Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18300


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Full Text
AjKMT ff NUMERO 71
PARA A CANTAL E LltAKKf G\DE NAO SE PASA PORTE

Por tres mezes adiaatados............... 60000
.Por seis dito* idem................ 12(5000
Por um nno idem..........."..... 23^000
Cada numero avulso, do mesmo dia..... ... 100
8EXTA-FEIRA 29 DE MARC0 DE 1889
PARA DENTRO E PORA DA PROVINCIA '
Por' seis mezea adiantados ........... 15VJ00
Por nove ditos idem.............' 20000
Porum annoidem. .............. 26(JO00
Cada numero avulso, de dias anteriores ......... 0100
DIARIO DE PERNAMBUCO
Trcpriedade de Mamd Svgueirca de S^aria 3%U?s
Os Srs. Amede Prin-
ce & C, de Pars, sao
os nossos agentes ex
elusivos de anmracios
epublicapoes na Fran-
ca e Inglaterra*
TELEGRAMAS
sas::;: mmw& so me
RIO DE JANEIRO, 28 de Marco, *
L 12 horas e 45 minutos da tarde.
Foi eleito deputado geral pelo 5.' dis-
tricto do Rio Grande do Sul, em primeiro
escrutinio, o Dr. Jos6 Francisco Diana
-* Foi transferido para a reserva o com-
mandante do 53 batalhSo da guarda na-
oional de Cimbres Manoei Ignacio dn Sil-
va Azevedo.
Seguio para o norte* no paquete in
giez Trent, o Dr. Jos Joaquim Seabra.
Seguio tambem para o norte no pa
quete allemao Valparaso o tachygrapho
Dr. Barros Cassal.

SSSVIJO sa lw:il ULW
LISBOA, 27 de Marco.
O raajor Serpa Pinto chegou hoje aqu.
LONDRES, 27 de Marco.
Falleceu hje o celebre estadista Mr
-_ folm Bright.
pjlrte official
HbMA, 27 de Marco.
Mr. Crispi, presidente do conselho de
f, ministros, acha-se bastante incommodado,
mas o scu estado nao inspira. serios cui-
dados.
Agencia lavas, filial em Pernambuco,
S de Margo, de 1889.
INSTROCClO POPULAR
AS GRANDES l\VE\?0ES
ANTIGS E MODERNAS
XAS
Sciencias. industrias s artes
POR
IX
O* oculoN de ver no lanjo
(C ontinuacao)
(mando se colloca na direceto les raios sola-
res" uma lente biconvexa, os raios que encontrara
a superficie desta lente e que a atrawssam. re-
iractam-se duas vezes : ao entrar jio vidro, e ao
pitar, todos se inclinan uns para os outres ; do
outi'o lado da lente, vao reunir-se era cne ou-
como se cosluma dizer. coiverg-m todos de modo
que se rennem em u'n ponto niuil restricto, i lla-
mado foco principal da tente,
A imagem produzida pela rcuniao dos focos
spondentes a cada u:n dos pontos do obyecto
ser receida atore um pra-luz branco. on
tambeni.pode ser vista por urna pessoa collocada
na direcyo dos raios que se propagara divergin-
do. depois de se havercm cruzado do foco. E'
esta figura \i-ivel no foco que se chama imagem
real da lente.
Oilloque-se agora um objecto luminoso cu alu-
miado, entre o fuco da 1> nte biconvexa e esta
lente. Os raios de luz que delle emanara, refra-
ctara ao atravessarem a lente. Nao se forma no
fundo dos olh >s do observador urna imagem real
este objecto : mas a vista collocada do outro
ido da lente, ve no prolongamento dos raios lu-
josos, c do lado do objecto, urna imagem am-
r..ficada do objecto. Bala iniaiciii que nao se
receber sobre um pra-luz chama se virtual.
lina lente biconvexa, situada por diante da
i-ia, coustiiue o microscopio simples. Este ins-
trumento serve para o naturalista cstudar, quer
aos animaes quer nos vegetaes, pequeas miu-
ezaa que nao podem ser percebidas pela vista
rmada. Mais abaixos tornaremos a fallar
microscopio simples.
Lumia astronmica. A analy:-: que acaba-
os de dar da ahiplificaco dos objectos por urna
bte simples biconvexa, permitir-nos-ha expli-
Br o fogo pbysico. por meio do qual a luneta
h^os aslrouoinos uiostra distinctamente os grandes
Bc-rpos celestes, ap. zar da distancia immensa a
ostao do nosso globo. A luneta astronmica
pe-se effectiv ament da reunio de duas
ajM<: biconvexas, engastadas em ambas
^Mbidadi'S de um tubo metallico, o qual tam
i formado de duas partes, que eotram urna
na outra, afim de que o observador possa variar
ntade a distancia que separa as duas lentes.
As dimenes das duas lentes desta luneta
. sao as mesmas : a que est coliocada pe rio
bservador, isto a ocular, me
que esta do lado do objecto, a qual'

irnos como que urna nica lente
rrpiia os object entrar em
^Hfas explieaci-s. limiti ; nos hemos a dizer
dirigidas para o
\m,o .nplilicam-o consMeravehnente
mente o effeito qu
ver ao tonge.
tanto formada pela
ivexas : urna dellas
m: a segunda amplia
{Contina)


toverno da PrerMcIa
KXP8WEWTE DU DU 18 DE MARCO DE 1889
Actos:
O presidente da provincia, tendo em vista
o officio do comraandante superior da guarda
nacional da comarca de Nazareth, de 8 do cor-
rente, resolve declarar que o cap. tao nomeado
para a 3* ce npanhia do 69" bataliiao de infanta-
ria chama-se Aggo Nunos Bandcira de Mello,
e nao Aggo Nunes Bfbdeira. como se acba na
portara de ." de Fevereiro passado.
O presidente da provincia resolve, de con-
forraidade com a proposta do Dr. chefe de poli-
ca em ofliciu n. $55, de 15 do corrente mez, ex
onerar Antoi 10 Pedro de Abreu do cargo de 3"
supplente de subdelegado do districto de Bi be-
douro, do temo do Altinho, e nomearpara sub-
stituido Feliciano Cenobio de Torres Gallindo
O presidente da provincia resolve conce-
der a exoneracSo que pedio Vicente Ferreira
de Araujo do cargo de 2* supplenu: do juiz mu-
nicipal e de apilaos do termo de Aguas Bellas.
Fizeram-si as necessarias communicaces.
O pres,dente da provincia, tendo em vista
o exposto pelo inspector do The^uro Provn
cial em officio n. 101, de 13 do corrente. resol-
ve remover o cidadao Alcino Kabello de Amo-
rim do cargo de collector no municipio de Pe-
tro! ida, para igual cargo no municipio de Boa-
Vista ; tirando assim sem efieito a portara de
15 de Fevereiro ultimo, pela qual foi feita a no-
mearlo e nio a remoran, como pela presente
tem luga-.Communicou-se ao inspector do
Thconro Provincial.
Oflicios:
Ao brigadeiro comraandante das armas.
Declaro a V. Exc, afim de fazer constar ao com-
raandante do i" batalhSo de infantaria. que a
Cmara Municipal do Recife, segundo informou-
toe era officio n. 28, de 13 do corrente mez, nao
autorisou o capitao Antonio Fernandes de Albu-
querque, arre natante do servico da limpeza pu-
blica da fregu?zia de S, Jos desta cidade, a fa-
zer ao referid > commandante o pedido constan-
te do officio d reiro lindo, pelo que a cmara mandou estra-
nbar o proced ment daquelle arrematante, pro-
videnciando ao mesmo lempo no sentido de ser
retirado pela Compaiibia Recife Drainage o lixo
proveniente da fachina do quartel do mesmo ba-
lalho.
Ao mesmo.Sirva-se V. Exc. de nomear
urna commissao para assislir, na forma do aviso
do Ministerio da Guerra, a abertura de diversos
volumes vindos ra corte, contendo artigos de
armamento p?ra o dito Arsenal.Communicou-
se ao director do Arsenal de Guerra.
Ao mesmo.De conformidade com a aulo-
risaco que mu foi conferida pelo Exm. Sr. con-
selheiro minisl ro da guerra em tcle.?rarama de
16 do corrente, entregue V. Exc. o commando
das armas desli provincia ao tenente-coronel do
cstado-maior di? lj elasse, ntonio Florencio Pe-
reira do Lago, director do Arsenal de Guerra, vis-
to ter V. Exc. de embarcar hoje para a oirte,
por ordera do raesmo Exm. Sr., segundo V. Exc.
coininuuicou-aii; por officio de 13 do corrente.
n. 535.Omcioiise neste sentido ao lente co-
ronel Antonio Forencio Pereira do Lago.
Ao brigadeiro Jos dAlmeida Brrelo
Accuso receido o officio de boje, sob n. 575.
em que V. Exc. me participa haver passado o
commando das armas ao lente-coronel de es-
tado-maior de elasse, Antonio Florencio Pe-
reira do l.^go, fisto ter de seguir boje mesmo
para a corte chamado do Ministerio da Guerra.
Inleirado de semclhante oceurrencia, aprovei-
to o ensejo par agradecer a V. Exc. a coadju-
va(,5o que prestou miaba administracao, lon-
vando-o pelo ztlo com que se distingui na ma-
nutencao da bea ordera e disciplina dos corpos
da guarnicao desta provincia.
Ao inspector da Tbrsourana de Fazenda.
ReraettoaV. 8, para os lins convenientes, copia
doaviso do Ministerio da Fazenda, de do corren-
te, relativo pprovacao da deciso pela qual
esta presidencia mandou despachar, lvres de
direilo, 200 barricas de cimento para o servico
da empreza da estrada de ferro de Ribeirao ao
Bonito.
Ao director do Arsenal de Guerra.Em
respo:-ta ao oflicio dessa directorio, n. 260, de
24 de Dezembro ultimo, relativo construcco
de urna canoa para o transporte de volumes ao
paol da poli ora da Imberibeira, transmiti a
V. S., para seu conbeciraento, a inclusa copia
da informarlo de ft do corrente, sob n. 33, que
a semeanle respeito prestou a nspecloria inte-
rina do Arsemil de Marinha.
Ao mesmo.Conforme solicita o brigadei-
ro commandante das armas em oflicio u. 5i'i de
13 do corrente. mande V. S. satisfazer o incluso
pedido de- vellas para a itluminaco do qujrlc-l
general Respondeu-se ao commandante das
armas. i
Ao mesme.Reslituindo as inclusas pro-
postas que ficam anprovadas acceitas pelo con
seibo de compras desse arsenal em oflicio de 9
do corrente para acquisicao de artigo? desima-
nados a difiertntes corpos do^exerciio, fortale-
zas e estabelecimentos militares, autoriso V. S.
a mandar lavrar os competentes termos de con-
tracto,;,na forma do regnlamcnto de 19 de Outu-
brode 1872. Communicou se ao in-pector da
Thesouraria de Kazenda.
Ao inspector interino do Arsenal de Mari-
nha. -A' vista do que solicita era osea oflicio n
.'ti, de 14 do corrente mez. toriso-o a mandar
Aibstituir as iutrinas PxiMentes na enfermara
ilesse arsenal >or outros de patente, mediante a
importancia de 402^660. ConrorUie o ornamento
annexo ao >it.ido oflicio. Cuinmuiicou-se ro
Inspector da T.iesouraria de F.iZ'-n la.
o mesm i. Determinanilo o Exni Sr. Mi-
nistro da Mari'iba em aviso n, 396 de i do cor-
rente que (fintinueni a vigorar os actuaos
contractos de ftiroacimeato n'e.-t.i provincia, em
quanto nao for realisada a concurrencia a que se
procedeuaqui ltimamente: assim O declaro a
Vmc. para seu conhecimentQ e devilos flus.
Communicou-ti; ao inspector da Thesjuraria de
Fazenda.
Ao inspector do Tbesouro Provincial. De
accordu'coui oVe lilicado junto mande Vmc, nao
ha vendo incoo teniente, pagar a Henrique Dio-
cleciano lavares dos Santos, contrae .me da
obra de raparos Ja p me sobre o rio Coruja, a
qu istia de 474*212, importancia da uitima
pi-estaco .(o r'-pe .ivo contracto, recolhid pre
viameiil a pie itacao de respon.-alidade.- Com
municou-se ao ir(!Ctor geral.das obras pu-
blicas.
Ao.inspertor geral da Insrucco Publica.
Comniunico a Vine que n'esta data i-ideferi as
[ie'ices das | t'.alharina L-'nnoldina
Castro Araujo Rumos e Emilia Al-x.m.lriui de
AlbiiqserquePireiRt, e l >-le que nao
rena em um informaces relativas a
penso.u- o: ,r''
[pjjPj i'i:u latsepaiadmenteAssin
resudi.lo sen officio o. 84 a 16 do corn
. lireilor la Eseefa Normal.Becli
Vmc. que ijj "''I"1
e i offi
irredar do i ibua.1
Kjpi, .unais illustruloeapro-
pinh ni -oi-Ki de h.
tidos pela le.
lo corpo di -lo
forme Vm iracas qu- ii no Rio
Formoso e tivenra bdixa esto inplicadas iiu in-
querito all feito e que Ihe roi remettido ; c na |
caso afirmativo, qual o meo porque conta pu-
nil-as pelos delictos commettidos no exercicio
de suas funecoes.
Ao mesmo.Ao presidente do tribunal do
jury desta capital mande Vmc. apresentar a es-
colta requisitada no offico por cofia de 16 do
corrente mez.Communicou-se ao Dr. juiz de
direito do districto criminal da comarca do
Recife.
to, e sim por umeabo de esquadra. como afirma
o delegado de polica.
Ao mesmo. Recomraendo a Vmc. que
complete os destacamentos de Palmares e Agua
Preta com 16 pracas cada um, comprehendidos
naquelle numero os de Campos Fros e Riacho
do Matto c neste o da Colonia Isabel.'
Ao 1" jets de paz daparochia de NosaaSe-
nhora da Assurapao de Cahrob.Para retolver
sobre o assujnpto do offli'io de i do corrente
mez, recommendo a Vmc. o;ue declare-me qual
foi o subdelegado convocado para fazer parte da
junta de alistamento militar dessa paroebia. pois
pelo facto de ser Antonio Pires da Silva 1" sup-
plente do delegado de polica, no deixou de ser
subdelegado.
Portaras :
O r. gerente da Cotuprmhia Pernambucana
de Navegaco faga transportar a provincia da Pa-
rahyba, 'por conta do Ministerio da Marinha um
escaler de 12 remos de palhamenta, mediado
9,15 de comprimento, 202 de bocea e 0,88 de
postal, mandado construir no Arsenal de Mari-
nha desta provincia por aviso daquelle rainis'e-
rio de 13 de Maio do anao prximo passado, sob
r. 413, com destino escola de aprendizes raa
rinheiros da referida provincia.Communicou-
se ao inspector do Arsenal do Marinha.
O Sr. superintendente da estrada de ferro
do Recife ao S. Francisco laca transportar at
Palmares, com direito a bagagem. 4 pracas de
polica que vieram esta capital condnzindo
presos, correndo essa despeza por conta da pro-
vincia.
EXPEDIRVTE DO DB. S CBETARIO
Oficios :
Ao brigadeiro commandante das armas
O Exm. -r. presidente da provincia manda de-
clarar a V. Exc. era resposla ao seu oflicio p
552 de 14 do corrente que licam expedidas as
necessarias ordens para o transporte a corte das
pracas constantes do citado oilicio
Ao inspector da Thesouraria de Fazenda.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda rc-
metter a V. S. a inclusa orden do Thesouro Na-
cional sob n. I&
Ao Io secretario da Assembla Legislativa
Provincial.-De ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia icmetto a V. S., para os litis conve-
nientes, o balanco da receita e despeza da C-
mara Municipal da Floresta relativo ao exercicio
de 1887 a 1888 e o orcaraento para o de 1889 a
1890.
Aos agentes da Companliia Jrazileira de
Navegaco a Vapor.De ordem dn Exm. Sr.
presidente da provincia acenso o recebimento
do officio de hontem no qual Vs. Ss. participam
que o vapor Alagos chegou dos portos do norte,
e seguir para os do sulhoje s 4 horas da lar-
de.Communicou-se secretaria da agricultura.
Aos mesmos. De ordera do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia aecusq o recebimento do
oflicio de hontem. no qual Vs."s. par'iciparam
que o vapor Manis chegou pela manha do sul, e
seguir para os do norte boje s 5 horas da tar-
de.Communicou-se a secretaria da agricultura
Ao gerente da Companhia Pernambucana
de NavegacSo. De ordem do Exm. 8r. presi-
dente da provincia accuso o recebimento do ofi-
cio em que V. S. participou ter sido transferida
de 14 para 15 do correnie, s 3 horas da tarde, a
sabida do vapor S. francisco, destinado aos por-
tos do sul, at a Babia, visto nao ter sido possi-
vel o despacho do mesmo vapor pela Alfandega
naquelle dia.
Ao engenheiro fiscal da es! rada de ferro
do Recife ao Caxang.De ordem do Exm. Sr
presidente da provincia remetto a V. S. 75 passes
irapressos dessa estrada de ferro, como indem-
nisace de igual .numero de passagens dadas
pelo Dr. chefe de polica, nos carros da mesma
estrada de ferro durante me;; de Fevereiro ul-
timo.
Repart?5o da Palela .
2.a scelo.N. 307Secretaria de Po-
lica de Pernambuco, 28 de Margo de 1889.
Dlm. e Exm. Sr.Participo V*. Exc.
qno foram hontem recolhidos Casa de
Detengao os seguintes individuos :
A' minha ordem Manoei Anesino, por
disturbios.
- Ao meanaol Informe Vrac se est comphajft >. A ordem dp subdelegado do 2" distri-
o testacaraenLjjMg|de do C>o o porque V ^o de Afogados, Jacob Manoei do Nasci-
""2"1- ment, como vagabundo.
A' ordem do de Appucos, Isidro Fran-
cisco da Costa, por ciime de defloramentQ.
Communica o subdelegado do districto
de Beberibe, que hontem as 7 horas da
noite, o individuo de nome Manoei Barros,
espancou e ferio com um ccete a Joa-
quim Jos de Azevedo, evadindo-se em
seguida.
O offendido foi transportado para o hos-
pital Pedro II, afim de ser medicado.
Aquella autoridado tomou conhecimento
do facto, e procedeu a respeito nos tormos
da le.
No dia 23 do corrente assnmio o exer-
cicio da cargo de delegado do termo de
Ipojuea/, o cidadSo Manoei Heraclito de
Albuquerque.
Communica o Dr. delegado do Io dis-
tricto da capital que hontem pelas o horas
da tarde, tendo o individuo de nome Cy-
priano de Souza Viegas, celebre desordei
ro, entrado em urna venda a ra da Pe-
nha, foi ao 6ahir dessa aggredido pelo
tombem desordeiro Joao Antonio Nepo-
muceno, conhecido por Beraldo, receben-
do'dc8te un ferimento na regi5o inguual
esquerda.
O subdelegado da freguezia de Santo
Antonio tomando conhecim nto do facto,
fez transportar o ofendido para o hospital
Pedro II, afim de ser vistoriado e conve-
nientemente tratado.
Hontem pelas 9 lj2 horas da noite ma-
nifestou-se incendio em um carro carrega-
do de algodao, no armazera da estacan da
via-ferra do Limoeiro.
Para alli me dirig e j encontre o Dr.
delegado do j Io districto e a Comapnhia
de bomboiros, estando quasi extincto o
incendio.
Comparcccu tambem o ajudante de or-
den dessa presidencia, os coininandantes
Ja l1, 2' e 3a estac3cs da guarda civca
com os respectivos contingentes, bera
como o official de ronda e um piquete do
2.- batalhSo de infantaria. Conforme veri-
fiquc nao haviam indicios de ter sido pro-
posital o mesmo incendio, que, parece ter
aun origem no lugar de onde viera hon-
tem mesmo aqucllc algodao, por quanto
na e.staeSo acorro que o continha nSo fora
aberto.
Communica o subdelegado da Torre,
que hontem por occasiSo de fazer a com-
panhia de Fiacao e Tecidos urna escavano
para alicerce, fora encontrada urna ossada
humana, e que sendo disso avisado para
alli se dirigir e mandando juntar os ossos
espalhados, fel-os transportar para a ca-
pela respectiva, afim de fazer-se as ne-
cessarias dcligencias, para verificar se se
trata de um crime.
Deus guarde a V. Exc.Illm. e Exm.
Sr. Dr. Innocencio Marques de Araujo
Ges, muito digno presidente da provin-
cia.O chefe de polica interino, Daro
Cavalcante do Reg Albuquerque.
Instruceo Publica
DESPACHOS DO DIA 27 DE MARC;0 DE .1889
Officio do delegado litterario de Agua
Preta. Ao delegado de Preguie.is para
informar.
Mara Joaquina Barbosa de Magalhaes.
Informe o delegado litterario do Rio
Formoso veritcando se a supplicante cum-
pre o disposto no artJ 184 13 do regu-
lamento de 18 de Janeiro do anno pas-
sado.
Francelinr. Vieira de Araujo. Justi-
fique.
Jacintho Xavier de Saraiva.Informe o
delegado litterar o.
- 28
Joao Francisco da Cunha. Emcanii-
nhe-sc.
;t =r-
3
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DU 27 DE
MAKgo de lf:89
Abaixo assignados, alumnos da Escola
Normal.Informe o Sr. director da Boj-
ela Normal.
Engenheiro civil Antonio Carlos de Al-
meida BeltrSo.Por ora nSo ha necessi-
dade.
Antonio Rodrigues de Souza & C
Requcram ao ministerio da guerra.
(laudina Mara da < onceicSoCon-
cedo.
Baeharel Francisco Silverio de Furias.
Remettido ao Sr. director da Bibliothc-
ca Provincial para passar a certidSo re
querida. ,
Coronel JoSo Evangelista Nery da t'on-
seca.Informe o Sr. inspector da The-
souraria de Fazenda, porque nao deu an-
damento a peticao do supplicante por raim
despachada em 8 de Fevereiro ultimo.
Major Justino Rodrigues da Silveira.
Fornea-se.
Jos Elias de Olivcira.Mandou-se
abrir nova concurrencia, pelo que nilo
tem lugar o que requer.
Jos Antonio da Motta GuiniarSes.
Informe o Sr. director interino do Arsenal
de Guerra.
Jos Paulino da Silva Filho.Concedo.
Maia Silva A C Informe o Sr.'ins-
pector da Thesouraria de Fazenda.
Manoei do Nascimento Vieira da Cu-
nha.In deferido vista da informa$So
do commandante das armas
Maria Clara de Mello Figucira.Sim,
mediante reeebio.
Superintendente da estrada de ferro do
Recife ao 8. Francisco Informe o St
us-r do Theson.o Prov u i I-
.rim Lerto de Lima. Requeira ao
Ur. j i:/, de (i I i.
Greal \V' era
B y L .ii.ted iii
Therc/.a PntjBrii
. l'i'ISI U
i do Marco de. L6->d
i) porte
F. Chama.
INTERIOR
Correspandeacia do Diarlo de
Pernambuco
INGAZIIRA, 14 de Marco de 1889
Comecu, Srs. redactores, de hoje em dia-.te,
a enviar missivas cara a iinprensa, no intuito,
de, auxiliando administrayo, raelhorar o nos-
-o estado.
De prunas era primeira. como repele plheri
camiMite oex-p oiuo.or Borges, noticio a falta de
chuva ha mais de 20 das, fazcudo um sol abra-
sador
Por isto estamos todos apprehensivos de urna
se cues lem-se perdido e outras estao qasi per-
der-*) ; a pastagem em cnjseyo, n'um lugar j
murclia. e n'"utios est extincta ; o gado conti-
ruando a soffrer, tendo ja munido grande irn-
os g.neros alimenticios por presos bera
altos.
E isto nao s aqu, como em todo o ceutro
de-la e das provincias vfsiuha.
I) ixando a secc (. vam is a ou'ro assurapto.
i'orque est convocada a I -essao do jury lo
lerin > de Afogados para o 1 da de Abril, estao
.se. r/cufher omito.- criiuino-os para ge
livran
- i ,,rioeiro qie se reo dheu foi y-
, s da Cosa |em ti le F.-vereir
j itiva -I morle, art. I9.
da.
j |. Miro) cht
|j Vil "I I
I) de 'iuzi. JU / lili
: ele Sevrl I G
: e, ex-es av > do cri-
l, pai d'aiielles.
;om mais dous tilbos
Diz-se que este com
vera se
recolher, e que estes Gods serSo defendidos por
Jos Alhayde.
Tambera no dia 16 ou 23 de Fevereiro. tiveram
entrada na cadeia os criminosos de tentativa de
morte, art. 192 (emboscada) Innocencio Pereira
de Moraes. Manoei Baptista de Lima e Joaquim
B. de Lima.
A respeito da prisSo destes tres, boni que
nao me esqucea de um. episodio interessante.
que o seguinie :
Francisco Sonreir, moco galante, bom devoto
do amOr, em tras de Janeiro ou principios de
Fevereiro, raptou urna moca no lugar Carnahy
ba do termo de Flores e depositou-a, no intuito
de casar-se. u'uma casa seria da Carnahyba.
O pai da raptada, nao convindo uo casamento,
com auxilio da autoridade de Flores, conseguio
tomar sua filha, e para maior soguranca, e de-
sejando casal-a cora outro, a denositou na Serra
da Colonia, em casa do capito Antonio Pereira
de Moraes (Quintino), distante da villa de tra-
gados 2 leguas, e pertencenle ao termo de Flo-
res
Este, tendo vindo feira de Afogados, soube.
pelas 10 horas, que Sobreira com outros, iam a
sua casa raptar de novo a moca. Ento pedio
ao delegado de Afogados a forca publica para
evitar o rapto.
De feito, satisfeito o pedido, sahio a forca ao
commands do furriel Joao Vieira de Lima, to-
mando cavados dos feinstas e correu, tendo
frente o capito Quintino.
Nesse trajelo o capito teudo noticia de que
Sobreira c seus companheiros realmente tinham
ido a sua casa e sido repellidos sem consu nmar
o novo rapto, porque o criminoso de morle Pra
sedes, do termo de Afogados, como seu bom e
valente cusios sua dnmi, armado ate os dentes,
postou-se porta, & sirailhanca de um tigre en-
raivecido na furna, e fel-os correr, voltou com a
forca.
Porm querendo prestar um servico rele-
vante a Afosados, cercou casa, onde estavam
o seu sobrinho criminoso Innocencio, Manoei
Baptista e Joaquim Baptista prendeu-os e us
trouxe ao delegado de Afogados.
No dia 7 de Marco corrente, tend o Dr. juiz
municipal aviso de que era fcil a captura dos
criminosos Francisco Gomes Jatob e de seu filho
Marcelino, pronunciados por elle no art. 192 por
lerem assasstnado de emboscada ao septuagena-
rio Manoei Theotonio da Silva, na raanh do da
10 de Novembro ultimo, quando este ia Iner-
mes para um seu Tocado colher milho, no dis-
tricto de Varas, e por motivo de questo de
trras em commum, expedio o dito juiz urna
forca de 6 pracas para esta prisio, mas foi in-
fructfera a diligencia.
Consta que as Varas, alem deste, e como es
te moram mais i criminosos tranqullamente
evadidos da cadeia de Pesqneira e de outras co-
marca-.
Prouvera a Deus, que fossem s estes que
existissem nos termos de Afogados e de S. Jos
doEgypto.
Urge, pois que a administracao publica da
provincia, tome seria providencia, mxime se a
secca augmeular. ^^^Jk
A ebegada do correio tile priva de continuar.
Assiui, at outra vez.
.Hordas estraageiras
{Jornal do Commcrcio da corte)
Quando ha cerca de seis meces, em principios
de Outubro do anuo passado. a laxa do cambio
sobre Londres elevou se a 27 d., agitou-se na
praca a questo seguinie : poderiam os bancos
e os particulares recusar-se ao recebimento de
moceas de ouro estrangeiras e- especialmente
(los soberanos dados em pagamento 1
Dsejando contri'juir para a elucidaeu da
questo, que consderavamos imprtame, publi
cmos na seceo commercial do Jornal varias
disoosicOes da nossa legislaco refereatcs ao as-
sumpto. Citamos, entre outras. as seguinles :
A le de 11 de Setembro de 18, que esta-
beleceu o actual padrSo monetario, dispoz no
art. 1" o seguinie :
Do 1" de Janeiro de 1847 em diante, ou antes,
se for possivel, sero recebidas as c-staces pu-
blicas as moeint de ouro de vinte e dous quilates
na razo de i por oitava e as de pata na razo
que o govern determinar. Esta disposicio ter
lugar os pagamentos entre particulares.
. O decreto n. 487, de 28 de Novembro de 1846.
mandou que fossem recebidas as moedas de ou-
ro e prata nacionaes e estrangeiras abaixo decla-
radas na razo de fc por oitava de ouro de 22
quilates, observada entre os metaos a relagio de
i: 15 '> 8 na forma segrate :
Sfocdas de ouro
Pecas Brazil e Portugal 1600
Moedas de 4 Brazil' 95000
Soberano Inglaterra i 1/2. 2 e -'i era pro-
porgo) 8*890
Moedas de pinta
Pataco-Brazil 14920
Pesos duros Hespanha 15920
Duas patacasBrazil 14280
Em 1837 foi expedido o decreto u. i; 04 de
24 de Outubro com a referenda de Bernardo de
Souza Franco (depois Visconde de Souza Fran-
co). E' do teor seguinie :
* Attendendo ao que dispe a lei n. 401 de 1
de Setembro de 1846, bei por bera ordenar que
sejam recebidas as estaques publicas do Imperio
as moedas inglezas denominadas soberanos e
meios solieranos do modo seguinie: >s moedas
que tiverem n peso de 2 oitavas e 10 graos de
oaro por 8890 cada urna, e as que tiverem I
oitava e- 8 graos por 4 iii'i cada u na >.
Mais tarde, d ante da affluencia de moedas de
ouro ao nosso mercado e qu indo diariamente
avultad.is soramas era ouro eram dadas na al-
faodt'ga da corte era pagamentos de direilo
ra So de 84889 por soberano, lembrainos a con-
veniencia de ser abolida a laxa de seuhonagem
que cobrara a casa da moeda pela cuiiliagein de
ouro em moeda nacional. Esta conveniencia foi
r.-conhecida pelo goveruo que, por decreto u.
10.197 de 2 de Marco corrate, deter.ninou que
a taxa eslabriecida de 1 l pela cuuhagem do
ouro em moeda nacional nao seja cobrada do ou-
ro que. para este tira for apresentado casa da
moeda e n moedas estrangeiras ou em barras de
toque Igual ou superior ao da moeda brazileira.
Kefeiind.i nos. na aossa revista semanal de 10
do correte, a esta esolucodo Sr. ministro da
fazend i e ihml. Iho o applauso de que a consi
(leamos ni recedor, emittimos a seguinie opi
iiio : Nao obrigatorio entre particulares o
recebimeiitii das moedas de ouro estrangeiras
nao o manda a lei, nem, entendemos, poleo
goveruo copol-o por decreto .
I'.o ainnii:caco dirigida redaeco do Paz e
publicada uontera, dizque, sobre este asgumpto,
g assa no espirito publico urna idea fiUsae no-
n sea eftto perturbador das relac-'s
i c que m lis se tem radicado pe a a
qnjesc i .mus acreditado; orgos da im-
e-! i- os quaes o Jornal do Commerao,
{Ir ...
N tencjto de infallibHida I
i, e nada ms dos do
le. O assumpto 6 d alio
r estudaJo com '-alma. Va-
ir o fuadaraentos daquelia nos-
Sctembro de 18-46 estaboloceu
oonetario do Brazil. :ix >u
i t,ial, ordenando i
das do uuro de 22 quilates/os^em n
- jiuolicas na razao de 4# por oitava
e que esta disposicSo prevalecesse igualmente
entre particulares.
Tratndose de legislar para o Brazil, estabe-
lecendo-se urna nova ordem de cousas no paz,
cuja circulaco monetaria eslava perturbada,
evidentemente nao se cogilava do systeraa mo-
netario estrangeiro. Por isto entendemos que a
expresso daleimoedas de ouro de vinte e dous
quilatesaio se pode referir senao moeda bra-
zileira.
Somos confirmados nesta opiniao pelo estudo
da lei Je 1833.
Em Janeiro desse anno f.i nomeada urna com-
misso para indicar providencias tendentes ao
raelboramento do meio circulante. Sobre pare-
cer deta commisso o ministro da fazenda pe-
rante a Assembla Geral, convocada extraordina
riamente, propz, entre outras medidas, a de
' admittir o curso legal de quaesquer moedas de
ouro e prata, tanto nacionaes como estrangeiras,
debaixo de valores lixados pelo governo em re-
laco ao padro eslabelecido emquanto se nao
reorganizasse o systema monetaria."
Aa inslrucces de 18 de Outubro de I833.dc-
elararam os valores nominaes porque seriaiKg-
cebidas as estarocspublicus as moedas de ouro
a prata nacionaes e eslrangeiras.
Tratava-se, pois, de ura rgimen provisorio ;
expediam-se instrueges s reparticoes publi-
cas, emquanra,c nao reorganizare o systema mo-
netario.
Esta reorganizaco foi feita pela decreto de
28 de Julho de 1849 segundo as bases estable-
cidas na lei de 11 de Setembro de 1846. Ces
eou, portanto, aquelle rgimen provisorio.
Confirma anda esta opinio o decreto n. 2,004
de 24 de Oulubro de 1837 que ordenou fossem re-
cebidas as estacoes publicas do Imperio os safe
beranos c meio soberanos do mudo determina-
do no mesmo decreto.
Nao encontramos na nossa legislaco acto
gum que ohrigou os particulares e receber m
das de ouro estrangeiras. 0 systema moneta-
rio brazileiro foi organizado pelo decreto citado
de 1849 *esse decreto nao faz a menor referen-,
cia a moedas estrangeiras.
Em vanas pocas, por circumstancias de mo-
meuto, por conveniencias da administracao pu-
blica, mandou-se que as estacoes officiaes ad-
mittissem moedas estrangeiras "por valores de-
terminados ; nunca, porm, que saibamos, se
ordenou expressamente que a isto fosse obliga-
dos os particulares; nem. entendemos, o poae-
ria fazer o poder executivo por acto nroprio por
que usurpara atlbuico da Assembla Geral.
Cada Estado lera o seu cunho nacional para
demonstrar que as moedas que obriga o seu po-
vo a receber em pagamento sao de toque e peso
legal, do mesio modo que tem os seus sellos
nacionaes para os documentos que delles neces-
sitem, em virtude de leis.
E' isso regra geral entre as naces autno-
mas, e se exisiem excepcOes. sao estas to pou-
cas que servem apenas para confirmar a regra
geral, pois que nao ha regra sem excepeo.
Os Estados Unidos, a Inglaterra, a Franca, a
Allemanha, n obrigam- os seos respectivos po-
vos a receber moedas que nao tenhara o cunho
da sua propria nacao. .. -~ **
Nao dareraqsde nio a este assuinpto sem al-
ludir a necesYida&" "de ser modificada a relacao
legal entre o ouro e a prata, a qual anda muito
afastada da real, assim como a conveniencia de
ser lembrado o limite para os recebimenlos obli-
gatorios em prata,|liniite que pareca nao ser ge-
ralmente bera conhecido, posto esteja consigna-
do era lei.
O Sr. Conde d'Eu em *. Paulo
L-se no Diario Mercantil, de S. faulo era 19
de Margo :
An'e hontem s 3 horas da tarde, em trera
especial, chegou a esta cidade S. A. o Sr. Conde
d'Eu.
Acompan'iavam Sua Alteza o Sr. Baro de Co-
rumb, ajudante-general da armada e eSr. com-
mendador Joo Alfaya Jnior.
Na gare, esperavam o Ilustre viajante o Sr."
Dr. Pedro Vicente, honrado presidente da pro-
vincia, o Sr. deseraliargador chefe de polica e
mais autoridades, grande numero de pessoas
gradas e muito povo.
Um piquete de cavallaria. sob o commando do
Sr. lenle Azevedo, fazia as honras militares a
Sua Alteza, que foi recebido com a maior cortezia
e respeito.
Sua Alteza dirigio-se ao palacio da presiden-
cia, onde se hospedou, e onde aguarda vam Sua
Alteza a Exma. fami ia ele S. Exc. o Sr' Dr.
Pedro Vicente e grande numero de pessoas dis-
tinotas.
Pouco depois da chegada de Sua Alteza e
quando ja se achavam mesa, chegou ao jardim
de palacio precedida da banda de msica dos
Remedios, tuna multido de povo cerca de 30jD
pessoas, frente da qual vimos os Srs. Dr. An-
tonio Bento, Dr. Fernandes Coelho, Sacramen-
to Macuco, etc., que iam saudar o Ilustre via-
jante.
I firmado. Sua Alteza assomou a urna das
janellas do palacio sAdo nessa occasio caloro-
samente acclamado, erguendo-se igualmente en-
thusiastieos vivas a S. A. Isabel a Redemptora.
O Conde d'Eu em breve discurso disse ao
povo que o acclamava, que vinha a S. Paulo, em
nome de SS. M. o Imperador e a Imperatriz e
em nome de sua familia, significar a eata adian-
tada e briosa provincia o vivo interesse que por
ella scrapre leve a Familiajmperial e a jh-ofun-
da magua que ao vel-a atravessar essa temerosa
cri-e. que tem feriilo de raorte tantos de seus
tillio-:. S. M. o Imperador quizera vir, mas
que a isso se haviam oppostoos seus mdicos
viera elle visitar os que solTrem e concorrer
quanto en si coubesse, para Ibes minorar o sof-
l'rimento.
Os raai.- nrdentes votos de t ala a sua familia
eram para que, em breve, vencida a crise, esta
futurosa piwincia coiUinuasse desa inente no taminho das su as maravilhosas pros-
neridades e lerminou levantando um viva
provincia de S Paulo, que foi correspondido pela
multidao que euebia o jardim.
Terminado o janlar, era que. nlm da Exma
familia do Sr. Dr. Pedro Vicente, toaiaram parte
deputados geraef e provinciaes, o ~t. Mrquez
de Tres Rios e alguns cavalheiros mais qualifi-
cados do partid i'conservador. Sua ANeza reti-
rou-se para responder aos telegrammas que ha-
via recebido da corle.
Hontem. s 8 e 10 minutos da manila, p;:
Sua Alteza era treni especial para Campii
acumiwnhado dos Srs. Baro de- Corumb Dr.
Marcos Ai ruda, inspector de hygiene, c
dador Alt'i ya Jnior, W. tpeer e Aran;
da S. Paulo Raiway Company.
Foram ;> 'estag i rlespedir-s d Sua
Sr. Dr. presidenie da provincia e si
le ordens. autoridades o gr.u
.-. A coi-iirrearja popular t' ;
Pre.tou a< honras militares a S
ii>|ll te de cavallaria.
.'-laphica damos m
le na A'.. /." em C un mas.
Campini/S. *8 (s 10 h
ni.i.ili
d'Eu chegou aqu
mii.uUs.
i ai S ia Alteza na y>
.
II-
Sua Altea, 1. ti r^^^^B
i HIWH

i i
'


lorasV Tem, felizmente,
EPlhi sanitario deata-oidade.
Existem apenas 12 doentes no Lazareto, alm
dos qu>' ha j%cida>i.
Sua Alteza vfeilou a matriz nova, a Santa Casa
da Misericoadia,- Benefii enca Portugueza e o
Lazareto, ptieorrendo todas as enfermaras e
animando os doentes.
Neste momento Sua Alteza deseanga em uin
aposento no Grande Hotel Campineiro.
O digno. iiMBMalrjir de.lMiaiie. SrwBr. Matees
Arrnda, punaiun-U- as &mks parabas denfi-
fecgoes paaBCaM>a iio*a ilato^itilouMeilios'e-tu-
pos" da enMinu.
Sua Albaaa daten d'aaui aaawucaaaera
para laguner* iiidoiospedaraBaana can doben-
rado pauHabv Bateo-de Ualioaidlogueira. ^
Consta* amanOi parte a.percowrr a baba
Megyaonautte liberaba,, de veoo,. najoelta, visi-
tar o ramal-.de Ca.-Ul.ts .
/Do
spo,
i.
SCIENCI\S_
O regimen miinicipal das araa
des eldades estrangclras
(EETXJEDE8 DEUX UONDKS)
VI
Desde 4870 (7), caita cidade rassa po*sue ura|
conseibo eleilo, douma, urna commisso de ci-
dade, ouprmta, uin muir (golota) nomeado pelo
, ttottma. O poder administrativo perteuce ao
awprava, a tutella administrativa a urna nssem-
Wu composta principalmente de tunccionanos
e presidida pelo sovernador da provincia. \ar
ris-grandes cidades, 'Moscn, s. Pecrsburgo.
Odessa. formam por si so am distrielo e enviam
deputados ao seu consellio provinriat; as duas
ultimas tui tambera um prefeito que preenebe
as funecocs de -lovemador.
' representago por easse ou corporagao, o
regulamento de 1870 substiluio a rcpresuniagau
da propriedade c dos interesses: s ereitores
sao divididos em tres cathegoria.s, dasi quaes
cada urna paa quiuho ajad de t.-oiitrihuices.
uoma numero igual de representantes ; as imi-
Iheres, os ausentes, as admniitraces, socie-
dades, oenventos. igrejes votam par procura-
MaoJores. infelizmente esse sistema, que favorece
a propriedade immovel e o coramereio. exciuc
e homens mats capazes, mdicos, advogados,
professores, artistas, eseriptores, os proprios
rendeiros, e vai ter ao reinado da aristocracia de
diiferro, de urna plutocracia, como dizem os
rusaos, muilas vezes ignorante, inmoral e intri
zante.
Era fins do reinado de Alexandre II, escreveu
o Sr. Leroy Beaulieu, a propna capital era go-
veroada por um partido compacta e solidario,
designado pelo BOOM ihwificaaTTO de companliia
negra (Ichemaia sulniu); sob o dominio dessa
liga,eomposta principalmente de peejuenos eom-
toerciantes, de donos de restan ifnte.<, -le estala-
jadeiros, o conselho municipal de Vlersburgo
tornou s uina ospeeie de armazcm de vendas,
onde se. tralica\aai cynicaracute os intere.-.-es
da cidade. Roubas mais que o teu posto ,
dizia um general russo a scu inferior: palavra
profunda que resume o eomporLunento da mui-
os dos representantes da autoridade. Outro
perigo: os eleitores votam poucas vezes, os
eJeitos nao assistem s sesses da domina, osclf
gmitrntment definha, vegeta por falta de recursos
serios, hor falta de liberdades polticas e de es-
pirito publico. ,
Em S. Petersburgo, sobre 252 conselheiros, 80
quando muito tomara a.ssento em cada sessao, e
foi necessario, para estimular o seu zelo, con-
rader verdadeiros venciraentos aos membros que
trabalham nas coramisses. pratica cara aos pro-
totypos de certa democracia, mas que torna as
bberdades municipaes singularmenteonerosa.^
Em Pelersburgo. era um ornamento de 7.644.743
rublos, os venciraentos do muir, uo adjunto,
lo xmpnmi absorvera S5-U3 rublos; o total das
despezas de admiaistrago da edilidade appro-
xiraa^se de 500.000 rublos.
GiUim-se cidades onde as despczvs dese g-
nero absorvera a ratitade das receitas. As ses-
ses sao publicas, mas o eleitor nao se mostra
inaE assidoo quo o eleito.
Quando e ve1 a Aututut tao mgligente em cum
prir oseu dever, como admirar, si a o totpriva
~*- ^ommissao permanente que recorda o magistral
allflfio, o coitegtQ de aliuotai;eis belgas, chega
poucoa rirjffc'a"raonopolisar sua autoridade, si
ua/oeade accordn quasi sempre com os repre-
seatantes do poder central e da uprava, erige-se
por vezes em tyrano local! Xa Hussia, sao os
. eleitores que nao tem independencia perante o
gotera que elles proprios noneuram doniesaio
modo que cada aldeia clege o seu tUinste; ni-
camente, nessas duas capitaes, a rfouwaapre-
sea'a dous candidatos entre os qHaos o impera-
dor escolnc um. Semelhanles franquezas nao
offartcem n.-iihum inconvemente no paiz do
ffin, da borocracia, do absolutismo. As cida-
des votaui ao *eu maire urna indemniizaco pe-
cuniaria; o governo Ih concede urna farda e
nina posico na hierarchia oflicial.
Para um mure, nas pequeas mlades, o que
uaporta ser bem visto da admiuistnro que
se apraz em rmisiderul-o <:omo un auxiliar, se-
io oomo um instrumento.
Em resumo, as iiwlituioOes'mutiicipjws das
fiommunas urbana* saoutna obra moderna, ar-
lilicial, imitada do estrangeiro, privada da Torca
que communicam a iradiccao e os costtimes.
Pelo contrario, a co mua rneal russa, que
o dominio exclusivo do ramponez, e uino insti-
tuido seruIaT e deraocrama, cuja vitalidude.na-
turdl permute prescindir da coadjuvac/io e da
direVao da le oscripta.
As histituiyoes municipaes e federativas que
se notam. em graos diversos, nas provincias chi-
nelas, nao existan absolutumenie era Pekn,
onde reina a mais absoluta centralisaxio de
eoarta- potencia, eujos habitantes nao tem de
que gabar se a julgar pelo estado deploravel dos
asgotos-e pela m qualidade daa aguas alimen-
tares t8).
O maire de Pekin, antes de tolo, um agen
te da administraco, remunerado liberalnieiite,
naneado pelo imperador segundo regias lixas.
Primeiro magistrado, governador civil da capi-
Ul, raembro do conselho dos miniHtros, grao-
mestre das ceremonias, mandurini de 1' classe,
, p asnadas.
Por exeraplo-quamio o ropenraor sacrifica
sobro os Tlian ou nos 3/ioOj He que lar. as in-
voeafoeereeitaas.onia'ies : na .primuvera e DO
uiUpm olTerece pcssoaluu-iito um grande sacri
cio a Confuiius ; vela para que o bfalo de ar-
Ua, que deve passeiar uo dia da festa da lavou-
ra, tenba exacti6Simaraeote quutro Os de altura
para figurar as quatro eslaces. e verifica se o
nanequim de vime que representa o Etpmto das
Espigu i era :U5."> fogos, emblema de -165 dias do
anoo.
Ko dia da fesU, precedido por magnifico cor-
tejo com a cabeca coroada de horea, ae do pa-
lacio municipal para ir ao encontr da Primave-
ra, qne o recebe, pronunciando o discareo ha-
bitual.
Quando o proprio imperador rotea, e o mane
que Jhe aprsenla o chicote, e quando o filho do
ce i larga a rbica da charra, o maire de Pekn,
com o seu squito, conclue o trubalho do campo,
apafestins pblicos, denominados kiang-yin,
efle o hospede que recebe,
Tem a seu cargo a polica dos cemiterios, a
guarda dos resistros do estado civil, fas proce-
der a caranca das contribuigoes, verifica o pre-
go dos cereaese do dinheiro, admmistra o hos-
picio da velhice, o hospicio das enancas, f xecu-
ta os estatutos sobre os examts, assisle recep-
co dos candidatos que obtiveram approvacao ;
cada vez que se proclama um nomo, faz ao can-
*datonom-ado ires grandes reverencias, de-
pois entrega-lhe o chapeo, a beca eas botinas de
que trata o cdigo dos exames publice e con-
i-ursos.
s o adjunto, segundo n.a^istrado da ca-
L< fuuccionarios da municipali-
TiU Ttfconaa, lis.'I Jos imposlos;
a 1tn-ui.t)-Pa% ou o juiz de paz ; o King-Li, se-
crario n*nd da muiiiiipalidade, o Ste-Yo; in-
tendente das prisiies; os Kiafi-Ckeou, rmloics
do de|>aruiutDio, iicaraagados -de toda*a-
cofas de Pekin. r
A exeoiplo dos Soung, o imperador Chun-
Tcbi, fundador da dynastia lartar3, tintoa, ton-
Bervodo o rgimen municipal dos Mina, insti-
tuido em cada co nmuna ua duplo centro de ad>
ininistrasao : o fu* Tchng. preposto da conser-
vaco Ua paz publica; o Li Tchang, recebedor
dos impjslos, administrador do territorio, supe-
iiiUeud>aiie,doAiral;ialhnii ipricolas.
Ao BH'saio mma. jiaaiaaaa' dous
iw.daaopital, o-mire, |wr* serapre'BBrcliiiiez
atbtu mm< TliUtm, ou .aoBuandantc .das nove
portas.
.'rotector do puii* iak|iriul e so-oaiides-
tavel na clade, este reaarlauas tropas dua oito
bandeiras, dirige ;. peteia etropohtaua, no-
avade deaitteoaM'.itoasafios dopoaiaiapque
sao,i'uaaa elle, V oriajeiu--zarlara,.guarda a"
caawes de lekto, vi^Uos .inaraa:'aMjrgaWvas
casas-de jogo, opera o recenseamento" da popu-
lacao, autoi isa as inhumagoes, prescreve as me-
didas sanitarias.
Se, o que muito raro em Pekin, .os ajuota
montos tomam o cntete." de rebelliao. dfeve elle
antes de proceder as medidas de rigor, empre-
gar todua os aiainspjra ipaiigaar-. aafvuUa.
Passou-se a ordem do dia. que bavia perdido aquello lugar, por ter sido frncez .Y,ri// Rejeitou-'-em lt discussSo o projeeia u. 11 nomeado capito da :f cetapanhia do 7*bata* aar agu
Inte' da reserva da guarda nacional d*aqelle Obran Publican ) Sr. Dr. Francisco
li ilt aaiibatr daiflaag do Roaao do^oyant saarado
ruado* 'Oai.1
de
rlsaaNM3.
- () Um sabio orientalista, o Sr. Deveria, refe-
rio-me esta curiosa anedocta : Poi cousa se-
ria* quando se teve de limpar o esgoto que pasea
peno da legaojrna grande ra.
A's nossas priineiras reelamaces, o yanten
respondeu que esse anno no era a vez de nosso
qurfrteiro.
Voltando carga obtivemos urna prome voravel, e annuncmram-me urna bella manh
que fuuccionarios dis obras poblicas se acha-
vara no lugar em questao.
Sebi para velos iaiu ajoelhar-se e prostrr-
se.defronte de mira mesa pintada de encarnado.
gapa qual-arda incens no meio de palos
pequeos e exquisitos.
Sjttbe eatfto que liman cerinionias tinham por
ftm dlspoT1 lavoruveimenlo os basilkos e outros
espirilos ruaos que os operarios iam perturbar.
SO se abri o esgoto depois de oito dias.
Por seu tumo, os commissarios de polica
goz.i de poderes mu latos: visitas domicilia*
res. bastonada, jurisdiccjio militar, independen-
c*a completa peranle a autoridade civil t como
empreados de polica judiciaria, os reguJamen-
los Ins reconhecem quasi todos o direitos que
o nosso cdigo criminal confere aos atotses, aos-
tnbunaes, as juizes de paz, otticiaes da geuy
darmerie e juizes de instrueco.
A rapacade dos funecionarios chinezes en
contra correctivo na recusa do imposto cujo pri-
meiro sigual, o frehamemo das lojas, do que,
aps tres dias, resulta a deslitnico do delin-
quente.
Quauto commuiia rural chiueza. ella um
grupo de familias, e nao de individuos, e s o
pae exerce all o direito de sulfragio. Ha um
tos i-oiiselhejros-iiiunicijiaes quantas as l'a'inlia-
em'uma communa. As cousas paaswannaa as-
nal ha 3S) seclos. tanto boje, como outr'ora.
os celibatarios nao gosam dos direitos de cida-
do. A piedade, diz-se. b a base da eivilisacao
chinaca : o que o judaismo foi para os hebreos,
o^pganismo para os gre os, o maliomen'aais-
ino para as naces musulmanas, o clirlsliauismo
para ob povos europeos, a piedade lilial para
os chinezes.
Macaquear nao imitar. Ser urna tyrania
oriental trawda europea, franerza, ou as
cousas conormams* com as iwlavras, as rea-
lidades com as apparencias, a pratica con* os
textos de lcis r O que cerlb que astada
se as instituices adayoistrativas do Japao, -se-
levado a crer-que se est era Franca, si. vez
aVafeul censo, muito restrii to de mais a mais, o
suflragio universal existase all, si os prefeitos
japonezes nao p*recessem ser o que se dizia dos
prefeilos francezes, de 1832 a 1870 : imperado
res em ponto pequeo, i onselhos geraes, clei-
los por quatro anuos, que votam as despezas
e o ineio de acudir-Ihes com o consentinien'.n
do prefeito (elles recebem custas para viageiu
c domicilio); publicidade das sessoes. sesses
ordinarias de 30 dias, comuiisscs ptrmanentes.
eonselluia de. dslricto. burocracia flore.*.-en: e
usurpadora,quantos pontos de semelhanca quan-
tosplagiatol Em To Kio (Yeddo), dous pretor-
loar, como om'Caris, o prefeito de Tokio, e o pre*
feito p polica, nomeados por decreto imperial :
depos l' Km (commuuas ou divises urlianasi
e seis Ijuutui (distri'-tos ruraesi, administrados
uns pelos Ku-Tcboa, outros pelos Goun-Tchas-
Abaixo do Goun-Tcho, os Ko-Tclios. encarrila-
dos de administrar varios Matehi (aldeias) e Mu
ra (campos): um corpo de sapadores bombei-
ros, sob as ordens do prefeito de polica; um
conselho gem de 75 membros subdiTidido era
duas secers, a sircan das commuaas urbanas
e a seccio dos districtos ruraes: commisso
permanente ; finalmente conselhos das com-
muuas urbanas e cooselhos do Tcho-Son (con-
selhos reunido.- de aldeias e de campos).
(ContiniaJ.
de 1888. (Revogacao da lei n. ij .1.
Approvau se pr 10 votos contra i
incclonadi a que se refere o pa -ecer
1888- (Va-farrea de Barreiros a Jacuipel.
, rApproveram-se em 3.* drscu-sao os prafoates>
ns. 7;.ilc 18a a 68 e 125 de 1888, sendo reme..-
tidos commisso de redaeco ; o !. approvan-
do na parte civil o comproinisso da irmandadede
nao a rooaaniraojde,
t$OoifmfA a S.rtJentdttto ataPaMi
daarfo prteaccro temo e
usaiaata. ut)uet<* darfrliiw --loadoaiapris mal
endonados eapnlliadoaaiontonM boato de que
eslava embawaodsMso c aateptOMinente a
Me r ifmiui i iiln iln Tan i|iii|ii ] ln at-inha de mandioaa
" am coatrariando-.s>!
ftay,. no le ma, aaananf oado um requei iatai
daarii riim' do-fir.'Glodoaldo fco|w*-e. ha vendo cao da proviiicia.paatalaailosioaiportaiia de 21
i bellos estudos^do Sf. Anatole Le-
sobre lEmpire'des tmtrs et les Rus
itt, 2 v cHs< ; Ur. Martin, Pekin, son dUUe.
(BtUeim de la-Soatt de gographie. 1873; Bazn
(Jou 'ipie, 5." sene), ImstUums mune-
paiesde a Chine; G. Pauthier,Ya O.ine moderne;
HuBeti* dr la Socit d'conomie sociaie, tomos 111
e IV, esludos dos Srs. Eogue Simoa e Paul
Cave.
/}AMmbl*a tr*t>>acial Funcconouj
bontem sob a presidencia do Exms. Srs. Ran s
de Calar e de ltapissuma atado comparecido
30 Srs. diputados.
Foi lida e approvada sem debate a acta da
sessao antecedente.
OSr. 1." secretario procedeu leitnra do se-
gu nte expediente:
Uin ofticio do secretario do governo remellen
do o balancp da reinita e despeza do exercicio
de 1887 a 1888 e o nrramento-para u de 1889 a
1890 das Cmaras Municipaes de S. Behto e
Floresta. A' commisso de orgamento muni-
cipal .
Outro do mesara, dem, o balanco da receta
e despeza do exeretcio-de 1887 a 1888 da Cma-
ra Municipal de Agua Preta. A' commisso de
oramento municipal.
Outro do mesrao. devolvendo um exeniplar
das resoluyOcs anecionadas sob ns. 1971 a 1973
e um de ua que deixou-de sel-o,-A' archivar
as pnmeiras indo a ultima respectiva .< ora -
raisso.
Outro do raesma, mandando as InformacOes
relativas a' engenuos centnw's A' quera fez a
requisigo.
peligw do bachure! Fraucisco Silveno de
Farias. professor da D cadena de Santo Amaro
das Salinas, requerendo que se compute ea- sua
jubilarn a ^raUlicaco de mrito a que lem di-
reito. A" couimissao de legislaga.
Ourra de Gemtuiaiio Joaquim de Miranda, pro-
lasaor jubilado na freguezia da lloa-Visla do
Recife, reuuerendo mais-teOAOiW de ordenados,
pelo temp de servigo de sua aula nocturna,
que nao Ibe foi.conlado na jubago.-A' com-
misso de legislago
Abaixo assignado de alumnos rnestres titula-
dos pela Escola Normal, pedindo que-eejam fei-
tas as nomeagoes conforme- a classieacao feita
em concurso e que urna vea ciassifiuailo o con
crrente lique habilitado para ser nomeado, in -
dependente de segundo concurso, nao ae dando
provimento por accesso emquamo nao e esgo-
tar a lista dos classificados. A' coniniisso de
instrueco publica.
Foi a imprimir, sob n. 19* um projecto pre-
cedido de parecer da commisso de legisiago,
tornando extensivo jubilago do professor
Francisco da Silva Miranda edisposto na lei a.
1,902.
Apppovou-se o requerimento do Sr. Irineu
Mucedo, sobre a oflensa ao pudorda menor Joan-
na Mara da Silva, em Goyanna.
Approvou-se tambera, uepois de orarem os Srs.
Barros Barreto, pela ordem e Clodoaldo Lopes,
o requerimento doSr. Rogoberto Barbosa pedin-
do copia do oflicio do delegado de Bom Jardim
a respeito da denuncia dada por Jos Cypnano
ao presidente da provincia contra aquelle dele -
gado.
O Sr. Ferrera Jacobina jusliflcou um reque-
rimento que foi approvado, pedindo urna copia
do arbitramento dado pelo ejgi nheiro Tliauma-
turgu as hiut* mas >.,,. ontradas entre os .irr.i
Iros nomeados para avaliarem os objectos da em-
presa do gaz desta cidade.
Orou pela ordem o Sr. Jos Marianno, que en
viou mesa o requerimeulo abaixo, o qual foi
apoiado, sendo prorogada a hora por 10 minutos
requerimento do Sr. Jos Mara :
' A Assembla Provincial tendo noticia de
que. se pretende despejar das trras do engenho
Suassuna os pequeos lavradores faz votos para
que no se realise semeihuBte iniquidade. que
tera por consequencia de^organisar o trabalho
nacional e aumentar odiosidades, que devenios
vitar, contra estrangelros. S. ft.Jot Martanno.
ado-rejeatado o.pfojrotan. 107 delato pfTeieci
alaaonrao emenda.
\ApprWBU-sa- m i.' 'discaaso i .projecto n.
sjwe aWptaBWiirda'i^iira) scolodi pensado
do iuterslTCio-a-Tequerrmento do Sr. Jo 'Au-
gusto. '
Encerrou se a 3. discusso do projecto n. 20
de I8861 (posturas de Flores) ao-se votamlo por
falta de numero um requerimento de adiamento
da discusso por o dias, do Sr. Jos Marianno,
q*- orou. '
Adiou-se al.' discusso do projecto n. 101 de
4888.
A ordem do dia : continuaco Ja anteceden
lee mais I." discusso dos projectos ns 33, '20,
1*6 e L16-.de 1889 e 9 deste anno : 2.- dos de
ns. 19 di- 1886 c 103 de 1888.
Actos da prentdencia da yroviu-
<-ia Por actos de 49 do Margo :
Foi nomeado o cidadao Lino. Francisco das
Chaca* para o posto de tenenteda I* couipanhia
do 66* batalho di'infantaria da ^uai da nacio-
nal da comarca deOlinda, em subotitulgo de
limada Troyano- de Jess Baadeira que obteve
guia de passagem para a do Becife.
Foi aberto um crdito da importancia de.....
148*700 aflra de ccorrer ao pagamento de isual
qnantia aos operarios vis do Arsenal de Guer-
ra, Antonio' vquilino Pires, Jof>'" Cecilio Aires.
de;Mandanga e Uaanopai Triumpliiu) Mi:uei,
resultante uo concert de arinanieiito e eorrea-
me pertencenies escola de aprendizes ntdcjf,
nheiros e do forneciniecto-de 18 birnnasde ro.
Oea.e Ji"cnnvaues -ompletos par^.a aiesma es-.
cola.
Foram multados de conformidad)! cora o art.
122 do regoaaoonto annwxo ao decreto n. 5,881,
de 27*de Fevereire de 1875, na qumtia de 50#
cada umdos juizes de paz presidentes das jun-
tas do listamento militar das parochias de
Hbosa enhora do Rosario, NossaSenborado O'
e S. Lonreaeo de Tejurupupo da comarca de
Govanna. niajor Manoel Gomes de Albbqucr-
uo. Jo An.onek) IVreira Multa c llenrique
Olymflio Tavar."s'Roclia ipor terem deixado de
proceder a is respectivos trabalhos.
F i exonerado por ter mudado de residencia
para a prosinra doi'ar., Targino Augusto de
Paula Freir, do lugar de 2o suppluntei do juiz
munie.ipal t de orphos do termo de Ibimb.
passando para o reterido lugar o actual 3* sup-
lenle Manoel Generoso de Araujo Lima, < no
meado i>arapre. nchiuieuto da vaga de 3" sup-
plentv o idadO'Joaqiiim Francisco Jayme Gal-
vo.
Foram nomeado.; o capito Manoel Cabral de
Mello i'avalcanla e os,cidados Manoel Gomes
Cavalcantee Seralim Anselmo Pereira de Lu-
cena para os lugares de Io. 2* c3* suppteoles do
juiz substitiito da comarca de Timbaba na or-
diMii em que vo collocados.
Por ollicio damesmadaia, mandou a The
soarariade Faaenda entregar aos membros da
commisso encarregada da construego do pas
seio publico 13 de Mato a qirantia de 10:0 03
de que trata a ordem do Thesouro Nacional n.
39. de 21 de Fevereiro (indo.
l>oi na* xunrrionadu i. BlC, o Sr.
presidente da provincia negou sanci'o e devol-
veu Assi-mbla .Legislativa Provincia! o se-
guin.e projecto de lei:
A Assembla Legislativa Provincial de Per-
narabuco resolve:
Art. 1. Os encentaos cenlrae de capacdade
nao inferior ao typo menor fundados sera g%-
.ran ias do juros "ou.auxio da provincia, lerao
direito a um emprestimo de 50:000* em apoli-
ces provinciaes de 7 0| coma amorsagao e sob
as g.u'imadfconstants do art. 16.da lei provin-
cial 11. L80de 1885.
'." E-se emprestimo ser recebi le depois de
fuudada a fabrica central e veriicada a sua ca-
paeidade por proiis ional designado pela presi-
dencia.
2. No caso de estar a fabrica central hypo-
tlieca I i ao Banco de Crdito Real, o mutuario
far seguuda hypothca provincia se porven
lua o Banco bou ver emprestado tmente sob
um terco do valor dos .inatcriaes a metade do
immovel agrcola.
Art. 2." Ficam revogadas as disposiges em
contrario
Pago .i A.-sumbia Legislativa Provincial, de
Peruambuco, 21 /de Manco de 1889 Baro de
Caiat, v ice-presidente.Jos Maria.de Albu-
querque Mello, 1 secretario. Francisco Phae-
laute da 1 amara Lima, 2" secretario.
Voltea Assembla Legislativa Provincial. A
presente-resolugt> cuuleru a. algons eugenhos
ceutraos, rfundado sem garanta de juros ou au-
xilio Ja provincia, o direito de oWeren do go-
verno provincial-um emprestimo de 50:0004, em
apolices de 7|0, por cada um dos citados enget
nhos, se forem de capacidade nao inferior ao
typo menor credo pela, lei 11. 1(860 de 41 de
Agosto de 1885 vn orando a amorlisaco e as
garantas constantes do art. 16 da mesma lei.
No g Io providencia-se sobre o modo de veri-
tcar a c;pacidadedo engt-uho, e no segundo so-
bre o caso de estar o engentas hypothecado ao
Banco ile Crdito Real.
Sendo conhecidosos poucosengenhosicentraes
fundados em taes- condiges manifest que a
presente resolugti assumc o carcter de um fa-
vor pcssoal a seos .propt ietarios, alguus dos
quae^, liypothecaram os proprios engentaos, que
assim gravados por pnmeira hyoolbea, tornara
musira a garanta de uraa segunda mulorgada,
provincia.
.\o --ovemo uo.cabc deseiupenbar a misso
que Ibe assignala a presente reiolugao, ainila
quando o estado.financeiroda provincia deaalias-
n por sua prosperidade pretences anda mais
exageradas.
Redigida de forma imperativa con veste por um
lado em direito do beneliciado aquillo .que s
pode ser considerado coma Jibcralidade da pro-
vincia, de maneira acollocar a adinmistfigio na
singularissima situagiode-ser obrigada defe^
rir todas as (ireteng&es, sem ter a lioerdade de
coohecer e avallar das coudigoes de idoneidade
do pretendeute e das garantas oflerecidas j e
por outro lado exclue da munificencia provin-
cial os proprietarios que tiverem seus engenhos
hypothecados a particulares, ou outros estabe-
lecimentoa baocarios, que nao seja o Banco de
Crdito Beai, nico ca tavor de qual a resolngo
sacrifica a precedencia e os privilegios da pro-
viucia. tornando anda mais restricto o circulo
dos beneficiados.
Do rea'.orio olfarecido a poucos dias pela di-
reegao do Banco de Crdito Real aos seus accio-
nistas consta a relago das usinas que Ihe esto
hypothecadas e dellas s aproveitariam o favor
desta resolugo as denominadasCara-ass, Bam-
burral, Bosque e Anpib, donde v-se que em
ultima analyse seriara seus proprietarios os ni-
cos mutuarios menos por interesse proprio do
que em vamagem do credor tjypcthecario.
Emendada no sentido de ser a quantia de cin-
coenta'contos considerada como mximo do au
xilio, que pordifliculdades transitorias podesse
a juiao do governo e depois das indagages ne
cessanas. ser prestado a qualquer usina da ca-
iucidade dos typos mencionados no artigo 16 da
i-i 11. 1.860, de 1885, cora reembolso a praso
nunca maior de dous anus e garanta de pri-
meira hypothca constituida, cedida ou subro-
garla na forma da legislago em vigor, poderia
ser sanecionada a presente resoluco por tica-
rem resguardados os direitos e interessesdo
Ti.e-ouro Provincial.
Nos te: moa em que se arba perca : 1 por pre
l proviocia; 2* por incoi-iiiui.ioual,
visto l'altar-lhe o carcter de gencralidade evi-
derUeiueule destinado a favorecer lii litado e co-
nhecido numero de pessoas.
Palacio da presiu-ucia de Pernambuco, 27 de
Mirgo de 188!).Innoceneio Marques de Araujo
Ges.
Autoridades pollciae* Por portara
da presideucid da provincia de 27 e proposia do
Br. chele de polica de 23 e 26 do torrente fo-
ram nomeados:
Para o lugar de 1* supplente do subdelegado
de 1* dislricto da 1* delegada do tt rmo de Se-
rinhem o tidadto Trajano Alves de Mendonca,
OMMUClplO.
Subdelegado do 2o districto do termo de Pao
d Atfto Joo Cancio Cavalcante de Albuqnerque,
toavoubstituigo de Jos Vie.k-a Para o lugar de 3 suppbwi'e. do mesmo sub-
delegado Manoel Carneiro da Cunh, em subs-
tituigo de Manoel Ribeiro da Silva, que foi t xo-
:Ai)oligorio Leal, director da
tciejatsUnaadade. as
.in'uitaia ila administra
da corrente, por 1'onvitoiifcito.iaai lio latas avul-
reunio-se gaande maojra |npuiar oontem. s
5 lloras da tarde,-.uo caes 11 I a upar. r mi 1'
paosamonto de npadaaujquellOBOadauqoe. j
A.noticia referida nao passara entretanto de
boato falso, como pessoalmeule informou ao no-
vo o Sr. I)r, Bario.CavalcaUo, chefo de polica,
que par esse liniiae dirigir'aa indicado ponto
da retinio, o ahi fallara ao |>ovo em nome do
iUfeiio presidente da provincia.
4^;povo'itwin>o "UMimnuu-se rntao-deque
nao passava de mauejos.de intr u:hH-; o alluli-
lobvato; e, abandonadlo aqnalle |ionto, diri-
palaalma de Luiz de.Souza e Silva ; as 7 lioras,
na ordem 3* de S. Francisco, pela alma de Lau-
riana Candida de Mello ; s 7 horas na Ordem 3.
repartigao das de s Francisco, pela arma de D. Laoriana Can-
ibrf,^^Ca" 0^?qUI0U'1103 COra um "Piar; dda de Mello ; s 7 horas, na igreja do Terco
, nlf nVT a^U e aP,efentou a s- E;:,: pela alma de Trajano de Souza Barnosa. "
A^ecrnos P la..aee..ra*- Sabidos "para o no
a^luSJntaiS^ aSblea^ge?^ I ^fc^Jg J?cirSgiSSes^
ITdcsfem mselhaadima^'at.vo rpie <% ^W^ffiriS
a '""'.Beri^nja^ sua seuhora e 4 criado, Dr. Joaquim
_ :FelicioiAnlu"es de Almcirla Castro. Dr. G. Cos-
rereira tri-.to joaqaiui I. FernandesBarros e 1 criado, Dr.
iOliveira Escore!. Joaoa Souza Miranda. JoO
Krauseesua >enuora Minia Krause, Francisco lt.
V. Pereka Ccom de Vaaeoncellos Cesar e sua
' sonhora, Miguel Ribeiro anta-
gio-se ao palacio presidencial, onde una com- honorarios os Srs. Drs. Estevo de Oliveira, Cl
mssao por elle delegada foi intender-se ;coni S. vis-Uevilaqua, Syinphronio tks Menezes tone)
iii < -ti 110.1 .mn tii 1. .... i>^. .
I tos Martyrios, pereorror tli-
aarodiias de-Santo Antonio e S.
Exc. o Sr. prosidenle
Era a commisso coinposla dos Srs. Beli.irmi-
no Fernandos da Cuaba Alai-ida, Pedro Jos
Bicrry Cavalcante Manoel 1 antas Bastos e Ri-
car--o Guimares, e orou o primeiro, que, em.
nome do povo, expz a situago da populago
ao tligno presidenta da provincia.
S. Esc. a .sevarou, respondendo, que persis-
ta em mauter a poriaria de 21 de Margo e que
ella seriu sirktaawaBB ohserada; que nessa
como em lodas as qdesloes UO interesse iimne-
diato para o povo, ustaria -do lado deste: e que
pois, osiivesse o novo.tranquillo que a farinha
do saldra de Pernambuco, visto como todas as
medidas liutaam sido tomadas para evitar a
fraude.
O povo satisfeilo prororapeu era vivas que fo-
ram muilo correspondidos, ao Exm. S.; presi
dente da provincia, qu' por sua vez sauou o
povo.
Esto dirigiese nl/10 ROS escriplorios das fo-
fhas diarias alirn.de fif oimT ItimtT necorri-
do e comprmeutar as respoctiioa redaeges ; fi-
nezas que d'aqui agradecemos, como de viva voz
o lizeraos iionteni referida commisso. que to-
rnou oincommodo de dirigir-se no Diario de
h'evmtmluic'i.
\i seja-uos licito' repelando o que liootem dis-
semos. afinan que estamos do lado do poyo,
que (em nato, e rasad vaiiosissima, para apoiar
o acto de 21 de Margo, digno doapreco publico,
porque po era relevo o interesse da adminis-
trago da nrovinda pelo bem estar dopovo que
eslava sendo sacrificado |ieiaesneculagao basca-
da na fumo e na miseria.
Senador bariatSta&ppt N 1 vapor a'.le-
mfai Ciinpinas embetrcou aate-hontem para o Kio
daJaoctlU o 10\;i. r. conselheiro Luiz Felppe
i!e BaaXoao, aaaadoi por esta provincia echen
do parlidoiibsral de Pernambuco.
S. Exc foi companhado ateo caes do embar-
que, por diversos amigas, alguns das quaes 0 se-
gu ram at o vapor.
Sejam os ventos propicios S. Exc.
Ki>viK(a IllasNtradaBecelwntos os ns.
539 e 5M ta lle:ista lllustrarla, semanario fiu-
mineiise, que. .jamis desmente o seu.passado.
Trazem aasei nmeros de par com bons es-
uriptos crticos, explendidas gisivuras, cheias de
apportuuidaOe e de interesse palpitante.
ProviMeti -Jloje, 11-tarde, realisa-se a pro-
cisso ilo Senhor Bom Jess dos Martyrios, que.
sahiudo da igreja '
versas ruus dasp
Jos.
Domingo^ realisar se-ha a nrocisso do Se-
nhor Bom Jeaus dos Pobres lAluictos, que,- sahin-
do da igreja de S: Gongalo, percorrer .diversas
ras daparochia daBoa-Vista.
('ONa de DMpnrt -Amanha. perante a
junta do TheOuro'Provndal, vai de novo pra-
ta o fornecimcnto da alimentago e dietas aos
presos pobrasida Casa de Detentaos no trimestre
prximo de Abril 1 Juitao, serviudo de base a
diaria de 420ris.
Club Ciimaierrial i:iUrrpe--Kin as-
sembla gern reunein-se lioje os socios do Club
Commerciul Euterpe, s 7 horas da noite, no 2.
(?andar do predio n. 72 da ra Muapje de Caxias,
para onvirem a leitura do relatorio da directoria
cujo-mandato expira e elegerem a nova directo-
ria.
tumitiarat) Cooamercial Agrcola
Araanh, s 1" horas do dia, reunem se era as-
sembta geral, na respectiva sede, os membros
da Associago Commercial Agricola.para toma-
rem conheciinenlo do relatorio e coritas do anno
(indo, e procederem a eleigao da.nova directora
e da iximnii.-s'o de contas.
Tribunal Uo Jim ilu BBecMeSob a
presiden :ia do Dr. juix de dineito do 1 dislricto,
funecionou hontem este, tribunal no.Julgamonto
do reo Antonio Leandro Ramos, pronunciado no
art. 93 do cdigo criminal, e-acousado de ha-
ver em 22 de Dciembro.de 1887, na freguezia
da Vanea, assassinado o individuo de nome Luiz
Pereira.
Occupou a eadeira da aecusag o o Dr. Alfonso
Olinrtottse- Bibeiro de Souza, 2" promotor pu-
blico.
0 jury de sentenga compoz-se dos jurados se-
guimos :
Capito Joo Carolino doNascimento.
Aggo Barreto de Mello Reg.
Francisco U. de Carvalbo Paes de Audrade.
Dr. Hermino Moreira Dias.
Caetano da Silva Azevedo.
SalvadorAyresd'Aknoida Freitas.
Francisco-e Lomos Duarte Jnior.
Dr. Joaquim Cavalcante Lea! de Barros. #
Manot I Machado da Silva Santiago.
Antonio Ignacio do Reg Medeiros.
Dr. Maiioea.Martins Fiuza Jnior.
Jorge do Reg Baptisla.
Interrogado o reo e feita pelo escrivo a leitu-
ra do prooesso, o Dr, promotor, desenvolveu a
aecusagao & pedio para n aecusado as panas do
rao mximo, por ter praticado o crime por um
muliva frivolo.
Deduzio a defeza o Dr. Materno de Carvalbo,
hidvqgado dos presos pobres.
Em vista das decisoes do jury foi-orocon-
demnado pena de galtV perpetuas, como incur-
|,so no.gro'maximo do.art 193 do cdigo crimi-
nal.
O Dr.juiz de direito appellou para o superior
Tribunal da Relago, protestando, o reo por novo
juigamento.
Foi levantada a sessao 1 hora da tarde e
adiada para hoje, s 10 horas.
eaealade ccreativa Moeldadf
Esta sociedade reunir-se ha em assembla ge-
ral extraordinaria, hoje, s 8, horas da noite,
afim de tratar da 3* discusso dos .estatutos e de
sua approvacao; funecionando esta com o nu-
mero de socios que comparecer.
Eaaaacanaeiito A's 7 horas da noite de
ante-bontem e no lugar Beber ibe. o individuo de
nome Manoel Barros espancou com um ccete a
J aquiui Jo-., de Azevedo que licou ferido, e foi
transportado para o hospital Pedro II afim de
ser medicado.
O otTensorevadio-se e o subdelegado respecti-
vo procedeu nos termos da lei.
FerlnaHito Ante hontem, s 5 horas da
larde mais oumenos, ao sabir ne urna venda
ra Ja Penda o celebre desordeiro Cypriano de
Souza Viegas, foraaggredido pelo tambera de-
sordeiro Joo Antonio Nepoinuceno. conhecido
por Beraldo, que fez-lhe um ferimento na re-
gio inguinal esquerda.
O subdelegado da freguezia do Santo Anto-
nio tornou conheciraento do facto e fez transpor-
>ar o offendido para o hospital Pedro II, atim
de se fazer a vistoria o ser o mesmo convenien-
temente tratado.
Olivada earoutrada -Ante hontem. na
occasio em que a cornpanhia de liacao e tecidos
fazia em terrenos de sua fabrica urna escavagio
paraalicerce, fra encontrada urna ossadi hu-
mana e sendo disso avisado o subdelegado .la
Torre para alH se dirigi e mandou juntar os
ossos espalliados que foram transportados para
I respectiva capella, alira de proceder-se as ne-
cessanas delinencias e verificar se se irata de
um crime.
PaqueteaSabio bontem do porto do Rio
de Janeiro em viagem para a Europa com esca-
la o paquete inglez Trent, pelo que s a 2 de
Abril atcangar o nosso porto. ,
Hoje sabe da mesma procedencia o paquete
tem detaiueoMar narxcrcicio de 1889
foi o segu ule :
ProaidenteVictoriano Burgos
eleito).
Vieadu-esidonle -Aatonio Bivar.
l"oanetario Saiviu Silva.
2" aaa.'t,irioIt. Nctto.
"*--------:~ "r laiiii de Sa.
Fiel -Joao.de Barros.
1' Orador Jos Alfonso dos Santos Lima.
2 Orador-Jos Macedo.
Conselheiros -Candido Ttaeotonio dos Res
Joaquim Moreira de Castro, Manoel Meudooga.
Wocicdade Utteraria Cluncalven
HavFunecionou. Iioulera essa,associago, em
BSBomWa geral ordinaria.
Em visUi dos oenelk-ius prestados a bibliothe-
ja, foram agraciados corado-diploma ile socios
Clo-
go
Antonio Lustaqmo. maestro Marcelino Cleto,
acadmicos Tranquilino Leito Francisco A de
Meudooga. Joao Dinz Uibeiro da Cunha.J Alijiio
S. Pessoa, Revdm. Maxiraiaoo Ferrera de Souza
'e os Srs. Christovo Udia,. Joo .Athenogenes
Candido O. Simes, Manoel A Begui-ira. Joa
quim de Medeiros e Beuto Furias de Souza
Castro.
t directora actuid mandn agradecer s re-
daegesiloiDiurio.de leruarnbuat. Seis de Qutubro
e Lttmte o auxilio que Hie tem prestado.
A bibliotlioca coula para mais de 40.1 voiumes.
tlaau v Alagoais 0 paquee nacional
Maranko, entrado boulem to sul, nada adian-
tou da Coste, Iraaeudo apenas follias da alna de
-i e das Alagoas at 27 do rcente.
L'-Jnot uo Diario du Bnfua de 24 :
S, Exc. o Sr. conseltae'o presidente Ua pro-
vincia noraeou, por acto de 21 to corrente. urna
commisso composta d' vicario, do juiz de paz
e do subdelegado da frejiuezia da Cruz das Al-
mas, para receber da coinmisso Central da Ca-
choeir.i e distribuir com os iadigentes da refer-
la freguaxia os gneros alimenticios que para
esse lim Ihe forera reme'.lidos.
Na mesma dala S. Exc ordeuou a compra
n'esta cidade de 50 saceos de farinha e 0 de
carne cecea e a prompta remes.-a desees vveres
commisso central da Caclioeira, har seren
por esla eavudos em parles iguaes s commis-
ses de Muritiba eda ruz das Almas.
- Lemos ao. Diario dus Alagoas (le 27 :
- Nesle dia, (2-j) glorioso aiiiiivoriurio do jura-
mente constiluigo do imperio, emlK.ndeiraram
todos os edificios pu!>ii':os, 'lue. noite illumina-
ram.se tambera.
batalho 26 de liaba, organii 1 lo ultima-
monte n'esta provincia, pela prmeira vea sabio
a ra. e foi ouvinmissa na igivja BUtrii de X.
S. do Prazcres.
Embota de recente data, o batalho se apre-
seiilou coui loda galbardia, petoque sao dignos
de louvor 08 esforgos tanto do Sr. capito Virgi
nio Ramos, que o coraiuunda interinamente, co-
mo de todos os seus auxiliares.
Realisou-se bontem, na mame de N. S. dos
Prazerea, desta espita*, a tuissa de requien man-
dada celebrar pela ^uarnigo da provincia, por
alma do benemrito alagoano, .niarechal Seve-
riano Martins da Fonseca, baro de Alagoas.
Compareceram ao acto S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, os olliciaes do cxerci'.o e do
corpo policial, di versas autoridades, alguna fuuc-
cionarios pblicos, e varias senhoras, e outras
muilas pessoas de dilferentes dasaes sociaes.
Fez o alogio do morto o Revnu padre Valla-
dares, e prtstou.as.honras fnebres urna guarda
de honra do batalho.26 de linha.
Ncnhum tilhodestaprovinciamellior j me-
receu o tributo de.repeito e saudade, que assim
prestou-se ao heroico general a quem a pairia
deve servicos inotvidaveis.
AuteThontejn, fomo tinhamos .annunciado,
foi alierlo a secvenlia do publico o jardim de Ja-
ragua, que S. Exc. o Dr. Milln, presidente da
provincia, mandara em tempo reparar.
- Foi grande a concurrencia .le visitantes,
entre os quaes varias autoridades, senhoras res-
peUavois, e outras omitas pessoas de distinego.
1 Quando S. Kxc. o Sr. Dr. Miltonchegou, sur
biramaosn-es gycandolas de, logeles, rompeu
1111111a brilbante marenaa msica de polica., qne
demorn se. tocando at s 9 horas da noite pe-
gas escull id as ib- seu aovo repertorio.
O jardim, que est lindo, achava-se todo
erabandeirado, e noite illuoiinou-se brilbante-
mente.
O Sr. JHippol, empreiteiro das obras offere
cu aos seus aiigos urna delicada collago.
, Folaamos tte registrar mais este memora-
mento, que deverse ao zelo e ao gosto do activo
administrador da provincia, o Exni Sr. Dr. Mil-
ton.
Segundo noticiramos, foi frauqueodo ao
publico o jardim do palacete da assembla, que
passou por urna regular obra de asseio, e adia-
se agoraeni condiges de ser ulilisado pela po-
pulaco.
0 jardim encheu-se de gente, que, alm da
hella vista que elle offerece, gosou por muilas
horas da msica de polica, all posta para di-
verso de todos.
Importa este melhoramento em mais um
servico prestado pela boa vontade do Exu. Sr.
Dr. Milton actual presidente desta provincia.
Patacho tuaraa,ajieaw''or telegramma
do quartul general de marinna, de hontem, foi
chamado corte para cursar a escola pratica de
artilharia e torpedos o Sr. leneiite Joo Maxi-
mi ano Algenon Sydney Schieflar, commandan-
te do patacno Guararapes.
Com a sua chamada corte, tera de assumir
o commando daquelle patacho o Sr. 1 tenente
Alrodi/.io Fernandes de Barros, actual inme-
diato.
Durante o tempo que o Sr. 1* tenente Schie-
11er commandou o patacho Guararapes du bs-
tanles pro vas de sua aptido, nos diversos cru-J
xeiros que fez com a turma de apreodizeo ma-
rinheiros da escola n. 6.
Falltu-iaaeaito Ante-taonteni, pouco de-
pois de 11 horas da noite, falleceu de urna af-
feceo.cardiaca o antigo negociante desta pra-
ga, coronel da guarda nacional, Domingos 1-
ves Malheus.
Era o aado natural da provincia da Baha e
contava 66 anuos de idade.
O governo o havia condecorado com otoflJcia-
lato da Rosa.
Era o agente nesta cidade da Cornpanhia Ba-
hiana de Navegagoa Vapor.
O sen cadver foi hontem tarde sepultade
no Cemiterio Publico de Santo Amaro
ttervico oai litar Esto designados boje
para superior do dia o Sr. capito ajudante do
14" batalho, e de ronda menor um subalterno
de cavallaria.
A guarnigo da cidade dada hoje pelo
14* batalho de infantaria.
Existem na enfermara militar era trata-
mento 35 pragas dos corpos da guarnigo.
Passaram a fazer dia jraca os Srs. capi-
taes ajudantes dos corpos desta guarnigo
Foi mandado servir como addido ao 2o ba-
talho de infantaria o capello capito conego
Manoel Jos Martins Alves de Carvalho, que na
quella qualidade servia no 14* da mesma arma.
Foi mandado inspeccionar de saude, o 2*,
sargento do 14 batalho Manoel Januario da
Annunciago.
Foi dispensado do servigo por 10 dias o
Sr. 2 cirurgio Dr. Antonio Jos Ribeiro de
Araujo.
Foi capturado o desertor do 14" batalho
Carino Ferreira de Lima, que chegou hontem
escoltado da provincia de Alagoas.
litesEffectuar-se nao os seguintes :
Hoje :
Pelo agente Stepple, s 11 boma, a roa da
Imperador n. 39, de madapoles avariados.
Amanh: *
Pelo agente Brilto, as 10 1,2 *oras, a ra
Rangel n, 48, de dividas.
Pelo agente Pinto, s 11 horas, ra Mar-
que/, de Olinda n. 52, de movis lougas, vidros
e pertences de um theatrinho ; ea ra Baro de
S. Borja n. 55. de um piano e variados movis.
MiMMas fnebre-Sero celebradas:
Hoje:
A's 8 horas, na matris da Boa-Vista, pela al-
ma do desembargador Francisco de Assis Oli-
veira Maoiel ; as 7 e 8 horas, na mesma matriz.
. Augusto L. G-,
.'i. Jos til* Oliveira. Placido Piter de Carvalho,
Munoel Carneiro ta Cunha, i'rancisco Souza, Vi-
cente P. Veras. Galdino Mello. Dr. Jos de Carlos
Leal, F. F. Cunha.
1 licuados do sul 110 vapor nacional Mar-
ululo :
Dr. Manoel Caetano de Albuquerque Mello, Ze-
l'crinu Jo- da (kista Valente, A. Vilella t: sua se-
nhora, Manoel Aceioly, Dr. io-(- Marianno B.
Cavalcante, Raymundo Marianno da Costa. Joo
Aureliano Vieira, Joo Diogo, Lauriauo Jos de
Oliveira, Dr. Mario Tourinbo, Jos Francisco
Prisco Paraso, Abdon Alves Alfonso,Os> ar Odi-
lon Martins Barbosa, Alexandre Alfonso. Anto-
nio Francisco da Silva. Guimares, Alfredo de
tampos Frauga, Sabino Pinheiro Jnior, bao
BvpUsia Xavier Jnior, Jos Vicente da Bocha,
oustantiiio Lopes da Silva, varlinho F. de Oli-
veira Suma l'assos, Carlos Valente. Jos Vieira
Sampaio, Olindina Nuvaes, Joo Nones Galvo,
Olimpia Pires,Maro Rosa. Emilia da Conceico,
ManoelJamos de Farias Jos Novaes, 12 pra?as
do exiriojii sen! raciados e desertor.
Sabidos para Liverpool 110 vaper inglez
Paraense :
Mas. E, Conolly e sua lilba L. Conolly, J. H. ,
Conolley e Fred. W. Austen.
Sahidos para o sul ao vapor francel ViUe
de Sanios :
Augu-to Ferrera. llenrique Auxeucio d Sil-
va, Arthur Silva, Antonio Freitas^ Lourengo
Gomes.
Oiret-toria das vbra* de un,, rva-
codoN Porto do Pvrnambut-u Ra
fe, 27 de Marco de l89.
I'oletim rnetporoloico


6 :.i.
9
12
3 t.


1 0 =


'- ? ^L
r- ~
24 1
26" -8
28 - i
25" t
2fi" S
Barmetro a
0o
t;;o-7o
760-62
760-44
759-32
739-23
Tenso
do vapor
20,74
21.32
22.93
21,41
22.12
3'
s
9
3
94
80
7S
8
8C
l'empeaiura mxima -29',UO.
Dita miojoia 24",O0.
Evaporago em 24 horasco sol: 3-.8; som-
bra : 2""". 7.
Chuva18,-5.
Direcco do vento: NE de meia noite at 11
huras e :0 minutos da manh ; ENE al 1 iiora
53 minutos da tarde; NE, NNE e N al 3 horas e
28 minutos; NNE at meia noite.
Calmara durante 8 horas pela manh e6 horas
uoite.
Velocidade media Jo vento: O 87 por se-
cundo.
Nebulosidadcmdia: 0.94.
Boletim to porto
2 x
='3
M
M.
y
M.
M.
Dia
27 de Margo
28 de Margo
Ilonii
2-18 da tarde
8-21 .
3OU da maulla
Altura
2",2i
-,43
2,23
domiugo a se-
0|)t;ai'i cadas no hospital Pedro II, nos dias 26 e 27 do
corrente, as seguintes:
Pelo Dr. Malaquias : ,
Oscheotomia indicada por elephantiasis
croto.
Pelo Dr. Pontual:
Esvasiamento do osso tibia esquerdo pelo |
liptor e extraegio de sequestros, indicada
necrose do osso.
Urethrotomia interna pelo processo dc3
sonneure, reclmala por estreitamento da ure-
thra.
28
Pelo Dr. Malaquias:
Postholomia c dilatago do meato, indicada
por paraphimoss e atrtTsia-
Pelo Dr,Estevo:
Extirparan de um lipoma da regio frontal.
Pelo Dr. Berardo :
Duas pupillas artificiaes, reclamadas por man-
chas da cornea. ,
Heuniao no'ial llavera
guinte:
Do Monle-Pio Typographico Pernarabucano. s
10 horas da manh. na sede social ra do Co-
ronel Suassuna n. 41, 2 andar, em sessao ordi-
naria.
Cana de DetencoMoviraento dos pre-
sos da Casado Detenco do dia 27 de Margo de
1889.
Existiam 447; entraram 3; sahiram 7 : exis-
tem 443.
A saber:
N'acionaes 409; muiberes 13 ; estrangeiros Si.
Total 443.
Arragoados 394.
Bons 373.
Doentes 20.
Louco 1.-Total 394.
Moviraento da enfermara
Tiveram baixa :
Jos Guedes de Siqueira.
Joo Chrysostomo.Peixolo.
HaMai 'Pedro 11 0 movimento deste
estabetecimento de daridade, 110 dia 27 de Mar-
go, foi o seguinte:
11
1
610
respectivas enfermaras
Entraram
Sahiram
Faileceram
Existem
Foram visitadas as
pdos Drs.:
Moscoso s 8, Cysneiro s 10, Barros Sobrino*
s 7 1|2. Malaquias s 8, Pontual s 9, Estevo
Cavalcante s 9 1|4.
Nao compareceram os Drs.:
Berardo
SimOes Barbosa, ,
O cirurgio dentista Numa Pompilio as 81|4 ho-
horas. .
O ph arma ce utico enirou s 8 lii da manh e
sanio s 4 da tarde.
O ajudante do pharmaceutico entrou s 7
da manh sabio s 4 horas da tarde.
Lotera do *iram-ParaA 2 parte da
27* lotera, dessa provincia, cujo premio grande
60:000*000, sera extrahida, tabbado, 30 d
Marco.
cemiterto PublicoObituario do dia 27
de Margo de 1889 :
Mara Amelia, Pernambuco, 7 annos, Boa-Vis-
ta ; accesso pernicioso.
Mara da Gloria, Pernambuco, 7 mezas, Boa-
Vista; espasmo.
Eudoxia Oliveira da Silva, Pernambuco, 43
annos, viuva, Boa-Vista; syphilis cardiaca.
JoO QurinoCarneiro. Pernambuco,
solteiro, Boa-Vista; nephrite parenchi
Maria, Pernambuco, horas. S. Jos; inviabilj-
dade.
Rita Maria da Conceigo, 53 annos,
Graga; entente.
Custodio, Pernambuco, 2 annos, Santo
nio ; tubrculos inesentberices..
Ante'.io, Vrnamboco, 3auoo,Ouad*;i
sipella phhctenosa.
Um pouco datado
, De urna folha portuguez* ext
seguinte :
Em Hespanha, ba 2i annos, Jembra-
rom-se varios amadores daqmllo a que
vulgarmente se d o nome de livros ve-
los, de organiaar urna sociedade destina-
da a reimprimir obras castelb.an.as inedi-
^T
*;

-
unos,
MMM


Diarto de PerHattibueo^-SAtaffePsi^9. de Mm<(* de 118S9
un rara? meditas se po-
essenr liaver. A sociedade tomou o no-
e que serve de epigraphe a esta- noticia
6 adoptou cemorlema a nhnwe*ne mr/o-
rum scripia pereant.
e> Mediante urna pequea quota de en-
trada, adquirem os socios o diieito de pu-
bhafcr 'lista da sociedade as obras que
prop ;.>,rem e que a junta directora jul-
gar m '.-ecodoras de publicacaO' ou reim-
prassao, sen.' > as respectivas despezas re-
partidas por todos os socios, que desta
forma adquirem milito baratos, iivros ex-
oellentes, magnficamente impressos e que*
b por elevadissimos preros obteriam no
ercado.
i tVinto e oito volumes estilo j publ-
oad > t'u-mando urna bclssima collde-
Todas ss obras que a comprem sao
'precedidas de prlogos e Ilustradas com
nota-, e outros devidos s penas mais bri-
llantes da moderna litteratura hespanho-
la, taes como D. Pascual de Cayangos, la
Barrera, o tallecido Lafuente Alcntara,
Can-tn, Escudero .de la Pena, Barbicri,
Balene'iana, o Mrquez de la Fuensanta
del Valle, Paz y Mclia, Fachi Canova
del (.'astillo e o allemao Krast, cujo amor
pela cousas de Hespanliu proverbial.
A muitos e variados ramos de lite-
ratura pertencem as obras j publicadas,
predominando todava o genero histrico.
Anda ltimamente novas del as-
tillo, presidente da sociedade, publicou as
Memorias de don Flix Nieto da Silva,
marqus de Tenebrn livro curiosissiiuo
^-e digno de ser lido e conhecido como um
retaato tiel do tidalgo castelhano do secu-
lojLVli, com todas as suas qualidades e
defeitos. Entre os appendices juntos a
esta obra, appendices todos curiosos e
iueJios todos, destaca-se um em que C-
novac joj em parallclo a nobreza e hon-
radez le carcter de D. Flix, com odiosa
figura de seu. nao, pintando ao vivo a
vida intima no secuIo'XVH, de urna cida-
c de Uasrella governada por um correge-
dor a quem a quadade de nobreza s
servia de pretexto e escudo pura comme-
tter toda a classe de abusos e de infa-
mias.
A sociedade contina activamente os
seus trabaUos.. D. Pascual de Cayangos
prepara o segundo volume do Pelegrino
Curioso; Barbieri annuncia a publicarlo
de varios tratados antigos sobre bailes, e
D. Francisco Guillen Robles vai mandar
imprimir as biographias de D. Pedro Luiz
e D. Filippe Galceran, de Borja, mestres.
de Montes* e g.>veruadores de Oran, es-
criptos por um soldado asturiano, que mi-
litou mais de trinta annos na Berbera.
""
a"presidencia do ministro do commer !l3 ueticoes leve o despacho :-Satis/Mo c
divulgando com jirofusSo instrucedes ade-
quadas; abrindb concursos; institaindd*
premios;' tornando ptiblicos os resultados
obtidos da nova cultura; dando emfim-ad-,
miravel exemplo de perseveranca na pro-
paganda destinada nova cultura. Entre
nos nao temos nada que a' isto se compare,
mesmo de longe. Distribuimos sementes,
rara vez acompanhadas do indicacSes uteis,
e n'isto fica a propaganda.
*
* i*.
A requirilo do Instituto
acabara de ser-lbe fornecidos
Fluminense
tres saceos
com sementes de alfafa, adquridoj -em
Buenos-Ayres por conta do ministerio da
agricultura. Provavelmente, terSo que
servir as mesmas sementes cultura ex-
perimental naFazenda Norma', fundndo-
se vastas sementeiras destinadas a propa-
gacao da planta nos terrenos dos particu-
lares que desejarem dar-se a este ramo
agrila.
Bem I.aja por, esta sua iniciativa o Im-
perial Instituto. A alfafa planta forra-
geira que at agora nao cedeu primazia a
uanhuma outra congnere, c grave delei-
x-tein sido na verdade o nosso manten-
dP#t>s a respe ito do supprimento deste
artig. i na dependencia do Rio da Prata,
quan 1 i > notorio a importancia do mesmo
sttpWimento, que bastara a dar saluda
ewsideravel producto nacional. Dado
que e detenvolvesse entre nos a cultura
a altafa, certo que o coifsurao teria
muito que augmentar pela baixa natural
do preeo do artigo. A preciosa forragem
entrarla por mais larga parte na alimen-
tacao dos animaes de servieo e acharia
Com certeza em varias cidades do Brasil
mercados que at hoje nao se abastecem
de scmelUante genero, assim generalisan-
d(V-se forte e sadia alimentacilo que muito
peder influir no aperfeicoamento da*
nossas depauperadas ragas.
X". > esta, porem, a nossa primeira
tentativa de tal natureza. Temos por ve-
zes, e de longa data, introduzidc semen-
tes de alfafa sera que a produeco nacio-
nal -nha dado por este lado signaes de
\. i acaso inaptos para tal cultura
os terrenos em que tem sido iniciada?
bao d. sconhecidos da nossa lavoura os
ethodos apropriados ao preparo e bene-
ficiamento do artigo? Dar se-ha que os
precos correntea ni!o compensem os gas-
to, da produeco, deixando margem
suficiente remuneraco ?
questdes praticas, que convina
examinar e elucidar para orientaco da
lavoura. Por mai lata que seja nesta or-
dena de interesses a accao da iniciativa
particular, nao basta a propagaran de se-
mentes para guiar a lavoura ao travez das
diffieuldade8 naturaes niciacSo de qual-
quer cultura. Instrucgoes claras, singelas
positivas, quaes podemos esperar da
competencia do Imperial Instituto, facili-
taran! de muito as tentativas por parte
da lavoura, poupando-llie sacrificios este-
ries d experimentad-oes mal dirigidas.
Temos o veso dfn>uito iniciar e ponco
perseverar. Na accliuiagao da quina caly-
saia e de outras plantas exticas, cora as
eae leriamos pela accao do tempe
te- i do.valifisos ramos industriaes,
cara se bem a esterilisadora solucjo
de c ;nuidade que, entre nos, tem sem-
pre burlado os melhores desejos. Posses-
aOcs hollandezasque, Simultneamente com-
ttosc.i. introduziram aq'iella variedade de
chinenona, crearam nella artigo de com-
merc'i. A nossa exportaco nao recusou
inda, que saibamos, nm s kilogramma
de casca de vera quin;.. Nem sequer o
interessa^nte assuonpto tem sido estudado
methodica e profun4mite, de maneira
qu, desiejando algura lavrador enriquecer,
a sua propriudade com vedadera quina,
possa ded^ar-e a esta tentativa com cer-
teza de xito. Os esforcos empregades
Mata ..'ionilo tem sido alentados por
a cffica^ perseveranca, sem a qual ne
bra de tal genero pode rasgar ca
.enea, da incuria
rio .
coloi
muitc
moo^iv:
.mplo, trata de accli,-
eu territo-
as d
3uas

trabalba, lia
' i,uma com-
hnmens no-
rene fre'
O gaz extrahido dos cavacos substitue
com vadltagem ao do carvo.
O Sr. George Walter produz esse gaz
na fabrica de Disoronto, no Ontario.
Os cavacos de pinho bem seceos produ-
zem 660 a 8(X met os cbicos de gaz por
tonelada,
Xs retortas empregadas por George
Walter sao semelhantes as que se acham
em uso geralmente, mas os procesaos de
puritcaco diferem muito, porque as im-
puridades nao sao as mesmas, que as do
carviio, e insignificante, a quantidade de
acido sulfrico a do amoniaco.
A preparaco da materia prima se faz
por meios mecnicos, e o gaz tenl maior
pder Iluminativo.
Nos paizes onde st encentra grande
quantidade de cavaco de nufdeira por pre-
eo muito barato, e onde o carv de ma-
deira, o piche, o vinagre e o alcol de
madeira tem grande consumo, e parece
que o gaz de madeira deve ser preferido
ao gaz de carvo.
**
No dia 14 de dovembro de 1888 foi
inaugurado em Pars o Instituto Pasteur.
.V is occasio Pasteur fazendo um discur-
so, em que relatou os trabalhos, que o le-
varaui a descobrir o meio de curar as pes-
soas aneciadas de hydrophobia, agrade-
ecu a todos que concorrerain para a con-
strucclo do edificio por meio de subscri-
po universal, que se elevou a dous mi-
lh5es de francos, concluio assim, dirigin-
do-se ao presidente da repblica fran-
ceza:
Se me permittdo, Sr. presidente,
concluir por urna observacao phil"sophica,
provocada por vossa presenca nesta sala
de trabalho, eu direi, que duas leis oppos-
tas esto hoje em lucta: urna lei de san-
gue-morte que, inventando cada dia novos
meios de combate, obrga os povos a es-
tarcm promptos para o campo de batalha;
outra, urna lei de paz, de trabalho e de
vida, s se oceupa delivrar o hornera dos
flagellos, que o cercara.
Urna, s procura conquistar pela vio-
lencia, a outra se empenha em alliviar a
humanidade dos soffrimentos. Esta col-
loca a vida de eada hornera cima de
qualqucr victoria, aquella sacrificara mi-
lhares de vida a ambieo de um s ho-
rnera.
A lei, por cuju execuo nos nos es-
furesmoz procura, mesmo atravez da car-
neficina, curar os males produzidos pela
lei ta guerra : os curativos feitos peio rae-
thodo antisptico, preserva a vida a mi-
Ihares de soldados.
Qual das duas leis vencer a outra?
S Deus pode saber; mas o que nos po-
demos asseverar que a sciencia france-
za se esforca, obedecendo a lei humani-
taria, a recuar as fronteiras da vida.

C
CHROHICA JD1CIAR1A
Vtinta Csataierclal n cidade do
Reeife
ACTA DA SESSO DE 21 DE MARCO
DE 1889
PRESIDENCIA DO 11.1.M. SR. COMMBSDADOR ANTONIO
GOMES DE MIRANDA LEAL
SecreUiriu Dr. Julio Giiimar-s
A*s 10 horas /la manila declarou-se aberta a
sesso, estando presentes o? Srs. deputado? Ofil
to Bastos commendador Lopes Machado, Beltro
Jnior e Hermino de Figueiredo.
Lida, foi approvada a acta da sesso anterior
e fez-se a leitura do seguinte :
EXPEDIENTE
Um volume das di-cisoes do governo de 1821,
remettido pela Imprcnsa Nacional. -rchi-
ve-se.
Officios :
De Ib" do corrente, da unta dos correlores des-
la praca, remettendo o boletun das cotates oflR-
ciaes de 11 a 16 do corrente raez. Para o ar-
chivo.
inarios ofiiciaes de ns. 60 a 67.Sejara ar-
chivados.
Foraai distribuidos rubrica os seguintes Ii-
vros :
Diario de Fonseca Irmos c C, copiador de
Bailar, Oliveira 4 C, dito de Affonso Taborda
C, dito de Pinto Ferreira & C, dito de Fer-
reira Rodrigues & C, dito da Caixa Filial do
Banco Internacional nesta provincia.
O Sr. coracienlador presidente deu scieucia
i Juuta, que defeno as seguinles peticOes:
De Joseph Krause 4 C, solicitando o registro
da nomeaco de seu caixeiro Francisco da Rocha
Salgado.
De Sampaio Coelho 4 C, baixa no ex-cixei-
ro Miguel Lopes Guimares.
De Costa Ir.no, baixa no seu ex-caixeiro
Alfredo Jos de Castro.
Miguis 4 C, Pedro Maaoel da Trin ade,
solicitando registro da nomeaco de caixiiros.
DESPACHOS .
PeticOes :
De Antonio de Oliveira Maja, para que se de
baixa uo termo de responsabilldade e se facain as
competentes annotacoes de ter sido vendido na
praca do Rio de Janeiro, a 26 de Novembro ulti-
mo, como prova com a certido do tabellio
respectivo, o lugar de sua propriedade denoni
nado Xptano : declarando que uo recolhe a
carta de registro, porque o capito do referido
na\io ausentou-se pffQ lugar nao saltido, levan-
do conisigo dita carta. Satisfaga o parecer
fiscal.
De Jos Pereira Penna. para que se registre
a marca que adoptara para o seu comniercio de
cigarros, ra de S Francisco n. 15. Nada ha
que deferir vista do parecer fiscal, que ser
transcripto na acta e publicado.
Parecer fiscal
A pretenco do supplicante. ao registro da
marca que apresentou, collada na terceira pa-
gina desta fotha de papel por mim rubricada,
nao pode ser attendida, nao s porque nao ob-
servou as regras estabelecidas, como porque,
erabora as observasse, o supplicante tem certe-
za que dita marc i nao pode ser registrada, por-
ne se acna cancellada por forca do despacho
desta llluia Junta Commercial em sesso de 27
de Dezeaibro prximo passado. e que interpon Jo
o oupphcante aggravo para o Superior Tribunal
da Relaco, ete por accordao de 8 de Fuvereiro
Itimo, conlirmou por unanimidade de votos o
despacho da mesma junta.
Aflirmo que o supplicante tem intima convic
cao da deciso do Superior Tribunal da Relaco,
porque pagou nesta secretaria as cuitas penen
centes Tarda Nacional e enlregou o segundo
e terceiro exfmplares desta marca, que hoje
pede o registro, em observancia da referida de-
ciso, como rudo consta da act.. da sesso de
18 de Fevereiro prximo passado.
Secretaria da Junta Commercial do Reeife. t
de Marco de 1889:(Assignado)O fiscal, Julio
Gunorua.]
De Pereira de Azevedo Innus,. Eugenio Car-
deso &. C. Pontual 4 Roxendq^solicitando o re-
fialro de nomeaco de caj :-ada urna
parecer fiscal, cumpra-se o registre
De Adolpho Casimiro,. Guedes Alcoforado,
para que se registre o substabelec iraento da
procuraeo a;(eoinpanhia North.Braaian.Sugar
Factories, Limited, representada per William
WeirHai ao supplicante. Registro-sc.
De Virginio Soares Amaral e Jos Botelho
Tavares, para que se registre o documento re
ferente ao3 ordenados dos supplicantes como
caixeiros da firma desta praca Amaral A Irmo.
-Deferida.
De Manoel Fontan 4 C, da cidade do Macei,
para que seja archivado o contracto de socieda-
de em nome collectivo que sob dita tirina cele-
bra-un Jos CltlDentu Souto, Francisco Fontao
i? Jo- Romfto Souto com o capital de. .... -
88:724*777 para o coramercio de fazendas em
grosso e a retalho, commissOes e consignaroes
ra do Conselheiro Sinimb, da cidade de
. Archvese, na Horma da lei.
De Antonio Jos da Costa Araujo, para que
se registre a nomeago que pas.-ara a D Mariu
bilomeiia da Siha Viaiina, Jos Ferreira de
('.strq e Jannes Faustone para gerirem e aduii-
nistrurem seus negocios e nens. Regiitre-?e.
depois de satisfeito o pancer.
Da viuva Gongalvcs 4 Lorega, para qu I
baixa no registro da nomeaco de seu caixeiro
Jos Nica :io Alves. Pago o sello da: baixa
como pedem.
De Jos Antonio de Couto, dem quanto aos
caixeiros Jos Marques Damio, Jcs Bruno,
Amnelo dos Santos e Joo Flix Viera.-Como
requer.
Proferio-se c despacho-registre-seem cada
urna das seguintes petice solicitando o registro
da nomeaco de caixeiros de :
Jos Vili-lla de Castro Mariz
Fructuoso Coiicalves Ferreira.
Alves 4 Santos.
Casco 4 C.
Souza Oliveira 4 C.
Alexandre dos Santos Selva
Joo Vctor Alves Matheus 4 C.
Emilio Mrlme/..
OUt Teixeira C.
Miguel Archanjo de Seuna Santos.
Machado 4 Pereira.
Cuedes de Araujo 4 Filhos
Eustaquio C.
Hermes de Souza r'ereira & C. Snccessores
Carvalho Irmo C.
Bartholomeu 4 C. Successore
Andru'le Lima 4 Irmo.
A. S. de Lima 4 C.
Viuva de A. P. de Souza Soares.
Andr D. -autos.
Jos Autoriio de Souza.
Ferreira Irmo 4 C.
Joo Martins L*.
Soares v C.
Norouha 4 C.
Francisco C. S. Santos.
Cypriaoo 4 Baptista.
Antonio Fernandes 4 C.
Antonio de Souza Braga.
Ignacio da Silva Teixeira.
Antonio Pereira de Magalhes :
Joo da Fonseca.
Ferreira Irmo 4 (~
Castro Medeiros .< C.
Joaquim Antonio de Souza.
Kranklin de Vasconcellos Lima 4 C.
Chrispim Cellorrio.
H. Vogeley.
Fernandes Braga C.
Audr Affonso Filh .
Francisco J. P Guimares.
Jos Anlonio M. Guinaraes.
Viuva Goncalvcs 4 Lorega.
Jos R. t:iimaco da Silva.
Manoel J. G Miranda.
Nicanor Avelino Alves de Araujo.
Affonso Banks.
Augusto Reg C.
Jos de Araujo Veiga % C.
Antonio Dias 4 C, .
e Venancio dos Santos Rosa? evMiguel Car-
valho Neves por sen procurador, para que se
archive o distracto de sociedade da/urma Rosas
4 C, pelo qual fica o ex-socio I Venancio de
posse doesUbeleeimento de molhadtos sito ra
da Restauraco, tiesta cidade, n. 7 do activo e
obrigado pelo passivo da extincta sociedade. -
Seja archivado.
De Alfonso Oliveira 4 C. para que se ordene o
registro da nomeaco de seus caixeiros. Re-
gistre-se, satisfeito o parecer fiscal.
De E. Roberto C. dem. -Como requerem
topeta de satisfeito o parecer fiscal.
Nada mais hnvendo a despachar, o IHm. Sr.
commendador presidente encerrou a sessio s
U -i noras damanh.
COMUNICADOS
A questo da farlaba
A illuslre Associaco Commercial Benecente
de Peruambuco julgou que usava de um direito
legitimo fazendo causa coramum com os com-
merciantes de farinha de mandioca, e hoje, em
interlinbado, appareceu no Jornal do Reeife, pro-
curando em certo modo levar o odioso ao acto
de 21 lo corrente da administraco da provin-
cia, que impedio a exportaco da farinha, ba-
seando se na escassez do genero e na grande
especuLico que, em detrimento da populaco
menos favorecida da fortuna, eslava sendo pos-
ta em campo para soerguer os preeos desse
genero alimenticio de primeira necessidade.
A respeitave! corporaco, porm, labora n'um
equivoco, que convm seja desfeito. Confun-
de a especulaco mercantil licita, honesta, mo-
ral e moralisadora, com a que ostenta impavi.
dez nos meios postos em acro para artificial-
mente levantar os preeos dos gneros mais ne-
cessitosos ao povo, embera bata moeda sobre a
fome, sobre a miseria publica.
Aquelle commercio, o que se faz luz do sol,
pela franca estrada da permqja geral, sem dun-
da merece ledos os respeitos, todos os acata-
men'.os, toda proieceo do publico e dos poderes
constituidos: mas o segundo, o que sealiza
por iras da cortina das conveniencias mal defi-
nidas, o que busca os invios caminhos onde fal-
ta o sol da publicidade c o oxigeneo da vida
a liberdade bem entendida: este nao merece
tle certo os respeitos, acatamentos e proteceo
nem to povo, era dos poderes pblicos :.e por
lano nao deve merecer os disvellos da Ilustra-
da Associago Commercial Beneficente.
A' questo da farinha applica-se perfeit.iineii-
te a especulaco da segunda especie a que nos
referimos.
Nao ha duvida tle que a produeco da farinha
de mandioca decresceu e quasi se extingui no
Cear; cerlo tambera que, em consequencia da
procura desse genero, motivada pelos pedidos
vindos d'aquella provincia, subiram o preeos
desse genero alimenticio em Pernambuco: e fi-
nalmente ncontestavel que u presidencia dn pro-
vincia assistio silenciosa e quieta o esse movintenle
mercantil, achava-p perfeitamente legitimo e egu-
la,r. e nao julgara de nenhum modo preciso qual-
quer providencia para modificul-o n'um ou neutro
sentido.
Tudo isso real, evidente, inquesonavel
Mas ruleta ponderar que tudo isso ne deu e se
fazia honesta, leal, sinceramente; tudo isso
constitua o commereio licito que,nos referi-
mos. E. demais, as condices locaes noeram
anda tio crueis como depois se.ftpresenjAi-ara.
Effcclivaraente, a secca,* que lavra no Ceari,
afflige tambera o Rio Grande do Norte, a Para-
byba, as Alagas, ^ergipe, Baha e Efpirito Sa,n-
to; e a provincia de Pernambuco,, copartioipe
as calamidades dessaordera em todQ os lem-
po?, nio poda ficar impun/ de3laJajia.'.Poii
pois, assallada pelo-mesnro.mal, que, se a prin-
cipio; nao produzio effeitos tao damnosos como
no Cear, por ultimo vai se fazendo sentir de
modo terrivel, na falta de genero? alimenticios,
com-.eipecialidade da farinha de mandioca.
E' isso o que referem as noticias que diaria-
mente ehegam do interior'da provincia. De to-
dos os pontos da zona da matta, onde se planta
mandioca e se fabrica farinha, manda-se dizer
em correspondencias dirigidas ^piprensa : os
gneros alimenticios sobem de preco todos os
dias, ha grande falta ds farinha de mandioca,
os royados tle mandioca, esto extinctos em con-
sequencia do sol abrazador do^ ltimos mezes
Ksses repetidos clamores cnamaram natural-
mente a Uuncio da presidenoia da prtvinoiiuj fe
quem" compre velar pela alimentario panuca,
para a questo da farinha, est re lamen te .ligada
a da -aude e tranquilidade publiras. e pozeram
de -iobreaviso o digno administrador, 'que nao
podia ler indifferente sorle do novo, para
quem a farinua de mandioca alimento indis-
pensavel.
Estavam as cousas neste p, quando foi S.
Exc. sorprehendido pela noticia, que Uve tle
lerem sido despachadas para fora da pro\incia.
no dia 20 do corrente, fi:.'>14 saceos com fari
alia, e de terem sido negociados alguns milha-
res mais para igual lim, oreando entretanto o
deposito nesta prara em 15:200.sacros, ao pas-
so que no Cear montava a 37j000.
Por oulro lado, soube S. Exc. que, tundo sido
.os preces do genero em Janeiro de 2*800 a
4*600 e em Fevereiro de 4*600 a 5*00!, eleva-
ram-si; em Margo at 81500 por sacra no com-
mercio de grosso trato, ao paso que, retalhan
do-se nos dous primeiro; mezes, no mercado de
consumo, de 200 a 400 res a medida de 5 litros,
elevou-seem'Maico de 600 a 1*000.
0 que cuinpna fazer a administraco i Que-
dar-se ndiuerente ante a especulaco descome
didu, que rocava pelo commercio menos licito
Deixar que o povo de Pernambuco. ?oTre.-e
como cameiro o tosquiameulo inglorio que I lie
estavam fazendo os negociantes' de farinha da
ultima hora f
Ninguem o dir de boa f, mxime sabendo-
se o que vamos referir, e de que naturalmente
teve coiihecimento o Ilustre administrador da
provincia, pois que historia j hoje sabida por
muitos, que, como nos, ouviram-n'a de pessoa
competente. Eil-a :
0 digno presidente do Cear, lulando com a
enorme caresta da farinha de mandioca alli, e
pretendendo. como era de seu dever, supprir
desse genero a populaco faminta por pregos
mais mdicos, lelegraphou urna imprtame
casu commercial desta cidade, pedindo-lhe para,
por conta da mesma presidencia, comprar fari-
nha e remetter Ihe.
O ehefe dessa casa commercial tentou alguns
passos para esse fim, e foi um d'elles, segundo
nos informaran!, entenderse com o agente aqu
da Companhia Brazileira de Navegaco para o
embarque do genero, tendo em resposta nao se
poder efectuar a remessa no prmeiro paquete es-
perado do sul, por falta d; acrommoducties, que
'statam tomada.
Entre'anto, a notici; tas ordens do presidente
do Cear divulgou-se no dia 19 ; os especulado-
res atiraram-se lien no pensamento de com-
prarem toda a farinha existente no Reeife e a que
por meio de agentes podessera adquirir as fei-
ras prximas e remetlercm-n a para o Cear por
conta de negociantes d'alli, e assim manterem os
pregos queesse genero estava dandana Fortale-
za : '. como ficou dito, simiente ne dia 20 fo-
ram despachadas 6:514 saceos de farinha !
Nao ficou, pois, clara a cspeculago violenta ?
Restava duvida de que o commercio da farinha
sabira da phase de honestidade em que a prin-
cipio se mantivera ?
E era raaoavei que, seienie do> tactos, intei-
rado das profundas uiodilicaces que sobrevie-
ram situago do interior da provincia de Per-
nambuco, e das notaveis alterag5es produzidas
artificiosamente no mercado da farinha no Re-
eife, a presidencia da provincia cruzasse os bra-
cos e deixasse que a fome atormentas se o povo
para satisfazer os gananciosos que especulavam
com esse genero de primeira necessidade f
Cmas e outras alteragOes e modificagoes foram
de certo qoe determinaram a portara de 21 de
Margo corrente, em boa hora expedida para evi-
tar que o povo viesse a pagar por prego exorbi-
tante n que d'antes comprava pela quarta parte
dos pregos a que chegou a farinha de mandioca.
Diz, entretanto, a illuslre Associago Com-
mercial Beneficente que para obter da classe
commercial qualqucr liraitaco a sua liberda le
legal em falta de lei nova que a restrinja, a
Associago Commercial o canal competente, o
intermedio nico oflicial,conhecido e admissi-
vel..
Ainda aqui labora n'um equivoco a digna re-
presentante do commercio. A administrago,
sem duvida, tem ouvitlo repetidas veses a sua
opinio a respeito de negocios que interessam
ao commercio, c sernpre o faz com satisfago
que nao tem oceultado ; mas nada a impede de
prescindir dessa audiencia quando se julga,
como no caso da farinha, sufficientemente infcr-
mada, j pelos meios omciaes, j por pessoas
competentes
N'isso nao ia prova de desconsiderago, tanto
mais que, no ciso em questo, propalada a no-
ticia dessa audiencia, tarda viria a provideneia
administrativa, pois sem duvida toda a farinha
existente no Reeife teria tempo de sabir barra
fra, e ficaria o mal que a mesma portara teve
em vistas obviar.
Nem'ponse a Ilustre corporago a quem res-
pondemos, que S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia,"quando o procuraran! alguns raembros
dessa corporago para trataren! com elle do as-
sumpto, nao comprehendeu que tinha em sua
presenga a directora de una instituigo social,
cuja existencia tem sido tantas vezes oflicial-
mente rccorAecida pelo governo, e de modo hon-
rosissirao e estivesse tao preoecupado com a
elevuco do prego da farinha e com os especula-
dores que tomou os membros da directora
como outro tantos interessados na especulocao,
socios ou agentes d'ella.
Nao : 8. Exc. sabia perfeitamente com quem
tratava. e recebeu as pessoas que o procuraram
com a mesma cordialiade com que recebe e tra-
ta todos que vo ao palacio presidencial. O que
S. Exc. fez, foi declarar positiva e terminante-
mente que nao alterara a deliberago j tomada
em relago farinha, dizendo que estava infor-
mado da especulago menos decente que estava
sendo feita.
Isso nao se podia referir Associago Com-
mercial Beneficente, cuja misso nao e de certo
proteger o commercio menos regular, Refera-
se aos que estavam especulando com a fome do
povo cearensee pernambucano. Pelo que, foi des-
cbiila, especialmente nos termos em que foi fei-
'a, a reclamaooo que al lude a illustre corpora-
co, j
Em face dessa reclamago, diante dos termos
pouoo commedidos em que foi produzda, S. Exc.
fe oque todo o homem honesto faz quando v
mal-raterpmtada ascuas palavras : reagio
pessoa que. se.refere a Associago'nao trepiaou
em fazer monte liononabie, explicando-se^e todos
se retirando sem queixas.
Manteve, pactantoj a^ portaria que estava lavra-
tla c foi publicada, sendo communicada para a
corte e para a provincia do Cear. cujo presi-
dente disse ler sido ella medida acertndissimn; o
que prova que a especulago de que cima faM a-
raos transtornou os planos que aquelle admins
trador procurava executar e as ordens que para
a compra da farinha^dera referida casa com-
tlepci ul de Pernambuco.
Niiii se diga-que a publicacSo d'essa portaria
pela imprensa prodnzio efleilo coutra a illuBtrc
Associag 5o Commercial Beneficente, jwr quanto,
expedida a portaria qnem de direito; produzio
ella iinmediatamente os seus naturaes effeitos,
sendo suspensa a exportago da farinha, faci
que som perda de tempo espalhou-se pela cida-
de. antes mesmo rue a imprensa o livesse noti-
ciado.
Foi em viilude d'esse derrame de publicidade
que o proprio povo faz, que, elle, quercndo#con-
trabalangar o effeito da reunio da Associago
em jsumpto de immediato interesac do mesmo
povo, reuoio-sc em nvetinq. do qual sabendo
a administrago pelos boletins distribuidos, (o
mou-tadas as providencias, que, em taes casos,
se toma, para evitar perUirbages da ordem.
Assim, pois, inexacto que a administrago
de qualquer modo deturpasse a intengo da As-
sociago i oraraercial Beneficente, e tambem
inexacto que tenha exposto a desconsiderago
publica a intervengo da illustre corporaco no
negocio da fannha.
Sao esses uns castellos adrede levantados so- J
bre areias movedigas e que nao resistem ao so-
pro da opinio publica. Esta j se fez na ques-
to da farinha, e fez-se em pro de quem se collo-
cou do lado do povo, procurando a seu bem es-
tar, pugnando pelo seu interesse. que nessa
questo conlr.ipoe-se ao d'aquelles que especu-
lara com a fome e com a miseria publica.
Voltaremos para seguir as pegadas da illaslre
corporago, que em m hora quer esposar to
ra causa : e, deploraudo a sua attitude, que
alias reconhecemos, Hlha da sua posico no com-
mercio de Pernambuco, pedimos-lhe venia para
dizer-!he que nem sempre noblesae oblige.
0 commercio, as raias do honesto, merece de
certo todos os disveilos todos os respeitos, toda
prolecgo. Fra dessas raias, nao. E quando
especula com a fo:ue e a miseria do povo. os po-
deres constituidos teem o dever de proteger a
esle.
Assim pralicam todos os paizes civilisados.
WiLSON.
A deni.sso de gearo de Dr.
Ambrosio Mackadeda C uaha
Cavaleantc.
A comarca da Victoria foi declarada especial;
o governo imperial entendeu que devia 'nomear
juiz substituto outro que nao aquelle que exercia
alli o cargo de juiz municipal; a imprensa desta
cidade 'em peso nao ergueu altos brados para
elogiar o ex-juiz, or. Luiz Caldas Lins, e dizer
urnas tantas cousas ao illustre chefe do gabine-
te de 10 de Margo ; d'ahi, o Dr. Ambrozio Ma-
chado da Cunha Cavalcante, acceso em iras, a
surgir na imprens para realisar aquillo que esta
noquiz fazer.
Estamos no caso do Dr. Ambrozio
Urna vez que niaguem at agora se poz por
diaute das tempestades de que veio pejado o
artigo por S. S publicado no Jornal do Reeife de
23 do corrente raez, vamos metter hombros a
esse improbo e arriscado empenho, nao para te-
er elogios ridiculos, nem amontoar descompos-
turas e improperios, mas para fazer urnas con.
siderages que aquelle artigo est desafiando.
As mutages rpidas e bruscas tra seus riscos
e inconvonientes, principalmente quando se trata
de individuos. Tanto assim c que no theathro,
onde os espectadores assistom com frequencia a
taes mutages, o actor que est representando
um papel serio faz, s vezes, vonlade,' de rir s
gargalhadas, pelo laclo de ler no acto anterior
representado um papel de garto,
Guardadas as differeogas, o Dr. Ambrozio est
n'esla posigo. Todos, como nos, esto to pouco
hebituados anda ao recentissimo republicanismo
de S. S.,que, sem tomarem folego, correm os
paragraphos e periodos do seu artigo a procura
da palavra ou phrase que denuncie a irona de
seus conceilos republicanos ; e S. S. mesmo esl
to pouco traquejado na nova escola, faz uso das
chapas republicanas com tanta indeciso e aca-
nhamentq, que nao tem ares de um verdadeiro
republicano, parece quando mnito, um republi-
cano de 13 de Maic.
Entretanto, forgoso acreditar na palavra hon-
rada de S. S. O Dr. Ambrozio ]republicano, elle
o diz. Si foi o patriota que estudou coscien-
ciosamente a marcha dos uegocios pblicos de
seu paiz; si foi o homem de letras que bebeu
methores ideias e opinies nos Iivros e no estu-
do: si foi o ambicioso que se revoltou por fim
coutra os embaraces que se tm posto por dian-
te de suas ambiges: si foi, finalmente, o senhor
de engenho que, revoltado por ter a monarchia
dado liberdade aos seus escravos, dos quaes era
mais que Imperador, mais que Re, porque era
senhor, quer agora, quando as ideias generosas
nao podem mais cauzar-lhi- prejuizo, pregar na
repblica : liberdade', iguaUlaie e fratermnadade ;
nada temos que ver com isso ; o Dr. Ambrozio,
ou de outra data qualquer, ou de 13 de Maio,
on por patriotismo, ou por conviego, ou por
amor variedade, ou por despeito, republica-
no, est em seu pleno direito.
Nao se lhe pode mesmo eslrsnhar que tenha
aproveilado a primeira epportunidade para, como
tal, exhibir-se publicamente. As aptidSes de
S. S. seus legtimos desejos, talvez de attingir
s mais eminentes posiges. de ser chefe. at.
foram to pouco aproveitados e attendidos pelos
partidos polticos da monarchia, os quaes deixa-
ram-lhe os meiecimentos no mais completo ol-
vido no fundo de Gaipiti, que ninguem levar a
mal que S. S.. penetrando agora nos arraiaes
republicanos, para conjurarjn'ovas injustigas pro-
cure pr-se em evidencia.
Esl ainda no eu direito.
O que, porem,,sabe fora de todas as regras
do justo e razoavel a imposigo que. em nome
da repblica, quer faser o Dr. Ambrozio mo-
uarehiu. forgaado esta a urna tolerancia de tal
ordem para com os republicanos, que seria
baixeza para estes, .si a aceetassem. efraqueza
para aqunlla. se a praticasse.
Seja razoavel, seja lgico o Drt Ambrozio;
desgoslou-se da monaregia, sentou praga na re-
publica, e. se agora o governo imperial se lem-
brasse e conferir-lue uuwhonra, alguraa raga,
qaalquer titulo, se pretendess dwv-lhe -quaquer
commisso.oiianprego, estamos .certas de QX'
S. S. na Goeitura ; era o nico preceditWBto
eneeto, er.i urna questo de dignidade. Seu
digno e respeitavel cunlic.do. o Sr. coronel Mar-
cionillo, em outro tempo e com outras ideias,
tendo respetosamente na mo seu grande cha
pc esta provincia o imperador, conversava famat,
mente com o augusto viajante, como se ti*se
encontrado algum vclho camarada. morador
u'algnm do engealios visiljos, a'aquehe toe
chao e com aquellos modos sem cerimonia que
todos lhe conhecem; cora o correr dos tempos.
dessas lempos de liberdad e abolicionismo, des-
gostou-se tambem da monarchia, que nem a
menos, procurou pnender-lhc a lealdadc en al-
guina grafa ou titulo, e com cerleza recusara
boje urna ou outra cousa, si o governo imperial
h'as quizesse dar.
Nao seria de esperar outro nrocedimenlo desse
cavalheiro.' /
O Dr. Ambrozio nao pode tef urna contestagio
pura eslas affirmages que acabamos de fazer;
e, em taes condigoes, comu prega a opinio de
que o Dr. Cuidas Lins, de quem S. S. sogro e
que lilho do honrado coronel Marcionillo,. am-
bos republcanos da mais altaquaificago, n'este
momento propagandistas e e.-npenhados na vic-
toria de suas novas crengas po.iticas, o que im-*
portar a queda, o desmoronamento da actual
oni.'in de cousas, da monarchia, erafim; como
prega, dizeiaos, que o Dr. Caldas Lins, mesmo,
sendo republicano como seu pai c seu sogro.
devia ser mantido n'um cargo de confianga pele
governo geral"? Deviu cenlinuar, com os repur
sos que esse cargo lhe da va e cora o prestigio
e auctoridade que d'elle lhe provinham, a>fa*er
guerra s instiluigCes por amor das quaea lhe
erara dados esses recurso-, esse prestigio eessa
auctoridade/.'
Nao ha morahdade nem lgicaemsemelhaute
oninio. O Dr. Ambrozio nao deve querer para
seu genro uin procedimento que S. S. nao tetia
em idnticas circumstancias.
E' verdade que o Dr Ambrozio por hj'po-
these udmittio que seu genro fo'se republicano,
e declnrou que, ao contrario, ;elle nao o era;
mas. d'ahi e rauis de uns elogios que fez ao cx-
ui/. municipul da Victoria, tirou pretexto para
ver no acto que designou outro que nao este para
juiz substituto dessa comarca, declarada espe-
cial, urna cousa mostruosa, um:: demissSo, que
nao, apreciando-o n'um tora c n'uns termos que
fazem suspeitar que seu artigo foiescripto n'um
momento de agitago..
Isto nos forgaa urnas considerages que se re-
feren! ao Dr. Caldas Lins, das quaes nos ahste-,
riamos com prazer, si a isso nao nos tivesse ar-
rastudo. mais a imprudencia de seu digno so
gro, que entendeu dever discutil-o, do que acto
propriamenle seu.
Sabemos que o hornera ordinari*mente o
joguete de seu proprio temperamento, do qua-
se faz frequentemente escravo; sabemos mais
que o Dr. Ambrozio, apezar da cultura do seu es-
pirito c do alevantamenlo de suas aspirages,
obedece demasiadamente, sem resistencia possi
vel, as vezes, s impetuosidades do seu carc-
ter e aos arrebtamelos do seu genio, tendo
alm disto urna rara forga communicativa que
arrasta irrresistivelmente seus amigos a iguaes
sentimentos.
Quando se trata de uns certos acontecimeutos .
no dominio dos-qnass -a>preponderancia esix-
mais cabega que ao corago ; quando se trata
por exemplo, de urnas cleiges muito disputa-
das, caprichosas, ensanguentadas, taes qualida-
des e sentimentos, ainda mais adubadss com
um tanto de egosmo, sao, se nao perfeitamente
justiticaveis, ao menos de certo modo expi*a-
veis. Amigos .. amigos... Ha momentos na vi-
da em que a satisfago dos proprios odios vale
mais que tudo !
Mas, ha outros acontecmenloe e situages em
que o corago impe mais que a cabega, 'por
amor dos quaes \ibra urna corda to sensivel.de
nossa alma, que toda a resistencia irapossivel.
era taes cotijuncturas o egosmo foge espavorido-
Em urna de taes situages acbou-se agora o Drj
Ambrozio com a nomeaco do juiz substituto da
comarca da Victoria ; mas o Dr. Ambrozio com
certeza um horaem excepciocal ; pouco se lhe
deu de expr seu genro a una discusso incon-
veniente ; aproveilou a primeira opportunidade
para uina exhibigo de republicanismo, para dar
arrhas de neophyto dedicado, e sacrificou um pe-
dago do proprio corago, seu quasi filho.
Nao queremos ser mais realista do que o re,
e, se o Dr. Ambrozio nao hesilou em retrahir o
seu estoicismo at o sceulo cm que o pnmeiro
Bruto condemnou seus proprios filhos, presidin-
do impassivel execugo, nao seremos nos quem
por considerages que nao abalaram o animo d
rigiio e moderno republicano, evitemos a dis- -
cusso a que arrastou a pessa de sed genro,
Foi urna injustiga que brada aos cos, foi urna
cousa monstruosa, umactoJpeguc>ioari/, aquel-
le em viilude do qual deLxou de ser juiz subs-
tituto da comarca da Victoria o Dr. Caldas Lins,
insinan'uns pontos, e diz claramente em ou-
tres o Dr. Ambrozio. Esse mogo, .como juiz mu-
nicipal, teve bom procedimento e cumprio be
os seus deveres,accrescenta ainda seu sgro.
Deixemos de parte o attestado d Dr. ebo
Bernardo de Magalhes; nos sabemos, todo*
mundo sabe, que o attestado, hoje, urna m-
vengo destinada a por em torturas o espirito o
mais rseto. a accender ludas entre a justiga e a
condescendencia, entre a severidade e a corte
zia; e ros conhecemos a delicadesa de trato da-
quelic honrado e intelligente magistrado.
Nos sabemos o que ser pai, e como que os
olhos deste vm os filhos; e com olhos taes
que o Dr. Ambrozio ve seu genro, o Dr. Caldas
Lins.
Nem se lhe faga disso um crime; nemalj
tinha o direito de desvial-o desse modo de^
Quem que tem bastante friesa de aniri
bastante inconveniencia e ctueldade, pata des
fuze: as illuses de um pai, dizendo-Ihe verda-
des que vo destruir sem piedade um juizo ca
ripiosamente formado-pelo amor paterno, pelos
extremos e pela cegueira de quem se rev n'u
ma parte de si mesmo *
Quem sena capaz de dizer aODr. Ambro.
magoando cora o mesmo empuxo 6eu d^gin
cunhado o coronel Ma.cionillo :o amor de pai
os est induziudo a erro', esse seatimento i
mpoudo silencio, est ueutralisaodo a vossa in-
couteslavel competenc.a, porque sois umjub
muito habilitado : o ex-juiz municipal da Victo-
ria desde a Academia al hoje tem se descuida-
do bastante de si; ao tem a vossa decisao e
encrgia, e, tendp encontrado em seu caminho a
linda divisoria que corre entre a mediocridad.
e o talento, acobardou-se e nao teve cora
para lianspol-a ; fechei os olhos de paiabr
de juiz imparcial, porque ets diunte do pi
I
I
I
i v.
f

I
U








I

I
I
1


Diario de PemambucoSexta-feira
Mar^o
eo, um grande tribunal, e, urna de duaa, oa jul-
giis comojui. ouabstende-vos de jalgar.
Quem sera capaz disto.? Nao o {aremos nos,
e apesar do protesto de aceitamos tima (hscus-
s&o provocada imprudentemente por quera de-
viaevital-a,recuamos emtempo, limitando-nos a
oppdr ao allegado cumprimento deveverts a quei-
xaMas partes do foro da Victoria, as quaes ti-
aotm necessidade de vencer doze leguas de ca-
minbo, seis de ida e seis de volta. para ebter
menor despacho, porque o ex-juiz muoicipaj
aquella comarca resid seis leguas distantes da
sede delta.
Deixando este ponto de que acabamos de nos
ocenpar com[o sensivel constrangimento de quem
discute un assumpto antes imposto que escolla-
do, paseamos a outro no qual o Dr. Ambrosio
Bai tambera de todas as regras do justo e rsoa-
vel.
O conselheiro Joao Alfredo, o Ilustre chele do
gabinete 10 de Marco, ainda ha pouco tempo
considerado e acatado pelo Dr. Ambrosio, que
nao duvidava ter cora elle conversas intimas e
cnlidenciaes e que d'elle nenhuraa offensa pes-
soal recebera, convertido da noite para o da,
depois da libertaco dos escravos c da conse-
qnente repblica, em bode expiatorio de um acto
que nao emanou directamente d'elle e que desa-
grado ao ex-senhor de escravos, o actual repu
bfano. E' urna chava de improperios, de apo-
dos, de quanta palavra offensiva o Dr. Ambrosio
acbou mo, de quantos juizos desfavoraveis lhe
acudiram & imaginaco, cabio sobre a cabeca do
illostre e honrado estadista I
Este facto nao natural; urna asitnco que
vesse dictado aquelle amontoado de asperezas
e injustos conceitos nSo tea dado tempo a que
o artigo se concluisse ; antes disso o papel es-
tara em tiras, a penna quebrada, o tinteiro der-
ramado, livros pelo chao, tudo pelos ares e em
desordem; o Dr. Ambrozio devia ter tido um
motivo justo, poderoso ; nao nenhuui louco,
oenbum possesso, que se ponha a dar pancada
c a morder no primeiro que lhe desafia a gana;
o facto deve ter por forja urna explicaco.
A necessidade de mostrar para quanto presta,
como republicano, atacando a monarchia em um
de seus vultos mais prominentes f Nao cri-
vel; o Dr. Ambrozio, julganJo necessaria essa
aova, fara injustica a si mesmo.
Para por por trra a situacao poltica ? NSo
provavel, porque o Dr. Ambrozio sabe que o
partido republicano nao est anda em condicOes
de assumir a goveroacao do Estado, e, vendo
sabirem os liberaes, pode ser tentado de sentir
arrepeodimeittos por ter apressado o salto para
a repblica. ,
Por despeito pela nomeacao do juiz substituto
da Victoria, com pretericao de seu genro 1 Nao,
porque, alera de que a aggress&o nao estara em
propongo com o movel que a bavia determina-
do, o l)r. Anibrozio j contava com o facto, ten-
do at querido consultar o scu genro no pedido
de demissao.
Por causa da libertaco dos escravos ? Si as-
siffl fosse, o Dr. Ambrozio nao adiara refugio
em partido algum, nem mesmo no republicano ;
todos concorreram para aquelle acontecimeuto ;
salvo si a repblica do Brazil est dividida em
dnas repblicas differentes, urna anterior e ou-
tra posterior lei de 13 de Maio.
Para comprometter seu genro e seu cunbado,
c assim lirmal-o no pensamento e uus ideas
rajnbhftMa*^ ^, -^
inda menosTporque o'r. Ambrozio bem sa-
be que, as vezes, as conveniencias polticas po-
dem levar um hornera a comprometter, a sacri-
ficar amigos a fazer d'ellcs urna hecatombe, e,
ais tarde, por amor dessas raesraas convenien-
COMERCIO
Revista do Mercado
Recipe, 28 de mar, o de 1839.
No mercado de cambios foi pequeo o movi-
mento-
Na Bolsa forara negociadas 49 lettras hypothe-
carias com o descont de 1 *'..
Honre vendas de alguns lotes de agurdente.
Bol
cas polticas, banquefta-se com os assassinos
d'aquelles..
Para tirar a forja ao chefe do partido conser-
vador delta provincia, preparando assim a der-
rota des candidatos conservadores na prxima
eleico ?
O Dr. Ambrozio bastante versado em cou-
sas polticas, sabe muito bem como falham os
clculos em eleicoes, para que se vesse delga-
do levar por aquelle intuito. Elle j vio nau-
fragar sua incontestavel influencia na guerra
movida candidatura de mu prente ainda rau-
goado pela morte trgica do Baro da Escada,
sacrificado por outros e por ees eequecido.
Elle j surgi no segundo dtstricto eleitoral des-
ta provincia com a legitima aspiracSo, para a
qual tiuha os melhores ttulos, de derrotar o Dr.
Jos Mariano, e, entretanto, a injustica do elei-
torado respondeu-.lhe cora roca duzia de votos.
Nao, nao ha explicaco conhecida para aquelle
facto ; e, ou nenhuma existe effectivamente e
forjoso confessar que Homero dormitou, ou
existe, e o Dr. Ambrozio tem motivos para man-
tel-a em reserva e cumpre respeitar os escr-
pulos de S. S.
NSo realmente, senao desarrazoando, ou
tendo motivos muito ponderosos, que um bo-
rneen, como* o Dr. Ambrozio, faz um crime con-
tra o conselheiro Joo Alfredo das proporces
de sua estatura physica, e o chama por isso :
criaturinha enfexaia e caehetica. E' como si a
injustija dos tiomens, a ma voutade e outros
sentinentos pequeos levassem a sem razo e
o mo gosto ao ponto .de applicarem, como j
tem acontecido, a bomens de bella estatura, bem
apessoados e corpulentos, corados e rubicun-
dos, aquelle rifao pesado e descortez que diz :
honuin grande, beta de pao.
So por taes motivos o Dr. Ambrozio poda tes
sido levado a encher o seu artigo com orna his-
toria relativa poltica das Alagas, e sem ne
nhuma re lacio com o facto que o trouxe a im-
prensa, historia que veio gerar em nosso espi-
rito nova perplexidade.
Nada teria dito o conselheiro Joo Alfredo de
tudo quanto se contera n'essa historia ? Nao
provavel, porque seria preciso admittir que o
Dr. Ambrozio bavia commettido o feio peccado
da mentira.
Teria dito alguma cousa. muito difireme da
historia contada, e agora baralhada, por forga
do lapso de tempo decorrido, pela memoria do
Dr. Ambrozio, trocados e alterados aconteci-
mentos c nomes T E' possivel. o mais pro-
vavel.
Teria effectivamente o conselheiro Joio Alfre-
do, levado por urna conlianca mal depositada,
feito no sentido dessa historia urna confidencia t
Nao e eremos, tanto mais quanto para acredi-
tal-o, seria preciso reservar para e Dr. Ambro-
zio o papel de desleal.
Teria sido inventada a historia, eoiu o liui de
indispor contra o conscllieiro Joo Alfredo al-
gn) dos seus amigos polticos I Muito menos,
porque ento o papel que (Varia ao Dr. Ambro-
zio seria o de intrigante.
Nao, nem mentiroso, nem desleal, nem intri-
gante ; a memoria do Dr. Ambrollo o lhe in-
lid na reprodueco de uns tactos que provavel-
mente lhe foram referidos, e a ausencia de cal-
ma com que, talvez, escreveu o scu artigo adul-
terou-os anda mais.
Ausencia de calma! cora certeza, ausencia de.
calma! Nao vesse esta abandonado o espirito
lucido do Df. Ambrozio, e o ti nal do .seu artigo
nao nos teria i'eixado boquiaberto, contemplan-
do a posicao trgica de S. S.. de bracos cruza-
dos, segundo imaginamos, de cabeca erguida.
neto voltada para o lado esquerdo, as pernas
lirmes, o busto hirto, o olhar terrivel e ameaca
dor, atirando um detprtzo solemne contra o pre-
sidente do cooselho, sem ter dado motivo; que
justifleassem tanta ira; eameacando a monar-
chia braiileira, na pessoa do seu primeiro minis-
tro, com um vereador republicano eleito n'um
recanto do imperio.
Nao o vesse abandonado a caima, e linda
agora, em vez de atirar um remoque ao Biimark
caricato dt Goyanna,estara calado e tranquillo,
sonhando com a fufara repblica do Brazi:, por
entre os cannaviaes de tiaipi.
IlCuACLITo.
PDBLICACOES A PEDIDO
Em flagrante
Os partidos apoderam-se da arma que o des-
peno forneceu, sem indagar o grao de torpeza"
de semelhante recurso, e do sem o menor es-
crpulo curso ao nefando producto de urna alma
anda mais nefanda.
Quando, nao ha muitos das, escrevi estas li-
nbas, certameme estava bem longe de suppor
que muito cedo teria urna demonstracao palpa
vel, evidente e inconcussa da veracidade dellas.
Um espirito que besitasse, j hoje nao tem mais
a mnima razao de duvidar, depois das seguin-
tes palavras da Prorineia de 24 do correnti-, um
dia depois da publicacao de u> artigo do Sr.
Dr. Ambrosio Machado da Cunha Cavbante :
Que bella resposta aos que nos apavoravara
com os resultados da abolico, inclusive o Sr.
Joio Alfredo; que entenda decer-se mandar bus-
car os escravos refugiados no Cear para restituH-
os a seus senkores I
Essa inclusao despropositada do Sr. JoSo Al-
fredo entre os terroristas da abolico. d a
medida da falta de escrpulos com que os nos-
sos partidos, para fazer opposieio, hincara mo
da primeira arma que encontrara.
Ira dia o Sr. Ambrosio traz a publico una
conversa intima c logo no dia seguinte a ivrin-
cia utilisa-se da arma traieocira que o despert
tbrneceu!
Eis as proprias expressocs do Dr. A. Ma-
chado :
- Basta dizer que era casa do meu cunhado
BarSo de Utinga, o Sr. Joo Alfredo diante de
mim e de varios agricultores que ai se achavam,
disse que um governo raoralisado e hoiicto, fos-
se elle qual fosse (1), a pnmeira cousa que de
via fazer era mandar restituir os escravos rou-
bados que estavam no Cear a seus legtimos se-
nbores.
As palavras da Proiiucia, muito parecidas
com estas outras do artigo do Dr. Machado, re-
velara claramente a origem, fonte de urna tal
insinuacSo.
Ninguem at aqui liuha dito cousa igual do Sr.
Joo Alfredo. Foi preciso que o Sr. Ambrosio,
useiro e viseiro em publicar as opinioes man
festadas em conversa pelos seus ex-amigos,
quando julga que ellas pudem duscouceitual-os,
viesse imprensa; e como os artigos de S. S.
nao valem muito mais do que as publicacftes dos
Corgas e Napolees, enlendeu a Provincia dever
dar enrso muito agradavel e conspicua revela-
S5o do Sr. Dr. Ambrosio r.a priraeira opportuni-
ade, e fl-o. Mas fi'l-o dispanitadamente.
O Sr. Jeio Alfredo collocado entre os terro-
ristas da abolico I!
E porque :' Porque o Dr. A. Machado disse
que !>. E\c. di&sera albures que um goveruo rao-
ralisado mandara entregar os escravos roubados
aos seus senhores.
E nSo vi- o menino Sr. Ambrosio que entre o
abolicionista que reprotava as levas de escravos
fgidos e o que as promova, ha souientc. o
bairrismo do pernambucano que va de par com
desorganisayno do tninalho a exportaro de
trabalhidores de urna provincia em que era ge-
ral a grita da falta de bracos ? I E nao A o Sr.
Dr. Machado que entre o abolicionista que rc-
provava os meios illegaes c o que prope a lei
da abolico nao ha riilVercnya, emquanio qne de
monarchista a republicano vai um abysmp; ou
iuerer antes redusir o Sr. Joo Alfredo as en-
esadas proporgOcs'e S. S ?!
Baldado ir.tento t
Em verdade o que vale um artigo do Sr. Am-
brosio ?
Nao pode subtrahir um ceitil, siquer, do.cuu-
Keito que gosa o conselheiro Joo Alfredo ; norfi
o pedestal em que S. Exc. se
que me re
de leve ofrende
aclia collocado.
O que que se ve nesse artigo a
firo?
Urna intriga surda em que sao envolvidos os
Mebdoocas de Alagoas ; urna declaraco que nao
um achado, porque as opinioes do conselheiro
Joo Alfredo, com relaco ao trafico de escravos
fgidos, j eram conheeidas.
Ora, ninguem ha por ahi que duvide da Unce-
ridade com que o Sr. Dr. Gomes de Mattos. se
riedicou eraancipacao dos escravos ; todava o
Sr. Gomes de Mattos nSo anmava e nao concor-
dava mesmo que se promovesse a fuga dos es-
cravos ; o que elle fazia era dentro do terreno
legal, e consta-me que leve momentos de voltar
se para o Sr. Joo Ramos e pedir-lhe que nao
eompromettesse a causa com as repetidas levas
de escravos.
I Eis aqui como se pode ser graHde abolicionis-
ta sem comtudo adoptar os meios illegaes.
O Dr. Alno Meira, correligionario do Sr. Ur.
Ambrosio, fez conferencias abolicionistas, dis-
cuti com prolidencia a questo da lilracao des-
conhecida. e entretanto ainda hoje recontece
que o escravo era urna propriedade pela qual
di/firilmente se poder contestar o direito de indem-
nisacao.
Parece-me que tambem S. S. nao era dos que
aniniavara o trafico, desde que aiuda hoje repro-
va o mado como se fez a abolijo!
Poisbera: o conselheiro Joo Alfredo, chefe
do partido conservador, proftigou da tribuna do
Senado o trafico de escravos fgidos.
O que ha de extraordinario nisso ?
Conservador, era esse o scu dever ; abolicio-
nista, podia fazel-o, desde que possivel querer
o~ Bus -era querer os meios.
Copio conservador o seu terreno era o da or-
dem e da legalidade; como abolicionista era-lhe
licito escolher os ineics.
Cu. pelo menos, nSo admitto o aphorismo
to OS filiS.
Quanto aos Mendoncas, pondo de lado o que
ha de intrigante no artigo de Sr. Ambrosio, o
que se v que mo grado a guerra que Ihes ti-
zeram os Srs. Visconde de Nictheroy, Joo Al-
fredo e Baro deCotegipe e apezar da opposigo
dos presidentes Drs. Remulo, .Joo Thom, Pas-
tos Miranda, Joo Vieira, Ainphilophio, etc., elles
poderam mandar representantes ao parlamento;
o que nao conseguio fazer o grupo que tinha a
proteceo official.
Assim pois, o que. o Sr. Joo Alfredo fez, foi
inaugurar urna sitoacao era que os cheles se fa-
zem nos pleitos eleitoras, saliera das urnas; ao
envez do que dizia a columna libvral com rela-
co siluaco passada, a proposito da elevaco
do Sr. Portella aos conselhos da cora.
Decididamente o conselheiro Joo Alfredo
ura hornera Miz! Nao se pense porra, que eu
digo isso porque S. Exc. tem prostrudos a seus
ps, submssos ao seu olhar de wjuin, os Itnmens
fue foram o terror do gocemos pasmaos.
Nao ; a cousa ou'ra muito diversa. E' que
infelizmente para a provincia, e felizmente para
o conselheiro Joao Alfredo (j se v) este Sr.
Ambrosio o mesmo que em 1884 fazia, no
Diario de 17 de Abil, urnas curiosas revelarles
sob a epigrapheO Sr. deputado Jos Marianno e
o abolicionismo.
Eil-as
as vesperas de sua partida para a corte no
auno passado, em vista da algazarra que j fa-
ziam os abolicionistas intransigentes uesU pro-
vincia, ped ao Exm. Sr. Dr. Jos Marianno, meu
amigo e correligionario, uina entrevista em que
pretenda fallar-lhe sobre assumpto grave.
18
IXQV'P
_
llgodo
Noconstou vendas.
A exportadlo (cita pela alfandega neste mez at
o da 26, subi a 1.493.743 kilos, sendo .1IM.74I
para o exterior e 375.002 para o interior.
As entradas verificadas al a dala de hoje so
bem a 2 j.TOt saccas, sendo por:
Barcacas..... 4.340 SaccaS
Vapores..... l."6
Himaes..... 8.633
Via-ferrea de Caruar. 1.878 .
Via-ferrea de S. Francisco. 2 979
Via-ferrea deLimociro 3.987
sa
CGTACOE8 OFF1CIAE8 DA JUSTA DOS CJ)B
RETOBES
Recife. 28 de Marco de J889
Letras hypothecarias com juros, a 995000 cada
urna.
Cambio sobre Pelotas, 90 d/v. com 3 0,0 de des-
cont, bontem.
Na Bolsa Vcnderam-se
49 letras hypothecarias com juros.
Offereceram Vender Comprar
30 letras hvpothecaras
com juros, de' 1004000 a 99*000
O presidente,
Candido G. a Ico (orado.
O secretario,
Eduardo Dubcux
C .inihio
O mercado esteve quieto a t 3/4 bancario,
nominal, efferecedo os bancos saccar ai7 7.8
se apparecessem tamadores.
Papel particular foi pasaao a 28 e 28 i 16,
exigindo os,(bancos a ultima taxa.
No Rio nto heuve tomadores senio a 28 ban-
ario.
Ha falta de particular para o momento.
TABELLAS AFFIXADA8
Soinma.
23 701 Saccas
I 6 fc! f i i f
I
a
w
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1 ,
; S 1
a * w M i 1
S *> *- < i
1*- *- t* " i f
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-i ^ ^ H n ^.
'C % .. p i
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- t * -*. * i >
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c i t t -1 & B 1 1
i* $i
^ jj -* A *
:i % > ^ =c
---! j}
* C*7 w 3 i
1* -r- i 6a J
JCm nA,
Asssiear
Os precos pagos ao agricultor, por 15 kilos, se-
cundo a Assoeia.jao Commercial Agrcola, foram
os segrales:
Brancos..... 3*200 a 3*800
Someno..... 1*900 a 2*100
Mascavado purgado 1*400 a 1*300
bruto. 1*100 a 1*200
itelaine..... *800 a 1*000
Colonia Isabel:
Branco 4*100
. 2* 2*810
. 3* 1*500
.vtmeuo..... 3*900
Mascavado .... 1*600
Csina Pinto:
Branco 1* .
. ... .
Someno ....
Mascavado .
4*000
2*300
3*000
1*300
A exportaco, feila pela alfandega neste mez
al o dia 86, attingio a 3 794.491 kilos, sendo...
i.116.741 para o exterior e 2.675.750 para o inte-
rior.
As entradas verificadas al a data de boje, so-
liera a 95.800 saceos, sendo por i
Barcacas
Vapores.....
Animaes....
Via-ferrea de Caruar.
Via-ferrea de S. Francisco.
Via-ferrea do Limoeiro
Somma.
33.105 Bacoos
5.024
8.014
46.300
3157
95.860 Saceos
O vapor americano -i
barricas, 2.771,4 e 67 si
Advanee.- ievou 3.869 2
saceos com assucar bran-
Pelo vapor allemo -Lampinas. foram remet-
idos 3.550 saceos com assucar branco e 1,830
ditos com dito mascavado para Sjutos.
C*uro
Cota-se os salgados seceos a 370 r< is, na base
de 12 kilo-,
Agurdente
Cota-se a 88*000, por pipa de 480 litros.
Pelo vapor americano Advance. foram re-
mettidas 81 pipas e 275,5 para o Para.
Aleool
Cota-se a 165*00 por pipa de 480 litros.
~~~
O vapor i-nericano Adva' e. ievou 14 pipas
para o Para.
el
Gola se a 50000 por pipa de 480 jiros.
Pauta da altfaadega
iMt.Dk i. 27 i 30 be :iarqo BK 1889
Vide o iiiario de 94 de Marco
Vavios a carca
Loyo, para Pelotas.
(1) Ainda mesmo abolicionista
Patacho nacional Mannho 7.". para Pelotas.
Tapar inglez .\sbhrook, para Liverpool.
Yavlo* a descarga
Barca allemS Anua, carvo.
Brigue sueco Pepita, carvo.
Lugar inglez Vidonia. bacalho.
Lugar inglez Dora, baculbo.
Lugar iugiez (orisande, bacilho.
Lhgar inglez ander, bacalho.
Logar americano Hobert Y Btirr, tarn ha de trigo
i alacho allemo Anna, arelio.
fm iorlavo
Vapor francs Ville de Santos, cntiado
do Havre e Lisboa em 27 do corren te c
consignado a Augusto Labille, mantos
tou:
Garga do Havre
Accessorios para pharmacia 1 caixa a
Pereira de Azevedo & Irmoo. Amostras
4 volumes a diversos. Ammoniaco urna
caixa a H. Fouqneaux.
Batatas 2 rio, 25 a Soares & Fernandos, K) or-
dem, 50 a Silva Marques & C. Iialancas
G volumes a Prente Vianna & C.
Chocolate 1 caixa a P. Jos Alves. Co-
gnac 100 caixas a Sulzer Xaufi'm&nn.
Crystaes 10 caixas a B. Duarte Campos.
Chapos 1 caixao a A. Fernandos, 1 a
Kaphael Dias & C, 1 a Adolpbo it Fer-
rao, 1 a Francisco Gurgel & Irraao,
Francisco de Azevedo & C.
Couros 1 caixao a C. Waclunann.
cados 1 caixao a Ritmos Geppert & C.
Dragas 23 caixas a Francisco Manoel
da Silva d C, 2 a Faria Sobrinho & C.
Feltro 2 caixas a Frederico & C.
Ramiro M. da Costa
2 a
Cal-
Livro l caixao a
C\, 1 ao preeidei
da
& C, 1 ao presidente a provincia
Joao W. de Medeiros.
Manteiga 170 barris e 180 meios ditos
orden-., 30 e 40 a Paiva, Valente & C.
20 e 30 a Fernandes da Costa & C, 20 e
40 a Joaquim Duarte Simpes & C, 45 e
40 a Joao Fernandes de Almeida, 40 e 4
a Souza Basto Aiiionu & C, 15 e 30 a
Fernandes & Irmaos, 20 caixas a Jos
Joaquim Alves & C., 6 a Paiva Valente
x C Alercadorias diversas 6 volumes u
R. de Dnisina & C. 4 onlem, 2 a Go-
mes de Mattos Limaos, 3 a Guimaraes Ir-
mSo & C, 1 a Papoula & C, 2 a Guitna-
raes Cardoso & C, 1 a Jetto Campos &
C. Machinas 1 caixa a H. Fouqueaux.
Oca K) ban-icas a Francisco Manoel da
Silva & C.
i lanas <5 caixas a Loaia ellorce. l'ia-
no 1 caixao a H. Vogeloy, 1 a A. Mak
& C. Perfumara 3 caixas .a Nuncs Fon-
seca & C.
Queijos2 tina'i a P. de|Oliveii-a Maa, 2
a Goncalvcs Rosa Fernandes, 10 a Joa-
quim Ferreira de (,'arvalho & C, 20 a
faiva Vjente & C, 11 ordera.
Tecidos diversos 5 volumes a Bernet
iC,l Monhard Haber & C, 1 a Ai-
ves da Britto & C, 2 i Liz Antonio Se-
queira, 3 a Francisco de Azevedo, 1 a D.
WIM & C, 4 a Bod H* C,
1 a Goocalvea Cunl. em.
Tinta 1 caixa a A. Suva & (' -'Tinta de
impressSo 1 ca.ixa a J. P. Boliteau. Tin-
> ora c.ffeito, S. Exc. pr curou-me antes da
sua partida e apenas nos avistamos S. Ese. de-
clarou-me que j sabia qual o assumpto sobre
que pretenda eonversal-o.
- -'. Exc. principiou dizendo qut: sendo, como
era. emancipador, parta de um principio do
qual ninguem tinha torca para arredal o. e era o
seguinlc : que nao admtiu o menor uttentado
cunta a propriedade escruta sem precia mdcmni
sarao ao senkur. (2i
..... ...,.
Por lim coiicluio S. Exc. dizendo-me : que
as cousas podum correr de tal modo pelo Rio de
Janeiro que em pouco lempo eu nao devia admirar-
me oucir dizer que elle estaca escravocrata. (8>
Declaro que o me atrevo a affirmar, nra
mesmo a suppor que o Dr. Ambrosio Machado
mentio 1" e 2' vez, tal o respeilo que me me-
rece a personalidade humana, tal a vileza do
mentiroso
(2) O grypho do Dr. Ambrosio.
tas 47 volumes a Francisco Manoel da
Silva & O.
Carga de Lisboa
Azeitc 50 caixas a Francisco Ribeiro
Pinto GuinarScs & C. Alhos 30 canas-
tres a Paiva Valente & C.
< eboljis 30 caixas a Souza Basto A mo-
r m & C, 50 a Paiva Valente & C.
Ferrageas 2 caixas a Albino Silva & C.
Massa de tomate 20 caixas a Silva
(iuinaracs & C.
Vinho 2 barris a A. A. de Lomos 5 a
J. V. da Silva Loureiro 12 a Rosas & C.
Vapor nacional Pirapauui, entrado dos portos
do norte em 27 do crreme e consignado a Cotn-
panhia Pernarahuciina, manife.-tou :
Algodo em rama 1.293 saccas a diversos.
Couros salgados seceos 12t ordem. Cera de
carnauba 42 saceos ordem. Chapeos 2 caixoes
ordem.
Mercadorias diversas i volumes a Gomes de
Mattos limaos.
Pellcs de cabra 247 fardos ordem.
Sola 30 rolos a Ramos Geppert & C, 30 a Go-
mes de Mattos Irmaos, 50 a Itodrigues Lima & C,
8 a L. Antonio Siqueira, 13 a t-ernandes A Ir-
maos.
Vapor inglez Smtmr, entrado dos portos do
sul em 27 \ve 1, manifesiou :
Hacalho 338 tinas e 176 1/2 barricas ordera.
Farinha de trigo 600 1,2 sceos ordem.
Fumo 15 volumes a Jouuuin Bernardo dos
Res & C.
Peixe 20 barris ordem.
Xarque 659 fardos ordem, 534 a Bailar 0li-
veira & C, 308.a Maia Rezende.
Vapor nacional Marankao, e.itrado dos portos
do sul era 28 do andante c consignado a Pereira
Carneiro C, manifestou :
Caf 100 saceos a Paiva Valente & C, 75 a Fer-
reira, Rodrigues & C Calcados 2 caixes a Fer-
reira Barbosa 4 (.'. Chapeos 2 caixes a A. Oli-
veira 4 C, 1 a A. P. Carneiro da Silva. Charu-
tos 3 caixes a Almeida Mochado C.
Fumo em folha 54 fardos a H. Burle 4 C, 5
caixas aos raesmos. Fazcndas 1 volume a .1
Augusto Dias. Farinha de mandioca 700 saceos
ordem
Papel piulado 2 caixas a Ramiro M. da Costa
4 C. Pelles 4 atados ordem. Panno de algo-
do 50 fardos a Rodrigues Lima 4 C. 40 a Ma-
chado 4 Pereira, 10 a Ferreira 4 Irmaos. Perfu-
mara 1 caixa ordem, 2 u (.osla 4 Medeiros.
Vinho medicinal 1 caixa a Bartholomeu 4 C.
Xarque 389 fardos a Araorim Irraos 4 C, 158
Baltar Oliveira 4 C.
Hxporaco
BSCIFl, 27 01 XABCO DE 1889
Para o exterior
No vapor inglez Ashbrock, carregaram :
l'aia o Bltico, Borstelraann 4 C. 200 saccas
cora 13.276 kilos de algodio.
Pura o interior
No lugar nacional Marinho ".", currega-
rain :
Para Rio Grande do Sol, 1. Borges 330 barricas
com 30,909 kilos de assucar branco ; C. F. Mar-
ns 185 ban-icas com 19.723 kilos de assucar
branco.
.No lugar nacional Loyo, carregaram:
Para Pelotas, Maia Rezende 290 barricas
com 30,450 kilos de assucar branco c 50 ditos
com 5.250 ditos de dito mascavado.
No vapor nacional JicMh'ype, carregaram :
Para Rio de Janeiro, P. Valente 4 C. 80 saccas
coni|F 335 kilos dd*hlgodo ; Amorim Irmos 4
C. 800 saceos cora 12,uoO kilos de assucar branco.
No vapor nacional Sergipe, carregou :
Para Baliia F. M. de Moma 5t barris com
8,160 litros de me!.
No vapor americano Finam*,, carregpu :
Deixv portento, Provincia a escotha entre as
duas alternativas.
AccSceltarei apenas que o Dr.'A. Machado
conclua deste modo o seu argo de 16 de Abril
de 1884;
" Pesank i Exc. a sua mira no vulto histrico
e legendario do grande tribuno francez, c salve
tambem HUa patria dos furores abolicionistas,
exaltados e intransigentes.
B este-o meu mais ardente voto, porque
ainda conflio muito de um correligionario e ami-
go 4o distincto como o Dr. Jos Marianno Carnei-
o da Cunha.
No artigo do Jornal do Recife de 23 do corren
te, ao contrario, Sr. Ambrosio chamava o Sr.
Joio Alfredo enfesado etc., etc.
Consegoiotemente : ou a Procincia i. u* jobn*.
QL' Vi} ESCaUPLISA SKRVIR-SB DE UMA CALIMSIA
PARA COLI.OCAS MAL 0 AbVEHSVR! i OU O Sr. Jos
Marianno teve pelo menos um luotuetito era que
recuou.
Entretanto o Sr. Jos Marianno pecupou tira
papel rauitissirao saliente no abolicionismo. Foi
feliz, diro talvez, como se tem dito do Sr. Joo
Alfredo.
Para mira, porm, ambos sao capacidades po-
lticas. O tino fez de um o maior estadista bra-
zileiro ; do outro, a individualidade mais popular
do Brazil.
Anda urna nota ti nal. Sao uns traeos do Sr.
Ambrosio. De quando em quaudo apparece na
impreosa para denunciar opinioes manifestadas
na eontianta de um colloquio. O seu motor
principal o seu interesse particular, que llie
gera o despeito. Hontem apparecia na iinpreu-
sa coma retenco de destruir o prestigio do
Sr. Jos Marianno e a conlianca nelle deiositada
Eielos abolicionistas ; boje comparece cora a pre-
engiio de demolir o pedestal do Sr. Joo Alfredo
e cercear a aureola brilhante que circumda o
nome de S. Exc. Hontem era movido pelo des-
peito que lhe causaram os trabalhos abolicionis-
tas do Ilustre tribuno pernambucano ; hoje, urna
cousa mais ftil o traz imprensa : semprc o
despeito, mas a causa desta vez que ridicula -
siinplesraente porque o Sr. Rosa e silva nao quiz
nomear o genro de S, S. juiz substituto da Vic-
toria !
Dizem que o Sr. Ambrosio j foi deputado ge-
ni ; desse esplendor passado. porm. so lhe
resta a chefia do partido republicano de Gaipi.
E assim mesmo nao o caso para dar parabens
aos meus amigos Drs. Ma icl Pinheiro e Martins
Jnior por essa adheso ; porque o Sr. Aoiliro
sio nfio partidario disciplinado.
Hasta lcmbrarquc, quando em 1884 o partido
liberal, esquecendo o appello feilo naco. cui-
dava ara viver realisamlo o pW#o ricere, aemile
philosophare, um pleito de vi la c de raorte era
que os grupos mais irreconciliaveis se mirara
para dar batalha ao partido conservador, o Dr.
A. Machado puhlicava no Diario de 16 de Oulu
bro um protesto e levautava-se sinistro alante
do Sr. Jos Marianno
lie resto : o Sr. Dr. Ambrosio Machado um
hornero raorte para a poltica. E raorreu no 1
de Dezembro de 1884.
Morreu, nao... raatarara no. E quem o ma-
tou foi o eleiiorudo do 2" distrjeto, honrando o
cora a conlianca de im voto.
Caldillo L'irto.
---------- HBifl------------
Asslaa mo os tribunos
Hontem na Assembla Provincial o Sr. Jost''
Mariano, depois de urna llatulciicia quasi hyste-
rica dedogios asua pessoa, era que chegou a
dizcr que os que hoje festejara o grandioso acou-
techncntu da abolico da escravidao ueste pr
nao passam de uus nsurp llores da glora delle
Jos Mariano, que boje se retrae, porque s ap-
parece quando o novo soffre o no quando elle se
regosija pela conquista do b.'m desejado, enga-
aiUum a anna contra o novo, essa mateiia prima
de suas eternas exploracf>es e poz-se ao serviro
(los fariuheiroscora um aptomb verdadeiraraenle
invejavel!
Para desmerecer o acto loaran*! do presidente
da provincia, que nao sendo tribuno, se inters-
sa mais ]iela sorte da populacho desvalida do
que o propino Sr. Jos Mariano, leve este Sr a
sem-ceremonia de dizer que o meeting realisado
no dia 27 do cadente mez foi promovido pela po-
lica a mandado do mesmo Sr. presidente !!
{/usque tndem. Catilina, abntere palientin nos-
Ira 1
O Sr. Jos Mariano entciide que <(i elle pode
receber manifestaces do novo.
O seu afleo ao monopolio j chegou ao ponto
de fazel o acreditar que lhe pertence o monopo-
lio das ovayes populares '
volu-
Para Babia, J. S. da Costa e Silva 130
mes cen 12,935 kilos de assucar branco.
No vapor nacional Mandan a, enrreenram:
Para Penedo. E. C. Beltro 4 Irmo 7 barricas
com 427 kilos de assucar refinado.
No hiate nacional Aoadii, carregaram :
Para Cear. P. Pinto a C. 20 barris com 1.800
litros de niel.
No vapor francez YeUe de Sanios. Carrcga-
ratn :
Para Santos, A. V de Barros 100 saceos com
fi.OAO kilos de assucar branco e 900 ditos com
'i i.ooo ditos de dito mascavado; Amorim Irmaos
4 C. 725 saceos tora 43,50o kilos de assucar
branco e 975 ditos cora 58,500 ditos de dito
mascavado : H. Burle 4 C. 150 saceos com 9.000
kilos de assucar branco e 600 ditos com 36,000
ditos de dito mascavado ; P. Carneiro 4 C: 331
saceos com 19,920 kilos de assucar branco e 668
ditos lora 40.080 ditos de dito mascavado ; M
Amorim 20 pijas com 9,6 0 litros de agur-
dente.
Para Rio de Janeiro, P. faleute 4 C. 700 sac-
eos som 42,000 kilos de assucar mascavado e 45
ditos com 2,700 ditos de feijo ; A. A. de Hol-
landa Costa 15 caixas com 30 duzias de Irascos
de elixir.
No vapor nacional JJiwtis, carregaram :
Para Para, F. S. Ferreira da Costa 230 barri-
cas com l:i.580 kilos de assucar branco.
Para Manos, H. Oliveira 145 barricas] com
8.340 kilos de assucar branco e 35 barris eom
3,365 litros de agurdente ; E. C. Beltro < Ir-
mo 10 barris com 960 litros de agurdente c 15
barricas com 675 kilos de assucar brasco.
Quando as manifestaces do povo tem por al-
vo a pessoa do Sr. Jos Mariano, ellas sao espon-
taneas, consciente e honrosas; quando, porm, se
dirigem a qualqueroutro mortal, como por ex-
eraplo ao Sr. Innocencio Ges, ellas sao promo-
vidas pela polica e urna mullidlo de cecea de
duas mil pessoas nao passa de capangas\
Como um Sr. deputado observasse em aparte
ao Sr. Jos Mariano que a manifestando foi feita
por grande massa de povo, S. Exc. que estava
iansando na corda bamba e que nao conseguio
arrancar applausos das galeras, nem mesmo
quando levantou o diapasito para dizer que es-
tava conscio de que tem ainda tanta forca sobre
o povo pernambucano que se quizesse teria ido
desmanchar o meeting e fazer o povo voltar para
suas casas, detho* dizendo que o povo era ion...,
engolio o termo generoso e se deixava explorar
pela polica e pelo presidente da provincia e por
isso tez causa comraum cora os seus explorador
res.
O Sr. Jos Mariano tem razao em dizer que
a povo se deixa explorar.
Quem o tem explorado mais nesta trra do que
o grande tribuno !
E' pena que o povo nao vesse ido presenciar
na Assembla Provincial quanto elle pesa pouco
na balanya do Sr. Jo3 Mariano, quando este col-
loca na outra concha dessa balanca os far-
nheiros.
Quando apparecer no raeio do povo um Mo-
liere que desmascare esse tartufo ?
Um do povo.
Bom Jardim
E' horroroso o facto que hontem pelas 6 horas
da tarde, no centro desta cidade, a vista e face
de grande numero de pessoas, praticou o dele-
gado de polica Joaquim Conga I ves Filho.
Cusa a acreditar se que, n'este seculo, no
dominio do partido conservador, em pleno dia,
a polica pratique violencias de to requintada c
criminosa perversidad^ como ainda nao houve
noticia de se ter praticado.
E' o caso : Achava-se o cidado Jos Cypriano
Uezerra de Mello era sua casa concluindo urna
petielo de recurso, que, com diversos documen-
tos tinha o majnr Carlos Leito de Albaquerquc
de dirigir ao Superior Tribunal da Relacao,
quando o delegado de polica, acompanhado do
destacamento invade a casa d'aquelle cidado,
manda os soldados espancal-o atrozmente, apo-
dera-se de todos os papis que encontrou e ar-
rasta a victima descalca, semi-nO (is'0 de
chambre sobre a pell) como se acbava, e
ai ira inmunda enxovia, onde fui- algemado
como preso mui despresivel, e ainda assim se
acfatai esta hora, 6 da tarde.
Nao foi so isso : A esposa da victima, que,
em estado de desespero, exprobrava o brbaro
procedimento do delegado contra seu marido,
foi igualmente, pelo mesmo delegado, arrastada
effl desalinho, para Jcadea, acompanhada pela
soldadesca desenfreada, que com o delegado
mo se fartaram de ferir a inditosa senhora no
que lhe mais caro, a sua honra! !
E ainda : Duas criancas, tillius das victimas,
que, cora o horror da scena em que viara seus
pais envolvidos se. banhavam em nranto, foram
a pouta-ps. arrastadas para cadea I!!...
A desuitosa senhora, com os dous tilhinhos,
forant hoje, pelas 10 horas do dia, postos em li-
berdade; sem duvida porque a mesina senhora,
que m acha no ultimo periodo de gravidez, da-
va indicios de aboitar!
Eutretanto, o cidado Jos Cypriano, qne
conservador, se bem que dissidente, tem exer-
cido por muitos annos a prolisso de advogado
nesta comarca ; tem sido eleito vereador da c-
mara municipal, sendo seu presidente em dous
qua'.riemiios seguidas ; eleitor desta paroebia
e j foi um poderoso auxiliar do partido con-
servador e principalmente dos seus actuaes per-
seguidores, sendo que sobre si nao se pode fa-
zer imputaco criminosa.
A presente cxposlgo feita, com o lim
demonstrar que nao pactuo com laes actos
selvageria.
Bom Jardi r-, 18 de Marco de 1889.
Sicolo Antonio Duarte.
de
de
A questao da farinha
K' por demais malicioso o escrptor que, no
Jornal do Povo de sabbado ultimo e na Secci*
Licre, surgi sobre.1 questao da farinha. E
para fazer effeito, tornar-se mais sympathico ga-
ntiando assim terreno, lirmou-se em principios
nao contestados, criou corcllarios, levantou cas-
tellos a seu geito e derrubando os arengou a
Dlauaeiro
BECEBIttO
Pelo vapor nacional 8ergipe,
Baltar Oliveira C.
do sul, para:
1.100*000
EXPEDIDO
Pelo vapor nacional Una," para
Mossor
20,000 iOOO
Kt-mliraeatos pblicos
HEZ OR UARC
Alfandega
Renda geral -
Do dia 1 a 27 648:742*035
dem de 88 35:539*784
6 ditas de fructas diversas a 300
ris 14800
11 tabularos a 200 ris 2*200
15 suinos a 200 fis 3*000
20 matulos e> mi legumes a 200 ris 4*000
Forara oceupados:
27 columnas a (00 ris 16*200
1 escriptorio a 300 ris 300
25 compartimentos de farinha a 500
ris 12*500
27 ditos de comidas a 500 ris 13*500
80 ditos de legumes a 400 ris 32*000
19 ditos de suinos a 700 ris 13*300
9 ditos de fressuras a 600 ris 5*400
37 talhos a 2* 74*000
Rendiiueulo dos das
rente
1 a 26 do cor-
210*340
5:007*980
-oi arrecadado liquido at hoje 5:218*320
Precos de dia:
Carne verde de 320 a 560 reis o kilo.
Carneiro de 720 a 15000 reis dem.
Suinos de 560 a 640 reis dem.
Farinha de 400 a 640 reis a cuia.
Milho de 360 a 440 reis idem.
Ke'jo de 900 a t*60J dem.
Maladouro publico
Neste estabeleciraento foram abatidas
consumo de hoje 52 rezes pertencentes a
sos marchantes.
Vapores a entrar
HEZ DE MARCO
Europa....... Tamar...........
Norte......... Finance.........
Sul........... Trent............
Renda provincial :
Do dia 1 a 27 90:031*176
dem de 28 12:914*088
681:281*759
MEZ DE ABRIL
Sul........ Valparaso ..
Sul........ Arriar......
Hamburgo Rio.........
Europa....... Orenoque ...
Norte......... Para.......
Sul........... Alagoas.....
para o
diver-
89
30
31
2
2
2
4
o
7
Vapores a sahlr
102:945*264
ttenmia total 787:227*023
Segunda secgo da Alfandega, 28 de Marco de
1889.
8thesoureiroFJercnclo Domingues.
chefe da seccao Cicero B. de Mello.
Reecbedorla Geral
Do dia la 27 61:494*499
dem de 28 1:361*492
62:855*991
Reecbedorla provincial
Do dia 1 a 27 19 366*786
dem de 28 254*901
Rcclfe D rain age
Do dia I a 27 39:943*538
dem de 88 4:808*011
19^621*690
.44:145*543
Mercado Municipal de v !
O movimento deste mercado no dia 37 de
Marco foi o seguinte :
Eutraram :
19 bois pesando 3,615 kilos.
427 kilos de peixe a 80 rii 8
118 caigas de farinha a 800 ris 23*000
Araj.......
Havre esc .
Bahia e esc
Bucnos-Ayres.
Sul..........
Antuerpia
MEZ DE MARCO
Hasdsaa'......... 89 as 5 b.
Maranliao......... 29 as 5 n.
Sergpe.......... 29 as 5 h.
Tamar........... 89 as 4 h.
Finince........... 31 as 4 h.
Trent............. 31 as 4 h.
Uovinieui o do porto
Navios entrados no dia 28
Rio de Janeiro e escala7 dias, vapor
brasileiro MaranMo, de 1,989- tonela-
das, commandantc Pedro Hypolito
Duarte, equipagem 60, carga varios
gneros ; a Pereira Carneiro <& C.
Maco15 dias, hiate nacional Camelia,
de 35 toneladas, mestre Manoel Anto-
nio da Silva, equipagem 5, carga va-
rios generosa Manoel Joaquim.Pes-
soa.
Sahidos no mesmo
Barbados -Barca franceza
capitao L. Cocbe:-y, em last
Santos e escalaVapor francea
Saro.s,{comiandante Tranqaery,
varios gneros.
Rio de JaneiroVapor nacional Jaeuhy-
pe, ommandante Jos Esteves Jnior,
carga varios gneros.
*
-
m
**>
i
I



1
ytno, para discutir de m fe.
Bem ac> ) advogado de raeia duzia de
especuladores que, n8o recuam diane de qual
^r empresa e a quera o acto de S. Exc, pro-
bindo a sabida da farinha, ferio de peno, sa
tiid* que ja prejudicava a grande populacao desta
capital, que, pobre e tao agonisante, via dia a
augmentar-se excessivamente o prego do ge-
imais necessarioa farinha ae mandioca,-
^^B alim- nto que conforta a nossa inmensa
ibreza, que, cora ell.t barata e boa j passa
t, sem ella ou com'ella cara e ruim, raorreria
los magotes, mingua : porque aquelles camo
oescnptor e seus clientes, que vivera era abun-
dancia, a farinha entra na sua mesa como mera
omposigo, em tao pouea quantirtartv que nao
Ibe faz falta, porque a sopa, o arroz, o pao, o
qneijo, o doce e mais legun.es, supprem perfei-
lameote esse genero, alera da carne e do peixe
kom e em quantidade, o vinho, o que ludo fal-
ta ao pobre, que nada tcm, e podendo comprar
a farinha a come com qualqaer cousa n'agua e
sal, com o bacalhao,. caranguejo ou cirv. o que
eixa de fazer porque a farinha a prego "o ex-
eessivo como j se a postando, a 800 ris c mais
urna cuia, devido a especulado e ganancia de
meia duzia que desejum fazer fortuna depressa,
sem considerago alguma. Dahi as reclamages
e o acto de S. Exc. .
Andou bem acertado S. Exc. probibin>lo a sa-
bida de farinhfis, porque nao s attendeu a estas
reclamag&es, livrando-nos de urna calamidade de
miserias que j se manifestava cora o cortejo de
horrores do Cear, como igualmente poz un pa-
radeiro a esses especuladores ambiciosos, que
agiotavam assim em nome da pregando Recife,
trazendo para o seu commercio un labo des-
honroso para o futuro
Onde o cscriptor vio no acto de S Exc. urna
guerra inter-provincial ? !
Porventura o governo ou o povo cearensc pe-
dio a S. Exc. ou mesrao ao povo pernaubucano
farinha. ou ootro qualquer recurso que Ihe tosse
aegado J Nao, nao pedio, e nem a farinha ida
daqui para all era para ser distribuida gratis,
rendida all a prego commodo e a acudir aquel-
es uecessitados. Era sim para ser vendida a
prego tres ou quatro vejes mais do seu custo
aqu; portaste uraa infame especulago com a
miseria dalli reduzindo-nos aqu a igual sorte
que do Cear, a espera que essa mesma gente
dos expozesse farinha a venda pelomesmo
prego que all.
Jo somos apologistas da sitoago e, portante,
nao morrereinos de amo es por S. Exc. quem
nao conhecemos se nao de nome c de vista, e
como opposicionistas que sernos nao Ihe dare-
mos treguas era outro ponto, mas na questo da
farinha, acharaos que S. Exc. andou acertado,
collocou-se na altura de uin administrador enr-
gico e ter os nossos applausos. pois fazeraos
parte da massa popular que soffre.
(Do Jornal do Povo, de hontem.)
I Mpfolr induKtrlil Fraafals
Fundado com o valioso concurso de cerca de
duzentos maoufacteres francezes e sob o patro-
nato dos ministerios dos negocios estraugeiros
e do commorcio da Franga, o Complutr ldus-
Diario de Pe/nambucoSexta-feira 29 de Marco de 1889

29 HE MARQO DE 1888
X2r
L
i-
& WSMQRJA
iiEzu&xiz nAiczsco ss::;:: o. uacisl
Suus sobrinhos curvaui-be sobre seu tnmulo, o sobri-
os seus restosdesfolhain urna saudade
Hoje 29 de Marco de 1889
I aaalverftarj* do en falleeiHeat*
-**$|{S3t*3-
da Urde) julga-se na altura de satisfazer neees-
sidades. ha rauitu sentidas.
Apezar de serem bem couhecidas as vanta-
gens que produzir a grande exposigao de Pa-
na, ha no eatretanto outras que offerece o Com-
ptoir ludmlrifl Franrais, procuraudo estrellar
cada vez mais as relagocs lomroerriacs existen-
tes entre o rico ini|>eno brazileiro e a adianta-
dissima repblica franceza.
Chamando a attengao do respeitavel publico
paraos estupendos traballKW da grande Exposi-
gao Universal de 1889, procuramos amrmar o
imraenso resultado que obtiveram estas duas
nagoes amigas.
O Brazil que acha se na altura de bem se
apresentar no grandiloquo cerumen universal,
aproveiur movimenta commercial que se
produz e se ha de reproduzir durante e depois
ua exposigSo de l'ariz.
E' por isto que teams a honra de solicitar o
valioso concurso individual de todos os Srs. ne-
gociantes e industriaes, rogando-lhes de visita-
ren! o Comptoir Industrie! Francais e darem seu
parecer sobre os artigos expostos, que cora ou-
tros muitos fario parte da exposigao que sera
organisada nesta cidade pelo mesrao t.omptoir
sinwttaneamente cora a grande exposigao de
Pariz.
O Comptou- offerece condigie especiaes as
rasas eommerciaes e garante a seriedade las
transacres e o maior esmero na execucSo das
ordens que lhes forem dadas ou conliadas, for-
necendo o que houver de mais novo e mais ele-
gante pelo menor prego possivel, isto pelo
prego das fabricas.
O director do Comptoir tem por dever infor-
mar que acaba de chegar de Panx, onde por es-
pago de tres mezes visitou ura grande numero
d fabricas, entendedo-sc pessoalmente com os
manufactures.
Os pedidos sero feitos com o maior escrpu-
lo e attengao e serapre pela via mais rpida,
econmica e segura.
Todas as explicages serSo torneadas no Com-
ptoir, onde acham-se as amostras, procos cor-
rentes, ealhalogos, etc.
O Comptoir Industrial no Brazil, com sede era
Pwiz, branse as onze provincias entre Bahia e
Amazonas. (Bahia. Sergipe, Alagoas. Pernambu-
co, Parahyba, Rio Grande do Norte, Cear, Piau-
ny, Maranho, Para e Araazonaj) onde estabe-
lecera suecursaes cora exposigao de amostras,
ete.
0 que Gca dito, basUnte para se avallar da
mporfaneia e da latitude do Comptoir Induttriel
Franrais, que prope-se a conseguir tudo com
ajuda" e a conanga publica e com a protecgo
dos Srs. industriaes e negoeiantes, contando
com o valioso concurso do Illin. Sr. cnsul de
Franca e o amparo patritico da buurada colo-
nia' franceza, que orna o commercio desU
praga.
O director,
M. Fedrippe de Souza.
Um habitante do Rio de Ja-
neiro
O que se vai lr, e que recommendnmos
atteng-ao do publico, traz a assignatura
de um dos associados da firma Manoel Joa-
quim Moreira & C, esiabelecidos com urna
importante fundicao, no Rio de Janeiro, a
ra S. Pedro ns. 302 a 312.
lilm. Sr. Jos Altares de Souza Soa-
res Pelotas. Communico-lhe, com a ma-
ior satisfai-o, que o seu xarope Peitoral
de Cambar remedio cfficaz contra a
coqueluche, pois tive occasiao de empre-
gal-o em fmulos de minha casa, que se
achavam atacados daqttella tcrrivcl moles-
tia e da qual ficaram, em poucos das, cu-
rados.
i le V. S. fazer o uso que Ihe convier
desta minba communicarao, para glora e
renome do seu Peitoral de Cambar, i
Amrica Salvatori.
Goyanna, freguezia da Boa Vista, avahada em
i:WO*000, pertencente a Manoel dos Santos
Barros.
Progranima da procissao do
SenhorBom Jess dos Po-
bres AfflictGs.
Ao sahir da igreja, pateo de "S. Goncalo, ra
da Santa Cruz, pateo desle nome, ras do BarSo
de S. Borja, Visconde Goyanna, Visconde de Al-
buquerque, Dr. Jos Marianno, da lmperatriz,
praga do Conde d'Eu, ras da i ooceigao. Gerva-
sio Pires, Tambi. Bosario, Visconde de Pelotas,
praga do Conde dEu, ra? do Visconde de Albu-
querque. Velha, pateo da Santa Cruz, roa deste
nome ao recolher-se. Consistorio, em mesa, 2C
de Marro de 1889.
O secretario,
Inneu Manoel Das.
Urna casa terrea de pedra e cal coto soto,
sita ra Amelia freguezia da Graga. com 4
salas, i quartos, o quartinhos fra. edificada em
terreno proprio, avallada em J.000W00, perten-
cente a Antonio Jos de Azevedo.
Urna olaria com dous te heiros montada sobre
pilares de pedra e cal com torno em bom es-
tado, site no-Ambol freguezia da Vanea, ava-
hada em 2:300*000, pertencente a viova de An-
tonio Mara Carneiro Leao.
Urna olaria sita nos Coelhos n. 9, freguezia
da Boa-Vista, montada sobre pilares de pedra e
cal com mais um telbeiro na margem do rio, em
bom estado, avaliada em 1.M04000, pertencente
a Antonio Carneiro da Cunha.
Urna casa terrea de pedra e cal n. 70 ra dos
Guararapes freguezia do Recife, medrado 5 me-
tros e ii tentimetros de frente, 17 metros e 39
centmetros de fundo, avaliadaCem l:O00J, per-
tencente a Duarte Bodrigues & irmao.
Estes bens se acham penhorado? e vo ser
vendidos para pagamento da lazenda nacional.
Recife, M de Marjo de 1889.
O solicitador da fazenda nacional,
Lu: Machado Botelho.
Maravilhosos efleitos!
Tendes tosse ou sonres do peito?...
NSo percais tempo : tomai o Peitoral
de Cambar, que o nico remedio eflscaz
para as molestias do larynge, bronchios e
pul o oes.
Com o uso deste poderoso medicamento
debellam-se as toases as mais impertinentes
rebeldes e tambera desapparecem as op-
pressoes, dores do peito e alteracSes da
voz ;cessam as espectoragoes songinolentas
e os escarros de sangue; em pouco tem-
pe, desenvolve-se o appetite, as forjas
perdidas reapparecem, e em urna palavra,
osenErmos sentem urna mudanca muito
notarel, por aasim dizer, reanimam-se e
escapara de uraa morte certa !
O governo imperial, depois da appsova-
i do Peitoral de Cambari pela Exma.
junta central de hygiene publica AUCTORISOU
o seu consumo em todo o Brazil por de-
weto imperial de 30 de Junho de 1884.
A academia nacional de Pariz e o jury
da exposigao brazileira-allema, de 1881,
eenferiram ao auctor d tSo grande c pre-
ciosa descpberta as suas medalhas k Ia
CL.VSSE (de ouro).
Examinai que a marca da lubrica c a
firma do actor J. Alvares de S. Soa-
,__ge achemnos rtulos que circulam a
ha e gargalo de cada frasco, como ga-
Kia contra*/ umitas falsificacoes e ibi-
T ll^J^rtc aPParecem.
Camento vende-se em
seise Manoel da Sil-1
iuez de Olinda n. 23.
Dr or Cavalcante
Medico
OFFERECE OS SEl"fcRVT.->S EM PALMARE-
N. 4
A Emulso de Lauraan A Kemp preparada com
o Oleo de Pigado de Bacalhao mais puro que
produz a Noruega nao smente um poderoso
reconstitutivo das condiroes debis e um reme-
dio seguro e infallivel contra todas as molestias
do peito, a garganta e os pulmoes, e outras em
que se prescreve o uso do Oleo de Pigado de Ba-
calhao puro, seno que tambera em si o agente
digestivo por excelleucia para os estmagos de-
licados ou dyspecticos. _
Mine. Michel, salchicheira, de cincoen-
ta annos de idade, alta, de urna solida
constituigilo. est padecendo desde dous
annos de todos os incommodos ligados
idade critica; dores de cabeca, palpitacSo,
dy8pepsia, insomnia, febre lenta ; urna hor-
rivel magreza tinba succedido nediez.
Receitei doente tres clices de vi abo de
Quinium Labarraque por dia. Quinze dia
depois, ella veio me agradecer ella mesma
com elfusao; ella estiiva curada : nao ti-
uha mais febre, nem oppressSo.
c Mas qual o remedio enrgico que o
Sr. de-iue l? Disse-me ella. Observa-
cio fornecida pelo Dr. Regnauld a Uniao
Medica.
Senhor Bom Jess dos Mar-
tyrios
O devoto do Senlipr Bom Jess dos Martyrios
eonvid* a todos os Srs. cavalheiros que deram
suas esportulas para a compra de algumas al-
faias, para no dia 9 do corrate, pelas 8 horas
da manh, assistirem a missa solemne em lou-
vor do mesmo Senhor ; l?sim como linda a mis-
sa examinarem as mesfl:;is alfaias, pelo que fi-
cara grato c abrigado o
Devoto.
til e agradavel
O Peitoral de. Car-ibar, alera da sua
utilidade na cura das molestias broncho-
pulmonares, possue prazer agradavel e
bem tolerado pelas creancas, em cujas ^n-
fermidades tambem s! applica com gran-
de proveito.
O Dr. Jos Antonio Correia da Silva,
cavalheiro da Ordem de Christo. com-
mendador da Real Ordem Militar Por-
- tugueza do Nossa da onceicao da Vil-
la Vigosa, juiz de direito de orphSos
da Comarca de Olinda, por S. M. o
Imperador, a quem Deus guarde, etc.
Fago saber aoa que o presente edital
virem e delie noticia tiverem, que, por
parte de Joaquim Antonio de Miranda,
me foi dijigid a petigao do theor seguin-
te:
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de orpblos
de Olinda.Diz Joaquim Antonio de Mi-
randa, que havendo arrematado perante
V. S. a propriedade Tab, sita na fre-
guezia de Taqtiara, provincia da Parahy-
ba, pertencente ao espolio do coronel
Joao de S Cavalcante de Albuquerque,
requer o supplicante, para|garantia de seu
direito, que V. Exc., depositado o pro-
ducto do bem que o supplicante arrema-
tou, mande, de accordo com a Ord. livro
4 titulo 6, passar editaes, chamando todos
aquelles a quem for obrgada aquella
propriedade, para, no prazo que lhes for
marcado, pugnarem pelos seus direitos.
Nestes termos pede a V. Exc. deferi-
mento E R. MeOimda, 27 de Feverei-
ro de 1889.Joaquim Antonio de Miran-
da. (Estava sellada.)
Em a qual petigao profer o despacho
do theor seguinte:
Feito o deposito eomo acaoo ue verificar,
pasae-se o edital as condigBes alludidas,
com o prazo de 30 dias, ficando assim de-
ferido o presente requerimento, que ser
junto aos autoa. Olinda, 27 de Fevereiro
de 1889.Correia da Silva.
E mais nao continua dito despacho
aqu fielmente copiado, epor forgado mes-
mo despacho, o respectivo escrivSo fez
passar o presente edital, pelo qual e seu
theor sao chamados aquelles a'quem for
obrgada a mencionada propriedade Tab,
para, no prazo de 30 dias pagarem pelos
seus direitos.
E para que chegue ao conhecimento
de todos, mandei passar o presente, que
ser affixado no lugar do costume e pu-
blicado pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade de Olinda,
aos 28 de Fevereiro de 1889.
Eu Joao Theodoriro da Costa Montei-
ro, escrivSo do civel no tmpodimonto do
de orphaos, o escrevi.
Jos Antonio Correia da iilva.
EDITAES"
Eserlv&o Kcgo Barro
Pprante o Sr Dr. juiz substituto dos Feitos da
Fazenda, Jos Salazar da Veiga Pessoa, ven-
der em praga publica no da 29 do jrrente
mez de Margosas 11 horas da raanha depois
da audiencia do mesmo juiz os bens segmntes.
Urna casa terrea de tijollo e cal, ana a ra da
IgP'ja da povoago da IhJa Viagem n I i, com 2
sals, 5 quartos, cosinha externa, 1 saleta 2
poitas e 2 lanellas de frente c mintal em aberto:
avallada por 1:8004000, [tertenconte ao patnme-
nio de Nossa Senbora da Boa Viagem.
Urna olaria montada *! pilares de pedra e
cal, com dous telheiros n mais compartimente;,
fonw em bor: ita ra Visconde de
Intimagoaoprofessor publi.
co Manoel Carlos Vital
Pelo presente faz-sc sabe/, de, ordem do Sr.
Dr. inspector geral, ao professor publico Manoel
Carlos Vital, actualmente nesta cidade, que ama-
nh s 41 horas do dia, deve comparecer no pa-
lacio da presidencia da provincia, afini Ue ser
submettido a exame da junta medica.
Secretaria da inslrucco publica de Pernam-
buco, 28 de Margo de 1889.0 secretario.
Pergentino S. de Araujo Gal .o.
Club Concordia
Ausserordenlliche Hauptversaume lung.
Dieastag, den 2 aprie 1889
~3HI Abends 8 uhr
Tractanden wall eines nenen Vereinlfraesidenten
Diverses.
Das Directorium.
Illl'l'lllllllll!! lili lll'll GUINDE
n
Progranima da' 15.' corrida
QUE SE REALIZAR
Domingo 31 de Marco
^ei
Idade
Pello
Mtlurallitn-
de
Peo
o-da venclaaenta
Proprielarlo
Coruja.
1
2|D. Juanita.
3
i
.*>
I
7
{ PareoExtra -700 metrosEguas da provincia.
Pernambuco.....
Premios : loOOOO l', 35088* i* e 15*000 3'
Fantina.....
Ida........
Primavera
Stella.....
Primazia. -
4 annos..
3
3
5 .
4
4 ->
5
Podada .
Castanha
Rodada .......
Pedrea........
Zaina.......
Foveira........
33 kilos
35
m

53
37
55
Branca...................
Rosa.....................
Azul e branco.............
Azul e amarello..........
Ouro e lirio.........,.....
Encarnado e branco........
Rosa e preto...............
J. M.
Coudelaiia Recife.
M P. A
R. P.
Coudelaria Victoria.
R C.
J. A. A. .
2 PareoAalaiaraa
-900 metros-Animaes da provincia que alo tenham ganho neste llipnodronio nesta ou maior distancia.
Premios : 2501000 ao 1-, 60*000 ao 2- e 25*000 ao 3o
1
2
a
i
">
6
7
8
9
10
11
12
13
n
13
16
Do...........
Caim.........
Sneca.......
Guanabara
Bolachinha.....
Royal.........
Corsario......
Trolha......
Extrambolico..
Orange........
(^amossim.....
Farrabraz2...
Pirapama......
Pirraga........
Vinho Branco..
Rosa de Ouro..
6 annos..
4
5
5
5
4
4
5 -
5
5
5
3
7
5
4 *
3
Melado........
Rodado ......
Russo-pedrez..
Baio.........
Russo ...'------
Rodado .......
Castanho......
Rodado-pedrez.
Castanho......
Baio..........
Castanho.....

Busso pedrez..
Alazao........
Pernambuco
35 kilos.
53
35
55 *
35 >
33
53
55
55
55

50
55
55
53
50
Preto e branco.............
Grenateouro.............
Amarello e azul............
Encarnado e branco.......
Branco c azul .............
Grcnat e ouro.............
Riscado..................
Preto e encarnado..........
Branco e preto............
Preto, encarnado e ouro
Azul e branco..............
Encarnado e branco.
J. L. S: F.
A F. C.
I'. Pessoa.
M. Mendonga.
M. G. M.
Saldanha.
J. F. S.
Pereira Oliveira.
F. L.
A. J. G. A.
Luiz de A. Salles.
P.T.
F. C
F. L.
M. M.
R. A.
3 Pareorvtaela\ de Fe:
co900 metrosAnimaes de menos de meio-sangue que nao sejara da provincia.'
Premios : 300*000 ao Io, 75*000 ao 2 e 30*000 ao 3

Alpha......... 6 annos.
Cometa........ 5
Moncorvo..... 4
Favorita...... 6
Recife........ 5
5
Alaz...
Tordilho...
Zaina.....
Castanho
S. Paulo
Rio de Janeiro
S.Paulo......
54 kilos.
55
53
54
55 .
55
Onroe branco.
Rosa e preto..
Violeta e ouro
Preto e grenat
Verde c amarello.
D. Moreira.
Coudelaria Luzo-Braseira.
C. Fernandes.
Coudelaria Luzo-Brazileira.
S. P.
A. M.

4# PareoCeewe*o-GRANDE PREMIO-1450 metrosAnimaes da provincia que n5o tenbam ganho premios
n'esta ou maior distancia. Premios: 400*000 ao 1", 100*000 ao 2. e 40*000 ao 3.'
I
12
13
li
13
16
17
1 Tupiniquim
Pheb*.........
Incitaras......
Mylord.......
Rigoletto.......
Scrid.........
Good-moming.
Wan&r ........
9 General.......
Waterloo.....
Ingazeira.....
Plfnete ......
Fantoche......
Baruave......
Roldo........
Bonaparte......
Vassallo......
4 annos.
5
3
6
5
3
i
5
o
7
9
I
4
6
j
3
Rodado.......
Castanho.....
Alazao.......
Baio.........
Rodado ......
Castanho
Rodado ......
Rosilho..
Alazao.......
Baio.........
Russo .......
Rodado........
Castanho ......
Baio..........
Rodado........
Pernambuco..
31 kilos.
54
54
54
54
54
54
54
54
34
54
31 *
34
51
54 .
54
54 .
Rosa c preto..............
Azul e branco............
Encamado...............
Azul e ouro..............
Branco e azul............
Encarnado e branco........

Branco e preto............
Branco e encarnado........
Encarnado, preto c ouro ..
Aztrt e branco..............
Grenat e creme............
Itosaje branco.....'........
Granate ouro........'.....
Hraneo e encarnado........
Encarnado................
F. G.
Coudelaria Io de Junho.

Coudelaria Pombal.
A. S.C.A> *- 'V
M. G. A. ~^
R. C.
R.C.
J.D. C. B.
A. L.
C. B.
J. J. Reg Barros.
B. C.
N. S.
D.F.
R. G. L.
Coudelaria'l'oiao.

3o Pareo faegrew
1200 metros.Eguas at puro sangue. Preniios : 350* 1, 80* 2' e 33* a 3*
Olga.........
Diana.......
Vanda .....
Gallia.......
Risette.....
Minerva.....
4 annos..
3
8
5
5
4
Castanha.....
Alaz.........
Zaina..........
Alaz.........
Zaina.........
Douradillia-----
S.Paulo........
Franga ........
Rio daPrata
Inglaterra.....
Rio de Janeiro
S. Paelo.......
51 kilos-
58 i
64
64
54
51
Ouro e branco.........
Azul e ouro ............
Preto e grenat..........
Ouro e branco..........
Grenat e ouro.........
Violeta e ouro .........
M- K. Ponte*.
Coudelaria Internacional, m
A. F.
Coudelaria Kmulago.
Coudelaria Brazileira.
Coudelaria Cruzeiro.
6.* PareoBxperlee1.100 metros. Animaes da provincia. Premios : 250* ao Io, 60* ao 2", 25* ao 3o
Pernambuco.
Arumary......
Msico........
Templar......
Monitor.......
Capricho.......
5 annos...
5
5
5 -
5
Alazao.
Rodado
Russo.......
Rodado cardo.
54 kilos.
34
34
54
54
Violeta e ouro..............
Grenat e ouro..............
Verde e ouro..............
Rosa e preto...............
F. SiqueiraA Bastos.
Saldanba.
J. M.
Coudelaria Pernambucana.
F. S. S. F.
h
'i
-:-
7' PareoBerliy Club
1.609 metros-Animaes nacionaes at meio-sangue que nao tenham ganho nesta distancia no
Hippodromo. Premios : 350*009 ao l-, 80*000 ao 2 e 35*000 ao 3"
Alpha
Mandarim
Minerva ..
Mimosa..
Favorita ..
Douro
6 annos..
5
4
3
6
6
Alaz.........
Rosilho......-
Douradilha...
Alaz .....
Zaina ........
Alazao.......
S. Paulo.
Rio de Janeiro.
52 kilos
54
49
46
52
54
Onroe branco.............
Grenat, azul e branco......
Grenat e azul.............
Violeta e ouro.............
* c
Verde eamarello..........
D. Moreira.
J. Bastos.
Coudelaria Cruzeiro.
Coudelaria Parnamerim.
Coudelaria Luzo-Brazileira.
F.P.
(*) Montado por amador.
OBSERVARES t .,
Pede-se aos Srs. proprietarios o obsequio de terem seus animaes s 9 horas da utanhS no ensilhamento,
visto como impreterivelmente ser cumprido o horario. t
Os animaes inscriptos para o 1. pareo devem achar-se no ensilhamento s 9 horas da nonti
Os animaes inscriptos para os outros pareos devem achar-se no ensilhamento 1 hora antes da determinada
ara o pareo em que tm de correr. 1
Os jockeys que nao estiverem matriculados na secretaria do Hippodromo nao poderao correr, cumprmdo-Ihes
.presentar as respectivas cadernetas na occasilo da pesagem.
Os forfaits serio recebidos na forma do artigo 62 do Cdigo de Corridas.
HORARIO
Corridas
1. pareo
2. i
3. >
4.
5.
6. >
7.
11 horas
11 >
12
1
2
3
4 >
e 50
e 40
e 30
e 20
e 10
minutos
Recife 28 de Mareo de 1889. # # ,
O secretario, Jos Eustaquio ferrara Jacobina.
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. i-r. Dr. inspector, fago pu-
blico que no dia 30 do corrente ir de novo
Braga, conforme ordenou o Exm. Sr. Dr. presi-
dente da provincia, o fornecimento da alimenta-
gao e dietas aos presos pobres da Casa de De-
tengo, relativo ao trimestre prximo futuro de
Abril Junho, servindo de base diaria de
420 rs.
Secretaria do Thesouro Provincial de Pernam-
buco, 27 de Margo de 1889.
Lindolpho Campello.
Thesouro Provincial
De ordem do Illm. Sr. Dr. inspector desta re-
partigo, fago publico que^o da 30 do corrente
mez (sabbado) paga se todo o funecionalismo
provincial de seus vencimentos, com relago ao
tempo decorrido de Janeiro at Dezembro de
188.
Paaadoria do Thesouro Provincial, 28 de Margo
de 1889.-0 escrivSo,
Sil vino, Antonio Bodrigues.
S. B. Couciliacao
t Boa da lmperatriz *
De ordem do irmo presidente, couvido a to-
dos os nossos irmos para assistirem a sesso
de posse, qne devora ter lugar no sabbado 30
do corrente mez, s 7 horas da noite.
Secretaria da S. B. i.onciago, aos 27 de
Marco de 1889.0 secretario,
. Marat 18.__________
S. R. M.
Nscirdade Beereattva cridado
De ordem do Sr. presidente, convido aos se
nhores associados para comnareccrem na sede
social no dia 29 do-corrente, s 8 horas da noite,
para em sessao de aesembla peral extraordina-
ria tratar-se da 3.* discussao dos estatutos e sua
approvago. Declai o era tempo que a assembla
geral ser estabelecida com o numero que com-
parecer.
Secretaria da Sociedade Recrcitiva Mocidade,
28 de Margo de 1889. O 1 secretario,
Jos Mana da Costa Reg.
Correio Geral
Mala a expedlr-ae hoje
Pelo paquete nacional Maranhao, esta admi
nistrago expede malas para os portos do aorie,
recebendo impresos c objectos a registrar ate
2 horas da tarde e cartas ordinarias at 3 horas
ou 3 1/2 com porte duplo.
Administragao de* Correios de Pcrnambv
29 de Margo de 1889.
0 administrador,
Alfonso do Bego Barros.
Thesouraria de Fazenda
De ordem do Illm. Sr. inspector, convido os '
credores^e dividan de cxercicios lindos, abaso
declarad*, afim d>j virem requerer os respecti-
vos pagamentos, em visla da ordem do Thesoo-
ro Nacional n 51 de 18 do corrente mei
Francisco Manoel r a Silva & C. 741*300
Joaquim Jos! Gong.irvcs Beltro 448*100
Recife, 28 de Margo de 1889.
O secretario da iu
Dr. Antonio Jos de Sai




PER'NAMBUCO
Para a 9.a corrida
Em 7 de Abril de 1889. 17
laia
Animaes
2000000
qualquer
e 60)5000

*" ^W- EMULACAO SOO metros. 7".guas da provincia. Premios:
150,5000 pnmgira, 350000 seguid. o 15#X#. trccira.
>' 'S^l, CONSOLAQAU t 'tro Animaea da provincia que an-
da nao tenham ganho no Derby nesta ou inaior distancia e nos ou-
tros prados do Recife, em distancia. maior de 850 metros. Premios
250(5000 ao primeiro, 50(5000 ao segundo e>2b#X)tl*> teroeiro.
f. ^\%VO PROVINCIA DE PERNAMBUCOl.S^O.^eiros. Animaes
da provincia. Premios: 300(5000 a primeiro, |6$>0iX) ao segundo e
300000 ao terceiro.
4.' ^\lh^SGRANDE PREMIO 26 DE MA I<> I.4* MtroN.
de menos de meio sangue. Premio* : sOOOOO ao primeiro.
ao segundo e 800000 ao terceiro.
A* Yk^ INTERNACIONAL l.ttO! metros. Animaes de
paiz. Premios: 6000000 ao primeiro, 1200000 ao ucgundo
ao terceiro.
YV^S VELOCIDADE ,-SOO metros. Animaes nacionaes at meio
% sangue. Premios : 3000000 ao primeiro, 1500000 ao segundo e 300000
ao terceiro.
*Vfc*S PROSPERIDADE HOO metros. Animaos da provincia que
anda nao tenham ganko no Derbv, em maior distancia,, Premios : 2500000
ao primeiro 500000 ao segando e 250000 ao terceiro.
Observadnos
O pareo CSrande Premio 5 de Malo naa- se'realisar- sem que se
iaserevam e corram pelo menos 6 animaes de proprietarios diffarentes.
Nenhum dos outros pareos se realisarao sem que se inscreyam pelo raens
tres animaes de proprietarios differente.
S serao aceitas para cada pareo as quinze propostas que primeiro forem
.abertas.
Pede-se a attencSo dos senkores proprietarios ou *e8.,,legitjiaos represen-
tantes para o paragrapho nico do art 30 da regiment mtejie,< Pernambuco.
A inscrip^So incerrar-se-ha segunda-feira. 1. de Afcril.jd' crrente anno,
s 6 horas da .tarde, na secretaria praca de Saldanha Marineo a. 2, l.9 andar.
O OEBOerE..
IIi:\lt14|I K CWHJTEI..
BAHA
PARA O PAREO
GRANDE PREMIO IMPRECA 1AMMA?
Na corrida que se realisar no dia 21 de.Abril.ide 1889
1.700 Metros
primeiro

Animaes nacionaes de meio sangte. &essitiiJ}2OO0OOO ao
5000000 ao segundo, 2000000 ao terceiro e .1OO0OOQ ao quarto.
Inscripco 100SOOO
Observacoes
Nao se realisar este pareo sem que se inscrevam 6 animaes de proprietarios
differentes.
Ob proprietarios deverao apresentar certidao do Stud Book do prado onde
tenha corrido o animal que inscreverem.
Ainscripcao encerrar-se-ha no da 11 de Abril, (a secretaria. do Hippo-
dromo, 'rua do Palacio n. 16, Bahia.
< Bahia, 9 de Margo de 1889.
O SECBETiUW A. Coutinho.
4.* seccSe.Secretaria da Presidencia
de Pernambuco, em 19 de Fevereiro de
1889._
Por esta secretaria se faz publica a re-
commeJacao do Exm. ministro e secre-
tario dS tado dos negocios do imperio,
constan! |R> aviso n. 283 de 22 de Ja-
ncird>l separa conheciment de Maria
Seyerm da Conceicao Leas, mai do
alumnado Instituto dos Sardos-Mudos.
Jof Lourenco Godolredo Lucas.
N. 288. 2* directora.Ministerio
dos negocios do imperio.Rio de Janeiro,
22 de Janeiro de 1889.
Dlm-. e Exm. Sr.N^o" podendo, na
conformidade do artigo 25 do regulamen
to do Instituto dos Surdos Mudos annexo
ao decteto n.' 5/435 de 15 de Outubro de
1873, continuar alli, por haver attingido
a idade de 18 aenos, o alumno Jes Lou-
renco Godofredo Lucas, a quem se refere
o desea presidencia de 24 de Ou-
tubro de 1882 e convindo, portante, pro-
videnciar afim de que seja retirado do
mesmo Instituto o dito menor, o qual, se-
gundo informa o director di cstabeleci-
mento no officio, que a tal respeito me di-
rigi, se exprime regularmente por escrip-
to, peritoiefital d encadernador e tem
peculio de, .S64095O, recolhido a caixa
econemiea, doiiyconheciinono d'isto a V.
Exc. par, o ins conrenientes.
Deufl goa'tde a.V. Exc. A. Ferra-
ra ViawtOi--fr- presidente a provincia
de Pernmmm.
U secretario nterin,
Mat^tMftimiearmra.
Ia SeceoSecretaria da Presidencia
de Pernambuco 1889.
Por esta secretaria se faz publico, a
quem interessar possa, que se acha nesta
reparticSo, afim ressado, depois de salinfeitoe os devidos
direitos, a patente do reforma no mesmo
posto do tenente-coronol Francisco Pe-
reira de Carvalho.
O secretario interino,
Manod Joaquim Sliveira.
1* SeccfoSecretaria da Presidencia
de Pernambuco, em 28 de Marco de
1889."
Por >-ta secretaria se faz publico a
; quem interessar possa, que se acham nes-
ta reparticab, afim de seren entregues
OS interesaedos, depois jde pagos os de-
vides direitos, as patentes dea tenentes-
neis comman k>s batalhoes 33,.
e 63 de infan. ra da guarda nacio-
nal das coma Baireiros, Gara-
nhnns e Bom ttwiM". Pad da Rocha
W&nderley, Jo^ d Silveira a An-
i) Alvos de t -. > avalcante Con-
lcoio2o, e bem c capitfto quartel-
mestre do. commaedo suprior da guarda
nacional rfia comarca de jguarass, Seve.-
rinu Rodrigues, todos no meados por de-
creto de 9 do coxrente mi
j.iateriao,
Mancd Jopjuim'iSveira.
ManHJil arsailssw'Comis rial
penabaa9erl eataaordnara
De oafm do Illm. &t. presidente crvido
toaos o enhorca, socios a Psnnirem-sat em as-
sembla eral extraordinaria, domingo 31 do
corrente, as 4 horas da tarde, afim de resolve-
rn um assumpto de iateresse para a sociedade.
Secretaria da Sociedade Recreativa Coiomer-
cial. 2 de Margo de 1889.
01 secretario
Ernesto Guimaraes.
Prado Minas-Novas
Continua a haver todos os domingos e das
santificados, e d'ora em dante s sero anuun-
eiadas s corridas extraordinarias ; licando, por-
unto, prevenidos- os frecuentadores de que
3uando por qualquer motivo uao hourer corri
as se dar aviso.
O gerente,
lgtum C. P. Barreto-____
Irmandado do Meahor Bom e-
sus dM*ores
De ordem da mesa regedora desta irmandade,
em S Goncalo. convid) aos car3si:nos iimaos,
para s 3 horas da tarde, do dia $i do coi rente,
comparacerein no respectivo consistorio, afim de
enLorporados acompanhar a milagrosa imageni
do Senhor Bom Jess dos Pobres Afflictos, que
em procissao exposta as vistas* dos Hitos de
sua verdadeira crenca, tendo lugar s 4 e meia
horas do dia cima indicado umamissaem ten-
fo de todos os devotos.
Consistorio, em mesa, S6 de Marco de 1889.
0 secretario,
trinen Manoel Das.
issoc!i(;ao Commercial Agrcola
de Pernambuco
Assemblra feral
De ordem do Sr. vicepresidente e, de confor-
midade com os arts. 2fie S9 dos nossos estatu-
tos convido aos Srs. associados a comparecerem
na respectiva seda o. dia 30.do corrente, s 10
horas, da manha, para proceder-se as eleici5es da
nova directora e da commissao de exame de
contas. ser lido o relatorio da directora e apre-
ciar-se o parecer da commissao de exaine de
contas.
Recife, 27 de Marco de 188.
.-lnonio ArMur M. de Mtndmra,
1. secretario.
Reeebedoria Proviacial
Os abaixo assignados cobradoreB da
Reeebedoria Provincial provinem ac se-
nhores contribuintes que. ecebem at o
fim do corrente mez c com a multa de
6 [9 decima e contribuicSs da. Ccmpa-
nhia Drainage e 10 [? os impostos de
3 lo, 20 "lo, 12 "[ e 10 lo, mao morta,
agurdente, alvarenga e claese, sepdo que
d'esta data em diante, pagarlo a multa
de 9 [ os primeiros e ade 20 0 os de-
mais impostos,
O prezente avizo referente ao exer-
cicio de 1888..
Recife, 15 de Margo de 1889."
Joo Bernardo do Reg VaUn Frederico Guimar&es.
Banco de Crdito Real de*
Pernambuco
Este estabelecunento, de conformidade,com o
arl. 34 dos estatutos, paga o eu .5." dividendo,
relativo ao semestre lindo em 31 de Dezembro
do anno prximo passado a razio de 5 0/0 so-
bre o valor das entradas realisadas do capital,
ou 54000 por accao, UkIos os dias uteis, desde
as IQJioras da nianh s 4 da tarde, em sua sede
ra do Commercio n. 34.
Recife. 23 de Marco de 1889. ,
0 gerente,
Jobo Femandes Lopes.:
Club Gommercial JEuterpe
ASSEMBLEA 6EEAL ORDINARIA
Convido o Srs. socios a compareesrem na
sede social provisoria, ra tuque de Cuxias
n. 72, 2o andar, soxla-feira (29 do corrente), s
7 horas da noite, afim de ouvirem a leitura do
relatorio da directora que vai tindar seu man-
dato, eeleger so os competentes da nova.
Secretaria do Club
de Marro de 1889.
Commereial Euterpe. 2t
0 1" secretario,
Alvaro de Menezes
(onfrariade Mnhor Bom .!<-
sus da-Vla-sacra da Igreja io-
ta Cruz.
De ordem da mi$a regedora convido a todos
os-nossos irmos para comparecerem paramen-
tados de seus hbitos em nossa igreja nos dias
sexta-feira 29 do correte, pelas 3 horas da tar-
de para encorporados irnos acompanhar a pro-
cissao do -enhor Bom Jess dos Martyrios, e no
domingo 31 de corrente, s 3 horas da tarde,
para tambem acompanharmos a procissSc do
Senhor dos Pobres fllictos da igreja de S. Gon-
calo para as quaes fomos convidados pelas loes-
mas irmandades
0 escrivo,
M. D. da Silva.
O mi-lhor e mili* r< II idpo le pre-
('n(r rmiiio para I e para aa
M'ii<'ii c; ivii de vida na o%u
York
l.New-York Life Insurance Compaay)
Companbia de seguros de vida e montepo dos
Estado; Unidos da America.
Capital realisado :
184,000:000*O
Depnito no Thesouno .Nacional :
200*OOJOO
Para prospectos e informaces. com o Sr. Theu
Chr;-;iansen, correspondente da companhfa em
iibuco, ou com Julio Guimaiee, agente
geral.
^^^^P"S
*
MARTIMOS
Roy al Mail Steam Packet
CompanhrH
O vapor Tamar
Espera-se da Europ
Marco, seguindo depois
>pa at o dia 29 de
depois da demo-
ra do costme para
Macelo. Baha. Rio de *f aneiro.
*aolos. Hootevideo e Buenos-
Ayres.
Para passagens, fretes e encommendas trata-
se com os AGENTES.
O paquete Treht
Commandante W. Chopmam
E' esperado -dosul do da 3tde
Marco e, seguindo depoit da demora
necessariapara
a. % lo. Moathampton e
Antuerpia
Reduetfto de pansa;,1'
.Ida loa t rnifn
'Lisboa 1 classe "vi 3o
K' Southampton | classe -t 42
.amaretes reservados para eji pussagtiros de
Pernambuco.
Bmquanto vigorar a quarentena imposta na
publica Argentina,,axw-wpoje* e ua^uis pror
cvteS'do Brasil, os vapores desta companqia nao
acettar&o passageiros neta orga para buenos-
Avree.
Para paasagena, fretes, eocaameBdas, tratarse
CIHD08
AGENTES
AiHiorim Irmos & C
DE
.\TaTegaeo costelra por vapor
PORTOS LX) SUL
M.eei, Peoedo e Aracaju'
O vapor Mandahu
Conunandante Alcides
Segu ne dia 29 do corrente s 1}
horas da tarde. Recebe carea at o
Encommendas, passagens e dinheiro frete,
at s 3 horas da tarde do dia da partida.
. ESCRIPTORIO
Ao Caes da Companhia Pernambucana
\n. 12
UnitAi States and Brazi!
M. S. S. C. J.
O vapor Finance
E' esperado dos portos do
norte at o dia 30 de Mar-
$o o qual depois da de-
mora necessaria seguir
para a
Bahia e Rio de Janeiro
Para carga, passagens. eacommendas e di-
iheiroa Irete : tarta-s com os
AGENTES
Henry Forster & C.
8Ra do Commercio8
1" andar
Compann de Messageries
Mari times
LINHA MEN8AL
O paquete Nerthe
Commandacte Jezegahel
E' esperado dos portos do
tul no dia 2 de Abril,
seguindo depois da demo
radocosume para bor-
deaux, tocando em
liakare Lisboa
Lembra-se aos Srs. piMim^iroe do Untas as
classes que ha lugares reservados para' esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
Faz-se abamento de lo 0i em fevor das fa-
milias composte* de 4 pessoas.aftiaenos e que
pagarera 4 passagens inteiras.
Por excopt'o, os criados de familias que to-
marem bilhetos de proa, gosam tambem deste
abatimento.
Os vales po*rn?* se dio at o a 30pagos
de contado.
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete : traa-se com o AGENTE.
O paquete Orenoque
Commandante Mortemerd
i
E'esperado da Europa no
dia 4 Abril de, e segui-
r depois da demora He-
cessaria para
Bahia, Rio de Janeiro, Buenos-Ayres e
Montevideo
Lembra-se aos Sr?. passageiros de todas as
classes que ha lugares reservados para esta
agencia, que podem tomar em quatquer tempo.
Previne-se aos Srs. recebedores de mercado-
rias que s se attender a reclamacoes por fal-
tas, nos volumes, que forem reconhecidas na
occasio da descarga, assim como deverao den-
tro de 4 horas a contar do dia da descarga das
alvarengas. fazerem qualquer reclamaco con-
cernentes a votumes que porventura tenham se-
guido para os portos do sul, afim de poder-se
dar a tempo as providencias necessarias.
Eate paquete- iiluminaii
elctrica.
li
Para carga, passagens. encommendas
nheiroa frete: trata-se com o
AGENTE
Auguste Labille i
9 Ra do Commercio t-
e di-
Companhia Brasi leira de
Navega^ao Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Para
Commandante Antonio Ferreira da Silva
E' esperado dos portos do norte at
o dia 5 de Abril e depois da de-
ora indispensavel seguir para os
portos do sul.
As encommendas sero recebidas no trapiche
Barbosa at 1 hora da larde do dia da sabida.
Para carga, passagens, encommendas e .alo-
res trata-se com os AGENTES.
PORTOS DO NORTE
O vapor Alagoas
Commandante Joo Maria Pessoa
E' esperado dos portos do sul at o
dia 7 de Abril e seguindo depois
da demora indispensavel para os
portos do norte at Manos.
As encommendas s sero recebidas na ageo-
ia at 1 hora da tarde do da da saluda.
Para carga, encommendas, passagens e valo-
res trata-sc com os
AGENTES
. Pereira Carneiro & C.
6=Rua do Gounere3=t=6
1 andar
VHiagrama france.
torios, 1 toilet, 2 cabides, 1 espelho,
2 ditas de bracos.
Urna commoda, 1 tocador, 1 estante, 1 lava-
torio, 1 mesa com gaveta 1 cabide, 1 guarnjcSo
e 1 maJBttoaao
Urna hnda mesa elstica, 1 guarda louca, 2
aparadores,-12 cadeiras de junco branco, 12 di-
tas de amarello* 1 relogio, louga, vidros, garra-
tas, copea, tempeoes, lalheres, i cobertas para
pratos, 4 duzias de comeres, 1 galheleiro e po>--
ta-biscouto de electro-ptate, 1 guarnio para
fumante, 1 relogiodispertador, 12 pratinhos fi-
aos, esleir forro de safa e quartos, 6 cadeiras
de junco, prcto, 1 quartinheira, globos para can-
dieiros gas, 2 marquezas, 2 coramodas, I lava-
torio, 2 cabides, 12 globos de cores, candieiros
de bracos e 2bancos de jardim.
?gente Pinto
Wabbado 30 do eortvote
No sobrado da ra Barao de S. Borja
n. 55
EM (ONT1NUACO
vender o mesmo agente os pannos, bastedores
mais pertences de um theatrinho, urna rou
para i; 6 classes para collegios.
Os bonds da linha da Magnalena daro pas-
sagens aos concurrentes ao kilo.
A entrega em acto continuo.
"Agente Stepple
Leilo
De movis, espelhos, vidros c mais
objectos
Terea-felra* 9 de Ahril
As 11 horas
No 1" andar do obrado ra da Aurora n. ki\
0 agente aciraa^por mandado e assisteneia do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito de orphose an
scntcs.-aTcquerng xandre de Souza Pereira do Carmo, do esi>olio
do finado I>r. Pedro AfTonso de Mello, vender
em leilo inoUiba^ d* jaiwrand com encost
de palinha e consolos, com pedra, 1 piano, 1
cama de Jacaranda com cpula, 2 mesinbas, i
cadeirao de-iacarand, de balanco, 1 diadaania-
rello, l feuretaria de mogno, estragada. 1 san->
tuario de Jacaranda, 1 guanla-louca de amarello,
1 pequeo guarda-comida, 2 aparadores^ i lava-
torio de amarello, 1 estante de amarello^S relo-
gios, diversos jarros, quadros cum molduras, 1
licoreiro, 1 berco de faia, i espelho, diversas
ubi as de dneUo, i apuareluo de louca. para jau-
tar. I dito para almoco, garrafas para vinho.
fructeiras de vidro, competeiras de vidro, copos
com ps. clices, canecos,-2 paliteiros, l taso de
cobre trem de coziniia e outros movis que es-
taro a vista do." Srs concurrentes.
Precisa-se de urna ama perita engommadeira
a tratar na travessa de Joo de Barros n. 4.
Alm^a-se
o 2- andar da casa ra da Aurora 81, junta
a estaca da egtraiti de ferro de Ognda, coa
grandes commodos para familia, gaz e agua en-
canados : a tratar no escriptoro de Sebastiae
de Burros Harreto, ra do Bom Jess n. 16,
primeiro andar. ______
Farinha a 500 rs. a cuia
QVende-se no lar^o do Mercado n. 12.______
Boa engoramadeira
Na ra do Sebo n. 22, precisase de urna boa
engommadeira

Caridade
Mara iementina Ucha, moradora ra Ce-
ronel Suassuna n. 163. achando-se gravemente
doentc e em completa miseria, sem meios de
subsistencia, roga aos ccragoes caridosos urna
esmola pero amor !e Deus*
Declaraco
PrUcioob Antonio de Oliveira. participa ao
respeitavel publico e com especialidade ao corpo
do commercio. que por ter outro de igual norae,
de hoje em diante assigoar-se-ha or Francisco
Antonio de Oliveira Brazi I.
Recife. 26 de Marco de 1889.
Francisco Antonio de Oliveira Brazil.
tibieza
Leilo
Das dividas em ttulos e contas de livro na im-
Krtaneia de 48;51673i)ipertencenles ao.espo-
1 de Jos Jacintho de Medeiros.
Ter^a-feira 2 de Abril
A's 11 horas]
No arniazem ra Mrquez de Olinda
n. 48
O agente Gusmo, autorisado por despacho do
Exm. Sr. Dr. juiz de direito do commercio, a re-
?uerimento do administrador do espolio de Jos
acintbo de Medeiros, far leilo. cem assisten-
eia do mesmo juiz, das dividas cima mencio-
nadas, podendo os Srs. compradores examinar a
rclacio que se acha em poder do mesmo agente.
A71S0S DIVERSOS
Aluga-sc o .-o rado n. 46 ra da Boda
com bons commodos e muito fresco, todo pinta-
do de novo e forrado a papel as salas ; a tratar
na. ra do Cabug n. 16, luja.
Aluga-se rasas a 8*000 no becco dos Coc-
hos, junto de S. Gongallo ; a tratar na ra da
mperatriz n. 56.
Aluga-se a casa n. 1 ra Lembranca do
Gomes, em Santo Amaro ; a tratar na ra da
Imperatriz n. 3. 2 andar.
Aluga-se um sitio noArraial (Casa Ama-
relia) com boa casa, bem limpa, caiadae pistada
de novo : a tratar na ra Pedro Affujso n U
Aluga-se metade da casa com agua, se-
nhora viva muito socegada : na ra Mrquez
do Herval n. 85. loja.
*- uga--* o sobrado de um andar n. 17
ra da- Trinclitiras, aluguel tnenpal.de 30*000.
a tratar na loja du mesmo.
Precisase de um eaixoiro (homem) com
toda a pralica de molhados e que de fiador de
sua conducta, para gerir interinamente urna casa
de molhados : a tratar na Capunga, ra das Per
nambucanas n. 38.
Pacific Sl;e.m Navigation
Con pany
STRAITSOFMAGELLAN LINE
O paquete Aconcagua
Espera-seda Europa ate odia
7 de Abril e seguir depois
K,da demora do costume para Val-
k**pai,aiso por
Bahia, Rio de Janeiro e Montevideo
Para carga, passageiros, encommendas e di-
ahefro a frete : irritase com os
agentes
VYilson, Sons k C, Limited
14RA DO COMMERCIO14
Precisa se fallar com o Illm. Sr. major Jos
Marcelino Alves da Fonsec actual fiscal da fre-
gueziade Afogados, na roa da Companhia Per-
nambucana n. 10 A.
Precisa-se de ofliciaes de cigarreirps para
desfiado ; na fabrtca Vendme.
O capito da escuna
Her entrada
n'este porto por arriba-
da forcada, em sua \ ia-'
geni de Pendo para
Liverpool precisando
descarregar parte do
seu carregamento cer-
ca de 140 toneladas,
recebe pro postas para
esse fim, em cartas fe-
chadas no consulado
Britnico at meio din
de 30 do corrente.
Os proponentes de-
vem declarar em suas
propostas o preco por
tonelada a descarre-
gar de bordo, arraaze-
nar em trra e reem-
barcar para bordo do
mesmo navio. .
i
Trajano de Nouxa Barbosa
Ernesto Barbosa de Oliveira, Julia Peres de
Oliveira, Leodegario Barbosa de Oliveira, Fran-
celino Barbosa de Oliveira, Hermina Bardo3a de
Oliveira, Isabel AbUia onteiro Barbosa, Philo-
nietia Miceli Barbosa eEernandes Miceli, filhos.
nors e genro coramovidos pela maior saudade,
veem do alto da imprensa agradecer todas as
pessoas que se dignaram levar ultima morada
os restos mortaes de seu pai Trajano de Souza
Barbosa,, bem assim aproveitara a occasio pa-
ra convidarem todos seus prenles e amigos
alim de assistirem a raissa que %e tem de rezar
na igreja de N. S. do Terco', sabbado 30 do cor
rente, stimo dia de seu falleGimento, s 7 hura'
da manha; desde j ahtecipam mil agradecimen
tos por mais esta prova do consideraco. '
Precisa-se de urna cofinhpira e de urna co-
peira : a tratar na ra da Soledade n. 82.
Precisa-se de urna perfeita cosinheira e de
boa conducta ; na ra da Imperatriz n. 36, pri-
meiro andar. ____'-,
Oferece-se urna senhora para casa de ho-
mem solteiro ou \ iuvo, tendo habiiitaco de casa
de familia, preferindo pessoa de fra da cida-
de; na ra da Roda n. 16, acaar com quem
tratar.
E" incrivel. mas verdade, Joo Mannho
da Rocha Falco fez urna hypotheca em data de
9 de Marco de 4878, e ate esta date nunca mais
foi visto, mas consta ter nsta ridade prente.
Tbom Augusto da Silva Villar, actualmen
te na provincia da Bahia, deixou aqu um.ami-
go para liquidar seus negocios e ate hoje nada.
Joo G. dos S quaiulo se resolvo leoibrar-
se do seu amigo, que tantos beneficios Ihe fez
naquella dala, conforme as suas cartas.
Joo Baptista Ferreira. morador actual-
mente em Olinda, fez urna hypotheca em 28 de
Dezembro de 1880 e at o" presente nada tem
feito.
-- DesejaodQfSe escrever ao .-r. Dr. Lidio Ma-
rianno de Albuquerque, e nao sabendo se onde
esteja, pede-se o favor de dizer na ra do Jar-
dim n. 46.
= Pela ultima ez pode se ao r. capito
Fraacisco AHtonio de Sa Barreto, em nome de
seu honrado pai, que acabe com aquelle neg
ci que molixou V. S. passar o papel de venda
da parte du obrado da ra Direiti
t
tuerra
Dr. luoslinho Murcia
Jantor
Antonio Francisco Regueira Duarte e sua mu-
lher D. Auna Albertina Guerra Duarte niandam
rezar urna missa pela alma de seu prezadissimu
e sempre chorado eunhado e irmo Dr. Agosti
nho Morcira Guerra Jnnior. e convidam n rode-
os seus parentes e amibos para assistirem a esse
acto de religiao. qne ter lugar na matriz da
Boa-Vista, s"7 horas da ma-nh do dia '2 de Abril
prximo futuro (terca-feira) trigsimo do passa-
mento do mesmo finado.
f
Deftembargador l'ianrixeo de
Adis de OUveira Haeiel
Maria Carlota Vianna Macieltronvida a todos
os parentes e amigos do seu sempre lembrado
mando Dr. Francisco de Assis Oliveira Macicl.
para assistirem as missas que manda rezar por
sua alma no dia 29 do corrate, s 8 horas da
manh, na matriz da Boa-Vista, i anniversario
de 6eu fallecimento. Desde ja agradece a todos
ue se dignarem assistir as referidas missas.
LEILOES
Leilo
'i-^i
N. 3Roa,do Be JasasN. 3
A gente Brito
De movis, fazendas, miudezs. fefragens
extractos e outros artigps.
Mextn-felra do corrate
A's 10 112 horas
Ra do Raagel n. 4.
Leilo
De movis, louca, vidros, crystaes, objectos de'
electro-plate, quadros. jarros, espelhi
Mahbado SO do rorrele
A's 11 horas
Ceaatando t
De um piano forte, urna mobilia com 1 sota,- 2
conwlos, 2 cadeiras de bracos e 14de.guarm-
co. cadeiras de balanco, 2 candieiros a. gaz, 4
janros para flores, 1 rico lustre a gaz carbnico,
com 8 bracos de erystal, 2 arandetas, i ricos
quadros e 1 esleir forro de-sala.
Epiphanio da Rocha Wanderley, chefe Ba
estadio da estrada de Limoeiro desde 1880 'que
nao paga aluiueis dos trastes, e nem se quer
os restitue.
A o commercio
Quem precisar de urna pesspa com "habilita-
cao para tomar conta de qualquer estabeleci-
ment.i de mojhados. dando garanta de sua con-
ducta, liixe' carta nesta typographia com as
iniciaos K. C. M.
Ao commercio
Os abaixo assignados fazem 6ciente au publi-
co e ao commercio que nesta data compraram aos
Srs. Jos de Almeida & Cf, o seu estebelerimen-
to de molhados ra da Palma n. 71,"livree
desembarazado de qualquer.debito.
Becife. 27 de Marco de 18S9. .,
Joaquim Kerreira C
Aos capitalistas
Vndese os .bem conhecidos. e exleasos. ar-
mazens n. 51.caes do Apollo, incluiudo dons
sobrados as. 1U6 c 108 ra de Domingos. Jos
Martina.
Estes rmaseos sao bem situados um.frente da
nova ponte Buarque. de Macedo e te.capa*ida-
de ptaal.000 a 10,00ainicas de farieha,de 9 ou outra mercadoria*m.f rop#8aa..
A' tratar eom MuMiaes Auslm 18, rua^
do Commn,
t
I^iiiz de Souza e Silva
O capito Jos Ruma de Abreu e Lima, sua
mulher a lllhos, Luiz Peixoto e seus filhos, tios .
e primos do finado Lui'. de Souza e Silva. filht>
do Exm. Sr. Barao de Santa Cruz, convidam eos
seus parentes e amigos a assistirem a una m.is-
sa que por sua alma mandam rezar na matriz
da Boa-Vista, s 8 horas da manh do dia 29 ao
corrente, trigsimo do fallecimento. Agrade,i
mais este acto de caridade.
t
Luis de Kousu e Sil\a
0 Dr. Pr xedes Pitanga convida aos seas ami-
gos e aos parentes e amigos do Exm. Sr. BadA
de Santa Cruz para ouvirem a urna miss^H
manda rezar na matriz da Boa-Vista, s 8 bon(
da manh do da 29 do andante, trigsimo
fallecimento de seu amigo, filho do mesmo E;
Sr. Baro. Ag' adece desde j este acto>de.
dadeira c ridade.


*

K.
m
t
m
m. L.ariaaa Otndida
AutoniG Duaroi Carneiro Vjaqna
convidam. a todos os seus pa
os da tallecida D. Laanana
para, assistirem as miw
tHU>/laip icelebrar no dia
nba. na ordem t
dia de-seu passrm
seusii
i*
I
-eV
1



tom/tffo, pata easajr
ooxim ipeiQSo. Xf%m
guia. amta iktm,
anin, ommlro mu
.mean *ovick9,uMi
liquido o 41H
>da. DWlEl
9 IERRO ^
sSCJ
ftriM(fc,i
aar puta ta mtTal-
hrmoMm.mooombmtidmM
mWoucia polo
AIa*-
9 june
BRAVALS
AON. 20
JUWTO AO LOVRE )
I4~114 R4R40110 TRH PHO-44
Machinas a vapor.
Mocadas.
Rodas d'agua.
Taixas fundidas c batidas.
Tai xas. batidas sem cravacSo
.w Arados.
*
MORRHUOL de CHAIPOTEAUT
0 Morrhuol conten todos os principio que en trio na composicao do oleo da
figado de bacalho, excepto a materia gordurosa. 0 oleo, como sabem todos,
desagradavel pelo seu cheiro sea sabor, maltas veces rejeitado pelo estomago e
provoca a diarrha. O Morrhuol pelo contraro 6 bein aoeito pelos doentes, e
actualmente, nos hospitaes e em todos os estabelecimer. Los de caridade, ena clnica
civil, os mdicos fecitao-se por ter encontrado no Morrhuol um medicamento,
que desparta o appetite, acaba com a tosse e os su ores nocturnos, restitue
aos tsicos as cores perdidas, augmenta-lhes as tercas, melborando considera-
velmente o seu estado. 0 Morrhuol, que as creancas tomao sem a menor difflcul-
dade, medioa promptamente a sua constituicao, quando ellas sao. debis e
lymphaticas e sujcitas a resfriamentos.
0 Morrhuol, que um producto em tudo duTerentii dos chamados extractos
de figado de bacalho, encontra-se encerrado em capsulas redondas, cada urna
das quaes representa 26 ?eses seu peso de olee -scuro, que os mdicos
reconheoem ser o mais rico de principios activos.
PARS, 8, Ru Vivienne, em taat a* Pharmacia*.
4
PEHE1B.4IV E4GALHAES
nais
Recebedore* directos dos mercados da Europa
iquidam os seguintes artigos com descont de 14 [o
vendas em grosso
Bramantes de algodlo superiores, a 800 rs. o metro, 4 larguras,
dem de puro linho fazenda de 2(5200 para acabar a 10500, metro.
Atoalhado alvo, ditas larguras, a 700 rs., 1(5100 e 10200 o dito.
'Algodao alvo, nacional, para lences a 5(5500 a pega.
Madapolao americano, a 3(5600, 4(5000 e 60000, com 24 jardas.
Mariposas de crr a 220 rs. o covado.
Chitas claras e escuras, cores firmes, a 200 rs. endite.
Batistas idem a 120 rs. o dito.
Zefiros de quadrinhos, a 80, 160 e 200 rs. o dito.
Merinos lisos de urna largura a 200 rs. o dito,
dem de quadros modernos a 280 e 300 rs. o dito.
Fich de renda ehics a 10000.
Colchas francesas de cores a 20000e 4(5000,. um a.
Lences de bramante a 1(5800, pona cama de casal.
Casimiras de cores para.ronpa de enanca a 1*000 eJ108QO, diagonal, duas
larguras.
Camisas inglezas e fraacezas a 26(5000 e 30|5000 a duxia.
Tapetes avelndados, grandes, a 14(5000 um.
Certinados ricamente bordados a 5(5500 e 60000-
Pannos de cores para mesa a 1(5100 e 1|5300 o covado.
Cheviot preto e azul, a 3(5000 o dito.
Brns pardos e de cores a 280 rs. o dito. '
Veladilhos de-eres i pretos a 900 rs. o dito
Rendas austracas para vestidos a 500 e 560 rs. o dito.
Setins de todas as cores a 900 rs. dite.
. Setmetaa lavradas 200'e 240* ra. o dito.
Alpacas modernas, lavradas, a 240 rs. o dito.
Meias cruas inglezas para homem a 20500-e 30000 a dusia.
Ceroulas bordadas, de bramante, a 120000 e lfyQOO di*/.
Cortes de casimiras para calca a 40000 e 6(5000.
dem de meia casemira a 2(5000.
Toalhas grandes para rosto a 4(5000 a dusia.
dem felpadas para banho a 12(5000 a dita.
E muitos artigos que serio lembrados com a prewecca de neaaesleitores.
59Ra Duque de Caxias59
Gases de cores a 500 rs.. o cavado.
Fustao branco a 360 e rs. o covado.
Brns de c6ree a 280 rs. o covado.
Baleias pretas a 260 a rs. a duzia.
Colchas de cSres a 20 e 35000 urna.
Cumbraias bordadas a 40000 a peca.
Luvas de seda s. 2 e 2*500 o aar.
Lencos brancos a 1(5200 e 10bOu a duzia.
Crotones de Alaace a 360 rs. o covado.
Atoalhado bordado a 10200 o metro.
Brim pardo a 280 rs. o covado.
Linhos de quadros a 280 rs. o covado. .
Bramante transado.a 800 rs. o raetro.
Espartilhoscouraca a 5(5000 um.
Chales adanv aseados a 2(J500 um.
Cortinados bordados a 60JOO o par.
Merino do cores, a 500 rs. o covado.
Ceroulas de bramante ;i 140 a duzia.
Madapolao americano a 6 000 a peca.
Chachemiras lisas e listra de combinacoes
a 1(5200 o covado.
Cambraia Vrictoriaa 2(5900 a^j>eca.
Bramante de linho a l&TOO-^metro
Toalhas para banho a 1(5500 ama.
Tapetes grandes a 130000 um.
Ceroulas de linho a 340000 a duzia.
Cretones franceses a 400 rs. o covado.
Leques transparentes a 25500 um.
Alpacas de quadro a 600 rs. o covado.
Camisas brancas para meninos.
Sahidas de baile a 15000 urna.
Cretones de cores a 240 rs. o covado.
Percales ti as a 200 rs. o covado
Nansok cores fixas a 240 o-dito.
Las escossezas a 260 rs. o dito.
Alpacas indianas a 320 rs. o covado.
Na ra Prinreiro de Maree n. 20
CASA DE CO\FI \ rVCA
AMARAL &
Popelina branca 80J e lrl'JJO o covado
Bicos matisades a 25500 35000 a pega.
Panno da costa adamascado.
Regatas- de cres>a. 15000 urna.
Sargelim de erea 200 ri. o covaoo.
Grenolma, pretae branca, a 400 rs.
Chambres, do crep 'a 50000,. e 65000 um.
Cachemiras de quadros a 260 rs. o covado.
Guarnida ie crochet cora matizes.
Griaaidas para' noivas.
Setim de cores a 800 re. o covado.
Cachemiras de duas-lar ruras a 800 rs.
Cortes de linn em cartao a 105 e 125000.
Camisas alleraae a 365000 a duzia.
Cachemira de ditas larguras a 800 rs. o
covado.
Linn de cores a 500 ts. o dito.
Linhos de quadros a 0 rs. o dito
Bramante trancados a 15000 o metro.
Meias para homens a -35600 a duzia.
Guarnicao de croch'., brancas.
Extracto Port Veine a 15400
Alpacas mescladas a-600 rs. o covado.
Entretella para camisas a 800 rs.
PARA A QAB5MA
Merino preto dsjiSOO at 15800 o covado.
Setins pretos de 15000 at 15400 o dito.
Crep iaglez (do seda) a 25000 o dito.
Fiehs pretos a 25500 e 35000 um.
Luvas pretas a 25500 e 35000 o par.
Cheviots pretos a 35000 o covado.
Casimira preta a 25000 e dito.
Renda hespanhola a 35000.
Bicos pretos, todos os presos.
Regatas pretas a 15500 ama.
PlLULAS
ttemtitu*) nm <*-.
BUMCWeSAS IMITaOOM
Exigir a arma
Imprimid* Termal ba
i s* ism lu n>~.
Para traCamtnto* prtnpta cura dai
Molestias do estomago e das
intestinos, molestias do figado,
dispepsia, indteestOes, clicas,
nauseas, diarrha, prisao de
ventare, mita de appetite, incom-
modos depois da omidm, enxa-
quecas e dores de cabeca chroni-
eas, rheumatismo e neuralgias,
molestias da pelle, molestias pe-
ridicas das senhoras, e, alm
dess, muitas outras eafermidadesque se
classkflcao debaixo de urna inflnidad de
nomes, todas porm, oriandas da mesma
causa, a saber;
Desarranjos dos orefios de di-
gestfto e asKimilacSo,
donde provm a impureza e o enfraqqeci-
mento do sangae, com a debilidade e eon-
gesto de todos os orgoa vitaes .lo sys-
tema.
Procarem-se
AS PlLULAS CATHART1CAS DE AYER,
PREPARADAS PELO
DR. J. C. AYER & CA.,
Lowell, Mass., Est.-Unidos.
Dsspoarro Bami
0.M4IS EXQESITO
nos
Perfumes k Toiioatfor.
Perfuma o Corpo s
Vivifica a Mente
NO BANHO.
Superior a Agita de Cele-
nia pela elicafleza de sea
aroma e a durabilidade de
seu perfume
0 LElfiO.
O.
HARCAis FABRICA
Peptonas Pepsicas
de CHAPOTEAT
Xr*laa\x-ma\o*utioo do 1* Claas*
pprovadas peJ/t Jnnta de Hygieae do Rio de Janeiro.
Empegadas nos Hospitaes de Pars e dos de Marinea.
A Peptona o producto da digestao da carne de vcca pela pepsina de
Chapotkat extrahida do'estomago do carneiro e transformada em um ali-
mento soluvel, immediatamente assimilavel, que vae ter a todos os pontos do
organismo por meio da circulaco venosa, e alimenta os doentes sem fatigar-
me? estomago.
O Vmho de Peptona de Chapoteaut per isso indicado as molestias que
tem por causa as ms digesloes, as afieccoes do figado, dos intestinos, as
gastrites, na anemia, na chlorose; as molestias do peito, na dysenteria
dos paizes quentes, as digestoe difflceU e laboriotas. Este Vinho alimenta as
creangas, qne nao supportao a comida, augmenta a secrecio do leite das pessoas
que criio e-torne-o mais rico; fortifica oetmlhoi e levanla proipotamente as fcrcas
dos convaletcentes.
A Conserva de Peptona de Chapoteaut, qn pode ser empregada interna-
ente e emclysteres, temo poder de aumentar durante mezes os doentes mais
graves, como os tsicos, qne nio possao tolerar alimenta algum. os cancerosos, os
que soffrem da bexiga, dos rins e da medalla espinhsi.
Em razao de tua pureza, esta Peptona a urriea empretrada ao laboratorio
do Sr. PASTER.
Deposito em Pars, 8, roa ViviennB e na*.principales Pharmacias
o 2- andar do predio n
Olinda : a tratar no i
Rosario n. 22.
Alug-a-se
Professora
Umasenhora competentemente habitada, <
pranca de 11 annos de profissao, apresentarnto
diversos attestados de bom methodo e comporta-
mentOjjjnerece-se para leccionar em casas p-
ticularw, na cidade ou em seos arabaldes as se-
euintes materias : Portuguez, Francez, Italiano,
ffiographia, i'iano, trabalhos de agulha. etc.; a
tratar ra Visconde de Goyanna n. 69 on ca
casa do Regulador da Mannbaroa larga ao
Rosario n. 9. .
36, ra Mrquez de
andar da ra larga do
Morada AlBfsm-se troas casas otapraeitrl rrtibalde
Monteiro, muito nerto do rio, tendo usa dellas
agua da companhia do Beberibe, faa, jardim,
bom baobeiro e muito frest^s ; a tratar na ra
1." de Mareen. 20 A.
Attenc.o
Ahig-ue5 barato
Baixa Verde ns. 1-C e 3.
Ra Visconde de Itaparica n. 43, armazem.
Hua Visconde de Pelotas n. 5.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2o andar.
Ra do Bom-Jess n. 57. 3o andar.
Ra do Caldbouco n. 4 loja.
Ra do Coronel Suassuna (quarto) v. B.
Ra de S. Jos n. 74.
A tratar a ra do Commercio n. 5, i andar,
esenptorio de Silva Guimaraes & C.
Ama
Precisa-se de urna ama boa costnheira. para
casa de pouca familia e que durma em casa dos
patrOes ; a tratar na ra Duqne de Caxias n. 48,
loja.
Ama
Prccisa-se de urna cosinhaira, para casa de
pouca familia ; a tratar na ra* Duque de Caxias
n, 77-A, loja.
Ama
Precisa-se de urna, ama para lavar e engom-
niar : na ra Formosa n. 37.
Amas
Na roa Ja Conquistan 21, precisa-se de urna
cosinheira, esstrapara servicos internos, e que
durma:u emelga-dos patroes.
Amas
Nao tem sido possivel encontrar como Sr.
Manoel Torquato ae Araujo Saidanha, pede-se
a este senhor a bondade de resolver aquella ne-
gocio.
LOJA
PEREIBA HAMLHAES
JOOOOOOOOOOOO^OOOOO^OOOC-O

dj:
MELISSA dos CRMEUTAJ
SOYER
TJxiico SuccesBor
dos Cajrxri elidas
- 14, Ra de 'Abbaye, 14 PARS
Enscoa iax
CONTRA :
\poplcxia > P' otOS
Cholera Caucas
nj6Di do mar j Indigsstoes
Febr': ?i^ reila, etc.
ter o prcipeclo :o <;.;' tai. cnnltiit
cilla vidro.
07-e> exigir o lelre!: branco e ; :>sta
em Wdo o. vidrcs
ceja qual lor o.laeaanbjCf.
Vinho pun de Santarem
Da Quinta li Chcgou a pnmeira teiiiessa deste especial vi-
aho fnra-o Arrota'Orirr-a! de gi-neros alimen-
ticios u ra do Cabug n. 11, o qual se toma re-
aommendado pela sua pureza e boa qoalidade,
manda-se em casa dos distincos frepuezes livre
de frete, para qualquer ponto da cidade.
Ra do Ci\juj.i. 11
Telephone n. 447
Jottquim Christovo A C.
Cosinheira
' Precisa-se de urna que co-
siuhe bem uo 3. andar, da
lypographia do Diario,
AS
Esagic
a Asignarura
de
*
D0MTTO3 O TODAS A PUAEWACUM
OOOOOOOOOOOOOOOOOi
PARA A SEMANA
AOABA DE RECEBER
LOJA DAS ESTRELLAS
^eS8-ftsa Dique de C.ixiis-S6 f 38
Riquissimas capas a peUei-inas-a 10fi>n) o 15f5rOC0.
Snrak de seda preta a 1)5200 o covado-
Gorgorito de seda, superior qualidade, a 2^001 v covado.
Ohamalote preto, ultima novidade, a 25500 o eevado.
Etamines pretas, lindissimos desenhos, a 400 e 500 rs. o covado
Cachemiras pretas lisas e lavradas a 600, 800 e 1*200 n covado.
Rendas pretas hespanholas .a 3<5000 e 4)5000.
Mantilhas hespanholasnovidade.
E utros muitos artigos proprios para a quaresma.
Recommenda-se a leitura do nosso annuncioLItUIAGO.
TELEPHONE 210

Serrara a vapor
Caes do Gapbaribe
Tem para vender diversas Laluncas sondo urna
firopria pura ensenhos ecotraes ou estradas d
erro, por ser de graade foca do peso. Temdi
versas bombas grandes de diaVreotes modelos-
Tudo se vende per precos coinmodos.
iMitmt
EXPCSiCAO S UNIV^ 1871 I
lu ruis ture R-ccmmu
1. tlaUI&*U I lUI
I LCOURAY
Inventor d*
PEEKBU.ESFECIAL 1e:UCIBI
to tpnUiati te H' i*?e.
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Agoa d* Tcaoafar FSR1KVV2RA
Esisada........ 3mi AVERA
i Pwto Arras...... PRIaAirMU.
FaMHU'E estos: to
I nm 13. hw tjjEcfiot. II papuc
"-^oatmnmim !
Curso primario e pre-
paratorio
Estabeleeido a ra do CotoveHa
numero 34
Precisase de duas amas, sendo urna para co-
nsbare outai para msaboar e mais servicos de
casa de familia : a tratar na ra do Hospicio nu-
mero 41.
Ama de leite
Ama secca e cosinheira
Precisase de urna ama de leite. urna para
cuidar de crian$as e outra boa cosinheira, paga-
se bem : a tratar na ra Barao de Tacaruna n.
23, ou ra da Madre de Deus n. 5, Recife.
Cozmheira
Precisase de urna ama que cosinhe bem, para
casa de pequea familia, que durma em casa
dos patres ; na ra Conde ila Boa-Vista n. 24-F,
porto de ferro
Alumno interno 304000 mensaes
Meio pensionistas 154000
Msica 44000 a
Piano 44000
Pnimiras lettras 20ii0 a
Por cada um preparatorio 34006
Lecciona em Gasas particulares a ambo-
sexos, quer na cidade, quer fra della.
Pagamentos adiantados.
Ba do Cotovello numero 34
Julio Soares de Azevedo
ATKINSON
PERFUMARA ingleza1
aade toten entras pelo aen
perfxime r\qaiilo.
Afamada
A6M.eCflLOJ(UdMS0I
enarinlpelo sen perfume -ma conoefl-'
trajio. Excede todos ti productos simi-
lursh Teutttda b nesrmoaiurae.
A691 FL0RIM4&ATBIS0N
detiCaVlo i-nume pin o Lauro .iisiledo
O; O:: i
CIGARROS INDIANOS
preparados coa o CANNABI8 INDICA
por GRIMALT e C, Ph~ de Pars
ftnntM nU JuU t. IriiaM i* iM-ia-Jaaatn.
Gonstituem a preparaoio mais
efflcaz que ae conhece para oomhster
a aBthma, a oppressio, as nffo-
C4vp6e, a tosas nervosa, os
tarrhoa e a tnaomnU-
Dmpootto om FJUUB, S,
Apolices perdidas ,
Previni'-se que estraviaran se* do poder do
ahaixo asagOMO duas apolii-es provinclacs de
100* rada nma, ns. :i8l e :m. de juros de 7 0/0,
pertenc Andrade. B -ife. 21 de Maryo de 1889.
0 proii'rador,
Adolpho Ferreira ('n i'aiva e Silva.
SAUDE PARA TODOS.
las; hollow
Plllas puNflsao o Sangue, corrigem todas ai 1s:or
dos /ni- ttnot.
V
-itemago s
cem a mude rii-
-es ao ROav emir
c'elicadas. e ,o d*aa yahn incii'.'
is* o* edades. Para rt meninas auim-
peioai de idade araayada a sua effi.-. ,i e 'mtaOUttmr.
gana aatftkiaa Am uj.iiumiiaui Eaaaaw-Jni.-;:,.u lo Proa
T8, SKW 0X?oBD RSSIT (aaUi i$M, Oxtor fitrart^ UOMOti,
E vaBdemae ta todas aa r^------ifiai do aaJMaim
oa rotulo, m cada uua e ftne w ata
CAPSULAS de GRIMALT k P
1 MATICO
VjKj liprnil aill JuU MlUtl i*
$9f3\ l?tM* Pial:II l Brlill
'xmtkm CoaaNaapae U lun i MUU*
3jt tam e B*t*fm> t C*p*U**
J|Om Remedio utalva para cura
YfStTOk onr">*. asi wnKaracar
Jew o otoniao, dsid provocar re-
/4BMB pusnancu. osito X/L-Sk proauam ims m nasiirt as
aiOaSUD OOpatJlDa BSUtta.
namw *> pabis t
Ph- oribUlolt i o>, im usan
a i aimaiii Huraniii
t- nume para o lauco
l -dlha txqni^li.
Coeealn-M m Cm.*'toi e Kigo-
c/fflle* e f DrV-an/M
J.*E ATKIVSCH
S'i. Olti Bparl Str.jet. londres
Vn> te t\>ir\n, 1 ;
m I.ym rt
cai&dmr*vt:r
CaBleilas do Monte de Soccorn
Compra-se cautellas do Monte de Socporro d<-
qualquer joia, brilhantes e retofrios; pa^a-s*
bem na Praga, da Independencia n. loja dt
relojoeiro.
Restaurant Globo
Aluga-se quartos nesle restaurant por precu
mdico; ra Duque d Caxias n. 28.
Para a quaresma
ALTA NOVIDADE em surabe iaies, setim
merveilleux. ottomanes e sedas pretas de Lyon,
rendas e bicos, escomido sortimeoto em palmas,
guamicOes o pellermes de vidrilho preto ; na
ra Bario da Victoria n. 15, sobrado.
Aleller iiiadaiue l'annj Hih:i
MODISTA E COSTRBIRA
Telephone n. 93
Professora
Umu'eenltora competentemente habilitada pro
poe se a leccionar em coltegios e casas ixirticu-
kres as -eguintes materias : portugus, franoez,
msica c pisno i i tratar ua ra Visconde de /d-
hvqusrqun a. 20.
DtB'moce hahiHtado pron6o meiras leli-is. porlii(uez, trancez pratica etheo-
ncamente e anthuietjca. em qualquer engenho.
Pam informacoes dinjam se roa Mareilio Dias
n. 81, escripiorio, ou ra do Imperador n. 81.
I- andar, escriptorio (sala de detraz).
i aixeiro
Precisase deum menino que leona pratica de
mero aria, de 12 a 14 annos, prefere se portu-
gu"z a tratar na ra Conde da Boa-Vista nume-
ro 79.
Modista franceza
A KaauMack (em ca toes r'
'inhasi nm novo
nroporcionanda rm baah 4atta4*aa *(
u, a urna eicelleji'- -raalarj
. 'p.sia Hu-kafit:. .
afoi moBcia o aaatta^fenitli,
c&ale, aap ra f oilo^aSnto e
Faz qualqner '.estillo r!e senaora, da hito, paral
ara ensogas, por.oodico proco.;
tamil Mar-
lie? do Henal n, 85,
GENT0 STEVENS
O i ..'lo a cauto'
poiu ravlihso prt '
remeci vsni.i -iliior itlecpif! tu atrui t .alie, Eclp
fai'j" li t: WlllrKc'fs di taal a Batir a. SO tam
ptimo e cotiDUO xito em todas sa
ri '.:s. baraa i, e nos prloolpaes ests'-oloci-
m utos de cavalloa em Injiaterr.- Jurop i,
Ixa nodoa aliiuu.a. r sxparf
m"lita Id jara flear couvencido do bou v:dor.
Vtlulc-*t Ol en ..rus t. tClfafc
ici* Telegramma
Vejam e admirem!
S o 55 ra Duque de Caxias posa
vender pelos precos que abaixo mencio-
namos.
Amor da China, novidade em padroes, a
200 rs. o covado.
Fustoes brancos a 360 e 500 rs.
vado.
Velbutinas de todas as cores a 800 rs. a
covado. E' barato!
Cas- ,;os e capas para senhoras, o cfae
ha de mais novo e barato.
Cortes de seda, padroes,lindos e presas
razoaveis.
Madapolao com 1 metro de largura a
6*$ a pega.
Zefiros a 80, 170, 200, 240 e 400 ra,
o covado. ?4
Ditos bordados a 800 rs. o covado,
Tecidos arrendados a 400 e 500 re. 9f
covado.
Brins de cores a 320 rs. o covado.
Cortinados de crochet, cousa chie o
prego barato.
Cambraia Victoria, a 2#8O0 a peca.
Dita batista a 120 rs. o covado.
Sargelins de todas as cores a-200 re. o
co-vado.
Guardanapos bous a 1800 aduzia.
Las modernas a 240, 280 e 320 rs.
covado.
Rendas hespanholas a 2 o metro.
Luvas de seda a 2 e3-o par. "
Espartilhos couraca a 4)5, 5*5k e 6A u.
Merinos pretos.e de cores, tuna vane-
dade inmensa em preces e qualidadefj.
Setins de todas as -ceres a 80Q .'o ao*v
vado. "
Toalhas felpudas, grande ijtduccSo asi
precos em vista da grande quaatidade.
Enxovaes parabaptisados o qac ha Se
mais moderno e por poueo preco, 10^000.
Colchas de crochet multo ehic.
Camisas inglezas com e sem cOlIariaW
Atoalhado para mesa a lj> te l#8#Jf
muito fino.
Collarinhos e punhos de linho e algodsVs
e por prego barato.
Babados e ntremelos, grande sorti-
mento.
Madapolao pelle de ovo por ($ a peca.
Esgaao pardo e chumbado a 400 as.
covado.
Urna grando variedade em lencos.
Gravatas e meias para homens.
Cretones para coberta o que ha de
barato e bom.
Mantilhas de renda a 55 urna.
Leques de setim muito chic.
Linn bordado com quadros a 800 ra.
covado, muito bonito.
Chitas scuras e claras a 240, 28
320 re. o covado.
Cretones trancados, finos, a 320
covado, para acabar.
Casemiras de cores e pretas um graase
sortimento em qualidades e precos.
Casinetas, o que ha de-mais bonito, a
400 e 500 rs. o covado.
Tapetes grandes e pequeos.'por precsi
razoaveis.
Crinoline preta e branca a 10600 o -
Brins pardos a 320, 400 e 500 isL%
covado.
Cortes de vestido de cachemira com t-
drilho o que ha de gosto.
Ditos de linn para vestidos bordMe.
\E' barato.
Cambraia branca, bordada, o que ha St
mais gosto e por prego rasoavel-si 8#|
pega.
Dita com salpicos a 4$ e
Colchas argentinas a 64600.'
Ditas de 20,. 30, 4 e 5,0000
Bramantes de algodo e linho
os pregos.
Grande sortimento em fichas de corst
e pretos.
Grnaldas para uoivas.
Luvas e leques para noivas.
Bicos de coree muito chic.
Alm do que acabamos de annuneiar.
temos urna quantidade de artigos que s
vendo-se, se acredita, pelo que'pedeTTi fot
comparegam. .
Dao-se amostres sem peahor
Sotinetas lisas t!e iodase .. 40.
rs. o covado. Sao muito lar">
Roupa feita e por medi<
55RA DUQUE DE i
FEMARES HE Air

rs. o
avela 80000
iooctPJ
linho de* tsSoa
Ao
commc
Oakaaicala ptauride por H.'R.
ao Ptrntm.u;-: : Sao MrlklSP1,
guei
- j atee-Tetsnano
Park Lasa, L wrij
taflaUarill la Ptravaoveo fuA*" a. al SU.TA it V
-
0 abaix assignado unid
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declara, que o nico h
m,-ocios ((articulares
res. Re. i



f

Typogaphia e Litbo^raphia
FABRICA DE LIVROS DE ESCRD7TU
RA9aO
Premiada aas exposlc oes de
1889 188a
Manoel J. de Miranda
EH:adernaeSo c especialidades em cartes de
risitas.
SMtaa Duque de Caxias-39
Telephonen. 194.
Caixeiro
i'recisa-se de um caixeiro de 12 a 46 anuos de
idade, com alguma pratica de taverna. que d
abono sua conducta ; a tratar na rua de Santo
Amaron.5 A. ,
Aviso aos Srs. marchante-
ro engenho Sete Ranchos, freguezia da Esca-
da, existem 40 bois gordos para seren ven-
didos, queiu os quizer comprar, poder ir vhos
e entenderse com o Bario do I.imoeiro, no seu
engenho Penanduba, ein Jaboato. Estao ex-
ceflentes para o acougue. e prefere-se a quem
( a comprar todos.
Superior vinho de
Passto
Telo mdico prego de 3oi o quinto e MOO o
Larrafo de tres caadas, voltando o garrafao
T*500 ; vinagre de vinho 30* o barril e 6*000 o
afao sem casco, precos lquidos ; na rua do
aiorim n. 60.__________________
tratameulo radicafeui 6 dias
t DAS
BLENORRHAGIAS AGUDAS
o
- CHRONICAS
(VULUO P U R G A C.A O)
1 IMMII1I O DA 1MIIIIH
E da leucorrha ov flores brancas
Plalas Resino -Balsmica*
^Declratelo
:mo A nonio de Oliveira partii
m
de
P<
icoSe\la-feiH

Francino Antonio de Oliveira participa ao res-
peitavel publico e com especiuKJade ao corpo
do commercio, que por ter outro de igual nome,
de boje em diante assignar-se ha por Francisco
Antonio de Oliveira Brasil.
Recite, 26 de Margo de 18^9.
Francisco A. d? Oliveira Brasil.
VENDAS
Attencjio
Vende-se umi casa terrea em bom local, fre-
guezia da Boa-Vista ; a tratar na pharmacia do
pateo do Carmo n. 3.
Pao eenteio
Midi 4 bisel, avisam ao nspeitavel pubco.
que todas as tercas e sextas-ciras, tem este sa
toroso pao; rua larga do Rosario n. 40.
('
InjeiM'o Anl-BleooiTliag ea
PREPARADOS POR CALA8ANS &
PRODUCTOS APPBOVADOS PELA
INSPECTORA GEBAL DE HYGIENE
Urna serie de brilhantes e innmeras ex-
periencias, coroadas sempre de bom xito
duraute dez annos, assignala a estes dous
medicamentos, usados com a dieta e. dosa-
gens prescriptas, o primeiro lugar entre os
medicamentos cstudados e preconisados
para curar estas terriveis molestias.
As pilulas sao supporiadas pelo estoma-
ga o mais delicado, pois que ellas nao :m-
pedem nein difficultam as funecoes deste
orgto.
A injeccao anti-blenorrhagica nao ab-
solutamente irritante c por isso nio tem o
inconveniente das actualmente ompregadas
e n3o produz estreitamentos.
Nao publicamos o grande numero de
cartas, attestados e agradecimentos que te-
mos recebido para nao offender aos nossos
clientes, muitos dos quaes s5o pessoa? limi-
to'conhecidas e altamente colocadas.
Empregada como artigo de toilet parti-
cular excellente preservativo contra as
molestias secretas.
Modifica e faa desappareceromocheiro
da* regras.
Preparad por Catalana
& C, Phar
unca Imperial, Bahja.
. ^ DEPOSIT NJRECIFE
Francisco Manoel ds-pilva & O, rua
Mrquez de Olinda n. 23.
Precisa-se
de urna &euh->ra de idade e de bons cost
familia, que seja so e d cpnhecimento
conducta, para fazer companhia a urna senlir-i::
i.u>ada : a tratar na rua Duque de Caxias nume-
19 "A, toja.
Continuam as pichinchas
A' rua Duque de Caxias a. 48
N'este mui acreditado cstabelecimento
de fazendas finas, continuara a offerecer as
mesmas vantagens, vendendo por menos
30 0( do que em outra qualquer casa.
Como sejam as seguintes lazendas :
Cambraia com sapicos broncos e de cores,
muito fina com 10 jardas, a 45 a peca.
Cortes de mcia-casemira, cores fizas, a
2)5000 um.
Oortes de casemiras, finos, padrSes moder-
nos, a 4, 55000, 60000 ejdOOO.um.
- Cortes para vestidos em carto, todos os
aviaSentos (novidsde), a 75, 10$ e
125000 um.
Pannos de crochet para cadeira a 1(5000 e
para sof a 25000 um.
Capellas com veos para nsivas a 85000
urna; peehincha.
Setineta branca lisas e lavrr.das a 440 rs.
o covado.
Setineta preta lisas e lavradas a 440 rs. o
dito.
Mantilhas pretas de seda a Sjf e 75 urna.
Cobertas de ganga para cama de casal a
25SOO urna.
Colchas brancas e de cores a 25, 35, 45,
55, 65 e 75000 um.
Cambraia preta para forro a 15200 a peca.
Cambraia preta, nansuck a 160 rs. o co-
vado.
AlgodSosinho muito largo a "5500 e 45000
a peca.
Madapolao especial com 24 jarda a 55000
e 65000 a peca.
Esguio para casacos a "5200 a peca;
aproveitem.
Brim hollanda para vestidos ou guarda -
ps a 400 rs. o covado.
Las modernas de listas e quadros a 200,
240 e 289 rs. o covado.
Fechs de retroz com palmas de cores e
pretos a 15000 um.
Fichs de 13, todas as c6res, a 15500,
25000 c 35000 um.
Seda Alcacianna, padroes escolhidos (phan-
tasia) a 240 rs. o covado.
Esparthos de couraca, finos a 35, 45500
e 55000 um.
Merinos pretos finos a 700, 800 15000,
15200 e 15500 o covado.
Camisas francezes, puro linho de 605000
a duzia por 485000.
Toalhas acolchoadas a 120 e 200 rs. una
(s se vendo).
%o na loja da Revoluco
HENRI^'E DA SILVA MOREIRA
Assucr
Usina Pinto
Santa Filn ila
Colonia Isabel
Na refinagao Salgneiral, rua Mareilio Dias
numero ti.
Assucar refinado
especial, o melhor que se fabrica nesta cidade.
JOAQUIM SALGUEIRAL 4 C
Rua Marcio Dias n. 2J
Teleplione nunuru "4-tS -
WiiSEf
Roval Blend marca VIAB0
Este excellente Whisky Escocez pre
ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corpo.
Vende-se a retamo nos melhores arma-
zens de molhados.
Pede Rojal Blend marca. Tlado,
cujo nome e emblema sao registrados par*
toio Brazil.
Pranchoes de amarello
Vende-se em porco c a retaiho na rua
que de Caxias n. lo loja.
Ira-
Bei|jL publico
Vende-se farinha a retaMio ; no trapiche Fiuza
no caes do Companhia 'ernanibucana._____
iVIercearia
Vende-se urna merrearia das melhorps nos
arrabaldes da Boa-Vista ; paia informagoes, na
rua do Socego n. 33. taranta.
Canoa
Vende-se urna canoa de caneira: a tratar
rua Duque de Caxias n. 7j, loja.
FOLPTIH
SEM MAI
POR
::::: r::::^:::
gG^DA PARTE
INNOCENTE OU CULPADO '
(Continuacao do n. 7 0)
CAPITULO X
O Jury
iDepois reassumio a sua attitude firme,
|m que um msculo de seu admiravel
o deixassc transparecer as mpressoes
sua alma.
sta-se, porcra, sob aquella frieza ap-
ate, urna agitaco tao profunda e tao
gente, que confrangia todos os cora-
^es.
V. Esc. desejou ser ouvida, minha
enhora, disse-lhe o presidente. N<'>* a es-
cutimos.
Ella levantou-se.
E com a sua bella voz de ouro, com a
ana voz grave, respondeu :
Sim, senhor, "-desejei ser chamada,
porque s en posso dizer-lhe quem o ho-
mem que os senhores aecusam, que afifei-
clo profunda e verdadeira, decuplicada
anda pela mais intima das fraternidades,,
uaia aquelle que alli est e aquelle que
eu. choro.
Divergiam, sim.
Mas cousas haviam para as quaes tudo
a scmelhante entre elle1:-: cram a leal-
de, a delicadeza e a honra !
vil! de um como de outro ora
"s. t'- consagrada ao dever.
uin delles era mais anda do
pelo austero dever
ifiear ao seu curapri-
tia, pfazoi*e8j satisfafoes, era
m infl le seu irmao.
A sua conducta to admiravel por occa-
sio da morte de seu pai.
Como poderia'ficar rico, c como havia
sacrificado tudo honra.
Fallou tambera do seu amor por Jorge,
aquelle querido companheiro com quem
contava passar os dias da sua vida. Co-
mo clles tinham-se esperado mutuamente
primeiro, depois como se amarara !
Que existencia feliz tinha sido a delles!
Como ella escapara de morrer por causa
da sua perda, que frr lhe-hia verter la-
grimas duraote toda a sua vida.
Depois, aleando sbitamente o peito :
E os senhores julgam, dxclaraou ella,
que eu possa perdoar a quem m'o matou,
que eu possa perdoal-o mais ?!...
Julgam que, se se ergnesse em mim a
sombra de urna suspeita, en nao procura-
ra saber a verdade e que lhes deixaria o
cuidado de vingar aquelle que perdi, de
punir o seu assassino, de manda.-o sua
guilhotina, tao clemente na sua fulminante
rapidez ?!
Ah meu Deus! n3o !...
'iuizera fazt-l-o supportar o que eu pro-
pria soffri quando vi o meu Jorge sob a
agua lodosa do tanque; o que padeco desde
que o seu cadver decomposto perturba
os meus dias e as minhas noites ; desde
tambera que o meu Pedro, tao honesto e
tilo bom, aecusado desse crime espan
toso!...
Com as minhas maos que eu quizera
arrancar-lhe \< corajSo, tortral-o, de.-pe-
dacal-o, antes da dar-lhe a m^rte.
E nenhum dos senhores aqui presentes
pode pensar, ao ver-me fallar assira, que
se esse culpado fosse meu proprio innao,
eu lhe perdoana o ter-me feito viuva; que
eu lhe saberia mentir, illudir, esqueeer o
meu amor, a raorte de meu maride, para
dizer-lhes com* lhes digo :
Pedro c a honra incarnada, fez bem a
todos que delie se approximaram; suspei-
tal-o um crime!...
Ah restituam-m'o !
E o que a sua justica nao logrn fazer:
doscobrir o vardadeiro a^j.:iii de meo
marido, mea ,'rmSo ajudar-'r.-3-ha a fazer.
a realisar .'...
E Adolia retirou-se no meio dos mais
sincero.-} testenfunhos dr. in-e,astivel sym-
i que a todos havia inspirado.
nTUa su nMfir na sala cnSo nesse de-
"dito a Sra. Cha-
lo na sim opioio to niti-
daon sobre seu irmilo.
Ella aman > m iri lo, o havia a me-
nor d;ivida.
Esta va proaiptaa vinga-o, e de urna ma-
neira horrivel, se o p.idesse, era evidente.
Cha prelo snpirior
Carlos Sinden avisa seuj amigos e fre-
gnezas em geral que recel>eu pelo ultimo
vapor cha preto novo e sujerior qoe ven-
de por preces mais rjsuciidos em vistafi
da continuacao do cambio avoravel.
Convem que experimentma.
48 RUADO BARAO DA VICTORIA 48
ALOJA M\lS||PP^fl
2
BROW'NS & C, a

Vende-se a armac,ao que
foi da loja Florida propria
para loja de ferragens, miu-
dezas, tabacaria ou venda,
quem a pretender dirija-se a
rua Duque de Gaxias n. 103.
A FLORIDA
Esta bem conhecida casa, previne aos
seus numerosos freguezes e freguezas que
contina a servil-os, como dantes, em to-
das as suas mais extraordinarias exigen-
cias, para o que substituio a sua antiga
arniacao por outra que mais expansiva, of-
ferece muito maior accommodac5es as in-
nmeras fazendas de que se acha hoje
provida*, aonde s Exmas senhoras cncon-
trarSo tudo quanto o rigor da moda exigir
para um toilette completo, desde o maior
chiquisme at as mais simples
Venhara verificar por si mesmo para
acreditaren!.
Rua Duque de Caxias d. 405
O tempo proprio
Nao se e?quecam do novo sortimento de guar-
nieres pretas. palmis e pingentes de vidnlhos,
grande variedade em bieos de todas as larguras,
rendas, crep inglez e litas pretas, vendem por
precos rcduzidus Pedro entune & C, 63 a rua
Duque de Carias. Nova Esperanra.
Para oDerby
Carlos Sinden recebeu grande sortimen
to de gravatas e camisas de cores propria
para os amadores do Prado e esta venden-
do por precos sem competencia.*
Recebeu tambem collarinhos e punhos
de borracha de formatos novos.
48EA BAKAO DA VICTORIA48
Burra
Vende-se barato urna burra mansa e estradei-
ra : tratar rb Duque de Caxias n. 75, loja.
CRIZ AME RICA
AZEVEDO, IRMaO & C.
Rua do B. da .Victoria16
tAi 200 Telephone -200
Tendo recebido directamente da Europa
grande sortimento de fazendas e modas o
9_ue ha de mais novo e precos sem com-
petencia.
A saber ;
Capas de surah, senda e merino.
Renda preta, diversas qualidades.
Etamines, pretos, de 12 e 12 seda.
Damass de seda pura.
Meriris pretas de 800, 10000 e 1200.
Crnoline preta e branca a 400.
Sargelim, todas as cores, a 200 rs.
Bramante de linho a 10500, com 10
palmos.
Toalhas para banho a 10000 e 10500.
Chacherairas com 2 larguras a 800 rs.
. Ditas de laV e seda 2 larguras a 10000.
MadapolSo tranjado a 90000 a peca.
Dito globo a 70000 a dita
Dito camiseiro a 70000.
Dito Boa-Vista, verdardeiro, a 60000.
Fichs de 15 e seda 10000.
Briaa de linho coi es fixes a 600.
Espartilhos couraca a 40000 e 50000.
Colchas de fustlo a 20000 e 30000.
Capellas para no iva com veo bordado a
60000.
Toalhas de cores para rosto.
Rendas, .comprimento de saia e 10500.
Renda de lit, njfeta, para quaresma.
'"ano verde para buhar.
Tapetes para sof a 130000.
A verdadeira esteira para forro de sala
a 10OO.
Camisas de flanella a 50000.
Cortinados de crochet para cama a
100000.
Chitas de cores a 200 rs.
Cretones com 2 larguras a 400.
Baleias com forro a 390 a duzia.
Ditas sem forro. #
Seda de cores a 800 c 10000.
Extracto Rita Sangal a 2-4000.
Velbutina de quadro a 800 e 10900.
GuarnicBes, pretas, de vidrilhos.
Bicos de seda, brancos.
Caixas com extractos para presentes.
Rendas hespanhola a 40080.
Capachos de coco..
Luvas de seda a 20000 o par.
Meias de seda para homem.
Dita de dita para senhora.
Flanellas de cores para roupas.
Panno da Costa para mesa.
Vestuarios para baptisado,
Colchas, de crochet com Sores.
Crepc inglez para enfeite'
Grande sortimento de chapeos de sol.
Setineta para coberta a 600 re.
Cortes de collccte de seda.
Dito de fustSo de cores.
Dito de casemira de cores.
TELEPHONE 200
Craveiros brancos
Vende se 60 ps muito bonitos, bem como
urna pequea bomba de repucho, com o respec-
tivo encanamento : a tratar na rua da Conceivo
numero,31.
Hntio como admittir que fosse defen-
der Pedro, se conservasse ou se conce-
besse urna nica suspeita contra elle ?...
Escutaram-se distradamente os mdi-
cos que compareceram para repetir os seus
autos de exame, o commissario Sr. Ma-
noel e algumas outras pessoas.
Adelia !... Ninguem pensava senao
nclla e no que ella havia dito!...
CAPITULO XI
A hora esperad
No dia seguintc e mesmo publico inva-
di a sala, apertando-se, acotovelando-se
mais do que nunca.
O depoimento da Sra. Chaniers produ-
zira vivo effeito, deixara um sulco pro-
fundo, indelevcl, impressionara os mais
prevenidos.
Os jomes da tarde, na vespera, nao
vinham impregnados da mesma nota sym-
pathica para com a joven viuva, e igual;
mente para com o aecusado.
I'ousa singular! Pedro de Sauves, ao
contrario, at alli tilo calmo, tap senhor
de si, tilo cheio de coragem e de energa,
sentio-se nessa manha aniquilado, sem for-
cas e sem vontade.
O que iria acontecer-lhe?...
De que lado estava a opiniSo publiea ?
Nem o perguntava mais a si proprio.
Nio poda.
Effectivamente aquella natureza emi-
nentemenl(| sensivel e nervisa nSo havia
resistido a todas as emo55es dos dias pre-
cedentes senao por um milagro de forca
moral.
A aocusa5So, as duvidas perpetuas lau-
cadas contra a sua palavra e a sua hono-
rabilidade; as afifirmajBes dos quefiretcn
diam reconhecel-o, a impossibilidade ab-
soluta em que se achava do fazer brilhar
a verdade, tudo isto tinha sido para outro.^
tantos golpes profundos, quasi mortaes, que
s o seu carcter, de tempera do mais pu-
ro agO| lhe havia permittido receber a p
firme.
Quando porm Su zana foi contar a sua
vida, quando disse tudo quanto lhe devia,
e que especie de homem era elle verdndei
ramente, a sua coragem fraqueara e toda a
sua vontade de conservar-se indifferente
e calmo desvanecera-se quasi cora a emo-
cao que o invadir ao timbre da voz da
rapariga.
Depois, quando appareceu Adelia....
quando olhou para elle, enviou-lhe um
beijo na predBkca de todos, quando a 3ua
voz querida *elevou-se em favor delle,
Vende-se
o estabeleciraento de molhados sito 'a rua do
Bom Jess n. 29, antiga da Cruz, est bem sor-
tio e afreguezado ; a tratar no mesmo.
ju. Arma gao
. Vende-se urna armaco d- amKsllo enverni-
sada e envidracada, propria p:.ra qatlquer nego-
cio, rua Visconde de Inhania. outr'ora Raa
gel n. 10. e garaate-se a chave da dita casa. Na
mesma arharo com quem tratar.
Vende-se
taprna bem Iocalisada e com poucos
Urna
fundos, o ffbTIvo por seu proprietario ter-se re-
tirado para fra da cidade por motivo de moles-
lia, a tratar na rua Bella n. 37.
alambique
Vndese-um alambique de tamanho regular e
em perfeito estado, com a competente rasp'adei
ra, propria para engenho; a tratar ua fcibnca de
vinagre rua Baro doTnumpho n. 75.
via feito outr'ora por ella, resgatando cen-
tuplicadamente os seus sacrificios, as suas
angustias, as suas dores ; quando ella mos-
trou-se to leal, tao corajosa, tao nobre c
tito altiva, a sua obra emtim a ternura do
infeliz foi mais poderosa do que tudo.
Nao smente aquella odiosa acensadlo
nao tinha modificado nenhum dos senti-
mentos de Adelia para com elle, mas era
at ella quem vinha defendel o, e com que
paixSo, santo Deus !
Foi como um homem ebrio que Jorge
sahio do tribunal nesse dia, sem ouvir,
sem ver cousa alguma. nem mesmo urna
rapariga alta, pallida e delgada, de olhos
profundos, cercados de urna extensa orla
azulada e que desde o comeco d processo
acompannava urna dama muito elegante,
um punca espalhafatosa, e da qual pare-
cia, na sua humilde melancola, ser dama
de companhia.
Quando Pedro levantou-se, afim de vol-
tar para a prisSo, a rapariga ergueu-se
muito branca junto ao bauco dos reos, os
labios moverara-se-lhe, dirse-hta que ella
ia tallar, as pipillas hmidas briiharam-
Ihe singularmente.
Mas os olhus do aecusado nSo encontra-
rara os seus; ella cahio entilo outra vez
sentada no seu lugar, confusa e rubra.
O Sr. de Sauves nao vira cousa alguma.
Toda a noite o infeliz levou a pensar
em sua mi, no juramento prestado em
seu leito de morte, nos seus deveres aus
teros de chefe de familia, por elle aceitos
no dia em que haviam levado para casa o
velho Sr. de Sauves banhado em sangue.
O' mai querida murmurou elle mui-
to baixo, creio que no co deves estar
satisfeita!...
Nao conseguio dormir um minuto.
Dt manh mergulhou acabeca em agua
fria e procuren vencer o seu. desanimo.
Couseguio-o, mas a sua pallidez era ex-
traordinaria e as suas pomas pareciam
abatcr-se-lhc ao peso (lo corpo.
. Coragem! disse-lhe o guarda que o
acompanhava, e que pouco a pouco sent-
ra-sc possuido de grande sympathia por
elle ; garanto-lhe que depois do depoimen-
to de sua irmS, todos estao do seu lado.
Pgdro s(i--i". muito com movido, como
todos os intezcs, com essa ligeira prova
fevoiencia.
Ic entrar na sala do tribunal, quando a
rapariga daj vespera, um pouco mnis pal-
lida ainda nos seus trajos de luto, sppnv
de repente delle.
O guarda nRo penson em afastal-a.
Oh senhor, murmurou ella, se a idea
de saber que todos-o-lamentara, e em par-
Que se possa ren*! ir estes
pr ee
Zefiros muito largos a 160 m o co-
vado.
t hitas batiste* a 120 rs. o covado.
Popelines de cows a 1^0 rt; o covado.
Setinotas muito largas a 360 rs. o co-
vado.
Las finas a 200 fc, o covado.
Ditas de quadros a 240 rs. o covado.
Setim muito bom a 10200 o covado.
Bramante de linho com 4 larguras.
Dito de dito e algoda* a 10400 a vara.
(ambraias com sapicos de- cor e bran-
cos a 40000 a pepa.
Toalhas felpudas a 300 rs.
Cortes de vestido em cartao com todos
os preparos a 80000.
Fichs felpudos, muito grandes, a 500.
Madapolao americano a 50000 a pepa.
Meias casemiras de cores proprias para
roupas de menino^ 10000 o covado.
Cambraia Victoria com 10 jardas a
20800 a pee-.
Merinos pretos a 800 e 10500 o co-
vado.
Flanel a branca a 500 rs. o covado.
Camisas francezas 20000.
Ditas de cretone a 10700.
Colchas de cores a 10800.
Cortesle Duraque para coletc.
Ditos de fustao para colete.
Ditos de casemira para calca e para
costume, o mais moderno que ha no mer-
cado.
Grande sortimento de chales de casemi-
ra por precos baratissimos.
Dito dito de gravatas para homem, pu-
nhos e collarinhos, chapeos, ceroulas, ca-
misas de meia e muitos ontros artigos.
Vende-se em grosso com desecnto de
14 V*
Yeniam ver para crer
A casa tem por signal bandeira encar-
nada com 13 no meio.
Venham com f, n3o tenham receio.
RUA VISCONDE DE INHAUMA
13
Gon^alves Santos &C-
Grande reduccao em precos
KA
Loja do Triunipho
A' RUA DUQUE DE CAXIAS N. 49
Merinos de cores. 1 largura, a 200 rs. o covado.
Dito dem. 2 ditas, a 300 rs.
Dito, idem lavrados 2 ditas, 700 rs. o dito.
Etamine de listas arrendada.-. 400 r?. o dito.
Cretones linos claros. 240 r>. o dito.
Linn estampado, padres novos. 390 rs.
dito.
Las de quadros unas. 240 rs. o dito.
Ditas mesclada; finas. ."(M rs. o dito.
Zeir de quadros largos, 240 r.-. o dito.
Saias bordadas finas. 3JO0O.
Camisas bordada? para senhora. 4J.
Ricos cortes de cretone com figurines. 8*.
Toalhas acolxoadas grandes, 4a00 a duzia.
Guardauapos muito bons, 15500 a dita.
Madapolao fino largo. 24 jardas por 65400.
Algodae largo, 10 metros. 25.">00 a peca.
Dito idem 20 jardas. 4 a dita.
,Dito idem superior 20 ditas 3*200 a dita.
Bramante 4 larguras para lenees, 700 rs. a
vara.
Camisas de linho sem colarinho sem punho.
3*000.
Cortes de casimira ingleza, a 4 o 44500.*'
Le eos de esguio finos, a 25300 a duzia.
Esguio branco para laias e casacos, 3300 a
pega.
Cambraia bordada, 43"0 a pega.
Merinos pretos finos. 800. 900 rs.. 1. i 2D0 e
1540' o covado.
Sedas c setins pretos. grande variedade de
precos.
Bastos & C.
Terreno
Bom para coudelaria rua Mrquez do Her-
val 80 e 82 : para ver, na casa ao pe, e tratar
na rua Mrquez de Olinda n. 23. Tem codieira.
quando pagou assim tudo quanto elle ha-' ticular urna pobre creatur" s no mundo
e bem infeliz, setal idea pode azer-lhc
bem, receba da minha bocea essa cer-
teza.
Pedro estremecen.
A pessoa que lhe fallava abaixava os
grandes oMios trmulos, como que esma-
gada pela sua audacia.
De certo, minha senhora, redarg
elle, as suas palavras proporconam-me
infinita alegra: que Deus a abenee por
ter ousado dirgir-m'as. Posso saber com
quem tenho a honra de fallar?
Coin urna pobre moja a quem o se-
nhor fez comprehender o que s3o a honra
e o dever.
O guarda teve medo de ser sorprendido
a deixar fallar o aecusado, e tocou-Ihe le-
vemente no hombro :
- Vamos, senhor, disse elle, entre.
A encantadora apparicao nao estava
mais presente; Pedro, muito impressiona-
do, obedeceu.
Era occasiao de tomar a palavra o or-
gao da justica publica.
O promotor era homem de grande ta-
lento, de phrase breve e mordaz.
NSo poupou o Sr. de Sauves. soube fri-
zar tudo quanto depunha contra elle com
implacavel lgica.
Era admssivel que tanta gente se cn-
ganasse sobre aquella personalidade, que
se reconhecia foa '"mente ?
Que Fran^ois y, se existisse nao acu-
disse aoappello d lionra que lhe era feito?
Que ninguem.T'. trein das onze horas,
nem partida nem chegada, visse o Sr.
de Sauves?
NSo, porque cada urna das allegaces
do aecusado era falsa, inventada; o ver-
dadeiro culpado estava alli, e nSo em ou-
tra parte.
Tudo provava-o, tudo, at a emoeao pun-
gente por elle experimentada na vespera
diante da Sra. Chaniers.
At a pertrbacao profunda sobrevinda
ao acensado desde entilo !...
Este ultimo golpe tinha sido na realida-
de muito violento.
Ser defendido pela propria pessoa cnio
.coraeo elle havia de.spedigado, era^a ul-
tima gata que faiia transbordar o clice.
E, exchttnou 'Ir sbito o magistrado,
se queris saber a causa dassa pallidez,
dessa ancied.i le, deasa emoyao que nSo se
hootem no h o que vedes
tclo.s hoje. von cbzer-voLa: E' o -remor-
aq !.. Bem >rjo taate mais pung ute quan-
to foi tardo.
E Bentou-se, depois de ter pedido jus-
.u no'iie da sociedade e d? u,
s honradas, incVssantemei.-.:: amea-
cadas.
ALojadasLi*
A' RUA DUQUE DE
Telephone n.
As fazendas vendidas nesta casa s
lidade, e nao levara)
aceita-se a fazenda vi,
qualquer motivo' nao fr c^
. do da pessoa para quem q
D-se descont a quem
para cima.
ESPECIALIDADES
Hrim de llstras azucsi
20 varas a 6,5000.
HadapoISo com om metro i
raa 608OCTa peca.
Cortes de vestidos
cartSo a 10)5000.
VelEudlIho LordK,^cont
o covado.
Cachemiras pretas, de qua5
arrendadas a 25 e 2^500.
Tecidos pbantazia arrendado prop
para baile e theatrq a 400e 500 rsj
Cortes de cachemira com guafj
bordadas, lindas cores, a 205 e 2bm
Sctlm Maco de todas as cores a 750
e 800 rs.
Linn bordado tecido de urna s cor
qualquer que se deseje, a 200 rs. *f
Zefiros lisos e,bordado, tecido fino,
novidade a 500 rs.
Lis de quadrinhos a 200, 240 c 300
o covado.
Llnhos liaos a GO e de quadrinhos a
100 rs.
Guardarapos melhor qualidade a
15800 a duzia.
.%oalhado branco e de cores a 1& .
Oleados para mesa redonda ou qua-
drada 45000.
Cortinados de crochet, comsanefas, -
ultima novidade, para janellas e portas.
Crochet para cortinados a 900 rs. e
metro.
Colchas fustao, brancas i
res a 25000.
Chitas finas prccales a 200
Chitas escuras a 160, 240 0080 rs^
Batistes de cores seguras #120 ra.
Xanznc de lindas cores a 280 rs.
Brim pardo esguio a 240, 280 e 320.
Casinetas de cores escuras para rou-
pp. de homem ou menino a 400 e 500 rs.
Jlantilhas de renda hespanhola, pre-
ta, de seda a 85000.
Capas e visitas, de cachemira, ae ren-
da, com lindos eneites e com vibrilhos a
205, 255 e 305000.
Leqnes de pennao e transparente,
ultima novidade, todo preyo.
f.iivas de seda, lizas,"bordadas ou ar-
rendadas, pretas e de qualquer c5r a 25-
Espartilhos inglezes a 45500 e 55,
tem desde o n. 40 at 80 de grossara.
Bico branco creme e de todas as
cores desde 700 rs. at 25500 a peca.
Rendas hespanholas, de seda e de
algodito, preta, branca e de qualquer cor.
Bahados e entremeios bordados ta-
pados e transparentes por todo preco.
Grampos e pentinhos fantazia para
cabello a 400 e 500 rs.
Baleias para vestidos a 260 rs. a
duzia.
Reloglos despertadores'com fi-
guras em movTmento 85 e U5000.
Aspas de ac para vestidos a 120 rs.
o metro.
Wargclim francez fino, diagonal, a
200 rs. de qualquer cor.
Crinolina de cordSo preta, braaca,
chumbo e cor de caf a 400 rs. o metro.
Redes americanas para menino
dormir a 35500 e para homem a 65000 e
75000.
E muitas fazendas qu se vende muito
barato para liquidar facturas aa loja das
LISTPvAS ZOES de
Jos Augusto Dias *
O Dr. Level levantou-se.
Durante duas horas manteVe o audito- i
rio sob a influencia da sua palavra cor^
recta, elegante c sobretudo commovida^
convicta.
Sim, elle estava convencido ; via-se
isso na sua attitude suberba de artivea;.e
de seguranca, no brilho do seu olhar, no
seu gesto admiravel de autoridade, na'lraa
voz cheia, sonora, que niio trema, e cujos -
tons, ora poderosos, ora enternecidos, fa-
ziam vibrar todos os coraeSes.
Infelizmente o que elle nao podi#, des-
truir era a certeza absoluta que dera o-Sr.
Sallanches, da que Pedro de Sauves. ha-
via perdido os quarenta e um mil francos-
no *.'lub das Ondas, c que ellenSo tomara
o trem das seis horas em vez do das onze
da noite.
No final do seu discurso o calor tormy
ra-se iutoleravel, as mulheres agtavam os
leques cora raiva, os homens terrivelmen-
te enfadados, nao podiam mais, todos es-
cutavam muito distrahidamente ; a con-
viecSo es* a va formada, achava-se em geral
que aquillo durava demasiadaraeate,
tardava a todos ir respirar um pouco l
fra.
Mas de repente, quando o Dr^ Levl
chegava a sua perorado, supplicando aos
jurados que nao commettesscm una erro,
que|seria a desoh^So de %ida a sua vida,
um indescriptivcl tumulto manife-ou-se
nos corredores.
O presidente fez signal aos officias de
justica que i'ossem ver o que era e que
restabelecessem o silencio.
" Estes ohedeceram, mas o tumulto, em
vez de acalmar-se. augmentou com pror
porcoes notaveis.
Era como que o barulho de urna dimi-
ta, empurros, gritos, reclamacSes.
O Dr. Le val, que nao tinha ainda
minado, ealou-se e poz-se eseuta.
Sbitamente a sua synipathica physio-
nomia revesto-se da expressao^ejjrf
da angustia.
Pes-i'-lhe, Sr. presiden
que pergirate o que se pas
cesso como este, tudo tem
tancia. Nao sei o que ma
produzir-se urna c >usa 'mu"
nos. V. Exc. nao pode
vor de informar-ac.
O magistrado, que sen
polo joven advogado, deu
oficial de ju.-tiva.
Esto desapparc.
T
I

r
inso 0 i %
Jlf 'f



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