Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18307

Full Text
r ->^*-*
AMO Lili NUMERO 151
'<'
I
L

PARA A CAPITAL E LlCABIK ONDE fliAO E PAA PORTE
..... ... 6000
........ 12^000
....... 240O
........ ^100
Por tres meses adiantadoi
Por seis ditos dem......
Por um auno dem......
Cada numero avulao, do mesmo is.
CA-FEIBA 6 DE JDLHO DE 1
PARA DENTRO E PORA DA PROTKSCIA
Por seis meses adiantados.....
Por nove ditos idem.......
Por um anno dem.......
Cada numero avulso, de das anteriores.
13500
20*000
27J00G
01O
DIARIO DE
RNAMBCO

|)r0j>rit*ai>t te JHaiwel Jiflurira *t /aria & iljos
TELEGRAMMAS
S2S71C3 mrmi so biabio i
RIO DE JANEIRO, 5 de Julho, as 3
horas e 45 minutos da tarde. (Recebido
s 4 horas e 55 minutos, pelo cabo sub-
marino).
\u Cmara don Deputados foi boje
reelelta a respectiva mesa. substi-
laindo o desembargador Henrlque
Pereira de Lacena, ao conselheiro
Samuel Hac-Dowel. actual ministro
da marlnba. no rargp de 8." vice-
presidente.
Fol recondusido no cargo de Juis
i municipal dos termos reunidos de
S. Francisco e Santa Cruz, na pro-
vincia do Cear, o bacbarel Antonio
Ferreira de Mello Santiago.
Foi removido do termo de Tra-
blry para o da Imperatric. ambos no
Cear. o Juis municipal bacbarel
Joao Ottaon do Amaral Henrlques.
Foi nomeado Juis municipal do
termo de Trabirv. no Cear. o ba-
cbarel dacome Freir.
O Dr. Pedro de Atabyde Lobo
Hoscoso aqu ebegou. \o velo tra-
tar, como abl se espalbou. da sua
aposeotaro.
::s::;::: :kj::: sitas
(Especial para o Diario)
LONDRES, 5 de Julho, de manha.
At agora acbam-se eleltos os se-
guales membros da Cmara dos
Communs : 91 partidarios e 194 ad-
versarios dos projectos Gladstotone
acerca das reformas poltica e agra-
ria da Irlanda.
MADRID, 4 de Julho, tarde.
- 4 Cansara dos Deputados adoptou
a respostaamensagem real par SS3
votos contra 58.
Agencia Hars, filial em Pernambuco,
3 de Julho de 1886.
IMSTROCCiO POPULAR
NATACAO
DA
(Extrahido)
BIBLIOTHECA DO POVO E DA8 ESCOLAS
Prembulo blstorlco
'Continuac&o)
(digamol-o mais ama ves) uao ha da nossa
parte exaggero.
Nao su recjrdam j do que era a Casa-Pa antes
da reforma levada a cabo pelo fallecido Jos Ma-
ra Eugenio de Almeida ? Foi preciso recorrer
Alergia d'esse intelligente reformador para fazer
d'alli desapparecer a triste cohorte de ophthalmi-
cos, escrophulosos e anmicos, que tristemente po-
voavam aquelle hospicio.
Vemos ah quotidianaineute as ras da capital
os alumnos da Granja que tisnadus pelo sol, ro-
bustos, sadios, elegantes com o seu uniforme semi-
ruitico, nos mustram bem a influencia que sobre o
organismo tem o trab-iiho ao ar livre.
A edueacao, tal qua! geralmente hoje por ah ve
moa, urna i-duc ico artificial, educaco (permitta sc-n>>s o termo. E, como s cuida do es-
pirito sem cuidar do corpo, poder talvez no futu-
ro dar-nos multo sabio de 2) annos ; actualmente
s produz pedantes e entes incapazes de cumprir
com o prime iro e mais importante dever de um
homem livreo dever de pegar n'uma arma em
efeza do seu paix.
E insistimos tanto mais n'cste triite quadro por
sbo mesmo que a Bibliotheca do Povo e das Esco-
las tomou por sua especial divisa Pbopaqasda de
thstroccIo. Nao comprehendemos que a instrucedo
deva fazer definhar, por mal ministrada, urna raca
fatr'ora tao arrojada e noore como toi o uosao povo.
e querem salvar as geracoes de aminh, dero as
creaneas d'hoje ar, luz e exercicio.
Ensinera Ibes latim, grego, mathematicas, scien-
-eiae pbyaico naturaes, tudoemfim quanto hoje entra
do quadro das modernas educacoes ; mas nao des-
curem o carpo para s tratarem do espirito! Pas-
gem os ejercicios gymnasticos a fazer parte obri-
gatoria do ensino. Um paiz nao precisa nica
mente de sabios prematuros para viver ; precisa
primeiro que tudo, de homens robustos e saos para
o trabalbo e para a sua detesa.
Dentro os exercicios cerporaes a que alludimos,
a natacao um dos mais uteis ; e tao descurado
est elle que vnlgarissimo encontrar homens que
fazendo profiasao da vida martimo, morreriam ato-
gados no mais insignificante charco se em m hora
l cabissem E todava... onde encontrar urna
arte, ou um exercieio mais til raais nobre do que
esse, que nos pode proporcionar o ensejo de sa var-
mos a propria vida n'um lance pengoso, ou mesmo
(o que ainda mais) a vida de um nosso semelhan-
te, de um companheiro de fadigas, de um amigo
emfim ?
Antes, porm, de passarmos adiante digamos
jor incidente algumas palavras oom respeito
listona da natacao, E, como no principio da bis
ra vem sempre a mythulogia ou fbula (essa
i itra historia.lterada pelo tempo e pela tradiccao)
tomecaremos pela pictoresca aventura de Sera e
teandro.
fa Hero, sacerdotisa de Venus, era amada por Lean-
: iro que pasa se encontrar com ella, atraveasava
..todas as noitesa nado o Hellesponto. Urna noite,
porm, tendo Hero deixado de accender o fachu
tenue servia de guia ao sen amante,este, errando
a caminho morreu tambem. Eis a lenda redoaida
i inaior simplicidade,lenda esta que parvee
i confirmada pelo facto de testa sido cunhadas me-
'dalhas em honra dos dois amantes.
(Contina)
MRTE OFFICIAL
Actos do poder legislativo
LE N. 3,275- de 23 de jnho de 1886
D. Pedro II, per graga de Deus e un-
nime acclamacao doa povos, imperador con*
titueional e defensor perpetuo do Brasil,
fazemog saber a todos os nossos subditos,
que a Assembla Geral decretou _e nos
queremos a lei seguinte :
Art. 1. As forcas de trra para o anno
financeiro de 1886 a 1887 constarlo :
1.. Dos officiaes das differentes claa-
ses do quadro do exercito.
| 2. De 13,500 pracas de pret em cir-
cunstancias ordinarias, e de 30,000 em
circunstancias extraordinarias. Estas tor-
cas serao completadas na forma da lei n.
2,556 de 26 de Setembro de 1874.
3. Das companhias de aprendizes ar-
tilheiros, nao excedendo de 400 pracas, das
duas companhias de aprendizes militares
creadas as provincias de Minas Geraes e
Goyaz com o pessoal que Ibes foi marca-
do, e do corpo de alumnos da Escola Mili
tar da corte e das companhias de alumnos
da Escola Militar na provincia do Rio
Grande do Sal, at 400 pracas.
Art. 2. O premio para os voluntarios
ser de 4000, e para os engajados de 500)5,
pagos em tres prestaco" s, sendo o dos se-
gundos proporcional ao tempo pelo qual de
novo se engajarem, nos termos do art. 2o
da lei n. 2,022 de 13 de Setembro de
1875.
| 1. Os voluntarios perceberao, em-
quanto forem pracas de pret, mais urna gra-
tificacao metade do sold de primeira
praca, conforme a arma em que servirem ;
os engajados perceberao mais urna gratifi-
cacao igual ao sold de primeira paaca, e
tambem segundo a arma em que servi
rem.
2 Quando forem escusos do servigo,
se Ibes conceder as colonias do Estado
um prazo de tefl&is de 108,900 metros qua-
drados.
3. A importancia da contribuicao pe-
cuniaria, de que trata o art. Io Io n. 7
da lei de 26 de Setembro de 1874, ser de
1:000,5000.
Art. 3.' Ficam revogadas as disposicSes
em contrario.
Mandamos, portanto, a todas as autori-
dades a quem o conhecimento e execuco
da referida lei pertencer, que a cumpram e
facam cumprir e guardar tao integramente
como nella se contm.
O secretario de Estado dos Negocios da
Guerra a laca cumprir, publicar e correr.
Dada no palacio do Rio de Janeiro em
23 de Junho de 1886, 65 da independen-
cia e do imperio.
Imperador com rubrica e guarda.
Aifredo Rodrigues Fernandes Chaven.
Ministerio do Imperio
Por despacho imperial de 19 do passado
mez de Junho :
Foram agraciados com o grao de cava-
lheiro da ordem da Rosa, Andreas llum-
mel, intendente da casa do duque reinante
de Saxe Coburgo e J. H. Hingman, chefe
de urna das seceftes do Real Archivo de
Haya.
Foram nomeados: ,
Vlce-presiden.es da provincia do Piauby:
o bacbarel Firmino Licinio da Silva Soa-
res, para servir em primeiro lugar ; o co-
ronel Raymundo Jos de Carvalho e Souza
em terceiro ; capito Jos Ribeiro Goncal-
ves em quarto; e teen te-coronel Gervasio
de Brito Pasaos em quinto ; sendo exone-
rados os hachareis Samuel Felippe de Sou-
za Uchda e Manoel Idefonso de Souza Li-
ma, o Dr. Joao Gabriel Baptista e o cone-
go Claro Mendes de Carvalho.
Inspector de hygiene da provincia de
Pernambuco o Dr. Matheus Vaz de Olivei-
ra, sendo declarada sem effeito a nomea
c3o do Dr. Cosme de S Pereira, que nao
aceitou.
Por portara de 19 do passado mez toi
nomeado o Dr. Belchior da Gama Labo
para membro da inspectora de hygiene da
prouincia de Pernambuco.
Fez se merc da medalha humanitaria de
Ia classe designada no art. Io das inatruc-
c5es a que se refere e decreto n. 1,579 de
14 de Margo de 1855; a Severino Domin-
gues Evangelista, patrao da capitana do
porto da provincia do Cear, que salvou no
dia 25 de abril ultimo a um menor de 12
annos de idade.
- Ao Ministerio da Fazenda dirigi o
do Imperio o seguinte aviso, com data de
22 de Junho : Tenho presante o aviso de
15 do corrate mez, em que V. Exc. con-
sulta que vencimento se deve pagar, e at
quando, ao conaelbeiro Joao Capistrano
Bandeira de Mello, quo, com permissao do
governo, deixou o exercicio do cargo de
presidente la provincia do MaraohSo para
vir a esta corte, onde foi exonerado seu
pedido.
Em aolugao, cbeme declarar a V. Exc.
que, nao se ampliando aos presidentes e
vice-presidentes de provincias as disposi-
S3es do decreto n. 8,488 de 22 de Abril
de 1882, segundo foi decidido pelo aviso
n. 26, d 22 de Dezembro do mesmo an-
no, e tendo se achado o referido conselhei-
ro legtimamente impedido, co-npete lhe, na
conformidade do art. 9 da lei n. 46 de 3 de
Outubro de 1834, o ordenado do cargo, o
qual se deve abonar at 29 do mez lindo,
data de sua exoneraco.
Ministerio da rustica
Por decreto de 49 de Junho lindo :
Foi nomeado juiz de direito da comarca
de Loreto, de 1* entranoia, na provincia do
Maranhao, o bacharel Candido Vieira Cha-
ves.
Foram exonerados, a pedido :
Do lugar de juiz substituto da i& vara
civel da comarca de Nitheroy, o Dr. Au-
gusto Gurgel;
Do de juiz municipal e de orphaos do
termo de Sapucaby, na provincia de S.
Paulo, Arlindo Ernesto Ferreira Guerra.
Do de igual lagar do termo de Silvei-
ras, na mesma proviucia, o bacbarel Jos
Augusto de Souza Amarantho.
Foram nomeados juzes municipaes e de
orphaos :
Do termo de Patos, na provincia da Pa-
rahyba, o bacharel Jos Herculano Bezer-
ra Lima;
Do de Silveras, na de S. Paulo, o ba-
charel Bemvindo Gurgel do Amaral Va-
lente, ficando sem effeito a sua anterior no-
meayao para o ermo de S. Joao Baptista,
em Minas ;
Do de Mococa, na de S. Paulo, o bacba-
rel Manoel Leite de Camargo, ficando sem
affeito a sua anterior nomeacao para o ter-
mo de S. Jo&o Baptista do Rio Verde, na
mesma provincia ;
Do de Itajahy, na de Santa Catharina, o
bacharel Joaquim Francisco Villela do Re-
g, ficando sem efieito a sua anterior no-
meaco para o termo da Lag5a Vermelha,
no Rio Grande do Sul.
Foi nomeado juiz substituto da Ia vara
civel da comarca de Nitheroy, o bacharel
Jos Augusto de Souza Amarantho-
Foram removidos, a pedido, os juzes
municipaes e de orphaos : bacharel Jos
Bernardo de Arroxellas Galvao Filho, do
termo de Itabaianinha na provincia de Ser-
gipe, para o da Porto Calvo, na das Ala
goas, e o bacharel Antonio Augusto Ri-
beiro de Almeida, do termo de Arax, na
provincia de Minas-Geraes, para o de S.
Bento de Sapucaby, na de S. Paulo.
finisterio da Fazenda
Por decreto de 19 do passado foram no-
meados :
Fiscal do governo junto ao Banco da Ba-
bia o bacbarel Arthur Cesar R Procurador fiscal do Thesouro da Fazen
da da provincia do Amazonas o bacharel
Raymuudo Jos Rebello.
Foi expedido a seguinte circular :
Circular n. 13. Ministerio dos Negocios
da Fazenda. Rio de Janeiro, em 17 de
Junho de 1886.
Francisco Belizario Soares de Souza,
presida* do Tribunal do Thesoor Nacio-
nal, communica aos Srs. inspectores das
Tbesouraras de Fazenda, para os fias con-
venientes, que vito ser emittidas moedas
de nickel de 50 rs., e ordena-lhes que nao
devolvam mais ao mesmo thesouro as moe-
das de bronze de 10* re. existentes as res-
pectivas thesourarias, as quaes podero ter
sabida, nao sendo, oomtudo, obrigatoria a
aceitajao dellas. -F. Belizario Soares e
Souza.
Ministerio da Ciuerra
Por decretos de 23 de Junho fiado :
Foi reformado, de conformidade com a
primeira parte do 1 da lei n. 1852, o ca
pitao da arma de cavallaria, Antonio Ma-
chado dos Santos, visto achar-se aggrega-
do referida arma ha mais de um anno e.
ter sido julgado incapaz do ser vico do exer-
cito em nova inspeccao de saude a que foi
submettido.
Foi transferido para a 2a classe do exer-
cito, de conformidade com a immediata e
imperial resoluco de i" de Abril de 1871,
o tenente do 16 batalhao de infantaria, Se-
bastio Rezende Laal, ficando aggregado
arma a que pertence, visto ter sido
julgado incapaz do servico do mesmo
exercito em inspeccSo de saude a que foi
submettido.
Foram transferidos para o 10 bata-
lhao de infantaria o Io cadete Io sargento
do 7' Arthur Pinheiro, e para o7* o 2* ca-
dete 1- sargento Luiz Ildefonso Benevides
Galvao.
Foi nomeado delegado do cirurgiao-mr
do exercito na provincia de Pernambuco,
o cirurgiSo de brigada do corpo de saude
Dr. Manoel Lopes de Oliveira Ramos.
Foi transferido do 1* batalhao de infan-
taria para o 13* da mesma arma o alferes
Ernesto Antonio Cardoso.
Foi nomeado quartel-mestre do 14* bata-
lhao de infantaria o alferes do mesmo Jos
Ignacio Hi=k.et.
Mandou-se desligar do 1* de infantaria
parareunir-se ao 17-, a que pertence, oca
pitao Ignacio Henrique de Gouveia.
Ministerio da Harinha
Por aviso de 19 de Junho fiado, foi Ho-
rneado o V tenente Carlos Vital de Olivei-
ra Freitas, para commandar a Escola de
Aprendizos Marinheiros n. 5, (Parahyba e
Rio Grande do Norte.)
Por decrato de igual data, concedeu-sea
Adolpho upont Costa da Cunha Lima,
demissao do posto de 2- tenente da arma
da, conforme requereu,
Governo da provincia
DESPAPHOS DA PBE8IDBNCIA DO DIA 3 DE
JDLHO DE 1886.
Antonio Ferreira Nobrega. Sim, com
s restriccSes do estylo.
Bernet & C. Nao ha que deferir, visto
nao ser caso de recurso.
Bacbarel Bento Borges da Fonceca.-
En<-aminhe se, sendo pago o porte na ro-
particao dos corre ios.
Francisco Gomes de Andrade, Joao An-
tonio da Silva e Joaquim Domingos de Li-
ma. Sim, pagando o supplicante as come-
dorias.
Jos Ribeiro da Fonsec' Braga.Infor-
me o Sr. inspector do Thesouro Provincial.
Joaquim Epiphanio de Mello.Informe
o Sr. commandaite interino do corpo de
polica.
Jos Joaquim Alves & C. e Reis & San-
tos.Sim.
Manoel Paulo de Albuquerque. Nesta
data solicito o preciso crdito ao Ministe
rio da Guerra.
Manoel Teixeira de Carvalho Ralalo.
Aguarde a decalo do Governo Imperial.
Pastora Maris da Conceicao. Informe o
Sr. director da Colonia Isabel.
Bacharel Tiburtino Barbosa Nogueira.
- Sim.
Secretaria da Presidencia de Pernambu-
co, em 5 de Julho de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegas.
lepartlco da polica
Seccao 2." N. 653. -Secretara da Po-
lica de Pernambuco, 5 de Julho de 1886.
Dlm. e Exm.Sr.Participo a V. Exc.
que foram recolhidos Casa de Datencao
os seguintes individuos :
No dia 3:
A' ordem do subdelegado do Recife, Jcs Joa-
quim doi Saatos, por crime de defloramento.
A.' ordem do de Santo Antonio, Joaquim Fran-
cisco de Lima, Joao Francisco do Nascimento e
Carlos Gomes, por disturbios.
A' ordem do de Api pucos, Jos Mendes Torres,
alienado, at que se offereca opportuuidade de ser
transferido para o asylo da Tamarineira.
No dia 4:
A' minha ordem, Jos Carlos Ferreira, por dis-
turbios.
A' ordem do subdelegado do Recife, Raymundo
Jos da SiUa, por disturbios.
A' ordem do da 1 distritto de S. Jos, Daniel
Antonio de Moura Naves, por crime de furto.
A' ordem do do 2o districto de S. Jos, Francis-
ca, escrava de Feliciana de Oliveira Diniz, por
disturbios.
No dia 12 do mez findo, e no termo de Qui-
pap, estanda o individuo de nome Manoel Igna-
cio de Araojo a disparar ai mas de fogo poi occa-
sio de festejar a Santo Antonio, acontecen o tiro
de ama sellas alcaucar a Dionisio Jos Bezerra,
que, recebendo toda a carga no peito esquerdo,
momentos depoia deiiara de existir.
O offensor foi preso e procedeu-se inque-
rito.
No dia 27 do referido mez, e no mesmo ter-
mo de Qtiipap, o* individuos de nomes Jos 3a-
rado e Sebastiao Bento Lindoso, armaram-se de
facas de ponta e travaram entre si urna luta, da
qual resultou sahirem ambos feridos gravemente.
Contra os delincuentes, que foram presos, pro-
cedeu-se nos termos do inquerito policial.
Communicou-me o cidado Luiz alachado
Botelho, 2" suppleote da subdelegada do 2 dis-
tricto da Graca, eue nj dia 2 do corrento assumi-
ra o exercicio da Hrf-ma subdelagacia.
No dia 14 do mez findo, por volta de 9 horas
da noite, Marianno de tal e am filho de nome Abi-
lio, ambos criminosos no termo de S. Bento e mo
radores no de Quebrangulo, na provincia das Ala-
goas, appareceram no termo de Aguas-Bellas e
Foram casa do subdelegado do districto do Mo-
cara bo, Lourenco Cavalcante de Albuquerque Ma-
ranhao, com o fim de assas3nal-o, e como nao o
encontrassem, dispararan dous tiros de pstela so-
bre Rodrigo Pereira da Costa, que nao foi alcan-
zado, empregandj-se os projectiB na porta da
casa.
Depois disso retirarao-se os referidos crimino
sos, tomando a estrada de Quebransulo e protes-
tando que daquella data em dante podiam consi-
deral-os criminosos tambem na comarca de Aguas
Bellas, visto estarem incumbidos de assassiuar ao
alludido subdelegado Lourenco Maranhao, seu ir
mo, o alferes Preac$ e outros desafivetos do co-
ronel Paulo Jacintho Tenorio, morador em Que-
brangulo, em cuja casa estao elles homisiados.
Sao considerados como mandantes dos crimes
que os referidos criminosos tencionaram praticar,
o alludido coronel Paulo Jacmtbo e um Fuo Fra-
de, filho do tenente-coronel Jeronymp lenorio.
A respeito de tal facto abno-s inquerito e fo-
ram dadas todas as providencias para a captura
dos criminosos, omciando-se nesse sentido ao Dr.
chefe de polica de Alagoas.
Cttmmunicou-me o delegado do termo de Olin-
da que, a 4 horas da manha de 1 do corrento,
panetraram os ladroes, por meio di arrombam-n -
to, em urna casa da ra do Bom Fim, onde reside
Luiz da antisaima Trindade, e subtrahirum di-
versas pecas de roupa, um baba e aiguns objectos
de ouro.
Fez-se a vistona ordenada na lei e trata-se de
descobrir os ddinquentes, verificando se que os
ladroes praticaram o arrombamento do lado pos-
terior da casa, na parede junto porta que deita
para o quintal.
Deus guarde a V. Exc. jJlin. e Exrn.
Sr. Dr. Igaacio Joaquim de Souza LeSo,
muito digno vice-presidente da provincia.
O chefe de polica, Antonio Domingos
Pinto.
Commaado das Armas
qaetel general do commando das ar
mas de pernambuco, em 5 de julho
de 1886
Ordem do dia n. 108
Communicando a Repartico do Aju-
dan e General, *m offiVio n. 4,227 de 23
Junho ultimo, haver o Ministerio da Guer-
ra, em portara de 21 do mi sino mez, de-
signado para servir nosta guamicao o Sr.
oapellao-tenente do corpo eeclesiastico do
exercito, tenente Telesp oro de Paul- Au-
gusto ; assim o faco constar para os fins
convt-niente8.
(Assignado) O brigaleiro Agostinho
Marques de S, cora manante das armas.
i .onf'iruie O tenente Joaquim Jorge de
Mello Filho, ajudante le ordens interino
e encarn-gudo do detalhe.
i UhiO l)t rlaflABoDCO
RECIFE, 6 DE JULSO DE lt?8J
Noticias do i'aciflco. Hlo da
Prata esul d Imperio
O vapor frunc Ville de Santos tr me, ante
hontem, d >aul,asBe tam da rubrica Parte Official
Paciflco
DaU8 t'legrsphicas ate ID do Junho:
as cmaras chilenas bouve novas sessoes se-
cretas parase tratar daquestao coat o vaticano.
Eui Santiag', por occasio das eleicoes deram-
e gravissimas desordens. Foram assaltadas as
meas el-itoraes, na sua uwior parte : resultando
dos conflictos mais da 25 raortes e emita gente fe-
rida. tntre os feridos, alguna dos quies gra-
vemente, dia um telegfamma de Santiago, conta-
se um conhecido industrial, contra o qual fez fogo
um sacerdote. O povo indignado intentou incen-
diar a parochia. Perseguem tenazmente o sacer-
dote. Abrio-se urna subscrinciL para soccorrer a
familia do industrial, que falleceo, assignando em
primeiro lugar o candidato Balmaceda com 1,000
pesos. Os fundos e mortos pertencem ao partido,
sendo apenas um conservador.
Hoje (16) foi assaltada a casa do cura Cisne-
ros, que tomou parte activa na luta eleitoral. O
cura repellio baila, 03 asaaltantes, ficando 11
mortos e varios feridos.
Os conservadores reuniram gente nos seus
elubs com o intuito de mandar incendiar algumas
casas de liberaes. A tropa de linha defendeu as
casas e cerca os clubs para imoedir os assaltos.
As casas de negocio eslavam quasi todas fecha-
das ; a populacho mostrava-se tomada de terror.
O congresso approvou a penso annual de 5,000
pesos para a viuva do presidente do senado Anto-
nio Varas e de 6,000 pesos para a viuva do al
mirante Linche.
Na aesbSo de 16 a discussao em ambas as cama-
ras chilenas versou sobre assumptos eleitoraes.
Recriminaram-se reciprocamente os partidos, at-
tribuindo cada am aos outros a sutoria dos ver-
gonhosos factos oceorridos no dia 15.
A' noite patrulhas armadas percorreram a cida-
de para impedir conflictos e tranquiiiisar as fami-
lias, que estavam sobresaltadas.
Nao se effectuou o anuunciado duello entre o in-
ten lente e o deputado Carlos Walker Martnez,
porroSo terem chegado a um accordo sobre a esco-
lta da arma.
A cmara dos deputados do Chile continuava a
tratar de assumptos eleitoraes; o senado ainda
trabalhava em sessoes secretas, oceupando-se com
o provimento das dioceses vagas-
No dia 17 turbas do povo assaltaram a igreja
de Belm, situada as immediacoes da cidade de
Santiago ; ficando feridos varios individuos. A
opimao publica, diz urna communicacao daquella
capital, mostra-be justamente indignada com tan-
tos escndalos o tropelas. >
A tropa de linha estava preparada para conter
os revoltosos.
No dia 19 publicaram os diarios de Santiago a
renuncia feita por Jos Francisco Vergara de sua
candidatura paesidencia da repblica, com data
de 12 de Maio. Funda-se a renuncia na ano
mala e humiihante coudico creada no paiz pelo
absolutismo do roverno pessoal. *
A publicacao foi feita por instancias dos amigos
polticos.
No dia 18 era conhecido o resultado da eleicao
em algumas mesas, sendo favoravel aos conserva-
dores.
Bio da Prala
Datas de Buenos Ayres at 20 e de Montevideo
at 21 de Junho:
Na Repblica Argentina, o supremo tribunal de
justica nacional resalveu o conflicto de competen-
cia suscitado entre os juizes federal e do ome por
causa do processo instaurado contra Elizeu Aze-
vedo, director do El Debate, por desacato c amea-
cas ao presidente da repblica, declarando compe-
tente o juis do crime.
Acerca da ordem de prisao contra Arredondo e
Salvanach, diz o diario de Buenos Ayres La Na-
cin, na sua edico de 13: Em noU dirigida
hontem palo Ministerio dos Negocios Estrangeiros
ao da Guerra e Marraba, comoiunicoa-se que,
tendo ajustado o plepotenciario argentino em Mon-
tevideo, Dr. Victarica, com o governo da repblica
oriental do Uruguay, que o governo mandara
prender os Srs. Arredondo e Salvanach, no mo-
mento em que estes pretendessem desembarcar no
vapor Paran, afim de sujeital-os a procesjo no
juizo federal da provincia de Entre Ros, pelos
atropellos que, como chefes da revolucao, prati-
caram no porto de Concordia, cumpria que, pela
repartico da marioha se tomassem as providen-
cias necessarias afim de se tornar effectivo o re-
ferido ajuste.
Em consequencia disso, o Dr. Pellegrine in-
cumbi um major da armada de, logo que os ditos
chefes deizassem o paquete em que vieram do Rio
de Janeiro, intimar-les orden de prisio, con-
duzindo-os para boruo do encouracado Almirante
Broun, em um pequeo vapor de marinha de
guerra,
Esta ordem provavelmente nao sera cumprida
Amigos addictos do general Arredondo, im-
mediatamente que souberam do que eccorria, pre-
veniram-o de tudo e mais tarde tanto elle como o
o coronel Salvanhach tinham abandonado o vapor
Paran, illudindo vigilancia.
Ambos embarcaram em um vapor estran-
geiro, que os eonduz para longe da jurisdicao na-
cional.
Aerea do mesmo assumpto, telegraphou ao diario
de Montevideo El Siglo o seu correspondente m
Buenos-Ayres: Hontem (13), quando o major
Icasa procurava Arredondo e Salvanach a bordo
do Paran, para prendl-os, em cum'primento de
ordem recebida do Ministerio da Querr, nao os
encontrou. Tinham desapparecido, ignorando-ss o
seu destino. Os dennis emigrad is desembarca-
ran, sendo recebidos por mais de tresantas pessoas
que iam ao encontr de Arredondo.
Na misma data communicou ainaa o correspon-
dente :
a Arredondo desembarcou em S. Fermando,
achando-se em sua casa, no seio da familia.
Muitos amigos foram comprimental-o.
c Hoje partiram no primeiro trem reportera de
varios diarios que com elle conferenciaram.
Suas impressoes acerca do Brasil, do Impera-
dor e dosj seus estadistas, exercito e marinha sao
tremendas.
Parece que o visinho imperio nacao em dis-
soluc'i.
o Nao se pode dizer unis.
. Acredite-se geralmente que as declaraces de
Arredondo a respeito do Brasil traro complica-
coes com a Repblica Argentina,
a Asseiruram-me, porm nao garanto, que Roca
mandou conipriniental o pelo coramand nte Gra-
raajo, intimo amigo de Arredondo.
A 16, telegraphou novamente o correspondente:
Proi'cupaja attenco publica a maneira pr
que a npreasa argentina comeca a atacar cruel-
mente o Imperador do Brasi, depois da chegada
de Arredondo. .
E a 17 : O Bario da Alencar defende hoje o
Imperador do Brasil dos ataques que Ihe dirigi
El Uiario.
Diz qu>' a opiuiao de Arredondo sobre a socie-
dade brasileira completamente inadmisaiv.'l.^ Que
nao pie ser julgada s^uo com a reflexao do
tempu e o cultivo e trato continuado. Tudo isto
diz Alencar que faltou ao ex-general, que foi urna
urna ejwcie de ave fugitiva, anda que com as
a'.as fci idas.
Os leitores reunidos em congresso elegeram
presidente da repblica ao Dr. Jurez e vice-
prefiJCite ao Dr. Pellegrini. Smente Buenos
Ayr-s e Santa F votaram contra Jurez.
Na seaso d 18, do senado a.gentino, o governo
declarou que estava terminada a li^oidaco da
divida de pensoes.
Ni Repblica Argentiua, a cmara dos deputa
d s anuullou as ele.coes de SalU, approvando as
de La Ricja. .
O ministro do interior, Dr. Ortiz, mandou abrir
devassa na repartico de ,corrtios e telegraphos
acerca da publicacao de telegrammas do mesmo
dontur feita pelo diario La Nacin para averiguar
c- mo foram dados imprensa.
La Tribuna Nacional, orgao do General Roca,
declaren que a nica reclamaco existente contra
Arredondo provinha do ministro francez, pelo
facto se ter apoderado de vapores que levavam
baudeira francesa para passar de Concordia para
Ganvig.
Annuuciava-se para o dia 8 de Julho a inau-
guracao, em Buenos-Ayres, de quarenta edificios
mandados construir para escolas publicas.
A quarentena dos navios procedentes do Brasil'
foi reduzida a 21 horas, a partir do dia 20.
Na cmara dos deputados da repblica Oriental
Zorrilla pedio que se interpellaase o ministro do
culto sobre a denuncia publicada pelo diario El
Partido Colorado, de que o parocho do San Ra-
mn tinba commettido attentados contra o pudor.
A interpellacao seria extensiva violacao da lei
relativa aos conventos, por causa da reinstallacao
do asylo de Buen Pastor.
Causn m impresso na bolsa de Montevideo o
projecto de Terra pedindo mais consolidados para
a nova divida fluctuante.
Foi preso no Salto o major Euclidea Salari.
Suppunha-se que a priso era devida a uns artigos
publicados no Ferro Carril, em que Salari fez al-
gumas apreciacoes sob/e artilharia.
Tinham sido avultados os prejuizos causados na
campanba pela enchente dos ros. As aguas do
rio Negro destruirn), em Passos de Toros, todos
os trabalhos da estrada de ferro.
Bio Grande do Sal
Datas at 22 de Junho :
Devia ter entrado em julgamento no tribunal
do jury, a 17 do crrante, o processo em que sao
reos os sexagenarios Agostinho Jos Vaz e seus
tres filhos (um dos quaes menor) e um ex-escra-
vo, acensados da terem assassinado na freguezia
do Estreite, municipio de S. Jos do Norte, am
irmo do referido Agostinho e um pardinho, menor
e escravo, a quem o assassinado e sua mulher tra-
tavam como filho e instituiam herdeiro dos seus-
bens, por testamsnto de mo conmum.)
O crime, diz o Commercial de 16, toi perpe-
trado na casa de residencia da victima e perante
sua mulher, que no auge do desespero pedia aos
assassinos que completassem a sua obra, matan-
do-a tambem.
< A mulher do assassinado, dizem ser filha na
tural do indigitado assassino Agostinho Jos Vaz,
e eonsequ-internen te irm dos filhos des tes, cum-
plices no crime; este processo f> por tres vezes
submettido a julgamento no tribunal do jury de
S. Jos do Norte, nao psdendo ser julgado por im-
possibilidade de constituir-se o conselho de sea-
tenca, esgotando-se a urna, por darem-se nume-
rosas recusaodes das partes e jurarem suspeico,
por interesse na causa, pro e contra muitos jurados
declarando-se outros impedidos legalmente.
E' esta a razo porque o mesmo processo tem
de ser jargado pelo tribunal do jury d'esta cidade
(Rio Grande), na sesso de amanhi. *
Conta o Jornal do Commercio de Porto-Alegre,
que no dia 18 do passado foi assassinado de em-
boscada, com dous tiros de revolver, o padre Ge-
raldo Florio, quando regressava villa de Passo
Fundo, de onde se ausentara para celebrar um casa-
mento a sete leguas de distancia. Conseguirn)
fugir Ilesos o sachristo e um individuo, que
acompanhavam Florio.
Peio inquerito aberto, ficou provado que os as-
sassinos foram Manoel Alves Machado e Pedro An-
tunes Fernandes.
Na cidade do Rio Grande, por quettoes de
familia, brigaram na noite de ssbbado os subditos
italianos Pedro Hesoaohol e Pascual Malolina.
Da briga resultou ficarem ambos com profundos
ferimentos no peseoco, sendo necessario recolhel-os
Santa Casa de Misericordia.
Do Algrete expediram em data de 12 do
correnfe ao Crrelo Mercantil, o seguinte tele-
gramma : No dia 9 do correte o subdito por-
tugus Jos Reis foi viclima de urna traicoeira ag-
gresso e gravemente ferido pelo conhecido desor-
deiro e turbulento Affonso Climaoo. O subdele-
gado de polica nao cumpre os seus deveres, antes
protege o criminoso, nao obstante ter -se-lhe este
apresentado, com as mos tintas do sangue da
victima, confessando tudo. J pedimos providen-
cias so cnsul geral portuguez no Rio-Grande. O
juiz de direito telegraphou presidencia relatando
o facto. At agera nao recebeu codtestaco. Feri-
mentos aggravam-se cada vez mais. Criminoso pas-
seia impune e ante hontem ao passar pela casa da
victima, escarneceu e desafiou a tamilia d'e.la, que,
aterrada, pedio aux lio, sendo soccorrida por mui-
tos particulares. A victima nao encontra adro-
gado,peca providencias enrgicas.
Santa t-atharina
Datas at 21 de Junho :
Carecem de interesse as noticias d'esta pro-
vincia.
Minas-Geraes
Datas at 2i de Junho :
Le-se na Verdade, de Itajub :
Em S Bento do Sapucahy falleceu o Sr. Ma-
noel Rodrigues da Costa tazendeiro e eleitOT re-
sidente no municipio do Paraizo, em consequencia
dos ferimentos recebidos na lucta, que das antes
teve com Jos Stares de Gouveia, tambem fazen-
deiro da mesmo municipio, onde estimada e re-
conhecido como homem serio e honesto.
Refere o Monitor Sul-llineiro, de 20 da Ju-
nho : .
a Estava ha p jucos das, em S. Joaquim da
Serra Negra, o laborioso e estimado eidadao Luiz
Carlos da Fonseca dirigindo o trabalho de extrae-
cao de um formigueiro, conservando vivo fogo den-
tro da cova aberta, quando, depois de tel-a coberto
com paos e Cerra, passou pelo cruel desgosto de
saber que pahua dentro da fornalha um seu filho
de nome Edmundo, de 10 annos de idade, que des-
cuidoso passara sobre a tapagem feita, e que,
como ordinariamente succede, nao offerecia resis-
tencia alguma, visto destinar-se. s a impedir por
pouco tempo a sabida da fumaca.
Edmundo moireu horrivelmente queimado l
Este desgranado successo, ferindo duramente o
cornco da familia da desventurada crianca, entris-
teceu todo o bom povo de S. Joaqnm.
A' 25 o ministro da justica recebeu do presi-
dente da proviucia de Minas Geraes este tele-
gramma :
Recebi hoje de Januaria o seguinte tele-
gramma:
o Confirmo o telagramma de 11. Enorme grupo
no Tat, todo armado, capitaneado por Luiz An-
tonio Almeida e outros, promptos para at-carsjw.
cadeia, tirar o eco e impedir o jury. Poueos
jurados presentes; todos aterrados. O pedid dos
chefes para que ataquem ao mesmo tempo as
casas do juiz de direito, delegado e outros, dis-
trahiudo assim a guarda da cadeia. O grupo maior
atacar a cadeia.
Poucas pracas ; prenuncios de scenas de 1879.
Peco 10 a 50 pracas de linha, com um official de
confianca, para garantirem a cidade e evitarem o
saque, qu: a esperanca dos jaguncos, e aqu
permanecer-m at completa tranquillidade.
A sesaio do jury foi adiada para 28 de Ju-
lho. Os nimos estao agitados pelo terror e va-
rias prssoas vo se retirando, como em 1879.
Const-iu hontem que Francisco Rocha Maga-
Ihes, co-ro de 1879, e avesado a ataques no Chi-
que-Chique, parti ou partir com jaguncos para
auxilie de eco. Se o fizer, estamos perdidos.
Pee o instruccoes por telegramma para o modo de
agir, e autorisacao para engajamento de paisanos
at chegar a forca. Januaria, 25 de Junho, s 11
horas do dia. (Assignado) Eugenio de Paula
Ferreira, juiz de direito.
J dei providencias ao meualcance, mandando
a 2 do corrente, um official para commandar o
destacamento de 25 pracas, que augmentei com
10, auicas de que podia dispr. Nao tenho forca
de linha. Acho inconveniente a autorisacao de
engajamento de paisanos. V. Exc. resolver o
quo melnor convm fazer e responder para
transmittir.0 presidente, Francisco de Furia
Lemas.
O Sr. ministro da justica responden 26 :
Recebi o telegramma. Approvo as medidas
por V. Exc. tomadas, nao convindo chamar paisa-

QIK
tsm


Diario de PcrnambocoTerpa-feira 6 de Jalho de i
sos. Veja se pode, alm das 10 pracas que se-
guiram para Jenusna, augmentar o respectivo d*s-
tacami-Dto e fazer seguir para alli pravas dos des-
tacamentos de S. Francisco e Montes Claros.

N. Ptalo
deu-se urna borrivel
Datas at 26 de Juu'io:
Na villa de Santo Amaro,
desgraca.
ido cabido ama brasa dentro de Ana panella
de plvora na casa oade reside Joaquin de tal,
fogueteiro, deu-se ame exptoso ds qae ferara vic-
timas Joaquim e ssamai.
O esta io dos deis iafeuaes lasaentavaL
Na villa de Inlawftaba, et grasaana a epide-
mia da vanla o >a iatcnaiaac. Os habrtoates ae
dispoem de algu leewursaa retiram-ne, aterrados,
da lovoaco.
Feliameut.-, ua villa da Suata Barbara, est
declinando a epicnaa.
Na Lim-ira, sasendiou -se a oficina de fogos
de Francisco Arrud Caar go, nao tendo havido,
felizmente, ncnhuin* victima.
O Revio, bispo diocesano, com sua comitiva,
parti i 2G pira Itii, onde vai aaaistir s festasdo
collegio S. Luiz.
A Provincia de S. Paulo refere que falsa a
noticia da catar grasaaudo com intenaidade a va-
rila na villa de ludaiatubi, tendo-se dado apenas
dou casos fataea.
Era Santa Barbara est extincta a epidemia,
tsndo para isso muito coucoirdoas medidas toma-
das pela presid'acia da provincia, diz a referida
faina.
No municipio de Santo Antonio da Cachoeira a
geada esteva c> usando grandes estragos la-
voura.
uio ci- Janeiro
Datas at 27 de Jnnlio :
Funecioiiaruin as cmaras.
No Senado, 21, o Sr. Dantas mohvou um re-
querimento que foi approvado, depois de < rar o
Sr. Bario de Cotagpe (presidente do conselho)
para que o informe sobre factos pratioados na ci-
dade de Lenco s, provincia da Babia.
Foi approvado em l'discuaao, sem debate, seu-
do dispensado os ii^raticoa, o projeeto que auto-
risa a ap seutadoria do porteiro da faculdade de
direito de S. Paulo.
Proseguio a 2' diacuaso da prorogativa da lei
rio orcamento vigente : oraraui os Srs. F. Belisa-
rio (ministro da fazenda), Visconde de Paranagu,
Silv.ira Martina, e Jtaviano. Ficou a discussao
adiada pela hora.
Na cmara dos deputados, no mesmo da, de
pon de discursos dos Srs. Aftouso Celso Jnior e
Jiiio Caetano sobre negocios de Minas, entrando
se na ordem do da, o Sr. Alves de Araujo orou
sobre a tarca naval, sendo em seguida approvada
a proposta, com as eaeo las da commissao. Sobre
o orcamento da justica, orou o Sr. Candido de Oli-
veira.
A' 22, no senado, depois de orna rectifieaco
feita pelo Sr. visconde de Paranag, foi pelo Sr.
Meira de Vasc Micelios motivado ara requermento
que oou adiado pela hora, para que o governo
preste informad s sobre oceurrenciaa na cmara
municipal da capital da proviacia do Para, por
occaso do ser empossado o vereador Gamillo An-
tonio dos Santos.
Pssouera3" diacasaao o projeeto que autoras
a aposentadoria do porteiro da faculdade de dirc-
to de S. Paulo; e em 2a discussao a proposico ap-
provando o contrato da aova empresa de Ilumi-
nado a gaz na cidade do Rio de Janeiro, sendo,
a peiido do Sr. Barao da Cotegipc (presidente do
conseibo), dispensado o intersticio.
Uontinuou a 2 discussao da prorogativa da ac
taal lei de ornamento : f ji encerrada e approvou-
se para passar a 3 discussao, com dispensa de in
terstieio, requerida pelo Sr. Correia.
Proseguio a 3a discussao do projeeto que altera
e systema de eleicoes de vereadores e juizes de
paz : oraram os Srs. Uchoa Cavalcante, i arro,
Nones Goncalvea e Silveira Martina e ficou adia-
cuaeao encerrada.
__Na cmara dos deputados, no mesmo da, o
8t. Escraguolle Taunay envin mesa urna repre-
sentado da Sociedade Auxiliadora da Industria
Nacional, pedindo a continuado da aubvenco de
6.000, com que est dotada no orcamento vigen
te. -Foi remettida commissao de orcamento. O
Sr. Candido de Oliveira tratou dos tactos occorri-
dos ultiraameute ca aaaembla provincial de Mi-
nas, do estado de Uberaba e do facto de ter sido
romeado juiz municipal do termo de Hom-Jesus,
na Bahia, um hornera de 70 annos o cgo. O Sr.
Cbrlos Peixoto respondeu, narrando os acontec-
raentoe de Minas por modo diverso.
Na ordem do dia foi approvado o parecer da 3*
eesamisso de ioquerito reconociendo deputado pe-
lo 5* districto de Minas o Sr. Pacifico Goncalves
da Silva Mascareuhas. Sobre o orcamento de es-
trangeiros tomn a palavra contra, o Sr. Affonso
Celso Jnior, que tratou principalmente da ques
tao de limites com a Repblica Argentina, do con
gresso do Chile e de um facto grave occorrido no
corpo diplomtico.
Respondeu o Sr. presidente do conselho, refu-
tando os argumentos aprsente 'os.
No ornamento da justica orou a favor o Sr. Jos
Marcellino, sustentando o parecer da commissao
que redu* a dotado de algunas verbas : e, con
tea o Sr. Lamos, que tratou principalmente de fac
tos occorridos na provincia de Minas.
__.V 23, no seuado. o Sr. Franco de S moti -
vou um requerimento qu foi approvado depois de
orar o Sr. Ribeiru da Luz (ministro da justica,
para que o governo informe sobre o andamento
(ne tem tido o processo do major Araujo Costa e
tenente Fourni-'r, na comarca de Grajah, provin-
cia do Maranlio.
i'rocedeu-se a votado, em 3 discussao do pro-
jeeto que altera o systema de eleide de versado
res e juizes de paz, com o substitutivo e emendas
apeladas e foi tudo icjeitado.
Fsram adoptadas eu. 3a discussao, sem debate
ss proposicoes prerogativa da lei de orcamento vi
gente, e approvando o contrato da nova empresa
da Iluminado a gaz na capital do Imperio.
Eagotou-ae a ordem do dia.
Na cmara dos deputados, no mesmo dia, o
Sr. Montandon, depois de algamas observacoes
sobre o estado do partido liberal, tratou do ma-
tadouro, da industria pastoril e das empresas d''
transporte de carne verde congelada. O Sr. Joao
Penido charaou a atteucao do governo para o es-
tado das pontes da estrada Uniao e Industria, pa-
ra o juiz de direito da comarca do Rio-Novo, na
provincia de Minas, cuja remocao pede, bem como
qae a 3" commissao de nquerito di parecer sobre
a eleico do 8 districto de Minas.
Passando-te ordem do dia foi encerrada a 2
discussao do orcamento de atrangeiros, por falta
de oradores, senio este approvado com as emen-
das da co'nmipsao do orcamento. Entrando cm
disoussoo orcamento da justica oraram : o -;r. ni-
aistro da justica, que susteutou nao ter havido
desrespeito s prerogativas das as3ab!as pro-
Tinciaes com a red.iecao da dotecao da verba o-
ras comarcas e termos ; pronuncioa-se contra o
augmento de vencimentos dos magistrados em
quanto as circumscanciss do paiz nao melhora
rem, e coacordou com a creacao de tribooaes cor-
re^cionaes s no interior, aceitando em alguna
pontos a reforma judiciaria que foi da cmara pa-
ra o senado. O Sr. Affonso Celso Jnior tratou i i
juiso dos feitos da fasenda, Occupou-se com os
acontec atentos de lbeos, com a demisso do pro-
motor de Uberaba a cmn os recentes acontecimen-
tos na assembia provincial de Minas. O Sr. Jay-
me discorreu sobre a emenda que reduz a verba
relativa creacao de novas comarcas e termos.
O Sr. Lourenco de Albuquerqne defendeu emen
da qae apresentou suppnmindo completamente es
sa verba.
O Sr. Silva Tavares sustente a snb-emenda da
cjmmisaao elevando a 50:000 a verba que a com
missao tinha dotado com 20:0004 para novas co-
marcas e termos. O Sr. Ribeiro da Cunha pedio
que o Sr. ministro da juHica de accordo com o do
imp-rio creassem urna, reparticao d asaistencia
pnbiea especialmente para alienados. Por falta
de oradores foi a discuasao encerrada e adiada a
votacao por falta de numero.
os dias 25 e 26 nao funccouaram as ca
asaras.
Baha
Dates at 30 de Junho.
Anda esteva trabalbando a assembia provin-
cial.
Confirmara os jornaes as noticias que, por
telegrammas, foram transmitidas acerca do e i-
ealhe do paquete inglez Tagua.
oticias da Europa
O paquete francs Niger, trouxe, ante-hontem,
folhas da Europa, alcancando de Lisboa 23 de
Jnnh, e portento dezvseis dias mais receutes do
que as que tinhamos.
Al.i. da* de Portugal, constantes das cartas do
nosso correspondente de Lisboa, publicadas na
rubrica Exterior, eis algamas dos demais qae i
amana* completaoemos :
Hcssasha
Eis qae escreve 8obr este psis o nosso ete-
r i do correspondente :
Na enmara alte hespsnhola arrastam-seas dis-
cusaoes- fastidiosamente. Na seseo de / do cor-
rente devia ella reunir-se em sessao para nomear
a commissao que ha de dar parecer sobre o pro-
iecto do tratado commercul com a Ing aberra, e
esperava-se qae a lute fosse renhida. Os conser-
vadores pensavam em dar batelha ao governo
para alcaasawsa alfuas partas neste eommis^aa,
proeuravasa alaar-se aoa os senadores da maio-
rta que taan rueo proteccioBJata. Os ronw-
ristas voteriaa oom os conservadores orthodsaas
a suppunka-se qae possiblitas e esquei(hUs
apoiassem govarao.
Urna parfeite batburdia. v .
Era objecto de cosareraacio homoiatioa
circuios politioos, o paradeiro de Q. Carlos, nao
porque inquiete grandmente abel-o, senio por-
que os representantes na Hespanb e no <****-
geiro nao o dizem com a exactidao e o cuidado
que lhea recommendara o gabinete.
Parece, todava, ra do duvida que o preteo-
doote D. Carlos de Bourbon, sahio de Orate.
O governo suppe que se aeha oceulto em alguma
quinte frauceza, ou de Perpignau, por lhe coastar
'que pirtiram para aquelle ponto varios chetes e-
listas afim de realisarem importante conferencia
Parece que D. Carlos nao se limite ao protesto
que publicou ltimamente. O telegrapho ja por
vezes o dea em caminho para as trras oade con-
tnua a fazer acampam;n'o.
Alguns homens notaveis do partido desappare-
cenim das localidades em que residiam e nao se
sabe onde esto.
Dz-se que na fronteira os carlistas teem qua-
renta mil aniforrae preparados.
A E-poca procura ridcularioar a noticia ; mas
nao cessa de recommendar ao governo toda a vi-
gilancia para inutilisar os trabalhos de D. Carlos.
De certo que mais eonvira naci hes; anhola
que os partidos aguardassem a conducta da re-
gencia, porque, se ella f .r genuinamente constitu-
cional, maito lhe eonvira sustentar o actual esta-
do de cousas.
O. Carlos nao podara, de certo, subir ao throno
de D. Fernando. Em nenhum pavo da Europa
hoje impoasivel a mudanca para um rgimen des
acreditado e inconciliavel coma liberdade e mesmo
com a dgnidade dos povos._
A repblica o mais simples 9 natural forma
de governo, no dizer de aeua apologistas ; mas
apresentam-s-! nella ao mesmo tempoproblemas tao
variados, tao complexos e tao perigosos, que os
po--os que forem govirnados pelo systema monar-
chico repr*>sentatvo fazem mal cm repetir a ex-
perVnsia em condicoes que se podem chamar
anormaes.
O papa protege muito a regencia de Hespanha.
Para que a acerque e nao siga D. Carlos o clero
pirochia1, Leao XIII enche de conaideraces a
rainha Christina. Prestou se com demonstraeoes
de s'tistacSo a ser padrinho do novo rri, e vai
enviar regeatea rosa.de ouro. Leao XIII pro-
penso para a liberade e para a paz. Por isso
contraria bstente os planos de D Carlos.
A Alli-m mha nao cessa tombem de interessar-
se pela manutenclo da paz existente em Hespanha,
e precisa de ter a d'.'dicaaao da corte e governo
de Madrid, para contrabalancar as sympatbias do
povo hespanho pela Franca.
Ainda ha pouco jornal allemao Frtndemblatt
felicitava a Heapanha pelo nascimento do novo rei;
diriga raisba expressoes amaveis, e aos hes-
panhoes eonselhos de ordem e poz
A nao sorem alguns indicios de morimentos
carlistas e de algum movimento de organisacao
republicana, nao occorr^m em Hespanha saccessos
que alarmem.
A depataco provincial de Barcelona resolveu
manifestar ao gorerno o profundo sentimento por
haver prescindido de urna informacao antes de
resolver o conveaio com a Inglaterra.
O Cent'- Cataln e grande numero de opposi
cues, continuara a fazer propaganda contra o tal
convvnio, e exigcm que se iademnisem as indus-
trias, a quem prejudica, o mesmo que se fez com
o clero quando se Ibes tirou os eus bens.
A liga dos proori'tarios de Valeaeia adhere ao
p 'nsaineuto do Centro Cataln e pede indemniaa-
ja para os caltivador de arros.
Foi chamado pelo ministro da mariaha o capi-
to general do Ferroi, contra-almirante Mac-Ma-
hon.
A imprensa conservadora afBrma que certo o
contracto de um empreBtimo de doas milhes de
pesetas, realieado p>r Ruiz Zorrilha, com a sua
garanta e a de outros chefes da revoluco.
Falla-se de prises realisadas em varios empe-
gados do caminho de ferro do norte, por se jul-
garem agentes revolucionarios.
Foi posto em liberdade o rmpregado do muni-
cipio de Cartagena, preso por iccasi dos acon-
tecimentos do castello de S. JuliSo d'aquella ci-
dade, porm nao os outros, que ainda gemem na
priso e que provavelmente se reconhecera esterera
tao innocentes como este.
O governador civil de Madrid, conde de Vi-
quena, contina a melhorar.
Seguido o projeeto do almirante Bcrenger, mi-
nistro da marinha do reino visinho, a armada hea-
panhola ser augmentada at 1890, com il cruza-
dores, 10 grandes torpedeiras, % torpedeiras de
primeira clas6e, 12 torpedeiras de segunda classe,
28 caaboneiras e 20 embsrcacoes menores, a va-
por. As despezas a fazer, com a acquisicao d'este
importante mat-rial, repaacao dos navios exis-
tentes, r^or^anisacao dos arsenaes maritimes etc.,
e 49.500:000*. Para fazer face a te enorme m-
pi-za pr->por o Sr. Camacho, na prxima reunio
das cortes, a venda das mattes e florestas do es-
tado.
No dia 14 do corrente celebraram-se dous con-
e-hos de ministros; o primeiro, a que presidio a
rainba regente, rsolveu que o indulto pelo natali-
cio d'el-rei D. Affonso XIII se faca extensivo aos
militares e marinheiros; e no segundo foram
apresentados vanos projectos pelo ministro da
guerra, que nao foram aceitoa pelo da fazenda.
Julgam algumas pessoas que o ministro da
guerra sabia que o da fazeuda se oppunha aos
seos projectos, e que se os apresentou foi com o fim
d; que lhe sirvam de pretexto para abandonar o
ministerio.
O cerco que ha diai se falla da retirada d'a-
quelle ministro.
De da para dia avultam os boatos de coospira-
coes c de movimentos, ora de carlistas ora de repu-
blicanos, ao que o governo corresponde, fazendo
orrer a tropa de um para outro lado.
O Correo infoina que columnas volantes per-
correm as mmediacoes de Esteras de S. Joo de
Eerin, de Clavorsi, do val d'Arao e bera assim a
a provincia de Gerana, para observar as machi-
n ico -s carlistas.
certo que as regioes officiaes ha serias
aprehenses de um movimento revolucionario. Ha
diar que se redobra de actividade em'mutas ci-
dad s do norte e leste.
Diz-se que o Sr. Sagaste receberia Jas auto-
ridades civis e militares da provincia despachos
que lancariain o alarme na corte.
Um telegramma de Bruxellas aununcia que em
Aovera procurou-se fretar um navio, para ser
carregado da armas com destino costa hespa-
nbola.
Estas armas seriam destinadas aos carlistas qoe
ten .m, ha cerca de dez das, um agente n'aquella
cidade.
us proximidades de Sevilha foram descobertos
pelas autoridades qoartorze cartuchos de dinamite
do fundo do Gua.'alquinir.
Foram eutregues s autoridades militares
Tropas concentradas em Gerona ; os soldados
da gu irnico de Barcelona ene- rrados iiob quar-
teis ; a hnha frrea de Castelln bastante vigia-
da ; a guarda civil da provincia de garagoca re-
concentrada na capital ; em Tarragona, prohi-
bido um passeio militar ao r-gimento de Santa
Q lintina ; a fragata Numancia sahio precipitada-
mente ue Cartagena para Barcelona ; e em San-
tander annuncios de apparicao de urna partida ar-
mada, tees sao as noticias que circulam.
As pessoas imparcians entrara em duvida, se to-
doa i ate boatoa de prximos disturbios sao obra
los revolucionarios ou do giveroi, que trata de
apreseiitar-se peranto os altos poderes do estado
como salvado' da monarchia, afim de se sustentar
no p d r.
0 i.rojecto d > reamente do Sr- Camacho inaere
as s gnintes verbas :
i),0J0 de p-setas para o re ;
5 K),H0 para o s-u successor immediato ao
tbr- o;
2x),000 para a irm primognita do roi Affonso
XII;
IOjOi'O para cada u-na das infantas.
A raiuba Isabel e IX Francisco de Asis rece-
berao R tulla d'isao urna economa de 440 psetes.
O ministro propde-ae ac iraprenenderno thesoo-
ro publico todas as caizas especiaos.
O projocto fix as receitas em 940.530,731 pese-
tas e as despesas em 824.007*035 pesetas.
As economas realisadas sobre o orcamento pre-
cedente elevam-se a 12,208,757 pesetas.
O ministro propoe crear um orcamento de 28
milboes para o enaioamennto primario, e um im-
posto para urna somrca equivalente, porque o es-
tado tem obrigaco de pagar o ensino desde 1 de
Julho prximo.
Este imposto ser cobrado sobre a contribuicao
territorial do mancira a levantar em cada provia-
cia urna somma igual a paga em 1886 pelos oonse-
lbos geraas ,e municipalidades.
Os tifrtrufr" e senadores valencianos resolve-
iam peir suinaposto sabr o arroz estrangeiro.
Como pro va aastta amisade pela Haspanha o
ovenia do Pera supprimio a teste comruemorati-
is va dos sasnieciiutos de Callao, emque interveio
a m iriaha-nespapbola. Martes offereceu i com-
wis*ao dos i u ttvadorea de ansas de Valencia toda
saa carporacle e apoio.
O senado resolveu hontem negar a autorisacao
solicitada pala audiencia de Madrid para proces-
sar o senador Reja Arias.
O congresso proc'nraou deputedoo8r. Pi y Mar-
gal! no da 18.
Os raiaisteriacs dizem que as difierencas entre
os Vtnta e um mil votos que se'dase, tinham ai-
caneado o Sr. Pi y Margal! e os dezenove mil que
hoje se lhe oomputam, porque se I hes deseante-
ram os doze mil que obteve as eircuinscripco-is
A maioria republicana-coalisionistaresolvea que
ella seja dirigida por Py y Margall.
No dia 14 houve dous duelos.
O candidato vencido as eleicoes de Cadis.
Rodrguez Martnez bateu-se com o vioe-presi-
dente da deputaco provincial, ficando este ferido;
os exdeputados casteralistas reme e Solier ba
teram se trocando quatro tiros, qus nio produai-
ram desgrana alguma; e o lance ocoorrido entre
dona militares apenas cauaou feridas leves.
O governo vai pedir autorisacao s cortes para
organisar a representecao de Hespanha no estran-
geiro sobre a base de reciprocidade, equiparando
a cathegoria dos seas representantes com as das
outras naces com relacao Hespanha.
Fo< eleita a commissao da resposta do discurso
da c;roa ni congresso. E' seu presidente o Sr.
ministro Guitn, e secretario o cpnhecido novel-
lista Pery Galds.
Deve apresentar brevemente o seu parecer.
Diz o Figar, que D. Carlos depois de Dassar
pirCucerna fii para Grate.
Accrescenta o mesmo jornal que o pretendente
ao tbrono d Hespanha manten a ana poltica, que
se resume em esperar os acontecmentos.
D. Carlos voltar prximamente para Veneza.
O jornal de Madrid El Progreuo tem opiniao
differente da que emittio ha das El Correo, no
respeitante ao merecimento carlista.
O jornal citado diz que o governo, a julgar por
certas indicios, nao tem impressoes tao optimistas
como nos dias anteriores.
Informa qoe noticias de origem auorishdissima
asseguram que na alte Catalunha se accenta ex-
traordinariamente o movimento carlista.
Accrescenta que os partidarios do pretendente
ao throno de S. Fernn lo se organisam oom grande
antoridade. fazendo eompras de cavallos, recru-
tando homens, no geral rapases, e entendeodo-se
para um movimento prximo, com muitos an-
tigos chefes carlistas, alguns dos quaes nao toma
ram parte na ultima guerra.
Conste lhe tambem que urna pessoa importante,
que tem rares para saber de seiencia certa o que
occorre na montanha caala, eonferenciou com um
personagem importante da situacSo para que o
governo trate de vigiar os trabalhos carlistas
n'aqaella parte do principado.
A estes trabalhos correspondentes aos dos re-
publicanos, pois que se aflirma que o governo tem
noticia de que o Sr. Zorrilla intentou levantar em
Londres nm emprestimo de dous milhoes de fran-
cos para emprehender seria aampanha. como pouco
antes da snblevacao de Agosto de 1883, se soube
que o chefe dos demcratas prosrreasistas tinha
leito nm emprestimo de 700 mil francos, de a
este boato grande crdito at no campo ministe-
rial.
Accrescente-sc que, teudose exigido, para se.
realisar o emprestimo, a garanta de varias firmas,
ji parCiram de Madrid cartas eom as assignatnras
pedidas.
Para enfraquecer o carlismo o papa nio cessa
de manifestar vivo interesses pelo actual estado e
cousss, e fita de toda a duvida que o alto clero
protege o re ha pouco naeeido.
A rainha regente procara apoiar-se na opiniao,
Hproveitendo-se de qnaessner suceesses de des-
graess, para exercer a caridad* oom Jarga muni-
ficencia. r'
O partido conservador manffeeta que rao as-
pira a suceeder por emqaanto no actual governo.
O Sr. Cnovas del Castilla contina no propo-
sito de fazer com cado de lodos os partidos da monarcha liberal,
afim de que a exeitecae entre elles nao favoreea
a cansa carlista e a republicana.
Brevemente a rainha ter de exercer am acto
importantedo poder moderador.
E' bem sabido que este poder ao o poder ab-
oluto dos soberanos constitucionaas ; isto nao
o poder pessoal do monarcha.
Os seus actos esto sujeitos responsabilidade
dos ministros.
Comtudo o acto que brevemente tem de preoc-
cupar o espirito da rainha regente de grande
importancia politici. Trate-se do processo do pa-
dre Gabote. Sendo tora de toda a duvida que o
ftssassino do bispo de Madrid, ser condemnado
raorte, a sentenca ter de subir ao poder modera-
dor, e n'este acto constitucional a regente poder
captivar a opiniao ou desconteotal a.
Corresponde acia do Diario de
Pernambuco
PORTUGAL LI8BOA, 13 de Junho de
1886
Na minha ultima (a de 7) referi-lhes os m tivos
que sobresaltaiam Lisboa e oa excessos da guar-
da municipal, que, inhbilmente procedeu, velan-
do e atrepellando os simples curiosos, o que exci-
tem geral indiguaco. Indignacao foi ainda mai-
pronunciada qaando aquella soldadesca, para afu-
gentar os grupos mal trapilhos que os assoviavam,
fez descargas de espingardaria e revelvers sobre
a multido. As pontanas foram altas por certo,
porque nao appareceram mortos era feridos, sen-
do os que se foram curar ao hospital nicamente
de pranchadas e cutlladas. Entretanto no Roci,
no largo de S. Domingos, junta ao palacete Rega-
teira e em outros pontos, appareceram rombos
prodosidoa por tiros de bala.
Ninguem quis tomar a paternidade daquelle des-
tempero da guarda municipal, fioando-te em du-
vida se f ii em virtade de simplos ordena do gene-
ral commandante daquelles carpos, ou ss este as
havia recebiio superiormente.
Fosse como fosse a impresso causada por
aqnelles actos de selvageria, foi pessima.
Na seguate noite, 5, repetiram-se as arruacas.
A guarda municipal recebera ordem expressa de
nao sahir do quartel do Carmo, onde se concen-
trara.
Os policiaes civis fizeram s por si e sem ser
preciso o auxilio doa corpos de cavallara 4 e 2,
(lancoiroa) estacionados em Belem, um servi$o ad-
rairavel. Aqueilea regi :eutos de cavallara este
Vam primeira vos e beriam elles quem Varna a
garotada e malandragem se a polica nao bastease.
Vas p imeiras horas da noite os arruaceiros do-
minarais em plena algazarra de vivas e morras,
asaovioa e pedradaa as mmediacoes do quartel
da guarda municipal, sendo preciso a sentiuella
do quartel fazer alguns tiros, depois do qae, a
guarda formou pela banda de dentro do quartel
de ao,uart> llmente. Pelo chiado, Roco, ra de
Santo anto, etc., audavam magotes maito ame
rusos de tu lo quanto urna cidade populosa pode
ter de escoria e vadiagem. Um dos magotes era
quaai exclusivamente c imposto de rapases de pou
ca idade. N'outro grupo audavam os faias, os
malandnnus, typos connecidissimos da polica e
dos bancos da Boa-Hora.
A polica foi aportando o cerco, sem espalhafa-
to, sem deaimbaiuhar oa tercados, sem dar um
aocco, e qaando vio que se lhea nao poderiam es-
capar, coraeeou entao a ruega. Cahiram as
mos da polica mais d- 220 ou 240 mellantes, auc
ced'ndo que entre elles alguns mirone tambem
foram colhldoe.
Toda aquella malta foi encanada nos calabou -
coa do governo civil, e de madrugada, condolida
toda, eom ama forte esc dt i at ao Arsenal, onde
foi emb-.reada em fainas, que os rebocadores le-
varam at ao transporte do estado frica.
Ainda l eatao. Aa autond.des policiaes toan
l ido todos os dias fazer os devidos interrgate
res, para, sobre cada um daquelles individuos, se
apurare os elementos indispensaveis para o res-
pectivo proceaso. Aos que tereai vadios, deter-
ninou o governo um taaio arbitrariamente ver-
dade, mas com applauso quaai gral, que so !hes
assente praca no batalhao do ultramar. Oj que
tiverem profisso conhscida e domicilio certa, se-
ro submettidos ao tribunal para serem punid >s
devidamente.
pHio approvam alguns que se mande psra o ultra-
mar aquelle fermente de dscolos. E' um erro ia
so, visto qoe anda nao temos as cotonas peniten-
ciarias agrcolas, que s.-rvem para casos destes.
Aa nosu colonias, infelizmente eatao eostumadas
a estes presentes e por isso nao teem prog adido
tanto quauto fra para desejar. Eutretanto, aorao
medid de expediente, nao se nade dizer que a re
aolucjoaeja relativamente uta, visto que tora por
um dmmgrnn'.ar a capital 0 dar exeraolo.
Af,S4i|aia Municipal, ao dia jiaguiiit,'ou noae
uioame ^iajreunira-se em aeasao plena e appr*-
vou. cae Res dase urna propostado Sr. Dr. Ma-
noel de Amaga (republicano) qara representar
ao governo sobre a urgeu-,j necessdadi de reor-
ganiaar-se a pjlaia de Lisboa, par modo que a
guarda municipal e a polica civil obedocessem a
um plano orgnico e uniforme.
Parece que a cmara exjrbitou dasattribui-
ces que lhe marca o cdigo administrativo e a
le de, sua remodclaeao. Pelo menos assim o ea-
tendeu o governo, que lhe eatranhou severamente
o procedimento em urna portara publicada na fa-
lla ulficial.
Tem-se apurado que os arrnaceiros receberam
dinbeiro para dar aquellas vivas e aquelles mor-
ras, apedrejar a guarda municipal e trsjaer a cida-
de m alarma com eases tumultos e motna. Quem
lh'o mandn deatribur ? Oa republicanos, que
detaram upplemento ao Secut, vociferando con-
tra a guarda e contra a.pr hibiclo d'um meeting
que haviam annunoiado para realisac-se na ra do
Patrocinio, meeting esse em que se havia do repre-
sentar pedindo a dissolucao da guarda municipal
de Lisboa.
Seriam os regeneradores que, ao cabo de a tres
mezes de estarem na opposico, pretendiam derri
bar oa progressistas com os toraultos das 'roas,
como cm 1881, a pretexto da questao le Lourenco
Marques, visto que os instrumentos assalariados
eram os mesmos ? Tudo hypotheses por ora. Nos
tribunaes ficar bem averiguado que por traa da
cortina incitava a malandragem, pagando-Ibes aa
bebidas alcoolcas de que nessas duas n"itcs fize-
ram largo cousummo, sobretudo as vendas situa-
das as p oxi uidades do quartel do Carmo.
Tudo quanto .antecipadamente se afirmar a tal
reapeito, prematuro.
A verdado que no primeiro momento nao tal -
toa quem votease pela diaeolucao da guarda rauni
cipal, e at duas folhas ininisteriaei estavam >,ra
contmdiccao wate pjut >. Mas desde que os .e
publcanos se fizeram os piiucipaes promotores
deasa provideocia, aa cousaa muda'-a.n de figura.
A guarda municipal e aobretudo a cavallara da
guarda talvz o nico .-1 tinento militar de que
os republicanos se arreceiam. E' talvez por est.a
razio que sera imprudente fazer-llus a vontaie
e desorgansar, de improviso, urna forca cuja con-
stituico pode B<*r molificada e melhora I a, mas
que ainda pode ser nra e emento de ordem ev-
tando-se as fautarroaadas dos railitaroes e forra
brazes a quera e seu.commaodo tem sido, infeliz
mente, confiado. Farece at que decrete da ex-
oneraco do general commandante, daquelles cor-
pos de polica, chegou a estar lavrado, erabo.-a os
papis governamentaea o neguem, mas que surg-
ram difficuldades ou se reconsiderou quando se
tratava de o levar regia assignatura.
Um decreto, recentemente promulgado, em que-
se inandou recolher ao exercicio das-suas tunecoes
os empregados do estado, que a pretexto de varas
commissoes para que obtiveram fazer-se despachar,
aa teem abandonado, levantou ltimamente bas-
tantes clamores na mprensa da opposico, onde
esses rbulas teem advogados ardentes Verdade
o'-ja que o decreto abre bastantes p^^taa para es-
caparem dos seus rigores inuitissimos tuneciona-
rios pblicos, pois a lista das excepyoaa grandi
Apeaar di8so ainda assim ha queixosos e sao estes
os que varios jornaes adveraos ao gabinete es'o
patrocinando cora um fervor digno de melhor causa
e disto principalmente se tem fuito as polmicas
jornaliataa deatea ultimoa dias.
-^- Parrirara para o Porto ha dous dias os Srs.
couselheiroa Beirao (ministro da justica) e Emyg-
dio Navarro (ministro das obras publicas.) Am-
bos vao tomar couhecimento de assumptos que di-
eem immediato respeito suas respectivas pastas.
Arecepeo no Porto loi hrlhante. Aebam-se hos-
pedados os dous ministros e os seus secretarios em
casa do Sr. Gaspar Ferreir* Biltar, proprietano
ti> Pifcneiro de \fameiro, que a folha mais lid
as provincias do norte do reino e cuja poltica
accentuadamente progretsiste.
As sessoes da cmara municipal de Lisboa
vio ser prorogadaa, para ha ver totopo de se con-
cluir a discussao de alguns assumptos anda pen-
dentes.
No dia 5 do corrente realisou-se na Tapada
da Ajuda, pouco depois das4- botas da tarde, a so-
lummdade da conatituico 4aAaaocUcio Promo-
tora dos Interesses da Clasae Operara e iniciacao
do institutoPrincesa Amelia.
Assistiram SS. MM. AA., > ministerio, a com-
missao dos festejos e alguns milhares de operarios
e operaras das fabricas e muitas outras peusoas.
Depois de assiguado o auto, el-rei fez um discurso
mostrando a importancia da obra que emprebea-
dia e evidenciando como o trabalho eleva as na-
coea e oa horneas, e congratulando-so por fundar
.aquelle iuatituto gomo remate das fea tas do casa
menta de a<-u filho. Em a guida o Sr. conselboiro
Joo Luciano de Castro, presidente do conselho de
ministros, leu a lista dos mestres e contra-meatrea
de fabricas agraciados eom o habito de Christo
O Sr. Mrquez de Pomares (Lu7 de arvalho
Daua e Lorenaj presidente da commiaso central
ios festejos e o Rvd. prior de S. Pedro, em Al
cantara, zeram breves lloculoes allusivas aquel-
la festa, em que agradeciam familia real o ter
temado parte nella.
No livro da subssripcao para aquella obra io-
ecreveram se com avultadas quantias el-rei, S. M.
a rainha, SS. AA. a duqueza e o duque de Bra-
gaoca e o ^r. infante D. Alfonso.
a tamilia real foi muito victoriada pelo grande
numero de operarios que estavam na Tapada.
Por causa do mo tempo toi adiada para boje
a brtlhante illuminacao bem eomo o foram tambem
os fogos de artificio que naquelle vasto recinto se
devam queiroar. Oa .productos das entradas sao
em beneficio do novo instituto. E' em frente do
palacio que se deitar o fogo. Ao lado direito est
armado o modelo para o novo albergue que se vai
fundar no bairro do Calvario. N'uraa grande tela
que meue na mxima altura 17,|"55por 2337 de
comprido, primorosamente pintada por Manmi, o
eoenographo de .-*. Carlos, v-se o frontespieio da
nova edificaco. Por cima de ama vasta galera
-se
Associqcdo Promotora dos Interesses da Classe Ope-
rara, Instituto Princeza Amelia, Mato 1886
E por baixo, sobre os tres grandes pontoes que
simu lm dar ingresso ao edificio, Armazens
Coeperativoa. Nos latentes l-se de um lado
lastruccao Primaria Sopa Econmica e do outro
irles e Oficios, Habitaco Econmica.
O pav Ihao central deatmado para a familia real
est ornado cora gosto e muiea elegancia.
as principaes ras da Tapada est col locada
grande quantidade de maatros com bandeiras a
trophoa.
O Sr. Dr. Vicente Monteiro vai deixar o lu-
gar de governador civil de Lisboa, em que servia
interinamente; indo oceupar o lugar de secretario
geral do ministerio dos negocios estrangeiros, que
ficou vago pela nomeaoao do Sr. conselbeiro Gus-
tavo Nogueira Soares, para ministro de Portugal,
no Brazil. O Sr. marquez de Pomarnt aceitou o
lugar de governador civil deste districto que j
exercera n'outro tempo, sob a administrado pro-
gressista.
L.
LISBOA, 23 de Junho
Foram dissolvidas por decreto de 10 do cor-
rente as commissoes nomeadas : em 1870 para re-
ver a legi jlaco commercial; em 1874 para a re-
forma da lei penal ; em 1878 para propor ao go-
verno os meios de fundar urna ou mais colonias
agrcolas e casas de eorrecoo ; em 1875 para for-
mular um projeeto de cdigo do processo criminal;
em 18rtl para rever a tabella dos emolumentos e
salarios judiciaes, para redigir nao formulario ju-
dicial ; para estuiar os inconvenientes que se en-
contrara na actual di vi sao judicial do territorio ;
para rever as dieposicoes legislativas eregulamen-
tarea que estabelecem o registro predial e organi-
sareu. as resgectivas conservatorias.
O decreto, diz que todos os vogaes doa tas com-
miasoes, durante o tempo em qae faaccionarem,
se houveram serapre com louvavel zelo e reconhe-
Jda intellgencia, nos estados e trabalhos de que
foram incumbidos.
A amnista com que o chefe de estaos qna
omraemorar o casamento do seu filho e que j
est decretada para todos os crimes contra o di-
reito eleitoral, e em geral para todos os crimes de
origem-ou carcter poltico commettidos at date
do consorcio, exceptuando-se aquelles de que re-
cultou homicidio ou alguma lesao das que meocio-
na a nova reforma do cdigo penal, arts. 360 n.
5 e 361 tambem para oa seguintes crimes, com-
mettidos at mesma data :
De abuso de liberdade, de imprensa em que s-
mente seja parto o ministerio publico ;
De contrabajo, ficando perdidos a favor da
fazenda e da* Mtsoaa a quem perteneer, segundo
as leia, os bjectoa respectivos ao mesmolcon-
trabando.
Da seJiccao oa assaada nao toado aavido offen-
sa do passoaa ou propiiolados, embora se tenbam
soltado Voses aedicioaas ;
De desercao simples do exoruito ou armada, ou
de desercao aggcavada, se asta o ti ver sido smen-
te pela subtracoab ou descaminho de objectos da
fazenda.
Aos desertores somente aproveitar esta amnis-
ta, apresentando-se elles da itro de dous mezes
no reino, de quatro as ilhas adjacentes e de seis
no ultramar, coatados quaato ao reino e ilhas
desde o da 19 do corrente, e qaanto ao ultramar
deade o dia em que for publicado o decreto aa ca-
pital da provincia, oase contando como tempo de
servico, para efieito algum, o tempo decorrido
desde que a praca se tiver constituido em deser-
cao at- ao dia em que se apresentar.
A's pracas de pret condenadas pelo crims de
desercao simples oa aggravada por alguma das
eircurastancias referidas ao art. 70 do cdigo de
justica militar aa pena de deportacao militar, fica
perdoada a quarta pirte da pena em que forem
eondemnadas.
Aos reos condemaados por seatenc* passada em
julgado as penas de presidio de guerra e priso
militar, fica igualmente perdoada a quarta parte
da oena em que toram cond^mnados.
Aa pracas de pret que tiverem commettidotrans-
gresses de disciplina ficam pardeadas as penas em
que iacorreram e lhea toram impostas.
Aos reos cm ieranados era algumas das penas
perpetuas de trabalhos pblicos, priso raaior ou
degredo, ficam estas o inmutadas na pena fixa de
degredo por 25 aanoa lovando-se-lhej em conta a
cada um o tempo iccorrido desde que a respectiva
sentenca coademuatoria passou em julgado.
Os conderanados pena perpetua de trabalhis
pblicos sero levados para as possessoes de 2.a
classe para ahi cumprirera o degrelo pelo tempo
que lhea faltar ; os condemnados pena perpetua
de priso raaior serio levados para aa posaeasoes
declaradas naa reapeotivaa sentencaa.
Os co-roa nao pdenlo ourajrir o degredo na
meama localidade, excepto sendo conjugea
Aos reos condemnados por sentenca passada em
julgado em penaa maiores temporarias de qualquer
natureza que sejam, fica per loada a quarta parte
do tempo da condemnacao.
As penas correeeiona-ia de priso oa desterro,
que nao exceder era a u n auno, ficam pe d jadas
aos reos e quando o excedan, fica-lhea perdoado
ura annodas sobreditas poas.
Nestas disposiedes nio sao comprehendidos os
reos, que, depois de condemnados por sentenca pas-
sada em julgado, tiverem obtido commutaco ou
diminuido das penas a elles impostas, nem aquel-
a, q ue tendo sido aecusados pela parte offan-
dida, nao tiverem obtido o pirdo deste.
A opposico que tudo censura, seja qual for a
parcialidade que eateja no poder, nao ftltou a cri-
ticar deafavoravelmente o decreto da amnista
que sobretodo na parte que se refere aos contra-
bandistas.
As f ilhas minsteriaes redarguirara que por oe-
casio do casamento del r-i o Sr. Luiz I e por oc-
casio do nascimento de Sua Alteza Real o prin-
cipe D Carlos foram decretadas amnistas em que
tambem eram comprehendidoa os reos d js crimes
de contrabando, sendo a formula dos respectivos
decretos e em tudo igual nessa parte ao de que se
trata actualmente.
O Sr. eouielheiro Veiga Beiro, ministro da jos-
tica, explicou largamente, em oficio ao procura-
dor geral da cor6a e fazenda para couhecimento
dos delegados, as razos e oaracter da amnista.
Os fias d'ella, foram: igualar as condicoes dos
reos conderanados a penas perpetuaa anteriormen-
te reforma penal de 1884, a dos que eaa refor-
ma iseatoa de tal p-na acabando com ella ; tornar
equitativa a pena aos roa em substituido da
perpetuidade e gradual aos crimes a substituido pelo
degredo; evitar a accuraulaco dos presos aas
prises, to immoral eomo incompativei ;om a as-
pira ia regenerado do criminoso, sendo de sessenta
o nuaerodos que na re lado do Porto e no Limoei-
ro, como em anas louvaveis visitas averiguou o
ministro, e cuia remessa para o degredo Ibes at
til, e abrir caminho desojada da reforma das
cadaias.
A amnista geral e completa para os crimes de
carcter poltico, especialmeate eleitoraes, aspira
a procurar de futuro o mximo respeito pelo direi-
to de todos, e a represso de quaesquer excessos
e abusos.
O oficio da que a legislado respectiva do can-
trabando tem em breve de ser reformada por oo
corresponder ao que exigem os principios, devendo
co nbi'iarna defest dos aecusaioa com a repres-
so fiscal, c que foi esse o fundamento da amnista
para por ponto em quaesquer processos.
Na imprensa partidaria, talvez por equivoco ou
mal entendido, observa um jornal di Lisboa, que
se tem conservado deade a aua fundaco desviado
das lutat polticas, auppoe-se que essa amnista vai
favorecer grandes contrabandos aecusados em des-
provey doa legtimos latereases da fazenda, da
legal receita doa impostas, e com oppresso desi-
gual dos mais humildes deseacamiahadorea de di-
retoa.
E proaegue :
< Nenhuma duvida temos em crer que tal nao
ser a interpretaco pratica da amnista naseatecoea
officiaes, e que se A le falta algum esclarecimeoto
que posea levar a um resultado menos conforme
com a dgnidade do podere a moralidade da justi-
ca, se ha de oficialmente esclarecer e evitar.
Com respeito 4 libeidade de imprensa, diz o m-
bre ministro, e verdade, que a imp eusa oo ra-
ro se excede; substituiado o conselho avisado pelo
apodo affrontoso, a diacnaao serena pela invectiva
atrabiliaria o que nao se comprehende em tempos
norm .es.
Aos governoa, pois curapre manter pleno e livre
o direito da liberdade de imprensa, mas reprimir
os abasoa e punir oa delinquentes.
E tambem devem reprimir os ultrajes moral
publica, persegu nio as publicaces que os ta-
cara. >
Foram alvo de multas attencoes na cidade do
Porto os Srs. Emygdio Navarro e Veiga Beirao,
ministros das obras publica e da justica por occa-
sio da visite que ha dias fizeram aquellas cida
des.
A asaociado commercial de Porto resolveu que
a acta da sua seasode 18 do corrente censignasse
a expreaao de subido louvor e recoahecimeato que
sao devidos ao Sr. ministro das obras publicas, que
to presaurosameote se promptificou a ir aquella
cidade informar-se das reclamacdes que lhe foram
dirigidas, e apreciar de perto o valor dos melho-
ramentos urgentemente reclimados por aquella im-
portante praca.
Tambem se resolveu que d'estas manifestares
se desee conhecimento ao nobre ministro a quem
s3o tributadas.
Deve realiaar-se a abertura da segunda expo-
sico de faancas das caldas.
Para este soiemnidade industrial e artstica se-
ro nicamente convidados a familia real, minis-
terio, corpo diplomtico, mprenaa, accionistas e
cmara municipal.
N" compra de objectos toro preferencia os ac-
cionistas, sendo- lhea para esse fim reservados os
primeiros trez dias de exposioo e s depois se
vender ao publico.
O deposito ua Avenida Liberdade.
a sala destinada exposico de pinturas a oleo,
apresentam trabalhos importautes a Sra. D. Mana
Augusta Bordallo, Silva Porto, Columbano, Vil-
laca e Carlos Res.
Acha-se em Braga monsenhor Vicente Vanutell
nuncio de sua santidade em Portugal.
Desde Famalico at Braga foi urna reespeo
brilhante, como nao ha memoria de se haver alli
feito.
Em Braga fui reeebido pelo reverendissimo ar-
ceb8po primeiro cabido, governador civil e aucto-
ridades e dirigio-ae cathedral onde celebron mis-
sa, recolhendo se em seguida ao paco do arcebis-
po.
O jantar, para o qual foram convidadas muitas
pessoas de distineco, foi a 7 horas da tarde.
Depois de visitar o Bom Jess do Monte ir a
Vianna, Arco de Val de Ves e Lamego.
Falleceram as ultimas freirs dos conventos de
Odivellas e Almoster ; paseando, por esse facto
os respectivos mosteiros para aposse da fazenda,
eomo tem acontecido a m a i tos mais desde a morte
da Rima freir profsesa.
Este anno a proeuso de CorpusChristo, az-
se no da de S. Joo. Limite-se a dar ama volta
roda do Largo da S PatrirchaL
Como El-Rei tenciona acompanhar a procsso
o Diario de hontem traxia o convite do estylo aos
titulares e mais pessoas que formam a corte Nao
ha parada. Um regiment de guarnico de Lis
boa far a guarda de honra.
O governo hcenciou parto de 3,000 pracas de
exerci o.
Ha quem interprete estas disposicoes acerca da
prociisao do Corpo de Deus como prevenco acer-
tada para se eviterem tumultos ou conflictos.
Parte do regiment de artilhara n. 1, que de
algutnas pracas tiveram as desavengas que Ihes
narrei com a guarda municipal da Lisboa, foram
para o polygono das Vendas Novas, onde este
4nno os exerccios se fazem inaia tarde do que nos
anuos anteriores.
Dos deaordeiros e curiosos qoe na celebrada
rusga policial cahirara na rede e foram para bor-
do do transporta Afriea, amitos j tem sido con-
demoaio8 a varUs peuas em polica correccional,
ficaudo oa vadios, recoahecidoe como tees, dispo-
sico do goveroo, que vai manda assente-o praca
no batalhao do Ultramar. Aqnelles em que foi
coraprovada a ausencia de culpabilidade, foram
j aoltos.
Os dias dos interrogatorios a bordo, a sua vinda
s audiencias do tribunal e as competentes e me-
recidas condemnacoea devem ter escarmentado>
mu i tos desses dscolos, cujo cadaatro policial, se-
gundo j foi publicado pela imprensa, deploravel
abundando em pessimoa precedentes.
O que ainda nao do dominio publico, quem
Ibes deu dinheiro para fazerem aqnelles motna.
Se a polica j o aporou, a verdade que ainda o
nao poz a irapo, e pena que o nao tenha
feito.
Seguobo urna recente lei, o chefe do Estado
nao carece de permisso do3 corpos legislativos
para se ausentar du reino at tres mezes.
El-Rei o Sr. D. Luiz vai partir para a Allema-
nha, diz-se, dentro em poneos dias.
Acompuh*ra a S. M. na sun prxima viagem
ao estrangeiro os Srs. Marquez de Alvi'.e, D-
Franisco de Almeida e o Dr May Fgueira, me-
dico da real cmara.
Parti ante-hontem para Pars com a sua fa-
milia o Sr. Conde de VValbom (Lobo d'Avila) l-
timamente nomeado ministro plenipot nciario de
Portugal juoto ao goverao di Repblica.
Alguna ministros e grande numero de pessoas
de sua relacoes foram a Gare despedirse dos il-
lustres viajaates.
No sabbado prximo, 26, par tem para Cia-
tra S. A. R. e sua esposa a Sra. Daq-vza de
Braganca. S. M. a Raioha est um pouco ende-
fluxada; mas se at entao se reatabelecer, ir
tambem com seus filbos passar alli o vero.
Abri hontem e continua hoje a subscripcao
publica para as obrgacoes emittidas pela Uorapa
ahia Real doa Caminaos de Ferro, deatinada a
construecodo da linhadeLoandaa Ambaca (fri-
ca Occidental).
A emissao feita simultneamente em Lisboa,
Porto, Londres, Amsterdam. Bruxellas, Gaido
Bale e outros mercados, sendo as obrigacoes amer-
tisaveis de 5 por cento. i
As obrigaedes sao de 4) (fortes) cada urna,
ao preco de 81 1/2 por cento, on 365f 325 res.
O total da emissao de 8.505:000* (fortes), u
libras 1.890:000.
Ante-hont ;m reunio-se no Porto a assembia
geral do8 caminhos de ferro atravez da frica ap-
provando diversos contractos j realisados, tanto
em Portugal, como no cstraugeir.
Foram eleitoa o conselho fiscal e varios cargos
que estavam por preencher.
A commissao nomeada pela cmara dos de-
putadoa para estudar a emigrado naeionai re-
cusou-se a satisfacer ordem contida no 1* do
art. 2o do decreto do 4 do corrente mez de Junho
por entender que pela sua natureza parlamentar c
dentro das suas attribuices legues, a ao parla-
mento deve a nformacSo e apresentacSo dos seus
trabalhos, o que foi communicado ao governo em
oficio do presidente e secretarios da referida
commissao.
O govem, porm, nao se conformon com aquel-
la recusa, ou abstengao, como por euphonismo se
lhe chama e n'uma longa e motivada portara,
repleta de considerandos e que termina determi-
nando que sejam excluidos das folhas dos order-a
dos os empregados que fazem parte da reterid
commissao, se nao comparecerem ao exercicio do
seus empregos,
Bata medida severa, alias justa, est dando lu-
gar a polmicas jornalisticas.
Tanto esta, como a da diaaoluco de muitas
coramiaaes inventadas para servirera de pretexte^
residencia na capitel e fora do exercicio das
suas funecoes no protesaorado daa escolas supe
riores ou da Univeraidada ou em outras repart
(oes civis ou militares um grande numero de de
putados, emqaanto o parlamento est fechad
tem sido interpretada como omeio de acabar co>
a cabala, que por esse modo se fazia mui legal
mente e sombra da brandura doa nossos eos
turnes. >>
Outra polmica assanhada em que os periodi
se team entretido ltimamente ama questao d
dictadura que, segundo se depreheude do aiel
dizem as proprias folhas minsteriaes, o goveros
vai aaaumir para decretar a retorma adminiatra-
tiva.
Ha poneos dias, prximo, appareceu na i?ew#-\
luc&o de Setembro, um notevel artigo doutrinal =-
bre o asaumpto.
E como elle fosse reproduzido simultneamente
por todos ou quasi todos os outros orgoa do par-
tido regenerador logo foi attribuido pennal
do Sr. cooaelheiro Fontea Pereira de Mello, chefe
do mesmo partido.
Parece que S. Exc. era tempo, eacreveu muitas
vezes na JievolucS a par de Antonio Rodrigues
Sampaio e Jos Estevo Coelho de Magalhaes
nao seria milagre que fosse alli agora expor o sen
modo de ver sobre a doutrina da plausibilidada
das dictaduras, quando os fina e a urgencia
justificassem.
Era is'o o que esse artigo sustenteva, querendel
que nao se julgassem as dictaduras seuo i pot
terior.
Nao ficou bem liquidado, todava, se o artigo eml
questao era ou nn do Sr. Fontes, apezar de assim
se julgar pelos mencionados indicios joma i-ti eos ;
mas o certo que o Sr. conselbeiro An. mi d<
Serpa Pimentei, no Jornal do Commercio de que!
o director poltico, impugnou aquella doutrina
com que os progressistas, agora se conformaran
fcilmente para o caso sujeito, e com bons argu-
mentos sustentou oa verdadeiros principios cons-
titucin aes.
E' o asaumpto mais digno de meado que teal
oestes ltimos dias oceupado a noasa imprensa po-
ltica.
E' claro que se el-rei partir para o ertrangeire
como se afirma em todos os crculos, ficar com s
regencia do reino sua alteza real o Sr. D. Carlos
qne, se bem a record, j por oc;asio de outi
viagem de el-rei seu pai o*exercera.
Sua alteza o Sr. infante D. Augusto vai sahiij
de Lisboa durante a estaco calmosa.
Parece que se dirige a Royat.
Muitas familias abastadas tem sabido da capi-|
tal.
L.
Assembia Provincial Funccionoa
hontem, sob a presidencia do Exm. Sr. Dr. Jos
Manoel de Barros Wanderley, tendo comparecido
33 Srs. deputados.
Foram lidas e approvadas, aera debate, as acto!
da seaao de ii e das reunidos de 23, 25, 26 e 2
do Junho, 2 e 3 do corrente.
O Sr. Io secretario procedeu leitara do se-
guinte expediente :
Um oficio do secretario do governo, remettendaf
urna informado do inspector do Theaouro Provin-
cial e mais papis, afim <*e 8e resolver sobre a
concesso do crdito de 779^400 par pagamente
de passa^ens concedidas nos vaporea da Compa-
ohia Pernambucana, de Fevereiro a Abril ultimoa;
a preaos e escoltas para o presidio de Fernandi
de Noronha. A" commissao de orcamento pro-
VDCal.
Foi approvado um parecer da commissao de In
trcelo Publica, indeferindo a petico de Anoa
Francolina do Reg Barros.
Ficou adiado, por haver pedido a palavra o Sr.
Soares de Am >rim, um parecer da mesma commis-
sao mdeterindo tambem a petico de Andr Jos
de Almeida Catanho.
Foi a imprimir, sob n. 101, am projeeto au
sando a remocao dos professores que anda sel
acham lecconando as mesmas cadeirai que, cecu-
pavam antes das portaras de 28 de Dssembro da 1
1884, para oadeiras de entrancia igual a qae t
">
sssaassssassssssssasnBssssa
BSSSasSSSSSBBSSSBBSBi
J IUTIUD0
I


**
* n imhH
w*m*m
Diario de PcruamliucoTerfa-leira 6 de Julho de 1886
L
^
veram aquellas elassificadas pelas ditas portiriaa.
Orn pela ordem o Sr. Jos Mara.
Passou-se a 1 parte da ordem do da.
Concluio-se a votaco das emendas offerecidas
em 3 dscusso ao projecto n. 43 deste ano (or-
camento provincial).
A odem do dia : 1 parte; discassio das
emendas empatadas ao projecto u. 43 deste anno;
2* parte ; continuacao da 3' discuseao do projecto
n. 54 deste anoo e continuacao da antecedente.
Elelco MMtc4alTetoos conhecimento
dos segunfcs resultados da eleicio do 1 do cor-
rente para vereadores :
municipio de iouajussu'
Eleitos :
1" Dr. Joaquim Peras Campello (C)
2* Tiinente-corend Manoel do N. Vieira da Cu-
nha (L)
3 Frederico Marques da Costa Soares (L)
4 Major Luix Scpiao de Albuquerque Mara-
nhao (L)
5 Capitao Francisco Joaquim Cavalcante Cal-
vio (C)
Vio 2o escrutinio :
Capitao Joao V. de Fra^a (C)
Capitao Mauoel Leurenco da Silva Sobrinho (L)
Herculan Bandeira ae Mello (C)
Alfares Ismael G. Furt-uio de Mendonca (C)
MUNICIPIO DA EiCiDA
Eleitos:
Io Major Florismundo Marques Lins (C)
2o Antonio Francisco da Araujo Costa (C)
3 Jos Lua Potta (C)
4 Manoel Barbosa Frtire (C)
5o Dr. Sebastiao Barros (L)
6 Koinao Populo Lima (L)
7* Dr. Sergio Hygino (L)
MUSICIPIO DE S. BENTO
Eleitos:
1* Felippe Manso de Sant'Aana (C)
2* Leandro Goncalves de Souza (C)
3o Jos Bento de Oliveira (C)
4o Flix Bamos (L)
5* Clementino Valeuca (L)
Vo a 2* escrutinio os inmediatos em votos.
MUNICIPIO DA VICTORIA
Eleitcs :
lo Aiitono de Mello Verbosa (C)
3* Manoel Jote da Costa (C)
3o H.roulaiio de Barros Lima (C)
4 Mauoel Lydio Alvares dos Prazeres (L)
5 Francisco de Amonm Lima (L)
Vo 2 estrutinio
Christovio de Hullauda Cavalcante de Albuquer-
que (C)
Jos Heunque de Souza (C)
Francisco de Gouveia Que'iroz (L)
Marcellino Jos Mara Almeida (C)
Christ-vao Diouisio Quoiro* Barros (C)
MUNICIPIO DE OABANHUNS
Eleitos :
1 Paschal Lopes Vieira de Almeida (C)
2* Laurentino Antonio Ferreira de Araujo (L)
3" Pedro de Araujo Miranda (L)
4* Henrique Teles Furtado (L)
Vio 2o escrutinio :
JSazuueno Tobas de Souza (L)
Dr. Antonio S. de Abru Reg (L)
Capito Napoleao M. Galv&o (C)
Antonio Vaz da Costa Jnior (C)
Joaquim Agapito da R .cha (L)
Fraacisco verreir Chaves (C)
Tenente Luiz de Barros Crrela Godinho (C)
MUNICIPIO DO BI0 FOBMOSO
Eleitos : .
1* Teuente-coronel Joaquim Francisco Diniz (C)
2' Dr. Antonio Amazonas de Almeida (L)
Antonio de Sooaa Carvalho (L.)
4* Dr. Manoel X ivie Paes Brrelo (C)
5" Antonio Lopes da Fouseca Lima (C)
VIj 2 escrutinio os 8 inmediatos em votos.
MUNICIPIO DE QAMELLEIBA
Forano eleitos :
1" Dr. Antonio Venancio Cavalcante de Albu-
querque (C)
}' Coran. 1 Cincinato Velloso da Silveira ( )
3" Coronel Pompeu de Carvalho Soares Bran4So
(L)
4' Capitao Manoel Antonio dos Santos Ferreira
(C)
Os 6 inmediatos em votos vo 2* escru-
tinio.
Jtiixi-* de pazDa eleicao de juizes de
pnz, havida a 1 do correte, temos conhecimento
dos seguiutes resultados :
Parochia de Jguarassu'
Io districto
lo Advogado Joo Francisco do Amaral (C)
2' Tenente Francisco Cockles Teixeira de Araujo
(V)
3* Mathias Francisco Jayme Galvao (C)
4* Tenente Jeronymo L-itao da Costa Machado
2o districto
Io Tenente coronel Jos Tavares Dornellas de
Araojo (C)
2 Capuo Luiz Carlos Pereira de Araujo (L)
3* Capitao Joaquim Jo:> de Medeiros Dantas
4* Joo Barbosa do Nascimento (L)
ParoeAia de Itamarac
1* Luiz Cordeiro avalcante de Albuquerque
(t-')
2o Tn atino arneiro Tavares de Mello (C)
3" Pedro Cordeiro Cavalcante (C)
4* A. Mauoel de Paiva (C)
Parochia da Escoda
1 districto
1 Di. Manoel Duart- de. Faria (C)
9o Jos Weuces o da C. Prazeres (CJ
3* MarcioniHo do S- Lias (C)
4* Antonio Campello (C)
2o districto
1 Guilherme Ramos (L)
2* Jos Jeronymo (C)
8* Antonio Joaquim de Barros (L)
4* Pudro Cavaleajte Lina (C)
3" dia'nsto
1 Fabio Velloso Fre re C)
2" Hmnque Gomes Barros e Silva (C)
3* FoBciaco do B. V......so (C)
4* JjQtiFFlorentino Lea > (Ci
ParocAia do Rio Formato
lo districto
1 Major Tbomaz Lins de Barros Wanderley
2* Negociante Joo S-nhorinho da Silva (G)
3 Baro de Una (L)
40 Capitao Francisco Lins Wanderlef (C)
Parochia da Tictoria
1* districto
1* RimualdoCorreia V tfelio (Cl
2 Tito Alves di Caoba )C)
3f Caristov&o Dionisio le Barros Pires (C)
4* A-Jtonio Jos Rod. ic" da Costa (Cj
2 listricto
] Jis Xavier CaTaie.nte Wanderley (C)
2 Vicente Maria de H llanda Cavalcante (C)
3* Mire, lino Maria d Hollanda Cavalcante (C)
4 Man-el Lins do A-ui^ida (C>
d-stricto
1 Bernardino de priat Teixeira Cavalcante
2 hristovo D< n'Zio d Queiroz Barros (C)
o" Lourenco Buptioia d il SanUs (C)
4o F.lix Bsptistados S utos (C)
Parochia de S. Bento
6- Beii'-o
1 Major Francisco Alv s Maciel (C)
2* Jmsajana Soare* A Uocfaa (C)
3* Mauoel HodrigU'.- s S*ntos (L)
4 Major Joao da P-r.-macula Vateaca (C)
Ciuiiiotiuho
1 Aatonio Dantas <'lucir (C)
2* t u.rio Jos Alv Melb (V)
3 Antonio Vital d>n > ros (C)
(C)
de aranhuns
ricto
r.ira dos Santos Mello
4 Joao Claudio d-
Parcc/ii,i
i
V Tenente Joqui u
S* Pedro Athanasi > I
3 Joaquim Leite C
4* Capitao Antn
'1 'raes Reg (L)
Maogabeira (L)
teVde Azvedo (C)
i.tneto
! irros (L)
Veras (L)
e ixoto (L)
veira (L)
1 Capitao Jos P.e-
2* Jusuino Brasil
3* Msxnman 1 Doari.
4 Jos Einygd.o
Parudfade lia
1 Lu'z da Veiga i- Cejar ;G)
2* Mhu >el Gue
3* Manoel G me.- W ie (C)
4* Joaquim Cro ii tes CayaleanU (C)
Parociia deGamell
1* Antonio Joaqun Fonseca Carvalho (C)
2 Mauoel Ant 1 1 (O)
3* Miguel Lins C ote d Albuquerque )C)
4 Ui. Francisco A) n el Wanderley Lins (C)
Tritmiua lo Jury do Becite Nao
>e itiutaJ >u h inteiii i 4' sHgao deste tribunal por
t tcieiB comp ) juizes de tacto sendu
ainltados em 204 -s que faltaram, e sorteados
s seguintes :
Freguena do Reeife
Antonio Getnlio Villas-Boas.
Heurique Jorge Pasa Barrote.
Jos Jeronyrao Ferreira Coelha
Frtfama de Samt Antonio
Francisco de Panla Marques de Oliveka.
8ebast Bellarmino Alves rdea.
Frcguexia de 8. Jote
Brnjamio Pereira de Qaeiroa.
Joaquim Jos Ferreira da Rocha.
Odilon Coelho da Silva.
Flix de Franei Lumack Miguis.
Augusto Frederico Pereira de Carvalho.
Manoel Pedro Alves.
Dr. Alfredo Alfonso Ferreira.
Manoel Lourenco da Silva Sobrinho.
Jos Joaquim do Reg Barros.
Jos Guilherme da Silva Duarte.
Freffueda da Boa- Vista
Joaquim Jos de Meira Lima.
M-neel Jos da Silva Leite.
Francisco Evaristo de Souza.
Dr. Joo Jos Pinto Jnior.
Jos de Asevedo Souza.
Manoel Maria de Araujo.
Jos Marque* Ferreira.
Dr. Ezequiel Franco de S.
Manoel Joaquim Pessoa.
Agostinho da Silva Nevos.
Jo Antonio Monteiro.
Tenente-coronel Manoel Goncalves Ferreira Costa.
Bruno Alves Barbosa da Silva.
Victorino Luiz Inoocencio Pogy.
Dr. Jos Vicente Meira de Vasconeellos.
Antonio Bezerra Cavalcante de Albuquerque.
Euclides de Aquino Fonseca.
Freguezia da Graca
Raymundo Carneiro de Souza Bandeira.
Freguezia de Afogados
Bento Manoel Carlos de Mello.
Antonio Caldas da Silva.
Freguena do Poco
Francisco de Paula e Silva Jnior.
Ignacio da Costa Reg Monteiro.
EmpreMimo provincialPela lei pro-
vincial n. 1868 de 15 de Maio do corrente anno
foi decretado o contracto de um emprestimo na
importancia de 1,00):000COO para liquidar o
exercicio financeiro de 1885-^86 ; o Thesouro Pro-
vincial acha-se autorisado a realisal-o por eoiis-
so de apolices ao par de jur >s de 7 0/0, podendo
portanto desde j ter lugar a cntraaa das quan-
tias que procuraren! essa eollocaco.
E' urna opportunidade de boa eollocaco de cao
pitaos que se achem por ventura retrahidos da cir-
cula cao p"i- quaesquer circumstancias; e nessa
eollocaco tero os capitalistas por certo toda se-
guranca do capital assim applicado e certeza da
renda que por tal forma constituir o.
Um rendimento de 7 /!>, quando os ttulos da
divida publica nacional pagara somonte 5 0/0, nao
mo emprego para oscapitaes immobiusados,
principalmente considerando.se as eircumstancias
cima alludidas de garanta do capital e effecti-
vamente do recebimento da renda estipulada, nos
prazos do contracto.
orfandades No Ccmiterio Publico do
Santo Amaro foram sepultados em Junhq :
De 1886 301 corpos
De 1885 374
De 1884 39'
De 1883 287
De 1882 452
A media diaria dos enterramentos no prximo
lindo mez de Jnnhe foi de 10,03 corpos.
Os das de maior numero de enterramentos fo-
ram : 25 em que honve deteseis; 5 e 27 em que
houve quinz ; e 1 em que houve quartoze.
Os das de menor numero de enterramentos fo-
ram. 30 em que houve quatro ; 19 e 21 em que
houve cinco ; e 2 e 13 em que houve se te.
Gorerno do blnpado Diz a Aurora de
4 do corrente que, de 18 30 de Junho, foram pas-
sadas :
Provio de vigario, por tempo da mais um an-
no, pra a freguezia do Ass, no Rio Grande do
Norte, a tavor do Rvd. Antonio Germano Barba-
Iho Bez-'rta.
dem, para a f:eguezia de N. S. da Conceioo
do Brejo de Areia, na Parahyba, a favor do Rvd.
Sebastiao Bastos de Almeida Pessoa.
dem, paro a freguezia de I tamb, nesta provin-
cia, a lavor do Rvd. Dr. Manoel Goncalves Soares
de Amoriin.
dem, para a freguezia do Br*jo da Cruz, na
Parahyba, a favor do Rvd. Manoel Rodrigues
Campos.
Portara concedendo dous meses de licenca ao
Rvd. Joo Ignacio de Albuquerque, vigaro de
Bnique e encarregado da da Pedra, para tratar de
sua saude.
dem, encarregando o Rvd. Jos Bernardino de
Paiva, vigario de Cimbres, da regencia da fregue-
zia da Pedra.
dem, encanegando o Rvd. Jos de Freitas Ma-
chado, vigario do Matta Grande, da regencia do
Buique, somente no terreno que comprehende
districto de paz de Gamelleira.
dem, encarregando o Rvd. Joo Orympio de
Sousa Lyr, vigario de Aguas Bellas, da regencia
do Buique e C arneiro.
dem, concedendo licence por tempe de um an-
no ao Rvd. Manoel Fernando Lustosa Lima, viga-
rio da Macabyba, no Rio Gra >d<" do Norte, para
estar na diocese do Rio de Janeiro.
orle easoalNa n mte de 12 de Junho
lindo, e no termo de Quipap, estando Mauoel Ig-
nacio de Araujo disparar tiros e n festejo San-
to Antonie, suecedeu a carga de um dos Uros em-
pregar-se no peico esquerdo de Dionisio Jos Be-
zerra, que momentos depois fallcceu.
F i preso o offensor, e est sendo summariado.
Matnamente-No referido termo de Quipa-
p, e 27 de Junho, travaram luta a lacea de
po .ta Jos Sar-ido e Sebstiao Bento Lindoro, e
frrirara se reciprocamente, sendo os ferimentos
graves.
0* delinquentes foram presos.
Teataliwa de morteAs 8 horas da nou
te de 14, Mariano de tal e um filbo de nome Abilio,
ambos criminosos em S. Bento e moradores em
Quebraugu.o, da provincia das Alagoas, chegaram
Aguas Bellas, e foram a casa do snbdelegado
LourenQO Cavalcante de Albuquerque Maranbo,
no intuito de assassinal-o; e, como o nao encon-
trabsem, dispararam dous tiros de pistola sobre
Rodrigo Pereira di Costi, o qual nao foi todava
attingido, empregando-so os projectis na porta da
Casa.
Depois, retiraram-se os criminosos, declarando
que estavarn incumbidos de matar nao s aquella
autordade, mas tambem o olferes Preaeo e outros
d-saffectos do corm'l Paulo Jacintho Tenorio, roo
rad r em Qii'-brangulo, em cuja casa estilo os mes
mos criminosos hoirisiados.
Sao considerados como mandantes oalludido co-
ronel Paulo Jacinthe e um individuo de nome Fuo
Frad-i, filbo de tenente-coronel Jeronymo Teo
ro.
Abri se inquerim e tracia-se de prender oscri
inin s >s.
HovImenCo do porto do Becife.
Foi o seguiute o movimento do porto do Reeife no
mez de Junh > prximo fiodo.
Eatraram do hxterio'
18 Vapores, loundo 28 741 toneladas,
lo' Navios de vela, lotandc 5:19o
Entraran dos poros do Imperio
1> Vapores, lotaudo 22:113 toneladas.
20 Navios d* vela, lutaudo 3:203
Dando para total da* entrada*
te VaaoreSj lotando 50:854 toneladas
G Navio, df vela, lotando 8:399
Sahiratn para o Exterior
14 yapares.
17 Navios de vela.
Sahiratn para os portos do Imperio
13 Vap res.
14 Navi.s de vela.
bando para te-tal das sahi as
37 Vapores.
31 Navios de V la.
anual Bheiorieo Potico. Na
Livr.n fceoii-inica do Sr Nouueira, acha-se ex-
t.j wil. um exeellente Manual Hhetorico e
Potico, compilado de diversos autores nac na-
ia .geiros pelo padr 0 Jerony o Th> m da
Sil? i, i- nt- da meam^ materia no Gyinuasio Per-
o lublC.il o
t-t ur eioso trabaih i, intimamente approaado
p. I, ln-t;U-Cao Publica da provincia, Lwlita o
estudo | lame da dita materia, qualquer que seja
q pi'o|>r .uuaa do governo
nobre ede uuja comuiissio dos Srs. lentes cvj
Gy uuasio deu o segmute honroso parecer:
A ci-uuuiaso nomeada pelo Exm. Sr. Deo
D. Regador d.ate Gy un sio para o fin de dar pa-
recer s.bre o Manual Rhetorico e Poetice, compi-
lado de diversos autores p> lo respeitavel Sr. padre
Dr. Jerouymo Tbom da Silva, considerando :
Que o mencionado Manual contem o que a ais
conveniente ao ensino da rhetonca e potica;
Que dividido tas lices, como se acba, o refe-
rido (anual se presta ao mais fcil estudo,: e por
aso, um xcelleute compendio para quera se ap-
plica 4 leitur das materias n'elle contidas;
Que o merecido nome, de- que gosa o sea au-
tor, na qnalidade de lente de rbetorica e potica
acete eatabeleeimento, ansa segura garanta do
merec ment da obra que escreveu-:
r Penaa que dito Manual seja adsaittido aos
neos a que o dedica seu Ilustrado autor.
Assim pensando a commisso cima referida,
seicita o seu parecer ao esclarecido criterio da
osogregaco deste Gymuasio.
Reeife, 1 de Junho de 1886.Antonio Justino
de Soasa, relator. Jos Dints Barrete. Cicero
Peregrino. Est contarse* Secretaria da Gym-
uasio Pernambueano, 21 de Junho de 1888. O
secretario, Celso Tertuliano Feroandes Quinteila.*
Poste em votaco, foi unnimemente approvado
o parecer, sendo nesta occasio proposto pelo Dr.
Joaquim Pereira da Silva Guimares, um voto de
louvor ao autor do Manual, voto este que tambem
foi approvado por todos rs Srs. lentes.
Km traspatioO paquete Niger levou ante-
hontem para o sul 230 passageiros sendo 1 toma-
de em Pernambuco.
Dlnhelro0 paquete Bahia levou parae
sul 8:660*000.
O mesino paquete trouxe da corte para :
Divers-8 77:590/030
liara pfoaNa noitede sabbado para domin-
go os ladrse penetraram no sobrado n. 13 da ra
do Livrs ment, pela sacada, onde ficara aberta
urna porta, e roubaram urna bolsa de couro con-
tendo 17 relogios, sendo 2 de onro, 14 de prata e 1
de nikel, e mais 1 caixa de ouro e outra de prata
para relogio.
A Propasranda E' o titulo de um novo pe-
ridico qneencetou houtem sua publicacao nesta ci -
dade, sob a redaeco e direceo do Sr. Quintiuo
Malta.
Diz ee imparcial, noticioso e litterario; mas no
seu artigo programma accrescenta que tem o ideal
republicano.
Desejamos-lhe prospera vida.
KevUla llluntrada -Recebemos da corte
o n. 434 desta revista, que, na forma do costme,
est cheia de espirito.
I'iillrrinenloHontem, pelas 2 1/2 horas
da tarde, fclleceu, victima de soffrimentoe que
ha muito a traziam no leito, D Florinda da N.
Ferreira Esteves, viuva do major Manoel Joaquim
Ferreira Esteves, na avance ia dade de 78 anuos.
Aos seus presados filbos e especialmente ao
no8so amigo o Dr. Manoel Joaquim Ferreira Es-
teves, digno juiz de direito de Villa Bella, damos
nossos sinceros pezames.
Nao se fazendo convites especiaes, cha-naoios a
attenco dos amigos d'aquella familia para o an-
nuncio que va pu olicado na seceo competente.
Lula e ferimentos-Houtem, s 10 1|2
horas da dio, no lugar Gamelleira do 2 districto
de S. Jos Pedro Felippe Santiago e Francisco
Jos de Souza travaram luta, porque o primeiro,
incumbido pelo segundo de vender fressuras, lhe
prestava contas de ot4o capita.
Na luta interveio Flix Jos de Souza, irmo do
defraudado e o resaltado foi sahirem feridos Fran-
cisco de Souza com urna facada no ouvido direito,
e Pedro Santiago com 8golpes.de faca de cortar
carne.
Ambos os feridos foram considerados em estado
grave, e foram recolhdos ao hospital Pedro II.
Flix, autor dos ferimentos de Pedro Santiago,
foi preso em flagrante.
JConlVaria de Santa Bita de CaftMia
O actual conselho administrativo d'esta confra-
ria manda celebrar missas em sua igreja, s quin-
tas-feiras as 7 horas aos domingos as 8 da ma-
nh, havendo tambem treos as quintas-feiras,
noi'te ; sendo estes actos acompanhados de har-
monio .
Le Brzil0 n. 121 deste peridico francez,
de lf> de Junho findo, traz este summario :
Un prjug.Osear de Araujo. Tnleg'ammes.
Echos de partout. Notes sur Paris.Charles
Mainard. Le professeur Domingo) Freir devant
lai Socit de beologie. -De Barbosa, fourrier
de Paris.Firmin Javel. Saln.Osear de Arau-
jo. Plrinage positivista. L'Exposition indus-
trela de Marselle.E. Beaulieu. Courrier du
Brzil. Colombio. Chili. Lett'e de la Rpubli-
que Argentine.C. P. Uruguay. La conversin
des apolices.Liserte. Revue comraerciale D.
Noel. Revue fanancire. Spectacles et Concerts.
Cadet-Roussel
Revue >u revista parisiense, de 15 do mez findo, traz este
summario;
Republique Argentine. Message du pou,voir
excutif national lu p*r le prsdent le la Repu-
blique, general Julio A,. Roca, i'ouverture du
Congrs, le 10 Mai 1886 Le cheval de la Plata
comme chaval de gnerre, par Ch. Barbier.Voya-
ge dans les Rpubliques de l'Equateur et du P-
rou, par M. Vidal Senza.Courior d'Amrique.
Revue couomiqe.Revue fnancire.Arts,
scieoces et faits divers.Mouvement maritime.
Annonces.
L nlo MedicaRecebemos da corte o n. 5
de Maio ultimo, desta revista, com este summario :
Memorias Origiuaea,Chimca cliniea da urina
como meio de diagnostico e prognostico as va-
riadas formas do io paludismo agudo, pelo Sr. Dr.
J. de Cunto.La rsorcioe comme remede somni-
fre ou hypnothique, par le Dr. Jutus Andeer.
Refut n;ao opima > manifestada polo Sr. Dr. Sil-
va Lima sobre a identidade etiologica daiebre
palustre e amarilla, por Vieira de Mello.
Reproduicoes.Guia para o tratamento anti-
sptico das feridas, segnodo o methodo usado na
clnica do profeasor Billroth, pelo Sr. Dr. Vctor
Ritter Von Hack r.
Movimento Scientifico.Mdicaments explosi-
bles. Tratemnnt de la bleoorrhagie par le Ja-
caranda lancitoliata. O m crobio da ictericia
grave. Traitement de la pneumonie par la qui~
mu.De la cocaine dans le morphinisuie.
Botetmi.Necrologa.Fabrica de i rtigos para
o curativo de Lister.Obras recebidas.Trata
ment muito efficaz dos ataques de hysteria.
Hemorrhoidas. FenJas no anus.Dyspepsia.
A IllaatraeaoDe Lisboa, remet'ido pela
easa Dav.d Coratzi, recebemos o n 11, de 5 de
Junho udo, desta revista, que traz bous artigos
e excellentes gravaras.
Consolado Provincial------Segundo se v
do edital inserido em outra seceo deste Diario, a
cobranza effectuada por essa repartico do imposto
da decima urbana, terminar improrogavelioente
no dia 9 do corrente. De 10 em diante ser ella
realisada mediante a multa dt respectivo regula
ment.
Os intereesados, portento, que se acautelem.
Divertimento eos Ollada Conforme
foi aununciado, D. Mximo fez aote-hontein a sua
segunda exibico ao ar lirre em Olinda, e spesar
de prometter chuva e estar a tarde ennuolada foi
extraordinaria a concorrencia de espectadores.
Como d outra vez houve-se D. Mxime com a
maior lmpeza que pode ha ver em trabalho do tal
genero.
E' realmente um Hercules o tal hornera! Eae-
cutou todo o programai; nada, poro i, agradou
tanto quanto a celebre puebada dos bois.
E' pena que nem todcs o podesaom ver a vouta-
de por ser grande a ag.jloiae.r.ic.'io de g
D. Majuuto prometteu a diversas p-.sanas, qee
Ib foram (eir ama nova exjb^io |wr- dom
que ia ft*r diligeuaia para assiia t
Deu so um incidente que veio arrancar as mais
g tosas gargalhadas ua lucta eutre D. Mximo
e os bais, estes n'um esforco supremo e depois de-
ja terem perdido terreno, arrebeutaram o cabo e
largaram-se esp4Voridos por entre o povo, afas-
tando-o e dando um trabalho enorme ao carreiro
Rra ir p -galos j quasi no largo de S. Pedro
emquanto D. Mximo vencedor era acclamado e
levado em chirola para o seu chalet.
Foi urna bonita fasta.
Fabrica de enqueleto*Segundo asse-
gura um peridico francez, as immediaeoes do
Paris existe urna fabrica de esqueletos.
Os muitos operarios em regados n'esta tabrica,
homens, mulherea e at rapazes trabalham, no
meio de urna athmosphera mephytica edvenenad >
pelas emanacoes cadavricas dos restos humanos
submettidos a ebulico, para limpar os ossos, que
logo sao polidos e preparados convenientemente,
afim de que sirvam para a constraejo de esque-
letos.
Destes esqueletos se faz um consideravel con-
sumo para as escolas de medicina, as clnicas, os
gabinetes de historia natural e mesmo para os es-
tudantes das faeuldades.
Segundo parece os cadveres empregados na
fabricacJio de esqueletos, procedem dos hospitaes,
de compras feitas aos que vendem os restos de
seus parentes, e tambem se suspeita que de rou-
bos commettidos nos c<'mit'-rios.
Asyla de Sfendletdade O movimento
d'este eatabeleeimento de caridade no mez de
Junho foi o seguinte :
Os bilhetes acham se venia na Casa da For-
tuna ra Primeiro de Marco.
Tambem acham se venda na praca da Inde-
paadencia ns. 37 e 39.
Lotera de Mcele de *OjO>0u*
se ver Ae quanto eapaz o tal b.icharel
Freir.
Quem canoa urna Facalda'le, qaetn tea
. um perg-minho e assim ppoeede, node e
A 15a pirte da 12 lotera, cajo premm grande j ___
de 290:000,000, pela novo plan,"ser eftrahi- l^6'9 "r 'f*n^o a eisnn. da moda-
da mpretervelmente no da 6 di Julho s 11 no- e, a vergonha da classa qnal( radigna-
.sgeote, pertenee.
Nv-'ato uaati aclia ae o Itaeliacel Aiiitaaio
Freir^ ex prauootor de Sarxeirot, cajos
ras de manh.
Bilhetes & venda na Casa Feliz da prae-a da 11
dependtneia ns 37 e 39.
Lotera Kxtraordlarla do Vptraa ,
sa O 4." e uienno sorteio das 4." e 5 o enres uabitantes maldiasein sua paaagem per ee-
desM. importinte latvia, cujo imj .r dremio de t comarca.
Existiam Entraram Homens 71 6 Mulheres 110 3
Sahiram 77 8 113 7
Existem as enfermaras : Existiam Entraram 69 22 11 106 25 11
Tiveram alta 33 9 36 2
Fallecern; 24 5 34 5
Existem: as enfermaras Sos dormitorios 19 50 29 77
150:0003003, eer extrahda a 11 p; Agosto pro
ximo.
Acham se expoato venda os treitos dos bi-
lhetes na Casa da Fortuua rua Primeiro de Mar-
co n. 23.
IiOterla da provinciaQuinta feira, 8
de Julho, si extrahir a lotera n. 62, em be-
neficio da Santa Cas de Misericordia do Re-
eife.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora H
Conceico dos Militares, sa acharo expostas as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica apreeiacao do publico.
PUBIMCOES A PEDIDO
io publico
69
106
Total 175.
Escolas de iustrucco primaria n i Asylo :'
Foram frequentadas por 15 alumnos, inclusive
2 na dos ceg-.s.
Hoapltal Portugus; 1) movimento das
enfermaras deste hospital du.ante a semana finda
foi o seguinte :
Existiam em tratamento...... 16
Entrou..................... I
Sahiram enredes......
Ficam em tratamento.
17
3
14
IV
(iub teademlro Nllvio Humero
No dia 4 fujicconou este club em sessio ordinaria,
sob a presidencia do Sr. Costa Carvalho E,ilho.
E' ida e sem debate approvada a acta da ses-
so de 27 de Junho prximo passado.
Bntr .ndo em di cesso a da seseo extraordina-
ria d 30, orou o 'r. Ferr. ira Pinto, que requereu
o adiamanto da votaco da mesma, at q te fosse
v itada a ndicacao da eouimisso de syndicaucia,
o que foi approvado.
Posta em discusso a dita indicac* oraram os
Srs. Dantas, Leite, C. Carvalho, Polyneto, P.
Franca, Cabial, Serpa, Ferreira Pinto, sendo anV
nal ella rejeitada e approvada ern seguida a
acta.
Silo considerados socios rff.jcti vos os' acadmicos
Amaucio d'' Souza e Ant mo J. de Araujo, e ap-
provadas .ni la diversas propostas.
Entra em ul^am uto o reoFelippe da Muce-
donia,oceupand i a c.adeira da pr motoria o tir.
Silva Cabial e a da d. feza o Se F. Pinto, e ab-
solvido
Sa sorteados para o prximo jury histrico:
Pr mtir, Pelyeneto; advogau, Serpt; sendo
ioLycuio.
O pee, F. Pinto e C. Carvalho. foram sorteados
par de preferencia a liscuiirem thesea.na prxi-
ma trespo..
Enadi mais havendo tiMtar-s--, o Sr. presidente
L-vaoto i i sessao.
ciuli Ia Iterarlo %'lciirlooBe^-Durant-
s iie-z d -I inli ti. i lie|u. n'-.rtuo s'e Club 339
p .-.- las e sihira.il 60 v.i umes para leitura dos so-
cio
Foram off-reeidas as segnintes obras pelo Sr.
Heh -r i. i Va-c ueuhos UaHu:
o E >ino uormnl pri ai i n. Basta, plo Dr.
Juaqsym IVixt >ra de Al ce i.i, l voi. broc. Ponto*
de Direito Natural era 188 l trnete,
Pe|. S.-. Dr Autoni-. Carlos de A Beltro:
Atlas de .jeogr.iphi* ra iderua por J. Audrveau
Giaus, l v I. n !S I ern do.
p.-l-.B respeeti'asr daefjois:
Diario de Vcrdambuco, Juma! do Reeife, Pro-
vincia. Rebate. Ss de Outubro, Gateta de Noticia*,
Federalista, Fuctur.. Telephone, Pacotilha Vil*
mmm, Js>.>. i m-rmo.k.M-Mhd, Lamitrnm, Vasr,
toureme, Yrogruntta, Gateta de > ompino*r ls*e
ttu, Revistiles, Le ai,
Entrou de-semana o Sr. mordomo Caudino Er-
nesto de Medeiros.
lielloe*.Eff.'Ctuar-se-hrio:
Hoje :
Pelo agente Pinto, s 10 e 1/2 horas, na ra do
Baro da Victoria n. 51, de movis, louca e v-
dros.
PeZo agente Modesto Baptista, s 11 horas, na
na do Imperador n. 75, de predios.
Peo agente Brito, s 10 e 1/2 horas, na ra do
Rau^el n 48, de armuco, miudezas e fazendas
na mesma casa.
Pelo agente Gusmao. s 11 horas, na ra do
Bom Jess n. 4jl, de movis ; e na ra do Bom-
Jesus n. 49, e- um do e urna carrosa.
Amann :
Pelo agente Pinto, s 11 horas, na ra do Bom
Jess n. 13, de fazendas, miudezas etc.
Pe o agente, inlo, s 10 1/2 horas, na ra do
Mrquez de Olinda n. 6, de fazendas, miudezas e
ferragens.
Peo agen'e Pestaa, as 11 horas, na ra do
Bom Jess u. 23, do hotel Dous Amigos.
Pelo agente Alfredo Guiptardes, s 11 horas, na
ra de Bom-Jess n. 45, do urna caixa : >m eain-
braias avariadas e chapeos para seuhoras.
Pelo agente Gusmo, s 11 horas, ra Duque
de Caxias n. 77 A, de asmaco e mais objectos da
loja da Boa-Fama.
Quinta-feira :
Pelo ugenie Martins, s 11 horas, na ra da
Cainboa do Carmo n. 23, de movis, 1 piano el
cofre.
Missas fnueure.Serio celebradas :
A'iianhv. :
A's 7 1/2 horas, na igreja de S. Pedro do Rt-
cife, por alma do monseuhor Jos Joaquim Ca-
mello de \ndrade; s 7 horas, na igreja do Pa-
raso, por alma de Edzio Francisco da Fonseca
Barroso.
Pasagelro! Sahidos para o norte no va-
por Pirapmna :
Capitao Claudino Mariano de Oliveira e Cruz,
sua senhora e 4 filhos, Antonio Manoel S.impaio,
Manoel Costa Maneco, Antonio Soares d Macedo,
sua senhora, 1 filho, l cunhado e 1 criada, Daniel
da Crur Cordeiro, Manoel Francisco Aguiar, Al
fredo Araujo, Fraacisco A. G. Araujo, Avelino
Jos Bernardo (cabo do 14" bitalho), Manoel Vi-
cente de Lima.
Cana de Detencao Movimento dos pre-
ios no dia 4 de Julho :
Existiam presos 259, entrou4, sahi'aui 7, exis-
tem 286.
A saber:
Nacionaes 252, mnlheres 7, estrangeiros l, es-
eravos sentenciados e processados 11. ditos de cor-
rec^o 9Total 286.
Arracoados 263, sendo : b ns 257, doentes 8
Total 26',
Movimento da enfermara :
Te ve alta :
Heurique Graciano de Araojo.
aindoaro PiinHeo-fonm abatidas no
Matadouro da Cabanga 85 reees para o consumo
do dia 6 d < Julho.
Seudo: 68 rezes perteuceutes a Oliveira Castro
4 C, e 17 a diversos.
Mercado Municipal de Jos-O
movimento deste Mercado uos das 4 e 5 do cor-
rente, foi o seguinte :
Entraram :
72 b >is pesando 10,530 kilos.
650 kilos le peixe a 20 ris 13000.
107 cargas de f .ruha a 20J res 21 4<*
54 ditas de fructas diversas a,300
ris 16*20
2 taboleiros a 200 ris 440C
25 Suin .s a 200 tis SjOdO
Foram occuoados :
47 columnas a 600 ris 28*20
50 c un partimentos de farinha a
500 ris. 25*080
47 compartimentos de comida a
500 ris 23fM0
148 dit-,8 de legumes a 400 ris 59*200
32 compartimentos de suinoa 700
ie 22*40 >
24 ditos de tressuras 600 ru 14*400
i.tos de ditos a 2* 4m*000
A Oliveira Castro & C.:
:> taihoe a 500 ris 2*009
108 talhos de carne verde a lf 108*000
Na Provincia de 15 do corrent? e em
um numero do Jornal do Reeife, tambem
do corrente mez, li as acusac3 -s, que me
foram injustament' feitas por um iudivi Iuo
que est abaixo de 0 oo thermometro
da moralidado, e qu>!, estindo d-;speitaio
commigo, procura morder-me sob a capa do
anonyuao.
Antes do contestar o que disse esse lodi-
diduo contra mim, devo fazer urna succin-
ta exposi ;o do que motivou as iras desse
meu baixo detractor.
Em dezembro do anno passado, qu indo
me achaca no exercicio da sudelegaeia do
Io distri;t) dest termo, tlegraphei ao
Exm. Sr. conselheiro presidente da pro-
vincia, participando-lhe que o bacharel An-
tonio Clementino Freir, que era entao pro-
motor dest i comarca, havia se retirado,
sem licenca, para o Reeife, onde const in-
trnente, vivia a passeio, causando, deste
modo, grande prejuizo ao interesse da jus-
tica.
Desdo en'So o bacbarel Freir jur<~>u me
guerra de exterminio e, para satisf seus baixos instinetos, tem lineado mao da
calumnia e da diftamacao, as quaes ex-
tremamente adestrado.
Desesperado por ter sido just irnente de-
mittido do cargo do promotor, o qual to
indignamente ex'ircea, procura de accor-
do com o sem facttum, o padre Christv insuficiente, declarando aquelte empregado
?ao, vomitar o que de mais nojenti e vil^m seu dito officio que as pessoaa a quem
Chamo a attenco dos autoridades de
Imperio e principalment; a attenjao do
Exm. Sr. ministro da justic-i para o pro-
cedimento do bacharel, que amanba talvez
pretenda e queira ten juiz da qualquer co-
marca.
O bacharel Antonio Ciemontino Freir
incapaz de ser magistrado p.-la sua pes-
si.na condujti, qu ; se acba provada a.nao
deixar a miaima duvida.
Coabecido o caract r do Sr. Cleiue-nao
Freir, avaliar o publico sensato a proee-
denoia de suas baixas accusajScs, as quaes
produzem, para aquelles que o conhecem,
effeito inteiramente opposto ao que elle, se
propde. Portanto, para qm tiqce bern
patente o conhecido o caract r do bacharel
Antonio Clementino Freise,; para que, des-
te modo, os que nao o oonhecerem, se
acautelem, para que a classe a que per-
tenee o espulse, por indigno do seu seio ;
fajo a presenta publicacao, com a qual,
defendo-me-, e presto tambem nm grande
ser vico sociedade.
Pedro de Barros Wanderhy.
Certifico que, revendo o archivo do meu
cartorio, nello encoatrei o termo de appre-
hensao a que allude a petijao supra, o qual
do theor seguate:
Termo de apprehens&j de doza cartas
que pelo agenta do correio desta villa, Gui-
lherme Cavbante de Albuqu-rque, foram
remettidas ao delegado do termo, para o
un abaixo declarado :
Aos vint's e dous dias do mez de Junho
de 188G, nesta villa de Barreiros e comarca
do mesmo nome, provincia de Pernambu-
co, era casa da assistencia do delegado de
polica do termo, o cidadao Pedro da Ro-
cha Waaierley, onde eu serivao dojuizo
municipal a chamado viin; sendo ahi pelo
dito delegado foi dito que, havendo reeebi-
do do ag -nte do correio desta villa, cidadao
Guilherme Cavalcante de Albuquerque,
um officio datado de houtem, 21, acompa-
nhado das cartas fichadas em enveloppes
osircitos, as quaes faltavam pag.r o porta
se pode imaginar contra mira e meus ami
gos.
Desde as maio esdruxulas publicncSus
pelos jornaes at o mais infame pasqun
anonyrao, le tudo tara laucado mi essso
Sr. Freir para detractar d'aquolles que
hontera, na bOa f, lhe tizefara a honra,
de considralo alguno a cousa quando,
realraeute, nada valia o tal bacharel pus
quineiro.
M is, deixando de parte outras oonsi le-
rajijes, passo a oceupar-rae do que me foi
falsamente attribuido por esse novo Apul-
chro de Castro. E' falsa toda a accusnyao
que, por esse individuo, me foi fcita na
Provincia e no Jornal.
Para provar, basta dizT qu". na poca,
em que o padre Christovao propalou tor
sido offendida urna raulher de nome Jovina,
era prmotor desti co naica o bacharel Fre
re, meu figadal inimigo, autor das publi-
cares de hoje, ao qual, seguido notorio,
a idS de Jovina, naturalmente insinuada,
e a mandado do vigario Christovao, se
queixra.
Ora, se houvesse o mais leve indicio
erara dirigidas as mencionadas cartas, as
nao queriara recebar, por>sare:n ellas idn-
ticas cora a mesma letra e mesrao envelo-
pe e formato, s que pelo psnultimo esta-
feta lhes haviam sido dirigidas e entregues
e cujo conteudo constava de pasquine no-
jentos atacando a honra de familias consi-
deradas desta villa e por essa razao ella
agente Ih'as remettia para que, sobre o
facto, procedase como entendesse mais
acertado; pelo que elle, autordade, de-
termiaava, em vista do exposto em dito ol-
ticio qu fossaln ditas cartas queimada* no
estado em que se achavam.
Antes por u de se realizar a queima de
ditas cartas, reoommendou o delegado a
mira escrivao, que procurasse recouhecer a
letra dos subscriptos das mesraas e que, se
o conseguisse, dsse miaba f de havel-a
reconhecido, tm satiafajao do que, e sendo
n'essa occasio despertada, pelos cidadaos
presentes, a lembrauga de parecerse dit.
tetra con a do bacharel Antonio Clemen-
tino Freir, recorr eu escrivo a diversos
autos existentes no novo cartorio e nos
quaes funecionou aquelle bacharel, no ca-
contra mira por esso tacto, o Sr. Freir, [ racter de promotor publico, que foi nesta
que dizia negar-me p3o e agua, o Sr. Frei jco atea, e depois de um rigoroso confronto
re que espraitava urna occaso azada para de ditas letras, em presenja des menciona-
ferir-me, por certo tripudiara de gaudio'
por sa lhe ofJFerecer um ensejo favoraval
a si, para tunar ura desabafo contra raini
Entretmto, nada fez; porque nao enaon-
trou o menor indicio contra mim ; conser-
vou-se raudo e quedo, aguardando-se p ira,
de emboscada, procurar calmnniar-:iie. O
ex-promotor de Barreiros, bacharel An*>uio
dos cidadaos, recoabeei e dou minha f ser
a letra dos referidos enveloppes a do men-
cionado bacharel Antonio Clementino Frei-
r.
Era seguida foram queimadas todas as
supraditas cartas, ordenando o delegado
que os respectivos enveloppes ficassem ar-
chivados em meu cartorio para a todo o
Clementino Freir, indigno do titulo s en- i terapo seren examinadas e onfrontada a
tico, que possua, incapaz de ter ingres- letra por quem interessado fosse.
Da que de tudo, para constar, mandou
Deve ter sido arrecadada uestes dias
a quantia de
3820700
Fre$os do dia :
Carne verde a 280 e 400 res o kilos.
S i. -o- a 500e 5 id res ideui.
Carneiro de 640 800 ris dem.
farinb. de 400 a 320 ris a cuia.
Milbo de 280 a 320 ris dem,
reijo de 600 i*280.
Lotera el a sVioA Ia parte da lotera
u. 196, d. nevo plano, do premio de 100:009*000,
ser extrahida ao dia 8 do corrente.
so no seio das familias honestas, por isso
que um infama factor de pasquins, os
quaes tem por ti n atassalhar a reputacao
das pessoas de bem. O qua venho de affir
mar acha-se exhuberantementa provado,
da modo a nao deixar duvda.
Si nao, vejamos. Pelo correio, que sa-
bio do Reeife no dia 9 deste mez, ebega-
rara, para serem distribuidas nesta villa,
diversas cartas auonymas, enderessadas a
diversas pessoas da comarca, cartas cujo
conteudo era o que le raais vil e infame
se poda dizer contri as familias mais dis-
tractaa a honestas desta comarca. Aquel-
les que raceber.im tas pasquins, feaa
pas nos de horror e indignao> aate tan
ins"lito proco^imentodo luweravalttst de
scu'-lh.intes calumnias e, ndo t ndo cart -
sa plma de quera fosse seu vil autor, si
bem qua. houvaese suspeitas fundadas, a-
guardvaai uro indio qualquer, adra de
cireflrarem ao pleno conhecimento da auto-
ria do infame pasquim. Lis que, pelo cor
corr-io, que aqu chegou no dia 21 deste
raez, veis nova ramessa de cartas, igua -s
pelo taraanho das env loppas e pela usuf
fi -ieocia do porte, e como os destinatario*
ola as quizesse recebar, nao s por descon-
fiare u qa* era segunda edi <,-V.>, corveta a
augmentada da pri-i-ira ttmtmmm, OMU
por nao querer-m manchar suas raaos ao
eontai-to de t.aoimmunlo pop, > gn>
agente do correio dirigios ao del-gado ie
pdiiia, O qivd deu aceit\iissi u* providen-
cia.
O ilelegido de policio lepis de ter li lo
duas cartas com autora icao dos 'testina
tari; s, ordenou q 'U-- fossem qm-iraa l;>s as
ref-rilos cartas, &qd hipes cora o uoiue dos destn-.iinus a os
endrr- {08. E rec.uirueudand > O lies no
del gato que ot>belU*a publi M icdo
Franca, serventuar' < longa prati a
reuse, examinassi, ti n de ver se r conhe-
wi.t a retira das invelpp-s; p-lo mes ho
t.uellio foi deel.-rmio, em f de seu nffi
ci 1 -, que rconhecia ser aquella a U-tt >
do bach re Antonio i.le'raentino Frer-, por
ter c mfr ratado-a co u a 'tas diversas p 1
yts dos aut >s de procesaos, nos quaes fun-
ci rnou, nesta comarca, o ex-proraottor
Freir
Adrante taansarevetnos o auto de appre
hensao das referidas cartas aaonyroaae a
certidao do respeotiTO tabaio, dos quaes
lavrar esta termo, que assignou cora a
pcasoas presentes.
Eu, Flix da Cunha Macedo Franja, es-
crivao, o es -revi. Padro da Cunha Wan-
derley. Guilharme Cavalcante de Albu-
qu-rque. Jos Bonifacio de S Pereira.
-VTos Machado dos Santos. Antonio de
Borros Wanderley.Mtnoel Accioli San-
tiago Ramo, Jos Landelino de Almeida
Andrado
Nada mais so continha em dito termo, que
aqu va fielmente copiado por certidao do
propro original, ao qual me reporto e dou
f. Aos 28 de Junho de 1886.
Eu, Fclix da Cunha Macedo Franja, es-
crivao, o escrevi, e aseigno.
Dou f Flix da Cunha Macedo Franca.
Pedido
O Club Litterario Ayres Gama, preci-
sando ter conhecimento de certo factos no
t-mpo em que era 2.' secretario o Sr. Jos
d Castro, e nao o podando ter agora, por
faltar lhe alguT.as actas que deveram estar
em pod-r do; mesmo, rga o Club ao Sr.
Jos pa Castro qne ven ha a sede do mes-
an ultimar esto negocio.
< 2- Secretarle,
Cry8'>atomo de M. Cabral.
Joao
Oustao Levy
Abaadando a questae, o Sr. Dr. Oliveira Fon-
c tem se limitado, as suas oieracoe, a ver
iri : iras futlilads, a questoc* de palavras, que,
;i r eagaai, f^ram escr tasAttento a pressa com
que sao formuladas as r8p9stas a seus artigos.
I,te, entretanto, nao admira. Xa minuta, que,.
se auiiuuciava um prodigio, urna obra hyper-ha--
ni ,a, o Si. D ."1 veira i" ncea, Mario3 doestos,
que laayou sohr^ os in-us ceastitointesy oceupoa--
8-
1 exame e que escrevi supplicado* em lugr-
de supplicante*...
Um engao meu, que tem dado lugar a tres ar-
Dgos do theor d'aqu-lies que se oceupavam di3
bu-ncas vcudidis ao Sr. Veras:
Eu diese que urna das letra* papagaios tinas,
sido sacada por Ernesto & LjoojHo.
S. S. respotiieu que fui isrreridrQO, que a letra


1 tavH 1


>?--

i
"!** '
Diario de PernambucoTerpa-feira 6 de Jiilho de 13S6
ffira sacada por Leopoldo Santiago, alias a alma,
a vida da alludida firma.
E porque a loara foi sacada por Leopoldo San-
tiago ficourea e destruido o meu asserto, fondado
do retbopoadatado, moralmaUe lujo, firmado pelo
menso Leopoldo ?
Este recibo estava em poder do tabelhio Mer-
gulho tres dias antes d'aquelle em que dia o Sr.
Dr. Oliveira Foncca te sido paseado.
Eisoa factos, do que se oceupa o Si. Dr. Oliveira
Foncca!
Urna prova da coherencia do Dr. Oliveira Fon-
ca, que enxerga incoherencias em todo o mnndo.
S. S. oppos-se a que fossem annexos aos autos,
na primeira instancia, uns saques pagos pelos
aoeos constituintes, sob pretexto de que j havia
Ilustrado Dr. Juiz do Commercio sustentado as
suas decisdes. Seguem os autos para o Tribunal
da Relacio e comeca o Sr. Dr. Oliveira Foncca a
reqaerer exsmes, publicas formas e explicacoes
dos peritos sobre respostas, que estao annexas aos
meemos autos!
Note-se que os Drs. Oliveira Foncca e T. Fra-
goso aasistiram a todo o came, mandado proceder
pelo Dr. Jnii do Commercio, fizeram muitoi que-
sitos e tinham pleno conhecimento da escriptu
raco.
Passarei a questo do estorno.
Segundo a iaterpretaco, que dei as palavras do
Sr. Dr. Oliveira Foncca, nos lempos de sua pro-
motoria, nao havia estorno.
Parece-me que S. S. enganou-se, porque oe tor-
no mais velho do que a sua pessoa.
E' um processo univeisalmente admittido para
corregir os erros da escripturoco, que, como tudo
que humano, relativo.
O torno nao indicia um vicio, corrige-o.
Ora, se na escripturaco de meus constituintes
ha estomas, isto nio pode indicar vicio.
Nao ha escripturaco, que nao os tenha.
A escripturaco de J. C. Levy & C. foi minu-
ciosamente analysada por dous peritos, cujos co-
nhecimentos e probidade esto cima do qualquer
suspeita, e sabem, pjrtanto, a differenca entre vicio
e estomo.
Si elles encontrassem qualquer lancamento sus-
peito, nio deixariam de notar semelhante falta.
Mas quer o respeitavel publico saber porque o
Sr. Dr. Oliveira' Foncca csncluio hypothetica-
mente haver um lancamento viciado ? Porque fdra
laucada na rnargem urna cota indicativa de es-
tomo!
Tal cota, bempre usad no commercio, aconse-
lhada em um compedio de escripturaco mercantil,
de Jos Antonio Gomes Jnior, em cousa alguma
alterou o lancamento, e "somente sua alteracio po-
deria dar lugar a suspeita.
A escripturaco de meus constituintes feita
por um distincto guarda- Iivro, contractado, segun-
do as iadicaoes dos Srs. Ernesto 4 Leopoldo.
Ja ueste Diario publiqu as razes pelas quaes
os meus constituintes nao con3entiram que se ex-
trahissem publicas formas de seus Uvros, promp-
tificand-se a apresental-os em juico, quando isto
fosse ordenado em termos legaes.
Porque meus constituintes oppozeram-se a um
pedido injusto, nao podem d ah tirar os seus ad-
versarios argumento algum.
Supponha-se que um ladro nos quer tirar o pa-
litot no meio da ra. Pelo facto de oppormo-nos a
semilhante violencia, o palitot ser prepriedade do
ladro ?
Nao foi de certa esta a lgica sprendid* pelo
Sr. Dr. Oliveia Ponseca nos prestios tempos de
seos amores!
O terceiro patrono, chamad) para tratar da
questo de direito de que nao se oceupra o Sr.
Dr. Oliveira Foncca, nada adiantou.
Pondo de parte urnas intriguinhas muito usa-
das, j sedicos, Bento Marcdlo, foi infelicissimo
.na sua argumentarlo, porque ella contra pro
docente.
Justamente porque a allencia. somente pode
resultar da comparaco do activo com o passivo,
da ceas sco de pagamsr.tos, nos termos exprseos
de noaso cdigo, nao poda ser declarado fallido
aquelle que apenas deixou de satisfazer um debi-
to por motivo justo.
Antea que pelos meios ordinarios se convenca
so devedor de sua obngaco, o crdito nao exi-
givel e, por isso, nao pode ocesrrer fallencia.
Taea principios foram demonstrados nos autos,
onde descutio-se a cabal improcedencia da fal-
lencia requerida.
Conclnindo, indicarei urna originalidade do ter-
oeiro aivogado.
leus constituintes, diz elle justamente perqu
esto em boas condcoes devem consentir na fal-
lencia, que lhes ser proveitosa.
Tal provaito seria equivalente ao d'aquelle que,
nada soffrendo nos bracos, consentisse na amputa-
cio d'elles, somente para ter o gosto de admirar a
pericia do cirurgio.
Recife, 6 de Julho de 1886.
Dr. lerrer.
COMMERCIO
Isa commereial de Pernam
bnev
RECIPE, 5 DE JULHO VE 18St>.
As tres horas da tarde
UotacSes offlmaet
Cambio sobre Londres, 90 dv. 21 d. por 1*000
do banco, sabbado.
Descont de letras, 8 0/0 ao anno.
O presidente,
Pedro Jos Pinto.
O secretario,
Candido C. Q. Alcoforad.
RUDIMENTOS PBLICOS
Mea de Julho de 1886
ALFANDEGA
Ubida obeai.
De 2a3 .
dem os 5
3:127*317
6:8744336
------10:001*653
CoaantADO Paovnreut.De 2 a 3
dem de 5
Rfcot orayhaqbDe 2 a 3
dem de 5
23:412*010
12:713552
36:1254562
1:0534832
1:645OU8
2:6784840
..LTERAC0 da pauta
Para a semana de 5 de junho 10 de Julho
de 1886
Algodo em rana, 417 re. o kilo,
euros seceos salgados, 520 rs. o kilo.
fe Alfandega de Pernambuco, 5 de Julho de 1886.
Os conterentes,
Salvador A. de A. Freitas.
*> E. M. Pestaa.
DESPACHOS DE IMPORTAglO
Vapor francez Niger., entrados dos por-
tes da Europa, no dia 4 do corrente, e
consignado a Augusto Labilie, manifes-
tou:
Ameixas 7 caixas ordem, 4 a B. de
Carvalho & '' -, 10 a Jos Joaquim Alves
4C
Azeite 10 caixas aos mes-sos, 1 a J La-
guia &.C.
Agua mineral 2 caixas a L. de Albu-
querque Barrete
Brinquedoa 1 caixa a Ottos Bohers Suc-
aeasor.
Clichs 1 caixa ao Jornal do Becife, i
ao Diario de Psrnambuco.
Fallencia Levy
Thomaz Holanes ao Egregio
Tribunal da Relaco
SENHOR !Nao tenho tempa de preambular.
Sou socio da firma J. Clemente Levy & C. O
producto de 2o annos de um trabalho assiduo e de
urna economa inexcedivel eatreguei-o eu inesmo
ease sorvedouro do dinheiro alheio, que se chama
Pharmacia Levy.
Apresentaram-me urna escripia e um bataneo,
que davam um lucro animador.
Estava longe de pensar que tudo era ficticio.
O genero de trabalho a que me dedicara tinha-
me fatigado, e eu precisava de um trabalho menos
penoso. A perspectiva de viver do lucro de mi-
nba pequea fortuna seduzio me.
E nao sendo capaz de engaar ninguem, nao
pensava ser engaado.
Enganei ene, e enganaram-me.
Firmei nma sociedade com Levy, em l. de Ou
tubro de 1883, entrando eu com 19:5004000 em di-
nheiro e Levy com 27:0004000, representados em
merendonas, armaco e dividas, no valor de
4:8244700.
Era muito natural queaquantia com que eu en-
trava ficasse em caixa, para pagamento dos pedi-
dos, que fossem sendo feitos, v3to que pela escrip-
ta e bataneo, que me foram apresentados, a casa
estava em dia com os credores da Europa.
Assim, porm, nao acontecen.
A quantia com que entrei cabio no sorvedouro,
e, tres meses depois do meu contracto social com
Levy, os aggravantes Ernesto & Leopoldo, forne-
ciam a Levy 23:5004000, e entravam como socios
commanditarios.
Comprehende V. M. I. que se a casa Levy esta-
va em da, tres meses antes, es meus 19:5005000
a collocavam em condicoes de nao precisar, ao me-
no* por um anno, de quantia tio avultada.
E com os 23:5004000 de Ernesto & Leopoldo a
casa poda nao s alargar as suas transaccocs,
mas tambem fazer face a todos os seus compro-
mi ssoa.
Ora, as transaceoes continuaran! no mesuio p.
Ninguem compra mais do que aquillo que vende.
E se Levy tinha 27:0004000 em drogas, as com-
pras nao podiam ser em grande escala, e tira de
algumas drogas e preparados estrangeiros de mais
procura, no estabelecimento.
Augmentado o capital da casa com 23:5004000,
de Ernesto & Leopoldo, temos qie, ao tempo da
entrada destes, a sociedade tinha em dinheiro ...
43:00-'4000.
O que se fes desta quantia ?
Cufesso, Senbor, nao o sei dizer.
O que sei que, pouco depois, venfiquei que os
4:8244700, em dividas, que faziam parte do capi-
tal de Levy, eram totalmente perdidas.
Este senbor me fazia entrar em urna sociedade
com o meu dinheiro, entrando elle com dividas
perdidas.
Apesar dos 43:0004000 realisados em dinheiro
com a minha entrada e a de Ernesto & Leopoldo,
Levy lancou mo de repetidas e avultados em-
prt'smos, como V. M. I. ver dos autos e da mi-
nuta de aggrave de Ernesto 4 Leopoldo.
Nao poden lo pagar os emprestimos contratados,
foram renovados os ttulos vencidos.
Vencidos 09 ttulos renovados, nao havia em cai-
xa dinheiro para pagal-06 integralmente e tam-
bem para pajar as encommendas teitas na Eu-
ropa.
i 'ahi em diante V. M. I. ver na minuta de Er
nesto & Leopoldo o que aconteceu.
Eu limito me a aualysar a sentenca do llustre
juiz a quo, em face du nosso cdigo, deix indo de
parte as questoes de facto, alias brilhantemente
discutidas e apreciadas na minuta dos aggra-
vantes.
Sou socio solidario da firma J. C. Levy & C.
Requerida a fallencia, por Esnesto & Leopoldo,
apresentei-me ao honrado juiz a quo e, expondo-
Ihe o estado da casa, pedi que a fallencia fosse
aberta.
Citado Levy para assistir prova da cessacio
de pagamentos, e feita esta prova, foram-ihe con
cedidos todos os meios para provar que nao est in-
solvavel, nao obst .nte a eondico da sua insolven-
cia nao ser, de modo algum, necessaria abertura
da fallencia, cirio passamos a demonstrar.
Senbor, V. M. I sabe qne para a abertura de
urna fallencia sao nicamente indispenssveis estes
Cimento 92 barricas a J. Pinto da Sil-
va. Cognac 57 caixas ordem, 30 a Fer-
nandes & Irmao, 26 a R. de Drueina dC.
Christaes 1 caixa a G. M. da Silva.
Conservas 5 caixas a Fernandos & Ir-
m5o, 10 a J. B. de Crvalho & C, 2.a
Ramos & C, 1 a R. de Drusina & C.
Cachimbos 1 caixa a Prente Vianna
& C.
Camisas 1 caixa a Figueredo & O.
Espartilhos 1 caixa a Manoel & C.
Joias 2 caixas a J. Krausse & C.
Lunetas urna caixa a Augusto Reg
& C
Licores 2 caixas a C. Pluyn & C, 16
ordem, 9 a Romos & C,
Livros 1 caixa 1 J. W. de Medeiros.
Mortadellas 1 caixa a Sulzer Kauffman
& C.
Mercadorias diversas 2 caixas a G. de
Mattos Irruios, 1 a Manoel da Cunha Sal-
danha.
Mustarda 2 caixas a Ramos & C.
Massas alimenticias 8 caixas a Francis-
co Guedes de Araujo, 4 a Ramos & C.
Manteiga urna caixa a Sulzer Kauflman
& C, 1 a C. Pluyn & C
Papel 2 caixas a Rodrigues de Faria &
C, 2 a Sodr da Motta & Filho, 3 a Ma-
noel Jos Gonjalves Braga, 10 a J. W. de
Medeiros, 17 a G. Laport & C, 3 a Ma-
noel Caldoso Ayres Dito de embrulho 50
fardos a Paiva Valento & C, 50 a JoSo
F. de Almeida, 60 a S, Basto Amorim &
C., 75 aos consignatarios.
Q.ueijo8 1 c*ixa a Sulzer Kauffman &C,
80 e 1 tina a"C. Pluyn & C.
Rolhas 1 fardo a J. Laguin & C.
Sardinhas 135 caixas a R. de Drusina
d C, 6 a Jos Joaquim Alves d C.
Vinho 40 caixas a Pauliano de Oliveira
Maia, 15 a Carvalho dC, 4 a J. M. de
Carvalho, 75 a Ramos d C, 100 a Fv-
nandes & Irmao, 12 barris ordem, 4 a J.
Laguin, 4 a A. Casadmont, 5 aos consig
natarios, 3 a Jos Joaquim Alves d C, 1
a Ramos d C.
Vidros i caixa a Joao W. de Medeiros,
1 a Prente Vianna d C.
Vapor ioglez Amazonenae, entra 'o de
New-York e escalas no dia 4 do corrente,
e consignado a J. Pater d C, manifestou :
Aguaras 70 caixas a J. C. Levy d C.
Banba 150 barris ordem.
Breu 50 barricas a Maia d Rezende, 30
a Vianna Castro d C, 8 ordem.
Farinha de trigo 110 barricas a Paiva
Valente d C.
Kerosene 7,000 caixas ordem.
dous requisitos: que o devedor seja ccmmercante
e tenha ceasado seus pagamentos.
O art. 797 do Cdigo do Commercio dia: o
commerciante que cessa seos pagamentos entende-
se quebrado ou fallido. *
E', pos, a cessacio de pagamentos e nio a in-
solvencia, o que se deve provar quando se requer
a fallencia de um commerciante.
Se este nao est insolvavel, mas cessou seus pa-
gamentos por motivos de forca maior, pode evitar
i abertura da fallencia, pedindo nma moratoria ; e
somente para a concessSo desta que se deve ve-
rificar o motivo da cessacSo de pagamientos, e se
o fallido esta ou nao insolvavel, como expresso
no art. 898 do Cdigo.
Mas desde que um credor requer a fallencia de
um commerciante, provando a cessaco de paga-
mentos, nao se pode nem meamo indagar dos mo-
tivos da cessaco de pagamentos, e maito menos
se est ou nio insolvavel.
Um commerciante pode ter um activo muito su-
perior ao sen passivo e entretanto cessar seus pa
amentos, e estar fallido pelo facto desta cessa-
co, como diz o art. 797, devendo os motivos des-
ta influir, nao na abertura da fallencia, mas, ni-
camente, na sua qualficaco.
O commercio vive da exactido e pontualidade.
Da parte de um comsnerciaate a falta dessa
exactido e pontualidade colloca-o no estado de
fallencia. Assim ensinam todos os commercialis-
tas que conhecemos, assim di o Cdigo de Com-
mercio, declarando, no art. 797, qne o commer-
ciante que cessou pagamentos est fallidc.
Assim, porm, nao entendeu o hourado juiz a
quo, o qual intre-duzio no foro uta processo de jus-
tificaclo, com meios ampios, com os quaes o talu-
do pode Iludir a vigilancia da Justina e inutilisar
as precauces da le.
E depois de pesquisas e diligencias, alheias, por
emquanto, ao processo da abertura da fallencia ;
depois do exame de nma escriptu, que nao pode
merecer f stm um b&lanco que a promove, o hon-
rado jniz recuson-se a abrir a fallencia, poi ter a
casa activo superior ao passivo, o que alis elle
nao pode affirmar, quando a cessaco de pagamen-
to, requisito nico que a lei exige, foi plenamente
provada, j com os ttulos renovados e j vencidos
e j com as teatemnnhas que s lei exige.
Eu deixo de parte o crescimeoto precoee destes
autos, que contm trezentas e tantas folbas, quan-
do ainda se trata de abrir urna fallencia.
Pretendeado demonstrar que sentenca do l-
lustre juiz quo nao tem apjin em um s dos ai-
tigos por elle citados, julgo conveniente reproduzir
os fundamentos d'ella, e em cada nm d'estes fun-
damentos mostrare que o cdigo manda justamen-
te o contrario do que se fez e do que foi deci-
dido.
Attenda V. M. I.
Primeiro considerando
Attendendo que a insolvencia, isto a impos-
sibilidade ou pelo menos summa djfficuldude de
pagar o negociante opportuna e integralmente
aos seus credores requisito necessano para
que o niestno seja declarado em estado de fal-
l lencia ;
Vamos por partes.
Insolvencia nao a impossibilidade, ou sum-
ma difficuldadc de pagar opportunamente isto
, de pagar no dia di vencimento-
E' o estado de nao poder pagar o que se deve,
nem no praso e nem depois ds praao.
Quem est insolvavel nao tem com que pagar.
A di'fimcao pos falsa.
Quem por < impossibilidade ou pelo menos sum-
ma difficuldade nao pode pagar opportuna-
mente est fallido, sem que se posaa por uso
dizer que est insolvavel.
A impossibilidade ou pelo menos a summa dif-
ficuldade por forc da qual deixou de pagar
opportunxmente materia para ser apreciada
no acto da qualificacao, mas nao para ser aprecia-
da na abertura da fallencia.
Essa impossibilidade ou summa difficuldade pode
ser justificada na quilificacao; porm o juiz nao
pode sa oceupar d'essa justificativa, seno, ou no
acto da qualificaco, ou no caso de pedir o fallido
urna moratoria, art. 898, e muito menos justificar-
se de nao abrir a tallmcia por entender que o fal-
lido cessou pagamentos pela impossibil.dade. ou
sumar1 difBVnldade em que se acheu para pagar
com pontuaiidadd.
Se estivedse provado que a firma Levy $ C.
nao cessou pagamentos, conprehende-se que nessa
prava, o juiz podesse fundar sua sentenca; mas,
provada a cessaC/o de pagamentos, como se acha,
proenrar justfical -a como faz a sentenca, o que,
em face da le, o juiz nao podj faser.
Contina a sentenca : duutiisJ Sta sustenta-
da por todos os cammerciantes, e que se acha
consagrada em nossa legislarlo commereial, que
falla de cmcesso de pagamentos, Cod. arts.
797, 805. 806, 807, 808 e 810 e nao de impon-
tualidade, para com um ou outro credor.
Este segundo periodo do primeiro considerando
nao pode passar sem as honras devidas, desde que
vem escoltado por nove artigos do Cdigo e por
todos os commercialistas.
Quizera que o honrado juiz j commercio citas-
Be um s c mmercialista que aconselheno abrir a
fallencia, quands a cessaco de pagamentos fr
motivada por impossibilidade ou summa diffi-
culdade de pagar opportunamente.
J que o nao fez, citaremos alguns que ensinam
o contrario.
Mercado ras diversas 1 volume a F. Ma-
noel da Silva d C, 1 a Maia d Rezende.
Macliinas para descarogar algodto 29 cai-
xas a Res d Santos.
Prenga para copiar 1 a Maia d Rezen
de.
Toucinho 40 barris ordem.
DESPACHOS DE BXPURTACO
Em 3 de Julho de 1886
Para o exterior
No vapor trances Ville de Santos, carrega-
ram :
Para Hambargo, Pohlman & C. 600 couros sal-
gados com 6,200 kilos.
Para o Interior
No patacho dinamarquez Mercurio, carre-
garam :
Para Pelotas, Maia & Bezende 70 pipas com
33,6<>0 litros de agurdente.
No vapo.- nacional Baha, carregaram :
Para o Rio de Janeiro, D. M. da Costa 7,000
cocos, fructa ; M. N. A. de Almeiaa 4,400 cocos
frncta ; P. M. da Silva & C. 25 caixas com 900
kilos de o'eo do ricino.
Para Babia, A. A. Carneiro 1 caixa com 5 li-
tros de alcool.
__fio vapor nacional Pirapama, carregaram :
Para o Cear, B. Oliveira & C. '6 pipas com
2,000 kilos de graxa ; M. A. Senna & C. 50 saceos
eom 3,750 kilos de assucar branca.
No hiate nacional Deus te Ovie, carrega-
ram :
Para Mossor, F. de Moraes 10 barris com 800
litros de agurdente ; J. de Albuquerqne 34
saceos com 2,50 kilos de assucar branco; F, F.
de Saboia 1 caixa com 70 kilos de doce ; A. B.
Correia 6 caixas cajurubeba.
Na barcaca Olivia Torres, carregaram :
Para Macahyba, Amorim Irruios 4 C. 50 sac-
eos com farinha de mandioca.
No iuter Jaguarary, carregou :
Para liacahyba, i. A. da Costa Medeiros 21
barricas com 1,140 kilos de assucar braace.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 4
Bordeaux por escala12 dia?, vapor fran-
cez Niger, de 2,257 toneladas, com-
mandante Baule Albert, equipagem 128,
carga varios gneros ; a Augusto La-
bilie d C.
Santos por escala8 dias, vapor francez
Ville de Santos, de 1,008 toneladas,
commandante Mazon, equipagem 36,
carga varios gneros.; a Augusto F. de
Oliveira.
Liverpool por escala18 dias, vapor inglez
Britania, de 2,479 toneladas, comman-
dante R. D. Lunner, equipagem 93,
I carga varios gneros; a Wilson Sons
Jsc.
Rio Grande do Norte 10 dias, hyate
nacional Comi do Natal, de 40 tone-
ladas, mestre Joao Gomes de Moura,
equipagem 4, carga toros da madeiras;
a Fraga Rocha d C.
O elementar Pradier Ibiiiri, tratando do as-
sumpto dia : fallencia o estado de nm commer-
ciante que cesaa seus pagamentos. Cod. do Cora
fr. art 437.
Nao preciso que a cessacio de pagamentos
seja absoluta para constituir o estado da fallen-
cia, porqoanto, de outra forma o devedor esca-
paria fcilmente da fallencia, fazendo ou sima-
lando algans pagamentos mdicos.
preciso notar, qne o estado da fallencia nio
depende de modo algum de nm passivo maior
< do que o activo, mas somente da cessacio de pa-
(amentos. Se elle nio paga, est fallida, ainda
$,ae fe.a aotivo> ^J u6'0' que o sea passivo.
E' rejeitada unnimemente a distineco de sns-
pensio e cessacio de pagamentos, a
Todas as precauces, tomadas pela lei, sao ne-
sessariae, desde que ha cessacio de paga-
montos.
Diz ainda : a reforma dos ttulos nio paga-
ment e, portante, nio pode impedir o estado de
fallencia. *
Rivire, tratando do mesmo assumpto, diz :
faiteada o estado de'am commerciante qne
cesaa seus pagamentos. Para declarar a tallen-
cia nio preciso a cessaco de todos os paga-
mentos. A palavra todos estava no projecto do
cdigo do commercio fr. de 1807 ; mas esta pa
lavra foi supprimida, porque, de outro modo, um
devedor faria alguns pagamentos mdicos e te
prevalecera d'elles como prova da conservaco
do crdito que elle entretanto j havia perdido. >
D. Com. pag. 671 e seguintes.
Assim disera, igualmente. Pardesus, n. 1,101,
Mass t. 3 n. 203.
A jurisprudencia franceza tem decidido que a
cessaco de pagamentos, no sentido da lei, nao
resulta do numero dos credore, e sim da situaco
real do devedor commerciante e que, por conse-
queocn, pode-se declarar fallido o commerciante,
que s tem um credor. Cours de Cass, 7 de De -
zembro de 1841. Tribunal de Grenoble em 30
de Jai eiro de 1841, e outros julcrados citados por
Dallos.
Esta doutrina dos escriptores citados ha de ne-
cesariamente ser a mesma ensinada pelos com-
mercialistas, em que se apoia o Ilustre juiz quo,
pois todos commentam o mesmo art. 437 do Cdigo
Commereial francez.
Neste ponto o Cdigo Brasileiro contm a mes-
ma doubina do Cdigo francez.
Basta citar o art. 797, que define o fallidoo
commerciante que cessou pagamento, e o art 807
que diz poder a fallencia ser requerida POR UM
ou mais credores.
O art. 805, citi.do na sentenes, nio a justifica !
Este artigo trata da fallencia quando requerida pelo
proprio fallido, caso em que o Cdigo, ao con-
trario do que manda quando a fallencia reque-
rida por um credor, exige ai causas do fallimen
to e o estado da Casa, juntando o balanco exacto
do seu activo e passivo. Mas este artigo 805, ci-
tado na sentenca, rege caso differente.
V. M. I. sabe que a fallencia pode ser aberta
a requerimento de um credor, ou a requerimente do
proprio fallido, ou ex-offico, quando a insolvencia
notoria.
Quando requerida por um credor. rege o art.
807, e nao se fsz mais do que provar a cessaco de
pagamentos.
Quando requerida pelo preprio fallido rege o art
805, e a fallencia deve ser aberta sem demora, eomo
manda o art. M. E j que a sinttica cita o art,
805, que impoe ao commerciante, que tiver cessa-
do pagamentos, o dever de requerer sua f*lli-ncia,
dentro de tres dias, e o art. 806 que manda o juiz
abrir a fallencia sem demora, porque razo o hon-
rado juiz do commercio nao abri a fallencia, re-
querida, igualmente, por mira, socio solidario, e
obrigade a fazel-o nos termos do art. 805 ?
Os arts. 808 e 810, citados na sentenca, nao re-
gem o caso em questo, porquanto o primeiro d
ao fallido o direito de embargar o despacho de fal-
lencia, e o segundo contm, nicamente, as provi-
dencias que devtra ser tomadas qunndo o fallido
intenta ausentar-se, ou trata de desviar o seu
activo.
V, pois, V. M. I. que nenhum dos nove artigos
do Cod. citados pelo Ilustre juiz a quo justifica a
sentenca, que negou a fallencia de Levy c C.
Continua a seutenc.a :
O Cdigo manda, qaando se trata da qualifica-
cao que se lbe deve dar, indagar as causas de
insolvencia, arts. 799, 80le 819 ;
Neste perodo o Ilustre juiz do commercio cita
os a*ts. '99, 800 e 819, que se referem qualifica-
co da fallencia, de que nao se trata agora.
Citaco intil, urna vez que o proprio juiz de-
clara que taes artigos tem applicaco na fallencia,
quando se trata da qualificaco que se lhe deve dar.
No. ultimo periodo do primeiro considerando, diz
a sentenca :
E no caso de que se proceda (a abertura da
fallencia) a requerimento de algum credor, exige
expressamente que, com previa citaco do deve-
dor se justifique aquelle estado (de insolvencia),
nao se contentando com a apresanta^o de titu-
los vencidos e nao pagos. (Rsg. 738, art. lll.)
A primeira proposico falsa e a segunda nao
reproduz fielmente o disposto no art. 111 do Reg.
738.
Quando a fallencia requerida por um ou mais
credores, o Cod. manda justificar cessaco de pa-
gamentos e nao a insolvencia, como por equivoco
diz o Ilustre Dr. Juiz do Commercio.
Basta urna simples letura do art 807 do Cod.
e o art. 111 do Reg. 738.
Macei15 horas, vapar inglez Mariner,
de 917 toneladas, commandante Movill,
equipagem 36, carga varios generes ; a
Johnston Pater d C.
New-York por escala -25 dias, vapor in
glez Amazonense, de 1,080 toneladas,
commandante Charls P. Chark, equipa-
gem 32, carga varios gneros; a Johns-
ton Pater d C.
Navios sakidos no mesmo dia
Buenos-Ayres por escala -Vapor francez
Niger, commandante Baule, carga varios
gneros.
Valparaizo por escala-Vapor inglez Bri-
tania, commandante Lunner, carga va-
rios gneros.
Havre por escalaVapor francez Ville de
Santos, commandante Mazon, carga va-
rias gneros.
Hampton Roads-Vapor inglez Lemuriu,
commandante J. G. Savill, em lastro.
Navios entrados na dia 5
Maco18 dias, byate nacional Camelia,
de 93 toneladas, mestre Joaquim F. de
Araujo, equipagem 6, em lastro ; a Ma-
noel Joaquim Pessoa.
Maco16 dias, hyate nacional Aurora
de Maco, de 52 toneladas, mestre Joa-
quim Felippe de Menezes, equipagem 5,
carga sal; a JoSo Paes de Oliveira.
Terra-Nova49 dias, lugar inglez Dunu-
re, de 186 toneladas, capitao D. Men-
gier, equipagem 10, carga bacalbo;
ordem.
Swansea46 dias, barca ingleza Pampero,
de 588 toneladas, capito David Geor-
ge, equipagem 14, carga carvo de po-
dra ; ordem.
Navios sahidos do mesmo dia
Cear por escalaVapor nacional Pirapa-
ma, commandante Francisco Carvalho,
carga varios gneros.
BabiaLugar inglez Dumure, capitulo D.
Menzier, carga bacalbo.
VAPORES ESPERADOS
ViUe de Bahia do Havre a 8
Espirito Santo do sul a 9
Trent da Europa a 10
Para do norte a 13
EU do sol a 14
Delambre de Liverpool a 14
Cear do sul a 17
Argentina de Hamburgo a20
Ipojuca do norte a 20
Atanos do norte a 23
Lsi Plata . da Europa a 24
Equateur Neva do sul a 25
do sal a 29
Este art. diz : Ser obrigado (o credor) a jun-
tar petico o tiiulo do sen crdito ; e s i vista
delle ser admittido a justificar eom citaco do de-
vedor, que este so acha em estad-i de fallencia a
nio da insolvencia, como diz a sentenca.
Tambem nio se pode diser que o citado art. 111
do Reg. 738 nio se contenta com a apresentaco
de ttulos vencidos,e nio pagos como ainda por
equivoco diz a sentenes. A apresentaco do titulo
vencido e nao pago lio easencial qne sem ella
nio pode ter lugar a justificsco da cessacio de
pagamentos.
V, pois, V. M. 1. qne o primeiro consideran-
do todo baseado em equvocos.
Sexuado coaslderanilo
> Attendendo que a falta de pagamento a um ou
outro credor nao importa cessaco de pagamen-
tos,dj qne tratara aquelies arts. (quaes ?)
Como nao importa, se a fallencia pode ser decre-
tada a requerimento de algum ou alguns, como
expresso no art. 807 do Cdigo ?
O credor p titulo vencido.
O llustre juiz quo, que se apoia em todos os
commercialistas, sabe perfectamente que na opi-
niio, de Rivire, fardessus, Mass Pradier, cima
citados, para a declaraco da fallencia no pre-
ciso a cessacio de todos os pagamentos. E' a
mesma doutrina do Cdigo brasileiro, o_ qual ad-
mitte a falleneia, requerida por um s credor, o
que importa admttir a fallencia por um titulo se-
ment, art. 807. Assim, pois, para haver cessaco
de pagamentos nada importa que o credor seja
um somente e emente um o titulo vencido e nao
pago-
Continua a sentenca: principalmente quando
se allega, como no caso m questo, que se t-m
para isto motivos plausi^es, embora seja erro-
uea esta convencan do devedor, o que s pelos
meios regulares pode ser liquidado.
~enhor, este ultimo periodo do i" considerando
um verdadeiro achado, digno de recompensa.
Para V. M. I. avaliar a sua forca, vou ligar os
dous periodos, para ficar bem claro o peusamento
do digno Juiz do Commercio.
A falta de pagamento juia ou outro credor
nio importa cessaco de pagamentos, principal-
mente quando o devedor allega que tem para
< isto motivos plausiveis. Ligo, todas as vezes
que o devedor allega que teve motivos plausiveis
para nao pugar os titaios vencidos, nao ha cessa-
co de pagamentos.
Nao digno de recompeusa este achado, Se-
nbor ?
Nao ha ms fallencia possivel, desde que o com-
merciante allegar qu>: teve razoes plausiveis para
cessar pagamentos, e essa allegaco aceita por um
juiz, que com ella fniHain-ntu a sua sentenca.
E' ainda mais de admirar que o digno Juiz do
Commercio, aceite urna tal allrgcao, a reproduz
em sua s-'ntencx,e declare que esta convieco d>
levedor errnea, o que so pelos meios regula-
res pode ser liquidado.
Em couciuso :
O credor requer a fallencia, juntando o titulo
vencido e pedindo para justificar a cessaco de p\
gsmento.
O falli lo all"ga que cessou pagamentos porque
leve motivos plausiveis para o fazer, e o juiz nega
a abertura da fallencia p-i* rz;io d>* que cessar
pagamentos pal motivo plausiveis nio cessar.
Segue-se ento urna aeco ordinaria, tendo por
objeeto verificarse a conviccao do devedor ou nao
errnea.
Eis a ultima palavra em materi-i d fallencia, no
juizo do commercio da cidade do Kecifc !
Terceiro considerando
Attondeodo que nio se pode considerar em es-
tado de fallencia um commerciante, cujo activa
realisarel, nao em dividas, mas em mercadorias,
utensilios, etc., de valor muito superior somm*
total de seus debidos, a
Pura re'ufar este considerando, basta dizer que
o.tacto de ter o fallido, um activo muito superioi
ao seu passivo, nio impede a abertura da fallen-
cia pois para esta basta a cessaco de pagamen-
tos, como ex jresso no art. 797 do Cod. Com., e
que a existencia de um activo maior que o passi
vo razio, nicamente, para a conces-3o de mo-
nitoria, como tambem expresso no art 898.
Nao couhcceuios escriptor algum que ensine a
doutrina do despacho aggravado.
St.raccha, tratando do asaumpto diz :
Constitutione curios mercatorum Florentias cave
tur, si debitor infra- certam diem crdito ribus non
solverit, vel non satis/ecent, pronuncetur cessans.
Casaregis ; Scacda, Hhcnouard Esnault ensi-
nam, igualmente, que a cessaco de pagamentos
o facto constitutivo da fallencia.
O diccionario de Trveaux diz :
fallencia, commereial mente fallando, signifi-
ca dcixar dv pagar urna letra de cambio, deixal-a
protestar.
Ferrire, em seu diccionario, diz :
fallido aquelle que naop.ganod:a do venci-
mento as letrsa qne aceitou, aquelle, emfim, que
nao satisfaz seus compromissos por causa da im-
possibilidade em que o collocaram as -evoluces
imprevistas do commercio. ou outros accidentes.
Fallencia e insolvencia nao sao a mesma cou-
sa diz Savary ; foi sobre este fundamento que o
parlamento de Flandres nao atienden urna peti-
co na qual o grande commerciante Cloteau reque-
ra que lhe fosse permittido demonstrar que tinha
activo muito superior ao passivo.
O diccionario de Bousquet diz igualmente : a
lei declara o commereiante como fallido e o consi-
dera como tal pelo facto nico de cessar pagamen-
tos.
alloz tambem diz : a cessaco de pagamen-
tos o caracterisco da fallencia.
A simples cessaco produz todos os effeitos, pois
ser o ponto de partida para a nullidade, de pleno
direito, de todos os actos, a titulo gratuito, feitos
pelo devedor fallido, ou prestes a fallir.
A necessidade da pontualidade primordial no
commercio, diz beslay.
O tempo tem para o commerciante um valor que
nio tem para os outios homens.
O commercio, continua elle, augmenten a rapi-
dez dos meios de informacio e de transporte, e em
troca de tudo isto s pade ao seu devedor ser pa-
go, no vencimento sem demora possivel. Se o de-
vedor resiste, elle tem o direito de exigir que a
lei o faca triumphar dessa resistencia.
Em todos os escriptores antigos, citados por
Merlin e Dallos, e nos escriptores modernos, j
citados por nos, ver o Egregio Tribunal que a
soveridade nflexivel da jnstica nao autoriss a in-
dulgencia perigosa de que d testemunho a deci-
so do honrado juiz do commercio.
Ella ampara a m f do fallido, e desampara o
direito do credor.
E' mais rigorosa com o credor que as leis de
Colbert com o fallido.
Bem sabemos qne, muitas veses, a fallencia
am naufragio pelo qual s a aorta pode ser acen-
sada.
O commercio tem as suas tempestades, como o
ocano, dizia Segur, na assembla de Franca, em
1807. A probidade, a ordem e a prudencia nem
sempresio garantas suficientes contra a desgra-
na ; e o commerciante de maior crdito e de maior
fo-tuna pode ser precipitado no abvsmo, aberto
p >r urna serie de circumstaneias que elle nio po-
de prever, nem impedir, diz Mass.
Mas, pergunta este notavel commercialista, ser
isto razo para que o direito dos credores fique de
tal forma desamparado que nio lhes seja permit-
tido salvar alguma cousa dos destroces do nau-
fragio do seu devedor ?
Nio e nio :
A desgraca imprevista justifica a fallencia, mas
nio razio para com ella negar-se ao credor o di-
reito que pode exercer sobre o que ainda possa
existir na nasa do seu devedor.
Dada a fallencia, diz Merlin, qualquer que seja
o seu motivo, os bens de fallido sio o penhor o a
propriedade de seus redores ; e elle nio deve
mesmo ter a liberdade de sua pessoa seno quan-
do o exame de sua conducta offerece presumpeo
de sua innocencia.
Como est longe ia lei e da lieco dos mestres
o Ilustre Sr. Dr. juiz do commercio !
Como perigosa a sua jurisprudencia Levy
tem tres letras vencidas e nio as pode pagar. O
credor requer a fallencia, e o digno magistrado
responde : elle tem um grande activo ; cessou
pagamentos, mas nio est fallido. Vence-se a
quarta, a quinta; o devedor nio paga. Veneem-
se todas, emfim, e o devedor, que cessou paga-
mentos, fica philosophando sobr as vantagens de
um grande activo para calotear os seus credores !
E ao credor s resta a esperanca de urna insol-
vencia futura.
Ento, sim, quando elle aada tiver, o juia abri-
r a fallencia.
Mas, qaando elle nada mais tiver, cerrem tam-
bem o sea risco as despesas judiciaes da fallencia
suarto considerando ^
Attendendo qne possivel dar-se o estadode
fallencia, maamo no caso de ser o passivo muito
inferior ao activo ;
Basta o que fica dito.
Neste considerando, o Ilustre juiz a quo refuta
o sen considerando anterior, porquanto, n'aquelle
diz nio se poder considerar em estado de fallen-
cia o commerciante, que tem um activo superior os
passivo, e n'este dis que pode dar-se o estado de
fallencia, mesmo no caso de ser o passivo muito
inferior ao activo.
Quinto considerando
A sentenca defende Levy dos avultados em-
prestimos feitos em nome da firma.
_ Todas as vezes que o Ilustre juiz a quo tem
diante de si a prova da cessaco de pagamentos
da firma Levy, procura loro demonstrar qne ella
nao est em estado de insolvencia, embora saiba
que esta nao indispensavcl para a abertura da
fallencia.
Sexto considerando
Neste considerando, o honrado juiz do commer-
cio faz a Apolsgia do calote e repele o mesmo cou-
ceito da insolvencia, declarado nos considerandos
anteriores.
Stimo e oltavo considerandos
Nestea dous considerandos, o llustre juiz do
commercio ainda se funda no activo da casa, para
dizer que, em vista deste activo, a firma L vy nio
est fallida, urna vez que pode, nao j, mas com
alguma demora, pagar integralmente, sobrando
ainda mais de 50% da importancia do d-bito
Lembrando a V. M. I. que o activo deque tasto
falla a senteaca compoe-se, em grande parte, da
armaco e utensilios, como se confessa no 8 con-
siderando, deixo apreciaco de V. M. I esta parte
da sentenca, da qual se evidencia que nio se de-
ve abrir a fallencia de um commerciante, que
cessou pagamentos, quando, nao de chofre, porm
com alguma demora, elle pode pagar integralmen-
te com o seu activo, compnsto da armaco e uten-
silios.
Lendo estes considerandos, V. M I. parecer
que elles se afastam da esphera do juiz e entram
no crapo da defeza.
Com effeito recusar por taet. motivos a fallenci_
de urna firma, que cessou pagamentos, simples
uieute, nao cumprir a lei, que manda abril a. an-
da mesmo que o activo seja muito oupenor ao
passivo. Essas consideraco-'s sobre a possiblida-
de de pagamento integral sao imitis, na declara-
cao da fallencia, e s tem razo de ser quaudo se
trata de conceder ou negar a moratoria, como j
ficou dito, em face do art. 898.
Xono considerando
Attendeudo que a prova resultante desse exa-
me no quul os peritos tverara de re^Ur-se pe-
1"8 lvri.s, facturas, etc, nao pode ser "fraqne-
cida pela circumstancia de diz^-rem elles que os
s-iliob apresentados sao hypotheticos, eto que
elles sem um b&lanco nao podem assegorar a
existencia real das mercadorias de que d no-
tieia a escripturaco, pois outra resposta nao
podiam elles dar em azio de ser possivel arran-
jar se adrede uraa escripia, na qual se figura
com muito divorsa da realidade ;
Este considerando, por si s, vale mais quo toda
sentenca.
0 Ilustre Dr. juiz do commercio diz que a su-
perioridade do activo est provada pelo exame dos
livros.
Os peritos dizem que os saldos apresentados sao
meramente hypotheticos, porquanto sem um balanco
nao podem assegurar a existencia real das merca-
dorias de que d noticia a escripturaco.
Ora, 8^ os peritos dizem que sem um balanco
nao se pode saber se existem ou nao as mercado-
rias lanceadas na escripta, muitas das quaes em
e,-ocbas remotas, que dados teve o honrado juiz do
commercio para affirmar a existencia de um activo
superior ao passivo? Abstracco feita das mer-
cadorias, cuja existencia nao pode affirmar sem
Uil BALANCO, eomo dizem os peritos, que,fica
do activo ? A armaco e utensilios.
Ou os peritos merecem f, on nio.
Se merecem, f jrcoso aceitar o parecer; se nio
merecem, o exame de livros como se nio existis-
se, e sem exame de livros nao se pode affirmar a
existencia de um activo superior ao passivo.
Contina o nono considerando : outra respos-
ta nio jodiam elles dar ios peritos), em razio
DE SEU POSSIVEL arranjar-se adredo urna es-
criptn na qual se figure cousa muito diversa da
realidade.
Se o illustre Dr. juiz do csmmercio reconhece
que outra resposta nio podiam os peritos dar pela
possibilidade de urna escripta preparada nao deve
dizer que a existencia do activo muito superior ao
passivo uo pode ser enfraquecida pelo facto de di-
zerem os peritos que os saldos sao hypotheticos.
O honrado juiz nio poda dar como um facto
aquillo que os peritos apresentam como mera hy-
potbese.
E de mais, a qne vem, na declaraco da fallen
cia, exame de livros para verificarse o activo do
fallido ? Em que artigo do Cod. ou do Reg. 738
se tundou o illustre Sr. Dr. juiz do commercio?
Pode porventura o juiz transformar a ordem do
processo, oceup .ndo-se, na abertura da fallencia,
de actos e factos que a lei s manda verificar e
apreciar na qualificaco da fallencia?
Diga-o V. M. I.
Dcimo considerando
Neste considerando o illustre juiz a quo repelle
a bypothese, j por elle admittida, de urna escrip-
ta adrede pi-eparada, por ser ella feita em vista
dos socios, ento em harmona. Isto nio ra-
zio.
A escripta corra a cargo do gerente Levy, e eu
nunca logrei examinal-a, como est demonstrado
aa minuta de Ernesto & Leopoldo. E eu mesmo,
cstrangeiro pouco conhecedor da lingua, nao po-
da ser fcilmente engaado ? Eu nio era o caixa
e nem tinha a meu cargo a escripta.
Isto est de tal forma demonstrado na minuta
de Ernesto & Leopoldo, que me dispenso de conti-
nuar.
Dcimo primeiro considerando
Attendendo que em vista do minucioso exame
feito pelos peritos, profissionaes de reconheeida
hablitaco, foram elles de parecer (por hypo-
tbese) quo a firma justificada nao est em es-
i tado de insolvencia;
Os peritos, dizendo que a existencia de um ac-
tivo superior ao passivo hypothetica, por nao
existir balanco que comprove a existencia das
mercadorias Janeadas na escripta, nao podem ne -
gar a insolvencia seno tambem por bypothese.
E' o que fizeram.
O honrado juiz a quo quem faz da hypothese
um facto, para affirmar que a casa nao est insol-
vavel.
E demais, se trata va, nicamente, de justificar
a cessacio de pagamentos, em que artigo do Cod.
ou Reg. se fundn o illustre iuiz do commercio
para mandar examinar se os justificados estovan
ou nao insolvaveis t
Nio o poda fazer.
Senber, don por finda a enfadonha tarefa de
analysar nma sentenca fundada em equvocos e
bypotheses, que tem apenas o ment de obscurecer
o que a lei tem de mais claro.
V. M. I.,em sua alta sabedoria, decidir se
este processo de trezentas e tantas folhas para
justificarse nicamente a cessaco de pagamentos
de urna casa commereial, ou nao um phenomeno
judicial sem oxemplos nos annaes do nosso foro.
V. M. I. decidir se, minutado o aggravo e
contrarninutado pelo juiz, poda este mandar jua-
tar aos autos documentos dos justificados.
V. M. I. decidir, emfim, se o commerciante
que aceitn letras e nao as pagou no vencimento,
reformou-as e ainda nio poude pagar as letras re-
formadas, no dia do vencimento, est em estado
de continuar a ter sob sua guarda a fortuna alheia,
nio podendo, como nio poude, pagar o seu de-
bito, no praso ajustado.
Senhor, ha neste monstruoso processo um epi-
sodio digno de ser lembrado.
Citado Levy para a jnstificaco de saa fallencia
requereu a minha citaco para a dissolucio da
sociedade. '...,* *
Veja V. M- I. o da em que foi feita a peticao,
a hora em que foi despachada e em que devia ter
sido intimada aos socios.
Sinto, senhor, nio ter tempo para apreciar a
contra-minuta do illustre juiz a quo, embora o
terreno em qne colloca a saa defeza seja o mesmo
em que collocou a sua sentenca aggravada, nsns-
tentavel ante ai licoes dos mestres da sciencia.
~


jiafOr "!*
Diario de POTnambucoTerfa-feira fr de Julho de 1886
I
ante a jurisprudencia doa tribunaes e em face do
T'-duro Brasileiro. .
Senhor, tentando salvar a minha honra e a mi-
nha fortuna, comprometas na cu Levyf *U,
tui cobardo e traicoeirameute cspaneado e tendo,
dentro da propria casa da qual su tocio.
Nao ha quein o ignore.
Quem sabe se pretendan somante pencar-
-me... nesta emboscada premeditada i...
Hoje, ante V. M. I-, defendo-me nao aw por
amor da minha fortuna, que considero perdida,
mas para salvar miuha reputacio do comnwrciau
te e o dreit dos oredore, que me hoarmas com
sua confimea. _i- .
Percas, a minha fortuna, senhor, as snlve-se.
a minha honra. .__.
F V M I node o deve salval-a, mandando
abrir faen.la daTu J. C. Levy 4 O, que est
effectivamente fallida. j:.;t, s
Quando na ir.stano.a inferior o nosso nl
encTmtra o a.oparo que. a le. Ih- A, a-npa:ralo
aqu,neste augusto recinto, nSo -m Uvor
um do ver. j. v m
E' um dever, senhor, porqae mimt d. v M.
I. eorricir os .-rros e reprimir os abusos dos jui-
T tf^ode oficio este procesao de jusnca-
ci de fallencia com meios ampios para o fallido
Iludir a vigilancia da just;e* e lautthrar as pre-
caucoes da loi.
E' um abasj <>u por ventura um escndalo es-
tes papis, simulando saques ou qtxm taque,jun-
tos aos autos depois de minutado o ggravo pelo
advogalo dos aggravantes e contramiu otado pelo
propriojuiz. ...
Pagar po nao pagar xnlegrml-
mente.
E quem paga por prestacoes o que deve pagar
integralmente, no dia conv-ncionado, tera prova
do nao poder satisfaze: o compromisos contra-
todos.
E deroaie, ha letras vencidas que a casa nao
podo pagar, letras que alias ja foram reformadas
por nao terem sido pagas no dia do veocimento.
V. Vl.l. o) eonurmar, estou certo, a juna-
prudencia do* equvocos e bypothescs, elaborada
uojuizo do commereio, e nen aceitara, com o
creaco da lci, este monstruoso processo de tre-
zentas e (antas paginas, tendo por fim, unicamen
te. justificar que Levy & C. cessarim paga-
atentos !
Recife, 23 de Juaho de 1886-
Justioa. ,
Thomaz Holmes.
Egregio Tribunal da Relajo
Demonstramos no precedente artigo que o illus-
i t*ado juiz do eouimereb, denegando a abertura
1 d> fllena de. J. C. L-vy &X., afastou-ae das
normas do dircitu, que regen a especie, firinan-
do-se em factos que nao justificam a decisao ag-
gravada. .
Contraminutando o aggraVD, notou o nobre juiz,
oa inelhor b->* fe, 6 verdade, que sondo calculada
pelos perit a a existencia de mercadonas em.....
108:30 >;-H0, a ceja cifra so deviain addiciunar
10:853*999, ralor da armacao e utensilios, havia
activo bastante para pagamento dos credores na
importancia de 73:727*741 inclusive o crdito dos
aggravantes.
Com iffeito compralas as duas verbas activas
e passivas ha a grande difivrenca a favor de ....
4i:926j".46 mas ee attendi-r-se (o que nao se po-
de dcixar de faaer) a que o capital social na im-
portancia de 70:0OO$0O0 est encravado no activo,
ver-se-ha que louge de um estado lisongeiro, se-
nao prospero, existe o dficit de25:073535.
Eis a verdad. !
E contra o dficit demonstrado, s?guuJo os pro-
prios ulgarUmos da contraminut-i, nem so diga
Iue ha dividas activas. Estas, o douto juix, dan-
o-lhes eertamrnte o d-vido valor, julgou acerta-
do excluir, como excluio, considerando urna de
liquidacao difhcil e duvidosa e outras perdidas em
vista do rea.uostas dos peritos, eerca dos. .....
4:3247() que entraram na formacao do capital
de Levy ; e quando alguma cousa venham a pro-
duzir, B'-ra para contra-Lalancar com a verba de
10:3533909, de armacao e utensilios, capital im-
mobilisado, que alm de representar apenas um
valor estimativo, no pode sur vendido para satis-
facer comprowissos.
O exame nao passou (nem podia ser de outro
modo} de um circulo viciso, limitou-se aos alga-
rismo9 da escripta, em vista de um batanete,
apresentado por Levy nos autos. S inv^ntari--
das com criterio as mercadorias. que poder-se-
hia firmar a verdadeira condicio do baianco.
A dissolvencia e o dficit dos aggravantes j
existia ao t-mpo da entiada do socio T. Holmes.
Se assim nao tora, com lucros tao mesquinhos,
que mal chegavam para Levy, nSo ina elle tomar
um socio, e mais tarde outros depois que escoten
o capital do prmeiro. E aqui os-peritos eato de
accordo.
Dizem ellos fls. 144- quanto aos capitaes,
estes por si s nao bastariam para oecorrer aos
pagamentos exigidos por maior costeio do negocio,
resultante dos ltimos pedidos.
Se antes dos novos pedidos, o aggrafado Levy
recorra bolsa particular dos aggtavantes, ago-
ra sem este auxilio, como satisfar as exigencias
dos pagamentos, r sultantes dos ltimos pedidos 7
E' preciso poU convir que J. C. Levy & C, es-
to plenamente fallidos, e de dficit aberto.
Em toda e qualquer casa do negocio a conta de
mercadorias, urna das sseneiaes; o lucio ou
f>rjuo que demonstra depende da existencia dl-
as.
Se os peritos fizeram o calculo das existentes no
balanco de Levy do modo por que se procede aa>
corapanhias de seguro em caso de incendio, como
nol-o diz a coutra-minuta, mais urna razio para
oppor-mos embargos 4 sua veracidade, pois justa
mente no meio empregado (o hypothetico, pois nao
ha outro) que os legurados conseguem fazer
bons negocios.
Usar, porm, de semelhante meio, aventurando
hypotheses em um caso que devia e deve ser posi-
tivamente definido, cousa que deve maravilhar
ao proorio Sr. Levy, que, bem como o Sr. Holmes,
levarao essa novidade as suas trras, quando l
forem, a par de umitas outras cousas que seoccor-
reisem com qualqucr de nos n'aquellas paragens ;
seria motivo para nos mandarem forca.
E' todava certo, como dizem osperitos, que os
capitaes nao bastariam para oecorrer aos paga-
mentos aos ltimos pedidos, quando tambera
exacto que antes destas j ndo haviacapital qae
chegaste. tanto que entrando Holmes em Outubro
de 1883 com 1^:50000J em dinheiro, logo em 2
de Janeiro do anno seguinte, admittia Levy no-
vos socios e ercbolsava mais a quantia de......
23:500*000, e, comtudo, essae importancias dee-
appareccram, c princioion entao Levy aobter dos
aggravantes os suprimeutos reclamados pela defi-
ciencia de apurados e recebimentos, e isto antes dos
ltimos pedidos.
A. insjlwencia, portanto, do aggravado clara
como a evidencia.
Nao menos esquisito que um balanco por hypo-
these, a theoria de considerar-se titulo illiqnido,
urna conta corrente, justificada por letras.
Quando semelhante theoria prevalecesse seria
com relacao ao credor que abrisse mi do titulo
para escripturar o debito em conta corrente. Mas
em relacao ao devedor cousa aind uao conhe-
cida.
O deveaor de urna letra que esfa na respectiva
conta de letras a pagar, transforiudo-a para con-
ta corrente dd saccadsr por simles coa* margi'
naes (o ceso merece um Breve) como fez Levy
em relacao a Ernesto & Leopoldo, est asento de
ser-lhe requerida a fallencia.....
Esta conta corrente tomar o titulo illiquido. ..
A letra ser papagaio-----
Eis o credor entre Scilla e Canbydes.
O exemplo um effeito edificante.
Triste e lamentavei theoria para ama praca, cu-
jo commereio est profundamente abalado, onde o
crdito quasi nullo!
Acautelemse os bancos: as letras que Ihe
aceitarem para comprovar crditos em conta cor-
jente, serao papagaio;... a conta corrente titulo
illiquiio......
Bento Harcello.
Vla-ferrea de Carnar
Nos abaixo assignados, empregados do. commer-
eio, pblicos, negociantes e artistas, tendo dado
um pasieio cidade da Victorio, em carrj espe-
cial, por nos alugado, no domingo 4, temos o pra-
aer, pelas columnas do seu Coneeituado Diario,
manifestar ao mu digno chefe de trem, Sr. Coelho
noesos agradeciratintos, pelo earalheinsmo e atten-
(des, das quaes camos cedores e que s podein
revelar seutimentos nobres e carcter distinc'o,
tornando so assim o alvo do nosso itenerario pelas
qualidades que o distinguen), assim como oa seus
tjmpanhctros, saudamoa pois, an Sr. Coelho, que
orno empregado zeloso nao deixa de dispensar
aqnillo que mais nos prende a syntpathia e atten-
coei.
Carlos B. Pereira.
Marcellino Antonio Pcreira.
Antonio Joa Fernandes.
Rodolpbo Moreira.
Carme Alnwida.
Joaqa) Antonio M .reir Jnior.
Jirn-fino de Castro.
Deomedonte llagalhaes.
M. Barata.
Francisco Gomes.
Ignacio Bogo-
Rodolp Pessoa.
Antoaio Suva Couto.
Manea Borges Leal.
O. do Carmo Leal Almeida.
Franei* dd Paul Gomes Ferra.
Marcellino Cleto Ribeiro.
Galdino A. Pires Ferietra.
M. Moreira de Aguisr.
Urbano Pessoa. ^
Flosculo de Magalhes.
Antonn Francisco Vieira de Magalhes.
Kecife, 4 de Julho de 1886.
Vigario Darlo Nones da Silva
Beatis estis cum maledexerint
vbis et peerecuti vos fuerint, et
dcerint omne malum adversum
vos mentientes, propter me : gau-
dete et exultate, quoriam merces
vestra copiosa est in codis: sk enim
persecuti surU prophetas, quifue-
runt ante vos.
Bemaventurados sois, quando
vos iDJuriarem e vos persegui-
rera e disserem tolo o mal con-
tra vos, mentindo, por meu res-
peito : folgai e exultai, porque o
vos io galardao copioso nos cos :
pois assim tambera persiguiram
aos prophetas, que foram antes
de vos. (Math. C. 5 V. 11 e 12)
Corra o anno de 1865 quando det-irmi-
nei-me a seguir a carreira sacerdotal e em
Favereiro do tnesmo anno re-colai-me ao
velbo Seminario de Olinda, onde j encon-
trei o estudante Dario Nunes da Silva,
cursando as aulas theologicas : ainda nao
havia eu entilo attingido aos meus 18
annos.
Nessa quadra de minha vida (da qual
conservo ainda reminicencias bem saudo-
sas), eu acercado de 80 e tantos compa-
nheiros, todos aspirantes ao sacerdocio,
novel o alli desconhecido, sent a necessi-
dade de amparar-me sob a benfica protec-
cao nao s dos meus superiores n'aquelle
estabelecimento de instruccjlo, senao tam
bem d'aquelles companheiros em quem fui
pou-o a pouco reconheceodo pronunciada
vocacSo vida sacerdotal, costumes irre-
prehensiveis, amor e dedicacSo s letras.
Desejava imital-os, seguir a norma de
sua conducta, acompanhar na pratica do
bem quelles que mais so esforcavam no
cumpriraento dos seus deveres, e, para isso^
toi mister conhecel-os de perto.
Se consegu o meu desidertum, nao me
licito dizel-o ; mas o cert> que apar de
Pinto Brandio, Jlo Evangelista, Floren-
tino Barbosa, Constantino de Mederos,
Jovino Machado e outros, figurava Dario
Nunes da Silva, cuja vocajao sacerdotal
nunca ioi posta em duvida.
Ascendendo s ordens sacras, o padre
Dario, ha 18 annos, que tera correspon-
dido essa espectativa de ent5o, empre-
gando-se com todo o zeld no santo exer-
cicio do seu ministerio como cura d'almas
em diversas paroebias do alto erto, e foi
bastante isto para que cncontrasse ultima-
mente iamigos gratuitos, que tentaram
inutilisal-o empregando as armas da ca-
lumnia e da detrataccSo (to em moda hoje
em dia), o de que sao victimas de ordina-
rio os sacerdotes que mais se distinguen)
no cumpriraento dos seus deveras.
Mas, felizmente, nem seuipre a calumnia,
a detratacco e a maledicencia podem cam-
pear sobranceiras em detrimento das repu-
tajSes illibadas; ellas fogem espavoridas
multas vezes ante a innocencia justificada,
ante o tribunal do Lora senso, ante os ho-
mens de bem.
O padre Dario Nunes da Silva, digno
parocho da fregaezia de Paje de Flores,
acha-se plenamente justificado perante a
opiniao publica pela sentenca que proferio
S. Exc. Rvdma. o Sr, bispo diocesano, jio
monstruoso processo com que homens son
alma e sem corar,5o, infames calumniado-
res, pretendenderam inutilisal o, de urna
vez 1
No Diario de 1 do corrente, v-se es-
tampado esBe glorioso documento, que se
por um lado deixa consignada urna sen-
tenca justissima em favor da innocencia
atrozmente perseguida e calumniada, por
outro deixa ver luz meridiana a vergo-
nha e o arrependimento de que so devem
penetrar homens de tal jaez I
Deas se amercie d'elles.
Eis mais um triumpho esplendido
causa da Religiao I
Afogados, 5 de Julho de 1886.
Padre Pedrosa.
Deas en tiulo se define
N'sta mnda amplido de mil se marcljetada,
Na mystica belleza da la argentina,
as florestas e grutas, ni verde campia,
Ny'silencio da noute, na luz d'alvorada,
i murmurio d'aragem, do sol no esplendor,
u' imagem Divina transvejo, Senhor !
fias collinas e valles, olentes vergeis,
Xas aguas inquietas, nos lagos serenos,
D'imbeiles anjinhos nos risos e threnos,
l>a prodiga natura, nos lindos paineis,
E na doce harmona do plumeo cantor
Ten Ser omnisciente comtempj- Senhor !
No tugurio ooS pobres, nos ricos solares,
No contraste da sorte revel, inconstante,
N'alegra e as dores n'um peito offegantc,
Nos ribeiros e prados, serranas e mares.
Nos arbustos e plantas, na cssencia da flor
Tu"'Excelsa Grandeza -esplende, Senhor !
Noa sonhos mais ditosos de minha existencia,
No reces so do lar, ou scismando ao relento,
Noespaco meditanco, nos astros attento,
Noagroreda vida, n'um mar d'inclemencia,
Km momentos d'inaomnia, no loito da dor
Balbucan) meus labios teu Nou>e, Senhor !
!
No marulho das vagas, no a^oute dos ventos,
No indmito fremir do raivoso tuflo,
No ribombo medonho d > ingente trovao,
Nos humanos e brutos, vitaos elementos,
At mesmo a morte no rijo torpor
Teu poder magestoso percebo, Senhor!
i'esta esphera terrquea, no averno profundo,
N'altos Cos e no Limbo, na empyrea Morad*,.
Nos uiy=teriosdo tutalc, na triste pousada,...
E as plagas ignotas d'tftgua outro mundo,
Em tudo a que cedeste espirito e vigor,
Aboterno dominas, meu Deus, meu Senhor !
Pao d'Alho, Junha de 1886.
Joaquim Elias de Albuquerque Bego Barros
nr
1
Tbealra Santa Isabel
Apzar de levar boje a scena o grande lntu-
triol, pidimos d- novo a empresa Braga Jnior
que leve na quarta- feira 8 do csrrente, o esplen-
didos drama Dalila, pois o vapor braaileiro s
chega no dia 8.
Esperamos ser attendidos, nao nos privando
de ainda urna vea apriciar o talento artstico dos
dois grades vultos, a Sra. Lucinda Coelho e o Sr
Furtado.
Recite, 4 de Julho de 1886.
Diversos admiradores..
Engeoho Cineeigu da freguezia
de Maribeca
Manoel Xavier Carneiro da Cuaba Filhe, ren-
deiro d engenho Conceicao da fregu'ia de Mu-
ribeca, avisa aos consenhores e interessadosV do
referido engenho, que ao tomar posse das obras e
bemfeitonas em o 1" de Malo deste anno encon-
trou-as todas damnificadas: accrecendo que a
casa do bagaco est em completo estado de ruina,
e ameacada de desabar, e para que nao seja res-
ponsavel, pois que obrigado pela eoneervacJo de
obras arruinadas, faz a presente declaracao.
Perante o juizo de orpbaos de Jaboatao o sig-
natario da presente vai levar o conhecimento do
^ue expoe pela imprensa, com andiencia do Or
curador geral de orphos para ante elles acautelar
o seu direito.
Engenho Conceicao, 1 de Julho de 1886
Manoel Xavier Carneiro do Cunha Filho.
Agua Florida de Murrmy d Laaman
N. 1S6
Com quasi toda a certeza pode se por em duvida
se* as mil e urna variaveis ti ires qua adornavam
e derrama vam tan delicioso perfume sob o verdes-
cente jardim do Paraso, espalhavam urna fra-
grancia mais pura e delicada na atmosphera, do
que aquella que se diffunde e enchc o gabinete de
vestir o boudoir, no qual se-baja abertS um frasco
da odorfera e deleitav.-l aguad^c.'iciro. Comparada
com o passageiro e voltil cheiro dessas essancias
ordinarias, o seu mimoso e delicioso roma pde-
se chamar ineztinguivel, iuapagavel, etnquanto que
por outro lado a verdadeira quinta essencia em
seu genero, que de urna maneira a ntais viva, nos
laz agradavelmebte recordar, trazendo-nos mea-
te o deleitavel e genuino perfume das aromticas
e balsmicas flotes; n'uma palavra n'ella existe e
fljresce a belleza e o encantamento. O volnme de
delicado aroma espargido de algumas gotas derra-
madas no lenco, verdaderamente maravilhoso e
deleitavel; e como nm agradavel meio de restabe-
lecer desmaios, vertigens e dores de caneca, assim
como servindo de odorfero adorno pessoa e ao
paladar, quando usada em diluicao como nm en-
xagoamento de bocci ou cosmtico, ella por certo
niio tem seu icjual entre todas as mais aguas chei-
rosas importadas.
Como oabasti contra as falsitcacoes, obsrve-
se bem que os nomes de Lanman t Kemp, ve-
nham estampados em lettras transparentes no pa-
pel do livrinho que serve do envoltorio a cada
garrafa.
Acha-se venda em todas as prncipaes bo:icas
e lojas de drogas.
Agentes em Pernambuco, lienry Forstei & C,
ra do Commereio n. 9.
Nestes oit.nta e tantos annos decorridos desde
o descobrimento do Tricofero de Barry,
teem-se apresentado mais de duzentos ditferrntea
artigos para o cabello, !com grandes pretencoes,
perante o publico, e todos tcem sido abandonados,
por para nada prestaren). S o Tricofero de
Barry tem prdVado possuir a excellencia real,
que o tem teito viver e prosperar atravs de tres
quartos de se'culo e hojo o nico preparado em
que je pode confiar para fortalecer, llmpar, reno-
var e aormosear o cabello humano.
N. 2. A Emulsao de Scott nao um
remedio novo, pois ha longos annos que
est se usando na Europa, noa Estados
Unidos e muitos outros paizes e tem sem-
pre dado os oielhores resultados na tsica,
as molestias ds peito e da garganta e as
bronchites chronicas.
EDITES
O Dr. Thomaz Qarcez Paranhos Montene-
gro, commendador da imperial ordem da
Rosa, juiz de direito especial do commer-
eio desta cidade do Recife e seu termo,
capital da provincia de Pernambuco, por
S. M. o Imperador a quem Deus guar-
de, etc.
Faz saber a todos quanto o presente edita 1 vi-
rem ou d'elle noticia tiverem que e achadesignado
o dia 10 de Julho do corrente anno, ao meio dia,
na sala das audiencias, para ter lagar a reuni
dos credores da massa fallida de Joaquim F.-rreira
Campos & C, afiui de assistirem a prestaco de
contas do administrador da referida massa nos
termos da le.
E para que cheguc ao coulicimento de todos,
mandei passar o presente pelo theor do qual con-
voco os credores da referida massa a comparece-
ris no da, hora e lugar cima designados para
o fim declarado.
Dado e paseado n'esta cidade do Recife de Per-
nambuco, aos 2 dias do mez de Juibo de 1886.
Eu, Jos Franklin de Alencar Lima, escrevao,
o subscrevo.
Thomaz Qarcez Paranhos Montenegro.
fidital ii. 739
De ordem do inspector geral, faco saber pro-
fessora Mirandolina Morges Pestaa, da cadeira
de Serra Verde, que fica Ihe marcado o pr so de
15 dias para responder sobre o abandono de sua
cadeira, visto ter deixado de reassumil-a depois
de finda a licenca obtida e naver decorrido mais
de seis mezes fra do exercicio della.
Secretaria da instrueco publica de Pernam-
buco, 2 de Julho de 1886.O secretario,
Pergentino S de Araujo Galvao.
Edita! n. 740
O inspector geral da instrucco publica manda
fazer constar aos professores de ensino primario
Manoel Candido Fernandes Pires e Lonrenco
G-oncalves Ale-xo, este da cadeira do Rio Forra iso
e aquelle da de Gloria de Goit, qae por acto da
presidencia da provincia, de 30 de Junho prximo
rindo, permittio-se-lhes permutarem as ca eiras
que regem, e se Ibes marcou o praso de 30 dias,
contado.- daquella data, para tomarem posse e
assumirem o exercicio de suas cadeiras.
Secretara da instruccao publica de Pernambu-
co, 2 de Julho de 1886.O secretario,
Pergentini S. de Araujo Galvao.
Edital n. 1
O adminisirador do Consulado Provincial faz
publico a quem interessar possa, que no dia 9 do
correute teriniuar improrogavelmente a cobran-
ca livre de multa do imposto de daciraa relativo
ao 2 semestre to exercicio de 1885-86.
Consnado Provincial de Pernambuco, 3 de Ju-
lho de 1886.
francisco Amyntas de Carvalho itoura.
Edital n. 17
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector dess the-
s'uro, vai de novo 4 praca conforme resolveu
por officio de 26 de Junho ultimo Exm. Sr. vice-
presidente, no dia b do corrente, o fornecimento
dos medicamentos necessarios enfermara da
casa de detencio, durante o exercicio de 1886 87,
servindo de base os precos do formulario.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, em 3 de Julho de 1886.
L. Campello.
Edital n. 1
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector, faco pu-
blico qoe tem de realisar-se o emprestimo autori-
sado pela Id d. 186S de 15 de Maio ultimo por
emisso ao par io apolices de 7 0/0; e por isso
convida-se aos senhores que queiram tomar as
mesmas apolices a faserem-no desde j, recolhen-
do as re*pectivs importancias.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, 5 de Julho de 1 i86. Servindo de secre-
tario,
Liniolpho Campello.
DECURAC6ES
Mo
De ordem do Exm. Sr. conaelheiro d rector in
terino, e de contermidade com o art 19 da lei n.
3,018 de 5 de Vr vembro de 1880. Sea berta ne-
ta secretaria at i 1S do csrr.-.. A 1 hora da
tarde, acooenr H*wb> da lista
geral dos alumnn^ m iiri <( uua uiversos an-
nos desta facr,' i ,.-.. :-oa>.. .1 i-'uraoao da filiacao
o naturalidad'
As pessoas qn p-ft-inl-nan ?i-itaressa im-
pressao, dever:*' ,.iuseuiar pro| .-.'hs em cartas
fechadas e coiu^eteutemente aehaivas atf o refer
do dia 13. Nesta secretaria se podero dar as
informacocs e esclarecimentoa de que precisaren)
os concurrentes.
Secretaria da Facnldade de Direito do Recife
5 d Julho de 1886.O seecatario,
Jos Honorio B. de Menezes.
Prolongannto do estrada de
ferro de Pernambuco e e*
trada de ferro d Recife a
Carnar.
De ordem do Illm. Sr. director, faco publico que
at o dia 8 do corrente, ao meio dia, recebem-se
propostas em carta techada, para o fornecimento
da 600 toneladas do carvo Cardiff; no ejeripto-
rio central ra de Antonio Carneiro n. 137, m
Secretaria do Prolongamento da estrada de
ferro do Recife ao S. Franvioco e estrada de trro
do Recife a Carnar, 1 de Julho de 1886.
O secretario,
Mancel Juvenci de Saboya.
Clab de regatas per-
nambueano
De ordem do Exm. Sr. Dr. presidente, convido
os senhores socios se reunirem em assembla
geral na sede deste club, terca-feira 6 do corren
te, s 7 horas da noite, como determina o art. 30
dos estatutos.
Secretaria do Club de Regatas Pernambucano,
3 de Julho de 1886.-0 1 secretario,
Osear C. Monteiro.
THEATRO
DE
EMPRESA
BRAGA JNIOR & G,
COMPANHIA
da qual fa? paite o mepmo artista e a pnmeira
actriz portuguesa
Grande novidade
f[Em consequencia da demora do vapor Espirito-
anto a empreza resolveu dar mais
3 ltimos BSDBGtacQlos fle flespefliaa
Terja-feira, 6 do corrente
Recita n. 14
Ante peniiltiui espectculo
Ultima representacao do celebre_ drama em 4
actos e 5 quados, original do distinctissimo escrip-
ter fravcez G Ohnet, traduccao do artista Car
lado Coelho, intitulado !
O Hstr 4$ Forjas
(Grande Industrial)
Os papis de CLARA DE BEALIAU e F-
LIPPE DEBBLAY,. pelos distinctos artistas
Lucinda e Furtado Coelho
Toma igual nente parte t -da couipanhia.
A accSo tsm lugar em Franca. Actualidad.
Mise en-scne a capricho do artista Furtado
Coelho.
Scenario nove, dos distinctos artistas Claudio
Robs e 0. Colliva.
ccessorios, mobilias, tapecarias, foram feita3
expreesamente para esta peca em Pars.
Os bilhetes 4 venda na bilhetana do theatro.
Comer r m 8 1/4 Korasj.
Haver bonds para todas as linhas e trem para
Api pucos.
la lamnem trem para OlinUa.
AliSllA
Onarla-fcira, 7 de Julho
Penltimo espectculo
Recita u 1A
Ultima representacao do desejado drama em 5
actos e 7 quadros do O. Feuiilet, intitulado :
0 Romance de un Moco
Pobre
(.4 vida de um moco pobre}
A empieza recommenda ao respeitavel publico
o scenario desta peca, Jprinci palmen te o do quarto
seto, que representa um cawtello esn rui-
nan, na Bretanha, em noite de luar, magnifico
effeito da luz elctrica.
cena nurpreliendenle
Quinta-leira, 7 de Julho
011010 espectculo
Despedida da companhia
Urna nica representacao da mimosa peca de
Musset e Blanco, arranjada pelo Ilustre escriptor
portugus Rangel de Lima, especielmante para
ser representada pe'.os distinctos artistas
Lucinda e Furtado Coelho
qne a teem representado mais de 400 vezes nos
theatros da corte. Lisboa e Madrid, intitulada :
Neste espectculo faz a companhia as suas des-
psdidas ao Ilustrado publico pernambucano.
COMPANHIA PER-VAIMUCANA
DE
.-Vavegaco costeira por vapor
Fernando de Noronha
0 vapor Giqui
Commandante Lobo
Segu no dia 10 de
pelas 12 ho-
manhS.
ibe carga at o'
|ia 9, e passagens at
s 11 horas da maaha
do dia 10.
ESCRIPTORIO
taet da c ompanhla Peraanfcc
cana n. 1
paeabia Bra.ileira de Xa-we-
jEseo a Vapor
PORTOS DO SUL
0 vapor Para
Commandante o Io tenente Carlos An-
(mo Gome*
' esperado dos portes do
norte at o dia 12 de Jnlho
e depois da dentera in-
dispensavel, seguir para
os portes do sul. Recebe
tambem carga para Santos,
Pelotas e Rio Grande d > Sul, frete mdico.
Para carga, passgens, encomiendas e valores,
trata-se na agencia
N. 11 RA DOCOMMERCIO-N. 11.
PORTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Joao Marta Pessoa
E' esperado dos portos do sul
at o dia 9 de Julho, e
seguir depois da demora in-
, dispensavel, para os portos
*. do norte at afanaos.
Para carga, passagens, encommendas valores
racta-se na agencia
11Rna do Commereio 11
Segundo e ultimo Ieilo
Dos predios abaixo declarados
Terca feira. 1 de Julho
A's 11 faoraa na ra do Imperador a. 75
Do sobrado da ra do Cclabooco.a. 4, do da jma
Coronel Suassona n. 50. da travetsa do Carme n.
10, do becco da Bomba a. 8, casas terreas da ra
dos Guararapes n.i><>, da de Vidal de Negreros
n. 45, da d> 'Noguira n. 13, da, da Ponte V*sua
n. 22, de Visconde Goyanaa lu7, da Bara-
Verde ns. 1 B, 1 C e 3, e o sitio n. 5, da OOleia
Nova n. 9 e 10 an-ja-agtus na travesea da*9ar-
reiras n. 4.
O agente Modesto Baptiita eopetentesiase
autorisado far leilae dos predios aciraa e dasi a
informacee precisas.
Leilao
CiRtiELRS REUNS
Companhia Franeeza de Vavega-
co a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
ooa, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
steajier Ville de Bahia
E' esperado da Europa at
o dia 8 de Julho, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
ha, Rio de Janeiro
e Santo.
Roga-se aos Srs. importadores de carga pelo9
vapores desta linha,queiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng!. i>
quer reclamacao concernente a volumes, que po-
ventura tenham seguido para os portos do sul,sfim
de se poderem dar a tempo as providencias neces-
sarias.
Expirado o referido prase a companhia nao se
responsabilisa por extravio*.
Recebe carga, encommendas e passageiro par
es quaes tem excellentes accomodacoes.
Augusto F. de Olivara i t
.ICIKXTEN '
42 -RA DO COMMEREIO -45
COMPA-VUIA P-SMIMW'W
DE
iVaTegaco fostera por Vapor
PORTOS DO SUL
Naeei, Penede e Araeaj
0 vapor Mandahu
Segu no dia 10 dt
Julho, s 5 horas da
tarde.
Recebe carga at o
'dia 9.
Encommendas, passag., js dinheiro a frete ate
as 3 horas da tarde do ala da partida.
ESCRDTTORIO
Ao Caes da Companhia Perrambucana
n. 12
R0YAL14ILSTE41 PCoET
C0IPA5Y
0 paquete Trent
E' esperado da Europa no dia
9 do corrente, seguinds
depois da demora necessa
ria para
Macei, Bahia, Rio de Janeiro, Santos,
Montevideo e Buenos-Ayres
0 paquete Elbe
esperado
do sul no dia 14 de
csrrente seguinlo
depois da demora
necessaria para
S. Vicente. Lisboa. Vlgo e Sou
thampton
Para passagens, fretes, etc., tracta-se com ts
CONSIGNATARIOS
Adamson Howic & C.
De movis, louca, vidros, eapelbos, qua-
dros, esteira forro de sala, candielrw
gaz e 1 diviso de madeira para sala.
A saber:
Um piano forte, 1 mobilia de Jacaranda, om
1 sota, 2 consolos com pedras, 1 jardineira, 2 ca-
deiras de bracee e 12 de guarnicao, 1 rico esperho
oval dourado, 4 auadrue com finas gravara, 4
jarros para flores, 3 candieiros gas e tapetes.
Urna cama francesa de Jacaranda, 1 toilette, 1
lavatorio, 2 marqurces, 2 coramodas, 2 cabidas e
1 lindo guarda-vestido, 2 mesas com estantes en-
vidraeadas, 2 mesas redondas e vinhos.
Urna mesa elaslics, 1 gaarda-louca, 2 appara-
dores, 12 cadeiras, 1 rerogio de parede, garfea e
facas, colheres, talheres de eleetro-plate, mesas de
cosinha, trem de cosinha e mais accessorios de
casa de familia.
Terea feira, 6 do corrate
Agente Pinto
No sobrado da ra do Barao da, Victoria
(ra Nova) n. 51
O leilao qrincipiar s 10 10 1/2 horas!_______
Leilao
De 1 mobilia de mogno com tampo de pedra, 1
guarda-louca de amarello, obra de Spiller, guarda-
vestido, apparadores, camas francesas, marque*
zoes, lavatorios, 1 importante commoda de ja-
carando, bercos, ca'oides, mesas elsticas e muitos
outros objectos.
Terea-feira, do correte
A's 11 horas
No armazem da ra do Bom Jess n. 49.
POR INTERVENgAO.DO AGENTE
(usm
II
DampfschinTahrls-GcselIschaft
O vapor \rg*entina
Esperase de HAMBURGO,
va LISBOA, at o da 16 do
corrente, seguindo depois da
demora necessaria para
Rio de Janeiro e Santos
Para carga, passagens, i encommendas tracta-
le com os
CONSIGNATARIOS
Borstelmann & C.
RUADO VIGilRlON. 5
! andar
Leilao
Da armajao de amarello envidrafada e do
resto das fazendas e miudezas da l>ja
sita ra do Rangel n. 48.
ente Britto
Ag<
Terca feira, do 6 corrente
A's 101/2 horas
Leilao
De fazendas limpas e avariadas
Terea-fefra, O do corre te
A's 11 horas
POR INTERVENg^O DO AGENTE
Alfredo Goiniares
Em sua agencia ra do Bom Jess n. 4b
Leilao
De fazendas, miudezas a ferragens
(POR LTQUIDAQAO)
Constando.de casemiras, cassinetas, lencos, cha-
les, pannos para capotes e outras fasendss.
Espelhos, transas de carocl, fitas de sedas,
bandejas, bicos, cachimbos e outras miudezas, cal-
zas com e&poitas e jardas com fio.
QUARTA-FEIRA 7 DE JULHO
Agente Pinto
Vapor austraco Jokai
E s p e r a-s e dos
portos da Europa
at o dia 14 de
Julho e seguir
depois de ponca
demora para a
Bahia, Rio de Janeiro e Santos
Recebe carga a frete mdico tractar com oa
Consignatarios
JOHNSTN PATER & C.
LEILOEE
Terca-feira 6, o de movis, loucas, vidros e um
bom piano, na ra Baro da Victoria n. 51.
Quarta-feira 7, o de fazendas, miudezas, ferra-
gens, armacoes, carteiras, mesas e mais objectos
do armazem da ra do Mrquez de Olinda n. fi.
Quarta-feira, 7, s 10 c iteb horas, sero ven-
didos em ultima praca, na Alfandega, trapiche
Conceicao, 16 volumes i amarrados com ventaro-
las, quadros e outros objectos.
Leilao
De um boi gordo e urna carrosa
Hoje 6 do corrente
A's 11 horas
Na porta do armazem da ra do Bom Jo-
sas n. 49
Por nterveoco do agente
Gusmo
No armazem da ra do Mrquez de Olinda n. ti.
I'na ronlinuuro
Urna rica armacao de amarello envernisada e
envi Iracada.
Urna armacao inglesa grande.
Urna secretaria grande.
Urna cartera e outros movis.
O leilao principiar as 10 1/2 horas pelas fazen-
das e miudezas.
Cede se a chave do armazem, bem como de todo
o sobrado, de preferencia, a quem comprar al ar-
macoes do armazem._____________
Agente Pestaa
Leilao
Do importante hotel Dous Irmaos, com
todos os seus utensilos, sito ra de
S. Bom Jess n. 23, proinpto a fune-
cionar.
Quarta-feira, 7 do corrente
A's 11 horas em ponto
0 agente Pestaa, autorisado pelo proprietario
do hetel cima, vender os objectos abaixo de-
clarados :
Mesas de madeira, ditas de ferro, ditas de pe-
dra, cadeiras de junco, hparadores, fiteiros, qua-
dros, espelhos, cniudes, luinpr&s, candieiros, eta-
ger8, cadeiras <>- juaco, r. I gio de parede, camas
de vento, lavatorios, marquezo. tamboretes, moi-
nbos. ba" jas. t^alhas. piiurdxiipo8, copos, garra-
tas, loucas, tcuia Je o ...nhaeorros mnitosobjec-
f s. que estaro a vista dos (mii.radores, os quaes
serio vi'ii'.'id'* m nm ou ixni ltea.
Leilao
D 3 oiixas marca F. A. & C e P em baixo, ns.
409, 410 e 411, eonti n l Axariad'>s d'aguadomar
Qusr'.a feira 7 de Julho
\'s tt horas
Por iutervoocSo dj agente
Alfredo Guimares
Em sua agencia ra do lom Jess n. 45
Leilao
D bons o solidos movis de jaoarand e
amarello, 1 importante piano de cauda a
1 cofre.
Sendo :
Duas mobilias de Jacaranda massico, oom 2
consolos de pedra, 2 graudes espelhos com mol-
duras de Jacaranda, proprios para consolos, 1 pia-
no de cauda, 1 c idcir* para piano, 1 mesa re-
donda, d^ Jacaranda, cm tampo de pedra, 1 im-
portante cama de m tal con armacao. 1 mesa
elstica de amarello, 1 cab de <'e parede, 1 estan-
te para livros, 1 rabeca, 1 cu.dieiro, 1 machina
de costura, 1 portaqueijos, divrsos copos, pratos
e porQlo de msicas.
Urna outra mobdia de Jacaranda com 12 cadei-
ras de guarnicao, 4 ditas d bracos, 2 ditas ia
balanco, 1 sof e 2 cojelos com tampo de pedra,
1 guarda-louca de ams.ello, 1 guarda-vestidos, 2
aparadores de amarello, 1 quartinheiro, 1 espre-
gui^adeira, 1 mesa elstica de amarello, 1 relogio
de parede, 1 ama franeeza ii amarello, 1 oculo
de alcance e 1 cofre de ierro com banco.
Urna mobilia de amarello c n cadeiras de ba-
lanco e tampo de pedra (com p >ucouso) 2 apara-
dores, lmfsa redonda, 1 m". jantar, 7 cadei-
ras de guarnicao, 1 cous 'lo, 1 banca, 1 cadeira da
balanco, 1 espreguicadeira e 1 toillet de jaca-
randa.
Todos estes movis sao pertencentes a diverses
espolios e serao vendidos ao correr do martello.
Quinta-feira 8 do corrente
A'S 11 HOA.S
No armazem da Camb i Jo Carmo a. 28,
hoje ra de Paulino Cmara.
O agente Martina, far lei la j dos movis e mais
objectos existentes no ref-rido armazem, cor-
rer do martello.
ii tdM



Leilao
Da armacao, resto de miudezas e utensilios
a loja Boa-Fama, roa Daque de Casias
n. 77 A, com garant a das chaves da casa
Qnarta felra, 9 do corrente
A's ll horas
POR INTERVENgO DO AGENTE
Gusmo
Ama
Diario de-PcrmuoiiiciiTcrta-fc^ 6 de Julho de 1886
Precisa-se de ama ama para todo ser vico de
casa de fanirlia a tratar na ra do Cotoveflo
numera 46.
Precisase de orna ama que compre e cosinhe
com perfeicao : na roa do Bao da Victoria n.
N9, 2- andar.
De ama caiza contando cambraias
avariadas'
Quarta-feira, 9 do corrate
A's 11 horas
POR INTERVENGO D i AGENTE
Alfredo (oinares
Em saa agencia ra do Bom Jess n. 45
AVISOS DIVERSOS
. Precisa-se de duas amas, un que cosinhe
e outra que engomme, e de um criado menor de
16 annos : na ra do Imperador n. 45, pinviro
andar.
Precisa-se de urna ama para cosinhar, para
casa de pouca familia ; na ra do Baro da Vic-
toria n. 57.
Ama
Ama
Precisa-se de urna ama para todo o servico de
ama s pessoa ;. na rna do Bario da Victoria n.
14. Na metra casa aeeita-se urna menina ou mu-
lher de idade, para companhia, dando-se casa e
conrida.
Ama
Precisa-se de umu ama para todo servico de
casa de pequea familia; na ra Augusta n. 187,
segundo andar. .
Aluga-se o sitij do Pina, com boa casa para
morada, contendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duss cacimbas com excelen-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.
Aluga-so casas a 8J000 no becco dos Coe-
lhos, junto de S. Goncallo : a tratar na rna da
Imperatriz n. 56.
Precisa-se de ama cezinheira, na ra da Au-
rora n. 81 1- andar.
Precisa-se de urna mulber de idade para
cosinhar e lavar alguma roupa ; na ra da Matriz
da Boa Vista n. 3.
Compra-se urna casa na freguezia da Bos-
V ista, por 2.000/ : a tratar na ra do Visconde
de Albuquerque n. 21.
Que m precisar de urna am i com urna filha
para casa de urna ou duas pessoas, dirija se ao
pateo de S. Pedro n. 14.
CRIADO. Na ra do Visconde de Albuquer-
que n. 21, precisa-se de um, de idade de 12 an
nos.
Precisa-se da urna ama para cosinhar ; na tra-
vessa dos Pires n. 5, Geriquity.
Ama
Precisa-se de urna ama para
na ra Formosa n. 37.
casa de familia
AMAS
Precisa se de urna ama para cosinhar e comprar
e de outra para engommai e lavar, que durmam
em casa dos patroes ; na ra Princeza Isabel nu-
mero 6.
i % %
Precisa se de urna ama para lavar, engommar
e fazer mais alguns servicos, com tanto que dur-
ma em casa : na ra da Matriz da Boa-Vista n.
9, se dir quem precisa.
G:R..A2SrrjT_rOS ffe$
0 MAIS ENRGICO E 0 WnS ACTIVO DOS RECONSTITUINTES
O ARSENIATO DE OURO se impoe s to da seu bom estado de sade rm
granulos por dn.voUa o afretUt, as forcas a.a*ie*1&i t i .^de tapidamente um estado iL,^
medicamento pode competir com elfo no traUunento da* Molestias chronicas do Peitn .- '""^"'aor. Nenhnm
um ou dous
e do
testinass"e nervosas. Clw ao Estomago, Afeccoes
ANEMIA, ES80TAMENT0, MOLESTIAS HERVOSAS, MOLESTIAS DE SEMHDRAS
Arseniato de Ouro dynamizado do Doutor ADD1SON, resultando da
chronlco e todas as
O
Ainda se precisa de urna ama sadia e de boa
conducta, para cuidar de um menino f'.e dous
annos : em casa de Coimbra Guimares, defronte
da estaca i do entroncamento, no Manguinho.
Ama
Precisa-se de urna cosinbeira para casa de
familia ; a tratar na rna do Baro da Victoria
numero 39.
Na ra da Matriz da Boa-Vista n. 3, se
precisa de criados para vendas de taboleiro, e que
tenham boa conducta, amaneando, d-se bom tra-
tamento.
Urna familia honesta alaga outra de igna
conducta a metade da casa da roa da Bartholomeu
a. 61, e precisa-se de um menino para vende
na ra.
Precisa-se
roa da Unio n.
de um caixeiro
54.
com pratica ; na
ALUGa.SE a casa terrea n. 20 da roa d
Capito Antonio de Lima, com 2 salas, 3 quartos
cosinba e quintal com cacimba : a tratar na ra
do Mrquez de Olinda n. 8.
_ Yende-se 25 predios (sobrados, casas terreas e
sitios) as freguezias do Recife, Santo Antonio,
S. Jos e Graea, k tratar na roa do Imperador
n. 75.
Precisa-se de urna ama no Arraial, que saiba
lavar e engommar ; a tratar na ra do Vigario
Thenorio n. 12.
Ama de leite e criado
Na ra da Aurora n. 81, 2- andar, se precisa
de urna ama de leite e de um criado menor.
Arseniato de
e Con-
Grenulos de Arseniato de Ouro do Dr. ADDISON.
Aluga-
se
as duas casas da ra da Aurora ns. 167 e 169
tratar na roa do Hospicio n. 9.
Aluga-se
O segundo andar do predio n. 59 rna Duque
de Cazias com bons commodos para familia,
tra:tar na loja.
io veudelhes e a quem ti ver
transaeces com :- fabrica Sal
tana.
O p oprietario da mesma participa que nesta
data deixou de ser seu caixeiro o Sr. Aderaldo
Leite, e que nao tendo outro, s com elle proprie-
tario se devem eniend< r, ra larga do Rosario
n. 15. Recife, 30 de Junho de 18S6.
Offereee se urna senhora honesta e de bons
eostuines, para ensiaar primeiras lettras a meni-
nas, oc reger casa de homem solteiro : quem pre-
cisar dirija carta esta redaccao com as iniciaes
J. M. R_____________________________
= Offereee se um rapaz para copeiro em cas*
de familia ou hotel, que para ato tem pratica e d
fiador sua conducta : quem precisar dirija-se
ra nova de Santa Rit. n. 9.
-se
urna grande casa com dous grandes quintaes e
agua encanada, ra Lembranca do Gomes n. 1,
em Santo Amaro : a tratar na ra da Imperatriz
n. 32, 1- andar.
heroicos, combate victoriosamente a Tsica, BronOhitoa chronicas." Asma? jTiimSSS^ de 'lous medic"*t'>
Molestias que rosultSo do Esgotamento do systema ervos j. ^mo
Nao tem rival nos Enfraqnecim'entos que resuItAo de mna lonqa molestia Ra* -.- ..',) .
innerwcvlo tornao-no superio?ao Ferro contra a Anemia, as Flores brancas e a ; lomeas ereguhdoras da
resistem ao sulfato de quinino cedem ao Arseniato de Ouro. oviigaas. As Febres que
O Arseniato de Ouro torna as mulheres jovens e nutridas. Auxilia poderosamente o atriv.^-T ,. .x j
idade critica e communica urna nova juventude. F *** poca tSo temida da
MOLESTIAS DO SAUSUE, AP0PLEXIA, MOLESTIAS DA PELLE
Grecas sua propriedad.i de festabeleflor .. equilibrio entre os elemento.-, constitutivos do sanmie c A,mol
Ouro dynamisado rccoinmeudado as possous de idade comm,umrvativo das diffrentee especesele Annnl,^
gestes Tomado em fortes doses, cura rpidamente qualquer Molestias proveniente de impureza do anm '
Combinado com um tratamento local, cura infallivclmentc as Molestias mais rebeldes da nelle Inniisr!'
Cancroides, etc. J-lUPasi eczemas,
Milbares de Doentes devem hoje sua cura
Innmeros attestados forSo dados, citaremos aqui alj;'!
O FRASCO : 6 FRANCOS
(em Franca)
Desconfie-se das Contraales
e exija-se aVEROADEIRA ETIQUETTA
com a MARCA DE FABRICA assim
como a assignatura ^^^^)
e a do Snr.
nico Preparador
Deposito Geral :
Pharmacia GSLIK"
38, ra Bochechouart, em Parlz
E AS PRNCIPAES PHARMACIAS
Em Pemambuco: '
Francco M. da Silva & Cia.
ATTESTADOS DOS DOENTES
Snr. Gelin, Phirmaccfmico do 1 ekoe, em Par/.
Tendo ttdo dore* no prito, e.*lon*fiQO e dor">,
tdoosjb/x'a^, /lopf-'"
qua
indoperden'lo dxfui^as, no pe
vomitando tfuonio tniar a. rmj>/' (/:<<'> ., i
de Arseniato ^e Ouro I1
toniai n.emjTi-ptri o* Q
Empoucosdiasdesoppareccramasd^re.-1
me o appctiti'.
Queira enviar-me mais um /rasco dettet ffrfl-
nulos.
ofpera, trnho a lofira, de ouinprimrnt't'),
Laurent. fteloj, Ouriccs em Bi c-/..j
Nota- AutorUo-o apub'icar esta carca.
Snr. Gklin, Pharmacentico de 1 classe. em Parz.
HaIou muUv ."/tisfrito eoih o cmprt'jo *fo fira-
nulos, de Araniito du ooro dynaminado do Doulor
Adduon. Ha don* annos que os Granulos de Arse-
oalo de ooro do Doutor Addion commecou a Jlcar
tm ro'ja nestr paiz c tem augmentado, pois cui
quanlos delles j Afuito he trrci O-/rn decida de me enriar oma
breve poseiceC dous frascos deste toeaieameHto,
ttn $imo o nico rrmed que tm acal/nado nnn-
han dores ncvraloica$.
De V. 8. m" a(f V-.
F. Arwand. Adjuncto Mairie.
Em Cabrires d* Acia non p. ri$t+-Sorgue ( Vaucl j
ores dr nabeca c a Ubre
demtpi 'in cett.
/aado, e so the tinha pedido
l
* ir-me mais
-v" femrsa frnlm n honra
fie tro ;n,K
La Roncmi : ua M ye ta, a. en Cha
'


dyn

Tenha abondtute. Sttr. Grlh. de enriaran
ri "''''"' '! m lrt*n *
Addiaou; iyi;n de i
n 11'inda.
AfuttotAe OLQTtuiefO ter me enriad"
cura.
Vl-tOllKr:,
_____A Queud .. v iejanm (Mmrne).
Snr. Q| i.im. !;, ,r ;a <-'i;' i>m V
Trttomai* con nanea t .- .,;. \
nttlfl d" Mrn Doutor AJ.li- .
r de mandar-
me i'niis wn jrtt, t, dctlf tt'aaictHticMto.
Agradeco-lhe de ante-mita,
BoOMtSY, negociante d>' cirth>,.<.
A Pcrrujuy-sur- Sei cin. par Noyer (Yonne).
Snr -,,.,...v Pharma.-eat.co de U claase'em Paria
.Aeabet com o.fratco de Granlos de ArMnt d
ouro dyuanmado do Doutor Addi?on quethTpVd'ulti-
mamente r>r,>du;irao-me mudo'bom effeito m
cura ao eJTeito cf.'s ?M
"''It'' >*ue tennaarc
cnt*: tem resudado.
pTvtt %&&$?*" mats f-
Ti.m vk. krioj. Oarivm,
________ ''" '. ,;ir:,-r rTOmn (Algeria).
T;?.?,r('EU,^ ''^'"'"."''lel'ClVM tm P.ru.
T'iiho a honra de incluso rcmrtu-r-U,e seis
AriMiiln da ooro dynimisido do Doator Addison nue
Ora a buHHartr de i n- 1ue
mprenuri esle medicamtuto qur compra cm
mm ,.',. cor, ,,? l.ilU?JZ?i
t.m hvbrrure. pcrlo dr Ihiudain (Has-dr-Calais).
Sur. (ii;l. PkwaMUntJCO tm Pri
D^TddLne Ars'mM0 de ouro *"-&* *
Em cisco du marnrilhoso r/rciroque comecei a
rr,.r,mrj,(nr drsdr prthcipiei n usar dos
i *"' Jo de ouro dynamiado do Doulor
A.ldison. royo-i/,.- d.- mmar-mc o mais brece pos-
De V. S. ate V- Cr" Oo Drmel.
Jrjave, Jlo | |>se i proprietario.
Cm I ercoiran, por Le Ruis (Drome
Alug-a-se
urna casa pequea, ra de S Francisco n. 1
a tratar na ra de Santa Thereza n. 38.
Aluga-se
Precisa-se de um criado, dando fianca de
sua conducta ; ua roa da Florentina n. 36.
Aviso
Precisa-si> de urna professera que saiba tocar
bem piano e mais traba Ihos de senhora, para en-
genbo : a tratar eom o Barao de Nazarcth, i rna
do Imperador n. 79, 1- andar.
a casa terrea com muitos commodos e quintal, ,
ra do Conde da Boa-Vista (Caminho-novo), a
chave est na merceara do Sr. Carneire na mes-
ma ra n. 79 : .. tratar na ra da Imperatriz n.
64, loja do Cysne.
Aluga-se
o segundo andar do sobrado do largo de S. Pedro
n. 4, limpo e com bons commodos para familia,
com agua e gaz encanado : a tratar no primeiro
apdar do meamo sobrado, ou rna estreita do
Hosario n. 9.
Molestias Nervosas
Capsulas do Doutor Clin
Lsunsdo da Faculdade de Medicina da Pars. Premio Uontyon
As Capsulas do Doutor CLIN ao Bromureto de Camphora empregfio-se
as Molestias, as de Cerebro e contra as affeccoes seguintes:
Asthma, Irtsomnia. Palpitaces do Corago, Epilepsia, Hallucinaco,
Tonteiras, Hemicrania, Affeccoes das vias urinarias et para calmar toda
especie de excitaQo.
1133 Urna sxolioaoio detalhada acompsnhs cada Frases.
Exigir as Verdadeiras Capsulas ao Bromureto de Camphora de CLIN & C'S
de PARS, que se encontrlo em oasa dos Droguistas et Pharmaceuticos.
****-
Criado
Precisa-se de um de 12 14 annos, para o ser-
vico da casa e de ra : na pracH do Conde d'Eu
n. 30, terceiro indar.
Honleiro
Tende-se ou Trenda-se annualmente urna boa
casa com bastantes commodos para familia, tendo
agua e gaz encanados, com um bom quintal todo
morado, com algu mas arvores fructferas e .com
sabida para o rio, por preco nnito razoavel: qoem
precisar dirija-se rna Duque de Casias n. 117
que achara eom quem tratar.
Boa casa
Aluga-se urna boa casa na ra do Paysand n.
3, junto do Sr. gerente Dansly, com agua, gar,
jardim, etc. : a tratar na ra do Hospicio n. 3.
OSCRiMES DOBECill
II parte
0CwaIlla lela
m\oca nce por Corto Real em publicacao no
REBA1E
a-se
o sobrado de um andar e sotao ra do Mrquez
do Herval, travessa do Pocinho n. 33, e a casa
terrea sita ra do Visconde de Albuquerque n.
170 : a tratar no largo do Corpo Santo n. 4, pri-
meiro andar.
Aluga-se
ama caga pequen, ra de S. Francisco n) 1 :
tratar na rna oe Smta Thereza n. 38.
Aluga-se barato
A casa n. 96 raa dos Guararapes.
A casa n. 107 da ra Visconde de Ooyai
A ra Loma- Valeorinas n. 4
Traa se no largo de Corpo Santo ci.19.1" andar
na.
'***#"
^l,Hli>JiblliMHiM!IM:lllMilil,sT.l'lii:<
Approvados pala Junta Central de Hygiene da Corte.
Aperientes, estomachicos, purgativos, depurativos, contra a
Taita de appetlte, Vrla&o de ventre, Emaqueca, Vertlg-ena,
ConreatSes, etc. Dote ordinaria : l.s 3 graos.
Exigir f Jli,|.l|l|l as W:l M i. I tLVWiTA i i ^1 uslguiun A. Rouviere cm tis eacrudi.
Em PARZ, Pharmacia LIBOT.
DEPSITOS EM TODAS AS PRNCIPAES PHARMACI AS
oppressko yr;y:i'n ehlbis
UTJSBH0-3EFLIX0 ** *** *^ '<' Pelos OCAIROS ESKC
vsplra-se a fcnjaea que penetra no pello acalma o symploma nervoso, facllUa
a expectoradlo e favorisa as nincooes dos orgas respiratorias.
Vaatfa vm !< tmm* 4e J. EMPIL. f ra Mi-Lasare, eaj Paria
Og/ottanoiem P*>r*tutbve* jiMl~ M.*+*'l.YA. 4b it7.____
/
NICO
Grande casa terrea com solao
Aluga-se
Tem no andar terreo 6 quxrtos, 2 salas, corre-
dor ao lado, no quintal cosinba, boa cacimba,
grande telheiro para animaes, no oitao de toda a
casa am terreno todo murado com portao na fren-
te, proprio para jardim e horta, toda a casa
muito ventiladn, a ra dos Coelhos n. 15, esquina
para o caes de Uapiba ibe tra a se no patea do
Carmo, easa de banhos.
Caixeiro
Precisa-se de um menino com pratica ou sem
ella, que d fiador de sua conducta : na ra do
Arago n. 13.
COLLARES fiOTER
Bleetre-Maonetioee
Mtsi "iNUut. u6<%so t ientit*." eoatn u
OONVL8BS
I PAli PAQUTAI i JUnr lir. OUIfit
Os COLLARES Rr*R,cahe*iJM lumais
de 26 xuaes, sa os Uicoa trae proaar -o
realmente ai creuoAt ^as CO* V LSOEb
ajuttmmdo ao mimm simpo a demte*u.
Pan vitar aa Fnlrtflixnin < as EBitaeoes
PrenaraQo de Productos Vegetaes
xtincoTas caspas
e outras Molestias Capillares.
JVIARTINS & BASTOS
Pernambnct. *
Tricofero de Barry
'RyjiBram -.-.~-.-M c&ya-zc -,\e aa>
tero mr*
fteiiclo
Garntese que faz nas-
cer e crescer o cabello ain da
aos mais calvos, cura a
tinha e a caspa e remove
todns as impurezas do cas-
co da caneca. Positiva-
mente' impede o cabello
de cahir ou de embranquo-
cer, e infallivelmente o
torna espesso, macio, lus-
troso e abundante.
I.
Proprios para lunch de 1, 2, 3, 4 e 5 libras, re-
ceberam Jos Fernandas Lima & C.
Rua-Nc.va n. 3
Edlnl iranelmeo da Foaseca
Barroso
Pafrniano C. da Ponseca barroso, Eutropio T.
da Fonsecx Barroso, EvaldnC. da Ponseca Barro-
so, Sidronia Mara das Chagas Barroso, Mana
Laiza da Fonseca Brrese, agradecen do intimo
d'alma as pessoas que se dignaram ac mpanhur
os reatos mortaes de seu presado irmSo e cimbado,
Baisio Francisco da Fonseca Barroso, e de novo
as convidam para assistirem as misaas que por
alma ddle maudam rejar na igreja do P-raizo no
dia 7 d< corrente, s 6 l/ horas da mauha, si timo
dra df seu fallecimento, e desde j4 se cenessam
eternami-iitK trratos.
-*/''*?
"*^i
ConTte
Por 22!000
Aluga-se a casa u. 24 ra de S. Ju5o, com
bons commodos : a tratar na ra Duque de Ca-
sias n. 85.
Ao publico
se tama lemroiaKo de cascas s Laranjas amarga.
TNICO RECONSTITUINTF
demedio soberano
CONTRA A
CHLOP--" C, ANEMIA, CARIE DOS OSFOS.
ArF jCES DAS VAS mr-ESTIVAS,
DIARRHEA CHRONICAS, RACHITISMO.
SCHOFULAS, DEBILlADE,
CONlAtESCENCAS OE FEEREi fYPHOlOFAS
E OE VOtESTIAS GhA/ES, ETC.
Vtrda en grosso: J. ti. Itosreiiou
Pti-tueratlco eia ERIVE: (Corrize), FRASgi.
no P- rnambuco :
V3S- M. da 3XLVA Se C1
%BsaaMaMaaBVBSsaaBEA%. fvqa] ajajasavaa^Bapa^
Tend de me ntirar desta pra^a, peco pela se-
gunda vez aos meus devedires o avur de paga-
rem eeus dbitos por touo mi-z de Julbo vindouro.
Thomaz Ferreira da Cunha.
Ciliado da Escuda
Vende-se o Hotel Escadensc, junto estacan da
meema cidade; est funecionaudo, bem afre-
gnezado p bem montado, ahi demora-se o trac 15
minutas : quem pretender dinja-s ao mesmo. O
motivo da veada se dir eo comprador.
Eugenho
EXPOSIpAO
Cura
e especialmenic ao banco de crdi-
to real i>>ptii cia.
Previne-se qu^ os miles des ngenhos Pimen-
taePotozi esl em l.lieio con-, osdoengenh
Ma8uassuziuhn da fr>guezia do Cabo, em quauto
nao se cumprir vn v. n< rundo accordao
du tribunal da retasa, proferido em Junho de
1886, e por iss> proteatn euntra qunlquer tr*nsac-
co com que p.BSi vn h ser irejudicado o pro-
prietario do i-iigenh.i ">>:.-:-iihs-uzinho, abaixo as-
signado. Recife. .i Julh oe 1886g
J t-r .i Arruca Falcao.
O Dr Manoel Jo-qa'm Ferroira Esteves iau
sent) e Leunizia da Naiividade Frreira Esteves,
dalerosamente s'nt'dns, participam aos seas ami-
gos ^ue bint'ro, pela l|2 horas da tarde, falle-
eea si a presada mai, u. Plorinda di N. Ferreira
Esteves, cojos restos mortaes teem de ser dado a
sepultura boje, pelas 16 horas da roanha, sahindo
jg^Nitito fanakre da igreja niatrii de S. Jss.
Jugando-Ibes de assistirem a este acte de religao
e aaridade, se eonfessam eternaaente reconhe-
S&o se fasem convites esppcJHfR.
Jardim das plantas
MONDEGO Nv 80
Pr^Bdendo se a planfas que es-
tilo em Vasos n'este j .nlim, vende se os sapotisei-
r^s mnito grande?, e dando fruet ., 24<)00, la-
ranjeiras, milito grndet, para eoxerUr, 6000
a dusia, e sapjlieeiros mais pequeos por barato
prego.
DE PARS
concuaso
18.
ASMA
Vtnds-e tm todis Ot PhornuKkU.
Fresuezi do Rt-cife
n
o un niH dos Guararapes n.
n i .preciiH-ue de um menino para
Aluga .-
29, e n
mandad e ; Z'- 8 bem
Ao Sf. V.cento 41 ves or i a
P" v"iee Alvea Morei a que
no 3 o. 4S, S rna estreita do Eo-
aari.s lii p r-. Ihe a r in gvt mna eirta qmejtda
villa iI Kos i-i- no Alar., ha Ibe mandan a
Exilia. Sr I- Miii.i 'h ( i o icio do liv.ii:i.
A pessoa que tiver um enginhn com proporce
para safrejar de dous mil paes pura cima e quizer
Errendal-o, iueira dirii-se ra de Marcilio
Dias n. 84, V andar, qu* achara com quem
tratar.
Especialidad1 em boiaxmhas e
liiscoists
Das marees seguintes : Bojal, Le.opnld, Napo-
len, Roll, C'inbina'ion, Densert, .Mixed, Chocolate
Waferg, Orienta', O auge, Driles. Curun. Qu-en-,
jOsbome, Club, Aihi-rt. AwberiH, Viciorit. Haise-
u, Captai i Gingir Waf rs. M rie,Cabio, Sugar,
' Lumach, Lome, Mlk, Uh'c Aiheru, Pic-Nic,
Cuvcroiii ii. Oval, C'ai'k el Umciw que r cebe
ram Jos F. raan/tea Lin' & t'.
Kni-V va i 3
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1829. E' o nico perfume no mun-
do qne tem a approvaijao oficial de
um Governo. Tem duas vezes
mais fragrancia que qualquer outra
e dura o dobro do tempo. E' muito
milis rica, suave e deliciosa. E'
mnito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
leno. E' dnos vezas mais refres-
cante no banho e no qnarto do
doente. E' especifico contra a
frouxido e debilidade. Cura as
dores de cabera, os cansacos e os
desmaion
larope le Vifla de Benter No. 2.
Tnico jt
Oriental.
Cabello
EAyer
II
(Ayer"s Ifair Vigor)
P
ti^'
--.
CABf
CR'SA'.HO SUA
IA" 0 CABELLO,
TORNA NO O-O
KACIO. H.EXIVEI E LUSTROSO.
ftmnda adeOiJCnRCIA.I^.ILtiK<-. ji
Vinho puro de Uva
Vinho de pasto em barris de 5 e 10", precedes-
te de Torres Novas, da melhor qualidade ; ven-
de se por preco comaiodo, na ra do Bom Josas
numero 60.
Sitio
AlHgael multo barato
Com casa para familia, Mi lo muitos arvored 4
dando f nieto, e logo junto excellente banho sal.
gado, aa travessa do Motocolomb n. 4 (Afoga -
dos), perto dos bonds e do catninho de ferro ;
junto do Illm. Sr. chefe Lima : a tratar na p as
de Santa Thereza n. 38 I

Allennlo
Mnito barato
urna casa na ra de S. Jorge n. 26 (-o Recife!
com 5 quartos, com cosinba, 2 salas, quintal
portao, etc.; a tratar na ra de Santa The
numero 38.
Engommadeira
Precisa-se de urna engommadeira : a tratar ua
ra da Amizade n. 10, Capunga.
Criado para augar-se (
Na ra de S. Joao, cas* n. 27, tem para ais- i,
gai-*e um mulatinho com 17 anuos de idade, mni-
to proprio para copeiro ou outro qualquer sarrice
tnio de casa como d ra, e ta bem sabe bilear,
po- ja ter sido bo'eeiro.
Profcssor
Um moco ensinando diversos preparatorios, coa
tres anuos de pratica na corte, e tendo chegado a
esta cidade ha um nnez, deseja encontrar alumnos
em casas particula.tr s Para informaoes dirijan-
se ao Revm. piovincial do convento do Carmo, on
ao film. Sr. Dr. Vaz de Oliveire, em seu escria-
torio rna do Imperador n. 73.
Criado
Precisa-se de um criado : no largo da Penha S
4, hotel.
(lorreio geral
Eu abaixo assignada, tenc.o auterisado a mes
marido para tirar urna carta registrad ,a mim des-
tinada, e como se negasse a entrega dedita caris,
protestare a devolver par a agencia, e responsa-
bilisa o Sr. tbesoureiro por qualquer perca ou dan-
no, porque a destinataria reside nesta cidade.
Recife, 5 de Julho de 1886.
Lucinda Hegueira Goncalves Pereira.
r
VENDAS
Vende-se duas casas no povoado da Torre
tendo urna 2 salas, 4 quarlrs, cosinha fra, qoia-
tal grande e murado, e cacimba ; e outra com 3
salas, 2 quartos, cosinha fra, cacimba, com ter-
reno aroorinido e perto do rio : a tratar na ra
da Imperatriz n. 74.
Vaeca
Vende-se urna vaeca com cria femea
na ra Primeiro de Marco n. 18, loja.
a tratar
Boro emprego de ca-
pital
Vende-se o importante e bem conhecido e afre-
guezado estabelecircento da casa de banhos site
a ra do Bom Jess o. 17, pois d bastante mar-
gem em ganbar dmbeiro a quem comprar.
se
um cofre prova de fogo. prfeito
do Marquiz de Olinda n. 31 .
a tratar na i
Vaccina
inglesa e francesa, chegada pelo ultima vapor :
vende-se aa botica francesa de Bouquarrol frre
roa do Bom Jess n. 22.
Chufeo .'legante
Car-.,:!; IiiiJ.i t '.'. .arficipum s Exinas. f:l-
mili'.s .ni getl, que acaxaoi d< iieber pelo ulti-
mo /apir rauez um 'xpleiiilidn variadiasiin i
sortiiru nf" de i nai e capotas para
senhoras. n qu. ha (le inaia gislM n'sfe artigo ;
assim como tambes) uansompteto sortiunnto de
jorros e barretes para enancas, tambern o que ha
de mai mndern Esperamos que as Exmas. fa-
milias se dignarao vir visitar o nosso estabeleci-
mento, na ra do Baro da Victoria n 12.Tele-
phons n. 422.
Mudanza derscriptorio
Oadv.gal Principen (I li ; rtnpiita eos
soheitadort-a li g lia ti-! I", i an ; e Antonio
Machado 1-iias modram .- ii i-Keripi 'i para a
praga de IViii.. 2 (autr'uia ,. i ., d, Collegio) n.
81, 1- and:.i, oodvterao ene -tas 10 ho
rus 4s 3 da urde.
ara db sai^-o. pois de sal-s.
Oura positiva e radical de todas as formas da
escrfulas, Syphilis, Feridas Escrofulosas,
Affeceoes, Cutneas e as do Couro Cabel-
lado com perdado Cabello, e de todas as do-
eneas doSangue, Figado, e Kius. Garante-se
%ue purifica, enriquece e vitalisa o Sangue
e restaura e renova o systema iuteiro.
Sabao Curativo de Reuter
laboato
Vende se a adaria e o eatab leeimcoto de mo-
Ibado.j, bem afr< guezados, t: proinetlendo ainda
maior negocio faz-r com a ida das oficinas da
estrada de ferro de Caruar. pr ximo mesma
estacao, fica situado os estabelecimeut.s cima,
arrendando pe as casas pessoa que pr -tender :
a tratar em JaboatSo, confronte ao botel Globo.
Padaria
Vende-se urna padaria bem localisada e tambem
se admitte um socio entrando eom capital : a tra-
tar na travessa das Cruzes n. 16.
Boa aequsi(o
Vende-se o predio da ra Duque de Casias u.
39, reedificado ltimamente ; a tratar na rus
Primeiro de Marco n. 20.
Bom guarda
Vende se um grande e feroz cachor.o, proprio
para sitio cu estabclecimento, est acos amad*
em corrente ; tambem se vende urna cachara
muito nova e grande, propria para caca : para
ver e tratar, na rna do Fogo n. 20.
Jaboato
Vende-se ou hypotheca-se dous predios nova-
mente constru'dos de pedra e cal, na cidade de
Jaboato, com boas aecommodacoes par.i^f-tmilia
ambos c- m o quintal para o rio Jaboato, com
excellentes banheiros : a tratar na mesma cidade,
ra do Imprad-ir n. 9I ______________^___
Engenlios
Para o Banho, Toilette, Crian-
as e para a cura das molea-
uas da pelle de todas as especies
todos aa ps^riomam.
Deposito em Pernamboco casa di
Francisco Manoel da Silva A C.
Vende se d- us engenhos na comarca da Eses-
da, termo de GaaMUeira, distantes das eataeoee
Ribeir; eu Gmp"era uina e meia legoa ; um
quasi tod-i de varzea de massap, puder/do sare-
jar at 3 0 'f peo, movido agua, s-m a$ude,
moente e eorn nte, com igreja, casa de vi venda,
senzalla, estribara, destilaco, casa de taruma,
casa de engi-nho, com formas de ferro, casa de
bagaco,com quize casas de lelha para lavradope,
tudo em perfeito estado ; outro movido vapor,
podando safrejar at 1,5"0 pcs, com casa de vi-
venda, senzalla, destilaco, estribara, bea casa
d engenho, assim como ptimas casas para la-
vradrres : a tratar na ra Direita n. 1(16.
Cabriolet
Vende-se um ero perfeito estado e por
remmode: i tratar aa ra Duane de Casias n.
r
iuM
f


ti
?>
1
Diario de fernambocoTfcrpa-feira 6 de Jalho de S$6
Liquidado!!!!
& Roa Duque de Caito-M
Aleuns artigos 50 |. menos do seu valor
Falle. damasB, liada faaenda, a 400 rs. o Linons com salpicos a 560 e 700 re. o dito !'
Cachemiras coffl bolinhas de velludo a V00 rs.
0 dito j j ..
dem de 2 larguras, fingindo daojmf e Usas, to-
das as eore8,a 1Ij00 _^j n
dem pretas, e merinos (21gqffas) a 900, 100,
1*400 e 1*600! / ___
Alpacas de sedas finas a/360 e 400 re. o dito !
Popelinas com listras de seda a 280 e 320 o
dito! nnn
Setins Maco vexdadeiro, desde 810 rs. a 2000,o
que r* u'e melhor.
Goreurao pretc de seda, para (um ves.-", de-
canta) a 2*000 o covado para acabar.
Damasss de cores, seda superier, a 900 rs.
Velludilhos liso e de listrinhas a 1*000 e 1*600
Eseuio pardo para vestido a 560 rs. o dito !
Nansoks finsimos de cores a 320 rs. o dito 1
detones para chambres e cobertas, Bupenoree,
a 960 rs. o dito !
Damascos de la com 2 metros de largura, a
1*800 o dito! ___ M. ,
Mariposas de cores lindas a 260 rs. o dito !
Bramante de linho superior, 4 larguras, a 2*000
* dem 'do algodao, dem, dem a 1*500 o dito !
Atoaihado bridado, o melhor possivel, a 1#duu
' Brins de linho de cores (linho puro) a 1*200 o
Camisas francesas sem punhos e colarinhos a
40*000 a duzia !
Ceroulas de bramante bordadas a 12* e 18* a
dita ,. .
Goardanapos de linho a 3*000 a dita !
limas arrendadas para senhora a 8*000 a
dita '
dem cruas para homam a 3*500, 4*500 e 6*000
a dita !
Lencos brancos em lindas bolsinhae de setim a
3*000 a dito !
Enxovaes para casamento jepimle:
Lindas ennaldas e vus a 14*000 e 16*000!
Scola, de crochets a 10*000 e 12*000
Guaruieoes de dito (cadenas e sof) a *000 !
Espartilhos americanos, chiques, a 6*000 e
8*000!
Cortinas bordadas, novos gostos, a 7*000 e
10*000!
Vendas em grosso, descont da praca.
S9 toa Duque de Caxla* fc9
I.OJA DE
Carnciro da Cunha & C.
Engenho a venda
Yende se o engenhi Murlci, com safra ou sem
ella, situado na freguezia a Escada, distante da
respectiva estscao um quarto de legoa, podeudo
dar seis caminhes por da, moente e corrente,
tem duas casas grandes e duas pequeas para mo
rada, e outra para frinha com eua pertencas : a
tratar na ra do Imperador n. 65, 2- andar.
Liqi (lilCilO
f ende- se portoes de ferro, gradeamentos para
eima de muro, jardim e terraco, bandeiras de fer-
ro para portas exteriores e interiores, de todas as
qualidades, gallinheiro de ferro, carroca para
b;s e cavallos, carrinhoe de mo e rodas para
arrocas, por preco oommodo : no largo do Porte
a. 4, defronte do quartel das Cinco Pontos, offi-
eiaa de ferreiro.
Jelegramma de Pedro
Antunes Sf C.
Ra Duque de Caxias n. 13
Para accommodar os interesses da poca, os
proprietarios da muto couheeida loja Nova Es
pemnea n. 63 ra Duque de Caxiss, teem re-
solv io em pleno conselh de estado vender todas
as suas mercadorias por uenoi 20 0/0 do que em
oalquer outra parte.
Para as Exmas. leitoras se oonvencerem devem
se dirigir ao mes no estabelecimento ; e para
rientar um pouco, passatoos a demonstrar en
resumo os preces de alguraas mercadorias mais
sohecidas. .-a i.tm
Esparlhos fines para senhoras a 4*500,6*500,
Finas meias cruas dem a 7*500 e 8*500.
Bonitas caixas de madeira para costura a 2*560,
3*000 e 4*000.
Bicos bordados indianos, larfura de 18 e 20
entimetros a 4J500 e 5*500 pebas de 4 metros
Bonitas boleas e caixas para presentes de
eriancas a 200, rs., 300 e 500 rs.
As senhoras floristas :
Papel verde claro a 60 rs. a fclha, e dito car-
mim a 200 rs rs. ; barato !
Fita 4 Pompadour a 100 rs. o metro, largura
de 3 centmetros.
Leques de pape) a 300 rs., 400 e 800 rs.
E para nao abusar da pacifica e constante le
tora resumimos o presente, que s vista das
meninas provamos o que acabamos de expor.
Grande variedade em luvas de seda de cores e
dem em leques de seda, finas perfumarias,
punhos e ccllarinhos para senhoras, mmenw va-
liedade de calungas
Piano se apparelhos para bonecas.
Cutelarias fina, cpelas para Boiras e me-
Sedas e frocos, las e desenhos coloridos para
bordados.
Grande variedade em artigoe para presentes.
Meias finas para homens, senhoras e eriancas.
Bonita variedado en artigos de electroplate e
outros muitos para presentes.
Ao 63, ra Duque de Caxias
Pedro Antunes S Companba

/_________
roa Duque de Caxias, resolveu a vender
os seguintes artigo com 25 Ojq de me-
nos do que em outra qualquer .parte.
Las com boahas a 500 e .640 rs. o eovado.
Setins maco a 800 rs. o ovado.
Setinetaa lisas 4 400 rs. o dito.
Setinetas ascosseas a 440 w o dito.
Cambraia com salpicos a 6i rs. a-pee*.
Linn brauco a 500 rs. o covado.
Linhos escossezes de quadrinhoa e lisos a mu
rs. o dito.
Mariposas de cores a 240 rs. o dito.
Reno da China 4 240 rs. o dito.
Damasco de la com 160 ceatknetros ae. largura
a 1*800 o dito. ,
Bramante de linho com 9 palmos de largura a
1*800 o metro. maM .>.
Bramante trancado de algodao alS0Oe dito.
Bramante de urna largura a 20, dw, 4UU e
440 rs. o dito,
rim pardo a 300 e 360 rs. o covado.
Brim prateado de Hnho a 600 rs. o dito.
Crochets para cadeira a 1* e 1*600 um.
Ditos para sof4 a 3* e 2*500 um.
Colchas de fustAo bronco a 1*800 urna.
Fichas de l a 1*, 2*, 2*500, 3* e 4* um.
Espartilhoe de coraca a 4*, 5*, 6* e 7*500 um.
C misas de linho bordadas a 30*000 a duaia.
v, : > finas a 240, 280, 320 e 360 r*. o covado.
Sintcs para senhora, noridade, a 1*500 e 1*800
""l-ucs brancos finos a 1*800 e 2*000 a dusia.
Cobertores de la a 2*, 4*500, 6J500 e 8* um.
Cambraa preta para forro a 1*200 a Pe?a.
Meias para homens e senhoras a 3$, 4f, 5* e
6*00adusia. ,..
Madapolao gema e pelle de uvo a b*500 a peca.
Cambraa branca a 2* a peca.
Crinolina branca e preta a 2*800 a peca.
Toalhas felpudas a 4*000 a dusia.
Toalhas alcochoadas a 12* a diuia.
Cobertas de ganga a 2*800 e 2*900 urna.
Lencoes de bramante a 1*800 um.
Para a E*ma*. ndivs\a
Setim maso a 1*200, 1*400, 1*800 e 2*000 o
covado.
Popelina de seda a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 e 500 rs. o dito.
Capellas e veos finos a 10* e 14*. ..
Colchae bordadae a 5*000, 7*000, 8* e 10*000
urna.
Cortinados boraV doe a 6*500 o par.
Pinito de Riga
3/e3/l
Vendem Fonseca Irmaos t C, a preco mdico
Carteira
Vende-se barato urna carteira contendo na peca
de baixo dous armarinhos e $rs gavetas, e na
peca de cima 17 compartimentos que se fechau
com urna sp chave : a ver e tratar no largo de S.
Pedro n. 4, loja.________
WHISKY
*OYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escesso preferm
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica'
o corpo.
Vende-se a retalho nos tu iberes armazent
uolhados.
Pede ROY AL BLEND marca VIADO yo w<
me e emblema sao registrados para todo o Brasi
BROWN3 t C, agentes
Allencilo
SEMPRE NOVIDAIIES
Fazeadas finas e modas
2 A--Rua do Cabug-2 B
J.
Pelo ultimo vapor recebemos de PARS :
Cortos de vestidos diaphancs, alta novidade.
Vestidos da cachemira, especialidad.
Ditos de toile d'Alsace, grande moda.
Cachemira broch, tecido ruOdernissimo.
Orlatienne^ fazenda nova e padrees lindissimos.
Venitienne, combinacao .do fazonda lisa e lavrada de muito gosto.
Zephyr quadrile, novidade.
Cachemiras de todas as cores com enfeites de Guipoare.
Plumetie, branco e de cSres com lindos bordados.
Toile d'Alsace, variado-sortimento.
Etaroiae.de cores, desecho aovissimo.
Satn double, tecido de algodao e moderoissimo.
Orase de algodao, em Codas as cores, propri para bailes e theatros.
Leques iaphanos.
Ditos de setim.
Ditos de madreperola.
Guipoure de seda.
Bicos do seda diaphano, revolucSo da grande moda para eneitar vestidos
de sedas.
Chapeos de seda arreodados, novidade.
Sedas e setins, branco, preto e de cores.
Colchas de damasco de. seda.
Ditas de crochet e Qajpoure.
ESPECIALIDADES
Dolmans de seda e cachemira com enteites de passemanterie c. vidrhos,
guamigao de renda e franja.
Jersey de la com enfeites de pelucia e bordados, escomidos sortimentos''d'eBtes
casacos de malha, que vendemos do 8(J000 a 15)5000.
Fornecem-se as amostras de todos os artigos.
(Telephme n. 559)________________
DE
Climas fca Siba
GHEGOU
at^nal o pinho de Riga; de primeira qualidade, em pranchSo de 3X9, 4X9 e
3X12 de iy at 70,palmos de comprimento, barrotes, taboas de forro e assoa-
lho, ripas e caibros para cobertas, chalets, estacSss de vias terreas, e para suli-
pas; garante-se n3o ser; este pinho atacado pelo cupim, em virtude de ser elle o
,verdadeiro pinho de Riga," nico que n'este clima resiste ao tal bichinho. Ret
Aos i.ooo:ooo$ooo
200:000000
100:000$000
LOTERA
Iha se barato e em porpfo haver reduccoes de piego.
ate^-----------------------------
(<
as
ANTONIO JOS DE AZEVEDO
13-BA DO BABO DA ICTIA (ATOA BOA NO?A)-13
N'este estabelecimento encontrase nao s um completo sortimento de INSTRU-
MENTOS para banda e orchestra, mas at urna enorme quantidade de MSICAS
para piauo, ARTES, SOLFEJOS, METHODOS e ESTUDOS para todos os iustra-
mentos e todas forcas. Acaba de receber mmensas novidades e entre ellas
soguiates:
DONZELLA THEODORA, por Abdoa Milanez.
O BILQNTRA, pelo commendador Gomes Cardim.
RECORDAgES D'AMOR, walsa, por L. Bello
LEMBRAN^AS D'ELISA, C. Gama
FOLIA, polka, por C. Ciarlini
NOSSA SENHORA DA BONANQA, dobrado celebre
Continuara a venda os afamados dobrados: Amor o Sympanthia, Quinze Das
de Viagem. Apulchro de Castro e a walsa DOLORES.
1,5000
10000
IdOOO
:,5000
PERNAMBTCO
e
Grande e bem montada oflicina DE
GRANDE
Expsito central roa larga do
Rosario n.^8
Damia Lima & C, nao podendo acabar com t>
trande quantidade de mercadorias, resolvern)
anda orna vea convidar as Exmas. famibas e o
respeitavel publico em geral, que com cortesa nin-
raem perder sen teospo, fazendo dma visita i
EapoMlc&o Central
Peca ae bordados a 200, 400. 500 e 600 rs.
Punhss e colarinhos bordados para senhora
2|000.
Ditos ditos lisos, 1J500
Ditos para homem, 14*00.
Um plastrn de 2*000 por 1*500.
Inveaiv- is grandes por 320 rs.
Lacos para senhora por 1*500.
Macos de la para bardar, 2*800 e 3*
Luvms f bedn arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditos de fio de Escossia, 1*0C0.
Broches para senhora (modernos) 1*600.
Um p-r de meias para senhora (fie de
600 rs.
Dito dem liso, 400 e 600 rs.
Dito 'dem (fio de sed..), 1J200.
Dusixs de baleia- a 360 rs.
Carr-teis de J(K) jardas a 80 rs.
Metros He viqninhas a 160 e 120 rs.
Um par de froohas de laby-rintho, 1*500.
Jac>>a ' Metr. le plisss a 4 Lindos p8'rinhos de seda para chapeos de
wnftw., '^ 5 0 rs 1*000.
Um penre com inscripcao para senhora, 1*.
Um leque de 16* per 9*.
Brinqu-d..s para eriancas, leques de papel, fi-
nos, bi.-o. oe linhs, quadros para retratos, lencos
part.lhos, bicos, galVs, firanj
65501
12*008
800
1*800
500
1*600
800
1*2
2J80C
15800
400
200
seda
outrss muitos oajectos de phantaa
I Jo mpetencia : na larga d Rosario n. 38.
Veude-se urna importante taverna no largo das
Salinas de Santo Amaro, propria para qualquer
principiante, fax frente para a liona frrea de
Limoeiro : a tratar namesma.
Fazendas brancas
SO' AO NUMERO
4o ra da Imperatrlz = -te
Loja dot barataros
Alberto s C, a ra da Imperatris n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estas facendas
abaixo mencionadas, sem competencia de precos,
A SABER:
AlgodaoPecas de lgod&osinho com 20
jardas, pelo' borato preco de 3*800,
4f, 4*500, 4* '. 55, 5*500 e
MadapolSoPecas de madapolao com 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
Ditas brancu e cruas, de 1* at
Creguella francesa, fazenda muito encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
eeronlas, vara 400 rs. e
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 e
Colletiuhos r a mesma
Bramante francs de algodao, .auito en-
corpada, com 10 palmos de largura,
asnero
Dito de linho ingle, de 4 larguras, me-
tro a 2*600 e
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones e chitas, claras e escoras, pa-
drees delicados, d 240 rs. at
Baptista, o que ha de mais delicado no
mercado, rs.
Todas estas fazendas baratissimss, na conhecida
loja de Alheiro C, esqaini. do beeco
dos Ferreiros
\lgodo entestado pa-
ra Ico?oes
A 90o r*. e tSooo o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
'odao para lencoes de um s panno, com 9 pal-
s de larpuraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
DO o metro, assim com dito trancado para
ma'has de mesa, com 9 palmos ae largura a 1*200
ti otro. Isto na loja de Alheiro & C, esquina
do ecco dos Ferreiro.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*600, 1*800 e 2* o eovado
A heiro & C, ra da Imperatris n. 40, ven
dem muito bons merinos pretos pelo preco acim
dito. E' pechincha : na foja da esquina do bee-
co d( b Ferreiros.
spartlllios
Na loja da roa da Imperatris n. 40 vende-se
muto bons espartilhos para senhoras, pelo preco
de 5*000, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquina
de beeco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* covado
Alheiro & C, ra da Imperatris n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ln8"?"
zas, de duas Lrguras, com o> padroes mais deu-
cados para costume, e vendem pelo barato preco
de 2*800 e 3| o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar faaer costumes de casemira a
0, sendo de paletot sacco, e 35* de fraquej
grande pechncha : na loja dos barateiros
Vista-
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o covado
Os barateiros da Boa-Visto vendem urna grande
porcao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de W0
rs o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do beeco dos Ferreiros.
Bordado a IOO r a P A roa da Imperatria n. 40, vende-se pecas de
bordado, dons metros cada peca, pelo barato pre-
co de 100 rs., ou em cartio eom 50 pecas, sona-
das, por 55, aproveitem a peehineha ; na loja da
esquina do beeco dos Ferreiros.______________
Aproveitem a pechincha
Vende-se eom grande prejuzo, por mcommodo
de sade, urna nova e boa armacao de amarello,
torrada de cedro, ainda nao estreada, propria para
inalqoer negocie, menos molhados, na roa do
iaogel, em bom aru azes navo, claro e *"***>>
com agua, gas, apparelho, tonque para banfao a
pequeo quintal ; informa-ee na da roa Fraian.
51, 2- andar.
DE 3 SOttTEIOS
Em fax r dos ingenuos da Colonia Orphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extracto: no Oa 8 Jnllw tts 1886.
0 thesoureiro, Francisco Gonf alvesTorres
PEDROZA k C.
N. 41Ra do Baro da VictoriaN. 41
i __________________
Neste bem conhecido estabelecimento., se encontrar um lindo variado sor-
timento de pannos, casemiras, brins, camisas, punhos, collarinhos, meias, gravatas,
tudo importado das melhores fabricas de Paris, Londres e Allemanha; e para be
servireni aos seus amigos e freguezes, os proprietarios deste grande estabelecimento
jm na direccSo dos trabalhos da officina habis artistas, e que ne curto espago de 24
horas, preparara um terde roupa de qualquer fazenda.
Ra do Baro da Victoria n. 41
(PREgOS SEM COMPETENCIA)
GRANDE LOTERA
4.000:00
A MAIS IMPORTANTE DE TODAS B A VID AS NO
K IB A 2E ^
EXTRACgO A' 8 DE JULHO
DATA MARGABA NOS BESPEGWOS BILHETES
. Esta loieria est a cargo do Ihesoureiro das loteras da corle
k EXTKACvAO EITA NOMO E JANEIRO
1
1
2
2
1
3
11
de.
.
PREMIOS MAIORES
l,ooo:ooo^ooo
2oo:ooo^iooo
loo:ooo|ooo
5o:ooo^ooo
4o:ooo$ooo
2o:ooo|ooo
lo:ooo|ooo
Alm de umitas sortcs de 5oo$ooo9 2oo|ooo, loo$.oo 4o|ooo e 2o^ooo.
24 de.
50 .
80 s
2 approximafoes de.
2 .
4 < .
4
5:ooo^ooo
2:ooo$ooo
l:ooojooe
15:ooo|loo
6:000^000
4:ooo^ooo
2:oo$ooo
daBo*
com Tidnlhos, j,n^e| em ^ %tl
* por preco
Esta lotera de tres sorteios. Um bilhete joga em
lles e est habilitado a tirar mais de um premio.
Esta loieria em favor dos ingenuos da Colonia Isabel da provincia de Pernambuco
BILHETES A VENDA
todos
m
R
11
A DA FORTUNA
6Ra Larga do Rosario30
Bernardino Alheiro.

OSIaD
wm^^K&
i^MBB^^*1"


Biario de PcrnambncoTer^a-feira de ialho de 1886
v
4SSEMBLEA GEItVL
CMARA DOS DEPlTADOS
SSS80 EM 15 DE JUNHO DE 1886
PBKSIDEHCIA DO SE. ANDRA0E IQUEIBA
[ContntutqO)
Sr. presidente, V. Exc. comprehende
que esta questao de reforma da instruego
publica 6 urna questao vastissiroa, urna
questao qua nao caberla nos limites de um
* discurso, tanto mais qaanto eu a julgo
opportuoa.
Entretanto, por deferencia ao honrado
depuUdo e Cmara, de que to digna-
mente faz parte, eu historiare! os factos
para demonstrar a S. Exc. que, ainda que
eu quizesse dizer hoje quaes sao as minhas
ideas sobra esta reforma, nao poderia fa-
zet-o.
Sr. presidente, V. Exc. sabe que as re-
formas feitas no ensino publico pelos de-
cretos de 19 da Abril de 1879 e 17 de Ja-
neiro de 1884 deram es peiores resultados.
Os seus Ilustres autores me perdoem, mas
pormittam que eu cumpra o dever de dizer
Oaraara dos Srs. Deputados a verdade.
Se 03 autores deseas reformas tivessem co-
gitado dos resultados que dellasjttoveriam,
era impossivel, Sr. presidente, que.as em-
prehendessem ; nao ajs emprehendiam com
toda a certeza.
O Sr. Costa Pereira : Apoiado : un
horror.
O Sr. Baro do .Mamor (ministro do
imperio)':-' Senhores, nos chegmos ao es-
tado de matricularem-se as taculdades, co-
ibo provam documentos, estudates que
tem terem cursado nenhum preparatorio
alcangaram approvag5ee de dea. (Apoia-
dos.)
Deu-se mais o seguinte : houve quem
c menos de dez mezes se formasae em di-
reito ua faculdade de Pernambuco. (Apoia-
do*.)
O Sr. Costa Pereira : E' um escn-
dalo t
O Sr. Bario de Mamor (ministro do
ivperio) :De modo que a Faculdade de
Direito de S. Paulo, inspirando-sa no sed
patriotismo e no interesse que tinha pela
Btrucglo da mocidade, dirigi ao governo
urna representaglo, que o corpo de delic-
to mais completo de semelhantes reformas.
(Apoiados.)
E pergunto eu : quem com mais autori-
dade poda dar urna palavra decisiva so-
bre este assumpto do que as nossas fa-
caldades de direito? (Apoiados.)
O digno director da .Faculdade de Di-
reito de Pernambuco mandou j, nao offi-
cios, mas at telegrammas pedindomo que
acudisse aquella faculdade, que os escn-
dalos que se estavam all prcticando eram
de tal natureza que nao se responaabilisava
pelos effeitos perniciosos e sem remedio que
depois haviam de appareccr.
O Sr. Costa Pereira : E tinha toda a
razio.
O Sr. Baro de Mamor (ministro do
imperio) :De modo que vi-me na neces-
sidade de suspender, por telegrammas tam-
bera, artigos da reformado 17 de Janeiro.
Tal era a insistencia do director da facul-
dade, que alias nao suspeito, a Cmara
O conhece, liberal dstineto, que acabava
de ser delegado de um gabinete liberal na
provincia do Para, que dizia que a reforma,
que alias tinha sido obra do seu proprio
partido, estava produzindo effeitos contra
os quaes S. Exc. se pronunciara.
Hei de, opportunamente, 1er Cmara
os telegrammas e officios que reeebi do di
rector da Faculdade de Direito do Recife
e entilo convidarei aos nobres deputados a
me dizerem sinceramente se, collocados na
Sosiego em que eu me achava, procederiam
e modo differente do que proced.
O Sr. Duarte de Azevedo :Apoiado.
Alero de que o Sr. Meira j dizia qua o
decreto era igual.
O Sr. Bato de Mamor (ministro do
.imperio) :-testas circumstancias o gover-
no entended" que devia ser um dos seus pri-
meiros cuidados dar remedio a isso ; por-
que, como bem disse o honrado deputado
pelo Cear, eu, como ministro do imperio
nao devia s cuidar do saneamento da ci-
dade do Bio de Janeiro, mas tambera
em primeiro lugar, do saneamento do espi-
rito (apoiados); pois nao ha espirito doen-
te que possa permanecer n'uma snciedade
culta.
O governo entendeu, e entendeu bem,
que deva ser um dos primeiros cuidados
tratar da reforma do ensino, mas preciso
que se trate deste gravissimo assumpto com
toda a reflexao, depois de estar o governo
senbor de todas as informacoes e dos pare-
ceres dos competentes ; porque, quando a
gravidada do assumpto nao inspirasse este
-entimento ao governo, bastava o exempl
que elle acabava de presenciar.
Djanto de perniciosos eflvitis dos decre-
tos de 19 de Abril de 1879 e de 17 de
Janeiro de 1884 deveria o governo proce-
der precipitadamente em relago a essas
raesmus reformas ? Nao, certamente, mas
reflejar maduramente sobre o assumpto,
at ter qasi certeza do bom resultado das
novas medidas.
Eis o que fez o governo. Comecou por
Ofido devia comegar : ouvio as fatuidades
de direito do Recife e de S. Paulo e orde-
nou-lhes que mandassem projactos de es-
tatutos. Estas faculdades forara solicitas
na cumprimento desia ordem. Quer a de
S. Paulo, quer a do Recife mandaram seus
estatutos dentro do prazo do avizo, 30 de
Margo de 1886.
Eutindi que divergindo o projecto de
estatutos da Faculdade de S. Paulo da do
Recife deveria commetter estes dous tra-
balhos a urna s eaboca para que refund in-
do-o apresentasse ao governe um traba-
lho que pudesse servir de base a qualquer
delibera cao.
Ess importante trabalho est comme-
ttido ao distincto Sr. Viseando do Bom-
Retiro, cuja competencia neste assumpto
creio quo os nobres deputados nao ne-
garlo (apoiados), e que alm de tudo mais
um cocs ;Iheiro de Estado. Logo que esse
trabalho; cuja exucugo tem sido demora
da por um motivo que nos muito doloro-
so, qual o do estado de molestia do Ilus-
tre visconde, o governo formular as suas
bases e as submetter ao parlamento.
Nessa oocasio os nobres deputados tr-
ra ho nesta cadeira, se entilo ainda for
BHtHstro do imperio, para sustentar com as
asbhas forjas a reforma.
Sou inimigo de retaliares ; entretanto
podem
ser
ha certas proposicoes que nao
consideradas como retaliacao.
Coucluirei esta parte das minhas obier-
vacBes por dizer ao nobre deputado que
infeliz seria o partido liberal se nao tiveese
de dotar o paiz com outras reformas alm
destas duas, a de 19 de Abril e 17 de Ja-
neiro.
Prestar o s?u apoio ao governo ae as
reformas forem consentaneas com as ideas
liberaos, disse o nobre deputodo pelo Cea-
r. NSo posao dosde j diaer ao nobre de-
putado se as reformas que vamos iniciar
satisfaro ao partido libera. Se, porera, o
governo actual tiver a fortuna de as orga-
nisar de modo a captar as coas gragas do
partido liberal, fique o nobre deputado
corto de que com isso muito migaremos
O nobre deputado pelas Alagoas o Sr.
Lourenco de Albuquerque, perguntou cora
que autorisago se despendern) os 14:000)$
da rubrica 32 do orgamento.
Sr. presidente, o honrado deputado la-
bora em equivoco, do contrario nao faria
essa pergunta ao ministro do imperio.
Eu nao despend com semolhante rubri-
ca os 14:000,$ a que S. Exc. allude. Essa
quantia foi pedida pelo director da Acade-
mia de Bellas-Artes para effectuar a com-
pra de 12 quadros que o pintor Pedro
Amerco offereceu ao governo e para paga-
mento ao pintor Vctor Mairelles pela tela
do combate do Riachuelo.
A cmara sabe quo o bello quadro do
Riachuelo, pintado por Vctor Meirelles,
tendo ido para a exposigo do Philadolphia
ao voltar estragou se do tal maneira que
ficou inutilsado. Esse pintor propoz-se a
restaurar o quadro, on antes a pintal-o do
novo.
Eu apoiei a ida do director da Acade-
mia de Bellas Artes, sujeitando-a a apro
ciaelo do parlamento, como um dos meus
antecessores tinha feito, a respeito de des-
peza maior, 15:000$, para a compra do
mesmo quadro.
Se a cmara entender que desnecessa-
ria essa despeza, o remedio est as suas
mios, nSo votar. O que eu quero nica-
mente mostrar que o hrarado deputado
labora em equivoco, suppondo que os
14:000f$ era despeza feita, quando nae
passa de um simples pedido, que a Ilustre
commisso aceitou.
O honrado deputado perguntou ainda o
que havia sobre a dotagp de S. A. o Sr.
Duque de Saxe, o positivamente o que
pretenda o governo fazer em Agosto,
quando termioasse a lcenga de S. Alteza.
Sr. presidente, esta questao da dotagao
do principe Duque de Saxe nao pode de
maneira alguma ser estranh.) ao nobre de-
putado e a esta cmara. Ainda o anno
passado um dos meus antecessores, o Sr.
Meira de Vasconcellos, tratando desta
questao, declarou que o governo, ou antes
o gabinete de que fazia parte o honrado
deputado por Minas, nao tinha verificado a
entrega do dote por causa do estado do
cambio, pois que se essa entrega fosse feita
pelo cambio do da e as condig3es do
contrato o thesouro teria um projuizo nao
menor de 50 0.
O gabinete actual encontrou a questao
neste p e pretende resolvel-a com brevi-
dade. Mas, Sr. presidente, o que eu acabo
de dizer poder nao satisfazer ao nobre
deputado porque S. Exc. insisti em urna
pergunta. S. Exc. fez at a leitura de um
discurso proferido por V. Exc. nesta cama
ra ; fallou ae monarchistas a republicanos ;
poz bem patente o meu monarchismo, com
o qual muito me honro, as insisti nesta
pergunta: o que pretende o gabinete fazer
finda a licenca de S. Alteza ?
Pretende dar nova licenca, como fizoram
os ministerios liberaes, ou negal-a? Decla-
ro camt>ra que o governo proceder de
modo a nao prorogar mais essa licenga.
O governo est estudando o meio prati-
co da fazer com que o art. 9o do contrato
tenha inteira execugo.
O Sr. Candido da Oliveira d um aparte.
O Sr. Bario de Mamor (ministro do
imperio) :A licenca a S, Alteza, tem sido
at aqui continuamente renovada, nao o
ser mais
Creio que o honrado deputado fica satis-
fi'ito com esta resposta.
Sr. presidente chegmos agora a outra
questao igual a do ensino, a da sade pu-
blica.
Como Cmara dos Senhores Depu-
tados sabe este servijo muito me tem
preocupado e esta preocuposlo tem sido o
thema da imprensa e da Cmara, nao sei
se irnicamente.
O Sr. Candido de Oliveira: E' a parte
mais extensa do seu relatorio.
O Sr. Ministro do Imperio: Mas o que
certo que me tenho oceupado d'ella se-
riamente, nlo de agora como ministro mas
da ha muito como senador; por isso p'CO
aos nobres deputados que nao se impacien-
tem, hei de tratar desta questao como ella
merece ser tratada.
Repito o que disse com referencia ao en-
sino : Esta questao nao me assusta, estou
prompto a fazer quantos discursos os no-
bres deputados quizerem, o Ihes hei de
mostrar que a tenho estucado.
Fallou S. Exc. primeramente em-aug-
mento da despeza quo trouxe o regulameu-
to de 3 de Fevereiro. A Cmara sabe que
o anno passado ao encerrarse a sessa,
n'um dos artigos da prorogativa do orca-
mento, foi inserida urna autorisaco am-
pia. ..
O Sr. Candido de Oliveira: E ver-
dad e.
-O Sr. Ministro do Imperio:...para
o governo fazer essa reforma, sem aug-
menta da despeza que entilo se fazia.
Asseguro Cmara que a reforma fez-se,'
nao s dentro da somma fizada no ora-
mento, mas at deixando um saldo de
10:000)$. Nao trouxe os papis necessa-
rios para dar esta demonstracao, porque
entend que nao era occasio de fazel-o, visto
como o honrado deputado aepenas pergun-
tou pela despeza feita com a reforma.
O Sr. Candido de Oliveira: Somonte
com urna diffenja: destinou para o pessoal
o que era para o material
O Sr. Baro do Mamor (ministro do
Imperio) : Opportunamente hei de de-
monstrar esta these.
Mas acudo ao aparte do honrado depu
tado por Minas. Diz S. Exc. : Desti-
nou para o pessoal aquillo que era para o
material. Est, permita -que lha diga,
perfeitamente engaado.
O que havia no orcamento, Sr. presi-
dente, era o seguinte: melhoramentj do
estado sanitario, 200:000;$. Quer o honrado
deputado saber com que se gastavam jesses
200:000,$ ? Justamente com o pessoal, e
como a Cmara omprehendo gastava-se
de maneira muito irregular, porque, desde
quoj ornamento destinava 200:000|5 para
serem despendidos com melboramentos sa-
nitarios da cidada -do Rio de Janeiro, e o
governo erapregava esta somma em venc
raentos de funceionarios commettia um
abuso. Com essa verba de melhoramentos
sanitarios que se pgava o pessoal das
commissoes vaceinico-sanitarias, o outras ;
de modo que com melhoramento sanitarios
da cidade do Rio de Janeiro nao se gastava
eousa alguma, ou tilo pouco que nao mere-
ce a pena mencionar.
J v o honrado deputado qus a reforma
teve mais esse merecimento, ist regu-
larisou esse servico, e applicou a verba ao
que ella era destinada pelo orcamento.
Perguntar me-ha o honrado deputado;
mas entilo com que dinheiro des fazer a
despeza dos melhoramentos sanitarios de
que carecen a cidade do Rio de Janeiros
e todas as outras do Imperio ? Respondo
que propositalmente nao aprnsentei no or-
camento do Ministerio do Imperio verba
para esse servico, porquanto pretendo vir
opportnnamente ao parlamento pedir um
crdito, *e acredito que se ja suffi cente para
occorrer a essa necessidade.
O Sr. Caadido do Ohveira : Est no
relatorio.
O Sr. Baro d Mamor (ministro de
Imperio): N'esta occasio pretendo per-
guntar ao parlamento : queris tirar-nos
desto estado desgranado lamentavel, era
que nos acharaos com relaco a todo o res
to do mundo, isto queris arredar de
nos este conceito do paiz empestado e in-
habitavel que at hoje formam de nos,
queris, por outra, sanificar a cidade do
Rio de Raneiro? Se o parlamento disser
sira, deve approvar o crdito que eu lhe
pedir : se dissernao, tollitur questio, neste
caso essa grande respoueabilidade cahir
sobre os representantes da naco e nao so-
bre o governo.
O Sr. Candido de Oliveira : Cahir
sobre o governo. (Nao apoiados.)
O Sr. Baro de Mamor (ministro do
imperio): Desde que o governo nao tiver
meios de facer passar o crdito, como a
responsabilidad^ pode ser delle ?
Sr. Candido de Oliveira: Nesse
case retrese.
O Sr. Baro de Mamor (ministro do
imperio): Mas, senhores, nao antecipa-
mos, esta questao tem seu tempo, ha de
vir.
A Cmara v qua estas ultimas observa-
A agglomeracjlo de organismos, ainda
que saos, em um eapaco relativameute
restricto, vicia o ar de um modo especial,
espalhando elle aquillo quo eu j deno-
minei miasma zoohemico-^a o que
vulgarmente se chamamiasma por agglo-
meraclo, producto complexo, provavelmen
te de natureza vaporosa, formado por va-
rias exhalacSes ou secrecSes que se des-
prenden) dos corpos animados.
Se os organismos saos podem produzir
um miasma nocivo, por maioria de razo
osorganismos doeotes.. Por isso que
a athnwipkera dos hospitas produz a insa-
lubridade que a experiencia reconhece e
quo faz com qua, apezar dos recursos m-
dicos mais intelligentes e assiduos, apezar
de urna organisaco methodica de soccor-
ros, da submisso mais completa dos doen-
tes, nunca se chega a obter em taes meios,
to bam disposto apparentementa para o
tratameato dos doeotes. os feiizes resulta
dos .que se encontrara om eondic3es me-
nos favoraveis sob varios respeitos, mas
que tem na falta de agglomeraco urna
compensajo efficaz.
Trata aqui s do miasma por agglomera-
co, que tanto se encontra em um hospital
como em um quartel, miasma que se des-
preade do corpo dos doeotes, qualquer
que seja a molestia de quo se achem ac-
commettidos e nao dos germens especficos
produzidos por urna molestia particular, os
quaes espalhados no ar, iro transmittil-a
successivamente.
As cidades sao e ico dos miasmas, por
agglomeraco, como tambem o sao os quar-
teis, os kospitaee, os navios, as prisoes;
coratudo nao preciso que elle se cont
nha no permetro de urna cidade ou de um
estabelccimento em que haja muita gente
para que o dito miasma se elabore e pro-
duza seus effeitos mrbidos ; o assim que
as grandes correntes hu-nanas, que as
guerras, por exemplo, poeto nm mov men-
t e assim tambem as omigracoas, levara
comsigo miasma.
Ora, Sr. presidente, fiado as theorias,
nao s deste hygienista, como de outros
que o
y3es que eu fiz foram provadas pelo aparte
do honrado deputado por Minas; seno,
teria tocado nellas.
Mas, voltando ao orador precedente dis-
se, S. Exc.: A execuco do regula-
mento causju grande vexame populaco
durante o vsro, sobretudo s casas de
sade. t
Sr. presidente, quando promulguei o de-
creto de 3 de Fevereiro, antevi que gran-
des reclamajSes se levantaran) contra elle,
porque a Cmara sabe que a legislaco que
regula o servico sanitario, em todas as
partes do mundo e sobretudo as nacS^s
mais cultas, urna legislaco que levanta
sempre grandes reclamagSes, porquanto
preciso que o interesse geral, que o inte-
resse publico se anteponha ao interesse
privado, isto que aquellos individuos,
que por ventura entendara nao dever
guardar as regras proscriptas pela scieucia
hygienica, sujeiteni-se s prescriptcSes ge-
raes em bem da communho Eu pravia
isto, mas declaro Cmara que nao poda
prever qua a execugo do regulamento le-
v&utasse como tem levantado, to poucas
reclamacSes por parte da populaco.
A populaco tem recebido a execugo
do regulamento com os bracos abertos.
Nao ha, senhores, um artigo ni imprensa
da corte (volto imprensa) que reclamasse
contra qualquer disposico desso regula-
mento, e ha amitos que o applaudiram,
que disseram e confessaram que tinha
sido um grande servico quo o actul minis-
terio tinha prestado ao paiz a promulgaco
do mesmo regulamento. (Apoiados.)
O honrado deputado, embora ausente da
corte (nao sei se estere) kavia de 1er os
artigos que se publicaram.
E, senhores, nao tudo. A imprensa
estrangeira veio em auxilio da imprenaa
nacional. Eu nao trouxe artigos da Unida
Medica, de Pariz, nao trouxe artigos do
Rio da Prata a esto respaito para lel-o per-
ante a Cmara dos Senhores Deputados,
porque osses artigos contm elogios imme-
recidos minha pessoa (nao apoiados), o
eu sou muito inimigo de 1er elogios feitos
a mira, mas o que exacto que no fundo
esses artigos reconhecem quo o governo ti-
nha prestado um grande servico ao paiz
com semelhanta reforma.
Um Sr. Deputado-.Isso urna reali-
dad^.
O Sr. Baro de Mamor (ministro do
iraperic) :Mas, Sr. presidente, disseo
honrado deputado por Alagoas que nao
coraprehondia como era que o governo
ne prohibindo que os doentes de febre
amar ella se tratassem em suas proprias
casas, prohiba qua se tratassem as casas
de saude.
Senhores, eu nao quero responder ao
honrado deputado, quero que lhe respon-
da um dos mais distinctos hygienistas quo
ezstem na Europa, um dos mais pacien-
tes clnicos que tem estudado este assum-
pto e que tem escript) nada menos de 5
ou 6 obras sobre os differentes ramos da
bygiene ; este que ha da responder ao
nobre deputado. Portanto, pajo licenga
cmara para 1er o seguinte tpico de urna
obra do Sr. Fonssagrives que tem por ti-
tuloSaneamento das Cidades, p*g.
432. (Le):
c Toda a importancia que os hygienis-,
tas ligarem a este elemento de sulubndade
ser pouca ; o elle se encontra em todas
as cidades, sendo por assim dizer a chave
da pathologia propria a esse meio. Se J.
J. Rousseau deixou-sa levar por urna exa-
gerajo evidente dizeudo qao o hlito do
hornero, moral para o proprio hornera e
que as cidades sao o sorvedouro da espe-
peeie humanase elle servio-sa destas ex-
SressSes para glorificar, custa das cida-
es, o estado de disseminacao primitiva ;
nao menos verdade qua o ajuntamento
em que vivemos as cidades faz nos pa-
gar com pangos as vantagens respectivas;
mas uestes perigos pode mol-os conjurar
quaado quizermos, isto quaudo lhee op-
puzarmos todos os reoursoa'de urna boa
hygiene.
que sstentam a raes roa opinio,
regulamento de 3 de Fevereiro dispoz, e a
meu ver, com muita sabedoria, que fosse
prohibido o tratamento de doentes de febra
amarella as casas de saude. Isto : que
se accumulassem n'uma s casa, como diz
esta hygienista, tantos elementos do insa-
1 lubridade para urna cidade.
Depois, sabem os honrados deputados
que em urna casa de saude nunca os doen-
tes tem o mesmo tratamento que em urna
casa de familia, onde o asseio e a boa or-
dem podem ser mantidos com muito maior
regularidade.
Baseado nestas theorias da sciencia hy-
gienica, que prohibe accumulac5es de ele-
mentos mrbidos, como sao as casas de
saude e hospitas, nao poda o regulamen-
to deixar de prohibir o tratamento da fe-
bre amarella nosses estabelecimentos ; as
raesmas razSes nao mil.tavam contra as
casas de familia para que a ellas se ezteo-
desso igual prohibilo.
Eis a razo da differenga notada pelo
honrado deputado.
Senhores, nestas questSes de hygiene
cumpre nos seguir a opinio diquellea que
mais se tena aecupado do assumpto, o es-
pecialistas europeus que se nao cansara de
estudal-as como eu tenho feito, ou ento
seguir a sentenca de Piinio, o mojo Soli
certi nih esse certum.
Cada medico tem a sua opinio a res-
peito da ethiologia da febre amarella. Nao
ha duas opiniSes concordes ; uns susten-
tara que ella contagiosa, outros dizem
que nao, que ap as infecciosa.
Mas, seja contagiosa ou infecciosa o que
verdade que as theorias destes hygie-
nistas prooeiein do mesmo modo, porque
ninguem dir que um grande accumulo de
pessoas dentro de urna casa de saude ou
de um hospital, quer a febre amarella seja
infecciosa, quer saja contagiosa, possa dei-
xar de produzir males que uo produz um
doento n'uma casa particular.
Eis aqui, portanto, explicada a distin-
ceo que tanto incomraodou o nobre depu-
tado pelas Alagoas.
Falla-so em febre amarella; mas pre-
ciso coavir que esta nobre cidade nao s
victima da febre amarella. Embora o no-
bre deputado pelas Alagoas nao creia as
estatisticas, eu pelo menos acrodito nellas
desde que tenho a certeza de quo sao fei-
tas com alguma regularidade.
Falla-se em febre amarella, mas esta ci-
dade, durante a estaco calmosa, victima
nao s dessa febre que ordinariamente se
limita aos estrangeiros e nos recam ebega-
dos, maa.de outras tanto ou mais graves,
e'que se reproduzem em maior numero.
Aqui est a estatistica do anno de 1885,
que nos diz o seguinte .- morreram de fe-
bre amar Ha 374 e de febre perniciosa
562, de lesSes do cora$Io 1,332 e de tu
barculos pulmonares 1,754. A febra ama-
rella liroita-se aos tres mezes do vero, e
a perniciosa flagella esta populaco duran-
te os dozes mezes do onno.
pergunto eu cmara o ao nobre de-
putado, haver a respeito da febre perni-
ciosa as mesmas duvidas manifestadas com
relago tebre amarella ?
De certo que nSo. O nobra deputado
sabe que a causa da febre perniciosa est
nos pantanos, as aguas estagaadas, est
as vallas de aguas sujas. E o que se fez
j de seno para remover essas causas?
Nada, absolutamente nada. Aqui est o
que diz o Sr. Lavaran no seu tratado fe-
bres palustres a quo pertence a febre per-
niciosa :
c A Lavoura. Tratado da febre palus-
tre (1884).
Pag. 3. No tempo de Prinzlo as febres
palustres eram muito communs e graves
na Hollanda ; a endemia nao se limita va ao
littoral, ella muito se internava pelo paiz ;
as grandes obras realisadas para proteger
as costas da Hollanda da invaso do mar
muito reduziram o campo da endemia pa-
lustre. Hoje, s se encontram as costas,
em Haya, em Amsterdam, em Rotterdam,
nos terrenos que se avisinham da emboca-
dura do'Escaut, no Over-Yssel e na ilha
de Walchern, e assim mesmo a endemia
nesses meamos lugares muito menos terri-
vei do que outr'ora.
Amigamente estas febres eram com-
muns Londres, de que do teatemuuho
os eacriptos de Morton, WilL
que existia porto da Londre *d|apProceB
aquella molestia. V^
c Graves chama a attenco do Pp* d'8'
cipulos para os benficos resultados d\dre-
nagem das trras na Irlanda, e rastra qVe
em muitos lugares essa processo de cabo^
da ondemia palustre.
Em Straburgo reinaran as febres palus-
tres durante muito tampo. Havia em Kru
renan um pantano alimentado pelo extra-
vasamento do III, o mais longo outros
marginando o Rheao. Em 1832 a endemia
palustre era ainda muito grave o os mdi-
cos de Straburgo tivenra muitas occasi5es
do tratar nao s da3 tebre3 intermitentes,
mas tambem de febres perniciosas; desde
ento foram aterrados os pantanos, oanali-
sados o 111 a o Rheno em varios pontos, o
por isso as febres tornaram-s* raras...
< Na Italia, nos campos romanos as
obras d'arte, feitas para dessecamentoa dos
pantanos o respectivas transformagSes cm
terrenos de lavoura reslringiram o mais
possivel o dominio da malaria.
< Na Algeria, a endemia palustre des-
appareceu quasi completamente das locali-
dades em que a principio victimava violen-
tamente as populado .'8, e podem-se citar
povoades hoja florescentes, oujos habitan-
tes primitivos foram todos victimas da-
quella enfermidade.
i A historia da endemia palustre as
ilhas Mauricias e Rmnio muito interes-
sante. As febres palustres, outr'ora desco-
nhecidas nesta ultima ilha, fez alli sua ap-
parigo em Margo do 1869, sem qm ne-
nhuma circumstancia meteorolgica ou ou-
tra viesse explicar esta brusca mudanga ;
da mesma sorta na lha Mouricia, onde a
endemia adquiri importancia a partir da
1869.
Os naturalistas indicam exactamente em
que cuma, localidadade e estago, se acha
tal ou tal especie vegetal ou animal por
elles descripta; do mesmo modo pode-se
determinar com preciso as condicBes de
temperatura, de attitude, de humidade do
solo qu; sao favoraveis ao desenvoliman-
to do empaludismo.
Na Algeria, por exemplo, quando o via-
jante chega s margeos de um pan tan
aberto da plantas (mangue) ou junto dos
Riachos que o invern converte em torren-
tes, cujas margans sao guarnecidas de
espirradeiraspode sa afirmar que o agen-
te do empaludismo se acha oceulto nesses
vegetaes.
Comquanto o pantano seja o meio predi-
lecto do agente qua produz as febres inter-
mitentes e devam ser conservadas as ex-
pressSes: febres palustres, febres dos
pantanos, empaludismo v certo que nao
indispensavel a existencia de um panta
no propriamente dito para o desenvolvi-
mento daquella molestia. Planicies baixas
mal drenadas, ou que se mantera em um
estado de humanidade constante, por um
lenqol d'agaa constante, abundante e su-
perficial (como acontece aqui no Rio)...
bastam para provocar e alimentar a endi-
mia palustre.
Os pantanos mixtos, e aquellos om
qua ha mistura de agua salgada com agua
doce, sao particularmente favoraveis ao des-
envolvimeuto do empaludismo.
(Temos aqui a lagoa do Rodrigo de Frei-
tas.)
E' possivel, Sr. presidente, consentir
que esses pantanos quo esto patentes aos
olhos de todo3, que essas valla3 que pra-
judicam a salubridado da capital do im-
perio, continen) a flagellar a populaco,
nao j, com a febre amarella, em cuja
ethiologia nao quero entrar, porque o pro-
prios mdicos nao se entendem, mas com
os febres perniciosas, que flagellam muito
mais quo a febre amarella ? (Apoioados.)
Nao possivel, Sr. presidente, o v V.
Exc. que, quando o governo vier pedir a3
parlamento um crdito para cuidar seria-
mente do saneamento da cidade, para de-
seccar os pantanos e as vallas do aguas es-
taguad as, o parlamento nao lhe poder ne-
gar os recursos indispensaveis, sob pena
de assumir a responsabilidade de consentir
que a cidade do Rio de Janeiro, que re-
presenta o Brasil na Europa, porque
preciso que se noto que o Brasil conhe-
cido pela cidade do Rio de Janeiro, conti-
nuo a ter o conceito que tem gozado at
hoje.
Fallou o honrado deputado tambem no
hospital maritimo de Santa Isabel.
Dssp o honrado deputado que esse hos-
pital mais um agello da populaco.
Agarra-se o doente, tirando-o dos seus
commodos, para mandar para aquello hos-
pital. Outro equivoco do nobre deputado.
O doente quando, mingua de recursos
proprios, tem de sor mandado para o hos-
pital se Santa Isabel, transportado com
o maior cuidado e humanidade.
Esses doentes a que certamente se refe-
re o nobre deputado, sao os que residem
nos cortijos, esses astros de infeceo da
cidade do Rio da Janeiro. Perguntou tam
bem o nubro deputado porque foi -escolla lo
esse hospital para tratamento da febre
amarella. Nao havia outro lugar melhor
para esse fim, porquanto o proprio regula-
mento de 3 de Fevereiro, prohibindo que
tal enfermidade fosse tratada as casas d ;
saude, teve em vista remover do centro da
cidade esse accumulo de elementos mrbi-
dos. Em taes circumstancias nenhum lugar
offerece melhores vantagens no tocante
pureza de ar e isolamento do que o hospi-
tal maritimo de Santa Isabel, tomo bem
prova n as suas estatisticas e o confirmara
03 elogios que os capites de navios estran-
geiros tra feito desso estabelecimento.
O nobre deputado sustenta, quo sao ine-
xactas 688-8 estatisticas, roas nao tenho ou-
tro meio de antepr affirmaclo do nobre
deputado. seno a minha propria autori la-
de com ministro do imperio, porque nao
'onsentiria que essas estatisticas fossem
falsificadas ; nem mesmo da crer que m-
dicos to distinctos como os da saude do
porto o t> director do hospital praticassem
urna falsidade. Ora se forcoso acreditar-
mos na estatistica do hospital maritimo, eu
apresentarei o boletira do 1. (te Janeiro a
15 de Junho no qual se v qua existiam
9, entrara m 969 deentes, fallecern) 378 o
tiveram alta 599. ficando um em convales-
cenga.
Insistindo ainda sobra urna proposigo
emittila p"lo nobre deputado de qua os
doentes eram conduzidos para o hospital
sem o menor cuidado...
O Sr. J. Panido : Alli entram muitos
doentes j moribundos.
O Sr. ministro do imperio': Eu vou l.
contra o hospital maritimo 'de Santa Isa-
bel, e por quem ? Pelos donos de casas de
saude e pelos mdicos que, auferin/f lu-
cros com os doentes em ms condigoes de
habitabilidade, insistan) emtratal-os ornea-
dos epidmicos at ao ponto em que por
denuncia eram removidos pelas autorida-
des"*^ bem de crer quo fossem removidos
alguns 'J4'quasi moribundos.
O Sr. J.vFenido: Apoiado.
O Sr. minfctr.:'do imperio : Se isto
um facto reconhe:icl) Por to&03 aquejes
quo tm estado t?ta de8te servigo...
O Sr. J. Penido : &I j esti testa
deste servigo e vi tudo isto.^v.
O Sr. ministro do imperio.. Afc-o2^c?n"
vir quo esta estatistica do hospital mafY.V-
mo exacta. O honrado deputado disse-
aos que, apezar da execugo do regula-
mento de (3 de Fevereiro, a epidemia da
febra amarella nunca se desenvolveu tanto.
Mas o nobre deputado, quando fez essa
aecusago esqueceu que, tendo a epidemia
da febre amarella comagado em Dezembro,
o regulamento foi publicado em 3 de Fe-
vereiro e posto em execugo no da "5, por
consequencia com toda a forga da epide-
mia. Como que o honrado deputado que-
ra que os effeitos das disposigSes do regu-
lamento de 3 de Fevereiro aotuassem effi
cazmente sobre a epidemia ?
Mas eu adduzire que actuavo; e a pro-
va est em que o honrado deputado e to-
ios nos gozamos actualmente a fortuna de
ver intoiramento sem febre amarella a cida-
da do Rio de Janeiro; cousa que nunca
acontecen as epidemias passadas porque
sabido que, quando a febra amarella se
manifesta aqui durante o vero, atravessa
todo o invern e vai despedirse pela pri-
mavera.
O Sr. J. Penido : Era 1850 durou at
Junho ou Julho.
O Sr. baro de Mamor (raiuistro do im-
perio) : Em 1876 findou em Junho, em
1873 em Agosto, o ltimamente nos pri-
meiros das de Maio.
DirSo: isto deviio ao grando fri que
veio. Mas, senhores, ento querem at-
tribu* tudo s circumstancias meteorolgi-
cas, e nfto attribuem cousa alguma s pro-
videncias do regulamento? Isto urna in-
juBtga revoltante.
Direi, porin, ao honrado deputado que,
se este anno a epidemia da febre amarella
estendeu-se, e urna verdade, a mortali-
dado foi minima. A inspectora de hygiene
calcula que foram affeetadasde febre ama-
rella d 40 a 50 mil pessoas, no Rio de Ja-
neiro; pois bem, senaores, a mortalidade
foi do 1,027, o, so addicionarmos a esse
numero o dos fallecidos no hospital mariti-
mo de Santa Isabel, teremos quo a morta-
lidade se ele vou, durante todo o periodo
da epidemia, a 1,384 pessoas.
J v o honrado deputado que, se a opi-
deraia se estendeu, como se vio, devido a
causas que ainda nao esto ao alcance da
classe competente para apreciar esses as-
sumpto*, qua a classe medica, deve-se
attender tambem circumstancia de ter
sido a temperatura do Rio de Janeiro nes-
te vero excegsivamente elevada, attingin-
do a 36. e 37.*; accrescendo a isto gran-
de falta d'agua, porque desde o i." at 31
do Janeiro pde-se dizer que nao houve
urna nuvem na atmosphera, e bem pouoa
agua nos reservatorios da corte. Nao ad-
mira que com tal concurso de circumstan-
uias a febra amarella pudosse estender-se
tanto.
O nobre deputado, com a boa f, com a
probidade que o caracterisam, naturalmen-
te ouvio juizes suspeitos. Tenho lido com
attenco alguns artigos publicados no Paiz
por um clininico desta corte, dos mais dis-
tinctos, eu o reconhego, mas nao isento de
suspeigo pois tem urna casa da saude.
O Sr. J. Penido : Nestes assumptos
nao deva haver poltica, nem questao de
partidos.
O Sr. ministro do imperio : Mas quem
que fez questao de partido ?
O. Sr. J. Penido: Esses que aecusa-
ram a V. Exc. e em que V. Exc. encon-
tra suspeigo. Digo que nestes assumptos
nao deve haver poltica.
O Sr. Ministro do Imperio : Nao; en-
to o honrado deputado nao me comprehen-
deu ; a suspeigo nao por esse lado. O
chimico, a que alludo, nao me aecuson,
aceusou o regulamento, o qual tem sido
combatido por haver prohihido o tratamen-
to dos doentes de febre amarella em casa
de saude e nao em casas particulares.
O Sr. J. Penido :As casas de saude
soph8maram muito : trataran) grande nu-
mero de doentes de fsbre amarella, mu-
dando o diagnostico da molestia.
O Sr. Ministro do Imperio:Sr. presi-
dente, o honrado deputado tratou ainda do
lazareto e diz que sommas enormes alli se
tinham gasto o que o edificio hoje estava
rachado.
Esta questao do lazareto nao de res-
ponsabilidade minha, nem do actual minis-
terio; toda a responsabilidade da escolha
do lugar do lazareto e da sua construeco
do ministerio do honrado deputado por
Minas ; foi esse ministerio quem escolheu
o lugar do lazareto, quem o mandou con-
struir, quem fez uso do crdito que o par-
lamento havia decretado. Eu, sobretudo,
nao sou suspeito, porque emitti no senado
urna opinio que est nos Annaes; nao con-
cordei com a escolha da Ilha Gronde para
a collocagio do lazareto. J v, portanto,
o honrado deputado que, pelo meDos, o
actual ministro do imperio nao tem n'isso
a menor responsabilidade.
Mas, senhores, que a construeco do la-
zareto defeituosa, nao ha duvida. Eu l
fui examinar as obras, e declaro ao hon-
rado deputado que, se eu fosse ento o mi-
nistro do impeli, aquello lazareto nao se
faria como se fez; porque, senhores, fazer
construir urna casa enorme com paredes de
simples tijulos em um lagar em quo a pe-
dra estava a mao do operario, preferir-se
este a aquello material, que era levado da
corte por prego fabuloso, realmente um
erro que, se foi do engenheiro constructor
do lazareto, nao o foi menos do governo.
O governo, senhores, nao pode nunca
desculpar-se com es3es erros de seus su-
bordinados, porque em urna obra to im-
portante o governo devia sobre tudo ser so-
licito quanto fiscah'sacSo, e, quando nao
pudesse faael-a por si, o que alias muito
cil, teria meios de fazel-a de maneira mui-
to cM.
*
denham ; tendo sido desamado nm pantano 1 Estabeleceu-so urna verdadeira cruzada
(Continua)
Trp. do Diario, ra Doqae de Casias n. 42
MIMADO