro
s C, e 16 a diversos.
creado Municipal de 8. losjO
_uiisaLiitii deste Mercado nos dias 6 do cor-
ante, foi o seguinte :
Xatraram ;
34 bois pesando 5,004 kilos.
522 kilos de peixe a 20 ris 10*440
J96 cargas de farinha a 200 ris 39*200
43 ditas de fructas diversas a 300
ris 12*900
12 taboleiros a 200 ris 2*400
11 Suinos a 200 ris' 2*20D
Ihsam oceupados :
24 columnas a 600 ris 14*400
26- compartimentos de friaha a
500 ris. 13*000
23- compartimentos de comida a
500 ris 11*500
171/2 ditos de legumes a 400 ris 31/OOJ
16 compartimentos de suiooa 700
,is 11*200
12 ditos de tressuras 600 ris 7*200
10 ditos de ditos a 2* 20*000
A Oliveira Castro & C.:
2 talhos a 500 ris 1*00
54 talhos de carne verde a lf 54*000
COMUNICADOS
Une- te sido arrecadada uestes
qpantia de
dias
2305440
Freaos do da :
Chrne verde a 260 e 400 ris o kilos.
2frn..ot a 640 e 560 ris dem.
Caroeiro de 640 e 800 ris dem.
Piriuk-. de 400 a 280 ris a cuia.
M>lho de 280 a 320 ris dem.
Feijo de 800 a 1*280.
Fe multado o vendedor de farinha Francisco
IrldCv por fraude na medida.
CMBlterto publico.Obituario do dia 3
ate Jalao:
Alfredo, P-rnambuco, 3 mezes, Afegados;
"Manoel Frmino da Silva, Pernsmbuco, 62 au-
na asado, Boa-Vista; diarrha.
Aatonio Mara, frica, 75 anuos, solteiro, S.
hat-; ttano.
Mara da Natividade Lisboa, Pernnmbuco, 21
amas, solteiro S. Jos; tuberculose.
Alfredo, Pernambuco, 2 ancos, Boa-Vista ; bron-
n-paenmonia.
jialia, Pernambuco, 2 anuos, S. Jos; vermes.
Ijmzh, Pernambuco, 3 mezes, S. Jos ; couvul-
4
Alonso, Pernambuco, 2 annos, Graca; con-
Joi, Pernambuco, 2 mezes, S. Jos; ente-
Migvel, Pernambuco, 10 mezes. S. Jos ; con-
Jos Francisco de Souza, Sergipe, 67 annos,
n-i"*" Boa-Vista; diarrha.
Pauiina Mara da Conceicao, Pernambuco, 22
naos, solteira, Boa-Vista; tubrculos pulmo-
Peieiana Mara da Conceicao, Pernambuco,
i8 annot, solteira. Boa-Vista; diarrha.
Flix Borges de Parias, Pernambuco, 64 annos,
setttiro, Boa Vista : dyarrba.
Aadreza Maria Alves, Alagoas, 35 anuos, sol
aa, Boa-Vista ; cyrrhose do figado.
Igez, Pernambuco, 4 annos, S. Jos ; asphyxa
Jo das Virgens Motta, 76 annos, Boa Vista.
Gwlbermina Emilia de Souza, Fernambuco,
Vanos, solteira, Boa-Vista ; febre typhica.
ti
auoel, Pernamtueo, 2 mezes, Santo Antonio;
aavmlsoes.
Cm. feto, Pernambuco, Boa-Vista.
Lniza Maria da Conceicao, Pernambuco, 21 an-
sa*, solteira, Boa-Vista; tubrculos pulmona
Jbsepha, Permmbuco, 3 anuos, Boa-Vista;
luala
Jos. Victorino da Silva, Pernambuco, 18 anuos,
aaeiro, Boa-Vista ; tubrculos pulmonares.
Thaodora Mara de Barros, Pernambuco, 30
sobos, viuva, Boa-Vista; edema de figado.
Marianno, Pernambuco, 11 mezes, Boa-Vista ;
JBsachite.
Jeio Francisco do Nascimento, Pernambuco,
casado, Boa Vista ; tubrculos pulmo-
! eleltorade do 3a dlstrlcte
Im. Sr.O fallocimsnto do Dr. Antonio Fran-
cisco Corris de Araujo, abrindo urna vaga na de-
putacao de Pernambuco, determino a necessidade
de ama cleicao no 3 distrcto, qua aquelle Ilustre
cidadao t&o dignamente representava.
Para prehenche/ essa vaga proponho-me eu aos
sufragios do distincto eleilorado desse distrcto,
nSo movido por impulso proprio, nem tomado de
ambicoes que estou longe de nutrir, mas por apre-
sentacSo do partido em cujas fileiras milito e alen-
tado pelo desejo de continuar a prestar servicos a
paiz nesse posto de combate que me foi indicado.
E', pois, eicudado com esse patritico desejo e
patrocinado pelo sneu partido, cujo venerando
chefe tenho por amigo, que eu venho solicitar de
V. S. o seu voto e todo o ssa precioso auxilio
minha causa no pleito que su vai ferir brevemente
nesse districto, onde V. S. gosa de prestigio e dia-
pe de merecida influencia.
Bem conhecido nesta provincia, oude nasci e
ende tenho sempre vivido mourejar em fadigosas
lides pelas ideas conservadoras, e sob a gide
d'aquella honrosa apresentaco; creio que ser-
me-ha excusada a exhibico de um programma,
pois que outro nao posso ter que nao o do partido
ao quai tenho servido com delicaco e caforco.
Entretanto, de harmouia com o notavel discurso
proferido no Senado, em 1879, pelo honrado Sr.
conselheiro Joao Alfredo Corre* de Oliveira, digno
chefe conservador em Pernambuco, direi que
synthese do mea programma pugnar pelas re-
formas que forem o deseo volvunento pmtico dos
grandes principios liberaes consagrados na Cou
stitituicio e que formam a base das instituicoes
que nos, os conservadores, maateinos e queremos
manter.
Dentro de taes limites ha espaco bastante para
todos os melhorainentos intelectuaes, moracs e mi-
teriaes, para todos os commettimentos serios da
poltica, economa, financas e adininistracao, emfim
para todas as mais altas aapiracoes dos povos
livres, que vivem sob o rgimen parlamentar.
No decurso dos vinte annos que constituem a
mioba vida publica, sempre girou nessa rbita a
a minha actividade, e disso faiem prova os meus
modestos esforcos na Assembla Provincial c os
meus pequeos fabalbos na aprensa, estes lti-
mos attestados pdlo Diario de Pernambuco, era
cujas paginas tenho esteritypado a minha alma
o meu coraco, pugnando por tudo quanto se me
tem afigurado til e vantajoso causa do paiz e
mais particularmente desta provincia.
Como garante dos ineus intuitos de futuro offo-
reco esse modesto passado ao digno eleitorado do
3 districto, assegurando-lhe que envidarei quanto
|couber em mim para cievar-me altura da situa-
(o do paiz e para in i6trar-u.e merecedor da con-
fitan co n que me honrar case digao eleitorado.
O men norte ser o bem publico e o eaminho
para elle essa honrosa confiauca que nunca ialtou
ao ilustre cidadao a quem aspiro substituir e cu-
jas virtudes cvicas tomarui pjr modelo.
Subacrevo-me com a rcaior eonsiderucao o res-
peito.
De V. S,
Amigo, attento, vonerador e criado.
Recife, 6 de Julno de 1886.
Felippe de Fgueira Paria.
Maaoel, Pernambuco, 1 dia, Boa-Viste; con-
antio eerebral.
Cm renascido. Pernambuco, S. Jos.
COMERCIO
comtnereial de Pemam
tonco
EECIFE, 6 DE JULHO ^E lbat,.
As tres horas da tarde
Votad* officiae
obre Pari, 30 d/v. core 3/4 0/0 de des-
cont.
sobre Santos, 60 d/v. com 1 1[4 0/0 de
descont.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. G. Alcoforado.
BENIMENTOS PBLICOS
Mes de Julho de 1886
JaoMDoaiADe 2 a 5
Icii-ni de 6
flnsiii mu PaoTiNCUL De 2 a 5
dem de 6
5:197*708
414759
PIBLICACOES 4 I'EUIIIO
A polica de Aguas Bellas e o
coronel Paule aiaeiatho Te
norlo
O Diariq de hoja na sua Revista Diaria,
sob a rubrica Tentativa de morte firma-
do eui comrourticaQO'S da polieia da co-
marca do Aguas Bellas, d noticia de
urna oceurrencia criminosa, de que foi
theatro o dutricto policial de Mocambo da
quella comarca.
Nada terianaos a observar, apezar da iu-
congruencia da parte policial, que deixa
ver desde logo o proposito que ha do en
contrar em semelliante oceurrenia ensejo
para satisfacSo de odios particulares e po-1 hiicaco.'s nanioloaa esiio somente ao cargo da
5:612*M7
3i3:125572
13:187*310
DKATHAOB i-'6 2 a 5
dem de 6
49:312*882
2:678*840
435-.902
3:114*742
DESPACHOS DE IMPORTAgO
Logre inglez Dunure, entrado de Terra-Nova,
ao dia 5 do corren te e consignado a Saunders
Arothers & C, manifestou :
fiacalbio 2,734 barricas e 536 meias ditasaos
Ctoiignatarios.
Barca ingleza Pampero, entrada de Swansea no
Ka 5 do corren te e consignada a J. Patvr & C.,
aanifcstou :
Carvao de pedra 917 toneladas ordem.
Vapor nacional Sergipe, entrado da Babia e es-
calas no dia 6 do corr ute e consignado a Domin-
gos Alves Mttheus, manifestou:
Barris vasios 71 a ordem.
Couros kalgados seceos 540 a Pereira Carneiro
*C.
to de algodo 20 saccas ao consignatario.
Pcdras de am- llar 100 a Fcrreira Guimaraes
Kc.
Relies 31 amrralos ao consignatario.
"Mo de algodo 10 fardos ao inesmo, 15 a L.
*8%Hra.
P^o'lhoroa 5caixdes crdetn.
100 awlho a Beltrao S C.
liticos, se ahi nao fora indigitido como
mandante da supposta tentativa o coronel
Paulo Jacintho Tenorio e um seu sobrinho
filho do tenente-coronel Jeronyrao Tenorio.
Sola 526 meios ao consignatario.
Tamancos 7 amarrados ao mesmo.
Iliate nacional Iris, entrado de Maco no dia 5
do frrente e consignado ordem, manifestou :
Sal 29,440 litros ordem.
Hiate nacional Aurora, entrado de Maco, no
da 5 do correte e consignado a ordem manifes-
tou :
Sal 34,560 litros ordem.
DESPACHOS I EX Pt/ftTA CAO
Em 5 de Julho de 1886
Para o exterior
So vapor inglez Mariner, carregou :
Para Liverpool, J. H. Boxwell 500 saceos com
37,500 kilos de a_.uo; : uiascav..do ; J. Pater S
C. 1,000 saecos com 75,000 kilos de assucar mas-
cavado.
No patacho portugus Dous 1 raos, carre-
garam ;
Para I-isboa, S. Guim.-.res & C. 1,497 couros
salgados com 18,964 kilos.
Para o interior
No vapor nac-nal Pirapama. carreearam :
Para o Cear, Oliveira & C. 5 caixas toui 2k)0
litros de moeot.
Na barcaca Farofa, carregou :
Para Parahyba, J. Baptsta 2 barucas com 12(<
kilos de assucar branca.
No juter Jaguarary, cari tgaram :
Para o Natal, M. J. Pessoa 150 barricas com
farinha de mandioca.
Para Macahyba, P. Alves & C. 12 volumes com
570 kilos de assucar refinado e 18 barricas com
1,083 ditos de dito mascavado.
MOVIMENTO DO PORTO
Navio entrado no dia 6
Bahia por escala11 dias, vapor nacional
Sergipe, de 411 toneladas, coramandan-
te Pedro Vigraa, equipagem 26, carga
varios gneros ; a Domingos Alves Ma-
theus.
Navio sahido no mesmo dia
Cabo-Verde Patacho norueguenso Hen-
rick Wergeland, emjastro.
NSo podemos consentir que corra sem
um solemne protesto, calumnia tao revol
Unte contra cidadSo tao distiu Jto quanto o
coronel Paulo Jaciotbo.
Coahecemol-o bastante para poder afir-
mar que elle incapaz de recorrer meios
criminosos, mesmo para desforjspessoaes.
Chefe de urna extensa familia ramificada
uta Pernambuco, dispondo de grandes re-
cursos, o coronl Paulo Jacintho, na co-
marca de Quebrangulo, centro de todos os
amigos e parantes daqu-lla localidade e da
comarca de Bom Conseloo, nesta provin-
cia.
O prestigio de que elle gosa, tao legti-
mamente, nao pode ser bem visto, por quem,
valendo se dos favores ofEeiaes, pretende
avassalar um districto inteiro.
O coronel Paulo Jacintho, morador nos
limites da provincia de Alagas com Per-
nambuco, o ponto de apoio de seus pa-
rentes, moradores na comarca de Bom
Conselho, que n3o querem transigir.
Na carencia de meios lcitos pari en ira-
queoel o, recorrem hoje os seus desaffectos
de Aguas-Bellas arma favorita e que tan
to serviyo Ibes tem prestado, aos prueessos
crimoaes, que com testemunha* ageitadas
grande resultado podem produzir.
A parte oficial hoje publicada o co-
meco da execucao do plano concertado con-
tra o coronel Paulo Jacintho, e o resultado
do inquerito aberto j se acha nella pre-
visto, apezar de nao terera sido presos an-
da os inculcados mandatarios.
Montada como se acha a machina em
A^uas-B-llas, uao ha maia garanta para
os desaffectos daquelle* a cujo aceno co-
iDcg.H ella logo a funecionar.
E' o caso de podr providencias a S.
Exc. o Sr. presidente da provincia, repe-
tindo : a aossa liberdade, bocra e vida es-
tilo em perigo, emquanto a situacao actual
permanecer em Aguas-Bellas.
Recife, 8 de Julho de 18S6.
Um que tambem se jxdga ameagado.
!: com o promotor publico da
comarca do Alo Formoso
Pergunta-se a V. S. se ignora que o pa-
dre ChristorSo do Reg Barros, requereu
q juiz de capellas desta comarca, Itcenca
para vender prata e joias da matriz de
Una, deque administrador; licenc que
llie foi negada pelo referido juiz, ero vista
da opposigao que fez o promotor de capel-
las, o Sr. Pimentel, e nSo obstante venden
mais da urna arroba de prata a u"m nego-
ciante de Bnrreiro8, e ainda maior porco
da mesma com algumas joias de ouro ven-
deu ltimamente no Recif ?
Esta matriz tinha mais de cinco rrobas
em prata e grande porcao de joias de ouro
<.m urna caixiaha, quasi tudo desappare-
ceu, co'iio ?
Presumo que V. S. ignora este facto,
por si r anterior a sua chegada nesta co-
marca ; mas agora que d<-ll tem sciencia,
cumpre Ihe provar aos seus juridicionados
Mu o art. 170 do cdigo p nal nao foi es-
cripto pira o inglez ver.
Chamo tambem a attencSo do Sr. Dr.
juiz de apellas para esta fa to, e lembro
llu- que procoda um inventario das .If.iias
e havres dasta matriz, s-no. Ihe faz
do intimo do corceo este pe lido.
Um pemambucano.
E'coma Proyineia
Pedimos lllustrsds r<-dacc> 'd^sne ornal que
bo dijn. publicar os 0'litn's da leioCo pira vo-
readnr-'s juises d ouz.
Outi'ora qu nido est.; servir; era fcito per este
Diario, sjl Essa rp'lac^ao acob<*ruda com o pretexto da
grande fluencia de materia, pela rleicao no da
1" do eorrente, deixou nos aem o numero de seu
jornal, que de-it dar no dia seguinte, dando a
comprebnder que na s>'u primeiro numero satis-
fara a esp'dativa publica, cuotprindo tambem
com o s>"u dever.
Nos das 3 e 4 apenas for >m publicados mis
quatro editaes de seccoes mais conhecidas e ira-
pns'ivtis de s'Tem retifieados.
H je o 5* dia posterior ao da cleicab, e em o
numero de boje n;m um > edital 1
Dennda ainda se sa&e ao certo, poiquo as pu
13S6
rcriaccaV) da Provincia.
Porventu-a essa redaccilo nao estar* de posse
de todos o- editees, nem in-'*mo os da seccao da
matriz do Poqi e da Varz--a ?
Recife, 6 de Julho de 1886.
A opinUio publica.
Protesto
No inez de Fevereiro prximo findo veio em nos-
sa casa a Sra. L) Anglica de Souza Rbeiro, ir-
ini do Sr Joaquim de Souza Rbeiro morador no
Recife, mostrar-nos urna carta do dito Joaqnim de
S iuzii Rbeiro, que escreveu da cidade de Mosso-
r em que pedia a sua irma D. Anglica para nao
accional-o, que logo que chegasse no Recife ia
vender predios para saldar; em vista desta carta
e urna certidSo de Litbos em que mostra que o
mesmo Joaquim Ribeiro recbeu 6004 (seiscen-
tos mil re fortes), de orna cauco que a referida
senhora levantou, em vista disso fizemos o saque
com rofei ida senhora e remettetnos para a impor-
tante essa dos 8rs. Machado & Pereira ; esses se-
nhores respouderam nos quo amda nao tinham
visto o Sr. Joaquim Ribeiro, e um empregado de
si
aa
Responda-nos o Sr. Rib.iro que negocio este?
se verdade ? em vista pas de tees documentos
que acham-se em poder dos Srs. Mtchado fe Pe-
reira, deve ou nSo deve ? paga ou nao paga ?
Constando-nos que o Sr. Jos Pedro Alves sac-
iara contra o mesmo Kibeiro 3oOJ fortes, fazen-
do-se utor dos seus netos, filho de D. Anglica,
apressamo-nos garantindo que este seobor nao ttm
cousa algoma com este dinbeiro ; demais occorre
que D. Anglica quando levanten a cancao em
Lisboa, j tinha teito o inventario do marido, pre-
vino pois ao Sr. Joaquim Ribeiro e ao commercio
mais esta esperteza do Mr. Jos Pedro Alves, fa-
zendo-se capitalista no Recife, quando nao mais
do que siraplesmente um proletario.
Ico, do Maio de 1886.
B6la& C
Duas 'palavras sobre o Dr. n
ionio Francisco Crrela de
Araujo, poroeeasISo das exe-
quias solemnes mandadas ce-
lebrar pelo partido conserva-
dor na matriz Testa cidade.
Mal de ti, patria J nao eram bastan-
tes tantos filbos extremosos que tm flor
dos annos, exhalando o ultimo suspiro no
teu regayo !
Mais um tmulo se abri para obumbrar
no crepuscalo eterno o cadver do Dr. An-
tonio Francisco Correia d'Araujo, cuja al-
ma enamorada do impossivel, deixou as
prisoes da carne pelo Evangelho da luz.
Como triste este silencio quo nos ro-
dis e que revela-nos que elle afinal par
tio para as plagas sombras de alm tmu-
lo ; o o sentimento que sua morte nos cau-
sou, deixou-nos como attonitos, mal acre-
ditando na cruel verdade que espinha-n -.8
o corscSo I
Assim como a luz das estrellas Ilumina
com o seu clarao rnortico as derrocadas co-
lumnas de om templo, que comsigo expri-
me em linguagem silenciosa, que nada
perduravel nesta vida ; assim, senhores, o
partido conservador luz mortifa destes
cyrios, voz montona destes cantos do
morte, com a sua gloriosa baudeira meio
pao, contempla o terrivel desabamento de
urna d-is suas mais fortes columnas, e por
quem hoje se cobre de luto urna nacao in-
teira.
Que triste illusSo que a vida ?
Quem dira que tSo cedo a morte com o
seu bafo impuro viria soprar aquella fron-
te em que brilhava o logo do genio o o ar
dente enthusiasmo de um lho da trra
americana ?
Senhores I O Dr. Correia de Araujo era
urna esperanca robusta e a quem pelo seu
talento, estiva reservado o oceupar urna
posicao brilhante ne mundo social. E' que
Ihe embalaran) o berco os sussurros longos
e profundos destas florestas gigantes do no
vo mundo.
Os suaves murmurios das auras perfu-
madas, um co radiante, azul e formosissi-
rao, a par do urna vegetaclo portentosa, no
meio de tudo isto se robusteceu o seu espi-
rito para as brilhantes conquistas do pro-
gresso; e as evoluedes das ideas hodier-
nos, com a indomavel energa que o carac
terisava, rematar o capitel do grande edi-
ficio da igualdade social.
' jVejo-o agora mesmo diante de mim, corf"
os olhos d'alma, tendo nos labios aquella
8orriso bon ioso, com aquella physionamia
altrahente, que a todos tornnva seus ami-
gos, e a cujos excelsos talentos e sublimes
qualidades todos rendiam verdadeiro culto.
A sua tidelidade nobro bandeira do par-
tido, cuja ctusa abracou, tor-nou o em pou
co temp > um dos homeos mais prestaveis
desse partido ; gosando de prestigio e de
adheso^s sinceras, nunca revelou-se un es-
peculador vulgar.
E entretanto morrea. Tombou para a
eternidade, que a immortalidade dos no-
mes Ilustres.
E' qu ) os grandes vult is desapparecem,
mas nao te extinguem.
O Dr. Correia de Araujo principia a ser
urna traiiccSo.
E agn que diente fallo dille como quem j nao dos vivos,
nem p lo escutar-me, que j nao pode
maia animarme, nem aconselhar, como
tintas vezes o fez, cuivo-rae diante de
Dcus e da sua vontade infinita, sentiado
ligrima fria vir banhar me a face, como no
nomento em que me vieram dzer que elle
j nao existia, escalando as vozes sombras
dos psalmos e das preces murmurar sau-
dade flor singela que vegeta no corajao
do amigo que se dobra subraisso, a con-
templar os bracos da cruz que guarda a
eepultura amada.
Dorme, amigo, um somno longo e pro-
fundo, e possa tua alma sombra das ar
vores do paraizo gozar a eterna verdade, o
eterno bem.
Adeos, amigo. Boa noite.
Garanhuns, 18 de Junho de 1686.
Bellanjnino Dourado.
Meus senhores : Um tmulo, nao ha
muito, foi aberto para recebor por urna
eternidade o corpo inanimado do Dr. An-
tonio Francisco Correia de Araujo.
Com o coracao dilacerado pela dor, e
com a voz como que entrecortada por urna
saudade acerba, eu venho tambem por mi-
nha vez, meus senhores, cumprir o dolo-
roso dever de depositar na campa do arai
go o adeus da minha despedida.
Quem, como eu, conheceu aquella gran-
de alma -aridosa, aquelle carcter elevado,
aquella d ^dicacao sincera ; quem, como eu,
te ve occasio de apreciar as raras quali la-
des que ornavam o cidadao prestante, cujo
trespasso o motivo que nos congrega
aqui; quem, finalmente, como eu, convi
veu cora elle, desde a infancia, contando-o
no numero dos mais caros e estremecidos
a casa diesen que a saccadora devia mais ao aiujg08 nj0 pode, neste solemne momento,
deixar de sentir a mais angustiosa dor, dei-
xar de verter copiosas lagrimas de sauda-
de, ao recordar-se de que j nao elle do
numero dos vivos I
Dizia um notavel escriptor, que ha mu-
tos que se proclamara amigos; mas que os
amigos verdadeiros sao poucos.
Quanto de grande e sublime nlo encerra
esta judiciosa sentenca ? Quanta verdade
nao contm este pensamento transcen-
dente ?
Pois bem, mnus senhores ; o Dr. Anto-
serapre lembrado amigo, Dr. Antonio Fran-
cisco Correia de Araujo, o cumprimento
do dever a que me impela o sentimento da
gratiio, esse sentimento, que, por muito,
motivos, me trar eternamente preso sua
lembranca.
Nos outros que aqu vemos hoje render-
lhe urna merecida homenagem, dirijamos
ao Deus, todo Poderoso, urna prece, para
que no co d ao nosso amigo a recom-
pensa que Ih' devem valer as boas aceftes
que elle praticou na trra.
Adeus, amigo; descanca em paz.
A trra te seja leve.
Garanhuns, 16 de Junho de 1886.
Lydio Mariano de Albuquerque
itiis Florida de Uurray A Unnan
>". SOB
Na verdade cousa estranha e para admirar
que este delicado o precioso perfume, tendo sido
manufacturado ha mais de 20 annos exclusiva-
mente para os mercados da Aravric do Sul e das
Antilhis e estimado por toda a populacao d'Aue-
rica Hespanhola em preferencia todas as mais
essencias e aguas de cheiro, s a pouco viesse
ser finalmente introduzido pela vez primeira neste
p*iz, depois de tao largos annos de existencia O
afinco e louvavel promptidao que as nossas bellas
patricias mostraram na adoptacao da mesma, pro
va que is senhoras sul-americaoas, as quaes a
preferem a propria Eau de Cologne, nao do mais
que um justo apreco delicada pureza do artigo.
Cono garanta contra as falsificares, obsrve-
se bem que os noaies de Lanmau it K-'inp, ve-
nbam estampados em l.-ttras transparentes no pa-
pel do livriuho que serve dj envoltorio a cada
garrafa.
Acha-se venda em todas as principaes bo:icas
e lojas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Henry Porstei & C,
ra do Commercio n. 9.
O Xarope de Vida de Realer X. S
infallivel Emphaticamente o assereramos, iufal-
livel! Quem o negasse negara a verdade. Todas
as doencas e incommodos do estomago, figado, in-
testinos erins cedan) s suas maravilhosas pro-
priedad^s purificantes e curativas. Pouco importa
quo teinpo lenha durado a eoferinidade ou quao
arraigada esteja, o empreo methodico e constan-
te do Xarope de Beiile* >'. 9 nunca deixa
de effectuaa a ecra, rustabelecer a saJe e prolon-
gar s vida.
Collegio Abilio
NOVOMETHODO DE E.VSINO RPIDO DA LE
TUBA DOSlt. BAKAO DE MACAUUBAS
[Opiniao unnime da imprensa da corte)
Lyeeu Littoraro Portuguoz. O Sr.
Barao do Micahubas abri nest-) lyceu mu
curso para eosinar a 1er pelo Methodo Abi"
lio e hontem querendo demonstrar o adian-
tament que em oito lic8c* tm tido os
seus discpulos, convidou para assistir a
essa prova a imprensa da corte, que all
se fez representar.
Silo em numero de 60 os discpulos do
Sr Bario de Macahubas, que pira o cur-
so entrarara analphabetos o quo hoje co-
nhecora as letras, sabero quaes os seus
sons, juntara as syllabas, formara palavras
e le n mais ou menos correctamente.
A prova presentada hontera pelo Sr.
B -rao de Macabubas, deixou patentes as
vantagens do seu methodo e os resultados
que delle se podem colhor.
(Da redacyJto do Jornal do Commeccio
de 17 de Junho.)
O Sr. Bioao de Macahubas deu ante-
liontem, no Lyeu Litterario Purtuguez,
urna prova do raetbo lo de leitura abrevia
da.
Oito ligoes apenas do urna hora cada
urna haviara sido dadas, e j a maior par-
te de seus se.iseuta discpulos liam com fa-
cilidade.
Nao deve ficar no olvido, que os disci-
cipulos operarios adultos e analphabetos,
como verificaran) na primeira lico varias
pessoas, entre as quaes o Sr. commenda-
dor Pinheiro, ^rector do Lyceu, e o Sr.
Dr. Victoro da Coat, director geral da
nstr'.'c^S > publica.
(Da redaecao do Paiz, dem.)
VAPOKES EfEHADOS
Ville de Bahia do Havre amanha
Espirito Santo do sul a 9
Trent da Eurepa a 10
Para do norte a 13
Elbe do sul 14
Jokai da Europa a 14
Delambre de Liverpool a 14
Cear do sai a 17
Argentina de Har"burgo a 20
Ipo/uca do norte a 20
Mandos do norte a 23
La Plata da Europa a 24
Equateur 2/eva do sal a 25
do sul a 29
Engenhos centraes
Declaro que as tive psrte na publicarlo quo
fizeran Alguns agricultores da Escoda referente a
faltas commettidas pela compauhia de Engenhos
centraes no cumprimento de seu contracto.
Comecando este anno meus negocios com a com-
panhu, espero nc s-r por ella prejudicado ou fe-
ridonos meus direitos, entretanto, se alguma vez
o for, saberei reclamar providencias amparado na
le; e se recorrer imprensa fal-o-hei com a mi-
nha assignatura porque entendo que, soinente as-
signando suas puolicacoes podem os meus oollegas
agricultores es per r, que sejam ellas tomadas na
devida consideracio, chegandj a um fim verdadei
ro e d"8ejado ao qual nunca attingirao censuras
que sao publicadas por anonymos.
Fique lavrado meu protesto.
Engenho Harmona, 5 de Julho de 1886.
Antonio Lint R. Guimaraes.
N. 3. Mais, se tendea filhoa debis que
por altadle appetite esto doentios, dae-
lhss a Eraulsao de Scott.
' maravilhoao come en pouco tempo,
ao tomarem-na, restabelecem-ae 6 como
recuperim a energa e a saude
nio Francisco Correia de Araujo era um
desses poucos horaens, que se podem cha-
mar amigos verdadeiros.
Tenho rszf3e8 segurissmas para dizel-o ;
e vos, que tvestez occasiSo de conhecer-lhe
os elevados sentmentos, nao tereis, de
certo, como temeraria a minha proposcSo.
Desse conceito ineontestavel, desse con-
ceito juitissirao que deve ser tributado
sua memoria, deu elle, em toda a sua vida,
as ti ais robustas o exuberantes pro vas.
NSo me proponho, senhores, a fazer
necrologa do finado amigo, pois qua pen-
nas babilissimas tem-no teito saciedad" :
o meu proposito, neste instante, tao so
mente, e em poucas palavras, tornar sa-
liente a preciosa qualidade de amigo cm
que elle tanto se distingua, com a maior
nobreza e distinecao de carcter, e essa
qualidade aquella mesma qu3 se cont n
no elevado pensamento do notavel escrip
tor que venho citar.
Com isto, cumpro um dever, e nada
mais.
O tributo pois de homenagem e respeito,
que Tenho prsstar agora memoria do
A aula, que iuiciou no Lyceu Litterario
Portuguez o Sr. BarSo de Macabubas, tem
produzido resultados satisfactorios.
Pelo seu novo methodo de ensino tem
conseguido o Ilustre professor, em oito li-
c5es, fzer ler a individuos, que eram anal-
phabetos.
Consta-nos que Sua Magestade o Impe-
rador ir na prxima segunda-fera assis-
tir pro7a dos alumnos do Sr. Bario "de
Macahubas, visitando por essa occasiSo o
Lyceu.
(Da redaccHo da Gazeta de Noticias,
dem, dora.)
ENSINO DE LEITURA
Deu ante-hontem o Sr. BarSo de Ma-
cahubas no Lyceu Litterario Portuguez,
urna prova da proficuidade de seu metho-
do de leitura em seasSo experimental des
tinada imprensa.
A prova nSo podia ser nem mais satis-
factoria era mais cabal, pois com oito li-
coes de urna hora apenas cada urna, a
maior parte dos alumnos, em numero de
cerca d^ sessenta, leram com promptidSo
e seguranja grande numero de palavras e
de phrases.
O methodo pareceu-nos naturalssmo o
de 8umma faoilidade, condico esta que
concorrer para sua generalsacSo, univer-
salisando o conheciraent) da leitura.
Por tal methodo os mestres ambulantes
podem levar o ensino a todas as localida-
des, qu^ nSo possam ter escolas publicas
ou subven lionadas.
Os alumnos do curso cuja prova assisti-
moa sSo adultos e alguns de maia de 50
annos de idade e eram todos analphabetos
quando ss inscreveram.
Compriraentaraos ao incansavel educador
da mocidade pelo seu feliz invento, com o
que mais um valiosssimo servjo prestou
nstrucjSo nacional.
(Da redaccSodo Diario do Brasil, idem.)
Cora a generasacao de tSa feliz metho-.
do, simples, razoavel o natural, e portaato
facillimo de ser applicado por qualquer pro
fessor, pode-so duser que dentro em brere
o numero de analphabetos ficar muito re-
duzido.
U Methodo Abilio deu era 8 horas um re-
sultado que at hoje nao conseguio metho-
do aigum.
(Da redacjSo da Qazeta da Tarde,
dem.)
O Sr. BarSo de Macahubas que tanto
se tem dedicado ao ensino entre nos, aca-
ba de iniciar ao Lyceu Litterario Portu-
guez urna aula onde explica um novo me-
thodo de leitura por S. Exc. organisado.
Hontem, noite, em presenca de nSo
pequeo numoro de pessoas, entre as quaes
se achavain representantes da nossa im-
preosa, provou S. Exc. que, em 8 dias,
pode fazer ler individuos que eram com-
pletamente analphabetos.
Entre os alumnos qne tem aproveitado
as licSrts do Ilustre prof-'ssor achavani-se
tambero algumas pracas de linha ; estas,
porem, s assistiram s primeiras expli-
caySes, nSo tornando mais ao Lyceu, quer
nos parecer qus por exigencias do servico
do exercito.
Para tel-as em sua aula nao valeram os
pedidos que fez o conhecido educador jun-
to ao respectivo com mandante.
Na prxima segunda-fera, segundo
oonsta, o imperador assistir prova dos
alumnos do Sr. BarSo de Macahubas, vi-
sitando em seguida o Lyceo.
(Da redacySo da Qazeta da Tarde,
idem.)
Dr. Carneiro Leo
MEDICO
Tem o seu consultorio e residencia ra )
Livraraeuto n. 31. 1" andar. Consultas de 11 hu-
ras da manhS s 2 da tarde. Chamados por es-
eripto a qualquer hora. Especialidad* :febres,
parios e molestias de enancas.
Le'ons de Fiwais
Theorique et Pratique
Louis Monteyrol
N. 53-RUA DO HOSPICIO-N. 53
EDITAES
O desembargador Jos Manoel de Freitaa,
juiz dos feitos da fazenda desta provin-
cia de Pernambuco.
Paco saber aos que o presente viiein que em
pmca publica deste juzo, de 16 do corren te mez,
se ha de. arrematar por v Umacasa do tijollo e cal, com 2 janellas e 1
pnr.a de frente, 6 janellas ni oitao do poente e 4
no oitao do naseente tendo 2 salas, 3 quartos, me
dindo de fieme 10 metros e 1 centmetro e de
fundo 19 metros; bastante arruinada com Darte
do telhado desabado e edificada em um terreno
que mede de frente 241 metros e 20 centmetros e
com os funds a'em dos mangues ahi existentes
di viilindo ao norte com trras de Francisco Ro-
drigues Cardoso, e pelo sul com o sitio denomina-
do Pazenda ; pelo naseente com trras do Pena e
pelo poenie com untiga estrada do sul ; divieorias
estas tiradas de urna escriptura do referido sitio,
passada pelo tabelliao Silveira Libo e que foi
aprs'entada no acto de pro )eder-se a avaliacao
pelo inventariante, afin de que servisse de base
para as presisas enitrjntacoes Tem no referido
terreno que se preita bem para plantacocs muitoa
ps de fructeiras, taes como, coqueiros, mangnei-
ras e coqueiros, av.*liada por 3:000-
TCujacasa vai a praca a requerimento do inven-
tariante pira recorrer as despezas e sello de he-
ranca do inventario dos beos que ficara por fal-
lecimeuto de Jos Alezandrc los Santos e sua
mulher Isabel Francisca dos Sanias.
E para que chegue ao coohecimento de todos
mandei passar o presente edital, que ser pu-
blicado pela imprensa e afiliado no lugar do cos-
tume.
Dadoe passado nesta cidado do Recite, aos 5
de Julho de 1886.
Eu Jos Lomos da Costa Rocha, eservao inte-
rino o subscrevi.
Jos Manoel de Freitaa.
Pela secretaria do Tribuoal da Ralacio se
faz publico que os advogados, nao formados em
direito, e solicitadores abaixo designados deixa-
ram de renovar as provisoes, finios os respecti-
vos prazos :
Advogados
Maaoel Antonio Pinto,
lago Joaquim de Carralho.
Ivo Pinto de Miranda.
Jos Teixeira da Motta Cavalcante.
Pedro Marinho Falcan.
Olavo Correia Crespo.
Jos Cyriaco Bezerra de Mello.
Solicitadores
Luiz de Hollanda Cavalcante.
i Jos Peres Vergueiro.
Jos Maria Carvalho Serrano.
Francisco da Rocha Pasaos Lins.
Jos Joaquim Camello de Andrad.
Pedro Jos do Carino e Souza.
Arminio Pessoa de Albuquerque.
Traaquilino dos Santos Castello Branco.
Pedro Alexandrno da Silva Ramos.
Tribunal, 1 de Julho de 1886.
O secretario interino,
Alberto de (Jusmao Coelho,
Edital n. 1
NOVO METHODO DE LEITURA
A convite do Sr. Bario de Macahubas,
reuniram-ae ante-hontem no Lyceu Litte-
rario Portuguez varios represeutante da
imprensa, para assistirem a urna prova da
eficacia do seu methodo de leitura rpida,
depois de oito licSes diarias de urna hora
cada urna.
Na realidad* surprendedora f*i a prova,
porquanto quasi todoa os alumnos, opera-
rios adultas sera a rainiraa cultura intellec-
tual, cm numero superior a 60, tendo-se
matriculado no curso interaraente analpha-
betos, *j sabiara ler.
E' extraordinario o resultado conseguido
pelo Ilustrado pedagogista, soinente com o
emprego da imprensa escolar do aeu p-
parolho Escolar Mltiplo.
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco pu-
blico que tem de realisar-sc o einprestimo autori-
sado pela le n. 186S de 15. de Maio ultimo por
emisso ao par de apolices do 7 0/0 ; e por isso
convida-se aos senhores que queiram tomar as
mesmas apolices a fazerem-no desde j, reeolhen-
do as respectivas importancias.
Secretaria do Thesourp Provincial de Pernaaa-
buco, 5 de Julho de 1386. Servindo de secre-
tario,
Lindolpho Campello.
Edital n. 739
De ordem do inspector geral, f*co saber pro-
fessora Mirandolina torges Pestaa, da cadeira
de Serra Verde, que fiea-lhe marcado o pr.so de
15 dias para responder sobre o abandono de sua
cadeira, visto ter deixado de reassumil-a depois
de finda a licenca obtida e liaver decorrido mais
de seis mezes fra do exercico dclla.
Secretaria da instruccao publica de Pernam-
buco, 2 de Julho de 1886.-O secretario,
Pergentino S- de Araujo Galvao.
Edital n. 1
O adminisirador do Consulado Provincial faz
publico a quem interessar possa, que no da 9 do
correte terminar mprorogavolmente a cbran-
os livre de multa do imposto de dacima relativo
ao2- semestre do exercicio de 1885-86.
Consuado Provincial de Pernambuco, 3 de Ju-
lho de 1886. 5 ^
Francisco A myntas de Larvalno Aoura.
Edital ii. 17
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspeator dessa the-
souro, vai de novo praca. conforme resolveu
por officio de 26 de Junho ultimo o Exm. Sr. vice-
presidente, no dia 8 do crrante, o fornecitnento .
dos medicamentos necesaaries enfermara da
casa dedetencio, durante o etHttcio de 1886-87,
servindo de base os precoa ffsrnKilario.
Secretaria do Thesouro^^^Hal de Pernaas-
bueo, em 3 de Julho de 18%.
L.' Campello.
f





Diario de Pernambuco---Ruarte--f eir 7 de Julho de 1886
Edita! n. 3
*Pe ordein do Ilion. Sr. inspector se taz publico
ue s II horas do dia 9 do crrante mez, serao
vendidas em praca no tiapiehe Conceiclo, livre
de direitos, sujeitas portn ao imposto de 5 /- Para
o fundo de eraancipacao, as mercadorias abaixo
declaradas.
Armasen) n. 1
Marca D BUrna caixa n. 559, vinda da Havre
no vapor franeez Vlt de Santos, entrado em 23
de Setembro de 1885, consignada ao Dr. Brito,
contendo amostras.
Armasen! n. 2
Marca SN& CUm cesto a. 922/926, dem
de Liverpool no vapor infrie* Aliat\ idem em 23
idem idem, idem a 8ouz Nogucira & C, coaten-
do amostras dn louca de p de pedra branca e de
cor.
Marcn diamante ti 4 C no centroL.na cai-
xa n. 1, i iem idem no vapor iuglez Chanceller,
idem em 19 de Marco de 188*, consignada or-
den), couti-udo 183 kilos lquidos legaes, de mar-
retas de ferro.
Marca ideu.l'.n dita n. 2. idem idera idem,
contendo cabo.-" <'' inadeira para machados.
Marca idemm dita n. 3, idem io>m idem,
contendo ferro aatidp em obras cao clasaificadas,
simle?, pesaudo liquido legal 300 kilos.
Man-., .ii.imuat- M V no centro e V erabaixo
Um wato n 170/173. idem i.lein no vapor iugies
Sculptor, idem em 27 de Janeirs de 1825, nao
eonsf* do manifest, contendo amostras de loucas
de p d pedra ns. 1 e 2.
Marca UPsi> embaix diamante B no centro
Urna caix* u. 7J3 V, lera idem iij vapor iaglez
Author, icein em 21 de Marco idem idem a Do
mingos F. da Silva & C contendo catlogos em
folbas de Fiaudrcs-
Armazem n.7
Marca AUflM caixa em numero, idera idem
no vapor ingles: ChrysolUe. iduin em 27 de outu-
bro idera idem a Francisco Xivier Ferreira & C,
contend cnbis, pout.-iras 6o chtfre, ferros e mais
aceesaorint para chap >s de sol, todo velh.
Muren TDezoito eaixas ns. 1/18, idem de
Londres no navio francez Emilic, idem em 10 de
Abril de 1883, idera ordein, coateudo 216 kilos
poso liquido legal, de par.fi.a ci.-i massa.
Marca S P jlima dit.i n. 1, ildn do Havre
no vap^fllncez Vill-e de Para, idem cm^ 10 de
jeteuia^riie o idem a S. F. Johnston C, con
tenno 175 kl >s, pso liquido legal, de fchaduras
de ferro de duas voUhs.
Marca JCL&CeHem baixoUo barril n.
2)10, idem dem no vapor francez Vilte de Balda,
idem em 11 de Abril de 1882, idem a J. C. L.vy
c C., contendo 2.') ki'os de azul ultramar.
Marca M V & C e S embaixo -Urna caixa u. 5,
idem de Huobur.o do navio alloma* Maynet, idem
em IS de Setembro idem i em a Feliciano Silva
t C, conteudo 22 kilos, teso liquido legal, de
capsu'as de eatanho para garrafas.
Marca A P MOrna dita sera nu aero, idem de
Soathampton no vapor inglez 'Jagns, idem em 27
idem idem. ao consta do manifest, cinteado
mottras da farell- .
Trapiche Ccnceicio
Setenta e tres barrica! e des meias ditas va-
zias, que eontiveram bae--lhA-i dado a consumo,
desearregadas lo lugir ingles Susana
C. C. E.
Club Commerrial EaKerpe
Sanio em 81 do crreme
Nesta no.te ter lugar o sanio deste m Os
senbores socios podero dar saas notas de convi
tes na secretaria deste club, dss 7 s 10 boras
da noite.
Secretaria da Club Commercial Euterpo, 7 de
Julho do 1886.O I* secretario,
Francisco Lima.
MARTIMOS
*oi ii:iai>i:
Auxiliadora da Agricultura de Per-
iiamliui*
Conselbo administrativo
Previne-se a todos os senhores membros do con-
seibo, que ficou marcado o di terca-feira, 13 do
corrente nv-z de Julho, para urna sess* extraor-
dinaria, na quat doliber.ir-f>"-lia com os membros
que rniiit*r---------. visto oiio ter polid* o conse-
lbo fanceionar por falta de uumero, no dia desig-
nado para a precedente "sao, e ter lugar as 12
horas e no lugar do costumi. f
Recif-, 6 de Julho de 1886.
Henriqoe Augoso Milet,
Secretario geral.
Secretaria da presidencia de Pernambucj, em 2
de Julho de 1886.
4* seccao.
Por esta secretaria se Ua publico, de confor-
midade oom o aviso do Ministerio do Imperio, de
10 de Fevpreiro de 1864, que nos terms dos ar-
tigos 52 e 53 *o decreto n 3069, de 17 de Abril de
1863, foi registrado hoje'nesta secretaria o titulo
do Revd. Waudre|esillo Mello Lius para o cargo
de Ministro do Evangelho nesta provincia, confe-
rido pela primeira igreia Baptista de Macei.
b-rviudo de secretarle,
Emiliauo E. de Mello Timborim
COMPAVHI4 PKBNIMII'CAKA
DE
Kavegacao costelra por Tapar
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Com mandan te Lobo
Segu no dia 10 de
Julho, pelas 12 ha-
ras da manha.
Recebe larga ateo
dia 9, e passagens ate
lia 11 hora* da maaba
do dia 10.
ESCRIPTORIO
r*M da Companhia PerMBbn-
rana n. i%
CHP>4%UIA
Club Internaeional de
Regatas
Primeiro anniversario
Tendo efte club de solemnisar o sen primeiro
anuo oe existencia com urna regata na baca de
S. Amoro uo dia 18 do corrente mez, prev.no a
qupm se quizer inscrever pnia alia, comparecer
na sua sede, todos os das, da 7 horas s 9 da
noite at 12 do mesmo. Recite, 1 de Jultio de
1886. -O- secretario,
JoaquimAlves da Frnieca,
1" secretario.
Obras Publicas
timcd SUles & Brasil M\ S. S. C
O vapor Advanee
E' esperado dos portos do
sul at o dia 15 de Julho
depois da demora necessaria
seguir para
naranho, Para, Barbados, ..
Thomaz e Xewlork
Para carga, passagens e encommendas e dinei-
ro a frete tracta-se com os
AGENTES

PriRIAMICiU
DE
\avearo Costelra por Vapor
PORTOS DO SUL /
Macei, Penede e racaj
0 vapor Mandahu
>;.-^ue no dia 10 de
,li h S horas da
frf '
i.eccbe fi a at o
dia 9.
Encommendas, passago^s dinheiro a frete at
as 3 horas da tarde do dia da partida.
ESCRIPTOItIO
Jk* Cas da Campanilla Pemambacana
n. 12
0 paquete Finance
Espera-se de New-Port-
News. at o dia 23 de Julho
o quid seguir depois da de-
mora necessaria para a
de Pernotobaco, 6 de
3* eeeclo da Alfaudegu
Julh.. do 1SSC.
O che te,
Cicero l. de Mello,
SEGLABiCOES
FCiIilsl ie Direilo
De ordem do Exm. Sr. C'iiselbeiro director in
terino, d- contormidade com art. 10 da lei n.
3,018 de 5 de Novembro de 1880, Cea aberta ai.s-
ta oeretaria >t o da 13 do c rreni*'. 1 hora da
tarde, a eoneurreneia p ira a iinpressao da lista
geral dos alumnos matriculinios nos Oiversos an-
uos desta fteoldadf, coro a decli rae.io da fiiiacao
o naturalidade.
As pesaba i|u>- pretenderem contratar eaaa loa-
pressao, deverio iipno tai impostas em cartas
fechadas .; e do dia 13. Nesta secretaria se poderlo dar as
informacoos e eeclareeiin-.'iit.s de que precisarem
OS C0UCUI rentes.
Beawtaria da Facoldade de Direitn do R:cife
5 de Julho de l88i>.O secretario,
Jos Honorio B d- Menezes.
Instiln o iliterario Olindense
Convido a tilos os socios 4 e r.unirem, em
aessio de aasentbla geral, domingo, 11 do corrente,
s 10 bor.8 da manha na n speetiva lJe, pira
eleicac da nova Jiiectorla Aaesso faaeeionara
com o numiTJ que comparecer, de ceordo com os
aossos eatatutoa. Olinda. 6 de Julho de 1886
O 1. seeretario,
Prolouganuinlo do e*trad de
ferro de Pernanibuco c es
trada de ferro C'srnar.
Oe ordem c'o Illm. Sr. direetor, ti.co publico que
at o dio 8 do corrente, uo meio dia, r-cebem-se
propostas em carta fechaba, para o f .rneciroento
da 600 toneladas do earvio Cardiff: no escripto-
rio central ra de Antonio Carneiro n. 137,
Secretaria do Prolongamento da estrada de
ferro do Recif ao S. Franvioco e atrad ac trro
doRecife a Caruar, 1 de Julho de 1886.
O secretario,
Mancel Juvencio de Saboya.
S. R, J.
Soire em 14 d.- Agosto prximo faturo,
solemnisan 'o > 22* anniversario
da iusta'lovii da sociedade
Ao Sr. presidente nodem desie j os senhores
socios entng.rem as notas dr seus convite qua
ulteriormente toril < de ser entregues aos_ c*uvi-
dados pea presidencia en peas commissoes por
ella nnmeMd 8.
Becife. 21 de J'inho de 1886
Luiz Guedes de Amorim,
2- tecretario.
Companbia dos trunos urbanos do
Recie a Olinda e Beberibe
Dividen io
Paga-se no eacriftraio da eompsnhia o 23* di-
videndo, e rr.-sp n-l'^nr-) ao sem-fti.; de Janeiro
Junho, a razio de 8 0(0 drsde hoje ar6 o da 1 i,
nos dias Qteis, das 9 horas da bmiAS ao m-io din,
e deste dia em diaute todas as tercas e sabbadoa,
s mesmas horas Pagana s : ignalmeoto os juros
das ticcoes prcfereneii-.es e das i.-coes obrigata-
rias. sondo estes A vista.
Escriptorio da companhia, 7 de Julho de 1886.
O gerente,
A. Peieira Simos.
Obras Publicas
De ordem do 111 n. Sr. Dr. director, faco publico
cesta secretaria propostas em cartas techadas c
competentemente selladas, para a execuco das
obras de rucowtniecao da bornea da varzea de
Catende, na estrada da Victoria, ere ida em------
2:4004000
O orcamento e mais eondieoes do contrato se
acham disposicS^ dos senhore pretendentes.
Secretaria da reparti?ao das Obras Publicas de
Pernambuco, 6 de Julho de 1886.
O oflicial secretario,
Joao Joaquim de Siqueira Varejao-
Contraria do Senhor Bom Jess
da Via-Sacra, na Santa Cruz
De ordein d-i mesa regedora, convido aos nos-
sos irmo na reunirein-se no dia 9
o corrente, s 6 l\2 horas di tarde, afim de em
meta g-ral e!egafj um outio procurador, visto
!|ne, por justos motvoi, deixju de aceitar o que
oi eleito ua pr->xim-. passad elrl(
Consistorio, 5 de Jalao de 1886.
acrivio,
Adalberto I. de Paiva.
De ordem do Illm. Sr. Dr. eng"nheiro chefe da
repartilo das obras publicas, faco publico que,
em virtude da hutortsac.ao do Exm. Sr. vice-pre-
sidente da provincia, recebe se ra secretaria des-1
ta repartico, no dia 15 do correute, ao meio dia,
propostas em cartas Techadas para a execucao dos
reparos urgentes da cadea da cidade de Caruar,
orc O orcamento e mais eondieoes do contrato se
acham i disposico dos senhores preteadentes
para serem examinados.
Secretaria da rcparticao das Obras Publicas, 3
de Julho de 1886.O secretario,
Joao Juauuim de Siqtteira 7u< ju
Obras Publicas
De ordem do Illm. Sr. engenheiro director da
reparticao das obria publicas, faco publico que
era vifta da aut risacao do Exm. Sr. vice-presi
dente da provincia, recebe-se no dia 15 do cr-
reme, ao meio dia, propostas em crias fechadas
paru a execucao dos repaios urgentes da cadeia
da villa de Iguarass, oreados em 1:6404.
O orcamento e mais eondieoes do contrato se
acbam disposica) dos senhores pret-ndentes, pa-
ra serem examinados.
Secretaria da Repartilo das Obras Publicas, 3
de Julho de 1886.O secretario,
Joao Joaquim de Siqueira Varejn.
Loteria de 400 contos em favor
dos ingenuos da colonia Is -
bel
De ordem do Exm. Sr. vice-presidente da pro-
vincia fica adiada para 15 do Desmabro do cor-
rete anuo a extraeca > desta loterii.
Thesourana dets loteras para o fun io de emsn-
cipacao e ingenuos, 6 de julho de 1886.
O thesoureiro,
Francisco Gonfalves Torres.
THEATRO
DE
EMPRESA
BRAGA JNIOR & C.
COMPANHIA
da qual faz paite o mesmo artista e a primeira
actriz oortugueza
Desaine
Qaarla-feira, 7 de Julho
Penltimo espectculo
Recita a. 13
Penltima vez que que a orapanliia tr-
b.'ilh.i nesta capital, antes da sua partida
para o Maranbao.
Ultima representacao do desejada drama em 5
acto3 e 7 quadros, original de Feuidet, do re-
pertorio dos artistas Lucinda e Furtado
Coelbo. intitulado :
0 Romaneo de um Moco
Pobre
(A vida k un 111$ pobre)
Os principaes papis silo desempenhados pelos
dist;nctos artistas
Lucinda e Furtado Cocino
Toma igual oeate parte t da companhia.
A cmp'eza recommenda ao respeitavel publico
o scenario desta peca, principalmente o do quarto
acto, que representa un cawtell em rul
san. na Bretanha, em noite de luar, m iguifieo
effeito da luz elctrica.
Scena nrprebendeate
Os bilhetes venda na bilhetana do thea*ro.
Comecar M M 1/4 hora*,
Haver bonds para todas as linhas e trem para
Apipoeoe.
AN4NBA
Quinla-eira, 8 de Julho
Ultimo espectculo
Despedida da compantiia
Urna nica representac:".i da mimosa peca de
Musset e Blanco, afranjada pelo Rastre escriptor
portuguez Raugel d Luna, espeoht'neati para
ser representada pelos dwtiaetoa artistas
Lucinda e Furtado C'oclho
qne a teein representado ma9 de 400 veaes nos
tueatro* da edrte, Lisboa e Madrid, intitulad .
Neate espectculo faa a compauhia as suas des-
pedidas ao Ilustrad) publico pernambucano.
Baha e Rio de lanelro
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a frete, tracta-se com os
AGENTES
Henry Forster 4 C.
N. 8 RUADO OOMMEliClO. N. 8.
1- andar
Companhia Bahiana de navega
cao a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 vapor Ser^pe
Ccmmandante Pedro Vigna
Segu impreterivel-
mente para os portos
cima no dia 9 do cor-
rente, ai 4 horas da
tarde. Recebe carga
'anicamente at o 1/2
dia do dia 9.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a fret'j tracta-se na agencia
7tiua do Vigario 7
Domingos Alves Halhens
Compctela Braileira de Stn-
gaco a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Para
Commandante o Io tenente Carlos An-
tonio Gome
E' esperado dos portos do
norte at o dia 12 de Julho
e depois da demora in
dispenaavel, seguir para
os porto do ral. Recebe
tainoem carga para Santos,
Pelotas e Rio Grande d > Sul, frete mdico.
Para carga, passgens, encommendas e valores,
trata-ae na agencia
N. 11 RA DOCOMMEROIO N. 11.
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Mana Pessoa
R' esperado dos portos do sul
at o dia 9 de Julho, e
seguir depois da demora in-
dispensavel, para os porto*
i do norte at Mauos.
Para carga, passagens, encommendas valeres
racta-se na agencia
11Ruado Comnicrcio 11
CHARGEtRS REUNS
Companhia Franceza de navega
cao a Vapor
Linha quinaenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro e
Santos
steamer Ville de Baha
E' esperado da Europa at
o' dia 8 de Julho, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ka
hia. nio de Janeiro
e Mantos.
toga-se aos Srs. importadores de carga p'lo
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
das a contar do da descarga das alvareng t:-
quer reclamacao conceruente a volumes, que po'
ventura tenham seguido para os portos do sul.afim
de se poderem dar a tempo aa providencias neces-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nio se
responsabilisa por extravos.
Kecebe carga, encommendas e passageiro par
is quaes tem excellentes accomodacoes.
ugHsto F. de Oiiveira k i
42 RIJA DO OOMMERCIO --42 '
Haite-SiieilafflBSuiiiscle
DampfscliinTalirfs-GeselIschafl
O vapor Argentina
BOYAL MAIL STEAM PACIET
COMPANY
0 paquete Trent
E' esperado da Europa no dia
10 do corrente, seguinde
depois da demora necessa
ria para
Macei, Bahia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Elbe
esperade
do sul no dia 14 de
crrente seguin io
depois da demora
necessaria para
S. Vicente, Lisboa, Vigo e Son-
thamptou
Para passagens, fretes, etc., tracta-se comes
CONSIGNATARIOS
Adamson Howie & C.
LEILOES_____
Quarta-feira 7. o de farpadas, miudezas, ferra-
gens, armacoes, carteiras, mesas e mais objectos
do armazem da ra do Mrquez de Olinda n. 6.
Quarta-feira, 7. s 10 e ireia horas, serao ven-
didos em ultima praca, na Alfandega, trapiche
Conceic&o, 16 volumes C amarrados com ventaro-
las, quadros e outros objectos.
Leilo
de 16 encapados de tapioca e 8 ditos com
peixes seceos viudos d> norte
Agente Pinto
Hoje, 7 de Julho. ao mel dia
No armazem da ra do Mrquez de Olinda n. 6.
elstica de ainarello, 1 cabido deparede, 1 estan-
te para livros, 1 rebeca, 1 candieiro, 1 machina
de costura, 1 portaqueijos, diversos copos, pratoa
e porcao de msicas.
Urna outra mobilia de Jacaranda com 12 cadei-
i as de guarnicao, 4 ditas de bracos, 2 ditas de
bala neo, 1 sof e 2 consolos com tampo de pedra,
1 guarda louca de amarello, 1 guarda-vestidos, 2
aparadores de arcarello, 1 quartinheiro, 1 espre-
guicadeira, 1 mesa elstica de amarello, 1 relogio
de parede, 1 cama francesa de amarello, 1 oculo
de alcance e 1 cofre de ferro com banco.
Urna mobilia de amarello com cadeiras de ba-
lanoo e tampo de pedra (com pouco oso) 2 apara-
dores, lmesa redonda, 1 mesa dejant&r, 7 cadei-
ras de guarnicao, 1 consolo, 1 banca, 1 cadeira de
balanco, 1 espreguicadeira e 1 toillet de jaca-
randa.
Todos estes movis sao pertenecntes a diversos
espolios e serio vendidos ao correr do martello.
Qainta-feira 8 do corrente
A'S 11 HORAS
No armazem da Caraba do Carmo n. 28,
hoje ra de Paulino Cmara.
O agente Martin?, far leilao dos movis e mal
objectos existentes no referido armazem, ao cor-
rer do martello.
Ac^es entre amigos
Foi transferida a rifa do* noveia que se exta^hia.
com a segunda loteria da Julho, pasa a ultiasa do
dito mea.
Bom negocio
Vende-oe a Uverna besa aXragwsiida, ssMtw
para qaalquer prinsipiaute por ter poneos fudloa,
i rna do Imperador n. *5, em' Jabotat), e o mo-
tivo da venda o dono ter 4* reirar-se breve-
mente ; a tratar aa icjmb, mero 57.
Ao conunereio
Eu abaixo assignado declaro que comprei ao
procurador de Man iel Joaqui da Silva o sea -
tabcleciuienlo de raolbads, sito i ru i Imperialjb.
7, livre e desembarazado de qaalqurr onus ajae
possa appareuer, e se hourer alguem que proteste
apresente-se ao praso de tres dias. Recife, C de
Julho de 1886.
Manoel de Freitas Barbosa,
AVISOS DIVERSOS
- Precisa-se de duas amas, urna ^ue ees nhe
e outra que engomme, e de um cralo menor de
16 annos : na ra do Imperador n. 45, pim^iro
andar.
Aluga-se o sitio do Pina, com boa casa para
morada, contendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duas cacimbas com exceden-
teagua : a tratar no caes de Apollo n. 46.
Aluga-se casas a 8J0C0 ao becco dos Coe-
Ihos, junto de 8. Goncallo : a traUr na ra da
Imperatriz n. 56.
Precisa-se de urna cozinheira, na ra da Au-
rora n. 81 1- andar.
Precisa-se de urna mulher de idade para
cosinhar e lavar alguma roupa ; na ra da Matriz
da Boa Vista n. 3.
Aviso
Transfere-ae a loteria .M>aj do C >
terceira do corrente mea, impri-teriveliieute.
Aviso
Eu abaixo assignado, peco ao Sr. Antonio An-
gelo da Cruz, da comarca d'Agua Preta, por ob-
sequio de vir em minha casa, ra do Ocidente
n. 2, para liquidar o negocio que tem eomigo, no
praso de oito dias; quando nao venha. seao os
objectos vendidos em leilao. Recife, 6 de Julho
de 1886.
Seraphim Marques de Oiiveira.
_ Compra-se urna casa na freguezia da Boa-
ista, por 2.000/ : a tratar na ra do Visconde
de Albuquerque n. 21.
Pracisa-se de urna cosmheira para asa de
familia ; a tratar na ra do Baro da Victoria
numero 39.
Na ra da Matriz da Boa-Vista n. 3, se
precisa de criados para vendas de taboleiro, e que
tenham boa conducta, amaneando, d-se bom tra-
tamento.
Urna familia honesta aluga outra de igua
conducta a metade da casa da ra de Bartholemeu
n. 61. e precisa-se de um menino para vende
na ra.
Leilo
De duas vaceas da trra com
eria
Quartafeira 7 do corrente
AO MEIO DIA
Agente Pinto
Em continuaco do leilao de fazeodasi miudezas
e feragena, ra do Mrquez de Olinda n. 6
Leilo
De fazendas, miudezas e ferragens
(POtt LIQUIDACAO)
Constando de casemiras, cassinetus, lencos, cha-
les, pannos para eip >tes e outras fazendss.
Espelhos, transas de carocl, fitas de sedas,
bandejas, bies, cachimbos e outras miudezas, ca
xas com espoletas jardas com fo.
QUARTA-FtIRA 7 DE JULHO
Agente Pinto
Esperase de HAMBURGO,
via LISBOA, at o dia 16 do
corrente, seguindo depois da
d mora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, '. encommendas tracta-
iecom os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIOARIO N. Z
1' andar
Vapor austraco Jokai
Espera-se dos
portos da Europa
at o dia 14 de
Julho e seguir
depois de p-uca
demora para a
Bahia, Rio de Janeiro e Santos
Recebe carga a frete mdico tractar com os
Consignatarios
JOHNSTON PATER & C.
No armazem da ra do Mrquez de Olinda n. 6.
Em rontinuiiro
Urna rica armacSo de amarello envernisada e
enviiracada.
Urna armacao inglesa .grande.
Urna secretaria grande.
Uoaa carteira e outros movis.
O leilo principiar as 10 1/2 horas pelas fazen-
das e miudezas.
Cede se a chave do armazem, bem como de todo
o sobrado, de preferencia, a quem comprar as ar-
macoes do armazem. __________
Agente Pestaa
Leilo
Do importante hotel Dous Irrallos, com
todos os seus utensilos, sito ra de
S. Bom Jess n. 23, prompto a func-
cionar.
litara fclra. 7 do corrate
A's 11 horas em ponto
O agente Pestaa, autorisado pelo proprietario
do betel cima, vender os objectos abaixo de
clarados :
Mesas de madeira, ditas de ferro, ditas de pe-
dra, cadelras de junco, aparadores, fireiros, qua-
dros, espelhos, cabides, lainpces, candieiros, 3ta-
gers, cadeiras de junco, relogio de parede, camas
de rento, lavatorios, marquezo, tamboretes, moi-
nhos, bandejas, toalbas, guardanapos, copos, garra-
tas, loucas, freos de cosiuha e oa'.ros muitos objec-
tos, que estarao a vista dos compradores, os quaes
serio vendidos em um ou mais lotes.
ALUGa.SE a casa terrea n. 20 da ra d
Capitio Antonio de Lima, com 2 salas, 3 quartos
cosiuha e quintal com cacimba : a tratar na ra
do Mrquez de Ulinda n. 8.
Vende-se 25 predios (sobrados, casas terreas e
sitios) as freguezias do Recife, Santo Antonio,
8. Jos e Graca, tratar na ra do Imperador
n. 75.
Offerece se urna senbora honesta e de bons
costumes, para ensiaar primeiras lettras a meni-
nas, ou reger casa de homem solteiro : quem pre-
cisar dirija carta esta redaccSo com as iuiciaes
J. M. R
= Offerece-se um rapai para copeiro em casi
de familia ou hotel, que para sto tem praticae d
fiador sua conducta : quem precisar dirija-se
ra nova de Santa Rita n. 9.
Precisa-se de um criado, dando llanca de
sua conducta : ua roa da Florentina a. 36.
Compra-se fios de linho para o hospital Pe-
dio II : na ra Formosa n. 4.
gj As accoes dos devotos de N. S. Mil' dos Ho-
raens correr impreterivelmentc com a segunda
loteria do mez de Ag.'sto. Adverte-se s peseoas
que nao tenham satisfeito as esportulas de seus
bilhetes nao torio direito a premio algum.
O thesoureiro,
Carlos Cruz da Purificacao.
Aviso
Precisa-se de urna professora que saiba tocar
bem piano e mais trabslhos de senhora, para en-
genho : a tratar com o Bario de Nazareth, ra
do Imperador n. 79, 1 andar.
Criado
_ Precisa-se de um de 12 14 annos, para o ser-
vico da casa t de ra : na praca do Conde d'Eu
n. 30, tereciro andar.
Cidade da Escada
Vende-se o Hotel Escadense, junto estacao da
mesma cidade ; est funecionaodo, bem afre-
guezado e bem montado, ahi demora-se o tren: 15
minutos : quem pretender dirija-se ao mesmo. O
motivo da venda se dir ao comprador.
Leilo
De 3 caixas marca F. A. & C. e P em baixo, na.
409, 410 e 411, contendo chapeos para seahora.
Avariadi,s d'agua do mar
Quartafeira 7 de Julho
A's ti horas
Por intervengo do agente
Alfredo Guimares
Em sua age acia ra de Bom Jeaus n. 45
Leilo
Da nrmacSln, rest de miudezas e utensilios
da loja Boa-Fama, ra Duque de Caxhs
n. 77 A, cora garanta das chaves da casa
Quarta ffclra. 7 do corrente
A's 1 I horas
POR INTERVENCAO DO AGENTE
G us iiio
De urna caixa contendo cambraias
avariadas
QHarta-feira, 7 do corrente
A's 11 horas
PORIXTERVENQOD AGENTE
Alfredo (.uunircs
Em sua agencia ra d.i Bom Jess n. 45
L iio
De
bons o solil'is movis di jaoar.ind e
amarello, 1 importante piano do cauda e
1 cofre.
S-ndo:
Duas mohili'is de Jacaranda' massico, com 2
consoles de pedra, 2 grandes espelhos com mol-
duras de Jacaranda, prprioa para cngolos, 1 pia-
no de cauda, 1 cadeira parapiaoo, 1 mesa re-
donda, do Jacaranda, c m tampo de pedra, 1 im-
portante cama de metal com armacio, 1 mesa
Atfeittio
Tendo de me retirar desta praca, peco pela se-
gunda vez aos nieus devedores o favor de paga-
rem seus dbitos por todo mez de Julho vindouro.
Thomaz Ferreira da Cunha.
VOS 4:0004000
silbsiss immm
Ra Primeiro k Har$o n. 23
O abaixo assignado, tendo vendido nos
seus afortunados bilhetes garantidos 4
quartos n. 2070 com a sorte de OOJOOO,
alm de outras sortes de 325, 16(J e 8^, da
loteria (61.*), que se acabou de extrahir,
convida aos possuidores a virem receber
ua conformidade do costurae sem descont
a(gura.
Acham-se venda os afortunados bi-
lhetes garantidos da 250.a parte das loteras
a beneficio da Santa Casa de Misericordia
do Recife (62.a) que se exrahir quinta-
feira, 8 de Julho.
Precos
Inteiro 4,J000
Meio 2^000
Quarto 10000
Km quantidade maior de 1004
Inteiro 3*500
Meio 10750
Quarto 0875
Manoel MarHns Finta.
\S\ FELIZ
4os4:0O0S00O
iiii.iii: I I (,\HV\TIIK i
t^ra^a da independen-
cia ns. 37e 39
O abaixo assignado vendeu entre os seus
felizes bilhetes garantidos da 61a lotera
a sorte do 1000 em 4 quartos n. 2705,
alm de outras muitas de 320,160 e 80.
Convida os possuidores a virem receber
sem descont algum.
Aciam-se a venda os fezes bilhetes
garantidos da C2a parte da loteria a beneficio
da Santa Casa de Misericordia do Recife,
que se extn>hir no dia 8 de Julho.
Preco*
Bilhete inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 10000
era porco de 1005000 para
cima
Bilhete inteiro 30500
Meio 10750
Quarto 875
Antonio Auousto dos Sant* Porto.
1
Ama
Precisa-se de urna ama para a** de pouca fa
milia ; na ra de Pedro Ahkiso 58, antiga ra
da Praia.
Aos Maranienses
Pede-sc o compr^cimento de todos os Marn-
nhenses, sem excepeo de classe. para orna rea-
niao que deve ter lugar quint.afeira 8 do c Tren-
te, casa n. 15 da ra da Imperatriz, 1 andar s
11 horao da t.anh.
Machinisti
Antonio P- Pacifico de S f >i demtttido do ser-
vico da companhia pernambucann, na gerencia do
Sr. P. B. Steple da >ilva por usubyrdioado e iu
beca de motim E era apenas praticante. De-
clara se isto por nJo haver duvida.
D Ramn.
Anlanio do* SantoN de Siqueira
Cnvalranle
As 8 horas da manh do da 9 do corrente re-
ss-se na matriz da Boa Vieta urna missa por alma
de Antonio dos Santos de Siqueira Cvalcanfe.
Joaquim Piren Hacbaiio Por-
li'lla J(i:iior
O commendador Francisco da Cunha Machado
Pedrosa e seus filhos mandam resar missas por
alma de seu primo Joaquim P. Machado Portella
Jnior, no dia 12 do corrente, na matriz de Agua
Preta, s 8 horas da manha, para o que convi-
dam nos seus prenles e amigos que queirara as-
sistir, confes^ando-se desde ja gra os
Antonio do* Santos Siqueira
Cavaicante
Antonio dos Santos Siqueira Cavalcante Jnior,
sua mulher, filhos e ora agradecen) aos seus pa-
rentes e amigos queacoinpaatttraai so ccmiteno
publico os restos mor u pr'saao pai, so-
groe av, Antonio dos ; h .Siqueira Cav.il-
cante, e uovamento os convidara ara assistirem
a missa do stimo dia, que ser celebrada na
matriz de Palmares, s 7 horas do dia 8 do cor-
rente, pelo que se coufessam eternamente agra-
dec dos. -
(JADA ti
VMS5M
SiLHETH:
n.40
lina Bario da V*f*M*ia
o nasas do eo.tsusu^
O abaixo assignain acaba la vender
e n seus fezes bbete* qaatro quartos de
n. 1319 com a sorte de 4:0003')00, e diver-
sos premios de 320OU, ItOOO o 80000.
O mesmo abaixo assignado -onvida os
possuidores virem receber a conformi-
dade do costume, sem d-scontu nlgom.
Acham-se venda, os felizes bilhetes
garantidos da 250. parte das loteras
jenc ,.-k da S- ntaCaaa { Mispriaordia'do
Recife, (62.a), que se extrahir uuia-feira,,
7 de Julho. Precos
Inteiro 40000
Meio 20000
Quarto 100(30
Ka porcu de too*o cinta para
Inteiro 3nO0
Meio M7M
Quarto 0H75
Joo Joaquim Costa ou Leite.
Pilulas paigalivas e depuratiYas
de Campanlia
Estas pilulas, cuja preparacao puramente ve-
geUl, tcem sido por mais de 20 anuos aproreitadas
com os inelbores resultados as w-giiintes molei-
tias : affecepes da pello e do ligado, sypbilis, bou-
boes, escrfulas, chagss inveteradas, erysipelas e
gonorrhas.
Modo de anal as
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por dia, be-
bendo-se aps cada dsc um pouco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um p:lula ao jantar.
Estas pilulas, de iuvencao d;is pharmaceaticos
Almeida Andrade & Filhos, tcem veridictum dot
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
se mais recommenda.i i?, pur srem um seguro
purgativo e de pouca dieta, pelo que podan ser
usadas em viagem.
ACSAM-SE A' VESDA
^a dro*aria de Faria Sobriuno A C.
-U BA DO MRQUEZ PE OLIXDA 41
i um I
/'



6
Diario de Pernaminicotyiarla--lcira 7 de Julho de 1886
OS CRIES DO RECIFE
II parte
octianritUta hita
Bomanc por Corte Real em publicago no
REBAJE
Serrara a vapor
Caes do Caplbaribe a. **
ITesta serrara encontrarlo os senhores fregue-
H, um grande sortimento de pinh i de resina de
cinco a des metros de comprimenco e de 0,08 a
,24 de esquadros Garante-se preco mais como-
do do qne em outra qualquer parte.
Francisco dar Santos Macedo.
BMULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
Hypephosphilos de cal e soda
Apprevada pela Junta de Hi-
giene e autorizada pelo
governo
E' o melhor remedio at hoje descoberto para a
tiNirn broncbites. enorophuln. ra-
rhii. anemia, ire&illdadc em eral.
deOnioi. tosse cbronlca e affeccoes
do pello e da garganta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, alm de ter cheiro e sabor agra-
daveis, poasue todas as virtudes medicinis e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophosphitos. A' venda na*
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambuco
PT22|000
Aluga-se a casa n. 24 ra de S. Joao, com
bons commodos : a tratar na ra Duque de Ca-
sias n. 85._____________________
Apa de nm
Em quartos e meias garrafas, vendem Faria
Sobrinho C, roa do Mrquez de Olinaa .i. 41,
DE POS1T A ROS__________
Pffi;"CSINH\R
Precisa-se de uaia
ama que saiba cosi-
nhar bem; no 3. an-
dar do predio n. 42
da ra Duque de Ca-
xias, por cima da ty-
pographia do Diario
Plvora, lijlos e telhas
Vende Candido Thiago da Costa Mello, em seu
deposito ra Imperial n. 322, olaria, onde tam-
be vende tij< los e telhas. Telephone n. 221.
Ama
Precisase de urna ama para todi servico de
casa de familia : a tratar na roa do Cotovello
numero 46.
Ama
Precisase de urna ma que compre e cosinhe
com perfeigo : na roa do Baro da Victoria n.
69, 2- andar. _
Ama
Precisa-se de urna ama para todo o servico de
urna s pessoa ; na ra do Baro da Victoria n.
14. Na mesma casa aceita-se urna menina ou mu-
lher de idade, para companhia, dando-se casa c
comida.____________________^__
Ama
Precisa-se de urna ama para cosinhar ; na tra-
vessa dos Pires n. 5, Geriqnity.____________
AMAS
Precisa se de urna ama para cosinhar e comprar
e de outra para engommar e lavar, qne durmam
em caa dos patroes ; na ra Princesa Isabel nu-
mero 6.
Precisa se de urna ama para lavar, engommar
e faser mais alguns servigos, com tanto que dur-
ma em casa : na ra da Matriz da Boa-Vista n.
9, se aira quem precisa.______________________
Reclame
Para a fabrica Vendme chegou de Paris ar-
tigos novos p>.ra fumantes, especialidade em pon-
teiras de mbar, verdadeiras, e de espuma, Ca-
chimbos de mbar e espuma, grande sortimento
de cerveja e de bruyre de todos os tamanhos,
aigarreiras e bolsas para fumo, alta nevidade, es-
Seiros, couaa nunca vista, phosphoreiros, etc.
amam atteugo do pubiieo apreciador do mrito,
i ra do Baro da Victoria n. 39.
Ao publico
Hermina de Carvalbo Mesna da Costa, propie-
taria da photocniphia sita roa do Bario da Vi-
ctoria n 14 2. andar, declara para os fins con-
venientes, que desde o dia 6 do correte deixou
de ser socio da mesma photographia o Sr. Floeculo
de Maga Ibies.
Aproveita a occasio para communicar a todos
apelles que se teem dignado de dispensar lte a
sus pcotecgo n'aquelle ramo de negocio, que con-
tinua com a referida photo koje melborada coosideravelmente nao s quanto
aos misteres techuicos d'arte, como tambera quan
to aos demais requisitos essenciaes para nao des
agradar aquellas pessoas que all comparecerem,
asido prov de desejo de concorrer para o pro-
gresso da industri nacional.
Baa Ezmas. senhoras principalmente, espera a
referida proprietaria toda saa valiossima protec-
Casa 'ramio em Olinda
Por 10*000
Alaga su urna casa cora grandes commodos
para familia, tmdo bom quintal e grande viveiro,
its em Santa Tbereca, lugar denominado Pisa,
pe barato pn go de 16*000 mensaei : a tratar
no Kecife, A ra da Imperatriz n. 32, loja.
Jos de Castro Guima
raes
ese em Govanna tem o nome de J .s Gaspar Do-
atingues de Souza nao mais cobr dur da ci-chei
la a ra da Imperatriz n. 29 desde Marco, e
asando prestar cestas dos dinheiros que re
eefceu. como consta das eontas com os re/ibos, e
entregar as corita? que ainda tem em seu podere
ao administrador daquella cocheira.
Ao Sr. Vicente Ahes or i a
Pievine-se o iSr. Vicente Alves Moreira que
M 3- andar cta casa n. 43, ra estreita do Ro-
sario, ha p villa do Kos rio, no Maranhl, lbe mandn a
Ixm.''. ntm i, M*ria da Conceicao de Oliveira.
Chapeo elegante
Car su Iruiau & \ partici; am s Ezmas. fa-
ili e en. _: I, que acabam d. r.ct-ber pelo ulti-
mo apir frsnm um ezplendidn e variadissimo
aor'im* ni de habeos, chapehnas ca otas para
sea oras. au ha de mais gosto n'gte artigo :
aae rr- s birre'- f para criangas, taubt-m o que ba
(ni Esperamos que as Ezmas fa-
il so vir visitar o nos o '8tb' l-ci
ssrii .., roo 'io Baro da Victoiia n t,Tele-
nhoi. 122.
Ainda se precisa de urna ama sadia e de boa
conducta, para cuidar de um menino de dous
annos: em casa de Coimbra Guimares, defronte
da estaca) do entroncamente, no Mangninho.
Ama
Precisa-se de urna ama no Arraial, que saiba '
lavar e engommar ; a tratar na ra do Vigario \
Thenorio n. 12._____________________________
Ama de leite e criado
Na ra da Aurora n. 81, 2- andar, se precisa
de urna ama de leite e de um criado menor.
Aluga-se
as dase casas da ra da Aurora ns. 167 e 169 : a
tratar na ra do Hospicio n. 9.
Aluga-se
urna grande casa com dous grandes quintaes e
agua encanada, ra Lembranca do Gomes n. 1,
em Santo Amaro : a tratar na ra da Imperatriz
n. 32, 1- andar. ___________^____
Alug-a-se
urna casa pequea, ra de S. Francisco n. 1
a tratar na ra de Santa Thereza n. 38.
Aluga-se
o segundo andar do sobrado do largo de S. Pedro
n. 4, limpo e com bons commodos para familia,
com agua e gaz encanado : a tratar no primeiro
apdar do mesmo sobrado, ou ra estreita do
Rosario n. 9.
Aluga-se
o sobrado de um andar e soto ra do Mrquez
do Herval, travessa da Pocinho n. 33, e a casa
terrea sita ra do Visconde de Albuquerque n.
170 : a tratar no largo do Corpo Santo n. 4, pri-
meiro andar.
Aluga-se
urna casa pequea, ra de S. Francisco n* 1 : a
tratar na ra de Santa Thereza n. 38.
Aluga-se barato
A casa n. 96 roa dos Guararapes.
A casa n. 107 da ra Visconde de Govanna.
A ra Lomas Valentinas n. 4
Trotase no largo dr Corpo Santo a.19. Io andar
Proprios para lunch de 1, 2, 3, 4 e 5 libras, re-
ceberam Jos Fernandes Lima & C.
Rua-Nova n. 3
^gr* Jardini das plaas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acabar com as plantas que es-
tao em vasos n'este jirdim, vende-se os sapotisei-
res muito grandes, e dando fructo, 24000, la-
ranjeims, muito grandes, para enzertar, 6000
a duzia, e sapotiseiros mais pequeos por barato
preeo.
Vaccina
inglesa e franceza, ebegada pelo ultimo vapor :
vea ie-se na botica francesa de Rouquayrol frre
ruado Bom Jess n. 22.
0iit*ni tem?
Oore e prala : compra se ouro, prata e
jedras preciosas, por maior preco que em outra
inaiquer parte ; no 1 andar n. 22 a ra larga do
losarlo, antiga dos Quarteis, das 10 horas as 2 da
arde, dias uteis.
Sitio
Alugiiel mullo barato
Com casa para familia, t-ndo muitos arvoredos
dando fructo, e lego junto excedente banho sal-
gado, na travessa do Motocolomb n. 4 (Afoga-
dos), perto dos bonds e do caminbo de ferro ;
junto do Illm Sr chefe Lima : a tratar na roa
de Santa Thereza n. 38
Aliento
St "!> ranclMco da Fonseca
Barroso
p, mi n f". da Fonsoca barroao, Eutr.ipio T.
^ 0i i Barr b i, Evaldi C. da Foneeca Bairo-
H,d; u'i tlaria das Cbagax Burroso, Mana
z Konseca Barroso, sgmd.cim do intiuio
que se dignarxDi am mpanhar
w re>tos mortal de -eu presado irmSo ecunbado,
%isio Francisco da Fonseca Barroso, e de novo
* Hnv'itau para assistirem as missas que por
sioi (je | maudam reiar na igreja do Pernizo no
*a 7 4 corrente, s 6 1/i horas da manha, stimo
a'H,, fallecimento, desde ja se eenfessam
""?Ha gratos._____________________________
Multo barato
urna casa na ra d> s. Jorge n. 26 ( o Recite),
com 5 quartos, com cosinha, 2 salas, quintal com
porto, etc.; a tratar na ra de Santa Thereza
numero 38.
Engommadeira
Precisa-se di? urna engommadeira : a tratar na
ra da Amizade n. 0, Capunga.
Criado para alugar-se
Na ra de S. Joa >. ras i n. 27, tem para alu-
gar-te um mulatinhn com 17 annos de idade, mui-
to proprio para copt-iro uu outro qualquer servico
tanto de casa como po' ja ter sido bo eeiro.
Professor
Um moco enainnnd" diversos preparatorias, com
tres annos de pratna a crt--, e tendo chegado a
esta cidn i ha um > ez, deseja encontrar alumnos
em casns particula.'i s Pa a informacoes dirijam
se w Krvm piuvincial do conveutu do Carmo, ou
ao Hu. Sr Dr. Vhz de Olivtir, em seu escrip-
torio ra do Ir.np lador n. 73.
Criado
Precisa se de um criado : no largo da Peuha n
4, hotel.
Eigeuho
A pessoa que tiver um engenho com proporces
para safrejar de dous mil pies para eima e quizer
arrendal-o, queira dirigir-se a roa de Marcilis
Dias n. 84, 1 andar, que achara com quem
tratar.
P
PURGATIVO
K
PODRE PRGATIVE DE ROG
ROCE
APPROVACA DA ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS
Nenhum purgativo tem gosto to agradavel nem produi
efetto mais certo. Numerosas observares nos hospitSes de Parts
demonstraran! r que os seos effeitos silo constantes.
Com o P DE nOGqualquerpessoa
pede preparar urna bebida purgativa,
laxante e refrigerante. Conservase e trans-
portase fcilmente.
O P DE ROG nico e authentico
vendido em vidros envolvidos em papel cor
de laranja tra\
e o sitete do
tra^ a assignatura ^pT
inventor em frente : >0%t,
PERFUMARA
PARIZ
Segredo d Juventude
AGUA LAFERRIRE
Para o Touct
POS LAFERRIRE
Paro ) Rosto.
LAFERRIRE
PARIZ
Segrodo da Juventud
OLEO LAFERRIRE
Para o* cabellos.
ESSENCIAS DIVERSAS
Para o Len^o.
PRODUCTOS HYGIENICOS paro conservar a BoMeza do Rosto e do Corpo.
DepogltarloiieinftniamtiiCTi.-FRAW'BI.daSn.VASC!' e na> principa* Perfumara e Cabellereiros.
ELIXIR DKNCftd...
(MH0e*tivo e+m / epminut IHastase e Cltloruretom ulcalin)
CONTRA AO
MOLESTIAS do ESTOMAGO c dos INTESTINOS
Otz innos de successo dinonstrario u iuperloridaue deste msdlcamento srt excitar o ippetlte e fazer digerir. CUM
OYSPEPSIA i VMITOS r DYSENTERIA
CLICAS ACIDEZ DO ESTOMAGO T DIARRHEA
^ H'0 nwliutr rceonatituinte para as Feaeoam rn/rai/urriiiu. |fr-
AII, Ph", 9. rna Lo Paletlor. kpoiitarios en Perrtmbuco FRAN- M da SILVA & O*.
Gotta, Bheumatismo, Dores
Solqo do Doutor Clin
laurea* da Ftculdadt de Medicina de Ptrit. Premio Montyon.
A Verdadeira Solugo CLIN ao Salicylato de Soda emprega-se para curar:
As AtecQoes Rheumatismaes agudas e chronica, o Rheumatismo gottoso,
as Dores articulare e musculares, e todas as vezes que necessarlo calmar os
soffrimentos occasionados por estas molestias.
A Verdadeira Soluo CLIN o melhor remedio contra o Rheumatismo,
a Gotta e as Dores.
1133 Um explicaco detalhada acompanha cada frasco-
Exigir a Verdadeira Solucao de CLIN & Cie, de PARS, que se eneontra em
casa dos Droguistas e Pharmaceuticos.
suma
ADsDNISTRACAO :
PARIX. S,Boolsvsrd MontMartrs, PARIZ
PASTtLHAS DIGESTIVAS fabricad** ea I
viohy com os Sa-s eatrahidos datFontts.wsm \
de gosto igrada vcl e a su acro i
I Ira a Azia e as DigestSes tffcele.
SAEf OE VKHT PAU BANHO. Um rolo para um banho, para ai pessoas que nao podem Ir a Vtchy. i
Ktm
Para evttmr te imitacBet exigir em toaos os productos *
marca x>.a. oorvri. x>n -\nmrsr
M Productos (ir i'kiMl am c<- d HARSMZNDT ft LA.BIB. S, n *> C*Sa OK
e -JL2ER ex KOSCMLIN, a nuiUCni.
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EXPOSITION 'SL UMIVn,1878
Hedailli i'Or^^Croiid.CbeTalier
LES POS HAUTES RECOMPENSES
AGUA DIVINA
E. COUDRAY
DITA AGUA DE SAUDE
Preconisada para o toucador, como conservando
coDstantemesle as cores da mocidade,
s preservando da peste e do cholera morbss.
rticos Recommenoados
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EeoQBcBldl pelu i^4riila GOTAS CONCENTRADAS para o lenco.
OLEOCOME para a belleza dos cabellos.
ESTES ARTIGOSCHAM-SE NA FABRICA
pars 13, rae d'Enghien. 13 pars
eporitos em todas as Perf-imarias, Pharmselss
e Cabellereiros da America.

0 '.:
! O i' iiru ..all, autor i:i lecec-he. '.4 !.vi-.
jrTO )rif da icihltos no traiinMuto 't.i traca palrona,
tem a honra de participiir mts seas colJefc*s
medico:, que ui iooe Kyp^phcopijitoB
reconheoloos e recor-i- 'n ws por eile
o os jue Tepa: aaceu'.'i vi. \. rna Ciiisorie, Par:..
1 Os Xiropes de H-ypr.phouphltos de
'Soda. t.oU e Ferro veud-.'m-sc era fraseos
Iquadraoos U>., > e i'imt 10 C CtaareMH
"ao v*c"ro, sea as*c'>ia'>ir;i ao envoltorio e>
Jna tira de papel ene- jrnado ^'ce cobre a rolha.'
/ Cada f>a3cr. WihdKiii ..vi alem d'isto !
'wj-c *. fabricada PhE_-ia8-:ia Swana.!

I
VNdsm-ss 1 todat e Pfaro eis
Depsitos as principaes Pharmaciaa.
Em Pernambuco .
FRANco M. da SI UVA e O.
LNHr^TO~SNEA
Vara os CAVAUOP
SPPESSAO Jk^ D.'-;;c iDBSTITJ
do FO'^9m|Mf0!>' o F O G O
e aa sfl &^S^ ,m
1*1(1 M :Ut
QUELa
do PjIjO.
M
ICACiE
A cura ftt-te untos,
sem Aor c sefn cortar, ,ir... rW> "i/ia.
Pharm'GNEAT-. 175 R i Si Hmori PARS

ATKINSON
'PERFUMARA IIVGLEZA
atiouda ba mus J- u *i.
isoutrasrek-w:' -
Ti:-/ Mn 1
PAH17. 187. CAL
pelaexira-fln i i
GOLO MED A i.
ESS. BOQET W >0D riLSt
TREVOL CHY
Phosphatado
APERITIVO RESTAURADOR
Os facultativos o receitnm muito s
mulheres pejadas, e s que amamen-
tam, porque em ambor os casos til
i mi e formaco da crianca.
PABIS, 22, ra Oronot, 23, PABIS
C KAS PAIIM ICIAH
NA EXPOSICAO UNIVfcRSAC DE 1878
VINHO de CATILLON 1
de GLYCERINA e QUINA
0 mais poiteroio tnico i-constituinte preseripto
nos cazo> au Dores d'estomago. I,angor, Anemia
Diabotis, Gonsuinpgac. Febres,
Convalcsoenca, Rezuliados dos partos, ele.
0 mesmo Tinho eom fe ro. VIIHO FER JGINOSO DE
CATHL'N resenerador por eTcellencia ilo sangue pobre g
' e descorado. Este Tinho fai t Jetar o fe.-ro por todos
"* o estomago e nao oecasiuna priso de reiitre.
VS/, 2). r Sitnt-Yincent Pi /. Em Pernambuco;
rrauccuM.dabllvaeC',ena.spnncipaea i-li-'_
"NICO V'NU QUINADO QUE OBTEVE ESTA
'
','-
WtkwsWstmkvt-^ .i*-* .'..r-
A^abaro-so as Cas
omitnn.c.i aos Cabrli,. a lmrbn
a Cor natiin-i
i w A"' cacoes sem Unn c : P vwm
- I EJCiTO
ttWn TI. successor
D'otarln
"V Hl-i
,"..! c
e ontro rtmitOA pernmp
quatidiife r oiir 'elei'v
.EM K TOILETTE SE LOUoS-; CE ATlMSOl
ncompuravel p*n refre
pela inezcedirel csooiii.t !* 1'crfoalM
pan o lonco. Artigo* noT."< )ir^ps-..
loTenlores ei :
BMitrt-n ea hsi e lo o: l .k cuta
J. A E ATKIM -3N
24, Od Bond Su-eo', L indrea.
^Marcade Fabrica^Uma" RosaDranoa"
obra ana M Lyra do Ouro, "
DAY& MARTN
Fjrmxtdom de Sua MujMfdt a Rtlrhr d* Inglaterra,
do Eiarcito e ;*J Mirinhi bntamlca.
GRAIXA BRILHANTE LIQUIDA
GR AIX A m pastaUNCTUOSA
OLEO para ABREIOS
EUdooqus swturlo pin i minn-sncis ic
* todas 15 frras.
DEPOSITO OBBAL EM LOIIDKIB:
*, BigH Ilolbom, 97
run- a.iA IttTlfci.
NICO
#

%
PreoaraQo de Produtttt
EXTINGO'DAS CASPAS
e outras Molestias Capillares.
JVIARTINS & BASTOS
JPerttatnbtioc
Tricofero de Barry
Garntese que faz nas-
cerecroscer o cabello ainda
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todas as impurezas do cas-
co da cabeca. Positiva-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranquo-
oer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
;*.Uk*V'
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do que tem a approvacao official de
um Governo. Tem duas vezes
mais fragrancia que qualquer outra
ednraodobrodotempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina delicada. E'
mais permanente e agradavel no
I lenco. E' duas vezas mais refres-
cante no banho e no quarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidfio e dobilidade. Cura as
I dores de cabeca, os cansinos e os
I desmaios.
Xarope de Viia Je Reuter No. 2.
ATB6 DI CSii-O.
fura positiva e radia, l Mt* aa fostsm**
wcrofulas, Syphilis, VeslAsa M*>motuit*,
Affecces, Cutneas e as 4* Coa Osaet-
ladooomperdado Cabella, de tudusas So-
eneas do Sangue, Figado, e Rins. fiarante-sa
a\no purifica, enriqusee Vitalia o Sangue
e restaura e renova o systam tnteiro.
Sabao Curativo ae Reuter
Para o Banho, Toilette, Crian-
fis o para a cura das moles-
as da pella de todas as especies
em todos os periodos.
Depositi em Pernambuco casa de
Framisco Msnool da Siha & C.
Ncccssidade
Diversas pessoas resnientei. na povnneS* de
Caxang, fi"in ri'preM'iiiar ao Sr ^ersllti d
via terrea da denominiva d* mewna pjvoacfio, a
nec-es8dad da entrada snhi a dus trena na
quella localirlsc'i' cerern mais lentanseote, afim de
evitar algii'ini cHtatrophe.
Modaina deescriptorio
O advngad.i Francisco do Ri-go Baptista e es
solicitador-'R Di po Bartula Fernn s e Antonio
Machado Dias inuduriini a- n Kscriptnnv para a
praca de Pcdr" 2o (outr'ora P"t < do Collegio) n.
81, I- andar, onda serio encontrados das 10 ho-
ras 4s 3 da urde.
CUIDADO COM
AS FALSIFICACes.
PARA
O LENCO O TOUCAtXf
EO BANHO
Extracto Composto
imn&imil
PARAAOntADADiaiDAS
Escrfulas e lodas as Molestias
provenientes d'ellas: e para
Dar Vigor ao Corpo
'Purificar^ Sangue
PrwrM, plo D JCtrilaCIA Irwl Movida.
Especialidade em bolaxmhas e
biscoutos
Das maress seguintes: Royal, Leopold. Nape-
len, Roll, Conbination, Dessert, Mixed, Cliocolate
Wafers, Oriental, Orange, Drops, Citrn. Queess,
Osbome, Club, Albert, Alberta, Victoria. Maice-
na, Captain, Ginger Wafers, Marie, Cabio, Sugar,
Lumach, Lome, Milk, Chesc, Alberta, Pic-Nie,
Conversation, Oval, Cracknel. nicos que recebe-
ram Jos Fernandes Lima & C.
Rua-Nova n. 3
VENDAS
Vendt-se duas casas no povoado da Tosa
tendo nma 2 salas, 4 quartos, cosinha fr, qaes.-
tal grande e murado, e cacimba ; e outra osa t
salas, 2 quartos, cosinha fra, cacimba, com ter-
reno aroorisado e perto do rio : a tratar na ros
da Imperatriz n. 74.
Vacca
Vende-se urna vacca com cria femea ; a tratar
na ra Primeiro de Margo n. 18, loja.
Bom emprego de ca-
pital
VrniU-se o importante e bem conhecido e liare
guezado estabelecimento da casa de banhoa alto
ra do Bom Jess n. 17, pois d bastante mar-
gem em ganhar dinheiro a quem comprar.
Boa acquisi(u
Ven ie-se o predio da ra Duque de CsXias .
39, reedificado ltimamente : a tratar na rsa
Primeiro de Margo n. 20.
Bom guard
a
Vende-se um grande e feroz cachor.o, proari
para sitio ou estabelecimento, est acos uma4
em corrente ; tambem se vende urna cacbotn
muito nova e grande, propria para caga : para
ver e tratar, na ra do Fogo n. 20.
Jaboato
Vende-se ou hypotheea-se dous predios nova-
mente construidos de pedra e cal, na cidade s
Jaboato, com boas accoromodages para f ambos com o quintal para o rio Jaboato, cos
excelientes.hanheiros : a tratar na mesma cidadt,
ra do Imperador n. 91.
Engenhos
Vende-sc dous engenhos na comarca da Eaaa-
da, termo de Gamelleira, distantes das estaaiea
Ribeiro eu Gamelleira urna e meia legoa ; sai
qussi todo de varzea de massap, podendo sarre-
jar at 3,0r0 peo, movido agua, sem agada,
moente e (torrente, com igreja, casa de vi venda,
senzalla, estribara, destilago, casa de farinha,
casa de engenho, com frmis de ferro, casa is
bagago,com quize casas de lelha para lavradores^
tudo em perfeito estado ; outro movido vapor,
podendo satrejar at 1,500 pes, com casa de vi-
venda, senzalla, destilago, estribara, bea cas*
de engenho, assim como ptimas casas para ls-
rraderes : a tratar na ra Direita n. 106.
Cabriolet
Vende-se um em pssteito estado e por prese
r-ommodo; A tratar na ra t*"iue de Cazias n. t
Este remedio precioso tem gozado da acceita
f3o publica durante cincoenta e sete annos, com-
ecando-se a sua manufactura c venda em 1827.
Sua popularidade e venda nunca foro to exten-
sas como ao presente; e isto, por si mesmo,
offerece a melhor prova da sua efficacia maravil-
hosa.
N'.io )iei:amos a dizer que nio tem deucado
em caso algum de extirpar os vermes, quer em
creancas quer em adukos, que se acharo affiio
tos destes inimigos da vida humana.
N-o deixamos de receber consrantamente
ttesta?6cs de mdicos em favor da sua efficacia
admira vcl. A causa do successo obtido por este
remedio, tem apparecido varias falsificaces, de
sorie que deve o comprador ter muito cudado,
examinando o nome inteiro, que devia ser
VTemifi5CieB.A.FAHHESTBCI
Tooiem nota
Trilh > :iar ^ii^nihos
\V iCvOH* P RA Cv\XN-.\
LocumsIvs
Mach' Uti? completo oa^a en-
genho riel dofani..hos
Sj 111,1 .p
Especijc (' preq-it v < iptori dos
M
il VVI8 t (".
IV. na do fomitiercio
N H. Alu i' 1 im.i i< \: '',, teui iiih .lugosde
mii'ti sirrpl'Mi 1 ni su 1 -gricultors, OoSM
tainbim m-chmus para r Igodao, moi
nhos parM c:il, -ijo, rroi e milh ; cerca de fer-
ro galvuiiisado excelli nfe e mdico cm prego, pes-
soa nenhuma pode trepal-a, nem animal que-
bral a.
Vende-se ou arrendase annualmente urna baa
casa com bastantes commodos para tamiiia, tenis
agua e gaz encanados, com um bom quintal toes
murado, com algumaa arrasa fructferas e cesa
saluda para o rio. por preco muito razoavel : que*
precisar dirija-se a rus Duque de Caxias n. 11T
que achara eom quem tratar.
Florida "
Loja de miudezas
Rna do Duque dp Caxias n.
Os proprietarii a deste graude estabelccimeats
de miudezas, modas e para accommodar os interes-
ses da poca, tem resolvido venderem po menas
vinte por cento que em utra qualquer parte.J
Pentes elctricos 6 0 tu,
Luvas de pellica a 255(0 o par.
Liuha de carritel branca e de cores a 811 rs.
Grampos a 20 rs. o Bsaao.
Invisiveis a 320 rs.
Vestuario de fusta > bordado para crianea s
3*000.
Pentes de regngo aara ermnga a 100 rs. um.
Baleias a 36-> rs a dnii 1
Hispa pnra snquinhas a 120 rs. o metro.
Hiei. com tres de'*'s iie largura al*500 e 1HN
a p. g..
Lmha de cjres par crochet a 250 r-. o ae-
vello
Papel amizade a 40 ra ;l caderno.
r'ita cbineaa \ 820 m-isso.
Lencos le lisbu n \fw" a duzii.
Lindna bicot de o re 1 10 Jardas a 4 e f
pe a.
ma chxh com tree nctes desenhando aa\s
rosa un- 5(j0 r*.
Usas 10 la de eo ;a senhora a 1 500 a
par. ^__^__^^^
Jaboato
Vende c a ^adur: -ubelecimento de tas*
Ibados, beui afr gur prometiendo ainds
mnior neg' i o tai' r ida das ofiicinas ds
estrnila ae frrr 1 1 'i, prximo musma
estacan, fie sito .: lielecimentos cima,
arrendando se as e ; ssoa qne preteuder :
a tratar em Jaboato. c ote ao hotel Globo.
l'intciga ingli'Z nova a .$100 a
libra
Vendem Jcs Fernandf s Lima & C, i rna Na-
va n. 3.



Diario de Pernambuco-- -Quarta-feira 7 de Julho de 1886
\
-v
I
I
I
. Liqudalo!!!! *
& Raa Wuque de Casias *
Alguns artigos 50 % menos de sea valor
Faile damata, unda fasenda, a 400 rs. o co-
TldO aaa
Linons com salpicos a 560 e 700 r. o dito I
Cachemiras coa bolinhas de velludo a 1*200 ra
Um de 2 Urguras, fingindo dadoB e lisas, to-
4mifiSf!!!L. (iUrg) a900, U00,
X-rjdas^a^e^rsod.toi
Pollinas com Ultras de seda a 280 e 320 o
d&t8Maco verdadeiro, desdeSCO r..a2*000,o
e ha de melbor. .-,- .
'Gorgurio preto de seda para (utn vm*~~ de-
cente) a 2*000 o covado para acabar.
Damasss de cores, seda supemr, a 900 ra
Velludilhos liao e de listrinhas a 1*000 e 1*600
* Esgio parti para vestido a 560 ra. o dito!
Nansoks finisinos de corea a 320 rB. o dito !
Cretones para chambres e cobertas, superiores,
a 860 re. o dito !
Damascos de la eom 2 metros de largara, a
1*800 o dito!
Mariposas de cores lindas a 260 rs. o dito !
Bramante de linho superior, 4 largaras, a 2*000
dem de algodo, idem, idem a 1*500 o dito !
Atoalbado bordado, o melbor possivel, a 1*500
Brins de linho de coces (linho paro) a 1*900 o
aito!
Camisas franceaas sem punhos e col
**000 duaia 1
Ceroulas de bramante ;bordadas a 12*
Guardanapos de linho a 3*000 a dita !
Meias arrendadas para senhora a 8*000 a
ita !
dem cruas para homem a3*500,4*500 e 6*000
a dita!
neos brancos em lindas bolsinhas de setim a
3*000 a dita!
Euxovaes para casamento o seguinte :
Lindas grmaldas e vus a 14*000 e 16/000
Ricas colzas de crochets a 10*000 e 12*000
Guarnicoes de dito (cadenas e sof) a 8*00-
Espartilhos americanos, chiques, a 6*000 e
1*000!
Cortinas bordadas, novos gostos, a 7*000 e
10*000!
Vendas em grosso, descont da praca.
S9 Ba Baque de Casias 5
LOJA DE
Carneiro da Cunha & C.
18* a
Engenho a venda
Tende-se o engenho Murici, com safra ou sem
ella, situado na freguezia da Escada, distante da
respectiva estaco um quarto de legoa, podendo
dar seis caminhss por dia, moente e corrente,
Wn duas casas grandes e duas pequeas para no
rada, e outra para farinha com sua pertencas : a
tratar na ra do Imperador n. 65, 2 andar.
Vioho puro de Uva
Vinho de pasto em barris de 5 e 10, precedea-
te de Torres Novas, da melhor qaalidade ; vea-
ie se por preco commodo, na ra do Bom Jess
aumero 60. -
Jelegramma de Pedro
Antunes fy C.
Raa Duque de Caifas n. Bi
Para accommodar o interessea da poca, os
rflprietarios da muito couhecida loja Nova Es
ranea n. 63 a ra Duque de CbXm, Ha a
evido em pleno conselho de estado vender todas
as suas merradorias por asemos 20 0/0 do que em
alquer outra parte.
Para as Exmas. leitoras se convenceren! devem
dirigir ao mesmo estabelecimento; e para
rientar um pouco, passamos a demonstrar ej
resumo os precos de alguraas mercadorias mais
Espartilhos fines para senhoras a 4*500, 5*500,
Finas meias cruas idem a 7*500 e 8*500.
Bonitas caixas de madeira para costura a 2*500,
3*000 e 4*000.
Bicos bordados indianos, largura de 18 e JU
eotimetroB a 4f 500 e 5*500 pebas de 4 metros
Bonitas boleas e caixas para presentes de
naneas a 200, rs., 300 e 500 rs.
As Benhoras floristas :
Papel verde claro a 60 rs. a folha, e dito car-
tim a 200 rs rs. ; barato !
Fita Pompadonr a 100 rs. o metro, largura
ile 3 centmetros. -,
Leques de papel a 300 rs., 400 e 800 rs.
E para nao abusar da pacifica e constante le
tora resumimos o presente, que s vista das
eemas provamos o que acbanos de expor.
Grande variedade em luvas de seda de cores e
dem em leques de seda, finas perfumaras,
pannos e collarinhos para senhoras, immensa va-
liedade de calungas.
Piano se apparelhos para bonecas.
Cutelaria? finas, capellas para uoiva e me-
ninas.
Sedas e frocos, lis e desenhos coloridos para
bordados.
Grande variedade em artigos para presentes.
Meias finas para homens, senfaoras e criancas.
Bonito variedade em artigos de electroplate e
outros muito8 para presentes.
Ao 63, ra Doque de Caxias
Pedro tnlune dt ContpanblA
GRANDE
A Revoluto
ra Duque de Caxias, reBolveu a vnder
os seguintes artigos com 25 Ojo de me-
nos do que em outra qualquer parte.
Las com bolinhas a 500 e 40 rs. o covado.
Setins maco a 800 rfl. o covado.
Setinetas lisas 400 ra o dito.
8etinetas escossesas a 440 r3. o dito.
Cambraia com sal picos a 6 rs. a peca.
Linn branco a 500 rs. o covado.
Linhos escossezeB de qaadrinhoe e lisos a 40
ra. o dito.
Mariposas de cores a 240 ra o dito.
Renda da China k 240 rs. o dito.
Daroasce de II com 160 ceatimetros de, largura
m 1*800 o dito.
Bramante de linho com 9 palmos de largura a
1*800 o metro.
Bramante trancado de algodo a 1*200 e dito.
Bramante de urna largura a 320, 360, 400 e
440 rs. o dito.
urim pardo a 300 e 360 rs. o covado.
Brim prateado de linho a 600 re. o dito.
Crochets para cadeira a 1* e 1*600 um.
Ditos para sof a 3* e 500 um.
Colchas de fusto branco a 1*800 urna.
Fichs de l a 1*, 2*, 2*500, 3* e 4* um.
Espartilhos de corsea a 4*, 5*, 6* e 7*500 um.
C misBB de linho bordadas a 30*000 a duaia.
G' 11finas a 240, 280, 320 e 360 re. o covado.
Sintos para senhora, nordade, a 1*500 e 1*800
um
Lenccs brancos fines a 1*800 e 2*000 a dasia.
Cobertores de l a 2*, 4*500, 6^500 e 8* um.
Cambraia preta para forro a 1*200 a pe$.
Meias para horneas e senhoras a 3$, 4f, 5* e
6*00Oadusia-
Madapolo gema e pelle de ovo a 6*500 a peca.
Cambraia braDca a 2* a peca
Crinolina branca e preta a 2*800 a peca.
Toalhas felpudas a 4*000 a dusia-
Toalhas alccchoadas a 12* a dura.
Cobertas de ganga a 2*800 e 2*900 urna.
Lencoes de bramante a 1*800 um.
Para a Exmaw. nlvaa
Setim maco a 1*200, 1*400, 1*800 e 2*000 o
covado.
Popelina de seda a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 e 500 rs. o dito.
Capellas e veos finos a 10* e 14*.
Colchas bordadas a 5*000, 7*000, 8* e 10*0o0
urna.
Cortinados bordv dos a 6*500 o par.__________
Pinho de Riga
Vendem Fonseca Irmos te C, a preco mdico
Carteira
Vende-se barato urna carteira contando na peca
de baixo dous armarnhoa e tres gavetas, e na
peca de cima 17 compartimentos que se fecham
com urna sp chave : a ver e tratar no largo de S.
Pedro n. 4, loja. .. ,_______________
WHISKY
ROYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escessai preferivt
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho nos h lheres armasen
nolhadoe. __ ,_ ,
Pede ROYAL BLEND marca VIADO enjo no-
me e emblema sao registrados para todo o Brasi
BROWN8 & C, agentes
Alleocao
SEMPRE N0VIDA11ES
Fazendas finas e modas
2 A--Rua do Cabug--2 B
J.BASTOS&C.
Pelo ultimo vapor recebemos de PARS :
Cortes de vestidos diapbanoa, alta novidade.
Vestidos da cachemira, especialidade.
Ditos de toile d'Alsace, grande moda.
Cachemira broch, tecido modernissioao.
Orlatienne, fazenda nova e adr3es lindissimos.
Venitienne, combina^So de fazonda lisa e lavrada de muito gosto.
Zephyr quadrile, novidade.
Cachemiras de todas as cores com enfeites de Guipoort.
Plumetie, branco e de crea com lindos bordados.
Toile d'Alsace, variado sortimento.
Etarnine de c6res, desenho novissimo.
Satn double, ieciio de algod&o e moderoissimo.
Oraae de algodo, em todas as cores, propria para bailes e theatros.
Leqmes Jiaphanos.
Ditos de setim.
Ditos de madreperola.
Ghiipoure de seda.
Bicos do seda diaphario, revolucto da grande moda para enfeitar Testidoi
de sedas.
Chapeos de seda arrendados, novidade.
Sedas e setins, branco, preto e de cores.
Colchas de damasco de seda.
Ditas de crochet e Quipoure.
ESPECIALIDADES
Dolmans de seda e cachemira com enfeites de passemanterie o vidrilhos,
guarnilo de renda e franja.
Jersey de la com enfeites de pelucia e bordados, escoltados sortimentos'd'estes
casacos de malha, que vendemos do 8^000 a 15!000.
Forneccm-se as amostras de todos os artigos.
______________(Telephene b. 5S9)_____________
Aos tooo:oo$ooo
200:000^000
100:000$000
GR.WDE L0TERI\
de 3 mm
Em favor dos iageneos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
100:0008000
Lotera da provincia de Santa Catharina
A US VANTAJ0S1 DO IMHEBIO
110 1A SEIIIS 1EI SiiPIf ISlES
Decreto provincial de I de Fevereiro de 1886
loo:ooo$ooo 5
24:oeo$ooo \ *,
12:oooooo o
8:ooooO | >
5:ooo$ooo| |
2:ooo$ooog |
l:ooooooS |
5oo-5ooo| |
2ooooo I
loo^ooo j 1
5o iooo | s
2oSooo l
Duas approximaces de 3:ooo^ooo para o pri-
meiro premio
EXTRACCAO A 15 DO CORRENTE
23-Rna V de Marjo-23
| 1 premio de
y 1 dito de
2 1 dito < a 0 1 ditO de
de
S 1 dito de
Si5 2 ditos de
1 ^| 6 ditos de
1| | 12 ditos de
11 24 ditos de
| 47 ditos de
3 100 ditos de
| 200 ditos de
Expsito central roa larga de
Rosario n. *8
Damiaa Lima & C, nao podendo acabar com a
grande qnantidade de mercadonas, resolvern,
anda rma vea convidar as Exmas lamillas e o
respeiuvel publico em geral, que com certeaa na-
gnm perder seu tempo, fazendo urna visita a
EiBORlrao Central
Peca de bordados a 200, 400, 500 e 600js.
Puchas e colarinhos bordados para senhora a
2J000.
Ditcs ditas lisos, 1500
Ditos para homem, U'00.
Um plastrn de 2#000 por 1*500.
Invesiveis grandes por 320 rs.
Lacos para senhora por 1*500.
Macos de 1S para berdar, 2*00 e 3*
Luvas de seda arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditas de fio de Escossia, 1*0C0.
Broches para senhora (modernos) 1*300.
TJm par de meias para senhora (fie de seda
600 rs.
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de seda) 1J200.
Duzias de baleia? a 360 rs.
Carretel de S00 jardas 80 rs.
Metros de srquinhas a 160 e 120
m par de froohas de labyrintho, 1*500.
Maco de gramp. s a 20 rs.
Metros de plisss a 400 rs.
Lindos passarinhos de seda para chapos de
enhra, de 500 rs. h 1*000.
Um pente com inscripeo para senhora, 1*.
m leque d. 16* per 9*.
Briuquedoe para criancas, leques de papel, fi -
nos, bicos de linhe, quadros para retratos, lenco
espartilhos, bicos, galees, ftanjas com vidrilhos,
utrs muitos oojectos de phantasia por reco.
sem ennipetencia: na exposicao Central, /n
larga do Hosario n. 38. _______^^^^
6|5(K-
12*009
800
1*800
500
t*00
800
1*2
208OC
1|800
400
200
Paltana
Vende-se urna padaria bem localisada e tambem
te admitte um socio entrando eom capital: a tra-
tar na travesa da Cruaes n. 16.
Vende-se urna importante taverna no largo das
Salinas de Santo Amaro, propria para, qualquer
Jtosipiaute, fas 'fren* para a linka farrea de
Limoeiro : a tratar namesma.
Fazendas brancas
SO' AO NUMERO
40 raa da Inqperatrlz *o
Lcqa ios barateiros
Alheiro & C, 4 roa da Imperatrix n. 40, ven-
dem nm bonito sortimento de toda estis fazenda
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
a saber :
AlgodSoPecas de lgodozinho com 20
jardas, pelo- barato preco de 3*800,
4|, 4*500, 4*^-0, 5, 5*500 e
MadapoloPecas de madapoln eom 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
Ditas brancis e cruas, de 1* at
Creguella francesa, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 e
Colletiuhos a mesma
Bramante francs de algodio, muito en-
corpsd9, eom 10 palmos de largura,
metro
Dito de linho ingles, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metra
Cretones e chitas, claras e escuras, pa-
drees delicado, d 240 rs. at
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs.
Todas estas fazendas bsratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
Algodo entestado pa-
ra cnpocs
A 90o ra. e ooo o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
;odo para lencoes de um o panno, com 9 pal-
s de larguras 900 rs., e dito com 10 palmos a
110 o metro, assim com dito trancado para
ma'has de mesa, com 9 palmos e largura a 1*200
otro. Isto na leja de Alheiro & C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200,1*400,1*600, 1*800 e 2* o covado
A heiro & C, 4 roa da Imperatriz n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acim*
dito. E' pechincha : na loja da esquina do bec-
co de b Ferreiros.
Espartilhos
Na loja da roa a Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons espartilhos para senhora, pelo preco
de 5*u00, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* o covado
Alheiro & C, 4 ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
sas, d duas larguras, com o- padroes mais deli-
cados para costme, e vendem pelo barato preor
de 2*800 e 3J o covado ; assim como se encarre-
Sm de mandar fser coetumes de casemira a
, sendo de paletot saceo, e 35* de fraque,
grande pechncha : na loja dos barateiros da Boa
Vista
BRIM PARDO LONA
A 320 r. o covado
Os barateiros da Boa-Visto vendem urna grande
borco de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato pr.-co de 3W
rs o covado, grande pechincha ; na Iojada es-
quina do becco dos Ferreiros.
Bordado* a lOO ra. a peca
A roa da Imperatriz n- 40, vende-se pecas de
borda lo, dous metros cadn peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em carta-i eom 50 pecas, sorn-
da, por 5f, aproveitem a pechincha ; na loja da
r-squina do becco dos Ftrreiros. ^^__^^_
Aproveilem a pechincha
Vende-se com grande prejuizo, por incommodo
de eade, ama nova e ba armacio de amarello,
torrada de tedro, anda nao estreada, propria para
Snalqoer negocis, menos molhados, na ra do
ngel, em bom an Hiem n o, claro e arejado,
enm gua, gas, apparelno, tanque para banbo e
pequeo quintal ; informa-ae na da roa Praia n.
51, 2- anda.
i: ao 15 eDezeiro 16 l
0 thesourriro, Francisco Gonfalves Torres
DE
ANTONIO JOS DE AZEVEDO
13-KA DO BABOD4 WM (AEGiBANO?A)-13
N'este estabeleL-imento encentra s* n2o s am completo sortimento de INSTRU-
MENTOS para banda e orchostra, mas at urna enorme quantidade de MSICAS
para piano, ARTES, SOLFEJOS, METHODOS e ESTUDOS para todos os inatra-
mentos e todas forcas. Acaba do recebar mmensa novidades e entre ellas as
seguintes:
DONZELLA THEOD^RA, por Abdon Milanez.
O BILONTRA, pelo commendador Gomes Cardim.
RECORDAgES D'AMOR, walsa, por L. Bello
LEMBRANCAS D'ELISA," > C. Gama
FOLIA, polka, por O Ciarlini
NOSSA SENHORA DA BONANCA, dobrado celebre
Continuara a venda os afamados dobrados: Amor e Sympanthia, Quinze Das
de Viagem. Apulchro de Castro e a walsa DOLORES.
1.J000
1,5000
14000
1,5000
PERNAMBTCO
GRANDE LOTERA
4.000:00
A MAIS MSPOnjANTBDMM\kZ BA VID AS NO
EXTRACgAO A' 15 DE DEZEMBRO
DATA MAEGADA NOS BESPECTIVOS BILHETES
Esta loieria est a cargo do thesoureiro das loteras da corte
A EXTMCC0 FETA NOI0 DE JANEIRO
PREMIOS MAIORES
1 de
1
2
2
1
3
11
l,OOO:0OO
2oo:ooo
100:000
5o:ooo
4o:ooo
2o:ooo
000
000
000
000
000
000
lo:ooo$ooo
24 de.
50 .
80 ..
2 approximaces de
2
4
5:ooo
2:ooo
l:ooo
15:ooo
6:000
4:ooo
000
000
00
000
000
000
2:ooo$oo
Alm de muitas sortes de 5oo#ooo9 2oo|looo, loo.*oo 4ojlooo e 2o|ooo.
Esta lotera de tres sorteios. m bilhete joga em todos
elles e est habilitado a tirar mais de um premio.
Esta lotera era favor dos ingenuos da Colonia Isabel da provincia de Pernambuco
BILHETESA VENDA
RODA DFORTUNA
36 Ra Larga do Rosario 36
Bernardino Alheiro.



Diario de Pernambuco((uarta-feira 7 de Julho de 1886
ASSEMBLEA GERAL
DOS DE PITA DO
15 DE JUNHO DE 1886
DO 8R. ANDRADE FIGUElBA
[ContnuaqSo)
Portanto, > obra do lazareto foi mal fai-
te, ninguem o nega; as rachas que alli se
CMARA
S18SO EM
PRESIDENCIA
deram foram provecientes da correte d'a-
gua que desee da montaDha em occasiSes
de grandes enxurradas; caso imprevisto
que tratei de remediar, mandando fazer as
obras indispensaveis, dentro da verba do
nrgamonto, de.-relada pela asserobla legis-
lativa. ,,
A necessidade do Lazareto nao podo ser
posta em duvida pelos honrados deputados,
a menos que sustentem, como muita gente
sustenta, que as quarentenas sio urna
bwla. ,. i *
No meio essas divergencias de opimo es
nato ha de par certo haver governo nenhum
que assuma a responsabilidade de por falta
dessas medidas quarentenarias ver a popu-
lagio do Rio de Janeiro presa do Cholera-
morbus ou outra qualquer epidemia.
O Sr. J. Penido : Ainda mesrao duvi-
dando deve tomar essas precaug3es.
O Sr. bario de Mamor (ministro do
imperio) :Portante achando-se os pai-
ztt da Europa, oemo se sabe, assaltados
pelo cholera-morbua, indispensivel era que
s< mandasse construir quanto antes o La-
zareto afim de que nelle podessem fazer
quarentena os passageiros dos navios que
v%n para este porto, como j a fizeram g
de tres vapores. Os passageiros de ura des-
ate navios vieram imprensa agradecer a
forma regular por que alli se faz o servigo
e as atteugoes com que foram tratados.
Fique, portanto, tranquillo o honrado de-
pilado ; o Laaareco nio est no estado em
qUe o figurara, ello ha de servir com as
obras complementares que lhe mandei la-
zar, e estou persuadido de que ha de ser-
vir muitos annos sem ser preciso gastar
lats dinheiro.
O honrado deputado finalmente recora-
mtndou-me eoonerota.
A este respeito s tenho a dizer que como
micistro do imperio nio tenho sido s eco-
nmico, tenho sido avaro.
Mas, como sobre assumpto tilo delicado,
como o da economa dos dinheiros publi-
cas, nio podem bastar palavras, julgo-me
com o ireito, nio s em meu nome, como
em nome do gabinete de que fajo parte, de
pedir que articulen factos, porque nos os
explicaremos.
Entretanto, posso asseverar desde j aos
nobres deputados que nao hio de articu-
lar um s que possa nem remotamente in-
dicar que este gabinete nao tem sido, re-
pito, j nao digo econmico, mas at ava-
ro as despezas publicas. Haia vista o or-
camento do imperio, ondo'bs nobres de
putados hio de reconhecer que algumas
verbas estao muito mal dotadas.
O Sr. Ratisbona: Nao se pode concor-
dar com essa avareza desde que se preju-
diquem servigos urgentes.
O Sr. Bario de Mamor (ministro do im-
perio) Sirva-nos de desculpa, se somos
avaros, o nosso estado financeiro, porque
se nio houver urna vontade do ferro, a
mais cabal disposicio pira cortar as des-
pezas publicas, offenda-se a quem se offen-
der, prejudique-se a quem se prejudicar,
nio 8ei como nos reporemos as mangas no
estado em que preciso que ellas estejam.
O gabinete actual, compenetrado desta ver-
dade. tem ido, como disse, alm da e :ono-
mia no uso dos dinheiros pblicos. E' por
isso que os nobres deputados hio de veral-
gumas verbas deficientissimas. Mas foi pre-
ciso, o governo tinha tragado o seu pro-
gramma de economas, o sobretodo de equi-
librar os orcamentos, nio poda vir sub
metter ao parlamento um orgamento com
dficit. Isso nio era possivel; mas se os
nobres deputados, como a outra casa do
parlamento, entenderem que certos servi-
508 ficam mal dotados ou preju dicados, est
em suas mios augmentarem os respectivas
verbas. (Apartes). Nao aconselho, estou
dizendo urna verdade rudimental, o gover-
no propoe a verba e o parlamento augmen-
ta ou diminue.
Mas, se o estado financeiro do paz
deploravel, eu drei aos nobres deputados
que o estado sanitario exige tambera do go-
verno os mais serios cuidados, porque, se-
nhores, eu trazia telegraramas para mos-
trar aos nobres deputados que as moles-
tias, as epidemias, as endemias qu flagel
laram a cidade do Rio de Janeiro neste ve
rao actuario em quasi todas as cidades do
Imperio. L est a provincia de Santa
Catharina agoutada por febres de mo ca-
rcter, sem um servigo regularisado para
acudir aquellas pobres populacSes. L est
, provincia do Espirito-Santo do rnesmo
modo fLgellada por febres de toda a espe-
cie. Hqje recebi telegramma do presiden-
te da provincia do nobre deputado, dizen-
de-me que em diversos pontos tinham ap-
parecido febres de mo carcter a que era
preciso acudir quanto antes, e pedindo-me
a abertura de um crdito para esse fim.
Quasi todo o norte acha-se flagelado
pelo beriberi ; bem vm os nobres deputa-
dos que nio ha governo, por mais descura-
do que seja, quo nio entenda que da sua
rigorosa obrigagio olhar para as populabas
do Imperio.
A terrivel epidemia do beriberi precisa
ser estudada e estudada a fundo. Cum-
pre nomear-se urna comraissSo do mdicos,
que vio estudar no theatro do mal. Essa
commissao nao pode ser gratuita.
Nio ha servigo gratuito que preste.
E' preciso compensar, embora modesta-
mente, a commissao que o governo nomear
para estudar o beriberi as provincias do
norte.
Por consequencia, Sr. presidente, as cr-
cumatanciss do paiz quanto saude publi-
ca aao deploraveis.
O Sr. Penido : Se o governo tiver de
nomear urna commissao, nio se esqueja do
Dr. Joio Baptista de Lacerda.
O Sr. Bario do Mamor (ministro do
imperio) : Sr. presidente, eu pens que
tenho kbusado de mais da attengio da C-
mara (nao apoiados.) Peco Ibes rail des-
culpas, protestando aos honrados deputa-
dos da opposigio que acbario em mim as
maior boa vontade para dar-lhes nio s a
explicares sobre todos os pontos que qui-
aarem e pela forma como lhes approuver,
PMque nisso tenho verdadeiro prazer.
(Muito bem ; muito bem).
O r. Candido de Oliveira con-
fOMa qae sempre que podo dispr de al-
gum totopo, no silencio do aea gabinete,
vai buscar os volumes do trabalhos parla-
mentaras antigos e um dos aradores que
costuma 1er o Sr. presidente da Caraar.a ;
leodo se esses discursos tem-se tudo a lu
erar, porque silo a norma da poltica da
opposigio; 8. Ezc. nao era s o impertr-
rito detensor dos principios conservadores,
era o camartello demolidor descarregado
sobre a situagio liberal; entio S. Exc. tra-
ja va as normas que devam dominar a si
tuagio conservadora ; deve parecer hoje a
S. Exc. que ainda nos acharaos naquella
po a, porque o orgamento que se discute
o prolongamento daquelle que se discuta
em 1883 ; epezar de dea mezes de gover-
no, a situagao conservadora apresenta o or-
gamento do imperio com os algarismos que
o orador descreve.
Quando vio que era essa a situagio do
thesouro e que se prorogava o orcamento
de 4885 a 1886 nos primeiros quatro me-
zes do futuro exercicio, attrbuio o factode
querer-se anda que o partido liberal car
regasse com a responsabilidade desse orga
ment; mas dizia que havia ae vir era
breve um orgamento regular; entretanto, o
orcamento que se discuta para 18861887
adopta as meara as rubricas daquelle e em
lugar de trazer o equilibrio da receita e da
despena, j traz era seu bojo grande dfi-
cit, nio obstante os esforgos empregados
pelo nubre ministro da fazenda, e maior
ha da ser esse dficit pela proposta do no-
bre ministro do imperio.
Faz o caleulo da receita e despeza ge-
raes, bem como dos recursos extraordina-
rios do thesouro, tirando a conclusio de ser
o dficit de 32,000:000000.
Enumera as despezas que soffrera com
as differengas de cambio; nota quo os lti-
mos emprestmos fario com que o governo
nio tome cambiaes para fazer pagamentos
om Londres por algum tempo ; mas nio
basta que essa verba nio figure no exer-
cicio de 1887 1888, porque comprehende
que faz-se urna conta, nio de augmentar
mas de diminuir ; entretanto, a elevagio de
cambio devida ao desenvolvimento de um
jogo que acta sobre o mercado de cara
bio ; cousa puramente accidental; no fu-
turo, quando tiver de apresentar-se o the-
souro na praga de Londres, o cambio nio
ter mais tendencia para subir, mas para
baixar. ja
A dotaglb de diversas verbas foi dimi-
nuida artificialmente, entra estas a de so.:-
corros pblicos, para a qual, assim como
para a das diffarengas de cambio, o minis-
tro pode abrir crditos aupplemenUres.
Cr o orador qu* o orgamento vai ser
biennal e que o governo vira apresentar
urna emenda mandando vigorar a proposta
em dous exereicos. Nio sabe o que quer
dizer ura crdito para o saneamento da ci-
dade, de que falla o nobre ministro no seu
relatorio, quando do orcamento ha urna
verba especial para esse servigo. S. Exc.
nio tem o direito de fugir responsabili-
dade de pedir a quantia precisa para o seu
projecto, deixando Cmara a iniciativa.
O ministro deve dizer Cmara: preciso
de3ta quantia e se a Cmara nio lhe qui-
zer dar, retira-se.
O orador indica ainda verbas que tor*m
reduzidas arficialmente e diz que no exer-
cicio corrente nio se faz nenhuma economa
e o gOAerno nio deu a conhecer Cmara
o estado exacta do thesouro.
Quando vio o Sr. Andrade Figueira na
cadeira, pensou que o programma de S.
Exc. seria adoptado pelos conservadores ;
enganou se, o programma de economa do
governo foi s para brazileiro ver na oo-
casiio de ir s urnas.
Recorda as emendas apresontada# pelo
Sr. Andrade Figueira a este orgamento,
diminuindo ou supprimindo verbas, algu-
mas das quacs foram adoptadas pelo par-
tido liberal, como por exemplo alimentoso-
alguns principes e outros; algumas, po-
rm, que o orador indica, nio s nio fo-
ram aceitas pelos conservadores, mas na
respectivas verbas foram augmentadas.
O governo com a grande maiora que a
apoia pode deixar de parte as contempla
gSes com os aragos e olhar para a situa-
gio do paiz.
O orador ha de discutir com o Sr. pre-
sidente do conselho o esbanj amento do
partido liberal, phrase essa que magoa
profundamente o orador.
Sustenta que o Sr. ministro do imperio
violou a lei de 1 de Outubro, prohibiodo
que a Cmara Municipal mude os nomes
das ras, pois assim offende a autonoma
municipal-
Antes de concluir dir duas palavras so-
bre a instruegio pablica, cuja decadencia
attribue condescendencia na nomeagio
dos lentes. Cita o facto de na Faculdade
do Recife de 759 estudantes que fizeram
exame serem reprovados apenas 15; e o
mesrao numero na provincia de Sergipe de
388 examinandos.
Em outra occasiio discutir largamente
este as8nmpte.
Esta diacuasio tica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d a ordem do dia pa-
ra 16:
SESSaOEM 16 DEJUNHODE1886
ERKSIDESOIA DO SB. ANDRADE FIGUElBA
Ao meio dia, feita a chamada, a que res-
ponden! 102 Srs. deputados, abre-se a ses-
sio ao meio-dia e sete minutos.
E' lida e approvada a acta da sessio
antecedente.
O Sr. 1. secretario d conta do expe-
diente.
OSr. Beltro nao pertence a urna
opposigio sistemtica, mesmo porque re-
conhece que os homens polticos do Brasil
nio sao intolerantes, e porque v que mu-
tas vezes o governo aceita as observagSes
da opposigio e as manifestag3es da opino.
Pensando assim, ao chegar cmara vio
que aqu, como no senado, reclamagoes ae
levantavam contra os factos que se davara
no surti da provincia de Ptrnambuco, e
especialmente na comarca de Tacaratu' ;
mas eBperou que o governo tomasse provi-
dencias, e logo depois um telegramma com-
municou que o presidente da provincia ti-
nha feito substituir o delegado de polica
daquella comarca por um official quo para
l i com ura destacamento; ficou tran-
quillo, visto que o governo pareca querer
restabelecer alli a ordem publica.
Entretanto, pelas noticias quo tem rece-
bido, v que a comarca de Tacaratu' con-
tinua fra da lei.
Nio quer entrar agora na apreciagio dos
motivos que determinaram esse estado de
cousas; nio pode mesmo acreditar que o
illustre chafe conservador de Pernambuco
tenha concorrido para este estado anormal
do Bertio ; mas o que facto que o te-
nente-coronel Cavbante continua a ser o
terror de Tacaratu', como o orador raostra,
enumerando as morios e fermontos de que
tm sido victimas varios libarais, dgpuis
dos tactos que j haviam sido trazidos ao
parlamento.
Assim, v-se obrigado a reclamar novas
providencias e para isso vai apresentar
cmara um requerimento.
Vem mesa, lido, apoiado e entra em
discussio, que fica adiada por pa Jirem a
palavra os Srs. Ferreira de Aguiar, Alfre-
do Correa e outros senhores, o seguinte
requerimento :
Requero que por intermedio do minis-
terio da justiga se soliciten da presidencia
de Pernambuco informagSes sobre as pro-
videncias adoptadas para remediar os gra-
ves males da comarca de Tacaratu'. Pago
da cmara, 16 de Juntio'do 1886. Pedro
da Cunha Beltr&o-
Achando-se na sala immediata o Sr. mi-
nistro da agricultura, introduzido com as
formalidades do estylo e le urna proposta
pedindo um crdito de 94:3790093 para
pagamento de dividas de exeroicios fiados,
que remettida commissao respectiva.
ORDEM DO DIA
RELEVA9XO DE IMPOSTO
Entra em 3.* discussio o parecer n. 126,
da comraissio de fazenda, indeferiudo a
pretengio de Poulo Pereira de Carvalho,
para ser relevado do imposto de industria
e profisssSes poraublocagio de predios.
Ninguem pedindo a palavra, encerra-
da a discussio e posto a votos o parecer
approvado.
PBETENCXO DO DB. MAXIMIANO MASQUES DE
CABVALHO
Entra em scussioo parecer n. 125 das
commissoes de orgamento, saude publica e
diplomacia, nio admittindo a pretengio do
Dr. Maximiano Marques de Carvalho, pe-
dindo um premio de mil contos de reis,
pela descoberta de um medicamento pro-
pylatico contra a febre amarilla e sua no-
meagio de enviado extraordinario junto a
todas as nagoes da Europa.
Ninguem pedindo a palavra encerrada
a discussio e posto a votos o parecer -
approvado.
LICEN^A AO DB. GBACrLIANO BAPTISTA
Entra em 3.a discussio o parecer n. 13
da commissao de pensoes e ordenados con-
cedendo um anno de licenga ao Dr. Gra-
ciliano de Paula Baptista, lente cathedrati-
co da faculdade d direito de S. Paulo.
Ninguem pedindo a palavra, encerra-
da a discussio e posto a votos o parecer
approvado.
CBEDITO AO MINISTERIO DA AGRICULTURA
Entra em 2. discussio o parecer da com-
raissio de orgamento, concedendo ao minis-
terio da agricultura, para pagamento de
despezas com o prolongamento das estra-
das de ferro do Recife a S. Francisco e do
Recife a Caruaru'.
O Sr. Candido de Ollvelra ob-
serva que o crdito que se discute ainda
um legado da politica de grandes obras
herdado da ultima parte do dominio con-
servador; r sultado da lei de 1871 e do
contralj celebrado em 1876, em pleno do-
minio conservador, que deliberrara o pro-
longamento das eatradas de ferro do Reci-
fe a S. Francisco e ramal do Recife a C
ruaru' ; aggravando os cofres pblicos, sem
consultar as conveniencias da viagio fr-
rea e que tem dado em resultado dficits
succes8vos.
Responde a apartes, apresentando as coa-
tas das despezas feitas o da respectiva re-
ceita de trafego, resultando um dficit de
92:000^000.
Culpa ambos os partidos, porque as obras
foram iniciadas pelos conservadores e con-
tinuadas pelos liberaes.
V hoje nova direccio dada a esto as-
sumpto, afastando-o o nobre ministro da
tabella C-, porque trata-se do pagamento
daquillo que j foi despendido.
Declara, pois, quo nem as razoes do no-
bre ministro, nem as da commisaio, auto-
risio o orador a dar o seu voto ao crdito
em discussao.
Chama a attengio da cmara para a par-
te griphada do projecto que concedeu au-
torisagio para esses prolongamentos que
diz qu i quaesquer obras excedentes ao con-
trato que manda perceber os erapreiteiros
3,000:0000 por auno, poderlo ser feitas
sem novo onus para o thesouro.
Mostra que as delioeragSes de 1871 e de
1876 determinaram que os empreteiros nio
podiara pedir ao governo mais de.......
3,000:0000 por anno, entretanto, agora
trata-se de fazer face a diversas despezas
alm da annuidade : e isto d-se quando o
thesouro precisa appellar para o patriotis-
mo dos contnbuintes para se poder equili-
brar o orgamento, quando o governo, para
extinguir o dficit tem de emprogar um
systeraa extremo.
pera pagar despeza que foram feitas du-
rante admioitracSes anteriores e em exer-
i-icios passados (apoiados), despezas effec-
tuadas por contratantes de servigos que se
desempenhiram das obrigagSea contrata-
das. (Apoiados).
Ora, se o governo precisa ser rigoroso
com os contratantes de obras na exeougio
de 8eus contratos, indispensavel por ou-
tro lado, que proceda com justiga qnando
tratar de satisfazer compromissos tomados
pela admiaistracio. (Apoiados.;
O Sr. Candido de Oliveira: -Cumprin-
do o contrato, satisfaz plenamente.
O Sr. Antonio Prado (ministro da agri-
cultura) : O nobre deputado disse que a
clausula que foi citada na demonstragio do
crdito nio justifica o pedido do mesmo
crdito ; mas, Sr. presidente, parece-me
que o nobre deputado nio tem razio.
O Sr. Rosa e Silva : -Apoiado.
O Sr. Antonio Prado (ministro da agri-
cultura) : -Depois de estabelecer que o
empreiteiro ter de fazer as despezas de
conformidade cora o crdito votado annual-
raente pelo parlamento, despezas que nio
deverio exceder de 3.000:0000000, diz o
contracto :
f Poderio todavia taes trabalhos ter
maior andamento, comtanto que o exceden-
te seja pago, sem novos onus paro o the
souro nacional, com as consignacoes dos
annos seguintes, .ou com outras, se o carpo
legislativo assim o determinar.
Sr. presdante, claro que o contrato
antorisou o contratante a fazer obra exce-
lentes ao crdito votado pelo parlamen-
to...
O Sr. Candido de Oliveira : Autori-
sou nao ha duvida, mas com essa restrij-
gio.
O Sr. Antonio Prado (ministro da agri-
cultura)... e, desde que essa3 obras se fize-
ram com o consentimento do governo e do
seu fiscal, pois que de outro modo nao po-
deriam ser feitas...
O Sr. Al ves de Araujo:Pego a pala
vra.
0 Sr. Antonio Prado ('ministro da agri-
cultura) ... porquanto pela clausula 3a do
contrato se estabelece a seguinte :
1 Nenhum trabalbo ser executado pelo
empreiteiro sem que preceda ordem do en-
genheiro em chefe, a quem eonpete julgar
da sua conveniencia e da occasiio om que
dever ser feito.
Segue-se que, executada a obra, o gover-
no est forgosamenta obrigado ao seu pa-
gamento, (.poiados.)
O Sr. Candido de Oliveira : -Nio apo
iado.
Entretanto fornecerei ao nobre deputado
os documentos a que B9 refere, se assio O
entender necessario.
O Sr. Candido de Oliveira ; -Devem
vir.
O Sr. Antonio Prado (raioisto,da agri-
cultura) :Parace-mo Sr. presidente, com
estas observagoes ter justificado a apresen-
tagio desse crdito.
Vozes : Perfeitamenta.
O Sr. Antonio Prado (ministro da agri-
cultura):E' dever irapresciodivjel da ad-
raraiatracie. se quizer ser rigorosa na fi3ca-
lisbcio e execugSo dos contratos feitos, que
os contratantes sejam pagos dos seus ser*
vigos realisados dentro das autorisagoes
que recoberam e das clausulas a que se
obrigaram. (Apoiados.)
O Sr. Manoel Portella : Sob pena de
nio haver quem queira contratar com o
Estado.
O Sr. Antonio Prado (ministro da agri-
cultura) :Quanto ao que diz o nobre de-
putado sobre as vantagens das despezas
effectuadas com a estrada de ferro de Per-
nambuco, direi; primeiramente...
O Sr. Candido do Oliveira: -Euj o
disse : urna culpa cora que carregara os
dous partidos.
O Sr. Antonio Prado (ministro da agri-
cultura) :... que n2o se trata agora do
justificar esta despeza; e depois, nio
justo que o nobre deputado desconhega as
vantagens que o Estado deve auferir da
construegio dessa via-ferrea, e nem os nos-
sos apuros fiuanceiros sio taes que justifi-
quen! semelhante proposigio.
' verdade que no anno de 1885 estaa
duas estradas de farro, de Palmares a S.
Francisco e do Recife a Caruar, na parte
aberta ao trafego, npreaentam o dficit a
primeira de 152:7770718, a segunda de
16:2660790.
Mas v se, igualmente, dos dados esta-
tisticos publicados no meu relatorio, que
no anno de 1685 houve ura accrescimo na
receita da estrada, e por consequencia as
suas condigoes econmicas melhoraram
aconselhando que se lhe presten os auxi-
lios de que precisa para attingir quanto
antes, ao seu ponto objectivo. (Apoiados.)
Nada mais tenho a dizer em sustentacao
do crdito que tiv3 necessidade de apre
sentar para liquidagio do despezas autori-
sadas pela administragio de que fez parte
o nobre deputado.
(Muito bem, muit) bem 1)
O Sr. Alves de Araujo observa
que o nobre ministro justificou o crdito
que pede de 3,764:0000, mas nao destruio
o facto de que, desde que se fizer effecti-
O Sr. Antonio Prado (ministro da agri- vo este pagamento, o empreiteiro em vez
Neste assumpto, o or dor demostra que
nio guiado por paixio politica, porque a
culpa de ambos os partidos e que o no-
bre ministro devia cingir-se clasnla do
contrato, nio vindo pedir este crdito ao
parlamento.
Acha que, no estado em que se apresen-
ta o thesouro nacional, o parlamento tem
obri^agio de decretar smente as despezas
que as circumstaucias imperiosas do paiz
reclamarem, ir alm dessas um crime de
leso patriotismo.
Estranha a falta de eselarecimentos, a
nobre commissao de orgamento foi muito
lacnica em seu parecer ; quando o paga-
mento das dividas de exercicios fiados
passio por um processo moroso, vindo ao
parlamento com todas as explicagSes e do-
cumentos por parte das repartigSes fiscaes ;
nio pode o orador dar seu veto a este cr-
dito, porque importa onus elevado, para o
thesouro e porque ao parlamento faltio
mcios que justifiquem porfeitameote a ne-
cessitade deste crdito.
Espera as explicagSes do nobre ministro
da agricultura
O Sr- Autonle Prado (ministro da
agricultura):Sr. presidente, o nobr-i de
putado disse-nos que nio podia dar o seu
voto a este crdito, por duas razSes : em
primeiro lugar, porque urna clausula ex-
pressa de contrato nao favoreca a conces
sio do mesmo crdito; em segundo lugar,
porque este nio suficientomente foi justifi-
cado pela repartigio da agricultura.
Darei as razdes pelas quaes rae parece
que o nobre deputado injustamente nega o
eu voto ao crdito em discussao.
Sr. presidente, nio se trata de autorisar
despezas a tazer; o crdito to o por fim ha-
bilit ir o governo oom os meios neeessarios
cultura): O que estabelece a clausula 69
quanto ao modo de pagamento das obras
excedentes ao crdito annual 1 Diz que es-
te far-se ha pelo crdito do exercicio vin-
douro, para o que o parlamento consignar
a quantia uocessaria. (Apoiados.)
Era, portanto dever do governo e tinha
elle competencia para vir dizer ao corpo
legislativo : Era virtade da clausula 69 do
contrato, combinada com a clausula 3S, os
empreiteiros fizeram obras excedente! ao
crdito votado, e, como o governo entenda
que nio justo que obras legalmente fei-
tas nio sejam pagas, porque 6 obrigagao
de todos e principalmente do Estado pagar
o que devem, venho pedir-vos que consig
neis os meios neeessarios para satisfagio
desta vida. >
O Sr. Candido de Oliveira :Isto pe-
de que se contraa nova divida para pagar
a antiga.
O Sr. Gongalves Ferreira|d um aparte.
O Sr. Antonio Prado (ministro "da agri-
cultura : -Reconhego, Sr. presidente, que
as censuras do nobre deputado dirigidas
administragio por ter consentido que as
despezas feitas com a construegio da es-
trada excedessam ao ciedito votado, sio
at certo ponto procedentes; mas essas
censuras de modo algum podem affectar-ao
governo actual (apoiados), porque deu se o
dito excesso, nio durante a rainha admi-
nistragio, mas durante a administragio
do ministerio de que fez parte o nobre de-
putado. (Apoiados.)
Quando tomei conta da pasta da agri-
cultura, comprehandi logo que era neces-
sario por termo s despezas exageradas
que se fazem com alguns ramos de servi-
cos que se limitassem exclusivamente s
conaignagoes votadas pelo orgamenta.
Nio posso ainda, Sr. presidente, apre-
sentar cmara os resultados dessa minha
providencia, porque os abusos erara rauitos
e inveterados; mas cria o nobre deputa
que nio me faltar a precisa energa para
punir com severidade os empregados que
deixaram de cumprir as determinagSes ter-
minantissiraas que receberam.
Aqu, porm, Sr. presidente, trata-se co-
mo j disse, de trabalhos que foram execu-
tados no exercio de 18841883.
Dos documentos sujeitos apreciagio do
governo v-se que o primeiro certificado
que deixou de ser pago aos empreitiiros
por falta de crdito tam a data do mez de
agosto de 1885, isto segundo mez do
exercicio actual, d'onde se conclue que lo-
go no principio do exercicio corrente foram
pagos todos os certificados de servigos que
tinham sido feitos no exercicio anterior,
cujo pagamento tambera nio sa tinha rea-
lizado por falta de verba do exercicio de
1884 1886.
O Sr. Candido de Oliveira : -lato tucio
devia vir impresso, acompanhando a sua
proposta, para nos sabermos p que ha.
O Sr. Antonio Prado (minie tro da agri-
cultura): Quanto falta de documentos,
que motiva a deuegagio do voto do nobre
deputado, devo dizer, que realmente acho
alguraa procedencia na observacio de S.
Exc...
O Sr. Candido de Oliveira : Toda. O
mais acreditar na palavra honrada do no
bre ministro.
O Sr. Antonio Prado (ministro da agri-
cultura)... porque s secretaria da agricul-
tura deveria ter faito acompanhar a demon-
stragio de crdito com esses documentos.
Mas, esta falta nio daqaellas que im-
pegio o corpo legislativo de votar o crdito
pe iide...
O Sr. Manoel Portella : E' orna ques-
tio de forma.
O Sr. Candido de Oliveira: -Nio, es-
sencial.
O Sr. Antonio Prado (ministro da agri-
cultura)... porque trata-se do pagamento
de despezas j feitas d que nio se pode
realizar no thesouro senio em vista dos
de 3,764:0000 receber quatro mil e tan-
tos contos-
Faz diversas consideragoes, demonstran-
do que o contrato pira o prolongamento da
estrada de ferro do Recife ao S. Francis-
co e ramal do Recife a Caruar, diz que o
pagamento dessas obras sera feito por con-
signagSes" annuas da 3.000:0000, mas se o
empreiteiro fiser obras superiores a essa
consiguacio, as far por propria conta ;
entretanto, mandase pagar j 3.764:0000,
que no fim de um anno que era quando o
pagamento devia ser feito, aquella quantia
subir a mais de 4.000:0000 com os res-
pectivos juros.
V que a clausula do contrato que falla em
obras excedentes consignagao annual tem
razio de ser, porque em Pernambuco ha
pocas em que os bragos abundam e outras
em que escaaseiam extraordinariamente;
entio naquella pea o empreiteiro faz
quanto pode de mais, por isso que depois
far pouco por falta da bragos ; portanto,
nio sabe porque o nobre ministro annua a
semelhante exigencia.
Em todo o caso, desejava apresentar
um requerimento de adiamento por tres
dias, afim de que o crdito fosse justifica-
do com inforraagtas das respectivas repar-
tigSes; mas como a cmara mostrase es-
clarecida a respeito, o orador termina, nio
se animando a apresentar tal requerimento.
nio obstar ao encerramento reservou-te
pafa a 3* discussao.
Era seu deaejo responder s arguieoes
feitas pelos honrados oradores da opposi-
gio, que se oceuparam de politica geral;
mas sendo-lbe vedado fazal-o nesta 3* dis-
cussio. que nio adraitte materia alheia
comprenhendida no projecto, vai limitarse
a apreseatar justificar alguns additivos e
emendas que considera de summa vanta-
gem.
Com relagio a um alditivo que, de ao-
cordo com a commiisao, resol veu-sa a apre-
sentar, e no qual equipara as vantagens
dos officiaet da armada aos officiaes do ex-
ercito, declara que nio o apresenta jpela
razio de augmentar a despeza. Por isso
reserva-se para faz si o na occasiio em que
se discutir o orgamento do imperio.
Faz o hiitcrico do plano primitivo orga-
nisado pelos officiaB da armada p la a
cen8tituigo de um monte-pio que por mor-
te delles amparasse suas mais, viuvas ou
filhas, e fez sobresahir a injustig relativa
em que estilo esses officiaes para com os
officiaes do exercito, porque o Estado pro-
tege mais a estes do que aquellos que en-
tretanto correm 03 mesmos azares e pen-
gs-
Apresenta tambem outro additivo pelo
qual fica o governo autorisado a rever a
legislagio penal actualmente em vigor na
armada.
O orador conhecia a legislagio penal que
regulava os delictos no exercito, mas nio
a que regulava es delictos na armada.
Sabia que a do exercito consignava pe-
nas muito fortes, quo nem se podiara cum-
prir, mas acaba de ver qne a legislagio
qua vigora na armada mais severa.
Os artigos de guerra na legislagio da
armada arrepiam ao lel-os, quanto mais se
fosaem executados. Ora, a termos urna
lei inexequivel, melhor nio a ter; e foi
por isso que applandio a idea consignada
no relatorio, autorisando a reforma da le-
gislagio peaal.
O oralor toca beata materia ligeramen-
te, prometiendo dar-lhe maior desenvolvi-
mento quando viar discussio o projecto
sobre a referma da legislagio militar da
armada.
Por parta da commisaio da marinha e
guerra apresenta tambera outras emendas,
mas todas ellas com a clausula de nio au-
gmentar a despeza.
A primeira para rever o regulamento
do quartel general.
O regulamento em vigor nio satisfaz
por forma alguraa as necessidades do ser-
vigo, que muito mal distribuido, e soffre
delongas escuaadas pelo processo defeituoso
de que est onerad*.
Outra emenda para alterar o regula-
mento de 14 de Fevereiro de 1885. Tai-
vez se estranbe a necessidade que possa
have* de alterar j um regulamento do an-
no passtdo ; a esta objeegio deve ponde-
rar o orador que a impossibilidade que ate
hoje tem soffrido o governo de completar
os quadros da nossa marinhagem que de-
termina a conveniencia desta reforma.
Ha ainda um servigo na armada que
precisa ser alterado, e o relativo ao cor-
po de saude da armada. Mostra a neces-
sidade que ha ""de reformar o regulamento
desta corpo, acreditando que tanto esta
como todas as outras medidas que a com-
missio de marinha e guerra propSe sem
augmentar a despeza que actualmente se
faz com os servigos a que ellas se referem,
sio da maior utilidade e conveuioncia.
Vem mesa, 80 lidos e apoiados para
entrar em discussio os seguintes artigos
additivos:
Fica o governo autortsado, som au-
gmentar a despeza quo actualmente se faz,
a reformar o regulamento do corpo de sau-
de da armada, podendo diminuir o nume-
ro de mdicos, augmentar o de pbarraa-
ceutico e orear um corpo do eafermeiros.
c Sala das commissScs, 16 de Junho de
1886. Carlde Frederico Castrioto. Dr.
Jos Ferreira* Cntio.Escragnolle Tau-
O Sr. Jayme Rosa ficou sorpren-
dido cora a impugnagio dos honrados op-
posicionstas ao crdito em dis"usaio para
occorrer a despezas determinadas nio pala
actual, mas pela situagao anterior.
Nio por certo deste modo que se con-
segu honrar o crdito do paiz; ao contra-
rio, semelhante .opposigio faz com que aos
capitalistas nao inspire confianga a palavra
do governo, erapeahada na realisagio de
emprezas vantajosas.
empreiteiro da estrada de ferro do
Recite ao S. Francisco e ramal do Recife
a Caruaru' tinha direito a perceber......
3.000:0000 annualmente pelos trabalhos
que era obrigado a executar ; mas este
crdito podia ser augmentado se os traba-
lhos excedessem aquella quantia. E jus-
tamente isto que se faz agora; trata-se de
ampliar o crdito para pagar as despezas
feitas pelo contratante.
O orador mostra a legahdade desta des-
peza, tratando-so de urna estrada de tio
grande futuro como a do Recita ao S.
Franciscor
Como prova de que o seu prolongamen-
to ha de ser muito rendoso, lembra que a
companbia ingleza, que explora o trecho
primitivo da estrada propoz ao governo fi-
car com o ramal de Caruaru', sem onus
para o Estado. Mas por honra sua nio
deve o governo tomar em consideraglo
essa proposta; ao contrario, deve enoam-
par o trecho da actual estrada do Recife
ao S. Francisco, com o querealisar gran-
de economia para os cofres pblicos. O
que lhe cumpro fiscalisar devidamentOj e
pedir ura crdito mais ampio para que com
a menor demora se conelua a estrada. As-
sim realisar um molhoramento importante
da provincia de Pernambuco e consultar a
'tielhor as conveniencias publicas.
Ninguem mais pedindo a palavra en"
cerrada a discussio do art. 1* que posto a
votos approvado. Entrando successiva-
mente em discussio os arts. 2o e 3o sao
approvados sem debate, paseando a pro-
posta 3a discussio.
O Sr. Rodrigo Silva requer e a cmara
concede a dispensa de intersticio para que
este projecto entre amanhi na ordem do
dia.
PORCA NAVAL
Entra em 3* discussio a proposta fixan
do a forga naval para o exercicio de 1887
1888
O Sr. Castrioto pretenda, na qua-
lidade de mimbro da comraissio de mari-
oertificados que foram apresentados. (Mui-'nha e guerra, fazer algumas consideracSes
tos apoiados.) na 2a discussio deste projecto, mas para
nav'
Fica o governo autorisado a rever a
legislagio penal militar actualmente era vi.
gor na armada.
Fica igualmente autorisado, sem au-
gmento da despeza que actualmente se
faz :
1." A rever o regulamento do quar-
tel general da armada, de modo a consul-
tar melher as oxigencias do servigo.
t 2.a A elevar o regulamento n. 9,371
de 14 de Fevereiro de 1885 no sentido do
augmentar o numero de escolas de Apren-
dizes Marinheiros, dividil-as em classes,
limitando as despezas de acedrdo com essa
classificagio. Sala das commissoes, em
16 de Junho de 1886.Carlos Castriota.
Ferreira Cantio. Escragnolle Taunay.
OR9AMESTO DO DAPERIO
Entra am 2* discussio o projecto do
orgamento do ministerio do imperio para o
exercicio de 18861887.
Vera mesa, sio lidas, apoiadas e en-
trara em discussao. conjuntamente com o
projecto, as seguintes emendas da com-
raissio :
19. Em vez deConselho de Estado,
mais 1200 do que na proposta49:6800,
diga seConselho de Estado, mais 1200
do que na proposta -48:0000.
21. Em vez dePresidencias de pro-
vincias, como na proposta277:2030333,
digu-se Presidencias de provincias, meaos
2:5000 do que na proposta -274:7030333.
25. Em vez de Secretarias e biblio-
thecas das Faculdades de direito, menos
16:9050 do que na proposta 49:7550, di-
ga-se Secretarias e bibliotbecas das Fa-
culdades de direito, m nos 2z:lO50 do que
na proposta -43:5550.
26. Em vez dePessoal do ensino
das Faculdades de medicina, menos 2000.
do que na proposta40J:8OO0, diga se
Possoal do ensino das Faculdades de me-
dicina, menos 29:0000 do que na propos-
ta 376:8000.
s 27. Em vez de secretarias, bibliotbe-
cas b laboratorios das Faculdades de medi-
cina menos 73:8800 do que na proposta
378:9200. Diga-se Secretarias, biblie-
thecas e laboratorios das Faculdades de
medicina menos 138:0200 do que na pro-
posta 314:7800.
28. Em vez de pessoal do ensino da
escla*Polytcchnica mais 3:6000 do que na
proposta 204:3000. Diga-sePessoal do
e sino porytechnico menos 9:6000 do que
na proposta 194:7000.
(Continua)
Typ. do Diario, roa Duque de Carias n. 42