Diario de Pernambuco

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Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18303

Full Text
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*to. '
NNO Lili NUMERO 147
.-' v
PARA A CAPITAL E LUGARJRf OXDK MAO NE PACA PORTE
........ 60000
12^000
.......... 240000
.......... 0100
Por tres mezes adantadoi
Por seis ditos idrzn.
Por um anno idem.....
Cada numero avuiso, do mesmo
di.
fH-FEIEA 1 DE JOLHO DE 1886
Sff^
<~^
PARA Di;\TRO E FORA DA PROVINCIA
Per seis mezes adianudos......... ....
Por nove ditos idem................
Por um anno dem................
Cada numero avulso, de dias anteriores..........
130506
200000
270000
01s.'O
IARIO DE
NAMBUCO
Praprieiraiie fre Jflanoc -figudra Ibt Jhria & ftyos
TELEGRAIMAS
2S7!C: DA A&3H4 2A7AS
(Especial para o Diario)
MADRID, 29 de Junho, tarde.
Por occasiao de pronunciar um
discurso na Cmara do Depatadoi.
o general Lopoi Domlnguem decla-
rou sor ncfo**ario melhorar a norte
do cvcrriiu hcwpanhol. porque, no
caso contrario, poderla baver aigum
perlso.
ROMA, 29 de Junho, tarde.
A epidemia do eholera-morbus.
augmenta de novo, em grandes pro-
porrcM, em Brindlsi.
PARS, 30 de Junho, de manha.
Todos os principes das familias
que teem reinado na Franca, aca-
baa de ser riscados dos qnadros do
exercito.
PARS, 30 de Junbo, tarde.
Duque deNemonos declaron que.
avista da cxpnlMO do Conde de Pa-
rts* d'aqui por diante residir na
estrangelro.
O nova ministro da Bo llvla. em Pa-
rts apresentou boje as su as creden-
claes ao presidente da repblica.
Agencia Hars, filial
30 de Junho de 1886.
eai Pernarnbnco,
X
IHSTRCC10 POPULAR
MYTHOLOGIA
( Extrahido )
r>A BIBLIOTUECA DO POVO B DAS ESCOLAS
Meusageiros celestes e servidores
do Oljmpu
" (Conrtnuacdo)
Qut m primeiro no banquete dos deuses teve por
encargo atrvil-03 mesa foi, Hebe a densa da ju-
ventude, filha de Jpiter e de Juno. Deitava-lbe
o nctar nos copos e servia-lhes a ambrosia como
refeico. (Nctar se chamava o licor celeste, ex-
clusivamente reservado para os deuses ; ambrosia
era uraatjKuaria tambem privativa dos que toma-
vam adlpito no banquete divino).
HeoKporm, passou urna vez pelo envoluntario
desairsrae cabir ni meio da sala, quando exercia
o mistrde andar servindoa mesa,e to indecoro-
sa foi posicio em que ticou ao dar a queda tanta
vergoa sentio ao reparar no risonho irnico e
malicioso com que alguna deuses a acolheram, que
nunca mais se preston a continuar no seu antigo
mistr. Mais tarde, veio a ella a casar com Her-
cules.
Quando Hebe deixou o cargo de servir mesa
dos desses, Jpiter escolhen para substituil-a ara
troiano, chamado Ganymedes, a quem mandou
raptar por urna aguia. Ganymedes ficou sendo o
copeiro do Olympo, e seinuJtanimente servidor
especial de Jpiter. Representara n'o sob a figu-
ra de um gentil adolescente sentado no dorso de
urna aguia.
Oivindadcs alleg-orleaa
De div-ra3 divinJ.i>ies allcgoricaa havemis fei-
to j meof'io nj decar-, riVste livrinho. Diviuda-
des alleg oriciu o o t 'h i .8 e o Destino ; allegori-
cas sao a VI irte e a X lile, o S mno e oe Sonnos ;
allegoricas k> a Fama e a Victoria, bem como
varias ou ie ja tratamos. Cumpre-nos,
para terminar o quadro, mencionar anda algumas
das prineipaes : t&es sao Themis, Plutao, Momo,
a Inveja, a Discordia, a Fortuna, e a Verdade.
Themis, a deusa da Jnstica, era filha do Co s
da Terra ; dizemn'a uii da Lei, da Paz e de
Astra (deusa da equidade). Representara n'a
vendada, com urna espada na dextra e segurando
na esquerda urna balanca.
Pinto era o deus das riquezas. Dizia n-n'o filho
de Ceres. Repreaentam-n'c sob a figura de uro
velho ceg, coxo, e coroado, segurando as roaos
nma cornucopia, d'onde intorna a esmo sem saber
per onde, moedas de ouro e prata.
A' sua ilharga figura a Fortuna, filha de Jpi-
ter deusa que opera s cegas por trazer vendado
os olbos. Pintam-n'a com azas nos ps e os ps
sobre urna roda que gira rpidamente, para sym-
bolizar a agilidade e destreza de que ha mistr
quem queira lancar-lhe a mi e apanhar os pu-
nhados de ouro une ella distribue a toa.
Momo era filhp 4o Somno e da Noite; syaboli-
aava o deus do perpetuo eecarneo ; de tudo se ria^
e zombava. Representam n'o em trajes truanea-
os, enfeitado com guivis, e mostrando na exprs-
alo physionomica as au>s tendencias chocareiras.
Presi.lindo aos prazeresgastronomicos e aos fes
lint tambem a mythologia phanUsiou um deus ;
Como lhe puzeram por nomt; representavam-n'o
coroado de flores.
Emquanto i Veriade, csss garava s vezes
apar de Justina ou da Lei. Dia^m n'a filba do
Tempo. Rcprwentavara n'a sancc-npleto estado
de nudez, composta apenas pelen lonos e formo-
sissimoa cabellos que da cabeca e lht debrncam
qaasi Jt aos ps ; n'uma das inaos seg4rava um
espellaj, em qne se reproduziam fielmente ipdoa os
actoapa huraanidade. Attribuiam-lhe porfllhaa
Vir^Sae.
A Inveja era filha da Noite. Representa vam-Va
hedioudu e lvida, com os olhos encovados e esgv
ziadoS, a fronte enrugada, as f ices cavadas e ma'
dientas <; por touado, urna prinalda de vboras
no regaeo urna seipente mouatruosa a roer-lhe o
seio.
Finalmente a Discordia representava-se eom
fecoes anlogas as da Inveja : tambem medonba,
esgaziada e lvida ; tambem coroada de vboras ;
oe fatos desalineados e semi-rasgados ; n'uma das
naos um fachj mflammado, na outra um punhal
. Foi a discordia, como ji disemos quando tratamos
'ef\ a, quem ateon a celebre disputa d'esta
o Joo e Minerva por causa do pomo
JARTE OFFIClAi
io ve rao da Provincia
DESPAPHOS DA PRESIDENCIA DO DA 28 DE
JDNHO DE 1886.
Abaizo assignado de eleitores, vareado-
res e juizes de paz do termo de Alagda de
Baizo. Informe o Sr. Dr. chefe de poli-
ca.
Carvalho Jnior 4 Leite. Passe porta-
ra negando provimento ao presente recur-
so.
JoSo Chrysostomo de.Mello Cabral.In-
forme o Sr. inspector do Thesouro Provin-
cial.
Jos Gonyalves. Sim, mediante recibo.
Bacharel Laurindo de Moraea Pinheiro.
Passe portara negando provimento ao
presente recurso.
Manoel de Araujo Lima Caldas. Defe-
rido com officio ao Sr. brigadeiro comman-
dante das armas.
Theodoro Christianse. Passe portara
negando provimento ao presente recurso-
Secretara da Presidencia de Pernambu-
co, em 30 de Junho de 1886.
O porteiro,
J. L. Viegcu.
Repartieo da polica
SecsSo 2.* N. 639. Secretaria da Po-
lica de Pernambuco, 30 de Junho de 1886.
Illm. e Ezrn. Sr.Participo a V. Ezc.
que foram recolhidos na Casa de Deten-
c3o os seguintes individuos :
No dia 28:
A' ordem do subdelegado do Recife, Antonio
Luis Carneiro, por disturbios,
A' ordem do da Magdalena, Anton:o de val,
alienado, at que possa ser transferido para oasylo
da Tamarineira.
A' ordem do do Arraial, Canuto Augusto Cana-
barro e Manoel Bernardino dos Santos, por em-
briaguez e disturbios.
No dia 29:
A' ordem do subdelegado do Recife, Antonio
Gomes de Oliveira, por disturbios.
A' ordem do de Sa-i'o Antonio, Paulo Marques
da Silva, por disturbios.
Hontem, s 2 horas da tarde, aopassar pela
ra de S. Jorge um dos carros da empresa de
Transporte de Carnes Verd.s, acontecen atropel-
lar o individuo de nome Themoteo Gomes de Mel-
lo, e atirando-o de encontr calcada, produzin-
do-lhe um pequeo ferimento na cabeca.
O subdelegado da freguezia mandou vistoriar o
ofiendido, e das diligencias a que proceden verifi-
con ter sido casual o accidente, pelo qu deixou de
abrir inquerito, e mesmo porque o cocheiro do car-
ro que se cbama Manoel Jos da Penha, nao foi
preso em flagrante.
No dia 28 deste mes foi encontrado no rio
que passa pelos fundos do qmntal da caa era que
reside Maximiano Lopes Machado Jnior, no po-
uoado de Beberibn, o cadver do individuo de no-
me Francisco Prieto, que morava na mesos casa.
O individuo sofiria de epilepsia, e sendo accom-
mettido de tal molestia na occasiao em que ba-
nbava-ee immergio-se n'agaa e morrea afogado.
O BU^delegadu do districto tomou conhecimente
do facto e deu as providencias do estylo.
Em trras do engenho Jundi, do termo da
Escada, Fluriano Jos dss Santos, armando-se de
urna taca de noota, no dia 20 deste mez, assassi
non a Roque Francisco da Silva.
O delinquente foi preso em flagrante, e contra
o mesmo pro.edeu-se nos tersos do inquerito po-
licial.
O delegado do termo de Panellas remetteu
a esta reparticSo dez puchaes apprebendidos em
mo de diversos desordeiros.
Em data de 12 deste mez foi feita Dlo dele-
gado respectivo a visita da cadeia do termo de Pa-
nellas, sendo encontrados oita presos, dos quaes
quatro sentenciados, tres appellados e um pronun-
ciado.
Pela subdelegacia do 2 districto da Boa-
Vista foi remettido ao Dr. juis de direito do 4
districto criminal o inquerito policial a que proce-
den contra Viceote Coimbra da Silv, preso em
flagrante por crime de tentativa de morte
Tambem pelo subdelegado do termo do Bre-
jo foi remettido aj juz competente o iqurito po-
licial a que pr cedeu contra Jos de Barros Fei-
tosa, por hiver assasssnado, no dia 6 deste mez,
a Antonio de Lyra.
O cidado Manoel Huolino Pereira Giral
des asaunio em data de ante-hontem, na qualida-
de de 3* snpplente, o exercicio da subdelegacio do
1" districto da Boa-Vista.
Tambem em data de 21 e na qnalidade de
supplente, assnmio o capito Nicolao Antonio
Duarte o exercicio ^da subdelegacia do termo de
Bom Jardim.
Di-us guarde a V. Ezc. illm. e Ezrn.
Sr. Dr. Ignacio Joaquim de Souza Leao,
muito digno vicepresidente da provincia.
O chefe de poliia, Antonio Domingos
Pinto.
PERNAMBUCO
(Contina)
Asseinbla Provincial
45- SESSAO EM 27 DE MA0 DE 1886
PBESIDENCIA DO EXM. SE. DR. JOS MNOCL DE BABEOS
WANDEB10EX '
(Coudusclo)
O Sr. Jos lai la Sr. presidente, hon-
tem, quando no fim da se.sao o nobre Sr. Io se-
cretario oceupava a eadeira emqne V. Exc. digna-
mente se senta, foi deitaio em discussao este mes-
mo projecto.
Achando-se ausente, por motivo justissimo, qual
o do tallecimento do seu Ilustre pai, o nobre rela-
tor da eommidsao de fixacao de forya policial, que
s- havia coaiprom>-ttido a responder-jie, pnis que
fui eu o ultimo dos deputados que ocenparam a
attencSo da casa sobre esta materia, enviei mesa
um requenmanto p.-dind > o adiara-Tito da diteus
sao ate que podesse aquelle nosso Ilustre collega
tomar parte no debate
Esse pr< cedimeuto que denota a lealdade de
um membr da minora pira com o seu Ilustre
adversario, que se havia ci>mprsmettide a respon-
der a um discurso que, se Ao prmou pela forma
(nao apoiados), tdvia continua aecusayoes gra-
ves, aecusafes serias ao nariido a que pertence
aquella illustie deputado,Ts8 procedim-nto
de m'nha B*rte, jane foa adversario do Sr. Gaspar
(*: D'umm^nd, revera encontrar o d'vido -aeo-
Ihimeoto por parte dos Ilustres membros da bkb
cauik opposta, que se compo d- correligionattaBc
umigo^ d'aqu^lle distieto deputado.
O qik \r'o, porein ? O que que acabamos
d p ese *> V
Us nobrtM deputados, representantes do] partido
conservador, que eiegerain, pode se dizer, affirmo
mesmo, por utunimidade da seos membros, para
relator da commiaiao, a mais importante das com-
missoes uesta easn, o nobre Sr. Oaspar de Drnm-
mond, aeabam de rtgei^ar ease requerimento por
mim apiesentado, o que importa n'uma grande
desconsidera$ao quelle nosso illustre collega, e
isto no momento em que a alma de S. Exc. pun-
gida por urna setta que lhe fere a fundo o cora -
$o !
(Apartes).
Nao competo a mim, entretanto, discutir esta
falta de considerabas dos nobres deputados para
com um seu illustre orr ligionario, e limito-me a
fazer della mencao.
Vozes da naneada conservadora Nio foi por
falta de consideracao.
O Sr. Jos Maria Eu sei disto, eu sei ; mas
como questao de familia, Ss. Excs. que a liqui-
dem ; eu direi, entretanto, que, se oe nobres de-
putados cstao aborrecidos e contrariados por te-
rem no seu seio aquelle talento pujante, nos os li-
beraes ( eu fallo neste momento em nome de par-
tido liberal de paiz), de bracos abertos acolhere-
mos, sem fazer injuria e sem querer offender aos
meus honrados collegas que oceupam lugar n'aquel-
la bancada, ao talento o mais brilhante d'entre
todos aquelles que representam n'esta casa o par-
tido que ora se acha as ameias do poder.
(Muitos apoiados da.bancada liberal.)
Se os nobres deputados nio querem mais em seu
seio e d'elle desejam expellir o illustre Sr. Dr.
Gaspar de Drummond, nos o acolheremos, e posso
garantir a Ss. Excs. que elle ter nesta bancada
um lugar salientissimo, o lugar que lhe compete, o
lugar a que seus talentos dao-lhe direito.
(Muitos apoiados da bancada liberal).
Urna voz da bancada conservadoraJ o tem c.
O Sr. Jcs Maria Nao parece.
(Ha diversos apartes;
Mas, S. Exc, o Ilustre representante do Io dis-
tricto, n3o pode esperar de seus correligionarios
seiio injusticas como esta ; e nem S. Exc. ser o
primeiro a sofl'rel-as, porquanto ao tmulo deseen
.oberto das injusticas, das mais negras injusticas
do teu partido, o seu venerando pai.
O Sr. Presidente Observo ao nobre deputado
qne a discussao nao pode continuar neste terreno.
O Sr. Jos Mana O nobre Sr. Gaspar de
Drummond....
O Sr. Presidente Observo novamente ao no
bre deputado qne nao pode continuar nesse ter-
reno porque a questo toma-se pessoal.
O Sr. Jos Maria V. Exc. sabe que o Sr.
Gaspar de Drummond era um hornera poltico,
pjrtanto, discutirse a sua vida publica, nao dis-
cutir a sua pesson.
Eu sei que esta linguagem incomraoda, porque
a verdade; mas tenha V. Exc. paciencia.
O nobre Sr. Dr. Gaspar de Drummond deseen
ao tmulo coberto das injusticas que lhe tizeram
os seus correligionarios, eu repito, digo urna e
muitas vezes, das grandes ngratidoes, que, posso
dizer abriram a sua sepultura, que ainda se acha
fresca. Os seus padscimentoB foram aggravados,
seuo foram abertos, pelas dores pungentes dessas
mesmxs injusticas, dessas negras ingratides de
que eu venho de fallar, E' que o partido conser-
vador, na phrase do illustre pemambu--.ano, na pu-
janea do poder, procurou derrocar os muros, que
tao os homeus de talento e de servieos como elle,
para elevar monturosque sao os filho tes.
Urna voz da bancada conservadora O nobre
deputado est injuriando.
O Sr. Jos Maria-Eu repito urna phrase pro-
nunciada nos ltimos dias de vida pelo illustre
Sr. Dr. Gaspar de Drummond.
Onde ebt aqui a injuria f
Um Sr. DeputadoNao sei onde eiistem os
monturos.
(Ha outtos apartes).
O Sr. Jos MariaO mea nobre collega, depu
tado pelo 10 districto, foi quem me disse que, ao
pasear por Gravat, e conversando com aquelle
illustre peruambucano, pronunciara elle estas pa-
la vras, que mo ficaram gravadas na memoria.
(Apartes da bancada conservadora).
Os nobres deputados ignorara quaes foram esees
monturos que se elevaraui; quaes toram esses mu-
ros que se derrocaram ? Pois eu tirar Ihes-hei a
venda dos olhos, dizendo que os monturos sao os fi-
lhotes, sao os desconbecidos, sao os homens faltos
de servieos ao paiz e ao seu partido, sao os homens
faltos de talento, que vao dar triste copia de si no
parlamento, envergonhando a nos pernambucanos,
que somos seus patricios; esses nossos represen-
tantes que, depois de, pela forca das cireumstan-
cias haverem pedido a palavra, se retiram e fogem
para dplla nao nsarem. i Apartes).
Os monturos a que se referi o illustre Sr. Dr.
Gaspar de Drummond r.ao podem ser outros, qne
nao estes.
O Sr. Gomes Parante0 nobre deputado j se
est enunciando mais directamente.
(Ha outros apartes).
O Sr. Jos MaraEstou orando sobre o projec-
to de forcea policial, onde permittida a discussao
a mais larga sobre os negocios pblicos e os no-
bres deputa ios devem saber que as discussoes
polticas permittido aferir-se dos talentos e dos
merecimentos dos homens polticos do nosso paiz.
(Apartes). ,
E, senhores, para que apresen tar o exemplo do
Sr. Gaspar de Drummond? Tena sido, porventu-
ra, S. Exc o nico que foi atirado valla do des
preso, condemnado mais atroz das proscripcoes
pelos seus correligionarios ? De certo que nao.
Nao temos nos visto que, ao passo que surgem
do nada verdadeiras mediocridades; ao passo que
sao levados ao parlamento individuos incapaaes de
manifestar o sen pensamento, de pugnar pelos in-
tereeses desta provincia, sb atiradas ao esqueci-
mento homens do valor do Sr. Dr. Jos Nicolao
Tolentino de Carvalho ?
Urna voz da bancada conservadora Essa ques-
to nao da competencia do nobre deputado, por-
quanto urna questo domestica.
(Ha outros apartes).
O Sr. Jos Mara Comprehendo que estou in-
commodando aos nobres deputados, mas fiquem
Ss. Excs. convencidos de que hei de tentar todas
estas ehagas; hei de introduzir na ferida a tenta
at ao cabo ; manejarei o esealpello at fazer com-
pleta dissecaco. Incommodem-se embora, os no-
bres deputados, en estou em meu direito, como ha-
rneo, poltico que sou, e usando da palavra em urna
discussao larga como eeta, em analyssr pela fr-.
ma porque entender o merecimento dos nossos ho-
mens polticos.
Bu nao estou injuriando nenhum dos nobres de-
putados e nem pessoa alguma.
Desde que limito a discutir a vid publica dos
nossos homens polticos estou as raas tragadas
pela lei e pela moral, e ninguem me pode censu-
r t por isto.
O Sr. Sophronio PortellaAgora eu acho que o
nobre deputado deve fazer isso com o seu partido.
O Sr. Jos Maria E, Sr. presidente, eu termi-
-nara a hora ; eu oceuparia a atteucao da casa por
todo o tfinpi. de sesso ; su preencheria duas pre-
rogaeoes de 2 horas cad;i urna, sem me oceupar
de mais outro assumpto, se nao tocar nesse bor-
da", t> grande o numero de ngratidoes prati-
Codas pelo partido dominante, tantos sao oe filho-
tes, os homens sem prestigio, as nullidades ergui-
das do p s altas posi^oes, que s competera aos
homens que se impoem pelo saber, pelo trabalho e
pelo patriotismo.
Eu pjderia anda trazer para o numero d'a-
quelles que foram atirados margem, oufos cida-
daos r"como;endaveis pelos seus talentos e serv
eos, cpmo o Sr. Guarni L bo, como os Srs. Demo
crito Cavakante, Souza Reis e muitos outros. E'
grnd! o uumero.
Nao quero, porm, fazel-o, porque comprehendo
que 8to faz sangrar as feidas dos nobres depu
tados. Eu sei, Sr. presidente, que estou incom
modando seriamente ao illustre director d'aquelI
bancada, representante do 13 districto, e por isto,
Como pode succeder que S. Exc. tenha um ataque
e morra, e eu nao quero que se me attribua res-
ponsabilidade, passarei a outro oojecto.
Um Sr.^Deputado V. Etc. est tocando urna
peca bastante harmoniosa.
0 Sr. Jos MariaE suppOe V. Exc, por ven-
tura, que eu procuro oceultar que estou tocando
realejo f
Como se lluds!
Os nobres deputados acreditaram que, apez urna
discussao agitada e tempestuosa como a que aca-
bamos de assistir, deitando-se na tela materia im-
prtante como esta, nos seriamos tomados de sor-
presa, e deixariamos que se encerrassa.
Enganaram se !
Eu havia deleneado o meo plano a respeito da
discussao de furca policial.
Tinha resolvido discutir primeiramente poltica
geral, fazendo urna apreciafo sobre os partidos
cons'ituciouaee, seus pragrammas, suas ideas, o
modo porque se cnstituiram, se organisaram, e os
motivos porque nao ha podida o partido liberal
realisar todas as ideas que se inscrevem no seu
cdigo.
Filo, emborc nao como desejava, pela falta de
competencia... (Mo apoiados).
O Sr. Rcguor.a CostaFl-o brilhante e profis-
cientemente.
O Sr. Jos Maria ... bondade de V. Exc.;
pela estreiteza ds tempo e por baver de mim se
apoderado o cancasso.
O 2. discurso deveria versar sobre poltica pro-
vinciana : um estudj comparativo do que tea o go-
vern > liberal na ultima dominacao e o partido con-
servador actualmente.
O 3." seria a sstisfaco de um compromisso con-
trahido com o illustre representante do 13 dis-
tricto. Nelle me oceuparia simplesmente da 2.*
parte do parecer que S. Exc, na qualidade de re
lator da commissao de verificaco de poderes,
apresentou, relativo eleicao do 2.* districto, em
2. escrutinio;
Eu propuuha-ie discutir, como espero o tarei,
aquelle monetro, e destruir nma par urna tonas as
alenosias nltc contidas.
E urna vez por todas ficar demonstrado, com
dados rxecusavois, com provas incontestaveis, que
o eleitorVdo do Poco da Panella to legitimo,
tio legal, como otro qualquer, su melhar, to le-
gal, to legitimo como o que mais o fr.
Nao poss> neste momento discutir nenhum des-
tes pontos porque depende isto de notas de dados,
de provas d .cuin/ntaes que de momento nao se
acham nesta easa, pois eu nao poda contar com
esta sorpresa; n- > poda imaginar que na ausen-
cia do relator da cummisso ae discutase este pro-
jecto.
Mas nem por isto ficar burlada a minha reso-
luco : alterarei a norma que havia tracado e como
s ne ser dado fallar depois desta urna vez, nes-
sa eoglobarei ambas as materias, e em vez de dona
discursos, cada qual sobre um d'aquelles assnmp-
tos, de ambos tratarei em um s, dividindo-o em
duas partes.
Para chegar a este fim, e tambem para impedir
que es nobres deputados levem avante o sen intui-
to, isto que fique o Sr. Gaspar inhibido de fal-
lar ainda urna vez sobre este projecto, eu iallarei
at completar a hora, sobre o que me aecudir
mente, conforme as ideas que me forem suggeri-
das ao espirito.
Querem mais franqueza ?
O mcu fim que nao se encerr a discussao de
for(a, j para nac dar aoe meus adversarios o gos-
tinho de ficarem sippondo que nos engasoparam,
que nos pegarxn escleos, j para que estes mes
mos adversarios uc tenham o praser de impedir
que o Sr. Gaspar de Drumraoau falle, j para que
pessa encarnar a actual situacao poltica, provan-
do evidencia, as violencias, os attentados, os
crimes que t<-m sido praticados de 20 de Agosto
para c e desmascarar aquelles que requerem aco-
oertar as derrotas constantes que tem soffrido o
Sr. conselhere Theodoro com o falso supposto de
que o eleitorado livre e independente da invicta
parochia do Poco da Panella composto de phos-
phoros, de eleitores apomphos e ficticios.
Nio se espere, portante, de mim um discurso
que, alm de que, eu tenha dito muitas vezes, nao
o sei fazer, nestas circunstancias impossivel.
Neste momento, repito, nao tenho, ocenpando esta
tribuna, outro intuito, seno o de impedir qne o
projecto em discussao s. ja encerrado, porque es-
tou convencido de que assim presto ao Sr. Gasrjar
de Drummond um servico, alm das ontras razoes
por mim expostas.
O nobre deputado Sr. Gaspar de Drummond se
encommodara se visse toreado a nao voltar a tri-
buna, como j nma vez succedeu.
Este procedimento da maioria autorsa a acredi-
tar-se que Ss. Excs. nao olham com bons olhos
para quera discute pelo modo porq e o faz o Sr.
Drnnmond, isto sempre com muito talento, com
muita vantagem, revelando vasta eradico e d^tes
esppciaes.
Nao poderei, com certeza, combinar ideas, dis-
cutir o desenvolver urna these ; mas com e auxi-
lio dos nobres deputados e dos meus amigos, eu
irei por diante, at terminar a hora. Terminada
esta primeira parte di peca, a ouvertura propia-
mente dita, em passarei segunda.
Sr. presidente, V. Exc. sabe perfeitamente que
eu o considero muito e tenho muito em attenco as
suas ordena ; V. Exc manda ni minha pessoa e
por isto me veja sempre desarmado, nao tendo tor-
ca para oppr-me aos seus firmona ; V. Exc tem
o condo de quebrar as minhas energas ; eu nao
me sinto com torcas para arcar contra V. Exc,
mesmo contra as arbitrariedades por V. Exe pra-
ticadas.
E' que V. Ex., embora exborbitando, o faz do
cemente, sem azedume, sem arrogancia, demous-
trando baver de sua parte boa intenclo ; e eu ereo
mesmo que V, En:, quando assim procede o faz
convencido de que tem por egide a lei.
Todava, V. Exe. por muitas vezes, oceupando
essa eadeira, transgride a lei : se nao o taz pro-
positalmente V. Exc. erra, o qne nao de admi
rar, porque errar humanus est. V. Exc embora
os mu:toB dessioa que tem de ser o fiel da balance,
de executar a lei perfeiUmente, nao interpreta bem
o pensameuo do legislator com relacao aos encer-
; meatos.
0 illu.tre Sr. Dr. Olympio Marques, quaodo na
legislatura passada, oceupava a tribuna para op-
por-se a qualquer delioei ac$o tomada pela mesa,
dizia sempre que o regiment devia ser entendid
nao Someute pela su* Tetra, mas pelo seu sentido.
8. Exc. dizia qne o regiment tinha tambera a sua
philosophia.
Eu aprend muita cousa com aquelle mea Ilus-
tre adversario.
O regiment prescreve que os requerimentos de
encerramento nao tem discussao. D'ahi conclue
V. Exc. que havnndo um deputado corajoso, como
incontestavelmeutc o o honrado representante >o
IIo districto, qne veuha pedir o encerniinen'o de
qualquer discussao, o sdencio se deve tuzar irame
dmtamente, nos nos devemos transformar em es-
phinges, tornar mn ios e quedos ^it que seja vo-
tado eaae requerimento.
E' verdade que o requerimento de ncerroment
Por este facto estou inhibido de enviar essas
emendas ?
Qual o meio que eu tenho de mandar essas
emendas mesa ?
Se nao padir a palavra pela ordem, V. Exc.
aubmette votaco o requerimento de encerra-
mento, portante o nico recurso que ha para inter-
roinpsr este acto de V. Exc. pedir a palavra pela
ordem. V. Exc m'a deve conceder e eu della
usindo direi que ha fia confeccionado urnas emen
doa que pretenda justificar antes de remettel-as,
mas que, nao podendo usar da palavra, por ter sido
requerido o encerramento, ss remetto n'aquella
occasiao.
Tudo que nao for isto ser urna iniquidade.
Se, porem, o deputado se exceder, transpuzer as
raias tracadas pelo regiment ; se quizer discutir
o requerimento de encerramento, V. Exc. nao o
deve consentir. E quando V. Exc. assim proce-
der ; quando V. Exc. cnamar ao cumprimento da
lei o deputado que se tiver transviado, pode con-
tar com o meu auxilio.
Portante, apresentado o requerimento de encer-
ramento, embora nao se discuta este, pode, toda-
va, qualquer deputado, pedir pela ordem a pala-
vra, asm ter, entretanto, o dever de declarar para
que a pede
O Sr. Presidente Quando se pede o encerra-
mento nao se discute nada mais.
O Sr. Jo Maria De accordo, nao se discute,
mas pode-se fallar, pal ordem, para as diversas
hypotheses que j figurei.
0 que o regiment nao permitte que se dis-
cuta o encerramento.
Imagine V. Exc que proposto, como foi, o encer-
ramento, eu obtendo a palavra, comecasse dizen-
do, referindo me ao autor d'esse encerramento :
o nobre deputado que nunca discute ss questoes
que nesta casa se ag am, a despoito do seu alto
merecimento, procedeu muito mal, levantando-se
hoje para requerer o encerramento, depois de ha-
ver feite ligeiras consideracoes ; este proedimen-
to de S Exc. nao abona muito os seus talentos.
Alm disto S. Exc mostrou-se espirito atrasad",
pois ao paiso que declarou votar pela extinecao
do Gyranasio, sem, entretanto demonstrar a des-
necessidade d'aquella ostituicao, pedio verbas
para construccSes de cadeias.
Verdade que nisto S. Exc foi coherente, por-
quanto, desde que se atira ao barathro da igno-
rancia as criancas o fim destas nao pode ser ou-
tro qus nao as cadeias. O nobre deputado com-
prehendeu que, desde que se techam os estabele-
cimentos do instruceo, o povo jazeudo as tre-
vas, s pode aguardar as cadeias, e ento, previ-
dente como com antecedencia manda conatruil-as
porque sabe que ser este o resultado dos nossos
infelizeg patricios. (Apartes).
Um Sr. DeputadoE' para acabar com os tron-
cos.
O Sr. SophroDo PortellaO tronco urna ne-
ce83dade.
O Sr. Jos MaraO nobre deputado devia ter
ouvido um aparte dado por mim, quando S. Exc.
orava. Eu disse que S. Exc deveria ter nascido
a 100 anuos passados. S. Exc. acaba de dizer
que os truncos sao necessarios, o nobre deputado
prova com isto que tem o espirite muito atrasado-
Pois nestu seculo, em um paiz que se diz civilsa-
do, o nobre deputado um mofo que ainda hontem
sabio de cursar a academia, vem dizer, e diz sem
corar, que os troncos sao necessarios ? !
O r. Regueira CostaRealmente, para ad-
mirar.
Sr. Jos. MariaSe sao necessarios os tron-
cos, a'este caso pego ao nobre deputado que em
vez de verbas para cadeias,-peca verbas para cons
trueco de troncos; que se colloque um tronco "m
cada esquina, para ver se, por este meio, ua attin-
giremos mais depressa ao desidertum do n ihre
deputado, ao desidertum dos espirites atrazados,
como demonstra ser o nobre deputado.
O Sr. Andr DiasNao ser melhor um tronco
em cada escola ?
O Sr. J>s MariaE no Gymnasio urna duza.
Mas, Sr. presidente, vo'taudo ao argumento que
estava deaenvolvendo direi: se, por ventura, pro-
posto o encerramento, eu, ou qualquer deputado pe-
dase a palavra, e comecasse a dscutil-o por
aquella ou outra qualquer forma, V. Exc. nao de-
veria consentir, cumprindo-lh i retirar a palavra.
Nao sendo isto, nao pode V. Exc. negar a pala-
vra a quem quer que a peca, porque V. Exc. nio
sabe para que foi ella pedida
Estou certo de que ja V. Ete est convencido
da verdadeira thejria, d'aquillo que clara e ter-
minantemente dispoe o regiment, e por isto passo
a oceupar-ine de outro assumpto.
Eu uo ouvi um aparte dado pelo nobre d puta
do, o Sr. 2 secre' rio, mas dsse-me o raen dis-
tincto collega e utuig deputido |n lo 6 districto,
que S. Exc. tinha alludido a subsidio, .tinha dita
que nao se havia estendido muito no seu dLeuro,
em que pedir o encerramento para nao roubar o
tempo, afim de nao augmentar o subsidio. Acre
ditar S. Exc. por ventura que os deput.t ios que
fazem parede, que protelam as discussoes, ofazsm
tendo em vista o subsidio? E' bem pjsaivel, por
que ueste mundo ba gente para tudo e ainda so-
bra.
Pois bem, para demonstrar ao nobre deputado
e aquedas pessoaa que pensim como S. Exc, que
nao com vistas no subsidio que eu pmtello as
diseusboes nesta casa, ou que taco parede, para
demonstrar que o seutimento de patriotismo que
isto me rapo, eu declaro que desiste do subsidio
de hoje por diante; eu nao percebere mais um
ceitil do s-ibsidij e nei de proceder da mesma for-
ma como at h je, deixando de entrar para fazer
numero semprs que a minha p 'a-io.i eoncorrer pa-
ra ubnr-ae a sessa e protelaudj indefinidamente
13 discussoes
Hei de proceder por esta forma para que se
torne b'-m evidente que eu assim procudenlo, tr-
uno um fim mais no >re, maa elevado, perfeita
raeute Mtnoti'O, porque euteudo que a pnvincia
de Pernambaco lucra e lucra muito quando nos
uo tr^balharao, quaud.i esta casa nao fnneciona.
O r- Regueira Cosa Apoiado, apoiadissimo.
(Trooam-se diversos apartes.)
O Sr. Jos aria (dirigi io-ae ao Sr 2 secre-
ttrio)Agora eu espero qu* o meu illustre colle
ga me acompanhar, eu espero que S- Exc. tam-
bera nao reeeber o subsidio a que tiver direito de
boje em diaute.
O Sr. Sophrooio PortellaNao faco paredes.
O &r. Jos VlanaE' u-na questo muito pe
queiiiu* ess ; qui nao est na altura de nenhum
Sr, d- putado.
(Apartrs)
O que um miseravel xabsidi de 950J por
(ha par cada deputado, quando a provincia do
Rio Gi >nde lo .s'orte pg* 15 aos seus represen
tantea provinciana ?
O Sr. Regueira Costa da um aparte.
O Sr. Jos M.ria\quedes que reprovarem <>
no-o > proce i un .nto, o procedm uto que havemoi
tido nesta esa, teem o direito de nao nos reeleg.-r
ma ii uhuin de nos, depuU los, temos o direito
oo t.m discs.so, ma n m por isto sSja^esnafe atir*r A, f .^d ,S;no|ija^iggffiessa phrase
, crd>-m paro o^i
'"
tado inhibido de pedir a palavra pe i crd.-m pa
requerer votago nominal, propor qualquer alvi-
tre, encaminlar a discussao on me-ino pedir >
adiainenio da votaco deas requeriui.-o.to, que era
o que pietuudia fazer o nobre d-putado p lo 9
districto, ou para outro fim qu ilquur.
Vejamos um exemplo :
Supponha V. Exc. que eu tinha emendas man-
dar ao orcam nto, mas, proteo i.-ndo fallar, -guar-
dava-me para mvial-as mesa depois de as baver
justificado.
Eu nao contava de forma alguuia qu fosse re
querido o encerramento e por est razio, como
costuine, rsperava occasiao opportuna !
Antes de me ser dada a palavr ., o orador que
se acha na tribuna, requer o encerramento.
_nal> t-uodidio! U*0" Jnisera, porqu.-9<5U0
e uiiit miseria pam^jiuT-bsaflem pobre, como eu
su!
(Trocam diversos apartes).
O nobre*d-i-utdo s teve intuito de fazer n-
fiuuaO'S :uj iriosas anos; mas >'U desprezo es-
sas psinu eoes e d spr-zo-as norque estou ni
aluna le uooialr, como effeti va mente nao ouvi,
as aparte i a%tr depuiado; edelle aao me tena
oceupado pe u meu illustr- collei' a amigo, d-pu
ladopelp 6 districto, pira ell- "o me houvesse
clioui ido h itrened.
O -r R rueira Uost E' o caso de a gente
lo se importar com esses apartes, nem mesmo
para dspr.-zl-os.
(Troi-am-se muitos apart. s).
' (O Sr. Presidente pede que^ nao interesa
orador).
Voltando, Sr. presidente, ao assumpto 4t ane
me tinha oceupado e do qual me desviei ar aaa-
meutos, eu direi que V. Exc. nao se poda enrojar
a aceitar, depois da proposta do encerraaiaaa^
qualquer requerimento e principalmente aadk
adiamento dessa mesma proposta, porque $ to-
das as medidas submettidas deliberaci*) akaBa
Assembla esce anjeitaa ao adiamento; curta.
razio para estar tora desta regra esta metas,
tonto mais quanto devia-se aqui applcar ces-
cip:o^odiosa restringenda favorabilia i ntUfwSm
O Sr. Regueira Costa d um aparta.
O Sr. Jos MriaV. Exc, Sr. preaiarte.
v que a ordem natural as cousas esta. aeo
bre-se um vasa de guerra encouracado e scrae-
se que nao ha hala que vare a sua couracv. mas
l vera um espirite emprehendedor que ietaabeaf
urna bala que mette no tundo do oceasai asas
vaso encouracado.
(Apartes)
Foi o mesmo que se deu com a rolha. O cataos
deputado pelo 9 districto inventou o as,na
rabas.
(Trocam-se muitos apartes).
0 Sr. Presidente Attenco Attenco 5
O Sr.Uos ManaMas, dizia eu, Sr. preatanr
e repite nao pode esta medida sofFrer egeqHJCat
de todas as outras, de todas as medidas apraxa&-
tadas, de todos oa requerimentos ede teiacasu-
dicacoes aqui apresentadas; e se sobre qeaanar
medida proposta nesta casa pode qualquer Abi-
tado apreseutar requerimento de adiameata, faigt-
camente a rolha nao pode ser isenta dessa i
lei.
O Sr. Sophronio Portella (2 seeretartn}-
uma assembla liberal quem fez a rolha.
O Sr. Jos ManaE quem diz a V. Esc qv
nao foi urna asamblea liberal que fez a rlka*
Pois eu digo mais a V. Exc.:eu propra eanr
corri para isto.
(Apartes).
Mas pelo facto de eu ter concorrido pare ef
da rolha, deve entender-se que, quando te trata
de urna, discussao importante como ^ ida-
mente, a maioria procure por todos os mata a;
meos impedir que se discuta o trabalho apresnmv-
do pela commUao respectiva?
(Ha diversos apartes)
0 que temos nos visto, Sr. presidente? E* -vnea
orcamente foi discutido por deputados lib^intor
conservadores que iuip"gnaram.
A commissao He orcamente, porm, neasteakunr
dos deputados da maioria responden aos dif.waaa
de impugnacao daqueile trabalho.
Um Sr. DeputadoO Sr. Coelho de Marea vez de fallar, lia.
O Sr. Jos Mara- 0 nobre deputado. e fce
lho d Maraes chegou a dizer em um aparte, ir a
commissao nao tinha satisfaco a dar im svu
actos, e ato por que a commisao de orease ata ae
achava bem com a sua conscieucia!
E' verdade que o Sr. Joao Alves tomos a. zaio
vra mas pode-se dizer que o nobre depuui csa-
pondeu aos argumentos aqui produzidos pela Sas-
tre deputado pelo 2o listiicto, pelo bonrudai*>{m-
tado pelo 12', pelo nobre deputado pelo 3, < par
todos aquelles que se oceupam da materia t SSs
por certo.
O meu illustre amigo o Sr. Joo Alves liaaiTaa
se a a'irar um enchame de insultos sobre respeitavel doa empregados pblicos.
Era cousciencia o nobre deputado pelo ir" -*
trete puder por ventura, suppor que respaetan
ciRnideracdes ponderosi momentos antes de 8. Exc. tomar a palavra, pete
nobre deputado pelo 3 districto, o Sr. l\tt jar
Itapissuma ?
0 Sr. JacobinaEu creio at que ha dirr!
cia entre os dous membros da commissao.
, O Sr. Jos MiriaDepois, Sr. presidente, ;-.
muito bsra diz o nobre deputado, at os dsa
broa da commissao estao em dosaccordo. E amas
que um diz ter executado aquillo que oriiacia a
Th-isouro, considerando essa repartieo atiiciean-
ptente do que a propria assembla, julgaaA as-
sim os outros deputidus por si accreditanda ateas,
seus collegaf se medem pela sua bitula.
Assim S. Exc. nao tem pejo de confessar q*c jc-
Caraento obra do Thesonro O illustre retserdn
comniiaso, porm diz que o orcameuto oartsaua
e que S. Exc. fez de accordo com as suas (dita.
Para mostrar ainda que ja. Exea, ae aekamioc
em deaaccordo, basta na votacao do art. lc leaduac
o facto de terem, em votaco n:rainal, vaCoasar
uns em favor de urna emenda e o outro emtm.
Est prvido que os membros da commissaa t u*-
(amento provincial na austentaram o sea tnaa-
Ibo. Nomearam um curador e este curador xam.
indofeso o aeu cliente.
Ua Sr. D -putadoPo le dizer quera fi n nara
dor?
O Sr. J is MariaNao tendo o Sr. Joi* Uves
bem cumprido o seu dever a nobre commisMBaeot
sab-r q ie caininho lomasse. ateuita, aterraS*onc
os gvlpes de meetre_ le os nobres deputados a tjl
S rao de Itapissuma, Rogoberto, Regueira Caris.
Piianga e tanto outros descarregaram sobre *$ut-
le p-tch! ii rute d ocoinuual, receicsos de aerea Js^-
vurados pelo proprio raonstro, quedaram-ce s3av-
CI"SIB.
(Apartes).
Aesm o projecto foi completamente imparaaub
mas nao foi defundido. Os nobres diputas** dk
uaioria, os paisda creanca infeliz, abandosaxaaB-
na aqui. E o co-tado do m.rastro, o deagraetti bdontra, -rndou aos poutapps de quem quix asa
puehoes le orelhaa de todo mundo.
O n.ibr.- deputado foi carrasco, mas taivez fcaiux
fetouma obra da caridade. apertaodo a eerfi*.*"
psce> do monstro. F-z bem, antes isa^ac d
urna vez, doqu-- ir raoirmlo aos poneos, ao I
diuhos, esmo aconteca nos sacrificios
(Ap nados).
Sun o- s, pira esta frfrjja s o. ridiculo, pansa*
ate nio u. rio E quando as cousas cberaaaav
este estado outro rem dio nao temos seuza Sana
a gargalhuda franca, porque ridendo castlf/t mar-
res.
0 Sr. Sophrouio r-ortella -V. Exc. sabe l^taa,
pois quo est citando >u venal.
O S'. -loo Mina E' latim contra latina.
Nu teu lo sido lido o re.iuerimeiitn do nsrafc-
putado, quoro dizer sacarolha ; aao tenia anac
vetada com alguma porque o qu se segua Cea
tumulto, pens qu V. Kxc. aminh, para *rsa-
s oivel justo, mandar 1er o requeriov'nt aa.
ae subiu- ttei o a votos.
(Apartes,.
A a-ar esta a terminar e eu, satistehiv obs a-
teoto, V"U omiii ir.
Ant hor npi-veitare uus minutos que faltaapan.
d.zer uini'i anta um. verdades.
Uu^ ui ">' uoores putados.
Us uonservadores que se remordan) de iwwqv
pelo talento io Sr. Gpnr de Drumuioiiii; aiaa
d mo.r un ii i na- auas justas spiragoes, d-^re.
tigiajr}im,n'o quan'o p 'd-ram e eoujpi t*ra aea.
onfa* atir.. do-o u sepultura; e huje, qa>a%
muda as >uas eiusas est queutest'tsaot-cl'aa-ae.
,iupl..iii. ii e do iuv j ., pelo tal nto taivuc mSt.
trnis brilii inte do dSiatre f ernarobuenno. sea Sapa
ti ho nosso iwliega. Elles por esta forma pvaos
dem, e e tr-iinte ae Ss Excs. fosera hoaaat-esf
espritu i.....i elevado, devenam ter paraaaa
Dr. Dn.iiiiii.ud, toda- aa cunsidi-racoes, trisa aa
respeit s, que S. Exc. tem feito jua, porqasaas
e ropit -eui offeos* a neiibum doa na tibsi 4m
uaaa, cu uo eonheco talento mais luminoso, ass
tracu mois vasta em 'o curta idade.
O Sr. Ueirueira CoatDiz n verdade".
O Sr. Jos MariaE' juramento isto jawfiac
apavorar aquelles que sao verdadeiros m4Btn%
Suisrn
I UietVTL


de PcrnambucoQuinta-feira 1 de Julho de 1886
f
que, compreheadendo qua seu crneo vaga naj
trevas, nao querem ver o brilho, ayhiapaa lomi-
aosis, producto de to alevantadi talento, aa
Ilustrado tao iturntf. co mo aquella de qae do-
tado o illustre Sr. Gaspar de Drumtmmd.
Explica- ge isto perfeitameate: os nobrea deou-
tados esto no seu verdadeiro papel; os nobrea
deputadoa nao querem luzes, s querem trevas e
oor esta razo mandam techar estabelecimentoa de
instrucc&o, apagam o facho da aciencia e abrir
cadas! Teem raaio o noba enlatados aaas-
tellados no sea earulha, nao pedeaao responder
aos discurso* aam praiindos; nao aodemjo dis
cutir aa questoas-iaupartaates aq i agitadas, nao
tendo competensa. pana argumentar asm oeseus
antagonistas qaatfaa qaaaaipugnaram a monaavo :
mas compreheadeado qjat o meaoio ala eucoeder
ao Dr. Druinrooad; que 8. Eac. far>eavir aqui a
sua voz pujante aa dtecnssfto d'eaas- projeeto;
comprehendcndo qae aa ha de fazar o confina-o
entre o procedimaato da una e outroe; que 8a.
Excs. ficarSe em falsa posico, em posico de pig-
meu, ao passo que o outro se elevara como gi-
gante, aprovetam a ausencia d'aquelle deputado
para enceirarem o orcaraeato e at eate projeeto
de cuja commisso 6 elle relator .'
Sr. presidente anda pretendo, como disse, dis-
entir ama ves o projeeto de fixacao da torca.
Ainua boje na discut forca policial, o mau in-
tuito foi este : prestar um servico ao Dr. Drum
mond, impedir que a discussao se enceraasae boje.
Acha-se na .mesa um requerimento de addia
asento ; eu dou-me pjr aatisfeito com o que fiz e
me aguardo para responder o discurso que ha-de
danrnndir e traxer cheios de desespero os nobrea
deputados da bancada opposta. Hei de responder
ao discujso do Dr. Gaspar de Drummond, discurso
qne ha de s"r tao elevado, tao luminosa qad ra
lar, nao a dos, mas aos nobrea deputados que"
nao podem ver com bous olhoa um seu coliega ele-
var sa n'um pedestal tao alto que olhe para Ss.
Bies, de cima para baixo !
Vozes Muito bem, muito beta.
(O orador cumprimeatado por diversos Srs
deputados).
Vem mesa, ido, apoiado, o aegninte reque-
rimento da adiacnento que tora a emenda, nao se
votando por falta de numero.
horas.Lourenco de S.
Entra em -discussao o projeeto n. 29 de 188b"
qne fica addiado na forma do regiment.
O Sr. presidente levanta a seaso, designando a
seguate ordem do dia: 1* parte: continuacao da
anteceJente; 2 parte: continuaco da antece-
dente.
sembl* geral, os membros da Imperial 8cledade
dos Artistas siechanico a Libexaes, para oe fin
comamos. __. _
Jauta da Santa Cana de Misericor-
diaHoje, s tres horas da tarde, reahsar se-ha
a srss&o solemne de posse da junta da Santa Lasa
do Misericordia, nomeada pelo Exm. Sr. vice-Pr;
sidente da provincia, para servir no biennode 188b
a 1868.
Compe-se ella dos segumtes bis. :
Pro-wedor
Desembargados Francia de Aaaie Olivara Ha-
cia!.
Vioe-aroredor
Vfc. '--"- Cenvia de Araoja
Thasoa reata
Commaadador Joaquim Felipa da Costa.
HfcYSTA DIARIA
Forra policialPtr portara da presiden-
cia, de 8 de Junho prximo finio, foi prorogada a
lei n. 1844, de 26 de Junho de 1885, de fixacao de
forca policial, afim de ser executada at que a As-
aabi&. Legislativa Provincial vote igual le para
%peva exercieio.
Elerrua municipalProcede-se boje
eleicdo tos jnizes de paz e vereadores para o qua-
Irienmc de 1887 a 1890, em todos es districtos e
municipio do imperio.
O processo eleitoral, segundo a lei, comeear s
9 horas da manha ein todas as t-eccoea, depositan-
do na urna cada votante urna cdula ou Chapa
contundo quatro nomos para juizea de paz e outra
apenas um nome para vereador. Na primeira se
esciever externamentePara juizesde paz, e na
segundaPara vereador.
As cdulas ou chapas, deverao ser fechadas po-i
todos os lados ou metlidas em enveloppes, scro
escripias em papel lisa, branco ou ailado, e nao
tero iignal algum ou marca interior ou exterior.
Para que possa ser receido o voto compre ao
eidado votante exhibir o seu titulo de eleitor.
Eis urna indicacaa dos lugares em que teem de
otar os leitoreB do municipio desta capital, o
anal abrange as nove fregueziaa do 1 e 2* dis-
tiisos eleitoraes:
1* DISTRICTO
Freguezia do Recife
1 secvo (Matriz)Os eleitores do Io a 9quar
teipes.
2* se.co (Arsenal de Maiinha)Os da 19a a
"' quarteiroes.
Freguezia de Santo Antonio
1 seceo ((Jamara Municipal) Os do 1 a9'
aoarteiroes.
2 seccao (Escola do Calabenoo)Os do 10 ao
16* quarteiroes.
3* seccao (Escola Modelo) Os do 17 ao 26
anarteiro :s.
4" seccao (Escola Normal)Os do 27* ao 32*
quartsirocs.
Freguezia de S- Jote
1 seccao (Matriz)Todos os eleitores do 2*
-.tiicto pjlicial e os do 38% 39, 41, e 42" do 1'
dietricto policial.
2a seccao (Martynos)Os do 25" a 37 quartei-
rpea do Io districto policial.
3 seccao (Riba-.Mar)Os do 15 a 24 quartei-
roes do 1* districto policial.
4a seccao (Terco) Os do Io a 14 quarteiroes do
10 districto policial.
Freguezia de Afogados
1 districto de paz
1* seceo (Matriz)Os do 1* e 2 quarteuoes.
2* seceo (S. Miguel)Os do 3 a 8" quartei-
roes.
2 districto ie paz
1 seeco (Magdalena)Os do 1, 2 e 4* qu*r-
taiwea.
2 seccao (Rimed03)Os do 3" e 5oquarteiroes.
o" districto de paz
Seccao nica (eres)T dos os eleitores do
di;trie i o.
4o districto ie paz
Seccao nica (Boa-Viagem)Todos os eleitores
do districto.
2 'distbcio
Freguezia da Boa-Vista
1* seccao (Assembla)Os eleitores do 2o dis-
tricto policial e os do 1 quarteirSo do 1* districto
policial.
2 seccao (Rosarioj Os do 2 e 3o quarteiroes
io Io districto policial.
3 Beccao (Matriz)Os do 4" a 8o quarteiroes
do 1 districto policial.
4* seccaj, (Santa Cruz)Os do 9* a 12 quar
teiroes do Io districto policial.
5> > eccao (Escola ra do Visconde de Albu -
querque n. 182)Os do 13" a 16 quarteiroes do 1
districto polieial.
6a seccao (S. Goncalo)Os do-li a 19 quar-
teiroes do 1" districto policial.
7^ seccao (SoU'dade)Os do 20" a 25 qnartei-
ivjb do 1 districto policial.
Freguezia da Graga
1* becSo (Matriz)Todos os eleitores dol dis-
tricto policial.
2' seceo (Belm)Todos os do2" distiicto po-
licial.
Freguezia do Poco da Panclla
1 seeso (Matriz)Os do Io e 3* quarteiroes.
2' seceo (Casa Forte)Os 5, 9*, 11, 12", 13,
15*, e 16 quarteiroes.
3a seccao (Monteiro)Os do 1, 8e.l0 quar-
teiroes.
4 seceo (Apipucos)Os do 2*. 4, 6, 14% e
17* quarteiroes.
Freguezia da Yarzea
Tolos os eleitores votam na igreja matriz.
Freguezia de S. Louren Tambem votam na igreja matriz todos os elei-
tores desta treguezia.
As respectivas mesas foram installadas hontem.
Chapa para vereadores-E' a seguate
a chapa a presentada pelo partido conservador para
membros da Caiaart Municipal, no quatriennio de
1887 a 1890 :
Agostiuho Bezerra da Silva Cavalcante, pro-
prietario.
Antonio Goaies de Oliveira e Silva, commor-
ciaate.
Antonio Samica de Lyra e Melle, commerciante.
Dr. Cosme de S Pereira, medico.
Demetrio de Gusmao Coelho, proprietario.
Dr. Francisco do riego Barros de Lacerda, agri-
cultor.
Gabriel Ildefonso das Neves Cardoso, commer-
ciante.
Heoriqu* Bernardas de Oliveira Jnior, com-
terciante.
Major Joto Francisco Antunes, despachante.
Joma Jos de Amortm, cooimerciante.
Joaquim Jote de Abreu, solieitador.
Dasembargador Manoel Ciernan tino Carneiro da
aaha, proprietario.
Coaapaalaia do Beaorioo Hoje, ao
ajo da, reuaem se am assembla geral, nare*-
iva sede, os acionirtasda Companhia do Be-
be, para oe fina do art. 36 dos estatutos da
1. Dr. Praaedas Gaaws do Sousa Pitaaga.
2 Dr. Aatonio Jos da Coda Baaairo.
3." Dr. Manoel da Trmdade runaii,
4. Commendador Albino Jos da Silva.
5. Commendador Jos da Silva Lcyo Jnior.
6. Dr. Antonio Cloioaldo de Souza.
7. Dr. Augusto Carlos Vaz de Oliveira.
8. Dr. Pedro Affonso de Mello.
9. Dr. Alexandre de Souxa Pereira do Carmo.
10. Manoel Antonio Cardoso.
11. Commendador Joio Viceate Torres Bandeira
12. Dr. Jicero Odou Peregrino da Silva.
13. Dr. Antonio Mara de Fari* Nev*.
14. D. Juan Busson.
15. Tenente-coronel ApcDario Florentino de AI-
buquerque Maranhe
16. Dr. Jos Antonio de Almeida Cuaba.
17. Major Jos Joaqnim Antunes.
18. Francisco Angosto Pereira da Costa. ,
P Coaaelbe Iitterario Rennio-sc beotem,
em aeaedo extraordinaria, para o julgamento da
proteesora Anaa Fraacisea da Conceicio Amo* im.
Lidoa os reUtorios doo autos e a defesa do advo-
gado|doi professores, foi apreseutado o parecer da
3" seecao, relator o Dr. Jos Diniz, concloindo pela
abaolvir&o.Appnwado.
ateKikta Kealisou-se ante-hontem 3a baca
da Gazometro do iiio Capibariba a 4" regata pro-
movida pelo Club de Regatas Pernambucano.
O aspecto do rio esta "a imponente pelo crescido
nam to de escaleres, que o crnsavam em varios
sentidos.
Uuas liohaade bii ts int rmediadas de bandei-
ras de variada cores delimitaram as raiaa, den-
tro da qaal fluctuavam as entbarcacOea empenha-
das no pareo.
As duas filas de espectadores que se estendiam
pelas formosas margena do Capibaribe e a grande
concurrencia de familias e oavalheires que se
achavam naarchi-bancada, solida e elegantemen-
te construida sobn o caes da margen esquerda
do rio, davam maior realce aquella festa fluvial.
Damos aoaixo a ordem dos pareos, designando
as embarcacocs vencedoras e as veneidas. bem
como as distancias, diff.-rencas e demais eircum-
staacias dos navios duranta o pereurso.
Eis a ordem :
Io Pareo, Corsxrio Negro e Vencedor, vencen o
pri oem percorrendo a raa de 5' l>" tom 15 se-
gundos de differeaca sobrs o competidor.
2." Pareo Medusa e dfentno, vencen o segundo,
pereorn-ndo a raia em 5', Medusa sabio fra da
raa.
3." Parco, Capibaribe e Relmpago, venceu a
primeiro, pereorrtndo a raia em 3' e 20' com 30
segundos du difierenca sobre o competidor.
4 Pareo, Flor da Llagela e Carolina, veuceu
o prime.ro, percorrendo a raa em 4' 4" com 7 se*-
guados de diff renca sobre o competidor. Foi
< ste o Bares inaia desputado da Regata.
5." Pareo, Capibaribe e Relmpago,. Tendo ha-
vido protc atas d.: ambas as tripolcces est por
decidir o resultado da corrida.
8.o Pareo, Duda e Bibi Nao comparecen Re-
gta.
7 o Pareo, Irene e Elctrico. Nao comparecen
R-gat*.
8. Pareo, Mera, Tubarao, Polvo e Beto (4 ga-
mellas.
9. Pao de sebo. Foi tentado por diversos ama-
dores ni > conseguiado nenhum tirar o premio.
Tbealro de Santa InabelO drama
levado scena, ante hontem, nesse thuatro, foi a
primorosa produccao Iliteraria do Ilustrado es
criptor francez, Jorge Ohonet, intitulada Le
Maitre de Forges-
Eacripto em esfylo elegante, e vasado em moldes
realistas, o bello drama recoomenda-se, princi-
palmente til por ensina ncatne, pois que em todas
as suas phrases nota-se a consagradlo do traba-
Ibo, do talento e da virtude, vencendo os preoon-
ceitos do naacimento sem merico.
Nao se poda e nem se pode exigir a mor e
mais correcto d -sempenho da peca.
En geral, todos os artistas que nella se empe-
nharam, foram bem, cabendo, entretanto, menco
especial ao Sr. Furtado Coelb* e sua digna esposa,
eujos papis foram os mais difBceis e importantes,
Ccrtamente, o grande dramaturgo encootrou
nos doas artistas, interpretes, que, dotados de
notavel talento, cilocaram 'na devida altura su
- brilhante locubraco.
O successo obtiio aate-hontem pelos actores
Furtado Coelho e Lucinda deve eachel-os de justo
er^-i'lho, c elles o mewxjeram.
O theatro, como raras wzes acontec, r'trsrgi-
tava de espectadores, sobresahindo o high Ufe da
soci dado prraambucana.
Durante o cosrer da peca, no fira de cada acto,
foram os dous eximios actores muito applaudidos,
toeando ao extremo o enthusiasmo.
Laniernu HatficaDistribuio-se hontem
o n. 158 Ueste peridico livre e humorstico. .
.rogad No dia 28 do mez hontem findo e
no rio Bebdcibe foi encontrado o cadver de Fran-
cisco Prieto, que, soflrenJo de epilepsia, fora tomar
um bauho, e aeudj accominettido da molestia e
morreu atogado.
a polica tomou conheeimeato do tacto.
Des panhaes Tantos foram os que para
a secretaria da polica da polica acaba de rcinet-
ter o Sr. delegado do termo de Panellas alli appre-
hendidos em inilo de diversos deaordeiros.
atevistinnaRecebemos hontem e agrade-
c ni ;s c 3o numero da pena encyclopedia quinze-
nal, especialm uto critica, noticiosa e luterana
it j.n o titulo cima.
Feata iliiSasradoCiiraro de afean*
na (loriaAraauha realisar-se-ha a festa do
Sagrado CoracSo de Jess na igreja do Recolhi
ment da Gloria ; bavendo s 7 horas da manha
ursaa rezada pelo Exm. Sr. Bispo, que logo de-
pois administrar o Sacramento da Chrisma.
Siguir-se-ha depois a missa cantada, pregando
ao Evaagelho o Rvm. conego Dr. Francisco do
Reg Maia.
Revista do Instttuto Arcneolosico.
Recebemos hontem um exemplar da Revista
deste Instituto, de 174 paginas, e que trata nica-
mente aa memoravel sesso alli celebrada em 9 de
Maio ultimo.
Conten o extenso, minucioso e bem elaborado
relatorio apresentad pelo Sr. Dr. Jos Hygino
Duarte Pereira, que fra, como se sabe, encarre-
gado de ir Hollanda colber documentos existen-
tes nos arcnivos pblicos daquelle reino, relativas
oceupaco hollandeza no Brasil no secuto XVII.
E' este um livro p-ecioso e digno de ser apre-
ciado por todos quantos presan ob estados da his-
toria.
Atropellado. As 2 horas da tarde de an-
te-hontem e na ra de S. Jorge foi atropellado por
um doa carros da empresa Je trans ortea de car-
nes verdes Themoteo Gomes de Mello, sendo ati-
rado de encontr a urna das calcadas da meso?
ra e ficaudo levemente fendo na cabeca.
A respectiva autoridade policial tomou conheci-
mento do facto, que verificou ter sido casual.
t MMUxoinato. No dia 20 do mez que hon-
tem findou e em trras do engenho Jundi, Flo-
riano Jos dos Santos, armando-se de urna faca de
ponta, assassinou a Roque Francisco da Silva.
O delioqueute foi preso em tiugraute delicto e
contra elle est a proceder-se nos termos do in-
querito policial.
Falleclanrnto. Eserevem-nos do Brejo da
Madre de Deus em 26 de Junho do corrente anao;
Acaba de tallecer na povoacSo de Jatob,
> Urna brilhante testa a bordo da Almirante
Barroso.
A recepcao a bordo da fragata brasilaia Almi-
rante Barroso a noite paasada foi um mem.-ra-
vel soecesso aa historia social da cressente cidade.
Aigumas semanas passadas o Go ve mador do
Estado da Luisiana, o Maire de New Orlewns, au-
toridades e cidados distinctos combinarais a fa-
cer honra a nosaos distinctos visitantes brasileiros
em urna recepcao que Ibes ofiereceram no Hotel
Rayti.
Kaqneila eoeasio as magnificas salas d'aquel-
le palaao.adaecam radiantes de bellesa, e brilho
de lusea, anaatehendentes vises foram ama-
veluisaar asloasdas am explendidos espelhos e
e ricaaaaaadlaa
Sacadadkaada,adtou para tornar esta festa
de raaajpinfeanlo sacial um successo saceaiada
ao espade qu a pntaarou e com le foi dada,
aenbasaa niela- eaiasncia easeoeada aara ser
apreciada c rdfetaaida pelea distinctos eawaia-i
ros, que acceitaram -na e retrbuiram a noite paa-
sada a bordo do Almirante.
k a ceremonia deeta occasio foi de naturea
de urna retribuico offerecida pelo Imperio do Bra-
sil por meio de seus representantes, o comman-
dante e ofBciaes de fragata brasileira, ao gover-
naaor Me. Buerg, Mayor SaflBsfla, e antoiioadw
ia cidade, aos membros da cemmisso de recep-
cao que saudou, Welcomttg, a chegada do navio:
e aa presidente e directores da esposicao Norte,
Central e Sul Americana, e aos cidados promi-
nentes New Orleans.
Prolongou-se das 7 horas at depois de meia
noite. Durante todo este tempo o divertimento
ofi'erecido foi sumptuoso e completo. A neite es-
tava limpa e bella. Esta e outras circumstancias
coivbinavam a tornar-la per longo tempo memo-
ravel.
A's 730 o governador com seu estado maior,
apeava-se das carruagens em frente do Canal
jtreet, e embarcava no vapor Besse, que brilhan-
teineote Iluminados cem foges de Bengala e lan-
ternas chinezas, o condnsio fragata, que cuida
dosaavnte decorada tinha tambem seus mastros
e vurgas respandescente de laulernas chaezas,'e
as cmaras a janellas brilhaatcs cem refulgente
de jorros de g a.
a Ali foi receido no prtalo pelos officias da
tmgata c eapitao da Gana, e da mesma sorte
grande numero de convidados.
Pelas 9 hars a cobei ta do navio esteva api
obado de contidados compreheniendo militares,
comavrciantes e artistas principaes da cidade.
Urna psrficiente peca escollada, e selectos dis-
cursos foram pronunciados durante a noite.
O navio estav decorado com as bandeiras de
todas as nacoes cuidadosamente arranjados e tam-
bem mottes e dsticos, emblemas o bauquets de
flores raras.
Esta sendo a 1". recepcao publica offerecida
por nui navio de guerra estrungeiro aos repre-
sentantes otfioiaea e cidados do Estado e cidade,
den ao assumpo mais do que ordinaria importancia.
Que foi aaiplamente gosada e apreciada, d
testcinunho o grande numero de representantes
que encheram as camaias, o couvz e coberta de
navio.
a Do Extado otEcial estava o Governador 8a
muel D Me. Euery E. Barke coronel Owea, ins-
pector geral, coronel Hedg-w, general Vinef, co-o-
nel grneraly, cosoael Byrnee, coronel Faries, aju-
da rte general, coronel Balker, coronel Curts, ma-
jor Trock-Mortou, general Miles, coronol Sculles,
major Huer.
Entre o clero estavam os Rev. F. Rouje e J.
Subleman.
A repblica de Franca stava representada,
alui do respectivo Cnsul ulo capito Arthur.
E o Mxico pelo eapitao Remires.
Cutros representantes de nacoes estrangeiras
como :
Zamacona, oonaul do Mxico; Batoasano, de
Espanha; Sobis, de Portugxl; Vfart.ines de Gua-
temala ; Maysembarg, da Austria'. Quintero, de
Costa Kica ; Allain Euatis. do Brasil.
A esposico Norte. Central e Sul Americana
estava representada pelo presidente Me. Connicet.
Aeguem-se os nomes dos representantes das di
versas assoeiacoes e corporacoes do Estado offi
eial. eomtnercial e industrial ; 0 dos distinctos ci
dadis convidados, que lonvaram a testa:
A's 11 hora3 foi annunciada a cela, que
constou do seguintemen
Soupe anx limitres la Baratana consomm
l Reine. Hors d'OuvreSalada de cheorettes
Louisauaiae. Maxonnai e de Volaille. Galn-
tine de Dtnde trefte eu Billevae. Langue
l'acarlate, Jambou, Glaee l'Iieperiate, Char-
lte la Bresilianoe. Gele an marrasquiu.
Cremes glaces, vamille e cat, Gallax assortis.
Vins Heres aenterne, Foatet Caoet, Porto, Cham-
pagne.
No fim da ceia fizeram-se os segaintes brin-
des :
Do commHndante Saldanha da Gairm aos Es-
tados-Unidos da America do Nojte, ao Estad > da
Louisiana, New-Orleans e do Governador do Es-
tado.
O Governador Me. Enery, responden em pon-
cas mas escoltadas palavras : ao ftituro do Impe-
rio do Brazil, seu povo emprehendedor, e boa
aaede do hospitaleiro e galbardo eapitao do Bar-
roso.
< Ambos foram entusisticamente correspon-
didose applaudidos
Dava meia noite quando os convidados de
to apracivel festa, se dispidiram saudosos.
Movimento de dinhclro No mez pr-
ximo findo a praca do Recife, sob a responsubili -
dade das diversas companbias de vapores que a
servem:
Receben
Expedio
A expedico foi para :
Franca-
Rio de Janeiro
S. Kaulo
Baha
Alagoas
Fernando
Parahyba
Rio Grande do Norte
Cear
Maranho
Para
286:348/960
991:714*876
2:4005000
833:000*000
2:000*000
221*000
84:00#*000
12 301*966
20:535OOO
15:610*101)
7:0624310
88"
14:301*600
para os portes do
raaaagelroaSahidos
sul no vapor Jaguaribe :
Dj8ebastiana Paes Barrete e 1 filho, Joao Das
de Fmtas, Gulherme J. Jessop, Dr. Cesar Jaco-
bina, Anna Mana, Dr. E. Guimarea e Jos de
Laerds F.
c** *e Betenc&o Movimento dos pre-
sos no dia 29 de Junho :
Existiam presos 303, entraram 2, sahiram 5
existem 300.
Naeioaaes 263, mulhena 3, eatrangetros 12, es-
eravoa sentenciados e processados 5, ditos de car-
ree ce 11.Total 300.
Aaaatados 267, sendo : boas 254, date -
Teeal SaS7.
Nao aauve alteracao aa nfenaaria.
Iiaaarla de Maoaiw-Fsr telegrama re-
cebidaatla Casa Felizjaabe aa aae, na 14 parte
da ia> aderia extrahid* eas 3 de Jaaho farao
pr
Hoopltal Portnnei-U movimento das
enfermaras deste hospital du.ante a semana linda
foi o seguinte :
Existiam em tratamento...... 19
Entraram................... 3
Sahiram curadas......
Falleceu.............
Ficam em tratamento.
22
5
1
16
desta comarca, victima de urna febre de mo ca-fl #5- Amaah :
trttataa Heehaaiess e Liaeraea
s 6 horas da tarde, reunem-se, em ss-
racter que est graasando alli com alguma inten-
sidada D. Mara Jos* Fernandes da Conceicio,
esposa do nosso ao.igo Antonio Fernandes de Car-
valho, actual subdelegado d'aquelle districto.
Contara a finada apenas 28 anaes de idade e
era dotada de exoellentes qualidadei; deixa qua-
tro filbos menores.
Manlfeeto. Reecbemos o que se publicou
ao Para, do Club Republicano d'aquella provincia.
Agradeeamos.
Vapor do norteO paquete nacional Caa-
r, sahio hontem do porto da Fortaleza para os
do sul de sea escala, s 4 horas da tarde.
Deve <,ai estar ao sebeado.
22
Continua de semana o Sr. mordomo Antonio
Nunca da Cruz.
DinneiroO vapor Jaguaribe ievou para :
Aracaj 8:200*000
Boda da FortunaPor esta casa foram
vendidos os bilbetes de nmeros :
8428 lO.-OOOOOO
8405 1:000*000
17676 1:000*000
30458 1:000*000
Assim como toda a centena u approximacoes do
Io premio, todos da lotera de Alagas, extrahida
hontem
Ijelloea.Effectuar-se-ho:
Hoje :
PeZo agente Pestaa, sil horas, na ra do Vi-
gario n. 12, de loucas o vidros e muitos outros
artigos e predios.
Amann:
Pelo agente Martins, s 11 horas, na ra da
Ponte Velba n. 92, de movis, louca, vidros, livros,
etc.
PeZo agente Bro, s 10 1/2 horas, na ra do
Rangel n. 48, de fazendas.
Sabbado :
Pelo agente Burlamaqui, s 11 horas, na phar-
macia da raa do Rosario n. 31, de dividas.
Miaaa fCanearea. Sero celebradas :
os seguate Meseros :
12.543 200:000*000
8.428 40:000*000
10.899 20: (100*000
16.303 10:000*000
37.498 5:000*000
2.784 . 2:000*000
5 717 2:000*000
17.997 2:000*000
18.018 2:000*000
18.297 2:000*000
22.850 2:000*000
26.278 2:000*000
27.433 2:000*000
28.437 2:000*000
Premios de ltOOO*
8.405 11.415 14.104 16.175 16.660 17.676
20.664 20.794 23.351 23.70o 23.735 23.925
24.606 25.225 25.749 26.263 26.709 28.371
30.458 30.978 31.140 38.029 39.042
.tpproxmlareii
12.542 4-000*000
12.544 4:000*000
8.427 2:000*000
8.429 2:000*000
10.898 1:350*000
W.90O 1:350*000
Os nmeros de 12.501 a 12.600, excepto o da
serte grando, estao premiados com 400*.
Os nmeros de 8.401a 8.500, excepto o pre-
mio de 40:000*000, estao premiados com 200*.
Os nmeros de 10.801 a 10.900, excepto o que
sahio o premio de 20:000*000 estilo premiados com
100*.
Todas as centenas cujos dous algarisraos termi-
uarem em 13, estao premiadas com 100*, inclusi-
ve a da sorte grande.
Todos os nmeros que terminarem em 3 e 8
eato premiados com 20*.
l,olera da provincia. Amanhi, 2
de Julho, se extrahir a lotera n.J 61, em be-
neficio da Santa Casa de Misericordia do Re
cife.
No consistorio da igreja de Nossa Senhora da
Conceico dos Militares, se acharan expostas as
urnas e as espheras, arrumadas em ordem num-
rica aoreciacao do publico.
botera do BloA Ia parte da lotera n.
198, do novo plano, do premio de 100:000*000,
ser extrahida no da .. do corrente.
Os bilhetes achsm-se venda aa Casa da For-
tuna ra Priineiro de Marco.
Tambem acham-ae venda na praca da Inde-
cia ns. 37 e 3b.
Iioterla da corteA 2 parte da 364 lo
teria da corte,cnjo premio grande de 100:000*,
ser extrahida amanh 2 de Julho.
Os bilhetes acham-se venda na Casa Feliz,
praca da Independencia ns. 37 e 39.
Tambem se acham vendana Casa da Fortuna,
ra Primeiro de Marco n. 23.
botera de Macelo de 9O0tOO0400O
A 15' parte da 12 lotera, cujo premio grande
ft de 200:000*000, pelo novo plano, ser extrahida
impretfrivelmente no dia 6 de Julho s 11 horas
da manha.
Bilhetes venda na Casa Feliz da praca da In-
dependeaeia na. 37 e 39.
botera Extraordinaria ao Ypi-
rangaO 4o e ultimo sorteio das 4* e 5 series
desta importante lotera, cujo maior premio de
150:000*000, ser extrahida a 14 de Agosto prxi-
mo.
Acham-se exposto a venda os restos des bilhe-
tes na Casa da Fortuna ra Primeiro de Marco
n. 23.
atadoaro Publico. Foram abatidas
no Matadouro da Cabanga 89 reses para o consu-
mo do dia 1 de Julbe.
Sendo: 73 perlencentea aos Srs. Oliveira Cas
tr C, e 16 diversos.
Mercado Municipal de S. deae.O
movimento desta Mercado nos diss 30 do ear-
rente. foi o seguinte:
Kntraram :
281/2 bois pesando 4.112 kilos.
490 tilos de peixe a 20 res 9*800
83 cargas de farinha a 200 ris 16*600
29 ditas de fructas diversas i 300
ris 8*700
8 tabolcirop a 200 ris U600
7 Suinos a 200 ris 1*400
Foram oceupados:
22 columnas a 600 ris 13*200
26 compartimentos- de faiinha a
oO ris 13*000
25 compartimentos de comidas a
500 ris 12*500
70 ditos de legumes a 400 ris 28*000
16 compartimentos de suino a 700
ris 11*200
12 ditos de tressaras a 600 ris 7*200
10 ditos de ditos a 2* 2*000
A Oliveira Castro <5 C. :
2 talhos a 500 ris 1*000
54 talhos de carne verde al* 54*00(1
Diarios Officiaes de ns. 158 a 166.Archi-
vem-se.
Distribniram-se rubrica os seguiutes livros:
Diario de sahidas do agente de leiloes Jos Ja-
cintho Silveira, dito de Joaquim Bernardo dos
Reis 4 C, dito de Joao Fernands da Costa e Son-
sa, dito da estrada de ferro de Ribeiro a Bonito,
dito de Souza, Gosende & C, copiador dos mes-
mos, dito da estrada de ferro de RibeirSo a Boni-
to, dito de Paiva, Vlente.* C, dito de Joio Fer-
nandes da Costa e Souza.
OBSPACHOS
Peticoes:
De Lima Reg & C, pira qne se registre a no
meacao de sfeu caixetro Carlos Francisco dos San
tos.Deferida.
De Baltar limaos % C, para que seja registra-
do o crdito martimo i. ladro au easteio do pata-
cho Urano. Reg,strc-s com adeulirac' do Or.
fiscal.
De Francisco Jos do Oliveira Rodrigues, cor-
rector geral desta praca, para que se lhe conceda
um annode licenca para ir ao interior desta pro-
vincia e de outras do imperio tratar de negocios
de seu particular interesse.Deferida nos termos
do parecer fiscal.
Nada atis eaveadefa dsepaebar, olllm. Sr. com-
mendador presidente encerrou a se sao a 10
3/4 da manha.
NDICACOES UTEIS
Medteee
Conaaltorlo medico cirarifteo do Mr.
Pedro de Attanydc bobo Moa coso a
raa dn Gloria n. 39.
O doutor Moscozq d consultas todos os
dias uteis, das 7 s 10 horas da manha'
Este consultorio offerece a eommodida
de de poder cada doente ser ou vid o e exa
minado, sem ser presenciado por outro
Oe meio dia s 3 horas da tarde ser o
Dr. Moscozo encontrado no torreo pra
ca do Commorcio, onde funeciona a ras
peccjto do sade do porto. Para qualquer
d'estes dous pontos poderlo ser dirigidos
os chamados por carta as indicadas horas
O Dr. Arthur Imbassahy, medico oceu-
lista, recenternente chegado, esta cidade,
d consultas todis os dias, das 8 s 10
horas da manha, sendo gratis aos pobres,
no 1. andar do predio n. 53 da ra da Itn-
peratriz.
Conaaltorlo allopatleo doaimetrlco
Dr. Miguel Themudo d consultas das
12 s 3 da tarde em seu consultorio ra
do Barao da Victoria n. 7, 1." andar.
Chamados por escripto a qualquer hora.
Especialidades partos, febres, syphis,
molestias do pulmao e do corafcao.
Dr. Lopes Pessoa Medico.Residen-
cia a ra de D. Pedro I n. 2, onde pode
ser procurado at s 9 horas da manha.
Consultorio ra do Boro-Jess n. 37 1.
andar. D consultas das 11 s 2 da tar-
de. Gratis aos pobres.
Dr. Barreta tampaio d consultas de 1
s 4 hoias da tarde, ra da Bario di
Victoria n. 45, 2 andar, residencia ra
io Riachuelo n. 17, canto da ra do Pires.
Advocado
O iacharel Benjamim Bandeira, ra do
Imperador n. 73, 1." adar.
Dr. Seabra. Mudou seu escripto de advo-
gacia para a ra do Imperador n. 24.
rogarla
Francisco Manoel da Suva <& C-. daoJ-
sitaros de todas as especialidaues pharrau
ceuticas, tintas, drogas, productos chimico
e medicamentos homoeopaticos, ra do Mr-
quez de Olinda n 23.
Serrarla a Vapor
Serrara a vapor e oficina de car apio
de Francisco dos antos Mcedo, caes de
Capibaribe n. 28. N'este grande estaba e
cimento, o primeiro da provincia n'oste ge-
nero, compra-se e vende-se madeiras de
todas as qualidades, serra-se madeiras de
oonta alheia, assim como se preparara obras
de carapira por machina e por pregos sem
com ""'"""ia-
I.IMMfcOOOSOOO
Os bilhetes desta importante lotera de
tres sorteios, que corre no dia 8 de julho,
acham-se venda na Roda da Fortuna
ra Larga do Rosario n. 36 e ra do Ca-
bug n. 1.
Deve ter sido arrecaiada nestes dias
a quantia de
198J2Q0
A corveta Alastrante
New Orleans Herald tradasimos o seguinte:
A's 7 horas, na matriz da Boa-Vista, por alma
de D. Joaona Emili-t Carreia Guedes; s 7 1/2
horas, no convento do Carmo por alma de D. Bal-
bina Calbeiros da Grao a.
Sabbado:
A's 8 hars, no Terco, e no Guadelupe em Olin-
da, por alma de O. Mara Joaquina de Anuncia-
Rabelle; s 8 horas, na igreja do Espirito Santo,
per alma de D. Thereza E. de Al buquerque Mara-
nho; s 7 1/2 horas, na igreja da Soledade, por
alma de D. Mara Moreira Marra; s 7 1/2 horas,
aa matria da Boa-Vista, por alma de D. Carolina
Leoncia de Amara,
i Segunda-taira:
Procos do dia:
Carne verde a 32 1 e 400 tis o kilo.
Sj..;o* a 560 f 640 ris dem.
Carneiro de 640 e 1000 ris idem.
Karinh de 40J a 280 ris a cuia
Milho de 280 a 320 ris idem.
Feijo de 800 a U600.
Ce na i ter lo PublicoObitnario do da 27
de Junho de 1886 :
Miria Joaquina de Annunciaco, Pcrnambuco,
90 annos, viuva, S. Jos; velhice.
Faustino, Pernambuco, 18 annos, solteira, Boa-
vista; tubrculos pulmonares
Benedicta da Costa Oliveira, frica, 60 annos,
casada, S. Jos; estupor.
Julia, Pernambuco, 14 meses, S. Jos; entero
colite.
Emilia Maria do Carmo, Parahyba, 23 annos,
solteira, Boa-vista ; tubrculos pulmonares.
Jos Bernardino da Silva, Pernambuco, 55 an-
nos, casado, Boa-vista; anasarca.
Maria dos Anjos Carneiro, Pernambuco, 26 ai-
nos, solteira, Boa-vista ; tubrculos pulmonares!
Julia, Pernambuco, 4_mezes, Boa vista ; febre
amataba.
Isidro Miguel Soares, Pernambuco, 36 an nos
casado, S. Jos ; cancrojdo estomago.
Pedro Domingos Francisco Gomes, Parahyba,
45 annos, casado, Gracs; parar/si a geral.
Leocadia, Pernambuco, 2 annos, Santo Antonio;
interite.
Leandra Maria da Conceico, Peruambuco, 56
annos, solteira, Afogados ; inflammacao intestinal.
Urna recemnascida, Pernambuco, Graca ; Ao
nascer.
Joaquim Garcia do Amaral, 68 annos, viuvo,
S. Jos; pela subdelegada.
Joao Salgado de Albuquerque Maranhd, 50
annos, viuvo S. Jos ; phtysica pulmonar.
Do I A's 9 horas, na matria de Gravat, por alma de
I Henrique Besen-a do Reg Barros,
GHRONICA JUDICIARU
Junta C omnaercial da cidade d
Recife
ACTA DA SESSO EM 25 DE JUNHO
DE 1886
PHHSIDKNCH DO ll.l.M. 8B. COMKBHDADOB ASTOSIO
OOKBS DB MIRANDA I.BAT,
Secretario, Dr. Julio QumarS.es
A's 10 horas da manh declarou se aberta a ses-
so, estando presentes os Srs. deputados : Olintho
Bastos, commendador Lopes Machado, Beltro
Jnior e supplente Hermino de Figueiredo.
Lida, foi approvada a acta da precedente sesso
e fes-se a leitura do seguinte
BxraonnrrB
Offleio :
De J* do corrente, da Juata dea Correctores
desta praca, enviando o bole'im das cotaces of-
ficiaes de 14 a 19 do presente mea.Para o ar-
chivo.
De 7 do corrate, da Jnat* Commerci&l da ca-1
pital do imperio.
PUBLIiCOES A PEDIDO
(iieslo Levv
No seu artigo de 29, contina o Dr. Oli-
veira FonBeca a discutir a contra-minuta
do Dr. juiz do commercio, e sastehta que
houve, de minha parte, urna allegado in-
veridica sobre a natureza das letras apre-
sentadas pelos seus constituiotes.
O que escrevi em petico annexa aos
autos, reitero aqni.
Desde que urna obrigacao tem dous ttu-
los differentes, um d'elles necessariamente
ficticio.
O crdito de Ernesto Leopoldo for-
mou-se da raaneira seguinte*:
Por pedidos reiterados e successivos da
parte d'elles, entraram para socios do esta-
belecimento de J. C. Lovy & C-, e logo
rizeram sentir ao gerente Levy a vantagem
do ampliar as transaccSes, no intuito, di-
ziam ellos, de poder fazer-se frente a ou-
tras casas importantes, que tambem com-
mer jiavam em drogas.
Ponderou Levy a inconveniencia do al-
vitre, as difficuldades que poderiam sur-
gir ; mas Ernesto & Leopoldo responde-
rn! Ihe que nlo Jivesse cuidado; que
adiantariaiL as quantias necessarias e Levy
pagara por ellas um juro mdico, levando
a seu crdito mensalmente, as sobras do
apurado, depois de satisfeitas todos os com-
promisses com estranhos. Assim formou-
se o crdito alludido. Convm notar que
Ernesto & Leopoldo tambem pagavam a
J. C, Levy & 0. juros pelas quantias que
se lhes creditava.
Pelo que se acha aqui exposto, e est
plenamente comprovado pelo exame proce-
dido por peritos, cujos conheciraentos e
honestidad o Dr. Oliveira Fonseca nSo
poz em duviila, v se que o titulo de ere
dito de Ernesto & Leopoldo a conta cor-
rente. Lfcvy cumprio religiosamente o que
fora estipulado. Posteriormente pedirn
Ernesto & Leopollo a L-vy, que aceitaase
urnas letras p la importancia da conta,
sem esta ser de forma alguma alterada, por
que com ellas podiam faz>r novas transac-
ydee e assim o seu dinhidro ganharia, se-
gundo a phras i propria, por duas vias.
Aceita as letras nunca foram ellas con-
sideradas ttulos principa s de crdito. U>
pagamentos foram feit-'s na forma estipu-
lada na conta, nunca Ernesto dfc Leopoldo
exigiram o pagaments d'ellas nos suu/ ven-
Ao contrario houve. auantiao
contra a idea de fazer-so o
outra parte, porque sabia as
Se os pagamentos feitos por I
estavam subordinados ao ^ncimontoa'e
se pelas qu*nta8 qm creditavam a EfQe|
to 4 Leopoldo racebia ,
taes letras nenauoa valor Lu, poi^ Jo.!.
mente contrahtda, u,r m; a> -
novada. d e8taria
au!?n l?*18 qU ^ Bi0 titul raes.
\Z? ^ TePr0*mtu econmica e
at A f0?010"; Uma obriga^o
^JulTTff- d de dU,, .anifestacSs
jurdicas diferentes. *
prido negocio taes letras, eH causa alga.
T, f 88peC,e' Pr s.bihdade de tazel-o. Se'bouvTcaZewt no
seu procedimento, sahio errado.
Curapre ainda notar que no endito de
Ernesto 4 Leopoldo estao comprelndidos
mais de nove contos de juros capitaIeados.
r/assarei a tratar do exame.
Desde que o fallido citado para ver
justificar a fallencia, tem o inconstes^vel
direito de defender-se.
De outra sorte a justificaqao fica.
reduzida a urna especie de missa de cor.
presente.
Foi o que fizeraro os meua constituien-
tes, requerendo diligencias, que demonstra-
rama improcedencia dajustifi'.a4-ao, em a
qual depuzeram tres individuos manfta-
mente suspeitos.
U exame foi procedido na propria dro-
gara, onde diaria e constantemente esteva
Ilolraes, terceira pessoa dessa trindadf,
que tanto tem perseguido a meus consti-
tnintes.
Reclamei
exame em
violencias que se preparavam contra meu
constitainto Levy, que foi grossoiramente
corrido at as pernos, na sala das au-
diencias, quando assistia a inqnirigSo da
teatemunba Domiagos Joaquim Seve.
Segundo o que fra convencionado ante
o Dr. juiz do commercio, nunca fui ao la-
gar onde se proceda ao exame, nem fia
quesitos antes de apresentaaa do mesmo
exame em juizo.
O contraro fez o Dr. Oliveira Fonseca.
Do facto desagradavel occorrido entre
um irmao da meu constttainte e Holmes,
nada se pie deduzir em favor da fallen-
cia, intempestivamente requerida.
Aps ama troca de palavras entre En-
rco Levy e Holmes, eBtes trocaram mur-
ros, cousa que entre inglezes nao causa
grande estranbeza; tanto a3sim que. se-
gundo a lei ingleza, apenas d lugar ao
pagamento de urna insignificante multa de
5 schillings.
Nao houve no facto a mnima premedi-
tecio.
Projectava-sa urna tentativa de incendio
na drogara, para attribuir-se a autora a
meus consttuintes e acudirem logo pes-
soas do f*vo para apagar o fogo ; e come
da accordo com a polica, Enrico devia
dormir no estabelecmento para evitar o
que se preparava, tanto bastou para ser
injuriado atrozmente por Holmes e ento
dea se o desagradavel conflicto.
A injuria collocou o ir mo do Sr. Levy
em uta estado de verdadeira loucura ins-
tantnea,, que se pode derimir a critnina-
l'dade em casos atrozes, muito mais em
urna troca de marros.
Quanto a letra em exposicSo, tenho a
dizer que dias antes d'aquelle em que foi
extrahida a publica-forma do recibo, j
elle estava em poder do tabelliao Mergu-
lhao.
Portanto dito recibo nao foi passado a
12 de Abril, como inexactamente diz o Dr.
Oliveira Fonceca.
Nao deve causar admiraclo ao Dr. Oli-
veira Fonseca, confiarem os meus conti-
tuintes no bom xito de sua causa, pois
em seu prol miiitam a justica e o direito.
A abertura da fallencia de J C. Levy
4 O, seria mais do que urna injustica,
seria um escndalo.
Recife, 1 de Julho de 1886.
Dr. Ferrer.
Qoeslo Levy
cimentos.
creditadas a Ernesto 4 Leopoldo o das
quaes passaram recibo, antes de qualquer
vencimento, e por estas quantias pagavam
juros a Lavy.
Ora, n'estas condicS-s, o que eraos as
I letras ?
E' mo gosto do Sr. Dr. Ferrer sujeitar-se
coesparaco, qne voa fazer entre o que eu disse no
Diario de 27, e o que me attribuio no do 29.
Eis o que eu disse :
i Escreveu em outra columna, e debaixo da pa-
lavra Sabida, os nomes e importancias das mer-
cadorias, e as importancias dos direitos, com que
nos livros daria sahida aos 12:000j000. Copiemos
tambem aqui urna parte...
Copiei urna parte, no meio de quatro linbas de
reticencias e prosegu:
o As importancias dessas mercadorias com as
dos direitos declaradas na mesma columna (Levy
foi to minucioso que at escreveu : direitos, confe-
rente e despachante) oorrespondem a 12:000/...
E mais adiante:
A parcella 12 corresponde, tanto importan-
cia da Entrada como a da Sabida.
O Sr. Dr. Ferrer fea esta censura :
Ainda assim nao quiz o Dr. Oliveira Fonceca
publicar integralmente o tal papel, mutilou-* i
vontade, chegando a concluir que 400 libras e
mercurio, 2 libras de acafro hespanhol e 12 kilos
de sulpbato de quinino pagavam de direitos dos*
contos de ris lili
Onde foi que eu disse que os dirstos s por si
importavam em 12:000/000 2 Onde escrevi que
as mercadorias mencionadas na columna de Sa-
bida eram apenas as que transcrevi, como exem-
plo, no meio de quatro liabas de reticencias ?
Muito ao contrar'o; a mesmo artigo dei mais
um exemplo do qu* se le na columna de Sabi-
da i Cajurufcsl 300/000.
Um pouco asante, mais estes dois : i Adam-
sonHowie--240/000,J.Halliday150/000. O
que significa" mercadorias de qualquer especie,
que Lery simulara ter comprado.
Pars'emos a um ponte. Diz o Sr. Dr. Ferrer :
, Sc menos digna de urna admiracSo a ai-
nirac&o do Dr. Oliveira Fonceca, porque no papel
falla-se em 300/000 de cajurubeba... Ainda no
dia 20 os meus consttuintes pagaram 360/000 de
cajarubeba. *
Coinpare-se com estas minhas palavras:
... as verbas de Sabida nao figuran so-
mente nomes de mercadoria* que se podem com-
prar em qualquer parte : mas 300/000 de atjr dt-
beba, e at nomes de casmerciantee, q
monte nao deram autorisacao para isto "r
Eu acabava de tranaerever a famosa
I
i
MUHLAH i
^^HHLa^afafe^aBaVaaaVHaSmBaai


1
Diario e FerflanbncoQiiiitft-reira 1 de Jnlho de 886
3
5-
i

!
fe doSr. Levy, de qe lbo iMposilvrl ac-
tubate Air urna ejq>H*aco catad. Tornei ain-
Ja mais saliente e escndalo do su esquecimento.
tile": poderia ter oomprado cajsrubeba,ae por-
MBti :& eomproa algum frascono 8r. Antonio
r'lereira'Wunha.
stou em da vida ae o fir. Le vy ja comprou al-
gum irasco de cajurubee*, porqae estas paiavras
do illaatre advogado rroboram a suspeita de que
ella vendida em caaunissio : Anda no da 26
og meas constitunjfs pagaram 360000 de csju-
rubeba. Qaantofcompraram e quando, que elle
integralmente o papel a 83,
ecessaro transcrever todas as par-
'!letras e vencimentos, con-
somnia : 12:0>OOOO ; e todas as par
devia dizer.
Nao publiqi
porqae era
celas da B
cluindo

celias d/ aslela-mercadoria3 e direitos na
mesma jfepartoncia.
ApraVeito o ensejo, para eitar um outro exem-
po d argumentacSo do i I lastre adversario no
>de27:
A Na ultima parte de sen artigo diz c Dr. oli-
reira Fonceca que a drogara DEU UM LUCEO
ME'QUTNHO ; ora entre um lucro mesqamko e o
prejuizo total (insolvencia !) ha alguma differen-
oa.
On revient toujours ses premien amours. Lem-
bram-me agora os meas antigos hbitos de esta-
ante. Bom tempo O certo que alguna defen-
dentes passaram o seu mo quarto d'hora... Re-
leve esta lembranca, quem me fiogio menino, a brin-
car oom soldadinhos de chumbo. Os meas soldadi-
nhos silo as falsidades e argucias de 1 evy, qne eu
vou arrumando em fila, e dou Ibes, depois nui p-
parote...
Reduzamos forma syllogistica o argumento do
Sr. Dr. Fener :
A socidade dea um lacro mesquinho ;
Ora, onde ha lucro, uo ha prejuizo total, isto ,
insolvencia ;
Logo, a sociedade nao est insolvente.
Alm de um vicio, de que fallarei depois, este
argumento igual ao seguinte :
Rato roe:
Rato substantivo ;
Lago, substantivo roe.
Ha quatro termos, em vez de tres, porque urna
palavra ahi tomada em dous sentidas.
Fex-se na contra-minuta urna comparaco de ci-
frae, para se chegar conscquencia, de que o es-
tado da eociedade era solvente, seno prospero. *
Mostrei o engao que tinhahavido (pois o Ilustra-
do julgadorno attendeuaesta observaco dos pe-
ritos : deixando conseguinteraente, de fazer men-
cao dos direitos, gastos de negocio e outras verbas
totutantes do Livro Caica e Diario ) e comparei
em seguida o capital de entrada de meas constituin-
tes com o seu capital no balanco de 1885. Notei
ima elevaco diminuta, e em vez de dizer elevaco
diminuta, diase lucro metquinho.
Mas o lucro no balanco, o lucre no papel, nao
impede a fallecci* nem ainsolvencia. Quando o vis-
conde de Man atungio a um capital de muitos mil
contos, estava completamente arruinado.
O aegunao deleito o argumento o smprego de
palavras de Bignifieaces diversas, como se tives-
sem o mesmo sentido : prejuio total-insolvencia.
O Sr. Dr. Juiz do Commercio diz que insolvencia
a iropossibilid ide ou pelo menos summa difficuliade
de pagar o negociante opportuna e integralmente
aos seus credores. No caso vertente ha mais do
que diraculdade, ba maaifesta impossibilidade de
pagar opportuna e integraluiente. O Ilustre ad-
versario eaendou a sentenca : insolvencia pre-
juiz> total.
E como o Sr. Dr. Fcrrer tembem segu o princi
pi de que, para a declaraco da quebra, nao ne-
eessario que baja insolvencia (principioque se quiz
aatorisar com os arts. 797, 805, 806, *07, 808 e 810
do Cod., e 111 do Reg. n. 738, todos os quaes nos-
tramo contrario) podemos terminar com este syllo-
gismo :
N5o ha fallencia sem insolvencia ;
Insolvencia prejuiso total ;
Lo o, em quanto o eemmercianto ti ver um vis-
teen de capital, nao pode ser declarado em estado
ie fallencia.
Quanto commerciante nao guardara para occa-
sio opportuna es argumentos que tenbo combatido,
e muito mais anda, se tiverem bom xito. !
30 de Junho de 1886.
OUera Fonceca.
P. S.Na reviso de um dos nossos artigos,
publicados no Diario de hontem, escaparam lgnns
erros, ineluseve os seguiutes :
Quando leve de requerer a fallencia, Ernesto
& Leopoldo constituirn).. La-se tiveram.
. Como dis o Sr. Dr. f .-rrer que a letra foi aeeita
pelos meus constituintes... Lea-se laceada.
caros patr5s nada me ditam vela ti va men-
te ao cumprirnento da pwmeua quo roa
haviaoa falto, dirig mo en le* de Novena*
bro de 1884 ao mesmo Sr. Agostinho, que,
interrogada per raka, respoodeu que nada
podia fazer em meu beneficio, etc.
a' vista deste procedirnento, quo deve-
ria ter me servido de ezemplo para nao
acreditar mais tal gente, disse Ihc que me
dispedia pela segunda ves de sua casa, e
que comraunicasse oata minha resolacao ao
Sr. Fiuza, hoja muito digno coron, e mi-
licias sem espada e sera patente.
Em seguida fui para o escriptoro.
Pasea las dnas hora* esta varo os- seis
socios na conferencia no gabi ete, ao qual
fui chamado, dirigfndo me a palavra o o-
ron, que me disse pouco mais ou menos o
seguinte : O Agostinho acaba de com-
municar-me que Vjjee despedio da casa e
pretende seguir IB* o Rio de Janeiro.
Ora, como nos ruBr^uereoios que saia, e
desejamos dar-lhe prova de que o estima-
mos, fi'^a V. vencendo o ordenado (que
era de tres contos de ris) e a porcenta-
gem de 10 [0 sobre os lucros lquidos,
dada particularmente por mim e pelo Agos-
tinho. A isto accrescentou que eu em tres
ou quatro annos podia ter urna fortuna, o
que, francamente, eu nSo acroditei porque
ninhas aspiracoes a tal respeito saomodes-
tissimas, e tarobem porque a generosidade
daquella casa correu sompre parelha com
probidade de cada um dos socioa. Emnra
hagamos a um accordo e continuei no es-
criptoro na firme e ingenua arenca de
que os homens cumpririam sua palavra des-
ta vez.
Ero tres de Abril do anno seguinte
(1885) receberam elles de Lisboa noticia
do fallecimento do ebefe da casa -o Sr.
Joaquim Rodrigues e o coron de telegram-
mu oa mao e radiante de alegra, cbaroou-
me part o malfadado gabinete e disse-me:
< O velbo morreu e agora com mais razao
cumprimos o que lhe promettemos em No-
vembro do anno passado; tome conta d'is-
to, dirija os trabalho3 do escriptoro, etc.,
etc. ; ao que eu repliquei qu continua-
ra, como at all, cumprindo meus de ve
res e obrigacoes.
Decorreram mezes, e eu, naquelh en-
gao d'alma ledo e ceg esperava ancio-
so pelo fecho do balanco. Fechou-se, era-
fim, o monstro; mas vendo que os homens
nao me davam a de vida satisfacSo, ped-a
eu ao coron que, com a desfacatez qua
lh-i peculiar, me disse que nao podiam
cumprir o promettido, allegando, entre ou
trar, as seguntes razoes que eu nao que-
reria entrar em liquidajao e que nao tive
ram lucros.'
Indignado com isto, disse-lbe que pola
terceira e ultima vez me despeda de sua
casa, d'onde effectivamante sahi no da
15 de Abril do corrente anno, tendo antes
d'i*to os homens pedido ao Sr. Joao Rapo-
so que viesse tallar eoramigo para nao os
deixar, pois que me davam 15 [0 ou mais
que eu pedisso e registraram o contrato
social no fim da actual safra.
Aquello meu amigo fallou-me effectiva-
mente a tal respeito, mas eu rejeitei tudo,
porque, para mim, a firma Tavares de
Mello, Genro & C, tinha perdido toda a
contianca e crdito, e porque, ligando-me
aos individuos que constituem, dara com
esse acto provas de que o meu carcter e
sentirsentos erara iguaes aos delles.
Quanto liquidacao, eu nada tinha com
ella, visto como toda a porcentageto pro-
mettida tinha de sabir do seu bolso parti-
cular ; e quanto a falta de lucras, falso
o que affirmam, esperando, por honra del-
les, que nao me arrastem a apontar-lh'os.
Tendo-me passado pelas ruaos todas as
transar i,-0"8
ti:-SCO, IJU'-
1
V,
Alipio AugNMto Ferrelr e os
Srs- Tavares de Mello, caro
Constando-me por pessoas fidedignas e
cima de qualquer suspeita, que os Srs.
Tavares de Meti, Genro 4C, propalan
em Pernambuoo qne minha sahida de sua
asa, teve origen diversa daquella que
seropre allegu-i, cumpre-me (muito embo
ra meu estado psychologico n2o me d for-
fas para isso) estabelecer a verdade dos
factos, pondo ao mesmo tempo a drsco-
berto as qaalidades que earacterisam cer-
tos individuos, quo, alm de nao aberem
honrar sua palavra e posico.qne oscupam
na soc&oWe, commettoram a cobardia de
aproveitar-se de minSa ausencia para in-
Tert-r>',m o qua se pasaou entre mim elles !
Eoganaro-se ; porro, porque, embofa dis-
tante o theatre em que asaos meaoaos fa-
ctos se deram, hei de punir pef veracida-
de dalias, e pela -minha dignidade offea-
dida.
Entremos na materia '
Tendo no dia 3 de Novembro de 1379
ida ooiao eropregado para casa daquellea
Srs., passados seis ou sete mezeB pedi a
exoneracao de meu cargo, j porque o or-
denado nao compensava o grande traba
lho qua baba, j tamban ponqu as escri-
pias uvulsas me eixavam mais lucros e
tempo para 1er, pasaear etc.; o socio Fia
28, porm, rogo-me e disse-me at que
e nao sahisee mais aVai, aoeraeoentanaV
que nao uzease questo de ordenado. Fiz
qoestSa, sim, a com ea e somante por
efla pude chegar aos meus fias. Obtido,
pois, o que eu quera, oootinuei traballian-
. m.%4 na casa com a maior satisfacao, satis-
fanor' eta que redobro desdo |Se em Ju-
Aosto de 1882
o uto* aeraate
vw/iinte (safra da 181
da cssa, consideram-me tao
ui > saiba o desenvolvimento e
resultad d-llas?
Cotjst-.ndo-me tambem que o Sr. padre
Manoel Moreira da Jama, fallando com o
coron a u>eu rt-speito, lhe insinuara e com
elle concordara mesmo em que eu tinha
sabido da casa por certo e determinado mo-
tivo (que elle explicou), tenho a dizer ao
Sr. padre que falso tudo quanto conver-
sou con o coron, e a pedir-lhe ao masmo
tompo que nao me attribua desejos ou
ideas que nunca manifostei nem estavam
no meu carcter, muito differente do de S.
S. e dos Srs. Fiuza e Agostinho.
Tqnho commettido muitos erros e levian-
dades, corto, porque a humanidade
fraca e, como tal, susceptivel de peccado j
mas, nao tendo mancha alguma na minha
vida o havende-me at sempre opposto
com toda a hombridade a muitas tratanta-
das e a desejas de muitos velhacos, que
querem conseguir seus fias, importando-
lhes pouco os meios, nao deva o Revd.
julgar que, por qualquer interesso que fos-
se, ia eu nivellar-roe com pessoas que sem-
pre me mereceram profunda antipathia e
cuja cduca$3o e principios deixam muito,
muitissimo a desejar.
Seriamente iocommodado com o proce-
dirnento de meus patroes, aos quaes nao
devo o menor favor ; enjoado com a cor-
rupc&o moral de cortos caracteres, e fiad-
mente, ferido em Dds as fibras do cora-
ojla pela morte do meu oompanheiro e a
migo de muitos annos Eduardo Mattos,
no pude por mais tempo ficar em Purnara
buco e resolv fazer, como fiz, uroavia-
sacando-lhe todaa as sortea de commettimentos,
roprios so de seas constituintes, que, baldos da
ireito, est&b laucando mi de todos o meios tor-
tuosos e infamaatea.
Nao ae uersaada o patrono do Ernesto & Leo-
poldo, que Levy fa oque seos constituintes fi-
zeram com o estabeecimento de Arruda 4 Lus-
tosa, Salustiano Martina e outros; nao: qualquer
qae aeja o resollado da atiesta, o estado oommer-
oial de Levy ha de coadiaer afioal coa o que consta
dos autosa nao insolvencia da firma J. C. Levy
& C-, que at este momento nao tem de izado de
pagar todos os seus dbitos, e que s deixaram da
satisfazer a Ernesto & Leopoldo por nao se tratar
de divida liquida e sim dependente de conta cor-
rente, que offerece duvida.
A fallencia nao o meio legal de liquidar conta*
em contestacSo.
Levy teve a iafelicidade de tazar traasaccoes
commercaes com Ernesto & Leopoldo, nao sabeado
bem at cssa occasio que todos os que cosn elles
tratam arriscam-se a ficar reduzidss miseria,
como acontecen a todos'que do Judeu Errante se
approxiniavam.
As moedas de Ernesto & Leopoldo hao de um
dia queimar as melindrosas raaos de seu patrono,
porque dinbeiro amaldicoado por muitas lagri-
mas e desgracaa ; vale como a moeda fatdica do
Judeu Errante.
Thomaz Holmea, por sua ignorancia erases e
por sen srdido nteres Je de dinheiro, deixou-se
cegar pelo ouropel e promessas de Leopoldo, tor-
nando-se em muios d'esteum vil instrumento a
mover-se pelo fluido malvado e pernicioso do Cora-
cao de Ouro.
Cbega a tal ponto sua passivdade qae aos sata
nicos impulsos de Ernesto & Leopoldo prestou-se,
somente para prodozir effeito, a dirigir-se em me
moriaes ao Tribunal da lielacao, pintado como
mxrtyr*e at esquecido dos seus nteresses para
garantir as ambiciosas ezigeocias dos seus reaea
malfeitores, que se disfaream em protectores.
Uizemos malfeitores pirque Erneito & Leopoldo
o alo de facto, nao somente para com Levy, mas
at para com o proprio li->lmes, a quem misera-
velmente ezploram, sabendo que elle socio soli-
dario como aqoelle da firma J. C. Levy & C. e
que a desgraca e a fortuna de um estilo presas
desgraca e fortunt de outro.
Que homens gaatoe se moessem como Ernesto
& Leopoldo n'umt> questo injusta e perseguidora
nao era para admirar ; mas que oSr. Dr. Fonoeca
se prestaase a acompanbal-os no siuistro plano tao
tristemente poste em execucao nao ara de es
perar.
No entretanto assim tem succedido, de airt 3
qae emquamo aquelles se revelam, este se des-
cobre, denuncia como um patrono sem escrpulos
ua escolha de meios de enaaminhar a questo qae
imprudentemente atirou nos tribunaes e qoar fa-
zer echoar na imprensa, n'este foro duplo a que
S. S. se tem avesado e onde as provas se fazem
sem ordem e onde quasi sempre quem mais falla
menos razao tem.
Nao de espirito b3ra disposto procurar a im-
prensa para em urna questio de direito esquecer
se o lado jurdico e atacar-se individualmente o
antagonista, como est fazendo o Sr. Dr. Fou
ceca; mas fique-lhc a gloria d'essa sua attrtade
de advogado, como lhe ha de ficar a de ter aeooae-
lhado que eapangas armados se introduzissem
n'um estabeecimento commercial, como meio de
provocar conflictos de que pretende tirar proveito
sem ao menos med? as consequencias.
E' mais um recurso qae no ezercicio de sua pro-
fissi) couhece o patrono que tem conseguido pas-
sar por homem pacato, mas que for?a de tratar
com o Coraco de Ouro est tornando de brooze o
a-a, e chega para justificar o emprego dos espan-
gas a leviununonie dizer de publico em um bond
da linha de Fernandes Vieira :
Quem puder mais engula un ao octbo.
E' d'esta soluco que esto a espera Ernesto &
Leopoldo com os elementos que teem accumulado,
emquanto es homens de betn e os que s olham
para a causa da justica aguardara o desenlace le-
gal sem prevuncoes nem intrigas.
Quem mais direito tiver renca o outro.
Kecife, 30 de Junho de 1886.
Alberto de Azeoedo.
lato ae esfere as letra aeceitaa asta anno, em
sabstituicOo das de fl. II a 19.
J demonstramos que nao bavia o tal eostum.
Os doaa pagamentos, um de 880* e outro de 460
sendo este em 31 de Karco, vspero, da veneimento
da lettra a fl. 4 (segando o lan^amento a 143),
foram os- Baleos feitos antecipadamente. O aggra-
vado, nao tendo' obtido nova reforma, e sabendo
qm naaiaaalia aagar.-latagraJmanta a, iatte a fl. 4,
deu essas quantias antes do veneimento, para de-
pois espeoular com asta ciraumstancia.
(Cootiaa).
Jos Joaquim de OUveira Ponseca.
Questiio Levy
Fallencia de I. t. aLevy A C
OBSERVAgJES SOBKE A BESPOSTA DO S.
DB. JUIZ DO COMMEBCIO
XI
> Estes ttulos, porm, nao
eram pagos precisamente em
seus vencimentos. A' proporco
que havia dinbeiro disponivel,
mesmo antea dos venoimentos, ia-
se entregando aos aggravantes
quantias em parcellas por conta,
com e v a fl. 141...
E mais um engao. O Sr. ,Dr. Juis do Com-
mercio considerou os pagamentos por conta, co-
piados a fl. 143, como significando pagamentos
adiatado.
Vejamos as quautias e os vencimentos das let-
tras, quo o aggravado juntou, de fl. 11 a 20 (no-
tando se que elle misturou-as, e ns vamos nomeal-
as pela ordem dos vencimentos) :
188*
Em resposta aos assertos calumniosos de meus
contendores, ponbo a disposico do publico, nest.i
typograpbia, o documento do Sr. A. S. Veras
O.,bilhete de ordem para 2 barricas de alvaide,
l barrica de er, 1 lata eom 5 galoes de oleo de
amendoim e 2 kilos de man.
Isto formn 4 voiamss e 1 pacote, que foram en-
tregue, aos meamos no dia 3 de Junho, dia santo^
e que sahiram pela porta, pela qu ti sahem todas
as merendonas volumosas.
_ Pela porta da frente nunca sabio ou entrn bar-
rica alguma.
Foram as nicas morcalorias qae sahiram nesse
dia pela porta do fundo, e deaafio a quem quer que
seja de provar o contrario.
O Sr. Veras-em conversa, das depois de sua pu-
bcacao. prometteu-me publicar integralmente o
memoraadam que acompanhiu as mereadorias.
Se nlo e fez, espeto que far opportnnamente.
No posso diariamente dar ezplicacao sabr ac-
cusacoes infundadas: tenho a minha consciencia
tranquilla e assim esmo apreaentei aos periMa to-
dos os meas livros e papis, sem a menor damora,
para \erificar-se a eiaetidao do balancete, que
apresentei, dentro de 24 horas, nao receio qual-
quer exame ou prestacao de coatas, que f.trei, en-
tregando tudo com a mesma franqueza com que
proced, em relacao aos peritos.
O advogado dos meus constituintes, na impos-
sibilidade de alcancar o seu desejo, procura, por
por meio de publicacoes extemporneas aff\s.r os
freguezes da casa, e trazer a paralysacao das
fransaacoes.
E' urna vinganca, porque as as portas nao es'.ao
fechadas.
Quanto aj que a meu respeito diz Thomaz Hol-
mes, nao me fneommoda.
Este seahor. que est garantida por mim, pois
tenho pago em dit* todas as obrigacoes da firma,
ara quem jamis podia aeeusar-me !
Mas a ganancia, o desejo de enriquecer de noi-
te para o dia fel-o ligar-se a Ernesto & Leopoldo,
nesta crusada ; que levantaran! contra mim, e tem
servido de instrumento de todas as perseguieoes,
sabscrevendo memoriaes, em os quaes burlesca-
mente psrodia a Francisco I-
Vive no estabeecimento cercado de eapangas,
qae all passam o tempo a asaltar me a meu so-
cio Brtea -ourt.
Para o publieo ajuiaar de que persegucao tenho
sido victima basta notar que propuztres alvitres
para que os meus socios Ernesto 4c Leopoldo e
Holmes foasem pagos de seus capitaes e crditos
antes do tempo divido e somente no intuito de
evitar questocs.
1- Nomear-se um liquidante, qae fizesse a li-
quidacao do casa sem a intervenco dos socios;
2* Pagarem-se meus socios de seu capital, lu-
cros e crditos, em mercadoras a sua escolha;
3- Pagarem meu capital pelo balanco feito em
juizo.
A couaa alguma qnizeram acceder, porqae que-
riam que se abrisse a fallencia para a botica ser
levada a leilao e rendida por pouco ou nada e as-
sim ficarsm donos della, a seu geito, pois com~
tudo eontavam.
Encontrei jastica ante o Dr. jniz especial do
commercio. e espero eucoutral-a no venerando Tri-
bunal da Relacao a deapeito de tudo quanto se
tem feito.
Recife, 1 de Julho de 1576.
J. C. Levy.
2:000*000 para 25 Marco
5:000*000 * Abril
4:000*000 j Maio
5:000*000 Junho
5-000*000 Julho
5:000*000 Agosto
5:000*001) Setembro
5:000*800 a m Outubro
5:000*000 Novembro
5:000*1,00 Desabro
'Mu
no i
o socio Sr. Agos
sua senhora, qaa,
*AU
ar.'
:ei
gem at Mandos, para ver ae, com a coa
templagao da esplendida natureaa d'rsias
regioes e eom as aucas do rio-mar, recu-
perava as forcas perdidas e restitu* ao
meu espirito o anligo e precio socego.
D'aqui, do Para, parto brevemente para a
Europa e de l para o Rio de Janeiro, na
certeza de que, apenas possa, yoltarei a
PernambuO visitar os meus amigis, aos
quaes me confesso reconbecidissimo, j por
quererem por minha disposico as quan-
tias de que porventura precise, j tambem
por me cbamarem para junto de si.
Crendo (com o que cima expuz e aoui
ratifico com -a minha palavra te honra)
ter provado cabalmente *s razoes que me
levarara a sauir da casa dos Srs. Tavares
de Mello, Genro d o., provoco estes Srs.
a que me contesten! ou desmintam para
dar-Ibes o troco qae tenho guardado.
Para, 22 de Junho de 1886.
Alipio Augusto Ferreira.
Questo Levy
O patrio de Emento Se Leopoldo, c go ant-? o
biiih> das otoedaa de seus constituate, atira-ae
aiLevy, nao uiau um advcelo de asaa posicao
definida e om f.,jos da houin serio, asas untes
l
como um aeafamtda par as toa em oo monte
Ffli-sWrl "^ *inneir*'-
-- &' assim ojie, deixaodo de parte a questo juri-
lesta arra e vendo que meus! dta^ p#etBM>eoufe.8*#ealsa:oU4to-LavyHta-
A letra de 2:000*, vencida em Jaorea, foi paga
em duaa prestacoes: 1:000* em 17 de Setembro
e o resto em 5 de Outubro.
Po' conta da de 5:000*, vencida em Abril, os
agsravantos receberam 1:500* em 30 de Novem-
bro, 1:200* em 26 de Dezembro, e 1:000* em 20
de Janeiro.
E nada mais receberam em relacao aquelles t-
tulos, como consta dos recibos.
Iramos muito longe, se quizoseemos fazer urna
ana'yse completa dos lancamcatos a fl. 143. Da-
remos um exempio. O aggravado nao contestou
que tivesse pago urna vez 880> por conta da let-
tra a fl. 4 ; entretanto nao apaarece a fl. 143 nen-
hum lancamento de 880*. Ftorqae ? Porque o
aggravado, tendo pago na mesma occasio 120*,
prestacao mensal estipulada a contracto, englo-
bou as duas quantias (que foram bem discrimina-
das no recibo dos aggravantes), e declarou nos
livros : 1:000*- por conta do nosso aceite. Levy
que aprsente os recibos.
E' aotavel qpe, havemdo diianaas leltras cai-
tas a Ernesto & Leopoldo, e j vencidas, se fizes-
sem lancasteatos deste modo : por conta de nosso
acceite, aera indicacSo do numero do registro, im-
portancia do titulo os data do vencimeato. Isto
servio para o aggravado figurar, como pagnmento
por conta de acceite, o reembolso de quanta em-
prestadas para o despacho da- sHtrcadorias c ou-
tras necessidades urgentes.
A prove tumos o ensejo, para currigir um erro
de copia ou de impiessao de nossa minuta. Le-
ntos no esampiar iamraaa que temas paseante :
< Oa embaracos da sociedad" constam das pro-
prias lettras, que Levy juntou de fl. 11 a 20, ne
importancia de 43:000*. Dove-se ler : 46:000*.
Alm d'isso alo advertimos, que tinha sido paga
a lettra de 2:000*, embora nu-zes depois de venci-
da e em duaa prestacoes.
xa
Aeceitea ella lettras com
sIwjij venoimentos, e na ]ar-
ma do aataume, antes o seaei-
manto d primsira foi ntresra-
do por conta ana aggravantes
algaanas aomaias, fl. 1*8 v. e fl.
144.
Manifest do padre Dario Manes
da Silva, vlgarlo eneommen-
dado da fregnezla de Mossa Se
nhora da CooeeleSo de l*a|e
de Flores.
AO PUBLICO
AUollat -lioet stevis emissua latebri
colttber perfidia eaput, el serpentinis
evomat venena pectoribus, cenfusus,
et destructus est.
Levante embora o dragao infernal,
sahindo dos hediondos eseonderijos
a aabeca da per .dia, e v.mite do
seu serpentino pe 11 o veneno da
impiedale. elle ser confandido e
aniquilado.
Sasto Axsaosto.
Em todos os temjMj, ou, para melhor dizer, des-
de a fnaaaco da Igreja de Jess- Chriato, que
ella peraejuida pato espirito de Sdtan*z.
Em todos os tampot, e por todos os meios o es-
pirito das treVHS tem procurado derribar, e des-
truir es fundamentos da Religiio Cttholica Apos-
tlica Romana ; a um des meios, de que sempre
lanca mo, por ses raais fcil, o de desacreditar,
e desconesituai' saos ministros, empreando para
isto a mantira, e as mais negras calumnias, tuzen-
do-os perder ro peito e confianca publica'; e
d'ahi o fim principal, que a descrenca da verda-
deira Religoa de Jess Christo.
Mas, est scripro: contra a Igrejs de Jess
Christo rulo prevalecero as portas do infernoEt
porta infer aonprevalcbunt adversas eom.
E eom effeito : a Igreja de Jess Christo desde
os prime iros terapos da saa fondacao tem sido
raais, ou menos perseguida pela impiadade, erranca
cessou de lutar com inimigos eanhudos, que jura-
vam a sua ruiaa total.
Ainda esta va no berco, e j tentovaa afogal-a
no proprio sangue. Mas om anjo baixa do Co,
arranca-a ao furor do Idamo, sedente do sangue
da recem-nascida, e sarv-a, aproveitando-sado
silencio da aoite traasporta-a da Jadea ao Egypto.
Deizando as fachas da infincta, eomeca a cres-
cer, e log> acorreutam-n'a, o procuTanvencerral-a
no fundo de sombras, e hrxiveismasmorras; mas
,ahi mesmo ella se desenvotve, e vigora, como se
livre respirases o ar puro dos campos. Tiram-
lhe as cadems, ella corre pela Asia, vai Grecia,
invade todo o imperio romauo, penetra at o cora-
fl^ao do mundo civihsado, Rama, a cidade dos Ce-
Isares. Ah atroz persegicSo se levante, e desan-
volve se contra eUa ; ella, porm, no soccussbe s
itortaras, e ernelda Jes horripilante do paganioaso :
l mais forte que o duro gladio do feroz algoz :
toda dilacerada vence as uahas lacerantes, canea
!o braco do craei verdugo. Ainda lhe sangram as
feridas, lagrimas anda lhe bamedecem as taces,
e inaspewdameate surgem filaos ingrato?, e des-
venturados raagarem-lhe as entranhas cem he-
resiae.
Pelagio nega a gracs; Macedonio combate a
Diviudade do Espirito Santo ; Hestoo ataca a
nnidade de pesaos em Jess Christo; Eutychcs
confunde-lhe as daas natureaas; Ario impugna a
coBSubstancialidade do Verbo ; Ella, poreia, con-
sola-s de tantos infortunios, de tantas contrarie-
dades, e de lo acerbas dores, dando a luz filhos
da tempera e virtudes dos Athanasios, dos Hila-
rios, dos Cyrillos, dos Ambrosios, dos Jeronymos,
dos Agorftinhos, e outros muitos, grandes luzeiros
da f, que com tamanho brilho esmaltam o firma
mentj da Igreja.
Ao deapeatarem, pois, nos seas lmpidos hori-
sontes essea astros rutilantes, dissipam-se os den-
sos nevoeiros da heresia, e o genio do erro fulmi-
nado precipita-se no pocs do insondavel abysmo.
A Religiao Catholioa Apoatoliea Romana tem
urna energa natural, que desconhecida em todas
as falsas religioes.
Os pregoeiros da impedade hodierna Iancam-se
contra a Igreja Romana em nome da sciencia, e
todava homens notaveis pele saber, nascidos, e
ducados na beresia, e na irreligis, vao techar s
eyelo da sua carreira cientfica nos braco do
eatboliciamo. E' assim que Paulo Fe val, o tests-
jado, e applaudido romancista trances, rompe eom
o passado, e com os livres pensadores, e vai aao-
Iber-ae sombra da Igreja Romana; consagra sua
peona admiravel defesaidacausa perseguida, dos
jesutas, o dos padres:
Que Maning, Faber e Newman delzam opulentas
prebendas do anglicanismo, que a religiao o
estado na Inglaterra, e fazem se simples oldadoi
da Igreja Romana em um pas, onde ella apenas
tolerada:
Que o grande poeta, o eminente Vctor Hugo
I
coatrerteo-se ao eathotaiamo, taaaVi ala aras reaniio
de amigos proferido as seguntes palavras, qoa sio
om hallo e eloqaenw protesto eontra as ideas po-
sitivistas da spooaa r O que morrea, seis
viver sempre ? Es appell pasa asees milhoes
de sanadas, qae ase eaamaat pala sua radiosa
symphonia. E o qaa ha aeisaa deasas miUdes
de mundos ? O infinito, sempre o infinito. 8a
pronuncio a nome de Deas, faeo son-ir a algum dos
amigos presentes, que nao aoreditem em Daos.
Parque? Porque cr&em as fsraas vivas da na-
tureza. Mas o que e anatareza? bem Deus
nao ser mais do que um jrrio deareia. E' que-
rer olhar pelo pequeo lado das aousas, quando o
frande lado das eonsas nos dealnmbra, e offusca.
a son pelo grande lado das couaaa. O que a
trra ? Um berco,eum tmulo: mas assim como
o berco tem as sus orignns, o turnlo tem raios
deslumbrantes; a porta, que se fecha para o
mundo ; mas a porta, qae se abre pata os mun-
dos invisiveis.
Est eseripto, portento, a Igreja de Jess Chris-
to permanecer eternamentePortes infer non
prevaUbunt adversus coas. O poder de Satenaz
nao conseguir derriba! a, e aniquilal-a; pelo
contrario, quanto mais elle para isto se esforc,!
mais ostenta a Igreja Cathelica a sua torea divina.,
E' assim que milhoes de denversoes de pessoas
de todaa as eiaases e jerarcuias, se do todos oa
das em todos os pases do muudo, como annun-
cium os jornaes. Couaa admiravel, estupenda !
S na Inglaterra converteram-se aoeatholiciimo
2481 pessoas em o armo de 1882.
O Dr. Valker. prosessor de direito poltico da
Unversidade de Leipzig, depois de urna longa aa-
tetistica de pessoas notaveis convertidas ao catho-
licisrao nestes ltimos 12 annos concluedizendo
que as ultimas conversoes na Allemanh* sao in-
nmera veis.
No Indostao os padres jesutas da Missao de
Bengala Occidental consezuiram obtor em 1884,
1,033 conversoes. Em 1885 fije ram na Santa
Igreja 1223 neophitos.
Com muita razao, pois, disje o eminente E. Cas-
telar :
Creio profun lamente eom toda a minha alma n i
necessidade da Religiao Catholioa ; porque a Re
ligiao o reeonhecimento dos nossos d;veres em
virtude do conbecimento de Deus, disse Kant
pela Moral e Religiao nos elevamos om untado
superior ; priaeiro o faz peU acoao ; o segundo
peia f, disse Fiche : a Religiao a edneacao
permanente do genero humano, disse Lessing :
elevando-se ao infinito a alma e subtrahe-sd ae
leia ratees da materia, diese Schelliag : a-Re-
ligia j, onde tedas os enigmas da vida, e todaa a
contradiceoes da idea achain sua solucas, cale se
aplacam todas as onrea d* sentiineoto, Religiao
de eterna verdade, da paz eterna, diese Hegel :
pela Religiao noe*o ser em D;us, e noiaa vid i
vive em Deus, disse Scheleimaker, a; o n lo s
em S. Paulo : a Religiao leva-nos por amor de
tudo que eterno sacrificar tudo que transito-
rio, disseSjlgar: a Religiao to necesaria ao
homem, porque coogenita sua natareza, d s e
Botda : finalmente a relacao do homem com Deja
semelhaaca Deus, uuiao com Deus m^nites
tando-se na intellieeueia, no seutim -ati. na ?3s
tade, na vida, disse Krausse.
Pois bem ; se por amor da Sanctidada da Reli-
giao Catholica Apostlica Romana se sacrificaram,
e foram victimas Je perseguieoes atroie.', a injus-
tas tantos confessores da f, e Sauctos Martyres,
nao muito, nem admiravel que contra mim hu-
milde, e obscuro sacerdote, indigno ministro deste
Religiao Sancta, levante a liydra infernal seu
hediondo eolio, e me cabra de injurias, o calum-
nias, attribuindo-me a autoria de fastos, que a
serem verdadeiros, me fariam digno de severa pa-
niego e de ser banido da communicacao com os
homens pela torpeza de crimes tao nefandos ao
exercicio do sacerdocio.
Mas, ha homens neste mando, disse o celebre
historiador Alexandre Herculano, que s vivem
para fligello da 'inmanilade, e que semelbanca
da serpente nutre-se do veneno, e de paixes
ignobis, aos quaes o demonio jub loso recebe, e
lanca em suas cal de ras.
E' que segando disse o antigo escriptor Attalo :
La matice elle meme plus de la moiti de son
vemn.
E Sneca na Epstola 82 o repete dizendo :
Malitia ipsa mazimam partem veneni sui bibit: A
malicia mesma bebe a maior jarte do seu ve-
neno.
E'o caso :
Sendo eu ha oito anno vigario encommendado
da fregaezia de Nossa Senhora da Couceico de
Paje d"e Plores, onde tenho sido sempre estimado,
considerado, e acatado, como se veri adiaute, in-
corri infelizmente no desagrado de alguem, qu
prevaieeeudo-se de sua influencia, e prestigio pu-
blico, protesten tomar contra mim vinganca por
qualquer modo ; e nao tendo a coragom necessa -
ra para se apresentar como inimigo tranco e leal,
procuroa um desgranado testa de ferro, a quem
crdenon, ou venceu por inceresse pecuniario, re-
solvendo-o a aecusaf-me perante meu digno e il-
lustrado rilado de bavor abusado do coufissiona-
rio para solicitar sua mulher, quem forcou por
am-acas figurar comsigo na pencao da denun-
cia, que servio de base a um processo.
E*se infelizj Antonio Vicente Barbosa, casado
com Anua Mara das Flores.
Apresentadaa celebre denuncia to Exm.e Rvdm.
Sr. Bis oo Diocesano, ordenou S. Exc. Rvdm'.
que o Rvdm. Sr. Arcipreste respectivo syadicasse
e informasse a respeito.
Em cumprinHiito deste respsitavel despacho,
abri o Rvdm. Sr. Arcipreste inquerito, e foram
notificadas as testemunbas indicadas na denunfas,
e outros yjuem estas se rereriram, cujea aepoi-
mentos n^nhuma outra luz trouxo sobre o supposto
facto crimiuoo, capitulado na denuncia, seoao
inuocencia do denunciado pela contradiccio fla-
grante, nao s das testemunhas da denuncia, se
nao tembem de algumas das referidas, sendo que
outras eferidas negaram os factos altadidoe, nao
s com relacao pessoa da mulber do denunciante,
come tambem referentes a outras feetos imagfca-
dos pela perversidade do denunciante e de anas
testemunhas.
Tendo corrido o processo em seus termos regu-
lares, chegou a occasio de prestar o denunciado
a saa defeza, e o fea por eseripto, como consta dos
autos, ofiereceado como documentos comprobato-
rios da saa innocencia urna justificaoao, qne pro
Juzio, na qualjuraraa nove testemunhas maiores
de toda a excepeo contestemente sobre o facto,
de qae trata va a denuncia e sobre a conducta ci-
vil, moral e religiosa do denunciado e tambem so-
bre a dos denunciantes ; a prova da justificacio
foi cabal e plena, porque todas as testemunhas
depozeram sem discrepancia.
Offereceu mais o denunciado nm abaixo assigna-
dos de 51 habitantes da fregaezia de Pesqueira
protestando contra tao revoltante ca!amnia, assim
como um attestado honroso do reapeitavel vigario
da mesma freguesia, eonego Franciaee Peixoto
:Duarte, documentos estes que lhe foram oftereci-
dos para serem juntos ao processo.
Offereceu anda o denu nciado outro sbaixo as-
sigaado firmado por 91 pessoas do lugar Carna-
hyoa, onde se diz fra commettido o supposto de-
licto, enviado com igual espontaneidade para ser
unido aos autos.
Offereceu mais ua abaixo assignado dirigido do
mesmo modo ao Rvdm. Sr. Arcipreste pelos hab
tantes da fregaezia do Bom Coaseloo de Piano
para fasel-o juntar aos'- autos, e bem assim ama
carta muito officiosa do Rvdm. Sr. Francisco Ta-
vares Arco-Verde, vicario daquella freguesia
tudo para ser annexado aos mesmos autos.
Offereceu finalmente ainda o deuuucia-lo ua outro
abaixo assignado dos empregndos e pessoas bem
qualificadas da mesma fre-'uezia de Flores; e com
todos estes docu atentos juutos aas ditos autos
foram elles com vista ao lllm. e Revm. Sr. Arei-
prestre Joaquim Antonio de 8iquehTa Torres, o
qual em urna bem desenvolvida iaf rmacui ms-
trou at a ovidenca a hediondas da denuncia, e
por consequencia a innocencia do acensad >.
Apresentados os autos ao IHar e Revm. Sr. Dr.
promotor do Juiao Ecelesiasto Jeronymo Thom
da Silva, deu este sua uromocAa favorasel, ni qual
mostrou com clareza a improcedencia de s
Ihante deduucia.
Candases os mesesos autos ao Exm. e Revm
Sr. Bispo Diocesano, S. Exc. Rvma. com aquella
illu^ tracio e jusea que bem o craetorisam, pul-
verisou a celebre deauacia, julgando-a improce-
dente em su* laminosa sentenca, como se ver
tudo transcripto no fim d'este pequeo artigo.
E' verdade, como muito bem dase o Coronel_in-
gles Weis, que basta urna palavra de um s ini-
migo malvado para roubar a opino a qualquer
homem, ainda o mais honesta, eaaretaato que- para
a defaaa mister muito esoreva a ate eompr vo
hunos.
Mas tambem verdadero o seguinte Densa-
mente de um celebre escriptor francs- a verit
est comne un meme fiambeau, dont la trop vive
ummiere forc bien souvent, fermer les yeux.
E, pois, eom a publicacao da informacio do Ittm.
e Revm. 8r. irarpreste J^Tftla Botla, com jm>-
moco do lllm. e Revm. EflHDr. promotor do Jateo
Ecclesiastico, e com a Iumiaosa sentenca do Exm.
e (tovm. t. Bispo Diocesano, ereo ter provado
eabal e exuberantemente a minha iimnoencia
perante o reapeitavel publico, para qnem esesaro
e oftereco este tosco traba lho, declsrnnd aaHe
tanto aos meus rsneorosos inimigos, qae smtra*
do mal qae me projecteram fazer, s teaho a dar
I bes ex abundantia cordis o perdo inte me acoe-
selba'e manda a Religiao Catholica, Apostlica,
Romana, de quem sou iudlgno Ministro.
Recife, 24 de Junho de 1886.
Vigario Dario Nunes da SQtm.
INFOBMAQAO
Vistos estes autos de dUigeocias synafeativas
ordenadas por S. Exc. Revota, o Sr. Bispo Dio-
cesano etc.
A fls. 2 denuncia Antonio Vicente Barbesaasus
mulber, ao Revd. Daro Nanea da Silva, vigaci
da freguezia de Nossa da Coueeicio de Flores peto-
factos segaintes:
1.* Que o referido Padre collocara a mo sobre
a da denunciante fazenio pressao, por occasio de
descerem .as escadas da torre da respectiva Ma-
triz, ficando a. denunciante eicandalisada ai,ra-
terindo este facto em seguida ao sen esposo;
2.* Que oo dia 16 de Junho do anuo passado,
indo o Revd. Vigario, a convite do denunciante,
eonfessar sua mulher na casa deoraco do povoada
Carnahyba, pelas 6 horas da tarde, eutraram pela
uniea porta da capella confessor e penitente e fi-
cando a sos, retirara-se elle denunciante para saa
casa sita a distancia de menos de cem bragas;
3." Quando elle denunciante esperava que sa-
base sua mulher, vio assomar a porta o confessor
que o chamava desordenadamente e que acudindo
ao chumado d'eile encontrara saa mulher oom ama
syncope, pirateada nos tijolos, junto ao confissio-
uaric.;
4.o Quo auxiliado por D. Carlota, D. Mara e
D. An-ia fez com que a mulher tornasse a si, e qae
recuperados oa sentidas da penitente, o vigario pe-
dio que sahiaseat da Capella afiut de concluir a
confisso;
5." -Que teudo-ae retirado as pessoas presentes.
i- padre atamar sosia penitente diaendo-lhe qae nada
revelasse ao seu marido do qae se bavia passado
no acto da eonfisao;
6." Que conduzo sua mulher para casa e lsge
soube que o Padre tinha solicitado a ella para.fias
Ilcitos:
7* Finalmente que com relacao inculcada ssn-
tidade do Padre Dario podem depor Torquato Jo-
s da Silva, Joaquim Jos do N. Wanderley s
Lacio Jos de Siqaerra Campos; e sobre o fasto
da preseote denuncia o referido Wanderley, An-
tonio Gomes Coimbra, Joaquim Jo> de Andrada,
Wanoelito e Antonio Vasco do Nascimento.
as diligencias procedidassob juramento decbv
rau a denunciante a fls. 8, entreoutras cousas, de-
clarou que o vigario, ao depois d'ellarezar o Con-
fteor, a convidara para fias torpes, e qne ella fin-
gi ter urna syncope para se ver livre do Padre;
qae feu mando achava-se debaixo do telbeiro un-
to porta da capella ; que nao gritara poi elle
com vergonha ; que dois dias depois conten todo o
occorrido ao seu marido ; que o Padre nio a vio-
lentara e apenas deu-lhe um apartado abraco ; fi-
nalmente que o tacto de o Padw^eiter a mo so-
bro a sua o attribuio a um incidente e nao a ma-
licia.
0 denunciante jurando a fia. 10 disse : qae en-
contrara sua mulher deitada i.o chao junto aoeon-
fissionario s-iffrendo de urna syncope e que eom o
auxilio de outras mulheres po ie restitair-lbe os
sentidos; qae s soube que o Padre sol citara
sua mulher seis mezes ao depois, razan pirque nio
deu mais te lo a denuncia ; que se achava em ca-
sa na porta da roa quando sua mulher no acto da
confisso teve ama syncope ; que nao sabe se o
Padre tem de costume confestar noite; disse
mais, que o dito Padre praticou igual facto com a
vuva Auna de tal, e qae seu to .MVnoel dos San-
tos lbe dissera que na Quizaba se deram ees tac-
tos sacnelliantes, e que tambem no sitio denomi-
nado Ant'inico o Padre praticara' urna necio ter-
pe no confesionario com urai menina de 12 annos.
A fls. 12 depjz a 1" tcstemunha Joaquim Wan>
derley e diase : que soube do facto exposto um
mez depois e isto por bocea do denunciante qae
lhe contara tudo circunstanciadamente, e qae o
sapplente do subdelegado de Colonia dissera a
duas pessoas que ni sitio Autonico o dito Padre
sentara no eolio a neta ou filha de am velho, cujo
nome nao sabe.
A fls. 15 apresentou por eseripto a testcmunha
Antonio Gomes Villa-Nova o seu depoimenfojuB-
to a fls 22, assigoado por elle : disse mais que o
denunciante nao se arredara do telhero, at qu
teudo sua malher am ataque, elle correr a cha-
otado do vigario para auxlltal-a.
A fls. 17, v., jnrou a testemunlta Joaquim Josa
de Andrade por lhe tet dito o denuncame e a voz
publica, e que nao lhe consta que o Padre tenba
de costume eonfessar mulheres noite.
A fls. 23, desisti o denunciante da testemunha
Manoel lito, por nao se aehar mais no lugar.
A fl). 26, depjz Manoel dos Santos e disse : qne
couhece as mulheres da Quixab* a que se lefertm
os boatos, porm que nunca oavira ellas se quei-
xarem do Padre Dario; que tinha o Padre como
um sacerdote de vida muito regular e exenoplar.
A fls 27, jurou a viuva Anna Mara da Con-
eeic/i", que o vigario nunca a sollicitara para fim
algum e que nunca contara esta historia nem ao
deuunciaute e nem to poaco a tettemurrha Waav
derley, e que para ella nao podia haver melhor
vigario e nem melhor confessor do que o Padre
Daro.
A fls. 27, v., jurou o Subdelegado da Colonia
Jos Antear-*.- ^'-lveirse ooutou, rsferudo-seaos-
eros que historia de Autonico se passara com
Luzia, fHha de Severano Baptista Lima.
A fl. 30, jurou Luaia" Mircjliaa de Lima, filha
de Severiaoo Baptista e disse : que nao era esato
o que disseram as testemanhas; que datScil era
se encontrar um to bom confessor como era o vi-
gario Dario, e qua soubcra de tal h'storia por lhe
dizer um seu to a dois dias.
A fls. 3, disse Torquato Jos da Silva que em
vista de certoj faetos, o juizo que faz acerca da
conducta moral e religiosa do Padre Dario pou-
co favoravel.
A fls. 33, jaron Lucio de Siqueira Campos e dis-
se que fima muito mo conceto a respeito da
moralizada do Padre Dario, e que nao cnsente
qae sua malher e filhas se confessem com o dito
Padre, nao obstante ser elle Catholico, Apostlico,
Romano e muito acreditar no grande dogma da
confisso ; conta nm facto dado com urna filha de
Antonio Ledo em casa do mesmo por occasio de
desobriga.
A fls. 36 jarou Antonio Ledo de Lima e dtsse
que solemnemente falso o dicto da testemunba ;
e qae pelo contrario o vigario Dario um confes-
sor dsrno da Egreja.
A fls 36, v., o Rvdm. acensado histoia os factos
como se passaram e de fls. 38 a 56, exhibe alie urna
justificacaa prestada em minha presenca deStes-
timunhaa juradas que cabalmente distroe o que
os denunciantes disseram na denuncia e nbs seas
autos de perguntas e bem assim o que disseram as
testemunhas por elles apontadas; e ainda de fls.5J
a fls. 60 prova exuberantemente a sua conducta
em outros lugares.
Finalmente pelo importante documento firmado
por 92 pessoas todas da Carnahyba, que m .ndei
juntara ). 61, se v claramente quem o S.*d.
acensado. c ___
Devo dier para o esclarescimento de &._.xc.
Rvdma. que encontrei urna formal indignacao era
quasi todo povo da Carnahyba contra os autores
de semelhante denuncia contra o Uvd. Daro, e
nntri meas serios receios que elles na'stassalhsa-
sem aos infeliz.s denunciantes, que no da de nos-
sa nartida i estovan a-rependidos do papel inta-
mo que representaran! inconscientemente.
Finalmente confesso a V. Exc Rvma. que quan-
do percorri o Arciprestado de Villa Bella na qua-
lidade de visitador, uo encontrei em todo elle, nm
sacerdote mais zeloso de saa igreja, mais escrupu-
loso no cumprimento dos seus deveres, do que o
Rvd. acensado, e sinto profundamente que elle
agora aeja tas cruelmente acausado pir meia du-
sia de homens seus desafectos polrUeos, os quae;
empregam todos os esfbrcosafim de desmoralisa
re o vigario Dario, 8Traacsam4h. sabatina <
levarem-ao ao derejpero. ____
Assim oreio ter cumprtdo fielmente oaraeaasto
pelo Exm. e Rvdm. St. Bispo 1
ie deoidi
Villa Bella, 1
que dei
de Maio de 1886
O vigasio
Joaquim Antonio de Sieaetra Torres.
Conforme com o original.
O escribi d* cmara oselesiastica,
Pad-e Valerians de AlWuia Gorreia.
Fseacoolo
A denuncia da fls. 4 rauiraaieute improeetlea
te.
Taes e tantas ato aa contradieces em 'qaa aa
I (
wmm
! MUTRADO 1


Diario de PernambucoQuinta-feira 1 de Julho de 13S6
i denunciantes 6 suas teatemunhaa que nio
fcmecer prora .mais cabal da innocencia
, acensado. ...
p^tarei algumas oratradicooes mais salientes:
1> A fls. 6, v., diz]o denuuciante qu* logo em
ta absolvigao.'. obteve certeza de que o
. Dao no eonusaionario usava de todos os
__ para aervir-ae libidinoaamente de sua mu-
afla. 12, v. conlessa que soube do facto
i (fepo ; .
i Da e mesmo que a capella onde tivera lu-
sar eoafissao tem urna pora untoo de entrada,
r*- consta que tem mais de urna fls 45 e seg. ;
' SQue durante a confiaaaoretirara^aeelle para
Mt fla. 5, e a segunda testemunha a tu. 1,
l *iara que elle ficaia no elheiro junto aa-
os faeUa e abonam a conducta do acensado (fls. 2!
a 32);
Considerando mais que as circunstancias que
acompanham o facto o tornam inveroainel, visto
que frequentando os denunciantes a casa do de-
nunciado e tomando alli hospedagem, como de-
claram, era certamente bem fcil ao denunciado
preparar e preiispor occasiao asada para as suaa
tentativas, e sem motivo, nem neee&sidade, a e.-
colha do lugar sagrado, da occasiao santa da con-
fissao sacramental, para o nefando quanto arrojado
intento, tanto mais quanto o acensado nao podia
olvidar operigode semelhante attentado. n'aqu^lla
Igreja devassada por duas portas e dua janellas,
achando-se o marido da contessanda nao longe,
onde poda ouvir os reclamos de soccorro, e_ nem
LVQue o padre Daro nao foi man a sua casa,
tan d'este facto; fls. 13, v. e a mulher afirma
nrCi-fla. 11, v.;
* As testemunhas apresentadas pelo denan-
aate ingenuamente confessam que ouviram d elle
^h historia do facto que serve de base da
fc,Pirii: e a simplicidade da segunda testemu
bsakegon a tal ponto que em plena audiencia
hMM papel escripto para poder depor-.-fl'
Ha prova testemunhal ha diversas referen-
mx ostras peasas com quem, segundo .iiziam
tactemuuhas, o padre Daro havia praticado
&das> de igual natureza.
grado entretanto intimadas essas pesadas para
, e ontras a quem se iu.putava a autora
toes noticias, confess'.ram inteiramente o
Jwrio. N'este ponto merece especial atteoco
tdnomento da 5. testemunha referida fls. 38, a
ai responden ter solemnemente falto o di ato da
i" flaatemnoha do denunciante, assim como o do-
. de fls. 76.
ato a mim, nao era necessario que o Keve-
ecusado produiisse testemunhas em sua
i; seus proprios mimigos j o haviam ple-
ito justificado.
___i def za, porm, e a informaco do Reveren-
ieipre8te :ervem para mais corroborar a im-
aaaailr r:- da denuncia. Este o meu parecer.
SSataBto/ai justia.
^fcicio da Soledade, 10 de Junho de lb-
Ofromotor, padre Jeronymo Thia da Silva,
orme o original.
laserivaoda Cmara Ecclesiastic i, padre Va-
de Alleluia Correa.
Sentehc* ,
stoa estes autos, mostra-se que Antonio Vi
r Barbosa e sua mulher Anua Mana das l'lo-
afeoonciaram do padre Daro Nunes da Silva,
da fregueaia de Plores, d'esta diocese de
r pelo tacto de ter solicitado ad turpia a
_iante, por occasiao de confessar-se na egre-
* povoado Camahyba, da dita treguezia e
r- w virtude de ter sido dada a denuncia como
Jeito publico, procedeu se minucioso nque-
riteastra llucidar e constatar a verdade ; e exami-
as provas e documentos:
Miierando que trata-se de tacto que, qaa"d0
nieiro, constitue um dos mais netado de-
___>aue commetter pode o sacerdote, no excrci-
baV sagrado ministerio, punido com as gravissi-
w ornas de suspensa^ perpetua do exercuio de
feas as ordens, privacao de beneficios, di^uida-
fctffioios, e rtabilidade para quaesquer ou-
tew t que por isto mesmo cumpre nao prestar te
a libantes aecusacoes sem ponderar multo as
as do facto e as circumstancias que o cerca-
.feato mais quanto pessoas ha tao desalma-
__ ue guiadas por odio ou perversos conseibo?,
aitrepidam em escolher esse genero de vingan-
sm testara sacerdotes innocentes, nao obstante a
aw declarar que essa especie atroz de ealurn-
mb. ooititue fl gicio tao detestavel, que d elle
ntejoderao ser absolvidoa os que o commettem,
a otros o aconselham, senio po Papa;
Considerando que no caso vertente o facto de-
i niln nao foi provado ;
San pelos denunciantes, porque bem longe de
junliiriii a firmeza que o conhecimcnto da ver-
int ti si consciencia do dever sabe imprimir,
^au. dC ,rdam e se contradlzem em suas af-
1r'ni sobre assumpto tao melindroso; por-
nnaeo : tendo ambos dado juntos a denunci af-
msiii denunciante qne dennnciou logo depoxt
jr^irff o fado e o denunciante que dnunciou
. depois, por nao ter dinheiro para pagar ad
> (Dep. fls. 11 e 13); o denunciante histo-
, e acontec ment figura sua mulher victima
4c mb ataque que a proatrou sem sentidos, semi-
BU0te.4S depois de voltar a reaego e o vida,
vasa, de commocoes indicativas do mais pungente
mfmuento; a deuuncian;", porm, declara que
leve ataque, mas apenas o dngio pura esc>i,-
Ri tentativa do aecus .do. (Den. i. 6 e dep
l 11); o denuneixnto declara que lo?o em se-
i a confissao. diante das pertarbacSes e desa
rntrnideseu espirito attribulad*; obteve a certeza
Je mt vigaric Daro, no confissionaro iisava de
*%<* artificios, de que useiro e veseiro, para
mamr se. libidinosamente de sua mulher. Dea. fb.
JL *.V entretauto no interrogatorio responde que
*af do fac seis mezes depois pouco mais ou
i por ouvir eotao a sua mulher (fls. 12) ;
apelos de osadas testem n':asin licadaspaUi
eiantes, pois que nenhuma depe de sciencia
a. mas todas referemose a boatos e conver-
i os proprios denunciautes ;
_j pelos dictas de estemunbas referidas sobre
ewnos e sobre outros tactos idnticos, por-
> ao em vez de confirmar os delic os, negam
trra extrabida da eecavacio acha-se aos lados
da mesma que em nada empata o transito, sendo
que neste tempo invernoso em toda a estrada tem
lama e nao a trra cavada que a tem prodnzi-
do; se o arrematante a transportasse para um
teireno alheio o dono deste teria de faer desta
occasiao um patrimonio e este mais felia do que
o primeiro que gorou.
Aos eleitores consemdoiesi Na-
zaretl
Ao abaixo assignado, eleitor do Io distrieto da
podia"ignorar as penas gravissimas em qne ia n- p^ocha de Nossa Senhora da Conceico de Na-
correr, procurando aquello lugar e occasiao, quan^ ^retD( conj
do poda evital-os ;
Considerando ainda que as circumstancias do
facto indicara qne o ataque de que foi victima a
denunciante servio de occasiao e motivo para a
denuncia, mas nao foi occasionado por tentativas
libidinosas do aecusado, pois que nao para acre-
ditar-se que fingindo a denunciante esse accidente
como meio de livrar se do attentado o revestisse
de tantas apparencias de tealidade, depois de che-
ga'em, s-n marido o mais pessoas, ponto de lhe
darem cheiros (Dep. fl. 11) e ser conduzida semi-
morta para a sua casa, n'aquelle estado de sobr -
excitaeao de que falla o denunciante (Den. fls. 6);
E ainda mais porque a denunciante soffre de se-
melhantes ataques como affirmam testemunbas de
aciencia propria e por ouvir do proprio marido
(i. 46 e seg.) accrescendo qne as syncopes por
occasiao de confisso sao muito commnns as mu-
Iheres em adi intado estado de gravidez, como se
achava a denunciante, segundo declara na propria
denuncia (fl*. 5) ;
Considerando tambera que o aecusado gosa n'ests
Diocese do nome de cidado respeitavel por sua
conducta e'de sacerdote moralisado, o que se
vtamb:n quauto aos tempos passados de docu-
mentos diversos e nomeadamente deuma represen
taco dos pruprios habitantes da treguezia de Flo-
res, assignada pelo Juiz de D'reito Dr. Fraucis
co Domiogucs Bibeiro Vianna, pelo Jniz Muni-
cipal Dr. Joao Baptista Gitirana, Escrivo Joa-
quim Jos do Nascimento Wanderley e por outros
funecionarios pblicos e cidadaos dignos de f, e
na qual pediam, em 1879, a continuacio do Padre
Dario n'aqnella freguera, reputando urna calami-
dade a sua transferencia e declarando qne esse sa-
cerdote, alm de muitos outros servicos nomeados,
durante a quaresma consequio arrastar ao tribunal
da penitencia a quasi totalidade da treguezia, no-
tndose verciideiras conversoes para espiritas que
ha longo tempo sentiam-se divorciados (Teste dever
primordial de nossa Santa Religido (Doe. a fls. 82)
o que certamente nao poderia conseguir se tosse
um padreuzeiro e vezeire ema ttentar contra o
Dudor das confessandas;
Considerando finalmtnte que a grave denuncia
nao ficou provada como se v nao s do que apon-
tamos, como de tudo quanto dos autos consta, _e
tendo em vista a minuciosa intormacio do Arci-
preste que funecionou no inquerito eo partcer do
Promotor Ecclesiastico:
Juigamos improcedente a denuncia dada contra
o Paire Dario Nunes da bilva, Vigario da Fre-
guezia de Flores e o declamamos livre do labo
le lhe foi imputado por Antonio Vicente Bar-
bosa e sua mulber Anna Maria das Flores.
Palacio da Soledade do Recife. 16 de Junho de
1886.
{ Jos, Bispo Diocesano.
Conforme com o original
OEscrivao da Cmara Ecclesiastica,
Padre Talleriano de Alleluia i'orreia.
_, conitanda lhe que fra sen nome incluido
JT%x& lista dos eleitorea para juizes de paz do referi-
5 db districto, cuja eleico ter lugar no dia 1 de
Julho prximo, em tempo declara que agradece a
lembraca da incluso de seu nome visto como nao
aceita a eleico.
Nazareth, 2 i de Junho de 1886.
Joo Garneiro LeSo.
Cmara municipal
aos
O abaixo assignado, muito grato
seu* amigos e correligionarios que preten
diana honral-o com os seus votos para ve
reador, declara que desiste dessa preten
gao e pedes-lhe que, "por amor a disciplina
p irtidaria, facam convergir os seus votos
nos candidatos do partido.
Recife, 30 de Junho de 1886.
Liberato T. fie Miranda Maciel.
Oca imbeba em discnsso
AbS .MBLS'A PROVINCIAL
Do documento, que vai em seguida pu-
blicado, mais urna vea prova surge para
demonstrar que o Cajurubeha actual
mente o nico espeifico, que cura a asth-
ma.
Os pacientes de 20 e mais annos de sof
frimentos, os desengaados dos mdicos e
os que querem curar-se de urna vez s
usam o Cajurubeha.
E os clnicos, mdicos Ilustres j vao
afinal recoohecen'o a effieacia desse me-
dicamento ; po3, quando eagotam o formu-
lario acadmico, recorrem ao Cajurubeba
como mcio infallivel, ultimo recureo, que
nao falha, a artkaria grossa contra a
aathnta.
Quem ainda duvidar informe-se pessoal
mente.
aaoot
GOIiERGIO
3wUa iMiuerclal de
buco
cernam
KECIFE, 28 DE JUNHO \>E 18flb.
Vs tres horas da tarde
'-Wat'-' oificiaet
hypothccarias do banco da crdito real dr
Pernambuco, a juros de 7 0/0, do valer
de 100# a 90*000 nada urna,
sobre o Rio e Janeiro, 3 d/v. ao par.
Na hora da ools
VeuJeiam-se :
3K letras hypothecarias.
Kf fitas dem.
% ditas dem.
Da 30
hypothecarias do Banc de Crdito Real
di- Pirnambuco de 7 0/0, do valor de
10 96 cada urna.
Isa sobre Londres, t0 d|v. 20 1|2 d. por l-
do be neo, no da 28.
sobre Pars, 90 d'v. 465 rs. o franco, do
banco, no dia 28.
-htifi sobre Lisboa, vista, 161 0/0 de premio
do banco, no dia 28.
presidente
Pedro Jos finio.
O secretario,
Candido C G. Alcoforado.
RUDIMENTOS PBLICOS
Me ; c Junho de 1886
.; de 30 l a 28 37:366S4 4:277^715
41:514/399
iTfci irn Psovinc Idea de 30 U Do l a 29 1-28:70 >*313 7:701- 4t7 136.40'
mb^b brayn aob -Uaade 30 >e 1 a 28 15:255621 888.872 16:144*493
DESPACHOS DE IMPORTACAO
Vapor americano Advance, entrado de New
*k e escalas no dia 28 do corrente, e consig
ui)a Heary For=tec & C', manifestou :
kab 10j barris a Paiva Valente & C 50 ao
>ak Bank, 50 a Joaquim Ferr ira de Carva-
fto ft C, 50 a Joao Fernandes de Almeida, 5_ a
Jbca t Qoeiroz, 50 a Domingos Cruz & C '
Jh^a Bjcba & C, 2-i a Guimariea Rocha & C.,
& ao consignatarios 25 e 21 caixas a Joaqniui
j Simoea 4 .a
tas 3 volumes a diversos, Arado 1 caixa
ra GnimarSes Se C.
Otarveja 30 ba! ricas aos consignatarios.
I CU 3 grades a Costa &z M -deiro.
CktBri C'inrauhi
auobucan-.
Bomba do Peres
Srs. redactores do Diario de Pernambuco.
Lendo na Gazetilha o Jornal do Recife n. 145 a
noticia de um lamentavel desastre na bomba do
Peres, c j nao sendo a primoira vez que o infir-
mante falta a verdade, r.'go lhes o obsequio de
narrar emscu coneeituado jornal o que depura
verdade.
A dois m-zes que o arrematante de tal concert
como lhe chama o intormante, deu principio a obra
e iato observando o respectiv. orcamento, e ten-
do a infelicidade de o fazer con tanto invern que
difficil lhe tem sido, eneararam prejuiz-; que d'ahi
lhe tem resaltado. vistJ que tec.do feito o arrvico
de um lado para ser feito o transito p lo outro.
que alias nunca foi enterrompido e tendo teit- a
estacada como manda o orcameito, esta nia pode
resistir ao peso da trra cavada por ter mais de
"quatro metros de eseavaco, cirao;rauto bem fio-e
e assistio o muito digno conductor fiscal e agora
na falta deate o digno apontador do districto qne
constantemente tem inspeccionado o trabalho, e
nao como diz o informante que'oao ha quem zele
os negocios da provincia, apezar de ser a escava
cao muito funda n de *odo o cuidado do impreitei-
ro, cahio alguma trra das barreiras, sendo que
nio foi barreira cabida quem matou o infeliz Ju5o
e sim um pouc de trra que cahindo eropurrou
este e o fez cahir batendu com a cab-$a em u na
estaca, occasionando-lhe a morte algura tempo
depois ; o pa6sadico qne diz o informante urna
pinte feita sobre quatro madres de b>as m.dei
ras e estas alluidaa sustentes com pontaletes.
Toda esta falsa censura deixaria de haver se o
arrematante se resolvesse a dar aquelle? 100* ?
Tal lama nao existe no leito da estrada, toda a
O Dr. Maximiano L' sessao da Assembta Provincial de 17 de
Marco do corrente anno) tem a palavra.
O Sr. Lopes Machado.
Drogas 11 volnmes a Bartholomeu & C.
Estopa 3 fardos a orden,
Farinha de trigj 750 barricas a Percira Car-
neiro & C.
F.rragens 2 volumes a Albino Silva & G.
Grua 1 barr -a s Roza & Queiroz.
Machiuismo 5 caixas a Juliu & Irmao, 1 a N.
Hastey.
Machina para desoarojar algodaa 4 caixas a
Miranda ce Souza.
Manteiga 6 caixas a Matheus Austin & C.
Mercaiorias diversas 6 volumes a J. Krouse &
C 1 a Orto Bobera Sucesor, 1 a E. G. Ouefio,
7 a Ferreira GoimarSes & C, l a Pereira Car
neiro ot C, 1 a Companhia Pcrnambueana.
Maizena 60 caixas a Roza & Queiroz, 100
JoSo F. d'Almeida", 109 a Fraga Rocha & C., 50
a Joaquim Duarte Simoes & C.
Moinho para caf 1 caixa a Ferreira Guimares
K C.
Objecto3 para dentista 1 caixa a S. P. Wing.
Oleo de linhadaca 4 barris a Compaah Pcv-
niimbucana, 2 aos consignatarios.
Papel l Caixa a Otto Bohers successor.
P4s de ferro 33 feixes a Albino Silva & C.
Prelo 1 aos consignatarios.
Perfnrmria 34 caixas a Prente Viana i : C.
R-logios 14 volnmes erdem.
Retractos 1 caixa a J. A Das.
Remos 150 ordem, 50 a C. C. da Cos'a Mo-
r i-1 & C.
T iucinho 20 barris ordem, 15 a Rosa & Quei-
ioz, 20 a Fernandes da Cista & C ?0 a Domin-
gos Crin & C, 30 a Paiva Valente & C, 14 a Gui-
mares Rocha & C, 30 aos consignatarios, 30 a
Praga R >cha & C.
Tinta 3 volumes a Otto Bohres Successor.
Vidroe 11 volumes a B. D. Campos Patacho allemac Mary, entrado de Pelotas no
dia 27 do corrente, e consignado a Maia c Re-
, manifestou :
X rque 183,000 kilos ordem.
Patacho nacional Sergipe, entmdo do Rio 6ran-
de do Sul, no da 27 do corrente, e co:
Pereira Carneiro & C, manifestou :
C-'uns sais; idos seceos 73.
Xarqne 213,870 kilos ordem.
Lugar nacional Marinho 7, entrado de 'Pelotas
:a 28 do corrente, e consignado a Mua ii Re-
ze:. le, manifestou :
Xa..qu* 232,500 kilos oHem.
Hiate nacional Geriquity, entrado do Rio Gran-
de do N rte no dia 28 do corren'e, e consignado a
Manoel Joaquim Pessa, manifef tou :
Oouroa salgados seceos 154 a Prente Vianna
& C.
Toros de mangue 5,000 ordem.
(ttDEBXP V
b 28 de Junho
Para o exterior
X; vapui ii'glez Tagus, carrege.u :
Pa, 1 oaixa eom 40 k'os
de prata.
Para o Interior
Vo vapor americano Advance carrega-
ram :
Para o Rio de Janeiro, J. Caaiillo 25 gcco3
a Vou concluir, Sr. presidente, ma-
antes de fazel-o, nao posso deixar de ma-
nifestar a V. Exu. o meu reeonheciuaento
pela benevolencia, com que se dignou ou-
vir-me e ao mosrao tempo descobrir-lhe
uns receios, que me preoecupam neste mo-
mento. Nao alludo a rejeicao do parecer,
pois desde que o seu relator esforcou-so
por mostrar que 2 e 2 nao fazem 4. nao
ha remed.) seno conformar-ioe com o que
est escripto.
Iteceio, porm, que o abuso da pala-
vra por 4 horas successivas n?.o repiodu-
za o mal, que me trouxo acabrunbado por
quasi 30 au::OS.
Ora diga-rne V. Exc. em boa e sS con-
sciencia : soffre d; astbma? (riso.)
Pois ento nSs sabe o que soffrer. Se
soubtsse, So teria c insontido nesta intil
pr-rogacSo de mais 2 horas, que felizmente
estilo a lindar
Imagin V. Exc, j que nunca, ex-
pnriineotou, dous homens de pulso e re-
solutos como a maioria desta casa, arre-
medando-se de repente ao pescoj.) de um
pobre para suffoeal-o. I.nagine os esforjos
supremos emprogados pela victima j com
os olho8 fora das rbitas, esforcos incitados
pela conservacao da "ida, o cansaco, a
angustia e os desfallecimentos, e ter V.
Exe. uns longes dessa lata horrorosa.
i Nada vle ao infeliz, nem revulsivos,
nem calmantes, a medicina cruza os bra-
cos e confessa se impotente.
Pois bem, foi do meio desso desespero,
que o mea amigo e collega o Sr. Drum-
mond Filho aconselhou me o uso do <-ajn-
rubeba com aquellas maneiras insinuantes
e delicadas, que tanto elevara os seus m-
ritos.
Coofesso que fiquei desagradavelmente
sorprendido e rephquei-lhe com seceura :
Como, de um homem intelligente sahe
conselho tao banal ? Nlo conhece o exame
chimiio que se fez no Cajurubeba? (*j
* E elle porderou-me : Conbeco, mas
tenho em mim a prova do contrario, Es
tou bom, depois de desengaado dos m-
dicos ; o Dr. Jos JuliSo e mais algumes
pessoas do mea -onhecimento se achara
igualmente restabelecidas. 4
t Estas palavras p> rturbaram-me e che-
guei a ver na confusao do mea espirito a
felioidade, que nunca me sorrio. Mas tor-
nando a mira, hesitei, lembrando-me que
j havia p'-rcorri lo a longa escala da phar-
macia oflkial e domestica, sem resultado.
Mas o Dr, Drummund... A garanta
do seu testomuho !
c Deixiil-o mal ? Nunca ; e fui Sr. pre-
sidente ao Cajurubeba, sera f, certo;
mas nao abandonado da esperanza.
() Esso exame foi feito por nm pharraa-
oeutioo, q-ie n5o encontrando no C .jumbe-
ba mercurio, nem arsnico, concluio que
era panacea, qu^ nSo frzia bem nem mal.
t E o que hei de dizer agora a V.
Exc. T
Ligo ao secundo frasco rompi urna
amizade de trint-i annos, abandonei a es
tramonio, compa-.beiro lnseparavel destas
magras algibeiras (risos).
1 Annunoio a V. Exc. ecasa queestou
bom.
Gloria a Deu* as alturas e na trra
a esse gran le cidadJo, a esse talento en r-
me e bemfazjo, que se chama Firmino
Candido de Figuoiredo
< O Sr. Presidente : -Peco a V. Exc.
que se restrinja a muteria era diacusso,
porque a hora est a fin iar.
t O Sr. Lopes Machado : A materia
essa mesroa
a O Cajurubeba tem to>a a relajeo com
o parecer do Sr. Gomes Prente, at mes-
rao na sua virtude depurativa (risos).
Ma3, erofin, vou lindar, e neste mo-
mento em que a saudade me suffoca a al-
ma, peo a V. Exc. que nao leve o seu
lenco aos olhos p la dr da despedida.
< Amanha quando V. Exc. vir entrar
o meu comp tidor, di3f'arado na batiaa d >
seu irmao ; araanha, quando tudo estiver
revolto e elle, immovel e surio nesta cadei-
ra, que me peit.-nce por escolha dos meus
con-cidadilos. d r4 entao para a sua maio-
ria : fizeraos mal, foi um attentaio !...
s (Muito bem, o orador curaprimonta-
do por diversos Srs. deputados de ambas
as bancadas.
Partido conservador
ELEIQO MUNICIPAL
Os abaixo assignados, constituidos em
coramissao para dirigir a prxima eleicSo
de vereadores deste municipio, fazem pu-
blicar a chapa organisada de accordo com
as influencias eleitoraes das diversas fre-
gueziaa; e pedem ao eleitorado conserva-
dor do municipio todo o esforco e cohesSo
em favor dos candidatos presentados, que
sao os seguintes cidadlos:
Agostinho Bazerra da Silva Cavalcante,
proprietario.
Antonio Gomas de Oliveira e Silva, com-
merciante.
Antonio Samico de Lyra e Mello, com-
merciante.
Dr. Cosme de S Pe
Demetrio de Gust
Dr. Francisco do R|
agricultor.
Gabriel Ildefonso d
merciante.
Henrique Bernardes de Oliveira Jnior,
coramerciante.
Major Joo Francisco Antunes, despa-
chante.
Joo Jos de Amorira, commerciante.
Joaquim Jos de Abreu, solicitador.
Desembargador Manoel Clementino Car-
neiro da Cunha, proprietario.
Recife, 2-5 de Junho le 1886.
Dr. Joaquim Correia de Ai'aujo.
Miguel Jos de Almeida Permamkuco.
Olympio Marques.
----------ariiB I I H -----------------------
4
das ^leves
medico.
ho, proprietario.
ros de Lacerda,
ves Cardoso, cora-
Ao publico v ,
Os abaixo assignados, tendo registrado #depo-
sitado as suas' marcas ndostriaes e r *ps daa
suas preparacoes na junta commcrciai 'o de,
Janeiro de conf rm-dade com as pres<- ^oes das
leis do imperio do Brasil, declaram e participam
aos interes&ados, que orno nicos proprietarios,
tem direito exclusivo de usar as mares s indus-
triaos e rtulos relacinalos com manufactura,
fabricaco e venda das s.-gtates preparares;
Agua de Florida de Murray % Laman.
Toniej Oriental.
Peitoral de Anacahuita.
Pastilhas Vermfugas de Kemp
Oleo de ligado de bacalho de Unman & Kemp.
Emulso de oleo de ligado de thcalho com hy-
popbosphites, de Lanmam & A*"p
Salsaparnlha de Bristol.
Extracto duplo de aveleira mgica de Bristol, e
ungento de aveleira mgica de I>istol,
e que, partan to, perseguirlo a todos os falsificado-
res ou imitadores das ditas marcas inlustriaea e
rtulos, procurando que sejam castigados com toda
a severidade da lei.
Tambem acautelamos o publico contri todos
aquelles que intentaos substituir as nossas prepa
racoes cima mencionadas com artigos falsificados
que levam rtulos ou marcas mdustriaes que imi-
tam as nossas.
Lanman & Kemp.
h
ED1TES
\
ao 1,500 kilos <*c cera de carnauba e 3 ditos
com 180 ditos de dito animal; M. Lina 2 barris
com janipapos, fruct*.
No vapor nacional Jaguaribe, carregaram :
Pan Baha, A. Lopes & C. 100 saccas com
7,400 kilos de algodSo ; F. M. da Silva & C. f 0
caixas com 500 kilos de oleo de ricino.
No hiate nacional Deus te Salve, carrega-
ram :
Para Mossor, E. C. Beltrao & Irmao 20 volu-
m-s com 1,173 kilos de a&sucar bronco.
Na barcaca Phenix, carregou :
Para Parahyba, A. K. Braneo 7 barricas com
100 kilos de assncar masca vado.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados na dia 29
Montevideo 14 dias, barca sueca Medel-
ped, ic- 333 toneladas, capitSo A. Ohl-
son, equipagem 9, carga graixa; a Pe-
rora Carneiro dt C.
Navio sahido do mesmo dia
MacioVapor inglez Mariner, comman-
dante J. Neiell, carga varios gneros.
Navio entrado no dia 30
Rio Grande do Sul 20 dias, escuna hc3-
pankola Dous Hermanas, de 108 tonela-
das, capito Juan Mol, equipagem 8,
carga xarque e farinha; a Pereira Car-
neiro 4 C.
Navios sahidos no mesmo dia
Babia por escala Vapor nacional Jagua-
ribe, commandante Francisco Al ves da
Costa, carga varios gneros.
Aracaj -lugar nacional Ral, capitao Jos
G. Netto, em lastro.
MontevideoSumaca hespanhola Angela,
capitao Maten G gis, em lastro.
Mossor Hyate nacional Deus te Salve,
meztre A. J. do Nescimento, carga va-
rios generes.
Para Patacho hespanhol J ven Pura, ca-
pitao J. Noguerola, carga varios ge-
r s.
Pelotas Lugar dinaraarguez Barso, capi-
to N. Serensrn, carga assucar.
Macei Patache inglez Sarah Wallaco,
capitSo C. H. Holdey,
Baha
Amazonense
Britannia
Niger
Seryi,
Vie de Santos
Espirita Santo
Ville de Bahia
Tren!
mt
Delambre
Argentina
La Plata
Equateur
Neva
VAPORAS ESPERADOS
do norte a 3
de New-York a 3
da Europa a 4
da Europa a 4
da Babia a 4
do sul 5
do sul a 7
da Europa a 8
da Europa a 10
do sul a 14
de Liverpool a 15
de Hamburgo a 20
da Europa a 20
do sul a 25
do sol a 29
Eleico municipal
Por deliberayao do Centro Republicano
sou o candidato, qu-> este aprsenla na pr-
xima eleio municipal.
Tive de acquiescer essa apresentagao
honrosa, menos p la gloria individual que
rae possa advir, lo que pela op'portunida-
de, que se me offerece do prestar um servi-
50 idea republicana, qual voto um cul-
to sincero.
Nao disponho, por fo'-ga de rainha pro-
fisso, de tempo para meus co religionarios, a todos os meus at-
feicoados a tod-is os hounms independeu-
.tcs, que sab?in prestar alh-sn a ideas e
nao a hora ns, ps^jo a -st-s os seus valio-
sos suffragios.
Dr. Jiitlo Carlos Balthazar da Silveirn.
Hoje ninguem mais falla na Europa senao das
maravilhosas descobu-rtas do r. Pastenr sobre a
raiva, Buae variedades e seu tratamento. Desde
a invi'tica > da vaccina por Jenuer, nenhuma des-
cob-ita t&o importante se tinba feito na seiencia
medica, nom servico touotavel se tinha prestido
humanidade.
Mas, si o nome de Pasteur excita a admireco
e o respeito ao mundo inteiro, nao devemos recu-
sar a nossa gratidao outros sabios qu-* consa-
graran a sua vida, & cura de molestias infeliz-
mente mais eominuus e quasi to crueis quanto a
a raiva ; a bysteria por exemplo e a Epilepsia
eata raiva dus ervos que tamOem f >z sobrevir a
ii-puna bocea !
Estai molestias, out'ora reputadas incuraveis
se tratam h je em dia com b>m "XIto, pelo b-
prego da OLtT.iO ASfl-SBaVO 1, pre-
parada pelo Dr. L-troyaune, solu^au cujas virtu-
des esto provadas e cuja effieacia nao preeisa ser
proclamada.
A nossa intencao, nao pois, fazer aqu um re-
clamo d'esta espocialidade phannaeeutica, quize-
mos 8omnte lembrar aos que soffrern o nome do
Dr. Maroyenae pois e.le bem merece da humani-
dade.
Salsaparrilha de Bristol
%-. 31
Trinta annos de triumpba'*tes resultadon t*em
outorgado a este antisptico vegetal urna reputa-
cSo racrimmensuravelmente superior a todos quan-
tos se conbocem para a cura oK s escrfulas e de
todas as mais e.lasses de enfermidades ulcerosas e
eruptiveis.
Os mdicos os mais acreditados e expedentes,
os periodistas e os escriptores de medicina, sao
testemunbas vivas de sua effieacia quasi maravi-
Ihosa. Tem salvado e contina a salvar as vidas e
os membros de minares de pessoas. Ella at o dia
de hoje nunca foi administrada em vao, nem at
mesmo nesses casos reputados como, desesperados
ou incuraveis.
E' o nico remedio para as escrfulas, erysipel-
las, herpes, cbagas as pernas, abeessos, cancros,
tumores, enfermidades sypbiliticas e mercunaes e
toda a casta de empeces cutneas.
Encontra-se em todas as partes do mundo.
Acha-se venia em todas as principaes bo.icas
e lojas de drogas.
Agentes em Pernambuco, Heary Forstei & C,
raa do Commercio n. 9.
Corda de formosura
Abundencia de longos e sedosos cabellos, o
maior possivel auxilio belleza feminina. As pe-
sadas trancas e ondeados formara na verdade urna
cora de que qualquer mulher pode legtimamente
orgulhar-s..', e acham-se ao alcance de todas. O
Trico foro de Barry restaura o cabello mais
ralo e mais spero a nm estado de completa e vi-
gorosa formusur.. Desde 1801 qai tem estado
continuamente em uso e no consta caso nenbum
em que tenba falhado. Communica vigor s rai-
zes e denressa produz um novo e abundante cres-
cimento "de lindo cabello. Experimentem.
Proclama
Na expressao do decreto n. 3069 de 17 de Abril
de 1863 oroclama-se na Igreja Evanglica Baptis-
ta, S ra Direita, o casamento de Abdon Americo
de Aquino com Amelia Maria de Figueredo Lima
Cmara Municipal do Recife
Candidato vereacao appello para o Ilustrado
eleitorado do municipio a quem peco a sua coadju-
va?ao. Minhas crencas conservadoras, supponho
nao me inbibirao o suffragio do distincto eleitora-
do, pois apenas viso o interesse do municipio. Na
qualidade de vereador pugnarei sempre em prol
da municipslidade e do eleitorado que me eleger.
Recife, 25 de Junho de 1886.
Antonio deBorba Coutinho.
N. 10 Bscoramen la-se a Eraulsao de
Scott aos doi-ntes do p. ito, da garganta e
dos pulnio-s; aos anonii >s, (febeis e es
crofulosos, e n todos os jue prceisem de
nm bom reconstitu'ite.
A Emulso nao tem igual para reparar
as forcas dos debis e enfraquciios.
Bf. Gmuin Lsite
A junta de classificacao de escravos do munici-
pio do Recife, reunida ao paco da Cmara Muni-
cipal, em virtude da circular do Exin. Sr. presi-
dente da provincia de 24 de Maio prximo lindo,
avisa aos senb ~res ou possuidores de escravoo
para que dentro do praso improrogavel de 60 dias,
contados desta data, apresentcm as suas d^clara-
ces competentemente instruidas com o nome, ida-
de, cor, estado, naturalidade, profissao, numero
da matricula, valor e peculio de ca-*a escravo.
A junta observa aos mesinos seuhores ou possui-
dores de escravos, que o'valor delles nao poder
exc'-d'-r aos valores mximos descriptos na tabella
do 3.o do art. I." da lei n. 3,270 de 20 de Setem-
bro de 1885; bem como que se tratando de escra-
>os casados, dever esse estado ser comprovado
com a respectiva certidSo. ,
Na ordem das f imillas terao preferencia :
1. Os escravos casados com pessoas livres.
2; s cunjuges que forem escravos de differen-
tes senhores, estejam ou nSo separados, perteneam
aos mesmos ou diversos ceudomima. ,
3 Os c nijuje8que tiverem filhos ingenuos me-
nores de 8 annos.
4.s Os conjuges que tiverem filhos livr>-s meno-
res de 21 annos.
5. 0^ conjug'8 com filhos menores es'-ravos.
6." As injes viuvas on sdteiras qne tivvrem fi-
lhos es-ravos, menores de 21 annos.
7. Os unjuges sem filhos.
Na ordem dos individuos terao preferencia :
1 o A mae viura en solteira com filhoe livres.
2." O pai viuvo ou solteiro com filhos livres
3. Os escravos solfeiros de 12 a 50 annos de
idade, comeando pelos mais micos no sexo feme-
nino, e mais v> Ihos no masculino.
E para qu'- eh- gue ao eonhecimenti de todos se
p>iscou o preseute .a.'S 22 dias do mez de J jnho de
1886.
Eu, Corinlano de Ab:o, se-iretario o subscrevi.
CoMolano d Abio.
Dr. Antonio de Siqueira Carneiro da Cunba,
Presidente.
Joo Joaquim de Fieitas Henriques.
Flavio Gon;alv8s Lima.
Humo
o seu escriptorio a ra do Mrquez
Tem o seu escriptorio a ra do Mrquez d
Olinda n. 53 das 12 as 2 horas da tarde, e desta
hora em diant? em aua residencia ra da San
a Cruz n. 1". Espscialidades, m nestias de se-
horas e crianeas.
Dr. Fernandes Barros
Medico
Consultorio roa d" Bom Jess n. 30.
Consultas de iceio dia < 3 horas.
Residencia ra da Aurora n. 127.
Telepbone n. 450
Licor depurado vegetal iodado
DO
Medico Quintella
Este notabilissimo depurante que vem precedi-
do de tao grande fama infallivtl na cura de todas
as doencas syphilit'cas, escrofulosas, rheumaticas
e de pelle, come tumores, ulceras, dores rheumati-
cas, osteocopase nevralgicas, blennotrhagias agu
das e chronicae, cancros Byphiliticos, inflamma
ccs visceraea, d'olhos, ouvidos, garganta, intes
tinos, etc., em todas as molestias de pelle, simples
ou diathericos, assim como na alopecia ou qa-da
do bello, e as doemjas determinadas per satu
racao mercurial. Do-se gratis folhetos onde se
encentram numerosas experiencias feitas com este
especifico nos hospitaes pblicos e muitos attesta-
dos de mdicos e documentos particulares. Faz-se
descont para revender. -
Depositi em casa de Faiia Sobrinbe & C.
Ra do Mrquez de Olinda n. 41.
C, Heckmann
Usinas de cobre, iat3,o e bronze ee d
Golitzer fer n. 9 Berlina S. O.
Espeeialidade:
Construcfo de raachi-
s e apparelhos
parafaoucas de assucar, destillacSes e re-
finacSes com todos os ape-rfesoamentos
modernos.
INSTALLAQAO DE:
Engentaos de assncar completos
Estabelecimento filial na Havana sob a
mesma firma de C. Hec-knann.
C. e San Ifrnacio n. 17.
Dnicos representantes
Haupt Gebru'der
EIO HE JANEIRO
Para informag3es dijarasn ai
Pohlman &C
M do Goinnlo 1.10
OCULISTA.
O Dr. Brrelo Sampato, medico oculis-
a, ex-chefe de clnica do Dr. de Wecker, d con
suitas de 1 s 4 horas da tarde, na ra do Barao
da Victoria n. 45, 2" andar, excepto nos domingos
e dias santificados. Reailenciara do Riachuelo
n. 17, canto da ra dos Pi:t.
DECLRCOES
Hua Jo Rosario Entreia
n. 3. 1 aoJar
Dr. GobIo Lie
Medico, parlelro o operador
Residencia ra da Imperatriz n. 48, 2.- andar.
Consultorio ra Duque de Caxias n. 59.
D consultas das 11 horas da manha s 2 da
Attende para 98 chamados telephone n. 449 a
qualquer hora.
Connltorio medico-eirnrgico
O Dr. Estevao Cavalcante de Albuquerque con-
tinua a dar consulta medico-cirurgicaa, na ra
do Bom Jess n. 20,1 andar; de meio da s 4
horas da tarde. Paras? demais eonsulta e visi-
tas em sha residencia provisoria, ra da Aurora
n. 53, 1 andar. ...
s. telephonicos : do consultarte 95 e residencia
126.
Espeeiaidades Partos, molestias de creacas,
Nd'ujltt e seus annexos.
lndemnisadora
De confermidade com o art. 15 dos estatutos
desta c muanhia, a direcoao vende dez acc5os de
ns. 491 600, vagas pelo fallecimiento do respec-
tivo accionista. Os pretendentes devero enviar
suas pr-ipostaa por intermedio raes, at o meio dia de 2 de Julho vindouro. Re-
cife, 25 de Junho de 1886.____________________
Club Veademieo Sylvio
Romero
De ordem o Sr. oresidente, faco publico aos
senhores socios e mais interessados, que a sede
deste club foi transferida para a ra do Impera-
dor n 2, Io andar, da ra da Matriz n. 25.
Recife, 26 de Junho de 1886.
O Io eecretario,
Pedreira Franca.
(abinde Porlnguez de Leitnra
Previne-se aos se-iliores socios accionistas qus
as listas de subscripcao de acedes para a compra
ou ed ficacSo de um predio em aue funecione a
bibliotheca deste gabinete, se achara disposicao
de todos, na sede social, e que sua subscripcao
aera incerrada no dia 30 do corrente mez.
Secretaria do Gabinete Portugus de Leitura
em Pernambuco, 17 de Junho de 1886.
Manoel Martina Capitao,
1 secretario.
<
i
I

Raa da gaudade a
11
GCrciRJ
Aasi.-natura de contrato
De ordem do Illm. Sr. inspector, convido o Srs.
Fraga R-icha & C, Soarea do Amaral & Iimaoe,
Beitrio & Costa, Manoel Joaquim Al ves da Coste,
Joao Rodrigues de Moura, Antonio Duarte de
Figueredo, Maia e Silva 4 C. e Antonio Soarea
Raposo, contratantes do fornecimento de gneros
e outros artigos ao presidio de Fernando de No-
ronha, no semestre de Julho Dezembro prximo,
comparecerem nesta thesouraria para assigna-
rem o respectivo termo de contrato, no praso de
tres dias, que lhes tica marcado.
Thesouraria de Fazenda d3 Pernambuco, 26 de
Junho de 1886.O secretario,
Luiz E. Pinheiro da Cmara.
_^_________^--------------------------1w 1
Thesouraria de Fazenda
Assignatura de contrate
De ordem do Illm. Sr. inspeetorr convido os Sra.
Francisco Pinto de Magalhss, Manoel Joaquim
Aives da Costa, Maia e Silva & C, Antonio Soa-
res Raposo e Jeronymo Cabral Pereira do Amaral
4 comparecerem nesta thesouraria para assigna-
rom o termo de contrato, que se acha lavrado,
para o fornecimento de vveres, forragens e fer-
ragens, dentm do praso d; tres das, que lhes fica
marcado.
Thesouraria de Fazenda de Pernambuco, 28 de
Junho de 1886.
O secretario,
Jos E. Pinheiro da Camsra.
Cha preto
As qualidades mc-
lhores emais escolla-
das ueste genero, con-
tina a vendar Carlos
Sinden, n. 48 ra do
Barao da Victoria.
Recebeu de impor-
taco directa e vende
mais barato do que em
outra qualquer parte.
Tambem vendemo^
em caixas pequeras*,|
propriaspara hc4cki-e ^
casas de familia


I H!HAIB


1
*

f
i

i
g*res^em 14 de Agot
rfrt.flniaaudo o 2T anniversano
da installacao/la sociedade
Ao Sr. presidente po*m desde j os scnhores
socios entregaren as /tas de seus conv.te qua
ulteriormente terao aer entregue* aos convi-
dados pela presidenej cu pelas <
ella nomead s. i
Eecife, 21 de J/nho d 18Hb
juiz Guedea de Amorim,
2m tecretario.
(abiiu
ortuguez de
te
Leitura
Dia zeral extraordinaria
De ordfui do Exm. Sr, Visconde da Silva uoyo,
preBiderfc darssembla geral convido os Srs so-
cios do/abinete, a rennirem se na sede social, no
domingo de Julho, as 11 horas da manha afim
os/rTassembla sreral de 9 de Maio, para a acqui-
sio de un predio parr o Gabinete.
secretaria do Gabinete fortuguex de Leitura
#n Pernambuco, 30 de Junho de 1886.
Alfredo O. Cousseiro,
2 secretario.
Banco de Crdito Real de
Pernambuco
No serteio a que se proceden neste banco no da
23 dejunbo findo, pura o resgate de 13 lettras hy-
pothecarias das que existeni em circulaco, 1' se-
ri. designou a sorte as de nmeros 9e 568, 67871511, 1590,1775, 1986, 2186, 2702, 2979,
3019,3450,3/25, 3730. .
Estas etnis sao pagas pelo banco desde hoje, e
quer seam ou nao apresentadas, nao vencem mais
Jur"9- ^
Em virtude di deliberacao do banco e do sor-
teio serao pagas com o premio de 1005 a den.
3730 pnmeira suteada, com o de 50 a oe n.
2186 segunda sorteada, e com o de 30* a de n.
2979 terceira sorteada
Bao de Crdito Real de Pernambuco, 1 de
Julho de 1886.-O gerente,
Joao Fernandes Lopes.
Gabinete de Leitura Instmctl
ya e ccreatlva CJamellel
rense.
Domingo 4 de Julho do corrente, s 4 horas da
tarde, na respectiva sede, haver sessao da as-
sembl* geral para se preceder a eleicao do novo
conselho qme tem de dirigir o anno de 188o a
1887. para i.-so convida os socio3 do mesmo ga-
binete.
Gamclleira, 29 de Junho de 186.
O Io secretario,
Jlo Flix C. de Albnqusrque.
Prolongamiento do estrada de
ferro de Pernambuco c es
trada de ferro do Keclfe a
Ca ruar.
De ordem do Illm. Sr. director.Jaco publico que
at o da 8 do corrate, ao meio dia, r cebera-se
propostas em carta fechada, para o fjrnecimento
de 600 toneladas do carvao Cardiff; no e-icripto-
rio central ra de Antonio Carneiro n. 137,
Secretaria do Prolongamento da estrada de
ferro do Recife. ao S. Francisco e estrada de trro
do Recife a Caruar, 1 de Julhi de 1886.
O secretario,
Mancel Juvencio de Saboya.
Club Caros Gomes
De ordem do conselho administrativo deste club
triso aos senhorea sicios que a ele do club es'a-
r aberta todos os das das 9 horas da man6 s
3 da tarde, e das 5 horas da tarde s 10 da noite.
Becfe, 23 de Junho de 1886.
Joaquim Alves da Fonseca,
1- secretario.
THEATRO
da
EMPRESA
BRAGA JNIOR & G.
COMPANHIA
niuit
qual faz
paite o menno artista
actriz portuguesa
e a pnmeira
/
LGINDi FORADO COELHO
xxouras
Quinta-feira, 1 de Julho
Primeira e nica representaco da primorosa
peca em tres actos, imitada do original de A. de
Musset, p lo escriptor Euzebio Blanco, intitulada
o le n
Os principaes papis sao deecmpenh idos pelos
distiuctos artistas
Lucinda e Furtado Coelho
por quem foram creados na corte
Dar comees
acto, intitulada
ao espectculo a comedia em nm
A
Do nin-o, 4 de Julho s 8 /a horas da noite
ULTIMO ESPECTCULO
De despedida em beneficio da sympalhiea s-v. brasileira a joven
HELEN
\
MARAVILHOSAS NOVIDADES
DE
MAGI4 ILIllIfE
FASCINACOES HUMANA K ILLUS ES INSTANTNEAS
Grande prestidigitas^ e nova sessao mgica de bilhar que ter grande attra-
tivo para as senhoras como para cavalheiros.
Ultimas creaces de grande novldade
aposentadas pelo celebre doutor physico e illusionista de Pars
FAURE NICOLAY
Pre908 do costume.
As 8 1/ fcoras da noite.
a
Emprearla do abanleclmeoto d
agua e gaz cidade de Olinda
DEVEDOEES EM ATRAZO
Tendo a directora, em sessao de 15 do
corrente, resolvido reeeber por intermedio
de um 8ollicitador todas as contas de con-
summidores d'agua e gas em atrazo,
contar do anno de 1876, resolv n'esta
data encarregar de tal cobranca o Sr.
Diogo Baptista Fernandes, a quem espero
attendero desde logo os mosmos devedo-
rv>8, cortos da justija e quidade de simi-
Ihante resolucao.
Escripiorio do gerente 28 de Abril de
1886.
Antonio Pereira Simdes.
Imperial sociedade
DOS
Artistas Mchameos e
Liberaes
De ordem do irmo director, convido a todos os
raaos se reunirem em assembla geraUm nos
ea sede, sexta-feira 2 de Julho, visto nao se ter
reunido no dia aprasadt.
Secretaria da Imperial Sociedade dos Artistas
Mchameos e Iiiberaes de Pernambuco, em 29 de
Junho de 1886.O 1 secretario,
Jos Castor de A. Souza
Toma parte toda a eompanliia
Mise en scne a capricho do artista Furtado
Coelho.
Os bilhetes venda na bilbetana do thea'ro.
Comecar 8 1/4 hora*.
Haver Honds para todas aa liuhas e trem para
A. i pucos.
Sexa-feira, 2 de Julho
Grande festa
Beneficio da primeira actriz portugueza
D. Laclada m Coo
Coa a primeira represeutaco do potico drama
de A. Dnma Fltio, intitulado:
D.M D.\S C
Os bilhetes para rar se ho
venda no escrip'or'> do th'atro.
N. S. Os cvala iros que eneoiomcndaram
bilhetes para o b-nefieio da primeira actriz
liiirimla Portado Coelho
quei; 0 biihetes hoje,
at meio dia, pastad* c- -por-se-ha dos
mosmos
Sabiado, 3 de Jalho
llstw Forjas
iranlc Industrial)
comp
Gompanhia de EdifieacOes
O escriptorio desta
companhia acba-se in
stallado na pra^a da
Concordia n. 9, conser-
vndole aberto das 7
horas da manha s 5 da
tarde, em todos os dias
uteis.
Incumbe-se de cons-
truccoes e reconstruc
Qes.
Recebe-se informa-
^es acerca de terre-
nos na cidade e subur-
bios^ a respeito dos
quaes queiram os res-
pectivos donos fazer
negocio,
]No mes mo escripto-
rio se enjeontrarao as
amostras dos produc-
tos da olaria mechani-
ca do Taquary, pro-
priedade da m e s m a
companhia.
EMPREZA DU GAZ
Pede-se aos Senho
res consumraidores que
queiram fazer qualquer
comunicaco ou recla-
maco, seja esta eita no
escriptorio desta emore-
za ra do Imperador n
29, onde tambem se re-
ceberp qualquer conta
que queinam pagar.
Os nicos cobradores
externos sao os Seuhores
Hermillo Francisco Ro-
drigues Freir e Manoel
Antonio da Silva Oli-
veira, e guando for pre-
ciso o Sr. Antonio Mar-
tas Car^alho9
SE
CONTRA FOGO
The Liverpool & London & GI <
INSIRAME C0MPAN1
Saunflers Brothers k C.
Londoo and Braslllan Bank
Umited
Ba do Commerci n. 32
Sacca por todos os vapores sobre as ca
xas do mesmo anco em Portugal, sendo
txn Lisboa, ra dos Capellistas n 7 N
Porto, ra dos Inglezea.
"SEGUROS^
MARITOIOS CONTRA FOGO
Companhia Phenlx Per-
nanibncana
Ruado Commercio n. 8
jii] 1I11 Se goros Fiiiilaio,
le Lisoa
AGENTE
Miguel Jos Alves
N. 7-RA DO BOM JESS-N. 7
Segaren martimos e terrestres
Nestes ltimos a nica companhia nesta praca
que concede aos Srs. segurad' s isempcao de pag a
ment de premio em cada stimo anno, o qne
equivale'ao d-.^-ontc de cerca de 15 por cento em
favor dos segurados.
Gompanhia de Seguros
martimos e terrestres
Estabelclda em t ->5*
CAPiTAL 1,000:000^
SDISTROS PAGOS
At Si de dezembro de 1884
Martimos..... 1,110:000^000
Terrestres,. 316:000$000
4 4 Ilua do Commcreio-
(OMPANHIA
Imperial
NKUI'RON coktra FOCO
EST: 1803
Edificios e mercadorias
Taxas baixas
Prompto pagamento Le prejuixoB
CAPITAL
fia. 16,000:000*000
Agentes
BBOWNS & C.
i N. Ra do Commercio N. 5
G0MPA1HA DE SBGBOS
tOVIlll FOCO
Nortb Brilish & Hercantile
CAPITAL
ooo.ooo de libras seriinas
A GEN TES ^
Adomsonllowie & C.
liEITIHS
STRATTS OP MAGELLAN
Paquete Britannia
Euro-
E' esperado da
pa ate o dia 4 de Ju-
!spe:
tic
Iho, e seguir depois
da demorado costume
para a
Baha, Ro de Janeiro, Monej
?Ideo e Valparaizo
Para carga, passagens, e encommendas, tracta-
se com os
AGENTES
IVHson Sons A C, Limited
N. 14- RA DO COMMERCIO N. 14
CHARGEIRS REUNS
Companhia Franceza de navega
cao a Vapor
Linha quinzenal entre o Havre, Lis-
00a, Pernambuco, Babia, Rio de Janeiro e
Santos
Steaiir Ville fle Santos
Espera-se dos Dortos do
sol at o dia 3 do corrente
seguindo depois da ndis-
pensavel demora para o Ha-
vre.
Conduzem medico a bordo, sao de marcha rapid-
e offerecem eicellentes commodos e ptimo passaa
dio.
As pasEagens poderao ser tomadas de autemao.
Recebe carga encommendas e paesageiros para
os quaes tem excellentes accommodacoes.
steamer Ville de Baha
E' esperado da Europa at
o dia 8 de Julho, se-
guindo depois da indispen-
savel demora para a Ba-
ha. Hlo de Janeiro
e Mantos.
Roga-se aos Srs. importadores de carga p"loe
vapores desta linha/iueiram apresentar dentro de 6
dias a contar do da descarga das alvareng; il-
quer reclamacao concernente a volumes, quo po-
ventura teuham seguido para os partos do sul,afm
de se poderem dar a tempo as providencias nece-
sarias.
Expirado o referido praso a companhia nfto se
responsabilisa por extravios.
Kecebe carga, encommendas e passageiro para
(s quaes tem excellentes accomodaces.
Augusto F. de Oiveira & t
AGEMTES
42 RA DO COMMERCIO -42
RIE HAR11TIHEN
IJNHA MENSAL
0 paquete Niger
Commandante Banle
Espera-se da Eu-
ropa at o dia 4 de
Julho, seguin
do depois da de-
mora do costume
para Buenos-Ay-
res, tocando na
Baha, Ro de Janeiro e Monte-
te video
Lembra-se sos senhores passageiros de todas
as classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Previne-se ao ssenhores recebedores de merca
dorias que s se attender as recUmacoes por fal
tas nos volumes que forem reconhecidas na occa
siao da descarga.
Para carga, passagens, encommendas edinheir)
afrete: tracta-se com o agente
4uguste Lab He
9 RA DO COMMERCIO-9
Companhia Bahlana de navega-
co a Vapor
Macei, Villa Nova, Penedo, Aracaj,
Estancia e Bahia
0 vapor Sergipe
Ccmmandante Pedro Vigna
E' esperado dos Dortop aci -
;sper
it
e regressar para os mes-
para
mos, depois da demora do eos
turne.
Para carga, passagens, encommendas e dinheiro
a fete tracta-se na agencia
7iua do Vigario 7
Domingos Alves latheos
Compaa Brailelra de Baie-
gaco a Vapor
0 vapor Bahia
Cammandante Silverio Antonio da Silva
E' esperado dos portos do
norte at o dia 3 de Julho
e depois da demora in-
avcl, seguir para
os portas do su. Recebe
o bem carga para Santos,
Pelotas e Rio Grande >l > Sul, trefe modieo.
Para carga, pass^ono, encommendas 1 valores,
OHP.l\Hlt PKBVUlllCiYl
DE
MaTegaeo Costelra por Vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Macan, Mossor, Ara-
caty e Cear
O vapor Pirapama
Commandante Carvalho
Segu no dia 5 de
Jalho, as 5 horas
da tarde. Recebe
carga at o dia 4.
Encommendas passagens e dinheiros a frete a^
s 3 horas da tai de do dia da sahida.
ESCRIPTORIO
Cae da Companhia Periamhicata
n. 12
Segu no dia 3 do corrente, para o porto cima,
o hiate Deus te Gutc, por ler grande parto do scu
carregamento : para o resto tratase na ra da
Madre Deus n. 8, ou no Caes do Layo a
bordo.
Lisboa e Porlo
Segu combrevidnde o patacho portugus Dous
Irmaos. para o resto da c.irgs. trata-se com Silva
Gruunares & C, raa do Commercio n. 5.
-

vai dar os sens ltimos
trata-sena age,.
lOSOSreClL n. n ra do commercio n. n.
POTOS DO NORTE
Vapor Espirito-Santo
Commandante Jocto Mario, Pessoa
E' esperado dos portos do sul
at o dia 7 de Julho, c
seguir depois da demora u>-
dispen6ayc), par;-. 03 portea
do norte at Manas.
ampreza devero ser pas-
sados'em lales carimba-
dos e firmados pel abai-
xo assig ? do $m o que
aao terao valor algur
Georfle Wiadsor,
Para carga, passagens, encommcndaa valores
racta-sena agencia
11 -Kua do Commercio 11
Da armagao de amarello onvidrac>da e do
resto das fuzondas e miudezas da loja
i-ua de Rangel n. 48.
Agente Brto
Em continnaeo
Vender os s> guintea predios :
Urna casa ra Direita n. 38, nos Afogados,
coui 2 salas, 3quarto9, cosiuha fra e quintal mu-
rado, rende '
Urna dita na ra do Aroal n. 24, com i salas, 4
quartos, cozinha fra, cacimba e quintal murado,
rende 360.
Um sitio com casa" de taipa no becco do Fun-
di em Beberibe e 1 terreno n'Apua Fria.
Sexta feira 2 de Julho
A' 10 1\2 horas
Da arraacao, resto de miudezas e utensilios
da loja Boa-Fama, ra Duque de Caxrs
n. 77 A, com garanta das chaves da casa
Sexta feira, do corrente
A's H horas
POR INTERVENQO DO AGENTE
Gusmo
12
Agente Pestaa
IItimo lellao
BOM EM PREGO DE CAPITAL
Sexta-feira 2 do corrente
No armazem da ra do Vigario n
A's 11 horas em ponto
Das magnificas casas terreas e sobrados, livres
e desembaracados de todo e qualquer onus, as
quaes pelo sru bom estado de conservacao e excel-
lentes rendimentos chamam attenecao dos capita-
listas :
Um excellentc sobrado de um andar e soto, com
grandes commodos paia familia um terreno pro
prio sito ra de Santo Amaro ao sahir do largo
do capim n. 14, rendendo annualmente 70084000
avaliado em 5:450*000.
Urna casa terrea com dous solios, duas salas,
trez quartos, cosinha, quintal e cacimba; sita ao
Pateo de S. Pedro n. 4 entrada da ra de Lomas
Valentinas, reniendo annualmente, 300000 ava-
llada em 1:8504000.
Urna dita ra do Rosario da Boa-Vista n. 11,
onde se acha nma bem lacalUada taberna, ren-
dendo annualmente 300*000, avaliada em........
2:350*000.
U.na dita sita a travessa de S. Jos n. 23,
com 2 salas, 6 quartos, cosinha e quintal com
cacimba em terreno proprio. rendendo........
3005000 annualmente avaliada em 2:^00o00.
Urna dita mei'agua sita ra do Nogueira n.
2, rendendo 126*000 annnalmente, avaliada em
700*000.
Urna dita e:ta a ra da Hortas n. 143, renden-
do 168*000 annualmente, avaliada em 950*000.
Todas essas casas podem ser examinadas pelos
Srs. pretendentes e para mais informacoes no
escriptorio do agente Pestaa.
Importante Leilo
SEXTA FhlRA 2 DO CORRENTE
A's 11 horas em ponto
No armazem da ra do Vigario n. 12
De 10 caixas com loucas, vidros, electro-pate,
machinas de costura, de preguiar, de babado e
muitos objectos abaixo declarados .
17 pares dt garrafas de vidro fino, 1 licoreira, 4
candieiros de jarros, 1 dito p de bfalo, 1 dito
abat-jour, 2 compoteiras de louca, 1 lustre de 3 bi-
cos, 1 bandeja de nikel, 12 argolas de msrfim, 22
duzias de oolbeies de metal para cha, 15 candiei-
ros, 80 ps de arandellas, 4 galheteiros, 11 machi-
nas de tolba para caf, 2 mantegueiras de vidro,
12 pratos cobertos n. 5, 8 duzias de bandejas de
ferro e cipo, 1 barrico contendo 100 duzias de
chamins, 40 ditas de pratos de porcelana, 9 ditas
de tigellas pintadas, 20 tampos pintados, 80 man
gas de vidro sortidas, 6 chamins patente, 2 jar-
ros de pedra, 3 arandellas de vidro, 3 pares de es-
carradeiras, 20 depsitos de vidro, 2 fructeiras de
pedra, 20 tigelles, 40 pratos cobertos, 1 porta-
queij, 1 apparelbo de toillet, 1 dito d^ almoco
(friso iourado, 10 duzias de chamins patente, 30
globos sortidos, 6 bolas reflexos, 7 gaiolas de ra-
me, 20 molheiras, 6 sopeiras, 14 cafeteiras, 30 es-
carradeiras, 6 aalladeiras, 50 bules de louca sorti-
dos, 20 duzias de bengalas, 20 esteirinhas^ para
mesa e outros muitos objectos que se achanto pa-
tentes no acto do leilo, os quaes sero vendidos
por conta e risco de quem pertencer e ao correr du
martello, em um ou mais lotes e a vontade dos se-
nhoros compradores._________________
Leilo
De movis, quadros e alguns livros de pre-
paratorios
Sendo :
Urna mobilia com 12 c*deiras de junco, 1 so-
f envernisa io de preto, 2 bancas servindo de
coosollos, urna banca de amarello com 2 gavetas,
para escriptorio, 1 estante envidracada para li-
vros, 1 banquinha com ps torneados, 8 lindos
quadres, estados, 1 pedra para calculo, -' candiei-
ros para gaz, gramticas ingleza e franceza, dic-
cionarios, diversos livros para tradcelo de lin-
gnas e 1 tinteiro.
Um guarda vestidos de amarello, 1 cmoda in-
teira de amarello. 2 meias cmodas de dito, lmar-
quezo largo, 1 dito estreit, 4 camas de lona.
Urna mesa de amarello para jantar, 2 apara-
dores, 1 marqueza, 12 cadeiras, 1 lavatorio de
amarello, 2 cadeiras altas para crianca, 1 dita
baixa, louca de jantar, 2 jarroes, 2 bilnas, copos,
clices, 1 sehm, 1 coun de onca, 1 bomba, 1 ca-
no de ferro, 1 lanterna furta-fogo, 1 sorveteira,
latas, garrafes, 1 mesa de cosinha, 1 trem de co-
sinhi, bacias de metal, ferramenta para jardim,
3 ga'olas e muitos outros movis.
Sexla-feira 2 de Julho
Na ra da Ponte Volha n. 92.
A's 11 horas
O agente Martina autorisado por urna familia
que se retirou desta provincia, f ara leilo de te
dos es movis constantes na referida casa, ao cor-
rer do martelo.____
Leilo
Da pharmacia dos Pebres a ra larga do Ro-
sario n. 31 e dividas da meEma na impor-
tancia de 7:226*250
Sabbado 3 de lulho
As 11 horas
Na mesma Pharmacia
O agente Burlamaqui, por mandado e assisten-
cia doExm. Sr. Dr. Juiz de Direito de ('apellas
e residuos, a rejoerimento do testamenteiro e in-
ventariante do espolio do fiuade Firmino Antonio
de Sonto Maior Raposo, levar a leilo a pharma-
cia cima, bastante sortida, achando se todas as
drogas em bom estado, cuja pharma ia muito
conhecida e afreguezada em um s lote, garan-
tindo se a chave ao comp ador.
O balanco acha-se em poder do mesmo agente
e desde j os Srs. pretendentes poden vir exami-
nar.
Leilo
Do restaurant Fluminense, sito ra larga
do Rosario n. 12
Mabfcado. 3 do corrente
A's 11 horas
Constando:
Da 1 importante gua da-louca, obra de Spiller,
mesas elsticas, aparadores, cadeiras de june-,
mesas redondas de f.-rm, quadros, loucas, bebidas,
trem de cosinha, e utensilios existen, es no refer lo
resta vtrant.
Girante-se as chaves d casa.
PORINTERVENgAO DO AGENTE
Gusnuio
' Precisa-se de duas amss, nma ^ue cosiahe
e outra qne engomme, e de am criado menor le
16 annos : na ra do Imperador n. 45, pimekre
andar.
Aluga-se o 1 andar e sota da casa rea
Thom de Souza n. 3. outr'ora travessa da Lm-
goeta, no Recife, com commodos para familia oa
para escriptorio : a tratar na ra do Imperatr
n. 31, armazem do gai.
O bacharel Amaro Fonseca de Albuquerque,
tabellio de notas interino nesta capital, comms-
nica ao respeitavel publico que abri seu escrip-
torio no pavimento terreo do predio n. 4, sito
ra de Coronel Fr&ucisco Jacintho toutr'ora de
S. Francisco, onde, com solicitude e mxima leal-
dade, est prompto para desempenhar s fuuccoes
de seu cargo. Reside na freguezia la Boa-Vista,
ra do Coronel Lamenha n. 30 (outr'ora dos Pra-
zeres), para onde, fra das horas do expediente
de sen escriptorio, devero dirigir os chamados,
para factura e approvacao de testamentos.
Precisa-se de nma ama p :
casa de pouca fam li. ; na rm
tona n. 57.
cosinhar, para
.rio da Vic-
DA-SE caaa r un la nma mulber ou
menina, em troca oV pone? -ir is ; na ra da
Assumpco n 44 te
A rifa do relogio, caixa e cij.i.ador de ouro,
patente SB. n. 6080, que corra : n a primeira
de Julho do corrente anno, foi transferida para a
ultima de Julho, visto ficar a maior parte dos bi-
lhetes e nao ter recebido alguns dos fiados.
Aluga-se o sitio do Pina, com boa casa para
morada, contendo bastantes commodos para nu-
merosa familia, grande quantidade de coqueiros,
seis grandes viveiros, duas cacimbas com excellen-
te agua : a tratar no caes de Apollo n. 45.______
Aluga-se casas a 8*000 no becco dos Coe-
Ihos, junto de S. GoDcallo : a tratar na ra da
Imperatriz n. 56._____________________
Precisa-se de urna cezinheira, na ra da Au-
rora n. 81 1- andar.______________________
itilTQ 11
Agente Pesttna
Leilu
D_> b.ni montado hotel e osa de bunhos
com to ios os 8eus utensilios, sito ru
Direita n. 69.
Sabbado 3 do corrente
A's 11 horas em ponto
O agenta P. stanx, competentemente autorisado
pelo Sr. Jou lernanl L lera os mov is,
loucas, vidros, bannei/ los :
Urna armacao eni ">s, caieiras d.-
junco, consoles coui pedra, relogioa de pire le, me
ambas de ferro, aparadores, qnadro6 com m Mu-
ras douradas, carteir.is de a-JiHr-.llo, umn machn,.
de costura do fabricante Singer, 1 imp 11
debagatella, trena de cosinha, urna impurt nt
mobilia de pao carga com tr.mp'w de pedra, di
.3 qualidai. das, 3,0o0 g.riafa
gi.ts S, 1 alambique para drogara, di
versos e muitos outros objectos que se tor
enfadonho annnnciar.
Todos estes objectos vender-se-ho em um ou
mais lotes, a vontade dos Srs. compradores.
Garante se a chave.
For todo pre^o
A Predilecta liquida definitivamente e para
acabar e por todo o preco.
Alm de muitos objectos, annuneia os abaixos,
que sao as verdadeiras pecbinchas :
Babados c entremeios bordados com 3 1/2 me-
tros, a 240 rs.
Baleias para vestido, peludas e fortes, dusia por
320 rs.
Botes de madreperola muitos finos para casaco,
groza 1*500-
Voltas de coral verdadeira com clchete, nma
600 rs.
Vultas de coral verdadeira com clchete, duas
ordena, 609 rs.
Ligas com feixes de ac para menino, um par
160 rs.
Urna caixa com 100 folhas de superior papel,
400 rs.
Urna dita com 100 envelopes, 300 rs.
Borlas para pos de arroz, orna 200 rs.
Pos de arroz muito finos, um pacote 3 0 rs.
Urna duzia de macinbos de grampos polidoe,
200 rs.
Carriteis de linha de 200 jardas. 80 rs.
Suspensorios para meninos e homeni, um par
800 rs.
iPacotes com tres sabonetes muitos finos,
Duzia de pacotes de sabo em p, 600 rs.
Boleas de chagrn de diversos tamanhos, urna
3*000,
Leques grandes e modernos, a 5(0 rs.
Aproveltem
14 -Prafa da Independencia14
Signal bandeira encarnada com letras brancas.
MITRADO 1
\os 4:000$000
16-Kua do Cabug-16
Acham-se venda os venturosos bilhe-
tes garantidos da lotera n. 61a em beneficio
da Santa Casa de Misericordia do Recife
que se extrahir quinta feira 1 de Julho.
Inteiro 40000
Meio 2^000
Quarto 10000
Sendo quantidade superior
a 1>I>:000
Inteiro 30500
Meio 10750
Qarto 0875
Joaquim Pires da Silva.
Faetos e nao palavras
Aos que se desejam tratar setri comprometter a
saude com preparados mineralgicos.
Nesta typographia e na ra Direita n. 43, 1.
andar vende-se tinturas homeopathicas para ino-
fensiva cura das seguintes molestias : asthmatico,
ainda mesmo bron:hitico; erysipela, enxaqnecas;
intermitentes (sem o emprego do fatal quinino);
tosse convulsa, falta de menstruaco ; cmaras de
sangue : esterieos ou metrite ; dores de dentes ou
nevralgias, metrorragia; vermfugos, dentico e
convulses das criancas ; tudo manipulado de her-
vas do paiz.
Assim como tratam se escrofulosos em qualquer
grao e gommatosos.
Hara Horeira Hada
Antonio de Medeiros Mafra convida aos sens pa-
rentes e pessoas de sua amizade para assistirem
as missas que por alma de sua presada esposa,
Mara Moreira Mafra, manda resar na igreja de
N. S. da Soledade no da 3 de Julho, 7 1/* ho-
ras da manha, Io anniversario do seu pat saman-
te, e desde j antecipa o seu reconhecimento por
este caridoso obsequio.
Tlie c/a B. de Albuquerque
Maranlio
Luiz de Albuqueoqne Muranbo, Mannel T. de
Albuquerque Maranh", suas esposas, filh, gen-
ros e 8 ibrinh >s agr ecem 4 todas as p ssoas que
se dignaram aMinpanhar ao cern ferio publico os
restos mortaes de sua presada irm, cuihadae
tia, Thei.z E. de. Ubuquerqne Maranbao, e de
oovo as e ti'S e maib pejsoas di- suas amizadi-s para aasisti-
rem a mssa, que p ir sua alma maddam reaar na
igreja lo Divi- o Espirito Santo, s 8 horas da
manb"; do da 3 de Julh', stimo do seu fnllec-
ineuli
I*. 4oiia I. .illm lur.ea
Goedea
O bacharel B llarmiuo Cesar Oucdes G >ndim,
U. Maria Candida Quedes Gondiio e D. Mara
.lus iuiana de Albui| >ire-
i h iuf jst ii ticia do fallecen nr / na cida-
de de Goyanna de sua prim, D. Joanm Emilia
Correia Guedee, mandam resar urna innaa pelo
eterno, repouao de sua alma, na matiiz da run-
da 2 ao e 7 horas ,1a manha,
stima da d,> si u tallecimento, c eoov. I;:m para
t-ote ac ;o de religio e caridade todos os seas ps-
reutes e amigos.
men





6
Diario 3*
Serrara a vapor ,
Cae a_Hrll>
N'esta serrara encontrarlo os senhoras fregue-
sa*, usa grande sortimento de pinho'de resina de
cinco a dez metros de compnmento e de 0,08 a
,24 de esquadros Garant9-se preco mais como-
do do que era outra qnalquer parte.
Francisco dor Santos Macado.
Flalas purgativas e depurativas
de Campanha
Estas pilulas, cuja preparacao puramente ve
tal, teem sido por mais de 20 annos aproveitadas
osa os melhores resultados as seguirte* moles-
tias : affeccoes da pelle e do figado, syphilis, bou
toes, esorofnlas, chagas inveteradas, erysipelas e
gooorrhas.
Moflo He -*
Como purgativas: tome-se de 3 a 6 por da, be-
teendo-se aps cada dae um pouco d'agua adoca-
da, cha ou caldo.
Como reguladoras : tome-se um pilula aojantar.
Estas pilulas, de invenco dos pharmaeeutico
Almeida Andrade & Filhos, teem veridictum dos
Srs. mdicos para sua melhor garanta, tornndo-
se mais recommendaveis, por seren um seguro
purgstivo e de pouca dieta, pelo que podem ser
asadas em viaeem.
ACHAM-SE A' VENDA
< drosara de Parla gobriulio C.
-41 BA DO MABQDEZ DE OLINDA 41
CNIULSAO
DE
SCOTT
DE OLEO PURO DE
Figado de bacalho
COM
Hypophosphilos de cal e soda
Appiovada pela iunta de Hy
giene e autorizada pelo
governo
E' o melher remedio at hoje descoberto para a
tsica broncliiiet cxcropiniin*. ra-
eM(|s.aneaia. i.ebllidadc em geral.
deflaxox. eoronlea e aJTeecOe
do pello e da garganta.
E' muito superior ao oleo simples de figado de
bacalho, porque, alm de ter cheiro e sabor sgra-
daveis, possue todas as virtudes medicinara e nu-
tritivas do oleo, alm das propriedades tnicas
reconstituintes dos hypophosphitos. A' venda nai
drogaras e boticas.
Deposito em Pernambnco___________
Farinha Lctea
DE
H. Nesll
O melhor alimento para enancas de peito rece
bel Jos Antonio dos Santos.
lg Eua do Msrquez de Olinda 15
3Ra 1- de Marco3____________
Aviso
Precisa-se de urna professora que saiba tocar
bem piano e mais trabaIhos de senhora, para en-
genho : a tratar com o Barao de Nazareth, ra
do Imperador n. 79, 1- andar._______^^^^^^^^
Casa graude em Olinda
Por l*O0
Aluga se urna casa ec m grandes commodos
para familia, tendo bom quintal e grande viveiro,
sita em Santa Theresa, lugar denominado Pisa,
pelo barato preco de 16*000 mensaei : a tratar
no Recale, ra da Imperatris n. 32, loja.
Oueni tem?
Onroeprala: pedras preciosas, por maior preco que em outra
qnalquer parte ; no 1 andar n. 22 ra larga do
osario, antiga dos Qnarteis, das 10 horas as 2 da
arde, das uteis.
km u viflBffo
Em quartos e raeias garrafas, vende Faria
Sobrinho & C, roa do Marqs.es se Olinaa i. 41,
DEPOSITARIOS _____________
Porto Calvo
O Sr. Benaanuto Buarqne, para satiafazsr sua
promessa ^emprc-misso do dia 15, chamado
ra oo Bario da Victoria n. 10, loja.__________
Vii publico
Hermina de Carvalho Menna da Costa, proprie-
taria aa photographia sita ra do Barao da Vi-
ctoria n 14 2. and&r, declara para os.fins con-
venientes, que desde o dia 6 do correte deixou
de ser 8>.cio da mesma photographia o Sr. Flosculo
de Magalhies.
Aproveita a occasiio para commumear a todos
aquelles que se t^em dignado de dispensar-lhe a
sua proteceo n'aquelle ramo de negocio, que con-
tinua com a referida photographia, a qual se acha
hoje melhorada consideravelmente nao s quanto
aos misteres technicos d'arte, como tambera quan-
to aos demais requisitos esse-ciaes para nao des-
agradar aquellas pessoas que alli coroparecerem,
dando prov* de desejo de concorrer para o pro-
gresso da industris nacional.
Das Exmas. senhoras principalmente, espera a
referida proprietaria toda sua valiosissia protec-
eao. _
PARA CSINHAR
Precisa-se de urna
ama que saiba cosi-
nhar bem; no 3. an-
dar do predio n. 42
da ra Duque de Ca-
xias, por cima da ty-
pographia do Diario
Criado
Precisa-se de um de 12 14 annos, para o ser-
vico da casa 6 de ra : na praoa do Conde d'Eu
n. 30, terceiro andar._____________________
Monleiro
Yende-se ou arrendase annualmente urna boa
casa coa basianti s commodos para familia, tendo
agua e gas encanados, com um bom quintal todo
murado, eom algumas arVMM fructferas e com
aabida paTa o rio. por priego imito razoavel: quem
precisar dirija-se rus Duque de Caxias n. 117
que-achar cosa qn-m tratar._____________________
Uvas
Mnite daces, teem constantemente, e vendeos
barato Martina Capito 6t C a ra eBtreita do
Rosaric n. 1. ^___
Buhar
Vende-se um bilhar francez em perfeito estado
com tres jogos de bolas e seis taco: a tratar no
aatigo largo do Pelourinho (corno 8anto) n. 7, ts-
criptorio. ^^__________
Plvora
Vende Candida Thiago da Costa Mello, em en
deposito 4 roa Imp-rial n. 323, olaris, onde tam-
ben vende tijolos e teihas. Telepbone n. 221.
Ana
Precisa-se de urna ama para todo servico de
casa de familia : a tratar na ra de Cotovelk)
numero 46.
Ama
Na praca do Conde d'-Bu n. 7, 2 andar, preci-
sa se de urna ama que cosiuhe bem, para casa de
pequea familia. _____________
Ama
Precisa-so de urna ama para todo servico de
caa de pequea familia ; a tratar na ra Duque
de Csxias n. 111. ____.
Ama
Precisa se de urna ma que compre e cosinhc
com perfeicao : na ru do Barao da Victoria n.
69, 2- andar.
Ama
Precisa-se de urna ama boa cosinheira : na ra
Primeiro de Marco n. 16.
Alug
a-se
O segundo andar do predio n.. 59 rna Duque
de Casias com bons oemmodos para familia,
tractar na loja.
Alma-Mi
urna grande casa com dous grandes quintaes e
agua encanada, ra Lembranca do Gomes n. 1,
em Santo Amaro : a tratar na ra da Imperatriz
n. 82, 1" andar.___________________
Aluga-se
urna boa casa e sitio na Capunga, porto do Jaco-
bina : a tratar na rea do Marques de Olinda nu-
mero 55.
Aluga-se
ima casa pequea, ra de S. Francisco n. 1 :
a tratar na ra de Santa Theresa n. 38.
Aluga-se por 25$
a grande casa terrea ra de Luiz do Reg n
47-tt, eom 6 quartos e mais um fra, bem concer
tada : a tratar na ra do Mrquez de Olinda n.
60, ou no Caminho Novo n. 91, padaria a chave
para correr, na taverna junto.
Aluga-se barato
A casa n. 96 ra dos Guararapes.
A casa n. 107 da ra Viseonde de Goyanna.
A ra Lomas Valentinas n. 4
Trata se no largo de Corpo Santo a.19.1 andar
Grande casa terrea comsolo
Alug
ase
Tem no andar terreo 6 quprtos, 2 salas, corre-
dor ao lade, no quintal cosinha, boa cacimba,
grande telheiro para animaes, no oitao de toda a
casa am terreno todo murado eom portao na fren-
te, proprio para jardim e horta, toda a casa
muito ventilada, A ra dos Coelhos n. 15, esquina
para o caes de Capibaribe r tra a-sc no patee do
Carmo, casa de banhos.
Aos io* ios OlH
Cura certa em 48 horas das inflamares
recentes dos olbos, pelo colyrio prepara-
do por Jos Pedro Rodrigues da Silva.
Emprega e este poderoso colyrio sempre com
grandes vantagens, as seguintes molestias :
Ophtalmias agudas, purulentas e chronicas, con-
unctivites, etc., etc.
Deposito n ral, na drogara de Faria Sobrinho
& C, rna do Mrquez de Olinda n. 41.
Para informacoee, sedirijam livraria Indus-
trial ra do Barao da Victoria n. 7, ou resi
dencia do autor. :i ra da Saudade n. 4.
J_J?" Jardioi das plantas
MONDEGO N. 80
Pretendendo-se acabar com as plantas que es-
to em vases n'este jnrdim, vende-se os sapotisei
res multo grandes, e dando fructo, 2^000, la-
ranjeirss, muito grandes, para enxertar, 6000
a dmsia, e sapstiseiros mais pequeos por barato
preco._____________________________
Misros do oipiloo estros
Tomen nota
Trilhos paraengenhos
WAGONS PARA CANNA
ioconitivas
Matic-i.s_io coMuleto para en-
genhes e t>dos os laminhos
Systema aperfeicoado
Especificares e preco no escriptorio dos
agentes
Browns & C.
X. 5-H.ua do C oiuniercio
t.N. B. Alm do cima B C, tem cathalogos de
mu i tos implementos necessarios agricultura, como
tambem machinas para descarecar algodao, moi-
nhos para ea, trigo, arroz e mitho; cerca de fer-
ro galvanisado encllente e mdico em preco, pes-
soa nenhuma pode trepal-a, aem animal que-
bral-a. _____________________^^
Chapeo elegante
Carvalho Irraio & 1. participam s Exmas. fa-
milias em eeral, que acabam de receber pelo ulti-
mo vapor fraucez um explendido e variadissimo
sortimento de chapeos, cfaapellnas e capotas para
senhoras, o que ha de mais gosto nrste artigo ;
assim como tambem um completo sortimento de
gerros e barretes para enancas, tambem o que ha
de mais moderuc Esperamos que as Exmas. fa-
milias se dignarao vir visitar o nosao estabeleci-
mento, na roa do Bario da Victoria n. 12.Tele-
phonc n. 422. __________________
Vaccina
inglesa e francesa, chegada pelo ultimo vapor :
ven ie-se na botica francesa de Kouquayrol frres
ra do Bom Jess n. 22.
t>0
PASTILHAS
Oe ANGEL & MENTRUZ
5
8
0 Remedio mal eflca e
Sefuro qu se tem deecoberto ate
hoje fiara etpe'lir as ton trigas-
BOQItUYOL IRERES

O
so


Atiene
Tendo de me retirar desU praca, peco pela se-
gunda vez aos meus devedores o fav.r de paga-
ren ceas debites por todo mu de Julho vindenro.
Tinai Ferreira da Cunha.
lili
\
APPROVAgAO
ACADEMIA DE MEDICINA DE PARS
O quinium Labarraque um Vinho eminentcmeafe tnico et febrfugo destinado substituir todas a
oatrai preparar;6es de quina.
O quinium Labarraque contejn todos os principios activos dos vinhos mais generosos.
O quinium Labarraque prescripto com vantagem aos convalescentes de doencas graves, as parturientes e
a todas as pessoas iracas ou debilitadas por urna fe"bre lenta.
Tomado com as verdadeiras pilulas de Vaet, sao rpidos effeitos que produz nos caaos de Motos, aiu-
mia, cores paludas.
Em razao da efficecia do Quinium Labarraque, prefcrivel ^yy^# CS^
comal o em copo de licor, no fim da refeicio e aspiluLis de Vaet antes. w^^_e^ ~t@a*>uxp*e ** /%-t
Vendc-se na mor parce das pharmacias sobe a as-ignatura: r r s^-"^
Fabrica9&o e atacado : Casa L. FRERE
19, ru Jacob, Paris.
INJECTION CADET
Cura certa em 3 das sem ostro medicamento
&ABIS t. Boulevard Dotuii*. V ~ J-LKIS
Cwr rmrtaa e
lARSENIATOdeOURO
tohmii-n'o
d Doutor AX>X3ISO~T
di ChloroM, Anemia, todu u Molestia
mi ibeM, Molaetiaa ohronica
M mkr tua^raMa mtdloM Um tUmtaio o poder otUBtiro deste medloun
o primuiro e mai enrgico do* nconetitumlm.
O FRASCO O FRANCOS (EM nVAJTO^VJ yO ^__
T fnuco tu nSo trouxer a Marca a Fabrica registrada utgntitr*^^^'',w r*M'"'
dere ser rigoroeamento recusado. J^-^^ **
VKZS, Hiannacla OU~, rwm, Boetaecbsaart, S.
Deposito em Pernambu'. : FRAN M. da SILVA & C.
Bill _-
Sem cheiro nem gosto dos leos de Figados de Bacalhan ordinarios
~|e FIGADOS FRESCOS]
I BACALHAU I
OLEO
Eflicacidade certa contra a Molestias de Pelto, a Tsica,
Bronquitis, PrlsOes de Ventre, Tossee chronicas, Affeccfles escrofulosas.
ADVERTENCIA. Exiga-se do rotulo o sello-Azul do Sotado rancez.\
HOOG, l'li.irmaceutico, 2, ra Castiglione, PARIZ, e principaes Pharmacias.
CAPSULAS
Mathey-Caylus
Preparadas pelo DOUTOR CLIN Premio Montyon
As Capsulas Mathey-Caylus com Envolucro delgado de Gluten nao fatigao nanea
o estomago e sao recommendadas pelos Professores das Faculdades de Medecina e
os Mdicos dos Hospitaes de Paris, Londres e New-York, para a cura rpida dos :
Corrimentos antigos ou recentes, a Gonorrhea, a Blennorrhagia, a Cystlte
du Collo, o Catarrho e as Molestia da Bexigas e dos orgos genito urinarios.
UH Urna explicaco detalhada acompanha cada Frasco.
Exigir a Verdaderas Capsulas Mathey-Caylus de CLIN Se Ci0, e PARS,
que m achdo em casa dos Droguistas e Pharmaceuticoi.
SAUDE PARA TODOS.
PILULAS HOLLOWAY
As P flu as puriflcab o Sangue, corrigen) todas as desordems de Estomago e
dos Intestinos.
Fortalecer a saude das constilucoes delicadas, a sao d"nm valor incrivel para toda? as enfennidades
peculiares ao sexo feminino em todas as edades. Para os meninos assim como tambem para as
pessoas de idade avancada a sua efcacia incontestaveL
Easas medicinas slo preparadas smen* no Estabclecimenlo do Professor Hollowav,
78, KEW OXFORD STREET (anUs 533, Oxford Strset), L0HDEE8,
E venJemse em todas as pharmacias do universo.
Os compradores sAo convidados respeitosamente a examinar o rtulos de cada caca e Pote se nfto teem a
dircefiao, 533, Oxford Street, bao falsificaoes.
S0LUC0 C0IRRE
Eligir o h*
Frtnoei.
Exigir o sello
Frtjiou.
AO CHLORrtYDRO-PHOSPHATO DE CAL
O __ ><>o do r*ooD>tttmlnt*a adoptado por todos os Medico* ds Buiupa
Frooueta gem, Anemia, Chloross, risica, Cacbasia, Bscro/utat, BacMtum, Detneu
ios ostos, rescimett HfUcil das enancas, Fattio, Dyspeftiat-
rsrto, COIRREFi~, M, rt i* Cfcerch-li. B^iiWi_
Phtnusiu.
MIMM
Casa
EXPLOTACAO GERAL, CAUTCHC
KR N0V0S PR0CMSOS APERFCIQOtDOS
ESPECULIDSOEo'USTRUMEIITOS de MEDICINA eMURGIAm GOMA Elstica wBORRACHA
Urinaes. Seringas, Borachas-Peras pAra InjeopSea e Clyatarea, Injeotorss.
Pulverisadorea, Peasarios, Fundas, Ventosas, Tubos, Blcosde Mamadeiras,
Almofadas, Bollas para Injeccoes para qualquer nzo, oto., etc.
MftKOA-Ba O CATLOOO FRANCO
E. MARCASSIN & 9, Gedre et Successear, 34, rui Turbigo, 34, PiRIS
Estabeleclmento fabril a vapor: AUX LILAS, perto de Paris.
N. B. A grande roja, sempre creicente dos nossos productos tendo dado logar
a falsltlcacce, coatem ejigir a Marca X. BX. C".
aaeeeeeee>ei
tdmlnlttrecto : PARIZ. $, Boultrtrd Hentmartr.
BAMCe WI.LE.^tffseoeilraiplatlcas.doBn-
eatdas rdipaliras,obtrnc-fe! dn leada' do taco
cbttriKcotft vitceracs, cODCraciea calculosas da bile.
HOPITAL. AneccSesdas riasdigoslivas incomm--
doa tU* w'oina-^, digesto difflcll, inappetencia,
iCa>tral|>a' 'i,tepsia.
CfeLEST ,'.N3 (Ten o?s dos rio, i *wii:a iraiai
eoDcra ,, ; l.i.ihib i^t.,_b.:'.!2c*ia.
HACCr^lVE -.' llI arlas
Cuocf4\\'OAji'Ojiiua>,j;u a,i' alwU^,albuo,:^-r;a,
?\!.IA-o; o -CE da FUSTE na CAPSlili
XAROPE
Em H.ntml>uco, ja .'.fcnl His Konle d Vichr.
arims nfmeMa, aetto II eai cuas a?
TA3USMEN V fc LAS1LLE, 9, ru do Ct>_MK>*l
i SE..-.3 : (OlCHUll 38, ru ATXINSON
PERFUMARA INGLEZA
afamada ha mais de um sera lo; excede tf"las
aaoutrspelo$enperftime'!elicad< eexquisito.
TllF.Z MlDALHAS DK OORO
PARIZ l-TS. CALCKTTA 1 pela exti iT-i.ide ma f'uJidadc.
ESSEIICfi DS WHITE HOSE
nUHGIfAHSE I TLAG-YUae
STEPHSOIIS OPOPOHiX
ouios iiiuio* t erfonn*8 eonhei-idoa pela soa
quaJidxde e odor deleitare! e czqui-siio-
A fimada
AGDA OE COLONIA DE iTIINSOI
incoinparav Superior aos productos similares vendidos,
oh o mesmo non>e,
beoitn-se a Ciu de todosm fsteiuUs t Fairicules
J. A E. ATKINSON
24, Olcl Bond Street, Londres.
Marca de FabricaUrna "R/>sa branc
sobre un* Lyrade Ouro. "
SUSPENSORIO MILLER-T
Bastlco, um cadoras lebiin las com.
Para evitar at fatnfcacee,
exiijir aftrxa do inventor, estampada
tm cada suspensorio.
FliS DE ?0S05 OS SISTEMAS
MEIAS PAR*
MUEgET.LEGCT
AEGIS-ntAbO
VARIZES
J.-J. R^nsscM
ID HTPOPHSPfflTO BE CAL j
,p:.''.htsica cas moiestiaf tMPtaS9Xas,i
/---.n(!eni-.se tnicaiaente am t>coa tnsd?u-3
!fio. con? ; 'loinedo doutoi urnu n.:. ..'olirej
} vidn
{ S,* a ip.lluencia dos Hypopl Vtoase (Jimmue, o apetite augEdenta, us fo>
jas torn.'oa vir, os suor^s nocturno cessXo,!
Jeodointe goza de um bem estar desusado.
f ijpoprxosphitos qnr le>M> a marc)
le i?brtca da pharmarin sWAIK.j
l, ru CutiqaotM), Pariz, t&o ^s i-ni-t,
con reronheci'lit' e rrco>nmt:n>lndo* j>elo!
X)' CHDROHILL, nv.lc 'i.-i rfeacoterraj
Lie suv propedades curativas.
I Treno : 4 francos por mnoo era frasea ,
Vndem-tt o prixc'paes Pkai.x.teias. ,
S MES DE FAMILIA
Para remediar fraqueza das enancas, desen-
volver suas forjas, seu crescirnento e preser-
val-os das molestias communs idade tenra,
os principaes Mdicos e Membroe da Academia
de Medicina receilao, com grande xito, o verda-
deiro Racahout doi rabes de Delangrenier.
de Pariz. Este alimento muito agradavel com-
posto de substancias vegetus nutritivas e
fortilicantes, se espalha por loda a economa
e em rista de suas propriedades analpticas,
mclhora a composico do leite das senhoras
que criao, e restaura as forras enfraqaccidas
do estomago.
Depsitos em todas asCidsdes do Brasil edoPtrttsgal.
EXP0SICA0 DE PARS II
J'UUA DE CUJCDOaO
Cura
pelo PO do
lfnde~&e em todas as Pharmacia**
oua dk coacuiiao
ASMA
*^ VIJMHO MARIANI
OE COCA DO PER
O VIMHO WftFTA WT que fo! eaperimentado nos hospitaes de Pariz,
i nrescriuto diariamente com xito para combater a Anemia. Cnloros,
Iret5cs ms, MolesUas la va respiratoria e BnTraanacl-
mento do orgao vocal. ^^^
O Medico* recommcndam-iio da Psoos /reos e delicadas, exhaustas peta moUeaa.
aos Velhos e Criancns.
V o lUparador dai ParUrbacoi- dtgutt a _
s 0 PORTIPICANTB por OK~T.T.riwOA
O VINHO MARIANI SB mCOHTRA CABA DB
r. asXAVULsXXWt, r* Varia, 41, toulenrd lussaaio; (w-Tork, II, bit, II*. linst,
ez Em Pernambnco : raaoloo BK. da /
BTICO
PreoaraQao de Productos Vegetaes
EXTINyoTAS caspas
e outras Molestias Capillares.
JvlARTINSTBASTOS
JPernambucti *
Tricofero de Barry
Garante-se que faz nas-
cer ecrescer o cabello anda
aos mais calvos, cora a
tinha e a caspa e remove
todos as impurezas do cas-
co da cobeoa. Positivo-
mente impede o cabello
de cahir ou de embranque-
cer, e iiifallivelmente o
torna espeaso, macio, lus-
troso e abundante.
Agua Florida de Barry
Preparada segunda a formula
original usada pelo inventor em
1.32'J. E" o nico perfume no mun-
do que tem a approvoco officiol de
um Govemo. Tem duas vezes
mais fragrancia que qna'.quer outra
ednraodobrodotempo. E'muito
mais rica, suave e deliciosa. E'
muito mais fina e delicada. E'
mais permanente e agradavel no
lenco. E' duas vezas mais refres-
canto no banho e no quarto do
doente. E' especifico contra a
frouxidilo e dcbilidade. Curo as
dores de cabera, os cansados a os
desmaios.
Xarope Se Yiia ie Biter lo. i
DBOSUX).
Cura poi ti va e redil
eaarofnlas, Hypkis,
Atfeoaoes, Outanoa
ludo com perda do Cab
eneas do jangue, Tif/s'
que purifica, anrlque
restaura e rano va o s;
SabaoCnrati
Para o Banho, To^ett. Wip*-
s a para a curra aa molet-
as da pe lie de todas as >8pei
e ont todos os periodos.
Deposito era Pernambuco casa do
Francisco Manoel da Silva & C
Criado
Pracisa se de um menino de 12 14 anuos
ra do Marqncz do Hsrval n. 28.
Jos de Castro Guima
raes
que em Goyanna trm o nome de Jjs Gaspar Do-
mingues de Souza nao mais cobr dur da cochei-
ra ra da Imperatriz n 29 desde Marco, e
chamado prestar centas dos diuheiros que re-
ceben, como consta das contas con os rc-ibos, e
entregar as contas que anda tem em seu podera
ao administrador daquella cocheira.
Caixciro
Precisa-se de un de 12 a 16 annos com pratica
de molhados, na ra de Santo Amaro n. 28.
Freguezh do Rceife
Aluga se um soto na ra dos Guararapes n.
29, e na mema precisa-se de um minino para
mandador, e paga se bem
Boa casa
A'uga-S" ma boa casa na ra do Paysau n.
3, junto doSr.|i'frei>t' Dansly, eom agua, gaz,
jarditn, etc. : a ratar na ra do Hospicio n. 3.

O. Balhi-n Calbeiro* d traca
Mara Adela ide Vit*i de Olv, ira, sincera e in-
timamente coVateroiMlN pelo prematuro passamen-
to de sua veneranda ani&h Balbina CUheros
da GtH Jos da Graca, e fallecida na corte a 20 de Maio
ante pascado, convida aos seas patentes e outras
pessoas de sua a izade e tambem aos daquella
illuetre finada para assistirem a mise que pelo
ieseanso eterno de sua alma, mauda ce'e-'rar ne
convento de N. S. do Carmo, s 7 1/2 horse do dia
2 di corrente, eonfessando-se desda j penhorsa
a quautrs se dignarrm de concorrer a esse acto de
homenaeem o religio.
Extracto Composto

Escrolulas e todas as Molestias
provenientes deltas:e para
Dar Vigor ao Corpo
'PuRiFicAReo Sangue.
0 c ipito Jos Alfredo de Carvalho, Anns
Umbelina de Albuquerquc Mello e Mara da Co"-
ceicao Rabello da Silva (filhos), o captio Jos
Alfredo de Carvalho Jnior, Arthur Alfredo de
Carvalho, Anthino Alfredo de Carvalho, lldefons
Alfredo de Carvalho e Jacintho Dionizio Gomes
do Reg (netos), tenente coronel Manoel Dionisio
Gomes do Reg, eouego Jos Dionizio Gomes do
liego, capito Francisco beraphico Gomes "io
Reg, o ausente Dr. Antonio Colu' ano Soraphica
de Assis Carvalho (sor-riuhos), muito agradecem
todas as pessoas que se dignaran? acompanhar
at o cmittrio os restos nvrtaes de D. Maa
Joaquina da Annunciaciu Rabello, e pedem i
todas aa pessoas de sua amizade pira assistirepi
as missas que tei'm de ceUbrar-se no stimo ;din
(3 de Julho), s 8 horas da uianhl, na igreja de
N. S. do Terco, e era Olinda ki omsm horas, aa
igreja de N. S. do Guadalupe, do qual favor Ibes
ficarSo eternanionte gratos. _____
Joaqun Demetrio de Almelda
Caialranlc
Rita Mara Neves e Joaquim Cand:dj de Al-
Almeida mandam resar urna missa na matrii da
Boa Vista, s 8 horas do dia 2 de Julho, trigsi-
mo do pass-m'nto de seu presad.i to, Joaquim
Demetrio de Almeid Calateante, e para este acta
de niigiao eonvidam os parentes e amigos ds
mesmo tinado
X:
Frnminro Manoel de MouzSa
Ollvelra
Rosa E. cu Fanieca Olivein:, Antonia de Oli
vers, Amelia de Oliveira, Constantina de Olivehra
Francisca Emilia de Oliveira, Emilia de Oliveim
blttkia do LVrmo Oliveira, Ociaviano Lina Wai-
PferiVy ChxT.'s e Francisco das 'hagas Ol veira,
ir ai, irira>b e cunhados de Franeist 6 M. drSausa
Oliveira, agradecem do intimo d'alma A toiias as
diguarmn aconi)ianbnr M seus res
aa ultima morada, e de novo as
assistirem a misa ,|Uo mandan
3 de Julho preximo, eetimo lo se
oratorio do engenho Sadr e a*
S. Francisco,<'m serinhaem. assia
oomo iguaiirjiHte eonvidam todos os auiigos
aarentes residentes nesta cdade assistirem a
missa iu? txmbem mandara celebrar co rnferid*
da, n matriz de Santo Antonio.______ ____
an_*___QKHE_~n_HM__i
pwsoas q
tes mortai
oavidam
oalebrar n
pssiamsuS.
convento ae
D. Carolina Leoncta de Amorla
Jos Pinto de Souea convida a todos os seos
amigos e prenles, assim como aos da finada 4
assistirem a urna missa que manda resar na igreja
matris da Boa-Vista, no dia 3 de Julho, s 7 lfi
horas da manhil, Ia anniversario do passamento ds
sua esposa, coufessando-se desde j grato por
este acto de caridade e religiao.
*i.7>- tw th n<~^ -^ffl
caiilina Barboaa de Parlas
Vicente Ferreira da PaixSo, Mara Barbosa a.
Paixo e Justina Mara do Sacramento, agrade-
cem do int mo d'alma s pessoas qne se dignaras
acompanhar os restos mortaes de sua cuuhada,
irrua e filha ; e de novo as eonvidam para sssis-
tirem a missa do stimo dia, qne por alma della
mandam resar na igreja da Peona no dia 6 da
corrente, e desde j se co^fessam eternamente
gratos._________________________________________
Ama
Precisa -se
Boda n. 38.
de urna psra engommar na ra da
Baleao
Compra-s ira baleao usadoe mais algn uten-
silios de escriptorio : na loja de livros do becea
da Congregacao-
-a-a--a-sas>-a-aa-.____ I
VENDAS
Padaria
Veade-se urna padaria bem localisada e tamben
se admitte um socio entraudo com cap>ial : a tra-
tar na travesea das Cruz*8 n- 16. ____
Boa acqtiisi$o
Vende-se o predio da ra Duque de Caxias m.
39, reedificado nltimamente : a tratar na ra
Primeiro de Marco n. 20.________________________
Bom guarda
Vende-se m grande e feroz
para sitio ou estabelecimento,
cachorro, proprie
est acosmaiads
n corrente ; tambem se vende urna cachorra
muito nova e grande, propria para caca : para
ver e tratar, na ra do Fogo n. 20.
1
\
\
r
Vende-se
com grande prejuizo, por mcommodo de- sada^
urna nova e boa armac3o de arnarello, forrad ^
cedro, anda nao extreada, propria para qn "* '", v
negocie, menos molhados, em urna das ielhc *#
mas de commercio, em bom aruazem no cjs|l
e arejado, cm agua, gas, apparelho, tanq a
banbo pequeo quintal ; informa-se t
Praian. 51, 2- anejir. _s_l^n__|
i-%
r
s

m
l
t-
- smA~___j
mmtmmnasnssn
i litivn i


v
Mario de Pernambuco---fninta-feira 1 de Julho de 1886
/: LiquidacaoH
Callas
w
1
> >

(
V
'. Roa luq de
Ala* artigo 50 [. mena do seu valor
f2U -ama!.*, linda fiuiJ*, 40 r. o eo-
^tnons salpico a *0 e 700 o dito!
Cachemira com bolinlas de velludo 1*200 rs.
idfm de 2 larguraa/fingindo dados e liaaa, to-
das as eores,a 1*500/ ^_ i ni
dem preta8,e indinos (2 larguras) a 900, 1*00,
^ae.SrjdZnas a 360 e400 r. o f g,
Popelina coTMnw de seda a 280 e 320 o
Seti8 Mac/verdadeiro, desde&iO rs.a2*000,o
que ha de mpnwr j
Gorgurao/retc de da para (um ve* -" de-
cente) a 2/$0 o covado para acabar.
DanasJs de cores, seda superior, a 900 rs.
' Vellu/lbos liso e de listrmhas a 1*000 e 1*600
i pardo para vestido a 560 rs. o dito !
oks finissimos de cores a 320 rs. o dito !
tone para chambres e cobertas, superiores,
rO rs. o dito !
amseos de la com 2 metros de largura, a
1*800 o dito! ^n ,
Mariposa de cores linda a 260 r. o dito!
Bramante de linho superior, 4 largura, a 2*000
dem'do algodo, dem, dem a 1*500 o dito !
Afeminado bordado, o melbor posnvel, a 1*000
dito! ... v 1 ov\
Brins de linho de cores (linho paro) a 1*200 o
dito! _____
Camisas francesas sem punhos e colannhos a
40*000 a duaia !
Ceroulas de bramante bordadas a 12* e 18* a
Guardanapos de linho a 3*000 a dita ^^
Meias arrendada para senhora a 8*000 a
'dem ornas para homcm a 3*500, 4*500 e 6*000
a dita!
Lencos brancas em lindas bolsinhas de setim a
3*000 a dita !
Enxovaes para casamento o seguinte :
Lindas gr.nalda e vus a 14*000 e 16f 000
Ricas colxas de crochets a 10*000 e 12*000
Guirnivoea de dito (cadeias e sof) a 8*O00..
partilhoB americanos, chiques, a 6*000 e
Cortinas bordadas, novos gostos, a 7*000 e
10*000!
Vendas em grosso, descont da praca.
&8 Bn Dnqroe de Casia* K
LOJA DE
Carnciro da Conha & C.
Taverna
Vende-se urna taverna, porque nao tem pessoal
para tomar conta da mesma : quem pretender di-
rija-ee ra Imparial n- 133, a tratar com o j ro-
curador.
Fazendas brancas
SO' AO NUMESO
na da Imperatriz
6|50
12*000
800
1*800
500
I*00
800
1*2
2*80
1$800
400
200
4o na da I ni pe ral rl;
Loja dot barataros
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven-
dem um bonito sortimento de todas estns faaenda
abis j mencionadas, sem competencia de precos,
a saber :
AlgodaoPecas de lgodoiinho com 20
jardas, pe'.o- barato preco de 3*800,
4f, 4*500, 4* >,, 5J, f J500e
Madapolo Pecas de madapolio cos 24
jardas a 4*500, 5*, 6* at
Camisas de meia com listras, pelo barato
preco de
Ditas branets e crn&s, de 1* at
Creguella francesa, faienda multo encor-
pada, propria para lencoes, toalhas e
ceroulas, vara 400 rs. e
Ceroulas da mesma, muito bem fetas,
a 1*200 e
Colietiuhos r'a mesma
Bramante francs de algodao, muito en-
corpada. com 10 palmos de largura,
matro
Dito de linho ingle, de 4 larguras, me-
tro a 2*500 e
Atoalhado adamascado para toalhas de
mesa, com 9 palmos de largura, metro
Cretones c chitas, claras e escura, pa-
droes delicados, d< 240 rs. at
Baptista, o que ha de mai delicado no
mercado, rs.
Todas estas fazendas baratissimas, na conhecida
loja de Alheiro & C, esquina do becco
dos Ferreiros
Algodao entestado pa-
ra lencoes
A uoo rm. e i #aoo o metro
Vende-se na loja dos barateiros da Boa-Vista
r-odao para lencoes de um so panno, com 9 pal-
de aru-uraa 900 rs., e dito com 10 palmos a
00 o metro, assim coma dito trancado para
malhas de mesa, cora 9 palmos ue largura a 1*200
o ctro. Isto na leja de Alheiro & C, esquina
do ceco dos Ferreiros.
MERINOS PRETOS
A 1*200, 1*400, 1*60, M800 e 2* o covado
A heiro A C., ra da Imperatriz n. 40, veo
dem muito bons merinos pretos pelo preco acim
dito. E" pechincha : na foja da esquina do bec-
co di s Ferreiros.
spartilhos
Na loja da ra da Imperatriz n. 40 vende-se
muito bons spartilhos para senhora, pelo preco
de 5*o00, assim como um sortimento de roupas
de casimiras, brins, etc., isto na loja da esquma
de becco dos Ferreiros.
CASEMIRAS INGLEZAS
A 2*800 e 3* e covado
Alheiro & C, ra da Imperatriz n. 40, ven
dem um elegante sortimento de casemiras ingle-
zas, de duas largura, com o- padroes mais deli-
cados para costume, e vendem pelo barato precc
de 2*800 e 3$ o covado ; assim como se encarre-
gam de mandar faaer costumes de casemira a
SOS, sendo de paletot sacco, e 35* de fraque,
grande pechncha : na loja dos barateiros da Boa
BRIM PARDO LONA
A 320 rs. o ovado
Os barateiros da Boa-Vista vendem urna grande
po7cao de brim pardo lona, por estar com princi-
pio de toque de mofo, pelo barato preco de 32C
r. o covado, grande pechincha ; na loja da es-
quina do becco do Ferreiros.
Bordados a lOO r. a peca
A roa da Imperatriz n. 40, vende-se pecas de
bordado, dous metros cada peca, pelo barato pro-
co de 100 rs., ou em cartlo eom 50 pecas, sorU-
das, por 5#, aproveitem a pechincha ; na loja da
esquina do becco dos Ferreiro. _
A Revoluco
M.4Sd
roa Duu,ue de Caxias, resolveua vender
os seguintes artigos com 25 Ojo de me-
nos do que em ontra qualquer parte.
La com bolinha a 500 e 640 r. o covado.
Setin macio a 800 rs. o covado.
Setinetas lisas 400 rs. o dito.
Setinetas escossexas a 440 r3 o dito.
Cambraia com salpicos a 6i rs. a peca.
Linn branco a 500 rs. o covado.
Linhos eseoesezes de quadrichos e lisos a 240
rs. o dito.
Mariposas de cores a 240 rs. o dito.
Renos da China 240 rs. o dito.
Damasco de la com 160 centmetros dejargura
a 1*800 o dito.
Bramante de linho com 9 palmos da largura a
1*800 o metro.
Bramante trancado de algodSo a 1*200 o dito.
Bramante de urna largura a 30, 360, 400 e
440 rs. o dito.
urim pardo a 300 e 360 rs. o covado.
Brim prateado de linho a 600 rs. o dito.
Crochets para cadeira a 1* e 1*600 um.
Ditos para sof a 2* e 2*500 um.
Colchas de fustao branco a 1*800 urna.
Fichas de 12 a 1*, 2*, 2*600, 3* e 4* um.
spartilhos de coraca a **, 5*, 6* e 7*500 um.
C misas de linho bordadas a 30*000 a duzia.
v, t fina a-240, 280, 320 e* 360 rs. o covado.
Sinto para senhora, no/idade, a 1*500 e 1*800
um.
Lnc.s brancos finos a 1*800 e 2*000 a dnsia.
Cobertores de 1S a 2*. 4*500, 6S500 e 8* um.
Cambraia preta para forro a 1*200 a peca.
Meias para hoinens e senhoras a 3$, 4g, 5* e
6*000 a dupia.
Madapolo gema e pelle de ovo a 6*500 a peca.
Cambraia branca a 2* a peca.
Crinolina branca e preta a 2*800 a peca.
Toalhas felpudas a 4*000 a dusia.
Toalhas alcochoadas a 12* a duia.
Cobertas de ganga a 2*800 e 2*900 urna.
Lencoes de bramante a 1*800 um.
Para a* Gxmns. nivaa
Setim mazo a 1*200, 1*400, 1*800 e 2*000 o
covado.
Popelina de seda a 600 rs. o dito.
Alpaca a 400 e 500 rs. o dito.
Capellas e veos finos a 10* e 14*.
Colchas bordadas a 5*000, 7*000, 8* e 10*0J0
urna.
Cortinados bord dos a 6*500 o par.
GRANDE LOTERA
A MAIS IMPORTANTE DE TODAS HA VIDAS NO
EXTRACQAO A' 8 DE JTJLHO
Dffl MASCADA SOS RESPECTIVOS BILMS
Esta lotera est a cargo do thesoureiro das loteras da corle
A EXIHACC1A0 EEITA NOEO BE JANEIRO
PREMIOS MAIORES
Pinbo de Riga
Vendem Fonseca Irmaos & C, a preco mdico
Lijiidacao
fende-se porte de ferro, gradeamentos para
cima de muro, jardim e terraoo, bandeiras de fer-
ro para portas exteriorea e iateriore, de toda a
qualidades, gallinheiro de ferro, carroca para
bo:s e cavaltos, carrinho de ao e rodas para
arrocas, por prec" commodo : no largo do Forte
m. 4, defronte do quartel da Cinco Pontos, ofi-
cina de ferreiro.
Engeoho a venda
Vndese o engenho Murici, com aatra on sem
ella, situado na freguezia da Escada, distante da
reapeativa estacao um quarto de legoa, podendo
dar seis caminha por dia, moente e corrente,
tem duas casas grande e duas pequea para rao
rada, e outra para farinha com sua pertenca a
tratar na roa do Imperador n. 65, 2- andar.
le/egramma de Pedro
Antuvies Sf C.
Ra Duque de Caxias n. s
Para accommodar os interesses da poca, os
propietarios da muito eouhecida loja Nova Es
peranca n. 63 ra Duque de Caxias, teem re-
solvido em pleno conselho de estado vender toda
as suas mereadorias por menos 20 0/0 do que em
qualquer outra parte.
Para as Exmas. leitoras se convencerem devem
se dirigir ao mesmo estabeleciment ; e para
orientar um pouco, passamos a demonstrar em
reeuroo os precos de algunas mercadorias mai
conhecidHS. ^^
spartilhos fines para senhoras a 4*500, 5*jO0,
8* e 9*000.
Finas meias cruas idein a 7*500 e 8*500.
Bonitas eaizas de madeira para costura a 2*500,
3*000 e 4*000.
Bicos bordados indianos, largura de 18 e 20
centmetros a 4J500 e 5*500 peba de 4 metro
Bonitas boleas e caixas para presentes de
enancas a 200, rs., 300 e 500 rs.
As senhoras floristas :
Papel verde claro a 0 rs. a folha, e dito ear-
miin a 200 rs r. ; barato !
Fita Pompadour a 100 rs. o metro, largura
de 3 centmetros.
Leqnes de papel a 300 rs.. 400 e 800 rs.
E para nao abasar da pacifica e constante le
tora resamimos o presente, qe s vista da
esmas provamos o que acbanos de expr.
Grande vanedade em luvas de seda de core e
preta.
dem em laque de seda, finas perfumaras,
punhos e ccllarnihoa para senhoras, inamena va-
. iedade de calungas
Piano seapparelhos para bonecas.
Cntelaria] fina, capellas para uoiva e me-
ninas.
Sedas e frocos, lis e desenhoe coloridos para
bordados.
Grande variedade em artigo para presentes.
Meias finas pata homens, senhoras e criancas.
Bonita variedade era artigos de electroplate e
outros muito para presentes.
Ao 63, ra Duque de Casias
Pedro tniunes A Companhla
1
1
2
2
1
3
11
de
l,ooo:ooo^ooo
2oo:ooo$ooo
loo:ooo|ooo
5o:ooo|ooo
4o:ooo|ooo
2o:ooo$ooo
lo:oooooo
24 de.
50 .
80 .
2 approxima(6es de
4
4
5:ooo$ooo
2:ooo^looo
l:ooo|ooo
15:ooo^ooo
6:ooo$ooo
4:ooo^ooo
2:ooo|ooo
Alm de militas swtes de 5oo$ooo, xoolooo, loo|l'oo 4o,|looo e 2o$ooo.
Esta lotera de tres sorteios. Um bilhete joga em todos
elles e est habilitado a tirar mais de um premio.
Esta lotera em favor dos ingenuos da Colonia Isabel da provincia de Pernambuco
BILHETESA VENDA
RODA DA FORTUNA
.(!lina Larga do Rosario-36
Bemardino Alheiro.
Cabriolet
Vende-se um era perfeito estado e por preco
commodo; tratar na ra Pnme do Casias n. 47
Carteira
Vende-se barato nma carteira contendo na peca
de baixo dous armarinhos e tres gavetas, e na
peca de cima 17 compartimentos que sC fecham
com ama so chave : a ver e tratar no largo d S.
Pedro n. 4, loja.______________________^__
WHISKY
tOYAL BLEND marca V1ADO
Este excellente Whisky Escesee preferivt
ao cognac ou agurdente de canna, para fortifica
o corpo.
Vende-se a retalho noa tu iheres armazens
nolhados.
Pede BOYAL BLEND marca V1ADO cujo n
me e emblema sao registrados para todo o Braai
BROWNS ti C, agentes
Attenco
* Vntde-# ama importante taverna no largo da
Sal *i
Santo Amaro, propria para qualquer
. tratar ames a.
/
Expsito central roa larga do
Rosario n. .-8
Damiaa Lima & C, nb podendo acabar com a
grande quantidade de mercadorias, resolvern
anda orna vez convidar as Exmas. familias e c
respeitavel publico em geral, que com certeza nin-
guem perder seu teoopo, fazendo urna visita
Eipoilco Central
Peca de bordados a 200, 400. 500 e 600 rs.
Punhes e colarinhos bordados para senhora a
2,000.
Ditos ditos lisos, l 500
Ditos para homem, lf'OO.
Um plastrn de 2*000 por 1/500.
Invesivei grandes por 320 rs.
Lacos para senhora por 1*600..
Macos de la para bardar. 2*800 e 3*
Luvas de seda arrendadas a 2*500.
Ditas lisas, 2*200.
Ditas de fio de Escassia, 1*0C0.
Broches para senhora (modernos) 1*500.
Um par de meias para senhora (fio de seda
600 rs. ^
Dito idem liso, 400 e 500 rs.
Dito idem (fio de sedal 18200.
Duzia de baleias a 360 rs.
Carreteis de 200 jardas a 80 r.
Metro de arqHinhas a 160 e 120 ra,
Um par de froahaa de labyrintho, 1*500.
Maco de grampis a 20 rs.
Metros de plisa a 400 r.
Lindo pasBarinhos de teda para chapeo de
tentara, de 600 rs. a 1*000.
Um pente com ioscripcao para senhora, 1*.
Um leque de 16* per 9*.
Brinquemos para criancas, leques de papel, fi-
nos, Wcos de linhe, quadros para retrato, lenco
eapartilhos, bico, galdea, fianja oom vidrilhos,
mtres ntuitoa oojecta de phantatia por preoos
sem |competencia: na expoaicao Central, a roa
larga do osario n. 88.
LOTERA
ALAGOAS
CORRE NO DA 6 DE JLHO
INTRANSFERIVEL! INTRANSFBRI7EL! #
O portador qaepossuir um
vigsimo desta importante lo
teria est habilitado a tirar
10:006|;000.
Os bilhetes acham-se a' ven-
da na Casa Feliz, praca d In-
dependencia ns. 37 e 39.
Corre no dia 6 de Julho
1886, sem lalta.
A^sToSopoo
200:000$000
100:0008000
un ni m
proprietarios do muito confaecido estabelecimento denominado
MSE DE JOIAS
sito a rua do Cabug n. 4, communioam ao respeita^el PUBLICO que roceberam un
grande sortimento de joias das mais modernas e dos mais apurados gostos, como tam-
bem relogios de todas as qualidades. Avisatn tambem que continuam a receber por
todos os vapores vindoe da Europa, objectos novos e vendem por muito menos que em
outra qualquer parte.
MIGUL WOLPF & C.
If. 4RUA DO
Oompra-se ouro e prata velha.
CABUG----N. 4
DE 3 SO iTEIOS
Em favtr dos ingenuos da Colonia rphanologica Isabel
DA PROVINCIA DE PERNAMBUCO
Extracco: no dia 8 de Jalo de 1886.
0 thesoureiro, Francisco Goiipalves Torres
HOSPEDARA
28- RU 4 DO BARAO DA VICTORIA--28
O proprietario d'este estabelecimento nada tem poupado afim de que os seas
Ilustres freguezes encontrem os melhores almogos, lunchs, jantares e ceiaa a franceza
e a brasileira, para o que acaba de empregar um cosinheiro de primeira ordem e pes-
soal escolhido.
Jantares e banquetes sobre encommenda.
Quartos mobiliados e sal5es reservados para as Exmas. familias.
Falla-se inglez, allemSo e outras linguas.
Recbese asignaturas para a mesa e pensionistas com moradia, por precos
muito commodos.
Em noites to espectaoulo, este ESTABELECIMENTO estar aberto et o im
do mesmo.
FUNDICAO GERAL
ALLAN PATERSON ft C
N. 44Ru t do Brum-N. 44
JUNTO A E? TAfAO DOS BONDS
Tem para vender, por prer mdicos, as seguintea ferragena:
Tachas rundidas, batidas e caldeadas.
CrivacSes de diversos tamaohos.
Rodas de espora, idem, idem.
Ditas angulares, idem, idem.
Varandas de ferro batido.
Dita de dito fundido, do lindos modelo
Portaad fornalba.
Bancos de ferro com serra circular.
Gradeamento para jardim.
Vaporea de forca de 3, 4, 5, 6 e 8 cavallot.
Moendaa de 10 a 40 pollegadas de panadara
Rodas d'agua, systema Leandro.
Encarregam-se de concertos, e aaseataaeoto de maoUniiae 0 execatajB qal-
qct) trabalbo com perfeiofte e prestea.

J MUTHADO


Diario de PernambucoHuinta-ieira 1 de Julho de 1886
l

ASSEMB^EA_GEi^
CASARA DEPUTADOS
SESSO EM 10 DE JUNHO DE 1886
PBESIDEHCU DO SE. ANDEADE FIGOElBA
[Contnuacfo)
V-se obrigado a pedir habeas-corpus
Dara os discursos dos membros da cambra,
de cuja el-usura nao se vera hvre. pela
clausula 9% porque os discursos publicados
em 3 pesaos, na integra, seo intervragao
do orador, se saturen, cheios de erros, por
culpa da stenographia do orador, da re-
dacto ou da revisao, nao podem mais ser
por elle corrigidos.
Por consequencia preciso urna publica-
cao escoiuiada de erros quer do orador,
quer dos tachygraphos, quer da revisao,
deixando se ao orador tempo suficiente
para rever os seus discursos.
A severidade da medida proposta pela
mesa dar um rebultado negativo, com re-
lacao publicidade, porque muitos deputa-
doV diixarao, por falta de tempo para
revel-os, de publicar os seus discursos.
Ser isto urna economa, convm ; mas
imprescindivel que a interpretado bel do
pensamento do deputado seja conhecida, e
elle representando urna opiniSo, nao pod
nem deve abster-se de publical-a.
Porisso, acreditando interpretar o pen-
samento da cmara, vai mandar mesa
ama emenda reduzindo o prazo de 60 ho-
ras a 5 dias apenas.
E' em nome dos principios parlamenta-
res e em nome da consciencia da cmara
que se levanta contra esta restriccao de li
berdade que se Ihe quer irapor
Vem mesa, lida e apoiada e entra
em discussao conj uncame ote com o pare-
cer a seguinte :
Emenda
A clausula 3.a substitua-se assim :
< No Diario Official nenhuma pubhca-
00 ser admittida, com referencia aos tra-
bamos da cmara.
Ao 7. Em lugar de 60 horas, diga-se
cinco dias. .,
O discurso poder ser reproduzco,
desde que a primeira publicagao contiver
erros 'typographicos que alterem o sentido
de aleum periodo ou phrase.
'Ao 8. Em lagar de 60 horas, diga-se
a cinco dias. ,
Sala das sess5es, 10 de Junho de
1886.Candido de Oliveira.
O Sr. coelho Ronrlgaes (1 je
cretario) chama a attencao da assembla
paraalgumas explicagoes breves que, pre-
tende oppSr ao discurso do Sr. Candido de
Oliveira, que accusou a mesa por diversos
factos. _. -^ ,
Pensa que a redaecao do Diario Oficial
nao teve intencao de praticar um desacato
em relagao a qualquer membro da Cma-
ra ; trata-se de um empregado subalterno
com o qual nao pode haver conflicto, se o
houvesse, nao seria resotvido a favor delle.
O Sr. Candido de Oliveira:-Pedio de-
missao, que na Ihe foi dada.
O Sr. Coelho Rodrigues (Io secretario)
responde que isao succedeu natural
nao se considerou que
por que nao se consiueruu 4 conflicto
existisse. ,
Acha muito razoavel o privilegio da to
Iha offijial para as publicares de carcter
oficial; nao v nisso restriegao industria
particular, ao contrario, desde que se es-
tabeleceu o Diario Oficial o numero de
*rae mm* numeroso ; se elle
m pouca circulacao, mais urna razio
para que aceite publicares particulares e
foi neste sentido que Ihe foi commettida a
publicacao dos dbales.
V que as queixjfc formuladas pelo uo-
bre deputado contra o Sr. presidente da
Cmara, revertorf em um elogio e qjtedo
assim nlo fosse nao se encarregana de de-
fendel-o, porqu S. Exc. o dispensa va.
Justifica a/rasa da clausula 3* para que
na parte dosjrabalhos da Cmara nenhu-
ma declaracjto estranha seja admittida.
Quanto a facto argido que foi publica-
do na parte edictorial do Diario Officiab
aftirma que a mesa tem bastante zelo pelo
seu cargo e pela digoidade da Cmara pa-
ra fazer que taes factos nito Se reprodu
aam, alias retirar ae-hao os membros da
mesa.
Explica a clausula 7a, que d 60 horas
aos orcamentos para pubcarera os seus
discursos, se estes o tiverem sido em
extracto; feita a publicacao o orador tem
mais 60 horas para emendar o seu discur-
so para os Annaes ; e durante estas 120
horas os materiaes fieam guardados, mas
impossivel ficarem por mais tempo, porque
nao haveria typo que chegasse para B3me-
lhante empate.
Mostra que o orador tem mais de um
alvitre, oa rever seu discurso no mesmo
dia para ser publcalo no immeHiato, ou
deixal-o publicar pelas notas Uchygraphi-
cas em terceira pessoa, tendo ainda tO no
ras para emndalo para os Annaes ; e se-
nij se contentar com estas oouiicSes, poda
fazel-o publicar nao em 30 dias, como os
Srs. sonadores, mas em todo o tempo quan-
to for preciso para a cnfeegao dos Au
naes.
Com esta explicaclo er que os escr-
pulos desapparecerao.
O Sr. Alves de Araujo julga esta ques-
tao de publicagao de debatea mais impor-
tante do que pa>-e ;e e que as bases era dis-
cussao pod'-m encontrar serias diffimlda-
des, porque procurase mais attender uti
lidadt da typogr-iphia do que commodi
dade dos oradores.
Affiruia que se tero publicado os seus
discursos se o revisao propria, mas ha raui-
tos oradores que ussiro nao podem proce-
der.
Applaude a declaracao do nobra Io se-
cretario em relagao clausula 91, para a
qual tnha uiua emenda, porque essa clau-
sula diz que os dis-ursos que nao forero
restituidos pelos oradores no prazo marca-
da na clausula 8a s serao impresso3 no
Appendice dos Annaes.
Manda mesa a su emenda, pedindo
ao nobre Io s-cretario que a liarmonise no
sentido em que se exprimi.
Vem mesa, lida, apoiada e entra em
discussao, conjuntamente com o parecer a
seguinte emenda :
t Substitua se a ultima parte do 9o pelo
seguinte : Sao impressos no Diario Offi
cial e em appendice nos Annaes. Aires
de Aradjo.
O Sr. Duarle de Izevedo julga
que esU discussao tem tomad grande des-
envolvimento, ohegando-se a tuppr que
as clausulas propostas restringetn a liber-
dade da tribuna.
Justifica o pensamento da commissao de
polica as clausulas propostas ; mas para
atisfazer os nimos, que tao receiosos se
mostram, aconselbava que o parecer vol-
tasse commissao com as emendas, para
que a mesa tomasse em consideracao es-
sas emendas. (Apoiados.)
Vem mesa lido, apoiado-'e entra em
discussao o segointe requerimento :
Requeiro que o projecto volte com-
missao de pol'uia, para apreciar as emen-
das offerekidas. Duartede Azovedo.
O Sr. Presidente vai esclarecer al-
guns pontos suscitados no debate, antes da
discussao do requerimento de adiamento.
Julga nao poder ser admittida a emenda
relativa clausula 3' que manda que no
Diario OJ'final nSo seja admittida nenhu
ma publicacao com referencia aos trabalbos
da Cmara, porque esta emenda subordi
nava todas as seccSes do Diario Official,
quando nlo se deve tolher nem ao gover-
no nem aos particulares qualquer publica-
cao em referencia Cmara ; essa dispO;
sicSo nao seria liberal; tal clausula j foi
estipulada em contrato com o Jornal do
Commercio, mas nos ltimos tempos foi eli-
rainada-
Acha que nao procede a liraitagao que
se julga existir no direito dos oradoi'es re
verem os seus discursos; a commissao na-
da innovou a respeito ; at aqu o orador
revia o seu discurso para sahir no da se
guinte ou fazia-se extracto desse discurso,
reservando o orador o direito de publical-o
depois de revisto, podendo ser publicado o
discurso com a nica revisao dos redacto-
res da Cmara: esta parte est respeta
da, regulando-se apenas o modo de ser
executada.
Quanto ao curto prazo de 60 horas para
a publicado do discurso revisto, invocan-
do-so o exemplo d seuado, que tem 30
dias, o orador mostra ser este mais liberal
do que o feito pelo Senado com o Jornal
do Commercio.
Faz ver que, tanto o Diario Official co-
mo o Jornal do Commercio, ligara sempre
a maior importancia em desembaraarem o
respectivo material, que tem de fisar em-
patado espara dj um ou mais discursos.
Mostra nao se ter restringido os prazos,
que sao das instruccSos que vigeram, ao
contrario, ahi se marcam 48 horas para a
revisao dos discursos, emquanto a mesa
deu 60 horas ; tambera nao nova a clau-
sula que manda so mente publicar no Ap-
pendice dos Annaes o discurso que tor en-
tregue depois da poca marcada.
Mostra a inconveniencia de se republicar
um discurso quando houver erros que alte-
rem o pensamento do orador; rnente se
deve reproduzir o periodo ou periodos que
tiverem sahido errados.
Nao pode aceitar a emenda do nobre de-
putado o Sr. Alves de Araujo para que os
discursos nao restituidos senao depois do
przo marcado sejam publicados no Diario
Official; j expenden a razio por que.
\3ao as expli -ayoes que tinha a dar.
O Sr. Coelho Rodrigues (1 se-
cretario; deve dizer com lealdade que o no-
bre deputado o Sr. Alves de Araujo fez
perfeita referencia ao pensamanto do ora-
dor em relac2o clausula 9a ; porque, des-
de que o discurso as condijSas dessa clau-
sula tem de serimpresso no Appendice dos
Annaes, nSo ha inconveniente em ser pu-
blicado no Diario Official.
Ha esta divergencia entre si e a presi-
dencia, por isse devia esta satisfagao C-
mara.
O Sr. Presidente defende a clau-
ao chefe do gabinete, de que foi delegada,
o Sr. Silveira Martina mudou de tactoa :
um dos mais amaveB adversarios do go-
verno, e preferio fazer do orador o alvo de
sua sanha. Latet anjuis in herba I Acau-
tele-se o governo ; sob a capa da simulada
moderacio e invocando o interesa da pro-
vincia, que alias nao Ihe foi berco, talvez
procure o senador rio-grandonse obter fa
vores' e concess3es que o orador pede ao
governo que nao faja, em bem do engran-
decim nto daquella provincia.
Quando pela primeira vez teve a honra
de fallar ficou interrompida a defeza con-
tra as accusas5es que Ihe foram irrogadas.
Arguio-o o Sr.' Silveira Martina de es-
banjador dos dinheiros pblicos, porque o
orador contratara com um jornal conserva-
dor a publicacao do expediente, que se fa-
zia gratuitamente em todas as folhas da ca-
pital.
O orador tinha verificado que para con-
tentar todas as eraprazas typograpcas, por
ellas disiribuia-se a publicacao de editaos,
o que multiplica va a despeza; e, porque o
jornal Conservador havia tomado a seu car-
go, ao comecar a actual situacao, a publi-
cacao gratuita do expediente, resolvBU in-
cuuibir-lhe mais a dos editaes pela quaatia
de 4:000l, a que, segundo as informajSes
da competente reparticao de fazenda, subi-
r quasi toda a despeza somante com a pu
blicac'j da urna das repartes nos ejer-
cicios anteriores.
A censura ainda fundamentada com o
facto de ter o orador mandado fazer obras
sem autorisagao.
Ha 4 annos nao tem a provincia do Rio
Grande do Sul lei de orcamento, e nesta
nunea se cousignaram fundos para o servi-
do da conservagao de obras. O Sr. Silvei-
ra Martin8,que sustenta o paradoxo de que
as assemblas provinciaes nao s legislara
como administrara, firmou a pratica de se-
ren presentes assembla provincial, or-
camentos e plantas para a decretacjlo de
qualquer obra; dahi a dependencia em que
pretendeu collocar o executivo provincial,
com o mais grave detrimento de importan
tes interesses, e estahelecendose a desclas-
sificac3o das competencias.
E' verdale que autorisou obras, mas es-
sas obras importa m intimamente s neces-
sidades commerciaes, s conveniencias es-
tratgicas. O que fez corre ipondia aos in
teresses desattendidos pela assembla aos
instantes pedidos de providencias que, dian-
te de to irregular estado de cousas, Ihe
chegavatn de toda a parte quando a sumi
a administrado. E o seu procedimento
pautou-se pela mais severa economa, ba-
scando se em estudos e clculos das repar-
tieses competentes. Alm disto cootrapSe,
a pecha de esbanjadorde dinheiros pblicos,
os resultados da medida que Ihe suggerio
o exame das condicoes de estrada de S
Leopoldo ; gracas a essas medidas, pou
pou provincia a despoza de mais de trin-
ta contos de ris, importancia da garanta
que tem sido paga nos ltimos exereicios.
Nao pequea foi tambera a eionomia que
roalisou quanto a estrada que liga a col
na da Estrella ao porto, pois incurtou a,
sendo de cinco leguas a differenga para
menos. Emprehendeu a grande obra do
melhoraraento do porto do Rio Grande e
conseguio do governo os auxilios sobre cu-
ja concessao lbe representara, sustentando
que a obra tinha mais o carcter geral que
provincial. Com isto logrou-se nSo s a
grande vantagem de favorecer o commer-
cio entorpecido, como tambera o abaixa-
mento do prego ^os fretes metade.
Poder o orador retaliar ; poderia, por
exemplo, inquirir, si o administrador que
procede como tem exposto merece a coi
ma de e ibanj ador, que qualifioacJo pode
merecer um ministro da fazenda que, pre-
meayo do director da instruccjto publica
foi produzida pelo senador rio grandeose
fazendo praga dos seus oonhecimentos scen-
tificos, e merecendo que se applique o dic-
to de Pope -Prefiro estar a margeno do
Nilo um anno inteiro eercado de gafaoho-
tos a supportar por momentos um pedan-
te.
- Para o Sr. Silveira Martins todos sao
ignorantes. A ignorancia relativa ; o
orador recoahece que igaorrnte era re-
lacSo a S. Exc, mas elle o em r^lacao
a muitos outros. E o que tem produziio
S. Exc. ? as grand s questSes que se
agitara no parlamento muito se espera del-
le, mas sobre vem o desapontamento. Ape-
nas se recorda o orador de que, quando se
tratou de discutir o projecto reconhuendo
os filhos adulterinos, ninguem revelou maior
proficiencia; ahi decidi ex cathedra ; ah
Ihe reconhece o orador competencia. Nos
seus demaes discursos a v pessoalidades e
doestoB.
Diz o Sr. Silveira Martins que o em-
barazo repblica na provincia do Rio
Grande do Sul; mas o orador affirma que
a S. Exc. se deve, pola sua politiea er-
rnea e egoista, o augmento de proselytis-
rao daquelle partido. Elle nao quer em
torno de si homens de mereciraento; cora-
praz se em estar cercado de quera o favo-
neie, incens e obedeca servilmente. O
empenho delle o interessa de sua pessoa.
Elle mesmo definiu-se quando disse que
nao plantava laranjeira, mas pecegueiros
para colner im mediatamente os fructos. O
senador ro grandense o egoismo.
Nao pode o orador consentir que o Sr. Sil-
veira Martins qaeraimpingiraos crdulos e
ao proprio governo, que no ultimo pleito
eleitoral do Rio Grande do Sul, nao correu o
sangue por causa dos seus conselhos e da
sua moderacSo.
S. Exc. um homem impopular: na
administracSo do Sr. Souza Lima apupa
ram-o, obrigaodo-o a refugiar-se atropella
sula 9a, dizendo que, ou a Cmara marca
prazo para a publLasao dos discursos, ou
nao marca, e podem os discursos ser pu-
blicados em qualquer tempo, mas os An-
naes tm tempo restricto depois de fechada
a Cmara.
Nao aceita a allegacSo de espirito de eco-
noma neste queslo, porque j provou que
as presentes clausulas sao mais liberaos do
que as que haviara no contrato feito pelo
governo ; entretanto ha de faaer esforc
para curaprir o seu dever, fazendo econo-
mas pecuniarias, j que nao pode conse-
guir a economa da palavra.
Ninguem mais pedindo a palavra, en-
cerrada a discussao do requerimento.
Reconhecendo-se nao haver numero legal
para votar, procede se chamadj .
Fica adiada a votacao do requerimento,
sem prejuizo da discussao do parecer que
continua.
O Sr. Lonreneo de Albnqner-
que entende que a Cmara nada lucra
com a protellaco deste debate ; esta ques
tao devia ser resolvida logo, para dar lugar
a materias urgentes; mas pareceu-lhe que
o nobre presidente aceita ume emenda no
sentido de augmentar o prazo para a entre-
ga dos discursos ; isto quatro dias, era
vez de 60 horas, que prazo insufficicnt* ;
assim substituida a emenda de cinco
dias.
Perece Ihe tanto mais conveniente este
augmento, quando os membros da mesa
nao se acharo de accordo.
Depois de outras consideragSes, termina
demonstrando a inconveniencia de se publi-
carem no Diario Official artigos de particu-
lares ; o governo tera o direito do explicar
alli os seus actos, mas adraittir artigos que
censurara os membros do parlamento ou os
fuo cionarios publicoz, nao Ber de bom al-
vitre ; a publicacao dos debates feita em
folr.a particular, nao oeve restringir a pu
bli.aoao de quaesquer artigos na mesma
folha, mas o Diario Official foi craado-es-
pecialmente paia a publicacao de actos offi
ciaes.
Vem mesa, lida, apoiada e entra con
junetamente em lia uusaao a seguinte
emenda :
a Ero vez de sessenta horas para rever
o dis urso, afira de ser publicado no Dia
rio Official, diga-so quatro dias..-Lou-
reng) de Albuquerque.i
Eata discussao fica adiada pila hora.
2* PARTE DA ORDEM DO DIA
CONTINUA A 2a JISC38AO DO PEOJECTO N.
7, DE 1886 FIXANOO A FOKCA NAVAL
PAEA O KXEECICIO DE 1887 -1888
O Sr. Epicena tero necessidade de
defta terse, na qualidade de presidente do
Rio Grande do Sul, aecusado pele Sr. se
na ior Silvira Martins.
Teudo annunciado em Porto Alegra que
nao dara ao orador a importancia de cha-
mal-o i coates, e sim que tomara estas
terrado a fornaalidade da concurrencia, ar-
renda urna tazenda nacional a determinado
individuo, e para tal fim rejeita a proposta
mais vantajosa ?
Disse o Sr. Silveira Martins que o go-
verno do orador nao foi razoavel, e que,
si o tivesse sido, a Assembla Provincial
Ihe dara os meios necessanos. A este pro-
posito referir que, ao assurair a adrainis
tracao. foi procurado pelo Sr. Silveira Mar-
tins, que ia entender-se com elle presiden-
te no carcter de relator da coraraisaao de
orcamento, o que repefio tres vezes para
accentuar que nlo ia 'sitar o administra
dor da provincia. S. Exc. fallou sem ia-
terrupc2o durante quatro horas : suave-
mente a principio dir-se-bia o desusar do
regnto; depois era a caudal deum rio, ago
ra a oorrente do mar, logo estrondo do
ocano.
Fallou de tudo, menos do annunciado
objecto da conferencia: da sua infancia ;
da sua mocidade; do priraeiro cargo que
exercera na magistratura ; da posicao sa-
liente que tomara no ministerio Sinirobu',
intimanda deraissao do presidente de Goyaz
e fazendo preponderar sempre a sua opi-
niao. Largimente oceupou-se das demis
sSes dadas pelo vce-presidente Sr. Miguel
Barcellos, o exprimi a sua estranheza po-
la de Noberto Vasques, chamando a atten-
cio do orador para o lugar vago de chefe
de seccSo da thesouraria provincial. Ora,
Norberto Visques for exonerado, nao por
ser mo empregado, mas porque era re-
dactor da Reforma, que fazia mais violen-
ta opposicao ao governo do Sr. Baro-dlos,
e nestas condicSf s o orador nao poda apro-
veiter o empregado demettido.
A este fa :to alludio o Sr. Silveira Mar-
tins quando disse que o orador deixou de
ser razoavel com a opp>si$ao.
Foi aecusaio por ter denegado sanecao
a vari-8 leis; mas que outro procedimento
poderia ter diante de leis eivadas de espi
rito partidario e que ultrapassavam a cora-
pet-ncia legislativa, invadindo a do oxscu-
tivo provincial, at ao ponto de determi-
nar a creacSo de districtos de subdelega-
da ou que desattendiam de modo manifes-
t os interesses da provincia.
Dominado de furia o Sr. Silveira Mar
tos prguntou no senado se nao improbo
o presidente que leva consigo um raoc>
para erapr^gal o era urai das repartieres
da provincia que vai administrar? J ex
plicou o facto : nSo levou esse mojo e u
sua comprabia, mas verdaae que o no
meou para uro eroprego publico. Nada ha
censuravel na nomeacSo : ella recahiu em
pessoa distincta e habilitada. Contra acto
to legitimo nao devia articular acousagSes
quern, como o Sr. Sdveira Martins, quan-
do ministro da fazenda, demettio um era-
pregado zeloso dos seus deveres, para ar-
ranjar um compadre, a cuja algibeira re-
corra e continua a recorrer.
A insistencia na censura relativa no-
daroente ; no Io dia da chegada do orador
ao Rio-Grande do Sul foi pedir-lhe garan-
ta para que pudosse funeconar a Assem-
bla Provincial, que elle dizia amaacada.
A crenca que S. Exc. quer incutir de
que pode levantar as massas populares nao
passa de especulacao para tentar obter fa-
vores.
Senta-se fatigado, e por isto orador ter-
mina suppondo ter dito o suficiente para
demon trar que as accusacSes do Sr. Sil-
veira Martins nao sao filhas da verdade,
mas do odio e dos interesses contraria-
dos.
SEGUNDA PARTE
FOBQA NAVAL
Entra ora 2a discussao o projecto que
fixa a forga naval, para o exarcicio de
1887-1886.
O Sr. Lacena obrigado, comofunc-
cionario publico que foi, a vir defender-se
de accU8i5as injustas; porque o funcio-
nario publiio nao tem direiti de guardar
silenjio a respeito de seus actos, quando os
v censurados.
Recorda que se dizia que o Sr. Silveira
Martina vinha para o parlamento com o
proposito de nao dar ao ex-prosidente do
Rio-Grande do Sul a importancia de cha
ral-o a contas, mas siro ao Sr. Barao de
Cotegipe, que havia de forcar a arrapen
der-se de ter aceita lo o poder ; hoje po-
rro, const* que o Sr. Silveira Martins
est um adversario amavel do governo,
por 8so escolhou o orador para alvo de
suas injurias.
Pede ao governo que desconfie da mo-
deracSo daquelle Sr. senador, porque tal
vez que o Sr. Silveira Martins procure,
com essa amabilidade fingida, obter do go-
verno certas concess3es que o orador in-
di a.
Passa a responder a cada urna das ac-
cusac3es que foram feitas sua adminis-
tracjto, provanlo que urna parte dellas foi
devida a ter curaprido com o seu dever
para com a respectiva Assembla Provin-
ial, que se tornara poder executivo e le-
gislativo juntamente.
Demonstra qu* contratou todo o expe-
dienta com o jornal conservador de Porto
Alegre por 4*000$, quando o simples ex-
pediente custava 5:000$ e um edital che-
gon a eustar 1:2000000.
Conclu julgando ter mostrado os esban-
jamentos das adrainistracoes anteriores o
as economas realizadas pela ultima ad-
ministrajao da provincia do Rio Grande
do Sul.
O Ir. Alves de Araojo defende o
<. Sr. senador Silveira Martins das aecusa-
c3es que Ihe fez o Sr. Lucena e elogia o
talento e energia que tera desenvolvido na
drecuo do partido liberal na provincia do
Rio Grande do Sul.
Esta discussao fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente d a ordom do dia 11.
SESSAOfEM 11 LE JUNHO DE 1886
PRESIDENCIA DO 8E. ANDBADE FlGDEIEA
Ao raeio- lia, feita a chamada, a que res-
pondem 102 Srs. deputados, abra-se ao
meio-dia e sete minutos.
E' lida e approvada a acta d* sessao
Hnte:edente.
O Sr. 1. secretario d conta do expe-
diente.
E' lido e vai a imprimir para entrar na
ordem dos trabalhos o seguinte parecer:
A commissao de commercio, industria
e artas, qual foi presente copia do con
trato celebrado entra o goverao imperial e
o ciladSe francez Hrarque Brianthe, em
4 de Julho do anno findo, para Ilumina
co por gaz corrsnte da cidade do Rio de
Janeiro, tendo examinado o referido con
ir ito e achando-o conforme com as pres-
cripcoes da lei n. 3,141 de 30 de Outu-
bro de 1882, art. 7. 2. ns. 1, 2 e 3,
augusta
seja sunroettido delibe-
camara o seguinte
de parecer que
raya> desta
projecto :
t Art. 1. Fica approvado o contrato ce-
lebrado entre o governo imperial e o cida-
dSo francez Henrique Brianthe em 4
de Julho de 1885 para illuminacao por gaz
correnta da dade do Rio de Janeiro.
Art. 2." Rivogaro-se as disposcSes ero
Oiutrario.
Sala das cororoissoes, 11 de Junho de
1886. Samuel Mac Uoiodl. Aureliano
Mouro. Soares. >
Vem mesa lido e vai a imprimir o
seguate parecer :
< A's commissSes da orcamento, saude
publica e diplomacia foi presente a repre-
s-nt icao do Dr. Maximiano Marques de
Carvalho.
c Depois de historiar a invasao da epi-
demia na cidade no Rio de Janeiro, miau
ciar suas causas o propor providencias parj
o saneamento da capital do Imperio, re-
quer o peticionario que se Ihe d um pre-
mio do mil contos de reis em remunera-
dlo dos servido por elle prestados huraa-
nidade com o descobriraeuto de um medi-
camento propbylatico destinado a comba-
ter a febre amarella. e a sua nomeacSo no
carcter de enviado extraordinario junto a
tolas as nacoss da Europa, conforme pra-
ticou a repblica dos Estados-Unidos, re-
lativamente ao cidadao Franklin para ne-
gociares polticas, para qua Ihe caib de
concorrer para a saude publica no Brasil.
Pensao as commiasSes que o pediio
de tal natureza. que, apezar de sua meibor
vontade de acudir ao benefi'io do paiz,
nao pode ser adraittido, bastando, para
de nonstrar esta these a simples exposijJo
que acabara de fazer.
a Propoem, pois, que se indefira a pre-
tencao. Sala das coraraiss5es, 10 de Junho
de 1886- Peraira da Silva. Carlos Pei-
xoto. Lucena. Guahy. Silva Maia.
Lourenco de Albuquerque. Barao da
Villa da Baira. Matioso Cmara. Ro-
drigues Alves. Barao deCanind Sil-
va Tavares. Alfonso Celso FJho.
Vem mesa, lido, apoiado, entra em
discussao e adiado, por ter pedido a pa-
lavra o Sr. Carlos Peixoto, o seguinte re-
querimento :
f Requeiro que se pega ao governo, -por
int-rroedio do Sr. ministro da agricultura,
informacSo sobro o motivo que determiaou
a exoneracao do administrador geral do
correio da provincia de Minas-Geraes, co-
ronel Jos Beato Soares. Sala das sessSes,
11 de Junho de 1886. Affonso Celso
Jnior, t
Vem mesa, lido, apoiado, entra em
discussao e adiado, por ter pedido a pa-
lavra o Sr. Mattoso Cmara, o seguinte re-
querimento :
Requeiro que se pec.a ao governo por
intermedio do ministerio da fazenda, intor
mac&o a respeito do motivo que determi-
nou a exoneracao de collector das rendas
geraes de Iguass, Eugenio Augusto Soa.
res. Sala das sessoes, em 11 de Junho de
1886. Affonso Celso Jnior.
O Sr. Loureneo de Albnqner
qne estranha que a 3.a commissao de in-
querito nao desse ainda parecer a respeito
das eleigSes do 3. districto* da provincia
de Minas-Geraes e do 6.a da provincia do
Rio Grande do Sul; nao v razao para essa
demora ; o anno passado os nobres depu-
tados conservadores com muta razao cen-
surarais as commissoes de inquerito por
demorarem seus pareceres sobre eleigSes,
pela mesma raaao dove ser estranho o pro-
cedimento que tem hoje as commissSes le
inquerito demorando pareceres sobre elei-
gSes em que triumpharam candidatos libe-
raos.
O Sr. presidente: Os membros da 3*.
commissao ouviram a reclamagao do nobre
deputado hao de uttendel-a conveniente-
mente.
O Sr. Freir de Carvalho (para
urna explicagau) admira-se que seja o
nobre deputado quera aecuse a 3a. commis-
sao de inquerito, quando S. Exc. j fez
parte dessa commissao e pode dar teste-
ro uabo que essa commissao foi a mais so-
brecarregada de eleigSes contestadas.
Explica o processo que t^m de seguir
urna elcigao contestada, mostrando a injus-
tiga da censura e a imparcialidade com
que tem sempre procedido a 3.a commis-
sao de inquerito.
O Sr. Miranda llibeiro acha-se,
bem como seas nobres collegas de deputa-
gao, em posicSo excepcional, porque por
um seatimento de generosidade natural nSo
queriim combater um poder, de dominio
tao largo, no momento que esse poder est
derogado; entretanto, sao obrigados a res-
ponder s accusagSes infundadas que se
levantara na outra casa do parlamento
Observa que o chefe liberal rio-granden-
se chamou no senado a attencao do gover-
no para os famosos perigos que alli estao
correndo as instituid-oes, pelo procedimen-
to da administracSa da provincia do Rio
Grande do Sul; de modo que o orador tem
necessidade de explicar os factos com al-
guna desenvolviraento sobre as causas do
conflicto que se pretende receiar entre a
respectiva assembla provincial e o gover-
no da provincia.
Narrando as pouuas deraisses dadas
pelo vce-presidente da provincia o13r. Mi-
guel Barcellos, refere-se ao que diss- o
Sr. Visconde de Pelotas, que rasgou a
bandeira que jurou guardar (protestos da
bancada liberal), bem como o Sr. Silveira
Martins, que tem desrespeitado a memo-
ria veneranda do Mrquez deHerval ; isto
, aquellos que herdaram do illustrelegenda-
rio as honras e os postos, infelizmente nao
Ihe herdaram a lealdade do enragao, a cujo
culto rendem homenagem todos os ros
grondeuses, como todos os Brasileins.
(Apoiados).
0 Sr. presidente adverte o orador que
est esgotada a hora do expediente.
O Sr. Miranda Ribeiro requer urgencia
de meia hora, que a cmara concede, para
terminar o seu discurso.
O Sr. Presidente o nobra deptado pode
continuar.
O Sr. Miranda Ribeiro passa a historiar
as economas negativas da stuagao liberal
na provincia do Rio Grande do Sul; ci-
tando o facto da assembla provincial ter
langado urna taxa para augmentar o fundo
de libertagao do escravos, taxa que rendeu
em tres exereicios 377:000|J e o governo
da provincia langou mao desse dnheiro
para occorrer s despezas provinciaes.
Depois do expor as razSes do conflicto
entre a maiora da assembla provincial e
o governo da provincia, termina admiran-
do o talento do Sr. Silveira Martins, mas
lamentando que elle seja to mal empre-
gado.
Acbando-se na sala immediata o Sr. mi-
nistro da agricultura introduzido cora as
formalidades do estylo e l a seguinte :
PBOPOSTA
.
o^^
\
Art. 1. Fica aberto ao ministerio dos
negocios da agricultura commercio a obras
publias o crdito especial de.........
3.761:097)5465, afira de ser appcado ao
pagamento de contas de vidas, na forma do
contrato de 19 de Junho de 1867 e termo
de novagao de 14 de Maio de 1880, ao
empreiteiro do prolongamiento da estrada
de ferro do Ricifa a S. Francisco e ramal
do Kocifo a Caruar.
i Art. 2.a Para occorrer ao pagamento.
(Compete a iniciativa cmara dos Srs.
deputados.)
< Art. 3. Ficam revogadas as dip
g3es m contrario.
O Sr. 3o Secretario, ser viudo de l"), re
quer e a cmara concede, urgencia para
aerero lidas diversas redaccSes e p\;a que
sejam di pensados os intertiuios y.am de
antrarem j em discussao.
Sao lidas, postas em discussao e succes-
sivamento appfovadas era discussao asse-
guintes
Redacc\
Do projecto n. 18 de H85, com emen-
das feitas e approvadas toela cmara
proposta do poder executivo que abri ao
ministerio da justiga um crdito supple-
raentar de 79:203^933 para aVarba des-
pezas secretas da polica, asylo de mendi-
gos e condnecao de presos.
Do projecto n. 9 de 1886, com emen-
das approvadas pala cmara dos d-putados
proposta do poder executivo, cotceden-
do ao ministerio do imperio crditos sup-
pleraentares na importancia de..... ...
1.003:765(5256, para subsidio de dep*ta-
dos, publicacao de debatas e outros.
Do projecto n. 10 de 1886, com as emen-
das approvadas, augmeutando de......\
142:512)5435 o crdito concedido pela 1er,
n. 3,230 de 3 de Satembro de 1854, para
servigo de telegaaphos no exercicio de
1884 a 1885.
O Sr. Escragnolle Taunay (para nego-
cio urgente) requer urgencia de aez minu-
tos, que cmara concede, afira de respon-
der a urna asseveragao do Sr. Silveira
Martins no senado.
O Sr. Presidente : Tem a palavra o
nobre deputado.
O Sr. Eecragaolle Taunay acha
que o Sr presidente tem algura teir com
elle. Apresenta sempre os seur pedidos de
urgencia por modo que parece denotar
prevengan.
O Sr. Presidente diz que nSo fez senao
repetir as palavras do nobre deputado.
O Sr. Escragnolle Tauaay rfere-se a
ama asseveraglo ds Sr. senador Silveira
Martins, attribuindo ao Sr. principe Con-
de d' Eu o seguinte conceito:
c Os Rio-grandenies sao dignos visinhos
dos Orientaes e Argentinos.'
Acha o facto grave e vem tribuna de-
clarar que nunca ouvio da kocca de Sua
Alteza semelhantes palavras, desagrada-
veis a um tempo aos Rio-grandenses e
aquellas dous povos. amigos e allados na
ca.upanha em que o principe foi por ulti-
mo commandante em chafe.
Nao saberia a que incidente se referi o
nobre senador, se ltimamente e a bordo
do paquete que os trouze do sul, nao ti-
vesse sido interpellado pelo illustro Sr. ge-
neral Visconde de Pelotas sobre a verda-
de daquelle episodio. Teve occasiao de de-
olarar entao que era inexacto e pelo con-
trario sempre vira Sua Alteza rodear de
provas de aprego os generaes e a tropa
rio-grandense.
Tem por costumo, antgo, nao sabe, se
hom ou mo, consignar dia por dia os
acontecimentos mais notaveis da sua vida,
exarando juizo todo sau e intimo sobre os
homens com que convive e as cousas em
que se acha envolvido. Consulteudo o seu
memorndum de 1870, acha urna nota no
dia 25 de Abril daquelle anno que l.
Por ahi so v, diz o orador, que se o
honrado conselheiro Silveira Martins se
julgou obrigado a agradecer aquellas pa-
lavras de defeza todas espontaneas, deve es-
tender o seu agradecimento ao principe,
que alias nunca perdeu ensejo de mostrar
qaaate consideradlo ligava aos bons servi-
gos de todos os filhos da provincia do Rio-
Grande do Sul.
O orador appella para o Sr. Bonifacio
de Abreu, hoje BarSo da Villa da Barra,
esperando que tudo quanto disse ser ple-
nairente confirmado por S. Exc, cujo ca-
rcter altivo e independente respeita ha
muitos annos.
O Sr. Barao da Villa da Barra: E'
exacto o facto.
SEGUNDA PARTE DA ORDEM
DO DIA
OBCAMENTO DO IMPEEIO
(O Sr. ministro do imperio entra no sallo
e oceupa a sua cadeira.)
Entra nm 2a discussao o seguinte pare-
cer da commissao do orgamento, fixaodo
a despeza do ministerio do imperio para o
exercicio de 1885 -1887 ;
1886N. 5 DESPEZA DO MlSlSTEEIO DO
IMPEEIO PAEA O EXEBCICIO DE 1886
1887
A commissao do orgamento, comparan-
do a proposta do governo relativa des-
peza do ministerio para o exerchie de
18861887 com a despeza autor sada ao
mesmo ministerio para o exercicio de 1884
-1885, actualmente em vigor em vrtude
da lei n. 3,271 de 28 deSetembro de 1885,
verificou na proposta do governo o exces-
so de 29:800^000.
De 9.168:295)5197 foi a quantia votada
para o exercicio de 18844885, e de ...
9.398:095)5797 a pedida para o de 1886
1887.
Na tabella explicativa do orcameuto da
despeza do ministerio do imperio para o
exercicio de 1886 1887 estao especifica-
damente demonstradas as deducgSes e aug-
mentes qee dao em resultado final aquella
ifferenga.
Considerando, porom, que podom ser
attendidas para o exercicio de 1886 1887,
as economas apontadas pelo actual minis-
tro da fazenda para o exercicio de 1887
1888, e considerando, por outro lado, que
o desenvolviraento do publico servigo re-
clama pequeos augmentos em algumas
das verbas da proposto do governo, en-
tende a commissao quo pode desde j indi-
caras rapdificag5es e alteracSes que cons-
tara das caacluioes deste parecer, al a de
outras quo propor no correr da dis ussao.
A seguinte tabella das differengas para
mais e para menos, entre o cmtj votado
para o exercicio de 1884 1885 e o indi-
cado pela commissao na conclusao deste
parecer, de accordo com a proposta do
governo p*ra o exercicio de 1887 1888,
apresante minuciosementa as razoas dessas
differengas,
Esta tabella, combinada com a explica-
tiva do orgamento da despeza do ministe-
rio do imperio, psra o prximo exereiaio,
apresenta la com o relatorio do Exm. Sr.
conselheiro Jos Antonio Saraiva, habilite
a cmara a julgar debidamente e aproar
as alterag3 -s e modificares pela co"mji
neste parecer. *;
{Co na)m
Typ< do Diario, ra Duque de C i. 42
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