Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:18297


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Full Text
AN
i> 17
\ V
1T U JjJL JO XI U Xnj
PARA A CAPITAL E LIGARES 0\DF> XAO SE PACA PORTE
Por tres mezes abantados................ 6(5000
Por seis ditos dein................ 124000
Por um anuo ideiu ............. 23)5000
Cada numero avuho, do mesmo da..... ....... tflOO
DOMINGO .24-DE MECO M1889
PARA DEVTRO E PORA OA PROVEVCIA
Por seis meses adiantados.............. 13^500
Por nove ditos idem................ 200000
Por um anno idem................. 260000
Cada numero avulso, de dias anteriores.......... 0100
DIARIO DE PERNAMBUGO
Tropriedade de Manoel Figueva de Uxoria Guijos
Os Srs. Amede Prin-
ce & C. de Pars, sao
os nossos agentes ex-
clusivos de annuncios
epublicagoes na Fran-
ca e Inglaterra.
TELEGRAMAS
UOTlgOIL &m\L um
BERLIM, 22 de Margo.
O Reichstag adoptou o crdito para reor-
ganisacSo da marinha e artilheria.
f
MADRID, 22 de Margo.
O governo hespanhol resolveu impdr
urna quarentena s procedencias do Bra-
sil.
LONDRES, 23 de Margo, a tarde.
SS. MM. os Imperadores da Itussin e
Austria-Hungra, assim como o Rei da
Italia, ir2o visitar S. M. o Imperador da
Allemanha em Potsdam.
Agencia Havas, filial em Pernambuco,
23 de Margo, de 1889.
INSTRDCgiO POPULAR
AS fimEimpKS
ANTIGS K MODERNAS
KAS
Sciencias. industrias e ars
POR
vrn
a pir< il.ma. u loui.'H e burro
(C ontinuagSo)
Nem todas as pegas ou partes de pega de por-
celana sao fetas ao turno Muita? se fazera em
moldes.
Appliica-sc a massa cermica em um molde
eco cara o qual se ha de conformar. Faz-se or-
dinariamente este molde de gesso. Para as pegas
redondas, comoazas e columnas, usam-se moldes
composto de duas partes iguaes exactamente
sobrepostas. Moldea-se metade da pega em
cada urna destas partes, e, quando a massa est
Sda molle, juntam-se as duas metadcs do
Ide.
Os tubos e as retortas de porcelana, os bicos
dos bules, e rouitas mais pecas (azem-st porou-
tro processo de moldeago.
Se se Jangar em um molde poroso de gesso a
massa de porcelana diluida em agua, o molde
absorve muita desta agua e lic=i urna carnada de
massa adrente superficie intenor do molde.
Escoa se a porglo restante do lquido e enche-se
novamente o molde. Torna a formar-se segun-
da carnada de massa : e assim se continua at
se ob'cr a espessura que se desejar.
As pegas de porcelana fabricadas por estes
varios methodos dexam-se seccar lentamente,
depois submettem se a una primeira cosedura
na parte superior do forno ca porcelana. To-
mam assim urna certa consistencia, mas sao mu
porosas e nao podem ser emprepadas. neste es-
tado para os usos a que a louga destinada. A
esta mas^a nao vidrada chamam os francezes
btscuil.
O Ter&k com que as pecas sao cobertas~dpois
desta primeira coaego, tui por tim oppor-se
absorpgo dos lquidos pela massa da loura, e
dar-Ibes um brlho agradavel vista.
A materia de que consta o verniz da porcelana
:-*e o JeltUpitim locha natural'que tem grande ana-
logia de composigao com a arga de que se faz
a porcelana, e funde a urna temperatura inferior
aquella a que o vaso se desformara.
(Contina)
PARTE OFFICIAL
(Invern da Provincia
DESPACHOS DA PRESIDENCIA DO DU 22 DE
MARCO DE 1889
Tenente Antonio Gonfalves Pereira.
ftemettido ao Sr. inspector !a Thcsoura-
ria de Fazenda para andar abonar.
VCamillo Henrique Bispo. Informe o
ffr. inspector da Thesouraria de Fazenda.
Cosma Joaquina de Lima Nunec In-
forme o Sr inspector geral da InstrucySo
Publica.
Fraga Rocha & CIndeferido.
iJo uilhermina Francisca de Paula. In-
. fora,e o Sr. com mandante das armas in-
terino.
Isabel Francisca de Quintal. Sim, ex-
hibindo procui-acjto e paseando recibo.
Jo-; da Matta Cardim. Concedo sem
venciinentos a vista da inforniag&o.
Jos Fiusa de Oliveira. De-se destino.
Joaquim Manoel de Oliveira e Silva.
Indeferido, a vista da informagao do The-
soaro.'
Dr. Manoel Clcmentino de Oliveira Es-
corel.' onecdo.
Porfirio Jusnina Baptista da Sil'veira.
informe o Dr. inspector geral da Instruc-
;*o Publica.
Teles jmnro Lopes de Sequeira. Con-
cedo.
Thereza Porfiria de Jesas e Silva.
.Sim, com a pensao correspondente aog
rencimentos de que tratam os artigos 180
| 4.- e 181 combinado com o artigo 139
do regulamebto de 18 de Janeiro de 1888.
Secretaria da Presidencia de Pernambu
co, 23 do Margo de 1889
O porteiro,
F. Chacrm.
Repartidlo da Polica
2.a ecg&b.-KaJ|^|RHjjaria de IV
ici* 4% Jfercaiiihmcaj^d^jla Mareo de
1889. IUm. e Exm. SF." Participo
V. Exc. que foram hontein recolhidos
Casa de DetengJlo os seguint'es individuos :
A' minha ordeiu, Affonso Desiderio dos
Santos, por dieturbios.
%^" ordem do Dr. uiz de direito do 2"
districto criminal, Virginio Honorio de
Freitas, como pronunciado as penas do
art. 167 do cdigo criminal.
A? ordem do subdelegado da freguezia
doRecife, Maria da Conceigab, Clarinda
Mara da Conceigao c Maria do Carino,
por offeosas moral publica; Flix da
Gama, Jerocymo Leopoldo de Souza,
como vagabundos, e Joviniano Floro de
Oliveira Faria, como alienado, minha
disposigio, at que tenha o conveniente
destino.
A' ordem do da freguezia de Santo An-
tonio, JoSo Alves do Nascimento, por dis-
turbios : Manoel Joaquim de Mondes, Jc-
suino Vital Nimes, por criine de furto;
Augusto Terencio dos Santos, como va-
gabundo ; Antonio Francisco de Sant'
Auna e Marcolino de tal, por offensas
moral publica.
A' ordem do do 2o districto da fregue-
zia da Boa-Vista, Anna -Joaquina, por of-
fensas moral publica; Veneranda Maria
da < onecilo e Claudino Francisco dos
Santos, por embriaguez e disturbios.
O delegado do termo de Garanhuns
eommunicou-me por telcgramma desta
data, que hontem, pela 7 1|2 horas da
noite, Francisco Teixeira, filho de Fran-
cisco Teixeira de Macedo, couhecido por
babello bom, assassinou ao tenente-coro
nel Jos Paes da Silva, evadindo-se em
seguida. Posteriormente communicou-me
a referida autoridade ter sido preso o as-
sassino.
O delegado tomou conhecimento do
facto e procedeu a respeito nos termos
da le.
Communica o delegado do termo de
Palmares, que, no dia 17 do corrente,
em trras do engenho Rosario daquelle
termo, travando-se de razoes os indivi-
duos de nomes Jos Francisco Manoel e
Joaquim, conhecido por Oato, Jos Fer-
reira de Lima e Thra Alexandre Fer-
reira, deltas resultou sabircm feridos le-
vemente Francisco Manoel e Joaquim
Gato, e mortalmente o de nome Jos,
sendo presos em flagrante os criminosos,
contra os quaes abri-se o competente in-
querito que j teve o conveniente destino.
No dia 8 do corrente foi capturado pelo
delegado do termo da Escada o indivi-
duo de nome Manoel Ferreira de tal, co-
nhecido por Pitanga, por ter furtado do
engnho Caipira daquelle termo, urna egua
pertencente a Jos Alves de Oliveira.
Abr:o-se o competente inquerite, que
j foi remettido ao Dr. juiz municipal do
mesmo termo.
Deus guarde a V. Exc.Illm. c Exm.
Sr. Dr. Innocencio Marques de Araujo
Gees, muito digno presidente da provin-
cia. O chefe de polica interino, Daro
Cavaleante do Reg lbuquerque.
-----nMMOf---------------
Thesonro Provincial
DE8PACHOS DO DIA 22 DE MARCO DE 1889
Francisco Pedro Bolitreau (i), sociedade ano-
nyma Prado Pernambucano, herdeiros do finado
Manoel Rodrigues Michado Lima.Itforme o
Sr. Dr. contador.
Maria Amanda Cesar de Sousa Volte a con-
tadura.
Francisca Coimbra dos Santos, Josephina Jo-
vita Belmira de Oliveira. -A' contadura para
mandar fazer as precisas notas.
Manoel Marinho de Barros. Informe o Sr. Dr.
contador.
Sebastio Antonio de Albuquerqoe Mello.
Dse.
Decio Augusto Rodrigues da Silva, Ignacio
Romero Cavaleante.-Certitique-se.
Francisco da Rocha Wanderley Lins.--Haja a
vista o Dr. procur dor fiscal.
Rcecbedorla Provincial
DESPACHOS DO DIA 23 DE.{MARCO DE
1889
Senhorinha Margarida de Saboia, An-
tonio dos Santos Bessoni, JosephJKrause
A C, Francisco Campelo Pires Ferreira,
Guilherme Spilcr, Romao Gil & C.
Campos & Irmao e Wolff & CA Ia
secgab,
Pedra Manoel da Trindade, Jos Anto-
nio do Couto e Miguis & C.Informe a
1" scelo.
Correspondencia do Diarlo de
Pernnibnco
VILLA DE S. BENTO -20 de Margo
de 1889
1 oiilina com verdadeiro frenes, com enthu-
siasmo cada" vez mais crescente, o lindo diverti-
inento das corridas no Hipdromo da Bella-
Vista.
A terceira corrida teve lugar no dia 17 do cor-
rete mez, e inscreveram-se 15 cavallos, assim
distribuidos nos quatro pareos de que se com
pOe a mesma:
1. pareo 600 metros.
1 -Campineiro.
2 -Novidade.
3-Price.
i-Pery.
5-Palmlagem.
6-Ingaseira.
Foi ve.icedor este ultimo, pertencente a Jo=
Soarrs de Araaral, chegando em 4fi".
Pery fez forfai.
i. pareo -<00 metros.
1J-digo.
iHorcas.
3-Talhado.
Venceu Talliado, chegando ao vencedor em
08" sendo seu proprietario o dono do Iagazeira.
Este animal aiuda foi vencedor no segundo
^ animSgoM|^fer
\- nao podendo o jocke^ que o montava
contel-o, antes da palavra Larga f, foi orde-
nado aue Ingazeira emparethasse com o in-
quieto Talhado, e assim se fez.
Ao signal de-Larga!, Iagazeira tomou a
ronta, apezar de estar montado em osso, e nao
largou-a senfto no vencedor, onde chegou gas-
tando 53"!
3 pareo-850 metro?.
1 -Perde-e-ganha, (ex-Tubaro).
2Folguedo.
3Raibacena.
Foi vencedor I'erde-e-ganha, gastando 68" e
pertencente a Odilon de Almeida, sendo seguido
de Barbacena, o qual seria o vencedor, se por
ventura e jockey Joo de Almeida. que montava
Perde-e ganha nao procedesse muito irregular e
criminosamente, faltando pouco para ser vic-
tima o jockev JoSo Cordeiro Manso, que montava
Barbacena !'
O procedimeato de Joao de Almeida mereceu
reprovacao geral, e nao Ihe foram impostas as
penas do cdigo de corridas porque aqu anda
nao ha matricula de jockeys, nem Stud-Beock.
O facto se deu do segu nte modo : a voz do
starter, Barbacena que um dos melhores ca-
vallos que aqu tem corrido, tomou a ponta,
sendo seguido de Perda-etganha. Este poude
alcangal-o, mas. havendo quem o montava pu-
chado pelas redeas, ficou Barbacena distanciado
alj-uns metros.
Betomada. por este a ponta, soffreu segundo
rutardamento. e pela terceira vez. ao ebegar Bar-
bacena ao distanciado, seguido de Perda c ga-
nha. o jockey que montava este, puchou pelo
rabicbo do sellira de Barbacena, o jockey que
montava este desaprumou, o selim virou, e se
por acaso nao foi victima Joo Cordeiro, de-
vido Providencia e agilidade que desen-
volveu!
Assim ganhou Perde-C-ganlia !
4 pareo1,000 metros Zulipc, Pampciro
Pedra-lixa.
Chegou em lugar Zuli|', em 85", perten
ce o t a Francisco Claudino d'Almeida ; e Pam-
pciro em 2* lugar.
Pedra-lixa, que se esperava ganhar o grande
premio, nem as honras teve de bagageiro, pare-
ceudo que adoeceu, ou antes bromou!
A venda das poules foi extraordinaria, e an-
da mais extraordinarias as apostas, havendo
algumas de 50*.
A concurrencia foi immensa, principalmente
junto raa e pelo lado de fra, porque o hip-
podrouio anda nao se acha murado em toda a
sua ex ten sao, e nessas occasides os serenos sao
em grande numero.
A' nao ser um insulto dirigido por um solda-
do do destacamento desta villa ao cidadao Joa-
quim Leandro de Souza, a festa teria corrido na
melhor harmona possivel.
A corrida do Prado Pernambucano, nessa ci-
dade, do dia 10 do corrente mez, foi a mais ani-
mada que tem havido, e o Sporler attribne o so-
cego havido, nao ter comparecido a polica,
seflipre desordeira em toda parte I
As sociedades de corridas teem o seu pessoal,
em numero sufliciente, para reprimir qualquer
desordem que se d no prado. Nao-se torna,
porlanto, necessaria a polica nos dias de corri-
das.
J sao passados mais de seis mezes depois da
ultima sesso do jury, havida neste termo; e
debalde esperam os "pobres presos pelo dia de
seus julgamentos, porque o juiz de direito da
comarca consom o tempo cm instaurar proces-
sos de respoosabidade!
Novo processo vai ser instaurado contra o Dr.
juiz municipal dste termo, Jos Mauricio Bor-
ges, e igual sorte esto experimentando o Dr.
promotor publico da comarca e a mesa eleitoral
da cidade de Caruar, por d5o haver, depois de
tiradas as cdulas recebidas naeleigao que se
procedeu no da 4 do corrente mez, no 10= dis-
tricto a mesma mesa emborrado e batido no fundo
da uma, onde os eleitores depositaram as suas ce-
dulas !!! 'Si non es vero, es bieno trovato I Infeliz
comarca, onde responsabilidades banaes prefe-
rem julgamentos de presos pronunciados ha
mais de anno !!
Infeliz comarca, onde o sen primeiro magis-
trado ordena que o promotor publico d o valor
do damno causado em denuncias por crime de
homicidio I!
Infeliz comarca, onde se suspende o funeciooa-
rio publico honrado e sobrecarregado de familia,
porque, caballado para nao dar o seu voto ao ad-
versario poltico, tem a hombridade de nao se
reduzir a trahir o seu partido !
Infeliz comarca, onde se obriga pobres e orphos
pagaran 2*100 ris de revalidag&o de um recibo
de cinco patacas, junto um inventario, j tendo
o mesmo recibo pago coco folha de autos 11
Infeliz comarca, onde se ordena, que, processos
crimes, cm grao de recurso necessario, voltem a
autoridade policial, para mandar colar, mar-
geno, as rustas dos inqueritos policiaes t
Infeliz comarca, onde se ordena e se manda,
que, se administre gratis pro Deo medicamentos,
visitas c servicos aos enfermos, podendo estes
pagar taes serviros, e nao havendo mdicos, or-
denando anda que nao se indemnise as despe-
zas dos funeraes e bem d'alma pelo monte in-
ventariado, e sim que se cobre executivamente
dos hprdeiros, ainda que estes sejam orphos !!
Iufeliz comarca, onde em menos de um anno
se expedem mais de dous centos de portaras,
cvjo estylo nada deixa a detejar, e onde finalmente
se instaura processos crimes por nao se bater no
fundo de urnas elcitoraes, fazendo lerabrar a en-
gragada pilheria, que se applica quando o gu-
loso vai encher a chicara de caf, ser?indo-se de
um bule que o nao conten! I !'
A instrueco primaria do municipio vai sendo
perfeitamente administrada pelos professores e
professoras, os quaes sao incansaveis cm bem
ganhar os respectivos ordenados. A populago
escolar, porm. dos districtos de Cachoeirinha e
do Jupy morrem mingoa da instruccio, garan
tidapela Constituigo Politizado Imperio. Ago-
ra, que se acha fuQccicuando a Assembla Pro-
vincial, 6 tempo de o Exm. director da Instrue-
co Publica solicitar da mesma, nao smente a
crcago de duas escolas mixtas para uquelles dis-
trictos, como a quota necessaria para a compra
de movis para as escolas do municipio.
Faz vergonha visitarse as escolas publicas
d'estc municipio I .. nao se v um relogio, a
pedra para coalas, o emblema da nossa Santa
Iteligio, cabidos para os ,'hapes ; e multas va-
te* N ala nns sao obrigadus. ou a conservareiu-
se lie p, ou assentarein se no clio, se os leg-
timos proprietaruM necessitam dos bancos que
emprestaran) aos professores 1111
Aiuda nio te.iios camas ecouo nicas escolares
no inuiiic pi, instiluigao que vai dando resulta-
i i- Hinitu satisfactorios nos lugares oade exis-
te ii.
i is receios de cc<-. dissi[iaram-se com o appa-
recimento de grande e copiosas cliuvas, nos lu-
gares i'irciinivsinlios desta villa ; e. os selanej s,
apesar de. quasi totalmente perdidas as pl.inta-
ges do mez de Janeiro, mostram-se satisfeitoa.
Os gneros alimenticios, porm. escasseiam.
principalmente a farinha, a qual, alm de pouca,
vai se vendendo a lOOO a cuia.
Os atravessadores de farinha formgam pelo
agreste, como os gafanhotos do Egypto, no tem
po das pragas, dando em resultado haver penu-
ria desse gnero de primeira necessidade, a fa
rinda, a qual exportada em grande escala para
essa cidade.
Ujalta absoluta de mandiocas, as mattas, e
as novas plantages se extinguirtn com o sol
afentissimo, que.remou nos ltimos mezes do
anno prximo passado.
Ouir'ora vinha ao mercado mais de cem car-
gas ile farinha; presentemente, nao se conta mais
de trinta cargas !
E aSo haver um paradeiro para evitar-se a
exportago de toaa a farinha que se fabrica neste
municipio 1
Na Europa, onde se cura do bem publico, logo
que a colheita' mesquinha, prohibe-se a expor-
tago do trigo : no nosso paiz, porm, consente-
se na exportago para depois comprarse pelo
triplo os gneros que foram exportados I
E' certo que es nossos irmos do Cear esto
bragos com a miseria ; mas nao devenios ficar
ns para cobrirmos os outros.
Contina a cadeia desta villa sem um preso,
e o destacamento fruindoo mais doce (amiente!
Se a ociosidade prejudicial a sociedade.
muito mais prejudicial se torna para os sol-
dados.
0 de nome Manoel Felippe, o mesmo que foi
cagar na propriedade allieia, e espancou em
Paco-doce ao cidadao Antonio de Ba ros, o qual
nao foi victima por se acbar de posse de uma
foice encabada^ ferio com o sabr, no dia 16 do
corrente, ao cidadao Zeferino Soares, no pateo
do mercado desta villa, dando motivo a esta sce-
na de barbarismo o maldito ciume!
Convem que o delegado de polica desle termo
empregue o destacamento desta villa na perse-
guigo dos criminosos, cm quanto nao ha presos
a guardar na cadeia, lembrando se que, aocw-
ndade mai de todos os vicios.
Acaba de ser preso, e se acha recomido a ca-
deia do Altnho, Manoel Gloria, o qual, ha dous
annos, assassinou no lugar Queimada-Crande,
deste termo, a Vicente Rato.
Agora que se acha funecionando a Assembla
Provincia', tempo de a mesma lembrar-se deste
infeliz termo, decretando a quantia de um cont
de reta para conctusSo do agude d'agua potavel,
nica aguada que possuiraos nesta villa, no ria-
cho Bella-Vista.
Este municipio concorre com grande somrna.
annualmente, para as despejas da provincia, e
de toda a equidide que. parle dessa grande
somroa seja repartida em beneficio da mais pal
pitante necessidade que tem esta villa, agua po
lavel, primeiro elemento da vida, e indispensa
vel a todas as necessidades humanas.
E' tambem de transcen lente necessidade a
restauragao das cadeiras de latim e francez desta
villa e a de instrucgfto primaria de Cachoeirinha,
e a creagSo de uma escola mixta na povoago
do Jupy.
E no so exagerados estes beneficios para o
municipio de S. Bento onie existem mais de
mil fnzendas de gado, e se exporta annualmen-
te mais de cem mil calieras, que sao vendidas
as feiras de Caruar e Santo Antao.
A quarta corrida no Hippodromo da Bella-
Vista, est marcada para o da 21 de Abril pr-
ximo.
Os amadores das corridas levaram a nial essa
deliberaco da directora e to reclamar duas
corridas extraordinarias, antes da quarta, e me
parece que serio attendidos.
Esto parahsadas as obras do Prado Samben-
tista, e nao se'sabe se as mesmas continuaro.
Se Hcarem no estado em que se acham, per-
der grande somma, porque a raia se acha aca-
bada e a estacada completa.
Continua o termo sem adjunto do promotor
publico porque o effectivo ha mais de seis me-
zes pedio e oble ve demisso : no emtanto na
sede da comarca, onde tem residencia obrigada
o Dr. promotor publieo, ba um adjunto !
Acha-se, desde ha muito tempo. no exercicio
da delegacia de polica o respectivo supplente
Joo de Oliveira Cintra, o qual nao tem a quem
passar o exercicio, quando viaja.
Empregado zeloso, necessita de tratar de seus
negocios, vendo-se na contingencia de conduzir
o exercicio, quando viaja, porque nao vive do
caigo e o cidadao nao pode deixar de ter
uma profisso da qual tire os meios de subsis-
tencia-
Ha neste municipio o districto de Jupy. o
mais adequado para a fundago de urna colonia.
Clima ameno, igual ao do sul da Europa, com
agua poiavel excellenle e perenne, gosa de uma
irimavera eterna e o seu solo produz lodos os
rucios indgenas e dos paizes temperados.
0 caf, fumo, cacao, mandioca a canna de as-
sucar, milho. feijo e algodo produzem espan-
tosamente, e nio ha noticia de que os gados, de
qualquer especie, se tenham all aniquiliado A
fome-
Distante desta villa 42 k., e da cidade de Ga
ranhuns 36 k., o Jupy superior a qualquer
terreno do sul desta provincia, para no mesmo
se estabelecer uma colonia nacional ou estran-
geira, sendo preferivel esta ultima porque (en-
tra! como i o Juay e a mais de 700* cima do
oivel do mar, all'nao reina a febre palustre, a
anemia e outros molestia endmica? dos lugares
pantanosos.
a acquisigo, pois, desses terrenos, nao
difficil e dispendiosa, mxime j havendo uma
povoago, que, smente habitada dez dias em
cada anno, quando se festeja Nossa Senhora do
Rosario, em sua linda capella edificada na mes-
ma povoago
A estago de S Joo, no prolongamento da
ferro-va do Recife ao S. Frencisco alcatifada
em duas horas, pois dista da povoago 20 k. de
ptimos camin'ios.
umpre que o governo estabelega uma colo-
nia no Jupy e nio se arrepender, visto que o
engrandeciraento da mesma nao se far esperar.
E' digno de encomios o Itvin vigario J. Jos
do Espirito Santo. A torre da matriz se acha
acabada e.muito realce deu igreja.
Aos esforcos do mesmo e com auxilio do povo
e de seu proprio bolsiiiho. levou a vante a mo-
numental torre de sua matriz, principiada ha
mais de vinte annos !
At outra vez.
Exposieao Provincial
A festa Inaugural
Conforme aoticiiuos perfunctoriamente na ul-
tima edico. reulisou-se no sabado, noule, a
solemnidade inaugural da 2a exposico provin-
cial, promovida pela sociedade Espitilo-Santense
de mmigragao.
A's- 9 horas d i noute, perante urna numerosa
e luzdu a.-wemWa, oade luilhava a lina flor da
sociedade victoriense, representada por genti-
lissi.nas sanhorai magistrados, autoridades li-
ria e militares, comuierciantes. arusias, repre-
sentantes da imprensa < de outras cianea ao-
ciaes : o Kxm. Sr. Dr. L'ib.i Moscoao presiden-
te da provincia, a convite do presidente da so-
ciadade de Iminigragao, oceupouo lugar de hon-
ra, ua mesa ila direCUrria da socieda-le. e depois
de breve e animadora allocugo -sobre o objecto
da solemnidade, declarou aberta a 2 exposico
agrcola e industrial da provincia do Espirito-
Santo.
O discurso officiul
Logo em seguida, oncedeu S. Exc. a palavra
ao orador oflicial da festa, o Exm. Sr. Dr. Mur.iz
Freir.
O discurso do joven e Ilustrado espirito san-
tense causou excellentc impresso, e valeu-lhe
felicitagoes do auditorio escolhido, que all se
achava. Conseguimos d'elle obter uma copia,
que offerecemos, em seguida, como um mimo
precioso, apreciago intelligentc e criteriosa
dos leitores d'A Provincia.
Exmas Sras. e mcus senhoresRompendo o
circulo da indifferenga geral, a sociedade Espi-
rito-Saatense de mmigragao vem hoje dar-vos
mais um testemunho do seu amor, dos seus ser-
vigos e da sua dedicago nobre causa do en-
grandecimento desta Boeaa provincia.
Modesta obreira, com pouco mais de 2 annos
de rida, ella tem confundido os seus detractores
e os seus gratuitos desafectos, attestando sempre
a mais continua perseveranca c o mais entranba-
do zelo no desempenho de sua misso.
Nesta phase da evolugo humana, em que a
disciplina de quasi todas as communhoes so se
mantm pela convergencia e pela protecgo reci-
proca de interesses materiaes, um facto digno
de nota, mas muito mais digno de infinitos ap-
plausos, a existencia dcsinteressada de uma as-
sociag que demanda grande contingente de ac-
tividade pratica, de esforcos abnegados, no cam-
po estreilo da vida provinciana, onde nao sao ra
ros os espirites ainda mais estreitos que procu-
rara sempre advinhat o lucro nos actos e com
mettiraentos, mesmo os mais imparciaes no fun-
do e na apparencia.
Nao este felizmente para nos, um phcuo-
meno de causa local. O deseovoiviniente ex-
traordinario que tem tido o rgimen industrial
neste seculo, desprotegido da doutriaa social ca-
paz de dirigil-o e de modifical-o a origem fun-
dameutal dessa aberrago moral, to lamentavel
mis to commum, to deploravel como legitima
situago moral da nossa poca, quando realmen-
te corresponde era essencia ao estado social res-
pectivo.
Em regra, pois, tem razao Jos incrdulos do
desinleresse, e uinguem Ihes pode censurar o
seu modo de julgar a sociedade sob o aspecto
de que ellos se sentem mais profunda e intima-
mente tocados.
A tendencia mais espontanea da natureza hu-
mana, physica, moral, intellectual ou social,
ver e fazer o mundo sua iraagera.
Essa forma de observacao, que era principio
encerra o conceito da situago real definitiva,
inmediatamente verdadeira quando se trata de
sentimentos e de opinioes, porque em geral uns
e outros ninguem os possue diversos do que sao
no commum do seu lempo e do seu meio-
Duplo motivo temos, pois, para nos orgulhar-
mos da existencia dessa associago intelligente
e patritica que, sem nenhum lito material, sem
esperanga de adheso geral. sem se reputar a
salvo de injustigas, ou antes, victima d'ellas e
bem amargas, sem o apoio pblico to extenso
quanto devera desejar, vai entretanto, modesta e
tranquillamente, concorrendo do modo mais ef-
ficaz para o progresso desta porgo mais iquori-
da da nossa grande patria.
A festa simples mas encantadora que ella boje
vos ofTercce, senhores, uma nova c brilhante
demonstragSo do interesse que lhe merecem o
futuro da provincia e a sua representago hon
rosa ao lado das nossasco-irmes, em todos os
certamens onde seja preciso aflirmar a activi
dade e a prosperidade nacional.
A occasio era propicia. .
A Franga, essa mfti-patria generosa e grande
da civilisaco moderna, bergo da nova era e da
nova doutrina, celebra neste anno o centenario
glorioso da enorme revoluco, em que ella, set-
vindo de orgo effectivo e"director sublime das
aspirages unnimes e dos progressos alcanga
dos pela bumanidade occilental, precipitou no
abysmo entulhado pelo sangue ardente de seus
Olhos os pesados alicerces do antigo rgimen,
sobre cujas ruinas uasceu o seculo luminoso em
que vivemos.
Nao ha d'entre nos quera nao esteja, pelo co-
raco, pela intelligencia ou pela condigo, liga-
do" espiritualmente a esse grandioso acontec*
ment. Filho* da civilisagao occidental, essa
a tente do nosso desenvolvimento commum, de
onde dimanaram a constituigo de povo livre
que somos, os progressos scientificos que me-
lnoram a nossa situago intellectual, e os pro-
gressos sociaes que melhoraram todas as nossas
relagOes civis, jurdicas e polticas, tornando
odiosos lodos os privilegios, e at, determinan-
do n'um periodo histricamente curto, mas rela-
tivamente prolongado, a extineco da escravido
industrial que era a vergonha da idade contem-
pornea e de que s ha um anno nes lavamos
no Jordo da caridade universal.
O seculo tem o de ver de ir levar ao regaco da
mi commum em romaria imponente, a offeren-
da testemunbal dos adiantaraentos que realisou
aos claros dessa grande luz. A exposigo pa-
risiense de 1889 pde-se dizel-o, a revista ge-
ral da civilisaco contempornea, do mundo mo-
derno depois da grande crise. Pela primeira vez
e ao fim de cem nanos a liberdade vai dar
balango aos seus beneficios. Os hroes de
1879 vo levantarse do seuasylo sepulcbral para
eepiar a raesse de seus filhos na seara do seu
sangue abengoado.
Nao podamos, os brasileiros, que por tantos
ttulos estamos presos nobre nago europea,
que lhe devemos a mais elementar como a mais
alta alimentaco intellectual. que vivemos tam
bem das suas inpiragoes, nao podamos, dizia.
recusar o nosso concurso modesto opulencia
da grande festa. Alm dos estmulos da sympa
thia internacional, gravada neste caso pela na
tureza da commemoraco. um motivo de juste
orgulho nacional, que tambem a nossa provincia
di-via sentir, obngava-nos a nao btilliar pela au
sencia n'um pareo ende vai ajusfar si- a activi-
dad* de todos os povos cultos.
Bem sabemos, senhores, que nesse preito uni-
versal onde todas as industrias comparecero
com os seus processos mais aperfeigoados, fa-
zendo a sorpresa de progres.-os inesperados ;
onde se reuniro-os mais exquisitos e delica-
dos productos de todas as artes; onde# a arfeo-
da se representar pelo que tiver de mais ale-
vantado: nos nao poderemos cenamente pre-
tender abrir competencia com os nossos huiuil
des productos, oriundos quasi io-ios directamen-
te desta magestosa natureza s-Ivalica.
Mus. o que pode a joven A nerxa offerecer de
raais precioso do que os frucios estimados de
sua nascente agriantara, < u cnaoo tantos attes-
tados da fabulosa riqueza que o hornera encon-
tra desde a supertele do solo at as carnadas
mais profundas da trra?
Assim como a Europa faz consistir a sua forra
ua industria que a explorago de aovas neces-
sidades e da applicagflo mais subtiuios diversos
elementos natura-s, a nossa consiste no poder
inexhaurivel de-.-e tliesouro brulv), que um de-
safio arrogante a actividade dos povos laburio-
sos, tral.albados pela grande febre industrial,
que tende cada vez mais a eliminar do velho
continente, railhares de bragos validos e uti.-is.
Estou convencido de que as xpOBic&es nao
podera inflair sob esse ponto de vista como fa
dores de resultado iminediato, que dispenein,
ou que toruem siquer menos intensa a necessi-
dade do emprego de meios directos, pelos pai-
zes que tenham urgencia de attrahir com celen
dade bastas correles inmigratorias: mas in-
fluiro certamenle de modo lento, j como fon
te; de propaganda indirecta pelas informagOes
que ministram. j pela sua acgo benfica sobre
o espirito dos governos europeus, aos quaqs
cumpre hoje reconhecer que a immigraco um
phenOHieno irreraediavel e natural, derivado da
anomala em que se acha o proletariado em mul-
tes paizes, nao podendo produzir o bailante para
o seu consumo, quando lei statica de sociolo-
ga que todo hemem pode produzir mais do que
consom.
Mas, ha. um pona de vista sobretudo, que
mister nao perder de observar o estimulo que
exerce a frequenc-a das exposigoes sobre o des
envolvimente de novas culturas e sobre o fabri
co dos productos.
Pena que assim n&o o tenham asss compre-
hendido anda os dignos lavradores espirite-san-
tenses.
Delles seria de esperar o mximo enthusias-
mo immediata iniciativa neste rrndezvous do
Irabalho provincial, ao qual deveriam todos con-
correr afanosamente como expositores e ao de-
pois como juizes e como observadores.
E' de esperar, porm, que a repetigao desaes
cnsaios consiga afinal despertar os interessados
e apontar-lhes o caminho das proprias conve-
niencias ; por isso mesmo mais meritoria se tor-
na a louvavel iniciativa da digna Associago Es
pinto-Santense de mmigragao, para o qual eou-
correram como forca impulsora irresistivel a
boa vonlade, a dedicago sem par do seu digno
presidente, ura comprovinciano que nos faz hon-
ra por seu ardor progressista e pela tenacidade
de sua resolugo.
Seremos felizes. si os generosos esforcos e os
de todos quantos mediata ou immediatameate
auxilir.ram-n'o n'esse feliz tentamen, desde o
honrad.- administrador da provincia, que um
cente couvencido da legio da vanguarda, at os
distinetos representantes das nobres classes
donde advem sempre o incitamento principal a
esses commettimentos; se esses contingenies.de
toda a especie que enumerar me sena grato,
mas iria longe ; se esse conjucto de tercas, em-
lim, fr aproveitado em bem geral da provincia.
E' preciso sobretudo insistir n'essas tentativas
at tornal-as sufficientemente praticas e efficazes
como o sao em todos os grandes paizes, onde de-
terminam sempre a desenvoltura de numerosos
aperfekoamentos.
Sao os meus e sero os rossos votos.
Minhas senhoras'.
0 grande evangelisador da nova f<'\ o Messias
da sciencia positiva, estabeltcen. como um dos
dogmas fundamentaes de sua doutriana, que o
espirito nao tem a energa indispensavel para
pretender o governo moral das sociedades. A
solidariedade social exige que a supremaca na
unidade pessoal, como n unidade collectiva per-
tenga ao corago.
E' a vos como a encarnaco mais genuina dos
instinctos sympathicos pela composigao de vossa
natureza cerebral, quede facto cabera a drecgao
inicial, o impulso efliciente do deaenvolvnento
humano.
Nem as Carthaginesas a corlar as suas trangas
para servirem s armas dos seus guerreiros no
momento do desespero da patria; nem as Spar-
tanas fasendo o saenficio de inStiucto materno
em obediencia lei que mandava matar, aja
creangas defeitnosas; nem a loucgj'a^^lrtotica
das Clelias; nem aravur'bellicosa das Joan-
na d'Arc, nem o talento litterario das Stael; tem
nada de comparavel ao papel sublime do genio
femenino no trama do rgimen normal da socie-
dade futura.
A nossa epocha revolucionaria ainda nao per-
raitiio que se pozesse era evidencia essa eminen-
te funego da mulher; porm, mesmo mogrado
nosso, ella a exerce sempre, de modo quee pos-
sivel consideral-a uma terca inmanente embora
nao sea perceba. ,
Saliei, minhas senhoras, ser sempre dignas de
uma tal misso, honrando e animando os que tra-
balham pela patria, para a qual vs con "orreis
com os futuros cidados, e com o amor, esse
poema eterno de todas as gerages, de toda }a
natureza, do animal coyo da planta, da trra
como dos es pagos, e esipto em todas as pagi
as do livro da creago. (Muito beroj.
f Conferencias
Concluida a orago do Sr. Dr. Muniz Freir,
oceupou a tribuna, para iniciar a serie de confe-
rencias que a sociddade delineara, e cujo piano
conhecido do publico, e Ilustre e talentoso
comprovinciano Sr. pharmaceutico Ignacio Tho-
maz Pessoa.
A conferencia que versou sobre aGeographie
da provinciafoi bem desenvolvida e de modo
perfeitamente praliro, como tragou o respetivo
programma.
0 palacete da expostcao
Ao al vorecer de sabbado, ao soin de uma ban-
da de clarins, ao estourar de innmeros foguetes
e de salvas na pedreia do Campinho, ao imitar
alegre dos sinos das igrejas da cidade, foram
basteadas as jadellas do palacete da exposico,.
os puvilhe que o deviara ornar, e tradazir a
corahdade e o respeito da Ierra esprito-san-
lense 4s nagoes amigas; especialmente a Italia,
Allemanha, Austria,Portugal, FranraeMolanla,
mais intimamente ligadas ao nosso dcsenvolTi-
raento progressista, pelo concurso que nos nao
trazido as levas de seus laboriosos filhos para
aqu emigrados.
os ja.dina iateraes do edificio foram ergui-
dos, em forma de elegantes chalets, dois crelos,
os quaes estiveram, hora da solemnidade, oc-
cupados pelas bandas marciae- -Caramurve lit*
creio dos A rtistas, esta viuda expressamente da
cidade da Serra para funecionar no acto.
En arcos que enciraavam os portaes dos jar-
dn.- liase fcilmente as inscripgcs Luboremus
S. E. S. de ImimgracaoExposico provincial de
1889.
A praga cm que ergue-se o palacrte foi orna-
mentada de bellas palmeiras, galhardetes e fiam-
mulas.
U jorros alterosos d'um improvisado repuebo,
que ligurava uo jaHira, os ralos multicores d
esiileuuida llumitiago de baloes veuezianos,
giornos e de candelabros a gaz, completavam a
oniaraentaco exterior, dando ao conjuncto um
aspecto harmonioso, attrllente e digno da festa
que se celebrava.
0 INTERIOR DO EDIFICIO
0 interior to palacete foi decorado e oraimen-
tado com simplicidade e gusto.
No primeiro pavimento v-se as "alas Enge-
nkeiro Pinto Pacca, conselheiro Costa Pereira e
Dr. Inglez de Souza, onde se acham expostos os
productos naturaes, numerosas amostras de mag-
nificas madeiras de construeco, bebidas alcoofi-
ca?. amostras de sabo, substancias therapeu-
ticas, sperimens zoolgicos e mineralgicos.
No mesmo pavimento tica o vasto saJao nobre
das conferencias, ornamentado com magnificen-
cia. Ah, v-se, em frenie mesa dos trabamos,
um throno com a effigie de S. M. o Imperador ;
formando parece, esquerla, os retrates do
nota ve I estadista. Visconje do Riu Brauco, do
consellieiro Buarque de Macedo e conselheiro
Costa l*ereira.
D" lado opposto figurara os do graude VicSor
Hugo, Jos Bonifacio, Jos de Aiencar, goeral
Osorio e Carlos Gomes.
No mesmo salo v-se ainda retratos de diver-
sos persouagens da familia imperial.
No pvmeato superior, al u d de
recepgo e kermesse, di
para se mais, as salas de trabadlos artsticos e

M

i'- -
X

i
m

_1



2
industria* denominadas Dr. Marcelino Tos
m e Henrtque Desfondes.
Diario de Pernaiubucoftwing 24 de Marco (te 1
S-

Por carencia datempo e de espago, so as se-
guintes euigoea daremos a descnpgo .dos objc
ctos expostos.
N'esse trabulbcNprecuraremos ser os mais mi-
aunciosos e fiis oossiveis, para que os nossos
leitore?, que nao visitaren! a exposigo possam
fazer um juizo approximado do que ella apre
" imotanoft'
senta de bon
A concurnom;
uiuito animadora
oreecida.
No dminosa*-at
liante kerian.
commisso ntaExi
Foram vendios
til.
nadoeaipri
-nade-.-pe
iros das
rque aanti
i
se a mangaral
jda e dnaida
horas.
Itoaabjecsos.
' traenn; lanana
innanair na
Antes da ii-aanaranSo admese
na presenca uo Pero. Sr. presidente da provin-
cia, dos membros da directora da sociedade e
selecto auditorio, onde destacava-se notavel con-
curso de senhoras, a 2* das conferencias annun-
ciadas, versando sobre agricultura, forjas moto-
ras eproducgolaprovi'icia. _____
Henrique Coutinho o seu filho Arlhur Goulinho
de-Alvarenga, joven e i estimado eonimeroiaate
i desta praca.
Hontem a tribuna das conferencias- foi oceu-
pada, pilo Exm. Sr. consdheiro M. ^scenles
de Aiambaja, que falten sobre a iiistrucgo pu-
blica.
Boje fallar o Srr engenheiro-Pinto Pacca so-
bre a these oolonisaclro, seu histrico, desen-
volvimento. etc,
(Da'/VowiiMJ do Espirito Santo.)
SCIENCIAS

X*

%s grandes estradas co
daca do lobo
(Extrahido)
| india foi u sonhe do eommercio 18 reculo
XV ; nnsk-como chegur-se al alli por amo es-
irada martima directa? Foi este o problema
que resoiveu Vasco da Gama abordando as cos-
tal dn. India a 20 de Maio de 1498. A sua solu-
ca- tilr.i sido preparada pela sabia poltica do
oto de Eduardo 1H. o principa Henrique de Por-
tilla U o oavegador, que morreuantes de vero
seu bou) xito.
i A descoberta da estrada do Cabo nao faefl*eito
le um acaso, foi o resoltado de estocas scienti
os profundados, de serias prepaiacCes e de
CTande perseveranga.
0 princwe Henrique, decidido a adiar, um ca
mano directo por mar para ir a Indias, convi
toa co principis sabio de seu tetnpo para in-
struir um numero de mancebos qne fOssein edu-
radas sob sua vigilancia e cui aiguns anuos os
portugueses tornaranvse-osprimeifoa navegado-
res, da Europa.
A feliz Tiagem de Vasco da (ama tana innm
natamente importante* resultados, a economa
de tr.uisporte foi enorme, o quando soobe-seque
se pediam obter os producios do Oriente: por
mego melhor em Lisboa, que era outra qualquer
parte, essa cidade tornou-se o Teass-w-n* nos
.xnoraerciantes de. teda a Europa. De Lisboa.
os.mercaduras da India eram transportadas para
a Antuerpia, que tornou:se I >go o araiaaein da
Europa do Norte.
Foi a ruina do cammercio de Venesa : Lisboa
ornou-se a cidade inais- rica da Europa. Os ve*
Mtianos nhaitt-se osforgadoem contine o com-
raercio nos seus limites de outroraemoaopoli-
sal-o en seu proveito. Nunca procuraram es-
tender sua' influencia martima e commercial:
par isso os seos marinlieiras mais habis, arras
tados pelo espirito de aventuras, olferRceram
seu* servicos aos estados do Oeste. Depois da
descoberta do Cabo, Venza, em ves de tomar o
seat qumho no eommeriio martimo, fesallian-
eom Eansau. Soldo do Egypto para cxnbater
l'onluaii ; artaau em Suez urna esquadra para
sua i aUiada, a qoal toi batida por Almeida era
I*. 0 papel de Vienna eslava findo.
Desde a desconecta do Cabo, travou-se lula
entre as naces martima do Occidente para
posso do connoerek) da Inuia. No comeep, a
Ifcspanha e> Portugal pareeeram ser as nicas
poU'i'-uis que tranain o direHo deoxplorar as
v". Neatla^^maritiiiius do sul. ft)i entaoquese
r raaireui urna pasa4a para a nordoste e no-
: roesBe, esforcoa heroicosjqne muo contribuirann
i ana os, procressoS' da.gegraphia.
Sendo mallogradas as tentativas dense lado,
resolveu-se chegar i India pelo Cabo, mo grado
i a. attitudu hostal da Hespaabae Portugal. Os
. rtndefe acontecimentos que lixeram possar as
11 riquezas e o comaiencio de Lisboa ponas An-
i iiaeroia, Amsterdam margeos do Tamisa per-
,. lencera- iristoria
Em fins do primeiro imperio vsnglaterra era
sobarana incontestada domar, eslava encarre-
i /ada de transporte^ de todo o i trafego ocenico e
era o. centro de distribuipio de todos os produ-
clo8:daIn pa klaai oomaedor. paratteruarquiobonesse
motimeato commercial, parece estar prxima
. aora mudanca nO:trajportc e distributco do
commercioda India, depois quu a. frica foi se
parada da Asia, luuvinte annos, pelo genio do
ir. Lesseps.
A, abertura do canal de Suea moditieando a
grandeestrada commerejo era provoito do Me-
diterrancoiti com prejuiao.do Cabo,'produiu no-
jasTnudancan as rebires do Occidente. A
naatcsTa, prmcipalmesle. sentiu a sua influen-
cia.
Bssas mudancas foram coi numero de tres:
i* As materias primas e os productos do
Oriente chegam diariamente em maior numero
ao Mediterrneo passando pelo canal, em ves
de viran, como oatr'ora, para a Inglaterra, am
de seren distribuidas na Europa, dessa, Tries-
te, Venesa, Marselba tornaram-se centros de
dtstribuicAo para a Europa lu-Tidtooal e.celiui,
. coma Antujrpia e Hamburgo nara o Norte. Os
cbmmereiantes ingleses perduram assim o bene-
Acb que colhiara em transportar e distribuir as
mercadorias-do Oriente^para a Europa. E' cer-
, te queat boje f transporte anda est, era-gran-
. ae pacte^nas mos dos ingleses, mas, si reben
bar um i guerra, os transportes pussaro para
ootras mos e diUiciluiente podera raoaaeraLo,
A industria de continente tove desde o comeco
deste seculo desujeitar-se a. posi^o aasurnida
i pela rvrtaterra e, incontestavelmeote, a dielri-
bocae do cornrnereio devia escapar-lbe de. um
lia para outro. A abertura do canal-apressou
essa oci-aeiao com detrimento das manufacturas
inglesas, e. por conseguinte. da riqaixanacio-
nal. A Inglaterra tende, cada vez menos, a ser
oarmazem. do abastecimento do mundo. As-
sistimiK presentemente a experiencia da lei na-
tural, segundo- a qual a rana nova distribujgo
Jos centros de eommercio deve seguir urna pio-
diHcaeo as estradas comnierciaes.
2 O abandono da estrada do Cabo occasionou
a construcrao de steamers especiaes para o com-
raercio da india e do Oriente pelo canal.
Neet* linhas, sao muita* as estaeoes de ca -
ste e a navegagao, salvo na balda de Biscaia.
mats fcil d que na maior parte das langas
(ataceos
Construiram-s". nortanto. navios de typo in-
ferior, sob o ponto ,le vista da hmecsao, da,ce.-
leridade, da resistencia. '
Esses barcos destinados ao canal sao de pon
tos. improprios para urna viagem pelo abo e, si
o canal fosse bloqueado por urna guerra ou um
.accidente, seriam m'eis pira o transporte do
- iosso trafeg i'.il. Dejiois que o canal pro-
Ittndou-se mais ivius forara onilhorailos,
mas-anda -: in'"i|)a/.e.s de emprehender via
gens p lo Cabo.
Som o canal. uarinha mercante di |n-l:-
terra 'i uentado cora rande autaero
de bellos navios que fiirraariam urna esquaira
preciosa era ti!; i de guerra nao se adiara,
CQOM se acha hoje. amear ida i ()iraly*ada
o rana' frebar se
3* Sir Wniain Iluuter I imnnstrou que desde
a bettnr eguiu -airar no
Breado' inglez etenciaeorn o opera
rio in lez e o desenvolv ment densa aia como paii ma
QUlai-'.urauos ou alimentares deve necessaria-
mente apresentar na producepo inglesa urna
transformaco qn.-nao.se effectuarjsem solri-
mentos e pe.rd
exportacOes, lornou-se um dos objectos princi-
paeso aoosioio da 4a* e- -deade-1898;' as-
exportacoes elevaran,i-se de 190 000 a um mi-
lhao de toneladas.
E' impossivd prever os limites a que seesten
der esse eommercio de cereaes, que alias nao
mais do que um precursor dos objectos que a
India poderia por enreoHcarrencS'nos mercados
da Europa com os productos da Inglaterra e da
Europa.
enatcnaa a abaraara do
anamaneza, ausainries-
araaaaaanga salwnte esta
es acaaaecimeao* tora ni
nao. tetaos cousa- aissjiiia
ar-sa-da aitisI i da Cab n*o oen-
mSewte toansma>seus eslowos para
ista UBMisasseaa ' wmwrmgm>, jmrni^mcio natural, appoawe
pn>niiBi>iBiisa,jiaaiiiai TonlVte- ctaa*qus- foi-
franqueado ao eommercio e sob o ponto de vista
do trafego ella luctou at boje com vantagem
contra os oulros paizes.
E' muito natural perguntar se quaes serao os
resultados da abertura do canal de Panam, urna
vez terminado o canal martimo, sera eumportas,
de* *m, mlabuliiiia iuIui,.6lj rnimermes entre as cmr WreemriOT e-emwrn?; rrem o bor, amo-ca-
itas occidentoesdArnericw, servir para osieonr- v-aUe- uenx as.miHata, impcdiranr c
ineruiantc* djmrnuindo. a* distancias e as1 de*>
-d
-i 'canaatacnaBaaslo.
(osaats de-Caim'
no-aatao- par q
rcense**-. Ven
pao
t
landotrilbos. 0 professor Drummoad no sejk*.-einiiente8, desde a herva do caminho at
livro a A frique Iropicale descreve-e assim :
Tendo apenas um p de largara eeolida-
Lnswat essabateeidos, esses trilhos .-airnwnpre
directos. '.'
, Como as estradas dos romano, vao em r
aba recta1'atreves das montanhas searscimTior-
tap conrosobstculos e sem fazer nnrtncket;
tudo cora incorrecefio e singularidade de dea1-
lbes_admiraieis Nao se pode dar nesses trilbos
jajajMisaaaluilmianai| per ama. raase bsn
ssak)i!is: asno itaajenaaaaionlesMima-pedra, nao
tmai rada- nsno*el:a.
: ttipaswqaa faznt-o se-.-oostaa .manos* pasear a |
unoilanni S5os imonbsooan depoiosaooni orneo
rao. ,
Oasaouis ane-sajn, deaoais. a eaasa. o que e
eoa o tsovodosno geni da estradas
:aetotnipso-oui aoo roela e sao, cons-
b
ddo de
deia; cada tribu, tribu visinha, tanto que um
viajante, pode-asrovessaii a frica sem traos?iaT-
sevo nafSO vez.
0 c iuia raortifero das costas, as difuculdaaes
de transporte emura paiz, onde nao se pude
liasaaaO'uaaosBiaaoojoo sopaoaajnnjforne-
trilno3 ; caua aldea ligada a oulra al-
0 co i
aa exportac'!
ssilaes e
0 trigo, que
eamaugraentou rapiduraenio,
7 milli s, cifra
iinno* antoriores a 1874, a 88
flava lugar nsigmBcante as
e as
pesas.tre seguro, e talvez desvie parte do eom-
mercio entre o Oriente e o Occidente mas nao
produara mudancas comparadas- te que atom-
panharam a coastrueco do canal de Suez.
A tendeara* actual dav cada pas maritwn
iinoortar e transoortar por si oa- productos que
prensa da Indiasedo* outros- ooes.
A Inglaterra-.nev preparar-se para o disrem
que deixar de ser o jrraode mercado de abaste-
cimento da Euro>:t, ou, ao menos, para o dia que
o Mr em meinr escala
Mas o genio commercial-do ingtez rao gran-
de, i dolado da-tal espirito de- aventaras, que se-
podo acreititar aue aperda de ara la peusada pela descotierta de nevos merestdo
commerciaes.
O probtemaeda navegaeso raarilim foi virtual-
Banate resolvido tela censtrueco de gr;mdes'
sieamtrx que vilo directamente de om porto a-
ontro sem so preoeenpar dos ventos e-dasicor
rentuzas j o UBiconrenioraineoto- desejavel. ptfr
ease lado seria o aecrescimo na ceteridade, que
poderia attingir, M>as-por hora.
A tendencia acta* abreviar as viagi-ns pelos'
caaaes marimos, construir canse que deem
passagera a navios de alto porte do oooaoe para
os centro* indostriues do'interior e aproveitar
m toda a parte.onde sata possivel, a estradas-
por mar de prefereoeia as estradas por trra.
Paca conseanir*8 eslabelecer correctamente
as liabas que devem seguir assas estradas abre-
viada* e esses canaes' neceasario conheciniPn-
to promdo da geograpni* e da physica do glo-<
bo, o qual deve formar, nos nossos dias. a base-
de um estudo. serio daigeograpoiaeommereial.
O randn problema do futuro <4 o dos transpor
Ipb comnierciaes para ointerior dos continentes
Coma se ha de pemrtrnr.nesses -mandes conti-
nentes da* asa: e da frica u nsssas reies ini-
mensas que nao esto abertas ao tra!Veo mari-
ijnte-
>teflBpe o deeenvoWkaeDto do- commencto
rior.
Kor oa parte, oiCuuro eera os seow aluuen-
tes,o Ntpar,' o Nilo. o-Zambese o Store, os
grandes bJgosN^wso, Tanganyika, Victoria, Al-
bertv-Nvaasa peaaoistemo transporte- por agua e
o acnosso do interior sem atravessar as plani-
cies puslillenciaes. J steamers sobem, os gran-
des ros i ama/ostrada-osta em via de ronstruc-
eatMlo-lago Nyassa ao Tangunyika ; ella perrait-
tira, ouaodo warabes" clwnurem a rzaos adra--
hir oirafego interior para Quibraane.
foder'se liia, crdo eu, no espado actual de.
nanajacoabcaneoios sobre: aAfriaa indicaras
liabas ao longo das quaes se- estabeleceram as
laattadoi e.os- oe*lros. commerciaes.
Seje me'Iicitoiindi'wr SawikinvMombasa, liraaue ou outro qualquer ponto na>foz' do Zam-
beia e na baha a8jBeiaai> nmo os- pontos da
costa oriental da frica que," pela ara situacao
-goograpawa, sfio chamados a ter grande impor-
ta wi a. sobre. ff-poBtode' vista do trafego cora
mercial.
O futuro da Africaapresenta varios probleraas
diiceiede resolver; lia um qne, nesU occasio
attrahe a attencae de- todos : o melhor meio de
por termo oacaa* do homem 6 ao trafico dos
esoraves. E' detespnrar que as nagoes, tio ar-
deitesi*ann#^ara si o solo africano; se lem-
bracaoi aue a prospuridade tem seu deveres
como tem seus direitos. Um desses-de veres
irais.-iaiperiososoO' srr>pT termo a um esta-
do de, cousas'que-coBTeTte em' urna solidao utii
do* palies mais berlos ikx mundo, e espalha o
terror nn Africa-eqoatorial ?
W1LS0N.
a* gigantescas arvores dos nossos sertrTes,'
o|aeaade de artistas rogativamente pe-
uiooor, em virtude da falta de estimulo e
do auxilio.
Nao as academias de Bellas-Artes
que se formam escolas, desenvolve-se o
e completa-so a nemeada de um ta-
mas sim en. tnaMaos.panliaaa, era
meas, etc.
Asa verdade d jae.- utaB*->3onncar-
Dagorao de demonstranaw vaoaan/eaaa.indu-
ain-o nosso c-ompatriotate ianansaai Sr.
utes Jnior, uno aotta>i qoe.Knossue
taan alma veraxlmreenento;. 'Ortnrtcea a
inicial- exposicoes da sea trnnaanon. o,dos
deniiis estuiliosaafcdiecipulas.
Em o seu atelier esto expostas diver-
sas prodceles que primara pela, delicade-
za ^ eatado o reoenhecida/ dedica?' por
parte do raestre e das alumnas.
] de-veraa. finaantndot o tiankunbronte
gm"mow
D* omin^Q.a domingo
timo
No. impossivel prever qne estrada-, seguir
o eommercio do futuro, indicar os'centros futu-
ros de distribuidlo, designar os paizes que! de
penderao desuos centros.
i* problema da importac5o das raercadorias
europeas para urna parte da Asia central foi re-
sol vi do pela notavel viagem do Sr. vviggins, o
anno passado, ea formaro da coinp nina Hioe-
nix Htrclmnt Advttvtu-ers.
O sr. Wigeins parti de Newcastleon-'yne
para Ycnisseisk a mais importante cidade sobre
a Venssei, ai3-tfo kilmetros da foz deste rio
ei ai algumas centena de verites da frnnfcira
clnneza A 9 de Ontubro de ftK7, funden va c
descarregaia o sen carreframento no coracao da
.iiberia.
Ereste ara facto de qaoquau-oer homem te-
a 0 direito de. ufanarse, mas que, pura o Sr.
Wiggins tanto mais. notavel quaato o estilo
l'elii anal resaltado de conviccie baseada na idea
de qne o Culi' Siream, oassando por cstrortos na
mar do Kara ua-aofao comumada com o imraen-
J0 volurac d'agua Despejada pelo Obi e o Ye-
nissei, devia tornar q mor livro e navegavel du-
rante parte do anno
As tentativas feitas pela Urgate era para abrir
relaees commerciaes com o- interior .da frica
foram murtas veacs aseignaiadas |>ela. falta c
multas vesesat pdo despn-zo. de qualquer co-.
nbeenento geographtco e bem assim por falta
de previso : mas boje a concurrencia da Alle-
manha obrga a Inglaterra a prestar a maior at-
tenjo ao eonrmvrcio da frica.
A creaco de co.-npanlnas. .tacscorao a ritisii
East African Compamf, a Africm* Laket Camping,
a Boyal Nignr Compon de bom agouro para o
futuro.
Gnomo, em resumo, a vossa attenco para este
facto, de.evidencia, cada dia mais iadobitavei,
que as manufacturas nao podem ser utilmente
colloiadas muito longe da procedeacio das mate-
rias primas que empregam o do destino dos pro-
doctos que- tabricain as baas, por exemplo,
onde a primeira manufactura de alenda Coi e0ta>
bek-cida em IKol, ba-actuaiatente cen fabricas
de algodo s dous mil toares e dous raiibes de
escovas.
Talvez que vos paraca que rae esteudi. muito
aim dos J imites da geograpba. Mtulim eramos-
trar-vos o inleresse capital para nosso paiz do
estudo da iieographia\cummen:ial. Esse estudo
ne se deve limitar ao conttecimentc dasJocdli-
dades onde existem. productos, quepodeinifazer
o objecto de permutas eomoierciaes, ou Je nec-
eados no quaes elles podn ser-ve adidos ^nas
vantajosaraente. Seu l'uu priucipate dtcobrir,
por meio da historia e. da sciencia, as fontes do
eommercio do futuro, o caminho qne'elle seguir
eos ponto onde coninaro esses novos .centros
-obedeeeodo as leis conliecidas.
O estado profundado da forma, da exlenso e
da strdetura geolgica e physica do globo, da
distriboico topograpnica dos ra ueraes, dos pro-
doctos vBgetaes, das diuerenles. Cormas da vida
animal, seui esquecer o. homem, da influencia do
meio sobre o hornera e sobre o.* aonnae~, final-
mate du coadigaes climatricas das dtlleretes
regioes,,tudo isso esseucial paca chegar-se a-J
resolver os problemas que se. nos-, antolhanu Si
a Inglaterra quer oouse,ntar.suu posifao proumi-
neote no eommercio do ramilofdever estudar
essas questoes, como foz Henrique. o Navegador,
e por urna educaco sorentica seria, prepararera-
se seus lilhos para lutar corajosamente no pr-
ximo combate que se. Ira vara pula supremaca
commercial li.-a lata atri rudti, e a victoria ca -
be-a aquellos que melhor. cooiprebenderem a
vtrdade da mxima Haba; t poder.
Accresceutarei quu. utua.lei da historia cora-
mercial diz que, no dia em que ura Estado nao
pode mais transportar os seus produciosm lera-
E) de guerra, o trafego que fazia passa a outro.
ee.le o da em que a Inglaterra nao poder le
fender o seu coraanccio, ter,a sorle- de Veneza,
da llespania, de Portugal a de llollauda.
(Jutzera, antes de termioac, dizer-vos algumas
palavras com ralacao frica. Em 1865, sir Ro-
derick Murchisou duia, lallaudo dessa [Kirie do
mundo: Tomai.iima da.*-ultimas caria.* da
frica e vede as enormes lucunas a preeuclier e
os immensos territorios oudu o bomeai bramo
nunca pisou.
Pena poearo iupoiiiirl npr anotar un es-
bogo geral da geogruphia da Atrita equ;uorial..
Tinha-se acabado d- doscojrir o Tanganyika e o
Nya--a. Spekc e Craut tiaham letrado era af-
gana pontos ao Sul. ao Oeste o ao Norte das mar
gens de Victoria-Nyatiza; a l'omia d'esse im-
menso pottqutVM esieode entre o lago fangan-
ika e a Zaiubezia ; o OOrajSe da frica, ai:
do qual- ongo rola seas agnaos potentes,era
lo descoobecid ) de. nos como o centro da Ame-
rica era paraos nossos antenas culo
XVI. Hoje. ipil iuer estndante poio tascrever
cora exactidio a geograpliia di Asia entral.
Compa- Boppa le iofti ao de I8>i8. v-
e que ?s lacj.i 13 foram prccncliidas. Aiuda res-
la muito que faz-r. e foi om um d'esses p nt03
i.-rancos do pappa qae i Coionioo ioodemo da
frica acaba d- tlesapparecer \ -t'-ipnierla do
. r Stoaley leyi asaltados que
podem *er oompacados le la America
por Colorabo.
a ultima parte do acata XIX frica foi
para a Europa >qu a liaba silo no se-
ciil i XVI. Os aco.i' ::n-n os uiareliam mai* ri
neote qoeoatr'ora; a pr-stesa da* tiatoes
iinas eiu a-s- .arar-.- < i \i
porcio de territorio que I es sirva de rflerqado
rapidameule ni '.uagao doconline,-.ene-
gro.
As estradas que servera para o traffago inte-
rior da frica equatorial sao, propriamente fal-
~So e.^i anda explicado, porque in-
fundada aberrare Jnteuectnal na Hieio-
ria. da Givisayo as- verdaideiras eelebri-
dades sao postas em ura .plano secundario,
ao passo qne os ssassinos a massacrado-.
re,'a qne a bnjulaeao humana so com-
praa esa obamae coaquistadores, usurpara
todos- os- dtares onde urna naeao eolloca
os seus hroes.
A gloria desses tyrannos, quer- se cha-
inem eliee -Napoleaoi, Alexandre or ero,
baseada na pilhagem, .na devestacao. no
i.'sphaeelamento de todos a elemento.* vi-
tase, quer. da nayo vencida, quer davven-
cedora/ nunca poder.-so-hia equiparar ao
brilhante papel que no progrosso de una
pevo representara as scenaiao e artes.
Forrar a imaginaeao dos I exaltados tra
obnnibrade o firmanionto da Historial, apa-
gando com a indifferenca, odespreso e 6.
inveja os bellos a t testad os da alta orienta-
gao dos .Tujdadeirosfhroes aneioaaes.
Nao -La quern^ aonsatenciusameute, des*
con he ya qne ae: artes (hw-soienciae des-
necossario tallar, pon qne evidente,
como um axioma, a sua supremaca) in-
rluiiui poderosamente' nos destinos dos po-
VOnj toroendo at o-cueso de un civilisa-
cao.
Quaes foratn os precursores e os mais
notayais. vultos da renaseenca?
Foi hirasmo, o cherista appIaudidBsi-
mo; foi Keppler-, o grande gemetra que
nao se dedignava. de sen- conoiderado um
dos inaia admiraveistmnseos ei desenhistas
dn seu tempo; foj'*lallilou, que teado sido
hora pintpr, chegou a ser mu grande as-
trnomo ;, feram Thono,,- (que pre&rio o,
si.-st.eiua racional heliocerrtrica ao visual de
Ptotomen)- Dante, Pettarcho, Haphael,
Leonardo e muitos outros artistas de re-
conheeida nemeada.
Para que, porera, tal facto succeda,
para qcte o genio artstico se dosenvolva
e fortifique, mister que o publico se in-
toresse pelo progresso do artista nio flei-
xando boquear o mrito para drvimsar a
raedioaridade aspaventosa.
Mais de que os louaos da victoria^ tin-
tos do sangue das victimas, mais do. que
os tiros do t-jfthao que acordara os ekos e
eneboni os ooracoes de un ardor guerrei-
ro. iinpoem-se como documentos inolvida-
veis.e. triumphes imporaeiveis que rosB-
tem s balas da inveja, os cantos ct-Tilisa-
dores de Homero, iCamoes, or hyewos de-
loitaveie.de Polostrina e Mozart, os-pri-
mnos unooorte de Leonardo e Buona-
rotti.
Da India, sacudida por sonbos de tbeo-
gonia, o que atte.-ta hoje a, pujante oivi-
lisaglo? As pliantasia.* de Valmieh e
Wiasa.
J>o Egypto, tto celebrado, o que nos
resta? Usedificios de Karnac, Phel eEle-
phantina que restauram a grandeza egip-
ciaca attestada ainda pelas- pyraaniies.
Da -Grecia fagiram espavoridos os deu-
sea mythologicos, Parnaso se despovoou,
e Jpiter deixou de utilisar-se dos raios
iorjatlos por Vulcano. poemas e as es-
tatuas, porem, demonstra rao sempre que
o bello co da Jonia foi frtil e exhube-
rante de vida. ,
E Ron;, a prineteza dominadora do
.mundo antigo, aquella que inha em suas
mos o destino dos povos, sumio-se as
trovas do paganismo, sobre cu^os-deatroos
nasceu fulgurante a regio de ura Deus
o.i i. Desse de'nnwronamento salvaram-se,
; or do una legislacao, que aiuiJja
seguida, os grandes araphiteatros, as m-
raensas abobadas, f>6 arces quo attestario
sempre o gco a que Utingio a cvilisaclo
i MBJ rival.
0 ,i. ...ore de urna estatua, a estrophe
de um hymno, as tintas de um < quadro,
etc., sao, pois, os docini-.-ntos mais in-
destruetiveis da proemineneja de um
p<)V0.
Trabalhemos, pois, para que os artistas
esses operarios do Beminstruidos na
importancia de sua miasao, sacudam o p
do indenerent8mo que os asphyxia.
No Brasil, nesse solo onde tudo bello,
deode o regato que desusa mansamente
por entre ura lenco! de verdura, at a
mais admira val cachoeira qne espadaa
em torno de si to.rvellinhos de espumo al-
o espectculo que. aprasenta. o saJao onde
a Arte.presidio at. a diatribuioo e oollo-
cacSo dos 11uadros.
A vista'espraia-se n'um vasiisssmo cam-
po de admiraveis bellezas, onde nio so en-
contra urna s nota discordante, um pon-
to que oscurece- tSo njannjaa perspectiva.
Enviamos, d'aqui mesuro, os nossos em
boras a utn artista brasileiro que, compe-
netrado do que vale, estimula os seus
collogas a, adoptando'idntica medida, tor-
nar o publico arido desses espectculo' an-
de esclusivaojentca Eethetica-representa, e
inocular no espirito popular angosto pela
Bullas-Artes.
*
Aproveitando a- ..oocaoiSo damos litt-
ratura juridica. braaileira mil eiicitticSs
pelo apparecimento de urna obra: altara en
te necessaria a todos os que estudam di-
reito.
O Ilustre, proteasor de direito criminal
da Faeuldade ao Recife devet sentir-se pie
mente satisfeito com o acolhimento que
sua gigantesca obra foi i dispensado pelos
competentes, mo gra'lo invjja do ,uns
egostas gei-manophilo.* qu 00 sabenda lr
pela cartilha do seu, alias sapientissirao
mee tro, osbra vejara quando um espirito
elevado- aprsenla ti ie or as modernas.
Com mai* vagar diremos algumas pala-
vras a rospeito do> ^emmenarto pf*osophii<-
co identifico, cujo apparecimento consti-
tu" asm venaadniro aoontecimento no.mun-
do scientifico.
: (/ARLOS.
EVESTA DIARIA
txNt-mntltt l'nivinciat Nao houve
hontem sessao por terera comparecido apunas
8 Srs. depuiados.
A reuno-fei presidida pelo Exra. Sr.- Bario
de Caiar.
OSr. i. secretario psocedeu leura do.se-
guinte-espediente:
Um oflicio da cotomissao cnearregada das so-
lemnidades cora que se deve assentar na cidade
Je (Mioda a priaiairapedra para a collocac&o da
e-tatua-coi.memorativa Ja .-xtincro da escra-
xidao. conviiiando esta, assembla-. a assistir
taoneuo aeto, no da 25-do correte s Choras-
da tarde. Inteirada.
Outro-do secretario do woverno,-transaiittiiido
0 balnnvo da recerta o despeaa do exereicio de
I8H7 a ici] orcaraento para o de 1889 a 189 >
da i/amara. Municipal do Allinlw.A' commisso
de ore,miento municipal.
Aobande-se sobre a.inesu. foi a imprimir um
pareocr da commisso da redacco sobre, o pro-1
jecto n. deste aniio.
0 Sr. presidentenomeou aos Srs. Lopes Ma-
chado; fistevao de S e Ferreira iacobina para
aaiann asotstirem em Olinda, collocaeSO da
primeira |H'dra do monumento comtnemorativo
da le de 13 de Maio de 1888.
Km seguida dissokeu-se a reunio.
1 Aria do areNMeaeia ilii iiruiln-
oPor actos do dia 18' de Marco :
Poirdeclarado que o caprto nomeado para
a 3a compaithia do o9' bntalbo de infamara da
guarda nacional da comarca de Nazareth. cbama-
se-Aggeo fiunes B-Jiidoira do Mello e oacsAgpeu
Mues Hunde ira.
Fot exonerado de eontormidade com a pro-
postade Dr; chefe de polica Antonio Pedro |de
Abreu: do-cargo de.3" iupptento vo subdelegado
do districlo de Bebedouro. dotermoide Attinho,
e nomeado parasubstituil-ti Feliciano Zonobio de
de Torres Gakindo.
-- Foi exonarado a pedido, Vicente. Ferreira
do Araajo do cargo de i* suppleote do jmz mu-
nicipal ede orplr.ios do termo de Aguas Bellas.
Foi removido oicidado Alcino Rabeilo'jde
Amorira do cargo de collector no municipio de
PetrohnaparaiguaLcargo.node Boa-Vista ; fi-
cando assiinseuiieueito aportara de 15- de'.Pe-
vereiro ultimo pela qual foi fcita a noracacJo e
nao aremococomo pela presente tem lugar..
Por oflicio da mesma data mandou-se o ins-
pector do Thesouro Provincial nao havendo in-
conveniente pagar a Henrique Deocleciano la-
vares dosSantos, contractanledas obras de re-
aros da ponte sobre o rio Coruja, a quantia
e'474iSM importancia da 3 e ultima prestaco
do'respectivo contracto recomida prariameme a
prestaco de respoosabilidade.
rjConnrMulco i"olt*rAmanb, 25 de
de Margo, faser 65 annos que foi jurada a Cons-
tituigao PohticaidoBrazil.
Por esse motrro llavera salvas s 8, horas da
manila e ;i 1 o o lioras da tarde.
Parlnam de mandlora -No ultimo qliin-
quennio, de 1884 1888; o movimento del en-
trada e sabida, da Pariraia de mandioca .para os
portes do imperio, bem como os precos estre-.
mos dessd genero na ,praca do Recife, e dado
pelo seguate qoadro :________________'

Ratatua da Ila>erdad rm Oliada
Amanb, da anniversario do juramento* a Con
siiiuicao. (i.'li!iia.do imperio,aera assenlaaa, a
ortade aVtHinda, a primeira pedra der monu-
mento commemor tivo da extiuccao da escravi-
do naquella cidade e da le de 13" de Maio de
1888
Para o acto, que ser solemne, foram excedi-
dos convites, e assistil-o-hSo as primearas auto-
ridades da provincia.
Foram convidados como paranynphos da pe-
dra que u-ui.de ser benlapelo Ekra. Se gover-
nador doohannata e oooonte taaoa- de iS de
Margo anteOliuda, primtira do monaaonto coui-
memonntavo daabolicao, os Bams. Sis : presi-
dente -dfe pronncia. presidente desossemblca
provinonnaegidaova. presidentedaBetecao. pre-
siden lada-Canoara Municipal doHeeife, Dr. juiz
de diranosda (XNiiarea d0lindar dnpatado ge-
ral do ardistrieto; presidente' da Cmara Moni-
cipal de-tlftnitaaanonoonior Arcoverde. litrno'
representonliido-clero onadonse.
Ser o^aoaome o [iiupiiiiionn dyftwta :
A' chegada do trem de 4 1|2 da tarde, for-
mar-se-na urna procissao cvica, precedida dos
estaudartes abolicionistas, e das bandas de mu-
sica de sociedades qce comparecerem. sendo a
pedra sobre uina pequea padiola transportada
idjatal ilxtlieioaistas. aprcate o. loUla onda ser
depositada Per altar que. ahi se achara erigido, e
oaiti! S. Kxc. Herma, a benier com a-soenini-
dite daertylo.
Terminado este acloJender osares urna enor-
me gyrandola de logeles, ao-toque de todas1 as
Pandas de musieas a sendo logo em seguida a
pedra oollocada no lugar competente pelos
l-;xma.-inanyaiphos.
A collocacao ser assignalada por um tiro de
pega a cujo som se abrir no fundo da peca uin
lepie-da sueles dicwiprere- esptaaalmenie pre
parados pelo eximio artista pernambucauo potr-
era da Fonseca.
OSr. arente da Cora pa ni lia-1 Trhos l'rbanos
aulorisoB nos a declarar que por iWLberaijao da
naaaotoffa da-companhia reverter em beouficio
domomimonto olindense, todo .o (iroduetijdas
pnssegcns que >e eectuauem nos trens do da
23. de 3 l-]2 horas da tarde em dinnte.
Maude d MOTBBaaotaare o Sr. Dr. inspec-
tor dn saadedo parlo desta cidade e o"Sr. con-
twlheiror inspector peral na corte foram. trocados
os onjnaaH tolegraumas:
Do inspector desaadndo jiorto de Periiara
buco ao inspector geral- de 9auflV; dos portos no
RioileJaneiro em 21 de Marco de- 1889Hoje
oito-horas-manha fuadeou Lamarao vapor rvea
viudo Rio-de Janeiro, Bahia e Macei. Vapor
foi detido Bahia para ser* desinfectado por ter
tido casos febre aibarella bordo, porm tendo
fallecido depoisque sabio Macei um |iassigeiro
e. adorecida ara-outro mandei impedir c-jramuni-
cago entre cllee a trra at6 qui'-e etTeciuasse
completa riesiafeegao todo, vapor, matas, baga-
geos e passaaetaos. Terminada desinfecta >
mandei por vpor livre pratica, visto como ha
dous mezes tem liavido nesta cidade casos' "fe-
bre amarelia es|K>radicos eontras especies de'
denominaeop* dWerentes. Gontinnando virem
vaporeaneBsas circumsancias,i.proeede-se mes-
ma forma ou ahvotse Lazareto' para recolher
doentes e passaguiros fazer quareoiena ? MAs-
sign*do -0 insnootor. Dr. Ij)bo Moscozo.
Teve esta rwposta:
rtconselho.procedirafinto semelhaB'e, salvo
oceorrencia de outras circumstanoias que n-xi-
giwm de utuio: estabuleoimento Borneo La-
zareto.(Assirgnadoi- O inspector, ^eral, Num
dn latan dn
ImiM-iacao ( ommiii iul Oenefli-en
le -Terca-fera. 26 Al '-Orreote, ao meio dia,
deven- reumr-se os socios da Aesaciaeio Beneli-
cente em assembla fferal extraordinaria.
- -osm-iIIucmo< i- merabros da sociedade
macoaicaConcdiago devem reunir-sc- em ses-
sao magna .na terca- tetra; 26 do correte, para
assunipto da maior ponderaso.
Manta Cana dr ma*r*ewidla-Terga-
feirdyt* do correte, at 3 horas da tarde, a
jnat* administrativa da.Santai:asa de:Misericor-
dia recebe propostas para fonwciiaenta de g-
neros aos estabetecimeutos a seu caigo, no tri-
mestre de Abril Jmio.prximo.
Btear.no deiraaaadade Hoje, s lo
horas d da. no respectivo consistorio do con-
vento de Santo. Antonio, reunenvse em mesa
geral os membros de Nossa Senhora da Concei-
cao, para etegerem a nova mesa regedor da
mesraa devoco.
THbunul a Jnry do Otecife -Nao
hotrve hoateni julnumento nesle tnbooal por s
narerem comparecido 31 juiaes do facto.
As 11 horas da raanh, compareceramos Drs
JoiUitain da Costa Ribeiro, juiz de direito do 1"
distrito criminal e presidente do tribunal e Af-
fonso Oitndense Ribeiro deSouza, 2* promotor
pubheoi e frita pelo escri vao privativo do jury
a capitao Florencio Rodrigues de- Miranda Fran-
co a- chamada doe jurados, foi a sessao adiada
para o dia 26. s 10 horas, sendo multados era
JOOOtros jovadoB quedeixanun de comirarecer
e sorteados os seguintes supplentes :
Su uto Antonio
Antonii* de Hu lauda Cavalcante.
fedro-Jos da Silva Gaimares.
Ernesto Jos Ferreira.
Dr. Joao Bastos-do Mello Gomes.
Dr.- Jofto BBanataea Teixeira.
S. Jos.
AntonrSamico de Lynt e Mello.
Ba* Vista
Dr. MerminorMoreira Dias.
CaeluHdaSUva Azcvedo.
ioo Vctor Alves Matneus.
Agestinho da-Slvaleves.
Grafa
Antonio ftuintino Galhardo.
Antonio inte, de'Almeida
Luiz Leopoldo dos Guimares Peixoto.
. Afbgados
ttermillo fins Chaves.
Dr. Manoel Netto Garneiro doSousa Bandeira.
Francisco Urcicino de Carvalho Paes de Andrade.
Pogo
Joo Josede Carvalho Moraes.
juiu de phi da frea^i**** 'de- *
jse do aterir Por ser amanb dia san-
tificado, fica transferido a audiencia deste juizo,
para terea-feira, ne mesmologare horado eos-.
turne.
Faeuldade de n>irettfaEis o TesuKado
dos aclos de hontem :
P anno
Joo de Oliveira Leite> plenamente.
Francisco Xavier PeaeiBa de Carvalho, idem-
Jos da Fonseca Nunes de Oliveira, idem.
Joaquim Guedes .C. Gondim Sobcinho, simples-
mente.
Francisco Leocadio de Araujo, dem.
1 reprovado.
2' anno
Joo Leovigildo-B. Pinheiro, plenamente.
Aro A. do Reg Britto. idem.
Joo de Moraes-. Pinto; simplesmente.
Oriio). Cavataonte der AJiaiauorqne, dem.
Antonio JSgydio de Barros i ampello, dem. ,
Jos de Oerqueira Velloso, idem.
3 anno
Virginio Antonio M; do Suva, p'enamente.
Joao Lima Rodrigues-, idem.
Thomaz Lins Caldas Filho, idem.
Luiz Diogo daSilta, simplesmente.
Sisenando ValenteCarneiro da C, idem.
Jos FraneiscodeLimaiMA idem
4 anno
Francisco de Oliveira Memoria, plenamente.
Alexandre Collares Morena N., dem.
Jos Mariano CarueiroLeao. simplesmente.
Argemiro Alvaro Ferreira de Souza, idem.
Theotonio C de Almeida, idem.
Aaaaaaiuato 0 Sr. Dr. delegado do termo
de Garanhuns communicou hontem por telegram-
ma ao Sr. Dr.- ebefe-d polica, que no dia ante-
cedente, seita-feiwaolaau,. pelas 7 1|2 horas da
noite, Francisco Teixeira, filho de Francisco
Teixeira.de Macedo, conhe a*sassinou ao tenente-coronel Jos Paes da Silva,
evadmdo-se em seguida, sendo, porem, preso
pinico depois.
Aquella autoridad, touiou conheciinento do
facto, procedendo nos termos da le.
Krrmenlo No dia J17 .da c urente en
trras do enuenho rWvtsono de termo de Pal-
mares, travaram-se de razes os individuos de
noms Jos, Francisco, Manoel, Joaquim, coohe-
cido por Gato, Josi4 Ferreira de Lima e Tliom
Alexandre Perreira, dolas resullou sahirem
feridos levemente Francisco, Manoel e Joaquina
Gato c mortalmente o primeiro.
Foram presos en flagrante os criminosos,
contra os quaes abrio-se o competente inquerito,
que j teve o coaveniente destino
Viso ao navegante 0 Sr. capitao do
porto de Macei, ilirigio houti tu capitana
porto do Recife ura telegrurama iwnmanieando
que os pesadores d'alu noiicianr que existe um.
da'Tabatioga.
"oodador Jos da Silva
es de Miranda
ganda navio *iradoeaa rente do porto de Ma
cei, em 26 bracas de profundidade sendo so
mente yisivel o-cobre do fundo
Raneo de < r.Ui,., Mvil, de perna
bueo -Toye lugar hontem a reurfao ordinaria
da assemWea geral oeste banco estando nresen
tes 3a acoiOQstoss^eprcsentando 1 125 aerftp*
Foi approvado c relatorioe contas do anrioae
1888, com o parecer da commisso fiscal e d>
Ja^,2S,>nJ!rtM!?W por ccaocoriS-
tBondento^aa*- sanestrade dito anno '
riKoram-otadas amasa-.da- assembla geral e a
aammissaaana coniooqaoftaem de funccionar no
wrrente aaoo, hoaodo assim representadas
aanaailnua geral
Presidon Vtsoonde
Vm-. --preaalente
Iwvo, Jnior.
te-secretario Francisco Joaquim de 0. Cn-
111 lil.
2 ditoManoel deMedeiros.
Commisso fiscal
Commendador Antonio Gome
Leal.
Antonio Jos Coimbra Guimares
Domingos Joaquim Ferreira Cruz
--JAi?*admi,DOS mimo I"1' n0 l"ez a direc-
pcv do Baacode umexemplur-do relaorio hon-
Fernando deJ%aronha-I)o presidio de
Fernando-do Araron! nos foram enviados o* *e-
guraU's dados estatisticos :
So i." de Fovereiro existia.n 1265 senten-
ciadosy inclusive 2t mulheres, e d'esse numero
torain excluidos 27, sendo 18 por terem seguido
para a capital por terem concluido o tenipo de
pnsao e requisieo do Dr. juiz de direito das
cvccucoes, e 9 por hllecimento.
. Fotaoi estes ltimos : Francisco Joannes de
faouza, Antonio Jos de Souza Juritv. Joaquim
Mulato, e.es.;uve,.Ja;aluim Leando, Manoel
Cancio de Almeida, Joo Antonio da ilva Pri-
meiro, Manoel Horlencio da Costa Fernandes '
Bteuterte. ex escravodo Dr. Severino, Miguel
Cabra, ex.escravo.
Tamban.fallecen if.ht-de-sentenciado.
De de Pevereiro 18 de Margo corrente
tallectram mate : Marianno Goncalves, Joaquim
Rodrigues, Manoel de Hollanda Campos, Joa-
qain Manoel- Montu.ro de Carvalho, conhecido
lor Canea, Anto Jos de Lima, Pastor, ex-escra-
vo de Luiz Francisco Cavalcante de Albu-iuerque
Lacerda, Manoel. ex-escravo de Eduardo Alves
Cardoso de Moura, Benedicto Bicudo ex-escravo
Francisco de Lyra Barbosa, Vicente Ferreira d
Rocha. Anaclrto Mulato. Antonio Belmiro de
Queiroz. e Paulino, ex-escravo de Cnagas Alo-
bato.
-- Xo mesmo periodo foram excluidos mais 16
sentenciados, que segJiiram para a capital re-
qutsicau do Dr. juiz das execuges.
De sorte que, hoje, 18 de Margo, sabida do
vapor pura essa cidade do Recife, existem no
presidio 1.213 sentenciados inclusivo 24 mulhe-
res, sendo que lui se achara em traUmentO as
enfermaras.
- No dia I.- de Margo existiam no presidio
*eguintes animaes : 3 touros, 4 bois-,.5 bezen
42 noMlhos, 3-S vacas, 5 caraeiros 137 ovelb.
213 borregos. 4 bodes. 86 cabras, 1.17 cabritas
jumento, 1* burros, 27 cavallos, d9 potrosSji
egua*. jff
- Vieran % bois-do Recife. Ahateram-se porA
consumo da enfermara em Feveroiro 3 boi* do8
seis vindos da capital, 11 cabras e 23 cabritos.-
Morreu de mal tri*to nn dos bois vindos do Re-
cife.




Forara abatidos
por particulares para
'.'eu
consumo 10- cabras e 14- porcos, elles perten-
contes.
Foram pescados para os enipn-gados o ofli-
ciaes da guarnico 2.166
lh*. 222 bicudas, 407
gatos^ 4 gallos, 8Kgaiajnbns,
rsnns. eVpiranhtt, Si piras. pargos. 150
vermemos, 70 cangulos, ii mariquitas e 1
raa.
orara psenlos, pelos sentoniados para
sen use* e vendagem 1.4*1, sendo : 80 bicudas,
328 charos. 746 gaajuba'( 72 piranas, 195
pbanabna, 83 vermeibos, e^J urubaianos.
Existem no presidio 260 predios que sao
propnos nacionaes e 60 pert'encentes particu-
lares. Parte de uns e outros-sao de pedra e cal e
outra parte de taipa, de adobos e de palha; sen-
do uns cobertos de tlbasr outros de zinco e a
mor parte de palha.
Existem tambera 11.116 arvoredos fructfe-
ros de diversas especies e qualidades, mas qne, *
por ora, nada produzera.
r Passaram em frente do presidio: de norte
para sul, 2 paquetes, 4 evapores de carga, 2 ga-
leras, 3 barcas e 1 lugre ; e de sul para norte
I paquete, vapores de carga, 1-galera, 2 barcas'
e 1 lugre. -
Club Venanos do Recife Reuai-
ram-se no domingo prximo passado os socios
hneste i lutr Carnavalesco e procederara eteiqae
do seu novo co"selho administrativo i para 1889
1890, sendo este o i-esultado :
iTesidente-^ulio C. da Ressurreigo Satupaio.
Vice-presidenteSaturnino das-Trovas Tei-
xeira.
Io secretario Joo de Oliveira Freitas.
2 ditoJos de Oliveira Freitas.
Orador Alfredo.Elizio da Silva.
Vice-orador-Eliziario Cavalcante de Albu-
querque.
ThesoureiroAntonio Eopbrasio da Cruz.
Vogaes Eugenio ErancisoD Jos-Sampaio,
Msnoet Fernandes- de Mello, Antonio Cyrillo Car-
neiro da Cunhas Antonio Francisco Pereira,Ovi-'
dio Acciol Cavalcante, Clarindo Miguel des Ao-
jos, Jos Ferreira Cavalcante e Jos Alves Parias*
Maciei.
EicqniaN- A oflicialidade da gaarnigo
desta provincia deliberoa mandar ceteoon exe-
quias na igreja da Conceigo dos Milit. os na
da nianba
i

recital de
.raerel da
..' ialidad -
. ; anheiro-
:.ianh,
gren
terga-feira, 26 do corrente as 8 hora-
pelo finado conselbeiro.'de guerra, n
campo. Baru de Ala.oa* o ajuda .
xercito ,
Para assistir a esse acto a mesir. -
convida aos prenles, amigos e >
d'arma do planteado general.
TbeaOro de san i laaikel
segundo o annuncio quevai publicado erji ou-
tro lugaiwhaver omespeotauolodegnii!egala
para .-olemnisar o anniversaria do 'juramento
da Constitnigo.
0 drama,-que tem o actos e 7 quadros inlitu-
la'se -Os portugueses efrancezes, >u episodios
da revolugao de 1809.
0 espectculo em beneficio da actriz D,
Honorina de Almeida.
Morreu- Foi boulein accouiuiettdo, abor-
do do vapor francez Ville de Macei, de m ac-
cessa pernicioso,* a cosuiheiro do mesmo vapor,
oqaabtoOto-?td(i,ecolliidoaoieio dia ao hos-
pital Pedro II. ah falleceu momentos depois.
: .loo. uailliarEstOidasignados boje
para superior do dia o Sr. raajor Alves, e para
rouda menor um subalterno decavallaria.
A guarnico da cidade dada hoje pelo 2*
batalbo de infantaria.
- Existem em tratamento na enfermara mi-
Mar 30 pracasdoseorposda guarnioao.
Foi pedida hontem ao 14" hatalho a.l de
oflicio do Sr. alferes secretario Ignacio Joauiim
Peraira Lobo.
Hoje tocar no corto do jardim do. flaipo
Tla6 IVinrezas banda de msica do
nato.
L,eile-Effeeluar-se ho os seguintes :
Tert;afeira:
Pelo agente Gusmo, s l i horas,
Bom Jess n. 8. de movis e diversos
Pelo agente Britto. s 11 horas, 4 ra
gol n. 48. de predios.
Pelo agente' Britto, s 11 horas,
Rangel n. 48, de predios.
Quarta-feira :
Pelo agente Pestaa, s 11 horas, a e-quioa
do beqeo de Leo Coreado, da armacao e mais
partoocM da tavenia ahi sita.
Rio agente inlo, s 51 horas, ra Mr-
quez de Oiinda n. 32, de mov.as, louca
uros etc.
Pelo agente Modesto Baptista, s II 1
ra estrella do Rosario u 36, da araia
uns objecto* da taverna ahi sita.
Min fiiuebre -Serio celobrai
Teree-feira:
\ S liora*. na igreja .!a Soleda-
de I). Candida Gome* de Oliveira
1/2 horas, no convento d
D. Mura das Nevos de Mj^H
ConceicodosMiaar
Alagoas.
,_ Qnarte-feira
A's ti 1/2 horas, na grt-ja da Penha, pela al-
ma de Manoel dos Santos Falro, s 8 horas
'
r

ra
_) n

f



jfs&asr
namhiico---Dominga 24 de. >rrno, pela alma de

f Director! ilmi "laaii 4r>cuaiirrta
** Forln le rrrnlfflbnei-Reci
f% de Marco de 1889.
Bolefmt -meteorolgico
Horas -= o a
6 tn. 9 12 3 t. 6 15*-3 S7--9 29-9 a9-5 28 -41
Barmetro a
0
761-61
76!-30
760-66
759-48
759-461
Tensa
do vapor]
21,41
22,37
22,%
22.82
21.39

C
89
79
69
74
74
Temperatura masiraa30*,25.
Dita mnima 2o',23.
L-.aporago em 24 borrajeo sol: S".4: som-
bra : 2.3.
Chava6-,0.
Direcgo do vento: SE de meia noite at i
hora e 30 minutos da manh ; S at 9 horas e 20
minutas ; S, SSE e SE alternados at 4 horas e
20 minutos da tarde ; ESE at 5 horas e 50 mi-
nutos ; E at meia noite.
Calmara durante 8 hora spela manh.
Vetocidade. media do vento : Ir 30 por se-
gundo
Nobulosidade media: 0,71.
Boletim do porto1
ce *
a =
-
Da

B
P
B.
M
M.
M.
22 de Marco
Horas

i-27 da tarde
828
2-1 de Marco I 257 da manha
Altura
0-,oi
2-,26
0-,77
Ri-uuiao .-iai Ha hoje a seguinte :
gUHU'
o Monte-Pi Typograpliico Pernambucano. s
10 liaras da manha. na sed'- social ra do Co-
ronel Saassuna u. 41, 2' andar, em sesso ordi-
naria.
Operador* rirurttra*-Foram pratica-
cadas na hospital Pedro II. nos dias 22 e 23 do
COrreirte, as seguinte?:
Pelo Dr Berardo :
Exlracco de catarata senil dura pelo proces-
80 de Wecker.
Pela Dr. I'nntual:
Abertura e drainige era empyma do lado di-
retto.
Pe i Dr. Malaquias :
Extirpago de kist da face.
Parnnnimosis, posthotomia pelo thenuo cau-
terio.
Camt a" u*lencAMorimento dos pre-
so;- da Casa de Dc-tengao do dia 22 de Margo de
Exisliam 426; entraram 22; sahiram 21 : exis
tem 't67.
A saber:
. Va-, na-.-s i!S ; nvilheres 28 : estrattgeiros 21.
-fotal 467.
|rracoailo8'377.
Bfcs";J72.
oentes 21.
Loucos 3.Total 393.
Movimento da (encarte
Tiveiam baixa:
Ido Amaro Soares.
i Jos Rodrigues Bezerra.
ve alta:
ktentim Jos dos Santos.
Hl Chrisostom.) Peixoto
oopititi Pedro n O moviraento deste
snib'!.'cimento de daridade, no dia 22 de Mar-
^foi o seguinte :
16
2
611
respectivas enfermaras
Entraram
Sahiram
Falleeerara
Existem
Foram visitadas as
Cvsneinrs 10. Bar.-os Sobriuho
1 Malaquias s 9, Estevo Ca-
pelos Drs.:
, Moscoso a 9,
a- 7. Berardes
vaicante s 10.
S'o coranareoeram os Drs :
Pontual.
* Simoes Barbosa.
0 cirurgio dentista Xuma Porapilio nao com-
parecen.
^0 pharmaceutico euirou s 8 1|2 da manh e
sabio s 4da tarde. '
O ajodwite do pharmaceutico entrn as / 12
d* manha-e s;diio s 4 horas da tarde.
Loterte d*> Vrao Pari -Eis os premios
da 1.' serie da 27.* lotera do Grao-Para, ex-
.frahida em 23 de Margo de 1889
5639 60:000*000
:i738 -.eotwno
3935 3:000*000
1545 1:200*00-.'
2937 1:200*000
APnoxniAQorj
600*000
600*000
300*000
300*000
180*000
180*000
600*080 s sesuintes

cora
36.18
3640
3737
3739
3934
39311
Esto premiados
numcroMMMMn
336 49 4426 3614
Esto premiados com 300*000 os seguiatec
nmeros :
1243 1515 3213 7804 7973
Estao premiados com 120*000 os seguintes
numeras :
3G31 3632 5B33 53i 5635 3630
8637 3638 3640
s i premiados com 60*0"0-os seguintes
BU. .
:;;:l 3732 3733 3734 3733 3736
3737 3739 3740
E=t;Vi premiado eom 30*000 os seguintes
:;;i:;| 8802 3933 3934 3936 3937
3938 3939 3940
Todos os nmeros terminados em 39 esto pre-
di;! 60*000. excepto o da sorte !:randV.
os nmeros terminados em 38 estao pre-
eom 6050JO, excepto o da sorte imme-
i o; nmeros terminado* em 35 estao pre-
com 30*000.
nmeros terminados em esto
com 30*000. excepto 06 terminados
lili a
miad -
diata
Toda
miados
Todos i
premiadas
em 39.
Todas o- numero* terminados em 8 esto
premi 11 >s eam A '400U, oxoepto M termiaados
em 38
A seguinte Moa corre no da 30 ue Marco
com 0 plana de 60:000*000.
Lot4i-in do fw ^al*t.parte da
27* latera, dessa provincia, cujo premio .ronde e
11.-000*090, era extrabida. -abijad" 30 de
Margo.
Cemi'ro Publico -Obitari do dia 22
de Marco de 1889 :
^fc^FViairlo AITo--.i rits-Mello, Pernambuco.
525, viuvo, Graru. iisuflicienria mitra!
Aifeni i Pereira da HocbaBastos. Portugal, 63
ajo L solteiro. Santo Antonio: amolecimento
cer|at.
\lipio. Pernambuco. 27 das, Afogados: ca-
T.tirrho -ulTocante.
. Marianna Joaquina ue -Souia/Penumiboo. 34
l^soltetra, S. Jos-: rtieumatismo articuar
Erna Franeieta Ferreira le Airaeida Pef-
buco, 78 annos. yiuva. Boa Vista: bron-
Cfcitc.
Mara Salom, Pernambuco t^rnambuco. )
Muio= KecKe ; bror.cho pneumona.
Jlanoel, Pernambuco. 6 nt-r.tft Boa-Vista;
convlses.
Francisco Flix la Sil.a. IN-riii.BbKcu. M an-
nos, solteiro. Boa-Vis^i; fieritonile*
lo Joaquim de Sant'Anna. Pernambuco
ilteiro, Bo-Vista. bronchite.
io de afcB*>ni..Bio Granee d*r-
-alteiro. Boa > -i; ttano espon-
Mk Pernom bt A nlon "> *
L)mpoco :spttlhado tantas lendas .-nuis-
:o*,
pecialmente os ihilistas durante a ins
trucgiio dos scus p-ocessoa, tjue no pare-,
ce interessante pormos ds nossos Jeitore-
ao facto da verdade ci estas mysterrosa
prisSes.
Para isao tomamus ested apontameattos
de um jornal que nio pode ser suspeito
de parcalidade,n em pelos revolucionarios,
cujos attentados condemna, nem pelos g-o'
vorno moscovita, cuja poltica combate-, a
Gazeta de ('olonia, que em um artigo re-
cente descreve assim o baluarte Trondetz
Koi da fortaleza de S. Pedro e S. Paulo.
Bastilba de S. Peterbnrg-o.
Depois de ter pussado as pesadas por-
tas forradas de fer*o que fecham toda a
pristo e de ter desfilado diante de nume-
roaas sentincllas com a arma carregaiU o
a bayoneta armada, entra-se em um largo
corredor atapetado uom grossa alcatifa de
feltro que abafa os pasaos.
Para este corredor dao as celias dos
prisioneiros polticos, cujas portas pintadas
de cinzento tm urna pequea abertura
que permitte ver sempre o que se passa
dentro dos calaboucos.
Estes sao espaciosos c altos de tecto.
tm um leito de ferro, fixo ao sobrado,
com um bom eolchRi e dous cobertores de
1S; ao centro tm urna mesa e urna ca-
deira, e a um lado um Waterclosct, e pr-
ximo d'elle um lavatorio enm torneira.
As celias recebem luz por urna janella
mvito alta, de grade trplice, pela qual
entra pouca claridad^, porque, aefronte e
muito prximo, ha uin muro cinzento mili-
to alto. A flluminagio nocturna feita
po*r urna lampada de petrleo, collocada
no corredor.
Os presos tem direto a que se llie dm
duas rcf>>9oes quelites todos os dias; tm
cha e carne tres vezes ao dia, a n3o ser
que o ritual grego prescreva o jjum.
Vo todas as tardes passear a um pe-
queo jardim cercado de muros, indo cada
preso escoltado por alguns soldados; para
este passeio vao com um grande capote
que na celia substituido por um fato
riscado de branco e prcto.
Ha na pristo urna bibliotheca de obras
religiosas, histricas e litterarias. Os pie.
sos podem requisitar livros, que Ihes sao
entregues por um carcerciro, acompanha-
do por um guarda.
Os livros, quando entregues pelos pre-
sos, sao minuciosamente examinados com
urna lente, porque tm j succedido algu-
mas vezes que os presos se tenham com-
municado triscando com a unha algumas
palavras. .
Cada vez que sai da fortaleza algum
prisioneiro para interrogatorio, despido
quando entra, n&o sendo raro ser-lhe en-
contrado veneno, serras, etc., sem que
sej-i possivel comprehender quem lh'os
forneceu. Ha occasiSes em que se revista
a celia diariamete.
Fo assim que recentemente se encou-
trou urna especie de correspondencia en-
tre os presos, escripta em caracteres legi-
veis s com urna lente sobre a extremida-
de de cartao que os cigarros russos tm.
Quando Os prisioneiro commettem al-
guma infraeco ao regulamento da forta-
leza, silo castigados nao consentindo que
se Ihes facam compras fra, tirando-Lhes o
tabaco, livros, e anda mudando-os para
urna pristo sem claridade.
Nao se Ihes toca nunca ; a tortura
pura mentira; nto se recorre violencia
sen.li em casos excepcionaes; tanto assim
que, querendo um preso deixar-oe morrer
fome, nto se quiz recorrer ao emprego
da sonda, limitando-se o director a man-
dar-lhe o comer todos os dias.
No tim de tres semanas o preso nto re-
sisti. No caso de doenca, manda-sc cha-
maf um medico juramentado.
No caso de morte, muda-se o cadver
para urna casa especial, que se fecha pos-
tando-lhe urna sentinella porta.
No fin de tres dias entrega-se o cada-
ver polica, sendo enterrado no ceraite-
rio especial, situado fra da cidade.
A casa mrtuaria est situada ao lado
d'aquella em que os condemnados passam
a ultima noite com duas sentinellas
vista.
i tem forca de reparar; a ineptido das.
o avahar certos progressos que a
medicina lentamente e com fadiga, mas com tudo'
cootinuauwate obtem ; a duraban-dos meios que
a medicina, deve empregar para vencer as graves
molestias e sobre tudo o espectculo doloroso e
eteroo de ama morte,.ijnfj pr inapiieltavokde-,
creto divino, no pordoa-nem florescencia .d
idade, nem a* tempepamento vigoroso ; tudo isto
pravoca no vulgo aquella descoofianga eontra a
arte salutar, aquella nausea, aquella ira e aquel-
la sede insaeiavel de qualquer coaaa de novo
que sob a iuduencia de algumas eircumstancias
extraordinarias o impellem a urna verdadeiri
anarchia. (1)
##
Aird diz que o langamento no mar das aguas-
de latrina peior que o deital-aa nos ros, por-
que as i'idadi-s martimas se acbam os mais das
vezes em contacto com aguas relativamente im-
tnoveis.
E' neoasaaria levar essas aguas muito longe.
e procurar que a abertura soja caberla utmbern
na baixa mar. Todava a raar eheia reconduz
estas aguas para apraiae seahi existe urna e*i
tago de bannos de -mar, taes banhos nao pode-
rp ser muito bygienicos.
Melbor systema o de langar as aguas de es-
gosto no mar smente na mar alta, porm, para
isto iii-cissario ter reservatorios sulcientes
Accresce que a agua salgada prodaz a precipi-
tagSo dus partculas argsas e o fcil obstnic
gao dos tubos.
Em Londres, no entonto, pensa-se em trans-
portar os restos terrosos 16 kilmetros de dis-
tancia em barcos especiaes.
O mar, em suairaa. nao basta para desemba-
racar-nos hyiienicameute do capat iwirlanm das
cidades e-cnTirrprocurar nos praeessM rhimi-
cos a neutralisafo da faculdade nociva auti
lisag*o dos estrumes dtestas aguas.
Eis as conclusOes que chegou nos seus es-
tados sobre a eleclricidade na epilepsia : o Di\
BockwellU'VrWy fmedical Revue n. 13) :
1' A electrioidade possue um certo valor na
cura da epilepsia principalmente usada com os
bromuretos.
2o Os seus bons elTeilos se nolam especial-
mente nes casos em que os accjssds se apresen-
tara alta noute.
3o Os methodos mais uteis sao a galvanisaco
central e a pharadisagao geral.
4o A tolerancia dos bromuretos augmentada
e a acn bromjca diminuida com o uso syste-
raatico da electricidade.
S O [ralamente elctrico se deve praticar com
cautela e evitar as interrupgoes da correpte na,
galvanisago central, sendo esta excitago mais
adaptada a provocar do que a previniroae
cesso.
(1) II Volgo c la Medicina. Discurso popular
do medico poeta Giovanni Raiberti. Milauo 1840
Mriidmmmle r.jmo fomDB por nossos collegas
Jizeudo a raesma cousa nu tundo, uo os salis-
fizemos porque nos exprimimos por modo di-
verso, para subtr-detpoiilo.a admiracioo ver se
os que se itititulam -actives /KienlifkamenU.aotas
pata exercerem a jdiniea. Mfceito pelo' publico.*
qMtifiavuam emprtaxv ttem .uptidaa ,para dis-
\cimies scienttficas que ti opiruao publicaros distin-
gue, que sao pTcuraAasjpor todos at pela polica,
cimtradierem-se nos seus corpos de delicio.. e
proclamarem a mais perfeitaconcordancia,
Isto que (-.-pose insolente}mise emscenr ri
dieula !
Se somos empregados os collegas tambera o
So, e nto desar trabalhar-se honestamente
d'esteou d'aquelle modo.
0 Baro de Ibituruna, exdnspecior de liygie-
ne >ia corte e o Dr. Adrio ex-medico da poli-
ca ';m Pernambuco nfto perderam os seus me-,
ritos por terem excrcido esses lugares.' e nao
deixara por isso de serem apontados como m-
dicos clnicos distinctissimns.
Como csses poderiamos citar outros muilos
que seria ocioso enumerar.
J dissemos e repetimos que ac!nmos de to la
a inconveniencia a coatinuac-'io "esta discus-
hto pela imprensa, e, a vista da decJardgo que
fazin no Jornal do Btcife de hoje os signatarios
aos quaes respondemos, fazemos tambera ponto
final.
Recite, 23 de Margo de 1889.
Dr. B. da UamnLobo. ,
Dr. Jos Fetnc di Qtmka Uenezes.
Cartas com arte
PUBLICARES A PEDIDO
Gravado na mao desde o nascimento, o fati-ii-
co M, dijera todos os mdicos que duas razes
contribuem urna das quaes ptima, a outra pes-
sima, para que seja esta urna prova de que as
cousas hun anas multas vezes amos e demonios
se combiuam para preparar o remedio agrodoce,
que constitue a vida.
Diante do hornera que soflre, o homem sao sof-
fre tambera ; e diante da dor de eutrerc vibram
tambem sympatbicamente os nossos ervos. A
medicina na*reu deste sentimento humano, que
nos declarara unaos antes de hristo ; de sorte
3u sem saber nada, sem entender nada do
onde, do como, b do porque da doenca, o sel-
vagem leva a propria mao, os propnos labios ao.
corpo de qnem soffre, procurando adivinhar o
que pode aluvial-o.
E quando caricias e beijos nio bastavam, o
primeiro homem da poca quartenaria ou tercia-
ria corra fonte, ao lar. floresta, e ao p ado,
trazendo ao lelto do irmo doente os elementos
do co e do trra, o sueco das plantas e o an-
gue dos animaes para ver c procurar adivinhar
o remedio. .
Esta a origem da medicina, esta a fonte
que nos deu,o apio e a moxa, a bydropathiae a
cura alterante. E depois de tahto giro de secu
los e tanta alluvio de systemas que sobrecarre-
gara iras aos outros, e depois de tantas guerras
e escolas e antitheses de reaeces, ve1 se o re-
curso do tempo ser anda o que encontra a ulti-
ma descoberta de hoje com o primeiro remedio
do homem primitivo, que procura va adivi
nhar.
A massagetn. por exemplo, de va ser unaos
prime ros raeios curativos humanos e resuseitou
na modernissima historia Atravez da longa ca-
deia dos remedios que da moxa cruel dos bniua-
los passa ao thermocauterio : que do fumo do
caara queimado desee envaina de hoatem,
corre intacto e jamis interrompido o fio da pie-
dade humana, que conforta sempre o doente,
quando o.medico. mais ignorante do qu elle.
Ao grito de quem soffrendo pede soccorro e
invoca a m5o >ue um noHtin, quando esta sa
pouia sobre o lugar da dor, leva j comsigo ua
santo remedio qual o de saber compadecerle *
eerier.
Ao ai de mu t responde a voz : eis me aqu
ao lamento responde um cutro lamento, e a ira
lernidade humana se firma na dor com o nasci-
menlo do primeiro medico, que tambera o pri-
meiro homem.
Eis pnmei'-a razao do fatdico M t-sculp:4o
na palma da nossa mfio ; eis porque todos somos
e devemo? tambera ser meo'iros. raesmo antes de
ser musiros e malwos.
A segunda razao (a feta) que nos faz a todo?
mdicos esta, como j dmse engenhosamente
o medico poeta Raiberti :
J*0 vulgo est sempre d.spostp a despresare
abnegar a medicina As lissidencias que tra-
zem consintemente dividida a classe m.-dicir
era padidos, desgraga inevitavel ate quehajaoo
muodoi recuiute de talents e falta de cnten .
saber e ignorancia, boaestidade e m f, d.sejn
de vnidadae mana de lucro ; a lanta imperfei-
out meJhor imperfeitibi idade da sciennn que
niuUHMlB nao connec < a ramios qne oo-
Os Drs. Gama Lobo e Jos
Flix ao publico
Quando nos suppuuliamos despedidos da im-
prensa, em cujo tribunal j dissemos que propter
pudorem nao devia ser discutida a questo da me
or Germana parecendo estar de accordo com
nosco as redaQp/ues da Provincia e do Jornal do
Recife eom as quaes j ajustamos contas, eis
que de emboscada surge inopinadamente urna
columna de outros coinbatentes, d'esta vez todos
mediros, que nos obriga de novo a entrar em
liga.
Decididamente querem a fortiori esmagar-uos
pelo peso do numero, vencer nos pelo cangaco
que deve produzir em nos a sobrecarga, pesada
como vem.
Mas nao consenguirao -desenganem-se !
Nao cederemos um palmo de terreno, nao con-
sentindo que procedain argumentos da ordem
que estabelecem os cinco signatarios de nra ar-
tigo que appareceu no Jornal do Rectfe de 22 do
correntc sob a epigraphe -Audaces fortuna jurat
Comegado por urna insulsa historia de sapos,
seguida de outros quejandas, que tratamos de
fazer acreditar miserias torpes contra elles (o que
falsissimoi que temos pose insolente, audacia
para apparentar scie.icia; porque um foi medico
do matadora?, o outro tem por nico mrito a
idade c o terceiro avesso aos progressaa da
sciencia, etc., etc.. depois de muito se elogiarem,
entrara imlim era materia.
Mas para diierem o que '
Que estjmos em contradiego com o Dr. Mos-
cosii; porm que todos iros nao souberam* o que
rmim e nao viram o que descreveram, devenda-e
por isso concluirque s sabem ver e descrever
o que hajam vistonicamente os conspicuos
membros ioPantheon dot CoeHios '.
Isto que audacia dizer.
Erafim, como presumpcao c agua benta cada
um toma a que quer; deixemos essa tirada pas-
sar de largo, e vamos no assumpto.
Dizera os signatarios qne o Dr. Moscoso exa-
rainou a menor Germana no dia 20 de Fevereiro,
e declarou ser u crime nella praticado oito dias
antes, e que nos dissemos a mesma consa no dia
28. isto oito Jias depois.
Nao sabemos porque nao ou vimos nem lemos
o depoi ment do nosso venerando collega e dis-
tincto clnico Dr. Moscoso, e por isso nao pode-
mos responder aos tpicos que lhe attribuem :
elle que o fags. e o qurzer.
O que verdade,'porm, que elle procedeu
a exarae na menor Germana no dia 26 (o mesmo
em que fot preso o Dr. Balthasar) e nos fizemes
o nosso a 27, que, veritiendo a 28, foi eniao com
esta ultima data mandado lavrar em auto.
Si o Dr. Moscoso. em seu depoiraento, disse
20 era vez de 26, foi por equivoco ou abstraeco.
Em vez de eontradiegao ha pois a raaior har-
mona, o mais perfoito accordo de data entre o
nosso e o parecer do Dr. Moscoso, com quem,
entretantornao tullamos trocado urna s pa-
lavra!
Com este simples reparo cahe por trra redu-
fcida a p impalpavcl esta parte da montanhosa
acensarlo dos-signatarios, sendo que a mesma
triste sorte aguarda s outras, hcando todas sem
nenhum valor, e exuberantemente provado que-
so pegados a essas teias de aranha podem os
signatarios derramar a jorros a sua cornucopia
de sciencia, apwgoada por si proprios
A turgencia, a vermelhido c as ecchymoses
nao sao eternas desapaarecem com o tempo, e o
que diz Tardieu nao applicavel a todas ellas, e
sira s profundas somente : pois que qualquer
rustico nao ignora que unm ecchymose produ-
zida por um beliscio ou aptertao deixa de apre-
sentar vestigios no im de poucos dias.
E demais inexacto que tivessem desappare-i
cido no tim de .24 horas depois 4o nosso exarae,
pelo simples Cauto de nao terem os penlos do
segundo exaine feito meoco deltas; porquanto
os do terceiro exarae, feito alias tres das depois
do nosso, ainda encontraran! ecchymoses que
descreveram ao seu corpo de dolido.
As ecchymosas nos e pelos peritos do terceiro exame, em luga-
res diferentes, "xiicaui que ellas erara muitas,
e evidencam a violencia de qu? foi victima a
paciente.
A indicagio diversa lie lugar se explica btm,
por preslar-se mal ao exame a pacionte, fuzendo
com que uns vissera urnas e outros vissem
outras.
Em todo o caso, dcscriptas mais cima ou mais
abaixo, mais paca dentro ou mais para fra, ellas
foram lsenvadas audue nae-coxas no ventre.
c nao iiiostra isso falia de conheckuento e de
elementos como dizem os stgnatahm aura se che
gar conclosSode que houvesse violencia ; pelo,
contrario a justifica
Quanio-seccfcf mo*tx.qHasset, romosmesmor,
deverem apprwoer era taes casosnos bragos.
no tronco, nos exas e na Micna, extreroamen-
t.- dolorosas. sao facis de se-dipittir mais dif-
ficeis de se encontrar, a nao ser que o crime de
que tratamos tenba sido precedido de ulgumai
tremenda sova de pao
-Sobre membranas. prc%nmos que Oque a nw-
teria antes frmjada do queidr-cntida com minu-
cia pela imprensa, pela razo que cima demos,
senfo qin- tonto nos cora -oDr. Moscoso vimos
bordas de ruptura aonde os signatarios encon-
traram bordas de franjas, nteiideodo Bs que
M c(illega< confundirara a natureza com a arte.
Era verdade, aawas acanlnoe as vezes t
Qua:,doe artista perito ni seu officio. as suas
produeges aitillciaes se parecca tanto cora as
uaturaes, que rmra rauitw observadores a illu- 4
sao perferta I
para admirar qne nos -tres, classifi
Mea relho amigo, Carneiro Vlela.
Ests realmente um rocista de torga 'Rao
ha duvida que s a alma da iraprens pernam-
bucana e um deus pequeo no dominio das let-
tras Mas olha, vais-te excedendo 'Hiu pouca
chito e.....cautella e caldo de gallinha nunca
fez mal a uinguem. Que talles das familias do
Recife, as quaes no leu dizer, vivem confundi-
das com as prostitutas, l isso nao tem nada.
porque para quem desbriado, como mostra ser
muito cliefe de familia, que, depois de ter lido
os teus 'irucos e Trocas e as tuas Cartas sem
arte, nao te foi s costas com algum bom peda-
go d" inarmeleiro, s essa linguagem, mesmo
porque assim tens sempre diaiite dos olhos o
quadro d'aqqplle almoco, para assistir ao qual
convidaste o irrao de tua Cautella. raptada, ha-
ra pouco, da casa de seu marido I Que ridi-
cularises tambem amoral que se confunde com
a religiao dos hipcritas e das beatas que a ta-
len consistir cm beijar o Habito dos frbdes da
Penha e a mSo do padre Augusto, para que ne-
gar, tens carradas de razio nos teus remoques
zombeteiros. porque, meu chrrimbabo, a moral
catholica nao aquella, como nio to pouco a
verdadeira a que praticavas nos lempos da tua
molecagem pela ra das Aguas Verdes, e. de-
pois de teres bebido urna., garrafinha da brnn
cacostumes esses era que s ainda boje doutor
de borla e capello. Que mellas ainda a ronca
nessa canangagera de esculapios que preten
dem kyyienisar a cidade, mas que nao achara
conveniencia, i muito menos vantagem em com
binar se no que diz respeito questo do ce-
lebrrimo leu collegao Balthasar, que j de-
florou urna irraS e... agora andou fazendo nao
sei que porcarias em certo quarto do Qrmue
Hotel, estas -era ten direito, porque quem nao
grita cora certos palavi-oes bonitos, como fez o
Jornal do Recife ao dar a priraeira noticia sobre
o facto da menina Germana, que nao teve a
sorte de possuif um pai que toase o guarda da
sua imreza nao faz jus t um raassinho soffri-
vel de notas de dez mil res.....com as quaes
se possa dar um passeio de recrew Venda Gran-
de. Sim, tudo o que escreves nos Vacos
e Trocas e as Cartas sem ai Ir. tudo o que
dizes no congresso dos sabios dessa nossa
Veueza c at o que pintas na Lanterna Mgi-
ca, ludo, ouve bem, ludo est muito bom, mag
nilico mesmo, meu diabinho da minha alma
mas, com franqueza, o que nao est bom
procurares sarnas pura te eossar Pelo que,
pcla 'lipas de teu pai. nao te zangues que te
ga) de todo ponto de mo tom o andares,
depois do que tens feito e ests fazendo de bem
com a tua propaganda inspirada.... na branc
supracitada, andares confundido com a multi-
do e ainda mais com os outros redactores da
Provincia, sem teres um nicho (levantado por
exemplo : no topo de algum cano de cambro-
nes onde te podesses lomar o alvo da venera-
gao popular, viajo como s a encarnago da
moralidade (que ainda nao explicaste em que
consiste;, da honra, da digmdade e da virtude.
Com effeito, meu caro e sympithico Vilella,
neto de teu av e lilho de tua me, quem te co-
nneceu outr'ora, como eu, e hoje te v, de rles
3ue eras, transformado em mentor e camartello
os padrea e dos frades, das familias e oos m-
dicos, dos tribofeiros do Prado e .. at de ti
mesmo (retratando-te ao vivo as sandices que
escorrem do bico de tua pena) nao pode nao ex-
clamar : ou vivemos em urna trra de burros e
de sandeus ou, sem contestaco possivel, o Car-
neiro Vilella um Deus encommendado
pelo Jos Mara e pelo Tavora,que o compraram
algum desencavador de cloacas e o destinaram
ser adorado pelo povho de joelhos em trra,
chapeo na mo e tombos virados para o chicote,
com que retalhas-Ihes as carnes...
E se a mais admissivel essa segunda hypo-
these. em virtude da qual aclras-ie sagrado urna
especie de Jpiter de calibre 39, permitte que
concla esta minha primeira carta, transcreven-
do um hymnosinho de minha lavra. que acabo de
compor para o dia da tua festa.
Eil-o:
No horisonte do progreso
Raiou J um novo sol;
Dissipou-se o escuro esaesso
Com a luz d'esse arrebol.
Sao besteiras e balda
Padres, missa e procisses,
S nos serve o Deus Vilella
Deus. da&ranca e dos piioes.
era um raio em si-us furores
J nos pode amedrantar,
Pois nao tem esses horrores
Quem tal Deus sabe adorar.
Sao besteiras e bateta
Padres, missa e procisses.
S nos serve o Deus Vilella
Deus. da branca e dos pifes.
Venda pois dinheiro e vinho .
Venha mais qualquer prazer...
Nosso Deus nao sosinho
Tambem elle tem raulher.
SSo besteiras e balella
Padres, missa e procisses.
S nos serve o Deus Vtetla
Deus.. da branca e dos pifes
Vamos por-nos na estacada
Para tado derrabar;
Nosso Deus j deu pancada
E nnguem ousou fallar.
Sao besteiras e balella
Padres, missas e procisses.
S nos serve o Drus Vilella
Deus... da branca e dos pfes
Viva a ierra dos beodos
Que nao temYeligo;
Ho de dar os capadocioo
Ao Vilella adoraran.
Su besteiras e balella
Padres, missa e proejaste*-.
So nos serve o Deus Vilella
Deus... da bronca e dos pifes.
agora meu caro Vilella, manda compor a mu
sii a e depois avisa rae o dia em que na de reu-
nirse a synago.ua. porque quero tambem pres-
tar-te homenageui. einbora seja eu feito do barro
da Biblia, e t do da phrase do General Fran-
cez Ciunbrone. >.
Teu aectuoso,
0 Nihilista.
A questo Germana
deparando esta manh no eonceituado Jornal
do Recife, urna dedarago feita pelos cinco apos-
tlas da honradez, nao poudedeixar de dar urna
forte gargalhada : fez-me lembrar una celebre
iciedade entre um portuguez e um brazileiro
que achando-se aqnelle bastaste doeale. pede ao
u confessor para que Ibe lese chamado a sua
presenga seu socio, viudo este lhe disse oeaer^
mo : amigo teah ircmorsos de>'eon8dejieia e
para poder marrar tranquillo, queso confessar
te que Bunca,aje**Wwte>.a*deHtrav *ATiBta
deata conlisso respondea*teioWDCio brazileiro.
Amigo podes morrer trauquillo porque aeeu
usca entrei no "vosso roragor tambera innnea
paseaste d'aqui (pontando para a garganta).
Assim clas8ificouesta declaragao. a.qne don o
norae de ajuste de coatas
Qual seria neste caso a parte que fe o papel
do socio pnrtuguin.? o Sr. Ulysses Vianna
ou os cinco apostlos ? Estou certo que foi o
Sr. Ulysses.
Porque foi V. S. claro para com estes cinco
sanguesugas desde o coineco ? porque noJhas
iIsm- quanto pretenda o Sr. Ballhazar pagar ?
Ou tena o Sr. Ballhazar pessoaJuiente.prometlido
dar a cada um delles tanto ou quanto. e V. S. en-
cliiTgando que romo advogado poduria tambem
eiicairegar-se desta transaego, em.vista.de jul-
gar-se.tao apio cm questes finaoceirasequizes-.
se nesta occasio idar .urna vez. mais provas de
hornera de bedi !...
Avante Sr. Clysses Vianua. n'uraa trra de
hartan como esta, pode V. S. continuar tnonta-
do e apexfeigoar mesmo a raga dos Cames Per
nambucanos.
Quanto a este monstro social, esta lepra cha-
mada Ballhazar, nao me oceuparei porque -arre-
nia-me a* carnes e os cabellos, em pensar ueste
ente ..
A gerago futura poder dizor um Ilenri
Chambige dos lempos modernos e ainda assim
dir pouco. porque Chambige qu ndo teutou
contra a honra.de Mme. Grille vendo que feria
de empregar mdos violentos a assassiaar-a .pri
raeiro. e depois de ter praticado to infame aclo.
com vergonna de d proprio tambera suicidou-se
O que me admira ver os cinco apostlos
prestarem-se a to infame papel, e arada-mais o
typo da honradez personificada, esta rainboca j
por diversas veies decepada ainda querer.servir
de isca para to podre peixe.
Querer porventura V. 3. continuar na sua
obra de corrupgo das ideas, da honestidade e
dos mais precitos sonaos, que lera por dever
ser a base de toda e qualquer coinruunhSo ?
nao, nao posso acreditar, sera ura facto tres
vezes mais degradante do que-acaba de pra-
ticar-se. Ver um homem quer-r aorromper nao
rana familia, mas raa pupulago inteira com
exemplos to tristes- e.vergonhosos. lelo amor
de Deus, Sr. Ulysses Vianna, faga as pazes com
o Creador, tom o boud e v casa .de.seu pa
drinlio e tome-lhe a bengo, podendo depois
disto ir ouvir urna missa na matriz da Boa-Vis
ta, e ah. quando levantarse a Deus, nao olbe
pelo lado dos oculos, como costuaia, para ver
m descobre alguma douce femme, porm olhe:
embora com um s odo .para Deus e faga um
verdadeiro acto de contriego e se nesta oc-
casio Ide dor a consciencia, faga o que lhe
aconselhou o Democrlto do Diario case-se
coma menina Germana, urna vez que V. S.
diz estar ella perfeita. Estou certo que V. S.
se recordar dos tempos passados, quando ti-
nba 20 annos.
Conrluindo darei este consclho a idolatra
da fraqueza encaminha o individuo para todo
acto de infamia. Nao bom aleijes lutar com
Hercules, ou pigmeus imitar os deuses.
# *
3
^P
Manoel Alves Guerra.
Tenante Lenidas Francisco Pas Barrete.
JlziilonaidaiPatrodnie Araujo-Santos.
Tofo;Rodrigues da^ilva Duarlt.
Dr. Lutz Tavares de Macedo. i ,
Qeremias de Aaevedo Mello Jnior
Joio Ramos.
Hdefooso-Jiugenio d'Mirerra: -
Olympio JeBonyino Rabello.
Eserivs por devoco -
As Exmas. Sras. DD. :
Juvina de Hollauda raxedes-de Carvamo.
JuviuatLaureatinada Solttdade.
Anna Apolinaria da Costa Antunes. -
Esposa do Sr. Joo Rodrigues da Silva Duarte.
Esposa do Sr. Joao Ramos.
Esposa do capito Belesario Pernambuco.
Esposa do capito Maraeue Paula de AtiuquSr-
que-
Fillia do Sr. capito Joo Baptista Cabral.
Esposa do Sr. capito Antonio Chrisostono d*
Albuquerque.
Deodata da Costa Palmeira.
Augusta de Jess Oliveira.
Prancisca Cesina Bandeira de Carvalho.
Mordomos--.
OsExms. senhores
Manoel Francisco datosla.
Protessor Jes FelixdaTrmlade.
Juvencio da Silva Ramos.
Francisca Xavier Saltrmo.
Miguel Arcluiojo-Ramos-.
Pedro Luiz Marinan.
Rogerio Firraino de Souza.
Tneolonio Jos de Sant'Anna.
Krnestin-Rogaciano dos Sanios Ferreira'Bar-
ros.
Joo Quifitino do Espirito Sonto.
Joo Cedro da i ruz Sollo.
Jacob Alves da Silva.
Manoel Boiges de Souza.
Hygino Joo de Oliveira.
Jos Marques-dos Sanios.
Frederico Magulhes da Silva.
Manoel .-raacisco Saraiva.
Mordoinas
As Exraas. senhoras :
D. Emiliana Prima Ton es Pereira.
D. Francisca Alvina da Silva Gomes,.
D. Mara da Penha Beckman.
B. Augusta de Jess Olrveira.
D. Mara Leal.
D. l'hilomena Mara da once;o.
Esposa do Sr. .Amaro Ferreira da Silva.
Consistorio, 17 de Margo de 1889.
Joao Francisco de Torres Bandeo a.
Provedor.
Ildefouso Florentino da Costa Kibeira.
S'cretario.
Justino Francisco de Assis,
Thesoureiro. ,
O vigario. Francisco Joaqmm da Silva

i.'."
-^
ElepQao
H
HOMOUAKIA DAS PESSOAS QUK TEEM'1>E GOK-
TKIBL'rR PABA A FE8TA DO 8ENHOB BO*I
JE3DS DASCHAGA8AOS 7 DE JULHO DES-
TE ANKO KA IGREJA DO P-i RAIZO.
Provedor por cloigo
.Olllra. Sr.:
Tenente-cornel Jos Elias de Oliveira.
Provedora por eleigo
A Exraa. Sra.:
Condessa da Boa Vista
Os Exms. Revds. padres.Drs.:
Jronyrao. Tbom da Silva t
Jos fTonso de Lima o S.
loo doRegoMoura.
. Os Illms Srs.:
(Coronel Jos de Oliveira Castro.
Capito Joao Rodrigues de Moura.
Dr. Jos Eutaquio Ferreira Jacobina.
Dr. Joo de Sa Cavalcante de Albuquerque.
Joo de Oliveira.
Gratuliano dos Santos Victal.
Minervino Avelino Fiuza Lima
Dr. Laurindo de Moraes Pinheiro
Provedora por devoco
As Exmas. Srs. J3D-:
Mara Amelia de Queimz.
Mara Amelia das Chagas.
Mara Amelia de Azorado Coutiulio
Mara Amella de Barros Santiago.
Dra. Mara Coelho da Silva Sobrinho.
Maria da Motta Cocido do Reg.
Mara Candida de Barros Reg.
Maria do 'armo de Barros Carnetio.
Maria Emilia da Silva e Mello.
Maria Magdalena Lins da Silva.
Maria Florida de.Azevedo.
Provednres protectores por eleigo
Os Exm. Srs :
Conselheiro Dr. lnnocencio Marques de Araujo
Ges.
Viscnndc de Megejana.
Teneule coronel Antonio Francisco da Costa.
Major Antonio de Araujo Marques.
Dr. Antonio Domingos Pinto.
Dr. Alfonso Olindeose Bibairo de Souza.
Aurelio dos Santos Coimbra.
Antonio Jacintho de Barros Correia
Tenente Antonio Marinho Falco.
Antonio Cdrisostorao de Albuquerque
CapitSo Pedro Velho de S Barreto.
Provedoras protectoras por eleigo
As Exraas. Srs. DD.:
Dra. Delmira Secundina da Costa
Umbelina Bezerra da Silva Cavalcante.
Estlier Duarte Coneiro da Cunda Gama
Prxedes Idalina Pitanga.
Joanna Leopoldina de S Leito.
Francisca Pires Ferreira de Sant'Anna
Francisca Carolina do Carino Lins.
Marieta de Miranda Duro.
Rosa de Oliveira.
Anna Maria da Cruz Oliveira.
Provedores protectores por devoco
Os Illms. Srs.:
Tenente coronel Feliciano Calioppe Monteiro de
Mello.
Tenente coronel Francisco de Araujo Luna.
Revm. padre tenente Francisco de Assis de Mi-
randa Curio.
Tenente Felippe de Araujo Sampaio.
Dr. Francisco Apoligorio Leal.
ar. Francisco Domingues Ribeiro Vianna.
Dr .Francisco de Souza Reis.
Professor Francisco Crrlos da Silva Fragoso.
Dr Mamede Ceciliano Alves Ferreira.
Francisco de Siqueira Gavalcante de Albuquer-
que.
Francisco Lino de Souza Costa Filbo.
Francisco Antonio Hraudo Cavaleante.
Manoel Gomes de Mattos.
Provedoras protectoras por devoco
As Exmas. Sras. DD. :
Evalda d'Alhuquerque Martins Pereira.
Maria Carolina d'Almeida Filgueira.
Maria Florentina de Goes Cavalcante.
Custodia Lodo de Azevedo Mello.
Amelia de Carvaldo Costa Colbo da Silva.
liermelinda de Magalbftes MeilotGomes.
Escrivaes por eleigo
Os Exms. Srs.:
Commendador Luiz da Veiga Pessa.
Dr. Manod do Naseimento Pontes.
Vereador Tito Livio Soares.
Vereador Gabriel Ildefonso das Neves Cardoso.
Vereador capito Deodato Goncalves Torres.
Capito Joao Baptista i abral.
Capito Mamede Paulo de Albuquerque.
Capito Beluario Pernambuco.
Capito Ulysses Burgo Ponce de Len.
Tenente Severiano Vieira da Paz.
EscnvSs por eleigo
As Exmas. Sras. DD. :
P-ofessora Felismina dAlbuquerqu.
Abdias Tavares d'Oliveira.
Constancia Pires de Souza.
Julia Amelia de Souza IjajalHtoe.
Hermelinda de S Barreta.
Jnvina Maria daConceigo.
Ursulina Joanna da Silva
RosaHu de Abren.
Francisca Rosa Guedes Alcoferauo.
Escrivaes .por-dewgao
M Illms. Srs. : ,
Major Gregorio Thaumaturgo de Azevedo.
Capito Francisco Solano Molma.
Manoel Martins Pire?.
iK'fifV, fi de Marco de I"-
S. Exc. o Sr. presidente da provincia
hontem'mandou suspender a exportacao-
da farinha. '
A medida de S. Exc. conhecemios que
attentatoria liberdade do commerco,
nao ha duvda. Porm estamos em urna
poca anormal, em que o commerco v-se i
a brayos eom innmeras difficuldades, as :
artes decaem espanioaamente e o -povo
nao encontrando senao difficuldades para
viver, portante, nao poder supportar que
se eleven mais do que actualmente o pre-
50 dos gneros de primeira necessidade.
Por esse lado foi acertada e justa a me- .
dida que toinou S. Exc. diante da qual
poude de algum modo a pobreza encoa*
irar urna garanta.
A actual condicao em que estamos jinv
ttica do modo mais evidente que o proce-
dimento de S. Ere. digno do applauso
publico.
E' preciso reagir, preciso oppor.bar- .
reirs gana d'aquelles que querem enri-
quecer explorando as calamidades so-
ciaes.
Eis porque neste momento, e ueste..
lugar louvamos a posicao enrgica e sym-^-
pathica que S. Exc. tomou na admiaiatra- '
cao da provinci^p*gnando pela classe
sempre mais abandonadaopovo.
Sempre que qualquer funecionario pro-
ceder tSo louvavelmente havemos de ap- .
plaudil-o.
(Do Jornal-do Pova.j
K

K-
0 vice-presldeote da Paraliza
S. Exc. o Sr. B.' de Abiahy acaba de
demittir o subdelegado da Barra de S. Mi-
guel, tenente Fabricio Correia do Araujo,
sob o falso pretexto de ser o mesmo cri-
minoso .n'esta cidade, facto este que
S. Exc. deduzio de urna publicagSo firma-
da pelo Sr. advogado Jovino Limeira- Di-
no, em que se acha transcripto nm des-
pacho de pronuncia lavrado, ha mais- de
dez annos, pelo ex-juz municipal Emyg-
do, que j n3o pertence a este nmutlo.' ,,v"v*|M
Saiba, porm, S. Exc. que, nem o te-
nente Fabricio criminoso n'esta comar-
ca, como nSo o em qualquer outra, nem
o Sr. advogado Dino ser capaz de sub-
screver semelhante inverdade, com a rfcV
ponsabilidade de seu nome, porque tal
acto tera de resultar ser S. S. chamado a
juizo para provar a asserco.
O crime do tenente Fabricio, saiba o
Sr. vice-presidente, ser elle a garanta
da propredade, honra e vida dos habin. *
tantes do seu districto. Disto, pudeni,.dar ^
testemunho todos que o conhecem, excep-
cao feita d'aquelles que vivem da rapina-
gem e da desorden.
Pdc S. Exc. o Sr. vice-preaidjea*e r t
manter a demissSo que em m hora la-,
vrou, mas fique cem o remorso de ter
commettido urna injustica.
Cidade do Limoeiro, 18 de Maryo de
18M9.
A opiniao.
---------------.*.---------------
Bom Jardim
Ao partid* liberal
Era nome do- meu partido, aprsente <
Exm. Dr. Jos Maiia de Albuquerque
Mello candidato a futura legislatura ge-
ral.
Sei quanto vai nisto de responsabllida- '
de para a minha pessoa, e o elemento que
eu represento.
Em cartas que, enderecei aos Exmcs.
Srs. c-nadores Luiz Felippe e Dr. Jos-
Manapo, explico meu procediiuento, e es-
pero que ficarao satisfeitos.
Recife, 23 de Mareo de 1889.
Carlos LeitSo de Albuquerque*
-----------------U-SSS-----------------
Ai;radecimento
AO ILLM. SK. DM. CARLOS BETENCOUBT i
Pelo presante declaro a quem possa in-
teressar que achando-me doente de um e-
treitamento da urethra indicaram-me o 8r.
Dr. Bettenccurt e, procurando-o no seu
fjoasultoro, fu; operado pela electrolyse,
sem d">r, ticando logo bom e radicalmente
curado do estreitamento.
Agradeco do alto ida imprensa a impor-
tante cura que fes:-me este Ilustre faculta-
tivo e que archive mais este attestao no
seus triumphos diarios.
Recite, 9 do Mareo de 1889.
Murcntinu J W

V


i
do os abaixo assignados discutido at
hoje com se as a questo scientifi-
ea do defloramento da menor Germana,
e dando isso lugar avir o'Dr. Balthazar da
Silva Carneiro provocar o Sr .Dr. Mosco-
so a ama discusso que elle abandonou,
so por mposiclo de sua familia decl&ram
2ue a vista de urna ral provocacao, deixam
e discutir semelhnte assumpto, porque
nada tem de commum com um individuo
que est sob as pesquizas da policia.
Recife, 22 de Marco de 1889.
Dr. Fernandes Barros.
Dr. Simos Barbosa.
Dr. Pontual.
Dr. Jo5o Paulo.
Dr. Joo Maria Seve.
#
Nossa Senhooa do Monte
em Olinda
Com indizivel praser participa-se ao res-
peitavel publico da amiga e nova capital
de Pernambuco e seus suburbios, que j
se deu principio ao servico do reparo e
melhoramento da capella-mr do veneran,
do e sagrado templo da rainha do co,
que a piedade dos antepassados lhe consa-
grou naquella colima aonde pela primei-
ra vez se manifestou um milagre, urna
graga extraordinaria, dispensada pelo Om-
nipotente, por intercessSo da melhor das
Mies, ao filhoque afflicto, a ella recorreu!...
e at hoje, quem j recorreu a Me do
FMho de Deus, que nao fosse attendido ?
Bemdito seja Deus, que tudo dispoe do
modo que quer, e como llic apraz.'
Tendo comecado em Abril do anuo pre-
trito, a prestar algam servico, aquella
Senhora, por seu vallioso Auxilio e dos
devotos, conseguimos o sen cncarnamen-
to com bencSo soleiunissinia, e remover
as ruinas do antigo convento ; pretenda-
se continuar parachegar a um servico mais
completo, mas, -urna vida semprc atarefa-
da e.... nSo permittiram !! e quando, como
que descuidado desse dever de indigno fi-
lho para com to carinhosa Mae, eis qu
desapparece todo obstculo, desojando sa-
crificar tudo !.... e confiado em um pa-
trocinio, to poderoso, c na piedade das
duas cidades,puz niSos a obra; estou qua-
si convicto da sua realisacao! Em breve
tereis a vossa porta, mn humilde e indig-
no escravo seu, estendendo as mSos para
receber um obulo que dictar o vosso Bem-
fasejo Horacio. Qual ser o filho que se
recuse' a to justo appello ? ab nao f, Ion-
ge de mim, to temerario juizo; veris
em breve o orcamento da obra.
De mos erguidas, peco pelos raereci-
mentos da Virgem Santissima, que nao
seja molestado alguem, por causa do
grande servico que vamos prestar a nossa
boa Me : Aquelle que se julgar sem pec-
cado,seja o primeiro a atirur-lhe apedra!
diste Noeso Senhor, quando lhe apresunta-
ram a mulher do evangelhoi peco en-
carecidamente ao Exm. Sr. Redactor, que
nao acceite para publicar a meu favor, urna
palavra que pareca elogio, cu, alm de
alo o merecer, detesto de cqraco, consi-
dero que perder-sc-hia o mrito do meu es-
forc ; assim como, si apparecer contra
esta grande empreza que espontaneainen-
tea aj^ci, para publicar alguma maledi-
JBfciaTpo^fe^wWmv^omue estou me
preparando com documento pRi destruil-a ;
ois, pretendo prestar contaa ao Supremo
uiz, c a veneranda opinio publica.
Desde j antecipo de minha parte, os
meus sinceros agradeciinentos, beijando
as mos dos Bcmfcitorcs de Maria.
Si chegarmos a conseguir o servico
# projectado, Lavemos de expor no Throno
daquelle venerando Templo, o Deus tres
vezes Santo, entoandolie u inspirado
Hymno dos Ambrosio* e Ag"stinhos,Te
Deum laudamus em accao de Gracas, como
penhor da nossa FY:; dcixandoaos vindou-
ros, um traeo to indclevel.
Beati miterieordus : quoniam iusi 'uincri-
cordiam consenueutur.
Olinda, 23 de Marco de 1881).
Umdtcoto.
COMERCIO
TKI.II.H IMMAM
Servico da Agencia Hacia
LTVERPOOL, 21 de Marco.
ASSUCAR .-CalM
de Prruiimkuio n. \enat-m*- m
18 ar qainlnl.
ALGODAO: ~*iu*tent*a<>.
O FAJR *> PerBambuto *eM*e-se a
1 *. por likra. .-.
Irada do din 10:000 fardo.
NEW-YORK, 22 de Marco.
SSi'C.i: Apa ib ico.
S /PIariac.Mi-5.1 I c. por 11-
Agcncia, Havas filial em Pernaraubco,
33 de Marco de 1889.
Revista do Mercado
Recife, 23 de maj^o de 1S89.
Foi pequeo o movimento, limitando-se ape-
gas a transacces no mercado de cambios.
Bolsa
owragOB* officiaks da justa dos cob-
KKTORF.8
Recife, 23 ae Marco de J8S9
Nao bouve.
O presidente,
Candido (>. Aleoorado.
o secretario,
Eduardo Dubeux
laaabio
Todos os bc;::os, depois de meifl da, eleva-
ran a taxa para 27 3 4, sem acliarem tomadores.
Papel particular foi offerecido a 28 d. mos-
trando os aamos ponca vontade*a lor.iar a esta
tasa
jLWftno
Notas do stn timen to
1T discpulo do baadldo da
nonti
Vem furioso contra mim um (al do Ja
Recife de hoje, porque, tendo d'out.a vez vindo
com ares de consequencia, fazendo um pedido
a mim e ao Sr. Milet para que nao fallassomos
em Deus, porque a religiar do futuro o monis-
mo ou a dos monos, eu !h< disse que quem ped'.
assigna, que o contrario estulticc e pedan-
tismo.
E nao ser aalm J
Esta verdade, este pisar de calos, > poJe ter
resposta com no ;)08tura.
B' o maior prazer que ni podein dar os meus
inimigos, que, qossi semyn- fazem assim quan-
do nao me podem contestar, e ainda mais os
inimigos de Deus e de todas as cren<;as, us
quae consiste a maior Wicidadc de cada indivi-
duo que as tem, em que se ussenta a ordem so-
cial, a liberdade, e se descanca-no direito.
Nao carece da ussigmitum de ninguem pura
iliscutir ou corabater a doutrina.
S. S. nao discute cominijjo porque eu sahirei
com termos insultuosos de cacallos c bandidos.
etc.
E* mera desculpa.
Nunca alguem discuti commigo, que recebos-
s em resposta algutn epithelo nem as dou aos
mais violentos ataques.
Cbaniei cavallo aquelle que comparou o !)!)
podromo com a escola christfi, ou cathohea, dis-
se que no sabia por que era seu espirito as-
sociavam as duas ideas; o eu Ibc expliquei;
porque sua alma de ca vallo do hippodromo.
Bandidos chamo nao a quem tem a sua i no re-
dulidade de tudo e nSo faz nial a ninguem com
ella ; mas quelles que, nao trazendo nenliunia
crenca nova ao povo, prega contra e pretende
ridicularisar todas as crem;as pela imprensa.
Estes perversos, porin, nao so pretendem
destruir as consciencias esse assento da couso
laclo e conforto de todos es trabalhos e tribula-
cs da vida, como a esperanca na futura.
Sao, pois, todos estes, bandidos, sao perversos,
sao infames.
Que maior mal pode-se fazer a um povo do
que por este infame tribal fio ?
Que proveito podem tirar para si ou para a
patria, para quem fallam estes perversos ?
So pode ser para si; dsmo'.-alisar a socieda-
de, fazer de toda ella urna bacanal, para alean-
car o gozo fcil de todas ai torpezas
Vinde discutir o vosso D:us, mono.
Nao, porque eu descompongo '
Vinde ensinal-o ao povo. affrontai todas as in-
jurias, como todos os prop; zandistas o fazem.
Onde est a vossa eoragom ?
So a tendes para ser pedante c escrever :
Sr. F.
Um pedido?!
Eu n5o descomponho, pois, s digo o que ,
quem vem ridicularisar e faz propaganda sem-
pre pelo ridiculo, contra Deus e contra as eren-
cas oeste povo a que pertenco; pouco me impor-
tando que se chame aquelle Pinheiro Chagas ou
Chags Pinheiro. Ainda urna tolice vossa que-
rer que se respeite a autoridade de qualquer
Chagas para elle poder impunemente profanar
e ridicularisar as crencas de um pove. Aqui
para nos. reflecti um pouco, cahin lo em vos
mesmo, no vos parece que isto 6 urna grande
lotice?
Eu nao ridicuiariso o Sr. Tobas: elle mes-
mo que se ridicularisa. quando diz que todos os
doutores e hachareis sao burros, quando diz
que come manilo para ... quando diz que os
padres nao sabem latim; (|uando escreve cousas
alternas, as quaes eu vos desafio que em liu-
.'iiageni mais popular, as venhais dizer a este po-
vo para quem elle escreve Do contrario, para
que escrever ?
Asseguro vos que vos aira remito mais dillieil
Iraduzr quelles profuinlissimos pensamentos
do que o meu portuguez, por maior que seja a
redundancia da phrase ; une, se no fr em pas-
sagem torturada por qualquer alteracao de pa
lavra causada pela imprensa, o que commigo
muito se d por causa de minha lettra.(') sempre
lia veis de entender, se tiverdes alguma inlelli-
gencia e souberdeS dividir as orayces, com mais
faciiidade do que esta vossa segu ule lirada :
Quem quer que se atreva a analysar as suas
estulces Iliterarias, religiosas ou BaaseeitM,
S. S. sake-lhe ao emcBntro, etc.
E isto cacange ou o que ?
() Como o artigo publicado hoje (23) cuja
prova nao me tendo sido possivel passar pela
vista, sahio todo estropiado, desde o principio.
Pois nao v S. S. que queui escreve pura o pu-
blico desde 1814 nao pode commettei aquellas
faltas e tantas de urna vez, como la se encon-
trara ?
Ora, Sr. cousa, isto todo i* o raiva.
E oatra : onde viu-mc escrever artiyos de
litleralura ? Onde ha uns tteratos e diariamen
te espirituosos, como V. S. o o seu mestre, o
Quixote da* Miras, poderia eu nunca ter tal pre-
tencao ?
Al lude ao Seffro e o bran -o e Repblica Fnm
ceza Para mim sao simplcsmente polticos.
Quanto aos econmicos, aquillo nao para quem
lodo empertigado faz pedido e d consellio.
Aquillo para quem pensa muito, para quem
presta profunda atlenco ao que l. E os pe-
dantes seo de toda a gente a mais incapaz de
pensar. E' gente toda leviana e tola
A/fonso d'.Ubuquerque.
de PernambucoDominga 24 de'Marty
se entende. a aq 'a da imp
Quanto a meus arligos econmicos, bern
que sois, daquelles incapozes demoler o dente
em tal assumpto.
1 E que terror 6 este de que eu jos chame han
dido, para naj virdes discu'Jr as ideas que que-
ris propagar F
Tendes medo de discutir e nao tendes r
1 de ridicularisar as crencas de um povo 1
I E que pobre qualiHcacao pode ter esta vossa
tirada -Santo AgostioDO e outros luzeiros nao
! poderam demonstrar Deus ; logo nao discuto
comvosco, que nada soi-
Nao discutis, que tal cousa nada importa :
: mas sem deiBOBdrac*0, sem mesmo drzer que
cousa a tul. dizer sr. Mtlel : Sr. Affotlso, um
pedido :
' Nada du D^u, a religiio do fu'uro o mo-
nismo .
i llavera pedanliimo maior ?
Em urna palavra, Sr. quem sois : Eu nao
descomponho a qnem discute, nem a quem me
1 ataca.
Prova receute sao os ataques os trinta e tan-
tos epillietos flue o ra voso Villela me Lncou, as
calumnias que me tom levantado.
Liiuitei-me quanto a essas a dizer :
E' falsa tal cousa, falsa tal outra. Q.iunto
aos epithelos a transcrevel-os.
Eu chamo bimli o a quem ataca- a Deu
' crencas salutferas e sublimes desle novo, base
na moral social, dessa moral de Clirislu. qne
.nenhum bindido pedante tem acorauem deana-
lysar ; porque esses s;'o peiurcs de que os sal-
teadores.
Nao com medo da desconi|iostura que n,o
vindes discutir Deus, o seu Chrislo. a moral
evanglica ; porque o pedante so tem i orageui
de dizera religiao do fuUro a dos uiouos ou
do monismo. Qiamo bandido a quem ataca o
direito alucio, nao o meu.
Eu no lenho carencia de cortar o escripto de
algnera para o corabater. Nao me cnega o teui-
po disponivel para metter o pao ou as cordal
i-ra quem vem atacar as crencas deste povo, para
inventar mais trabalho, corlando escripto.
Tirei de vosso artigo O que me pareccu le
mais frisante, sm parecer-me que fallasse
lealdade ao adversario. Nao repuodii/.o, |Jonjue
nSo si por onde anda o tal Jorn-il.
Por tiui de contas o que mais \m ilqeu i o
meu ataque ao |>'daiite que ecreveu :
a civilisarfio ainda nao pode extirpar ilo
coraco humano o senlimeuto religioso.
isto puro e secco. sem ama ilenonslracrio do
em que seja prejudicial retigiu liuoianida-
de, nao um pedantismo Ao tnsuli'We qoaoUi
prelencioso
O que essa cipiHstto uo moral evanglica, fundada e a.-seule na rehgiao
christ, na es;erauea do co e terror de in-
ferno ?
Vinde discutir osle ponto, que ludo de
nossa queslao ; vinde, que eu vos prometto no
i-liamar-vos nem bandido nem pedante.
Mas dizer simplesraenle :
Um pedido (! i
Sr. Milet, deixe-se de Deus, que i religio do
futuro a dos monos (monismo).
Sr. Alfonso, deixe-se destas colisas, se quer a
salvaco va para a l'enha I..
ssim nao, meu charo 1 assim O ser rauilo pe-
dante, e peior ainda, querendo fazer espirito,
inania commum nenia quadrilha dos inimigos de
Deus e da sociedade.
Nao tendes animo nem brea liara disculir e
doutrinar, como os nao tem pedante ligan.
Por isto como o vosso dicte
> Qunore as i.eth.vs
pondes as mitos no chao saeudindo as palas llo-
ares.
E ia-me passando.
Deixa V. S. de parle u artigopiilhi que Uve O
desaforo de eseivver contra o darwismo !!
E' ate onde |xnle chegar a desgraca do |)edau-
tismo ;-ter o desaforo de escrever contra qual-
quer doutri.ia ilo alheisrao !
E porque Vv. ss., em vez de estarem ahi a
fallar todo dia tos nonies-,-ciencia, darwismo.
monismo, etc., etc., nao expendeal ess;is dou-
trinas, limilaudo-se smeule a, com ares de
grandes cousas, como D. Quixole de cavalleiro.
estarem dando pancadas as crencas deste povo
e estultamente se rindo deltas 1
E' porque nada sabein, porque sao periodos
pedantes.
as emliiu rali a o Sr. Coipa. m oa^ipte do
me. artigo contra o casamento civd. porqbe
eu digo que u'elle nao ha virtude, respcito,
amor e oulras cousas que menciona.
E diz assim que vai entrar...
E ahi ficou.
Nem mesmo eulrou.
Apenas limitou-se a dizer ou a dar a entender
(|ue elle se ha de fazer, porque o Seuado j fez
O registro civil.
E que tem urna cousa com outra ?
E eu me opponhu ao casamento civil para.
quem qui/.er fazer o contracto de manceba, t
O que nao quero que seja obligatorio, como
o querem os inimigus de toda a religiao, os ban-
didos, os perversos, iuimigos da moral, estes
monstros que querem at obligar a quem tem
suas crencas a fazer contracto de aOM^arao,
Dissesies que ieis entrar na mafgpj : ptHtfW
uo entrastes t
Pobre diabo, eu s peco a Deus que tire
da i-abfi;a desses malucos a inania de pivgarcm
contra Deus. porque nao sendo outro o mei d-
se fazerem celebres, so encontrameste geito de
de inonstrar o quanto sao estultos e ignorantes.
Al godao
Naconstou fondas.
A exportaco, feita ptla alfaudega nesle mez
at o da 21, subi a 857.87"J kilos, sendo 3SOJ4I
para o exterior c ?67.3:*-< para o interior.
As entradas verilicadas at a data de hoje so-
be m a (9.500 saccas, sendo por:
Barcacas..... 3.658 Saccas
Vapores .... 569
nimaes...... 6.660
Via-ferrea de Caruar. 1.729
Via-ferrea de S. Francisco. i 96i
Via-ferrea de Limoeiro 980
Sorama.
Os precos pagos ao aum-jiiter,
undo a As80cia^ao Commercial
os seguintes:
Brancos .....
Someoo.....
Vlascavado purgado
> bruto.
Rtame.....
Colonia Isabel:
Branco 1* .
. .
3*
Someoo .
Mascavado.....
Usina Pinto:
Branco 1*
.
Someno ....
Mascavado ....
19.560 Saccas
por l kilos,, sf-
Agricola, fu rain
3J2O0 a 34800
i900 a 2I00
14400 a 1450U
(4100 a (42)K)
4800 a 1400(1
14(00
24800
14500
34900
1400
44000
44300
34000
(4500
No Rio OS bu.
usac'
o London
toma-
Aexportacao, feita pela slfandega nesle mez
at o dia 24, attingio a 5 693.703 kilos, sendo...
2.306.426 para o exterior e 3.387.277 para o iute-
nor.
As entradas verificadas ate a data de boje, so-
ban a 80.425 saceos, sendo por t
Barcacas .... 29.5'ti Bar -os
Vapores..... ......
Ammaes. ... 4.448
Via-ferrea de Caruaru. 6.731
Via-ferrea de S. Francisca. 36.878
Via-ferrea do Limoeiro 2.823
Soturna.
80.125 Saceos
Toaros
Cota-9e os salgados soeces a 370/is: na bu-e
de 12 kylos,
Aguardialr
Cota-se a 88/000, por pipa de 480 litro.-.
MUmti
Mantem-se a cotaco de I70*0W p
80 litros.
el
Cota-se a 30*000 por pipa de 480 '::>: .
Pauta da alfaadega
saANA M 26 A 30 ni: MARCO UK 18-9
Assucar retinado (kilo) 220
ssucar branco (kilo) .... 20)
ssucar mascavado (kilo) ... v;
Al-ool (litro) ....... 340
Arroz com casca (kilo) .... 30
Algodo (kilo)....... 360
Agurdente........ n0
Borracha (kilo)...... 800
Cornos seceos salgados (kilo) 3>4
Couros seceos espichados (kilo) 410
Couros verdes (kilo)..... (92
Cacao tkilo)....... 400
tlaf bom ikilo)...... 350
Caf reitolho (kilo) ..... 350
acbaa (litro)....... 80
Carnauba .kilo)...... 260
i arocos de algudii (ko) ... 16
Carvo de podra de CardilT ton.) JG>OO0
Farinlc de mandioca (litro) .... 46
Folhas de jaborandy (kilo/ ... 300
t'.euebra (litro...... OO
Mel ilitro)........ "O
Milho vkilo........ ao
l'o Brasil (kilo)...... 35
Vaboados de amarello (duza) lOO^UOtt
\avioa carga
Patacho nacional Manuho 7y, para Pelotas.
Vapor inglez Pnroeuse, para Liverpool.
Vapor inglez Cucier, para Liverpool.
Xavioa a descarga
Barca nerueguense Fruta, carvio.
Barca norueguense Frhyof, carvo.
Barca alterna Atina, earvo.
Barca ingleza Lacinia, bacalho.
Brigue sueco Pepita, carvo.
Lg4ir inglez Yidonia, bacalho.
Lugar inglez Dora, bacalho.
Ldgar inglez i orisande, bacatho.
Lugar inglez Leander, bacalho.
; Logar americano Robert Y Barr farinha de trigo
' Lugar nocional Loyo, alfafa.
Patacho allemao Auna, farello.
rtn-iorlafio ______
Lugar norueguense Correo, entrado do llam-
burgo em 21 do andante econsirnado a l'ouse-
Ca (rmos C, manifestou :
Alpiste 10 saceos ordrm. .'ni.i-lra- 14 tk>
lumes a diversos.
Bitter 10 caixas ordem. Bataneas 10 \j!n-
mes a Antonio Duarte ( arneiro Vianna.
Cimento 25 harneas a Affonso Olivcira it C.
1.500 orde.u. ('arveja 69 caixns .i ordem, 18
a Alfonso Oliveira A C, 40 a Joaquim Dn.irte Si-
mei A c., 80 i Fernandes da Costa & C. Ca-
nda 5 caixas a ordem.
Folhas de zinco 5 caixas ordem.
Cenebra 20 caixas a Ferreira Rodrigue.* i ,
25 a.Silva Marques C. 30 a Doming'
ra da Silva a C.
Louca 33 grades ordem, 40 caixm a
Maeedo.
Mercadorias diversas 2 volum-:.
"ca A C, 2 a Francisco Lauria & C.
Pregos (0 barricas ordem.
a T. Ju-
aler a-
pena.
' Recife, 22 de Marj;o da 1889.
Afronto de Albuquerque Mello.
.------------ ai ---------------
EiposieSo lalrersal de 1889
Segundo a carta que nos escrevem nos-
sos correspondentes, os Srs. Amde
Prince & C, o Pavilhao do Guatemala
onde ellcs acabam de organisar urna sala
de leitura de todos os principacs jomase
da^ Americas do Centro, do Sal, das An-
tilhas e do Extremo-'oriente urna cons-
truccao de madeira muito bonita.
Este pavilhao aelia so sifuado direita
da Torro Eiffel, pelo.lado direito o de-
fronte da parte contal do alucio das Ar-
fes Liberaos. Est perto de todas as sec-
c3os das Repblicas'Americanas e do Im-
Eerio do Brasil cujos riquissimos palacios
ao de constituir, por sem duvida, urna
das maiores attraccdes da Exposiyao.
Aos nossos patricios reeommendamos
encarecidamente que visitera no Pavilhao
de Guatemala a instllacao dos nossos
correspondentes, Srs. Amde Prisco &
G., devida ao obsequio do Ilustre com-
missario geral do Guatemala.
Comit
K*tAna da llberdade em Olinda
A commis8ao abaixo assignada, encar-
regada de promover as solemnidades com
que se deve assentar na eidade de Olinda a
prnueira podra do monumento commemo-
rativo das datas da libcrtacao do munici-
pio olindensc e da abolieao da escravidao
no Brasil, attendendo estreiteza do tem-
po ile que dispdo, vem pelo presente con-
vidar todas as assoeiac3es, corporac3es e
povo em geral, tanto de Olinda como do
I evite, para assistir a esse acto, que e
realisar no dia 2b do corrente caegada
do trina de 4 112 da tarde. Uesdje j a
comniissao se conf'essa penhorada aos que
se dignarem aceitar o presente convite.
Olinda, 22 de Marco de 1889.
Domingos Antonio Alves Kibeiro.
Jos Vicente Meira de Vasconcellos.
Jos Austrqgeaillo Rodrigues Lima.
Antonio Pereira Sim3es.
OS----------------
Programla
DA FliSTA DE 8. JOS EKECTAEM SUA IGBE-
.IA i PKAIA DE S. FRANCISCO EM OLINDA.
No dia 23 do corrente ao meio dia, urna salva
de 21 tiros annunciar a testa do glorioso S.
Jos; uoite ser basteada a bandeira ao som
de urna banda de msica, seguida de diversas
girndolas de fotfuetes.
No domingo 24, s 5 horas da manhn, ser
sola aos ares outra salva, e s 9 horas do dia
entrar a festa.
A' tarde havero divesrsos divertimentos. co
mo sejam mamolrngot, dansa de corda, balos
icrostaticos. ou viudo-se nesta oceasio tocar uma
banda marcial diversas pecas do seu repertorio
A' uoite entrar a ladainha, e. tiraila a ban-
deira, ser queimado um grande fogo de artifi-
cio no ijual haver diversas pecas novas, inclu-
sive a luz elctrica.
Na vespera tambera haver um pequeo fogo.
O vinho de Quiniuin, nica preparacao
ilesto genero que tem sido approvada pe|a
Academia de Medicina de Pariz, um re-
parador das forcaa poderoso que admi-
nistrado com o maior successo as coii-
valcscencias das febres typhoidcas, pneu-
monas, consequenciasde partos, etc., etc.
Teuho aconselhadn o uso do vos^o
(juiniuBi a. mn grande numero de doentcs.
Depois de ter procurado muito tempo um
tnico poderoso, tenho encontrado vosso
(uini'uin que considero como o reparador
por cxc.cllencia das constituicSes esgotadas
K. Cabauet.
------------^aaa-----------
UMA HBIL OPERACO DE CIRUR"
GIA
O embaixador americano era Vienna.
Mr. Kaason, tem coinmunicado recente-
mente ao seu governo urna dcserip9ao in-
teressante da nota*'eI operacao cirurgca
pratloada, ha pouco. pelo professor Bilt-
roth, daqiiella eidade. Por certo, a cir-
cuinstancia parece .maravilhosa; mas
verdade que a citada eperacao tinha por
tiui a einocao de quasi a terca parte do
estomago humano. Execntou-se a opera-
cao e restabeleceu-se o paciente, sendo
1
Plvora 200 barricas a W. Hallday C, 200 a
Antonio Pinto da Silva, 215 a Ferreira Guma-
raes C. Papel i0 1ardosaordem.lt a (on-
calves Bosa dr Fernandes, 6 a Jos de Vascon-
cellos, 30 a Francisco Manoel da Silva* <".. Di-
to deemhrulho 492 fardos a Jofio Fernandos de
Almeida, 700 a Vieira e Silva 4 C. 300 ordem,
187 a Soares At Fernandos. Phosphjrns 2( cai-
\0es a Joaquim Duarte simos & C, 35 a Fer
n;i mies da Costa & C, 10 a Gomes & Pereira. 25
a Joo Fernandes de Almeida, 20 a Paiva va-
leuie C, 5 a Joaquim Fclippe Aguiar, 38 a
Soares do Amaral lrmos, 190 4 ordem, 10 a
Nunes Fonseca M., 50 a Dominaos Crn & C,
10 a Lopes de Magalhes, 10 a Silva Marques
a l.
Rtulos 1 i:ai\a ordem.
Soda caustica 10 tambores orden.
Vidroa 13 voluntes a Joaquim Duarte Simos
* C. 7 a B Duarte Campos 4 C. #
Exportaeio
acure, 22 DB MARCO DB 1889
Para o exterior
So vapor inglez Asbroc, carregaram :
Para Bltico, Borstelmann & C. 2,000 fardos
cora 354,429 kilos de algodao.
No vapor inglez Paraense, carregaram :
Para Liverpool, J H. Boxwell 4 050 saceos
com 303,750 kilos de assucar mascavado ; J. Pa-
ter & C. 2,000 saceos com 120,000 kilos de caro-
08 de algodo,
No vapor ingle Cucier, carregaram :
Para Liverpool, C. P. de Leraos 3,000 saceos
com 12 ,000 kilos de catwos de algodao ; P-
Carneiro & C. 300 suecas cora 20,938 kilos de
algodo.
No vapor americano Adcauce, carregaram :
Para New-York. The Kein Sutterle *C 22,600
pelles de cabra ; Abe Stein & C. 22,850 pelles
de cabra.
Para o interior
No vapor allemao Campias, carregaram :
Para Santos, H. Burle C. 800 saceos com
48,000 kilos de assucar branco e 300 ditos com
18,000 ditos de dito mascavado.
No vapor francez Ville de Maceta, carrega-
ram :
Para Sautos, Amorim IrmSos 4C. 825 saceos
cora 39,50" kilos de assucar branco e ,000 ditos
oui 60,000 ditos de dito mascavado; A. V. de
Barros 1,000 saceos com 60,000 kilos de assucar
mascavado.
Para Babia, M. Moraes 100 saccas com 6,880
kilos de algodao.
No vapor nacional Jieuhype, ca regou :
Para Rio de Janeiro, M. Amorira 25 pipas com
12.0X1 litros de agurdente.
No vapor nacional Pernambuco, carrega-
ram :
cara Babia, M. A. Scnna & C. 50 barricas cora'
3,009 kilos do assucar retinado.
No vapor nacional Una, carregou :
Para Ceara. F. A. di' Azevedo 40 saceos com
3,000 \ios d assurar branco.
NA vapor americano Adcance, carregaram :
Para Vira. -V. da Silva 600 barricas com
"7,215 k%>s de assucar branco ; N. M. do Eirado
"00 barri%s com 49.239 kilos de assucar branco i

esta a primeira vez que uma tentativa de
tal genero tivesso tido bom xito na histo-
ria do mundo. Aquella fa<,anha scientifica
manife8tou-so n'nm certo caso de cancro do
estomago, doenca que geralmente vai
acompanhada dos seguintes symptomas :
O enfermo carece quasi ipteirameute
de appetite; sentem-se como que uin pe-
so sobre o estomago, o s vozos ame sen-
sao de avazio no mesmo orgaov, a qual
asausa uro mal ostar ndiaivul ; o urna es-
pecie de materia gelatinosa accumula-se
junto aos dentes, acouipanhada de um gos-
to dcsagradavel, principalmente pela ma-
nila. A nutrieao, demorndose no esto-
mago, augmenta cm fazer deaapparecer
aquelle mo estar; os oi's icam rodea-
dos de um circulo lvido, e o seu branco
toma nina cor amarellenta ; e as raaos e
ps tornam-se viscosos, achando-se cober-
tos de um suor fri.
O doente sente-se semprc caneado, e o
somno nSo lhe d repongo. Algum tempo
depois, tornase nervoso e irritavel, e o
seu espirito nao v senao tristes presa-
gios.
especie d<^ tontura na cabea c uma sen-
sasacSo de syncope, e cahiria se n2o e
apoiasse em alguma cousa. Ha prisao de
\-(?ntre : e a pello passa sem causa do
calor ao fri. O sangue, espesBO e pesa-
do, circula sem rcgularidade.
Km seguida, a nutrieao passa com diffi-
culdade e frcquenteinente rejeitada, ora
deixand na bocea um gosto ngra e amar-
go, ora um gosto adoeioado. A estes
symptomas ajuntam-se quasi semprc as
palpitacoes. que fazem suppr aos doentes
qne elles soffrem de uma molestia do co-
raco. 'guando o fim se acerca, o pacien-
te nao pode reter nutrieao alguma, por
que a passagem dos intestinos ou cerra-se
completamente ou ao menos est quasi
cerrada.
Mas, anda que esta enfermidade cer-
tamente assustadora, os afligidos daquel-
les symptomas devem tomar animo, por
que de mil casos ha novecentos e noventa
e'novc nos quaes os enfermos nao tem
cancro algum senao simplcsmente dyspep-
sia, doenca que o verdadeiro systema de
tratamento cura infallivcliuente. O re-
.medio mais seguro c mais effcaz o xa-
rope curativo de Soigel, prepaiaeao vege-
tal que vendem todos os pharmaceutieos e
boticarios do mundo nteiro c os seus pro-
pietarios, A. J. Wliitc, Limited, 17,
Farrington Road, Londres E. C. Este
xarope destile a causa do mal, expulsan-
do-a radicalmente da oiganisaeao pbysica.
Depositarios na provincia de Pernam-
buco por atacado, Francisco Manoel da
Silva & "\. na eidade do Recite.
Vendedores a rotalho, na eidade do Re-
cife, Bartholomcu & O J. C. Levy & C.,
A. M. Veras & C, Rouquayrol Freres,
Paria Sobrinho A (j. 6 T. S. Silva: em
aliares. A. C. de Aguiar, e em S. Joo
da Igreja Nova, J. A. da Costa e Silva.
-----------------sassft^------------------
Adratravel comhinacio S'ieulilico-liumanitaria
realmente a que cnMtue a Cmulsio de uleo
de Figado de Bacalho da Noruega com Hypo.
phosphitos, preparada lelos Srs. Lanmati
Kemp, a qual tora sido composta com tal esmero
e por meio de um proeesso tilo perfeito, identi-
fico e bem experinviilado. que nao hesitamos
em recomraeudal-a como ornea ua na especie
pela -ua pureza, exodleuct e ellieaci.iem lodo o
caso ile escrfulas, alloeco dos pululos, indi-
gestas, dyspopsia. ilebilidade geral e enfraque-
cimento, garantindo o augmeutde volume p de
carnes, o a recuperarn das forjas e a saude per-
didas, em ora espco de tempo relativamente
curto
Exijir aMarca Industrial- como garanta da
legitjiidade.
--------------^---------------
A o publico
Peco ao respcilavel publico desta provincia,
que suspenda qualquer juizo defavoravel com
rolarn a questo Rallhasar, at rainha secunda
ordem, visto ter e documentos \atiosos que
provam sua criminalidade.
A chronica do D1' Ralthasar scmelhante a
historia de Thytsles, pai de Egistho, cotp Melo-
pea sua (llha, e qu tal vez soja o mesmo e esteja
motamorphosoado em monstro.
Recife, 22 de Marco de 1889.
Major Antonio A/fonso al.
ED1TAES
F. A. d Azevedo >-00 barricas cora 53.310 kilos
de assucar branco ; F. S. Maeedo Sobrinho 150
barricas cora 12,150 kilos de assucar branco e
50 4 de barricas rom 1.950 ditos de dito: II -
Amorim 30 pipas com 1,400 litros de agur-
dente.
No lugar nacional l/>tjo, carregaram :
Para Pelotas, Amorim lrmos & C. 350 barri-
cas com 37,686 kilos do assucar branco e 50 di-
tas com 5,644 ditos de dito mascavado.
No hiate nacional Adelina, carregou :
Para Cear, L. R- da Costa 100 saceos cora
6,000 kilos de milho.
No cter Oticeira, carregaram :
Para Mossor, M, Borges & '. 30 saceos com
1,800 kilos de milho ; P. Pinto A C 10 barris
eom 900 litros de niel.
Kcndfcucaatos publico*
MEZ DB M Wie
Alfandega
Renda geral:
Do dia 1 a 21 546:92246
dem de 22 24:163^245
-----------------571:085*731
Renda provincial :
Do dia 1 a 21 75:076973
dem de 22 5:035J< 50
80:112*003
Somma total 651:197*734
Segunda seccu da Alfandcgu, 23 de Marco de
1889.
Sthesoureiro Flerencio Domingues.
chefe da seceso Cicero B. de Mello.
Reeebedorla eral
Do dia 1 a 22 56:5272242
dem de 23 791*676
57:318*918
Reeebedorla provincial
Do dia i a 22 16:013*309
dem de 23 372*340
16 385*649
Kserlvio Reg Barros
Perante o Sr. Dr. juiz substituto dos Feitos da
Fazenda, Jos Salazar da Veiga Pessoa, se ven-
der em praca publica no da 29 do corrente
rae?, de Marco pelas H horas da manh depois
da audiencia do mesmo juiz os bens seguintes .
Caja casa terrea de tiiollo c cal, sita a ra da
Igreja da povoacio da Boa V'iagom n. 11, com 2
salas, : quartos, rosinha externa, 1 saleta, 2
portas e 2 janellas de freote e quintal em aherto.
avahada pur l:800*i0o. pertencente ao patrimo:
rao de Nossa Senhora da Boa Viagem.
I :na olaria montada sobre pilares de pedra e
cal, com ikius telheiros e mais compartimentos,
Torno om bom estado, sita ra Visconde de
f'ynn^fv-u'7-''' ,la B;i Vista, avaliada em
z:i30*OO0: pertencente a Manoel dos Santos
Barros.
Urna casa terrea de pedra e cal com solo.
sita ra Amelia fregupzia da Graca, com 4
salas, 4 quarlos, 5 quartinhos fra. edificada em
terreno proprio, avaliada em 2:000-S000, perteo-
cente a Antonio Jos de Azevedo.
Uma olaria com dous te heiros motilada sobr*
pilares de pedra e cal com forno em bom es-
tado, sita no Ainbol freguezia da Varzea', ava-
liada em 2:500*000, penencente a viuva do An-
tonio Maria Carneiro Leo.
Uma olaria sita nos Coelhos n. 19, fregHczia
da Boa-Vista, montada sobre pilares de pedra o
cal com mais am lelheiro na margem do rio, em
hora estado, avaliada em 1:400*000, pertencente
a Antonio Carneiro da Cunha.
Uma casa terrea de pedra e cal n. 70 ra dos
Guararapes freguezia do Recife, medrado 5 me-
tros e 42 centmetros de frente, 17 metros e 59
centmetros do fundo, avaliadaPcm 1:000, per-
tencente a Duarte Rodrigues A irmo.
Estes bens se achara penhorados e vo ser
vendidos para pagamento da fazenda nacional.
Recife, 22 de Marco de 1889.
O solicitador da fazenda nacional,
Lats Machado lloMho.
O Dr. Jos Antonio Correia da Silva,
cavalheiro da Ordem de Chr6to, com-
mendador da Real Ordem Militar Por-
tugueza de Nossa da < onceicao da Vil-
la Vicosa, juiz de direito de orphaos
da Comarca de Olinda, por S. M. o
Imperador, a quem Deus guarde, etc.
Fajo saber aos que o presente edital
virem e delle noticia tiverem, que, por
parte de Joaquim Antonio de Miranda,
me foi dijigida a petico do theor segra-
te:
Illm. e Exm. Sr. Dr. juiz de orphaos
de Olinda.Diz Joaquim Antonio de Mi-
randa, que havendo arrematado perante
V. S. a propriedade Tab, sita na fre-
guezia de Taquara, provincia da Parahy-
ba, e pertencente ao espolio do coronel
JoSo de S Cavalqante de Albuquerque,
requer o supplicantc, para|garantia de seu
direito, que V. Exc, depositado o pro-
ducto do bem que o supplicante arrema-
tou, mande, de accordo com a Ord. livro
4 titulo 0, passar editaes, chamando todos
quelles a quera for obrigada aquella
propriedade, para, no prazo que lhes for
marcado, pugnaren! pelos seus direitos.
Nestes termos pede a V. Exc. deferi-
mento E R. Me.OLnda, 27 de Feverei-
ro de 1889.Joaquim Antonio de Miran-
da. (Estava sellada.)
Eaa a qual petico profer o despacho
do theor seguinte:
Fcito o deposito como ac no uc verificar,
passe-se o edital as condicSea alludidas,
com o prazo de 30 dias, tirando assim de-
ferido o presente requerimento, que ser
junto aos autos. Olinda, 27 de Fcvereiro
de 1889.Correia da Silva.
E mais nao continha dito despacho
aqu fielmente copiado, e por forca do mes-
mo despacho, o respectivo eserivao fez
passar o presente; edital, pelo qual e seu
theor sao chamados quelles a|quem for
obrigada a mencionada propriedade Tab,
para, no prazo de 30 dias pagarem pelos
seus direito.-.
E para que ohegue ao conhecimento
de todos, mandei passar o presente, que
ser anixado no lugar do costume e pu-
blicado pela imprensa.
Dado o passado nesta eidade de Olinda,
aos 28 de Fevereiro de 1889.
Eu Joo Thcodomiro da Costa Montei-
ro, escrivo do civel no impedmonto do
de orphaos,-o escrevi.
Jos Antonio Correia da 83/90.
27 columnas a 600 ris 16*200
1 escriptorio a 300 res 300
24 compartimentos de farinha a 500
ris 12*000
25 ditos de comidas a 500 ris 12*500
87 ditos de lesnimes a 400 ris 3 4*800-
18 ditos de sumos a 700 ris 12*600
9 ditos de fres*suras a 600 ris 5*400
33 talhosa2* ' G600
202*420
Uiidinientos dos das 1 a 21 cor-
rente 4:020*280
Foi arrecadado liquido at hoje 4:222*440
Precos de dia:
Carne verde de 400 a 640 reis o kilo.
Carneiro de 720 a 800 res dem.
Suinos de 560 a 640 reis idem.
Farinha de 640 a 800 reis a cuia.
Milho de 380 a 440 reis idem.
Fe;jlode900a *409idera.
atadouro publico
Neste estabeleciment foram abatidas para o
consumo de hoje 86 rozes pertencentes a diver-
sos marchantes.
Reeife Draioage
Do dia 1 a 22 33:197*619
dem de 23 483*937
35:681*556
Mercado Municipal de S. Jos
0 movimento deste mercado no dia 22 de
Mlrgo foi o seguinte :
Entraram :
16 bois pesando 3,873 kilos.
1201 kilos de peixe a 20 ris 24*020
45 eargas de farinha a 200 ris 9*000
4 ditas de fruclas diversas a 300
ris 1*200
II tabolelros a 200 r 2*200
11 .suinos a 200 ris 2*200
20 matutos coiu eguraes a 200 ris 4*000
Foram oceupados:
Movimento do porto
Navio entrado no dia 23
Babiaii dias, vapor inglez Ashbtooke, de 9!
toneladas, commandante W. Pattinger, equi-
pagem 20, em astro; ordem.
Sonidos no mesmo dia
LiverpoolVapcr --clezCa?
Jchn Blair, Tarja -irios
Buenos AyresVpoi

I
I
I
-
Vapores a eatrar
MEZ DE MAR<,0
24 24

25
26
Europa Vle de Santos..... 27 27

Sul............Haranhao......... 28
Europa....... Tatuar............ 29 *
Sul........... fi-ent....:........ 31
Vapores a sabir
MEZ DE MABf'O
Kio de Janeiro Jacuhype.......... 24 as 3 it.JM
New-York... Adeance.......... 24 as 4 h.
Liverpool----Bntatua.......... 25 as 2 b.
rantos e esc Campias......... 25 as 4 h.
Cear e esc... Una.............. 26 as 5 h.
Sul.......... Pernambuco....... 26 as 5 b.
Sul.......... Fintnce........... 27 as 4 h.
Havre e esc Maranho......... 28 as 5 h.
Buenos-Ayres. Tamar..........29 as 4 h.
4 h.


DECLARARES
S KM
Kartrdade Kerroatia Mocidade
. De.ordem do Sr. presidente, convido aos se-
nhores socios para compareeerem nn da 23 do
correte, as 1 horas da tarde, na sede social,
para em sossao de assemblcj eral tratar-se de
negocios'urgentes a mesma sociedi.de.
Secretaria daSociedade Recreitiva Mocidnde,
23 de Marro de 1889. O 1 secretario.
los Mara di osta u<
ti." pi;ici
Pela inspectora drsta Alunice, se taz pu-
blico, que, as 11 h.::.!.- io -ti;i 7 do corrate
mez, ser arrematada em prara a porta desta
Alfandega as seguinies mcrc.-moras :
Quarenta e seis tahuas romple-amente estra-
gadas.
Trinta pedagos de tr;\ves velhas de l>) a 13
palmos.
Uina grade de madein m nao estado.
. 3. seccao da Alfandega de pemarabuco, 23
de Mar<;o de 1889.
O chele.
* Dnlkinijos Joaqun da Fonse-a.
. (Praio de 30 da)
Pela inspectoria desta Alfandega. se faz pu-
blico, que, no dia 23 do mez vimlouro, seaoar-
rematadas em naya a porta desta re'iarlico as
merca orias coutidas nos volumos abaixo men-
cionados nos termos do Tit. 3' Cap. 3 da Conso-
hdagao das leis das Alfandcgas, se seus donos
ou consignatarios nao despaciial-as e retirabas
no referido pnizo de 30 das, sol) pena de. lin-
do elle, seren vendidas por sua conta, sem que
Jhes fique direito de allegar contra os elTeitos
desta venda.
Armazem n. 1
Marca A J M & C, sem numer > Lin pacote
amostras sem valor, vindo de Hamburgo no va-
por allemo llwHoi-Ayres era 16 de Juuho de
1888.
Marca F L, sem numero Ura dito. dito, dito,
dito.
Armazem n. 2
Marca triangulo C no centro Urna caixa n.
31 contendo sete consolos de madeira ordinaria
de mais de 80 centmetros de capacidade at
1,30 centmetros, vinda de Liverpool no vaporin
glez Scholar em 1 de Junho de 1888.
Mesma marca Urna caixa u. 32 contada 20
cadeiras de braco de madeira ordinaria, sem as-
sento e encost de palha, dem, idem, idem.
Armaren) n. 3
Marca A I sem numero l)cz grades cora 100
barris com leos impyreraaticos nao especitica-
dos, peso bruto 300 kilos, tara de 10 por cento
liquido legal 430 kilos, vindas de N'ew-York no
vapor americano Finalice era 13 de Junho de
1888.
Marca 1) G l'm fardo, contendo 97 kilos, peso
liquiuado de panno de algodao cr cntranrado,
idem, idem, idem.
*--' Marca S A-Lina barrica n. 1 20 contendo
amostras de louca vioda de Liverpool no vapor
inglez Sculptor em 23 de Junho de 1888.
Marca triangulo e C no centroUrna caixa
o. 30, contendo 48 cadeiras de madeira ordi-
na-ia com assento e encost de palha, idem,
idem, idem.
Marca triangulo e C no centro Urna dita n. 32
contendo 16 consolos de madeira ordinaria at
- 80 centmetros de comprmento, idem. idem
jgfcm.
Armazem n. 4
Marca Goncalves InnSo, uein numeroUin pa-
cote, amostras sem valor, vindo do Havre no va-
por francez .">'. \icnlas em ti de Junho de 1888.
Marca J I) S- lata grade n. 29 contendo dez
cartas pe.-.ndo cada urna 18 kilos de cha da
India, ISO kilos, tara de 26 por cento liquido
legal 134 kilos, viuda de Liverpool no vapor in-
glez 4)ratm- em 21 oc Junho de 1888.
Marca J D SL'ma grade n. 32, contendo 2
caixas, pesando cada urna 34 kilos coro cha da
India 68 kilos, tara 23 por cento liquido legal
33 kilos, idem, idem, idem.
. Marca I 0 S Urna dita n. 33, idem, idem,
idem.
'Marea J I) STina dita n. 34, idem, idem,
idem
Marca J I) S Urna, dita n. 33, conteudo 8 cai-
xas pesando cada nina 16 kilos com cha da In-
dia 128 kilos, tara de 26 por cento, liquido legal
93 kilos, idem, dem.'
Marca J D Sraa dita n. 36, idem, idem.
idem.
Marca diamante n. 191 no centro, D C em
cima e G I' em baixo lima caixa n. 1, contendo
27 kilos peso liquido de cha da India, 8 kilos
'iquido de obras de folba de Flandres pintada,
vinda de Liverpool no vapor inglez Sculptor em
26 de Junho de 1888.
Marca diamante n. 291 no centro, D C em
cima e G I' em baixoUrna dita n. 2, idem
idem, idem.
Marca dartaute n. 291 no centro. D C em
ima e G 1' em baixoUrna dita n. 3, idem,
idem, idem.
Marca diamante n. 291 no centro. I) C em
cima e G P em baixol'ma dita n. 4, dem,
idem, idem.
Marca diamante n. 291 no centro, D C em
cima e G P era baixo Urna dita n. 5, idem,
idem, idem.
Marca S A, contra marca 0 H & Cl'ma caixa
n. 8047, contendo -0 kilos lquidos de flanella
de ft lisa, 10 kilos, idem, idem, lavrada, 200
grammas,. tilo de seda, 700 grammas. meias de
seda, 930 grammas, lile de algodao liso pesando
100 metros (4) menos de 4 Kilos, 1.40o gram-
mas de rendas de seda, duas duzias de pares de
meias de algodao u.'io casstlcadas, comprmento
le mais de 20 Rentiiuetros, viuda do Havre no
vapor francez Ville de Btihia em 30 de Junho de
1888.
Armazem n. 3
Marca diamante B no centro e F em cima
l'm cesto n. 2i|30: contendo amostras de louca
sem valor, vindo de Liverpool, no vapor inglez
Orator, em 14 de Junho de 1888.
Marca J D S -contendo 23 kilos de cartOes de annuncios m-
pressos em mais de nma cor, idem dem, dem.
Marca CMAC- Um encapado sem numero,
contendo eordoalha em peca, pesando bruto 40
kilos, abate de 3 por cento I quido leg;d 39 kilos,
idem, idem. idem.
Marca C M ? (1Um dito, dito pese bruto 36
kilos, abate de 3 por cento, liquido legal 35ki-
los, idem, idem, dem.
Marca diamante n. 981 no centro F L em cima
e G P em baixo.Urna caixa n., contendo 30 la-
minas de vidro com ac at 3 milmetros de es-
pessura, medindo 1,710 decilimetros (4), todos
temis de 20decilimetros at bO decilimetros
[k) de superficie, idem, idem, idem.
Armazem n. 6
Marca G- C. Ralis.Um pacote n. 204, conten-
do um vestido de seda enfeitado em mo estado,
vindo de Soathampton no vapor inglez Tagus,
era 9 de Fevereiro de 1888.
Marca Leal C.Um dito, sem numero, con-
tendo i kilos de jornaes impressos, vindo de
Soutnampton no vapor inglez Trente, em 4 de
Janeiro de 1888.
Armazem n. 7
Marca diamante B no centro S F era cima.
Urna caixa sem numero, contendo annuncios im-
pressos em mais de urna cor, peso bruto 21 ki-H
los, abate de 10 por cento, liquido legal 19 ki-
los, Vindo de Liverpool no vapor inglez Sculptor,
n 2 de Junho de 1888.
Marca diamante P A no centroUrna dita, di-
'o, peso bruto 19 kilos, abate de 10 por cento,
liquido legal 18 kilo, vinda de Liverpool no
vapor mtAfZ'Herchel, em 12 de Junho de 1888.
Marca diamante B no centro eDStm cima-
Urna dita. dito, dito, dito. dito.
Marca diamante P V no centrodem, itera,
idem, idem.
Marca J F A ein cima e H S P em baixo.- -dem,
idem, dem, idem.
Marca C I.Cento e dez pedras de marmore
simplesmente serradas, medindo 120 metros qua-
ios, viadas de Genova no navio italiano Trc
em 19 de Jnlhode 1888.
Harca H v C. -Urna caixa n. 30, contendo an-
nuncios impressos em maisf oe urna cor, peso
Bto 173 kilos, tara de 10 por cento, liquido
-a-
II 4 Cdem n.. /O impr?sosem urna
so a '.peso bruto 10 kilos, tara de 10 por cen-
raido leal 9 kilos, vindo do Rio de Janei-
icional Pernambuco. em 31 de Ju-
^H d< Pernambuco, 23

?ernambucoDomingo 24 de. Alargo de 1889
nmnnnrftin y
Frogramma da 14.a corrida

-Unmingo 24 de Marco
JU1ZES DE <'lIEGADA--Tiuicntc-coroncl Manuel Oonealvcs ereira Lima, Dr. Laurindo deMoraes Pinhciro c Dr.
Jos Austregcsilo Rodrigues Lima.
JTJIZE8 DE PRTIDATenente Leobaldo Augusto de Moraes c alferes Carlos Augusto de Almcida Soares.
JUIZES DE RAAJoaquini de Mello Reg, Adolpho Mendes Torres, Hcurique da Costa Carvalho e Jos Joaquim
Pereirado Reg.
TIZES DE ARC1I.IRANCADADr. Francisco do Reg Baptista, Dr. Francisco Altino Correia de Araujo, Dr Joa.
quin de Serqucira Leite, Dr. Jos Alves Lima, Dr. Manoel do Nascimento Pontes e Dr. Antonio Annes
Jacome Pires.
JUIZ DE DISTANCIADOCapito Alfredo Rodrigues dos Anjos.
JL'IZ DE PESAGEMProfessor Francisco da Silva Fragoso.
-\oni*i
Iilacl.*
Pello
\aturalida-
de
Pr*o
Car da vrsllmenta
Proprietarloi
I" PareoKkmIo (1* turma)800 metros.Animaes da provincia que no tenham.ganho premios no Hippodromo. Premios :
200*000 ao Io, 5O0O ao 2 e 20*000 ao 3
6
7
H
9
10
11
l
19
14
l.'i
16
Orange........
Borburema .
Lucifer........
Soldado......
Patury........
Pierrot .......
Caipora (ex-Oi-
seau
Hippogrypho.. 4
Thisbe........ 3
Guaja rara..... i
Aracahy....... 5
Boa-Ida..... 6
Campineiro .. 3
Vercmgetorix 5
Cerbero...... 3
Barnave.. 14
o annos.
5 <<
o "
5
4
Castanho
Rodado
<"astanho......
Rodado-pedrez
Baio,......
Russo.......
Rod. e castanho
Pedrcz........
Baio.........
Russo........
Alazo........
Cast. escuro...
Castanho......
Alazao .....
Castanho.....
Pernambuco.
55 kilos
55
55
55
55
53
55
53
50
53 .
55 .
53
55 *
55 .
30
53
Preto, encarnado e ouro
Branco, preto c encarnado,
Rosa.....................
Verde c amarcllo..........
Branco e preto.......
Encarnado e azul.....
Grenat...............
Amarcllo e encarnado-
Verde c grenat...*.. .
Encarnado e branco .
Preto e encarnado.....
Violeta e ouro........
Encarnado e preto
A. J. G. A.
A. Silva.
A. H.
Coudelaria Exercito.
T-C
C. A.
Coudelaria Io de Janeiro.
C.O.
A. G. S.
M.A.M. P.
L. B. F.
Lucio Jos Monteiro.
H.
Rabello.
A. N. T.
N. S.

2o PareoPrad Penaaburaao850 metros.Auiraaes de menos de meio-sangne que nao sejam da provincia e
tenhara gdaho nesta distancia no Hippodromo Premios : 250*000 ao Io, 605000 ao 2o e 3*000 ao i"
nao
Alpha.........
Aymor ...
Ophir......
Galatha......
annos.
Alaza..........
Castanho .....
Tordilho negro.
Tordilha......
S. Paulo........
Rio de Janeiro
S.Paulo........,
Rio Grande do Sul
33 kilos- Ouro c branco.............
55 Verde c amarello..........
59 Branco e bonet verde.......
55 Azule ouro................
Djalma Moreira.
A. M.
Coudelaria Taipora.
Coudelaria Allianca.
3o Parea-Berfcy t'iufc-1.400 metros.-Animaes uacionaes at meio-sangue.-Premios: 330*000 ao Io, 80 ao 2oe 33*000 ao 3
Corcovado
Risette
Olga.......
Ruy Blas .
4 annos.
5 .
4 .
Castanho
Zaina
Castanha.
Alazao..
Rio de Janeiro.
S.Paulo.......
51 kilos.
52 .
49 .
54 -
Encarnado e preto.
Grenat e ouro.....
Ouro a branco.
Rosa e preto."......
Coudelaria Paysand.
Coudelaria Brazileira.
M. N. Pontes.
Arthur Silva.
4o Pareo ira apa rt dade90 metros.Animaes da provincia que no teuham ganho nesta ou maior distancia em nenhnm
dos prados d'esta capital.-Premios : 200*000 ao 1", 305000 ao 2o e 20*000 ao 3
1
i

4
.*>
I
7
8
-!
0
j
|3
'!
i;
Pierrot......#
Mylord:.......
Orion..........
Cognac......
Re de Ouros .
Bonaparte.....
Caim.......
Barnave......
Pigmeu........
Marat.........
Incitatus......
Fanfar........
Ginga........
Macaro.....
Bolaxinha.....
Bretiand #
4 annos.
6 -
4
6
4
3
5
4
7 .
5
5
5
5 .
6
5
4
Baio........
Pedrez .......
Russo........
Castanho.....
Rodado ......
Russo pedrez.
Gastando-----
Baio........
Rodado.......
Alazao.......
Rodado .....
Castanho.....
Rosilho.......
Russo......
Russo-pedrez.
Pernambuco.
kilos
Verde e amarello- .
Aznl e ouro....
Verde e amarello. .-.
Preto e encarnado...
Branco e preto......
Branco e encarnado.
Encarnado e preto..
Amarello c azul
Encarnado.........
Encarnado c branco.
Branco e grenat ..-.
A.
Branco e azul
Verde e branco.
Coudelaria Pombal.
... N.A.
.. Bostock.
.... C.O.
... R.G.L.
.... A F. C.
N. S.
J. P.
.. Coudelaria Demcrata.
Coudelaria Io de Junho
.... R. C.
Coudelaria Garcuello.
L.B.
.... M.G. M.
...LJ.
3. PareoHippadrono do Ca
ipo Ciraade1.800 metros Animaos de qualquer paiz. Premios: 800* ao Io
200* ao 2, 80*000 ao 3
Coupon..
Aspas i a..
Vesper..
Apollo..
Oiga
Hexe ...
annos..
Alazao.
Castanha.
Zaina....
Franca.
Inglaterra.
RiodaPrata.
S. Paulo.....
Rio da Prata.
64 kilos rEncarnado e branco.
56
59
58
5t
59
Azul c ouro
Ouro e branco.
Djalma Moreira.
Guimuraes & C.
Coudelaria Emulaco.
Estevo de S.
M. >'. Pontes.
Hilario P. da Silva.
6o PareoCaaaaaercla1300 metros.Animaes da prorincia Premios: 20* ao Io, 60* ao 2o e 23* ao 3o

Good-morni ng.
Traviata......*
Arumary___
Templar
ero.......
Serid.......
o annos.
6
5
5
3
5 -
Rodado
Russo .
Alazao.
Rodado
Castanho.
Pernambuco
54 kilos.
54
54
54 -
48 .
54
Encarnado e branco.
Azul e branco......
Violeta eouro......
Encarnado e preto.
Azul e branco......
R. C.
F. S.
F. Siqueira Bastos.
J. M.
H. G. L G.
A. S. R.
7* PareoVelacida
Coruja........
D. Juanita...
Fantina.......
Ida..........
3 Primavera ...
Stella.......
Primazia.....
4 annos.
5
3 .
5 >
4 *
4
Rodada ..
Castanha
700 metrosEguas da provincia.
Pernambuco.
Premios : 150* a Ia, 35* 2* e 15* 3*
Rodada .......
Pedrez........
Zaina.......
Foveira........
33 kilos
55
50
55
53
57
55
Branco......:..j..
Rosa..............
Azul e branco......
Azul e amarello-----
Ouro e lirio........
Encarnado e branco-
Rosa e preto...............J. A. A.
M. J. -
Coudelaria Recife.
M. P. A.
R. P.
Coudelaria Victoria.
R. C
I
2
3
4
5
6
7
8
9
49
11
12
13
li
15
16
L ParcoEi
Amarillis ( e\-
Man)......
Caim.........
Marat.........
Capricho......
Gec............
Cyclone...
Cri-CriV......
Phebo.........
Potos ---------
Piremon.....
Traviata......#
Rocambole___
ero.........
Azrael.. ......
Royal.........
Vassallo ...
(! turma) 8410 metros- Am
Premios: 200
inmH da provincia que anda nao tenham ganho premios no Hippodromo
S00fr ao 1, 50*000 ao 2.' e 20*000 ao 3.
o annos.
3
5
5
5
4 .
3 <
5
5
8*
6
4 .
3
4
4 >
5
Castanho.....
Russo pedrez..
Rodado.......
Rodadocardao.
Rodado........
Cardo.......
Castanho......
Russo....-----
Cardao.......
Rodado .....
Alazao.......
Russo.......
Rodado.
Pernambuco.
53 kilos.
55
55
55
55
53
50
55 .
55
55
55
53
50 .
53 -
53
35
Grenat e branco
Preto e encarnado...
Amarello e azul.....
Encarnado e branco
Branco e rosa.....
Encarnado e branco-
Azul e branco......
Ouro e encarnado...
Azul e branco.......
Branco e azul. ..
Encarnado e branco-
Grenat e ouro......
Encarnado........
Coudelaria C. de Venus.
A. F. C.
Coudelaria Demcrata.
F. T.
M. J.
S. B.
P. Q.O.P.
Coudelaria 1. de Junlio.
A. C. S.
J. C. L.
F. S.
C.P.
H. G. L. G.
S. C.
Saldaulia.
Condelaria Unido.
(*) Montadq por amador.
OBS.ERVACOES.
Pede-se aos Srs. proprietanos o obsequio de terem seus animaes s 9 horas da manh no ensilbamento.
visto como impreterivelmente ser cumprido o horario.
Os animaes inscriptos para o.0 pareo devem achar-se no eusilhamento s 9 horas damanhS.
Os animaes inscriptos para os outros parcos devem achar-se no ensilhamento 1 hora antes da determinada
oara o pareo em que tm de correr. -
Os jockeys que nao estiverem matriculados na secretaria do Hippodromo no poderJo correr, cumprindo-lhes
(presentar as respectivas eademetas na occasiao da pesagem.
Os forfaits scrao recebidos na forma do artigo 02 do Cdigo de Corridas.
HORARIO
ii m m* 8ai2!M
QUE SE REALIZAR
Segunda-eira 25 de Marco
>'OUI('.
9
S
*
'I I OH
\ Ultra
I lid.
Cor da n-sii
nenia
Proprielario*
1" pareo-ConNolacao -Primeira turma830 metrosAnimaes da provincia que anda nao te-'
nuara ganho premio. Premios : 2004 ao Io, 50* ao 2" c 20* a 3"
1 Africano
2 Voss ...
3IJatob.
Cerbero
Guaracy ....
Fidalgo.....
Vassalo.....
Pedreira ...
Kric-Krc ...
Sneca .....
R.........
Titn.....
Duvido.....
Campineiro
Cacique.....
Preto...
Castanho
Alazao..
Russo
Rodado
Cardao
Russo pedrez
Russo ..
C. and.
Castanho
A, dou
PiTiiamb.. 36
36
n 36
52
96
34
* 56
34
ti 52
o 56
56
57
f 50
56
34
Azul e rosa ......
Verde e amarello...
Ouro.............
Violeta e ouro......
Azul e encarnado...
Branco e azul......
Encarnado.........
Verde e amarello___
Encamado e branco.
Encarnado e borneo.
Branco e encarnado.
Azul e branco......
Amarello e branco..
Encarnado e branco..
Branco e azul.......
C.D.
C.L.
F. P.
A. N. T.
F. R.
Coud. Capibaribe.
Coudelaria Unio.
J D.
P. Q O. P.
M. P.
J. L. S. Filho.
Coudelaria Mondejo-
M. II. N.
W.
F. L.
2 pareoCoinpenafo 1,430 metros Auimaes nacionaes at meio sangue que ja leudo
sido inscriptos nao tenham ganho premio este anno. Premios : 300* ao Jl.*, ^*
inscriptos
e 30* ao 3.'
Fgaro......
Aymor___
Mandarim. .
Saltarelle .
Alpba ......
Mimosa
Cometa.....
Chita
Castanho.
Rusilho
Zaino .
Alazito...
R. G.doS.
R. de Jane.
S. Uulo..
Paran ...
S. Paulo ..
51
54
51
54
51
48
51
Azul listrado.....
Verde e amarello.
Verde e amarello.
Azul e ouro......
Ouro e branco
Violeta e ouro___
J. S. Bastos.
A. M.
A. M.
Coud.tlnternacional.
Djalma Moreira.
Coud. frnanierim. *
B. Alheiros.
i
3 PareoBeray Claa d- Pernaaaaace 1,000 metros. Animaes da provincia. Pre-
mios : 300* ao 1.V60* ao 2. e 30* ao 3.
Florete.....
Almirante .
Arumary
Guaiarar. .
Roldo.."
Pierrot.......
Castanho
Alazao..
Baio.....
Pernamb.
60
36
56
34
36
34
Branco e encamado .
Encarnado c preto...
Violeta e ouro......
Grenat..............
Grenat e ouro........
Verde e amarello..
C. 1). M.
Coudelaria Paysand.
F. S. c Bastos.
M A. M.'P.
D. T.
A. C.
4. Parco. Frada Pernai
nburano-1,700 metros. >nimaes de qualquer paiz.
800* ao 1 200* ao 2. e 80* ao 3
Premios
Diana
Salvatus. ..
Apollo.....
Vesper___
5 Castiglioni.
3 Alaza
i
4
4
i
Zaino
Franca ... 48
< 32
R. da Prata 32
Inglaterra. 33
Franca 34
Azul e ouro.......
Azul e grenat......
Branco e encarnado
Ouro e branco .....
Azul, ene. e branco.
Coud. Internacional.
F. S. 4 Bastos.
E. C. de Albuquerque.
Coudelaria Emulaco.
Coudelaria Cruzeiro.
3o
pareoFerro Carril1,300metroAnimaes nacionaes at meio sunguc
ao Io. 75* ao 2o e 33* ao 3"
Premios : 330*
V

1 Corcovado ..
Moncorvo ..
Douro......
Figaro.....
Ruy-Blas ...
Recife
Mandarim..
Castanho.
Hmlado
Alazn ..
Chita.. .
Aknao.
Castanho
Rusilho..
R. de Jane. 32
S. Paulo 52
R. de Jane. 57
R. ti. do Sul 54
S. Paulo .. 54
R. de Jane. 50
S. Paulo .. 54
Encamado e prtS,.'..
Grenat e azul ......
Pretoe grenat..."...
Azul listrado.......
Rosa c preto.......
Verde e amarello
Violeta e ouro......
Coudelaria Paysand.
C. Fernandes.
F P
A. S. Bastos.
.Arthur Silva.
S. P.
J, Rastos.
6.'Pareo-
^a Prrnamkurami- 1,200 metros. Animaes da provincia. Premios
300* ao I, 60* ao 2 e 305 ao 3o
Timb
Arumary..',...
Pirraca ..
Roldfto '.. -
Pedreira. .
Atheu. ...
Baio.. ..
Alazao...
Castanho.
Baio. ..
Pedrez...
Castanho.
Peraamb. 54
54
f< 54
54
* 52
m 54
Azul listrado.......
Violeta e ouro.....
Encamado e branco
Grenat e ouro--------
Verde e amarello
Xadrez.............
Landner.
S. Bastos.
F. L.
D. T.
J. D.
A. F.C.
7. Pareo Mcrir*.
1,400 metros.Eguas at puro sangue.
e 30* a 3.
Premios : 300* a I., 100* a 2.
Diana.....
Minerva...
Olga.....
Gallia.....
Vanda___
Africana.
Alazfio.....
Douradilha -
Castanha ..
Alaz......
Zaina ..
*
Franca ... 57
S. Paulo .. 32
a 32
Inglaterra. 61
R. da Prata 61
61
Azul e ouro........
Azul, branco e ene.
Branco e encamado.
Ouro branco e facha
Verde e amarello....
Rosa e preto.......
Coud. Internacional.
Coudelaria Cruzeiro.
M. N. P.
Coudelaria Emulaco.
A. T. ^^
Coudelaria Riachuello
iK
8. Pareo CanaaiaraaSegunda turma830 metrosAnimaes da provincia que nSo tenham
ganho.
Premios : 200* ao 1*, 50* ao lj e 20* ao 3."
Corridas
l.o pareo
2.*
3.
-*:0
5.
6." ,
7.
8.
11 horas
11 e 50 minutos
12 e 40
1 e 30
2 * e 20 >
:) 9 e 10
4 > <
4 > e 50
Recife 21 de Marco de 1*89.
O secretario, Jos Eustaquio Ferrara Jacobina. .
14
Til........
Bolaxinha.
Incitatus___
Neptuno.. .
Cognac
Potos.....
Gui.....
Bilontra
Tupiniquim
Fanfar.....
Marat.. ...
12 Capricho.
13 Mercurio.
Phebo
Alazao.....
Russo......
Alazao......
Rodado .....
Russo.....
Castanho___
Pedrez___
Baio.......
Bodado ...
Russo pedrez
Caslanno-..
Pernamb.
56
56
56
56
56
56
56
54
54
36
56-
66
56
36
Branco e azul......
Encamado.........
Encarnado e ouro...
Encarnado e preto.
Ouro e encamado.
Ouro .. .,........
Encarnado listrado-
Grenat e azul .....
Encarnado e branco.
Amarello e azul
Encarnado.........
Azul e branco
J. L.
M. G. M.
Coud 1 de Junho.
Coudelaria Mondego..
Rostock.
A. C. L.
C. A.
P. H.
Coud. 7 de Setembro.
R. C
Coud. Demcrata.
F. F.
L. P. F.
Coudelaria 1 de Junko
(*) Montado por amador.
OBSERVACES
Os animaes inscriptos para o primeiro pareo devem achar-se no ensilhamento
s 9 horas da nianhl.
Os animaes inscriptos para os outros pareos devem achar-se no ensilhamento*
urna hora antes da determinada para o pareo em que tiverem de correr.
Os forfaits serlo recebidos at sabbado, 23 do corrente, s 4 horas da tarde.
O animal inscripto em mais de nm pareo que deixar de correr ho primeiro,
nSo correr no segundo.
Qualquer reclama 5^0 sobre corridas dever ser apresentada por escripto
directora.
HORARIO
Encerramento da venda de poules Corridas
1. pareo. llk. ....... 11".10'
2. < 11.50. 12.
3. c 12.50. ...... 1.
4. c 1.50...... 2
5. c 2.30...... 2.40 .
6. t 3.20. .'..... 3.30
7. c 4, ...... 4.10
8.0 t 4.50. .'.'.. 5.
Recife, 19 de Marco de 18?9.
O SECRETARIO,
# Francisco de Souza Res.
imuM I


vafe vi

Diario P^B^aabwco^Dte^o 24 e Margo 188!
HIPPODROMO
DO
CAMPO GRANDE
Para a 15.a corrida q-ue de ver ter lugar no
dia 31 de Marco de 1889.
1. pare^ Anintaoeelapruvaicia[<; anda- nio tankan
gacho premios n'estc Hippwrunu., csta ou maior distancia, premkw j
250)5000 ao primeiro, 605000 ao segundo e 25)5000 ao terceiro.
t. pareo PROVINCIA DE PERNAMBUCO 900 metros. Animaos de manos
* de meio sangue que nao sejam da provincia. PREMIOS: 300(5000 ao pri-
meiro,- 75)5000 ao segundo e 30(5000 ao terceiro.
S. pareoCOMPE$A(AOGRANDE PREMIO1.450 metros. Animaes da
prerincia que anda nao tenham ganho premios a'-esta ou maior distan-
cia, premios: 400^000 ao primeiro, 100,5000a.segundoe40|000 o
terceiro.
4. pareo HIPPODROMO DO CAMPO GRANDE1.609 metros. Animaes de
qualquer paiz. PREMIOS.' 600)5080 ao primeiro,.1600090 ao segundo
60)5000 ao terceiro e 400000 ao qoarto.
fl.* pareoDERBV CLUB1.609 metros. Animaes nacionaes at mek sangue
que nao tenham ganho nesta distancia no Hippodramo muios : 350)5060
ao primeiro, 80i5000 ao segundo, e 355000 ao terceiro.
pareo PROGRESSO1.200 metros. Eguas at puro sangue. premios:
350)5000 primeroa,-800000 a Begunda e 35.5000 a terecina. -
f.6 pareo EXPERIENCIA 1.100 metros. Animaes da provincia, premios:
250*000 ao prmeiro, 605000 ao segundo e 25^000 ao terceiro.
Observares
Nao se realisanao os 3., 4." e 6. pareos sem que se inscjOYanseis animaes-
A inscripcao encerrar-se-ha no dia 26 do corrente s 6 horas da tarde na secre-
taria do Hippodromo.
O cdigo de corridas prescreve o modo da inscripcao.
O seeretarlo,
Ferreira Jacobina.,
IH1TII0S
UnitedJSbttts and Bfazil
M. S. 8. C. J.
Ovapor lvanoe
E' esperado dos portos %o
sul at o dia 25 de Marco
o qual depois da demo-
ra necessana seguir
para o
Naranho. Para, Barbados, .
Thomaz e ."Vcw-Vork
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete : trata-se com os AGENTES.
O vapor Finance
E' esperado dos partes do
norte at o dia-87 .de-Mar-
co o qual (lepis da de-
mora necessnria eguira
para a
ti anoir* e Mantos
Para carga, passagens, encommendas e di-
nheiroa frete : trata-se cornos
AGENTBB
Henry Forster & C.
8Ra do Commtpeo8
1* andar
Baha
Praso de 25 dias
Secretaria da Instruocao Publica, 23
de Maree do W*9.
De ordem do Sr. inspector geral da In-
struceao Publica,- e em virtude de acto
da presidencia da provincia da 22 do.cr-
rente mez, faco saber a professora publi-
ca Maria do Rosario Pinheiro, removida da cadeira do Giqui, para a
Ia de Santo Amaro dos Salinas, ncando-
lhe marcado o praso de .25 dias, a contar
de 22 do corrente mez,' para msumrr o
excreicio de sua nova cadeira.
0 secretario, '
Pergcntino Saraiva de Araujo (a/oite.
Santa Casa- de Misericordia1
do Recre
A Illma.-junia. administrativa deste Santa Ca-
sa contracta com quem melhores van t agens of-
relal Bemefl-
.%sAo*Iaeo Com
eente c >
De conforfulriadf com MMH Ifl duts estatuios
deslaaisociacao, slo convidados todos os seaho-
res socios pata ama reuni extraordinario, que
ter lugar no dia 26 do corrente. ao meio dia,
na sede-da nnwiia wsoctaelo 4tonf>. ti de
Mar Me 1S, i
O Secretario.
.VanoetiaWvMci Man.
Thcsouraria de-Fazenda
>
ferecer O'forneciiBeuto-dos eneros abaixo de-
,ciaraa*Sj>ara o consumo dos eslabelecimentos
^k seu carga,-durante o triimtiPt^U': Abril a Ju
nho do corrente anno
Aletna, kilo.
Arroz, dem.
Agurdente, litro.
Azeite doce idem.
Araruta, kilo.
Bacalho, idem.
Benha de porco, idem.
Batatas, idem.
Caie era grao, idem
Carne secca, idem.
Cebla, cento.
Cb. kilo.
Farinha de mandioca da provincia, litio.
Feijo, idem,
Fumo do Piio, kilo.
Gaz, lata.
Dito inexplosivel, idem.
Mantcigafrancesa, kilo. ..
Milito, idem.
Pao e bolacha, idem.
Jdem idemipara o.coUegio das orphs em Olin-
- da, idem.
Papel Fiume, resma.
Potassa kilo..
Rap, idem
SabSo, idem-.
Sal, litro.
Tapioca, kilo.
Toucinho, idem.
Vela- de carnauba, idem.
Bita:- stearinas, idem.
As propostas devero ser apresentada. na sa-
la de suas sesaOea, em cartas ifecbadas, devida-
mente selladas, at as 3 horas da tarde do dia
2 do corrente, declarando os proponentes su-
jeitarem-se a multa de 8 u\, sobre o valor total
do fornecimento se no praeo de tres dias nao
comparecerem a esta secretaria p tira assiguar
os respectivos contractos..
Secretaria da Santa Casa dt> Misericordia do
Recife, 19 de Maceo de 1889.
O escrivio,
Pedro Rodrigues de Souza.
Deordem do Illm. Sr. Difpector, convido os
credor-s de dividas de exerttciosifrados, abaixo
declarados, a virem requerer a esta Tnesouraria
os respectivos pagamentos, para os quaes foi
habilitada rom o ix"eesnie crdito pel"The-
soaro racional.
Caetano Cirineo la Costa Moreira 130*000
J. E. Purcell 124*080
Euzebio da Cuoha Beltrao 59M0t>
Joaquim Jos Silveira 3755U>0
Conipanhia Peraanbucana 2511W
Francisco Mauoel a- Silva *C. 24J30
Jos Saporiti 60*000
Recife. t.t m Ma(B-tt '
O secretario da junta.
Dr. Antonio l*s ie anl Annu.
AG1.\ tCr.'.Aitk.'. do fio.-.
o.*. LoJ.*. Cap.*. CooelHaeo
ao Tal da roa do Cabnsa
Nao tendo se reuuido
numero sufficiente dr lr.*.
para deliberarmos mna ques -
tao de alta importancia para
beni da Ord.*., .ao.^ktfi* ida-
doo^-noe.*. GOrrr- para se
rt'unirem no dia 26 do cor-
rente, na qual se rao toma-
das com qualquer que seja j
numero que se achar pre-
sente.
Recife. 22 de Marco de
1889.
Steliano J.einos. tf.\
Secret.-.
Bevoco de .\wia Kenhora da
Coaceieo ere(a no i*ou%ento
de Manto Antonio do Reeife.
ELBICAO
De iseHw Hscal rouvidu
irruos a comparecerem em .
0 horas da manha do dia. zi
im de em meza
raosraembru.- regedoro
i da Devorad. enhora da
uceicio erecnin convento 4t Saido Antonio
fe. em ti de Marco de 1889.
Jote Rodoptatw do Sntvt Felho.
Ex-juiz eseriv&o
Capitana o> '*porto
Aviso aofl navegantes
De ordem do.fllro.. Sr.1 capitao-tenente.
Rodrigo Nuno da CosM^ -inspector deste
arsenal e capitlo o ^ojrtOresta provjnpia,
fisco publico a quoo intoressar possa, que
o Sr. capitn do porto dc.lacei, em te-
legramaia-dirigi a esta-Ospilania em da-
ta de hentem, communit que os pesca-
dores noticain que existe ara. I grande na-
vio virado, em fronte.aMrtci de Macan,
em TBie e seis bcaoaij* Iprolundidado,
s sendo visivel o cobre dfundo.
Capitana do porto do'^Vrnibuco, 23
deMarcode 188y.
O- siXtotiania,
Antonw 4a dimXt\A.evedo.
Mtate deSocKOide Per-
nam'buo l
De ordom do censeK Mea); tt%t \takitw que
nio convino aos iateresMs 4* mutuarios des-
te e*stabelecimento expdr a-venda o grande nu-
mero de cautelas ainda al, ireegatadas, tica
transferido para o a.ll.4-*Anm vindouro o
leilio a nn un ciado paj-a .86 dd corrente, podeada
os interessados tratar da rtdpdeo.u^eforma das
supraditis cautelas; ate ampara do refendoi
leilo. P.ecife. 13 de M(Jo4rl8B.
(O gerfentu.
______FehnoD..Feteaia:olo-
BarKo deCredkolleal de
Periiambiico.
Este estaU'lecimjotOj A80OOformMade com o
art. 34 do? estatutos,' pago o-** 8.* dividendo,
relativo ao semese Jado om.31 de l)eiemi*ro
do anno prximo paseado, a razo de ."> OA so-
bre o valor das entradas ./ealisadafi. (to capital,
ou 5*000 por acro, tollos o dias utei?, desde
as 10 horas da aianba as i da tarde, era sna sede
ra do ComintneD.Ti. JJM
Recife. 2^ destarro tic *S89.
O gerente.
Jlo rf>rnandes. Lopes.
THATRO
Royal Mail Steam Packet
Compaa a.
O Vapor Tamar
Espera-se da Europa at o dia 29 de
Marco, segumdo depois da demo-
'ra do costnme para
ttaeeio, Baha, Rio de Janeiro.
Mantos. Montevideo e Buenos-
Ayres.
Para passagens, freles e encommendas trata-
se com os AbENTES
O paquete Trent
Commandante W. Chopmam
E' esperado do sul no dia 31 de
Margo e seguindo depeis da demora
necessaria para
Lisboa.
Vlgo.
Antuerpia
n e
Reucco de.p Ida Ida e tolta
A' Lisboa 1* classe t 20 t 30
A'SouUianiptonl-classe i 23 t iS
.'^marotes reservados para os paasageires de
Pernambuco.
Emquanto vigorar a quarentena imposta na
publica Argentina, aos vapores e navios pro-
cotes do Brasil, os vapores desta compamrra nao
aocitarao passageiros nem carga para Buenos-
AVrea.
Para passagens, fretes, encommendas, trata-se
com es
AGENTES
Amorim Irmos & iC.
N. 3llua do Bom JessN. %
Companhia-Brasilerra de
Navetracao Vapor
PORTOS DO SUL
O vapor Pernamhuco
Comniandante Antonio Francisco de
Almeida
E' esperado dos pontos do norte at
o dia 25 de Marco e depois. da de-
mora indispensavel seguir nara os
portos do sul-
Recebe tambem carga para Santos, -Santa Ca-
tharina, Pelotas, Porto Afegre e Rio Grande do
Sol, frete mdico
As encommendas s sero recebidas na agen-
ja al. 1 hora da tarde da dia da sabida.
Para carga, passagens, encoaimendas c itao-
*s trata-se com os AGESTES..
PORTOS DO NORTE
O vapor Maranho
Commandante o apitaa>ide fragatai Pedro
Hyppolyto Duarte
E' esperado dos portos do sul at o
dia 27 de Marco e segnindo depois
da demora indispensavel para os
portos do norte at Mansos.
As encommendas sao recebidae na agencia
at i bDra da larde do dia da saida-
Paracarga, encommendas, passagens e valo-
res Irata-se com os
AGENTES
Pereira Carneiro & C.
6=Rua do Com*ne*cw=6
Io andar
11 Iai| llE
Seminda-eira, l2h d'eMarcn
BEMIBICIO D.\ a JTR1Z
HnXfRWi I)'ALMEIDA
Espectculo em gr::.dcgala para solemni-
sar o juramenento dn OOnstttuicIO
HIMNO miflNAL
Primeira repreeitaro i!p drama de grande
espectaculi. m 5 acto; e 7 quadro?. do escri-
ptor portueL
Bor*xe> de 4. \ citar
El.
CHAUGEIJK REUNS
ConpanMk Praacea
DE
WavegaeSo a vapor
jinha quinzenal entre o Havre, Lisboa,
Pernambucary Baha, Rio de Janeiro e
Santn. ,
O vapor
Vil le de Santos
Commandante Tauqueiy
E'esperado da Enropa at o dia 27J
de Mano, seguinde depois da ic
dispensaftel demora pasa a
Bahia, Rio de Janeiro e Santos

Roga-seaosSrs. importadojes de carga aeJa-
vapores desta tinha, queiramapreaentar dentro
de 6 dias a contar do da descarga das al varengas
qualquer reclamatao cencereontea volumes que
porventara tenham seguido pura os portos do
sul alim deso podei dar a lempo as provi-
dencias necessarias.
Expirado o referido praso a companhia nao se
responsabilisa por extravios. ,
Para canga, passagens, encommendas e di-
nheiro a frete : trata-se com o
AGENTE
Auguste LabHe
9-RA DO COMMERCIO-9
Ult l>KR\4HRI(U4
DE
XavegaeSo eosteira por vapor
PORTOS DO NORTE
Parahyba, Natal, Maco. Mostoso, Araca-
ty e Cear
O vapor Una
Commandante Seraphim' da Silva
Segu no dia 26 do corrente s 5
horas da tarde. Recebe cargat>o-
'dia 23.
Encommendas, passagens e dinheiros a frete,
at as 3 horas da tarde do dia .da partida.
ESCRITORIO
Ao Caes da Companhia Pernambucana
n. 12
JLejlo
De navei3, louca. vidros, candieiros, qaadras.
mesas, cadeiras, papel para forro de sala, chn-
pos, vinbos. champagc, bombas^ raachnas,
camas de ferro para meninos e muitos outros
jrtigos. qne podem ser considecidn nomo ar-
chaides.
Ao correr*do martello
QuaHa-felra J e quinta-letra
8 do eorrente
A's 11 horas
0 agente Pinto, tendo effectuado a mudanta
do seu escriptorio para o armazem n. 45- da ra
do Bom Jess, levar a leilao sem reserva de
preco os muitos e diflerrates obiectos anda
existeutes no armazem da ra Mrquez de Olin-
da n. 52.
Leilao
de urna aatearao, t halaacai^icarteira, diversos
ara canteiros, I-lustre para gaz carboni-
0, de vidro, t masa jwianda.-'louca. vidros e
diversas bebidas.
Quarta-feira 7d* A's 11 hora
Ma ama Kstrella do Rosarlo
n. 8
Agente Modesto Baptista
AVISOS DIVERSOS
Aluga-se o sobrado .1 praga do Conde d'Bu
n. 26 e o da ra BarSo de S. Borja n. 26, ambo
com grandes commodos para numerosa familia,
a trafcar na ra de Santo Amaro n. 8.
Aluga-se o soiiiadon.'46 ra da Roda
com bous commodos imua fresco. ;->'lo pinta-
do de novo e> brrado/a papal' i as salas ; a .tratar
na rua.do CalHigo. 16, koju.
Ahjga te 'tasas -a "OIWIWno^becco tros Coc-
hos, junto de S. Goncallo ; a tratar na ra da
mperatrin. -"t.
Alugase a casa n. I ra Lembranca do
Gmese -em Santo Amaro-; a tratar na-rna da
Imperatriz n. 32, 2- andar.
Bilhai
Veade-se um bilhai* inda ovo intratar m
ra de Bemfica n. 2'J. Passag-m da Magdalena.
Se arflm porqne qneres
D8A E CONVENCER-TE-HAfi
CURA R\DK AL
Pacific SfcE m Navi^ation
Con pany
STRAITSOFMAGELLAN LINE
O'paqucAe Britania
Espera-se do sul at o dia
26 do corrente e seguir,
depois da (remora do costu-
mo para Liverpool por
Jsboa. Bordeauv e ll> inoiUh
Para carga,.passageiros, .encommendas e di-
aheiro a-Aiete : trata-se com os
AGENTES
Wilson, Sons k (... Limited
14RUA DO COMMERCIO14
Rio Grande e Pelotas
Para 09 portos cima, segu oom brevidade I o
lugar brasileo oaaaa V; para carga trata-
se com os consignatarios Jos da Silva Layo A
Filho.
LE1L0ES
Quarta e qninta-'feira, 27 c 28 do correte,
vender o agente Pinto todos e differentes arti-
gos, muito9 dos quaes,'considerados archaides.
existentes ainda no armazem da ra Mrquez de
Olinda n. 52.
Leilo

Cora o valioso cor.., tinctos ama-
dore" do Club Jjr A Ma-
nea, F. Perra < Baptista.
MISF. EN 8CMK DO ACTOS
AUGUSTO PERES
oftic franttzes,
conspi' ^
As H lioras em pont
Treni para C bouds.
Companhie de Messageries
Maritimes
LINHA MENSALl
O paquete Nerthei
Commandante Jeaegabel
E'esperado dos pertosdo
sul no dia 2 de Abril,
seguindo depois dademo
ra do'COJiume para bor-
deaux, tocando em
Dakar e Lisboa
Lembra se aos Srs. passageiros de todas as
classea que ha lugares, reservados para esta
agencia, que podem tomar em qnalgner -tempo.
Faz-s abatimento de 15 Oj.0 em favor das fa-
milias compostas de 4 pessoas ao menos c que
pagarem 't passagens inteiras.
Por excepYao. os criados de familias que to-
marem bilhte? de proa, gozam tambem deste
abatimento
O vales poslaes ssedoat. o dia 30 pagos
de contado.
Para carga, passagens. encommendas e di-
nhetrost frete : tra'a-se com o AGENTE."
O paquete Orenoqtie-
Coramandante Mortemard
E'esperado da Europa no
la AAbrii de e segui-
r depois da demora ne-
cessaria pana
Bahia, Rio da Janeiro, Buenos-Ayres t
Montevideo
Lembra-S'' aos lrs. passageiros de todas u-
:!a.- que ha tapan Teservado.- |iara esta
agencia, que podem tomar em qualquer tempo.
'Previne-se aos Srs. recebedores de mercado-
-insqur>6-eattpnder a recliimagOes por hi-
las, nos volumr. que forem reconhecida- na
orcasiaa da desc n coiao deverao den-
tro de 4* horas a contardo dia da descarga das
.ilvareii.' R. fazerern qualquer reclamaffti
cerneles n volumes que parwntara tenham -e-
gaido tara oe portds do w, afiai de poder-se
dar a tempo as projidt'DCias necessarias
De 1 mobilia de amarello com'12 cadeiras de
guarnico,.2 ditas de bracos, 1 sof e 2 consolos,
1 piano forte, 1 cadeira para do 6 quadros, 4
etagers, 6 jarros, 2 bolas, 2 candieiros para gaz,
1 cama Iranceza de amarello, 1 guarda-roupa, 1
bidet, i banca com 2 gavetas, 1 marquezo lar-
go, 1 dito estreito. 1 cama para menino, i mesa
redonda, 2 banquinnas, 1 mobilia de pao carga,
com 12 cadeiras de guarnlco, 2 ditas de brago.
i sof e 2 consolos, i mesa elstica com 3 ta-
boas. 2 aparadores, 6 cadeiras de guarnicSo, 1
fiteiro, 3 mesas para cocinha, i fogo americano,
4 banheiro, loucas. copos, clices, garrafas, ta-
llie.res. colheres o muitos outros objectos de casa
de'familia.
Terga-feira, 26 do corrente
A's 91 horas
No 2 andar do sobrado da ra do Bom;
Jess n. 8. antiga da Cruz
O agente Gusmao, autorisado por urna familia
que retirou-se, far leilao dos objectos cima
mencionados. ______________
?gente Brito
Leilo
De predios
Urna casa terrea a. Ifi, no beoco de Joo Fran-
cisco, na Boa-Vista,nova e moderna, com 1 porta e 1
janrtla de lenle. 2 salas, 2 quartos, cosinha tora,
quintal regular, era terreno proprio, e rende 2>i
raensaes.
Urna casa terrea com soto, u. 18 ra Yelha
de Santa Rita, com muitos commodos, tambem
moderna.
Estes predios entregain-se pela maior offerta
que se obtiver.
Terea-Ieira^te de Mareo
48Ra do Rangel n. 48
A's 11 horas ff
Prccisa-se de mna cosinhira e de orna co-
peira : a tratar na ra da Soledade n. 82.
Preoisa-se de urna perfeita cosinheira boa condona'-, na ra da Imperatris n. 86, pri-
meiro andar.
Offerece-se urna senhora para casa de ho-
mem soueiro oaviuvo, tendo habilitaco de. casa
de. familia, preferindo pessoa de fura da cida-
de ; na ra da Boda n. 16, achara com quem
tratar.
Morada confortavel
Alugam-se duas casas no aprasivel arrabaldp
Monteiro, muito perto do rio, tendo urna debas
agua da companhia do Beberibe. gaz, jardim.
bom banheiro e muito frescas : a tratar na ra
l.de Marco n.O A.
SEM DIETA
DAS
Uole SYPHILITIOAS
Darthros, sarnas, ulceras antigs, iat-
pingens, bobas, gommas, cancros, rheuma-
tismo e morphn.
Com os prodigiosos
XAROPE E UNGENTO
DE #
Hydrocotile Calasans
Applicaeao fcilUso sem perigoEF
fetos promptos, dieta razoavel.
Contra fados nao ha argumento
Estes remedios sao os mais commodos
do mundo. Envia-se gratuitamente, pelo
correio, direc5fles para uso d'estes medi-
camentos admrraveis.
Preco do ungento 1(5200 o frasco.
Prego do xarope 30000 a garrafa.
Preparados por Calazans & C. Phar
macia Imperial, Bahia.
Deposito no Recife
Francisco Maaoel da Silra & C.
. Ra Mrquez de Olinda n. 23
Tosses
O PeitorH de Cambar combate
enrgicamente as tosses dolorosas, tornan
do-as brandas e expectorantes at eural-at.,
Os agentes
Francisco M. da Silva & C.
O PEITORAL D CAMBAR
Vcnde-se a 2*500 o frasco, 130000 1/2
duzia e 240000 a duzia em casas dos
agentes Roerigues .Silva & C. e as paafe-
cipaes pharmacias e drogaras da capital.
RAZO NATURAL
Qual a razao da grande fama de qe
osa o Pe!#oral de Cambar t
E' pelos sens maravilhosos resultados.
FBAKCISCO M. DA SII>VA & C.


Bei publico
.
Vende-se farinha a retalho ; no trapiche Fiuza
no caes do Gompanlua Hernambucana.
Cozinheira
Precisa-sc de urna ama que cosinhe bem, para
casa de pequea familia, dos patroes ; na ra Conde da Boa-Vista n. 24-K,
portao de ferro ____


Para a qnaresma
ALTA NOVIDADE em surahs failles, setim
merveilleux, ottomanes e sedas pretas de Lyon
rendas e bieos, escomido sortimento em palmas
guarnieses c pellermes de vidrilho preto ; na
ra Baro da \ictoria n. 15, sobrado.
Atelier madamc Fanny *ilva
MODISTA E COSTUREIRA
Telephone n. 93

Boa cosinheira,: ruim nno
serie
(Cosinha s"nos dias uteis. entras8
horas e sahe as S)
Precisa-se de ama eomoheira nestas condiodes
para ura estabelecimento, aue compre e djrma
onde qiiizer : na ra Nova n. i:.
Atten^o
Nao tem sido possivel encontrar como Sr.
Manoel Torquato ae Araujo Saldaulia, pede-se
a este senhor u bondade de resolver aquella ne-
gocio.
20$000
Aluga-se a casa n. Id-C -rua do Riachueilo,'
antiga do Destino,' na Boa-Vista : a de n. 14, em
S. Jos, roa da V-ferrea, por 12* ; a de h.-*6,'
por 15. com 2 3alas, 2 quartos, cosinha. 1 so-
to e cacimba; as chaves esto junto para ver,
e tratase na roa da Guia n. 62.
Leilo
de- 1 armaio. batanea, balce e mais perteu-
ces. i garrafas de oleo aromtico de Guimaraes
A Amorkn, na taverua ra da Gloria n-.. es-
quinada ra dcpLeO'Gerado.
Terea-felra do eorrenf e
A's 11 horas
Por interemqau do (gente
Pinto
t
!
Candida (.onuo *> Oliveirtfr I
Baalo
Domingos Teixeira Basto, seus filaos, genros,
oras e netos agradecen i profundamente a todas
as pessoas que assistinim as misias do stimo
dia do fallecinwato de sua riui idolatrada espo-
sa, ini. sogra e av, e convidam de nova aos
seus prenles n pessoas amigas, para compare-
cerera na igreja da Soledade. s lioras damu-
nli do da l do corrente. aritn de ouvireui as
missas que mandara celebrar pelo trigsimo dia
de seu nwaannntt r*'nnfn -nm -ir eternamente
gratos e reconhecidos. .___________________
I C
A 1'*m: .ii... k (l'i.i t.ttiocfl 'lecaiitiHsino.i de &
taVoiti-j- n aovo traravilfe^so rpnipamdo
rrdr>orrii.n: un ba^bll ilerlout e lijirienlco.
e linu eserM nt arua de <.,icador.
K*ia (': U :.: i; rAan tle-faRTSUniiverio), fi>r-
mtist-a MHMlM a raU. t, u... rerpewanie.aupert
todo patato %t roakerc at hoje.
Vende s em*ti>4aa a |rTjarmacir*<, drogaria,
e n^3 prim-ipat-s fiei^fmu arias Ao mundo.
Dnko .\lw3eanle-lii-.-epor: H.:iAOKT Ulm sg^
Depositarios e(;t Ptrr.nmon
tais&Qrialafca*.

i.-
li.ii/. l-ia-iilino Carneiro
lij'ra '
3. aiiniversuri
Gni'heraiinu ila.Coaoeu,aBarros Carneiro e
si u> Hada, Dr. arioel Clementino de Barros
Carneiro e Maria do Carino de Barros Carneiro.
convidam ios seus parentes eamiges pana ue-
sistirem aigmnas imissa* *|in' mandara ettbror
tior alma do seu sem pre pnmteado esposo* oai
,uiz Clementiao "arneiro ile Lyra, s 8 horas
da miili(de aatta-feito .7 do corrente, no con-
vento do Carino-do Recife, do que ficaro sam-
mamente pratos. t _______^_______
t
Agente Pestaa
L^lo
.iaiu de ttHEOHs i
A officialidadi' da cuarniuo desta provinoia
tendo de mandar cei'.brar exequias na igrejarda
Conceico nos Militares a 6 do corrente, pelas
8 horas da mauhi. stimo da do infausto .pas-
De fTCcelterrres -predios qne pelo sen btra4*Hodoix.-r. uaHMilhutiailt* gMfaaraai-
rechai de t::,inpu. Baaki e Aigoas ajudante
general do i xercito*, convida aos parentes, com-
panheiros d'aana e amigos do ilustre finado,
para assistuem cquelle acto de religio e 'an-
dade. ______
ren-
Srs.
E*le paquete
eleetriea.
. illiiminaUo a lux
Para carga pa encommendas e di-
nheiro. fr- '
AG-ENtE
\u^: ste Labille
a Sua- do Commerio 9
estado de conservacU> e melhor
dimento cbarnam a attencSo dos
compratore-s.
Quarta-feir.a 97 do corrente
A's 11 hora* em pinto
No aaaunoHi ra lrqii<-z de "linda
n. 44
0 agente pestaa vender por conta e ri6co de
quera^ieilencer us DfkM aliuix declarados.
livres e desembaracados:
Uraa graade casa terrea, sita ra de S. Jos
n 74, rendendo 334333 mensa*? -crvindo de
base a ollera de :i:.'0OX.
Urna dita sita ra Vidal de Negrearos n. o.
rendendo ;!UO mrnsnes. -ervindo de base a
0fferU.de 2:800A0tK>.
Tina dita sita ra Viseondv de Goyanna n.
Il07, rendendo 235000 mensaes. servinao de uaac
a ollera de 2:000*000.
I'rna dita com solo. sita ra de I.
ii. \. rendendo 2M000 : ser-
Mnd( .tVerla de I:!)o0000.
1 .na dita sita ra da t'alma n. 11..rendendo
2540H nfi rvindo de base a ollera de
1:800*0 0.
Tres ditas sita? na liaixa Verde, (Capul
1 B. 1 C e 3. rendeB-.i li*0t>0 *men?aes rada
u a, ,-ervindd de ba?e a offerta de 9901O0U
cada casinha.
Cosinheira
Precisa-se de urna, que saiba cosinhar e nsn
saia ra, para casa de familia : a tratar na ni.-,
do Cabug n. 14, de meio dia at 2 horas.
C urso primario e pre-
paratorio
Establecido ama doCotovelift-
numero U
Alumno interno 30501 mensaes. .
Meio pensionistas 15*000
Msica 4*080 -
Piano 4*000'
Pnmeiras leltras 2*0'()
Por cada um preparatorio 3*800
Lecciona ocasas particulares a ambos ">
sexos, quer na cidade, quer f6ra della.
Pagamentos adjuntados.
Una do Coto vello numero 04'
Julio Soaree de Azevedo.
4
B
om negocio
uu?m tiver urna typographia pequea e e,
boas condiedes e quizer arrendar, dinja-se ru--
das Flores -n. 5, onde encontrarft eorn quem
tratar.
Ama
Piecisa-se de urna cosinheira, paca casa pouca familia ; a .tratan na ra Deque de Caxias
n, 77-A, loja.
Talii*a4^<

a
REMEDIOS
LE ROY
3-
I
t
i d.i M.-ii-i.. Me --.ii kalc&o manda rear un
igreja ele Y S. a Penba, s 6 1/2 hortis da tna
nh do dia 27 do corrente. urna mis?-.
de seu sempie lembrado marido Mac
Santos ratono e de i ovo convida aos
e amigos do tinado para a-sistirera a esto ncu>.
de. caridade e religio. proprio das almas bem-
fazejas, pelo que- suniii.auentc agradece.
PJ0tUnm em rtuxci, m AKfMOA. i
HSP'KW, w 1?.17.,
O'.v* o */w*k->u a*-> tanta s Hjtians]
lSedlccQ^o Depurativa e B-j
coustitui.-ite dando foila,alhciUdade|
jura .. i ur profo oanto, el
ajorellar uiuf EfSi( mitdicat'^o otpufee r.iinJuuisnto I
o~liinnare>s, li*. imuioiw viscosos rt-
ciado-; Jue oocaioiiaiii ecou^r-. nm as
.mul^s'.ine-. poriSc.i o *i> ut- e impeda |
a> rcaldas.
iqdHt
4 GRAO!, (losados segun"f> a
| vem us(Oclilmeiile" n:> .....
OHrnleas.
t
Jo.
S '
ede Oliveiaa csu? fi'ba, tendo
r tima missa por olma
le. .S
ntu'tiz de Santo' Antonio,
. irreales e amigos para
v cariii
Ola HqutUot; .t.; .. -irttitnil.O. ti !
: i ::: ri(ill-
Ifriai c.a para -.-. i...;_:.i,- ii^uidoa
A*tietm
t.attil-rho.'l.tt t, :i/t-n
Tttmirrfi, t'Uermn. "rrUa '!m<
*\nPP<'t>te,h'pbrnH,Von!f.
iim ra t'if/mtl,. itntHoeiui,!
y qi'.ak..
Ph- COI TIN, ai
ii i~irTTniTn
r
zi



Diario > 4& PewranAuco- Pfflpm^o $?'t^Mav^o^ de* 1889

i

KERMESDESOUZA
PEREIRA
& C.
STJ0CSSS0RS5
Acaba de ,reabrir-e esta importante pharmacia sita ra do Mrquez de QHnda n. 2S7VdepoH de ter
passado pop-oma^transformacao completa. Esta em coudi^oes de satisfazer todo e qualquer pedido^ nao s concer-
nente manipala^ao-doreceitiiario, como-a venda de preparados nacioaaes e estrangeirosrdosquae& a casa se acha
rigorosamente surtida. .
Esta casa .sendo por demais condecida pela sua seriedade, os seus proprietafios-esperain do disrincto corpo
medico e da popuJacao em.geraly a continuoslo da proteecao qne sempre res dispensara^ para o .que empenhamj
* cechecidai X3nS0B.lWCKS X)DS SCTCnS-A. DPKDBJSrB^V. & G. SCCESSORES
F-Rl' M,kM^3EE ME 0X.2JfttA--27 <
.

A^M fttd O fRIMHM4
Machinas a vapor.
Moendas.
Rodas, diagua.
Taixas/fmKdiiB ei^atidas.
Taixas hatidas sean cravacao
Arados.
INJECTION CABET
Cura certa em 3 das semontro medicamento
:*Juk****Lr k**:
OVADO PEI-* **""* lKDWm De
O roeltior
PURGANTE
o
0 PO DESOS
POUDRE ROC
legitime srllado
com- um rottrtd
impresso em
QUATROCOAES
NSo ha Purgante :
alguin que t.enha
sabor niais agradavei
CamL.
19, rat Jatob, FAJO
y^pppPR^yy^ppr^R^^
Aun a cur IgtaM prompta da
Molestias provenientes de im-
pureza do Bangue.
E' urna loucura andar a azer expe-
riencias com misturas inferiores com-
postas de drogas ordinarias on de plantas
ndigenas caja eficacia nao 6 confirmada
pela sciencia, emquanto que a molestia
cada vez v4 ganhando terreno.
Lunot-m maa, sem. demora, de um re-
medio garantido-caja eflicacia seja facto
asHignalado e iuquestionavel!
O Extracto Composto Concentrado
M' SaLSAPARRILIIA DE AyEE n.llllrriilo
e rccommendado pelos mdicos mais in-
teiligcntcs dos paizes adiantados, j
durante 40 annos,
_ Centena* de militares de doentes
tin colhido beneficios do seu emprego e
sao outras tantas testeraunhas da sua
efflearia positiva e incomparavel.
PREPARADO PELO
DR. J. C. AYER & CA.,
Lowell, Mass., Kst.-Unidos.
Alu^a-se
grageas^ Ferro Rabuteau
Lavraadtrdo Instituto ds-Franga. firaaih tfr-TktrafMirtica
O emprego em medicina de Perro Rabuteau baseado na Sciencia.
AsVerdadeiras-Grngeasde Ferro Rabirte; u sae-iecointiterntaiias no? casos de
i
r.AltlS '7, BtmUvurd Drttmin,
Deooiitos em todas* as principaes Pharma
- PAHKS
e Drogaras.

r
\oM mam
RecebedowsiliTectosdos mercados da Europa
, jquidarn os se^urntes'rticos com descont de 14
.Ven Cutuiipafo nem lHurrfma. A*sim*h*tio'i%otwiiet
Elixir de Perra Kalmteau recommandado as pesseas que nao poderanengulir
iK'ilir as grageas. Um calix da licor ao-repasto.-.
Xarope de Ferro Rabuteau especialmente pare as enancas.
Hit Um iiohcteio dalhid acomoanb coda fraico.
o i andar do predio n. 30,
Olinda : a tratar do 1
Rosario n. 22.
roa- Marqu
andar da roa lar
de
:ez
arga do
Alu^a-se
o 3- andar da ra estrena do Rosario n. 32, tero
grandes, commodos para familia ; a tratar na roa
da Imperatriz a 16, 1 andar.
Alugue! barato
Raixa Verde ns. 1-C e 3.
Ra Visconde de Itaparica n. 43. armazem.
Ra Visconde de'Pelotas n. 5.
Largo do Corpo Santo n. 13, 2o andar.
Ra do Bom-Jesus n. 57, 3o andar.
A tralar i ra do Commercio n. o, i- andar,
esenpterio de Silva Guimaraes 4 C.
UM.

WUML
.rrtodo oessode
, ::3rs Sipiiiii?
^td*a(ecyfio do naturena
eruptiva ou.fenorea
1. A
DE BfilSTOL
0 Remedio de ftmiis por excelencia I
Caixeiro
Preciea-se de um menino de 12 a 14 annos de
idade, qm- d tiador de sua conducta & tenba
pratica de taverna; na roa Direita de Afolados
numero 16.
Professora
Urna senhara competentemente habilitada, com
pratica de 11 annog de prossio, aa/eaenlando
diversos attestados de bom metliodo e comporta-
ment, efferece-se para leccionar em casas pa<
ticulan'B, aa cidadeou em sens arrabaldes as se-
guintes materia: Portugus, Francs, Italiano
fieugraptta, l'iano, Irabalbos de agnlha, etc.; a
tratar ra Visconde de Goyunna n. 69 ou em
casa de Relatador da tfannbaroa larga do
Rosario n. 9.
Telegramma
Vej.am e admirem!
S o os- roa Duque de Cazias poat
Ama
Eokgir
o Verdadeiro Ferro Rabuteau de CLIN & C", da PARS,
encontru en oota dos Droguista e Pharmacmuticot.
que se.
AON. 20
JUNTO AO LOVRE)
Rrecisa-se de urna ama boa costnbeira. para
casa de pouca familia c que durma em casa dos
patrdes ; a tratar na ra Duque de Casias n. 48,
loja.
Ama
fe
as
.

vendas em. grosso
Braaiantes de algodao superiores, a 860 re. o tnatro,. + larguras.
dem de puro linho faaenda de 2-5200 para aoabar a 14*00, met.,.
Atoalhado aiyo, duas larguras, a 700 rs., WlOOe 1420a-.dito.
Algodao alvo, nacional, para leucoes a 64600 a peca.
.Madapolao amerioano, a 34600, 44000 e 64000, com 24 jarda-.
MaripoBas de eOne* a'226 rs, o covado.
Chitas dars e escura*, cores firmes, a 200 rs. ox ditc.
' Battstes-idcnrc 120-rr; o dito.
Zefiros-de quadrinhos, a 80, 160'e 200 rs. o dito.
Merinos lisos de. urna largara a 200 rs. o dito.
dem de qnadros modernoa a 280 fe 309 rs- o dato.
Fichsde renda chics* a 14000.
. Colchas rancezas de efires a 2-J00O e'44000/ rana,
i Leneoes-.de branante a 1)$800, para cama da casal.
Casimiras de cores para roupa de enanca-a- 'WOP'-e'lSOO, d;agonal,,duaa
tegwas.
Cnmisas inglesas e francezaff a. 264000 e 304000 a duaia.
Tapetes avelndados, grandes, a 144000 um.
Cortinados ricamente bordados a 54500 e 64000-
Panoos de cores para mesa a 14100 e 14300 o eovado.
Cheriot preto -e- azul, a 34000 o dito. ,
Brinr pardos e de odres a 280 ts. >o dito.
' VeludiUios de core >rpretoi8 a 900 rs. o dito.
Sendas austracas para vestidos- a 500 e 560 rs o dito.
Setms de todas as-cores a 900 rs. o dite.
Setinetas laaradaB 200 e 240 r* o dito.
Alpacas modernas, lavraaas, a 240 rs. o dito.
Mtias croas ingieras para homem a 24500 e 34000 a duaia.
Comidas bondadas, de bramante, a 1124000 e 16400" dif..
Curtes de -caaenB para calca a 4*)0O e"04OOO.
dem de meia casemira.-a'2f5000.
Toalhas grandes para rosto a 44000 a dnaia.
i dem felpudas para banho a 12*000 a dita.
7 muitos artigos que se rao lembrados osn. apresenra-de nossoa lekores.
.&9*tRa Draque- ce Caxias-59
L0JA BE
Qazes de cores a 500 rs.'o covado.
Fustao-braneokt 360 e rs. o covado.
Brns de cores a 280 rs. o covado.
Badetas protas. a 260 a rs. a-duzia.
Colebas de coree a 24 e 34000 urna.
CumbraiM bordadas a 44000 a peca.
Luvas de-seda i 2j. Popelina branca 800 e l^OOO- a covado
Bieos matisados a 24500 e 34000 a peca.
Panno da costa adamascado.
Regatas decores a 14000 urna.
Sargelim de cores a 200 n. o covad.
Creoonaa, preta e branca y a 400 rs.
Chambres, de crep a 54000, e 64000 um.
Lengos.branca a. 14200 e 14800a diraia. 'Cachemiras de quadros a^26 Crotones de Ahsace a 36'0 rs. o eovado.
Atoalhado bordado a 1*200 o metro.
Brim pardo a 280 rs. o oovado.
} Linhos do quadros a 280 rs. o covado.
Bramante, trancada s. 800 rs. o metro.
Esparti lhoscou raya a 54000 um.
Chales adam asoados a 24500 um.
Cortinados bordados a 64000 o par.
Merino do cores, a 500 rs. o corad.
Ceroulas de bramante a 144 a duzia.
Madapolae americano a 6000 a peca.
Chachomiras lisas e Iistra de wmbinac;o
a-1'4800 e covado.
Cambraia Victoria a 2-J9O0 a peca.
Bramante de linho a 14700 o metro-
Toalhas para banho a 1 (5500 urna.
Tapetes grandes a 134000 um.
Ceroulas de linho a 344000 a duzia.
Crotones franceses a 400 rs. o. oovado.
Leques transparentes a 24500 um.
Alpacas de quadro a 600 rs-.. o covado.
Camisas brancas para meninos.
Sabidas de baile a 14000 ama.
Crotones de cares a 240 rs. o covado.
Percales fijas a 200 rs. o covado
Nansok cores fizas a 240 o dito.
Las eseossezas A 260 rs. o dito.
es

PEHOLASd PEPSINA PURA BYALISADA
d CSAPTEAT, Pharmaceutico.
J*oi o 8ir Cbapoteaut o primeir ehimico que conseguio preparare forneoarao
mdico e aos doentes, em parolas red.indas, urna pepsina pava, nao contando, aem
inio.aem auucurdeUiU,nem.gtk iina.E' Cinco vezes mais acti vaque a pepsina que
i figura na ultima edicao da RharmacopeafrancesaedigerelOOrezes sao pezode carne.
Sua aceto da maior orneada; daas prela tomadas depois da comida baatlo
K favorecer e activar a digastao-, e fazem deaapparecer no flm de um quarto de
as enxaquaoaa, as drea de cabaca, os booejea a omnolenola, qno
ao a oonsaqueneia da urna osa dtgestao.
Cada perola leva impresso em negro o nome CHAPOTEtDT.
PARS, 8, Ru Trrlence, m tol g BftHt t Phtrmmlu.
Alpacas indianas a 320 rs. o covado.
\a niii Priineiro de Mtr$8 r. 20
i wa ni: c o\fi v\c;a
AMAR AL
Guarnioao de crochet eom matizas.
Grinaldas para noivas.
Scij'm de cores 800 >. o covado.
(Cachemiras de duas larguras a 800 rs.
Cortes de linn em cart*> a 104' 124000.
Camisas' ailemaes a 344000 a duzia.
Cachemira de duas -larguras a 800 rs. o
eovado.
Linn de -cnes a -500 rs.- o dito.
Linhos de quadros a 80 rs. o dito
Bramante trauoadoa.a 1 000 o metro.
Meias para homens a 34600 a duzia.
(^arniclo de croch*', .brancas.
Extracto Port Veine a 14400
Alpacas.rays,ila Entretella para camisas- a 800 rs.
PARA A QDAftBS&A
Merm preto de 800 at 10800 o covado.
Setins pratos de 14000 at 14400 o; dito.
Crep inglcz Fichas pretos a 2d500 34000 um.
Luvas protas a. 2-J500 e 34000 o par.
Cheviots pretos a 34000 o covado.
Casimira preta a 20000 dito.
Renda hespanhola a 34000.
Bicos pretos/todos os precos.
Regatas protas a 14500 urna.
Precisase de urna ama para servigo de casa
de urna pessoa s e qu du/ma em rasa ; a tra-
tar na ra Direita n. 43, sobrado.
Ama
Quero precisar de urna ama, dirjase ra
de Santo Amaro n. 14.
Amas
Na ra da Conquista n 21, precisa-se de urna
cosinneira. eoutrapara servidos internos, e que
durmara em c-isa dos patrdes.
Amas
PreciKa.se de-duaa amas, sendo urna para co-
smhar e ontra para ensaboar e mais servicos de
casa de familia': a tratar na ra do Hospicio nu-
mero 41.
Gamellas do Noote de Soecorro
Compra-se cautellas do Mont de Soccorre de
qualqner joia, brilbantes e relogios; paga-sf
be ni na Praga da-Indaptodcncia n. 22, loja de
relojoeiro.
Cosinheira
Precisa-se de una cosinheira :
Conde d'Cu n. 32, segundo andar.
na pracado
Perdcu-se
dannfinrsn de S\ Rorja atia ru do-Haspicio
urna espora de prata e correia do mesmo metal;
quem achou pode levar praca da Concordia n
11, qw; ser generosamente recompensado.
Cosinheira
Precisa se de urna ama que cosinhe bem ; no
terceiro andar do predio n. 4i da ruu Duque de
Caxius, por cima da typograpbia do Diario.
Cosinheira
Precisa-se de urna qtie co-
sinhe bem no 3. and;vr, da
typographia do Diario,
i
& O.

SAUDE PARA TOOS.
mjmwAY

>9 VnB'JC'.*- >'' < "!Hio fnfalliv?' | les ue |>eni;wA paita; tamlnai ffB
)a*4aoj .i.Waas cli.-".^e.ulu ..s. 1 fomcbo pui.; p ~.rs. <.,;* asrfemi.
-. iosde pcilc nR" m i.c-a.i a e
Para os m8t*3*to &*Pfi!ht3t! brec'^te- ^slrin.^ntob.e Iobsss.
Tovr.orcs. sjwdlS ".nd a aiolesti* ,' i aar. a BJOBbrO&j
vmuahiilny^i in.iin:,- ,-.,.: .1. .
->. Hl^V C ." ". .".: x-.'.tJ ';, 'il*>rtr&<-:i,, tyVDKtM,
C'S. rr .prztxr- rc+-.':t>aiiie-* i .... .u Ft,0.ii;3nl
o, j3>, Oxl- iSnwi .' _
VEBDAOEiROS SRUSeSSODEdo DTRANG
* UCKNCIADOS PBLA INSPKCT011M GKRALl DS HYOIKNB DO IMPERIO PO BRASI.
1* ArMrient*- Batoiaachicos, Furtjnlivo. Depurativos
* :onlm a Salta uaappetlte, a Obitrnc^ao, a Enzaqneea, as Vevaarems,
s as Ooo%aste, etP. Iivse ordinaria : 4.1 S ario.
S netconllar a-t Msiloa(;Oe8. I.xliir o mUilu unlo uiiirimkloeroisncez
* eadann^'ia^Vuml^duTer^
mym*mm
Serrara a vapor
Caes do Gapibaribe
Tem para- vender diversas,balancas sendo urna
{iropria para engenhos centraes.ou estradas de
erro; por ser de grande torea do peso. Teindi
aereas bombas grandes do diuereBiea modelos-
Tudo se vende por reeos comniodos.
Gaide internacional
D'Etirope au lin-ilet lit.Plnta
Hste guia, redigido em'portuanez, ''m francei
e em beaoDcr. indispmBater pan, qualqo;
viajante, tanto da Europa para o Brasil, como
as costas do Imperio e,oo Rio da Prata. encon-
tra-se as rasas sejninles :
SuUer Kauffmann A .8* rna Mrquez de
Olinda.
Charles Plwjai F. P. Boulih-fm. 4ti ra I iv Imperador
Frantco Soartt Quintal.4 na 1 do W*r*
Gosin-heira
Precisa-se do urna de boa condni'ta. para casa
l.i fi.iii:li.i; a tractara ra J'Btf.'.oda Victoria
n. 46.
nado
a rus ua Saudade n. 23,
criado.
prnisa-se' de um
Caixeiro
Precisa-se de um caixeiro de 12 a-14 anuos,
que queira tomar pratica em miudezas e cigar-
ros, preferindo-se ser do mato ; a tratar n roa
do Fogo n. 18.
Attencao
Est em liquidacao um armazem de madeiras
rna no*a de Santa Rita n. 37. por sena donos
retirarem-se para tora da cidade porfnolesta.
Superior yiulio de
Passto
Pelo mdico preco de 35* o quinto e 9*000 o
garrfao de tres caadas, voltando o garrafao
7*i0 ; vinagre de vinho 30* o barril e 6*000 o
garramo sem casco, precos lquidos ; na ra do
Amorira n. 60.
Vinho poro de Saltaren
Da Quinta do Barral
Chegou a pnmeira remessa deste especial vi-
nho para o Armazem Central de gneros alimen-
ticios a ra do Cabug n. 11. o qaal se torna re-
aommendado peta sua pureza e boa qualidade,
manda-se em casa dos distinctos freguezes livre
de frete, para qualquer ponto da cidade.
Ra do Cabug n. 11
Telephone n. 447
Joaquim Christovo A G. |
Caixeiro
Precisa-se de um criado
Mrquez de Olinda n. 27.
Criado
na pharmacia na
Para a quaresma
Alta not Idade em surahs. failles, selim
merveilleux. ottomanes e sedas pretas de Lyon,
rendas e bicos, escolhido sortimento em palmas
guarnigoes e pellermea de vidrilho preto ; na
roa Baro da Victoria n. 1S, sobrado, ateliefr ma
dame Fanny Silva, modista e cosiureira.
Telephone n. 93
Direito Romano
0 1." livro do Curso Elementar de Direito Ro-
mano pelo ronseWiPiro Joao os Pinto Jnior, de
conformidad' com o programma de encino ad
Pmeisa-se de um Hienrno para caixeiro de ta-' miltido na Paculdade de Direito desta cidade.
ver-ta, que tenlia pratica e d coirtiecimeBto de esta vemla na hvraria Econmica, ra do Im-
ana conducta ; na ra Coronel Sti.;*suna nume-' perador n. 73, e na livranu Franma, ra 1- de
ro!49- Marco u. 9.
vencer pelos. preos que abaixo meneio-
namOB.
Amor da Ghina, novidado em padroes, a
200 rs. o covado.
Fustoes brancos a 360 e 500 rs. o co-
vado.
Velbutinas de todas as cores a 800 rs. o
covado. E' barato!
Cascos e capas para senhoras, o que
ha de mais novo e barato.
Cortes de seda, padrSes. lindos e preco
razoaveis.
Madapolao com 1 metro de largura a
64 a peca.
Zefiros a 80, 170, 200, 240 e 400 rs.
o covado.
Ditos bordados a 800 rs. o covado
Tecidos- arrendados a 400 e 500 rs. o
covado.
Brins de cores a 320 rs. o covado.
Cortinados de crochet, cousa chic
prego barato.
Cambraia Victoria a 24800 a peca.
Dita batista a 120 rs. o oovado.
Sargelm8 de todas as cores a 200 rs. o
co-vado.
Guardauapos bons a 14800 a duzia.
Las modernas a 240, 280 e 320 rs.
covado.
Rendas hespanholas a 24 o metro.
Luvas de seda a 24 e 34 o par.
Kspartilhos eouraca a 44, 54 e 6fi um.
Merinos pretos. e de cores, urna varie-
dade immensa em precos e qusdades.
Setins de todas as cores a 800 ra. o ca-
vado.
Toalhas fepiaa, grande redcojo ei
procos em vista da grande quantidade. '
Enxovaes parabaptisados o que ha de
mais moderno e por pouco preco, 1$40S0.
Colchas de crochet muito chic.
Camisas iuglezas com e sefli coHarinho.
Atoalhado para mesa a 14 e 48ft
muito hno.
Collarinhos e punhos de linho e ajgodfc)
e por prego barato.
Babados e entremeios, grande sorti-
mento. J'
. Madapolao pene de ovo por' 64 a pefa.
Esguiad pardo e chumbado a 400 rs.
covado.
Urna graado vari edade em lencos.
Gravatas e meias para homens.
Crotones para coberta o que ha de naai
barato e bom.
Mantilhas de renda a 5 urna.
Leques de setim muito chic.
Linn bordado com' quadros a 800 rs. o
covado, muito bonito.
Chitas escuras, e claras a 240, 280 a
320 rs. o covado.
Crotones trancados, finos, a 320 rs.
covado, para acabar.
Casemiras de cores e pretas um grande
sortimento em qualidades e precos.
Casinetas, o que hade mais
400 afilO rs. o eovado.
Tapetes grandes e pequeos por prego
razoaveis.
Crinolina preta branca a 14400
tro.
Brins pardos a 320, 400 e 500
covado.
Cortea da vestido de cachemira com vi-
drilho o que ha de gosto.
Ditos de linn, para vestidos bordados.
E' barato.
Cambraia branca, bordada, o que ha da
mais gosto e por prego razoaver 0/84000 a
pega.
Dita com salpico? a4je 54000 a pesa.
Colchas argentinas a 66400-nma.
Ditas de 24, 34, 44 e 54000
Bramantes de aigodd e linho ib todo
os pregos.
Grande sortimento em fichas d# CQrai
c pretos.
Grinaldas para uoivas.
Luvas e leques para noivas.
Bieos de cores muito chic *
Alm do qaa acabamos de aannneiar,
temos urna quantidade de artigos que se
vendo-se, se acredita, pelo que pedam qaa
comparegam.
, Do se amostras sem penhor.
Setijietat lisas de todas as cores o a 400
r. o covado. Sao muito largas.
Roupa feita e por medida.
55 RA DUQUE DE CAXIASo*
FERWAES DE AZEVEDOG,
a
'
I I

bonito, a
> me-
ra.
1


8
iirio de P^mambueoDomnyo 24 de Mar^o tilos furta oistituiate, era Cavambuca. fur-
laram n noite de 12 do correte," dous caval-
los, cujos sigoaes sao os seguales : um poltro,
todo prcto, Ci>ru duas marcas brancas em ambos
idos, inteiro, ccete, principiando a andar
baixo. 0 outro alasao, j velbo, castrado, com
estrella na testa. ,e um espravao queimado de
\elho : quem os appreheoder ou delles tiver no-
ticia exacta, podo dirrir-sc quelle engenho ou
dar aviso no escriptori ra Mrquez de Olin-
da n. 56, I andar.
Sobrado
Aluga-se um 2 andar com conunodos para
grande familia e por prego naiito commodo, na
ra de Domingos Jos Martins. nos fundos do
arma7,em de Carneiro Vianna. c a tratar no mes-
mo ra Mrquez de Oliirdit n S*.
Griado
veisa se de um criado ; na ru;i Duque de
Caxias n. 70, i andar._______^^
Professora
l'ma senhora competentemente habilitada pro
(iOe se a leccionar em collegios e casas particu-
lares a* seguintes materias : portuguez, francez,
msica c yiano : a tratar na ra Viscomie de !
Ujquerque a. 20.
Apolices perdidas
vviac-se que eslraviaran se do poder do
auaixo assignado duas apolices pro\inciacs de
1Q0* cada urna, ns. 381 e 382, de juros de 7 0/0,
pertencentes a D. Elvira Ferreira Campos de
Andrade. Rccife. 21 de Marro de 188>.
O procurador.
Adolpho Ferreira de Paiva e Silva.
AlimentoiCriangas
Para remediar a fraqueza das criwcts.desenvolver
as suas forras e presrvalos tenra, os prlnclpacs Mdicos de Pars, membros
da Academia de Medicina de Pars, recellao com
ptimo exitu o verdadeiro
ftiont I M Arabas i Delmng-r eni er, d( Parts.
Este agrada vclalimeoto.compSsto com substancias
e?etaes nutr ti vasefortalecedoras divide-so na eco-
noma tuda, e, pelas suas propriedades anak-]>tcas,
raelhqra a composirao do leite das scuhoras que ama*
nxailao. c acorda as torcas lnguidas do estomago
SI, ru TiriDit, Pars, Deposite bis Phirairus do ludo eiteln.
Typogaphia e Liltio^raphia
FABRICA DE LITROS DE ESCRIPTU
RACaO
Premiada as exposlces de
188t e 1885
Manoel J. de Miranda
Eocadernagao e especialidades em cartees de
visitas.
39Roa Duque de Caxias-3
Telephonen. 194.
VENDAS
Vende-se a taverna bem afreguezada ra
da Impcratriz n. 55.
Vende-se terreos na visinhanca do hippo-
dromo Campo Grande, no sitio do Feil jfi :
tratar na praga da Concordia n. 11.
das
AttencSo
Vende-se o estabelecimento de mol hados, sito
a ra do Hospicio n. 57 assim como vende se
o pr;dio ou faz-se arrendamento a ventade do
comprador : a tratar no mesrao. O motivo da
venda seu dono retirar-se para tratar de sua
ande._____________
A TobTa ~
- .b3ta bem conhecida ca=a, previne aos
aeus numerosos fregnezes e freguezas que
ontina a servil-os, como dantes, em to-
as ""as suas-reaiti-^ljordinarias exigen
cas, para o que substituio, a sua antiga
armagao por outra que mais expansiva, of-
ferece muito maior accommodagoes as in-
nmeras fazendas de que se acha hoje
prvida^, aonde s Exmas senhoras encon-
trarlo tudo quanto o rigor da moda exigir
para nm toilette completo, desde o maior
chiquisme at as mais simples.
Venham verificar por si mesmo para
acredita re ni.
Ra Duque de (avias n. I0.">
FOLPCTII
I

SEM MI
POR
paulo wimm
INNOCENTE OU CULPADO?
Continua gao don. 6 7)
CAPITULO IX
O arrojo de um taom-m aunlero
iS'um dos mais bellos pontos de Lisboa
erguia-se, toda construida de marmore, ro-
deada de um esplendido jardim, a rica
casa de commissoes Raymundo Bosccc C.
Ray mundo Bosc, chegado havia mais eu
mecos quinze annos de Brdeos, para ven-
der em Lisboa os vinhos de seu pai, acha-
ra a trra esplendida, a cidade boa e hos-
pitalera.
F.]x vez de la ficar algumas semanas,
insfcJlara-se definitivamente e creara urna
casajde commiasoee para os vinhos, cujo
fito era receber de Brdeos os admiraveis
productos do Mdoc, e enviar a seu pai
e sea irmlo, que tinham ficado na patria,
fa vinhos de Portugal. *
Tinha logrado bom xito ; a casa ter-
nara-se sWWa e conceituada, e a fortuna
cooaideravel.'
Mas o que havia-o ajuado a estender
as uas relacSes, a tornal-o vantajo-amen-
t% onhecido, era 6 seu casamento com
vanasn Lopes.
''.lia de um dos homens mais conside-
raveis de Lisboa, Carmen havia aberto a
eu marido as portas da raelhor soeiedade
portugueza.
ra assim poderosamente para c
to, tanto quanto para a sua fe
liddade.
Effoctivamente, nao a Sra. Bosc era
' a man bella mulher que se pode imagi-
Pao centeio
Mille & Bisel, avisam ao respeitavel publico,
que todas as tercas e sextas-tetras, lem este sa-
uoroeo pao; ra larga, do Rosario n. 40.
Cavallo de [sella
'.< Vende-se um bom (avallo de sella, andador de
baixo a meid, sem achaque algun, muito aovo,
gordo e boako ; para ver e tratar na ra do Pi-
1. 83.
Conlinuam as peehioehas
%" ru; Duque de Caxlas n. 48
Xcste mui acnlitado estabelecimento
de fazendas finas, < ontinuam a offerecer as
mesnias vantagen, vendendo por menos
30 0] do que em outra qualquer casa.
Como sejam a 6eguintes fazendas :
Cambraia com salpicos brancos e de cores,
muito fina com 10 jardas, a 4$ a peca.
Cortes de meia-casemira, cores fixas, a
2)5000 um.
'"'ortes de casemiras, finos, padrSes moder-
nos, a 4)J, 50000, 6$000 e 7(5000 um.
Cortes para vestidos em cartSo, todos os
aviamentos (novidade), a 7i5, 9)5, 10)5 e
12.5000 um.
Pannos de crochet para cadeira a 16000 e
para sof a 2f$O00 um.
Capellas com veos para neivas a 8(5000
urna; pe chinear..
Setineta branca lisas e lavradas a 440 rs.
o covado.
Setineta preta lisas e lavradas a 440 rs. o
dito.
Mantilhas p.-etas de seda a o e 75 urna.
Cobertas de ganga para cama de casal a
26300 urna.
Colchas branca- e de c6res a 26, 36, 46,
56, 66 e 761* 0 um.
Cambraia preta para forro a 10200 a peca.
Cambraia preta. nansuck a 160 rs. o co-
vado.
Algodaosinho muito largo a 36500 e 46000
a peca.
Madapo!2o especial com 24 jardas a 56000
e 66000 a peca.
Esguiao para casacos a 36200 a pee;
aproveitem.
Brim hollanda para vestidos ou guarda-
ps a 400 rs. o covado.
La-, modernas de listas e quadros a 200,
240 e 28 rs. o covado.
echs de retroz com palmas de cores e
pretos a 16000 bul
Fichs de 12, todas a6 cores, a 10500,
20000 e 36000 um.
Seda Alcacianna, padrSes escolhidos (phan-
tasia) a 240 rs. o covado.
Espartilhos de couraca, finos a 30, 40500
e 56000 um.
Merinos pretos finos a 700, 800 16000,
10200 e 10500 o'covado.
Camisas francezes, puro linho de 600000
a duzia por 486000.
Toalhas acolchoadas a 120 e 200 rs. urna
(s se vendo).
*o na loja da Revolufio
DE
HENRIQUK DA SILVA MOREIRA
Milho 340 rs. a cuia
Vende-se no Largo dV Mercado n. U.
Vinho ^rg-em
dem de caji
Vende-se estas superiores qualidades de vinho
sem composicao alguma, por preces muito bara-
tos para liquidar ; na ra Mrquez de Olinda
numero 54. _____
Cha preto superior
Carlos Sinden avisa seus amigo*, a fre-
gnexes em geral que recebeu pelo ultimo
vapor cha preto novo e superior que ven-
de por procos mais resumidos em vista
da coninua$3o do cambio favorcvel.
Convem que experimentem.
48 RUADOBARAO DA VICTORIA 48
A lambique
Vndese um alambique de tamaaho regular e
em perfeito estado, com a compettte raspadei-
ra, propria para engenho; a tratar na fabrica de
vinagre ruajterao doTnumpho n. 75.
Assucar
Usina Pinto
Santa Filonila
Colonia Isabel
ra Mareifo Dias
Na refinago Salgueiral,
numero 21.
Assucar refinado
especial, o melbor que se fabrica nesta cidade
JOAQUM SALGUEIRAL & C.
Ra Marcio Dias n. 22
Telephonc atunero 44S
O lempo proprio
No se e*quecara do novo sortimento de guar-
nicoes pretas, palrav e pingentes de vidrilhos,
grande variedade em bicos de todas as larguras,
rendas, crep ingle e fitas pretas, vendem por
irecos reduzidos Pedro .-"ntunes A C 63 ra
)uque de Caxias Nova E ^peranca.
Para oDerby
Carlos Sinden recebeu grande sortimen
to de gravatas e camisas de cores propria*
para os amadores do Prado e est venden-
do por precos sem competencia.
Recebeu tambe m cMlarinhos e punhos
de borracha de formatos no vos.
48BOA BAKAO DA VICTORIA 48
nar, como tambera boa, inte.lligente, dedi-
cada, nao pensando senao no^ jutros, edu-
cando como perfeita mi de familia os dous
filhos que dera a seu n.rido.
Urna nica sombra cscurecia esae ad-
mira vel quadro.
Carmen era ciumenta, ciumenta o quan-
to se pode ser; ciumeota a p?nto de nao
dormir, de ficar doente.
E isso sem um pretextu, sem um mo-
tivo, sem que Ravmundo, que a adorava,
nunca talvez tivesse faltado f conju-
gal-
Era indifferente, ella suspeitava-o in-
cessantemente.
Na ra, se elle voltava o rosto, ella per-
guntava-lhe com os olhos brilhantes e a pa-
lavra febril:
O que ests a olhar ?
No theatro, segua a directo do seu
binculo, e fazia urna scena se alguma
mulher bonita era o alvo.
. Mas se te digo que nao amo senSo a
ti! repetia-lhe elle sem cessar.
Ah! replicava ella sempre descon-
fiada, os homens sao t3o pouco escrupu-
losos, e as desgranas succedem tao fcil-
mente !...
Essas suspeitas offendem-me, affir-
mava-lhe frecuentemente.
Ella centava conter-se, nao poda.
Naquelles ltimos tempos o ciume de
Carmen tornara-se intoleravel.
Asseguro-tc, disse-'>9 Raymundo, de
urna vez que ella tinha ido mais longe que
de costume, asseguro-te que qualquer dia
dar-tc-hei razio para punir essas injurias
que nunca merec.
EUa ficou pallida de colera. *
Arranja-te entilo de modo que eu nlo
saiba. Porque...
Por que ?.. .
Eu me matara.
Elle te ve medo.
Nos olhos da joven senhora lia-se urna
reaolugUo inabalavel, ten:\eL
Nessa manhi Raymundo Bosc achava-se
s no eeu gabinete, abrindn c sua corres-
pondencia de Franja.
Havia pouco fempo r ido fazer
urna grande viagem ; j.-ra, a Jer-
sey, ao Havre, a Par:z, j liordos, de-
pois disso os seus ne
do e a sua correepond
Era um banitc rap.
dalez, e no qual urna
de toda a vida h,.
de apparencia de moc/
Tinha cerca de qua:
se lhe dara nem trintc.
Era de mediana itatora, admiravelmen-
te proporcionado; olbos castanhos, de olhar
Terreno
BoiS para coudelaria ra Mrquez do Her-
val 80 e 82 ; para ver, na casa ao pe, e a tratar
na ra Marques de Olindan. 25. Tem cochura.
WfilSKf
Ruyal Blend marca YIADO
Este excellente Whisky Escocez pre
ferivel ao cognac ou agurdente de cana,
para fortificar o corpo.
Vende-se a retalho nos melkores arma-
zens de mol hados.
Pede Royal Bleud marca Vlado,
cujo nomo e emblema sao registrados par
todo Brazil.
BROWNS & C, agentes.
ATKINSON
PERFUMARA ingleza
Bxoeda todas aa ontnu pelo sen
perfume exquisito.
L0G10 de QGINIHO de A7XIHSQN
mb riTml para fjrta*ecv enibelezar
. O cubrofi.
Gmntid* Inoffenn'ra.
AGOi FLORIDA D2ATKKSCH
perfume excepcional para o len?>; dia-
' tniado da mal exqutalta ewouk.
ir.oofitri n m Can s .<*'' se tj-
ca.ifM a Faftr.rjT.t.-
J. C. ATKINSON
34, Od Bond Street, Londres
Marrad*Fabrtea Tnu" E.--.T l>rae"
p- S-- ama Ljr ?*. Onn-"
oa itawt*> oa louliOa*.
A LOJA MAIS BARATORA
PARZN'AMERIOA
AZEVEDO, IRMaO & ('.
16Ra do B. da Victoria-16
200- TvUjJume200
Tendo recebido directn.metite da Europa
grande sortimento de fazendas e modas o
que ha de mais novo e precos sem com-
petencia.
A saber :
Capas de surah, senda e rnerin.
Iienda preta, diversas qualidades.
Etamnes, pretos, de 12 e 13 seda.
Damass de. 6eda pura.
Merinos pretas de 800, 10000 e 10200.
r'rinolinc preta e branca a 400.
,Sargelim, todas as cores, a 200 rs.
Bramante de linho a 10500, com 10
palmos.
Toalhas para banho a 10000 e 10500.
Chachdhiras com 2 larguras a 800 rs.
Ditas de l e seda 2 larguras a 10000.
Madapolao trancado a 00000 a pega.
Dito globo a 70000a dita
Dito camiseiro a 70000.
f Dito Boa-Vista, verdardeiro, a 60000.
Fichs de 12 e seda 10000.
Brins de linho cGies fixes a 600.
Espartilhos couraca a 40000 e 50000.
Colchas de fustn a 20000 e 30000.
Capellas para noiva com veo bordado a
60000.
Toalhas de cores para rosto.
Rendas, comprimento de saia a 10500.
Renda de 12, preta, para quaresma.
^'ano verde para bilhar.
Tapetes para sof a 130000.
A verdadeira esteira para forro de sala
a 10000.
Camisas de nanella a ooOOO.
Cortinados de crochet para cama a
100000.
Chitas de cores 200 re.
Crotones com 2 larguras a 400.
Baleias com forro a 390 a duzia.
Ditas sem forro.
Seda de cores a 800 e 10000.
Extracto Rita Sangal a 20000.
Velbutina de quadro a 800 e 10900.
Guarniooes, pretas, de vidrilhos.
Bicos de seda, brancos.
Caixas com extractos para presentes.
Rendas hespanhola a 40000.
Capachos"de c6co.
Luvas de seda a 20000 o par.
Meias de seda para homem.
Dita de dita para senhora.
Flanellas de cores para roupas.
Panno da Costa para mesa.
Vestuarios para baptisado,
Colchas, de crochet com flores.
Crep inglez para enfeite'
Grande sortimento de chapeos de sol.
Setineta para coberta a 600 rs.
Cortes de collecte de seda.
Dito de fustSo de cores.
Dito de casemira de cores.
TELEPHONE 200
Vende-se a armac,ao que
foi da loja Florida propria
para loja de ferragens, miu-
dezas, tabacaria oif venda,
quem a pretender dirija-se a
ra Duque de Gaxias n. 103i,
Mercearia
Vende-se urna mcr.cearia das melhores nos
arrabaldes da Boa-Vista ; paia informacoes, na
ra do Socego n. 33. taverna.
Atlen^o
3Vende-se urna casa terrea em bom local, fre-
guezia da Boa-Vista ; a tratar na pharmacia do
pateo do Carmo n. 3.
tmham cresci-
i tatnbem.
'ypo bor-
idade absoluta
ado umagran-
annos 6 nao
muito leal, illuminavam um rosto extre-
mamente synipatliieo, alongado por. fina
barba preta e ominado por magnifica tes-
ta ousada e mtelligente, qual corovam
cabellos muito pretos, cortados rente atrs
o as tmporas, mas ligeiramente Relia-
dos no alto da cabe (a.
Urna carta mais volumosa do que as nu-
tras chamou-lhe a atten?3o.
Trazia o carimbo de Pariz.
Abri-a.
No alto, em caracteres impreseos, lia-ae :
CASA DE COMMISSftE* E KXPORTAC.ao
DUVEBU1EK IRMAOS
Con tinha as seguintes linhas:
* Meu caro amigo.
< Passa-se agora em Pariz um facto
muito grave, c preciso que viva na in-
diferenca feliz e na quietude absoluta do
seu admiravel paiz para que o ignore.
* Mas nio 16 prevavelmente os jornaes
francezes, porque do contrario ter-me-hia
escripto a respeito.
Diante do seu silencio, o meu dever 6
informar-lhe do que se passa, porque vejo
nisso erapenhada a sua honra.
Diabo! pensou Raymundo, a rainha
honra !... Ora essa!...
Continuou a sua letura:
* Um industrial chamado Pedro de Sau-.
ves aecusado de haver assassinado sea
cunhado. Elle nega esse crime atroz.
Mas a justica julga que elle matou por
ter precisado de quarenta e um mil tran-
cos perdidos por elle, sob palavra, no Club
das Ondas, no Havre, no dia de Pentecos-
ts >
Raymundo ficou atrozmente paludo.
As suas m2os, que seguravam a carta,
puzeram-se a tremer t2o fortemente, que
elle teve de depr o papel sobre a secre-
taria para proseguir na sua leitura.
O Sr. Duvergier dzia :
O Sr. Saanches, o armadora quem
nhecer em Pedro dt
feliz do Havre, e disse mais que as sotu-
rnas tinham sido expedidas da agencia do
correie da ra de Clry, em Pariz.
* Nessa agencia encontrouse nos livros
o nome de Francois Rey como expeditor,
com o 'seu enderefo no Grande Hotel.
Nao tenho necesaidade de dizer-lhe, meu
caro Raymundo, que no Grande Hotel nao
deram noticias de Fran?ois Rey.
c Tudo isto constitue para o Sr. de
Sauves urna carga terrivel, porque aecu-
sam-n'o de haver dado um falso nome c
urna falsa morada.
< S en hoje conhe^o o verdadeiro
Vende-se
o estabelecimento de molhados sito ra do
Bom Jess n. 29, antiga da Cruz, est bem sor-
tido c afregnezado ; a tratar, no mesmo.
Arma^ao
Vende-se urna armacao de amarello enverni-
sada e envidracada, protria para qualquer nego-
cio, ruu Visconde de Inhama, outr'ora Ban
gel n. 19, e garaate-se a chave da dita casa. Na
mesma acharo com quem tratar.
Vende-se
Urna taverna bem localisada e com poucos
fundos, o motivo por seu proprietario ter-se re-
tirado para fra da cidade por motivo de moles-
lia, a tratar ua ra Bella n. 37.
Cofres
Prova de fogo, dos melhores fabricantes, como
Milnere e outros de verdadeira sguranc : ven-
de-se barato para liquidar, i ra Mrquez de
Olinda n. 31.
1
Francois Rey. S eu sei com que loura
peccadora elle passou as duas noites da
ua estada em Pariz.
t Mas tive o cuidado de n2o dar expli
cacoes, que poderiam aborrecel-o ou pro-
vocar serias pertoibaches no seu lar.
Limitme a enviar-lhe estes porme-
nores, deivando sua*lealdade a tarefa de
desvendar todas estas cousas delicadas.
Dir sua esposa, se algum dia ella
for sabedora desta historia, que em Pariz
Franjois Rey recebeu hospitalidade cm mi-
nha casa. O resto explicar-se-ha por s.
a Crea, meu caro Raymundo, na velha
e indestructivel aneijao! affeijao do seu
amigo de infancia.
J0X0 Duvergier.
P. S.-&0 S
3NTAO GDaDSXO
Que se posaa Tender por estes
p r e e o s
Zefiros muito largos a 160 rs. o co-
vado.
1 hitas batistes a 120 rs. o covado.
Fopelines de c'res a 180 rs. o covado.
Setinetas muito largas a 360 rs. o co-
vado.
L2s finas a 200 rs. o covado.
Ditas de quadros a 240 rs. o covado.
Setim muito bom a 10200 o covado.
Bramante de linho com 4 larguras.
Dito de dito e algodJta a 1 S400 a vara.
Oainbraias com salpicos d. cor e bran-
cos a 40000 a peen.
Toalhas felpudas a 300 rs.
Cortes de vestido em cart2o com todos
os preparos a 80000. j
Fichs felpudos, muito grandes, a 500.
Madapol2o americano a 50000 a pega.
Meias casemiras de cores proprias para
roupas d menino, a 10000 o covado.
Cambraia Victoria com 10 jardas a
20800 a peca.
Merinos pretos a 800 e 10500 o eo-
vado.
Flanel a branca a 500 rs. o covado.
Camisas francezas a 20000.
Ditas de crctone a 10700.
Colchas de cores a 10800.
Cortes de Duraque para eolete.
Ditos de fust2o para eolete.
Ditos de casemira para caiga e para
costume, o mais moderno que ha no mer-
cado.
Grande sortimento de chales de casemi-
ra por pregos baratissimos.
Dito flito de gravatas para homem, pu-
nhos e collarinhos, chapeos, ceroulas, ca-
misas de meia e muitos outros artigo?.
Vende-se em grosso com desecnto de
14 V
Venham \er para
A casa tem por signal bandeira encar-
nada com 13 no meio.
Venham com f, n2o tenham receio.
BA VISCONDE DE DIIAMA
Gon^alves Santos & C-
Bom negocio
Vende-se urna armagao envidragada, em bom
estado, existente na taverna travessa do Pom-
bul n. II, garantindo-se a chave ; a tratar com
o trnente Evaristo, ra do Socego n. 21.
Grande reduccao em precos
NA
Loja do Triumpho
A' RA. DUQUE DE CAXIAS N. 49
Merinos de cores, i largura, a 200 rs. o covado.
Dito, idem, 2 ditas, a 300 rs.
Dito, idem lavrados i ditas, 700 rs. o dito.
Etumine de listas arrendadas, 400 rs. o dito.
Cretones Gnos claros, 240 rs. o dito.
Linen estampado, padroes novos, 320 rs.
dito.
LSs de quadros finas, 240 rs. o dito.
Ditas mescladas finas, 300 rs. o dito.
Zcfir de quadros largos, 240 rs, o dito.
Saias bordadas finas, 3*000.
Camisas bordadas para senhora, 4*.
Bicos cortes de cretone com figulinos, 8*\
Toalhas acolxoadas grandes, 4*300 a duzia.
Guardanapos muito bons, 1*500 a dita.
Madapolao lino largo, 24 jardas por 6*400.
lgodao largo, 10 metros, 2*300 a pega.
Dito idem 20 jardas, 4* a dita.
Dito idem superior 20 ditas, 5*200 a dita.
Bramante 4 larguras para lenges, 700 rs. a
vara.
Camisas de linho sem colarinho sem punho,
3*000.
Cortes de casimira ingleza, a 4* c 4*300.
Lencos de esguio linos, a 2*300 a duzia.
Esguiao b raneo para saias c casacos, 3*300 a
peca-
Cambraia bordada, 4*3"0 a pega.
Merinos pretos finos, 800, 900 rs I*, 1*200 c
1*40!'o covado.
Sedas c setins pretos, grande variedade de
precos.
Bastos & C.
d'aqui
ir.
a seis
de Sauves responder
das, isto a 23 de
fora devida maior quantia, declarou reco-
e Sauves o jogadorin-
ao jury
agosto.
Os labios do Sr. Bosc estavam muito
brancos.
Na verdade, disse elle, urna vez que
quiz dvertir-me um pouco, fui de urna
^orte extraordinaria!. Roubado em ses-
senta mil francos no Havre pelos gregos :
e em Pariz esplendida a outra histo-
ria !... Que embrulhada !... E mmha
mulher V... Ah! estou mettido em bons
lenges !...
Neste instante fez-se ouvir um lgeiro
ruido na porta, e de sob o reposteiro le-
vantado surgi urna admiravel cabega de
mulher com olhes de diamante preto.
O seu rosto paludo e Jligeiramente mo-
reno era de urna meiguce e de urna pu-
reza adoraveis; s dlias espessas sobran-
celhas, unidas na base como a lamina re-
curvada de .urna temivel ceinitarra, diziatn
que nao era bom fiar-se demasiadamente
naque lia anglica e talvez mentirosa ex-
pres?5o physionomca".
O que ha de novo? perguntou ella
entrando.
Os negociosaaugmentam de dia para
da, respondeu Raymundo, mettendo sor-
rateiramente debaixo de um mago de pa-
pis a carta que acabava de 1er.
Ah! ests muito paludo e com um
ar singular !
Eu nao.
Digo-te que ests. O que tens '<
Nada.
Toma sentido, se algum dia eu sou-
ber...
Sim, conhego o estnbilho. J estou
habituado.
Zangas-te, signal de que tenho ra-
zio.
Pego-te, deixa-me. Estou contraria-
do porque tenho que fazer urna viagem.
Pois bem, eu te acompanharei desta
vez.
Como quizeres. Na certeza de que
dar-me-ha grande prazer.
6im, mas .. Porque j estava espe-
ra do mas...
Oh! nao cousa que nos embarace.
Os nossos pequeos v2o entrar em ferias,
e se partirmos ambos, pode-se deixal-os
no lyceu e no convento.
Carmen adorava os filhos. '
Leveraol-os comnosco, disse ella.
Com este calor em Pariz, para que
elles caiam doentes, nunca,
E' entao a Pariz que vais?
Para um importante negocio de vi-
nhos com urna casa de Be rey, sim.
Foi hoje que recebeste a proposta ?
perguntou ella olhando de maneira muito
inquietadora para os papis estendidos so-
bre a secretaria.
Urna inspiragSo salvou Raymundo.
N2o, respondeu elle, foi nestes lti-
mos dias.
- Porque nao fallaste deasa viagem
mais cedo ?
Porque precisava saber se a quanti-
dade de vinhos em deposito permittia-mc
concluir o negocio.
Ella n2o insisti.
Elle n2o havia recusado positivamente
leval-a corasigo, nem hesitado as suas
respostas : Carmen tinha, portante, con-
tanga.
A tua yjagein ser muito demorada ?
perguntou ella anda.
Smente o tempo de ir e vr.
E partes ?...
Hoje, s sete horas.
J!
Para que esteja de volta e .poesa go-
zar da companhia de todos voces o mais
cedo possivel.
Ao cab de alguns segundos accrescen-
tou :
Se quizesses ser-me agradavel, far-
roe-hias urna cousa.
O que ?
Iras com os pequeos para a nossa
quinta beira-mar ; aqu fas muito calor,
e alm disso tem-se nado nestes ltimos
dias alguns casos de febre typhoide, o que
me inquietara extraordinariamente du-
rante a viagem.
EUa deixou-o encantada pela" sua solici-
tude, promettendo-lhe com effeito partir
no dia seguinto mesmo, gara urna quinta
solitaria que possuiam nos (arredores do!
Porto, e que era, a despeo do seu isola-
ncnto, a mais admiravel propriedn
Vais Barato
i
COI
ALojadasLislras Aziies
A* RA DUQUE DE CAXIAS N. 61
Telephonen. 211
as fazendas vendidas nestn casr. sHo de boaqua-
lidade. e nao levam medida escassa,
aceitase a fezenda vendida se, por
quaiqr.or motivo nao flMtsle muito agra-
do da pessoa para quera for comprada
D-se descont a quem comprar de 20*.
para cima.
ESPECIAUDADES
iiiin de listras azuespecas com
20 varas a G$(X)0.
Madapolao com um metro de larga-
ra a 6)5800 a pega.
Cortes de vestidos bordados em
cartSo a 105000.
Velludllho bordado acontas a.1)4600
o covado.
Cachemiras pretas, de quadros e
arrendadas a 2(4 e 255O0.
Tecidos phantazia arrendado proprio
para baile e theatro a 400e500 rs.
Cortes de cachemira com guarnigoa
bordadas, lindas cores, a 205 e 255000.
ttetlm Maco de todas as cores a 750
e 800 rs.
Jnon bordado tecido de urna s
qualquer que se deseje, a 200 rs.
Zefiros lisos e bordado, tecido 6
novidadaa 500 rs.
Lis de quadrinhos a 200, 240 e 300
o covado.
Unhos lisos a 00 e de quadrinhos a
OOrs.
Cinardanapos mclhor qualidade a
15^00 a duzia.
Atoalhado branco e de cores a 15.
Oleados para mea redonda ooM
drada 45000.
Cortinados de crochet, com snelas,
idtima novidade, para janellas e portas^j
Crochet para cortinadas a 900 rltj
metro. pjfl
Colehas fustao, brancas e de res a 25000.
Chitas finas precales a 200 e
Chitas escuras a 160, 240 e
Batistes de cores seguras a 19
_\anzuc de lindas cores a 280 M
II r i Di pardo esguiao a 240, 280 e320.
Casinetas de cores escuras para rou-
pa de homem ou menino a 400 e 500 rs-.
Mantilhas de renda hespanhola, pre-
ta, de seda a 85000.
Capas e visitas, de cachemira, de ren-
da, com lindos enteites e com vibrilhoa a
205, 255 e 305000.
Leques de pennao e transparentes,
ultima novidade, todo prego.
Lavas de seda, lizas, bordadas ou ar-
rendadas, pretas e de qualquer cor a 25.
Espartilhos inglezes a 45500 e 55,
tem desde o n. 40 at 80 de grossara.
Bleo branco creme e de. todas as
cores desde 700 rs. at 25500 a pega.
Rendas hespanholas, de seda e de
algodao, preta, branca e de qualquer CQr
Babados e entremeios bordados tm
pados e transparentes por todo prego.
Cirampos e pentinhos fantazia para
cabello a 400 e 500 rs.
Baleias para vestidos a 260 rs/a
duzia.
Reoslos despertadores com fi-
guras em movimento a 85 e 95000.
Aspas de ago para vestidos a 120 rs.
o metro.
Sargcllaa francez fino, diagonal, a
200 rs. de qualquer cor.
Crinolina de cordlo preta, branca,
chumbo e cor de caf a 400 rs. o metro.
Redes americanas para
dormir a 35500 e para homem a Gi
75000.
E muitas fazendas que se vende muito
barato para liquidar facturas na loja das
LISTRAS AZUES de
Jos Augusto Dias
"a"6
j50w e
Portugal, com as suas muralhas de Gra-
nito, esbatidas constantemente pelas va-
gas.
Assim Raymundo ficaria mais tran-
quillo : Carmen nao vera ninguem, nlo
receberia jornaes ; e era provavel que fi-
casse ignorando o negocio que chamava-o
a Pariz.
Depois das ferias, quando ella voltasse
para Lisboa, os que tivessem sabido tel-o-
hiam esquecido j.
A' tarde elle tomou o exprs so
Mas estava horrivelmente inquieto.
A carta era datada de 17 de Agosto.
Tinha sido entregue em Lisboa smente
no dia 21.
Chegaria a tempo de cumprir em Pa-
riz o seu dever de homem de bem ?
CAPITULO X
O Jary
A sessao do jury devia abrir-se, nSo ns
dia 23 de Agosto, como por engao escre-
vera Jlo Duvergier 'ao seu amigo de Lis-
boa, mas sim a 21, isto c, dous dias an-
tes.
Pedro de Sauves, de todos quantos o
cercavam, era o nico que conservava o
seu sangue fri e a sua coragem.
Como podes estar assim calmo ? per-
guntava-lhe um dia Adelia desvairada e
desesperada com semelhante negocio, ca-
da .vez mais sombro, obscuro embrulha-
do, todo centra o infeliz engenheiro.
Com o seu sorriso compungente, na sua
profunda melancola, Pedro responda :
Sem medo, porque sinto-me sem cul-
pa!...
Sem medo exclamou Adelia, e a
fatalidade faz com fque as provas abun-
de m c nSo se encontr nem o americano
que aconselhou-te a que fosses Ingla-
terra, nem o tal Frangois Rey que per-
deu os quarenta e nm mil francos no Ha-
vre !... E na m3o do meu pobre Jorge
havia um punhado de cabellos pretos se-
melhantes aos teus Ah desgraga! des
graga!... Nos estamos todos amaldigoa-
dos !...
E com a sua persistencia inabalavel^,
sua calma imperturbavel, Pedro eonti
va a dizer, dizia sem cessar :
A mmha condemnag&o ainda n*
pronunciada. Havemos de ve
fender-me-h'3 to enrgicamente, q
porei aos mais prevenido 1
niinha inculpabilidade;
elles rae julguem e me
cente.
B
*;
.



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